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CINCO - Cinco Séculos, Cinco Mulheres, Cinco Calipolenses

O CECHAP e o Callipoartes associam-se às comemorações do Dia Internacional da Mulher através desta exposição virtual, que celebra e recorda a memória de cinco mulheres, ilustres calipolenses, que viveram em cinco séculos diferentes.

O CECHAP e o Callipoartes associam-se às comemorações do Dia Internacional da
Mulher através desta exposição virtual, que celebra e recorda a memória de cinco
mulheres, ilustres calipolenses, que viveram em cinco séculos diferentes.

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Dia Internacional da Mulher 2022

CINCO

Cinco Séculos

Cinco Mulheres

Cinco Calipolenses


CONTEXTO

O CECHAP e o Callipoartes associam-se às comemorações do Dia Internacional da

Mulher através desta exposição virtual, que celebra e recorda a memória de cinco

mulheres, ilustres calipolenses, que viveram em cinco séculos diferentes.

Nesta mostra evocativa, destacamos a reconhecida académica Públia Hortênsia de

Castro (século XVI); a rainha de Inglaterra D. Catarina de Bragança (século XVII); Soror

Tomásia Caetana de Santa Maria (séc. XVIII), poetisa e religiosa no Convento de Santa

Cruz; a benemérita D. Luísa Rosa Cravo (séc. XIX), fundadora do Asilo para Infância

Desvalida; e a conceituada poetisa alentejana Florbela Espanca (séc. XX).


PÚBLIA

HORTÊNCIA

DE CASTRO

Públia Hortênsia de Castro nasceu em Vila Viçosa no ano de 1548 tendo

sido uma notável e celebrada humanista do século XVI. Estudou as

primeiras letras em Vila Viçosa e, juntamente com o seu irmão, rumou

para Coimbra onde assistiu a aulas na universidade, sendo a primeira

mulher a frequentar o ensino superior em Portugal. Uma vez em Évora,

e sob o patrocínio do seu parente D. José de Melo, arcebispo dessa

cidade, frequentou o curso de Filosofia na recém-fundada Universidade

de Évora.

Destacou-se na retórica e na apresentação e defesa pública de alguns

conceitos filosóficos e teológicos na presença da infanta D. Maria, filha

do rei D. Manuel I, fazendo parte de uma restrita corte de senhoras

letradas do Paço Real de Évora. Em 1581, resolve entregar-se a uma vida

religiosa, tendo ingressado no Convento de Santa Mónica de Évora,

onde viria a falecer no ano de 1595.


D. CATARINA

DE BRAGANÇA

Nasceu em Vila Viçosa, no dia 25 de novembro de 1638, sendo filha

do rei D. João IV. Destacou-se no panorama político da sua época,

pelo seu casamento estratégico com o rei Carlos II de Inglaterra.

Foi rainha entre 1662 e 1685, ano da morte do seu marido. Por ser

católica e por nunca ter dado herdeiros à coroa britânica, não foi

uma rainha muito popular no seu país de acolhimento.

Para a posteridade, ficou o seu contributo com a introdução de

certos hábitos e costumes na alta sociedade inglesa, nomeadamente,

a institucionalização do five o’clock tea. Faleceu, em Lisboa, no dia 31

de dezembro de 1705, encontrando-se sepultada no Panteão dos

Bragança, em São Vicente de Fora, na mesma cidade.


TOMÁSIA CAETANA

DE SANTA MARIA

Não sendo calipolense de berço, Soror Tomásia Caetana de Santa

Maria, ingressou no Convento de Santa Cruz de Vila Viçosa, aos 13

anos de idade. Nasceu em Lisboa, na freguesia de Santa Justa, a 7 de

março de 1719, tendo entrado naquela casa religiosa em 1732, onde

professou a 15 de outubro desse ano e onde viveu até falecer.

Em Vila Viçosa, produziu a sua obra poética que foi publicada em

Lisboa, por seu pai, Manuel de Mira Valadão, na forma de opúsculos.

Enquadrando-se na produção literária monástica dos séculos XVII

e XVIII, na sua obra destacam-se os poemas laudatórios, compostos

em honra da Família Real portuguesa, que foram, na grande maioria,

publicados individualmente ou com outros autores.


LUÍSA ROSA

SOEIRO CRAVO

Luísa Rosa Soeiro Cravo nasceu a 18 de dezembro de 1796, em

Vila Viçosa. Foi uma mulher recatada que se ocupou do serviço

e governo de sua casa, tendo sido casada com o seareiro

Francisco António Cravo. Com o marido conseguiu juntar

algumas economias, que distribuíam pelos mais pobres da vila.

Destacou-se no panorama social calipolense do século XIX pela

sua benevolência para com os mais necessitados tendo, com

o seu marido, instituído por testamento, o Asilo Calipolense da

Infância Desvalida de Nossa Senhora da Conceição. Esta

instituição foi fundada, pelos seus testamenteiros, após a sua

morte que ocorreu a 8 de março de 1890.


FLORBELA

ESPANCA

A poetisa do “Livro das Mágoas” e da “Charneca em Flor”

nasceu, em Vila Viçosa, no dia 8 de dezembro 1894. Cresceu

e estudou as primeiras letras na vila calipolense, tendo

rumado a Évora para frequentar o ensino liceal, que

completou em 1912. A sua obra é diversa e polifacetada:

escreveu poemas, contos, traduziu literatura estrangeira

e colaborou em alguns jornais e revistas da época. Fernando

Pessoa, outro grande poeta do século XX português, dedicalhe

um poema que resume a obra e a vida de Florbela:

Dorme, dorme, alma sonhadora,

Irmã gémea da minha!

Tua alma, assim como a minha,

Rasgando as nuvens pairava,

Por cima dos outros,

À procura de mundos novos,

Mais belos, mais perfeitos, mais felizes.

Florbela, poetisa do sofrimento, da solidão,

do desencanto, falece em Matosinhos, a 8

de dezembro de 1930, no dia em que completava

36 anos de idade.


FICHA TÉCNICA

Título

CINCO

Coordenador

Carlos Filipe (ARTIS-IHA | FLUL | CECHAP

Autor

João Lopes (CECHAP)

Comunicação e Divulgação

Olga Nikolova

Organização,

edição e montagem

Centro de Estudos CECHAP

Data

8 de Março 2022

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