04.07.2022 Views

Revista Coamo edição Junho de 2022

Revista Coamo edição Junho de 2022

Revista Coamo edição Junho de 2022

SHOW MORE
SHOW LESS

You also want an ePaper? Increase the reach of your titles

YUMPU automatically turns print PDFs into web optimized ePapers that Google loves.

CREDICOAMO LANÇA NOVO APLICATIVO PARA OS ASSOCIADOS

revista

www.coamo.com.br

junho/2022

ano 48 edição 525

MEIO AMBIENTE

Semana do Meio Ambiente

contou com ações de

conscientização e distribuição

de mudas de árvores

COOPERATIVISMO

Instrumento de

desenvolvimento

para a construção

de um mundo melhor

SAFRAS CONECTADAS

Encontro de Inverno na Fazenda Experimental abordou temas relacionados com a

segunda safra e pecuária, além de antecipar manejos e ações para as lavouras de verão


expediente

Órgão de divulgação da Coamo

ano 48 | edição 525 | junho de 2022

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos, Wilson Bibiano Lima, Ana Paula Bento Pelissari Smith,

Antonio Marcio dos Santos, Ruthielle Borsuk da Silva, Raquel Sumie Eishima,

Aline Aristides Bazán, Marcos Gabriel Batista dos Santos e Kamilly Santana

Cazotto.

Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana

Paula Bento Pelissari Smith, Ruthielle Borsuk da Silva e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

Acompanhe a Coamo pelas redes sociais

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou cita-dos

não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Jonathan Henrique Welz Negri, Igor Eduardo de Mello Schreiner e Pedro Augusto Brunetta Borgo (Membros Efetivos). Angelo Mauro Zanin, Danilo Henrique

Rosolem e Cláudio Fulaneto Junior (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2021: R$ 24,666 bilhões.

Sobras liquidas: R$ 1,835 bilhão. Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2021: R$ 534,940 milhões. Cooperados: mais de 30 mil. Municípios presentes: 73. Unidades: 111.

junho/2022 revista

3


sumário

Soluções BASF Trigo.

Produtividade e

rentabilidade para

a sua lavoura.

??

Um Legado mais produtivo e rentável na cultura do Trigo se constrói todos os dias.

Para acompanhar você nessa jornada, a BASF tem um portfólio completo de soluções

com a inovação e a eficiência que você precisa para o manejo eficiente de pragas,

plantas daninhas e doenças. Assim, sua lavoura estará protegida para expressar

o máximo potencial produtivo e entregar resultados mais rentáveis a cada safra.

Tratamento

de Sementes

Herbicidas

Inseticidas

Fungicidas

Tecnologia

Standak Top

®

Heat ®

Basagran ® 600

Finale ®

Raptor ® 70 DG

Nomolt ® 150

Imunit ®

Fastac ®

Duo

Abacus ® HC

Ativum ®

Versatilis ®

Brio ®

Opera ®

Ultra

0800 0192 500

BASF.AgroBrasil

BASF Agricultural Solutions

BASF.AgroBrasilOficial

agriculture.basf.com/br/pt.html

blogagro.basf.com.br

????????

BASF na Agricultura.

Juntos pelo seu Legado.

????????????????????????????

ESTE PRODUTO É PERIGOSO À SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AO MEIO AMBIENTE. USO AGRÍCOLA. VENDA SOB RECEITUÁRIO

ATENÇÃO

AGRONÔMICO. CONSULTE SEMPRE UM AGRÔNOMO. INFORME-SE E REALIZE O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. DESCARTE

CORRETAMENTE AS EMBALAGENS E OS RESTOS DOS PRODUTOS. LEIA ATENTAMENTE E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO,

NA BULA E NA RECEITA. UTILIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. RESTRIÇÕES TEMPORÁRIAS NO ESTADO DO PARANÁ:

OPERA ® ULTRA PARA O ALVO PUCCINIA GRAMINIS F. SP. TRITICI E STANDAK ® TOP PARA O ALVO PYTHIUM SPP. REGISTROS MAPA:

OPERA 4 ® ULTRA revista Nº 9310, ATIVUM junho/2022

® Nº 11216, ABACUS ® HC Nº 9210, BRIO ® Nº 09009, VERSATILIS ® Nº 01188593, NOMOLT ® 150 Nº 01393, IMUNIT ®

Nº 08806, FASTAC ® DUO Nº 10913, HEAT ® Nº 01013, BASAGRAN ® 600 Nº 0594, FINALE ® Nº 0691, RAPTOR ® 70 DG Nº 08296 E STANDAK ® TOP Nº 01209.


índice

Entrevista

10

Sérgio Souza, deputado federal e atual presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), é o

entrevistado do mês. Para ele, o Novo Código Florestal Brasileiro pacificou o sistema produtivo do país

Encontro de Inverno

14

Após dois anos sem ser realizado no formato presencial, Encontro de Inverno na Fazenda

Experimental voltou a reunir cooperados em Campo Mourão apresentando novas tecnologias

32

Cooperativismo

Sistema transforma a vida de milhares de famílias. Trata-se de um

modelo econômico justo e igualitário. Coamo e Credicoamo apoiam

o desenvolvimento dos cooperados. Na imagem, família Ferri, de

Quinta do Sol (PR), exemplo de união e cooperação

Nova Unidade no MS

São Gabriel do Oeste é sede do mais novo entreposto da Coamo em Mato Grosso do Sul. O município

é o portal da região Norte do MS. Cooperativa chega no município com estrutura completa

Aplicativo Credicoamo

41

42

Cooperativa lançou novo aplicativo, disponível para download na Playstore e AppStore. A

ferramenta substitui o antigo aplicativo, trazendo mais tecnologia, praticidade e segurança

Meio Ambiente

46

Semana do Meio Ambiente foi realizada no início de junho nas unidades da Coamo no Paraná, com

ações de conscientização e distribuição de mudas de árvores para cooperados e funcionários

junho/2022 revista

5


SEMENTE MULTIPROTEGIDA

GERA MULTIBENEFÍCIOS.

• Semente protegida desde o início

• Fungicida para

tratamento de sementes

• Amplo espectro

• Alta performance

• Baixa dosagem

• Compatibilidade com

biológicos (Trichoderma)

ATENÇÃO

Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as

instruções contidas no rótulo, na bula e na receita. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual. Nunca

permita a utilização do produto por menores de idade. CONSULTE SEMPRE UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO. VENDA

SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.

/uplbr

/brasilupl

upl-ltd.com/br


governança

Foco no cooperado

Esta edição da Revista Coamo

destaca o Cooperativismo

como um dos assuntos

principais. Quando mencionamos

este movimento que nasceu

em 1844 na Inglaterra, e antes de

tudo para mim é uma filosofia de

vida, reverenciamos também os

pioneiros que um dia sonharam

e acreditaram no surgimento das

cooperativas Coamo e Credicoamo.

Por isso, esta data do cooperativismo

é muito importante

para todos da família Coamo e

Credicoamo, diretores, cooperados,

funcionários e familiares.

Celebramos juntos a força

e a união de mais de 140 mil

pessoas, que diretamente trabalham

e com orgulho, fazem parte

de uma comunidade cooperativista

atuante, que visa o bem

comum, e com a graça de Deus,

vem comemorando bons resultados

ano após ano, desde o surgimento

das duas cooperativas, respectivamente

a Coamo em 28 de

novembro de 1970, e a Credicoamo

em 17 de novembro de 1989.

Os resultados são frutos

da dedicação e profissionalismo

dos funcionários, da participação

expressiva dos cooperados, e de

um trabalho sério com administração

estratégica da diretoria

com foco no desenvolvimento

do quadro social.

Com orgulho e satisfação,

constatamos que o trabalho

das cooperativas tem o reconhecimento

dos associados, que sabem

ser eles o motivo do nosso

“Celebramos a força e a

união de mais de 140

mil pessoas, que com

orgulho, fazem parte

de uma comunidade

cooperativista atuante”.

cooperativismo diário, e comemoram

a excelente performance

que colocam a Coamo e a Credicoamo

como destaque entre as

maiores e melhores nos segmentos

agropecuário e de crédito.

Nesses 51 anos de dedicação

na Coamo avalio que

o cooperativismo foi e é muito

importante para apoiar e desenvolver

milhares de pessoas em

diversas atividades. Ele surgiu

de necessidades e os produtores

encontraram na cooperativa a solução

para resolver os seus problemas.

Foi assim quando das

reuniões que culminaram com o

nascimento da Coamo e quase

20 anos depois, com a criação da

nossa cooperativa de crédito.

Com a observância de

importantes valores como a honestidade,

seriedade, responsabilidade

e o espírito empreendedor

e inovador, mas acima de

tudo com a confiança dos cooperados,

podemos afirmar que tanto

a Coamo como a Credicoamo

deram muito certo e são cooperativas

de sucesso.

Aprendi nessas mais de

cinco décadas, que uma grande

lição que carrego comigo é o

lado social do cooperativismo,

ou seja, a certeza de que o cooperado

precisa ser bem atendido

para evoluir e transformar; que

o cooperativismo precisa ter o

cooperado como foco, pois ele

é a razão principal da cooperativa.

Foi assim que fizemos nesses

anos todos na Coamo e na Credicoamo,

e continuamos fazendo,

pois trabalhamos para cumprir

sua missão, que é uma só: gerar

renda aos cooperados com desenvolvimento

do agronegócio

e no caso na Credicoamo, por

meio de soluções financeiras sustentáveis.

Temos muito a comemorar,

por isso, parabéns para todos

nós cooperativistas.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

junho/2022 revista

7


gestão

O crescimento da Coamo no MS

"A Coamo está aonde o

cooperado está e tem o

propósito de ajudá-lo a

crescer e progredir cada vez

mais na sua atividade."

O

cooperativismo é comprovadamente, um

importante agente de desenvolvimento para

milhões de pessoas em seus diversos ramos

de atuação. Seja na assistência técnica e financeira,

no fornecimento dos insumos e atendimento das necessidades

dos cooperados, no apoio a gestão e administração

da propriedade, ou na geração e distribuição

de renda. Por essas razões, o cooperativismo é

único e fundamental para a existência de tantos produtores

rurais no caso do segmento agropecuário.

Constatamos que sozinho, sem o apoio e o

suporte de uma cooperativa, dificilmente o produtor

conseguiria os benefícios e o sucesso em suas atividades,

como ele tem quando está junto, cumprindo

os deveres e usufruindo dos seus direitos.

Na Coamo e na Credicoamo trabalhamos

nesse sentido, com a certeza de que quanto mais

negócios os associados fizerem e maior for a sua

participação, mais forte se tornam e as cooperativas

também. Este é o caminho que estamos percorrendo

e conquistando sucesso no cooperativismo.

Nesses anos vencemos muitos desafios, e

juntos - cooperados, diretoria e funcionários -, estamos

preparados para enfrentar o presente, os novos

tempos em que vivemos para evoluir e transformar,

e alcançar o futuro, pois como está em nosso slogan,

“A vida é a gente que transforma”.

A Coamo está onde o seu cooperado está

e, cada vez mais, quer estar mais perto deles, com o

propósito de ir mais adiante, de crescer e progredir,

e gerar renda aos seus negócios e agregar valor à

marca e produtos da Coamo.

Foi neste sentido, que anunciamos o município

de São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul,

como sede do mais novo entreposto. Um município

que é o portal da região Norte do MS, na maior rota

de escoamento de produção de grãos do país e polo

do agronegócio do Centro-Oeste brasileiro.

O expressivo avanço do agronegócio em

Mato Grosso do Sul e da Coamo, faz com que possamos

ampliar nossa atuação neste importante Estado

produtor de grãos. Contando com esta, estamos presentes

em 19 unidades – a última foi inaugurada em

2021, em Bandeirantes, e outras duas em construção

atualmente em Ponta Porã e Rio Brilhante. O cooperativismo

da Coamo beneficia no MS, de forma direta

mais de 12 mil pessoas entre cooperados, funcionários

e seus familiares, sem contar os trabalhadores

temporários e os empregos indiretos.

Chegamos a São Gabriel do Oeste onde

teremos uma eficiente estrutura para promover o

desenvolvimento e um cooperativismo de resultado.

Esta expansão e visão da Coamo é referendada

pela participação dos cooperados naquela importante

região. Reiteramos nosso forte compromisso

com os cooperados para levar diversos benefícios

como assistência técnica, crédito, logística, insumos

e estrutura para recebimento e armazenagem da

produção. Tudo isso com o propósito de aumentar

a produtividade e a renda em suas atividades.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

junho/2022 revista

9


entrevista

SÉRGIO SOUZA

Deputado Federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)

“O Brasil real é de preservação ambiental

e pujança do setor agropecuário”.

Filho de produtores rurais, o deputado Sérgio

Souza (MDB-PR) está em seu segundo

mandato na Câmara Federal e é o atual presidente

da Frente Parlamentar da Agropecuária

(FPA). Natural de Ivaiporã, no Paraná, ele acredita

que sua maior missão à frente da FPA é fazer com

que a sociedade compreenda o que é o agronegócio

brasileiro. “As pessoas têm uma imagem

distorcida do agro, com o produtor rural desmatando

floresta, utilizando a água de forma indiscriminada,

passando veneno na lavoura e pondo

tudo isso na mesa das pessoas. Isso precisa mudar”,

enfatiza o presidente da FPA.

Sérgio Souza dividiu seu tempo de juventude

entre a lida no campo e os estudos. É

graduado em Direito e especializado em Direito

Eleitoral. São muitas as pautas que o FPA tem,

entre elas a Regularização Fundiária – ainda em

tramitação na Câmara dos Deputados. Segundo

ele, se aprovada haverá diminuição das queimadas

e do desmatamento “porque com o título da

terra a pessoa tem que seguir o Código Florestal

e se ela não seguir, o órgão ambiental vai lá e

multa, até que a pessoa chegue ao ponto de perder

a propriedade”.

A FPA tem composição pluripartidária

e mais de 200 parlamentares membros, e tem

sido exemplo de organização e articulação com

os entes federados. É considerada influente nas

discussões, articulações e negociações de políticas

públicas no âmbito dos Poderes Legislativo,

Executivo e Judiciário.

Revista Coamo: Qual a função da Frente Parlamentar

da Agropecuária e quais as conquistas nesses

quase 30 anos?

Sérgio Souza: O objetivo da Frente Parlamentar

da Agropecuária - FPA é trabalhar pela aprovação

de legislações que promovam o desenvolvimento

sustentável da agropecuária nacional. Dentre as

prioridades atuais, estão a modernização da legislação

trabalhista, fundiária e tributária, instituição

do marco temporal para demarcação de terras

indígenas e o direito de propriedade, novo marco

do licenciamento ambiental, modernização da

lei de pesticidas e regularização fundiária. Além

disso, trabalhamos por projetos de autocontrole

para garantir agilidade e compromisso da produção,

bioinsumos e outras matérias de interesse do

setor. Desde que foi criada, a Frente Parlamentar

se dedica aos trabalhos no Congresso Nacional.

De composição pluripartidária e com mais de 200

parlamentares membros, a bancada tem sido um

exemplo de organização e articulação com os entes

federados. É considerada a mais influente nas

discussões, articulações e negociações de políticas

públicas no âmbito do Poder Legislativo, Executivo

e Judiciário.

RC: Aponte os avanços e a importância do Código

Florestal na cadeia produtiva. Há alterações a serem

feitas?

Sérgio Souza: O Código Florestal Brasileiro é uma

lei moderna, centrada na peculiaridade dos cinco

biomas do Brasil. Modernizou normas e proporcio-

10 revista

junho/2022


nou a entrada dos produtores rurais

na legalidade e na produção

sustentável. O Novo Código Florestal

Brasileiro pacificou o país,

deu ao meio ambiente garantias

sem comparação como nenhuma

outra norma no mundo, com

segurança jurídica. A instituição

do Cadastro Ambiental Rural

(CAR), propicia uma ferramenta

de controle autodeclarado de

mapeamento de propriedades

rurais privadas e suas áreas de

preservação/proteção. Ao todo,

são 6,5 milhões de imóveis rurais

(mais de 98% dos imóveis rurais

do país) estão registrados no Cadastro

Ambiental Rural. Apesar

disso, alguns aprimoramentos

são necessários para a completa

implementação da Lei.

Natural de Ivaiporã, no Estado do Paraná, o deputado federal Sérgio Souza é filho de

produtores rurais. Formado em Direito pela Universidade Tuiuti, cursou especialização

em Direito Eleitoral na UniCuritiba. Está em seu segundo mandato na Câmara Federal e

é o atual presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

RC: Conte-nos um pouco sobre

o Programa de Regularização

Ambiental (PRA).

Sérgio Souza: O Programa de

Regularização Ambiental (PRA) é

um dos grandes desafios. Após a

publicação da regulamentação

federal do dispositivo, Estados

e o Distrito Federal deveriam ter

apresentado suas legislações

para a efetivação da regularização

de propriedades com inconformidade

ambiental. No entanto,

alguns entes federados têm

se abstido do papel designado

pela Lei Complementar 140, o

que impossibilita a implementação

integral do Programa. Outro

ponto importante a ser enfrentado,

se deve ao fato de que a

justiça brasileira tem dado entendimento

adverso à intenção

do legislador, ao desconsiderar

a aplicação do Novo Código Flo-

junho/2022 revista 11


entrevista

A PREOCUPAÇÃO DO COOPERATIVISMO COM A CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

NÃO SE RESTRINGE AO RESULTADO, MAS AO PROCESSO INTEIRO."

restal aos diversos biomas brasileiros.

A Mata Atlântica é o exemplo

disso. Também é importante

frisar, que o bom funcionamento

da legislação, passa pelo conhecimento

da situação das propriedades,

bem como, pela validação

dos dados inseridos no CAR.

Nesse caso, a validação dos cadastros

é um importante fator de

credibilidade. Evitará o questionamento,

inclusive internacional,

sobre serviços de preservação

ambiental prestados pela agropecuária

brasileira ao mundo.

RC: Qual o posicionamento da

FPA quanto ao Programa de Regularização

Ambiental (PRA)?

Sérgio Souza: O Programa de

Regularização Ambiental (PRA),

é um instrumento também criado

pelo Código Florestal, contempla

um conjunto de ações a

serem desenvolvidas pelos proprietários

e posseiros rurais com

o objetivo de promover a regularização

ambiental de suas propriedades

ou posses. Os PRAs

são constituídos no âmbito dos

Estados e do Distrito Federal, e

para sua adesão é obrigatória

a inscrição do imóvel rural no

CAR. A adesão formal ao PRA,

contempla a assinatura de Termo

de Compromisso que contenha,

no mínimo, os compromissos de

manter, recuperar ou recompor

as áreas degradadas ou áreas alteradas

em áreas de preservação

permanente, de reserva legal e

de uso restrito do imóvel rural, ou

ainda de compensar áreas de reserva

legal. O projeto de recomposição

de áreas degradadas e

alteradas é um dos instrumentos

do PRA. A FPA é favorável à adesão

tanto quanto à implementação

da lei como um todo.

RC: Como o senhor observa o

andamento das diversas Ações

Diretas de Inconstitucionalidade

no STF, que podem impactar em

prejuízos aos agricultores?

Sérgio Souza: A judicialização

Sérgio Souza, deputado

Federal e presidente da

Frente Parlamentar da

Agropecuária (FPA)

do Código é algo que tem atrasado

sobremaneira a sua aplicação

completa. A Lei tem esbarrado

em diversos questionamentos jurídicos

e as inúmeras batalhas judiciais

têm minado a capacidade

de implementação das normas

essenciais do Código Florestal.

Regras que, obviamente, trariam

resultados ainda mais favoráveis.

“O Brasil produz com

qualidade, alimenta o

mundo e ainda preserva

o meio ambiente, e isso

assusta quem não possui

a nossa força e a nossa

responsabilidade de

preservar. É só comparar

a preservação da União

Europeia, por exemplo,

que é de 20,3% do seu

território, contra os mais

de 66% no Brasil”

12 revista

junho/2022


O Congresso Nacional, por direito

constitucional, já realizou seu

trabalho há dez anos com a aprovação

maciça da lei. Precisamos

deixar que os poderes da República

ocupem suas posições de

forma equilibrada em benefício

do País.

RC: Como é o grau de exigência

do nosso país em relação às

questões ambientais? Como é

isso em outros países?

Sérgio Souza: Não há em qualquer

outro país uma Lei como a

do Novo Código Florestal. Isso

mostra a dedicação do país em

relação ao meio ambiente. Mais

que isso, são 66,3% do país dedicado

à proteção, preservação ou

conservação para a vegetação

nativa. Isso só foi possível com

a rigidez do Código e de outras

tantas leis que a Frente Parlamentar

da Agropecuária ajudou

a aprovar no Congresso Nacional.

Outros países se assustam

com o poder que o setor produtivo

brasileiro possui e, por essa

razão, e outros tantos interesses,

implica ao Brasil uma responsabilidade

que na verdade é deles.

O Brasil produz com qualidade,

alimenta o mundo e ainda preserva

o meio ambiente, e isso

assusta quem não possui a nossa

força e a nossa responsabilidade

de preservar. É só comparar a

preservação da União Europeia,

por exemplo, que é de 20,3% do

seu território.

RC: Como é a imagem do Brasil

no exterior e os interesses estrangeiros

em relação à preservação

ambiental aqui no nosso país?

Sérgio Souza: São diversos interesses

que podem ser comerciais,

financeiros e de outras tantas

naturezas. A verdade é que

nenhum outro país possui uma

biodiversidade como a nossa. O

Brasil é rico e ainda carrega a potência

do produtor rural que leva

o alimento aos brasileiros e para

mais de 200 países. A ideia que

se vende lá fora não é o Brasil

real. O Brasil real é de preservação

ambiental e pujança do setor

agropecuário.

RC: Em relação ao produtor brasileiro,

ele cumpre seu papel de

conservacionista? O Brasil é o

que mais conserva?

Sérgio Souza: As áreas com

preservação de vegetação nativa

nas propriedades rurais do

Brasil somam 282,8 milhões de

hectares, o equivalente a 33,2%

do território brasileiro, de acordo

com novos dados da Embrapa

Territorial. Ninguém no mundo

é capaz de cuidar e preservar

como faz o nosso produtor, que

tem aumentado a produtividade

sem desmatar. Ele consegue aliar

a qualidade à tecnologia, que se

soma à imensa responsabilidade

pelo produto de qualidade, além

da preservação do meio ambiente.

Nossos produtores rurais

também são responsáveis pelo

sucesso do Brasil nesse quesito.

RC: O Cooperativismo promove

na sustentabilidade desde a origem

até a industrialização e a colocação

dos alimentos na mesa

de milhões de pessoas. O que o

senhor pensa a respeito?

Sérgio Souza: O cooperativismo

"Não há em qualquer

outro país uma Lei como

a do Código Florestal.

Isso mostra a dedicação

do país em relação ao

meio ambiente. Mais

que isso, são 66,3%

do país dedicado à

proteção, preservação

ou conservação para a

vegetação nativa."

trata as pessoas como o centro

de tudo. Assim, as ações tendem,

por base, ao bem-estar comum

dos envolvidos. Por isso mesmo,

um meio ambiente preservado e

sustentável se torna um cerne da

atuação, que é desde a origem

até a entrega. A preocupação do

cooperativismo com a conservação

ambiental não se restringe ao

resultado final, mas ao processo

inteiro. Essa é a cultura que o produtor

rural brasileiro carrega.

junho/2022 revista 13


14 revista

junho/2022


SISTEMA

EQUILIBRADO

Após dois anos sem ser realizado no formato presencial, Encontro de

Inverno na Fazenda Experimental voltou a reunir cooperados em Campo

Mourão. Evento abordou temas relacionados com a segunda safra e

pecuária, além de antecipar manejos e ações para as lavouras de verão

junho/2022 revista 15


encontro de inverno

Tecnologia é conhecimento, e a assistência técnica é o elo entre o cooperado e a pesquisa

Após dois anos, a Coamo retomou

de forma presencial, o tradicional

Encontro de Inverno na Fazenda

Experimental. Milhares de cooperados

participaram do evento realizado entre

07 e 09 de junho com apresentações em

sete estações de pesquisa. O evento está

na 16ª edição e visa difundir tecnologias

e manter o quadro social atualizado. Junto

com o encontro, foi realizada a Feira de

Negócios com exposição de maquinários

e produtos de empresas parceiras da

cooperativa.

O presidente dos Conselhos de

Administração da Coamo e Credicoamo,

José Aroldo Gallassini, destaca que o

cooperado que se mantém atualizado sai

na frente na produção. “A Fazenda Experimental

presta um importante trabalho de

difundir novas tecnologias para o quadro

social. A cada encontro são definidos assuntos

atuais e os resultados repassados

aos cooperados”, comenta.

Conforme o presidente Executivo

da Coamo, Airton Galinari, o retorno do

encontro no formato virtual foi realizado

de forma segura para que todos os cooperados

pudessem participar. “Vimos um

perfil interessante dos participantes, com

muitos jovens e mulheres, que agora são

protagonistas do agronegócio e mostram

interesse em adquirir mais conhecimento

e evoluir na atividade agrícola”, diz. Ele

ressalta que o encontro é realizado em

um laboratório a céu aberto, com o objetivo

de transferir conhecimento de forma

direta e com resultado consistente. “Tecnologia

é conhecimento, é o que gera valor.

O trabalho da cooperativa por meio

da assistência técnica é ser o elo entre a

16 revista

junho/2022


Aquiles de Oliveira Dias, diretor de

Suprimentos e Assistência Técnica

Valdemiro Nesi, gerente de Compras de Bens de Fornecimento; Paulo Roberto Bacini, gerente de

Fornecimento de Bens de Lojas; Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica; Airton Galinari, presidente

Executivo; José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo

TEMAS

APRESENTADOS

pesquisa e o cooperado, que recebe

as novas tecnologias de forma

segura e pode implantar em

sua propriedade para continuar

evoluindo de forma sustentável”,

acrescenta.

O diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica, Aquiles

de Oliveira Dias, recorda que há

47 anos a Fazenda Experimental

da Coamo vem na vanguarda

da pesquisa no país. “Temos em

nosso DNA a difusão de tecnologia

para os nossos cooperados.

Foi isso que transformou a

agricultura na área de ação da

cooperativa. A Coamo tem esse

espírito desde o início, pois com

apenas cinco anos de fundação,

começou o trabalho de pesquisa.

Na Fazenda Experimental

testamos produtos e tecnologias

para repassar aos nossos cooperados”,

assinala Aquiles Dias.

Marcelo Sumiya, gerente

de Assistência Técnica da

Coamo, observa que o encontro

marca uma transformação nos

eventos realizados pela cooperativa

relacionado aos dias de

campo. “Estamos trabalhando os

eventos técnicos aproximando o

sistema de produção na propriedade,

trazendo assuntos que tratam

das culturas já estabelecidas

e buscando o planejamento das

próximas lavouras. Nesse encontro

de inverno tivemos estações

relacionadas a segunda safra e

pecuária, mas também apresentamos

tendências para as lavouras

de verão preparando os cooperados

e a nossa equipe técnica

para fazer um bom trabalho na

condução das lavouras.”

João Carlos Bonani,

chefe da Fazenda Experimental,

ressalta que foram três dias

de encontro na fazenda Experimental

e com um bom público.

Uso de trigo para nutrição

animal: um novo conceito

Manejo de lagartas,

biotecnologias e refúgio na

cultura da soja

Diversificação de culturas

x produtividade x projeto

carbono

Azevém e nabo resistentes

a herbicidas: cenário atual e

manejo

Agricultura de precisão

como ferramenta para o

controle de plantas daninhas

Pneus truck/agro e suas

aplicações

Lubrificantes e filtros, vida

longa para seus equipamentos

junho/2022 revista 17


encontro de inverno

“Tínhamos vagas limitadas para

que pudéssemos atender todos

os cooperados da melhorar maneira

possível. São produtores

que tiveram a oportunidade de

se atualizarem, com informações

seguras para a propriedade.”

Ele lembra que na Fazenda

Experimental são mais de 200

experimentos durante o ano e escolhidos

a cada evento os temas

mais atuais para o cenário atual.

“Tivemos um cuidado com a escolha

dos temas. Temos muitos

trabalhos, com muitas informações

e entendemos que foram

apresentados os mais relevantes.

São informações que podem ser

utilizadas de forma imediata na

propriedade, gerando benefícios

diretos e rentabilidade aos

cooperados.”

Alvadi Antonio Balbinoti

Junior, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento

da Embrapa Soja,

ressalta que a parceria com a

Coamo é de longa data e extremamente

importante para validar

e desenvolver as tecnologias.

“Nesses encontros repassamos

as informações, mas também

ouvimos as demandas do setor

produtivo. É oportunidade para

a pesquisa aprimorar as tecnologias

e ser alimentada para novos

projetos de pesquisas, desenvolvimento

e inovação”, assinala.

SELSO APARECIDO DA SILVA

São João do Ivaí (PR)

"O evento só traz novidades, um dia de

aprendizado. Encontros como esse repassam

informações para o nosso dia a dia no campo.

Já participei de vários e estava com saudade de

voltar de forma presencial. Todas os assuntos

apresentados foram importantes."

MAURO ANGELO ZANIN

Mamborê (PR)

"Participar do 16º encontro é como se fosse um

marco, por estar voltando no formato presencial. É

importante ter esse contato com os pesquisadores

e colegas cooperados, além de poder ver os

resultados das estações na prática. É importante

acompanhar as novidades para não ficar para trás."

18 revista

junho/2022


JUNTO COM O ENCONTRO DE VERÃO FOI REALIZADA A FEIRA

DE NEGÓCIOS, COM EXPOSIÇÃO DE MÁQUINAS E PRODUTOS

FORNECIDOS DOS PELA COAMO COM APOIO DE EMPRESAS PARCEIRAS

junho/2022 revista 19


encontro de inverno

Feira de Negócios é atração na Fazenda Experimental

No mês de junho, a Coamo

promoveu mais uma edição

da Feira de Negócios. Oportunidade

para os cooperados adquirirem

produtos com bons preços e

prazos de pagamento. A Feira de

Negócios foi realizada em todas

as unidades da Coamo, no Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso

do Sul. Em Campo Mourão, a feira

com exposição de máquinas foi

junto com o Encontro de Inverno

na Fazenda Experimental. A Feira

de Negócios já é uma tradição e

muitos cooperados aguardam a

oportunidade para aquisição de

produtos da área agrícola e pecuária,

com as melhores condições

do mercado.

O diretor de Suprimentos

e Assistência Técnica da Coamo,

Aquiles de Oliveira Dias,

ressalta que o objetivo da Feira

de Negócios é fornecer para os

cooperados todos os bens, máquinas

e ferramentas. “Enfim,

são produtos ligados as lojas de

peças e veterinária que os cooperados

buscam, com condições

especiais de preço, além de opções

de financiamentos na Credicoamo.

De acordo com Denilson

Aparecido Biasi, chefe de departamento

de Fornecimento de

Bens de Lojas da Coamo, a feira

proporcionou para o cooperado

a melhor opção para bons negócios.

“Foi uma oportunidade para

os produtores associados adquirirem

máquinas, peças, óleo,

lubrificantes, pneus e baterias.

Trabalhamos sempre com o intuito

de buscar a melhor opção

para o cooperado”. Biasi observa

que após a Feira de Negócios, a

Coamo continua oferecendo as

melhores condições de negócio

para os cooperados. “A feira é

uma atração a mais, mas é bom

lembrar que temos condições

de oferecer a melhor condição o

ano todo”, frisa.

Vinicius Dziubate de Andrade,

chefe de departamento

de Fornecimento de Insumos

Veterinários da Coamo, recorda

que a Feira de Negócios é

um momento importante para

a Coamo, onde os cooperados

tem oportunidade de conhecer

o que existe de melhor em tecnologia

para sua atividade, seja

agrícola ou pecuária. “Os cooperados

visitaram os estandes e puderam

conhecer e tirar dúvidas

sobre as novas tecnologias oferecidas

pelas empresas parceiras

da Coamo”, assinala.

Cooperados puderam

conhecer novidades na área

de agricultura e pecuária em

exposições de produtos de

empresas parceiras

20 revista

junho/2022


Alimentação para o gado no inverno

No outono e inverno, há uma redução na

oferta de forragem para o gado, devido ao menor

volume pluviométrico e as baixas temperaturas.

Nesses períodos, o trigo surge como opção para somar

com as demais espécies forrageiras já presentes

na propriedade, tanto para pastejo, quanto para

silagem e pré-secado. Segundo o médico veterinário,

Bruno Vinícius Fornari, da Coamo em Campo

Mourão, a área de ação da cooperativa é abrangente,

e entre as opções de variedades de forrageiras

de inverno, o trigo é uma alternativa interessante.

Para suprir o vazio forrageiro, mantendo o

solo coberto, a estação apresentou aos associados

alguns materiais testados e aprovados pela área

técnica. “Temos variedades de excelente qualidade

nutricional que vão manter o desempenho na propriedade,

garantindo mais lucratividade para o cooperado

no inverno”, explica Fornari.

O médico veterinário, orienta que o Lenox,

por exemplo, é um trigo exclusivo para pastejo, que

pode ser semeado já no final de fevereiro. “Esse material

cresce rápido e pode ser pastejado no final

Sandro Colaço Vaz (Guarapuava), Clécio Jorge Hansen Mangolin (Goioerê),

Matheus Ferreira Shikasho (Roncador), Edenei Swartz (Campo Mourão) e Bruno

Vinicius Pereira Fornari (Campo Mourão)

de março, início de abril, enquanto outras espécies

como aveia preta e azevém, por exemplo, ocupam

uma janela de pastejo mais à frente. O foco não é

trocar a aveia e o azevém, mas oferecer alternativas

ao produtor rural.”

O trigo para pastoreio pode ser semeado

após a soja, no final de fevereiro e começo de março.

“Com 30 dias já dá pastoreio. Uma época em que

uma pastagem perene, começa a perder qualidade.

junho/2022 revista 21


encontro de inverno

O Lenox tem excelente valor nutricional,

com 30% de proteína”,

explica.

Já as cultivares Energix

são específicas para silagem e

pré-secado. “Esses materiais oferecem

silagem com teor de proteína

mais elevado que a silagem

de milho, com o benefício de ser

implantado na região mais fria,

onde o milho de segunda safra

não é cultivado”, revela o médico

veterinário.

O foco é fechar o vazio

forrageiro que ocorre entre os

meses de maio e setembro, em

que a produção perene é baixa.

“É uma alternativa muito boa

pensando, também em lugares

onde tem geada e não se consegue

uma segunda safra. Com o

trigo Energix 202, por exemplo,

é possível obter uma produção

de silagem na época de inverno.

Esse trigo resiste ao frio e à geada

e não tem aristas”, observa.

Pensando em silagem,

Fornari diz que em maio pode

inserir o trigo com um ciclo de

silagem de 90 a 100 dias para

o ponto de corte. “Ele também

pode ser feito para pré-secado.

Tudo vai depender da região e

da recomendação técnica.”

O zootecnista e pesquisador

da Biotrigo, Ederson Luiz

Heinz, revela que o foco é a integração

lavoura-pecuária, com a

utilização de forragens de inverno

com o trigo. “Temos na Fazenda

Experimental um trigo para

pastejo, que já está pelo segundo

ano consecutivo garantindo

ao gado um ganho médio diário

Ederson Luiz Heinz, da Biotrigo

em torno de 1,5 kg por animal,

junto com uma mineralização

normal. São materiais que expressam

esse potencial genético.

Automaticamente o produtor, na

propriedade, tem mais ganho na

produção de leite e na carne produzida

por hectare, numa época

que muitas vezes se tem a área

parada.”

O ataque da falsa-medideira

Nas safras de 2019 e 2020, foram relatadas

ocorrências da lagarta falsa-medideira da espécie

rachiplusia nu em algumas lavouras de soja com

a tecnologia BT, a Intacta 1ª geração. Na safra de

2021, vieram novos relatos, que preocuparam ainda

mais o produtor rural.

As cultivares de soja existentes com a tecnologia

RR de 1ª geração não controlam essa lagarta, e

o monitoramento minucioso ajuda na identificação

da espécie. “É preciso saber qual lagarta está na lavoura

para direcionar o manejo. Sempre reforçamos

a importância do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

No futuro devemos ter algo mais digital, mas ainda o

que traz resultados é o bom e velho pano de batida

para verificar se é a rachiplusia nu ou chrysodeixis”,

explica o engenheiro agrônomo, Lucas Gouveia Vilela

Esperandino, da gerência de Assistência Técnica

da Coamo.

A rachiplusia nu é altamente destrutiva, pois

é uma lagarta desfolhadora, reduzindo drasticamen-

PAULO ARBOIT

Mangueirinha (PR)

"Participo desde 1996 dos encontros na

Fazenda Experimental. Para adaptarmos às

novas tecnologias, é essencial participarmos

dos eventos promovidos pela Coamo. Todos os

assuntos apresentados têm a sua importância

dentro do sistema produtivo."

LEANDRO RICARDO CELLA

Xanxerê (SC)

"Para a nossa região, as culturas de inverno são

de extrema importância, principalmente o trigo.

No encontro pudemos conhecer, também, outras

culturas que podem ser inseridas no nosso

sistema. O evento agrega e descobrimos novas

tecnologias."

22 revista

junho/2022


te as folhas da planta. “Se ocorrer um ataque muito

severo na área, reduzirá o índice de área foliar e,

consequentemente, menor produtividade e menor

peso de grão. Por isso, é importante monitorar e conhecer

as espécies.”

Na safra 21/22, houve relatos de incidência

dessa praga praticamente em toda área produtiva

no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. “O

agravante é que nessas regiões, foram feitas coletas

e levadas para laboratório, onde se identificou um

índice acima de 95% da espécie rachiplusia nu”, relata

Lucas Gouveia.

Cristiane Muller, doutora em entomologia

da Corteva, reforça que há dois anos a rachiplusia

nu vem se distribuindo de uma forma mais homogênea

em todo o país. “As tecnologias que temos

no mercado, não garantem um bom controle nessa

espécie, que antes não era tão comum”, destaca.

A falsa-medideira é uma espécie muito comum na

Argentina, por exemplo, e tinha alguma ocorrência

no Rio Grande do Sul, mas hoje está presente em

outras regiões e muito mais dispersa. “O que antes

era pontual, virou um problema mais abrangente.

Por isso, o produtor rural deve lembrar que o monitoramento

é crucial para detectar a presença dessa

Leonardo Alexandre Pereira (Goioerê) Gabriel Felipe Vogel (Pitanga), Lucas

Gouvea Vilela Esperandino (Campo Mourão), André Felipe Petry (Goioxim) e

Marcelo Johnny Ballao da Silva (Amambai)

praga na lavoura”, frisa.

Cristiane ressalta que a rachiplusia nu é

muito semelhante fisicamente com a lagarta falsa-

-medideira da espécie chrysodeixis, mas tem um

comportamento alimentar um pouco diferente. “Ela

ataca a planta da metade para cima, ao contrário da

chrysodeixis que é uma lagarta mais de baixeiro, facilitando

o controle no momento certo.”

A rachiplusia nu até o terceiro e quarto instar,

não tem força para furar completamente a folha,

mas ela vai rendilhando e comendo a parte verde.

“É importante que o produtor, examine muito bem

junho/2022 revista 23


encontro de inverno

a planta, que tire umas folhas e

olhe contra o sol. Às vezes pode

não ser visível, mas a desfolha já

está ocorrendo”, comenta.

De acordo com a pesquisadora,

o controle da rachiplusia

nu não é preventivo. Mas,

quando é verificada a presença

da lagarta por meio do monitoramento

é possível utilizar várias

ferramentas. “Existem produtos

mais específicos que trazem um

bom controle da lagarta e preservam

o equilíbrio da lavoura,

porque já que estamos usando

biotecnologia para reduzir aplicação,

não faz muito sentido entrar

com produtos que tem um

espectro muito grande e que

possam derrubar inimigos naturais.

Além disso, mesmo após

esse controle é preciso manter o

monitoramento pois pode ocorrer

a migração para outras áreas.”

Cristiane Muller, Julia Auth

e Jéssica Zanelato, da Corteva

Solo nutrido e mais produtivo

As culturas de cobertura servem para a melhoria

dos atributos físicos, químicos e biológicos do

solo. Como o próprio nome já diz, essas plantas têm

a finalidade de cobrir o solo, protegendo contra a

erosão e lixiviação de nutrientes, aumentando a infiltração

e retenção de água no solo, ciclagem de nutrientes,

controle de plantas daninhas etc. Tudo isso

aumenta a estabilidade de produção das culturas

envolvidas no sistema, conforme ressalta o engenheiro

agrônomo, Roberto Bueno Silva, da Coamo

em Campo Mourão.

Bueno explica que na área de ação da Coamo,

ao Norte onde é mais quente, planta-se milho

de segunda safra e soja, e mais ao Sul com o clima

mais frio, o trigo e a soja. Trata-se de um bom sistema

e rentável, mas que pode ser aprimorado para

melhorar a qualidade do solo e a interferência de

pragas, doenças e plantas daninhas. “Ao longo dos

anos esses fatores se agravam e trazem consequências

graves para o produtor rural.”

De acordo com o engenheiro agrônomo é

preciso diversificar o sistema de produção. Isso vai

além de colocar espécies diferentes, é necessário

manter o solo coberto o maior tempo possível, preferencialmente

com plantas vivas. “Um solo coberto com

palha e plantas vivas compete com as plantas daninhas.

Então, elas emergem menos e se desenvolvem

menos. É uma grande ferramenta de controle, reduzindo

custos e evitando o surgimento de biótipos de

plantas daninhas resistentes”, considera Bueno.

Segundo o pesquisador da Embrapa Soja,

Henrique Debiasi, nos últimos anos os produtores

têm tido aumentos expressivos de produtividade.

“Os cooperados da Coamo em geral, já tem um nível

tecnológico bastante elevado. Porém, é possível melhorar

ainda mais. Um dos pontos é a questão da diversidade

de plantas nos sistemas de produção. Os

sistemas soja e milho e soja e trigo, embora sejam

IVAR E NATALIA HEIMERDINGER

Nova Santa Rosa (PR)

"Eu e minha filha fazemos questão de participar

dos encontros promovidos pela Coamo. Sempre

levamos novidade para o nosso sistema

de produção. Algumas coisas sabemos na

teoria, mas ver na prática enriquece e muito o

conhecimento."

EDIVAR MARTINS ALVES

Amambai (MS)

"Uma viagem longa, mas que compensa pelo

conhecimento adquirido. Vale a pena participar,

pois o incremento de tecnologia para os

produtores é fantástico, nós precisamos disso.

O conhecimento é transformado em ações no

campo, seja na área da pecuária ou da agricultura."

24 revista

junho/2022


entáveis para o produtor, estão começando a trazer

alguns problemas, com o aumento da incidência de

doenças de solo e prejuízos devido a problemas de

plantas daninhas resistentes, além de perda da fertilidade

física e biológica do solo.”

Debiasi diz que esses fatores são associados

ao uso de sistemas pouco diversificados, e isso pode

aumentar os custos de produção e acarretar perdas de

produtividade em anos de seca. “No ano passado, a região

Sul do Brasil sofreu com a seca, por conta dessa

perda da fertilidade física e biológica, que reduziu a infiltração

de água no solo e a retenção de água também.

Isso aumenta as perdas de água por evaporação, porque

se tem pouca cobertura e aumenta a competição

com as plantas daninhas. Tudo isso leva a reduzir mais a

produtividade, principalmente em anos de seca.”

Para que isso não ocorra existem alternativas

para o produtor rural. “Um exemplo é o consórcio

do milho com a braquiária, onde o cereal é a principal

cultura de inverno. Nas regiões mais frias, uma

opção é utilizar uma cultura de cobertura entre a colheita

de soja e o plantio de trigo para fechar esse

vazio outonal. A tecnologia é acessível ao produtor

e se utilizada, oferece benefícios tanto na safra de

Roberto Bueno Silva (Campo Mourão), Carlos Vinicius Precinotto (Juranda),

Bruno Lopes Paes (Campo Mourão) e Carlos Alberto Della Riva (São Pedro do

Iguaçu)

inverno quanto na de verão”, salienta o pesquisador.

Conforme Debiasi, tudo isso aumenta a estabilidade

da produção. “Os benefícios vão além do

incremento na produtividade, há melhoria da fertilidade

física e biológica, assim como a maior cobertura

do solo, que ativa biologicamente o solo. Isso reduz

os danos ocasionados por doenças radiculares

e aumenta o armazenamento de água disponível, o

enraizamento das culturas de verão, principalmente

a soja, o milho de verão. As culturas de outono e

inverno também se beneficiam, e com isso se tem

junho/2022 revista 25


encontro de inverno

não só aumento de produtividade,

mas também o da estabilidade

de produção, evitando assim

grandes perdas em anos secos.”

O produtor precisa olhar

mais ainda para o solo, a parte que

está escondida, que são as raízes

e fertilidade do solo. “Não é só a

parte da adubação, da correção

com calcário. Para ter um solo fértil,

precisamos melhorar a parte

estrutural, física e biológica, e para

isso, temos tecnologias conhecidas,

que envolvem basicamente

a planta, a produção de raiz e de

palha. É isso que precisamos para

avançar na fertilidade do solo”, enfatiza

Henrique Debiasi.

Henrique Debiasi, Embrapa/Soja

Plantas daninhas no trigo

As plantas daninhas são um problema para

a cultura do trigo. Elevam os custos de produção devido

a necessidade do uso de herbicidas e quando

não controladas acarretam perdas de produtividade.

Na cultura do trigo, que por sinal tem relevância em

algumas unidades da Coamo onde o clima é mais

frio, o azevém e o nabo resistentes são os inimigos

do cereal.

Conforme o engenheiro agrônomo, Marcos

Vinícius Gimenes, da Coamo em Campo Mourão,

no encontro foram abordadas estratégias para

manejar estas invasoras e as opções de herbicidas

pré e pós-emergentes. Gimenes explica que essas

plantas daninhas conferem resistência a alguns herbicidas,

o que dificulta o manejo e a condução da

lavoura, devido a perda de algumas ferramentas de

controle químico que foram muito utilizadas nos últimos

anos. “Esse cenário, provavelmente é resultado

do uso de herbicidas por muito tempo e pela falta

de rotação de culturas e ativos, que influenciam na

pressão de seleção desses indivíduos.”

Existem algumas alternativas de manejo

destas plantas daninhas. Dois herbicidas pré-emergentes

entram como uma alternativa de manejo na

cultura, sendo que a utilização deles não elimina a

aplicação em pós emergência na cultura do trigo

para controle, mas auxiliam no controle do banco de

sementes e no manejo de resistência dessas plantas.

Antes, se tinha opções em pós-emergência,

mas com o advento da resistência dessas plantas aos

Diego Monteiro (Mamborê), Fabio da Cruz (Candói), Marcus Vinicius Goda

Gimenes (Campo Mourão), Fernando Mauro Soster (Ivaiporã) e Cristiano Fabbris

(Mangueirinha)

herbicidas, o controle diminuiu. Por isso, é necessário

ter uma estratégia de manejo. “Se perdermos todos

os outros herbicidas em pós, pode-se inviabilizar a

cultura do trigo em algumas regiões. Por isso, sempre

recomendamos um conjunto de ações. Uma prática

isolada sempre será a menos eficiente. Então, é preciso

aliar o controle químico às boas práticas de manejo

da cultura. Isso vai amenizar o aparecimento de

plantas daninhas na propriedade”, assinala Gimenes.

Segundo o pesquisador Fernando Adegas, da

área de Manejo de Plantas Daninhas, da Embrapa Soja,

essas duas plantas que estão presentes na lavoura de

trigo têm complicado o cenário do cereal. “Estamos

acompanhando uma infestação dessas plantas que

sempre estiveram presentes na cultura do trigo. Mas, o

grande problema é que elas apresentam populações

tolerante a herbicidas. Um exemplo, é o azevém resistente

ao glifosato e a alguns inibidores de ALS. Esta-

26 revista

junho/2022


mos perdendo essas ferramentas.”

Adegas revela que existem

algumas opções, principalmente

herbicidas em pré-emergência,

tanto para azevém

quanto para nabo, e a associação

deles com alguns pós-

-emergentes. “O produtor rural

precisa saber que a planta daninha

no trigo voltou a ser importante.

Isso faz o cereal perder a

produtividade e alguns podem

até trazer problemas de nematoides,

por exemplo, como

o nabo. Além disso, não são

apenas os herbicidas que vão

controlar, é preciso ter um manejo

da cultura com cobertura,

palhada, rotação e, depois, monitoramento

da área para ver

onde essas plantas estão presentes,

não deixar aumentar e,

aí sim, escolher o herbicida que

será utilizado.”

Fernando Adegas, Embrapa/Soja

junho/2022 revista 27


encontro de inverno

Precisão no controle das plantas daninhas

As plantas daninhas resistentes têm elevado

o custo de produção das culturas. Nem sempre elas

estão distribuídas em toda a área cultivada, apresentando-se

isoladas ou em reboleiras. Neste sentido a

agricultura de precisão é uma aliada do produtor rural

para manejar as plantas resistentes que sobram

das aplicações.

Fabrício Bueno Corrêa, da gerência de Assistência

Técnica Coamo, explica que existem tecnologias

disponíveis que podem fazer a diferença no

controle das plantas daninhas. “Com a agricultura

de precisão é possível controlar a planta daninha

em taxa variável, ou seja, temos sistemas e tecnologia

disponíveis onde o produtor consegue mapear

a propriedade, identificar as plantas daninhas presentes,

gerando um mapa da presença delas. Esse

mapa se transforma em um arquivo que colocamos

na máquina que vai pulverizar somente onde foi

identificada a presença de plantas.”

Essa forma de controlar as plantas invasoras

otimiza os recursos. “Ele terá uma economia de herbicidas.

Dependendo do cenário, essa economia,

pode ser de 40% a 80% do produto aplicado. Gerando,

obviamente, um ganho financeiro direto para

o cooperado, além de todo o ganho em sustentabilidade

em todo o processo”, observa.

Segundo Corrêa, essa tecnologia é oportuna

para o cenário atual. “Dependendo do sistema

de produção do cooperado, entre os intervalos da

colheita e plantio de uma safra, existem janelas que

Gabriel de Souza Dossi (Candói), Getulio Adriano Espindola Filho (Juranda),

José Petruise Ferreira Junior (Campo Mourão), Fabrício Bueno Corrêa (Campo

Mourão) e Victor Hugo Matias Cangussu de Moura (Engenheiro Beltrão)

28 revista

junho/2022


são consideradas períodos de

pousios. Podem ser mais extensas

ou mais curtas, mas nestes

momentos se tem a presença de

plantas daninhas. Isso gera, cada

vez mais, problemas ao produtor

rural e dependendo do cenário,

impacta muito no valor final do

custo de produção.”

Outro aspecto é a escassez

de recursos. “Muitas vezes

não tem disponível aquele herbicida

que precisamos. Então,

a tecnologia se encaixa muito

bem, pois leva uma solução ao

cooperado, para ele otimizar

esse recurso e aplicar de forma

racional, gerando uma economia

direta”, acrescenta Corrêa.

Para esse trabalho é utilizado

um drone com uma câmera

fotográfica e com configurações

específicas. Esse conjunto de

imagens é transferido para um

software com inteligência artificial

que reconhece onde tem

plantas daninhas, gerando um

mapa digital. Na estação foi demonstrada

a plataforma Xarvio,

desenvolvida pela Basf. “As máquinas

mais modernas, leem o

Júlio Franchini, Embrapa/Soja

Lucas Fontes Veloso e Guilherme Cesário Sguissardi, Xarvio/Basf

mapa digital e aplicam de forma

localizada. É um liga e desliga.

Onde tem a planta, liga o bico ou

a seção de barra e onde não tem,

desliga. É uma tecnologia acessível,

que o produtor consegue ter

um grande custo-benefício.”

De acordo com o pesquisador

Júlio Franchini, da área

de Manejo de Solos da Embrapa

Soja, a agricultura de precisão

aumenta a eficiência no controle.

“Com essas tecnologias é possível

racionalizar o uso de produtos,

diminuir o impacto ambiental

e o custo de produção, além de

aumentar a eficiência no controle

porque pode ser usada uma

calda mais concentrada, no caso

de planta daninha resistente, com

um produto específico, que às vezes

tem um custo mais alto. Mas

aplica só onde é necessário.”

Franchini revela que o

drone sobrevoa uma altitude de

aproximadamente 120 metros

e capta várias imagens que são

processadas. “Essa tecnologia se

aplica no pré-plantio da soja, então

se tem as áreas com palhada

e as plantas daninhas que aparecem

no mapa na cor verde. O

mapa gerado pode ser carregado

na maior parte dos maquinários

que têm no mercado, desde

que tenha GPS e o software, para

receber as informações e acionar

o sistema de aplicação. Dos últimos

cinco anos para cá, a maioria

dos pulverizadores do mercado,

estão vindo com essa tecnologia

embarcada.”

Os ganhos são financeiros

e ambientais. “É fundamental

o uso racional dos insumos.

A tecnologia está se popularizando,

pois na medida que

começa a ganhar escala você

consegue reduzir custos. Está

ficando cada vez mais acessível

também para o produtor”, reforça

o pesquisador.

junho/2022 revista 29


30 revista

junho/2022


encontro de inverno

Manutenção em dia

Duas estações do Encontro

de Inverno apresentaram

a importância do conhecimento

técnico para o uso adequado de

pneus, filtros, óleos e lubrificantes.

Uma manutenção correta garante

longevidade para os equipamentos

e, consequente, economia no

bolso do produtor rural. Assim, é

possível potencializar o desempenho

e a disponibilidade física

dos equipamentos, identificando

problemas, antes que se tornem

grandes danos.

Pneus

O instrutor Técnico da Prometeon,

Douglas Vieira da Silva, falou

sobre a correta utilizações dos

pneus agrícolas e truck (para caminhões).

Ele ressalta que o melhor

pneu é aquele utilizado corretamente.

“A pressão e o lastro quando

alinhados melhoram a performance

do pneu e do maquinário. É

preciso analisar o que é transportado

no veículo, onde esse veículo irá

passar, estrada de terra ou asfalto.

Simplesmente dirigir, sem pensar

no equilíbrio operacional, pode

causar o que chamamos tecnicamente

de uma morte prematura.

Sem contar, que pode influenciar

no desgaste de todos os componentes

do veículo.”

Filtros

Outro produto muito utilizado

pelo homem do campo é

o filtro. “Os filtros servem para

garantir a vida do seu equipamento,

reduzir o custo de manutenção,

melhorar o desempenho,

reduzir o consumo de combustível.

Os filtros mantêm o seu investimento

em dia sem ter que

fazer manutenção, evitando gastos

desnecessários”, esclarece

Ivan Rizatto, gerente de Vendas

da filtros Fram do Brasil.

Óleos e Lubrificantes

Juliana Dourado, coordenadora

técnica na parte de Lubrificantes

da Mobil destaca que o agricultor

precisa também estar atento

a lubrificação correta, atento ao espaço

de troca do lubrificante para

evitar alguns danos severos. “Ao

realizar a manutenção preventivamente,

se consegue evitar alguns

erros. Por exemplo, se não troca o

óleo no momento certo, a quantidade

de aditivo que tem lá dentro

se esgota. Esse aditivo é fundamental

para evitar um entupimento, por

exemplo, e aí é preciso parar o maquinário

para limpar. Quando se

troca o óleo e o filtro, de uma forma

adequada, na hora especificada, se

evita a manutenção corretiva que

sempre é mais demorada.”

junho/2022 revista 31


cooperativismo

COOPERATIVAS CONSTROEM UM MUNDO MELHOR

é o tema do cooperativismo em 2022

O

Dia Internacional das Cooperativas, foi criado

em 1923, mas ganhou força a partir de

1995. É organizado e celebrado pela Aliança

Cooperativista Internacional (ACI) em todos os

cinco continentes envolvendo mais de um bilhão de

cooperados integrando três milhões de cooperativas.

A data é comemorada anualmente no primeiro

sábado do mês de julho, mas no cooperativismo

brasileiro com o evento “Dia C”, o movimento registra

inúmeras ações antes e após esta data.

Ariel Guarco, Aliança Cooperativista Internacional (ACI)

Para este ano o tema é “Cooperativas constroem

um mundo melhor” com foco na divulgação

do modelo de negócios centrado no ser humano.

Desde 1995, a ACI e as Nações Unidas estabelecem

um tema para a celebração por meio do Comitê

para a Promoção e o Avanço das Cooperativas (Copac).

A inspiração para o tema deste ano é baseada

nos valores cooperativos de autoajuda, autorresponsabilidade,

democracia, igualdade, equidade e

solidariedade, e os valores éticos de honestidade,

abertura, responsabilidade e de cuidar dos outros.

“Este ano vamos viver o nosso Dia de uma

forma muito especial. É a edição centenária desta

celebração e isso nos enche de orgulho e responsabilidade.

Devemos mostrar ao mundo que nossa

doutrina está mais viva do que nunca e é fundamental

para a construção de um mundo melhor. É justamente

para isso que o slogan deste ano se orienta.

As Nações Unidas deixaram bem claro que esse

modelo econômico e social ajuda a construir um

mundo onde ninguém fica de fora e onde ninguém

é deixado para trás”, declarou o presidente da ACI,

Ariel Guarco. Ele foi entrevistado na Revista Coamo

edição de junho de 2021.

Os pilares do desenvolvimento da Coamo e Credicoamo

O cooperativismo é resultado

dos sonhos de pessoas

em busca da solução para os

seus problemas e necessidades,

independente das suas atividades.

Foi assim, que em 28 de novembro

de 1970 surgiu a Coamo

e, em 17 de novembro de 1989,

a Credicoamo, nos segmentos

agropecuário e de crédito, respectivamente.

Ao longo desses anos

a jornada cooperativista vem

sendo realizada em harmonia e

sinergia entre as duas cooperativas

com a prática do princípio

da intercooperação por meio de

dois importantes pilares, o da

produção e o financeiro. Contemplam

estes pilares, entre outros

benefícios, os projetos de

assistência técnica direcionada e

a emissão de propostas de financiamento;

o fornecimento de insumos

agropecuários, máquinas

e equipamentos; o recebimento

e comercialização da produção,

e o financiamento de estocagem

e garantia de liquidação do financiamento;

o sistema de capi-

32 revista

junho/2022


talização compartilhado e as sobras como resultado da

participação dos cooperados e eficiência do cooperativismo.

Os mais de 30 mil cooperados da Coamo, dos

quais mais de 22 mil também associados da Credicoamo,

são a razão da existência e do trabalho promovido

diariamente pelas cooperativas e representam o

sucesso do cooperativismo, que é referência. “Gerar e

agregar renda aos cooperados com o desenvolvimento

sustentável do agronegócio por meio de soluções

financeiras sustentáveis está presente nas Diretrizes

Corporativas e representa a missão das nossas cooperativas”,

explica o engenheiro agrônomo José Aroldo

Gallassini, idealizador e presidente do Conselho de Administração

da Coamo e da Credicoamo.

Segundo Gallassini, os cooperados são privilegiados

por integrarem um cooperativismo com atuação

forte e segura, e o propósito de atender as suas

demandas e necessidades, com eficiência e qualidade

na prestação de serviços, e o profissionalismo da diretoria

e funcionários. “Quando nos reunimos e fundamos

as cooperativas tínhamos o objetivo de que elas

pudessem alcançar todos os produtores interessados,

a sociedade como um todo. Esse trabalho foi feito e os

associados das duas cooperativas são os mesmos, então,

temos hoje mais de 30 mil na Coamo e mais de 22

junho/2022 revista 33


cooperativismo

mil na Credicoamo, mas o nosso objetivo é que todos possam

fazer parte da nossa cooperativa de crédito”, explica.

Para desenvolver um trabalho completo nas cooperativas

agropecuária e de crédito, são no total mais de nove mil

funcionários capacitados nas diversas habilidades e competências.

“Trata-se de uma grande família, pois em mais de 70

regiões nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso

do Sul, o nosso cooperativismo beneficia diretamente mais de

140 mil pessoas entre cooperados, funcionários e os seus respectivos

familiares”, aponta Gallassini.

Os valores da Coamo e da Credicoamo que integram

suas Diretrizes Corporativas são claros, conhecidos, bem-definidos

e praticados no dia a dia. Assim, “Ética, transparência e

honestidade de princípios”, “Responsabilidade, segurança e solidez”,

e “Equidade, respeito e valorização do ser humano” consolidam

um cooperativismo que trabalha, pensa e age no sentido

de buscar o melhor para os associados e familiares. “A Coamo e

a Credicoamo não foram criadas para duas ou cinco gerações,

mas para toda a vida, para sempre. Por isso, é que estão estruturadas

e adequadas para beneficiar os associados tanto na produção

e no agronegócio, como no crédito. Com orgulho temos

a disposição um movimento moderno, sólido e seguro, e vamos

com profissionalismo cumprindo a nossa missão”.

José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo e Credicoamo

BENEFÍCIOS

As ações estratégicas do cooperativismo em prol dos

associados da Coamo e da Credicoamo contemplam o compromisso

com os cooperados; assistência técnica e creditícia,

tecnologia, pesquisa e difusão; aumento de produtividade, diversificação

e renda na propriedade; redução de custos; distribuição

de renda; melhoria da qualidade de vida e do meio

ambiente; e desenvolvimento cultural dos cooperados e de

seus familiares.

Os benefícios fornecidos aos cooperados alcançam

importantes áreas como pesquisa, desenvolvimento e inovação,

além da logística, gestão e suporte. Esta cooperação

vai além do campo, pois eles têm à sua disposição o apoio

necessário com uma assistência que vai desde o planejamento

à comercialização das suas safras, observando a evolução

e transformação com os processos de inovação por meio de

tecnologias modernas.

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo

“Origem de uma cooperativa:

ela é a filha e, também, a mãe!”

Para o presidente Executivo da Credicoamo, Alcir José

Alcir Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo

34 revista

junho/2022


Goldoni, as cooperativas nas suas histórias surgiram

de crises e de necessidades. Fazendo reflexões sobre

este tema, Goldoni define a origem do cooperativismo:

“A cooperativa é a filha das necessidades e é a

mãe das soluções, porque a crise gerou a cooperativa

e a cooperativa gerou a solução. Neste sentido, ela

foi absorvendo e resolvendo essas crises e agregando

progresso aos cooperados, que se uniram no movimento

para o bem comum”, define Goldoni. Segundo

ele, quando aparecem as crises, a cooperativa detalha,

trabalha e enfrenta para buscar a solução para os problemas

que prejudicam o desenvolvimento e o sucesso

das atividades dos associados.

“Aqui, o cooperado tem tudo,

porque a cooperativa é a sua casa”

Os cooperados da Coamo e da Credicoamo

têm grandes vantagens na vivência e fidelidade ao

cooperativismo. “Nas cooperativas, eles encontram

tudo o que precisam em um único local. Tem assistência

técnica e financeira, têm fornecimento de

insumos, peças, produtos veterinários; eles entregam

suas safras em modernas e bem-estruturadas

unidades com agilidade e qualidade; tem a comercialização

da produção com pagamento no ato, e

as sobras, que representam solidez e segurança nas

suas atividades”, explica Airton Galinari, presidente

Executivo da Coamo.

SINERGIA

“Mas, todo esse suporte e apoio da Coamo

e da Credicoamo aos cooperados só é possível em

função de um trabalho bem-estruturado e eficiente

pelas nossas equipes das diversas áreas, com o devido

planejamento e execução das atividades.”

Para a diretoria, então, cada vez mais, em

cada operação com a Coamo e a Credicoamo, o cooperado

tem a certeza de contar com toda a estrutura

das suas cooperativas, em uma relação que vai muito

além do aspecto negocial, mas do relacionamento e

da confiança, com o suporte necessário no momento

certo, de cooperativas sólidas e fortes, voltadas para

o desenvolvimento dos seus associados.

Homenagem ao Cooperativismo

Para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo, a Coamo está

homenageando seus cooperados. São eles que colocam em prática, todos

os dias, os valores do cooperativismo. Na campanha, a história de

vida dos associados é contada na voz de Renato Teixeira, cantor de música

sertaneja de raiz e com grande afinidade com os produtores rurais.

Para ver o vídeo da

homenagem da Coamo

ao Cooperativismo

aponte o leitor de QR Code na

imagem ao lado.

Família Zottis, em Toledo (PR)

junho/2022 revista 35


cooperativismo

Família Ferri, de Quinta do Sol (PR), tem o

cooperativismo como instrumento de desenvolvimento

COOPERATIVISMO É EXEMPLO DE DESENVOLVIMENTO, TRANSFORMAÇÃO

E UNIÃO FAMILIAR, COM EXPRESSIVO RESULTADO ECONÔMICO SOCIAL

Prestes a completar 80 anos de idade, seu

Élcio Ferri, de Quinta do Sol (Centro-Oeste do Paraná),

tem o cooperativismo como um instrumento de

desenvolvimento e integração. Ele se mudou para o

município junto com o pai, seu Natalino, e irmãos em

1961. Na época, trabalhava com hortelã e logo depois

passou para a produção de café. A enxada e a

peneira eram as principais ferramentas de trabalho.

Uma realidade bem diferente da vivenciada hoje. Os

instrumentos de trabalho mudaram, basta ver o barracão

da família que guarda maquinários de última

geração e facilitam o trabalho no campo. Contudo, o

que não mudou é a maneira deles trabalharem.

A união familiar se mantém presente entre

os Ferri, que estão na quarta geração de cooperados

da Coamo. Seu Élcio, por exemplo, trabalhou

com o pai e irmãos, depois passou a trabalhar com

os filhos e agora com os netos, e já tem os bisnetos

acompanhando as atividades agrícolas, mostrando

gosto pela agricultura. “É uma satisfação ver toda a

família unida, acaba sendo uma extensão do cooperativismo

e da Coamo em nossa família.”

Ele conta que o cooperativismo contribuiu

para mudar o perfil da agricultura na região. “Quando

cheguei aqui, era tudo na enxada. Não tinha maquinários,

não tinha nada”, comenta. Seu Élcio está

completando 40 anos como cooperado da Coamo.

“O cooperativismo é a união em prol do bem comum.

Com a Coamo passamos a ter onde entregar a produção

com segurança. A assistência técnica e o fornecimento

de insumos e peças também foram fundamentais

para a evolução da agricultura. Depois veio a

Credicoamo, tornado ainda mais fácil o trabalho”, ressalta,

e acrescenta que sem a Coamo seria bem mais

difícil produzir e depois comercializar a produção.

Natanael é um dos filhos do seu Élcio. Ele

pegou um novo ciclo da agricultura, um pouco mais

avançado do que a enfrentada pelo pai e avô, mas

ainda assim com suas dificuldades. “Com 56 anos,

ainda peguei um pouco da época do café, antes

mesmo de existir a Coamo na região. Depois que

surgiu a cooperativa, houve uma melhora em toda

a cadeia produtiva. Até então, eram somente pequenas

cerealistas, e muitos produtores levavam a

36 revista

junho/2022


produção para outras cidades. Com a Coamo, ficou

bem mais fácil”, comenta Natanael, participante da

primeira turma do Programa de Formação de Jovens

deres Cooperativistas, em 1998.

Conforme Natanael, a evolução foi motivada

pelo fornecimento de insumos de qualidade e pelo

trabalho da assistência técnica que sempre primou

em oferecer aos cooperados o que há de mais moderno

em cada ano. “A Coamo trouxe tecnologia e

estrutura para receber a produção. Antes era só na

enxada, no arado com animal. Assim como a cooperativa

cresceu no município, a família também teve

uma grande evolução.” Ele lembra que a mecanização

das terras se intensificou a partir de 1975, após

a geada negra que dizimou as lavouras de café no

município. “A agricultura é uma atividade que tem

as suas dificuldades. Um ano temos falta de chuva e

no outro preços baixos. Ainda vemos jovens saindo

para estudar e não voltando mais para a atividade

agrícola. Na nossa família incentivamos os mais novos

para que possam se profissionalizar e dar continuidade

aos negócios.”

Vinicios Ferri é exemplo de sucessão na família.

Filho do Natanael e neto do seu Élcio, ele é

engenheiro agrônomo por formação e optou por

continuar no campo. Integrante da atual turma do

Programa de Formação de Jovens Líderes Cooperativistas,

Vinicios entende que o cooperativismo

tem sido fundamental para o desenvolvimento da

agropecuária no município. “O cooperativismo é a

união de forças, onde pequenos e médios produtores

conseguem ter mais competitividade no mercado

para comprar os insumos e comercializar a sua

produção.”

O cooperado sabe da responsabilidade que

tem em dar sequência aos trabalhos iniciados pelo

bisavô. “Podemos dizer que nossa família é uma extensão

do cooperativismo. Essa união nos dá força

para crescer, produzir mais e melhorar a condução

das lavouras. É uma grande responsabilidade e precisamos

evoluir, cada vez mais, e nunca regredir.”

EUGÊNIO SLOBODJAN é cooperado desde 1984 da

Coamo em Roncador, logo após a chegada da cooperativa

no município, instalada em 1978. A história

da família no cooperativismo começou com o seu

Cooperados: Nathan, Nilce, Vinicios, Natanael, Élcio, Natalino e João Matheus

Irmãos Natalino e Natanael Ferri, com o engenheiro agrônomo Regivaldo Pereira

da Silva e o gerente Edilson Duarte de Aquino, da Coamo em Quinta do Sol

pai, João. Até 1990, seu Eugênio conduzia a propriedade

junto com o pai e em 1991, quando se casou,

assumiu nove alqueires recebidos após divisão da

propriedade entre os sete irmãos.

A primeira lavoura cultivada foi o algodão.

Como a cultura já estava no final do ciclo, a renda

não foi a esperada. Em 1992, fez o plantio de cinco

alqueires de soja e aos poucos foi evoluindo e

adquirindo novas áreas. Atualmente, ele planta 95

alqueires próprios. “Foi uma boa evolução nesses

anos, sempre amparado pela Coamo. Adquirimos

várias áreas de pastagens, que estavam degradadas

e foram transformadas em lavouras de alto rendimento.

Todo trabalho foi realizado com apoio e assistência

da Coamo”, conta. Entre 1998 e 2018 ele

trabalhou com pecuária leiteira, também com apoio

da cooperativa.

Associado da Credicoamo desde a instalação

no município, o cooperado destaca a importância

e a facilidade em ter duas cooperativas em um

junho/2022 revista 37


cooperativismo

Eugênio com a esposa Marlene e o neto Felipe no trator que durante muitos anos

foi o maquinário para o trabalho e também o veículo de transporte da família

Cooperado Eugênio com o engenheiro agrônomo Celso Castro

Cooperados Euzébio e Eugênio Slobodjan

só local, oferecendo os serviços e benefícios em prol

dos cooperados. “A integração entre as duas cooperativas

facilita a nossa vida. Nem sempre temos

tempo de ficar atrás de documentos para a contratação

de financiamentos e seguro das lavouras e as

cooperativas fazem isso para nós, já que tem toda a

documentação necessária e é sem burocracia.”

Ele lembra que a agricultura sempre tem dificuldades,

já que um ano não é igual ao outro, seja

no clima ou na comercialização. “Mas, em todos esses

anos, as duas cooperativas estiveram do nosso

lado, auxiliando para que pudéssemos passar pelas

situações adversas. O cooperativismo ajudou no nosso

sucesso. A confiança que temos na Coamo e na

Credicoamo nos inspira a crescer. Temos segurança

38 revista

junho/2022


em investir, pois temos todo o apoio das duas cooperativas

tanto na aquisição de insumos e no recebimento

da produção quanto na liberação de créditos e

seguros. Já são quase 40 anos de trabalho e confiança

mútua.”

JOÃO BATISTA BASTOS, de Iretama, é associado da

Credicoamo há cerca de dez anos. Antes da instalação

da agência no município, há cerca de sete meses,

ele realizava as movimentações em Roncador, distante

cerca de 30 quilômetros. Mesmo tendo que percorrer

essa distância, ele sempre fez questão de ter a

Credicoamo como seu domicílio financeiro.

A Credicoamo é uma cooperativa de crédito

que nasceu da união e visão de 29 produtores rurais

cooperados da Coamo, em 1989. Desde o início, a

Credicoamo foi se modernizando e crescendo tanto

nos volumes de serviços e produtos, como no número

de associados que são atendidos em suas necessidades

plenas, por meio de uma política de trabalho com

linhas exclusivas e uma assistência financeira, que fomenta

a produção e agrega renda às atividades.

A participação expressiva e constante dos

associados é um dos motivos do sucesso da Credicoamo

em um cooperativismo que gera riquezas e

desenvolvimento. Os recursos gerados pelos associados,

e administrados pela cooperativa, permanecem

em suas próprias comunidades, e contribuem para

impulsionar o desenvolvimento das suas regiões por

meio de novos negócios. “O trabalho desenvolvido

pela Credicoamo facilita o nosso trabalho. Ter uma

agência mais perto contribui ainda mais, já que não

precisamos ficar tanto tempo cuidando da parte burocrática.

Com isso, temos mais tempo para fazer a

parte operacional, cuidar das lavouras”, assinala o associado

que trabalha em parceria com o filho Mateus.

Ele utiliza vários serviços oferecidos pela Credicoamo

como por exemplo, as linhas de crédito visando

mais investimentos e das de seguro para dar mais tranquilidade

as atividades desenvolvidas. “Trabalho 100%

com a Credicoamo pela facilidade e segurança que tenho

na cooperativa de crédito. Tem também o fato de

a Credicoamo e a Coamo estarem em um mesmo local

físico e com isso quando faço as reservas de insumos

para a safra já passo na Credicoamo e contrato o custeio

de forma rápida e segura.”

João Batista Bastos e a gerente Daniele

Mattos Schier, da Credicoamo em Iretama

junho/2022 revista 39


mídia

Lançada mais uma

edição da revistinha

Há pouco mais de um ano, a

Coamo lançava a primeira

edição da Revistinha Coamo

Kids. Sucesso entre a garotada, a

publicação tem como objetivo ensinar

as crianças, na faixa etária de 04 a 12

anos, os princípios cooperativistas.

A publicação é voltada para filhos

e netos de cooperados e funcionários

do Grupo Coamo. Com histórias em

quadrinhos criativas e atividades lúdicas,

os pequenos conhecem sobre o

fascinante sistema cooperativista.

A nova edição da Revista Coamo

Kids já está circulando. Na publicação,

a turminha vai fazer uma visita especial

à sede da Coamo e conhecer o

Dr. Aroldo Gallassini.

Garanta seu exemplar na unidade

mais próxima de você!

Na nova publicação, a turminha vai fazer uma visita especial

à sede da Coamo e conhecer José Aroldo Gallassini

40 revista

junho/2022


investimento

Coamo inicia atividades

em São Gabriel do Oeste (MS)

São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul,

é sede do mais novo entreposto da Coamo. O

município é o portal da região Norte do MS,

situado na maior rota de escoamento de produção

de grãos do país, sendo polo do agronegócio e um

dos maiores produtores de soja, milho e sorgo.

Para o presidente Executivo da Coamo, Airton

Galinari, o cooperativismo é importante agente

de desenvolvimento para milhões de pessoas em

diversos ramos de atuação. Segundo ele, é grande

o crescimento do agronegócio em Mato Grosso do

Sul e da Coamo, que a cada ano vem ampliando sua

atuação no Estado. “Se contarmos com São Gabriel

do Oeste, a Coamo está presente no MS com 19 unidades,

sendo a última inaugurada em 2021, na cidade

de Bandeirantes, e duas em construção, Ponta

Porã e Rio Brilhante. Contamos com mais de 3,5 mil

cooperados e o trabalho de mais de mil funcionários

diretos, além dos temporários”, relata Galinari.

Ainda segundo Galinari, a Coamo chega

a São Gabriel do Oeste com toda estrutura para um

cooperativismo de resultado. “Temos um forte compromisso

com os cooperados oferecendo diversos

benefícios como assistência técnica, crédito, logística,

insumos e estrutura para recebimento da produção.

Tudo isso visando o aumento de produtividade, diversificação

e aumento de renda nas suas atividades.”

De acordo com o presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo e Credicoamo,

José Aroldo Gallassini, a abertura do entreposto em

São Gabriel do Oeste é uma reinvindicação dos cooperados

sul-mato-grossenses. “É característica dos

entrepostos da Coamo no Mato Grosso, o recebimento

de grandes volumes de produção. Dentro do

nosso programa de expansão, viabilizamos a abertura

de mais esse entreposto. Vamos atender um

grupo grande de cooperados, e ficamos satisfeitos

em prestar esse serviço mais diretamente a todo o

quadro social do Mato Grosso Sul”, afirma Gallassini.

ESTRUTURA – A nova unidade da Coamo está

estruturada para recebimento de 1.100.000 sacas,

com um armazém graneleiro de 30 mil toneladas,

quatro silos metálicos de quatro mil toneladas,

três silos metálicos novos de seis mil toneladas,

um secador de grãos com capacidade para secagem

total de 150 t/h, quatro moegas com capacidade

de 240 toneladas/cada. Além, de uma usina

fotovoltaica com capacidade de geração superior

a 58 ml kw/h/mês, alojamentos e área social com

campo de futebol iluminado.

junho/2022 revista 41


novidade

Credicoamo lança

novo aplicativo

É importante que os associados baixem o novo aplicativo, pois

o atual não poderá ser mais utilizado a partir dede setembro

Lançado em junho de 2018,

o aplicativo da Credicoamo

representou um marco na

história da cooperativa, integrando

e aproximando os associados.

Desde então, novas funcionalidades

foram sendo implantadas à

plataforma, e acompanhando a

evolução um aplicativo totalmente

reformulado está sendo lançado.

O novo aplicativo está disponível

no Google Play e App Store.

José Luiz Conrado, diretor

de Controladoria da Credicoamo,

recorda que a pandemia

acelerou o processo digital e a

Credicoamo sempre manteve

o foco em disponibilizar canais

42 revista

junho/2022


digitais para facilitar e ampliar o

atendimento aos associados com

segurança e agilidade. “Oferecemos

uma ferramenta segura,

beneficiando os associados que

podem fazer as operações financeiras

de onde estiverem.”

Ele diz que o diferencial

da Credicoamo é o atendimento

humanizado e na pandemia,

a Credicoamo incentivou o associado

a aderir ao canal digital

para que ele tivesse todos os

serviços e benefícios oferecidos

pela cooperativa de crédito na

palma da sua mão.

Atualmente, a Credicoamo

conta com cerca de 80% dos

mais de 22 mil associados utilizando

o canal digital. “Para se ter

uma ideia, em 2021 foram mais

de um milhão de transações pelo

canal digital. Isso representa 79%

das transações que estão disponíveis

no aplicativo. Ou seja, apenas

21% foram realizadas presencialmente

nas agências. Sempre

enfatizamos que o diferencial da

Credicoamo é o atendimento, a

proximidade com o associado

e queremos continuar, cada vez

mais, próximos do associado.”

Conrado observa que o

desenvolvimento do novo aplicativo

contou com a participação

de vários associados e funcionários

da Credicoamo, tornando-o

mais prático, interativo e amigável

possível. “Foram utilizadas as

tecnologias mais avançadas, oferecendo

o que há de mais moderno

no mercado financeiro. O

novo aplicativo já nasce moderno,

completo e terá atualizações

constantes visando o melhor

atendimento aos associados”.

O diretor cita que entre

as principais novidades está a

inicialização do aplicativo com o

reconhecimento facial ou digital.

“Incluímos, também, no aplicativo,

por meio da inteligência artificial,

uma ferramenta para que

os serviços mais utilizados pelo

associado venham no primeiro

plano, com ênfase no Pix, facilitando

a interação.”

Conrado revela ainda

que foram inseridos mais mecanismos

de segurança para as

transações via Pix. “São ações

para evitar golpes e fraudes

nessa plataforma de pagamento

instantâneo. O sistema conta

com uma série de funcionalidades

que visam proteger as transações

dos associados, evitando

possíveis prejuízos em golpes e

fraudes.”

Outra novidade oferecida

pelo novo aplicativo é a

extensão do horário para pagamento

de boletos. Atualmente

esse serviço é oferecido até as

20 horas e passará para as 22 horas.

“O novo aplicativo mantém

todos os serviços disponíveis

desde o seu lançamento como,

por exemplo, pagamentos, transferências,

aplicações financeiras

nas várias modalidades, consulta

de seguros, extratos e informe de

rendimentos."

Conrado diz que uma

evolução que estará disponível

em breve trata-se de uma solicitação

dos associados que participaram

da construção do aplicativo

para que tenham acesso a

consulta de preços de soja, milho

e trigo diretamente no aplicativo

Coamo, integrando as duas cooperativas.

junho/2022 revista 43


2dcb.com.br

#NovosTempos #NovasSoluções

CONHEÇA O MAIS NOVO

PULVERIZADOR DA JACTO!

CONDOR 1200 - mais comodidade

e tecnologia na sua pulverização

A Jacto traz um novo Pulverizador de Barras

de arrasto, com 1.200 litros de reservatório

para menos abastecimentos e maior autonomia,

além de incorporador de defensivos, transmissão

hidráulica, painel de operações e o exclusivo

sistema Multicontrol:

• Aplicações no volume ideal, independente

das variações de velocidade;

• Respostas rápidas e precisas

no controle da pulverização;

• Maior economia de defensivos;

• Mais comodidade e produtividade

nas operações diárias.

Converse hoje com

um revendedor Jacto!

INCORPORADOR

DE DEFENSIVOS

TRANSMISSÃO HIDRÁULICA

(OPCIONAL COM CARDÃ)

PAINEL DE OPERAÇÕES

Fale com nossos

especialistas e conheça

mais sobre o lançamento.


credicoamo

Renda fixa: conheça os

benefícios da modalidade e

invista com a Credicoamo

Você já deve ter ouvido

falar sobre renda fixa em

algum momento da sua

vida. Mas, afinal o que é renda

fixa? Como o nome já diz é um

tipo de investimento em que a

rentabilidade do título é determinada

no momento da contratação,

por isso o termo ‘fixa’. Nessa

modalidade de investimento o

aplicador recebe sobre o valor

aplicado uma remuneração pelo

período da aplicação. É uma

aplicação que preserva o capital

aplicado e a sua remuneração

pode ser uma taxa pré-fixada ou

pós-fixada. A taxas pré-fixadas

rendem uma taxa definida pelo

período da aplicação. Já as taxas

pós fixadas rendem um percentual

atrelado a um indexador definido.

Portanto, a renda fixa é o

investimento que possibilita uma

previsibilidade dos ganhos e baixa

exposição ao risco.

Além dessa previsibilidade

de rendimentos, a renda fixa

tem outros benefícios, como a

segurança e facilidade de planejamento.

Entre as opções de investimentos

de renda fixa, destacam-se

os produtos isentos de imposto

de renda sobre os rendimentos –

como a poupança e as Letras de

Crédito Agropecuário – LCA.

“As aplicações financeiras

na Credicoamo com valores

de até R$ 250 mil por CPF são

garantidas pelo FGCoop (Fundo

Garantidor das Cooperativas),

que garante o pagamento”, explica

Dilmar Peri, diretor de Negócios

da Credicoamo. Segundo

ele, cada tipo de aplicação tem

suas características definidas,

com resgates só no vencimento

final, outras têm prazo de carência

e outras têm liquidez diária.

Títulos de Renda Fixa x

Título de Renda Variável

Essa é uma dúvida que

sempre aparece no momento de

investir. Segundo o presidente

Executivo da Credicoamo, Alcir

José Goldoni, títulos de renda fixa

são aplicações que têm seu capital

aplicado preservado e sobre

ele incide uma remuneração que

pode ser pré-fixada ou pós-fixada.

“Os títulos de renda variável são

aqueles em que a remuneração

não pode ser dimensionada no

momento da aplicação e podem

ter variação positiva ou negativa,

de acordo com as expectativas

do mercado. Os mais conhecidos

são as ações, fundo de ações e

em moedas”, explica Goldoni.

Por que investir na Credicoamo?

Para responder essa pergunta

o diretor de Negócios, Dilmar

Peri, destaca dois pontos importantes.

Em primeiro lugar está

o fato de que todo o dinheiro

aplicado na Credicoamo é destinado

a financiar as necessidades

dos associados. De acordo com

ele, os recursos investidos na

Credicoamo, além de beneficiar

diretamente os associados e sua

família geram benefícios para a

região.

Goldoni ressalta, que

a Credicoamo é muito mais do

que uma cooperativa de Crédito,

é uma solução sustentável

das necessidades dos associados

e o seu resultado anual é

distribuído entre os associados

com base na sua participação.

Portanto uma estratégica para

aumentar a sua participação no

resultado anual é fazer da Credicoamo

o seu domicílio financeiro.

“A Credicoamo quer estar

sempre junto com associado,

onde quer que ele esteja, e por

isso está investindo constantemente

em produtos e serviços e

em tecnologia como fez recentemente

com o lançamento do

novo aplicativo”, assinala.

junho/2022 revista 45


conscientização

Coamo realiza Semana do Meio Ambiente

Em todas as unidades da

Coamo no Paraná foi realizada

no início de junho a

Semana do Meio Ambiente, celebrada

em todo o planeta com

o tema “Uma só terra”. O evento

teve na programação a distribuição

de milhares de mudas de

árvores para cooperados e funcionários.

Durante o período da

campanha diversas ações educativas

e sociais foram realizadas

por meio dos canais de comunicação

da cooperativa, para disseminar

junto aos cooperados e

funcionários a importância das

práticas sustentáveis. Em uma

das ações, funcionários foram

convidados para ‘adotar’ um

copo ou xícara para tomar café

e água, evitando a utilização dos

descartáveis.

“Podemos ficar muito

tranquilos, pois o produtor brasileiro

é um exemplo, um conservacionista,

com as práticas utilizadas

na conservação de solo,

plantio direto, rotação de culturas

e preservação do meio ambiente.

Lembramos também que

o Brasil é o único país do mundo

que tem um código florestal, e

no dia 25 comemorou dez anos,

sendo um marco mundial”, explica

Airton Galinari, presidente

46 revista

junho/2022


EVENTO EM CAMPO MOURÃO FOI PRESTIGIADO

PELA DIRETORIA, COOPERADOS E FUNCIONÁRIOS

Maria do Carmo Libarino Suzuki e Dirceu Ferrari Chagas, representaram os funcionários; Luiz Alberto Mignoso e Ilonice Mottin Schossler, os cooperados

junho/2022 revista 47


conscientização

Executivo da Coamo. Ele reforça que desde a fundação,

a Coamo vem juntamente com os cooperados

colaborando para a prática sustentável do agronegócio.

O presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

lembra que o Brasil tem uma lei bastante rígida

sobre o meio ambiente e a condução das atividades

agrícolas é desenvolvida de forma sustentável.

“Enquanto em outros países não há as mesmas exigências,

no Brasil o meio ambiente é levado a sério.

A Coamo cumpre todas as exigências ambientais e

prova disso é que os países de vários continentes fazem

questão de importar os produtos da cooperativa,

porque conhecem todo o trabalho desenvolvido

pelos cooperados”, observa.

Gallassini ressalta que cada vez mais será

preciso cuidar das propriedades rurais e preservar

a natureza. “Temos que fazer o necessário para

continuar produzindo bem, mas sem agredir o

meio ambiente.”

A Coamo sempre teve a preocupação com

o meio ambiente e orienta os cooperados para que

utilizem práticas conservacionistas que vão desde a

aplicação de defensivos agrícolas, manejos adequados

do solo até a preservação de matas ciliares e

reservas legal.”

A cooperada Ilonice Mottin Schossler, da

Coamo em Campo Mourão, recebeu mudas de árvores

na entrega que simbolizou a semana do meio

ambiente. Ela diz que tem que preservar a natureza,

cuidar da vida. “Na propriedade, fazemos tudo conforme

o Código Florestal brasileiro. É uma maneira

de pensar na geração futura. O produtor rural brasileiro

é um exemplo na questão de preservação ambiental.

Receber essa muda de árvore é para lembrar

a importância de se cuidar do meio ambiente, um

gesto simbólico, mas que tem muito significado.”

Luiz Alberto Mignoso, cooperado em

Campo Mourão, comenta que a natureza é importante

para manter o presente e o futuro das pessoas.

“Se não fizermos a nossa parte, daqui uns

anos poderemos não ter mais alimentos. Utilizamos

práticas e sistemas que beneficiam o sistema

de produção, uma forma de pensar nas gerações

futuras”, assinala.

Luiz Alberto Mignoso fez o plantio acompanhado dos netos

Ilonice Mottin Schossler, da Coamo em Campo Mourão

48 revista

junho/2022


Cantagalo

Quarto Centenário

Nova Santa Rosa

São João do Ivaí

Brasilândia do Sul

Fênix

Boa Esperança

junho/2022 revista 49


50 revista

junho/2022


conscientização

"É da terra que vem

o nosso pão. Tem que

ter respeito, tem que

lembrar que depois da

gente vem mais gente.

Se num cuidar da terra,

do meio ambiente, não

tem comida, não tem

verde e não tem gente.

Toledo

Boa Ventura de São Roque

Nossos cooperados

crescem a cada dia com

o incentivo de práticas

modernas, que resultam

na preservação do

meio ambiente, seja no

manuseio de insumos,

educação ambiental ou

energias renováveis e

reflorestamento."

Texto retirado do

audiovisual da Coamo

Faxinal

Mariluz

junho/2022 revista 51


ORIGEM SUSTENTÁVEL

O

conceito de produção

responsável de alimentos,

com respeito às leis

ambientais e trabalhistas, sempre

integrou a política de desenvolvimento

da Coamo. Produzir

alimentos com sustentabilidade

e atenta aos três pilares ambiental,

social e econômico está enraizado

nos princípios e valores

da cooperativa.

A região de Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná),

por exemplo, é a segunda na história

do Plantio Direto no Brasil,

implantado em 1973. Desta maneira,

o Paraná foi precursor na

experimentação desta que é considerada

a mais importante tecnologia

da agricultura brasileira.

Fiel ao modelo participativo

e colaborativo, a Coamo

sempre busca inovações e acompanha

tecnologias, as quais são

repassadas depois de testadas

e aprovadas para garantir uma

produção equilibrada e sustentável.

A Agricultura de Precisão

também vem ganhando espaço,

por meio de tecnologias que

envolvem maquinários e implementos

agrícolas conectados a

GPS’s.

Importante mecanismo

neste processo de difusão tecnológica,

é a Fazenda Experi-

52 revista

junho/2022


sustentabilidade

mental da cooperativa, criada há

47 anos. É o alicerce para pesquisas

voltadas às tecnologias

básicas para a conservação de

solos, como a rotação de culturas,

com um ensaio de mais de

37 anos - um dos mais antigos

do Brasil. Com isso, cooperados

saíram de uma produção de no

máximo 70 sacas de soja por alqueire,

para mais de 200 sacas,

utilizando o mesmo espaço, mas

com investimentos em um sistema

de produção mais sustentável.

Algo relevante para o quadro

social, formado em sua maioria,

por pequenos e médios produtores.

Dos associados da Coamo,

71,7% plantam em propriedades

rurais de 25 a 100 hectares.

Quando o assunto é agricultura,

o brasileiro pode se orgulhar

de ter nascido num país

produtor de alimentos com alta

tecnologia e um dos maiores exportadores

do mundo. Porém, fazer

a lição de casa bem-feita, vai além

da produção. Prova disso, são os resultados

que o Brasil tem no campo

da devolução das embalagens

vazias de defensivos agrícolas, ou

seja, 94,6% das embalagens são

devolvidas corretamente. No Estados

Unidos, por exemplo, esse número

cai para 33%.

A devolução de embalagens

vazias de defensivos agrícolas,

é um processo que contribui

para preservação ambiental,

sobretudo no meio rural. Uma

preocupação que, independentemente

da exigência da Lei,

sempre esteve presente na filosofia

da Coamo.

Os defensivos agrícolas

são, na prática, avanços tecnoló-

gicos resultados de décadas de

pesquisas científicas do poder público

e iniciativa privada. Os produtos

têm uma série de trâmites e

exigências legais a serem cumpridas

antes da liberação, como procedimentos

de segurança pré-definidos

e um controle criterioso do

uso nas lavouras. Isso faz com que

seja uma cadeia de alto controle e

de responsabilidades econômica,

ambiental e social.

Segundo a Organização

das Nações Unidas para a

Alimentação (FAO), mesmo sendo

um país tropical, o Brasil usa

menos agrotóxicos, em relação à

área cultivada, do que o Japão,

país conhecido pela longevidade

do seu povo. Os produtores

rurais, na verdade, são os que

mais buscam a economia no uso

de defensivos agrícolas. A cada

aplicação que deixa de ser feita

em uma lavoura há um ganho

financeiro significativo, além de

todo o ganho ambiental e outros

benefícios intangíveis.

A assistência técnica da

Coamo acompanha, orienta e

enfatiza a importância de que

as colheitas sejam realizadas no

momento certo e nas condições

ideais. A produção entregue pelos

associados passa por processo

de secagem por meio de secadores

de grãos que só utilizam

lenha como combustível. Essa

lenha utilizada é originada na

sua maioria de reflorestamento

próprio, uma vez que, a Coamo

conta com seis mil hectares para

esses fins, não utilizando, portanto,

combustíveis fósseis.

Na região de atuação da

cooperativa, existem vários biomas,

desde mata atlântica, zona

costeira, campos do sul e cerrado.

Ao longo dos rios ou de qualquer

curso de água é obrigatória

a presença de vegetação que

são as chamadas matas ciliares.

junho/2022 revista 53


54 revista

junho/2022


sustentabilidade

Quadro acima mostra o comparativo da área

preservada pelos produtores brasileiros e americanos

Fonte: Atribuição das

Terras no Brasil: Áreas

Protegidas. Ministério da

Agricultura, Pecuária e

Abastecimento (Mapa) e

Embrapa Territorial.

Os associados são estimulados ao uso das

boas práticas agrícolas com ênfase na conservação

do solo e das águas. A Coamo está consciente da

sua importância nas orientações aos associados,

transmitindo mais que a simples orientação, um padrão

de comportamento que prima pela ética ambiental,

social e econômica.

O uso racional e sustentável da terra representa

a garantia de solos férteis e preservados às

futuras gerações. Neste sentido, os associados da

Coamo utilizam práticas agronômicas que visam a

conservação dos solos e seu enriquecimento físico-

-químico. Além disso, a cooperativa mantém parceria

com órgãos ambientais para a recuperação e

manutenção das Áreas de Preservação Permanentes

(APP), bem como das Reservas Legais.

Histórico de produtividade na área de ação da Coamo

junho/2022 revista 55


56 revista

junho/2022


segunda safra

MILHO FAVORECIDO PELO CLIMA E MANEJO

A segunda safra de milho já está sendo

colhida na área de ação da Coamo. A

expectativa com a produção é a melhor

possível. Confira na próxima edição da

Revista Coamo reportagem sobre o

resultado da safra

Se por um lado os resultados com a colheita da

última safra de verão não foram agradáveis na

maioria das regiões produtoras, em razão da

longa estiagem que afetou a produtividade das lavouras

de soja, principalmente. Por outro a expectativa

com o milho de segunda safra é a melhor possível

na área de ação da Coamo.

O cereal começa a ser colhido em algumas

regiões já com boas médias de produção, contudo

os maiores volumes são esperados para a segunda

quinzena do mês de julho, segundo o engenheiro

agrônomo Edson Carlos dos Santos, coordenador

de Suporte e Assistência Técnica da Coamo. “Esperamos

uma ótima safra e até recorde de produção.

Isso se deve muito ao investimento feito pelos produtores,

pela época de plantio e o clima favorável,

com precipitações melhores do que anos anteriores”,

explica Santos.

O agrônomo revela também que um dos

pontos desfavoráveis da safra foi a incidência da cigarrinha.

Porém, esclarece que a assistência técnica

da Coamo e os produtores foram eficientes no manejo

da doença. “Tivemos um manejo assertivo por

parte do nosso corpo técnico e cooperados. Uma

decisão iniciada na escolha do híbrido, optando pelos

mais tolerantes a cigarrinha”, elogia.

Outro aspecto destacado por Edson Santos

é a qualidade do grão, que até o momento, conforme

ele, estão nas melhores condições possíveis.

Condição que faz o técnico acreditar não haver problemas

futuros com o cereal. “Quem fez um bom investimento,

escolhendo um bom híbrido com bom

manejo certamente colherá bons frutos”, afirma o

agrônomo, prevendo uma colheita de pelo menos

30% a mais que a safra anterior.

TRIGO EM BOM DESENVOLVIMENTO NO CAMPO

Assim como o milho, o trigo pode ter bom

rendimento neste inverno, a julgar pelo desenvolvimento

da cultura, que está em fase final de

plantio nas regiões produtoras. Cerca de 80% do

cereal já está plantado e a maior parte em fase de

desenvolvimento vegetativo. “O clima vem sendo

favorável também para esta cultura, aliado a tecnologia

e manejos adotados pelos produtores, da

mesma forma que ocorreu com o milho. É uma

cultura importante para o sistema de produção e

rentável para o bolso do produtor”, comenta.

junho/2022 revista 57


Além de curtir

e compartilhar,

você vai

saborear.

Hoje você vai aprender a fazer um

Pão de Fubá

fofinho e de dar água na boca!

I N G R E D I E N T E S

Massa

2/3 xíc. (chá)

1 col. (sopa)

1 /2 col. (chá)

2 unidades

2/3 xíc. (chá)

1/2 lata

Leite

Açúcar

Sal

Ovos

Água morna

Milho cozido

1/2 xíc. (chá)

1/4 xíc. (chá)

5 xíc. (chá)

2 col. (chá)

1 col. (sopa)

Fubá

Óleo de Soja Refinado Coamo

Farinha de Trigo Coamo Tradicional

Fermento biológico seco

Fubá (para polvilhar)

MODO DE PREPARO

Bata no liquidificador o milho com o leite, a água, os ovos, o óleo, o açúcar, o sal e o fubá.

Coloque essa mistura na tigela da batedeira com o trigo e bata em velocidade baixa até

incorporar todos os ingredientes. Aumente a velocidade e bata por mais 5 minutos em

velocidade média, mas se preferir, pode sovar a massa com as mãos. Cubra e deixe descansar

por 10 minutos. Coloque a massa sobre uma superfície enfarinhada e abra-a com as mãos.

Dobre as laterais da massa para o centro e enrole com as mãos. Coloque a massa em uma

forma de pão (22x12x10 cm) untada com óleo. Pincele uma gema na superfície do pão e

polvilhe o fubá. Faça um corte preciso na superfície, para evitar que a massa rasgue – pode

ser um risco reto longitudinal ou alguma decoração. Leve ao forno preaquecido a 180 ºC

e asse por 45 minutos. Desenforme quente e deixe esfriar sobre uma grade de confeitaria.

Acesse os nossos canais: /coamoalimentos @coamoalimentos youtube /coamoalimentos

coamoalimentos.com.br

AF103 coi 0058 21n AF an 21x28.indd 1 31/05/2022 16:06

58 revista

junho/2022


E pensar que

tudo isso eu comecei

porque um dia acreditei.

E as vidas que transformei

foi porque, ao lado de muitos,

eu cooperei.

Homenagem

da Coamo ao

cooperativismo.

A vida é a gente que transforma.

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!