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edição de 25 de abril de 2022

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mARcOs miON eNtRA

pARA O time dA tim

Apresentador é o

novo embaixador

da marca. Ele chega

à operadora como

“estagiário”, em ação

criada pela BETC

Havas. pág. 30

AOs 50 ANOs, smiley AtRAi NegóciOs

The Smiley Company, que fatura US$ 573

milhões com licenças em cem países, celebra

50 anos com sorrisos mundo afora. pág. 31

uOl exibe NúmeROs

supeRlAtivOs

O CEO Paulo Samia

fala que a plataforma

tem alcance de 94%

da internet brasileira

e acumula 7,1 bilhões

de páginas vistas.

pág. 20

propmark.com.br ANO 57 - Nº 2891 - 25 de abril de 2022 R$ 15,00

marketing não alcança

pequenos negócios

A economia brasileira é movida por micro, pequenos e médios empreendimentos despreparados

para investirem em estratégias de marketing. criados principalmente por necessidade, os

negócios se deparam com um labirinto de possibilidades sinalizadas pelo marketing digital,

mas acabam perdidos na luta diária para fechar as contas. plataformas e agências tentam

indicar caminhos, mas os esforços ainda são insuficientes para apoiar, de fato, as 20,6

milhões de pequenas empresas existentes hoje no país, segundo o sebrae. pág. 22

Kjpargeter/Freepik


editorial

Armando Ferrentini

aferrentini@editorareferencia.com.br

empreendedorismo brasileiro

Todo negócio começa pequeno. Por natureza, uma empresa nasce

de uma ideia ou, muitas vezes, por necessidade. Nos últimos

anos, muito tem se falado do empreendedorismo brasileiro e sua

força para movimentar a economia. Impressionantemente, hoje,

20,6 milhões de pequenos negócios equivalem a 99% do total

de empresas brasileiras, que respondem por 30% do PIB nacional, segundo

o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

(Sebrae).

E, pelo andar da carruagem, esse número deve crescer mais. Em 2021,

foram criados quatro milhões de micro e pequenas empresas, alta de

19,8% em relação ao ano anterior, quando foram abertos 3,3 milhões

de negócios. O relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020,

do Sebrae e Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ),

projeta a entrada de 50 milhões de brasileiros no empreendedorismo

nos próximos três anos.

Porém, muitos negócios já nascem condenados e não chegam a completar

um ano de vida. O cenário se agrava com a falta de preparo e

base educacional dos empreendedores. Se a propaganda é a alma do

negócio, ela também deveria ser acessível a esses desbravadores. Porém,

a maioria não tem verba para investimento em marketing nem

capacitação necessária.

a Squid Go. A Agenzia Marketing, fundada em 2020 pelos irmãos David

e Matheus Mendes, também nasceu para democratizar a presença

digital dos pequenos. Já a martech Grow Up, criada pelo economista

Guilherme Camaratta, ajudou mais de cem mil pequenas empresas

nas redes sociais.

Como diz a famosa frase popular, “o brasileiro não desiste nunca”, é

inegável a força econômica do empreendedorismo no país. Em março,

a atividade econômica de microempreendedores e autônomos cresceu

11,98% ante fevereiro, atingindo 68,98 pontos, revela o Índice SumUp

do Microempreendedor (ISM).

O PROPMARK é resultado de uma ideia visionária deste editorialista

quando lançou, em 1965, a primeira coluna sobre propaganda e

marketing do Brasil, que daria origem posteriormente ao jornal. Prestes

a completar 57 anos em 21 de maio próximo, este veículo de comunicação

especializado é a prova viva de que é possível empreender

mesmo diante das dificuldades, sem nunca deixar de sonhar. Mas,

vale dizer que todo empreendedor precisa entender a importância

do marketing como ferramenta poderosa para o crescimento de um

negócio.

***

Mesmo a internet, que ajudou muitos pequenos negócios a se inserirem

no ambiente digital, traz vários desafios. Nem todos os empreendedores

estão preparados para planejar ações conforme a complexidade

de recursos ofertados pelo marketing digital. A maioria também

não consegue contratar uma agência e acaba buscando a alternativa

caseira, que está mais sujeita a erros.

Especialistas ressaltam que o digital não resolve todos os problemas

do negócio. Segundo eles, é preciso entender a sua relevância para

cada momento, região, oportunidade e demanda. Além disso, criticam

as plataformas que estimulam a criação de anúncios por conta própria.

Felizmente, tem surgido no mercado operações especializadas em

clientes com verbas reduzidas. A empresa de marketing de influência

Squid, por exemplo, acaba de lançar uma solução mais acessível,

Movimentação

A movimentação está intensa nas agências brasileiras. Na última semana,

o Publicis Groupe anunciou o lançamento da empresa especializada

no universo dos games Publicis Play. A nova operação será

dirigida no Brasil por Eduardo Lorenzi e Maurício Almeida, respectivamente

CEO e VP de mídia da Publicis, juntamente com Fabio Brito,

VP de atendimento da Leo Burnett Tailor Made.

Teve também mudança no comando da Talent Marcel, que divulgou

a chegada de Lica Bueno como CEO e a nova função de João Livi, que

passa a chairman. Já a WMcCann apresentou a sua nova identidade

visual e atualizou a sua missão: “Construir a plataforma de marcas que

expresse um papel significativo por meio da criatividade.” Por fim, a

Wunderman Thompson acaba de comunicar a conquista da conta integrada

da SumUp, empresa global de meios de pagamento.

as Mais lidas da seMana no propMark.coM.br




o boticário cobra uma

maternidade sem julgamentos

O Boticário apresentou o conceito #MaternidadeSemJulgamentos,

com a proposta de criar um espaço de escuta e conversas sobre

o peso das cobranças constantes e irracionais da sociedade.

neon contrata Marielle paiva

como head de marketing e aquisição

Marielle Paiva será a nova head de marketing e aquisição da Neon.

A profissional cuidará das estratégias e gerenciamento dos times

de aquisição digital e marketing de performance.

ambev vai distribuir barra

comestível que retarda

o efeito do álcool no corpo

Neste Carnaval fora de época, a Ambev distribuiu uma barrinha

comestível que promete retardar a absorção do álcool pelo

corpo. O On By Beats se propõe a promover uma relação mais

saudável dos consumidores com as bedidas alcoólicas.


A Publicis Play, empresa especializada em games, chega ao Brasil.

A divisão do Publicis Groupe terá o objetivo de fortalecer o trabalho

das agências da holding no Brasil no mundo dos games e eSports.


especializada em games,

publicis play chega ao brasil

Feminino, com renda de até r$ 4 mil e hábito

de consumo: o público gamer do brasil

Pesquisa Game Brasil mostrou que 3 em cada 4 brasileiros têm o

hábito de jogar jogos eletrônicos. O dado representa uma alta de

2,5 pontos percentuais em relação aos números do ano passado.

jornal propmark - 25 de abril de 2022 3


Índice

empreendedor

tem pouco acesso

ao marketing

Falta de dinheiro para investir

em comunicação e escasso

preparo estão entre os problemas

enfrentados pela maioria dos

pequenos negócios no país.

caPa

22

PxHere

Mercado

Tecere destaca

modelo de rede

A fundadora Thays Aldrighe explica

que a empresa atua para os clientes com

profissionais seniores de comunicação,

todos autônomos. Segundo ela, o conceito

de trabalho não tem nada a ver com

freelancer. Os profissionais terceirizados

são tratados como parceiros. pág. 26

Fotos: Divulgação

aGências

Talent Marcel

reformula liderança

Lica Bueno (ex-Suno) chega à agência como

CEO e João Livi (foto) passa a ocupar o cargo

de chairman. Ambos responderão a Guillaume

Epstein, COO do Publicis Groupe. pág. 9

diGiTaL

nielsen consolida

digital ad ratings

der de measurement, Sabrina Balhe

explica que a versão aprimorada da solução

da Nielsen para publishers, agências e

anunciantes contempla a aferição de

alcance e frequência da publicidade

digital sem os cookies do Chrome. pág. 18

MÍdia

Galvão Bueno fecha

parceria com Play9

O famoso narrador de jogos de TV, que

deixa a Globo no fim deste ano, firmou

contrato com o estúdio para criar produtos

de conteúdo e branded content recorrentes

e sazonais em diversas plataformas. Seu

objetivo é se tornar um publisher. pág. 27

editorial ................................................................3

conexões ...............................................................6

curtas ....................................................................8

agências ...............................................................9

Quem Fez ............................................................12

esG no MKT .........................................................14

opinião ................................................................16

inspiração ..........................................................17

digital .................................................................18

entrevista ...........................................................20

Mercado ..............................................................22

Mídia ...................................................................27

Marcas .................................................................30

We Love MKT ......................................................32

supercenas .........................................................33

Última Página ....................................................34

4 25 de abril de 2022 - jornal propmark


conexões

crio focando nos anseios humanos’

Mais uma vez, Hugo Rodrigues dando

uma aula, obrigado PROPMARK!

Fernando Dineli

última Hora

LinkedIn:

Post: Lica Bueno será CEO da Talent

Marcel e João Livi assume

cargo de chairman

Sempre fui fã! Parabéns!

Patricia Chaccur

Post: Hugo Rodrigues: ‘Sempre

dorinHo

Instagram:

Ampro expõe condutas de anunciantes

e pede mais respeito

Quero ver na prática. Todo mundo é

culpado! Temos de fazer algo urgente.

Saúde mental não é brincadeira!

O mundo publicitário está doente

e ninguém faz nada! Chega, galera!

Até quando vamos ver nossos colegas

com depressão e síndromes, e

normalizar isso?

Ana Paula Guimarães

Infelizmente, vemos clientes mimados,

que usam o poder das marcas

para explorar em vez de planejar e

organizar. Orçamentos aprovados

faltando uma semana para o projeto

estar de pé, agências e profissionais

sem dormir, e ai de você se falar não.

Prazo, saúde, sanidade. Precisamos

urgente.

Mari Arruda

CRESCIMENTO

Com três anos de atividades,

a agência Dojo contabilizou

nesse período 141% de

elevação de negócios.

Este ano começou com

o pé direito: venceu a

concorrência da Kaiak, para

ser sua líder estratégica

e de criação em todos os

países da América Latina.

Em 2021, já conquistara

Star Clinics, Amazon Sellers

(México e Brasil), Havaianas,

e Riot Games. A agência,

liderada por Rodrigo Toledo

e Thiago Baron (foto acima),

também atende Asics,

Amazon Prime Video e

L’Oréal. “Nascemos com o

propósito de ser aliados de

empresas e pessoas numa

era hiperconectada, algo

que nos impulsiona e nos

motiva para sermos cada

vez melhor”, comenta

Isabel Rudge, head of client

services da agência.

REFORÇO

A Adsmovil anuncia a

chegada de Marco Assub

como seu novo marketing

manager.

gOOglE

Estão abertas as inscrições

para a 3ª edição do Desafio

de Inovação da Google News

Initiative (GNI) na América

Latina, para projetos que

ajudem organizações,

veículos e jornalistas a

criar novos modelos de

negócios para promover

um ecossistema mais

sustentável e diversificado

na América Latina. Os

projetos selecionados

receberão até US$ 250

mil para o financiamento

de 70% dos produtos ou

serviços propostos.

DIAL

A Uber lançou na semana

passada o primeiro

programa de rádio feito

para os mais de um milhão

de motoristas. Vai ao

ar de segunda a sextafeira,

das 14h às 14h30,

na Transamérica FM.

“Nada melhor que o bom

e velho rádio, que muitos

já sintonizam no dia a dia

enquanto dirigem pela

cidade”, afirma Luciana

Ceccato (foto acima),

diretora de marketing da

Uber no Brasil.

TREINAMENTO

A formação de mão de

obra para atividades que se

incorporaram à publicidade,

entre as quais performance

e e-commerce, é uma

necessidade. Porque a

disponibilidade é escassa

para suprir a demanda.

Por isso, a WTAG decidiu

formalizar um curso com

duração de seis meses. O

Programa Transforma chega

neste mês à terceira turma.

50% dos alunos devem ser

aproveitados. São seis meses

para completar as matérias,

como informa o CEO Lucas

Feltes, na foto abaixo (de

preto) com parte do grupo.

6 25 de abril de 2022 - jornal propmark


curtas

wmccAnn mudA identidAde

trAcylOcke expAnde equipe

Heineken fAz blAckOut

Agência atualiza marca no Brasil

Escolher a Coragem. Liderar com Ambição.

Operar com Gentileza. Esses são os

valores da WMcCann, agora guiados pela

missão de construir uma plataforma de

marcas que expresse um papel significativo

por meio da criatividade. Imbuída na

visão de buscar a liderança global na

indústria da propaganda e na atração e

retenção de talentos diversos, a agência

opera com o conceito global Nosso melhor

resultado é o resultado dos nossos clientes.

No desafio, está o plano traçado para

combinar criatividade, dados e tecnologia

a fim de garantir resultados de negócios

aos parceiros.

Grey prOmOve luiz mOtA

CEO Thomas Tagliaferro recebe profissionais

Gustavo Aoyagi retorna à TracyLocke

Brasil com o desafio de fortalecer a visão

de commerce dentro da jornada omnichannel

do shopper. Ele assume o cargo de

diretor-geral de planejamento da agência,

que ainda contratou 15 profissionais das

áreas de planejamento, atendimento,

criação, projetos e trade para dar vazão a

novos projetos de clientes como Dasa, Gerdau,

Centauro, Claro e Pfizer. “Esse crescimento

está relacionado com a reputação

criativa da agência e nossa capacidade

estratégica de construir projetos shopper

centric focados em experiência e venda”,

diz Thomas Tagliaferro, CEO da agência.

eletrOmidiA entrA nO cidAde AltA

Ação integra projeto Energia Verde

Às 21h15 do último dia 17 de abril, a

Heineken escureceu as telas de 57 milhões

de televisores em todo o Brasil com o filme

Blackout, criado pela Publicis e veiculado

nos principais canais de TV aberta. O alerta

para o uso de fontes renováveis faz parte

do programa Heineken energia verde, que

leva energia renovável a bares, restaurantes

e, agora, à casa dos consumidores.

Integra ainda a plataforma de sustentabilidade

e cultura Green your city, lançada em

2021 para fomentar cidades mais verdes,

economia circular e consumo responsável.

A campanha inclui peças para redes sociais

e banners digitais, entre outras iniciativas.

StreetwiSe refOrmulA GeStãO

Executivo vai liderar projetos da P&G

Prata da casa, Luiz Mota foi promovido

a diretor de grupo da Grey Brasil e comandará

a equipe de negócios da P&G, formada

pelas categorias Hair Care (Pantene,

Aussie, H&S e Herbal), Laundry (Downy e

Ariel) e Health Care. Com mais de 13 anos

de carreira, Mota já atuou no lançamento

de Oral B, Downy e Head & Shoulders

no Brasil, além de marcas dos setores

de cerveja, construção, telefonia e bens

de consumo. O executivo faz parte dos

talentos revelados pelo projeto Pride Skill,

desenvolvido pela agência para reconhecer

profissionais LGBTQIA+ e promover

diversidade.

Acordo prevê instalação de 300 faces

A Eletromidia instalará 300 faces no

Cidade Alta, plataforma com mais de cinco

mil players e 2,1 bilhões de horas assistidas

mundialmente. Exclusivo, o contrato

de mídia OOH “permite oferecer para as

marcas mais uma oportunidade de se

conectarem com a audiência”, comenta

Lucio Schneider, CMO da Eletromidia. De

acordo com a consultoria Newzoo, o mercado

de games movimentou US$ 1,5 bilhão

em 2020, alta de 140% em relação ao ano

anterior. Estima-se que existam hoje no

país cerca de 75,5 milhões de gamers e 28

milhões de pessoas que consomem conteúdo

sobre o universo dos jogos eletrônicos.

Cláudia Almeida conduzirá trabalho para Santander

A nova composição dederes da Streetwise

tem Cláudia Almeida como diretora

de atendimento e operações, responsável

pela conta do banco Santander. Pão de

Açúcar, Itaú, Guaraná Antarctica e Ambev

estão entre as marcas já atendidas nos

últimos 18 anos pela executiva, que

tem passagens por Africa e pela extinta

DM9DDB. Entre os sócios, paul Heath

assume como chief executive officer (CEO)

e rodrigo famelli passa a atuar como chief

operating officer (COO). Já daniel Simões

responderá pela expansão da agência de

OOH a partir de sua posição como presidente

do conselho.

Diretor-presidente e jor na lis ta

res pon sá vel

Ar man do Fer ren ti ni

Editora-chefe: Kelly Dores

Editores: Neu sa Spau luc ci, Paulo

Macedo e Alê Oliveira (Fotografia)

Editores-assistentes: Janaina

Langsdorff e Vinícius Novaes

Editor especial: Pedro Yves

Repórteres: Carolina Vilela e Marcos

Bonfim

Revisor: José Carlos Boanerges

Edição de Arte: Adunias Bispo da Luz

Assistente de Arte: Lucas Boccatto

Departamento Comercial

Gerentes: Mel Floriano

mel@editorareferencia.com.br

Tel.: (11) 2065-0748

Monserrat Miró

monserrat@editorareferencia.com.br

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Diretor Executivo: Tiago A. Milani

Ferrentini

tamf@editorareferencia.com.br

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Atendimento a assinantes

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as ma té rias as si na das não re pre sen tam ne ces sa ria men te a

opi nião des te jor nal, po den do até mes mo ser con trá rias a ela.

IMPRESSO EM CASA

8 25 de abril de 2022 - jornal propmark


agências

Talent Marcel tem

nova cEO e chairman

Lica Bueno vai comandar a

empresa ao lado de João Livi

A Talent Marcel

reformulou a liderança

da agência.

Lica Bueno assume o

cargo de CEO e João

Livi será o chairman

da empresa do Publicis

Groupe. A executiva

iniciou sua carreira

em agências como Publicis,

McCann, FCB

e F/Nazca S&S. Em

2014, ela foi para o Facebook

como head of agency

na América Latina. Quatro anos

depois cofundou a Suno, onde

atuou como chief strategy

officer. Desde 2020, Lica é presidente

do Grupo de Mídia de

São Paulo. “Pretendo trazer o

Gamers Club dará

consultoria para

projetos e clientes

Lica Bueno e João Livi vão coliderar a agência do

Publicis Groupe

Publicis Play é a

nova especialista

em games no país

Com o objetivo de fortalecer o trabalho

das agências do Publicis Groupe

no mundo dos games e eSports, a holding

lançou a Publicis Play, empresa especializada

no segmento. A iniciativa conta com a

parceria da Gamers Club, plataforma especializada

em esportes eletrônicos, que vai

prestar consultoria para os projetos e clientes

da Publicis Play.

A Publicis Play será dirigida no Brasil

por Eduardo Lorenzi e Maurício Almeida,

respectivamente CEO e VP de mídia da Publicis,

juntamente com Fabio Brito, VP de

atendimento da Leo Burnett Tailor Made.

“Vamos oferecer aos clientes uma solução

de jogos de ponta a ponta. Algo que

abrange mídia, produção, dados, e-commerce

e criativos. A Publicis Play vai operar

em várias disciplinas, com especialistas de

todas as agências”, explica Lorenzi.

“O universo dos eSports permite estratégias

que vão do início ao fim do funil. Essa

consultoria é mais um movimento da GC

para fortalecer o universo gamer”, diz Yuri

(Fly) Uchiyama, CEO da Gamers Club.

modelo de colaboração no qual

eu acredito”, disse Lica. Já João

Livi estava como CEO da Talent

Marcel desde 2015. Tanto Lica

quanto João se reportarão a

Guillaume Epstein, COO do Publicis

Groupe no país.

WT conquista a conta

integrada de sumUp

Agência cuidará da comunicação

da marca de meios de pagamento

AW u n d e r m a n

Thompson Brasil

é a nova responsável

pelo planejamento

de comunicação da

SumUp, empresa de

tecnologia e meios de

pagamento. Ao todo

serão 20 colaboradores

envolvidos no projeto,

além do board

executivo da fintech.

“O espírito empreendedor

e inovador da SumUp é

contagiante”, diz Pedro Reiss,

CEO da WT. A SumUp atende

mais de 3,5 milhões de micro e

pequenos negócios em mais de

30 mercados na Europa, EUA

e América Latina. “Estamos

Pedro Reiss: para a WT é um orgulho enorme ser

a escolhida para ajudar a desenvolver a marca

Fotos: Divulgação

muito animados com a parceria

com a WT. A agência tem uma

forte liderança estratégica e será

fundamental na missão de

mostrar a companhia para o público”,

reforça Meliza Pedroso,

der de marketing da SumUp.

jornal propmark - 25 de abril de 2022 9


DO COLABORATIVIS

À ECONOMIA CRIATI

Seres sociais e emblemáticos, as formigas possuem uma capacidade

impressionante de colaborar umas com as outras, nos inspirando

a adotá-las como símbolo da campanha de 57 anos do PROPMARK.

Quanto mais pensávamos, mais similaridades encontrávamos.

O trabalho conjunto, a eficiência de cada formiga, a resiliência diante

de toda sorte de intempéries... E é neste contexto, de surpreendente

capacidade de adaptação que o mundo atual está passando, que nos

organizamos para celebrar mais um ano deste veículo, presente

por décadas, num trabalho ininterrupto.

Assim, comemoraremos nossos 57 anos com um suplemento pra lá

de especial, onde mergulharemos no fantástico mundo da economia

criativa, abrindo com detalhes todos os passos do universo da moda,

da arquitetura, do design tecnológico, da arte e da publicidade.

Ter a sua marca conosco será motivo de muito orgulho e amor

ao nosso segmento.


MO

VA

Anuncie: Reserva 29/04

Material 10/05 - Circulação 23/05

comercial@editorareferencia.com.br

APOIO:


quEm fEz

Paulo Macedo paulo@propmark.com.br

GAME

Com estética baseada nos pixels que formam

imagens dos jogos eletrônicos, anunciante

apresenta tênis e duas sandálias com direito a

filme em exibição nas suas redes sociais. “Essa

campanha marca o início de uma integração

de branding com a Coca-Cola Company e

as licenciadas em um projeto global”, destaca

a gerente de marketing Patricia Nunes.

DZ ESTúDiO

COCA-COLA SHOES

Fotos: Divulgação

Título: Coke Creations; diretor de criação: Zé Pedro

Paz; criação: Karoline Denardin, Natalia Bernardes

e Guilherme Carniell; diretora de contas:

Luana Olave; atendimento: Thatiana Pandolfo;

produção: Jocelin Fritsch; produtora: Mega Labs;

apovação: Patricia Nunes e Vanessa Maurer.

CONCENTRAÇÃO

Pesquisa da Think Olga conclui que mulheres

gastam 21 horas semanais em afazeres

domésticos. Por esta razão, a Brastemp

propõe que tarefa doméstica é para todos.

E se o caso for lavar roupa, basta colocá-las

na máquina que ela se encarrega do resto.

No final do filme, o slogan: Lavadoras Brastemp,

sem dúvidas para todos.

FCB BRASil

WHirpOOL

Título: Desculpas Deslavadas; produto: lavadoras

Brastemp; CCO: Ricardo John; produtora:

Landia; ECD: Marcelo Rizério; diretora: Aline Lata;

produtora-executiva: Valentina Baisch;

aprovação: Allyne Magnoli, Gabriella Rosa, Haline

de Oliveira Pinto e Paulo Alves.

VÍNCULO

Sob a assinatura Muito Eu, a rede varejista enxerga

a moda como plataforma de expressão,

nas palavras da diretora de marketing Mariana

Moraes. A base da ação é construir “uma

narrativa de aproximação e vínculo com os

consumidores da marca”. A produção foi da

Iconoclast, com direção de Nico. O áudio foi

produzido pela Evil Twin Music.

WUNDERMAN THOMPSON

C&A

Título: Vestiu. Partiu; CCO: Keka Morelle; diretores

de criação: Gabriel Sotero e André Vervloet;

redatores: Yannis Theodori e Zeca Castilho; diretores

de arte: Hugo Luquetti e Claudia de Sá;

aprovação: Mariana Moraes, Mariana Prado, Laura

Marquez e Eduardo Diorio.

12 25 de abril de 2022 - jornal propmark


27/04 28/04

Abertura

08h30 – 09h

Painel 1 - 09h – 09h50

Gestão Pós-Pandemia: Como

Recuperar o Tempo Perdido.

ANTONIO LINO PINTO - VIRAMUNDO

CONSULTORIA

Painel 2 - 10h – 10h50

Gestão Fiscal e Tributária: os riscos e

oportunidades

FÁBIO LUNARDINI - PEIXOTO & CURY

Painel 3 - 11h – 11h50

Gestão de Contratos de Serviços

Publicitários

DR. PAULO GOMES - PGOF ADVOGADOS

ASSOCIADOS

Painel 1 - 9h – 9h50

Gestão de Talentos - Como Atrair e Reter

Talentos

LUCIANA RODRIGUES - GREY

Painel 2 - 10h – 10h50

Gestão Criativa - Ser empreendedor e criativo

MARIO D'ANDREA - ABAP

Painel 3 - 11h – 11h50

Novos Negócios e vendas de serviços

FLÁVIO GERMANO PETRY - SEBRAE

Painel 4 - 12h – 12h50

Relações Institucionais, marcos

regulatórios e ética na propaganda

LUIZ LARA - CENP

Painel 4 - 12h – 12h50

Gestão Trabalhista - Relações com

colaboradores e prestadores de serviços

DRA. ANA PAULA RANGEL LIMA -

GAMBÔA ADVOGADOS ASSOCIADOS


ESG NO MKT

Matt Paul Catalano/Unsplash

O Brasil da criatividade

Acreditamos no poder da onda ESG que, como

um tsunami do bem, entra na pauta de empresas

Alexis Thuller PAgliArini

Em 2017, a ONU incluiu no seu calendário

oficial o Dia Mundial da Criatividade

e Inovação, que passou a ser comemorado

em 21 de abril. O que pouca gente

sabe é que tem um brasileiro por trás desta

data. Lucas Foster. Foi dele a ideia de criar

um festival internacional colaborativo de

criatividade em torno do dia 21 de abril. E,

em 2021, o festival alcançou nada menos

do que 121 cidades, de 15 países.

Lucas é um desses brasileiros inquietos.

Em 2011, foi um dos pioneiros do corporate

venture no Brasil ao fundar a Project-

Hub, plataforma de conexão entre empreendedores

e grandes empresas, atendendo

clientes como Google, DuPont, Cartão Elo

e Mercado Livre.

Em 2020, criou a Originals Network,

holding de negócios criativos proprietária

das empresas ProjectHub, LabCriativo

e Originals Media House, com foco em

criatividade, tecnologia e serviços de conteúdo.

Outro dia, conheci mais um desses

brasileiros que colocam a criatividade em

primeiro lugar: Alex Lima, cofundador da

Transcriativa.

A Transcriativa é o único projeto do

Brasil chancelado pela frente mundial

Unesco de Sustentabilidade (Cátedra Barcelona),

criadora do Movimento Transformação

Criativa, evento Borogoday,

websérie Transcriativa mLabs, documentário

11 Passos para sua Transformação

Criativa, Borogodó University, Base

Transcriativa (na Bahia) e muito conteúdo

colaborado pela comunidade de

+10.000 profissionais e empreendedores

que acreditam na criatividade como ferramenta

de transformação. O que Lucas

e Alex têm em comum é a convicção de

que a criatividade é o maior ativo de uma

pessoa, de um país.

Lucas pensou grande e criou o maior

festival mundial colaborativo de criatividade.

Alex e seu grupo da Transcriativa

têm planos ambiciosos de fazer o Brasil ser

reconhecido pela capacidade criativa dos

seus moradores.

“O borogodó natural dos brasileiros é o

nosso maior ativo e o mundo precisa saber

disso”, diz Lima. Outro ponto em comum

entre eles é o ativismo. Ambos são criati-

vistas. Ou seja, usam a criatividade para

um ativismo positivo, de transformação.

E, como se não bastassem pontos em comum,

há outro: os dois são baseados fora

de São Paulo. A performance criativa dos

publicitários brasileiros tem visibilidade

internacional. Quando vamos ao Cannes

Lions, por exemplo, vemos publicitários

brasileiros reverenciados, reconhecidos

entre os maiores talentos criativos do

mundo.

Mas toda essa capacidade criativa extravasa

os grandes centros. Ela está presente

nos rincões mais improváveis desse

Brasilzão. Em tempos de trabalho remoto,

basta uma boa conexão de internet para se

inserir no universo das soluções criativas.

Há anos, tenho tido a oportunidade de

apresentar o melhor do Cannes Lions em

roadshows pelo Brasil, graças a uma parceria

firmada com o Estadão, representante

do festival no país.

Nessas andanças, me deparo com expressões

criativas de todo o tipo, corroborando

essa percepção de que a criatividade

não é um privilégio de poucos Faria

Limers. E agora tive a sorte de conhecer

esses dois ativistas da criatividade e inovação

e participar um pouco das suas atividades.

A convite de Lucas, fiz a Fala Magna do

World Creativity Festival 2022, sob o tema

Criativismo ESG: ativismo criativo por um

mundo melhor. Nesses tempos distópicos

que estamos vivendo, sob a liderança (?)

de governantes beligerantes e insensíveis

aos maiores problemas da humanidade,

encontrar forças da resistência criativa e

poder participar de um movimento genuíno

de transformação da sociedade, sobre

os pilares dos princípios ESG, é alentador.

Acreditamos no poder da onda ESG,

que, como um tsunami do bem, pouco a

pouco entra na pauta de empresas e instituições

de todos os portes.

E, para terminar, transcrevo aqui um

parágrafo do manifesto da Transcriativa:

“Acreditamos que a criatividade brasileira,

com seu potencial humano e imaginativo,

é o nosso maior ativo nacional, com

potencial de ser ferramenta estratégica na

solução de problemas para todo o mundo”.

Assim seja!

Alexis Thuller Pagliarini é sócio-fundador da ESG4

alexis@criativista.com.br

14 25 de abril de 2022 - jornal propmark


Marcello Barbusci

Para toda boa criação

há uma referência.

We transforme your dream

Na

em

sua

in realidade a reality

impressão

on no paper. papel.

também.

Nós transformamos seu sonho

Nós We transformamos transforme your seu dream sonho

em in realidade a reality on no paper. papel.

“The “A qualidade quality do of paper papel e and o processo the printing de impressão process

são nossas are our prioridades priorities para for the a melhor best delivery.” entrega.”

Tiago Ferrentini - Executive Diretor executivo director

“The “A qualidade quality do of paper papel e and o processo the printing de impressão process

são nossas are our prioridades priorities para for the a melhor best delivery.” entrega.”

Tiago Ferrentini - Executive Diretor executivo director

Targeted Revistas Newspapers Jornais e Didatic Livros Catalogs Catálogos and e Paper Papel

segmentadas magazines Tablóides Tabloids Didáticos books yearbooks anuários recycled reciclado

Targeted Revistas

segmentadas magazines

Jornais We etransforme Didatic Livros Catalogs Catálogos your and e dream Paper Papel

Tablóides Tabloids Didáticos books yearbooks anuários recycled reciclado

in a reality on paper.

Newspapers

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ou envie or drop um or us drop e-mail an us email para an email orcamento@referenciagrafica.com.br

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opinião

Jakub Brabec/Unsplash

Agrishow retoma

suas atividades

após dois anos

Marcio Duarte

retomada dos abraços pode ser vista novamente

na parceria entre dois setores

A

que tiveram impactos antagônicos durante

a pandemia: de um lado, o de eventos, o

primeiro a fechar suas portas com as medidas

restritivas que impactaram 97% de

suas empresas, segundo a Associação Brasileira

de Promotores de Eventos, a Abrape;

do outro, o agronegócio, que, numa

conversa com Pedro Estevão, coordenador

do conselho de expositores da Agrishow e

presidente da Câmara Setorial de Máquinas

e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq,

uma das realizadoras do evento, relatou

se tratar de um setor com crescimento

durante a pandemia, 17% em

2020 e 42% em 2021.

Mas quem vê a bonança presente

no retorno da Agrishow

não imagina os desafios vividos

durante a tempestade da

Covid-19 nos últimos dois anos.

O cenário de incertezas foi modelado

com diversas ações nas

plataformas digitais, mantendo

a audiência por meio de

um relacionamento encorpado

com conteúdos técnicos e diálogos certeiros

com o público.

Ações que deram tão certo que serão

incorporadas ao evento. Uma delas é o

Agrishow para Elas, com a presença de

mulheres influenciadoras que estão cada

vez mais ocupando lugares de destaque no

agronegócio.

“quem vê

a bonança

presente no

retorno da

agrishow

não imagina

os desafios

vividos”

O protagonismo feminino se encontra

ainda em outra ponta, sob a organização

de Liliane Bortoluci, diretora de feiras da

Informa Markets, empresa organizadora.

Sua expectativa pela retomada do evento

é composta pelo propósito de superar a

marca de R$ 2,9 bilhões de negócios gerados

na edição de 2019, assegurada pelo

cenário que compõe 800 expositores que

esperam receber mais de 150 mil visitantes

nos 500 mil metros quadrados do

evento. Os números otimistas caminham

junto com as confirmações antecipadas

pelo público, hotéis lotados e o alto fluxo

de compra de passagens aéreas rumo

à cidade de Ribeirão Preto, no interior de

São Paulo.

A tecnologia é uma das principais aliadas

da feira. Com novidades das gigantes

nacionais e internacionais, o desafio permanece

em oferecer soluções que possam

atender, na mesma medida, o pequeno empreendedor

rural, que compreende 5% do

mercado do agronegócio brasileiro,

mas que ainda precisa fazer a

lição de casa, se adaptando à tecnologia.

Porém, essa pauta fica por conta

das startups presentes no evento

com a missão de apresentar inovações.

Acredito que uma tecnologia

que preveja o aumento da produtividade

e a precisão da localização

do problema no campo deva caminhar

ao lado de máquinas autônomas

e da geração, transmissão, análise e

aplicação de dados, com soluções comercialmente

acessíveis, atreladas a premissas

de proteção do solo e sustentabilidade.

Num outro panorama, que impacta os

negócios no agro, destaco a crise gerada pela

guerra entre Rússia e Ucrânia, que abriu

a janela brasileira para o desenvolvimento

de pesquisas e exploração de novas fontes

de produção de fertilizantes, por exemplo.

Com grande expectativa pelo cessar da

guerra, deste lado do planeta nosso solo

fértil e privilegiado permanece sendo o

grande herói econômico do agronegócio

brasileiro.

Marcio Duarte é especialista em marketing e

diretor da MD COM & MKT

marcio.duarte@mdcommkt.com.br

16 25 de abril de 2022 - jornal propmark


inspiração

pessoas e relações humanas

Fotos: Arquiovo Pessoal

“Acredito que não é difícil sermos profundos no que nos torna nós

mesmos. Acredito ser possível conhecermos nossas fortalezas”

Carol Mello

especial para o ProPMarK

Com sete anos de idade virei atleta de um

esporte pouco conhecido no Brasil: o

volteio. Uma espécie de ginastica olímpica,

em equipe, meio circense, em cima de um

cavalo em movimento. No volteio, a garantia

da saúde física e até da sobrevivência

está alicerçada em dois pilares: Autoconhecimento

e Confiança.

Descobri, com grande esforço, que era

fundamental saber me controlar, controlar

meu corpo, conhecer meus limites, entender

que se eu não conseguisse me interpretar

poderia me machucar e machucar as

outras pessoas. Mas o inverso também era

verdade e, já que pessoas podiam me machucar

nesse esporte coletivo, logo aprendi

que confiar no outro era tão fundamental

quanto confiar em mim mesma. Sobe um,

sobe dois, sobe três no cavalo e qualquer

receio ou trava é tombo anunciado!

Nessa época eu era muito criança pra

entender o impacto que essa experiência

teria na minha vida. Hoje, mais de 30 anos

depois, consigo com clareza enxergar a preciosidade

desse conhecimento que me foi

introjetado de uma forma tão espontânea e

insconsciente.

Quando fui convidada pra escrever essa

coluna Inspiração, saí fazendo listas (sou

a louca das listas!). Saí colocando no papel

as referências do que ouço, acompanho,

papers, matérias, artistas, músicas, livros,

cursos...

De repente, em meio a listas e listas, me

vi lá no alto do cavalo com 7 anos de idade

participando de campeonatos internacionais,

com uma técnica alemã, uma equipe

de pessoas mais velhas, o incentivo dos

meus pais e uma responsabilidade que nem

cabia pra uma criança da minha idade... Na

minha cabeça, uma pergunta gritava sem

margem pra ser ignorada: o quanto as minhas

referências seriam de fato referências

para outras pessoas?

É tão difícil a gente se sentir atual nos

dias de hoje. É impossível acompanhar

tudo, ser profundo em tudo.

Mas acredito que não é difícil sermos profundos

no que nos torna nós mesmos. Humanos.

Acredito ser possível conhecermos

nossas fortalezas – e elas são importantes –

e conhecermos também nossas fraquezas.

Sermos capazes de admitir não saber, errar,

ter espaço pra melhorar, se apoiar e aprender

com outras pessoas sejam elas parceiros,

clientes, equipes, amigos...

Fazendo um exercício interno para descobrir

o que me inspira, qual o fio condutor

da minha vida, descobri que quando parei

de tentar estar conectada com toda essa

maluquice que acontece fora de mim, fui

capaz de reencontrar o que permanece e é

ferramenta de conexão pra fora.

Eu me inspiro em pessoas e nas relações

humanas.

Na busca pelo que é constante, não o que

é novidade, moda, contemporâneo.

Eu me inspiro nos sentimentos “base”:

respeito, admiração, desafio, pertencimento,

parceria, amor. Sempre fui apaixonada

por gente, por relações humanas, as mais

viscerais. Acho que nelas encontramos a

chave e o ouro de tudo. “Carol, então por

que não foi ser psicóloga?” Ah! Precisaria de

uma outra matéria pra essa resposta.

Mas as marcas para mim são como pessoas.

Elas se comportam como pessoas. Têm

famílias, valores inegociáveis, princípios,

propósito (quando bem construídas). E

quando não têm, a terapia pra encontrá-lo

e revelá-lo é enorme e de muito autoconhecimento.

(Eu amo!)

No limite, as marcas são feitas de pessoas.

Já parou pra pensar que o único elemento

não copiável de uma marca são as pessoas

que compõem aquela empresa, aquela

experiência, aquela relação?

Assim, o convite que faço é voltar às bases.

Eu te convido a, mais do que buscar a

última referência, o último post, o último

sucesso musical, o último artista, o último

influenciador; encontrar o que é estável,

o que é base. Deixo aqui pra você um “oi

sorridente” dessa menina, lá no cavalo de

cabeça pra baixo, ingênua de tudo... mas

que aprendeu, desde muito muito cedo,

que a base das relações – com ela mesma

e com o mundo – está fundamentada no

autoconhecimento e na confiança. Ela sofre

pra caramba, leva muitos tombos desse

“cavalo”. E levanta de cada tombo um

pouco mais forte, mais construída pra vida,

com a certeza absoluta de que o enduro é

longo, cheio de obstáculos, mas com paisagens

de tirar o fôlego!

Acredito que se todos nós buscarmos

o que é constante, nos encontraremos no

mesmo lugar.

Carol Mello é head de estratégia e sócia da Galeria

jornal propmark - 25 de abril de 2022 17


DigitAl

Nielsen traz Digital Ad Ratings para

contribuir com o fim dos cookies

Instituto fez imersão de dois anos para analisar novo cenário e criar

sistema que mensura performance de campanhas e alcance diário

A executiva Sabrina Balhes é líder de measurement da Nielsen no mercado brasileiro

Paulo Macedo

Começa a funcionar neste

mês a versão aprimorada

da solução da Nielsen para publishers,

agências e anunciantes

do país. É o Digital Ad Ratings,

que contempla a aferição de

alcance e frequência da publicidade

digital sem os cookies

do Chrome, previsível desde a

implantação da LGPD. O produto

vem com o Nielsen Identity

System, que promete “trazer

escala e maior precisão para a

medição digital da web aberta”.

Foram dois anos de imersão desde

o anúncio do Google. “Hoje

podemos dizer que já estamos

prontos para levar a mensuração

de mídia a um futuro sem

cookies de terceiros”, afirma Sabrina

Balhes, líder da unidade

de negócios de measurement da

Nielsen Brasil.

Quando o fim dos cookies foi

anunciado, houve muita preocupação.

Ela explica que a combinação

de disrupção digital, fragmentação

de mídia e políticas de

privacidade do consumidor cada

vez mais rigorosas significa que,

à medida que o número de dispositivos

cresce, torna-se cada

vez mais difícil vincular esses

dispositivos a pessoas reais. “Os

IDs de vários publishers que tradicionalmente

usamos agora têm

um prazo de validade limitado”.

Segundo a executiva, a nova

abordagem do Identity System

é construída na premissa de ser

resiliente à erosão dos cookies

de terceiros. “À medida que a indústria

evolui, usaremos sinais

de dados seguros de privacidade

dos conjuntos de dados da Nielsen,

bem como fontes externas

para medição da web aberta.

Hoje, os cookies ainda são relevantes

e, embora o Digital Ad

Ratings continue se apoiando em

cookies sempre que disponíveis,

toda a nossa transformação digital

está projetada e continuará

a evoluir para abordar e resolver

futuros sem cookies e sem pixels,

usando os melhores ativos de dados

combinados com tecnologia

e técnicas de modelagem”. De

acordo com Sabrina, a empresa

trabalha em uma solução sem

cookies, que utilizará parâmetros

adicionais nas tags de Digital Ad

Ratings para continuar criando e

entregando os links necessários

entre dispositivos e pessoas.

Sabrina esclarece que o Digital

Ad Rating é uma via de mão

dupla: para quem compra mídia

digital como também para quem

vende. “Ao utilizá-lo, agências

e anunciantes podem entender

como suas campanhas estão alcançando

seu público-alvo em

Divulgação

“Podemos

dizer que já

estamos Prontos

Para levar a

mensuração

de mídia a um

futuro sem

cookies de

terceiros”

dispositivos móveis e computadores

e acompanhar se estão

atingindo o público que as marcas

desejam alcançar, permitindo

realizar otimizações durante a

campanha (in-flight)”, diz.

Ela afirma que veículos e programáticas

se beneficiam ao ter

dados de performance diários validados

por um terceiro que permite

melhorar a entrega durante

o flight, além de comparar sua

performance com as normas atingidas

pela indústria. “O DAR também

pode ser usado pelos veículos

e programáticas para descobrir

quais públicos e dispositivos oferecem

maior alcance incremental

e assim provar seu diferencial

para os anunciantes (monetização

baseada na audiência)”.

O benefício dos usuários da

plataforma será o que Sabrina

chama de alcance deduplicado

do plano de mídia digital. “O que

permite que as métricas aferidas

por ele sejam comparáveis com

outras mídias (offline), como, por

exemplo: alcance, frequência,

GRP, percentual de entrega para

o público-alvo da campanha (on-

-target). Além disso, o Digital Ad

Ratings mensura a distribuição

da entrega da mídia nos diferentes

grupos de idade e gênero nos

diversos dispositivos e plataformas”,

explica.

A solução funciona a partir da

implementação de tags nos placements

de uma campanha digital.

“Esta tag vai coletar quantos

anúncios foram entregues. Depois

dessa contagem inicial, ele combina

os anúncios contabilizados com

informações demográficas usando

várias fontes de dados. Após essa

etapa, fazemos calibração entre os

dados captados e nossas fontes internas

para corrigir possíveis erros

de atribuição (como o compartilhamento

de aparelhos). Por fim,

vamos usar machine learning e

metodologias de ciência de dados

para determinar o nível individual

de exposição a cada anúncio e só

então obteremos a audiência única

e a frequência da campanha”,

finaliza.

18 25 de abril de 2022 - jornal propmark


digital

gestão de dados

é do usuário, não

das empresas

O

fim dos cookies third party no navegador

Chrome no ano que vem é um dos temas

da pauta de 2022. Na avaliação de Paulo

Ilha, sócio e chief media officer da Galeria,

a decisão era previsível. “O fim dos cookies em

navegadores começou com a Apple, proprietária do

Safari, e a Mozilla, proprietária do Firefox”, relembra.

Ele acredita em novo momento para as marcas na

transição para a WEB 3.0. Sua recomendação é que se

estabeleça uma relação de confiança das marcas com

consumidores para que continuem sendo eficientes

no trackeamento dos usuários. Mas Ilha não vê o fim

dessa ferramenta como problema para a publicidade,

mas como oportunidade. “Existe um mundo novo

pela frente”, ele resume.

Divulgação

Paulo Ilha, sócio da Galeria: “Uma evolução própria dos negócios, da vida das pessoas”

Paulo Macedo

CONtEXtO

Essa questão está diretamente

relacionada à própria

evolução que o mundo enfrenta

neste momento: a transição

da WEB 2.0 para WEB 3.0. Uma

WEB, sobretudo, descentralizada,

na qual o poder e a gestão

dos dados, entre outros aspectos,

é do usuário, não mais

centralizado numa empresa

ou núcleo. A transformação

da WEB nos leva a um mundo

no qual as pessoas serão

donas de suas informações e decidirão

como essas informações

serão utilizadas. Esse contexto

geral tem significado gigantesco

para o planejamento das marcas,

produtos e serviços: se os

dados serão das pessoas, e elas

decidirão como compartilhar

essas informações da melhor

forma, as marcas e as empresas

terão de criar relações cada

vez mais próximas dos seus

consumidores, para que eles

tenham interesse e confiança

em compartilhar seus dados e,

assim, obter como contrapartida

serviços, produtos e acesso

a ofertas que sejam mais interessantes

para eles. A partir

desta relação mais próxima as

marcas, por conta da pandemia,

já vinham fazendo movimentos

no sentido de construção de

suas bases de dados proprietárias.

Agora, com a atitude do

Google, somada ao da Apple e

da Mozilla, as marcas terão de

acelerar esse processo cada vez

mais para que consigam estabelecer

uma conversa constante

com seu público e com isso

oferecer produtos e serviços de

acordo com o entendimento do

comportamento, hábito e interesse

das pessoas.

RaStRO

A estratégia é a empresa

desenvolver uma relação próxima,

sólida e de confiança

junto aos consumidores, convencendo-os

a ceder os seus

dados. E, a partir dessa relação,

a empresa consiga transformar

dados em informação, e informação

em transação comercial,

em negócios.

“Toda

Transformação

cria novas

oporTunidades

para o markeTing

e a publicidade

iNiCiativaS

Integrar a estratégia com a

produção de conteúdo contextual,

direcionado para as pessoas

que estejam interessadas

em algum aspecto do produto

ou serviço oferecido – é importante

que essas pessoas encontrem

facilmente a sua marca

e entendam o seu produto, independentemente

da questão

dos cookies; e o outro aspecto

é a empresa demonstrar de fato

para as pessoas que tem um benefício

quando elas aceitam e

querem compartilhar seus dados,

porque isso será uma comodidade

na vida delas.

SOluçãO

Toda transformação cria

novas oportunidades para o

marketing e a publicidade.

Acredito que o que a gente vai

ver é cada vez mais uma preocupação

genuína das marcas

em produção de conteúdo relevante

e contextual, e o estabelecimento

de serviços, negócios

e transações que sejam

mais cômodos para as pessoas.

açãO

As agências e os anunciantes

precisam ter em mente que

este é um movimento sem volta.

É um movimento importante

para as pessoas pela própria

evolução para WEB 3.0 e isso

não significa mais problemas,

mas sim oportunidades. Existe

um mundo novo todo pela

frente para ser explorado e

esse mundo novo tem infinitas

possibilidades, seja para as

agências seja para as marcas se

construírem nesse ambiente. É

um mundo em que as pessoas

terão mais benefícios, e é uma

evolução própria dos negócios,

da vida das pessoas, do comportamento

digital das pessoas,

algo que foi absolutamente acelerado

pela digitalização, promovida

de forma mais rápida

pela pandemia.

PROgRaMÁtiCa

Não compromete as estratégias

com mídia programática

porque o mundo já vem se preparando

para isso, e existem

outras soluções que serão feitas.

Em um primeiro momento,

para marcas menos preparadas,

podem ocorrer problemas, mas

para as marcas que já construíram

todo seu data lake, que já

fazem esses processos estratégicos,

já são maduras no conteúdo

digital com contexto e relevância,

o impacto é bem menor.

jornal propmark - 25 de abril de 2022 19


eNtreviSta

Paulo Samia

CEO do UOL

NoSSaS foNteS

de faturameNto

São Publicidade

e aSSiNaturaS

digitaiS

Há dois anos atuando como CEO do UOL,

o executivo Paulo Samia é graduado e

pós-graduado em administração de

empresas pela Fundação Getulio Vargas,

em São Paulo, e MBA pela Columbia Business

School, em Nova York. Segundo ele, a plataforma

tem alcance de 94% da internet brasileira. De acordo

com o Google Analytics, parte dessa audiência vem

do ambiente mobile, com 13,4 milhões de visitantes

únicos. Os investimentos são para “Se manter up

to date e sempre estar atento às novas tecnologias,

antecipando tendências”, resume.

Paulo Macedo

Quais são os números do UOL?

Por qualquer métrica que você

analise, os números do UOL são

superlativos. São mais de 110

milhões de pessoas que acessam

as nossas propriedades mensalmente.

O UOL tem uma cobertura

de 94% da internet brasileira (9

em cada 10 brasileiros acessam

o conteúdo UOL todos os meses).

Segundo dados do Google

Analytics de janeiro de 2021, o

UOL acumula 7,1 bilhões de páginas

vistas, sendo 12,2 milhões de

visitantes únicos em desktop e

13,4 milhões de visitantes únicos

em mobile – dados da homepage

do UOL. Nossas fontes de faturamento

são publicidade e assinaturas

digitais. Todos os grandes

anunciantes veiculam no UOL.

Como se dá a consolidação do UOL

como canal-programação de jornalismo,

entretenimento, esportes ao

vivo e publicidade?

O UOL possui um portfólio

abrangente. Além da nossa tradição

em jornalismo, desenvolvemos

diversos canais e editorias

de interesses específicos, como o

Splash, de entretenimento; o Nossa,

de lifestyle; o Ecoa, de causas

sociais; o Universa, de empoderamento

feminino; e o Viva Bem,

de saúde e bem-estar. Além disso,

amplificamos a produção de conteúdo

em diferentes formatos,

com destaque para produção de

deo. Distribuímos este conteúdo

em todas as nossas plataformas

digitais, como o UOL Play,

nossa plataforma de streaming.

Tudo isso faz com que estejamos

presentes nos momentos de consumo

de conteúdo do consumidor.

Isso consolida a nossa força

como plataforma de publicidade

que conecta marcas a pessoas.

Como observa os publishers no

Brasil, afinal o UOL é um dos digital

natives do país ainda no tempo do

e-mail?

Ao longo dos últimos 25 anos,

a produção de conteúdo digital

se consolidou. O fato de termos

nascido no digital, nos possibilitou

aprofundarmos cada vez

mais nos diferentes formatos e

modelos de produção e distribuição

do conteúdo digital, nos

colocando numa posição de destaque,

o que se comprova pelos

nossos números de audiência,

de mais de 90% de alcance da

internet brasileira. Eu vejo que

muitos publishers demoraram

para fazer este movimento de

digitalização, e agora estão se

movimentando. Além disso,

as próprias plataformas sociais

possibilitaram o ingresso de diversos

produtores independentes.

Isso tem um lado positivo,

porque amplia a oferta, mas por

outro lado gera um problema de

credibilidade, pois nem sempre

estes publishers têm uma estrutura

profissional, ou, mais ainda,

isenção e independência. Isso

reforça a importância da produção

de conteúdo profissional, de

qualidade e credibilidade, com

apuração profunda e completa

das notícias. Inclusive as marcas

já se atentaram para isso, e procuram

cada vez mais inventários

de qualidade, garantindo o brand

safety. É justamente neste espaço

que os publishers profissionais,

como o UOL, se destacam.

A produção de conteúdo, com a

extensa equipe de jornalistas, é o

maior asset do produto UOL?

É difícil dizer qual o maior

ativo do UOL. Eu posso destacar

que a nossa capacidade de inovação

e transformação sempre

foi o nosso diferencial, o que nos

possibilitou desenvolver centenas

de produtos ao longo destes

anos, vários que inclusive ganharam

vida própria. Mas sem

dúvida nenhuma, a nossa produção

de conteúdo profissional,

de qualidade, com credibilidade,

suportada por um time de profissionais

de primeiro nível, na

maior editoria digital do Brasil,

é a base de grande parte destes

produtos e é a base da nossa relevância

no mercado publicitário,

não só digital.

Qual é a contribuição do UOL para a

transformação digital do país?

Foi a porta de acesso de muitas

pessoas ao mundo digital. Para

muitos, o primeiro e-mail foi do

UOL. Milhões de pessoas passam

pelas nossas salas de bate-papo.

Mais de cem milhões de pessoas

acessam o UOL todos os meses

para se informar e entreter, consolidando

o UOL na maior audiência

da internet brasileira. Ao

longo dos anos, desenvolvemos

inúmeros produtos para inserir

nossos assinantes e usuários ao

mundo digital. Posso citar, Além

do email e bate-papo, o UOL

Voip, o UOL Host e o UOL Ads. A

marca UOL é sinônimo de internet

no Brasil.

Como observa a transformação digital

hoje e o papel do UOL?

Acredito que levar informação

e conteúdo de qualidade

é um papel fundamental para

a transformação digital. Além

disso, temos produtos voltados

especificamente para a digitalização

do pequeno e médio empreendedor,

como o UOL Meu

Negócio, uma suíte de produtos

que compreende desde a compra

de domínio, passando por

criação de sites, até a montagem

de uma loja virtual, meios de

pagamento, e serviços de publicidade

para aceleração das vendas.

Tudo isso contribui para a

inclusão de milhares de empreendedores

ao mundo digital.

Como o UOL está se preparando

para a WEB 3.0?

A WEB 3.0 ainda é um conceito,

mas a sua essência, que é a

descentralização e o maior controle

do usuário sobre seus dados,

é uma tendência. Parte fundamental

disso é o conceito de

machine learning, que já é uma

“mais de

cem milhões

de pessoas

acessam o

Uol para se

informar”

20 25 de abril de 2022 - jornal propmark


Divulgação

realidade. Nós estamos investindo

nestas novas tecnologias e

acompanhando de perto as possibilidades

que se abrirão.

Como o UOL está vendo Blockchain,

5G, NFT, crypto moeda e tudo que

vem a reboque da WEB 3.0?

São tecnologias que têm diversas

aplicações. Temos um time

de inovação que estuda e, principalmente,

dissemina este conhecimento

por toda a companhia.

Novos produtos utilizando estas

tecnologias estão no nosso pipeline.

Como está o programa de expansão

de parcerias, como a recente com o

Antagonista e a compra do Ingresso.

com?

A pluralidade de conteúdo é

uma das nossas bases. Desde o

seu início, o programa de parcerias

é visto como um diferencial

estratégico para nos mantermos

abrangentes e relevantes para o

nosso público. Já a aquisição do

Ingresso.com enriqueceu o portfólio

de produtos e serviços do

UOL, reforçando a nossa missão

de levar informação, entretenimento,

e facilitar o dia a dia de

cada brasileiro. Dessa forma, vamos

reforçar a nossa atuação no

setor de entretenimento, oferecendo

uma experiência completa

de consumo de conteúdo, em

conjunto com a venda online de

ingressos, um segmento em que

anteriormente não participávamos.

E essa aquisição se complementa

com o anúncio do Teatro

UOL, um passo importante para

continuar oferecendo o melhor

do entretenimento, seja no ambiente

digital ou offline.

Como o UOL está vendo o anúncio

do Google de eliminar cookies third

party do Chrome?

Entendemos como um movimento

natural do mercado, onde

cada vez mais os dados dos usuários

serão protegidos. Isso vai

oferecer um diferencial competitivo

para publishers que tenham

uma grande base de first party

data, como o UOL.

Como está vendo a lei das Fake

News, impactos e dicotomias?

O UOL apoia o jornalismo

profissional e mantém uma

equipe de cerca de 400 jornalistas,

que têm a função de informar

o leitor seguindo um rigoroso

processo de apuração e

uma linha editorial baseada na

isenção e ética. Regularmente,

a empresa promove campanhas

com ampla divulgação contra as

fake news, como a que foi realizada

no último período eleitoral.

O objetivo dessas iniciativas

é educar o público a fim de identificar

notícias falsas e evitar

que elas sejam passadas adiante.

O UOL também desenvolveu

o UOL Confere, uma iniciativa

que promove a checagem e o esclarecimento

de fatos. O projeto

integra o Comprova, trabalho

sem fins lucrativos, que reúne

jornalistas de 28 diferentes veículos

de comunicação brasileiros

para descobrir e investigar

informações enganosas, inventadas

e deliberadamente falsas

sobre políticas públicas e a pandemia

de Covid-19 compartilhadas

nas redes sociais ou por

aplicativos de mensagens.

Como o UOL se trabalha como produto,

branding, imagem?

Recentemente o UOL realizou

o seu último rebranding, junto

com o aniversário de 25 anos da

empresa, comemorado no ano

passado. Além disso, o reposicionamento

do UOL ocorreu em

meio a um contexto de expansão

acelerada da companhia. A área

de tecnologia recebeu os investimentos

mais substanciais a fim

de reforçar a aposta da empresa

em inovação. Recentemente,

lançamos a nossa plataforma de

streaming, o UOL Play. A plataforma

acaba de incrementar seu

portfólio com uma uma série

de canais lineares, que têm sua

programação transmitida ao vivo

na plataforma de acordo com a

grade original das atrações. Dessa

maneira, o UOL Play combina

a variedade de canais da TV por

assinatura com toda a facilidade

e customização da experiência

do streaming, tornando possível

encontrar as produções mais

aclamadas pelo público em um

só lugar. O UOL também possui

um portfólio completo de soluções

digitais desenhadas para

“o Uol

acUmUla

7,1 bilhões

de páginas

vistas”

facilitar a vida de toda a família.

Alguns exemplos são o Universinho,

hub de conteúdo infantil; o

UOL Esporte Clube, plataforma

de produtos de conteúdo esportivo

premium, com transmissão

ao vivo e programação variada

de esportes; e o UOL Meu Negócio,

que conta com produtos e

conteúdo para todas as etapas

do pequeno negócio com serviços

de presença na internet, e-

-commerce, gestão de negócios e

marketing digital.

Quais investimentos para se manter

up to date?

Sempre estar atento às novas

tecnologias, antecipar as tendências,

desenvolvendo produtos

e aplicações relevantes ao nosso

consumidor. Isso se destaca

quando investimos em conteúdo

de qualidade, diferentes formatos,

produtos e serviços. Compreender

as necessidades dos

clientes e consumidores é fundamental

para permanecer não

apenas up to date, mas para permanecer

der!

jornal propmark - 25 de abril de 2022 21


MerCado

Marketing ajuda empreendedor

brasileiro, mas falta preparo

Economia do país é puxada por micro e pequenos negócios que

não conseguem tempo nem recursos para investir em capacitação

Kues1/Freepik

Micro, pequenos e médios empreendedores vivem na corda bamba para fechar as contas do negócio e garantir renda familiar em meio a elevados impostos e crise econômica

Janaina Langsdorff

filme À Procura da Felicidade narra

O a história do norte-americano Chris

Gardner, que passou de morador de rua a

um dos mais prestigiados empreendedores

de Wall Street. Origem humilde, dificuldade

financeira e necessidade aproximam a

trajetória do fundador da corretora Gardner

Rich de muitos micro, pequenos e médios

empresários brasileiros, mas as semelhanças

param por aí.

A cultura de negócio dos Estados Unidos

tem diferenças latentes se comparada à realidade

brasileira. Uma delas está no valor

da iniciativa. Lá, o fracasso é reconhecido

como experiência para próximas investidas.

Aqui, tacha perdedores. “Nos Estados

Unidos, há acesso ao capital, mentoria e

todo um ecossistema que favorece o espírito

empreendedor. No Brasil, há burocracia,

impostos e poucos recursos. A pessoa

precisa empreender para pagar as próprias

contas”, situa o professor José Mauro Nunes,

da FGV Ebape.

A verdade é que poucos alcançam o sonho

roteirizado por Gardner. Muitos negócios

já nascem condenados, e não chegam

a completar um ano de vida. O cenário se

agrava com a falta de preparo e base educacional

de muitos dos 20,6 milhões de pequenos

negócios, o equivalente a 99% do

total de empresas brasileiras, que respondem

por 30% do PIB nacional, segundo o

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas

Empresas (Sebrae).

Em 2021, foram criados quatro milhões

de micro e pequenas empresas, alta de

19,8% em relação ao ano anterior, quando

foram abertos 3,3 milhões de negócios. Novos

recordes devem surgir. O relatório Global

Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020,

do Sebrae e Instituto Brasileiro de Qualidade

e Produtividade (IBPQ), projeta a entrada

de 50 milhões de brasileiros no empreendedorismo

nos próximos três anos.

A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa

caracteriza negócios com receita bruta

anual igual ou inferior a R$ 360 mil como

microempresa. Aqueles que somam receita

bruta anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões

são classificados como empresas de

pequeno porte.

Conflito

A força motriz da economia brasileira

existem 20,6 milhões

de pequenos negócios,

o equivalente a 99%

do total de empresas

brasileiras, que

respondem por 30% do pib

trabalha em meio a uma contradição que

atinge em cheio o marketing de boleiras,

cozinheiras, cabeleireiros, comerciantes e

manicures, pessoas que perderam os seus

empregos e se viram obrigadas a empreender

para sustentar a renda familiar. São cidadãos

que estão às margens da sociedade.

“O Brasil vive uma crise prolongada há uma

década, com crescente informalidade da

economia e afundando em uma crise social

violenta”, pontua Nunes.

Se antes divulgar produtos e serviços já

era parte essencial da estratégia, com a quarentena

provocada pela pandemia da Covid-19

essa premissa se tornou ainda mais

vital. Tecnologia da informação, manutenção

e marketing permanecem como áreas

22 25 de abril de 2022 - jornal propmark


Fotos: Divulgação

Glaucia Montanha, da Artplan: suporte ainda é pequeno

promissoras, de acordo com estimativas do

Sebrae. A salvação da lavoura foi a internet,

seja pela facilidade de geolocalização, segmentação

ou adequação de verba. Estudo

da plataforma de e-commerce Nuvemshop,

com a sua base de mais de 90 mil lojistas,

mostra que o faturamento de pequenos e

médios negócios no ambiente online cresceu

23% no primeiro trimestre deste ano

ante o mesmo intervalo de 2021. Vendas de

R$ 573,2 milhões foram encabeçadas pelos

setores de moda e acessórios.

Redes sociais, conteúdo, influenciadores,

search, mídia programática, inbound

marketing e martech abriram inúmeras

possibilidades para alcançar o público, só

que nem todos os empreendedores estão

preparados para planejar ações conforme

a complexidade de recursos ofertados pelo

marketing digital.

Google; Meta e suas redes - Facebook,

Instagram e WhatsApp - assumiram o protagonismo

em meio a pequenos negócios.

Já as médias empresas necessitam de agências

especializadas, capazes de construir

autoridade digital para acompanhar a curva

de crescimento da marca.

Os franqueados, por exemplo, contam

com o suporte da marca-mãe para identificar

parceiros. A comunicação das redes de

franquias busca exposição institucional,

voltada para a captação de investidores, e

a atração de clientes para as unidades. Cada

negócio tem plataformas apropriadas para

se comunicar ou vender produtos no mundo

omnichannel. “O Google e suas buscas

são ferramentas usadas com muita força,

apesar dos crescentes aumentos de custo”,

comenta Paulo Ancona, sócio da Ancona

Consultoria Estratégia e Gestão.

Cena de animação da campanha Coragem, criada pela Artplan para comemorar o cinquentenário do Sebrae

Moah é o fundador da Porto do Sol Maragogi, empreendimento que ganhou destaque na campanha do Facebook

desCulpa

As realidades diferem, mas encontram

nas plataformas um argumento comum na

polêmia em torno da aprovação do Projeto

de Lei 2630/20, que institui a Lei Brasileira

de Liberdade, Responsabilidade e Transparência

na Internet, conhecida como PL das

Fake News. No dia 3 de março, o Facebook

veiculou campanha dizendo que “o PL das

Fake News deveria combater fake news. E

não a lanchonete do seu bairro”. Antes disso,

Google, Meta, Twitter e Mercado Livre

já haviam assinado carta argumentando

que o PL representa uma “ameaça à publicidade

digital”. O setor alega que o projeto

impede a segmentação de anúncios, o que

prejudicaria principalmente pequenas e

médias empresas.

Mas quem analisa o empreendedorismo

brasileiro enxerga de outro jeito. “No meu

entendimento, é uma desculpa para penalizar

o mais fraco”, analisa Nunes. Segundo o

professor da FGV, o debate envolvendo moderações

de setores faz parte do processo

de desenvolvimento econômico. “É natural

que a sociedade regule o poder das big techs,

e essas empresas precisam se submeter

às normas, pois os efeitos deletérios em

relação à democracia e à desinformação

são gigantescos”, adverte Nunes. Apesar

da tentativa de curadoria de conteúdo, porém,

é preciso mais responsabilidade. “A

discussão é do jogo político, mas há muita

espuma na história. Essas empresas são

pouco transparentes. Pequenos e médios

negócios não serão os mais prejudicados”,

insiste Nunes.

A percepção de João Vitor Rodrigues,

professor de marketing digital da ESPM

Rio, é parecida. Embora legítima, a preocupação

das plataformas com eventuais perdas

pode estar restrita ao grupo minoritário

de pequenas e médias empresas com capital

suficiente para investir em marketing.

“Milhares aplicam quantias reduzidas. As

plataformas estão usando as pequenas e

médias empresas para defender os seus

próprios modelos de negócios. O discurso

não condiz com a realidade”, pondera Rodrigues.

CarênCias

A maioria sequer consegue parar o trabalho

para buscar capacitação. No país de carências,

falta tempo, dinheiro, escolaridade

e inclusão digital. “Poucas são as pequenas

e médias empresas com condições de contratar

agências. Muitas fazem o trabalho de

forma caseira, outras usam profissionais

autônomos”, confere Paulo Ancona. O aumento

de profissionais especializados em

marketing digital é bem-vindo, pois “as plataformas

mudam constantemente os seus

parâmetros”, argumenta Ancona.

Na ânsia de conquistar resultados rápidos

e sem margem para erros, a internet

pode virar uma armadilha. “O digital não

resolve os problemas do negócio. É preciso

entender a sua relevância para cada

momento, região, oportunidade e demanda”,

alerta Rodrigues. O professor critica

as plataformas que estimulam a criação de

jornal propmark - 25 de abril de 2022 23


MerCado

anúncios por conta própria. “O empreendedor

investe crente de que está concorrendo

em pé de igualdade, mas não chega perto

dos rivais. A disputa é desleal”, explica

Rodrigues.

soCorro

O entendimento das mídias sociais como

canal de marketing ainda é falho, e ter uma

agência não é comum, embora já existam

operações especializadas em clientes com

verbas reduzidas. A empresa de marketing

de influência Squid, por exemplo, acaba de

lançar uma solução mais acessível, a Squid

Go. A Agenzia Marketing, fundada em 2020

pelos irmãos David e Matheus Mendes,

também nasceu para democratizar a presença

digital dos pequenos.

Em outra ponta, a martech Grow Up,

criada pelo economista Guilherme Camaratta,

já ajudou mais de cem mil pequenas

empresas nas redes sociais. Tem até rede

de assessoria de marketing digital entrando

no mercado financeiro para apoiar a digitalização

e o aumento de vendas de pequenas

e médias empresas na internet. É esse o objetivo

da V4 Company ao lançar a solução

de crédito V4 Bank.

A resiliência é imperativa, e prova a garra

do brasileiro. Em março, a atividade econômica

de microempreendedores e autônomos

cresceu 11,98% ante fevereiro, atingindo

68,98 pontos, revela o Índice SumUp do

Microempreendedor (ISM), estudo organizado

pela fintech de meios de pagamento

para micro e pequenos empreendedores

SumUp. O índice nacional é baseado em dados

de negócios de profissionais informais,

além de MEIs e microempresas em 30 setores.

Na comparação com o mesmo período

do ano passado, porém, o indicador registra

uma queda de 14,7%.

Há movimentos que tentam acudir quem

se aventura pelo empreendedorismo brasileiro.

“O Sebrae possui essa orientação, mas

talvez ainda não tenha a dimensão de tudo

o que precisa ser feito”, aponta Rodrigues,

da ESPM. Oferecer soluções personalizadas

para necessidades específicas e ir até as

pessoas que precisam de ajuda são algumas

das alternativas que pairam no ar.

“Fazer curso no Sebrae é uma realidade

distante”, reforça Nunes, da FGV. Intensificar

a aproximação com associações de

moradores das comunidades para cursos

de suporte poderia auxiliar aqueles que

não têm dinheiro nem para chegar até uma

unidade do Sebrae. “Tem de estar onde as

pessoas precisam”, sublinha Nunes.

sinais

Antes, os planos de negócios eram compostos

por custos de telemarketing, telefone

e folheteria. Hoje, o preço final leva

em consideração gastos não visíveis. “Precisamos

entender os sinais para acolher e

conduzir a audiência, que hoje se desdobra

em diferentes perfis”, acrescenta Gláucia

Montanha, head de digital business e mídia

da Artplan, que em janeiro veiculou a cam-

José Mauro Nunes, da FGV: burocracia e impostos

redes sociais dominam a

comunicação de pequenos

negócios, mas falta

preparo para lidar

com a complexidade do

marketing digital

panha Coragem para celebrar os 50 anos do

Sebrae. A principal peça é uma animação. O

trabalho reconhece os esforços dos empreendedores

brasileiros e evidencia o compromisso

em promover competitividade e

desenvolvimento sustentável.

Glaucia defende a importância das plataformas

para a navegação em jornadas que

vão da pesquisa à entrada no site, conversa

no WhatsApp e compra. A expectativa é ter

uma experiência ainda mais personalizada

e intimista, que passa por cuidados de

comunicação e tecnologia. “Se um usuário

tem o hábito de comprar toda semana, você

precisa estar próximo, abordando de forma

relevante e fluida”, esclarece Glaucia.

A executiva lembra que Google e Facebook

possuem treinamentos e guias para

receber novos empreendedores. Jovens de

25 a 34 anos formam 37% das pessoas que

buscam informações sobre empreendedorismo,

segundo o Google. No fim de março,

a Meta lançou no Brasil a campanha global

Boas ideias merecem ser descobertas, estrelada

pela Porto do Sol Maragogi, que aluga

bicicletas aquáticas para turistas na cidade

do litoral alagoano; e estúdio V, espaço que

oferece aulas de pole dance em São Paulo.

A ação mostra como pequenas empresas

podem alcançar clientes e impulsionar negócios

utilizando ferramentas de marketing

antes acessíveis apenas a empresas com orçamentos

polpudos. A Meta disponibiliza

uma série de programas para o empreendedorismo,

como o Impulsione com Facebook

Fotos: Divulgação

Nelson Vilalva, da Nova/SB: empreendedor é autodidata

e Ela Faz História. Em 2021, cerca de sete

milhões de brasileiros assistiram aos programas

virtuais da holding.

uM dia de Cada vez

Programas levam capacitação, orientação,

mentoria gratuita e estudos de casos,

mas ainda são insuficientes. “As plataformas

têm suporte, que ainda é muito pequeno

para o tamanho do mercado, e aqui

se faz necessário investir mais, seja pelas

plataformas ou por empresas de educação

sobre o tema”, sugere Glaucia, da Artplan.

Na polêmica do PL das Fake News, Glaucia

clama pelo equilíbrio. “A preocupação das

plataformas sempre estará em garantir o

melhor serviço ao usuário, sem perder relevância

e qualidade. Em segundo plano, estão

as receitas geradas, uma consequência

do primeiro desafio”, acredita.

Com um tráfego de cerca de 150 milhões

de usuários, as redes sociais foram responsáveis

por aproximadamente cem milhões

de compras no último ano, de acordo com

dados do Sebrae citados pela Nova/SB,

outra agência que trabalha para a entidade

desde 2013. “Em vez de uma visão romantizada

sobre o empreendedorismo, a instituição

fala a língua do setor, conhece as suas

dores e é reconhecida como um parceiro

de confiança”, conta Nelson Vilalva, CEO

da Nova/SB.

A agência prepara a campanha de relançamento

da agência Sebrae de notícias,

além de elaborar materiais de divulgação e

eventos. No calendário de comemorações

do cinquentenário da instituição está o

projeto 50+50, assinado pela DeBrito, que,

com a Nova/SB e a Artplan, integra o pool

de agências do Sebrae atualmente. No digital,

a parceira é a Moringa, mas a entidade

está na fase final de um processo de licitação

para contratar duas agências digitais.

Comunicação integrada também está no

radar quando há pertinência. O Sebrae ajuda

a entender todo o ecossistema de comunicação,

“mas o empreendedor costuma

24 25 de abril de 2022 - jornal propmark


Divulgação

Trecho do filme dias e dias, que faz parte da campanha veiculada em dezembro de 2021 com o conceito a força do empreendedor brasileiro, em ação da Nova/SB para o Sebrae

ser, pela própria natureza, bastante autodidata

e heavy user dos canais na internet,

que oferecem farto conteúdo didático sobre

como empreender”, observa Vilalva. Do legado

da pandemia, ficaram ainda as lives na

diversificação dos meios utilizados.

Mesmo diante de uma conjuntura adversa,

Vilalva acredita que o marketing está

na essência do empreendedorismo. “O orçamento

depende da maturidade digital, e

esse dado pode variar com o perfil do empreendedor”,

atesta o CEO da Nova/SB.

Com a campanha A força do empreendedor

brasileiro, lançada em dezembro de

2021, a agência conseguiu impactar mais

de 31 milhões de pessoas nas redes sociais

em apenas 15 dias. Parte da estratégia, o comercial

Dias e Dias é finalista da 11ª edição

do prêmio O Melhor Comercial do Brasil

2021, do SBT. A shortlist será revelada nesta

terça-feira (26) no espaço Manioca em São

Paulo.

luz no fiM do túnel

Empresas portentosas abraçam seus

pares e ajudam a acender a luz no fim do

túnel. A fornecedora de fragrâncias alemã

Symrise se uniu à francesa L’Oréal no movimento

Pra frente, da Fundação Dom Cabral

(FDC), para capacitar empreendedoras

no Rio de Janeiro, enquanto o UOL divulga

as soluções do UOL Meu Negócio, como o

Criador de Sites e a Loja VirtUOL, com ação

desenvolvida pela Artplan.

Em fevereiro, o iFood lançou o blog iFood

para Parceiros, gerando conteúdo capaz de

aprimorar as vendas de seus mais de 270

mil restaurantes. Somente no último ano,

a presença de pequenos e médios negócios

na plataforma aumentou 27%, volume

que representa 84% do total de

estabelecimentos.

Em compensação, o iFood está

sendo investigado pelo Conselho Nacional

de Autorregulamentação Publicitária

(Conar) devido a uma campanha supostamente

ligada à plataforma, que teria criado

perfis falsos para desmobilizar protestos

de entregadores do aplicativo. Esse beco

tem saída, mas ela passa pela necessidade

premente de se regular o poder dos players

digitais para permitir que negócios de qualquer

porte prosperem com responsabilidade

e transparência.

Cacau show e franqueado

compartilham empreendedorismo

fundador da Cacau Show, Alexandre

O Costa, materializa o perfil do típico

empreendedor brasileiro. Da venda de

chocolates caseiros na Zona Norte da capital

paulista em 1988, ele transformou o

seu negócio na segunda maior franquia

do Brasil, à frente do McDonald’s, segundo

a Associação Brasileira de Franchising

(ABF). Hoje, Costa é que dá asas ao sonho

de outras pessoas. Uma delas é o engenheiro

civil Laio Augusto Costa Santiago,

de Belo Horizonte, que em 2017 resolveu

buscar um negócio para complementar a

renda do trabalho que já exercia como CLT.

“O meu sócio e eu somos franqueados

desde 2018. Escolhemos a Cacau Show por

ser uma marca reconhecida nacionalmente”,

recorda Santiago, que possui 14 lojas.

Elevada carga tributária e crise econômica

estão entre as principais barreiras que travam

a caminhada dos empreendedores. O

Brasil só perde para Malta no ranking de 111

países com as maiores cargas tributárias,

segundo pesquisa da plataforma Cupom

Valido baseada em dados da Organização

para Cooperação e Desenvolvimento Econômico

(OCDE).

Na comunicação, catálogos, panfletos e

banners se juntam a WhatsApp, Instagram,

TikTok, Facebook e Google. Anúncios

segmentados também adensam o plano.

“Lançamos mão desse tipo de anúncio por

conta da pandemia, já que precisaríamos

encontrar o público que estava em casa. E

foi bastante assertivo. Continuamos utilizando

em campanhas, como Páscoa, Natal

e Dia dos Namorados”, declara Santiago.

O site da Cacau Show responde por mais

de 90% dos cadastros de potenciais franqueados.

Parceria com a ABF e um canal

dedicado a negócios no Instagram atraem

interessados em lojas convencionais,

smart, container ou quiosque. “Temos um

portfólio de negócios que atende tanto

pelo olhar de localização como de capacidade

de investimento”, diz Arlan Roque,

gerente de expansão da Cacau Show.

Arlan Roque, da Cacau Show: localização e preço

Divulgação

doCe suporte

Com quase três mil unidades em todo

o Brasil, a marca participa do sistema de

franquias há 20 anos. A confiança vem de

uma produção industrial própria, consultoria

de negócios voltada para a otimização

de resultados do franqueado e investimento

em mídia, com campanhas que

colocam a marca entre as mais reconhecidas

pelo consumidor.

O franqueado ainda tem à disposição

a extranet, para publicação de informativos

e envio de atualizações de padrões

de operação; o Conselho de Franqueados,

em funcionamento há mais de 10 anos; e

o Serviço de Apoio ao Franqueado (SAF),

com escritórios regionalizados para aproximação

de parceiros.

A marca incentiva e treina a sua rede

para divulgação nas redes sociais, hoje

com mais de 13 milhões de seguidores.

Conta também com influenciadores acionados

em ações específicas. Já inbound

marketing e search são utilizados na frente

de expansão. Já com o programa de fidelidade

Cacau Lover, são extraídos os dados

para martech.

jornal propmark - 25 de abril de 2022 25


mercado

Tecere faz gestão da comunicação

para clientes com trabalho em rede

A fundadora Thays Aldrighe afirma que o diferencial da empresa está em

como entregar resultado a partir do modelo colaborativo, de cocriação

kelly dores

Para além da jornada flexível

de trabalho, a Rede Tecere,

de Thays Aldrighe, propõe um

novo jeito de entrega de serviços

de comunicação. Jornalista

por formação com passagens

por veículos, assessorias

de imprensa e consultoria de

branding, Thays teve há cinco

anos a ideia de desenvolver um

negócio em rede. Citando conceitos

como o do psicólogo Carl

Rogers, com a teoria centrada

na pessoa, ela afirma que é

possível trabalhar de um outro

jeito, de uma forma em que você

sai do cenário de comando e

controle e vem para a colaboração,

a cocriação.

A Tecere é uma rede de profissionais

seniores de comunicação

que presta serviços de

diagnóstico e planejamento

como uma consultoria, executa

e entrega o trabalho como uma

agência. Conta hoje com cerca

de 20 profissionais autônomos

“enredados”, desde jornalistas,

publicitários, desenvolvedores,

fotógrafos e videomakers a designers.

Segundo a fundadora,

o diferencial da rede não está

no tipo de produto que entrega,

mas, sim, em como faz.

“Quando você está numa

agência e chega um cliente

novo, o diretor, geralmente,

coloca esse cliente no núcleo

que está mais ocioso. As pessoas

não perguntam se o profissional

quer, se ele se conecta

com o tema ou com o mercado,

se atende conta de bebida, por

exemplo. Aqui, na rede, a gente

tem a possibilidade de dizer

não e de conectar profissionais

que façam sentido para o projeto”,

explica Thays.

Ela detalha que quando um

projeto chega à Tecere acaba

promovendo um hunting dentro

da própria rede para ver a

disponibilidade dos profissionais,

avaliando competências,

experiências e, a partir daí, faz

uma oferta para o parceiro.

Thays Aldrighe explica que o conceito de rede não tem nada a ver com freelancer

“Quando é um projeto de um

serviço que a gente já está acostumado

a fazer e eu sei o valor

que posso praticar, fecho a negociação

e coloco na mesa. Se é

uma prestação de serviço que

ainda é nova, a gente senta e

avalia o quanto vai custar. Faço

uma composição com todo

mundo que vai se envolver no

projeto, monto a proposta e

encaminho para o cliente. Não

fecho nenhuma negociação antes

de falar com os parceiros em

caso de diminuição de valor,

por exemplo. Tem essa dinâmica

de colocar preço junto, claro

Divulgação

“na rede, há a

possibilidade

de conectar

profissionais que

façam sentido

para o projeto”

que eu coloco um percentual de

rede e impostos em cima do valor”,

complementa.

Na Tecere, o conceito de trabalho

não tem nada a ver com

freelancer. Os profissionais terceirizados

são tratados como

parceiros, embora Thays não

tenha sócios. “Eu proíbo as

pessoas que estão na rede de

dizerem que são freelas, elas

são parceiras comprometidas

em projetos de longo prazo.

Quando as pessoas dizem que

são freelas já são desvalorizadas

logo de cara e não contam

com o apoio jurídico, administrativo

e financeiro que damos

na Tecere, por exemplo”.

Thays relata que a partir da

experiência do trabalho remoto

devido à pandemia ficou mais

simples explicar o funcionamento

da rede para os clientes,

que viram que é possível fazer

uma ótima entrega a distância.

“Antes da pandemia, a gente tinha

um pouco mais de dificuldade

de explicar o modelo de

negócio. Perguntavam coisas

como se a empresa tinha um

endereço. Nós até tínhamos um

coworking, mas não íamos lá

todos os dias. As lideranças tiveram

de aprender um modus

operandi para controlar a distância.

A gente nunca controlou.

O que eu controlo é a entrega,

o prazo, por isso precisamos

de profissionais seniores. O

parceiro para entrar na rede necessariamente

precisa ser indicado

por alguém”, reforça ela.

Sua filosofia é de que, com

o trabalho em rede, é possível

ser feliz, continuar exercendo

o talento e habilidades a favor

do cliente com leveza. Entre

os clientes da Tecere estão JLL,

Instituto Unibanco, Urbem,

MoveEdu, Artesano Urbanismo

e Marsh McLennan. “Trabalhamos

bastante com conteúdo

digital, mas para o Instituto

Unibanco, por exemplo, todo o

trabalho é off, como relatórios

anuais e protocolos para o programa

Jovem de Futuro”.

26 25 de abril de 2022 - jornal propmark


mídia

Play9 e Galvão

Bueno fecham

parceria

Sergio Zalis/ Globo/ Divulgação

No fim de 2022, Galvão Bueno encerrará

uma das mais brilhantes carreiras na TV

aberta. Serão quase 50 anos de caminhada,

com narrações memoráveis e uma voz

que ficará marcada na vida dos brasileiros - sejam

eles fãs ou não de esporte. Mas, como ele mesmo

diz - “viro uma página, mas não fecho o livro -, o

seu próximo desafio é audacioso. “Quero me tornar

um publisher”. Para isso, Galvão Bueno e a Play9

firmaram uma parceria, que seguirá até 2026, cujo

objetivo será criar produtos de conteúdo e branded

content recorrentes e sazonais em plataformas.

A parceria planeja o aumento da presença de Galvão

em todas as plataformas digitais, inclusive aquelas

em que ainda não atua, como o YouTube e Twitch.

Galvão terá contrato com a Play 9 até 2026: Olimpíada e Copa do Mundo no período

Vinícius noVaes

Play 9

A Play9 é uma empresa vitoriosa,

criada por um amigo e

grande parceiro de trabalho de

muitos anos. O João Pedro Paes

Leme está entre os profissionais

que me orgulham muito, que são

os repórteres que passaram pela

Fórmula 1 trabalhando comigo e

com o Reginaldo Leme. Eles chegaram

muito novos por lá e aquilo

os ajudou muito a se formarem

como profissionais de comunicação

e de televisão. E os nomes

são muito expressivos, como

Roberto Cabrini, Marcos Uchôa,

o próprio João Pedro, Pedro Bassan

e outros que entraram na sequência.

E todos viraram grandes

personagens da televisão brasileira

nas suas áreas. Conheço o

João Pedro desde essa época e ele

construiu uma carreira belíssima

até ser meu diretor na Globo. E,

em pouco tempo, ele conseguiu

realizar um trabalho muito importante

nesse novo mundo das

comunicações.

Conteúdo

Uma resposta imediata seria

falar de conteúdos esportivos,

que foi o que fiz a minha vida inteira.

Mas eu também acho que

tenho conhecimento para discu-

tir outras coisas que estão ligadas

à minha vida e são uma paixão,

como o vinho. Minha profissão

até hoje me jogou no mundo e

eu aprendi a viver nele, aprendi

a conhecê-lo, o que pode inspirar

vários conteúdos. Não quero fazer

programa de viagem e turismo,

mas acredito que faça sentido

mostrar um pouco do mundo.

Publisher

Não gosto muito de alguns

usos do termo “influenciador”

e eu também não tenho a expectativa

de ser um. Quero, sim,

traçar os meus caminhos para

me tornar um publisher. Hoje se

fala muito em plataforma, só que

eu me imagino sendo um hub e

usando todas as plataformas para

diversos tipos de conteúdos, seja

uma transmissão, um programa,

uma entrevista ou uma história.

Muitas vezes, alguém com 30,

40 ou 100 milhões de seguidores

não seria considerado influenciador

na minha concepção. Por

outro lado, alguém com 100 mil

seguidores pode se enquadrar

nessa categoria. Não faria sentido

não renovar o contrato com a

Globo, narrar minha última Copa

do Mundo em TV aberta e ir pra

outro lugar fazer outra coisa ainda

em TV aberta. Não, vamos parar,

refletir e mergulhar de cabeça

“Não gosto

do termo

iNflueNciador.

quero me torNar

um publisher”

naquilo que possa ser um novo

caminho.

Futuro da comunicação

Na verdade, são quase cinco

décadas completas de jornada,

porque quando estiver realmente

dentro deste novo projeto já terei

49 anos de profissão. Eu realmente

vivenciei toda a mudança que

existiu em televisão em termos

de qualidade, quantidade. Quando

eu comecei a fazer minhas

transmissões, tínhamos duas

câmeras. Depois surgiu uma terceira.

Hoje já são mais de 30 em

um jogo de futebol. A evolução

foi uma coisa absurda mesmo.

E até mesmo a TV aberta, da qual

eu praticamente estou saindo

agora no fim do ano, vai continuar

evoluindo. Só que a evolução

do mundo digital é quase

uma loucura, é diária. Eu tenho

noção exata do que foi toda essa

mudança na TV e eu vou precisar,

depois dos 70 anos, entender

direito como é isso no mundo

virtual e me agilizar ainda mais.

Hoje você dorme de um jeito e

acorda de outro. É um mundo

muito louco. Mas exatamente por

isso é muito desafiador.

Momentos marcantes

No futebol foi sem dúvida alguma

a conquista do tetra. Estar

ali com Pelé, com Arnaldo, ter a

nossa imagem jogada no mundo

inteiro. Claro que nós estávamos

na carona do Pelé, porque a empresa

responsável pela transmissão

da final da Copa de 94 queria

mostrar ele comemorando, né?

E nessa hora ele estava abraçado

no meu pescoço e eu berrando

que nem um louco. Na Fórmula

1 foi o primeiro título do Senna

em 88, que é até anterior. Nas

transmissões olímpicas e a medalha

de prata do 4x100 do atletismo

em Sidney 2000. É prata, é

prata, é prata, é prata! Uma prata

que pra mim vale mais que ouro.

Acho que foi uma medalha que

ficou muito marcada na vida dos

quatro que estavam lá correndo,

e pra mim porque em menos de

40 segundos, você contar toda

uma história com 32 caras correndo

com passagem de bastão, é

uma conquista brilhante.

jornal propmark - 25 de abril de 2022 27


Think wiTh influEncErs

CONTEÚDO DE MARCA Think wiTh GooGlE

Entretenimento e consumo: como o live

commerce mudou a experiência de compras

unindo marcas, consumidores e criadores

AlessAndrA GAmbuzzi*

esly louisi PAivA**

victor brotto***

especial para o think with Google

Se antes as pessoas iam às

lojas quando não sabiam

o que comprar, agora os

eventos de live commerce

permitem ter uma experiência

análoga sem sair de casa. Além

de ter acesso a demonstrações de

produtos, elas podem aproveitar

ofertas exclusivas, fazer

perguntas respondidas na hora e

efetuar compras sem esforço.

O live commerce se tornou um

marco na transformação da

relação do varejo com as pessoas

nos últimos 80 anos.

medida que as pessoas se sentem mais

À à vontade para comprar online, as marcas

têm aderido ao vídeo ao vivo entendendo

o formato como estratégia flexível e

democrática. Nesse contexto, o YouTube é

referência em live commerce, combinando

entretenimento e inspiração com pesquisa

e compras.

Na esteira desse movimento, marcas e

varejistas estão estabelecendo suas próprias

iniciativas de live commerce para promover

seus produtos em parceria com os

influenciadores. Essa combinação de entretenimento,

utilidade e autenticidade é uma

poderosa ferramenta para o marketing das

marcas. E, claro, os criadores de conteúdo

estão no centro disso tudo.

O papel do YouTube

O YouTube é a plataforma dedeo que

as pessoas mais sentiriam falta caso ela não

estivesse mais disponível 1 . Os espectadores

se sentem pessoalmente conectados aos

criadores, e esse aspecto social gera confiança.

Eles sabem que seus criadores favoritos

fazem recomendações confiáveis e de

maneira consistente. Não por acaso, além

de assistir a vídeos e adquirir conhecimento,

as pessoas associam o YouTube também

ao ato de comprar.

28 25 de abril de 2022 - jornal propmark


Ao facilitar a conexão entre pessoas,

marcas e criadores, o YouTube também

vem desenvolvendo maneiras de integrar

funcionalidades de shopping diretamente

no conteúdo. Como parte da experiência,

criadores, varejistas ou marcas podem, nas

lives, selecionar produtos para aparecer em

uma sobreposição na tela, permitindo que

os espectadores, ao clicar, vejam os produtos

e sejam direcionados para compra sem

interromper a experiência de visualização.

No live commerce os espectadores também

têm suas perguntas respondidas, sentindo-se

fortalecidos e informados. Esse

sentimento ajuda e muito a motivar os

compradores na decisão de compra.

Multidões engajadas:

o case da Americanas

No Brasil, a Americanas tem sido parceira

do YouTube em diversos projetos comerciais

com criadores – e foi a primeira marca

da América Latina a experimentar o recurso

do live shopping.

Pelo segundo ano seguido, a Americanas

apostou no formato para engajar multidões

e vender mais. Em 2021, a Super Live 11/11

teve participações de 10 influenciadores

que comandaram o show por mais de duas

horas, entretendo e anunciando ofertas imperdíveis.

Mais de 560 mil pessoas passaram pela

live, registrando pico de 31 mil usuáriosonline

simultaneamente. Já as campanhas alcançaram

85 milhões de pessoas (versus 67

milhões em comparação com 2020) 2 .

Outra iniciativa pioneira de live commerce

no Brasil, o Show da Black Friday da

Americanas chegou à sua terceira edição,

sendo realizada pelo YouTube em parceria

com o estúdio de conteúdo Play9.

A Americanas S.A. foi pioneira nas frentes

de advertising e entretenimento no Brasil

com a participação no Show da Black

Friday desde 2019, e o lançamento de seu

InvestImos e apostamos no

modelo de lIve commerce,

que mIstura a venda com

o entretenImento, uma

grande tendêncIa no

mercado

– vitor monte, Head de Marketing

da Americanas

projeto proprietário de live commerce, a

Americanas ao Vivo, durante a pandemia,

em 2020. Lançado em junho de 2020, a plataforma

inovadora de live commerce já realizou

mais de 310 lives, com apresentação

de milhares de produtos ao vivo aos clientes

e possibilidade de compra imediata pelo

app da Americanas.

A marca, cotista única e exclusiva do

projeto, teve Felipe Neto como apresentador

da edição de 2021. Ao todo, o show contou

com 18 influenciadores, foi transmitido

em 18 canais e perfis e alcançou pelo terceiro

ano seguido mais de 260 mil pessoas simultâneas,

ultrapassando a incrível marca

de mais de 1.5 milhão de pessoas assistindo

à live em todos os anos 3 .

Raquel Santachiara, gerente de live commerce

da Americanas, diz que a marca sempre

buscou o que há de mais inovador no

mercado para seus consumidores. “Desde

2019, com o Show da Black Friday, investimos

e apostamos no modelo de live commerce,

que mistura a venda com o entretenimento,

e hoje se mostra uma grande tendência

no mercado. No esquenta para a Black Friday,

por exemplo, a marca realizou a Super

Live 11/11 com vários influenciadores, e os resultados

fizeram a diferença. A Americanas

registrou um aumento de 140% na quantidade

de itens vendidos, em comparação com o

mesmo horário do ano passado.”

Felipe Neto e a loja de camisetas

Além dos projetos com grandes varejistas,

creators como Felipe Neto têm utilizado

as soluções de live shopping para divulgar

e vender seus produtos. Ele aproveitou

as novas funcionalidades do formato para

lançar cinco novos designs de sua marca

de camisetas, sendo um exclusivo para os

telespectadores que estavam assistindo à

live.

Felipe interagiu com os membros pelo

chat ao vivo, apresentando as novas estampas

e respondendo dúvidas sobre frete,

promoção e descontos. Também aproveitou

para jogar Among Us com seus fãs.

A transmissão ao vivo atingiu o pico de 83

mil espectadores simultâneos e gerou mais

de 110 mil visitas ao site da sua loja. Felipe

vendeu mais de 4,3 mil produtos e a estampa

exclusiva para o evento representou mais

de 60% dos pedidos. A receita total gerada

foi de aproximadamente 280 mil reais 4 .

Conexão com a

audiência = resultados em números

89% dos espectadores afirmam que os

criadores do YouTube dão recomendações

em que podem confiar 5 . Não à toa, o live

commerce tem se estabelecido como uma

forma eficiente de se comunicar com uma

ampla audiência.

Pensando nisso, o YouTube vem desenvolvendo,

a cada dia, maneiras de integrar

a plataforma ainda mais ao ato de comprar,

testando novos recursos para melhor atender

às necessidades dos usuários. Tudo

para facilitar, mais e mais, a conexão entre

eles e as marcas.

*Head of Upfronts, Packages&Programs, Creators

Connect and reserve products Google

**Branded Content Lead Google

***Executivo de Contas para Varejo Google

1 Google/talkshoppe, us, estudo Why video, n= 2003

pessoas entre 18-64 anos, Genpop video users, junho

2020

2, 3 e 4 dados internos do Google, youtube e Agências,

2022

5 Google/talkshoppe, Why video study, brazil, n=2,052

pessoas entre 18-64 anos, Genpop video users, agosto

2020

Confira mais artigos no Think with Google.

Acesse thinkwithgoogle.com.br

jornal propmark - 25 de abril de 2022 29


marcas

Ex-embaixador da Oi, marcos mion

é o novo garoto-propaganda da TIm

Apresentador vai ajudar a comunicar ao consumidor a fase de transição

com a conclusão da compra da telecom e será retratado como estagiário

kelly dores

Com a conclusão da compra

da Oi, a TIM apresenta Marcos

Mion como novo embaixador

da marca. A estratégia

destaca a fase de transição da

operadora, que vai receber parte

dos clientes da Oi. Trata-se

de uma jogada inteligente, uma

vez que Mion era garoto-propaganda

da telecom, que foi

vendida para TIM, Vivo e Claro.

O anúncio é acompanhado de

campanha criada pela agência

BETC Havas, com o mote Mudei,

agora sou TIM.

“O Mion nos ajuda a explicar

para os clientes da Oi que,

assim como ele, que era da Oi

e veio para a TIM, estamos fazendo

um convite para os consumidores

percorrem esse caminho

para a TIM. Além disso,

ele tem uma história de vida

muito bacana, é muito família,

Divulgação

Marcos Mion chega em momento importante da operadora, que receberá clientes da Oi

tem um filho autista, fala muito

sobre isso. A gente queria

trazer uma pessoa com valores

profundos”, explica Ana Paula

Castello Branco, diretora de advertising

& brand management

da TIM Brasil. Mion é apresentado

nessa primeira campanha

para redes sociais, com desdobramentos

posteriormente

para outras mídias, como “estagiário”

da operadora, que vai

aprendendo aos poucos sobre a

companhia até chegar ao posto

de embaixador da marca para

falar de produtos e serviços.

O apresentador global reforça

o time de embaixadores da

TIM, uma vez que a cantora

Iza continua como porta-voz

da comunicação institucional

da marca. “A Iza é uma mulher

empoderada, muito importante

para a nossa plataforma de música”,

ressalta Ana Paula.

Por falar em plataforma de

música, a TIM está a todo vapor

com o apoio a eventos musicais

no país. As ações tiveram

início com o TIM Music Noites

Cariocas, no Morro da Urca, e

seguem com o TIM Music para

Todos, que terá show com Caetano

Veloso, marcado para o

próximo dia 30, no Imperator

- Centro Cultural João Nogueira,

também no Rio de Janeiro.

Entre as iniciativas, em julho,

tem o TIM Music em Maranhão,

além do patrocínio ao Rock in

Rio, que ocorre em setembro.

Fernando medin assume Warner

Bros. Discovery na américa Latina

Mudança faz parte da nova estrutura de lideranças internacionais

da gigante de mídia, divisão agora comandada por Gerhard Zeiler

novo presidente e diretor-geral da Warner

Bros. Discovery Latin America & US

O

Hispanic é o argentino Fernando Medin,

que mantém a posição ocupada na Discovery

antes da união com a Warner Media,

oficializada no ínicio deste mês de abril em

uma operação estimada em US$ 43 bilhões.

O executivo substituirá Whit Richardson,

que atuava como presidente da Warner

Media Latin America. Richardson deixou a

unidade internacional, mas ainda participará

do processo de transição.

A mudança na América Latina acompanha

a reestruturação de lideranças da Warner

Bros. Discovery no mundo. Gerhard

Zeiler assume como presidente da divisão

internacional da companhia de mídia, também

permanecendo no cargo que já exercia

na Warner Media.

Fernando Medin seguirá baseado em São Paulo

Divulgação

A composição global de gestores foi

anunciada na última semana por meio de

comunicados internos. “Integrado, nosso

negócio internacional tem escala significativa

e um portfólio diverso, seja em termos

de linhas de negócio, seja em alcance

geográfico. Como consequência, ao decidir

sobre a nova estrutura de liderança, queríamos

garantir que tivéssemos líderes regionais

dedicados para refletir a escala e a

complexidade do negócio o que, por sua

vez, aumentaria o foco nos mercados-chave”,

diz Zeiler.

Entre um total de dez lideranças internacionais,

Fernando Medin seguirá baseado

em São Paulo, com a responsabilidade de

impulsionar negócios combinados na América

Latina. Os projetos incluem direitos esportivos

e portfólio de canais.

30 25 de abril de 2022 - jornal propmark


marcas

The smiley company celebra

cinquentenário com sorriso largo

Empresa que criou o emoji Smiley em 1972 tem hoje faturamento superior

a US$ 573 milhões e vendas de mais de 68 milhões de itens ao ano

Fotos: Divulgação

Smiley é projetado na cidade de Londres em ação para o Dia Internacional da Felicidade

Rio de Janeiro também participou de intervenção em homenagem ao povo da Ucrânia

A fAmíliA Smiley poSSui

cercA de 2,8 mil vAriAçõeS

utilizAdAS diAriAmente

por bilhõeS de peSSoAS

em todo o mundo

Nicolas Loufrani levou o Smiley para a internet em 1996

Janaina Langsdorff

Gente feliz tem a alma leve, espalha alegria,

conforto e calma. Os efeitos do

sorriso foram pesquisados pela The Smiley

Company, a criadora do emoji do Sorriso,

que neste ano comemora o seu cinquentenário.

Criado em 1972 por Franklin Loufrani,

o ícone se transformou em símbolo de positividade

e, em 1996, ganhou o mundo digital

pelas mãos do filho do jornalista francês,

Nicolas Loufrani. A família de aproximadamente

2,8 mil descendentes do Smiley hoje é

utilizada diariamente por bilhões de pessoas

que usam a internet para se comunicar em

todo o mundo, consolidando os emoticons

como linguagem típica do ambiente digital.

Mas a fonte de renda não vem de smartphones

e seus sistemas iOS ou Android. Os

licenciamentos é que deflagram motivos

para rir em mais de cem países. Marcas da

moda, brinquedos e alimentos, de um total

de 14 indústrias, distribuem hoje o mesmo

convite feito há 50 anos, para que as pessoas

sorriam.

A mensagem Take the time to smile está

em collabs, campanhas e ativações globais,

que fazem da The Smiley Company uma

das maiores empresas de licenças do mundo,

com faturamento anual superior a US$

573 milhões e vendas de mais de 68 milhões

de itens ao ano. Produtos e campanhas são

criados em parceria com o estúdio criativo

da empresa em Londres para levar inovações

sem perder a identidade característica

do Smiley. Grupo Inditex, Reebok e a brasileira

Havaianas estão entre as parceiras da

empresa, que em março montou pop-ups

nos shoppings Cidade Jardim e Shops Jardins,

em São Paulo, em parceria com o artista

André Saraiva. As lojas ficam abertas

até o dia 29 de abril.

acalenTo

Apesar do nome já cravado na história da

internet e de números vultosos, será que há

motivos para sorrir em um mundo tomado

por hostilidades? Nicolas Loufrani garante

que sim. “Hoje, o mundo é menos agressivo

que no passado”, responde. Loufrani

lembra os progressos da humanidade, hoje

mais defensora dos direitos humanos e das

mulheres. Cita ainda a capacidade de tirar

mais de um bilhão de pessoas da linha da

pobreza nas últimas três décadas, além da

cura para males que há cem anos ceifariam

a vida de milhares de pessoas.

“Há desafios, o homem não é perfeito,

mas precisamos reconhecer a evolução

e continuar encorajando as pessoas

a olharem o lado positivo das situações”,

acrescenta Loufrani. É o que faz o Smiley

Movement. Desde 2017, a plataforma dá visibilidade

para atitudes positivas nas redes

sociais. “Veja a quantidade de ações solidárias

com os refugiados da guerra da Rússia

contra a Ucrânia”, ressalta Loufrani.

Em 20 de março, Dia Internacional da

Felicidade, a The Smiley Company demonstrou

a sua solidariedade com o povo

ucraniano projetando a imagem da carinha

sorridente em pontos turísticos das principais

capitais do mundo. O Rio de Janeiro

se juntou a Londres, Sidney, Paris, Berlim,

Nova York, Los Angeles e Roma na ação,

que inspira gentileza e empatia, mostrando

que sempre há razões para sorrir ao lado de

amigos, familiares e colegas de trabalho.

jornal propmark - 25 de abril de 2022 31


we

mkt

niko photos/Unsplash

Casas nas árvores

Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa compor muitos rocks rurais

E tenha somente a certeza dos amigos

do peito e nada mais...”

Tavito e Zé Rodrix

Francisco alberto Madia de souza

Nosso saudoso e querido amigo Zé Rodrix

mais que queria uma Casa no

Campo. Acredito que a maior parte de nós,

também. Mas, uma Casa na Árvore, quem

quer? Numa de suas últimas apresentações

Zé, antes de partir, fez o show de conclusão

de uma das turmas do Madia Marketing

Master da Madia Marketing School. Dias

depois foi me visitar, precisava falar comigo.

Não disse nada, me deu um abraço e foi

embora. Morreu dois dias depois. Veio se

despedir...

Nos últimos 12 meses, quase tudo passou

pela cabeça de quase todas as pessoas.

A maioria, a certeza/torcida para que a pandemia

acabasse no dia seguinte de manhã.

De preferência, bem cedinho... Para uma

boa parte, a dor infinita do desconhecido.

Para uma minoria no desespero, considerações

sobre o abreviar à vida. Quase todos,

sem exceção, e, no mínimo, sonharam. E

o sentimento de alguma ou muita perda é

geral. O sonho faz parte da condição humana.

Como nos lembrou o maior dos poetas

da língua portuguesa, Fernando Pessoa:

“Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar

a nossa alma. O sonho – diz Pessoa – é o que

temos de realmente nosso, de impenetravelmente

e inexpugnavelmente nosso...”.

Também no mundo dos sonhos, existe a

tal da long tail, da cauda longa. Pequenos

prazeres ou delírios de poucas pessoas. E

assim, na pandemia, para ocupar as páginas

das publicações, e o tempo de pessoas

trabalhando de suas casas, a imprensa foi

atrás de alguns desses sonhos. E descobriu

que para algumas ou poucas pessoas, e

dentre sonhos e maluquices, “ter uma casa

numa árvore” é uma das manifestações

mais recorrentes. A explicação tem várias

componentes. Mas e talvez, a mais forte e

recorrente, a possibilidade de morar acima

do chão, e, mais próximo do céu. Um quase

levitar. Assim, e dentre as matérias inusi-

tadas da pandemia, várias sobre casas nas

árvores. E a descoberta que existem arquitetos

e construtoras especializados nessa

possibilidade. Fui conferir e achei no portal

Tua Casa e, segundo o texto de Carolina

Franco, “Confira 40 casas na árvore apaixonantes”.

E lá estão as 40 casas. E tem de

tudo. Retangulares, quadradas, redondas,

duplas, em formato de disco voador e muito

mais. Mergulhei um pouco mais fundo

e descobri uma série de hotéis e pousadas

que oferecem acomodações em casas nas

árvores. No mar, Ubatuba; na montanha,

Monte Verde; em lugares místicos, Alto Paraíso;

e muito mais. Qual o sentido dessas

supostas maluquices?! Em nosso entendimento,

consultores da Madia, nenhum.

Mas, alguns empresários do território

da hospitalidade transformam essas maluquices

em diferenciais de atração ou exclusividade.

Muito especialmente voltados

não para os frequentadores habituais, mas

para hóspedes eventuais. Que querem realizar,

ao menos por um dia, dias, semana,

um sonho de criança, ou possibilitarem as

suas crianças, e durante horas, viverem

o que assistiram em filmes na televisão.

Assim, lição e aprendizado, se você é dos

que pretendem atrair pessoas em busca de

emoção, aventuras e realização de sonhos

estranhos, e trabalha no território da hospitalidade,

ter uma casa na árvore em seu

hotel ou pousada é uma boa alternativa.

Inconveniente, os que comprarem esse

tipo de hospedagem vêm uma vez, matam

a vontade, e não voltam nunca mais. Sendo

otimista, de cada 100, 1 volta uma vez.

Agora, se você é desse mesmo território da

hospitalidade, e quer conquistar e ter clientes

para sempre se esmere nos serviços básicos

da hospitalidade. E que passam por

conforto, limpeza, simpatia, acolhimento,

e entrega de felicidade...

De cada 100 pessoas, no mínimo 20, voltarão.

Mais de uma vez...

Francisco Alberto Madia de Souza

é consultor de marketing

famadia@madiamm.com.br

32 25 de abril de 2022 - jornal propmark


supercenas

Paulo Macedo paulo@propmark.com.br

Fotos: Divulgação/McKenzie Thompson

Marca Puma recorre às mulheres, entre as quais Bruna Marquezine, para materializar o movimento She Moves Us, que dá voz ao seu propósito de incentivá-las para o mexa-se

MOVIMENTO

A beleza de Bruna Marquezine é explorada pela Puma na campanha

da marca para dar credibilidade à linha Mayze, produto que

teve ação global protagonizada pela cantora Dua Lipa. Embaixadora

da empresa alemã no país, Bruna ressalta os features do calçado

como seu conforto, por exemplo. O comercial é assinado pela Raval

Filmes, que é formada pelo casal de diretores Vicente França e

Bárbara Magri. A direção do projeto é de Carolina Bradilli, da agência

Suck My Chic Brasil. A comunicação da Puma, como explica o

comunicado da empresa, “faz parte do movimento She Moves Us,

que celebra e incentiva mulheres a se moverem juntas”. A campanha

foi aprovada pelo diretor de marketing Fabio Kadow.

PERFORMANCE

Foram quatro horas de cobertura do Oscar 2022 no Facebook,

YouTube, Instagram e TikTok. Para o AdoroCinema valeu: 18

milhões de visualizações no Reels e 9 milhões no TikTok. Além

de 9 milhões de impressões em publicações de cards e fotos sobre

o tema. A apresentação foi de Digão Ribeiro, Aline Pereira,

Isabella Onofre, Amanda Brandão e Natalia Kreuser.

O executivo Vitor Miguel é diretor de performance da WMcCann: “Jornada de compra”

Natalia Kreuse, primeira à direita, com os apresentadores do AdoroCinema no Oscar

MINDSET

Desempenho ganhou mais do que a costumeira atenção nas

agências. Vitor Miguel, diretor de performance da WMcCann,

fala que faz parte do mindset da evolução de resultados. “Os

avanços tecnológicos não param e estamos em contato com os

principais players para avaliar os betas que podem ajudar nos

objetivos de cada um dos clientes. Para GM, por exemplo, temos

o pacote full da Adobe, com a capacidade de trabalhar com

Adobe Analytics, Audience e Target, o que nos possibilita ter

uma experiência diferente no site para cada perfil de usuário,

respeitando a sua etapa na jornada de compra”, ele afirma.

jornal propmark - 25 de abril de 2022 33


última página

Sebastian Herrmann/Unsplash

a zona da

virtualidade

Stalimir Vieira

comunicação virou uma enxurrada de

A entulhos. A menos que você tenha objetivos

muito claros em sua busca, ao acionar

seus meios de acesso à informação, será virtualmente

atropelado por uma avalanche de

mensagens, em que já não se distingue claramente

o que é notícia e o que é propaganda.

Tudo ocupa o mesmo espaço ao mesmo

tempo. Paralelamente, com o acirramento

do debate político, a recorrência a determinados

temas, de preferência polêmicos,

transforma a mensagem informativa

em doutrinação com

objetivos eleitorais, gerando um

permanente estado de instigação

emocional.

Trata-se sempre de algum conceito

a contestar ou a defender. A

propaganda, por sua vez, vê-se na

obrigação de algum engajamento,

a fim de conquistar nichos, engrossando

o caldo propício a enfrentamentos

ideológicos.

A desordem com que esse conteúdo circula,

ainda que, em tese, obedecendo a algum

tipo de predeterminação, ao ingressar

no espaço acessível à nossa percepção, perde

essa característica, e se torna mais um

item a correr pela tela, entre tantos outros,

menos ou mais interessantes, ou absolutamente

desinteressantes.

“A

propAgAndA,

por suA vez,

vê-se nA

obrigAção

de Algum

engAjAmento”

Tudo se nivela, de um relato científico a

uma piada homofóbica; de um comercial

para o Dia das Mães a uma abordagem policial;

de uma sugestão de viagem a um ato de

racismo; de um gol de bicicleta a um avião

arremetendo; de uma receita de comida a

um flagrante de infidelidade. O mundo da

comunicação virtual, percorrido aleatoriamente,

principalmente por quem tem interesses

ecléticos, é uma verdadeira zona.

Talvez aí resida o segredo do seu fascínio,

essa oportunidade de ter um apanhado geral

do que, na média, estamos nos transformando.

Nesse mundo, tudo é revelado, sem

disfarce, porque é um mundo à feição para

uma exposição inescrupulosa da sociedade.

Se no mundo real, há um certo pudor, no

mundo virtual não há nenhum, seja de comportamento,

seja de opinião. Se no mundo

real há um certo compromisso com a realidade,

no mundo virtual, o caminho é livre para

o desenho da vida que se desejar.

É um mundo onde compromisso

e descompromisso têm o

mesmo espaço e o mesmo tempo,

o mesmo poder e a mesma

tolerância. Fico me perguntando,

certamente como muitos outros,

sobremaneira gente mais

velha, a que diabo de situação

isso vai nos levar.

Porque se nós, os mais adultos

e preparados, somos treinados,

com a idade, a separar o joio do trigo, mesmo

aquele joio a que técnicas apuradíssimas

deram forma de trigo, o que ocorrerá com as

novas gerações, que se formam sob a tutela

desse permanente estado de manipulação e

toda sorte de estímulos contraditórios?

Sem contar o fato de permanecerem, horas

e dias, plugados a jogos e desafios, extensões

humanas de seus aparelhos, fazendo

literalmente da virtualidade a sua vida.

Para além das questões psíquicas, é preocupante

o que esse desligamento pode provocar

no comportamento relativo à vida real.

Hoje, fala-se muito em engajamento. Mas

há muito pouco de mobilização. Está todo

mundo ocupado virtualmente, inclusive em

discutir o assunto. Como eu, nesse texto.

Stalimir Vieira é diretor da Base de Marketing

stalimircom@gmail.com

34 25 de abril de 2022 - jornal propmark


28.4

DIA DA EDUCAÇÃO

APOIO

Vivemos um momento

em que as notícias falsas

estão por toda parte.

Por isso, a educação é

fundamental para todos.

Só ela mostra a verdade

e abre os olhos para

encontrarmos uma sociedade

mais justa.

No dia de hoje, a educação

deve ser a grande notícia.


Um fórum de autorregulação

para anunciantes, veículos,

agências e players digitais.

desde 1998 2022 ©

cenp.com.br

é cem por cento

pela propaganda,

porque ela abre

novas categorias

de produtos e serviços.

Novo CENP. Novos modelos, novas ideias

e muito mais pelo mercado da comunicação.


Há mais de 20 anos, o CENP entende e valoriza o poder

da propaganda para os negócios, para a economia e para a sociedade.

Por isso, acredita que a nossa autorregulação é fundamental.

Queremos formar um fórum do novo mercado

publicitário, colocando anunciantes, veículos, agências

e players digitais na mesma mesa, dialogando

e defendendo o que é bom para todo mundo:

as melhores práticas com o talento e a força das grandes ideias.

Juntos, vamos formar um mercado cada vez mais saudável

e próspero para a propaganda brasileira.

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