Revista Newslab Ed. 169
Revista Newslab Edição 169 Seguiremos buscando aprimorar a qualidade de nossa revista, contentes com a comemoração dos 28 anos, em novembro do ano passado, e com todo o espaço já conquistado. Foram mais de um milhão e meio de acessos em 2021, um crescimento de 50% em relação ao ano de 2020.
Revista Newslab Edição 169
Seguiremos buscando aprimorar a qualidade de nossa revista, contentes com a comemoração dos 28 anos, em novembro do ano passado, e com todo o espaço já conquistado. Foram mais de um milhão e meio de acessos em 2021, um crescimento de 50% em relação ao ano de 2020.
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<strong>Ed</strong>itorial<br />
Ano 29 - <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> - Janeiro 2022<br />
Ano novo, novos desafios. Inicio este primeiro<br />
editorial entusiasmada com o trabalho que temos<br />
pela frente.<br />
Seguiremos buscando aprimorar a qualidade de<br />
nossa revista, contentes com a comemoração dos 28<br />
anos, em novembro do ano passado, e com todo o<br />
espaço já conquistado. Foram mais de um milhão e<br />
meio de acessos em 2021, um crescimento de 50%<br />
em relação ao ano de 2020.<br />
Continuaremos promovendo o aumento de diálogos<br />
com o meio acadêmico, mantendo, ainda, nosso<br />
compromisso em divulgar práticas inovadoras,<br />
descobertas e pesquisas enriquecedoras de toda<br />
nossa área de medicina diagnóstica.<br />
A edição <strong>169</strong> chega com diferentes e interessantes<br />
contribuições, propostas inovadoras e instigantes,<br />
atenta aos novos contextos atuais e novas tecnologias.<br />
Dentre os artigos científicos, trouxemos nesta edição<br />
um trabalho excepcional sobre Mieloma Múltiplo,<br />
outro sobre Análise das alterações hematológicas<br />
encontradas em pacientes com dengue e ainda,<br />
um artigo intitulado Predição de epitopos e análise<br />
estrutural de subtipos de Toxina Shiga Like produzidos<br />
por Escherichia coli no Brasil.<br />
Apresentados os artigos, seguimos para as<br />
seções da revista.<br />
Começamos o ano com uma nova coluna, a<br />
Neurociência em Foco, recebida de Portugal, escrita<br />
pelo renomado neurocientista Dr. Fabiano de Abreu<br />
Agrela Rodrigues que é PhD em Neurociências,<br />
Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências<br />
da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com<br />
formações também em neuropsicologia, nesta edição<br />
ele discorre sobre A Síndrome da Fadiga Crônica<br />
sob a perspectiva da neurociência. Trata-se de uma<br />
importante contribuição em relação a este tema tão<br />
atual: A fadiga. Um mal vivido por todos os seres<br />
humanos que resulta da disfunção entre a dopamina<br />
e o cortisol, dois hormônios de extrema importância<br />
para o bem estar e qualidade de vida.<br />
Na seção Gestão Laboratorial, Dr. Humberto Façanha<br />
nos convida a refletir sobre 2022 - O QUE OS<br />
GESTORES LABORATORIAIS DEVEM ESPERAR E FAZER?<br />
Convido os leitores a participarem ativamente da<br />
elaboração da <strong>Newslab</strong>, enviando colaborações,<br />
artigos, ideias, sugestões. Pedimos também que<br />
divulguem a revista para suas redes, de modo<br />
que mantenhamos nosso constante crescimento,<br />
aprendizado e diálogo colaborativo na divulgação de<br />
práticas e inovações no âmbito laboratorial.<br />
Desejo a todos vocês, uma excelente leitura!<br />
Luciene Almeida<br />
<strong>Ed</strong>itora Chefe<br />
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Ano 29 - <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> - Janeiro 2022<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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A <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong>, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para<br />
publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.<br />
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precise de informações adicionais, entre em contato com<br />
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Bimestralmente, a <strong>Revista</strong> NewsLab publica editoriais,<br />
artigos originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses<br />
etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e<br />
qualquer contribuição que possua correlação com as análises<br />
clínicas, a patologia clínica e a hematologia.<br />
Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos<br />
revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer<br />
conflito de interesse existente, em particular aqueles de<br />
natureza financeira relativo a companhias interessadas<br />
ou envolvidas em produtos ou processos que estejam<br />
relacionados com a contribuição e o manuscrito apresentado.<br />
Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso<br />
assinado por todos os autores, atestando a originalidade do<br />
artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.<br />
Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com<br />
Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão<br />
conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.<br />
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enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.<br />
Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos<br />
que a resolução do escaneamento seja de 300 dpi’s, com<br />
extensão em TIF ou JPG.<br />
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por e-mail, ordenados em título, nome e sobrenomes<br />
completos dos autores e nome da instituição onde o estudo<br />
foi realizado. Além disso, o nome do autor correspondente,<br />
com endereço completo fone/fax e e-mail também<br />
deverão constar. Seguidos por resumo, palavras-chave,<br />
abstract, keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e<br />
Métodos, Parte Experimental, Resultados e Discussão,<br />
Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,<br />
tabelas e legendas.<br />
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do devido autor, seguido pelo ano da publicação, segundo<br />
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As identificações completas de cada referência citadas no<br />
texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do autor em<br />
primeiro lugar seguido pela sigla do prenome. Ex.: sobrenome,<br />
siglas dos prenomes. Título: subtítulo do artigo. Título do livro/<br />
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Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e informes<br />
assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da <strong>Newslab</strong> <strong>Ed</strong>itora Eireli.<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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Índice remissivo de anunciantes<br />
ordem alfabética<br />
Ano 29 - <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> - Janeiro 2022<br />
ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.<br />
ALTONA 29<br />
BIOCON 71<br />
BIOMEDICA 67<br />
BIOTECNO 69<br />
BUNZL SAÚDE 09<br />
CELLAVISION 97<br />
DB<br />
4ª CAPA<br />
DIAGNO 103<br />
DIAGNÓSTICA CREMER 77<br />
ERBA 41<br />
EUROIMMUN 117<br />
FIRSTLAB 83<br />
GREINER 99<br />
GRIFOLS 05<br />
GT GROUP BIOSUL 73<br />
HAGELAB SISTEMAS 39<br />
HAMILTON DO BRASIL 25<br />
HORIBA 2ª CAPA | 119<br />
J. R. EHLKE&CIA 14-15<br />
KOLPLAST 87<br />
LABORLINE 11<br />
MINDRAY 91<br />
MOBIUS 49<br />
MP SYSTEMS 51<br />
NEWPROV 79<br />
NIHON KOHDEN 23 | 44-45<br />
PERKINELMER 19<br />
PNCQ 109<br />
PRIME CARGO<br />
CAPA - 3ª CAPA<br />
RENYLAB 53<br />
SARSTEDT 21<br />
SNIBE 13<br />
TBS-THE BINDINGSITE 63<br />
THERMOFISHER 07<br />
VEOLIA 93<br />
VIDA BIOTECNOLOGIA 61<br />
WAMA 65<br />
ZYBIO 03<br />
ZYMO RESEARTH<br />
33 - FOLDER<br />
Conselho <strong>Ed</strong>itorial<br />
Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição<br />
humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira<br />
de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São<br />
Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da<br />
Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo<br />
Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da<br />
USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade<br />
Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e<br />
Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.<br />
Colaboraram nesta <strong>Ed</strong>ição:<br />
Allyne Cristina Grando, Humberto Façanha, Fábia Bezerra, Gleiciere Maia Silva, Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Luiz Arthur Calheiros Leite, Brunno Câmara, José de Souza Andrade-Filho,<br />
Helena Varela de Araújo, Rafaele Loureiro, Bruna Garcia, Mauren Isfer Anghebem, Juliana Garotti, Luciana Chavasco, Caroline Neves, Anderson Pereira Soares, Andreia Paula Lopes de Almeida,<br />
Amanda de Lima Gazzineu, Jonas Michel Wolf.<br />
0 6<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
ÍNDICE<br />
revista<br />
Ano 29 - <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> - Janeiro 2022<br />
52<br />
MATÉRIA DE CAPA<br />
GRUPO PRIME<br />
VAMOS JUNTOS?<br />
Com gestão integrada e em consonância com as demandas<br />
do mercado, Grupo Prime cresce e se consolida como<br />
operador logístico focado na área da saúde.<br />
10<br />
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
ANÁLISE DAS ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS<br />
ENCONTRADAS EM PACIENTES COM DENGUE<br />
26<br />
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
ASPECTOS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICO DE<br />
MIELOMA MÚLTIPLO: A CITOMETRIA DE FLUXO<br />
NO DIAGNÓSTICO E NA PESQUISA DE DOENÇA<br />
RESIDUAL MENSURÁVEL.<br />
Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera,<br />
Jufner Celestino Vaz Toni, Kely Braga Imamura.<br />
Autoras: Danielle Borges Germano e<br />
Helena Varela de Araújo<br />
02<br />
56<br />
60<br />
64<br />
- <strong>Ed</strong>itorial<br />
- Radar Científico I - ThermoFisher<br />
- Minuto Laboratório<br />
- Bioquímica<br />
34<br />
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
PREDIÇÃO DE EPITOPOS E ANÁLISE<br />
ESTRUTURAL DE SUBTIPOS DE TOXINA SHIGA<br />
LIKE PRODUZIDOS POR ESCHERICHIA COLI<br />
NO BRASIL<br />
Autores: Yasmin Pina de Almeida,<br />
Anderson Pereira Soares.<br />
66<br />
68<br />
74<br />
82<br />
- Neurociência em Foco<br />
- Medicina Genômica<br />
- Citometria de Fluxo<br />
- Análises Clínicas<br />
48<br />
GESTÃO LABORATORIAL<br />
2022 – O QUE OS GESTORES LABORATORIAIS<br />
DEVEM ESPERAR E FAZER?<br />
Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.<br />
84<br />
- Biossegurança<br />
86<br />
88<br />
90<br />
123<br />
- Hematologia<br />
- Logística Laboratorial<br />
- Informes de Mercado<br />
- Analogias em Medicina<br />
80<br />
LADY NEWS<br />
O USO DO PODCAST COMO FERRAMENTA<br />
DE EDUCAÇÃO CONTINUADA NO ÂMBITO<br />
LABORATORIAL<br />
Autora: Luciana Chavasco, Ana Carolina Caetano.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Produtos para<br />
Laboratório<br />
com referência no<br />
mercado, é na<br />
Bunzl Saúde!<br />
Coleta de Sangue<br />
Coleta e Análise de<br />
Amostras<br />
Curativos e Antissepsia<br />
Equipamentos<br />
Estantes e Racks<br />
Ginecologia<br />
Manipulação de Líquidos<br />
Microscopia<br />
Testes<br />
CENTRÍFUGAS<br />
LABORLINE<br />
PARCEIRO<br />
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ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
ANÁLISE DAS ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS<br />
ENCONTRADAS EM PACIENTES COM DENGUE<br />
Analysis of hematological changes found in patients with dengue<br />
Autores:<br />
Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino<br />
Vaz Toni2, Kely Braga Imamura 3 .<br />
1 - Especialista em Banco de Sangue e Hematologia Clínica<br />
pela Faculdade Unyleya, Brasília- DF-Brasil.<br />
2 - Mestre em Biotecnologia; Professor do curso de<br />
especialização em Patologia Clínica na Faculdade Unyleya,<br />
Brasília -DF- Brasil.<br />
3 - Doutora em Biotecnologia; Professora do curso de<br />
especialização em Banco de Sangue e Hematologia Clínica<br />
na Faculdade Unyleya, Brasília -DF- Brasil.<br />
* Imagem ilustrativa<br />
Resumo<br />
A dengue é uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti de<br />
importância mundial, que acompanha a humanidade há centenas de<br />
anos, sendo, todavia, negligenciada e sem perspectivas de controle<br />
em curto prazo. A dengue pode ser assintomática ou apresentar amplo<br />
espectro clínico, variando de doença febril autolimitada até formas<br />
graves, que podem evoluir para choque circulatório e óbito. Para tanto,<br />
a precocidade no diagnóstico da doença e na detecção de sinais de<br />
alarme, que indicam uma evolução desfavorável, assim como o controle<br />
da disseminação, a erradicação do mosquito transmissor, e a instituição<br />
de tratamento adequado são fundamentais para frear o avanço da<br />
doença. De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue afeta mais de<br />
100 milhões de pessoas por ano, no mundo, e é uma das doenças que<br />
causam maior impacto na saúde pública do país. Não há tratamento<br />
específico para a dengue, ele é apenas sintomático e de suporte, e até<br />
o momento, não existe vacina disponível para prevenção da doença,<br />
sendo o controle do vetor a medida mais efetiva. São comuns as<br />
alterações no hemograma, como hemoconcentração, leucopenia,<br />
plaquetopenia e alterações de hemostasia sanguínea com presença<br />
frequente de manifestações hemorrágicas. Algumas dessas alterações<br />
estão relacionadas com a gravidade da doença e indicam a necessidade<br />
de intervenção terapêutica com finalidade de reduzir a mortalidade.<br />
Dessa forma, o objetivo deste estudo é apresentar uma análise das<br />
alterações hematológicas encontradas em pacientes com dengue<br />
nos períodos de 2009 a 2015 nos estados das regiões Sul, Sudeste e<br />
Nordeste do Brasil, correlacionando-as às características genéticas e<br />
imunológicas da doença.<br />
Palavras-chave: Dengue, alterações hematológicas, FHD, arbovirose.<br />
Abstract<br />
Dengue is an arbovirus transmitted by Aedes aegypti of world<br />
importance, which has been with humanity for hundreds of years,<br />
however neglected and with no prospects for control in the short<br />
term. Dengue can be asymptomatic or present a broad clinical<br />
spectrum, ranging from self-limited febrile illness to severe forms<br />
that can progress to circulatory shock and death. Therefore, early<br />
diagnosis of the disease and detection of alarm signals, which<br />
indicate an unfavorable evolution, as well as the control of<br />
dissemination, the eradication of the transmitting mosquito, and<br />
the institution of adequate treatment are essential to curb the<br />
progress of the disease. According to the WHO, dengue affects more<br />
than 100 million people a year worldwide, and is one of the diseases<br />
that cause the greatest impact on public health in the country.<br />
There is no specific treatment for dengue, it is only symptomatic<br />
and supportive, and so far, there is no vaccine available to prevent<br />
the disease, with vector control being the most effective measure.<br />
Alterations in the blood count, such as hemoconcentration,<br />
leukopenia, thrombocytopenia and alterations in blood hemostasis,<br />
with frequent presence of hemorrhagic manifestations, are common.<br />
Some of these changes are related to the severity of the disease and<br />
indicate the need for therapeutic intervention in order to reduce<br />
mortality. Thus, the aim of this study is to present an analysis of<br />
the hematological alterations found in patients with dengue in the<br />
periods from 2009 to 2015 in the states of the South, Southeast<br />
and Northeast regions of Brazil, correlating them to the genetic and<br />
immunological characteristics of the disease.<br />
Keywords: Dengue, hematological alterations, FHD, arbovirus.<br />
0 10<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
Introdução<br />
Mais de dois bilhões e meio de pessoas<br />
residem em regiões endêmicas da dengue<br />
e aproximadamente 400 milhões de<br />
infecções ocorrem por ano, com uma taxa de<br />
mortalidade que chega a ultrapassar 20% em<br />
algumas áreas. A Organização Mundial da<br />
Saúde (OMS) considera a dengue como um<br />
grande desafio global de saúde pública que<br />
ocorre essencialmente nos países tropicais<br />
e subtropicais. A doença teve um aumento<br />
logarítmico entre as décadas de 1960 e 2010,<br />
justificado principalmente devido ao aumento<br />
da taxa de crescimento populacional,<br />
aquecimento global, urbanização não<br />
planejada, controle ineficiente dos mosquitos,<br />
viagens aéreas frequentes e falta de<br />
instalações de saúde (OMS, 2021).<br />
A infecção causada pelo vírus da dengue<br />
afeta mais de 100 países, incluindo a Europa e<br />
os Estados Unidos. O primeiro caso relatado de<br />
uma doença semelhante a dengue ocorreu na<br />
Índia em 1780, já a primeira epidemia ocorreu<br />
entre 1963-1964, também na Índia. A dengue<br />
apresenta um quadro clínico diversificado que<br />
varia de doença assintomática até quadros<br />
graves de febre hemorrágica da dengue (FHD),<br />
evoluindo para a síndrome do choque da<br />
dengue (SCD), associadas à elevada taxa de<br />
mortalidade. É uma doença sazonal, ocorrendo<br />
com maior frequência em períodos quentes<br />
e de alta umidade, já que estas condições,<br />
encontradas em países tropicais e subtropicais,<br />
favorecem a proliferação do mosquito<br />
transmissor, o Aedes aegypti (OMS, 2021).<br />
O vírus da dengue pertence ao gênero Flavivirus<br />
e à família Flaviviridae. É um vírus de RNA, de<br />
filamento único, envelopado e que possui quatro<br />
sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4 (DIAS<br />
et al., 2010). A proteção cruzada entre eles é<br />
apenas transitória, de forma que uma mesma<br />
pessoa pode apresentar a doença até quatro vezes<br />
ao longo da sua vida. No Brasil, o sorotipo 3 do<br />
vírus da dengue predominou na grande maioria<br />
dos estados entre 2002 e 2006. No período entre<br />
2007 e 2009, observou-se alteração no sorotipo<br />
predominante, com a substituição do DEN-3 pelo<br />
DEN-2 e uma nova circulação do sorotipo 1. Essa<br />
alteração levou a ocorrência de epidemias em<br />
diversos estados e ao aumento no número de<br />
casos graves da doença (OMS, 2021).<br />
A dengue, clinicamente é difícil de se diferenciar<br />
de inúmeras outras doenças virais e, sendo assim,<br />
muitas vezes permanece sem diagnóstico. O Aedes<br />
aegypti também é responsável pela transmissão<br />
da Chikungunya e Zika. Na dengue, as alterações<br />
no hemograma, como hemoconcentração,<br />
leucopenia, plaquetopenia e alterações de<br />
hemostasia sanguínea com presença frequente<br />
de manifestações hemorrágicas são comuns.<br />
Algumas dessas alterações estão relacionadas<br />
com a gravidade da doença e indicam a<br />
necessidade de intervenção terapêutica com<br />
finalidade de reduzir a mortalidade. Assim, o<br />
objetivo deste estudo é apresentar uma análise<br />
das alterações hematológicas encontradas<br />
em pacientes diagnosticados com dengue<br />
nos períodos de 2009 a 2015 nos estados<br />
das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil,<br />
correlacionando-as às características genéticas e<br />
imunológicas da doença.<br />
Metodologia<br />
O presente estudo consiste em uma revisão<br />
descritiva com base na busca de artigos científicos<br />
disponíveis em diferentes bancos de dados. A<br />
busca foi realizada entre os meses de fevereiro<br />
a dezembro de 2009 a 2015 nas bases de dados<br />
Medline/Pubmed, Science Direct e Scielo, nos<br />
idiomas português e inglês, abrangendo artigos<br />
publicados neste período. Os descritores utilizados<br />
foram dengue, alterações hematológicas, pacientes<br />
com dengue, arbovíroses, bem como a combinação<br />
destas palavras. Foi adotado como critério de<br />
inclusão, as publicações cuja temática abordavam<br />
os resultados das alterações hematológicas<br />
encontradas nos pacientes diagnosticados com<br />
dengue. Foram excluídas publicações que não<br />
contemplaram o tema, ou apresentavam-se vagas<br />
de acordo com o objetivo proposto.<br />
0 12<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely<br />
Braga Imamura 3 .<br />
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
Revisão bibliográfica<br />
Vetor, transmissão, diversidade genética<br />
e patogênese da Dengue<br />
O Aedes aegypti é um mosquito que possui<br />
hábito diurno, essencialmente no início da<br />
manhã e no final da tarde, possui preferência<br />
por ambientes urbanos e intradomiciliares,<br />
alimentando-se principalmente de sangue<br />
humano (BARROS et al. 2008). A proliferação<br />
do A. aegypti é feita pela postura de ovos pela<br />
fêmea em locais com água parada, após a<br />
postura, os ovos eclodem originando as larvas.<br />
O tempo entre a eclosão do ovo, a fase larval e<br />
o mosquito adulto permeiam em torno de 10<br />
dias. Em locais mais quentes este processo pode<br />
ser ainda mais rápido. Vale ressaltar que o ovo do<br />
A. aegypti sobrevive até um ano fora da água,<br />
aguardando condições ambientais favoráveis<br />
para se desenvolver (BARROS et al. 2008).<br />
O mosquito adquire o vírus da dengue ao<br />
se alimentar do sangue do indivíduo que se<br />
encontra na fase de viremia. Essa fase iniciase<br />
1 dia antes do início dos sinais clínicos,<br />
como a febre, durando até o 6° dia da doença.<br />
Interessantemente, o vírus se localiza nas<br />
glândulas salivares do mosquito, se prolifera<br />
e permanece no mesmo local deixando o<br />
artrópode infectante durante toda a sua<br />
vida (BRASIL, 2021). Nesse sentido, uma vez<br />
infectada, a fêmea do A. aegypti inocula<br />
o vírus junto com a sua saliva ao picar o<br />
indivíduo sadio. Ademais, a fêmea também<br />
faz a transmissão transovariana do vírus<br />
para a sua prole, expandindo, dessa forma, a<br />
doença (BARROS et al. 2008).<br />
Depois de inoculado no hospedeiro humano,<br />
o vírus da dengue permeia as células e replicase,<br />
gerando, consequentemente progenitores<br />
virais. Neste momento, a fase de viremia tem<br />
início, em seguida há distribuição do vírus<br />
para todo o organismo. Os principais locais de<br />
replicação viral no hospedeiro humano são as<br />
células da linhagem monocítica-macrofágica<br />
de órgãos linfoides, pulmões e fígado<br />
(BHAMARAPRAVATI, 1997). Vale lembrar<br />
que a replicação viral estimula os monócitos<br />
e, indiretamente os linfócitos a produzirem<br />
citocinas. Algumas dessas citocinas possuem<br />
efeito pró-inflamatório e, sendo assim, serão<br />
responsáveis pelos primeiros sintomas, como a<br />
febre, outras citocinas são capazes de estimular<br />
a produção de anticorpos, que se ligam aos<br />
antígenos virais formando os imunocomplexos<br />
(FONSECA e FONSECA, 2002).<br />
Os anticorpos IgM “antidengue” começam<br />
a ser produzidos a partir do 5° ou 6° dia<br />
de infecção (GUZMÁN e KOURI, 2002). Os<br />
anticorpos diminuem o processo infeccioso,<br />
iniciando o declínio da viremia (TSAI et<br />
al., 2005). Vale ressaltar que os títulos<br />
desses anticorpos caem ao longo da vida,<br />
entretanto, eles continuam conferindo<br />
imunidade sorotipo específica, sendo assim,<br />
em uma infecção secundária, a produção de<br />
anticorpos é mais rápida e atinge níveis mais<br />
elevados (GUBLER, 1998).<br />
0 16<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
uma sequência não conservada (diferente do que<br />
encontramos em outros vírus do gênero Flavivirus).<br />
Lembrando que a região 3’ não traduzida também<br />
está envolvida na replicação viral e ainda apresenta<br />
sequências conservadas entre os Flavivírus, que<br />
é dividida em (I) região variável, localizada logo<br />
após a ORF e (II) região terminal, que contém uma<br />
sequência de ciclização (SC1) e uma estrutura em<br />
haste (“stemm-loop”) totalmente estável. Essas<br />
regiões interagem com as proteínas não estruturais<br />
NS3 e NS5 (GRIFFIN, 2007).<br />
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
O vírus da dengue é um vírus de RNA, de<br />
filamento único, envelopado. As primeiras<br />
linhagens do vírus da dengue possuíam uma<br />
baixa diversidade genética, e dessa forma,<br />
uma imunidade cruzada total ou parcial, pode<br />
ter impulsionado uma origem alopátrica dos<br />
diferentes sorotipos, auxiliando as diferenças<br />
genéticas existentes hoje. Os flavivírus,<br />
particularmente os que são arbovírus possuem<br />
uma baixa taxa de mutação, quando são<br />
comparados com outros vírus de RNA. Estudos<br />
moleculares das sequências de nucleotídeos<br />
do genoma dos diferentes sorotipos da dengue<br />
mostraram os genótipos que estão nas regiões<br />
tropicais. Nas Américas a circulação do grupo<br />
genotípico do DEN-1; DEN-2; DEN-3 e DEN-4<br />
destacaram-se (FAUCI; MORENS, 2016).<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
As partículas virais do DEN apresentam cerca<br />
de 50 e 55 nm de diâmetro, possuem um core de<br />
ribonucleoproteínas, um envelope de glicoproteínas,<br />
e seu genoma codifica uma poliproteína. Essa<br />
poliproteína é clivada em 10 proteínas, sendo<br />
3 estruturais e 7 não estruturais. Vale ressaltar<br />
que o genoma do DEN é constituído por uma<br />
região codificadora que varia entre 10.158 e<br />
10.173 nucleotídeos, e essa região codificadora é<br />
flanqueada por regiões terminais não traduzidas 5’<br />
e 3’ que possuem cerca de 100 e 450 nucleotídeos<br />
respectivamente. A região 5’ não traduzida está<br />
envolvida na tradução e na replicação do genoma do<br />
vírus e a complementariedade da cadeia negativa,<br />
atua como sítio de iniciação da cadeia positiva<br />
(durante o processo de replicação do RNA viral).<br />
De forma interessante, o vírus da dengue apresenta<br />
Diferentes fatores relacionados tanto ao vírus<br />
quanto ao hospedeiro determinam a gravidade<br />
da doença. Lembrando que a dengue pode<br />
ser tanto assintomática, como causar febre<br />
hemorrágica (FHD) ou síndrome do choque da<br />
dengue (SCD). Entre estes fatores destacam-se<br />
os diferentes genótipos dos vírus. Alguns vírus<br />
podem ser mais virulentos de acordo com Rico-<br />
Hesse et al., 1997, infectando um número maior<br />
de células, aumentando consequentemente a<br />
viremia. Este aumento da viremia ativa ainda<br />
mais o sistema imune do indivíduo gerando<br />
uma resposta inflamatória intensa, permitindo o<br />
desenvolvimento de formas mais graves da doença<br />
(FONSECA e FONSECA, 2002). Vale ressaltar que<br />
essa hipótese é reforçada uma vez que a maioria<br />
dos casos de FHD observados nas Américas foram<br />
associados ao sorotipo DEN-2. RICO-HESSE et<br />
al., 1997, ressalta também que esta hipótese<br />
pode correlacionar os casos de FHD isolados<br />
que ocorrem durante a infecção primária com a<br />
infecção de cepas mais virulentas. Estudos indicam<br />
que indivíduos com FHD possuem populações de<br />
macrófagos intensamente infectadas, produzindo<br />
viremia elevada (DAHER, 2005).<br />
0 17
Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely<br />
Braga Imamura 3 .<br />
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
De acordo com Sabin 1952, o risco de ocorrer<br />
uma FHD ou SCD é maior na infecção secundária<br />
quando comparada à infecção primária. Este<br />
fato está relacionado com o tipo de imunidade<br />
conferida em cada infecção. Na infecção primária,<br />
o indivíduo produz anticorpos neutralizantes para<br />
o sorotipo específico da dengue que causou essa<br />
infecção, ou seja, uma imunidade homóloga,<br />
que permanece por toda a vida. Todavia, esses<br />
representando um aumento de mais de 150%<br />
em relação ao ano de 2009. Desse total, 2.271<br />
casos foram de FHD, com 367 óbitos. A região<br />
sudeste foi a que notificou o maior número<br />
de casos (51,2%), seguida do Centro-Oeste<br />
(23,7%), Nordeste (11,3%), Norte (8,5%) e<br />
Sul (5,3%) (COSTA, et al., 2010).<br />
Segundo dados do Ministério da Saúde,<br />
Sudeste (201,9 casos/100 mil habitantes),<br />
Nordeste (154,5 casos/100 mil habitantes)<br />
e Norte (147,7 casos/100 mil habitantes).<br />
É importante lembrar que o mundo vive<br />
uma grande pandemia relacionada ao vírus<br />
SarsCov-2 e este fato pode ter diminuído<br />
as notificações em relação à dengue,<br />
principalmente em 2021.<br />
anticorpos conferem proteção também contra<br />
os outros sorotipos, uma imunidade heteróloga,<br />
mas, apenas por alguns meses, sendo assim,<br />
depois desse período, se o indivíduo for<br />
infectado por um sorotipo diferente do que gerou<br />
a infecção primária os anticorpos se ligam ao<br />
vírus, entretanto, não conseguem neutralizá-lo.<br />
Alguns pacientes infectados pelo vírus da dengue<br />
podem persistir assintomáticos ou terem doença<br />
em 2013, foram notificados 204.650 casos<br />
de dengue no País. Desse total, 324 foram<br />
notificados como casos graves com 33 óbitos. Em<br />
2010, o sorotipo 4, que há 28 anos não circulava<br />
no Brasil, foi isolado em Roraima (COSTA, et al.,<br />
2010). Em 2019, foram notificados 474 mil<br />
casos de dengue e 188 óbitos em Minas Gerias,<br />
já em 2020, foram notificados 84.636 mil casos<br />
e 13 óbitos, no mesmo estado (OMS, 2021). De<br />
Um estudo realizado com crianças na zona<br />
rural da Tailândia, demonstrou que 53% das<br />
infecções ocasionadas pelo vírus da dengue<br />
não foram associadas com sintomas, apesar<br />
da intensa vigilância (ENDY, et al., 2002).<br />
Tan et al., 2008 ao estudar 2.531 gestantes<br />
notou que existiu uma prevalência da<br />
dengue durante a gestação de 2,5%<br />
febril indiferenciada. Isso ocorre principalmente<br />
acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de<br />
mulheres, com taxa de transmissão vertical<br />
em crianças menores de 15 anos.<br />
São Paulo, em 2021, só na cidade de São Paulo<br />
de 1,6%, na Malásia.<br />
já foram registrados 6.408 casos, ultrapassando<br />
Epidemiologia e alterações hematologias<br />
causadas pelo vírus da dengue<br />
No Brasil, a primeira epidemia documentada<br />
tanto clínica quanto laboratorialmente<br />
aconteceu entre os anos de 1981 e 1982 em<br />
Boa Vista, Roraima. Alguns anos se passaram<br />
e ente 1986-1987 uma epidemia culminou a<br />
cidade do Rio de Janeiro. Desde então novas<br />
epidemias ocorrem em diferentes estados<br />
do Brasil, e do mundo (WHO, 2009). Em<br />
2002, ocorreu uma das maiores epidemias<br />
de dengue do Brasil, com aproximadamente<br />
700.000 casos notificados. Após este período,<br />
houve uma diminuição do número de casos<br />
todo o ano de 2020 (com 2.009 casos de<br />
dengue). Até a metade de 2021 já ocorreram<br />
440.012 casos prováveis de dengue no Brasil,<br />
com uma taxa de incidência de 207,8 casos<br />
por 100 mil habitantes. Em comparação com o<br />
ano de 2020, houve uma redução de 51,8 % de<br />
casos registrados no mesmo período analisado.<br />
Até o momento, foram confirmados 154 óbitos<br />
por dengue, sendo 133 por critério laboratorial<br />
e 21 por clínico-epidemiológico. Permanecem<br />
em investigação 72 óbitos (OMS, 2021).<br />
A região Centro-Oeste apresentou a maior<br />
taxa de incidência de dengue, com 466,2<br />
Na infecção pelo vírus da dengue, são<br />
comuns as alterações no hemograma,<br />
como hemoconcentração, leucopenia,<br />
plaquetopenia e alterações de hemostasia<br />
sanguínea com presença frequente de<br />
manifestações hemorrágicas. Algumas<br />
dessas alterações estão relacionadas com a<br />
gravidade da doença e indicam a necessidade<br />
de intervenção terapêutica com finalidade<br />
de reduzir a mortalidade. Constantemente<br />
observam-se alterações hematológicas nos<br />
pacientes com dengue. São comuns, de acordo<br />
com a fisiopatologia, a hemoconcentração,<br />
no País, até que em 2010, foram detectados<br />
casos/100 mil habitantes, seguida das<br />
leucopenia, plaquetopenia e alterações na<br />
mais de 790.000 casos suspeitos de dengue,<br />
regiões Sul (222,3 casos/100 mil habitantes),<br />
hemostasia (OMS, 2021).<br />
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ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
Na Dengue Clássica (DC) é comum encontrar<br />
quadros de linfocitose, trombocitopenia<br />
e elevação das enzimas hepáticas. Já nos<br />
quadros de FHD, as principais alterações<br />
são as modificações observadas na<br />
coagulação intravascular disseminada, com<br />
trombocitopenia acentuada (
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estudos têm demonstrado que durante a fase<br />
aguda da doença, a medula óssea apresenta<br />
hipocelularidade e redução da maturação de<br />
Oliveira, (2009), notou também que os<br />
pacientes com FHD apresentaram plaquetopenia<br />
mais prolongada, com um maior número de<br />
conduzido por Oliveira, et al., (2009), com 60<br />
pacientes positivos para dengue observou além<br />
da leucopenia durante a infecção, uma redução<br />
megacariócitos (OLIVEIRA, 2012).<br />
linfócitos atípicos. Todavia, as demais alterações<br />
da contagem absoluta de células CD4 e CD8, em<br />
hematológicas apresentaram evolução diária<br />
ambas as fases da doença, inicial e término.<br />
Achados de alterações hematológicas<br />
semelhante às encontradas na DC.<br />
na dengue<br />
Considerações finais<br />
A correlação existente ente as alterações<br />
Barros, (2008), ao analisar os resultados<br />
Estudos publicados têm sugerido a<br />
hematológicas e a gravidade da dengue traz para<br />
hematológicos e sorológicos realizados na cidade<br />
utilização de diferentes marcadores clínicos e<br />
os médicos um excelente limiar de tratamento<br />
de Belém-PA, elucidou que dos 210 prontuários<br />
laboratoriais, capazes de nortear o médico e<br />
para os pacientes infectados com o vírus.<br />
analisados, 51% apresentaram plaquetopenia<br />
predizer o prognóstico da dengue. Contudo, os<br />
Dentre a gama de alterações hematológicas,<br />
e 25% leucopenia. A positividade da pesquisa<br />
estudos têm utilizado diferentes metodologias,<br />
os exames inespecíficos observados nos<br />
sorológica para IgM foi de 47,1%. Alguns<br />
tornando difícil à comparação entre os diversos<br />
hemogramas, como a leucopenia, por<br />
autores destacam que um prontuário contendo<br />
resultados. As variabilidades populacionais<br />
exemplo, demonstram os primeiros indícios de<br />
10% de linfócitos atípicos no sangue periférico<br />
e os sorotipos dos vírus não permitem a<br />
infecção pelo vírus da dengue, apresentando<br />
é um excelente indicador para o diagnóstico<br />
multiplicação dos resultados de diferentes<br />
contagens inferiores a 2,0x109/l leucócitos, a<br />
da dengue, quando comparado com outras<br />
regiões do mundo para a nossa região. A<br />
neutropenia com presença de linfócitos atípicos<br />
patologias infecciosas virais, que geralmente<br />
definição adequada dos achados hematológicos<br />
e trombocitopenia, por sua vez, mostra indícios<br />
contam com uma quantidade bem inferior de<br />
durante o quadro de dengue permitiria a<br />
da infecção quando apresenta valores abaixo de<br />
linfócitos atípicos (JAMPANGEM, et al, 2007;<br />
realização de uma melhor avaliação da doença,<br />
100x109/l plaquetas (BARROS, 2008).<br />
OLIVEIRA, et al, 2009). Resultados obtidos<br />
tanto do ponto de vista clínico, como de saúde<br />
por meio de citometria de fluxo utilizando<br />
pública, contribuindo para elucidar o real<br />
Um estudo realizado em Campo Grande, Mato<br />
marcadores celulares, mostraram um predomínio<br />
impacto da dengue no mundo.<br />
Grosso do Sul, evidenciou um predomínio de DC<br />
de linfócitos atípicos na FHD, demonstrando que<br />
em 90,2%, dos 543 prontuários dos pacientes<br />
os linfócitos atípicos encontrados na infecção<br />
Os resultados demonstram que é necessária<br />
com quadro clínico acometido pelo sorotipo 3. As<br />
pelo vírus da dengue são mais frequentes nos<br />
a realização de exames específicos para o<br />
principais alterações hematológicas observadas<br />
últimos dias da infecção, relacionando-se com<br />
diagnóstico confirmatório da dengue, no<br />
nestes pacientes foram a leucopenia (68,3%),<br />
o início da fase de convalescença da doença<br />
entanto, o exame inespecífico de hemograma<br />
plaquetopenia (66,5%), linfocitopenia (67,2%) e<br />
(JAMPANGEM, et al, 2007).<br />
é uma alternativa valiosa no acompanhamento<br />
presença de linfócitos atípicos (67%) (OLIVEIRA,<br />
dos casos de dengue. As alterações encontradas<br />
2009). De acordo com a WHO, (2009), pode-se<br />
Vale ressaltar que a ocorrência de<br />
e a gravidade dependem do tempo de infecção.<br />
notar uma variação do número de plaquetas e<br />
leucocitose na dengue pode ser característica<br />
As principais alterações hematológicas foram<br />
linfócitos nos pacientes com dengue sorotipo 3<br />
de complicações, sugerindo uma piora no<br />
leucopenia, plaquetopenia, linfopenia e a<br />
desde o começo dos sintomas até a convalescência.<br />
prognóstico do paciente. Em um estudo<br />
presença de linfócitos atípicos.<br />
0 22<br />
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ANÁLISE DAS ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS ENCONTRADAS<br />
EM PACIENTES COM DENGUE<br />
ANALYSIS OF HEMATOLOGICAL CHANGES FOUND IN PATIENTS WITH DENGUE<br />
Autores:<br />
Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1,<br />
Jufner Celestino Vaz Toni2,<br />
Kely Braga Imamura 3 .<br />
1 - Especialista em Banco de Sangue e Hematologia Clínica pela Faculdade Unyleya, Brasília- DF-Brasil.<br />
2 - Mestre em Biotecnologia; Professor do curso de especialização em Patologia Clínica na Faculdade Unyleya, Brasília -DF- Brasil.<br />
3 - Doutora em Biotecnologia; Professora do curso de especialização em Banco de Sangue e Hematologia Clínica na Faculdade Unyleya, Brasília -DF- Brasil.<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
ASPECTOS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICO<br />
DE MIELOMA MÚLTIPLO: A CITOMETRIA DE FLUXO NO DIAGNÓSTICO<br />
E NA PESQUISA DE DOENÇA RESIDUAL MENSURÁVEL.<br />
CLINICAL ASPECTS AND DIAGNOSIS OF MULTIPLE MYELOMA: FLOW CYTOMETRY IN THE DIAGNOSIS AND<br />
RESEARCH OF MEASURABLE RESIDUAL DISEASE.<br />
Autoras:<br />
Danielle Borges Germano e<br />
Helena Varela de Araújo.<br />
* Imagem ilustrativa<br />
Resumo<br />
O Mieloma Múltiplo (MM) representa entre 10-15% das neoplasias<br />
hematológicas. O seu diagnóstico se baseia em diversos aspectos clínicos<br />
e laboratoriais. A utilização da citometria de fluxo no diagnóstico,<br />
prognóstico, monitoramento do tratamento, com a pesquisa de doença<br />
residual mensurável/mínima (DRM), vem sendo cada vez mais utilizada e<br />
aprimorada em função da viabilidade na distinção de células de plasmáticas<br />
(CP) neoplásicas com alta qualidade, sensibilidade e especificidade.<br />
Utilizando as bases de dados PubMed (Medline) e Scientific Electronic<br />
Library Online (SciELO) uma pesquisa bibliográfica foi realizada. Concluiuse<br />
a crescente importância da citometria de fluxo no diagnóstico,<br />
monitoramento e pesquisa de DRM dos pacientes com Mieloma Múltiplo,<br />
com papel fundamental na tomada de decisão médica durante a terapia e<br />
possibilitando a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.<br />
Palavras-chave: Mieloma Múltiplo, Mieloma latente, Doença residual<br />
mensurável, doença residual mínima, diagnóstico, citometria de fluxo,<br />
imunofenotipagem e biomarcadores.<br />
Abstract<br />
The Multiple Myeloma (MM) represents 10-15% of all hematologic<br />
neoplasms. The diagnosis of MM is based on many clinical<br />
and laboratorial aspects. The application of flow cytometry in<br />
diagnosis, prognosis, treatment monitoring and even minimal<br />
residual disease (MRD) research has been increasingly used<br />
and improved due to the feasibility of distinguishing neoplastic<br />
plasma cells (PC) with high quality, sensitivity and specificity.<br />
Using PubMed (Medline) and Scientific Electronic Library<br />
Online (SciELO) databases, a literature review was performed.<br />
In conclusion, the growing importance of flow cytometry on<br />
diagnosis, follow-up and MRD detection in MM patients, have<br />
a fundamental role in medical decision during therapy and<br />
enabling the improvement of patient’s life.<br />
Keywords: Multiple myeloma, smoldering myeloma, measurable<br />
residual disease, minimal residual disease, diagnosis, flow cytometry,<br />
immunophenotyping and biomarkers.<br />
0 26<br />
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Introdução<br />
O Mieloma Múltiplo (MM) é uma neoplasia<br />
casos com sintomas inespecíficos (exemplo:<br />
náuseas, vômitos, poliúria, mal-estar e<br />
Com isso, o mieloma múltiplo deixou de ser<br />
uma neoplasia hematológica maligna definida<br />
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
hematológica rara, representando apenas<br />
diarreias), até sintomas mais debilitantes como<br />
apenas pela presença de sintomas que seguiam<br />
1% dos tumores malignos e 10-15% das<br />
anemia grave, fraturas ósseas e falência. (4,5)<br />
os critérios CRAB (calcium, renal, anemia,<br />
neoplasias hematológicas.(1-3) É caracterizada<br />
bone), que avaliavam apenas parâmetros de<br />
pela proliferação clonal de células plasmáticas<br />
A manifestação de dor óssea é bastante<br />
hipercalcemia, insuficiência renal, anemia e<br />
malignas que comprometem a medula óssea<br />
comum pela ocorrência de lesões líticas,<br />
lesões ósseas, para uma doença caracterizada<br />
(MO).(2,3) Dessa maneira, ocorre produção de<br />
manifestações clínicas típicas dessa neoplasia,<br />
por biomarcadores. (3,6)<br />
imunoglobulina anormal (proteína monoclonal,<br />
que ocorrem pela alteração nos processos de<br />
proteína M), geralmente da classe IgG, seguida<br />
formação e reabsorção óssea, pois inicia-se a<br />
Utilizando-se da avaliação de glicoproteínas<br />
de IgA, e posteriormente, com menor frequência<br />
produção de, por exemplo, IL-1β e IL-6, fatores<br />
de superfície celular da família SLAM<br />
IgM, IgE ou IgD. Observa-se também, na<br />
ativadores de osteoclastos (OAFs), responsáveis<br />
de receptores envolvidos na regulação<br />
maioria dos casos, restrição de cadeia leve<br />
pela indução da produção destes. (4)<br />
imunológica, os pacientes apresentaram<br />
da imunoglobulina kappa ou lambda. Dessa<br />
infiltração da MO > 60%, relação da cadeia<br />
maneira, observa-se hiperviscosidade do tecido<br />
Em 2003, o Grupo Internacional de Mieloma<br />
leve livre sérica envolvida/ não envolvida<br />
sanguíneo e danos à órgãos. (4)<br />
Múltiplo (International Myeloma Working<br />
> 100, ou > 1 lesão focal com mais de 5<br />
Group - IMWG) definiu o MM pela presença<br />
mm determinada por exame de imagem<br />
A incidência de MM é maior em pacientes<br />
de lesão óssea como fator determinante no<br />
por ressonância magnética(7), fornecendo<br />
idosos com idade média de 70 anos de<br />
diagnóstico da doença, em conjunto com pico<br />
assim maior precisão no diagnóstico precoce,<br />
idade(2,3), sendo pouco frequente em<br />
de proteína M e/ou presença de plasmócitos<br />
estabelecimento da estratégia de tratamento<br />
indivíduos
Autoras: Danielle Borges Germano e Helena Varela de Araújo.<br />
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
Metodologia<br />
Utilizando-se as bases de dados PubMed<br />
(Medline) e Scientific Electronic Library<br />
Online (SciELO) uma pesquisa bibliográfica foi<br />
realizada. Empregou-se as seguintes palavraschave<br />
Mieloma Múltiplo, Multiple Myeloma,<br />
mieloma latente, smoldering myeloma, doença<br />
residual mensurável/mínima, measurable/<br />
minimal residual disease, diagnóstico,<br />
diagnosis, citometria de fluxo, flow cytometry,<br />
imunofenotipagem, immunophenotyping.<br />
biomarcadores e biomarkers. Com o objetivo de<br />
limitar e selecionar os artigos mais adequados<br />
à inclusão nesta revisão, definiu-se a utilização<br />
de artigos em inglês e português, disponíveis<br />
na íntegra gratuitamente e publicados nos<br />
últimos 5 anos, ou seja, compreendendo o<br />
período entre 2016 e 2020. Dentre os artigos<br />
acessíveis priorizou-se a inclusão daqueles<br />
que apresentaram achados inovadores e<br />
promissores no diagnóstico e monitoramento<br />
de doença residual mensurável com aplicação<br />
da citometria de fluxo.<br />
Marcadores e Citometria de Fluxo no<br />
Mieloma Múltiplo<br />
A utilização da citometria de fluxo no<br />
diagnóstico, prognóstico, monitoramento do<br />
tratamento, pela pesquisa de DRM, no contexto<br />
do Mieloma Múltiplo, vem sendo cada vez mais<br />
utilizada e aprimorada em função da capacidade<br />
de distinção de células de plasmáticas (CP)<br />
Evidenciando o crescente interesse na<br />
neoplásicas clonais e células plasmáticas<br />
de DRM em pacientes com MM. (8) adverso em pacientes com MM. (11)<br />
policlonais normais (8) com alta qualidade,<br />
sensibilidade e especificidade, sendo também<br />
uma ferramenta na identificação de novas<br />
estratégias terapêuticas promissoras. 9<br />
utilização da imunofenotipagem por citometria<br />
de fluxo no diagnóstico e monitoramento de<br />
discrasias de células plasmáticas na atualidade,<br />
um estudo recente teve como objetivo analisar<br />
a expressão de marcadores de superfície celular<br />
Os dados gerados através da aplicação<br />
da citometria de fluxo multiparamétrica<br />
usuais ou aqueles atualmente em análise em<br />
populações normais e anormais de CP. (10)<br />
permitem a integração de parâmetros que<br />
possibilitam um aumento significante na Foram avaliados 54 pacientes que a<br />
relevância diagnóstica na diferenciação apresentaram células plasmáticas normais<br />
da gamopatia monoclonal de significado<br />
indeterminado (MGUS) e mieloma múltiplo,<br />
e 241 anormais através da citometria de<br />
fluxo, caracterizando a expressão de CD45,<br />
e o rigoroso estabelecimento da chance de CD38, CD138, CD19, CD56, CD20, CD27,<br />
progressão de MGUS para MM. (8)<br />
CD28, CD81, CD117 e CD200. Como resultado,<br />
O imunofenótipo característico de<br />
foram observadas diferenças significantes na<br />
expressão de todos os marcadores avaliados,<br />
plasmócitos normais apresenta antígenos com exceção do CD20. (10)<br />
CD45, CD19, CD20, CD27, CD38, CD81, e CD138,<br />
com isso, estabeleceu-se um consenso sobre a<br />
utilização da avaliação combinada de CD38 e<br />
CD138. Entretanto, tabelas mais abrangentes de<br />
marcadores são aplicadas para melhor distinção<br />
Uma taxa de 98,1% entre o grupo com CPs<br />
normais possuía a combinação do imunofenótipo<br />
com CD81 positivo e CD117 negativo, sendo que<br />
a expressão inversa destes marcadores traduz um<br />
entre células plasmáticas normais/reativos imunofenótipo de células anormais. (10)<br />
e com mieloma quando há a necessidade de<br />
análise de DRM. (9)<br />
De acordo com o estudo de Kriegsmann e<br />
colaboradores (11) notabiliza a relevância no<br />
Após aprimoramento dessa técnica, entre cenário do mieloma múltiplo demonstrou que<br />
os marcadores posteriormente adicionados a baixa expressão de CD27 está associada a<br />
como CD117, CD200 e CD307, demonstraram<br />
aplicabilidade e efetividade no monitoramento<br />
doença de alto risco e a positividade de CD81<br />
marca uma predisposição à um prognóstico<br />
0 28<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Os kits da altona Diagnostics<br />
para detecção do vírus SARS-CoV-2<br />
são capazes de detectar as novas cepas<br />
circulantes e recém descobertas.<br />
Nós da altona Diagnostics estamos cientes da importância de monitorar constantemente as cepas emergentes<br />
e circulantes e atualizamos regularmente a análise de reatividade de nossos testes de PCR em tempo real.<br />
Várias linhagens SARS-CoV-2 originárias de diferentes regiões do mundo foram descritas e até agora<br />
não encontramos nenhuma mutação que pudesse causar a falha dos nossos testes.<br />
Veja relação de variantes descritas, na tabela abaixo:<br />
Nomenclatura da OMS Linhagem PANGOLIN Linhagem GISAID Origem provável<br />
VOC Alpha B.1.1.7 GRY United Kingdom(UK)<br />
VOC Beta B.1.351 GH/501Y.V2 South Africa<br />
VOC Gamma P1 GR/501Y.V3 Brazil<br />
VOC Delta B.1.617.2 + AY.1 + AY.2 G/478K.V1 India<br />
VOI Epsilon B.1.427 + B.1.429 GH/452R.V1 California, US<br />
VOI Zeta P.2 GR/484K.V2 Brazil<br />
VOI Eta B.1.525 G/484K.V3 UK/Nigeria<br />
VOI Theta P.3 GR/1092K.V1 Philippines<br />
VOI Iota B.1.526 GH/253G.V1 USA<br />
VOI Kappa B.1.617.1 G/452R.V3 India<br />
VOI Lambda C37 GR/452Q.V1 Peru<br />
VOI Mu B.1.621 GH Colombia<br />
Nenhuma dessas mutações<br />
afeta o desempenho dos<br />
kits RealStar®, FlexStar®<br />
e AltoStar® para detecção<br />
de SARS-CoV-2 da<br />
altona Diagnostics.<br />
*A tabela acima foi atualizada dia 20 de Outubro de 2021 e as atualizações são realizadas todo dia 20 de cada mês,<br />
para visualizar o relatório completo e as novas atulizações acesse o link<br />
https://coronavirus-altona-dx.com/home.html<br />
Para maiores informações, agende uma visita com a nossa equipe técnica e comercial.<br />
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Autoras: Danielle Borges Germano e Helena Varela de Araújo.<br />
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
Outro marcador, que diante estudos, mostrou grande<br />
significância no contexto de pacientes diagnosticados<br />
que promove a determinação da remissão<br />
completa feita por meio da medição de proteínas<br />
A citometria de fluxo basea-se na análise de<br />
parâmetros de intensidade de fluorescência<br />
com mieloma múltiplo é o CD46. Este, por sua vez,<br />
monoclonais no soro e na urina por imunofixação<br />
e espalhamento de luz em cada célula<br />
possui uma superexpressão presente na superfície de<br />
e eletroforese de proteínas é insuficientemente<br />
analisada. A fluorescência é detectável<br />
células malignas de MM, o que poderia ser justificado<br />
sensível na determinação de uma resposta de<br />
quando há a ligação da célula à um anticorpo<br />
por sua função desempenhada no papel de inibição<br />
longo prazo sobre o paciente diante à terapia. (14)<br />
monoclonal marcado com um corante<br />
do sistema complemento e por facilitar a entrada de<br />
fluorocromo específico para as estruturas<br />
patógenos em meio intracelular. (12) Conforme estudo<br />
Com isso, atualmente, vê-se a necessidade de<br />
celulares proteicas. (15)<br />
realizado por Sherbenou e colaboradores (12) o CD46<br />
detecção e quantificação de células tumorais<br />
apresentou elevada expressão em todas as linhagens<br />
residuais que não foram eliminadas pela terapia<br />
É indicada, segundo as diretrizes de consenso<br />
de células de MM, demostrando valores superiores ao<br />
com maior precisão, mesmo que em pequenas<br />
mais atuais, a aquisição de um valor mínimo de 2<br />
de CD38, um outro marcador comumente utilizado na<br />
quantidades, pois tais dados fornecem informações<br />
milhões de eventos, sendo adequada a aquisição<br />
análise de MM. (12)<br />
indispensáveis referentes ao resultado do paciente<br />
de 5 milhões de eventos por tubo para uma<br />
ao tratamento, caracterizando a positividade ou<br />
sensibilidade de 10-5. (16)<br />
Evidenciando o papel de CD46 no mieloma<br />
negatividade de doença residual mensurável. (14)<br />
múltiplo, Lok e colaboradores (13) , exibiram dados<br />
Para a determinação da análise por citometria<br />
que mostram que as células tumorais detêm<br />
Desse modo, métodos mais sensíveis passaram<br />
de fluxo vê-se a necessidade da utilização de<br />
a capacidade de evitar a lise celular mediada<br />
a ser estudados e aprimorados com o tempo, onde<br />
um painel de anticorpos adequados à avaliação,<br />
pela superexpressão de reguladores negativos<br />
mesmo que cada método disponível expresse<br />
havendo a obrigatoriedade de atualização<br />
da ligação do complemento, como o CD46, que<br />
vantagens e desvantagens características, entre<br />
contínua dos anticorpos mais expressivos e<br />
também se relaciona à ativação de vias, produção<br />
eles, a citometria de fluxo multiparamétrica se<br />
eficazes nesse diagnóstico frente a estudos<br />
de interleucina e influência no microambiente<br />
mostra consistentemente promissora, possuindo<br />
mais recentes.<br />
tumoral em casos de mieloma. (13)<br />
a capacidade de caracterização simultânea da<br />
composição das CPs normais e de células de<br />
Um estudo de 2017, com iniciativa de<br />
Pesquisa de Doença Residual Mensurável<br />
mieloma, e da possibilidade do fornecimento de<br />
Flores-Montero e colaboradores (16) , apresentou<br />
Os avanços no diagnóstico e nas diferentes<br />
altos níveis de aplicabilidade, sendo ele superior<br />
uma pesquisa realizada em amostras de MO<br />
estratégias de tratamento inovadoras para o MM<br />
a 95% dos pacientes, elevada sensibilidade,<br />
para detecção de DRM que foram corados<br />
alcançados nas últimas décadas são inegáveis,<br />
otimização do tempo de resposta, sendo ele<br />
com o painel de 8 cores para um total de 12<br />
entretanto, apesar desses avanços, esta ainda<br />
inferior a 6 horas, e melhor reprodutibilidade em<br />
marcadores diferentes, sendo eles CD19 (97%<br />
permanece como uma doença incurável, onde<br />
comparação aos demais métodos. Além disso, a<br />
dos casos); CD45 (89%); CD56 (86%); CD81<br />
a resistência aos tratamentos eleva a taxa de<br />
citometria de fluxo é uma excelente ferramenta<br />
(86%); CyIgλ (73%); CD27 (71%); CD117<br />
recaídas de quadros de pacientes, levando ao<br />
para avaliação DRM porque permite a caracterização<br />
(60%); e CyIgκ (56%), contribuíram com mais<br />
reaparecimento da doença. Tal fator corrobora<br />
simultânea da composição dos CPs, tanto normais<br />
frequência para a diferenciação entre células<br />
para a conclusão de que o método tradicional<br />
quanto neoplásicas, no nível de uma única célula. (14)<br />
plasmáticas normais e clonais. (16)<br />
0 30<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Já um estudo publicado em 2019, empreendido<br />
por Schouweiler e colaboradores (17) , diferindo-se<br />
um pouco daquele anteriormente citado, fez a<br />
utilização de um painel que determinou a expressão<br />
dos seguintes antígenos de superfície celular, CD19,<br />
CD27, CD28, CD56, CD117 e CD138. Segundo os<br />
resultados obtidos neste trabalho, CD56 exibiu maior<br />
frequência de expressão atípica, estando presente<br />
em 37,3% dos casos, quando cada antígeno foi<br />
analisado de modo independente. Enquanto a<br />
expressão de CD28 se apresentou em 10,8% dos<br />
pacientes com expressão atípica. Para os marcadores<br />
CD19, CD27 e CD117, conforme o padrão de<br />
expressão esperado, verificou-se CD19+, CD27+,<br />
CD117- em todos os casos. (17)<br />
À vista disso, se torna evidente o papel da<br />
citometria de fluxo na avaliação do quadro e<br />
detecção precoce de possíveis casos de DRM<br />
positiva em pacientes que se encontravam em<br />
remissão completa, cenário que favorece e otimiza<br />
de forma significativa a intervenção antecipada<br />
com os métodos de tratamento mais indicados.<br />
Tratamento e Prognótico<br />
No decorrer das últimas décadas, o tratamento<br />
designado ao Mieloma Múltiplo pautava-se em<br />
determinantes clínicos como idade e a presença de<br />
comorbidades, com tudo, a evolução das técnicas<br />
moleculares vêm alterando esse cenário. (18)<br />
O tratamento de MM é orientado por meio do<br />
estadiamento e estratificação de risco da doença.<br />
Como tratamento padrão para pacientes com idade<br />
Indicado para o tratamento associado<br />
inferior a 65 anos com ausência de comorbidades<br />
fagocitose mediada por anticorpo. (19,20) vida de pacientes com Mieloma Múltiplo.<br />
graves, o transplante autólogo de células-tronco com lenalidomida/ dexametasona ou<br />
(ASCT) continua sendo comumente utilizado, bortezomibe/ dexametasona em casos<br />
assim como medicamentos mais atuais como os<br />
agentes imunomoduladores (IMiDs), inibidores<br />
de proteassoma (IP) e anticorpos monoclonais<br />
que se mostraram de fundamental importância no<br />
tratamento dessa gamopatia monoclonal. (19)<br />
de pacientes que tenham no mínimo um<br />
tratamento prévio, e em monoterapia, em<br />
situações onde ao menos três linhas de<br />
tratamento prévio foram aplicadas, com<br />
um agente inibidor de proteassoma (IP)<br />
e um agente imunomodulador, ou em<br />
Com o intuito de reduzir a carga tumoral,<br />
otimizando a taxa de resposta e elevando<br />
casos de dupla reincidiva a um IP e um<br />
agente imunomodulador, o daratumumabe<br />
a viabilidade de realização de enxerto, se mostra um tratamento que fornece<br />
mantendo a tolerabilidade máxima possível<br />
e a toxicidade mínima possível diante células<br />
hematopoiéticas normais, a quimioterapia de<br />
indução aplicada anteriormente ao ASCT se<br />
apresenta importante nesse contexto, o que<br />
eficácia e segurança diante de taxas de<br />
respostas clinicas significativas e duráveis,<br />
profundidade de resposta, sobrevida livre de<br />
progressão e sobrevida global de modo geral<br />
segundo estudos. (20)<br />
leva à utilização dos agentes medicamentos<br />
que estão disponíveis atualmente. (19)<br />
A pesquisa de DRM mostra-se como um<br />
Nos últimos anos, o daratumumabe,<br />
fator prognóstico confiável inerente a recidiva e<br />
sobrevida de pacientes com MM. (21,22)<br />
aprovado para uso pela Anvisa em 2017,<br />
ganhou mais espaço entre os estudos que Conclusão<br />
avaliam medicamentos para o tratamento de Os avanços e descobertas alcançadas<br />
MM. Trata-se de um anticorpo monoclonal no decorrer dos últimos anos no campo<br />
imunoglobulina G1 anti-CD38, uma da citometria de fluxo para o diagnóstico,<br />
glicoproteína transmembrana, que se monitoramento e pesquisa de DRM em casos<br />
encontra altamente expressa em plasmócitos. de MM vêm contribuindo significativamente em<br />
Esse medicamento possui atividade um prognóstico cada vez mais positivamente<br />
inibitória, impossibilita o crescimento promissor para esses pacientes. Além disso,<br />
celular e estimula a apoptose pela lise<br />
celular mediada pelo sistema imunológico,<br />
citotoxicidade mediada por anticorpo ou<br />
a CF vem auxiliando na tomada de decisão<br />
sobre intensificação e mudança terapêutica e<br />
impactando significativamente na qualidade de<br />
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 31
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
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10.3324/haematol.2019.238394. PMID: 33054097; PMCID:<br />
PMC7556664.<br />
ASPECTOS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICO DE MIELOMA MÚLTIPLO:<br />
A CITOMETRIA DE FLUXO NO DIAGNÓSTICO E NA PESQUISA DE<br />
DOENÇA RESIDUAL MENSURÁVEL.<br />
CLINICAL ASPECTS AND DIAGNOSIS OF MULTIPLE MYELOMA: FLOW CYTOMETRY IN THE<br />
DIAGNOSIS AND RESEARCH OF MEASURABLE RESIDUAL DISEASE.<br />
Autoras:<br />
Danielle Borges Germano e Helena Varela de Araújo.<br />
0 32<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Após completar 25 anos a Zymo Research irá escrever mais um<br />
capítulo na sua história iniciando suas operações no Brasil para<br />
atender a América Latina com a atenção que ela merece.<br />
Desde seu nascimento em uma pequena garagem em Orange,<br />
California, até ser uma indústria líder nos dias de hoje, Zymo Research<br />
foi guiada por uma visão de proporcionar impacto positivo no campo<br />
biomédico e de contribuir para um bem maior da humanidade.<br />
Essa visão atingiu todos os aspectos da Zymo Research e tem<br />
guiado seu crescimento, sua cultura e a criação das ferramentas e<br />
serviços mais inovadores e valiosos desta empresa desde 1994.<br />
Agora, a Zymo Research é uma empresa de biotecnologia<br />
estabelecida globalmente e líder da indústria nas áreas de<br />
epigenética e microbiômica e já ocupa um espaço emergente na<br />
área de sequenciamento de nova geração (NGS). Com instalações<br />
internacionais e uma rede de distribuição global, a Zymo Research<br />
permite que pesquisadores façam descobertas de ponta em todo o<br />
mundo.<br />
Como nós Inovamos<br />
Como uma empresa privada, a Zymo Research gira em torno das<br />
necessidades, ideias e feedback dos seus clientes desde o<br />
desenvolvimento de produtos ao suporte técnico, a Zymo Research<br />
é construída sobre uma base de cientistas que apoiam outros<br />
cientistas.<br />
Nossos produtos desafiam ideias e fluxos de trabalho tradicionalmente<br />
aceitos, com a crença de que quando você escuta as necessidades<br />
dos clientes, sempre há espaço para inovação para tornar as coisas<br />
mais simples.<br />
Próxima Parada: Brasil<br />
A Zymo Research inicia suas operações na America Latina<br />
estabelecendo um escritório comercial com suporte técnico e<br />
científico, um moderno laboratório de sequenciamento genético e<br />
uma planta fabril para produção de seus reagentes e kits localmente.
1994<br />
Lançamento do 1º<br />
produto - EZ Yeast<br />
Transformation kit<br />
2001<br />
Lançamento da tecnologia<br />
de bissulfito patenteada,<br />
utilizando a inovadora<br />
dessulfonação em coluna de<br />
extração. Marca o início de<br />
uma ênfase epigenética para<br />
P&D na empresa.<br />
2010<br />
Mudança da sede<br />
corporativa para<br />
Irvine, CA.<br />
2008<br />
A Zymo passa a se autodenominar...<br />
“A empresa da epigenética.”<br />
1996<br />
Lançamento da primeira série de<br />
produtos de purificação de DNA<br />
com tecnologia exclusiva de coluna<br />
de extração com microeluição. Em<br />
destaque estão as linhas de<br />
produtos DNA Clean & Concetrator<br />
e Zymoclean.<br />
2007<br />
Lançamento da<br />
tecnologia patenteada<br />
Zyppy para<br />
purificação de<br />
plasmídio sem pellet.<br />
2008<br />
Inauguração da filial européia<br />
Zymo Research Europe,<br />
para suporte de distribuição<br />
de vendas P&D na UE.<br />
2011<br />
Lançamento da<br />
tecnologia patenteada<br />
Direct-zol RNA
A BELEZA DA CIÊNCIA É TORNAR AS COISAS SIMPLES!<br />
Larry Jia, Fundador e CEO<br />
2012<br />
Lançamento do pacote de<br />
serviços de epigenética<br />
baseada em NGS.<br />
2015<br />
Lançamento da tecnologia<br />
patenteada Zymo para<br />
purificação de plasmídeo<br />
de alto rendimento.<br />
2016<br />
Lançamento do pipeline<br />
ZymoBiomics<br />
2017<br />
Lançamento do<br />
relógio epigenético<br />
de envelhecimento.<br />
2019<br />
Lançamento comercial<br />
do MiDog.<br />
2020<br />
COVID-19 Resposta<br />
@zymoresearch.latam @zymoresearch.latam /zymoresearchsouthamerica
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Zymo no Brasil<br />
A Zymo Research South America (ZRSA) nasceu com<br />
a visão de que a América do Sul pode ser um player<br />
global na futura indústria biomédica. Ao investir em<br />
pessoas e recursos, esperamos estabelecer um<br />
centro de pesquisa e desenvolvimento de última<br />
geração no Brasil e aproveitar seu pool de talentos<br />
para iniciar programas inovadores de pesquisa e<br />
desenvolvimento.<br />
Larry Jia, Fundador e CEO<br />
Nosso primeiro esforço se concentrará na construção<br />
da infraestrutura necessária, como serviços de<br />
sequenciamento de DNA de última geração e<br />
fabricação de reagentes essenciais para atender às<br />
necessidades imediatas dos mercados da América do<br />
Sul, principalmente nos mercados de genômica,<br />
microbioma, epigenético e clínico.<br />
A longo prazo, acreditamos que, com o investimento<br />
contínuo em P&D, a ZRSA cumprirá sua missão de se<br />
tornar um importante desenvolvedor, fabricante e<br />
fornecedor sul-americano de biotecnologia para os<br />
mercados globais de pesquisa e diagnóstico.<br />
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Z<br />
Por Marc Van <strong>Ed</strong>en<br />
VP de Desenvolvimento de Negócios<br />
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olete. Preserve. Descubra.<br />
A Zymo Research recebeu o reconhecimento do<br />
Programa de Pesquisa Humana da NASA por<br />
seu envolvimento no projeto desenvolvimento<br />
de um dispositivo de coleta de swab(2)<br />
DNA/RNA Shield. Este dispositivo é um componente<br />
crítico para a pesquisa conduzida pela<br />
The Human Health Countermeasures (HHC) a<br />
bordo da Estação Espacial Internacional.<br />
O objetivo do HHC é desenvolver estratégias e<br />
tecnologias para mitigar os riscos à saúde<br />
relacionados ao voo espacial.<br />
“Queríamos investigar o microbioma humano ativo<br />
dos astronautas”, disse o Dr. Hernan Lorenzi, o<br />
principal investigador do estudo no J. Craig Venter<br />
Institute.<br />
le continuou: “Ao fazer isso, podemos empregar contramedidas prebióticas ou<br />
robióticas para prevenir ou remediar doenças associadas às mudanças<br />
siológicas introduzidas durante o voo espacial. O que é complicado em conduzir<br />
l experimento é que o RNA é uma molécula frágil. A acessibilidade ao nitrogênio<br />
quido no espaço simplesmente não é viável. Felizmente, a solução da<br />
ymo Research, DNA / RNA Shield, funcionou bem.”<br />
metodologia usada para coletar e armazenar amostras fecais pode influenciar<br />
rtemente a análise de DNA e RNA. Sem a estabilização adequada dos ácidos<br />
ucleicos e a inativação adequada das nucleases, as amostras podem ser<br />
egradadas ou comprometidas, o que, por sua vez, pode causar uma deturpação<br />
os dados coletados de testes genéticos e de expressão. Para resolver esse<br />
roblema, os cientistas da Zymo Research desenvolveram a solução de<br />
reservação DNA/RNA Shield.<br />
ste conservante está disponível para uso em frascos personalizados (1) ou em<br />
ma variedade de dispositivos de coleta que permitem a coleta de saliva por swab<br />
ucal(2) ou coletor(3), sangue(4), fezes(5), tecidos(6), urina(7), solo e águas<br />
siduais. Estas amostras coletadas no conservante podem ser armazenadas em<br />
mperatura ambiente e enviadas com segurança.
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
PREDIÇÃO DE EPITOPOS E ANÁLISE ESTRUTURAL<br />
DE SUBTIPOS DE TOXINA SHIGA LIKE PRODUZIDOS POR<br />
ESCHERICHIA COLI NO BRASIL<br />
Autores:<br />
Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />
1<br />
Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas.<br />
São Paulo-SP.<br />
2<br />
Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.<br />
São Paulo-SP.<br />
Resumo<br />
A Escherichia coli produtora de Toxina Shiga (STEC) compreende<br />
uma variedade de Escherichia coli que engloba diversos sorotipos do<br />
microrganismo, cujo principal fator de virulência é a produção de um grupo<br />
de citotoxinas, as Toxinas Shiga. Esses microrganismos possuem a capacidade<br />
de produzir dois grupos distintos da toxina: a Toxina Shiga tipo 1 (STx1)<br />
e a Toxina Shiga tipo 2 (STx2), podendo produzir somente um dos tipos<br />
ou ambos, sendo que a STx2 é a mais comumente associada a ocorrência<br />
de quadros mais graves relacionados a infecção por STEC. As infecções por<br />
STEC podem se manifestar clinicamente de diferentes maneiras, podendo<br />
ocasionar desde uma diarreia, com possibilidade de progressão à colite<br />
hemorrágica e em quadros mais graves evoluir para a Síndrome Hemolítico<br />
Urêmica, patologia grave que caracteriza- se pela presença de três sinais<br />
clínicos: trombocitopenia, anemia hemolítica microangiopática e insuficiência<br />
renal aguda. No Brasil não se tem dados recentes que apontem a ocorrência<br />
de importantes surtos ocasionados por STEC, entretanto, no país uma grande<br />
variedade de sorotipos do microrganismo é frequentemente isolada em<br />
animais, produtos alimentícios e em amostras humanas em casos isolados. A<br />
presente pesquisa tem como objetivos a predição de epitopos em sequência<br />
linear e modelagem por homologia.<br />
Palavras-Chave: Escherichia coli Produtora de Toxina Shiga, Toxina<br />
Shiga, STEC, EHEC, predição de epitopos, BepiPred, Shiga Toxin Producing<br />
Escherichia coli.<br />
Abstract<br />
The Shiga Toxin-producing Escherichia coli (STEC) comprises a<br />
variety of Escherichia coli that includes several serotypes of the<br />
microorganism, whose main virulence factor is the production of a<br />
group of cytotoxins, the Shiga Toxins. These microorganisms have<br />
the ability to produce two distinct groups of the toxin: Shiga Toxin<br />
type 1 (STx1) and Shiga Toxin type 2 (STx2), and can produce only<br />
one of the types or both, STx2 being the most commonly associated<br />
with occurrence of more severe conditions related to STEC infection.<br />
STEC infections can manifest clinically in different ways, and can<br />
cause diarrhea, with the possibility of progression to hemorrhagic<br />
colitis and, in more severe conditions, progress to Hemolytic Uremic<br />
Syndrome, a severe pathology characterized by the presence of three<br />
clinical signs: thrombocytopenia, microangiopathic hemolytic anemia<br />
and acute renal failure. In Brazil, there are no recent data that indicate<br />
the occurrence of important outbreaks caused by STEC, however, in the<br />
country a wide variety of serotypes of the microorganism is frequently<br />
isolated in animals, food products and in human samples in isolated<br />
cases. The present research aims to predict epitopes in linear sequence<br />
and homology modeling.<br />
Keywords: Shiga Toxin Producing Escherichia coli, Shiga Toxin,<br />
STEC, EHEC, epitope prediction, BepiPred, Shiga Toxin Producing<br />
Escherichia coli.<br />
0 38<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
Introdução<br />
A Escherichia coli é um bacilo Gram negativo,<br />
toxinas Shiga: a Toxina Shiga Tipo 1 (STx1)<br />
essa que muito se assemelha à citotoxina<br />
deste microrganismo é relativamente baixa,<br />
visto que a ingestão de aproximadamente 100<br />
pertencente à família Enterobacteriaceae de<br />
produzida pela Shigella dysenteriae e a Toxina<br />
bacilos já é o suficiente para desencadear uma<br />
grande importância clínica, que em situações<br />
Shiga Tipo 2 (STx2) que não se diferenciam<br />
infecção (9) .<br />
normais coloniza o trato gastroinstestinal<br />
no mecanismo de ação, entretanto são<br />
de seres humanos e outros animais em<br />
estruturalmente e antigenicamente distintas<br />
As manifestações clínicas desencadeadas<br />
uma relação de comensalismo, ou seja, de<br />
entre si. Dentre esses tipos, a STx2 é a<br />
pela ação da bactéria e pelos efeitos citotóxicos<br />
uma forma não patogênica (1, 2) . Entretanto,<br />
toxina que está mais comumente presente<br />
nas infecções por STEC podem evoluir e variam<br />
existe uma grande variedade de sorotipos da<br />
em quadros mais graves relacionados a<br />
em grau de gravidade, tendo seu início entre 3<br />
espécie que apresentam um alto potencial de<br />
infecção por STEC (5, 6) . Cada um desses dois<br />
à 4 dias após a contaminação, com a ocorrência<br />
patogenicidade por possuírem importantes<br />
tipos da citotoxina possuem variantes que<br />
de uma diarreia profusa e dores abdominais,<br />
fatores de virulência, sendo assim capazes<br />
são classificadas a partir da existência de<br />
com a possibilidade de progressão para a<br />
de provocar infecções intestinais e/ou<br />
subtipos, sendo eles: STx1a, STx1b, STX1c,<br />
manifestação de Colite Hemorrágica (CH),<br />
extra intestinais, sendo denominadas como<br />
STx1d, STx2a, STx2b, STx2c, STx2d, STx2e,<br />
patologia que cursa com a intensificação<br />
Escherichia coli diarreiogênicas (3) .<br />
STx2f, STx2g, STx2h, STx2i, STx2j e STx2k (6) ,<br />
do quadro de diarreia, aliado à presença de<br />
estes são estruturalmente distintos, além de<br />
sangue nas fezes, que pode perdurar por até<br />
A Escherichia coli Produtora de Toxina Shiga<br />
diferenciar- se pelo nível de citotoxicidade,<br />
aproximadamente 5 dias (10) , e em quadros<br />
(STEC), e por vezes também denominada como<br />
capacidade de ligação (afinidade e<br />
mais graves, há a possibilidade de evolução<br />
Escherichia coli Enterohemorrágica (EHEC)<br />
dissociação) ao receptor globotriacilceramida<br />
para a Síndrome Hemolítico Urêmica (SHU),<br />
ou ainda como Escherichia coli produtora<br />
(GB3) e pelo tipo de reservatório ou espécie<br />
uma complicação grave caracterizada pela<br />
de Verotoxina (VTEC), é uma categoria de<br />
do hospedeiro (6, 7) .<br />
presença de três principais indicativos clínicos:<br />
bactérias que engloba uma grande variedade<br />
anemia hemolítica do tipo microangiopática,<br />
de sorotipos de microrganismos pertencentes<br />
O principal reservatório para tais<br />
trombocitopenia e insuficiência renal aguda<br />
ao grupo de Escherichia coli diarreiogênicas,<br />
microrganismos é o trato gastrointestinal<br />
(11, 12)<br />
, sendo de importância salientar que,<br />
cujo principal fator de virulência é a produção<br />
do gado bovino, sendo assim o consumo de<br />
crianças menores de 5 anos estão mais<br />
de citotoxinas bacterianas com alto potencial<br />
alimentos de origem animal (carne, leite<br />
propensas ao desenvolvimento de SHU, sendo<br />
de patogenicidade: as Toxinas Shiga- Like<br />
não pasteurizado e seus derivados), de<br />
esta considerada uma das principais causas<br />
(STx), ou por vezes denominadas Verotoxinas<br />
água e vegetais que estejam contaminados<br />
de insuficiência renal em crianças nesta<br />
(VTx), que são capazes de inibir a síntese<br />
pelas fezes desses animais, são potenciais<br />
faixa etária (10, 13) . Além da insuficiência renal<br />
de proteínas em células e desencadear uma<br />
e as principais fontes de transmissão dessa<br />
crônica ser uma possível sequela em pacientes<br />
série de processos patológicos<br />
(4)<br />
. Esses<br />
bactéria ao homem, não excluindo-se também<br />
com SHU, danos neurológicos, cardíacos e<br />
microrganismos podem produzir unicamente<br />
a possibilidade de transmissão pessoa a<br />
pancreáticos também são frequentemente<br />
ou concomitantemente um ou dois tipos de<br />
pessoa via oral- fecal (8) . A dose infectante<br />
relatados nestes casos (13, 14) .<br />
0 40<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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Sábado de 08:00 às 13:00h (horário de Brasília) – apenas por<br />
telefone para atendimento a chamados de Suporte Técnico e<br />
Assessoria Científica.
Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
As terapias de suporte à vida e o tratamento<br />
sintomático, que incluem a reposição hídrica e<br />
eletrolítica a partir da administração endovenosa<br />
de cristaloides, suporte e monitoramento da<br />
pressão arterial, e em casos de complicações a<br />
realização de diálise, plasmaférese terapêutica,<br />
transfusão de concentrado de hemácias e de<br />
plaquetas e transplante renal, são as medidas<br />
terapêuticas mais indicadas e mais amplamente<br />
utilizadas no manejo de casos de infecção<br />
por STEC (10) . A administração de antibióticos<br />
especificamente em casos de infecção por STEC é<br />
deveras controversa, sendo na maioria das vezes<br />
superfície de células endoteliais dos rins, intestino<br />
e cérebro (18) , e sendo o antígeno de diferenciação<br />
(CD77) em um tipo de específico de linfócito B (19) .<br />
Na STx1, a subunidade A é composta por cerca de<br />
315 aminoácidos e na STx2 essa mesma porção<br />
possui cerca de 319 aminoácidos; em ambos os<br />
tipos da toxina, há um sítio sensível a tripsina<br />
que permite que essa porção seja clivada em uma<br />
subunidade A1 e uma subunidade A2 estando<br />
estas ligadas a partir de uma ponte dissulfeto<br />
(10)<br />
; a atividade enzimática da toxina encontra-se<br />
especificamente na subunidade A1 sendo essa<br />
a porção responsável por inibir a síntese proteica<br />
A Escherichia coli produtora de Toxina Shiga e seus<br />
mais diversos sorotipos são considerados de grande<br />
relevância médica e epidemiológica por serem o<br />
agente etiológico presente em importantes surtos de<br />
origem alimentar ocorridos a partir do ano de 1982 (3,<br />
20)<br />
, em países desenvolvidos como os Estados Unidos<br />
da América, Alemanha e Japão. Na Argentina, país<br />
fronteiriço ao Brasil, os casos de infecção por STEC são<br />
endêmicos, sendo considerados um grande problema<br />
de saúde pública (21) . Segundo dados mundiais da<br />
Organização Mundial de Saúde (OMS), estimasse<br />
que anualmente, ocorram entre 0,6 a 136 casos de<br />
infecções por STEC a cada 100.000 pessoas (8) .<br />
contraindicada, tendo em vista que algumas<br />
classes de antibióticos podem ser prejudiciais, ao<br />
induzir a um agravamento dos casos e aumentar<br />
consideravelmente o risco de desenvolvimento da<br />
nas células hospedeiras ao ter ação enzimática<br />
atuando como uma N-glicosidase (10) . Por sua vez,<br />
a subunidade B consiste em um pentâmero ligado<br />
a subunidade A2 da cadeia A por uma ligação não<br />
No Brasil, apesar de não haver a ocorrência de<br />
grandes surtos reportados, uma grande variedade<br />
de sorotipos desses microrganismos em específico<br />
é amplamente detectada em animais criados para<br />
Síndrome Hemolítico Urêmica (15) , uma vez que<br />
covalente formado por cinco subunidades menores<br />
o consumo humano (principalmente em bovinos)<br />
por diversos mecanismos estes fármacos induzem<br />
a uma maior produção da toxina shiga pela<br />
bactéria, levando-se em consideração também,<br />
os mecanismos de ação de antimicrobianos que<br />
levam à lise das bactérias o que consequentemente,<br />
desencadeia uma maior liberação e circulação da<br />
toxina (16) .<br />
idênticas em que cada uma destas subunidades<br />
possui aproximadamente 69 aminoácidos na STx1<br />
e 71 aminoácidos na STx2 (5) .<br />
e como contaminantes em produtos alimentícios, o<br />
que representaria potenciais fontes de transmissão<br />
da bactéria à humanos (22) , além da ocorrência de<br />
casos isolados em humanos (23) envolvendo sorotipos<br />
de extrema importância clínica e epidemiológica,<br />
como exemplo: O157:H7 (o sorotipo mais presente<br />
em surtos ocorridos mundialmente e o agente<br />
etiológico responsável por casos de maior gravidade)<br />
Tanto a Toxina Shiga Tipo 1 (STx1), quanto a<br />
Toxina Shiga Tipo 2 (STx2) consistem em uma<br />
estrutura proteica AB5 (figura 1) composta por<br />
uma subunidade A, que compreende o sitio ativo<br />
enzimático da citotoxina e uma subunidade B<br />
(17)<br />
, que consiste no sítio de ligação da mesma<br />
ao receptor globotriacilceramida (GB3) na célula<br />
hospedeira (17) , sendo este receptor expresso na<br />
Figura 1: Estrutura comum e geral da Toxina Shiga, sendo<br />
esta formada por uma subunidade A, que ao ser clivada se<br />
divide em duas subunidades menores: A1 e A2, além de uma<br />
subunidade B que consiste em um pentâmero composto por<br />
cinco subunidades iguais (17).<br />
e o sorotipo O111:H8, sendo este último, o sorotipo<br />
mais frequentemente identificado no país (13, 24) ; No<br />
Brasil, a Escherichia coli O111:H8 tem o seu principal<br />
fator de virulência a partir da produção de Toxina<br />
Shiga tipo 1a (STx1a), por sua vez, a Escherichia coli<br />
O157:H7 possui um maior potencial patogênico ao<br />
ter a capacidade de produzir habitualmente dois dos<br />
subtipos mais patogênicos da toxina: a Toxina Shiga<br />
tipo 2a (STx2a) e a Toxina Shiga tipo 2c (STx2c) (23, 25) .<br />
0 42<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />
Os dados epidemiológicos de casos de<br />
infecções por STEC em humanos no Brasil<br />
de aminoácidos do sitio ativo enzimático<br />
(subunidade A) correspondente aos subtipos<br />
Resultados<br />
Com a utilização da ferramenta BLAST<br />
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
são desatualizados e insuficientes, o<br />
da toxina a serem utilizadas, foram obtidas<br />
(Basic Local Alignment Search Tool) foi<br />
que pode ser explicado a partir do baixo<br />
a partir do repositório de sequências<br />
possível a realização de uma análise<br />
emprego de métodos diagnósticos que<br />
GenBank Protein (NCBI) em formato FASTA,<br />
estrutural comparativa das sequências de<br />
sejam específicos e que possibilitem a<br />
e posteriormente foi utilizada a ferramenta<br />
aminoácidos dos subtipos de citotoxina<br />
identificação do sorotipo do microrganismo,<br />
Protein BLAST (Basic Local Alignment Search<br />
selecionados, tendo obtido os seguintes<br />
o que de certa forma impossibilita a<br />
Tool) que tem como função o alinhamento<br />
resultados: sendo composta por<br />
implementação de uma vigilância ativa e<br />
de duas ou mais sequências, sendo assim<br />
aproximadamente 319 aminoácidos, a<br />
específica para esses casos, o que poderia<br />
utilizada com o objetivo de determinar o grau<br />
subunidade A correspondente ao subtipo<br />
evidenciar uma subnotificação de casos<br />
de homologia existente entre as sequências<br />
Toxina Shiga tipo 2a (STx2a) é homologa<br />
isolados e surtos (26) . Do mesmo modo,<br />
selecionadas. Para predição de epitopos as<br />
em cerca de 99,69%, diferenciando-<br />
apesar da presença deste patógeno ser<br />
sequências selecionadas correspondentes<br />
se em apenas 1 aminoácido, quando<br />
constantemente evidenciada a partir<br />
as subunidades da toxina foram submetidas<br />
comparada a mesma subunidade também<br />
do isolamento de sorotipos de STEC em<br />
em formato FASTA, ao site BepiPred- 2.0 ®<br />
composta por 319 aminoácidos da Toxina<br />
alimentos, animais e em amostras humanas<br />
que objetiva prever epitopos potencialmente<br />
Shiga Tipo 2c (STx2c), sendo ambos<br />
no país, há uma certa escassez de estudos<br />
reconhecidos por linfócitos B a partir de<br />
os subtipos de toxina produzidos pela<br />
específicos que incluam a análise estrutural<br />
sequências lineares de aminoácidos de uma<br />
Escherichia coli O157:H7. Por sua vez, a<br />
in sílico dos subtipos de toxinas do tipo<br />
proteína alvo (antígenos) (27) . Posteriormente,<br />
Toxina Shiga tipo 1a (STx1a) produzido<br />
Shiga produzidas pelos principais sorotipos<br />
as sequências de aminoácidos selecionadas<br />
pela Escherichia coli O111:H8 tem a sua<br />
de Escherichia coli já isolados em amostras<br />
foram submetidas e enviadas ao servidor<br />
subunidade A composta por cerca de 315<br />
humanas no Brasil.<br />
I- TASSER ®, que permite a modelagem<br />
aminoácidos e apresenta apenas 54,81%<br />
de proteínas e construção de estruturas<br />
e 54,49% de similaridade quando<br />
Materiais e Métodos<br />
conformacionais (tridimensionais) a partir<br />
comparada aos subtipos STx2a e STx2c<br />
Em um primeiro momento, foram<br />
de uma sequência linear de aminoácidos,<br />
respectivamente. Em contrapartida<br />
selecionados os subtipos de toxina shiga<br />
bem como também permite a predição de<br />
a subunidade A da STX1a apresenta<br />
(STx) produzidos por dois dos principais<br />
funções da sequência de aminoácidos uma<br />
100% de similaridade estrutural se<br />
sorotipos de STEC encontrados em<br />
vez determinada (28) . O uso da ferramenta<br />
comparada a essa mesma porção da<br />
amostras humanas no Brasil, levando<br />
PyMol permitiu que os epitopos presentes<br />
Toxina Shiga (STx) originalmente<br />
em consideração os seguintes fatores:<br />
em sequências lineares preditos pelo<br />
produzida pela enterobactéria Shigella<br />
relevância clínica e epidemiológica e<br />
BepiPred 2.0 fossem evidenciados em<br />
dysenteriae, sendo essa composta<br />
potencial de patogenicidade. As sequências<br />
estrutura conformacional.<br />
também por 315 aminoácidos.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 43
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ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
Com os resultados das predições realizadas<br />
pelo BepiPred 2.0 foi possível a identificação<br />
e localização de possíveis epitopos presentes<br />
nas sequências lineares de aminoácidos<br />
selecionados, que possam ser especificamente<br />
reconhecidos por linfócitos B e estimular a<br />
produção de imunoglobulinas específicas ao<br />
gerar resposta imune.<br />
Figura 2: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A da STx2a, onde o fragmento<br />
com o maior potencial antigênico está localizado entre os aminoácidos 51-57 (E), aparecendo destacados.<br />
Figura 3: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A da STx2c, onde a porção<br />
localizada entre os aminoácidos 51-56 (E) apresentou alto potencial antigênico.<br />
Predição de epitopos em sequências<br />
lineares de STx2a e STx2c<br />
Compartilhando aproximadamente 99,69% de<br />
homologia (áreas conservadas) em sua estrutura<br />
primária de aminoácidos, as subunidades A<br />
da Toxina Shiga Tipo 2a (STx2c) e Toxina Shiga<br />
Tipo 2C (STx2c) são, basicamente, idênticas<br />
antigenicamente. Assim sendo, em suas<br />
sequências compostas por 319 aminoácidos, a<br />
partir dos resultados obtidos pelo BepiPred 2.0,<br />
foi possível a identificação de treze epitopos com<br />
valores potenciais de antigenicidade acima do<br />
limiar selecionado (0,5), sendo que o epitopo<br />
identificado considerado o de maior relevância<br />
na STx2a, foi o epitopo localizado na porção<br />
entre os aminoácidos 51 à 57 (EHISQGT) por ter<br />
apresentado valores de propensão antigênica<br />
acima de 0,61 (figura 2). Considerando a<br />
sequência de aminoácidos da STx2c, o epitopo<br />
que apresentou maior propensão antigenica foi<br />
o fragmento localizado entre os aminoácidos 51<br />
a 56 (EHISQG), também apresentando valores de<br />
antigenicidade acima de 0,61 (figura 3).<br />
Figura 4: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A STx1a, onde o epitopo de<br />
maior relevância e potencial antigênico presente na sequência aparece destacado em amarelo na porção entre os aminoácidos 51 e 58.<br />
Figura 5: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A STx1a, onde o segundo<br />
epitopo com probabilidade antigênica presente na sequência aparece destacado, entre os aminoácidos 209 a 211.<br />
Predição de epitopos em sequência<br />
linear STx1a<br />
A partir dos resultados do BepiPred<br />
2.0, foram identificados dez epitopos<br />
(considerando-se o score de 0,50)<br />
presentes na sequência linear composta<br />
por 315 aminoácidos da subunidade A<br />
correspondente a Toxina Shiga Tipo 1a<br />
(STx1a), sendo que os seguintes epitopos<br />
foram considerados como sendo de maior<br />
relevância por ambos possuírem potencial<br />
de antigenicidade (0,63) acima do limiar;<br />
sendo um destes fragmentos localizados<br />
na porção entre os aminoácidos 51 e<br />
58 (QTISSGGT) representado na figura<br />
4, e o outro fragmento localizado<br />
entre os aminoácidos 209 à 211 (GRS)<br />
(figura 5); Tendo os resultados, foi<br />
possível concluir que a subunidade A<br />
da STx1a é significativamente distinta<br />
antigenicamente aos outros dois<br />
subtipos estudados.<br />
0 46<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />
Modelagem por homologia- STx2a e STx2c<br />
Considerando a alta similaridade estrutural e<br />
antigênica existente entre os subtipos STx2a e<br />
STx2c, a partir do software I-TASSER foi possível<br />
a construção de uma estrutura conformacional a<br />
partir de uma sequência linear de aminoácidos<br />
das proteínas selecionadas. Tendo a estrutura<br />
conformacional, o uso da ferramenta PyMol<br />
possibilitou a evidenciação dos epitopos que<br />
apresentaram maior potencial de antigenicidade<br />
preditos pela ferramenta BepiPred 2.0<br />
Discussão<br />
De acordo com os resultados obtidos pela<br />
ferramenta BepiPred 2.0 anteriormente<br />
apresentados nesta pesquisa, a subunidade<br />
A da STx1a apresentou em sua sequência<br />
primária de aminoácidos o fragmento<br />
localizado entre os aminoácidos 51 e 57 como<br />
sendo o fragmento com o maior potencial de<br />
reconhecimento imunológico por linfócitos B,<br />
sendo assim, este epitopo foi considerado como<br />
o de maior relevância nesta sequência. A análise<br />
estrutural da subunidade A da STx2c permitiu o<br />
reconhecimento da alta similaridade estrutural<br />
e antigênica da sequência quando comparada<br />
a mesma subunidade pertencente a STx2a,<br />
corroborando com os resultados obtidos pela<br />
análise de similaridade realizada pela ferramenta<br />
BLAST, onde o resíduo localizado entre os<br />
aminoácidos 51-56 foi considerado como sendo<br />
o epitopo com maior propensão antigênica.<br />
Figura 7. Estrutura conformacional da subunidade A dos subtipos STx2a e STX2c, onde os epitopos preditos com o score acima do limiar de<br />
0,5 estão evidenciados em azul, e a região correspondente ao epitopo predito de maior potencial antigênico em ambas as toxinas (fragmento<br />
localizado entre os aminoácidos 51-57 e entre os aminoácidos 51-56) está evidenciado em verde.<br />
Quando analisada a sequência de aminoácidos<br />
da subunidade A da STx1a, esta se mostrou<br />
significativamente distinta estruturalmente e<br />
antigenicamente quando comparada a mesma<br />
porção dos outros subtipos de toxina selecionados,<br />
apresentando como o epitopo de maior<br />
relevância predito, o fragmento localizado entre<br />
os aminoácidos 51-58; o resíduo localizado entre<br />
os aminoácidos 209-211 apesar de apresentar<br />
alta probabilidade com seu potencial antigênico<br />
acima do limiar (Score), este fragmento não será<br />
considerado como sendo de alta relevância por ter<br />
um menor comprimento de aminoácidos.<br />
A modelagem por homologia, permitiu a<br />
construção de uma estrutura conformacional<br />
a partir de uma sequência linear de<br />
aminoácidos, com o uso da ferramenta PyMol<br />
foi possível a identificação de resíduos alvo,<br />
de forma a evidenciar os epitopos preditos<br />
com maior potencial de reconhecimento por<br />
linfócitos B.<br />
Em suma, a realização da presente pesquisa<br />
permitiu a identificação e localização de<br />
possíveis epitopos presentes em sequências<br />
lineares que possuam alta probabilidade de<br />
reconhecimento por linfócitos B, sendo assim,<br />
capazes de gerar resposta imunológica com<br />
produção de imunoglobulinas (anticorpos)<br />
específicas, podendo esses fragmentos do<br />
antígeno serem considerados como potenciais<br />
alvos vacinais e de neutralização do sítio ativo<br />
da toxina o que em tese, seria de grande<br />
interesse no desenvolvimento de possíveis<br />
fórmulas com potenciais imunizantes e<br />
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 47
Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
neutralizantes, que visem a prevenção e o<br />
tratamento com minimização dos agravos<br />
clínicas que podem incluir a ocorrência<br />
de diarreia, colite hemorrágica e, em<br />
pesquisa possibilitou o reconhecimento,<br />
a partir do uso de ferramentas da<br />
clínicos decorrentes das infecções por<br />
casos mais graves a Síndrome Hemolítico<br />
bioinformática (BepiPred- 2.0 e I- TASSER)<br />
STEC; assim como, esses resíduos com altos<br />
Urêmica (SHU), doença caracterizada<br />
de epitopos presentes nas sequências<br />
potenciais antigênicos, também possam<br />
pela presença de anemia hemolítica do<br />
de aminoácidos da subunidade A das<br />
vir a ser aplicados e mais amplamente<br />
tipo microangiopática, trombocitopenia e<br />
citotoxinas selecionadas que possuam<br />
estudados no que tange ao desenvolvimento<br />
insuficiência renal aguda. No Brasil dois<br />
a probabilidade de serem reconhecidos<br />
e aperfeiçoamento de testes diagnósticos que<br />
dos sorotipos do microrganismo têm maior<br />
por linfócitos B, sendo capazes de<br />
utilizam-se de metodologias diagnósticas<br />
relevância: a Escherichia coli 0111:H8 e a<br />
gerar resposta imune com produção<br />
baseadas na ligação antígeno- anticorpo,<br />
Escherichia coli O157:H7, sendo estas<br />
de anticorpos; sendo estes fragmentos<br />
tendo como exemplo os métodos ELISA<br />
capazes de produzir os seguintes subtipos<br />
considerados potenciais alvos vacinais e de<br />
(Enzyme-Linked ImmunoSorbent Assay) e<br />
da citotoxina, respectivamente: STx1a e<br />
neutralização da toxina. Espera-se que a<br />
métodos de imunocromatografia no qual se<br />
STx2a/ STX2c. Com a realização do presente<br />
realização da presente pesquisa contribua<br />
baseiam os chamados “testes rápidos”, o que<br />
estudo foi possível o cumprimento dos<br />
de alguma forma para maiores estudos<br />
em tese seria de grande valia para incentivo<br />
objetivos de pesquisa anteriormente<br />
que envolvam o uso de ferramentas<br />
à uma maior empregabilidade de métodos<br />
determinados, sendo assim, foi possível<br />
de bioinformática no estudo e analise<br />
diagnósticos específicos para o diagnóstico<br />
a descrição da estrutura proteica geral<br />
estrutural de sequências que possuam<br />
específico em casos de infecção por STEC.<br />
e comum à todos os subtipos da toxina;<br />
alguma relevância em saúde, objetivando<br />
bem como, foi possível determinar o<br />
contribuir também para o desenvolvimento<br />
Conclusão<br />
grau de homologia existente entre os<br />
de fórmulas com potenciais imunizantes<br />
Em suma, a Escherichia coli Produtora<br />
subtipos escolhidos, com posterior análise<br />
ou de neutralização para a prevenção e<br />
de Toxina Shiga (STEC) consiste em<br />
estrutural e antigênica in sílico com o<br />
tratamento nas infecções por STEC, como<br />
uma categoria da espécie composta por<br />
objetivo de identificar epitopos presentes<br />
também espera-se que os resultados da<br />
diversos sorotipos de microrganismos,<br />
em sequências lineares e conformacionais<br />
presente pesquisa possam de alguma<br />
cujo principal fator de virulência é a<br />
de aminoácidos do sítio ativo enzimático<br />
forma contribuir para o desenvolvimento<br />
capacidade de produzir uma variedade<br />
(subunidade A) dos três subtipos<br />
de testes diagnósticos baseados na<br />
de potentes citotoxinas com alto<br />
produzidos pelos principais sorotipos<br />
ligação antígeno e anticorpo, contribuindo<br />
potencial de patogenicidade: as Toxinas<br />
da bactéria encontrados em amostras<br />
assim para uma maior disponibilidade e<br />
Shiga (STx). Sendo a infecção por STEC<br />
humanas no Brasil. Além também de<br />
empregabilidade de métodos diagnósticos<br />
e seus efeitos citotóxicos capazes de<br />
ter sido possível alcançar os resultados<br />
específicos a serem utilizados no<br />
desencadear uma série de manifestações<br />
esperados, pois a realização da presente<br />
diagnóstico de infecções por STEC.<br />
0 48<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
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17. Bergan J, Dyve Lingelem AB, Simm R, Skotland T, Sandvig<br />
K. Shiga toxins. Toxicon. 2012;60(6):1085-107.<br />
18. Lingwood C. Verotoxin Receptor-Based Pathology and<br />
Therapies. Front Cell Infect Microbiol. 2020;10:123.<br />
19. Pereira EM, Silva ASd, Silva RNd, Monte Neto JT, Nascimento<br />
FFd, Sousa JLM, et al. CD77 levels over enzyme replacement<br />
treatment in Fabry Disease Family (V269M). Jornal brasileiro<br />
de nefrologia : 'orgao oficial de Sociedades Brasileira e Latino-<br />
Americana de Nefrologia. 2018;40(4):333-8.<br />
20. Guth BEC. Escherichia coli Produtora de Toxina Shiga<br />
(STEC). in: Trabulsi LR, Alterthum F. Microbiologia. 6 ed. São<br />
Paulo: Atheneu; 2015. p. 311-315.<br />
21. Rivas M, Chinen I, Miliwebsky E, Masana M. Risk Factors<br />
for Shiga Toxin-Producing Escherichia coli-Associated Human<br />
Diseases. Microbiology Spectrum. 2014;2(5).<br />
22. G.M. Gonzalez A, M.F. Cerqueira A. Shiga toxin-producing<br />
Escherichia coli in the animal reservoir and food in Brazil.<br />
Journal of Applied Microbiology.n/a(n/a).<br />
23. Cavalcanti AMF, Hernandes RT, Takagi EH, Guth BEC, Ori<br />
ÉdL, Pinheiro SRS, et al. Virulence Profiling and Molecular<br />
Typing of Shiga Toxin-Producing E. coli (STEC) from Human<br />
Sources in Brazil. Microorganisms. 2020;8(2):171.<br />
24. Ori EL, Takagi EH, Andrade TS, Miguel BT, Cergole-Novella<br />
MC, Guth BEC, et al. Diarrhoeagenic Escherichia coli and<br />
Escherichia albertii in Brazil: pathotypes and serotypes over<br />
a 6-year period of surveillance. Epidemiology and Infection.<br />
2019;147:e10.<br />
25. Gomes TAT, Elias WP, Scaletsky ICA, Guth BEC, Rodrigues<br />
JF, Piazza RMF, et al. Diarrheagenic Escherichia coli. Brazilian<br />
journal of microbiology : [publication of the Brazilian Society<br />
for Microbiology]. 2016;47 Suppl 1(Suppl 1):3-30.<br />
26. Castro VS, Figueiredo E<strong>Ed</strong>S, Stanford K, McAllister T,<br />
Conte-Junior CA. Shiga-Toxin Producing Escherichia Coli in<br />
Brazil: A Systematic Review. Microorganisms. 2019;7(5):137.<br />
27. Jespersen MC, Peters B, Nielsen M, Marcatili P.<br />
BepiPred-2.0: improving sequence-based B-cell epitope<br />
prediction using conformational epitopes. Nucleic acids<br />
research. 2017;45(W1):W24-W9.<br />
28. Yang J, Zhang Y. Protein Structure and Function Prediction<br />
Using I-TASSER. Current protocols in bioinformatics.<br />
2015;52:5.8.1-5.8.15.<br />
PREDIÇÃO DE EPITOPOS E ANÁLISE ESTRUTURAL DE SUBTIPOS DE TOXINA<br />
SHIGA LIKE PRODUZIDOS POR ESCHERICHIA COLI NO BRASIL.<br />
Autores:<br />
Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²<br />
1<br />
Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas. Avenida Santo Amaro, nº 1239, Vila Nova Conceição, São Paulo- SP.<br />
2<br />
Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Avenida Professor Lineu Prestes, Nº 1374, Butantã, São Paulo- SP.<br />
0 50<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
GESTÃO LABORATORIAL<br />
2022 – O QUE OS GESTORES LABORATORIAIS<br />
DEVEM ESPERAR E FAZER?<br />
Por Humberto Façanha da Costa Filho<br />
As pessoas físicas normalmente, por costume,<br />
fazem um balanço do ano que finda, oram,<br />
agradecem e pedem ajuda para a realização dos<br />
seus sonhos. Chama a atenção que, sendo está<br />
uma época de festas, de grandes encontros<br />
familiares, no entanto, muitas pessoas sentem<br />
nostalgia. Existem diversas explicações para<br />
este fato, conforme ensinam os profissionais,<br />
especialistas em comportamento humano. De<br />
qualquer forma, o importante é que as pessoas<br />
refletem, analisam e fazem planos para o ano<br />
que inicia. De forma semelhante, as pessoas<br />
jurídicas devem atualizar o planejamento<br />
estratégico dos seus negócios. Girar o ciclo<br />
PDCA, método de gestão do terceiro milênio,<br />
verificando a realização das tarefas planejadas,<br />
o atingimento das metas estipuladas, eventuais<br />
desvios, propositura de ações corretivas e<br />
preventivas, enfim, elaborar, por assim dizer,<br />
um novo planejamento estratégico, capaz de<br />
reduzir o risco de insolvência e incrementar a<br />
competitividade empresarial, visando assegurar<br />
não só a sobrevivência, mas, aumentar a<br />
produtividade organizacional. Vale lembrar que,<br />
um verdadeiro planejamento deve definir as<br />
metas dos seus processos, com base na<br />
concorrência, mediante o uso de um<br />
imagem: Freepik.com<br />
benchmarking competitivo. Somente desta<br />
forma pode aumentar a chance de obter sucesso<br />
perene. Dito isto, que reflexões podemos<br />
fazer para os laboratórios clínicos,<br />
considerando cenários do ano de 2022? A<br />
suposta capacidade de prever o futuro cabe aos<br />
videntes. Nós, gestores laboratoriais, devemos<br />
utilizar as ferramentas científicas, os<br />
computadores, os algoritmos matemáticos,<br />
tudo com base em banco de dados e softwares,<br />
para tentar minimizar as incertezas e aumentar<br />
as probabilidades de estimar com mais precisão<br />
o futuro, contudo, talvez, esta pertença mais à<br />
Deus. Longe disto ser motivo para desistir de<br />
planejar, ao contrário, justifica mais a<br />
necessidade do ato de planejar! Pessoalmente,<br />
creio que a pandemia da COVID 19 está<br />
longe de acabar. O alfabeto grego ainda<br />
dispõe de muitas letras para assegurar a<br />
denominação de novas variantes, talvez, ainda<br />
seja necessária a utilização de índices: alfa dois;<br />
alfa 3 etc. Quem sabe quantas novas vacinas<br />
surgirão e quantas doses de cada uma serão<br />
necessárias? Quiçá isto esteja fortemente mais<br />
correlacionado à ganância de grandes grupos<br />
empresariais, conglomerados financeiros<br />
(indústria farmacêutica e correlatos;<br />
megainvestidores...) ou ainda, disputa de poder<br />
político, ideologias, enfim, mais correlacionado<br />
ao egoísmo humano do que com a verdadeira<br />
busca para a recuperação da saúde da<br />
humanidade. Sendo assim, por decorrência,<br />
0 52<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
GESTÃO LABORATORIAL<br />
os gestores laboratoriais podem esperar,<br />
pelo menos, a manutenção da demanda<br />
de todo o elenco de exames relacionados<br />
com a pandemia, todavia, já sem mais o<br />
boas oportunidades surjam, ou, se<br />
juntarem em empresas tipo cooperativas,<br />
com centrais de produção regionais,<br />
objetivando reduzir custos operacionais<br />
situação clínica, do contrário, não entrariam no<br />
laboratório. Então, o mais lógico, mais racional,<br />
é que os custos de produção (variáveis,<br />
marginais) sejam os mais baixos possíveis, uma<br />
mesmo ímpeto do seu início. Digamos<br />
(variáveis no coletivo e fixos no aspecto<br />
vez que os clientes acreditam que neste quesito,<br />
assim, tais exames passam a ser incorporados<br />
individual de cada laboratório cooperado). A<br />
TODOS OS LABORATÓRIOS SÃO IGUAIS!<br />
ao rol da rotina normal do laboratório, nada<br />
concorrência pelo mercado (receita)<br />
Entretanto, os gestores sabem que a QUALIDADE<br />
mais de excepcional. No campo das fusões e<br />
continua, contudo, pelo lado dos custos<br />
INTRÍNSECA (Exatidão e precisão) DOS EXAMES,<br />
aquisições, o mercado já deriva para negócios<br />
haverá uma queda significativa,<br />
não deve ser desprezada, jamais. Então, como<br />
entre grupos verticalizados e de grande porte.<br />
aumentando as chances de um futuro<br />
produzir barato na atual situação de que cada<br />
Aquisições, digamos diretas, estão ocorrendo<br />
melhor. O diferencial para ganhar os<br />
laboratório tem sua própria central de produção?<br />
com laboratórios de menor produção, uma vez<br />
clientes passa a ser a qualidade dos<br />
Se numa cidade com 200 mil habitantes temos<br />
que entre os grandes, as possibilidades estão<br />
serviços. A qualidade intrínseca dos exames é<br />
20 ou 30 pequenas centrais? É obvio que se for<br />
exaurindo. No meu ponto de vista, isto significa<br />
atributo mandatório, não irá mais diferenciar os<br />
somente uma imensa central, comprando os<br />
que os pequenos e médios laboratórios<br />
laboratórios. É como uma companhia aérea<br />
insumos em grandes lotes, negociando<br />
que operam de forma isolada, devem<br />
proclamar aos sete ventos que os seus aviões<br />
comodatos com significativo poder de barganha<br />
começar a se preocupar com o seu futuro,<br />
voam! Isto é o mínimo que se espera de uma<br />
junto aos fornecedores, se financiando junto a<br />
pois, se não estiverem longe dos grandes<br />
empresa aérea. Do mesmo modo, o que<br />
estes, através de amplos prazos de faturamento,<br />
centros, portanto, imunes a concorrência<br />
qualquer cliente espera de um laboratório é que<br />
os custos de produção de uma cooperativa serão<br />
predatória, talvez seja melhor vender, caso<br />
os exames evidenciem corretamente a sua<br />
bem menores. O grande desafio dessa solução<br />
é, mais uma vez, vencer o egoísmo humano.<br />
Normalmente, gestores laboratoriais vêm os<br />
concorrentes como inimigos a serem destruídos,<br />
nunca como possíveis parceiros para uma<br />
solução. Por que sobrevivermos juntos, se é<br />
possível nos matarmos separados? No campo<br />
institucional, os gestores laboratoriais devem<br />
se preocupar em 2022 com um aspecto<br />
fundamental para a sobrevivência dos seus<br />
laboratórios: estabelecimento do marco<br />
regulatório para o negócio das análises<br />
clínicas. Sem isto, falta ao mercado, uma<br />
legislação o mais completa possível para<br />
imagem: Freepik.com<br />
delimitar quem faz o que e como fazer.<br />
0 54<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Atualmente impera quase que uma<br />
promiscuidade no exercício profissional<br />
(análises clínicas), onde, praticamente todo<br />
mundo pode se envolver com o NOBRE CAMPO<br />
Federações, Conselhos Profissionais,<br />
apoio político etc., visando de forma<br />
obstinada, regulamentar esta área, de<br />
suma importância para a sobrevivência<br />
laboratórios são alternativas de investimentos,<br />
portanto, devem ser geridos de forma<br />
profissional, por especialistas na área (Afinal,<br />
quem faz implante dentário com um ferreiro?) e<br />
GESTÃO LABORATORIAL<br />
DO TRATAMENTO DA SAÚDE, pois, de uma forma<br />
dos laboratórios no longo prazo.<br />
com suporte tecnológico às decisões, não<br />
ou de outra, a diversidade de profissionais e<br />
CONCLUSÃO: há pouco tempo, em um<br />
teremos grandes chances de vislumbrar um<br />
empresas que recepcionam, buscam, entregam,<br />
aplicativo de convívio profissional, li o<br />
futuro auspicioso. Não há alternativa<br />
colhem e realizam exames laboratoriais, é<br />
posicionamento de um dono de laboratório que<br />
honesta possível a não ser gestão<br />
imensa! Cada qual submetido, ou o que é pior,<br />
disse textualmente “É hora de sair das<br />
baseada em evidências científicas. É o que<br />
não submetido à diferentes exigências para o<br />
cordas”, se referindo naturalmente, a um<br />
oferecemos aos nossos clientes: gestão<br />
desempenho de idênticas finalidades. Pergunto:<br />
ringue de combate. Disse ainda que os<br />
profissional para um futuro perene! Esperando<br />
ou moralizamos está situação ou nos<br />
laboratórios devem mudar um pouco o foco do<br />
termos contribuído para os negócios na área das<br />
locupletamos? A resposta só pode ser uma, esta<br />
dia a dia e se reinventar. Para verem os “Cases”<br />
análises clínicas, nos despedimos até a próxima<br />
situação deve ser resolvida mediante<br />
de sucesso que recentemente quebraram<br />
edição da revista NewsLab.<br />
organização, disciplina, LEGISLAÇÃO, que<br />
paradigmas, enfim, que os gestores laboratoriais<br />
estabeleça as devidas normas técnicas para<br />
deveriam deixar de reclamar e se lamentar de<br />
Boa sorte e sucesso!<br />
todos os processos envolvidos e, sobretudo, as<br />
forma sistemática e buscarem soluções. Achei<br />
Humberto Façanha<br />
responsabilidades dos profissionais envolvidos.<br />
estas colocações muito interessantes e me<br />
Trata-se da saúde pública! E, nesta área,<br />
questiono se já não está na hora de fazermos<br />
irresponsabilidades não devem ser admitidas.<br />
“algo mais” ao invés de continuarmos<br />
Tudo deve ser disciplinado, controlado, pois,<br />
fazendo “mais do mesmo”? De uma coisa eu<br />
vidas não têm preços. Os gestores<br />
tenho certeza: se não fizermos o BÁSICO, o<br />
laboratoriais devem se unir, buscar as<br />
MÍNIMO QUE SE ESPERA, que é uma GESTÃO<br />
Sociedades Científicas, Sindicatos,<br />
ECONÔMICA PROFISSIONAL, pois os<br />
Desafios econômicos durante e pós pandemia?<br />
Humberto Façanha<br />
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Professor e engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro<br />
da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas<br />
(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor<br />
do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA),<br />
curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.<br />
www.unidosconsultoria.com.br<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 55
MATÉRIA DE CAPA<br />
VAMOS JUNTOS?<br />
Com gestão integrada e em consonância com as demandas do mercado, Grupo Prime cresce e<br />
se consolida como operador logístico focado na área da saúde.<br />
São 8 horas da manhã de uma segunda-feira.<br />
Um homem, de 45 anos, se dirige a um<br />
hospital para fazer a tomografia computadorizada<br />
que havia agendado há algumas<br />
semanas. Uma mulher, de 65, entra na sala<br />
de cirurgia para passar por uma osteossíntese<br />
e colocar um parafuso no fêmur, fraturado<br />
após uma queda. Uma gestante, de 25,<br />
acessa o site de um laboratório de diagnósticos<br />
para verificar se os resultados dos<br />
exames que fez já estão disponíveis.<br />
Situações corriqueiras? Sim, mas... E se o<br />
tomógrafo apresentar algum problema e<br />
deixar de funcionar? E se, durante a cirurgia,<br />
houver necessidade de um outro parafuso<br />
não disponível nas dependências do hospital?<br />
E se os reagentes que permitem a análise dos<br />
exames laboratoriais ficarem parados, dentro<br />
do caminhão de transporte, pela fiscalização<br />
do município onde reside a jovem grávida,<br />
devido a um problema na documentação não<br />
detectado pelo fabricante?<br />
Foto: da esquerda para a direita: Roberto Monteiro (Diretor Financeiro), Márcio Maiorino (Diretor Administrativo) , Wilson Santos<br />
(CEO & Diretor Comercial), Adriano Trevisan (Diretor de Inovação) , Marcos Pinheiro (Diretor de Armazenagem).<br />
As respostas não são simples, mas podem<br />
ser dadas pelo Grupo Prime, operador<br />
logístico focado na área da saúde que, há 16<br />
anos, cumpre todas as normas e exigências<br />
sanitárias, fiscais e regulatórias determinadas<br />
pelos órgãos competentes para prover<br />
os clientes de soluções customizadas, que<br />
assegurem flexibilidade, transparência e<br />
agilidade para lidar, inclusive, com situações<br />
tão distintas e urgentes como essas.<br />
Além do frete e<br />
da armazenagem<br />
O trabalho da Prime não consiste, apenas,<br />
em separar os insumos necessários e<br />
fazê-los chegar ao destino final em<br />
condições adequadas e no menor tempo<br />
possível. Ou, então, em contatar o cliente<br />
para resolver a pendência fiscal. A Prime<br />
torna-se, cada vez mais, especialista em<br />
gerar e compartilhar informações de<br />
maneira personalizada, a fim de garantir<br />
acuracidade a todo o processo logístico e<br />
serenidade aos clientes. “Somos um<br />
operador que não entrega apenas a carga.<br />
Entregamos informação dedicada”, ressalta<br />
Wilson Santos, CEO e diretor comercial do<br />
Grupo Prime.<br />
É esta informação que embasa todo o<br />
trabalho desenvolvido e roteiriza os<br />
caminhos que a empresa vai percorrer junto<br />
aos clientes. É esta informação que está por<br />
trás dos investimentos correntes em<br />
estrutura e treinamento e do profundo<br />
conhecimento administrativo e fiscal<br />
necessário para lidar com as diferenças nas<br />
legislações dos 26 estados brasileiros e do<br />
Distrito Federal. É ela que minimiza os riscos<br />
envolvidos em cargas tão sensíveis, que<br />
garante solidez financeira e o cumprimento<br />
de todas as determinações sanitárias. É ela<br />
que permite a rastreabilidade e o monitoramento<br />
de todos os processos e que ajuda a<br />
Prime a diagnosticar as demandas dos<br />
clientes para poder entregar a eles a resposta<br />
mais completa, no menor prazo.<br />
Para se ter uma ideia, é possível acompanhar,<br />
quase que instantaneamente, via<br />
sistema, o momento em que a carga foi<br />
entregue e em qual temperatura os<br />
produtos ficaram acondicionados durante<br />
todo o trajeto, independentemente se ele<br />
foi de poucos ou muitos quilômetros. “Um<br />
item que deve ser mantido entre 2 e 8o C<br />
também tem de ser transportado nessas<br />
condições. E garantir que ele saia de São<br />
Paulo rumo a Teresina, por exemplo, sem<br />
sofrer alteração de temperatura, só é possível<br />
para quem tem logística muito eficiente. Nós<br />
não só temos, como mostramos que temos”,<br />
enfatiza Roberto Costa, controller do Grupo<br />
Prime.<br />
0 56<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição 168 | Novembro 2021
Uma das razões para isso é o fato de o Grupo<br />
estar constantemente aprimorando o<br />
próprio parque logístico e propondo<br />
soluções inovadoras, que garantam um<br />
atendimento rápido, em conformidade com<br />
as regras sanitárias e sem impactar os<br />
inúmeros processos internos. Segundo<br />
Marcos Pinheiro, diretor da Divisão Storage,<br />
apesar de o crescimento da logística no País<br />
estar cada vez mais consolidado e acelerado,<br />
há carência de empresas que, como a<br />
Prime, tenham flexibilidade operacional. “A<br />
nossa intenção é sempre oferecer aos<br />
clientes operações totalmente customizadas<br />
e em regiões estratégicas no cenário<br />
nacional, tudo com controle e monitoramento<br />
em tempo real do estoque, ou seja,<br />
uma gestão de estoque com segurança e<br />
acuracidade. Por isso, para os próximos três<br />
anos, a previsão é de dobrarmos a capacidade<br />
física das nossas instalações."<br />
MATÉRIA DE CAPA<br />
Foto: Gerente de Operação Luiz Junior, analisando<br />
inventário, em tempo real.<br />
Nos mínimos detalhes<br />
A estrutura para fazer tudo acontecer de maneira legal e completamente monitorada é grande. A começar pela frota. Os caminhões<br />
têm sensores em dois pontos, de tecnologias diferentes, que disponibilizam a leitura da temperatura on-line, tanto para a Prime<br />
como para seus clientes. Além disso, contam com estrutura térmica no baú, sistemas de back-up, rastreamento e alimentação de<br />
energia, equipamentos de refrigeração, rampa pneumática e, para o caso do transporte<br />
de sensíveis, como equipamentos médicos e hospitalares, ainda são preparados para<br />
não transferir energia para a carga.<br />
Segundo Márcio Maiorino, diretor administrativo do Grupo Prime, a revalidação de tudo<br />
o que é investido nesses veículos é feita a cada seis meses ou um ano e há, inclusive,<br />
colaboradores encarregados apenas disso.<br />
“Não damos brechas para erros. Hoje, quando o nosso motorista sai, ele sabe onde<br />
vai parar para abastecer, quais são os pontos de descanso. Ao chegar ao local de<br />
entrega, precisa dar baixa no sistema automaticamente. Meu cliente, então, entra<br />
com login e senha e visualiza tudo depois de menos de um minuto. Caso o motorista<br />
não dê baixa naquela entrega corretamente, não consegue sair para a próxima,<br />
porque tudo está linkado no caminhão para um completo gerenciamento de risco.<br />
“Tudo é 100% monitorado”, afirma Wilson Santos.<br />
Neste ano, o Grupo Prime vai lançar um carro<br />
conceito ainda mais moderno, que contará com<br />
toda a tecnologia de segurança disponível no<br />
mercado. “Haverá, por exemplo, câmera de<br />
fadiga, câmera de detecção de uso de celular e<br />
de carona, além de leitura de biometria facial,<br />
em que o veículo só ligará após reconhecimento<br />
do rosto do motorista”, antecipa Adriano<br />
Trevisan, diretor de Inovação.<br />
E não para por aí. Com a crescente demanda por<br />
ESG (Environmental, Social and Governance),<br />
uma espécie de reconhecimento de boas<br />
práticas ambientais, sociais e de governança nas<br />
empresas, o Grupo Prime já vislumbra a inclusão<br />
de veículos elétricos em sua frota a partir de<br />
2022. “Nossos esforços em boas práticas de<br />
responsabilidade social corporativa fazem com<br />
que consigamos participar e ser avaliados por<br />
plataformas como a Ecovadis, a primeira<br />
plataforma colaborativa que permite às<br />
empresas monitorar o desempenho em<br />
desenvolvimento sustentável de seus fornecedores,<br />
em 150 setores e 110 países”, esclarece<br />
Roberto Costa.<br />
Storage:<br />
controle integral<br />
A mesma filosofia e os mesmos cuidados<br />
que pautam a Divisão Cargo do Grupo,<br />
responsável pelo transporte, conduzem<br />
os trabalhos na divisão Storage, de<br />
armazenagem. Tudo o que entra e sai<br />
das seis unidades da Prime, espalhadas<br />
pelas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e<br />
Centro-Oeste, é devida e exaustivamente<br />
controlado, assim como as especificidades<br />
de cada produto. “Temos rastreabilidade<br />
total dos itens: do horário de<br />
entrada, de quem os recebeu, da quantidade,<br />
do lote, da data de vencimento, de<br />
quem fez as documentações, do local em<br />
que está armazenado, em qual temperatura.<br />
É um sistema bastante robusto e<br />
totalmente validado”, explica Marcos<br />
Pinheiro, diretor da Divisão Storage.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição 168 | Novembro 2021 0 57
MATÉRIA DE CAPA<br />
Inclusive, a Anvisa (Agência Nacional de<br />
Vigilância Sanitária), que determina todos os<br />
pormenores do processo de armazenamento e<br />
distribuição de itens relacionados à saúde,<br />
concedeu à matriz da Prime, em Barueri (SP), o<br />
“Certificado de Boas Práticas de Distribuição e<br />
Armazenagem”. O selo confirma que a empresa<br />
segue todos os procedimentos existentes<br />
para garantir a qualidade, a integridade e a<br />
segurança dos produtos, como rastreabilidade,<br />
medição e monitoramento, além de passar por<br />
auditorias constantes.<br />
O resultado dessa expertise é facilmente<br />
observado: há peças de equipamentos<br />
armazenadas na Prime que podem ser<br />
entregues em até duas horas. “A minha<br />
média, porém, é de 40 minutos. É este tipo de<br />
velocidade de que o cliente precisa”, avalia o<br />
diretor de Storage.<br />
Situadas em Recife (PE), Goiânia (GO),<br />
Contagem (MG), Campinas (SP), Duque de<br />
Caxias (RJ) e Joinville (SC), as demais unidades<br />
do Grupo Prime têm papel fundamental para<br />
viabilizar a velocidade dos processos. “Os<br />
clientes levam as peças da matriz para essas<br />
unidades para que, assim, o atendimento<br />
daquela região seja mais rápido”, explica.<br />
E o trabalho só tende a aumentar. Com a nova<br />
matriz, que está sendo construída<br />
também em Barueri, cidade paulista<br />
eleita como a melhor do País para o<br />
setor de serviços, o Grupo Prime vai<br />
ampliar em mais de 70% a capacidade<br />
de armazenamento disponível em relação à<br />
unidade atual. Hoje, a empresa está situada<br />
em uma planta com 6.500 m2 de área total e<br />
3.200 m2 de área fabril. Na nova unidade,<br />
serão 11 mil m2 com 5.600 m2 destinados a<br />
armazenamento, sem contar que haverá<br />
espaços amplos dedicados às demandas dos<br />
clientes, como áreas técnicas e administrativas.<br />
“Somos e ficaremos ainda mais próximos<br />
dos clientes. A Prime é uma extensão da<br />
empresa deles”, ressalta Pinheiro.<br />
O novo armazém, com previsão de inauguração<br />
em 2022, será totalmente climatizado<br />
e controlado, e informações referentes aos<br />
produtos, como temperatura, umidade,<br />
quantidade e validade, poderão ser monitoradas<br />
pelos clientes de maneira remota.<br />
Para isso, a Prime está implantando<br />
ferramentas de RFID (Radio Frequency<br />
Identification) e IOT (Internet of Things),<br />
além do uso de drones para possibilitar o<br />
inventário automatizado dos itens. “O novo<br />
prédio vai nascer tecnologicamente e processualmente<br />
muito avançado. Nosso intuito é<br />
gerar ainda mais agilidade e segurança e<br />
ampliar o acompanhamento dos indicadores<br />
da carga”, ressalta Adriano Trevisan, diretor<br />
de Inovação.<br />
E Wilson Santos, CEO da empresa, complementa:<br />
“Cada item de Storage estará na<br />
‘nuvem’, e o nosso cliente vai ‘enxergar<br />
aquele ser vivo’, vai acompanhar o trajeto<br />
“Somos e ficaremos ainda mais próximos dos clientes.<br />
A Prime é uma extensão da empresa deles.”<br />
que percorreu para chegar ao local para<br />
onde ele vendeu – quando entrou, quando<br />
saiu, em qual temperatura foi mantido.<br />
Estamos levando a logística para dentro<br />
da sala do cliente”.<br />
Entrega<br />
sob medida<br />
O intuito é, realmente, fazer a inovação e a<br />
tecnologia extrapolarem os limites físicos do<br />
Grupo Prime e ajudarem os clientes a vivenciar<br />
soluções para as próprias necessidades. “Nossa<br />
principal característica é prover serviços personalizados<br />
e trabalhar com agilidade na adequação<br />
desses serviços para cada cliente”, enfatiza<br />
Adriano Trevisan.<br />
E como funciona, na prática? A Prime, por<br />
meio de sua “Fábrica de softwares”, mapeia<br />
a demanda externa, diagnostica e encontra<br />
uma solução que pode ser processual, fiscal<br />
ou tecnológica, por exemplo. Então, entrega<br />
para o cliente um produto novo, desenvolvido<br />
sob medida e suportado por um sistema.<br />
“Entender o processo do meu cliente tem um<br />
peso muito grande porque é o que vai<br />
garantir que a nova tecnologia seja realmente<br />
implantada. Ideia, sem implantação, é<br />
sonho. A gente tem de realizar, e é o que<br />
temos feito, até porque a nossa fábrica de<br />
softwares vive dentro da logística, fala a<br />
mesma língua do motorista, do funcionário<br />
que trabalha no armazém. Quando<br />
vou ensinar os funcionários do meu<br />
cliente a trabalhar de uma forma<br />
diferente, quando vou implantar<br />
um sistema lá, funciona, porque<br />
quem trabalha no armazém dele tem o<br />
mesmo perfil de quem trabalha no meu”,<br />
explica o diretor de Inovação.<br />
Fotos: Construção da Nova Unidade (11 mil m²) em Barueri, São Paulo.<br />
0 58<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição 168 | Novembro 2021
MATÉRIA DE CAPA<br />
Foto: Frota Própria para Transporte de Cargas, com alta tecnologia embarcada.<br />
Além disso, imersos no dia a dia da<br />
logística, os desenvolvedores do Grupo<br />
conseguem vislumbrar lacunas e, então,<br />
criar soluções para que o sistema do<br />
cliente fique exatamente como ele quer<br />
e, ainda, “converse” com o da Prime.<br />
“Conseguimos inovar para o cliente,<br />
fazer com que ele entre na nossa velocidade,<br />
na velocidade do mercado”, afirma<br />
Wilson Santos.<br />
Segundo Márcio Maiorino, diretor<br />
administrativo da Prime, o Grupo Prime<br />
cresceu 80% nos últimos três anos.<br />
“Expandimos em todas as áreas e não<br />
conseguimos, hoje, enxergar os limites para<br />
este crescimento.” Tanto é que novos<br />
serviços estão sendo apresentados ao<br />
mercado, como é o caso da desinstalação<br />
de equipamentos, da gestão de estoque e<br />
dos postos de armazenagem avançados<br />
(leia “Você precisa, a gente faz”).<br />
Foto: Líder Operacional Valmir de Oliveira, realizando o<br />
recebimento do material na Câmara Fria.<br />
E vem mais por aí, seja no que se refere à<br />
operação logística de próteses e órteses, seja no<br />
controle de ativos, seja na construção de bases<br />
de apoio próximas a hospitais. Solidez financeira<br />
não falta para isso: 12% do faturamento total do<br />
Grupo é reinvestido na própria Prime. Também<br />
não faltam ideias. “Ainda não somos 5% do que<br />
seremos”, promete Wilson Santos, CEO e diretor<br />
comercial do Grupo.<br />
O horizonte de oportunidades que a Prime<br />
vislumbra e que carrega em seu DNA só é factível<br />
graças ao minucioso trabalho desempenhado<br />
pela equipe de gestão da empresa. “Neste<br />
segmento de mercado que está sempre oferecendo<br />
novos desafios dos pontos de vista regulatório e<br />
operacional, é fundamental apoiarmos as<br />
iniciativas provenientes do constante crescimento<br />
corporativo de forma bastante estruturada e<br />
equilibrada, preservando a saúde financeira da<br />
empresa. Isso é possível a partir de muito planejamento<br />
na aplicação de recursos, de gestão<br />
eficiente dos gastos, do estabelecimento de<br />
parcerias sólidas e da avaliação do cenário<br />
macroeconômico para subsidiar a tomada de<br />
decisões”, conclui o controller do Grupo Prime,<br />
Roberto Costa.<br />
Você precisa, a gente faz!<br />
Mais do que um operador logístico focado na<br />
área da saúde, o Grupo Prime faz questão de se<br />
colocar como um exímio prestador de serviços.<br />
E, como tal, é muito hábil em identificar as<br />
lacunas existentes e entregar as soluções que o<br />
mercado procura. Bons exemplos disso são os<br />
novos serviços que a empresa oferece:<br />
desinstalação de equipamentos e gestão<br />
de estoque avançado.<br />
A desinstalação de equipamentos é um<br />
serviço indicado para os clientes que têm<br />
um parque instalado de equipamentos<br />
que precisam ser removidos ou realocados,<br />
seja para manutenção ou, até<br />
mesmo, em função do fim de um contrato<br />
de comodato ou consignação. E qual o<br />
papel da Prime nisso? Como o próprio<br />
nome sugere, assumir a etapa de desinstalação,<br />
que seria realizada pela equipe<br />
de engenharia do fabricante. Assim, há<br />
uma redução no custo do processo e o<br />
cliente pode focar a atuação da própria<br />
equipe técnica para a instalação de<br />
equipamentos, ou seja, para a atividade<br />
que vai gerar receita.<br />
Já a gestão de estoque avançado promete<br />
desonerar o cliente de processos fiscais,<br />
licenças obrigatórias e gestão de espaço<br />
para armazenagem, além de garantir uma<br />
melhor gestão no fluxo de caixa. Como?<br />
Com a criação de pontos de armazenagem<br />
da Prime em lugares próximos – e convenientes<br />
– para o cliente. Isso diminui o<br />
tempo (e o custo!) de distribuição, além<br />
de favorecer a criação de um equilíbrio<br />
financeiro entre os gastos logísticos e as<br />
receitas do cliente, que ganha maior<br />
liberdade para executar, por exemplo, o<br />
plano de expansão comercial. Ele vende e<br />
a Prime, de maneira otimizada, cuida de<br />
toda a operação logística.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição 168 | Novembro 2021 0 59
RADAR CIENTÍFICO 1<br />
ALÉM DE DETECTAR A VARIANTE OMICRON,<br />
OS TESTES PCR TAQPATH COVID-19 DA THERMO FISHER SCIENTIFIC TAMBÉM<br />
FUNCIONAM COMO ESTRATÉGIA DE TRIAGEM INICIAL DA NOVA VARIANTE<br />
A Thermo Fisher Scientific, líder mundial à<br />
serviço da ciência, confirmou que seu teste<br />
TaqPath COVID-19 CE-IVD RT-PCR Kit, baseado na<br />
reação em cadeia da polimerase (PCR), utilizado<br />
amplamente na detecção do vírus SARS-CoV-2,<br />
não tem sua eficiência comprometida pela nova<br />
variante de preocupação B.1.1.529, a variante<br />
Omicron, conservando a precisão técnica dos<br />
resultados de COVID-19 realizados com estes<br />
testes.<br />
A variante Omicron, que teve seu status elevado<br />
à "variante de preocupação" pela Organização<br />
Mundial da Saúde (OMS), tem mais de 30<br />
mutações somente na proteína S (de spike).<br />
A OMS relatou que as evidências preliminares<br />
sugerem um risco aumentado de transmissão<br />
em comparação com outras variantes de<br />
preocupação. Estas informações estão levando<br />
a novas restrições de viagens e também<br />
estimulando pesquisas para verificar o real<br />
impacto da nova variante na eficácia das vacinas<br />
e nos testes existentes. Tanto a OMS quanto os<br />
Centros Europeus de Controle de Doenças já<br />
relataram que se valeram dessa característica<br />
específica de alguns testes de PCR chamada<br />
de “falha do gene S” ou “Dropout do Gene S”<br />
que ajudou na rápida identificação da variante<br />
Omicron. Esse teste é o TaqPath COVID-19 da<br />
Thermo Fisher Scientific.<br />
Isso revela que os testes com esta peculiaridade<br />
técnica podem servir como uma ferramenta útil<br />
na detecção imediata da nova variante, mesmo<br />
que ainda dependa de uma confirmação por<br />
sequenciamento do genoma viral. Os casos da<br />
nova variante foram identificados pela primeira<br />
vez na África do Sul, mas agora seguem sendo<br />
relatados em pelo menos mais uma dúzia de<br />
países ao redor do mundo.<br />
Os ensaios TaqPath COVID-19 foram projetados<br />
para detectar infecções por SARS-CoV-2<br />
identificando três genes alvos das regiões do<br />
vírus: orf1a/b, S e N do vírus. Esta abordagem<br />
de múltiplos genes permite que o teste forneça<br />
resultados com maior precisão, mesmo no caso<br />
em que um dos alvos seja afetado por alguma<br />
eventual mutação. É esse o caso da variante<br />
Omicron. Por conter muitas mutações no gene<br />
S, esse alvo acaba sendo impactado, ocorrendo<br />
a chamada “falha do gene S”. No entanto, os<br />
demais alvos gênicos orf1a/b e N dos testes<br />
TaqPath COVID-19 não são afetados por<br />
nenhuma das mutações presentes na variante<br />
Omicron, conforme relatado na avaliação de<br />
sequências no banco de dados público GISAID.<br />
Com isso, a precisão geral dos testes TaqPath<br />
COVID-19 segue inalterada.<br />
Em maiores detalhes, foi descoberto que<br />
a variante Omicron possui a mutação 69-<br />
70del do gene S, identificada pela primeira<br />
vez como sendo uma mutação da variante<br />
alfa. Esta mutação, então, ocasiona o<br />
chamado “dropout ou falha do gene S” nos<br />
resultados do teste TaqPath, o que pode<br />
sugerir aos pesquisadores e profissionais<br />
da saúde que a infecção em questão possa<br />
ser um novo caso da variante do Omicron,<br />
permitindo uma triagem inicial da nova<br />
variante. A confirmação final deve então ser<br />
realizada sequenciando a amostra ou através<br />
de genotipagem com ensaios de mutação<br />
específicos para a Omicron.<br />
"O teste da Thermo Fisher nos permitiu<br />
detectar casos que podem conter a nova<br />
variante, identificando amostras com a falha<br />
do gene S", disse Tulio de Oliveira, diretor do<br />
Centro de Inovação e Resposta a Epidemias<br />
(CERI) da Universidade Stellenbosch e do<br />
UKZN, South África. "Esta identificação<br />
precoce é muito importante para nos ajudar<br />
a rastrear e entender a propagação da<br />
variante B.1.1.529 pela África do Sul e pelo<br />
mundo."<br />
0 60<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
A essência<br />
da VIDA é<br />
a mudança.<br />
A Vida Biotecnologia dá mais<br />
um passo em sua trajetória e<br />
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sua busca constante pela<br />
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mundo. Vamos evoluir juntos?<br />
B I O T E CN<br />
Evoluir para<br />
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B I O T E CNO L OGIA
RADAR CIENTÍFICO 1<br />
Os ensaios de genotipagem específicos<br />
para detectar a variante Omicron já estão<br />
disponíveis também no Painel de Mutações<br />
TaqMan da Thermo Fisher. Este painel, que<br />
atualmente é usado para fins de pesquisa<br />
e confirmação de casos positivos dentro<br />
do laboratório, tem um menu completo de<br />
mais de 50 ensaios para avaliar os casos<br />
confirmados de COVID-19 e identificar<br />
todas as principais variantes e mutações<br />
conhecidas.<br />
Além dos testes TaqPath COVID-19 originais,<br />
a Thermo Fisher desenvolveu os testes<br />
TaqPath COVID-19 2.0 com um design de<br />
ensaio avançado para compensar as mutações<br />
emergentes. Os ensaios TaqPath COVID-19 2.0<br />
detectam a presença de SARS-CoV-2 utilizando<br />
oito genes alvos nas regiões orf1a/b e N do<br />
vírus. Esses ensaios também foram avaliados<br />
em relação às sequências no banco de dados<br />
público GISAID e confirmados in silico acerca<br />
da detecção de todas as mutações da B.1.1.529<br />
sem que haja perda de sensibilidade.<br />
"Como todos os vírus, sempre soubemos que<br />
o SARS-CoV-2 continuaria a sofrer mutações<br />
e que estratégias eficientes de testagem são<br />
a chave para conter a pandemia", disse Mark<br />
Stevenson, vice-presidente executivo e diretor<br />
de operações da Thermo Fisher Scientific. "É<br />
por isso que desenvolvemos ensaios com<br />
verificações e balanços integrados adicionais,<br />
para garantir que os médicos, pesquisadores<br />
e funcionários da saúde pública tenham<br />
ferramentas eficazes para testar com precisão<br />
o COVID-19, mesmo com a evolução da<br />
composição genética do vírus."<br />
A Thermo Fisher está comprometida em<br />
apoiar a resposta mundial à pandemia,<br />
monitorando novas variantes do SARS-<br />
CoV-2 e desenvolvendo soluções de teste<br />
inovadoras, adaptativas e consistentes. Este<br />
trabalho ajuda a rastrear e, posteriormente, a<br />
limitar a disseminação da COVID-19, ajudando<br />
comunidades a se manterem saudáveis.<br />
O kit TaqPath COVID-19 CE-IVD RT PCR foi lançado em março 2020 e<br />
a versão 2.0 para pesquisa lançada em junho de 2021.<br />
Para mais informações, visite: https://www.thermofisher.com/covid19<br />
Saiba mais em thermofisher.com<br />
O TaqPath COVID-19 está validado e segue funcionando para detecção da COVID-19 em<br />
casos de infecção pela variante Omicron e suas sublinhagens BA.1, BA.2 e BA.3. A mutação<br />
S69-70del está presente apenas nas sublinhagens BA.1 e BA.3, portanto o padrão de<br />
detecção baseado na falha do gene S não é observado para a BA.2.<br />
Para mais informações sobre as soluções de NGS Oncomine acesse oncomine.com © 2021 Thermo Fisher Scientific Inc. Todos os direitos reservados.<br />
Todas as marcas comerciais são propriedades da Thermo Fisher Scientific e suas subsidiárias, salvo especificação contrária. COL013820 1220.<br />
062<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Optilite ® melhora a eficiência<br />
Fluxo de trabalho<br />
Segurança dos resultados<br />
Menu de testes<br />
Gamopatias Monoclonais<br />
Freelite (cadeias leves livres kappa<br />
e lambda), Hevylite (cadeias<br />
leves+pesadas)<br />
Sistema Imune<br />
IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de<br />
IgG e IgA, Sistema Complemento (CH50,<br />
C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)<br />
Sistema nervoso central<br />
Albumina, Freelite Mx, Cistatina e<br />
Imunoglobulinas no líquor.<br />
Nefrologia<br />
Cistatina, Microalbumina<br />
Beta-2-Microglobulina, Transferrina<br />
Proteínas Específicas<br />
PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina,<br />
Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,<br />
Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,<br />
Alfa-1-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),<br />
entre outras.<br />
Freelite ® é marca registrada da empresa The Binding Site Group, Birmingham, Reino Unido
MINUTO LABORATÓRIO<br />
QUAL O IMPACTO DO RESULTADO<br />
DE GLICEMIA COM RELAÇÃO AO TEMPO DE CENTRIFUGAÇÃO<br />
DAS AMOSTRAS APÓS A COLETA?<br />
Por Daniela Martinelli Béo, Fábia Bezerra e Marcia Ribeiro.<br />
Sabemos que possíveis interferências no tempo inadequado de<br />
centrifugação das amostras de sangue em geral, é um dos erros mais<br />
graves na fase pré-analítica e quando se trata de analitos mais sensíveis<br />
De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), o<br />
soro deve ser obtido após a retração completa do coágulo, do qual<br />
ocorre conforme tabela abaixo:<br />
como a Glicose, a criticidade aumenta.<br />
Após a coleta da amostra as células sanguíneas continuam a degradar<br />
a glicose para atender as necessidades energéticas. E a velocidade<br />
de consumo da glicose depende do número dos elementos figurados<br />
presentes na amostra, portanto, o tempo de transporte, temperatura<br />
e o objeto deste estudo que é o tempo de centrifugação, interferem<br />
diretamente na performance da fase analítica. Quanto maior o tempo de<br />
contato do soro com esses elementos faz com que ocorra um aumento da<br />
ação enzimática chamada glicólise, ou seja, a glicólise é uma sequência<br />
de reações que converte a glicose em piruvato, havendo produção de<br />
energia em forma de ATP.<br />
Os resultados de glicemia dos pacientes no tempo de 30 minutos após<br />
a coleta foram considerados valores padrão e foram submetidos ao<br />
coeficiente de variação intraindividual (CVi) estipulado pelo banco de<br />
dados da Federação Europeia de Química Clínica e Medicina Laboratorial<br />
(EFLM). Através do CVi estipulado, foi calculado o mínimo e máximo<br />
que cada amostra de glicose poderia performar sem impacto na clínica<br />
do paciente. As dosagens de glicose com amostras com centrifugação<br />
tardia foram coloridas em tabela de acordo com a legenda abaixo:<br />
Nesta pesquisa, 20 voluntários participaram do estudo, onde foram<br />
coletados de cada um, três amostras de sangue em tubo com gel<br />
separador com ativador de coágulo (tubo amarelo) e centrifugamos nos<br />
seguintes tempos após a coleta:<br />
A primeira amostra foi centrifugada após 30 minutos;<br />
A segunda amostra foi centrifugada após 3 horas;<br />
E a terceira amostra centrifugada 6 horas após a coleta.<br />
0 64<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
MINUTO LABORATÓRIO<br />
A demora na centrifugação causou a diminuição dos resultados em<br />
todas as amostras analisadas. Pacientes pré-diabéticos (glicose<br />
de 100 a 125 mg/dL em jejum) apresentaram valores normais de<br />
glicose se o tempo de centrifugação da amostra fosse maior que 1<br />
hora após a coleta.<br />
Da mesma forma, a demora na centrifugação da amostra pode<br />
ocasionar para pacientes diabéticos (glicose >125 mg/dL) uma<br />
subnotificação do seu estado, por apresentar resultados de glicose<br />
mais baixo que o real.<br />
As amostras centrifugadas após 3 horas, apresentaram uma média<br />
de diminuição de 12% dos resultados quando comparado ao padrão<br />
de centrifugação (30 minutos após a coleta)<br />
A média da diferença entre os resultados aumenta para 20% quando<br />
centrifugadas após 6 horas pós coleta.<br />
O impacto da demora no tempo da centrifugação ocasiona mudança<br />
no valor de diagnóstico dos exames dos pacientes e, dessa forma,<br />
compromete a assertividade da conduta médica.<br />
Conforme observado, o tempo de centrifugação inadequado<br />
compromete seriamente os resultados reportados das amostras,<br />
mudando o valor de diagnóstico do paciente e podendo comprometer<br />
os resultados reais de glicemia. Por este motivo, na fase préanalítica,<br />
o comprometimento dos profissionais que realizam a<br />
centrifugação é fundamental para liberarmos resultados fidedignos,<br />
assim como o cuidado com a temperatura do transporte, calibração<br />
e rotação da centrifuga, por exemplo.<br />
Referências:<br />
• Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (47.: 2013: São Paulo)<br />
Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/<br />
ML): coleta e preparo da amostra biológica. – Barueri, SP : Manole : Minha <strong>Ed</strong>itora, 2014.<br />
• Costa GV, Moreli, LM. Principais parâmetros biológicos avaliados em erros na fase<br />
préanalítica de laboratórios clínicos: revisão sistemática. Jornal Brasileiro de Patologia<br />
Medicina Laboratorial. 201248 (3)163-168.<br />
• Costa S. L. de. Gestão da Qualidade Laboratorial: é preciso entender as variáveis para<br />
controlar o processo e garantir a segurança do paciente. Análises Clínicas 36 (1) 1-12.<br />
• Chaves CD. Controle de qualidade no laboratório de análises clínicas. Jornal Brasileiro de<br />
Patologia e Medicina Laboratorial. 201046 no(5) 120-128<br />
• Banco de dados de variação biológica EFLM - European Federation of Clinical Chemistry<br />
and Laboratory Medicine<br />
• Federação Europeia de Química Clínica e Medicina Laboratorial. Disponível em .<br />
• Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2019-2020. Disponível em .<br />
Daniela Martinelli Béo<br />
Biomédica, Analista da Qualidade<br />
Hapvida Diagnósticos<br />
Fábia Bezerra<br />
Biomédica, Gerente da Qualidade Corporativa<br />
Hapvida Diagnósticos<br />
Marcia Ribeiro<br />
Biomédica, Diretora SADT<br />
Hapvida Diagnósticos<br />
0 66<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
BIOQUÍMICA<br />
O QUE É UM ZIMOGÊNIO<br />
Por Brunno Câmara<br />
Um zimogênio também é denominado como<br />
proenzima. Ou seja, é um precursor (def.:<br />
aquilo que vem antes) inativo de uma enzima.<br />
Ativação do zimogênio<br />
Para virar uma enzima ativa e exercer suas<br />
funções, o zimogênio precisa passar por<br />
alguma mudança bioquímica.<br />
Exemplos dessas mudanças são uma reação<br />
de hidrólise ou uma mudança de configuração<br />
para revelar o sítio ativo.<br />
A parte retirada que estava inativando-o<br />
e pode ser um único peptídeo ou pode ser<br />
alguma dobra num domínio com mais de 100<br />
resíduos de aminoácidos.<br />
Exemplos de zimogênios<br />
O pepsinogênio é um zimogênio produzido<br />
e liberado por células do estômago. Ele é<br />
ativado pelo ácido clorídrico, quando 44<br />
aminoácidos são clivados da molécula.<br />
Assim, origina-se a pepsina. Uma enzima que<br />
cliva proteínas em peptídeos menores.<br />
Outro exemplo é o angiotensinogênio, que<br />
é o zimogênio da angiotensina I. Para sua<br />
ativação é necessário que a enzima renina<br />
faça a clivagem.<br />
Os zimogênios mais conhecidos são aqueles<br />
envolvidos na coagulação. No sangue, são<br />
proteínas inativas. Mas, quando ocorre<br />
algum dano endotelial, são ativadas<br />
sequencialmente.<br />
Então, temos, por exemplo, a protrombina<br />
(zimogênio) e a trombina (ativa); Fator<br />
IX (zimogênio) e Fator IX ativado; Fator X<br />
(zimogênio) e Fator X ativado.<br />
Não podemos esquecer também da fibrinólise,<br />
onde o plasminogênio (zimogênio) dá origem<br />
à plasmina (enzima ativa), que vai degradar a<br />
fibrina formada.<br />
Importância<br />
Imagine que a pepsina estivesse o tempo<br />
todo ativa no nosso trato digestivo. Ou que<br />
os fatores da coagulação estivessem o tempo<br />
todo se ativando, produzindo coágulos.<br />
0 68<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
BIOQUÍMICA<br />
Seria um grande problema para o organismo.<br />
Por isso, essa forma inativa da enzima é muito<br />
importante. É um controle para que a enzima<br />
só atue quando realmente precisa atuar.<br />
Ela está lá presente. Pronta para agir. Mas,<br />
precisa de um "comando".<br />
Após realizar suas funções ela volta a<br />
ser inativada ou é degradada. E, assim, o<br />
equilíbrio (homeostase) fica garantido.<br />
Referências<br />
Lu, H., Cassis, L., Kooi, C. et al. Structure and<br />
functions of angiotensinogen. Hypertens Res 39,<br />
492–500 (2016). https://doi.org/10.1038/hr.2016.17<br />
Chakraborty, P., Acquasaliente, L., Pelc, L.A. et al.<br />
Interplay between conformational selection and<br />
zymogen activation. Sci Rep 8, 4080 (2018). https://<br />
doi.org/10.1038/s41598-018-21728-9<br />
Charithani B. Keragala, Robert L. Medcalf;<br />
Plasminogen: an enigmatic zymogen. Blood 2021;<br />
137 (21): 2881–2889. doi: https://doi.org/10.1182/<br />
blood.2020008951<br />
Autor:<br />
Brunno Câmara<br />
Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de<br />
Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área de concentração: virologia). Criador e<br />
administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.<br />
Contato: @biomedicinapadrao<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 69
NEUROCIÊNCIA EM FOCO<br />
A SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA<br />
SOB A PERSPECTIVA DA NEUROCIÊNCIA<br />
Por Dr. Fabiano de Abreu<br />
Estudo científico analisa a relação entre a<br />
fadiga e as disfunções neuronais na sociedade<br />
contemporânea<br />
Meu estudo científico analisa a relação entre<br />
a fadiga e as disfunções neuronais. A fadiga<br />
é um mal vivido por todos os seres humanos<br />
que resulta da disfunção entre a dopamina<br />
e o cortisol, dois hormônios de extrema<br />
importância para o bem estar e qualidade de<br />
vida. Enquanto a dopamina é relacionada com a<br />
sensação de recompensa ou prazer, o cortisol é<br />
conhecido como o “hormônio do estresse”.<br />
Segundo a Organização Mundial da Saúde<br />
(OMS), a fadiga é dividida em etapas de acordo<br />
com os estímulos que a provocam. Podemos<br />
citar como exemplo, a fadiga muscular,<br />
resultante da atividade física excessiva. Existe<br />
também a fadiga mental, que advém da<br />
atividade constante de transmissão e recepção<br />
de informação. Todavia, quando a fadiga tornase<br />
recorrente, manifestando-se de forma<br />
exacerbada, ela passa a ser considerada como<br />
Síndrome da Fadiga Crônica (SFC).<br />
Não existe uma resposta concreta para como<br />
se dá essa doença. Entretanto, alguns estudos<br />
apontam que pode ser resultado da ação<br />
dos neurotransmissores, que agem como<br />
mensageiros químicos que transportam,<br />
estimulam e equilibram os sinais entre os<br />
neurônios e as outras células do corpo.<br />
Segundo meu estudo, as atividades<br />
desempenhadas pelo indivíduo e os estímulos<br />
que elas promovem geram influência direta na<br />
liberação de neurotransmissores. Portanto, a<br />
nossa forma de vida e organização social está<br />
diretamente relacionada com o funcionamento<br />
cerebral. Até 12 mil anos atrás, o homem vivia<br />
exaustivamente na caça de animais perigosos e<br />
coleta para a sua sobrevivência. Nesta fase da<br />
história, o hominídeo não era parte do topo da<br />
cadeia alimentar. Através da sua inteligência e<br />
capacidade de abstração, o homem conquistou o<br />
topo da cadeia alimentar e também a revolução<br />
tecnológica. Eis então que o ser humano passa<br />
a viver de uma forma que exige mais atividade<br />
cerebral: entretanto, houve uma evolução<br />
tecnológica, não uma evolução cerebral.<br />
Ao invés de beneficiar a inteligência<br />
e capacidade cognitiva, os hábitos<br />
comportamentais contemporâneos, como<br />
o mau uso da internet, estão diminuindo a<br />
inteligência humana. A mente do homem<br />
contemporâneo é sobrecarregada de<br />
informação em uma escala jamais vista<br />
anteriormente, sendo a Síndrome de Fadiga<br />
Crônica uma das consequências decorrente do<br />
abuso de informações ininterruptas.<br />
Em suma, hoje vivemos em uma era<br />
repleta de coisas que transbordam<br />
e vão além da nossa mentalidade.<br />
Usamos a mente sem parar, de forma<br />
inadequada e como consequência<br />
vivemos a sensação de fadiga e cansaço,<br />
como resposta do corpo perante a<br />
disfunção de neurotransmissores. Uma<br />
das respostas finais dos estímulos<br />
mentais prejudiciais exacerbados são<br />
distúrbios dos neurotransmissores,<br />
como a Síndrome de Fadiga Crónica,<br />
uma doença que afeta prejudicialmente<br />
a qualidade de vida da pessoa.<br />
Autor:<br />
Dr. Fabiano de Abreu<br />
Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues é PhD em Neurociências, Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com formações<br />
também em neuropsicologia, licenciatura em biologia e em história, tecnólogo em antropologia, pós graduado em Programação Neurolinguística, Neuroplasticidade, Inteligência<br />
Artificial, Neurociência aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, Filosofia, Jornalismo e formação<br />
profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International,<br />
diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro<br />
da Mensa e Intertel, associação de pessoas de alto QI e especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 100 estudos publicados.<br />
0 70<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
MEDICINA GENÔMICA<br />
O QUE É UM GENOMA DE REFERÊNCIA?<br />
O genoma de referência é uma representação linear do genoma de uma espécie, que é utilizada como padrão<br />
para comparação em pesquisa básica e na construção de outros genomas.<br />
Por: Nágela G. Safady<br />
Para sequenciar um genoma, o DNA é<br />
fragmentado para que o equipamento consiga<br />
ler a sequência de nucleotídeos. Depois que estes<br />
curtos fragmentos são sequenciados, é necessário<br />
colocá-los novamente na ordem da sequência de<br />
DNA. Quando se trata do genoma humano, o<br />
número de fragmentos pode chegar a bilhões.<br />
Portanto, para facilitar o trabalho da montagem<br />
e analisar as variações do material genético, é<br />
utilizada uma sequência modelo de genoma<br />
conhecida como genoma de referência.<br />
Como o genoma de referência foi<br />
desenvolvido?<br />
O genoma de referência é uma representação<br />
linear do genoma de uma espécie. A maioria dos<br />
genomas de referência são haplóides, apenas<br />
uma fita de DNA, no entanto, algumas regiões<br />
com grande diversidade alélica são representadas<br />
mais de uma vez em sequências alternativas.<br />
O primeiro rascunho do que seria o genoma<br />
humano foi produzido depois de 15 anos do<br />
esforço internacional do Projeto Genoma Humano<br />
através do sequenciamento Sanger, publicado pela<br />
primeira vez em 2001. Em 2003 foi anunciado<br />
o sequenciamento do genoma “completo”,<br />
representado por 99% do material genético, com<br />
algumas lacunas ainda desconhecidas.<br />
Exemplo de uma montagem de genoma a partir do genoma de referência<br />
O Projeto Genoma Humano também incentivou As pesquisas relacionadas ao sequenciamento do<br />
o desenvolvimento de princípios sobre o genoma humano enfrentaram diversos desafios na área<br />
compartilhamento dados genômicos, de bioinformática, como na montagem das sequencias de<br />
como os Princípios das Bermudas, que garantiu<br />
que o genoma de referência fosse um recurso<br />
DNA, uma vez que o genoma humano é denso e repleto<br />
de regiões repetitivas. No entanto, com o desenvolvimento<br />
público. Com isso, o aprimoramento da de novas técnicas, como do Sequenciamento de Nova<br />
construção genômica evolui rapidamente no<br />
meio científico, utilizando o primeiro genoma<br />
Geração que permite sequenciar bilhões de fragmentos<br />
de uma só vez, junto com o avanço de algoritmos da<br />
humano sequenciado como base para o bioinformática, a construção do genoma humano teve<br />
desenvolvimento de outras construções.<br />
uma grande evolução.<br />
0 72<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Um ano de novas<br />
possibilidades<br />
ao seu lado.<br />
Nosso relacionamento é feito com base no respeito e transparência.<br />
Mais do que isso, nossa união é feita do compartilhamento de sonhos e experiências.<br />
Que em 2022 possamos reafirmar o poder dos nossos laços e criar, juntos, infinitas<br />
possibilidades. Vem com a gente?<br />
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MEDICINA GENÔMICA<br />
Em 2007 foi criado o Genome Research<br />
NCBI35 (hg17): Esta construção também foi<br />
GRCh37 (hg19): Esta construção foi<br />
Consortium (CRG), uma colaboração entre o<br />
produzida pelo International Human Genome<br />
produzida pelo Genome Reference<br />
The Wellcome Sanger Institute, representado<br />
pela Genome Reference Informatics Team, o<br />
McDonnell Genome Institute da Washington<br />
University (MGI), o European Bioinformatics<br />
Institute (EBI) e o The National Center for<br />
Sequencing Consortium e lançada em 2004.<br />
Ela é considerada “finalizada”, o que indica<br />
que a sequência é altamente precisa, com<br />
menos de um erro por 10.000 bases.<br />
Consortium em fevereiro de 2009. Além<br />
dos cromossomos “regulares”, o genoma<br />
também contém 9 sequências alternativas<br />
de haplótipos.<br />
Biotechnology Information (NCBI). Desde<br />
então, o consórcio tem o objetivo de melhorar<br />
os conjuntos de genoma de referência de<br />
humanos, camundongos e peixes-zebra,<br />
além do esforço para garantir que variações<br />
complexas dentro de uma espécie sejam<br />
capturadas e representadas.<br />
NCBI36 (hg18): Lançado em março<br />
de 2006 (NCBI Build 36.1) também foi<br />
desenvolvido pelo International Human<br />
Genome Sequencing Consortium. Este<br />
genoma de referência também inclui<br />
4 regiões alternativas de haplótipos<br />
GRCh38 (hg38): Lançado em 2013, O Build<br />
38 é o mais recente genoma de referência<br />
até o momento. CRCh38 representou uma<br />
atualização significativa devido à sua<br />
precisão pois apresentava pouco menos de<br />
1000 lacunas desconhecidas no genoma.<br />
Desde então, ele foi repetidamente<br />
Principais genomas humanos de referência<br />
Quais são os genomas humano de referência?<br />
NCBI34 (hg16): A sequência de referência<br />
humana (NCBI Build 34) foi produzida pelo<br />
International Human Genome Sequencing<br />
Consortium e lançada em julho de 2003.<br />
Esta sequência cobre cerca de 99% das<br />
(sequências que não podem ser<br />
representadas em um único genoma).<br />
Este genoma foi o primeiro a ser<br />
empregado com a tarefa de alinhar<br />
leituras de sequenciadores NGS (o<br />
Illumina GAII) e foi usado pelo projeto<br />
“corrigido”. Desde seu lançamento, esta<br />
versão é atualizada periodicamente para<br />
corrigir pequenos erros ou lacunas. No<br />
entanto, ainda está faltando 5 a 10% do<br />
genoma, incluindo todos os centrômeros<br />
e outras regiões desafiadoras, como genes<br />
regiões contendo genes no genoma e foi<br />
piloto para 1000 Genomas para<br />
que codificam as sequências de RNA que<br />
sequenciada com uma precisão de 99,99%.<br />
identificar milhões de variantes.<br />
formam ribossomos.<br />
0 74<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Qual genoma humano de referência<br />
Onde consigo baixar o genoma de referência?<br />
Em outras palavras, os genomas de<br />
MEDICINA GENÔMICA<br />
devo usar?<br />
As duas principais plataformas para fazer o<br />
referência não são baseados em genoma<br />
Cada nova versão do genoma humano de<br />
download das diferentes versões do genoma<br />
completamente saudável, de um ancestral<br />
referência teve sua precisão e integridade<br />
de referência são:<br />
comum, ou que represente a maioria da<br />
melhorada. Portanto, o ideal é utilizar a<br />
população mundial. Por exemplo, o genoma<br />
última versão do genoma de referência,<br />
The UCSC Genome Browser: hospedado<br />
de referência GRch37 foi desenvolvido<br />
GRCh38 (Hg38) pois ela possui as<br />
no site da University of California, Santa<br />
a partir de 13 voluntários anônimos em<br />
informações mais atualizadas da sequência<br />
do genoma humano. Por isso, esta construção<br />
é a referência para muitos projetos de grande<br />
escala, incluindo o Projeto 100.000 Genomas<br />
do Reino Unido.<br />
Cruz, que usa a nomenclatura Hg38 para a<br />
última versão do genoma de referência.<br />
The Genome Reference Consortium:<br />
hospedado pelo NCBI, usa a nomenclatura<br />
GRCh38 para a última versão do genoma de<br />
referência.<br />
Buffalo, nos Estados Unidos, sendo que<br />
cerca de 80% do genoma de referência<br />
vieram de 8 pessoas e, aproximadamente<br />
70% do genoma total vieram de apenas<br />
um homem, designado “RP11”.<br />
No entanto, em alguns casos é necessário<br />
O genoma de referência é<br />
O alinhamento com a referência para<br />
identificar variantes relacionadas à doença<br />
usar a versão anterior de genoma de<br />
representativo?<br />
ainda é uma etapa importante na maioria<br />
referência, Hg19, como quando se<br />
Como dito anteriormente, embora a ideia<br />
das análises e é crucial em atribuições de<br />
está reanalisando um sequenciamento<br />
do genoma de referência seja representar o<br />
significância clínica. Em casos como esse,<br />
baseado na versão anterior do genoma<br />
material genético humano, a sua diversidade<br />
vieses no genoma de referência podem<br />
de referência. Isso porque as variantes<br />
alélica não é uma média da população global.<br />
levar a erros de interpretação. Por exemplo<br />
encontradas em um genoma de referência<br />
Na verdade, na maioria dos casos, esta<br />
se o genoma de referência possui um<br />
não necessariamente são encontradas no<br />
sequência de DNA contém longos trechos que<br />
alelo raro, a variante patogênica pode ser<br />
outro, o que pode afetar a análise.<br />
são altamente específicos a um indivíduo.<br />
ignorada como benigna.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 75
MEDICINA GENÔMICA<br />
Os projetos HapMap e subsequente Projeto<br />
uma coleção de múltiplos genomas de<br />
No entanto, o pan-genoma é representado<br />
1000 Genomas foram desenvolvidos a partir<br />
uma mesma espécie.<br />
através de um gráfico, diferente da forma<br />
da necessidade de amostrar uma diversidade<br />
linear do modelo utilizado atualmente.<br />
populacional mais ampla e que represente<br />
Esta estratégia já é bastante utilizada<br />
Portanto, qualquer alteração no genoma de<br />
melhor a variabilidade alélica humana. Além<br />
em pesquisa com plantas poliploides e<br />
referência atual exigirá um grande esforço<br />
disso, GRC está constantemente trabalhando<br />
bactérias, nas quais diferentes estirpes<br />
da área de genômica e bioinformática para<br />
para desenvolver conjuntos que representem<br />
podem apresentar diferentes genes,<br />
a adoção de novas práticas e algoritmos de<br />
melhor essa diversidade e forneçam dados<br />
uma vez que a maior representação<br />
análise.<br />
mais robustos para a análise do genoma.<br />
aumenta consideravelmente a chance<br />
de identificar variantes.<br />
Principais referências:<br />
Kaye AM, Wasserman WW. The genome atlas: navigating a<br />
Pan-genomas e o futuro do genoma de<br />
new era of reference genomes. Trends Genet. 2021;37(9):807-<br />
818. doi:10.1016/j.tig.2020.12.002<br />
referência<br />
A recomendação mais recente, e que está<br />
se tornando cada vez mais popular, é o<br />
Em um recente estudo que analisou o<br />
pan-genoma de indivíduos africanos foi<br />
determinado que cerca de 10% do genoma<br />
Ballouz S, Dobin A, Gillis JA. Is it time to change the reference<br />
genome?. Genome Biol. 2019;20(1):159. Published 2019<br />
Aug 9. doi:10.1186/s13059-019-1774-4<br />
Schneider VA et al. Evaluation of GRCh38 and de novo haploid<br />
genome assemblies demonstrates the enduring quality of the<br />
desenvolvimento de pan-genomas. Mais<br />
destes indivíduos não está presente no<br />
reference assembly. Genome Res 27, 849–864, doi:10.1101/<br />
gr.213611.116 (2017).<br />
complexo do que uma única sequência de<br />
genoma de referência GRCh38, o que reflete<br />
Sherman RM, Forman J, Antonescu V, et al. Assembly of<br />
a pan-genome from deep sequencing of 910 humans<br />
referência, um pan-genoma contém todas<br />
as sequências de DNA possíveis, ou seja,<br />
na baixa variabilidade e sobre a necessidade<br />
de referências específicas por população.<br />
of African descent [published correction appears in Nat<br />
Genet. 2019 Feb;51(2):364]. Nat Genet. 2019;51(1):30-35.<br />
doi:10.1038/s41588-018-0273-y<br />
FONTE:<br />
0 76<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
CITOMETRIA DE FLUXO<br />
CITOMETRIA DE FLUXO<br />
NO ACOMPANHAMENTO DO PACIENTE COM HIV<br />
Por: Helena Varela de Araújo, Rafaele Loureiro de Azevedo e Bruna Garcia Nogueira<br />
HIV e AIDS<br />
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é<br />
membro do gênero Lentivirus, que tem como<br />
característica um longo período de incubação,<br />
ou seja, um longo período entre a infecção e o<br />
aparecimento de sintomas. É o vírus causador<br />
da síndrome da imunodeficiência adquirida, a<br />
sida ou, do inglês, aids.<br />
O HIV pode infectar diversas células do sistema<br />
imune, principalmente linfócitos T CD4, também<br />
conhecidos como linfócitos T auxiliares. A entrada<br />
do vírus na célula acontece pela ligação da<br />
glicoproteína gp120, pertencente a sua estrutura,<br />
com a molécula CD4 das células-alvo. (1) A partir<br />
dessa ligação, o vírus é internalizado na célula<br />
pela fusão do envelope viral com a membrana<br />
celular. Depois de internalizado, o vírus se<br />
replica na célula infectada e posteriormente são<br />
liberados novos vírus e a célula infectada sofre<br />
apoptose (Figura 1).<br />
A infecção pelo HIV pode ser dividida<br />
em fases:<br />
- Fase aguda: ocorre nas primeiras semanas<br />
após a infecção pelo HIV. Nesse momento o<br />
vírus se replica intensivamente, dessa maneira,<br />
há alta carga viral e níveis descendentes de<br />
linfócitos T CD4. Nessa fase o indivíduo é<br />
altamente infectante e apresenta manifestações<br />
Figura 1 - Ciclo de vida do HIV.(1)<br />
clínicas semelhantes a outras infecções virais<br />
agudas, como, por exemplo, febre, cefaleia,<br />
sudorese e linfadenomegalia. Esse conjunto de<br />
manifestações clínicas é denominado Síndrome<br />
Retroviral Aguda (SRA), que é autolimitada<br />
e desaparece em três ou quatro semanas. Por<br />
serem sintomas comuns a qualquer infecção<br />
viral, raramente são atribuídos a infecção<br />
por HIV, fazendo com que a doença não seja<br />
diagnosticada nesta fase. (2)<br />
- Latência clínica: nessa fase o exame físico<br />
costuma ser normal, podendo haver ainda<br />
linfadenopatia após a fase aguda. Podem<br />
ocorrer alterações nos exames laboratoriais,<br />
porém sem muita repercussão clínica. A<br />
contagem de linfócitos T CD4 segue decrescente<br />
e as infecções começam a se tornar frequentes.<br />
Algumas manifestações são marcadores de<br />
imunodepressão grave e evolução para Aids,<br />
como candidíase oral e diarreia crônica. (2)<br />
- Síndrome da imunodeficiência<br />
adquirida (aids): nessa fase, a contagem<br />
de linfócitos T CD4 geralmente está em torno<br />
de 200 células/mm³. O aparecimento de<br />
infecções oportunistas e neoplasias (exemplo:<br />
sarcoma de Kaposi, Linfoma não-Hodgkin e<br />
câncer de colo de útero) é definidor de aids.<br />
Entre as infecções mais comuns, pode-se<br />
destacar neurotoxoplasmose, tuberculose<br />
pulmonar atípica ou disseminada e meningite<br />
criptocócica. Caso não seja realizado tratamento<br />
o indivíduo irá progredir até o óbito. (2)<br />
0 78<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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Os primeiros casos de HIV foram detectados<br />
na África e nos Estados Unidos e a pandemia<br />
de aids se tornou notável na década de 1980,<br />
mesmo que os mecanismos de infecção ainda<br />
não fossem muito bem esclarecidos. Desde o<br />
início da pandemia de aids, 79,3 milhões de<br />
pessoas foram infectadas com HIV no mundo. (3)<br />
Até 2020, 37,7 milhões de pessoas viviam com<br />
HIV, segundo a UNAIDS. (3) Mesmo com todos<br />
os avanços científicos e estudos realizados<br />
nesses anos, até hoje não se chegou à cura.<br />
Porém, muito se conquistou desde então. Hoje,<br />
indivíduos com HIV podem viver normalmente,<br />
graças à terapia antirretroviral.<br />
Diagnóstico<br />
É muito importante que o diagnóstico do<br />
HIV seja realizado nos estágios iniciais da<br />
infecção para que a pessoa vivendo com HIV<br />
(PVHIV) possa usufruir dos benefícios do<br />
tratamento. Por esse motivo, cada vez mais os<br />
testes diagnósticos estão sendo ampliados e<br />
facilitados, como por exemplo com a criação<br />
dos testes rápidos, realizados por meio de<br />
imunoensaios simples em até 30 minutos. (2)<br />
Visto que a infecção pelo HIV acontece de<br />
forma sistêmica, o diagnóstico é realizado tanto<br />
com exames físicos como por meio de exames<br />
laboratoriais, como Carga Viral (CV) do HIV, contagem<br />
de linfócitos T CD4+ (LT-CD4+), genotipagem prétratamento<br />
e sorologias para outras ISTs.<br />
Figura 2 - Progressão da infecção do HIV até a AIDS. LT CD4+: linfócitos T CD4; CV-HIV: carga viral do HIV.(2)<br />
Atualmente, existem vários métodos Acompanhamento (citometria e carga viral)<br />
utilizados para diagnosticar a presença da O acompanhamento laboratorial das<br />
infecção pelo HIV e podem ser seguidos<br />
diversos fluxogramas para que o diagnóstico<br />
seja o mais fidedigno possível, evitando assim<br />
PVHIV é realizado principalmente através<br />
dos exames de contagem de linfócitos T<br />
CD4+ e da Carga Viral do HIV. A contagem<br />
resultados inconclusivos, falso-reagentes e de LT-CD4+ é um dos exames mais<br />
falso-não reagentes. Os testes mais eficazes importantes para o acompanhamento<br />
para a confirmação diagnóstica são os das PVHIV, principalmente para definir a<br />
moleculares, que detectam o RNA viral.<br />
Além deles, há os imunoensaios de primeira<br />
à quarta geração. Os de primeira e segunda<br />
geração detectam apenas o anticorpo IgG,<br />
urgência do início da TARV, já que é o exame<br />
que avalia o status imune do paciente. Já<br />
a CV-HIV é o padrão-ouro para avaliar a<br />
eficácia do tratamento.<br />
então os mais utilizados atualmente são os<br />
de terceira geração, que permitem detectar as Dessa forma, quanto mais baixa a contagem<br />
imunoglobulinas M (IgM) e G (IgG) e os de de LT-CD4+, mais frequentemente o<br />
quarta geração, que permitem a detecção do<br />
antígeno e do anticorpo de forma conjunta,<br />
reduzindo o tempo entre a infecção e a<br />
paciente deve ser avaliado e, em casos<br />
de PCHIV com carga viral indetectável<br />
e LT-CD4+ > 350 células/mm³ em dois<br />
detecção do marcador da infecção, ou seja, a exames consecutivos com 6 meses de<br />
janela diagnóstica. (1)<br />
intervalo, não há relevância clínica deste<br />
0 80<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
acompanhamento. Nesses pacientes, o<br />
foco deve ser o exame de carga viral para<br />
detectar possíveis falhas virológicas, ou<br />
seja, dois exames consecutivos de CV-HIV<br />
detectáveis. (Figuras 3 e 4) (2)<br />
CITOMETRIA DE FLUXO<br />
Exames laboratoriais que podem ser<br />
realizados (descritos a direita), um sinal<br />
de mais (+) indica um resultado do teste<br />
positivo, um sinal de menos (-) um resultado<br />
negativo, e um mais-menos (+ -) um<br />
resultado limítrofe-positivo. O eixo inferior se<br />
inicia no dia zero da infecção. O segmento em<br />
cinza no início da linha preta de carga viral,<br />
indica a incapacidade de detectar cargas virais<br />
muito baixas (não detectado, fase de eclipse).<br />
Figura 3 - Frequência de solicitação de exame de LT-CD4+ para monitoramento laboratorial de PVHIV, de acordo com a<br />
situação clínica. (2)<br />
Legendas:<br />
W blot: Western blot;<br />
AcNSS: Anticorpos neutralizantes espécie específica;<br />
Ac: Anticorpo;<br />
CAgAC: Complexo Antígeno Anticorpo.<br />
“Janela imunológica”<br />
A expressão “Janela Imunológica” ou “Janela<br />
Sorológica” se refere ao período entre a infecção pelo<br />
HIV até a identificação dos anticorpos anti-HIV.<br />
Sistema Único de Saúde<br />
O Sistema Único de Saúde (SUS) é<br />
reconhecido mundialmente pela sua atuação<br />
em prol de pacientes com HIV. O Brasil tem o<br />
maior programa público de enfrentamento ao<br />
HIV e à aids do mundo.<br />
Figura 4 - Frequência de solicitação de exame de CV-HIV para monitoramento laboratorial de PVHIV, de acordo com a situação<br />
clínica. (2)<br />
Desde 1996 o SUS distribui gratuitamente a<br />
terapia antirretroviral (TARV). Recentemente,<br />
em novembro de 2021, a Agência Nacional<br />
de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um<br />
novo medicamento para tratamento do HIV.<br />
Trata-se da combinação de duas substâncias<br />
já utilizadas em um único comprimido,<br />
facilitando a adesão ao tratamento por parte<br />
dos pacientes.<br />
Além disso, são oferecidas gratuitamente<br />
estratégias de enfrentamento e prevenção, como<br />
a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia<br />
pós-exposição (PEP), testes para diagnóstico<br />
em suas unidades de saúde e acompanhamento<br />
gratuito para todas as pessoas que vivem com<br />
HIV em território nacional, além de distribuição<br />
de preservativos internos e externos.<br />
Desde 2001, quando a quantificação de<br />
linfócitos T CD4 começou a ser realizada pelo<br />
SUS, já foram realizados 10 milhões de testes<br />
em todo o país. Atualmente, mais de 130<br />
citômetros de fluxo estão espalhados pelo<br />
Brasil, auxiliando no acompanhamento dos<br />
pacientes infectados pelo vírus HIV.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
081
CITOMETRIA DE FLUXO<br />
CITOMETRIA DE FLUXO NO ACOMPANHAMENTO<br />
DO PACIENTE COM HIV<br />
Referências:<br />
1. Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde,<br />
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. – Brasília :<br />
Ministério da Saúde, 2018.<br />
2. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em<br />
Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. –<br />
Brasília : Ministério da Saúde, 2018.<br />
3. Estatísticas - UNAIDS Brasil. Disponível em: . Acesso em: 2 dez. 2021.<br />
Autoras:<br />
Helena Varela de Araújo<br />
Biomédica graduada pela UFRN e pela University of<br />
Kent, CRBM/SP 31497. Especialista em hematologia e<br />
citometria de fluxo pelo Hospital Albert Einstein. Tem<br />
MBA em Gestão de Saúde e diploma em Comunicação e<br />
Marketing. Analista especializada em citometria de fluxo<br />
do Centro de Hematologia de SP. Futura assistente técnica<br />
do laboratório de citometria de fluxo do Whitehead<br />
Institute, MIT. Fundadora, administradora, criadora de<br />
conteúdo e professora do @HemoFlow<br />
Rafaele Loureiro de Azevedo<br />
Bióloga graduada pela Universidade Estácio de Sá,<br />
CRBio/RJ 121828/02-D. Especialista em hematologia<br />
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em<br />
Imunobiológicos por BioManguinhos/Fundação Oswaldo<br />
Cruz. Atualmente é analista de inovação e operações<br />
farmacêuticas da Fiocruz/RJ. Tem experiência em<br />
Controle de Qualidade, Citometria de Fluxo e expressão de<br />
anticorpos monoclonais in vitro. É criadora de conteúdo e<br />
professora do @HemoFlow<br />
Bruna Garcia Nogueira<br />
Farmacêutica graduada pela UnB, CRF/SP 95286.<br />
Especialista em Hematologia pelo Hospital Albert<br />
Einstein, com aperfeiçoamento em Citometria de<br />
Fluxo pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Analista<br />
especializada em citometria de fluxo no Hospital<br />
Albert Einstein. Criadora de conteúdo e professora<br />
do @HemoFlow<br />
0 82<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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Determinação semiquantitativa<br />
de dez parâmetros na urina<br />
As tiras reativas de urina constituem um meio simples e rápido de realizar a<br />
análise dos constituintes bioquímicos da urina. Agora seu laboratório conta<br />
com mais um produto de fabricação nacional e garantia Firstlab.<br />
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LADY NEWS<br />
O USO DO PODCAST COMO<br />
FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA<br />
NO ÂMBITO LABORATORIAL<br />
Por: Luciana Chavasco, Ana Carolina Caetano<br />
O aumento exponencial do uso de tecnologias<br />
inovadoras de comunicação no dia a dia<br />
laboratorial tornou-se inevitável nos tempos<br />
atuais, uma vez que muitas atividades são<br />
possibilitadas e otimizadas pelo advento das<br />
ferramentas digitais. Com a pandemia pelo<br />
novo coronavírus, no contexto da educação<br />
continuada, esta prática foi potencializada<br />
e, inevitavelmente, implantado um novo<br />
modelo educacional, mediado pela introdução<br />
de recursos midiáticos, didáticos, que<br />
favoreceram a construção de uma nova esfera<br />
educativa, expandindo as possibilidades de<br />
engajamento e interação entre os profissionais,<br />
permitindo constantes atualizações em prol do<br />
conhecimento científico.<br />
Nesta nova esfera educacional, destacase<br />
uma ferramenta que vem ganhando<br />
notoriedade no cenário nacional: o podcast.<br />
Este vem se configurando de forma positiva<br />
no desenvolvimento da aprendizagem, visto<br />
que, por meio de sua linguagem, pode-se<br />
explorar um universo didático-pedagógico<br />
mais informal, por meio de relatos orais de<br />
experiências significativas de cada entrevistado,<br />
aliando recursos lúdicos como a música, por<br />
exemplo. Assim, busca-se a construção do saber<br />
sem o rigor de uma sala de aula, contribuindo<br />
para a constituição e ampliação de um novo<br />
contexto de produção de conhecimento.<br />
Neste sentido, “a Organização Feminina de<br />
Análises Clínicas (OFAC), por acreditar na força<br />
da disseminação de ideias e conhecimentos<br />
através de diferentes mídias digitais, criou<br />
o OFACast, o podcast que visa promover o<br />
networking entre os profissionais envolvidos,<br />
possibilitando conexões em diversas áreas das<br />
análises clínicas”, relata Dra. Marbenha Linko,<br />
CEO da OFAC Brasil.<br />
O OFACast tem como mediadoras a Biomédica<br />
Ana Carolina Caetano e a Farmacêutica<br />
Bioquímica Luciana Chavasco, que recebem,<br />
quinzenalmente, convidados especialistas e<br />
referências nos diversos setores das Análises<br />
Clínicas para um bate papo descontraído,<br />
com foco na troca de experiências, sempre<br />
no sentido de incentivar o crescimento<br />
profissional dos ouvintes, criando fortes redes<br />
de relacionamentos de “mão dupla”.<br />
A estrutura do OFACast conta com uma<br />
primeira parte que diz respeito a assuntos<br />
técnicos e estimula os ouvintes a refletirem de<br />
forma crítica sobre a realidade do tema exposto.<br />
A segunda parte, busca conhecer melhor os<br />
convidados e faz uma analogia aos happy hours<br />
corporativos, lembrando os bons momentos de<br />
confraternizações entre os colegas analistas<br />
clínicos, abordando assuntos como hobbies,<br />
livros, cinema, arte e culinária.<br />
Os temas são sempre relevantes, atuais<br />
e às vezes, polêmicos. Muitos deles são<br />
constantemente discutidos nos grupos de<br />
WhatsApp da OFAC Brasil, expondo dificuldades<br />
coletivas e necessidades de soluções conjuntas,<br />
a fim propagar conhecimentos e alavancar<br />
bons negócios. Abaixo, um streaming do que já<br />
aconteceu nos 6 episódios:<br />
• Como pauta inaugural, o OFACast contou<br />
com a participação da Dra. Marbenha Linko,<br />
idealizadora da OFAC Brasil que teve a<br />
oportunidade de contar sobre sua trajetória<br />
profissional e sobre o processo de criação<br />
da OFAC.<br />
0 84<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
LADY NEWS<br />
• Em seguida, o tema sobre o papel das redes<br />
sociais na educação continuada foi discutido<br />
pelo Dr. Caio Salvino, grande profissional nas<br />
Análises Clínicas que foi um dos pioneiros do<br />
assunto no Brasil, ao criar o Talk Show das<br />
Análises Clínicas: Papo de Jaleco.<br />
• Os desafios de inovação em saúde foram<br />
trazidos pela Dra. Ana Marcatto que discutiu<br />
os processos de desenvolvimento tecnológico<br />
e transferência industrial de produtos<br />
destinados ao diagnóstico in vitro, assim<br />
como no desenvolvimento estratégico de<br />
empresas e startups.<br />
• Gestão e empreendedorismo em Análises<br />
Clínicas foi muito bem falado pela Dra.<br />
Waldirene Nicioli, gestora da OFAC e proprietária<br />
de Laboratório que expôs os desafios de<br />
empreender neste setor.<br />
• Em homenagem ao dia dos Biomédicos,<br />
Dr. Brunno Câmara, falou sobre sua atuação<br />
na área de criação de conteúdo, onde atua há<br />
mais de 10 anos e sobre a luta pela valorização<br />
destes profissionais.<br />
• E, para encerrar o ano, a Dra. Marina<br />
Campos deu uma aula sobre gestão de<br />
pessoas e desenvolvimento humano com foco<br />
na importância da saúde mental, tema tão<br />
discutido nos últimos 2 anos.<br />
Como o dia a dia dos analistas clínicos está<br />
cada vez mais corrido, a proposta é possibilitar<br />
momentos de informação e descontração,<br />
quando talvez não seja possível ler um livro<br />
ou assistir um vídeo. Lançar oportunidade de<br />
audição em períodos em que se deslocam nos<br />
carros ou em transportes públicos, ou ainda em<br />
intervalos na empresa. Os episódios têm uma<br />
média de duração de 50 minutos e os ouvintes<br />
podem acessá-lo pelo celular, por meio do<br />
Youtube, Spotify e Google Podcasts.<br />
Luciana Chavasco<br />
Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Citologia<br />
Clínica e Oncótica pelo Instituto Adolfo Lutz, Título de<br />
especialista pela SBCC, Especialista em Hematologia<br />
Clínica e Laboratorial, Mestre em Ciências Farmacêuticas<br />
pela Unifal-MG, Doutoranda em Ciências Farmacêuticas<br />
pela Unifal-MG, Proprietária e responsável técnica dos<br />
Laboratórios Chavasco de Três Corações - MG. Membro da<br />
Organização Feminina de Análises Clínicas (OFAC).<br />
Ana Carolina Caetano<br />
Biomédica habilitada em análises clínicas pela UNIBH.<br />
Mestre em Bioinformática pela UFMG. Cursando MBA em<br />
Gestão Estratégica de Marketing pela UNIBH. Atua como<br />
Consultora Comercial no Lab Rede em Belo Horizonte.<br />
Membra da Organização Feminina de Análises Clínicas<br />
(OFAC Brasil).<br />
O OFACast vai ao encontro do principal objetivo<br />
da OFAC: compartilhar conhecimento por meio<br />
de discussão e networking. Para os próximos<br />
episódios há muitos desafios, incluindo a<br />
conquista e adesão de novos ouvintes, busca por<br />
pautas atrativas e novos parceiros. “Persistência e<br />
evolução são cruciais para evoluirmos junto com<br />
a audiência”, relata a dupla mediadora.<br />
Ouçam o OFACast através de sua<br />
plataforma preferida, fica o nosso convite.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 85
ANÁLISES CLÍNICAS<br />
LEUCEMIA MEGACARIOBLÁSTICA<br />
AGUDA LMA-M7<br />
Por: Brunno Câmara.<br />
A leucemia megacarioblástica aguda (LMAK) é um<br />
subtipo da leucemia mieloide aguda (LMA), que<br />
acomete os megacariócitos.<br />
LMAK associada à SD<br />
Indivíduos com a trissomia do cromossomo 21<br />
possuem risco maior de desenvolver leucemias.<br />
De modo fascinante, a DMT resolve-se<br />
espontaneamente na maioria dos pacientes. Porém,<br />
cerca de 10-20% dos casos progridem para LMAK.<br />
Pela classificação FAB, corresponde à LMA-M7, e<br />
contém marcadores da linhagem megacariocítica,<br />
como CD41, CD42, e CD61.<br />
Para o diagnóstico é necessário encontrar pelo<br />
menos 20% de blastos, sendo que 50% ou mais<br />
devem ser megacarioblastos.<br />
Geralmente, a LMAK apresenta-se com leucopenia e<br />
contagem de plaquetas normal ou aumentada.<br />
Ela é geralmente subdividida em 3 grupos, baseado<br />
nas características da pessoa que tem a doença:<br />
• Crianças com Síndrome de Down (SD);<br />
• Crianças sem SD;<br />
• Adultos sem SD.<br />
Cada uma dessas subcategorias tem um conjunto<br />
específico de alterações genéticas que causam ou<br />
promovem a doença, e também possui diferentes<br />
desfechos.<br />
De fato, 95% dos casos de câncer em indivíduos com<br />
SD são leucemias.<br />
A principal alteração associada com esse subgrupo é<br />
a mutação no gene GATA1.<br />
Esse gene é expresso em megacariócitos, eosinófilos,<br />
basófilos e linhagem eritroide, além do progenitor<br />
eritroide-megacariocítico (MEP).<br />
Desordem Mieloproliferativa Transitória (DMT)<br />
Pacientes com SD, podem desenvolver uma DMT.<br />
A DMT é caracterizada pelo aumento no número de<br />
megacariócitos pequenos e displásicos, e também<br />
blastos com características megacariocíticas no<br />
sangue periférico e fígado.<br />
Pode ser acompanhada por trombocitopenia,<br />
leucopenia e, raramente, anemia. Há também<br />
elevada contagem de basófilos e eosinófilos<br />
imaturos.<br />
LMAK sem associação com SD<br />
Nos indivíduos sem SD, a LMAK tem origens<br />
genéticas diferentes, causada principalmente por<br />
translocações e inversões cromossômicas.<br />
A fusão de oncogenes são recorrentes, e encontrada<br />
em mais de 70% dos casos.<br />
As fusões gênicas mais frequentes são:<br />
• CBFA2T3-GLIS2 (~18%);<br />
• Rearranjos no gene MLL (~ 17%);<br />
• Rearranjos no gene HOX (~15%);<br />
• NUP98-KDM5A (~11%);<br />
• RBM15-MKL1 (~10%).<br />
Esse grupo de LMAK tem pior prognóstico, quando<br />
comparado com aquele associado à SD.<br />
Bain, B.J., Chakravorty, S. and Ancliff, P. (2015), Congenital acute megakaryoblastic leukemia. Am. J. Hematol., 90: 963-963.<br />
doi:10.1002/ajh.24109<br />
Referências<br />
McNulty M, Crispino JD. Acute Megakaryocytic Leukemia.<br />
Cold Spring Harb Perspect Med. 2020;10(2):a034884.<br />
Published 2020 Feb 3. doi:10.1101/cshperspect.a034884<br />
Cardin S, Bilodeau M, Roussy M, et al. Human models<br />
of NUP98-KDM5A megakaryocytic leukemia in mice<br />
contribute to uncovering new biomarkers and therapeutic<br />
vulnerabilities. Blood Adv. 2019;3(21):3307-3321.<br />
doi:10.1182/bloodadvances.2019030981<br />
Hahn AW, et al, Acute megakaryocytic leukemia: What<br />
have we learned, Blood Rev (2015), http://dx.doi.<br />
org/10.1016/j.blre.2015.07.005<br />
Autor:<br />
Brunno Câmara<br />
Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de<br />
Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área de concentração: virologia). Criador e<br />
administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.<br />
Contato: @biomedicinapadrao<br />
0 86<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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BIOSSEGURANÇA E<br />
O DESCARTE DE MEDICAMENTOS<br />
Por: Gleiciere Maia Silva e Jorge Luiz Silva Araújo-Filho.<br />
Medicamentos são conceituados como<br />
substâncias ou preparações, elaborados em<br />
farmácias ou indústrias farmacêuticas com<br />
a finalidade de prevenir, curar doenças ou<br />
aliviar os seus sintomas. Com a facilidade de<br />
aquisição de drogas, tornou-se rotineiro o uso<br />
de medicamentos em larga escala, gerando<br />
um acúmulo desses produtos nas residências.<br />
Contudo, os usuários precisam estar atentos<br />
aos corretos cuidados de armazenamento e<br />
conservação desses medicamentos para que<br />
não haja alteração, mesmo dentro do prazo<br />
de validade, e para os que foram utilizados,<br />
esses devem ser descartados corretamente a<br />
fim de evitar danos à saúde da população e<br />
prejuízos ao meio ambiente.<br />
Comumente e em várias residências da<br />
população brasileira, os medicamentos são<br />
descartados em lixos comuns ou na rede<br />
coletora de esgoto. Esses hábitos geram<br />
uma serie de consequências, e deverão ser<br />
corrigidos e informados para população os<br />
malefícios por trás de um simples ato de<br />
jogar “remédio” no lixo, uma vez que essas<br />
drogas contêm diversas substâncias químicas<br />
que contaminam o meio ambiente.<br />
Na atualidade nota-se um crescimento da<br />
contaminação ambiental de áreas urbanas e<br />
rurais. Para Bila e Dezotti (2003) na zona urbana<br />
a forma de contaminação mais frequente<br />
é através do descarte de medicamentos no<br />
vaso sanitário e nas pias. Essa prática causa<br />
por sua vez poluição dos rios e mares. Os<br />
medicamentos diluídos em água podem<br />
interferir no metabolismo e no comportamento<br />
de organismos aquáticos, podendo matar<br />
organismos que vivem nesses ambientes ou<br />
contaminar sua carne, posteriormente sendo<br />
consumidos pelos seres humanos, acarretando<br />
um ciclo de contaminações.<br />
O solo por sua vez, não está livre das<br />
consequências negativas do descarte<br />
inadequado desses resíduos. Os aterros<br />
sanitários e lixões são contaminados e<br />
ameaçam a vida das pessoas que trabalham<br />
nesses ambientes como é o caso dos<br />
catadores de lixos, causando assim danos à<br />
saúde humana (BILA, 2003).<br />
Segundos dados do Conselho Nacional de<br />
saúde (2020), no Brasil existe uma farmácia<br />
(ou drogaria) para cada 3.300 habitantes e o<br />
país está entre os dez que mais consomem<br />
medicamentos no mundo. Diante disso,<br />
é de extrema importância ressaltar que<br />
na atualidade existem poucas políticas<br />
relacionadas ao descarte de medicamentos e<br />
os perigos ao meio ambiente.<br />
0 88<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
A Política Nacional de Resíduos sólidos<br />
adequado, desta maneira os compostos que<br />
o descarte desses resíduos ocasiona as<br />
(PNRS), garante como obrigação de<br />
estão neles contidos ficam isolados e longe<br />
pessoas e ao meio ambiente são validas.<br />
toda a sociedade o descarte correto<br />
de qualquer ambiente que possa vir a ser<br />
Para tanto, são necessárias parcerias entre<br />
de medicamentos. A logística reversa,<br />
contaminado com tais substâncias.<br />
as políticas públicas governamentais, redes<br />
consistem em farmácias e drogarias aceitar<br />
farmacêuticas/drogarias e população para<br />
os medicamentos vencidos para encaminhar<br />
A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária<br />
controlar esses riscos.<br />
esses resíduos ao descarte correto. A<br />
incineração é atualmente a maneira indicada<br />
para destino e diminuição do volume dos<br />
medicamentos inutilizados, entretanto,<br />
incluem consequências a poluição de água<br />
e solo gerando emissão de gases tóxicos à<br />
atmosfera. Para isso, deve ocorrer após o<br />
processo de recolhimento e armazenamento<br />
(ANVISA) dispõe de uma lista de pontos de<br />
coletas credenciadas, onde esse processo<br />
se torna regido pela Lei de Associação<br />
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR<br />
16457:2016. Por conseguinte, destacamos<br />
que a informação dessa problemática para<br />
a sociedade é necessária, uma vez que o<br />
conhecimento sobre as consequências que<br />
Referências<br />
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância<br />
Sanitária. Manual de Gerenciamento de resíduos de serviços<br />
de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.<br />
BRASIL. Conselho Nacional de Saúde - "Efetivando o Controle Social".<br />
Esplanada dos Ministérios, Bloco “G” - <strong>Ed</strong>ifício Anexo, Ala “B” -<br />
1º andar - Sala 103B - 70058-900 - Brasília, DF. http://www.<br />
conselho.saude.gov.br/<br />
BILA, D.M.; DEZOTTI, M. Fármacos no meio ambiente.<br />
Química Nova, v. 26, n. 4, p. 523-530, 2003.<br />
COSTA, D.; TEODÓSIO, A. S. S. Desenvolvimento Sustentável,<br />
Consumo e Cidadania: um estudo sobre a (des) articulação<br />
da comunicação de Organizações da Sociedade Civil, Estado<br />
e Empresas. <strong>Revista</strong> de Administração Mackenzie, v. 12, n. 3,<br />
p.114-145, 2011.<br />
FALQUETO, E.; KLIGERMAN, D.C.; ASSUMPÇÃO, R.F. Como<br />
realizar o correto descarte de resíduos de medicamentos?<br />
Ciência & Saúde Coletiva, v. 15, n. Supl. 2, p. 3283-3293, 2010.<br />
OMS. Organização Mundial de Saúde. The role of Pharmacist<br />
in self care-medication. http://apps.who.int/medicinedocs/<br />
pdf/whozip32e/whozip32e.pdf/.<br />
Gleiciere Maia Silva<br />
(@profa.gleicieremaia)<br />
Biomédica, Especialista em Micologia, Mestre em Biologia<br />
de Fungos e Doutoranda em Medicina Tropical.<br />
Contato: gleicieremaia@gmail.com<br />
Jorge Luiz Silva Araújo-Filho<br />
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Biólogo, Mestre em Patologia, Doutor em Biotecnologia;<br />
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HEMATOLOGIA<br />
HEMOGRAMA E MORFOLOGIA<br />
NA LEUCEMIA MIELÓIDE CRÔNICA<br />
Por: Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite. PhD<br />
A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é uma<br />
neoplasia hematológica que corresponde<br />
de 15% a 20% de todas as leucemias.<br />
Na maioria dos casos, há presença do<br />
cromossomo Filadélfia e a produção de<br />
uma oncoproteína com atividade tirosinaquinase<br />
aumentada (BCR-ABL1). O curso<br />
clínico da doença é caracterizado por três<br />
fases: crônica, acelerada e crise blástica. Na<br />
fase crônica cerca 50% são assintomáticos<br />
e a maioria dos diagnósticos são feitos por<br />
um hemograma de rotina. O hemograma<br />
apresenta leucocitose com desvio à<br />
esquerda com predomínio de neutrófilos,<br />
basófilos, eosinófilos e granulócitos<br />
imaturos (promielócitos, mielócitos e<br />
metamielócitos). Nota-se também anemia<br />
normocítica e normocrômica e trombocitose.<br />
Sem o devido diagnóstico esses pacientes<br />
evoluem para a fase acelerada com aumento<br />
significativo da leucometria (30000/mm3<br />
a 500000/mm3) com crescente basofilia<br />
(>10%), desvio a esquerda até blastos<br />
(blastos entre 10 a 19%), elevação da<br />
contagem de granulócitos imaturos (IG),<br />
com metamielócitos e mielócitos neutrófilos<br />
e eosinofílicos e promielócitos. A anemia<br />
torna-se acentuada e há trombocitose.<br />
Na fase blástica a contagem de blastos<br />
é superior a 20%, caracterizando uma<br />
transformação para uma leucemia aguda,<br />
com anemia, neutropenia e plaquetopenia<br />
(tríade leucêmica). A LMC é uma doença<br />
tratável e o diagnóstico correto permite<br />
o controle da doença com a instituição<br />
da terapia com imatibines. Para tanto, os<br />
analistas devem atentar para hemogramas<br />
que apresentem leucometria elevada com<br />
basofilia e granulócitos imaturos.<br />
Autor<br />
Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite<br />
Especialista e Mestre em Hematologia pela UNIFESP<br />
Doutor em Bioquímica e Fisiologia pela UNIFESP<br />
Consultor em Hematologia Laboratorial<br />
Professor e Fundador da Escola Brasileira de Hematologias, LAHEMATOEAD<br />
0 90<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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para a área da saúde, contamos hoje com estrutura<br />
adequada e disponível para a pronta utilização,<br />
uma equipe de profissionais capacitados,<br />
que nos permite o pronto atendimento das necessidades<br />
de nossos clientes, se compromete a<br />
garantir as boas práticas da ANVISA em todos os<br />
processos de armazenagem e distribuição.<br />
A Prime Storage, procura melhorar continuamente<br />
o serviço prestado de armazenagem<br />
de produtos para saúde, tal como os seus<br />
processos e métodos de controle com o<br />
objetivo de corresponder e antecipar-se às<br />
exigências de qualidade dos seus clientes, os<br />
requisitos estatutários e regulamentares.<br />
Recentemente a Prime Storage obteve junto<br />
a ANVISA a certificação de Boas práticas de<br />
Armazenagem e Distribuição de produtos<br />
para a saúde.<br />
A CBPDA – Certificado de Boas Práticas<br />
de Armazenamento e Distribuição é um<br />
conjunto de procedimentos obrigatórios<br />
criados para garantir padrões de qualidade,<br />
integridade e segurança dos produtos nos<br />
processos de armazenagem, transporte e<br />
comercialização.<br />
O conceito de boas práticas tem como pilar<br />
o treinamento e capacitação das equipes,<br />
rastreabilidade de produtos e processos,<br />
medição e monitoramento, além de auditorias<br />
e autoinspeções.<br />
É fundamental cumprir as boas práticas da AN-<br />
VISA não somente por estar cumprindo com a<br />
legislação vigente más também para garantir a<br />
qualidade dos produtos para consumo.<br />
O grande desafio das Boas Práticas é a<br />
manutenção e controle de seus requisitos<br />
devido aos inúmeros processos envolvidos<br />
no armazenamento ou na distribuição dos<br />
produtos, contando com diversas variáveis<br />
envolvidas nos procedimentos.<br />
Implementar corretamente as Boas Práticas<br />
de Armazenagem e manter o nível de qualidade<br />
dos serviços é um desafio diário.<br />
Tâmisa Barbosa de Lima<br />
Farmacêutica/Coordenadora de Qualidade<br />
0 92<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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maleável minimizando o risco de rachaduras.<br />
Qualidade, comprometimento e inovação,<br />
são fatores primordiais para garantir uma linha<br />
completa em soluções para análises clínicas e<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
CORANTES HEMATOLÓGICOS TRADICIONAIS RÁPIDOS<br />
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Uma nova geração de corantes rápidos,<br />
mantendo a metodologia tradicional e<br />
garantindo o desempenho.<br />
• Tempo reduzido;<br />
• Coloração tradicional;<br />
• Resposta de coloração excelente;<br />
• Acompanha tampão para o preparo de<br />
água, garantindo o ótimo desempenho;<br />
• Melhor custo x benefício.<br />
Em 1897, Paulo Erlich utilizou pela primeira<br />
vez corantes derivados da anilina para corar as<br />
células sanguíneas. Ele classificou estes corantes<br />
em ácidos, básicos e neutros. As combinações<br />
destes corantes se tornaram a base para as<br />
colorações de Romanowsky.<br />
Dimitri Leonidovich Romanowsky modificou<br />
a técnica de Erlich usando uma mistura aquosa<br />
de eosina Y e azul de metileno oxidado. Como<br />
esta solução não era estável, James Homer<br />
Wright introduziu o metanol como solvente<br />
e fixador prévio da extensão sanguínea.<br />
Gustav Giemsa padronizou as soluções<br />
corantes e adicionou glicerol para aumentar a<br />
solubilidade e estabilidade.<br />
Todas as colorações desenvolvidas por Wright,<br />
por Giemsa, por Richard May e Ludwig Grünwald<br />
e por William Boog Leishman receberam a<br />
denominação de colorações derivadas de<br />
Romanowsky.<br />
Todas estas colorações são chamadas de<br />
corantes tradicionais e utilizadas na rotina<br />
laboratorial, como descrito, há muito tempo. Mas<br />
são corantes que têm um tempo de técnica em<br />
torno de 15 a 20 minutos. Um tempo bastante<br />
prolongado em relação ao tempo em que um<br />
contador hematológico realiza o hemograma.<br />
A Newprov traz uma nova versão dos corantes<br />
de Leishman e Wright, uma versão que mantém a<br />
mesma tradição de qualidade, mas em um tempo<br />
bastante reduzido. Esta nova versão, chamada de<br />
Leishman e Wright rápidos, têm um tempo de<br />
coloração de 4 minutos. Com uma vantagem a<br />
mais, o corante (tanto Leishman como Wright)<br />
vêm acompanhados de uma solução tampão<br />
pH 6,8. O conjunto, corante + tampão, garante<br />
a mesma qualidade de coloração que a técnica<br />
tradicional.<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 95
INFORME DE MERCADO<br />
CELLAVISION VET: AUTOMAÇÃO DA CONTAGEM DIFERENCIAL<br />
DE LEUCÓCITOS EM AMOSTRAS VETERINÁRIAS<br />
A tecnologia CellaVision já é adotada em<br />
muitos laboratórios de análises clínicas no<br />
mundo. A utilização de redes neurais artificiais<br />
para a pré-classificação de leucócitos e eritrócitos<br />
ajuda profissionais de laboratórios a obterem<br />
resultados mais precisos e padronizados,<br />
garantindo maior eficiência e confiabilidade.<br />
Agora, laboratórios veterinários podem<br />
contar com a mesma tecnologia CellaVision<br />
para amostras caninas, felinas, aviárias e outros<br />
mamíferos. A plataforma de análise CellaVision é<br />
a mesma utilizada para amostras humanas, mas<br />
o software desenvolvido é totalmente dedicado<br />
para amostras veterinárias. Assim, estes<br />
laboratórios poderão obter os mesmos benefícios<br />
que os grandes laboratórios de análises clínicas<br />
possuem quanto ao aumento da produtividade,<br />
eficiência, padronização e redução de resultados<br />
falso-negativos.<br />
Outra característica presente no CellaVision Vet é<br />
o laudo personalizado, onde é possível gerar um<br />
laudo que inclui imagens das células de interesse,<br />
selecionadas pelo usuário, além de informações<br />
adicionais e logotipo do laboratório. O laudo<br />
personalizado pode ser salvo em formato pdf.<br />
Assim como na versão humana, o CellaVision<br />
Vet conta com o acesso remoto, onde é possível<br />
analisar e assinar exames à distância, seja dentro<br />
do próprio laboratório, em unidades diferentes<br />
de onde o equipamento se encontra instalado<br />
ou até mesmo em home-office. O acesso<br />
remoto permite a colaboração entre colegas e<br />
consultorias externas em tempo real para um<br />
diagnóstico mais preciso, sobretudo para as<br />
lâminas mais desafiadoras.<br />
Para amostras caninas e felinas:<br />
Para amostras aviárias:<br />
O software de sangue periférico pré-classifica automaticamente os<br />
leucócitos nas seguintes classes: Neutrófilos segmentados, bastonetes,<br />
eosinófilos, basófilos, linfócitos, monócitos e outros.<br />
Ainda, pré-classifica elementos não-leucócitos em eritroblastos,<br />
trombócitos gigantes, agregação plaquetária, células esmagadas e<br />
artefatos.<br />
O software de sangue periférico pré-classifica automaticamente<br />
heterófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos. Além disso,<br />
pré-classifica elementos não leucocitários em trombócitos gigantes,<br />
agregação plaquetária e artefatos.<br />
Contatos:<br />
Cellavision.com<br />
Wagner.miyaura@cellavision.com<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Este é o próximo<br />
grande acontecimento<br />
em hematologia.<br />
Apresentamos o CellaVision ® DC-1<br />
Um novo analisador CellaVision que processa uma lâmina por vez, permitindo laboratórios<br />
de pequeno porte implementarem as melhores práticas em morfologia digital para contagens<br />
diferenciais em sangue periférico. Mesmo compacto, apresenta o mesmo conjunto de vantagens<br />
na implementação operacional e clínica dos nossos analisadores maiores.<br />
Saiba mais em www.cellavision.com/its-here<br />
O CellaVision DC-1 não se encontra disponível em todos os mercados<br />
MM-128-08 2019-03-18
INFORME DE MERCADO<br />
TUBOS VACCUETE® EDTA K3 ÂMBAR:<br />
PROTEÇÃO DE MATERIAL BIOLÓGICO FOTOSSENSÍVEL.<br />
Bloqueio da passagem de luz para o interior do tubo durante a coleta, transporte, armazenamento e<br />
processamento de material.<br />
Muitas são as dificuldades quando falamos<br />
de cuidados pré-analíticos. Proteger a<br />
integridade e a estabilidade da amostra<br />
durante a fase pré-analítica é o principal<br />
desafio para garantir a segurança dos<br />
resultados de seus pacientes.<br />
Nos últimos anos, com a crescente demanda<br />
de tecnologia envolvendo a proteção de<br />
material biológico, várias recomendações e<br />
padrões foram desenvolvidos para garantir<br />
a integridade da amostra durante a coleta,<br />
transporte e processamento.<br />
Alguns analitos, por serem compostos<br />
orgânicos biologicamente ativos, são suscetíveis<br />
a alterações físico-químicas quando expostos<br />
a determinados fatores como temperatura, pH,<br />
umidade e luz, por exemplo.<br />
Visando aumentar a segurança e prevenir a<br />
degradação desses analitos da ação da luz, como<br />
no caso das vitaminas B1 e B6, por exemplo, a<br />
Greiner Bio-One lança em seu portifólio o tubo<br />
de EDTA K3 coloração âmbar.<br />
O Tubo VACUETTE® EDTA K3 de coloração âmbar<br />
se torna indispensável na rotina laboratorial,<br />
pois oferece proteção da amostra da incidência<br />
de luz de comprimentos de onda abaixo de 380<br />
nm, garantindo que não haja a degradação do<br />
material, o que pode comprometer o resultado<br />
final do exame.<br />
Outra característica importante é que a<br />
coloração semitranslúcida do tubo permite a<br />
visibilidade da amostra durante a coleta, além<br />
de possuir a tecnologia dos tubos VACUETTE®<br />
com vácuo pré-definido para aspiração exata<br />
de volumes, estéreis e fabricados seguindo um<br />
rigoroso processo de controle de qualidade.<br />
As concentrações do aditivo EDTA K3 dos tubos<br />
Âmbar VACUETTE® e suas tolerâncias permitidas,<br />
bem como a proporção de sangue-aditivo, estão<br />
de acordo com os requisitos e as recomendações<br />
do padrão internacional ISO 6710.<br />
Na rotina laboratorial os benefícios são muitos.<br />
Sua utilização resulta em otimização do processo,<br />
reduzindo o tempo de coleta, uma vez que o<br />
vácuo permite rapidez e precisão de volume,<br />
além da visualização do fluxo da amostra. A<br />
proteção contra a luz no momento da coleta,<br />
exclui a necessidade de corte e uso de papel<br />
alumínio como proteção do tubo, o que permite<br />
maior segurança na identificação da amostra<br />
direto no tubo primário, que será utilizado<br />
desde a coleta até o processamento. Já durante o<br />
transporte, impede a intercorrência de exposição<br />
da amostra à luz.<br />
A Greiner Bio-One investe em tecnologia e<br />
insumos de qualidade e é referência mundial em<br />
sistemas de coleta de sangue a vácuo, além da<br />
divisão de BioScience, que oferece soluções para<br />
laboratórios de análises clínicas e microbiologia.<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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grande tráfego de dados, que precisam de organização e agilidade no dia a dia.<br />
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local foi efetuada a coleta do paciente.<br />
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EXAME HEVYLITE® DA BINDING SITE COMEÇA A SER<br />
OFERECIDO NO BRASIL<br />
O Hevylite® é um teste que possibilita a<br />
quantificação do isotipo de cadeia pesada + leve<br />
das imunoglobulinas no soro, ou seja, um teste<br />
laboratorial para medição de imunoglobulinas<br />
intactas, importante para pacientes com<br />
diagnóstico de Mieloma Múltiplo (MM), em fase de<br />
monitoramento da doença.<br />
O Hospital Israelita Albert Einstein é o primeiro<br />
no Brasil a disponibilizar esta grande novidade<br />
para os médicos e pacientes, com a inclusão do<br />
exame Hevylite® na rotina do seu laboratório<br />
clínico, assim como foi com o Freelite® (exame<br />
para quantificação de cadeias leves livres<br />
kappa/lambda). Quando utilizado em conjunto<br />
com os exames do painel para Mieloma, o<br />
Hevylite® oferece uma série de vantagens no<br />
monitoramento de pacientes com Gamopatias<br />
Monoclonais.<br />
Dentre os benefícios do Hevylite®, destacam-se:<br />
• Eliminação da subjetividade dos resultados e possível<br />
dificuldade de interpretação da imunofixação e<br />
também da eletroforese em alguns casos;<br />
• Utilização em conjunto com o Freelite e os outros<br />
exames tradicionais, oferecendo o melhor painel<br />
para diagnóstico e monitoramento da doença;<br />
• Indicativo de doença residual mínima e antecipação<br />
da informação sobre possível recaída<br />
• Monitoramento mais rápido e preciso de possíveis<br />
alterações clonais.<br />
O uso do Hevylite® em conjunto com o Freelite®<br />
no monitoramento dos pacientes com MM garante<br />
maior precisão e fornece informações relevantes<br />
para a conduta médica. Para saber mais detalhes<br />
sobre o Freelite® ou o Hevylite® e conhecer os<br />
laboratórios clínicos que atualmente realizam tais<br />
exames no Brasil, entre em contato conosco.<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
O IMPACTO DA PANDEMIA NO CONSUMIDOR FINAL<br />
Caso tentemos explicar o impacto da Covid-19 no<br />
mercado de IVD, correríamos o risco de sermos<br />
redundantes, já que os efeitos da Pandemia<br />
foram mais do que estudados, e principalmente,<br />
sentidos por todos os participantes. Num<br />
ambiente emergencial de alta demanda,<br />
exigiu-se uma grande flexibilidade e resiliência,<br />
e o mercado premiou as empresas que<br />
se movimentaram mais rapidamente. No<br />
entanto, em um ambiente, talvez longínquo,<br />
de mais linearidade e previsibilidade, outras<br />
aptidões, além da velocidade e resiliência,<br />
serão exigidas de qualquer empresa do ramo.<br />
Entretanto, caso olhemos diretamente ao<br />
impacto da Pandemia no consumidor final,<br />
algumas pistas do que será exigido das<br />
empresas de IVD, poderão ser notadas.<br />
Uma preocupação evidente de sua saúde deve<br />
fazer com que o consumidor final procure mais<br />
serviços de saúde, principalmente relacionados<br />
à prevenção. Isso deve manter uma demanda<br />
por serviços laboratoriais preventivos em alta.<br />
Mas após toda a experiência durante o período<br />
da Pandemia, o consumidor estará mais<br />
sensibilizado a considerar não somente fatores<br />
como qualidade de serviço ou atendimento,<br />
mas outros fatores que cada vez mais<br />
influenciam a vida de forma geral. Isso faz com<br />
que prestemos atenção a outros fatores como<br />
responsabilidade social, diversidade, inclusão,<br />
sustentabilidade, compliance e outros. Com<br />
isso, houve uma massificação da divulgação<br />
com a utilização destes temas em diversas<br />
comunicações das empresas. Assim, o próprio<br />
mercado estabeleceu um padrão standard<br />
de temas e comunicação onde basicamente<br />
toda empresa séria precisa comunicar o seu<br />
posicionamento dentro da sociedade. Fica<br />
evidente que as empresas que fazem uma boa<br />
comunicação com a boa divulgação de seu<br />
papel na sociedade, nem sempre conseguem<br />
utilizar esta estratégia para alavancar o negócio<br />
em curto prazo. No entanto, a falta de uma<br />
comunicação clara certamente irá influenciar<br />
negativamente em sua marca.<br />
Com isso, hoje talvez a saúde seja uma das<br />
maiores preocupações da sociedade no<br />
geral, e empresas que cumprem o seu papel<br />
na melhoria a qualquer aspecto de saúde,<br />
por si só já possui um importante papel. O<br />
propósito já está evidente e isso daria uma<br />
falsa sensação de conforto, já que na empresa<br />
de saúde já está implícito a sua função, que<br />
é fundamental para o cidadão. Ainda assim,<br />
o propósito da empresa necessariamente<br />
precisaria estar claro e evidente para todos os<br />
stakeholders na empresa.<br />
A própria Nihon Kohden possui a sua<br />
filosofia como referência para qualquer<br />
estratégia e decisão, há 70 anos. Ao divulgar<br />
a nossa filosofia: “Nós contribuímos<br />
para o mundo ao combater as doenças<br />
e melhorar a saúde com tecnologia<br />
avançada, e ao criar uma vida plena<br />
para nossos funcionários”, fica claro que o<br />
objetivo principal é o combate às doenças e<br />
melhoria da saúde. Mas também é evidente<br />
o instrumento utilizado para isso, que é o<br />
avanço tecnológico de ponta desenvolvido<br />
pela empresa, conhecimento esse totalmente<br />
utilizado em prol da saúde. No entanto, a<br />
empresa precisa estar preparada da entregar<br />
a melhor tecnologia, o que é possível graças<br />
à equipe comprometida e com uma vida<br />
plenamente garantida. Para que a forte ideia<br />
filosófica seja totalmente compreendida,<br />
além de uma comunicação eficiente, não<br />
medimos esforços para fazer com que cada<br />
um de nossos stakeholders sejam os modelos<br />
e divulgadores deste nobre propósito. Isso sim<br />
é o nosso diferencial.<br />
Feliz 2022 cheio de propósitos!<br />
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INFORME DE MERCADO<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 101
INFORME DE MERCADO<br />
ALTERAÇÕES NO HEMOGRAMA E O DIAGNÓSTICO<br />
DAS ANEMIAS<br />
Por: Adriana Fontes e Thaís Cristina de Miranda<br />
As anemias afetam mais de 25% da população<br />
mundial, e ocorrem por causas diversas, sendo<br />
as principais: anemia ferropriva, megaloblástica,<br />
aplástica, hemolítica autoimune, falciforme e as<br />
talassemias.<br />
A anemia ferropriva ou por deficiência de ferro<br />
é a deficiência nutricional mais comumente<br />
acometida no mundo e ocorre devido a perdas<br />
sanguíneas crônicas e ingestão e/ou absorção<br />
insuficiente de ferro, resultando na redução<br />
de seus níveis plasmáticos, limitando assim a<br />
eritropoese. Em estágios iniciais, o hemograma<br />
apresenta um volume corpuscular médio<br />
(VCM) normal, porém com concentração de<br />
Hemoglobina (HGB) abaixo dos valores de<br />
referência. Com a evolução do quadro, ocorre a<br />
queda dos valores de VCM e a diminuição do valor<br />
de concentração da hemoglobina corpuscular<br />
média (CHCM). Ademais, em prognósticos mais<br />
graves, o Red Cell Distribution Width (RDW) sofre<br />
aumento devido à anisocitose das hemácias.<br />
Além da avaliação da HGB, é indispensável que<br />
o profissional de saúde solicite também o exame<br />
de ferritina sérica, que é o marcador das reservas<br />
de ferro do organismo.<br />
A anemia megaloblástica é a principal anemia<br />
que causa o aumento no tamanho das hemácias<br />
(macrocitose), e é resultante da deficiência de<br />
vitamina B12 e/ou ácido fólico. Tais nutrientes<br />
atuam no processo de síntese de material<br />
genético, portanto sua deficiência resulta em<br />
anormalidades hematológicas e na própria<br />
medula. Manifesta-se com aumento de VCM,<br />
pancitopenia, sem a presença de reticulocitose,<br />
e redução no número de glóbulos vermelhos no<br />
exame laboratorial. Seu diagnóstico é feito com<br />
a análise da presença de anisocitose, em casos<br />
extremos com presença de eritroblastos e até<br />
megaloblastos.<br />
A anemia aplástica é uma doença rara, com<br />
incidência de 2 casos em 1.000.000 de pessoas ao<br />
ano, caracterizada pela presença de pancitopenia<br />
em sangue periférico, causada pela substituição da<br />
medula hematopoiética por células gordurosas,<br />
sem infiltração ou fibrose. Apresenta-se de forma<br />
idiopática em até 70 % dos casos. No hemograma<br />
não são observadas alterações na morfologia<br />
das hemácias, no entanto há redução do número<br />
de eritrócitos, granulócitos e plaquetas além do<br />
aumento de linfócitos.<br />
Já a anemia hemolítica autoimune é uma condição<br />
que ocorre devido à ligação de anticorpos à superfície<br />
das hemácias, promovendo sua destruição. Para<br />
diagnosticar este transtorno, além do teste de<br />
Coombs positivo, é necessário que o hemograma<br />
apresente HGB abaixo de 12 g/dL, com presença de<br />
plaquetopenia e aumento de reticulócitos.<br />
A anemia falciforme tem origem genética e é<br />
causada por defeitos na estrutura da molécula de<br />
HGB, resultando na alteração da morfologia celular.<br />
Durante a realização do esfregaço sanguíneo, é<br />
possível perceber a presença de drepanócitos<br />
(hemácias foiciformes) e elevado número de<br />
leucócitos. Quanto ao hemograma automatizado, é<br />
importante verificar o resultado de RDW, pois caso se<br />
encontre acima de 19% é indicativo de um quadro<br />
grave de anemia falciforme.<br />
Tel : +55 31- 3489-5100<br />
0 102<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
Por fim, a talassemia beta é caracterizada a<br />
nível laboratorial pela alteração morfológica dos<br />
eritrócitos, com redução de tamanho e coloração,<br />
sendo comum a presença de anisocitose<br />
dependendo do subtipo da talassemia. No<br />
hemograma pode ser percebida uma redução<br />
do VCM, HGB, CHCM e Hemoglobina Corpuscular<br />
Média (HCM). Caso o quadro do paciente tenha<br />
evoluído para hiperesplenismo, é possível<br />
observar também pancitopenia.<br />
Dado as alterações apresentadas, o hemograma<br />
é de extrema importância no acompanhamento<br />
da evolução das anemias e indispensável na<br />
avaliação da resposta ao tratamento, servindo<br />
como base para o direcionamento de terapias,<br />
não excluindo a necessidade de exames<br />
complementares.<br />
Referências<br />
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.<br />
Portaria nº 1.247, de 10 de novembro de 2014.<br />
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.<br />
Portaria nº 1.300. de 21 de novembro de 2013.<br />
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.<br />
Orientações para o diagnóstico e tratamento das Talassemias<br />
Beta. Brasília, 2016.<br />
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.<br />
Portaria nº 27, de 26 de novembro de 2018.<br />
DE ALMEIDA, LAYANNE LACERDA ZONTA; São José, do Rio<br />
Preto. Anemia aplástica.<br />
DE ALMEIDA, R.A.; BERETTA, A. Anemia Falciforme e<br />
abordagem laboratorial: uma breve revisão de literatura.<br />
<strong>Revista</strong> Brasileira de Análises Clínicas, v. 49, n. 2, p. 131-4, 2017.<br />
FAILACE, R.; FERNANDES, F.B.; FAILACE, R. Hemograma:<br />
manual de interpretação. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.<br />
LORENZI, T.F. Manual de hematologia: propedêutica e clínica.<br />
4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.<br />
MONTEIRO, Mirella Dias et al. Anemia megaloblástica: revisão<br />
de literatura. Revisa Saúde em foco–edição, 2019.<br />
OLIVEIRA, Maria Christina LA et al. Curso clínico da anemia<br />
hemolítica auto-imune: um estudo descritivo. Jornal de<br />
Pediatria, v. 82, p. 58-62, 2006.<br />
Imagens meramente ilustrativas<br />
INFORME DE MERCADO<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
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ZYMO RESEARCH<br />
O Quick-DNA/RNA Viral MagBead (R2140/<br />
R2141) foi desenvolvido para sistemas de<br />
extração de DNA e/ou RNA high-throughput,<br />
utilizando beads magnéticas.<br />
INFORME DE MERCADO<br />
Conheça essa solução abrangente e flexível.<br />
Além de contar com um tampão (DNA/RNA<br />
Shield) que inativa e lisa completamente<br />
a partícula viral, permite o isolamento de<br />
pequenos ácidos nucléicos (>50 nt) até<br />
grandes fragmentos (>200 kb).<br />
Compatibilidade com diversas amostras<br />
Plasma<br />
Soro<br />
Urina<br />
Meio de cultura<br />
Sangue<br />
Saliva<br />
Suspensão celular<br />
Biópsia<br />
Fezes<br />
Swab<br />
Grande estabilidade<br />
O tampão DNA/RNA Shield permite o<br />
transporte e armazenamento que preserva a<br />
integridade genética das amostras por longos<br />
períodos à temperatura ambiente e sob<br />
congelamento (-20 a -80°C)<br />
Qualidade na extração<br />
Ácidos nucléicos de alta qualidade para<br />
aplicações em NGS, ensaios de hibridização e<br />
RT/PCR<br />
Sistemas de pipetagem automáticos<br />
Compatibilidade com diversos equipamento<br />
de plataforma. Contamos com os protocolos<br />
e programações prontos para diversos<br />
equipamentos. Consulte-nos para maiores<br />
informações.<br />
Uso para testagem do COVID<br />
O Quick DNA/RNA Viral MagBead da Zymo<br />
foi validado pelo Instituto Adolfo Lutz e pela<br />
Coordenação Geral de Laboratórios (CGLAB)<br />
da Secretária de Vigilância em Saúde e está<br />
sendo utilizado em todos os LACEN nos 26<br />
estados e no Distrito Federal.<br />
Conveniência<br />
Protocolo simples e direto para maior<br />
praticidade na rotina de experimentos.<br />
Veritas Soluções Diagnósticas<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 105
INFORME DE MERCADO<br />
TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE<br />
Para quem está preocupado com a diabetes,<br />
um teste de tolerância à glicose pode ser uma<br />
boa solução para eliminar quaisquer dúvidas<br />
sobre o seu corpo, se ele está ou não a quebrar<br />
as moléculas de glicose e a produzir insulina<br />
suficiente.<br />
médico pede a realização do exame antes das<br />
24 semanas. Ou porque um teste de urina de<br />
rotina mostrou grandes quantidades de açúcar<br />
na urina ou quando a mulher é considerada<br />
de alto risco. A American Diabetes Association<br />
estima que a diabetes gestacional ocorra em<br />
9,2 por cento das gestações.<br />
A prova consiste em retirar uma amostra de<br />
sangue, consumir determinada quantidade<br />
de glicose e então, medir os níveis da mesma<br />
após a ingestão do açúcar. Através deste<br />
teste, dependendo da concentração de glicose<br />
encontrada no sangue, é possível determinar<br />
Os médicos devem rastrear todas as mulheres<br />
grávidas quanto a diabetes gestacional, já<br />
que o mesmo pode causar complicações na<br />
gravidez, portanto, a detecção precoce e o<br />
tratamento imediato são importantes.<br />
se o corpo do indivíduo está decompondo o<br />
açúcar da forma esperada.<br />
O teste inicia com a retirada de uma amostra<br />
de sangue para observar a sua taxa de glicose<br />
O teste de tolerância à glicose é administrado<br />
para determinar se o paciente sofre de diabetes<br />
tipo 2 ou diabetes gestacional (patologia<br />
em repouso. Em seguida o paciente consome<br />
uma bebida concentrada em glicose, e os<br />
níveis de açúcar no sangue serão medidos a<br />
diagnosticada durante a gravidez). Os cada 30 a 60 minutos, durante 1 a 3 horas.<br />
médicos costumam diagnosticar rapidamente<br />
o diabetes tipo 1 porque geralmente se<br />
A dose oral recomendada é de 75 g para os<br />
adultos, valor que será ajustado de acordo<br />
desenvolve rapidamente e envolve altos com o peso em crianças. No entanto, também<br />
níveis e sintomas de açúcar no sangue. Por são utilizadas doses de 50g e 100g.<br />
outro lado, o diabetes tipo 2 se desenvolve<br />
com o passar dos anos. O diabetes tipo 2 é a<br />
Diagnóstico do Diabetes Melitus<br />
forma mais comum de diabetes e geralmente<br />
se desenvolve durante a idade adulta. O<br />
diabetes gestacional ocorre quando uma<br />
mulher grávida que não teve diabetes antes<br />
da gravidez apresenta altos níveis de açúcar Diagnóstico do Diabetes Melitus Gestacional (ADA, 2012)<br />
no sangue como resultado da gravidez. O teste<br />
normalmente é administrado em torno da 24ª<br />
à 28ª semana de gravidez. Em alguns casos o<br />
Para mais informações,<br />
Entre em contato conosco!<br />
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0 106<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
NOVO ENSAIO DE SEQUENCIAMENTO DE NOVA GERAÇÃO (NGS)<br />
POSSIBILITA IDENTIFICAÇÃO E VIGILÂNCIA DAS VARIANTES DE<br />
SARS-COV-2 EM MENOS DE 24 HORAS.<br />
O sequenciamento de nova geração (NGS)<br />
pode auxiliar a entender a estrutura genética do<br />
SARS-CoV-2 e permite que pesquisadores possam<br />
descobrir, detectar e rastrear variantes emergentes<br />
do vírus. É fundamental que os cientistas<br />
obtenham rapidamente informações sobre a taxa<br />
de mutação do SARS-CoV-2, o risco de infecção<br />
do hospedeiro e a disseminação viral para ajudar<br />
a reduzir o impacto do vírus.<br />
INFORME DE MERCADO<br />
O painel Ion AmpliSeq SARS-CoV-2 Insight<br />
Research Assay é uma solução que identifica<br />
efetivamente as variantes do SARS-CoV-2<br />
com > 99% de cobertura do genoma,<br />
tem sido usado para sequenciar a variante<br />
Omicron (B.1.1.529), proporcionando<br />
vigilância genômica rápida e precisa.<br />
Esta solução é compatível com o Sistema<br />
Ion Torrent Genexus que é a primeira<br />
plataforma automatizada e totalmente<br />
integrada capaz de simplificar o NGS<br />
tornando a pesquisa epidemiológica do<br />
SARS-CoV-2 fácil e acessível para qualquer<br />
laboratório ou hospital, independentemente<br />
de experiência molecular prévia.<br />
Além dos resultados rápidos de forma automatizada,<br />
a vigilância do SARS-CoV-2 nos sistemas Ion Torrent<br />
permite escalabilidade e precisão para detectar com<br />
segurança as variantes emergentes de SARS-CoV-2,<br />
como a Delta, Omicron e as várias outras.<br />
*Apenas para uso em pesquisa.<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
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0 107
INFORME DE MERCADO<br />
NGS STAR<br />
PIPETADOR PARA PREPARO DE BIBLIOTECAS NGS<br />
Esta plataforma foi desenvolvida exclusivamente<br />
para aplicações de sequenciamento de nova geração<br />
(NGS). A preparação de bibliotecas totalmente<br />
automatizada pode ser otimizada e personalizada de<br />
acordo com a necessidade do laboratório, podendo<br />
processar de 1 até 96 amostras sem intervenção do<br />
usuário.<br />
A Hamilton Company conta com vários métodos<br />
já validados para kits de distintas marcas:<br />
• Illumina<br />
• Roche-KAPA<br />
• PacBio<br />
• IDT<br />
• Twist Bioscience<br />
• Thermo Fisher Scientific<br />
• New England BioLabs<br />
• QIAGEN<br />
• Agilent<br />
• Nanopore<br />
• Paragon<br />
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desejado nesta lista? Contacte os nossos especialistas<br />
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e eficientes.<br />
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PNCQ GESTOR 2022<br />
O Curso Preparação do Laboratório para<br />
Implantação de um Sistema de Gestão da<br />
Qualidade – PNCQ Gestor e Formação de<br />
Auditores Internos, está de volta, de forma<br />
presencial, seguindo todas as recomendações<br />
sanitárias! Os participantes recebem o software<br />
e todas as orientações para implantar seu SGQ,<br />
preparando seu laboratório para a Acreditação pelo<br />
Sistema Nacional de Acreditação – SNA-DICQ.<br />
A versão 7.1 do software PNCQ Gestor, atende aos<br />
requisitos do Manual do SNA-DICQ 7ª ed., baseado<br />
nos requisitos da Norma ABNT NBR ISO 15189:2015<br />
e da RDC 302:2005 da ANVISA.<br />
O software PNCQ Gestor auxilia a elaborar e<br />
controlar a documentação de seu Sistema de<br />
Gestão da Qualidade a partir de modelos, que<br />
devem ser adaptados à realidade do laboratório, e<br />
propicia a elaboração dos documentos de maneira<br />
muito menos trabalhosa. É possível criar e importar<br />
documentos, além de propiciar rastreabilidade total<br />
das atividades dos usuários, facilitando os registros.<br />
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• Passo-a-passo para a implantação de um SGQ<br />
• Software PNCQ Gestor<br />
• Requisitos do SNA-DICQ para a Acreditação do seu<br />
laboratório<br />
• Princípios da Gestão de Riscos<br />
• Formação de Auditores Internos<br />
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0 108<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
INFORME DE MERCADO<br />
ANO NOVO, VIDA NOVA! A VIDA BIOTECNOLOGIA LANÇA A<br />
SUA MARCA EM UM NOVO MOMENTO DA EMPRESA.<br />
No dia 01 de janeiro, a VIDA Biotecnologia<br />
lançou oficialmente sua nova marca<br />
e nova identidade visual. Com formas<br />
mais orgânicas e modernas ela chega<br />
não somente carregada de valores que<br />
trouxeram a empresa até aqui, mas<br />
também rejuvenescida, encorpada e<br />
pronta para representar toda a EVOLUÇÃO<br />
e TRANSFORMAÇÃO que são parte do DNA<br />
da VIDA. A empresa também apresentou o<br />
seu novo slogan “Evoluir para Transformar”.<br />
Evoluir e transformar não são palavras<br />
escolhidas ao acaso. Têm um propósito.<br />
E fazem parte do novo momento da VIDA<br />
Biotecnologia, uma empresa que cresce, se<br />
reestrutura e renova todos os dias.<br />
Além de renovar a sua marca, a VIDA<br />
Biotecnologia caminha na evolução de<br />
processos, práticas e sistemas para se<br />
manter em conformidade com as exigências<br />
do mercado e continuar tendo o respeito<br />
dos colaboradores, parceiros e clientes. As<br />
redes sociais e o site da empresa já estão<br />
devidamente adequados à nova identidade.<br />
Os documentos, equipamentos e embalagens<br />
serão alterados gradativamente.<br />
Você já teve a oportunidade de ver a<br />
nova marca?<br />
Acesse o site vidabiotecnologia.com.br e<br />
as redes sociais da marca para conhecer.<br />
0 110<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
C<br />
M<br />
PORTAL BUNZL SAÚDE<br />
INFORME DE MERCADO<br />
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bunzlsaude.com.br<br />
O Seu Portal de Compras da Saúde!<br />
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A Bunzl Saúde acompanha a mudança de<br />
comportamento no mercado digital, e entende a<br />
importância de manter o relacionamento em todos<br />
os canais, deste modo, o Portal Bunzl Saúde, visa<br />
oferecer uma melhor experiência de compra aos<br />
seus clientes, onde quer que eles estejam.<br />
O Portal Bunzl Saúde atende empresas, profissionais<br />
e estudantes da área e até mesmo pessoas físicas,<br />
disponibilizando um amplo portfólio com marcas<br />
consolidadas que se destacam pela credibilidade<br />
na atuação das linhas diagnóstica e hospitalar,<br />
apresentando ao mercado produtos certificados por<br />
padrões nacionais e internacionais de qualidade.<br />
A proposta é oferecer aos clientes facilidade ao<br />
comprar, diferenciando as lojas por segmentos de<br />
negócios: Laboratório, Hospital, Dental, Veterinário,<br />
Home Care, Estética, Farmácia e Estudante,<br />
tornando possível o máximo de aproveitamento das<br />
potencialidades dos produtos, seja para o uso do<br />
estabelecimento ou abastecimento de estoque.<br />
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(11) 3652-2525 / 3195-8640<br />
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credibilidade está relacionada à constante atenção<br />
e dedicação no desenvolvimento de produtos<br />
duráveis, buscando inovação e qualidade.<br />
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laboratórios que buscam otimizar e ter maior<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 111
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grande parceria entre a Diagnóstica Cremer<br />
e a Trademaster.<br />
Como funciona:<br />
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crédito e pagamento pela Tardemaster.<br />
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boleto será emitido pela Tardemaster.<br />
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0 112<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
BC-6000 – ANALISADOR AUTOMÁTICO PARA HEMATOLOGIA<br />
ALTA PERFORMANCE<br />
Na Mindray, procuramos entender as necessidades<br />
de cada cliente e fornecer soluções personalizadas.<br />
Atualmente os analisadores com maior valor clínico,<br />
maior eficiência de sinalização para reduzir a taxa<br />
de exame microscópico e com resultados de fluídos<br />
corporais gerados em um sistema de alta velocidade<br />
são os mais procurados pelos laboratórios.<br />
INFORME DE MERCADO<br />
Especificações técnicas:<br />
• Princípio SF Cube – Tecnologia de análise de WBC,<br />
diferencial em 6 partes e NRBC.<br />
• 29 parâmetros + 2 histogramas (RBC e PLT);<br />
• Canal exclusivo para contagem de Basófilos;<br />
• Compatível com dosagem em líquido peritoneal, Líquido<br />
Cefalorraquidiano, Líquido Pleural e Líquido Sinovial<br />
• Volume de amostra:<br />
o Sangue total – modo fechado: 80µL<br />
modo aberto: 35µL<br />
o Pré-diluido – modo aberto: 20 µL<br />
o Fluídos Corporais – modo aberto: 85 µL<br />
• Armazena até 100.000 resultados incluindo<br />
informações gráficas e numéricas<br />
• Libera até 110 resultados de soro e 40 de líquidos<br />
corporais por hora;<br />
• Contagem de eritroblastos em todas as análises;<br />
• Dimensões: 695mm (A) x 672mm (L) x 826mm (P);<br />
• Peso: ¬87,5kg;<br />
• Compatível com diversos fabricantes de tubos;<br />
• Acompanha software exclusivo LabXpert que<br />
permite um total gerenciamento do resultados dos<br />
pacientes, possibilitando o cadastro de parâmetros<br />
para repetição automática;<br />
• Identificação de hemácias infectadas por Malária<br />
• Porta LAN suporta protocolo HL7 / LIS Bi-direcional<br />
Desempenho:<br />
Parâmetro Linearidade Precisão (CV%) Arraste<br />
WBC 0-500x109/L ≤2.5% (≥4x109/L)<br />
RBC 0-8,6x1012/L ≤1.5% (≥3,5x1012/L)<br />
HGB 0-260g/L ≤1.0% (110-180)<br />
HCT 0-75% ≤1.5% (30-50%)<br />
PLT 0-5000 x109/L ≤4.0% (≥100x109/L)<br />
Contato: Roney Caetano<br />
Gerente de Vendas - IVD<br />
E-mail: r.caetano@mindray.com<br />
Mobile/WhatsApp: +55 11 96403 2821<br />
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0 113
INFORME DE MERCADO<br />
A J.R.EHLKE, EM PARCERIA COM A WERFEN, APOSTA NA<br />
TECNOLOGIA DE PONTA A FAVOR DA CONFIABILIDADE NO<br />
DIAGNÓSTICO EM HEMOSTASIA.<br />
Não é de hoje que os testes laboratoriais<br />
possuem grande relevância no diagnóstico<br />
dos pacientes em diferentes situações clínicas.<br />
Temos infinitas possibilidades no portifólio<br />
laboratorial para atender especialmente cada<br />
caso. Sabemos que, de um tempo para cá, os<br />
testes de hemostasia tornaram-se ponto crucial<br />
no processo, já que os seus números influenciam<br />
diretamente nas decisões clínicas.<br />
É fundamental para um diagnóstico e<br />
acompanhamento eficaz do paciente, que os<br />
diferentes processos da análise disponham<br />
de qualidade. Isso inclui a performance dos<br />
equipamentos laboratoriais e, principalmente,<br />
a qualidade dos reagentes utilizados para a<br />
realização dos exames.<br />
Um exemplo de reagentes mundialmente<br />
reconhecidos por sua credibilidade e confiança<br />
são os da Instrumentation Laboratory,<br />
integrante do grupo Werfen desde 1991.<br />
Focado em inovação e melhorias constantes<br />
para testes de diagnóstico in vitro, o grupo<br />
Werfen desenvolve, fabrica e distribui reagentes<br />
da linha de hemostasia.<br />
Nos principais testes da rotina de<br />
coagulação, podemos elencar os reagentes<br />
de ponta desenvolvidos pelo fabricante.<br />
O Recombiplastin2G utilizado para a<br />
determinação quantitativa de TP – Tempo de<br />
Protrombina - é derivado de fator tecidual<br />
humano através de tecnologia recombinante.<br />
Sua apresentação é liofilizada, de fácil<br />
reconstituição pelo operador e sua estabilidade<br />
após o preparo é excelente. Seu ISI (índice de<br />
padronização internacional) de ≅1,00 é um<br />
dos melhores valores encontrados no mercado.<br />
Para o teste de TTPA - Tempo Parcial de<br />
Tromboplastina Ativada - o reagente mais<br />
moderno e utilizado em grandes centros<br />
laboratoriais é o APTT-SP. Este é derivado<br />
de tecnologia de fosfolipídios sintéticos,<br />
contendo como ativador as partículas de sílica<br />
micronizada. Possui apresentação líquida<br />
e pronta para uso, o que também impacta<br />
positivamente no resultado dos testes.<br />
Na linha analítica do Fibrinogênio, destacase<br />
o avanço do reagente Fib-C para o QFA, que<br />
melhora significativamente a estabilidade (7<br />
dias após reconstituído). Sua matriz é composta<br />
de Trombina purificada de origem bovina e sua<br />
linearidade pode variar entre 35 e 1000mg/dL<br />
nos sistemas automatizados IL.<br />
Atualmente, outro ensaio que tem se<br />
destacado no mercado é o teste de D-dímero<br />
que é utilizado para avaliação de pacientes com<br />
COVID 19. A IL possui diferentes apresentações<br />
deste insumo, para atender a necessidade de<br />
cada laboratório. As duas mais conhecidas e<br />
aplicadas são: D-dimer 500 e D-dimer HS500.<br />
A diferença entre eles é o modo de preparo, já<br />
que um está pronto para uso e o outro necessita<br />
ser reconstituído. Ambos os kits são para a<br />
determinação quantitativa do D-dímero no<br />
plasma humano, com uma ótima linearidade<br />
e sensibilidade, cut-off validado de 500ng/mL<br />
e resultados liberados em menos de 5 minutos<br />
nos sistemas IL.<br />
A J. R. Ehlke & Cia Ltda, empresa com mais de<br />
50 anos dedicados ao mercado de diagnósticos<br />
laboratoriais, distribui produtos da linha de<br />
hemostasia Werfen em toda a região sul. Entre<br />
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nossa equipe comercial e científica.<br />
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0 114<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
AUMENTO DE CASOS DE H3N2 REFORÇA A NECESSIDADE<br />
DE TESTAGEM DA POPULAÇÃO<br />
INFORME DE MERCADO<br />
Nas últimas semanas houve um aumento<br />
significativo de casos de síndrome gripal<br />
em diversas regiões do Brasil. No Rio de<br />
Janeiro, foi identificado mais casos positivos<br />
de Influenza A do que de Covid-19, segundo<br />
boletim epidemiológico Infogripe (semana<br />
48), da Fiocruz.<br />
Em São Paulo, a Secretaria de Saúde alertou<br />
para o aumento de casos da variante H3N2 do<br />
vírus Influenza.<br />
“Tal cenário serve de alerta aos demais<br />
grandes centros urbanos e turísticos em<br />
função do risco de importação de casos de<br />
Influenza, especialmente em locais cujas<br />
medidas não farmacológicas para a mitigação<br />
da transmissão da COVID-19 estejam<br />
com baixa adesão, pois também afetam a<br />
transmissibilidade do vírus Influenza”, alerta<br />
a conclusão do boletim Infogripe.<br />
Neste momento, se torna ainda mais<br />
fundamental a realização do teste molecular<br />
para diferenciação do agente causador da<br />
síndrome gripal, pois auxilia no controle<br />
epidemiológico e proporciona um tratamento<br />
personalizado ao paciente, diminuindo<br />
drasticamente o uso de medicamentos.<br />
Solução da Mobius<br />
O Kit XGEN MULTI PR24 (Anvisa 80502070089)<br />
identifica simultaneamente 24 patógenos que<br />
mais causam infecções respiratórias, inclusive<br />
os que estão circulando atualmente no país,<br />
por meio de amostras de swab nasofaríngeo,<br />
exudatos nasofaríngeos, aspirado nasofaríngeos,<br />
lavado broncoalveolar.<br />
O teste permite identificar esses agentes<br />
infecciosos a partir de material genético<br />
purificado utilizando amplificação de DNA/<br />
RNA por transcrição reversa e PCR multiplex<br />
(RT-PCR) com subsequente hibridização<br />
reversa em uma membrana contendo sondas<br />
específicas para cada patógeno.<br />
Para mais informações, consulte-nos<br />
Mobiuslife.com.br<br />
comercial@mobiuslife.com.br<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 115
INFORME DE MERCADO<br />
DEFININDO NOVOS HORIZONTES EM DIAGNÓSTICO<br />
POR IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA: DO BIOCHIP A<br />
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL<br />
O ensaio de imunofluorescência<br />
indireta (IIFA) tem importante papel no<br />
diagnóstico autoimune por ser um método<br />
de triagem essencial para detecção de vários<br />
tipos de auto-anticorpos. O método oferece<br />
alta sensibilidade e especificidade e um amplo<br />
espectro de antígenos devido ao uso de células<br />
e tecidos como substratos antigênicos.<br />
A EUROIMMUN foi pioneira na tecnologia do<br />
BIOCHIP, inventada pelo fundador da empresa<br />
Dr. Winfried Stoecker em 1983 e desde então<br />
busca continuamente propulsionar a tecnologia<br />
de IIFA com soluções de última geração. No<br />
método do BIOCHIP, seções em miniatura de<br />
diferentes substratos são posicionadas lado<br />
a lado nos campos de reação em lâminas<br />
de microscopia e incubadas em paralelo<br />
sob condições padronizadas com a Técnica<br />
TITERPLANE. Essa abordagem multiplex<br />
permite perfis de anticorpos abrangentes em<br />
uma única análise.<br />
Microscópios com iluminação LED controlada<br />
e óptica de precisão que incorpora componentes<br />
Zeiss de última geração para garantir imagens<br />
de alta qualidade foram desenvolvidos.<br />
Atualmente, a EUROIMMUN oferece sistemas<br />
de microscopia completamente automatizados,<br />
acompanhados por um software sofisticado<br />
para aquisição de imagem, interpretação de<br />
padrões e arquivamento dos resultados com<br />
total rastreabilidade.<br />
O microscópio EUROPattern modelo 1.5<br />
de alta capacidade pode processar até 500<br />
campos contendo vários substratos BIOCHIP em<br />
uma corrida. Possui velocidade de aquisição<br />
de 13 segundos por imagem. O EUROPattern<br />
Microscope Live é o modelo mais novo que<br />
combina tecnologia de ponta com processamento<br />
de imagem ultrarrápido para laboratórios de<br />
pequeno e médio rendimento. Esse microscópio<br />
incorpora uma nova tecnologia de focagem a<br />
laser, que permite a aquisição de imagens em 2<br />
segundos por imagem. O hardware do microscópio<br />
é complementado pelo software EUROLabOffice<br />
4.0 avançado, que fornece avaliação de imagens<br />
incorporando inteligência artificial, bem como<br />
gerenciamento completo de análises e resultados.<br />
Como funciona a avaliação com<br />
Inteligência Artificial (IA)?<br />
O software utiliza algoritmos de Redes Neurais<br />
Convolucionais Profundas (Deep Convolutional<br />
Neural Networks) para discriminação de resultados<br />
positivos e negativos e reconhecimento de<br />
padrões. Por exemplo, na avaliação de anticorpos<br />
antinucleares (ANA) em células HEp-2, que é<br />
uma das análises mais comumente realizadas em<br />
diagnósticos autoimunes, a IA nos permite incluir<br />
não apenas nove padrões diferentes, incluindo DFS<br />
70 e AMA, mas também combinações deles para<br />
obter a sugestão de resultado mais precisa para<br />
cada paciente. O software também gera sugestões<br />
de títulos a partir das intensidades de fluorescência<br />
das diluições. A classificação do padrão ANA está<br />
em conformidade com International Consensus on<br />
ANA Patterns (ICAP). O classificador também pode<br />
ser utilizado para avaliar anticorpos ANCA em<br />
substratos de granulócitos, anticorpos anti-dsDNA<br />
em Crithidiae luciliae, e autoanticorpos associados<br />
a doenças autoimunes do fígado em substratos de<br />
tecido. A EUROIMMUN está trabalhando em outras<br />
aplicações a serem adicionadas ao repertório de<br />
avaliação com IA.<br />
Referência: From BIOCHIPs to artificial<br />
intelligence – defining new horizons in IFA<br />
- Dr. Panagiotis Grypiotis, Head of Product<br />
Management Automation at EUROIMMUN<br />
0 116<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
INFORME DE MERCADO<br />
HORIBA Medical Brasil inova e disponibiliza ferramenta para<br />
avaliação da identificação de células sanguíneas – QSP<br />
• Usuários ilimitados<br />
• Cada gerente de laboratório estabelece o protocolo<br />
de controle e escolhe as lâminas a serem analisadas<br />
pela equipe responsável pelo exame das lâminas.<br />
• Semanalmente, um caso pode ser examinado.<br />
• O programa QSP emite relatórios personalizados<br />
para garantir uma rastreabilidade perfeita.<br />
O software QSP é uma ferramenta para imagens<br />
de alta definição, didática e muito intuitiva.<br />
Ele oferece ao pessoal do laboratório o<br />
exame das lâminas sanguíneas, que são digitalizadas<br />
e avaliadas previamente. Permite ao<br />
laboratório avaliar a capacidade dos potenciais<br />
examinadores<br />
O QSP é mais do que um atlas citológico…<br />
Usa casos clínicos reais fornecidos por<br />
médicos aprovados.<br />
Com casos normais e patológicos.<br />
Vantagens<br />
Treinamento contínuo dos analistas de laboratório<br />
• 6 slides digitais por mês.<br />
• O laboratório pode definir sua própria classificação<br />
de células.<br />
• Avaliação de WBC, RBC e PLT classificação e /<br />
ou morfologias.<br />
• Identificação incorreta de células.<br />
• Relatórios com desempenho individual pontuação.<br />
• Fácil de usar<br />
• Não há necessidade de material adicional (baseado<br />
em PC).<br />
É elaborado um relatório individual da classificação<br />
que mostra<br />
• Um índice da sensibilidade média das células<br />
corretamente classificadas em relação<br />
à referência.<br />
• Uma classificação imediata de TP, TN, FP, FN e<br />
os cálculos associados da relação sensibilidade<br />
e precisão<br />
• Imagens de células que não combinam com a<br />
classificação de referência.<br />
• As observações do leitor e do gerente.<br />
• As ações corretivas associadas.<br />
Benefícios<br />
• Padronização da leitura manual das lâminas<br />
ao microscópio.<br />
• Aumentando a confiabilidade dos resultados<br />
finais.<br />
• Ajudar novos técnicos a melhorar seu nível e se<br />
tornarem confiantes.<br />
• Ajudando Técnicos experientes a manter<br />
seu nível.<br />
HORIBA Medical Brasil<br />
(11) 2923-5400<br />
marketing.br@horiba.com<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
INFORME DE MERCADO<br />
DB MOLECULAR DISPONIBILIZA TESTE PARA AUXILIAR<br />
NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HANSENÍASE<br />
Exame detecta o perfil de resistência aos fármacos de primeira e segunda linha utilizados no tratamento da doença.<br />
O Brasil é o segundo país com maior incidência<br />
de casos hanseníase, atrás apenas da Índia. De<br />
acordo com dados da Organização Mundial da<br />
Saúde (OMS), em 2018 foram reportados 28.660<br />
novos casos no Brasil, equivalendo a 92,6% do<br />
total das Américas, a incidência mundial foi de<br />
208.619 casos neste mesmo ano. Apesar dos<br />
dados ainda serem preocupantes, a incidência<br />
vem diminuindo ano a ano, registros de 2019<br />
indicaram 23.612 novos casos no País.<br />
O Mycobacterium leprae, nome científico da<br />
bactéria causadora da hanseníase, tem um<br />
período de incubação longo, podendo levar anos<br />
para que a pessoa comece a manifestar sintomas.<br />
O desenvolvimento da doença ocorre de acordo<br />
com a resposta imunológica do hospedeiro e<br />
após um longo período de exposição ao agente,<br />
havendo seis formas de manifestação devido<br />
à variação da resposta imunológica entre as<br />
pessoas. De um modo geral, a partir do momento<br />
que um indivíduo adoece, se o sistema imune for<br />
competente, a hanseníase se manifesta de forma<br />
localizada e não contagiosa, mas quando não há<br />
uma resposta imunológica efetiva, se manifesta<br />
de maneira mais grave e transmissível<br />
Como demonstrado em um estudo da FIOCRUZ,<br />
de 2016, a bactéria é capaz de mimetizar uma<br />
infecção viral, de modo a causar uma resposta<br />
imunológica “equivocada” e ineficaz. A produção<br />
de citocinas Interferon tipo I ocasiona a ativação<br />
de alguns genes que favorecem a invasão celular<br />
e ocupação da bactéria na célula.<br />
Questões socioeconômicas são intimamente<br />
relacionados à doença, sabe-se que em pessoas<br />
que vivem em condições de extrema pobreza e/ou<br />
condições inadequadas de habitação, as chances<br />
de ser portador chegam a dobrar, levando em<br />
consideração fatores como aglomeração em uma<br />
mesma moradia e escassez de higiene.<br />
Antigamente, a ausência de tratamento por conta<br />
do desconhecimento sobre a doença levava as<br />
pessoas a complicações clínicas que evoluíam a<br />
óbito, porém ao longo dos anos com o advento<br />
dos medicamentos, os pacientes têm um bom<br />
prognóstico. O tratamento da hanseníase é<br />
feito com coquetel de drogas (antibióticos e<br />
quimioterápicos), chamado de poliquimioterapia,<br />
e pode apresentar resultados bem eficazes.<br />
O desafio é realizar o diagnóstico rápido e<br />
confiável, que promova um tratamento assertivo<br />
ao paciente. Quanto antes detectada a doença,<br />
antes interrompe-se a cadeia de transmissão,<br />
e, também, eleva as chances de cura, evitando<br />
complicações da doença e prevenindo o<br />
desenvolvimento de resistência às drogas.<br />
Por isso, exames que realizam a detecção da<br />
hanseníase e avaliem, ao mesmo tempo, o<br />
perfil de resistência, traz um cenário mais<br />
favorável ao paciente.<br />
O exame molecular é capaz de detectar a<br />
resistência a rifampicina pela detecção das<br />
mutações mais significativas do gene rpoB<br />
(codificado pela subunidade- ß da RNA<br />
polimerase); resistência à ofloxacina e outras<br />
fluoroquinolonas pela detecção das mutações<br />
mais significativas do gene gyrA (codificado<br />
pela subunidade-A da DNA girase) e resistência<br />
à dapsona pela detecção de regiões relevantes<br />
do gene folP1 (codificado pela dihidropteroato<br />
sintetase). E trazem mais sensibilidade e<br />
especificidade ao teste.<br />
O DNA é extraído de amostras de baciloscopia<br />
cutânea positiva, amplificado por PCR e detectado<br />
em uma membrana strip, utilizando hibridização<br />
reversa e uma reação de coloração enzimática.<br />
Este é o primeiro teste comercial para a detecção<br />
molecular de Mycobacterium leprae.<br />
Deixe a inovação impulsionar seu laboratório.<br />
Rua Cardoso de Almeida, 1460<br />
Perdizes. São Paulo - SP.<br />
dbmolecular.com.br<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
AUTOMATIZE SEU TESTE DE PCR EM TEMPO REAL<br />
INFORME DE MERCADO<br />
O sistema automatizado para testes de PCR em<br />
tempo real da altona é baseado na plataforma<br />
AltoStar® Automation System AM16, para<br />
pipetagem, extração de ácido nucleico de<br />
amostras e setup da reação de PCR.<br />
Conheça essa solução abrangente e flexível<br />
para o seu laboratório, além de otimizar suas<br />
análises de PCR, desde a extração da amostra<br />
até o resultado final do PCR.<br />
O Fluxo de Trabalho de Diagnóstico Molecular AltoStar® oferece:<br />
Fluxo de trabalho completo<br />
Purificação de DNA/RNA, configuração de PCR<br />
em tempo real e programação do termociclador<br />
Solução um para todos<br />
Processe qualquer tipo de amostra com um<br />
único reagente de purificação e escolha a partir<br />
de um amplo portfólio de testes AltoStar®<br />
Alta flexibilidade<br />
Combine até oito testes em uma placa de 96<br />
poços e analise até quatro patógenos de uma<br />
única amostra<br />
Integração laboratorial<br />
Interface com o sistema de gerenciamento<br />
de laboratório (LIMS) e reagentes com<br />
código de barras, permitindo total controle e<br />
rastreabilidade do processo.<br />
Conveniência<br />
Reagentes prontos para o uso e software<br />
amigável<br />
Confiabilidade<br />
Tudo de uma única fonte, certificação CE-IVD e<br />
registrado na ANVISA, suporte pessoal<br />
Custo benefício<br />
Sem desperdício de reagentes e consumíveis<br />
necessários pré-determinados<br />
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visita com a nossa equipe técnica e<br />
comercial.<br />
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Rua São Paulino, 221 – São Paulo – SP<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 121
INFORME DE MERCADO<br />
TECNOLOGIA PATENTEADA DE HOMOGENEIZAÇÃO<br />
POR ROTAÇÃO MAELSTROM PARA AUTOMATIZAR SUA<br />
DEMANDA COM QUALIDADE<br />
Cansado de tentar extrair ácido nucleico<br />
de suas amostras sem eficiência? Junte-se à<br />
Biomedica para aumentar a produtividade do<br />
seu laboratório, reduzir o tempo e obter maior<br />
eficiência nas extrações.<br />
O produto TANBead Maelstrom incorpora essa<br />
tecnologia e oferece o melhor desempenho<br />
para aplicações no diagnóstico molecular e<br />
ciências da vida.<br />
COVID-19 trouxe um enorme impacto<br />
no sistema médico global e a empresa<br />
TANBead mostrou excelentes resultados de<br />
prevenção de epidemias. A Taiwan Advanced<br />
Nanotech, também conhecida como TANBead,<br />
desempenhou um papel fundamental na<br />
pandemia. Além do consistente fornecimento<br />
de reagentes de extração de ácidos nucleicos<br />
e equipamentos automatizados para uso,<br />
pelo Center for Disease Control, por muitos<br />
laboratórios importantes durante o estágio<br />
inicial da epidemia, a reputação da marca<br />
também cresceu rapidamente. Os produtos<br />
TANBead podem purificar e extrair DNA/RNA<br />
viral para detecção por PCR, devido à sua alta<br />
precisão, mesmo pequenas quantidades de<br />
vírus também podem ser detectadas.<br />
A tecnologia patenteada da TANBead pode<br />
aumentar a eficiência da extração de ácido<br />
nucleico e oferece uma extração rápida,<br />
confiável, de alta qualidade, pronta para uso e<br />
com múltiplas aplicações. Os instrumentos da<br />
TANBead são automatizados e possuem essa<br />
tecnologia exclusiva chamada de tecnologia<br />
por rotação spin, que previne contaminação<br />
cruzada e realiza um manuseio revolucionário<br />
das beads magnéticas, preservando a<br />
integridade do material genético.<br />
Sua linha de equipamentos MAELSTROM é<br />
aprovada pelo FDS e CE e suas patentes são<br />
concebidas no Canadá, China, EUA, EU, Coréia,<br />
Japão e Taiwan.<br />
Além do equipamento, a TANBead em<br />
parceria com o seu distribuidor exclusivo no<br />
Brasil, a empresa Biomédica, oferece uma<br />
gama ampla de kits de Extração Ácidos<br />
Nucléicos para diversas aplicações. Para o<br />
combate à pandemia, a TANbead oferece o kit<br />
de extração e purificação de RNA/DNA viral a<br />
partir de materiais biológicos, como: SWAB<br />
nasofaríngeo, BAL, aspirado nasofaríngeo, soro,<br />
plasma, LCR, urina e outros. Os ácidos nucléicos<br />
purificados podem ser analisados por PCR em<br />
tempo real e NGS.<br />
A técnica de Biologia Molecular está crescendo<br />
cada vez mais e é utilizada para identificar<br />
uma diversidade muito grande de doenças<br />
infecciosas, hereditárias, câncer, entre outros,<br />
revolucionado o mercado de diagnóstico.<br />
Biomedica Equipamentos e Suprimentos LTDA.<br />
SIA trecho 03 - lotes 625 - sala 230C<br />
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0 122<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
CELLTAC-G – SEGURANÇA, QUALIDADE E TECNOLOGIAS<br />
EXCLUSIVAS PARA SEU LABORATÓRIO<br />
INFORME DE MERCADO<br />
Walk Away System - O sistema “Walk Away<br />
System” de acesso randômico e totalmente automatizado<br />
atinge até 90 testes por hora, apenas inserindo<br />
racks no carregador.<br />
DynaScatter Laser - A tecnologia ótica ”DynaScatter<br />
Laser” analisa e diferencia as células WBC em seu<br />
estado “quase-nativo” com muita precisão. O inovador<br />
sistema de detecção de espalhamento de laser com 3<br />
ângulos provê uma melhor detecção de WBC realizando<br />
uma medição precisa de luz dispersada. Obtendo a<br />
informação do tamanho do WBC de um sensor chamado<br />
“FSS”, as informações de estrutura e complexidade<br />
das partículas do núcleo são coletadas por um sensor<br />
chamado “FLS” e a informação da granularidade interna<br />
e da lobularidade são obtidas através de um sensor<br />
chamado “SDS”. Essa informação gráfica 3D é calculada<br />
então por um algoritmo exclusivo da Nihon Kohden.<br />
DynaHelix Flow - A tecnologia chamada “DynaHelix<br />
Flow” alinha perfeitamente as células WBC,<br />
RBC e PLT para uma contagem por impedância com<br />
alta precisão usando um fluxo hidrodinâmico focado<br />
antes de passar pela abertura de contagem. Somado<br />
a isso, o “DynaHelix Flow” previne totalmente que a<br />
mesma célula seja contada duas vezes (retorno) usando<br />
o exclusivo “DynaHelix Flow stream”. Esse avançado<br />
sistema recém desenvolvido, melhora expressivamente<br />
a precisão e confiabilidade das contagens.<br />
Smart ColoRac Match - O sistema “Smart<br />
ColoRac Match” ajuda a localizar rapidamente<br />
amostras clinicamente alteradas e tubos cujo código<br />
de barras não pôde ser lido usando uma exclusiva<br />
codificação através de racks coloridos que<br />
são associados ao programa gerenciador de dados<br />
do Celltac G. Isso aumenta muito a eficiência do<br />
laboratório sem investimento extra, sem aumento<br />
de espaço e sem a necessidade de treinamento<br />
extra para o operador. O sistema “Smart ColoRac<br />
Match” definitivamente maximiza a produtividade<br />
do seu laboratório proporcionando resultados mais<br />
rápidos e precisos.<br />
Seamless information transfer - O sistema<br />
de troca de dados baseado no protocolo HL7 permite<br />
transferência de informação bidirecional sem<br />
interrupção.<br />
Reagent Management - O sistema de gerenciamento<br />
de reagentes do Celltac G torna muito fácil<br />
a manipulação destes. Contribuindo assim para resultados<br />
com o mais alto padrão de qualidade.<br />
Novos parâmetros – Os novos parâmetros<br />
Índice de Mentzer e RDW-I adicionam valiosas<br />
informações clínicas para que se possa diferenciar<br />
os traços de possibilidade de uma Beta-talassemia<br />
de uma possível anemia ferropriva nos casos de<br />
anemia microcítica. E com os novos parâmetros<br />
Band%, Band# e Seg%, Seg# sua análise diferencial<br />
será muito mais precisa e confiável, já que o<br />
equipamento separa a contagem de neutrófilos<br />
em Segmentados % e # e Bastonetes % e #. E os<br />
parâmetros P-LCR e P-LCC reportam plaquetas gigantes,<br />
plaquetas agregadas ou células fragmentadas.<br />
Estes novos parâmetros ajudam a acelerar o<br />
diagnóstico através de resultados precisos.<br />
Opte pela melhor tecnologia para o seu<br />
laboratório!<br />
Opte por Equipamentos Hematológicos<br />
Celltac da Nihon Kohden!<br />
NIHON KOHDEN<br />
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as novidades!<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 123
INFORME DE MERCADO<br />
LOGCARE COM MAIS DE 20 ANOS NO MERCADO DE<br />
SISTEMAS DE RASTREIO, ATUA COM EXCELÊNCIA NO<br />
AUXÍLIO DO TRANSPORTE DE MATERIAIS BIOLÓGICOS<br />
Os percursos realizados pelo material<br />
biológico retirado de clínicas e laboratórios<br />
são requeridos de avaliações extremamente<br />
restritas, é neste momento em que as coletas<br />
se tornam mais sensíveis pelo tempo da<br />
viagem e até mesmo por meio das oscilações<br />
de temperaturas nos compartimentos<br />
durante todo o transporte entre o ponto de<br />
coleta inicial até o ponto final de análise. O<br />
processo de transporte do material biológico<br />
sem a devida responsabilidade pode gerar<br />
diversos erros, entre eles a falha da análise,<br />
interferindo no resultado apresentado<br />
futuramente ao paciente.<br />
Os transportes de amostras de materiais<br />
biológicos fazem parte da fase pré-analítica,<br />
é neste momento em que se inicia a análise<br />
das amostras. O cuidado com a escolha da<br />
embalagem, acondicionamento do material<br />
e cumprimento das cautelas necessárias para<br />
o deslocamento são imprescindíveis para que<br />
o transporte seja concluído com excelência.<br />
É de responsabilidade dos laboratórios garantir<br />
qualidade e segurança nestes processos, para<br />
isso podem contar com a ajuda com serviços<br />
auxiliares como o LogCare, disponibilizado<br />
pela MPSystems do Brasil, que oferece uma<br />
plataforma extremamente qualificada, através<br />
desta excelência operacional, é possível realizar<br />
acompanhamento em tempo real de solicitações<br />
de coleta de material biológico, rastreamento do<br />
percurso do consultório ao centro de análises,<br />
obter informações sobre o transporte, além da<br />
redução de custos operacionais.<br />
Estamos disponíveis em nosso site:<br />
www.mpsystems.com.br,<br />
tels.: (11) 2985-7041, (11) 2979-6654, (11) 2973-1970 e<br />
e-mail: suporte@mpsystems.com.br<br />
Não deixe de nos contatar.<br />
0 124<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022
AC LABOR + HAGE = HAGELAB SOLUÇÕES E INOVAÇÕES<br />
PARA UMA “GRANDE DOR” DO MERCADO...<br />
Gestão de qualidade e inteligente é quando<br />
levamos em consideração todas as variáveis que<br />
nos fazem diminuir o desperdício, maximizar lucros,<br />
aumentar a disponibilidade e a produtividade, além<br />
de aplicar o ESG. Esse é um “mantra” o qual sempre<br />
inicio meus textos.<br />
Com a exigência do mercado cada vez maior, onde<br />
a qualidade das entregas de produtos controlados,<br />
perecíveis e biológicos deixou a muito tempo de ser<br />
algo negociável, precisamos pensar em soluções<br />
que garantam toda essa qualidade e tenhamos o<br />
controle em todos os processos desde a compra dos<br />
kits e insumos, passando pela coleta, transporte<br />
de materiais e a chegada das amostras para o seu<br />
processamento. No caso de vacinas por exemplo,<br />
tão importante quanto entregar na temperatura<br />
adequado é garantir que em todo processo logístico<br />
até chegar ao braço do paciente essas condições<br />
foram adequadas.<br />
Temos inúmeras RDCs que tratam da garantia<br />
da qualidade no transporte, boas práticas de<br />
distribuição e armazenamento de amostras<br />
biológicas, vacinas, fármacos, hemoderivados, entre<br />
outros produtos críticos, mas cumprir todas essas<br />
recomendações, que são extremamente necessárias,<br />
é um desafio que muitas vezes levam empresas bem<br />
intencionadas a desistirem pelo caminho.<br />
Quando pensamos como esses controles são feitos<br />
hoje em dia, temos vários itens limitadores e que<br />
são passíveis de erros, como por exemplo anotações<br />
de temperaturas e horários manuais, falha de<br />
comunicação dos equipamentos que podem fazer<br />
essas leituras.<br />
Quando a AC Labor identificou a grande<br />
necessidade do mercado, para uma solução<br />
completa da gestão eficiente e a solução de inúmeras<br />
dores que os clientes, empresas, prestadores de<br />
serviço, hemocentros, transportadoras, centros de<br />
distribuição de fármacos, vacinas e outros, fomos<br />
buscar a solução para isso e chegamos até mesmo<br />
em transplante de órgãos.<br />
É necessário um sistema Seguro, inviolável e<br />
factível.<br />
Com a entrada em vigor no dia 16 de Março de<br />
2022 da exigência da RDC 430 para o monitoramento<br />
de temperatura para transporte de fármacos e com<br />
a exigência de transportes de amostras biológicas<br />
entre 2OC a 8OC pelas certificadoras de qualidade,<br />
a soluções é buscar o que a AC Labor + HAGE está<br />
trazendo, uma empresa pronta, completa que trata<br />
desde a consultoria e ajuste do conhecimento de<br />
suas rotas e que leva a solução completa e integrada<br />
a todos os clientes. Já que além de exigido existe<br />
uma responsabilidade social em fazer com que um<br />
medicamento, uma vacina, uma amostra biológica<br />
ou uma bolsa de sangue chegue em seu destino com<br />
todos os cuidados necessário preservados.<br />
Conseguimos entregar a solução, uma implantação<br />
tão eficiente e eficaz que seremos capazes de auxiliar<br />
em várias frentes ao mesmo tempo, com inovação,<br />
tecnologia, transparência e acima de tudo qualidade.<br />
Ailton Flavio Moreira Junior<br />
CEO – AC Labor<br />
Com isso saímos na frente mais uma vez,<br />
entregando um produto completo -Hardware +<br />
software criados dentro do que o cliente precisa.<br />
Apresentamos também o rastreamento de<br />
equipamentos, onde temos todas as condições de<br />
informar e monitorar o status dos equipamentos,<br />
como: ligado ou desligado, em funcionamento<br />
ou parado, se movimentaram ou se permanece<br />
no mesmo local e o que é mais incrível, podemos<br />
encerrar o funcionamento do equipamento em<br />
qualquer local que ele esteja, ou seja, o proprietário<br />
do equipamento possui total controle sobre o bem.<br />
AC Labor + HAGE, atuando e buscando sempre a<br />
solução ideal para os clientes e para o mundo, ESG<br />
está em nosso DNA e entrega de soluções é o que<br />
nos move.<br />
INFORME DE MERCADO<br />
Para que possamos realizar uma gestão completa<br />
e de alta performance para todos os nichos de<br />
mercado de saúde é extremamente necessário o<br />
cliente conhecer sua própria operação, saber fazer<br />
as perguntas corretas e acima de tudo entender que<br />
não existe uma solução única para todos os modais.<br />
Desde o fabricante até a entrega; da coleta de<br />
amostra ao processamento; da transportadora até<br />
o destino final; do doador de órgãos até o receptor<br />
e tudo 100% rastreado, protegido e com todos os<br />
requisitos da LGPD atendidos integralmente.<br />
Saiba mais: hagelab.com.br<br />
Ailton Flavio Moreira Junior<br />
CEO – AC Labor<br />
Sócio proprietário - HAGELAB<br />
Engenheiro Eletricista/Eletrônico<br />
Esp. Eng. Clínica – Pelo Albert Einstein<br />
MBA – Gestão Empresarial FGV<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
0 125
INFORME DE MERCADO<br />
GT CLOT<br />
ANALISADOR SEMI AUTOMÁTICO DE COAGULAÇÃO<br />
GT Clot<br />
Analisador Semi Automático de<br />
Coagulação<br />
- Capacidade de Armazenamento: 5000<br />
resultados<br />
- 16 Posições de Amostra<br />
- 4 Posições de Reagente<br />
- Consumo de Reagente: < 50 µL<br />
- Não sofre interferência de amostras lipêmicas<br />
- Sistema de cronômetro "on board"<br />
- Excelente relação custo benefício<br />
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS<br />
- Testes Realizados: TAP, TTPA, Fibrinogênio, Tempo<br />
de Trombina e fatores da coagulação<br />
- Princípio de Medição: Óptico por dispersão de<br />
luz<br />
- Comprimento de onda: 470 nm<br />
- Sistema de Pipetagem: pipeta eletrônica<br />
- Consumo de Reagente: < 50 µL<br />
- Canais de leitura: 2 canais<br />
- Posições de amostra: 16 posições<br />
- Posições de Reagente: 4 posições<br />
- Precisão da Dispensação: CV 0,98) para FIB<br />
- Consistência de Leitura: ± 2 s em TTPA no<br />
intervalo de uma hora<br />
- Controle de Qualidade: 3 Níveis<br />
- Memória: 5.000 resultados (500 ID de pacientes,<br />
10 testes para cada ID)<br />
- Condições de operação: temperatura ambiente<br />
15-30°C e umidade de
ANALOGIAS EM MEDICINA<br />
SACA-ROLHA EM MEDICINA<br />
O saca-rolha, como se sabe, é instrumento<br />
utilizado para retirar rolhas de garrafas ou de<br />
outras vasilhas. O saca-rolha simples possui<br />
uma espiral de metal que penetra na rolha e<br />
uma pega onde a mão imprime um movimento<br />
circular ao instrumento. Este movimento<br />
permite a penetração da espiral na rolha. Esta é<br />
retirada do gargalo da garrafa puxando o sacarolha,<br />
ficando a rolha presa à parte espiralada.<br />
Existem diversos modelos de saca-rolhas, desde<br />
os mais simples, em que o utilizador tem que<br />
imprimir força e movimento de rotação ao<br />
instrumento, passando por tipos intermediários<br />
com alavancas em que a rolha é sacada, além<br />
de outras variedades mais raras.<br />
Algumas doenças ou agentes causais<br />
são frequentemente identificados e/ou<br />
diagnosticados por assumirem um aspecto<br />
de saca-rolha, principalmente ao exame<br />
radiológico, manométrico e/ou microscópico.<br />
Esôfago em saca-rolha (Inglês: corkscrew<br />
esophagus). É também referido como esôfago<br />
em quebra-nozes ou hipercontrátil. Durante<br />
a deglutição, o esôfago se contrai para a<br />
comida entrar no estômago. No esôfago em<br />
saca-rolhas ocorrem contrações e espasmos<br />
difusos da túnica muscular e que podem<br />
causar dor no peito e ao engolir (deglutição<br />
dolorosa). Outros sintomas são tosse seca,<br />
azia e sensação de que algo está preso na<br />
garganta. Dor súbita e intensa no peito, que<br />
pode durar vários minutos, ou ocorrer de<br />
vez em quando, é outro sintoma do esôfago<br />
em saca-rolhas. Trata-se de condição rara,<br />
relacionada a estresse emocional, acomete<br />
mais adultos após os 50 anos e tem como<br />
substrato anatômico a hipertrofia das<br />
túnicas musculares do esôfago (hipertrofia<br />
muscular gigante, segundo alguns autores). A<br />
radiografia contrastada mostra irregularidades<br />
da parede esofágica semelhantes ao perfil de<br />
um saca-rolha (vide fotografia).<br />
Caverna em saca-rolha: Na tuberculose<br />
pulmonar a eliminação do material caseoso<br />
deixa lesão cavitária, arredondada ou<br />
tortuosa, com necrose caseosa e pouca fibrose<br />
na parede, semelhante à espiral de saca-rolha<br />
(bas. em Prolla et all., Bogliolo-Patologia).<br />
Há também os pelos em saca-rolha (Inglês:<br />
corkscrew hairs) que ocorrem em certas<br />
displasias ectodérmicas e na avitaminose C<br />
(escorbuto). A mesma comparação é feita com<br />
as arteríolas helicoidais da camada funcional<br />
do endométrio, o pólipo hiperplásico<br />
serrilhado do cólon, os treponemas e certas<br />
bactérias como o Helicobacter pylori,<br />
principal agente de gastrite.<br />
Com relação ao Treponema pallidum, agente<br />
causador da sífilis, o importante exame em<br />
campo escuro, permite reconhecê-lo por<br />
sua forma em saca-rolha característica e por<br />
seus movimentos para frente e para trás com<br />
rotação em torno do seu eixo longitudinal<br />
(Inglês: corkscrew appearance).<br />
Texto baseado em artigos nacionais e no<br />
livro Analogias no Ensino Médico. Coopmed –<br />
Av. Alfredo Balena, 190. Belo Horizonte, MG.<br />
José de Souza Andrade-Filho*<br />
* Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da<br />
Academia Mineira de Medicina e Professor de Patologia da<br />
Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Ed</strong>ição <strong>169</strong> | Janeiro 2022<br />
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