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Biomais_51 - OOPS

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OPINIÃO

Foto: divulgação

SUSTENTABILIDADE:

PREOCUPAÇÃO E

VERDADE NAQUILO

QUE FAZEMOS

S

oluções sustentáveis não podem ser enfeites em

eventos. A sustentabilidade não pode ser usada

como uma vitrine para a mídia, mas deve ser uma

verdade e uma conduta para que as pessoas a experimentem

e vivenciem, de modo a difundir essa cultura para o

maior número de indivíduos.

Meu grande legado é fazer da sustentabilidade algo natural,

trazendo esse conceito para perto de mim, da empresa

em que trabalho e de todas as pessoas que conheço, desmistificando-a

como algo distante e impossível e que só serviria

se fosse impecável. Para mim, sustentabilidade é tudo aquilo

que está ao nosso alcance, que pode e deve ser feito para

não agredir (ou, muitas vezes, para agredir menos) o meio

ambiente. Neste ano, participamos da Agrishow, uma das

maiores feiras agrícolas do mundo. Os eventos corporativos

e feiras se tornam uma grande oportunidade para que as

empresas participantes promovam e instituam suas opções

sustentáveis no momento de expor.

Muito diferente de uma ação greenwashing, temos uma

preocupação e uma verdade naquilo que fazemos, e não

divulgamos isso, porque não é sobre marketizar, é sobre

viver o que se propõe e acredita. Por isso, neste artigo estou

dividindo um pouco das minhas escolhas, com o intuito de

incentivar outros executivos que também possam surfar nesta

onda. Torna-se tudo muito fácil depois que é assimilado no

cotidiano.

Para começar, a questão não é somente com quais

materiais se faz o estande, mas sim o que se faz com todo o

material depois que a feira acaba. Onde se joga tudo e o que é

reaproveitado. É um novo mindset. Nesta feira, nosso estande

foi construído com algumas alternativas ecofriendly, com o

uso de estruturas de madeira de reflorestamento, compensados,

painéis de material reciclado e mantas, entre outras

preferências de materiais. Tudo foi construído de maneira

sustentável? Não, muita coisa infelizmente não tem material

disponível no mercado para substituição e muito menos com

valores absorvíveis dentro do budget para o evento. Também

não permito que a aparência seja rústica ou alternativa demais.

As pessoas confundem o sustentável com alternativo.

Mas esse não é o diferencial que desejo explorar. Isso é

apenas o compartilhamento das minhas escolhas.

O importante é que, como temos muitos eventos dentro

do nosso planejamento este ano, todo o material que usamos,

na estrutura e decoração, será reaproveitado nos demais que

faremos; assim, no término de cada evento não jogaremos

tudo fora tendo de fazer de novo no seguinte. Isso é uma

mudança e um diferencial.

Quanto aos resíduos gerados, o lixo, tudo foi separado e,

em parceria com ONGs locais, foi recolhido e distribuído. Na

comunicação visual, foram utilizadas bases de tecidos pet

reciclados, impressos por sublimação, o que visualmente não

mostra alteração – como já mencionei, não marketiza e não

sinalizamos isso, mas é nossa contribuição consciente ao meio

ambiente.

Sobre A&B, como nossa empresa tem o DNA da brasilidade

como um de seus pilares, sempre optamos por diferentes

experiências que remetam a diferentes cantos do Brasil.

Optamos por um coffee break orgânico e o principal: de produção

local. Assim, valorizamos e incentivamos o consumo e

a produção local, sem falar na geração de emprego. Isso deve

ser uma preocupação de todos.

Para os nossos brindes, como tratava-se de uma feira

agro, criamos uma versão moderna do embornal. O embornal

era usado antigamente por andarilhos para o transporte de

alimentos e sementes. Então, criamos um modelo estilizado

para o nosso brinde, com material de tecido pet, e também

oferecemos copos de fibra de coco. Hoje todo o material foi

desmontado e encaminhado para receber ajustes e limpezas

para a próxima montagem. Agora, o melhor e mais importante

de tudo: não gastamos absolutamente nem um centavo a

mais por fazer essas escolhas.

Acho que a mudança do mundo é esta. Todo mundo faz

um pouco, o que está ao seu alcance e, assim, um pouco vira

muito.

Por Daniela Robledo

Diretora de Marketing na empresa SOL Copérnico Energias Renováveis

66 www.REVISTABIOMAIS.com.br

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