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edição de 28 de março de 2022

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NESTlé PROMOVE

IONAH KOCHEN

Ela assume como

VP de marketing

e comunicação da

empresa no lugar

de Frank Pflaumer,

que aceitou convite

da Seara. pág. 26

gRAMAdO SuMMIT dEVE BATER RECORdES

Programado entre os dias 6 e 8 de abril,

festival do futuro deve chegar a público de

seis mil pessoas, com tíquete mais alto. pág. 21

BRIVIA APRESENTA O

CONCEITO SMARTECH

Unir criatividade com

tecnologia para gerar

experiências aos consumidores

é a proposta

da agência liderada

pelo CEO Marcio

Coelho. pág. 24

propmark.com.br ANO 57 - Nº 2887 - 28 de março de 2022 R$ 15,00

Guillaume de Germain/Unsplash

Metas da ONu norteiam

propósito de marcas

Instrumentos de política global de sustentabilidade da ONu, os 17 itens que compõem os Objetivos de

desenvolvimento Sustentável (OdS) estão cada vez mais servindo de guia para empresas brasileiras

implementarem práticas ESg (Environmental, Social and governance). grandes grupos como Ambev,

JBS, Heineken e Nestlé vêm elaborando ações sociais de acordo com esses princípios. pág. 18


editorial

Armando Ferrentini

aferrentini@editorareferencia.com.br

eSG na pauta das marcas

acrônimo ESG (do inglês Environmental, Social and Governance:

governança ambiental, social e corporativa) entrou com força

O

total na pauta do mundo corporativo. Não é de hoje que a sustentabilidade

é foco de preocupação global, mas nunca se falou tanto sobre

essa sigla e os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estabelecidos

pela ONU para os Estados-membros da Organização das

Nações Unidas.

O plano é atingir as seguintes metas até 2030: Erradicação da Pobreza;

Fome Zero; Saúde e Bem-estar; Educação de Qualidade; Igualdade

de Gênero; Água Potável e Saneamento; Energia Limpa e Acessível;

Trabalho Decente e Crescimento Econômico; Indústria, Inovação e

Infraestrutura; Redução das Desigualdades; Cidades e Comunidades

Sustentáveis; Consumo e Produção Responsáveis; Ação Contra a Mudança

Global do Clima; Vida na Água; Vida Terrestre; Paz, Justiça e

Instituições Eficazes; Parcerias e Meios de Implementação.

Em um mundo em que, cada vez mais, as marcas precisam ter propósito,

esses temas passaram a fazer parte das estratégias corporativas.

E não adianta desconsiderar isso e seguir adiante. Também não

adianta tentar falar sobre isso sem lastro. O consumidor não compra

mais um produto sem saber de quem está comprando. O consumo

consciente está cada vez mais abrangente. Na visão de Sophie Schonburg,

ECD da Africa, a entrevistada do podcast #36 do PROPMARK,

em série especial com os jurados do D&AD, é preciso tomar cuidado

com a abordagem. “As marcas precisam construir essa fortaleza e falar

com propósito”.

Para Alexis Thuller Pagliarini, diretor da consultoria ESG4, especializada

em práticas de governança empresarial, a agenda ESG reflete

os princípios das ODS e os expande na dimensão da Governança.

“Enquanto os princípios da ONU focam prioritariamente as questões

ambientais (E) e sociais (S), o ESG acrescenta a preocupação com uma

governança ética e transparente”, diz ele.

Colunista do PROPMARK há vários anos, Pagliarini, inclusive, mudou

o rumo de sua carreira, após deixar a presidência-executiva da Ampro

(Associação de Marketing Promocional). Profissional com larga experiência

no live marketing, ele partiu para uma especialização em ESG,

por enxergar uma lacuna no mercado. Sua coluna neste jornal mudou

de nome, deixou de se chamar Beyond The Line e passou a ser denominada

ESG no MKT.

Ele fala que no Brasil há bons exemplos de adoção dessas práticas,

mas ainda sem uma ordenação coerente com os princípios ESG. “Já é

notável a preocupação com o meio ambiente, diversidade e inclusão

nas ações das empresas mais antenadas, mas é preciso absorver uma

metodologia que garanta a eficácia das ações para retratá-las nos relatórios

anuais das empresas, sem o risco de serem percebidas pelo

viés do greenwashing (ações ambientais sem impacto considerável)

ou bluewashing (ações sociais pouco efetivas).”

Com o objetivo de munir o mercado com informações, a Globo lançou

na semana passada a pesquisa Evolução ESG, que traz um panorama

histórico das pautas acerca do tema e aponta tendências de ações para

urgentes transformações no planeta. O estudo mapeia os sentimentos

dos brasileiros durante a pandemia e as demandas mais atuais em relação

às pautas ambientais e sociais, além de pesquisas quantitativas.

Já estudo inédito da Lew’Lara\TBWA e DCODE identifica principais

pontos de interesse do público consumidor em relação às iniciativas

de ESG de 160 marcas.

A pesquisa traz uma análise estratégica da agência de como determinada

marca deve romper convenções através de uma pegada ESG

para construir um futuro melhor para o mundo e para as pessoas. Natura

e O Boticário lideram o ranking, que compara as marcas de maneira

geral, sem segmentação por categoria ou segmento de mercado.

As categorias com melhor percepção são Beleza, seguido por Bancos,

Não Alcoólicos, Limpeza, Eletrodomésticos, Moda, Big Techs, Corporate,

Personal Care e Varejo.

Felizmente, grandes grupos empresariais brasileiros já adotam políticas

sustentáveis há bastante tempo. Empresas como Ambev, JBS,

Heineken e Nestlé, por exemplo, têm jornadas de sustentabilidade

robustas. Confira seus cases em matéria nesta edição.

***

Renovação da publicidade

Sob o título Nossa contribuição para a renovação da publicidade, Luiz

Lara, chairman da TBWA e presidente do Conselho do Cenp (Fórrum

de Autorregulação do Mercado Publicitário), escreveu um artigo para

o jornal O Estado de S.Paulo falando sobre a força da indústria da comunicação,

no último dia 24 de março.

Ele lembra do estudo lançado em parceria com a Abap (Associação

Brasileira de Agências de Publicidade), e produzido pela Deloite, que

comprovou a força multiplicadora da publicidade. “Os resultados do

estudo são eloquentes: cada real investido em publicidade retorna

com mais R$ 8,5 à economia”.

Outro trecho do texto cita o último ranking do Cenp-Meios, que mostra

que os investimentos publicitários do Brasil tiveram um vigoroso

crescimento em 2021, chegando perto de R$ 20 bilhões, um aumento

de 38,8% em relação ao ano anterior. “Não é a primeira vez, certamente

não será a última, que se recorre à publicidade em momentos

de crise. Pelo contrário, esta parece ser uma prática bem aprendida

pelos anunciantes brasileiros”, afirmou Lara.

***

Festival do futuro

Com mais de 150 palestrantes, a Gramado Summit 2022 terá uma edição

edição com recorde de público, cerca de seis mil pessoas. Sob o

propósito de ser o “festival do futuro”, o evento idealizado por Marcus

Rossi reunirá nomes como Luiz Pondé (filósofo), Kim Farrell (TikTok),

Alfredo Soares (VTEX), Helena Bertho (Nubank), Gabriel Sukita (Facebook),

Veronica Oliveira (Faxina Boa), Rincon Sapiência (músico) e

Núbia Mota (Adobe).

A Gramado Summit será realizada de 6 a 8 de abril, no Serra Park.

Um dos sonhos é ser a Davos da inovação e inserir a conferência no

turismo da cidade serrana do Rio Grande do Sul. “É uma conferência

de inovação, mas é um evento que eu quero cada vez mais inserir à indústria

turística. Quero que as pessoas possam programar suas férias

para Gramado e ir à Gramado Summit”, destaca Rossi. O PROPMARK

é parceiro de mídia do evento e fará a cobertura completa.

***

Evolução digital

Assunto em alta nos debates do mercado publicitário, o impacto da

aceleração digital na jornada do consumidor foi tema do 10º Fórum

do Varejo e Marketing, organizado pelo Lide e realizado no Guarujá,

no litoral de SP, no último dia 19.

O evento reuniu nomes como Fabricio Garcia, vice-presidente de

operações do Magalu, que citou a própria empresa como um exemplo

de companhia que nasceu analógica e se tornou digital, além de

Gabriela Comazzetto, head de global de business solutions do TikTok

no Brasil; Sergio Valente, CMO global da JBS; e Elio França e Silva,

diretor-executivo da Riachuelo.

***

80 anos

Na seção Entrevista desta semana, Guilherme Moraes, gerente de

marketing da Kibon, fala sobre a decisão da companhia de mostrar

para os seus fãs como são produzidos os sorvetes, no Super Laboratório

de Delícias, em uma série dedeos nas redes sociais da marca,

que completou 80 anos.

São oito episódios lançados a cada semana com a ideia de reforçar as

características e atributos dos “queridinhos” dos consumidores. Segundo

o executivo, os filmes foram pensados com base em insights

de testes e pesquisas reais dos times da Unilever.

“Hoje Kibon é a maior e mais querida marca de sorvetes do país, mas

nossa história começou há muito tempo, quando a geladeira ainda era

objeto raro nos lares daqui. Da praia ao freezer de casa, Kibon vem desempenhando

muitos papéis nessa longa relação com os brasileiros.

A marca conta hoje com uma linha enorme de sorvetes que se tornaram

clássicos para crianças e adultos”, afirma ele.

jornal propmark - 28 de março de 2022 3


Índice

Sustentabilidade

entra na pauta

das empresas

PROPMARK investigou que há

grande aderência das marcas aos 17

objetivos estabelecidos pela ONU

em 2015. Os ODS também visam

garantir a ética e o compliance.

caPa

18

Divulgação

Brian Garrity/Unsplash

Divulgação

agênciaS

mexicana made inaugura

operação na capital paulista

A Made chega a São Paulo após dois anos atuando exclusivamente

no Rio de Janeiro. O novo escritório terá a liderança de Ricardo

Zanella (na foto, entre os sócios Álvaro Rodrigues e Luis Claudio

Salvestroni). Ele também atuará como COO da agência. pág. 25

entreviSta

Kibon mostra como são feitos

os sorvetes em vídeos nas redes

A Kibon faz 80 anos e mostra como são feitos os sorvetes, no seu

Super Laboratório de Delícias, em série dedeos (foto) nas redes

sociais. Guilherme Moraes, gerente de marketing da empresa, fala que

ação foi pensada com base em insights dos times da Unilever. pág. 16

digitaL

e-mail marketing

ressurge com força

Jonatas Abbott, sócio da Dinamize,

especializada em e-mail marketing e

automação digital, afirma que o formato

ressurgiu durante a pandemia, pois é o

“veículo da própria marca”. “É barato e gera

um grande impacto na comunicação”. pág. 28

Divulgação

mercado

Lide debate

avanço do digital

no consumo

Divulgação

O Fórum do Varejo e Marketing, organizado

pelo Lide, debateu principalmente

a evolução do digital na jornada do

consumidor. O online ganhou protagonismo

ao mesmo tempo em que novas tecnologias,

como o metaverso, avançaram e chegaram

ao consumo. pág. 23

editorial ................................................................3

conexões ...............................................................6

curtas ....................................................................8

Quem Fez ............................................................10

inspiração ..........................................................11

We Love mKt ......................................................12

opinião ................................................................13

eSg no mKt .........................................................14

mídia ...................................................................15

entrevista ...........................................................16

mercado ..............................................................18

agências .............................................................24

marcas .................................................................26

digital .................................................................27

Supercenas .........................................................29

Última Página ....................................................30

4 28 de março de 2022 - jornal propmark


%

Um fórum de autorregulação

para anunciantes, veículos,

agências e players digitais.

desde 1998 2022 ©

cenp.com.br

é cem por

cento pela

propaganda.

Novo CENP. Novos modelos, novas ideias

e muito mais pelo mercado da comunicação.


conexões

de mercado! Marquem um papo com

o Samuel, vocês não vão se arrepender.

Entrega inteligente sem firulas,

com muita criatividade, preço justo e

eficiência na ponta do lápis!

Karina Kattan

última Hora

LinkedIn:

Post: Ex-Publicis Brasil e Leo

Burnett Tailor Made lança a La

Unión

Que orgulho deste meu amigo tão

querido, talentoso, honesto e brilhante.

Que honra fazer parte desta história

de amor e renovação inteligente

dorinHo

Sou fã desse cara, muito sucesso!

Henrique Xavier

Matéria no PROPMARK, olha o brilho!

Boa, mano.

Rommel Vaz Cantalice

Parabéns, Samuca! Sucessoo!

Ana Luiza Vilela

Post: Entretenimento vai organizar

o novo normal

Obrigado pelo espaço e convite,

PROPMARK. Que cada vez mais a

boa informação nos ajude a crescer

e inovar o mercado. Parabéns!

Hebert Mota

Esse é craque!

Ricardo Lordes

FUTURO

O grupo OM Marketing & Comunicação planeja o futuro da

sua operação. Para pilotar esta nova fase, o sócio Rodrigo

Havro Rodrigues (foto acima) assume a presidência

do Grupo OM no lugar do seu fundador, José Dionísio

Rodrigues, que depois de 55 anos liderando negócios na

área de comunicação passa a se dedicar exclusivamente

ao conselho do grupo e ao J.D.Rodrigues - Instituto de

Marketing e Comunicação Integrada. Outro reforço na

liderança foi a chegada da publicitária Patricia Tavares

(foto acima) à vice-presidência do Grupo OM após 12

anos na full service digital HouseCricket. “Em 2022,

comemoramos 50 anos de criação da Opus e da Múltipla,

empresas que geraram a OpusMúltipla e, há 12 anos, o

Grupo OM. Renovação faz bem à saúde das pessoas e das

empresas”, justifica Rodrigues.

DESIGN

A HSM está atualizando sua identidade visual no ano que

completa 35 anos. O projeto é assinado pela consultoria

Keenwork. “A HSM se transformou, adaptando-se à

nova configuração corporativa”, destaca Reynaldo

Gama, CEO da plataforma de educação e co-CEO da

SingularityU Brazil.

EXPANSÃO

A Cadastra ampliou seu portfólio de negócios com as

conquistas de Uber, Volkswagen Financial Services, MyCap,

Bosch, Osklen, Ailos e Moove (Mobil).

STYLIST

Rita Lazzarotti é a nova diretora de moda at large da revista

Vogue. Sua visão estará na edição de maio do título.

6 28 de março de 2022 - jornal propmark


TEM GENTE FAZENDO COISA BOA.

MOSTRE QUE VOCÊ É UMA DELAS.

Prêmio Colunistas.

Pra quem não aceita

mediocridade.

Inscrições abertas

colunistas.com.br

Está na hora de agências, anunciantes, criadores,

fornecedores e veículos mostrarem que a comunicação

brasileira continua criativa de norte a sul do país.

Colunistas, há 55 anos valorizando quem

sai do lugar comum.


curtas

publiciS inclui maiS mulhereS

ecd da africa fala ao propcaSt

la unión oficializa lançamento

Programa Entre chega em sua quarta edição

A quarta edição do programa Entre, da

Publicis, terá 85% das 30 vagas destinadas

para mulheres negras. Capacitar profissionais

na área criativa é o objetivo do projeto,

que tem a consultoria Carreira Preta e a

plataforma de educação Clube Share como

aliadas. Gratuito e com três meses de duração,

o curso será ministrado por profissionais

da agência. Podem participar pessoas

a partir de 18 anos, cursando ou já graduadas

em publicidade, marketing, jornalismo

e relações públicas. Quem tem ensino médio

completo com alguma experiência em

criação também pode participar. Inscrições

podem ser feitas pelo site da agência.

maGalu lança rede Social

Sophie Schonburg está no podcast #36

Sophie Schonburg, ECD da Africa, que

está no júri de Entertainment do D&AD, é

a entrevistada do novo episódio do PROP-

CAST (https://url.gratis/uaVBu2), em série

especial com os jurados brasileiros no

festival. Para a criativa, se a propaganda

não enveredar para o entretenimento, ela

vai perder muito o seu valor. “As pessoas

gostam de marcas, estilo, do que elas

transmitem, mas não gostam de propaganda

puramente dita”. Sophie, que tem mais

de 30 anos de carreira, fala também sobre

diversidade e a necessidade de as agências

formarem mulheres na criação. “Mais

importante do que abrir (postos) é formar”.

enerGiSa muda para (re)enerGiSa

Samuel Lopes Segatelli lidera operação

Criada 15 dias antes de o Brasil entrar na

quarentena da Covid-19, a La Unión já colhe

frutos e oficializa a sua atuação. Sob o

comando do CEO Samuel Lopes Segatelli, a

operação cresceu com um modelo desfragmentado

e a proposta de interação virtual,

além de sede no bairro de Pinheiros, em

São Paulo. Já o português Frederico Castelbranco

responde por novos negócios em

Pequim, na China. Publicidade, produções

e entretenimento são os principais eixos

de trabalho já exercitados para clientes

como Grupo Edenred, Suvinil, Paramount

Pictures, Ticket Log, Repom e o movimento

Juntos pelo Cinema.

GlobonewS prepara cobertura

Negócio é inspirado em modelo chinês

A rede social Compra Junto, disponível

no aplicativo do Magazine Luiza, nasce

para gerar compras em grupo, que podem

ser feitas a partir do compartilhamento do

link de produtos desejados. Cada oferta requer

um determinado número de usuários

com prazo definido. Inspirado na plataforma

chinesa de social shopping PinDuoDuo,

a nova frente de negócios “passa a oferecer

um formato mais divertido e humanizado”,

comenta Vinícius Porto, diretor de experiência

do cliente do Magalu. Os consumidores

poderão conhecer mais categorias

de produtos da varejista, que hoje oferta

mais de 200 milhões de itens.

Gad’ assina projeto de reposicionamento

A Energisa agora é (re)energisa. Com

aporte de R$ 2,3 bilhões em energias renováveis

até 2024, a nova marca quer crescer

dez pontos percentuais em participação

de mercado nos próximos quatro anos.

A mudança incide em negócios não regulados

de geração descentralizada por meio

de fontes renováveis, comercialização de

energia no mercado livre e serviços de

valor agregado. Alsol Energias Renováveis,

Energisa Comercializadora e Energisa Soluções

passam a atuar sob uma só marca,

traduzindo o conceito de one-stop-shop.

Criação, posicionamento, naming, identidade

e campanha ficaram a cargo do Gad’.

Jornalistas de política do canal participam de ação

filmes de 15 segundos sobre as eleições

de 2022 começam a ser exibidos nos

intervalos da programação da GloboNews

nesta segunda-feira (28). Andréia Sadi,

Fernando Gabeira, Flávia Oliveira, Julia

Duailibi, Merval Pereira, Miriam Leitão,

Natuza Nery e Octavio Guedes estão entre

os jornalistas que participam da ação

encampada pelo sinal da urna eletrônica.

A etapa seguinte terá Nilson Klava, André

Trigueiro, Gerson Camarotti, Mônica Waldvogel,

Carlos Sardenberg e Marina Franceschini

falando sobre o aquecimento para a

cobertura do pleito, que será realizado no

dia 2 de outubro.

Diretor-presidente e jor na lis ta

res pon sá vel

Ar man do Fer ren ti ni

Editora-chefe: Kelly Dores

Editores: Neu sa Spau luc ci, Paulo

Macedo e Alê Oliveira (Fotografia)

Editores-assistentes: Janaina

Langsdorff e Vinícius Novaes

Editor especial: Pedro Yves

Repórteres: Carolina Vilela e Marcos

Bonfim

Revisor: José Carlos Boanerges

Edição de Arte: Adunias Bispo da Luz

Assistente de Arte: Lucas Boccatto

Departamento Comercial

Gerentes: Mel Floriano

mel@editorareferencia.com.br

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Ferrentini

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as ma té rias as si na das não re pre sen tam ne ces sa ria men te a

opi nião des te jor nal, po den do até mes mo ser con trá rias a ela.

IMPRESSO EM CASA

8 28 de março de 2022 - jornal propmark


PROPMARK DIGITAL

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56 ANOS. DE VIDA.


quEm fEz

Paulo Macedo paulo@propmark.com.br

EXPaNSÃo

A gigante Wizard by Pearson, com mais de

mil escolas espalhadas pelo Brasil, Estados

Unidos, Costa Rica e Japão, está ampliando

operação com a chegada ao Paraguai. A campanha

é composta por um filme principal de

45 segundos para o meio televisão, além de

peças de mídia digital, offline, OOH, indoor e

veículos impressos.

35

WIZARD

Fotos: Divulgação

Título: Ahora Se Puede; CCO: Astério Segundo;

criação: Gastão Moreira e Enio Kawahara; arte-finalista:

Fábio Reis; produtora: Brigitte Filmes; diretor:

Pedro Serrano; pós: Hub VFX; som: Cabaret;

aprovação: Cibele Furuse, Flávia Ferraz, Will Ribeiro,

Ana Catarina Gianetti e Bianca Souza.

ProPagaNda

Ação sobre a publicidade de refrigerantes

une o Instituto Brasileiro de Defesa do

Consumidor e a ACT Promoção da Saúde. A

proposta de Não engula essa é alertar o que

as marcas escondem dos consumidores nos

seus comerciais e embalagens poluentes.

Além de incentivos fiscais que recebem e

falta de aviso sobre doenças como diabetes.

REPENSE

ACT/IDeC

Título: Interferência da Indústria; criação: Alexandre

Ravagani, Giuliano Alves, Cristiano Santos

e Akira Tateyama; motion: Fábio Cesar Ovelheiro,

Juan Felipe e João Oliveira; art buyer:

Paula Moreira; aprovação: André Corrêa, Tainá

Costa, Camilla Rigi e Hélen Freitas.

tomada

O primeiro modelo 100% elétrico da Volvo

traz novidade: basta escanear uma tomada

com a câmera do celular e o usuário acessa

o universo da eletrificação. “Buscamos uma

ideia simples, quase óbvia. Tão simples quanto

ligar o carro na tomada”, diz João Caetano

Brasil, diretor-executivo, cujo plano é mostrar

a proximidade dos elétricos no cotidiano.

GREY

VOLVO

Título: C40 Recharge; ECD: João Caetano Brasil;

head de estratégia e dados: Mariana Pagano; diretor

de criação: Tomas Correa; redator: Lucas

Saicali; diretores de arte: Lucas Succi e George

Moro; aprovação: Rafael Hugo, Vivianne Gonçalves

e Andressa Fernandes.

10 28 de março de 2022 - jornal propmark


inspiração

Qual a idade da sua determinação?

Fotos: Shutterstock e Arquivo Pessoal

“Puts! Dá pra melhorar. Faça o melhor. O tempo que corre não é o tempo

do prazo de entrega, mas o prazo da sua satisfação com o seu melhor”

TaTiane Piovezam

especial para o PRoPmaRK

Nos últimos meses, tenho aprendido

muito com minha filha mais nova, a

Joana. Joana é uma criança de 6 anos muito

determinada em relação ao que ela quer.

Suas vontades são realmente profundas

e vêm lá do fundo do estômago e do seu

coração.

E ela, com seus 6 anos de idade, cria e

inventa maneiras de conseguir o que quer,

mesmo recebendo inúmeras vezes seguidas

o “não” carregado de argumentos racionais

e emocionais. Ela não desiste.

Ela não se dá por satisfeita.

Muitas vezes, chega à dramaticidade,

que vem com tudo. Afinal, o lado emocional

da criança nessa idade é 90% presente.

Mas também há um jeito doce e amoroso

nas suas tentativas.

Para ela, não tem fórmula pronta.

Aliás, ela cria e inventa as próprias fórmulas

para tentar chegar ao seu objetivo

final.

E com a gente, profissionais de criação

principalmente, não pode e não deve ser

diferente.

Na nossa vida, nos nossos projetos, nos

nossos jobs, muitas vezes precisamos achar

alternativas, ser criativos até nesse momento

pra fazer prevalecer e vender um projeto,

uma ideia em que acreditamos muito e, claro,

não desistir.

Isso não quer dizer que não teremos de

achar outras rotas ou formas de fazer, mas,

ainda sim, a vontade e o desejo precisam

ser maiores, têm de prevalecer.

Nós, como profissionais, não podemos

aceitar a mediocridade no sentido de que

“Para tal job, tá bom; pra este job, vai assim

mesmo”, porque, no fim, o job é pra nós

mesmos, é sobre a construção da nossa carreira

e do nosso portfólio.

“Eu estou satisfeito com o meu trabalho?

Eu estou satisfeita com esta entrega? Se eu

olhar pra isso, vou ficar orgulhoso?”

Cara, você é o que você entrega, você é o

reflexo dos seus projetos, do que você mostra

e apresenta.

E sei que, muitas vezes, vamos olhar e

dizer: “Puts! Dá pra melhorar”. Então, se

dá pra melhorar, melhore! Faça o melhor. O

tempo que corre não é o tempo do prazo de

entrega, mas o prazo da sua satisfação com

o seu melhor.

Por que a gente sabe que inspiração e

criatividade não são algo que tem timesheet

e, se o prazo for de 8 horas e você não estiver

confortável e satisfeito com a entrega,

busque o tempo necessário para que você

possa se orgulhar.

Não é só sobre responder ao briefing, às

necessidades da demanda e do cliente: é sobre

responder também ao nosso trabalho, a

nós mesmos e ao nosso orgulho de ter feito

para o cliente e para nós uma puta entrega.

A gente tem de cuidar da urgência, mas

sem esquecer a importância, a essência de

cada trabalho.

Desejos, vontades e crenças no nosso

trabalho como indivíduos inseridos num

time: isso é o que move, é o que nos faz melhores

como profissionais e cria um legado.

Tatiane Piovezam é diretora de criação da ARC

Worldwide Brasil

jornal propmark - 28 de março de 2022 11


we

mkt

Christian Wiediger/Unsplash

Incompatibilidade

cultural irreversível

Entrando em Marte, você abandona meu caminho.

Alguém de libra, vem me tomar o seu carinho”

Horóscopo, Heitor Carillo e Mario Donato

Francisco alberto Madia de souza

aí, no dia 3 de agosto de 2005, a tradicional,

campeoníssima e legendária

E

Adidas, para enfrentar os avanços consistentes

da Nike, decidiu e comprou a Reebok.

Ano passado, março de 2021, colocou

a Reebok à venda. Pagou, em 2005, US$ 4

bi. Colocou à venda pela metade. Perdeu

tempo, desconcentrou-se, revelou-se fraca

para dar sentido à aquisição que fez, na medida

em que foi absolutamente incapaz de

tratar como negócio a parte, independente,

com outra cabeça e gestão.

Embora no e do mesmo território da

Adidas, culturas radicalmente diferentes.

Virou uma espécie de segunda marca. Não

funcionou, e jamais funcionaria. Deveria

ter tratado a Reebok como uma primeira

marca de um novo território, onde pontificam

pessoas com comportamentos totalmente

diferentes dos que são adeptos e

seguidores da legendária Adidas.

Uma mesma tribo, que antes da compra

começava a dividir-se entre Nike, líder absoluta,

e Reebok, forte segunda colocada. E

no que a Reebok virou Adidas, para a maior

parte dessas pessoas, os tênis e demais produtos

da Reebok perderam a razão de ser, e

converteram a Reebok em cosplay da Adidas,

e de péssima ou discutível qualidade.

Exatamente o que estamos assistindo

neste momento, onde organizações tradicionais

decidem ou rejuvenescerem, ou

criarem empresas absolutamente novas

para atrair os novos consumidores. Mas

esquecem-se que deveriam preservar, blindar,

as novas empresas, a quilômetros de

distância porque a contaminação cultural é

inevitável. Conclusão, a Adidas não ganhou

nada com a Reebok, desconcentrou-se, perdeu

mercado, dinheiro e tempo, e realizou

um prejuízo, se é que conseguiu alcançar

o preço que pede, prejuízo de mais de US$

2 bi, e, repetimos, todos os anos, e energia

investidos/desperdiçados pelo caminho.

Um dia, nosso adorado mestre e mentor

Peter Drucker alertou a todos que de nada

adianta comprarmos os gadgets mais modernos

e revolucionários do mercado, e colocarmos

na velha moldura que temos em

nossas cabeças.

Antes de comprar o que quer que seja,

se pretendemos cuidar dessa compra numa

mesma cabeça, a providência zero a ser

tomada é jogar a moldura velha que temos

em nossas cabeças fora. Mas, fazer-se isso

com razoável sucesso, é uma impossibilidade

quase que absoluta.

Assim, e se a Adidas lá atrás via na Reebok

um ótimo negócio, e talvez potencialmente

até fosse, tudo o que tinha de fazer

era comportar-se como um investidor e

ponto. E ter uma gestão separada e independente.

E jamais fazer, como fez, o tempo

todo, direta ou indiretamente, tratando

a Reebok como uma segunda marca. Uma

“adidinhas”...

E acabou virando não uma segunda marca,

mas, uma marca de segunda. Levou 15

anos para o presidente da Adidas, Kasp

Rorsted, descobrir e afirmar, quando comunicou

que a Reebok estava à venda, que:

“Após uma avaliação cuidadosa chegamos

à conclusão de que a Reebok e a Adidas serão

capazes de realizar significativamente

melhor seu potencial de crescimento de

forma independente uma da outra...”.

Simplesmente patético, depois de 15

anos, descobrir-se o maior dentre todos os

óbvios... Mas, acontece... No dia da aquisição

da Reebok pela Adidas, o financeiro da

Adidas, Robin Stalker, declarou: “Eu vejo

as sinergias muito rapidamente ultrapassando

os custos do negócio...”. Definitivamente,

não entendeu absolutamente nada

do que comprou e que, em termos de comportamento,

sinergia zero entre “Adiders”,

e os “Reebokers”...

Francisco Alberto Madia de Souza

é consultor de marketing

famadia@madiamm.com.br

12 28 de março de 2022 - jornal propmark


opinião

Unsplash

Rádio é capaz de se

reinventar, mesmo

após 100 anos

Giovana alcantara

Até 2019, acreditava-se que a primeira

transmissão de rádio no país tivesse

ocorrido em 7 de setembro de 1922. À frente

da iniciativa estava o médico e educador

Edgard Roquette-Pinto, considerado por

muitos como o pai da radiodifusão brasileira.

A mídia foi usada em comemoração ao

centenário da independência.

Entretanto, documentos provam que a

primeira transmissão ocorreu alguns anos

antes. Em 6 de abril de 1919, jovens, que

estudavam radiotelegrafia, montaram uma

estação de forma bem amadora, batizada

de Rádio Clube de Pernambuco. A descoberta

é do professor Pedro Serico

Vaz Filho, da Universidade

Anhembi Morumbi, e foi corroborada

por meio de notícias em

jornais e revistas da época.

Independentemente da data

correta, o fato é que mesmo

com mais de 100 anos de história

e em um cenário de evolução

das mídias digitais, o rádio

segue relevante para o mercado

brasileiro. Dados de medição

de audiência de rádio da Kantar apontam

que o meio é ouvido por 81% da população

e cada ouvinte passa cerca de 4h14min

por dia com as emissoras sintonizadas. Por

atingir grande parte da população, o meio

está presente em todas as classes sociais e

faixas etárias, pois incorporou as plataformas

digitais e segue se reinventando para

manter a sua posição de destaque.

Existem diversas razões para o rádio ser

tão apreciado pelo público em geral. Primeiramente,

estão as diferentes formas de

acesso. Apesar de o aparelho comum ainda

ser o método mais usado para consumir

esse tipo de conteúdo (81%), o ouvinte

também o acessa via celular (24%) e outros

“O aumentO

cOntínuO

dO cOnsumO

Online

mOstra O

pOtencial

dinâmicO

dO rádiO”

equipamentos, como tablet (4%) e computador

(3%).

De acordo com os dados da medição de

audiência de rádio, 9% dos indivíduos ouvem

o meio pela internet, sendo que o tempo

médio dedicado é de 2h46min. O aumento

contínuo do consumo online mostra

o potencial dinâmico do rádio, sempre

encontrando formas de expandir o contato

com os ouvintes.

Interessante notar também que, quando

falamos de audiência web, o perfil deste

ouvinte tem características distintas: ligeiramente

mais masculino (51%), com forte

concentração na classe AB (67%) e com

um público mais jovem, entre 20

e 39 anos (54%). Um segundo destaque

do meio está relacionado à

sua credibilidade. Hoje, 63% dos

brasileiros ouvintes de rádio consideram

as informações oferecidas

pelo meio como confiáveis.

Os comunicadores se tornaram

influenciadores, e o conteúdo vem

sendo disponibilizado em novas

formas como streaming e podcast

que complementam a experiência

do áudio. O podcast, por exemplo, permite

tratar um assunto relevante em profundidade

– 31% dos ouvintes de rádio já

possuem o hábito de escutar o formato, de

acordo com a pesquisa Carona de Rádio, divulgada

em maio de 2021.

Diante desses dados, fica evidente que o

grande trunfo do rádio é a possibilidade de

se adaptar ao mercado.

É a prova de que o meio sabe se reinventar

para unir o melhor dos mundos: a credibilidade

e o companheirismo do tradicional

dial com o dinamismo do online. Tem

tudo para continuar relevante pelos próximos

100 anos e muito mais.

Giovana Alcantara é diretora de desenvolvimento

de negócios regionais da Kantar Ibope Media

giovana.alcantara@kantaribopemedia.com

jornal propmark - 28 de março de 2022 13


ESG NO MKT

Greenwashing,

bluewashing e

outros washings

A sociedade está antenada e cobra

verdade e coerência das empresas

Siân Wynn-Jones/Unsplash

Alexis Thuller PAgliArini

Com o crescimento de importância e uma

consequente pressão da sociedade pela

ação positiva da empresa em relação aos

princípios ESG, algumas têm adotado movimentos

atabalhoados e, pior, usando comunicação

intensiva para divulgar ações

de pouca importância para as questões ambientais

e sociais.

O termo greenwashing já vinha sendo utilizado

para nominar ações de empresas que

se apregoam “verdes” de forma exagerada,

quando plantam meia dúzia de árvores ou

apoiam atividades de menor importância no

mundo ambiental.

O termo bluewashing foi cunhado para

criticar ações sociais igualmente irrelevantes.

Ou seja, bluewashing está para o

S (Social), assim como greenwashing está

para o E (Environmental). Precisamos inventar

um washing para o G (Governance).

Que tal G-washing?

Cabe para aquelas empresas que posam de

“boazinhas” no campo do meio ambiente ou

social, mas não seguem os preceitos da boa

governança, explorando fornecedores e praticando

atos pouco honestos e transparentes

nas suas relações comerciais.

O certo é que não dá para colocar a carroça

na frente dos burros (perdoe-me a expressão

antiquada). Já escrevi aqui sobre a

importância da sequência Be, Do, Say. Ou

seja, Be: Seja; Do: Faça; Say: Comunique.

A ansiedade em comunicar resultados

incipientes e colocá-los na mídia como uma

grande iniciativa pode ser um tiro no pé. A

sociedade está antenada e cobra verdade e

coerência das empresas.

Primeiro, é preciso introjetar os princípios

na empresa e fazê-los permear toda a corporação

(Be); depois, é preciso criar um plano

de ação, estabelecendo objetivos e atribuindo

prazos para sua efetivação (Do).

depois dessas etapas, parte-se para os

relatórios e a comunicação em geral (Say). Aí,

sim, será lícito divulgar.

Na verdade, os grupos mais antenados da

sociedade não deixam passar incólumes as

ações oportunistas de empresas que querem

pegar a onda do ESG sem consistência.

Os grandes fundos também. Desde que os

megafundos passaram a exigir relatórios não

financeiros consistentes das empresas, como

forma de garantir que continuem fazendo

parte dos seus portfólios, as empresas procuraram

se adequar o mais rápido possível,

nem sempre conseguindo um report confiável.

Não adianta fazer de qualquer jeito só

para cumprir exigências.

É preciso adotar os 5 C’s que eu recomendo

a todas as empresas com interesse em começar

a praticar, de verdade, os princípios ESG:

Convicção; Consistência, Coerência, Coragem

e Criatividade.

Convicção, no sentido do entendimento

de que tais práticas serão boas para a empresa,

independentemente do conhecimento do

grande público; Consistência, aplicando planos

concretos e contínuos, não somente ações

pontuais, oportunistas; Coerência, no sentido

de praticar o que apregoa (Walk the talk);

Coragem para realizar o que nem sempre

agrada a todos (como o programa de trainees

exclusivo para negros da Magalu, por exemplo)

e Criatividade, que deve permear todas as

ações da empresa (como a Starbucks brasileira,

com seu programa I am, que deu suporte

a pessoas trans que queriam mudar de nome,

transformando seus cafés em verdadeiros

cartórios para facilitar a mudança de nome –

ação criada pela VMLY&R, que ganhou Grand

Prix no Cannes Lions 2021 na categoria Glass.

Enquanto ganha tração e importância,

a onda ESG traz junto a preocupação

em saber como agir em compliance com

os seus preceitos. Para isso, recomendo a

leitura do meu artigo da semana passada,

aqui mesmo, no PROPMARK (Os 4 pontos

fundamentais do ESG).

Talvez possa ajudar. Mas fica aqui a recomendação:

antes de divulgar, faça uma

autoanálise: isso é realmente relevante

para a sociedade?

Atende a alguns ODS? Tenho resultados

concretos e importantes para apresentar?

depois de passar por esse autocrivo, divulgue

sem medo.

Alexis Thuller Pagliarini é sócio-fundador da ESG4

alexis@criativista.com.br

14 28 de março de 2022 - jornal propmark


pRêmioS

SBT define jurados que elegerão

O Melhor Comercial do Brasil 2021

Prêmio chega em sua 11ª edição com a meta de

fortalecer relação da emissora com o mercado

Os vencedores da 11ª edição do prêmio

O Melhor Comercial do Brasil serão

conhecidos em abril. Dupla de criação e

anunciante ganharão viagem para o Festival

Internacional de Criatividade Cannes

Lions, que retorna neste ano em formato

presencial entre os dias 20 e 24 de junho

próximos. Devido à pandemia da Covid-19,

o evento foi cancelado em 2020, e realizado

de forma remota em 2021 ainda devido às

restrições impostas para controlar a doença

em todo o mundo.

Os 20 jurados que analisarão os comerciais

já foram definidos pelo SBT, organizador

da premiação. “Selecionamos, de

forma ampla e diversificada, profissionais

renomados do mercado”, comenta Fred

Müller, diretor de negócios e marketing

do SBT. A votação e a apuração do melhor

filme veiculado nacionalmente na programação

da emissora em 2021 passa primeiro

por uma eleição interna feita entre jornalistas,

executivos da área de marketing

e negócios do SBT.

Depois, a relação de finalistas é submetida

ao júri de mercado, em votação online.

“Além de serem fundamentais para

a garantia do trabalho criativo e da construção

de marca, os jurados direcionam

os inúmeros desafios de ponta a ponta,

desde a criação e viabilização de grandes

ideias, até a entrega de um conteúdo cada

vez mais relevante para o consumidor”,

acrescenta Müller.

Na fase seguinte, é gerada a shortlist

formada pelos dez melhores comerciais.

Com a presença dos jurados, jornalistas e

executivos do SBT, a etapa final ocorre durante

cerimônia fechada, que escolhe ao

vivo os campeões da edição.

ReTRoSpecTo

O Melhor Comercial do Brasil 2020 aconteceu

no dia 8 de junho do ano passado, em

evento online com apresentação de Dony

De Nuccio. O vencedor foi o filme Esperança,

criado pela Africa para o Itaú, com narração

da atriz Fernanda Montenegro, que

apresentou o conceito Acredite em 2021.

Na edição anterior, de 2019, o filme

mais criativo veiculado na grade nacional

do SBT foi Caverna do Dragão, desenvolvido

pela DPZ&T para o Renault Kwid

Outsider. A premiação faz parte da meta

da emissora de fortateler o seu relacionamento

com o mercado publicitário e

valorizar a criatividade da indústria da

comunicação.

da criatividade à

execução de ideias, nomes

escolhidos pela emissora

entregam um conteúdo

cada vez mais relevante

para o consumidor

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Divulgação

jornal propmark - 28 de março de 2022 15


entrevista

Guilherme moraes

gerente de marketing da Kibon

Queremos

expandir os

pontos de

contato e

nossa relação

com o público

A

Kibon completou 80 anos e decidiu mostrar

para os seus fãs como são produzidos os

sorvetes, no Super Laboratório de Delícias,

em uma série dedeos nas redes sociais

da marca. São oito episódios lançados a cada semana

com a ideia de reforçar as características e atributos

dos “queridinhos” dos consumidores. Guilherme

Moraes, gerente de marketing da empresa, fala na

entrevista a seguir que os filmes foram pensados

com base em insights de testes e pesquisas reais dos

times da Unilever. Ele afirma que o projeto foi criado

sob linguagem e formato para os canais digitais.

Neusa spaulucci

Por que a Kibon optou pela estratégia

de série dedeos para comemorar

os seus 80 anos?

A comunicação de Kibon

sempre foi leve, descontraída e

bem-humorada. Por isso, entendemos

que a melhor forma de

comemorar os 80 anos da marca

seria dessa mesma maneira,

chamando os consumidores para

perto e respondendo, de uma

maneira divertida e lúdica, questionamentos

que eles têm sobre

os nossos produtos. Com esse

projeto, queremos que nosso público

embarque no universo mágico

e delicioso de Kibon, marca

que é sinônimo de felicidade. No

Super Laboratório de Delícias,

combinamos cenas que mostram

ocasiões de consumo reais

com universos lúdicos, trazendo

alegria para a casa das pessoas e

desvendando os sabores e ingredientes

que levaram Kibon a ser

a marca líder de mercado, amada

pelos brasileiros.

Esse formato é melhor do que a publicidade

tradicional, como um filme

ou anúncio?

Kibon tem um ecossistema estratégico

e 360º de comunicação.

Contudo, entendemos que alguns

conteúdos e mensagens se adequam

melhor e têm uma reação

mais positiva e próxima do público

em canais específicos, como é

o caso do projeto Super Laboratório

de Delícias. Neste caso, o pro-

jeto foi pensado, desde o início,

sob uma linguagem e um formato

que se relacionam melhor com

nossa estratégia de comunicação

em nossos canais digitais. A escolha

de criar a campanha em forma

de série com oito episódios teve

como objetivo reforçar a estratégia

de comunicação e manter

nossos consumidores interessados

em acompanhar os episódios,

construindo uma relação mais sólida

e perene. Queremos expandir

os pontos de contato e a nossa

relação com o público, surpreendendo

o consumidor a cada novo

episódio.

A marca acredita no marketing de

entretenimento?

Temos visto uma tendência

em consumir conteúdos de marca

relevantes, que trazem uma

linguagem mais leve e pessoal.

Por essa razão, acreditamos em

um modelo de marketing de entretenimento,

com conteúdos

que estão a serviço do consumidor,

de seus interesses e de suas

reais necessidades.

As pessoas têm mesmo curiosidade

em saber como os produtos são

feitos. Vocês fizeram pesquisa para

detectar essa necessidade?

Sim. Temos uma equipe dedicada

a analisar e entender o nosso

consumidor, assim como identificar

seus desejos no geral. Isso

nos permite inovar com relevância,

protagonismo e autenticidade

na categoria. Sendo assim, os

episódios da série, ainda que lúdicos

e muito divertidos, foram

pensados e produzidos com base

em testes e pesquisas reais dos

times de Pesquisa e Desenvolvimento,

Nutrição, Jurídico, Marketing

e Trade.

Por que a Kibon escolheu as redes

sociais para mostrar a “casa”?

As redes sociais são uma grande

plataforma de visibilidade e

costumam gerar conversas relevantes

com o público. Kibon

está sempre buscando entender

os consumidores e acompanhar

seus hábitos de consumo e de

informação. De acordo com o

relatório Digital 2021, realizado

pela We Are Social e Hootsuite,

existem 160 milhões de usuários

de internet no Brasil e, desse

número, 98,5% possuem smartphones.

Por isso, estar nas redes

sociais é estar na palma da mão

do consumidor, na fonte de onde

ele consome informações e passa

grande parte do seu dia. Tendo

em vista essa realidade e por

ser uma marca democrática, que

agrada aos mais diversos perfis

de consumidores, nosso desejo

também era de que o conteúdo

fosse democrático, alcançando

um amplo número de pessoas.

Além disso, decidimos que o

conteúdo estaria no meio digital

desde sua concepção, por isso, os

conteúdos já foram gravados de

início em formato de stories.

Quais são os principais sorvetes da

Kibon?

Hoje Kibon é a maior e mais

querida marca de sorvetes do

país, mas nossa história começou

há muito tempo, quando a

geladeira ainda era objeto raro

nos lares daqui. Da praia ao freezer

de casa, Kibon vem desempenhando

muitos papéis nessa

longa relação com os brasileiros.

A marca conta hoje com uma linha

enorme de sorvetes que se

tornaram clássicos para crianças

e adultos. Entre as delícias temos

Chicabon, Tablito, Frutilly, Fruttare,

Magnum e muito mais! De

fato, não saberíamos escolher os

principais SKUs, afinal, cada consumidor

tem seu sorvete Kibon

favorito, mas, além dos clássicos,

“estar nas redes sociais

é estar na palma da

mão do consumidor,

na fonte de onde ele

consome informações”

16 28 de março de 2022 - jornal propmark


temos trabalhado constantemente

para oferecer produtos inovadores

que agradem e acompanhem

as mudanças de estilo de

vida dos nossos consumidores.

Quais são as novidades?

No ano passado, anunciamos

o lançamento do Magnum Zero, o

primeiro sorvete com zero açúcar

adicionado de Magnum, criado

pela marca para o mercado brasileiro,

que reforça a expertise em

chocolate de Magnum ao levar

prazer e sabor para qualquer tipo

de produto - vegano, tradicional

ou zero açúcar. Outra novidade

é o Deliciosamente Vegano, primeiro

produto vegano do portfólio

de Kibon. E, para esse grande

lançamento, houve um trabalho

específico para criar um sorvete

de massa, uma demanda antiga

dos veganos, que oferecesse a

cremosidade tradicional dos potes

Kibon sem utilização de lácteos.

Foi assim que chegamos a

esse produto disruptivo, com um

surpreendente sabor chocolate

com pedaços de avelãs de verdade,

zero lactose e sem ingredientes

de origem animal, inclusive

com selo da Sociedade Vegetariana

Brasileira (SVB).

Esses lançamentos representam o

que para a marca?

Temos diversas outras novidades

surgindo a todo momento

em nosso portfólio. Com 80 anos

de atividade aqui no Brasil temos

muita história para contar, mas

esses lançamentos são bastante

representativos para nós, já que

refletem nosso objetivo de oferecer

experiências prazerosas e um

portfólio completo para os brasileiros,

que buscam cada vez mais

um sorvete diferenciado e único,

reforçando nossa preocupação

crescente com saudabilidade e

sustentabilidade.

A marca figura em qual posição no

ranking do setor?

Em 2021, Kibon completou 80

anos de atuação no país, sendo

a primeira indústria brasileira

do segmento, líder absoluta de

mercado e a mais lembrada pelos

consumidores no Top Of Mind

e em diversos outros rankings.

Acompanhamos constantemente

a saúde da marca junto com institutos

de pesquisas e nossa prioridade

é sempre entender nosso

mercado e os consumidores.

Podemos afirmar que Kibon se

mantém em crescimento e líder

de seu segmento.

A marca sofreu impacto durante a

pandemia?

Assim como todos os setores

da economia, o mercado de sorvetes

também foi afetado. Vimos

a migração do consumo para o

segmento de sorvetes em potes,

Divulgação

já que todos estavam em casa.

E as escolhas dos brasileiros se

dividiram entre os potes mais

democráticos, como o Kibon Napolitano

4 em 1, ou potes de consumo

mais individualizado com

fórmulas mais elaboradas, como

o Tablito pote ou Magnum pote.

O delivery cresceu a exemplo de outros

segmentos de alimentação?

Vimos crescer de maneira exponencial

o canal de delivery.

A partir do momento em que os

consumidores quebraram a barreira

de pedir sorvete por delivery,

tivemos uma retomada do

consumo de picolés também,

porque o consumidor tem a liberdade

de montar seu combo de

sorvetes, escolhendo diferentes

produtos que atendem diferentes

gostos. E, pensando em garantir a

melhor experiência neste canal,

Kibon desenvolveu uma embalagem

térmica capaz de assegurar

a integridade do sorvete durante

todo o trajeto, da loja até a casa

do consumidor.

O atendimento digital também ganhou

reforço?

Reforçamos, sim, nossos modelos

de atendimento digitais,

com nosso aplicativo de Kibon

e o lançamento da nossa assistente

virtual no WhatsApp, Kiki

da Kibon. Já vínhamos em uma

jornada de transformação com

o time de televendas para ajudar

na jornada digital, e agora

aprimoramos nossos modelos

de atendimento. O App de Kibon

tem funcionalidades essenciais

para que o cliente faça seu pedido

com autonomia. Agora, já com

a retomada gradual da circulação

e com as políticas de flexibilização,

percebemos a volta do consumo

de sorvete fora de casa e o

produto mais escolhido, nestas

ocasiões, é o tradicional sorvete

no palito (picolé). E, como o propósito

de Kibon é construir um

mundo mais feliz e inclusivo, seja

via delivery ou nas compras tradicionais,

esperamos que nossos

“acreditamos em um

modelo de marketing

de entretenimento”

produtos possam seguir levando

felicidade, mesmo frente a cenários

desafiadores.

Qual a perspectiva da empresa para

este ano?

Como marca, estamos cientes

dos inúmeros desafios que nossa

atual conjuntura apresenta, com

os efeitos que ainda sentimos da

pandemia e os novos desafios

geopolíticos. Contudo, estamos

confiantes em relação às perspectivas

para os próximos meses,

graças a um cenário de retomada

da socialização, que abrirá caminho

para um crescimento do

mercado. Além disso, temos visto

uma ótima aceitação dos nossos

consumidores em relação às

nossas recentes inovações e produtos

que atendem a uma parcela

que prefere produtos com menos

açúcar e veganos.

jornal propmark - 28 de março de 2022 17


mercaDO

ODS são incorporados às políticas

de sustentabilidade no Brasil

Grandes grupos como Ambev, JBS, Heineken e Nestlé já adotaram

práticas que vão ao encontro dos 17 objetivos traçados pela ONU

Reprodução

pedro yves

Uma das preocupações centrais do planeta,

a questão da sustentabilidade é foco

já há algumas décadas de ações isoladas

de países, grupos de ativistas e empresas.

Desde 2015, porém, tornou-se instrumento

de política global quando a Assembleia

Geral da ONU lançou os 17 ODS (Objetivos

de Desenvolvimento Sustentável) durante

a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável.

Esses itens representam planos que todos

os Estados-membros da Organização devem

seguir para atingir as seguintes metas:

Erradicação da Pobreza; Fome Zero; Saúde

e Bem-estar; Educação de Qualidade; Igualdade

de Gênero; Água Potável e Saneamento;

Energia Limpa e Acessível; Trabalho Decente

e Crescimento Econômico; Indústria,

Inovação e Infraestrutura; Redução das Desigualdades;

Cidades e Comunidades Sustentáveis;

Consumo e Produção Responsáveis;

Ação Contra a Mudança Global do

Clima; Vida na Água; Vida Terrestre; Paz,

Justiça e Instituições Eficazes; Parcerias e

Meios de Implementação.

Os ODS também visam garantir e promover

a ética e o compliance no mundo corporativo,

valorizando e defendendo políticas

que garantam os direitos do trabalhador,

como saúde e segurança no trabalho. Entre

as grandes empresas, tanto no Brasil como

“A AgendA eSg reflete oS

princípioS dAS odS e oS

expAndem nA dimenSão

dA governAnçA éticA

e trAnSpArente”

no mundo, é cada vez mais comum a adoção

de práticas de governança baseadas nesses

princípios, denominados ESG (do inglês

Environmental, Social and Governance: governança

ambiental, social e corporativa).

“A agenda ESG reflete os princípios das ODS

e os expandem na dimensão da Governança.

Enquanto os princípios da ONU focam

prioritariamente as questões ambientais (E)

e sociais (S). O ESG acrescenta a preocupação

com uma governança ética e transparente”,

diz Alexis Thuller Pagliarini, diretor

da consultoria ESG4, especializada em práticas

de governança empresarial.

Ele fala que no Brasil há bons exemplos

de adoção dessas práticas, mas ainda sem

uma ordenação coerente com os princípios

ESG. “Já é notável a preocupação com o

meio ambiente, diversidade e inclusão nas

ações das empresas mais antenadas, mas é

preciso absorver uma metodologia que garanta

a eficácia das ações para retratá-las

nos Relatórios Anuais das empresas, sem o

risco de serem percebidas pelo viés do greenwashing

(ações ambientais sem impacto

considerável) ou bluewashing (ações sociais

pouco efetivas).”

Alguns grandes grupos empresariais brasileiros

já adotam políticas sustentáveis há

bastante tempo. É o caso da Ambev, maior

fabricante de cervejas do mundo. “Na Ambev,

temos uma jornada de sustentabilidade

muito sólida, há mais de 20 anos. Costumamos

dizer que a sustentabilidade não

faz parte do nosso negócio, ela é o nosso

negócio”, diz Rodrigo Figueiredo, VP de

Sustentabilidade e Suprimentos da Ambev.

Entre as ações já desenvolvidas pela Ambev,

Rodrigo ressalta que, nos últimos 15

anos, a empresa reduziu a emissão de carbono

em mais de 60% e o consumo de água

em menos 4,7%, somente em 2020. E fala

que 100% das embalagens são retornáveis

ou majoritariamente feitas de conteúdo

reciclado, meta ligada ao ODS 12 de Consumo

e produção responsáveis. Também foram

feitos avanços no compromisso com a

equidade racial, com a criação de um comitê

externo de especialistas negros e o anúncio

do compromisso com 13 metas específicas,

KPIs e prazos, para agir ativamente

18 28 de março de 2022 - jornal propmark


Fotos: Divulgação

Alexis: “É notável a preocupação com o meio ambiente” Rodrigo: “Sustentabilidade é o nosso negócio” Ornella: resultado positivo na redução do uso de plástico

Valente: “Você precisa olhar toda a cadeia produtiva”

na promoção de equidade racial.

As metas de sustentabilidade da Ambev

para 2025 estão centradas em Ação Climática,

com 100% da eletricidade comprada de

fontes renováveis e redução em mais 25%

das emissões de carbono. Haverá também

ações em Gestão de Água, buscando melhorar

a disponibilidade e a qualidade da água

para 100% das comunidades em áreas de

alto estresse hídrico, meta ligada aos ODS

6 de água e saneamento, ODS 11 de comunidades

sustentáveis e ODS 14 de vida na

água. “É com uma equipe multidisciplinar

e um olhar 360° sobre as nossas operações e

sobre os impactos que geramos, que conseguimos

garantir uma atuação cada vez mais

certeira em direção ao desenvolvimento

sustentável das comunidades que fazemos

parte”, complementa Rodrigo Figueiredo.

Outra grande marca global de cervejas, a

Heineken, também assumiu compromissos

sustentáveis em sua produção no Brasil. Visando

neutralizar a emissão de carbono, a

empresa está retirando as garrafas PET de

seu portfólio. A meta é reduzir em 80% o

uso dessa embalagem até 2025, o que representa

uma redução de 25% no uso do plástico

em seu portfólio. Em outubro passado,

a cervejaria anunciou a retirada de embalagens

de garrafas PET 1 e 2 litros das suas

marcas Itubaína, FYs, Skinka e Viva Schin,

e as PETs de 1,5 litro das marcas Skinka e

Água Schin. O processo deve se encerrar

ainda no início deste ano, com o fim dos estoques

de mercados, bares e restaurantes.

“Estamos comprometidos com uma agenda

de sustentabilidade bastante robusta e,

para atingir nossas metas, precisamos revisitar

estratégias, ajustar rotas de negócio

e tomar grandes decisões, como essa. Estamos

confiantes nos resultados positivos

que teremos em relação à redução do uso

de plástico e dos impactos de nossas embalagens

no meio ambiente”, afirma Ornella

Vilardo, gerente de sustentabilidade do

Grupo Heineken no Brasil.

Em fevereiro passado, o Grupo Heineken

anunciou investimentos de R$ 320 milhões

para reforçar sua presença e agenda ESG no

estado de São Paulo. O investimento será

direcionado à ampliação do uso de energias

renováveis, a exemplo das caldeiras de

biomassa, e ao ganho de eficiência hídrica.

Circularidade de embalagens de vidro também

está entre as prioridades da cervejaria,

que apresentará novas iniciativas para contribuir

com a meta de atingir 100% de circularidade

de suas embalagens utilizadas em

bares e restaurantes até 2025. Ainda olhando

para o engajamento do mercado, a marca

lançou recentemente um programa de

geração distribuída de energia verde para

bares e restaurantes de 19 capitais brasileiras

que, além de contribuir para a redução

da emissão de carbono, traz o benefício direto

de redução na conta de luz dos estabelecimentos,

que pode chegar a 40%.

NetzerO

Outra meta de sustentabilidade que tem

avançado no Brasil está ligada ao chamado

programa Netzero, que busca eliminar as

emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

A JBS, uma das maiores empresas de

alimentos no mundo, voltada principalmente

à produção de carne, adotou no ano

passado um ambicioso programa global

voltado a eliminar todas as emissões de

carbono até 2040. Ele inclui a adoção, até

2025, de energia solar em todas as lojas da

marca Swift; parceria com DSM para redução

das emissões de metano na cadeia

bovina; projetos de cobertura de lagoa de

efluentes e captura de metano no Canadá,

Estados Unidos e Brasil; construção de uma

planta de energia solar no Texas para abastecer

as operações da Pilgrim’s nos Estados

Unidos; metas de redução das emissões da

Moy Park aprovadas no SBTi; 100% de eletricidade

de origem renovável nas operações

da Pilgrim’s no Reino Unido. “Temos

um foco claro no netzero. Todas as empresas

se comprometeram a zerar as emissões

de gás até 2050, nós resolvemos antecipar

isso em 10 anos. Nós precisamos ter ações

do pasto ao prato, de olhar a cadeia inteira.

Se você transporta o gado em caminhões a

diesel, que é poluente, você precisa olhar

toda a sua cadeia produtiva”, explica Sergio

Valente, CMO da JBS. Além dessas ações, a

Melchior: padrão local dentro de uma política global

jornal propmark - 28 de março de 2022 19


mercaDO

Reprodução

Capa do estudo desenvolvido pela agência Lew’Lara/TBWA e DCODE que busca identificar os principais pontos de interesse do público consumidor em relação às iniciativas de ESG

JBS vai investir mais de R$ 7 bilhões globalmente

em sustentabilidade somente em

2021. No Brasil, R$ 653 milhões vão para novas

fábricas de biodiesel, fertilizantes organominerais

e colágeno e peptídeos.

A Nestlé também desenvolve ações voltadas

ao netzero, por meio do Programa de

Desenvolvimento da Pecuária Leiteira. Realizado

na região de Viçosa, em Minas Gerais,

busca a capacitação de estudantes da Universidade

Federal de Viçosa em áreas chaves

para a produção de leite. “No Brasil, estamos

atuando junto à cadeia leiteira visando reduzir

a emissão de gás metano do gado leiteiro,

gás esse que afeta a camada de ozônio, afinal,

o leite é um dos nossos principais insumos”,

diz Marcelo Melchior, CEO da Nestlé,

que revela que as ações de sustentabilidade

seguem um padrão local dentro de uma política

global da empresa.

Em uma outra frente de atuação em sustentabilidade

do grupo no Brasil, Melchior

cita o Programa Nestlé Faz Bem Nutrir, lançado

em 1999, que visa compartilhar com

a comunidade conhecimentos essenciais

sobre nutrição. Para atingir seus objetivos,

o programa adota estratégias estruturadas

que se conectam entre si, como envolver o

voluntariado da empresa, capacitar educadores

e profissionais da merenda escolar,

formar multiplicadores, articular com o

Poder Público, fazer parcerias com a rede

de ensino municipal, disseminar conhecimento

e estimular a qualidade dos hábitos

nutricionais na escola e na família. Desde o

seu início, o programa já beneficiou 1,4 milhão

de crianças e adolescentes e capacitou

12.390 educadores.

eStuDOS

Na esteira dos assuntos que envolvem

a agenda ESG, a Globo lançou na semana

outrA metA que tem

AvAnçAdo eStá ligAdA

Ao chAmAdo progrAmA

netzero, de eliminAr AS

emiSSõeS de dióxido de

cArbono nA AtmoSferA

passada a pesquisa Evolução ESG, que traz

um panorama histórico das pautas acerca

do tema e aponta tendências de ações para

urgentes transformações no planeta. O estudo

mapeia os sentimentos dos brasileiros

durante a pandemia e as demandas mais

atuais em relação às pautas ambientais e

sociais, além de pesquisas quantitativas.

O estudo foi apresentado durante o evento

Menos é Mais Sustentabilidade: modo de

usar, com apoio do Canal Off.

O dossiê traça uma narrativa da evolução

do termo ecologia, passando por sustentabilidade,

sendo demarcado por períodos

importantes da história, como a criação do

Clube de Roma, nos anos 1960; a Conferência

de Estocolmo, em 1972; a aprovação

do Protocolo de Kyoto, em 1997; e a COP26

Glasgow, em 2021. Um ponto importante

dessa jornada foi o nascimento da sigla

ESG, em 2004, mostrando, desde os anos

1990, a evolução do debate para além de

demandas ambientais, incluindo pautas sociais

e de governança, que ganham camadas

ainda mais complexas nos dias de hoje.

Desde 2015, a Globo mantém a plataforma

Menos é Mais, para promover reflexão

sobre o uso consciente dos recursos naturais,

sustentabilidade e o papel de cada um

no desenvolvimento sustentável da sociedade.

Esse espaço é destinado a campanhas

para o público e ações internas para colaboradores

da companhia, com o objetivo de

estimular o diálogo para assuntos sobre o

meio ambiente.

E um estudo inédito da Lew’Lara\TBWA

e DCODE identifica principais pontos de interesse

do público consumidor em relação

às iniciativas de ESG de 160 marcas. O ESG

Consumer Index, realizado em parceria com

a DCODE Consumer Insights, trata de identificar

a percepção do consumidor a respeito

das iniciativas de ESG de 160 marcas, ranqueadas

entre si, independentemente de

categoria ou segmento de atuação.

“Se aprofundar no entendimento da percepção

das pessoas em relação aos pilares

ESG é a chave para uma atuação estratégica

das marcas nesta frente. Pois o entendimento

do consumidor, aliado a um aprofundamento

na vocação das marcas, nos ajuda a

direcionar estrategicamente as ações ESG

das empresas, ações que de fato façam a diferença

na vida das pessoas, na comunidade

e no planeta”, diz Raquel Messias, chief

strategy officer da Lew’Lara\TBWA.

O estudo resulta em uma análise estratégica

da agência de como determinada

marca deve romper convenções através de

uma pegada ESG para construir um futuro

melhor para o mundo e para as pessoas,

respondendo a questões como: “a partir do

DNA da sua marca, qual pilar ESG você deve

priorizar?” e “qual retorno o seu público e

sua audiência espera da sua marca?”. Marcas

como Natura e O Boticário lideram o

ranking, que compara as marcas de maneira

geral, sem segmentação por categoria ou

segmento de mercado. As categorias com

melhor percepção são Beleza, seguido por

Bancos, Não Alcoólicos, Limpeza, Eletrodomésticos,

Moda, Big Techs, Corporate, Personal

Care e Varejo.

20 28 de março de 2022 - jornal propmark


mercado

Gramado Summit quer ser o festival

do futuro e se inserir no turismo

O CEO da conferência de inovação, Marcus Rossi, fala que palestras vão

abordar tendências em várias frentes e busca fomentar indústria turística

kelly dores

Com a proposta de ser um

festival que discute as tendências

do futuro em várias

frentes, a Gramado Summit

2022, que será realizada de 6 a

8 de abril, no Serra Park, terá

mais de 150 palestrantes e deve

receber em torno de seis mil

pessoas. É um público recorde

para a conferência de inovação,

que chega à sua 5ª edição e vem

se firmando no calendário de

eventos da cidade turística do

Rio Grande do Sul.

“Uma das coisas que a gente

adotou este ano é que precisamos

falar mais sobre futuro.

Como vai ser o futuro nas finanças,

no marketing, o que é a indústria

4.0, que ainda não é um

conceito tão disseminado no

Brasil, e quais tendências vão

dar certo em relação ao mundo.

Quando assumimos que somos

um festival do futuro, tivemos

muito mais liberdade para trabalhar

em diferentes frentes”,

explica Marcus Rossi, idealizador

da Gramado Summit.

Empreendedor nato, Rossi

criou o evento inspirado na

Web Summit, de Portugal. Na

época, tinha 29 anos. “A gente

gosta de se comparar na estrutura

com a Web Summit, porque

eu curto muito a ideia de as

pessoas entrarem numa imersão.

O que eu acho muito legal,

e foi lá que eu me inspirei para

criar a Gramado Summit, é que

eles colocam 20 mil pessoas

sentadas para assistir conteúdo.

O meu sonho é ter 10, 20 mil

pessoas sentadas para assistir

palestras. Dá uma sensação de

show, de jogo de futebol para

conteúdo de qualidade”.

Conhecido por sua ousadia,

Rossi realizou, em 2021, uma

edição presencial da Gramado

Summit em plena pandemia,

obviamente que respeitando

todos os protocolos de saúde.

“No ano passado, quando a gente

fez um evento presencial em

plena pandemia, usamos muito

Marcus Rossi: “É uma conferência de inovação, mas é um evento que eu quero cada vez mais inserir na indústria turística”

a palavra retomada, só que, na

verdade, se formos entender

do ponto de vista de público e

financeiro, este ano é o nosso

evento de retomada”, frisa ele.

Segundo o CEO da Gramado

Summit, a expectativa de quatro

mil pessoas já foi superada,

e o público deve chegar a seis

mil, além disso o tíquete médio

está mais alto do que em 2019,

“até então a nossa melhor edição”.

“Também estamos com

uma demanda mais alta, principalmente

de estados que não

participavam antes, como Acre

e Amazonas”, ressalta Rossi.

Um dos seus sonhos é transformar

Gramado em uma Davos

da inovação, que não é uma capital,

não é uma cidade industrial,

mas sim turística. “É uma

conferência de inovação, mas é

um evento que eu quero cada

vez mais inserir na indústria

turística. Quero que as pessoas

possam programar suas férias

para Gramado e ir à Gramado

“a expectativa

de quatro mil

pessoas já foi

superada, e o

público deve

chegar a seis mil”

Divulgação

Summit. A gente firmou uma

parceria com a Azul, por exemplo,

que está fazendo pacotes

para Gramado com a conferência.

Propositalmente, a gente

escolhe de quarta a sexta para

que os participantes possam

esticar a estadia”, relata.

Se autointitulando como o

“maior brainstorming da América

Latina”, a conferência vai

reunir nomes como Joel Jota

(influenciador), Luiz Pondé (filósofo),

Kim Farrell (TikTok),

Helena Bertho (Nubank), Gabriel

Sukita (Facebook), Veronica

Oliveira (Faxina Boa), Rincon

Sapiência (músico) e Núbia

Mota (Adobe). Serão palestras

individuais no formato TEDx

de 20 minutos e dois painéis,

nos palcos marketing e comunicação;

finanças; indústria e

transformação digital; e plenária

principal. Além disso, paralelamente

ao evento, ocorre a

feira de negócios, com a exposição

de mais de 200 empresas.

jornal propmark - 28 de março de 2022 21


mercAdo

Fotos: Divulgação

Vista aérea do Vale do Anhangabaú, que tem imensa área livre para eventos

Projeto prevê implantação de resturantes, bares e quiosques no centro de São Paulo

Projeto do Vale do Anhangabaú e

centro de SP ganha novo conceito

Consórcio que administra o espaço planeja atividades socioculturais e

esportivas; foram criados canais de comunicação para melhorar acesso

Neusa spaulucci

projeto de preservação e manutenção

do Vale do Anhan-

O

gabaú, região central da capital

paulista, entrou em nova fase.

Ganhou novo conceito, Novo

Anhangabaú: O Vale da Gente,

que tem o objetivo de posicionar

o Vale e seu entorno na vanguarda

das novidades socioculturais

gratuitas. Cláudio Macedo,

diretor-geral do consórcio Viva

o Vale, que administra o projeto,

conta que a concessão e gestão

do espaço Novo Anhangabaú teve

início no ano passado e tem

duração de dez anos. Segundo

ele, durante este período, o

consórcio fica responsável pela

manutenção, preservação e realização

de calendário de eventos

socioculturais no espaço. “É um

projeto único pela importância

histórica e cultural do Vale do

Anhangabaú para a cidade de

São Paulo e para o Brasil”, diz.

Macedo diz ainda que estão

criando canais de comunicação

com o público para oferecer “um

espaço acessível, colaborativo,

Pôster de O Novo anhangabaú: Vale a Visita; novo conceito divulga empreendimento

dinâmico e diverso para quem

mora em São Paulo e no entorno

e também para quem visita a cidade”.

Ele revela que o consórcio

é composto pela WTorre Entretenimentos,

empresa responsável

pela administração do Allianz

Parque, e pela Urbancom, especializada

na operação de shoppings,

lojas e serviços. Ele diz

ainda que o novo conceito do

projeto remete a um espaço de

integração urbana, pois ele tem

uma esplanada livre, espaço dedicado

a uma das maiores fontes

da América Latina. “São 852 pontos

de água e luz, que serão inaugurados

em uma etapa futura do

“É um projeto

único pela

importância

histórica e

cultural do Vale”

projeto e transformarão esse importante

ponto arquitetônico do

centro de São Paulo em um destino

para moradores e visitantes.

O projeto contempla também 11

quiosques, que abrigarão serviços

diversos, como restaurantes,

bares, lojas e espaços de atendimento

ao público”, argumenta.

Ele declara também que as

Galerias Formosa e Prestes Maia,

que formam as cabeceiras do

Viaduto do Chá, também podem

se tornar espaços dedicados a

serviços diferenciados, como

restaurantes e lojas e ateliês

temporários. “A Praça Ramos

de Azevedo e a Praça Pedro Lessa

fecham essa extensa área de

concessão”. A ideia é, segundo

ele, oferecer ao Novo Anhangabaú

uma programação mensal

com mais de 150 eventos, entre

eles, atividades educacionais,

esportivas de lazer e culturais.

“O objetivo é entender o Vale

do Anhangabaú como um grande

centro cultural a céu aberto.

Macedo conta ainda que o Novo

Anhangabaú começou a receber

eventos de empresas.

22 28 de março de 2022 - jornal propmark


mercado

Lide avalia impacto da evolução

digital na jornada do consumidor

Tema foi debatido por executivos e CEOS de grandes empresas durante

o 10º Fórum do Varejo e Marketing realizado no Guarujá, no litoral de SP

Vinícius noVaes

Uma das consequências da

pandemia, a evolução digital

acelerou o que hoje pode-se

chamar de nova forma de consumo.

E, com isso, o impacto

no varejo foi algo inevitável.

Se antes a compra passava, na

maior parte das vezes, pela ida

a uma loja física, agora, não

mais necessariamente.

O online ganhou protagonismo

ao mesmo tempo em que

novas tecnologias, tal qual o

metaverso, por exemplo, ganham

terreno e, assim, chegam

para impactar de alguma forma

a jornada do consumidor. Esse,

aliás, foi um dos temas da décima

edição do Fórum do Varejo

e Marketing, organizado pelo

Lide, que foi realizado no Hotel

Sofitel Jequitimar, no Guarujá

(SP), no último dia 19 de março.

Fabricio Garcia, vice-presidente

de operações do Magalu,

citou a própria empresa como um

exemplo de companhia que nasceu

analógica e se tornou digital.

O executivo contou que, durante

a pandemia, os consumidores

precisaram recorrer aos canais

digitais para fazer compras e

contratar serviços, o que levou a

investirem nesse mercado. “Nos

últimos anos, o Magalu triplicou

o tamanho online. Nosso marketplace

faturou R$ 13 bilhões no

ano passado, são 25 milhões de

pedidos online por ano”, disse.

Pedidos esses, inclusive, que

passam, na maioria das vezes,

pelas redes sociais, que conectam

marcas e consumidores,

além de reverberarem a mensagem.

O TikTok é um exemplo.

Gabriela Comazzetto, head

global de business solutions do

TikTok no Brasil, explica que a

plataforma possui atualmente

mais de um bilhão de usuários,

que passam cada vez mais tempo

nela. “A hashtag tiktokmademebuyit

mostra esse poder de

influência de compra. As pessoas

consomem onde e quando

elas se sentem felizes, e o

Diversos painéis contaram com a participação de executivos de empresas de varejo e também de redes sociais, como o TikTok

TikTok é um lugar em que as

pessoas entram para se sentir

leves, entretidas”, afirmou.

Outra linha abordada durante

o encontro, o encantamento

foi levantado pelo CMO global

da JBS, Sergio Valente, como

um dos grandes pontos do varejo.

Segundo o executivo, é

preciso criar a conversa entre

as duas partes para gerar conexão,

relacionamento e, por fim,

o encantamento. “Não estamos

falando apenas sobre vender”,

disse. “Estamos falando sobre

vender, sobre encantar e sobre

ser importante para as pessoas”,

afirmou Valente.

Em um dos painéis, o tema

central foram as transformações

culturais nos hábitos de

consumo depois da pandemia.

Elio França e Silva, diretor-executivo

da Riachuelo, afirmou

que a empresa precisou revisar

os valores. “Estamos na segunda

geração da Riachuelo, ainda

temos muito da cultura inicial,

“Estamos falando

sobrE vEndEr,

sobrE Encantar

E sobrE sEr

importantE para

as pEssoas”

mas revisamos o que precisou se

modernizar. Em 2020, tudo mudou,

e fomos uma das empresas

que mais venderam pijamas e

pantufas. Neste momento de

retomada, o foco é o sonho das

pessoas, já que muitas perderam

a capacidade de sonhar”, disse.

Já Antonio Carlos Pipponzi,

presidente do Conselho Administrativo

da RD, afirmou que se foi

o tempo em que as empresas precisavam

apenas gerar lucro aos

acionistas. Hoje, segundo ele, é

preciso dar resultados à sociedade.

Como exemplo, o executivo

contou que a empresa criou um

ecossistema de saúde para pro-

Divulgação

mover o bem-estar, tais como

prevenção e nutrição, entre outros

benefícios para os clientes.

“Entendi que se eu não participar

da comunidade, se não tivermos

um plano de sustentabilidade,

não sobreviveremos”, finalizou.

O último painel debateu o

futuro do Brasil e entraves dos

pontos de vista econômico e tributário.

Juliano Ohta, CEO da Telhanorte,

relembrou os últimos

boons que o país teve para afirmar

que não resta outro caminho

a não ser investir em produtividade.

“A bala de prata do varejo

seria investirmos no ensino profissionalizante,

pois no Brasil só

10% dos alunos estão neste segmento

da educação, enquanto na

OCDE esse número chega a 40%”,

disse. Outro ponto criticado foi a

tributação. “O nosso sistema de

impostos é injusto, baseado no

consumo, penalizando quem ganha

menos. Nos países desenvolvidos,

a tributação acontece pela

renda, por exemplo”.

jornal propmark - 28 de março de 2022 23


agências

Brivia propõe conceito smartech

que une tecnologia e criatividade

Ideia é mostrar a propaganda não apenas pelo asset estético, mas

com experiências sintonizadas com momento e contexto humano

Paulo Macedo

Por meio de um videomanifesto

( https://w w w.youtube.

com/watch?v=nZqrIUqUlDw),

a agência Brivia apresentou seu

novo posicionamento mercadológico

na semana passada.

A ideia é ser uma creative

smartech, proposta que vai

mixar criatividade com os assets

da tecnologia e dados com

atenção à evolução humana,

afinal, como explica o CEO

Marcio Coelho, tudo pode mudar

no dia seguinte.

Ele enfatiza, porém, que

não é uma expressão isolada

e retórica, mas a implantação

de uma nova categoria para

o negócio da propaganda no

Brasil. “Com respeito à solidez

do passado para construir o futuro

e ajudar os clientes a navegar

nesse novo ecossistema

smartability”, afirma.

Nascida no Rio Grande

do Sul, mas com nove operações

no país, entre as quais no

Rio de Janeiro, Porto Alegre,

São Paulo, Belo Horizonte e

Brasília, além de unidade em

Portugal, Coelho enfatiza que

a origem não é um fator de

relevância. Em sua opinião, a

entrega de serviços de marketing

com tecnologia é que configura

a busca por soluções em

tempo real.

O grupo, que é composto

pela Brivia, A2C e Dez Comunicação,

tem uma carteira robusta

de clientes com marcas nacionais

como Banco do Brasil,

Petrobras, Vivo, Vibra Energia,

Votorantin Cimentos, Porto

Seguro, O Boticário, Global Appliance,

Floripa Airports, Oceanário

de Lisboa, AES, KPMG e

Banco BMG, por exemplo.

“Crescimento é importante.

E temos avançado a nossa

base. Mas sentimos a necessidade

de expressar o modo

como estamos observando a

evolução da atividade. Ou seja,

delinear esse receptáculo para

se pensar fora da caixa com

referência circular mais adequada.

Smartech é uma proposição

que nos define. Nosso

trabalho agora é explicar esse

conceito para o mercado. Mas

não é presunção propor uma

categoria: não é exclusividade

da Brivia”, argumenta Coelho.

A velocidade das transformações

exige cada vez mais a

tomada de decisões com velocidade

para tornar processos

mais ‘agiles’. Segundo Fabio

Rios, CMO da Brivia, a consultoria

Gartner calcula que os negócios

relacionados ao digital

business vão gerar receita de

Divulgação

Marcio Coelho, CEO da Brivia, não quer exclusividade da categoria creative smartech

“A ideiA de ser

smArtech é

termos versões

AtuAlizAdAs do

que érAmos”

US$ 134 bilhões. “A cadeia evolutiva

é constante. Isso é inexorável.

Toda definição é como

uma foto na qual congelamos

espaço e tempo. Comunicação

e tecnologia são organismos

vivos receptivos às mudanças

e adaptações necessárias. A

ideia de ser smartech é termos

versões atualizadas do que éramos.

Somos uma agência, mas

queremos ir além: entregar valor

e apoiar clientes”.

Coelho prossegue: “É a

união da nossa competência de

entrega com nossa capacidade

de criar, da nossa inquietude

constante, que define a evolução

de nosso reposicionamento.

Propomos ser versões

otimizadas do que éramos ontem,

com a solidez do passado,

sem nunca temer o futuro,

num fluxo em que a criatividade

se alia à tecnologia para ser

smart”. Rios diz mais: “O reposicionamento

enfatiza nossa

atuação full service, longe

de uma caixinha predefinida.

Agregamos método, talento,

cultura criativa e tecnologia,

sempre com foco no aprendizado

constante e na transformação,

buscando os melhores

resultados para os clientes. O

conceito de creative smartech

pode e deve ser assimilado por

todo o mercado. Levantamos

essa discussão com pioneirismo

para que mais atores contribuam

com ele.”

A Brivia, no entanto, reconhece

que a criatividade é o

fio condutor para ativar soluções

mais relevantes nesse

cenário que exige olhar omnichannel

para estar ambientada

no full funnel.

“Ela deve estar presente em

todas as ferramentas. Além

de propor engajamento com

propósito. E também colocando

a serviço a história sólida

que temos hoje em todas

as dimensões. É uma série de

ações. Não é um trabalho que

se encerra em um shot”, finaliza

Coelho.

24 28 de março de 2022 - jornal propmark


AGÊNCIAS

Made consolida ideia de ter unidade

em São Paulo após dois anos no país

Ricardo Zanella se

junta aos sócios Luis

Salvestroni e Álvaro

Rodrigues como COO

Divulgação

PAULO MACEDO

Lançada em 2020 no mercado brasileiro

por meio dos sócios locais Álvaro Rodrigues

e Luis Claudio Salvestroni, a mexicana

Made chega à cidade de São Paulo após

dois anos atuando exclusivamente no Rio

de Janeiro. O novo escritório terá a liderança

de Ricardo Zanella, que também vai atuar

como COO da agência no país. Vai contribuir

com o atendimento às marcas Jeep,

Fiat, Dodge, Alfa Romeo, Amazon, Mentos,

Cerveja Sol, Superior, Tequila Jose Cuervo,

Aspen, Chupa Chups, Prudential, GSK, Vitality

e Bodylaser, que estão no seu portfólio

de clientes.

Zanella, que trabalhou com Rodrigues

na Africa e na extinta DM9 (Rio e São Paulo)

e teve passagens pela Neil Patel Brasil,

Ponto Mobi e Green Park, retorna à propaganda.

“Depois de aprofundar o meu conhecimento

atuando em outras áreas mais

específicas da comunicação e marketing

digital, o retorno à propaganda só poderia

ser numa proposta nova e mais leve, ao

lado do Álvaro e do Luís”, justifica o profissional.

A operação da Made no Brasil é independente,

mas com acesso à infraestrutura

de serviços da matriz no México.

De acordo com Rodrigues, a Made é considerada

pelo Círculo Criativo a agência

independente mais criativa do México,

eleita pela 5ª vez a agência do ano no país.

No Brasil, a operação carioca foi o Destaque

do Ano na cidade, pelo Prêmio Colunistas

Rio 2021.

“A operação em São Paulo não será

apenas uma extensão do Rio. Terá vida

própria, com talentos alocados, além de

poder contar com profissionais do Rio, da

Cidade do México e da Argentina, onde

o grupo também tem uma operação. Os

clientes da Made no Brasil podem contar

com a força do grupo”, diz Rodrigues, que

planeja abertura de unidade da Made em

Portugal ou Espanha.

Rodrigues conclui: “Os soft skills do

Zanella serão (já são, na verdade) fundamentais

para a gestão da agência. Estreitar

a relação com os clientes, reter talentos

e marcas, aperfeiçoar processos, olhar

para números e saber que eles representam

pessoas”.

Álvaro Rodrigues, Ricardo Zanella e Luis Claudio Salvestroni são os líderes da operação da Made no mercado brasileiro

jornal propmark - 28 de março de 2022 25


marcas

Nestlé muda marketing sem alterar

plano de reforçar posicionamento

Com a saída do executivo Frank Pflaumer, para a Seara, anunciante

promove Ionah Kochen para liderar suas estratégias mercadológicas

Fotos: Divulgação

Pflaumer assume em 18 de abril a divisão de marketing da Seara, após 11 anos na Nestlé

Ionah Kochen deixa posição de CBO de nutrição infantil para liderar marcas da empresa

Paulo Macedo

Um dos principais anunciantes

do país, com verba

líquida estimada em 2021 pelo

Monitor de R$ 411,126 milhões

(bruta chega a R$ 860,971 milhões),

sem o orçamento para

digital, que não aparece em

nenhum report, a Nestlé tem

novo comando de marketing a

partir desta semana.

A eleita é a executiva Ionah

Kochen, que assume como vice-presidente

de marketing e

comunicação da multinacional

com a responsabilidade de cuidar

de Comunicação Corporativa,

Promoções, Eventos, Mídia,

CRM, Comunicação Interna,

BID (Brand & Identity Design),

Nutrição, Saúde & Bem-Estar,

Serviço ao Consumidor, Consumer

& Marketplace Insights,

estratégia digital e redes sociais.

Yonah assume a posição

ocupada por Frank Pflaumer,

que vai comandar o marketing

e branding das marcas da Seara

a convite do CEO João Campos.

Ele inicia no próximo dia 18 de

abril. As agências da Nestlé são

Ogilvy, WMcCann, que acaba

de renovar o contrato para

projetos promocionais, DPZ&T,

Wunderman Thompson, Publicis

e David.

Yonah está há 27 anos na

Nestlé, onde começou como

trainee. “Em 2015, recebeu convite

para desenvolver a área de

negócios de Consumer Care em

“Contribuiu Com

o CresCimento

do segmento,

fortaleCendo a

marCa nutren”

Nestlé Health Science no Brasil

e na América Latina, onde contribuiu

com o crescimento do

segmento, fortalecendo a marca

Nutren”, detalha o comunicado

da empresa. Em 2018,

assumiu como business executive

officer de nutrição infantil.

Pflaumer deixa a Nestlé após

11 anos. Ele atuou na empresa

na Suíça, como head global de

produtos lácteos. Depois foi

para a América Central, para

“aperfeiçoar a relação das marcas

com o consumidor”. Nos

três anos e meio no Brasil, ele

coordenou todas as marcas da

Nestlé. “O foco foi digitalização

e e-commerce cujas referências

são Nespresso e Dolce Gusto”,

finaliza Pflaumer.

26 28 de março de 2022 - jornal propmark


digital

Healthtech Nexodata adota o nome

Mevo e busca descomplicar a saúde

Ex-BFerraz, o head de marketing Vinicius Lotti explica que o objetivo

da empresa de receita digital é sair do approach mais técnico do setor

KELLY DORES

Se a transformação digital é tão

importante para a saúde, por

que os médicos ainda estão prescrevendo

no papel? Se a gente sabe

que existem tantos problemas

com a receita em papel (como, na

maioria dos casos, a indecifrável

letra dos médicos), por que não

dar um passo importante com a

receita digital? Essas são algumas

indagações feitas por Vinicius

Lotti, head de marketing da

healthtech de receita digital Mevo,

para reforçar o pensamento

de que é possível melhorar esse

processo de prescrição médica.

Segundo dados de mercado,

mais de 90% do sistema de

saúde ainda opera em papel no

país. “É um oceano aberto de

oportunidades”, diz ele, que

está na empresa há menos de

um ano, egresso da BFerraz.

A healthtech, que foi criada

em 2017 como Nexodata, muda

agora de nome para se tornar

uma marca “mais humana”

e adotar uma linguagem mais

simples, sob a assinatura Mevo,

mais saúde, menos complicação.

Lotti explica que a partir da

aceleração digital provocada

pela pandemia, inclusive com

o avanço da telemedicina, a

empresa também aprimorou

suas ferramentas e entendeu

que era o momento de fazer

uma virada de chave com o rebranding

da marca.

“A ideia é ser mais assertivo

na comunicação. O discurso no

mercado de saúde ou é muito

sério, muito duro, técnico, ou

é muito conceitual e acaba sendo

genérico, sem falar muita

coisa. A marca quer falar cada

vez mais com os públicos B2B

e B2C juntos. Porque é cada

vez mais o conceito de customer

centric, o consumidor no

centro das estratégias, tudo em

volta dos pacientes. A gente

sabe que saúde vai deixar de ser

um assunto técnico e se tornar

mais pop”, afirma Lotti.

Com identidade visual cria-

Campanha apresenta a nova assinatura de marca Mevo, mais saúde, menos complicação; rebranding foi feito pela Marcas com Sal

O head de marketing Vinicius Lotti: “Ideia é ser mais assertivo na comunicação”

da pela Marcas com Sal, agência

especializada em branding,

o novo posicionamento será

apresentado ao mercado a partir

desta segunda-feira (28),

com campanha 360º no digital,

conteúdo, experience, eventos

e mídia em veículos segmentados.

“A ideia é provocar reflexão

do setor e mostrar que a

Mevo quer descomplicar a saúde”,

complementa Lotti.

Pedro Dias, cofundador da

Mevo, afirma que o avanço

exponencial da telemedicina

ajudou a melhor compreender

o quanto a prescrição é o elo

entre as diferentes etapas do

fluxo de saúde e como a sua digitalização

é um dos principais

caminhos para a transformação

do setor. “Com isso, percebemos

que existiam outras oportunidades

de negócios que se

conectam com a receita médica

e decidimos ampliar o portfólio

de produtos e a estratégia de

negócios da empresa”, diz Dias.

Fotos: Divulgação

“A gente sAbe que

sAúde vAi deixAr

de ser um Assunto

técnico e se

tornAr mAis pop”

Como parte das novas soluções,

agora, quando o paciente

recebe uma Mevo Receita Digital,

além de poder usar sua

receita presencialmente em

qualquer farmácia do Brasil

que tenha acesso à internet, ele

também tem a opção de comprar

seus medicamentos online,

pela interface mobile da Mevo.

A Mevo Receita Digital já emitiu

quase 6 milhões de receitas

digitais, solicitações de exames

e encaminhamentos médicos

para mais de 300 instituições de

saúde. No ano passado, recebeu

uma rodada de investimentos

de R$ 35 mihões, com participação

do Meli Fund, Hospital Israelita

Albert Einstein, Floating

Point, FIR Capital e do “family

office” do fundador da XP Inc.,

Guilherme Benchimol.

jornal propmark - 28 de março de 2022 27


digital

“O e-mail é a

mídia número um

do e-commerce”

Nome conhecido no meio digital, desde

2005 Jonatas Abbott se tornou sócio

da Dinamize, especializada em e-mail

marketing e automação digital. Ele afirma

que há um ressurgimento do e-mail no mercado.

“O e-mail é o veículo próprio da marca. É barato e

gera um grande impacto na comunicação”, diz. O

executivo destaca que na pandemia o ROI do e-mail

marketing na Inglaterra pulou de 32 libras para 42

libras por libra investida, chegando ao patamar

americano, que é de R$ 42 por dólar investido.

Para ser efetivo, Abbott ressalta a importância da

segmentação no disparo. “A gente defende há muito

tempo que menos é mais em e-mail. Quanto menor e

mais segmentada a base, mais impacto a marca tem.”

Jonatas Abbott, da Dinamize: “Já tentaram matar o e-mail marketing muitas vezes”

Divulgação

kelly dores

POSiCiONaMENtO

A Dinamize é hoje referência

em e-mail marketing e automação

de marketing digital. Lançamos

agora uma ferramenta

de CRM voltada para a complementação

da automação. A gente

vive hoje um grande dilema

no mercado, que é a dependência

das big techs. Todo mundo

está virando refém delas. E é um

problema duplo. Primeiro, o alto

custo do anúncio e a geração de

leads acabam ficando muito dependentes

das big techs. E o outro

grande problema é que você

acaba entregando para eles o seu

lead também e não construindo

uma base de dados. Por isso, o

CRM é estratégico. O grande desafio

das empresas hoje frente

às big techs é justamente construir

e segmentar uma grande

base de dados própria para ter

independência. E o e-mail tem

uma grande relevância, porque

ele é o veículo próprio da marca.

Não só o e-mail, mas como também

o SMS, o WhatsApp. Essa

construção de relacionamento

direto com a base de clientes,

especialmente via e-mail, que

é menos invasivo, ajuda a furar

essa barreira das big techs.

FiM dOS COOKiES

A base de dados passa a ser

o grande diamante da internet.

Existe um problema, especialmente

com o varejo, que é o

grande atraso nesse ponto. É

dramático entrar em shoppings

e ver que 80% das lojas não

fazem uma captação adequada

de dados. E no melhor ponto de

captação de dados que tem, que

é o PDV, onde o cliente está engajado,

quer receber seu e-mail

e se relacionar com as marcas. E

um grande paradoxo é a equipe

do ponto físico ainda enxergar

o digital como concorrente.

NÚMERO UM

O e-mail é a mídia número

um do e-commerce. Para ter

uma ideia, na pandemia o ROI

do e-mail marketing na Inglaterra

pulou de 32 libras para 42

libras por libra investida, chegando

ao patamar americano,

que é de R$ 42 por dólar investido.

O e-mail marketing é barato

e gera um grande impacto na

comunicação.

“O e-mail é

tipicamente

uma mídia de

altO impactO

nO hOráriO

cOmercial”

SPaM

O spam vem melhorando há

muito tempo. Em 2012, quando

os organismos internacionais

AntiSpam endureceram suas

políticas, sentamos com os

clientes da Dinamize, grandes

marcas, porque era necessário

pararem com o spam. E a LGPD

(Lei Geral de Proteção de Dados

Pessoais), que entrou em

vigor em agosto do ano passado,

trouxe a moralização final

para isso. E a gente defende

há muito tempo que menos é

mais em e-mail. Quanto menor

e mais segmentada a base, mais

impacto a marca tem. O spam

nunca deu resultado.

CONtEÚdO

O conteúdo do e-mail marketing

tem muito mais a ver com

a relevância do que com tamanho.

Não adianta se for enxuto,

mas não for relevante. Por isso,

a segmentação é importante. E

o título de um e-mail vale uma

capa da Veja. Ele é muito importante

para a abertura do e-

-mail, que é uma mídia muito

efêmera. Os primeiros centímetros

têm um impacto muito

grande na comunicação.

RESUltadOS

A pandemia foi paradoxal.

No primeiro momento, a empresa

sofreu também, porque

atende academia de ginástica,

agência de viagem, restaurante.

Houve morte de empresa, muito

cancelamento. Mas, paradoxalmente,

a Dinamize passou a

ter recorde de vendas, porque

todo mundo correu ainda mais

para o digital. A pandemia acelerou

em cinco ou até dez anos

a maturidade digital, e em duas

frentes também muito importantes:

no PME e nas famílias.

CORRida digital

Com essa aceleração do digital,

o preço dos ads disparou

e as big techs estão sufocando

as redes sociais. Fazer um trabalho

orgânico está mais difícil

do que era. Por isso, o e-mail

marketing ganhou muita relevância.

O e-mail é tipicamente

uma mídia de alto impacto no

horário comercial. E aí tem outro

paradoxo interessantíssimo,

porque todo mundo fala que jovem

não lê e-mail e eu digo que

não lê até o primeiro dia de trabalho

dele. Já tentaram matar o

e-mail marketing muitas vezes.

RESSURgiMENtO

Os números mostram um

ressurgimento do e-mail em

várias frentes, principalmente

quando associam o e-mail a

outras mídias, como SMS ou o

próprio WhatsApp.

28 28 de março de 2022 - jornal propmark


supercenas

Paulo Macedo paulo@propmark.com.br

Fotos: Divulgação

Volta ao mundo em 80 doces tem como jurados Carole Crema, Roberto Strongoli e Lucas Corazza: atração com 40 capítulos que vão trazer ideias de 120 confeiteiros no canal GNT

ALÔ DOÇURA

Com estreia marcada para esta segunda-feira (28) no canal GNT, a 8ª temporada de

Que Seja Doce, produção da Moonshot Pictures, destaca o tema Volta ao Mundo em

80 Doces. Apresentação é de Felipe Bronze com o trio de jurados Carole Crema, Roberto

Strongoli e Lucas Corazza. São 40 episódios, com 120 confeiteiros e ajudantes

que criarão de Pastel de Nata português, Banoffe e Pie inglesa à torta finlandesa

Mustikkapiirakka.

FUTURO

O SXSW terminou, mas foi uma experiência marcar presença após dois anos. Carolina Belingieri,

sócia da consultoria de marca Alexandria, se esbaldou. “Assuntos como novas tecnologias

e metodologias para desenvolvimento de produtos, serviços e modelos de negócios,

análise de consumidores do futuro e os seus novos comportamentos, formas e meios

de influência, são nosso principal foco”, foi o que ela priorizou.

Marina Bortoluzzi, do Instagrafite, faz curadoria do WOW

A executiva Carolina Belingieri, sócia da consultoria de marca Alexandria, esteve presente no SXSW deste ano

INSTAGRAFITE

O Instagrafite se tornou um dos maiores

hubs de arte pública do mundo em uma

década de atuação com ações como o Art

Is Female, através do WOW (Women on

Walls), e curadoria de Marina Bortoluzzi.

Com apoio da marca Ipanema, este ano

as meninas pintam corredores de arte urbana

da região metropolitana do estado

de São Paulo e do Brasil, a West Side Gallery

II edição.

jornal propmark - 28 de março de 2022 29


última página

Unsplash

a verdade

em questão

Stalimir Vieira

a verdade imprescindível na comunicação

para que se alcance metas e ob-

É

jetivos? Lembro que quando a febre do

compliance obrigou as empresas a estabelecerem

padrões éticos nas relações com os

diversos pontos de contato das marcas, o

quesito verdade era uma bandeira presente

em todos os manuais. Faz sentido. Parece

óbvio que, sem a verdade como fundamento,

nada se sustenta no exercício da transparência.

No caso da comunicação, particularmente,

não há como disfarçar nada, o

que torna as coisas ainda mais dramáticas.

O conceito mais antigo de verdade foi expressado

por Platão: “Verdadeiro é o discurso

que diz as coisas como são,

falso é aquele que diz como não

são”. A serem contrastadas com

uma sentença tão simples quanto

sábia, as nossas práticas cumprem

o dever de casa? Quanto

das coisas “como são” e quanto

das “coisas como não são” está

presente no que afirmamos, seja

no jornalismo, na política ou na

publicidade?

Será possível ser absolutamente verdadeiro

sem cometer sincericídio? São vários os

fatores que podem conduzir uma linha de raciocínio

em desacordo com a verdade, entre

eles o fato de o interlocutor não estar interessado

na verdade genuína, mas em satisfazer

as suas convicções.

“Será

poSSível Ser

abSolutamente

verdadeiro

Sem cometer

Sincericídio?”

Nesse caso, a mensagem não busca enganar,

mas valer-se de uma determinada expectativa,

às vezes detectada em pesquisa, e

atendê-la. É mais ou menos o que acontece

com a supervalorização de certos predicados

que não têm nada de essenciais do ponto de

vista da racionalidade, mas que atendem, estados

emocionais ou padrões de condicionamento

de nichos ou targets. Será que algum

potencial de mercado pode ser desperdiçado,

em nome da transparência? A história já demonstrou

que não, levando governos a intervirem

nas relações de consumo com regulamentações

rigorosas.

O caso dos cigarros é emblemático sob vários

aspectos. Ao obrigar os fabricantes a escrever

nas embalagens, em letras grandes “o

cigarro mata” ou “o cigarro causa câncer”,

em tese as autoridades públicas não estariam

inviabilizando o negócio? Do ponto de vista

ético, provavelmente. Afinal, colocar a marca

nesse contexto parece uma verdadeira aberração

de marketing.

Parece, apenas parece. Porque,

na prática, nem fabricantes ficaram

encabulados, nem fumantes

ficaram preocupados, com a nova

estética sinistra das embalagens

de suas marcas preferidas. Claro

que o faturamento conta por um

lado, e o prazer de fumar por outro,

como fatores mais valiosos do

que qualquer advertência.

Curioso é que, do jeito que está, a comunicação

da indústria do tabaco nunca foi tão

verdadeira e transparente. Será que outros

segmentos suportariam expor claramente os

riscos que representam um consumo compulsivo,

irracional? Até agora parece que ninguém

se atreveu.

Pelo contrário, costumamos banalizar a

compulsividade latente do consumidor de

determinados produtos, tratando como piada,

como mote para um comercial, por exemplo.

As pessoas se reconhecem no chiste e

gostam disso. Portanto, os conceitos de verdade

e transparência acabam sendo levados

pela onda do mar da vida como ela é.

Stalimir Vieira é diretor da Base de Marketing

stalimircom@gmail.com

30 28 de março de 2022 - jornal propmark


Marcello Barbusci

Para toda boa criação

há uma referência.

We transforme your dream

Na

em

sua

in realidade a reality

impressão

on no paper. papel.

também.

Nós transformamos seu sonho

Nós We transformamos transforme your seu dream sonho

em in realidade a reality on no paper. papel.

“The “A qualidade quality do of paper papel e and o processo the printing de impressão process

são nossas are our prioridades priorities para for the a melhor best delivery.” entrega.”

Tiago Ferrentini - Executive Diretor executivo director

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Tiago Ferrentini - Executive Diretor executivo director

Targeted Revistas Newspapers Jornais e Didatic Livros Catalogs Catálogos and e Paper Papel

segmentadas magazines Tablóides Tabloids Didáticos books yearbooks anuários recycled reciclado

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in a reality on paper.

Newspapers

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