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Revista Newslab Ed. 169

Revista Newslab Edição 169 Seguiremos buscando aprimorar a qualidade de nossa revista, contentes com a comemoração dos 28 anos, em novembro do ano passado, e com todo o espaço já conquistado. Foram mais de um milhão e meio de acessos em 2021, um crescimento de 50% em relação ao ano de 2020.

Revista Newslab Edição 169
Seguiremos buscando aprimorar a qualidade de nossa revista, contentes com a comemoração dos 28 anos, em novembro do ano passado, e com todo o espaço já conquistado. Foram mais de um milhão e meio de acessos em 2021, um crescimento de 50% em relação ao ano de 2020.

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evista

Editorial

Ano 29 - Edição 169 - Janeiro 2022

Ano novo, novos desafios. Inicio este primeiro

editorial entusiasmada com o trabalho que temos

pela frente.

Seguiremos buscando aprimorar a qualidade de

nossa revista, contentes com a comemoração dos 28

anos, em novembro do ano passado, e com todo o

espaço já conquistado. Foram mais de um milhão e

meio de acessos em 2021, um crescimento de 50%

em relação ao ano de 2020.

Continuaremos promovendo o aumento de diálogos

com o meio acadêmico, mantendo, ainda, nosso

compromisso em divulgar práticas inovadoras,

descobertas e pesquisas enriquecedoras de toda

nossa área de medicina diagnóstica.

A edição 169 chega com diferentes e interessantes

contribuições, propostas inovadoras e instigantes,

atenta aos novos contextos atuais e novas tecnologias.

Dentre os artigos científicos, trouxemos nesta edição

um trabalho excepcional sobre Mieloma Múltiplo,

outro sobre Análise das alterações hematológicas

encontradas em pacientes com dengue e ainda,

um artigo intitulado Predição de epitopos e análise

estrutural de subtipos de Toxina Shiga Like produzidos

por Escherichia coli no Brasil.

Apresentados os artigos, seguimos para as

seções da revista.

Começamos o ano com uma nova coluna, a

Neurociência em Foco, recebida de Portugal, escrita

pelo renomado neurocientista Dr. Fabiano de Abreu

Agrela Rodrigues que é PhD em Neurociências,

Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências

da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com

formações também em neuropsicologia, nesta edição

ele discorre sobre A Síndrome da Fadiga Crônica

sob a perspectiva da neurociência. Trata-se de uma

importante contribuição em relação a este tema tão

atual: A fadiga. Um mal vivido por todos os seres

humanos que resulta da disfunção entre a dopamina

e o cortisol, dois hormônios de extrema importância

para o bem estar e qualidade de vida.

Na seção Gestão Laboratorial, Dr. Humberto Façanha

nos convida a refletir sobre 2022 - O QUE OS

GESTORES LABORATORIAIS DEVEM ESPERAR E FAZER?

Convido os leitores a participarem ativamente da

elaboração da Newslab, enviando colaborações,

artigos, ideias, sugestões. Pedimos também que

divulguem a revista para suas redes, de modo

que mantenhamos nosso constante crescimento,

aprendizado e diálogo colaborativo na divulgação de

práticas e inovações no âmbito laboratorial.

Desejo a todos vocês, uma excelente leitura!

Luciene Almeida

Editora Chefe

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,

acessem nossas redes sociais:

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Ano 29 - Edição 169 - Janeiro 2022

Revista NewsLab

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo - SP

Tel.: (11) 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 35.678.385/0001-25 - Insc. Est.: 128.209.420.119 - ISSN 0104 - 8384

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EXPEDIENTE

Realização: Revista Newslab

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@newslab.com.br

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Comercial: Claudia Lima (11) 99214-0430 | comercial2@newslab.com.br

Diagramação e Arte: FC Design | contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica Hawaii | Periodiciade: Bimestral

0 2

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


evista

Ano 29 - Edição 169 - Janeiro 2022

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A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

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Bimestralmente, a Revista NewsLab publica editoriais,

artigos originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e

qualquer contribuição que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer

conflito de interesse existente, em particular aqueles de

natureza financeira relativo a companhias interessadas

ou envolvidas em produtos ou processos que estejam

relacionados com a contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.

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completos dos autores e nome da instituição onde o estudo

foi realizado. Além disso, o nome do autor correspondente,

com endereço completo fone/fax e e-mail também

deverão constar. Seguidos por resumo, palavras-chave,

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Métodos, Parte Experimental, Resultados e Discussão,

Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,

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As identificações completas de cada referência citadas no

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CEP 01407-000 - São Paulo-SP

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assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Newslab Editora Eireli.

Filiado à:

0 4

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


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Índice remissivo de anunciantes

ordem alfabética

Ano 29 - Edição 169 - Janeiro 2022

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.

ALTONA 29

BIOCON 71

BIOMEDICA 67

BIOTECNO 69

BUNZL SAÚDE 09

CELLAVISION 97

DB

4ª CAPA

DIAGNO 103

DIAGNÓSTICA CREMER 77

ERBA 41

EUROIMMUN 117

FIRSTLAB 83

GREINER 99

GRIFOLS 05

GT GROUP BIOSUL 73

HAGELAB SISTEMAS 39

HAMILTON DO BRASIL 25

HORIBA 2ª CAPA | 119

J. R. EHLKE&CIA 14-15

KOLPLAST 87

LABORLINE 11

MINDRAY 91

MOBIUS 49

MP SYSTEMS 51

NEWPROV 79

NIHON KOHDEN 23 | 44-45

PERKINELMER 19

PNCQ 109

PRIME CARGO

CAPA - 3ª CAPA

RENYLAB 53

SARSTEDT 21

SNIBE 13

TBS-THE BINDINGSITE 63

THERMOFISHER 07

VEOLIA 93

VIDA BIOTECNOLOGIA 61

WAMA 65

ZYBIO 03

ZYMO RESEARTH

33 - FOLDER

Conselho Editorial

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira

de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São

Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da

Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo

Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da

USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade

Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e

Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

Allyne Cristina Grando, Humberto Façanha, Fábia Bezerra, Gleiciere Maia Silva, Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Luiz Arthur Calheiros Leite, Brunno Câmara, José de Souza Andrade-Filho,

Helena Varela de Araújo, Rafaele Loureiro, Bruna Garcia, Mauren Isfer Anghebem, Juliana Garotti, Luciana Chavasco, Caroline Neves, Anderson Pereira Soares, Andreia Paula Lopes de Almeida,

Amanda de Lima Gazzineu, Jonas Michel Wolf.

0 6

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


ÍNDICE

revista

Ano 29 - Edição 169 - Janeiro 2022

52

MATÉRIA DE CAPA

GRUPO PRIME

VAMOS JUNTOS?

Com gestão integrada e em consonância com as demandas

do mercado, Grupo Prime cresce e se consolida como

operador logístico focado na área da saúde.

10

ARTIGO CIENTÍFICO I

ANÁLISE DAS ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS

ENCONTRADAS EM PACIENTES COM DENGUE

26

ARTIGO CIENTÍFICO II

ASPECTOS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICO DE

MIELOMA MÚLTIPLO: A CITOMETRIA DE FLUXO

NO DIAGNÓSTICO E NA PESQUISA DE DOENÇA

RESIDUAL MENSURÁVEL.

Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera,

Jufner Celestino Vaz Toni, Kely Braga Imamura.

Autoras: Danielle Borges Germano e

Helena Varela de Araújo

02

56

60

64

- Editorial

- Radar Científico I - ThermoFisher

- Minuto Laboratório

- Bioquímica

34

ARTIGO CIENTÍFICO III

PREDIÇÃO DE EPITOPOS E ANÁLISE

ESTRUTURAL DE SUBTIPOS DE TOXINA SHIGA

LIKE PRODUZIDOS POR ESCHERICHIA COLI

NO BRASIL

Autores: Yasmin Pina de Almeida,

Anderson Pereira Soares.

66

68

74

82

- Neurociência em Foco

- Medicina Genômica

- Citometria de Fluxo

- Análises Clínicas

48

GESTÃO LABORATORIAL

2022 – O QUE OS GESTORES LABORATORIAIS

DEVEM ESPERAR E FAZER?

Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.

84

- Biossegurança

86

88

90

123

- Hematologia

- Logística Laboratorial

- Informes de Mercado

- Analogias em Medicina

80

LADY NEWS

O USO DO PODCAST COMO FERRAMENTA

DE EDUCAÇÃO CONTINUADA NO ÂMBITO

LABORATORIAL

Autora: Luciana Chavasco, Ana Carolina Caetano.

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


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ARTIGO CIENTÍFICO I

ANÁLISE DAS ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS

ENCONTRADAS EM PACIENTES COM DENGUE

Analysis of hematological changes found in patients with dengue

Autores:

Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino

Vaz Toni2, Kely Braga Imamura 3 .

1 - Especialista em Banco de Sangue e Hematologia Clínica

pela Faculdade Unyleya, Brasília- DF-Brasil.

2 - Mestre em Biotecnologia; Professor do curso de

especialização em Patologia Clínica na Faculdade Unyleya,

Brasília -DF- Brasil.

3 - Doutora em Biotecnologia; Professora do curso de

especialização em Banco de Sangue e Hematologia Clínica

na Faculdade Unyleya, Brasília -DF- Brasil.

* Imagem ilustrativa

Resumo

A dengue é uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti de

importância mundial, que acompanha a humanidade há centenas de

anos, sendo, todavia, negligenciada e sem perspectivas de controle

em curto prazo. A dengue pode ser assintomática ou apresentar amplo

espectro clínico, variando de doença febril autolimitada até formas

graves, que podem evoluir para choque circulatório e óbito. Para tanto,

a precocidade no diagnóstico da doença e na detecção de sinais de

alarme, que indicam uma evolução desfavorável, assim como o controle

da disseminação, a erradicação do mosquito transmissor, e a instituição

de tratamento adequado são fundamentais para frear o avanço da

doença. De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue afeta mais de

100 milhões de pessoas por ano, no mundo, e é uma das doenças que

causam maior impacto na saúde pública do país. Não há tratamento

específico para a dengue, ele é apenas sintomático e de suporte, e até

o momento, não existe vacina disponível para prevenção da doença,

sendo o controle do vetor a medida mais efetiva. São comuns as

alterações no hemograma, como hemoconcentração, leucopenia,

plaquetopenia e alterações de hemostasia sanguínea com presença

frequente de manifestações hemorrágicas. Algumas dessas alterações

estão relacionadas com a gravidade da doença e indicam a necessidade

de intervenção terapêutica com finalidade de reduzir a mortalidade.

Dessa forma, o objetivo deste estudo é apresentar uma análise das

alterações hematológicas encontradas em pacientes com dengue

nos períodos de 2009 a 2015 nos estados das regiões Sul, Sudeste e

Nordeste do Brasil, correlacionando-as às características genéticas e

imunológicas da doença.

Palavras-chave: Dengue, alterações hematológicas, FHD, arbovirose.

Abstract

Dengue is an arbovirus transmitted by Aedes aegypti of world

importance, which has been with humanity for hundreds of years,

however neglected and with no prospects for control in the short

term. Dengue can be asymptomatic or present a broad clinical

spectrum, ranging from self-limited febrile illness to severe forms

that can progress to circulatory shock and death. Therefore, early

diagnosis of the disease and detection of alarm signals, which

indicate an unfavorable evolution, as well as the control of

dissemination, the eradication of the transmitting mosquito, and

the institution of adequate treatment are essential to curb the

progress of the disease. According to the WHO, dengue affects more

than 100 million people a year worldwide, and is one of the diseases

that cause the greatest impact on public health in the country.

There is no specific treatment for dengue, it is only symptomatic

and supportive, and so far, there is no vaccine available to prevent

the disease, with vector control being the most effective measure.

Alterations in the blood count, such as hemoconcentration,

leukopenia, thrombocytopenia and alterations in blood hemostasis,

with frequent presence of hemorrhagic manifestations, are common.

Some of these changes are related to the severity of the disease and

indicate the need for therapeutic intervention in order to reduce

mortality. Thus, the aim of this study is to present an analysis of

the hematological alterations found in patients with dengue in the

periods from 2009 to 2015 in the states of the South, Southeast

and Northeast regions of Brazil, correlating them to the genetic and

immunological characteristics of the disease.

Keywords: Dengue, hematological alterations, FHD, arbovirus.

0 10

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


ARTIGO CIENTÍFICO I

Introdução

Mais de dois bilhões e meio de pessoas

residem em regiões endêmicas da dengue

e aproximadamente 400 milhões de

infecções ocorrem por ano, com uma taxa de

mortalidade que chega a ultrapassar 20% em

algumas áreas. A Organização Mundial da

Saúde (OMS) considera a dengue como um

grande desafio global de saúde pública que

ocorre essencialmente nos países tropicais

e subtropicais. A doença teve um aumento

logarítmico entre as décadas de 1960 e 2010,

justificado principalmente devido ao aumento

da taxa de crescimento populacional,

aquecimento global, urbanização não

planejada, controle ineficiente dos mosquitos,

viagens aéreas frequentes e falta de

instalações de saúde (OMS, 2021).

A infecção causada pelo vírus da dengue

afeta mais de 100 países, incluindo a Europa e

os Estados Unidos. O primeiro caso relatado de

uma doença semelhante a dengue ocorreu na

Índia em 1780, já a primeira epidemia ocorreu

entre 1963-1964, também na Índia. A dengue

apresenta um quadro clínico diversificado que

varia de doença assintomática até quadros

graves de febre hemorrágica da dengue (FHD),

evoluindo para a síndrome do choque da

dengue (SCD), associadas à elevada taxa de

mortalidade. É uma doença sazonal, ocorrendo

com maior frequência em períodos quentes

e de alta umidade, já que estas condições,

encontradas em países tropicais e subtropicais,

favorecem a proliferação do mosquito

transmissor, o Aedes aegypti (OMS, 2021).

O vírus da dengue pertence ao gênero Flavivirus

e à família Flaviviridae. É um vírus de RNA, de

filamento único, envelopado e que possui quatro

sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4 (DIAS

et al., 2010). A proteção cruzada entre eles é

apenas transitória, de forma que uma mesma

pessoa pode apresentar a doença até quatro vezes

ao longo da sua vida. No Brasil, o sorotipo 3 do

vírus da dengue predominou na grande maioria

dos estados entre 2002 e 2006. No período entre

2007 e 2009, observou-se alteração no sorotipo

predominante, com a substituição do DEN-3 pelo

DEN-2 e uma nova circulação do sorotipo 1. Essa

alteração levou a ocorrência de epidemias em

diversos estados e ao aumento no número de

casos graves da doença (OMS, 2021).

A dengue, clinicamente é difícil de se diferenciar

de inúmeras outras doenças virais e, sendo assim,

muitas vezes permanece sem diagnóstico. O Aedes

aegypti também é responsável pela transmissão

da Chikungunya e Zika. Na dengue, as alterações

no hemograma, como hemoconcentração,

leucopenia, plaquetopenia e alterações de

hemostasia sanguínea com presença frequente

de manifestações hemorrágicas são comuns.

Algumas dessas alterações estão relacionadas

com a gravidade da doença e indicam a

necessidade de intervenção terapêutica com

finalidade de reduzir a mortalidade. Assim, o

objetivo deste estudo é apresentar uma análise

das alterações hematológicas encontradas

em pacientes diagnosticados com dengue

nos períodos de 2009 a 2015 nos estados

das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil,

correlacionando-as às características genéticas e

imunológicas da doença.

Metodologia

O presente estudo consiste em uma revisão

descritiva com base na busca de artigos científicos

disponíveis em diferentes bancos de dados. A

busca foi realizada entre os meses de fevereiro

a dezembro de 2009 a 2015 nas bases de dados

Medline/Pubmed, Science Direct e Scielo, nos

idiomas português e inglês, abrangendo artigos

publicados neste período. Os descritores utilizados

foram dengue, alterações hematológicas, pacientes

com dengue, arbovíroses, bem como a combinação

destas palavras. Foi adotado como critério de

inclusão, as publicações cuja temática abordavam

os resultados das alterações hematológicas

encontradas nos pacientes diagnosticados com

dengue. Foram excluídas publicações que não

contemplaram o tema, ou apresentavam-se vagas

de acordo com o objetivo proposto.

0 12

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely

Braga Imamura 3 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

Revisão bibliográfica

Vetor, transmissão, diversidade genética

e patogênese da Dengue

O Aedes aegypti é um mosquito que possui

hábito diurno, essencialmente no início da

manhã e no final da tarde, possui preferência

por ambientes urbanos e intradomiciliares,

alimentando-se principalmente de sangue

humano (BARROS et al. 2008). A proliferação

do A. aegypti é feita pela postura de ovos pela

fêmea em locais com água parada, após a

postura, os ovos eclodem originando as larvas.

O tempo entre a eclosão do ovo, a fase larval e

o mosquito adulto permeiam em torno de 10

dias. Em locais mais quentes este processo pode

ser ainda mais rápido. Vale ressaltar que o ovo do

A. aegypti sobrevive até um ano fora da água,

aguardando condições ambientais favoráveis

para se desenvolver (BARROS et al. 2008).

O mosquito adquire o vírus da dengue ao

se alimentar do sangue do indivíduo que se

encontra na fase de viremia. Essa fase iniciase

1 dia antes do início dos sinais clínicos,

como a febre, durando até o 6° dia da doença.

Interessantemente, o vírus se localiza nas

glândulas salivares do mosquito, se prolifera

e permanece no mesmo local deixando o

artrópode infectante durante toda a sua

vida (BRASIL, 2021). Nesse sentido, uma vez

infectada, a fêmea do A. aegypti inocula

o vírus junto com a sua saliva ao picar o

indivíduo sadio. Ademais, a fêmea também

faz a transmissão transovariana do vírus

para a sua prole, expandindo, dessa forma, a

doença (BARROS et al. 2008).

Depois de inoculado no hospedeiro humano,

o vírus da dengue permeia as células e replicase,

gerando, consequentemente progenitores

virais. Neste momento, a fase de viremia tem

início, em seguida há distribuição do vírus

para todo o organismo. Os principais locais de

replicação viral no hospedeiro humano são as

células da linhagem monocítica-macrofágica

de órgãos linfoides, pulmões e fígado

(BHAMARAPRAVATI, 1997). Vale lembrar

que a replicação viral estimula os monócitos

e, indiretamente os linfócitos a produzirem

citocinas. Algumas dessas citocinas possuem

efeito pró-inflamatório e, sendo assim, serão

responsáveis pelos primeiros sintomas, como a

febre, outras citocinas são capazes de estimular

a produção de anticorpos, que se ligam aos

antígenos virais formando os imunocomplexos

(FONSECA e FONSECA, 2002).

Os anticorpos IgM “antidengue” começam

a ser produzidos a partir do 5° ou 6° dia

de infecção (GUZMÁN e KOURI, 2002). Os

anticorpos diminuem o processo infeccioso,

iniciando o declínio da viremia (TSAI et

al., 2005). Vale ressaltar que os títulos

desses anticorpos caem ao longo da vida,

entretanto, eles continuam conferindo

imunidade sorotipo específica, sendo assim,

em uma infecção secundária, a produção de

anticorpos é mais rápida e atinge níveis mais

elevados (GUBLER, 1998).

0 16

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


uma sequência não conservada (diferente do que

encontramos em outros vírus do gênero Flavivirus).

Lembrando que a região 3’ não traduzida também

está envolvida na replicação viral e ainda apresenta

sequências conservadas entre os Flavivírus, que

é dividida em (I) região variável, localizada logo

após a ORF e (II) região terminal, que contém uma

sequência de ciclização (SC1) e uma estrutura em

haste (“stemm-loop”) totalmente estável. Essas

regiões interagem com as proteínas não estruturais

NS3 e NS5 (GRIFFIN, 2007).

ARTIGO CIENTÍFICO I

O vírus da dengue é um vírus de RNA, de

filamento único, envelopado. As primeiras

linhagens do vírus da dengue possuíam uma

baixa diversidade genética, e dessa forma,

uma imunidade cruzada total ou parcial, pode

ter impulsionado uma origem alopátrica dos

diferentes sorotipos, auxiliando as diferenças

genéticas existentes hoje. Os flavivírus,

particularmente os que são arbovírus possuem

uma baixa taxa de mutação, quando são

comparados com outros vírus de RNA. Estudos

moleculares das sequências de nucleotídeos

do genoma dos diferentes sorotipos da dengue

mostraram os genótipos que estão nas regiões

tropicais. Nas Américas a circulação do grupo

genotípico do DEN-1; DEN-2; DEN-3 e DEN-4

destacaram-se (FAUCI; MORENS, 2016).

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

As partículas virais do DEN apresentam cerca

de 50 e 55 nm de diâmetro, possuem um core de

ribonucleoproteínas, um envelope de glicoproteínas,

e seu genoma codifica uma poliproteína. Essa

poliproteína é clivada em 10 proteínas, sendo

3 estruturais e 7 não estruturais. Vale ressaltar

que o genoma do DEN é constituído por uma

região codificadora que varia entre 10.158 e

10.173 nucleotídeos, e essa região codificadora é

flanqueada por regiões terminais não traduzidas 5’

e 3’ que possuem cerca de 100 e 450 nucleotídeos

respectivamente. A região 5’ não traduzida está

envolvida na tradução e na replicação do genoma do

vírus e a complementariedade da cadeia negativa,

atua como sítio de iniciação da cadeia positiva

(durante o processo de replicação do RNA viral).

De forma interessante, o vírus da dengue apresenta

Diferentes fatores relacionados tanto ao vírus

quanto ao hospedeiro determinam a gravidade

da doença. Lembrando que a dengue pode

ser tanto assintomática, como causar febre

hemorrágica (FHD) ou síndrome do choque da

dengue (SCD). Entre estes fatores destacam-se

os diferentes genótipos dos vírus. Alguns vírus

podem ser mais virulentos de acordo com Rico-

Hesse et al., 1997, infectando um número maior

de células, aumentando consequentemente a

viremia. Este aumento da viremia ativa ainda

mais o sistema imune do indivíduo gerando

uma resposta inflamatória intensa, permitindo o

desenvolvimento de formas mais graves da doença

(FONSECA e FONSECA, 2002). Vale ressaltar que

essa hipótese é reforçada uma vez que a maioria

dos casos de FHD observados nas Américas foram

associados ao sorotipo DEN-2. RICO-HESSE et

al., 1997, ressalta também que esta hipótese

pode correlacionar os casos de FHD isolados

que ocorrem durante a infecção primária com a

infecção de cepas mais virulentas. Estudos indicam

que indivíduos com FHD possuem populações de

macrófagos intensamente infectadas, produzindo

viremia elevada (DAHER, 2005).

0 17


Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely

Braga Imamura 3 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

De acordo com Sabin 1952, o risco de ocorrer

uma FHD ou SCD é maior na infecção secundária

quando comparada à infecção primária. Este

fato está relacionado com o tipo de imunidade

conferida em cada infecção. Na infecção primária,

o indivíduo produz anticorpos neutralizantes para

o sorotipo específico da dengue que causou essa

infecção, ou seja, uma imunidade homóloga,

que permanece por toda a vida. Todavia, esses

representando um aumento de mais de 150%

em relação ao ano de 2009. Desse total, 2.271

casos foram de FHD, com 367 óbitos. A região

sudeste foi a que notificou o maior número

de casos (51,2%), seguida do Centro-Oeste

(23,7%), Nordeste (11,3%), Norte (8,5%) e

Sul (5,3%) (COSTA, et al., 2010).

Segundo dados do Ministério da Saúde,

Sudeste (201,9 casos/100 mil habitantes),

Nordeste (154,5 casos/100 mil habitantes)

e Norte (147,7 casos/100 mil habitantes).

É importante lembrar que o mundo vive

uma grande pandemia relacionada ao vírus

SarsCov-2 e este fato pode ter diminuído

as notificações em relação à dengue,

principalmente em 2021.

anticorpos conferem proteção também contra

os outros sorotipos, uma imunidade heteróloga,

mas, apenas por alguns meses, sendo assim,

depois desse período, se o indivíduo for

infectado por um sorotipo diferente do que gerou

a infecção primária os anticorpos se ligam ao

vírus, entretanto, não conseguem neutralizá-lo.

Alguns pacientes infectados pelo vírus da dengue

podem persistir assintomáticos ou terem doença

em 2013, foram notificados 204.650 casos

de dengue no País. Desse total, 324 foram

notificados como casos graves com 33 óbitos. Em

2010, o sorotipo 4, que há 28 anos não circulava

no Brasil, foi isolado em Roraima (COSTA, et al.,

2010). Em 2019, foram notificados 474 mil

casos de dengue e 188 óbitos em Minas Gerias,

já em 2020, foram notificados 84.636 mil casos

e 13 óbitos, no mesmo estado (OMS, 2021). De

Um estudo realizado com crianças na zona

rural da Tailândia, demonstrou que 53% das

infecções ocasionadas pelo vírus da dengue

não foram associadas com sintomas, apesar

da intensa vigilância (ENDY, et al., 2002).

Tan et al., 2008 ao estudar 2.531 gestantes

notou que existiu uma prevalência da

dengue durante a gestação de 2,5%

febril indiferenciada. Isso ocorre principalmente

acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de

mulheres, com taxa de transmissão vertical

em crianças menores de 15 anos.

São Paulo, em 2021, só na cidade de São Paulo

de 1,6%, na Malásia.

já foram registrados 6.408 casos, ultrapassando

Epidemiologia e alterações hematologias

causadas pelo vírus da dengue

No Brasil, a primeira epidemia documentada

tanto clínica quanto laboratorialmente

aconteceu entre os anos de 1981 e 1982 em

Boa Vista, Roraima. Alguns anos se passaram

e ente 1986-1987 uma epidemia culminou a

cidade do Rio de Janeiro. Desde então novas

epidemias ocorrem em diferentes estados

do Brasil, e do mundo (WHO, 2009). Em

2002, ocorreu uma das maiores epidemias

de dengue do Brasil, com aproximadamente

700.000 casos notificados. Após este período,

houve uma diminuição do número de casos

todo o ano de 2020 (com 2.009 casos de

dengue). Até a metade de 2021 já ocorreram

440.012 casos prováveis de dengue no Brasil,

com uma taxa de incidência de 207,8 casos

por 100 mil habitantes. Em comparação com o

ano de 2020, houve uma redução de 51,8 % de

casos registrados no mesmo período analisado.

Até o momento, foram confirmados 154 óbitos

por dengue, sendo 133 por critério laboratorial

e 21 por clínico-epidemiológico. Permanecem

em investigação 72 óbitos (OMS, 2021).

A região Centro-Oeste apresentou a maior

taxa de incidência de dengue, com 466,2

Na infecção pelo vírus da dengue, são

comuns as alterações no hemograma,

como hemoconcentração, leucopenia,

plaquetopenia e alterações de hemostasia

sanguínea com presença frequente de

manifestações hemorrágicas. Algumas

dessas alterações estão relacionadas com a

gravidade da doença e indicam a necessidade

de intervenção terapêutica com finalidade

de reduzir a mortalidade. Constantemente

observam-se alterações hematológicas nos

pacientes com dengue. São comuns, de acordo

com a fisiopatologia, a hemoconcentração,

no País, até que em 2010, foram detectados

casos/100 mil habitantes, seguida das

leucopenia, plaquetopenia e alterações na

mais de 790.000 casos suspeitos de dengue,

regiões Sul (222,3 casos/100 mil habitantes),

hemostasia (OMS, 2021).

0 18

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely

Braga Imamura 3 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

Na Dengue Clássica (DC) é comum encontrar

quadros de linfocitose, trombocitopenia

e elevação das enzimas hepáticas. Já nos

quadros de FHD, as principais alterações

são as modificações observadas na

coagulação intravascular disseminada, com

trombocitopenia acentuada (


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Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely

Braga Imamura 3 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

estudos têm demonstrado que durante a fase

aguda da doença, a medula óssea apresenta

hipocelularidade e redução da maturação de

Oliveira, (2009), notou também que os

pacientes com FHD apresentaram plaquetopenia

mais prolongada, com um maior número de

conduzido por Oliveira, et al., (2009), com 60

pacientes positivos para dengue observou além

da leucopenia durante a infecção, uma redução

megacariócitos (OLIVEIRA, 2012).

linfócitos atípicos. Todavia, as demais alterações

da contagem absoluta de células CD4 e CD8, em

hematológicas apresentaram evolução diária

ambas as fases da doença, inicial e término.

Achados de alterações hematológicas

semelhante às encontradas na DC.

na dengue

Considerações finais

A correlação existente ente as alterações

Barros, (2008), ao analisar os resultados

Estudos publicados têm sugerido a

hematológicas e a gravidade da dengue traz para

hematológicos e sorológicos realizados na cidade

utilização de diferentes marcadores clínicos e

os médicos um excelente limiar de tratamento

de Belém-PA, elucidou que dos 210 prontuários

laboratoriais, capazes de nortear o médico e

para os pacientes infectados com o vírus.

analisados, 51% apresentaram plaquetopenia

predizer o prognóstico da dengue. Contudo, os

Dentre a gama de alterações hematológicas,

e 25% leucopenia. A positividade da pesquisa

estudos têm utilizado diferentes metodologias,

os exames inespecíficos observados nos

sorológica para IgM foi de 47,1%. Alguns

tornando difícil à comparação entre os diversos

hemogramas, como a leucopenia, por

autores destacam que um prontuário contendo

resultados. As variabilidades populacionais

exemplo, demonstram os primeiros indícios de

10% de linfócitos atípicos no sangue periférico

e os sorotipos dos vírus não permitem a

infecção pelo vírus da dengue, apresentando

é um excelente indicador para o diagnóstico

multiplicação dos resultados de diferentes

contagens inferiores a 2,0x109/l leucócitos, a

da dengue, quando comparado com outras

regiões do mundo para a nossa região. A

neutropenia com presença de linfócitos atípicos

patologias infecciosas virais, que geralmente

definição adequada dos achados hematológicos

e trombocitopenia, por sua vez, mostra indícios

contam com uma quantidade bem inferior de

durante o quadro de dengue permitiria a

da infecção quando apresenta valores abaixo de

linfócitos atípicos (JAMPANGEM, et al, 2007;

realização de uma melhor avaliação da doença,

100x109/l plaquetas (BARROS, 2008).

OLIVEIRA, et al, 2009). Resultados obtidos

tanto do ponto de vista clínico, como de saúde

por meio de citometria de fluxo utilizando

pública, contribuindo para elucidar o real

Um estudo realizado em Campo Grande, Mato

marcadores celulares, mostraram um predomínio

impacto da dengue no mundo.

Grosso do Sul, evidenciou um predomínio de DC

de linfócitos atípicos na FHD, demonstrando que

em 90,2%, dos 543 prontuários dos pacientes

os linfócitos atípicos encontrados na infecção

Os resultados demonstram que é necessária

com quadro clínico acometido pelo sorotipo 3. As

pelo vírus da dengue são mais frequentes nos

a realização de exames específicos para o

principais alterações hematológicas observadas

últimos dias da infecção, relacionando-se com

diagnóstico confirmatório da dengue, no

nestes pacientes foram a leucopenia (68,3%),

o início da fase de convalescença da doença

entanto, o exame inespecífico de hemograma

plaquetopenia (66,5%), linfocitopenia (67,2%) e

(JAMPANGEM, et al, 2007).

é uma alternativa valiosa no acompanhamento

presença de linfócitos atípicos (67%) (OLIVEIRA,

dos casos de dengue. As alterações encontradas

2009). De acordo com a WHO, (2009), pode-se

Vale ressaltar que a ocorrência de

e a gravidade dependem do tempo de infecção.

notar uma variação do número de plaquetas e

leucocitose na dengue pode ser característica

As principais alterações hematológicas foram

linfócitos nos pacientes com dengue sorotipo 3

de complicações, sugerindo uma piora no

leucopenia, plaquetopenia, linfopenia e a

desde o começo dos sintomas até a convalescência.

prognóstico do paciente. Em um estudo

presença de linfócitos atípicos.

0 22

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


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Autores: Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1, Jufner Celestino Vaz Toni2, Kely

Braga Imamura 3 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

Referências

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Goiás - Campus Jataí – UFG. Goiás, 2010.

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JAMPANGEM, W.; VONGTHOUNG, K.; JITTMITTRAPHAP, A.;

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WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Dengue: guidelines

for diagnosis, treatment, prevention, and control. Special

Programme for Research and Training in Tropical Diseases.

New ed.Geneva: TDR: World Health Organization; 2009.

ANÁLISE DAS ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS ENCONTRADAS

EM PACIENTES COM DENGUE

ANALYSIS OF HEMATOLOGICAL CHANGES FOUND IN PATIENTS WITH DENGUE

Autores:

Ariane Ilsa Clymaco Foschiera1,

Jufner Celestino Vaz Toni2,

Kely Braga Imamura 3 .

1 - Especialista em Banco de Sangue e Hematologia Clínica pela Faculdade Unyleya, Brasília- DF-Brasil.

2 - Mestre em Biotecnologia; Professor do curso de especialização em Patologia Clínica na Faculdade Unyleya, Brasília -DF- Brasil.

3 - Doutora em Biotecnologia; Professora do curso de especialização em Banco de Sangue e Hematologia Clínica na Faculdade Unyleya, Brasília -DF- Brasil.

0 24

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


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ARTIGO CIENTÍFICO II

ASPECTOS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICO

DE MIELOMA MÚLTIPLO: A CITOMETRIA DE FLUXO NO DIAGNÓSTICO

E NA PESQUISA DE DOENÇA RESIDUAL MENSURÁVEL.

CLINICAL ASPECTS AND DIAGNOSIS OF MULTIPLE MYELOMA: FLOW CYTOMETRY IN THE DIAGNOSIS AND

RESEARCH OF MEASURABLE RESIDUAL DISEASE.

Autoras:

Danielle Borges Germano e

Helena Varela de Araújo.

* Imagem ilustrativa

Resumo

O Mieloma Múltiplo (MM) representa entre 10-15% das neoplasias

hematológicas. O seu diagnóstico se baseia em diversos aspectos clínicos

e laboratoriais. A utilização da citometria de fluxo no diagnóstico,

prognóstico, monitoramento do tratamento, com a pesquisa de doença

residual mensurável/mínima (DRM), vem sendo cada vez mais utilizada e

aprimorada em função da viabilidade na distinção de células de plasmáticas

(CP) neoplásicas com alta qualidade, sensibilidade e especificidade.

Utilizando as bases de dados PubMed (Medline) e Scientific Electronic

Library Online (SciELO) uma pesquisa bibliográfica foi realizada. Concluiuse

a crescente importância da citometria de fluxo no diagnóstico,

monitoramento e pesquisa de DRM dos pacientes com Mieloma Múltiplo,

com papel fundamental na tomada de decisão médica durante a terapia e

possibilitando a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Palavras-chave: Mieloma Múltiplo, Mieloma latente, Doença residual

mensurável, doença residual mínima, diagnóstico, citometria de fluxo,

imunofenotipagem e biomarcadores.

Abstract

The Multiple Myeloma (MM) represents 10-15% of all hematologic

neoplasms. The diagnosis of MM is based on many clinical

and laboratorial aspects. The application of flow cytometry in

diagnosis, prognosis, treatment monitoring and even minimal

residual disease (MRD) research has been increasingly used

and improved due to the feasibility of distinguishing neoplastic

plasma cells (PC) with high quality, sensitivity and specificity.

Using PubMed (Medline) and Scientific Electronic Library

Online (SciELO) databases, a literature review was performed.

In conclusion, the growing importance of flow cytometry on

diagnosis, follow-up and MRD detection in MM patients, have

a fundamental role in medical decision during therapy and

enabling the improvement of patient’s life.

Keywords: Multiple myeloma, smoldering myeloma, measurable

residual disease, minimal residual disease, diagnosis, flow cytometry,

immunophenotyping and biomarkers.

0 26

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Introdução

O Mieloma Múltiplo (MM) é uma neoplasia

casos com sintomas inespecíficos (exemplo:

náuseas, vômitos, poliúria, mal-estar e

Com isso, o mieloma múltiplo deixou de ser

uma neoplasia hematológica maligna definida

ARTIGO CIENTÍFICO II

hematológica rara, representando apenas

diarreias), até sintomas mais debilitantes como

apenas pela presença de sintomas que seguiam

1% dos tumores malignos e 10-15% das

anemia grave, fraturas ósseas e falência. (4,5)

os critérios CRAB (calcium, renal, anemia,

neoplasias hematológicas.(1-3) É caracterizada

bone), que avaliavam apenas parâmetros de

pela proliferação clonal de células plasmáticas

A manifestação de dor óssea é bastante

hipercalcemia, insuficiência renal, anemia e

malignas que comprometem a medula óssea

comum pela ocorrência de lesões líticas,

lesões ósseas, para uma doença caracterizada

(MO).(2,3) Dessa maneira, ocorre produção de

manifestações clínicas típicas dessa neoplasia,

por biomarcadores. (3,6)

imunoglobulina anormal (proteína monoclonal,

que ocorrem pela alteração nos processos de

proteína M), geralmente da classe IgG, seguida

formação e reabsorção óssea, pois inicia-se a

Utilizando-se da avaliação de glicoproteínas

de IgA, e posteriormente, com menor frequência

produção de, por exemplo, IL-1β e IL-6, fatores

de superfície celular da família SLAM

IgM, IgE ou IgD. Observa-se também, na

ativadores de osteoclastos (OAFs), responsáveis

de receptores envolvidos na regulação

maioria dos casos, restrição de cadeia leve

pela indução da produção destes. (4)

imunológica, os pacientes apresentaram

da imunoglobulina kappa ou lambda. Dessa

infiltração da MO > 60%, relação da cadeia

maneira, observa-se hiperviscosidade do tecido

Em 2003, o Grupo Internacional de Mieloma

leve livre sérica envolvida/ não envolvida

sanguíneo e danos à órgãos. (4)

Múltiplo (International Myeloma Working

> 100, ou > 1 lesão focal com mais de 5

Group - IMWG) definiu o MM pela presença

mm determinada por exame de imagem

A incidência de MM é maior em pacientes

de lesão óssea como fator determinante no

por ressonância magnética(7), fornecendo

idosos com idade média de 70 anos de

diagnóstico da doença, em conjunto com pico

assim maior precisão no diagnóstico precoce,

idade(2,3), sendo pouco frequente em

de proteína M e/ou presença de plasmócitos

estabelecimento da estratégia de tratamento

indivíduos


Autoras: Danielle Borges Germano e Helena Varela de Araújo.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Metodologia

Utilizando-se as bases de dados PubMed

(Medline) e Scientific Electronic Library

Online (SciELO) uma pesquisa bibliográfica foi

realizada. Empregou-se as seguintes palavraschave

Mieloma Múltiplo, Multiple Myeloma,

mieloma latente, smoldering myeloma, doença

residual mensurável/mínima, measurable/

minimal residual disease, diagnóstico,

diagnosis, citometria de fluxo, flow cytometry,

imunofenotipagem, immunophenotyping.

biomarcadores e biomarkers. Com o objetivo de

limitar e selecionar os artigos mais adequados

à inclusão nesta revisão, definiu-se a utilização

de artigos em inglês e português, disponíveis

na íntegra gratuitamente e publicados nos

últimos 5 anos, ou seja, compreendendo o

período entre 2016 e 2020. Dentre os artigos

acessíveis priorizou-se a inclusão daqueles

que apresentaram achados inovadores e

promissores no diagnóstico e monitoramento

de doença residual mensurável com aplicação

da citometria de fluxo.

Marcadores e Citometria de Fluxo no

Mieloma Múltiplo

A utilização da citometria de fluxo no

diagnóstico, prognóstico, monitoramento do

tratamento, pela pesquisa de DRM, no contexto

do Mieloma Múltiplo, vem sendo cada vez mais

utilizada e aprimorada em função da capacidade

de distinção de células de plasmáticas (CP)

Evidenciando o crescente interesse na

neoplásicas clonais e células plasmáticas

de DRM em pacientes com MM. (8) adverso em pacientes com MM. (11)

policlonais normais (8) com alta qualidade,

sensibilidade e especificidade, sendo também

uma ferramenta na identificação de novas

estratégias terapêuticas promissoras. 9

utilização da imunofenotipagem por citometria

de fluxo no diagnóstico e monitoramento de

discrasias de células plasmáticas na atualidade,

um estudo recente teve como objetivo analisar

a expressão de marcadores de superfície celular

Os dados gerados através da aplicação

da citometria de fluxo multiparamétrica

usuais ou aqueles atualmente em análise em

populações normais e anormais de CP. (10)

permitem a integração de parâmetros que

possibilitam um aumento significante na Foram avaliados 54 pacientes que a

relevância diagnóstica na diferenciação apresentaram células plasmáticas normais

da gamopatia monoclonal de significado

indeterminado (MGUS) e mieloma múltiplo,

e 241 anormais através da citometria de

fluxo, caracterizando a expressão de CD45,

e o rigoroso estabelecimento da chance de CD38, CD138, CD19, CD56, CD20, CD27,

progressão de MGUS para MM. (8)

CD28, CD81, CD117 e CD200. Como resultado,

O imunofenótipo característico de

foram observadas diferenças significantes na

expressão de todos os marcadores avaliados,

plasmócitos normais apresenta antígenos com exceção do CD20. (10)

CD45, CD19, CD20, CD27, CD38, CD81, e CD138,

com isso, estabeleceu-se um consenso sobre a

utilização da avaliação combinada de CD38 e

CD138. Entretanto, tabelas mais abrangentes de

marcadores são aplicadas para melhor distinção

Uma taxa de 98,1% entre o grupo com CPs

normais possuía a combinação do imunofenótipo

com CD81 positivo e CD117 negativo, sendo que

a expressão inversa destes marcadores traduz um

entre células plasmáticas normais/reativos imunofenótipo de células anormais. (10)

e com mieloma quando há a necessidade de

análise de DRM. (9)

De acordo com o estudo de Kriegsmann e

colaboradores (11) notabiliza a relevância no

Após aprimoramento dessa técnica, entre cenário do mieloma múltiplo demonstrou que

os marcadores posteriormente adicionados a baixa expressão de CD27 está associada a

como CD117, CD200 e CD307, demonstraram

aplicabilidade e efetividade no monitoramento

doença de alto risco e a positividade de CD81

marca uma predisposição à um prognóstico

0 28

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Os kits da altona Diagnostics

para detecção do vírus SARS-CoV-2

são capazes de detectar as novas cepas

circulantes e recém descobertas.

Nós da altona Diagnostics estamos cientes da importância de monitorar constantemente as cepas emergentes

e circulantes e atualizamos regularmente a análise de reatividade de nossos testes de PCR em tempo real.

Várias linhagens SARS-CoV-2 originárias de diferentes regiões do mundo foram descritas e até agora

não encontramos nenhuma mutação que pudesse causar a falha dos nossos testes.

Veja relação de variantes descritas, na tabela abaixo:

Nomenclatura da OMS Linhagem PANGOLIN Linhagem GISAID Origem provável

VOC Alpha B.1.1.7 GRY United Kingdom(UK)

VOC Beta B.1.351 GH/501Y.V2 South Africa

VOC Gamma P1 GR/501Y.V3 Brazil

VOC Delta B.1.617.2 + AY.1 + AY.2 G/478K.V1 India

VOI Epsilon B.1.427 + B.1.429 GH/452R.V1 California, US

VOI Zeta P.2 GR/484K.V2 Brazil

VOI Eta B.1.525 G/484K.V3 UK/Nigeria

VOI Theta P.3 GR/1092K.V1 Philippines

VOI Iota B.1.526 GH/253G.V1 USA

VOI Kappa B.1.617.1 G/452R.V3 India

VOI Lambda C37 GR/452Q.V1 Peru

VOI Mu B.1.621 GH Colombia

Nenhuma dessas mutações

afeta o desempenho dos

kits RealStar®, FlexStar®

e AltoStar® para detecção

de SARS-CoV-2 da

altona Diagnostics.

*A tabela acima foi atualizada dia 20 de Outubro de 2021 e as atualizações são realizadas todo dia 20 de cada mês,

para visualizar o relatório completo e as novas atulizações acesse o link

https://coronavirus-altona-dx.com/home.html

Para maiores informações, agende uma visita com a nossa equipe técnica e comercial.

altona Diagnostics Brasil LTDA - Rua São Paulino, 221 – São Paulo – SP

fone: +55 11 5083-1390 - cel +55 11 97066-6084 - e-mail: vendas.brasil@altona-diagnostics.com

www.altona-diagnostics.com


Autoras: Danielle Borges Germano e Helena Varela de Araújo.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Outro marcador, que diante estudos, mostrou grande

significância no contexto de pacientes diagnosticados

que promove a determinação da remissão

completa feita por meio da medição de proteínas

A citometria de fluxo basea-se na análise de

parâmetros de intensidade de fluorescência

com mieloma múltiplo é o CD46. Este, por sua vez,

monoclonais no soro e na urina por imunofixação

e espalhamento de luz em cada célula

possui uma superexpressão presente na superfície de

e eletroforese de proteínas é insuficientemente

analisada. A fluorescência é detectável

células malignas de MM, o que poderia ser justificado

sensível na determinação de uma resposta de

quando há a ligação da célula à um anticorpo

por sua função desempenhada no papel de inibição

longo prazo sobre o paciente diante à terapia. (14)

monoclonal marcado com um corante

do sistema complemento e por facilitar a entrada de

fluorocromo específico para as estruturas

patógenos em meio intracelular. (12) Conforme estudo

Com isso, atualmente, vê-se a necessidade de

celulares proteicas. (15)

realizado por Sherbenou e colaboradores (12) o CD46

detecção e quantificação de células tumorais

apresentou elevada expressão em todas as linhagens

residuais que não foram eliminadas pela terapia

É indicada, segundo as diretrizes de consenso

de células de MM, demostrando valores superiores ao

com maior precisão, mesmo que em pequenas

mais atuais, a aquisição de um valor mínimo de 2

de CD38, um outro marcador comumente utilizado na

quantidades, pois tais dados fornecem informações

milhões de eventos, sendo adequada a aquisição

análise de MM. (12)

indispensáveis referentes ao resultado do paciente

de 5 milhões de eventos por tubo para uma

ao tratamento, caracterizando a positividade ou

sensibilidade de 10-5. (16)

Evidenciando o papel de CD46 no mieloma

negatividade de doença residual mensurável. (14)

múltiplo, Lok e colaboradores (13) , exibiram dados

Para a determinação da análise por citometria

que mostram que as células tumorais detêm

Desse modo, métodos mais sensíveis passaram

de fluxo vê-se a necessidade da utilização de

a capacidade de evitar a lise celular mediada

a ser estudados e aprimorados com o tempo, onde

um painel de anticorpos adequados à avaliação,

pela superexpressão de reguladores negativos

mesmo que cada método disponível expresse

havendo a obrigatoriedade de atualização

da ligação do complemento, como o CD46, que

vantagens e desvantagens características, entre

contínua dos anticorpos mais expressivos e

também se relaciona à ativação de vias, produção

eles, a citometria de fluxo multiparamétrica se

eficazes nesse diagnóstico frente a estudos

de interleucina e influência no microambiente

mostra consistentemente promissora, possuindo

mais recentes.

tumoral em casos de mieloma. (13)

a capacidade de caracterização simultânea da

composição das CPs normais e de células de

Um estudo de 2017, com iniciativa de

Pesquisa de Doença Residual Mensurável

mieloma, e da possibilidade do fornecimento de

Flores-Montero e colaboradores (16) , apresentou

Os avanços no diagnóstico e nas diferentes

altos níveis de aplicabilidade, sendo ele superior

uma pesquisa realizada em amostras de MO

estratégias de tratamento inovadoras para o MM

a 95% dos pacientes, elevada sensibilidade,

para detecção de DRM que foram corados

alcançados nas últimas décadas são inegáveis,

otimização do tempo de resposta, sendo ele

com o painel de 8 cores para um total de 12

entretanto, apesar desses avanços, esta ainda

inferior a 6 horas, e melhor reprodutibilidade em

marcadores diferentes, sendo eles CD19 (97%

permanece como uma doença incurável, onde

comparação aos demais métodos. Além disso, a

dos casos); CD45 (89%); CD56 (86%); CD81

a resistência aos tratamentos eleva a taxa de

citometria de fluxo é uma excelente ferramenta

(86%); CyIgλ (73%); CD27 (71%); CD117

recaídas de quadros de pacientes, levando ao

para avaliação DRM porque permite a caracterização

(60%); e CyIgκ (56%), contribuíram com mais

reaparecimento da doença. Tal fator corrobora

simultânea da composição dos CPs, tanto normais

frequência para a diferenciação entre células

para a conclusão de que o método tradicional

quanto neoplásicas, no nível de uma única célula. (14)

plasmáticas normais e clonais. (16)

0 30

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Já um estudo publicado em 2019, empreendido

por Schouweiler e colaboradores (17) , diferindo-se

um pouco daquele anteriormente citado, fez a

utilização de um painel que determinou a expressão

dos seguintes antígenos de superfície celular, CD19,

CD27, CD28, CD56, CD117 e CD138. Segundo os

resultados obtidos neste trabalho, CD56 exibiu maior

frequência de expressão atípica, estando presente

em 37,3% dos casos, quando cada antígeno foi

analisado de modo independente. Enquanto a

expressão de CD28 se apresentou em 10,8% dos

pacientes com expressão atípica. Para os marcadores

CD19, CD27 e CD117, conforme o padrão de

expressão esperado, verificou-se CD19+, CD27+,

CD117- em todos os casos. (17)

À vista disso, se torna evidente o papel da

citometria de fluxo na avaliação do quadro e

detecção precoce de possíveis casos de DRM

positiva em pacientes que se encontravam em

remissão completa, cenário que favorece e otimiza

de forma significativa a intervenção antecipada

com os métodos de tratamento mais indicados.

Tratamento e Prognótico

No decorrer das últimas décadas, o tratamento

designado ao Mieloma Múltiplo pautava-se em

determinantes clínicos como idade e a presença de

comorbidades, com tudo, a evolução das técnicas

moleculares vêm alterando esse cenário. (18)

O tratamento de MM é orientado por meio do

estadiamento e estratificação de risco da doença.

Como tratamento padrão para pacientes com idade

Indicado para o tratamento associado

inferior a 65 anos com ausência de comorbidades

fagocitose mediada por anticorpo. (19,20) vida de pacientes com Mieloma Múltiplo.

graves, o transplante autólogo de células-tronco com lenalidomida/ dexametasona ou

(ASCT) continua sendo comumente utilizado, bortezomibe/ dexametasona em casos

assim como medicamentos mais atuais como os

agentes imunomoduladores (IMiDs), inibidores

de proteassoma (IP) e anticorpos monoclonais

que se mostraram de fundamental importância no

tratamento dessa gamopatia monoclonal. (19)

de pacientes que tenham no mínimo um

tratamento prévio, e em monoterapia, em

situações onde ao menos três linhas de

tratamento prévio foram aplicadas, com

um agente inibidor de proteassoma (IP)

e um agente imunomodulador, ou em

Com o intuito de reduzir a carga tumoral,

otimizando a taxa de resposta e elevando

casos de dupla reincidiva a um IP e um

agente imunomodulador, o daratumumabe

a viabilidade de realização de enxerto, se mostra um tratamento que fornece

mantendo a tolerabilidade máxima possível

e a toxicidade mínima possível diante células

hematopoiéticas normais, a quimioterapia de

indução aplicada anteriormente ao ASCT se

apresenta importante nesse contexto, o que

eficácia e segurança diante de taxas de

respostas clinicas significativas e duráveis,

profundidade de resposta, sobrevida livre de

progressão e sobrevida global de modo geral

segundo estudos. (20)

leva à utilização dos agentes medicamentos

que estão disponíveis atualmente. (19)

A pesquisa de DRM mostra-se como um

Nos últimos anos, o daratumumabe,

fator prognóstico confiável inerente a recidiva e

sobrevida de pacientes com MM. (21,22)

aprovado para uso pela Anvisa em 2017,

ganhou mais espaço entre os estudos que Conclusão

avaliam medicamentos para o tratamento de Os avanços e descobertas alcançadas

MM. Trata-se de um anticorpo monoclonal no decorrer dos últimos anos no campo

imunoglobulina G1 anti-CD38, uma da citometria de fluxo para o diagnóstico,

glicoproteína transmembrana, que se monitoramento e pesquisa de DRM em casos

encontra altamente expressa em plasmócitos. de MM vêm contribuindo significativamente em

Esse medicamento possui atividade um prognóstico cada vez mais positivamente

inibitória, impossibilita o crescimento promissor para esses pacientes. Além disso,

celular e estimula a apoptose pela lise

celular mediada pelo sistema imunológico,

citotoxicidade mediada por anticorpo ou

a CF vem auxiliando na tomada de decisão

sobre intensificação e mudança terapêutica e

impactando significativamente na qualidade de

ARTIGO CIENTÍFICO II

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

0 31


ARTIGO CIENTÍFICO II

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10.3324/haematol.2019.238394. PMID: 33054097; PMCID:

PMC7556664.

ASPECTOS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICO DE MIELOMA MÚLTIPLO:

A CITOMETRIA DE FLUXO NO DIAGNÓSTICO E NA PESQUISA DE

DOENÇA RESIDUAL MENSURÁVEL.

CLINICAL ASPECTS AND DIAGNOSIS OF MULTIPLE MYELOMA: FLOW CYTOMETRY IN THE

DIAGNOSIS AND RESEARCH OF MEASURABLE RESIDUAL DISEASE.

Autoras:

Danielle Borges Germano e Helena Varela de Araújo.

0 32

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Após completar 25 anos a Zymo Research irá escrever mais um

capítulo na sua história iniciando suas operações no Brasil para

atender a América Latina com a atenção que ela merece.

Desde seu nascimento em uma pequena garagem em Orange,

California, até ser uma indústria líder nos dias de hoje, Zymo Research

foi guiada por uma visão de proporcionar impacto positivo no campo

biomédico e de contribuir para um bem maior da humanidade.

Essa visão atingiu todos os aspectos da Zymo Research e tem

guiado seu crescimento, sua cultura e a criação das ferramentas e

serviços mais inovadores e valiosos desta empresa desde 1994.

Agora, a Zymo Research é uma empresa de biotecnologia

estabelecida globalmente e líder da indústria nas áreas de

epigenética e microbiômica e já ocupa um espaço emergente na

área de sequenciamento de nova geração (NGS). Com instalações

internacionais e uma rede de distribuição global, a Zymo Research

permite que pesquisadores façam descobertas de ponta em todo o

mundo.

Como nós Inovamos

Como uma empresa privada, a Zymo Research gira em torno das

necessidades, ideias e feedback dos seus clientes desde o

desenvolvimento de produtos ao suporte técnico, a Zymo Research

é construída sobre uma base de cientistas que apoiam outros

cientistas.

Nossos produtos desafiam ideias e fluxos de trabalho tradicionalmente

aceitos, com a crença de que quando você escuta as necessidades

dos clientes, sempre há espaço para inovação para tornar as coisas

mais simples.

Próxima Parada: Brasil

A Zymo Research inicia suas operações na America Latina

estabelecendo um escritório comercial com suporte técnico e

científico, um moderno laboratório de sequenciamento genético e

uma planta fabril para produção de seus reagentes e kits localmente.


1994

Lançamento do 1º

produto - EZ Yeast

Transformation kit

2001

Lançamento da tecnologia

de bissulfito patenteada,

utilizando a inovadora

dessulfonação em coluna de

extração. Marca o início de

uma ênfase epigenética para

P&D na empresa.

2010

Mudança da sede

corporativa para

Irvine, CA.

2008

A Zymo passa a se autodenominar...

“A empresa da epigenética.”

1996

Lançamento da primeira série de

produtos de purificação de DNA

com tecnologia exclusiva de coluna

de extração com microeluição. Em

destaque estão as linhas de

produtos DNA Clean & Concetrator

e Zymoclean.

2007

Lançamento da

tecnologia patenteada

Zyppy para

purificação de

plasmídio sem pellet.

2008

Inauguração da filial européia

Zymo Research Europe,

para suporte de distribuição

de vendas P&D na UE.

2011

Lançamento da

tecnologia patenteada

Direct-zol RNA


A BELEZA DA CIÊNCIA É TORNAR AS COISAS SIMPLES!

Larry Jia, Fundador e CEO

2012

Lançamento do pacote de

serviços de epigenética

baseada em NGS.

2015

Lançamento da tecnologia

patenteada Zymo para

purificação de plasmídeo

de alto rendimento.

2016

Lançamento do pipeline

ZymoBiomics

2017

Lançamento do

relógio epigenético

de envelhecimento.

2019

Lançamento comercial

do MiDog.

2020

COVID-19 Resposta

@zymoresearch.latam @zymoresearch.latam /zymoresearchsouthamerica


C

A

fo

n

d

d

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Zymo no Brasil

A Zymo Research South America (ZRSA) nasceu com

a visão de que a América do Sul pode ser um player

global na futura indústria biomédica. Ao investir em

pessoas e recursos, esperamos estabelecer um

centro de pesquisa e desenvolvimento de última

geração no Brasil e aproveitar seu pool de talentos

para iniciar programas inovadores de pesquisa e

desenvolvimento.

Larry Jia, Fundador e CEO

Nosso primeiro esforço se concentrará na construção

da infraestrutura necessária, como serviços de

sequenciamento de DNA de última geração e

fabricação de reagentes essenciais para atender às

necessidades imediatas dos mercados da América do

Sul, principalmente nos mercados de genômica,

microbioma, epigenético e clínico.

A longo prazo, acreditamos que, com o investimento

contínuo em P&D, a ZRSA cumprirá sua missão de se

tornar um importante desenvolvedor, fabricante e

fornecedor sul-americano de biotecnologia para os

mercados globais de pesquisa e diagnóstico.

E

p

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Z

Por Marc Van Eden

VP de Desenvolvimento de Negócios

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u

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olete. Preserve. Descubra.

A Zymo Research recebeu o reconhecimento do

Programa de Pesquisa Humana da NASA por

seu envolvimento no projeto desenvolvimento

de um dispositivo de coleta de swab(2)

DNA/RNA Shield. Este dispositivo é um componente

crítico para a pesquisa conduzida pela

The Human Health Countermeasures (HHC) a

bordo da Estação Espacial Internacional.

O objetivo do HHC é desenvolver estratégias e

tecnologias para mitigar os riscos à saúde

relacionados ao voo espacial.

“Queríamos investigar o microbioma humano ativo

dos astronautas”, disse o Dr. Hernan Lorenzi, o

principal investigador do estudo no J. Craig Venter

Institute.

le continuou: “Ao fazer isso, podemos empregar contramedidas prebióticas ou

robióticas para prevenir ou remediar doenças associadas às mudanças

siológicas introduzidas durante o voo espacial. O que é complicado em conduzir

l experimento é que o RNA é uma molécula frágil. A acessibilidade ao nitrogênio

quido no espaço simplesmente não é viável. Felizmente, a solução da

ymo Research, DNA / RNA Shield, funcionou bem.”

metodologia usada para coletar e armazenar amostras fecais pode influenciar

rtemente a análise de DNA e RNA. Sem a estabilização adequada dos ácidos

ucleicos e a inativação adequada das nucleases, as amostras podem ser

egradadas ou comprometidas, o que, por sua vez, pode causar uma deturpação

os dados coletados de testes genéticos e de expressão. Para resolver esse

roblema, os cientistas da Zymo Research desenvolveram a solução de

reservação DNA/RNA Shield.

ste conservante está disponível para uso em frascos personalizados (1) ou em

ma variedade de dispositivos de coleta que permitem a coleta de saliva por swab

ucal(2) ou coletor(3), sangue(4), fezes(5), tecidos(6), urina(7), solo e águas

siduais. Estas amostras coletadas no conservante podem ser armazenadas em

mperatura ambiente e enviadas com segurança.


ARTIGO CIENTÍFICO III

PREDIÇÃO DE EPITOPOS E ANÁLISE ESTRUTURAL

DE SUBTIPOS DE TOXINA SHIGA LIKE PRODUZIDOS POR

ESCHERICHIA COLI NO BRASIL

Autores:

Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²

1

Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas.

São Paulo-SP.

2

Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.

São Paulo-SP.

Resumo

A Escherichia coli produtora de Toxina Shiga (STEC) compreende

uma variedade de Escherichia coli que engloba diversos sorotipos do

microrganismo, cujo principal fator de virulência é a produção de um grupo

de citotoxinas, as Toxinas Shiga. Esses microrganismos possuem a capacidade

de produzir dois grupos distintos da toxina: a Toxina Shiga tipo 1 (STx1)

e a Toxina Shiga tipo 2 (STx2), podendo produzir somente um dos tipos

ou ambos, sendo que a STx2 é a mais comumente associada a ocorrência

de quadros mais graves relacionados a infecção por STEC. As infecções por

STEC podem se manifestar clinicamente de diferentes maneiras, podendo

ocasionar desde uma diarreia, com possibilidade de progressão à colite

hemorrágica e em quadros mais graves evoluir para a Síndrome Hemolítico

Urêmica, patologia grave que caracteriza- se pela presença de três sinais

clínicos: trombocitopenia, anemia hemolítica microangiopática e insuficiência

renal aguda. No Brasil não se tem dados recentes que apontem a ocorrência

de importantes surtos ocasionados por STEC, entretanto, no país uma grande

variedade de sorotipos do microrganismo é frequentemente isolada em

animais, produtos alimentícios e em amostras humanas em casos isolados. A

presente pesquisa tem como objetivos a predição de epitopos em sequência

linear e modelagem por homologia.

Palavras-Chave: Escherichia coli Produtora de Toxina Shiga, Toxina

Shiga, STEC, EHEC, predição de epitopos, BepiPred, Shiga Toxin Producing

Escherichia coli.

Abstract

The Shiga Toxin-producing Escherichia coli (STEC) comprises a

variety of Escherichia coli that includes several serotypes of the

microorganism, whose main virulence factor is the production of a

group of cytotoxins, the Shiga Toxins. These microorganisms have

the ability to produce two distinct groups of the toxin: Shiga Toxin

type 1 (STx1) and Shiga Toxin type 2 (STx2), and can produce only

one of the types or both, STx2 being the most commonly associated

with occurrence of more severe conditions related to STEC infection.

STEC infections can manifest clinically in different ways, and can

cause diarrhea, with the possibility of progression to hemorrhagic

colitis and, in more severe conditions, progress to Hemolytic Uremic

Syndrome, a severe pathology characterized by the presence of three

clinical signs: thrombocytopenia, microangiopathic hemolytic anemia

and acute renal failure. In Brazil, there are no recent data that indicate

the occurrence of important outbreaks caused by STEC, however, in the

country a wide variety of serotypes of the microorganism is frequently

isolated in animals, food products and in human samples in isolated

cases. The present research aims to predict epitopes in linear sequence

and homology modeling.

Keywords: Shiga Toxin Producing Escherichia coli, Shiga Toxin,

STEC, EHEC, epitope prediction, BepiPred, Shiga Toxin Producing

Escherichia coli.

0 38

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


ARTIGO CIENTÍFICO III

Introdução

A Escherichia coli é um bacilo Gram negativo,

toxinas Shiga: a Toxina Shiga Tipo 1 (STx1)

essa que muito se assemelha à citotoxina

deste microrganismo é relativamente baixa,

visto que a ingestão de aproximadamente 100

pertencente à família Enterobacteriaceae de

produzida pela Shigella dysenteriae e a Toxina

bacilos já é o suficiente para desencadear uma

grande importância clínica, que em situações

Shiga Tipo 2 (STx2) que não se diferenciam

infecção (9) .

normais coloniza o trato gastroinstestinal

no mecanismo de ação, entretanto são

de seres humanos e outros animais em

estruturalmente e antigenicamente distintas

As manifestações clínicas desencadeadas

uma relação de comensalismo, ou seja, de

entre si. Dentre esses tipos, a STx2 é a

pela ação da bactéria e pelos efeitos citotóxicos

uma forma não patogênica (1, 2) . Entretanto,

toxina que está mais comumente presente

nas infecções por STEC podem evoluir e variam

existe uma grande variedade de sorotipos da

em quadros mais graves relacionados a

em grau de gravidade, tendo seu início entre 3

espécie que apresentam um alto potencial de

infecção por STEC (5, 6) . Cada um desses dois

à 4 dias após a contaminação, com a ocorrência

patogenicidade por possuírem importantes

tipos da citotoxina possuem variantes que

de uma diarreia profusa e dores abdominais,

fatores de virulência, sendo assim capazes

são classificadas a partir da existência de

com a possibilidade de progressão para a

de provocar infecções intestinais e/ou

subtipos, sendo eles: STx1a, STx1b, STX1c,

manifestação de Colite Hemorrágica (CH),

extra intestinais, sendo denominadas como

STx1d, STx2a, STx2b, STx2c, STx2d, STx2e,

patologia que cursa com a intensificação

Escherichia coli diarreiogênicas (3) .

STx2f, STx2g, STx2h, STx2i, STx2j e STx2k (6) ,

do quadro de diarreia, aliado à presença de

estes são estruturalmente distintos, além de

sangue nas fezes, que pode perdurar por até

A Escherichia coli Produtora de Toxina Shiga

diferenciar- se pelo nível de citotoxicidade,

aproximadamente 5 dias (10) , e em quadros

(STEC), e por vezes também denominada como

capacidade de ligação (afinidade e

mais graves, há a possibilidade de evolução

Escherichia coli Enterohemorrágica (EHEC)

dissociação) ao receptor globotriacilceramida

para a Síndrome Hemolítico Urêmica (SHU),

ou ainda como Escherichia coli produtora

(GB3) e pelo tipo de reservatório ou espécie

uma complicação grave caracterizada pela

de Verotoxina (VTEC), é uma categoria de

do hospedeiro (6, 7) .

presença de três principais indicativos clínicos:

bactérias que engloba uma grande variedade

anemia hemolítica do tipo microangiopática,

de sorotipos de microrganismos pertencentes

O principal reservatório para tais

trombocitopenia e insuficiência renal aguda

ao grupo de Escherichia coli diarreiogênicas,

microrganismos é o trato gastrointestinal

(11, 12)

, sendo de importância salientar que,

cujo principal fator de virulência é a produção

do gado bovino, sendo assim o consumo de

crianças menores de 5 anos estão mais

de citotoxinas bacterianas com alto potencial

alimentos de origem animal (carne, leite

propensas ao desenvolvimento de SHU, sendo

de patogenicidade: as Toxinas Shiga- Like

não pasteurizado e seus derivados), de

esta considerada uma das principais causas

(STx), ou por vezes denominadas Verotoxinas

água e vegetais que estejam contaminados

de insuficiência renal em crianças nesta

(VTx), que são capazes de inibir a síntese

pelas fezes desses animais, são potenciais

faixa etária (10, 13) . Além da insuficiência renal

de proteínas em células e desencadear uma

e as principais fontes de transmissão dessa

crônica ser uma possível sequela em pacientes

série de processos patológicos

(4)

. Esses

bactéria ao homem, não excluindo-se também

com SHU, danos neurológicos, cardíacos e

microrganismos podem produzir unicamente

a possibilidade de transmissão pessoa a

pancreáticos também são frequentemente

ou concomitantemente um ou dois tipos de

pessoa via oral- fecal (8) . A dose infectante

relatados nestes casos (13, 14) .

0 40

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


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Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²

ARTIGO CIENTÍFICO III

As terapias de suporte à vida e o tratamento

sintomático, que incluem a reposição hídrica e

eletrolítica a partir da administração endovenosa

de cristaloides, suporte e monitoramento da

pressão arterial, e em casos de complicações a

realização de diálise, plasmaférese terapêutica,

transfusão de concentrado de hemácias e de

plaquetas e transplante renal, são as medidas

terapêuticas mais indicadas e mais amplamente

utilizadas no manejo de casos de infecção

por STEC (10) . A administração de antibióticos

especificamente em casos de infecção por STEC é

deveras controversa, sendo na maioria das vezes

superfície de células endoteliais dos rins, intestino

e cérebro (18) , e sendo o antígeno de diferenciação

(CD77) em um tipo de específico de linfócito B (19) .

Na STx1, a subunidade A é composta por cerca de

315 aminoácidos e na STx2 essa mesma porção

possui cerca de 319 aminoácidos; em ambos os

tipos da toxina, há um sítio sensível a tripsina

que permite que essa porção seja clivada em uma

subunidade A1 e uma subunidade A2 estando

estas ligadas a partir de uma ponte dissulfeto

(10)

; a atividade enzimática da toxina encontra-se

especificamente na subunidade A1 sendo essa

a porção responsável por inibir a síntese proteica

A Escherichia coli produtora de Toxina Shiga e seus

mais diversos sorotipos são considerados de grande

relevância médica e epidemiológica por serem o

agente etiológico presente em importantes surtos de

origem alimentar ocorridos a partir do ano de 1982 (3,

20)

, em países desenvolvidos como os Estados Unidos

da América, Alemanha e Japão. Na Argentina, país

fronteiriço ao Brasil, os casos de infecção por STEC são

endêmicos, sendo considerados um grande problema

de saúde pública (21) . Segundo dados mundiais da

Organização Mundial de Saúde (OMS), estimasse

que anualmente, ocorram entre 0,6 a 136 casos de

infecções por STEC a cada 100.000 pessoas (8) .

contraindicada, tendo em vista que algumas

classes de antibióticos podem ser prejudiciais, ao

induzir a um agravamento dos casos e aumentar

consideravelmente o risco de desenvolvimento da

nas células hospedeiras ao ter ação enzimática

atuando como uma N-glicosidase (10) . Por sua vez,

a subunidade B consiste em um pentâmero ligado

a subunidade A2 da cadeia A por uma ligação não

No Brasil, apesar de não haver a ocorrência de

grandes surtos reportados, uma grande variedade

de sorotipos desses microrganismos em específico

é amplamente detectada em animais criados para

Síndrome Hemolítico Urêmica (15) , uma vez que

covalente formado por cinco subunidades menores

o consumo humano (principalmente em bovinos)

por diversos mecanismos estes fármacos induzem

a uma maior produção da toxina shiga pela

bactéria, levando-se em consideração também,

os mecanismos de ação de antimicrobianos que

levam à lise das bactérias o que consequentemente,

desencadeia uma maior liberação e circulação da

toxina (16) .

idênticas em que cada uma destas subunidades

possui aproximadamente 69 aminoácidos na STx1

e 71 aminoácidos na STx2 (5) .

e como contaminantes em produtos alimentícios, o

que representaria potenciais fontes de transmissão

da bactéria à humanos (22) , além da ocorrência de

casos isolados em humanos (23) envolvendo sorotipos

de extrema importância clínica e epidemiológica,

como exemplo: O157:H7 (o sorotipo mais presente

em surtos ocorridos mundialmente e o agente

etiológico responsável por casos de maior gravidade)

Tanto a Toxina Shiga Tipo 1 (STx1), quanto a

Toxina Shiga Tipo 2 (STx2) consistem em uma

estrutura proteica AB5 (figura 1) composta por

uma subunidade A, que compreende o sitio ativo

enzimático da citotoxina e uma subunidade B

(17)

, que consiste no sítio de ligação da mesma

ao receptor globotriacilceramida (GB3) na célula

hospedeira (17) , sendo este receptor expresso na

Figura 1: Estrutura comum e geral da Toxina Shiga, sendo

esta formada por uma subunidade A, que ao ser clivada se

divide em duas subunidades menores: A1 e A2, além de uma

subunidade B que consiste em um pentâmero composto por

cinco subunidades iguais (17).

e o sorotipo O111:H8, sendo este último, o sorotipo

mais frequentemente identificado no país (13, 24) ; No

Brasil, a Escherichia coli O111:H8 tem o seu principal

fator de virulência a partir da produção de Toxina

Shiga tipo 1a (STx1a), por sua vez, a Escherichia coli

O157:H7 possui um maior potencial patogênico ao

ter a capacidade de produzir habitualmente dois dos

subtipos mais patogênicos da toxina: a Toxina Shiga

tipo 2a (STx2a) e a Toxina Shiga tipo 2c (STx2c) (23, 25) .

0 42

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²

Os dados epidemiológicos de casos de

infecções por STEC em humanos no Brasil

de aminoácidos do sitio ativo enzimático

(subunidade A) correspondente aos subtipos

Resultados

Com a utilização da ferramenta BLAST

ARTIGO CIENTÍFICO III

são desatualizados e insuficientes, o

da toxina a serem utilizadas, foram obtidas

(Basic Local Alignment Search Tool) foi

que pode ser explicado a partir do baixo

a partir do repositório de sequências

possível a realização de uma análise

emprego de métodos diagnósticos que

GenBank Protein (NCBI) em formato FASTA,

estrutural comparativa das sequências de

sejam específicos e que possibilitem a

e posteriormente foi utilizada a ferramenta

aminoácidos dos subtipos de citotoxina

identificação do sorotipo do microrganismo,

Protein BLAST (Basic Local Alignment Search

selecionados, tendo obtido os seguintes

o que de certa forma impossibilita a

Tool) que tem como função o alinhamento

resultados: sendo composta por

implementação de uma vigilância ativa e

de duas ou mais sequências, sendo assim

aproximadamente 319 aminoácidos, a

específica para esses casos, o que poderia

utilizada com o objetivo de determinar o grau

subunidade A correspondente ao subtipo

evidenciar uma subnotificação de casos

de homologia existente entre as sequências

Toxina Shiga tipo 2a (STx2a) é homologa

isolados e surtos (26) . Do mesmo modo,

selecionadas. Para predição de epitopos as

em cerca de 99,69%, diferenciando-

apesar da presença deste patógeno ser

sequências selecionadas correspondentes

se em apenas 1 aminoácido, quando

constantemente evidenciada a partir

as subunidades da toxina foram submetidas

comparada a mesma subunidade também

do isolamento de sorotipos de STEC em

em formato FASTA, ao site BepiPred- 2.0 ®

composta por 319 aminoácidos da Toxina

alimentos, animais e em amostras humanas

que objetiva prever epitopos potencialmente

Shiga Tipo 2c (STx2c), sendo ambos

no país, há uma certa escassez de estudos

reconhecidos por linfócitos B a partir de

os subtipos de toxina produzidos pela

específicos que incluam a análise estrutural

sequências lineares de aminoácidos de uma

Escherichia coli O157:H7. Por sua vez, a

in sílico dos subtipos de toxinas do tipo

proteína alvo (antígenos) (27) . Posteriormente,

Toxina Shiga tipo 1a (STx1a) produzido

Shiga produzidas pelos principais sorotipos

as sequências de aminoácidos selecionadas

pela Escherichia coli O111:H8 tem a sua

de Escherichia coli já isolados em amostras

foram submetidas e enviadas ao servidor

subunidade A composta por cerca de 315

humanas no Brasil.

I- TASSER ®, que permite a modelagem

aminoácidos e apresenta apenas 54,81%

de proteínas e construção de estruturas

e 54,49% de similaridade quando

Materiais e Métodos

conformacionais (tridimensionais) a partir

comparada aos subtipos STx2a e STx2c

Em um primeiro momento, foram

de uma sequência linear de aminoácidos,

respectivamente. Em contrapartida

selecionados os subtipos de toxina shiga

bem como também permite a predição de

a subunidade A da STX1a apresenta

(STx) produzidos por dois dos principais

funções da sequência de aminoácidos uma

100% de similaridade estrutural se

sorotipos de STEC encontrados em

vez determinada (28) . O uso da ferramenta

comparada a essa mesma porção da

amostras humanas no Brasil, levando

PyMol permitiu que os epitopos presentes

Toxina Shiga (STx) originalmente

em consideração os seguintes fatores:

em sequências lineares preditos pelo

produzida pela enterobactéria Shigella

relevância clínica e epidemiológica e

BepiPred 2.0 fossem evidenciados em

dysenteriae, sendo essa composta

potencial de patogenicidade. As sequências

estrutura conformacional.

também por 315 aminoácidos.

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

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ARTIGO CIENTÍFICO III

Com os resultados das predições realizadas

pelo BepiPred 2.0 foi possível a identificação

e localização de possíveis epitopos presentes

nas sequências lineares de aminoácidos

selecionados, que possam ser especificamente

reconhecidos por linfócitos B e estimular a

produção de imunoglobulinas específicas ao

gerar resposta imune.

Figura 2: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A da STx2a, onde o fragmento

com o maior potencial antigênico está localizado entre os aminoácidos 51-57 (E), aparecendo destacados.

Figura 3: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A da STx2c, onde a porção

localizada entre os aminoácidos 51-56 (E) apresentou alto potencial antigênico.

Predição de epitopos em sequências

lineares de STx2a e STx2c

Compartilhando aproximadamente 99,69% de

homologia (áreas conservadas) em sua estrutura

primária de aminoácidos, as subunidades A

da Toxina Shiga Tipo 2a (STx2c) e Toxina Shiga

Tipo 2C (STx2c) são, basicamente, idênticas

antigenicamente. Assim sendo, em suas

sequências compostas por 319 aminoácidos, a

partir dos resultados obtidos pelo BepiPred 2.0,

foi possível a identificação de treze epitopos com

valores potenciais de antigenicidade acima do

limiar selecionado (0,5), sendo que o epitopo

identificado considerado o de maior relevância

na STx2a, foi o epitopo localizado na porção

entre os aminoácidos 51 à 57 (EHISQGT) por ter

apresentado valores de propensão antigênica

acima de 0,61 (figura 2). Considerando a

sequência de aminoácidos da STx2c, o epitopo

que apresentou maior propensão antigenica foi

o fragmento localizado entre os aminoácidos 51

a 56 (EHISQG), também apresentando valores de

antigenicidade acima de 0,61 (figura 3).

Figura 4: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A STx1a, onde o epitopo de

maior relevância e potencial antigênico presente na sequência aparece destacado em amarelo na porção entre os aminoácidos 51 e 58.

Figura 5: resultados obtidos a partir do BepiPred 2.0 da sequência de aminoácidos (em laranja) da subunidade A STx1a, onde o segundo

epitopo com probabilidade antigênica presente na sequência aparece destacado, entre os aminoácidos 209 a 211.

Predição de epitopos em sequência

linear STx1a

A partir dos resultados do BepiPred

2.0, foram identificados dez epitopos

(considerando-se o score de 0,50)

presentes na sequência linear composta

por 315 aminoácidos da subunidade A

correspondente a Toxina Shiga Tipo 1a

(STx1a), sendo que os seguintes epitopos

foram considerados como sendo de maior

relevância por ambos possuírem potencial

de antigenicidade (0,63) acima do limiar;

sendo um destes fragmentos localizados

na porção entre os aminoácidos 51 e

58 (QTISSGGT) representado na figura

4, e o outro fragmento localizado

entre os aminoácidos 209 à 211 (GRS)

(figura 5); Tendo os resultados, foi

possível concluir que a subunidade A

da STx1a é significativamente distinta

antigenicamente aos outros dois

subtipos estudados.

0 46

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²

Modelagem por homologia- STx2a e STx2c

Considerando a alta similaridade estrutural e

antigênica existente entre os subtipos STx2a e

STx2c, a partir do software I-TASSER foi possível

a construção de uma estrutura conformacional a

partir de uma sequência linear de aminoácidos

das proteínas selecionadas. Tendo a estrutura

conformacional, o uso da ferramenta PyMol

possibilitou a evidenciação dos epitopos que

apresentaram maior potencial de antigenicidade

preditos pela ferramenta BepiPred 2.0

Discussão

De acordo com os resultados obtidos pela

ferramenta BepiPred 2.0 anteriormente

apresentados nesta pesquisa, a subunidade

A da STx1a apresentou em sua sequência

primária de aminoácidos o fragmento

localizado entre os aminoácidos 51 e 57 como

sendo o fragmento com o maior potencial de

reconhecimento imunológico por linfócitos B,

sendo assim, este epitopo foi considerado como

o de maior relevância nesta sequência. A análise

estrutural da subunidade A da STx2c permitiu o

reconhecimento da alta similaridade estrutural

e antigênica da sequência quando comparada

a mesma subunidade pertencente a STx2a,

corroborando com os resultados obtidos pela

análise de similaridade realizada pela ferramenta

BLAST, onde o resíduo localizado entre os

aminoácidos 51-56 foi considerado como sendo

o epitopo com maior propensão antigênica.

Figura 7. Estrutura conformacional da subunidade A dos subtipos STx2a e STX2c, onde os epitopos preditos com o score acima do limiar de

0,5 estão evidenciados em azul, e a região correspondente ao epitopo predito de maior potencial antigênico em ambas as toxinas (fragmento

localizado entre os aminoácidos 51-57 e entre os aminoácidos 51-56) está evidenciado em verde.

Quando analisada a sequência de aminoácidos

da subunidade A da STx1a, esta se mostrou

significativamente distinta estruturalmente e

antigenicamente quando comparada a mesma

porção dos outros subtipos de toxina selecionados,

apresentando como o epitopo de maior

relevância predito, o fragmento localizado entre

os aminoácidos 51-58; o resíduo localizado entre

os aminoácidos 209-211 apesar de apresentar

alta probabilidade com seu potencial antigênico

acima do limiar (Score), este fragmento não será

considerado como sendo de alta relevância por ter

um menor comprimento de aminoácidos.

A modelagem por homologia, permitiu a

construção de uma estrutura conformacional

a partir de uma sequência linear de

aminoácidos, com o uso da ferramenta PyMol

foi possível a identificação de resíduos alvo,

de forma a evidenciar os epitopos preditos

com maior potencial de reconhecimento por

linfócitos B.

Em suma, a realização da presente pesquisa

permitiu a identificação e localização de

possíveis epitopos presentes em sequências

lineares que possuam alta probabilidade de

reconhecimento por linfócitos B, sendo assim,

capazes de gerar resposta imunológica com

produção de imunoglobulinas (anticorpos)

específicas, podendo esses fragmentos do

antígeno serem considerados como potenciais

alvos vacinais e de neutralização do sítio ativo

da toxina o que em tese, seria de grande

interesse no desenvolvimento de possíveis

fórmulas com potenciais imunizantes e

ARTIGO CIENTÍFICO III

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

0 47


Autores: Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²

ARTIGO CIENTÍFICO III

neutralizantes, que visem a prevenção e o

tratamento com minimização dos agravos

clínicas que podem incluir a ocorrência

de diarreia, colite hemorrágica e, em

pesquisa possibilitou o reconhecimento,

a partir do uso de ferramentas da

clínicos decorrentes das infecções por

casos mais graves a Síndrome Hemolítico

bioinformática (BepiPred- 2.0 e I- TASSER)

STEC; assim como, esses resíduos com altos

Urêmica (SHU), doença caracterizada

de epitopos presentes nas sequências

potenciais antigênicos, também possam

pela presença de anemia hemolítica do

de aminoácidos da subunidade A das

vir a ser aplicados e mais amplamente

tipo microangiopática, trombocitopenia e

citotoxinas selecionadas que possuam

estudados no que tange ao desenvolvimento

insuficiência renal aguda. No Brasil dois

a probabilidade de serem reconhecidos

e aperfeiçoamento de testes diagnósticos que

dos sorotipos do microrganismo têm maior

por linfócitos B, sendo capazes de

utilizam-se de metodologias diagnósticas

relevância: a Escherichia coli 0111:H8 e a

gerar resposta imune com produção

baseadas na ligação antígeno- anticorpo,

Escherichia coli O157:H7, sendo estas

de anticorpos; sendo estes fragmentos

tendo como exemplo os métodos ELISA

capazes de produzir os seguintes subtipos

considerados potenciais alvos vacinais e de

(Enzyme-Linked ImmunoSorbent Assay) e

da citotoxina, respectivamente: STx1a e

neutralização da toxina. Espera-se que a

métodos de imunocromatografia no qual se

STx2a/ STX2c. Com a realização do presente

realização da presente pesquisa contribua

baseiam os chamados “testes rápidos”, o que

estudo foi possível o cumprimento dos

de alguma forma para maiores estudos

em tese seria de grande valia para incentivo

objetivos de pesquisa anteriormente

que envolvam o uso de ferramentas

à uma maior empregabilidade de métodos

determinados, sendo assim, foi possível

de bioinformática no estudo e analise

diagnósticos específicos para o diagnóstico

a descrição da estrutura proteica geral

estrutural de sequências que possuam

específico em casos de infecção por STEC.

e comum à todos os subtipos da toxina;

alguma relevância em saúde, objetivando

bem como, foi possível determinar o

contribuir também para o desenvolvimento

Conclusão

grau de homologia existente entre os

de fórmulas com potenciais imunizantes

Em suma, a Escherichia coli Produtora

subtipos escolhidos, com posterior análise

ou de neutralização para a prevenção e

de Toxina Shiga (STEC) consiste em

estrutural e antigênica in sílico com o

tratamento nas infecções por STEC, como

uma categoria da espécie composta por

objetivo de identificar epitopos presentes

também espera-se que os resultados da

diversos sorotipos de microrganismos,

em sequências lineares e conformacionais

presente pesquisa possam de alguma

cujo principal fator de virulência é a

de aminoácidos do sítio ativo enzimático

forma contribuir para o desenvolvimento

capacidade de produzir uma variedade

(subunidade A) dos três subtipos

de testes diagnósticos baseados na

de potentes citotoxinas com alto

produzidos pelos principais sorotipos

ligação antígeno e anticorpo, contribuindo

potencial de patogenicidade: as Toxinas

da bactéria encontrados em amostras

assim para uma maior disponibilidade e

Shiga (STx). Sendo a infecção por STEC

humanas no Brasil. Além também de

empregabilidade de métodos diagnósticos

e seus efeitos citotóxicos capazes de

ter sido possível alcançar os resultados

específicos a serem utilizados no

desencadear uma série de manifestações

esperados, pois a realização da presente

diagnóstico de infecções por STEC.

0 48

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


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Cl-2 FluB PIV-4 MP

PIV-1 CoV-NL63

RNaseP MPV AdV EV B FluA PIV-2 BPP

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ARTIGO CIENTÍFICO III

Referências

1. Figler HM, Dudley EG. The interplay of Escherichia coli

O157:H7 and commensal E. coli: the importance of strainlevel

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2015;52:5.8.1-5.8.15.

PREDIÇÃO DE EPITOPOS E ANÁLISE ESTRUTURAL DE SUBTIPOS DE TOXINA

SHIGA LIKE PRODUZIDOS POR ESCHERICHIA COLI NO BRASIL.

Autores:

Yasmin Pina de Almeida¹, Anderson Pereira Soares²

1

Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas. Avenida Santo Amaro, nº 1239, Vila Nova Conceição, São Paulo- SP.

2

Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Avenida Professor Lineu Prestes, Nº 1374, Butantã, São Paulo- SP.

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


GESTÃO LABORATORIAL

2022 – O QUE OS GESTORES LABORATORIAIS

DEVEM ESPERAR E FAZER?

Por Humberto Façanha da Costa Filho

As pessoas físicas normalmente, por costume,

fazem um balanço do ano que finda, oram,

agradecem e pedem ajuda para a realização dos

seus sonhos. Chama a atenção que, sendo está

uma época de festas, de grandes encontros

familiares, no entanto, muitas pessoas sentem

nostalgia. Existem diversas explicações para

este fato, conforme ensinam os profissionais,

especialistas em comportamento humano. De

qualquer forma, o importante é que as pessoas

refletem, analisam e fazem planos para o ano

que inicia. De forma semelhante, as pessoas

jurídicas devem atualizar o planejamento

estratégico dos seus negócios. Girar o ciclo

PDCA, método de gestão do terceiro milênio,

verificando a realização das tarefas planejadas,

o atingimento das metas estipuladas, eventuais

desvios, propositura de ações corretivas e

preventivas, enfim, elaborar, por assim dizer,

um novo planejamento estratégico, capaz de

reduzir o risco de insolvência e incrementar a

competitividade empresarial, visando assegurar

não só a sobrevivência, mas, aumentar a

produtividade organizacional. Vale lembrar que,

um verdadeiro planejamento deve definir as

metas dos seus processos, com base na

concorrência, mediante o uso de um

imagem: Freepik.com

benchmarking competitivo. Somente desta

forma pode aumentar a chance de obter sucesso

perene. Dito isto, que reflexões podemos

fazer para os laboratórios clínicos,

considerando cenários do ano de 2022? A

suposta capacidade de prever o futuro cabe aos

videntes. Nós, gestores laboratoriais, devemos

utilizar as ferramentas científicas, os

computadores, os algoritmos matemáticos,

tudo com base em banco de dados e softwares,

para tentar minimizar as incertezas e aumentar

as probabilidades de estimar com mais precisão

o futuro, contudo, talvez, esta pertença mais à

Deus. Longe disto ser motivo para desistir de

planejar, ao contrário, justifica mais a

necessidade do ato de planejar! Pessoalmente,

creio que a pandemia da COVID 19 está

longe de acabar. O alfabeto grego ainda

dispõe de muitas letras para assegurar a

denominação de novas variantes, talvez, ainda

seja necessária a utilização de índices: alfa dois;

alfa 3 etc. Quem sabe quantas novas vacinas

surgirão e quantas doses de cada uma serão

necessárias? Quiçá isto esteja fortemente mais

correlacionado à ganância de grandes grupos

empresariais, conglomerados financeiros

(indústria farmacêutica e correlatos;

megainvestidores...) ou ainda, disputa de poder

político, ideologias, enfim, mais correlacionado

ao egoísmo humano do que com a verdadeira

busca para a recuperação da saúde da

humanidade. Sendo assim, por decorrência,

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


GESTÃO LABORATORIAL

os gestores laboratoriais podem esperar,

pelo menos, a manutenção da demanda

de todo o elenco de exames relacionados

com a pandemia, todavia, já sem mais o

boas oportunidades surjam, ou, se

juntarem em empresas tipo cooperativas,

com centrais de produção regionais,

objetivando reduzir custos operacionais

situação clínica, do contrário, não entrariam no

laboratório. Então, o mais lógico, mais racional,

é que os custos de produção (variáveis,

marginais) sejam os mais baixos possíveis, uma

mesmo ímpeto do seu início. Digamos

(variáveis no coletivo e fixos no aspecto

vez que os clientes acreditam que neste quesito,

assim, tais exames passam a ser incorporados

individual de cada laboratório cooperado). A

TODOS OS LABORATÓRIOS SÃO IGUAIS!

ao rol da rotina normal do laboratório, nada

concorrência pelo mercado (receita)

Entretanto, os gestores sabem que a QUALIDADE

mais de excepcional. No campo das fusões e

continua, contudo, pelo lado dos custos

INTRÍNSECA (Exatidão e precisão) DOS EXAMES,

aquisições, o mercado já deriva para negócios

haverá uma queda significativa,

não deve ser desprezada, jamais. Então, como

entre grupos verticalizados e de grande porte.

aumentando as chances de um futuro

produzir barato na atual situação de que cada

Aquisições, digamos diretas, estão ocorrendo

melhor. O diferencial para ganhar os

laboratório tem sua própria central de produção?

com laboratórios de menor produção, uma vez

clientes passa a ser a qualidade dos

Se numa cidade com 200 mil habitantes temos

que entre os grandes, as possibilidades estão

serviços. A qualidade intrínseca dos exames é

20 ou 30 pequenas centrais? É obvio que se for

exaurindo. No meu ponto de vista, isto significa

atributo mandatório, não irá mais diferenciar os

somente uma imensa central, comprando os

que os pequenos e médios laboratórios

laboratórios. É como uma companhia aérea

insumos em grandes lotes, negociando

que operam de forma isolada, devem

proclamar aos sete ventos que os seus aviões

comodatos com significativo poder de barganha

começar a se preocupar com o seu futuro,

voam! Isto é o mínimo que se espera de uma

junto aos fornecedores, se financiando junto a

pois, se não estiverem longe dos grandes

empresa aérea. Do mesmo modo, o que

estes, através de amplos prazos de faturamento,

centros, portanto, imunes a concorrência

qualquer cliente espera de um laboratório é que

os custos de produção de uma cooperativa serão

predatória, talvez seja melhor vender, caso

os exames evidenciem corretamente a sua

bem menores. O grande desafio dessa solução

é, mais uma vez, vencer o egoísmo humano.

Normalmente, gestores laboratoriais vêm os

concorrentes como inimigos a serem destruídos,

nunca como possíveis parceiros para uma

solução. Por que sobrevivermos juntos, se é

possível nos matarmos separados? No campo

institucional, os gestores laboratoriais devem

se preocupar em 2022 com um aspecto

fundamental para a sobrevivência dos seus

laboratórios: estabelecimento do marco

regulatório para o negócio das análises

clínicas. Sem isto, falta ao mercado, uma

legislação o mais completa possível para

imagem: Freepik.com

delimitar quem faz o que e como fazer.

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Atualmente impera quase que uma

promiscuidade no exercício profissional

(análises clínicas), onde, praticamente todo

mundo pode se envolver com o NOBRE CAMPO

Federações, Conselhos Profissionais,

apoio político etc., visando de forma

obstinada, regulamentar esta área, de

suma importância para a sobrevivência

laboratórios são alternativas de investimentos,

portanto, devem ser geridos de forma

profissional, por especialistas na área (Afinal,

quem faz implante dentário com um ferreiro?) e

GESTÃO LABORATORIAL

DO TRATAMENTO DA SAÚDE, pois, de uma forma

dos laboratórios no longo prazo.

com suporte tecnológico às decisões, não

ou de outra, a diversidade de profissionais e

CONCLUSÃO: há pouco tempo, em um

teremos grandes chances de vislumbrar um

empresas que recepcionam, buscam, entregam,

aplicativo de convívio profissional, li o

futuro auspicioso. Não há alternativa

colhem e realizam exames laboratoriais, é

posicionamento de um dono de laboratório que

honesta possível a não ser gestão

imensa! Cada qual submetido, ou o que é pior,

disse textualmente “É hora de sair das

baseada em evidências científicas. É o que

não submetido à diferentes exigências para o

cordas”, se referindo naturalmente, a um

oferecemos aos nossos clientes: gestão

desempenho de idênticas finalidades. Pergunto:

ringue de combate. Disse ainda que os

profissional para um futuro perene! Esperando

ou moralizamos está situação ou nos

laboratórios devem mudar um pouco o foco do

termos contribuído para os negócios na área das

locupletamos? A resposta só pode ser uma, esta

dia a dia e se reinventar. Para verem os “Cases”

análises clínicas, nos despedimos até a próxima

situação deve ser resolvida mediante

de sucesso que recentemente quebraram

edição da revista NewsLab.

organização, disciplina, LEGISLAÇÃO, que

paradigmas, enfim, que os gestores laboratoriais

estabeleça as devidas normas técnicas para

deveriam deixar de reclamar e se lamentar de

Boa sorte e sucesso!

todos os processos envolvidos e, sobretudo, as

forma sistemática e buscarem soluções. Achei

Humberto Façanha

responsabilidades dos profissionais envolvidos.

estas colocações muito interessantes e me

Trata-se da saúde pública! E, nesta área,

questiono se já não está na hora de fazermos

irresponsabilidades não devem ser admitidas.

“algo mais” ao invés de continuarmos

Tudo deve ser disciplinado, controlado, pois,

fazendo “mais do mesmo”? De uma coisa eu

vidas não têm preços. Os gestores

tenho certeza: se não fizermos o BÁSICO, o

laboratoriais devem se unir, buscar as

MÍNIMO QUE SE ESPERA, que é uma GESTÃO

Sociedades Científicas, Sindicatos,

ECONÔMICA PROFISSIONAL, pois os

Desafios econômicos durante e pós pandemia?

Humberto Façanha

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*Humberto Façanha da Costa Filho

Professor e engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA),

curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

www.unidosconsultoria.com.br

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

0 55


MATÉRIA DE CAPA

VAMOS JUNTOS?

Com gestão integrada e em consonância com as demandas do mercado, Grupo Prime cresce e

se consolida como operador logístico focado na área da saúde.

São 8 horas da manhã de uma segunda-feira.

Um homem, de 45 anos, se dirige a um

hospital para fazer a tomografia computadorizada

que havia agendado há algumas

semanas. Uma mulher, de 65, entra na sala

de cirurgia para passar por uma osteossíntese

e colocar um parafuso no fêmur, fraturado

após uma queda. Uma gestante, de 25,

acessa o site de um laboratório de diagnósticos

para verificar se os resultados dos

exames que fez já estão disponíveis.

Situações corriqueiras? Sim, mas... E se o

tomógrafo apresentar algum problema e

deixar de funcionar? E se, durante a cirurgia,

houver necessidade de um outro parafuso

não disponível nas dependências do hospital?

E se os reagentes que permitem a análise dos

exames laboratoriais ficarem parados, dentro

do caminhão de transporte, pela fiscalização

do município onde reside a jovem grávida,

devido a um problema na documentação não

detectado pelo fabricante?

Foto: da esquerda para a direita: Roberto Monteiro (Diretor Financeiro), Márcio Maiorino (Diretor Administrativo) , Wilson Santos

(CEO & Diretor Comercial), Adriano Trevisan (Diretor de Inovação) , Marcos Pinheiro (Diretor de Armazenagem).

As respostas não são simples, mas podem

ser dadas pelo Grupo Prime, operador

logístico focado na área da saúde que, há 16

anos, cumpre todas as normas e exigências

sanitárias, fiscais e regulatórias determinadas

pelos órgãos competentes para prover

os clientes de soluções customizadas, que

assegurem flexibilidade, transparência e

agilidade para lidar, inclusive, com situações

tão distintas e urgentes como essas.

Além do frete e

da armazenagem

O trabalho da Prime não consiste, apenas,

em separar os insumos necessários e

fazê-los chegar ao destino final em

condições adequadas e no menor tempo

possível. Ou, então, em contatar o cliente

para resolver a pendência fiscal. A Prime

torna-se, cada vez mais, especialista em

gerar e compartilhar informações de

maneira personalizada, a fim de garantir

acuracidade a todo o processo logístico e

serenidade aos clientes. “Somos um

operador que não entrega apenas a carga.

Entregamos informação dedicada”, ressalta

Wilson Santos, CEO e diretor comercial do

Grupo Prime.

É esta informação que embasa todo o

trabalho desenvolvido e roteiriza os

caminhos que a empresa vai percorrer junto

aos clientes. É esta informação que está por

trás dos investimentos correntes em

estrutura e treinamento e do profundo

conhecimento administrativo e fiscal

necessário para lidar com as diferenças nas

legislações dos 26 estados brasileiros e do

Distrito Federal. É ela que minimiza os riscos

envolvidos em cargas tão sensíveis, que

garante solidez financeira e o cumprimento

de todas as determinações sanitárias. É ela

que permite a rastreabilidade e o monitoramento

de todos os processos e que ajuda a

Prime a diagnosticar as demandas dos

clientes para poder entregar a eles a resposta

mais completa, no menor prazo.

Para se ter uma ideia, é possível acompanhar,

quase que instantaneamente, via

sistema, o momento em que a carga foi

entregue e em qual temperatura os

produtos ficaram acondicionados durante

todo o trajeto, independentemente se ele

foi de poucos ou muitos quilômetros. “Um

item que deve ser mantido entre 2 e 8o C

também tem de ser transportado nessas

condições. E garantir que ele saia de São

Paulo rumo a Teresina, por exemplo, sem

sofrer alteração de temperatura, só é possível

para quem tem logística muito eficiente. Nós

não só temos, como mostramos que temos”,

enfatiza Roberto Costa, controller do Grupo

Prime.

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Revista NewsLab Edição 168 | Novembro 2021


Uma das razões para isso é o fato de o Grupo

estar constantemente aprimorando o

próprio parque logístico e propondo

soluções inovadoras, que garantam um

atendimento rápido, em conformidade com

as regras sanitárias e sem impactar os

inúmeros processos internos. Segundo

Marcos Pinheiro, diretor da Divisão Storage,

apesar de o crescimento da logística no País

estar cada vez mais consolidado e acelerado,

há carência de empresas que, como a

Prime, tenham flexibilidade operacional. “A

nossa intenção é sempre oferecer aos

clientes operações totalmente customizadas

e em regiões estratégicas no cenário

nacional, tudo com controle e monitoramento

em tempo real do estoque, ou seja,

uma gestão de estoque com segurança e

acuracidade. Por isso, para os próximos três

anos, a previsão é de dobrarmos a capacidade

física das nossas instalações."

MATÉRIA DE CAPA

Foto: Gerente de Operação Luiz Junior, analisando

inventário, em tempo real.

Nos mínimos detalhes

A estrutura para fazer tudo acontecer de maneira legal e completamente monitorada é grande. A começar pela frota. Os caminhões

têm sensores em dois pontos, de tecnologias diferentes, que disponibilizam a leitura da temperatura on-line, tanto para a Prime

como para seus clientes. Além disso, contam com estrutura térmica no baú, sistemas de back-up, rastreamento e alimentação de

energia, equipamentos de refrigeração, rampa pneumática e, para o caso do transporte

de sensíveis, como equipamentos médicos e hospitalares, ainda são preparados para

não transferir energia para a carga.

Segundo Márcio Maiorino, diretor administrativo do Grupo Prime, a revalidação de tudo

o que é investido nesses veículos é feita a cada seis meses ou um ano e há, inclusive,

colaboradores encarregados apenas disso.

“Não damos brechas para erros. Hoje, quando o nosso motorista sai, ele sabe onde

vai parar para abastecer, quais são os pontos de descanso. Ao chegar ao local de

entrega, precisa dar baixa no sistema automaticamente. Meu cliente, então, entra

com login e senha e visualiza tudo depois de menos de um minuto. Caso o motorista

não dê baixa naquela entrega corretamente, não consegue sair para a próxima,

porque tudo está linkado no caminhão para um completo gerenciamento de risco.

“Tudo é 100% monitorado”, afirma Wilson Santos.

Neste ano, o Grupo Prime vai lançar um carro

conceito ainda mais moderno, que contará com

toda a tecnologia de segurança disponível no

mercado. “Haverá, por exemplo, câmera de

fadiga, câmera de detecção de uso de celular e

de carona, além de leitura de biometria facial,

em que o veículo só ligará após reconhecimento

do rosto do motorista”, antecipa Adriano

Trevisan, diretor de Inovação.

E não para por aí. Com a crescente demanda por

ESG (Environmental, Social and Governance),

uma espécie de reconhecimento de boas

práticas ambientais, sociais e de governança nas

empresas, o Grupo Prime já vislumbra a inclusão

de veículos elétricos em sua frota a partir de

2022. “Nossos esforços em boas práticas de

responsabilidade social corporativa fazem com

que consigamos participar e ser avaliados por

plataformas como a Ecovadis, a primeira

plataforma colaborativa que permite às

empresas monitorar o desempenho em

desenvolvimento sustentável de seus fornecedores,

em 150 setores e 110 países”, esclarece

Roberto Costa.

Storage:

controle integral

A mesma filosofia e os mesmos cuidados

que pautam a Divisão Cargo do Grupo,

responsável pelo transporte, conduzem

os trabalhos na divisão Storage, de

armazenagem. Tudo o que entra e sai

das seis unidades da Prime, espalhadas

pelas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e

Centro-Oeste, é devida e exaustivamente

controlado, assim como as especificidades

de cada produto. “Temos rastreabilidade

total dos itens: do horário de

entrada, de quem os recebeu, da quantidade,

do lote, da data de vencimento, de

quem fez as documentações, do local em

que está armazenado, em qual temperatura.

É um sistema bastante robusto e

totalmente validado”, explica Marcos

Pinheiro, diretor da Divisão Storage.

Revista NewsLab Edição 168 | Novembro 2021 0 57


MATÉRIA DE CAPA

Inclusive, a Anvisa (Agência Nacional de

Vigilância Sanitária), que determina todos os

pormenores do processo de armazenamento e

distribuição de itens relacionados à saúde,

concedeu à matriz da Prime, em Barueri (SP), o

“Certificado de Boas Práticas de Distribuição e

Armazenagem”. O selo confirma que a empresa

segue todos os procedimentos existentes

para garantir a qualidade, a integridade e a

segurança dos produtos, como rastreabilidade,

medição e monitoramento, além de passar por

auditorias constantes.

O resultado dessa expertise é facilmente

observado: há peças de equipamentos

armazenadas na Prime que podem ser

entregues em até duas horas. “A minha

média, porém, é de 40 minutos. É este tipo de

velocidade de que o cliente precisa”, avalia o

diretor de Storage.

Situadas em Recife (PE), Goiânia (GO),

Contagem (MG), Campinas (SP), Duque de

Caxias (RJ) e Joinville (SC), as demais unidades

do Grupo Prime têm papel fundamental para

viabilizar a velocidade dos processos. “Os

clientes levam as peças da matriz para essas

unidades para que, assim, o atendimento

daquela região seja mais rápido”, explica.

E o trabalho só tende a aumentar. Com a nova

matriz, que está sendo construída

também em Barueri, cidade paulista

eleita como a melhor do País para o

setor de serviços, o Grupo Prime vai

ampliar em mais de 70% a capacidade

de armazenamento disponível em relação à

unidade atual. Hoje, a empresa está situada

em uma planta com 6.500 m2 de área total e

3.200 m2 de área fabril. Na nova unidade,

serão 11 mil m2 com 5.600 m2 destinados a

armazenamento, sem contar que haverá

espaços amplos dedicados às demandas dos

clientes, como áreas técnicas e administrativas.

“Somos e ficaremos ainda mais próximos

dos clientes. A Prime é uma extensão da

empresa deles”, ressalta Pinheiro.

O novo armazém, com previsão de inauguração

em 2022, será totalmente climatizado

e controlado, e informações referentes aos

produtos, como temperatura, umidade,

quantidade e validade, poderão ser monitoradas

pelos clientes de maneira remota.

Para isso, a Prime está implantando

ferramentas de RFID (Radio Frequency

Identification) e IOT (Internet of Things),

além do uso de drones para possibilitar o

inventário automatizado dos itens. “O novo

prédio vai nascer tecnologicamente e processualmente

muito avançado. Nosso intuito é

gerar ainda mais agilidade e segurança e

ampliar o acompanhamento dos indicadores

da carga”, ressalta Adriano Trevisan, diretor

de Inovação.

E Wilson Santos, CEO da empresa, complementa:

“Cada item de Storage estará na

‘nuvem’, e o nosso cliente vai ‘enxergar

aquele ser vivo’, vai acompanhar o trajeto

“Somos e ficaremos ainda mais próximos dos clientes.

A Prime é uma extensão da empresa deles.”

que percorreu para chegar ao local para

onde ele vendeu – quando entrou, quando

saiu, em qual temperatura foi mantido.

Estamos levando a logística para dentro

da sala do cliente”.

Entrega

sob medida

O intuito é, realmente, fazer a inovação e a

tecnologia extrapolarem os limites físicos do

Grupo Prime e ajudarem os clientes a vivenciar

soluções para as próprias necessidades. “Nossa

principal característica é prover serviços personalizados

e trabalhar com agilidade na adequação

desses serviços para cada cliente”, enfatiza

Adriano Trevisan.

E como funciona, na prática? A Prime, por

meio de sua “Fábrica de softwares”, mapeia

a demanda externa, diagnostica e encontra

uma solução que pode ser processual, fiscal

ou tecnológica, por exemplo. Então, entrega

para o cliente um produto novo, desenvolvido

sob medida e suportado por um sistema.

“Entender o processo do meu cliente tem um

peso muito grande porque é o que vai

garantir que a nova tecnologia seja realmente

implantada. Ideia, sem implantação, é

sonho. A gente tem de realizar, e é o que

temos feito, até porque a nossa fábrica de

softwares vive dentro da logística, fala a

mesma língua do motorista, do funcionário

que trabalha no armazém. Quando

vou ensinar os funcionários do meu

cliente a trabalhar de uma forma

diferente, quando vou implantar

um sistema lá, funciona, porque

quem trabalha no armazém dele tem o

mesmo perfil de quem trabalha no meu”,

explica o diretor de Inovação.

Fotos: Construção da Nova Unidade (11 mil m²) em Barueri, São Paulo.

0 58

Revista NewsLab Edição 168 | Novembro 2021


MATÉRIA DE CAPA

Foto: Frota Própria para Transporte de Cargas, com alta tecnologia embarcada.

Além disso, imersos no dia a dia da

logística, os desenvolvedores do Grupo

conseguem vislumbrar lacunas e, então,

criar soluções para que o sistema do

cliente fique exatamente como ele quer

e, ainda, “converse” com o da Prime.

“Conseguimos inovar para o cliente,

fazer com que ele entre na nossa velocidade,

na velocidade do mercado”, afirma

Wilson Santos.

Segundo Márcio Maiorino, diretor

administrativo da Prime, o Grupo Prime

cresceu 80% nos últimos três anos.

“Expandimos em todas as áreas e não

conseguimos, hoje, enxergar os limites para

este crescimento.” Tanto é que novos

serviços estão sendo apresentados ao

mercado, como é o caso da desinstalação

de equipamentos, da gestão de estoque e

dos postos de armazenagem avançados

(leia “Você precisa, a gente faz”).

Foto: Líder Operacional Valmir de Oliveira, realizando o

recebimento do material na Câmara Fria.

E vem mais por aí, seja no que se refere à

operação logística de próteses e órteses, seja no

controle de ativos, seja na construção de bases

de apoio próximas a hospitais. Solidez financeira

não falta para isso: 12% do faturamento total do

Grupo é reinvestido na própria Prime. Também

não faltam ideias. “Ainda não somos 5% do que

seremos”, promete Wilson Santos, CEO e diretor

comercial do Grupo.

O horizonte de oportunidades que a Prime

vislumbra e que carrega em seu DNA só é factível

graças ao minucioso trabalho desempenhado

pela equipe de gestão da empresa. “Neste

segmento de mercado que está sempre oferecendo

novos desafios dos pontos de vista regulatório e

operacional, é fundamental apoiarmos as

iniciativas provenientes do constante crescimento

corporativo de forma bastante estruturada e

equilibrada, preservando a saúde financeira da

empresa. Isso é possível a partir de muito planejamento

na aplicação de recursos, de gestão

eficiente dos gastos, do estabelecimento de

parcerias sólidas e da avaliação do cenário

macroeconômico para subsidiar a tomada de

decisões”, conclui o controller do Grupo Prime,

Roberto Costa.

Você precisa, a gente faz!

Mais do que um operador logístico focado na

área da saúde, o Grupo Prime faz questão de se

colocar como um exímio prestador de serviços.

E, como tal, é muito hábil em identificar as

lacunas existentes e entregar as soluções que o

mercado procura. Bons exemplos disso são os

novos serviços que a empresa oferece:

desinstalação de equipamentos e gestão

de estoque avançado.

A desinstalação de equipamentos é um

serviço indicado para os clientes que têm

um parque instalado de equipamentos

que precisam ser removidos ou realocados,

seja para manutenção ou, até

mesmo, em função do fim de um contrato

de comodato ou consignação. E qual o

papel da Prime nisso? Como o próprio

nome sugere, assumir a etapa de desinstalação,

que seria realizada pela equipe

de engenharia do fabricante. Assim, há

uma redução no custo do processo e o

cliente pode focar a atuação da própria

equipe técnica para a instalação de

equipamentos, ou seja, para a atividade

que vai gerar receita.

Já a gestão de estoque avançado promete

desonerar o cliente de processos fiscais,

licenças obrigatórias e gestão de espaço

para armazenagem, além de garantir uma

melhor gestão no fluxo de caixa. Como?

Com a criação de pontos de armazenagem

da Prime em lugares próximos – e convenientes

– para o cliente. Isso diminui o

tempo (e o custo!) de distribuição, além

de favorecer a criação de um equilíbrio

financeiro entre os gastos logísticos e as

receitas do cliente, que ganha maior

liberdade para executar, por exemplo, o

plano de expansão comercial. Ele vende e

a Prime, de maneira otimizada, cuida de

toda a operação logística.

Revista NewsLab Edição 168 | Novembro 2021 0 59


RADAR CIENTÍFICO 1

ALÉM DE DETECTAR A VARIANTE OMICRON,

OS TESTES PCR TAQPATH COVID-19 DA THERMO FISHER SCIENTIFIC TAMBÉM

FUNCIONAM COMO ESTRATÉGIA DE TRIAGEM INICIAL DA NOVA VARIANTE

A Thermo Fisher Scientific, líder mundial à

serviço da ciência, confirmou que seu teste

TaqPath COVID-19 CE-IVD RT-PCR Kit, baseado na

reação em cadeia da polimerase (PCR), utilizado

amplamente na detecção do vírus SARS-CoV-2,

não tem sua eficiência comprometida pela nova

variante de preocupação B.1.1.529, a variante

Omicron, conservando a precisão técnica dos

resultados de COVID-19 realizados com estes

testes.

A variante Omicron, que teve seu status elevado

à "variante de preocupação" pela Organização

Mundial da Saúde (OMS), tem mais de 30

mutações somente na proteína S (de spike).

A OMS relatou que as evidências preliminares

sugerem um risco aumentado de transmissão

em comparação com outras variantes de

preocupação. Estas informações estão levando

a novas restrições de viagens e também

estimulando pesquisas para verificar o real

impacto da nova variante na eficácia das vacinas

e nos testes existentes. Tanto a OMS quanto os

Centros Europeus de Controle de Doenças já

relataram que se valeram dessa característica

específica de alguns testes de PCR chamada

de “falha do gene S” ou “Dropout do Gene S”

que ajudou na rápida identificação da variante

Omicron. Esse teste é o TaqPath COVID-19 da

Thermo Fisher Scientific.

Isso revela que os testes com esta peculiaridade

técnica podem servir como uma ferramenta útil

na detecção imediata da nova variante, mesmo

que ainda dependa de uma confirmação por

sequenciamento do genoma viral. Os casos da

nova variante foram identificados pela primeira

vez na África do Sul, mas agora seguem sendo

relatados em pelo menos mais uma dúzia de

países ao redor do mundo.

Os ensaios TaqPath COVID-19 foram projetados

para detectar infecções por SARS-CoV-2

identificando três genes alvos das regiões do

vírus: orf1a/b, S e N do vírus. Esta abordagem

de múltiplos genes permite que o teste forneça

resultados com maior precisão, mesmo no caso

em que um dos alvos seja afetado por alguma

eventual mutação. É esse o caso da variante

Omicron. Por conter muitas mutações no gene

S, esse alvo acaba sendo impactado, ocorrendo

a chamada “falha do gene S”. No entanto, os

demais alvos gênicos orf1a/b e N dos testes

TaqPath COVID-19 não são afetados por

nenhuma das mutações presentes na variante

Omicron, conforme relatado na avaliação de

sequências no banco de dados público GISAID.

Com isso, a precisão geral dos testes TaqPath

COVID-19 segue inalterada.

Em maiores detalhes, foi descoberto que

a variante Omicron possui a mutação 69-

70del do gene S, identificada pela primeira

vez como sendo uma mutação da variante

alfa. Esta mutação, então, ocasiona o

chamado “dropout ou falha do gene S” nos

resultados do teste TaqPath, o que pode

sugerir aos pesquisadores e profissionais

da saúde que a infecção em questão possa

ser um novo caso da variante do Omicron,

permitindo uma triagem inicial da nova

variante. A confirmação final deve então ser

realizada sequenciando a amostra ou através

de genotipagem com ensaios de mutação

específicos para a Omicron.

"O teste da Thermo Fisher nos permitiu

detectar casos que podem conter a nova

variante, identificando amostras com a falha

do gene S", disse Tulio de Oliveira, diretor do

Centro de Inovação e Resposta a Epidemias

(CERI) da Universidade Stellenbosch e do

UKZN, South África. "Esta identificação

precoce é muito importante para nos ajudar

a rastrear e entender a propagação da

variante B.1.1.529 pela África do Sul e pelo

mundo."

0 60

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


A essência

da VIDA é

a mudança.

A Vida Biotecnologia dá mais

um passo em sua trajetória e

apresenta sua nova marca. Um

novo momento que representa

sua busca constante pela

inovação que transforma o

mundo. Vamos evoluir juntos?

B I O T E CN

Evoluir para

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vidabiotecnologia.com.br

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RADAR CIENTÍFICO 1

Os ensaios de genotipagem específicos

para detectar a variante Omicron já estão

disponíveis também no Painel de Mutações

TaqMan da Thermo Fisher. Este painel, que

atualmente é usado para fins de pesquisa

e confirmação de casos positivos dentro

do laboratório, tem um menu completo de

mais de 50 ensaios para avaliar os casos

confirmados de COVID-19 e identificar

todas as principais variantes e mutações

conhecidas.

Além dos testes TaqPath COVID-19 originais,

a Thermo Fisher desenvolveu os testes

TaqPath COVID-19 2.0 com um design de

ensaio avançado para compensar as mutações

emergentes. Os ensaios TaqPath COVID-19 2.0

detectam a presença de SARS-CoV-2 utilizando

oito genes alvos nas regiões orf1a/b e N do

vírus. Esses ensaios também foram avaliados

em relação às sequências no banco de dados

público GISAID e confirmados in silico acerca

da detecção de todas as mutações da B.1.1.529

sem que haja perda de sensibilidade.

"Como todos os vírus, sempre soubemos que

o SARS-CoV-2 continuaria a sofrer mutações

e que estratégias eficientes de testagem são

a chave para conter a pandemia", disse Mark

Stevenson, vice-presidente executivo e diretor

de operações da Thermo Fisher Scientific. "É

por isso que desenvolvemos ensaios com

verificações e balanços integrados adicionais,

para garantir que os médicos, pesquisadores

e funcionários da saúde pública tenham

ferramentas eficazes para testar com precisão

o COVID-19, mesmo com a evolução da

composição genética do vírus."

A Thermo Fisher está comprometida em

apoiar a resposta mundial à pandemia,

monitorando novas variantes do SARS-

CoV-2 e desenvolvendo soluções de teste

inovadoras, adaptativas e consistentes. Este

trabalho ajuda a rastrear e, posteriormente, a

limitar a disseminação da COVID-19, ajudando

comunidades a se manterem saudáveis.

O kit TaqPath COVID-19 CE-IVD RT PCR foi lançado em março 2020 e

a versão 2.0 para pesquisa lançada em junho de 2021.

Para mais informações, visite: https://www.thermofisher.com/covid19

Saiba mais em thermofisher.com

O TaqPath COVID-19 está validado e segue funcionando para detecção da COVID-19 em

casos de infecção pela variante Omicron e suas sublinhagens BA.1, BA.2 e BA.3. A mutação

S69-70del está presente apenas nas sublinhagens BA.1 e BA.3, portanto o padrão de

detecção baseado na falha do gene S não é observado para a BA.2.

Para mais informações sobre as soluções de NGS Oncomine acesse oncomine.com © 2021 Thermo Fisher Scientific Inc. Todos os direitos reservados.

Todas as marcas comerciais são propriedades da Thermo Fisher Scientific e suas subsidiárias, salvo especificação contrária. COL013820 1220.

062

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Optilite ® melhora a eficiência

Fluxo de trabalho

Segurança dos resultados

Menu de testes

Gamopatias Monoclonais

Freelite (cadeias leves livres kappa

e lambda), Hevylite (cadeias

leves+pesadas)

Sistema Imune

IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de

IgG e IgA, Sistema Complemento (CH50,

C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)

Sistema nervoso central

Albumina, Freelite Mx, Cistatina e

Imunoglobulinas no líquor.

Nefrologia

Cistatina, Microalbumina

Beta-2-Microglobulina, Transferrina

Proteínas Específicas

PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina,

Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,

Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,

Alfa-1-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),

entre outras.

Freelite ® é marca registrada da empresa The Binding Site Group, Birmingham, Reino Unido


MINUTO LABORATÓRIO

QUAL O IMPACTO DO RESULTADO

DE GLICEMIA COM RELAÇÃO AO TEMPO DE CENTRIFUGAÇÃO

DAS AMOSTRAS APÓS A COLETA?

Por Daniela Martinelli Béo, Fábia Bezerra e Marcia Ribeiro.

Sabemos que possíveis interferências no tempo inadequado de

centrifugação das amostras de sangue em geral, é um dos erros mais

graves na fase pré-analítica e quando se trata de analitos mais sensíveis

De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), o

soro deve ser obtido após a retração completa do coágulo, do qual

ocorre conforme tabela abaixo:

como a Glicose, a criticidade aumenta.

Após a coleta da amostra as células sanguíneas continuam a degradar

a glicose para atender as necessidades energéticas. E a velocidade

de consumo da glicose depende do número dos elementos figurados

presentes na amostra, portanto, o tempo de transporte, temperatura

e o objeto deste estudo que é o tempo de centrifugação, interferem

diretamente na performance da fase analítica. Quanto maior o tempo de

contato do soro com esses elementos faz com que ocorra um aumento da

ação enzimática chamada glicólise, ou seja, a glicólise é uma sequência

de reações que converte a glicose em piruvato, havendo produção de

energia em forma de ATP.

Os resultados de glicemia dos pacientes no tempo de 30 minutos após

a coleta foram considerados valores padrão e foram submetidos ao

coeficiente de variação intraindividual (CVi) estipulado pelo banco de

dados da Federação Europeia de Química Clínica e Medicina Laboratorial

(EFLM). Através do CVi estipulado, foi calculado o mínimo e máximo

que cada amostra de glicose poderia performar sem impacto na clínica

do paciente. As dosagens de glicose com amostras com centrifugação

tardia foram coloridas em tabela de acordo com a legenda abaixo:

Nesta pesquisa, 20 voluntários participaram do estudo, onde foram

coletados de cada um, três amostras de sangue em tubo com gel

separador com ativador de coágulo (tubo amarelo) e centrifugamos nos

seguintes tempos após a coleta:

A primeira amostra foi centrifugada após 30 minutos;

A segunda amostra foi centrifugada após 3 horas;

E a terceira amostra centrifugada 6 horas após a coleta.

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


MINUTO LABORATÓRIO

A demora na centrifugação causou a diminuição dos resultados em

todas as amostras analisadas. Pacientes pré-diabéticos (glicose

de 100 a 125 mg/dL em jejum) apresentaram valores normais de

glicose se o tempo de centrifugação da amostra fosse maior que 1

hora após a coleta.

Da mesma forma, a demora na centrifugação da amostra pode

ocasionar para pacientes diabéticos (glicose >125 mg/dL) uma

subnotificação do seu estado, por apresentar resultados de glicose

mais baixo que o real.

As amostras centrifugadas após 3 horas, apresentaram uma média

de diminuição de 12% dos resultados quando comparado ao padrão

de centrifugação (30 minutos após a coleta)

A média da diferença entre os resultados aumenta para 20% quando

centrifugadas após 6 horas pós coleta.

O impacto da demora no tempo da centrifugação ocasiona mudança

no valor de diagnóstico dos exames dos pacientes e, dessa forma,

compromete a assertividade da conduta médica.

Conforme observado, o tempo de centrifugação inadequado

compromete seriamente os resultados reportados das amostras,

mudando o valor de diagnóstico do paciente e podendo comprometer

os resultados reais de glicemia. Por este motivo, na fase préanalítica,

o comprometimento dos profissionais que realizam a

centrifugação é fundamental para liberarmos resultados fidedignos,

assim como o cuidado com a temperatura do transporte, calibração

e rotação da centrifuga, por exemplo.

Referências:

• Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (47.: 2013: São Paulo)

Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/

ML): coleta e preparo da amostra biológica. – Barueri, SP : Manole : Minha Editora, 2014.

• Costa GV, Moreli, LM. Principais parâmetros biológicos avaliados em erros na fase

préanalítica de laboratórios clínicos: revisão sistemática. Jornal Brasileiro de Patologia

Medicina Laboratorial. 201248 (3)163-168.

• Costa S. L. de. Gestão da Qualidade Laboratorial: é preciso entender as variáveis para

controlar o processo e garantir a segurança do paciente. Análises Clínicas 36 (1) 1-12.

• Chaves CD. Controle de qualidade no laboratório de análises clínicas. Jornal Brasileiro de

Patologia e Medicina Laboratorial. 201046 no(5) 120-128

• Banco de dados de variação biológica EFLM - European Federation of Clinical Chemistry

and Laboratory Medicine

• Federação Europeia de Química Clínica e Medicina Laboratorial. Disponível em .

• Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2019-2020. Disponível em .

Daniela Martinelli Béo

Biomédica, Analista da Qualidade

Hapvida Diagnósticos

Fábia Bezerra

Biomédica, Gerente da Qualidade Corporativa

Hapvida Diagnósticos

Marcia Ribeiro

Biomédica, Diretora SADT

Hapvida Diagnósticos

0 66

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


BIOQUÍMICA

O QUE É UM ZIMOGÊNIO

Por Brunno Câmara

Um zimogênio também é denominado como

proenzima. Ou seja, é um precursor (def.:

aquilo que vem antes) inativo de uma enzima.

Ativação do zimogênio

Para virar uma enzima ativa e exercer suas

funções, o zimogênio precisa passar por

alguma mudança bioquímica.

Exemplos dessas mudanças são uma reação

de hidrólise ou uma mudança de configuração

para revelar o sítio ativo.

A parte retirada que estava inativando-o

e pode ser um único peptídeo ou pode ser

alguma dobra num domínio com mais de 100

resíduos de aminoácidos.

Exemplos de zimogênios

O pepsinogênio é um zimogênio produzido

e liberado por células do estômago. Ele é

ativado pelo ácido clorídrico, quando 44

aminoácidos são clivados da molécula.

Assim, origina-se a pepsina. Uma enzima que

cliva proteínas em peptídeos menores.

Outro exemplo é o angiotensinogênio, que

é o zimogênio da angiotensina I. Para sua

ativação é necessário que a enzima renina

faça a clivagem.

Os zimogênios mais conhecidos são aqueles

envolvidos na coagulação. No sangue, são

proteínas inativas. Mas, quando ocorre

algum dano endotelial, são ativadas

sequencialmente.

Então, temos, por exemplo, a protrombina

(zimogênio) e a trombina (ativa); Fator

IX (zimogênio) e Fator IX ativado; Fator X

(zimogênio) e Fator X ativado.

Não podemos esquecer também da fibrinólise,

onde o plasminogênio (zimogênio) dá origem

à plasmina (enzima ativa), que vai degradar a

fibrina formada.

Importância

Imagine que a pepsina estivesse o tempo

todo ativa no nosso trato digestivo. Ou que

os fatores da coagulação estivessem o tempo

todo se ativando, produzindo coágulos.

0 68

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


BIOQUÍMICA

Seria um grande problema para o organismo.

Por isso, essa forma inativa da enzima é muito

importante. É um controle para que a enzima

só atue quando realmente precisa atuar.

Ela está lá presente. Pronta para agir. Mas,

precisa de um "comando".

Após realizar suas funções ela volta a

ser inativada ou é degradada. E, assim, o

equilíbrio (homeostase) fica garantido.

Referências

Lu, H., Cassis, L., Kooi, C. et al. Structure and

functions of angiotensinogen. Hypertens Res 39,

492–500 (2016). https://doi.org/10.1038/hr.2016.17

Chakraborty, P., Acquasaliente, L., Pelc, L.A. et al.

Interplay between conformational selection and

zymogen activation. Sci Rep 8, 4080 (2018). https://

doi.org/10.1038/s41598-018-21728-9

Charithani B. Keragala, Robert L. Medcalf;

Plasminogen: an enigmatic zymogen. Blood 2021;

137 (21): 2881–2889. doi: https://doi.org/10.1182/

blood.2020008951

Autor:

Brunno Câmara

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de

Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área de concentração: virologia). Criador e

administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

Contato: @biomedicinapadrao

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

0 69


NEUROCIÊNCIA EM FOCO

A SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA

SOB A PERSPECTIVA DA NEUROCIÊNCIA

Por Dr. Fabiano de Abreu

Estudo científico analisa a relação entre a

fadiga e as disfunções neuronais na sociedade

contemporânea

Meu estudo científico analisa a relação entre

a fadiga e as disfunções neuronais. A fadiga

é um mal vivido por todos os seres humanos

que resulta da disfunção entre a dopamina

e o cortisol, dois hormônios de extrema

importância para o bem estar e qualidade de

vida. Enquanto a dopamina é relacionada com a

sensação de recompensa ou prazer, o cortisol é

conhecido como o “hormônio do estresse”.

Segundo a Organização Mundial da Saúde

(OMS), a fadiga é dividida em etapas de acordo

com os estímulos que a provocam. Podemos

citar como exemplo, a fadiga muscular,

resultante da atividade física excessiva. Existe

também a fadiga mental, que advém da

atividade constante de transmissão e recepção

de informação. Todavia, quando a fadiga tornase

recorrente, manifestando-se de forma

exacerbada, ela passa a ser considerada como

Síndrome da Fadiga Crônica (SFC).

Não existe uma resposta concreta para como

se dá essa doença. Entretanto, alguns estudos

apontam que pode ser resultado da ação

dos neurotransmissores, que agem como

mensageiros químicos que transportam,

estimulam e equilibram os sinais entre os

neurônios e as outras células do corpo.

Segundo meu estudo, as atividades

desempenhadas pelo indivíduo e os estímulos

que elas promovem geram influência direta na

liberação de neurotransmissores. Portanto, a

nossa forma de vida e organização social está

diretamente relacionada com o funcionamento

cerebral. Até 12 mil anos atrás, o homem vivia

exaustivamente na caça de animais perigosos e

coleta para a sua sobrevivência. Nesta fase da

história, o hominídeo não era parte do topo da

cadeia alimentar. Através da sua inteligência e

capacidade de abstração, o homem conquistou o

topo da cadeia alimentar e também a revolução

tecnológica. Eis então que o ser humano passa

a viver de uma forma que exige mais atividade

cerebral: entretanto, houve uma evolução

tecnológica, não uma evolução cerebral.

Ao invés de beneficiar a inteligência

e capacidade cognitiva, os hábitos

comportamentais contemporâneos, como

o mau uso da internet, estão diminuindo a

inteligência humana. A mente do homem

contemporâneo é sobrecarregada de

informação em uma escala jamais vista

anteriormente, sendo a Síndrome de Fadiga

Crônica uma das consequências decorrente do

abuso de informações ininterruptas.

Em suma, hoje vivemos em uma era

repleta de coisas que transbordam

e vão além da nossa mentalidade.

Usamos a mente sem parar, de forma

inadequada e como consequência

vivemos a sensação de fadiga e cansaço,

como resposta do corpo perante a

disfunção de neurotransmissores. Uma

das respostas finais dos estímulos

mentais prejudiciais exacerbados são

distúrbios dos neurotransmissores,

como a Síndrome de Fadiga Crónica,

uma doença que afeta prejudicialmente

a qualidade de vida da pessoa.

Autor:

Dr. Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues é PhD em Neurociências, Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com formações

também em neuropsicologia, licenciatura em biologia e em história, tecnólogo em antropologia, pós graduado em Programação Neurolinguística, Neuroplasticidade, Inteligência

Artificial, Neurociência aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, Filosofia, Jornalismo e formação

profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International,

diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro

da Mensa e Intertel, associação de pessoas de alto QI e especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 100 estudos publicados.

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


MEDICINA GENÔMICA

O QUE É UM GENOMA DE REFERÊNCIA?

O genoma de referência é uma representação linear do genoma de uma espécie, que é utilizada como padrão

para comparação em pesquisa básica e na construção de outros genomas.

Por: Nágela G. Safady

Para sequenciar um genoma, o DNA é

fragmentado para que o equipamento consiga

ler a sequência de nucleotídeos. Depois que estes

curtos fragmentos são sequenciados, é necessário

colocá-los novamente na ordem da sequência de

DNA. Quando se trata do genoma humano, o

número de fragmentos pode chegar a bilhões.

Portanto, para facilitar o trabalho da montagem

e analisar as variações do material genético, é

utilizada uma sequência modelo de genoma

conhecida como genoma de referência.

Como o genoma de referência foi

desenvolvido?

O genoma de referência é uma representação

linear do genoma de uma espécie. A maioria dos

genomas de referência são haplóides, apenas

uma fita de DNA, no entanto, algumas regiões

com grande diversidade alélica são representadas

mais de uma vez em sequências alternativas.

O primeiro rascunho do que seria o genoma

humano foi produzido depois de 15 anos do

esforço internacional do Projeto Genoma Humano

através do sequenciamento Sanger, publicado pela

primeira vez em 2001. Em 2003 foi anunciado

o sequenciamento do genoma “completo”,

representado por 99% do material genético, com

algumas lacunas ainda desconhecidas.

Exemplo de uma montagem de genoma a partir do genoma de referência

O Projeto Genoma Humano também incentivou As pesquisas relacionadas ao sequenciamento do

o desenvolvimento de princípios sobre o genoma humano enfrentaram diversos desafios na área

compartilhamento dados genômicos, de bioinformática, como na montagem das sequencias de

como os Princípios das Bermudas, que garantiu

que o genoma de referência fosse um recurso

DNA, uma vez que o genoma humano é denso e repleto

de regiões repetitivas. No entanto, com o desenvolvimento

público. Com isso, o aprimoramento da de novas técnicas, como do Sequenciamento de Nova

construção genômica evolui rapidamente no

meio científico, utilizando o primeiro genoma

Geração que permite sequenciar bilhões de fragmentos

de uma só vez, junto com o avanço de algoritmos da

humano sequenciado como base para o bioinformática, a construção do genoma humano teve

desenvolvimento de outras construções.

uma grande evolução.

0 72

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Um ano de novas

possibilidades

ao seu lado.

Nosso relacionamento é feito com base no respeito e transparência.

Mais do que isso, nossa união é feita do compartilhamento de sonhos e experiências.

Que em 2022 possamos reafirmar o poder dos nossos laços e criar, juntos, infinitas

possibilidades. Vem com a gente?

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MEDICINA GENÔMICA

Em 2007 foi criado o Genome Research

NCBI35 (hg17): Esta construção também foi

GRCh37 (hg19): Esta construção foi

Consortium (CRG), uma colaboração entre o

produzida pelo International Human Genome

produzida pelo Genome Reference

The Wellcome Sanger Institute, representado

pela Genome Reference Informatics Team, o

McDonnell Genome Institute da Washington

University (MGI), o European Bioinformatics

Institute (EBI) e o The National Center for

Sequencing Consortium e lançada em 2004.

Ela é considerada “finalizada”, o que indica

que a sequência é altamente precisa, com

menos de um erro por 10.000 bases.

Consortium em fevereiro de 2009. Além

dos cromossomos “regulares”, o genoma

também contém 9 sequências alternativas

de haplótipos.

Biotechnology Information (NCBI). Desde

então, o consórcio tem o objetivo de melhorar

os conjuntos de genoma de referência de

humanos, camundongos e peixes-zebra,

além do esforço para garantir que variações

complexas dentro de uma espécie sejam

capturadas e representadas.

NCBI36 (hg18): Lançado em março

de 2006 (NCBI Build 36.1) também foi

desenvolvido pelo International Human

Genome Sequencing Consortium. Este

genoma de referência também inclui

4 regiões alternativas de haplótipos

GRCh38 (hg38): Lançado em 2013, O Build

38 é o mais recente genoma de referência

até o momento. CRCh38 representou uma

atualização significativa devido à sua

precisão pois apresentava pouco menos de

1000 lacunas desconhecidas no genoma.

Desde então, ele foi repetidamente

Principais genomas humanos de referência

Quais são os genomas humano de referência?

NCBI34 (hg16): A sequência de referência

humana (NCBI Build 34) foi produzida pelo

International Human Genome Sequencing

Consortium e lançada em julho de 2003.

Esta sequência cobre cerca de 99% das

(sequências que não podem ser

representadas em um único genoma).

Este genoma foi o primeiro a ser

empregado com a tarefa de alinhar

leituras de sequenciadores NGS (o

Illumina GAII) e foi usado pelo projeto

“corrigido”. Desde seu lançamento, esta

versão é atualizada periodicamente para

corrigir pequenos erros ou lacunas. No

entanto, ainda está faltando 5 a 10% do

genoma, incluindo todos os centrômeros

e outras regiões desafiadoras, como genes

regiões contendo genes no genoma e foi

piloto para 1000 Genomas para

que codificam as sequências de RNA que

sequenciada com uma precisão de 99,99%.

identificar milhões de variantes.

formam ribossomos.

0 74

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Qual genoma humano de referência

Onde consigo baixar o genoma de referência?

Em outras palavras, os genomas de

MEDICINA GENÔMICA

devo usar?

As duas principais plataformas para fazer o

referência não são baseados em genoma

Cada nova versão do genoma humano de

download das diferentes versões do genoma

completamente saudável, de um ancestral

referência teve sua precisão e integridade

de referência são:

comum, ou que represente a maioria da

melhorada. Portanto, o ideal é utilizar a

população mundial. Por exemplo, o genoma

última versão do genoma de referência,

The UCSC Genome Browser: hospedado

de referência GRch37 foi desenvolvido

GRCh38 (Hg38) pois ela possui as

no site da University of California, Santa

a partir de 13 voluntários anônimos em

informações mais atualizadas da sequência

do genoma humano. Por isso, esta construção

é a referência para muitos projetos de grande

escala, incluindo o Projeto 100.000 Genomas

do Reino Unido.

Cruz, que usa a nomenclatura Hg38 para a

última versão do genoma de referência.

The Genome Reference Consortium:

hospedado pelo NCBI, usa a nomenclatura

GRCh38 para a última versão do genoma de

referência.

Buffalo, nos Estados Unidos, sendo que

cerca de 80% do genoma de referência

vieram de 8 pessoas e, aproximadamente

70% do genoma total vieram de apenas

um homem, designado “RP11”.

No entanto, em alguns casos é necessário

O genoma de referência é

O alinhamento com a referência para

identificar variantes relacionadas à doença

usar a versão anterior de genoma de

representativo?

ainda é uma etapa importante na maioria

referência, Hg19, como quando se

Como dito anteriormente, embora a ideia

das análises e é crucial em atribuições de

está reanalisando um sequenciamento

do genoma de referência seja representar o

significância clínica. Em casos como esse,

baseado na versão anterior do genoma

material genético humano, a sua diversidade

vieses no genoma de referência podem

de referência. Isso porque as variantes

alélica não é uma média da população global.

levar a erros de interpretação. Por exemplo

encontradas em um genoma de referência

Na verdade, na maioria dos casos, esta

se o genoma de referência possui um

não necessariamente são encontradas no

sequência de DNA contém longos trechos que

alelo raro, a variante patogênica pode ser

outro, o que pode afetar a análise.

são altamente específicos a um indivíduo.

ignorada como benigna.

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

0 75


MEDICINA GENÔMICA

Os projetos HapMap e subsequente Projeto

uma coleção de múltiplos genomas de

No entanto, o pan-genoma é representado

1000 Genomas foram desenvolvidos a partir

uma mesma espécie.

através de um gráfico, diferente da forma

da necessidade de amostrar uma diversidade

linear do modelo utilizado atualmente.

populacional mais ampla e que represente

Esta estratégia já é bastante utilizada

Portanto, qualquer alteração no genoma de

melhor a variabilidade alélica humana. Além

em pesquisa com plantas poliploides e

referência atual exigirá um grande esforço

disso, GRC está constantemente trabalhando

bactérias, nas quais diferentes estirpes

da área de genômica e bioinformática para

para desenvolver conjuntos que representem

podem apresentar diferentes genes,

a adoção de novas práticas e algoritmos de

melhor essa diversidade e forneçam dados

uma vez que a maior representação

análise.

mais robustos para a análise do genoma.

aumenta consideravelmente a chance

de identificar variantes.

Principais referências:

Kaye AM, Wasserman WW. The genome atlas: navigating a

Pan-genomas e o futuro do genoma de

new era of reference genomes. Trends Genet. 2021;37(9):807-

818. doi:10.1016/j.tig.2020.12.002

referência

A recomendação mais recente, e que está

se tornando cada vez mais popular, é o

Em um recente estudo que analisou o

pan-genoma de indivíduos africanos foi

determinado que cerca de 10% do genoma

Ballouz S, Dobin A, Gillis JA. Is it time to change the reference

genome?. Genome Biol. 2019;20(1):159. Published 2019

Aug 9. doi:10.1186/s13059-019-1774-4

Schneider VA et al. Evaluation of GRCh38 and de novo haploid

genome assemblies demonstrates the enduring quality of the

desenvolvimento de pan-genomas. Mais

destes indivíduos não está presente no

reference assembly. Genome Res 27, 849–864, doi:10.1101/

gr.213611.116 (2017).

complexo do que uma única sequência de

genoma de referência GRCh38, o que reflete

Sherman RM, Forman J, Antonescu V, et al. Assembly of

a pan-genome from deep sequencing of 910 humans

referência, um pan-genoma contém todas

as sequências de DNA possíveis, ou seja,

na baixa variabilidade e sobre a necessidade

de referências específicas por população.

of African descent [published correction appears in Nat

Genet. 2019 Feb;51(2):364]. Nat Genet. 2019;51(1):30-35.

doi:10.1038/s41588-018-0273-y

FONTE:

0 76

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


CITOMETRIA DE FLUXO

CITOMETRIA DE FLUXO

NO ACOMPANHAMENTO DO PACIENTE COM HIV

Por: Helena Varela de Araújo, Rafaele Loureiro de Azevedo e Bruna Garcia Nogueira

HIV e AIDS

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é

membro do gênero Lentivirus, que tem como

característica um longo período de incubação,

ou seja, um longo período entre a infecção e o

aparecimento de sintomas. É o vírus causador

da síndrome da imunodeficiência adquirida, a

sida ou, do inglês, aids.

O HIV pode infectar diversas células do sistema

imune, principalmente linfócitos T CD4, também

conhecidos como linfócitos T auxiliares. A entrada

do vírus na célula acontece pela ligação da

glicoproteína gp120, pertencente a sua estrutura,

com a molécula CD4 das células-alvo. (1) A partir

dessa ligação, o vírus é internalizado na célula

pela fusão do envelope viral com a membrana

celular. Depois de internalizado, o vírus se

replica na célula infectada e posteriormente são

liberados novos vírus e a célula infectada sofre

apoptose (Figura 1).

A infecção pelo HIV pode ser dividida

em fases:

- Fase aguda: ocorre nas primeiras semanas

após a infecção pelo HIV. Nesse momento o

vírus se replica intensivamente, dessa maneira,

há alta carga viral e níveis descendentes de

linfócitos T CD4. Nessa fase o indivíduo é

altamente infectante e apresenta manifestações

Figura 1 - Ciclo de vida do HIV.(1)

clínicas semelhantes a outras infecções virais

agudas, como, por exemplo, febre, cefaleia,

sudorese e linfadenomegalia. Esse conjunto de

manifestações clínicas é denominado Síndrome

Retroviral Aguda (SRA), que é autolimitada

e desaparece em três ou quatro semanas. Por

serem sintomas comuns a qualquer infecção

viral, raramente são atribuídos a infecção

por HIV, fazendo com que a doença não seja

diagnosticada nesta fase. (2)

- Latência clínica: nessa fase o exame físico

costuma ser normal, podendo haver ainda

linfadenopatia após a fase aguda. Podem

ocorrer alterações nos exames laboratoriais,

porém sem muita repercussão clínica. A

contagem de linfócitos T CD4 segue decrescente

e as infecções começam a se tornar frequentes.

Algumas manifestações são marcadores de

imunodepressão grave e evolução para Aids,

como candidíase oral e diarreia crônica. (2)

- Síndrome da imunodeficiência

adquirida (aids): nessa fase, a contagem

de linfócitos T CD4 geralmente está em torno

de 200 células/mm³. O aparecimento de

infecções oportunistas e neoplasias (exemplo:

sarcoma de Kaposi, Linfoma não-Hodgkin e

câncer de colo de útero) é definidor de aids.

Entre as infecções mais comuns, pode-se

destacar neurotoxoplasmose, tuberculose

pulmonar atípica ou disseminada e meningite

criptocócica. Caso não seja realizado tratamento

o indivíduo irá progredir até o óbito. (2)

0 78

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


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CITOMETRIA DE FLUXO

Os primeiros casos de HIV foram detectados

na África e nos Estados Unidos e a pandemia

de aids se tornou notável na década de 1980,

mesmo que os mecanismos de infecção ainda

não fossem muito bem esclarecidos. Desde o

início da pandemia de aids, 79,3 milhões de

pessoas foram infectadas com HIV no mundo. (3)

Até 2020, 37,7 milhões de pessoas viviam com

HIV, segundo a UNAIDS. (3) Mesmo com todos

os avanços científicos e estudos realizados

nesses anos, até hoje não se chegou à cura.

Porém, muito se conquistou desde então. Hoje,

indivíduos com HIV podem viver normalmente,

graças à terapia antirretroviral.

Diagnóstico

É muito importante que o diagnóstico do

HIV seja realizado nos estágios iniciais da

infecção para que a pessoa vivendo com HIV

(PVHIV) possa usufruir dos benefícios do

tratamento. Por esse motivo, cada vez mais os

testes diagnósticos estão sendo ampliados e

facilitados, como por exemplo com a criação

dos testes rápidos, realizados por meio de

imunoensaios simples em até 30 minutos. (2)

Visto que a infecção pelo HIV acontece de

forma sistêmica, o diagnóstico é realizado tanto

com exames físicos como por meio de exames

laboratoriais, como Carga Viral (CV) do HIV, contagem

de linfócitos T CD4+ (LT-CD4+), genotipagem prétratamento

e sorologias para outras ISTs.

Figura 2 - Progressão da infecção do HIV até a AIDS. LT CD4+: linfócitos T CD4; CV-HIV: carga viral do HIV.(2)

Atualmente, existem vários métodos Acompanhamento (citometria e carga viral)

utilizados para diagnosticar a presença da O acompanhamento laboratorial das

infecção pelo HIV e podem ser seguidos

diversos fluxogramas para que o diagnóstico

seja o mais fidedigno possível, evitando assim

PVHIV é realizado principalmente através

dos exames de contagem de linfócitos T

CD4+ e da Carga Viral do HIV. A contagem

resultados inconclusivos, falso-reagentes e de LT-CD4+ é um dos exames mais

falso-não reagentes. Os testes mais eficazes importantes para o acompanhamento

para a confirmação diagnóstica são os das PVHIV, principalmente para definir a

moleculares, que detectam o RNA viral.

Além deles, há os imunoensaios de primeira

à quarta geração. Os de primeira e segunda

geração detectam apenas o anticorpo IgG,

urgência do início da TARV, já que é o exame

que avalia o status imune do paciente. Já

a CV-HIV é o padrão-ouro para avaliar a

eficácia do tratamento.

então os mais utilizados atualmente são os

de terceira geração, que permitem detectar as Dessa forma, quanto mais baixa a contagem

imunoglobulinas M (IgM) e G (IgG) e os de de LT-CD4+, mais frequentemente o

quarta geração, que permitem a detecção do

antígeno e do anticorpo de forma conjunta,

reduzindo o tempo entre a infecção e a

paciente deve ser avaliado e, em casos

de PCHIV com carga viral indetectável

e LT-CD4+ > 350 células/mm³ em dois

detecção do marcador da infecção, ou seja, a exames consecutivos com 6 meses de

janela diagnóstica. (1)

intervalo, não há relevância clínica deste

0 80

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


acompanhamento. Nesses pacientes, o

foco deve ser o exame de carga viral para

detectar possíveis falhas virológicas, ou

seja, dois exames consecutivos de CV-HIV

detectáveis. (Figuras 3 e 4) (2)

CITOMETRIA DE FLUXO

Exames laboratoriais que podem ser

realizados (descritos a direita), um sinal

de mais (+) indica um resultado do teste

positivo, um sinal de menos (-) um resultado

negativo, e um mais-menos (+ -) um

resultado limítrofe-positivo. O eixo inferior se

inicia no dia zero da infecção. O segmento em

cinza no início da linha preta de carga viral,

indica a incapacidade de detectar cargas virais

muito baixas (não detectado, fase de eclipse).

Figura 3 - Frequência de solicitação de exame de LT-CD4+ para monitoramento laboratorial de PVHIV, de acordo com a

situação clínica. (2)

Legendas:

W blot: Western blot;

AcNSS: Anticorpos neutralizantes espécie específica;

Ac: Anticorpo;

CAgAC: Complexo Antígeno Anticorpo.

“Janela imunológica”

A expressão “Janela Imunológica” ou “Janela

Sorológica” se refere ao período entre a infecção pelo

HIV até a identificação dos anticorpos anti-HIV.

Sistema Único de Saúde

O Sistema Único de Saúde (SUS) é

reconhecido mundialmente pela sua atuação

em prol de pacientes com HIV. O Brasil tem o

maior programa público de enfrentamento ao

HIV e à aids do mundo.

Figura 4 - Frequência de solicitação de exame de CV-HIV para monitoramento laboratorial de PVHIV, de acordo com a situação

clínica. (2)

Desde 1996 o SUS distribui gratuitamente a

terapia antirretroviral (TARV). Recentemente,

em novembro de 2021, a Agência Nacional

de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um

novo medicamento para tratamento do HIV.

Trata-se da combinação de duas substâncias

já utilizadas em um único comprimido,

facilitando a adesão ao tratamento por parte

dos pacientes.

Além disso, são oferecidas gratuitamente

estratégias de enfrentamento e prevenção, como

a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia

pós-exposição (PEP), testes para diagnóstico

em suas unidades de saúde e acompanhamento

gratuito para todas as pessoas que vivem com

HIV em território nacional, além de distribuição

de preservativos internos e externos.

Desde 2001, quando a quantificação de

linfócitos T CD4 começou a ser realizada pelo

SUS, já foram realizados 10 milhões de testes

em todo o país. Atualmente, mais de 130

citômetros de fluxo estão espalhados pelo

Brasil, auxiliando no acompanhamento dos

pacientes infectados pelo vírus HIV.

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

081


CITOMETRIA DE FLUXO

CITOMETRIA DE FLUXO NO ACOMPANHAMENTO

DO PACIENTE COM HIV

Referências:

1. Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde,

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. – Brasília :

Ministério da Saúde, 2018.

2. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em

Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. –

Brasília : Ministério da Saúde, 2018.

3. Estatísticas - UNAIDS Brasil. Disponível em: . Acesso em: 2 dez. 2021.

Autoras:

Helena Varela de Araújo

Biomédica graduada pela UFRN e pela University of

Kent, CRBM/SP 31497. Especialista em hematologia e

citometria de fluxo pelo Hospital Albert Einstein. Tem

MBA em Gestão de Saúde e diploma em Comunicação e

Marketing. Analista especializada em citometria de fluxo

do Centro de Hematologia de SP. Futura assistente técnica

do laboratório de citometria de fluxo do Whitehead

Institute, MIT. Fundadora, administradora, criadora de

conteúdo e professora do @HemoFlow

Rafaele Loureiro de Azevedo

Bióloga graduada pela Universidade Estácio de Sá,

CRBio/RJ 121828/02-D. Especialista em hematologia

pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em

Imunobiológicos por BioManguinhos/Fundação Oswaldo

Cruz. Atualmente é analista de inovação e operações

farmacêuticas da Fiocruz/RJ. Tem experiência em

Controle de Qualidade, Citometria de Fluxo e expressão de

anticorpos monoclonais in vitro. É criadora de conteúdo e

professora do @HemoFlow

Bruna Garcia Nogueira

Farmacêutica graduada pela UnB, CRF/SP 95286.

Especialista em Hematologia pelo Hospital Albert

Einstein, com aperfeiçoamento em Citometria de

Fluxo pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Analista

especializada em citometria de fluxo no Hospital

Albert Einstein. Criadora de conteúdo e professora

do @HemoFlow

0 82

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


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LADY NEWS

O USO DO PODCAST COMO

FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA

NO ÂMBITO LABORATORIAL

Por: Luciana Chavasco, Ana Carolina Caetano

O aumento exponencial do uso de tecnologias

inovadoras de comunicação no dia a dia

laboratorial tornou-se inevitável nos tempos

atuais, uma vez que muitas atividades são

possibilitadas e otimizadas pelo advento das

ferramentas digitais. Com a pandemia pelo

novo coronavírus, no contexto da educação

continuada, esta prática foi potencializada

e, inevitavelmente, implantado um novo

modelo educacional, mediado pela introdução

de recursos midiáticos, didáticos, que

favoreceram a construção de uma nova esfera

educativa, expandindo as possibilidades de

engajamento e interação entre os profissionais,

permitindo constantes atualizações em prol do

conhecimento científico.

Nesta nova esfera educacional, destacase

uma ferramenta que vem ganhando

notoriedade no cenário nacional: o podcast.

Este vem se configurando de forma positiva

no desenvolvimento da aprendizagem, visto

que, por meio de sua linguagem, pode-se

explorar um universo didático-pedagógico

mais informal, por meio de relatos orais de

experiências significativas de cada entrevistado,

aliando recursos lúdicos como a música, por

exemplo. Assim, busca-se a construção do saber

sem o rigor de uma sala de aula, contribuindo

para a constituição e ampliação de um novo

contexto de produção de conhecimento.

Neste sentido, “a Organização Feminina de

Análises Clínicas (OFAC), por acreditar na força

da disseminação de ideias e conhecimentos

através de diferentes mídias digitais, criou

o OFACast, o podcast que visa promover o

networking entre os profissionais envolvidos,

possibilitando conexões em diversas áreas das

análises clínicas”, relata Dra. Marbenha Linko,

CEO da OFAC Brasil.

O OFACast tem como mediadoras a Biomédica

Ana Carolina Caetano e a Farmacêutica

Bioquímica Luciana Chavasco, que recebem,

quinzenalmente, convidados especialistas e

referências nos diversos setores das Análises

Clínicas para um bate papo descontraído,

com foco na troca de experiências, sempre

no sentido de incentivar o crescimento

profissional dos ouvintes, criando fortes redes

de relacionamentos de “mão dupla”.

A estrutura do OFACast conta com uma

primeira parte que diz respeito a assuntos

técnicos e estimula os ouvintes a refletirem de

forma crítica sobre a realidade do tema exposto.

A segunda parte, busca conhecer melhor os

convidados e faz uma analogia aos happy hours

corporativos, lembrando os bons momentos de

confraternizações entre os colegas analistas

clínicos, abordando assuntos como hobbies,

livros, cinema, arte e culinária.

Os temas são sempre relevantes, atuais

e às vezes, polêmicos. Muitos deles são

constantemente discutidos nos grupos de

WhatsApp da OFAC Brasil, expondo dificuldades

coletivas e necessidades de soluções conjuntas,

a fim propagar conhecimentos e alavancar

bons negócios. Abaixo, um streaming do que já

aconteceu nos 6 episódios:

• Como pauta inaugural, o OFACast contou

com a participação da Dra. Marbenha Linko,

idealizadora da OFAC Brasil que teve a

oportunidade de contar sobre sua trajetória

profissional e sobre o processo de criação

da OFAC.

0 84

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


LADY NEWS

• Em seguida, o tema sobre o papel das redes

sociais na educação continuada foi discutido

pelo Dr. Caio Salvino, grande profissional nas

Análises Clínicas que foi um dos pioneiros do

assunto no Brasil, ao criar o Talk Show das

Análises Clínicas: Papo de Jaleco.

• Os desafios de inovação em saúde foram

trazidos pela Dra. Ana Marcatto que discutiu

os processos de desenvolvimento tecnológico

e transferência industrial de produtos

destinados ao diagnóstico in vitro, assim

como no desenvolvimento estratégico de

empresas e startups.

• Gestão e empreendedorismo em Análises

Clínicas foi muito bem falado pela Dra.

Waldirene Nicioli, gestora da OFAC e proprietária

de Laboratório que expôs os desafios de

empreender neste setor.

• Em homenagem ao dia dos Biomédicos,

Dr. Brunno Câmara, falou sobre sua atuação

na área de criação de conteúdo, onde atua há

mais de 10 anos e sobre a luta pela valorização

destes profissionais.

• E, para encerrar o ano, a Dra. Marina

Campos deu uma aula sobre gestão de

pessoas e desenvolvimento humano com foco

na importância da saúde mental, tema tão

discutido nos últimos 2 anos.

Como o dia a dia dos analistas clínicos está

cada vez mais corrido, a proposta é possibilitar

momentos de informação e descontração,

quando talvez não seja possível ler um livro

ou assistir um vídeo. Lançar oportunidade de

audição em períodos em que se deslocam nos

carros ou em transportes públicos, ou ainda em

intervalos na empresa. Os episódios têm uma

média de duração de 50 minutos e os ouvintes

podem acessá-lo pelo celular, por meio do

Youtube, Spotify e Google Podcasts.

Luciana Chavasco

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Citologia

Clínica e Oncótica pelo Instituto Adolfo Lutz, Título de

especialista pela SBCC, Especialista em Hematologia

Clínica e Laboratorial, Mestre em Ciências Farmacêuticas

pela Unifal-MG, Doutoranda em Ciências Farmacêuticas

pela Unifal-MG, Proprietária e responsável técnica dos

Laboratórios Chavasco de Três Corações - MG. Membro da

Organização Feminina de Análises Clínicas (OFAC).

Ana Carolina Caetano

Biomédica habilitada em análises clínicas pela UNIBH.

Mestre em Bioinformática pela UFMG. Cursando MBA em

Gestão Estratégica de Marketing pela UNIBH. Atua como

Consultora Comercial no Lab Rede em Belo Horizonte.

Membra da Organização Feminina de Análises Clínicas

(OFAC Brasil).

O OFACast vai ao encontro do principal objetivo

da OFAC: compartilhar conhecimento por meio

de discussão e networking. Para os próximos

episódios há muitos desafios, incluindo a

conquista e adesão de novos ouvintes, busca por

pautas atrativas e novos parceiros. “Persistência e

evolução são cruciais para evoluirmos junto com

a audiência”, relata a dupla mediadora.

Ouçam o OFACast através de sua

plataforma preferida, fica o nosso convite.

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

0 85


ANÁLISES CLÍNICAS

LEUCEMIA MEGACARIOBLÁSTICA

AGUDA LMA-M7

Por: Brunno Câmara.

A leucemia megacarioblástica aguda (LMAK) é um

subtipo da leucemia mieloide aguda (LMA), que

acomete os megacariócitos.

LMAK associada à SD

Indivíduos com a trissomia do cromossomo 21

possuem risco maior de desenvolver leucemias.

De modo fascinante, a DMT resolve-se

espontaneamente na maioria dos pacientes. Porém,

cerca de 10-20% dos casos progridem para LMAK.

Pela classificação FAB, corresponde à LMA-M7, e

contém marcadores da linhagem megacariocítica,

como CD41, CD42, e CD61.

Para o diagnóstico é necessário encontrar pelo

menos 20% de blastos, sendo que 50% ou mais

devem ser megacarioblastos.

Geralmente, a LMAK apresenta-se com leucopenia e

contagem de plaquetas normal ou aumentada.

Ela é geralmente subdividida em 3 grupos, baseado

nas características da pessoa que tem a doença:

• Crianças com Síndrome de Down (SD);

• Crianças sem SD;

• Adultos sem SD.

Cada uma dessas subcategorias tem um conjunto

específico de alterações genéticas que causam ou

promovem a doença, e também possui diferentes

desfechos.

De fato, 95% dos casos de câncer em indivíduos com

SD são leucemias.

A principal alteração associada com esse subgrupo é

a mutação no gene GATA1.

Esse gene é expresso em megacariócitos, eosinófilos,

basófilos e linhagem eritroide, além do progenitor

eritroide-megacariocítico (MEP).

Desordem Mieloproliferativa Transitória (DMT)

Pacientes com SD, podem desenvolver uma DMT.

A DMT é caracterizada pelo aumento no número de

megacariócitos pequenos e displásicos, e também

blastos com características megacariocíticas no

sangue periférico e fígado.

Pode ser acompanhada por trombocitopenia,

leucopenia e, raramente, anemia. Há também

elevada contagem de basófilos e eosinófilos

imaturos.

LMAK sem associação com SD

Nos indivíduos sem SD, a LMAK tem origens

genéticas diferentes, causada principalmente por

translocações e inversões cromossômicas.

A fusão de oncogenes são recorrentes, e encontrada

em mais de 70% dos casos.

As fusões gênicas mais frequentes são:

• CBFA2T3-GLIS2 (~18%);

• Rearranjos no gene MLL (~ 17%);

• Rearranjos no gene HOX (~15%);

• NUP98-KDM5A (~11%);

• RBM15-MKL1 (~10%).

Esse grupo de LMAK tem pior prognóstico, quando

comparado com aquele associado à SD.

Bain, B.J., Chakravorty, S. and Ancliff, P. (2015), Congenital acute megakaryoblastic leukemia. Am. J. Hematol., 90: 963-963.

doi:10.1002/ajh.24109

Referências

McNulty M, Crispino JD. Acute Megakaryocytic Leukemia.

Cold Spring Harb Perspect Med. 2020;10(2):a034884.

Published 2020 Feb 3. doi:10.1101/cshperspect.a034884

Cardin S, Bilodeau M, Roussy M, et al. Human models

of NUP98-KDM5A megakaryocytic leukemia in mice

contribute to uncovering new biomarkers and therapeutic

vulnerabilities. Blood Adv. 2019;3(21):3307-3321.

doi:10.1182/bloodadvances.2019030981

Hahn AW, et al, Acute megakaryocytic leukemia: What

have we learned, Blood Rev (2015), http://dx.doi.

org/10.1016/j.blre.2015.07.005

Autor:

Brunno Câmara

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de

Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área de concentração: virologia). Criador e

administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

Contato: @biomedicinapadrao

0 86

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


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Por: Gleiciere Maia Silva e Jorge Luiz Silva Araújo-Filho.

Medicamentos são conceituados como

substâncias ou preparações, elaborados em

farmácias ou indústrias farmacêuticas com

a finalidade de prevenir, curar doenças ou

aliviar os seus sintomas. Com a facilidade de

aquisição de drogas, tornou-se rotineiro o uso

de medicamentos em larga escala, gerando

um acúmulo desses produtos nas residências.

Contudo, os usuários precisam estar atentos

aos corretos cuidados de armazenamento e

conservação desses medicamentos para que

não haja alteração, mesmo dentro do prazo

de validade, e para os que foram utilizados,

esses devem ser descartados corretamente a

fim de evitar danos à saúde da população e

prejuízos ao meio ambiente.

Comumente e em várias residências da

população brasileira, os medicamentos são

descartados em lixos comuns ou na rede

coletora de esgoto. Esses hábitos geram

uma serie de consequências, e deverão ser

corrigidos e informados para população os

malefícios por trás de um simples ato de

jogar “remédio” no lixo, uma vez que essas

drogas contêm diversas substâncias químicas

que contaminam o meio ambiente.

Na atualidade nota-se um crescimento da

contaminação ambiental de áreas urbanas e

rurais. Para Bila e Dezotti (2003) na zona urbana

a forma de contaminação mais frequente

é através do descarte de medicamentos no

vaso sanitário e nas pias. Essa prática causa

por sua vez poluição dos rios e mares. Os

medicamentos diluídos em água podem

interferir no metabolismo e no comportamento

de organismos aquáticos, podendo matar

organismos que vivem nesses ambientes ou

contaminar sua carne, posteriormente sendo

consumidos pelos seres humanos, acarretando

um ciclo de contaminações.

O solo por sua vez, não está livre das

consequências negativas do descarte

inadequado desses resíduos. Os aterros

sanitários e lixões são contaminados e

ameaçam a vida das pessoas que trabalham

nesses ambientes como é o caso dos

catadores de lixos, causando assim danos à

saúde humana (BILA, 2003).

Segundos dados do Conselho Nacional de

saúde (2020), no Brasil existe uma farmácia

(ou drogaria) para cada 3.300 habitantes e o

país está entre os dez que mais consomem

medicamentos no mundo. Diante disso,

é de extrema importância ressaltar que

na atualidade existem poucas políticas

relacionadas ao descarte de medicamentos e

os perigos ao meio ambiente.

0 88

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


A Política Nacional de Resíduos sólidos

adequado, desta maneira os compostos que

o descarte desses resíduos ocasiona as

(PNRS), garante como obrigação de

estão neles contidos ficam isolados e longe

pessoas e ao meio ambiente são validas.

toda a sociedade o descarte correto

de qualquer ambiente que possa vir a ser

Para tanto, são necessárias parcerias entre

de medicamentos. A logística reversa,

contaminado com tais substâncias.

as políticas públicas governamentais, redes

consistem em farmácias e drogarias aceitar

farmacêuticas/drogarias e população para

os medicamentos vencidos para encaminhar

A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária

controlar esses riscos.

esses resíduos ao descarte correto. A

incineração é atualmente a maneira indicada

para destino e diminuição do volume dos

medicamentos inutilizados, entretanto,

incluem consequências a poluição de água

e solo gerando emissão de gases tóxicos à

atmosfera. Para isso, deve ocorrer após o

processo de recolhimento e armazenamento

(ANVISA) dispõe de uma lista de pontos de

coletas credenciadas, onde esse processo

se torna regido pela Lei de Associação

Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR

16457:2016. Por conseguinte, destacamos

que a informação dessa problemática para

a sociedade é necessária, uma vez que o

conhecimento sobre as consequências que

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância

Sanitária. Manual de Gerenciamento de resíduos de serviços

de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde - "Efetivando o Controle Social".

Esplanada dos Ministérios, Bloco “G” - Edifício Anexo, Ala “B” -

1º andar - Sala 103B - 70058-900 - Brasília, DF. http://www.

conselho.saude.gov.br/

BILA, D.M.; DEZOTTI, M. Fármacos no meio ambiente.

Química Nova, v. 26, n. 4, p. 523-530, 2003.

COSTA, D.; TEODÓSIO, A. S. S. Desenvolvimento Sustentável,

Consumo e Cidadania: um estudo sobre a (des) articulação

da comunicação de Organizações da Sociedade Civil, Estado

e Empresas. Revista de Administração Mackenzie, v. 12, n. 3,

p.114-145, 2011.

FALQUETO, E.; KLIGERMAN, D.C.; ASSUMPÇÃO, R.F. Como

realizar o correto descarte de resíduos de medicamentos?

Ciência & Saúde Coletiva, v. 15, n. Supl. 2, p. 3283-3293, 2010.

OMS. Organização Mundial de Saúde. The role of Pharmacist

in self care-medication. http://apps.who.int/medicinedocs/

pdf/whozip32e/whozip32e.pdf/.

Gleiciere Maia Silva

(@profa.gleicieremaia)

Biomédica, Especialista em Micologia, Mestre em Biologia

de Fungos e Doutoranda em Medicina Tropical.

Contato: gleicieremaia@gmail.com

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

(@dr.biossegurança)

Biólogo, Mestre em Patologia, Doutor em Biotecnologia;

Palestrante e Consultor em Biossegurança.

Contato: jorgearaujofilho@gmail.com

Tel.: (81) 9.9796-5514


HEMATOLOGIA

HEMOGRAMA E MORFOLOGIA

NA LEUCEMIA MIELÓIDE CRÔNICA

Por: Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite. PhD

A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é uma

neoplasia hematológica que corresponde

de 15% a 20% de todas as leucemias.

Na maioria dos casos, há presença do

cromossomo Filadélfia e a produção de

uma oncoproteína com atividade tirosinaquinase

aumentada (BCR-ABL1). O curso

clínico da doença é caracterizado por três

fases: crônica, acelerada e crise blástica. Na

fase crônica cerca 50% são assintomáticos

e a maioria dos diagnósticos são feitos por

um hemograma de rotina. O hemograma

apresenta leucocitose com desvio à

esquerda com predomínio de neutrófilos,

basófilos, eosinófilos e granulócitos

imaturos (promielócitos, mielócitos e

metamielócitos). Nota-se também anemia

normocítica e normocrômica e trombocitose.

Sem o devido diagnóstico esses pacientes

evoluem para a fase acelerada com aumento

significativo da leucometria (30000/mm3

a 500000/mm3) com crescente basofilia

(>10%), desvio a esquerda até blastos

(blastos entre 10 a 19%), elevação da

contagem de granulócitos imaturos (IG),

com metamielócitos e mielócitos neutrófilos

e eosinofílicos e promielócitos. A anemia

torna-se acentuada e há trombocitose.

Na fase blástica a contagem de blastos

é superior a 20%, caracterizando uma

transformação para uma leucemia aguda,

com anemia, neutropenia e plaquetopenia

(tríade leucêmica). A LMC é uma doença

tratável e o diagnóstico correto permite

o controle da doença com a instituição

da terapia com imatibines. Para tanto, os

analistas devem atentar para hemogramas

que apresentem leucometria elevada com

basofilia e granulócitos imaturos.

Autor

Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite

Especialista e Mestre em Hematologia pela UNIFESP

Doutor em Bioquímica e Fisiologia pela UNIFESP

Consultor em Hematologia Laboratorial

Professor e Fundador da Escola Brasileira de Hematologias, LAHEMATOEAD

0 90

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


LOGÍSTICA LABORATORIAL

CERTIFICADO DE BOAS PRÁTICAS

DE ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO

DE PRODUTOS PARA A SAÚDE

PRIME STORAGE RECEBE CERTIFICADO

DE BOAS PRÁTICAS DA ANVISA

(11) 4280-9110

www.primestorage.com.br

A Prime Storage, é uma empresa de armazenamento

de carga, fundada em 06 de janeiro de

2011, especializada em armazenar produtos

para a área da saúde, contamos hoje com estrutura

adequada e disponível para a pronta utilização,

uma equipe de profissionais capacitados,

que nos permite o pronto atendimento das necessidades

de nossos clientes, se compromete a

garantir as boas práticas da ANVISA em todos os

processos de armazenagem e distribuição.

A Prime Storage, procura melhorar continuamente

o serviço prestado de armazenagem

de produtos para saúde, tal como os seus

processos e métodos de controle com o

objetivo de corresponder e antecipar-se às

exigências de qualidade dos seus clientes, os

requisitos estatutários e regulamentares.

Recentemente a Prime Storage obteve junto

a ANVISA a certificação de Boas práticas de

Armazenagem e Distribuição de produtos

para a saúde.

A CBPDA – Certificado de Boas Práticas

de Armazenamento e Distribuição é um

conjunto de procedimentos obrigatórios

criados para garantir padrões de qualidade,

integridade e segurança dos produtos nos

processos de armazenagem, transporte e

comercialização.

O conceito de boas práticas tem como pilar

o treinamento e capacitação das equipes,

rastreabilidade de produtos e processos,

medição e monitoramento, além de auditorias

e autoinspeções.

É fundamental cumprir as boas práticas da AN-

VISA não somente por estar cumprindo com a

legislação vigente más também para garantir a

qualidade dos produtos para consumo.

O grande desafio das Boas Práticas é a

manutenção e controle de seus requisitos

devido aos inúmeros processos envolvidos

no armazenamento ou na distribuição dos

produtos, contando com diversas variáveis

envolvidas nos procedimentos.

Implementar corretamente as Boas Práticas

de Armazenagem e manter o nível de qualidade

dos serviços é um desafio diário.

Tâmisa Barbosa de Lima

Farmacêutica/Coordenadora de Qualidade

0 92

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


INFORME DE MERCADO

INFORMES DE MERCADO

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação

dos produtos e lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

LANÇAMENTO FIRSTLAB: TIRAS PARA URINÁLISE

PRODUTO 100% NACIONAL.

Nosso portifólio cada dia melhor para a sua

rotina laboratorial. Mais um produto com a

garantia Firstlab está a sua disposição: tiras para

urinálise¹ amplamente utilizadas para a triagem

e monitoramento de doenças renais, do trato

urinário e do fígado.

As tiras reativas de urina constituem um

meio simples e rápido de realizar a análise dos

constituintes bioquímicos da urina. Através de

uma simples análise, é possível determinar dez

parâmetros clinicamente importantes: sangue,

urobilinogênio, bilirrubina, proteína, nitrito,

cetonas, glicose, pH, densidade e leucócitos.

Os resultados são rápidos e confiáveis. Duas

espessuras disponíveis: 2,5 e 5 mm.

E para a coleta da urina, você também pode

contar com os coletores universais² de fabricação

própria Firstlab. Nossa linha de coletores possui

uma variedade de modelos, todos com sistema de

vedação tipo rosca, fabricado em polipropileno,

material resiliente que deixa o produto mais

maleável minimizando o risco de rachaduras.

Qualidade, comprometimento e inovação,

são fatores primordiais para garantir uma linha

completa em soluções para análises clínicas e

construir um relacionamento de confiança com

nossos clientes.

Conheça a nossa linha completa de

produtos no site: www.firstlab.ind.br

¹ Produto sob registro ANVISA: 81628880038

² Coletores Estéreis com registro na ANVISA

sob n° 81628880008. Coletores Não Estéreis

com registro na ANVISA sob n° 81628880009.

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


CORANTES HEMATOLÓGICOS TRADICIONAIS RÁPIDOS

NEWPROV

INFORME DE MERCADO

Uma nova geração de corantes rápidos,

mantendo a metodologia tradicional e

garantindo o desempenho.

• Tempo reduzido;

• Coloração tradicional;

• Resposta de coloração excelente;

• Acompanha tampão para o preparo de

água, garantindo o ótimo desempenho;

• Melhor custo x benefício.

Em 1897, Paulo Erlich utilizou pela primeira

vez corantes derivados da anilina para corar as

células sanguíneas. Ele classificou estes corantes

em ácidos, básicos e neutros. As combinações

destes corantes se tornaram a base para as

colorações de Romanowsky.

Dimitri Leonidovich Romanowsky modificou

a técnica de Erlich usando uma mistura aquosa

de eosina Y e azul de metileno oxidado. Como

esta solução não era estável, James Homer

Wright introduziu o metanol como solvente

e fixador prévio da extensão sanguínea.

Gustav Giemsa padronizou as soluções

corantes e adicionou glicerol para aumentar a

solubilidade e estabilidade.

Todas as colorações desenvolvidas por Wright,

por Giemsa, por Richard May e Ludwig Grünwald

e por William Boog Leishman receberam a

denominação de colorações derivadas de

Romanowsky.

Todas estas colorações são chamadas de

corantes tradicionais e utilizadas na rotina

laboratorial, como descrito, há muito tempo. Mas

são corantes que têm um tempo de técnica em

torno de 15 a 20 minutos. Um tempo bastante

prolongado em relação ao tempo em que um

contador hematológico realiza o hemograma.

A Newprov traz uma nova versão dos corantes

de Leishman e Wright, uma versão que mantém a

mesma tradição de qualidade, mas em um tempo

bastante reduzido. Esta nova versão, chamada de

Leishman e Wright rápidos, têm um tempo de

coloração de 4 minutos. Com uma vantagem a

mais, o corante (tanto Leishman como Wright)

vêm acompanhados de uma solução tampão

pH 6,8. O conjunto, corante + tampão, garante

a mesma qualidade de coloração que a técnica

tradicional.

TESTE E COMPROVE A EFICIÊNCIA

Newprov- Produtos para Laboratório

Rua Primeiro de Maio , 608 Pinhais- PR

Cep : 83323-020

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

0 95


INFORME DE MERCADO

CELLAVISION VET: AUTOMAÇÃO DA CONTAGEM DIFERENCIAL

DE LEUCÓCITOS EM AMOSTRAS VETERINÁRIAS

A tecnologia CellaVision já é adotada em

muitos laboratórios de análises clínicas no

mundo. A utilização de redes neurais artificiais

para a pré-classificação de leucócitos e eritrócitos

ajuda profissionais de laboratórios a obterem

resultados mais precisos e padronizados,

garantindo maior eficiência e confiabilidade.

Agora, laboratórios veterinários podem

contar com a mesma tecnologia CellaVision

para amostras caninas, felinas, aviárias e outros

mamíferos. A plataforma de análise CellaVision é

a mesma utilizada para amostras humanas, mas

o software desenvolvido é totalmente dedicado

para amostras veterinárias. Assim, estes

laboratórios poderão obter os mesmos benefícios

que os grandes laboratórios de análises clínicas

possuem quanto ao aumento da produtividade,

eficiência, padronização e redução de resultados

falso-negativos.

Outra característica presente no CellaVision Vet é

o laudo personalizado, onde é possível gerar um

laudo que inclui imagens das células de interesse,

selecionadas pelo usuário, além de informações

adicionais e logotipo do laboratório. O laudo

personalizado pode ser salvo em formato pdf.

Assim como na versão humana, o CellaVision

Vet conta com o acesso remoto, onde é possível

analisar e assinar exames à distância, seja dentro

do próprio laboratório, em unidades diferentes

de onde o equipamento se encontra instalado

ou até mesmo em home-office. O acesso

remoto permite a colaboração entre colegas e

consultorias externas em tempo real para um

diagnóstico mais preciso, sobretudo para as

lâminas mais desafiadoras.

Para amostras caninas e felinas:

Para amostras aviárias:

O software de sangue periférico pré-classifica automaticamente os

leucócitos nas seguintes classes: Neutrófilos segmentados, bastonetes,

eosinófilos, basófilos, linfócitos, monócitos e outros.

Ainda, pré-classifica elementos não-leucócitos em eritroblastos,

trombócitos gigantes, agregação plaquetária, células esmagadas e

artefatos.

O software de sangue periférico pré-classifica automaticamente

heterófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos. Além disso,

pré-classifica elementos não leucocitários em trombócitos gigantes,

agregação plaquetária e artefatos.

Contatos:

Cellavision.com

Wagner.miyaura@cellavision.com

0 96

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Este é o próximo

grande acontecimento

em hematologia.

Apresentamos o CellaVision ® DC-1

Um novo analisador CellaVision que processa uma lâmina por vez, permitindo laboratórios

de pequeno porte implementarem as melhores práticas em morfologia digital para contagens

diferenciais em sangue periférico. Mesmo compacto, apresenta o mesmo conjunto de vantagens

na implementação operacional e clínica dos nossos analisadores maiores.

Saiba mais em www.cellavision.com/its-here

O CellaVision DC-1 não se encontra disponível em todos os mercados

MM-128-08 2019-03-18


INFORME DE MERCADO

TUBOS VACCUETE® EDTA K3 ÂMBAR:

PROTEÇÃO DE MATERIAL BIOLÓGICO FOTOSSENSÍVEL.

Bloqueio da passagem de luz para o interior do tubo durante a coleta, transporte, armazenamento e

processamento de material.

Muitas são as dificuldades quando falamos

de cuidados pré-analíticos. Proteger a

integridade e a estabilidade da amostra

durante a fase pré-analítica é o principal

desafio para garantir a segurança dos

resultados de seus pacientes.

Nos últimos anos, com a crescente demanda

de tecnologia envolvendo a proteção de

material biológico, várias recomendações e

padrões foram desenvolvidos para garantir

a integridade da amostra durante a coleta,

transporte e processamento.

Alguns analitos, por serem compostos

orgânicos biologicamente ativos, são suscetíveis

a alterações físico-químicas quando expostos

a determinados fatores como temperatura, pH,

umidade e luz, por exemplo.

Visando aumentar a segurança e prevenir a

degradação desses analitos da ação da luz, como

no caso das vitaminas B1 e B6, por exemplo, a

Greiner Bio-One lança em seu portifólio o tubo

de EDTA K3 coloração âmbar.

O Tubo VACUETTE® EDTA K3 de coloração âmbar

se torna indispensável na rotina laboratorial,

pois oferece proteção da amostra da incidência

de luz de comprimentos de onda abaixo de 380

nm, garantindo que não haja a degradação do

material, o que pode comprometer o resultado

final do exame.

Outra característica importante é que a

coloração semitranslúcida do tubo permite a

visibilidade da amostra durante a coleta, além

de possuir a tecnologia dos tubos VACUETTE®

com vácuo pré-definido para aspiração exata

de volumes, estéreis e fabricados seguindo um

rigoroso processo de controle de qualidade.

As concentrações do aditivo EDTA K3 dos tubos

Âmbar VACUETTE® e suas tolerâncias permitidas,

bem como a proporção de sangue-aditivo, estão

de acordo com os requisitos e as recomendações

do padrão internacional ISO 6710.

Na rotina laboratorial os benefícios são muitos.

Sua utilização resulta em otimização do processo,

reduzindo o tempo de coleta, uma vez que o

vácuo permite rapidez e precisão de volume,

além da visualização do fluxo da amostra. A

proteção contra a luz no momento da coleta,

exclui a necessidade de corte e uso de papel

alumínio como proteção do tubo, o que permite

maior segurança na identificação da amostra

direto no tubo primário, que será utilizado

desde a coleta até o processamento. Já durante o

transporte, impede a intercorrência de exposição

da amostra à luz.

A Greiner Bio-One investe em tecnologia e

insumos de qualidade e é referência mundial em

sistemas de coleta de sangue a vácuo, além da

divisão de BioScience, que oferece soluções para

laboratórios de análises clínicas e microbiologia.

Veja mais em www.greiner.com.

Para mais informações:

Departamento de Marketing

T: +55 19 3468 9600

E-Mail: info@br.gbo.com

0 98

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


NÃO É SÓ UM EXAME!

É CONTROLE E SEGURANÇA.

É SAÚDE 4.0!

Já imaginou ter a rastreabilidade completa da sua rotina,

com garantia de acesso a todas as informações?

O APP GBO eTrack nasceu especialmente para laboratórios e hospitais com

grande tráfego de dados, que precisam de organização e agilidade no dia a dia.

Com ele é possível rastrear: tipo de tubo, lote e validade, quando e em que

local foi efetuada a coleta do paciente.

Controle e segurança da informação a um clique de você!

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INFORME DE MERCADO

EXAME HEVYLITE® DA BINDING SITE COMEÇA A SER

OFERECIDO NO BRASIL

O Hevylite® é um teste que possibilita a

quantificação do isotipo de cadeia pesada + leve

das imunoglobulinas no soro, ou seja, um teste

laboratorial para medição de imunoglobulinas

intactas, importante para pacientes com

diagnóstico de Mieloma Múltiplo (MM), em fase de

monitoramento da doença.

O Hospital Israelita Albert Einstein é o primeiro

no Brasil a disponibilizar esta grande novidade

para os médicos e pacientes, com a inclusão do

exame Hevylite® na rotina do seu laboratório

clínico, assim como foi com o Freelite® (exame

para quantificação de cadeias leves livres

kappa/lambda). Quando utilizado em conjunto

com os exames do painel para Mieloma, o

Hevylite® oferece uma série de vantagens no

monitoramento de pacientes com Gamopatias

Monoclonais.

Dentre os benefícios do Hevylite®, destacam-se:

• Eliminação da subjetividade dos resultados e possível

dificuldade de interpretação da imunofixação e

também da eletroforese em alguns casos;

• Utilização em conjunto com o Freelite e os outros

exames tradicionais, oferecendo o melhor painel

para diagnóstico e monitoramento da doença;

• Indicativo de doença residual mínima e antecipação

da informação sobre possível recaída

• Monitoramento mais rápido e preciso de possíveis

alterações clonais.

O uso do Hevylite® em conjunto com o Freelite®

no monitoramento dos pacientes com MM garante

maior precisão e fornece informações relevantes

para a conduta médica. Para saber mais detalhes

sobre o Freelite® ou o Hevylite® e conhecer os

laboratórios clínicos que atualmente realizam tais

exames no Brasil, entre em contato conosco.

Para mais informações entre

em contato com a equipe:

info@bindingsite.com.br

www.freelite.com.br

0 100

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


O IMPACTO DA PANDEMIA NO CONSUMIDOR FINAL

Caso tentemos explicar o impacto da Covid-19 no

mercado de IVD, correríamos o risco de sermos

redundantes, já que os efeitos da Pandemia

foram mais do que estudados, e principalmente,

sentidos por todos os participantes. Num

ambiente emergencial de alta demanda,

exigiu-se uma grande flexibilidade e resiliência,

e o mercado premiou as empresas que

se movimentaram mais rapidamente. No

entanto, em um ambiente, talvez longínquo,

de mais linearidade e previsibilidade, outras

aptidões, além da velocidade e resiliência,

serão exigidas de qualquer empresa do ramo.

Entretanto, caso olhemos diretamente ao

impacto da Pandemia no consumidor final,

algumas pistas do que será exigido das

empresas de IVD, poderão ser notadas.

Uma preocupação evidente de sua saúde deve

fazer com que o consumidor final procure mais

serviços de saúde, principalmente relacionados

à prevenção. Isso deve manter uma demanda

por serviços laboratoriais preventivos em alta.

Mas após toda a experiência durante o período

da Pandemia, o consumidor estará mais

sensibilizado a considerar não somente fatores

como qualidade de serviço ou atendimento,

mas outros fatores que cada vez mais

influenciam a vida de forma geral. Isso faz com

que prestemos atenção a outros fatores como

responsabilidade social, diversidade, inclusão,

sustentabilidade, compliance e outros. Com

isso, houve uma massificação da divulgação

com a utilização destes temas em diversas

comunicações das empresas. Assim, o próprio

mercado estabeleceu um padrão standard

de temas e comunicação onde basicamente

toda empresa séria precisa comunicar o seu

posicionamento dentro da sociedade. Fica

evidente que as empresas que fazem uma boa

comunicação com a boa divulgação de seu

papel na sociedade, nem sempre conseguem

utilizar esta estratégia para alavancar o negócio

em curto prazo. No entanto, a falta de uma

comunicação clara certamente irá influenciar

negativamente em sua marca.

Com isso, hoje talvez a saúde seja uma das

maiores preocupações da sociedade no

geral, e empresas que cumprem o seu papel

na melhoria a qualquer aspecto de saúde,

por si só já possui um importante papel. O

propósito já está evidente e isso daria uma

falsa sensação de conforto, já que na empresa

de saúde já está implícito a sua função, que

é fundamental para o cidadão. Ainda assim,

o propósito da empresa necessariamente

precisaria estar claro e evidente para todos os

stakeholders na empresa.

A própria Nihon Kohden possui a sua

filosofia como referência para qualquer

estratégia e decisão, há 70 anos. Ao divulgar

a nossa filosofia: “Nós contribuímos

para o mundo ao combater as doenças

e melhorar a saúde com tecnologia

avançada, e ao criar uma vida plena

para nossos funcionários”, fica claro que o

objetivo principal é o combate às doenças e

melhoria da saúde. Mas também é evidente

o instrumento utilizado para isso, que é o

avanço tecnológico de ponta desenvolvido

pela empresa, conhecimento esse totalmente

utilizado em prol da saúde. No entanto, a

empresa precisa estar preparada da entregar

a melhor tecnologia, o que é possível graças

à equipe comprometida e com uma vida

plenamente garantida. Para que a forte ideia

filosófica seja totalmente compreendida,

além de uma comunicação eficiente, não

medimos esforços para fazer com que cada

um de nossos stakeholders sejam os modelos

e divulgadores deste nobre propósito. Isso sim

é o nosso diferencial.

Feliz 2022 cheio de propósitos!

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ. 11 a 17 - Bairro Mauá

São Caetano do Sul - SP - CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br

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as novidades!

INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

0 101


INFORME DE MERCADO

ALTERAÇÕES NO HEMOGRAMA E O DIAGNÓSTICO

DAS ANEMIAS

Por: Adriana Fontes e Thaís Cristina de Miranda

As anemias afetam mais de 25% da população

mundial, e ocorrem por causas diversas, sendo

as principais: anemia ferropriva, megaloblástica,

aplástica, hemolítica autoimune, falciforme e as

talassemias.

A anemia ferropriva ou por deficiência de ferro

é a deficiência nutricional mais comumente

acometida no mundo e ocorre devido a perdas

sanguíneas crônicas e ingestão e/ou absorção

insuficiente de ferro, resultando na redução

de seus níveis plasmáticos, limitando assim a

eritropoese. Em estágios iniciais, o hemograma

apresenta um volume corpuscular médio

(VCM) normal, porém com concentração de

Hemoglobina (HGB) abaixo dos valores de

referência. Com a evolução do quadro, ocorre a

queda dos valores de VCM e a diminuição do valor

de concentração da hemoglobina corpuscular

média (CHCM). Ademais, em prognósticos mais

graves, o Red Cell Distribution Width (RDW) sofre

aumento devido à anisocitose das hemácias.

Além da avaliação da HGB, é indispensável que

o profissional de saúde solicite também o exame

de ferritina sérica, que é o marcador das reservas

de ferro do organismo.

A anemia megaloblástica é a principal anemia

que causa o aumento no tamanho das hemácias

(macrocitose), e é resultante da deficiência de

vitamina B12 e/ou ácido fólico. Tais nutrientes

atuam no processo de síntese de material

genético, portanto sua deficiência resulta em

anormalidades hematológicas e na própria

medula. Manifesta-se com aumento de VCM,

pancitopenia, sem a presença de reticulocitose,

e redução no número de glóbulos vermelhos no

exame laboratorial. Seu diagnóstico é feito com

a análise da presença de anisocitose, em casos

extremos com presença de eritroblastos e até

megaloblastos.

A anemia aplástica é uma doença rara, com

incidência de 2 casos em 1.000.000 de pessoas ao

ano, caracterizada pela presença de pancitopenia

em sangue periférico, causada pela substituição da

medula hematopoiética por células gordurosas,

sem infiltração ou fibrose. Apresenta-se de forma

idiopática em até 70 % dos casos. No hemograma

não são observadas alterações na morfologia

das hemácias, no entanto há redução do número

de eritrócitos, granulócitos e plaquetas além do

aumento de linfócitos.

Já a anemia hemolítica autoimune é uma condição

que ocorre devido à ligação de anticorpos à superfície

das hemácias, promovendo sua destruição. Para

diagnosticar este transtorno, além do teste de

Coombs positivo, é necessário que o hemograma

apresente HGB abaixo de 12 g/dL, com presença de

plaquetopenia e aumento de reticulócitos.

A anemia falciforme tem origem genética e é

causada por defeitos na estrutura da molécula de

HGB, resultando na alteração da morfologia celular.

Durante a realização do esfregaço sanguíneo, é

possível perceber a presença de drepanócitos

(hemácias foiciformes) e elevado número de

leucócitos. Quanto ao hemograma automatizado, é

importante verificar o resultado de RDW, pois caso se

encontre acima de 19% é indicativo de um quadro

grave de anemia falciforme.

Tel : +55 31- 3489-5100

0 102

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


Por fim, a talassemia beta é caracterizada a

nível laboratorial pela alteração morfológica dos

eritrócitos, com redução de tamanho e coloração,

sendo comum a presença de anisocitose

dependendo do subtipo da talassemia. No

hemograma pode ser percebida uma redução

do VCM, HGB, CHCM e Hemoglobina Corpuscular

Média (HCM). Caso o quadro do paciente tenha

evoluído para hiperesplenismo, é possível

observar também pancitopenia.

Dado as alterações apresentadas, o hemograma

é de extrema importância no acompanhamento

da evolução das anemias e indispensável na

avaliação da resposta ao tratamento, servindo

como base para o direcionamento de terapias,

não excluindo a necessidade de exames

complementares.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.

Portaria nº 1.247, de 10 de novembro de 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.

Portaria nº 1.300. de 21 de novembro de 2013.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.

Orientações para o diagnóstico e tratamento das Talassemias

Beta. Brasília, 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.

Portaria nº 27, de 26 de novembro de 2018.

DE ALMEIDA, LAYANNE LACERDA ZONTA; São José, do Rio

Preto. Anemia aplástica.

DE ALMEIDA, R.A.; BERETTA, A. Anemia Falciforme e

abordagem laboratorial: uma breve revisão de literatura.

Revista Brasileira de Análises Clínicas, v. 49, n. 2, p. 131-4, 2017.

FAILACE, R.; FERNANDES, F.B.; FAILACE, R. Hemograma:

manual de interpretação. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

LORENZI, T.F. Manual de hematologia: propedêutica e clínica.

4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

MONTEIRO, Mirella Dias et al. Anemia megaloblástica: revisão

de literatura. Revisa Saúde em foco–edição, 2019.

OLIVEIRA, Maria Christina LA et al. Curso clínico da anemia

hemolítica auto-imune: um estudo descritivo. Jornal de

Pediatria, v. 82, p. 58-62, 2006.

Imagens meramente ilustrativas

INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


INFORME DE MERCADO

ELITE 580

DIFERENCIAL DE 5 PARTES TOTALMENTE AUTOMATIZADO

Soluções automatizadas melhoram o fluxo de

trabalho, permitindo aos usuários o foco em aspectos

clínicos relevantes das análises. A combinação entre

um analisador automatizado, de alta capacidade, e

do diferencial de 5 partes, do Elite 580, disponibiliza

ao usuário um importante tempo, que poderá

ser direcionado, de maneira direta e melhorar a

qualidade dos resultados liberados.

Por que escolher o Elite 580?

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• Diferencial de 5 partes com 29 parâmetros

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Segunda à sexta-feira das 08:00 às 18:00h (horário de Brasília)

Sábado de 08:00 às 13:00h (horário de Brasília) – apenas por telefone para atendimento a chamados

de Suporte Técnico e Assessoria Científica.

SWAB KOLPLAST COM FABRICAÇÃO 100% NACIONAL.

O Swab Kolplast é produzido através de uma

tecnologia em que a cabeça do swab é revestida

com microcerdas de nylon, o que proporciona

eficiência na coleta e melhor eluição do material

coletado. Diferente dos swabs normalmente

disponíveis no mercado, o modelo para

coleta nasal possui haste flexível e diâmetro

adequado para acessar a região da nasofaringe,

minimizando o desconforto do paciente.

Outro diferencial é que, tanto o modelo nasal

quanto o oral possuem pontos de quebra, para

que a cabeça do swab possa ser mais facilmente

dispensada dentro do tubo com meio de

preservação para transporte até o laboratório. Os

swabs são vendidos individualmente ou em kits

com diferentes meios de transporte.

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0 104

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AUTOMATIZE SUA EXTRAÇÃO DE DNA/RNA COM

ZYMO RESEARCH

O Quick-DNA/RNA Viral MagBead (R2140/

R2141) foi desenvolvido para sistemas de

extração de DNA e/ou RNA high-throughput,

utilizando beads magnéticas.

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Conheça essa solução abrangente e flexível.

Além de contar com um tampão (DNA/RNA

Shield) que inativa e lisa completamente

a partícula viral, permite o isolamento de

pequenos ácidos nucléicos (>50 nt) até

grandes fragmentos (>200 kb).

Compatibilidade com diversas amostras

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Soro

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O tampão DNA/RNA Shield permite o

transporte e armazenamento que preserva a

integridade genética das amostras por longos

períodos à temperatura ambiente e sob

congelamento (-20 a -80°C)

Qualidade na extração

Ácidos nucléicos de alta qualidade para

aplicações em NGS, ensaios de hibridização e

RT/PCR

Sistemas de pipetagem automáticos

Compatibilidade com diversos equipamento

de plataforma. Contamos com os protocolos

e programações prontos para diversos

equipamentos. Consulte-nos para maiores

informações.

Uso para testagem do COVID

O Quick DNA/RNA Viral MagBead da Zymo

foi validado pelo Instituto Adolfo Lutz e pela

Coordenação Geral de Laboratórios (CGLAB)

da Secretária de Vigilância em Saúde e está

sendo utilizado em todos os LACEN nos 26

estados e no Distrito Federal.

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Protocolo simples e direto para maior

praticidade na rotina de experimentos.

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INFORME DE MERCADO

TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE

Para quem está preocupado com a diabetes,

um teste de tolerância à glicose pode ser uma

boa solução para eliminar quaisquer dúvidas

sobre o seu corpo, se ele está ou não a quebrar

as moléculas de glicose e a produzir insulina

suficiente.

médico pede a realização do exame antes das

24 semanas. Ou porque um teste de urina de

rotina mostrou grandes quantidades de açúcar

na urina ou quando a mulher é considerada

de alto risco. A American Diabetes Association

estima que a diabetes gestacional ocorra em

9,2 por cento das gestações.

A prova consiste em retirar uma amostra de

sangue, consumir determinada quantidade

de glicose e então, medir os níveis da mesma

após a ingestão do açúcar. Através deste

teste, dependendo da concentração de glicose

encontrada no sangue, é possível determinar

Os médicos devem rastrear todas as mulheres

grávidas quanto a diabetes gestacional, já

que o mesmo pode causar complicações na

gravidez, portanto, a detecção precoce e o

tratamento imediato são importantes.

se o corpo do indivíduo está decompondo o

açúcar da forma esperada.

O teste inicia com a retirada de uma amostra

de sangue para observar a sua taxa de glicose

O teste de tolerância à glicose é administrado

para determinar se o paciente sofre de diabetes

tipo 2 ou diabetes gestacional (patologia

em repouso. Em seguida o paciente consome

uma bebida concentrada em glicose, e os

níveis de açúcar no sangue serão medidos a

diagnosticada durante a gravidez). Os cada 30 a 60 minutos, durante 1 a 3 horas.

médicos costumam diagnosticar rapidamente

o diabetes tipo 1 porque geralmente se

A dose oral recomendada é de 75 g para os

adultos, valor que será ajustado de acordo

desenvolve rapidamente e envolve altos com o peso em crianças. No entanto, também

níveis e sintomas de açúcar no sangue. Por são utilizadas doses de 50g e 100g.

outro lado, o diabetes tipo 2 se desenvolve

com o passar dos anos. O diabetes tipo 2 é a

Diagnóstico do Diabetes Melitus

forma mais comum de diabetes e geralmente

se desenvolve durante a idade adulta. O

diabetes gestacional ocorre quando uma

mulher grávida que não teve diabetes antes

da gravidez apresenta altos níveis de açúcar Diagnóstico do Diabetes Melitus Gestacional (ADA, 2012)

no sangue como resultado da gravidez. O teste

normalmente é administrado em torno da 24ª

à 28ª semana de gravidez. Em alguns casos o

Para mais informações,

Entre em contato conosco!

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


NOVO ENSAIO DE SEQUENCIAMENTO DE NOVA GERAÇÃO (NGS)

POSSIBILITA IDENTIFICAÇÃO E VIGILÂNCIA DAS VARIANTES DE

SARS-COV-2 EM MENOS DE 24 HORAS.

O sequenciamento de nova geração (NGS)

pode auxiliar a entender a estrutura genética do

SARS-CoV-2 e permite que pesquisadores possam

descobrir, detectar e rastrear variantes emergentes

do vírus. É fundamental que os cientistas

obtenham rapidamente informações sobre a taxa

de mutação do SARS-CoV-2, o risco de infecção

do hospedeiro e a disseminação viral para ajudar

a reduzir o impacto do vírus.

INFORME DE MERCADO

O painel Ion AmpliSeq SARS-CoV-2 Insight

Research Assay é uma solução que identifica

efetivamente as variantes do SARS-CoV-2

com > 99% de cobertura do genoma,

tem sido usado para sequenciar a variante

Omicron (B.1.1.529), proporcionando

vigilância genômica rápida e precisa.

Esta solução é compatível com o Sistema

Ion Torrent Genexus que é a primeira

plataforma automatizada e totalmente

integrada capaz de simplificar o NGS

tornando a pesquisa epidemiológica do

SARS-CoV-2 fácil e acessível para qualquer

laboratório ou hospital, independentemente

de experiência molecular prévia.

Além dos resultados rápidos de forma automatizada,

a vigilância do SARS-CoV-2 nos sistemas Ion Torrent

permite escalabilidade e precisão para detectar com

segurança as variantes emergentes de SARS-CoV-2,

como a Delta, Omicron e as várias outras.

*Apenas para uso em pesquisa.

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

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0 107


INFORME DE MERCADO

NGS STAR

PIPETADOR PARA PREPARO DE BIBLIOTECAS NGS

Esta plataforma foi desenvolvida exclusivamente

para aplicações de sequenciamento de nova geração

(NGS). A preparação de bibliotecas totalmente

automatizada pode ser otimizada e personalizada de

acordo com a necessidade do laboratório, podendo

processar de 1 até 96 amostras sem intervenção do

usuário.

A Hamilton Company conta com vários métodos

já validados para kits de distintas marcas:

• Illumina

• Roche-KAPA

• PacBio

• IDT

• Twist Bioscience

• Thermo Fisher Scientific

• New England BioLabs

• QIAGEN

• Agilent

• Nanopore

• Paragon

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desejado nesta lista? Contacte os nossos especialistas

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e eficientes.

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PNCQ GESTOR 2022

O Curso Preparação do Laboratório para

Implantação de um Sistema de Gestão da

Qualidade – PNCQ Gestor e Formação de

Auditores Internos, está de volta, de forma

presencial, seguindo todas as recomendações

sanitárias! Os participantes recebem o software

e todas as orientações para implantar seu SGQ,

preparando seu laboratório para a Acreditação pelo

Sistema Nacional de Acreditação – SNA-DICQ.

A versão 7.1 do software PNCQ Gestor, atende aos

requisitos do Manual do SNA-DICQ 7ª ed., baseado

nos requisitos da Norma ABNT NBR ISO 15189:2015

e da RDC 302:2005 da ANVISA.

O software PNCQ Gestor auxilia a elaborar e

controlar a documentação de seu Sistema de

Gestão da Qualidade a partir de modelos, que

devem ser adaptados à realidade do laboratório, e

propicia a elaboração dos documentos de maneira

muito menos trabalhosa. É possível criar e importar

documentos, além de propiciar rastreabilidade total

das atividades dos usuários, facilitando os registros.

PROGRAMA DO CURSO PNCQ GESTOR:

• Passo-a-passo para a implantação de um SGQ

• Software PNCQ Gestor

• Requisitos do SNA-DICQ para a Acreditação do seu

laboratório

• Princípios da Gestão de Riscos

• Formação de Auditores Internos

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entre em contato com o PNCQ para mais informações

pelo e-mail pncq@pncq.com.br

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0 108

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


INFORME DE MERCADO

ANO NOVO, VIDA NOVA! A VIDA BIOTECNOLOGIA LANÇA A

SUA MARCA EM UM NOVO MOMENTO DA EMPRESA.

No dia 01 de janeiro, a VIDA Biotecnologia

lançou oficialmente sua nova marca

e nova identidade visual. Com formas

mais orgânicas e modernas ela chega

não somente carregada de valores que

trouxeram a empresa até aqui, mas

também rejuvenescida, encorpada e

pronta para representar toda a EVOLUÇÃO

e TRANSFORMAÇÃO que são parte do DNA

da VIDA. A empresa também apresentou o

seu novo slogan “Evoluir para Transformar”.

Evoluir e transformar não são palavras

escolhidas ao acaso. Têm um propósito.

E fazem parte do novo momento da VIDA

Biotecnologia, uma empresa que cresce, se

reestrutura e renova todos os dias.

Além de renovar a sua marca, a VIDA

Biotecnologia caminha na evolução de

processos, práticas e sistemas para se

manter em conformidade com as exigências

do mercado e continuar tendo o respeito

dos colaboradores, parceiros e clientes. As

redes sociais e o site da empresa já estão

devidamente adequados à nova identidade.

Os documentos, equipamentos e embalagens

serão alterados gradativamente.

Você já teve a oportunidade de ver a

nova marca?

Acesse o site vidabiotecnologia.com.br e

as redes sociais da marca para conhecer.

0 110

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


C

M

PORTAL BUNZL SAÚDE

INFORME DE MERCADO

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O Seu Portal de Compras da Saúde!

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A Bunzl Saúde acompanha a mudança de

comportamento no mercado digital, e entende a

importância de manter o relacionamento em todos

os canais, deste modo, o Portal Bunzl Saúde, visa

oferecer uma melhor experiência de compra aos

seus clientes, onde quer que eles estejam.

O Portal Bunzl Saúde atende empresas, profissionais

e estudantes da área e até mesmo pessoas físicas,

disponibilizando um amplo portfólio com marcas

consolidadas que se destacam pela credibilidade

na atuação das linhas diagnóstica e hospitalar,

apresentando ao mercado produtos certificados por

padrões nacionais e internacionais de qualidade.

A proposta é oferecer aos clientes facilidade ao

comprar, diferenciando as lojas por segmentos de

negócios: Laboratório, Hospital, Dental, Veterinário,

Home Care, Estética, Farmácia e Estudante,

tornando possível o máximo de aproveitamento das

potencialidades dos produtos, seja para o uso do

estabelecimento ou abastecimento de estoque.

bunzlsaude.com.br

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atendimento online para dúvidas sobre produtos

e suporte técnico.

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credibilidade está relacionada à constante atenção

e dedicação no desenvolvimento de produtos

duráveis, buscando inovação e qualidade.

A marca apresenta ao mercado sua loja virtual

laborline.com.br, onde é possível encontrar

toda a linha de centrífugas e equipamentos para

laboratórios que buscam otimizar e ter maior

eficiência na sua rotina.

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INFORME DE MERCADO

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Queremos sempre oferecer o melhor para

nossos clientes. E para isso trouxemos

essa super novidade para seu laboratório:

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grande parceria entre a Diagnóstica Cremer

e a Trademaster.

Como funciona:

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0 112

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BC-6000 – ANALISADOR AUTOMÁTICO PARA HEMATOLOGIA

ALTA PERFORMANCE

Na Mindray, procuramos entender as necessidades

de cada cliente e fornecer soluções personalizadas.

Atualmente os analisadores com maior valor clínico,

maior eficiência de sinalização para reduzir a taxa

de exame microscópico e com resultados de fluídos

corporais gerados em um sistema de alta velocidade

são os mais procurados pelos laboratórios.

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Especificações técnicas:

• Princípio SF Cube – Tecnologia de análise de WBC,

diferencial em 6 partes e NRBC.

• 29 parâmetros + 2 histogramas (RBC e PLT);

• Canal exclusivo para contagem de Basófilos;

• Compatível com dosagem em líquido peritoneal, Líquido

Cefalorraquidiano, Líquido Pleural e Líquido Sinovial

• Volume de amostra:

o Sangue total – modo fechado: 80µL

modo aberto: 35µL

o Pré-diluido – modo aberto: 20 µL

o Fluídos Corporais – modo aberto: 85 µL

• Armazena até 100.000 resultados incluindo

informações gráficas e numéricas

• Libera até 110 resultados de soro e 40 de líquidos

corporais por hora;

• Contagem de eritroblastos em todas as análises;

• Dimensões: 695mm (A) x 672mm (L) x 826mm (P);

• Peso: ¬87,5kg;

• Compatível com diversos fabricantes de tubos;

• Acompanha software exclusivo LabXpert que

permite um total gerenciamento do resultados dos

pacientes, possibilitando o cadastro de parâmetros

para repetição automática;

• Identificação de hemácias infectadas por Malária

• Porta LAN suporta protocolo HL7 / LIS Bi-direcional

Desempenho:

Parâmetro Linearidade Precisão (CV%) Arraste

WBC 0-500x109/L ≤2.5% (≥4x109/L)

RBC 0-8,6x1012/L ≤1.5% (≥3,5x1012/L)

HGB 0-260g/L ≤1.0% (110-180)

HCT 0-75% ≤1.5% (30-50%)

PLT 0-5000 x109/L ≤4.0% (≥100x109/L)

Contato: Roney Caetano

Gerente de Vendas - IVD

E-mail: r.caetano@mindray.com

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≤1.0%

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INFORME DE MERCADO

A J.R.EHLKE, EM PARCERIA COM A WERFEN, APOSTA NA

TECNOLOGIA DE PONTA A FAVOR DA CONFIABILIDADE NO

DIAGNÓSTICO EM HEMOSTASIA.

Não é de hoje que os testes laboratoriais

possuem grande relevância no diagnóstico

dos pacientes em diferentes situações clínicas.

Temos infinitas possibilidades no portifólio

laboratorial para atender especialmente cada

caso. Sabemos que, de um tempo para cá, os

testes de hemostasia tornaram-se ponto crucial

no processo, já que os seus números influenciam

diretamente nas decisões clínicas.

É fundamental para um diagnóstico e

acompanhamento eficaz do paciente, que os

diferentes processos da análise disponham

de qualidade. Isso inclui a performance dos

equipamentos laboratoriais e, principalmente,

a qualidade dos reagentes utilizados para a

realização dos exames.

Um exemplo de reagentes mundialmente

reconhecidos por sua credibilidade e confiança

são os da Instrumentation Laboratory,

integrante do grupo Werfen desde 1991.

Focado em inovação e melhorias constantes

para testes de diagnóstico in vitro, o grupo

Werfen desenvolve, fabrica e distribui reagentes

da linha de hemostasia.

Nos principais testes da rotina de

coagulação, podemos elencar os reagentes

de ponta desenvolvidos pelo fabricante.

O Recombiplastin2G utilizado para a

determinação quantitativa de TP – Tempo de

Protrombina - é derivado de fator tecidual

humano através de tecnologia recombinante.

Sua apresentação é liofilizada, de fácil

reconstituição pelo operador e sua estabilidade

após o preparo é excelente. Seu ISI (índice de

padronização internacional) de ≅1,00 é um

dos melhores valores encontrados no mercado.

Para o teste de TTPA - Tempo Parcial de

Tromboplastina Ativada - o reagente mais

moderno e utilizado em grandes centros

laboratoriais é o APTT-SP. Este é derivado

de tecnologia de fosfolipídios sintéticos,

contendo como ativador as partículas de sílica

micronizada. Possui apresentação líquida

e pronta para uso, o que também impacta

positivamente no resultado dos testes.

Na linha analítica do Fibrinogênio, destacase

o avanço do reagente Fib-C para o QFA, que

melhora significativamente a estabilidade (7

dias após reconstituído). Sua matriz é composta

de Trombina purificada de origem bovina e sua

linearidade pode variar entre 35 e 1000mg/dL

nos sistemas automatizados IL.

Atualmente, outro ensaio que tem se

destacado no mercado é o teste de D-dímero

que é utilizado para avaliação de pacientes com

COVID 19. A IL possui diferentes apresentações

deste insumo, para atender a necessidade de

cada laboratório. As duas mais conhecidas e

aplicadas são: D-dimer 500 e D-dimer HS500.

A diferença entre eles é o modo de preparo, já

que um está pronto para uso e o outro necessita

ser reconstituído. Ambos os kits são para a

determinação quantitativa do D-dímero no

plasma humano, com uma ótima linearidade

e sensibilidade, cut-off validado de 500ng/mL

e resultados liberados em menos de 5 minutos

nos sistemas IL.

A J. R. Ehlke & Cia Ltda, empresa com mais de

50 anos dedicados ao mercado de diagnósticos

laboratoriais, distribui produtos da linha de

hemostasia Werfen em toda a região sul. Entre

em contato conosco e solicite uma visita de

nossa equipe comercial e científica.

Para maiores informações, favor consultar-nos.

J.R. EHLKE&CIA Ltda.

Av. João Gualberto , 1661 - Juvevê Curitiba - PR

CEP : 80030-001

Tel + 55 41 3352-2144

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0 114

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


AUMENTO DE CASOS DE H3N2 REFORÇA A NECESSIDADE

DE TESTAGEM DA POPULAÇÃO

INFORME DE MERCADO

Nas últimas semanas houve um aumento

significativo de casos de síndrome gripal

em diversas regiões do Brasil. No Rio de

Janeiro, foi identificado mais casos positivos

de Influenza A do que de Covid-19, segundo

boletim epidemiológico Infogripe (semana

48), da Fiocruz.

Em São Paulo, a Secretaria de Saúde alertou

para o aumento de casos da variante H3N2 do

vírus Influenza.

“Tal cenário serve de alerta aos demais

grandes centros urbanos e turísticos em

função do risco de importação de casos de

Influenza, especialmente em locais cujas

medidas não farmacológicas para a mitigação

da transmissão da COVID-19 estejam

com baixa adesão, pois também afetam a

transmissibilidade do vírus Influenza”, alerta

a conclusão do boletim Infogripe.

Neste momento, se torna ainda mais

fundamental a realização do teste molecular

para diferenciação do agente causador da

síndrome gripal, pois auxilia no controle

epidemiológico e proporciona um tratamento

personalizado ao paciente, diminuindo

drasticamente o uso de medicamentos.

Solução da Mobius

O Kit XGEN MULTI PR24 (Anvisa 80502070089)

identifica simultaneamente 24 patógenos que

mais causam infecções respiratórias, inclusive

os que estão circulando atualmente no país,

por meio de amostras de swab nasofaríngeo,

exudatos nasofaríngeos, aspirado nasofaríngeos,

lavado broncoalveolar.

O teste permite identificar esses agentes

infecciosos a partir de material genético

purificado utilizando amplificação de DNA/

RNA por transcrição reversa e PCR multiplex

(RT-PCR) com subsequente hibridização

reversa em uma membrana contendo sondas

específicas para cada patógeno.

Para mais informações, consulte-nos

Mobiuslife.com.br

comercial@mobiuslife.com.br

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

0 115


INFORME DE MERCADO

DEFININDO NOVOS HORIZONTES EM DIAGNÓSTICO

POR IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA: DO BIOCHIP A

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O ensaio de imunofluorescência

indireta (IIFA) tem importante papel no

diagnóstico autoimune por ser um método

de triagem essencial para detecção de vários

tipos de auto-anticorpos. O método oferece

alta sensibilidade e especificidade e um amplo

espectro de antígenos devido ao uso de células

e tecidos como substratos antigênicos.

A EUROIMMUN foi pioneira na tecnologia do

BIOCHIP, inventada pelo fundador da empresa

Dr. Winfried Stoecker em 1983 e desde então

busca continuamente propulsionar a tecnologia

de IIFA com soluções de última geração. No

método do BIOCHIP, seções em miniatura de

diferentes substratos são posicionadas lado

a lado nos campos de reação em lâminas

de microscopia e incubadas em paralelo

sob condições padronizadas com a Técnica

TITERPLANE. Essa abordagem multiplex

permite perfis de anticorpos abrangentes em

uma única análise.

Microscópios com iluminação LED controlada

e óptica de precisão que incorpora componentes

Zeiss de última geração para garantir imagens

de alta qualidade foram desenvolvidos.

Atualmente, a EUROIMMUN oferece sistemas

de microscopia completamente automatizados,

acompanhados por um software sofisticado

para aquisição de imagem, interpretação de

padrões e arquivamento dos resultados com

total rastreabilidade.

O microscópio EUROPattern modelo 1.5

de alta capacidade pode processar até 500

campos contendo vários substratos BIOCHIP em

uma corrida. Possui velocidade de aquisição

de 13 segundos por imagem. O EUROPattern

Microscope Live é o modelo mais novo que

combina tecnologia de ponta com processamento

de imagem ultrarrápido para laboratórios de

pequeno e médio rendimento. Esse microscópio

incorpora uma nova tecnologia de focagem a

laser, que permite a aquisição de imagens em 2

segundos por imagem. O hardware do microscópio

é complementado pelo software EUROLabOffice

4.0 avançado, que fornece avaliação de imagens

incorporando inteligência artificial, bem como

gerenciamento completo de análises e resultados.

Como funciona a avaliação com

Inteligência Artificial (IA)?

O software utiliza algoritmos de Redes Neurais

Convolucionais Profundas (Deep Convolutional

Neural Networks) para discriminação de resultados

positivos e negativos e reconhecimento de

padrões. Por exemplo, na avaliação de anticorpos

antinucleares (ANA) em células HEp-2, que é

uma das análises mais comumente realizadas em

diagnósticos autoimunes, a IA nos permite incluir

não apenas nove padrões diferentes, incluindo DFS

70 e AMA, mas também combinações deles para

obter a sugestão de resultado mais precisa para

cada paciente. O software também gera sugestões

de títulos a partir das intensidades de fluorescência

das diluições. A classificação do padrão ANA está

em conformidade com International Consensus on

ANA Patterns (ICAP). O classificador também pode

ser utilizado para avaliar anticorpos ANCA em

substratos de granulócitos, anticorpos anti-dsDNA

em Crithidiae luciliae, e autoanticorpos associados

a doenças autoimunes do fígado em substratos de

tecido. A EUROIMMUN está trabalhando em outras

aplicações a serem adicionadas ao repertório de

avaliação com IA.

Referência: From BIOCHIPs to artificial

intelligence – defining new horizons in IFA

- Dr. Panagiotis Grypiotis, Head of Product

Management Automation at EUROIMMUN

0 116

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


INFORME DE MERCADO

HORIBA Medical Brasil inova e disponibiliza ferramenta para

avaliação da identificação de células sanguíneas – QSP

• Usuários ilimitados

• Cada gerente de laboratório estabelece o protocolo

de controle e escolhe as lâminas a serem analisadas

pela equipe responsável pelo exame das lâminas.

• Semanalmente, um caso pode ser examinado.

• O programa QSP emite relatórios personalizados

para garantir uma rastreabilidade perfeita.

O software QSP é uma ferramenta para imagens

de alta definição, didática e muito intuitiva.

Ele oferece ao pessoal do laboratório o

exame das lâminas sanguíneas, que são digitalizadas

e avaliadas previamente. Permite ao

laboratório avaliar a capacidade dos potenciais

examinadores

O QSP é mais do que um atlas citológico…

Usa casos clínicos reais fornecidos por

médicos aprovados.

Com casos normais e patológicos.

Vantagens

Treinamento contínuo dos analistas de laboratório

• 6 slides digitais por mês.

• O laboratório pode definir sua própria classificação

de células.

• Avaliação de WBC, RBC e PLT classificação e /

ou morfologias.

• Identificação incorreta de células.

• Relatórios com desempenho individual pontuação.

• Fácil de usar

• Não há necessidade de material adicional (baseado

em PC).

É elaborado um relatório individual da classificação

que mostra

• Um índice da sensibilidade média das células

corretamente classificadas em relação

à referência.

• Uma classificação imediata de TP, TN, FP, FN e

os cálculos associados da relação sensibilidade

e precisão

• Imagens de células que não combinam com a

classificação de referência.

• As observações do leitor e do gerente.

• As ações corretivas associadas.

Benefícios

• Padronização da leitura manual das lâminas

ao microscópio.

• Aumentando a confiabilidade dos resultados

finais.

• Ajudar novos técnicos a melhorar seu nível e se

tornarem confiantes.

• Ajudando Técnicos experientes a manter

seu nível.

HORIBA Medical Brasil

(11) 2923-5400

marketing.br@horiba.com

0 118

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


INFORME DE MERCADO

DB MOLECULAR DISPONIBILIZA TESTE PARA AUXILIAR

NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HANSENÍASE

Exame detecta o perfil de resistência aos fármacos de primeira e segunda linha utilizados no tratamento da doença.

O Brasil é o segundo país com maior incidência

de casos hanseníase, atrás apenas da Índia. De

acordo com dados da Organização Mundial da

Saúde (OMS), em 2018 foram reportados 28.660

novos casos no Brasil, equivalendo a 92,6% do

total das Américas, a incidência mundial foi de

208.619 casos neste mesmo ano. Apesar dos

dados ainda serem preocupantes, a incidência

vem diminuindo ano a ano, registros de 2019

indicaram 23.612 novos casos no País.

O Mycobacterium leprae, nome científico da

bactéria causadora da hanseníase, tem um

período de incubação longo, podendo levar anos

para que a pessoa comece a manifestar sintomas.

O desenvolvimento da doença ocorre de acordo

com a resposta imunológica do hospedeiro e

após um longo período de exposição ao agente,

havendo seis formas de manifestação devido

à variação da resposta imunológica entre as

pessoas. De um modo geral, a partir do momento

que um indivíduo adoece, se o sistema imune for

competente, a hanseníase se manifesta de forma

localizada e não contagiosa, mas quando não há

uma resposta imunológica efetiva, se manifesta

de maneira mais grave e transmissível

Como demonstrado em um estudo da FIOCRUZ,

de 2016, a bactéria é capaz de mimetizar uma

infecção viral, de modo a causar uma resposta

imunológica “equivocada” e ineficaz. A produção

de citocinas Interferon tipo I ocasiona a ativação

de alguns genes que favorecem a invasão celular

e ocupação da bactéria na célula.

Questões socioeconômicas são intimamente

relacionados à doença, sabe-se que em pessoas

que vivem em condições de extrema pobreza e/ou

condições inadequadas de habitação, as chances

de ser portador chegam a dobrar, levando em

consideração fatores como aglomeração em uma

mesma moradia e escassez de higiene.

Antigamente, a ausência de tratamento por conta

do desconhecimento sobre a doença levava as

pessoas a complicações clínicas que evoluíam a

óbito, porém ao longo dos anos com o advento

dos medicamentos, os pacientes têm um bom

prognóstico. O tratamento da hanseníase é

feito com coquetel de drogas (antibióticos e

quimioterápicos), chamado de poliquimioterapia,

e pode apresentar resultados bem eficazes.

O desafio é realizar o diagnóstico rápido e

confiável, que promova um tratamento assertivo

ao paciente. Quanto antes detectada a doença,

antes interrompe-se a cadeia de transmissão,

e, também, eleva as chances de cura, evitando

complicações da doença e prevenindo o

desenvolvimento de resistência às drogas.

Por isso, exames que realizam a detecção da

hanseníase e avaliem, ao mesmo tempo, o

perfil de resistência, traz um cenário mais

favorável ao paciente.

O exame molecular é capaz de detectar a

resistência a rifampicina pela detecção das

mutações mais significativas do gene rpoB

(codificado pela subunidade- ß da RNA

polimerase); resistência à ofloxacina e outras

fluoroquinolonas pela detecção das mutações

mais significativas do gene gyrA (codificado

pela subunidade-A da DNA girase) e resistência

à dapsona pela detecção de regiões relevantes

do gene folP1 (codificado pela dihidropteroato

sintetase). E trazem mais sensibilidade e

especificidade ao teste.

O DNA é extraído de amostras de baciloscopia

cutânea positiva, amplificado por PCR e detectado

em uma membrana strip, utilizando hibridização

reversa e uma reação de coloração enzimática.

Este é o primeiro teste comercial para a detecção

molecular de Mycobacterium leprae.

Deixe a inovação impulsionar seu laboratório.

Rua Cardoso de Almeida, 1460

Perdizes. São Paulo - SP.

dbmolecular.com.br

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


AUTOMATIZE SEU TESTE DE PCR EM TEMPO REAL

INFORME DE MERCADO

O sistema automatizado para testes de PCR em

tempo real da altona é baseado na plataforma

AltoStar® Automation System AM16, para

pipetagem, extração de ácido nucleico de

amostras e setup da reação de PCR.

Conheça essa solução abrangente e flexível

para o seu laboratório, além de otimizar suas

análises de PCR, desde a extração da amostra

até o resultado final do PCR.

O Fluxo de Trabalho de Diagnóstico Molecular AltoStar® oferece:

Fluxo de trabalho completo

Purificação de DNA/RNA, configuração de PCR

em tempo real e programação do termociclador

Solução um para todos

Processe qualquer tipo de amostra com um

único reagente de purificação e escolha a partir

de um amplo portfólio de testes AltoStar®

Alta flexibilidade

Combine até oito testes em uma placa de 96

poços e analise até quatro patógenos de uma

única amostra

Integração laboratorial

Interface com o sistema de gerenciamento

de laboratório (LIMS) e reagentes com

código de barras, permitindo total controle e

rastreabilidade do processo.

Conveniência

Reagentes prontos para o uso e software

amigável

Confiabilidade

Tudo de uma única fonte, certificação CE-IVD e

registrado na ANVISA, suporte pessoal

Custo benefício

Sem desperdício de reagentes e consumíveis

necessários pré-determinados

Para maiores informações, agende uma

visita com a nossa equipe técnica e

comercial.

altona Diagnostics Brasil LTDA

Rua São Paulino, 221 – São Paulo – SP

fone: +55 11 5083-1390 - cel +55 11 97066-6084

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

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INFORME DE MERCADO

TECNOLOGIA PATENTEADA DE HOMOGENEIZAÇÃO

POR ROTAÇÃO MAELSTROM PARA AUTOMATIZAR SUA

DEMANDA COM QUALIDADE

Cansado de tentar extrair ácido nucleico

de suas amostras sem eficiência? Junte-se à

Biomedica para aumentar a produtividade do

seu laboratório, reduzir o tempo e obter maior

eficiência nas extrações.

O produto TANBead Maelstrom incorpora essa

tecnologia e oferece o melhor desempenho

para aplicações no diagnóstico molecular e

ciências da vida.

COVID-19 trouxe um enorme impacto

no sistema médico global e a empresa

TANBead mostrou excelentes resultados de

prevenção de epidemias. A Taiwan Advanced

Nanotech, também conhecida como TANBead,

desempenhou um papel fundamental na

pandemia. Além do consistente fornecimento

de reagentes de extração de ácidos nucleicos

e equipamentos automatizados para uso,

pelo Center for Disease Control, por muitos

laboratórios importantes durante o estágio

inicial da epidemia, a reputação da marca

também cresceu rapidamente. Os produtos

TANBead podem purificar e extrair DNA/RNA

viral para detecção por PCR, devido à sua alta

precisão, mesmo pequenas quantidades de

vírus também podem ser detectadas.

A tecnologia patenteada da TANBead pode

aumentar a eficiência da extração de ácido

nucleico e oferece uma extração rápida,

confiável, de alta qualidade, pronta para uso e

com múltiplas aplicações. Os instrumentos da

TANBead são automatizados e possuem essa

tecnologia exclusiva chamada de tecnologia

por rotação spin, que previne contaminação

cruzada e realiza um manuseio revolucionário

das beads magnéticas, preservando a

integridade do material genético.

Sua linha de equipamentos MAELSTROM é

aprovada pelo FDS e CE e suas patentes são

concebidas no Canadá, China, EUA, EU, Coréia,

Japão e Taiwan.

Além do equipamento, a TANBead em

parceria com o seu distribuidor exclusivo no

Brasil, a empresa Biomédica, oferece uma

gama ampla de kits de Extração Ácidos

Nucléicos para diversas aplicações. Para o

combate à pandemia, a TANbead oferece o kit

de extração e purificação de RNA/DNA viral a

partir de materiais biológicos, como: SWAB

nasofaríngeo, BAL, aspirado nasofaríngeo, soro,

plasma, LCR, urina e outros. Os ácidos nucléicos

purificados podem ser analisados por PCR em

tempo real e NGS.

A técnica de Biologia Molecular está crescendo

cada vez mais e é utilizada para identificar

uma diversidade muito grande de doenças

infecciosas, hereditárias, câncer, entre outros,

revolucionado o mercado de diagnóstico.

Biomedica Equipamentos e Suprimentos LTDA.

SIA trecho 03 - lotes 625 - sala 230C

CEP 71200-030

Telefone (61) 3363-4422 (whatsapp)

Email: contato@biomedica.com.br

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


CELLTAC-G – SEGURANÇA, QUALIDADE E TECNOLOGIAS

EXCLUSIVAS PARA SEU LABORATÓRIO

INFORME DE MERCADO

Walk Away System - O sistema “Walk Away

System” de acesso randômico e totalmente automatizado

atinge até 90 testes por hora, apenas inserindo

racks no carregador.

DynaScatter Laser - A tecnologia ótica ”DynaScatter

Laser” analisa e diferencia as células WBC em seu

estado “quase-nativo” com muita precisão. O inovador

sistema de detecção de espalhamento de laser com 3

ângulos provê uma melhor detecção de WBC realizando

uma medição precisa de luz dispersada. Obtendo a

informação do tamanho do WBC de um sensor chamado

“FSS”, as informações de estrutura e complexidade

das partículas do núcleo são coletadas por um sensor

chamado “FLS” e a informação da granularidade interna

e da lobularidade são obtidas através de um sensor

chamado “SDS”. Essa informação gráfica 3D é calculada

então por um algoritmo exclusivo da Nihon Kohden.

DynaHelix Flow - A tecnologia chamada “DynaHelix

Flow” alinha perfeitamente as células WBC,

RBC e PLT para uma contagem por impedância com

alta precisão usando um fluxo hidrodinâmico focado

antes de passar pela abertura de contagem. Somado

a isso, o “DynaHelix Flow” previne totalmente que a

mesma célula seja contada duas vezes (retorno) usando

o exclusivo “DynaHelix Flow stream”. Esse avançado

sistema recém desenvolvido, melhora expressivamente

a precisão e confiabilidade das contagens.

Smart ColoRac Match - O sistema “Smart

ColoRac Match” ajuda a localizar rapidamente

amostras clinicamente alteradas e tubos cujo código

de barras não pôde ser lido usando uma exclusiva

codificação através de racks coloridos que

são associados ao programa gerenciador de dados

do Celltac G. Isso aumenta muito a eficiência do

laboratório sem investimento extra, sem aumento

de espaço e sem a necessidade de treinamento

extra para o operador. O sistema “Smart ColoRac

Match” definitivamente maximiza a produtividade

do seu laboratório proporcionando resultados mais

rápidos e precisos.

Seamless information transfer - O sistema

de troca de dados baseado no protocolo HL7 permite

transferência de informação bidirecional sem

interrupção.

Reagent Management - O sistema de gerenciamento

de reagentes do Celltac G torna muito fácil

a manipulação destes. Contribuindo assim para resultados

com o mais alto padrão de qualidade.

Novos parâmetros – Os novos parâmetros

Índice de Mentzer e RDW-I adicionam valiosas

informações clínicas para que se possa diferenciar

os traços de possibilidade de uma Beta-talassemia

de uma possível anemia ferropriva nos casos de

anemia microcítica. E com os novos parâmetros

Band%, Band# e Seg%, Seg# sua análise diferencial

será muito mais precisa e confiável, já que o

equipamento separa a contagem de neutrófilos

em Segmentados % e # e Bastonetes % e #. E os

parâmetros P-LCR e P-LCC reportam plaquetas gigantes,

plaquetas agregadas ou células fragmentadas.

Estes novos parâmetros ajudam a acelerar o

diagnóstico através de resultados precisos.

Opte pela melhor tecnologia para o seu

laboratório!

Opte por Equipamentos Hematológicos

Celltac da Nihon Kohden!

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ. 11 a 17 - Bairro Mauá

São Caetano do Sul - SP - CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br

Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas

as novidades!

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INFORME DE MERCADO

LOGCARE COM MAIS DE 20 ANOS NO MERCADO DE

SISTEMAS DE RASTREIO, ATUA COM EXCELÊNCIA NO

AUXÍLIO DO TRANSPORTE DE MATERIAIS BIOLÓGICOS

Os percursos realizados pelo material

biológico retirado de clínicas e laboratórios

são requeridos de avaliações extremamente

restritas, é neste momento em que as coletas

se tornam mais sensíveis pelo tempo da

viagem e até mesmo por meio das oscilações

de temperaturas nos compartimentos

durante todo o transporte entre o ponto de

coleta inicial até o ponto final de análise. O

processo de transporte do material biológico

sem a devida responsabilidade pode gerar

diversos erros, entre eles a falha da análise,

interferindo no resultado apresentado

futuramente ao paciente.

Os transportes de amostras de materiais

biológicos fazem parte da fase pré-analítica,

é neste momento em que se inicia a análise

das amostras. O cuidado com a escolha da

embalagem, acondicionamento do material

e cumprimento das cautelas necessárias para

o deslocamento são imprescindíveis para que

o transporte seja concluído com excelência.

É de responsabilidade dos laboratórios garantir

qualidade e segurança nestes processos, para

isso podem contar com a ajuda com serviços

auxiliares como o LogCare, disponibilizado

pela MPSystems do Brasil, que oferece uma

plataforma extremamente qualificada, através

desta excelência operacional, é possível realizar

acompanhamento em tempo real de solicitações

de coleta de material biológico, rastreamento do

percurso do consultório ao centro de análises,

obter informações sobre o transporte, além da

redução de custos operacionais.

Estamos disponíveis em nosso site:

www.mpsystems.com.br,

tels.: (11) 2985-7041, (11) 2979-6654, (11) 2973-1970 e

e-mail: suporte@mpsystems.com.br

Não deixe de nos contatar.

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Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022


AC LABOR + HAGE = HAGELAB SOLUÇÕES E INOVAÇÕES

PARA UMA “GRANDE DOR” DO MERCADO...

Gestão de qualidade e inteligente é quando

levamos em consideração todas as variáveis que

nos fazem diminuir o desperdício, maximizar lucros,

aumentar a disponibilidade e a produtividade, além

de aplicar o ESG. Esse é um “mantra” o qual sempre

inicio meus textos.

Com a exigência do mercado cada vez maior, onde

a qualidade das entregas de produtos controlados,

perecíveis e biológicos deixou a muito tempo de ser

algo negociável, precisamos pensar em soluções

que garantam toda essa qualidade e tenhamos o

controle em todos os processos desde a compra dos

kits e insumos, passando pela coleta, transporte

de materiais e a chegada das amostras para o seu

processamento. No caso de vacinas por exemplo,

tão importante quanto entregar na temperatura

adequado é garantir que em todo processo logístico

até chegar ao braço do paciente essas condições

foram adequadas.

Temos inúmeras RDCs que tratam da garantia

da qualidade no transporte, boas práticas de

distribuição e armazenamento de amostras

biológicas, vacinas, fármacos, hemoderivados, entre

outros produtos críticos, mas cumprir todas essas

recomendações, que são extremamente necessárias,

é um desafio que muitas vezes levam empresas bem

intencionadas a desistirem pelo caminho.

Quando pensamos como esses controles são feitos

hoje em dia, temos vários itens limitadores e que

são passíveis de erros, como por exemplo anotações

de temperaturas e horários manuais, falha de

comunicação dos equipamentos que podem fazer

essas leituras.

Quando a AC Labor identificou a grande

necessidade do mercado, para uma solução

completa da gestão eficiente e a solução de inúmeras

dores que os clientes, empresas, prestadores de

serviço, hemocentros, transportadoras, centros de

distribuição de fármacos, vacinas e outros, fomos

buscar a solução para isso e chegamos até mesmo

em transplante de órgãos.

É necessário um sistema Seguro, inviolável e

factível.

Com a entrada em vigor no dia 16 de Março de

2022 da exigência da RDC 430 para o monitoramento

de temperatura para transporte de fármacos e com

a exigência de transportes de amostras biológicas

entre 2OC a 8OC pelas certificadoras de qualidade,

a soluções é buscar o que a AC Labor + HAGE está

trazendo, uma empresa pronta, completa que trata

desde a consultoria e ajuste do conhecimento de

suas rotas e que leva a solução completa e integrada

a todos os clientes. Já que além de exigido existe

uma responsabilidade social em fazer com que um

medicamento, uma vacina, uma amostra biológica

ou uma bolsa de sangue chegue em seu destino com

todos os cuidados necessário preservados.

Conseguimos entregar a solução, uma implantação

tão eficiente e eficaz que seremos capazes de auxiliar

em várias frentes ao mesmo tempo, com inovação,

tecnologia, transparência e acima de tudo qualidade.

Ailton Flavio Moreira Junior

CEO – AC Labor

Com isso saímos na frente mais uma vez,

entregando um produto completo -Hardware +

software criados dentro do que o cliente precisa.

Apresentamos também o rastreamento de

equipamentos, onde temos todas as condições de

informar e monitorar o status dos equipamentos,

como: ligado ou desligado, em funcionamento

ou parado, se movimentaram ou se permanece

no mesmo local e o que é mais incrível, podemos

encerrar o funcionamento do equipamento em

qualquer local que ele esteja, ou seja, o proprietário

do equipamento possui total controle sobre o bem.

AC Labor + HAGE, atuando e buscando sempre a

solução ideal para os clientes e para o mundo, ESG

está em nosso DNA e entrega de soluções é o que

nos move.

INFORME DE MERCADO

Para que possamos realizar uma gestão completa

e de alta performance para todos os nichos de

mercado de saúde é extremamente necessário o

cliente conhecer sua própria operação, saber fazer

as perguntas corretas e acima de tudo entender que

não existe uma solução única para todos os modais.

Desde o fabricante até a entrega; da coleta de

amostra ao processamento; da transportadora até

o destino final; do doador de órgãos até o receptor

e tudo 100% rastreado, protegido e com todos os

requisitos da LGPD atendidos integralmente.

Saiba mais: hagelab.com.br

Ailton Flavio Moreira Junior

CEO – AC Labor

Sócio proprietário - HAGELAB

Engenheiro Eletricista/Eletrônico

Esp. Eng. Clínica – Pelo Albert Einstein

MBA – Gestão Empresarial FGV

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

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INFORME DE MERCADO

GT CLOT

ANALISADOR SEMI AUTOMÁTICO DE COAGULAÇÃO

GT Clot

Analisador Semi Automático de

Coagulação

- Capacidade de Armazenamento: 5000

resultados

- 16 Posições de Amostra

- 4 Posições de Reagente

- Consumo de Reagente: < 50 µL

- Não sofre interferência de amostras lipêmicas

- Sistema de cronômetro "on board"

- Excelente relação custo benefício

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

- Testes Realizados: TAP, TTPA, Fibrinogênio, Tempo

de Trombina e fatores da coagulação

- Princípio de Medição: Óptico por dispersão de

luz

- Comprimento de onda: 470 nm

- Sistema de Pipetagem: pipeta eletrônica

- Consumo de Reagente: < 50 µL

- Canais de leitura: 2 canais

- Posições de amostra: 16 posições

- Posições de Reagente: 4 posições

- Precisão da Dispensação: CV 0,98) para FIB

- Consistência de Leitura: ± 2 s em TTPA no

intervalo de uma hora

- Controle de Qualidade: 3 Níveis

- Memória: 5.000 resultados (500 ID de pacientes,

10 testes para cada ID)

- Condições de operação: temperatura ambiente

15-30°C e umidade de


ANALOGIAS EM MEDICINA

SACA-ROLHA EM MEDICINA

O saca-rolha, como se sabe, é instrumento

utilizado para retirar rolhas de garrafas ou de

outras vasilhas. O saca-rolha simples possui

uma espiral de metal que penetra na rolha e

uma pega onde a mão imprime um movimento

circular ao instrumento. Este movimento

permite a penetração da espiral na rolha. Esta é

retirada do gargalo da garrafa puxando o sacarolha,

ficando a rolha presa à parte espiralada.

Existem diversos modelos de saca-rolhas, desde

os mais simples, em que o utilizador tem que

imprimir força e movimento de rotação ao

instrumento, passando por tipos intermediários

com alavancas em que a rolha é sacada, além

de outras variedades mais raras.

Algumas doenças ou agentes causais

são frequentemente identificados e/ou

diagnosticados por assumirem um aspecto

de saca-rolha, principalmente ao exame

radiológico, manométrico e/ou microscópico.

Esôfago em saca-rolha (Inglês: corkscrew

esophagus). É também referido como esôfago

em quebra-nozes ou hipercontrátil. Durante

a deglutição, o esôfago se contrai para a

comida entrar no estômago. No esôfago em

saca-rolhas ocorrem contrações e espasmos

difusos da túnica muscular e que podem

causar dor no peito e ao engolir (deglutição

dolorosa). Outros sintomas são tosse seca,

azia e sensação de que algo está preso na

garganta. Dor súbita e intensa no peito, que

pode durar vários minutos, ou ocorrer de

vez em quando, é outro sintoma do esôfago

em saca-rolhas. Trata-se de condição rara,

relacionada a estresse emocional, acomete

mais adultos após os 50 anos e tem como

substrato anatômico a hipertrofia das

túnicas musculares do esôfago (hipertrofia

muscular gigante, segundo alguns autores). A

radiografia contrastada mostra irregularidades

da parede esofágica semelhantes ao perfil de

um saca-rolha (vide fotografia).

Caverna em saca-rolha: Na tuberculose

pulmonar a eliminação do material caseoso

deixa lesão cavitária, arredondada ou

tortuosa, com necrose caseosa e pouca fibrose

na parede, semelhante à espiral de saca-rolha

(bas. em Prolla et all., Bogliolo-Patologia).

Há também os pelos em saca-rolha (Inglês:

corkscrew hairs) que ocorrem em certas

displasias ectodérmicas e na avitaminose C

(escorbuto). A mesma comparação é feita com

as arteríolas helicoidais da camada funcional

do endométrio, o pólipo hiperplásico

serrilhado do cólon, os treponemas e certas

bactérias como o Helicobacter pylori,

principal agente de gastrite.

Com relação ao Treponema pallidum, agente

causador da sífilis, o importante exame em

campo escuro, permite reconhecê-lo por

sua forma em saca-rolha característica e por

seus movimentos para frente e para trás com

rotação em torno do seu eixo longitudinal

(Inglês: corkscrew appearance).

Texto baseado em artigos nacionais e no

livro Analogias no Ensino Médico. Coopmed –

Av. Alfredo Balena, 190. Belo Horizonte, MG.

José de Souza Andrade-Filho*

* Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da

Academia Mineira de Medicina e Professor de Patologia da

Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Revista NewsLab Edição 169 | Janeiro 2022

0 127


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