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Florestal_241

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ENTREVISTA

Junior Ramires, presidente da REFLORE (MS), exalta o setor florestal no Estado

ISCAS FORMICIDAS

HISTÓRIA DE 50 ANOS MOSTRA EVOLUÇÃO

NA FABRICAÇÃO DE ISCAS FORMICIDAS

ANT BAITS

THE 50-YEAR HISTORY OF

THE EVOLUTION OF ANT BAIT

MANUFACTURING


Soluções Conectadas para você

encarar os desafios no Florestal.

Ser incansável é a força que nos inspira para criarmos soluções

que otimizam seu trabalho de um jeito inteligente e eficiente

por meio da tecnologia.

Porque, mais que reconhecer seu esforço, estamos a seu lado

para encarar qualquer desafio.


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SUMÁRIO

JUNHO 2022

38

50 ANOS

UMA HISTÓRIA

DE PROTEÇÃO

10 Editorial

12 Cartas

14 Bastidores

16 Notas

24 Coluna Cipem

26 Frases

28 Entrevista

36 Coluna

38 Principal

44 Minuto Floresta

46 Legislação

50 Informe

52 Especial

56 Coluna

58 Feira

68 Economia

72 Pesquisa

78 Agenda

82 Espaço Aberto

52

58

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

51 Aplic Certo

09 Bayer

11 BKT

15 Carrocerias Bachiega

80 Congresso Florestal

17 Corteva

73 D’Antonio Equipamentos

84 Denis Cimaf

02 Dinagro

23 DRV Ferramentas

35 Engeforest

06 Euroforte

67 Expoforest

77 Fischer Máquinas

21 Francio Soluções Florestais

79 Imflor

71 J de Souza

04 John Deere

75 Lion Equipamentos

83 Log Max

19 Manos Implementos

49 Mill Indústrias

45 Planflora

26 Prêmio REFERÊNCIA

13 Rotary-Ax

31 Rotor Equipamentos

29 Tecmater

37 Unibrás

25 Vantec

27 Watanabe

33 WDS Pneumática

08 www.referenciaflorestal.com.br


EDITORIAL

Futuro verde

A atividade de base florestal é essencial para a construção

de um futuro sustentável e forte economicamente. Incentivar,

valorizar e defender o uso correto da madeira é uma das

chaves para que possamos alcançar um mundo melhor para as

próximas gerações. A madeira estará cada dia mais presente no

nosso cotidiano, em todas as suas formas, produtos e soluções

para uma vida cada vez melhor. Nesta edição o leitor poderá

conhecer a história da UNIBRÁS Agro Química, empresa que

completou 50 anos em 2022 e é uma das líderes do mercado de

formicidas, o PROFLORESTA, plano estadual que guiará o setor

florestal no Mato Grosso do Sul pela próxima década, novidades

científicas sobre carbono no solo de reflorestamento, a cobertura

completa da Show Florestal e uma entrevista exclusiva com

Junior Ramires, presidente da REFLORE (MS), falando sobre

o trabalho da associação e futuro do setor no Estado. Ótima

leitura.

2

1

Na capa dessa edição a

Unibrás fabricante da isca

formicida ATTA MEX-S

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIV • N°241 • Junho 2022

ENTREVISTA

Junior Ramires, presidente da REFLORE (MS), exalta o setor florestal no Estado

ISCAS FORMICIDAS

HISTÓRIA DE 50 ANOS MOSTRA EVOLUÇÃO

NA FABRICAÇÃO DE ISCAS FORMICIDAS

ANT BAITS

THE 50-YEAR HISTORY OF

THE EVOLUTION OF ANT BAIT

MANUFACTURING

A GREEN FUTURE

The forest-based activity is essential for building a sustainable

and economically strong future. Encouraging, valuing,

and defending the correct use of wood is one of the keys to

achieving a better world for future generations. Wood will be

more and more present in our daily lives, in all forms, products,

and solutions for an ever-better life. In this issue, the reader will

learn about the history of UNIBRÁS Agro Química. This company

completed 50 years in 2022 and is one of the leaders in the ant

bait market. Also, there is Profloresta, a plan that will guide the

Forestry Sector in the State of Mato Grosso do Sul for the next

decade, scientific news on carbon in the reforestation soil, the

complete coverage of Show Florestal, and an exclusive interview

with Luiz Calvo Ramires Jr., President of the Mato Grosso

do Sul Association of Planted Forest Producers and Consumers

(Reflore-MS), talking about the work of the Association and the

future of the Sector in the State. Pleasant reading.

EXPEDIENTE

ANO XXIV - EDIÇÃO 241 - JUNHO 2022

Entrevista com Luiz Calvo

Ramires Jr., presidente da

REFLORE-MS (Associação

Sul-Mato-Grossense de

Produtores e Consumidores

de Florestas Plantadas)

Governo de Mato Grosso do Sul lança plano

para potencializar cadeia produtiva que gera

27,2 mil empregos no Estado

3

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Vinicius Santos

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Colunista

Cipem

Gabriel Dalla Costa Berger

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Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

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dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

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ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

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lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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CARTAS

ENTREVISTA

Mariana Lisbôa, primeira mulher presidente da ABAF fala sobre planos de sua gestão

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

UM PASSO À FRENTE

SISTEMAS DE SUPRESSÃO DE INCÊNDIO

PROTEGEM MÁQUINAS, OPERADORES E FLORESTAS

A STEP FORWARD

A FIRE PROTECTION SYSTEM

SAFEGUARDS MACHINES,

OPERATORS, AND FORESTS

Capa da Edição 240 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de maio de 2022

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIV • N°240 • Maio 2022

CAPA

Por Samuel Pereira, Diadema (SP)

A segurança do produtor e da floresta é essencial para o sucesso do nosso

setor. Que equipamento importante e que deveria ser obrigatório.

ENTREVISTA

Por Marcos de Araújo, Vitória da Conquista (BA)

Muito sucesso para a Mariana à frente da ABAF! A associação

é importante para o Estado e essa nova liderança traz novos

horizontes para o setor florestal da Bahia.

Foto: Emanuel Caldeira

ECONOMIA

Por André Oliveira, Ribeirão Preto (SP)

Minas Gerais é um Estado historicamente ligado à produção do agro e agora

com as florestas plantadas tem um potencial de desenvolvimento ainda maior.

Foto: divulgacão

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Revista Referência Florestal

@referenciaflorestal

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enviados também para redação

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


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BASTIDORES

Revista

Foto: divulgação

Foto: REFERÊNCIA

SHOW FLORESTAL

Durante a Show Florestal, o diretor comercial

da Revista REFERÊNCIA FLORESTAL, Fábio

Machado, esteve visitando o grande parceiro

Denis Cimaf, do diretor da Alamo Group,

Tomas Jones. Recentemente, a Alamo Group

adquiriu a empresa Denis Cimaf.

VISITA

O comercial da Revista REFERÊNCIA

FLORESTAL, Carlos Felde, esteve

visitando o parceiro Gilberto Souza, da

empresa Felipe Diesel, especializada em

recondicionamento de bombas, bicos

injetores e turbos para maquinário pesado.

ALTA

MAIS EMPREGO

O desemprego caiu 0,7 ponto percentual no

trimestre encerrado em abril em comparação com

o trimestre anterior e 4,3 pontos percentuais na

comparação anual, e fechou o período em 10,5%

- menor taxa para um trimestre encerrado em

abril desde 2015, quando a desocupação ficou em

8,1%. Os dados são da PNEAD Contínua (Pesquisa

Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada

pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia

e Estatística). O número de pessoas ocupadas

chegou ao recorde histórico de 96,5 milhões - a

maior taxa da série iniciada em 2012, com um

aumento de 1,1% na comparação trimestral. A alta

foi de 1,1 milhão de pessoas no trimestre e de 9

milhões de ocupados no ano.

JUNHO 2022

RENTABILIDADE DOS TRANSPORTES

O IPCA do setor de transportes alcançou 19,7% nos últimos 12

meses, significativamente maior que os 11,47% acumulados

até abril/2021 e que os 12,13% do IPCA geral. Segundo dados

da Confederação Nacional dos Transportes, desde março de

2021, a variação do setor tem superado o índice geral, sendo o

maior pico nesse intervalo o percentual de 21,97%, registrado

em novembro de 2021. Em uma análise específica para o IPCA

de abril deste ano para os subgrupos que integram o grupo

transportes, o maior aumento no mês se deu para os combustíveis

(3,20%). O óleo diesel teve inflação de 4,74% em abril,

atrás apenas do etanol (8,44%), e acumula alta de 23,88%

no ano e de 53,58% em 12 meses. A persistência da inflação,

preocupa as empresas transportadoras, em função da dificuldade

de se renegociar contratos e repassar o aumento de

custos do frete de cargas e transporte de passageiros.

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NOTAS

Minas diminui desmatamento

Às vésperas do Dia Nacional da Mata Atlântica, dados de monitoramento

contínuo do IEF (Instituto Estadual de Florestas) mostram que o

desmatamento ilegal reduziu em 9% em áreas de bioma da Mata Atlântica

em Minas Gerais. Considerando o ano agrícola 2020/2021, foram desmatados

3.515 há (hectares) de Mata Atlântica no Estado, 9% a menos do que

no período de 2019/2020, quando foram 3.871 ha impactados. A aposta

do Governo de Minas Gerais em monitoramento constante, aumento nas

fiscalizações e agilidade nos atendimentos são apontados como fatores

responsáveis pela redução. Nesse período de 2020/2021, foram feitas

pela SEMAD (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento

Sustentável), em parceria com a Polícia Militar de Meio Ambiente, 4.185

fiscalizações de combate à supressão de vegetação, 10% a mais do que o

período anterior, quando foram 3.808 ações. Das 4.185, houve 2.225 infrações,

o que gerou R$ 24,2 milhões em multas. Além do esforço do poder

público, a população vem contribuindo com o combate ao desmatamento,

por meio de denúncias aos órgãos competentes. Em 2020/2021, foram cadastradas

pela SEMAD 1.985 denúncias dos cidadãos sobre ocorrências no

bioma e, mesmo com as restrições impostas pela pandemia da Covid-19,

houve um incremento de 38% no atendimento feito pelo Estado (1.321)

em comparação com o período anterior (958). Outro ponto positivo foi a

redução do tempo médio de resposta a essas denúncias que passou de 87

dias (2019/2020) para 80 dias (2020/2021).

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Recipiente ideal para eucalipto

Na produção de mudas florestais, a qualidade é alcançada através de um conjunto de técnicas

de manejo, empregadas durante o processo da sua formação. O uso de recipientes é um

desses cuidados que deve ser observado, já que eles permitem melhor controle da nutrição

e proteção das raízes, além de facilitar o manejo no viveiro, no transporte e no plantio. Atualmente,

os recipientes mais utilizados para produção de mudas florestais são derivados de

petróleo, porém, novas alternativas que causam menor impacto ao ambiente vêm ganhando

espaço no setor. Isso porque os tubetes, como são chamados os recipientes derivados do petróleo,

podem causar restrição ao desenvolvimento das raízes, favorecendo o surgimento de

deformações, que podem permanecer durante o crescimento das plantas no campo. Assim,

a busca por novas tecnologias, que conciliem os aspectos econômicos e ambientais, tem sido

um campo fundamental para a garantia da competitividade e da sustentabilidade do setor

florestal brasileiro. Com vários trabalhos de pesquisa e de avaliação tecnológica de recipientes

alternativos em andamento no país, um estudo científico desenvolvido no Programa de

Pós-Graduação em Agronomia da Uesb está se destacando. O trabalho: Recipientes biodegradáveis

e composto orgânico na produção de mudas de eucalipto; avaliou a qualidade das

mudas de eucalipto produzidas em recipientes biodegradáveis (chamados de paperpots) e

em tubetes, associadas à incorporação de composto orgânico. De acordo com o pesquisador

Vinícius Rodrigues, responsável pelo estudo, as características físicas dos paperpots propiciam

condições favoráveis ao livre desenvolvimento das mudas, permitindo que elas apresentem

desempenho adequado no campo. “Resumidamente, o alto padrão de qualidade das mudas é

determinado, principalmente, pela mensuração dos parâmetros morfofisiológicos, a capacidade

de regeneração das raízes e a ausência de deformações”, explica Vinícius.

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NOTAS

Foto: divulgação

Auxílio no reflorestamento

Eucalipto e pinus, as duas espécies florestais mais cultivadas

no Brasil, não impedem o crescimento de plantas nativas em seu

sub-bosque. Pelo contrário, por um crescimento rápido e capacidade

de sombrear o solo, pode favorecer o desenvolvimento

de árvores e árvores nativas e com projetos de reflorestamento,

seguindo as regras do Código Florestal Brasileiro e legislações

afins. A conclusão é de trabalhos técnicos em 1.113 árvores e em

trabalhos técnicos em 1.113 empreitadas e registradas em mais

de 10 estudos científicos compilados em documento . Entre essas

espécies, figuram algumas ameaças de extinção, como a araucária,

a imbuia, o pau-brasil e o palmito-juçara. A composição das cinco

famílias com maior representatividade de espécies é similar ao

encontrado em Matatica e do Cerrado do Brasil, os dois biomas ciliares

no estudo. Espécies de elevado valor comercial também foram

registradas, tais como cedro, cerejeira, copaíba, jatobá, jequitibás e peroba-rosa. Carlos Cesar Ronquim, autor do documento

técnico e pesquisador da EMBRAPA Territorial, de Campinas (SP), conclui que esses dados mostram ser viável o uso dessas árvores

como alternativa para a restauração florestal das áreas de Reserva Legal, seguindo as regras do Código Florestal Brasileiro e legislações

afins. O Código (Lei 12.651/2012) permite o uso de árvores exóticas dessas áreas, desde que na proporção máxima nativa de

50% e intercaladas com espécies nativas regionais. O pesquisador pontua que as principais dificuldades para o desenvolvimento

das espécies nativas são concorrentes com as gramíneas, eliminadas apenas com sombreamento ou herbicida. Utilizar as árvores

de crescimento rápido para gerar sombra em menor tempo pode ser uma forma mais econômica de criar conforme as condições

propícias para o reflorestamento. “Então, se tem uma área que precisa ser regenerada, e ela está em condições de plantio de eucalipto,

avaliada como pode ser efetivada como alterada para se complementar de sub-bosques”, compara Carlos.

Brasil bem representado

Na primeira semana de maio, a IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) reforçou

o protagonismo do setor de árvores cultivadas no mundo, com uma

forte participação no XV Congresso Florestal Mundial, organizado pela FAO

(Organização para Alimentação e Agricultura), órgão da ONU (Organização

das Nações Unidas), realizado em Seul, na República da Coréia. O evento

teve como tema principal: Construindo com as florestas um futuro mais

verde, saudável e resiliente; e reuniu mais de 12 mil participantes, entre

presenciais e remotos, de aproximadamente 44 países durante cinco dias.

Nas apresentações da IBÁ, destaque para temas como mudanças climáticas,

recursos hídricos, biodiversidade, ESG, inclusão e diversidade, defesa

florestal, dentre outros assuntos muito trabalhados pelo setor. A associação

realizou o lançamento mundial do Caderno de Biodiversidade do Setor

de Árvores Cultivadas 2022 e também a apresentação, para o público

internacional, do Relatório sobre Desempenho na Gestão de Recursos

Hídricos. Além disso, a entidade compartilhou sua experiência na agenda

da capacitação em diversidade e inclusão, tal como vem realizando com as

empresas associadas e entidades parceiras no Brasil, em prol da criação de

um ambiente no setor com mais equidade e oportunidades. Os representantes

da IBÁ foram convidados para representar o setor em eventos

paralelos, mesas redondas, moderar debates, apoiar na organização de

diversas discussões e outras atividades do Congresso. Foram, ao todo, oito

eventos, entre plenárias principais, side events e reuniões de alto nível.

Imagem: reprodução

18 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Silvicultura em debate

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do

Brasil) reuniu os representantes da Comissão Nacional

de Silvicultura e Agrossilvicultura para discutir as principais

demandas do setor florestal. O novo presidente do

colegiado, Moacir Reis, participou do encontro e destacou

a importância da comissão. “Estamos fazendo um trabalho

importante envolvendo as federações e os produtores. Estamos

à disposição para discutir os assuntos que defendem

o produtor”, destacou Moacir. A assessora técnica da CNA,

Eduarda Lee, apresentou o plano de ação da comissão, que

tem pautas como a estruturação do mercado de carbono

para espécies florestais cultivadas e a ampliação do uso de

fontes renováveis na matriz energética brasileira. Também

fazem parte da lista de prioridades a otimização da produção

e a ampliação da competitividade da borracha natural

brasileira. Segundo Eduarda, em relação a essa cadeia, as

principais ações são a discussão dos parâmetros de mercado da borracha natural, além da promoção e do apoio à realização de

cursos e treinamentos de certificação para a produção integrada da borracha natural no Brasil. Outro tema da pauta da reunião foi a

apresentação das ações e resultados do Projeto Florestas Energéticas, da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Segundo o pesquisador Guilherme de Castro, o objetivo do projeto foi desenvolver, otimizar e viabilizar alternativas ao uso de fontes

energéticas tradicionais não renováveis por meio da biomassa de plantações florestais, contribuindo para a ampliação da matriz

energética nacional de forma sustentável. Também foram apresentadas a metodologia e a sistematização de informações do setor

florestal de Santa Catarina, além de um panorama da produção e das tendências de consumo, pela ACR (Associação Catarinense de

Empresas Florestais). Por fim, foi apresentada aos membros da Comissão a Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais,

promovida pela REFLORE (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas).

Foto: REFERÊNCIA

Foto: divulgação

Congresso na Bahia

A ABAF (Associação Baiana de Empresas de Base Floretal), o CEDAGRO/ES

(Centro de Desenvolvimento do Agronegócio) e a UFRB (Universidade Federal do

Recôncavo da Bahia) realizam de 03 a 05 de agosto de 2022, de forma online e presencial,

em Salvador (BA), o VI Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental

– VI CBRA. O tema central do evento híbrido – que pretende reunir 200 pessoas

no auditório da FIEB (Federação das Indústrias da Bahia) – será “Potencialização

Florestal – Tecnologias, estratégias e experiências para uma restauração florestal

sustentável”. O CBRA é um dos mais importantes fóruns de inovação tecnológica,

atualização e intercâmbio técnico e empresarial que integra os diversos agentes

de desenvolvimento e meio ambiente que atuam na área florestal e ambiental. Em

sua sexta edição, pretende apresentar, debater e encaminhar propostas e soluções

para os principais desafios que afetam o setor de reflorestamento ambiental, focando

na geração de renda com florestas ambientais e nas estratégias para ampliação

da cobertura florestal. De uma forma geral, serão abordados os cuidados ambientais,

sociais e a viabilidade econômica das restaurações florestais. Participarão

as indústrias dos setores que utilizam madeira em seus processos produtivos, além

de empresários ligados ao setor florestal, produtores rurais e florestais, entidades

ambientalistas, secretários municipais de agricultura e meio ambiente, estudantes,

profissionais liberais e todos os outros agentes de desenvolvimento e meio ambiente

que atuam na área florestal e ambiental.

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NOTAS

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Mercado de carbono em alta

Preservar o meio ambiente tem se tornado um grande negócio

mundial, e o produtor brasileiro é referência neste quesito. Prova disto,

é o percentual do que é emitido de CO2 (gás carbônico) pelo país,

em referência ao restante do mundo – segundo dados da Climate

Watch, o Brasil é responsável por 2,9% da emissão de CO2 do planeta.

Diante disto, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) recebeu

recentemente o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, para

debater o Decreto 11.075/22, que regulamenta o mercado de crédito

de carbono. Segundo o ministro, o decreto mostra o Brasil na direção

correta. “Seremos um grande exportador de crédito de carbono,

temos que inovar e crescer em direção ao verde”, sugere Joaquim. O

ministro cita ser necessário criar planos setoriais ajustados à realidade

de cada território e de cada setor “para chegarmos à neutralidade

climática até 2050”, completou. Para o presidente da FPA, deputado

Sérgio Souza (MDB-PR), o grande desafio do Brasil é mitigar a onda

negativa, da narrativa do continente Europeu, de que não produzimos

ativos ambientais. “Esse é um grande mercado, tem espaço para

isso e o Brasil tem estoque para suportar esse mercado e nós queremos

que isso chegue para o produtor rural”, afirmou Sérgio.

Financiamento de bioeconomia

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social) lançou um edital

para apoiar projetos e programas nas áreas

de bioeconomia florestal, economia circular e

desenvolvimento urbano. Segundo a instituição,

trata-se de chamada pública para uma solução

financeira híbrida, conhecida internacionalmente

como blended finance. Segundo informações da

Agência Brasil, o banco espera gerar um impacto

de pelo menos R$ 400 milhões. O blended finance

envolve o uso estratégico de recursos filantrópicos

para mobilizar novos fluxos de capital privado.

Segundo o BNDES, por buscar um equilíbrio entre

risco e retornos dos investimentos, este é um

caminho que pode ajudar a destinar recursos

para viabilizar a Agenda 2030, um plano de ação

global formulado pela ONU (Organização das

Nações Unidas) que reúne objetivos e metas de desenvolvimento sustentável. O diretor de crédito produtivo e socioambiental da

instituição, Bruno Aranha, diz que o desafio ambiental precisa ser enfrentado a partir de parcerias que envolvam Poder Público,

empresas, investidores, terceiro setor e academia. Segundo ele, esse é o primeiro edital de blended finance do BNDES, mas outros

já estão nos planos. Nesta primeira experiência, serão escolhidas até 12 propostas, sendo até quatro de cada uma das áreas temáticas:

bioeconomia florestal, desenvolvimento urbano, economia circular. Os projetos podem combinar instrumentos diversos de

financiamento. As inscrições estão abertas até o dia 8 de julho.

Foto: divulgação

22 www.referenciaflorestal.com.br


TECNOLOGIA,

PERFORMANCE, RESITÊNCIA

E PRODUTIVIDADE

Nem as madeiras mais

duras do Brasil resistem

as facas para picadores

ENERGY.





SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


COLUNA

Alinhando Planejamento

Terceira reunião de diretoria traz pauta de melhorias

para o segmento florestal de Mato Grosso

Foto: divulgação

Nosso intuito é

o de propor um

Plano de Ação

com sugestões de

medidas sólidas

para agregar

melhorias à

gestão florestal do

estado

https://cipem.org.br

O

CIPEM realizou em sua sede e da FIEMT (Federação das

Indústrias do Estado de Mato Grosso), em 27 de abril, a

Terceira Reunião de Diretoria de 2022. Organizada de forma

mensal, a agenda tem por finalidade promover a discussão

em torno dos principais assuntos que permeiam o setor de

base florestal do Estado de Mato Grosso.

Dentre as pautas discutidas, destacam-se: o desenvolvimento do Estudo

de Manejo Florestal Sustentável do Ipê, a elaboração do Plano de Ação destinado

ao gabinete de Estado, os encaminhamentos de agendas com a SEMA-

-MT (Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso), dentre outros.

A priori, Rafael Mason, presidente do CIPEM explanou o progresso do

Estudo Científico do Ipê, o qual é conduzido pela renomada Instituição de

Pesquisa Embrapa Florestas Colombo desde 2019 e tem por objetivo fornecer

informações atualizadas dos estoques florestais.

“O levantamento de dados, uma das etapas mais complexas do estudo,

foi finalizada. Este é, sem dúvidas, um momento decisivo, pois em breve todos

poderão testemunhar mais um espectro do desempenho destacável do

setor florestal no que tange a manutenção da floresta em pé, por meio do

manejo florestal”, disse Rafael.

Além disso, visando a contínua busca pelo fortalecimento do segmento,

Mason fomentou um produtivo debate com relação a determinados tópicos

que perpassam cotidianamente as atividades de base florestal. “Nosso intuito

é o de propor um Plano de Ação com sugestões de medidas sólidas para agregar

melhorias à gestão florestal do Estado”, explicou o dirigente.

Nesse sentido, a exemplo do item o qual se encontra transcrito abaixo, os

presidentes e representantes do CIPEM e dos sindicatos associados propuseram

diversas medidas, que atuam sob diferentes focos, de modo a atender as

necessidades do setor florestal em médio e longo prazos.

A realização de manutenção preventiva periodicamente e corretiva nas

estradas não pavimentadas para assegurar o escoamento dos produtos florestais,

principalmente nas rodovias MT-198; MT-206; MT-208, MT-313, MT-

160 (trecho de São José do Rio Claro até divisa de Juara), MT-174 e MT-183.

Com relação aos encaminhamentos de agenda com a SEMA (MT) para

tratar da implantação do Sisflora 2.0, Valdinei Bento dos Santos, diretor-executivo

do CIPEM informou que o grupo de trabalho constituído pelo IBAMA

e SEMA (MT) está sanando questões relacionadas com a fase de testes, a fim

de eliminar eventuais erros na operacionalização do novo Sistema.

Ao final da agenda, foi dedicado espaço para as principais reivindicações

dos Sindicatos e para a prestação de contas.

24 www.referenciaflorestal.com.br


FRASES

Foto: Caciano Paludo/ChapecóOnline

Santa Catarina é o maior produtor e

exportador de madeira serrada do

Brasil e o quinto maior Estado com

base florestal plantada. Em 2020,

os produtos florestais responderam

por 18,7% do total de exportações

do Estado, com US$ 1,52 bilhão de

faturamento”

Nelson Krombauer, vereador de Chapecó, sobre

moção estadual para incentivo à silvicultura em

Santa Catarina

“Monetizar o

reflorestamento é

uma das melhores

formas de diminuir

os impactos do

aquecimento global”

Edward Rumsey , diretor da

Permian Global , durante o

Congresso Mercado Global de

Carbono – Descarbonização &

Investimentos Verdes

“O eucalipto vem sendo melhorado

há mais de 100 anos, para crescer

rapidamente, mesmo em solo de baixa

fertilidade. Então, se tem uma área que

precisa regenerar, e ela está degradada,

o plantio de eucalipto, avaliando as

condições locais, pode ser efetivo para

surgimento de sub-bosques”

Carlos Cesar Ronquim, pesquisador da Embrapa Territorial, sobre a

possibilidade de uso do eucalipto para restauração de áreas devastadas

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ENTREVISTA

Trabalho e

CRESCIMENTO

Work and growth

Foto: divulgação

ENTREVISTA

O

Estado do Mato Grosso do Sul tem na indústria

de base florestal um dos pilares da sua economia.

Hoje já é o maior exportador de celulose

do país e busca ampliar a atuação do setor

expandindo a produção madeireira para outros fins. Junior Ramires,

presidente da REFLORE (Associação Sul-Mato-Grossense

de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas) comenta

sobre os planos para o futuro da produção de madeira no

Estado, necessidades para alcançar o crescimento e importância

da associação.

I

n the forest-based industry, the State of Mato Grosso

Sul has one of the pillars of its economy. Today, it is

already the largest exporter of pulp in Brazil and seeks

to expand the Sector’s activity by expanding timber

production for other purposes. Luiz Calvo Ramires Jr., President

of the Mato Grosso do Sul Association of Planted Forest

Producers and Consumers (Reflore/MS), comments on the plans

for the future of timber production in the State, the needs to

achieve growth, and the importance of the Association.

Check out below.

Luiz Calvo

Ramires Jr.

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Sócio Diretor das Empresas Ramires e CEO da Ramires Reflortec

S/A, presidente da REFLORE/MS (Associação Sul-Mato-Grossense

de Produtores e Consumidores de Florestas

Plantadas), foi coordenador da Câmara Setorial de Florestas

Plantadas no Mato Grosso do Sul e vice-presidente da IBÁ

(Indústria Brasileira de Árvores), atualmente é presidente

da Câmara Setorial de Florestas Plantadas no MAPA (Ministério

da Agricultura, Planejamento e Abastecimento)

Managing Partner of Empresas Ramires and CEO of Ramires

Reflortec S/A, President of the Mato Grosso do Sul Association

of Planted Forest Producers and Consumers (Reflore/

MS). He was the Coordinator of the Sector Chamber for

Planted Forests in Mato Grosso do Sul, and Vice-president

of Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ). Currently, he is

President of the Sector Chamber for Planted Forests in the

Ministry of Agriculture, Planning, and Supply (Mapa)

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ENTREVISTA

>> Como foi fundada a associação e como foi sua chegada

á presidência da REFLORE (MS)?

Sou um dos fundadores da REFLORE (MS). Em 2006 um

grupo de empresários do setor percebeu que o Estado

do Mato Grosso do Sul tinha um grande potencial de

crescimento e precisávamos mostrar para o Brasil e

para o mundo esse potencial. No início éramos em torno

de dez associados e essa organização dos produtores

foi feita com o intuito de fomentar o setor no Estado.

Nosso objetivo era mostrar tudo que nós já enxergávamos

para o Mato Grosso do Sul e atrair atenção do

setor público e da sociedade para o desenvolvimento

florestal como um todo.

>> Quais as principais frentes de atuação da REFLORE?

O PROFLORESTA (Plano Estadual de Desenvolvimento

Sustentável de Florestas do Estado de Mato Grosso do

Sul), lançado durante a Show Florestal é um grande

exemplo da nossa atuação. A REFLORE já tinha um plano

para o Estado lançado há anos e que foi, junto com

nosso corpo técnico, atualizado e repaginado para se

tornar o PROFLORESTA. Nossa atuação é para que as

políticas públicas sejam trabalhadas para o desenvolvimento

florestal. E fazemos isso baseado na simplicidade

com que fazemos as coisas em nosso Estado e nos

esforçamos para simplificar o setor florestal também. E

nosso trabalho é facilitado pelo poder público estadual

que entende a importância do setor e está sempre

atento às nossas demandas.

>> Quais as vantagens para as empresas associadas?

A principal vantagem é poder participar diretamente

do desenvolvimento dos processos que envolvem a

indústria florestal. Nossos associados conversam, discutem,

se ajudam e buscam as melhores soluções para o

crescimento mútuo. Temos grupos temáticos, que trabalham,

por exemplo, o combate a incêndios, fitossanidade

do plantio. A maior vantagem é poder se ajudar e

encontrar soluções para problemas que seus colegas já

tiveram e podem, assim, ajudar quem está com alguma

dificuldade.

>> Quais ações para angariar mais associados?

Isso é curioso, pois por mais que o setor seja muito

forte, temos poucos atores atuando nele. O padrão são

os associados convidarem seus parceiros e conhecidos

para a associação, pois é uma comunidade que se ajuda

muito. Acredito que com a expansão do setor teremos

cada vez mais empresas e produtores, fortalecendo o

corpo de associados. Algo que lamento muito foi uma

queda forte no valor da madeira que afastou os produtores

dessa atuação e fez com que alguns mudassem o

tipo de plantio em suas áreas.

How was the Association founded, and how did you

become Reflore/MS president?

First of all, I would like to thank REFERENCIA Florestal

for the invitation to be interviewed. I am one of the

founders of Reflore/MS. In 2006, a group of entrepreneurs

in the Sector realized that the State of Mato

Grosso do Sul had excellent growth potential. So, we

needed to show this potential to Brazil and the world. In

the beginning, we were around ten members, and the

goal of this organization of the producers was made to

promote the Sector in the State. Our goal was to show

everything we saw for the State and attract the public

sector and Society’s attention to the forest development

of the State.

What are Reflore/MS’s main fronts of operation?

The State Plan for sustainable forest development of

the State of Mato Grosso do Sul (Profloresta) launched

during the Show Florestal is an excellent example of our

activities. Reflore/MS had a plan for the State launched

years ago, and that was updated and redesigned,

together with our technical staff, to become Profloresta.

Our actions aim to create public policies that lead to

forest development. And this is based on the simplicity

with which we do things in our State, striving to simplify

the Forestry Sector as well. And our work is facilitated

by a state government that understands the importance

of the Sector and is always attentive to its demands.

What are the advantages for member companies?

The main advantage is to participate directly in the

development of processes involving the Forestry Sector.

Our members talk among themselves, discuss, help

each other, and try to find the best solutions for everyone’s

growth. We have thematic groups, which work

on such things as firefighting and planted forest health,

for example. The most significant advantage is being

able to help yourself and find solutions to problems that

their colleagues have already had and can help those in

difficulty.

What actions are being taken to increase the number

of members?

This is curious because few actors are acting in it even

though the Sector is robust. The pattern is for members

to invite their partners and acquaintances to the Association

because, as stated before, it is a community that

helps itself a lot. I believe that with the expansion of

the Sector we will have more and more companies and

producers, strengthening the body of members. I am

very sorry that a sharp fall in timber value drove many

producers away from this activity and caused some to

change the type of culture in their areas.

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ENTREVISTA

>> Qual a importância do setor de florestas plantadas

para o Estado?

Durante o lançamento do PROFLORESTA pôde ser vista

essa importância. A celulose já é o produto mais exportado

pelo Estado e logo seremos os maiores do Brasil nesse

quesito. As florestas plantadas mexem diretamente com

o PIB (Produto Interno Bruto) estadual e influenciam

diretamente o PIB nacional. Acho que o melhor exemplo

disso é o investimento da Suzano, em Ribas do Rio Pardo

(MS), que chegou a R$ 19 bilhões para a nova fábrica. O

setor de base florestal é uma das atividades mais pujantes

dentro do Estado.

>> A associação trabalha com eventos e treinamentos?

A REFLORE (MS) apoia muitos eventos e treinamentos.

Fizemos isso com a Show Florestal, com o congresso que

aconteceu antes da feira. Nos colocamos sempre apoiando

esses eventos e valorizando o investimento no florestal

do Estado. Acreditamos na importância de se debater

e discutir temas florestais constantemente e por isso

ajudamos a promover esses eventos. A melhor forma de

valorizar nosso trabalho é divulgar o que fazemos para

toda a sociedade.

>> Qual a importância do PROFLORESTA?

A REFLORE tem uma Câmara Setorial de Floresta que

auxiliou no desenvolvimento deste plano junto ao governo

do Estado. O PROFLORESTA é importante, pois

apresenta um rumo para o setor para os próximos anos,

direcionando as forças do setores privado e público para

o mesmo objetivo de desenvolvimento. Esse alinhamento

entre Estado, empresários e sociedade facilita todo

o trabalho que já começou a ser feito por aqui. Já havia

um plano semelhante que foi lançado em 2008 e vimos

a necessidade de uma atualização. Analisamos o que

tínhamos e melhoramos conforme as novas necessidades.

O PROFLORESTA veio para manter o que já fazíamos

corretamente e também para buscar a diversificação do

produto florestal, apresentando cada vez mais usos para

a madeira produzida localmente. Queremos que a madeira

tenha mais utilidades e seja utilizada para mais de

um tipo de indústria.

>> Qual o carro-chefe da produção madeireira do Estado?

A celulose é a maior consumidora da nossa madeira, utilizando

cerca de 95% do que produzimos. É para corrigir

esse déficit que o plano entra. As outras culturas não

conseguiram manter o ritmo de crescimento da celulose,

até mesmo porque a celulose cresceu muito mais do que

imaginávamos. Os demais usos, como madeira serrada e

carvão, por exemplo, sofreram com diversos fatores que

atrasaram o desenvolvimento e nosso objetivo é fazer

com que todas tenham o mesmo caminho da celulose.

What is the importance of the Planted Forest Sector

for the State?

By the launch of Profloresta, this importance can be

seen. Pulp is already the most exported product by the

State, and soon, we will be the largest in Brazil in this

area. Planted forests directly affect State GDP and directly

influence the domestic GDP. The best example of

this is Suzano’s investment in Ribas do Rio Pardo, which

was R$ 19 billion for a new plant. The Forest-based Sector

is one of the most thriving activities within the State

of Mato Grosso do Sul.

Does the Association work with events and training

sessions?

Refore/MS supports many events and training sessions.

We did this with the Show Florestal, with the Congress

that took place before the fair. We always support these

events valuing investment in the State’s forests. We

believe in the importance of constantly discussing and

debating forest issues and, therefore, we help promote

these events. The best way to value our work is to disseminate

what we do to Society as a whole.

What is the importance of Profloresta?

Reflore/MS has a Forest Sector Chamber that assisted

in developing this plan with the State Government.

Profloresta is crucial because it presents a direction for

the Sector over the coming years, directing the private

and public sector forces to the same development

objective. This alignment between State, entrepreneurs,

and Society facilitated all the work already carried out

in the State. A similar plan was released in 2008, but we

saw the need for an update. We analyzed what we had

and improved the plan according to new requirements.

Profloresta is about maintaining what we already had

done correctly, seeking to diversify the forest product

production, and presenting more uses for the timber

produced here. We want the timber to have more utility

and be used in more than one type of industry.

What are the flagship timber products in the State?

Pulp producers are the largest consumer of our timber,

using about 95% of our production. Correcting this

deficit of uses is in our plans. The other crops could

not maintain the pace of growth of pulp use because

the pulp production grew much more rapidly than we

imagined. For example, the other uses, such as lumber

and charcoal, suffered from several factors that delayed

development, and our goal is for their production to

grow as did pulp production.

What is the importance of the State Government’s role

in the Forestry Sector

The Government is passive and is constantly reacting to

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ENTREVISTA

>> Qual a importância do Estado para o setor florestal?

O Poder Público é passivo e está sempre reagindo a estímulos

do setor, o que é bom, mas não deixa de trazer

incômodos. Um exemplo claro disso, que pode acarretar

em um atraso do desenvolvimento do setor, está relacionado

à logística. Precisamos de soluções rápidas em

relação a logística, nesse caso, é para os próximos anos.

Precisamos de ferrovias e rodovias melhoradas para

garantir o escoamento da produção. E aí não é só governo

estadual, pois temos muitas rodovias que cortam o

Estado e estão com condições abaixo do esperado. Posso

dizer que hoje nosso maior desafio é a logística, pois

capacidade de produção temos e não podemos ter na

logística um freio para nosso crescimento.

>> Qual a importância da mudança de legislação para

silvicultura não ser considerada mais uma atividade potencialmente

poluidora?

Sempre entendemos a silvicultura estar enquadrada

nessa lei como um absurdo. É uma atividade que planta

árvores, recupera o solo, tira carbono do ar e todas as

outras vantagens ambientais envolvidas no plantio de

uma árvore. Porém, obviamente, isso precisa ser mudado

por lei, com a aprovação do PL 214 pelo senado e agora

vai para o congresso. Se ela for aprovada é um reconhecimento

mais do que justo e até mesmo, a reparação

de um erro. Aqui no Estado o governo estadual já tinha

entendido isso e o setor público facilita o licenciamento

ambiental quando era destinado para a silvicultura. E

mesmo com essa facilidade, indo contra o entendimento

atual, não temos problemas ambientais.

>> Qual será o legado de sua gestão?

Estou começando meu segundo mandato, depois de

alguns anos fora da função. O maior legado é o crescimento

do setor no Estado e poder contribuir com o que

está sendo feito com o setor aqui. Fico feliz de ver nossas

ideias e sonhos se tornarem planos e metas que já foram

atingidas e ou serão buscadas no futuro. Ver o setor de

base florestal e crescendo continuamente é o maior legado

que posso deixar.

the stimuli from the Sector, which is good, but, at times,

it does not cease to lead to discomfort. A clear example

of this, which may lead to a delay in the Sector’s development,

is related to logistics. We need quick solutions

concerning logistics and fast. In this case, it is thinking

of the years to come. We need improved railroads and

highways to ensure production shipment flow. And then

it’s not just the State Government, because we have

many Federal roads that cut the State, which are in

precarious condition. I can say that today our biggest

challenge is logistics because production capacity we

have, and we cannot have logistics as a brake to our

growth.

What is the importance of changing legislation

regarding forestry not being considered a potentially

polluting activity?

We always understand forestry to be framed in this law

as absurd. It is an activity that plants trees, recovers

the soil, takes carbon from the air, and has all the other

environmental advantages involved in planting a tree.

However, this needs to be changed by law, with the

approval of PL 214 by the Senate and now before Congress.

If it is approved, it is further recognition which

is more than fair. It is even the reparation of an error.

Here in the State, the Government already understood

this and the public sector facilitates environmental

licensing when it was intended for forestry. And even

with this easing, which goes against the current understanding,

we have no environmental problems.

What will be the legacy of your management?

I’m starting my second term after a few years out of

office. The greatest legacy is what we see in the State

and what we contribute to what is being done within

the Sector here. I am happy to see our ideas and

dreams become plans and goals that have already been

achieved and will be sought in the future. Seeing the

Forest-based Sector growing continuously is the greatest

legacy I can leave.

Ver o setor de base florestal

crescendo continuamente é o

maior legado que posso deixar

34 www.referenciaflorestal.com.br


COLUNA

Colheita florestal:

O que diz a

legislação

Gabriel Dalla Costa Berger

Eng. Florestal e Seg. do Trabalho

Ms. em Manejo Florestal

gabrielberger.com.br

gabriel@gabrielberger.com.br

Foto: divulgação

Por si só a colheita causa uma série de impactos sobre o meio

ambiente, cabendo à equipe de gestão minimizar esses danos

A

s empresas rurais e florestais, para realizar

as suas atividades de campo, precisam

atender várias condicionantes e regras,

entre elas aquelas aplicadas ao próprio

empreendimento e ao seu funcionário, podendo

ser próprio ou terceiro. O não atendimento pode

trazer uma série de prejuízos e transtorno aos envolvidos.

Aqui vou me deter nos requisitos que tem relação

direta com as empresas e aos seus parceiros na colheita

florestal, seja aquela realizada de maneira semimecanizada

ou mecanizada.

Quando falamos em manejo florestal, também tratamos

da execução da atividade de colheita florestal, que

pode ser de espécies nativas ou exóticas.

Por mais bem planejada, programada e executada

que seja, a etapa da colheita é o momento mais crítico,

tanto pelo lado ambiental, quanto pela segurança dos envolvidos.

Por si só a colheita causa uma série de impactos

sobre o meio ambiente, cabendo à equipe de gestão formada

por engenheiros, técnicos, operadores e auxiliares a

mitigarem e minimizarem esses danos.

Nesse sentido é importante termos conhecimento

sobre algumas das legislações que se aplicam para a supressão

e corte de árvores, e acerca do uso das máquinas

e equipamentos utilizados.

A Lei Federal nº 12.651 de 2012 que instituiu o novo

Código Florestal trata sobre a preservação da vegetação

nativa. Todas as demais leis, sejam estaduais ou municipais

tem como ela a sua base de construção e aplicação.

Essa lei trata por exemplo de importantes temas e definições

como por exemplo áreas de preservação permanente.

Essas áreas são protegidas por lei e o seu uso e exploração

tem que ser autorizada pelos órgãos ambientais.

A Tabela 1 exemplifica as principais delimitações das

áreas de preservação permanente. Nesses locais, conforme

a lei, existe restrição quanto ao uso dessas áreas para

plantios comerciais.

A lei trata ainda de outras áreas a serem protegidas,

como nascentes, entorno de lagos e lagoas naturais, encostas,

restingas, manguezais, bordas de tabuleiros, topos

de morros, veredas e áreas de altitude superior a 1.800m

(metros).

Nesse sentido é muito importante que a empresa

ou o empreendedor tenha em mãos as licenças ou as

autorizações florestais para que se possa realizar as intervenções

nas vegetações, principalmente nas espécies

nativas. O Brasil é um país continental, possui uma grande

heterogeneidade de espécies espalhadas pelos diversos

biomas brasileiros.

Para realizar a colheita das árvores, além dos operadores

estarem capacitados e autorizados para a execução,

quando tratamos da colheita semimecanizada utilizamos

a motosserra. Essa máquina também tem que atender a

lei.

A portaria do IBAMA nº 149 de 1992, determina que

toda a motosserra movida a combustão e que tenha sabre

e corrente tem que estar registrada junto ao IBAMA.

É importante colocar aqui que essa obrigatoriedade

do registro, além do controle unitário de máquinas por

parte do órgão ambiental, também se dá devido a motosserra

quando utilizada causa um dano ao meio ambiente

através do corte e supressão de árvores.

A obtenção da LPU (Licença de porte e uso) da motosserra

ocorre na internet no site do IBAMA (https://www.

gov.br/ibama). Por primeiro o proprietário da máquina

realiza um cadastro pessoal dele, que pode ser por meio

de pessoa física ou pessoa jurídica. Após é feito preenchimento

de um segundo cadastro com as informações da

motosserra que são marca, modelo, número de série e

número da nota fiscal. Realizado o preenchimento dessas

informações, é gerada uma guia para pagamento. Somente

após o pagamento é obtido a LPU.

É muito importante que as empresas e os trabalhadores

tenham conhecimento das leis para poderem executar

as suas atividades sem percalço, atendendo as condicionantes

que são impostas em cada projeto. Assim indiretamente

será assegurado um trabalho produtivo, com foco

e seguro.

36 www.referenciaflorestal.com.br


PRINCIPAL

50 ANOS

uma história de proteção

Fotos: divulgação

UNIBRÁS AGRO QUÍMICA, fabricante das iscas

formicidas ATTA MEX-S celebra 50 anos de

história com muito trabalho, dedicação,

seriedade e amor no que faz, produzindo e

fornecendo produtos com a mais alta qualidade

38 www.referenciaflorestal.com.br


50 years,

a story of protection

UNIBRÁS AGRO QUÍMICA, the maker of Atta MEX-S ant

bait, celebrates 50 years of operation with hard work,

dedication, seriousness, and love in what it does,

producing and supplying products with the highest quality

P

roteger os plantios é essencial para garantir os

melhores resultados de produtividade e qualidade

na colheita. A história da humanidade nos ensinou

que os defensivos sempre estiveram presentes no

controle de pragas para proteção das plantações,

garantindo, assim, a produtividade e o abastecimento para a sobrevivência

do homem. As formigas cortadeiras são consideradas

as pragas mais nocivas para a agricultura brasileira e para países

tropicais, pois elas atacam qualquer tipo de cultura, desde café,

laranja, soja, florestas plantadas, entre outros.

Controlar formiga exige conhecimento, técnica e produto de

qualidade e a UNIBRÁS há 50 anos trabalha ao lado do agricultor,

compartilhando seus conhecimentos e fornecendo seu produto

Isca Formicida ATTA MEX-S com a mais alta qualidade. Há 50

anos a UNIBRÁS tem como missão fornecer o que há de melhor

e mais inovador em iscas formicidas para o controle de formigas

cortadeiras e está presente nas maiores reflorestadoras do Brasil.

Toda empresa para alcançar sucesso deve ter metas e objetivos

e neste caminho com tantos desafios, está sempre ao lado do

cliente, pois o sucesso do cliente é o sucesso da UNIBRÁS.

P

rotecting plantations is essential to ensure the

harvest’s best productivity and quality results.

The history of humanity has taught us that insecticides

have always been present in pest control

for the protection of plantations, thus ensuring

productivity and supply for man’s survival. Leaf-cutting ants

are considered the most harmful pests for Brazilian agriculture

and other tropical countries. They attack any crop, from coffee,

orange, and soybeans, to planted forests. Controlling ants requires

knowledge, technique, and quality products. For 50 years,

UNIBRÁS has worked alongside the farmer, sharing its expertise

and supplying its high-quality product Atta MEX-S ant bait. For

50 years, UNIBRÁS has provided the best and most innovative

baits to control leaf-cutting ants and is present in Brazil’s most

extensive planted forests. To be successful, every company must

have goals and objectives. On this path with so many challenges,

the Company is always on the customer’s side because our

customer’s success is our success.

The Company was founded on June 27, 1972, in Ribeirão

Preto-SP, the capital of Brazilian agribusiness. Since the begin-

Junho 2022

39


PRINCIPAL

Foi fundada no dia 27 de junho de 1972, na cidade de Ribeirão

Preto (SP), conhecida por muitos como a capital do agronegócio

brasileiro. Desde o início das atividades dedicou seu negócio na

fabricação de isca formicida granulada para controle de formigas

cortadeiras. Naquela época, o produto era formulado com o

princípio ativo Heptacloro, indicado para controle de formigas

cortadeiras. O espírito inovador está presente desde os primeiros

anos da empresa e na busca de produtos mais eficientes, lançou

seu novo produto, a isca formicida a base do princípio ativo Dodecacloro,

devidamente registrado nos órgãos federais e estaduais

competentes. Com detenção desta nova tecnologia, a UNIBRÁS

sintetiza em sua planta própria este novo princípio ativo.

Dez anos após a fundação, com visão no futuro e aumento

de demandas, principalmente no segmento florestal, a UNI-

BRÁS inovou mais uma vez e investiu em novos equipamentos

e tecnologia para expandir seus horizontes. Foram adquiridas e

instaladas novas máquinas embaladoras automáticas e uma nova

peletizadora que possibilitou a empresa triplicar sua capacidade

de produção, preparando-se para atender o crescimento da

demanda e, consequentemente, um expressivo volume de iscas

formicidas produzidos. O movimento veio de encontro a demanda

sempre maior do mercado, que havia identificado no produto da

UNIBRÁS, a Isca Formicida ATTA MEX-S, as características ideiais

para o combate das formigas cortadeiras.

Ainda na década de 1980, a expansão foi para além das máquinas

e a empresa adquiriu o terreno vizinho à sua sede, ampliando

sua área para aproximadamente 30 mil m² (metros quadrados).

Essa nova área recebeu os investimentos necessários para que a

capacidade produtiva da UNIBRÁS fosse cada vez maior.

A década de 1990 abriu mais portas para a empresa, que passou

a exportar para países da América Latina e América Central.

A construção de parcerias com grandes reflorestadoras aliadas à

ning of its activities, the Company has dedicated its business to

manufacturing granular ant bait to control leaf-cutting ants. At

that time, the product was formulated with Heptachlor as the

principal active ingredient for controlling leaf-cutting ants, considered

one of the main pests that hinder the growth of any crop.

The innovative spirit has been present since the first years of the

Company. In the search for more efficient products, it launched

its new product, the ant bait based on the active ingredient,

Dodecachlor, duly registered in the competent federal and state

agencies. With this new technology, UNIBRÁS began to synthesize

this new active ingredient in its plant.

Ten years after its foundation, with a vision of the future

and increased demands, especially in the forestry segment,

UNIBRÁS once again innovated and invested in new equipment

and technology to expand its horizons. As a result, new automatic

packaging machines and pelletizer were acquired and installed,

leading to the Company tripling its production capacity to meet

the growth in demand. Consequently, an expressive volume of

formed baits began to be produced. As a result, the Company was

able to meet the ever-increasing market demand for the UNIBRÁS

product with the characteristics ideal for combating leaf-cutting

ants - the Atta MEX-S ant bait.

Also, in the 1980s, the expansion went beyond acquiring new

machines. And the Company acquired the land next to its plant,

expanding its area to approximately 30 thousand m². This new

area received the necessary investments to increase UNIBRÁS’

production capacity. The 1990s opened more doors for the

Company, which began exporting to countries in Latin America

and Central America. In addition, the construction of commercial

partnerships with large reforesting companies allied to its high

quality consolidated its Atta MEX-S brand in the market, which

was the key to this new project and new challenges.

40 www.referenciaflorestal.com.br


A construção de parcerias com

grandes reflorestadoras aliadas à sua

alta qualidade, consolidou sua marca

ATTA MEX-S no mercado, o qual foi a

chave para essa nova empreitada e

novos desafios

sua alta qualidade, consolidou sua marca ATTA MEX-S no mercado,

o qual foi a chave para essa nova empreitada e novos desafios.

NOVO MOMENTO

Em meio a tantas conquistas surgiu o primeiro grande desafio

para a UNIBRÁS. Aliás, desafios trazem crescimentos, e

novas oportunidades. Em 1993 os produtos clorados, como o

princípio ativo utilizado pela empresa, foram proibidos no Brasil.

Esse desafio veio como uma oportunidade para que a UNIBRÁS

apresentasse seu viés inovador em mais uma oportunidade. A

solução para esta situação foi a busca por novas tecnologias em

países da Europa, América do Norte e Ásia para introduzir o novo

princípio ativo Sulfluramida, com a proibição do Dodecacloro. A

UNIBRÁS com sua determinação foi pioneira e trouxe para o Brasil

a tecnologia para produzir em sua planta no Brasil, a Sulfluramida.

Em 1996, a empresa conseguiu junto ao MAPA (Ministério da

Agricultura, Pecuária e Abastecimento) o registro de seus novos

produtos: Sulfluramida Técnica e a Isca Formicida granulada ATTA

MEX-S a base de Sulfluramida 3,0g/Kg, marca líder no mercado

florestal até os dias de hoje.

Na década de 2000, já com grande reconhecimento do mercado,

o caminho escolhido pela UNIBRÁS foi continuar elevando

ainda mais o padrão e garantia da qualidade de seus produtos.

Nesse período foi implantado o Programa de Qualidade Total, que

serviu de base para o Programa de Melhoria de Qualidade. Com a

finalidade de se manter no limite mais alto de excelência, um novo

grande investimento foi feito para a ampliação do laboratório de

análise com equipamentos de cromatografia de última geração,

com sistema analítico próprio desenvolvido juntamente com os

maiores experts de grandes universidades, o qual teve seus métodos

e resultados publicados e reconhecidos internacionalmente na

Revista Científica: Journal Separation Science; validando, assim, a

excelência da qualidade de seus produtos, elevando ao mais alto

nível de confiabilidade a seus clientes. Garantia da Qualidade para

UNIBRÁS é fundamental. Todas as matérias-primas e materiais

de embalagens utilizados são criteriosamente inspecionados,

certificando os padrões exigidos antes de entrar no processo de

produção. A UNIBRÁS acompanha, controla e documenta todo

processo produtivo, garantindo a qualidade do produto acabado e

todos os lotes produzidos são prontamente rastreáveis em todos

os estágios de fabricação, controle e entrega.

NEW MOMENT

Amid so many achievements, the first major challenge for

UNIBRÁS emerged. In fact, this challenge led to growth and

new opportunities. In 1993, chlorinated products, such as the

active ingredient used by the Company, were banned in Brazil.

The challenge came as an opportunity for UNIBRÁS to use its

innovative bias in another opportunity. With the prohibition of

Dodecacloro, the solution to this situation was searching for new

technologies in countries in Europe, North America, and Asia introducing

the new active ingredient Sulfluramid. UNIBRÁS, with

its determination, was a pioneer and brought the technology to

produce Sulfluramid at its plant in Brazil. In 1996, the Company

obtained Ministry of Agriculture, Livestock, and Supply (Mapa)

registration of its new products: Sulfluramida Técnica and Atta

MEX-S granulated ant bait based on Sulfluramid 3.0g/kg, a leading

brand in the forestry market to this day.

In the early 2000s, already greatly recognized in the market,

UNIBRÁS chose the path to continue to raise the standard and

quality assurance of its products. During this period, the Total

Quality Program was implemented, which served as the basis

for the Quality Improvement Program. To maintain the highest

level of excellence, the Company made a new major investment

for the expansion of its analysis laboratory with state-of-the-art

chromatography equipment, with its own analytical system developed

together with leading experts from major universities,

which had its methods and results published and recognized

internationally in the scientific journal, Separation Science, thus

validating the excellence of the quality of its products, providing

the highest level of reliability to its customers. Quality Assurance

for UNIBRÁS is essential. All raw materials and packaging

materials used are carefully inspected, certifying the required

standards before entering the production process. In addition,

UNIBRÁS monitors, controls, and documents the entire production

process, ensuring the quality of the finished product and all

batches produced are readily traceable at all stages of manufacturing,

control, and delivery.

UNIBRÁS has technology and innovation in its DNA, and, with

the new equipment and structure, it was able to develop a new

solution for the control of leaf-cutting ants: a Super Micro Bait,

specific for the species of the genus Acromyrmex (Quenquém).

In 2007, soon after the product’s launch, new investments were

Junho 2022

41


PRINCIPAL

A UNIBRÁS tem a tecnologia e a inovação em seu DNA e com

os novos equipamentos e estrutura pôde desenvolver uma nova

solução para o controle de formigas cortadeiras: a Super Micro

Isca, específica para as espécies do gênero Acromyrmex (Quenquém).

Logo na sequência deste lançamento, em 2007, o novo

investimento foi em um sistema de gestão da informação, que

ofereceu maior controle de todos os processos internos e, por

consequência, trouxeram melhorias no atendimento ao cliente.

TRABALHO CONTÍNUO

A expansão do segmento florestal foi um dos motivos que

impulsionou o crescimento da UNIBRÁS. Com este forte crescimento

das áreas plantadas no segmento florestal, e consequente

necessidade de controle de formigas, houve falta de mão de obra.

Pensando na necessidade do cliente e com objetivo de aperfeiçoar

a aplicação da isca formicida, a UNIBRÁS desenvolveu o ATTA FLEX,

equipamento de aplicação mecanizada para as iscas. A solução

trazida pela empresa teve forte adesão do mercado, pois supria

uma necessidade imediata pela falta de mão de obra e otimizava

o processo de aplicação da isca. O projeto ATTA FLEX foi repassado

gratuitamente para empresa parceira especializada em máquinas,

que também comercializa diretamente o equipamento.

Além das soluções de campo, para garantir uma logística

eficaz, a UNIBRÁS investe em frota própria de caminhões com

motoristas treinados e capacitados para realização de entregas

personalizadas de seu produto ATTA MEX-S.

Para prestar suporte técnico e personalizado ao cliente, a

UNIBRÁS conta com uma equipe de profissionais altamente

qualificados de engenheiros florestais, agrônomos e químicos que

proporcionam aos clientes treinamento de pessoal com técnicas

e práticas para obtenção dos melhores resultados de eficiência e

uso adequado do produto com maior segurança aos envolvidos

e ao meio ambiente.

made in an information management system, which offered

greater control of all internal processes and improved customer

service.

CONTINUOUS WORK

The expansion of the forest segment was one of the reasons

that drove UNIBRÁS growth. With this strong growth of the

planted areas in the forest segment and the consequent need for

ant control, there has always been a lack of a trained workforce.

Thinking about the customer’s requirements and improving the

ant bait application, UNIBRÁS developed the Atta Flex mechanized

application equipment for the baits. The solution provided strong

market support to the Company because it met the immediate

need due to the lack of human resources and optimized the

process of applying the bait. The Atta Flex project was passed

Diante de um quadro

estabelecido e reconhecido

pelo mercado, em seu

Jubileu de Ouro, a empresa

tem um posicionamento que

remete a mais trabalho e

melhoria contínua de seus

processos e produtos

42 www.referenciaflorestal.com.br


Já em 2021, na incessante busca por novas soluções, a empresa

obteve junto ao MAPA o registro de novos produtos formulados

e técnicos, apresentando novas oportunidades de negócios.

50 ANOS

Em 2022 a UNIBRÁS celebra 50 anos de história. Conquistas,

muito trabalho, transparência e respeito ao cliente fizeram a empresa

se consolidar neste meio século de atuação. A isca formicida

ATTA MEX-S está presente nas maiores reflorestados do país.

Diante de um quadro estabelecido e reconhecido pelo

mercado, em seu Jubileu de Ouro, a empresa tem um posicionamento

que remete a mais trabalho e melhoria contínua de seus

processos e produtos. Os investimentos, pesquisas e qualificação

de estrutura e pessoal não param e vislumbram mais 50 anos de

trabalho, excelência e crescimento, garantindo sucesso a todos.

on free to a partner company specializing in machine production

that directly marketed the equipment.

In addition to providing solutions in the field and ensuring

effective logistics, UNIBRÁS invested in its own fleet of trucks with

trained and qualified drivers to perform customized deliveries of

its Atta MEX-S product.

To provide technical and personalized support to the customer,

UNIBRÁS has a team of highly qualified professionals,

consisting of forest engineers, agronomists, and chemists. They

provide customers with worker training in the techniques and

practices to obtain the best efficiency results and the proper

use of the product with greater safety to those involved and the

environment.

In 2021, in the ongoing search for new solutions, the Company

obtained Mapa registration for new formulated and technical

products leading to new business opportunities.

50 YEARS

In 2022, UNIBRÁS celebrates 50 years of operation. Achievements,

hard work, transparency, and respect for the customer

have consolidated the Company as a market leader in this

half-century of history. The Atta MEX-S ant bait is present in the

largest planted forests in the Country.

With a framework established and recognized by the market,

the Company has a position marked by more work and continuous

improvement of its processes and products in its Golden Jubilee.

The investments, research, and qualification of structure and

personnel have never stopped, and another fifty years of work,

excellence, and growth is envisioned, ensuring success for all.

ATTA-MEX-S

A Isca Formicida ATTA-MEX-S é o principal produto da empresa

para o setor florestal, e para o sucesso de sua aplicação, a empresa

indica o levantamento completo de informações sobre a área onde

será aplicado e acompanhamento contínuo após a aplicação. A

coleta de dados como: histórico de controle, quantidade de formigueiros

na área, tamanho dos ninhos e danos causados pelas

desfolhas devem ser avaliados antes da aplicação do produto.

Uma vez coletadas as informações e seguindo aos padrões

de aplicação indicados pela UNIBRÁS, vem o segundo passo

para garantir a efetividade e proteção do plantio, que consiste

em registrar as informações referentes à aplicação: método de

controle, doses aplicadas, profissionais envolvidos no trabalho,

bem como, as informações ambientais. Os formigueiros devem

ser controlados em condições favoráveis ao forrageamento das

iscas. Essas medidas permitem criar estratégias de controle mais

econômicas e eficazes dos formigueiros em florestas plantadas,

além de se obter a rastreabilidade do controle.

A UNIBRÁS dispõe de uma equipe técnica altamente capacitada

e pronta para atender as necessidades de seus clientes antes,

durante e pós-aplicação da Isca Formicida ATTA MEX-S.

ATTA-MEX-S

The Atta-MEX-S ant bait is the Company’s main product for

the Forestry Sector. For the success of its application, the Company

suggests undertaking a complete survey of information about

the area where it will be applied and continuous monitoring

after application. Data collection such as control history, number

of anthills in the area, size of nests, and damage caused by the

leaf-cutters should be evaluated before application of the product.

Once the information is collected and following the application

standards indicated by UNIBRÁS, the second step comes to

ensure the effectiveness and protection of planting, which consists

of recording the information related to the application: control

method, dosages applied, and professionals involved in the work

as well as any environmental information. Anthills should be

controlled under conditions favorable to the foraging of the baits.

These measures allow the development of more economical and

effective control strategies for anthills in planted forests and obtain

traceability of control.

UNIBRÁS has a highly qualified technical team, ready to meet

the needs of its customers before, during, and after the application

of the Atta MEX-S ant bait.

Junho 2022

43


MINUTO FLORESTA

Novidades e

REENCONTROS

Foto: divulgação

Bayer deixa sua marca na

Show Florestal com um

lançamento de produto e

valorização dos clientes

AShow Florestal foi o primeiro grande evento

do setor desde 2019 e a Bayer aproveitou

esse evento para valorizar o contato com

seus clientes, destacar seus serviços e ter

como principal chamariz seus produtos para o

controle das plantas daninhas, como Block®, Esplanade® e,

principalmente, o grande lançamento do evento: o Fordor

Flex, nova versão do Fordor, que já é referência no setor

de florestas plantadas.

A Bayer levou um time altamente qualificado para a

feira. Representantes dos times de marketing, desenvolvimento

de produtos, eventos, vendas, técnicos e tantos

outros que fizeram do stand da Bayer uma experiência

sobre soluções completas para as culturas florestais.

Este herbicida pré-emergente é indicado para o tratamento

preventivo da infestação das plantas daninhas

e de plântulas recém-emergidas, nas culturas do pinus e

eucalipto. Fabricio Sebok, gerente de desenvolvimento da

Bayer, explica quais os principais diferenciais do Fordor Flex

em relação à versão anterior do produto. “Agora temos

a flexibilidade do tratamento tanto em pré quanto em

pós-plantio, além da flexibilidade da faixa de doses para

adequar ao histórico do banco de sementes da área a ser

tratada”, destaca Fabricio. Nas palavras da empresa, é o

mesmo Fordor que os clientes já conhecem, mas com mais

flexibilidade de uso.

Fabricio ainda comenta que o portfólio de herbicidas

oferecido pela Bayer permite a proteção contra as plantas

daninhas, em praticamente todo o ano, oferecendo

soluções completas para os clientes. “Nosso portfólio de

herbicidas e também de inseticidas continua muito forte

e continuamos inovando para cobrir as necessidades do

silvicultor”, complementa Fabricio.

Além dos produtos, a Bayer trouxe para a feira um

serviço que vem ganhando muito espaço entre os silvicultores.

O ForestView, que é um programa de prestação de

serviço com ênfase no combate a plantas daninhas. Ricardo

Cassamassimo, Head de Marketing ES Brasil, explica que o

ForestView apresenta o controle de plantas daninhas de

uma maneira inovadora para os clientes. “É um conceito

inovador que busca resolver as principais dores no controle

de plantas daninhas em florestas plantadas, esse conceito

traz toda nossa expertise para gerar os melhores resultados

na aplicação de nossos produtos, aliado a uma plataforma

digital que permite controle, monitoramento e rápida tomada

de decisão na operação florestal”, garante Ricardo.

Além disso, o Head de Marketing ES Brasil destacou a

importância do contato com os clientes depois de tanto

tempo distante. “Para nós é um prazer muito grande reencontrar

amigos e parceiros, ver negócios acontecendo e

fortalecer as parcerias”, sublinha Ricardo.

Fabricio Sebok exaltou a importância do evento não

apenas para a Bayer, mas para todo o setor florestal, que

estava ansioso para se reencontrar e que a Bayer não poderia

ficar de fora. “Além dos negócios, é importante para

avaliar o mercado, perceber as necessidades dos clientes e

apresentar o setor florestal para a sociedade, que convive

com as florestas, mas que talvez não conheça a complexidade

do setor”, ressalta Fabricio.

44 www.referenciaflorestal.com.br


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LEGISLAÇÃO

AVANÇO LEGAL

46 www.referenciaflorestal.com.br


Aprovada em comissão

do senado, nova lei muda

entendimento sobre a

silvicultura

Fotos: divulgação

Junho 2022

47


LEGISLAÇÃO

AComissão de Meio Ambiente aprovou,

no dia 11 de maio, o Projeto de Lei do

Senado n° 214, de 2015, de autoria

do senador Alvaro Dias, que exclui a

silvicultura da lista de atividades potencialmente

poluidoras. Vale ressaltar que entende-se

por silvicultura o cultivo de florestas para extração de

matérias-primas. Agora, a proposta segue para a análise

do plenário.

Durante a reunião da CMA, o senador Alvaro Dias

reforçou que a atividade é benéfica ao meio ambiente

e gera renda e emprego aos brasileiros. O senador

afirmou que manter a silvicultura no rol de atividades

potencialmente poluidoras atravanca o desenvolvimento

econômico, impede a aceleração da atividade

e obviamente isso significa perder empregos, renda,

receita pública, além do que, a preservação ambiental

é essencial também nesse plantio de florestas. “O projeto

desonera, desburocratiza, facilita o avanço dessa

atividade essencialmente econômica, mas também

preservadora do meio ambiente”, pontuou Alvaro.

Para o presidente da APRE (Associação Paranaense

de Empresas de Base Florestal), Zaid Ahmad

Nasser, essa era uma pauta antiga do setor e um tema

que trazia muita preocupação. Segundo ele, o setor

de florestas plantadas movimenta, anualmente, o comércio

e os serviços locais dos municípios onde estão

instalados os plantios, bem como as indústrias e toda

a cadeia de suprimentos que fazem desta uma das atividades

de grande contribuição para a transformação

social e econômica de diferentes regiões do Estado do

Paraná. O Estado do Paraná, lidera o ranking de área

plantada de pinus, como 39,7% da área total, seguido

por Santa Catarina, que possui 34,5% de um total de

1.562.783 hectares de plantios florestais de pinus no

Brasil. Além disso, as empresas do setor estão atentas

à agenda mundial de sustentabilidade e a cadeia de

florestas cultivadas tem sido uma das agentes fundamentais

quando o assunto é conservação no Brasil.

Zaid explica que no Paraná, somente com as associadas

à APRE , para cada hectare de floresta plantada,

existe mais um hectare de floresta nativa destinada

à conservação. Porém, mesmo importante para

a economia do Estado e do Brasil, o setor enfrenta,

hoje, muitas burocracias para realizar a atividade, assim

como o fato de a silvicultura estar incluída no rol

de atividades potencialmente poluidoras, dificuldades

que acabam travando o crescimento do segmento

como um todo. “A aprovação do projeto de Lei 214

na Comissão de Meio Ambiente é uma vitória, notícia

muito comemorada pelo setor de base florestal paranaense”,

completou Zaid.

RESULTADOS PRÁTICOS

Caso seja aprovada em plenário, a silvicultura

estará isenta da cobrança da Taxa de Controle e Fiscalização

Ambiental, que é aplicada em atividades consideradas

potencialmente poluidoras e que utilizam

recursos naturais. Os recursos obtidos com essa taxa

custeiam as ações de fiscalização do IBAMA (Instituto

Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais

Renováveis).

Em entrevista à Agência Senado, o relator da matéria,

senador Roberto Rocha (PTB-MA), disse que um

dos benefícios da silvicultura é a recuperação de áreas

degradadas, que permite a recomposição da cobertura

vegetal, a contenção da erosão e o aproveitamento

econômico futuro de madeira e entre outros produtos

florestais. “A silvicultura é uma atividade muitas vezes

menos impactante do que a agricultura convencional,

que exige manejo muito mais intensivo, com maquinário

e uso de agrotóxicos”, argumentou Roberto.

48 www.referenciaflorestal.com.br


INFORME

Negócio FECHADO

Multinacional japonesa fecha contrato de fornecimento de

equipamentos e treinamentos para operadores

AKomatsu, líder na fabricação e fornecimento de

equipamentos, tecnologias e serviços para os

mercados de mineração, construção, industrial e

florestal, acaba de fechar um contrato comercial

com a Suzano para o fornecimento de equipamentos

florestais, que trabalharão do plantio à colheita nas

operações florestais da nova fábrica que a Suzano está construindo

no município de Ribas do Rio Pardo (MS).

As primeiras máquinas serão entregues ainda em 2022 para

apoiar na formação de mão de obra e iniciar algumas atividades

que precisam ocorrer antes do início da operação da fábrica,

prevista para o segundo semestre de 2024. Dentre os diferenciais

dos equipamentos florestais da Komatsu na indústria

está a recém-lançada Planter D61, uma inovação do mercado.

Fabricada no Brasil para atender o mercado florestal mundial,

a plantadeira D61 é um equipamento que realiza até cinco

atividades do processo do plantio de árvores com qualidade

e georreferenciadas em uma única vez, efetuando atividades

como abertura de cova, criação da bacia de irrigação, plantio,

georreferenciamento da muda, e irrigação georreferenciada em

quantidade desejada. Carlos Borba, gerente geral de Marketing

e Vendas da Komatsu Forest conta que o maior diferencial da

plantadeira é a velocidade e produtividade do equipamento,

“O preparo de solo e o plantio são etapas super importantes do

processo de formação da floresta, e a Planter D61 é um equipamento

já produzido em série que garante confiabilidade nesta

etapa do plantio”, garante Carlos.

Além da Planter D61, dentre os equipamentos que fazem

parte do escopo de operação na nova unidade da Suzano estão

também os harvesters de esteira PC200F – versão update equipadas

com os cabeçotes 370E, e os forwarders modelo 895,

equipamentos que garantem a qualidade necessária na operação

de colheita para suportar esse grande projeto.

SUPORTE E TREINAMENTO LOCAL

Já com uma filial em Três Lagoas (MS), a Komatsu Forest investirá

em sua segunda unidade no Estado, na cidade de Ribas

do Rio Pardo (MS), para atender de perto à demanda por peças

e oferecer assistência imediata para a nova linha de produção

de celulose da Suzano e os clientes da região. Essa filial contará

com um Centro de Treinamento de Manutenção e Operação

com foco em capacitar técnicos e instrutores. Carlos Borba afirma

que a empresa tem como objetivo aproximar profissionais

da região a máquinas de plantio e colheita florestal da Komatsu,

criando oportunidades de formação e trabalho na região

junto ao projeto. “Entendemos que multiplicar o conhecimento

técnico e operacional é uma forma de garantir que o uso dos

equipamentos ocorra da melhor maneira, explorando o potencial

ao máximo, sem comprometer a longevidade do produto”,

afirma Borba.

Foto: divulgação

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ESPECIAL

QUALIDADE

DO SOLO CERTIFICADA

Pesquisa atualiza dados de estoque

de carbono em plantios florestais e

apresenta dados positivos da área

Fotos: divulgação

52 www.referenciaflorestal.com.br


Junho 2022 53


ESPECIAL

E

studos realizados pela divisão de Florestas da EM-

BRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária),

mostram que a perda de carbono em solos

convertidos para plantios florestais é de apenas

5% e não de 33%, como se acreditava anteriormente.

A atualização desse dado é fruto da evolução da ciência

brasileira, que passou a utilizar o IAC (Índice de Alteração de

Carbono no Solo) com base em informações oriundas de pesquisas

nacionais. Dessa forma, o índice representa com mais

fidelidade as especificidades do País e mostra maior potencial

de mitigação dos GEEs (Gases de Efeito Estufa) pelos plantios

florestais.

O trabalho utilizou como base estudos realizados no Brasil e

publicados entre os anos de 2002 e 2019, em áreas convertidas

para florestas plantadas de eucaliptos, pínus e acácia-negra.

Os dados envolveram informações obtidas em nove Estados:

RS, SC, PR, SP, ES, MG, BA, PA e MS, que abrangem mais de 8,6

milhões de hectares de plantios florestais. Josileia Zanatta, pesquisadora

da EMBRAPA que coordenou o estudo, informou que

no caso desse índice, o valor de cálculo não estava condizente à

realidade dos plantios florestais. “No entanto, à medida que os

estudos avançam, cada país pode ajustar e refinar esses índices

para as realidades de seus cultivos, que foi o que fizemos com

os cultivos florestais analisados”, afirmou Josileia.

O tipo da planta cultivada interfere na cobertura vegetal

e, portanto, pode influenciar os estoques de carbono do solo,

alterando o equilíbrio entre o sequestro e as taxas de perdas de

carbono. Marcos Rachwal, pesquisador da EMBRAPA, explica

que o fato de usar um índice da agricultura acabava por penalizar

os plantios florestais, pois indicava que cerca de 33% do

carbono armazenado no solo era perdido após a retirada de vegetação

nativa, pastagem ou agricultura, seguido de conversão

para plantios florestais. “Comprovamos que, na realidade, esse

índice é de 0,95, ou seja, considera uma perda de apenas 5%, o

que representa uma grande diferença”, descreve Marcos.

Josileia Zanatta, aponta que quando considerada a conversão

de pastagens para plantios de eucaliptos foi observado

um ganho ainda maior, de até 10% nos estoques de carbono

no solo. “Historicamente, as conversões de pastagens para

plantios florestais prevalecem nos biomas brasileiros, desconsiderando

a Amazônia, e isso mostra a participação do setor

de base florestal no enfrentamento às mudanças do clima”,

discorre Josileia.

Outra constatação desses estudos foi a alta performance

do solo como estocador de carbono. O volume armazenado

é equivalente ao carbono acumulado na biomassa florestal e,

por vezes, até maior. Marcos Rachwal comenta que além disso,

os solos dos plantios florestais podem agir como sumidouros

de metano, por meio de microrganismos presentes no solo, as

bactérias metanotróficas, que consomem o metano e contribuem

para a redução da concentração desse gás na atmosfera.

“Todos os solos bem aerados e sem excesso de umidade, sob

florestas plantadas ou nativas, têm essa capacidade”, garante

Marcos.

APRESENTAÇÃO INTERNACIONAL

Os estudos da EMBRAPA Florestas possibilitaram ainda que

a categoria Reflorestamento, no IV Inventário Nacional de Emissões

e Remoções de Gases de Efeito Estufa, parte integrante

da IV Comunicação Nacional do Brasil à Convenção do Clima

54 www.referenciaflorestal.com.br


Todos os solos bem

aerados e sem excesso

de umidade, sob florestas

plantadas ou nativas, têm

essa capacidade

(Quarta Comunicação Nacional – 4CN), submetida e publicada

em dezembro de 2020, apresentasse dados mais condizentes à

realidade brasileira.

A CN (Comunicação Nacional) é realizada a cada quatro

anos, em média, pelo MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e

Inovações) para relatar todos os esforços nacionais no sentido

de implementar a UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas

sobre Mudança do Clima). Esse reporte atualiza informações

sobre emissões e remoções de GEE no Brasil e contribui

significativamente para o aperfeiçoamento das políticas públicas

no âmbito da agenda climática nacional e internacional.

Márcio Rojas, coordenador-geral de Ciência do Clima e sustentabilidade

do MCTI, afirma que essa pesquisa trata de garantir

que os mais diversos tomadores de decisão tenham por

subsídio o melhor conhecimento científico disponível. “Nesse

cenário, o envolvimento da EMBRAPA, em particular no caso da

EMBRAPA Florestas com estudos em estoque de carbono em

plantios florestais, é fundamental para que a iniciativa seja bem

sucedida”, aponta Márcio.

A EVOLUÇÃO DOS ESTUDOS

A EMBRAPA Florestas vem atuando na pesquisa com florestas

e mudanças do clima desde o ano 2000. As florestas apresentam

potencial de mitigação da emissão GEEs, por meio do

sequestro de carbono e da retirada de gases, como metano, da

atmosfera. Elas acumulam carbono na sua biomassa e no solo,

e também em produtos de origem madeireira.

A partir de 2012, com o início do Projeto Saltus, a unidade

iniciou um conjunto de ações para investigar como as florestas

brasileiras contribuem para o enfrentamento das mudanças climáticas.

A primeira fase desse projeto, de 2012 e 2017, elaborou

um diagnóstico integral dos balanços de carbono dos sistemas

florestais (em plantios de eucalipto, pínus e acácia-negra),

avaliando seus compartimentos, e seu potencial de armazenar

carbono ou de remover gases de efeito estufa da atmosfera.

Esse trabalho permitiu que os protocolos de diagnóstico fossem

uniformizados, facilitando a obtenção dos balanços de carbono

em trabalhos futuros, sendo, também, mais uma contribuição

incorporada à 4CN.

Em 2017, teve início uma nova fase do projeto Saltus, com

o objetivo de identificar práticas mitigadoras em florestas plantadas,

sendo mantido o foco nos plantios de eucalipto e pínus.

Nessa etapa, buscou-se ampliar o conhecimento dos compartimentos

de carbono em tipologias florestais da Mata Atlântica,

inclusive em florestas urbanas. Segundo Josileia Zanatta, o

reforço do foco na Mata Atlântica é necessário porque esse

bioma ainda não possui indicadores capazes de estimar o Nível

de Referência, vinculado à política de REDD (Redução de Emissões

por Desmatamento Evitado). “A pesquisa concentrou-se

na Mata Atlântica, um dos biomas que está muito fragmentado

e, principalmente, em pínus e eucalipto, buscando identificar e

qualificar práticas silviculturais que podem ter algum potencial

de mitigar emissões de gases de efeito estufa ou então de aumentar

estoques de carbono”, completa Josileia.

Junho 2022

55


COLUNA

Foto: divulgação

Indignação

Cidadã

Waldemar Vieira Lopes

Consultor florestal e diretor da

LSS-Lopes Serviços e Soluções

Contato: waldemarvieiralopes@terra.com.br

A consciência quanto à indignação cidadã pode ser vista

inicialmente a partir de uma citação de Platão quando

diz: “O castigo dos bons que não fazem política é serem

governados pelos maus”

O

s Verdadeiros Brasileiros têm que estar mais

atentos do que nunca às armadilhas preparadas

pela esquerda extremista e maniqueísta,

ávida por trazer o ex presidiário novamente

à cena do crime e, é chegada a hora de posicionamento,

a hora de decidirmos quem queremos para

governar o futuro de nosso Brasil e o futuro de nossos filhos

e netos.

Vejam o exemplo da França, que agora se revolta com

a eleição de Macron e nada poderá fazer pelos próximos 4

anos. Entretanto mais de 16 milhões de franceses não compareceram

às urnas ou anularam seus votos, deixando claro

de que quando se terceiriza a escolha, perde-se o direito de

reclamar sobre qualquer resultado que seja.

Devemos ter cuidado com discursos de “Deuses do

Olimpo”, cultuadores do Álter Ego e vendo a si próprio como

detentores de toda a sabedoria do mundo, cegos e surdos

ao fato de que o comunismo matou mais gente que todas as

guerras juntas e, grande parte usando para sua batalha diária

nossas entidades de ensino, cargos públicos, meio político e

grande parte da mídia, com finalidade precípua e objetivo

maior de deseducar nossos filhos, incutindo-lhes raízes comunistas

para que se vejam deslocados ao viverem em uma

família de classe média, visando convencê-los de que prosperidade

só ocorre à custa de trabalho escravizante ou meios

espúrios, posto que acumular riquezas, além de politicamente

incorreto é por certo pecaminoso, daí a estratégia de se incrementar

votos nessa faixa etária, contando que encontrarão

nesse universo mentes mais reativas e menos analíticas e,

havendo desatenção de pais que não discutem política em

suas casas, tornam-se um alvo facilmente cooptável para suas

fileiras.

Nesses tempos cinzentos nos tornamos reféns de uma

Ciência Ideológica que jamais poderá ser chamada de ciência,

carregada com bateria emocional e contraditória, necessitando

de políticos e politização para se manter viva e acusatória,

responsável pela estagnação econômica no período

de pandemia e divisão por nichos pró e contra vacinas, não

permitindo raciocínio próprio à população como um todo,

empobrecendo o país pelo fechamento de inúmeros postos

de trabalho e buscando a visão de um Estado salvador e caçador

de votos.

Liberdade, coerência, decisão própria e não tutela do

Estado, esse é o oxigênio indispensável para sobrevivermos

nesse ambiente hostil criado por defensores da ditatura

do proletariado, capitaneada por inúmeros partidos que se

uniram para que a qualquer custo consigam a retomada de

poder, trazendo como alternativa para as próximas eleições,

o ex-presidiário que surrupiou a dignidade do povo brasileiro,

roubou seu futuro e quebrou inúmeras empresas do Estado

para investir em economias amigas e socialistas, no seu próprio

bolso e nos bolsos de seus maquiavélicos amigos. Acorde

Brasil, não tivessem havido um sem número de crimes, não

teria retornado tanto dinheiro para cofres públicos por parte

de dirigentes sindicais, caixas partidários e amigos meliantes

do governo petista.

Somos reféns de uma justiça política que tenta a todo

tempo nos calar e colocar viseiras, mancomunada com Câmaras

de Deputados e Senado com rabo preso e que de há muito

não nos representam e caberá na eleição que se avizinha

56 www.referenciaflorestal.com.br


elegermos Presidente, Governadores, Deputados Federais,

Deputados Estaduais que tenham vínculo com moral, ética e

valores familiares.

Vivemos uma época de culto à anormalidade com criação

de situações controversas; vendidas pelos “Deuses do Olimpo”

e intelectuais de plantão; como meias verdades ou quem

sabe meias mentiras:

• Direito à desonra;

• Fofoca – através de meios de comunicação e culturais;

• Proliferação do medo;

• Hegemonização dos objetivos;

• Fusão entre a classe revolucionária e a classe política;

• Sucessão de governos análogos e corporativistas,

vendidos como se opositores fossem;

• Iguais se colocando em campos opostos, mas lutando

pelo mesmo objetivo de doutrinação do povo e

sua catequização ideológica;

• Alianças espúrias entre as mais diversas vertentes

políticas brasileiras com interesse de novamente lotearem

o país.

Fiódor Dostoiévski, pode nos fazer refletir sobre ideais

que a todo custo tentam nos empurrar goela abaixo:

• “Nosso grupo não consiste apenas naqueles que

cometem assassinatos e incêndios criminosos, gente

assim só atrapalha, eu não suporto essa falta de disciplina,

ora somos vigaristas e não socialistas, ouça,

seremos apoiados por todos eles”;

• “O professor que ri de Deus às crianças já em seu

berço, ele está conosco”;

• “O advogado que defende o assassino, rico e convicto,

já é dos nossos”;

• “Os colegiais que matam o mujique¹ para experimentar

a sensação são dos nossos”;

• “Os jurados que absolvem criminosos a torto e direito,

são dos nossos”;

• “O promotor que treme no tribunal por não ser suficientemente

liberal, é dos nossos”;

• “Há administradores, escritores, um assombroso número

dos nossos e eles nem sabem disso ainda”;

• “Hoje em dia ninguém tem idéias próprias, o Deus

russo foi derrotado pela vodca barata, as camponesas

estão bêbadas, as mães estão bêbadas e as igrejas

estão vazias, apenas espere essa geração crescer,

apenas espere que cresçam, uma ou duas gerações e

o crime deixará de ser uma loucura, mas o bom senso

justamente o bom senso da Rússia o transformará

em dever”. Trechos retirados de Os Demônios - Dostoiévicz 1872

¹ camponês pobre

Despertem, se indignem! Já nos dividiram por demais,

o silêncio e o comodismo deixam efeitos colaterais de difícil

reversibilidade, decisão não se terceiriza e é o tijolo para

construção do Brasil que queremos, mais solidário, menos burocrático,

com liberdade plena de opinião e qualidade de vida

compatível com as riquezas e potencial que detemos.

Junho 2022

57


FEIRA

Show Florestal

2022

Fotos: REFERÊNCIA / MALINOVSKI

58 www.referenciaflorestal.com.br


A feira promoveu negócios e

reencontros entre clientes,

fabricantes e fornecedores do

setor florestal

O

setor florestal estava carente de um eventopresencial.

A Feira Show Florestal, realizada

em Três Lagoas (MS) foi o primeiro grande

evento do setor desde 2019. Segundo os

organizadores o evento contou com 140

expositores, 7.188 visitantes e movimentou um volume total

de negócios fechados de R$ 175 milhões. Ricardo Malinovski,

organizador do evento, estava mais do que satisfeito com os

resultados da feira. “Show Florestal superou todas as expectativas

que tínhamos para o evento”, ressalta Ricardo. Para o

organizador o evento deste ano demonstra a força do setor

e abre as portas para a Expoforest 2023. “Serão 2,5 milhões

de metros quadrados, 250 expositores e já fechamos mais

de 100 espaços durante a Show Florestal”, revelou Ricardo.

Segundo os organizadores

o evento contou com 140

expositores, 7.188 visitantes e

movimentou um volume total

de negócios fechados de R$ 175

milhões

Junho 2022

59


FEIRA

APLIC CERTO

Aplic Certo é uma empresa especializada em soluções de

aplicação para o setor florestal e fez a sua primeira participação

em uma feira deste porte. Lívia Borges, CEO da Aplic Certo,

destacou que a feira foi extremamente gratificante e os produtos

que foram levados para o evento facilitaram a realização

de negócios da empresa. “Trouxemos controladores de vazão

de operações florestais, um de adubo e outro de pulverização,

que vão marcar o setor, sendo uma silvicultura antes e outra

depois dos nossos equipamentos”, destacou Lívia.

ARBORGEN

A Arborgen, especializada em aprimoramento genético de

pinus e eucaliptos aproveitou a feira para fortalecer o nome no

mercado. Gabriela Monnerat, diretora da empresa, valorizou

o mercado do Mato Grosso do Sul, o maior mercado de mudas

do Brasil. “Essa é a terceira feira que fazemos no Estado e

através de parcerias de licenciamento de materiais genéticos

oferecemos mudas que se adaptam melhor para aumentar a

produtividade da área produtiva”, valorizou Gabriela.

BAYER

A Bayer Florestal trouxe para o evento novidades de produtos e

serviços. Ricardo Cassamassimo, gerente de marketing da empresa

valorizou o Fordor Flex, herbicida renovado pela empresa. “Ele tem

toda a qualidade já conhecida do Fordor, mas com uma variação de

dose maior, chegando aí pré-plantio, ampliando o campos e ação dos

produto”, descreve Ricardo. Gustavo Marton, gerente comercial da

empresa, destacou, ainda, o programa Forest View de combate às

plantas daninhas. “O Forest View é um pacote de soluções com serviços

e produtos personalizados para atender acasa cliente de maneira

específica, enalteceu Gustavo.

BACHIEGA

A Bachiega, destaque no setor de implementos rodoviários,

levou para a feira um conjunto de nove eixos desenvolvido

para Enebra Energia. Fábio Bachiega, diretor da Bachiega,

ressaltou o mercado aquecido que pôde perceber durante o

evento. “As pessoas estavam carentes de um evento como a

Show Florestal. Nos surpreendemos com a presença de clientes

de tantas regiões brasileiras nesse retorno dos eventos

presenciais”, destacou Fábio.

60 www.referenciaflorestal.com.br


CORTEVA

A Corteva Agriscience, empresa do setor de herbicidas, aproveitou

a feira para se aproximar do setor florestal. Thais Lopes,

gerente de contas da Corteva, explica que a pandemia acabou

dificultando o trabalho da introdução dos produtos da empresa

no setor e a feira veio como uma oportunidade de maior contato

com os clientes. “Gostamos de ouvir nossos clientes e entender

as necessidades diretamente deles e essa oportunidade é muito

maior em um evento como esse”, especificou Thais.

DENIS CIMAF

A Denis Cimaf, parceira antiga da Revista REFERÊNCIA,

foi recentemente adquirida pela Alamo Group. Tomas Jones,

diretor da Alamo Group, comentou sobre essa compra e as

novidades oferecidas pela empresa ao mercado. “O Alamo

Group voltou suas ações para o setor florestal recentemente

com a compra de outras empresas, além da Denis Cimaf, com

o objetivo de suprir necessidades do setor florestal em todo

território brasileiro”, explanou Tomas.

DRV SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

A DRV Serras e Facas Industriais é uma empresa curitibana que

vem desenvolvendo ótimas soluções para o processamento de

madeira. Diego Ricardo Vieira, diretor da DRV, destacou os novos

equipamentos fabricados pela empresa. “Os novos equipamentos

permitem que a DRV possa agregar todo o conjunto de corte para

picadores florestais”, destacou Diego. Liliane Cordeiro, diretora da DRV,

valorizou o crescimento do mercado de biomassa, onde a empresa

tem forte participação. “Estamos crescendo junto com o setor e para

isso construímos uma nova fábrica para atender a grande demanda”,

completou Liliane.

DINAGRO

A Dinagro, especializada em iscas formicidas trouxe para a feira

um produto lançado no final de 2021. Mauricio Romano, destaca

os diferenciais da isca formicida Dinagro-S Resistente, carro-chefe

da empresa na feira. “Essa isca é única, que vem sendo estudada

e desenvolvida há 20 anos, resistente a umidade, chuva e orvalho,

ideal para aplicação em períodos chuvosos”, destacou Maurício.

Junho 2022

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FEIRA

EMEX

A EMEX, empresa do ramo de implementos para transporte

florestal, trouxe novidades para seus clientes. Paula Machado, diretora

geral da EMEX, valorizou o retorno do contato com os clientes,

a possibilidade de ver as novidades do setor, e apresentar o

novo produto para o mercado. “Para a Show Florestal trouxemos

o novo design de fueiros da ExTe, empresa que nós representamos

há 10 anos, que tem foco em maior desempenho e menos tempo

de manutenção para o implemento”, destacou Paula.

EUROFORTE

A Euroforte é uma empresa que oferece soluções para nutrição de

plantios e combate de incêndios. Claudio Moreira, gerente comercial

da Euroforte, celebrou a possibilidade de realizar testes com produtos

e demonstrar a qualidade do que a empresa oferece diretamente para

os clientes e visitantes da feira. “Fizemos uma simulação que foi um

sucesso, apresentamos também um fertilizante que tem características

para o retardamento do fogo e um produto nutricional que aumenta

a maior produtividade de madeira”, exemplificou Claudio.

FELDERMANN

A Feldermann, que recentemente foi capa da nossa publicação,

teve sua primeira experiência em uma feira florestal. A empresa

tem se destacado com a produção de soluções ideais para a silvicultura.

Felipe Sepulveda, diretor comercial, celebrou o grande

volume de visitas que a empresa recebeu durante o evento. “Foi

nossa primeira feira e trouxemos para expor nossa adubadora autocarregével,

produto desenvolvido por nosso setor de engenharia

e que tem sido um sucesso de vendas”, destacou Felipe.

FRATEX

A Fratex, empresa gaúcha especializada na produção de mangueiras

e correias, aproveitou a feira como porta de entrada para

o mercado sul-mato-grossense. Cléber Teixeira, gerente comercial

da Fratex, comentou sobre a busca por novos parceiros através

da feira. “Recentemente investimos em forjaria e usinagem para

atender o mercado com mais qualidade e um portfólio maior de

produtos”, assegurou Cléber.

GF PNEUS

A GF Pneus, através de seu diretor comercial, Emo Andrade,

destacou a possibilidade de estar próximo de seus clientes, o que

foi atrapalhado pela pandemia, dificultando o contato direto com

os consumidores. Para a feira a empresa apresentou não um produto,

mas uma linha completa de pneus da Nokian. “Nos tornamos

distribuidores exclusivos da marca Nokian no país e podemos

levar essa qualidade para todos os nossos clientes”, relatou Emo.


GUARANY

A Guarany é uma empresa brasileira com 99 anos de

atuação no desenvolvimento de soluções para combates de

incêndios e aplicação de defensivos agrícolas. Cândido Simões,

gerente de vendas da Guarany, destacou o lançamento trazido

pela Guarany para a feira. “Apresentamos na feira um equipamento

de combate a incêndios para picapes, disponível em

três versões, com instalação rápida e design aperfeiçoado para

melhor desempenho”, esclareceu Cândido.

J DE SOUZA

A J de Souzat trouxe um lançamento exclusivo para a Show

Florestal. Anderson de Souza, diretor comercial da J de Souza,

trouxe detalhes sobre o novo cabeçote feller com grande capacidade

operacional. “O novo modelo, CDJ 24, disponível em modelos

com ou sem inclinação, e é ideal para escavadeiras com mais

de 30t (toneladas) ampliando a capacidade produtiva durante a

operação”, descreveu Anderson sobre o equipamento apresentado

na feira.

JOHN DEERE

A John Deere apostou em tecnologia para a Show Florestal.

Rodrigo Barbosa, gerente de marketing, explicou que a nova

plantadeira mecanizada da empresa se destaca pelo sistema de

geolocalização implementado no novo equipamento. “Esse novo

modelo tem um sistema revolucionário para a silvicultura, oferecendo

controle total em relação as informações desde o momento

do plantio, até o corte da árvore”, celebrou Rodrigo.

LION

A Lion Equipamentos é especializada no fornecimento de

componentes e serviços para colheita e processamento da madeira.

Raphael Millarch, coordenador de marketing, valorizou a importância

da feira para a empresa. “Temos o objetivo de expandir

nossos negócios e o Mato Grosso do Sul é um polo de cultivo de

eucalipto, um tipo de árvore que temos equipamentos específicos

para corte e processamento”, valorizou Raphael.

LOG MAX

A Log Max, empresa sueca de cabeçotes que já está consolidada

no mercado de pinus no sul do Brasil aproveitou a feira para

expandir sua atuação. Rodrigo Contesini, diretor comercial da Log

Max, comentou que para a feira, além de oferecer cabeçotes de

alta qualidade, a empresa trouxe uma nova linha de produtos.

“Para a Show Florestal apresentamos nossa linha de cabeçotes

Quadco, dedicado ao sistema full tree que se enquadra na realidade

do mercado de eucalipto”, salientou Rodrigo.

Junho 2022

63


FEIRA

KOMATSU

A gigante internacional na produção de máquinas florestais esteve

presente com sua plantadeira automática num stand focado em tecnologia

e inovação. Carlos Borba, gerente de marketing e vendas da Komatsu,

destacou a grande conquista da empresa com o fechamento do

contrato para o projeto Serrado, nova fábrica da Suzano (MS). “É desafio

gigante, de importância mundial e nele participaremos com grande parte

das máquinas de colheita e plantio. Além disso, vamos investir muito

em treinamentos para garantir o melhor desempenho de nossos equipamentos

nessa nova operação”, apontou Carlos.

MANOS

A Manos foi para a Show Florestal para valorizar a especialização

da empresa na produção de soluções para o setor florestal. Leonardo

Zilio, diretor industrial da Manos, valorizou o viés inovador da Manos.

“Trouxemos para a feira um super bi trem , que já era popular para

outras modalidades de transporte, mas trouxemos esse sistema para

o setor madeireiro”, destacou Leonardo. Gustavo Cesca, diretor comercial

da Manos, ressaltou o que ele considera o maior diferencial

da empresa. “Somos reconhecidos por prover verdadeiras soluções e

não apenas equipamentos para transporte”, completou Gustavo.

MARRARI

Para a Marrari a Show Florestal foi um ambiente perfeito para

consolidar a marca em todo o território nacional. Joaquim Almeida,

gerente da Marrari, comentou que a empresa recebeu visitantes locais,

de outros Estados e de vários países do Mercosul, que puderam

conferir em primeira mão o novo equipamento da empresa. “Trouxemos

para a feira uma linha de medidores de umidade para aplicação

industrial, medidores de umidade para toras e cavaco e nosso lançamento:

o PSI quatro, é um software escada, que vem de encontro à

indústria 4.0”, contou Joaquim.

MIREX-S

A Mirex-S levou para a Show Florestal uma equipe completa

de profissionais para atender os visitantes do seu stand. Marina

Viotto, gerente de marketing, destacou o serviço de atendimento

personalizado que a empresa oferece para seus clientes que

é um grande chamariz e como o contato feito com os clientes

faz diferença num evento como esse. “Passaram muitos clientes

no nosso espaço e pudemos assim nos reaproximar dos nosso

púbico depois de mais de 2 anos sem eventos.”

ROTARY-AX

A Rotary Ax é uma empresa 100% brasileira especializada na

produção de sabres, ponteiras e dentes de corte. Zainara Pereira,

representante Comercial da Rotary-Ax, destacou os principais produtos

trazidos para a feira. “Trouxemos para a feira o maior sabre

produzido no Brasil, desenvolvido especificamente para as grandes

garras presentes na operação florestal, sabres para traçamento

e derrubada e uma linha completa de dentes de feller desenvolvida

para ampliar a durabilidade do uso”, constatou Zainara.


ROTOR

A Rotor peças e equipamentos é pioneira na comercialização

de peças seminovas para máquinas florestais. Alvaro Peters,

diretor de operações da Rotor, deu grande destaque para

o lançamento que a Rotor levou até Três Lagoas. “Desenvolvemos

um controlador eletrônico multimarcas com a capacidade

de substituir componentes de alto custo e que tem como objetivo

contribuir para a disponibilidade mecânica do equipamento,

otimizando e facilitando o trabalho do operador.”

SERF

A história da SERF acompanha o recente crescimento do setor

florestal do Mato Grosso do Sul. Gabriel Marques, diretor da SERF,

comenta que a SERF desde 2006 atua no Estado e muitos dos projetos

foram iniciados aqui. “A SERF ajudou na implantação da maior serraria

do Estado, sendo muito importante para o desenvolvimento da nossa

consultoria com um processo de utilização de madeira de eucalipto de

alta produtividade”, discorreu Gabriel.

SERGOMEL

Vagner Gomes, diretor da Sergomel, especializada em

implementos rodoviários, deu grande destaque para o retorno

dos grandes eventos, com a possibilidade de troca de

experiências e chance de apresentar os produtos para novos

clientes. O diretor comentou também que a empresa está preparando

uma grande novidade para o próximo grande evento

do setor, a ExpoForest em 2023. “Vamos levar para a próxima

feira um equipamento que conta com toda a nossa tecnologia

para ser o mais leve fueiro do mercado”, assegurou Vagner.

SYNGENTA

A Syngenta trouxe para a feira um herbicida pré-emergente de

ação sistêmica e também toda a sua linha de herbicidas glifosatos

e não glifosatos que cobrem todo o processo de plantio do eucalipto.

Lucinara Chessa, coordenadora de marketing, valorizou os

resultados positivos trazidos pelo evento. “Já temos uma presença

significativa no Estado e recebemos muitas visitas no stand, que

abrem a possibilidade de expandir nossa atuação.”

TESTATO

A capa da edição que circulou na feira, a Testato, representante

oficial da DAFO, especializada em sistemas de supressão de incêndio.

Raphael Torres, gerente comercial, celebrou a qualidade da feira,

primeira que a empresa participou e devido ao sucesso já começou

a planejar as próximas feiras. “É uma grande alegria estar aqui,

depois de tanto tempo fora de eventos como esse, e já estamos nos

programando para a Expoforest em 2023”, exaltou Raphael.

Junho 2022

65


FEIRA

TECMATER

A Tecmater, especializada em equipamento de proteção

individual levou para a feira toda a experiência adquirida nos

37 anos de atuação da empresa. Rodrigo Vandresen, gerente

comercial da empresa, valorizou a primeira participação da empresa

num evento deste porte. “Nosso objetivo é trazer nosso

conhecimento de construção e produção de equipamentos de

proteção de última geração para um mercado tão pujante no

Brasil, que é o florestal”, ressaltou Rodrigo.

TIRESTONE

A Tirestone fez sua estreia nos grandes eventos do setor na Show

Florestal. Rodrigo Mattos, gerente comercial, brinca com o ar de

novidade trazido por essa primeira feira e valoriza a oportunidade de

negócios criada pelo evento. “Conseguimos fazer muitos contatos,

apresentamos nossos pneus para um público que ainda não conhece

a linha Marcher, marca que somos distribuidores exclusivos.”

UNIBRÁS

A UNIBRÁS, capa desta edição, levou para a feira Show Florestal

o seu grande destaque: a Isca Formicida ATTA MEX-S, líder

nos segmentos florestal e agrícola. Adriano Moraes, gerente

comercial da UNIBRÁS, valorizou as oportunidades geradas na

feira e destacou os 50 anos da empresa em um evento de alta

qualidade. “Pudemos celebrar a história da nossa empresa com

nossos clientes, rever amigos e fazer muitos contatos no evento”,

ressaltou Adriano Moraes.

WDS AUTOMAÇÃO

A WDS é uma empresa gaúcha que fabrica implementos rodoviários

para o transporte de toras. No stand da empresa era

possível acompanhar o funcionamento do auto tencionador,

desenvolvido para o transporte de toras. Diego Shott, diretor comercial

da WDS, destacou a praticidade do equipamento. “Tudo é

automatizado, ampliando a segurança para o motorista que opera

o sistema”, enalteceu Diego sobre o equipamento apresentado.

66 www.referenciaflorestal.com.br


ECONOMIA

FUTURO

TRAÇADO

Fotos: divulgação

68 www.referenciaflorestal.com.br


Governo de Mato Grosso do Sul lança

plano para potencializar cadeia produtiva

que gera 27,2 mil empregos no Estado

Junho 2022

69


ECONOMIA

G

overno do Mato Grosso do Sul, por meio

da SEMAGRO (Secretaria de Meio Ambiente,

Desenvolvimento Econômico, Produção

e Agricultura Familiar) lançou o PROFLO-

RESTA (Plano Estadual de Desenvolvimento

Sustentável de Florestas do Estado de Mato Grosso do Sul).

O evento de lançamento aconteceu durante o Show Florestal

– Feira da Indústria do Eucalipto, realizado no espaço

Arena Mix, em Três Lagoas (MS).

O secretário Jaime Verruck representou o governador

Reinaldo Azambuja no lançamento e apresentou o PRO-

FLORESTA, resultado do trabalho dos técnicos da SEMA-

GRO, em parceria com o Sebrae-MS (Serviço Brasileiro de

Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Mato Grosso do

Sul), que realizaram a revisão e o aprimoramento do Plano

Estadual para o setor elaborado em 2009.

Jaime afirmou que essa demanda foi recebida por

meio da Câmara Setorial de Florestas e a partir daí a secretaria,

junto com o Sebrae, trabalhou na revisão e aprimoramento

do plano estadual, por meio do qual se pretende

fomentar a diversificação da produção, fortalecer o encadeamento

produtivo, ampliar a indústria de base florestal

de eucalipto, pinus e seringueira. ”Vamos aprimorar os

incentivos fiscais e criar um clima de negócios favorável,

com um nível de governança alinhado com as novas diretrizes

estratégicas do Governo do Estado, com a meta de

fazer o Mato Grosso do Sul ser Carbono Neutro até 2030”,

destacou Jaime.

De acordo com o levantamento da SEMAGRO, o setor

florestal de Mato Grosso do Sul é responsável pela geração

de 27,2 mil empregos sendo 14.901 diretos e 12.312 indiretos.

Em 2021, o segmento gerou 6.266 empregos a mais

em relação a 2020. Esse crescimento de postos de trabalho

deve continuar nos próximos anos, com os investimentos

já em curso no Estado, como o da nova fábrica de celulose

da Suzano, em Ribas do Rio Pardo (MS), no valor de R$

14,7 bilhões.

Mato Grosso do Sul conta atualmente com três fábricas

de celulose instaladas e em operação no município de

Três Lagoas: uma da Eldorado Brasil, com capacidade de

produção de 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano;

duas da Suzano, que produzem 3,25 milhões de toneladas

por ano. A Suzano iniciou a construção de mais uma fábrica

no Estado, em Ribas do Rio Pardo, que será a maior

planta industrial de celulose do mundo, produzindo 2,55

milhões toneladas/ano.

Jaime Verruck, ainda, comentou que o Estado conta

atualmente com cerca de 480 estabelecimentos na cadeia

produtiva do setor, dentre empresas de cultivo de floresta,

extração de madeira, fabricação de papel, celulose e

derivados. “Nosso objetivo, com o PROFLORESTA, foi o de

estruturar um plano de desenvolvimento para promover a

diversificação e agregação de valor nos segmentos do Setor

Florestal em Mato Grosso do Sul”, acrescentou Jaime.

Levantamento da SEMAGRO aponta que, na última

década, as áreas de florestas plantadas com eucalipto e seringueira

em Mato Grosso do Sul cresceram a taxas anuais

de 14% e 18%, respectivamente. O Estado lidera a expansão

florestal brasileira superando 2 milhões de hectares de

florestas plantadas (somente de eucalipto, são 1,1 milhão

de hectares).

Atualmente, Três Lagoas é principal polo industrial do

setor, com mais de 400 empresas no distrito industrial. O

município tem mais de 10 mil empregos diretos gerados

pela indústria. O município é o primeiro no ranking nacional

de florestas plantadas, com 263 mil hectares.

70 www.referenciaflorestal.com.br


Unhas em verde GJ1450e;

Raio das unhas mais côncavo para

proporcionar um melhor ataque às toras;

Unhas em laranja GJ1500srt.

PLANO ESTADUAL IMPULSIONOU BASE FLORESTAL

A primeira versão do PEF-MS (Plano Estadual de Desenvolvimento

Sustentável de Florestas Plantadas), lançada

em 2009, foi importante ferramenta estratégica de

estímulo ao desenvolvimento do setor de base florestal no

Estado. O Plano catalisou o crescimento do setor florestal,

em especial aquele voltado aos segmentos demandantes

de madeira de eucalipto para processo (tora fina), particularmente

a indústria de celulose.

Por outro lado, as metas de ampliação e especialização

do setor de madeira sólida, baseado em produtos de agregado,

previstos na primeira versão do PEF (MS), estiveram

longe de ser alcançadas. O parque industrial existente na

época, demandante de madeira de maiores dimensões

(tora grossa), predominantemente de pinus, é atualmente

limitado a poucos e a maioria inexpressivos players em

operação.

Com o PROFLORESTA, o objetivo do Governo do Estado

é, “através de uma visão estratégica, orientar o planejamento

do setor para atrair novos investimentos visando o

adensamento da cadeia produtiva de florestas plantadas,

com ênfase, mas não somente na identificação de oportunidades

para micro e pequenas empresas do setor, nos

novos mercados e novos negócios.”

O novo documento busca promover “a inserção competitiva

dos negócios que envolvem a cadeia da silvicultura

(produtores florestais, celulose e papel, madeireiras, serrarias,

móveis e componentes), desde a produção, industrialização,

beneficiamento e distribuição, com consequente

vinculação com grandes empresas que induzem desenvolvimento

tecnológico, inovação e dinamismo econômico a

jusante das florestas plantadas.” Neste sentido, o novo plano

vai orientar a formulação das estratégias e os projetos

vinculados aos pequenos negócios, tendo o Sebrae (MS)

como ente indutor nos alinhamentos, estratégias e abordagens

de competitividade nesta direção.

As ações previstas incluem expansão dos plantios,

apoio para assegurar ganhos contínuos de produtividade,

promoção da diversificação de espécies e do manejo para

uso múltiplo, entre outras.

O documento com o descritivo completo do

PROFLORESTA está disponível no site da SEMA-

GRO e pode ser acessado através do endereço:

https://www.semagro.ms.gov.br/

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LAGES - SC

BR 116 - S/Nº, KM 247 - Área Industrial

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SÃO JOSÉ DO CERRITO - SC

Localidade de Bom Jesus


PESQUISA

QUALIFICAÇÃO E

CARACTERIZAÇÃO DE DANOS

EM POVOAMENTO DE PINUS TAEDA

L. SUBMETIDO AO DESBASTE

MISTO MECANIZADO

Fotos: divulgação

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Junho 2022

73


PESQUISA

RESUMO

O

presente trabalho teve como objetivo

analisar as lesões causadas nas árvores

remanescentes após o ciclo operacional

do trator florestal harvester, nas

atividades de corte e processamento

da madeira em área de primeiro desbaste. A pesquisa

foi realizada em um povoamento de Pinus taeda L.,

localizado na cidade de Inácio Martins (PR). O sistema

de colheita avaliado foi o cut to lenght, foram instaladas

24 parcelas na área onde foram avaliadas as lesões

quanto a sua severidade, classificando-se em: leve,

moderado e intenso, a dimensão a qual foi dividida em

3 classes, frequência, posição na árvore em relação a

altura. Após a coleta dos dados eles foram agrupados

em três tratamentos, sendo T1 a base da árvore, T2 o

fuste e T3 a copa. Seguiu-se para a análise estatística,

o T3 foi descartado devido à ausência de danos, foi

realizado um teste de F para verificar se as variâncias

dos dados eram homogêneas, havendo homogeneidade

das variâncias, prosseguiu-se com o teste de T

para comparar as médias entre os tratamentos. Os

resultados não apresentaram homogeneidade entre as

variâncias dos tratamentos em relação ao número médio

de árvores danificadas na parcela, porém para o tamanho

médio do dano, houve homogeneidade, desta

forma, foi aplicado o teste de T o qual indicou que os

tamanhos médios das lesões entre os tratamentos não

apresentaram diferença significativa ao nível de 5% de

probabilidade de erro. Observou-se uma grande quantidade

de danos no tratamento T1, sendo os maiores

índices encontrados na severidade leve juntamente

com a menor classe de tamanho.

74 www.referenciaflorestal.com.br


INTRODUÇÃO

A partir de 1994, com a abertura do mercado brasileiro

para importações de máquinas, e a necessidade

de executar as atividades de forma ergonômica, obter

maior produtividade e diminuição dos custos de produção,

a mecanização da colheita florestal se consolidou

(MACHADO, 2014). O surgimento de equipamentos

modernos e ergonômicos, como skidder, harvester,

feller buncher e forwarder foram os responsáveis por

alavancar este processo.

Atualmente existem diferentes tipos de máquinas

utilizadas nas operações de colheita de madeira, estas

vão desde leves, que exigem menor grau de especialização

da mão de obra como as motosserras, as médias,

que englobam os tratores auto-carregáveis, mini

skidder, até as pesadas onde se exige uma maior especialização

do operador, devido a complexidade em se

operá-las, nesta classe estão tratores como harvester,

feller-buncher e forwarder.

A atividade de desbaste

consiste em reduzir o

número de indivíduos de

um determinado plantio e

proporcionar, assim, uma

menor competitividade, maior

espaço, luz e nutrientes,

melhorando o desenvolvimento

das árvores remanescentes


PESQUISA

A atividade de desbaste consiste em reduzir o

número de indivíduos de um determinado plantio e

proporcionar, assim, uma menor competitividade,

maior espaço, luz e nutrientes, melhorando o desenvolvimento

das árvores remanescentes. Segundo

Scheneider e Schineider (2008) a competição entre as

árvores causa uma diminuição no crescimento, e por

tanto se deve concentrar a produção em incremento

nas plantas que possuem melhores condições, e que

irão constituir o corte final, realizando a retirada das

que não atendam os objetivos finais. Além de gerar

uma maior qualidade da madeira, os desbastes evitam

perdas com árvores que não estão em uma condição

adequada e certamente morreriam naturalmente no

plantio (SMITH, 1962).

Segundo Cabral (2014) a mecanização do desbaste

é uma excelente inovação, muito importante para

se alcançar numerosas vantagens no processo de

produção de madeira. Em contrapartida aos estudos

que apontam a importância da operação de desbaste

existem as dificuldades e complexidades encontradas

na realização deste processo, principalmente o método

mecanizado, onde as máquinas tem dificuldades de se

locomoverem dentro dos talhões, devido à densidade

elevada (DROOG, 2016).

Este problema de locomoção pode gerar sérios

danos mecânicos às árvores remanescentes, como por

exemplo, as lesões no fuste, que podem deixar as árvores

susceptíveis ao ataque de pragas e doenças, causando

perda da qualidade da madeira e consequente-

76 www.referenciaflorestal.com.br


mente uma redução da produtividade final e prejuízo

econômico (LINEIROS et al. 2003; RIBEIRO et al., 2002;

VASILIAUSKAS, 2001).

Na operação de desbaste em florestas de Pinus

spp. no Brasil o sistema de colheita normalmente

utilizado é o de toras curtas, CTL (cut-to-length). O

desbaste é do tipo misto, onde é retirada de forma sistemática

a 5º linha do plantio e eliminação das árvores

seletivamente nas quatro linhas adjacentes (CABRAL,

2014). Em estudo realizado com sistema de toras curtas,

observou que o harvester durante as operações de

corte, teve um contato com 19,3% das árvores, sendo

que 28,2% destas foram danificadas (SIREN, 2001; VA-

SILIAUSKAS, 2001).

Além de gerar uma maior

qualidade da madeira, os

desbastes evitam perdas

com árvores que não estão

em uma condição adequada

e certamente morreriam

naturalmente no plantio

Essa é apenas uma versão parcial deste artigo, para

acessar o conteúdo completo, utilize o link: https://www.

acervodigital.ufpr.br/handle/1884/75419


AGENDA

AGENDA2022

JUNHO

2022

Imagem: reprodução

RoseWood 4.0

Data: 14 e 15

Local: Barcelona (Espanha)

https://rosewood-network.eu/

JUNHO

2022

JUL

2022

WOOD FOREST EXPERTS

O Wood Forest Experts é um programa de imersão

online com duração de cinco semanas e um encontro

semanal. Informações sobre setor florestal e sobre a

indústria da madeira são abordadas de forma inovadora

e impactante. Na primeira edição, o WFE contou

com a presença de 30 verdadeiros experts e formadores

de opinião sobre o assunto. Nesta edição, com

encontros semanais toda sexta-feira, os participantes

terão palestras sobre seis temas de grande relevância

para o entendimento completo do setor florestal.

Galiforest

Data: 30/06 a 02/07

Local: Boqueixón (Espanha)

www.galiforest.com

Imagem: reprodução

JULHO

2022

AGO

2022

VI CONGRESSO BRASILEIRO DE

REFLORESTAMENTO AMBIENTAL

IX Congresso Florestal Brasileiro

Data: 12 a 15

Local: Online

https://congressoflorestal-cfb.com.br/

O Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental é

um dos mais importantes Fóruns de inovação tecnológica,

atualização e intercâmbio técnico e empresarial

que integra os diversos agentes de desenvolvimento e

meio ambiente que atuam na área florestal e ambiental.

Todos os assuntos e atividades importantes ligadas ao

temário de reflorestamento ambiental, que envolvem o

público alvo, serão apresentados e discutidos, tendo a

oportunidade do (a) participante de se qualificar, trocar

informações, conhecer novas tecnologias, experiências,

serviços e produtos.

78 www.referenciaflorestal.com.br


AGENDA2022

JULHO

2022

JULHO

2022

AGOSTO

2022

Wood Forest Experts

Data: 16/07 a 20/08

Local: Online

www.woodforestexperts.com.br/

Interforst Munich

Data: 17 a 20

Local: Munique (Alemanha)

https://interforst.com/de/

VI Congresso Brasileiro de

Reflorestamento Ambiental

Data: 03 a 05

Local: Salvador (Bahia)

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Formigas Cortadeiras), realiza o monitoramento e determina a necessidade

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O software ControlFor Mobile, tem como função principal realizar

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dados coletados (dispositivo com android), gerando relatórios

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Junho 2022

79


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Práticas para segurança

CIBERNÉRTICA

Por Gustavo Leite,

Country manager para o Brasil da Veritas

Technologies. Gustavo é formado em

Gestão e Marketing pela UNIP e tem mais

de 15 anos de experiência com estratégias

de vendas online

Boas práticas podem fazer

uma empresa muito mais

segura e preparada para

evitar ataques e vazamentos

Para a maioria dos profissionais de TI (Tecnologia

de Informação), a ameaça de um ataque de ransomware

é motivo para passar noites em claro.

Organizações de todos os setores, públicas ou

privadas, são vítimas em potencial, se não já

vitimadas. Na verdade, uma pesquisa recente da Veritas Technologies

sugere que as organizações tiveram 2,57 ataques de

ransomware que levaram a um tempo de inatividade significativo

nos últimos 12 meses, com 10% enfrentando um tempo

de inatividade que impactou os negócios mais de cinco vezes.

Embora o ransomware possa causar sérios danos ao negócio

e reputação das empresas, ele não é invencível. Na verdade,

é tão forte quanto o elo mais fraco das organizações. A boa

notícia é que há alguns passos que as empresas podem tomar

para evitar serem alvos de crimes cibernéticos e diminuir a

probabilidade de um ataque derrubar seus negócios.

Abaixo as melhores práticas que podem ser implementadas

para proteger dados e garantir a resiliência dos negócios.

Atualizações imediatas de sistemas e atualizações de

software - O uso de software desatualizado pode permitir que

invasores explorem vulnerabilidades de segurança absolutas.

Faça backup com frequência - Se você fizer backup de seus

dados, imagens do sistema e configurações com frequência,

sempre terá um local atualizado para retomar as operações se

o ransomware ocorrer.

Implemente o modelo e as políticas de confiança zero - O

modelo de confiança zero é uma mentalidade que se concentra

em não confiar em nenhum dispositivo - ou usuário - mesmo

que estejam dentro da rede corporativa, por padrão.

Segmentação de rede - Os invasores adoram uma única

rede contínua. Isso significa que eles podem se espalhar por

toda a sua infraestrutura com facilidade. Com este modelo,

as redes são divididas em várias zonas de redes menores e o

acesso é gerenciado e limitado, especialmente aos seus dados

mais importantes.

Armazenamento imutável e indelével - Uma das melhores

maneiras de proteger seus dados contra ransomware é implementar

um armazenamento imutável e indelével, que garante

que os dados não possam ser alterados - criptografados ou

excluídos - por um determinado período.

Funcionários treinados - É do conhecimento geral que

os funcionários geralmente são a porta de entrada para um

ataque. Não culpe seus funcionários - erros acontecem. Ataques

de phishing modernos e engenharia social agora são

tão avançados que muitas vezes enganam os profissionais de

segurança.

Manuais de ataque cibernético - Imagine se todos em

sua organização soubessem exatamente o que fazer e quando

enfrentar um ataque de ransomware . Isso não é impossível

se você criar um manual de ataque cibernético padrão que esclareça

as funções e alinhe e capacite equipes multifuncionais

com caminhos de comunicação claros e protocolos de resposta

em caso de emergências.

82 www.referenciaflorestal.com.br


Novo sistema de medição de

comprimento ainda mais preciso;

Novo projeto de chassis, mais

robusto, maior durabilidade;

Novos cilindros das facas de

desgalhe;

Pinos substituíveis do Link,

simplificando sua manutenção;

Novo acesso ao ponto para

lubrificação, mais segurança na

manutenção;

Nova geometria da caixa da serra,

que propicia um ciclo de corte mais

rápido com menor lasque da

madeira;

Anéis trava ajustáveis no conjunto

de medição do diâmetro, que

estendem a durabilidade dos

componentes.

Serviço: (41) 2102-2881

Cabeçote: (41) 2102-2811

Peças: (41) 2102-2881

(41) 9 8856.4302

Pinhais-PR: Rua Alto Paraná, 226 - Sala 02

(41) 9 9232.7625

Butiá-RS: Av. Perimetral Sargento Fermino Peixoto da Silva, 181

(41) 9 9219.3741 Caçador-SC: Rua Victor Meireles, 90 • NOVA SEDE

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