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edição de 16 de maio de 2022

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MAsteRchef AtRAi<br />

MAis ANuNciANtes<br />

Atração estreia<br />

nesta terça (17)<br />

com 13 marcas<br />

dando suporte à<br />

gra<strong>de</strong> comercial do<br />

programa exibido<br />

pela Band. pág. 24<br />

De OlhO NO exteRiOR, estúDiO DiveRsificA<br />

Paramount+ Brasil quer internacionalizar<br />

conteúdo e diversificar produção, inclusive<br />

com adaptação <strong>de</strong> obras infantis. pág. 25<br />

DROgARiAs pAchecO<br />

ApReseNtA bel<br />

Re<strong>de</strong> <strong>de</strong> farmácias,<br />

do Grupo DPSP, terá<br />

assistente virtual<br />

para humanizar<br />

relação com os<br />

clientes nos canais<br />

digitais. pág. 26<br />

propmark.com.br ANO 57 - Nº 2894 - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> R$ 15,00<br />

inclusão digital é um dos<br />

<strong>maio</strong>res <strong>de</strong>safios do brasil<br />

Jadon Kelly/Unsplash<br />

Nesta terça-feira (17) se comemora o Dia Mundial da internet, que propõe uma reflexão<br />

sobre a re<strong>de</strong>. estudo recente da pWc/instituto locomotiva chamado O Abismo Digital no<br />

Brasil aponta que menos <strong>de</strong> um terço da população po<strong>de</strong> ser consi<strong>de</strong>rada plenamente<br />

conectada, <strong>de</strong> acordo com os padrões internacionais <strong>de</strong> avaliação. profissionais<br />

ligados ao setor afirmam que a conectivida<strong>de</strong> é uma questão crucial do século 21,<br />

tão vital para uma vida plena quanto o acesso a água e a alimentos. pág. 14


8


editorial<br />

Armando Ferrentini<br />

aferrentini@editorareferencia.com.br<br />

Conectivida<strong>de</strong> é vital<br />

Os mais jovens, nascidos a partir dos anos 2000, não têm i<strong>de</strong>ia<br />

do que é viver sem internet. Para fazer um trabalho escolar, por<br />

exemplo, era preciso ir à biblioteca da cida<strong>de</strong> ou recorrer à enciclopédia<br />

Barsa, que muitas famílias mantinham em casa.<br />

Já os jornalistas faziam suas consultas nos chamados “arquivos” dos<br />

veículos <strong>de</strong> comunicação, que mantinham os exemplares antigos dos<br />

jornais e revistas para contextualizarem as suas matérias. E a população,<br />

em geral, tinha acesso à informação apenas pela chamada mídia<br />

tradicional. Não havia Google, Facebook, Twitter, Waze ou qualquer<br />

outro dispositivo tão parte da vida <strong>de</strong> hoje.<br />

Os mais velhos certamente também se lembram da dificulda<strong>de</strong> que era<br />

dirigir em metrópoles como São Paulo. Era necessário consultar o guia<br />

<strong>de</strong> ruas, que a <strong>maio</strong>ria das pessoas tinha guardado no porta-luvas dos<br />

seus carros. E para quem não tinha muita noção <strong>de</strong> geografia e direção,<br />

nem é preciso dizer que paradas obrigatórias eram necessárias para indagar<br />

estranhos nas ruas e pedir informação sobre o itinerário. Impossível<br />

imaginar essa situação nos dias atuais.<br />

Todos concordam que a internet, que se popularizou no país a partir do<br />

fim dos anos 1990, melhorou – e muito – a vida <strong>de</strong> todos. Porém, saindo<br />

da ‘bolha’, o Brasil ainda está muito atrás <strong>de</strong> países mais <strong>de</strong>senvolvidos<br />

no quesito inclusão digital. Estudo recente da PWC/Instituto Locomotiva<br />

chamado O Abismo Digital no Brasil aponta que menos <strong>de</strong> um terço<br />

da população po<strong>de</strong> ser consi<strong>de</strong>rada plenamente conectada, <strong>de</strong> acordo<br />

com os padrões internacionais <strong>de</strong> avaliação.<br />

“Meta<strong>de</strong> dos brasileiros (principalmente negros e pardos das classes C,<br />

D e E) fica sem conexão por quase a meta<strong>de</strong> do mês, sendo que 58% dos<br />

brasileiros têm acesso à conectivida<strong>de</strong> por celulares e não dispõem <strong>de</strong><br />

dispositivos a<strong>de</strong>quados para se educar, consumir e exercer plenamente<br />

sua cidadania”, relata Fernando Moulin, partner da Sponsorb.<br />

Para o especialista em transformação digital, esse <strong>de</strong>safio somente será<br />

superado ou mitigado com uma ampla agenda nas esferas pública e privada<br />

<strong>de</strong> digitalização, que até o momento foi pouquíssimo discutida na<br />

pré-campanha eleitoral à Presidência da República.<br />

Segundo Moulin, o Brasil está extremamente atrasado numa questão<br />

crucial do século 21, em que as nações mais competitivas e pujantes serão<br />

aquelas que tiverem ampla conectivida<strong>de</strong> e li<strong>de</strong>rança tecnológica.<br />

O especialista toca fundo na questão e fala que a conectivida<strong>de</strong> é tão<br />

vital para uma vida plena quanto o acesso a água e a alimentos.<br />

Vale lembrar que a pan<strong>de</strong>mia escancarou esse cenário quando vimos<br />

pela televisão casos <strong>de</strong> crianças e jovens que não tinham acesso à internet<br />

em casa e não podiam frequentar as aulas remotas. O garoto que<br />

sentava em um banco <strong>de</strong> uma praça para usar o wi-fi do açougue que<br />

ficava em frente para conseguir estudar, em uma pequena cida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

Goiás, comoveu o Brasil.<br />

No nosso país, para além dos <strong>de</strong>safios mundiais <strong>de</strong> regulamentação que<br />

a internet traz, são necessários investimentos massivos em banda larga,<br />

equipamentos <strong>de</strong> hardware, mo<strong>de</strong>rnização <strong>de</strong> instituições <strong>de</strong> serviços<br />

e educação em geral. Na semana em que se comemora o Dia Mundial<br />

da Internet, em 17 <strong>de</strong> <strong>maio</strong>, o PROPMARK propôs uma reflexão ao<br />

mercado publicitário sobre o tema e ouviu profissionais do setor para<br />

falar também sobre tendências da re<strong>de</strong>.<br />

***<br />

Gastronomia<br />

A Band exibe, a partir <strong>de</strong>sta terça-feira (17), a 9ª edição do MasterChef<br />

Brasil, programa gastrônomico <strong>de</strong> <strong>maio</strong>r audiência da televisão brasileira.<br />

A atração está com recor<strong>de</strong> <strong>de</strong> inscrições e 13 marcas patrocinadoras.<br />

A área comercial da Band assegurou a presença <strong>de</strong> Britânia,<br />

Cacau Show, Delícia, Seara e Diageo, como cotistas do plano Master;<br />

Eisenbahn, NotCo, Outback, Royal Prestige e Selmi, no plano Chef;<br />

além <strong>de</strong> Brastemp, no Top <strong>de</strong> 5 segundos, e Xantinon, com cota <strong>de</strong><br />

participação.<br />

O Grupo Ban<strong>de</strong>irantes atravessa uma ótima fase. Além da acertada contratação<br />

<strong>de</strong> Fausto Silva, que <strong>de</strong>s<strong>de</strong> janeiro comanda o Faustão na Band<br />

<strong>de</strong> segunda a sexta, e, segundo a emissora, em dois meses somou em<br />

torno <strong>de</strong> 50 marcas anunciantes e mais <strong>de</strong> 250 ações na programação, o<br />

grupo acaba <strong>de</strong> completar 85 anos <strong>de</strong> atuação.<br />

as Mais lidas da seMana no ProPMark.CoM.br<br />

1ª<br />

Campanha do novo Polo<br />

vira alvo <strong>de</strong> ataques<br />

homofóbicos nas re<strong>de</strong>s<br />

Um post da Volkswagen sobre o novo Polo nas re<strong>de</strong>s sociais<br />

gerou ataques homofóbicos. A peça publicitária traz um casal<br />

formado por dois homens em frente ao carro e com a legenda<br />

“Sabe o que evoluiu junto com você? O Polo”.<br />

4 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark<br />

2ª<br />

3ª<br />

A mudança para o Analytics 4 tem sido bem recebida pelos<br />

profissionais, mas requer que as marcas comecem a se<br />

movimentar para que não haja prejuízo <strong>de</strong> dados históricos.<br />

4ª<br />

O Young Lions <strong>2022</strong> anunciou os selecionados da etapa brasileira.<br />

No total, o projeto escolheu 12 profissionais entre os mais <strong>de</strong> 400<br />

inscritos em sete categorias.<br />

5ª<br />

novo Polo: o <strong>de</strong>safio da comunicação em<br />

falar <strong>de</strong> diversida<strong>de</strong> no setor automotivo<br />

Especialistas ouvidos pelo PROPMARK acerca <strong>de</strong> post do novo<br />

VW Polo falaram sobre representativida<strong>de</strong> e a importância da<br />

comunicação disruptiva nos dias <strong>de</strong> hoje.<br />

lGPd, jornada do usuário e entregas:<br />

o que esperar do Google analytics 4<br />

Veja os selecionados<br />

para o Young lions <strong>2022</strong><br />

investimentos em anúncios nas<br />

re<strong>de</strong>s aumentam, mas engajamento<br />

estaciona no instagram<br />

Os gastos com re<strong>de</strong>s sociais tiveram um crescimento <strong>de</strong> 21%<br />

em relação ao mesmo período em 2021, revelou o levantamento<br />

realizado pela plataforma em social marketing e care Emplifi.


18ª Edição<br />

Festival Internacional <strong>de</strong> Criativida<strong>de</strong><br />

5-6<br />

NOV<br />

<strong>2022</strong><br />

NA ARCA<br />

Desbloqueie<br />

sua criativida<strong>de</strong><br />

pixelshow.co


Índice<br />

especial dia<br />

da internet<br />

traz reflexões<br />

A data é comemorada em 17 <strong>de</strong><br />

<strong>maio</strong>. Profissionais consultados<br />

pelo PROPMARK falam sobre os<br />

<strong>de</strong>safios da inclusão digital no<br />

país e as tendências da re<strong>de</strong>.<br />

pesquisas<br />

marcas<br />

capa<br />

14<br />

Unsplash<br />

Fotos: Divulgação<br />

nielsen mostra como<br />

mulher usa mídia<br />

Estudo realizado pela Nielsen, com apoio da<br />

Opinion Box, traz olhar sobre como o sexo<br />

feminino se relaciona com a mídia digital.<br />

90% das mil pessoas que respon<strong>de</strong>ram<br />

ao questionário online afirmaram que se<br />

conectam diariamente na internet. pág. 21<br />

enTreVisTa<br />

digiTal<br />

carrefour dá foco<br />

em marca própria<br />

O hipermercado congelou os preços <strong>de</strong><br />

cerca <strong>de</strong> seis mil itens <strong>de</strong> marca própria,<br />

promovendo qualida<strong>de</strong> por um preço em<br />

média 30% mais acessível na comparação<br />

com produtos lí<strong>de</strong>res, além <strong>de</strong> ofertar<br />

também previsibilida<strong>de</strong>. pág. 27<br />

grupo FreeBrands<br />

expan<strong>de</strong> negócio<br />

O sócio-fundador Rafael Nasser, na foto ao<br />

lado <strong>de</strong> Renato Radomysler, também sóciofundador,<br />

fala sobre o crescimento do setor<br />

<strong>de</strong> healthcare com a pan<strong>de</strong>mia. O grupo,<br />

que começou com o FreeCô, bateu recor<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> venda com lenços ume<strong>de</strong>cidos. pág. 22<br />

Tunad utiliza Trends<br />

para medir buscas<br />

O CSO Ricardo Monteiro explica que<br />

ferramenta <strong>de</strong> AI calcula o volume <strong>de</strong><br />

buscas, minuto a minuto, no Google.<br />

“Cruzando com os anúncios <strong>de</strong> TV, rádio,<br />

lives e streamings, avaliamos as mensagens<br />

que os consumidores captam”. pág. 20<br />

editorial ................................................................4<br />

conexões ...............................................................8<br />

curtas ....................................................................9<br />

quem Fez ............................................................10<br />

inspiração ..........................................................11<br />

esg no mKT .........................................................12<br />

Opinião ................................................................13<br />

especial dia da internet...................................14<br />

digital .................................................................20<br />

pesquisas ............................................................21<br />

entrevista ...........................................................22<br />

mídia ...................................................................24<br />

marcas .................................................................26<br />

We love mKT ......................................................28<br />

supercenas .........................................................29<br />

Última página ....................................................30<br />

6 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


TEM GENTE FAZENDO COISA BOA.<br />

MOSTRE QUE VOCÊ É UMA DELAS.<br />

Prêmio Colunistas.<br />

Pra quem não aceita<br />

mediocrida<strong>de</strong>.<br />

Inscrições abertas<br />

colunistas.com.br<br />

Está na hora <strong>de</strong> agências, anunciantes, criadores,<br />

fornecedores e veículos mostrarem que a comunicação<br />

brasileira continua criativa <strong>de</strong> norte a sul do país.<br />

Colunistas, há 55 anos valorizando quem<br />

sai do lugar comum.


conexões<br />

Instagram:<br />

Pot: Campanha do Novo Polo vira<br />

alvo <strong>de</strong> ataques homofóbicos<br />

nas re<strong>de</strong>s<br />

Acho repugnante as manifestações<br />

homofóbicas a essa campanha!<br />

Andrea Siqueira Russi<br />

dorinHo<br />

Posicionamento da empresa é correto<br />

sobre diversida<strong>de</strong> e inclusão,<br />

mas fizeram <strong>de</strong> modo arriscado.<br />

Não foi uma campanha da marca<br />

VW, foi uma campanha do produto<br />

Polo. O risco seria muito menor se<br />

fosse institucional.<br />

Marcelo Marsiglia Cavazzini<br />

É assim que os homofóbicos aparecem.<br />

Vyctor Hugo<br />

Post: Felipe Neto: “Durante dois<br />

anos eu não fechei com uma<br />

única marca operacionalizada<br />

no Brasil”<br />

Po<strong>de</strong>ria fechar mais contratos se<br />

se comportasse mais como o irmão,<br />

que não dá tanta polêmica.<br />

Certo ou errado, ninguém quer polêmica<br />

vinculada a sua marca.<br />

Matheus Bizin<br />

A justificativa para a falta <strong>de</strong> talento<br />

<strong>de</strong>le agora é a política. É ruim, histérico<br />

e sem graça. Se ele aceitasse<br />

isso, doeria menos.<br />

Tati Peterson<br />

última Hora<br />

eMPReeNDeDORISMO<br />

Paloma Quintela (ex-<br />

Lew’Lara\TBWA, J. Walter<br />

Thompson e Wun<strong>de</strong>rman,<br />

na foto abaixo com o sócio<br />

Gabriel Zanferrari) se<br />

prepara para o lançamento<br />

da Pontelo, agência 100%<br />

digital focada em branding,<br />

re<strong>de</strong>s sociais e criação <strong>de</strong><br />

conteúdo para pequenos<br />

e médios negócios.<br />

DeMaNDa<br />

“Durante a pan<strong>de</strong>mia,<br />

percebi uma gran<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>manda <strong>de</strong> médicos<br />

querendo expor seus<br />

conhecimentos e, com<br />

isso, ajudar quem estava<br />

recluso em casa. Eu já<br />

atendia alguns clientes e<br />

marcas <strong>de</strong>ste segmento<br />

e, só no ano passado,<br />

vi meu negócio crescer<br />

mais <strong>de</strong> 50%, surgindo a<br />

necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> ter um time<br />

<strong>maio</strong>r e profissionalizar<br />

ainda mais nosso<br />

trabalho”, diz Paloma.<br />

PONTeLO<br />

A Pontelo (significado:<br />

ponte+elo) aproveitará,<br />

nas palavras <strong>de</strong> Paloma,<br />

“do gran<strong>de</strong> potencial<br />

da indústria health,<br />

mas diversificando<br />

o atendimento para<br />

outros mercados”.<br />

A agência já possui em<br />

sua carteira clientes <strong>de</strong><br />

varejo, gastronomia e<br />

aca<strong>de</strong>mias. “Com atuação<br />

100% remota e prezando<br />

a proximida<strong>de</strong> entre as<br />

pessoas, a agência chega<br />

para focar no atendimento<br />

taylor ma<strong>de</strong>, entregas<br />

qualificadas e na geração<br />

<strong>de</strong> negócios”. Gabriel<br />

Zanferrari é ex-JWT e A<br />

Madre Produtora Digital.<br />

CaPITÃO FOCa<br />

Felipe Parra (na foto acima<br />

com o violão), músico,<br />

produtor, compositor e<br />

sócio da produtora <strong>de</strong><br />

música Capitão Foca, acaba<br />

<strong>de</strong> lançar o álbum Estrela,<br />

projeto 100% autoral, com<br />

11 canções que produziu<br />

durante a pan<strong>de</strong>mia, entre<br />

uma trilha e outra para<br />

gran<strong>de</strong>s anunciantes como<br />

Nike, Netflix, Spotify,<br />

Red Bull e outras.<br />

O lançamento foi no<br />

Teatro <strong>de</strong> Contêiner,<br />

no Centro <strong>de</strong> São Paulo.<br />

CeLeBRaÇÃO<br />

No último dia 10, o Itaú<br />

Unibanco participou da<br />

cerimônia do encerramento<br />

do pregão na Bolsa <strong>de</strong> Nova<br />

York em comemoração aos<br />

25 anos <strong>de</strong> listagem na Bolsa<br />

<strong>de</strong> Valores <strong>de</strong> Nova York<br />

(NYSE). Para marcar sua<br />

boda <strong>de</strong> prata veiculou peça<br />

out-of-home (foto abaixo)<br />

na Times Square, um dos<br />

símbolos da publicida<strong>de</strong><br />

OOH na Big Apple. As ações<br />

do Itaú Unibanco foram as<br />

mais negociadas na bolsa<br />

norte-americana em 2021.<br />

Atualmente, cerca <strong>de</strong> 25%<br />

do volume total <strong>de</strong> ações<br />

preferenciais do banco está<br />

na forma <strong>de</strong> ADRs e são<br />

negociadas nos EUA.<br />

A criação é da Africa.<br />

8 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


curtas<br />

LEo BurnEtt dEstaca incLusão<br />

ELEiçõEs <strong>2022</strong> ganham r$ 25 mi<br />

gLoBo tEm nova fasE dE campanha<br />

Equipe participa <strong>de</strong> jantar em prol da Casa Chama<br />

A Leo Burnett Tailor Ma<strong>de</strong> é a única<br />

agência <strong>de</strong> comunicação entre as 72 empresas<br />

listadas na pesquisa Ethos/Época<br />

<strong>de</strong> Inclusão. Equida<strong>de</strong> racial e direitos<br />

LGBTI+ alcançaram índices acima da média.<br />

“Este é um momento <strong>de</strong> celebração <strong>de</strong><br />

todos os esforços que vêm sendo construídos<br />

nos últimos cinco anos”, diz Marcelo<br />

Reis, co-CEO e CCO da Leo Burnett Tailor<br />

Ma<strong>de</strong>. Marcio Toscani, co-CEO e COO da<br />

agência, lembra que “o mundo contemporâneo<br />

exige que as empresas estejam<br />

atentas ao impacto que produzem na<br />

socieda<strong>de</strong>. Esse olhar tem <strong>de</strong> estar <strong>de</strong>ntro<br />

e fora do negócio”.<br />

rEino unido BanE pEças da adidas<br />

Senado aprova aumento <strong>de</strong> gastos com propaganda<br />

O governo fe<strong>de</strong>ral terá R$ 25 milhões<br />

a mais para gastar com publicida<strong>de</strong> nas<br />

eleições <strong>de</strong> <strong>2022</strong>. O aumento foi <strong>de</strong>finido<br />

no último dia 10 <strong>de</strong> <strong>maio</strong>, quando o Senado<br />

aprovou o PL 4059/2021, que muda o<br />

limite <strong>de</strong> gastos com propaganda em anos<br />

eleitorais para órgãos dos governos fe<strong>de</strong>ral,<br />

estadual e municipal. O projeto ainda fala<br />

sobre a contratação <strong>de</strong> serviços <strong>de</strong> comunicação<br />

digital. Ficam vetados os pregões<br />

eletrônicos, que permitiam a participação<br />

<strong>de</strong> empresas sem capacitação técnica em<br />

serviços especializados <strong>de</strong> comunicação.<br />

O documento seguirá para a sanção presi<strong>de</strong>ncial.<br />

nEtfLix LidEra EngajamEnto<br />

Young Lions rEvELa prEmiados<br />

Jason Blackeye/ Unsplash<br />

Sayan Ghosh/Unsplash<br />

Divulgação/Alexandre Virgilio<br />

Divulgação/Agencia Brasil<br />

Guto Costa/Globo/Divulgação<br />

Do Plim ao Play mostra que conteúdos se conectam<br />

Para mostrar o seu ecossistema composto<br />

por canais <strong>de</strong> assinatura, TV aberta,<br />

streaming e os produtos digitais, a Globo<br />

apresenta a segunda fase da campanha<br />

do plim ao play. O lançamento conta com<br />

um filme que brinca com combinações<br />

inusitadas <strong>de</strong> ativos da empresa, rimando<br />

e criando uma métrica sonora na voz <strong>de</strong><br />

carlinhos Brown. A Globo quer mostrar<br />

que os conteúdos se conectam e po<strong>de</strong>m<br />

ser acompanhados em diferentes telas e<br />

lugares, on<strong>de</strong> e como o público <strong>de</strong>sejar.<br />

Segundo a emissora, o conceito traduz essa<br />

diversida<strong>de</strong> e o extrapolar dos conteúdos<br />

para além <strong>de</strong> suas marcas e plataformas.<br />

Anúncio foi consi<strong>de</strong>rado ofensivo pela ASA<br />

Filme da Adidas lançado em fevereiro<br />

com diversos seios nus promoveu a<br />

varieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> tops esportivos femininos<br />

da marca, mas foi banido pela advertising<br />

standards authority (ASA) do Reino Unido<br />

sob a alegação <strong>de</strong> ser “prejudicial e ofensiva”.<br />

Uso gratuito <strong>de</strong> nu<strong>de</strong>z, objetificação<br />

da mulher e acesso do conteúdo por crianças<br />

estão entre as principais queixas. A<br />

alemã se <strong>de</strong>fen<strong>de</strong>u dizendo que as imagens<br />

pretendiam “refletir e celebrar diferentes<br />

formas e tamanhos e ilustrar a diversida<strong>de</strong>”.<br />

A ASA argumenta que o conteúdo é<br />

incomum no Twitter da grife, po<strong>de</strong>ndo<br />

ofen<strong>de</strong>r os usuários da plataforma.<br />

Investimento cresce, mas interações mostram queda<br />

O perfil da Netflix é o primeiro em engajamento<br />

no Instagram, com 68.940.468<br />

interações em 248 posts, e segundo no<br />

Facebook, com 3.023.326 interações em 315<br />

posts. O gasto médio mensal por marca foi<br />

<strong>de</strong> US$ 3.631 no primeiro trimestre <strong>de</strong> <strong>2022</strong>,<br />

alta <strong>de</strong> 21% em relação ao mesmo período<br />

do ano passado. Mas as plataformas não<br />

acompanham o avanço dos investimentos.<br />

No Instagram, a taxa <strong>de</strong> engajamento permanece<br />

estável, com cerca <strong>de</strong> 32 interações<br />

por mil impressões, enquanto o Facebook<br />

amargou queda <strong>de</strong> 17% no número médio<br />

<strong>de</strong> curtidas, comentários e compartilhamentos.<br />

Os dados são da Emplifi.<br />

São 12 brasileiros entre 400 inscritos<br />

Enzo Roncari (W3Haus) e Gabriel Rodriguez<br />

(Monkey-Land), em Design; Letícia<br />

Kohanoski (Tech and Soul) e Leonardo<br />

Norato (Suno Paim), em Digital; Lais Castro<br />

e Carol Garcia (Itaú), em Marketer; Gabriela<br />

Godoy (Beontag) e Heloísa Miro Cardoso<br />

(P&G), em PR; Angelo Giovanni (433 AG) e<br />

Johann Stancik (Greenz), em Print; Erika<br />

Moulin (AlmapBBDO), em Planejamento; e<br />

Vivianne Santos (Africa), em Atendimento.<br />

Esses são os 12 brasileiros escolhidos entre<br />

os mais <strong>de</strong> 400 inscritos no Young Lions<br />

<strong>2022</strong>. Eles criaram para as ONGs Vamos<br />

Falar sobre o Luto (SP), Aliança <strong>de</strong> Mães<br />

e Famílias Raras (PE) e Sol Maior (RS).<br />

Diretor-presi<strong>de</strong>nte e jor na lis ta<br />

res pon sá vel<br />

Ar man do Fer ren ti ni<br />

Editora-chefe: Kelly Dores<br />

Editores: Neu sa Spau luc ci, Paulo<br />

Macedo e Alê Oliveira (Fotografia)<br />

Editores-assistentes: Janaina<br />

Langsdorff e Vinícius Novaes<br />

Editor especial: Pedro Yves<br />

Repórteres: Carolina Vilela e Marcos<br />

Bonfim<br />

Revisor: José Carlos Boanerges<br />

Edição <strong>de</strong> Arte: Adunias Bispo da Luz<br />

Assistente <strong>de</strong> Arte: Lucas Boccatto<br />

Departamento Comercial<br />

Gerentes: Mel Floriano<br />

mel@editorareferencia.com.br<br />

Tel.: (11) 2065-0748<br />

Monserrat Miró<br />

monserrat@editorareferencia.com.br<br />

Tel.: (11) 2065-0744<br />

Diretor Executivo: Tiago A. Milani<br />

Ferrentini<br />

tamf@editorareferencia.com.br<br />

Departamento <strong>de</strong> Assinaturas<br />

Coor<strong>de</strong>nadora: Regina Sumaya<br />

regina-sumaya@editorareferencia.com.br<br />

Assinaturas/Renovação/<br />

Atendimento a assinantes<br />

assinatura@editorareferencia.com.br<br />

São Paulo (11) 2065-0738<br />

Demais estados: 0800 704 4149<br />

Site: propmark.com.br<br />

Redação: Rua Fran çois Coty, 228<br />

CEP 01524-030 – São Pau lo-SP<br />

Tels: (11) 2065-0772 e 2065-0766<br />

e- mail: re da cao@prop mark. com.br<br />

O PrO PMar k é uma pu bli ca ção da Edi to ra re fe rên cia Ltda.<br />

rua Fran çois Coty, 228 - São Pau lo - SP<br />

CEP: 01524-030 Tel.: (11) 2065-0766<br />

as ma té rias as si na das não re pre sen tam ne ces sa ria men te a<br />

opi nião <strong>de</strong>s te jor nal, po <strong>de</strong>n do até mes mo ser con trá rias a ela.<br />

IMPRESSO EM CASA<br />

jornal propmark - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> 9


quem fez<br />

Paulo Macedo paulo@propmark.com.br<br />

FOME<br />

Reinventar a relação do consumidor no PDV<br />

com Club Social reforça o conceito #Partiu-<br />

PraNãoParar. Com auxílio da tecnologia, a<br />

LBTM criou prateleira que se movimenta sozinha,<br />

numa forma inovadora <strong>de</strong> apresentar<br />

o produto. “Quando seu biscoito favorito vai<br />

junto, nenhuma fome po<strong>de</strong> te parar”, diz Pedro<br />

Utzeri, VP <strong>de</strong> Criação da agência.<br />

LEO BURNETT TAILOR MADE<br />

MONDELEZ BRASIL<br />

Fotos: Divulgação<br />

Título: A prateleira que não para; CCO: Marcelo Reis;<br />

VP <strong>de</strong> criação e diretor <strong>de</strong> arte: Pedro Utzeri; diretora<br />

<strong>de</strong> criação: Alessandra Sadock; redatores: Vinicius<br />

Stanzione, Alpho Ramsay e Humberto Pacheco;<br />

produtora: Prodigious; som: Squad; aprovação:<br />

time <strong>de</strong> marketing da Mon<strong>de</strong>lez.<br />

CasEirO<br />

Uma evolução do fermento. Essa é a proposta<br />

do novo Super Fleischmann apresentado<br />

em sachês individuais <strong>de</strong> 13 gramas. O<br />

produto combina fermento biológico com<br />

enzimas que contribuem para o crescimento<br />

<strong>de</strong> 20% das fornadas caseiras. Comercial,<br />

em exibição nas re<strong>de</strong>s sociais da marca,<br />

mostra que fazer pão não tem dificulda<strong>de</strong>.<br />

BOLD<br />

FLEISchMANN<br />

Título: Vai dar pão; CCO: Daniele Marques; diretor<br />

<strong>de</strong> criação: Lucas Maia; head of art: Leandro<br />

Lemos e Leo Malaquias; produtora: Boiler<br />

Filmes; diretor: Renan Rodrigues; aprovação:<br />

Alexandre Salvador, Marianne Bellucci, Nathalia<br />

Linari, Matheus Meira e Bianca Weschenfel<strong>de</strong>r.<br />

pós<br />

Criada com olhar específico para o processo<br />

<strong>de</strong> contratação <strong>de</strong> pessoas egressas do sistema<br />

prisional, a Responsa aprovou campanha<br />

que narra a história real <strong>de</strong> Rodolfo Maturana,<br />

que enfrentou dificulda<strong>de</strong> para encontrar<br />

emprego <strong>de</strong>pois <strong>de</strong> sair da prisão. Ele se tornou<br />

serralheiro e transformou a habilida<strong>de</strong><br />

negativa <strong>de</strong> arrombar carros em algo positivo.<br />

PROPEG<br />

RESPONSA<br />

Título: Segunda chance; CCO: Emerson Braga; redatores:<br />

Emerson Braga, Rafael Damy e Marcio<br />

Naziazeno; diretor <strong>de</strong> arte: Gustavo Batinga;<br />

RTVC: Juliana Leonelli; produtora: Santeria; som:<br />

Cabaret; produtor musical: Guilherme Azem;<br />

aprovação: Karine Vieira.<br />

10 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


inspiração<br />

obrigada!<br />

Fotos: Arquivo Pessoal<br />

“Não quero ficar falando do <strong>de</strong>safio inenarrável que é o <strong>de</strong> equilibrar<br />

os pratos do dia a dia, <strong>de</strong> como fazemos mil coisas ao mesmo tempo”<br />

Isabel Rudge<br />

especial para o PROPMaRK<br />

he damos as boas-vindas, boas-vin-<br />

boas-vindas. Venha conhecer a<br />

“Ldas,<br />

vida. Eu digo que ela é gostosa. Tem o Sol<br />

e tem a Lua, tem o medo e tem a rosa. Eu<br />

digo que ela é gostosa. Tem a noite e tem o<br />

dia, a poesia e tem a prosa, eu digo que ela<br />

é gostosa…”<br />

Esse é um trecho da música Boas-vindas,<br />

do Caetano Veloso, que eu ouvia muito<br />

sozinha na reta final das minhas duas gravi<strong>de</strong>zes.<br />

Apesar <strong>de</strong> estar tudo muito estranho e<br />

<strong>de</strong> cabeça pra baixo, apesar do medo e das<br />

incertezas <strong>de</strong> colocar novas pessoas nesse<br />

mundo maluco em que estamos vivendo,<br />

essa música era um convite simples para<br />

que aqueles bebês tivessem uma boa e alegre<br />

chegada, in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntemente <strong>de</strong> tudo o<br />

que estava rolando.<br />

Eu tenho dois filhos pequenos e confesso<br />

que sempre tive o sonho <strong>de</strong> ser mãe. Nunca<br />

pensei na possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> não ter filhos.<br />

E essa foi uma escolha minha, que eu fiz<br />

para a minha vida. Mas, até eu ter me tornado<br />

mãe <strong>de</strong> fato, nunca tinha passado pela<br />

minha cabeça que ter filhos iria me impor,<br />

<strong>de</strong> forma tão rápida e intensa, novos cargos<br />

e funções.<br />

Não quero ficar falando do <strong>de</strong>safio inenarrável<br />

que é o <strong>de</strong> equilibrar os pratos<br />

do dia a dia, <strong>de</strong> como fazemos mil coisas<br />

ao mesmo tempo e como a vida pessoal<br />

acaba interferindo na vida profissional. Ser<br />

mãe, ser mulher, ser profissional, ser filha,<br />

ser foda.<br />

Mas eu queria aproveitar e dizer que<br />

fico feliz em saber que, mesmo que aos<br />

poucos, estamos criando um ambiente <strong>de</strong><br />

trabalho mais acolhedor para todas que<br />

são mães, <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong> um mercado que é tão<br />

complexo.<br />

No entanto, a real é que a função materna<br />

nunca acaba, não tem um dia <strong>de</strong> folga.<br />

Meus filhos precisam <strong>de</strong> carinho e atenção,<br />

precisam ser trocados, precisam tomar banho,<br />

comer, escovar os <strong>de</strong>ntes e <strong>de</strong> ajuda<br />

para dormir - todos os dias, in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntemente<br />

<strong>de</strong> como foi, o que eu passei ou<br />

como está sendo o meu dia.<br />

E meus filhos, por outro lado, não me<br />

aceitam “pela meta<strong>de</strong>”. Eles me querem<br />

por inteira.<br />

E é isso que tem me feito pensar cada<br />

vez mais na relação que tenho com o meu<br />

tempo, com o meu trabalho e com a minha<br />

vida.<br />

São meus filhos que diariamente me convidam<br />

a viver um respiro diferente, a ver a<br />

vida mais colorida e a rir no caos. São eles<br />

que têm me lembrado todos os dias que o<br />

que importa é ter presença, saber ver e viver<br />

instantes e momentos, em segundos.<br />

Meus filhos, sem dúvida, são a minha<br />

<strong>maio</strong>r inspiração, e aceitar esse convite diário<br />

<strong>de</strong>les, <strong>de</strong> estar em presença com eles,<br />

me faz crescer e querer fazer do mundo um<br />

lugar melhor.<br />

E voltando para o Caetano, boba era eu<br />

que achava que estava dando as boas-vindas<br />

para os meus filhos, quando, na verda<strong>de</strong>,<br />

no fundo eu estava era dando boas-vindas<br />

a mim mesma.<br />

Meus filhos Chico e Pedro me trouxeram<br />

coragem, paciência e propósito <strong>de</strong> vida,<br />

eles estão me transformando em uma pessoa<br />

e uma profissional melhor a cada dia<br />

que passa. Com toda certeza, eu não estaria<br />

on<strong>de</strong> estou, sem eles.<br />

Isabel Rudge é head of client services da Dojo,<br />

mãe do Francisco (4 anos) e do Pedro (2 anos)<br />

jornal propmark - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> 11


ESG NO MKT<br />

Dayne Topkin/Unsplash<br />

A esperança está<br />

nas empresas<br />

Pesquisas <strong>de</strong>monstram que uma atuação<br />

responsável e empática po<strong>de</strong> gerar mais lucro<br />

Alexis Thuller PAgliArini<br />

pesquisa anual Trust Barometer, da E<strong>de</strong>lman,<br />

não <strong>de</strong>ixa dúvidas: as empresas são<br />

A<br />

a única instituição <strong>de</strong> confiança no Brasil.<br />

Sim, você está lendo direito. Nem as ONGs,<br />

nem a mídia e muito menos os governos chegam<br />

a patamares mínimos <strong>de</strong> confiança.<br />

O governo teve apenas 39% <strong>de</strong> respon<strong>de</strong>ntes<br />

com alguma confiança (o índice mínimo é<br />

<strong>de</strong> 60% para garantir uma percepção <strong>de</strong> confiança).<br />

A mídia, 48%. E as ONGs, 56%.<br />

As empresas passaram raspando, com<br />

61%, mas é nelas que se <strong>de</strong>posita a última<br />

esperança <strong>de</strong> um mundo melhor. Se, por um<br />

lado, o empresariado po<strong>de</strong> se ufanar <strong>de</strong>ssa<br />

percepção, por outro, <strong>de</strong>ve se sentir pressionado<br />

pela responsabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> levar nas costas<br />

a carga <strong>de</strong> uma melhora do mundo que<br />

habitamos.<br />

Sim, a pressão é gran<strong>de</strong>: a mesma pesquisa<br />

mostra que muitos esperam que as empresas<br />

preencham o vácuo <strong>de</strong>ixado pelo governo.<br />

68% dos respon<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong>claram que os CEOs<br />

<strong>de</strong>vem interce<strong>de</strong>r quando os governos não<br />

resolvem os problemas da socieda<strong>de</strong>.<br />

60% esperam que os CEOs tomem uma<br />

iniciativa proativa, sem aguardar que os governos<br />

ajam. E 54% acham que os CEOs <strong>de</strong>vem<br />

prestar contas ao público e não somente<br />

à diretoria e acionistas das suas empresas.<br />

Do lado dos consumidores, a pressão é<br />

ainda <strong>maio</strong>r: 73% dos consumidores acham<br />

que têm po<strong>de</strong>r para forçar as corporações a<br />

agir. E a visão <strong>de</strong> <strong>de</strong>ntro das empresas não é<br />

menos pressionadora: 71% dos empregados<br />

se julgam empo<strong>de</strong>rados para forçar suas empresas<br />

a atuar em benefício da socieda<strong>de</strong>.<br />

Sabe o que significa tudo isso? O bastão da<br />

responsabilida<strong>de</strong> foi passado para as empresas<br />

e elas não têm para quem entregar. É com<br />

elas mesmo!<br />

Quando comecei a trabalhar – lá se vão<br />

mais <strong>de</strong> 35 anos – ouvi dos meus patrões uma<br />

advertência: <strong>de</strong>vemos nos ater às questões<br />

intrinsicamente inerentes ao nosso negócio.<br />

Não <strong>de</strong>vemos emitir opiniões quanto aos<br />

problemas da socieda<strong>de</strong>. Muito menos a<strong>de</strong>-<br />

rir a movimentos sociais. Pois é... Esse tempo<br />

acabou. Agora, as empresas são cobradas<br />

por um posicionamento e por um ativismo<br />

corporativo.<br />

Mesmo que isso lhes custe caro. Basta ver<br />

o imbróglio da Disney em Orlando, se posicionando<br />

perante um governo estadual (Flórida)<br />

retrógrado e ultraconservador. A represália<br />

veio forte, mas a empresa não abriu mão<br />

das suas convicções.<br />

Num mundo assolado por mudanças climáticas<br />

preocupantes, pelo retorno <strong>de</strong> governos<br />

ultranacionalistas e reacionários,<br />

pela violência <strong>de</strong> uma guerra e o recru<strong>de</strong>scimento<br />

da xenofobia e da intolerância e ainda<br />

pelo <strong>de</strong>sejo <strong>de</strong> igualda<strong>de</strong>, paz e justiça, “sobrou”<br />

para as empresas.<br />

Os consumidores ten<strong>de</strong>rão a analisar<br />

melhor a atitu<strong>de</strong> da corporação antes <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>cidir pela compra <strong>de</strong> um produto ou<br />

serviço. Por outro lado, o mercado financeiro,<br />

capitaneado pelo po<strong>de</strong>roso Larry<br />

Fink, CEO do fundo <strong>de</strong> investimento Black<br />

Rock, com carteira <strong>de</strong> mais <strong>de</strong> 1 trilhão <strong>de</strong><br />

dólares, cobra das empresas o tal do triple<br />

bottom line, ou seja: um conjunto <strong>de</strong><br />

ativida<strong>de</strong>s que extrapola simplesmente o<br />

resultado financeiro.<br />

Que apresente ações em benefício das pessoas<br />

e do planeta. É pressão <strong>de</strong> todos os lados.<br />

E as empresas geram um efeito dominó,<br />

ao exigir <strong>de</strong> seus fornecedores uma atuação<br />

igualmente engajada.<br />

Não à toa o acrônimo ESG inva<strong>de</strong> implacavelmente<br />

a pauta dos conselhos <strong>de</strong> administração<br />

e da diretoria executiva das empresas.<br />

Virou um mantra. A agenda ESG entrou <strong>de</strong><br />

vez no dia a dia dos executivos e não <strong>de</strong>ve<br />

sair <strong>de</strong> lá tão cedo. Porque a pressão <strong>de</strong>ve<br />

continuar e só crescer.<br />

Inútil dormir, que a dor não passa. A notícia<br />

boa é que tudo isso po<strong>de</strong> ser positivo para<br />

a performance das empresas.<br />

Pesquisas <strong>de</strong>monstram que, sim, essa atuação<br />

responsável e empática po<strong>de</strong> gerar mais<br />

lucro às empresas. Então é isso: empresários,<br />

estamos com vocês! Po<strong>de</strong>m agir, que nós aumentaremos<br />

o nosso nível <strong>de</strong> confiança e <strong>de</strong><br />

preferência!<br />

Alexis Thuller Pagliarini é sócio-fundador da ESG4<br />

alexis@criativista.com.br<br />

12 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


opinião<br />

Alejandro Luengo/Unsplash<br />

Web3: por uma<br />

internet das pessoas<br />

Paula Martini<br />

Quando o filme O Dilema das Re<strong>de</strong>s foi<br />

lançado, no longínquo 2020, a influência<br />

dos algoritmos sobre nossas vidas ganhou<br />

mais visibilida<strong>de</strong>. Perfis foram excluídos.<br />

Notificações, <strong>de</strong>sligadas. Mudar nossa<br />

relação com a internet <strong>de</strong>manda entendê-la<br />

a partir <strong>de</strong> suas dinâmicas mais profundas<br />

e vê-la como verbo, não como substantivo.<br />

Demanda escavar até sua utopia-base:<br />

<strong>de</strong> que seria autônoma – inserida no capitalismo,<br />

porém com outras lógicas e dinâmicas.<br />

O que chegou a se concretizar,<br />

com colaboração em escala global e realmente<br />

<strong>de</strong>scentralizada: iniciativas wiki,<br />

software livre, blogs, Creative Commons<br />

e tantas mais.<br />

O que per<strong>de</strong>mos, <strong>de</strong> lá pra cá? Basicamente,<br />

os pilares da utopia: a<br />

multiplicida<strong>de</strong>, a diversida<strong>de</strong>,<br />

o hiperlink. Hoje compartilhamos<br />

prints, não links. Quando<br />

estamos imersos em transições<br />

complexas, como a atual,<br />

nossa percepção ten<strong>de</strong> a ficar<br />

embotada e per<strong>de</strong>-se perspectiva.<br />

Mas lá em 2008, no livro<br />

The Future of the Internet –<br />

And How to Stop It, o professor<br />

<strong>de</strong> Harvard Jonathan Zittrain<br />

antevia o <strong>de</strong>clínio da internet<br />

“generativa” – uma plataforma no mais<br />

amplo sentido, que convidava à criativida<strong>de</strong><br />

e à inovação, <strong>de</strong>senhada para aceitar<br />

qualquer contribuição que seguisse regras<br />

básicas –, rumo às plataformas proprietárias<br />

que hoje habitamos.<br />

A máxima <strong>de</strong> que “quando o serviço é<br />

gratuito, o produto é você” assusta, mas,<br />

na lógica do capitalismo <strong>de</strong> vigilância, não<br />

somos só o produto, e sim a matéria-prima<br />

para extração <strong>de</strong> conhecimento a partir dos<br />

dados. Uma promessa/capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> intervir<br />

nos próximos passos, já que o campo <strong>de</strong><br />

possibilida<strong>de</strong>s é 100% mediado pelos algoritmos.<br />

Esses que permeiam todas as relações<br />

sociais e profissionais mediadas por<br />

“A máximA <strong>de</strong><br />

que ‘quAndo<br />

o serviço é<br />

grAtuito,<br />

o produto<br />

é você’<br />

AssustA”<br />

tecnologias. Algoritmos são somente códigos,<br />

e estão sob a mesma lei <strong>de</strong> direito autoral<br />

que protege livros, músicas e filmes. A<br />

Lei 9610/98 categoriza o código como “criação<br />

do espírito” – assim, como a arte, algoritmos<br />

também carregam os vieses e visões<br />

<strong>de</strong> mundo do criador. Tecnologias não são<br />

neutras: pessoas pensaram seu propósito,<br />

<strong>de</strong>senharam a experiência do usuário, elaboraram<br />

um algoritmo e <strong>de</strong>cidiram quais<br />

dados iriam alimentá-lo.<br />

Resultado? Uma concentração <strong>de</strong> riqueza,<br />

conhecimento e po<strong>de</strong>r sem prece<strong>de</strong>ntes<br />

na História. Se informação é po<strong>de</strong>r,<br />

quem <strong>de</strong>tém informação sobre nós tem<br />

po<strong>de</strong>r sobre nós – e muitas vezes não sabemos<br />

como funciona o jogo (ou que estamos<br />

jogando). Uma assimetria <strong>de</strong> po<strong>de</strong>r<br />

que até se configura abusiva e <strong>de</strong>ve ser<br />

exposta. Tipo redução <strong>de</strong> danos no uso<br />

<strong>de</strong> substâncias: a proposta não é<br />

<strong>de</strong>ixar <strong>de</strong> fazer, é fazer sabendo<br />

on<strong>de</strong> se está pisando. Recentemente,<br />

a iniciativa Internet das<br />

Pessoas lançou a campanha O dia<br />

em que você disse sim, criação da<br />

VMLY&R, por um uso consciente<br />

e seguro das tecnologias. A<br />

IDP promove a educação digital,<br />

orientando famílias, empresas e<br />

escolas sobre aspectos humanos<br />

da transformação digital: economia<br />

da atenção, bolha dos algoritmos,<br />

inteligência artificial, indústria dos<br />

dados pessoais e privacida<strong>de</strong>.<br />

Sem educação digital e regulação, só resta<br />

alarmismo. E, enquanto engatinhamos<br />

nesses temas, já a<strong>de</strong>ntramos as temáticas<br />

do metaverso e <strong>de</strong>scentralização da web3:<br />

<strong>de</strong> usuários para criadores. Uma internet<br />

generativa? Para agências e marcas, há<br />

oportunida<strong>de</strong> <strong>de</strong> atuar com segmentação<br />

e assertivida<strong>de</strong>, promovendo valores como<br />

transparência e ética. Ainda mais em tempos<br />

<strong>de</strong> pós-verda<strong>de</strong>. Urge criarmos outros<br />

como para esse gran<strong>de</strong> o quê. E mirarmos<br />

naquela utopia, sem otimismo cego. Pois,<br />

como disse Eduardo Galeano, “a utopia serve<br />

para que não <strong>de</strong>ixemos <strong>de</strong> caminhar”.<br />

Paula Martini é orientadora digital, palestrante e<br />

i<strong>de</strong>alizadora da iniciativa Internet das Pessoas<br />

paula@internetdaspessoas.com.br<br />

jornal propmark - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> 13


especial diA dA internet<br />

Apesar dos avanços, atraso na<br />

inclusão digital <strong>de</strong>safia o país<br />

Profissionais da área falam das tendências do segmento e apontam que,<br />

com a pan<strong>de</strong>mia, ficou mais escancarada a diferença no acesso à re<strong>de</strong><br />

Alina Grubnyak/Unsplash<br />

Dia Mundial da Internet levanta importantes questões como segurança, fake news, cobrança <strong>de</strong> conteúdo e publicida<strong>de</strong>, além da inclusão digital, ponto crucial no <strong>de</strong>senvolvimento<br />

Neusa spaulucci<br />

Ninguém sabe ao certo o motivo pelo<br />

qual em 17 <strong>de</strong> <strong>maio</strong> é comemorado o<br />

Dia Mundial da Internet, também conhecida<br />

como Dia Mundial das Telecomunicações<br />

e da Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Informação.<br />

A única certeza que se tem é que a data<br />

foi estabelecida pela ONU (Organização<br />

das Nações Unidas) em janeiro <strong>de</strong> 2006, e<br />

a i<strong>de</strong>ia é refletir sobre as potencialida<strong>de</strong>s e<br />

<strong>de</strong>safios das novas tecnologias na vida <strong>de</strong><br />

todos. Sendo assim, nada melhor do que ir<br />

ao mercado para ouvir a opinião dos profissionais<br />

do setor para saber para on<strong>de</strong> vai,<br />

com tanta pressa, a internet.<br />

Os últimos acontecimentos, como a<br />

possível volta do Orkut e a compra do<br />

Twitter por Elon Musk, além da pressão<br />

por regulamentação e o futuro das re<strong>de</strong>s<br />

sociais, sinalizam ainda mais agitação<br />

pela frente.<br />

O PROPMARK foi buscar junto a profissionais<br />

da área algum sinal <strong>de</strong> fumaça sobre<br />

a tendência da internet e das re<strong>de</strong>s sociais.<br />

Vini Chagas, head <strong>de</strong> <strong>de</strong>sign <strong>de</strong> conversas<br />

da Dentsu International Brasil, fala que,<br />

para ele, <strong>de</strong>pois <strong>de</strong> tanta evolução, do crescimento<br />

da importância e da mudança <strong>de</strong><br />

papel das re<strong>de</strong>s sociais, é importante que se<br />

olhe para elas com a responsabilida<strong>de</strong> e o<br />

cuidado que inspiram.<br />

“Não po<strong>de</strong>mos compactuar com a transformação<br />

<strong>de</strong> um aparato que está a serviço<br />

da comunicação, entretenimento e tantas<br />

outras frentes importantes, em máquinas<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>sinformação e propagação <strong>de</strong> fake<br />

news”, analisa.<br />

Ele acredita que a principal reflexão que<br />

o Dia da Internet <strong>de</strong>ve trazer é o acesso à<br />

“As mArcAs estão em um<br />

movimento <strong>de</strong> enten<strong>de</strong>r<br />

como tornAr suAs<br />

mensAgens pAlAtáveis<br />

e entregá-lAs como<br />

entretenimento”<br />

14 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


Fotos: Divulgação<br />

Vini Chagas: “O conteúdo venceu” Cris Camargo: internet ganha impulso na pan<strong>de</strong>mia Fernando Moulin: re<strong>de</strong>s socias são evolução recente<br />

tecnologia para além do seu importante<br />

papel. Segundo ele, com a pan<strong>de</strong>mia ficou<br />

ainda mais escancarado o atraso na inclusão<br />

digital, que acabou prejudicando muitas<br />

pessoas.<br />

“É um tema importante, que <strong>de</strong>ve sair do<br />

papel e das reflexões e virar políticas afirmativas,<br />

que garantam a todos o direito a<br />

usufruir <strong>de</strong> tecnologia”, diz.<br />

Para ele, a inclusão digital é urgente, para<br />

que todos possam ter as mesmas oportunida<strong>de</strong>s.<br />

As regulamentações são assuntos<br />

igualmente urgentes para Chagas, pois elas<br />

po<strong>de</strong>m ajudar muito na preservação das<br />

pessoas em relação à propagação <strong>de</strong> notícias<br />

falsas, por exemplo.<br />

“Mas o seu não-cumprimento precisa<br />

ser penalizado para que sejam realmente<br />

efetivas e não vejamos, como hoje, alguns<br />

fomentando a <strong>de</strong>sinformação impunemente”,<br />

fala. Para ele, fake news se resolve com<br />

regulamentação e, principalmente, punição<br />

efetiva dos responsáveis.<br />

Sobre a cobrança <strong>de</strong> conteúdo, Chagas<br />

afirma: “O conteúdo venceu!”. Na opinião<br />

<strong>de</strong>le, não é sobre “diminuir a <strong>de</strong>pendência<br />

<strong>de</strong> publicida<strong>de</strong>”, mas sobre como a publicida<strong>de</strong><br />

se transforma para fazer sentido<br />

em um ambiente on<strong>de</strong> as pessoas não gostam<br />

<strong>de</strong> #ad.<br />

“As marcas estão em um movimento <strong>de</strong><br />

enten<strong>de</strong>r como tornar suas mensagens palatáveis<br />

e entregá-las como entretenimento<br />

para as pessoas em sua jornada digital”,<br />

comenta. Para ele, é super<strong>de</strong>safiador, mas<br />

também é muito bom ver que isso já começa<br />

a se tornar realida<strong>de</strong>.<br />

Quando o questionamento gira em torno<br />

do mo<strong>de</strong>lo do YouTube, que tem plano<br />

pago para quem não quer ver propaganda<br />

no meio da música, ele volta a falar que as<br />

marcas <strong>de</strong>vem começar a olhar para esses<br />

produtos <strong>de</strong> entretenimento e enten<strong>de</strong>r<br />

como fazer parte daquilo.<br />

“É como os product placements em vi<strong>de</strong>oclipes<br />

no próprio YT, por exemplo. As<br />

marcas ali aparecem mesmo para os assinantes”,<br />

conclui Chagas.<br />

“teremos muitAs<br />

mudAnçAs Antes<br />

<strong>de</strong> enten<strong>de</strong>rmos melhor,<br />

sob umA perspectivA<br />

mAis AmplA, o pApel e A<br />

influênciA plenA que<br />

As re<strong>de</strong>s sociAis têm”<br />

impulso<br />

Já Cris Camargo, CEO do IAB Brasil, lembra<br />

que a inclusão digital – ou falta <strong>de</strong>la – é<br />

um ponto que ganhou gran<strong>de</strong> impulso durante<br />

a pan<strong>de</strong>mia da Covid-19, principalmente<br />

nas áreas rurais.<br />

Ela aponta números que mostram o<br />

quanto a internet cresceu, apesar do efeito<br />

nefasto da pan<strong>de</strong>mia. “Foi um efeito rebote<br />

positivo, porque as pessoas <strong>de</strong>pendiam do<br />

uso <strong>de</strong> novas plataformas”.<br />

O IAB Brasil fez parceria com a Kantar<br />

Ibope Media, que resultou no lançamento<br />

do estudo Digital AdSpend e trouxe para o<br />

mercado uma análise que apresentou o fortalecimento<br />

da publicida<strong>de</strong> no digital.<br />

O investimento acumulado foi <strong>de</strong> R$ 36,9<br />

bilhões, consi<strong>de</strong>rando o ano <strong>de</strong> 2020 (R$<br />

23,7 bilhões), e os seis primeiros meses <strong>de</strong><br />

2021 (R$ 13,2 bilhões).<br />

Na análise comparativa <strong>de</strong> janeiro a<br />

junho <strong>de</strong> 2021 com o mesmo período <strong>de</strong><br />

2020, o Digital AdSpend indicou que os investimentos<br />

em publicida<strong>de</strong> digital tiveram<br />

um crescimento <strong>de</strong> 25% no primeiro semestre<br />

do ano.<br />

Em relação à distribuição por tipo <strong>de</strong> dispositivo,<br />

mobile e <strong>de</strong>sktop, os números ficaram<br />

bem próximos ao mesmo período <strong>de</strong><br />

2020, cujos anúncios publicados em mobile<br />

representaram 73% do share total.<br />

Fernando Moulin, partner da Sponsorb,<br />

professor e especialista em negócios, transformação<br />

digital e experiência do cliente,<br />

acha excelente ter um Dia Mundial da Internet<br />

com o propósito <strong>de</strong> pensar sobre a<br />

tecnologia.<br />

Para ele, todas as vezes em que se busca<br />

refletir acerca do papel absolutamente<br />

transformador que a internet <strong>de</strong>sempenha<br />

em cada minuto das vidas das pessoas, em<br />

uma socieda<strong>de</strong> cada vez mais conectada –<br />

inclusive no tocante à necessida<strong>de</strong> urgente<br />

<strong>de</strong> se integrar os “excluídos digitais” no<br />

conjunto das inexoráveis mudanças trazidas<br />

pela tecnologia nas vidas <strong>de</strong> todos.<br />

“É impossível conceber um mundo melhor<br />

e mais <strong>de</strong>senvolvido sem o apoio da<br />

tecnologia e da digitalização – e estar consciente<br />

também dos riscos trazidos por essas<br />

soluções é fundamental para que possamos<br />

reduzi-los, aumentando as possibilida<strong>de</strong>s<br />

do emprego positivo <strong>de</strong> tudo que a internet<br />

nos traz <strong>de</strong> melhor”, analisa.<br />

AmAdurecimento<br />

Para Moulin, é importante ter a perspectiva<br />

que as re<strong>de</strong>s sociais ainda são uma inovação<br />

muito recente, sob uma ótica histórica.<br />

“A <strong>maio</strong>ria das soluções hoje utilizadas<br />

massivamente em todo o mundo tem menos<br />

<strong>de</strong> 15, 20 anos <strong>de</strong> existência”, lembra<br />

ele, acrescentando: “Neste contexto, acho<br />

que ainda haverá um amplo processo <strong>de</strong><br />

amadurecimento da consciência e uso das<br />

re<strong>de</strong>s sociais pelas pessoas, organizações<br />

em geral e governos – por exemplo, em relação<br />

à a<strong>de</strong>quação dos termos <strong>de</strong> uso às legislações<br />

do ‘mundo real’, da <strong>maio</strong>r reflexão<br />

sobre o uso exacerbado das re<strong>de</strong>s sociais e<br />

seus impactos na saú<strong>de</strong> mental, privacida<strong>de</strong><br />

verso exposição excessiva”.<br />

Ele diz também que antevê um amplo<br />

processo <strong>de</strong> consolidação, integração, novas<br />

re<strong>de</strong>s que surgirão e outras que certamente<br />

<strong>de</strong>ixarão <strong>de</strong> ser relevantes em um<br />

futuro próximo.<br />

“Ainda teremos muitas mudanças antes<br />

<strong>de</strong> enten<strong>de</strong>rmos melhor, sob uma perspectiva<br />

mais ampla, o papel e influência plena<br />

jornal propmark - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> 15


especial diA dA internet<br />

Fotos: Divulgação<br />

Abel Reis: inclusão digital é um gran<strong>de</strong> <strong>de</strong>safio<br />

que as re<strong>de</strong>s sociais têm e <strong>de</strong>ixarão <strong>de</strong> ter<br />

em nossas vidas. As mudanças no Twitter<br />

se encontram neste contexto”, avalia.<br />

Em relação ao possível retorno do Orkut,<br />

Moulin vê correlação com um movimento<br />

mais amplo em termos <strong>de</strong> tendência social,<br />

com certos grupos buscando em suas<br />

referências <strong>de</strong> memórias passadas <strong>maio</strong>r<br />

soli<strong>de</strong>z e clareza para enfrentar as rápidas<br />

e incompreensíveis mudanças da era em<br />

que se vive.<br />

“Este é um processo clássico na evolução<br />

das artes, moda, música, e não haveria por<br />

que ser diferente com as re<strong>de</strong>s sociais: conforme<br />

os anos passam, algumas referências<br />

do passado que tenham <strong>de</strong>ixado <strong>de</strong> existir,<br />

mas ainda contêm um gran<strong>de</strong> número <strong>de</strong><br />

fãs e admiradores no presente, sempre terão<br />

seu apelo e seu público cativo. Isso também<br />

acontece fora da internet (um exemplo<br />

é o anunciado retorno da marca Mesbla ao<br />

mercado varejista brasileiro)”, explica.<br />

Abismo<br />

Mas o gran<strong>de</strong> <strong>de</strong>safio para ele resi<strong>de</strong> na<br />

inclusão digital. O partner da Sponsorb se<br />

ancora em estudo recente da PWC/Instituto<br />

Locomotiva chamado O Abismo Digital no<br />

Brasil, que aponta que menos <strong>de</strong> um terço<br />

da população po<strong>de</strong> ser consi<strong>de</strong>rada plenamente<br />

conectada, <strong>de</strong> acordo com os padrões<br />

internacionais <strong>de</strong> avaliação.<br />

“E estes brasileiros são predominantemente<br />

pessoas brancas das classes A e<br />

B. Enquanto isso, meta<strong>de</strong> dos brasileiros<br />

(principalmente negros e pardos das classes<br />

C, D e E) fica sem conexão por quase a<br />

meta<strong>de</strong> do mês, sendo que 58% dos brasileiros<br />

somente têm acesso à conectivida<strong>de</strong><br />

por celulares e não dispõem <strong>de</strong> dispositivos<br />

a<strong>de</strong>quados para se educar, consumir e exercer<br />

plenamente sua cidadania”, relata.<br />

Ele acredita que esse <strong>de</strong>safio somente<br />

será superado ou mitigado com uma ampla<br />

agenda nas esferas pública e privada <strong>de</strong><br />

digitalização, que, infelizmente, “até o momento<br />

foi pouquíssimo discutida na pré-<br />

-campanha eleitoral”.<br />

João Passarinho: perigo das fake news<br />

“grAn<strong>de</strong>s plAyers do<br />

setor enfrentArão<br />

pressão por mudAnçAs no<br />

regime <strong>de</strong> propriedA<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> dAdos <strong>de</strong> usuários<br />

e <strong>de</strong> conteúdos”<br />

“Haverá a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> massivos investimentos<br />

em banda larga, equipamentos<br />

<strong>de</strong> hardware, mo<strong>de</strong>rnização <strong>de</strong> instituições<br />

<strong>de</strong> serviços e educação em geral, e muito<br />

mais. É uma questão gravíssima e, no atual<br />

ritmo, somente será resolvida em décadas<br />

– o que <strong>de</strong>ixará o Brasil extremamente atrasado<br />

numa questão crucial do século 21, em<br />

que as nações mais competitivas e pujantes<br />

serão aquelas que tiverem ampla conectivida<strong>de</strong><br />

e li<strong>de</strong>rança tecnológica. Há muito por<br />

fazer. Conectivida<strong>de</strong> é tão vital para uma<br />

vida plena quanto o acesso a água e a alimentos”,<br />

argumenta ele.<br />

Caroline Capitani: há imensas diferenças regionais<br />

<strong>de</strong>sconectAdos<br />

Abel Reis, sócio-diretor da UOTZ, aposta<br />

que no futuro as re<strong>de</strong>s sociais terão seu mo<strong>de</strong>lo<br />

<strong>de</strong> audiências e <strong>de</strong> negócios drasticamente<br />

re<strong>de</strong>senhados pela consolidação das<br />

tecnologias da web 3.0.<br />

“Significa que os gran<strong>de</strong>s players do setor<br />

enfrentarão pressão por mudanças no<br />

regime <strong>de</strong> proprieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> dados <strong>de</strong> usuários<br />

e <strong>de</strong> conteúdos produzidos por criadores<br />

e publishers”, garante.<br />

Para Reis, a inclusão digital também segue<br />

como um gran<strong>de</strong> <strong>de</strong>safio no Brasil. Ele<br />

recorre à recente pesquisa da PWC, que<br />

mostra que o país tem mais <strong>de</strong> 33 milhões<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>sconectados, pessoas sem acesso à<br />

internet, grupo composto predominantemente<br />

por homens, não alfabetizados, idosos<br />

e categorizados como classes C, D e E.<br />

“O Brasil mantém ainda mais <strong>de</strong> 41 milhões<br />

<strong>de</strong> pessoas com acesso médio <strong>de</strong> 19<br />

dias no mês, grupo composto por moradores<br />

da região Norte e Nor<strong>de</strong>ste, com celular<br />

pré-pago, menos escolarizados, negros<br />

oriundos das classes D e E”, revela.<br />

Já Caroline Capitani, VP <strong>de</strong> inovação<br />

e negócios da Ilegra, empresa global <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>sign, inovação e software, acredita que<br />

é provável que nos domicílios <strong>de</strong> pessoas<br />

em situação <strong>de</strong> vulnerabilida<strong>de</strong> social os<br />

integrantes tenham até mais acesso a smartphones<br />

do que a água potável e serviços<br />

básicos.<br />

“Porém, precisamos reforçar que há<br />

imensas diferenças regionais e sociais, que<br />

fazem com que a gente não passe a pensar<br />

em um único Brasil. Outro aspecto importante<br />

é que as pessoas precisam ter acesso<br />

a computadores com banda larga para realizar<br />

tarefas mais complexas – inclusão digital<br />

não é simplesmente acesso a telefone<br />

com internet, que nos permite ativida<strong>de</strong>s<br />

mais simples. Mas, à medida que o tempo<br />

passa, vai tendo uma <strong>maio</strong>ria tardia que<br />

está ingressando, as novas gerações ensinando<br />

as mais velhas e consequentemente<br />

vai aumentando a inclusão. Vejo avanço,<br />

sim, mas estamos falando <strong>de</strong> diferenças regionais<br />

e sociais gran<strong>de</strong>s no nosso país que<br />

precisam ser consi<strong>de</strong>radas”, <strong>de</strong>clara.<br />

Ela vê os movimentos da internet, como<br />

a volta do Orkut, também com otimismo.<br />

Caroline encara como um resgate, uma tentativa<br />

<strong>de</strong> trazer <strong>de</strong> volta uma re<strong>de</strong> que fez<br />

muito sucesso, envolvendo o saudosismo,<br />

pois teve uma legião <strong>de</strong> usuários. “Uma<br />

tentativa <strong>de</strong> fazer uma frente com as re<strong>de</strong>s<br />

sociais que estão em evidência nos últimos<br />

anos. Resgate, saudosismo é algo cíclico<br />

como a moda, que vai e vem”, compara.<br />

ZonAs livres<br />

João Passarinho Netto, vice-presi<strong>de</strong>nte<br />

<strong>de</strong> estratégia criativa da Jotacom, acredita<br />

que o Dia da Internet é uma data interessante<br />

para promover a inclusão digital e<br />

fomentar as interações e dinâmicas entre<br />

universo virtual e real. Ele diz concordar<br />

com o propósito <strong>de</strong> provocar essa reflexão<br />

sobre a tecnologia, cada vez mais impres-<br />

<strong>16</strong> <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


Zizo Papa: estamos simbolicamente conectados<br />

cindível na vida <strong>de</strong> todos.<br />

Sobre a volta do Orkut ele fala que as<br />

re<strong>de</strong>s sociais vão cada vez mais caminhar<br />

para “zonas livres” <strong>de</strong> conteúdo, com todas<br />

as vantagens e perigos que po<strong>de</strong>m acontecer<br />

em um cenário <strong>de</strong> livre arbítrio.<br />

“Vantagens pela liberda<strong>de</strong> <strong>de</strong> expressão<br />

e perigo pelas fake news imputadas em larga<br />

escala. Apesar <strong>de</strong> acreditar numa regulamentação<br />

mínima e obrigatória em relação<br />

ao lado criminal, o propósito das re<strong>de</strong>s<br />

sempre foi liberda<strong>de</strong>, possibilida<strong>de</strong>, inovação<br />

e expressão”, arrisca.<br />

Para ele, a inclusão digital também é fundamental<br />

e é um caminho sem volta. “A popularização<br />

<strong>de</strong> acessos abertos <strong>de</strong>ve se tornar<br />

uma realida<strong>de</strong>, assim como em países<br />

mais <strong>de</strong>senvolvidos se tornou algo comum.<br />

É quase que uma obrigação (e interesse) ter<br />

cida<strong>de</strong>s inteligentes e conectadas”, analisa.<br />

Segundo Passarinho Neto, em um primeiro<br />

momento, houve a “onda” da popularização<br />

do mobile, agora se <strong>de</strong>ve seguir<br />

para um acesso <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong>, que permita a<br />

i<strong>de</strong>alização dos conceitos <strong>de</strong> web 3 que potencializarão<br />

as possibilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> interação<br />

Léo Andra<strong>de</strong>: <strong>maio</strong>r discrepância, <strong>maio</strong>r o abismo<br />

entre humanos e máquinas, evoluções <strong>de</strong><br />

aprendizado e até geração extra <strong>de</strong> riqueza<br />

e oportunida<strong>de</strong>s.<br />

Zizo Papa, CEO e sócio-fundador da<br />

Trace Brasil, arrisca dizer que não há mais<br />

como distinguir a humanida<strong>de</strong> da exponencialida<strong>de</strong><br />

tecnológica. “Estamos simbioticamente<br />

conectados”, diz sobre o propósito<br />

do Dia Mundial da Internet.<br />

Para ele, mais que uma reflexão sobre a<br />

data, é preciso enten<strong>de</strong>r a fundo o impacto<br />

que essa evolução traz para a condição humana.<br />

“Como nos relacionamos e trabalhamos.<br />

As questões éticas e regulatórias sobre<br />

as múltiplas transformações que testemunhamos.<br />

As mudanças comportamentais,<br />

sociais e o impacto que isso tem na nossa<br />

saú<strong>de</strong> física e mental”, <strong>de</strong>staca.<br />

Sobre os movimentos que a internet vive<br />

hoje, com a volta do Orkut e a compra do<br />

Twitter, Papa busca na fala do ex-presi<strong>de</strong>nte<br />

americano Barak Obama, semana<br />

passada em Stanford, para expressar o que<br />

pensa a respeito: “as re<strong>de</strong>s são ferramentas<br />

e como tais <strong>de</strong>vem, necessariamente, ser<br />

apoio para construção e evolução e não o<br />

contrário, involução e <strong>de</strong>struição”.<br />

trAnsfomAção<br />

Papa também aponta que a inclusão passa<br />

“pela radical e completa transformação<br />

da base educacional dos países”.<br />

“Infelizmente ainda existe muita política<br />

ao redor do tema mais importante para<br />

o futuro do país. A revolução educacional<br />

da base automaticamente promoveria essa<br />

inserção pois os mecanismos <strong>de</strong> transformação<br />

estariam programados no DNA das<br />

novas gerações”, diz.<br />

Renan Mota, foun<strong>de</strong>r e co-CEO da Corebiz,<br />

acredita que a inclusão digital tenha<br />

acontecido até mais rápido do que ele imaginou,<br />

mas ainda acha que <strong>de</strong>veria ter acontecido<br />

muito antes.<br />

“Ter acesso ao digital é diferente <strong>de</strong><br />

quem usa ou não bem a tecnologia. Diminuímos<br />

um pouco a questão da falta <strong>de</strong> acesso,<br />

por ser mais barato ter um computador<br />

ou smartphone, além da internet estar mais<br />

em conta e isso ten<strong>de</strong> a aumentar o número<br />

<strong>de</strong> usuários, contudo, o mais importante é<br />

como as pessoas realmente usam essa tecnologia”,<br />

lembra Mota.<br />

Segundo ele, as pessoas, muitas vezes,<br />

usam mais as re<strong>de</strong>s sociais. “Acho que se<br />

elas usassem melhor o digital, seria bom<br />

para o país como um todo, mas é difícil<br />

saber o prazo disso. Temos um processo<br />

ainda muito gran<strong>de</strong> <strong>de</strong> transformação. Mas<br />

continuo otimista e creio que no futuro as<br />

pessoas vão apren<strong>de</strong>r cada vez mais sobre a<br />

boa convivência online”.<br />

Léo Andra<strong>de</strong>, influenciador e especialista<br />

em tecnologia, referência em low-co<strong>de</strong><br />

e no-co<strong>de</strong> no Brasil e autor dos e-books<br />

gratuitos A Revolução Low-Co<strong>de</strong> e Citizen<br />

Developers, o tema inclusão digital é “bem<br />

complexo porque <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> do acesso à informação”.<br />

“Encurtar essa distância <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

Renan Mota: diminuição da falta <strong>de</strong> acesso<br />

“sou otimistA, creio<br />

que no futuro As<br />

pessoAs vão Apren<strong>de</strong>r<br />

cAdA vez mAis sobre A<br />

boA convivênciA online”<br />

ações que tornem a internet acessível para<br />

todos. E quando falamos <strong>de</strong> internet, estão<br />

inclusos dispositivos para acessá-la. Quanto<br />

mais discrepância houver no país, <strong>maio</strong>r<br />

será o abismo. É um assunto complexo e<br />

polêmico, pois trata-se <strong>de</strong> ter acesso à internet<br />

<strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> através <strong>de</strong> dispositivos<br />

igualmente capacitados. O gran<strong>de</strong> problema<br />

é que estamos num Brasil <strong>de</strong>sigual”.<br />

O Dia da Internet para Marcelo Pincherle,<br />

vice-presi<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> operações do GDB, <strong>de</strong>ve<br />

ser <strong>de</strong> reflexão mesmo, pois é fundamental.<br />

Segundo ele, a internet tem sido uma das<br />

bases da atual socieda<strong>de</strong> e permeia boa parte<br />

(senão quase a totalida<strong>de</strong>) das <strong>de</strong>cisões.<br />

“Proporcionou o encurtamento das<br />

distâncias, disparou a eficiência <strong>de</strong> diver-<br />

Marcelo Pincherle: gigante fonte transformadora<br />

jornal propmark - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> 17


especial diA dA internet<br />

sos processos e foi nossa gran<strong>de</strong> aliada na<br />

pan<strong>de</strong>mia. Mas é nela também que fomentamos<br />

nossos vícios, suportamos ações<br />

violentas e temos alguns <strong>de</strong> nossos piores<br />

comportamentos. Como tudo na vida, <strong>de</strong>ve<br />

ser encarada com equilíbrio e mo<strong>de</strong>ração,<br />

fazendo-se, portanto, muito necessário refletirmos<br />

sobre qual direção <strong>de</strong>vemos seguir<br />

nesse avanço inevitável da re<strong>de</strong> mundial<br />

<strong>de</strong> computadores”, analisa.<br />

Para ele, a internet tem sido uma gigantesca<br />

força transformadora, por ser, provavelmente,<br />

a <strong>maio</strong>r fonte <strong>de</strong> informação que<br />

se tem hoje, acaba sendo o principal veículo<br />

para a difusão <strong>de</strong> novos processos, i<strong>de</strong>ias<br />

e negócios em todo o mundo.<br />

“Prover, <strong>de</strong> alguma forma, o acesso amplo<br />

à re<strong>de</strong>, <strong>de</strong>veria ser objetivo <strong>de</strong> todos<br />

nós. I<strong>de</strong>ias transformadoras virão <strong>de</strong>sse<br />

processo e o encurtamento das distâncias –<br />

não apenas físicas – acontecerá.”<br />

Conforme palavras <strong>de</strong>le, as diferenças <strong>de</strong><br />

ida<strong>de</strong>, nacionalida<strong>de</strong>, renda ou cultura já<br />

são radicalmente reduzidas através da tecnologia,<br />

permitindo à socieda<strong>de</strong> um olhar<br />

mais horizontal e <strong>de</strong>mocrático nesse sentido.<br />

“Instituições públicas, privadas, gran<strong>de</strong>s<br />

empresários e a socieda<strong>de</strong> em geral <strong>de</strong>vem<br />

batalhar mais para garantir a máxima<br />

inclusão digital, sabendo que as próximas<br />

gran<strong>de</strong>s i<strong>de</strong>ias e soluções para eternos problemas<br />

do mundo virão <strong>de</strong> lá”, conclui.<br />

“Acredito bAstAnte numA<br />

revolução dA publicidA<strong>de</strong><br />

no formAto <strong>de</strong> conteúdo”<br />

cobrAnçA<br />

Sobre os movimentos em<br />

torno da cobrança <strong>de</strong> concontexto<br />

real e fluido. Seria uma era <strong>de</strong> menos<br />

‘call to action’ e mais sutileza na comunicação.<br />

A marca que fica no inconsciente<br />

organicamente. Dessa forma po<strong>de</strong> surgir<br />

um mo<strong>de</strong>lo híbrido com publicida<strong>de</strong> sutil,<br />

com conteúdo patrocinado sem forçar a<br />

barra”, explica.<br />

Caroline Capitani acredita ser bem ruim<br />

cobrar pelo conteúdo, uma vez que po<strong>de</strong><br />

impedir a pessoa <strong>de</strong> consumir informação<br />

relevante.<br />

“Não <strong>de</strong>ixa <strong>de</strong> ser uma atitu<strong>de</strong> <strong>de</strong> exclusão.<br />

E você pagar uma série <strong>de</strong> assinaturas<br />

diante do cenário econômico que nos encontramos<br />

é para poucos. A experiência e<br />

o acesso à informação serão prejudicados.<br />

Eu, particularmente, sou contra. Entendo<br />

que os veículos precisam ser remunerados,<br />

mas há necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> se<br />

pensar em fontes <strong>de</strong> receita alternativas.<br />

Cobrar é uma iniciativa<br />

exclu<strong>de</strong>nte”, argumenta.<br />

Conforme opinião <strong>de</strong> Caroline,<br />

opções como do<br />

YouTube ou até Spotify,<br />

LinkedIn, entre outros,<br />

que usam o mo<strong>de</strong>lo freemium,<br />

não obstruem o acesso e cobram<br />

pelo nível <strong>de</strong> personalização. “É<br />

mais <strong>de</strong>mocrático e inclusivo.<br />

Freemium é uma alternativa<br />

interessante como mo<strong>de</strong>lo <strong>de</strong><br />

negócio”, opina.<br />

Ao contrário da <strong>maio</strong>ria,<br />

Zizo Papa acha necessária a<br />

conscientização que conteúdo<br />

relevante tenha valor. “É produto.<br />

Ou seja, há que se remunerar<br />

sempre a produção dos mesmos, seja por<br />

maneiras cada vez mais sofisticadas <strong>de</strong> inserção<br />

<strong>de</strong> publicida<strong>de</strong> seja cobrando”. Para<br />

ele, o mo<strong>de</strong>lo híbrido, publicida<strong>de</strong> e cobrança<br />

<strong>de</strong> conteúdo, tem se mostrado uma<br />

alternativa promissora.<br />

Marcelo Pincherle concorda com a opinião<br />

<strong>de</strong> Zizo Papa quanto ao mo<strong>de</strong>lo híbrido<br />

para se sustentar.<br />

“Acredito muito em mo<strong>de</strong>los<br />

híbridos, que <strong>de</strong> forma transparente<br />

oferecerem diferentes<br />

valores aos seus<br />

consumidores.<br />

Aqueles que que<br />

buscam ambientes mais exclusivos e imersivos<br />

<strong>de</strong>ntro <strong>de</strong> conteúdos <strong>de</strong>verão buscar<br />

soluções pagas por isso, mas a gran<strong>de</strong> <strong>maio</strong>ria<br />

vai optar por mo<strong>de</strong>los mais tradicionais,<br />

com publicida<strong>de</strong>. Se nós, como indústria da<br />

propaganda, fizermos cada vez um trabalho<br />

melhor com relação à experiência dos usuários,<br />

respeito à privacida<strong>de</strong> e transparência<br />

aos processos, certamente influenciaremos<br />

nesse processo. Esta transformação <strong>de</strong>pen<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> nós e é importante para financiar a<br />

produção <strong>de</strong> futuros conteúdos, realizações<br />

e experiências que estão por vir”.<br />

Clay Banks/Unsplash<br />

teúdo, diminuindo a <strong>de</strong>pendência das plataformas<br />

da publicida<strong>de</strong>, Abel Reis acredita<br />

ser uma tendência irreversível que <strong>de</strong>ve<br />

beneficiar muito da expansão do uso das<br />

moedas virtuais.<br />

“Os atuais incumbentes da indústria digital<br />

vêm praticando mo<strong>de</strong>los mais tradicionais.<br />

Novos formatos surgirão”, <strong>de</strong>clara.<br />

Já João Passarinho Netto não acredita na<br />

generalização da cobrança <strong>de</strong> todo conteúdo,<br />

pois isso “acabará limitando o acesso às<br />

infinitas fontes por razões óbvias <strong>de</strong> custo”.<br />

“Acredito bastante numa revolução<br />

da publicida<strong>de</strong> no formato <strong>de</strong> conteúdo.<br />

Anúncios orgânicos, bem inseridos num<br />

Inclusão digital é fundamental para o <strong>de</strong>senvolvimento do país, dizem especialistas ligados ao segmento <strong>de</strong> internet<br />

18 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


ações <strong>de</strong> conscientização <strong>de</strong>veriam continuar<br />

num programa “always on”, até que<br />

<strong>de</strong> fato todos tenham absorvido as regras e<br />

normas <strong>de</strong> maneira quase que cultural.<br />

Caroline Capitani, VP <strong>de</strong> inovação e negócios<br />

da ilegra, concorda que as fake news<br />

são uma praga, que está associada a uma<br />

característica <strong>de</strong> consumo da informação<br />

muito imediatista, porque as pessoas não<br />

se aprofundam, elas leem e passam adiante,<br />

reproduzem aquele conhecimento sem<br />

verificar as fontes. “Pelo imediatismo, pelas<br />

bolhas sociais - se a notícia reforça aquilo<br />

em que acreditamos, a tendência é encaminhar<br />

nos grupos e nos círculos que participamos.<br />

Percebo algumas iniciativas, como<br />

<strong>de</strong> um movimento que participei, chamado<br />

A Fonte, que visa a combater fake news,<br />

que estimula a verificação das informações<br />

antes <strong>de</strong> reproduzi-las. Mas é um trabalho<br />

<strong>de</strong> formiguinha, que requer uma conscientização<br />

<strong>maio</strong>r e é uma boa forma <strong>de</strong> fazer<br />

isso nas escolas e faculda<strong>de</strong>s, ampliando o<br />

<strong>de</strong>bate para que elas não tomem gran<strong>de</strong>s<br />

proporções e prejudiquem nossa leitura <strong>de</strong><br />

mundo”, avalia.<br />

Zizo Papa, CEO e sócio-fundador da Trace<br />

Brasil, vai além quando se fala em segurança<br />

na internet. Ele lembra que não há progresso<br />

na <strong>de</strong>sor<strong>de</strong>m e no caos. “Isso nada tem a ver<br />

com restrição. Mas enquanto houver mecanismos<br />

<strong>de</strong> propagação do crime e terrorismo,<br />

usando tecnologia, acho natural criar-se<br />

barreiras <strong>de</strong> proteção e impedimento <strong>de</strong> tais<br />

ações”. Mas quando se trata <strong>de</strong> notícias falfake<br />

news e segurança pe<strong>de</strong>m<br />

regulamentação e compromisso<br />

Jacob Owens/Unsplash<br />

Fake news e segurança na internet são<br />

dois assuntos mais do que atuais, que<br />

chegam a dar gastura nos profissionais ligados<br />

ou não à área. Abel Reis, sócio-diretor<br />

da UOTZ, por exemplo, afirma que sem regulamentação<br />

legal e compromisso claro<br />

dos players globais <strong>de</strong> mídia e tecnologia<br />

não haverá como tornar os ambientes digitais<br />

mais seguros do ponto <strong>de</strong> vista transacional<br />

e <strong>de</strong> dados.<br />

Já sobre a praga das notícias falsas, Reis<br />

indica que o caminho para conscientizar a<br />

população é o da educação nas escolas para<br />

crianças e adolescentes. “Compromisso <strong>de</strong><br />

todos os media tech players e publishers<br />

<strong>de</strong> gran<strong>de</strong> porte com campanhas intensas e<br />

permanentes <strong>de</strong> educação das audiências.<br />

Políticas públicas que <strong>de</strong>sestimulem a propagação<br />

<strong>de</strong> fake news”, <strong>de</strong>creta.<br />

Para João Passarinho Netto, vice-presi<strong>de</strong>nte<br />

<strong>de</strong> estratégia criativa da Jotacom, no<br />

futuro a segurança <strong>de</strong>verá cada vez mais<br />

ser contratada como algo complementar, à<br />

parte, como seguros veiculares, <strong>de</strong> vida e<br />

saú<strong>de</strong>, pois a tendência é que as brechas <strong>de</strong><br />

segurança aumentem conforme a inclusão<br />

digital escale, com mais “especialistas” explorando<br />

os ambientes, mais usuários interconectados<br />

e <strong>maio</strong>r fragilida<strong>de</strong> dos novos<br />

entrantes. “A regulamentação <strong>de</strong>verá reger<br />

as normas básicas para humanos e até mesmo<br />

para a inteligência artificial”, opina.<br />

Para as fake news ele acha também que<br />

uma regulamentação básica <strong>de</strong>verá reger<br />

os princípios <strong>de</strong> moral, ética e crime, mas<br />

sas ele é categórico: “rejeitar conteúdo raso<br />

sem origem e sem fonte”. “Conscientizar-<br />

-se do critério necessário para se informar.<br />

I<strong>de</strong>ntificar uma notícia falsa hoje não é difícil.<br />

Suspeite quando a origem não está clara.<br />

Não é à toa que existe a expressão ‘comprar<br />

gato por lebre’. Sempre fomos conscientizados<br />

a nos informar sobre o que compramos<br />

e consumimos”, comenta.<br />

Já Renan Mota, foun<strong>de</strong>r e co-CEO da Corebiz,<br />

acha que regulamentação não protege<br />

<strong>de</strong> fato, só dificulta um pouco mais a<br />

insegurança em si, pois, no fim, aquele que<br />

quer cometer algum tipo <strong>de</strong> crime online<br />

acaba dando uma volta. “O que acredito é<br />

que <strong>de</strong>veríamos ter mais informações, pois<br />

muitas pessoas ainda não sabem utilizar a<br />

internet. Eu particularmente acesso a internet<br />

o dia inteiro, para inúmeras funções, e<br />

nunca sofri ataques, pois sei como as coisas<br />

funcionam um pouco mais do que a <strong>maio</strong>ria<br />

das pessoas. Se cada vez mais as pessoas tivessem<br />

informação, tudo melhoraria.<br />

Para Léo Andra<strong>de</strong>, influenciador e especialista<br />

em tecnologia, fake news sempre<br />

existiu, ou seja, a velha fofoca. “Quando digo<br />

fofoca, é ‘fofoca <strong>de</strong> mentira’. Existe a ‘fofoca<br />

<strong>de</strong> verda<strong>de</strong>’ e a que aumenta, conhecida<br />

como ‘telefone sem fio’. Creio que a melhor<br />

maneira <strong>de</strong> combater isso é com uma educação.<br />

A partir do momento em que o assunto<br />

‘tecnologia’ for ensinado <strong>de</strong>s<strong>de</strong> a educação<br />

básica, po<strong>de</strong>-se ajudar no entendimento das<br />

pessoas para i<strong>de</strong>ntificar um conteúdo como<br />

fake news”, orienta.<br />

Ns<br />

jornal propmark - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> 19


digital<br />

Plataforma <strong>de</strong> moment marketing<br />

sincroniza campanhas online e offline<br />

Ricardo Monteiro: “Analisamos qualitativamente quais mensagens os consumidores captam em <strong>de</strong>terminada inserção”<br />

REPOSITIONING<br />

OR DIE!<br />

"Antes <strong>de</strong> colocar todos os novos e<br />

revolucionários gadgets nas velhas<br />

molduras que temos em nossas<br />

cabeças, é preciso jogar a velha<br />

moldura fora", Peter Drucker<br />

Planejamento e Reposicionamento<br />

Estratégicos Sob a Ótica do Mercado<br />

(11) 3231-3998/2339<br />

madiamundomarketing.com.br<br />

(11) 98990-0346<br />

Divulgação<br />

Tunad usa Trends,<br />

que cruza buscas do<br />

Google com anúncios<br />

<strong>de</strong> múltiplos canais<br />

Posicionada como a única plataforma <strong>de</strong><br />

moment marketing do Brasil, trazendo<br />

uma solução que possibilita a otimização<br />

<strong>de</strong> campanhas publicitárias e faz a sincronização<br />

dos universos online e offline,<br />

com a mensuração dos resultados <strong>de</strong> conversão,<br />

a Tunad trabalha performance e<br />

business intelligence.<br />

“Criamos a Trends, ferramenta exclusiva<br />

construída a partir <strong>de</strong> machine learning,<br />

que calcula o volume <strong>de</strong> buscas absolutas,<br />

minuto a minuto, no Google. Cruzando com<br />

os anúncios <strong>de</strong> TV, rádio, lives e streamings,<br />

po<strong>de</strong>mos analisar <strong>de</strong> forma qualitativa quais<br />

mensagens-chave e conteúdos os consumidores<br />

captam em <strong>de</strong>terminada inserção; e<br />

<strong>de</strong> forma quantitativa em que programas,<br />

canais, dias da semana e horários os consumidores<br />

se engajam melhor com cada marca,<br />

categoria e geram melhores resultados”,<br />

explica Ricardo Monteiro, CSO e COO.<br />

O executivo exemplifica o funcionamento<br />

da ferramenta lembrando que, quando<br />

as pessoas veem ou ouvem algo que lhes interessa,<br />

a primeira reação é pegar o celular<br />

e fazer uma busca no Google. Segundo ele,<br />

a busca é o primeiro e mais importante call-<br />

-to-action, antes <strong>de</strong> chegarmos ao número<br />

<strong>de</strong> pageviews ou aumento <strong>de</strong> uma meta,<br />

porque permite avaliar a qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um<br />

conteúdo e o que as pessoas enten<strong>de</strong>ram<br />

<strong>de</strong>le. “Com isso, as marcas conseguem analisar<br />

o potencial <strong>de</strong> um criativo e seu grau<br />

<strong>de</strong> entendimento, seja na TV, no rádio, em<br />

uma live ou streaming do YouTube. E no<br />

momento que uma inserção é veiculada,<br />

po<strong>de</strong>mos sincronizar e otimizar as campanhas<br />

online <strong>de</strong> diversas mídias”.<br />

De acordo com Monteiro, a apuração<br />

dos resultados é feita a partir <strong>de</strong> mo<strong>de</strong>los<br />

<strong>de</strong> mensuração e Sync que abrangem <strong>de</strong>s<strong>de</strong><br />

veiculações online em lives, streamings<br />

<strong>de</strong> YouTube, Facebook, até CTV para canais<br />

como Pluto, VIX, Spotify e Deezer. “Além,<br />

é claro, <strong>de</strong> po<strong>de</strong>rmos avaliar TV aberta, TV<br />

paga e rádio. Desta forma, conseguimos<br />

mensurar e comparar o resultado em múltiplos<br />

canais <strong>de</strong> mídia”, complementa ele.<br />

Entre os clientes da Tunad estão Santan<strong>de</strong>r,<br />

P&G, SKY, Nespresso, Re<strong>de</strong> Record,<br />

Afiliadas Globo, Avon, Vivo, Claro e Honda.<br />

Também fazem parte do board da empresa<br />

Cesar Sponchiado, foun<strong>de</strong>r e CEO; E<strong>de</strong>rson<br />

Facin e Jean<strong>de</strong>rson Machado (DEV).<br />

20 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


pesquisas<br />

Nielsen observa como as mulheres<br />

consomem mídia digital no Brasil<br />

Estudo feito em parceria com a Opinion Box revela que elas priorizam<br />

música, notícias e séries, mas fazem restrição às barreiras no trabalho<br />

Paulo Macedo<br />

pesquisa Elas: comportamentos e barreiras,<br />

realizada pela Nielsen no primei-<br />

A<br />

ro trimestre <strong>de</strong>ste ano, com apoio da Opinion<br />

Box, traz à tona um olhar sobre como<br />

o sexo feminino se relaciona com a mídia<br />

digital. 90% das mil pessoas que respon<strong>de</strong>ram<br />

ao questionário online afirmaram<br />

que se conectam diariamente na internet<br />

e também 90% respon<strong>de</strong>ram que utilizam<br />

o telefone móvel, seguido <strong>de</strong> 4% <strong>de</strong> notebook,<br />

3% <strong>de</strong> <strong>de</strong>sktop e 2% <strong>de</strong> tablet. “Fenômeno<br />

nas re<strong>de</strong>s sociais, os influenciadores/<br />

famosos e vlogs conquistam <strong>maio</strong>r parte<br />

da atenção das consumidoras com ida<strong>de</strong><br />

entre 24 e 45 anos. Em amplo crescimento,<br />

os serviços <strong>de</strong> streaming têm conquistado<br />

o público brasileiro. A pesquisa também<br />

revela que conteúdos on <strong>de</strong>mand são os<br />

preferidos por 70% do público entre 24 e 35<br />

anos”, <strong>de</strong>talha a Nielsen/Opinion Box.<br />

“Muito além <strong>de</strong> enten<strong>de</strong>r os comportamentos<br />

<strong>de</strong> consumo para o setor <strong>de</strong> mídia<br />

e marketing, nosso principal mercado, a<br />

Nielsen tem a inclusão como um <strong>de</strong> seus<br />

principais valores. Nos posicionamos usando<br />

a nossa técnica <strong>de</strong> pesquisa para que<br />

possamos ter ambientes e mercados mais<br />

eficientes, mas que também inclua todas as<br />

pessoas. Nos mais <strong>de</strong> 50 países que a Nielsen<br />

está presente, esta é uma questão muito<br />

relevante”, explica Sabrina Balhes, lí<strong>de</strong>r<br />

<strong>de</strong> measurement da Nielsen Brasil.<br />

Em relação ao consumo <strong>de</strong> mídia, as<br />

mulheres utilizam internet <strong>de</strong> forma mais<br />

assídua; são as que mais acompanham influenciadores<br />

e pessoas famosas nas re<strong>de</strong>s<br />

sociais, principalmente as que têm entre 24<br />

e 45 anos. Costumam consumir principalmente<br />

música, notícias, séries e conteúdo<br />

relacionado a saú<strong>de</strong> e beleza.<br />

“Já na parte da carreira, encontramos<br />

os principais pontos <strong>de</strong> atenção. Em entrevistas<br />

<strong>de</strong> emprego, as mulheres são mais<br />

perguntadas sobre terem filhos do que<br />

os homens. Adicionalmente, mais da meta<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>las relatou que foi perguntado com<br />

quem elas <strong>de</strong>ixariam os seus filhos e 23%<br />

acreditam que isso atrapalhou a entrevista.<br />

Em relação a uma gravi<strong>de</strong>z, 88% <strong>de</strong>las acreditam<br />

que a possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> engravidar é<br />

consi<strong>de</strong>rada um motivo para não contratá-<br />

-las. O objetivo é apontar tanto os comportamentos<br />

<strong>de</strong>ste público em relação ao consumo<br />

<strong>de</strong> mídia digital quanto às barreiras<br />

que enfrentam no mercado <strong>de</strong> trabalho”,<br />

acrescenta Sabrina.<br />

“48% das mulheres<br />

afirmam já ter<br />

presenciado<br />

mansplaining no<br />

trabalho (versus 26%<br />

dos homens)”<br />

Sabrina Balhes é lí<strong>de</strong>r <strong>de</strong> measurement da Nielsen Brasil<br />

Fotos: Divulgação<br />

Essas barreiras são muitas, como explica<br />

Sabrina. “Nossa pesquisa se aprofundou<br />

em enten<strong>de</strong>r a ocorrência <strong>de</strong> dois fenômenos:<br />

mansplaining e manterrupting. Quando<br />

perguntamos sobre a tentativa <strong>de</strong> um<br />

homem elucidar algo a uma mulher, sem<br />

consi<strong>de</strong>rar que já o saiba, 48% das mulheres<br />

afirmam já ter presenciado mansplaining<br />

no trabalho (versus 26% dos homens).<br />

Quando o assunto é interrupção (tanto<br />

sobre ser interrompida quanto presenciar<br />

outras colegas <strong>de</strong> trabalho sendo interrompidas),<br />

54% das mulheres reconhecem já<br />

terem presenciado manterrupting no ambiente<br />

<strong>de</strong> trabalho”, contextualiza a executiva<br />

da Nielsen.<br />

Como isso afeta a publicida<strong>de</strong> e <strong>de</strong>cisões<br />

estratégicas? Sabrina respon<strong>de</strong>: “Dada à<br />

crescente atenção que o tema diversida<strong>de</strong><br />

vem ganhando nos últimos tempos, tornou-<br />

-se comum ver mais conversas, iniciativas<br />

e até campanhas sobre o tema da inclusão.<br />

Tudo isso é muito relevante e necessário,<br />

porém não se po<strong>de</strong> restringir a diversida<strong>de</strong><br />

a mostrar todos os tipos <strong>de</strong> corpos nos criativos,<br />

pois a questão é muito mais profunda<br />

do que isso. Quando perguntadas sobre<br />

a opinião a respeito <strong>de</strong> marcas que fazem<br />

publicida<strong>de</strong> apoiando causas sociais, 51%<br />

avaliam que tal ação é motivada por interesse<br />

próprio e não pela causa em si. Por<br />

fim, cabe lembrar que a equida<strong>de</strong> <strong>de</strong> gênero<br />

é uma questão que só se resolve quando<br />

todos tomam parte, não é uma luta apenas<br />

das mulheres, mas também das muitas das<br />

interseccionalida<strong>de</strong>s envolvidas”.<br />

jornal propmark - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> 21


eNtRevista<br />

Rafael NasseR<br />

sócio-fundador da FreeBrands<br />

a paN<strong>de</strong>mia tRouxe<br />

Novos hábitos <strong>de</strong><br />

higieNe pessoal<br />

Rafael Nasser é empresário formado em administração <strong>de</strong><br />

empresas pela FGV, começou a carreira profissional como<br />

analista financeiro. Paralelamente ao trabalho, resolveu<br />

empreen<strong>de</strong>r e abrir, em 2010, o Studio D’ Essence, fabricante<br />

<strong>de</strong> essências voltadas ao marketing olfativo. A dupla jornada durou três<br />

anos, até sair do mercado financeiro e passar a cuidar exclusivamente<br />

da sua empresa. Em abril <strong>de</strong> 2015, resolveu ampliar o ramo <strong>de</strong> atuação e<br />

criou a FreeCô, que produz bloqueador <strong>de</strong> odores ruins nos banheiros,<br />

e se mostrou um negócio mais rentável. A atuação no mercado crescia,<br />

ampliou a operação abrindo a FreeCô Pro e, logo na sequência, a<br />

Free Wipes. Todas elas hoje estão reunidas no Grupo FreeBrands.<br />

Nesta entrevista, ele fala <strong>de</strong> assuntos ligados ao setor <strong>de</strong> healthcare,<br />

como e-commerce, estratégia pontos <strong>de</strong> vendas, marketing olfativo,<br />

comportamento, bem-estar e higiene no período pós-pan<strong>de</strong>mia.<br />

PEDRO YVES<br />

O segmento <strong>de</strong> higiene pessoal apresentou crescimento<br />

<strong>de</strong> 4,7% em 2021 - dados levantados pela<br />

ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria <strong>de</strong><br />

Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), entida<strong>de</strong><br />

que representa as empresas do setor. Qual a<br />

relação <strong>de</strong>sse <strong>de</strong>sempenho com os cuidados contra<br />

a Covid-19?<br />

A relação é direta! Estamos, <strong>de</strong> fato, ainda<br />

vivendo uma época <strong>de</strong> transformação no<br />

segmento <strong>de</strong>vido a diversos fatores, mas a<br />

pan<strong>de</strong>mia é, sem dúvida, o motivo principal.<br />

Além do aumento exponencial da preocupação<br />

com a higiene pessoal, po<strong>de</strong>mos<br />

<strong>de</strong>stacar os avanços acelerados na ciência<br />

médica, o boom <strong>de</strong> tecnologias escaláveis<br />

e o crescimento do movimento dos cuidados<br />

e da prevenção <strong>de</strong> doenças. A pan<strong>de</strong>mia<br />

trouxe novos hábitos <strong>de</strong> higiene pessoal e<br />

reforçou outros antigos. Passado o pico <strong>de</strong><br />

contaminações ficam evi<strong>de</strong>ntes esses hábitos,<br />

cada vez mais presentes em nosso dia<br />

a dia. Existem vários exemplos <strong>de</strong> subcategorias<br />

que explodiram, como a <strong>de</strong> lenços<br />

ume<strong>de</strong>cidos antissépticos para as mãos.<br />

Um produto até então consi<strong>de</strong>rado <strong>de</strong> segunda<br />

necessida<strong>de</strong>, transformou-se em<br />

uma alternativa <strong>de</strong> melhor qualida<strong>de</strong> para o<br />

álcool em gel.<br />

As vendas cresceram como nos diversos PDVs<br />

(e-commerce, farmácias, supermercados)? E<br />

como foi o <strong>de</strong>sempenho <strong>de</strong> cada um <strong>de</strong>sses canais<br />

durante o período da pan<strong>de</strong>mia?<br />

Todos os canais <strong>de</strong> vendas foram beneficiados<br />

nesse segmento. Mesmo os pontos <strong>de</strong><br />

venda físicos, como farmácias e supermercados.<br />

Por serem consi<strong>de</strong>rados PDVs <strong>de</strong> serviços<br />

essenciais, eles não fecharam durante esse<br />

período e, assim, causaram picos <strong>de</strong> consumidores,<br />

estoques zerados <strong>de</strong> alguns produtos<br />

etc. Mas o gran<strong>de</strong> <strong>de</strong>staque, sem dúvida, foi<br />

o crescimento acelerado dos canais digitais,<br />

muito acima das projeções pré-pan<strong>de</strong>mia. O<br />

setor, que já vinha se estruturando há tempos<br />

para os ambientes digitais, teve <strong>de</strong> acelerar<br />

essa estruturação <strong>de</strong>vido à <strong>de</strong>manda gerada.<br />

E o impacto é gran<strong>de</strong>, pois não está relacionado<br />

apenas a ter e-commerces mais bem preparados<br />

em termos <strong>de</strong> usabilida<strong>de</strong> etc., mas<br />

também toda ca<strong>de</strong>ia logística e <strong>de</strong> entregas<br />

precisou ser repensada.<br />

As vendas <strong>de</strong> cosméticos e perfumaria, por seu<br />

lado, caíram 2,8%, segundo o mesmo levantamento<br />

da associação do setor. Isso reflete o quê? As<br />

pessoas, por ficarem mais isoladas, cuidaram menos<br />

da aparência?<br />

A queda dos segmentos <strong>de</strong> cosméticos e<br />

perfumaria está mais relacionada a priorida-<br />

<strong>de</strong>s <strong>de</strong> consumo. O isolamento contribuiu,<br />

claro, mas acreditamos que em menor proporção.<br />

Acho que o principal fator está relacionado<br />

à priorização <strong>de</strong> gastos. A massa <strong>de</strong><br />

consumidores foi impactada por diminuição<br />

ou até perda <strong>de</strong> renda, isso faz com que naturalmente<br />

exista uma priorização <strong>de</strong> consumo.<br />

Pan<strong>de</strong>mia, menos renda, compro um perfume<br />

ou lenço antisséptico que não costumava<br />

comprar? Compro uma maquiagem ou um sabonete<br />

antisséptico que é um pouco mais caro<br />

que o “tradicional” que eu comprava? Sem<br />

dúvida o isolamento contribuiu, mas acredito<br />

que o fator renda teve um impacto <strong>maio</strong>r.<br />

Quais são os produtos carros-chefes da Freebrands?<br />

Des<strong>de</strong> 2015 à disposição dos consumidores,<br />

o FreeCô é o primeiro bloqueador <strong>de</strong> odores<br />

sanitários do país. O produto surgiu a partir da<br />

longa experiência olfativa <strong>de</strong> seus sócios criadores.<br />

A linha <strong>de</strong> FreeCô é nosso carro-chefe<br />

e conta com as fragrâncias Original, Lavanda,<br />

Especiarias, Tutti-Frutti, Maçã e Canela,<br />

Camomila, Soft (talco) e Secret (exclusiva da<br />

marca), além dos formatos Premium, Pocket<br />

e Pro. Além da sua função <strong>de</strong> eliminar o mau<br />

cheiro do “número dois” dos banheiros, também<br />

elimina bactérias dos vasos sanitários,<br />

um atributo muito difundido durante o período<br />

<strong>de</strong> pan<strong>de</strong>mia. Compondo seu portfólio,<br />

a FreeBrands conta com outras três marcas:<br />

Free Wipes, <strong>de</strong> lenços antissépticos para higienizar<br />

as mãos; Free Bite, gel pós-picada<br />

<strong>de</strong> insetos que alivia a dor e a coceira; e o Kissu,<br />

spray bucal portátil contra o mau hálito.<br />

O Free Wipes é um exemplo claro do impacto<br />

da pan<strong>de</strong>mia no segmento. A marca foi lançada<br />

seis meses antes da crise sanitária e ainda<br />

estava em fase <strong>de</strong> introdução no mercado,<br />

com vendas <strong>de</strong> 10 mil unida<strong>de</strong>s por mês. No<br />

primeiro mês “oficial” da pan<strong>de</strong>mia no Brasil<br />

(março/2020) foi o produto mais vendido da<br />

companhia, atingindo 1 milhão <strong>de</strong> unida<strong>de</strong>s<br />

em apenas um mês. Nos meses seguintes, o<br />

FreeCô retomou o seu protagonismo, mas o<br />

Free Wipes, hoje, é o segundo produto em volume<br />

<strong>de</strong> vendas entre as quatro marcas atuais<br />

da FreeBrands.<br />

“O <strong>de</strong>safiO dO<br />

pós-pan<strong>de</strong>mia é<br />

a cOnsOlidaçãO<br />

<strong>de</strong>sses nOvOs<br />

hábitOs criadOs<br />

na pan<strong>de</strong>mia”<br />

22 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


“marketing<br />

OlfativO é um<br />

segmentO pOucO<br />

explOradO<br />

nO brasil”<br />

Quais as perspectivas do mercado brasileiro<br />

para o período <strong>de</strong> pós-pan<strong>de</strong>mia que está se iniciando?<br />

Você aposta no crescimento <strong>de</strong> algum<br />

produto ou setor específico?<br />

Graças ao aumento da preocupação da<br />

população em relação aos cuidados pessoais<br />

e à aceleração do mercado e das indústrias,<br />

a expectativa é <strong>de</strong> forte crescimento<br />

nas principais frentes do segmento. Embora<br />

um ano eleitoral traga incertezas históricas,<br />

a expectativa é <strong>de</strong> retomada/crescimento<br />

para setores que apresentaram quedas<br />

(como os <strong>de</strong> cosméticos e perfumaria, por<br />

exemplo), mas também é o momento da<br />

consolidação <strong>de</strong> subcategorias que ganharam<br />

protagonismo durante a pan<strong>de</strong>mia<br />

(produtos antissépticos e <strong>de</strong> higiene pessoal),<br />

muito por conta da permanência dos<br />

novos hábitos que foram criados durante a<br />

crise sanitária. Criar hábito/recorrência <strong>de</strong><br />

consumo sustentável sempre foi um dos<br />

principais <strong>de</strong>safios das empresas <strong>de</strong> produtos<br />

<strong>de</strong> consumo, e no nosso segmento não<br />

podia ser diferente. Trabalhamos geralmente<br />

no médio e longo prazos. A pan<strong>de</strong>mia do<br />

coronavírus acelerou drasticamente esse<br />

cenário, trazendo um novo <strong>de</strong>safio pós-<br />

-pan<strong>de</strong>mia, que é a consolidação <strong>de</strong>sses novos<br />

hábitos.<br />

Divulgação<br />

Como você <strong>de</strong>cidiu entrar para o ramo <strong>de</strong> perfumaria<br />

e cosméticos, sendo que, na época em<br />

que abriu o Studio D’ Essence trabalhava num<br />

ramo totalmente diferente que é o mercado financeiro?<br />

Sempre tivemos um gran<strong>de</strong> foco e vonta<strong>de</strong><br />

em empreen<strong>de</strong>r. Durante o tempo que<br />

trabalhávamos no mercado financeiro, buscávamos<br />

trazer i<strong>de</strong>ias que já existiam mundo<br />

afora para o Brasil. Com o mercado <strong>de</strong><br />

serviços em alta na época, vimos uma gran<strong>de</strong><br />

oportunida<strong>de</strong> no mercado <strong>de</strong> marketing<br />

olfativo, por se tratar <strong>de</strong> uma novida<strong>de</strong> e um<br />

foco <strong>de</strong> importância muito pouco explorado<br />

em nosso país. Além disso, sabíamos que<br />

o Brasil era um dos <strong>maio</strong>res consumidores<br />

<strong>de</strong> perfumaria e cosméticos do mundo, que<br />

havia um gran<strong>de</strong> espaço para aumentar o<br />

marketing olfativo, sentindo que ainda era<br />

um segmento pouco explorado no mercado<br />

brasileiro.<br />

jornal propmark - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> 23


mídia<br />

masterChef busca flui<strong>de</strong>z para que<br />

publicida<strong>de</strong> seja palatável na gra<strong>de</strong><br />

Campanha Fogo e Paixão, criada pela in-house da Band, é inspirada<br />

no clássico homônimo do cantor Wando; 13 marcas estarão presentes<br />

Paulo Macedo<br />

Com o <strong>maio</strong>r número <strong>de</strong> inscrições<br />

<strong>de</strong>s<strong>de</strong> o seu lançamento<br />

em 2014, a 9ª edição do<br />

MasterChef Brasil, franquia da<br />

En<strong>de</strong>mol, estreia nesta terça-<br />

-feira (17) com a i<strong>de</strong>ia <strong>de</strong> que<br />

as 13 marcas patrocinadoras<br />

tenham suas mensagens recebidas<br />

pela audiência <strong>de</strong> forma<br />

feliz, fluida e palatável.<br />

Nesse sentido, como esclarece<br />

a diretora do programa,<br />

Marisa Mestiço, a i<strong>de</strong>ntida<strong>de</strong> da<br />

atração precisa contribuir para<br />

fortalecer a credilida<strong>de</strong> que os<br />

anunciantes precisam transmitir<br />

para os consumidores. “As<br />

marcas estão presentes nas provas<br />

como parte do conteúdo,<br />

que envolve a competição dos<br />

participantes”, <strong>de</strong>staca Marisa.<br />

A área comercial da Band já<br />

assegurou presença <strong>de</strong> Britânia,<br />

Cacau Show, Delícia, Seara e<br />

Diageo, como cotistas do plano<br />

Master; Eisenbahn, NotCo, Outback,<br />

Royal Prestige e Selmi, no<br />

plano Chef; além <strong>de</strong> Brastemp,<br />

no Top <strong>de</strong> 5 segundos, e Xantinon,<br />

com cota <strong>de</strong> participação.<br />

Para promover o lançamento<br />

do programa, a in-house da<br />

emissora <strong>de</strong>senvolveu a campanha<br />

Fogo e Paixão, que tem<br />

como trilha o clássico homônimo<br />

do cantor Wando. A parte<br />

digital terá apoio da Vibra.<br />

Apesar <strong>de</strong> as re<strong>de</strong>s sociais<br />

exercerem influência no conteúdo,<br />

elas não são fundamentais<br />

para as diretrizes do<br />

MasterChef. “O pano <strong>de</strong> fundo<br />

é a gastronomia. Po<strong>de</strong>mos ter<br />

insights, alguns para uma nova<br />

temporada, mas a i<strong>de</strong>ia é ter<br />

bons pratos para que o vencedor<br />

seja avaliado pelos jurados<br />

Helena Rizzo, Henrique Fogaça<br />

e Erick Jacquin pelos atributos<br />

culinários”, pon<strong>de</strong>ra Marisa,<br />

que vê o ambiente competitivo<br />

como natural.<br />

“A gastronomia é importante,<br />

sim, mas os integrantes<br />

usam estratégias para vencer.<br />

E são elas que vão prevalecer.<br />

Cada competidor precisa ficar atento à cesta <strong>de</strong> ofertas expostas em supermercado montado no estúdio e com tempo para escolhas<br />

Henrique Fogaça, Helena Rizzo e Erick Jacquin comandam com Ana Paula Padrão<br />

O nível dos cozinheiros é muito<br />

bom e ninguém veio para<br />

fazer amiza<strong>de</strong>. A competição<br />

será mais acirrada do que nunca,<br />

com dinâmicas novas, mas<br />

sem per<strong>de</strong>r a essência original”,<br />

acrescenta Marisa.<br />

Além da gra<strong>de</strong> na Band, os 17<br />

episódios também serão exibidos<br />

às sextas-feiras nos canais<br />

Discovery Home & Health e no<br />

Discovery. Os anunciantes presentes<br />

vão po<strong>de</strong>r impactar as<br />

pessoas <strong>de</strong> 65 milhões <strong>de</strong> domicílios<br />

que a re<strong>de</strong> Band atinge.<br />

O processo seletivo é orien-<br />

Fotos: Divulgação/Renato Pizzutto<br />

“As mArcAs estão<br />

presentes nAs<br />

provAs como pArte<br />

do conteúdo,<br />

que envolve A<br />

competição”<br />

tado por profissionais <strong>de</strong> gastronomia.<br />

Só após o terceiro filtro,<br />

<strong>de</strong> acodo com a âncora Ana<br />

Paula Padrão, há o envolvimento<br />

da direção e dos jurados. Mas<br />

com a preocupação básica <strong>de</strong><br />

trazer diversida<strong>de</strong> das várias regiões<br />

do país e faixa etária entre<br />

20 e 50 anos, por exemplo. “A<br />

atração fala diretamente com a<br />

família brasileira e isso faz com<br />

que tenha uma prerrogativa diferenciada<br />

nesse segmento”,<br />

finaliza Cris Moreira, diretor-<br />

-geral da Band São Paulo.<br />

24 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


mídia<br />

Paramount+ investe na ‘exportação’<br />

<strong>de</strong> conteúdo e na diversificação<br />

Recente produção dos estúdios que vai nessa linha é As Seguidoras e já<br />

começam a rodar adaptação do livro infantil Marcelo, Marmelo, Martelo<br />

NeuSA SpAulucci<br />

gran<strong>de</strong> objetivo hoje da Paramount+ no<br />

O Brasil é a internacionalização <strong>de</strong> conteúdo<br />

nacional e também a diversificação.<br />

Estes são dois pontos bem marcados por<br />

Tereza Gonzalez, ex-Porta dos Fundos e<br />

hoje diretora-sênior do VIS Brasil, divisão<br />

<strong>de</strong> estúdios da Paramount.<br />

“Temos uma preocupação importante<br />

com a diversificação <strong>de</strong> conteúdo, porque<br />

queremos falar com todos os públicos”,<br />

argumenta. Um dos produtos <strong>de</strong> sucesso<br />

do estúdio é a série As Seguidoras, recém-<br />

-lançada pela Paramount+. Detalhe: essa é<br />

a primeira produção brasileira <strong>de</strong> ficção original<br />

da Paramount+, que chegou em março<br />

ao catálogo do streaming.<br />

Produzida pelo Porta dos Fundos em<br />

conjunto com o VIS Américas, a série é<br />

protagonizada pela atriz Maria Bopp, mais<br />

conhecida como Blogueirinha do Fim do<br />

Mundo. As Seguidoras foi criada por Manuela<br />

Cantuária e dirigida por Mariana Youssef<br />

ao lado <strong>de</strong> Mariana Bastos. É uma combinação<br />

<strong>de</strong> suspense e humor que conta a história<br />

<strong>de</strong> Liv (Maria Bopp), uma influenciadora<br />

digital que leva sua obsessão por conquistar<br />

seguidores às últimas consequências,<br />

até virar uma serial killer.<br />

As Seguidoras junto com El Primero <strong>de</strong><br />

Nosotros foram <strong>de</strong>staque no painel da Fresh<br />

TV, na 59ª edição da MIPTV, em Cannes.<br />

Tereza li<strong>de</strong>ra o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong><br />

produção <strong>de</strong> streaming e linear para a Paramount<br />

no Brasil, também atua na negociação<br />

<strong>de</strong> vendas <strong>de</strong> conteúdo VIS no país<br />

e entrega toda a produção <strong>de</strong> formatos longos<br />

no Brasil e internacionalmente, incluindo<br />

a globalização do Porta dos Fundos, que,<br />

aliás, já <strong>de</strong>colou para outros países.<br />

Ela conta que está entusiasmada com a<br />

aquisição dos direitos audiovisuais da coletânea<br />

<strong>de</strong> livros <strong>de</strong> sucesso da escritora<br />

Ruth Rocha, Marcelo, Marmelo, Martelo,<br />

para produção mundial <strong>de</strong> conteúdo infantojuvenil.<br />

A produção é da VIS, em parceria<br />

com a Coiote.<br />

Esta é a primeira vez que a autora licencia<br />

e autoriza que os seus personagens<br />

sejam retratados no audiovisual e <strong>de</strong>mais<br />

cenários. Marcelo, Marmelo, Martelo apresenta<br />

uma aventura espelhada entre o passado<br />

e o presente das crianças do bairro<br />

do Caramelo.<br />

Segundo Fe<strong>de</strong>rico Cuervo, vice-presi<strong>de</strong>nte<br />

sênior do VIS, Marcelo, Marmelo,<br />

Martelo entretém diversas gerações <strong>de</strong><br />

Cena <strong>de</strong> As Seguidoras, primeira produção brasileira <strong>de</strong> ficção original da Paramount+<br />

“Temos uma preocupação<br />

imporTanTe com<br />

a diversificação<br />

<strong>de</strong> conTeúdo”<br />

Tereza Gonzalez: preocupação com a diversificação<br />

Fotos: Divulgação<br />

crianças e famílias. O executivo se diz muito<br />

feliz em trazer o personagem, as histórias<br />

e os temas universais que a obra contempla.<br />

Tereza também comemora a nova parceria<br />

e afirma que tem nas mãos conteúdos<br />

muito brasileiros com gran<strong>de</strong> potencial <strong>de</strong><br />

fazer sucesso lá fora. Essa é uma das produções<br />

da cultura nacional que o VIS prepara<br />

para ganhar o mundo.<br />

A autora Ruth Rocha tem mais <strong>de</strong> 180 livros<br />

publicados, em 50 anos <strong>de</strong> carreira. O<br />

livro Marcelo, Marmelo, Martelo, lançado<br />

em 1976, tem mais <strong>de</strong> 55 edições, é um sucesso<br />

<strong>de</strong> crítica e público, sendo utilizado<br />

nas escolas <strong>de</strong> todo o Brasil.<br />

Com humor irreverente e linguagem <strong>de</strong><br />

fácil comunicação, Ruth Rocha já ven<strong>de</strong>u<br />

mais <strong>de</strong> 40 milhões <strong>de</strong> livros, dos quais 2<br />

milhões em outros países. Já foi traduzida<br />

para 25 línguas e recebeu inúmeros prêmios<br />

e con<strong>de</strong>corações nacionais e internacionais.<br />

Tereza trata a Paramount+ com uma<br />

usina <strong>de</strong> i<strong>de</strong>ias, que vai produzir <strong>de</strong> tudo.<br />

Segundo ela, a Paramount é ainda uma empresa<br />

jovem no Brasil e investe pesado na<br />

diversificação <strong>de</strong> conteúdo. “Vamos do infantil,<br />

passando pela comédia, até o terror”,<br />

afirma a executiva.<br />

O VIS é um dos <strong>maio</strong>res produtores <strong>de</strong><br />

conteúdo espanhol e a Paramount+ está<br />

disponível nos Estados Unidos, Canadá,<br />

Austrália, América Latina e também nos<br />

países Nórdicos.<br />

jornal propmark - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> 25


marcaS<br />

DPSP apresenta influenciadora<br />

digital da Drogarias Pacheco<br />

Bel atuará no Rio <strong>de</strong> Janeiro, berço da re<strong>de</strong>, mas a Drogaria São Paulo<br />

também <strong>de</strong>ve anunciar a sua assistente virtual nas próximas semanas<br />

Janaina Langsdorff<br />

nova geração <strong>de</strong> assistentes<br />

A virtuais ganha a Bel, influenciadora<br />

digital da Drogarias<br />

Pacheco, re<strong>de</strong> que nasceu<br />

no Rio <strong>de</strong> Janeiro há 130 anos,<br />

e hoje pertencente ao Grupo<br />

DPSP, dono também da Drogaria<br />

São Paulo. A marca paulistana<br />

também <strong>de</strong>ve lançar o<br />

seu avatar nas próximas semanas,<br />

fortalecendo a jornada <strong>de</strong><br />

transformação do grupo criado<br />

em 2011 a partir da fusão <strong>de</strong><br />

ambas as ca<strong>de</strong>ias <strong>de</strong> farmácias.<br />

Presente em oito estados,<br />

com 1,4 mil lojas, a empresa<br />

ainda opera no e-commerce, televendas<br />

e pelo aplicativo. “As<br />

vendas digitais já representam<br />

quase 10% do faturamento”,<br />

conta Andrea Sylos, diretora-<br />

-comercial e <strong>de</strong> marketing do<br />

Grupo DPSP.<br />

Criada por uma equipe multidisciplinar,<br />

a assistente Bel<br />

tem o propósito <strong>de</strong> humanizar<br />

o atendimento para estabelecer<br />

no digital o mesmo acolhimento<br />

e confiança já conhecidos<br />

nas lojas físicas.<br />

Com 34 anos, a influenciadora<br />

digital é farmacêutica, negra<br />

e vem da periferia carioca. Traz<br />

na personalida<strong>de</strong> batalhadora e<br />

carismática a garra da mulher<br />

brasileira. “A Bel está sendo<br />

tratada como uma profissional,<br />

que acaba <strong>de</strong> se juntar ao nosso<br />

quadro <strong>de</strong> 26 mil colaboradores”,<br />

contextualiza Andrea.<br />

Hoje, o Grupo DPSP possui<br />

cerca <strong>de</strong> cinco mil farmacêuticos,<br />

meta<strong>de</strong> em cada re<strong>de</strong>.<br />

“Eles são o coração da nossa<br />

empresa”, pontua Andrea. A<br />

estratégia valoriza o trabalho<br />

<strong>de</strong>sse profissional, que historicamente<br />

esbanja os mais elevados<br />

índices <strong>de</strong> engajamento<br />

entre os moradores do entorno<br />

das drogarias.<br />

Essa relação foi acentuada<br />

durante a pan<strong>de</strong>mia da Covid-19,<br />

que colocou as farmácias<br />

no holofote da jornada<br />

<strong>de</strong> saú<strong>de</strong>. Mais do que ven<strong>de</strong>r<br />

Fotos: Divulgação<br />

Andrea Sylos, diretora-comercial e <strong>de</strong> marketing do Grupo DPSP, aposta na assistente virtual Bel para humanizar o atendimento digital<br />

Com 34 anos, a<br />

influenCiadora<br />

digital Bel é<br />

farmaCêutiCa,<br />

negra e vem da<br />

periferia CarioCa<br />

produtos, elas prestaram assistência,<br />

aumentando o compromisso<br />

<strong>de</strong> aten<strong>de</strong>r bem seja qual<br />

for o canal.<br />

Com mo<strong>de</strong>lagem 3D assinada<br />

pela Caraminholas, Bel<br />

começou a aparecer no último<br />

dia 9 <strong>de</strong> <strong>maio</strong> no Instagram, Facebook,<br />

Twitter e nos canais <strong>de</strong><br />

pós-venda da Drogarias Pacheco.<br />

Nas duas semanas anteriores,<br />

teasers convidavam o público<br />

a adivinhar quem estava<br />

chegando.<br />

Além do Rio <strong>de</strong> Janeiro,<br />

a conexão com os colaboradores<br />

e clientes ocorrerá <strong>de</strong><br />

forma gradativa também no<br />

Espírito Santo, Minas Gerais,<br />

Distrito Fe<strong>de</strong>ral, Goiás e Paraná,<br />

mercados on<strong>de</strong> a ban<strong>de</strong>ira<br />

está presente.<br />

Temas ligados a saú<strong>de</strong>, bem-<br />

-estar, prevenção e tratamentos<br />

estão entre os conteúdos disseminados<br />

por Bel, que espelha<br />

os atributos da marca. “Combinamos<br />

o cuidado do farmacêutico<br />

e o posicionamento da<br />

Pacheco com evolução e maturida<strong>de</strong><br />

omnichannel”, reforça<br />

Andrea.<br />

ExPEctativa<br />

O Grupo DPSP não revela números,<br />

mas Andrea garante que<br />

este é um dos principais projetos<br />

do marketing da companhia<br />

em <strong>2022</strong>. “O potencial <strong>de</strong> alcance<br />

no setor <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> é elevado”,<br />

acredita a executiva.<br />

Bel vai anunciar dicas <strong>de</strong><br />

serviços e produtos farmacêuticos,<br />

e também interagir<br />

com influenciadores e clientes<br />

da Drogarias Pacheco. Estará<br />

presente em ações especiais e<br />

ofertas da re<strong>de</strong>, e comentará<br />

assuntos <strong>de</strong> interesse geral em<br />

evidência na internet.<br />

O lançamento do projeto<br />

ocorreu durante convenção<br />

com mais <strong>de</strong> dois mil gestores<br />

do Grupo DPSP, realizada nos<br />

dias 3 e 4 <strong>de</strong> <strong>maio</strong>, no Anhembi,<br />

em São Paulo.<br />

26 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


marcas<br />

carrefour promove marca própria<br />

para preservar po<strong>de</strong>r <strong>de</strong> compra<br />

Cenário <strong>de</strong> inflação e queda <strong>de</strong> renda leva re<strong>de</strong> francesa a congelar<br />

os preços <strong>de</strong> cerca <strong>de</strong> seis mil itens com valores 30% mais baratos<br />

Janaina Langsdorff<br />

inflação esvazia o carrinho do supermercado<br />

e acen<strong>de</strong> a luz vermelha nas vendas<br />

A<br />

do varejo. Segundo o Índice <strong>de</strong> Preços ao<br />

Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo<br />

Instituto Brasileiro <strong>de</strong> Geografia e Estatística<br />

(IBGE), o acumulado é <strong>de</strong> 12,13% nos últimos<br />

12 meses. O sufoco fez o Carrefour congelar<br />

os preços <strong>de</strong> cerca <strong>de</strong> seis mil itens <strong>de</strong> marca<br />

própria, promovendo qualida<strong>de</strong> por um preço<br />

em média 30% mais acessível na comparação<br />

com produtos lí<strong>de</strong>res, além <strong>de</strong> ofertar<br />

também previsibilida<strong>de</strong>.<br />

“Os esforços <strong>de</strong> marketing vieram no sentido<br />

<strong>de</strong> acalmar e trazer segurança psicológica<br />

em meio a um cenário <strong>de</strong> incertezas”, explica<br />

Daniel Milagres, diretor <strong>de</strong> marketing do Carrefour,<br />

que assumiu o cargo em plena pan<strong>de</strong>mia.<br />

A participação da marca própria nas<br />

vendas líquidas da varejista cresceu 50% nos<br />

últimos dois anos. De 2018 para 2021, a representativida<strong>de</strong><br />

saltou <strong>de</strong> 12,7% para 19,4%.<br />

A estratégia mantém a boa vizinhança<br />

com a indústria. “A marca própria é colocada<br />

como opção, e não <strong>de</strong>ixamos <strong>de</strong> promover<br />

parceiros e lí<strong>de</strong>res. A relação é <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong><br />

e entendimento”, assegura Milagres. Na<br />

ponta da relação <strong>de</strong> consumo, o Carrefour<br />

prepara os times para abordagens <strong>de</strong> chão<br />

<strong>de</strong> loja, envolvendo mudanças que vão <strong>de</strong>s<strong>de</strong><br />

a gramatura <strong>de</strong> produtos ou embalagens<br />

até o repasse <strong>de</strong> preços, mantendo um fluxo<br />

transparente <strong>de</strong> informações. “Somos um elo<br />

da mesma corrente, não dá para transferir<br />

a responsabilida<strong>de</strong> para os clientes”, comenta<br />

Milagres.<br />

O Dia da feira, realizado às quarta e quintas-feiras,<br />

e a cesta básica também ganharam<br />

atenção, acolhendo o conceito global<br />

Act for food, cujo propósito é levar alimentos<br />

<strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> a preços acessíveis. No Brasil,<br />

o Carrefour trabalha com a Publicis, que cuida<br />

<strong>de</strong> branding. Opera ainda uma área <strong>de</strong><br />

mídia e martech, que vem mudando a maneira<br />

<strong>de</strong> fazer varejo. Há cinco anos, 41% da<br />

verba <strong>de</strong> marketing era voltada à impressão<br />

<strong>de</strong> folhetos.<br />

Hoje, a entrega vai pelo WhatsApp ou pelo<br />

QR co<strong>de</strong> da loja, e a automatização <strong>de</strong> estudos<br />

comportamentais possibilita montar<br />

ofertas assertivas. Nos últimos dois anos, o<br />

Carrefour já poupou 96 mil árvores. “O Brasil<br />

é reconhecido como case global <strong>de</strong> digitalização”,<br />

revela Milagres. Já a in-house <strong>de</strong> conteúdo<br />

e criação, com mais <strong>de</strong> 50 pessoas, elabora<br />

peças contemplando a jornada <strong>de</strong> compra<br />

do consumidor no ambiente omnichannel.<br />

Varejista trabalha com o conceito global act for food, que no Brasil ganha o reforço do conceito faz Carrefour<br />

a companhia <strong>de</strong>ve<br />

somar r$ 144 milhões<br />

no combate ao racismo<br />

estrutural no<br />

brasil em três anos<br />

Daniel Milagres é diretor <strong>de</strong> marketing do Carrefour<br />

Fotos: Divulgação<br />

O Carrefour ainda traz a alma do feirante<br />

para o negócio. Cada loja tem um perfil nas<br />

re<strong>de</strong>s sociais. O gerente digital, um funcionário<br />

do estabelecimento, atua como influencer,<br />

interagindo com a comunida<strong>de</strong>. Ele<br />

ainda ajuda a <strong>de</strong>cifrar preferências, do hipermercado<br />

aos mo<strong>de</strong>los <strong>de</strong> conveniência, atacarejo<br />

ou e-commerce.<br />

“O consumidor mixa cada vez mais os canais,<br />

mas o hipermercado ainda é uma das<br />

nossas fortalezas”, pontua Milagres. Seja<br />

qual for a escolha o convite Faz Carrefour<br />

permeia toda a re<strong>de</strong>. A frase não saiu da boca<br />

das pessoas e retornou como assinatura oficial<br />

da marca após <strong>de</strong>z anos.<br />

Transparência<br />

A morte <strong>de</strong> João Alberto Silveira Freitas em<br />

uma loja do Carrefour em Porto Alegre, no<br />

dia 19 <strong>de</strong> novembro <strong>de</strong> 2020, <strong>de</strong>ixou lições,<br />

e vem transformando a marca em agente <strong>de</strong><br />

mudança. A companhia <strong>de</strong>ve somar R$ 144<br />

milhões no combate ao racismo estrutural no<br />

Brasil ao longo <strong>de</strong> três anos.<br />

Entre programas <strong>de</strong> empreen<strong>de</strong>dorismo<br />

e <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> li<strong>de</strong>ranças negras, o<br />

Carrefour já distribuiu mais <strong>de</strong> <strong>de</strong>z mil bolsas<br />

<strong>de</strong> estudo, acelerou a carreira <strong>de</strong> 300 profissionais<br />

e treinou funcionários, além <strong>de</strong> internalizar<br />

600 agentes <strong>de</strong> segurança. A ca<strong>de</strong>ia<br />

<strong>de</strong> fornecedores foi re<strong>de</strong>senhada para absorver<br />

pequenos empreen<strong>de</strong>dores negros, mas a<br />

transformação segue em curso.<br />

jornal propmark - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> 27


we<br />

mkt<br />

Steve Harvey/Unsplash<br />

Amor pela cida<strong>de</strong><br />

“Cause I’m in a New York state of mind...”<br />

Billy Joel<br />

Francisco alberto Madia <strong>de</strong> souza<br />

No ano <strong>de</strong> 1954, com alguns amigos <strong>de</strong><br />

faculda<strong>de</strong>, o <strong>de</strong>signer Milton Glaser<br />

fundou o Push Pin Studios, uma espécie <strong>de</strong><br />

fortaleza reveladora e re<strong>de</strong>ntora da história<br />

do <strong>de</strong>sign, assumidamente influenciado<br />

por toda a história visual da humanida<strong>de</strong>.<br />

Já em 1967, criou, para o hoje octogenário<br />

Bob Dylan, o pôster histórico <strong>de</strong> sua coletânea<br />

<strong>de</strong> hits. Em 1968, o ano on<strong>de</strong> se inicia<br />

a inflexão da história da humanida<strong>de</strong>, cria<br />

a revista da cida<strong>de</strong>, em que se espelharam<br />

centenas <strong>de</strong> revistas <strong>de</strong> cida<strong>de</strong>s pelo mundo,<br />

a New York Magazine. Glaser nasceu<br />

no Bronx, recebeu a Medalha Nacional das<br />

Artes das mãos <strong>de</strong> Barack Obama, e morreu<br />

no em 26 <strong>de</strong> junho <strong>de</strong> 2020, no mesmo dia<br />

em que nasceu, <strong>de</strong> <strong>de</strong>rrame cerebral, aos 91<br />

anos <strong>de</strong> ida<strong>de</strong>.<br />

Mas sua obra <strong>maio</strong>r, talvez, que segue<br />

mais viva do que nunca, a conotação <strong>de</strong><br />

amor que emprestou à cida<strong>de</strong>, quando<br />

criou a monumental logomarca I Love New<br />

York. Um I mais um coração vermelho,<br />

mais NYC, no ano <strong>de</strong> 1977, quando a cida<strong>de</strong><br />

enfrentava sua <strong>maio</strong>r crise: <strong>de</strong>cadência,<br />

violência, insegurança, e tentando trazer<br />

<strong>de</strong> volta os turistas.<br />

De certa forma a semente multiplicou-se<br />

e, assim, bilionários apaixonados procuram<br />

sempre uma oportunida<strong>de</strong> para investir<br />

e valorizar a ilha/cida<strong>de</strong>. Um ano antes<br />

da pan<strong>de</strong>mia, num dos <strong>maio</strong>res investimentos<br />

<strong>de</strong> todos os tempos, foi inaugurado<br />

o projeto Hudson Yards, um investimento<br />

<strong>de</strong> US$ 25 bilhões, hotéis, edifícios, shopping<br />

centers, tendo como centro o The Vessel,<br />

uma torre <strong>de</strong> observação no formato<br />

<strong>de</strong> vaso voltado para o céu com milhares<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>graus.<br />

No ano passado, sexta-feira, dia 21 <strong>de</strong><br />

<strong>maio</strong>, um novo empreendimento foi aberto<br />

ao público, também bancado por um bilio-<br />

nário apaixonado pela cida<strong>de</strong>. Little Island,<br />

um parque flutuante sobre o Rio Hudson,<br />

ancorado em 132 enormes tulipas <strong>de</strong> concreto,<br />

com caminhos, flores, anfiteatro,<br />

vista <strong>de</strong>slumbrante, espaços para os que<br />

visitam ou moram na cida<strong>de</strong> tomar sol e fazer<br />

piqueniques, outra criação do arquiteto<br />

inglês Thomas Heatherwick, o mesmo que<br />

criou o complexo Hudson Yards.<br />

E como se não bastasse, no fim <strong>de</strong><br />

outubro, o Summit – o novo e revolucionário<br />

observatório da cida<strong>de</strong>, localizado<br />

no edifício One Van<strong>de</strong>rbilt, ao lado do espetacular<br />

monumento a Art Deco, a Grand<br />

Central Station. E agora, neste ano, no mês<br />

<strong>de</strong> abril, a Steinway Tower finalmente concluída<br />

e entregue, o edifício mais fino do<br />

mundo, com 472,4 metros <strong>de</strong> altura, numa<br />

proporção alucinante entre largura e altura<br />

<strong>de</strong> 24:1, com 84 andares, e construído sobre<br />

o edifício tombado on<strong>de</strong> um dia foi a se<strong>de</strong><br />

da empresa que produz o mais emblemático<br />

e legendário <strong>de</strong>ntre todos os pianos, o<br />

Steinway.<br />

Ou seja, amigos, a sementinha plantada<br />

por Milton Glaser, I Love New York, floresceu<br />

e frutificou. Mais que plantada, e <strong>de</strong><br />

certa forma traduzida porque anos antes<br />

muitos americanos já manifestavam seu<br />

amor pela cida<strong>de</strong>, com obras monumentais<br />

como o Rockefeller Center, o Chrysler Building,<br />

o The Empire State Building e muitas<br />

outras mais. E no fim do ano passado, a<br />

inauguração do mais mo<strong>de</strong>rno e instigante<br />

observatório da “Cida<strong>de</strong> Que Nunca Dorme”,<br />

da cida<strong>de</strong> como disse e compôs Billy<br />

Joel, NY State Of Mind...<br />

Talvez, sem medo <strong>de</strong> errar, hoje pudéssemos<br />

afirmar que Nova York é a cida<strong>de</strong><br />

mais amada <strong>de</strong> todo o mundo. Coberta <strong>de</strong><br />

razões e merecimentos. E tudo isso sintetizado,<br />

magistralmente, na criação antológica<br />

<strong>de</strong> Milton Glaser.<br />

Yes, I, We, Love NYC...<br />

Francisco Alberto Madia <strong>de</strong> Souza<br />

é consultor <strong>de</strong> marketing<br />

famadia@madiamm.com.br<br />

28 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


supercenas<br />

Paulo Macedo paulo@propmark.com.br<br />

Fotos: Divulgação<br />

Manuel Nogueira, fundador e diretor <strong>de</strong> cena da produtora Magma, li<strong>de</strong>rou time <strong>de</strong> profissionais na campanha global do smartphone Edge com auxílio da italiana Fe<strong>de</strong>rica Intelisano<br />

EFEITOS<br />

A produtora brasileira Magma é a responsável pela produção dos<br />

comerciais da campanha global da Motorola para o produto Edge,<br />

lançado no ano passado, que agora ganha reforço. O projeto teve<br />

a direção <strong>de</strong> Manuel Nogueira, que contou com a participação da<br />

artista italiana Fe<strong>de</strong>rica Intelisano nos efeitos visuais. Ela já colaborou<br />

com trabalhos publicitários para Nike, Versace, Prada, Hugo<br />

Boss e Gatora<strong>de</strong>. “O comercial traz uma perspectiva sutil entre a<br />

realida<strong>de</strong> e o digital, em que o produto se torna uma ferramenta<br />

<strong>de</strong> entretenimento, comunicação e expressão pessoal, expandindo<br />

novas possibilida<strong>de</strong>s, sendo um verda<strong>de</strong>iro aliado do consumidor<br />

em suas tarefas do dia a dia. O filme representa muito do que a<br />

Motorola vem construindo nos últimos anos: <strong>de</strong>sign, tecnologia e<br />

uma postura irreverente e positiva”, <strong>de</strong>talha Nogueira.<br />

ELENCO<br />

A Surreal Hotel Arts reforça elenco <strong>de</strong> diretores <strong>de</strong> cena com<br />

a chegada <strong>de</strong> Ivi Roberg, Aisha Mbikila e Luigi Parisi. Além do<br />

trio, que se junta a nomes como Carlão Busato e Lu Vilaça, Andréia<br />

Matos é anunciada como diretora criativa da produtora.<br />

A antropóloga Beatriz Accioly Lins aborda exposição in<strong>de</strong>vida <strong>de</strong> mulheres na internet<br />

Ivi Roberg, Aisha Mbikila e Luigi Parisi, com Andréia Matos como diretora <strong>de</strong> criação<br />

EXPOSIÇÃO<br />

A exibição <strong>de</strong> imagens íntimas feminas nas re<strong>de</strong>s sociais está<br />

em elevação mesmo estando previstas penas pela Lei Maria da<br />

Penha em a<strong>de</strong>ndo feito em 2018. O assunto foi abordado pela<br />

antropóloga e pesquisadora da USP Beatriz Accioly Lins no livro<br />

Caiu na Net: Nu<strong>de</strong>s e Exposição <strong>de</strong> Mulheres na Internet. Lançamento<br />

da Editora Telha, a obra expõe um tipo <strong>de</strong> violência que<br />

a autora <strong>de</strong>fine como chantagem. A tipificação penal em 2013,<br />

quando houve o ‘boom’ dos celulares no país. “À época, pegamos<br />

emprestado o termo ‘pornografia <strong>de</strong> vingança’ da língua<br />

inglesa, na falta <strong>de</strong> termos uma nomenclatura nossa.”<br />

jornal propmark - <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> 29


última página<br />

Javardh/Unsplash<br />

Calma, isso passa!<br />

FLAVIO WAITEMAN<br />

Era uma vez num lugar muito, muito distante,<br />

uma agência <strong>de</strong> publicida<strong>de</strong> on<strong>de</strong><br />

havia um gran<strong>de</strong> lí<strong>de</strong>r. Genial, ele criou<br />

uma das melhores agências do mundo e era<br />

conhecido por ser muito exigente com os<br />

trabalhos que sua empresa colocava na rua<br />

para seus clientes.<br />

Num <strong>de</strong>terminado dia nessa belíssima<br />

agência um jovem talento recém-contratado<br />

apresenta suas i<strong>de</strong>ias numa reunião <strong>de</strong><br />

criação com todas as áreas da agência juntas,<br />

inclusive com esse dono da<br />

agência. As i<strong>de</strong>ias eram muito<br />

boas. O rapaz brilhou e levou elogios<br />

à altura.<br />

O gran<strong>de</strong> lí<strong>de</strong>r disse a ele que as<br />

i<strong>de</strong>ias eram incríveis, que ele era<br />

um gênio e um dia seria sócio da<br />

agência. O novato ficou eufórico e,<br />

ao terminar a reunião, falou com<br />

seu chefe direto e expressou sua<br />

animação. O diretor <strong>de</strong> criação,<br />

um craque e muito experiente,<br />

com expressão <strong>de</strong> quem lhe dava<br />

um gran<strong>de</strong> conselho, recomendou: calma,<br />

isso passa!<br />

Algum tempo <strong>de</strong>pois o criativo, que havia<br />

conquistado prestígio, respeito e uma ótima<br />

reputação no mercado, estava novamente<br />

numa reunião <strong>de</strong> criação para o principal<br />

cliente da agência. Ele dá o seu melhor, apresenta<br />

para o time da agência suas campanhas,<br />

que ele acreditava serem incríveis e fariam<br />

um gran<strong>de</strong> sucesso.<br />

“A gente não<br />

é. A gente<br />

está. Você<br />

‘está’ o seu<br />

cArgo. Você<br />

não ‘é’ A suA<br />

posição nA<br />

empresA”<br />

Mas, para sua surpresa, a reação ao seu trabalho<br />

não foi o que ele esperava. Ele ouviu do<br />

gran<strong>de</strong> lí<strong>de</strong>r da empresa, com a mesma intensida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> outrora, que aquelas i<strong>de</strong>ias eram<br />

horríveis, medíocres e não estavam à altura<br />

da empresa. E ouviu uma or<strong>de</strong>m: refaça imediatamente.<br />

O rapaz ficou arrasado e se achou<br />

o pior dos piores. Ele se sentiu acabado. Foi<br />

até seu diretor <strong>de</strong> criação pedir as contas. O<br />

diretor <strong>de</strong> criação com toda a sua experiência<br />

e sapiência aconselhou-o com um sorriso: calma,<br />

isso passa!<br />

A gente é aquilo que a gente entrega hoje.<br />

O tanto que você se esforça em resolver os<br />

problemas dos clientes usando criativida<strong>de</strong><br />

e legítimo interesse profissional, é o que você<br />

terá nesse dia.<br />

E o craque sabe que quem bate todos os penalties,<br />

uma hora erra. Equipe é<br />

mais do que importante. A gente<br />

não é. A gente está. Você “está” o<br />

seu cargo. Você não “é” a sua posição<br />

na empresa.<br />

Ou melhor, você não ‘é’ o seu<br />

momento atual. Você é você construído<br />

em vários momentos <strong>de</strong><br />

vale ou <strong>de</strong> pico durante toda sua<br />

carreira. Você “está” estagiário,<br />

diretor, analista ou C-Level, mas<br />

na verda<strong>de</strong> é pai, marido e ser humano.<br />

E por mais genial ou ruim que seja a sua<br />

performance, o que lembram da gente é justamente<br />

sobre o que a gente é, não sobre o cargo<br />

ou posição que já se teve. Seu cargo às vezes<br />

pe<strong>de</strong> que você tome <strong>de</strong>cisões ou seja reponsável<br />

por processos inteiros, mas isso não quer<br />

dizer que você é o “melhor na sala”. Absolutamente.<br />

A frase “Narciso acha feio o que não é espelho”<br />

é algo que a gente ouve e curte na música<br />

<strong>de</strong> Caetano, mas que dói um pouco quando a<br />

gente sente apren<strong>de</strong>ndo na vida. O sucesso,<br />

passa. O fracasso, passa. Basta você seguir em<br />

frente <strong>de</strong> trabalho em trabalho sem per<strong>de</strong>r o<br />

entusiasmo. Comemore, chore, mas saiba <strong>de</strong><br />

uma coisa: calma, isso passa!<br />

Flavio Waiteman é CCO/foun<strong>de</strong>r da Tech and Soul<br />

flavio.waiteman@techandsoul.com.br<br />

30 <strong>16</strong> <strong>de</strong> <strong>maio</strong> <strong>de</strong> <strong>2022</strong> - jornal propmark


Marcello Barbusci<br />

Para toda boa criação<br />

há uma referência.<br />

We transforme your dream<br />

Na<br />

em<br />

sua<br />

in realida<strong>de</strong> a reality<br />

impressão<br />

on no paper. papel.<br />

também.<br />

Nós transformamos seu sonho<br />

Nós We transformamos transforme your seu dream sonho<br />

em in realida<strong>de</strong> a reality on no paper. papel.<br />

“The “A qualida<strong>de</strong> quality do of paper papel e and o processo the printing <strong>de</strong> impressão process<br />

são nossas are our priorida<strong>de</strong>s priorities para for the a melhor best <strong>de</strong>livery.” entrega.”<br />

Tiago Ferrentini - Executive Diretor executivo director<br />

“The “A qualida<strong>de</strong> quality do of paper papel e and o processo the printing <strong>de</strong> impressão process<br />

são nossas are our priorida<strong>de</strong>s priorities para for the a melhor best <strong>de</strong>livery.” entrega.”<br />

Tiago Ferrentini - Executive Diretor executivo director<br />

Targeted Revistas Newspapers Jornais e Didatic Livros Catalogs Catálogos and e Paper Papel<br />

segmentadas magazines Tablói<strong>de</strong>s Tabloids Didáticos books yearbooks anuários recycled reciclado<br />

Targeted Revistas<br />

segmentadas magazines<br />

Jornais We etransforme Didatic Livros Catalogs Catálogos your and e dream Paper Papel<br />

Tablói<strong>de</strong>s Tabloids Didáticos books yearbooks anuários recycled reciclado<br />

in a reality on paper.<br />

Newspapers<br />

For Para For more <strong>maio</strong>res more information, informações call call us ligue us on on +55 para +55 11 11 2065 0766<br />

ou envie or drop um or us drop e-mail an us email para an email orcamento@referenciagrafica.com.br<br />

ca.com.br<br />

Para For <strong>maio</strong>res more information, informações call ligue us on para +55 11 112065 0766<br />

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Rua Rua François François Coty, Coty, 228 228 | Cambuci, | Cambuci, São Paulo São Paulo - SP | - Brazil SP<br />

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