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ENTREVISTA - Setor de máquinas para madeira faz prognóstico otimista para o segmento em 2022

JUNTOS PELO

PROGRESSO

COM REPRESENTAÇÃO DE OITO SINDICATOS

PATRONAIS DE MATO GROSSO, ENTIDADE

OSTENTA HISTÓRIA DE 17 ANOS EM

PROL DO SETOR MADEIREIRO

TOGETHER FOR

PROGRESS

REPRESENTING EIGHT BUSINESS UNIONS

FROM THE STATE OF MATO GROSSO, FOR

17 YEARS AN ENTITY HAS BEEN SERVING

THE FOREST-BASED SECTOR


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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

66

2022

42

60

52

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Abimci 51

Alca Máquinas 09

Benecke 11

Cipem 41

Contraco 35

DRV Ferramentas 13

Drytech 29

Eletro Izidoro 39

Engecass 23

ForMóbile 33

Franzoi 21

Indumec 15

Lignum Brasil 80

Linck 05

Lions Machine 31

Marrari 59

Mendes Máquinas 02

Metrisa 55

Mill Indústrias 84

MM Wood Brazil 37

Montana Química 07

MSM Química 19

MSP Industrial 83

Nazzareno 25

Omil 17

Prêmio REFERÊNCIA 65

Termolegno 27

SUMÁRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Notas

28 Aplicação

30 Frases

32 Entrevista

40 Coluna ABIMCI

42 Principal Juntos pelo setor

48 Indústria

52 Case

56 Mercado

60 Marcenaria

66 Madeira Tratada

70 Setorial

74 Artigo

80 Agenda

82 Espaço Aberto

04

referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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MADE IN GERMANY


EDITORIAL

LIDERANÇA

FORTE

NA CAPA

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

ENTREVISTA - Setor de máquinas para madeira faz prognóstico otimista para o segmento em 2022

JUNTOS PELO

PROGRESSO

COM REPRESENTAÇÃO DE OITO SINDICATOS

PATRONAIS DE MATO GROSSO, ENTIDADE

OSTENTA HISTÓRIA DE 17 ANOS EM

PROL DO SETOR MADEIREIRO

C

om uma representação destacada nos

últimos 17 anos, o CIPEM (Centro das

Indústrias Produtoras e Exportadoras

de Madeira do Estado de Mato Grosso)

leva no nome e na função a produção

madeireira de um dos principais Estados da

indústria de base nacional. Essa história foi construída

com muito trabalho em prol do coletivo e

sempre com foco no crescimento do segmento.

Nesta edição, o Leitor também irá conferir uma

entrevista sobre o cenário nacional para o maquinário

madeireiro e florestal, além de reportagens

especiais sobre exportação, mercado, marcenaria

e muito mais. Tenha uma excelente leitura!

NA CAPA DESTE MÊS É ESTAMPADA

UMA ARTE ALUSIVA AO TRABALHO

EM PROL DO DESENVOLVIMENTO

SUSTENTÁVEL DO SETOR

MADEIREIRO PELO CIPEM

EXPEDIENTE

ANO XXIV - EDIÇÃO 240 - MAIO 2022

Ano XXIV • N°240 •Maio 2022

TOGETHER FOR

PROGRESS

REPRESENTING EIGHT BUSINESS UNIONS

FROM THE STATE OF MATO GROSSO, FOR

17 YEARS AN ENTITY HAS BEEN SERVING

THE FOREST-BASED SECTOR

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

06

STRONG

LEADERSHIP

W

ith a prominent representation

over the last 17 years, the Center

of Wood Producing and Exporting

Companies of the State of

Mato Grosso (Cipem) includes in

it’s name one of the primary states and the timber

production function of the domestically based

industry. This story is the result of much collective

work, always focused on the segment’s growth.

Also, in this issue, you can check out an interview

on the national scenario for timber and forestry

machinery, and articles on exports, the market,

woodworking, and much more.

Pleasant reading!

referenciaindustrial.com.br MAIO 2022

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Jorge de Souza

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriela Bogoni | Larissa Purkotte

criacao@revistareferencia.com.br

Midias Sociais / Social Media

Cainan Lucas

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal - Carlos Felde

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

assinatura@revistareferencia.com.br

0800 600 2038

ASSINATURAS

0800 600 2038

Periodicidade Advertising

GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

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and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.


FAIR IN SÃO PAULO PROMOTES

MEETING OF THE MAIN WOOD

INDUSTRIES WITH THE MARKET

ENTREVISTA - Nova presidência da Abimóvel comenta as expectativas para o setor moveleiro em 2022

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

SETOR REUNIDO

FEIRA EM SÃO PAULO PROMOVE ENCONTRO

DAS PRINCIPAIS INDÚSTRIAS DA MADEIRA

COM O MERCADO

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 239 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE ABRIL DE 2022

ENTREVISTA

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIV • N°239 •Abril 2022

GATHERED

SECTOR

CAPA

Por João Carlos Sombredo –

Tubarão (SC)

Que os tempos sombrios

da pandemia fiquem

para trás e os encontros

de amigos, parceiros de

negócios e colegas de

jornada só aumentem.

Isso só melhora e ajuda

no crescimento do nosso

setor.

Por Fabrício Megale –

São José dos Campos (SP)

É importante que mesmo com troca de gestões

nas frentes das instituições o trabalho siga

sendo feito em prol do coletivo. Que o trabalho

duro pelo setor continue sendo o foco dessa

presidência!

Foto: ABIMÓVEL

Foto: Pepe Guimarães

Foto: divulgação

Foto: REFERÊNCIA

CASE

Por Alessandro Bonfim –

Porto Alegre (RS)

MERCADO

Por Gabriela Santos –

Campo Grande (MS)

Estive em Bento

Gonçalves (RS) durante

a Fimma e foi muito

bom rever amigos e ver

como o nosso setor está

crescendo. Juntos somos

mais fortes e só temos a

continuar evoluindo.

As indústrias brasileiras precisam de todo o

apoio possível para conseguirem colocar os

seus produtos – que também são do nosso país,

nos mercados estrangeiros. Deve ser uma das

prioridades dos nossos governantes a diminuição

das tarifas que encarecem esses processos.

08

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br MAIO 2022

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Referência Industrial Madeira

@referenciamadeira


BASTIDORES

BASTIDORES

Foto: divulgação

FEICON

VISITA AO STAND DA ABRILAR

PORTAS DURANTE A FEICON 2022

EM SÃO PAULO (SP). MARCONDES

ROCHA, DA ABRILAR, GERSON

PENKAL E FÁBIO MACHADO, DA

REVISTA REFERÊNCIA E BETO

SCHLICKMANN, DA ABRILAR.

FEICON II

AINDA DURANTE A

FEICON 2022, O DIRETOR

COMERCIAL DA REVISTA

REFERÊNCIA, FÁBIO

MACHADO, AO LADO

DOS PARCEIROS ROGÉRIO

NATAL, DA ZIZAL E MAICON

TOMAZINI, DA VERT PORTAS.

Foto: divulgação

ALTA

CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO

O ICEI (Índice de Confiança do Empresário

Industrial) por setor, da CNI (Confederação

Nacional da Indústria), subiu em 19 dos 29

setores da indústria, em abril na comparação

com março de 2022. O ICEI permanece acima

de 50 pontos, mesmo nos dez setores em que

o indicador foi menor do que no mês anterior.

O índice varia de 0 a 100 pontos e valores

acima de 50 indicam confiança e abaixo disso

falta de confiança. Foram entrevistadas 2.229

empresas, sendo 887 de pequeno porte, 830

de médio porte e 512 de grande porte entre

1° e 11 de abril. Os setores com os maiores

aumentos da confiança foram em: Produtos

de borracha, cujo indicador passou de 53,7

para 59,3 pontos; Produtos de limpeza, perfumaria

e higiene pessoal, o ICEI subiu de 53,4

para 58,8 pontos; e Metalurgia, com aumento

de 53,8 pontos em março para 58,3 em abril.

“Quanto mais acima de 50 pontos, maior e

mais disseminada é a confiança”, explica o

economista.

BAIXA

PIB DA INDÚSTRIA

A CNI revisou para baixo as projeções sobre

crescimento do Brasil e da indústria. O Informe

Conjuntural do 1º trimestre avalia que o PIB

(Produto Interno Bruto) do país vai aumentar

0,9%, uma queda em relação à previsão anterior

de 1,2%, e a indústria deve recuar 0,2%

neste ano. Se esse cenário se confirmar, será a

sétima vez, em dez anos, que a indústria nacional

encolhe. A previsão feita em dezembro de

2021 era de que a indústria cresceria 0,5%. Os

dois principais motivos para os cálculos mais

pessimistas em relação à economia nacional

são: a guerra na Ucrânia e a variante Ômicron,

que têm causado novas interrupções de produção

na China, em importantes centros industriais

e problemas logísticos. Tanto as sanções

comerciais e financeiras impostas por vários

países ocidentais sobre a Rússia quanto a nova

variante da Covid-19 contribuíram para a persistência

dos desarranjos nas cadeias produtivas.

A guerra tem, ainda, o agravante econômico de

pressionar para cima o preço dos fretes internacionais

devido à alta do petróleo e de várias

outras commodities, em especial de alimentos.

10 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


NOTAS

ENCAPP

2022

Durante o mês de setembro, o setor

industrial madeireiro estará reunido em Curitiba

(PR) para os eventos que fazem parte da

Semana Internacional da Madeira, que em

2022, conta também com o ENCAPP (Encontro

da Cadeia Produtiva da Porta). O evento

trará para a capital paranaense os fornecedores

da cadeia produtiva da porta e, é claro,

os fabricantes de portas de madeira.

O ENCAPP será realizado entre os dias 14

e 16 de setembro, das 14h às 20h (horas), no

Centro de Eventos Positivo, junto à Lignum

Latin America. No período da manhã, das

9h às 12h, serão realizadas as tradicionais

Rodadas de Negócios, no campus da indústria

da FIEP. Apenas empresas expositoras

do ENCAPP e as 21 fabricantes de portas de

madeira que fazem parte do PSQ-PME (Programa

Setorial da Qualidade de Portas de

Madeira para Edificações) podem participar

desta atividade que tem foco comercial.

“Nosso objetivo é possibilitar a construção

de um relacionamento entre empresas

fornecedoras da cadeia com as fabricantes

de portas de madeira, afinal nem sempre os

fornecedores conseguem conversar diretamente

com proprietários ou responsáveis pelas

compras/área de suprimento das empresas.

Desta forma, o contato é direto e focado

em negócios”, justifica o superintendente da

ABIMCI, Paulo Pupo.

Para o diretor geral da Baioni & Nyegray

e Roverplastik, Haroldo Spagliare Baioni,

que já participou de edições anteriores do

ENCAPP, as Rodadas de Negócios são uma

excelente oportunidade para se conversar de

forma focada com as empresas fabricantes

de portas. “Uma das grandes vantagens é

encontrar com todas elas no mesmo local

e momento. Isso gera um padrão de comparação

de produtos e serviços quase que

imediato para as empresas fabricantes de

portas. É um modelo prático e eficiente, que

geralmente gera bons leads para posterior

visita e conclusão de negócios. Com certeza

este é um ponto alto do ENCAPP”, avalia.

Imagem: ilustrativa

12 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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NOTAS

CASACOR

A CASACOR São Paulo, a mais completa mostra de decoração, arquitetura e paisagismo das Américas, acaba de

confirmar seu elenco para a edição 2022. Com um criterioso olhar, a curadoria da mostra reuniu um mix de profissionais

consagrados, novos talentos e representantes de outras regiões do país, para surpreender os visitantes ao abordar

todas as nuances do tema: Infinito Particular. Os projetos vão ocupar mais de 10.000 m 2 (metros quadrados) e dar

vida aos 68 ambientes, entre estúdios e lofts que fazem parte desta edição da CASACOR, no Conjunto Nacional.

Com um superelenco, a CASACOR traz para sua edição comemorativa os grandes nomes que fizeram história ao

longo das três décadas e meia da mostra. Sig Bergamin, Rosa May Sampaio, Brunete Fraccaroli, Consuelo Jorge, Leo

Shehtman, Francisco Cálio e Murilo Lomas, são alguns dos consagrados profissionais que prometem, mais uma vez,

extraordinários projetos. Sempre muito aguardados pelos visitantes por proporem experiências de marca bastante

ousadas e fora do senso comum, os espaços dos patrocinadores da CASACOR São Paulo também vêm recheados

de nomes especiais para essa edição. Deca, patrocinadora master, terá seu espaço assinado por ninguém menos que

Roberto Migotto. O arquiteto foi convidado para celebrar a parceria mais longeva do evento.

A Coral, tinta oficial da mostra, traz o catarinense Marcelo Salum para ousar em seu ambiente. Já a LG, parceira

oficial de tecnologia, garante a presença do renomado trio do escritório FGMF – Fernando Forte, Lourenço Gimenes

e Rodrigo Marcondes Ferraz. Gimenes, inclusive, foi um dos autores do masterplan desta edição, um projeto desafiador

de montar toda a diretriz de ocupação, que honrasse a arquitetura original do imponente Conjunto Nacional.

De volta à mostra, o arquiteto, designer de produtos e influencer digital Maurício Arruda, prepara um projeto

exclusivo para o espaço da Duratex. A Cerâmica Portinari, cujo lema é trazer ambientes com emoção, convidou Nildo

José, talento que despontou na CASACOR, para experimentar nuances e texturas em seu ambiente. Já Cosentino

aposta na versatilidade do jovem Lucas Takaoka, em sua 2ª participação na mostra. E a Dunelli investe mais uma vez

no trabalho de Patrícia Hagobian para mostrar as tendências que reforçam a essência da marca.

Entre os estreantes, os nomes podem ainda não ser conhecidos dos visitantes de CASACOR, mas esse time de

novos talentos promete agitar o Conjunto Nacional nesta edição, então ao visitar a mostra, vale uma atenção mais

que especial para os ambientes projetados por Bárbara Dunes, Carolina Scarepelli, Edgar Rochell, Flávia Bruni, Gabriel

Fernandes, Guto Andrade, Joel Filho e Karol Suguikawa.

Foto: Renato Navarro

14 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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NOTAS

ESCOAMENTO DA MADEIRA

O escoamento da produção agroindustrial via Porto de Rio Grande (RS) ganhou um impulso a partir de

abril com a entrega do Contorno Rodoviário de Pelotas pelo Governo Federal, por meio do Ministério da

Infraestrutura.

As obras de duplicação na BR-116/398/RS vão garantir mais fluidez e segurança no trânsito da região,

atendendo a uma demanda antiga dos moradores de Pelotas e região, que sofriam com tráfego intenso de

caminhões pelas BR-392/116/RS. Agora, o entorno do município terá um trânsito mais confortável, rápido e

seguro.

Totalizando 23 km (quilômetros), as intervenções foram executadas em duas etapas, sendo os primeiros

11 quilômetros entregues em agosto de 2018 e os últimos 12,7 km, que vão do Arroio Pelotas, na BR-116,

ao canal São Gonçalo, na BR-392, entregues recentemente.

A expansão do Contorno de Pelotas ganhou uma nova pista de rolamento, 11 viadutos, três pontes e

ruas laterais. Foi construída também uma das obras de arte mais expressivas do município, uma trincheira

na intersecção da BR-116 com a Avenida Cidade de Lisboa que vai auxiliar o fluxo do trânsito.

As obras de duplicação, ampliação e melhoramentos do complexo viário urbano de Pelotas estão inseridas

em um contexto bem maior: o eixo rodoviário Porto Alegre - Rio Grande. Parte do desenvolvimento

econômico do estado passa pela duplicação dessas rodovias, por onde circula a parcela mais significativa

da produção gaúcha com destino ao mercado externo, especialmente a safra agrícola exportada pelo porto

marítimo de Rio Grande.

Em 2021, o Porto de Rio Grande exportou 45,18 milhões de t (toneladas),

número recorde que deve ser ampliado com o acesso facilitado nas

BRs 116 e 392. Os principais produtos escoados pelo terminal são

milho, madeira e frango congelado, assim como calçados e

fumo produzidos no estado, com destino a países como

China, Arábia Saudita e Indonésia.

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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NOTAS

FOMENTO

A INOVAÇÃO

Para inovar não precisamos derrubar

paredes, mas construir janelas. Provando

que essa afirmação é viável, a MOVERGS

(Associação das Indústrias de Móveis do

Estado do Rio Grande do Sul) abre as inscrições

para o Fimma Inova 2022 – programa

de fomento à inovação que já ajudou mais

de 200 profissionais da cadeia moveleira a

saírem da zona de conforto. Com encontros

remotos, o Fimma Inova chega à 3ª edição oferecendo palestras com especialistas, atividades interativas extraclasse e

apresentação de cases de empreendedorismo. Tudo para oportunizar a mudança de visão sobre inovação aplicada e

propor ferramentas que otimizam o desenvolvimento organizacional, fortalecendo empresas e profissionais do setor.

O programa é dividido em dois módulos que se complementam. O primeiro utiliza o IBG (Innovation Business Game),

metodologia gamificada que propõe atividades interativas de pesquisa e hackathon. Essa etapa conta com orientação

dos consultores Marcus Ronsoni e Carlos Klein, da SBDC (Sociedade Brasileira de Desenvolvimento Comportamental).

Serão três encontros com previsão de início em julho.

Após essa imersão, acontecerá o Roadmap de Transformação Cultural e Digital, coordenado pelo CTO e vice-presidente

Executivo das Empresas Randon, Daniel M. Ely. Previsto para iniciar em agosto, terá quatro reuniões on-line

para que os participantes planejem uma jornada de mudanças que beneficie tanto os profissionais quanto suas organizações.

As inscrições já podem ser feitas pelo site fimma.com.br com descontos de até 15%. Pequenas e médias

empresas gaúchas podem usufruir da parceria com o Sebrae (RS), que dará um apoio de 30% no valor da inscrição.

Mais informações pelo e-mail inova@fimma.com.br e whatsapp (54) 2102.6801.

O Fimma Inova 2022 conta com apoio do Sebrae (RS), do SINDMÓVEIS (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de

Bento Gonçalves) e da AFFEMAQ (Associação dos Fornecedores para as Indústrias de Madeira e Móveis).

Foto: Augusto Tomasi

Foto: Augusto Tomasi

INFLAÇÃO

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao

Consumidor Amplo 15), que mede a prévia da

inflação oficial, ficou em 1,73% em abril deste

ano. O resultado ficou acima das taxas de março

deste ano (0,95%) e de abril de 2021 (0,60%).

Essa é a maior variação mensal desde fevereiro

de 2003 (2,19%) e a maior para um mês de

abril desde 1995 (1,95%). Com o resultado, o

IPCA-15 acumula taxa de 4,31% no ano. Em 12

meses, a taxa acumulada chega a 12,03%, acima

dos 10,79% acumulados no IPCA-15 de março. Os dados foram divulgados hoje (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro

de Geografia e Estatística). Oito dos nove grupos de despesa tiveram alta de preços em abril. O maior impacto veio

dos transportes, que registraram inflação de 3,43% na prévia do mês. Entre os itens que se destacaram no período

estão os combustíveis, que registraram alta de 7,54%, devido ao aumento nos preços da gasolina (7,51%), óleo diesel

(13,11%), etanol (6,60%) e gás veicular (2,28%). Outro grupo de despesas com alta importante foi alimentação e bebidas

(2,25%), com elevação de preços em produtos como tomate (26,17%), leite longa vida (12,21%), cenoura (15,02%),

óleo de soja (11,47%), batata-inglesa (9,86%) e pão francês (4,36%). Outros destaques foram os grupos habitação

(1,73%), vestuário (1,97%), artigos de residência (0,94%), despesas pessoais (0,52%), saúde e cuidados pessoais (0,47%),

educação (0,05%). O único grupo com deflação (queda de preços) foi comunicação (-0,05%).

18 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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industriais;

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NOTAS

EXPORTAÇÕES

Os números consolidados das exportações de móveis e colchões acabados em janeiro e fevereiro de 2022, indicam

resultados ainda maiores do que os projetados para o período. Lançado na última semana pela ABIMÓVEL (Associação

Brasileira das Indústrias do Mobiliário), o relatório: Conjuntura de Móveis; desenvolvido sob encomenda pelo IEMI (Inteligência

de Mercado), demonstra que a indústria brasileira exportou US$ 61,8 milhões (FOB) no primeiro mês do ano, seguido

por avanço de 11,6% em fevereiro, quando exportou U$ 69 milhões (FOB).

Em volume, durante o primeiro bimestre de 2022 foram exportadas mais de 63,5t (toneladas) de móveis e colchões fabricados

no Brasil. Apesar da queda em receita (-30,3%) na passagem de dezembro para janeiro - movimentação que já era

prevista, ao ser tradicionalmente observada no início de cada ano -, o acumulado de 2022, ou seja, o desempenho das exportações

no primeiro bimestre deste ano em comparação a igual período em 2021, aponta crescimento próximo de 20%.

Dando sequência positiva, portanto, à evolução da performance do setor no comércio exterior, ao analisarmos o ambiente

de negócios e os resultados das exportações nos últimos dois anos.

Quando falamos nas importações de móveis, em contrapartida, o Brasil importou cerca de US$ 19,3 milhões em móveis

e colchões em janeiro de 2022, o que representa uma queda de 20% na comparação com o mês anterior. Valor espelhado

por um volume de 5,9 t.

Já no mês seguinte, em fevereiro de 2022, as importações apresentaram nova queda, desta vez de 17,6%, atingindo o

montante de US$ 16 milhões e com volume de pouco mais de 4,4 t. Bom indicativo para o setor moveleiro nacional, que

vem importando menos e exportando mais. Em relação às linhas de produtos exportados, de acordo com a nova edição

do Monitoramento das Exportações de Móveis, também idealizado pelo IEMI, com exclusividade para os associados do

Projeto Setorial Brazilian Furniture, iniciativa da ABIMÓVEL e da APEXBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações

e Investimento), que tem o propósito de monitorar e criar oportunidades para alavancar a internacionalização dos

produtos e das indústrias brasileiras do mobiliário, os móveis de madeira representaram 86,7% do total exportado pelo

país em fevereiro de 2022. A segunda maior participação foi da linha de estofados, com uma parcela de 8,9%. Por fim, os

móveis da linha de metal e os colchões tiveram uma participação de 2,5% e 2%, respectivamente.

Com relação aos principais importadores de móveis e colchões brasileiros, os EUA (Estados Unidos da América) permanecem

como o maior destino, recebendo 37% das exportações do setor em fevereiro de 2022. Avanço em relação ao mês

anterior, quando a participação era de 35,6%. No segundo mês do ano, aliás, o Chile voltou a assumir a segunda colocação

em termos de representatividade, recebendo 8,7% do mobiliário exportado pela indústria brasileira.

O destaque do mês também é outro. Enquanto os Países Baixos (Holanda) se destacaram em janeiro, com um acumulado

de +238,9% em 12 meses, desta vez, chama a atenção o salto de 42,7% nas exportações para o Canadá na passagem

do primeiro para o segundo mês deste ano. Demonstrando, assim, oportunidades em potencial para a indústria brasileira

de móveis em todos os continentes.

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


NOTAS

COMÉRCIO INTERNACIONAL

Entidades representantes de milhares de empresas de 14 países, incluindo a CNI (Confederação Nacional da Indústria),

enviaram uma carta à diretora-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Ngozi Okonjo-Iweala, propondo

uma modernização da instituição e uma aproximação com o setor privado. O documento apresenta sugestões para

viabilizar esse novo formato, com vistas à proximidade da Conferência Ministerial 12, que ocorrerá em junho.

Os grupos reforçam e apoiam o multilateralismo e reconhecem os benefícios gerados pela atuação da OMC, tanto

por meio da criação de acordos quanto na solução de disputas, mas defendem mudanças para atender a demandas

atuais, em um contexto de recuperação econômica sustentável após a pandemia.

“O comércio mundial cresceu rapidamente desde a fundação da OMC e se transformou de uma maneira não compatível

com as regras multilaterais de comércio. Construir uma OMC adequada ao século 21 exigirá o estabelecimento

de um diálogo entre a OMC e a comunidade empresarial”, diz o documento.

As organizações privadas destacam que as políticas comerciais devem refletir a realidade dos negócios e por isso o

setor produtivo deve participar da construção de novas regras. Dentre os tratados em discussão na OMC, atualmente

se destacam o Acordo Plurilateral para Facilitação de Investimentos e um acordo sobre comércio eletrônico.

Com 164 membros, a OMC é composta atualmente por países e instituições, como a União Europeia, sem participação

do setor privado. Dentre as propostas apresentadas na carta, estão:

• A criação de um conselho consultivo empresarial;

• A organização de diálogos comerciais regulares, consultas e audiências sobre negociações específicas que impactam

o setor privado;

• Criação de uma plataforma online aberta para a OMC compartilhar informações sobre negociações em curso e

permitir a contribuição de empresas nesses processos;

• Conferências empresariais em parelelo às Conferências Ministeriais da OMC;

• Fortalecer o Secretariado da Organização para viabilizar a aproximação com o setor produtivo.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


NOTAS

ÁREAS DE

REFLORESTAMENTO

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento

Rural e a FIESC (Federação das Indústrias de

Santa Catarina) lançaram em março a iniciativa conjunta para

ampliar as áreas destinadas ao reflorestamento no estado.

Pelo Programa de Desenvolvimento Florestal as entidades

trabalharão em frentes para aumentar a capacidade produtiva,

principalmente de pequenos e médios produtores. O termo de

cooperação foi assinado pelo secretário Altair Silva e pelo presidente

da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, durante a reunião de

diretoria da FIESC.

O Programa de Desenvolvimento Florestal contará com o

inventário das florestas comerciais existentes, com o mapeamento

das áreas plantadas e o estoque futuro de madeira.

Além do incentivo à produção florestal em pequenas e médias

propriedades, há esforços que contemplam apoio à regularização

fundiária de mais de 40 mil propriedades e ambiental de

mais de 360 mil propriedades, desenvolvimento do programa

de integração lavoura, pecuária e florestas e capacitação técnica.

A Secretaria da Agricultura contará ainda com uma linha

de fomento voltada para implantação de reflorestamento nas

propriedades rurais. A intenção é que Santa Catarina tenha um

crescimento de 5 mil ha (hectares) plantados com floresta por

ano.

A FIESC será responsável pela mobilização da iniciativa privada,

realizar o levantamento de dados, conteúdos e análises

técnicas e propor, conjuntamente com a Secretaria, o Plano de

Negócios, contendo a elaboração de cenários de mercado, aspectos

jurídicos, modelo de financiamento, modelo de contrato

entre o produtor e a indústria e análise de risco.

Grande polo moveleiro, Santa Catarina vem reduzindo as

áreas destinadas ao reflorestamento e a falta de matéria-prima

já preocupa o setor industrial. As terras, que antes eram ocupadas

com pinus ou eucalipto, agora são destinadas ao cultivo

de culturas como a soja, milho e pastagem, e em cinco anos o

estado teve uma redução de 72,3 mil hectares na área de silvicultura.

Santa Catarina é o maior produtor e exportador de madeira

serrada do Brasil e o quinto maior estado com base florestal

plantada. Em 2020, os produtos florestais responderam por

18,7% do total de exportações do estado, com US$ 1,52 bilhão

de faturamento. A indústria florestal catarinense gera cerca

de 90 mil empregos diretos e conta com 16 mil produtores de

pinus.

Um levantamento contratado pela Associação Catarinense

de Empresas Florestais e desenvolvido pela Universidade do

Estado de Santa Catarina, identificou que a área total com florestas

plantadas no Estado é de 828,9 mil ha. Desta totalidade

553,6 mil hectares (67%) são área com pinus; e 275,3 mil ha (cerca

de 33%) estão ocupados com eucaliptos.

Foto: divulgação

24 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


NOTAS

TRANSPARÊNCIA

A cadeia produtiva da madeira deu passo importante para maior transparência e controle da origem dos

produtos de sua cadeia produtiva. O lançamento dos Painéis Analíticos da Gestão Madeireira, do IBAMA (Instituto

Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), irá reunirá dados que trarão ganhos

no controle sobre a comercialização de madeira, permitindo separar o que é de origem legal daquelas oriundas

de desmatamento ilegal.

Os painéis são uma ferramenta de inteligência de dados que integram as autorizações concedidas por órgãos

ambientais estaduais para supressão de mata nativa – desmatamento legal – em uma única plataforma.

Sua criação é um pleito antigo da indústria, pelo impacto positivo da disponibilidade pública de informações

sobre transações de produtos madeireiros industrializados e comercializados entre o estado produtor e o

consumidor.

“A ferramenta traz mais segurança para o comércio, doméstico e exterior, principalmente àqueles vindos

da Amazônia, ao permitir que o comprador, seja no Brasil ou lá fora, consulte a região de procedência do

produto madeireiro. O impacto positivo potencial é considerável, uma vez que 10% dos produtos de madeira

brasileiros são destinados à exportação”, explica o gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade

da CNI, Davi Bomtempo.

Os painéis podem se tornar um instrumento ainda mais estratégico de controle da origem dos produtos

madeireiros. Para tanto, a indústria defende que a ferramenta incorpore entre suas funcionalidades informações

de rastreamento da madeira, de forma que se tenha informação precisa do local de onde foi extraída e

todo o seu caminho pela cadeia produtiva do setor. Com isso, a plataforma cumprirá seu papel de forma ainda

mais eficiente ao separar produtos de origem legal daqueles extraídos pelo desmatamento ilegal.

Foto: divulgação

26 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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mutável. Assinado

pela paisagista Mônica

Costa e exposta na Casacor

São Paulo, a proposta foi

projetada como uma solução

ao morador que em

algum momento quisesse

transferir seu jardim para

outro espaço, de forma que

possibilitasse sua migração

sem danos e interferências

para as plantas e estrutura.

Foto: Evelyn Muller

TRANSPORTÁVEL

Com plantas nativas, frutíferas

e flores, o Jardim Nômade

traz diferentes tipos de palmeiras,

folhagens tropicais,

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Guaimbê-da-folha-ondulada

(Philodendron undulatum) e o

Guaimbê (Philodendron Bipinnatifidum),

que possui folhas

gigantes, dando um aspecto

diferenciado na volumetria

de todo o verde do jardim.

O jardim percorre por toda a

extensão da área de 300 m²

(metros quadrados), de forma

orgânica e circular, como se

abraçasse o visitante.

Foto: Evelyn Muller

28 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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FRASES

“POSSIVELMENTE HÁ UMA REAVALIAÇÃO DOS RISCOS E

INCERTEZAS TRAZIDOS PELA NOVA ONDA DE COVID NO INÍCIO

DO ANO, ASSIM COMO PELA INVASÃO DA UCRÂNIA PELA RÚSSIA.

ISSO TROUXE ALGUM ALÍVIO PARA AS EXPECTATIVAS EM ABRIL.

MAS OS PROBLEMAS NA ECONOMIA, COMO INFLAÇÃO, JUROS E

TRIBUTAÇÃO COMPLEXA, SEGUEM PRESENTES E IMPEDEM QUE O

OTIMISMO DESLANCHE”

MARCELO AZEVEDO, GERENTE DE ANÁLISE ECONÔMICA DA

CNI (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA)

“O

COPOM

RESSALTA

QUE SEUS

FUTUROS PASSOS

DE POLÍTICA

MONETÁRIA

PODERÃO SER

AJUSTADOS

PARA GARANTIR A

CONVERGÊNCIA DA

INFLAÇÃO PARA SUAS

METAS E DEPENDERÁ

DA EVOLUÇÃO DA

ATIVIDADE ECONÔMICA, NO

BALANÇO DE RISCOS E NAS

EXPECTATIVAS E PROJEÇÕES DE

INFLAÇÃO PARA O HORIZONTE

RELEVANTE À POLÍTICA

MONETÁRIA”

ROBERTO CAMPOS

NETO, PRESIDENTE

DO BANCO

CENTRAL

“O QUE CRESCEU FOI O VALOR AGREGADO,

PORQUE CONSIDEROU O AUMENTO DOS INSUMOS.

ISSO ACABOU POR TIRAR RENTABILIDADE DAQUELES

QUE EXECUTAM AS OBRAS. ASSIM SENDO, O

RESULTADO NÃO FICOU COM O SETOR, MAS COM OS

FORNECEDORES”

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

JOSÉ CARLOS MARTINS, PRESIDENTE DA CBIC (CÂMARA

BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO)

“O QUE MUDA É A QUESTÃO

DE SE RESTRINGIR AS LIBERDADES

INDIVIDUAIS DE ACORDO COM

AS VONTADES DE UM GESTOR

MUNICIPAL. NÃO FAZ MAIS SENTIDO

ESTE TIPO DE MEDIDA. A MINHA

EXPECTATIVA É QUE SE ACABE ESSAS

EXIGÊNCIAS”

MARCELO QUEIROGA,

MINISTRO DA SAÚDE

30 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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ENTREVISTA

DENTRO DAS

INDÚSTRIAS

WITHIN

NDUSTRIES

O

s maquinários são parte fundamental da produção

das indústrias madeireiras e com o crescimento

do setor em 2021, o impacto também foi notado

dentro das empresas fabricantes de máquinas

e componentes. Mas para o vice-presidente da

CSMEM (Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para

Madeira) da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de

Máquinas e Equipamentos), Adriano Luiz Vanzin, é importante

a atenção para o setor madeireiro com alguns fatores em 2022.

O direitor conversou com exclusividade à Revista REFERÊNCIA

INDUSTRIAL:

ENTREVISTA

M

achinery is a fundamental part of the production

for forest product companies. With the Sector’s

growth in 2021, the impact was also noticed

within the companies that make machinery and

components.

But for Adriano Luiz Vanzin, Vice-President of the Brazilian Association

of Machinery and Equipment Industry Sector Chamber of Machinery

and Equipment for Timber (Abimaq-Csmem), it is essential

that the Forest Product Sector pays attention to several factors in

2022. The Director spoke exclusively to REFERÊNCIA Industrial, and

the interview follows below in full.

Foto: setor de marketing da Vantec

ADRIANO LUIZ VANZIN

CARGO: VICE-PRESIDENTE DA CSMEM (CÂMARA SETORIAL

DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA MADEIRA) DA

ABIMAQ (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS) E DIRETOR DE GESTÃO DA

VANTEC INDÚSTRIA DE MÁQUINA

FUNCTION: VICE-PRESIDENT OF THE BRAZILIAN ASSOCIATION OF

MACHINERY AND EQUIPMENT INDUSTRY SECTOR CHAMBER OF

MACHINERY AND EQUIPMENT FOR TIMBER (ABIMAQ-CSMEM) AND

DIRECTOR OF MANAGEMENT FOR VANTEC INDÚSTRIA DE MÁQUINA

32 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


ENTREVISTA

O SETOR MADEIREIRO CONSEGUIU RE-

GISTRAR CRESCIMENTO MESMO DURANTE

A PANDEMIA. COMO A ABIMAQ TEM VIS-

TO A PROCURA POR MÁQUINAS DENTRO

DESSE SETOR E QUAL A TENDÊNCIA PARA

OS PRÓXIMOS ANOS?

Sim, e superou qualquer expectativa ou previsão,

ainda no ponto alto da pandemia apresentava

melhora no preço e procura e conforme

a curva pandêmica foi se achatando o mercado

reagia ainda mais. Como a inflação dos produtos

acarreta o aumento das matérias-primas e

serviços periféricos à atividade, o cenário é de

uma provável redução com a queda do dólar

e demais fatores, o que deixa uma certa preocupação

pois a matéria-prima e o frete internacional

subiram absurdamente, da mesma forma

os demais serviços e insumos necessários para

industrialização da madeira, se os mesmos não

seguirem a tendência de retração, pode interferir

drasticamente.

GRANDE PARTE DAS MÁQUINAS PARA

ESSE SEGMENTO SÃO FEITAS OU UTILIZAM

COMPONENTES IMPORTADOS. COMO A

ABIMAQ AVALIA O CENÁRIO ECONÔMICO,

EM ESPECIAL A PAUTA CAMBIAL, COMO

FATOR DE IMPACTO NESSA QUESTÃO?

O uso de componentes importados nos

equipamentos da indústria madeireira é uma

realidade de longa data, porém nem todos os

equipamentos que são fornecidos os utilizam.

Fatores como o aumento do aço e seus derivados

foram bem mais impactantes, mas logicamente

que o fator cambial, novamente a logística

internacional e recorrentes aumentos de

custos internos impactou no valor final destes

equipamentos. As indústrias de máquinas estão

com a carteira de pedidos cheia, agora cabe a

cada um montar a sua estratégia para lidar com

uma provável retração de mercado caso o dólar

não retome crescimento e não haja redução das

matérias-primas e demais custos.

RECENTEMENTE A ABIMAQ EMITIU PO-

SICIONAMENTO SOBRE A RESOLUÇÃO GE-

CEX Nº 318 E OS IMPACTOS PARA O SETOR

DE BENS DE CAPITAL NO BRASIL. COMO A

ASSOCIAÇÃO AVALIA ESSA PAUTA E TEM

TRABALHADO DENTRO DESSE CENÁRIO?

Em decorrência das decisões do GECEX

referentes a BK e BIT manifestadas pelo Ministério

da Economia a ABIMAQ nas últimas

semanas tem se manifestado sistematicamente

THE FOREST PRODUCT SECTOR RECORDED

GROWTH EVEN DURING THE PANDEMIC. HOW

DOES ABIMAQ SEE THE DEMAND FOR MACHI-

NES WITHIN THIS SECTOR, AND WHAT IS THE

TREND FOR THE COMING YEARS?

Yes, and it exceeded all expectations and forecasts.

Still, at the high point of the pandemic, the Sector

even showed improvement in prices and demand

as the pandemic curve flattened. The market reacted

even further as product inflation resulting from the

price increases for activity raw materials and peripheral

services, which led to a scenario where the dollar’s

fall and other factor prices can lead to probable growth

reduction. This creates a certain concern because

the raw material and international freight costs have

increased absurdly in the same way as for other services

and inputs needed for timber industrialization. If

forest product manufacturers do not follow the retraction

trend, it can interfere drastically.

MOST OF THE MACHINES FOR THIS SEG-

MENT ARE MADE FROM IMPORTED COMPO-

NENTS. HOW DOES ABIMAQ SEE THE ECONO-

MIC SCENARIO, ESPECIALLY THE EXCHANGE

RATE, AS AN IMPACT FACTOR ON THIS ISSUE?

The use of imported components in the equipment

manufactured for the forest product industry

has been a long-standing reality, but not all supplied

equipment uses them. Factors such as the increases

in steel and derivative prices had much more impact.

Still, logically, the exchange rate factor, international

logistics, and recurring internal cost increases also

impacted the final value of this equipment. The machinery

industries have a full order book. Now, it is up

to each to put together their strategy to deal with a

likely market downturn if the dollar does not resume

growth and there is no reduction in raw materials and

other costs.

COMO A INFLAÇÃO DOS

PRODUTOS ACARRETA

O AUMENTO DAS MATÉRIAS-

PRIMAS E SERVIÇOS PERIFÉRICOS

À ATIVIDADE, O CENÁRIO É DE

UMA PROVÁVEL REDUÇÃO COM A

QUEDA DO DÓLAR E DEMAIS

FATORES

34 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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QUALIDADE E EFICIÊNCIA

•Baixo consumo

de biomassa*;

•Infraestrutura

civil simples*;

•Dispensa

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*em relação ao

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ENTREVISTA

e de forma direta junto ao ministério em contato

com seus principais representantes. Em

paralelo, participamos de ações coordenadas

pela Coalizão Indústria, onde temas relevantes

ao setor de máquinas e equipamentos estão na

pauta fixa de debates, dentre eles: Redução do

Custo Brasil, Ex-Tarifário, Importação de Remanufaturados,

Redução da Alíquota de II para BK

e BIT, Custo de Financiamentos, entre outros

temas. A Coalizão Indústria representa a maior

amplitude da indústria brasileira, englobando:

ABIMAQ, ANFAVEA, ABRINQ, ABICALÇADOS,

AEB, CBIC, ABINEE, ABIPLAST, ABIT, ABXP,

ELETROS, INTERFARMA, IABR. Este grupo de

entidades, tem mantido canal de diálogo com o

Governo Federal para redução do Custo Brasil,

como uma condição precedente às reduções

de tarifas de importação (II) da indústria da

transformação como um todo. Um dos objetivos

centrais da Coalizão é a melhoria da competitividade

das empresas. Em referência ao

conjunto de publicações e Consultas feitas pela

CAMEX/ ME, destacamos abaixo, a agenda de

reuniões recentes realizadas pela entidade junto

aos técnicos do Ministério da Economia:

• 21/02/22 - Audiência online com Adolfo

Sachsida (chefe da Assessoria Especial de Assuntos

Estratégicos do Ministério da Economia)

e Fausto Vieira (subsecretário de Política Macroeconômica);

• 29/03/22 - Audiência online com Daniela

Marques (secretária especial da SEPEC);

• 05/04/22 - Audiência online com Sr. Marcos

Heleno Guerson (presidente do INMETRO);

• 06/04/22 - Audiência online com Roberto

Fendt e equipe (secretário da SCINT);

• 08/04/22 - Audiência online com Glenda

Lustosa e equipe (secretária da SDIC).

ATUALMENTE, COMO A ABIMAQ AVA-

LIA COMO PRINCIPAIS DIFICULDADES

PARA AS INDÚSTRIAS NACIONAIS TEREM

RECENTLY, ABIMAQ ISSUED A POSITION

ON RESOLUTION GECEX NO. 318 AND THE

IMPACTS ON THE BRAZILIAN CAPITAL GOODS

SECTOR. HOW DOES THE ASSOCIATION SEE

THIS AGENDA AND WORK WITHIN THIS SCENA-

RIO?

In recent weeks, due to Gecex’s decisions regarding

Capital Goods and Computer and Telecommunication

Goods taken by the Ministry of Economics,

Abimaq’s representatives have been systematically

and directly in contact with the Ministry. In parallel, we

have participated in actions coordinated by the Industry

Coalition, where topics relevant to the Machinery

and Equipment Sector are on the fixed debate agenda.

Among the items are the reduction of the Custo

Brasil, Ex-Tariffs, Import of Remanufactured Goods,

Reduction of the Import Tariffs for Capital Goods

and Computer and Telecommunication Goods, and

Financing Costs, among other topics. The Industry

Coalition represents the most significant scope of

the Brazilian industry, including Abimaq, Anfavea,

Abrinq, Abicalçados, Aeb, Cbic, Abinee, Abiplast,

Abit, Abxp, Eletros, Interfarma, and Iabr. This group

of entities has kept open a dialogue channel with the

Federal Government to reduce the Custo Brasil, as a

condition for continuing with the reduction in import

tariffs for the processing industry as a whole. One of

the coalition’s core objectives is to improve industrial

competitiveness. About the set of publications and

Consultations made by Camex/ME, below, we highlight

the agenda of recent meetings held by the entity

with the technicians of the Ministry of Economy:

2/21/22 - Online Audience with Adolfo Sachsida

(Head of the Special Advisory Office of Strategic Affairs

for the Ministry of Economy) and Fausto Vieira

(Undersecretary of Macroeconomic Policy);

3/29/22 - Online Audience with Daniela Marques

(Special Secretary of Sepec);

4/5/22 - Online audience with Marcos Heleno

Guerson (President of Inmetro);

4/6/22 - Online Audience with Roberto Fendt and

staff (Secretary of Scint);

O USO DE COMPONENTES IMPORTADOS NOS

EQUIPAMENTOS DA INDÚSTRIA MADEIREIRA É UMA

REALIDADE DE LONGA DATA, PORÉM NEM TODOS OS

EQUIPAMENTOS QUE SÃO FORNECIDOS OS UTILIZAM

36 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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ENTREVISTA

ACESSO A MAQUINÁRIOS DE PRIMEIRA

LINHA? QUAIS MEDIDAS A ASSOCIAÇÃO

ACREDITA COMO VITAIS PARA FACILITAR

ESSA QUESTÃO?

Não há dúvidas que com o grande crescimento

do setor a indústria madeireira teve mais

poder de aquisição podendo melhorar seus

parques fabris, mas da mesma forma a régua foi

nivelada nas questões de custos em geral para

a operação, faz-se imensamente necessária

uma política de incentivo que abranja também

a questão de financiamentos, as facilidades e

subsídios, estas serão muito necessárias até

mesmo para passar pela próxima fase de um

mercado flutuante sem descapitalizar de imediato

e também para poder promover mudanças

em cenários menos favoráveis.

POR OUTRO LADO, AS INDÚSTRIAS

PRODUTORAS DE MÁQUINAS TAMBÉM

SOFREM COM DIFICULDADES. PARA A

ABIMAQ QUAIS OS PRINCIPAIS PROBLE-

MAS ENFRENTADOS POR ESSAS INDÚS-

TRIAS E COMO O PODER PÚBLICO PODE

AUXILIAR ESSAS EMPRESAS?

Todos os fatores mencionados nas demais

perguntas influenciaram fortemente, mas nenhum

afetou tanto quanto os aumentos do aço

e seus derivados, em dado momento até mesmo

a disponibilidade da matéria-prima ficou

restrita, alguns insumos mais que dobraram de

valor, vendas com longos prazo de entrega sofriam

reajustes no decorrer do tempo e destruía

a margem de lucro, fretes aumentando e dificuldade

até mesmo em empregar mão de obra.

Deveria haver mais políticas de incentivo tanto

para o fabricante quanto para o consumidor

destes equipamentos, pois uma ação que auxilie

o mercado comprador interfere diretamente

no produtor, incentivos fiscais, de financiamentos

seriam de grande auxílio.

4/8/22 - Online Audience with Glenda Lustosa

and staff (Secretary of Sdic).

CURRENTLY, HOW DOES ABIMAQ ASSESS

THE MAIN DIFFICULTIES FOR DOMESTIC INDUS-

TRY ACCESS TO FIRST-LINE MACHINERY? WHAT

MEASURES DOES THE ASSOCIATION BELIEVE

TO BE VITAL TO FACILITATE THIS ISSUE?

There is no doubt that with the significant Sector

growth, the forest product industry had more purchasing

power, being able to improve its manufacturing

parks. But at the same time, the issues of operating

costs, in general, were the same as for other sectors.

Therefore, it is essential to have an incentive policy

that also covers the issue of financing, facilities, and

subsidies. These will be very necessary to go through

the next phase of a floating market without decapitalizing

immediately and also to be able to promote the

changes necessary in less favorable scenarios.

ON THE OTHER HAND, MACHINE-PRODU-

CING INDUSTRIES ALSO SUFFER FROM MANY

DIFFICULTIES. FOR ABIMAQ, WHAT DO THESE

INDUSTRIES FACE AS THE MAIN PROBLEMS,

AND HOW CAN THE GOVERNMENT HELP THE-

SE COMPANIES?

All the factors mentioned in the other questions

above strongly influenced industry performance, but

none affected it as much as the steel and derivative

price increases. At some point, even the availability

of raw materials was restricted. Some inputs more

than doubled in price. Sales with long delivery times

suffered adjustments over time and destroyed profit

margins, increasing freight costs and difficulty even

employing labor. There should be more incentive

policies for both the manufacturer and the consumer

of this equipment because an action that helps the

buyer market directly affects the producer; tax incentives

and financing would be of great help.

NÃO HÁ DÚVIDAS QUE COM O GRANDE CRESCIMENTO

DO SETOR A INDÚSTRIA MADEIREIRA TEVE MAIS PODER

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38 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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COLUNA ABIMCI

CENÁRIOS MUNDIAIS

E O SETOR MADEIREIRO BRASILEIRO

GUERRA NA UCRÂNIA TEM IMPACTADO NOS PLANEJAMENTOS, ORÇAMENTOS E

POSICIONAMENTOS COMERCIAIS DO SETOR MADEIREIRO NO BRASIL

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

Adversidades e imprevisibilidades. Estas

duas palavras têm marcado o cenário

internacional, especialmente nos últimos

dois anos. Do meio de 2021 para

cá, a situação tem se tornado mais

crítica no que tange as questões logísticas, que

têm mudado e influenciado a dinâmica mundial de

suprimento em várias cadeias produtivas. O setor

madeireiro e de base florestal não ficou ileso a isso.

Recentemente, este momento dinâmico teve a

adição da insegurança causada pela guerra Rússia

x Ucrânia, que tem impactado diretamente planejamentos,

orçamentos e posicionamentos comerciais.

Certamente, muito ainda está por vir em relação as

sanções comerciais impostas à Rússia, especialmente

pelos EUA (Estados Unidos da América) e União

Europeia, principais blocos de consumo em escala

global.

Por outro lado, ambos os países envolvidos no

conflito são importantes players mundiais no suprimento

de madeira. A Rússia, em especial, além de

grande fornecedora de madeira in natura (toras),

responde por aproximadamente 20% do suprimento

mundial de softwood. Com ampla gama de produtos

e boa produtividade industrial madeireira,

o novo cenário da produção russa, afetado pelas

sanções comerciais impostas, as dificuldades enfrentadas

pelo país na comunidade financeira mundial,

entre outros aspectos, podem gerar um certo

desequilíbrio no suprimento de alguns produtos ao

redor do mundo e redefinir o mix de produtos em

alguns mercados.

E como o Brasil pode melhor navegar nessa

tempestade? Certamente, alguns produtos brasileiros

podem se beneficiar de oportunidades, já que

em tempos normais, não competiriam no mesmo

Foto: divulgação

nicho de mercado e com a qualidade e densidade

dos produtos russos. Como exemplo, os segmentos

da madeira serrada, do compensado plastificado,

dos pisos, do compensado estrutural, entre outros,

podem vir a ganhar novos mercados potenciais importadores.

Outro segmento de produto que eventualmente

poderá ter avanços comerciais na exportação é o

pellet brasileiro. Até então, focado prioritariamente

no mercado italiano, o produto poderá alcançar

novos mercados consumidores, em especial no

norte da Europa, devido às novas discussões sobre

alternativas para geração de energia limpa e a crise

política e econômica em relação ao fornecimento

do gás russo (questão central da guerra).

De forma constante, estes cenários e possibilidades

são avaliados pela ABIMCI, por meio de

seus Comitês de Produtos e também em Reuniões

Plenárias. Nelas são acompanhadas a temperatura

do mercado, os impactos e as oportunidades que

as empresas brasileiras têm vivenciado. Tempos

complexos como o que estamos enfrentando exigem

ações rápidas, monitoramento constante para

subsidiar a correta leitura do mercado, reforçadas

pela união de esforços setoriais. O papel da ABIM-

CI, como a voz da indústria madeireira nacional, está

mais ativo do que nunca e a entidade está sempre

de portas abertas para compartilhar com o mercado

percepções e auxiliar na busca por oportunidades

para os produtos brasileiros.

Você sabia?

Com objetivo de acompanhar o crescimento

do setor e assim representar os

demais segmentos da indústria de madeira,

em 1992, a associação, até então

chamada ABIMCE (Associação Brasileira

da Indústria de Madeira Compensada

Especial), mudou pela primeira vez sua

denominação para ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Compensada e Industrializada), mas foi apenas

em 1998, que ela passou a ser a ABIMCI (Associação Brasileira

da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente). Foi

depois destas alterações que outros segmentos de produtos

como os compensados de pinus e tropical; laminados; madeira

serrada; portas; pisos; molduras e pellets foram incorporados

no escopo de trabalho da entidade.

40 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


Compromisso com

o meio ambiente

CIPEM é apoiador do Programa

Carbono Neutro Mato Grosso

Com o fim de promover o alinhamento estadual

de Mato Grosso com as metas globais de

controle climático estipuladas pelas Nações

Unidas e a Coalizão Under2, o Programa

“Carbono Neutro Mato Grosso” teve seu lançamento

anunciado pelo Governo do Estado em

outubro de 2021.

Um dos objetivos centrais do Programa é o de

alcançar a descarbonização até 2035. Para isso,

Mauren Lazzaretti, secretária de Estado de Meio

Ambiente (Sema/MT) ressaltou que serão

necessárias medidas ambientais estratégicas,

dentre elas, a expansão e maior consolidação do

Manejo Florestal Sustentável (MFS).

O Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras

de Madeira do Estado de Mato Grosso,

por meio de seu presidente, Rafael Mason

assinou termo de compromisso voluntário com o

Programa, obtendo o selo de “apoiador”, com

isso, formalizando a intenção da entidade e dos

sindicatos de sua base em contribuir voluntariamente

com o programa.

Os selos “compromissário”, “apoiador”,

“carbono 0” e “financiador” foram criados com

o intuito de fornecer certificação às iniciativas

privadas que buscam contribuir com o Programa

e firmar compromisso com a agenda ambiental.

Enquanto apoiador, o CIPEM desenvolverá

campanhas para disseminar as metas e resultados

juntamente do Estado de Mato Grosso. Em

seu discurso, Mason parabenizou o Governo do

Estado pela iniciativa e afirmou que o setor de

base florestal prestará pleno e total apoio ao

Programa.

O dirigente do CIPEM ressaltou ainda que o

Manejo Florestal é uma importante atividade

econômica com pilares ambiental e social que

notoriamente contribui com a absorção do gás

carbônico atmosférico (CO2).

“Com muito orgulho, estamos, hoje, com 4,7

milhões de hectares conservados por meio do

Manejo Florestal Sustentável, que é uma atividade

que equilibra produção e conservação e que

irá crescer muito mais”, finalizou.

CipemdeMT CipemMT cipemmt (65) 3644-3666 Manejosustentavel

www.cipem.org.br


PRINCIPAL

JUNTOS

PELO SETOR

ENTIDADE REÚNE OITO SINDICATOS

EMPRESARIAIS DE BASE FLORESTAL DO

MATO GROSSO HÁ 17 ANOS EM PROL DO

DESENVOLVIMENTO DO SEGMENTO

Fotos: divulgação

42 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


WORKING TOGETHER

FOR THE SECTOR

AN ENTITY BRINGS TOGETHER EIGHT FOREST-BASED

BUSINESS REPRESENTATIVE ENTITIES IN THE STATE OF MATO

GROSSO THAT FOR 17 YEARS HAVE WORKED IN FAVOR OF

THE DEVELOPMENT OF THE SECTOR

MAIO 2022 43


PRINCIPAL

Q

uando um setor demonstra sua força em

conjunto as oportunidades para o sucesso

tendem a se abrir. Foi com esse pensamento

que em 2003 os empresários Sidnei

Belincanta, César Mason e Clomir Bedin

convocaram uma reunião para que empresários do setor

madeireiro de Mato Grosso pudessem discutir interesses

em prol das exportações do segmento. O encontro foi

o primeiro passo para a criação do CIPEM (Centro das

Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do

Estado de Mato Grosso).

O CIPEM reúne oito sindicatos empresariais do

setor madeireiro de Mato Grosso: SIMNO (Sindicato

da Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste do

Mato Grosso), SINDIFLORA (Sindicato Intermunicipal

das Indústrias de Base Florestal de Mato Grosso), SIMAS

(Sindicato dos Madeireiros de Sorriso), SIMAVA (Sindicato

Intermunicipal das Indústrias Madeireiras do Vale do

Arinos), SINDUSMAD (Sindicato das Indústrias Madeireiras

do Norte do Estado de Mato Grosso), SINDILAM

(Sindicato das Indústrias de Laminados e Compensados

do Estado de Mato Grosso) e SIMENORTE (Sindicato dos

Madeireiros do Extremo Norte).

“No cenário nacional, o Estado de Mato Grosso

é o maior produtor de madeira legal, sendo assim, o

setor de base florestal é um dos grandes responsáveis

pela geração de renda e de empregos no Estado. Há

aproximadamente 90 mil empregos diretos e indiretos

relacionados com o segmento e de acordo com registros

oficiais, cerca de 1200 empreendimentos destinados

às atividades do setor produtivo, incluindo a natureza

industrial e comercial”, explicou o presidente do CIPEM,

Rafael Mason.

Segundo dados do Observatório da Indústria da

FIEMT (Federação das Indústrias do Estado do Mato

Grosso), em 2021, o setor de base florestal do Mato

Grosso foi responsável por exportar cerca de 200 mil

t (toneladas) de madeira, principalmente na forma de

madeira beneficiada.

Na sequência aparecem a madeira bruta e a madeira

serrada, com destinos principais para os EUA (Estados

Unidos da América) (16 mil t); Índia (91 mil t); França (13

mil t); China (24 mil t) e Bélgica (7 mil t), gerando uma

renda de mais de US$ 150 milhões.

Desde o nascimento, o CIPEM tem como missão fortalecer

a integração do setor de base florestal e promover

a adoção de modelos de negócios economicamente

viáveis, socialmente justos e ecologicamente corretos.

CONQUISTAS EM PROL DO SETOR AO

LONGO DOS ANOS

O trabalho do CIPEM em prol do setor madeireiro

de Mato Grosso resultou em diversos avanços como o

trabalho desenvolvido em conjunto com o FNBF (Fórum

W

hen members of a sector work together

and demonstrate the sector’s

strength, opportunities for success

tend to open up. With this in mind,

in 2003, the entrepreneurs Sidnei

Belincanta, César Mason, and Clomir Bedin called for

a meeting so that entrepreneurs from the State of Mato

Grosso Forest-based Sector could discuss their interests

in favor of Sector exports. The meeting was the first step

toward creating the Center of Wood Producing and Exporting

Companies of the State of Mato Grosso (Cipem).

Cipem brings together eight business representative

entities from the State of Mato Grosso Forest-based

Sector: Northwest of Mato Grosso Timber and Furniture

Producers Union (Simno), Mato Grosso Intermunicipal

Forest-based Producers Union (Sindiflora), Sorriso Forest

Producers Union (Simas), Vale do Arinos Intermunicipal

Timber Producers Union (Simava), the North of

the State of Mato Grosso Forest-based Industry Union

(Sindusmad), the State of Mato Grosso Laminate and

Plywood Producers Union (Sindilam), and the Extreme

North Forest Producers Union (Simenorte).

“Within the domestic scenario, the State of Mato

Grosso is the largest producer of legally harvested timber.

Consequently, the Forest-based Sector is one of the

major sectors responsible for generating income and

jobs in the State. There are approximately 90 thousand

direct and indirect jobs related to the Sector. Furthermore,

according to official records, about 12 hundred

enterprises are destined for the productive sector’s

activities, including those of an industrial and commercial

nature,” explains Rafael Mason, Cipem President.

According to data from the Observatório da Indústria

of the State of Mato Grosso Federation of Industries

(Fiemt), in 2021, the Mato Grosso Forest-based Sector

exported about 200 thousand tons, mainly in the form

of processed timber.

O CIPEM PROMOVE

ATIVAMENTE A

APROXIMAÇÃO DE COMPRADORES

DE TODO O GLOBO COM OS

PRODUTORES E FORNECEDORES

DE MADEIRA LEGAL DE MATO

GROSSO

RAFAEL MASON, PRESIDENTE DO CIPEM

44 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


Nacional das Atividades de Base Florestal) e da CNI (Confederação

Nacional das Indústrias) para as prerrogativas

da Resolução Conama n° 411/2009.

Dentre essas prerrogativas estão a integração dos

sistemas de controle estaduais com o nacional, garantindo

a rastreabilidade, padronização da nomenclatura

das transformações de madeira para alinhar aos procedimentos

das indústrias.

“Um importante legado a ser deixado é a construção

da sede do CIPEM, estrutura inovadora construída em

Madeira Laminada Colada e que representará o maior

mostruário das possibilidades de utilização da madeira

nativa, ressaltando sua versatilidade, beleza e qualidade”,

relembrou Rafael Mason.

Outro avanço importante foi a realização de agendas

com foco na exportação como o Living Forest. O evento

foi realizado durante a edição 2021 da CasaCor Brasília e

teve como público-alvo as embaixadas internacionais dos

EUA, do México e de países da União Europeia.

“O CIPEM promove ativamente a aproximação de

compradores de todo o globo com os produtores e fornecedores

de madeira legal de Mato Grosso. Com isso,

podemos afirmar que há a atuação direta na consolidação

do setor de base florestal, bem como, na disseminação

da qualidade e sustentabilidade da madeira nativa amazônica”,

continuou Rafael Mason.

Followed by raw and sawn wood, with the main

destinations being India (91 thousand tons); China (24

thousand tons); the United States (16 thousand tons);

France (13 thousand tons); and Belgium (7 thousand

tons), generating an income of more than US$ 150

million.

Since its inception, Cipem’s mission has been to

strengthen the Forest-based Sector’s integration and

promote the adoption of economically viable, socially

fair, and environmentally friendly business models.

ACHIEVEMENTS FOR THE SECTOR OVER

THE YEARS

The work of Cipem in favor of the Mato Grosso

Forest-based Sector has resulted in several advances,

MAIO 2022 45


PRINCIPAL

UM IMPORTANTE

LEGADO A SER

DEIXADO É A CONSTRUÇÃO

DA SEDE DO CIPEM,

ESTRUTURA INOVADORA

CONSTRUÍDA EM MADEIRA

LAMINADA COLADA

RAFAEL MASON, PRESIDENTE DO CIPEM


Outro trabalho desenvolvido pelo CIPEM é em conjunto

com universidades - como a UFMT (Universidade

Federal do Mato Grosso) e instituições de pesquisa (como

a Embrapa Florestas) para fomentar o desenvolvimento

socioeconômico do setor, assim como no maior conhecimento

sobre as espécies manejadas, o que garante maior

desenvolvimento sustentável aos processos.

O desenvolvimento sustentável por sinal é uma bandeira

que o CIPEM ostenta para a sociedade, com foco a

desmistificar o senso comum falacioso de que a produção

madeireira está ligada estritamente ao desmatamento,

dentre outras práticas danosas ao meio ambiente.

Para auxiliar nessa missão, o CIPEM tem produzido

campanhas com artigos e materiais gráficos para levar

maior conhecimento sobre o setor de base florestal, com

isso, desmentindo informações falsas.

“Além disso, com a implementação da Cadeia de

Custódia e consequentemente, da rastreabilidade, esta

meta desafiadora poderá ser alcançada, pois permitirá ao

agente fiscalizador ou ao interessado, verificar por meio

de documentação formal, todo o percurso da madeira,

desde sua origem ao seu destino, o que trará significativas

melhorias ao desenvolvimento das atividades

florestais, agregando segurança, solidez e transparência,

permitindo ao setor de base florestal desvincular-se deste

antigo estigma”, finalizou Rafael Mason.

NO CENÁRIO

NACIONAL, O

ESTADO DE MATO GROSSO

É O MAIOR PRODUTOR DE

MADEIRA LEGAL

such as the work developed in conjunction with the

National Forum of Forest-based Activities (Fnbf) and

the National Confederation of Industries (CNI) for the

entitlements under Conama Resolution No. 411/2009.

Among these prerogatives is integrating state

control systems with the national ones, ensuring traceability

and nomenclature standardization for timber

transformations aligning them with industry procedures.

“An important legacy to be left is the construction

of the Cipem offices, an innovative structure built using

Glued Laminated Wood representing a real-life showcase

of the possibilities of using native wood, emphasizing

its versatility, beauty, and quality,” adds Mason.

Another important advance was the realization of

export-focused agendas such as the Living Forest. The

event was held in conjunction with Casacor Brasília

2021 and was targeted at the international embassies

of the United States, Mexico, and the European Union

countries.

“Cipem actively promotes the approximation of

buyers from all over the globe with the producers and

suppliers of legally harvested timber from Mato Grosso.

With this, we can state that there is direct action for

consolidating the Forest-based Sector and disseminating

the quality and sustainability of native Amazonian

timber,” continues Mason.

Other activities undertaken by Cipem include those

in conjunction with universities (such as the Federal University

of Mato Grosso [Ufmt]) and research institutions

(such as Embrapa Florestas) to foster the socio-economic

development of the Sector. Furthermore, creating

a more excellent knowledge database about the

managed species ensures more significant sustainable

development in all processes.

Sustainable development is the flag that the Cipem

flies for Society, focusing on demystifying the long-standing

falsehood that harvesting is strictly linked to

deforestation, among other practices harmful to the

environment.

To assist in this mission, Cipem has produced campaigns

with articles and graphic materials to provide a

more accurate picture of the Forest-based Sector, thus

belying any false information.

“In addition, the implementation of the Chain of

Custody and, consequently, traceability is a challenge

to be faced. The solution will allow the supervisory

agent or the interested party to verify through formal

documentation and the entire path taken by the timber,

from its origin to its destination, leading to significant

improvements in the development of forest activities,

adding security, solidity, and transparency, allowing

the Forest-based Sector to detach itself from antique

stigmas,” concludes Mason.

RAFAEL MASON, PRESIDENTE DO CIPEM

MAIO 2022 47


INDÚSTRIA

NOVA

TABELA

Fotos: divulgação

48 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


APÓS PRESSÃO DO SETOR PRODUTIVO,

GOVERNO FEDERAL PUBLICOU DECRETO

QUE ADEQUA OFICIALMENTE A TABELA DE

INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS

INDUSTRIALIZADOS

O

governo federal publicou em abril, novo

decreto que adequa oficialmente a

TIPI/2022 (Tabela de Incidência do Imposto

sobre Produtos Industrializados).

Promovendo, dessa forma, “a manutenção

da redução geral da alíquota do IPI de 25% para a

maioria dos produtos”, já a partir de 1º de maio.

De acordo com o governo, a medida publicada

busca a adequação das alíquotas da tabela para este

ano, em relação ao que estava estabelecido em decreto

de 2017.

A ação visa esclarecer, de vez, as dúvidas em relação

aos sucessivos decretos anunciados nos últimos

meses, que geraram certa confusão no mercado, confirmando

as alíquotas minoradas sobre o IPI.

O governo justificou a redução com o argumento

de que a medida tem por objetivo estimular a economia,

afetada pela pandemia de Covid-19, para auxiliar

na recuperação econômica do país.

MAIO 2022 49


INDÚSTRIA

Ainda de acordo com o governo, as mudanças

representam uma diminuição da carga tributária de R$

19,5 bilhões para o ano de 2022. Nos anos seguintes,

a estimativa de redução será de R$ 20,9 bilhões para o

ano de 2023 e R$ 22,5 bilhões para o ano de 2024.

A medida abarca quase todos os produtos industrializados,

incluindo o mobiliário e demais itens importantes

para a cadeia moveleira, tal quais painéis de

madeira e laminados, que têm a alíquota fixada, agora,

em 3,75% (antes era de 5%).

Automóveis também serão beneficiados pela redução,

ainda que para alguns tipos o recuo da alíquota

foi um pouco menor, de 18,5%. Produtos como o cigarro

não tiveram redução.

O corte de 25% sobre o IPI foi anunciado em fevereiro

deste ano, sendo atualizado por meio de novo

decreto no início deste mês de abril. Dessa forma, as

empresas moveleiras já vinham faturando com IPI reduzido.

Agora, o governo anuncia medida definitiva da

TIPI.

“Por se tratar de tributo extrafiscal, de natureza

regulatória, é dispensada a apresentação de medidas

de compensação, como autorizado pela Lei de Responsabilidade

Fiscal”, informou a secretaria-geral da

presidência da república.

O CORTE DE 25%

SOBRE O IPI FOI

ANUNCIADO EM FEVEREIRO

DESTE ANO, SENDO

ATUALIZADO POR MEIO DE

NOVO DECRETO NO INÍCIO

DESTE MÊS DE ABRIL

*com informações de assessoria e da Agência Brasil

50 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


CASE

FORÇA

DO SUL

Fotos: divulgação

52 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


AS 193 EMPRESAS MOVELEIRAS DO RIO

GRANDE DO SUL APTAS A EXPORTAR

MOVIMENTARAM US$ 65,4 MILHÕES NO

PRIMEIRO TRIMESTRE DESTE ANO

MAIO 2022 53


CASE

Após o setor moveleiro gaúcho encerrar

2021 com recorde de faturamento

nas exportações – foram quase 293

milhões de dólares – o mercado iniciou

2022 com um misto de otimismo

e pé no chão. Mas os números apurados pela MO-

VERGS (Associação das Indústrias de Móveis do

Estado do Rio Grande do Sul) mostram que vender

para fora do Brasil continua sendo uma boa opção.

Juntas, as 193 empresas moveleiras do Rio Grande

do Sul aptas a exportar movimentaram US$ 65,4

milhões no primeiro trimestre deste ano (aumento

de 20% em relação ao mesmo período de 2021). A

proporção está acima da média nacional, que foi

de 11,8%.

O diretor Internacional da MOVERGS, Marcelo

Haefliger, frisa que, considerando o ótimo desempenho

do ano passado, esse primeiro balanço de

2022 é uma boa motivação para as indústrias explorarem

o mercado externo.

“As vendas dentro do Brasil sempre vão ser

importantes, mas a internacionalização se mostra

uma estratégia cada vez mais inteligente para crescer

e diversificar parcerias”, comenta.

No primeiro trimestre de 2022, os três principais

compradores dos móveis gaúchos foram EUA

(Estados Unidos da América), Peru e Chile. Já o

maior crescimento entre os países do TOP 10 ficou

com a Argentina (aumento de 113% na comparação

com igual período do ano passado).

Conforme análise feita pela inteligência comercial

da MOVERGS, a tendência é que o volume de

negócios continue expandindo no decorrer dos

próximos meses – boa parte como resultado das

feiras Fimma e Movelsul, realizadas em março, que

foram o start de negociações entre expositores e

visitantes vindos de 40 outros países.

AS VENDAS DENTRO DO BRASIL SEMPRE VÃO

SER IMPORTANTES, MAS A

INTERNACIONALIZAÇÃO SE MOSTRA UMA ESTRATÉGIA

CADA VEZ MAIS INTELIGENTE PARA CRESCER E

DIVERSIFICAR PARCERIAS

MARCELO HAEFLIGER, DIRETOR INTERNACIONAL DA MOVERGS

54 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


MERCADO

INÍCIO

PROMISSOR

Fotos: divulgação

56 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


MESMO COM INCERTEZAS

PROVOCADAS POR FATORES

EXTERNOS, SEGMENTOS

DO SETOR INDUSTRIAL

MADEIREIRO APRESENTARAM

CRESCIMENTO NAS

EXPORTAÇÕES

O

ano de 2022 se iniciou com alguns

cenários de incertezas. Algumas dificuldades

que já estavam impactando

os negócios, como a pandemia do

novo coronavírus e a crise logística,

ganharam o aporte das imprevisibilidades impostas

pela guerra da Rússia x Ucrânia.

Porém, mesmo com todas as adversidades,

alguns segmentos do setor industrial madeireiro,

que são representados pela ABIMCI (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente), apresentaram neste primeiro

trimestre, comportamento positivo em relação

MAIO 2022 57


PRINCIPAL MERCADO

ao volume exportado, quando comparado com o

mesmo período do ano passado.

Dentre alguns dos principais produtos madeireiros

embarcados, em comparação com os três

primeiros meses de 2021, a madeira serrada de

pinus apresentou boa evolução de 5% no volume

embarcado no período, totalizando 710.736 m³

(metros cúbicos).

A madeira perfilada de conífera (molduras)

alcançou 8% com 41.608.585 m³ e o compensado

de pinus cresceu 13% no volume consolidado de

embarques, atingindo 608.829 m³.

“Mesmo diante dos vários desafios enfrentados

pelas empresas exportadoras nesses primeiros

três meses de 2022, no que tange a dinâmica das

questões mercadológicas e de suprimento internacional

nos principais mercados, o desempenho

das nossas exportações mostrou boa estabilidade

e crescimento moderado em alguns mercados, o

que mostra a importância do produto brasileiro no

mercado mundial”, avalia o superintendente da

ABIMCI, Paulo Pupo.

Para a sequência do ano, o setor industrial madeireiro

espera uma melhor fluidez do mercado,

mesmo diante de possíveis ressalvas impostas pelo

cenário internacional.

“É difícil fazer qualquer previsão para os próximos

meses, pois as questões de logística permanecem

imprevisíveis, assim como os impactos

comerciais e de fluxo de mercadorias decorrentes

da guerra e também do ambiente interno de negócios

devido à corrida eleitoral presidencial no

Brasil”, salienta Paulo Pupo.

*com informações da ABIMCI

MESMO DIANTE DOS

VÁRIOS DESAFIOS

ENFRENTADOS PELAS EMPRESAS

EXPORTADORAS NESSES

PRIMEIROS TRÊS MESES DE 2022,

O DESEMPENHO DAS NOSSAS

EXPORTAÇÕES MOSTROU BOA

ESTABILIDADE

PAULO PUPO, SUPERINTENDENTE DA ABIMCI

58 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


MARCENARIA

60 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


NA

INFÂNCIA

EMPRESA FOCA NA PRODUÇÃO DE MÓVEIS INFANTIS ARTESANAIS

PARA SER REFERÊNCIA DO MERCADO

Fotos: REFERÊNCIA

MAIO 2022 61


MARCENARIA

B

ento Gonçalves, município da Serra Gaúcha,

é o maior polo moveleiro do Brasil. Segundo

dados do SINDMÓVEIS (Sindicato das Indústrias

do Mobiliário de Bento Gonçalves),

as indústrias da cidade exportaram US$ 75,1

milhões em 2021, maior valor registrado pelo segmento

desde 2009.

E dentro desse coração moveleiro, Ricardo Cargnin

levou a sua paixão pela marcenaria e madeira para

dentro de casa. Após trabalhar desde os 18 anos na

indústria moveleira, Cargnin decidiu em 2018 começar a

produzir as próprias peças, sendo a primeira justamente

a cama para a filha, conquista essa eternizada na própria

pele com uma tatuagem.

Nascia então a Ludika Mobília, empresa que produz

camas, bicamas, beliches, triliches e alguns outros móveis

infantis, como mesas, estante para livros, araras de

roupas, suporte para redes, entre outros.

Os móveis da Ludika apresentam design variado,

inclusive nas temáticas. O sono das crianças pode vir

embalado desde uma rede de futebol ou até mesmo em

uma casa de bonecas. E por que não, com um escorregador

acoplado?

Desse sonho que começou dentro de casa e hoje

ganha espaço no Brasil inteiro, Ricardo Cargnin conta

mais detalhes em entrevista exclusiva à Revista REFE-

RÊNCIA INDUSTRIAL:

Como surgiu a ideia de criar a Ludika e

quais foram os primeiros desafios da empresa?

A empresa tem pouco mais de 3 anos. Antes, trabalhava

em uma indústria aqui de Bento Gonçalves,

chamada Delano Móveis. Trabalhei lá por 7 anos e meio.

Só que há 1 ano, comecei em paralelo esse trabalho na

garagem da casa da minha mãe, preparando algumas

máquinas e comecei a fazer algumas camas.

A primeira caminha que fiz foi para minha filha. Fiz

na sacada do meu prédio. E minha irmã, como já tinha

um atelier e vendia produtos em tecido, ela disse que

iria anunciar para as clientes que estávamos fazendo as

camas. Aí disse para ela esperar um pouco para que me

organizasse. Até aqui na minha tatuagem tem a caminha

da minha filha, a lista de peças que fiz na primeira vez e

os esboços que usei para construir. Daí comecei a fazer

as peças na garagem da casa da minha mãe e há uns 2

anos atrás me juntei com um sócio, amigo meu de lon-

62 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


ga data e desde então, começamos uma sociedade de

50%.

Nos mudamos para um pavilhão de 300 m² (metros

quadrados) e começamos a investir em algumas máquinas,

até então nos primeiros meses trabalhei sozinho,

fazendo a parte produtiva e administrativa. Atualmente,

estamos com nove funcionários. Criamos uma loja

e-commerce e atendemos direto o cliente final. Alguns

produtos padronizados e muitos sob medida. O cliente

manda uma imagem de referência, muitas vezes tirada

da internet, e temos esse público, bastante interessado

no que fazemos.

Quanto as cores, disponibilizamos todas as cores do

catálogo da Coral e Suvinil. Não temos limites de cores,

fazemos qualquer uma. A pintura dos móveis é interna,

dentro da fábrica. Tivemos um retorno sensacional na

Feira FIMMA. Até mesmo lojistas que não são da área e

que passaram pelo nosso estande, se encantaram com

os nossos produtos. Ficamos bem contentes.

Quais os produtos que a Ludika trabalha e

qual a faixa de preço?

Temos o nicho bem focado que são camas infantis. A

gente nem considera nossa empresa como produtora de

móveis infantis, porque móveis é um pouco mais aberto.

Então focamos em sermos referência nacional na produção

de camas infantis. A gente tem alguns complementos

que produzimos, como o suporte de rede infantil, a

mesinha, as cadeirinhas, o livreiro, a arara, mas o nosso

foco mesmo está nas camas, bicamas e beliches infantis.

Percebemos que tem um grande campo e oportunidade

só para se trabalhar com as camas.

Ao dividirmos o mercado em três faixas de produto,

encontramos o popular, que é aquele mais comercial,

com apelo por valor e que se vende muito em e-commerce;

market place basicamente produzido em MDF,

normalmente não recebe pintura; é o próprio revestimento

da chapa com borda colada. Em qualidade, esse

produto está abaixo do nosso.

Se subirmos um pouco a linha vamos encontrar o

nosso produto. Ele tem um diferencial de ser totalmente

de madeira maciça, que é um pinus sem nó, chamado

clear. O pinus com nó é um problema quando se usa a

pintura porque a resina do nó migra e mancha a tinta.

Então temos esse cuidado. A nossa pintura é a base de

poliuretano, especial para linha moveleira.

Acredito que exista uma outra faixa que está acima,

que engloba produtos mais nobres e diferenciados,

montado por alguém especializado, um produto mais

personalizado. O nosso produto não tem esse objetivo

de chegar nessa classe mais alta, que necessita de uma

mão de obra na montagem qualificada.

O nosso produto quer estar nesse meio, considerando

três níveis. Oferecendo um bom custo-benefício,

agradando os pais com um produto de qualidade e sendo

lúdico para as crianças, com uma madeira de qualidade,

fixação consistente, tinta atóxica. Todos os nossos

parafusos não são colocados diretamente na madeira,

tem uma junta metálica na outra peça para fazer essa

junção e assim aumenta a qualidade do produto. Ele fica

MAIO 2022 63


MARCENARIA

nesse valor mais caro que o produto com um apelo mais

popular, mas ele se encontra nesse meio, entre as três

faixas.

Atendemos todo o Brasil pelo e-commerce. Produzimos

as camas sob pedido, temos o prazo de entrega

de até 20 dias úteis, o produto vai desmontado e embalado

na caixa, acompanha um manual de montagem

e estamos tendo retorno das famílias que eles mesmo

têm montado. Teve pais e mães que se aventuraram na

montagem e nos contaram. É um produto de fácil montagem,

que não necessita a contratação de um montador

ou alguém especializado, assim como ter chaves

especiais. Mandamos uma chave zeta junto e já tivemos

relato até que os pais montaram junto com as crianças.

Como é trabalhar com a madeira de pinus e quais

os planos para o futuro da Ludika?

Desde o início da minha carreira profissional trabalhei

nas grandes indústrias de Bento Gonçalves. É um

polo moveleiro gigante, então desde os 18 anos trabalhei

com madeira, MDF, e tenho além de uma grande

experiência no trabalho com madeira, uma grande paixão

por essa matéria-prima.

Talvez por causa do nosso polo, onde temos tudo,

mão de obra qualificada, fornecedores, acesso aos materiais

e tem os cases de sucesso que a gente se inspira,

mas sempre foi uma grande paixão trabalhar com a

madeira. Como somos muito novos e pequenos ainda,

o nosso plano, a médio prazo, é aumentar a capacidade

produtiva, modernizar a nossa fábrica, trabalhar mais

intensamente com os lojistas, porque hoje 90% da nossa

venda é para o cliente final. A gente também quer continuar

com esse diálogo com o cliente final, mas também

quer buscar essa parceria com o lojista.

Não temos o objetivo de ter muitos lojistas parceiros,

mas temos, a curto prazo, a meta de ter um lojista

parceiro em cada Estado do Brasil.

A médio prazo, a modernização da nossa fábrica

para aumentar a nossa produtividade e oferecer custos

atrativos para esse lojista poder trabalhar conosco.

Já a longo prazo queremos nos consolidar como

referência na produção de camas infantis e também

estamos idealizando uma linha pet, com produtos diferenciados

para atender cães, gatos e outros animais que

demandam as mesmas necessidades, seja para diversão

ou exercício dos bichos. Então a gente quer a longo prazo

oferecer essa linha pet também.

Conheça mais sobre a Ludika Mobília em

https://ludikamobilia.com.br/

64 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


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MADEIRA TRATADA

DE OLHO

NAS PORTAS

66 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


FERRAGENS UTILIZADAS

PARA A FABRICAÇÃO DESSES

COMPOSTOS PRECISAM

SEGUIR NORMATIVAS PARA

EVITAREM DETERIORAÇÕES

Fotos: ilustrativas

As ferragens, como dobradiças e

fechaduras, que são empregadas

na fabricação das portas, devem

apresentar compatibilidade para que

sejam evitadas reações que provoquem

deterioração da porta ou componente e,

consequentemente, redução de desempenho ou

vida útil.

A correta escolha das ferragens é essencial,

além de observar se o fabricante de ferragem

atende as normas específicas dos seus produtos,

como a ABNT NBR 7178 para as dobradiças e

ABNT NBR 14913 para as fechaduras, ele deve

identificar se ela é adequada ao produto que será

instalado.

“No caso das portas de madeira, as ferragens,

além de atender as normas técnicas, devem respeitar

as classificações de segurança, tráfego e

resistência à corrosão. Mas não é só isso, devem

ser consideradas as dimensões mínimas estabelecidas

na norma de portas de madeira”, destacou a

gerente técnica da ABIMCI, Dayane Potulski.

MAIO 2022 67


MADEIRA TRATADA

Para exemplificar, um pneu de um veículo utilitário

não é adequado para uma caminhonete. No

caso das portas, a mesma lógica se aplica, ou seja,

uma dobradiça de um móvel não é adequada para

uma porta, vista a sua dimensão, peso e usabilidade.

As diferenças não param por aí, para os padrões

dimensionais de porta – leve, médio, pesado

e superpesado – outras especificidades devem

ser levadas em consideração, como espessura da

folha, que determina as dimensões das dobradiças

(comprimento, largura e espessura) e parafusos a

serem utilizados; e a altura da folha da porta, que

determina a quantidade de dobradiças necessárias.

Confira na tabela abaixo, os requisitos:

COM O PASSAR DO

TEMPO, UMA

DOBRADIÇA SUBDIMENSIONADA

TRARÁ DANOS À PORTA

INSTALADA POR CONTA DO

PESO DA FOLHA E AS

SOBRECARGAS DE UTILIZAÇÃO

PREVISTAS

Descrição

Dimensões mínimas das dobradiças para os padrões de folha da porta

(mm)

Leve

Médio Pesado Superpesado

Espessura da folha

Comprimento (C)

Largura (L)

35 35 40 40 45 45 50

76 76 88 100 100 100 100

63 63 76 80 80 80 80

Espessura

(referência aço

inoxidável)

2,0

2,0 2,0 2,5 3,0 3,0 3,0

Parafuso

(roscachipboard)

Furos X aba

Dobradiças por

folha da porta

(altura 2 100 mm)

4,0 x 25 4,0 x 25 4,0 x 30 4,0 x 30 4,0 x 30 4,0 x 35 4,0 x 35

3 3 3 4 4 4 4

3 3 3 4 4 4 4

Dobradiças por

folha da porta

(altura 2 400 mm)

- - 4

4 4 5 5

Calibragem (K)

Raio (r)

3 ± 0,25

6

68 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


As portas dependem diretamente das ferragens.

Ou seja, elas devem contribuir para que a

porta cumpra o seu desempenho e durabilidade

quando submetida às ações repetidas de abertura

e fechamento.

“Com o passar do tempo, uma dobradiça subdimensionada

trará danos à porta instalada por

conta do peso da folha e as sobrecargas de utilização

previstas”, exemplificou a gerente técnica da

ABIMCI.

Para saber mais sobre as especificações de

portas e as ferragens acesse: https://www.abntca-

talogo.com.br/norma.aspx?Q=eHptdG41TkVyb-

FAyYnJGNkhpZ3NoYjJsNjlZL0d6L2NubmpJRURzWE0xQT0=

*com informações da ABIMCI (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente)

NO CASO DAS PORTAS

DE MADEIRA, AS

FERRAGENS, ALÉM DE ATENDER

AS NORMAS TÉCNICAS, DEVEM

RESPEITAR AS CLASSIFICAÇÕES

DE SEGURANÇA, TRÁFEGO E

RESISTÊNCIA À CORROSÃO

MAIO 2022 69


SETORIAL

45 ANOS

HISTÓRIA DA ENTIDADE É PERMEADA

POR AÇÕES QUE ROMPEM FRONTEIRAS

E COLOCAM AS INDÚSTRIAS LOCAIS

NO HOLOFOTE MUNDIAL

Fotos: divulgação

70 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


MAIO 2022 71


SETORIAL

F

undado em 1977, o SINDMÓVEIS (Sindicato

das Indústrias do Mobiliário de

Bento Gonçalves) completa 45 anos em

abril, com uma trajetória que rompe as

fronteiras locais.

Representando as 300 empresas do principal

polo moveleiro do Brasil – composto pelos municípios

de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul, Pinto

Bandeira e Santa Tereza, na serra gaúcha – a entidade

conquistou relevância nacional e se tornou importante

aliada à internacionalização das indústrias.

Esse status é resultado de articulação política,

ações estratégicas, confiança dos associados, equipe

qualificada e trabalho voluntário das 18 diretorias

que já passaram pelo sindicato.

O atual presidente do SINDMÓVEIS, Vinicius Benini,

destaca que não existe zona de conforto para

a entidade.

“O mercado moveleiro é muito dinâmico, tanto

nas questões econômicas, quanto nos comportamentos

e preferências dos consumidores. Por isso,

há 45 anos entendemos que é preciso estar sempre

em busca de insights e iniciativas que ajudem as

empresas a se fortalecerem, seja com ações de qualificação,

seja com projetos que ofereçam oportunidades

de negócios e parcerias”, explica.

O projeto mais antigo e robusto do sindicato é a

Movelsul Brasil – principal feira de móveis da América

Latina para lojistas e importadores, realizada

em Bento Gonçalves. Inicialmente nomeada Mostra

do Mobiliário, nasceu no mesmo ano em que a entidade

foi fundada, com o objetivo de dar vitrine às

indústrias locais.

No decorrer das décadas, ganhou credibilidade

e notoriedade internacional. Sua última edição, em

março de 2022 em conjunto com a Fimma (feira

realizada pela Movergs), recebeu mais de 30 mil visitantes

profissionais vindos de 41 países. A previsão

O MERCADO MOVELEIRO

É MUITO DINÂMICO,

TANTO NAS QUESTÕES

ECONÔMICAS QUANTO NOS

COMPORTAMENTOS E

PREFERÊNCIAS DOS

CONSUMIDORES

72 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


ATUAL DIRETORIA DO SINDMÓVEIS

Os diretores da atual gestão são: Alexandre

Michelin (Bertolini); Cassiano De

Paris (Perlare); Cleberton Ferri (Móveis

Carraro); José Ferro (Grupo Unicasa); Letícia

Farina (Villa Giardino Italínea); Luís

Henrique Bortolini (Atual Estofados); Marlei

Pena Vian (Grupo Todeschini) e Priscila

Milesi Basso (Dalmóbile).

Conselheiros: Claudio Ramos (BRV Móveis);

Edson Pelicioli (Ideias & Conceitos);

Henrique Tecchio (Bentec); Marcelo Hefliger

(PLAN35); Sérgio Dalla Costa (Motiva

Móveis); Volnei Benini (BRV Móveis) e Rogério

Francio (Pisani Plásticos).

é que a Movelsul gere quase R$ 380 milhões em

negócios pelos próximos meses.

Além da Movelsul Brasil, que é sua grande ação

comercial, o SINDMÓVEIS tem design e exportações

como pilares para o crescimento sustentável

do setor. Realizado pela entidade desde 1988, o

Prêmio Salão Design é a premiação brasileira do

design de mobiliário, sendo vitrine para consagrar

profissionais e descobrir novos talentos. Em 24 edições,

já teve mais de 15 mil projetos inscritos e 425

premiados. Apoia, ainda, o Raiz Project, que promove

mundialmente designers de móveis brasileiros.

Entendendo a relevância do mercado internacional

como uma estratégia cada vez mais vantajosa, a

entidade conta com equipe de Inteligência Comercial,

Rodadas de Negócios Internacionais realizadas

durante a Movelsul, qualificação para associados e o

Orchestra Brasil – projeto de exportação de empresas

brasileiras fornecedoras da indústria moveleira,

mantido com apoio da Apex-Brasil.

A fórmula vem dando certo: em 2021, os móveis

produzidos no polo de Bento Gonçalves movimentaram

US$ 75,1 milhões – volume mais expressivo

desde 2009.

MAIO 2022 73


ARTIGO

SOFT SKILLS:

HABILIDADES E COMPETÊNCIAS

PROFISSIONAIS REQUISITADAS

PELO MERCADO EMPREENDEDOR

Fotos: divulgação

THÁLITA SGOBBI | STIVI HEVERTON ZANQUIM

Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05,

Ed. 09, Vol. 05, pp. 70-92. Setembro de 2020

74 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


MAIO 2022 75


ARTIGO

A BUSCA POR QUALIFICAÇÃO

É A PEÇA-CHAVE FRENTE ÀS

TECNOLOGIAS QUE ENFRENTAMOS,

COM O PROFISSIONAL DO FUTURO

ASSUMINDO UM NOVO

POSICIONAMENTO FRENTE À PRÓPRIA

CARREIRA

RESUMO

E

ste artigo tem por objetivo a identificação

das soft skills requisitadas pelo mercado

no que se refere aos profissionais das

startups e empreendedores do futuro. Em

meio ao universo de inovações tecnológicas,

contemplamos mudanças na forma de trabalho.

Criações inovadoras têm estado em alta, em virtude

de profissões que potencializam esse cenário de

transformações estruturais. Esses cenários demandam

uma adaptação do profissional e com isso, podemos

notar um binário presente nesses profissionais,

estando ligados no conhecimento de hard skills e

soft skills. As hards skills são habilidades técnicas

adquiridas mediante a formação profissional, sendo

tangíveis e facilmente quantificadas. Em contrapartida,

habilidades e competências que dizem a respeito

do comportamento do profissional são determinados

pelas soft skills. As soft skills podem ser observadas

pelas habilidades de comunicação, autoconhecimento,

gerenciamento de projetos, mentalidade de equipe,

vontade e capacidade de aprender, entre diversas

outras características eficazes que empresas buscam

no profissional. Como metodologia, esse trabalho

utilizou-se de pesquisa bibliográfica, com caráter exploratório.

Mediante a isso, esse projeto de pesquisa

tem por enfoque uma análise das soft skills presentes

no profissional das startups do futuro, como forma de

revisão de literatura, resumindo as informações mais

relevantes sobre essa temática. Com esse trabalho

foi possível elencar as habilidades e competências

comportamentais essenciais, as chamadas soft skills,

exigidas sob o ponto de vista do universo empreendedor

e do mercado.

Palavras-chave: Mercado, empreendedorismo,

soft skills, hard skills.

INTRODUÇÃO

Em meio ao universo de inovações tecnológicas,

contemplamos mudanças na forma de trabalho. Criações

inovadoras têm estado em alta, em virtude de

profissões que potencializam esse cenário de transformações

estruturais. Esses cenários demandam uma

adaptação do profissional e com isso, podemos notar

um binário presente nesses profissionais, estando

ligados no conhecimento de hard skills e soft skills.

As hard skills são habilidades técnicas adquiridas

mediante a formação profissional, sendo tangíveis e

facilmente quantificadas.

Em contrapartida, habilidades e competências

que dizem a respeito do comportamento do profissional

são determinados pelas soft skills. As soft skills

podem ser observadas pelas habilidades de comunicação,

autoconhecimento, gerenciamento de projetos,

mentalidade de equipe, vontade e capacidade

de aprender, entre diversas outras características eficazes

que empresas buscam no profissional. Habilidades

essas que passam a ser imprescindíveis quando

pensamos em um futuro, que contemplará também

novos universos empresariais e empresas com características

nunca vistas. Como um exemplo prático que

nos apresenta esse cenário de mudanças, podemos

analisar um crescimento em busca de inovações que

começou a ser popularizado nos anos de 1990 com o

termo startup, sendo consolidada como uma tendência

empreendedora quando em relação com novos

negócios, os quais buscam oferecimento de produtos

inovadores, consolidando uma nova forma de pensar,

consumir ou agir.

Diante do exposto, esse trabalho tem por enfoque

a identificação das soft skills exigidas pelo mercado

no que se refere aos profissionais das startups

e empreendedores do futuro. Nesse sentido, para

atender aos objetivos deste estudo, foram utilizadas,

como forma de revisão de literatura, a pesquisa

bibliográfica de caráter exploratória, resumindo as

informações mais relevantes sobre essa temática de

acordo com a ABStartups (Associação Brasileira de

Startups), ABMEN (Associação Brasileira dos Mentores

de Negócios); FIA (Fundação Instituto de Administração);

SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às

Micro e Pequenas Empresas); WEF (World Economic

Forum), USAID (Agência dos Estados Unidos para o

Desenvolvimento Internacional – em inglês: United

States Agency for International Development). Com

esse estudo, foi possível elencar as habilidades e

competências comportamentais essenciais, as chamadas

soft skills, sob o ponto de vista do universo

empreendedor e do mercado.

76 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


OS PROFISSIONAIS DE STARTUP E SUA

RELAÇÃO COM O MERCADO

Em um universo de mudanças podemos ter por

enfoque um crescimento em busca de inovação,

sendo aprofundado a partir dos anos 1990 o termo

startup, sendo consolidada como uma tendência

empreendedora quando em relação com novos negócios,

os quais buscam oferecimento de produtos

inovadores, sendo consolidada uma nova forma de

pensar, consumir ou agir. Segundo Cruz (2015), “[…]

este tipo de empresa nasce com tempo de vida útil

definido, buscam novos produtos ou serviços, os

quais possam ser escaláveis e atuam num ambiente

de extrema incerteza”. Hermanson (2011) ressalta que

“[…] startups não são necessariamente somente empresas

de tecnologia; mas toda e qualquer empresa

em fase de constituição.”

O empreendedorismo nesse tipo de empresa,

é uma das características que compõem seus idealizadores.

Nesse sentido, Dornelas (2003) ressalta

[…] que o motivo do empreendedorismo ter se intensificado

só agora, foi o avanço tecnológico que

requer um número maior de empreendedores. Por

meio desse avanço vigente, novos empresários e até

mesmo empresas passam atuar em novos mercados

por meio do empreendedorismo start up. (Dornelas,

2003, p. 45).

Segundo a ABStartups, estas empresas atuam em

um ambiente de extrema incerteza, em busca de um

modelo de negócios que possa tornar-se repetível e

escalável (ABStartups, 2014; Blank; Dorf, 2012).

Com as mudanças nos conceitos de mercado,

bem como de economia, é notória a importância e

um preparo ainda maior dos profissionais, na qual

este precisará entender a realidade atual e se preparar

para os novos desafios do futuro. O mercado

do futuro exigirá que os profissionais se adequem às

novas tendências, e, as necessidades resultarão em

“[…] oportunidades para diversas profissões, com nomes

que muitas vezes ainda não existem atualmente”

(Challenger, 2005; Paterson, 2002).

Segundo Johnson (2001), […] a arte de empreender

requer dedicação e foco no que tange o seu negócio;

é ter iniciativa; assumir responsabilidade e fazer

as coisas acontecerem através da criatividade; da

administração dos riscos inerentes ao processo; e da

habilidade de enxergar o futuro como uma oportunidade

de negócios inovadores, até mesmo quando

enfrenta obstáculos e dificuldades. (Johnson, 2001).

As startups representam uma fonte de estudos

acadêmicos e para corporações. Dados da ANPRO-

TEC (Associação Nacional de Entidades Promotoras

de Empreendimentos Inovadores), em parceria com o

SEBRAE, revelam que somente as startups incubadas

geraram mais de R$ 15 bilhões em faturamento e 53

mil empregos diretos de 2012 até 2015, neste contexto

a pesquisa revela que as startups têm um impacto

direto na economia do país (ANPROTEC; SEBRAE,

2016).

Atualmente, segundo dados do estudo promovido

pela ABStartups (2019), o Brasil conta “com cerca

de mais de 10 mil startups cadastradas, sendo o dobro

do número de startups que existiam em 2017”.

Esse cenário apontado pelos dados do estudo, indica

que o número de startups no Brasil vem aumentando.

De acordo com ABStartups (2019), grande “parte delas

está concentrada no Estado de São Paulo (3.081

startups), seguido de longe pelo Rio Grande do Sul

(895 startups) e Minas Gerais (844 startups)”.

Ainda segundo a ABStartups (2019), “72% das

empresas são geridas por jovens de 25 e 40 anos,

87,13% têm homens à frente e 12,3% são comandadas

por mulheres”, mostrando uma tendência específica

a um perfil profissional. Essas empresas inicializadoras

tem como preferência sua inserção em locais

com caráter inovador, bem como polos tecnológicos.

Desse modo, as startups se tornam gigantes quando

comparadas com as grandes empresas em virtude da

MAIO 2022 77


ARTIGO

sua velocidade e capacidade de inovação.

Em correlação, uma grande fomentadora de

inovação são grandes empresas que porventura poderiam

contribuir com a aceleração de startups. Essa

contribuição permitiria uma flexibilidade organizacional

que otimizaria em um modelo de colaboração

que relaciona produto/serviço de acordo com as

validações que se encontram no mercado. Geralmente

as grandes empresas possuem um processo burocrático

e uma certa lentidão na tomada de decisões,

enquanto as startups contam com uma agilidade na

tomada de decisões, além do baixo custo estrutural,

em relação ao alto custo de grandes empresas.

Tendo em vista que startups são empresas que

possuem grande importância em seus produtos e

prestação de serviços, seus fundadores buscam cada

vez mais possuir ideias potenciais que realmente

podem fazer diferença na vida de seus clientes. Uma

sequência potencial da dinâmica que compreende

os profissionais de startup se baseia na organização

e dedicação à qual ele se dedica em prol do objetivo

final que se quer atingir.

Segundo Ries (2012), a “startup é uma empresa

formada por pessoas, que podem atuar em diversos

ramos de atividade, voltada para criação de um novo

produto ou serviço, que causem grande impacto no

mercado e que atuem em condição de extrema incerteza.”

Para Blank e Dorf (2012), a “startup é uma

organização temporária em busca de um modelo de

negócio repetível e escalável.”

Para Torres, Guerra e Lima (2014), startup é “[…]

uma catalisadora que transforma ideias em produtos.

Sua descrição está intimamente ligada ao conceito

de empresas nascentes, que estão à procura de mercado

para seu produto inovador, inseridas em um

contexto incerto.”

As startups segundo Padrão e Andreassi (2013),

“buscam o crescimento nas vendas para ter o retorno

sobre o investimento aplicado na fase de desenvolvimento

do produto, é o modo como estas empresas

tentam sobreviver nos seus estágios iniciais.” Segundo

Medeiros Junior et al., (2015) na criação de um

negócio, os empreendedores utilizam-se do plano de

negócios mais como obrigação do que por opção, e

ainda elucida, […] Considerando o papel fundamental

do empreendedor na atividade de planejamento,

desenvolver estratégias, no contexto de empresas

nascentes, envolve um exercício de imaginar e, em

78 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


algum nível, estruturar conhecimento sobre aspectos

futuros do negócio não postos em prática em um

ambiente que ainda não considera a empresa como

participante. (Medeiros Junior et al., 2015, p. 229).

Segundo a OIT 2001 (Organização Internacional

do Trabalho), “é necessário melhorar a capacidade

de instituições da sociedade para coletar e comunicar

informação confiável e atualizada sobre as demandas

do mercado de trabalho.”

Isso evidencia ainda mais as importantes mudanças

que sofrerá o profissional do futuro, e então nasce

uma grande questão, como entender qual será o

futuro dos profissionais? Neste cenário, é de grande

valia a familiaridade e o conhecimento com o importante

binário, hard skills e soft skills.

MATERIAIS E MÉTODOS

Para o desenvolvimento deste trabalho, foram

utilizados como procedimentos metodológicos a pesquisa

bibliográfica ancorada pela pesquisa exploratória.

Nesse sentido, para atender aos objetivos deste

estudo, foram utilizadas, como forma de revisão de literatura,

a pesquisa exploratória e bibliográfica, onde

foram levantadas e compiladas as principais soft skills

requisitadas pelo mercado, de acordo com a ABStartups,

ABMEN, FIA, SEBRAE, WEF e USAID. De acordo

com Fonseca (2002, p. 32), “[…] qualquer trabalho

científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica,

que permite ao pesquisador conhecer o que já se

estudou sobre o assunto.” Segundo Severino (2016),

“a pesquisa bibliográfica é aquela que se realiza a

partir do registro disponível, decorrente de pesquisas

anteriores, em documentos impressos, livros, artigos,

teses, etc.”

A pesquisa do tipo exploratória, de acordo com

Gil (2007) “envolve: (a) levantamento bibliográfico;

(b) entrevistas com pessoas que tiveram experiências

práticas com o problema pesquisado; e (c) análise de

exemplos que estimulem a compreensão.”

Dessa maneira, a pesquisa exploratória está relacionada

à busca de dados e informações que o pesquisador

não está familiarizado e que são necessários

para estabelecer relações prévias para estruturar o

estudo.

Segundo o autor, a pesquisa bibliográfica utiliza-

-se de dados e informações provenientes de livros,

artigos científicos, revistas e sites especializados que

contribuem para que o autor fundamenta seus estudos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do cenário do mercado de trabalho, profis-

sionais enfrentarão desafios buscando cada vez mais

se aprofundar em habilidades e competências, estando

atentos a toda evolução de demandas que se

adequam aos profissionais do futuro. As habilidades

comportamentais, emocionais e sociais, assim como,

as técnicas, quando bem desenvolvidas, tornam-se

um diferencial de um profissional que busca uma

atuação promissora no mercado.

Atrelado a isso, as soft skills se mostram à frente

das hard skills pois são habilidades as quais o profissional

desenvolve além do conhecimento-base, com

características notáveis e importantes quando analisamos

o convívio interpessoal dentro de uma empresa,

enquanto as hard skills compreendem apenas as

habilidades técnicas com uma micro aprendizagem

facilmente quantificável.

Analisando tais diferenciações de características

que compreendem ambas competências, as startups

buscam por profissionais com aptidões mentais qualificáveis,

que possuam boa comunicação, empatia, habilidades

de desenvolvimento, espírito de liderança,

mentalidade criativa, foco, entusiasmo e otimismo,

dentre outros pontos relevantes. Somente com essas

habilidades, o profissional de startup apresenta uma

vantagem competitiva em relação a outros que não

acabam por desenvolver tais competências.

O profissional do futuro, por fim, deve ser flexível

e capaz de ter um pensamento crítico e capacidade

de resolução de problemas, com agilidade e colaboração

com o objetivo final de transformar o futuro da

força de trabalho que conta com constantes atualizações

em inserção a atual realidade que vivemos. Por

isso, a busca por qualificação é a peça-chave frente às

tecnologias que enfrentamos, com o profissional do

futuro assumindo um novo posicionamento frente à

própria carreira, moldando os modelos de negócios

existentes, com profissionais mais versáteis e possibilitados

de expandir seus conhecimentos a outras

pessoas que se relacionam.

Pode-se inferir com esse trabalho que as habilidades

e competências técnicas e comportamentais, isto

é, hard skills e soft skills, são de grande importância

para os empreendedores, haja vista, as diversidades,

especificidades e demandas que o mercado exige

dos profissionais de startups do futuro.

Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/administracao/

soft-skills

MAIO 2022 79


AGENDA

AGENDA

2022

JULHO

5 A 8

AGOSTO

2 A 4

SETEMBRO

14 A 16

FORMÓBILE 2022

LOCAL: SÃO PAULO (SP)

INFORMAÇÕES: WWW.FORMO-

BILE.COM.BR/PT/HOME.HTML

MEC SHOW

LOCAL: SERRA (ES)

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

MECSHOW.COM.BR/

LIGNUM LATIM AMÉRICA

LOCAL: CURITIBA (PR)

INFORMAÇÕES: HTTPS://LIGNUM

LATINAMERICA.COM/

FORMÓBILE

5 DE JULHO A 8 DE JULHO

LOCAL: SÃO PAULO EXPO. ROD.

DOS IMIGRANTES, KM 1,5

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

FORMOBILE.COM.BR/PT/HOME.HTML

UM DOS MAIORES EVENTOS DE MÓVEIS E MADEIRA

DA AMÉRICA LATINA, O ESPAÇO MADEIRA, APRESENTA

SUA SEGUNDA EDIÇÃO QUE ACONTECERÁ DE FORMA

MAIOR E MAIS COMPLETA. COM EQUIPAMENTOS

PARA O SETOR DE MADEIRA MACIÇA E PRODUTOS

DE MADEIRA PARA DIVERSAS UTILIZAÇÕES. A

OPORTUNIDADE DE EMPRESAS ESTAREM NA

FORMÓBILE EM UM ESPAÇO DEDICADO AO SETOR DA

MADEIRA.

80 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


ESPAÇO ABERTO

CRESCIMENTO DAS CONSTRUÇÕES

EM MADEIRAS REFLETE SEGURANÇA

CONTRA INCÊNDIOS

C

om o aumento do uso da madeira na

construção civil nos últimos anos, a

demanda de produtos que auxiliam os

profissionais do setor cresceu muito e,

consequentemente, a necessidade de

atendimento às normas técnicas específicas.

Podemos citar a ABNT NBR 16.143 (categorias

de uso), que nos orienta sobre produtos e processos

para aumentar a resistência da madeira contra

o ataque de xilófagos.

Hoje, além dos produtos com funções preventivas

contra agentes xilófagos e intempéries, outra

solução que o mercado da construção em madeira

tem utilizado são os retardantes de chama, produtos

específicos que auxiliam o profissional a atender

as normas de prevenção contra incêndios.

Estes produtos são agentes químicos que,

quando aplicados em madeiras, aumentam a resistência

do material à combustão, diminuem a

velocidade de propagação do fogo, reduzem a

emissão de gases que retroalimentam as chamas,

bem como, inibem as emissões de fumaça, gerando

mais tempo de fuga em situações de incêndio.

Os métodos de aplicação desses produtos

podem ser: pincelamento, imersão ou processos

industriais, sendo importante o profissional responsável

pela aplicação se atentar às orientações

dos fabricantes sobre a quantidade de produto

aplicada por m² (metro quadrado) para que ele

atinja o desempenho esperado.

ESTES PRODUTOS SÃO

AGENTES QUÍMICOS

QUE, QUANDO APLICADOS EM

MADEIRAS, AUMENTAM A

RESISTÊNCIA DO MATERIAL À

COMBUSTÃO

POR

SILVIO LIMA

ESPECIALISTA EM

TRATAMENTO DE

MADEIRA, É GERENTE

DA UNIDADE

INDUSTRIAL DA

MONTANA QUÍMICA,

MULTINACIONAL

BRASILEIRA

REFERÊNCIA

NO SETOR DE

PROTEÇÃO,

TRATAMENTO E

PRESERVAÇÃO DE

MADEIRA

Vale reforçar o que técnicos e estudiosos em

madeira já sabem: a madeira é um material extremamente

seguro contra o fogo. Para os mais

leigos, costuma-se usar o exemplo do ato de

acender uma lareira. Quem já o fez sabe o quanto

é difícil a madeira pegar fogo, e, quando pega,

demora bastante para se deteriorar, o que é um

importante quesito de segurança.

Atualmente, para serem consideradas legais,

as obras em madeira precisam seguir instruções

técnicas, como a Instrução Técnica Nº 10 - CMAR

(Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento),

do Corpo de Bombeiros do Estado de São

Paulo, que está em vigor desde 9 de abril de 2019.

O objetivo da norma é estabelecer parâmetros

aos materiais de acabamento e de revestimento

empregados nas edificações, para restringir a propagação

de fogo e desenvolvimento de fumaça.

A constante evolução dos produtos e normas

técnicas eleva os padrões de segurança das obras

feitas com madeira, conscientizando o uso de soluções

capazes de mitigar ou controlar incêndios.

Foto: divulgação

82 referenciaindustrial.com.br MAIO 2022


Automação é o futuro!

Equipamentos

especiais

Aquecimento

POR INDUção

Coladeiras de

alta frequÊNCIA

Para uma indústria madeireira e moveleira com um futuro de sucesso a automação é a tecnologia da vez! Não é uma

grande novidade, o conceito de automação já era utilizado pelos Ingleses no século XVIII, mas com o avanço da tecnologia

e a inovação de processos ela vem ganhando cada vez mais força. Aliada da produção eficiente, a automação reduz a

necessidade de trabalho humano, garante processos ágeis e seguros, produtos com padrão de qualidade, eficiência

energética, redução de custos e aumento da produtividade. Na indústria de madeira e móveis ela agiliza processos de corte

e colagem, trazendo precisão e potencializando a produção. Se sua indústria ainda não investe em modernização, é hora de

agir e conhecer as soluções MSP em automação!

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