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Biomais 49

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Entrevista: Financiamento de projetos de energia solar já é realidade no país

PRODUÇÃO DE

BIOMASSA

MÁQUINAS E SOLUÇÕES PARA PRODUÇÃO

DE PELLETS SÃO INSTALADAS NA NOVA

PLANTA INDUSTRIAL NO PARANÁ

INOVAÇÃO

CRIPTOMOEDAS NO AUXÍLIO

DA SUSTENTABILIDADE

MERCADO

CONHEÇA MAIS SOBRE O MERCADO

LIVRE DE ENERGIA


HÁ UMA DÉCADA, ESPECIALIZADA EM

TRANSFORMAR BIOMASSA EM

ENERGIA TÉRMICA

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SUMÁRIO

06 | EDITORIAL

Qualidade internacional

08 | CARTAS

10 | NOTAS

14 | ENTREVISTA

18 | PRINCIPAL

24 | PELO MUNDO

Novas regras

28 | ECONOMIA

Redução na tarifa

32 | INOVAÇÃO

Criptomoeda energética

36 | MERCADO

40 | ARTIGO

48 | AGENDA

04 www.REVISTABIOMAIS.com.br


EDITORIAL

Na capa deste mês é estampado o

maquinário para produção de pellets de

biomassa da Costruzioni Nazzareno

QUALIDADE

INTERNACIONAL

A

tecnologia é um dos principais recursos para a qualidade no produto final entregue pelas

empresas. Dentro desse cenário, a Costruzioni Nazzareno traz as técnicas mais avançadas na

Europa para maquinários e soluções na produção de pellets de biomassa para o mercado

brasileiro. Exemplo é a parceria de sucesso entre a Nazzareno e a Madem para o fornecimento

de equipamentos para a nova planta da empresa brasileira em Rio Negro (PR), com foco na exportação

de biomassa para a Europa. Nesta edição, o Leitor também irá conferir uma entrevista exclusiva sobre um

projeto que facilita o financiamento de estruturas de energia solar para pessoas físicas e privadas, além

de matérias sobre inovação, mercado e muito mais. Um ótimo ano a todos!

EXPEDIENTE

ANO IX - EDIÇÃO 49 - FEVEREIRO 2022

Diretor Comercial

Fábio Alexandre Machado

(fabiomachado@revistabiomais.com.br)

Diretor Executivo

Pedro Bartoski Jr

(bartoski@revistabiomais.com.br)

Redação

Jorge de Souza

(jornalismo@revistabiomais.com.br)

Dep. de Criação

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira - Gabriela Bogoni

Larissa Purkotte - (criacao@revistareferencia.com.br)

Mídias Sociais

Cainan Lucas

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Dep. Comercial

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(comercial@revistabiomais.com.br)

Fone: +55 (41) 3333-1023

Dep. de Assinaturas

Pedro Moura

(assinatura@revistabiomais.com.br) - 0800 600 2038

ASSINATURAS

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A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da JOTA Editora

Rua Maranhão, 502 - Água Verde - Cep: 80610-000 - Curitiba (PR) - Brasil

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Veículo filiado a:

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação bimestral e

independente, dirigida aos produtores e consumidores de

energias limpas e alternativas, produtores de resíduos para

geração e cogeração de energia, instituições de pesquisa,

estudantes universitários, órgãos governamentais, ONG’s,

entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se

responsabiliza por conceitos emitidos em matérias, artigos,

anúncios ou colunas assinadas, por entender serem estes

materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização,

reprodução, apropriação, armazenamento de banco de dados,

sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras

criações intelectuais da REVISTA BIOMAIS são terminantemente

proibídas sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

06 www.REVISTABIOMAIS.com.br


DRV SUPREMA

A MARCA DA

FACA

Para todas as

marcas e

modelos de

Picadores





SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


CARTAS

CAPA

A biomassa vai continuar sendo tendência de energia barata e renovável nas próximas décadas.

As indústrias que apostarem nessa matriz agora vão sair na frente das demais.

Lucas Magno – Itápolis (SP)

Foto: divulgação

ENTREVISTA

Importante o apoio público e privado para projetos de ciência e tecnologia nas universidades. São eles que vão dar

autonomia para o Brasil conseguir crescer e ter mais recursos tecnológicos.

Andreia Lucinda – Poços de Caldas (MG)

ECONOMIA

Não existe a possibilidade de um futuro sustentável sem a utilização de fontes renováveis de energia. Esse tem que ser

o foco das lideranças mundiais antes que seja tarde demais.

Luciano Pagnotto – Cuiabá (MT)

PELO MUNDO

Até as ondas conseguem ajudar o ser humano a ter energia. A resposta para os

problemas da humanidade estão bem a frente de nós. Olhem a natureza e preservem-na

pelo futuro!

Daniel Pereira – Joinville (SC)

Foto: divulgação

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na


energia

biomassa

dia informação

@revistabiomais

/revistabiomais

Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

08 www.REVISTABIOMAIS.com.br


NOTAS

COMPLEXO EÓLICO

A Statkraft, empresa global de energia, está pronta

para começar a construção do projeto eólico Morro do

Cruzeiro no nordeste do Brasil, após fechamento do contrato

de fornecimento de turbinas com a fabricante alemã

de turbinas eólicas Nordex. O Morro do Cruzeiro é um

complexo eólico greenfield localizado perto dos ativos de

energia eólica da Statkraft, já existentes, na Bahia. O complexo

será composto por dois projetos eólicos, com 14

turbinas e capacidade instalada de 79,8 MW (Megawatts).

Dadas as excelentes condições de vento na região, o

complexo vai gerar 386 GWh (Gigawatts/hora) de energia

renovável por ano, o suficiente para abastecer mais de

190 mil residências. O complexo está sendo implementado

conforme rígidos processos de licenciamento e

monitoramento ambiental e social. Tem áreas fundiárias

asseguradas em regiões sem reassentamento, baixos

impactos ambientais e sem impactos para as espécies incluídas na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação

da Natureza, na sigla em inglês). A Statkraft também realizará atividades de RSC (Responsabilidade Social Corporativa) nas

comunidades próximas, com foco em melhorias nos setores de educação e de infraestrutura. A construção começa em junho

de 2022, com conclusão prevista para o início de 2024. A estimativa é que as primeiras turbinas eólicas comecem a operar em

outubro de 2023. O complexo utilizará as turbinas eólicas Nordex 163/5,7 MW, as maiores usadas pela Statkraft até o momento.

Com um diâmetro de 163m (metros), os rotores cobrirão uma área equivalente a aproximadamente de três campos de futebol.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

MERCADO DE

CURTO PRAZO

A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia

Elétrica) finalizou no início de janeiro as operações

financeiras do MCP (Mercado de Curto Prazo), referentes

a novembro de 2021. O processo manteve

os padrões históricos de movimentação, liquidando

R$ 4,1 bilhões dos R$ 5,2 bilhões contabilizados.

“Os pagamentos efetuados nesta liquidação

mostram, mais uma vez, a solidez do sistema

elétrico brasileiro. Até o momento, as operações financeiras

do MCP seguem o cronograma habitual,

preservando a dinâmica e a liquidez do mercado”,

avalia Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração

da CCEE. Do valor não pago em novembro,

R$ 1,1 bilhão ainda está relacionado às liminares contra o pagamento do risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) no mercado

livre. Outros R$ 36,6 milhões correspondem a parcelamentos do processo de repactuação e apenas R$ 4,6 milhões referem-se à

inadimplência. Os agentes que possuem decisões judiciais vigentes para não participarem do rateio da inadimplência advindas das

liminares perceberam adimplência de 98,5%. Aqueles que seguem amparados por decisões que impõem o pagamento proporcional,

verificaram uma adimplência de 61,1%. Os credores que não possuem liminares receberam cerca de 26,6% de seus créditos.

10 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Foto: divulgação

SISTEMAS DE

TRANSMISSÃO

Na primeira reunião colegiada deste ano, a diretoria da

ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou em

janeiro a consolidação da regulamentação de classificação

das instalações de transmissão e de acesso ao sistema

de transmissão. A decisão resultou da criação do Módulo

2 - Classificação das Instalações e Módulo 5 - Acesso ao

Sistema e revisão do Módulo 1 - Glossário; e do Módulo

3 - Instalações e Equipamentos das Regras de Transmissão

e dos Submódulos 9.1 e 9.2 dos PRORET (Procedimentos de

Regulação Tarifária). O tema foi debatido em Consulta Pública

(CP13_2020), realizada em duas fases – de 12 de março

de 2020 a 10 de junho de 2020, e de 16 de dezembro de

2020 a 17 de fevereiro de 2021 – períodos em que a agência

recebeu contribuições de agentes e instituições do setor. O

processo foi relatado pela diretora Elisa Bastos e teve voto

vista do diretor Hélvio Neves Guerra. A ANEEL estabeleceu

prazo de 90 dias para que o ONS envie à ANEEL proposta

de alterações nos Procedimentos de Rede que contemplem

o disposto na regulamentação e os aprimoramentos

necessários nos procedimentos relacionados ao acesso às

instalações de transmissão. Também determinou a inclusão,

na próxima Agenda Regulatória da Agência, de cronograma

para estudos sobre a necessidade de interveniência nos

CCT e CCI. Recomendou que seja avaliada a inclusão, na

próxima Agenda Regulatória, de estudos para a definição

do percentual de ressarcimento para análise de projeto e

comissionamento dos custos de acesso tendo em vista a

última atualização do Banco de Preços efetuada pela ANEEL.

A diretoria ainda solicitou que agência, ONS e EPE, analisem

a melhor alternativa regulatória para dar efetividade ao disposto

no Decreto nº 2.655/1998, que determina a observância

do mínimo custo global, com o objetivo de minimizar os

custos de ampliação e utilização dos sistemas elétricos.

CRESCIMENTO ELÉTRICO

Um acréscimo na geração de energia elétrica superior

a não uma, e sim duas usinas de Jirau, a quarta maior

hidrelétrica do Brasil (com 3.750 MW). Essa é a magnitude

dos empreendimentos que começaram a operar no país

em 2021, de acordo com a ANEEL (Agência Nacional de

Energia Elétrica). A Agência, que fiscaliza o funcionamento

das usinas, atesta que 7.562,08 MW (Megawatts) passaram

a fazer parte da matriz elétrica brasileira no ano – 57,8% a

mais do que os 4.790,4 MW estabelecidos como meta em

janeiro passado. Trata-se do segundo maior incremento na

série histórica medida pela ANEEL desde 1997, atrás apenas

de 2016, quando o acréscimo foi de 9.528 MW. O ano de

2021, que teve a geração hidrelétrica prejudicada pela

maior escassez hídrica em 91 anos, também será lembrado

pela maior ampliação da geração eólica registrada no país.

As usinas movidas pela força dos ventos responderam por

3.694,32 MW de potência instalada, marca que ultrapassou

em larga medida os 2.786 MW liberados pela Agência em

2014, até então o recorde de entrada em operação dessa

fonte no Brasil. As usinas eólicas constituem neste momento

20,8 GW (Gigawatts) de potência instalada, respondendo

por 11,46% da matriz energética brasileira. A capacidade

instalada em eólicas em 2021 correspondeu quase à metade

(48,85%) do acréscimo total de potência no período.

As usinas termelétricas responderam por uma expansão

de 2.449,69 MW (32,39%) e as solares fotovoltaicas, de

1.299,46 MW (17,18%). As pequenas centrais hidrelétricas

(PCHs) agregaram à matriz 114,14 MW, 1,51% do total do

ano. Usinas geradoras foram inauguradas ou reabertas em

20 estados das cinco regiões do país em 2021. Os estados

com maior acréscimo foram, em ordem decrescente: Bahia

(1.532,38 MW), Rio Grande do Norte (1.505,69 MW) e Rio de

Janeiro (1.338,30 MW).

Foto: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

11


NOTAS

AJUDA

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou o Projeto de Eficiência Energética da Neoenergia

Coelba, que tem a finalidade de fornecer refrigeradores e lâmpadas eficientes para unidades consumidoras

atingidas pelas fortes chuvas na Bahia. A proposta foi autorizada sob o critério de grande relevância pela excepcionalidade

quanto à viabilidade econômica das ações propostas. A um custo previsto de R$ 3,6 milhões, serão

entregues 1.500 refrigeradores de 300L (litros) e 5 mil lâmpadas LED a consumidores de baixa renda atingidos

pelas fortes chuvas na Bahia. As ações, já iniciadas pela distribuidora, também contemplam a logística de

entrega e demais ações de gerenciamento do projeto. Com o objetivo de promover o uso eficiente da energia

elétrica por meio de projetos que demonstrem a importância e a viabilidade econômica de melhoria da eficiência

energética de equipamentos, processos e usos finais de energia, o PEE (Programa de Eficiência Energética)

gerido pela ANEEL, estimula o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de hábitos e práticas racionais

de uso da energia elétrica. A avaliação de projetos de grande relevância no âmbito do PEE visa autorizar ações

que ultrapassam o limite da RCB (Relação Custo-Benefício) previsto nos procedimentos do programa, sendo

caracterizadas como "Projeto com impacto socioambiental relevante ou que apresente contribuições claras e

significativas para a transformação do mercado de energia elétrica." Em abril de 2020 foi autorizada a realização

– também pela COELBA, em cooperação com CELPE e COSERN – do projeto de grande relevância: Eficiência

Energética em Hospitais para Enfrentamento da Covid-19". O projeto atendeu a hospitais de campanha montados

em Salvador (BA) e Recife (PE), com recursos da ordem de R$ 3,23 milhões do PEE das distribuidoras. O PEE

representa a maior fonte de recursos disponível para eficiência energética no país, cerca de R$ 570 milhões por

ano, e é executado por distribuidoras de energia elétrica em todo território nacional.

Foto: divulgação

12 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Máquinas Peletizadoras

TECNOLOGIA E

INOVAÇÃO PARA

A INDÚSTRIA DE

PELLETS DE MADEIRA

As Peletizadoras PBX são altamente dimensionadas, para entregar pellets de

altíssima qualidade, possuem matriz plana, cabeçotes com dois, três ou quatro

rolos podendo ser aplicada nas seguintes matérias: Pellets de madeira, feno,

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ENTREVISTA

Foto: divulgação

ENTREVISTA

CAROLINA

REIS

Formação: Administração de empresas

pela Universidade Mackenzie

Cargo: Diretora comercial do Meu

Financiamento Solar, uma solução do

banco BV

OLHE PARA

CIMA

A

urgência para adoção de fontes renováveis de energia em todo mundo tem como

um dos principais entraves os custos para aplicações de modelos como solar, eólica,

maremotriz, entre outras. Mas e se fosse possível aliar custos acessíveis de investimentos

em fontes de energia renovável com a possibilidade de economia na tarifa

elétrica? O projeto Meu Financiamento Solar, do Banco BV vai de encontro com essa questão.

“O primeiro impacto é uma aceleração da demanda por sistemas solares residencial e comercial

no Brasil, pois teremos um período de 12 meses de transição de regras, conferindo as melhores

condições para adotar a geração distribuída”, explica diretora comercial do Meu Financiamento

Solar, Carolina Reis que conversou com exclusividade à Revista BIOMAIS.

14 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Quais as expectativas do setor de energia

solar para 2022 no Brasil?

Desde 2015, o setor de energia solar vive um

ciclo virtuoso de crescimento e popularização no

Brasil. A busca foi impulsionada pelos constantes

e elevados reajustes nas tarifas de energia elétrica

de todo o país. Entretanto, a redução dos custos

dos equipamentos solares, a entrada de novos

players, o amadurecimento das regras de mercado

e a oferta de linhas de financiamento tornaram

a compra do kit fotovoltaico mais acessível. 2022

deverá ser o melhor ano da energia solar no

Brasil. A publicação da lei nº 14.300 (PL 5829/19)

traz mais segurança para os investidores e para os

consumidores. Até então o mercado operava com

base na Resolução Normativa nº 482/12, o que

gerava certa insegurança. O primeiro impacto é

uma aceleração da demanda por sistemas solares

residencial e comercial no Brasil, pois teremos

um período de 12 meses de transição de regras,

conferindo as melhores condições para adotar

a geração distribuída. Isso não significa que o

cenário será ruim após 2023, pelo contrário, pois

a tendência é de aumento nas tarifas de energia

e redução do custo dos equipamentos devido ao

ganho de escala.

este ano, que também deverá ser marcado pelo

crescimento da busca por financiamento solar. Os

sistemas residenciais costumam ter valor inferior

a R$ 30 mil. Os sistemas comerciais ficam entre

R$ 30 mil e R$ 90 mil, claro que isso vai depender

muito do tamanho do projeto. É possível financiar

até 100% do projeto, incluindo a instalação, no

valor de até R$ 500 mil para pessoas físicas, e R$

3 milhões para pessoas jurídicas. O pagamento é

sempre feito direto aos fornecedores, isso é um

dos diferenciais da linha, permitindo que o valor

da mão de obra seja pago diretamente ao integrador

(empresas que instalam energia solar).

Quais os principais benefícios do investimento

em projetos de energia solar? Qualquer

residência ou empresa pode realizar esse

investimento?

Para quem busca reduzir despesas domésticas

ou custos do seu negócio, o principal benefício

é permitir que o cliente poupe dinheiro a médio

e longo prazo. Já no primeiro mês de funcionamento

do kit solar, o consumidor perceberá uma

redução na conta de luz que poderá chegar a

95%, restando pagar a taxa mínima e a parcela do

financiamento. Após 5 anos, o financiamento será

O financiamento de projetos de energia

solar tem aproximado mais públicos desse

investimento? Qual o investimento para uma

pessoa física e privada para contar com um

projeto desse tipo?

Definitivamente, a energia solar está em

todos os meios de comunicação de massa e isso

faz com que a população tome consciência de

que a energia solar é viável para todos. Fintechs

como o Meu Financiamento Solar desempenham

um papel importante ao tornar o financiamento

mais simples e menos burocrático. Em 2021,

registramos um aumento de 256% no volume de

financiamentos e de 220% em propostas pagas

em relação a 2020. Esse número só foi alcançado

graças aos esforços de instituições parceiras como

Banco BV, que nos permite oferecer linhas de crédito

com condições e prazos que cabem no bolso

da maioria dos brasileiros. Estamos otimistas para

O setor solar hoje gera

centenas de milhares de

empregos e, portanto,

terá contribuição

relevante na retomada

da atividade econômica

no Brasil

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

15


ENTREVISTA

Pensando em benefícios

sociais e ambientais,

a energia solar é

uma ferramenta para

combater a desigualdade

ao acesso à energia

elétrica

quitado e o cliente terá energia elétrica quase

de graça por mais 20 ou 25 anos. Existem outros

benefícios indiretos, como previsibilidade de custos,

melhor qualidade no suprimento de energia,

valorização do imóvel e aumento da percepção

de conforto. Pensando em benefícios sociais e

ambientais, a energia solar é uma ferramenta para

combater a desigualdade ao acesso à energia

elétrica, às mudanças climáticas e gerar empregos

de qualidade. Sim, qualquer um que tenha um

telhado, uma fachada ou uma área favorável para

o aproveitamento da luz solar pode investir em

um kit fotovoltaico. Empresas instaladoras profissionais

têm capacidade para contornar problemas

como a eventual necessidade de reforço na

estrutura do telhado ou mesmo ajustar o projeto

para evitar áreas com sombreamento.

Energia) como mediador e orientador de políticas

públicas. Foi na ANEEL que nasceu as bases regulatórias

que permitiram a expansão da energia

solar no Brasil via GD (Geração Distribuída). Agora,

os legisladores, sob a mediação do MME, entenderam

que era importante fortalecer aspectos

técnicos, legais e jurídicos do mercado de GD e o

resultado desse processo é a Lei 14.300/22. Além

disso, o Governo Federal tem compreendido a

necessidade de manter a isenção de alguns impostos

de importação para os equipamentos fotovoltaicos.

Essa medida tem sido muito importante

para amortizar os impactos da alta do dólar e do

encarecimento temporário de insumos utilizados

na indústria solar, que estão pressionados pela

alta demanda global por tecnologias sustentáveis

e pelos custos do frete marítimo.

Como o poder público tem auxiliado no

acesso aos projetos de energia solar no Brasil?

O que falta para popularizar ainda mais esses

recursos?

O setor solar hoje gera centenas de milhares

de empregos e, portanto, terá contribuição

relevante na retomada da atividade econômica

no Brasil. O setor elétrico tem instituições sólidas

e altamente competentes. A ANEEL (Agência

Nacional de Energia Elétrica) cumpre o seu papel

fiscalizador e fomentador da inovação tecnológica

no mercado de energia elétrica. O mesmo

podemos falar do MME (Ministério de Minas e

Foto: divulgação

16 www.REVISTABIOMAIS.com.br


PRINCIPAL

18 www.REVISTABIOMAIS.com.br


QUALIDADE

COMPROVADA

FOTOS DIVULGAÇÃO

EMPRESA ITALIANA

ENTREGA SEGUNDA

PLANTA COM

MAQUINÁRIOS E

SOLUÇÕES PARA

PRODUÇÃO

DE PELLETS DE

BIOMASSA

COM FOCO NA

EXPORTAÇÃO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

19


PRINCIPAL

A

Costruzioni Nazzareno é uma empresa

reconhecida mundialmente no cenário

de máquinas para produção de pellets de

biomassa. Fundada em 1988 por Nazzareno

Carlesso, em Treviso, na Itália, conseguiu ganhar o

mundo e conta com projetos em diversos países.

No Brasil, a empresa começou suas atividades em

2012 e tem 25 projetos em execução ou fase final de

execução. O país é um dos focos da Nazzareno, entre

outros motivos, pela qualidade e disponibilidade da

matéria-prima para a biomassa.

“O Brasil se posiciona em nível mundial, com uma

abundância de biomassa, ainda pouco desfrutada.

Além de possuir grande extensão de reflorestamento,

boa posição geográfica, velocidade na rotatividade,

excelente performance na produção de pellets em

resíduo de cinza e poder calorífero”, explica Francesco

Stella, diretor comercial da Costruzioni Nazzareno.

Dentro do mercado nacional uma das principais

parcerias da Nazzareno é com a Madem, empresa

brasileira e líder mundial na fabricação de bobinas de

madeira para indústrias de cabos elétricos.

Após o fornecimento de maquinários e soluções

para a fábrica da Madem no Bahrein, a Nazzareno foi

contratada para o mesmo serviço na planta de Rio

Negro (PR) do grupo florestal, em atividade desde outubro

de 2021.

“A Madem sempre prezou em produzir e entregar

para os clientes produtos com a melhor qualidade

possível e com o máximo de respeito ao meio

ambiente e também juntando a isso a matéria-prima

de qualidade, tornando sempre os negócios sustentáveis.

E encontramos na Nazzareno uma parceria

forte para cumprir os nossos objetivos”, enalteceu o

vice-presidente da Madem, João Domingos Piovesan.

Atualmente a fábrica tem conseguido uma produção

de 7t (toneladas) de pellets por hora e 14t de

biomassa por hora, sendo que toda a produção da

planta é direcionada exclusivamente para exportação

ao mercado europeu.

“Os maquinários que foram instalados com tecnologia

Nazzareno de ponta a ponta, sempre com foco

em novas tendências para o projeto de pellets. A fábrica

da Madem é uma planta inovadora, que mistura

dois tipos de biomassa, material seco e verde, e é a

primeira unidade a fazer isso no Brasil”, revela Francesco

Stella.

A fábrica inclusive já conta com a certificação

EnPLUS A1, que atesta a qualidade e segurança dos

pellets de biomassa produzidos pela Madem, uma

exigência para exportação do produto para a Europa.

“A Nazzareno tem apresentado soluções completas

para cumprir com os nossos objetivos. Além de

desenvolver um excelente trabalho na área técnica

“A Nazzareno tem

apresentado soluções

completas para cumprir

com os nossos objetivos”

João Domingos Piovesan,

vice-presidente da Madem

20

www.REVISTABIOMAIS.com.br


e entender as nossas necessidades, tem uma equipe

técnica que desenvolve e prima pelo projeto e atendimento

a cada cliente”, atesta João Domingos Piovesan.

MERCADO BRASILEIRO EM EVIDÊNCIA

A Costruzioni Nazzareno é líder no mercado europeu

na construção de pellets de biomassa e tem buscado

trazer essa referência para o Brasil, com cases de

sucesso como nas parcerias com a Madem, a Piovesan

e a Todesmade.

“A Nazzareno acredita que a produção de pellets

para biomassa é um produto fundamental. O pellet

é apenas uma parte da biomassa. A nossa previsão é

crescer ainda mais, justamente por essa disponibilidade

de biomassa no Brasil. O nosso foco é a América

do Sul, principalmente o Brasil, para trazermos tecnologias

para a produção de pellets para o país”, apontou

Francesco Stella.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 21


PRINCIPAL

Entre os produtos de destaque no mercado europeu,

disponibilizados pela Nazzareno no Brasil, estão

briquetes nos sistemas de pellets, secadores de esteira

e de tambor, trituradores, moinhos de martelos, filtros,

sistemas de cogeração de biomassa, agropellet,

misturadores horizontais e sistemas de alimentação,

armazenagem e transporte.

“Os valores que prezamos sempre são a qualidade

do produto, que para nós é fundamental, junto da

tecnologia, porque as atualizações no mercado mu-

“Nosso maior diferencial

está na engenharia.

Tudo deve ser moldado

no mesmo sistema

operativo”

Francesco Stella, diretor comercial

da Costruzioni Nazzareno

22 www.REVISTABIOMAIS.com.br


dam de ano a ano e a Nazzareno busca estar alinhada.

Também prezamos a confiança e o respeito com o

cliente, assim como a parceria, atentos no pós-venda.

Temos uma unidade operativa em Pouso Redondo

(SC), com mecânicos e serviços de assistência. Queremos

sempre melhorar nossa atuação no Brasil e no

mundo”, pontuou Francesco Stella.

Esse cuidado da Nazzareno é refletido diretamente

no maquinário que produzem biomassa apenas

a partir de madeiras, além de toda a montagem

das plantas dos clientes ser feita por profissionais da

própria empresa, sem utilizar equipes terceirizadas

para essas funções e também no pós-venda. “Nosso

maior diferencial está na engenharia. Tudo deve ser

moldado no mesmo sistema operativo. Não se pode

construir uma fábrica de pellets de madeira colocando

dentro do projeto mais empresas trabalhando juntas,

pois, na realidade, vai ser impossível administrar e

monitorar as operações e o desempenho da fábrica”,

alerta Francesco Stella.

Essa qualidade é reconhecida pelo mercado nacional

que cada vez mais aposta na empresa italiana

como fornecedora de maquinários e soluções para a

produção de pellets de biomassa, que permite economia

nos custos de energia e nas emissões de carbono,

sendo dessa forma mais sustentável em todo

processo, sem deixar de entregar rendimento financeiro

às empresas.

“Cada projeto tem suas particularidades e também

cada empresa tem sua cultura e objetivos. Atualmente

temos na área industrial equipamentos de

excelente qualidade e tecnologia, entre elas está a

Nazzareno com sua equipe técnica sempre pronta

a buscar soluções, entendemos que nada é perfeito,

mas sempre há tempo para se aperfeiçoar”, finaliza

João Domingos Piovesan.

A fábrica da Madem é

uma planta inovadora,

que mistura dois tipos de

biomassa, material seco e

verde, e é a primeira unidade

a fazer isso no Brasil”

Francesco Stella, diretor comercial

da Costruzioni Nazzareno

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

23


PELO MUNDO

NOVAS

REGRAS

FOTOS DIVULGAÇÃO

24 www.REVISTABIOMAIS.com.br


COMISSÃO DA UNIÃO EUROPEIA

ESTÁ EM NEGOCIAÇÕES INTERNAS

PARA ADOÇÃO DO GÁS NATURAL

E DA ENERGIA NUCLEAR COMO

SELOS VERDES

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

25


PELO MUNDO

A

Comissão Europeia adotou desde fevereiro

o regulamento que inclui o gás natural e a

energia nuclear em suas regras de taxonomia,

com apenas pequenas modificações

em relação ao rascunho enviado no final de janeiro

para os países-membros, segundo a comissária europeia

responsável pelo dossiê, Mairead McGuinness.

Em entrevista publicada no fim de janeiro no

jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, a representante

indicou que os protestos políticos e de organizações

climáticas não deverão causar mudanças bruscas no

texto sobre energias verdes.

"A proposta da Comissão chegará no dia 2 de

fevereiro e mudará só em mínima parte porque a Comissão

se atém ao procedimento. Mas, o Parlamento

Europeu não pode ser ignorado e deve parar com essa

loucura", replicou em sua conta no twitter o eurodepu-

tado alemão, Michael Bloss, que já atuou como relator

no pacote sobre o clima do bloco.

Os deputados da bancada verdes alemã, que

fazem parte do governo de Olaf Scholz, são os que

estão mais contrários à medida porque veem a decisão

como uma forma de burlar as metas estabelecidas

tanto em acordos europeus como no de Paris.

Um dos líderes da sigla até contradisse o governo

alemão e afirmou que o país não admite dar o selo

verde para as duas formas de energia - o Gabinete de

Scholz se opôs só ao nuclear.

Inclusive, a Alemanha está prestes a desligar suas

três usinas nucleares restantes no final deste ano e

eliminar o carvão até 2030.

Por outro lado, a França pretende modernizar os

reatores existentes e construir novos para atender às

suas necessidades futuras de energia. Berlim planeja

26 www.REVISTABIOMAIS.com.br


depender fortemente do gás natural até que ele possa

ser substituído por fontes de energia não poluentes.

A organização ClientEarth, que foca em advogados

da área ambiental, enviou formalmente um

parecer legal ao vice-presidente da Comissão Europeia,

Frans Timmermans, pedindo para que não fosse

adotada a medida.

Isso porque a taxonomia do gás e da energia

nuclear violariam o Acordo de Paris de 2015, a lei europeia

sobre o clima com as metas para 2030 e 2050,

com as obrigações previstas em dois artigos do tratado

sobre o funcionamento da UE (União Europeia)

e estão em contradição com as disposições gerais do

regulamento UE sobre taxonomia.

Entre outros pontos, se as duas formas de energia

forem taxadas como verdes, ficará mais fácil obter

financiamentos do tipo na UE.

A Alemanha está

prestes a desligar suas

três usinas nucleares

restantes no final deste

ano e eliminar o carvão

até 2030

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

27


ECONOMIA

REDUÇÃO

NA TARIFA

28 www.REVISTABIOMAIS.com.br


PROGRAMA DE INCENTIVO À REDUÇÃO

VOLUNTÁRIA NO CONSUMO DE ENERGIA

ELÉTRICA RESULTOU EM BÔNUS DE R$ 2,4

BILHÕES AOS BRASILEIROS

FOTOS DIVULGAÇÃO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

29


ECONOMIA

D

ados levantados pelo Governo Federal,

por meio do MME (Ministério de Minas e

Energia), apontam que o Programa de Incentivo

à Redução Voluntária do Consumo

de Energia Elétrica dará aos consumidores cerca de R$

2,4 bilhões de bônus na conta de luz de janeiro. Além

disso, gerou uma economia de 5,6 milhões de MWh

(megawatt/hora) no período, o que representa cerca

de 4,5% a menos na tarifa do consumidor residencial.

Conforme informações preliminares, o chamado

bônus para o consumidor gerou uma economia correspondente

ao consumo anual do Estado da Paraíba

ou do Rio Grande do Norte. Os 5,6 milhões de MWh

economizados são suficientes para abastecer 32,8

milhões de famílias por mês.

O valor também corresponde 3,81% da capacidade

máxima de armazenamento no subsistema sudeste/centro-oeste,

considerado a caixa d’água do Brasil.

Comparativamente, a energia equivale à geração das

usinas termelétricas de Angra I e II durante cerca de

quatro meses do ano.

Ressalte-se também que essa redução representa

aproximadamente 2,7% do consumo de energia

verificado em todo o Brasil de setembro a dezembro

de 2020, ano de referência para a apuração, demonstrando

a assertividade do programa e a aderência aos

propósitos para o qual foi estabelecido.

O programa vigorou de setembro a dezembro de

2021 e foi proposto pelo Governo Federal no âmbito

da CREG (Câmara de Regras Excepcionais para a

Gestão Hidroenergética) como uma das medidas para

enfrentamento do pior cenário de escassez hídrica da

história do país.

Além desses benefícios energéticos, os consumidores

irão receber, em termos de benefício econômico

direto, um total aproximado de R$ 2,4 bilhões.

Em termos de benefícios econômicos indiretos,

considerando que o custo da usina mais cara des-

30 www.REVISTABIOMAIS.com.br


pachada no período de outubro a dezembro foi de

R$ 2.533,20/MWh (UTE Araucária) e que o custo do

programa foi de R$ 500/MWh, pode-se estimar que os

consumidores economizaram quatro vezes mais, ou

seja, R$ 9,6 bilhões, caso se substituísse o programa

por geração termelétrica adicional ao custo da UTE

Araucária.

Considerando esses custos indiretos, estima-se

que houve uma economia de no mínimo 4,5% na

tarifa do consumidor residencial, uma vez que cada

kWh adicional de geração incorreria em custos mais

altos à medida que fontes mais caras tivessem de ser

acionadas. O Governo Federal permanece buscando o

aprimoramento de seus processos e instrumentos de

ação, num esforço contínuo para assegurar o suprimento

de energia elétrica para todos os brasileiros,

agregando segurança ao menor custo para a sociedade,

respeitando o cidadão e valorizando sua ação

consciente, voluntária e proativa, como foi concebido

neste exitoso programa.

Considerando esses

custos indiretos,

estima-se que houve

uma economia de

no mínimo 4,5% na

tarifa do consumidor

residencial

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

31


INOVAÇÃO

32 www.REVISTABIOMAIS.com.br


CRIPTOMOEDA

ENERGÉTICA

USINA ELÉTRICA

EM ITAOBIM (MG)

TEM CAPACIDADE

DE ABASTECER 10

MIL RESIDÊNCIAS E

UTILIZA RECURSOS DE

MOEDAS DIGITAIS

FOTOS DIVULGAÇÃO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

33


INOVAÇÃO

C

om recursos das taxas de transação da moeda

digital ENY (EnyCoin) será construída a primeira

usina de energia fotovoltaica do Brasil a

partir de investimentos em criptomoedas.

O fomento de projetos de geração renovável de energia

é visto como uma tendência que deve se intensificar a

cada dia, por oferecer retorno financeiro em curto e longo

prazo e menor risco que as fontes fósseis, como o petróleo,

o carvão mineral e o gás natural, todos oriundos da

decomposição de seres vivos, que trazem como principal

desvantagem a poluição ambiental.

A relação entre as criptomoedas e a usina solar é

simples. Quanto mais movimentação da moeda digital,

mais valorizada ela será e assim maiores investimentos no

complexo fotovoltaico serão realizados.

Esses investimentos serão divididos em quatro fases:

• Taxa de transação: nesta fase, uma parte da porcentagem

será destinada ao empreendimento;

• Tokenização: os interessados compram as frações das

usinas solares, de acordo com os seus interesses;

• Compradores privados: grupos receberão propostas

diferenciadas para viabilizar as obras;

• Reinvestimento sobre a produção: alavancagem,

para o desenvolvimento da usina, até que a meta de construção

de 15 MW (Megawatts) seja atingida.

A primeira usina do projeto será construída em Itaobim

(MG), sendo que dois projetos nos estados da Bahia e

Rio de Janeiro já estão sendo desenvolvidos pela EnyCoin.

“A obra gerará emprego e renda para o município e

mais: energia limpa, sustentável e renovável para todo o

Estado de Minas Gerais”, destacou o prefeito de Itaobim,

Fabiano Fernandes (DEM).

O projeto é composto por um complexo de energia

solar de grande porte, que converterá a luz do sol em

corrente alternada para, depois, ser transmitida, em forma

de energia elétrica, para a rede do SIN (Sistema Interligado

Nacional).

Como a usina fotovoltaica será instalada em uma área

isolada, a sua energia será enviada aos centros urbanos

por meio das linhas de transmissão. A previsão é que cada

polo, autorizado pelos órgãos competentes, trabalhe com

um megawatt de potência. Uma vez que cada residência

mineira consome em média 121.6 KW/mês (Kilowatts),

a usina de Itaobim terá capacidade para abastecer 10

34 www.REVISTABIOMAIS.com.br


mil casas, no mínimo, assim como os projetos no Rio de

Janeiro e na Bahia.

O investimento nos complexos fotovoltaicos tem o

potencial de auxiliar o Brasil a diversificar a matriz elétrica

nacional, permitindo maior redução de custos de energia

ao consumidor e diminuir o risco de desabastecimentos

elétricos.

Atualmente, o Brasil possui 4.357 usinas fotovoltaicas

em operação com uma capacidade de aproximadamente

3,84 GW (Gigawatts), segundo informações da ANEEL

(Agência Nacional de Energia Elétrica).

“O interesse do mercado nos ativos sustentáveis é

uma predisposição irreversível. Inclusive, as práticas ESG

(Environmental, social and corporate governance) estão se

tornando fator legítimo de competitividade das empresas,

sendo que muitas já estão adotando essas condutas. Não

tem como voltar ao passado: a cada dia a preocupação

com o meio ambiente se tornará o direcionamento do

processo produtivo para uma gestão eficaz”, finaliza o CEO

da EnergyPay, Marcos Silva.

A obra gerará emprego e

renda para o município

e mais: energia limpa,

sustentável e renovável

para todo o Estado de

Minas Gerais

Fabiano Fernandes, prefeito de

Itaobim (MG)

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

35


MERCADO

MERCADO

LIVRE

36 www.REVISTABIOMAIS.com.br


PERÍODO ÚMIDO DEVE REDUZIR

O PLD (PREÇO DA LIQUIDAÇÃO

DAS DIFERENÇAS) E ATRAIR MAIS

CONSUMIDORES PARA ESSE MODELO

FOTOS DIVULGAÇÃO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

37


MERCADO

A

partir de 1º de janeiro de 2022, aproximadamente

1,9 mil consumidores com carga igual

ou superior a 1 MW (Megawatts) se tornaram

livres e aptos a contratar qualquer tipo de fonte

energética no Mercado Livre de energia.

Esta é mais uma fase de abertura e redução da reserva

de mercado da energia incentivada no ACL (Ambiente de

Contratação Livre), que deve crescer entre 10% e 20% em

número de participantes este ano, com a migração de novos

consumidores interessados em celebrar contratos com

tarifas mais competitivas em relação ao mercado cativo das

distribuidoras, de acordo com avaliação do Grupo Safira, um

dos principais do ecossistema de energia do país.

“Estamos observando um período úmido muito bom

até o momento e isso deve fazer com que o PLD médio do

ano seja mais baixo do que em 2021, algo que incentiva a

migração de consumidores ao Mercado Livre, que buscam

previsibilidade e ganho financeiro neste ambiente”, avalia

o coordenador de Inteligência de Mercado do Grupo Safira,

Raphael Vasques.

O especialista avalia que não será uma migração expressiva

como foi registrada em 2016, mas a expectativa é que o

número de agentes salte dos atuais 10 mil para cerca de 12

mil, em 2022.

Com as regras

atuais, temos

muito espaço para

o crescimento do

Mercado Livre

Raphael Vasques, coordenador de

Inteligência de Mercado do Grupo Safira

38 www.REVISTABIOMAIS.com.br


“Com as regras atuais, temos muito espaço para o

crescimento do Mercado Livre, que ainda pode contar

com consumidores em comunhão que somem 0,5 MW de

demanda e tenham um agente agregador ou varejista que

os representem neste mercado”, completa Vasques.

Em 2021, o PLD médio ficou em R$ 274,14 por MWh

(Megawatts/hora) e neste 2022 o valor deve ficar mais baixo,

um pouco acima de R$ 200,00 o MWh, muito em função da

recuperação dos reservatórios.

Apesar dos investimentos em outras fontes de energia,

o mercado brasileiro ainda é muito dependente da hidrologia.

Segundo Vasques, a crise hídrica não está totalmente

descartada e a GD (Geração Distribuída), cujo marco regulatório

acaba de ser aprovado e que registrou um grande

crescimento em 2021, é uma das alternativas para diminuir

essa dependência e ainda dirimir investimentos em linhas

de transmissão, já que os painéis solares acabam sendo

instalados nos centros de consumo.

No ano passado a energia solar cresceu 65% em relação

a 2020 e atingiu 13 GW (Gigawatts) de potência instalada,

segundo números da ANEEL (Agência Nacional de Energia

Elétrica).

Estamos observando

um período úmido

muito bom até o

momento e isso deve

fazer com que o PLD

médio do ano seja mais

baixo do que em 2021

Raphael Vasques, coordenador de

Inteligência de Mercado do Grupo Safira

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

39


ARTIGO

SISTEMAS FOTOVOLTAICOS:

UMA ALTERNATIVA NA

GERAÇÃO DE ENERGIA

ELÉTRICA

FOTOS DIVULGAÇÃO

LUCAS VITOR DE

CASTRO CAVALCANTE

VINÍCIUS MAGNO

UCHÔA LIMA OLIVEIRA

40 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

41


ARTIGO

RESUMO

O

presente artigo possui uma abordagem

voltada para os sistemas fotovoltaicos como

alternativa na geração de energia elétrica.

Visando apresentar e demonstrar a viabilidade

do sistema em questão, a pesquisa apresentou inicialmente

o processo de produção de energia através do sistema

fotovoltaico, descrevendo todo o processo de produção.

Adiante é apresentada no artigo a classificação desse tipo

de sistema e como o mesmo encontra-se dividido, além

das características específicas de cada um. Uma apresentação

das células fotovoltaicas foi realizada, apontando os

diversos tipos existentes e suas especificações, em seguida

apresentaram-se as medidas que têm sido adotadas pelo

governo buscando incentivar a geração distribuída de

energia como forma de melhorar cada dia mais a sua

matriz energética.

Palavras-chave: Sistema fotovoltaico, Energia limpa,

Energia Elétrica.

1. INTRODUÇÃO

Um dos grandes problemas da humanidade na atualidade,

que promete um agravamento em um futuro bem

próximo, se as ações não forem tomadas é a questão da

energia. O mundo atual possui uma dependência sem precedentes

de energia elétrica e o modelo energético utilizado

na maior parte do mundo, principalmente nos países

industrializados é aquele fundamentado na utilização de

recursos poluentes e não renováveis que tem no petróleo

o seu principal representante. A crise energética mundial

vem ocorrendo de forma progressiva, aliada a isso existe

uma pressão muito grande para que se diminua a emissão

de gases tóxicos na atmosfera.

Atualmente existe um grande esforço conjunto,

voltado para a defesa das energias limpas, no entanto, não

apenas como uma mera alternativa para compor a matriz

energética das nações, mas sim como fonte principal de

abastecimento elétrico para a humanidade em um futuro

muito próximo. Pois, o uso do petróleo é responsável por

dois terços das emissões de gases que provocam o efeito

estufa, tendo na indústria e no combustível de veículos

automotores seus principais representantes (Pompelli et

al., 2011).

Outro aspecto a ser observado nesse contexto é a instabilidade

do preço do petróleo, e isso faz com que exista

uma relação direta entre a economia do petróleo e o incentivo

ao uso de outros tipos de energias. Quando o preço

do petróleo está elevado, aumenta sua substituição por

outras formas de energia, quando o seu preço se encontra

estável as verbas para outras fontes de energia escasseiam

(Furtado, 2013).

Diante dessa realidade, a energia fotovoltaica se

apresenta como uma das alternativas de energia limpa e

renovável. Seguindo essa perspectiva que se encontra o

tema desse artigo: Energia fotovoltaica: uma alternativa na

geração de energia elétrica. O objetivo principal do artigo

é demonstrar a viabilidade da produção de energia fotovoltaica

no Brasil. Dentre os objetivos específicos estão:

conceituar energia fotovoltaica; apresentar o cenário da

crise energética no Brasil; caracterizar as células fotovoltaicas

e identificar a viabilidade do sistema fotovoltaico.

Metodologicamente o artigo constituiu-se de uma

pesquisa bibliográfica de caráter explicativa, pois buscou

trabalhar os fatos por meio de registro, análise e interpretação,

com a preocupação de identificar suas causas. No

que diz respeito às técnicas de pesquisa, o levantamento e

coleta de dados se deu através de documentação indireta

com pesquisa bibliográfica e documental, onde todo o

material levantado foi lido, de forma a produzir o conhecimento

que resultou neste artigo.

A motivação para escolha do tema que resultou neste

trabalho encontra-se no fato, do mesmo se tratar de um

tema atual e que se encontra em plena discussão nos

nossos dias, em um mundo onde a energia é um elemento

preponderante para a sobrevivência da humanidade, onde

a busca pela utilização de energias limpas em substituição

aos combustíveis fósseis tem se tornado cada dia mais

presente na consciência dos governantes. Dessa forma,

este trabalho busca contribuir para essa discussão como

um elemento motivador para novas pesquisas.

2. A CRISE ENERGÉTICA NO BRASIL

A crise energética que o Brasil atravessa nos dias atuais,

não é uma exclusividade do país, no mundo inteiro o

problema não é recente, ele vem se revelando ao longo de

décadas e está ligado diretamente à opção por uma matriz

energética fundamentada em recursos não renováveis. Os

países industrializados, bem como os em desenvolvimento

adotaram modelos energéticos fundamentados no uso

do petróleo e seus derivados, em consequência de ser um

recurso não renovável, onde a maioria das jazidas encontra-se

em processo de esgotamento o que compromete

todo o processo de desenvolvimento das nações, seja ela

desenvolvida, ou em processo de desenvolvimento.

Por outro lado, o uso dessa matriz energética ainda

sofre a pressão da comunidade internacional por se tratar

de uma matriz altamente poluente e principal emissora de

42 www.REVISTABIOMAIS.com.br


No contexto atual

o país vive uma

crise energética

sem precedentes

em sua história,

motivada pelo

aumento gradativo

do consumo

gases tóxicos na atmosfera (Marques, 2012). Outro aspecto

de grande relevância é o que diz respeito à concentração

de reservas no Oriente Médio, os constantes conflitos

presentes na região acabam se tornando uma constante

ameaça ao abastecimento mundial. A guerra do YomKipur

no ano de 1973 deu início a uma sequência de eventos

críticos, seguida pela Revolução Islâmica no Irã e a Guerra

Irã – Iraque em 1979/1980.

A terceira crise foi perpetuada pela invasão do Kwait

pelo Iraque. A mais recente crise está ligada aos ataques

terroristas de setembro de 2001 aos EUA, e se estende

da Venezuela ao Oriente Médio com suas características

particulares. Todo esse processo se desdobra nos fatos

mais recentes onde as crises políticos sociais, envolvendo

produtores mais recentes como a Rússia, Nigéria, China,

Equador e Bolívia, ocasionando em retiradas de suas produções

do mercado (Marques, 2012).

Todas essas crises levaram a um processo sucessivo

do aumento de preço do barril do petróleo, o que acabou

reafirmando uma tendência depressiva da economia mundial.

Dessa forma, desde 1973 quando essa crise começa a

se desenhar, os sucessivos e incontroláveis aumentos do

preço do petróleo, tem produzido uma nova consciência

mundial no que diz respeito ao consumo e produção de

energia, tida até então pelo Homem como algo inerente a

sua convivência (Furtado, 2003).

O Brasil, apesar de sofrer as consequências das crises

mundiais, as causas para a atual crise que o país atravessa

são distintas. No contexto atual o país vive uma crise energética

sem precedentes em sua história, motivada pelo

aumento gradativo do consumo – uma necessidade dos

tempos contemporâneos – e principalmente pela falta de

investimento no setor, o que levou o país no ano de 2015

a um processo de racionamento imposto pelo Governo

Federal, onde todos os setores da sociedade passaram

a viver sob meta de redução de consumo, sob a ameaça

de suspensão no fornecimento e multas (Bronzatti; Neto,

2008).

Esse processo de crise não apareceu de uma hora para

outra, diversos fatores influenciaram para que se chegasse

à situação atual. Historicamente o país possui uma referência

na contração dos investimentos na transmissão, distribuição

e conservação de energia elétrica, além de uma

dependência das usinas hidrelétricas que são responsáveis

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

43


ARTIGO

por aproximadamente 90% de toda a energia consumida

no país, outro aspecto foram as mudanças ambientais que

ocorreram no país, incluindo aí os baixos índices pluviométricos

que influenciaram negativamente a matriz energética

do Brasil, crescimento da demanda em decorrência

do desenvolvimento econômico em diversos setores e o

próprio aumento do consumo de energia elétrica residencial

(Vichi Mansor, 2009).

Na busca por alternativas para solucionar o problema

da matriz energética mundial com base nos combustíveis

fósseis e finitos, diversas pesquisas têm sido realizadas

ao longo de anos, onde diversas alternativas de modelo

sustentável já foram apresentadas, baseadas em energias

limpas e renováveis. Dentre essas alternativas, várias já

estão em funcionamento nos mais diversos lugares do

mundo. No Brasil, durante a crise do petróleo na década de

1970, teve início um projeto de desenvolvimento energético

baseado em energias renováveis, a partir de produtos

derivados como cana de açúcar, mamona e outras fontes

orgânicas, conhecida como biocombustíveis (Pompelli et

al., 2011).

Além dos biocombustíveis outras formas de energia

limpa se destacam no cenário atual, como a energia solar, a

energia das marés, o biogás e a energia eólica. No entanto

é preciso que seja levada em consideração a necessidade

de um período de adaptação na mudança de um modelo

energético com base em combustíveis fósseis para modelos

sustentáveis, é preciso que se considere que se observe

o período de adaptação e, preponderantemente os

gastos. Apesar dos altos custos desses modelos de energia

renováveis muitos deles já começam a ser praticados em

larga escala em vários países do mundo, inclusive no Brasil

(Pompelli et al., 2011).

O Brasil vive na atualidade uma crise energética sem

precedentes na sua história apesar de possuir uma matriz

energética muito mais limpa do que a matriz energética

mundial. Um longo período de ausência de investimento

no setor, juntamente com um consumo crescente de energia

elétrica, tem levado o país a consequências como momentos

de apagão, racionamento e aumento das tarifas.

Não se pode perder de vista que essa crise é consequência

de uma longa trajetória marcada pela falta de

investimento na transmissão, distribuição, conservação

da energia elétrica e principalmente uma dependência do

país as usinas hidrelétricas, que responde por quase 90%

da produção de energia no país, aliado a isso as transformações

ambientais, principalmente os baixos índices

pluviométricos e aumento da demanda em consequência

do desenvolvimento de diversos setores econômicos

(Street, 2015).

3. ENERGIA FOTOVOLTAICA

Os sistemas denominados fotovoltaicos possuem a

capacidade de produzir energia elétrica por meio das

células fotovoltaicas. As chamadas células fotovoltaicas são

constituídas de materiais com capacidade para converter

a radiação solar em energia elétrica de forma direta,

por intermédio do denominado efeito fotovoltaico. No

contexto atual o silício é o material mais utilizado para este

fim. O processo fotovoltaico se dá, a partir do momento

em que, a luz do sol, por meio dos seus fótons, é absorvida

pela célula fotovoltaica. A energia oriunda dos fótons da

luz transfere-se para os elétrons que adquire a condição de

mover-se. Este movimento dos elétrons acaba gerando a

corrente elétrica (Alves et al., 2012).

As células fotovoltaicas possuem uma série de formas

a serem dispostas, no entanto, a forma mais utilizada é

a montagem de módulos ou painéis solares. Além deste

mecanismo, são utilizados também filmes flexíveis, que

possuem as mesmas características dos painéis, ou ainda, a

integração das células em outros materiais. A depender do

uso a serem destinadas, as células poderão ser montadas

em diversas formas distintas, de modo a promover a maximização

da eficiência, além de se adequar as mais diversas

necessidades e possibilidades (Cabral; Vieira, 2012).

Os elétrons situam-se em uma órbita estacionária de

energia de um átomo, até que o mesmo absorva ou emita

energia, passando assim para outra órbita estacionária. A

transição eletrônica entre as órbitas origina-se através do

ganho ou da excedência de energia. Basicamente, existem

três tipos de bandas de energia que classificam os níveis da

quantidade necessária para que um elétron seja capaz de

realizar a transação: banda de valência, banda proibida e

banda de condução. A banda de valência refere-se a órbita

no qual o elétron se encontra sob a intensa ação da força

do núcleo atômico. A banda proibida trata-se de uma faixa

de energia que o elétron precisa penetrar para seguir na

banda da condução que se caracteriza pela liberdade que

o elétron possui de interagir com a sua vizinhança (Alves,

2007).

Um sistema fotovoltaico de energia, que funciona de

forma isolada, compõe-se por um conjunto de parâmetros

fotovoltaicos e equipamentos complementares que

incluem baterias, controladores de carga e inversores, nos

quais variam conforme a aplicação do sistema fotovoltaico.

De acordo com Carlos, (2011) o fenômeno fotovoltaico

44 www.REVISTABIOMAIS.com.br


foi observado pela primeira vez na história por Edmond

Bequerel no ano de 1839, o mesmo corresponde ao surgimento

de uma desigualdade de potência nos extremos de

um semicondutor, quando ocorre a absorção da luz visível

por parte deste. A energia fotovoltaica apresenta uma série

de vantagens, dentre elas as adiante elencadas:

∙ Energia limpa, pois não emite poluentes durante a

geração da eletricidade;

∙ Existe a possibilidade de instalação em todas as partes

do planeta;

∙ A matéria prima destinada à sua produção é infinita.

No entanto, algumas desvantagens são apresentadas pelo

sistema fotovoltaico. A figura a seguir apresenta o mapa de

radiação solar do Brasil.

No entanto, algumas desvantagens são apresentadas

pelo sistema fotovoltaico:

Em comparação a fontes de energias fósseis, a sua

densidade (o fluxo de potencial que chega à superfície

terrestre) é diminuta, apenas


ARTIGO

mundo, levando em consideração a potência já contratada

e o nível de expansão das outras nações. Estudos voltados

para o setor elétrico preveem que em 2050 cerca de

18% das residências no Brasil já irão dispor de geração de

energia fotovoltaica, ou aproximadamente 13% do total da

demanda de eletricidade residencial (MME Brasil, 2015).

Em virtude dessa política de crescimento de energias

renováveis no ano de 2014 aconteceu a primeira contratação

de energia solar de geração pública centralizada. No

ano seguinte, dois novos leilões foram realizados somando

um total de 2.653 MW contratados, com previsão de início

de produção em 2017 e 2018. A modalidade dos leilões

aconteceu no formato energia de reserva, com o objetivo

de incrementar a utilização de energia fotovoltaica no

Brasil. Essas ações são de grande relevância se for levado

em consideração o potencial energético fotovoltaico do

Brasil. A região Nordeste possui os maiores valores de

irradiação solar global, com a maior média (18 MJ/m2 dia)

e menor variabilidade anual, comparada com as outras

regiões geográficas. A região central do estado da Bahia é a

que apresenta os maiores valores de irradiação solar (MME

Brasil, 2016).

Dentre as ações adotadas pelo governo a fim de

ampliar à geração de energia fotovoltaica, em 2015 foi

lançado pelo Ministério de Minas e Energia o PROGD

(Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de

Energia Elétrica). A expectativa é que o programa movimente

em torno de R$: 100 bilhões em investimentos, até

2030. Possibilitando que aproximadamente 2,7 milhões

de estabelecimentos possam ter energia produzida por

eles mesmos. Podendo resultar em 23.500 MW de energia

limpa e renovável, o que corresponde a 50% da produção

da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Dentre as medidas propostas pelo programa está a

atualização da Resolução Normativa no 482 da ANEEL

(Agência Nacional de Energia Elétrica) que estabelece

a criação dos créditos de energia entre o consumidor-

-gerador e as distribuidoras, tornando mais interessante

aos consumidores instalar equipamentos de geração de

energia, como os painéis fotovoltaicos e as microturbinas

eólicas para a produção de sua própria energia. De acordo

com o MME Brasil (2015) os principais pontos modificados

foram os seguintes:

a) Prazo: de acordo com a nova medida, quando a

quantidade de energia produzida pelo consumidor em certo

mês for maior do que a que ele consumiu no mesmo período,

o mesmo passa a ter um prazo de 60 meses para uso

dos créditos, ao invés dos 36 estabelecidos no passado;

b) Autoconsumo remoto: consiste da possibilidade do

consumidor poder fazer uso dos créditos a fim de quitar fatura

de outros imóveis que o mesmo possua a titularidade

do contrato e que o imóvel esteja em uma área de atuação

da mesma distribuidora;

c) Condomínios: a nova regulamentação permite que

sejam instalados equipamentos geradores de energia em

condomínios, onde a energia gerada poderá ser dividida

entre os condôminos;

d) Consórcios: outra novidade é a ”geração compartilhada”,

que cria a possibilidade de vários interessados se

unirem em formato de consórcio ou cooperativa, promovam

a instalação de sistemas de geração e distribuam a

energia produzida para reduzir as faturas dos participantes.

Além dessas medidas o programa prevê ainda:

∙ Isenção de ICMS;

∙ Isenção de PIS/Cofins;

∙ Redução do Imposto de Importação;

∙ Apoio do BNDES.

Com essas ações o custo de implantação de um sistema

fotovoltaico deve ter uma redução em torno de 20%,

além da possibilidade de financiamento pelo BNDES.

Desse modo, é possível verificar que o Brasil tem

realizado esforços para promover a geração distribuída

de energia, em decorrência das vantagens apresentadas

pela mesma, principalmente por se constituírem de fontes

limpas e renováveis como é o caso da fotovoltaica, além

disso, este tipo de energia é extremamente importante

para a preservação do meio ambiente, pois, não emitem

gases causadores do efeito estufa. Portanto, investir na

energia fotovoltaica é acima de tudo uma necessidade dos

tempos modernos da qual o Brasil não tem se eximido,

apesar de estar aquém da sua capacidade de geração e

muito distante dos países grandes produtores deste tipo

de energia limpa.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto ao longo do trabalho, foi possível

observar que a questão energética é um dos grandes

problemas da humanidade atualmente, isto, por uma série

de fatores, um deles é a opção por uma matriz energética

fundamentada nos combustíveis fósseis, e aí é preciso

considerar tanto a sua possível escassez, como os danos

provocados pelos gases oriundos da queima dos derivados

desses combustíveis.

Nesse contexto, existe uma luta sendo travada por

ambientalistas e organismos internacionais, que defendem

a diminuição da emissão de gases poluentes na atmosfera,

o que tem levado as grandes nações industrializadas a

repensarem as suas matrizes energéticas, buscando com-

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pô-las com fontes de energia limpa e renováveis.

É diante dessa problemática que o sistema de produção

de energia denominado de fotovoltaica, se apresenta

como uma das alternativas para atender essa demanda

que vem crescendo a cada dia por energia limpa, em decorrência

da pressão dos ambientalistas e dos organismos

internacionais que atuam em defesa do meio ambiente.

Nesse cenário o Brasil é altamente favorecido pelas questões

climatológicas que torna a utilização deste tipo de

energia em plenamente viável.

A fim de demonstrar a viabilidade do sistema fotovoltaico

como uma alternativa de produção de energia

elétrica, a pesquisa procurou apresentar de forma pormenorizada

o processo de funcionamento do sistema, além

de apontar a série de vantagens que o mesmo possui, mas

sem deixar de também revelar as suas desvantagens.

Outro aspecto que foi cuidadosamente tratado pela

pesquisa foi o que diz respeito à classificação dos sistemas

fotovoltaicos, a pesquisa apresentou os dois tipos de

sistema (isolado e conectado a rede), onde cada um foi

devidamente caracterizado e descrito com o objetivo de

proporcionar uma maior compreensão sobre os mesmos.

Diante desse contexto, no Brasil o que se verifica é que

a crise atravessada pelo país no setor energético ocorre por

uma série de fatores, mas principalmente pela ausência de

investimento no setor ao longo de anos. Quando comparada

a sua matriz energética com a matriz mundial se

constata que o país possui uma matriz mais limpa, o que

pode ser visto como uma vantagem a partir do momento

em que o país busque melhorar ainda mais a qualidade da

sua matriz energética, quando se trata do uso de energia

limpa. Atendendo dessa forma, as reivindicações daqueles

que militam em favor do meio ambiente e tornando-se

menos dependente dos combustíveis fósseis para geração

de energia elétrica. Além de estar dando um grande passo

para adquirir sua autonomia energética.

Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento.

- Link de acesso:https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-eletrica/energia-eletrica

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AGENDA

FEVEREIRO 2022

E-WORLD

Data: 8 a 10

Local: Essen (Alemanha)

Informações: www.e-world-essen.com/en/

DESTAQUE

MARÇO 2022

V CONFERÊNCIA NACIONAL DE PCHs E CGHs

Data: 24 e 25

Local: Curitiba (PR)

Informações: www.viex-americas.com/eventos/abrapch/

Imagem: divulgação

UTCAL SUMMIT 2022

Data: 29 a 1º de abril

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Informações: www.utcamericalatina.org/

MAIO 2022

XXI SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO

E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

Data: 15 a 18

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Informações: xxvisnptee.com.br/

JUNHO 2022

ECOENERGY

Data: 7 a 9

Local: São Paulo (SP)

Informações: feiraecoenergy.com.br/16/

SENDI VITÓRIA

Data: 21 a 24

Local: Serra (ES)

Informações: www.sendi.org.br/

FENASUCRO & AGROCANA

Data: 16 a 19 de agosto

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