Seguro Nova Digital - 22ª edição
Herança da pandemia Os impactos da pandemia ainda serão sentidos pelos próximos anos dentro do mercado financeiro. No setor de seguros, recuperando-se rapidamente do período de queda em arrecadações, os problemas surgem gradativamente, todos em decorrência dos dois anos de crise sanitária mundial. O “pepino” desta vez é a assistência 24h, cobertura essencial para aqueles que protegem sua casa ou aos que demandam proteção para o seu veículo. Mesmo impactando diretamente o mercado, o problema foi gerado fora dele, segundo especialistas. A alta dos combustíveis foi determinante para desestimular o trabalho dos prestadores, que na maioria dos casos são terceirizados e autônomos. A alta dos combustíveis é um agravante, mas não o principal. Com o isolamento social, quem pôde ficou em casa e adotou o modelo home office. Consequentemente, os acionamentos de assistência 24h caíram e diminuíram a renda dos prestadores, que optaram por mudar de área, migrando para entregas em e-commerce, por exemplo. A bomba estourou no segundo semestre de 2021, quando o mundo dava sinais de que poderíamos sair de casa com um pouco mais de tranquilidade. Os acionamentos voltaram ao patamar pré-pandemia, mas a quantidade de profissionais assistentes na rua permaneceu baixa. O resultado dessa equação foi inevitável: segurados descontentes com a demora do atendimento e o acúmulo de queixas contra seguradoras. Diante dessa circunstância, os representantes do mercado estão se mobilizando em grupos de trabalho com o intuito de diminuir o prejuízo e acabar com a crise. A FenSeg se reuniu com a Fenacor para adotar medidas capazes de auxiliar as companhias de seguros, principais alvos de reclamações dos clientes. A preocupação é que este problema surge justamente no momento de crescente popularidade do setor de seguros, valorizado devido ao seu papel na proteção social e financeira das famílias durante a pandemia. Assistência é o tema principal da 22ª edição da Seguro Nova Digital, que também traz uma cobertura exclusiva de mais um Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros. A já tradicional entrevista pingue-pongue, presente em todas as edições até aqui, recebeu Vanessa Mendonça, importante executiva do setor que deixou o escritório de uma empresa global para fundar sua startup de seguros de transportes.
Herança da pandemia
Os impactos da pandemia ainda serão sentidos pelos próximos anos dentro do mercado financeiro. No setor de seguros, recuperando-se rapidamente do período de queda em arrecadações, os problemas surgem gradativamente, todos em decorrência dos dois anos de crise sanitária mundial.
O “pepino” desta vez é a assistência 24h, cobertura essencial para aqueles que protegem sua casa ou aos que demandam proteção para o seu veículo. Mesmo impactando diretamente o mercado, o problema foi gerado fora dele, segundo especialistas. A alta dos combustíveis foi determinante para desestimular o trabalho dos prestadores, que na maioria dos casos são terceirizados e autônomos.
A alta dos combustíveis é um agravante, mas não o principal. Com o isolamento social, quem pôde ficou em casa e adotou o modelo home office. Consequentemente, os acionamentos de assistência 24h caíram e diminuíram a renda dos prestadores, que optaram por mudar de área, migrando para entregas em e-commerce, por exemplo.
A bomba estourou no segundo semestre de 2021, quando o mundo dava sinais de que poderíamos sair de casa com um pouco mais de tranquilidade. Os acionamentos voltaram ao patamar pré-pandemia, mas a quantidade de profissionais assistentes na rua permaneceu baixa. O resultado dessa equação foi inevitável: segurados descontentes com a demora do atendimento e o acúmulo de queixas contra seguradoras.
Diante dessa circunstância, os representantes do mercado estão se mobilizando em grupos de trabalho com o intuito de diminuir o prejuízo e acabar com a crise. A FenSeg se reuniu com a Fenacor para adotar medidas capazes de auxiliar as companhias de seguros, principais alvos de reclamações dos clientes.
A preocupação é que este problema surge justamente no momento de crescente popularidade do setor de seguros, valorizado devido ao seu papel na proteção social e financeira das famílias durante a pandemia.
Assistência é o tema principal da 22ª edição da Seguro Nova Digital, que também traz uma cobertura exclusiva de mais um Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros. A já tradicional entrevista pingue-pongue, presente em todas as edições até aqui, recebeu Vanessa Mendonça, importante executiva do setor que deixou o escritório de uma empresa global para fundar sua startup de seguros de transportes.
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ENTREVISTA | VANESSA MENDONÇA
S.N.D - A Albatroz é a primeira MGA de
seguro de transporte no Brasil. Poderia
detalhar qual é a função de uma MGA
nesse segmento?
V.M: MGA é uma agência especializada de
seguros que possui autoridade de subscrição
para as seguradoras e resseguradoras, desempenhando
funções normalmente administradas
apenas pelas seguradoras, como criar
e modernizar produtos, subscrição, definição
de preços, negociar comissões, lidar com reclamações,
emitir apólices e endossos, analisar
sinistros, entres outros.
A MGA traz tecnologia, produtos
diferenciados e soluções que ajudam os corretores
independentes a prestar melhores
serviçps aos seus clientes com a máxima
segurança. Somos a primeira MGA exclusiva
em seguros de transportes. Em nossa plataforma
digital trazemos tecnologia de ponta, e
desburocratizamos esse segmento em todas
as etapas da contratação e administração do
seguro transportes.
S.N.D - Qual é a plataforma da companhia
e como ela foi desenvolvida?
V.M - A Albatroz Digital Platform foi elaborada
com foco no dia a dia do corretor e do
subscritor. Ela possui ferramentas que
otimizam o processo e visam beneficiar com
eficiência todos os lados (corretor, seguradora
e segurado). Uma cotação que antes levava
cerca de três dias para ser apresentada
ao corretor, podendo chegar até a mais de
uma semana sem retorno, na plataforma da
Albatroz MGA o corretor terá a proposta finalizada
em mãos em cerca de 3 a 5 minutos; A
emissão de apólice que leva-se dias para ser
emitida e entregue ao corretor e segurado,
conseguimos entregar quase que instantaneamente
por termos integração com o
sistema da seguradora.
S.N.D - O que te levou a criar uma empresa
nesse segmento?
V.M - Recebi o convite para integrar a Albatroz MGA do
grande idealizador deste projeto, o Salvatore Lombardi. Na
época, a empresa ainda não tinha nome. Iniciamos realmente
do zero, desde a decisão da paleta de cores, escolha
do nome da empresa, montagem do logo, reuniões com a
equipe de web design para vincular todas as inteligências
necessárias em nossa plataforma, para que ela performe
exatamente como idealizamos. Sempre houve muita burocratização
na contratação de seguro transportes, e o
nascimento da Albatroz veio para mudar isso. Com toda a
tecnologia de ponta, estamos aptos a oferecer aos corretores
e segurados uma experiência saudável, tranquila e
segura para toda a operação de seguros de transportes.
S.N.D - A startup passou, recentemente, a operar com
corretores de seguros. Na prática, o que isso significa
para os profissionais?
V.M - Isso significa que os corretores já podem e devem
fazer seu cadastro em nossa plataforma para desfrutar de
todos os benefícios tecnológicos desenvolvidos especialmente
para eles. Estamos operando há 6 meses e já contamos
com cerca de 400 apólices emitidas.
S.N.D - Você é uma mulher empreendedora que já
possui experiência no mundo corporativo. Qual é a sua
análise sobre a participação de executivas no setor de
seguros?
V.M - Num passado não muito distante, os homens eram
maioria no mercado segurador, e hoje a representatividade
feminina aumentou modificando totalmente este cenário.
Hoje as mulheres representam mais de 55% do total de
colaboradores em pesquisas realizadas pela Escola Nacional
de Seguros.
Uma outra crescente tem sido os cargos de liderança, o
qual os números têm aumentado, e hoje as mulheres ocupam
47% destes cargos. Ainda há muito o que melhorar e
alcançarmos, como por exemplo a desigualdade de salário,
que é uma realidade. Em estudos foi apontado que as mulheres
recebem cerca de 70% dos salários dos homens na
mesma função. Com o crescente debate sobre igualdade de
gênero podemos perceber que os números estão se
equiparando, e acredito que a perspectiva para os próximos
anos é na redução destas distâncias salariais, assim como
na proporção de cargos de chefia dentro das organizações.
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