21.02.2022 Views

Exposição Bonfilho Faria

Create successful ePaper yourself

Turn your PDF publications into a flip-book with our unique Google optimized e-Paper software.


1. Enquadramento do Tema

Esta exposição pretende dar a conhecer as várias

vertentes de Bonfilho Faria, um calipolense

orgulhoso da sua terra e da sua região. Fotógrafo,

canteiro, escultor, consultor e publicista, muitos

foram os trabalhos que desempenhou, que levaram a

todo o país o nome de Vila Viçosa e da Zona dos

Mármores.

A exposição enquadra-se no projeto Artes & Letras

(ALT20-06-5141-FEDER-001146) que está a ser

desenvolvido pelo Centro de Estudos CECHAP

(Vila Viçosa), com o objetivo de valorizar as figuras

da Região dos Mármores que se destacaram ao

nível da literatura, artes e cultura em geral.


2. Dados Biográficos

Bonfilho Augusto Rainho Faria nasceu a 29 de

janeiro de 1895, na Rua das Vaqueiras, onde residiam

os seus pais: Bartolomeu Augusto de Faria, sapateiro,

e Maria da Purificação Rainho. Foi batizado a 20 de

fevereiro do mesmo ano, na igreja de São

Bartolomeu de Vila Viçosa, tendo sido seu padrinho

João Maria Espanca, pai da poetisa Florbela Espanca.

Assento de Batismo de Bonfilho Faria.

Arquivo Distrital de Évora, Paroquiais, Vila Viçosa, Paróquia de

S. Bartolomeu, Livro 133, Caixa 25

Igreja Paroquial de São Bartolomeu de Vila Viçosa.

C. Filipe. Arquivo Fotográfico CECHAP


Bonfilho frequentou o ensino primário em Vila

Viçosa e, aos 16 anos de idade, iniciou a sua

formação profissional como canteiro e escultor

numa oficina, na mesma vila. Esta profissão

acompanhou-o durante toda a vida, tendo sido

um grande entusiasta da arte da cantaria.

Em 1917 embarcou para Flandres, integrado no

Corpo Expedicionário Português, para participar

na I Guerra Mundial.

No dia 22 de julho de 1920, casou com Ana

Maria Lopes Garcia, natural de Vila Viçosa, filha

Assento de Óbito de Bonfilho Faria.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, 2ª Conservatória do

Registo Civil de Lisboa, Livro de Óbitos n.º 229 de 1969

de Clemente José Garcia e de Maria da Boamorte,

de quem teve um filho: Augusto Garcia Rainho

Faria. Bonfilho faleceu a 17 de novembro de

1969, na freguesia de São Jorge de Arroios,

Lisboa; está sepultado no talhão dos Combatentes

da Grande Guerra, no Cemitério do Alto de São

João, em Lisboa.

Extrato de casamento de Bonfilho com Ana Maria.

Arquivo Distrital de Évora, Conservatória do Registo Civil de

Vila Viçosa, Liv. 10


3. Os Mármores de Vila Viçosa e a aprendizagem do ofício

A atividade profissional de Bonfilho Faria prendeu-se,

desde cedo, a aptidões artísticas. A sua formação, iniciada

aos 16 anos, numa oficina de mármore em Vila Viçosa,

permitiu-lhe aprender um ofício que lhe atribuiu as

aptidões profissionais para seguir a carreira de

marmorista e canteiro. Até ao início da sua vida militar,

Bonfilho trabalhou na área dos mármores, tendo-a

interrompido quando os ventos da Guerra sopraram

sobre a Europa.

Gravura de Azinhal Abelho. Bonfilho, na juventude, com o seu

bandolim (título atribuído).

Folha de Sala da Monografia Fotográfica de Vila Viçosa, 1964

Assinatura de Bonfilho Augusto Rainho Faria em documento datado de 1964

Pedreira de mármore em Vila Viçosa. Finais dos anos 20 do século XX.

Arquivo Fotográfico CECHAP


4. CEP – I Guerra Mundial

Em 1917, aos 22 anos, embarcou para a Flandres,

incluído no Corpo Expedicionário Português, tendo

participado na I Guerra Mundial como 1º Cabo de

Infantaria. Após a derrota das tropas portuguesas em La

Lys, no dia 9 de abril de 1918, foi aprisionado pelos

alemães e levado para o Campo de Friedrichsfeld

(Wesel, Alemanha). Regressou a Portugal depois do

armistício, tendo desembarcado em Lisboa, no dia 18 de

janeiro de 1919.

Imagem ilustrativa. Oficial do CEP dando ordens antes do

embarque para França.

http://hemerotecadigital.cmlisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/1917/N588/N588_item1/i

ndex.html

Ficha de identificação de Bonfilho Augusto Rainho

Faria no Corpo Expedicionário Português da Flandres.

Arquivo Histórico Militar, Corpo Expedicionário

Português, Sargentos e Praças, Caixa 26, 23436


5. O percurso como industrial do sector dos mármores

Após ter regressado da I Guerra Mundial, Bonfilho

Faria retornou a Vila Viçosa, dando continuidade à sua

atividade profissional como canteiro/marmorista.

Em 1926, juntamente com membros da elite local

calipolense, fundou a Sociedade dos Mármores de Vila

Viçosa, com um capital inicial de 310 contos e sede em

Lisboa. Em Vila Viçosa, no Campo da Restauração,

Oficinas de mármore no Campo da Restauração.

Anos 20, séc. XX.

Arquivo Fotográfico CECHAP

conhecido à época como a avenida das oficinas de mármore,

situavam-se as oficinas de cantaria de Bonfilho, diretor

técnico da Sociedade.

A empresa, além do seu cunho de transformação,

detinha ainda locais de extração de mármore em

Bencatel: a pedreira n.º 152 - explorada a partir de

1929, localizada em Coutos, Figueira e Olival da

Estacaria, e a pedreira n.º 360 - explorada a partir de

1936, localizada em Figueira das Cabanas.

Publicidade à Sociedade dos Mármores de Vila Viçosa, Lda.

Revista Portugueza, n. 1, 1928


5.1 - A “SOCIMAR” nas exposições industriais em Portugal

A Sociedade dos Mármores de Vila Viçosa marcou

presença em várias feiras e exposições industriais

com o objetivo de promover o mármore de Vila

Viçosa.

Em 1926 e 1927 participou na Feira Comercial e

Industrial de Estremoz, onde arrecadou o 1º Prémio

com as obras em mármore de Bonfilho Faria.

Stand da Sociedade dos Mármores de Vila Viçosa, Lda. com peças de

cantaria e escultura de Bonfilho.

Fotograma do filme «A exposição agrícola, pecuária e industrial de

Estremoz» no ano de 1927

Obra de Bonfilho Faria premiada em 1927, na Exposição

Industrial de Estremoz.

Revista Portugueza, n. 1, 1928

Publicidade do stand da Sociedade dos Mármores de Vila Viçosa, Lda.

Fotograma do filme «A exposição agrícola, pecuária e industrial de

Estremoz» no ano de 1927


Em 1930 participou na Exposição Regional do Distrito de

Setúbal, onde também recebeu o 1º Prémio com uma

escultura de Cristo Crucificado, considerada uma “obraprima

da anatomia”.

Em 1931, em Setúbal, na sequência da sua participação na

exposição de 1930, foi inaugurado o Monumento aos

Mortos da Grande Guerra, um obelisco em mármore da

autoria de Bonfilho Faria, produzido nas oficinas de Abílio

V. G. Salreu.

Cartaz da Exposição de 1930.

Hemeroteca da biblioteca Pública Municipal de Setúbal

Inauguração do Monumentos aos Mortos da Grande Guerra em Setúbal em 1931.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Empresa Pública Jornal O Século, Álbuns

Gerais, n.º 21, doc. 1353F

Entrada principal da Exposição Regional de Setúbal de 1930.

Hemeroteca da Biblioteca Pública Municipal de Setúbal


Em 1932, Bonfilho Faria participou, com a Sociedade

de Mármores de Vila Viçosa, na Exposição Industrial

Portuguesa, organizada pela Associação Industrial

Portuguesa. Neste certame realizado em Lisboa - no

Parque Eduardo VII, no Pavilhão das Exposições e

Festas, atual Pavilhão Carlos Lopes - foi agraciado

com a mais alta recompensa: Membro de Júri, como consta

do seu Curriculum Vitae.

Foto-reportagem sobre a Exposição Industrial Portuguesa.

Ilustração, n.º 19, 1 de outubro de 1932

Pavilhão onde decorreu a Grande Exposição Industrial Portuguesa de 1932.

restosdecoleccao.blogspot.com


Publicidade à “SOCIMAR” de que Bonfilho Faria era diretor técnico.

Callipole: por Vila Viçosa – a bem da Nação, n. 14, 1934


6. A imprensa: em prol dos mármores e do Alentejo

Bonfilho Faria não só divulgou Vila Viçosa e

o Alentejo através da sua arte e know-how na

área da cantaria e dos mármores, como foi

também um dos inúmeros publicistas

calipolenses da primeira metade do século

XX, que se ocupavam em escrever artigos

sobre assuntos de interesse público. A sua

participação em jornais regionais e locais fezse

sentir na defesa da região e da sua

prosperidade económica e social. A sua

passagem pelo Grémio de Acção Calipolense veio

vincar mais esse aspeto da sua atuação na

Vila Viçosa dos anos 30 do século XX. Em

1934, fundou com outros membros da elite

intelectual calipolense, o jornal Callipole: Por

Vila Viçosa - a bem da Nação, assente no

ideário integralista e restaurador do Estado

Novo.

Artigo sobre a necessidade de criar uma escola industrial em Vila

Viçosa para colmatar a falta de mão de obra qualificada nas pedreiras

e indústria dos mármores, então em franco desenvolvimento.

Notícias do Alentejo, n. 93, de 25 de junho 1933


O Notícias do Alentejo, periódico editado em Vila

Viçosa, nos anos 20 e 30 do século XX, recebeu

contributos de Bonfilho Faria, nomeadamente,

artigos sobre a indústria dos mármores. É o caso

deste artigo sobre a excelência dos mármores

calipolenses para a estatuária e cantaria artística.

Bonfilho esteve sempre atento às necessidades

da sua terra e do setor dos mármores.

Publicidade à Sociedade dos Mármores de Vila Viçosa, Lda.

Notícias do Alentejo, n.97, de 30 de julho 1933

Artigo sobre a grande capacidade plástica do mármore de Vila Viçosa para estatuária.

Notícias do Alentejo, n. 97, de 30 de julho 1933


O Callipole: por Vila Viçosa a bem da Nação, foi um

periódico bissemanal publicado pelo Grémio de Acção

Calipolense. Este Grémio, constituído por 10

membros, onde se incluíam Saraiva Palmeiro, Costa

Ramos e Bonfilho Faria, apresentava-se como uma

liga regionalista que tem como programa fundamental as

seguintes aspirações: 1.ª Integrar-se, com dedicação patriótica,

no movimento de reabilitação do país (…); 2.ª Ser útil ao

Município, á Província e á Nação, amando e servindo o

concelho de Vila Viçosa.

Nos 17 números do periódico, publicados entre

outubro de 1934 e dezembro de 1935, Bonfilho

assumiu o cargo de editor e redator principal.

Primeiro número do jornal Callipole: por Vila Viçosa – a bem da Nação,

publicado em 20 de outubro de 1934 pelo Grémio de Acção Calipolense.

Artigo assinado por Bonfilho Faria sobre a transferência

da Festas dos Capuchos para o Largo da Lapa.

Callipole: por Vila Viçosa – a bem da Nação, n. 3


Artigo de Emídio Amaro, publicado na Revista Portugueza em 1928, sobre os mármores alentejanos em

que se faz referência expressa a Bonfilho Faria e à Sociedade dos Mármores de Vila Viçosa, Lda., da qual era

diretor técnico.


Continuação do artigo.


Continuação do artigo.


7. A descoberta de Lisboa

Lisboa não seria um mundo desconhecido para Bonfilho Faria quando, em 1938, decide mudar-se para a

capital de forma a acompanhar, nos estudos, o seu filho Augusto Faria.

Radicando-se na Avenida Almirante Reis, freguesia de São Jorge de Arroios, Bonfilho inicia a segunda fase

da sua vida profissional e a de mais intensa atividade, como refere no seu Curriculum Vitae. Em Lisboa, continua

a sua atividade como canteiro-escultor agora trabalhando, diretamente, com profissionais da região de Pêro

Pinheiro, sobretudo, com a firma Pé-Leve, a quem entrega muitas das encomendas que lhe eram feitas.

Avenida Almirante Reis. E. Portugal, 1939.

https://lisboadeantigamente.blogspot.com/2016/02/avenida-almirante-reis.html


8. Bonfilho Faria e os arquitetos: colaboração e influência

Uma vez em Lisboa, o trabalho de Bonfilho

Faria foi muito apreciado por um conjunto de

destacados arquitetos no panorama da época,

entre os quais Pereira Cruz, Chambers Ramos

e João Simões. Bonfilho trabalhou,

diretamente, com estes arquitetos em obras

importantes, nos trabalhos de cantaria, como

consultor, diretor, fornecedor ou com a

responsabilidade dos acabamentos.

Uma empreitada marcante no Curriculum Vitae

Arquiteto João Simões.

pt.wikipedia.org

Arquiteto Carlos Chambers

Ramos.

cvc.instituto-camoes.pt

deste calipolense, foi o restauro do Palácio do

Sobralinho - propriedade adquirida pela

Família Espírito Santo Silva - depois do

incêndio que o destruiu quase por completo;

nesta obra trabalhou, quase quatro anos,

ininterruptamente.

Arquiteto Alberto Pereira Cruz.

iscte-iul.pt

Bonfilho Faria, 1966.

Arquivo –Biblioteca Fundação

Calouste Gulbenkian. Ficha de

Processo de Candidatura a Bolsa

de Estudo


8.1 Com o Arquiteto Carlos Ramos

Escadaria principal da Câmara Municipal do Porto. Mármores Ruivina.

C. Filipe – Arquivo Fotográfico CECHAP


Sala dos Passos Perdidos da Câmara Municipal do Porto.

Arquivo da Câmara Municipal do Porto.


Escadaria do Tribunal de Évora. Granito e Mármore.

Tribunal de Évora


Escadaria do Tribunal de Évora. Granito e Mármore.

Tribunal de Évora


Claustro do Tribunal de Évora. Granito.

Tribunal de Évora


8.2 Com o Arquiteto João Simões Antunes

Edifício da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau projetado por João Simões Antunes. Atual Museu do Oriente.

J. Martinho


8.3 Palácio do Sobralinho (Alhandra – Vila Franca de Xira)

Bonfilho Faria trabalhou, às expensas do

Capitão Rodrigo Leite de Faria e de sua mulher

Rita do Espírito Santo, nas obras de restauro do

Palácio do Sobralinho. Este monumento sofreu

um incêndio em 1944, sendo restaurado nas

décadas de 50 e 60. No seu Curriculum Vitae,

Bonfilho Faria qualifica esse trabalho como obra

valiosa, decerto, a que maior esforço técnico me obrigou.

Claustro do Palácio do Sobralinho.

Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

Escadaria e portal artístico do Palácio do Sobralinho.

Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

Átrio do Palácio do Sobralinho.

Câmara Municipal de Vila Franca de Xira


9. Uma busca constante na arte do canteiro: saber e formar

Bonfilho Faria foi aprimorando o seu trabalho

como canteiro artístico colaborando com industriais

e artistas locais. Durante muito anos, este

calipolense desenvolveu um estudo com o fim de

documentar e ensinar de forma mais clara possível a difícil

missão de desenhar e detalhar as mais complicadas peças de

cantaria.

O estudo aprofundado sobre a cantaria e a sua

evolução ao longo dos tempos, permitem-nos

afirmar que Bonfilho não se teria limitado a uma

formação meramente técnica, mas procurou

também uma formação estética e artística, de modo

a perceber as dinâmicas da execução da sua arte.

Ao mesmo tempo que se instruía na área da

cantaria artística, promovia a formação de novos

canteiros pois, nas suas palavras, existia o grave

problema da falta de mão de obra especializada.

Fotografia do pórtico da Igreja de Nossa Senhora da Lapa de Vila Viçosa,

com quadrícula de estudo de proporções, realizada por Bonfilho Faria.

Biblioteca de Arte Calouste Gulbenkian.


10. A oportunidade do reconhecimento enquanto consultor

A bolsa de estudo atribuída a Bonfilho Faria em 1964, pela Fundação Calouste Gulbenkian, permitiulhe

atingir um reconhecimento enquanto mestre e consultor de cantaria artística no seio daquela

instituição. Consagrado pelo seu trabalho enquanto bolseiro, foi proposto pela administração, com o

apoio do arquiteto Carlos Ramos, para ser o responsável técnico pelos acabamentos no edifico sede e

museu da Fundação. Em 1966, foi designado para a direcção do fornecimento e colocação de um forro em granito

de Gáfete, brunido nos referidos edificados.

Construção do edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian.

restosdecoleccao.blogspot.com


Construção do edifício do Museu da

Fundação Calouste Gulbenkian.

restosdecoleccao.blogspot.com

Edifício do Museu Calouste

Gulbenkian.

planetaeuropa.com


11. A paixão pela fotografia

A fotografia foi outra das vertentes deste ilustre calipolense,

incutida desde cedo pelo seu padrinho de batismo, João Maria

Espanca. A relação criada com a Fundação Calouste

Gulbenkian permitiu-lhe que, entre os dias 19 de setembro e 6

de outubro de 1964, exibisse, no Palácio Foz em Lisboa, a

Monografia Fotográfica de Vila Viçosa. Esta exposição, que juntou

448 imagens, teve o apoio do Secretariado Nacional de

Informação e recebeu as melhores críticas na imprensa nacional

e regional. O evento deu a conhecer à capital as riquezas

patrimoniais e pitorescas da vila ducal.

Folha de Sala da Monografia Fotográfica de Vila Viçosa.

Arquivo Pessoal C. Filipe

Algumas fotografias da Exposição Monográfica à guarda do

Grupo de Amigos de Vila Viçosa.

Arquivo Fotográfico CECHAP


As fotografias expostas no Palácio Foz

resultaram de um trabalho de

documentação das melhorias que se

efetuaram em Vila Viçosa, com as

intervenções do Ministério das Obras

Públicas, promovidas pelo ministro Eng.

Duarte Pacheco. Além desta vertente

enaltecedora dos projetos do Estado

Novo, as fotografias de Bonfilho serviam

também para documentar o seu trabalho

no estudo e promoção do ofício de

canteiro e marmorista: os resultados

conseguidos com a análise das obras

fotografadas, têm sido preciosos, contribuindo

muito para um ensino sério da cantaria lavrada,

tal como se pretende, pela variedade dos temas

focados e pela qualidade indiscutível dos mesmos

– referia em 1966, no seu relatório da

bolsa de estudo.

Texto de Azinhal Abelho sobre Bonfilho Faria.

Folha de Sala da Monografia Fotográfica de Vila Viçosa


A coleção fotográfica da exposição foi oferecida, por

Bonfilho Faria, ao Grupo de Amigos de Vila Viçosa que a tem

guardada e nos cedeu algumas imagens deste vasto e

importante espólio que, não se debruçando apenas pelo

tema dos monumentos, apresenta muitas fotografias sobre o

quotidiano da vila e as profissões tradicionais desta região.

Arca onde se guarda o espólio fotográfico de Bonfilho Faria.

Arquivo Fotográfico CECHAP

Espólio fotográfico de Bonfilho Faria.

Arquivo Fotográfico CECHAP

Negativos em vidro de algumas fotografias de Bonfilho Faria.

Arquivo Fotográfico CECHAP


Texto introdutório da exposição monográfica, escrito por Bonfilho Faria, em 1964


Estátua de D. João IV: face posterior.

B. Faria. Cedida pelo Grupo de Amigos de Vila Viçosa

Jardim do Paço Ducal.

B. Faria. Cedida pelo Grupo de Amigos de Vila Viçosa


Rua Dr. Gomes Jardim.

B. Faria. Cedida pelo Grupo de Amigos de Vila Viçosa

Palácio Ducal: aspeto de Claustro.

B. Faria. Cedida pelo Grupo de Amigos de Vila Viçosa

Revista Alentejana, Ano XXIX – n.º 330, edição Casa do

Alentejo, 1964


Figuras rurais: boieiro examinando um chocalho.

B. Faria. Cedida pelo Grupo de Amigos de Vila Viçosa

Palácio Ducal: Cozinha ducal.

B. Faria. Cedida pelo Grupo de Amigos de Vila Viçosa

Gazeta dos Caminhos de Ferro, Ano LXXVII – n.º 1843


Fontes e Bibliografia

ARQUIVO DISTRITAL DE ÉVORA

Livro de Registos Paroquiais, Vila Viçosa, Paróquia de S. Bartolomeu, Livro 133, Caixa 25

Conservatória do Registo Civil de Vila Viçosa, Liv. 10

ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO

2ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa, Livro de Óbitos n.º 229 de 1969

Empresa Pública Jornal O Século, Álbuns Gerais, n.º 21, doc. 1353F

ARQUIVO HISTÓRICO MILITAR

Corpo Expedicionário Português, Sargentos e Praças, Caixa 26, 23436

ARQUIVO CONTEMPORÂNEO DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

Direção-Geral dos Impostos, Lisboa, Lisboa 4-A, Imposto Sucessório, 15503

BIBLIOTECA DE ARTE CALOUSTE GULBENKIAN

Bolsas de Estudo, Arquitetura e Urbanismo, 1964, Faria (Bonfilho Augusto Rainho)

ARQUIVO CECHAP - FUNDO DOCUMENTAL DIGITAL

Folha de Sala da Monografia Fotográfica de Vila Viçosa. Grupo de Amigos de Vila Viçosa, Vila Viçosa, 1964

Vila Viçosa: a vila museu. Catálogo da Monografia fotográfica, SNI, Lisboa, 1964

Revista Alentejana, Ano XXIX – n.º 330, outubro de 1964

Notícias do Alentejo, n. 93, de 25 de junho 1933

Notícias do Alentejo, n. 97, de 30 de julho 1933

Callipole: por Vila Viçosa – a bem da Nação, n. 1, de 20 de outubro de 1934

Revista Portuguesa , n. 1, 1928

Ferreira, Diogo. “Monumento aos Mortos da Grande Guerra”. In Setúbal no centro do mundo – 165 anos do jornal o Setubalense, coord. Alberico Afonso Costa, 99 –

102. Setúbal: Primeira Hora – Editora e Comunicação, 2020.


Os Autores

Armando Quintas

Doutorado em História pela Universidade de Évora, investigador do CIDEHUS Universidade

de Évora e Centro de Estudos CECHAP, nas temáticas do Património Industrial, em

particular da indústria dos mármores do Alentejo, sua cultura, património e turismo.

João Lopes

Licenciado em História e Arqueologia pela Universidade de Évora, investigador no Centro de

Estudos CECHAP no projeto Património e História da Indústria dos Mármores (PHIM).


Ficha técnica

Título

Bonfilho Faria, mestre de artes: canteiro, escultor, consultor, publicista e fotógrafo

Coordenação

Carlos Filipe (ARTIS-IHA | FLUL | CECHAP)

Autores

Armando Quintas (CIDEHUS | UE | CECHAP )

João Lopes (CECHAP)

Edição e organização

Centro de Estudos CECHAP

Projeto Artes & Letras

Design

Carlos Pernas (CECHAP)

ISBN: 978-989-53156-7-3

Vila Viçosa, 2022

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!