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ENTREVISTA - Como a Guerra entre Rússia e Ucrânia vai impactar na economia aqui no Brasil?

GUARDIÃ DO SETOR

ASSOCIAÇÃO COMPLETA 50 ANOS DE TRABALHOS

PELO DESENVOLVIMENTO E RECONHECIMENTO

DO SETOR INDUSTRIAL MADEIREIRO

TOGETHER FOR

PROGRESS

REPRESENTING EIGHT BUSINESS UNIONS

FROM THE STATE OF MATO GROSSO, FOR

17 YEARS AN ENTITY HAS BEEN SERVING

THE FOREST-BASED SECTOR

SECTOR GUARD

ASSOCIATION COMPLETES 50 YEARS OF

WORK FOR THE DEVELOPMENT AND

RECOGNITION OF THE TIMBER

INDUSTRIAL SECTOR


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(41)


SUMÁRIO

INDUSTRIAL

94

2022

64

86

80

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Acopumps 103

Ágil Madeiras 79

Aimex 51

Alca Máquinas 15

Arte Diamante 08

Benecke 17

Burntech 53

Bonardi Química 41

Cipem 43

Contraco 49

Dallabona Máquinas 55

DRV Ferramentas 19

Drytech 37

Eletro Izidoro 57

Engecass 23

ForMóbile 63

Franzoi 25

H Bremer 04

Impacto 59

Indumec 39

Lignum 113

Linck 11

Lions Machine 45

Mafercon 85

Mendes Máquinas 02

Metrisa 61

Mill Indústrias 116

MM Wood Brazil 83

Montana Química 13

MSM Química 29

MSP Industrial 115

Nazzareno 31

Omil 27

Pole Cola 91

Prêmio REFERÊNCIA 99

Rone Usinagem 97

Rotteng 47

Schifler Máquinas 109

Solution Focus 107

Termolegno 33

Tigra do Brasil 111

Tzuriel Tradign 06

Universal Serras 93

Vantec 21

Vollmer do Brasil 35

SUMÁRIO

12 Editorial

14 Cartas

16 Bastidores

18 Notas

52 Aplicação

54 Frases

56 Entrevista

62 Coluna ABIMCI

64 Principal Associativismo e progresso

74 Artigo

76 Madeira Tratada

80 Case

50 Economia

86 Marcenaria

94 Indústria

100 Mercado

104 Artigo

112 Agenda

114 Espaço Aberto

10 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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Inovação. Qualidade.

Economia.

MADE IN GERMANY


EDITORIAL

PROGRESSO

PELA UNIÃO

N

os últimos 50 anos, o setor madeireiro

no Brasil teve ao lado um parceiro

para alavancar desenvolvimento e

reconhecimento internacional. A

ABIMCI é referência quando se trata

da missão de defender os interesses dessas indústrias,

tendo no histórico participações decisivas

para o crescimento dessa atividade. Nessa edição

o Leitor também confere uma entrevista exclusiva

sobre os impactos da Guerra entre Rússia e

Ucrânia na economia brasileira, além de matérias

sobre exportação, mercado, marcenaria e muito

mais. Tenha uma excelente leitura!

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AO TRABALHO EM PROL

DO DESENVOLVIMENTO E

RECONHECIMENTO DO SETOR

MADEIREIRO PELA ABIMCI

EXPEDIENTE

ANO XXIV - EDIÇÃO 241 - JUNHO 2022

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIV • N°241 •Junho 2022

ENTREVISTA - Como a Guerra entre Rússia e Ucrânia vai impactar na economia aqui no Brasil?

GUARDIÃ DO SETOR

ASSOCIAÇÃO COMPLETA 50 ANOS DE TRABALHOS

PELO DESENVOLVIMENTO E RECONHECIMENTO

DO SETOR INDUSTRIAL MADEIREIRO

TOGETHER FOR

PROGRESS

REPRESENTING EIGHT BUSINESS UNIONS

FROM THE STATE OF MATO GROSSO, FOR

17 YEARS AN ENTITY HAS BEEN SERVING

THE FOREST-BASED SECTOR

SECTOR GUARD

ASSOCIATION COMPLETES 50 YEARS OF

WORK FOR THE DEVELOPMENT AND

RECOGNITION OF THE TIMBER

INDUSTRIAL SECTOR

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

PROGRESS THROUGH

UNION

I

n the last 50 years, the Forest Product Sector

in Brazil has had a partner at its side in

achieving international development and

recognition. Abimci is a national reference

with a mission of defending the interests

of member companies and decisively participating

in the growth of the activity in its history. In this

issue, you will also read the interview about the

impacts of the war between Russia and Ukraine

on the Brazilian economy and articles on exports,

market, woodworking, and more. Pleasant reading!

Redação / Writing

Jorge de Souza

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriela Bogoni | Larissa Purkotte

criacao@revistareferencia.com.br

Midias Sociais / Social Media

Cainan Lucas

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal - Carlos Felde

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

assinatura@revistareferencia.com.br

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ASSINATURAS

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GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.

12 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


THE FOREST-BASED SECTOR

ENTREVISTA - Setor de máquinas para madeira faz prognóstico otimista para o segmento em 2022

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

JUNTOS PELO

PROGRESSO

COM REPRESENTAÇÃO DE OITO SINDICATOS

PATRONAIS DE MATO GROSSO, ENTIDADE

OSTENTA HISTÓRIA DE 17 ANOS EM

PROL DO SETOR MADEIREIRO

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 240 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE MAIO DE 2022

CAPA

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIV • N°240 •Maio 2022

TOGETHER FOR

PROGRESS

REPRESENTING EIGHT BUSINESS UNIONS

FROM THE STATE OF MATO GROSSO, FOR

17 YEARS AN ENTITY HAS BEEN SERVING

MARCENARIA

Por Daniel Cruz –

Chapecó (SC)

Por Danielle Schultz –

Veranópolis (RS)

Belo trabalho do CIPEM no fomento e auxílio das

empresas do Mato Grosso. Somente com o apoio

coletivo é que um setor chega longe.

Muito bacana o

trabalho da empresa

que constrói móveis

infantis. Só demonstra

como ideias boas e

espírito empreendedor

conseguem espaço no

mercado

Foto: divulgação

Foto: REFERÊNCIA

Foto: divulgação

INDÚSTRIA

Foto: setor de marketing da Vantec

ENTREVISTA

Por Celso Tutto –

São Paulo (SP)

Importante ver como cada

vez mais as máquinas

com padrão de qualidade

internacional estão sendo

produzidas no Brasil,

reduzindo custos de toda

uma cadeia.

Por Fabiano Marçal –

Volta Redonda (RJ)

Que o governo siga reduzindo impostos

para fomentar as indústrias, em especial,

as exportações. Trazendo cada vez mais

riquezas para o país!

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Referência Industrial Madeira

@referenciamadeira

14 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


BASTIDORES

BASTIDORES

Foto: divulgação

PESAR

O SETOR MADEIREIRO FICOU MAIS VAZIO E

TRISTE COM A PERDA DE UM DOS GRANDES

EMPRESÁRIOS DO SETOR. O SR. AUGUSTO

ANTÔNIO FRANCIO, DIRETOR PRESIDENTE DO

GRUPO FRAMEPORT DEIXOU UM ENORME

LEGADO PARA O SEGMENTO, COM SEU

CONHECIMENTO E PAIXÃO PELA INDÚSTRIA

MADEIREIRA. NA FOTO, QUANDO O DIRETOR

COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA

INDUSTRIAL, FÁBIO MACHADO, EM 2020

ESTEVE VISITANDO O SR. AUGUSTO FRANCIO,

NA EMPRESA, EM CAÇADOR (SC).

FEICON

O COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL,

GERSON PENKAL, VISITOU O ESTANDE DA EMPRESA

RODINATO, DO GERENTE COMERCIAL CÍCERO PAIVA,

DURANTE A FEICON. A RODINATO É UMA IMPORTANTE

PARCEIRA COMERCIAL DA REVISTA PRODUTOS DE MADEIRA.

Foto: divulgação

ALTA

MÃO DE OBRA QUALIFICADA

O Brasil precisará qualificar 9,6 milhões

de pessoas até 2025 para atender necessidades

projetadas pelas indústrias,

de forma a repor inativos, atualizar

funcionários ou preencher as novas

vagas programadas para o setor. É o

que prevê o Mapa do Trabalho Industrial

2022-2025, divulgado pela CNI

(Confederação Nacional da Indústria).

Deste total, 2 milhões precisarão de

qualificação visando à formação inicial

para a reposição de inativos ou para o

preenchimento de novas vagas. Os 7,6

milhões restantes serão via formação

continuada para trabalhadores que

precisam se atualizar para exercer funções.

Segundo a CNI, “isso significa

que 79% da necessidade de formação

nos próximos 4 anos será em aperfeiçoamento.”

BAIXA

INFLAÇÃO

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços

ao Consumidor Amplo 15), que mede a

prévia da inflação oficial, registrou taxa

de 0,59% em maio deste ano. A taxa é

inferior ao 1,73% de abril, mas superior ao

0,44% de maio de 2021. Segundo o IBGE

(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),

essa é a maior variação do IPCA-15

para um mês de maio desde 2016 (0,86%).

Com o resultado o IPCA-15 acumula taxas

de inflação de 4,93% no ano e de 12,20%

em 12 meses. Oito dos nove grupos de

produtos e serviços pesquisados tiveram

alta em maio, com destaque para

transportes, com inflação de 1,80%. Entre

os itens que puxaram a alta de preços

do segmento estão passagens aéreas

(18,40%), combustíveis (2,05%) seguro de

veículo (3,48%), táxi (5,94%), metrô (2,17%)

e ônibus urbano (0,17%).

16 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


NOTAS

COMBUSTÍVEIS

A Câmara dos Deputados aprovou no mês de maio o projeto que limita a aplicação de alíquota do

ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre bens e serviços relacionados a combustíveis,

gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

A proposta classifica esses setores como essenciais e indispensáveis, levando à fixação da alíquota em

um patamar máximo de 17%. O texto será enviado ao Senado.

A votação do texto foi anunciada na semana passada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL),

com a justificativa de que vai auxiliar na redução do preço dos combustíveis.

A medida, entretanto, desagrada os Estados, que argumentam que a redução vai precarizar ou extinguir

a prestação de serviços de competência desses entes.

Na votação de ontem, os deputados aprovaram um texto substitutivo do relator deputado Elmar Nascimento

(União-BA) sobre o projeto original. Pelo texto, será proibida a fixação de alíquotas para os bens e

serviços essenciais superiores às das operações em geral (17% na maior parte dos Estados), mas será permitido

reduzi-las abaixo desse patamar.

Entretanto, a partir da publicação da futura lei, o Estado que tiver rebaixado alíquotas para combustíveis,

energia elétrica e gás natural não poderá aumentá-las.

Em relação aos serviços de transmissão e distribuição de energia elétrica e aos encargos setoriais vinculados

a essas operações, o projeto proíbe a incidência de ICMS.

Foto: divulgação

18 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


NOTAS

Foto: divulgação

SERVIÇO VOLUNTÁRIO

O senado aprovou no mês de maio a MP (Medida Provisória) 1.099/2022, que cria o Programa Nacional

de Serviço Civil Voluntário. O programa oferece cursos de capacitação profissional, além de vagas de

trabalho em troca de pagamento de bolsa. O texto já havia passado pela Câmara, onde sofreu alterações.

Agora, segue para sanção presidencial.

Quando editou a MP, no fim de janeiro, o governo pretendia capacitar jovens que estão fora do mercado

de trabalho. O programa é voltado para quem tem de 18 a 29 anos, trabalhadores com mais de 50

anos e pessoas com deficiência que estejam fora do mercado de trabalho há mais de dois anos.

Na prática, ele oferece cursos de qualificação, em atividades de interesse público nos municípios participantes.

Também serão oferecidas vagas em serviços considerados de interesse público.

O público do programa receberá auxílio financeiro a título de bolsa, além de seguro contra acidentes

pessoais e vale-transporte ou outra forma de transporte gratuito.

Segundo o texto que chegou no senado, os participantes que ficarem mais de um ano no programa

terão direito a um recesso de 30 dias, sem prejuízo de recebimento da bolsa.

O público prioritário é composto de beneficiários de programas de transferência de renda e os pertencentes

à família de baixa renda. A inclusão de pessoas com deficiência no público-alvo foi feita na

Câmara e não estava na MP original.

Outra mudança está na duração do programa. O governo definiu até o final deste ano, mas os deputados

mudaram para 24 meses a contar da publicação da futura lei.

20 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


NOTAS

INDÚSTRIA

DE MÁQUINAS

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos caiu 11,6% em abril na comparação com

o mesmo mês do ano passado, aponta balanço da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas

e Equipamentos). O total da receita mensal ficou em R$ 23,3 bilhões. No ano, de janeiro a abril, o

setor acumula queda de 6,1% na receita líquida total em relação aos primeiros quatro meses de 2021.

Segundo a entidade, a queda registrada no último mês anula parte do crescimento de 18,2% observado

em março. “Apesar da queda do período, a expectativa de recuperação do faturamento em 2022 está

mantida, dado o bom desempenho dos negócios”, informou a associação. Nos últimos 12 meses, o saldo

no faturamento é positivo, com variação de 8,1%.

O primeiro quadrimestre de 2022 indica uma desaceleração do ritmo da atividade industrial, verificada

no fim do ano passado. Na avaliação da Abimaq, isso se deve, sobretudo, aos setores ligados ao consumo

das famílias, que seguem impactando negativamente os investimentos produtivos de determinados

segmentos.

De janeiro a abril, na comparação anual, a queda mais intensa foi observada na venda de máquinas

para bens de consumo, -34,1%. Os setores agrícolas, por outro lado, mantiveram o desempenho, com

variação positiva de cerca de 8%.

As exportações, por sua vez, que tiveram forte recuperação iniciada no segundo trimestre de 2021 e

seguem na mesma tendência neste ano. Em abril de 2022, o setor exportou US$ 899 milhões em máquinas

e equipamentos. O volume está 11% abaixo do observado no mês passado, mas é 18,1% mais alto

que o patamar de abril de 2021, quando foram vendidos US$ 761 milhões. Na comparação anual, as vendas

para o mercado externo acumulam alta de 31,2%.

No primeiro quadrimestre, houve crescimento das exportações para a maioria dos países, com destaque

para América Latina (32%), EUA (Estados Unidos da América) (30%), e países da Europa (27,8%). Na

comparação mensal, observou-se uma queda expressiva (96%) nas vendas para a Rússia, país que está em

guerra com a Ucrânia. O volume negociado passou de US$ 13 milhões, em março, para US$ 538 mil, em

abril.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


NOTAS

Foto: divulgação

PIB

Em audiência pública no fim do mês de maio, na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos

Deputados, o presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, citou previsões de instituições financeiras

que projetam crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), soma de todos os bens e serviços produzidos

no país) de 1,5% a 2%. A previsão atual é de aumento em torno de 1%. Na audiência, o presidente

do BC apresentou as perspectivas da autoridade monetária para juros e inflação no país.

“A gente tem visto revisões para cima no PIB brasileiro. O Brasil é um dos poucos países que tiveram

revisão do PIB para cima. Já ouvimos muita gente falar em crescimento de 1,5% e 2%”, disse Campos

Neto, que citou como indicativo da recuperação a reação nos setores de serviços, e de comércio e em parte

da indústria.

Aos deputados, Campos Neto voltou a dizer que a pandemia de Covid-19 resultou em aumento na

demanda por bens, tendência que se manteve mesmo após a retomada das atividades no país. Somado a

uma maior demanda por energia, com manutenção de um baixo investimento no setor, isso ajudou na manutenção

da inflação global, afirmou.

Como forma de enfrentar a persistência da inflação, os diferentes bancos centrais começaram a subir a

taxa de juros, lembrou o presidente do BC. Ele lamentou a alta na taxa de juros e disse que o ciclo de aumento

da taxa Selic está perto do fim.

“O mundo começa a subir os juros, e o Brasil foi bem na frente. Subiu os juros bem, foi um dos primeiros

países a dizer publicamente que entendia que o problema da inflação seria mais persistente”, afirmou

Campos Neto. “Muitos países ainda estão com juros reais negativos. Por isso, o mercado ainda espera que

os países desenvolvidos subam muito os juros nos próximos meses”, acrescentou.

24 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


NOTAS

DESEMPREGO

Foto: divulgação

O desemprego caiu 0,7 ponto percentual no trimestre encerrado em abril em comparação com o trimestre anterior

e 4,3 pontos percentuais na comparação anual, e fechou o período em 10,5% - menor taxa para um trimestre

encerrado em abril desde 2015, quando a desocupação ficou em 8,1%. Os dados são da PNAD Contínua (Pesquisa

Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada no fim do mês de maio, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística).

O número de pessoas ocupadas chegou ao recorde histórico de 96,5 milhões - a maior taxa da série iniciada em

2012, com um aumento de 1,1% na comparação trimestral. A alta foi de 1,1 milhão de pessoas no trimestre e de 9

milhões de ocupados no ano.

Em abril de 2021, o Brasil passava pelo pior momento da pandemia da Covid-19, com os óbitos que chegaram a

passar de 3 mil por dia.

A população desocupada foi estimada em 11,3 milhões de pessoas, uma queda de 25,3% no ano. De acordo

com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, a queda na desocupação vem se mostrando sustentada desde

o trimestre encerrado em julho de 2021, com avanços nos setores de transporte, armazenagem e correio, administração

pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.

“O grupo administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais foi impulsionado

pelo crescimento em educação, que inclui tanto a rede pública como a privada. Em outros serviços, destaca-se

o aumento nos serviços de embelezamento, como cabeleireiros, manicure e esteticista.”

O nível da ocupação, que representa o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar,

foi estimado em 55,8%, uma alta de 0,5 ponto percentual na comparação trimestral e de 4,8 pontos percentuais

ante igual trimestre do ano anterior.

Já a força de trabalho, que soma as pessoas ocupadas e as desocupadas, foi estimada em 107,9 milhões de pessoas,

um aumento de 0,4% em comparação ao trimestre encerrado em janeiro e de 5,1% frente ao mesmo trimestre

de 2021. Este é o maior contingente de pessoas na força de trabalho da série.

26 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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NOTAS

Foto: divulgação

INDÚSTRIA

O Indicador de Consumo Aparente de

Bens Industriais, medido pelo IPEA (Instituto

de Pesquisa Econômica Aplicada), cresceu

1,1% em março deste ano, na comparação

com fevereiro. O dado foi divulgado no fim

do mês de maio.

De acordo com o indicador do Ipea, a

produção brasileira destinada ao consumo

nacional cresceu 0,8% em março. Já as importações

de bens industriais avançaram

2,7% no mesmo período, após uma sequência

de quatro quedas consecutivas.

No acumulado do primeiro trimestre

deste ano, o indicador recuou 0,6% na

margem, com alta de 0,1% na produção de

bens nacionais e redução de 5,4% nas importações

de bens industriais.

Na análise das grandes categorias econômicas,

o Ipea aponta crescimento generalizado

em março, com destaque para os

segmentos de bens de capital (bens que

servem para produção de outros) e de bens

intermediários (produtos para fabricação

de máquinas ou equipamentos), que avançaram

3,8% e 1,6%, respectivamente, sobre

fevereiro.

Na comparação com março de 2021, todos

os segmentos apresentaram queda. “O

fraco desempenho observado em janeiro

explica o resultado adverso no primeiro trimestre

deste ano”, aponta o instituto.

28 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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• Líder no tratamento inseticida de painéis de madeira, (compensados,

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industriais;

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NOTAS

RECORDE

O ano de 2021 demonstrou que a indústria de base florestal está pronta para atender às demandas dos

consumidores por seus bioprodutos. O setor ultrapassou suas marcas históricas para abastecer a sociedade

com itens como embalagens de papel, papel higiênico, fraldas, cadernos e painéis de madeira para móveis.

De acordo com o Boletim Cenários IBÁ, produzido pela IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), a celulose

atingiu sua maior produção em 2021, com 22,5 milhões de toneladas; a fabricação de papel registrou sua

maior alta em um ano, com 10,7 milhões de toneladas; a venda doméstica de painéis de madeira chegou ao

seu nível mais elevado na série histórica, com 8,2 milhões de m³ (metros cúbicos) negociados dentro do país.

“Com começo do retorno ao trabalho presencial, por meio de modelo híbrido, e as escolas iniciando a

volta às aulas fisicamente, foi possível sentir também o crescimento na demanda por produtos do setor de

árvores cultivadas que são sustentáveis, renováveis e recicláveis”, afirmou Paulo Hartung, presidente da IBÁ.

“Além do cuidado com a natureza, seja na reciclagem, na produção e no manejo sustentável nas áreas de

cultivo, que intercalam áreas produtivas com grandes áreas de conservação, as empresas de base florestal

investem constantemente em pessoas, tecnologia e ciência. São fatores fundamentais para que a indústria de

base florestal atenda aos consumidores e cuide do meio ambiente. Um dos modelos que iluminam o caminho

da nova economia verde”, completa o executivo.

Com este cenário, o valor total das exportações do setor em 2021 somou US$ 9,0 bilhões, um avanço de

12,1% em relação a 2020. A celulose totalizou US$ 6,7 bilhões deste montante (+12,4%), enquanto papel chegou

a US$ 1,9 bilhão (+9,0%) e painéis de madeira US$ 347 milhões (+25,7%).

Durante o ano, a China foi o principal destino das exportações de celulose produzida no Brasil, chegando

a US$ 2,8 bilhões negociados. Já o papel tem como principal destino a América Latina, com comercialização

que somou US$ 1,2 bilhão. A região também é o mercado externo que mais adquiriu painéis de madeira. Em

2021 foram US$ 198 milhões negociados.

Foto: divulgação

30 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


NOTAS

MATÉRIAS-PRIMAS

Foto: divulgação

A alta dos preços de insumos e de matérias-primas atingiu o setor industrial de modo inesperado em março. A

última sondagem especial feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra que o aumento dos custos de

insumos e matérias-primas nacionais superou as expectativas de 71% das empresas, na média indústria extrativa e de

transformação, e de 73% no caso específico da indústria da construção civil. Foram ouvidas 1.842 empresas, sendo 744

de pequeno porte, 660 de médio porte e 438 de grande porte.

Entre as que dependem de insumos importados no seu processo produtivo, 58% das empresas na indústria extrativa

e de transformação e 68% na construção relatam aumento de preços acima do esperado.

O gerente-executivo de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, explica que a pressão sobre os preços coincide com

a invasão da Ucrânia pela Rússia, que, além da grave consequência humanitária, também prejudicou as cadeias de

suprimento. “O conflito e as sanções impostas à Rússia acentuaram o problema das cadeias de suprimentos, gerando

gargalos no fornecimento de insumos e energia, além de barreiras ao sistema de logística internacional. Esse fato provoca

atrasos e interrupções no fornecimento de insumos, além da excessiva elevação de preços, como temos visto”,

explica.

Em cinco setores, o aumento generalizado dos preços nacionais surpreendeu mais de 80% das empresas. São eles:

produtos de borracha, biocombustíveis, metalurgia e veículos automotores e produtos de limpeza. A alta de custos nos

insumos importados superou as expectativas de 100% das empresas de biocombustíveis, de 94% das indústrias de produtos

de borracha, de 75% do setor de impressão e 73% da indústria química.

As dificuldades e os atrasos nas cadeias de suprimentos começam a gerar uma reconfiguração na produção das

indústrias brasileiras. De acordo com a pesquisa da CNI, 40% da indústria geral (extrativa e de transformação) e 54% da

indústria da construção que dependem de insumos importados pretendem mudar a estratégia de aquisição de insumos

e matérias-primas e buscar fornecedores no Brasil. Entre as empresas que já compram no Brasil, 43% da indústria

geral (extrativa e de transformação) e 50% da indústria da construção, afirmam que buscam outros fornecedores no

país.

A parcela de empresas nacionais que busca por fornecedores alternativos fora do país é de 18% na indústria extrativa

e de transformação e de 3% na construção civil.

A proporção de empresas na indústria extrativa e de transformação que preveem normalização da oferta de insumos

e matérias-primas, ainda em 2022, foi de 39%. Em outubro de 2021, 80% das indústrias acreditam na reestruturação

das cadeias produtivas neste ano. O percentual de empresas da indústria geral e da indústria da construção que

esperam normalização apenas em 2023 é de 25% e 36% para produtos nacionais e 31% e 45% para importados.

Também chama a atenção o percentual de respostas: Não sei/prefiro não responder; sobre as expectativas de normalização

das cadeias de suprimento, o que sinaliza as dificuldades na definição de previsões diante do contexto atual.

32 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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NOTAS

DESTAQUE

INTERNACIONAL

Não é só dentro dos pavilhões

do Rho Fiera, onde é realizado o

famoso Salone del Mobile Milano,

maior evento voltado ao setor moveleiro

no planeta, que o design

brasileiro contará sua história em

2022, com a exposição de nove

empresas brasileiras associadas ao

Projeto Setorial Brazilian Furniture,

a ABIMÓVEL (Associação Brasileira

das Indústrias do Mobiliário) organiza

pela primeira vez o: Design

Transforma Milão; como parte do

circuito oficial de eventos do Fuorisalone, entre 06 e 12 de junho de 2022.

Realizado em formato de exposição, sob curadoria do escritório Moreira do Valle, o evento reunirá o resultado de um

rico trabalho realizado entre 12 renomados designers brasileiros e 21 indústrias de móveis, que atuaram de forma conjunta

no período da pandemia para o desenvolvimento de produtos e coleções assinadas, unindo o industrial e o feito à

mão, acompanhando, para tal, as principais tendências mundiais e conectando-as à chamada brasilidade.

A ação é realizada por meio do Brasil Design + Indústria, programa de design integrado à indústria que faz parte

do escopo do Projeto Setorial Brazilian Furniture, com o objetivo de ampliar e promover a competitividade da indústria

brasileira de móveis no mercado internacional, tendo como base o design como uma ferramenta transdisciplinar e estruturante

para o surgimento de novos conceitos e formas de entendimento da produção, do consumo, dos processos, da

inovação, da criatividade, interação e sustentabilidade.

Esforços que têm levado o móvel brasileiro cada vez mais longe, destacando-se pela absorção e releitura de recursos

e características únicas e particulares do país. Tais como as mais de 20 mil espécies de madeiras nativas; texturas e elementos

como as rendas e tramas; os couros e a lã meridional; as cores e padrões festivos; a marcenaria clássica; o artesanato

regional e muito mais.

Além das peças criadas por intermédio do programa, o espaço celebrará também a cultura e o saber brasileiro, além

de matérias-primas genuinamente nacionais. A instalação será organizada na Piazza Santo Stefano 12 N 04, entre a Università

Degli Studi di Milano e o Duomo di Milano, uma das regiões mais atrativas para o turismo e representativas para o

design e a arquitetura milanesa. O conceito da Design Transforma é estimular uma imersão no design brasileiro em pleno

centro de Milão, permitindo que os visitantes do Fuorisalone naveguem livremente em um espaço formado por contêineres

envidraçados sobre um gramado verde com jardins, dando a sensação de uma praça brasileira. A exposição é composta

por produtos criados e desenvolvidos por 20 designers e 22 empresas, que apresentam ao público internacional as

técnicas inovadoras e sustentáveis da produção industrial de móveis do Brasil.

Imagem: reprodução

CONHEÇA AS INDÚSTRIAS PARTICIPANTES:

O objetivo é demonstrar o potencial criativo e produtivo da indústria brasileira, bem como, contar a história da cultura

e do design do país, influenciado pela multiplicidade da nossa indústria, da influência cultural e de recursos materiais,

que motivaram movimentos únicos e atemporais no Brasil, a exemplo da Semana da Arte Moderna e do Modernismo.

Movimentos, estes, que celebraram a matéria-prima brasileira, em especial a madeira, e levou ao mundo obras como

as de Joaquim Tenreiro, José Zanini Caldas, Geraldo de Barros, Sergio Rodrigues e até mesmo o mobiliário de Oscar

Niemeyer e Lina Bo Bardi, entre outros, que inspiraram e inspiram o trabalho de diversas empresas e profissionais nacionais

e internacionais até hoje.

Estando, assim, presentes no mobiliário contemporâneo de Etel Carmona, de Fernando e Humberto Campana, Jader

Almeida, Arthur Casas, entre tantos outros nomes brasileiros mundialmente reconhecidos atualmente e que motivam

mais uma extensa e premiada geração, como a dos designers participantes do Design Brasil + Indústria.

34 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


NOTAS

PROTEÇÃO

CONTRA INCÊNDIOS

Um tipo de tinta foi desenvolvida para impedir ao máximo

a propagação do fogo em superfícies e construções de

madeira. O novo produto inovador nanotecnológico veio da

empresa Galembetech, fundada pelo pesquisador Fernando

Galembeck, professor aposentado da Unicamp (Universidade

Estadual de Campinas), e usa fibras de celulose para

desmontar cristais de grafite.

Quando a tinta é aplicada na superfície e seca, os cristais

de grafite se reorganizam e assim, formam um revestimento

que tem condutividade térmica e elétrica resistente à chama.

De acordo com Galembeck, o novo material retardante

de chamas, com o nome de ERG (sigla em inglês para Grafite

Esfoliado e Reorganizado), faz parte de uma plataforma

de produtos que são integralmente baseados em celulose e

grafite. “Basicamente, utilizamos as fibras de celulose para

esfoliar – ou desmontar, por assim dizer – os cristais do grafite.

Quando as tintas são aplicadas e secam, os cristais se

reorganizam, formando revestimentos extensos de grafite

laminado que têm condutividade térmica, elétrica e resistência

à chamas excepcionais”, descreve Fernando Galembeck.

A tinta é aquosa, parecida com uma tinta látex e pode

adquirir diversas cores. O processo de produção tem custo

menor do que o das tintas antichamas que já existem no

mercado. “Tudo foi feito para evitar custos muito altos.

Existem tintas retardantes de chamas no mercado, mas são

caríssimas. Estão fora do alcance das pessoas. Fizemos as

coisas para ter uma tinta que pudesse dar lucro para o fabricante,

mas ainda ficasse em preço bem inferior ao que

existe no mercado. A ideia realmente é dar uma aplicação

ampla”, explicou Fernando Galembeck. Ele também comentou

que a tinta foi criada para ser usada na proteção de

materiais contra chamas, sendo que a primeira versão dela é

adequada para madeira e derivados da madeira. O produto

teve apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do

Estado de São Paulo) e Pipe (Pesquisa Inovativa em Pequenas

Empresas). “No caso da nossa tinta, uma característica

importante é que ela tem capacidade de transmitir calor

com muita eficiência. Por que isso é importante? Quando a

chama entra em contato com a madeira, ela primeiro aquece

a madeira, e aí a madeira aquecida pega fogo. Essa tinta

evita que a madeira aqueça tanto, pois o calor da chama

incidindo sobre a tinta é dispersado, transmitido para fora

da região do fogo. Nenhuma tinta protetora hoje funciona

assim”, defende o professor. Por exemplo, a propriedade

da tinta poderia ajudar a evitar incêndios em patrimônios

públicos e comunidades. Atualmente, a tinta já está sendo

apresentada ao mercado, mas ainda não para o varejo. Segundo

o pesquisador, a empresa já conta com um laudo do

IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) que atesta que a

tinta tem um nível alto de eficiência contra chamas.

Foto: divulgação

36 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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NOTAS

MADEIRA NO LABORATÓRIO

Pesquisadores do MIT, nos EUA (Estados Unidos da América), desenvolveram uma nova técnica que permite cultivar

um material vegetal semelhante à madeira em laboratório. Segundo os cientistas, esse produto alternativo pode ser usado

na fabricação de móveis ou na construção de casas, sem que seja preciso cortar uma árvore de verdade.

Com o ajuste de certos produtos químicos usados durante o processo de crescimento do material, eles também conseguiram

controlar algumas propriedades físicas e mecânicas — como rigidez, forma e densidade — dessa madeira de

laboratório. “A ideia é que seja possível cultivar esses materiais vegetais exatamente na forma desejada, para não precisarmos

fazer nenhuma adaptação após a extração, reduzindo a quantidade de energia e o desperdício. Há muito potencial

para expandir isso e desenvolver estruturas tridimensionais”, explica a pesquisadora Ashley Beckwith, autora principal do

estudo. Ao utilizar técnicas de bioimpressão 3D, os cientistas também conseguiram cultivar o material vegetal em diversos

formatos e tamanhos — que não são encontrados na natureza — e que dificilmente poderiam ser produzidos usando métodos

agrícolas convencionais.

Com esse sistema de impressão, os materiais vegetais cultivados em laboratório poderiam ser personalizados para

terem características específicas, como maior resistência para suportar as paredes de uma casa, ou propriedades térmicas

adequadas para aquecer um ambiente de maneira mais eficiente. “Acho que a verdadeira oportunidade aqui é esse material

ser personalizável. Se desejar criar um objeto que servirá a algum propósito, há expectativas físicas mecânicas a serem

consideradas, tornando esse processo de cultivo realmente passível de customização”, acrescenta o cientista de microssistemas

Luiz Fernando Velásquez-Garcia, coautor do estudo.

O processo de cultivo de material vegetal no laboratório começa com o isolamento de células das folhas de uma

planta conhecida como Zinnia Elegans. Essas células crescem em um meio líquido por dois dias e, após esse período, são

transferidas para uma base de gel contendo nutrientes e hormônios.

Segundo os pesquisadores, essas células vegetais em crescimento se comportam de uma maneira muito parecida com

células-tronco, podendo ser programadas para produzir essa madeira artificial com todas as características e propriedades

desejadas pelo usuário.

O material cultivado pelos cientistas permanece no escuro por aproximadamente três meses. Mesmo precisando desse

período de incubação, o processo é duas vezes mais rápido do que o tempo necessário para que uma árvore cresça até

atingir sua maturidade. “O próximo passo será avaliar se é possível transferir esse método para diferentes espécies produtoras

de madeira comercial, como o pinheiro, para que nosso material se transforme em uma alternativa ambientalmente

revolucionária ao corte de árvores”, encerra Ashley Beckwith.

Foto: divulgação

38 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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NOTAS

MELHORA

NA PRODUÇÃO

Fase importante da instalação

de um plantio, o espaçamento

adotado entre as plantas influencia

no crescimento e na utilização

desta para o empreendimento.

Resultados de estudos feitos pela

EMBRAPA Amazônia Ocidental,

de Manaus, em plantios de castanheiras

(Bertholletia excelsa) estabelecidos

há 20 anos, concluiu

a distância de 4m x 4m, e de 5m

x 5m, como as mais adequadas

para o cultivo dessa espécie

florestal para a finalidade de produção

de madeira. A castanheira

é comumente conhecida pela

utilização de seus frutos, muito

comercializado para o exterior,

com diversas utilidades devido as

suas propriedades nutricionais.

Além da produção de frutos,

a castanheira pode ser usada

para produção de madeira, para

restaurar APPs (Áreas de Preservação

Permanentes), Áreas de RL

(Reserva Legal) e contribuir com

o sequestro de carbono. O uso

da castanheira para produção de

madeira deve ser oriunda de áreas

plantadas, pois o abate dessa

espécie florestal da natureza é

proibido pelo Decreto Lei número

1.282 de19/10/1994. Esse decreto

faz referência ao não uso da madeira de castanheira de florestas nativas, entretanto a lei não impede a exploração da madeira

procedente de reflorestamento (monocultivo ou plantios mistos) devidamente registrados na declaração de plantio no

órgão ambiental competente. De acordo com o pesquisador da EMBRAPA, Roberval Lima, usualmente há dois padrões de

espaçamento no estabelecimento de plantações tropicais: quadrado (o mais comum) e retangular. “O número de árvores

plantadas por hectare é uma das principais decisões silviculturais no estabelecimento das plantações”, informa o pesquisador.

“É um fator que afeta o custo, porque pequenos espaçamentos requerem alto número de mudas, mas por outro lado,

estreitos espaçamentos podem induzir à desrama natural, melhorando a qualidade da madeira”, compara Lima.

No caso da castanha-do-brasil, espaçamentos iniciais muito amplos favorecem a formação de copas grandes, sendo

mais indicados para a produção de frutos. Espaçamentos menores são mais indicados para a produção de madeira, pois favorecem

a desrama natural e a formação de copas mais estreitas.

O trabalho foi conduzido na fazenda Aruanã, em Itacoatiara, no Amazonas, em uma área alterada, usada anteriormente

para pastagem, iniciada em janeiro de 1995, a utilização de mudas provenientes do próprio viveiro da propriedade, não tendo

sido realizada nenhuma adubação ao longo dos 15 anos de idade do povoamento. Foram avaliadas 566 árvores.

Os tratamentos foram compostos por seis diferentes espaçamentos: 3m x 4m; 5m x 5m; 5m x 6m; e 6m x 6m. Foram avaliados

e mensurados a altura total e do DAP (diâmetro tomado a 1,30m do solo), e coletados os dados de sobrevivência.

Foto: divulgação

40 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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LINHA PAPEL

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NOTAS

Foto: divulgação

MEIO AMBIENTE

No mês de maio, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) promoveu

o evento: Sistemas Federais de Gestão Florestal – Procedimentos e Controles; para apresentar às representações diplomáticas

de diversos países, os principais avanços normativos, técnicos e de ferramentas de controle relacionados

à cadeia produtiva sustentável de produtos florestais de origem nativa.

Os palestrantes trouxeram informações sobre as técnicas de exploração seletiva de recursos florestais amazônicos

por meio dos PMFS (Planos de Manejo Florestais Sustentáveis); sobre os controles rastreáveis dos produtos

madeireiros ao longo da cadeia produtiva por meio dos sistemas federais de gestão florestal; sobre as rotinas e procedimentos

de análise de cargas destinadas ao comércio exterior e sujeitas à anuência do Ibama; e sobre a ciência

de dados para avaliação dos índices de exploração, industrialização e comércio nacional e para fins de exportação.

No evento também foram apresentados os três principais sistemas de acompanhamento/rastreabilidade da madeira

utilizados pelo IBAMA: Plataforma Pau-Brasil, Sinaflor + e DOF + Rastreabilidade. O funcionamento dos Painéis Analíticos

da Gestão Madeireira, também foi demonstrado na ocasião. Segundo o embaixador da UE (União Europeia)

no Brasil, Ignácio Ibañez, cada vez mais as demandas dos mercados, dos consumidores e, logicamente dos governos,

inclusive da UE, exigem que os produtos que são comercializados dentro do mercado europeu não contribuam

para o desmatamento em diferentes lugares do mundo. Nesse sentido, ter ferramentas que possibilitam o rastreio

da madeira desde a árvore até o comerciante final garantem a segurança necessária para a manutenção do mercado

e dificultam o uso de material de origem ilícita.

Para o diretor da DBFlo (Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas), João Pessoa Riograndense,

“o diálogo próximo aos representantes diplomáticos dos principais países importadores dos produtos florestais de

origem nativa não só permite uma construção institucional entre o IBAMA e autoridades ambientais internacionais,

como também traz maior compreensão quanto aos processos autorizativos baseados em controles e auditorias bem

consolidadas pela autarquia.” O evento contou com a presença dos embaixadores da União Europeia, Colômbia

e Guatemala, além de representantes das embaixadas da Alemanha, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, França,

Espanha, EUA, Israel, Portugal, Uruguai e União Européia. Também participaram da representação a Undoc, Usaid

e OTCA e as seguintes instituições brasileiras: Casa Civil, CGU, secretarias do Ministério do Meio Ambiente, Polícia

Federal, Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e CNI (Confederação Nacional das Indústrias).

42 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


www.cipem.org.br

Terceira Reunião de diretoria traz

pauta de melhorias para o

segmento florestal de Mato Grosso

O CIPEM realizou em sua sede e da Fiemt, em

27 de abril, a Terceira Reunião de Diretoria de

2022. Organizada de forma mensal, a agenda

tem por finalidade promover a discussão em

torno dos principais assuntos que permeiam o

setor de base florestal do Estado de Mato

Grosso.

Dentre as pautas discutidas, destacam-se: o

desenvolvimento do Estudo de Manejo Florestal

Sustentável do Ipê, a elaboração do Plano de

Ação destinado ao gabinete de Estado, os

encaminhamentos de agendas com a Secretaria

de Estado de Meio Ambiente – Sema/MT, dentre

outros.

A priori, Rafael Mason, presidente do CIPEM

explanou o progresso do Estudo Científico do

Ipê, o qual é conduzido pela renomada Instituição

de Pesquisa Embrapa Florestas Colombo

desde 2019 e tem por objetivo fornecer informações

atualizadas dos estoques florestais.

“O levantamento de dados, uma das etapas

mais complexas do Estudo, foi finalizada. Este é,

sem dúvidas, um momento decisivo, pois em

breve todos poderão testemunhar mais um

espectro do desempenho destacável do setor

florestal no que tange a manutenção da floresta

em pé, por meio do Manejo Florestal”, disse.

Além disso, visando a contínua busca pelo

fortalecimento do Segmento, Mason fomentou

um produtivo debate com relação a determinados

tópicos que perpassam cotidianamente as

atividades de base florestal. “Nosso intuito é o

de propor um Plano de Ação com sugestões de

medidas sólidas para agregar melhorias à

gestão florestal do estado”, explicou o dirigente.

Nesse sentido, a exemplo do item o qual se

encontra transcrito abaixo, os presidentes e

representantes do CIPEM e dos sindicatos

associados propuseram diversas medidas que

atuam sob diferentes focos, de modo a atender

as necessidades do setor florestal em médio e

longo prazos.

A realização de manutenção preventiva

periodicamente e corretiva nas estradas não

pavimentadas para assegurar o escoamento dos

produtos florestais, principalmente nas rodovias

MT-198; MT-206; MT-208, MT-313, MT-160

(trecho de São José do Rio Claro até divisa de

Juara), MT-174 e MT-183.

Com relação aos encaminhamentos de agenda

com a Sema/MT para tratar da implantação do

Sisflora 2.0, Valdinei Bento dos Santos, diretor-

-executivo do CIPEM informou que o Grupo de

Trabalho constituído pelo Ibama e Sema/MT está

sanando questões relacionadas com a fase de

testes, a fim de eliminar eventuais erros na

operacionalização do novo Sistema.

Ao final da agenda, foi dedicado espaço para

as principais reivindicações dos Sindicatos e para

a prestação de contas.

CipemdeMT CipemMT cipemmt (65) 3644-3666 Manejosustentavel


NOTAS

CONFIANÇA

INDUSTRIAL

O ICI (Índice de Confiança da Indústria), calculado pela FGV

(Fundação Getulio Vargas), subiu 2,3 pontos de abril para

maio deste ano e chegou a 99,7 pontos, em uma escala de

zero a 200 pontos. Essa foi a segunda alta consecutiva do

indicador, que atingiu o maior patamar desde dezembro do

ano passado (100,1 pontos). Houve aumento da confiança

dos empresários em 12 dos 19 segmentos da indústria brasileira

pesquisados pela FGV. O Índice de Expectativas, que

analisa a confiança do empresariado no futuro, cresceu 3

pontos e atingiu 99 pontos. Já o Índice da Situação Atual,

que calcula a percepção sobre o presente, subiu 1,6 ponto

e chegou a 100,4 pontos. O NUCI (Nível de Utilização

da Capacidade Instalada) da Indústria aumentou 1 ponto

percentual em maio e chegou a 80,8%, o maior nível desde

outubro de 2021.

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44 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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NOTAS

Foto: divulgação

NOVA YORK

Encerrada no final de maio, a CASA BRASIL Nova York 2022 reuniu 63

empresas brasileiras na cidade americana, incluindo 16 fabricantes de móveis

e 21 designers e estúdios de design por meio do Projeto Setorial Brazilian

Furniture, realizado em parceria com a ABIMÓVEL (Associação Brasileira das

Indústrias do Mobiliário) e a Apex Brasil ( Agência Brasileira de Promoção

de Exportações). Realizado no distrito do SoHo, a CASA BRASIL Nova York

apresentou diversas ações programadas, como a Missão Comercial, reunindo

24 empresas brasileiras e 25 compradores internacionais de dez diferentes

países das Américas: Canadá, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras,

México, Nicarágua, Peru, Porto Rico e República Dominicana. Ao todo,

foram realizadas 305 rodadas de negócios, culminando em 760 contatos profissionais

para as empresas brasileiras. Com isso, prospectou-se mais de US$

47,8 milhões em negócios: US$ 3,01 milhões em negócios imediatos e US$

44,8 milhões projetados para os próximos 12 meses. Os resultados demonstram

o êxito do Projeto Brazilian Furniture e de ações como a CASA BRASIL

Nova York no contínuo processo de internacionalização e incremento às exportações

da indústria brasileira.

46 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


NOTAS

CONTAGEM

REGRESSIVA

Foto: Pepe Guimarães

Faltando menos de um mês para a realização, uma das principais feiras do setor moveleiro da América

Latina, a ForMóbile - Feira Internacional da Indústria de Móveis e Madeira, já está causando alvoroço. Programado

para ocorrer de 5 a 8 de julho de 2022, no Centro de Exposições São Paulo Expo, em São Paulo (SP),

o evento prepara uma edição com muitas novidades no retorno com a presença de público visitante. Confira

seis motivos para não ficar de fora dessa:

A Volta da ForMóbile ao Formato Presencial - O primeiro deles é a própria volta do evento aos pavilhões,

atendendo aos anseios do mercado. Grande ponto de encontro presencial do setor, a expectativa para a

realização da feira, após quase 4 anos de espera, é enorme e segue sendo vista com muito otimismo pelos

players e profissionais do segmento;

Palco para Networking e Negócios - Com a presença de mais de 500 marcas expositoras e a expectativa

de receber mais de 50 mil profissionais do setor, a feira segue sendo tida como o grande palco para a realização

de networking e negócios pelo mercado, que reconhece o enorme potencial do evento e a sua capacidade

de reunir toda a cadeia moveleira nacional e internacional em um só lugar - desde a indústria (de equipamentos

e produtos finais) a marceneiros, fornecedores e revendedores do segmento;

Atrações e Conteúdos Exclusivos - Nos quatro dias de realização do evento, a ForMóbile oferece uma

série de atrações e conteúdos exclusivos para toda a cadeia produtiva do setor - pensados para promover o

desenvolvimento comercial, econômico, tecnológico e profissional deste mercado. Em um palco especial, o

público poderá conferir diferentes temáticas pensadas para esta indústria. Uma delas é a ForMóbile Trends,

com conteúdo qualificado e direcionado para designers de produtos e interiores, arquitetos e interessados

em novidades e tendências do segmento. Outro destaque é a Marcenaria Moderna, com palestras e debates

destinados a marceneiros e interessados na área da marcenaria em geral.

48 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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NOTAS

Há ainda a Indústria do Futuro, que inclui temas como cenário econômico, manufatura avançada e novas

tecnologias.

Espaços Personalizados - Outra atração é o Espaço Maker, dedicado para quem quer aprender técnicas

especializadas e conferir o trabalho dos principais profissionais do setor. Neste ambiente, são realizadas

apresentações ao vivo com alguns dos principais Youtubers e Influencers do setor moveleiro e da marcenaria,

durante todos os dias do evento.

Espaço Madeira - Destaque também para o Espaço Madeira, voltado ao universo da madeira maciça e

que, desde 2018, promove o segmento. Idealizado em parceria com a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL e

com o apoio da ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), a ação

chega em 2022 de forma renovada e com novos participantes - além de produtos e equipamentos específicos

para o setor e a cadeia produtiva.

Jornada Digital ForMóbile Xperience - A ForMóbile segue inovando e proporcionando novos modelos de

negócios ao setor. A partir deste ano, a feira passa a fortalecer a Jornada Digital ForMóbile Xperience, que

conta com atividades, negócios e conteúdos exclusivos para o mercado, presenciais e digitais, ao longo de

todo o ano. Ou seja, o evento não ficará restrito apenas ao pavilhão: para aqueles que não puderem se deslocar

até São Paulo para visitá-lo presencialmente, a ForMóbile continua online, na plataforma ForMóbile Xperience,

que se consagrou como um canal de informação qualificada e exclusiva sobre - e para - toda a cadeia

da indústria moveleira. Todos os conteúdos produzidos durante o evento físico, inclusive, estarão disponíveis

na plataforma, a partir de agosto, dando a oportunidade de ver e rever os principais encontros proporcionados

e retomar o objetivo de apresentar os melhores e mais relevantes conhecimentos para os profissionais e

empresas do setor;

Visitação e Conteúdos Gratuitos - E o melhor, tudo isso com acesso gratuito, tanto no presencial quanto

no digital. Para a visitação ao evento físico, o credenciamento, além de grátis, pode ser realizado de forma

online e antecipada, por meio do link a seguir: https://www.formobile.com.br/pt/credenciamento.html. Já o

acesso aos conteúdos digitais pode ser realizado aqui: https://app.swapcard.com/event/formobile

SERVIÇO:

IX ForMóbile -

Feira Internacional da Indústria de Móveis e Madeira

Data: de 5 a 8 de Julho de 2022

Horários: das 10 às 19h

Local: São Paulo Expo - Exhibition & Convention Center

Promoção e Organização: Informa Markets Brasil

Foto: Pepe Guimarães

50 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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APLICAÇÃO

ÁREA EXTERNA

OU INTERNA

Cada vez mais as poltronas

ganham espaço nas áreas internas

e externas das residências.

Exemplos são a composição

da natureza em casa e

até mesmo as varandas com

foco na confraternização. Por

isso, a escolha sempre deve

levar em conta a resistência

dessas peças a intempéries,

além de obviamente oferecer

conforto aos proprietários e

convidados.

Foto: divulgação

HARMONIA

Modelos são os que não

faltam à disposição no

mercado. Por isso, sempre

deve-se buscar adequar

o estilo de cada pessoa

com a peça adquirida,

além de compreender

que o móvel faz parte de

toda uma construção na

residência. A harmonia

com as demais decorações

e mobiliário da casa

deve ser respeitada.

Foto: divulgação

52 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


FRASES

“VALORIZAMOS MUITO A VOZ DO BRASIL ENQUANTO

DISCUTIMOS SOLUÇÕES QUE AJUDARÃO A CONSTRUIR VIDAS

MELHORES PARA AS PESSOAS DO NOSSO HEMISFÉRIO”

CHRISTOPHER DODD, ASSESSOR ESPECIAL DO GOVERNO

DOS EUA (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA)

“DE FATO,

A INDÚSTRIA

BRASILEIRA TEM

COMO ATENDER

ESSE MERCADO

PORQUE TEM UMA

DIVERSIDADE MUITO

GRANDE DE PRODUTOS

PARA DIFERENTES

CLASSES SOCIAIS NORTE-

AMERICANAS: DESDE

MÓVEIS MAIS SIMPLES, ATÉ

MÓVEIS COM ALTO VALOR E

DESIGN DIFERENCIADO”

“NÃO ADIANTA CHEGARMOS NA ÁREA QUE FOI

DESMATADA. TEMOS DE CHEGAR NA ÁREA QUE O

DESMATAMENTO ESTÁ COMEÇANDO E CANCELAR

A SUA PROJEÇÃO. CHEGAR EM UMA ÁREA QUE

JÁ ESTÁ DESMATADA APENAS PARA AUTUAR,

EMBARGAR, NÃO É O OBJETIVO DA FISCALIZAÇÃO

AMBIENTAL”

SAMUEL VIEIRA DE SOUZA, DIRETOR DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO

IBAMA (INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS

NATURAIS RENOVÁVEIS)

“A HISTÓRIA ESTÁ NUM

PONTO DE VIRADA... ESTE É

REALMENTE O MOMENTO EM

QUE SE DECIDE SE A FORÇA

BRUTA GOVERNARÁ O MUNDO”

MARIA PAULA

VELOSO, GERENTE

DE INDÚSTRIA E

SERVIÇOS DA APEX

BRASIL

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

VOLODYMYR ZELENSKIY,

PRESIDENTE DA UCRÂNIA

54 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


ENTREVISTA

FUTURO

INCERTO

UNCERTAIN

FUTURE

AGuerra entre Rússia e Ucrânia, além de deixar impactos

sociais irreparáveis, ainda tem registrado

danos não apenas na economia desses países, mas

também em escala global. E esse cenário não deve

durar apenas enquanto os conflitos em solo ucraniano

persistem e podem gerar incertezas no mercado financeiro e

de diversas commodities em todo mundo. O especialista em relações

internacionais e coordenador do curso de Comércio Exterior

da Universidade Positivo, João Alfredo Lopes Nyegray, avalia que

diversos impactos do conflito devem durar por tempo indeterminado.

O especialista sobre o conflito concedeu entrevista exclusiva

à Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL:

ENTREVISTA

I

n addition to leaving irreparable social impacts, the War between

Russia and Ukraine has damaged not only the economy

of these countries but also those worldwide. And this scenario

should not only last as long as conflicts on Ukrainian soil

persist but generate uncertainties in the financial and various

commodity markets around the world. João Alfredo Lopes Nyegray,

an international relations specialist and Course Coordinator for Foreign

Trade at Positivo University, says several impacts of the conflict

should last indefinitely. The expert on the conflict spoke exclusively to

REFERÊNCIA Industrial, and below is the full interview:

JOÃO ALFREDO

LOPES NYEGRAY

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: GRADUADO EM DIREITO PELA

UNIVERSIDADE POSITIVO E EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

PELA UNICURITIBA, COM MESTRADO E DOUTORADO EM

RELAÇÕES INTERNACIONAIS PELA UNIVERSIDADE POSITIVO

CARGO: COORDENADOR DO CURSO DE COMÉRCIO

EXTERIOR E PROFESSOR DE GEOPOLÍTICA E NEGÓCIOS

INTERNACIONAIS NA UNIVERSIDADE POSITIVO

Foto: divulgação

PROFESSIONAL EDUCATION: L.L.B., POSITIVO UNIVERSITY, B.A. IN INTERNATIONAL

RELATIONS, UNICURITIBA, M.A., AND PH.D. IN INTERNATIONAL RELATIONS,

POSITIVO UNIVERSITY.

FUNCTION: PROFESSOR OF GEOPOLITICS AND INTERNATIONAL BUSINESS AND

COURSE COORDINATOR FOR FOREIGN TRADE, POSITIVO UNIVERSITY

56 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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ENTREVISTA

QUAIS OS PRINCIPAIS IMPACTOS DA GUER-

RA ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA NA ECONOMIA

MUNDIAL? POR QUANTO TEMPO ESSES FATO-

RES PODEM IMPACTAR NAS FINANÇAS MUN-

DIAIS?

O grande impacto da agressão russa já era sentido

mesmo antes do primeiro tiro ser disparado.

Trata-se do aumento no preço dos combustíveis.

Uma vez que os russos são grandes exportadores de

petróleo e gás, a mera iminência do conflito, entre

janeiro e fevereiro desse ano, já elevou esses preços

que, com o início de fato da guerra, fizeram o valor

do barril de petróleo disparar. Os efeitos desse aumento

foram sentidos não só no Brasil, mas também

pelo mundo, e todos passamos a pagar mais caro na

gasolina e no diesel. Outro efeito está relacionado ao

aumento no preço de alguns alimentos, em especial

àqueles que utilizam trigo, largamente produzido e

exportado por Rússia e Ucrânia. O Oriente Médio,

por exemplo, é muito dependente do trigo vindo dos

países em guerra e a escassez e menor oferta no item

também aumentaram os preços. Além de tudo isso,

há a exclusão dos russos do sistema SWIFT e pesadas

sanções contra a economia e as empresas vindas do

país de Putin. Todos esses fatores estão contribuindo

para manter em alta a inflação global, tendência que

deve seguir impactando as finanças por todo mundo.

Com a proximidade da primavera e do verão na Europa,

o continente deve reduzir sua dependência do

gás russo, muito utilizado no aquecimento dos lares.

Esperamos que a economia russa siga sentindo os

efeitos das sanções.

PARA O BRASIL, QUAIS OS PRINCIPAIS IM-

PACTOS COM ESSE CONFLITO?

Inicialmente o maior impacto foi o aumento no

preço dos combustíveis. A alta dependência brasileira

do modal rodoviário fez com que a alta na gasolina

e no diesel tivessem um efeito em cadeia, e acabassem

impactando os preços dos alimentos, dos bens

de consumo e de tudo aquilo que é essencial. Há

também a questão dos fertilizantes. O Brasil, como

grande exportador de produtos agrícolas, utiliza muito

desse insumo não produzido localmente. Cerca de

um terço dos fertilizantes utilizados pelo Brasil vem

WHAT ARE THE SIGNIFICANT IMPACTS OF

THE WAR BETWEEN RUSSIA AND UKRAINE ON

THE WORLD ECONOMY? HOW LONG CAN THESE

FACTORS IMPACT WORLD FINANCES?

The most significant impact of Russian aggression

had already been felt even before the first shot was

fired. This occurred due to the increase in the price

of fuel. Since the Russians are significant oil and gas

exporters, the mere hint of a conflict caused prices to

increase between January and February. With the de

facto beginning of the war, the value of a barrel of oil

skyrocketed. This increase was felt in Brazil and worldwide,

as we all started to pay more for gasoline and

diesel fuel. Another consequence is the increase in the

price of some foodstuffs, especially those using wheat,

widely produced and exported by Russia and Ukraine.

The Middle East, for example, is heavily dependent

on wheat from the warring countries, and scarcity and

lower supply of the item has led to increased prices.

On the other hand, there is the exclusion of the Russians

from the SWIFT system and heavy sanctions

against the economy and businesses with exported

products coming from Putin’s country. These factors

contribute to keeping global inflation high, a trend that

should continue to impact finances worldwide. With

spring and summer in Europe near, the continent is

expected to reduce its dependence on Russian gas,

widely used in home heating. However, we expect the

Russian economy to continue to feel the effects of the

sanctions.

FOR BRAZIL, WHAT ARE THE SIGNIFICANT IM-

PACTS OF THIS CONFLICT?

Initially, the most significant impact was the increase

in fuel prices. The high Brazilian dependence on

the road modal caused the rise in gasoline and diesel

prices to have a chain effect and impacted the costs of

foodstuffs, consumer goods, and everything essential.

There is also the issue of fertilizers. As a significant exporter

of agricultural products, Brazil uses much of this

input from non-domestic sources. For example, about a

third of the fertilizers used by Brazil come from Russia,

Ukraine, and Belarus. Unfortunately, Russia and Belarus

continue to be sanctioned by war, which can make

fertilizers more expensive and reduce the competitive-

OS EFEITOS DESSE AUMENTO FORAM SENTIDOS NÃO SÓ

NO BRASIL, MAS TAMBÉM PELO MUNDO, E TODOS

PASSAMOS A PAGAR MAIS CARO NA GASOLINA E NO DIESEL

58 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


Linha de empacotamento

de madeiras

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ENTREVISTA

da Rússia, Ucrânia e Belarus. Rússia e Belarus seguem

sendo sancionados pela guerra, e isso pode tornar

os fertilizantes mais caros e reduzir a competitividade

do nosso agronegócio. Há planos nacionais para a

produção local do insumo, mas essa iniciativa deve

render frutos apenas no médio prazo. Outro ponto

de interesse é a reunião do G7, as sete nações mais

industrializadas do mundo, prevista para ocorrer em

junho na Alemanha. Países como África do Sul, Índia,

Indonésia e Senegal foram convidados a participar

e o Brasil – pelo quarto ano seguido – ficou de fora.

Uma pauta importante deve ser o conflito russo ucraniano

e uma vez que, ao contrário do G7, o Brasil não

tomou nenhuma medida contrária a Moscou, acabamos

isolados.

QUANDO O CONFLITO ACABAR, COMO A

ECONOMIA GLOBAL VAI SE ADAPTAR A NOVA

REALIDADE? QUAIS OS PRINCIPAIS EFEITOS

QUE O PÓS-GUERRA DEVE DEIXAR?

Dificilmente o término do conflito trará a normalização

das relações entre o ocidente e a Rússia.

Ademais, as sanções impostas a Moscou não devem

ser imediatamente retiradas. Devemos estar atentos

às relações entre os BRICs – especialmente porque

Brasil, Índia e China não condenaram publicamente e

de forma clara as ações russas. Outro ponto relevante

envolve países largamente afetados pelo conflito,

embora geograficamente distantes. É o caso do Peru,

onde os preços dos alimentos e combustíveis subiram

drasticamente e alimentaram protestos contra

o presidente; do Sri-Lanka e do Paquistão, também

passando por ondas de protesto por conta dos

aumentos de preço; e de várias nações do Oriente

Médio dependentes de trigo, metais e gases vindos

da Rússia. Uma vez que o conflito termine – e esperamos

que isso ocorra logo – as relações internacionais

não devem voltar a ser o que eram. Friso que a

Rússia sempre teve uma política externa considerada

agressiva. Soma-se a isso as imagens tenebrosas dos

crimes de guerra supostamente cometidos pelo exército

russo – especialmente em Bucha. Imagino que

o estigma dessas imagens fique por bastante tempo

atrelado à imagem dos russos.

ness of our agribusiness. There are plans for domestic

production of the agricultural input, but this initiative

should bear fruit only in the medium term. Another

point of interest is the meeting of the G7, the seven

most industrialized nations in the world, scheduled to

take place in June in Germany. Countries such as South

Africa, India, Indonesia, and Senegal were invited to

participate, and Brazil was left out for the fourth year in

a row. An essential item to be discussed must be the

Ukrainian-Russian conflict. Since, unlike the G7, Brazil

has not taken any action contrary to Moscow, and we

have ended up isolated.

HOW WILL THE GLOBAL ECONOMY ADAPT

TO THE NEW REALITY WHEN THE CONFLICT IS

OVER? WHAT ARE THE MAIN EFFECTS THAT THE

POST-WAR WILL LEAVE?

The end of the conflict is unlikely to bring about the

normalization of relations between the West and Russia.

Furthermore, the sanctions imposed on Moscow

should not be immediately lifted. We must be aware

of relations between the Brics – especially since Brazil,

India, and China have not publicly and clearly condemned

Russian actions. Another relevant point involves

countries affected mainly by the conflict, although geographically

distant. This is the case in Peru, where food

and fuel prices rose sharply and led to protests against

the Peruvian President. Sri Lanka and Pakistan also are

experiencing waves of protest over price increases,

as are several Middle Eastern nations dependent on

wheat, metals, and gas from Russia. Once the conflict

is over – and we hope this will happen soon – international

relations should not return to the way they were.

But I must stress that Russia has always had a foreign

policy considered aggressive. Added to this are the

dark images of the war crimes allegedly committed by

the Russian army – especially in Bucha. I imagine the

stigma of these images will be tied to the image of

Russians for a long time.

TODOS ESSES FATORES ESTÃO CONTRIBUINDO PARA

MANTER EM ALTA A INFLAÇÃO GLOBAL, TENDÊNCIA QUE

DEVE SEGUIR IMPACTANDO AS FINANÇAS POR TODO MUNDO

60 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


COLUNA ABIMCI

BOM MOMENTO PARA O SETOR FLORESTAL

MÊS DE MAIO MARCOU AVANÇOS NAS AGENDAS FLORESTAIS NO BRASIL, COM

INTEGRAÇÃO MAIOR ENTRE ENTIDADES DO SETOR E O PODER PÚBLICO

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

Foto: divulgação

O

mês de maio foi marcado por importantes

agendas florestais nacionais. Elas estão sendo

trabalhadas há algum tempo pela ABIM-

CI, Governos Federal e Estaduais, assim

como empresas do setor. Todas essas ações

têm ampla influência futura no setor industrial madeireiro.

Na esfera nacional, foi possível acompanhar o avanço

do PLS 214/2015, do senador Alvaro Dias, que altera a

Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981) e exclui

a silvicultura do rol de atividade potencialmente poluidora

e utilizadora de recursos ambientais. Se aprovada

pela Câmara dos Deputados, a nova Lei irá eximir o agricultor

que exerce a silvicultura de tirar licença ambiental

e de pagar a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental.

Esta mudança é esperada com otimismo pelo setor e será

essencial para o aumento da área plantada no país.

O SFB (Serviço Florestal Brasileiro) também tem mantido

as portas abertas e trabalhado fortemente junto ao

setor produtivo. No início deste ano, a ABIMCI apresentou

uma demanda de seus Associados, que enfrentam

dificuldades na exportação de madeira porque ainda falta

esclarecimento internacional sobre os documentos que

são exigidos para envio de madeira de florestas plantadas

e nativas do Brasil. Como consequência está ocorrendo

uma efetiva conversa com o IBAMA para a elaboração de

uma página no site do Instituto para esclarecimento internacional

sobre os documentos necessários. Uma clara

orientação do governo brasileiro a respeito do tema, é essencial

para minimizarmos argumentos de entidades ambientais

internacionais que frequentemente se manifestam

equivocadamente sobre os produtos de nosso país.

Em nível estadual, dois exemplos práticos: o Estado

de Santa Catarina está avançando com a revisão do seu

Código Ambiental e do seu Programa Florestal que tem o

apoio da Secretaria de Agricultura do Estado e da Epagri,

entre outros atores regionais. As ações são importantes

porque permitirão o aumento da área plantada e a consequente

disponibilidade de madeira nos próximos anos.

Já em Mato Grosso do Sul é evidente o relacionamento

próximo entre a esfera produtiva e governamental, assim

como os resultados positivos que estão sendo alcançados.

Hoje, o Estado é conhecido como um polo de

produção de celulose e tem como meta plantar de 100 a

150 mil ha (hectares) de eucalipto por ano para atender a

demanda fabril nos próximos anos. Ambos os exemplos,

mostram os avanços possíveis quando o setor produtivo

tem acesso a esfera governamental e ambos trabalham

em conjunto.

A ABIMCI atua de forma constante nestas agendas

e ações. O setor industrial madeireiro depende diretamente

dos investimentos feitos em florestas plantadas e

para isso precisamos de um bom ambiente de negócios,

melhor segurança jurídica e o consequente retorno econômico.

É fundamental a união de esforços entre o setor

produtivo juntamente com os governos para elaboração

de políticas públicas que permitam as melhorias necessárias

ao segmento de base florestal. Também temos

ciência que não será possível fugir de técnicas de manejo

e da busca pelo aumento da produtividade, na melhoria

de mudas e técnicas de plantio, e, nestes aspectos, a

aproximação com as entidades de pesquisas e tecnologia

se torna primordial.

Durante a Semana Internacional da Madeira, que será

realizada de 13 a 16 de setembro, teremos novamente

a importante oportunidade para reunir todos os atores

envolvidos no desenvolvimento do setor, trocar ideias

e analisar nosso mercado, que a cada dia se torna mais

desafiador, mas que tem um futuro promissor pela frente.

Desde já fica o convite para participar de todos os eventos,

especialmente do Woodtrade Brasil e do ENCAPP

(Encontro da Cadeia Produtiva da Porta) que neste ano

ocorre junto à Lignum Latin America.

Você sabia?

A primeira grande consolidação da

ABIMCI ocorreu em 1990 com o desenvolvimento

e aceitação internacional do

PNQM (Programa Nacional de Qualidade

da Madeira). Neste período, já eram

exportados volumes consideráveis de

produtos madeireiros, porém não existia

uma referência normativa. Com a implantação do PNQM nas

fábricas brasileiras, os produtos passaram a ter parâmetros de

qualidade e a competir no mercado internacional.

62 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


PRINCIPAL

ASSOCIATIVISMO

E PROGRESSO

Fotos: divulgação

ABIMCI COMEMORA 50

ANOS COM LEGADO DE

INOVAÇÃO, DEFESA DE

INTERESSES, CERTIFICAÇÕES E

RECONHECIMENTO GLOBAL DA

INDÚSTRIA MADEIREIRA BRASILEIRA

BUSINESS ASSOCIATIONS

AND PROGRESS

ABIMCI CELEBRATES 50 YEARS WITH

A LEGACY OF INNOVATION, DEFENSE

OF INTERESTS, CERTIFICATION, AND

GLOBAL RECOGNITION OF THE

BRAZILIAN TIMBER INDUSTRY

64 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


JUNHO 2022 65


PRINCIPAL

O

ano era 1972. Na capital da Suécia, 113 países,

entre eles o Brasil, se reuniam para a primeira

Conferência de Estocolmo. Esse foi o primeiro

evento organizado pela ONU (Organização

das Nações Unidas) com foco em questões

ambientais de maneira global. Como consequência, foi publicada

a Declaração da Conferência da ONU sobre o Meio

Ambiente, nela uma frase se destaca: “Na sua essência, o

desenvolvimento sustentável é um processo de mudança

no qual a exploração dos recursos, o direcionamento dos

investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico

e a mudança institucional estão em harmonia e reforçam

o atual e futuro potencial para satisfazer as aspirações e

necessidades humanas.”

O Brasil, por sua vez, vivia o “milagre econômico”, o

“Brasil Grande”, uma fase de crescimento, entre os anos de

1968 e 1973. Como consequência, grandes obras públicas

foram executadas como: a Ponte Rio-Niterói, a Hidrelétrica

de Itaipu Binacional, o Aeroporto do Galeão, o Banco

Central do Brasil e a Ponte da Amizade. A construção civil

como um todo também prosperava, a própria cidade de

The year was 1972. In Sweden’s capital, 113

countries, including Brazil, met for the first

Stockholm Conference. This was the first

event organized by the United Nations

globally focused on environmental issues.

Consequently, the Declaration of the UN Conference on

the Environment was published. In it, a phrase stands

out: “In essence, sustainable development is a process

of change in which the exploitation of resources, the direction

of investments, the orientation of technological

development, and institutional change are in harmony

and enhance the current and future potential to meet

human needs and aspirations.”

Brazil, in turn, was living the “economic miracle”,

the “Great Brazil”, a phase of growth between the years

1968 and 1973. Consequently, major public works were

being carried out, such as the Rio-Niterói Bridge, the

Itaipu Binacional Hydroelectric Power Plant, Galeão

Airport, the Central Bank of Brazil building, and the

Friendship Bridge. Building construction as a whole

also prospered. The city of São Paulo itself is still known

66 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


São Paulo (SP) é conhecida até hoje como uma cidade da

década de 1970 pelo número de imóveis construídos e que

ainda estão em pé.

Dentro deste contexto, na capital paulista, homens de

vanguarda, se reuniam para fundar uma associação que

tinha como matéria-prima essencial, a madeira. Especificamente,

em 18 de julho de 1972, passava a fazer parte da

história do Brasil e do setor madeireiro e de base florestal,

a Abimce (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Compensada Especial). Ela foi batizada desta forma porque

seus associados fabricavam basicamente compensado para

formas de concreto, um produto que era essencial para o

crescimento do país.

“Quando a Abimce foi fundada, o mercado estava em

expansão graças a aceleração que a construção civil vivia,

por isto, havia uma ampla concorrência entre as empresas

fabricantes de compensado e a necessidade de uma maior

organização e formalização do que era feito”, contou o

ex-presidente da Abimci e filho de um dos fundadores,

Isac Zugman.

O também ex-presidente, Luiz Carlos Reis de Toledo

Barros, destacou que os grupos mais antigos de fabricantes

estiveram diretamente envolvidos com o início do desenvolvimento

do setor, nos Estados do Paraná e Santa Catarina,

devido a existência da Araucária. “Era com a madeira desta

espécie que o compensado era produzido. Foi apenas entre

as décadas de 1960 e 1970, com os incentivos fiscais, que o

plantio do pinus começou a ser realizado, porém a espécie

ficou em segundo plano até a Araucária dar sinais de que

não teria mais mercado.”

A reinvenção das empresas foi a força motriz para o

grande ciclo do compensado de pinus, iniciado no final

da década de 1980, e a consequente exportação para

o mercado internacional, mas antes disto, ocorreu a intoday

as a city of the 1970s by the number of buildings

built and still standing.

Within this context, in the city of São Paulo, forward-thinking

men met to found an association that had

wood as its essential raw material. Specifically, on July

18, 1972, it became part of the history of Brazil, and the

Forest-based Sector as the Brazilian Association of the

Special Plywood Industry (Abimce) was created. It was

named this way because its members made plywood

for concrete forms, a product that was essential for the

growth of the Country.

“When Abimce was created, the market was booming

thanks to the acceleration that building construction

was experiencing. So, there was a broad competition

between the companies that made plywood and

the need for greater organization and formalization

of what was being done,” says Isac Zugman, a former

Abimci President and son of one of the Abimci founders.

Former president Luiz Carlos Reis de Toledo Barro

pointed out that the oldest groups of manufacturers

were directly involved with the beginning of the Sector’s

development, in the States of Paraná and Santa

Catarina, due to the existence of Araucaria. “It was

with this species that the plywood was produced. It was

only between the 1960s and 1970s, with tax incentives,

that the planting of pine began to be carried out, but

these other species remained in the background until

the Araucaria showed signs that it would have no more

market,” he says

The reinvention of the companies was the driving

force for the great cycle of pine plywood in the late

1980s and the consequent export to the international

market. Before this, the Sector was internationalized

JUNHO 2022 67


PRINCIPAL

QUANDO A ASSOCIAÇÃO

FOI FUNDADA, O

MERCADO ESTAVA EM EXPANSÃO

GRAÇAS A ACELERAÇÃO QUE A

CONSTRUÇÃO CIVIL VIVIA

ISAC ZUGMAN, EX-PRESIDENTE DA ABIMCI E

FILHO DE UM DOS FUNDADORES

ternacionalização do setor graças à madeira tropical. “A

internacionalização da Associação tem ampla relação com

a expansão da indústria no norte do país, porque até então

ela dependia basicamente da Araucária. Na década de 1980,

a cidade de Belém (PA) era um importante polo industrial

com diversas fábricas de compensado instaladas, fabricado

com madeira tropical”, contou Isac.

A Abimce passou a ganhar mais representatividade

quando a indústria madeireira no Norte cresceu e, devido a

toda a movimentação que ocorria, em 1992, foi realizado em

Manaus (AM), o 1º Congresso Internacional de Compensado

de Madeira Tropical. “O evento foi um marco histórico para

a Associação, porque reuniu mais de 150 dirigentes de empresas,

o que possibilitou o compartilhamento dos sonhos

que desejávamos tornar realidade com a Associação. Entre

eles, estavam a normatização dos produtos e a entrada de

empresas de outros segmentos no quadro associativo”,

contou Gilberto Battistella, que ocupou cargos de diretoria

da Abimci por mais de uma década.

O ex-presidente, José Luiz Dissenha, relembra que na

thanks to tropical wood. “The internationalization of the

Association has a broad relationship with the expansion

of industry in the North of the Country because until

then, plywood production depended basically on Araucaria.

In the 1980s, Belém (PA) was an important industrial

hub with several plywood factories using tropical

wood,” says Zugman.

Abimce began to gain more representation as the

timber industry in the North matured, and due to all the

advances that were occurring, in 1992, the 1st Plywood

and Tropical Timber International Congress was held

in Manaus (AM). “The event was a historic milestone

for the Association because it brought together more

than 150 company leaders, which allowed for sharing

what we wanted to make a reality with the Association.

Among them were the standardization of products and

the entry of companies from other segments into the

membership,” said Gilberto Battistella, who held positions

on the Abimci board for more than a decade.

Former president José Luiz Dissenha recalls that,

68 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


época da sua gestão, entre os anos de 1987 e 1991, o setor

também enfrentou a proibição da exportação de toras. “À

época estavam sendo construídas as grandes hidrelétricas

na região amazônica, como a Samuel, Balbina e Tucuruí.

As áreas para a formação dos lagos seriam inundadas e

algumas empresas conseguiram licenças para exportar

toras da região. A nossa grande briga era para que essa

ação fosse proibida, afinal de contas esta era uma fonte de

matéria-prima muito importante para as empresas.”

A FASE DAS CERTIFICAÇÕES

Os acontecimentos anteriores a 1990, pouco a pouco,

direcionaram o futuro da produção nacional. O ex-presidente,

Odelir Battistella, contou que quando era fabricado o

compensado de Araucária, existia um padrão de medidas

e qualidade que eram mundialmente conhecidas. “Quando

passamos a fabricar o compensado de pinus, cada empresa

definia as próprias especificações. Então, o grande desafio

que enfrentamos foi o da padronização. Neste momento,

a Abimci desenvolveu o PNQM (Programa Nacional de

Qualidade da Madeira).”

Isac Zugman completou, destacando que o desenvolvimento

do Programa foi uma grande virada para a Abimci,

porque teve aceitação internacional. “Neste período, já

exportávamos volumes consideráveis para a Europa, mas

não existia ainda uma referência normativa. A elaboração do

PNQM foi uma resposta da indústria brasileira às pressões

estrangeiras em relação a qualidade do nosso produto.

Nas primeiras reuniões que apresentamos o Programa, na

Irlanda e Inglaterra, ninguém acreditava que em um prazo

tão curto havíamos desenvolvido um Programa tão sólido e

consistente.” Naquela época, o PNQM era aceito na Europa

como uma certificação de qualidade para o compensado.

Gilberto Battistella, recordou que no mesmo período,

havia uma certa restrição dos produtores pela certificação,

porque se pensava que todos os produtos ficariam iguais,

sem personalização. “Felizmente, superamos esta barreira.

Este processo foi importante para a Associação que passou

a ter um posicionamento mais técnico e próximo das

indústrias, indo visitá-las e certificá-las. Com isto, todos

evoluíram.”

Por conseguinte, houve também uma mudança de

percepção dos produtores. “Eles compreenderam que

os produtos deveriam ser direcionados às necessidades

do consumidor. Isto deixou o mercado mais profissional e

competitivo. E quem ganhou foram os consumidores, que

passaram a ter referências do que estavam comprando”,

destacou Odelir.

O ex-presidente da Abimci, José Carlos Januário, observou

que este suporte técnico prestado pela Associação

teve grande importância para as empresas associadas. “O

desenvolvimento de todos os processos de controle de

qualidade foi muito importante, não só para o mercado

nacional, como para o internacional.”

A partir de 1992, a Abimci iniciou um novo ciclo com a

vinda de outros segmentos de produtos para a entidade

during his mandate between 1987 and 1991, the Sector

also faced a ban on timber log exports at the time of

his administration. “At the time, large hydroelectric

dams were being built in the Amazon region, such as

Samuel, Balbina, and Tucuruí. As a result, the areas for

the formation of the reservoirs would be flooded, and

some companies obtained permits to export timber

logs from the region. Our big fight was for this action to

be banned. After all, this was an essential source of raw

material for companies.”

THE CERTIFICATION PHASE

The events before 1990 gradually guided the future

of national production. Odelir Battistella, a former president,

said that when Araucaria plywood was manufactured,

a standard of dimensions and quality was known

worldwide. “When we started manufacturing pine

plywood, each company defined its own specifications.

Thus, the big challenge we faced was standardization.

At this time, Abimci developed the National Wood

Quality Program (PNQM).”

Zugman added that the development of the Program

was a significant turning point for Abimci because

it had international acceptance. “In this period, we were

already exporting considerable volumes to Europe, but

there was still no regulatory reference. The elaboration

of PNQM was a response of the Brazilian industry to

foreign pressures concerning the quality of our product.

When we presented the Program in Ireland and England

in our first meetings, no one believed that we had

developed such a solid and consistent program in such

a short period.” After that, PNQM became accepted in

Europe as a quality certification for plywood.

Gilberto Battistella recalled a specific restriction on

producers for certification in the same period because

it was thought that all products would be the same without

any differentiation. “Fortunately, we overcame this

barrier. This process was important for the Association,

which began to have a more technical positioning and

became closer to the companies, visiting and certifying

OS FABRICANTES

COMPREENDERAM QUE

OS PRODUTOS DEVERIAM SER

DIRECIONADOS ÀS NECESSIDADES

DO CONSUMIDOR

ODELIR BATTISTELLA, EX-PRESIDENTE DA ABIMCI

JUNHO 2022 69


PRINCIPAL

e sofreu sua primeira alteração estatutária, mudando sua

denominação para Abimci (Associação Brasileira da Indústria

de Madeira Compensada e Industrializada). Nessa época,

a normatização nacional de produtos de madeira por parte

da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) já estava

ganhando corpo e a Abimci passou a ser a gestora do

CB-31 (Comitê de Madeiras). Este foi um passo importante,

que possibilitou o desenvolvimento de normas técnicas por

segmentos de produtos. Em 1998, ampliando ainda mais

as discussões e representatividade, a Abimci teve a sua

segunda alteração estatutária, passando a denominar-se:

Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente.

Dos acontecimentos iniciados na década de 1990 até o

lançamento do PNQM e, com a expectativa de que, no início

do ano 2004, a Europa passaria a exigir a certificação CE

Marking para importação de produtos, as demandas técnicas

foram aumentando e a Abimci vivenciou um importante

ciclo de crescimento, com maior números de associados,

melhoria de sua estrutura de gestão e representatividade.

“Com vistas à exigência Europeia, no ano de 2003, a Abimci

firmou parceria com a BM Trada e passou a ser a entidade

gestora do processo de certificação CE Marking e representante

do órgão certificador no Brasil para painéis de

compensado de madeira”, detalhou o atual superintendente

da Abimci, Paulo Pupo.

them. With this, everyone has evolved.”

Consequently, there has also been a change in the

perception of producers. “They understood that products

should be targeted to consumer needs. This has

made the market more professional and competitive.

And who gained was the consumer, who started to have

references to what they were buying”, highlighted by

Odelir Battistella.

José Carlos Januário, a former Abimci president,

noted that this technical support provided by the Association

was of great importance to member companies.

“The development of all quality control processes was

significant for the domestic market and the international

market.”

In 1992, Abimci began a new cycle with the membership

of other product segments and underwent its

EM 2003, A ABIMCI

FIRMOU PARCERIA COM A

BM TRADA E PASSOU A SER A

ENTIDADE GESTORA DO PROCESSO

DE CERTIFICAÇÃO CE MARKING E

REPRESENTANTE DO ÓRGÃO

CERTIFICADOR NO BRASIL

PAULO PUPO, SUPERINTENDENTE DA ABIMCI

70 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


Nos anos 2000, paralelamente a consolidação da certificação

do PNQM e ampliação do reconhecimento do

produto brasileiro, a Abimci monitorou a dinâmica do mercado

nacional e, especialmente, o internacional, fortemente

impactado com a crise imobiliária norte-americana que

trouxe reflexos para o setor. “Não há dúvidas que este foi

um período desafiador, tanto com a demanda interna, bem

como, com as nossas exportações, que refletiu na dinâmica

de todo o mercado, mas ao mesmo tempo proporcionou

uma readequação das ações da Associação”, complementou

o superintendente da Abimci.

Já em 2012, outra ação técnica e de defesa de interesses

que configurou mais um passo na história da Associação foi

a criação do PSQ-PME (Programa Setorial da Qualidade

de Portas de Madeira para Edificações). Ele trouxe procedimentos

para o processo produtivo e padronização para

as portas de madeira, que passaram a atender as normas

técnicas vigentes.

OS COMITÊS DE PRODUTOS

Desde o início da história da Abimci, as dimensões

continentais do Brasil sempre foram desafiadoras para a

construção de um relacionamento mais próximo entre os

associados. Para superar esta adversidade, durante a gestão

do presidente Odelir Battistella, foram intensificadas

a realização de reuniões setoriais com as associadas, nos

polos onde havia maior número de empresas. Diante disso,

a Abimci teve um importante crescimento no número de

associados, “Este é um modelo que a Abimci precisava e

que tem se concretizado ainda mais com os Comitês de

Produtos”, afirmou Luiz Toledo.

first statutory change, changing its name to the Brazilian

Association of the Plywood and Industrialized Wood

Industry (Abimci). At that time, the national standardization

of timber products by the Brazilian Association of

Technical Standards (Abnt) was already gaining momentum,

and Abimci became the manager of CB-31 (Wood

Committee). This was an important step that enabled

the development of technical standards by product segments.

Then, in 1998, further expanding the discussions

and representativeness, Abimci had its second statutory

amendment, becoming the Brazilian Association of Mechanically

Processed Wood Industry.

From the events that began in the 1990s up to the

PNQM launch and, with the expectation that, at the

beginning of 2004, Europe would require CE Marking

Certification for imported products, technical demands

were increasing. Abimci experienced an important

growth cycle, with greater numbers of members and

improvement of its management structure and representativeness.

“In 2003, with a view to the European

requirement, Abimci established a partnership with

BM Trada and became the managing body of the CE

Marking certification process and representative of the

certifying body in Brazil for wood plywood panels,” says

Abimci Superintendent Paulo Pupo.

In the 2000s, in parallel with the consolidation of

PNQM certification and expansion of the recognition of

the Brazilian product, Abimci monitored domestic and,

especially, international market dynamics, which were

strongly impacted in 2008 by the U.S. housing crisis that

had repercussions on the Sector. “There is no doubt

that this was a challenging period for Abimci, both with

domestic demand as well as with our exports, which

reflected in the dynamics of the entire market, but at

the same time led to a readjustment of Association actions,”

added the Abimci superintendent.

In 2012, another technical and advocacy action that

configured another step in the history of the Association

was the creation of the Sector Program for the Quality

of Wooden Doors for Buildings (PSQ-Pme). The Program

created procedures for the production process

and standardization for wood doors, which began to

meet current technical standards.

THE PRODUCT COMMITTEES

Since the beginning of Abimci, the continental

dimensions of Brazil have always been challenging for

building a closer relationship between members. To

overcome this adversity, during the Odelir Battistella

administration, Sector meetings with manufacturers

were scheduled in the centers where there were more

factories. After this, Abimci had an important growth in

the number of members. “This is a model that Abimci

needed and made even more concrete with the Product

Committees,” said former president Barro.

Former president Januário also spoke about crea-

JUNHO 2022 71


PRINCIPAL

O ex-presidente, José Carlos Januário, também avaliou a

criação dos Comitês de Produtos. “Com certeza, este foi um

dos melhores movimentos da Abimci, porque nos Comitês

os associados passaram a ter uma participação mais efetiva

dentro da área de atuação de cada empresa”, avaliou José

Carlos Januário.

Armando Giacomet, coordenador do Comitê de Molduras,

também validou os Comitês. “Com o passar do tempo

ficou clara a importância, especialmente, no episódio do

antidumping, no qual o segmento de molduras precisou se

arregimentar de forma coletiva para defender os interesses

brasileiros junto ao mercado norte-americano. Neste caso,

a Abimci, utilizando de experiências anteriores e causas

internacionais, agiu muito rapidamente e uniu o setor nesta

causa supra empresarial.”

COM OS OLHOS NO FUTURO

Todas as ações que marcaram a história da Abimci nestas

cinco décadas foram construídas em base muito sólida.

É admirável analisar os fatos e perceber que as empresas

fundadoras tiveram a visão de que o associativismo seria um

caminho certo a ser seguido. Desde então, todas as gestões

tiveram feitos e trouxeram ensinamentos que reverberaram

não apenas na Associação, mas em todas as empresas associadas

e no setor madeireiro de base florestal.

O ex-presidente, José Luiz Dissenha, fez uma análise a

respeito da importância da Abimci. “Não há como o setor

existir sem uma entidade minimamente organizada para

representá-lo. A Abimci se tornou extremamente importante

por conseguir reunir as aspirações do setor e representá-las

em um país tão complexo como o nosso”, destacou.

Um dos grandes desafios do setor e consequentemente

da Abimci tem sido se tornar cada vez mais forte e

reconhecido por suas boas práticas. “A falta histórica de

padronização dos produtos sempre foi um entrave sério

para profissionalizar nosso setor, muitas vezes discriminado

e visto como politicamente incorreto. Vejo que a Abimci tem

papel fundamental nesse processo, por meio de seus Comitês

e programas de certificação”, destacou o coordenador

do Comitê de PMVA (Produtos de Maior Valor Agregado e

Madeira de Pinus), Luis Daniel Woiski.

O coordenador do Comitê de Pellets, Ademir Gasperini,

também salientou a atuação da Abimci. “Diante do

cenário econômico mundial, acho importantíssimo termos

um ambiente onde os participantes podem discutir temas

que interferem diariamente na tomada de decisões, tanto

setorialmente, quanto por segmento de produto. A Abimci

nos permite isso.”

O relacionamento sempre próximo com os Associados

proporcionou e proporciona à Abimci a compreensão

das demandas e a construção de um diálogo aberto com

entidades setoriais nacionais e internacionais, organismos

governamentais, institutos de pesquisa científica, universidades,

federações de indústrias, entre outros. “Esta forma

de representatividade nos permite alavancar a evolução do

ting the Product Committees. “Certainly, this was one of

Abimci’s best actions because, in the Committees, the

members began to have a more effective participation

within the operating area of each company,” he evaluated.

Armando Giacomet, Coordinator of the Frames

Committee, also validated the Committees. “Over

time, the importance became clear, especially in the

anti-dumping episode. The frame segment had to collectively

get together to defend Brazilian interests in

the North American market. In this case, Abimci, using

its previous experience in international causes, acted

very quickly and united the Sector in this supra-business

cause.”

WITH EYES ON THE FUTURE

All the actions that marked Abimci’s history over

these five decades had been built on a very solid base.

Therefore, it is admirable to analyze the facts and realize

that the founding companies had the vision that an

association would be the proper way to go. Since then,

management has always created and championed ideas

that reverberated not only in the Association but also in

all member companies and the Forest-based Sector.

Former president Dissenha analyzed the importance

of Abimci. “There is no way for the industry to exist

without a minimally organized entity representing it.

Abimci has become extremely important in meeting the

Sector’s aspirations and representing them in a country

as complex as ours,” he said.

One of the industry’s and consequently Abimci’s major

challenges has been to become strong and recognized

for its good practices. “The historical lack of standardization

of products has always been a serious obstacle

to professionalizing our Sector, often discriminated

against and seen as ‘politically incorrect’. I see that

Abimci has a fundamental role in this process through

its Committees and certification programs,” says Luis

Daniel Woiski, Coordinator of the Committee for Higher

Added Value and Pine Wood Products (PMVA),

Ademir Gasperini, the Coordinator of the Pellets

Committee, also highlighted Abimci’s performance.

“Given the global economic scenario, I think it is essential

that we have an environment where participants can

discuss issues that interfere daily in decision-making

both in the Sector and in the product segment. Abimci

allows us to do this.”

The ever-closer relationship with the members gave,

and continues to give, Abimci an understanding of the

demands and the construction of an open dialogue with

national and international sector entities, government

organizations, scientific research institutes, universities,

and industry federations. “This form of representativeness

allows us to leverage the Sector’s evolution and, in

particular, promote timber products, develop markets,

72 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


QUANDO VOLTAMOS NO

TEMPO E NOS COLOCAMOS

NO LUGAR DOS FUNDADORES DA

ABIMCI, PODEMOS IMAGINAR UM

MERCADO REPLETO DE

OPORTUNIDADES, MAS COM DESAFIOS

QUE PARECIAM INTRANSPONÍVEIS

JULIANO VIEIRA DE ARAÚJO, PRESIDENTE DA ABIMCI

setor e, em especial promover os produtos de madeira, desenvolver

mercados e vencer pleitos importantes”, justificou

o superintendente da Abimci.

O atual presidente da Abimci, Juliano Vieira de Araújo,

analisou a atuação da Abimci de forma temporal e macro.

“Quando voltamos no tempo e nos colocamos no lugar

dos fundadores da Abimci, podemos imaginar um mercado

repleto de oportunidades, mas com desafios que pareciam

intransponíveis. Hoje, felizmente somos grandes exportadores,

nossos produtos atendem às normas técnicas nacionais

e internacionais. Representamos os principais segmentos de

produtos fabricados, nas mais importantes mesas do governo

e entidades ao redor do mundo. Todos estes aspectos

aumentam a nossa responsabilidade para alcançar objetivos

que ainda estão pela frente e por colocar os produtos madeireiros

em uma posição incontestável de benefícios para

a sociedade e, consequentemente, para o meio ambiente.

Se avaliarmos a declaração feita na primeira Conferência

de Estocolmo, nosso setor sempre atendeu tudo que foi

proposto e muito mais. Juntos, teremos um futuro brilhante

e promissor, focado no essencial e promissor mercado

interno, mas com olhar sempre atento às oportunidades do

mercado internacional”, finaliza Juliano.

and handle important disputes,” explained the Abimci

Superintendent Pupo.

Current Abimci President, Juliano Vieira de Araújo,

analyzed Abimci’s performance now and overall. “When

we go back in time and put ourselves in the shoes of

the Abimci founders, we can imagine a market full of

opportunities but with challenges that seemed insurmountable.”

Fortunately, Brazil is a major exporter, and our

products meet national and international technical

standards. Moreover, we represent the most important

segments of manufactured timber products at the most

important government desks and entities worldwide.

All these aspects increase our responsibility to achieve

objectives that are still ahead of us and put timber

products in an absolute position benefitting society

and, consequently, the environment. If we evaluate the

statement made at the first Stockholm Conference,

our industry has always met everything that has been

proposed and more. Together, we will have a bright

and promising future, focused on the important and

profitable domestic market, but always attentive to the

international market opportunities.”

JUNHO 2022 73


PRINCIPAL ARTIGO

INDIGNAÇÃO

Foto: divulgação

CIDADÃ

Waldemar Vieira Lopes

Consultor florestal e diretor da

LSS-Lopes Serviços e Soluções

Contato: waldemarvieiralopes@terra.com.br

A CONSCIÊNCIA QUANTO À INDIGNAÇÃO CIDADÃ PODE SER

VISTA INICIALMENTE A PARTIR DE UMA CITAÇÃO DE PLATÃO

QUANDO DIZ: “O CASTIGO DOS BONS QUE NÃO FAZEM

POLÍTICA É SEREM GOVERNADOS PELOS MAUS”.

O

s Verdadeiros Brasileiros têm que estar

mais atentos do que nunca às armadilhas

preparadas pela esquerda extremista

e maniqueísta, ávida por trazer

o ex presidiário novamente à cena do

crime e, é chegada a hora de posicionamento, a hora

de decidirmos quem queremos para governar o futuro

de nosso Brasil e o futuro de nossos filhos e netos.

Vejam o exemplo da França, que agora se revolta

com a eleição de Macron e nada poderá fazer pelos

próximos 4 anos. Entretanto mais de 16 milhões de

franceses não compareceram às urnas ou anularam

seus votos, deixando claro de que quando se terceiriza

a escolha, perde-se o direito de reclamar sobre

qualquer resultado que seja.

Devemos ter cuidado com discursos de “Deuses

do Olimpo”, cultuadores do Álter Ego e vendo a si

próprio como detentores de toda a sabedoria do

mundo, cegos e surdos ao fato de que o comunismo

matou mais gente que todas as guerras juntas e,

grande parte usando para sua batalha diária nossas

entidades de ensino, cargos públicos, meio político

e grande parte da mídia, com finalidade precípua e

objetivo maior de deseducar nossos filhos, incutindo-

-lhes raízes comunistas para que se vejam deslocados

ao viverem em uma família de classe média, visando

convencê-los de que prosperidade só ocorre à custa

de trabalho escravizante ou meios espúrios, posto

que acumular riquezas, além de politicamente incorreto

é por certo pecaminoso, daí a estratégia de se

incrementar votos nessa faixa etária, contando que

encontrarão nesse universo mentes mais reativas e

menos analíticas e, havendo desatenção de pais que

não discutem política em suas casas, tornam-se um

alvo facilmente cooptável para suas fileiras.

Nesses tempos cinzentos nos tornamos reféns de

uma Ciência Ideológica que jamais poderá ser chamada

de ciência, carregada com bateria emocional e

contraditória, necessitando de políticos e politização

para se manter viva e acusatória, responsável pela

estagnação econômica no período de pandemia e

divisão por nichos pró e contra vacinas, não permitindo

raciocínio próprio à população como um todo,

empobrecendo o país pelo fechamento de inúmeros

postos de trabalho e buscando a visão de um Estado

salvador e caçador de votos.

Liberdade, coerência, decisão própria e não tutela

do Estado, esse é o oxigênio indispensável para

sobrevivermos nesse ambiente hostil criado por defensores

da ditatura do proletariado, capitaneada por

inúmeros partidos que se uniram para que a qualquer

custo consigam a retomada de poder, trazendo como

alternativa para as próximas eleições, o ex-presidiário

que surrupiou a dignidade do povo brasileiro, roubou

seu futuro e quebrou inúmeras empresas do Estado

para investir em economias amigas e socialistas, no

seu próprio bolso e nos bolsos de seus maquiavélicos

amigos. Acorde Brasil, não tivessem havido um sem

número de crimes, não teria retornado tanto dinheiro

para cofres públicos por parte de dirigentes sindicais,

caixas partidários e amigos meliantes do governo

petista.

Somos reféns de uma justiça política que tenta a

todo tempo nos calar e colocar viseiras, mancomunada

com Câmaras de Deputados e Senado com

rabo preso e que de há muito não nos representam

e caberá na eleição que se avizinha elegermos Presidente,

Governadores, Deputados Federais, Deputados

Estaduais que tenham vínculo com moral, ética e

valores familiares.

74 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


Vivemos uma época de culto à anormalidade com

criação de situações controversas; vendidas pelos

“Deuses do Olimpo” e intelectuais de plantão; como

meias verdades ou quem sabe meias mentiras:

• Direito à desonra;

• Fofoca – através de meios de comunicação e

culturais;

• Proliferação do medo;

• Hegemonização dos objetivos;

• Fusão entre a classe revolucionária e a classe

política;

• Sucessão de governos análogos e corporativistas,

vendidos como se opositores fossem;

• Iguais se colocando em campos opostos, mas

lutando pelo mesmo objetivo de doutrinação

do povo e sua catequização ideológica;

• Alianças espúrias entre as mais diversas vertentes

políticas brasileiras com interesse de

novamente lotearem o país.

Fiódor Dostoiévski, pode nos fazer refletir

sobre ideais que a todo custo tentam nos

empurrar goela abaixo:

• “Nosso grupo não consiste apenas naqueles

que cometem assassinatos e incêndios criminosos,

gente assim só atrapalha, eu não

suporto essa falta de disciplina, ora somos

vigaristas e não socialistas, ouça, seremos

apoiados por todos eles”;

• “O professor que ri de Deus às crianças já em

seu berço, ele está conosco”;

• “O advogado que defende o assassino, rico e

convicto, já é dos nossos”;

• “Os colegiais que matam o mujique¹ para experimentar

a sensação são dos nossos”;

• “Os jurados que absolvem criminosos a torto

e direito, são dos nossos”;

• “O promotor que treme no tribunal por não

ser suficientemente liberal, é dos nossos”;

• “Há administradores, escritores, um assombroso

número dos nossos e eles nem sabem

disso ainda”;

• “Hoje em dia ninguém tem idéias próprias, o

Deus russo foi derrotado pela vodca barata,

as camponesas estão bêbadas, as mães estão

bêbadas e as igrejas estão vazias, apenas

espere essa geração crescer, apenas espere

que cresçam, uma ou duas gerações e o crime

deixará de ser uma loucura, mas o bom

senso justamente o bom senso da Rússia o

transformará em dever”. Trechos retirados de Os

Demônios - Dostoiévicz 1872

¹ camponês pobre

Despertem, se indignem! Já nos dividiram por

demais, o silêncio e o comodismo deixam efeitos

colaterais de difícil reversibilidade, decisão não se

terceiriza e é o tijolo para construção do Brasil que

queremos, mais solidário, menos burocrático, com

liberdade plena de opinião e qualidade de vida compatível

com as riquezas e potencial que detemos.

JUNHO 2022 75


MADEIRA TRATADA

PARCERIA

POR MATÉRIA-PRIMA

76 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


GOVERNO DE SÃO PAULO ABRE

CONSULTA PÚBLICA PARA QUE EMPRESAS

EXPLOREM MADEIRA E RESINA EM ÁREAS

DE FLORESTAS EXÓTICAS

Fotos: divulgação

F

oi aberto pelo governo do Estado de São

Paulo, por meio da SIMA (Secretaria de

Infraestrutura e Meio Ambiente), recentemente,

consulta pública para a permissão

de uso de área das Estações Experimentais

de Itapeva e Itirapina e das Florestas

de Águas de Santa Barbara, Angatuba e Piraju.

O foco do edital são empresas do setor madeireiro

que tenham interesse em exercerem atividades

associadas para gestão técnica e comercial, com foco

em produtos e subprodutos florestais, para madeira

ou resina de pinus e novos plantios comerciais de

pinus e/ou eucaliptos.

A empresa vencedora em cada lote disponível

na licitação também será responsável pelo manejo

florestal em áreas de florestas exóticas plantadas. A

permissão de uso dos espaços será pelo prazo de 180

(cento e oitenta) meses. A medida prevê uma receita

de R$ 400 milhões em 15 anos e o pagamento de R$

13,7 milhões de outorga para a Fundação Florestal.

“O que estamos tentando trazer para a proposta

é assim: ele faz uma área maior, com uma estabilidade

maior de prazo. Os contratos normalmente são de

3 a 5 anos de duração, então a gente está trazendo

para um período maior de 15 anos. Em contrapartida

a gente está prevendo alguns encargos e obrigações,

JUNHO 2022 77


MADEIRA TRATADA

É NESSE

SENTIDO QUE

ESTAMOS SAINDO DE UMA

PROPOSTA BEM PONTUAL

PARA UMA DE MAIOR

ESCALA E MAIS

BENEFÍCIOS

que justamente visam dar esse rumo que estamos

imaginando”, explica a assessora técnica da Secretaria

de Infraestrutura e Meio Ambiente, Roberta

Buendia.

A licitação será dividida em dois lotes: o primeiro

– Subprodutos florestais nas áreas de Angatuba, Piraju,

Águas de Santa Bárbara e Itirapina e o segundo –

Subprodutos florestais de resina na área de Itapeva.

Também será de responsabilidade das empresas

vencedoras realizarem ações de prevenção e combate

a incêndios, manutenção das áreas verdes nas

áreas de produção, serviços de limpeza e conservação

das áreas, incluindo os gramados nos entornos

das edificações e demais infraestruturas, bem como,

manutenção das estradas e estruturas. Elaborar e

implantar plano de manejo de espécies exóticas, para

prevenção, controle e/ou erradicação de espécies

com maior potencial invasor, para que não haja novas

infestações. Realizar e manter a proteção das áreas

de APP de nascentes, respeitando o Código Florestal.

“Pode ser para uso de energia, pode ser papel,

ou a própria madeira, mas vai um pouco do grupo e

da operação em si. Por isso é que mudamos um pouco

mais a escala. Temos encargos e obrigações, em

contrapartida pode-se fazer adequações ambientais

na propriedade e o controle de evasão biológica,

porque se não maneja adequadamente essas áreas,

elas poluem outras unidades de conservação que

estão perto. Assim se combate o assoreamento de

hidrobacias”, exemplifica Roberta Buendia.

Com o término da consulta pública no mês de

maio, todas as propostas enviadas estão sendo analisadas

pelo Governo de São Paulo.Os recursos pagos

ao Estado serão revertidos para o SIEFLOR (Sistema

Estadual de Florestas) e ajudarão na manutenção e

preservação dessas áreas.

“É nesse sentido que estamos saindo de uma

proposta bem pontual para uma de maior escala e

mais benefícios para o Estado, para a sociedade e

para a região como um todo. Acredito, que além de

se trazer essa outra opção de uso de madeiras que

protege a floresta amazônica, com esse conceito mais

claro, de fato estamos fazendo o manejo adequado

de nossas áreas”, defende Roberta Buendia.

78 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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Fotos: divulgação

80 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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MÓVEIS, MÁQUINAS E

FERRAMENTAS

JUNHO 2022 81


CASE

E

m 2021, a indústria brasileira de componentes

para móveis, máquinas e

ferramentas exportou US$ 3 bilhões

para o mundo. Dentro desse cenário, o

Orchestra Brasil – projeto de exportação

para empresas brasileiras fornecedoras do setor,

mantido pelo Sindmóveis (Sindicato das Indústrias

do Mobiliário de Bento Gonçalves) e pela Apex-Brasil

(Agência Brasileira de Promoção de Exportações

e atração de investimentos) aparece como agente

para fomentar o setor no país. “O Orchestra Brasil

cumpre um papel de extrema importância junto às

corporações fornecedoras da cadeia de móveis. De

modo estratégico e personalizado, o projeto orienta

os empresários para que aproveitem ao máximo as

oportunidades de negócios com outros países. Os

resultados são percebidos em diferentes esferas,

como gestão, posicionamento no mercado, parcerias

e até mesmo inovação”, pontua Vinicius Benini,

presidente do Sindmóveis.

O projeto tem como finalidade impulsionar a

competitividade dos fabricantes de móveis nacio-

nais, possibilitando a internacionalização dessas

marcas. “Ao termos fornecedores no mercado internacional,

fazendo frente em termos de normas

técnicas e de qualidade, fazendo frente à inovação

proposta pelo fornecedor global, ele também passa

a oferecer para o fabricante local insumos, acessórios,

máquinas, ferramentas, componentes, acabamentos,

que são de ponta e promovem na indústria

brasileira de móveis como um ganho de competitividade

global”, avalia a consultora do Orchestra

Brasil, Ana Cristina Sant’anna Schneider.

O Orchestra Brasil está aberto para qualquer

empresa fabricante de máquinas, ferramentas, tintas,

software, colas, aramados, puxadores, componentes,

acessórios e demais segmentos da indústria

moveleira.

Parte dessa consultoria envolve analisar o mercado

internacional. Antes o consumo era predominantemente

sobre elementos amadeirados, cores escuras

e desenhos básicos. Nos últimos anos, porém, o

consumo em termos de componentes e elementos

decorativos mudou. Percebe-se que o consumidor

82 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


a melhor solução em

exportação de madeira!

pinus | eucalipto


CASE

colombiano voltou-se para o uso e preferência

por elementos mais modernos, com cor, design e

inovação mais semelhantes à oferta do mercado

brasileiro.

Desde que a pandemia intensificou o trabalho

remoto, os consumidores começaram a criar espaços

que oferecem conforto e segurança. Esse foi um

trunfo para muitos fornecedores brasileiros que já

apostam em quesitos como tecnologia, qualidade,

conforto, elementos sustentáveis e design.

Exemplo do trabalho realizado pelo projeto foi a

participação de 17 empresas brasileiras na Interzum,

principal feira do segmento na América Latina, realizada

no início do mês de maio, em Bogotá, na

Colômbia.“Ao longo de quase 20 anos as empresas

participantes aumentaram suas exportações, aumentaram

o número de países de atuação, assim

como cresceram como um todo. Algumas expandiram

para abrir ou adquirir empresas no exterior. De

maneira geral, a internacionalização trouxe ganhos

de competitividade e também sustentou as empresas

em momentos de crises no mercado brasileiro,

uma vez que atuar em diversos países faz com que

os riscos sejam divididos”, pontua Ana Cristina.

Atualmente fazem parte do projeto 53 empresas,

todas exportadoras ou que buscam iniciar embarques

para o exterior. Somente na Interzum, as companhias

participantes fecharam negócios na casa

dos US$ 2,7 milhões. “Dado o contexto de mercado

e os esforços previstos pelas empresas fornecedoras

da indústria moveleira, estimamos crescimento nas

exportações na ordem de 15% em relação a 2021”,

compara Ana Cristina.

O ORCHESTRA

BRASIL CUMPRE

UM PAPEL DE EXTREMA

IMPORTÂNCIA JUNTO ÀS

CORPORAÇÕES

FORNECEDORAS DA

CADEIA DE MÓVEIS

84 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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MARCENARIA

86 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


MUDANÇA

DE VIDA

MARCENEIRO TROCA ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA EM SÃO PAULO

PARA VIDA NO INTERIOR E TRANSFORMA SÍTIO DA FAMÍLIA PARA

PRODUZIR MÓVEIS E ESCULTURAS EXCLUSIVAS

Fotos: divulgação/Arbol Arts

JUNHO 2022 87


MARCENARIA

D

eixar a vida em uma das maiores cidades

do mundo para recomeçar do zero no

sítio da família no interior. Parece roteiro

de filme, mas essa é a história de Lucas

Lopes das Neves, marceneiro e proprietário

da Arbol Arts.

Lucas se formou em arquitetura em 2010 e trabalhava

em um escritório em São Paulo (SP). Mas a marcenaria

entrou na vida do então arquiteto e a partir

de 2011 ele se mudou para Jundiaí (SP) e lá começou

a Arbol Arts, que produz móveis e esculturas de madeira

personalizadas.

O reconhecimento pelo trabalho na Arbol Arts

veio em maio deste ano, quando, ao lado do também

designer carioca Guilherme Sass, pôde expor seu

acervo de peças na Feira Rosenbaum, em São Paulo.

A experiência de levar as peças ao público, assim

como, o início e o futuro da Arbol Arts, o Leitor confere

em entrevista exclusiva de Lucas à Revista REFE-

RÊNCIA INDUSTRIAL:

COMO COMEÇOU A RELAÇÃO COM A

MARCENARIA?

Na verdade, o começo disso foi sem pretensão

nenhuma de trabalhar com marcenaria. Estava em

um escritório de arquitetura, depois que me formei.

Trabalhei com arquitetura 2 anos depois de ter me

formado e comecei um curso de marcenaria para ter

algum modo de me expressar. Ficava o dia inteiro no

computador, então comecei esse curso em São Paulo

(SP), à noite, e teve a duração de quase um ano. E

aí nesse tempo comecei a fazer um monte de peças

para mim e meus amigos. No final do curso estava

mais empolgado com isso do que com arquitetura.

Aí teve uma hora que tomei uma decisão, de fato

trabalhar com isso e ver no que ia dar. Enquanto trabalhava

com arquitetura fui comprando as máquinas

e me equipando, porque sabia que quando deixasse

essa área ia ter que começar do zero, uma coisa que

nunca tive muito contato. Mas me apaixonei desde

o começo, me dedicava muito ao curso e me descobri

mesmo na marcenaria. Desde pequeno sempre

gostei de colocar a mão na massa, inventar e ficar

construindo.

COMO FOI O INÍCIO DAS ATIVIDADES DA

ARBOL ARTS?

Como no início de tudo tinha muita ideia e pouca

técnica. Desenhava, tentava fazer de qualquer jeito,

mas no começo é difícil traduzir tudo isso quando

88 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


MAS ME

APAIXONEI

DESDE O COMEÇO,

ME DEDICAVA

MUITO AO CURSO E

ME DESCOBRI MESMO

NA MARCENARIA

não está alinhado com a técnica. Na época pensava

que estava conseguindo fazer, mas hoje quando

olho as coisas que fazia, vejo que achava saber fazer

alguma coisa. A gente evoluiu muito nesses 11 anos

trabalhando com isso, mas no começo foi um pouco

diferente. Muita ideia e vontade, aliada a pouca técnica.

Naquela época não fazia ideia do que estava

fazendo. Mas tem que dar as caras para bater e a

maioria dos clientes no início eram amigos e familiares,

assim os erros eram mais perdoados. Havia um

sítio e tinha uma casinha no fundo, que ninguém usava,

era uma espécie de depósito de coisas. Enquanto

trabalhava com arquitetura comprei minhas primeiras

máquinas e fui montando no sítio uma estrutura. E

hoje em dia já fiz tanta fiação e anexo, que já virou

um complexo. De puxadinho em puxadinho e cada

vez mais fui adequando as máquinas às necessidades

do espaço. É bom trabalhar com madeira em um ambiente

aberto. A serragem posso descartar ali mesmo

na horta ou na grama e o resíduo volta para o meio

ambiente.

COMO É O DESENVOLVIMENTO DAS

PEÇAS E QUAL É O PROCESSO DE ESCOLHA

DAS MADEIRAS?

Tudo começa com uma ideia, papel e caneta. Desenho

todas as ideias, fazendo croquis e rascunhos. E

nesse processo vou refinando, porque começa bem

cru o conceito e geralmente uso softwares que usava

JUNHO 2022 89


MARCENARIA

na arquitetura para desenhar. É um processo longo

até chegar a fase de execução. Mas cada peça é única.

Às vezes já começa direto no protótipo e na própria

madeira. Uso muita madeira que acabo achando,

como madeira de demolição, peroba, geralmente nas

encomendas peço freijó, jequitibá e tauari, mas a freijó

e o tauari são as madeiras que mais uso. Tem muito

cliente que pede a cor clarinha na madeira. Sigo pelo

tom do projeto que tenho que fazer. A madeira é uma

matéria-prima incrível e quanto mais trabalho com

ela, mais me apaixono. Sempre que vou à madeireira,

aproveito para experimentar e testar novas espécies.

QUAIS AS PRINCIPAIS PRODUÇÕES DA

ARBOL ARTS?

Basicamente é fazer peças soltas. Mesa, cadeira,

aparador e bancos. Nunca gostei dessa área de fazer

armário ou coisa embutida. E logo no começo cheguei

a pegar uns projetos para instalação de móveis

em paredes, mas ao longo dos anos percebi que

realmente não gostava desse tipo de trabalho. Hoje

trabalho só com móveis soltos e também esculturas.

Elas entraram um pouco depois na minha produção.

Estou muito feliz que esteja conseguindo executar

esculturas por encomenda ou mesmo as minhas produções

do gênero. Vendo as peças em um site e via

instagram, mas 90% das vendas são para pessoas que

entram em contato direto. Até pergunto aos Clientes:

como me achou? Mas tem muita indicação, até por

ter trabalhado com arquitetos. Devido à demanda,

não consigo mais lidar com tudo e era uma loucura.

Porque acabava atendendo mal, não escutava o telefone

tocar lá na marcenaria. Agora tenho um auxílio

no atendimento e nem imaginava que fazia tanta

diferença ter uma pessoa para fazer esse contato com

o cliente.

A ARBOL ARTS CONSEGUIU NO MÊS DE

MAIO DE 2022 PARTICIPAR DE UMA

EXPOSIÇÃO EM SÃO PAULO. COMO FOI

ESSA EXPERIÊNCIA?

Geralmente a produção é bem solitária. Ainda

90 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


Há 20 anos no mercado e experiência em diversos

segmentos, a Polecola está presente em 4 países

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mais que não moro em São Paulo. Me formei na capital,

meus amigos são de lá, mas acabei vindo para o

interior, onde é o atelier e onde moro. Meu dia a dia

é solitário, mas aprendi e gosto de trabalhar sozinho.

Sinto que consigo me concentrar e focar melhor trabalhando

sozinho. De qualquer forma, é muito legal

quando tem eventos e exposições, porque consigo

trocar ideias com pessoas que gostam e produzem

a mesma coisa. Troco muita figurinha, nessa última

expus com um artista do Rio de Janeiro. A gente

acabou ficando muito amigo e esse contato ao vivo

é bem bacana. É uma troca muito saudável quando

encontramos pessoas que gostam e trabalham com

a mesma coisa, porque 80% do tempo acabamos

focados em produzir. Esses eventos acabam sendo

um respiro. Ultimamente tem sido difícil ter um ócio

criativo. Faz duas semanas que consegui liberar tudo

que tinha para fazer e não deu dois dias já entrou

um monte de serviço. Tudo com prazo, todo mundo

geralmente quer as coisas rápido. Quando tenho um

tempo livre tento materializar os projetos que tenho

no papel, até seleciono uma ou outra obra que acabo

levando para frente. Mesmo assim é bacana porque

consigo fazer meus horários. Às vezes vou até a noite,

outras vezes deixo minhas manhãs livres, mas sempre

tenho que ter uma rotina para conseguir resolver as

pendências.

QUAIS OS PLANOS PARA O FUTURO DA

ARBOL ARTS?

Meu objetivo de vida foi sempre isso. Nunca ter

uma produção gigante, com mil cadeiras por mês.

Sempre quis fazer menos, mas com mais cuidado,

qualidade e mais autoral. Desde o começo era o plano

e estou muito feliz que tenha conseguido isso para

poder me sustentar e ter uma renda a partir disso. O

plano é continuar exatamente nesse caminho. Uma

produção mais artesanal para cada cliente. Lembro

que até tínhamos uma logo que era cada peça, cada

detalhe único. Cada dia estou fazendo algo diferente.

Tem uma semana que estou fazendo uma mesa e já

entra outro trabalho. A cada 30, 40 dias, que é o tempo

que levo para fazer uma peça, entra outra completamente

diferente, uma rotina bem dinâmica e ao

mesmo tempo, diferente. Vamos nos profissionalizando,

aprimorando técnicas e sempre estudando para

encontrar jeitos melhores para se fazer as coisas. Para

o futuro quero me aprimorar, mas continuar fazendo

o que faço, porque está dando certo.

PARA O

FUTURO

QUERO ME APRIMORAR,

MAS QUERO CONTINUAR

FAZENDO O QUE ESTOU

FAZENDO, PORQUE ESTÁ

DANDO CERTO

92 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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INDÚSTRIA

SEGURANÇA

NO TRABALHO

Fotos: divulgação

94 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


PROJETO SETORIAL DA MADEIRA BUSCA

APROXIMAR EMPRESAS E PODER PÚBLICO

PARA DIMINUIR O NÚMERO DE ACIDENTES

NAS INDÚSTRIAS DE DESDOBRAMENTO

JUNHO 2022 95


INDÚSTRIA

segurança no ambiente de trabalho é fun-

para toda a sociedade. Para as Adamental

indústrias representa menos despesas e

mais produtividade, enquanto os trabalhadores

têm maiores garantias de exercer a

atividade sem riscos à saúde e por fim o

Poder Público despende menos recursos para esse fim e

pode destiná-los para outros setores.

Com foco em auxiliar as indústrias de desdobramento

da madeira a diminuírem seus acidentes de trabalho,

o Projeto Setorial da Madeira foi criado e segue a orientação

da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

O grupo técnico busca qualificar auditores-fiscais a não

apenas identificarem problemas nas empresas, mas sim,

trabalharem em conjunto em busca de soluções.

“Essa abordagem setorial é diferente porque fazemos

primeiro um diagnóstico e conversamos com as

empresas para que as empresas se regularizem. É claro

que se não se organizarem poderá haver punições e

autuações. Mas não é esse o objetivo. Queremos que

eles tenham mecanismos para se regularizar e que as

empresas fiquem adequadas e melhorem o ambiente

e a segurança do trabalho”, explica o auditor fiscal do

ministério e coordenador do Projeto Setorial da Madeira

no Paraná, Eduardo Reiner.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência,

somente em 2021, as indústrias de desdobra-

mento da madeira no Paraná registraram 606 acidentes

de trabalho, 20% do registrado em todo Brasil. Além disso,

os Estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande

do Sul) registram juntos cerca de 60% dos acidentes

de trabalho na indústria madeireira nacional.

“O objetivo é envolver a sociedade, as entidades e

diferentes atores para que o setor regularize e possamos

verificar nos próximos anos uma diminuição no número

de acidentes. Hoje a indústria madeireira é a segunda

com o maior número de acidentes no Paraná, atrás apenas

da construção civil. Queremos uma evolução dessa

cadeia produtiva e que todos ganhem”, assegura Eduardo

Reiner.

Para que as indústrias possam ter maior facilidade

para se adequarem as normas de segurança do trabalho,

representantes do Projeto Setorial da Madeira se

reuniram no mês de maio com a Secretaria estadual da

Justiça, Família e Trabalho e da Fomento Paraná.

O SETOR DE MADEIRA

REPRESENTA 10% DO

PIB INDUSTRIAL DO PARANÁ E

10% DAS EXPORTAÇÕES

EDUARDO REINER, AUDITOR FISCAL DO

MINISTÉRIO E COORDENADOR DO PROJETO

SETORIAL DA MADEIRA NO PARANÁ

96 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


INDÚSTRIA

“A Fomento Paraná possui um portfólio de

linhas de crédito que podem contribuir com o Projeto

Setorial da Madeira no Paraná. A instituição

trabalha com condições diferenciadas de prazos

mais longos para pagamento, incluindo período de

carência, e também taxas de juros diferenciadas em

projetos de investimento, quando são mantidos os

postos de trabalho ao longo do financiamento”,

pontua o gerente de Mercado da Fomento Paraná,

Luciano Martins.

Entre os acidentes mais comuns nas indústrias

de desdobramento da madeira estão fraturas e

luxações, cortes e lacerações, esmagamentos e

amputações, sendo que as áreas mais atingidas são

dedos, punhos e mãos, que representam mais da

metade das ocorrências.

“O setor de madeira representa 10% do PIB

Industrial do Paraná e 10% das exportações, então

é um setor muito relevante e por isso é importante

a participação do Governo do Estado e de todas

essas entidades, inclusive ajudar que essa indústria

cresça de forma sustentável, cuidando dos trabalhadores”,

ressalta Eduardo Reiner.

QUEREMOS QUE

ELES TENHAM

MECANISMOS PARA SE

REGULARIZAR E QUE AS

EMPRESAS FIQUEM

ADEQUADAS E MELHOREM O

AMBIENTE E A SEGURANÇA

DO TRABALHO

98 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


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MERCADO

MADEIRA

DE VALOR

Fotos: divulgação

EXPORTAÇÕES PARANAENSES

AOS EUA SÃO IMPULSIONADAS

PELA INDÚSTRIA MADEIREIRA

DO PARANÁ

100 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


JUNHO 2022 101


MERCADO

O

primeiro trimestre de 2022 marcou um

novo recorde no comércio bilateral

entre Brasil e EUA (Estados Unidos da

América) no valor de US$ 19 bilhões,

com valores inéditos de exportação e

importação entre os dois países.

No recorte regional, as trocas comerciais entre o

Paraná e os EUA registraram crescimento de quase

40% nos três primeiros meses de 2022 na comparação

com o mesmo período do ano anterior. Os dados são

da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio

para o Brasil), divulgados em seu último boletim do

Monitor do Comércio Brasil-EUA.

As exportações do Estado para os EUA tiveram

o maior valor da série histórica para um primeiro trimestre,

equivalentes a US$ 411,3 milhões, com crescimento

de 50,4%.

Os embarques paranaenses representaram 5,4%

do total exportado pelo Brasil e o resultado positivo

foi impulsionado pelas vendas de produtos trabalhados

de madeira (+47%), café torrado (+47%), couro

(+126,6%) e celulose (+96,2%). Tanto as exportações

de produtos de madeira como de café torrado foram

puxadas pelo aumento nos preços: + 31,5% e +30%,

respectivamente.

Entre janeiro e abril de 2022, as exportações paranaenses

do setor madeireiro já ultrapassaram a marca

de US$ 660 milhões, um crescimento de 40% em

comparação com o mesmo período do ano anterior.

Fatores como qualidade, preço e oferta exportável

possivelmente favorecem as vendas paranaenses

HÁ AINDA GRANDE

POTENCIAL PARA

MELHORAR A ATUAÇÃO NESTE

MERCADO, MAS, PARA TAL, É

NECESSÁRIA UMA MAIOR

INTEGRAÇÃO COMERCIAL

ENTRE OS DOIS PAÍSES

para os EUA, vendas estas que recentemente podem

ter também sido impulsionadas pelo aquecimento da

construção civil e do mercado imobiliário norte-americanos.

“No comércio do setor com os EUA, o Paraná se

destaca como principal Estado exportador de madeira

trabalhada e folheados e contraplacados de

madeira, sendo responsável por cerca de 57% das

vendas brasileiras desses produtos para o mercado

americano em 2022”, relata a Amcham Brasil em seu

relatório.

Para as indústrias paranaenses que desejam

acessar o mercado norte-americano, a Ancham Brasil

avalia que o Brasil é um dos maiores produtores e

exportadores de commodities do mundo, especialmente

de produtos agropecuários, e estimativas do

USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), por

exemplo, indicam que o país terá um peso ainda

102 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


maior no mercado mundial de commodities nos próximos

anos.

“A enorme oferta exportável do Brasil, aliada à

alta qualidade dos produtos e valores competitivos

no cenário internacional, atraem compradores de diversos

países, incluindo empresas norte-americanas”,

complementa a Amcham Brasil.

Ainda auxilia as indústrias paranaenses o fato que

a demanda interna nos EUA tem crescido, em especial

por produtos que o Brasil tem grande potencial

produtivo e vantagens comparativas, como produtos

siderúrgicos, petróleo e derivados, bioativos, produtos

de madeira, etanol e carne suína.

“Há ainda grande potencial para melhorar a atuação

neste mercado, mas, para tal, é necessária uma

maior integração comercial entre os dois países e a

diversificação da pauta exportadora, incentivando

produtos de crescente demanda nos EUA. Além

disso, a renovação do programa norte-americano

conhecido Sistema Geral de Preferências, que isenta

o pagamento de tarifas de importação para acesso

ao mercado dos EUA para determinados produtos,

inclusive de madeira”, destaca a Amcham Brasil.
















JUNHO 2022 103


ARTIGO

USO DE GEOTECNOLOGIA

NA ANÁLISE

DA EUCALIPTOCULTURA

NA REGIÃO NORTE DO

TOCANTINS

Fotos: divulgação

104 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


FLÁVIA OLIVEIRA DOS SANTOS LUSTOSA | ERICH COLLICCHIO

Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 01, Vol. 06,

pp. 179-215. Janeiro de 2021.

JUNHO 2022 105


ARTIGO

RESUMO

A

floresta plantada representa diversos

produtos e subprodutos presentes na

sociedade como celulose, papel, painéis

de madeira, pisos laminados, carvão

vegetal e biomassa, bem como oferece

diversos serviços ambientais. No Estado do Tocantins,

desde 2007, houve uma intensificação de projetos ligados

à silvicultura, principalmente na região do Bico

do Papagaio, para fins de produção de carvão vegetal

como biorredutor renovável, insumo do setor siderúrgico.

Esta pesquisa teve como objetivo analisar a

dinâmica das áreas de cultivo de eucalipto, na região

do Bico do Papagaio. A aquisição e processamento

de imagens de satélite com técnicas de sensoriamento

remoto para os anos de 2006 e 2019 possibilitou a

identificação dos cultivos de eucalipto existentes em

cada ano. Os estudos dos potenciais agroenergéticos

regionais são fundamentais ao desenvolvimento da

espécie Eucalyptus na região.

Palavras-chave: Eucalyptus, biorredutor renovável,

sensoriamento remoto.

INTRODUÇÃO

A floresta plantada representa diversos produtos

e subprodutos presentes na sociedade como celulose,

papel, painéis de madeira, pisos laminados,

carvão vegetal e biomassa, bem como oferece diversos

serviços ambientais como a regulação dos ciclos

hidrológicos, o controle da erosão e da qualidade do

solo, a conservação da biodiversidade, a provisão de

oxigênio para o planeta e a contribuição no tocante à

mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

O eucalipto, uma espécie florestal relevante para

o país, contribuindo com a geração de emprego e

renda no meio rural e urbano, com participação expressiva

na balança comercial, em decorrência dos

seus principais produtos: celulose e o papel, destinados

ao mercado internacional (MOREIRA; SIMIONI;

OLIVEIRA, 2017).

De acordo com Brasil (2015), o uso comercial de

eucaliptos teve início do século XX com a implantação

de florestas plantadas no território nacional, sendo

que os grandes avanços com demandas em larga

escala tiveram início a partir de 1949. Destaque para

106 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


a atuação da Companhia Siderúrgica Belgo Mineira e

seu principal produto, eucalipto.

Desde então, o Brasil tem apostado em pesquisas

de melhoramento genético para produção de clones

que possam atender às condições de clima e variações

dos tipos de solos existentes no país, tudo isso

com o intuito de aumentar a produtividade florestal

(FOELKEL, 2005).

Assim o primeiro segmento a se destacar é o de

celulose e papel, com um total de área de floresta

plantada de 7,83 milhões de hectares em 2018, 0,1%

a menos comparado ao ano anterior. O segundo

em evidência, são os proprietários independentes

e pequenos e médios produtores do programa de

fomento florestal, com 28% do total de florestas plantadas

no país e investimentos em plantios florestais

destinados à comercialização de madeira in natura.

Na terceira posição está o segmento de siderurgia a

carvão vegetal que representa 12% das áreas plantadas,

visando suprir as siderúrgicas na produção de

aço a partir do carvão vegetal com 4,5 milhões de

toneladas (IBÁ, 2019).

O setor brasileiro produtor de ferro-gusa tem alta

demanda de carvão vegetal que é utilizado como

agente redutor na fabricação do ferro-gusa e como

fonte de energia (MOTA, 2013).

As indústrias siderúrgicas enfrentam inúmeros

problemas relacionados à heterogeneidade do

carvão vegetal em decorrência das variações nas características

do produto ligadas às condições do processo

de carbonização e às características da madeira

utilizada, como a espécie, as características químicas

e a idade. Este fator força as indústrias a investirem

em florestas plantadas, garantindo que a matéria prima

para a produção de carvão vegetal esteja dentro

dos padrões necessários para um aço de qualidade

(FIGUEIREDO et al., 2018).

O setor de silvicultura tem investido no Estado do

Tocantins desde 2007 e tem como principais espécies

plantadas: eucalipto (Eucalyptus spp), a teca (Tectonagrandis)

e o guanandi (Callophyllum brasiliense),

com destaque para o plantio de eucalipto em proporção

de área plantada (EMBRAPA, 2014).

O Estado do Tocantins possui uma área total de

119.871 ha de eucalipto (IBÁ, 2019), destas 44.305

ha pertencem à Região do Bico do Papagaio. Dados

apontam que a produção de carvão vegetal foi de

6.316 toneladas em 2018, sendo 119 toneladas produzidas

na Região do Bico do Papagaio (IBGE, 2019).

Mesmo com os crescentes investimentos no

Estado, não se tem um mapeamento das áreas de

florestas plantadas, em especial de eucalipto, com

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ARTIGO

suas localizações e uma base de dados acessíveis.

Esta informação poderia nortear a aplicação de investimentos,

tomadas de decisões e até mesmo apoiar

no desenvolvimento de pesquisas. No tocante a este

fato, a aplicação de tecnologias geoespaciais e ferramentas

de sensoriamento remoto podem preencher

esta lacuna.

O uso das técnicas de sensoriamento remoto, de

acordo com Borges et al. (2018), aplicadas na vegetação

agiliza a compreensão da “aparência” do objeto,

ou seja, é produto derivado da interpretação do

pesquisador relacionado à reflectância do objeto na

imagem, fruto de um processo complexo que envolve

fatores ambientais. Tal análise garante uma maior

rapidez e redução dos custos com levantamentos de

áreas.

Deste modo, o presente trabalho visou analisar

a dinâmica das áreas de florestas plantadas de eucalipto

na região do Bico do Papagaio no Estado

do Tocantins, que poderão destinar à produção de

carvão vegetal, utilizando técnicas de sensoriamento

remoto com análise espectral multitemporal da área

de estudo.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Originária do grego, a palavra eucalipto quer dizer:

eu (= bem) e kalipto (= cobrir), remetendo ao seu

modelo de estrutura globular em seus frutos, com

função de proteção para as suas sementes. A espécie

arbórea é originária da Austrália e pertencia à família

das Mirtáceas, sendo predominante na paisagem natural

do seu país. Já foram identificadas mais de 600

espécies, tendo ocorrência natural fora do seu território

o Eucalyptus urophylla e Eucalyptus deglupta.

Com um variado número de híbridos, a espécie adaptou-se

facilmente às condições climáticas do Brasil

(FREITAS JÚNIOR, 2011).

O Chile foi o primeiro país na América do Sul a introduzir

a cultura do eucalipto seguido da Argentina

A FLORESTA PLANTADA

REPRESENTA DIVERSOS

PRODUTOS E SUBPRODUTOS

PRESENTES NA SOCIEDADE COMO

CELULOSE, PAPEL, PAINÉIS DE

MADEIRA, PISOS LAMINADOS,

CARVÃO VEGETAL E BIOMASSA

e o Uruguai, sendo considerado um marco na disseminação

de semente de eucaliptos no mundo o início

do século XIX, (MORA; GARCIA, 2000).

Segundo Foelkel (2005), Edmundo Navarro de

Andrade, considerado o pai da eucaliptocultura no

Brasil, em sua trajetória fez diversas observações em

seus livros sobre os eucaliptos. Mesmo utilizando

uma linguagem coloquial na redação seus livros ainda

são atuais, mas pouco consultados pela nova geração

de silvicultores e acadêmicos.

Data-se que os primeiros estudos com o eucalipto

no Brasil só foram iniciados em 1904 por Edmundo

Navarro de Andrade no Horto Florestal de Rio Claro,

pertencente à ex-Companhia Paulista de Estradas de

Ferro. Contudo, foi a partir da promulgação da Lei de

Incentivos Fiscais ao Reflorestamento, Lei nº. 5.106 de

1966, que ocorreu o crescimento da área reflorestada

no país. Grande contribuição ocorreu também com

o Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) criado

pelo Governo Federal em meados da década de

1970 (EMBRAPA, 2014).

A partir da percepção de que o eucalipto pode

configurar uma eficiente fonte de biomassa para produção

de energia, fica evidente a necessidade de conhecer

com mais profundidade a dinâmica da cadeia

produtiva da lenha de eucalipto, a fim de potencializar

seu uso para finalidades energéticas e também

identificar os fatores que são limitantes ao seu melhor

desempenho competitivo. Alguns estudos brasileiros,

com ênfase em cadeias produtivas, apresentaram

importantes contribuições para o conhecimento mais

integrado dos problemas e vantagens comparativas

em diferentes setores, de modo a auxiliar na análise

de gargalos e na elaboração de cenários futuros com

distintos fatores críticos do processo produtivo.

Como exemplo, tem-se a análise do complexo

agroindustrial do biodiesel brasileiro da cadeia produtiva

do carvão vegetal, da madeira de eucalipto e

da biomassa de origem florestal (MOTA, 2013).

Os cultivos no Brasil de eucalipto incluem as

seguintes espécies: Eucalyptus grandis, Eucalyptus

camaldulensis, Eucalyptus saligna e o Eucalyptus urophylla,

entre outras. São também desenvolvidos cruzamentos

entre as espécies buscando aquelas com

características adaptadas às condições de ambientes

e produtividades desejadas resultando em híbridos

como o Eucalyptus grandis X Eucalyptus urophylla

(FEPAF, 2008).

Conforme indicadores gerados pelas principais

empresas do setor florestal, o Brasil liderou o ranking

global de produtividade florestal em 2018, com uma

média de 36,0 m³/ha ao ano para os plantios de eucalipto

(IBÁ, 2019).

Dados do IBÁ (2019), apontam que o Estado de

Minas Gerais, que detém a maior área de floresta

plantada do país, mesmo com a redução de 5,17%

108 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


em 2018, se comparada à proporção de área em

2012. Já o Estado do Tocantins, para o mesmo período,

registrou um incremento de área de 9,97%, isso

representou um acréscimo considerável em comparação

a outros estados.

METODOLOGIA

A área de estudo está localizada na região do

Bico do Papagaio no extremo norte do Estado do

Tocantins.

Pertencem à esta região 25 municípios sendo

eles: Aguiarnópolis, Ananás, Angico, Araguatins,

Augustinópolis, Axixá do Tocantins, Buriti do Tocantins,

Cachoeirinha, Carrasco Bonito, Darcinópolis,

Esperantina, Itaguatins, Luzinópolis, Maurilândia do

Tocantins, Nazaré, Palmeiras do Tocantins, Praia Norte,

Riachinho, Sampaio, Santa Terezinha do Tocantins,

São Bento do Tocantins, São Miguel do Tocantins,

São Sebastião do Tocantins, Sítio Novo do Tocantins

e Tocantinópolis (TOCANTINS, 2019).

A região do Bico do Papagaio possui uma área

de 1.576.795,88 ha, sendo abrangida por dois biomas

predominantes: o Cerrado na maior parte do seu

território e o Amazônia. O clima regional é classificado

como Tropical, apresentando temperaturas que

variam entre 20ºC a 40ºC (graus Celsius) e precipita-

O BRASIL TEM

APOSTADO EM

PESQUISAS DE MELHORAMENTO

GENÉTICO PARA PRODUÇÃO DE

CLONES QUE POSSAM ATENDER

ÀS CONDIÇÕES DE CLIMA E

VARIAÇÕES DOS TIPOS DE

SOLOS EXISTENTES NO PAÍS

JUNHO 2022 109


ARTIGO

ção anual média com intervalo de 1000 a 2000 mm.

As classes de solos predominantes são, Latossolo

Vermelho-Amarelo, em maior proporção, Neossolo

Quartzarênico, Chernossolo Argilúvico e Plintossolo

Pétrico. O relevo da região associa-se às unidades:

Planalto do Interflúvio Araguaia-Tocantins; Chapadas

do Meio Norte; Depressão do Araguaia. Tais unidades

mostram modelados de dissecação (aguçados,

convexos e tabulares) e, na área, também ocorrem

formas de acumulação (planícies fluviais) com altitudes

variando entre 200m a 300m (metros) (DIAS;

MATTOS, 2009).

Esta região é de interesse de empresas siderúrgicas

e de indústrias de papel e celulose, localizadas

especialmente nos estados do Pará e do Maranhão,

as quais utilizam o carvão vegetal e madeira provenientes

de cultivos de eucaliptos cultivados nesta

região de estudo.

Para o levantamento dos dados foram realizadas

aquisições de imagens de satélite Landsat-5 e Landsat-8

para os anos de 2006 e 2019, entre os meses de

julho a setembro de cada ano, adotando como critério

a ausência de nuvens.

No satélite Landsat-5 a partir das informações

espectrais do sensor TM (Thematic Mapper) com imagens

adquiridas no endereço: http://www.dgi.inpe.br/

CDSR/ pertencente à DIDGI (Divisão de Geração de

Imagens) que faz parte da CGOBT (Coordenação-Geral

de Observação da Terra) do INPE (Instituto Nacional

de Pesquisas Espaciais), com atividades da DIDGI

concentradas na recepção, gravação, processamento,

armazenamento e distribuição de imagens e dados

de satélites de sensoriamento remoto, meteorológicos

e científicos.

Outro sensor multiespectral utilizado é o OLI

(Operational Land Imager) do satélite Landsat-8

com imagens a serem adquiridas por meio do USGS

(Serviço Geológico dos EUA) disponível no endereço

eletrônico http://earthexplorer.usgs.gov.

Após aquisição das imagens foram realizados os

processamentos digitais utilizando o programa Arc-

GIS, com início na fase de pré-processamento, com

uma composição colorida das bandas 1 (0,45 – 0,52

µm), 2 (0,50 – 0,60 µm) e 3 (0,63 – 0,69 µm) do Landsat-5

em escala 1:50.000. No caso do Landsat-8 foram

as seguintes bandas na composição: 3 (0,53 – 0,59

µm), 4 (0,64 – 0,67 µm) e 5 (0,85 – 0,88 µm), com imagens

em escala 1:25.000. As bandas utilizadas para os

dois satélites possuem resolução espacial de 30m.

A aquisição de imagens para os anos de 2006 e

2019 compreendeu um total de 6 cenas relacionadas

de acordo com as órbitas/pontos, satélite e datas

referentes ao período de captura de cada cena de

acordo.

110 referenciaindustrial.com.br JUNHO 2022


O uso da ferramenta Image Analysis, do aplicativo

ArcMap do pacote de software ArcGis®, permitiu a

edição do histograma da imagem para estabelecer

um realce único para imagens orbitais ou dias diferentes.

Com o propósito de levantar dados consistentes

da área de estudo foram visitadas áreas de produção

de eucalipto das empresas do setor de siderurgia

estabelecidas na região, coletando coordenadas geográficas

com GPS, que posteriormente auxiliaram na

classificação das imagens.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A identificação e mapeamento das áreas de cultivo

de eucalipto na Região do Bico do Papagaio, com

imagens de satélite para os anos de 2006 e 2019, possibilitou

estabelecer uma dinâmica de crescimento

significativa para a cultura, principalmente nos municípios

de São Bento do Tocantins e Darcinópolis.

Fatores como a atuação de empresas siderúrgicas,

com indicativo para o suprimento de carvão

vegetal e indústria de papel e celulose, podem ser

apontados como preponderante ao incremento de

áreas com eucalipto. Tais números mostraram-se positivos,

mesmo com as reduções ou estabilizações sofridas

pelo setor siderúrgico nos últimos três anos, em

decorrência da desaceleração no mercado mundial.

Considerando a capacidade instalada para a

produção das indústrias siderúrgicas atendidas na

região, em relação à área plantada e a quantidade de

carvão vegetal produzida, verificou-se uma demanda

de áreas de cultivos bem superior ao que foi identificado,

o que sugere que estas indústrias não são autossuficientes

na produção de carvão vegetal. E caso

ocorra uma retomada de crescimento do mercado do

aço, a necessidade de ampliação e fortalecimento do

setor no contexto regional seria de suma importância.

Desta maneira, a região estudada possui complexos

elementos para o desenvolvimento da silvicultura

do Estado na Região do Bico do Papagaio.

A condução de pesquisas e levantamentos, como os

realizados nesta pesquisa podem dar suporte e auxiliar

a tomada de decisões, direcionando investimentos

públicos e privados de maneira mais assertiva,

incrementando o potencial agro energético local e

regional.

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S

egundo um estudo global da consultoria IDC,

realizado no terceiro trimestre de 2021, com

empresas de diversos setores, mais de 85%

das organizações entrevistadas cederam à

chantagem dos hackers e pagaram resgate em

ataques ransomware, sendo que 13% das empresas ouvidas

que sofreram um ataque/violação de ransomware não

teriam cedido ao pedido de pagamento de resgate para a

recuperação dos dados.

Embora o pagamento médio de resgate tenha ficado

em quase US$ 250 mil (ou cerca de R$ 1,25 milhão), em alguns

grandes ataques os pagamentos de resgate ficaram

em mais de US$ 1 milhão (ou R$ 5,5 milhões).

Como já diz o velho ditado: prevenir é melhor que

remediar. É fundamental que os líderes de Segurança da

Informação das corporações tenham em vista que terem

protocolos de cibersegurança é crucial nesta jornada

contra os criminosos. Por isso, abordo alguns pontos que

servirão de pilares para enfrentar este grande desafio que

é o cibercrime.

GOVERNANÇA DE DADOS É COMPROMISSO

O desenvolvimento de políticas de governança de

dados é um pilar central para qualquer estratégia de segurança.

Ela deve ser parte da estratégia de negócios e

evoluir conforme a tecnologia, o uso e os riscos vão evoluindo.

É necessário criar uma cultura organizacional que

a valorize e não a coloque como um empecilho para os

usuários ou dificultar o seu trabalho, bem como atrapalhar

o fluxo do desenvolvimento de novos negócios.

É preciso entender que os dados são o principal ativo

de uma empresa. Neles estão os segredos dos processos

e o funcionamento de toda a cadeia produtiva e, então, é

de fundamental importância protegê-los.

ENQUANTO UMA APRENDE

COM CADA INTERAÇÃO

PARA DETECTAR E ANALISAR

AMEAÇAS DE MANEIRA PROATIVA, A

OUTRA DESENVOLVE INSIGHTS

PRÁTICOS PARA TOMADA DE

DECISÕES EMBASADAS

POR

ROGÉRIO

SOARES

DIRETOR DE PRÉ-

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ONE IDENTITY

NÃO DÊ PRIVILÉGIOS A QUEM NÃO PRECISA

Muitos funcionários tiveram de trocar os escritórios

por sua casa em função da pandemia. De acordo com o

estudo patrocinado pela One Identity, player de segurança

com foco em identidade, com 1.009 profissionais

de segurança de TI houve um aumento significativo no

número de identidades digitais em uma escala global.

Esse fenômeno foi impulsionado por picos de criação de

usuários (internos, terceiros e clientes), máquinas e novas

contas geradas em resposta a um aumento no trabalho remoto.

Mais de 8 em cada 10 entrevistados indicaram que

as identidades gerenciadas mais do que dobraram e 25%

relataram um aumento de 10 vezes durante o período.

A proliferação de identidade é um grande obstáculo

crítico a ser superado à medida que as empresas buscam

otimizar sua postura geral de segurança cibernética. Segundo

a pesquisa, o gerenciamento de identidade representa

níveis significativos de complexidade e risco. Cerca

de 85% das organizações têm funcionários com acesso

mais privilegiado do que o necessário, tornando as empresas

ainda mais vulneráveis.

IA: APRENDER, RACIOCINAR, AUMENTAR

Além de automatizar processos de segurança é preciso

aprender com eles. Usar e abusar de ferramentas de

Inteligência Artificial e Machine Learning para reunir insights

e usá-los para identificar a relação entre as ameaças,

permitindo que os analistas de segurança respondam às

ameaças muito mais rápido. Além disso, também elimina

tarefas manuais deixando o time de TI para tomar

decisões críticas e na criação de ações assertivas para

remediar ataques. A segurança cognitiva combina os pontos

fortes da inteligência artificial com os da inteligência

humana. Enquanto uma aprende com cada interação para

detectar e analisar ameaças de maneira proativa, a outra

desenvolve insights práticos para tomada de decisões embasadas,

com velocidade e precisão.

Foto: divulgação

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