09.02.2022 Visualizações

Revista Newslab Ed. 169

Revista Newslab Edição 169 Seguiremos buscando aprimorar a qualidade de nossa revista, contentes com a comemoração dos 28 anos, em novembro do ano passado, e com todo o espaço já conquistado. Foram mais de um milhão e meio de acessos em 2021, um crescimento de 50% em relação ao ano de 2020.

Revista Newslab Edição 169
Seguiremos buscando aprimorar a qualidade de nossa revista, contentes com a comemoração dos 28 anos, em novembro do ano passado, e com todo o espaço já conquistado. Foram mais de um milhão e meio de acessos em 2021, um crescimento de 50% em relação ao ano de 2020.

SHOW MORE
SHOW LESS

Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!

Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.

R$ 25,00


evista<br />

<strong>Ed</strong>itorial<br />

Ano 29 - <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> - Janeiro 2022<br />

Ano novo, novos desafios. Inicio este primeiro<br />

editorial entusiasmada com o trabalho que temos<br />

pela frente.<br />

Seguiremos buscando aprimorar a qualidade de<br />

nossa revista, contentes com a comemoração dos 28<br />

anos, em novembro do ano passado, e com todo o<br />

espaço já conquistado. Foram mais de um milhão e<br />

meio de acessos em 2021, um crescimento de 50%<br />

em relação ao ano de 2020.<br />

Continuaremos promovendo o aumento de diálogos<br />

com o meio acadêmico, mantendo, ainda, nosso<br />

compromisso em divulgar práticas inovadoras,<br />

descobertas e pesquisas enriquecedoras de toda<br />

nossa área de medicina diagnóstica.<br />

A edição <strong>169</strong> chega com diferentes e interessantes<br />

contribuições, propostas inovadoras e instigantes,<br />

atenta aos novos contextos atuais e novas tecnologias.<br />

Dentre os artigos científicos, trouxemos nesta edição<br />

um trabalho excepcional sobre Mieloma Múltiplo,<br />

outro sobre Análise das alterações hematológicas<br />

encontradas em pacientes com dengue e ainda,<br />

um artigo intitulado Predição de epitopos e análise<br />

estrutural de subtipos de Toxina Shiga Like produzidos<br />

por Escherichia coli no Brasil.<br />

Apresentados os artigos, seguimos para as<br />

seções da revista.<br />

Começamos o ano com uma nova coluna, a<br />

Neurociência em Foco, recebida de Portugal, escrita<br />

pelo renomado neurocientista Dr. Fabiano de Abreu<br />

Agrela Rodrigues que é PhD em Neurociências,<br />

Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências<br />

da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com<br />

formações também em neuropsicologia, nesta edição<br />

ele discorre sobre A Síndrome da Fadiga Crônica<br />

sob a perspectiva da neurociência. Trata-se de uma<br />

importante contribuição em relação a este tema tão<br />

atual: A fadiga. Um mal vivido por todos os seres<br />

humanos que resulta da disfunção entre a dopamina<br />

e o cortisol, dois hormônios de extrema importância<br />

para o bem estar e qualidade de vida.<br />

Na seção Gestão Laboratorial, Dr. Humberto Façanha<br />

nos convida a refletir sobre 2022 - O QUE OS<br />

GESTORES LABORATORIAIS DEVEM ESPERAR E FAZER?<br />

Convido os leitores a participarem ativamente da<br />

elaboração da <strong>Newslab</strong>, enviando colaborações,<br />

artigos, ideias, sugestões. Pedimos também que<br />

divulguem a revista para suas redes, de modo<br />

que mantenhamos nosso constante crescimento,<br />

aprendizado e diálogo colaborativo na divulgação de<br />

práticas e inovações no âmbito laboratorial.<br />

Desejo a todos vocês, uma excelente leitura!<br />

Luciene Almeida<br />

<strong>Ed</strong>itora Chefe<br />

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,<br />

acessem nossas redes sociais:<br />

/revistanewslab<br />

/revistanewslab<br />

Ano 29 - <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> - Janeiro 2022<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab<br />

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo - SP<br />

Tel.: (11) 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br<br />

CNPJ.: 35.678.385/0001-25 - Insc. Est.: 128.209.420.119 - ISSN 0104 - 8384<br />

/revistanewslab<br />

@revista_newslab<br />

EXPEDIENTE<br />

Realização: <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong><br />

Conselho <strong>Ed</strong>itorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br<br />

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@newslab.com.br<br />

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br<br />

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br<br />

Comercial: Claudia Lima (11) 99214-0430 | comercial2@newslab.com.br<br />

Diagramação e Arte: FC Design | contato@fcdesign.com.br<br />

Impressão: Gráfica Hawaii | Periodiciade: Bimestral<br />

0 2<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


evista<br />

Ano 29 - <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> - Janeiro 2022<br />

Normas de Publicação<br />

para artigos e informes de mercado<br />

A <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong>, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para<br />

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.<br />

Informações aos Autores<br />

A <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong>, em busca constante de novidades<br />

em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas<br />

para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso<br />

precise de informações adicionais, entre em contato com<br />

a redação.<br />

Informações aos autores<br />

Bimestralmente, a <strong>Revista</strong> NewsLab publica editoriais,<br />

artigos originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses<br />

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e<br />

qualquer contribuição que possua correlação com as análises<br />

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.<br />

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos<br />

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer<br />

conflito de interesse existente, em particular aqueles de<br />

natureza financeira relativo a companhias interessadas<br />

ou envolvidas em produtos ou processos que estejam<br />

relacionados com a contribuição e o manuscrito apresentado.<br />

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso<br />

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do<br />

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.<br />

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com<br />

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão<br />

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.<br />

As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser<br />

enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.<br />

Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos<br />

que a resolução do escaneamento seja de 300 dpi’s, com<br />

extensão em TIF ou JPG.<br />

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados<br />

por e-mail, ordenados em título, nome e sobrenomes<br />

completos dos autores e nome da instituição onde o estudo<br />

foi realizado. Além disso, o nome do autor correspondente,<br />

com endereço completo fone/fax e e-mail também<br />

deverão constar. Seguidos por resumo, palavras-chave,<br />

abstract, keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e<br />

Métodos, Parte Experimental, Resultados e Discussão,<br />

Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,<br />

tabelas e legendas.<br />

As referências deverão constar no texto com o sobrenome<br />

do devido autor, seguido pelo ano da publicação, segundo<br />

norma ABNT 10520.<br />

As identificações completas de cada referência citadas no<br />

texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do autor em<br />

primeiro lugar seguido pela sigla do prenome. Ex.: sobrenome,<br />

siglas dos prenomes. Título: subtítulo do artigo. Título do livro/<br />

periódico, volume, fascículo, página inicial e ano.<br />

Evite utilizar abstracts como referências. Referências<br />

de contribuições ainda não publicadas deverão ser<br />

mencionadas como “no prelo” ou “in press”.<br />

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab<br />

A/C: Luciene Almeida – redação<br />

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110<br />

CEP 01407-000 - São Paulo-SP<br />

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br<br />

Ou em http://www.newslab.com.br/publique/<br />

Contato<br />

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos<br />

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.<br />

REDAÇÃO: Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo-SP<br />

TELEFONE: (11) 3900-2390<br />

EMAIL: redacao@newslab.com.br.<br />

Acesse nosso site: www.newslab.com.br<br />

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa, acessem nossas redes sociais:<br />

/revistanewslab<br />

/revistanewslab<br />

/revistanewslab<br />

@revista_newslab<br />

Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e informes<br />

assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da <strong>Newslab</strong> <strong>Ed</strong>itora Eireli.<br />

Filiado à:<br />

0 4<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


evista<br />

Índice remissivo de anunciantes<br />

ordem alfabética<br />

Ano 29 - <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> - Janeiro 2022<br />

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.<br />

ALTONA 29<br />

BIOCON 71<br />

BIOMEDICA 67<br />

BIOTECNO 69<br />

BUNZL SAÚDE 09<br />

CELLAVISION 97<br />

DB<br />

4ª CAPA<br />

DIAGNO 103<br />

DIAGNÓSTICA CREMER 77<br />

ERBA 41<br />

EUROIMMUN 117<br />

FIRSTLAB 83<br />

GREINER 99<br />

GRIFOLS 05<br />

GT GROUP BIOSUL 73<br />

HAGELAB SISTEMAS 39<br />

HAMILTON DO BRASIL 25<br />

HORIBA 2ª CAPA | 119<br />

J. R. EHLKE&CIA 14-15<br />

KOLPLAST 87<br />

LABORLINE 11<br />

MINDRAY 91<br />

MOBIUS 49<br />

MP SYSTEMS 51<br />

NEWPROV 79<br />

NIHON KOHDEN 23 | 44-45<br />

PERKINELMER 19<br />

PNCQ 109<br />

PRIME CARGO<br />

CAPA - 3ª CAPA<br />

RENYLAB 53<br />

SARSTEDT 21<br />

SNIBE 13<br />

TBS-THE BINDINGSITE 63<br />

THERMOFISHER 07<br />

VEOLIA 93<br />

VIDA BIOTECNOLOGIA 61<br />

WAMA 65<br />

ZYBIO 03<br />

ZYMO RESEARTH<br />

33 - FOLDER<br />

Conselho <strong>Ed</strong>itorial<br />

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição<br />

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira<br />

de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São<br />

Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da<br />

Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo<br />

Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da<br />

USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade<br />

Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e<br />

Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.<br />

Colaboraram nesta <strong>Ed</strong>ição:<br />

Allyne Cristina Grando, Humberto Façanha, Fábia Bezerra, Gleiciere Maia Silva, Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Luiz Arthur Calheiros Leite, Brunno Câmara, José de Souza Andrade-Filho,<br />

Helena Varela de Araújo, Rafaele Loureiro, Bruna Garcia, Mauren Isfer Anghebem, Juliana Garotti, Luciana Chavasco, Caroline Neves, Anderson Pereira Soares, Andreia Paula Lopes de Almeida,<br />

Amanda de Lima Gazzineu, Jonas Michel Wolf.<br />

0 6<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


ÍNDICE<br />

revista<br />

Ano 29 - <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> - Janeiro 2022<br />

52<br />

MATÉRIA DE CAPA<br />

GRUPO PRIME<br />

VAMOS JUNTOS?<br />

Com gestão integrada e em consonância com as demandas<br />

do mercado, Grupo Prime cresce e se consolida como<br />

operador logístico focado na área da saúde.<br />

10<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

ANÁLISE DAS ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS<br />

ENCONTRADAS EM PACIENTES COM DENGUE<br />

26<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

ASPECTOS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICO DE<br />

MIELOMA MÚLTIPLO: A CITOMETRIA DE FLUXO<br />

NO DIAGNÓSTICO E NA PESQUISA DE DOENÇA<br />

RESIDUAL MENSURÁVEL.<br />

Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera,<br />

Jufner Celestino Vaz Toni, Kely Braga Imamura.<br />

Autoras: Danielle Borges Germano e<br />

Helena Varela de Araújo<br />

02<br />

56<br />

60<br />

64<br />

- <strong>Ed</strong>itorial<br />

- Radar Científico I - ThermoFisher<br />

- Minuto Laboratório<br />

- Bioquímica<br />

34<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

PREDIÇÃO DE EPITOPOS E ANÁLISE<br />

ESTRUTURAL DE SUBTIPOS DE TOXINA SHIGA<br />

LIKE PRODUZIDOS POR ESCHERICHIA COLI<br />

NO BRASIL<br />

Autores: Yasmin Pina de Almeida,<br />

Anderson Pereira Soares.<br />

66<br />

68<br />

74<br />

82<br />

- Neurociência em Foco<br />

- Medicina Genômica<br />

- Citometria de Fluxo<br />

- Análises Clínicas<br />

48<br />

GESTÃO LABORATORIAL<br />

2022 – O QUE OS GESTORES LABORATORIAIS<br />

DEVEM ESPERAR E FAZER?<br />

Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.<br />

84<br />

- Biossegurança<br />

86<br />

88<br />

90<br />

123<br />

- Hematologia<br />

- Logística Laboratorial<br />

- Informes de Mercado<br />

- Analogias em Medicina<br />

80<br />

LADY NEWS<br />

O USO DO PODCAST COMO FERRAMENTA<br />

DE EDUCAÇÃO CONTINUADA NO ÂMBITO<br />

LABORATORIAL<br />

Autora: Luciana Chavasco, Ana Carolina Caetano.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Produtos para<br />

Laboratório<br />

com referência no<br />

mercado, é na<br />

Bunzl Saúde!<br />

Coleta de Sangue<br />

Coleta e Análise de<br />

Amostras<br />

Curativos e Antissepsia<br />

Equipamentos<br />

Estantes e Racks<br />

Ginecologia<br />

Manipulação de Líquidos<br />

Microscopia<br />

Testes<br />

CENTRÍFUGAS<br />

LABORLINE<br />

PARCEIRO<br />

EXCLUSIVO<br />

/bunzlsaude<br />

blog.bunzlsaude.com.br<br />

portal@bunzlsaude.com.br<br />

bunzlsaude.com.br<br />

Ganhe desconto acessando<br />

nosso Portal de Compras<br />

da Saúde!<br />

UTILIZE O CUPOM<br />

BUNZL2022NL<br />

* Cupom não acumulativo. Válido apenas para<br />

uma compra realizada em nosso Portal de<br />

Compras de 15/01 a 15/03/2022.


ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

ANÁLISE DAS ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS<br />

ENCONTRADAS EM PACIENTES COM DENGUE<br />

Analysis of hematological changes found in patients with dengue<br />

Autores:<br />

Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino<br />

Vaz Toni2, Kely Braga Imamura 3 .<br />

1 - Especialista em Banco de Sangue e Hematologia Clínica<br />

pela Faculdade Unyleya, Brasília- DF-Brasil.<br />

2 - Mestre em Biotecnologia; Professor do curso de<br />

especialização em Patologia Clínica na Faculdade Unyleya,<br />

Brasília -DF- Brasil.<br />

3 - Doutora em Biotecnologia; Professora do curso de<br />

especialização em Banco de Sangue e Hematologia Clínica<br />

na Faculdade Unyleya, Brasília -DF- Brasil.<br />

* Imagem ilustrativa<br />

Resumo<br />

A dengue é uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti de<br />

importância mundial, que acompanha a humanidade há centenas de<br />

anos, sendo, todavia, negligenciada e sem perspectivas de controle<br />

em curto prazo. A dengue pode ser assintomática ou apresentar amplo<br />

espectro clínico, variando de doença febril autolimitada até formas<br />

graves, que podem evoluir para choque circulatório e óbito. Para tanto,<br />

a precocidade no diagnóstico da doença e na detecção de sinais de<br />

alarme, que indicam uma evolução desfavorável, assim como o controle<br />

da disseminação, a erradicação do mosquito transmissor, e a instituição<br />

de tratamento adequado são fundamentais para frear o avanço da<br />

doença. De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue afeta mais de<br />

100 milhões de pessoas por ano, no mundo, e é uma das doenças que<br />

causam maior impacto na saúde pública do país. Não há tratamento<br />

específico para a dengue, ele é apenas sintomático e de suporte, e até<br />

o momento, não existe vacina disponível para prevenção da doença,<br />

sendo o controle do vetor a medida mais efetiva. São comuns as<br />

alterações no hemograma, como hemoconcentração, leucopenia,<br />

plaquetopenia e alterações de hemostasia sanguínea com presença<br />

frequente de manifestações hemorrágicas. Algumas dessas alterações<br />

estão relacionadas com a gravidade da doença e indicam a necessidade<br />

de intervenção terapêutica com finalidade de reduzir a mortalidade.<br />

Dessa forma, o objetivo deste estudo é apresentar uma análise das<br />

alterações hematológicas encontradas em pacientes com dengue<br />

nos períodos de 2009 a 2015 nos estados das regiões Sul, Sudeste e<br />

Nordeste do Brasil, correlacionando-as às características genéticas e<br />

imunológicas da doença.<br />

Palavras-chave: Dengue, alterações hematológicas, FHD, arbovirose.<br />

Abstract<br />

Dengue is an arbovirus transmitted by Aedes aegypti of world<br />

importance, which has been with humanity for hundreds of years,<br />

however neglected and with no prospects for control in the short<br />

term. Dengue can be asymptomatic or present a broad clinical<br />

spectrum, ranging from self-limited febrile illness to severe forms<br />

that can progress to circulatory shock and death. Therefore, early<br />

diagnosis of the disease and detection of alarm signals, which<br />

indicate an unfavorable evolution, as well as the control of<br />

dissemination, the eradication of the transmitting mosquito, and<br />

the institution of adequate treatment are essential to curb the<br />

progress of the disease. According to the WHO, dengue affects more<br />

than 100 million people a year worldwide, and is one of the diseases<br />

that cause the greatest impact on public health in the country.<br />

There is no specific treatment for dengue, it is only symptomatic<br />

and supportive, and so far, there is no vaccine available to prevent<br />

the disease, with vector control being the most effective measure.<br />

Alterations in the blood count, such as hemoconcentration,<br />

leukopenia, thrombocytopenia and alterations in blood hemostasis,<br />

with frequent presence of hemorrhagic manifestations, are common.<br />

Some of these changes are related to the severity of the disease and<br />

indicate the need for therapeutic intervention in order to reduce<br />

mortality. Thus, the aim of this study is to present an analysis of<br />

the hematological alterations found in patients with dengue in the<br />

periods from 2009 to 2015 in the states of the South, Southeast<br />

and Northeast regions of Brazil, correlating them to the genetic and<br />

immunological characteristics of the disease.<br />

Keywords: Dengue, hematological alterations, FHD, arbovirus.<br />

0 10<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Introdução<br />

Mais de dois bilhões e meio de pessoas<br />

residem em regiões endêmicas da dengue<br />

e aproximadamente 400 milhões de<br />

infecções ocorrem por ano, com uma taxa de<br />

mortalidade que chega a ultrapassar 20% em<br />

algumas áreas. A Organização Mundial da<br />

Saúde (OMS) considera a dengue como um<br />

grande desafio global de saúde pública que<br />

ocorre essencialmente nos países tropicais<br />

e subtropicais. A doença teve um aumento<br />

logarítmico entre as décadas de 1960 e 2010,<br />

justificado principalmente devido ao aumento<br />

da taxa de crescimento populacional,<br />

aquecimento global, urbanização não<br />

planejada, controle ineficiente dos mosquitos,<br />

viagens aéreas frequentes e falta de<br />

instalações de saúde (OMS, 2021).<br />

A infecção causada pelo vírus da dengue<br />

afeta mais de 100 países, incluindo a Europa e<br />

os Estados Unidos. O primeiro caso relatado de<br />

uma doença semelhante a dengue ocorreu na<br />

Índia em 1780, já a primeira epidemia ocorreu<br />

entre 1963-1964, também na Índia. A dengue<br />

apresenta um quadro clínico diversificado que<br />

varia de doença assintomática até quadros<br />

graves de febre hemorrágica da dengue (FHD),<br />

evoluindo para a síndrome do choque da<br />

dengue (SCD), associadas à elevada taxa de<br />

mortalidade. É uma doença sazonal, ocorrendo<br />

com maior frequência em períodos quentes<br />

e de alta umidade, já que estas condições,<br />

encontradas em países tropicais e subtropicais,<br />

favorecem a proliferação do mosquito<br />

transmissor, o Aedes aegypti (OMS, 2021).<br />

O vírus da dengue pertence ao gênero Flavivirus<br />

e à família Flaviviridae. É um vírus de RNA, de<br />

filamento único, envelopado e que possui quatro<br />

sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4 (DIAS<br />

et al., 2010). A proteção cruzada entre eles é<br />

apenas transitória, de forma que uma mesma<br />

pessoa pode apresentar a doença até quatro vezes<br />

ao longo da sua vida. No Brasil, o sorotipo 3 do<br />

vírus da dengue predominou na grande maioria<br />

dos estados entre 2002 e 2006. No período entre<br />

2007 e 2009, observou-se alteração no sorotipo<br />

predominante, com a substituição do DEN-3 pelo<br />

DEN-2 e uma nova circulação do sorotipo 1. Essa<br />

alteração levou a ocorrência de epidemias em<br />

diversos estados e ao aumento no número de<br />

casos graves da doença (OMS, 2021).<br />

A dengue, clinicamente é difícil de se diferenciar<br />

de inúmeras outras doenças virais e, sendo assim,<br />

muitas vezes permanece sem diagnóstico. O Aedes<br />

aegypti também é responsável pela transmissão<br />

da Chikungunya e Zika. Na dengue, as alterações<br />

no hemograma, como hemoconcentração,<br />

leucopenia, plaquetopenia e alterações de<br />

hemostasia sanguínea com presença frequente<br />

de manifestações hemorrágicas são comuns.<br />

Algumas dessas alterações estão relacionadas<br />

com a gravidade da doença e indicam a<br />

necessidade de intervenção terapêutica com<br />

finalidade de reduzir a mortalidade. Assim, o<br />

objetivo deste estudo é apresentar uma análise<br />

das alterações hematológicas encontradas<br />

em pacientes diagnosticados com dengue<br />

nos períodos de 2009 a 2015 nos estados<br />

das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil,<br />

correlacionando-as às características genéticas e<br />

imunológicas da doença.<br />

Metodologia<br />

O presente estudo consiste em uma revisão<br />

descritiva com base na busca de artigos científicos<br />

disponíveis em diferentes bancos de dados. A<br />

busca foi realizada entre os meses de fevereiro<br />

a dezembro de 2009 a 2015 nas bases de dados<br />

Medline/Pubmed, Science Direct e Scielo, nos<br />

idiomas português e inglês, abrangendo artigos<br />

publicados neste período. Os descritores utilizados<br />

foram dengue, alterações hematológicas, pacientes<br />

com dengue, arbovíroses, bem como a combinação<br />

destas palavras. Foi adotado como critério de<br />

inclusão, as publicações cuja temática abordavam<br />

os resultados das alterações hematológicas<br />

encontradas nos pacientes diagnosticados com<br />

dengue. Foram excluídas publicações que não<br />

contemplaram o tema, ou apresentavam-se vagas<br />

de acordo com o objetivo proposto.<br />

0 12<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely<br />

Braga Imamura 3 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Revisão bibliográfica<br />

Vetor, transmissão, diversidade genética<br />

e patogênese da Dengue<br />

O Aedes aegypti é um mosquito que possui<br />

hábito diurno, essencialmente no início da<br />

manhã e no final da tarde, possui preferência<br />

por ambientes urbanos e intradomiciliares,<br />

alimentando-se principalmente de sangue<br />

humano (BARROS et al. 2008). A proliferação<br />

do A. aegypti é feita pela postura de ovos pela<br />

fêmea em locais com água parada, após a<br />

postura, os ovos eclodem originando as larvas.<br />

O tempo entre a eclosão do ovo, a fase larval e<br />

o mosquito adulto permeiam em torno de 10<br />

dias. Em locais mais quentes este processo pode<br />

ser ainda mais rápido. Vale ressaltar que o ovo do<br />

A. aegypti sobrevive até um ano fora da água,<br />

aguardando condições ambientais favoráveis<br />

para se desenvolver (BARROS et al. 2008).<br />

O mosquito adquire o vírus da dengue ao<br />

se alimentar do sangue do indivíduo que se<br />

encontra na fase de viremia. Essa fase iniciase<br />

1 dia antes do início dos sinais clínicos,<br />

como a febre, durando até o 6° dia da doença.<br />

Interessantemente, o vírus se localiza nas<br />

glândulas salivares do mosquito, se prolifera<br />

e permanece no mesmo local deixando o<br />

artrópode infectante durante toda a sua<br />

vida (BRASIL, 2021). Nesse sentido, uma vez<br />

infectada, a fêmea do A. aegypti inocula<br />

o vírus junto com a sua saliva ao picar o<br />

indivíduo sadio. Ademais, a fêmea também<br />

faz a transmissão transovariana do vírus<br />

para a sua prole, expandindo, dessa forma, a<br />

doença (BARROS et al. 2008).<br />

Depois de inoculado no hospedeiro humano,<br />

o vírus da dengue permeia as células e replicase,<br />

gerando, consequentemente progenitores<br />

virais. Neste momento, a fase de viremia tem<br />

início, em seguida há distribuição do vírus<br />

para todo o organismo. Os principais locais de<br />

replicação viral no hospedeiro humano são as<br />

células da linhagem monocítica-macrofágica<br />

de órgãos linfoides, pulmões e fígado<br />

(BHAMARAPRAVATI, 1997). Vale lembrar<br />

que a replicação viral estimula os monócitos<br />

e, indiretamente os linfócitos a produzirem<br />

citocinas. Algumas dessas citocinas possuem<br />

efeito pró-inflamatório e, sendo assim, serão<br />

responsáveis pelos primeiros sintomas, como a<br />

febre, outras citocinas são capazes de estimular<br />

a produção de anticorpos, que se ligam aos<br />

antígenos virais formando os imunocomplexos<br />

(FONSECA e FONSECA, 2002).<br />

Os anticorpos IgM “antidengue” começam<br />

a ser produzidos a partir do 5° ou 6° dia<br />

de infecção (GUZMÁN e KOURI, 2002). Os<br />

anticorpos diminuem o processo infeccioso,<br />

iniciando o declínio da viremia (TSAI et<br />

al., 2005). Vale ressaltar que os títulos<br />

desses anticorpos caem ao longo da vida,<br />

entretanto, eles continuam conferindo<br />

imunidade sorotipo específica, sendo assim,<br />

em uma infecção secundária, a produção de<br />

anticorpos é mais rápida e atinge níveis mais<br />

elevados (GUBLER, 1998).<br />

0 16<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


uma sequência não conservada (diferente do que<br />

encontramos em outros vírus do gênero Flavivirus).<br />

Lembrando que a região 3’ não traduzida também<br />

está envolvida na replicação viral e ainda apresenta<br />

sequências conservadas entre os Flavivírus, que<br />

é dividida em (I) região variável, localizada logo<br />

após a ORF e (II) região terminal, que contém uma<br />

sequência de ciclização (SC1) e uma estrutura em<br />

haste (“stemm-loop”) totalmente estável. Essas<br />

regiões interagem com as proteínas não estruturais<br />

NS3 e NS5 (GRIFFIN, 2007).<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

O vírus da dengue é um vírus de RNA, de<br />

filamento único, envelopado. As primeiras<br />

linhagens do vírus da dengue possuíam uma<br />

baixa diversidade genética, e dessa forma,<br />

uma imunidade cruzada total ou parcial, pode<br />

ter impulsionado uma origem alopátrica dos<br />

diferentes sorotipos, auxiliando as diferenças<br />

genéticas existentes hoje. Os flavivírus,<br />

particularmente os que são arbovírus possuem<br />

uma baixa taxa de mutação, quando são<br />

comparados com outros vírus de RNA. Estudos<br />

moleculares das sequências de nucleotídeos<br />

do genoma dos diferentes sorotipos da dengue<br />

mostraram os genótipos que estão nas regiões<br />

tropicais. Nas Américas a circulação do grupo<br />

genotípico do DEN-1; DEN-2; DEN-3 e DEN-4<br />

destacaram-se (FAUCI; MORENS, 2016).<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

As partículas virais do DEN apresentam cerca<br />

de 50 e 55 nm de diâmetro, possuem um core de<br />

ribonucleoproteínas, um envelope de glicoproteínas,<br />

e seu genoma codifica uma poliproteína. Essa<br />

poliproteína é clivada em 10 proteínas, sendo<br />

3 estruturais e 7 não estruturais. Vale ressaltar<br />

que o genoma do DEN é constituído por uma<br />

região codificadora que varia entre 10.158 e<br />

10.173 nucleotídeos, e essa região codificadora é<br />

flanqueada por regiões terminais não traduzidas 5’<br />

e 3’ que possuem cerca de 100 e 450 nucleotídeos<br />

respectivamente. A região 5’ não traduzida está<br />

envolvida na tradução e na replicação do genoma do<br />

vírus e a complementariedade da cadeia negativa,<br />

atua como sítio de iniciação da cadeia positiva<br />

(durante o processo de replicação do RNA viral).<br />

De forma interessante, o vírus da dengue apresenta<br />

Diferentes fatores relacionados tanto ao vírus<br />

quanto ao hospedeiro determinam a gravidade<br />

da doença. Lembrando que a dengue pode<br />

ser tanto assintomática, como causar febre<br />

hemorrágica (FHD) ou síndrome do choque da<br />

dengue (SCD). Entre estes fatores destacam-se<br />

os diferentes genótipos dos vírus. Alguns vírus<br />

podem ser mais virulentos de acordo com Rico-<br />

Hesse et al., 1997, infectando um número maior<br />

de células, aumentando consequentemente a<br />

viremia. Este aumento da viremia ativa ainda<br />

mais o sistema imune do indivíduo gerando<br />

uma resposta inflamatória intensa, permitindo o<br />

desenvolvimento de formas mais graves da doença<br />

(FONSECA e FONSECA, 2002). Vale ressaltar que<br />

essa hipótese é reforçada uma vez que a maioria<br />

dos casos de FHD observados nas Américas foram<br />

associados ao sorotipo DEN-2. RICO-HESSE et<br />

al., 1997, ressalta também que esta hipótese<br />

pode correlacionar os casos de FHD isolados<br />

que ocorrem durante a infecção primária com a<br />

infecção de cepas mais virulentas. Estudos indicam<br />

que indivíduos com FHD possuem populações de<br />

macrófagos intensamente infectadas, produzindo<br />

viremia elevada (DAHER, 2005).<br />

0 17


Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely<br />

Braga Imamura 3 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

De acordo com Sabin 1952, o risco de ocorrer<br />

uma FHD ou SCD é maior na infecção secundária<br />

quando comparada à infecção primária. Este<br />

fato está relacionado com o tipo de imunidade<br />

conferida em cada infecção. Na infecção primária,<br />

o indivíduo produz anticorpos neutralizantes para<br />

o sorotipo específico da dengue que causou essa<br />

infecção, ou seja, uma imunidade homóloga,<br />

que permanece por toda a vida. Todavia, esses<br />

representando um aumento de mais de 150%<br />

em relação ao ano de 2009. Desse total, 2.271<br />

casos foram de FHD, com 367 óbitos. A região<br />

sudeste foi a que notificou o maior número<br />

de casos (51,2%), seguida do Centro-Oeste<br />

(23,7%), Nordeste (11,3%), Norte (8,5%) e<br />

Sul (5,3%) (COSTA, et al., 2010).<br />

Segundo dados do Ministério da Saúde,<br />

Sudeste (201,9 casos/100 mil habitantes),<br />

Nordeste (154,5 casos/100 mil habitantes)<br />

e Norte (147,7 casos/100 mil habitantes).<br />

É importante lembrar que o mundo vive<br />

uma grande pandemia relacionada ao vírus<br />

SarsCov-2 e este fato pode ter diminuído<br />

as notificações em relação à dengue,<br />

principalmente em 2021.<br />

anticorpos conferem proteção também contra<br />

os outros sorotipos, uma imunidade heteróloga,<br />

mas, apenas por alguns meses, sendo assim,<br />

depois desse período, se o indivíduo for<br />

infectado por um sorotipo diferente do que gerou<br />

a infecção primária os anticorpos se ligam ao<br />

vírus, entretanto, não conseguem neutralizá-lo.<br />

Alguns pacientes infectados pelo vírus da dengue<br />

podem persistir assintomáticos ou terem doença<br />

em 2013, foram notificados 204.650 casos<br />

de dengue no País. Desse total, 324 foram<br />

notificados como casos graves com 33 óbitos. Em<br />

2010, o sorotipo 4, que há 28 anos não circulava<br />

no Brasil, foi isolado em Roraima (COSTA, et al.,<br />

2010). Em 2019, foram notificados 474 mil<br />

casos de dengue e 188 óbitos em Minas Gerias,<br />

já em 2020, foram notificados 84.636 mil casos<br />

e 13 óbitos, no mesmo estado (OMS, 2021). De<br />

Um estudo realizado com crianças na zona<br />

rural da Tailândia, demonstrou que 53% das<br />

infecções ocasionadas pelo vírus da dengue<br />

não foram associadas com sintomas, apesar<br />

da intensa vigilância (ENDY, et al., 2002).<br />

Tan et al., 2008 ao estudar 2.531 gestantes<br />

notou que existiu uma prevalência da<br />

dengue durante a gestação de 2,5%<br />

febril indiferenciada. Isso ocorre principalmente<br />

acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de<br />

mulheres, com taxa de transmissão vertical<br />

em crianças menores de 15 anos.<br />

São Paulo, em 2021, só na cidade de São Paulo<br />

de 1,6%, na Malásia.<br />

já foram registrados 6.408 casos, ultrapassando<br />

Epidemiologia e alterações hematologias<br />

causadas pelo vírus da dengue<br />

No Brasil, a primeira epidemia documentada<br />

tanto clínica quanto laboratorialmente<br />

aconteceu entre os anos de 1981 e 1982 em<br />

Boa Vista, Roraima. Alguns anos se passaram<br />

e ente 1986-1987 uma epidemia culminou a<br />

cidade do Rio de Janeiro. Desde então novas<br />

epidemias ocorrem em diferentes estados<br />

do Brasil, e do mundo (WHO, 2009). Em<br />

2002, ocorreu uma das maiores epidemias<br />

de dengue do Brasil, com aproximadamente<br />

700.000 casos notificados. Após este período,<br />

houve uma diminuição do número de casos<br />

todo o ano de 2020 (com 2.009 casos de<br />

dengue). Até a metade de 2021 já ocorreram<br />

440.012 casos prováveis de dengue no Brasil,<br />

com uma taxa de incidência de 207,8 casos<br />

por 100 mil habitantes. Em comparação com o<br />

ano de 2020, houve uma redução de 51,8 % de<br />

casos registrados no mesmo período analisado.<br />

Até o momento, foram confirmados 154 óbitos<br />

por dengue, sendo 133 por critério laboratorial<br />

e 21 por clínico-epidemiológico. Permanecem<br />

em investigação 72 óbitos (OMS, 2021).<br />

A região Centro-Oeste apresentou a maior<br />

taxa de incidência de dengue, com 466,2<br />

Na infecção pelo vírus da dengue, são<br />

comuns as alterações no hemograma,<br />

como hemoconcentração, leucopenia,<br />

plaquetopenia e alterações de hemostasia<br />

sanguínea com presença frequente de<br />

manifestações hemorrágicas. Algumas<br />

dessas alterações estão relacionadas com a<br />

gravidade da doença e indicam a necessidade<br />

de intervenção terapêutica com finalidade<br />

de reduzir a mortalidade. Constantemente<br />

observam-se alterações hematológicas nos<br />

pacientes com dengue. São comuns, de acordo<br />

com a fisiopatologia, a hemoconcentração,<br />

no País, até que em 2010, foram detectados<br />

casos/100 mil habitantes, seguida das<br />

leucopenia, plaquetopenia e alterações na<br />

mais de 790.000 casos suspeitos de dengue,<br />

regiões Sul (222,3 casos/100 mil habitantes),<br />

hemostasia (OMS, 2021).<br />

0 18<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely<br />

Braga Imamura 3 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Na Dengue Clássica (DC) é comum encontrar<br />

quadros de linfocitose, trombocitopenia<br />

e elevação das enzimas hepáticas. Já nos<br />

quadros de FHD, as principais alterações<br />

são as modificações observadas na<br />

coagulação intravascular disseminada, com<br />

trombocitopenia acentuada (


Eficácia e praticidade,<br />

da coleta ao resultado<br />

NOVO<br />

Apoio no Diagnóstico COVID19<br />

Desde a coleta até o transporte seguro das amostras,<br />

temos tubos estéreis com solução salina em diferentes volumes.<br />

Durante a fase analítica<br />

Pipetas, ponteiras de baixa retenção, adesivos e placas PCR.<br />

Nas fases sensíveis e críticas<br />

Além das seringas de gasometria, oferecemos<br />

possibilidades de coleta capilar e POCT.<br />

Acesse aqui para cotações


Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely<br />

Braga Imamura 3 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

estudos têm demonstrado que durante a fase<br />

aguda da doença, a medula óssea apresenta<br />

hipocelularidade e redução da maturação de<br />

Oliveira, (2009), notou também que os<br />

pacientes com FHD apresentaram plaquetopenia<br />

mais prolongada, com um maior número de<br />

conduzido por Oliveira, et al., (2009), com 60<br />

pacientes positivos para dengue observou além<br />

da leucopenia durante a infecção, uma redução<br />

megacariócitos (OLIVEIRA, 2012).<br />

linfócitos atípicos. Todavia, as demais alterações<br />

da contagem absoluta de células CD4 e CD8, em<br />

hematológicas apresentaram evolução diária<br />

ambas as fases da doença, inicial e término.<br />

Achados de alterações hematológicas<br />

semelhante às encontradas na DC.<br />

na dengue<br />

Considerações finais<br />

A correlação existente ente as alterações<br />

Barros, (2008), ao analisar os resultados<br />

Estudos publicados têm sugerido a<br />

hematológicas e a gravidade da dengue traz para<br />

hematológicos e sorológicos realizados na cidade<br />

utilização de diferentes marcadores clínicos e<br />

os médicos um excelente limiar de tratamento<br />

de Belém-PA, elucidou que dos 210 prontuários<br />

laboratoriais, capazes de nortear o médico e<br />

para os pacientes infectados com o vírus.<br />

analisados, 51% apresentaram plaquetopenia<br />

predizer o prognóstico da dengue. Contudo, os<br />

Dentre a gama de alterações hematológicas,<br />

e 25% leucopenia. A positividade da pesquisa<br />

estudos têm utilizado diferentes metodologias,<br />

os exames inespecíficos observados nos<br />

sorológica para IgM foi de 47,1%. Alguns<br />

tornando difícil à comparação entre os diversos<br />

hemogramas, como a leucopenia, por<br />

autores destacam que um prontuário contendo<br />

resultados. As variabilidades populacionais<br />

exemplo, demonstram os primeiros indícios de<br />

10% de linfócitos atípicos no sangue periférico<br />

e os sorotipos dos vírus não permitem a<br />

infecção pelo vírus da dengue, apresentando<br />

é um excelente indicador para o diagnóstico<br />

multiplicação dos resultados de diferentes<br />

contagens inferiores a 2,0x109/l leucócitos, a<br />

da dengue, quando comparado com outras<br />

regiões do mundo para a nossa região. A<br />

neutropenia com presença de linfócitos atípicos<br />

patologias infecciosas virais, que geralmente<br />

definição adequada dos achados hematológicos<br />

e trombocitopenia, por sua vez, mostra indícios<br />

contam com uma quantidade bem inferior de<br />

durante o quadro de dengue permitiria a<br />

da infecção quando apresenta valores abaixo de<br />

linfócitos atípicos (JAMPANGEM, et al, 2007;<br />

realização de uma melhor avaliação da doença,<br />

100x109/l plaquetas (BARROS, 2008).<br />

OLIVEIRA, et al, 2009). Resultados obtidos<br />

tanto do ponto de vista clínico, como de saúde<br />

por meio de citometria de fluxo utilizando<br />

pública, contribuindo para elucidar o real<br />

Um estudo realizado em Campo Grande, Mato<br />

marcadores celulares, mostraram um predomínio<br />

impacto da dengue no mundo.<br />

Grosso do Sul, evidenciou um predomínio de DC<br />

de linfócitos atípicos na FHD, demonstrando que<br />

em 90,2%, dos 543 prontuários dos pacientes<br />

os linfócitos atípicos encontrados na infecção<br />

Os resultados demonstram que é necessária<br />

com quadro clínico acometido pelo sorotipo 3. As<br />

pelo vírus da dengue são mais frequentes nos<br />

a realização de exames específicos para o<br />

principais alterações hematológicas observadas<br />

últimos dias da infecção, relacionando-se com<br />

diagnóstico confirmatório da dengue, no<br />

nestes pacientes foram a leucopenia (68,3%),<br />

o início da fase de convalescença da doença<br />

entanto, o exame inespecífico de hemograma<br />

plaquetopenia (66,5%), linfocitopenia (67,2%) e<br />

(JAMPANGEM, et al, 2007).<br />

é uma alternativa valiosa no acompanhamento<br />

presença de linfócitos atípicos (67%) (OLIVEIRA,<br />

dos casos de dengue. As alterações encontradas<br />

2009). De acordo com a WHO, (2009), pode-se<br />

Vale ressaltar que a ocorrência de<br />

e a gravidade dependem do tempo de infecção.<br />

notar uma variação do número de plaquetas e<br />

leucocitose na dengue pode ser característica<br />

As principais alterações hematológicas foram<br />

linfócitos nos pacientes com dengue sorotipo 3<br />

de complicações, sugerindo uma piora no<br />

leucopenia, plaquetopenia, linfopenia e a<br />

desde o começo dos sintomas até a convalescência.<br />

prognóstico do paciente. Em um estudo<br />

presença de linfócitos atípicos.<br />

0 22<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Que a gente continue cultivando bons sentimentos<br />

e perseguindo os sonhos que ainda não foram<br />

alcançados com uma dose extra de motivação!<br />

Paz, amor e vê-los novamente é o que queremos<br />

para o próximo ano!<br />

Siga nossas redes sociais e fique ligado<br />

em todas as novidades!<br />

NIHON KOHDEN CORPORATION<br />

1-31-4 Nishiochiai, Shinjuku-ku, Tokyo 161-8560 - Japan<br />

Phone + 81 (3) 5996-8036 | Fax +81 (3) 5996-8100<br />

NIHON KOHDEN DO BRASIL LTDA.<br />

Rua Diadema, 89. 1º Andar, conjuntos 11 a 17 - Mauá - São Caetano do Sul-SP<br />

Tel.: +55 11 3044-1700 | Fax +55 11 3044-0463<br />

br.nihonkohden.com


Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely<br />

Braga Imamura 3 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Referências<br />

BARROS, L.P.S. et al. Análise crítica dos achados hematológicos<br />

e sorológicos de pacientes com suspeita de Dengue. <strong>Revista</strong><br />

Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, São Paulo, v. 30, n.<br />

5, p. 363-366, se./out. 2008.<br />

BHAMARAPRAVATI, N. Pathology of dengue infections. In:<br />

Gubler DJ, Kuno G, eds. Dengue and Dengue Hemorrhagic<br />

Fever. Cambridge: CAB International; p.115-132, 1997.<br />

BRASIL. Ministério da Saúde. Fundacão Nacional de Saúde.<br />

Dengue: aspectos epidemiológicos, diagnóstico e tratamento<br />

/ Ministério da Saúde, Fundação Nacional de Saúde. –<br />

Brasília: Fundação Nacional de Saúde, 2002.<br />

BRASIL. Ministério da Saúde do Brasil. Disponível em: http://<br />

portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/visualizar_texto.<br />

cfm?idtxt=27630.Acesso em 25/05/2021.<br />

COSTA, V.G.; TEXEIRA, F.R.; POLICARPO, F.O.; MORELI, L.M. Análise<br />

Retrospectiva do Perfil Hematológico e Sorológico de Pacientes<br />

com Dengue, Diagnosticados no ano de 2010 no Município de<br />

Jataí, Goiás. 63° reunião anual da SBPC. Universidade Federal de<br />

Goiás - Campus Jataí – UFG. Goiás, 2010.<br />

DAHER, E.F. Dengue e febre hemorrágica do dengue. Como<br />

diagnosticar e tratar. Grupo edit. Moreira Jr. Departamento de<br />

Medicina Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade<br />

Federal do Ceará. 2005.<br />

DIAS, L. B. et al. Dengue: transmissão, aspectos clínicos,<br />

diagnóstico e tratamento.<br />

Medicina (Ribeirão Preto), v.43, n.2, p.143-152, 2010.<br />

ENDY, T.P.; CHUNSUTTIWAT, S.; NISALAK, A.; LIBRATY, D.H.;<br />

GREEN, S.; ROTHMAN, A.L. et al. Epidemiology of inapparent<br />

and sympto matic acute dengue virus infection: a prospective<br />

study of school children in Kamphaeng Phet, Thailand. Am J<br />

Epidemiol v.156, p. 40-51, 2002.<br />

FAUCI, A.S.; MORENS, D.M. Zika Virus in the Americas. Yet<br />

Another Arbovirus Threat. New England Journal of Medicine,<br />

v.374, p,601-604, 2016.<br />

FIGUEIREDO, L.T.M. Patogenia das Infecções pelos vírus do<br />

Dengue. Medicina, Ribeirão Preto, Simpósio: VIROLOGIA<br />

MÉDICA I v.32, p.15-20, jan./mar. 2011.<br />

FONSECA, B.A.L.; FONSECA, S.N.S. Dengue virus infections.<br />

Curr Opin Pediatr. v. 14, n.1, p. 67-71, 2002.<br />

FURIE, B.; FURIE, B.C. Mechanisms of thrombus formation. New<br />

England Journal of Medicine. v.359, n.9, p.938-949, 2008.<br />

GRIFFIN, D.E. Alphaviruses. In: KNIPE, D. M. H., P.M. (<strong>Ed</strong>.).<br />

Fields Virology. Philadelphia, USA: Wolters Kluwer Health,<br />

v.2, p.2502-2601, 2007.<br />

GUBLER, DJ. Dengue and dengue hemorrhagic fever. Clin<br />

Microbiol Rev v.11, n.3, p.480-496, 1998.<br />

GUZMÁN, M.G.; KOURI, G. Dengue: an update. Lancet Infect<br />

Dis v.2, p.33-42, 2002.<br />

JAMPANGEM, W.; VONGTHOUNG, K.; JITTMITTRAPHAP, A.;<br />

WORAPONGPAIBOON, S.; LIMKITTIKUL, K.; CHUANSUMRIT,<br />

A.; TARUNOTAI, U.; CHONGSA-NGUAN, M. Characterization of<br />

atypical lymphocytes and immunophenotypes of lymphocytes<br />

in patients with dengue virus infection. Asian Pacific Journal of<br />

Allergy and Immunology v.25, p.27-36, 2007.<br />

OLIVEIRA, E.C.L. et al. Alterações hematológicas em pacientes<br />

com dengue. <strong>Revista</strong> da Sociedade Brasileira de Medicina<br />

Tropical v.42, n.6, p.682-685, nov-dez, 2009.<br />

OLIVEIRA, D.B. Estudo das Alterações Morfológicas e<br />

funcionais das plaquetas na infecção pelo vírus da dengue.<br />

Instituto Oswaldo Cruz, Pós-Graduação em Biologia<br />

Parasitária. Rio de Janeiro, 2012.<br />

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Dengue<br />

net. Disponível em: . Acesso: 30/06/2021.<br />

RICO-HESSE, R.; HARRISON, L.M.; SALAS, R.A.; TOVAR, D.;<br />

NISALAK, A.; RAMOS C. et al. Origins of dengue type 2 viruses<br />

associated with increased pathogenicity in the Americas.<br />

Virology v. 230, p.244-251,1997.<br />

SABIN, A.B. Research on dengue during World War II. Am J<br />

Trop Med Hyg v.1, p.30-50, 1952.<br />

TAN, P.C.; RAJASINGAM, G.; DEVI, S.; OMAR, S.Z. Dengue infection<br />

in pregnancy: prevalence, vertical transmission, and pregnancy<br />

outcome. Obstet Gynecol. v.111, n.5, p.1111-1117, 2008.<br />

TSAI, T.F.; VAUGHN, D.; SOLOMON, T.; FLAVIVIRUSES, A. Yellow<br />

Fever, Dengue Hemorrhagic fever, Japanese Encephalitis,<br />

St Louis Encephalitis, Tick-borne Encephalitis. In:Mandell<br />

G, Bennett J, Dolin R, eds. Principles and Practice of<br />

Infectious Diseases, 6th ed, Elsevier-Churchill-Livingstone,<br />

Philadelphia, 2005.<br />

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Dengue: guidelines<br />

for diagnosis, treatment, prevention, and control. Special<br />

Programme for Research and Training in Tropical Diseases.<br />

New ed.Geneva: TDR: World Health Organization; 2009.<br />

ANÁLISE DAS ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS ENCONTRADAS<br />

EM PACIENTES COM DENGUE<br />

ANALYSIS OF HEMATOLOGICAL CHANGES FOUND IN PATIENTS WITH DENGUE<br />

Autores:<br />

Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1,<br />

Jufner Celestino Vaz Toni2,<br />

Kely Braga Imamura 3 .<br />

1 - Especialista em Banco de Sangue e Hematologia Clínica pela Faculdade Unyleya, Brasília- DF-Brasil.<br />

2 - Mestre em Biotecnologia; Professor do curso de especialização em Patologia Clínica na Faculdade Unyleya, Brasília -DF- Brasil.<br />

3 - Doutora em Biotecnologia; Professora do curso de especialização em Banco de Sangue e Hematologia Clínica na Faculdade Unyleya, Brasília -DF- Brasil.<br />

0 24<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Prep: Sua Vida no Laboratorio<br />

Cada Vez Mais Simples<br />

• Mini Pipetador Robótico<br />

• Software tão fácil quanto<br />

um aplicativo de telefone<br />

• Material de laboratório<br />

identificado por câmera<br />

O Novo Pipetador<br />

Microlab Prep!<br />

+55 11 9 5914 5000 ou joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com<br />

https://bit.ly/microlabprep


ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

ASPECTOS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICO<br />

DE MIELOMA MÚLTIPLO: A CITOMETRIA DE FLUXO NO DIAGNÓSTICO<br />

E NA PESQUISA DE DOENÇA RESIDUAL MENSURÁVEL.<br />

CLINICAL ASPECTS AND DIAGNOSIS OF MULTIPLE MYELOMA: FLOW CYTOMETRY IN THE DIAGNOSIS AND<br />

RESEARCH OF MEASURABLE RESIDUAL DISEASE.<br />

Autoras:<br />

Danielle Borges Germano e<br />

Helena Varela de Araújo.<br />

* Imagem ilustrativa<br />

Resumo<br />

O Mieloma Múltiplo (MM) representa entre 10-15% das neoplasias<br />

hematológicas. O seu diagnóstico se baseia em diversos aspectos clínicos<br />

e laboratoriais. A utilização da citometria de fluxo no diagnóstico,<br />

prognóstico, monitoramento do tratamento, com a pesquisa de doença<br />

residual mensurável/mínima (DRM), vem sendo cada vez mais utilizada e<br />

aprimorada em função da viabilidade na distinção de células de plasmáticas<br />

(CP) neoplásicas com alta qualidade, sensibilidade e especificidade.<br />

Utilizando as bases de dados PubMed (Medline) e Scientific Electronic<br />

Library Online (SciELO) uma pesquisa bibliográfica foi realizada. Concluiuse<br />

a crescente importância da citometria de fluxo no diagnóstico,<br />

monitoramento e pesquisa de DRM dos pacientes com Mieloma Múltiplo,<br />

com papel fundamental na tomada de decisão médica durante a terapia e<br />

possibilitando a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.<br />

Palavras-chave: Mieloma Múltiplo, Mieloma latente, Doença residual<br />

mensurável, doença residual mínima, diagnóstico, citometria de fluxo,<br />

imunofenotipagem e biomarcadores.<br />

Abstract<br />

The Multiple Myeloma (MM) represents 10-15% of all hematologic<br />

neoplasms. The diagnosis of MM is based on many clinical<br />

and laboratorial aspects. The application of flow cytometry in<br />

diagnosis, prognosis, treatment monitoring and even minimal<br />

residual disease (MRD) research has been increasingly used<br />

and improved due to the feasibility of distinguishing neoplastic<br />

plasma cells (PC) with high quality, sensitivity and specificity.<br />

Using PubMed (Medline) and Scientific Electronic Library<br />

Online (SciELO) databases, a literature review was performed.<br />

In conclusion, the growing importance of flow cytometry on<br />

diagnosis, follow-up and MRD detection in MM patients, have<br />

a fundamental role in medical decision during therapy and<br />

enabling the improvement of patient’s life.<br />

Keywords: Multiple myeloma, smoldering myeloma, measurable<br />

residual disease, minimal residual disease, diagnosis, flow cytometry,<br />

immunophenotyping and biomarkers.<br />

0 26<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Introdução<br />

O Mieloma Múltiplo (MM) é uma neoplasia<br />

casos com sintomas inespecíficos (exemplo:<br />

náuseas, vômitos, poliúria, mal-estar e<br />

Com isso, o mieloma múltiplo deixou de ser<br />

uma neoplasia hematológica maligna definida<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

hematológica rara, representando apenas<br />

diarreias), até sintomas mais debilitantes como<br />

apenas pela presença de sintomas que seguiam<br />

1% dos tumores malignos e 10-15% das<br />

anemia grave, fraturas ósseas e falência. (4,5)<br />

os critérios CRAB (calcium, renal, anemia,<br />

neoplasias hematológicas.(1-3) É caracterizada<br />

bone), que avaliavam apenas parâmetros de<br />

pela proliferação clonal de células plasmáticas<br />

A manifestação de dor óssea é bastante<br />

hipercalcemia, insuficiência renal, anemia e<br />

malignas que comprometem a medula óssea<br />

comum pela ocorrência de lesões líticas,<br />

lesões ósseas, para uma doença caracterizada<br />

(MO).(2,3) Dessa maneira, ocorre produção de<br />

manifestações clínicas típicas dessa neoplasia,<br />

por biomarcadores. (3,6)<br />

imunoglobulina anormal (proteína monoclonal,<br />

que ocorrem pela alteração nos processos de<br />

proteína M), geralmente da classe IgG, seguida<br />

formação e reabsorção óssea, pois inicia-se a<br />

Utilizando-se da avaliação de glicoproteínas<br />

de IgA, e posteriormente, com menor frequência<br />

produção de, por exemplo, IL-1β e IL-6, fatores<br />

de superfície celular da família SLAM<br />

IgM, IgE ou IgD. Observa-se também, na<br />

ativadores de osteoclastos (OAFs), responsáveis<br />

de receptores envolvidos na regulação<br />

maioria dos casos, restrição de cadeia leve<br />

pela indução da produção destes. (4)<br />

imunológica, os pacientes apresentaram<br />

da imunoglobulina kappa ou lambda. Dessa<br />

infiltração da MO > 60%, relação da cadeia<br />

maneira, observa-se hiperviscosidade do tecido<br />

Em 2003, o Grupo Internacional de Mieloma<br />

leve livre sérica envolvida/ não envolvida<br />

sanguíneo e danos à órgãos. (4)<br />

Múltiplo (International Myeloma Working<br />

> 100, ou > 1 lesão focal com mais de 5<br />

Group - IMWG) definiu o MM pela presença<br />

mm determinada por exame de imagem<br />

A incidência de MM é maior em pacientes<br />

de lesão óssea como fator determinante no<br />

por ressonância magnética(7), fornecendo<br />

idosos com idade média de 70 anos de<br />

diagnóstico da doença, em conjunto com pico<br />

assim maior precisão no diagnóstico precoce,<br />

idade(2,3), sendo pouco frequente em<br />

de proteína M e/ou presença de plasmócitos<br />

estabelecimento da estratégia de tratamento<br />

indivíduos


Autoras: Danielle Borges Germano e Helena Varela de Araújo.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Metodologia<br />

Utilizando-se as bases de dados PubMed<br />

(Medline) e Scientific Electronic Library<br />

Online (SciELO) uma pesquisa bibliográfica foi<br />

realizada. Empregou-se as seguintes palavraschave<br />

Mieloma Múltiplo, Multiple Myeloma,<br />

mieloma latente, smoldering myeloma, doença<br />

residual mensurável/mínima, measurable/<br />

minimal residual disease, diagnóstico,<br />

diagnosis, citometria de fluxo, flow cytometry,<br />

imunofenotipagem, immunophenotyping.<br />

biomarcadores e biomarkers. Com o objetivo de<br />

limitar e selecionar os artigos mais adequados<br />

à inclusão nesta revisão, definiu-se a utilização<br />

de artigos em inglês e português, disponíveis<br />

na íntegra gratuitamente e publicados nos<br />

últimos 5 anos, ou seja, compreendendo o<br />

período entre 2016 e 2020. Dentre os artigos<br />

acessíveis priorizou-se a inclusão daqueles<br />

que apresentaram achados inovadores e<br />

promissores no diagnóstico e monitoramento<br />

de doença residual mensurável com aplicação<br />

da citometria de fluxo.<br />

Marcadores e Citometria de Fluxo no<br />

Mieloma Múltiplo<br />

A utilização da citometria de fluxo no<br />

diagnóstico, prognóstico, monitoramento do<br />

tratamento, pela pesquisa de DRM, no contexto<br />

do Mieloma Múltiplo, vem sendo cada vez mais<br />

utilizada e aprimorada em função da capacidade<br />

de distinção de células de plasmáticas (CP)<br />

Evidenciando o crescente interesse na<br />

neoplásicas clonais e células plasmáticas<br />

de DRM em pacientes com MM. (8) adverso em pacientes com MM. (11)<br />

policlonais normais (8) com alta qualidade,<br />

sensibilidade e especificidade, sendo também<br />

uma ferramenta na identificação de novas<br />

estratégias terapêuticas promissoras. 9<br />

utilização da imunofenotipagem por citometria<br />

de fluxo no diagnóstico e monitoramento de<br />

discrasias de células plasmáticas na atualidade,<br />

um estudo recente teve como objetivo analisar<br />

a expressão de marcadores de superfície celular<br />

Os dados gerados através da aplicação<br />

da citometria de fluxo multiparamétrica<br />

usuais ou aqueles atualmente em análise em<br />

populações normais e anormais de CP. (10)<br />

permitem a integração de parâmetros que<br />

possibilitam um aumento significante na Foram avaliados 54 pacientes que a<br />

relevância diagnóstica na diferenciação apresentaram células plasmáticas normais<br />

da gamopatia monoclonal de significado<br />

indeterminado (MGUS) e mieloma múltiplo,<br />

e 241 anormais através da citometria de<br />

fluxo, caracterizando a expressão de CD45,<br />

e o rigoroso estabelecimento da chance de CD38, CD138, CD19, CD56, CD20, CD27,<br />

progressão de MGUS para MM. (8)<br />

CD28, CD81, CD117 e CD200. Como resultado,<br />

O imunofenótipo característico de<br />

foram observadas diferenças significantes na<br />

expressão de todos os marcadores avaliados,<br />

plasmócitos normais apresenta antígenos com exceção do CD20. (10)<br />

CD45, CD19, CD20, CD27, CD38, CD81, e CD138,<br />

com isso, estabeleceu-se um consenso sobre a<br />

utilização da avaliação combinada de CD38 e<br />

CD138. Entretanto, tabelas mais abrangentes de<br />

marcadores são aplicadas para melhor distinção<br />

Uma taxa de 98,1% entre o grupo com CPs<br />

normais possuía a combinação do imunofenótipo<br />

com CD81 positivo e CD117 negativo, sendo que<br />

a expressão inversa destes marcadores traduz um<br />

entre células plasmáticas normais/reativos imunofenótipo de células anormais. (10)<br />

e com mieloma quando há a necessidade de<br />

análise de DRM. (9)<br />

De acordo com o estudo de Kriegsmann e<br />

colaboradores (11) notabiliza a relevância no<br />

Após aprimoramento dessa técnica, entre cenário do mieloma múltiplo demonstrou que<br />

os marcadores posteriormente adicionados a baixa expressão de CD27 está associada a<br />

como CD117, CD200 e CD307, demonstraram<br />

aplicabilidade e efetividade no monitoramento<br />

doença de alto risco e a positividade de CD81<br />

marca uma predisposição à um prognóstico<br />

0 28<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Os kits da altona Diagnostics<br />

para detecção do vírus SARS-CoV-2<br />

são capazes de detectar as novas cepas<br />

circulantes e recém descobertas.<br />

Nós da altona Diagnostics estamos cientes da importância de monitorar constantemente as cepas emergentes<br />

e circulantes e atualizamos regularmente a análise de reatividade de nossos testes de PCR em tempo real.<br />

Várias linhagens SARS-CoV-2 originárias de diferentes regiões do mundo foram descritas e até agora<br />

não encontramos nenhuma mutação que pudesse causar a falha dos nossos testes.<br />

Veja relação de variantes descritas, na tabela abaixo:<br />

Nomenclatura da OMS Linhagem PANGOLIN Linhagem GISAID Origem provável<br />

VOC Alpha B.1.1.7 GRY United Kingdom(UK)<br />

VOC Beta B.1.351 GH/501Y.V2 South Africa<br />

VOC Gamma P1 GR/501Y.V3 Brazil<br />

VOC Delta B.1.617.2 + AY.1 + AY.2 G/478K.V1 India<br />

VOI Epsilon B.1.427 + B.1.429 GH/452R.V1 California, US<br />

VOI Zeta P.2 GR/484K.V2 Brazil<br />

VOI Eta B.1.525 G/484K.V3 UK/Nigeria<br />

VOI Theta P.3 GR/1092K.V1 Philippines<br />

VOI Iota B.1.526 GH/253G.V1 USA<br />

VOI Kappa B.1.617.1 G/452R.V3 India<br />

VOI Lambda C37 GR/452Q.V1 Peru<br />

VOI Mu B.1.621 GH Colombia<br />

Nenhuma dessas mutações<br />

afeta o desempenho dos<br />

kits RealStar®, FlexStar®<br />

e AltoStar® para detecção<br />

de SARS-CoV-2 da<br />

altona Diagnostics.<br />

*A tabela acima foi atualizada dia 20 de Outubro de 2021 e as atualizações são realizadas todo dia 20 de cada mês,<br />

para visualizar o relatório completo e as novas atulizações acesse o link<br />

https://coronavirus-altona-dx.com/home.html<br />

Para maiores informações, agende uma visita com a nossa equipe técnica e comercial.<br />

altona Diagnostics Brasil LTDA - Rua São Paulino, 221 – São Paulo – SP<br />

fone: +55 11 5083-1390 - cel +55 11 97066-6084 - e-mail: vendas.brasil@altona-diagnostics.com<br />

www.altona-diagnostics.com


Autoras: Danielle Borges Germano e Helena Varela de Araújo.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Outro marcador, que diante estudos, mostrou grande<br />

significância no contexto de pacientes diagnosticados<br />

que promove a determinação da remissão<br />

completa feita por meio da medição de proteínas<br />

A citometria de fluxo basea-se na análise de<br />

parâmetros de intensidade de fluorescência<br />

com mieloma múltiplo é o CD46. Este, por sua vez,<br />

monoclonais no soro e na urina por imunofixação<br />

e espalhamento de luz em cada célula<br />

possui uma superexpressão presente na superfície de<br />

e eletroforese de proteínas é insuficientemente<br />

analisada. A fluorescência é detectável<br />

células malignas de MM, o que poderia ser justificado<br />

sensível na determinação de uma resposta de<br />

quando há a ligação da célula à um anticorpo<br />

por sua função desempenhada no papel de inibição<br />

longo prazo sobre o paciente diante à terapia. (14)<br />

monoclonal marcado com um corante<br />

do sistema complemento e por facilitar a entrada de<br />

fluorocromo específico para as estruturas<br />

patógenos em meio intracelular. (12) Conforme estudo<br />

Com isso, atualmente, vê-se a necessidade de<br />

celulares proteicas. (15)<br />

realizado por Sherbenou e colaboradores (12) o CD46<br />

detecção e quantificação de células tumorais<br />

apresentou elevada expressão em todas as linhagens<br />

residuais que não foram eliminadas pela terapia<br />

É indicada, segundo as diretrizes de consenso<br />

de células de MM, demostrando valores superiores ao<br />

com maior precisão, mesmo que em pequenas<br />

mais atuais, a aquisição de um valor mínimo de 2<br />

de CD38, um outro marcador comumente utilizado na<br />

quantidades, pois tais dados fornecem informações<br />

milhões de eventos, sendo adequada a aquisição<br />

análise de MM. (12)<br />

indispensáveis referentes ao resultado do paciente<br />

de 5 milhões de eventos por tubo para uma<br />

ao tratamento, caracterizando a positividade ou<br />

sensibilidade de 10-5. (16)<br />

Evidenciando o papel de CD46 no mieloma<br />

negatividade de doença residual mensurável. (14)<br />

múltiplo, Lok e colaboradores (13) , exibiram dados<br />

Para a determinação da análise por citometria<br />

que mostram que as células tumorais detêm<br />

Desse modo, métodos mais sensíveis passaram<br />

de fluxo vê-se a necessidade da utilização de<br />

a capacidade de evitar a lise celular mediada<br />

a ser estudados e aprimorados com o tempo, onde<br />

um painel de anticorpos adequados à avaliação,<br />

pela superexpressão de reguladores negativos<br />

mesmo que cada método disponível expresse<br />

havendo a obrigatoriedade de atualização<br />

da ligação do complemento, como o CD46, que<br />

vantagens e desvantagens características, entre<br />

contínua dos anticorpos mais expressivos e<br />

também se relaciona à ativação de vias, produção<br />

eles, a citometria de fluxo multiparamétrica se<br />

eficazes nesse diagnóstico frente a estudos<br />

de interleucina e influência no microambiente<br />

mostra consistentemente promissora, possuindo<br />

mais recentes.<br />

tumoral em casos de mieloma. (13)<br />

a capacidade de caracterização simultânea da<br />

composição das CPs normais e de células de<br />

Um estudo de 2017, com iniciativa de<br />

Pesquisa de Doença Residual Mensurável<br />

mieloma, e da possibilidade do fornecimento de<br />

Flores-Montero e colaboradores (16) , apresentou<br />

Os avanços no diagnóstico e nas diferentes<br />

altos níveis de aplicabilidade, sendo ele superior<br />

uma pesquisa realizada em amostras de MO<br />

estratégias de tratamento inovadoras para o MM<br />

a 95% dos pacientes, elevada sensibilidade,<br />

para detecção de DRM que foram corados<br />

alcançados nas últimas décadas são inegáveis,<br />

otimização do tempo de resposta, sendo ele<br />

com o painel de 8 cores para um total de 12<br />

entretanto, apesar desses avanços, esta ainda<br />

inferior a 6 horas, e melhor reprodutibilidade em<br />

marcadores diferentes, sendo eles CD19 (97%<br />

permanece como uma doença incurável, onde<br />

comparação aos demais métodos. Além disso, a<br />

dos casos); CD45 (89%); CD56 (86%); CD81<br />

a resistência aos tratamentos eleva a taxa de<br />

citometria de fluxo é uma excelente ferramenta<br />

(86%); CyIgλ (73%); CD27 (71%); CD117<br />

recaídas de quadros de pacientes, levando ao<br />

para avaliação DRM porque permite a caracterização<br />

(60%); e CyIgκ (56%), contribuíram com mais<br />

reaparecimento da doença. Tal fator corrobora<br />

simultânea da composição dos CPs, tanto normais<br />

frequência para a diferenciação entre células<br />

para a conclusão de que o método tradicional<br />

quanto neoplásicas, no nível de uma única célula. (14)<br />

plasmáticas normais e clonais. (16)<br />

0 30<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Já um estudo publicado em 2019, empreendido<br />

por Schouweiler e colaboradores (17) , diferindo-se<br />

um pouco daquele anteriormente citado, fez a<br />

utilização de um painel que determinou a expressão<br />

dos seguintes antígenos de superfície celular, CD19,<br />

CD27, CD28, CD56, CD117 e CD138. Segundo os<br />

resultados obtidos neste trabalho, CD56 exibiu maior<br />

frequência de expressão atípica, estando presente<br />

em 37,3% dos casos, quando cada antígeno foi<br />

analisado de modo independente. Enquanto a<br />

expressão de CD28 se apresentou em 10,8% dos<br />

pacientes com expressão atípica. Para os marcadores<br />

CD19, CD27 e CD117, conforme o padrão de<br />

expressão esperado, verificou-se CD19+, CD27+,<br />

CD117- em todos os casos. (17)<br />

À vista disso, se torna evidente o papel da<br />

citometria de fluxo na avaliação do quadro e<br />

detecção precoce de possíveis casos de DRM<br />

positiva em pacientes que se encontravam em<br />

remissão completa, cenário que favorece e otimiza<br />

de forma significativa a intervenção antecipada<br />

com os métodos de tratamento mais indicados.<br />

Tratamento e Prognótico<br />

No decorrer das últimas décadas, o tratamento<br />

designado ao Mieloma Múltiplo pautava-se em<br />

determinantes clínicos como idade e a presença de<br />

comorbidades, com tudo, a evolução das técnicas<br />

moleculares vêm alterando esse cenário. (18)<br />

O tratamento de MM é orientado por meio do<br />

estadiamento e estratificação de risco da doença.<br />

Como tratamento padrão para pacientes com idade<br />

Indicado para o tratamento associado<br />

inferior a 65 anos com ausência de comorbidades<br />

fagocitose mediada por anticorpo. (19,20) vida de pacientes com Mieloma Múltiplo.<br />

graves, o transplante autólogo de células-tronco com lenalidomida/ dexametasona ou<br />

(ASCT) continua sendo comumente utilizado, bortezomibe/ dexametasona em casos<br />

assim como medicamentos mais atuais como os<br />

agentes imunomoduladores (IMiDs), inibidores<br />

de proteassoma (IP) e anticorpos monoclonais<br />

que se mostraram de fundamental importância no<br />

tratamento dessa gamopatia monoclonal. (19)<br />

de pacientes que tenham no mínimo um<br />

tratamento prévio, e em monoterapia, em<br />

situações onde ao menos três linhas de<br />

tratamento prévio foram aplicadas, com<br />

um agente inibidor de proteassoma (IP)<br />

e um agente imunomodulador, ou em<br />

Com o intuito de reduzir a carga tumoral,<br />

otimizando a taxa de resposta e elevando<br />

casos de dupla reincidiva a um IP e um<br />

agente imunomodulador, o daratumumabe<br />

a viabilidade de realização de enxerto, se mostra um tratamento que fornece<br />

mantendo a tolerabilidade máxima possível<br />

e a toxicidade mínima possível diante células<br />

hematopoiéticas normais, a quimioterapia de<br />

indução aplicada anteriormente ao ASCT se<br />

apresenta importante nesse contexto, o que<br />

eficácia e segurança diante de taxas de<br />

respostas clinicas significativas e duráveis,<br />

profundidade de resposta, sobrevida livre de<br />

progressão e sobrevida global de modo geral<br />

segundo estudos. (20)<br />

leva à utilização dos agentes medicamentos<br />

que estão disponíveis atualmente. (19)<br />

A pesquisa de DRM mostra-se como um<br />

Nos últimos anos, o daratumumabe,<br />

fator prognóstico confiável inerente a recidiva e<br />

sobrevida de pacientes com MM. (21,22)<br />

aprovado para uso pela Anvisa em 2017,<br />

ganhou mais espaço entre os estudos que Conclusão<br />

avaliam medicamentos para o tratamento de Os avanços e descobertas alcançadas<br />

MM. Trata-se de um anticorpo monoclonal no decorrer dos últimos anos no campo<br />

imunoglobulina G1 anti-CD38, uma da citometria de fluxo para o diagnóstico,<br />

glicoproteína transmembrana, que se monitoramento e pesquisa de DRM em casos<br />

encontra altamente expressa em plasmócitos. de MM vêm contribuindo significativamente em<br />

Esse medicamento possui atividade um prognóstico cada vez mais positivamente<br />

inibitória, impossibilita o crescimento promissor para esses pacientes. Além disso,<br />

celular e estimula a apoptose pela lise<br />

celular mediada pelo sistema imunológico,<br />

citotoxicidade mediada por anticorpo ou<br />

a CF vem auxiliando na tomada de decisão<br />

sobre intensificação e mudança terapêutica e<br />

impactando significativamente na qualidade de<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 31


ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Referências<br />

1. Siegel RL., Miller KD, Jemal A. Cancer Statistics, 2015. CA<br />

CANCER J CLIN 2015;65:5–29.<br />

2. Mateos MV, Miguel JFS. Management of multiple<br />

myeloma in the newly diagnosed patient. American Society<br />

of Hematology, 2017.<br />

3. Kazandjian D. Multiple myeloma epidemiology and<br />

survival, a unique malignancy. Semin Oncol. 2016 December;<br />

43(6): 676–681. doi:10.1053/ j.seminoncol.2016.11.004.<br />

4. Michels TC, Petersen KE. Multiple Myeloma: Diagnosis and<br />

Treatment. Am Fam Physician. 2017;95(6):373-383.<br />

5. Andel HV, Kocemba KA, Spaargaren M, Pals ST. Aberrant<br />

Wnt signaling in multiple myeloma: molecular mechanisms<br />

and targeting options. Leukemia (2019) 33:1063–1075.<br />

https://doi.org/10.1038/ s41375-019-0404-1<br />

6. Landgren O, Rajkumar SV. New Developments in Diagnosis,<br />

Prognosis, and Assessment of Response in Multiple Myeloma.<br />

Clin Cancer Res. 2016 November 15; 22(22): 5428–5433.<br />

doi:10.1158/1078-0432.CCR-16-0866.<br />

7. Caers J, Garderet L, Kortüm KM, O’Dwyer ME, Van de<br />

Donk NWCJ, Binder M. European Myeloma Network<br />

recommendations on tools for the diagnosis and monitoring<br />

of multiple myeloma: what to use and when. Haematologica<br />

2018 Volume 103(11):1772-1784. Ferrata Storti Foundation.<br />

8. Tarín F, López-Castaño F, García-Hernández C, Beneit<br />

P, Sarmiento H, Manresa P. Multiparameter Flow Cytometry<br />

Identification of Neoplastic Subclones: A New Biomarker in<br />

Monoclonal Gammopathy of Undetermined Significance<br />

and Multiple Myeloma. Acta Haematol 2019;141:1–6 DOI:<br />

10.1159/000493568.<br />

9. Flores-Montero J, de Tute R, Paiva B, Perez JJ, Bottcher S,<br />

Wind H, Sanoja L, Puig N, Lecrevisse Q, Vidriales MB, van<br />

Dongen JJM and Orfao A. Immunophenotype of Normal vs.<br />

Myeloma Plasma Cells: Toward Antibody Panel Specifications<br />

for MRD Detection in Multiple Myeloma. Cytometry Part B<br />

2016; 90B: 61–72.<br />

10. Draxler DF, Wutzlhofer LM, Slavka G, Hub W, Ludwig<br />

H, Schreder M. Flow Cytometric Evaluation of Traditional<br />

and Novel Surface Markers for the Diagnosis of Plasma Cell<br />

Dyscrasias. Indian J Hematol Blood Transfus (Oct-Dec 2019)<br />

35(4):673–682. https://doi.org/10.1007/s12288-019-<br />

01105-w.<br />

11. Kriegsmann K, Baertsch MA, Awwad MH. S, Merz M,<br />

Hose D, Seckinge A. Cereblon-binding proteins expression.<br />

levels correlate with hyperdiploidy in newly diagnosed<br />

multiple myeloma patients. Blood Cancer Journal (2019)<br />

9:13. https://doi.org/10.1038/s41408-019-0174-z.<br />

12. Sherbenou DW, Aftab BT, Su Y,3 Behrens CR, Wiita A, Logan<br />

AC. Antibody-drug conjugate targeting CD46 eliminates<br />

multiple myeloma cells. J Clin Invest. 2016;126(12):4640–<br />

4653. doi:10.1172/JCI85856.<br />

13. Lok A, Descamps G, Tessoulin B, Chiron D, Eveillard M,<br />

Godon C. p53 regulates CD46 expression and measles virus<br />

infection in myeloma cells. 2018 by The American Society of<br />

Hematology. DOI 10.1182/bloodadvances.2018025106.<br />

14. Soh KT, Wallace PK. Monitoring of Measurable Residual<br />

Disease in Multiple Myeloma by Multiparametric Flow<br />

Cytometry. Curr Protoc Cytom. 2019 September; 90(1):.<br />

doi:10.1002/cpcy.63.<br />

15. Galtseva IV, Davydova YO, Kapranov NM, Julhakyan<br />

HL, Mendeleeva LP . Minimal residual disease in multiple<br />

myeloma: Benefits of flow cytometry. Int J Lab Hematol2018<br />

Feb;40(1):12-20. doi: 10.1111/ijlh.12757. Epub 2017 Oct 23.<br />

16. Flores-Montero J, Sanoja-Flores L, Paiva B. et al. Next<br />

Generation Flow for highly sensitive and standardized<br />

detection of minimal residual disease in multiple myeloma.<br />

Leukemia 31, 2094–2103 (2017). https://doi.org/10.1038/<br />

leu.2017.29.<br />

17. Schouweiler KE, Karandikar NJ, and Holman CJ.<br />

Immunophenotypic Heterogeneity of Polytypic Plasma<br />

Cells and the Impact on Myeloma Minimal Residual Disease<br />

Detection by Multiparameter Flow Cytometry. Cytometry Part<br />

B 2019; 96B: 310–318.<br />

18. Pawlyn C, Davies FE. Toward personalized treatment<br />

in multiple myeloma based on molecular characteristics.<br />

Blood. 2019 Feb 14;133(7):660-675. doi: 10.1182/<br />

blood-2018-09-825331. Epub 2018 Dec 26. PMID:<br />

30587529; PMCID: PMC6384187.<br />

19. Al Hamed R, Bazarbachi AH, Malard F, Harousseau<br />

JL, Mohty M. Current status of autologous stem cell<br />

transplantation for multiple myeloma. Blood Cancer J.<br />

2019 Apr 8;9(4):44. doi: 10.1038/s41408-019-0205-9.<br />

PMID: 30962422; PMCID: PMC6453900.<br />

20. Petrucci MT, Vozella F. The Anti-CD38 Antibody<br />

Therapy in Multiple Myeloma. Células . 2019; 8 (12):<br />

1629. Publicado em 12 de dezembro de 2019. doi:<br />

10.3390 / cells8121629.<br />

21. Mina R, Oliva S, Boccadoro M. Minimal Residual Disease<br />

in Multiple Myeloma: State of the Art and Future Perspectives.<br />

J Clin Med. 2020 Jul 7;9(7):2142. doi: 10.3390/jcm9072142.<br />

Erratum in: J Clin Med. 2020 Aug 13;9(8): PMID: 32645952;<br />

PMCID: PMC7408660.<br />

22. Dold SM, Riebl V, Wider D, Follo M, Pantic M, Ihorst<br />

G, Duyster J, Zeiser R, Wäsch R, Engelhardt M. Validated<br />

single-tube multiparameter flow cytometry approach for<br />

the assessment of minimal residual disease in multiple<br />

myeloma. Haematologica. 2020 Oct 1;105(10):e523. doi:<br />

10.3324/haematol.2019.238394. PMID: 33054097; PMCID:<br />

PMC7556664.<br />

ASPECTOS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICO DE MIELOMA MÚLTIPLO:<br />

A CITOMETRIA DE FLUXO NO DIAGNÓSTICO E NA PESQUISA DE<br />

DOENÇA RESIDUAL MENSURÁVEL.<br />

CLINICAL ASPECTS AND DIAGNOSIS OF MULTIPLE MYELOMA: FLOW CYTOMETRY IN THE<br />

DIAGNOSIS AND RESEARCH OF MEASURABLE RESIDUAL DISEASE.<br />

Autoras:<br />

Danielle Borges Germano e Helena Varela de Araújo.<br />

0 32<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Após completar 25 anos a Zymo Research irá escrever mais um<br />

capítulo na sua história iniciando suas operações no Brasil para<br />

atender a América Latina com a atenção que ela merece.<br />

Desde seu nascimento em uma pequena garagem em Orange,<br />

California, até ser uma indústria líder nos dias de hoje, Zymo Research<br />

foi guiada por uma visão de proporcionar impacto positivo no campo<br />

biomédico e de contribuir para um bem maior da humanidade.<br />

Essa visão atingiu todos os aspectos da Zymo Research e tem<br />

guiado seu crescimento, sua cultura e a criação das ferramentas e<br />

serviços mais inovadores e valiosos desta empresa desde 1994.<br />

Agora, a Zymo Research é uma empresa de biotecnologia<br />

estabelecida globalmente e líder da indústria nas áreas de<br />

epigenética e microbiômica e já ocupa um espaço emergente na<br />

área de sequenciamento de nova geração (NGS). Com instalações<br />

internacionais e uma rede de distribuição global, a Zymo Research<br />

permite que pesquisadores façam descobertas de ponta em todo o<br />

mundo.<br />

Como nós Inovamos<br />

Como uma empresa privada, a Zymo Research gira em torno das<br />

necessidades, ideias e feedback dos seus clientes desde o<br />

desenvolvimento de produtos ao suporte técnico, a Zymo Research<br />

é construída sobre uma base de cientistas que apoiam outros<br />

cientistas.<br />

Nossos produtos desafiam ideias e fluxos de trabalho tradicionalmente<br />

aceitos, com a crença de que quando você escuta as necessidades<br />

dos clientes, sempre há espaço para inovação para tornar as coisas<br />

mais simples.<br />

Próxima Parada: Brasil<br />

A Zymo Research inicia suas operações na America Latina<br />

estabelecendo um escritório comercial com suporte técnico e<br />

científico, um moderno laboratório de sequenciamento genético e<br />

uma planta fabril para produção de seus reagentes e kits localmente.


1994<br />

Lançamento do 1º<br />

produto - EZ Yeast<br />

Transformation kit<br />

2001<br />

Lançamento da tecnologia<br />

de bissulfito patenteada,<br />

utilizando a inovadora<br />

dessulfonação em coluna de<br />

extração. Marca o início de<br />

uma ênfase epigenética para<br />

P&D na empresa.<br />

2010<br />

Mudança da sede<br />

corporativa para<br />

Irvine, CA.<br />

2008<br />

A Zymo passa a se autodenominar...<br />

“A empresa da epigenética.”<br />

1996<br />

Lançamento da primeira série de<br />

produtos de purificação de DNA<br />

com tecnologia exclusiva de coluna<br />

de extração com microeluição. Em<br />

destaque estão as linhas de<br />

produtos DNA Clean & Concetrator<br />

e Zymoclean.<br />

2007<br />

Lançamento da<br />

tecnologia patenteada<br />

Zyppy para<br />

purificação de<br />

plasmídio sem pellet.<br />

2008<br />

Inauguração da filial européia<br />

Zymo Research Europe,<br />

para suporte de distribuição<br />

de vendas P&D na UE.<br />

2011<br />

Lançamento da<br />

tecnologia patenteada<br />

Direct-zol RNA


A BELEZA DA CIÊNCIA É TORNAR AS COISAS SIMPLES!<br />

Larry Jia, Fundador e CEO<br />

2012<br />

Lançamento do pacote de<br />

serviços de epigenética<br />

baseada em NGS.<br />

2015<br />

Lançamento da tecnologia<br />

patenteada Zymo para<br />

purificação de plasmídeo<br />

de alto rendimento.<br />

2016<br />

Lançamento do pipeline<br />

ZymoBiomics<br />

2017<br />

Lançamento do<br />

relógio epigenético<br />

de envelhecimento.<br />

2019<br />

Lançamento comercial<br />

do MiDog.<br />

2020<br />

COVID-19 Resposta<br />

@zymoresearch.latam @zymoresearch.latam /zymoresearchsouthamerica


C<br />

A<br />

fo<br />

n<br />

d<br />

d<br />

p<br />

p<br />

Zymo no Brasil<br />

A Zymo Research South America (ZRSA) nasceu com<br />

a visão de que a América do Sul pode ser um player<br />

global na futura indústria biomédica. Ao investir em<br />

pessoas e recursos, esperamos estabelecer um<br />

centro de pesquisa e desenvolvimento de última<br />

geração no Brasil e aproveitar seu pool de talentos<br />

para iniciar programas inovadores de pesquisa e<br />

desenvolvimento.<br />

Larry Jia, Fundador e CEO<br />

Nosso primeiro esforço se concentrará na construção<br />

da infraestrutura necessária, como serviços de<br />

sequenciamento de DNA de última geração e<br />

fabricação de reagentes essenciais para atender às<br />

necessidades imediatas dos mercados da América do<br />

Sul, principalmente nos mercados de genômica,<br />

microbioma, epigenético e clínico.<br />

A longo prazo, acreditamos que, com o investimento<br />

contínuo em P&D, a ZRSA cumprirá sua missão de se<br />

tornar um importante desenvolvedor, fabricante e<br />

fornecedor sul-americano de biotecnologia para os<br />

mercados globais de pesquisa e diagnóstico.<br />

E<br />

p<br />

fi<br />

ta<br />

lí<br />

Z<br />

Por Marc Van <strong>Ed</strong>en<br />

VP de Desenvolvimento de Negócios<br />

E<br />

u<br />

b<br />

re<br />

te


olete. Preserve. Descubra.<br />

A Zymo Research recebeu o reconhecimento do<br />

Programa de Pesquisa Humana da NASA por<br />

seu envolvimento no projeto desenvolvimento<br />

de um dispositivo de coleta de swab(2)<br />

DNA/RNA Shield. Este dispositivo é um componente<br />

crítico para a pesquisa conduzida pela<br />

The Human Health Countermeasures (HHC) a<br />

bordo da Estação Espacial Internacional.<br />

O objetivo do HHC é desenvolver estratégias e<br />

tecnologias para mitigar os riscos à saúde<br />

relacionados ao voo espacial.<br />

“Queríamos investigar o microbioma humano ativo<br />

dos astronautas”, disse o Dr. Hernan Lorenzi, o<br />

principal investigador do estudo no J. Craig Venter<br />

Institute.<br />

le continuou: “Ao fazer isso, podemos empregar contramedidas prebióticas ou<br />

robióticas para prevenir ou remediar doenças associadas às mudanças<br />

siológicas introduzidas durante o voo espacial. O que é complicado em conduzir<br />

l experimento é que o RNA é uma molécula frágil. A acessibilidade ao nitrogênio<br />

quido no espaço simplesmente não é viável. Felizmente, a solução da<br />

ymo Research, DNA / RNA Shield, funcionou bem.”<br />

metodologia usada para coletar e armazenar amostras fecais pode influenciar<br />

rtemente a análise de DNA e RNA. Sem a estabilização adequada dos ácidos<br />

ucleicos e a inativação adequada das nucleases, as amostras podem ser<br />

egradadas ou comprometidas, o que, por sua vez, pode causar uma deturpação<br />

os dados coletados de testes genéticos e de expressão. Para resolver esse<br />

roblema, os cientistas da Zymo Research desenvolveram a solução de<br />

reservação DNA/RNA Shield.<br />

ste conservante está disponível para uso em frascos personalizados (1) ou em<br />

ma variedade de dispositivos de coleta que permitem a coleta de saliva por swab<br />

ucal(2) ou coletor(3), sangue(4), fezes(5), tecidos(6), urina(7), solo e águas<br />

siduais. Estas amostras coletadas no conservante podem ser armazenadas em<br />

mperatura ambiente e enviadas com segurança.


ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

PREDIÇÃO DE EPITOPOS E ANÁLISE ESTRUTURAL<br />

DE SUBTIPOS DE TOXINA SHIGA LIKE PRODUZIDOS POR<br />

ESCHERICHIA COLI NO BRASIL<br />

Autores:<br />

Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />

1<br />

Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas.<br />

São Paulo-SP.<br />

2<br />

Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.<br />

São Paulo-SP.<br />

Resumo<br />

A Escherichia coli produtora de Toxina Shiga (STEC) compreende<br />

uma variedade de Escherichia coli que engloba diversos sorotipos do<br />

microrganismo, cujo principal fator de virulência é a produção de um grupo<br />

de citotoxinas, as Toxinas Shiga. Esses microrganismos possuem a capacidade<br />

de produzir dois grupos distintos da toxina: a Toxina Shiga tipo 1 (STx1)<br />

e a Toxina Shiga tipo 2 (STx2), podendo produzir somente um dos tipos<br />

ou ambos, sendo que a STx2 é a mais comumente associada a ocorrência<br />

de quadros mais graves relacionados a infecção por STEC. As infecções por<br />

STEC podem se manifestar clinicamente de diferentes maneiras, podendo<br />

ocasionar desde uma diarreia, com possibilidade de progressão à colite<br />

hemorrágica e em quadros mais graves evoluir para a Síndrome Hemolítico<br />

Urêmica, patologia grave que caracteriza- se pela presença de três sinais<br />

clínicos: trombocitopenia, anemia hemolítica microangiopática e insuficiência<br />

renal aguda. No Brasil não se tem dados recentes que apontem a ocorrência<br />

de importantes surtos ocasionados por STEC, entretanto, no país uma grande<br />

variedade de sorotipos do microrganismo é frequentemente isolada em<br />

animais, produtos alimentícios e em amostras humanas em casos isolados. A<br />

presente pesquisa tem como objetivos a predição de epitopos em sequência<br />

linear e modelagem por homologia.<br />

Palavras-Chave: Escherichia coli Produtora de Toxina Shiga, Toxina<br />

Shiga, STEC, EHEC, predição de epitopos, BepiPred, Shiga Toxin Producing<br />

Escherichia coli.<br />

Abstract<br />

The Shiga Toxin-producing Escherichia coli (STEC) comprises a<br />

variety of Escherichia coli that includes several serotypes of the<br />

microorganism, whose main virulence factor is the production of a<br />

group of cytotoxins, the Shiga Toxins. These microorganisms have<br />

the ability to produce two distinct groups of the toxin: Shiga Toxin<br />

type 1 (STx1) and Shiga Toxin type 2 (STx2), and can produce only<br />

one of the types or both, STx2 being the most commonly associated<br />

with occurrence of more severe conditions related to STEC infection.<br />

STEC infections can manifest clinically in different ways, and can<br />

cause diarrhea, with the possibility of progression to hemorrhagic<br />

colitis and, in more severe conditions, progress to Hemolytic Uremic<br />

Syndrome, a severe pathology characterized by the presence of three<br />

clinical signs: thrombocytopenia, microangiopathic hemolytic anemia<br />

and acute renal failure. In Brazil, there are no recent data that indicate<br />

the occurrence of important outbreaks caused by STEC, however, in the<br />

country a wide variety of serotypes of the microorganism is frequently<br />

isolated in animals, food products and in human samples in isolated<br />

cases. The present research aims to predict epitopes in linear sequence<br />

and homology modeling.<br />

Keywords: Shiga Toxin Producing Escherichia coli, Shiga Toxin,<br />

STEC, EHEC, epitope prediction, BepiPred, Shiga Toxin Producing<br />

Escherichia coli.<br />

0 38<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Introdução<br />

A Escherichia coli é um bacilo Gram negativo,<br />

toxinas Shiga: a Toxina Shiga Tipo 1 (STx1)<br />

essa que muito se assemelha à citotoxina<br />

deste microrganismo é relativamente baixa,<br />

visto que a ingestão de aproximadamente 100<br />

pertencente à família Enterobacteriaceae de<br />

produzida pela Shigella dysenteriae e a Toxina<br />

bacilos já é o suficiente para desencadear uma<br />

grande importância clínica, que em situações<br />

Shiga Tipo 2 (STx2) que não se diferenciam<br />

infecção (9) .<br />

normais coloniza o trato gastroinstestinal<br />

no mecanismo de ação, entretanto são<br />

de seres humanos e outros animais em<br />

estruturalmente e antigenicamente distintas<br />

As manifestações clínicas desencadeadas<br />

uma relação de comensalismo, ou seja, de<br />

entre si. Dentre esses tipos, a STx2 é a<br />

pela ação da bactéria e pelos efeitos citotóxicos<br />

uma forma não patogênica (1, 2) . Entretanto,<br />

toxina que está mais comumente presente<br />

nas infecções por STEC podem evoluir e variam<br />

existe uma grande variedade de sorotipos da<br />

em quadros mais graves relacionados a<br />

em grau de gravidade, tendo seu início entre 3<br />

espécie que apresentam um alto potencial de<br />

infecção por STEC (5, 6) . Cada um desses dois<br />

à 4 dias após a contaminação, com a ocorrência<br />

patogenicidade por possuírem importantes<br />

tipos da citotoxina possuem variantes que<br />

de uma diarreia profusa e dores abdominais,<br />

fatores de virulência, sendo assim capazes<br />

são classificadas a partir da existência de<br />

com a possibilidade de progressão para a<br />

de provocar infecções intestinais e/ou<br />

subtipos, sendo eles: STx1a, STx1b, STX1c,<br />

manifestação de Colite Hemorrágica (CH),<br />

extra intestinais, sendo denominadas como<br />

STx1d, STx2a, STx2b, STx2c, STx2d, STx2e,<br />

patologia que cursa com a intensificação<br />

Escherichia coli diarreiogênicas (3) .<br />

STx2f, STx2g, STx2h, STx2i, STx2j e STx2k (6) ,<br />

do quadro de diarreia, aliado à presença de<br />

estes são estruturalmente distintos, além de<br />

sangue nas fezes, que pode perdurar por até<br />

A Escherichia coli Produtora de Toxina Shiga<br />

diferenciar- se pelo nível de citotoxicidade,<br />

aproximadamente 5 dias (10) , e em quadros<br />

(STEC), e por vezes também denominada como<br />

capacidade de ligação (afinidade e<br />

mais graves, há a possibilidade de evolução<br />

Escherichia coli Enterohemorrágica (EHEC)<br />

dissociação) ao receptor globotriacilceramida<br />

para a Síndrome Hemolítico Urêmica (SHU),<br />

ou ainda como Escherichia coli produtora<br />

(GB3) e pelo tipo de reservatório ou espécie<br />

uma complicação grave caracterizada pela<br />

de Verotoxina (VTEC), é uma categoria de<br />

do hospedeiro (6, 7) .<br />

presença de três principais indicativos clínicos:<br />

bactérias que engloba uma grande variedade<br />

anemia hemolítica do tipo microangiopática,<br />

de sorotipos de microrganismos pertencentes<br />

O principal reservatório para tais<br />

trombocitopenia e insuficiência renal aguda<br />

ao grupo de Escherichia coli diarreiogênicas,<br />

microrganismos é o trato gastrointestinal<br />

(11, 12)<br />

, sendo de importância salientar que,<br />

cujo principal fator de virulência é a produção<br />

do gado bovino, sendo assim o consumo de<br />

crianças menores de 5 anos estão mais<br />

de citotoxinas bacterianas com alto potencial<br />

alimentos de origem animal (carne, leite<br />

propensas ao desenvolvimento de SHU, sendo<br />

de patogenicidade: as Toxinas Shiga- Like<br />

não pasteurizado e seus derivados), de<br />

esta considerada uma das principais causas<br />

(STx), ou por vezes denominadas Verotoxinas<br />

água e vegetais que estejam contaminados<br />

de insuficiência renal em crianças nesta<br />

(VTx), que são capazes de inibir a síntese<br />

pelas fezes desses animais, são potenciais<br />

faixa etária (10, 13) . Além da insuficiência renal<br />

de proteínas em células e desencadear uma<br />

e as principais fontes de transmissão dessa<br />

crônica ser uma possível sequela em pacientes<br />

série de processos patológicos<br />

(4)<br />

. Esses<br />

bactéria ao homem, não excluindo-se também<br />

com SHU, danos neurológicos, cardíacos e<br />

microrganismos podem produzir unicamente<br />

a possibilidade de transmissão pessoa a<br />

pancreáticos também são frequentemente<br />

ou concomitantemente um ou dois tipos de<br />

pessoa via oral- fecal (8) . A dose infectante<br />

relatados nestes casos (13, 14) .<br />

0 40<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


ELITE 580<br />

DIFERENCIAL DE 5 PARTES,<br />

TOTALMENTE AUTOMATIZADO<br />

RELATÓRIOS COM PRECISÃO,<br />

RAPIDEZ E CONFIANÇA.<br />

Soluções automatizadas melhoram o fluxo de<br />

trabalho, permitindo aos usuários o foco em aspectos<br />

clínicos relevantes das análises. A combinação entre<br />

um analisador automatizado, de alta capacidade, e do<br />

diferencial de 5 partes, do ELite 580, disponibiliza ao<br />

usuário um importante tempo, que poderá ser<br />

direcionado, de maneira direta, a melhorar a<br />

qualidade dos resultados liberados.<br />

ALTA DEFINIÇÃO PARA SEUS USUÁRIOS ...<br />

.. E RESULTADOS<br />

O ELITE 580 INOVA FRENTE AOS PRODUTOS<br />

SIMILARES, UNINDO O MELHOR DO DESIGN E<br />

TECNOLOGIA, LÍDERES EM SEU SEGUIMENTO.<br />

O ELite 580 disponibiliza uma excepcional tela, Full<br />

HD, de 22 polegadas. O painel completo de<br />

resultados, incluindo gráficos de dispersão diferencial,<br />

WBC 3D, pode ser revisado em uma única tela.<br />

INFORMAÇÕES DETALHADAS SOBRE PLAQUETAS<br />

Os parâmetros PLCR e PLCC, do ELite 580, permitem,<br />

aos usuários, relatarem informações detalhadas<br />

sobre a condição plaquetária dos pacientes.<br />

POR QUE ESCOLHER ERBA MANNHEIM?<br />

Os equipamentos da linha de Hematologia possuem sistemas que contam com tecnologia avançada em<br />

todas as suas etapas de produção e o resultado é um sistema robusto e inteligente, que traz qualidade e<br />

confiabilidade às analises hematológicas realizadas.<br />

TELEFONE/WHATSAPP<br />

0800 878 2391<br />

EMAIL<br />

atendimento@erbamannheim.com<br />

HORÁRIO DE ATENDIMENTO<br />

Segunda à sexta-feira das 08:00 às 18:00h (horário de Brasília)<br />

Sábado de 08:00 às 13:00h (horário de Brasília) – apenas por<br />

telefone para atendimento a chamados de Suporte Técnico e<br />

Assessoria Científica.


Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

As terapias de suporte à vida e o tratamento<br />

sintomático, que incluem a reposição hídrica e<br />

eletrolítica a partir da administração endovenosa<br />

de cristaloides, suporte e monitoramento da<br />

pressão arterial, e em casos de complicações a<br />

realização de diálise, plasmaférese terapêutica,<br />

transfusão de concentrado de hemácias e de<br />

plaquetas e transplante renal, são as medidas<br />

terapêuticas mais indicadas e mais amplamente<br />

utilizadas no manejo de casos de infecção<br />

por STEC (10) . A administração de antibióticos<br />

especificamente em casos de infecção por STEC é<br />

deveras controversa, sendo na maioria das vezes<br />

superfície de células endoteliais dos rins, intestino<br />

e cérebro (18) , e sendo o antígeno de diferenciação<br />

(CD77) em um tipo de específico de linfócito B (19) .<br />

Na STx1, a subunidade A é composta por cerca de<br />

315 aminoácidos e na STx2 essa mesma porção<br />

possui cerca de 319 aminoácidos; em ambos os<br />

tipos da toxina, há um sítio sensível a tripsina<br />

que permite que essa porção seja clivada em uma<br />

subunidade A1 e uma subunidade A2 estando<br />

estas ligadas a partir de uma ponte dissulfeto<br />

(10)<br />

; a atividade enzimática da toxina encontra-se<br />

especificamente na subunidade A1 sendo essa<br />

a porção responsável por inibir a síntese proteica<br />

A Escherichia coli produtora de Toxina Shiga e seus<br />

mais diversos sorotipos são considerados de grande<br />

relevância médica e epidemiológica por serem o<br />

agente etiológico presente em importantes surtos de<br />

origem alimentar ocorridos a partir do ano de 1982 (3,<br />

20)<br />

, em países desenvolvidos como os Estados Unidos<br />

da América, Alemanha e Japão. Na Argentina, país<br />

fronteiriço ao Brasil, os casos de infecção por STEC são<br />

endêmicos, sendo considerados um grande problema<br />

de saúde pública (21) . Segundo dados mundiais da<br />

Organização Mundial de Saúde (OMS), estimasse<br />

que anualmente, ocorram entre 0,6 a 136 casos de<br />

infecções por STEC a cada 100.000 pessoas (8) .<br />

contraindicada, tendo em vista que algumas<br />

classes de antibióticos podem ser prejudiciais, ao<br />

induzir a um agravamento dos casos e aumentar<br />

consideravelmente o risco de desenvolvimento da<br />

nas células hospedeiras ao ter ação enzimática<br />

atuando como uma N-glicosidase (10) . Por sua vez,<br />

a subunidade B consiste em um pentâmero ligado<br />

a subunidade A2 da cadeia A por uma ligação não<br />

No Brasil, apesar de não haver a ocorrência de<br />

grandes surtos reportados, uma grande variedade<br />

de sorotipos desses microrganismos em específico<br />

é amplamente detectada em animais criados para<br />

Síndrome Hemolítico Urêmica (15) , uma vez que<br />

covalente formado por cinco subunidades menores<br />

o consumo humano (principalmente em bovinos)<br />

por diversos mecanismos estes fármacos induzem<br />

a uma maior produção da toxina shiga pela<br />

bactéria, levando-se em consideração também,<br />

os mecanismos de ação de antimicrobianos que<br />

levam à lise das bactérias o que consequentemente,<br />

desencadeia uma maior liberação e circulação da<br />

toxina (16) .<br />

idênticas em que cada uma destas subunidades<br />

possui aproximadamente 69 aminoácidos na STx1<br />

e 71 aminoácidos na STx2 (5) .<br />

e como contaminantes em produtos alimentícios, o<br />

que representaria potenciais fontes de transmissão<br />

da bactéria à humanos (22) , além da ocorrência de<br />

casos isolados em humanos (23) envolvendo sorotipos<br />

de extrema importância clínica e epidemiológica,<br />

como exemplo: O157:H7 (o sorotipo mais presente<br />

em surtos ocorridos mundialmente e o agente<br />

etiológico responsável por casos de maior gravidade)<br />

Tanto a Toxina Shiga Tipo 1 (STx1), quanto a<br />

Toxina Shiga Tipo 2 (STx2) consistem em uma<br />

estrutura proteica AB5 (figura 1) composta por<br />

uma subunidade A, que compreende o sitio ativo<br />

enzimático da citotoxina e uma subunidade B<br />

(17)<br />

, que consiste no sítio de ligação da mesma<br />

ao receptor globotriacilceramida (GB3) na célula<br />

hospedeira (17) , sendo este receptor expresso na<br />

Figura 1: Estrutura comum e geral da Toxina Shiga, sendo<br />

esta formada por uma subunidade A, que ao ser clivada se<br />

divide em duas subunidades menores: A1 e A2, além de uma<br />

subunidade B que consiste em um pentâmero composto por<br />

cinco subunidades iguais (17).<br />

e o sorotipo O111:H8, sendo este último, o sorotipo<br />

mais frequentemente identificado no país (13, 24) ; No<br />

Brasil, a Escherichia coli O111:H8 tem o seu principal<br />

fator de virulência a partir da produção de Toxina<br />

Shiga tipo 1a (STx1a), por sua vez, a Escherichia coli<br />

O157:H7 possui um maior potencial patogênico ao<br />

ter a capacidade de produzir habitualmente dois dos<br />

subtipos mais patogênicos da toxina: a Toxina Shiga<br />

tipo 2a (STx2a) e a Toxina Shiga tipo 2c (STx2c) (23, 25) .<br />

0 42<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />

Os dados epidemiológicos de casos de<br />

infecções por STEC em humanos no Brasil<br />

de aminoácidos do sitio ativo enzimático<br />

(subunidade A) correspondente aos subtipos<br />

Resultados<br />

Com a utilização da ferramenta BLAST<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

são desatualizados e insuficientes, o<br />

da toxina a serem utilizadas, foram obtidas<br />

(Basic Local Alignment Search Tool) foi<br />

que pode ser explicado a partir do baixo<br />

a partir do repositório de sequências<br />

possível a realização de uma análise<br />

emprego de métodos diagnósticos que<br />

GenBank Protein (NCBI) em formato FASTA,<br />

estrutural comparativa das sequências de<br />

sejam específicos e que possibilitem a<br />

e posteriormente foi utilizada a ferramenta<br />

aminoácidos dos subtipos de citotoxina<br />

identificação do sorotipo do microrganismo,<br />

Protein BLAST (Basic Local Alignment Search<br />

selecionados, tendo obtido os seguintes<br />

o que de certa forma impossibilita a<br />

Tool) que tem como função o alinhamento<br />

resultados: sendo composta por<br />

implementação de uma vigilância ativa e<br />

de duas ou mais sequências, sendo assim<br />

aproximadamente 319 aminoácidos, a<br />

específica para esses casos, o que poderia<br />

utilizada com o objetivo de determinar o grau<br />

subunidade A correspondente ao subtipo<br />

evidenciar uma subnotificação de casos<br />

de homologia existente entre as sequências<br />

Toxina Shiga tipo 2a (STx2a) é homologa<br />

isolados e surtos (26) . Do mesmo modo,<br />

selecionadas. Para predição de epitopos as<br />

em cerca de 99,69%, diferenciando-<br />

apesar da presença deste patógeno ser<br />

sequências selecionadas correspondentes<br />

se em apenas 1 aminoácido, quando<br />

constantemente evidenciada a partir<br />

as subunidades da toxina foram submetidas<br />

comparada a mesma subunidade também<br />

do isolamento de sorotipos de STEC em<br />

em formato FASTA, ao site BepiPred- 2.0 ®<br />

composta por 319 aminoácidos da Toxina<br />

alimentos, animais e em amostras humanas<br />

que objetiva prever epitopos potencialmente<br />

Shiga Tipo 2c (STx2c), sendo ambos<br />

no país, há uma certa escassez de estudos<br />

reconhecidos por linfócitos B a partir de<br />

os subtipos de toxina produzidos pela<br />

específicos que incluam a análise estrutural<br />

sequências lineares de aminoácidos de uma<br />

Escherichia coli O157:H7. Por sua vez, a<br />

in sílico dos subtipos de toxinas do tipo<br />

proteína alvo (antígenos) (27) . Posteriormente,<br />

Toxina Shiga tipo 1a (STx1a) produzido<br />

Shiga produzidas pelos principais sorotipos<br />

as sequências de aminoácidos selecionadas<br />

pela Escherichia coli O111:H8 tem a sua<br />

de Escherichia coli já isolados em amostras<br />

foram submetidas e enviadas ao servidor<br />

subunidade A composta por cerca de 315<br />

humanas no Brasil.<br />

I- TASSER ®, que permite a modelagem<br />

aminoácidos e apresenta apenas 54,81%<br />

de proteínas e construção de estruturas<br />

e 54,49% de similaridade quando<br />

Materiais e Métodos<br />

conformacionais (tridimensionais) a partir<br />

comparada aos subtipos STx2a e STx2c<br />

Em um primeiro momento, foram<br />

de uma sequência linear de aminoácidos,<br />

respectivamente. Em contrapartida<br />

selecionados os subtipos de toxina shiga<br />

bem como também permite a predição de<br />

a subunidade A da STX1a apresenta<br />

(STx) produzidos por dois dos principais<br />

funções da sequência de aminoácidos uma<br />

100% de similaridade estrutural se<br />

sorotipos de STEC encontrados em<br />

vez determinada (28) . O uso da ferramenta<br />

comparada a essa mesma porção da<br />

amostras humanas no Brasil, levando<br />

PyMol permitiu que os epitopos presentes<br />

Toxina Shiga (STx) originalmente<br />

em consideração os seguintes fatores:<br />

em sequências lineares preditos pelo<br />

produzida pela enterobactéria Shigella<br />

relevância clínica e epidemiológica e<br />

BepiPred 2.0 fossem evidenciados em<br />

dysenteriae, sendo essa composta<br />

potencial de patogenicidade. As sequências<br />

estrutura conformacional.<br />

também por 315 aminoácidos.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 43


TRABALHAMOS COM DEVER E ORGULHO<br />

PARA SALVAR MUITAS VIDAS!<br />

NOSSO TIME DE DISTRIBUIDORES EXCLUSIVOS<br />

ENZIPHARMA<br />

www.aclabor.com.br<br />

GO<br />

www.blisterlab.com.br<br />

SP Interior<br />

www.enzipharma.com.br<br />

RJ<br />

www.diagfarma.com.br<br />

PB | PE | RN<br />

www.centerlab.com<br />

MG | ES<br />

www.excellab.com.br<br />

Tel.:11 4105-5354 / 11 2082-1402<br />

SP<br />

Capital, Vale do Paraíba,<br />

Jundiaí / Região e Litoral Norte<br />

www.labinga.com.br<br />

MS* | PR<br />

comercial@easysolucoesdiagnosticas.com.br<br />

MS | MT<br />

NIHON KOHDEN CORPORATION<br />

1-31-4 Nishiochiai, Shinjuku-ku, Tokyo 161-8560 - Japan<br />

Phone + 81 (3) 5996-8036 | Fax +81 (3) 5996-8100


www.centerlabsp.com.br<br />

SP<br />

Pantone Cool Gray 10 CVC<br />

Pantone 368 CVC<br />

C: 0 M: 0 Y: 0 K: 72<br />

C: 65 M: 0 Y: 100 K: 0<br />

R: 119 G: 119 B: 114<br />

R: 91 G: 191 B: 33<br />

ABC, Capital, Litoral Sul,<br />

Campinas e Região<br />

www.farmac.com.br<br />

SE | AL<br />

www.cetepa.com.br<br />

PA<br />

www.sillab.com.br<br />

SC | PR*<br />

www.bsdiagnostica.com.br<br />

DF | TO<br />

sac@cicladiagnostica.com<br />

RS<br />

www.medtest.com.br<br />

BA<br />

* Para demais<br />

Regiões contate:<br />

fabio.jesus@nkbr.com.br<br />

NIHON KOHDEN DO BRASIL LTDA<br />

Rua Diadema, 89. 1º Andar, conjuntos 11 a 17 - São Caetano do Sul - SP<br />

Tel.: +55 11 3044-1700 | Fax +55 11 3044-0463


ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Com os resultados das predições realizadas<br />

pelo BepiPred 2.0 foi possível a identificação<br />

e localização de possíveis epitopos presentes<br />

nas sequências lineares de aminoácidos<br />

selecionados, que possam ser especificamente<br />

reconhecidos por linfócitos B e estimular a<br />

produção de imunoglobulinas específicas ao<br />

gerar resposta imune.<br />

Figura 2: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A da STx2a, onde o fragmento<br />

com o maior potencial antigênico está localizado entre os aminoácidos 51-57 (E), aparecendo destacados.<br />

Figura 3: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A da STx2c, onde a porção<br />

localizada entre os aminoácidos 51-56 (E) apresentou alto potencial antigênico.<br />

Predição de epitopos em sequências<br />

lineares de STx2a e STx2c<br />

Compartilhando aproximadamente 99,69% de<br />

homologia (áreas conservadas) em sua estrutura<br />

primária de aminoácidos, as subunidades A<br />

da Toxina Shiga Tipo 2a (STx2c) e Toxina Shiga<br />

Tipo 2C (STx2c) são, basicamente, idênticas<br />

antigenicamente. Assim sendo, em suas<br />

sequências compostas por 319 aminoácidos, a<br />

partir dos resultados obtidos pelo BepiPred 2.0,<br />

foi possível a identificação de treze epitopos com<br />

valores potenciais de antigenicidade acima do<br />

limiar selecionado (0,5), sendo que o epitopo<br />

identificado considerado o de maior relevância<br />

na STx2a, foi o epitopo localizado na porção<br />

entre os aminoácidos 51 à 57 (EHISQGT) por ter<br />

apresentado valores de propensão antigênica<br />

acima de 0,61 (figura 2). Considerando a<br />

sequência de aminoácidos da STx2c, o epitopo<br />

que apresentou maior propensão antigenica foi<br />

o fragmento localizado entre os aminoácidos 51<br />

a 56 (EHISQG), também apresentando valores de<br />

antigenicidade acima de 0,61 (figura 3).<br />

Figura 4: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A STx1a, onde o epitopo de<br />

maior relevância e potencial antigênico presente na sequência aparece destacado em amarelo na porção entre os aminoácidos 51 e 58.<br />

Figura 5: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A STx1a, onde o segundo<br />

epitopo com probabilidade antigênica presente na sequência aparece destacado, entre os aminoácidos 209 a 211.<br />

Predição de epitopos em sequência<br />

linear STx1a<br />

A partir dos resultados do BepiPred<br />

2.0, foram identificados dez epitopos<br />

(considerando-se o score de 0,50)<br />

presentes na sequência linear composta<br />

por 315 aminoácidos da subunidade A<br />

correspondente a Toxina Shiga Tipo 1a<br />

(STx1a), sendo que os seguintes epitopos<br />

foram considerados como sendo de maior<br />

relevância por ambos possuírem potencial<br />

de antigenicidade (0,63) acima do limiar;<br />

sendo um destes fragmentos localizados<br />

na porção entre os aminoácidos 51 e<br />

58 (QTISSGGT) representado na figura<br />

4, e o outro fragmento localizado<br />

entre os aminoácidos 209 à 211 (GRS)<br />

(figura 5); Tendo os resultados, foi<br />

possível concluir que a subunidade A<br />

da STx1a é significativamente distinta<br />

antigenicamente aos outros dois<br />

subtipos estudados.<br />

0 46<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />

Modelagem por homologia- STx2a e STx2c<br />

Considerando a alta similaridade estrutural e<br />

antigênica existente entre os subtipos STx2a e<br />

STx2c, a partir do software I-TASSER foi possível<br />

a construção de uma estrutura conformacional a<br />

partir de uma sequência linear de aminoácidos<br />

das proteínas selecionadas. Tendo a estrutura<br />

conformacional, o uso da ferramenta PyMol<br />

possibilitou a evidenciação dos epitopos que<br />

apresentaram maior potencial de antigenicidade<br />

preditos pela ferramenta BepiPred 2.0<br />

Discussão<br />

De acordo com os resultados obtidos pela<br />

ferramenta BepiPred 2.0 anteriormente<br />

apresentados nesta pesquisa, a subunidade<br />

A da STx1a apresentou em sua sequência<br />

primária de aminoácidos o fragmento<br />

localizado entre os aminoácidos 51 e 57 como<br />

sendo o fragmento com o maior potencial de<br />

reconhecimento imunológico por linfócitos B,<br />

sendo assim, este epitopo foi considerado como<br />

o de maior relevância nesta sequência. A análise<br />

estrutural da subunidade A da STx2c permitiu o<br />

reconhecimento da alta similaridade estrutural<br />

e antigênica da sequência quando comparada<br />

a mesma subunidade pertencente a STx2a,<br />

corroborando com os resultados obtidos pela<br />

análise de similaridade realizada pela ferramenta<br />

BLAST, onde o resíduo localizado entre os<br />

aminoácidos 51-56 foi considerado como sendo<br />

o epitopo com maior propensão antigênica.<br />

Figura 7. Estrutura conformacional da subunidade A dos subtipos STx2a e STX2c, onde os epitopos preditos com o score acima do limiar de<br />

0,5 estão evidenciados em azul, e a região correspondente ao epitopo predito de maior potencial antigênico em ambas as toxinas (fragmento<br />

localizado entre os aminoácidos 51-57 e entre os aminoácidos 51-56) está evidenciado em verde.<br />

Quando analisada a sequência de aminoácidos<br />

da subunidade A da STx1a, esta se mostrou<br />

significativamente distinta estruturalmente e<br />

antigenicamente quando comparada a mesma<br />

porção dos outros subtipos de toxina selecionados,<br />

apresentando como o epitopo de maior<br />

relevância predito, o fragmento localizado entre<br />

os aminoácidos 51-58; o resíduo localizado entre<br />

os aminoácidos 209-211 apesar de apresentar<br />

alta probabilidade com seu potencial antigênico<br />

acima do limiar (Score), este fragmento não será<br />

considerado como sendo de alta relevância por ter<br />

um menor comprimento de aminoácidos.<br />

A modelagem por homologia, permitiu a<br />

construção de uma estrutura conformacional<br />

a partir de uma sequência linear de<br />

aminoácidos, com o uso da ferramenta PyMol<br />

foi possível a identificação de resíduos alvo,<br />

de forma a evidenciar os epitopos preditos<br />

com maior potencial de reconhecimento por<br />

linfócitos B.<br />

Em suma, a realização da presente pesquisa<br />

permitiu a identificação e localização de<br />

possíveis epitopos presentes em sequências<br />

lineares que possuam alta probabilidade de<br />

reconhecimento por linfócitos B, sendo assim,<br />

capazes de gerar resposta imunológica com<br />

produção de imunoglobulinas (anticorpos)<br />

específicas, podendo esses fragmentos do<br />

antígeno serem considerados como potenciais<br />

alvos vacinais e de neutralização do sítio ativo<br />

da toxina o que em tese, seria de grande<br />

interesse no desenvolvimento de possíveis<br />

fórmulas com potenciais imunizantes e<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 47


Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

neutralizantes, que visem a prevenção e o<br />

tratamento com minimização dos agravos<br />

clínicas que podem incluir a ocorrência<br />

de diarreia, colite hemorrágica e, em<br />

pesquisa possibilitou o reconhecimento,<br />

a partir do uso de ferramentas da<br />

clínicos decorrentes das infecções por<br />

casos mais graves a Síndrome Hemolítico<br />

bioinformática (BepiPred- 2.0 e I- TASSER)<br />

STEC; assim como, esses resíduos com altos<br />

Urêmica (SHU), doença caracterizada<br />

de epitopos presentes nas sequências<br />

potenciais antigênicos, também possam<br />

pela presença de anemia hemolítica do<br />

de aminoácidos da subunidade A das<br />

vir a ser aplicados e mais amplamente<br />

tipo microangiopática, trombocitopenia e<br />

citotoxinas selecionadas que possuam<br />

estudados no que tange ao desenvolvimento<br />

insuficiência renal aguda. No Brasil dois<br />

a probabilidade de serem reconhecidos<br />

e aperfeiçoamento de testes diagnósticos que<br />

dos sorotipos do microrganismo têm maior<br />

por linfócitos B, sendo capazes de<br />

utilizam-se de metodologias diagnósticas<br />

relevância: a Escherichia coli 0111:H8 e a<br />

gerar resposta imune com produção<br />

baseadas na ligação antígeno- anticorpo,<br />

Escherichia coli O157:H7, sendo estas<br />

de anticorpos; sendo estes fragmentos<br />

tendo como exemplo os métodos ELISA<br />

capazes de produzir os seguintes subtipos<br />

considerados potenciais alvos vacinais e de<br />

(Enzyme-Linked ImmunoSorbent Assay) e<br />

da citotoxina, respectivamente: STx1a e<br />

neutralização da toxina. Espera-se que a<br />

métodos de imunocromatografia no qual se<br />

STx2a/ STX2c. Com a realização do presente<br />

realização da presente pesquisa contribua<br />

baseiam os chamados “testes rápidos”, o que<br />

estudo foi possível o cumprimento dos<br />

de alguma forma para maiores estudos<br />

em tese seria de grande valia para incentivo<br />

objetivos de pesquisa anteriormente<br />

que envolvam o uso de ferramentas<br />

à uma maior empregabilidade de métodos<br />

determinados, sendo assim, foi possível<br />

de bioinformática no estudo e analise<br />

diagnósticos específicos para o diagnóstico<br />

a descrição da estrutura proteica geral<br />

estrutural de sequências que possuam<br />

específico em casos de infecção por STEC.<br />

e comum à todos os subtipos da toxina;<br />

alguma relevância em saúde, objetivando<br />

bem como, foi possível determinar o<br />

contribuir também para o desenvolvimento<br />

Conclusão<br />

grau de homologia existente entre os<br />

de fórmulas com potenciais imunizantes<br />

Em suma, a Escherichia coli Produtora<br />

subtipos escolhidos, com posterior análise<br />

ou de neutralização para a prevenção e<br />

de Toxina Shiga (STEC) consiste em<br />

estrutural e antigênica in sílico com o<br />

tratamento nas infecções por STEC, como<br />

uma categoria da espécie composta por<br />

objetivo de identificar epitopos presentes<br />

também espera-se que os resultados da<br />

diversos sorotipos de microrganismos,<br />

em sequências lineares e conformacionais<br />

presente pesquisa possam de alguma<br />

cujo principal fator de virulência é a<br />

de aminoácidos do sítio ativo enzimático<br />

forma contribuir para o desenvolvimento<br />

capacidade de produzir uma variedade<br />

(subunidade A) dos três subtipos<br />

de testes diagnósticos baseados na<br />

de potentes citotoxinas com alto<br />

produzidos pelos principais sorotipos<br />

ligação antígeno e anticorpo, contribuindo<br />

potencial de patogenicidade: as Toxinas<br />

da bactéria encontrados em amostras<br />

assim para uma maior disponibilidade e<br />

Shiga (STx). Sendo a infecção por STEC<br />

humanas no Brasil. Além também de<br />

empregabilidade de métodos diagnósticos<br />

e seus efeitos citotóxicos capazes de<br />

ter sido possível alcançar os resultados<br />

específicos a serem utilizados no<br />

desencadear uma série de manifestações<br />

esperados, pois a realização da presente<br />

diagnóstico de infecções por STEC.<br />

0 48<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


UM ÚNICO KIT, 24 PATÓGENOS DETECTADOS.<br />

INCLUINDO<br />

H3N2<br />

E COVID-19<br />

PRODUTO COM REGISTRO NA ANVISA Nº 80502070089<br />

A Mobius Life Science apresenta o Kit XGEN MULTI PR24, uma solução completa para identificação<br />

molecular simultânea de 24 patógenos causadores de infecções respiratórias, incluindo o vírus da<br />

Influenza A, Subtipo H3N2.<br />

A<br />

B<br />

C<br />

D<br />

E<br />

F<br />

G<br />

H<br />

I<br />

1 2 3 4 5 6 7 8 9<br />

B FluA PIV-1 CoV-OC43 RNaseP RSV-A B<br />

B FluA-H1N1 PIV-2 BP<br />

BG RSV-B CoV-229E<br />

Cl-1 FluA-H3 PIV-3 BPP<br />

RhV CoV-HKU1<br />

Cl-2 FluB PIV-4 MP<br />

PIV-1 CoV-NL63<br />

RNaseP MPV AdV EV B FluA PIV-2 BPP<br />

BG RSV-A BoV CoV-2 Cl-1 FluA-H1N1 PIV-3 MP<br />

RSV-B CoV-229E SARS Cl-2 FluA-H3 PIV-4 EV<br />

RhV CoV-HKU1<br />

CoV-OC43 FluB AdV CoV-2<br />

B CoV-NL63<br />

BP MPV BoV SARS<br />

• Metodologia Flow Chip: PCR seguida por<br />

hibridização reversa;<br />

• Diagnóstico completo e confiável;<br />

• Detecção de cada patógeno em duplicata<br />

em um único chip;<br />

• Detecção da H3N2 a partir da sonda FluA-H3;<br />

• Todos os controles presentes no chip:<br />

endógeno, exógeno e de hibridização;<br />

• Processamento do teste em 4 horas.<br />

SAIBA MAIS<br />

SOBRE NOSSOS<br />

DIAGNÓSTICOS<br />

NO SITE.<br />

Entre em contato e saiba o que podemos fazer por seu<br />

laboratório.<br />

comercial@mobiuslife.com.br<br />

suporte@mobiuslife.com.br<br />

mobiuslife.com.br<br />

0800-710 1850


ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Referências<br />

1. Figler HM, Dudley EG. The interplay of Escherichia coli<br />

O157:H7 and commensal E. coli: the importance of strainlevel<br />

identification. Expert Rev Gastroenterol Hepatol.<br />

2016;10(4):415-7.<br />

2. Jang J, Hur HG, Sadowsky MJ, Byappanahalli MN, Yan<br />

T, Ishii S. Environmental Escherichia coli: ecology and<br />

public health implications-a review. J Appl Microbiol.<br />

2017;123(3):570-81.<br />

3. Martinez MB,Taddei CR. Enterobacteriaceae. in: Trabulsi LR,<br />

Alterthum F. Microbiologia. 6 ed. São Paulo: Atheneu; 2015.<br />

p. 293-301.<br />

4. Souza CdO, Melo TRB, Melo CdSB, Menezes ÊM, Carvalho<br />

ACd, Monteiro LCR. Escherichia coli enteropatogênica: uma<br />

categoria diarreiogênica versátil. 2016.<br />

5. Melton-Celsa AR. Shiga Toxin (Stx) Classification, Structure,<br />

and Function. Microbiology Spectrum. 2014;2(4).<br />

6. Hughes AC, Zhang Y, Bai X, Xiong Y, Wang Y, Yang X, et al.<br />

Structural and Functional Characterization of Stx2k, a New<br />

Subtype of Shiga Toxin 2. Microorganisms. 2019;8(1):4.<br />

7. Akiyama Y, Futai H, Saito E, Ogita K, Sakae H, Fukunaga<br />

M, et al. Shiga Toxin Subtypes and Virulence Genes in<br />

Escherichia coli Isolated from Cattle. Japanese<br />

Journal of Infectious Diseases. 2017;70(2):181-5.<br />

8. World Health O, Food and Agriculture Organization of the<br />

United N. Shiga toxin-producing Escherichia coli (STEC) and<br />

food: attribution, characterization, and monitoring: report.<br />

Rome: World Health Organization; 2018 2018.<br />

9. Newell DG, La Ragione RM. Enterohaemorrhagic and<br />

other Shiga toxin-producing Escherichia coli (STEC): Where<br />

are we now regarding diagnostics and control strategies?<br />

Transboundary and Emerging Diseases. 2018;65(S1):49-71.<br />

10. Bryan A, Youngster I, McAdam AJ. Shiga Toxin<br />

Producing Escherichia coli. Clinics in Laboratory Medicine.<br />

2015;35(2):247-72.<br />

11. Bruyand M, Mariani-Kurkdjian P, Gouali M, de Valk H,<br />

King LA, Le Hello S, et al. Hemolytic uremic syndrome due to<br />

Shiga toxin-producing Escherichia coli infection. Médecine et<br />

Maladies Infectieuses. 2018;48(3):167-74.<br />

12. Konkle B. Distúrbios das Plaquetas e da Parede Vascular.<br />

In: Longo DL. Hematologia e Oncologia de Harrison. 2ª ed.<br />

Porto Alegre: AMGH; 2015. p.184-192.<br />

13. Joseph A, Cointe A, Mariani Kurkdjian P, Rafat C, Hertig<br />

A. Shiga Toxin-Associated Hemolytic Uremic Syndrome: A<br />

Narrative Review. Toxins. 2020;12(2):67.<br />

14. Khalid M, Andreoli S. Extrarenal manifestations of the<br />

hemolytic uremic syndrome associated with Shiga toxinproducing<br />

Escherichia coli (STEC HUS). Pediatr Nephrol.<br />

2019;34(12):2495-507.<br />

15. Kakoullis L, Papachristodoulou E, Chra P, Panos G. Shiga<br />

toxin-induced haemolytic uraemic syndrome and the role<br />

of antibiotics: a global overview. J Infect. 2019;79(2):75-94.<br />

16. Melton-Celsa AR, apos, Brien AD. New Therapeutic<br />

Developments against Shiga Toxin-Producing Escherichia<br />

coli. Microbiology Spectrum. 2014;2(5).<br />

17. Bergan J, Dyve Lingelem AB, Simm R, Skotland T, Sandvig<br />

K. Shiga toxins. Toxicon. 2012;60(6):1085-107.<br />

18. Lingwood C. Verotoxin Receptor-Based Pathology and<br />

Therapies. Front Cell Infect Microbiol. 2020;10:123.<br />

19. Pereira EM, Silva ASd, Silva RNd, Monte Neto JT, Nascimento<br />

FFd, Sousa JLM, et al. CD77 levels over enzyme replacement<br />

treatment in Fabry Disease Family (V269M). Jornal brasileiro<br />

de nefrologia : 'orgao oficial de Sociedades Brasileira e Latino-<br />

Americana de Nefrologia. 2018;40(4):333-8.<br />

20. Guth BEC. Escherichia coli Produtora de Toxina Shiga<br />

(STEC). in: Trabulsi LR, Alterthum F. Microbiologia. 6 ed. São<br />

Paulo: Atheneu; 2015. p. 311-315.<br />

21. Rivas M, Chinen I, Miliwebsky E, Masana M. Risk Factors<br />

for Shiga Toxin-Producing Escherichia coli-Associated Human<br />

Diseases. Microbiology Spectrum. 2014;2(5).<br />

22. G.M. Gonzalez A, M.F. Cerqueira A. Shiga toxin-producing<br />

Escherichia coli in the animal reservoir and food in Brazil.<br />

Journal of Applied Microbiology.n/a(n/a).<br />

23. Cavalcanti AMF, Hernandes RT, Takagi EH, Guth BEC, Ori<br />

ÉdL, Pinheiro SRS, et al. Virulence Profiling and Molecular<br />

Typing of Shiga Toxin-Producing E. coli (STEC) from Human<br />

Sources in Brazil. Microorganisms. 2020;8(2):171.<br />

24. Ori EL, Takagi EH, Andrade TS, Miguel BT, Cergole-Novella<br />

MC, Guth BEC, et al. Diarrhoeagenic Escherichia coli and<br />

Escherichia albertii in Brazil: pathotypes and serotypes over<br />

a 6-year period of surveillance. Epidemiology and Infection.<br />

2019;147:e10.<br />

25. Gomes TAT, Elias WP, Scaletsky ICA, Guth BEC, Rodrigues<br />

JF, Piazza RMF, et al. Diarrheagenic Escherichia coli. Brazilian<br />

journal of microbiology : [publication of the Brazilian Society<br />

for Microbiology]. 2016;47 Suppl 1(Suppl 1):3-30.<br />

26. Castro VS, Figueiredo E<strong>Ed</strong>S, Stanford K, McAllister T,<br />

Conte-Junior CA. Shiga-Toxin Producing Escherichia Coli in<br />

Brazil: A Systematic Review. Microorganisms. 2019;7(5):137.<br />

27. Jespersen MC, Peters B, Nielsen M, Marcatili P.<br />

BepiPred-2.0: improving sequence-based B-cell epitope<br />

prediction using conformational epitopes. Nucleic acids<br />

research. 2017;45(W1):W24-W9.<br />

28. Yang J, Zhang Y. Protein Structure and Function Prediction<br />

Using I-TASSER. Current protocols in bioinformatics.<br />

2015;52:5.8.1-5.8.15.<br />

PREDIÇÃO DE EPITOPOS E ANÁLISE ESTRUTURAL DE SUBTIPOS DE TOXINA<br />

SHIGA LIKE PRODUZIDOS POR ESCHERICHIA COLI NO BRASIL.<br />

Autores:<br />

Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />

1<br />

Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas. Avenida Santo Amaro, nº 1239, Vila Nova Conceição, São Paulo- SP.<br />

2<br />

Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Avenida Professor Lineu Prestes, Nº 1374, Butantã, São Paulo- SP.<br />

0 50<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


GESTÃO LABORATORIAL<br />

2022 – O QUE OS GESTORES LABORATORIAIS<br />

DEVEM ESPERAR E FAZER?<br />

Por Humberto Façanha da Costa Filho<br />

As pessoas físicas normalmente, por costume,<br />

fazem um balanço do ano que finda, oram,<br />

agradecem e pedem ajuda para a realização dos<br />

seus sonhos. Chama a atenção que, sendo está<br />

uma época de festas, de grandes encontros<br />

familiares, no entanto, muitas pessoas sentem<br />

nostalgia. Existem diversas explicações para<br />

este fato, conforme ensinam os profissionais,<br />

especialistas em comportamento humano. De<br />

qualquer forma, o importante é que as pessoas<br />

refletem, analisam e fazem planos para o ano<br />

que inicia. De forma semelhante, as pessoas<br />

jurídicas devem atualizar o planejamento<br />

estratégico dos seus negócios. Girar o ciclo<br />

PDCA, método de gestão do terceiro milênio,<br />

verificando a realização das tarefas planejadas,<br />

o atingimento das metas estipuladas, eventuais<br />

desvios, propositura de ações corretivas e<br />

preventivas, enfim, elaborar, por assim dizer,<br />

um novo planejamento estratégico, capaz de<br />

reduzir o risco de insolvência e incrementar a<br />

competitividade empresarial, visando assegurar<br />

não só a sobrevivência, mas, aumentar a<br />

produtividade organizacional. Vale lembrar que,<br />

um verdadeiro planejamento deve definir as<br />

metas dos seus processos, com base na<br />

concorrência, mediante o uso de um<br />

imagem: Freepik.com<br />

benchmarking competitivo. Somente desta<br />

forma pode aumentar a chance de obter sucesso<br />

perene. Dito isto, que reflexões podemos<br />

fazer para os laboratórios clínicos,<br />

considerando cenários do ano de 2022? A<br />

suposta capacidade de prever o futuro cabe aos<br />

videntes. Nós, gestores laboratoriais, devemos<br />

utilizar as ferramentas científicas, os<br />

computadores, os algoritmos matemáticos,<br />

tudo com base em banco de dados e softwares,<br />

para tentar minimizar as incertezas e aumentar<br />

as probabilidades de estimar com mais precisão<br />

o futuro, contudo, talvez, esta pertença mais à<br />

Deus. Longe disto ser motivo para desistir de<br />

planejar, ao contrário, justifica mais a<br />

necessidade do ato de planejar! Pessoalmente,<br />

creio que a pandemia da COVID 19 está<br />

longe de acabar. O alfabeto grego ainda<br />

dispõe de muitas letras para assegurar a<br />

denominação de novas variantes, talvez, ainda<br />

seja necessária a utilização de índices: alfa dois;<br />

alfa 3 etc. Quem sabe quantas novas vacinas<br />

surgirão e quantas doses de cada uma serão<br />

necessárias? Quiçá isto esteja fortemente mais<br />

correlacionado à ganância de grandes grupos<br />

empresariais, conglomerados financeiros<br />

(indústria farmacêutica e correlatos;<br />

megainvestidores...) ou ainda, disputa de poder<br />

político, ideologias, enfim, mais correlacionado<br />

ao egoísmo humano do que com a verdadeira<br />

busca para a recuperação da saúde da<br />

humanidade. Sendo assim, por decorrência,<br />

0 52<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


GESTÃO LABORATORIAL<br />

os gestores laboratoriais podem esperar,<br />

pelo menos, a manutenção da demanda<br />

de todo o elenco de exames relacionados<br />

com a pandemia, todavia, já sem mais o<br />

boas oportunidades surjam, ou, se<br />

juntarem em empresas tipo cooperativas,<br />

com centrais de produção regionais,<br />

objetivando reduzir custos operacionais<br />

situação clínica, do contrário, não entrariam no<br />

laboratório. Então, o mais lógico, mais racional,<br />

é que os custos de produção (variáveis,<br />

marginais) sejam os mais baixos possíveis, uma<br />

mesmo ímpeto do seu início. Digamos<br />

(variáveis no coletivo e fixos no aspecto<br />

vez que os clientes acreditam que neste quesito,<br />

assim, tais exames passam a ser incorporados<br />

individual de cada laboratório cooperado). A<br />

TODOS OS LABORATÓRIOS SÃO IGUAIS!<br />

ao rol da rotina normal do laboratório, nada<br />

concorrência pelo mercado (receita)<br />

Entretanto, os gestores sabem que a QUALIDADE<br />

mais de excepcional. No campo das fusões e<br />

continua, contudo, pelo lado dos custos<br />

INTRÍNSECA (Exatidão e precisão) DOS EXAMES,<br />

aquisições, o mercado já deriva para negócios<br />

haverá uma queda significativa,<br />

não deve ser desprezada, jamais. Então, como<br />

entre grupos verticalizados e de grande porte.<br />

aumentando as chances de um futuro<br />

produzir barato na atual situação de que cada<br />

Aquisições, digamos diretas, estão ocorrendo<br />

melhor. O diferencial para ganhar os<br />

laboratório tem sua própria central de produção?<br />

com laboratórios de menor produção, uma vez<br />

clientes passa a ser a qualidade dos<br />

Se numa cidade com 200 mil habitantes temos<br />

que entre os grandes, as possibilidades estão<br />

serviços. A qualidade intrínseca dos exames é<br />

20 ou 30 pequenas centrais? É obvio que se for<br />

exaurindo. No meu ponto de vista, isto significa<br />

atributo mandatório, não irá mais diferenciar os<br />

somente uma imensa central, comprando os<br />

que os pequenos e médios laboratórios<br />

laboratórios. É como uma companhia aérea<br />

insumos em grandes lotes, negociando<br />

que operam de forma isolada, devem<br />

proclamar aos sete ventos que os seus aviões<br />

comodatos com significativo poder de barganha<br />

começar a se preocupar com o seu futuro,<br />

voam! Isto é o mínimo que se espera de uma<br />

junto aos fornecedores, se financiando junto a<br />

pois, se não estiverem longe dos grandes<br />

empresa aérea. Do mesmo modo, o que<br />

estes, através de amplos prazos de faturamento,<br />

centros, portanto, imunes a concorrência<br />

qualquer cliente espera de um laboratório é que<br />

os custos de produção de uma cooperativa serão<br />

predatória, talvez seja melhor vender, caso<br />

os exames evidenciem corretamente a sua<br />

bem menores. O grande desafio dessa solução<br />

é, mais uma vez, vencer o egoísmo humano.<br />

Normalmente, gestores laboratoriais vêm os<br />

concorrentes como inimigos a serem destruídos,<br />

nunca como possíveis parceiros para uma<br />

solução. Por que sobrevivermos juntos, se é<br />

possível nos matarmos separados? No campo<br />

institucional, os gestores laboratoriais devem<br />

se preocupar em 2022 com um aspecto<br />

fundamental para a sobrevivência dos seus<br />

laboratórios: estabelecimento do marco<br />

regulatório para o negócio das análises<br />

clínicas. Sem isto, falta ao mercado, uma<br />

legislação o mais completa possível para<br />

imagem: Freepik.com<br />

delimitar quem faz o que e como fazer.<br />

0 54<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Atualmente impera quase que uma<br />

promiscuidade no exercício profissional<br />

(análises clínicas), onde, praticamente todo<br />

mundo pode se envolver com o NOBRE CAMPO<br />

Federações, Conselhos Profissionais,<br />

apoio político etc., visando de forma<br />

obstinada, regulamentar esta área, de<br />

suma importância para a sobrevivência<br />

laboratórios são alternativas de investimentos,<br />

portanto, devem ser geridos de forma<br />

profissional, por especialistas na área (Afinal,<br />

quem faz implante dentário com um ferreiro?) e<br />

GESTÃO LABORATORIAL<br />

DO TRATAMENTO DA SAÚDE, pois, de uma forma<br />

dos laboratórios no longo prazo.<br />

com suporte tecnológico às decisões, não<br />

ou de outra, a diversidade de profissionais e<br />

CONCLUSÃO: há pouco tempo, em um<br />

teremos grandes chances de vislumbrar um<br />

empresas que recepcionam, buscam, entregam,<br />

aplicativo de convívio profissional, li o<br />

futuro auspicioso. Não há alternativa<br />

colhem e realizam exames laboratoriais, é<br />

posicionamento de um dono de laboratório que<br />

honesta possível a não ser gestão<br />

imensa! Cada qual submetido, ou o que é pior,<br />

disse textualmente “É hora de sair das<br />

baseada em evidências científicas. É o que<br />

não submetido à diferentes exigências para o<br />

cordas”, se referindo naturalmente, a um<br />

oferecemos aos nossos clientes: gestão<br />

desempenho de idênticas finalidades. Pergunto:<br />

ringue de combate. Disse ainda que os<br />

profissional para um futuro perene! Esperando<br />

ou moralizamos está situação ou nos<br />

laboratórios devem mudar um pouco o foco do<br />

termos contribuído para os negócios na área das<br />

locupletamos? A resposta só pode ser uma, esta<br />

dia a dia e se reinventar. Para verem os “Cases”<br />

análises clínicas, nos despedimos até a próxima<br />

situação deve ser resolvida mediante<br />

de sucesso que recentemente quebraram<br />

edição da revista NewsLab.<br />

organização, disciplina, LEGISLAÇÃO, que<br />

paradigmas, enfim, que os gestores laboratoriais<br />

estabeleça as devidas normas técnicas para<br />

deveriam deixar de reclamar e se lamentar de<br />

Boa sorte e sucesso!<br />

todos os processos envolvidos e, sobretudo, as<br />

forma sistemática e buscarem soluções. Achei<br />

Humberto Façanha<br />

responsabilidades dos profissionais envolvidos.<br />

estas colocações muito interessantes e me<br />

Trata-se da saúde pública! E, nesta área,<br />

questiono se já não está na hora de fazermos<br />

irresponsabilidades não devem ser admitidas.<br />

“algo mais” ao invés de continuarmos<br />

Tudo deve ser disciplinado, controlado, pois,<br />

fazendo “mais do mesmo”? De uma coisa eu<br />

vidas não têm preços. Os gestores<br />

tenho certeza: se não fizermos o BÁSICO, o<br />

laboratoriais devem se unir, buscar as<br />

MÍNIMO QUE SE ESPERA, que é uma GESTÃO<br />

Sociedades Científicas, Sindicatos,<br />

ECONÔMICA PROFISSIONAL, pois os<br />

Desafios econômicos durante e pós pandemia?<br />

Humberto Façanha<br />

TEMOS A SOLUÇÃO AO ALCANCE DOS LABORATÓRIOS:<br />

Sistema de gestão profissional para<br />

identificar problemas, causas e soluções<br />

(51)9.9841.5153<br />

humberto@unidosconsultoria.com.br<br />

GESTÃO PROFISSIONAL ACESSÍVEL<br />

PARA PEQUENOS E MÉDIOS LABORATÓRIOS!<br />

*Humberto Façanha da Costa Filho<br />

Professor e engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro<br />

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas<br />

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor<br />

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA),<br />

curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.<br />

www.unidosconsultoria.com.br<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 55


MATÉRIA DE CAPA<br />

VAMOS JUNTOS?<br />

Com gestão integrada e em consonância com as demandas do mercado, Grupo Prime cresce e<br />

se consolida como operador logístico focado na área da saúde.<br />

São 8 horas da manhã de uma segunda-feira.<br />

Um homem, de 45 anos, se dirige a um<br />

hospital para fazer a tomografia computadorizada<br />

que havia agendado há algumas<br />

semanas. Uma mulher, de 65, entra na sala<br />

de cirurgia para passar por uma osteossíntese<br />

e colocar um parafuso no fêmur, fraturado<br />

após uma queda. Uma gestante, de 25,<br />

acessa o site de um laboratório de diagnósticos<br />

para verificar se os resultados dos<br />

exames que fez já estão disponíveis.<br />

Situações corriqueiras? Sim, mas... E se o<br />

tomógrafo apresentar algum problema e<br />

deixar de funcionar? E se, durante a cirurgia,<br />

houver necessidade de um outro parafuso<br />

não disponível nas dependências do hospital?<br />

E se os reagentes que permitem a análise dos<br />

exames laboratoriais ficarem parados, dentro<br />

do caminhão de transporte, pela fiscalização<br />

do município onde reside a jovem grávida,<br />

devido a um problema na documentação não<br />

detectado pelo fabricante?<br />

Foto: da esquerda para a direita: Roberto Monteiro (Diretor Financeiro), Márcio Maiorino (Diretor Administrativo) , Wilson Santos<br />

(CEO & Diretor Comercial), Adriano Trevisan (Diretor de Inovação) , Marcos Pinheiro (Diretor de Armazenagem).<br />

As respostas não são simples, mas podem<br />

ser dadas pelo Grupo Prime, operador<br />

logístico focado na área da saúde que, há 16<br />

anos, cumpre todas as normas e exigências<br />

sanitárias, fiscais e regulatórias determinadas<br />

pelos órgãos competentes para prover<br />

os clientes de soluções customizadas, que<br />

assegurem flexibilidade, transparência e<br />

agilidade para lidar, inclusive, com situações<br />

tão distintas e urgentes como essas.<br />

Além do frete e<br />

da armazenagem<br />

O trabalho da Prime não consiste, apenas,<br />

em separar os insumos necessários e<br />

fazê-los chegar ao destino final em<br />

condições adequadas e no menor tempo<br />

possível. Ou, então, em contatar o cliente<br />

para resolver a pendência fiscal. A Prime<br />

torna-se, cada vez mais, especialista em<br />

gerar e compartilhar informações de<br />

maneira personalizada, a fim de garantir<br />

acuracidade a todo o processo logístico e<br />

serenidade aos clientes. “Somos um<br />

operador que não entrega apenas a carga.<br />

Entregamos informação dedicada”, ressalta<br />

Wilson Santos, CEO e diretor comercial do<br />

Grupo Prime.<br />

É esta informação que embasa todo o<br />

trabalho desenvolvido e roteiriza os<br />

caminhos que a empresa vai percorrer junto<br />

aos clientes. É esta informação que está por<br />

trás dos investimentos correntes em<br />

estrutura e treinamento e do profundo<br />

conhecimento administrativo e fiscal<br />

necessário para lidar com as diferenças nas<br />

legislações dos 26 estados brasileiros e do<br />

Distrito Federal. É ela que minimiza os riscos<br />

envolvidos em cargas tão sensíveis, que<br />

garante solidez financeira e o cumprimento<br />

de todas as determinações sanitárias. É ela<br />

que permite a rastreabilidade e o monitoramento<br />

de todos os processos e que ajuda a<br />

Prime a diagnosticar as demandas dos<br />

clientes para poder entregar a eles a resposta<br />

mais completa, no menor prazo.<br />

Para se ter uma ideia, é possível acompanhar,<br />

quase que instantaneamente, via<br />

sistema, o momento em que a carga foi<br />

entregue e em qual temperatura os<br />

produtos ficaram acondicionados durante<br />

todo o trajeto, independentemente se ele<br />

foi de poucos ou muitos quilômetros. “Um<br />

item que deve ser mantido entre 2 e 8o C<br />

também tem de ser transportado nessas<br />

condições. E garantir que ele saia de São<br />

Paulo rumo a Teresina, por exemplo, sem<br />

sofrer alteração de temperatura, só é possível<br />

para quem tem logística muito eficiente. Nós<br />

não só temos, como mostramos que temos”,<br />

enfatiza Roberto Costa, controller do Grupo<br />

Prime.<br />

0 56<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição 168 | Novembro 2021


Uma das razões para isso é o fato de o Grupo<br />

estar constantemente aprimorando o<br />

próprio parque logístico e propondo<br />

soluções inovadoras, que garantam um<br />

atendimento rápido, em conformidade com<br />

as regras sanitárias e sem impactar os<br />

inúmeros processos internos. Segundo<br />

Marcos Pinheiro, diretor da Divisão Storage,<br />

apesar de o crescimento da logística no País<br />

estar cada vez mais consolidado e acelerado,<br />

há carência de empresas que, como a<br />

Prime, tenham flexibilidade operacional. “A<br />

nossa intenção é sempre oferecer aos<br />

clientes operações totalmente customizadas<br />

e em regiões estratégicas no cenário<br />

nacional, tudo com controle e monitoramento<br />

em tempo real do estoque, ou seja,<br />

uma gestão de estoque com segurança e<br />

acuracidade. Por isso, para os próximos três<br />

anos, a previsão é de dobrarmos a capacidade<br />

física das nossas instalações."<br />

MATÉRIA DE CAPA<br />

Foto: Gerente de Operação Luiz Junior, analisando<br />

inventário, em tempo real.<br />

Nos mínimos detalhes<br />

A estrutura para fazer tudo acontecer de maneira legal e completamente monitorada é grande. A começar pela frota. Os caminhões<br />

têm sensores em dois pontos, de tecnologias diferentes, que disponibilizam a leitura da temperatura on-line, tanto para a Prime<br />

como para seus clientes. Além disso, contam com estrutura térmica no baú, sistemas de back-up, rastreamento e alimentação de<br />

energia, equipamentos de refrigeração, rampa pneumática e, para o caso do transporte<br />

de sensíveis, como equipamentos médicos e hospitalares, ainda são preparados para<br />

não transferir energia para a carga.<br />

Segundo Márcio Maiorino, diretor administrativo do Grupo Prime, a revalidação de tudo<br />

o que é investido nesses veículos é feita a cada seis meses ou um ano e há, inclusive,<br />

colaboradores encarregados apenas disso.<br />

“Não damos brechas para erros. Hoje, quando o nosso motorista sai, ele sabe onde<br />

vai parar para abastecer, quais são os pontos de descanso. Ao chegar ao local de<br />

entrega, precisa dar baixa no sistema automaticamente. Meu cliente, então, entra<br />

com login e senha e visualiza tudo depois de menos de um minuto. Caso o motorista<br />

não dê baixa naquela entrega corretamente, não consegue sair para a próxima,<br />

porque tudo está linkado no caminhão para um completo gerenciamento de risco.<br />

“Tudo é 100% monitorado”, afirma Wilson Santos.<br />

Neste ano, o Grupo Prime vai lançar um carro<br />

conceito ainda mais moderno, que contará com<br />

toda a tecnologia de segurança disponível no<br />

mercado. “Haverá, por exemplo, câmera de<br />

fadiga, câmera de detecção de uso de celular e<br />

de carona, além de leitura de biometria facial,<br />

em que o veículo só ligará após reconhecimento<br />

do rosto do motorista”, antecipa Adriano<br />

Trevisan, diretor de Inovação.<br />

E não para por aí. Com a crescente demanda por<br />

ESG (Environmental, Social and Governance),<br />

uma espécie de reconhecimento de boas<br />

práticas ambientais, sociais e de governança nas<br />

empresas, o Grupo Prime já vislumbra a inclusão<br />

de veículos elétricos em sua frota a partir de<br />

2022. “Nossos esforços em boas práticas de<br />

responsabilidade social corporativa fazem com<br />

que consigamos participar e ser avaliados por<br />

plataformas como a Ecovadis, a primeira<br />

plataforma colaborativa que permite às<br />

empresas monitorar o desempenho em<br />

desenvolvimento sustentável de seus fornecedores,<br />

em 150 setores e 110 países”, esclarece<br />

Roberto Costa.<br />

Storage:<br />

controle integral<br />

A mesma filosofia e os mesmos cuidados<br />

que pautam a Divisão Cargo do Grupo,<br />

responsável pelo transporte, conduzem<br />

os trabalhos na divisão Storage, de<br />

armazenagem. Tudo o que entra e sai<br />

das seis unidades da Prime, espalhadas<br />

pelas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e<br />

Centro-Oeste, é devida e exaustivamente<br />

controlado, assim como as especificidades<br />

de cada produto. “Temos rastreabilidade<br />

total dos itens: do horário de<br />

entrada, de quem os recebeu, da quantidade,<br />

do lote, da data de vencimento, de<br />

quem fez as documentações, do local em<br />

que está armazenado, em qual temperatura.<br />

É um sistema bastante robusto e<br />

totalmente validado”, explica Marcos<br />

Pinheiro, diretor da Divisão Storage.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição 168 | Novembro 2021 0 57


MATÉRIA DE CAPA<br />

Inclusive, a Anvisa (Agência Nacional de<br />

Vigilância Sanitária), que determina todos os<br />

pormenores do processo de armazenamento e<br />

distribuição de itens relacionados à saúde,<br />

concedeu à matriz da Prime, em Barueri (SP), o<br />

“Certificado de Boas Práticas de Distribuição e<br />

Armazenagem”. O selo confirma que a empresa<br />

segue todos os procedimentos existentes<br />

para garantir a qualidade, a integridade e a<br />

segurança dos produtos, como rastreabilidade,<br />

medição e monitoramento, além de passar por<br />

auditorias constantes.<br />

O resultado dessa expertise é facilmente<br />

observado: há peças de equipamentos<br />

armazenadas na Prime que podem ser<br />

entregues em até duas horas. “A minha<br />

média, porém, é de 40 minutos. É este tipo de<br />

velocidade de que o cliente precisa”, avalia o<br />

diretor de Storage.<br />

Situadas em Recife (PE), Goiânia (GO),<br />

Contagem (MG), Campinas (SP), Duque de<br />

Caxias (RJ) e Joinville (SC), as demais unidades<br />

do Grupo Prime têm papel fundamental para<br />

viabilizar a velocidade dos processos. “Os<br />

clientes levam as peças da matriz para essas<br />

unidades para que, assim, o atendimento<br />

daquela região seja mais rápido”, explica.<br />

E o trabalho só tende a aumentar. Com a nova<br />

matriz, que está sendo construída<br />

também em Barueri, cidade paulista<br />

eleita como a melhor do País para o<br />

setor de serviços, o Grupo Prime vai<br />

ampliar em mais de 70% a capacidade<br />

de armazenamento disponível em relação à<br />

unidade atual. Hoje, a empresa está situada<br />

em uma planta com 6.500 m2 de área total e<br />

3.200 m2 de área fabril. Na nova unidade,<br />

serão 11 mil m2 com 5.600 m2 destinados a<br />

armazenamento, sem contar que haverá<br />

espaços amplos dedicados às demandas dos<br />

clientes, como áreas técnicas e administrativas.<br />

“Somos e ficaremos ainda mais próximos<br />

dos clientes. A Prime é uma extensão da<br />

empresa deles”, ressalta Pinheiro.<br />

O novo armazém, com previsão de inauguração<br />

em 2022, será totalmente climatizado<br />

e controlado, e informações referentes aos<br />

produtos, como temperatura, umidade,<br />

quantidade e validade, poderão ser monitoradas<br />

pelos clientes de maneira remota.<br />

Para isso, a Prime está implantando<br />

ferramentas de RFID (Radio Frequency<br />

Identification) e IOT (Internet of Things),<br />

além do uso de drones para possibilitar o<br />

inventário automatizado dos itens. “O novo<br />

prédio vai nascer tecnologicamente e processualmente<br />

muito avançado. Nosso intuito é<br />

gerar ainda mais agilidade e segurança e<br />

ampliar o acompanhamento dos indicadores<br />

da carga”, ressalta Adriano Trevisan, diretor<br />

de Inovação.<br />

E Wilson Santos, CEO da empresa, complementa:<br />

“Cada item de Storage estará na<br />

‘nuvem’, e o nosso cliente vai ‘enxergar<br />

aquele ser vivo’, vai acompanhar o trajeto<br />

“Somos e ficaremos ainda mais próximos dos clientes.<br />

A Prime é uma extensão da empresa deles.”<br />

que percorreu para chegar ao local para<br />

onde ele vendeu – quando entrou, quando<br />

saiu, em qual temperatura foi mantido.<br />

Estamos levando a logística para dentro<br />

da sala do cliente”.<br />

Entrega<br />

sob medida<br />

O intuito é, realmente, fazer a inovação e a<br />

tecnologia extrapolarem os limites físicos do<br />

Grupo Prime e ajudarem os clientes a vivenciar<br />

soluções para as próprias necessidades. “Nossa<br />

principal característica é prover serviços personalizados<br />

e trabalhar com agilidade na adequação<br />

desses serviços para cada cliente”, enfatiza<br />

Adriano Trevisan.<br />

E como funciona, na prática? A Prime, por<br />

meio de sua “Fábrica de softwares”, mapeia<br />

a demanda externa, diagnostica e encontra<br />

uma solução que pode ser processual, fiscal<br />

ou tecnológica, por exemplo. Então, entrega<br />

para o cliente um produto novo, desenvolvido<br />

sob medida e suportado por um sistema.<br />

“Entender o processo do meu cliente tem um<br />

peso muito grande porque é o que vai<br />

garantir que a nova tecnologia seja realmente<br />

implantada. Ideia, sem implantação, é<br />

sonho. A gente tem de realizar, e é o que<br />

temos feito, até porque a nossa fábrica de<br />

softwares vive dentro da logística, fala a<br />

mesma língua do motorista, do funcionário<br />

que trabalha no armazém. Quando<br />

vou ensinar os funcionários do meu<br />

cliente a trabalhar de uma forma<br />

diferente, quando vou implantar<br />

um sistema lá, funciona, porque<br />

quem trabalha no armazém dele tem o<br />

mesmo perfil de quem trabalha no meu”,<br />

explica o diretor de Inovação.<br />

Fotos: Construção da Nova Unidade (11 mil m²) em Barueri, São Paulo.<br />

0 58<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição 168 | Novembro 2021


MATÉRIA DE CAPA<br />

Foto: Frota Própria para Transporte de Cargas, com alta tecnologia embarcada.<br />

Além disso, imersos no dia a dia da<br />

logística, os desenvolvedores do Grupo<br />

conseguem vislumbrar lacunas e, então,<br />

criar soluções para que o sistema do<br />

cliente fique exatamente como ele quer<br />

e, ainda, “converse” com o da Prime.<br />

“Conseguimos inovar para o cliente,<br />

fazer com que ele entre na nossa velocidade,<br />

na velocidade do mercado”, afirma<br />

Wilson Santos.<br />

Segundo Márcio Maiorino, diretor<br />

administrativo da Prime, o Grupo Prime<br />

cresceu 80% nos últimos três anos.<br />

“Expandimos em todas as áreas e não<br />

conseguimos, hoje, enxergar os limites para<br />

este crescimento.” Tanto é que novos<br />

serviços estão sendo apresentados ao<br />

mercado, como é o caso da desinstalação<br />

de equipamentos, da gestão de estoque e<br />

dos postos de armazenagem avançados<br />

(leia “Você precisa, a gente faz”).<br />

Foto: Líder Operacional Valmir de Oliveira, realizando o<br />

recebimento do material na Câmara Fria.<br />

E vem mais por aí, seja no que se refere à<br />

operação logística de próteses e órteses, seja no<br />

controle de ativos, seja na construção de bases<br />

de apoio próximas a hospitais. Solidez financeira<br />

não falta para isso: 12% do faturamento total do<br />

Grupo é reinvestido na própria Prime. Também<br />

não faltam ideias. “Ainda não somos 5% do que<br />

seremos”, promete Wilson Santos, CEO e diretor<br />

comercial do Grupo.<br />

O horizonte de oportunidades que a Prime<br />

vislumbra e que carrega em seu DNA só é factível<br />

graças ao minucioso trabalho desempenhado<br />

pela equipe de gestão da empresa. “Neste<br />

segmento de mercado que está sempre oferecendo<br />

novos desafios dos pontos de vista regulatório e<br />

operacional, é fundamental apoiarmos as<br />

iniciativas provenientes do constante crescimento<br />

corporativo de forma bastante estruturada e<br />

equilibrada, preservando a saúde financeira da<br />

empresa. Isso é possível a partir de muito planejamento<br />

na aplicação de recursos, de gestão<br />

eficiente dos gastos, do estabelecimento de<br />

parcerias sólidas e da avaliação do cenário<br />

macroeconômico para subsidiar a tomada de<br />

decisões”, conclui o controller do Grupo Prime,<br />

Roberto Costa.<br />

Você precisa, a gente faz!<br />

Mais do que um operador logístico focado na<br />

área da saúde, o Grupo Prime faz questão de se<br />

colocar como um exímio prestador de serviços.<br />

E, como tal, é muito hábil em identificar as<br />

lacunas existentes e entregar as soluções que o<br />

mercado procura. Bons exemplos disso são os<br />

novos serviços que a empresa oferece:<br />

desinstalação de equipamentos e gestão<br />

de estoque avançado.<br />

A desinstalação de equipamentos é um<br />

serviço indicado para os clientes que têm<br />

um parque instalado de equipamentos<br />

que precisam ser removidos ou realocados,<br />

seja para manutenção ou, até<br />

mesmo, em função do fim de um contrato<br />

de comodato ou consignação. E qual o<br />

papel da Prime nisso? Como o próprio<br />

nome sugere, assumir a etapa de desinstalação,<br />

que seria realizada pela equipe<br />

de engenharia do fabricante. Assim, há<br />

uma redução no custo do processo e o<br />

cliente pode focar a atuação da própria<br />

equipe técnica para a instalação de<br />

equipamentos, ou seja, para a atividade<br />

que vai gerar receita.<br />

Já a gestão de estoque avançado promete<br />

desonerar o cliente de processos fiscais,<br />

licenças obrigatórias e gestão de espaço<br />

para armazenagem, além de garantir uma<br />

melhor gestão no fluxo de caixa. Como?<br />

Com a criação de pontos de armazenagem<br />

da Prime em lugares próximos – e convenientes<br />

– para o cliente. Isso diminui o<br />

tempo (e o custo!) de distribuição, além<br />

de favorecer a criação de um equilíbrio<br />

financeiro entre os gastos logísticos e as<br />

receitas do cliente, que ganha maior<br />

liberdade para executar, por exemplo, o<br />

plano de expansão comercial. Ele vende e<br />

a Prime, de maneira otimizada, cuida de<br />

toda a operação logística.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição 168 | Novembro 2021 0 59


RADAR CIENTÍFICO 1<br />

ALÉM DE DETECTAR A VARIANTE OMICRON,<br />

OS TESTES PCR TAQPATH COVID-19 DA THERMO FISHER SCIENTIFIC TAMBÉM<br />

FUNCIONAM COMO ESTRATÉGIA DE TRIAGEM INICIAL DA NOVA VARIANTE<br />

A Thermo Fisher Scientific, líder mundial à<br />

serviço da ciência, confirmou que seu teste<br />

TaqPath COVID-19 CE-IVD RT-PCR Kit, baseado na<br />

reação em cadeia da polimerase (PCR), utilizado<br />

amplamente na detecção do vírus SARS-CoV-2,<br />

não tem sua eficiência comprometida pela nova<br />

variante de preocupação B.1.1.529, a variante<br />

Omicron, conservando a precisão técnica dos<br />

resultados de COVID-19 realizados com estes<br />

testes.<br />

A variante Omicron, que teve seu status elevado<br />

à "variante de preocupação" pela Organização<br />

Mundial da Saúde (OMS), tem mais de 30<br />

mutações somente na proteína S (de spike).<br />

A OMS relatou que as evidências preliminares<br />

sugerem um risco aumentado de transmissão<br />

em comparação com outras variantes de<br />

preocupação. Estas informações estão levando<br />

a novas restrições de viagens e também<br />

estimulando pesquisas para verificar o real<br />

impacto da nova variante na eficácia das vacinas<br />

e nos testes existentes. Tanto a OMS quanto os<br />

Centros Europeus de Controle de Doenças já<br />

relataram que se valeram dessa característica<br />

específica de alguns testes de PCR chamada<br />

de “falha do gene S” ou “Dropout do Gene S”<br />

que ajudou na rápida identificação da variante<br />

Omicron. Esse teste é o TaqPath COVID-19 da<br />

Thermo Fisher Scientific.<br />

Isso revela que os testes com esta peculiaridade<br />

técnica podem servir como uma ferramenta útil<br />

na detecção imediata da nova variante, mesmo<br />

que ainda dependa de uma confirmação por<br />

sequenciamento do genoma viral. Os casos da<br />

nova variante foram identificados pela primeira<br />

vez na África do Sul, mas agora seguem sendo<br />

relatados em pelo menos mais uma dúzia de<br />

países ao redor do mundo.<br />

Os ensaios TaqPath COVID-19 foram projetados<br />

para detectar infecções por SARS-CoV-2<br />

identificando três genes alvos das regiões do<br />

vírus: orf1a/b, S e N do vírus. Esta abordagem<br />

de múltiplos genes permite que o teste forneça<br />

resultados com maior precisão, mesmo no caso<br />

em que um dos alvos seja afetado por alguma<br />

eventual mutação. É esse o caso da variante<br />

Omicron. Por conter muitas mutações no gene<br />

S, esse alvo acaba sendo impactado, ocorrendo<br />

a chamada “falha do gene S”. No entanto, os<br />

demais alvos gênicos orf1a/b e N dos testes<br />

TaqPath COVID-19 não são afetados por<br />

nenhuma das mutações presentes na variante<br />

Omicron, conforme relatado na avaliação de<br />

sequências no banco de dados público GISAID.<br />

Com isso, a precisão geral dos testes TaqPath<br />

COVID-19 segue inalterada.<br />

Em maiores detalhes, foi descoberto que<br />

a variante Omicron possui a mutação 69-<br />

70del do gene S, identificada pela primeira<br />

vez como sendo uma mutação da variante<br />

alfa. Esta mutação, então, ocasiona o<br />

chamado “dropout ou falha do gene S” nos<br />

resultados do teste TaqPath, o que pode<br />

sugerir aos pesquisadores e profissionais<br />

da saúde que a infecção em questão possa<br />

ser um novo caso da variante do Omicron,<br />

permitindo uma triagem inicial da nova<br />

variante. A confirmação final deve então ser<br />

realizada sequenciando a amostra ou através<br />

de genotipagem com ensaios de mutação<br />

específicos para a Omicron.<br />

"O teste da Thermo Fisher nos permitiu<br />

detectar casos que podem conter a nova<br />

variante, identificando amostras com a falha<br />

do gene S", disse Tulio de Oliveira, diretor do<br />

Centro de Inovação e Resposta a Epidemias<br />

(CERI) da Universidade Stellenbosch e do<br />

UKZN, South África. "Esta identificação<br />

precoce é muito importante para nos ajudar<br />

a rastrear e entender a propagação da<br />

variante B.1.1.529 pela África do Sul e pelo<br />

mundo."<br />

0 60<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


A essência<br />

da VIDA é<br />

a mudança.<br />

A Vida Biotecnologia dá mais<br />

um passo em sua trajetória e<br />

apresenta sua nova marca. Um<br />

novo momento que representa<br />

sua busca constante pela<br />

inovação que transforma o<br />

mundo. Vamos evoluir juntos?<br />

B I O T E CN<br />

Evoluir para<br />

transformar<br />

vidabiotecnologia.com.br<br />

B I O T E CNO L OGIA


RADAR CIENTÍFICO 1<br />

Os ensaios de genotipagem específicos<br />

para detectar a variante Omicron já estão<br />

disponíveis também no Painel de Mutações<br />

TaqMan da Thermo Fisher. Este painel, que<br />

atualmente é usado para fins de pesquisa<br />

e confirmação de casos positivos dentro<br />

do laboratório, tem um menu completo de<br />

mais de 50 ensaios para avaliar os casos<br />

confirmados de COVID-19 e identificar<br />

todas as principais variantes e mutações<br />

conhecidas.<br />

Além dos testes TaqPath COVID-19 originais,<br />

a Thermo Fisher desenvolveu os testes<br />

TaqPath COVID-19 2.0 com um design de<br />

ensaio avançado para compensar as mutações<br />

emergentes. Os ensaios TaqPath COVID-19 2.0<br />

detectam a presença de SARS-CoV-2 utilizando<br />

oito genes alvos nas regiões orf1a/b e N do<br />

vírus. Esses ensaios também foram avaliados<br />

em relação às sequências no banco de dados<br />

público GISAID e confirmados in silico acerca<br />

da detecção de todas as mutações da B.1.1.529<br />

sem que haja perda de sensibilidade.<br />

"Como todos os vírus, sempre soubemos que<br />

o SARS-CoV-2 continuaria a sofrer mutações<br />

e que estratégias eficientes de testagem são<br />

a chave para conter a pandemia", disse Mark<br />

Stevenson, vice-presidente executivo e diretor<br />

de operações da Thermo Fisher Scientific. "É<br />

por isso que desenvolvemos ensaios com<br />

verificações e balanços integrados adicionais,<br />

para garantir que os médicos, pesquisadores<br />

e funcionários da saúde pública tenham<br />

ferramentas eficazes para testar com precisão<br />

o COVID-19, mesmo com a evolução da<br />

composição genética do vírus."<br />

A Thermo Fisher está comprometida em<br />

apoiar a resposta mundial à pandemia,<br />

monitorando novas variantes do SARS-<br />

CoV-2 e desenvolvendo soluções de teste<br />

inovadoras, adaptativas e consistentes. Este<br />

trabalho ajuda a rastrear e, posteriormente, a<br />

limitar a disseminação da COVID-19, ajudando<br />

comunidades a se manterem saudáveis.<br />

O kit TaqPath COVID-19 CE-IVD RT PCR foi lançado em março 2020 e<br />

a versão 2.0 para pesquisa lançada em junho de 2021.<br />

Para mais informações, visite: https://www.thermofisher.com/covid19<br />

Saiba mais em thermofisher.com<br />

O TaqPath COVID-19 está validado e segue funcionando para detecção da COVID-19 em<br />

casos de infecção pela variante Omicron e suas sublinhagens BA.1, BA.2 e BA.3. A mutação<br />

S69-70del está presente apenas nas sublinhagens BA.1 e BA.3, portanto o padrão de<br />

detecção baseado na falha do gene S não é observado para a BA.2.<br />

Para mais informações sobre as soluções de NGS Oncomine acesse oncomine.com © 2021 Thermo Fisher Scientific Inc. Todos os direitos reservados.<br />

Todas as marcas comerciais são propriedades da Thermo Fisher Scientific e suas subsidiárias, salvo especificação contrária. COL013820 1220.<br />

062<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Optilite ® melhora a eficiência<br />

Fluxo de trabalho<br />

Segurança dos resultados<br />

Menu de testes<br />

Gamopatias Monoclonais<br />

Freelite (cadeias leves livres kappa<br />

e lambda), Hevylite (cadeias<br />

leves+pesadas)<br />

Sistema Imune<br />

IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de<br />

IgG e IgA, Sistema Complemento (CH50,<br />

C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)<br />

Sistema nervoso central<br />

Albumina, Freelite Mx, Cistatina e<br />

Imunoglobulinas no líquor.<br />

Nefrologia<br />

Cistatina, Microalbumina<br />

Beta-2-Microglobulina, Transferrina<br />

Proteínas Específicas<br />

PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina,<br />

Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,<br />

Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,<br />

Alfa-1-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),<br />

entre outras.<br />

Freelite ® é marca registrada da empresa The Binding Site Group, Birmingham, Reino Unido


MINUTO LABORATÓRIO<br />

QUAL O IMPACTO DO RESULTADO<br />

DE GLICEMIA COM RELAÇÃO AO TEMPO DE CENTRIFUGAÇÃO<br />

DAS AMOSTRAS APÓS A COLETA?<br />

Por Daniela Martinelli Béo, Fábia Bezerra e Marcia Ribeiro.<br />

Sabemos que possíveis interferências no tempo inadequado de<br />

centrifugação das amostras de sangue em geral, é um dos erros mais<br />

graves na fase pré-analítica e quando se trata de analitos mais sensíveis<br />

De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), o<br />

soro deve ser obtido após a retração completa do coágulo, do qual<br />

ocorre conforme tabela abaixo:<br />

como a Glicose, a criticidade aumenta.<br />

Após a coleta da amostra as células sanguíneas continuam a degradar<br />

a glicose para atender as necessidades energéticas. E a velocidade<br />

de consumo da glicose depende do número dos elementos figurados<br />

presentes na amostra, portanto, o tempo de transporte, temperatura<br />

e o objeto deste estudo que é o tempo de centrifugação, interferem<br />

diretamente na performance da fase analítica. Quanto maior o tempo de<br />

contato do soro com esses elementos faz com que ocorra um aumento da<br />

ação enzimática chamada glicólise, ou seja, a glicólise é uma sequência<br />

de reações que converte a glicose em piruvato, havendo produção de<br />

energia em forma de ATP.<br />

Os resultados de glicemia dos pacientes no tempo de 30 minutos após<br />

a coleta foram considerados valores padrão e foram submetidos ao<br />

coeficiente de variação intraindividual (CVi) estipulado pelo banco de<br />

dados da Federação Europeia de Química Clínica e Medicina Laboratorial<br />

(EFLM). Através do CVi estipulado, foi calculado o mínimo e máximo<br />

que cada amostra de glicose poderia performar sem impacto na clínica<br />

do paciente. As dosagens de glicose com amostras com centrifugação<br />

tardia foram coloridas em tabela de acordo com a legenda abaixo:<br />

Nesta pesquisa, 20 voluntários participaram do estudo, onde foram<br />

coletados de cada um, três amostras de sangue em tubo com gel<br />

separador com ativador de coágulo (tubo amarelo) e centrifugamos nos<br />

seguintes tempos após a coleta:<br />

A primeira amostra foi centrifugada após 30 minutos;<br />

A segunda amostra foi centrifugada após 3 horas;<br />

E a terceira amostra centrifugada 6 horas após a coleta.<br />

0 64<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


MINUTO LABORATÓRIO<br />

A demora na centrifugação causou a diminuição dos resultados em<br />

todas as amostras analisadas. Pacientes pré-diabéticos (glicose<br />

de 100 a 125 mg/dL em jejum) apresentaram valores normais de<br />

glicose se o tempo de centrifugação da amostra fosse maior que 1<br />

hora após a coleta.<br />

Da mesma forma, a demora na centrifugação da amostra pode<br />

ocasionar para pacientes diabéticos (glicose >125 mg/dL) uma<br />

subnotificação do seu estado, por apresentar resultados de glicose<br />

mais baixo que o real.<br />

As amostras centrifugadas após 3 horas, apresentaram uma média<br />

de diminuição de 12% dos resultados quando comparado ao padrão<br />

de centrifugação (30 minutos após a coleta)<br />

A média da diferença entre os resultados aumenta para 20% quando<br />

centrifugadas após 6 horas pós coleta.<br />

O impacto da demora no tempo da centrifugação ocasiona mudança<br />

no valor de diagnóstico dos exames dos pacientes e, dessa forma,<br />

compromete a assertividade da conduta médica.<br />

Conforme observado, o tempo de centrifugação inadequado<br />

compromete seriamente os resultados reportados das amostras,<br />

mudando o valor de diagnóstico do paciente e podendo comprometer<br />

os resultados reais de glicemia. Por este motivo, na fase préanalítica,<br />

o comprometimento dos profissionais que realizam a<br />

centrifugação é fundamental para liberarmos resultados fidedignos,<br />

assim como o cuidado com a temperatura do transporte, calibração<br />

e rotação da centrifuga, por exemplo.<br />

Referências:<br />

• Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (47.: 2013: São Paulo)<br />

Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/<br />

ML): coleta e preparo da amostra biológica. – Barueri, SP : Manole : Minha <strong>Ed</strong>itora, 2014.<br />

• Costa GV, Moreli, LM. Principais parâmetros biológicos avaliados em erros na fase<br />

préanalítica de laboratórios clínicos: revisão sistemática. Jornal Brasileiro de Patologia<br />

Medicina Laboratorial. 201248 (3)163-168.<br />

• Costa S. L. de. Gestão da Qualidade Laboratorial: é preciso entender as variáveis para<br />

controlar o processo e garantir a segurança do paciente. Análises Clínicas 36 (1) 1-12.<br />

• Chaves CD. Controle de qualidade no laboratório de análises clínicas. Jornal Brasileiro de<br />

Patologia e Medicina Laboratorial. 201046 no(5) 120-128<br />

• Banco de dados de variação biológica EFLM - European Federation of Clinical Chemistry<br />

and Laboratory Medicine<br />

• Federação Europeia de Química Clínica e Medicina Laboratorial. Disponível em .<br />

• Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2019-2020. Disponível em .<br />

Daniela Martinelli Béo<br />

Biomédica, Analista da Qualidade<br />

Hapvida Diagnósticos<br />

Fábia Bezerra<br />

Biomédica, Gerente da Qualidade Corporativa<br />

Hapvida Diagnósticos<br />

Marcia Ribeiro<br />

Biomédica, Diretora SADT<br />

Hapvida Diagnósticos<br />

0 66<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


BIOQUÍMICA<br />

O QUE É UM ZIMOGÊNIO<br />

Por Brunno Câmara<br />

Um zimogênio também é denominado como<br />

proenzima. Ou seja, é um precursor (def.:<br />

aquilo que vem antes) inativo de uma enzima.<br />

Ativação do zimogênio<br />

Para virar uma enzima ativa e exercer suas<br />

funções, o zimogênio precisa passar por<br />

alguma mudança bioquímica.<br />

Exemplos dessas mudanças são uma reação<br />

de hidrólise ou uma mudança de configuração<br />

para revelar o sítio ativo.<br />

A parte retirada que estava inativando-o<br />

e pode ser um único peptídeo ou pode ser<br />

alguma dobra num domínio com mais de 100<br />

resíduos de aminoácidos.<br />

Exemplos de zimogênios<br />

O pepsinogênio é um zimogênio produzido<br />

e liberado por células do estômago. Ele é<br />

ativado pelo ácido clorídrico, quando 44<br />

aminoácidos são clivados da molécula.<br />

Assim, origina-se a pepsina. Uma enzima que<br />

cliva proteínas em peptídeos menores.<br />

Outro exemplo é o angiotensinogênio, que<br />

é o zimogênio da angiotensina I. Para sua<br />

ativação é necessário que a enzima renina<br />

faça a clivagem.<br />

Os zimogênios mais conhecidos são aqueles<br />

envolvidos na coagulação. No sangue, são<br />

proteínas inativas. Mas, quando ocorre<br />

algum dano endotelial, são ativadas<br />

sequencialmente.<br />

Então, temos, por exemplo, a protrombina<br />

(zimogênio) e a trombina (ativa); Fator<br />

IX (zimogênio) e Fator IX ativado; Fator X<br />

(zimogênio) e Fator X ativado.<br />

Não podemos esquecer também da fibrinólise,<br />

onde o plasminogênio (zimogênio) dá origem<br />

à plasmina (enzima ativa), que vai degradar a<br />

fibrina formada.<br />

Importância<br />

Imagine que a pepsina estivesse o tempo<br />

todo ativa no nosso trato digestivo. Ou que<br />

os fatores da coagulação estivessem o tempo<br />

todo se ativando, produzindo coágulos.<br />

0 68<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


BIOQUÍMICA<br />

Seria um grande problema para o organismo.<br />

Por isso, essa forma inativa da enzima é muito<br />

importante. É um controle para que a enzima<br />

só atue quando realmente precisa atuar.<br />

Ela está lá presente. Pronta para agir. Mas,<br />

precisa de um "comando".<br />

Após realizar suas funções ela volta a<br />

ser inativada ou é degradada. E, assim, o<br />

equilíbrio (homeostase) fica garantido.<br />

Referências<br />

Lu, H., Cassis, L., Kooi, C. et al. Structure and<br />

functions of angiotensinogen. Hypertens Res 39,<br />

492–500 (2016). https://doi.org/10.1038/hr.2016.17<br />

Chakraborty, P., Acquasaliente, L., Pelc, L.A. et al.<br />

Interplay between conformational selection and<br />

zymogen activation. Sci Rep 8, 4080 (2018). https://<br />

doi.org/10.1038/s41598-018-21728-9<br />

Charithani B. Keragala, Robert L. Medcalf;<br />

Plasminogen: an enigmatic zymogen. Blood 2021;<br />

137 (21): 2881–2889. doi: https://doi.org/10.1182/<br />

blood.2020008951<br />

Autor:<br />

Brunno Câmara<br />

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de<br />

Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área de concentração: virologia). Criador e<br />

administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.<br />

Contato: @biomedicinapadrao<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 69


NEUROCIÊNCIA EM FOCO<br />

A SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA<br />

SOB A PERSPECTIVA DA NEUROCIÊNCIA<br />

Por Dr. Fabiano de Abreu<br />

Estudo científico analisa a relação entre a<br />

fadiga e as disfunções neuronais na sociedade<br />

contemporânea<br />

Meu estudo científico analisa a relação entre<br />

a fadiga e as disfunções neuronais. A fadiga<br />

é um mal vivido por todos os seres humanos<br />

que resulta da disfunção entre a dopamina<br />

e o cortisol, dois hormônios de extrema<br />

importância para o bem estar e qualidade de<br />

vida. Enquanto a dopamina é relacionada com a<br />

sensação de recompensa ou prazer, o cortisol é<br />

conhecido como o “hormônio do estresse”.<br />

Segundo a Organização Mundial da Saúde<br />

(OMS), a fadiga é dividida em etapas de acordo<br />

com os estímulos que a provocam. Podemos<br />

citar como exemplo, a fadiga muscular,<br />

resultante da atividade física excessiva. Existe<br />

também a fadiga mental, que advém da<br />

atividade constante de transmissão e recepção<br />

de informação. Todavia, quando a fadiga tornase<br />

recorrente, manifestando-se de forma<br />

exacerbada, ela passa a ser considerada como<br />

Síndrome da Fadiga Crônica (SFC).<br />

Não existe uma resposta concreta para como<br />

se dá essa doença. Entretanto, alguns estudos<br />

apontam que pode ser resultado da ação<br />

dos neurotransmissores, que agem como<br />

mensageiros químicos que transportam,<br />

estimulam e equilibram os sinais entre os<br />

neurônios e as outras células do corpo.<br />

Segundo meu estudo, as atividades<br />

desempenhadas pelo indivíduo e os estímulos<br />

que elas promovem geram influência direta na<br />

liberação de neurotransmissores. Portanto, a<br />

nossa forma de vida e organização social está<br />

diretamente relacionada com o funcionamento<br />

cerebral. Até 12 mil anos atrás, o homem vivia<br />

exaustivamente na caça de animais perigosos e<br />

coleta para a sua sobrevivência. Nesta fase da<br />

história, o hominídeo não era parte do topo da<br />

cadeia alimentar. Através da sua inteligência e<br />

capacidade de abstração, o homem conquistou o<br />

topo da cadeia alimentar e também a revolução<br />

tecnológica. Eis então que o ser humano passa<br />

a viver de uma forma que exige mais atividade<br />

cerebral: entretanto, houve uma evolução<br />

tecnológica, não uma evolução cerebral.<br />

Ao invés de beneficiar a inteligência<br />

e capacidade cognitiva, os hábitos<br />

comportamentais contemporâneos, como<br />

o mau uso da internet, estão diminuindo a<br />

inteligência humana. A mente do homem<br />

contemporâneo é sobrecarregada de<br />

informação em uma escala jamais vista<br />

anteriormente, sendo a Síndrome de Fadiga<br />

Crônica uma das consequências decorrente do<br />

abuso de informações ininterruptas.<br />

Em suma, hoje vivemos em uma era<br />

repleta de coisas que transbordam<br />

e vão além da nossa mentalidade.<br />

Usamos a mente sem parar, de forma<br />

inadequada e como consequência<br />

vivemos a sensação de fadiga e cansaço,<br />

como resposta do corpo perante a<br />

disfunção de neurotransmissores. Uma<br />

das respostas finais dos estímulos<br />

mentais prejudiciais exacerbados são<br />

distúrbios dos neurotransmissores,<br />

como a Síndrome de Fadiga Crónica,<br />

uma doença que afeta prejudicialmente<br />

a qualidade de vida da pessoa.<br />

Autor:<br />

Dr. Fabiano de Abreu<br />

Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues é PhD em Neurociências, Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com formações<br />

também em neuropsicologia, licenciatura em biologia e em história, tecnólogo em antropologia, pós graduado em Programação Neurolinguística, Neuroplasticidade, Inteligência<br />

Artificial, Neurociência aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, Filosofia, Jornalismo e formação<br />

profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International,<br />

diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro<br />

da Mensa e Intertel, associação de pessoas de alto QI e especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 100 estudos publicados.<br />

0 70<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


MEDICINA GENÔMICA<br />

O QUE É UM GENOMA DE REFERÊNCIA?<br />

O genoma de referência é uma representação linear do genoma de uma espécie, que é utilizada como padrão<br />

para comparação em pesquisa básica e na construção de outros genomas.<br />

Por: Nágela G. Safady<br />

Para sequenciar um genoma, o DNA é<br />

fragmentado para que o equipamento consiga<br />

ler a sequência de nucleotídeos. Depois que estes<br />

curtos fragmentos são sequenciados, é necessário<br />

colocá-los novamente na ordem da sequência de<br />

DNA. Quando se trata do genoma humano, o<br />

número de fragmentos pode chegar a bilhões.<br />

Portanto, para facilitar o trabalho da montagem<br />

e analisar as variações do material genético, é<br />

utilizada uma sequência modelo de genoma<br />

conhecida como genoma de referência.<br />

Como o genoma de referência foi<br />

desenvolvido?<br />

O genoma de referência é uma representação<br />

linear do genoma de uma espécie. A maioria dos<br />

genomas de referência são haplóides, apenas<br />

uma fita de DNA, no entanto, algumas regiões<br />

com grande diversidade alélica são representadas<br />

mais de uma vez em sequências alternativas.<br />

O primeiro rascunho do que seria o genoma<br />

humano foi produzido depois de 15 anos do<br />

esforço internacional do Projeto Genoma Humano<br />

através do sequenciamento Sanger, publicado pela<br />

primeira vez em 2001. Em 2003 foi anunciado<br />

o sequenciamento do genoma “completo”,<br />

representado por 99% do material genético, com<br />

algumas lacunas ainda desconhecidas.<br />

Exemplo de uma montagem de genoma a partir do genoma de referência<br />

O Projeto Genoma Humano também incentivou As pesquisas relacionadas ao sequenciamento do<br />

o desenvolvimento de princípios sobre o genoma humano enfrentaram diversos desafios na área<br />

compartilhamento dados genômicos, de bioinformática, como na montagem das sequencias de<br />

como os Princípios das Bermudas, que garantiu<br />

que o genoma de referência fosse um recurso<br />

DNA, uma vez que o genoma humano é denso e repleto<br />

de regiões repetitivas. No entanto, com o desenvolvimento<br />

público. Com isso, o aprimoramento da de novas técnicas, como do Sequenciamento de Nova<br />

construção genômica evolui rapidamente no<br />

meio científico, utilizando o primeiro genoma<br />

Geração que permite sequenciar bilhões de fragmentos<br />

de uma só vez, junto com o avanço de algoritmos da<br />

humano sequenciado como base para o bioinformática, a construção do genoma humano teve<br />

desenvolvimento de outras construções.<br />

uma grande evolução.<br />

0 72<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Um ano de novas<br />

possibilidades<br />

ao seu lado.<br />

Nosso relacionamento é feito com base no respeito e transparência.<br />

Mais do que isso, nossa união é feita do compartilhamento de sonhos e experiências.<br />

Que em 2022 possamos reafirmar o poder dos nossos laços e criar, juntos, infinitas<br />

possibilidades. Vem com a gente?<br />

(31) 3589 5000 GTgroupbrasil gtgroupbrasil www.gtgroup.net.br


MEDICINA GENÔMICA<br />

Em 2007 foi criado o Genome Research<br />

NCBI35 (hg17): Esta construção também foi<br />

GRCh37 (hg19): Esta construção foi<br />

Consortium (CRG), uma colaboração entre o<br />

produzida pelo International Human Genome<br />

produzida pelo Genome Reference<br />

The Wellcome Sanger Institute, representado<br />

pela Genome Reference Informatics Team, o<br />

McDonnell Genome Institute da Washington<br />

University (MGI), o European Bioinformatics<br />

Institute (EBI) e o The National Center for<br />

Sequencing Consortium e lançada em 2004.<br />

Ela é considerada “finalizada”, o que indica<br />

que a sequência é altamente precisa, com<br />

menos de um erro por 10.000 bases.<br />

Consortium em fevereiro de 2009. Além<br />

dos cromossomos “regulares”, o genoma<br />

também contém 9 sequências alternativas<br />

de haplótipos.<br />

Biotechnology Information (NCBI). Desde<br />

então, o consórcio tem o objetivo de melhorar<br />

os conjuntos de genoma de referência de<br />

humanos, camundongos e peixes-zebra,<br />

além do esforço para garantir que variações<br />

complexas dentro de uma espécie sejam<br />

capturadas e representadas.<br />

NCBI36 (hg18): Lançado em março<br />

de 2006 (NCBI Build 36.1) também foi<br />

desenvolvido pelo International Human<br />

Genome Sequencing Consortium. Este<br />

genoma de referência também inclui<br />

4 regiões alternativas de haplótipos<br />

GRCh38 (hg38): Lançado em 2013, O Build<br />

38 é o mais recente genoma de referência<br />

até o momento. CRCh38 representou uma<br />

atualização significativa devido à sua<br />

precisão pois apresentava pouco menos de<br />

1000 lacunas desconhecidas no genoma.<br />

Desde então, ele foi repetidamente<br />

Principais genomas humanos de referência<br />

Quais são os genomas humano de referência?<br />

NCBI34 (hg16): A sequência de referência<br />

humana (NCBI Build 34) foi produzida pelo<br />

International Human Genome Sequencing<br />

Consortium e lançada em julho de 2003.<br />

Esta sequência cobre cerca de 99% das<br />

(sequências que não podem ser<br />

representadas em um único genoma).<br />

Este genoma foi o primeiro a ser<br />

empregado com a tarefa de alinhar<br />

leituras de sequenciadores NGS (o<br />

Illumina GAII) e foi usado pelo projeto<br />

“corrigido”. Desde seu lançamento, esta<br />

versão é atualizada periodicamente para<br />

corrigir pequenos erros ou lacunas. No<br />

entanto, ainda está faltando 5 a 10% do<br />

genoma, incluindo todos os centrômeros<br />

e outras regiões desafiadoras, como genes<br />

regiões contendo genes no genoma e foi<br />

piloto para 1000 Genomas para<br />

que codificam as sequências de RNA que<br />

sequenciada com uma precisão de 99,99%.<br />

identificar milhões de variantes.<br />

formam ribossomos.<br />

0 74<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Qual genoma humano de referência<br />

Onde consigo baixar o genoma de referência?<br />

Em outras palavras, os genomas de<br />

MEDICINA GENÔMICA<br />

devo usar?<br />

As duas principais plataformas para fazer o<br />

referência não são baseados em genoma<br />

Cada nova versão do genoma humano de<br />

download das diferentes versões do genoma<br />

completamente saudável, de um ancestral<br />

referência teve sua precisão e integridade<br />

de referência são:<br />

comum, ou que represente a maioria da<br />

melhorada. Portanto, o ideal é utilizar a<br />

população mundial. Por exemplo, o genoma<br />

última versão do genoma de referência,<br />

The UCSC Genome Browser: hospedado<br />

de referência GRch37 foi desenvolvido<br />

GRCh38 (Hg38) pois ela possui as<br />

no site da University of California, Santa<br />

a partir de 13 voluntários anônimos em<br />

informações mais atualizadas da sequência<br />

do genoma humano. Por isso, esta construção<br />

é a referência para muitos projetos de grande<br />

escala, incluindo o Projeto 100.000 Genomas<br />

do Reino Unido.<br />

Cruz, que usa a nomenclatura Hg38 para a<br />

última versão do genoma de referência.<br />

The Genome Reference Consortium:<br />

hospedado pelo NCBI, usa a nomenclatura<br />

GRCh38 para a última versão do genoma de<br />

referência.<br />

Buffalo, nos Estados Unidos, sendo que<br />

cerca de 80% do genoma de referência<br />

vieram de 8 pessoas e, aproximadamente<br />

70% do genoma total vieram de apenas<br />

um homem, designado “RP11”.<br />

No entanto, em alguns casos é necessário<br />

O genoma de referência é<br />

O alinhamento com a referência para<br />

identificar variantes relacionadas à doença<br />

usar a versão anterior de genoma de<br />

representativo?<br />

ainda é uma etapa importante na maioria<br />

referência, Hg19, como quando se<br />

Como dito anteriormente, embora a ideia<br />

das análises e é crucial em atribuições de<br />

está reanalisando um sequenciamento<br />

do genoma de referência seja representar o<br />

significância clínica. Em casos como esse,<br />

baseado na versão anterior do genoma<br />

material genético humano, a sua diversidade<br />

vieses no genoma de referência podem<br />

de referência. Isso porque as variantes<br />

alélica não é uma média da população global.<br />

levar a erros de interpretação. Por exemplo<br />

encontradas em um genoma de referência<br />

Na verdade, na maioria dos casos, esta<br />

se o genoma de referência possui um<br />

não necessariamente são encontradas no<br />

sequência de DNA contém longos trechos que<br />

alelo raro, a variante patogênica pode ser<br />

outro, o que pode afetar a análise.<br />

são altamente específicos a um indivíduo.<br />

ignorada como benigna.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 75


MEDICINA GENÔMICA<br />

Os projetos HapMap e subsequente Projeto<br />

uma coleção de múltiplos genomas de<br />

No entanto, o pan-genoma é representado<br />

1000 Genomas foram desenvolvidos a partir<br />

uma mesma espécie.<br />

através de um gráfico, diferente da forma<br />

da necessidade de amostrar uma diversidade<br />

linear do modelo utilizado atualmente.<br />

populacional mais ampla e que represente<br />

Esta estratégia já é bastante utilizada<br />

Portanto, qualquer alteração no genoma de<br />

melhor a variabilidade alélica humana. Além<br />

em pesquisa com plantas poliploides e<br />

referência atual exigirá um grande esforço<br />

disso, GRC está constantemente trabalhando<br />

bactérias, nas quais diferentes estirpes<br />

da área de genômica e bioinformática para<br />

para desenvolver conjuntos que representem<br />

podem apresentar diferentes genes,<br />

a adoção de novas práticas e algoritmos de<br />

melhor essa diversidade e forneçam dados<br />

uma vez que a maior representação<br />

análise.<br />

mais robustos para a análise do genoma.<br />

aumenta consideravelmente a chance<br />

de identificar variantes.<br />

Principais referências:<br />

Kaye AM, Wasserman WW. The genome atlas: navigating a<br />

Pan-genomas e o futuro do genoma de<br />

new era of reference genomes. Trends Genet. 2021;37(9):807-<br />

818. doi:10.1016/j.tig.2020.12.002<br />

referência<br />

A recomendação mais recente, e que está<br />

se tornando cada vez mais popular, é o<br />

Em um recente estudo que analisou o<br />

pan-genoma de indivíduos africanos foi<br />

determinado que cerca de 10% do genoma<br />

Ballouz S, Dobin A, Gillis JA. Is it time to change the reference<br />

genome?. Genome Biol. 2019;20(1):159. Published 2019<br />

Aug 9. doi:10.1186/s13059-019-1774-4<br />

Schneider VA et al. Evaluation of GRCh38 and de novo haploid<br />

genome assemblies demonstrates the enduring quality of the<br />

desenvolvimento de pan-genomas. Mais<br />

destes indivíduos não está presente no<br />

reference assembly. Genome Res 27, 849–864, doi:10.1101/<br />

gr.213611.116 (2017).<br />

complexo do que uma única sequência de<br />

genoma de referência GRCh38, o que reflete<br />

Sherman RM, Forman J, Antonescu V, et al. Assembly of<br />

a pan-genome from deep sequencing of 910 humans<br />

referência, um pan-genoma contém todas<br />

as sequências de DNA possíveis, ou seja,<br />

na baixa variabilidade e sobre a necessidade<br />

de referências específicas por população.<br />

of African descent [published correction appears in Nat<br />

Genet. 2019 Feb;51(2):364]. Nat Genet. 2019;51(1):30-35.<br />

doi:10.1038/s41588-018-0273-y<br />

FONTE:<br />

0 76<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


CITOMETRIA DE FLUXO<br />

CITOMETRIA DE FLUXO<br />

NO ACOMPANHAMENTO DO PACIENTE COM HIV<br />

Por: Helena Varela de Araújo, Rafaele Loureiro de Azevedo e Bruna Garcia Nogueira<br />

HIV e AIDS<br />

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é<br />

membro do gênero Lentivirus, que tem como<br />

característica um longo período de incubação,<br />

ou seja, um longo período entre a infecção e o<br />

aparecimento de sintomas. É o vírus causador<br />

da síndrome da imunodeficiência adquirida, a<br />

sida ou, do inglês, aids.<br />

O HIV pode infectar diversas células do sistema<br />

imune, principalmente linfócitos T CD4, também<br />

conhecidos como linfócitos T auxiliares. A entrada<br />

do vírus na célula acontece pela ligação da<br />

glicoproteína gp120, pertencente a sua estrutura,<br />

com a molécula CD4 das células-alvo. (1) A partir<br />

dessa ligação, o vírus é internalizado na célula<br />

pela fusão do envelope viral com a membrana<br />

celular. Depois de internalizado, o vírus se<br />

replica na célula infectada e posteriormente são<br />

liberados novos vírus e a célula infectada sofre<br />

apoptose (Figura 1).<br />

A infecção pelo HIV pode ser dividida<br />

em fases:<br />

- Fase aguda: ocorre nas primeiras semanas<br />

após a infecção pelo HIV. Nesse momento o<br />

vírus se replica intensivamente, dessa maneira,<br />

há alta carga viral e níveis descendentes de<br />

linfócitos T CD4. Nessa fase o indivíduo é<br />

altamente infectante e apresenta manifestações<br />

Figura 1 - Ciclo de vida do HIV.(1)<br />

clínicas semelhantes a outras infecções virais<br />

agudas, como, por exemplo, febre, cefaleia,<br />

sudorese e linfadenomegalia. Esse conjunto de<br />

manifestações clínicas é denominado Síndrome<br />

Retroviral Aguda (SRA), que é autolimitada<br />

e desaparece em três ou quatro semanas. Por<br />

serem sintomas comuns a qualquer infecção<br />

viral, raramente são atribuídos a infecção<br />

por HIV, fazendo com que a doença não seja<br />

diagnosticada nesta fase. (2)<br />

- Latência clínica: nessa fase o exame físico<br />

costuma ser normal, podendo haver ainda<br />

linfadenopatia após a fase aguda. Podem<br />

ocorrer alterações nos exames laboratoriais,<br />

porém sem muita repercussão clínica. A<br />

contagem de linfócitos T CD4 segue decrescente<br />

e as infecções começam a se tornar frequentes.<br />

Algumas manifestações são marcadores de<br />

imunodepressão grave e evolução para Aids,<br />

como candidíase oral e diarreia crônica. (2)<br />

- Síndrome da imunodeficiência<br />

adquirida (aids): nessa fase, a contagem<br />

de linfócitos T CD4 geralmente está em torno<br />

de 200 células/mm³. O aparecimento de<br />

infecções oportunistas e neoplasias (exemplo:<br />

sarcoma de Kaposi, Linfoma não-Hodgkin e<br />

câncer de colo de útero) é definidor de aids.<br />

Entre as infecções mais comuns, pode-se<br />

destacar neurotoxoplasmose, tuberculose<br />

pulmonar atípica ou disseminada e meningite<br />

criptocócica. Caso não seja realizado tratamento<br />

o indivíduo irá progredir até o óbito. (2)<br />

0 78<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


DISCOS PARA TESTES DE OXIDASE<br />

Newprov.com.br<br />

Discos para testes de OXIDASE<br />

- Economia, 5 vezes mais testes por frasco;<br />

- Menor do custo por teste, economize até 40%;<br />

- Resultados rápidos e precisos, menor impacto<br />

de interferentes, resultados definitivos em<br />

menos de 10 segundos, reações claras e de fácil<br />

interpretação;<br />

- Sem desperdício, sem perdas e com qualidade<br />

diferenciada.<br />

Burkholderia cepacia<br />

Pseudomonas aeruginosa<br />

Escherichia coli<br />

UMA PARCERIA NEWPROV E HIMEDIA<br />

(41) 3888-1300<br />

facebook.com/newprov<br />

newprovlab<br />

@newprovlab


CITOMETRIA DE FLUXO<br />

Os primeiros casos de HIV foram detectados<br />

na África e nos Estados Unidos e a pandemia<br />

de aids se tornou notável na década de 1980,<br />

mesmo que os mecanismos de infecção ainda<br />

não fossem muito bem esclarecidos. Desde o<br />

início da pandemia de aids, 79,3 milhões de<br />

pessoas foram infectadas com HIV no mundo. (3)<br />

Até 2020, 37,7 milhões de pessoas viviam com<br />

HIV, segundo a UNAIDS. (3) Mesmo com todos<br />

os avanços científicos e estudos realizados<br />

nesses anos, até hoje não se chegou à cura.<br />

Porém, muito se conquistou desde então. Hoje,<br />

indivíduos com HIV podem viver normalmente,<br />

graças à terapia antirretroviral.<br />

Diagnóstico<br />

É muito importante que o diagnóstico do<br />

HIV seja realizado nos estágios iniciais da<br />

infecção para que a pessoa vivendo com HIV<br />

(PVHIV) possa usufruir dos benefícios do<br />

tratamento. Por esse motivo, cada vez mais os<br />

testes diagnósticos estão sendo ampliados e<br />

facilitados, como por exemplo com a criação<br />

dos testes rápidos, realizados por meio de<br />

imunoensaios simples em até 30 minutos. (2)<br />

Visto que a infecção pelo HIV acontece de<br />

forma sistêmica, o diagnóstico é realizado tanto<br />

com exames físicos como por meio de exames<br />

laboratoriais, como Carga Viral (CV) do HIV, contagem<br />

de linfócitos T CD4+ (LT-CD4+), genotipagem prétratamento<br />

e sorologias para outras ISTs.<br />

Figura 2 - Progressão da infecção do HIV até a AIDS. LT CD4+: linfócitos T CD4; CV-HIV: carga viral do HIV.(2)<br />

Atualmente, existem vários métodos Acompanhamento (citometria e carga viral)<br />

utilizados para diagnosticar a presença da O acompanhamento laboratorial das<br />

infecção pelo HIV e podem ser seguidos<br />

diversos fluxogramas para que o diagnóstico<br />

seja o mais fidedigno possível, evitando assim<br />

PVHIV é realizado principalmente através<br />

dos exames de contagem de linfócitos T<br />

CD4+ e da Carga Viral do HIV. A contagem<br />

resultados inconclusivos, falso-reagentes e de LT-CD4+ é um dos exames mais<br />

falso-não reagentes. Os testes mais eficazes importantes para o acompanhamento<br />

para a confirmação diagnóstica são os das PVHIV, principalmente para definir a<br />

moleculares, que detectam o RNA viral.<br />

Além deles, há os imunoensaios de primeira<br />

à quarta geração. Os de primeira e segunda<br />

geração detectam apenas o anticorpo IgG,<br />

urgência do início da TARV, já que é o exame<br />

que avalia o status imune do paciente. Já<br />

a CV-HIV é o padrão-ouro para avaliar a<br />

eficácia do tratamento.<br />

então os mais utilizados atualmente são os<br />

de terceira geração, que permitem detectar as Dessa forma, quanto mais baixa a contagem<br />

imunoglobulinas M (IgM) e G (IgG) e os de de LT-CD4+, mais frequentemente o<br />

quarta geração, que permitem a detecção do<br />

antígeno e do anticorpo de forma conjunta,<br />

reduzindo o tempo entre a infecção e a<br />

paciente deve ser avaliado e, em casos<br />

de PCHIV com carga viral indetectável<br />

e LT-CD4+ > 350 células/mm³ em dois<br />

detecção do marcador da infecção, ou seja, a exames consecutivos com 6 meses de<br />

janela diagnóstica. (1)<br />

intervalo, não há relevância clínica deste<br />

0 80<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


acompanhamento. Nesses pacientes, o<br />

foco deve ser o exame de carga viral para<br />

detectar possíveis falhas virológicas, ou<br />

seja, dois exames consecutivos de CV-HIV<br />

detectáveis. (Figuras 3 e 4) (2)<br />

CITOMETRIA DE FLUXO<br />

Exames laboratoriais que podem ser<br />

realizados (descritos a direita), um sinal<br />

de mais (+) indica um resultado do teste<br />

positivo, um sinal de menos (-) um resultado<br />

negativo, e um mais-menos (+ -) um<br />

resultado limítrofe-positivo. O eixo inferior se<br />

inicia no dia zero da infecção. O segmento em<br />

cinza no início da linha preta de carga viral,<br />

indica a incapacidade de detectar cargas virais<br />

muito baixas (não detectado, fase de eclipse).<br />

Figura 3 - Frequência de solicitação de exame de LT-CD4+ para monitoramento laboratorial de PVHIV, de acordo com a<br />

situação clínica. (2)<br />

Legendas:<br />

W blot: Western blot;<br />

AcNSS: Anticorpos neutralizantes espécie específica;<br />

Ac: Anticorpo;<br />

CAgAC: Complexo Antígeno Anticorpo.<br />

“Janela imunológica”<br />

A expressão “Janela Imunológica” ou “Janela<br />

Sorológica” se refere ao período entre a infecção pelo<br />

HIV até a identificação dos anticorpos anti-HIV.<br />

Sistema Único de Saúde<br />

O Sistema Único de Saúde (SUS) é<br />

reconhecido mundialmente pela sua atuação<br />

em prol de pacientes com HIV. O Brasil tem o<br />

maior programa público de enfrentamento ao<br />

HIV e à aids do mundo.<br />

Figura 4 - Frequência de solicitação de exame de CV-HIV para monitoramento laboratorial de PVHIV, de acordo com a situação<br />

clínica. (2)<br />

Desde 1996 o SUS distribui gratuitamente a<br />

terapia antirretroviral (TARV). Recentemente,<br />

em novembro de 2021, a Agência Nacional<br />

de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um<br />

novo medicamento para tratamento do HIV.<br />

Trata-se da combinação de duas substâncias<br />

já utilizadas em um único comprimido,<br />

facilitando a adesão ao tratamento por parte<br />

dos pacientes.<br />

Além disso, são oferecidas gratuitamente<br />

estratégias de enfrentamento e prevenção, como<br />

a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia<br />

pós-exposição (PEP), testes para diagnóstico<br />

em suas unidades de saúde e acompanhamento<br />

gratuito para todas as pessoas que vivem com<br />

HIV em território nacional, além de distribuição<br />

de preservativos internos e externos.<br />

Desde 2001, quando a quantificação de<br />

linfócitos T CD4 começou a ser realizada pelo<br />

SUS, já foram realizados 10 milhões de testes<br />

em todo o país. Atualmente, mais de 130<br />

citômetros de fluxo estão espalhados pelo<br />

Brasil, auxiliando no acompanhamento dos<br />

pacientes infectados pelo vírus HIV.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

081


CITOMETRIA DE FLUXO<br />

CITOMETRIA DE FLUXO NO ACOMPANHAMENTO<br />

DO PACIENTE COM HIV<br />

Referências:<br />

1. Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde,<br />

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. – Brasília :<br />

Ministério da Saúde, 2018.<br />

2. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em<br />

Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. –<br />

Brasília : Ministério da Saúde, 2018.<br />

3. Estatísticas - UNAIDS Brasil. Disponível em: . Acesso em: 2 dez. 2021.<br />

Autoras:<br />

Helena Varela de Araújo<br />

Biomédica graduada pela UFRN e pela University of<br />

Kent, CRBM/SP 31497. Especialista em hematologia e<br />

citometria de fluxo pelo Hospital Albert Einstein. Tem<br />

MBA em Gestão de Saúde e diploma em Comunicação e<br />

Marketing. Analista especializada em citometria de fluxo<br />

do Centro de Hematologia de SP. Futura assistente técnica<br />

do laboratório de citometria de fluxo do Whitehead<br />

Institute, MIT. Fundadora, administradora, criadora de<br />

conteúdo e professora do @HemoFlow<br />

Rafaele Loureiro de Azevedo<br />

Bióloga graduada pela Universidade Estácio de Sá,<br />

CRBio/RJ 121828/02-D. Especialista em hematologia<br />

pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em<br />

Imunobiológicos por BioManguinhos/Fundação Oswaldo<br />

Cruz. Atualmente é analista de inovação e operações<br />

farmacêuticas da Fiocruz/RJ. Tem experiência em<br />

Controle de Qualidade, Citometria de Fluxo e expressão de<br />

anticorpos monoclonais in vitro. É criadora de conteúdo e<br />

professora do @HemoFlow<br />

Bruna Garcia Nogueira<br />

Farmacêutica graduada pela UnB, CRF/SP 95286.<br />

Especialista em Hematologia pelo Hospital Albert<br />

Einstein, com aperfeiçoamento em Citometria de<br />

Fluxo pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Analista<br />

especializada em citometria de fluxo no Hospital<br />

Albert Einstein. Criadora de conteúdo e professora<br />

do @HemoFlow<br />

0 82<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


LANÇAMENTO<br />

TIRAS PARA URINÁLISE<br />

Determinação semiquantitativa<br />

de dez parâmetros na urina<br />

As tiras reativas de urina constituem um meio simples e rápido de realizar a<br />

análise dos constituintes bioquímicos da urina. Agora seu laboratório conta<br />

com mais um produto de fabricação nacional e garantia Firstlab.<br />

10 parâmetros: Sangue, Urobilinogênio,<br />

Bilirrubina, Proteína, Nitrito, Cetonas,<br />

Glicose, pH, Densidade e Leucócitos.<br />

Resultados rápidos e confiáveis<br />

2 espessuras disponíveis: 2,5 e 5 mm<br />

Produto sob registro ANVISA: 81628880038<br />

Conheça todo nosso portfólio<br />

www.firstlab.ind.br<br />

+55 (41) 3888 0888<br />

firstlab.ind<br />

firstlab<br />

@firstlab.ind


LADY NEWS<br />

O USO DO PODCAST COMO<br />

FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA<br />

NO ÂMBITO LABORATORIAL<br />

Por: Luciana Chavasco, Ana Carolina Caetano<br />

O aumento exponencial do uso de tecnologias<br />

inovadoras de comunicação no dia a dia<br />

laboratorial tornou-se inevitável nos tempos<br />

atuais, uma vez que muitas atividades são<br />

possibilitadas e otimizadas pelo advento das<br />

ferramentas digitais. Com a pandemia pelo<br />

novo coronavírus, no contexto da educação<br />

continuada, esta prática foi potencializada<br />

e, inevitavelmente, implantado um novo<br />

modelo educacional, mediado pela introdução<br />

de recursos midiáticos, didáticos, que<br />

favoreceram a construção de uma nova esfera<br />

educativa, expandindo as possibilidades de<br />

engajamento e interação entre os profissionais,<br />

permitindo constantes atualizações em prol do<br />

conhecimento científico.<br />

Nesta nova esfera educacional, destacase<br />

uma ferramenta que vem ganhando<br />

notoriedade no cenário nacional: o podcast.<br />

Este vem se configurando de forma positiva<br />

no desenvolvimento da aprendizagem, visto<br />

que, por meio de sua linguagem, pode-se<br />

explorar um universo didático-pedagógico<br />

mais informal, por meio de relatos orais de<br />

experiências significativas de cada entrevistado,<br />

aliando recursos lúdicos como a música, por<br />

exemplo. Assim, busca-se a construção do saber<br />

sem o rigor de uma sala de aula, contribuindo<br />

para a constituição e ampliação de um novo<br />

contexto de produção de conhecimento.<br />

Neste sentido, “a Organização Feminina de<br />

Análises Clínicas (OFAC), por acreditar na força<br />

da disseminação de ideias e conhecimentos<br />

através de diferentes mídias digitais, criou<br />

o OFACast, o podcast que visa promover o<br />

networking entre os profissionais envolvidos,<br />

possibilitando conexões em diversas áreas das<br />

análises clínicas”, relata Dra. Marbenha Linko,<br />

CEO da OFAC Brasil.<br />

O OFACast tem como mediadoras a Biomédica<br />

Ana Carolina Caetano e a Farmacêutica<br />

Bioquímica Luciana Chavasco, que recebem,<br />

quinzenalmente, convidados especialistas e<br />

referências nos diversos setores das Análises<br />

Clínicas para um bate papo descontraído,<br />

com foco na troca de experiências, sempre<br />

no sentido de incentivar o crescimento<br />

profissional dos ouvintes, criando fortes redes<br />

de relacionamentos de “mão dupla”.<br />

A estrutura do OFACast conta com uma<br />

primeira parte que diz respeito a assuntos<br />

técnicos e estimula os ouvintes a refletirem de<br />

forma crítica sobre a realidade do tema exposto.<br />

A segunda parte, busca conhecer melhor os<br />

convidados e faz uma analogia aos happy hours<br />

corporativos, lembrando os bons momentos de<br />

confraternizações entre os colegas analistas<br />

clínicos, abordando assuntos como hobbies,<br />

livros, cinema, arte e culinária.<br />

Os temas são sempre relevantes, atuais<br />

e às vezes, polêmicos. Muitos deles são<br />

constantemente discutidos nos grupos de<br />

WhatsApp da OFAC Brasil, expondo dificuldades<br />

coletivas e necessidades de soluções conjuntas,<br />

a fim propagar conhecimentos e alavancar<br />

bons negócios. Abaixo, um streaming do que já<br />

aconteceu nos 6 episódios:<br />

• Como pauta inaugural, o OFACast contou<br />

com a participação da Dra. Marbenha Linko,<br />

idealizadora da OFAC Brasil que teve a<br />

oportunidade de contar sobre sua trajetória<br />

profissional e sobre o processo de criação<br />

da OFAC.<br />

0 84<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


LADY NEWS<br />

• Em seguida, o tema sobre o papel das redes<br />

sociais na educação continuada foi discutido<br />

pelo Dr. Caio Salvino, grande profissional nas<br />

Análises Clínicas que foi um dos pioneiros do<br />

assunto no Brasil, ao criar o Talk Show das<br />

Análises Clínicas: Papo de Jaleco.<br />

• Os desafios de inovação em saúde foram<br />

trazidos pela Dra. Ana Marcatto que discutiu<br />

os processos de desenvolvimento tecnológico<br />

e transferência industrial de produtos<br />

destinados ao diagnóstico in vitro, assim<br />

como no desenvolvimento estratégico de<br />

empresas e startups.<br />

• Gestão e empreendedorismo em Análises<br />

Clínicas foi muito bem falado pela Dra.<br />

Waldirene Nicioli, gestora da OFAC e proprietária<br />

de Laboratório que expôs os desafios de<br />

empreender neste setor.<br />

• Em homenagem ao dia dos Biomédicos,<br />

Dr. Brunno Câmara, falou sobre sua atuação<br />

na área de criação de conteúdo, onde atua há<br />

mais de 10 anos e sobre a luta pela valorização<br />

destes profissionais.<br />

• E, para encerrar o ano, a Dra. Marina<br />

Campos deu uma aula sobre gestão de<br />

pessoas e desenvolvimento humano com foco<br />

na importância da saúde mental, tema tão<br />

discutido nos últimos 2 anos.<br />

Como o dia a dia dos analistas clínicos está<br />

cada vez mais corrido, a proposta é possibilitar<br />

momentos de informação e descontração,<br />

quando talvez não seja possível ler um livro<br />

ou assistir um vídeo. Lançar oportunidade de<br />

audição em períodos em que se deslocam nos<br />

carros ou em transportes públicos, ou ainda em<br />

intervalos na empresa. Os episódios têm uma<br />

média de duração de 50 minutos e os ouvintes<br />

podem acessá-lo pelo celular, por meio do<br />

Youtube, Spotify e Google Podcasts.<br />

Luciana Chavasco<br />

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Citologia<br />

Clínica e Oncótica pelo Instituto Adolfo Lutz, Título de<br />

especialista pela SBCC, Especialista em Hematologia<br />

Clínica e Laboratorial, Mestre em Ciências Farmacêuticas<br />

pela Unifal-MG, Doutoranda em Ciências Farmacêuticas<br />

pela Unifal-MG, Proprietária e responsável técnica dos<br />

Laboratórios Chavasco de Três Corações - MG. Membro da<br />

Organização Feminina de Análises Clínicas (OFAC).<br />

Ana Carolina Caetano<br />

Biomédica habilitada em análises clínicas pela UNIBH.<br />

Mestre em Bioinformática pela UFMG. Cursando MBA em<br />

Gestão Estratégica de Marketing pela UNIBH. Atua como<br />

Consultora Comercial no Lab Rede em Belo Horizonte.<br />

Membra da Organização Feminina de Análises Clínicas<br />

(OFAC Brasil).<br />

O OFACast vai ao encontro do principal objetivo<br />

da OFAC: compartilhar conhecimento por meio<br />

de discussão e networking. Para os próximos<br />

episódios há muitos desafios, incluindo a<br />

conquista e adesão de novos ouvintes, busca por<br />

pautas atrativas e novos parceiros. “Persistência e<br />

evolução são cruciais para evoluirmos junto com<br />

a audiência”, relata a dupla mediadora.<br />

Ouçam o OFACast através de sua<br />

plataforma preferida, fica o nosso convite.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 85


ANÁLISES CLÍNICAS<br />

LEUCEMIA MEGACARIOBLÁSTICA<br />

AGUDA LMA-M7<br />

Por: Brunno Câmara.<br />

A leucemia megacarioblástica aguda (LMAK) é um<br />

subtipo da leucemia mieloide aguda (LMA), que<br />

acomete os megacariócitos.<br />

LMAK associada à SD<br />

Indivíduos com a trissomia do cromossomo 21<br />

possuem risco maior de desenvolver leucemias.<br />

De modo fascinante, a DMT resolve-se<br />

espontaneamente na maioria dos pacientes. Porém,<br />

cerca de 10-20% dos casos progridem para LMAK.<br />

Pela classificação FAB, corresponde à LMA-M7, e<br />

contém marcadores da linhagem megacariocítica,<br />

como CD41, CD42, e CD61.<br />

Para o diagnóstico é necessário encontrar pelo<br />

menos 20% de blastos, sendo que 50% ou mais<br />

devem ser megacarioblastos.<br />

Geralmente, a LMAK apresenta-se com leucopenia e<br />

contagem de plaquetas normal ou aumentada.<br />

Ela é geralmente subdividida em 3 grupos, baseado<br />

nas características da pessoa que tem a doença:<br />

• Crianças com Síndrome de Down (SD);<br />

• Crianças sem SD;<br />

• Adultos sem SD.<br />

Cada uma dessas subcategorias tem um conjunto<br />

específico de alterações genéticas que causam ou<br />

promovem a doença, e também possui diferentes<br />

desfechos.<br />

De fato, 95% dos casos de câncer em indivíduos com<br />

SD são leucemias.<br />

A principal alteração associada com esse subgrupo é<br />

a mutação no gene GATA1.<br />

Esse gene é expresso em megacariócitos, eosinófilos,<br />

basófilos e linhagem eritroide, além do progenitor<br />

eritroide-megacariocítico (MEP).<br />

Desordem Mieloproliferativa Transitória (DMT)<br />

Pacientes com SD, podem desenvolver uma DMT.<br />

A DMT é caracterizada pelo aumento no número de<br />

megacariócitos pequenos e displásicos, e também<br />

blastos com características megacariocíticas no<br />

sangue periférico e fígado.<br />

Pode ser acompanhada por trombocitopenia,<br />

leucopenia e, raramente, anemia. Há também<br />

elevada contagem de basófilos e eosinófilos<br />

imaturos.<br />

LMAK sem associação com SD<br />

Nos indivíduos sem SD, a LMAK tem origens<br />

genéticas diferentes, causada principalmente por<br />

translocações e inversões cromossômicas.<br />

A fusão de oncogenes são recorrentes, e encontrada<br />

em mais de 70% dos casos.<br />

As fusões gênicas mais frequentes são:<br />

• CBFA2T3-GLIS2 (~18%);<br />

• Rearranjos no gene MLL (~ 17%);<br />

• Rearranjos no gene HOX (~15%);<br />

• NUP98-KDM5A (~11%);<br />

• RBM15-MKL1 (~10%).<br />

Esse grupo de LMAK tem pior prognóstico, quando<br />

comparado com aquele associado à SD.<br />

Bain, B.J., Chakravorty, S. and Ancliff, P. (2015), Congenital acute megakaryoblastic leukemia. Am. J. Hematol., 90: 963-963.<br />

doi:10.1002/ajh.24109<br />

Referências<br />

McNulty M, Crispino JD. Acute Megakaryocytic Leukemia.<br />

Cold Spring Harb Perspect Med. 2020;10(2):a034884.<br />

Published 2020 Feb 3. doi:10.1101/cshperspect.a034884<br />

Cardin S, Bilodeau M, Roussy M, et al. Human models<br />

of NUP98-KDM5A megakaryocytic leukemia in mice<br />

contribute to uncovering new biomarkers and therapeutic<br />

vulnerabilities. Blood Adv. 2019;3(21):3307-3321.<br />

doi:10.1182/bloodadvances.2019030981<br />

Hahn AW, et al, Acute megakaryocytic leukemia: What<br />

have we learned, Blood Rev (2015), http://dx.doi.<br />

org/10.1016/j.blre.2015.07.005<br />

Autor:<br />

Brunno Câmara<br />

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de<br />

Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área de concentração: virologia). Criador e<br />

administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.<br />

Contato: @biomedicinapadrao<br />

0 86<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


CONJUNTO COLETA DE<br />

MATERIAL<br />

BIOLÓGICO<br />

Ideal para coleta de material oral para<br />

exames genéticos.<br />

$<br />

Adequado para transportes de<br />

longa distância<br />

Prático e seguro<br />

Excelente custo-benefício<br />

Tampa<br />

com rosca dupla<br />

Espuma<br />

Sintética<br />

Swab<br />

Regular<br />

Cerdas tipo flock<br />

otimizam a eluição do<br />

material coletado<br />

PRONTO PARA USO<br />

ESTÉRIL<br />

100% NACIONAL<br />

ANTES DA COLETA<br />

DEPOIS DA COLETA<br />

Composição:<br />

01 Swab Regular ou de Espuma Sintética;<br />

01 Tubo laboratorial de 10ml.<br />

APONTE A CÂMERA<br />

DO SEU CELULAR,<br />

ESCANEIE E SAIBA MAIS.<br />

+55 11 4961.0900<br />

vendas@kolplast.com.br<br />

www.kolplast.com.br


BIOSSEGURANÇA<br />

BIOSSEGURANÇA E<br />

O DESCARTE DE MEDICAMENTOS<br />

Por: Gleiciere Maia Silva e Jorge Luiz Silva Araújo-Filho.<br />

Medicamentos são conceituados como<br />

substâncias ou preparações, elaborados em<br />

farmácias ou indústrias farmacêuticas com<br />

a finalidade de prevenir, curar doenças ou<br />

aliviar os seus sintomas. Com a facilidade de<br />

aquisição de drogas, tornou-se rotineiro o uso<br />

de medicamentos em larga escala, gerando<br />

um acúmulo desses produtos nas residências.<br />

Contudo, os usuários precisam estar atentos<br />

aos corretos cuidados de armazenamento e<br />

conservação desses medicamentos para que<br />

não haja alteração, mesmo dentro do prazo<br />

de validade, e para os que foram utilizados,<br />

esses devem ser descartados corretamente a<br />

fim de evitar danos à saúde da população e<br />

prejuízos ao meio ambiente.<br />

Comumente e em várias residências da<br />

população brasileira, os medicamentos são<br />

descartados em lixos comuns ou na rede<br />

coletora de esgoto. Esses hábitos geram<br />

uma serie de consequências, e deverão ser<br />

corrigidos e informados para população os<br />

malefícios por trás de um simples ato de<br />

jogar “remédio” no lixo, uma vez que essas<br />

drogas contêm diversas substâncias químicas<br />

que contaminam o meio ambiente.<br />

Na atualidade nota-se um crescimento da<br />

contaminação ambiental de áreas urbanas e<br />

rurais. Para Bila e Dezotti (2003) na zona urbana<br />

a forma de contaminação mais frequente<br />

é através do descarte de medicamentos no<br />

vaso sanitário e nas pias. Essa prática causa<br />

por sua vez poluição dos rios e mares. Os<br />

medicamentos diluídos em água podem<br />

interferir no metabolismo e no comportamento<br />

de organismos aquáticos, podendo matar<br />

organismos que vivem nesses ambientes ou<br />

contaminar sua carne, posteriormente sendo<br />

consumidos pelos seres humanos, acarretando<br />

um ciclo de contaminações.<br />

O solo por sua vez, não está livre das<br />

consequências negativas do descarte<br />

inadequado desses resíduos. Os aterros<br />

sanitários e lixões são contaminados e<br />

ameaçam a vida das pessoas que trabalham<br />

nesses ambientes como é o caso dos<br />

catadores de lixos, causando assim danos à<br />

saúde humana (BILA, 2003).<br />

Segundos dados do Conselho Nacional de<br />

saúde (2020), no Brasil existe uma farmácia<br />

(ou drogaria) para cada 3.300 habitantes e o<br />

país está entre os dez que mais consomem<br />

medicamentos no mundo. Diante disso,<br />

é de extrema importância ressaltar que<br />

na atualidade existem poucas políticas<br />

relacionadas ao descarte de medicamentos e<br />

os perigos ao meio ambiente.<br />

0 88<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


A Política Nacional de Resíduos sólidos<br />

adequado, desta maneira os compostos que<br />

o descarte desses resíduos ocasiona as<br />

(PNRS), garante como obrigação de<br />

estão neles contidos ficam isolados e longe<br />

pessoas e ao meio ambiente são validas.<br />

toda a sociedade o descarte correto<br />

de qualquer ambiente que possa vir a ser<br />

Para tanto, são necessárias parcerias entre<br />

de medicamentos. A logística reversa,<br />

contaminado com tais substâncias.<br />

as políticas públicas governamentais, redes<br />

consistem em farmácias e drogarias aceitar<br />

farmacêuticas/drogarias e população para<br />

os medicamentos vencidos para encaminhar<br />

A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária<br />

controlar esses riscos.<br />

esses resíduos ao descarte correto. A<br />

incineração é atualmente a maneira indicada<br />

para destino e diminuição do volume dos<br />

medicamentos inutilizados, entretanto,<br />

incluem consequências a poluição de água<br />

e solo gerando emissão de gases tóxicos à<br />

atmosfera. Para isso, deve ocorrer após o<br />

processo de recolhimento e armazenamento<br />

(ANVISA) dispõe de uma lista de pontos de<br />

coletas credenciadas, onde esse processo<br />

se torna regido pela Lei de Associação<br />

Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR<br />

16457:2016. Por conseguinte, destacamos<br />

que a informação dessa problemática para<br />

a sociedade é necessária, uma vez que o<br />

conhecimento sobre as consequências que<br />

Referências<br />

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância<br />

Sanitária. Manual de Gerenciamento de resíduos de serviços<br />

de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.<br />

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde - "Efetivando o Controle Social".<br />

Esplanada dos Ministérios, Bloco “G” - <strong>Ed</strong>ifício Anexo, Ala “B” -<br />

1º andar - Sala 103B - 70058-900 - Brasília, DF. http://www.<br />

conselho.saude.gov.br/<br />

BILA, D.M.; DEZOTTI, M. Fármacos no meio ambiente.<br />

Química Nova, v. 26, n. 4, p. 523-530, 2003.<br />

COSTA, D.; TEODÓSIO, A. S. S. Desenvolvimento Sustentável,<br />

Consumo e Cidadania: um estudo sobre a (des) articulação<br />

da comunicação de Organizações da Sociedade Civil, Estado<br />

e Empresas. <strong>Revista</strong> de Administração Mackenzie, v. 12, n. 3,<br />

p.114-145, 2011.<br />

FALQUETO, E.; KLIGERMAN, D.C.; ASSUMPÇÃO, R.F. Como<br />

realizar o correto descarte de resíduos de medicamentos?<br />

Ciência & Saúde Coletiva, v. 15, n. Supl. 2, p. 3283-3293, 2010.<br />

OMS. Organização Mundial de Saúde. The role of Pharmacist<br />

in self care-medication. http://apps.who.int/medicinedocs/<br />

pdf/whozip32e/whozip32e.pdf/.<br />

Gleiciere Maia Silva<br />

(@profa.gleicieremaia)<br />

Biomédica, Especialista em Micologia, Mestre em Biologia<br />

de Fungos e Doutoranda em Medicina Tropical.<br />

Contato: gleicieremaia@gmail.com<br />

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho<br />

(@dr.biossegurança)<br />

Biólogo, Mestre em Patologia, Doutor em Biotecnologia;<br />

Palestrante e Consultor em Biossegurança.<br />

Contato: jorgearaujofilho@gmail.com<br />

Tel.: (81) 9.9796-5514


HEMATOLOGIA<br />

HEMOGRAMA E MORFOLOGIA<br />

NA LEUCEMIA MIELÓIDE CRÔNICA<br />

Por: Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite. PhD<br />

A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é uma<br />

neoplasia hematológica que corresponde<br />

de 15% a 20% de todas as leucemias.<br />

Na maioria dos casos, há presença do<br />

cromossomo Filadélfia e a produção de<br />

uma oncoproteína com atividade tirosinaquinase<br />

aumentada (BCR-ABL1). O curso<br />

clínico da doença é caracterizado por três<br />

fases: crônica, acelerada e crise blástica. Na<br />

fase crônica cerca 50% são assintomáticos<br />

e a maioria dos diagnósticos são feitos por<br />

um hemograma de rotina. O hemograma<br />

apresenta leucocitose com desvio à<br />

esquerda com predomínio de neutrófilos,<br />

basófilos, eosinófilos e granulócitos<br />

imaturos (promielócitos, mielócitos e<br />

metamielócitos). Nota-se também anemia<br />

normocítica e normocrômica e trombocitose.<br />

Sem o devido diagnóstico esses pacientes<br />

evoluem para a fase acelerada com aumento<br />

significativo da leucometria (30000/mm3<br />

a 500000/mm3) com crescente basofilia<br />

(>10%), desvio a esquerda até blastos<br />

(blastos entre 10 a 19%), elevação da<br />

contagem de granulócitos imaturos (IG),<br />

com metamielócitos e mielócitos neutrófilos<br />

e eosinofílicos e promielócitos. A anemia<br />

torna-se acentuada e há trombocitose.<br />

Na fase blástica a contagem de blastos<br />

é superior a 20%, caracterizando uma<br />

transformação para uma leucemia aguda,<br />

com anemia, neutropenia e plaquetopenia<br />

(tríade leucêmica). A LMC é uma doença<br />

tratável e o diagnóstico correto permite<br />

o controle da doença com a instituição<br />

da terapia com imatibines. Para tanto, os<br />

analistas devem atentar para hemogramas<br />

que apresentem leucometria elevada com<br />

basofilia e granulócitos imaturos.<br />

Autor<br />

Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite<br />

Especialista e Mestre em Hematologia pela UNIFESP<br />

Doutor em Bioquímica e Fisiologia pela UNIFESP<br />

Consultor em Hematologia Laboratorial<br />

Professor e Fundador da Escola Brasileira de Hematologias, LAHEMATOEAD<br />

0 90<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />

CERTIFICADO DE BOAS PRÁTICAS<br />

DE ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO<br />

DE PRODUTOS PARA A SAÚDE<br />

PRIME STORAGE RECEBE CERTIFICADO<br />

DE BOAS PRÁTICAS DA ANVISA<br />

(11) 4280-9110<br />

www.primestorage.com.br<br />

A Prime Storage, é uma empresa de armazenamento<br />

de carga, fundada em 06 de janeiro de<br />

2011, especializada em armazenar produtos<br />

para a área da saúde, contamos hoje com estrutura<br />

adequada e disponível para a pronta utilização,<br />

uma equipe de profissionais capacitados,<br />

que nos permite o pronto atendimento das necessidades<br />

de nossos clientes, se compromete a<br />

garantir as boas práticas da ANVISA em todos os<br />

processos de armazenagem e distribuição.<br />

A Prime Storage, procura melhorar continuamente<br />

o serviço prestado de armazenagem<br />

de produtos para saúde, tal como os seus<br />

processos e métodos de controle com o<br />

objetivo de corresponder e antecipar-se às<br />

exigências de qualidade dos seus clientes, os<br />

requisitos estatutários e regulamentares.<br />

Recentemente a Prime Storage obteve junto<br />

a ANVISA a certificação de Boas práticas de<br />

Armazenagem e Distribuição de produtos<br />

para a saúde.<br />

A CBPDA – Certificado de Boas Práticas<br />

de Armazenamento e Distribuição é um<br />

conjunto de procedimentos obrigatórios<br />

criados para garantir padrões de qualidade,<br />

integridade e segurança dos produtos nos<br />

processos de armazenagem, transporte e<br />

comercialização.<br />

O conceito de boas práticas tem como pilar<br />

o treinamento e capacitação das equipes,<br />

rastreabilidade de produtos e processos,<br />

medição e monitoramento, além de auditorias<br />

e autoinspeções.<br />

É fundamental cumprir as boas práticas da AN-<br />

VISA não somente por estar cumprindo com a<br />

legislação vigente más também para garantir a<br />

qualidade dos produtos para consumo.<br />

O grande desafio das Boas Práticas é a<br />

manutenção e controle de seus requisitos<br />

devido aos inúmeros processos envolvidos<br />

no armazenamento ou na distribuição dos<br />

produtos, contando com diversas variáveis<br />

envolvidas nos procedimentos.<br />

Implementar corretamente as Boas Práticas<br />

de Armazenagem e manter o nível de qualidade<br />

dos serviços é um desafio diário.<br />

Tâmisa Barbosa de Lima<br />

Farmacêutica/Coordenadora de Qualidade<br />

0 92<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


INFORME DE MERCADO<br />

INFORMES DE MERCADO<br />

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação<br />

dos produtos e lançamentos do setor.<br />

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.<br />

Mais informações: comercial@newslab.com.br<br />

LANÇAMENTO FIRSTLAB: TIRAS PARA URINÁLISE<br />

PRODUTO 100% NACIONAL.<br />

Nosso portifólio cada dia melhor para a sua<br />

rotina laboratorial. Mais um produto com a<br />

garantia Firstlab está a sua disposição: tiras para<br />

urinálise¹ amplamente utilizadas para a triagem<br />

e monitoramento de doenças renais, do trato<br />

urinário e do fígado.<br />

As tiras reativas de urina constituem um<br />

meio simples e rápido de realizar a análise dos<br />

constituintes bioquímicos da urina. Através de<br />

uma simples análise, é possível determinar dez<br />

parâmetros clinicamente importantes: sangue,<br />

urobilinogênio, bilirrubina, proteína, nitrito,<br />

cetonas, glicose, pH, densidade e leucócitos.<br />

Os resultados são rápidos e confiáveis. Duas<br />

espessuras disponíveis: 2,5 e 5 mm.<br />

E para a coleta da urina, você também pode<br />

contar com os coletores universais² de fabricação<br />

própria Firstlab. Nossa linha de coletores possui<br />

uma variedade de modelos, todos com sistema de<br />

vedação tipo rosca, fabricado em polipropileno,<br />

material resiliente que deixa o produto mais<br />

maleável minimizando o risco de rachaduras.<br />

Qualidade, comprometimento e inovação,<br />

são fatores primordiais para garantir uma linha<br />

completa em soluções para análises clínicas e<br />

construir um relacionamento de confiança com<br />

nossos clientes.<br />

Conheça a nossa linha completa de<br />

produtos no site: www.firstlab.ind.br<br />

¹ Produto sob registro ANVISA: 81628880038<br />

² Coletores Estéreis com registro na ANVISA<br />

sob n° 81628880008. Coletores Não Estéreis<br />

com registro na ANVISA sob n° 81628880009.<br />

Saiba mais sobre essas novidades FirstLab<br />

www.firstlab.ind.br<br />

atendimento@firstlab.ind.br<br />

0800 710 0888<br />

0 94<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


CORANTES HEMATOLÓGICOS TRADICIONAIS RÁPIDOS<br />

NEWPROV<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Uma nova geração de corantes rápidos,<br />

mantendo a metodologia tradicional e<br />

garantindo o desempenho.<br />

• Tempo reduzido;<br />

• Coloração tradicional;<br />

• Resposta de coloração excelente;<br />

• Acompanha tampão para o preparo de<br />

água, garantindo o ótimo desempenho;<br />

• Melhor custo x benefício.<br />

Em 1897, Paulo Erlich utilizou pela primeira<br />

vez corantes derivados da anilina para corar as<br />

células sanguíneas. Ele classificou estes corantes<br />

em ácidos, básicos e neutros. As combinações<br />

destes corantes se tornaram a base para as<br />

colorações de Romanowsky.<br />

Dimitri Leonidovich Romanowsky modificou<br />

a técnica de Erlich usando uma mistura aquosa<br />

de eosina Y e azul de metileno oxidado. Como<br />

esta solução não era estável, James Homer<br />

Wright introduziu o metanol como solvente<br />

e fixador prévio da extensão sanguínea.<br />

Gustav Giemsa padronizou as soluções<br />

corantes e adicionou glicerol para aumentar a<br />

solubilidade e estabilidade.<br />

Todas as colorações desenvolvidas por Wright,<br />

por Giemsa, por Richard May e Ludwig Grünwald<br />

e por William Boog Leishman receberam a<br />

denominação de colorações derivadas de<br />

Romanowsky.<br />

Todas estas colorações são chamadas de<br />

corantes tradicionais e utilizadas na rotina<br />

laboratorial, como descrito, há muito tempo. Mas<br />

são corantes que têm um tempo de técnica em<br />

torno de 15 a 20 minutos. Um tempo bastante<br />

prolongado em relação ao tempo em que um<br />

contador hematológico realiza o hemograma.<br />

A Newprov traz uma nova versão dos corantes<br />

de Leishman e Wright, uma versão que mantém a<br />

mesma tradição de qualidade, mas em um tempo<br />

bastante reduzido. Esta nova versão, chamada de<br />

Leishman e Wright rápidos, têm um tempo de<br />

coloração de 4 minutos. Com uma vantagem a<br />

mais, o corante (tanto Leishman como Wright)<br />

vêm acompanhados de uma solução tampão<br />

pH 6,8. O conjunto, corante + tampão, garante<br />

a mesma qualidade de coloração que a técnica<br />

tradicional.<br />

TESTE E COMPROVE A EFICIÊNCIA<br />

Newprov- Produtos para Laboratório<br />

Rua Primeiro de Maio , 608 Pinhais- PR<br />

Cep : 83323-020<br />

Telefones : +55 (41) 3888-1300<br />

0800-6001302<br />

www.newprov.com.br<br />

sac@newprov.com.br<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 95


INFORME DE MERCADO<br />

CELLAVISION VET: AUTOMAÇÃO DA CONTAGEM DIFERENCIAL<br />

DE LEUCÓCITOS EM AMOSTRAS VETERINÁRIAS<br />

A tecnologia CellaVision já é adotada em<br />

muitos laboratórios de análises clínicas no<br />

mundo. A utilização de redes neurais artificiais<br />

para a pré-classificação de leucócitos e eritrócitos<br />

ajuda profissionais de laboratórios a obterem<br />

resultados mais precisos e padronizados,<br />

garantindo maior eficiência e confiabilidade.<br />

Agora, laboratórios veterinários podem<br />

contar com a mesma tecnologia CellaVision<br />

para amostras caninas, felinas, aviárias e outros<br />

mamíferos. A plataforma de análise CellaVision é<br />

a mesma utilizada para amostras humanas, mas<br />

o software desenvolvido é totalmente dedicado<br />

para amostras veterinárias. Assim, estes<br />

laboratórios poderão obter os mesmos benefícios<br />

que os grandes laboratórios de análises clínicas<br />

possuem quanto ao aumento da produtividade,<br />

eficiência, padronização e redução de resultados<br />

falso-negativos.<br />

Outra característica presente no CellaVision Vet é<br />

o laudo personalizado, onde é possível gerar um<br />

laudo que inclui imagens das células de interesse,<br />

selecionadas pelo usuário, além de informações<br />

adicionais e logotipo do laboratório. O laudo<br />

personalizado pode ser salvo em formato pdf.<br />

Assim como na versão humana, o CellaVision<br />

Vet conta com o acesso remoto, onde é possível<br />

analisar e assinar exames à distância, seja dentro<br />

do próprio laboratório, em unidades diferentes<br />

de onde o equipamento se encontra instalado<br />

ou até mesmo em home-office. O acesso<br />

remoto permite a colaboração entre colegas e<br />

consultorias externas em tempo real para um<br />

diagnóstico mais preciso, sobretudo para as<br />

lâminas mais desafiadoras.<br />

Para amostras caninas e felinas:<br />

Para amostras aviárias:<br />

O software de sangue periférico pré-classifica automaticamente os<br />

leucócitos nas seguintes classes: Neutrófilos segmentados, bastonetes,<br />

eosinófilos, basófilos, linfócitos, monócitos e outros.<br />

Ainda, pré-classifica elementos não-leucócitos em eritroblastos,<br />

trombócitos gigantes, agregação plaquetária, células esmagadas e<br />

artefatos.<br />

O software de sangue periférico pré-classifica automaticamente<br />

heterófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos. Além disso,<br />

pré-classifica elementos não leucocitários em trombócitos gigantes,<br />

agregação plaquetária e artefatos.<br />

Contatos:<br />

Cellavision.com<br />

Wagner.miyaura@cellavision.com<br />

0 96<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Este é o próximo<br />

grande acontecimento<br />

em hematologia.<br />

Apresentamos o CellaVision ® DC-1<br />

Um novo analisador CellaVision que processa uma lâmina por vez, permitindo laboratórios<br />

de pequeno porte implementarem as melhores práticas em morfologia digital para contagens<br />

diferenciais em sangue periférico. Mesmo compacto, apresenta o mesmo conjunto de vantagens<br />

na implementação operacional e clínica dos nossos analisadores maiores.<br />

Saiba mais em www.cellavision.com/its-here<br />

O CellaVision DC-1 não se encontra disponível em todos os mercados<br />

MM-128-08 2019-03-18


INFORME DE MERCADO<br />

TUBOS VACCUETE® EDTA K3 ÂMBAR:<br />

PROTEÇÃO DE MATERIAL BIOLÓGICO FOTOSSENSÍVEL.<br />

Bloqueio da passagem de luz para o interior do tubo durante a coleta, transporte, armazenamento e<br />

processamento de material.<br />

Muitas são as dificuldades quando falamos<br />

de cuidados pré-analíticos. Proteger a<br />

integridade e a estabilidade da amostra<br />

durante a fase pré-analítica é o principal<br />

desafio para garantir a segurança dos<br />

resultados de seus pacientes.<br />

Nos últimos anos, com a crescente demanda<br />

de tecnologia envolvendo a proteção de<br />

material biológico, várias recomendações e<br />

padrões foram desenvolvidos para garantir<br />

a integridade da amostra durante a coleta,<br />

transporte e processamento.<br />

Alguns analitos, por serem compostos<br />

orgânicos biologicamente ativos, são suscetíveis<br />

a alterações físico-químicas quando expostos<br />

a determinados fatores como temperatura, pH,<br />

umidade e luz, por exemplo.<br />

Visando aumentar a segurança e prevenir a<br />

degradação desses analitos da ação da luz, como<br />

no caso das vitaminas B1 e B6, por exemplo, a<br />

Greiner Bio-One lança em seu portifólio o tubo<br />

de EDTA K3 coloração âmbar.<br />

O Tubo VACUETTE® EDTA K3 de coloração âmbar<br />

se torna indispensável na rotina laboratorial,<br />

pois oferece proteção da amostra da incidência<br />

de luz de comprimentos de onda abaixo de 380<br />

nm, garantindo que não haja a degradação do<br />

material, o que pode comprometer o resultado<br />

final do exame.<br />

Outra característica importante é que a<br />

coloração semitranslúcida do tubo permite a<br />

visibilidade da amostra durante a coleta, além<br />

de possuir a tecnologia dos tubos VACUETTE®<br />

com vácuo pré-definido para aspiração exata<br />

de volumes, estéreis e fabricados seguindo um<br />

rigoroso processo de controle de qualidade.<br />

As concentrações do aditivo EDTA K3 dos tubos<br />

Âmbar VACUETTE® e suas tolerâncias permitidas,<br />

bem como a proporção de sangue-aditivo, estão<br />

de acordo com os requisitos e as recomendações<br />

do padrão internacional ISO 6710.<br />

Na rotina laboratorial os benefícios são muitos.<br />

Sua utilização resulta em otimização do processo,<br />

reduzindo o tempo de coleta, uma vez que o<br />

vácuo permite rapidez e precisão de volume,<br />

além da visualização do fluxo da amostra. A<br />

proteção contra a luz no momento da coleta,<br />

exclui a necessidade de corte e uso de papel<br />

alumínio como proteção do tubo, o que permite<br />

maior segurança na identificação da amostra<br />

direto no tubo primário, que será utilizado<br />

desde a coleta até o processamento. Já durante o<br />

transporte, impede a intercorrência de exposição<br />

da amostra à luz.<br />

A Greiner Bio-One investe em tecnologia e<br />

insumos de qualidade e é referência mundial em<br />

sistemas de coleta de sangue a vácuo, além da<br />

divisão de BioScience, que oferece soluções para<br />

laboratórios de análises clínicas e microbiologia.<br />

Veja mais em www.greiner.com.<br />

Para mais informações:<br />

Departamento de Marketing<br />

T: +55 19 3468 9600<br />

E-Mail: info@br.gbo.com<br />

0 98<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


NÃO É SÓ UM EXAME!<br />

É CONTROLE E SEGURANÇA.<br />

É SAÚDE 4.0!<br />

Já imaginou ter a rastreabilidade completa da sua rotina,<br />

com garantia de acesso a todas as informações?<br />

O APP GBO eTrack nasceu especialmente para laboratórios e hospitais com<br />

grande tráfego de dados, que precisam de organização e agilidade no dia a dia.<br />

Com ele é possível rastrear: tipo de tubo, lote e validade, quando e em que<br />

local foi efetuada a coleta do paciente.<br />

Controle e segurança da informação a um clique de você!<br />

www.gbo.com<br />

Greiner Bio-One / Americana / São Paulo / Brasil<br />

TELEFONE +55 19 3468-9600 / E-MAIL info@br.gbo.com


INFORME DE MERCADO<br />

EXAME HEVYLITE® DA BINDING SITE COMEÇA A SER<br />

OFERECIDO NO BRASIL<br />

O Hevylite® é um teste que possibilita a<br />

quantificação do isotipo de cadeia pesada + leve<br />

das imunoglobulinas no soro, ou seja, um teste<br />

laboratorial para medição de imunoglobulinas<br />

intactas, importante para pacientes com<br />

diagnóstico de Mieloma Múltiplo (MM), em fase de<br />

monitoramento da doença.<br />

O Hospital Israelita Albert Einstein é o primeiro<br />

no Brasil a disponibilizar esta grande novidade<br />

para os médicos e pacientes, com a inclusão do<br />

exame Hevylite® na rotina do seu laboratório<br />

clínico, assim como foi com o Freelite® (exame<br />

para quantificação de cadeias leves livres<br />

kappa/lambda). Quando utilizado em conjunto<br />

com os exames do painel para Mieloma, o<br />

Hevylite® oferece uma série de vantagens no<br />

monitoramento de pacientes com Gamopatias<br />

Monoclonais.<br />

Dentre os benefícios do Hevylite®, destacam-se:<br />

• Eliminação da subjetividade dos resultados e possível<br />

dificuldade de interpretação da imunofixação e<br />

também da eletroforese em alguns casos;<br />

• Utilização em conjunto com o Freelite e os outros<br />

exames tradicionais, oferecendo o melhor painel<br />

para diagnóstico e monitoramento da doença;<br />

• Indicativo de doença residual mínima e antecipação<br />

da informação sobre possível recaída<br />

• Monitoramento mais rápido e preciso de possíveis<br />

alterações clonais.<br />

O uso do Hevylite® em conjunto com o Freelite®<br />

no monitoramento dos pacientes com MM garante<br />

maior precisão e fornece informações relevantes<br />

para a conduta médica. Para saber mais detalhes<br />

sobre o Freelite® ou o Hevylite® e conhecer os<br />

laboratórios clínicos que atualmente realizam tais<br />

exames no Brasil, entre em contato conosco.<br />

Para mais informações entre<br />

em contato com a equipe:<br />

info@bindingsite.com.br<br />

www.freelite.com.br<br />

0 100<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


O IMPACTO DA PANDEMIA NO CONSUMIDOR FINAL<br />

Caso tentemos explicar o impacto da Covid-19 no<br />

mercado de IVD, correríamos o risco de sermos<br />

redundantes, já que os efeitos da Pandemia<br />

foram mais do que estudados, e principalmente,<br />

sentidos por todos os participantes. Num<br />

ambiente emergencial de alta demanda,<br />

exigiu-se uma grande flexibilidade e resiliência,<br />

e o mercado premiou as empresas que<br />

se movimentaram mais rapidamente. No<br />

entanto, em um ambiente, talvez longínquo,<br />

de mais linearidade e previsibilidade, outras<br />

aptidões, além da velocidade e resiliência,<br />

serão exigidas de qualquer empresa do ramo.<br />

Entretanto, caso olhemos diretamente ao<br />

impacto da Pandemia no consumidor final,<br />

algumas pistas do que será exigido das<br />

empresas de IVD, poderão ser notadas.<br />

Uma preocupação evidente de sua saúde deve<br />

fazer com que o consumidor final procure mais<br />

serviços de saúde, principalmente relacionados<br />

à prevenção. Isso deve manter uma demanda<br />

por serviços laboratoriais preventivos em alta.<br />

Mas após toda a experiência durante o período<br />

da Pandemia, o consumidor estará mais<br />

sensibilizado a considerar não somente fatores<br />

como qualidade de serviço ou atendimento,<br />

mas outros fatores que cada vez mais<br />

influenciam a vida de forma geral. Isso faz com<br />

que prestemos atenção a outros fatores como<br />

responsabilidade social, diversidade, inclusão,<br />

sustentabilidade, compliance e outros. Com<br />

isso, houve uma massificação da divulgação<br />

com a utilização destes temas em diversas<br />

comunicações das empresas. Assim, o próprio<br />

mercado estabeleceu um padrão standard<br />

de temas e comunicação onde basicamente<br />

toda empresa séria precisa comunicar o seu<br />

posicionamento dentro da sociedade. Fica<br />

evidente que as empresas que fazem uma boa<br />

comunicação com a boa divulgação de seu<br />

papel na sociedade, nem sempre conseguem<br />

utilizar esta estratégia para alavancar o negócio<br />

em curto prazo. No entanto, a falta de uma<br />

comunicação clara certamente irá influenciar<br />

negativamente em sua marca.<br />

Com isso, hoje talvez a saúde seja uma das<br />

maiores preocupações da sociedade no<br />

geral, e empresas que cumprem o seu papel<br />

na melhoria a qualquer aspecto de saúde,<br />

por si só já possui um importante papel. O<br />

propósito já está evidente e isso daria uma<br />

falsa sensação de conforto, já que na empresa<br />

de saúde já está implícito a sua função, que<br />

é fundamental para o cidadão. Ainda assim,<br />

o propósito da empresa necessariamente<br />

precisaria estar claro e evidente para todos os<br />

stakeholders na empresa.<br />

A própria Nihon Kohden possui a sua<br />

filosofia como referência para qualquer<br />

estratégia e decisão, há 70 anos. Ao divulgar<br />

a nossa filosofia: “Nós contribuímos<br />

para o mundo ao combater as doenças<br />

e melhorar a saúde com tecnologia<br />

avançada, e ao criar uma vida plena<br />

para nossos funcionários”, fica claro que o<br />

objetivo principal é o combate às doenças e<br />

melhoria da saúde. Mas também é evidente<br />

o instrumento utilizado para isso, que é o<br />

avanço tecnológico de ponta desenvolvido<br />

pela empresa, conhecimento esse totalmente<br />

utilizado em prol da saúde. No entanto, a<br />

empresa precisa estar preparada da entregar<br />

a melhor tecnologia, o que é possível graças<br />

à equipe comprometida e com uma vida<br />

plenamente garantida. Para que a forte ideia<br />

filosófica seja totalmente compreendida,<br />

além de uma comunicação eficiente, não<br />

medimos esforços para fazer com que cada<br />

um de nossos stakeholders sejam os modelos<br />

e divulgadores deste nobre propósito. Isso sim<br />

é o nosso diferencial.<br />

Feliz 2022 cheio de propósitos!<br />

NIHON KOHDEN<br />

Rua Diadema, 89 1° andar CJ. 11 a 17 - Bairro Mauá<br />

São Caetano do Sul - SP - CEP 09580-670, Brasil<br />

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463<br />

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br<br />

Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas<br />

as novidades!<br />

INFORME DE MERCADO<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 101


INFORME DE MERCADO<br />

ALTERAÇÕES NO HEMOGRAMA E O DIAGNÓSTICO<br />

DAS ANEMIAS<br />

Por: Adriana Fontes e Thaís Cristina de Miranda<br />

As anemias afetam mais de 25% da população<br />

mundial, e ocorrem por causas diversas, sendo<br />

as principais: anemia ferropriva, megaloblástica,<br />

aplástica, hemolítica autoimune, falciforme e as<br />

talassemias.<br />

A anemia ferropriva ou por deficiência de ferro<br />

é a deficiência nutricional mais comumente<br />

acometida no mundo e ocorre devido a perdas<br />

sanguíneas crônicas e ingestão e/ou absorção<br />

insuficiente de ferro, resultando na redução<br />

de seus níveis plasmáticos, limitando assim a<br />

eritropoese. Em estágios iniciais, o hemograma<br />

apresenta um volume corpuscular médio<br />

(VCM) normal, porém com concentração de<br />

Hemoglobina (HGB) abaixo dos valores de<br />

referência. Com a evolução do quadro, ocorre a<br />

queda dos valores de VCM e a diminuição do valor<br />

de concentração da hemoglobina corpuscular<br />

média (CHCM). Ademais, em prognósticos mais<br />

graves, o Red Cell Distribution Width (RDW) sofre<br />

aumento devido à anisocitose das hemácias.<br />

Além da avaliação da HGB, é indispensável que<br />

o profissional de saúde solicite também o exame<br />

de ferritina sérica, que é o marcador das reservas<br />

de ferro do organismo.<br />

A anemia megaloblástica é a principal anemia<br />

que causa o aumento no tamanho das hemácias<br />

(macrocitose), e é resultante da deficiência de<br />

vitamina B12 e/ou ácido fólico. Tais nutrientes<br />

atuam no processo de síntese de material<br />

genético, portanto sua deficiência resulta em<br />

anormalidades hematológicas e na própria<br />

medula. Manifesta-se com aumento de VCM,<br />

pancitopenia, sem a presença de reticulocitose,<br />

e redução no número de glóbulos vermelhos no<br />

exame laboratorial. Seu diagnóstico é feito com<br />

a análise da presença de anisocitose, em casos<br />

extremos com presença de eritroblastos e até<br />

megaloblastos.<br />

A anemia aplástica é uma doença rara, com<br />

incidência de 2 casos em 1.000.000 de pessoas ao<br />

ano, caracterizada pela presença de pancitopenia<br />

em sangue periférico, causada pela substituição da<br />

medula hematopoiética por células gordurosas,<br />

sem infiltração ou fibrose. Apresenta-se de forma<br />

idiopática em até 70 % dos casos. No hemograma<br />

não são observadas alterações na morfologia<br />

das hemácias, no entanto há redução do número<br />

de eritrócitos, granulócitos e plaquetas além do<br />

aumento de linfócitos.<br />

Já a anemia hemolítica autoimune é uma condição<br />

que ocorre devido à ligação de anticorpos à superfície<br />

das hemácias, promovendo sua destruição. Para<br />

diagnosticar este transtorno, além do teste de<br />

Coombs positivo, é necessário que o hemograma<br />

apresente HGB abaixo de 12 g/dL, com presença de<br />

plaquetopenia e aumento de reticulócitos.<br />

A anemia falciforme tem origem genética e é<br />

causada por defeitos na estrutura da molécula de<br />

HGB, resultando na alteração da morfologia celular.<br />

Durante a realização do esfregaço sanguíneo, é<br />

possível perceber a presença de drepanócitos<br />

(hemácias foiciformes) e elevado número de<br />

leucócitos. Quanto ao hemograma automatizado, é<br />

importante verificar o resultado de RDW, pois caso se<br />

encontre acima de 19% é indicativo de um quadro<br />

grave de anemia falciforme.<br />

Tel : +55 31- 3489-5100<br />

0 102<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


Por fim, a talassemia beta é caracterizada a<br />

nível laboratorial pela alteração morfológica dos<br />

eritrócitos, com redução de tamanho e coloração,<br />

sendo comum a presença de anisocitose<br />

dependendo do subtipo da talassemia. No<br />

hemograma pode ser percebida uma redução<br />

do VCM, HGB, CHCM e Hemoglobina Corpuscular<br />

Média (HCM). Caso o quadro do paciente tenha<br />

evoluído para hiperesplenismo, é possível<br />

observar também pancitopenia.<br />

Dado as alterações apresentadas, o hemograma<br />

é de extrema importância no acompanhamento<br />

da evolução das anemias e indispensável na<br />

avaliação da resposta ao tratamento, servindo<br />

como base para o direcionamento de terapias,<br />

não excluindo a necessidade de exames<br />

complementares.<br />

Referências<br />

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.<br />

Portaria nº 1.247, de 10 de novembro de 2014.<br />

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.<br />

Portaria nº 1.300. de 21 de novembro de 2013.<br />

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.<br />

Orientações para o diagnóstico e tratamento das Talassemias<br />

Beta. Brasília, 2016.<br />

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.<br />

Portaria nº 27, de 26 de novembro de 2018.<br />

DE ALMEIDA, LAYANNE LACERDA ZONTA; São José, do Rio<br />

Preto. Anemia aplástica.<br />

DE ALMEIDA, R.A.; BERETTA, A. Anemia Falciforme e<br />

abordagem laboratorial: uma breve revisão de literatura.<br />

<strong>Revista</strong> Brasileira de Análises Clínicas, v. 49, n. 2, p. 131-4, 2017.<br />

FAILACE, R.; FERNANDES, F.B.; FAILACE, R. Hemograma:<br />

manual de interpretação. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.<br />

LORENZI, T.F. Manual de hematologia: propedêutica e clínica.<br />

4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.<br />

MONTEIRO, Mirella Dias et al. Anemia megaloblástica: revisão<br />

de literatura. Revisa Saúde em foco–edição, 2019.<br />

OLIVEIRA, Maria Christina LA et al. Curso clínico da anemia<br />

hemolítica auto-imune: um estudo descritivo. Jornal de<br />

Pediatria, v. 82, p. 58-62, 2006.<br />

Imagens meramente ilustrativas<br />

INFORME DE MERCADO<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


INFORME DE MERCADO<br />

ELITE 580<br />

DIFERENCIAL DE 5 PARTES TOTALMENTE AUTOMATIZADO<br />

Soluções automatizadas melhoram o fluxo de<br />

trabalho, permitindo aos usuários o foco em aspectos<br />

clínicos relevantes das análises. A combinação entre<br />

um analisador automatizado, de alta capacidade, e<br />

do diferencial de 5 partes, do Elite 580, disponibiliza<br />

ao usuário um importante tempo, que poderá<br />

ser direcionado, de maneira direta e melhorar a<br />

qualidade dos resultados liberados.<br />

Por que escolher o Elite 580?<br />

• Mais compacto: 650 x 610mm<br />

• Diferencial de 5 partes com 29 parâmetros<br />

• Volume de amostras de 20 uL<br />

• Carregador automático para 60 amostras<br />

• Tela tátil HD de 22<br />

• 80 amostras por hora<br />

• Gestão de reagentes via RFID<br />

• Design moderno do dispositivo<br />

Agora ficou ainda mais fácil se comunicar com a Erba!<br />

MUDE COM A ERBA!<br />

Fale com a nossa equipe e saiba como levar o melhor da<br />

tecnologia ao seu laboratório!<br />

• TELEFONE/WHATSAPP: 0800 878 2391<br />

• EMAIL: atendimento@erbamannheim.com<br />

• HORÁRIO DE ATENDIMENTO:<br />

Segunda à sexta-feira das 08:00 às 18:00h (horário de Brasília)<br />

Sábado de 08:00 às 13:00h (horário de Brasília) – apenas por telefone para atendimento a chamados<br />

de Suporte Técnico e Assessoria Científica.<br />

SWAB KOLPLAST COM FABRICAÇÃO 100% NACIONAL.<br />

O Swab Kolplast é produzido através de uma<br />

tecnologia em que a cabeça do swab é revestida<br />

com microcerdas de nylon, o que proporciona<br />

eficiência na coleta e melhor eluição do material<br />

coletado. Diferente dos swabs normalmente<br />

disponíveis no mercado, o modelo para<br />

coleta nasal possui haste flexível e diâmetro<br />

adequado para acessar a região da nasofaringe,<br />

minimizando o desconforto do paciente.<br />

Outro diferencial é que, tanto o modelo nasal<br />

quanto o oral possuem pontos de quebra, para<br />

que a cabeça do swab possa ser mais facilmente<br />

dispensada dentro do tubo com meio de<br />

preservação para transporte até o laboratório. Os<br />

swabs são vendidos individualmente ou em kits<br />

com diferentes meios de transporte.<br />

Fale conosco para mais informações!<br />

Central de Relacionamento Grupo Kolplast<br />

11 4961-0900<br />

vendas@kolplast.com.br<br />

www.kolplast.com.br<br />

0 104<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


AUTOMATIZE SUA EXTRAÇÃO DE DNA/RNA COM<br />

ZYMO RESEARCH<br />

O Quick-DNA/RNA Viral MagBead (R2140/<br />

R2141) foi desenvolvido para sistemas de<br />

extração de DNA e/ou RNA high-throughput,<br />

utilizando beads magnéticas.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Conheça essa solução abrangente e flexível.<br />

Além de contar com um tampão (DNA/RNA<br />

Shield) que inativa e lisa completamente<br />

a partícula viral, permite o isolamento de<br />

pequenos ácidos nucléicos (>50 nt) até<br />

grandes fragmentos (>200 kb).<br />

Compatibilidade com diversas amostras<br />

Plasma<br />

Soro<br />

Urina<br />

Meio de cultura<br />

Sangue<br />

Saliva<br />

Suspensão celular<br />

Biópsia<br />

Fezes<br />

Swab<br />

Grande estabilidade<br />

O tampão DNA/RNA Shield permite o<br />

transporte e armazenamento que preserva a<br />

integridade genética das amostras por longos<br />

períodos à temperatura ambiente e sob<br />

congelamento (-20 a -80°C)<br />

Qualidade na extração<br />

Ácidos nucléicos de alta qualidade para<br />

aplicações em NGS, ensaios de hibridização e<br />

RT/PCR<br />

Sistemas de pipetagem automáticos<br />

Compatibilidade com diversos equipamento<br />

de plataforma. Contamos com os protocolos<br />

e programações prontos para diversos<br />

equipamentos. Consulte-nos para maiores<br />

informações.<br />

Uso para testagem do COVID<br />

O Quick DNA/RNA Viral MagBead da Zymo<br />

foi validado pelo Instituto Adolfo Lutz e pela<br />

Coordenação Geral de Laboratórios (CGLAB)<br />

da Secretária de Vigilância em Saúde e está<br />

sendo utilizado em todos os LACEN nos 26<br />

estados e no Distrito Federal.<br />

Conveniência<br />

Protocolo simples e direto para maior<br />

praticidade na rotina de experimentos.<br />

Veritas Soluções Diagnósticas<br />

Av. Eng. Armando de Arruda Pereira, 2937<br />

Bloco B - Sala 215<br />

fone: +55 (11) 2338-1016<br />

vendas@veritasbio.com.br<br />

www.veritasbio.com.br<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 105


INFORME DE MERCADO<br />

TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE<br />

Para quem está preocupado com a diabetes,<br />

um teste de tolerância à glicose pode ser uma<br />

boa solução para eliminar quaisquer dúvidas<br />

sobre o seu corpo, se ele está ou não a quebrar<br />

as moléculas de glicose e a produzir insulina<br />

suficiente.<br />

médico pede a realização do exame antes das<br />

24 semanas. Ou porque um teste de urina de<br />

rotina mostrou grandes quantidades de açúcar<br />

na urina ou quando a mulher é considerada<br />

de alto risco. A American Diabetes Association<br />

estima que a diabetes gestacional ocorra em<br />

9,2 por cento das gestações.<br />

A prova consiste em retirar uma amostra de<br />

sangue, consumir determinada quantidade<br />

de glicose e então, medir os níveis da mesma<br />

após a ingestão do açúcar. Através deste<br />

teste, dependendo da concentração de glicose<br />

encontrada no sangue, é possível determinar<br />

Os médicos devem rastrear todas as mulheres<br />

grávidas quanto a diabetes gestacional, já<br />

que o mesmo pode causar complicações na<br />

gravidez, portanto, a detecção precoce e o<br />

tratamento imediato são importantes.<br />

se o corpo do indivíduo está decompondo o<br />

açúcar da forma esperada.<br />

O teste inicia com a retirada de uma amostra<br />

de sangue para observar a sua taxa de glicose<br />

O teste de tolerância à glicose é administrado<br />

para determinar se o paciente sofre de diabetes<br />

tipo 2 ou diabetes gestacional (patologia<br />

em repouso. Em seguida o paciente consome<br />

uma bebida concentrada em glicose, e os<br />

níveis de açúcar no sangue serão medidos a<br />

diagnosticada durante a gravidez). Os cada 30 a 60 minutos, durante 1 a 3 horas.<br />

médicos costumam diagnosticar rapidamente<br />

o diabetes tipo 1 porque geralmente se<br />

A dose oral recomendada é de 75 g para os<br />

adultos, valor que será ajustado de acordo<br />

desenvolve rapidamente e envolve altos com o peso em crianças. No entanto, também<br />

níveis e sintomas de açúcar no sangue. Por são utilizadas doses de 50g e 100g.<br />

outro lado, o diabetes tipo 2 se desenvolve<br />

com o passar dos anos. O diabetes tipo 2 é a<br />

Diagnóstico do Diabetes Melitus<br />

forma mais comum de diabetes e geralmente<br />

se desenvolve durante a idade adulta. O<br />

diabetes gestacional ocorre quando uma<br />

mulher grávida que não teve diabetes antes<br />

da gravidez apresenta altos níveis de açúcar Diagnóstico do Diabetes Melitus Gestacional (ADA, 2012)<br />

no sangue como resultado da gravidez. O teste<br />

normalmente é administrado em torno da 24ª<br />

à 28ª semana de gravidez. Em alguns casos o<br />

Para mais informações,<br />

Entre em contato conosco!<br />

WhatsApp : +55 32 98419-8588<br />

Tel : +55 32 3331-4489<br />

+55 32 3333-0379<br />

E-mail : sac@renylab.ind.br<br />

www.renylab.ind.br<br />

0 106<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


NOVO ENSAIO DE SEQUENCIAMENTO DE NOVA GERAÇÃO (NGS)<br />

POSSIBILITA IDENTIFICAÇÃO E VIGILÂNCIA DAS VARIANTES DE<br />

SARS-COV-2 EM MENOS DE 24 HORAS.<br />

O sequenciamento de nova geração (NGS)<br />

pode auxiliar a entender a estrutura genética do<br />

SARS-CoV-2 e permite que pesquisadores possam<br />

descobrir, detectar e rastrear variantes emergentes<br />

do vírus. É fundamental que os cientistas<br />

obtenham rapidamente informações sobre a taxa<br />

de mutação do SARS-CoV-2, o risco de infecção<br />

do hospedeiro e a disseminação viral para ajudar<br />

a reduzir o impacto do vírus.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

O painel Ion AmpliSeq SARS-CoV-2 Insight<br />

Research Assay é uma solução que identifica<br />

efetivamente as variantes do SARS-CoV-2<br />

com > 99% de cobertura do genoma,<br />

tem sido usado para sequenciar a variante<br />

Omicron (B.1.1.529), proporcionando<br />

vigilância genômica rápida e precisa.<br />

Esta solução é compatível com o Sistema<br />

Ion Torrent Genexus que é a primeira<br />

plataforma automatizada e totalmente<br />

integrada capaz de simplificar o NGS<br />

tornando a pesquisa epidemiológica do<br />

SARS-CoV-2 fácil e acessível para qualquer<br />

laboratório ou hospital, independentemente<br />

de experiência molecular prévia.<br />

Além dos resultados rápidos de forma automatizada,<br />

a vigilância do SARS-CoV-2 nos sistemas Ion Torrent<br />

permite escalabilidade e precisão para detectar com<br />

segurança as variantes emergentes de SARS-CoV-2,<br />

como a Delta, Omicron e as várias outras.<br />

*Apenas para uso em pesquisa.<br />

Saiba mais em<br />

www.thermofisher.com/IonAmpliSeqSARS-CoV-2<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

www.thermofisher.com/genexus<br />

0 107


INFORME DE MERCADO<br />

NGS STAR<br />

PIPETADOR PARA PREPARO DE BIBLIOTECAS NGS<br />

Esta plataforma foi desenvolvida exclusivamente<br />

para aplicações de sequenciamento de nova geração<br />

(NGS). A preparação de bibliotecas totalmente<br />

automatizada pode ser otimizada e personalizada de<br />

acordo com a necessidade do laboratório, podendo<br />

processar de 1 até 96 amostras sem intervenção do<br />

usuário.<br />

A Hamilton Company conta com vários métodos<br />

já validados para kits de distintas marcas:<br />

• Illumina<br />

• Roche-KAPA<br />

• PacBio<br />

• IDT<br />

• Twist Bioscience<br />

• Thermo Fisher Scientific<br />

• New England BioLabs<br />

• QIAGEN<br />

• Agilent<br />

• Nanopore<br />

• Paragon<br />

Tem perguntas específicas, ou não vê um fornecedor<br />

desejado nesta lista? Contacte os nossos especialistas<br />

em aplicações, que fornecera orientações confiáveis<br />

e eficientes.<br />

Visite-nos:<br />

https://www.hamiltoncompany.com/automated-liquid-handling/assay-ready-workstations/ngs-star-for-library-prep<br />

PNCQ GESTOR 2022<br />

O Curso Preparação do Laboratório para<br />

Implantação de um Sistema de Gestão da<br />

Qualidade – PNCQ Gestor e Formação de<br />

Auditores Internos, está de volta, de forma<br />

presencial, seguindo todas as recomendações<br />

sanitárias! Os participantes recebem o software<br />

e todas as orientações para implantar seu SGQ,<br />

preparando seu laboratório para a Acreditação pelo<br />

Sistema Nacional de Acreditação – SNA-DICQ.<br />

A versão 7.1 do software PNCQ Gestor, atende aos<br />

requisitos do Manual do SNA-DICQ 7ª ed., baseado<br />

nos requisitos da Norma ABNT NBR ISO 15189:2015<br />

e da RDC 302:2005 da ANVISA.<br />

O software PNCQ Gestor auxilia a elaborar e<br />

controlar a documentação de seu Sistema de<br />

Gestão da Qualidade a partir de modelos, que<br />

devem ser adaptados à realidade do laboratório, e<br />

propicia a elaboração dos documentos de maneira<br />

muito menos trabalhosa. É possível criar e importar<br />

documentos, além de propiciar rastreabilidade total<br />

das atividades dos usuários, facilitando os registros.<br />

PROGRAMA DO CURSO PNCQ GESTOR:<br />

• Passo-a-passo para a implantação de um SGQ<br />

• Software PNCQ Gestor<br />

• Requisitos do SNA-DICQ para a Acreditação do seu<br />

laboratório<br />

• Princípios da Gestão de Riscos<br />

• Formação de Auditores Internos<br />

Confira a programação em pncq.org.br/cursos ou<br />

entre em contato com o PNCQ para mais informações<br />

pelo e-mail pncq@pncq.com.br<br />

INSCREVA-SE!<br />

0 108<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


INFORME DE MERCADO<br />

ANO NOVO, VIDA NOVA! A VIDA BIOTECNOLOGIA LANÇA A<br />

SUA MARCA EM UM NOVO MOMENTO DA EMPRESA.<br />

No dia 01 de janeiro, a VIDA Biotecnologia<br />

lançou oficialmente sua nova marca<br />

e nova identidade visual. Com formas<br />

mais orgânicas e modernas ela chega<br />

não somente carregada de valores que<br />

trouxeram a empresa até aqui, mas<br />

também rejuvenescida, encorpada e<br />

pronta para representar toda a EVOLUÇÃO<br />

e TRANSFORMAÇÃO que são parte do DNA<br />

da VIDA. A empresa também apresentou o<br />

seu novo slogan “Evoluir para Transformar”.<br />

Evoluir e transformar não são palavras<br />

escolhidas ao acaso. Têm um propósito.<br />

E fazem parte do novo momento da VIDA<br />

Biotecnologia, uma empresa que cresce, se<br />

reestrutura e renova todos os dias.<br />

Além de renovar a sua marca, a VIDA<br />

Biotecnologia caminha na evolução de<br />

processos, práticas e sistemas para se<br />

manter em conformidade com as exigências<br />

do mercado e continuar tendo o respeito<br />

dos colaboradores, parceiros e clientes. As<br />

redes sociais e o site da empresa já estão<br />

devidamente adequados à nova identidade.<br />

Os documentos, equipamentos e embalagens<br />

serão alterados gradativamente.<br />

Você já teve a oportunidade de ver a<br />

nova marca?<br />

Acesse o site vidabiotecnologia.com.br e<br />

as redes sociais da marca para conhecer.<br />

0 110<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


C<br />

M<br />

PORTAL BUNZL SAÚDE<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Y<br />

CM<br />

MY<br />

CY<br />

CMY<br />

bunzlsaude.com.br<br />

O Seu Portal de Compras da Saúde!<br />

K<br />

A Bunzl Saúde acompanha a mudança de<br />

comportamento no mercado digital, e entende a<br />

importância de manter o relacionamento em todos<br />

os canais, deste modo, o Portal Bunzl Saúde, visa<br />

oferecer uma melhor experiência de compra aos<br />

seus clientes, onde quer que eles estejam.<br />

O Portal Bunzl Saúde atende empresas, profissionais<br />

e estudantes da área e até mesmo pessoas físicas,<br />

disponibilizando um amplo portfólio com marcas<br />

consolidadas que se destacam pela credibilidade<br />

na atuação das linhas diagnóstica e hospitalar,<br />

apresentando ao mercado produtos certificados por<br />

padrões nacionais e internacionais de qualidade.<br />

A proposta é oferecer aos clientes facilidade ao<br />

comprar, diferenciando as lojas por segmentos de<br />

negócios: Laboratório, Hospital, Dental, Veterinário,<br />

Home Care, Estética, Farmácia e Estudante,<br />

tornando possível o máximo de aproveitamento das<br />

potencialidades dos produtos, seja para o uso do<br />

estabelecimento ou abastecimento de estoque.<br />

bunzlsaude.com.br<br />

(11) 3652-2525 / 3195-8640<br />

portal@bunzlsaude.com.br<br />

/bunzlsaude<br />

Além disso, os clientes contam com um<br />

atendimento online para dúvidas sobre produtos<br />

e suporte técnico.<br />

Conheça agora todos os nossos serviços,<br />

produtos e benefícios!<br />

A LABORLINE ESTÁ ON-LINE<br />

A LaborLine é uma empresa 100% brasileira, sua<br />

credibilidade está relacionada à constante atenção<br />

e dedicação no desenvolvimento de produtos<br />

duráveis, buscando inovação e qualidade.<br />

A marca apresenta ao mercado sua loja virtual<br />

laborline.com.br, onde é possível encontrar<br />

toda a linha de centrífugas e equipamentos para<br />

laboratórios que buscam otimizar e ter maior<br />

eficiência na sua rotina.<br />

laborline.com.br<br />

A Laborline está online!<br />

ACESSE AGORA MESMO, PAGAMENTO EM ATÉ 10X SEM JUROS!<br />

WWW.LABORLINE.COM.BR<br />

Laborline<br />

(11) 3699-0960<br />

www.laborline.com.br<br />

vendas@laborline.com.br<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 111


INFORME DE MERCADO<br />

CRÉDITO FACILITADO E MAIS PRAZO PARA VOCÊ!<br />

Queremos sempre oferecer o melhor para<br />

nossos clientes. E para isso trouxemos<br />

essa super novidade para seu laboratório:<br />

Limite de crédito facilitado e prazo de<br />

pagamento estendido!<br />

Vantagens que você só encontra nessa<br />

grande parceria entre a Diagnóstica Cremer<br />

e a Trademaster.<br />

Como funciona:<br />

1° Realize seu pedido com a Diagnóstica Cremer, e solicite ao seu consultor pela opção de<br />

crédito e pagamento pela Tardemaster.<br />

2° Será realizada uma análise de crédito.<br />

3° Assim que aprovado vamos emitir a nota fiscal em nome da Diagnóstica Cremer e o seu<br />

boleto será emitido pela Tardemaster.<br />

Se você tem interesse nessa parceria entre em contato com seu consultor e<br />

solicite agora mesmo.<br />

Tel.: 0800 729 3090 - Cel.:(47) 9 9264 1667<br />

Site: www.diagnosticacremer.com.br<br />

0 112<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


BC-6000 – ANALISADOR AUTOMÁTICO PARA HEMATOLOGIA<br />

ALTA PERFORMANCE<br />

Na Mindray, procuramos entender as necessidades<br />

de cada cliente e fornecer soluções personalizadas.<br />

Atualmente os analisadores com maior valor clínico,<br />

maior eficiência de sinalização para reduzir a taxa<br />

de exame microscópico e com resultados de fluídos<br />

corporais gerados em um sistema de alta velocidade<br />

são os mais procurados pelos laboratórios.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Especificações técnicas:<br />

• Princípio SF Cube – Tecnologia de análise de WBC,<br />

diferencial em 6 partes e NRBC.<br />

• 29 parâmetros + 2 histogramas (RBC e PLT);<br />

• Canal exclusivo para contagem de Basófilos;<br />

• Compatível com dosagem em líquido peritoneal, Líquido<br />

Cefalorraquidiano, Líquido Pleural e Líquido Sinovial<br />

• Volume de amostra:<br />

o Sangue total – modo fechado: 80µL<br />

modo aberto: 35µL<br />

o Pré-diluido – modo aberto: 20 µL<br />

o Fluídos Corporais – modo aberto: 85 µL<br />

• Armazena até 100.000 resultados incluindo<br />

informações gráficas e numéricas<br />

• Libera até 110 resultados de soro e 40 de líquidos<br />

corporais por hora;<br />

• Contagem de eritroblastos em todas as análises;<br />

• Dimensões: 695mm (A) x 672mm (L) x 826mm (P);<br />

• Peso: ¬87,5kg;<br />

• Compatível com diversos fabricantes de tubos;<br />

• Acompanha software exclusivo LabXpert que<br />

permite um total gerenciamento do resultados dos<br />

pacientes, possibilitando o cadastro de parâmetros<br />

para repetição automática;<br />

• Identificação de hemácias infectadas por Malária<br />

• Porta LAN suporta protocolo HL7 / LIS Bi-direcional<br />

Desempenho:<br />

Parâmetro Linearidade Precisão (CV%) Arraste<br />

WBC 0-500x109/L ≤2.5% (≥4x109/L)<br />

RBC 0-8,6x1012/L ≤1.5% (≥3,5x1012/L)<br />

HGB 0-260g/L ≤1.0% (110-180)<br />

HCT 0-75% ≤1.5% (30-50%)<br />

PLT 0-5000 x109/L ≤4.0% (≥100x109/L)<br />

Contato: Roney Caetano<br />

Gerente de Vendas - IVD<br />

E-mail: r.caetano@mindray.com<br />

Mobile/WhatsApp: +55 11 96403 2821<br />

≤1.0%<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 113


INFORME DE MERCADO<br />

A J.R.EHLKE, EM PARCERIA COM A WERFEN, APOSTA NA<br />

TECNOLOGIA DE PONTA A FAVOR DA CONFIABILIDADE NO<br />

DIAGNÓSTICO EM HEMOSTASIA.<br />

Não é de hoje que os testes laboratoriais<br />

possuem grande relevância no diagnóstico<br />

dos pacientes em diferentes situações clínicas.<br />

Temos infinitas possibilidades no portifólio<br />

laboratorial para atender especialmente cada<br />

caso. Sabemos que, de um tempo para cá, os<br />

testes de hemostasia tornaram-se ponto crucial<br />

no processo, já que os seus números influenciam<br />

diretamente nas decisões clínicas.<br />

É fundamental para um diagnóstico e<br />

acompanhamento eficaz do paciente, que os<br />

diferentes processos da análise disponham<br />

de qualidade. Isso inclui a performance dos<br />

equipamentos laboratoriais e, principalmente,<br />

a qualidade dos reagentes utilizados para a<br />

realização dos exames.<br />

Um exemplo de reagentes mundialmente<br />

reconhecidos por sua credibilidade e confiança<br />

são os da Instrumentation Laboratory,<br />

integrante do grupo Werfen desde 1991.<br />

Focado em inovação e melhorias constantes<br />

para testes de diagnóstico in vitro, o grupo<br />

Werfen desenvolve, fabrica e distribui reagentes<br />

da linha de hemostasia.<br />

Nos principais testes da rotina de<br />

coagulação, podemos elencar os reagentes<br />

de ponta desenvolvidos pelo fabricante.<br />

O Recombiplastin2G utilizado para a<br />

determinação quantitativa de TP – Tempo de<br />

Protrombina - é derivado de fator tecidual<br />

humano através de tecnologia recombinante.<br />

Sua apresentação é liofilizada, de fácil<br />

reconstituição pelo operador e sua estabilidade<br />

após o preparo é excelente. Seu ISI (índice de<br />

padronização internacional) de ≅1,00 é um<br />

dos melhores valores encontrados no mercado.<br />

Para o teste de TTPA - Tempo Parcial de<br />

Tromboplastina Ativada - o reagente mais<br />

moderno e utilizado em grandes centros<br />

laboratoriais é o APTT-SP. Este é derivado<br />

de tecnologia de fosfolipídios sintéticos,<br />

contendo como ativador as partículas de sílica<br />

micronizada. Possui apresentação líquida<br />

e pronta para uso, o que também impacta<br />

positivamente no resultado dos testes.<br />

Na linha analítica do Fibrinogênio, destacase<br />

o avanço do reagente Fib-C para o QFA, que<br />

melhora significativamente a estabilidade (7<br />

dias após reconstituído). Sua matriz é composta<br />

de Trombina purificada de origem bovina e sua<br />

linearidade pode variar entre 35 e 1000mg/dL<br />

nos sistemas automatizados IL.<br />

Atualmente, outro ensaio que tem se<br />

destacado no mercado é o teste de D-dímero<br />

que é utilizado para avaliação de pacientes com<br />

COVID 19. A IL possui diferentes apresentações<br />

deste insumo, para atender a necessidade de<br />

cada laboratório. As duas mais conhecidas e<br />

aplicadas são: D-dimer 500 e D-dimer HS500.<br />

A diferença entre eles é o modo de preparo, já<br />

que um está pronto para uso e o outro necessita<br />

ser reconstituído. Ambos os kits são para a<br />

determinação quantitativa do D-dímero no<br />

plasma humano, com uma ótima linearidade<br />

e sensibilidade, cut-off validado de 500ng/mL<br />

e resultados liberados em menos de 5 minutos<br />

nos sistemas IL.<br />

A J. R. Ehlke & Cia Ltda, empresa com mais de<br />

50 anos dedicados ao mercado de diagnósticos<br />

laboratoriais, distribui produtos da linha de<br />

hemostasia Werfen em toda a região sul. Entre<br />

em contato conosco e solicite uma visita de<br />

nossa equipe comercial e científica.<br />

Para maiores informações, favor consultar-nos.<br />

J.R. EHLKE&CIA Ltda.<br />

Av. João Gualberto , 1661 - Juvevê Curitiba - PR<br />

CEP : 80030-001<br />

Tel + 55 41 3352-2144<br />

www.jrelhlke.com.br jrehlke@jrehlke.com.br<br />

0 114<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


AUMENTO DE CASOS DE H3N2 REFORÇA A NECESSIDADE<br />

DE TESTAGEM DA POPULAÇÃO<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Nas últimas semanas houve um aumento<br />

significativo de casos de síndrome gripal<br />

em diversas regiões do Brasil. No Rio de<br />

Janeiro, foi identificado mais casos positivos<br />

de Influenza A do que de Covid-19, segundo<br />

boletim epidemiológico Infogripe (semana<br />

48), da Fiocruz.<br />

Em São Paulo, a Secretaria de Saúde alertou<br />

para o aumento de casos da variante H3N2 do<br />

vírus Influenza.<br />

“Tal cenário serve de alerta aos demais<br />

grandes centros urbanos e turísticos em<br />

função do risco de importação de casos de<br />

Influenza, especialmente em locais cujas<br />

medidas não farmacológicas para a mitigação<br />

da transmissão da COVID-19 estejam<br />

com baixa adesão, pois também afetam a<br />

transmissibilidade do vírus Influenza”, alerta<br />

a conclusão do boletim Infogripe.<br />

Neste momento, se torna ainda mais<br />

fundamental a realização do teste molecular<br />

para diferenciação do agente causador da<br />

síndrome gripal, pois auxilia no controle<br />

epidemiológico e proporciona um tratamento<br />

personalizado ao paciente, diminuindo<br />

drasticamente o uso de medicamentos.<br />

Solução da Mobius<br />

O Kit XGEN MULTI PR24 (Anvisa 80502070089)<br />

identifica simultaneamente 24 patógenos que<br />

mais causam infecções respiratórias, inclusive<br />

os que estão circulando atualmente no país,<br />

por meio de amostras de swab nasofaríngeo,<br />

exudatos nasofaríngeos, aspirado nasofaríngeos,<br />

lavado broncoalveolar.<br />

O teste permite identificar esses agentes<br />

infecciosos a partir de material genético<br />

purificado utilizando amplificação de DNA/<br />

RNA por transcrição reversa e PCR multiplex<br />

(RT-PCR) com subsequente hibridização<br />

reversa em uma membrana contendo sondas<br />

específicas para cada patógeno.<br />

Para mais informações, consulte-nos<br />

Mobiuslife.com.br<br />

comercial@mobiuslife.com.br<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 115


INFORME DE MERCADO<br />

DEFININDO NOVOS HORIZONTES EM DIAGNÓSTICO<br />

POR IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA: DO BIOCHIP A<br />

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL<br />

O ensaio de imunofluorescência<br />

indireta (IIFA) tem importante papel no<br />

diagnóstico autoimune por ser um método<br />

de triagem essencial para detecção de vários<br />

tipos de auto-anticorpos. O método oferece<br />

alta sensibilidade e especificidade e um amplo<br />

espectro de antígenos devido ao uso de células<br />

e tecidos como substratos antigênicos.<br />

A EUROIMMUN foi pioneira na tecnologia do<br />

BIOCHIP, inventada pelo fundador da empresa<br />

Dr. Winfried Stoecker em 1983 e desde então<br />

busca continuamente propulsionar a tecnologia<br />

de IIFA com soluções de última geração. No<br />

método do BIOCHIP, seções em miniatura de<br />

diferentes substratos são posicionadas lado<br />

a lado nos campos de reação em lâminas<br />

de microscopia e incubadas em paralelo<br />

sob condições padronizadas com a Técnica<br />

TITERPLANE. Essa abordagem multiplex<br />

permite perfis de anticorpos abrangentes em<br />

uma única análise.<br />

Microscópios com iluminação LED controlada<br />

e óptica de precisão que incorpora componentes<br />

Zeiss de última geração para garantir imagens<br />

de alta qualidade foram desenvolvidos.<br />

Atualmente, a EUROIMMUN oferece sistemas<br />

de microscopia completamente automatizados,<br />

acompanhados por um software sofisticado<br />

para aquisição de imagem, interpretação de<br />

padrões e arquivamento dos resultados com<br />

total rastreabilidade.<br />

O microscópio EUROPattern modelo 1.5<br />

de alta capacidade pode processar até 500<br />

campos contendo vários substratos BIOCHIP em<br />

uma corrida. Possui velocidade de aquisição<br />

de 13 segundos por imagem. O EUROPattern<br />

Microscope Live é o modelo mais novo que<br />

combina tecnologia de ponta com processamento<br />

de imagem ultrarrápido para laboratórios de<br />

pequeno e médio rendimento. Esse microscópio<br />

incorpora uma nova tecnologia de focagem a<br />

laser, que permite a aquisição de imagens em 2<br />

segundos por imagem. O hardware do microscópio<br />

é complementado pelo software EUROLabOffice<br />

4.0 avançado, que fornece avaliação de imagens<br />

incorporando inteligência artificial, bem como<br />

gerenciamento completo de análises e resultados.<br />

Como funciona a avaliação com<br />

Inteligência Artificial (IA)?<br />

O software utiliza algoritmos de Redes Neurais<br />

Convolucionais Profundas (Deep Convolutional<br />

Neural Networks) para discriminação de resultados<br />

positivos e negativos e reconhecimento de<br />

padrões. Por exemplo, na avaliação de anticorpos<br />

antinucleares (ANA) em células HEp-2, que é<br />

uma das análises mais comumente realizadas em<br />

diagnósticos autoimunes, a IA nos permite incluir<br />

não apenas nove padrões diferentes, incluindo DFS<br />

70 e AMA, mas também combinações deles para<br />

obter a sugestão de resultado mais precisa para<br />

cada paciente. O software também gera sugestões<br />

de títulos a partir das intensidades de fluorescência<br />

das diluições. A classificação do padrão ANA está<br />

em conformidade com International Consensus on<br />

ANA Patterns (ICAP). O classificador também pode<br />

ser utilizado para avaliar anticorpos ANCA em<br />

substratos de granulócitos, anticorpos anti-dsDNA<br />

em Crithidiae luciliae, e autoanticorpos associados<br />

a doenças autoimunes do fígado em substratos de<br />

tecido. A EUROIMMUN está trabalhando em outras<br />

aplicações a serem adicionadas ao repertório de<br />

avaliação com IA.<br />

Referência: From BIOCHIPs to artificial<br />

intelligence – defining new horizons in IFA<br />

- Dr. Panagiotis Grypiotis, Head of Product<br />

Management Automation at EUROIMMUN<br />

0 116<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


INFORME DE MERCADO<br />

HORIBA Medical Brasil inova e disponibiliza ferramenta para<br />

avaliação da identificação de células sanguíneas – QSP<br />

• Usuários ilimitados<br />

• Cada gerente de laboratório estabelece o protocolo<br />

de controle e escolhe as lâminas a serem analisadas<br />

pela equipe responsável pelo exame das lâminas.<br />

• Semanalmente, um caso pode ser examinado.<br />

• O programa QSP emite relatórios personalizados<br />

para garantir uma rastreabilidade perfeita.<br />

O software QSP é uma ferramenta para imagens<br />

de alta definição, didática e muito intuitiva.<br />

Ele oferece ao pessoal do laboratório o<br />

exame das lâminas sanguíneas, que são digitalizadas<br />

e avaliadas previamente. Permite ao<br />

laboratório avaliar a capacidade dos potenciais<br />

examinadores<br />

O QSP é mais do que um atlas citológico…<br />

Usa casos clínicos reais fornecidos por<br />

médicos aprovados.<br />

Com casos normais e patológicos.<br />

Vantagens<br />

Treinamento contínuo dos analistas de laboratório<br />

• 6 slides digitais por mês.<br />

• O laboratório pode definir sua própria classificação<br />

de células.<br />

• Avaliação de WBC, RBC e PLT classificação e /<br />

ou morfologias.<br />

• Identificação incorreta de células.<br />

• Relatórios com desempenho individual pontuação.<br />

• Fácil de usar<br />

• Não há necessidade de material adicional (baseado<br />

em PC).<br />

É elaborado um relatório individual da classificação<br />

que mostra<br />

• Um índice da sensibilidade média das células<br />

corretamente classificadas em relação<br />

à referência.<br />

• Uma classificação imediata de TP, TN, FP, FN e<br />

os cálculos associados da relação sensibilidade<br />

e precisão<br />

• Imagens de células que não combinam com a<br />

classificação de referência.<br />

• As observações do leitor e do gerente.<br />

• As ações corretivas associadas.<br />

Benefícios<br />

• Padronização da leitura manual das lâminas<br />

ao microscópio.<br />

• Aumentando a confiabilidade dos resultados<br />

finais.<br />

• Ajudar novos técnicos a melhorar seu nível e se<br />

tornarem confiantes.<br />

• Ajudando Técnicos experientes a manter<br />

seu nível.<br />

HORIBA Medical Brasil<br />

(11) 2923-5400<br />

marketing.br@horiba.com<br />

0 118<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


INFORME DE MERCADO<br />

DB MOLECULAR DISPONIBILIZA TESTE PARA AUXILIAR<br />

NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HANSENÍASE<br />

Exame detecta o perfil de resistência aos fármacos de primeira e segunda linha utilizados no tratamento da doença.<br />

O Brasil é o segundo país com maior incidência<br />

de casos hanseníase, atrás apenas da Índia. De<br />

acordo com dados da Organização Mundial da<br />

Saúde (OMS), em 2018 foram reportados 28.660<br />

novos casos no Brasil, equivalendo a 92,6% do<br />

total das Américas, a incidência mundial foi de<br />

208.619 casos neste mesmo ano. Apesar dos<br />

dados ainda serem preocupantes, a incidência<br />

vem diminuindo ano a ano, registros de 2019<br />

indicaram 23.612 novos casos no País.<br />

O Mycobacterium leprae, nome científico da<br />

bactéria causadora da hanseníase, tem um<br />

período de incubação longo, podendo levar anos<br />

para que a pessoa comece a manifestar sintomas.<br />

O desenvolvimento da doença ocorre de acordo<br />

com a resposta imunológica do hospedeiro e<br />

após um longo período de exposição ao agente,<br />

havendo seis formas de manifestação devido<br />

à variação da resposta imunológica entre as<br />

pessoas. De um modo geral, a partir do momento<br />

que um indivíduo adoece, se o sistema imune for<br />

competente, a hanseníase se manifesta de forma<br />

localizada e não contagiosa, mas quando não há<br />

uma resposta imunológica efetiva, se manifesta<br />

de maneira mais grave e transmissível<br />

Como demonstrado em um estudo da FIOCRUZ,<br />

de 2016, a bactéria é capaz de mimetizar uma<br />

infecção viral, de modo a causar uma resposta<br />

imunológica “equivocada” e ineficaz. A produção<br />

de citocinas Interferon tipo I ocasiona a ativação<br />

de alguns genes que favorecem a invasão celular<br />

e ocupação da bactéria na célula.<br />

Questões socioeconômicas são intimamente<br />

relacionados à doença, sabe-se que em pessoas<br />

que vivem em condições de extrema pobreza e/ou<br />

condições inadequadas de habitação, as chances<br />

de ser portador chegam a dobrar, levando em<br />

consideração fatores como aglomeração em uma<br />

mesma moradia e escassez de higiene.<br />

Antigamente, a ausência de tratamento por conta<br />

do desconhecimento sobre a doença levava as<br />

pessoas a complicações clínicas que evoluíam a<br />

óbito, porém ao longo dos anos com o advento<br />

dos medicamentos, os pacientes têm um bom<br />

prognóstico. O tratamento da hanseníase é<br />

feito com coquetel de drogas (antibióticos e<br />

quimioterápicos), chamado de poliquimioterapia,<br />

e pode apresentar resultados bem eficazes.<br />

O desafio é realizar o diagnóstico rápido e<br />

confiável, que promova um tratamento assertivo<br />

ao paciente. Quanto antes detectada a doença,<br />

antes interrompe-se a cadeia de transmissão,<br />

e, também, eleva as chances de cura, evitando<br />

complicações da doença e prevenindo o<br />

desenvolvimento de resistência às drogas.<br />

Por isso, exames que realizam a detecção da<br />

hanseníase e avaliem, ao mesmo tempo, o<br />

perfil de resistência, traz um cenário mais<br />

favorável ao paciente.<br />

O exame molecular é capaz de detectar a<br />

resistência a rifampicina pela detecção das<br />

mutações mais significativas do gene rpoB<br />

(codificado pela subunidade- ß da RNA<br />

polimerase); resistência à ofloxacina e outras<br />

fluoroquinolonas pela detecção das mutações<br />

mais significativas do gene gyrA (codificado<br />

pela subunidade-A da DNA girase) e resistência<br />

à dapsona pela detecção de regiões relevantes<br />

do gene folP1 (codificado pela dihidropteroato<br />

sintetase). E trazem mais sensibilidade e<br />

especificidade ao teste.<br />

O DNA é extraído de amostras de baciloscopia<br />

cutânea positiva, amplificado por PCR e detectado<br />

em uma membrana strip, utilizando hibridização<br />

reversa e uma reação de coloração enzimática.<br />

Este é o primeiro teste comercial para a detecção<br />

molecular de Mycobacterium leprae.<br />

Deixe a inovação impulsionar seu laboratório.<br />

Rua Cardoso de Almeida, 1460<br />

Perdizes. São Paulo - SP.<br />

dbmolecular.com.br<br />

0 120<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


AUTOMATIZE SEU TESTE DE PCR EM TEMPO REAL<br />

INFORME DE MERCADO<br />

O sistema automatizado para testes de PCR em<br />

tempo real da altona é baseado na plataforma<br />

AltoStar® Automation System AM16, para<br />

pipetagem, extração de ácido nucleico de<br />

amostras e setup da reação de PCR.<br />

Conheça essa solução abrangente e flexível<br />

para o seu laboratório, além de otimizar suas<br />

análises de PCR, desde a extração da amostra<br />

até o resultado final do PCR.<br />

O Fluxo de Trabalho de Diagnóstico Molecular AltoStar® oferece:<br />

Fluxo de trabalho completo<br />

Purificação de DNA/RNA, configuração de PCR<br />

em tempo real e programação do termociclador<br />

Solução um para todos<br />

Processe qualquer tipo de amostra com um<br />

único reagente de purificação e escolha a partir<br />

de um amplo portfólio de testes AltoStar®<br />

Alta flexibilidade<br />

Combine até oito testes em uma placa de 96<br />

poços e analise até quatro patógenos de uma<br />

única amostra<br />

Integração laboratorial<br />

Interface com o sistema de gerenciamento<br />

de laboratório (LIMS) e reagentes com<br />

código de barras, permitindo total controle e<br />

rastreabilidade do processo.<br />

Conveniência<br />

Reagentes prontos para o uso e software<br />

amigável<br />

Confiabilidade<br />

Tudo de uma única fonte, certificação CE-IVD e<br />

registrado na ANVISA, suporte pessoal<br />

Custo benefício<br />

Sem desperdício de reagentes e consumíveis<br />

necessários pré-determinados<br />

Para maiores informações, agende uma<br />

visita com a nossa equipe técnica e<br />

comercial.<br />

altona Diagnostics Brasil LTDA<br />

Rua São Paulino, 221 – São Paulo – SP<br />

fone: +55 11 5083-1390 - cel +55 11 97066-6084<br />

e-mail: vendas.brasil@altona-diagnostics.com<br />

www.altona-diagnostics.com<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 121


INFORME DE MERCADO<br />

TECNOLOGIA PATENTEADA DE HOMOGENEIZAÇÃO<br />

POR ROTAÇÃO MAELSTROM PARA AUTOMATIZAR SUA<br />

DEMANDA COM QUALIDADE<br />

Cansado de tentar extrair ácido nucleico<br />

de suas amostras sem eficiência? Junte-se à<br />

Biomedica para aumentar a produtividade do<br />

seu laboratório, reduzir o tempo e obter maior<br />

eficiência nas extrações.<br />

O produto TANBead Maelstrom incorpora essa<br />

tecnologia e oferece o melhor desempenho<br />

para aplicações no diagnóstico molecular e<br />

ciências da vida.<br />

COVID-19 trouxe um enorme impacto<br />

no sistema médico global e a empresa<br />

TANBead mostrou excelentes resultados de<br />

prevenção de epidemias. A Taiwan Advanced<br />

Nanotech, também conhecida como TANBead,<br />

desempenhou um papel fundamental na<br />

pandemia. Além do consistente fornecimento<br />

de reagentes de extração de ácidos nucleicos<br />

e equipamentos automatizados para uso,<br />

pelo Center for Disease Control, por muitos<br />

laboratórios importantes durante o estágio<br />

inicial da epidemia, a reputação da marca<br />

também cresceu rapidamente. Os produtos<br />

TANBead podem purificar e extrair DNA/RNA<br />

viral para detecção por PCR, devido à sua alta<br />

precisão, mesmo pequenas quantidades de<br />

vírus também podem ser detectadas.<br />

A tecnologia patenteada da TANBead pode<br />

aumentar a eficiência da extração de ácido<br />

nucleico e oferece uma extração rápida,<br />

confiável, de alta qualidade, pronta para uso e<br />

com múltiplas aplicações. Os instrumentos da<br />

TANBead são automatizados e possuem essa<br />

tecnologia exclusiva chamada de tecnologia<br />

por rotação spin, que previne contaminação<br />

cruzada e realiza um manuseio revolucionário<br />

das beads magnéticas, preservando a<br />

integridade do material genético.<br />

Sua linha de equipamentos MAELSTROM é<br />

aprovada pelo FDS e CE e suas patentes são<br />

concebidas no Canadá, China, EUA, EU, Coréia,<br />

Japão e Taiwan.<br />

Além do equipamento, a TANBead em<br />

parceria com o seu distribuidor exclusivo no<br />

Brasil, a empresa Biomédica, oferece uma<br />

gama ampla de kits de Extração Ácidos<br />

Nucléicos para diversas aplicações. Para o<br />

combate à pandemia, a TANbead oferece o kit<br />

de extração e purificação de RNA/DNA viral a<br />

partir de materiais biológicos, como: SWAB<br />

nasofaríngeo, BAL, aspirado nasofaríngeo, soro,<br />

plasma, LCR, urina e outros. Os ácidos nucléicos<br />

purificados podem ser analisados por PCR em<br />

tempo real e NGS.<br />

A técnica de Biologia Molecular está crescendo<br />

cada vez mais e é utilizada para identificar<br />

uma diversidade muito grande de doenças<br />

infecciosas, hereditárias, câncer, entre outros,<br />

revolucionado o mercado de diagnóstico.<br />

Biomedica Equipamentos e Suprimentos LTDA.<br />

SIA trecho 03 - lotes 625 - sala 230C<br />

CEP 71200-030<br />

Telefone (61) 3363-4422 (whatsapp)<br />

Email: contato@biomedica.com.br<br />

www.biomedica.com.br<br />

0 122<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


CELLTAC-G – SEGURANÇA, QUALIDADE E TECNOLOGIAS<br />

EXCLUSIVAS PARA SEU LABORATÓRIO<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Walk Away System - O sistema “Walk Away<br />

System” de acesso randômico e totalmente automatizado<br />

atinge até 90 testes por hora, apenas inserindo<br />

racks no carregador.<br />

DynaScatter Laser - A tecnologia ótica ”DynaScatter<br />

Laser” analisa e diferencia as células WBC em seu<br />

estado “quase-nativo” com muita precisão. O inovador<br />

sistema de detecção de espalhamento de laser com 3<br />

ângulos provê uma melhor detecção de WBC realizando<br />

uma medição precisa de luz dispersada. Obtendo a<br />

informação do tamanho do WBC de um sensor chamado<br />

“FSS”, as informações de estrutura e complexidade<br />

das partículas do núcleo são coletadas por um sensor<br />

chamado “FLS” e a informação da granularidade interna<br />

e da lobularidade são obtidas através de um sensor<br />

chamado “SDS”. Essa informação gráfica 3D é calculada<br />

então por um algoritmo exclusivo da Nihon Kohden.<br />

DynaHelix Flow - A tecnologia chamada “DynaHelix<br />

Flow” alinha perfeitamente as células WBC,<br />

RBC e PLT para uma contagem por impedância com<br />

alta precisão usando um fluxo hidrodinâmico focado<br />

antes de passar pela abertura de contagem. Somado<br />

a isso, o “DynaHelix Flow” previne totalmente que a<br />

mesma célula seja contada duas vezes (retorno) usando<br />

o exclusivo “DynaHelix Flow stream”. Esse avançado<br />

sistema recém desenvolvido, melhora expressivamente<br />

a precisão e confiabilidade das contagens.<br />

Smart ColoRac Match - O sistema “Smart<br />

ColoRac Match” ajuda a localizar rapidamente<br />

amostras clinicamente alteradas e tubos cujo código<br />

de barras não pôde ser lido usando uma exclusiva<br />

codificação através de racks coloridos que<br />

são associados ao programa gerenciador de dados<br />

do Celltac G. Isso aumenta muito a eficiência do<br />

laboratório sem investimento extra, sem aumento<br />

de espaço e sem a necessidade de treinamento<br />

extra para o operador. O sistema “Smart ColoRac<br />

Match” definitivamente maximiza a produtividade<br />

do seu laboratório proporcionando resultados mais<br />

rápidos e precisos.<br />

Seamless information transfer - O sistema<br />

de troca de dados baseado no protocolo HL7 permite<br />

transferência de informação bidirecional sem<br />

interrupção.<br />

Reagent Management - O sistema de gerenciamento<br />

de reagentes do Celltac G torna muito fácil<br />

a manipulação destes. Contribuindo assim para resultados<br />

com o mais alto padrão de qualidade.<br />

Novos parâmetros – Os novos parâmetros<br />

Índice de Mentzer e RDW-I adicionam valiosas<br />

informações clínicas para que se possa diferenciar<br />

os traços de possibilidade de uma Beta-talassemia<br />

de uma possível anemia ferropriva nos casos de<br />

anemia microcítica. E com os novos parâmetros<br />

Band%, Band# e Seg%, Seg# sua análise diferencial<br />

será muito mais precisa e confiável, já que o<br />

equipamento separa a contagem de neutrófilos<br />

em Segmentados % e # e Bastonetes % e #. E os<br />

parâmetros P-LCR e P-LCC reportam plaquetas gigantes,<br />

plaquetas agregadas ou células fragmentadas.<br />

Estes novos parâmetros ajudam a acelerar o<br />

diagnóstico através de resultados precisos.<br />

Opte pela melhor tecnologia para o seu<br />

laboratório!<br />

Opte por Equipamentos Hematológicos<br />

Celltac da Nihon Kohden!<br />

NIHON KOHDEN<br />

Rua Diadema, 89 1° andar CJ. 11 a 17 - Bairro Mauá<br />

São Caetano do Sul - SP - CEP 09580-670, Brasil<br />

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463<br />

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br<br />

Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas<br />

as novidades!<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 123


INFORME DE MERCADO<br />

LOGCARE COM MAIS DE 20 ANOS NO MERCADO DE<br />

SISTEMAS DE RASTREIO, ATUA COM EXCELÊNCIA NO<br />

AUXÍLIO DO TRANSPORTE DE MATERIAIS BIOLÓGICOS<br />

Os percursos realizados pelo material<br />

biológico retirado de clínicas e laboratórios<br />

são requeridos de avaliações extremamente<br />

restritas, é neste momento em que as coletas<br />

se tornam mais sensíveis pelo tempo da<br />

viagem e até mesmo por meio das oscilações<br />

de temperaturas nos compartimentos<br />

durante todo o transporte entre o ponto de<br />

coleta inicial até o ponto final de análise. O<br />

processo de transporte do material biológico<br />

sem a devida responsabilidade pode gerar<br />

diversos erros, entre eles a falha da análise,<br />

interferindo no resultado apresentado<br />

futuramente ao paciente.<br />

Os transportes de amostras de materiais<br />

biológicos fazem parte da fase pré-analítica,<br />

é neste momento em que se inicia a análise<br />

das amostras. O cuidado com a escolha da<br />

embalagem, acondicionamento do material<br />

e cumprimento das cautelas necessárias para<br />

o deslocamento são imprescindíveis para que<br />

o transporte seja concluído com excelência.<br />

É de responsabilidade dos laboratórios garantir<br />

qualidade e segurança nestes processos, para<br />

isso podem contar com a ajuda com serviços<br />

auxiliares como o LogCare, disponibilizado<br />

pela MPSystems do Brasil, que oferece uma<br />

plataforma extremamente qualificada, através<br />

desta excelência operacional, é possível realizar<br />

acompanhamento em tempo real de solicitações<br />

de coleta de material biológico, rastreamento do<br />

percurso do consultório ao centro de análises,<br />

obter informações sobre o transporte, além da<br />

redução de custos operacionais.<br />

Estamos disponíveis em nosso site:<br />

www.mpsystems.com.br,<br />

tels.: (11) 2985-7041, (11) 2979-6654, (11) 2973-1970 e<br />

e-mail: suporte@mpsystems.com.br<br />

Não deixe de nos contatar.<br />

0 124<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022


AC LABOR + HAGE = HAGELAB SOLUÇÕES E INOVAÇÕES<br />

PARA UMA “GRANDE DOR” DO MERCADO...<br />

Gestão de qualidade e inteligente é quando<br />

levamos em consideração todas as variáveis que<br />

nos fazem diminuir o desperdício, maximizar lucros,<br />

aumentar a disponibilidade e a produtividade, além<br />

de aplicar o ESG. Esse é um “mantra” o qual sempre<br />

inicio meus textos.<br />

Com a exigência do mercado cada vez maior, onde<br />

a qualidade das entregas de produtos controlados,<br />

perecíveis e biológicos deixou a muito tempo de ser<br />

algo negociável, precisamos pensar em soluções<br />

que garantam toda essa qualidade e tenhamos o<br />

controle em todos os processos desde a compra dos<br />

kits e insumos, passando pela coleta, transporte<br />

de materiais e a chegada das amostras para o seu<br />

processamento. No caso de vacinas por exemplo,<br />

tão importante quanto entregar na temperatura<br />

adequado é garantir que em todo processo logístico<br />

até chegar ao braço do paciente essas condições<br />

foram adequadas.<br />

Temos inúmeras RDCs que tratam da garantia<br />

da qualidade no transporte, boas práticas de<br />

distribuição e armazenamento de amostras<br />

biológicas, vacinas, fármacos, hemoderivados, entre<br />

outros produtos críticos, mas cumprir todas essas<br />

recomendações, que são extremamente necessárias,<br />

é um desafio que muitas vezes levam empresas bem<br />

intencionadas a desistirem pelo caminho.<br />

Quando pensamos como esses controles são feitos<br />

hoje em dia, temos vários itens limitadores e que<br />

são passíveis de erros, como por exemplo anotações<br />

de temperaturas e horários manuais, falha de<br />

comunicação dos equipamentos que podem fazer<br />

essas leituras.<br />

Quando a AC Labor identificou a grande<br />

necessidade do mercado, para uma solução<br />

completa da gestão eficiente e a solução de inúmeras<br />

dores que os clientes, empresas, prestadores de<br />

serviço, hemocentros, transportadoras, centros de<br />

distribuição de fármacos, vacinas e outros, fomos<br />

buscar a solução para isso e chegamos até mesmo<br />

em transplante de órgãos.<br />

É necessário um sistema Seguro, inviolável e<br />

factível.<br />

Com a entrada em vigor no dia 16 de Março de<br />

2022 da exigência da RDC 430 para o monitoramento<br />

de temperatura para transporte de fármacos e com<br />

a exigência de transportes de amostras biológicas<br />

entre 2OC a 8OC pelas certificadoras de qualidade,<br />

a soluções é buscar o que a AC Labor + HAGE está<br />

trazendo, uma empresa pronta, completa que trata<br />

desde a consultoria e ajuste do conhecimento de<br />

suas rotas e que leva a solução completa e integrada<br />

a todos os clientes. Já que além de exigido existe<br />

uma responsabilidade social em fazer com que um<br />

medicamento, uma vacina, uma amostra biológica<br />

ou uma bolsa de sangue chegue em seu destino com<br />

todos os cuidados necessário preservados.<br />

Conseguimos entregar a solução, uma implantação<br />

tão eficiente e eficaz que seremos capazes de auxiliar<br />

em várias frentes ao mesmo tempo, com inovação,<br />

tecnologia, transparência e acima de tudo qualidade.<br />

Ailton Flavio Moreira Junior<br />

CEO – AC Labor<br />

Com isso saímos na frente mais uma vez,<br />

entregando um produto completo -Hardware +<br />

software criados dentro do que o cliente precisa.<br />

Apresentamos também o rastreamento de<br />

equipamentos, onde temos todas as condições de<br />

informar e monitorar o status dos equipamentos,<br />

como: ligado ou desligado, em funcionamento<br />

ou parado, se movimentaram ou se permanece<br />

no mesmo local e o que é mais incrível, podemos<br />

encerrar o funcionamento do equipamento em<br />

qualquer local que ele esteja, ou seja, o proprietário<br />

do equipamento possui total controle sobre o bem.<br />

AC Labor + HAGE, atuando e buscando sempre a<br />

solução ideal para os clientes e para o mundo, ESG<br />

está em nosso DNA e entrega de soluções é o que<br />

nos move.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Para que possamos realizar uma gestão completa<br />

e de alta performance para todos os nichos de<br />

mercado de saúde é extremamente necessário o<br />

cliente conhecer sua própria operação, saber fazer<br />

as perguntas corretas e acima de tudo entender que<br />

não existe uma solução única para todos os modais.<br />

Desde o fabricante até a entrega; da coleta de<br />

amostra ao processamento; da transportadora até<br />

o destino final; do doador de órgãos até o receptor<br />

e tudo 100% rastreado, protegido e com todos os<br />

requisitos da LGPD atendidos integralmente.<br />

Saiba mais: hagelab.com.br<br />

Ailton Flavio Moreira Junior<br />

CEO – AC Labor<br />

Sócio proprietário - HAGELAB<br />

Engenheiro Eletricista/Eletrônico<br />

Esp. Eng. Clínica – Pelo Albert Einstein<br />

MBA – Gestão Empresarial FGV<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 125


INFORME DE MERCADO<br />

GT CLOT<br />

ANALISADOR SEMI AUTOMÁTICO DE COAGULAÇÃO<br />

GT Clot<br />

Analisador Semi Automático de<br />

Coagulação<br />

- Capacidade de Armazenamento: 5000<br />

resultados<br />

- 16 Posições de Amostra<br />

- 4 Posições de Reagente<br />

- Consumo de Reagente: < 50 µL<br />

- Não sofre interferência de amostras lipêmicas<br />

- Sistema de cronômetro "on board"<br />

- Excelente relação custo benefício<br />

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS<br />

- Testes Realizados: TAP, TTPA, Fibrinogênio, Tempo<br />

de Trombina e fatores da coagulação<br />

- Princípio de Medição: Óptico por dispersão de<br />

luz<br />

- Comprimento de onda: 470 nm<br />

- Sistema de Pipetagem: pipeta eletrônica<br />

- Consumo de Reagente: < 50 µL<br />

- Canais de leitura: 2 canais<br />

- Posições de amostra: 16 posições<br />

- Posições de Reagente: 4 posições<br />

- Precisão da Dispensação: CV 0,98) para FIB<br />

- Consistência de Leitura: ± 2 s em TTPA no<br />

intervalo de uma hora<br />

- Controle de Qualidade: 3 Níveis<br />

- Memória: 5.000 resultados (500 ID de pacientes,<br />

10 testes para cada ID)<br />

- Condições de operação: temperatura ambiente<br />

15-30°C e umidade de


ANALOGIAS EM MEDICINA<br />

SACA-ROLHA EM MEDICINA<br />

O saca-rolha, como se sabe, é instrumento<br />

utilizado para retirar rolhas de garrafas ou de<br />

outras vasilhas. O saca-rolha simples possui<br />

uma espiral de metal que penetra na rolha e<br />

uma pega onde a mão imprime um movimento<br />

circular ao instrumento. Este movimento<br />

permite a penetração da espiral na rolha. Esta é<br />

retirada do gargalo da garrafa puxando o sacarolha,<br />

ficando a rolha presa à parte espiralada.<br />

Existem diversos modelos de saca-rolhas, desde<br />

os mais simples, em que o utilizador tem que<br />

imprimir força e movimento de rotação ao<br />

instrumento, passando por tipos intermediários<br />

com alavancas em que a rolha é sacada, além<br />

de outras variedades mais raras.<br />

Algumas doenças ou agentes causais<br />

são frequentemente identificados e/ou<br />

diagnosticados por assumirem um aspecto<br />

de saca-rolha, principalmente ao exame<br />

radiológico, manométrico e/ou microscópico.<br />

Esôfago em saca-rolha (Inglês: corkscrew<br />

esophagus). É também referido como esôfago<br />

em quebra-nozes ou hipercontrátil. Durante<br />

a deglutição, o esôfago se contrai para a<br />

comida entrar no estômago. No esôfago em<br />

saca-rolhas ocorrem contrações e espasmos<br />

difusos da túnica muscular e que podem<br />

causar dor no peito e ao engolir (deglutição<br />

dolorosa). Outros sintomas são tosse seca,<br />

azia e sensação de que algo está preso na<br />

garganta. Dor súbita e intensa no peito, que<br />

pode durar vários minutos, ou ocorrer de<br />

vez em quando, é outro sintoma do esôfago<br />

em saca-rolhas. Trata-se de condição rara,<br />

relacionada a estresse emocional, acomete<br />

mais adultos após os 50 anos e tem como<br />

substrato anatômico a hipertrofia das<br />

túnicas musculares do esôfago (hipertrofia<br />

muscular gigante, segundo alguns autores). A<br />

radiografia contrastada mostra irregularidades<br />

da parede esofágica semelhantes ao perfil de<br />

um saca-rolha (vide fotografia).<br />

Caverna em saca-rolha: Na tuberculose<br />

pulmonar a eliminação do material caseoso<br />

deixa lesão cavitária, arredondada ou<br />

tortuosa, com necrose caseosa e pouca fibrose<br />

na parede, semelhante à espiral de saca-rolha<br />

(bas. em Prolla et all., Bogliolo-Patologia).<br />

Há também os pelos em saca-rolha (Inglês:<br />

corkscrew hairs) que ocorrem em certas<br />

displasias ectodérmicas e na avitaminose C<br />

(escorbuto). A mesma comparação é feita com<br />

as arteríolas helicoidais da camada funcional<br />

do endométrio, o pólipo hiperplásico<br />

serrilhado do cólon, os treponemas e certas<br />

bactérias como o Helicobacter pylori,<br />

principal agente de gastrite.<br />

Com relação ao Treponema pallidum, agente<br />

causador da sífilis, o importante exame em<br />

campo escuro, permite reconhecê-lo por<br />

sua forma em saca-rolha característica e por<br />

seus movimentos para frente e para trás com<br />

rotação em torno do seu eixo longitudinal<br />

(Inglês: corkscrew appearance).<br />

Texto baseado em artigos nacionais e no<br />

livro Analogias no Ensino Médico. Coopmed –<br />

Av. Alfredo Balena, 190. Belo Horizonte, MG.<br />

José de Souza Andrade-Filho*<br />

* Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da<br />

Academia Mineira de Medicina e Professor de Patologia da<br />

Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />

0 127


Se você quer<br />

conhecer um<br />

novo laboratório,<br />

tem todo<br />

nosso apoio.<br />

Há 10 anos o DB surgia em um mercado dominado<br />

por grandes laboratórios e marcas tradicionais.<br />

Com ideias inovadoras, investimentos em tecnologia<br />

<br />

tornamos líderes em apoio laboratorial. Para muitos, esta<br />

seria uma vitória. Para nós, é apenas a linha de partida.<br />

Queremos seguir evoluindo a cada segundo, mudando<br />

constantemente, sempre em busca do novo.<br />

Porque o mundo não para. Nem a gente.<br />

Acesse e conheça<br />

o novo DB<br />

M O V I D O S P E L A E V O L U Ç Ã O

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!