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Florestal_242Web

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ENTREVISTA

Luiz Augusto Alves, presidente da AGEFLOR valoriza o crescimento do setor no Estado

EXCELÊNCIA EM PROTEÇÃO

EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIOS

OFERECEM MAIOR DESEMPENHO E ECONOMIA

EXCELLENCE IN PROTECTION

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SUMÁRIO

40

SEMPRE

PRONTO

JULHO 2022

08 Editorial

10 Cartas

12 Bastidores

14 Notas

26 Coluna Cipem

28 Frases

30 Entrevista

38 Coluna

40 Principal

46 Economia

50 Artigo

52 Simpósio

56 Prêmio REFERÊNCIA

62 Manejo

68 Internacional

74 Pesquisa

80 Agenda

82 Espaço Aberto

46

68

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

37 AGX Florestal

07 Bayer

11 BKT

15 Carrocerias Bachiega

79 Congresso Florestal

65 D’Antonio Equipamentos

84 Denis Cimaf

02 Dinagro

19 DRV Ferramentas

27 Engeforest

39 Equilíbrio Florestal

55 Expoforest

73 Feldermann

67 Felipe Diesel

04 Flamar Implementos

77 Guarany

31 J de Souza

09 Komatsu Forest

17 Liebherr

83 Log Max

49 Mill Indústrias

33 Neocert

61 Prêmio REFERÊNCIA

13 Rotary-Ax

25 Rotor Equipamentos

71 Shopping da Indústria

35 Soltron

23 Tecmater

29 Euroforte

21 Vantec

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EDITORIAL

Cuidado especial

Árvores são imponentes, grandes, fortes e mesmo assim precisam

de atenção em cada detalhe para que consigam atingir o potencial

esperado para elas. Cada detalhe do plantio ao corte afeta o desenvolvimento

da planta. Um dos maiores riscos que as plantas correm está

ligado ao fogo, que começa com uma fagulha e em poucas horas pode

afetar todo o plantio florestal. Por isso, quando se fala em florestas,

estar um passo a frente de qualquer intempérie garante sucesso para o

produtor. Nessa edição o leitor conhece um pouco mais do trabalho da

Equilíbrio Florestal, que produz sistemas de combate a incêndios ideais

para ação em áreas de difícil acesso, as informações sobre máquinas

ideais para cada operação, os benefícios sociais e econômicos do manejo

sustentável, a rentabilidade de produções agrosilvipastoris e uma

entrevista exclusiva com o presidente da AGEFLOR (Associação Gaúcha

de Empresas Florestais), que fala do trabalho da associação e da importância

do setor para o Estado. Ótima leitura.

2

1

Na capa desta edição

a Equilíbrio Florestal,

especialista em combate a

incêndios florestais

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIV • N°242 • Julho 2022

ENTREVISTA

Luiz Augusto Alves, presidente da AGEFLOR valoriza o crescimento do setor no Estado

EXCELÊNCIA EM PROTEÇÃO

EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIOS

OFERECEM MAIOR DESEMPENHO E ECONOMIA

EXCELLENCE IN PROTECTION

FIREFIGHTING EQUIPMENT OFFERS

BETTER PERFORMANCE AND SAVINGS

SPECIAL CARE

Trees are imposing, large, and strong, and yet, need attention to

every detail so that they can reach the potential expected of them.

Every step, from planting to harvesting, affects plant development. One

of the most significant risks that forest plantations run is linked to fire,

which begins with a spark and can affect the entire plantation in a few

hours. Also, regarding forests, being one step ahead of any weather

ensures success for the producer. In this issue, the reader will learn

a little more about the work of Equilíbrio Florestal, which produces

firefighting systems great for action in areas of difficult access. There is

also information about the ideal machine for each operation, the social

and economic benefits of sustainable management, and the profitability

of agro-silvopastoral production. The exclusive interview is with

the president of the State of Rio Grande do Sul Association of Forestry

Companies (Ageflor), who talks about the work of the Association and

the importance of the Sector to the State. Pleasant reading!

Entrevista com

Luiz Augusto Alves,

presidente da

AGEFLOR

Madeira

que sustenta

3

EXPEDIENTE

ANO XXIV - EDIÇÃO 242 - JULHO 2022

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Vinicius Santos

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Gabriel Dalla Costa Berger

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriela Bogoni

Larissa Purkotte

criacao@revistareferencia.com.br

Midias Sociais / Social Media

Cainan Lucas

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal - Carlos Felde

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

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direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

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without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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CARTAS

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

ENTREVISTA Junior Ramires, presidente da REFLORE (MS), exalta o setor florestal no Estado

ISCAS FORMICIDAS

HISTÓRIA DE 50 ANOS MOSTRA EVOLUÇÃO

NA FABRICAÇÃO DE ISCAS FORMICIDAS

Capa da Edição 242 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de junho de 2022

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Ano XXIV • N°241 • Junho 2022

ANT BAITS

THE 50-YEAR HISTORY OF

THE EVOLUTION OF ANT BAIT

MANUFACTURING

CAPA

Por Paula Soares, São Leopoldo (RS)

Que história bonita da UNIBRÁS, que traz uma motivação muito grande para

que mais e mais empresas busquem chegar aos 50 anos de sucesso.

ENTREVISTA

Por Lauro Freitas, Contagem (MG)

Uma gestão simples e transparente é muito importante para trazer maior

clareza nos planos e apresentar resultados de maneira direta. Parabéns!

Foto: divulgação

SHOW FLORESTAL

Por Marcio Andrade, Lages (SC)

A volta dos eventos é muito importante para o setor! É importante para reforçar

os contatos e fortalecer os laços entre fornecedores e clientes.

Foto: divulgacão/Malinovski

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@referenciaflorestal

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

jornalismo@revistareferencia.com.br

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


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BASTIDORES

Revista

Foto: REFERÊNCIA

Foto: REFERÊNCIA

PRESENTE

Ficamos felizes em receber esse belo presente da nossa

parceira comercial Dinagro. As duas camisas do Comercial

F.C. de Ribeirão Preto (SP) serão guardadas com muito

carinho pela REFERÊNCIA FLORESTAL. Na foto, o diretor

comercial Fábio Machado e o jornalista Vinícius Santos.

SHOW FLORESTAL

Durante a Show Florestal, em Três Lagoas

(MS), o nosso diretor comercial Fábio

Machado, visitou o estande da Corteva, da

gerente de contas Thaís Lopes.

ALTA

JULHO 2022

RECUPERAÇÃO FORTE

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia

e Estatística), o mercado de trabalho vem em

forte recuperação. Segundo os números atuais da

PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de

Domicílios Contínua) a desocupação ficou em 9,8%

no trimestre móvel terminado em maio. O recuo foi

de 1,4% em relação ao período que foi de dezembro

de 2021 a fevereiro deste ano. Em relação ao mesmo

período do ano passado a queda é ainda maior,

quando o desemprego atingia 14,7% dos brasileiros.

Ainda segundo o IBGE, esse é o melhor resultado

para a Brasil desde maio de 2015, quando a taxa

de desemprego era de apenas 8,3%. Um destaque

importante está na formalidade dos empregos, que

subiu 2,8% no trimestre e 12,1% no último ano.

RISCO DE DESABASTECIMENTO

A oferta de petróleo no mercado mundial está em níveis

muitos baixos e isso pode gerar prejuízos no mundo todo.

Essa crise se baseia na notícia que os EAU (Emirados

Árabes Unidos), um dos maiores produtores da commodity

no mundo, estão no limite de sua produção. Essa

informação fez com que todo o mercado global de gás

e petróleo se mobilizasse para entender quais os riscos

de uma escassez de oferta do combustível. Segundo

especialistas, a diminuição de investimentos no setor,

causados pela busca de fontes renováveis de energia,

pandemia e, agora, o conflito da Rússia, outra grande

exportadora de petróleo, agravaram o cenário. Segundo

especialistas a reserva de petróleo atual é suficiente para

manter o mercado, mas é necessária uma mudança de

planos para que essa crise não se agrave.

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NOTAS

Tratativas iniciadas

A Komatsu, através da sua subsidiária focada em silvicultura, a Komatsu Forest, anunciou o início das tratativas para a aquisição

da Bracke Forest AB. A Bracke é líder no mercado de equipamentos para preparação do solo para florestas plantadas no

hemisfério norte há décadas, desenvolvendo, produzindo e vendendo seus acessórios para silvicultura. As empresas já trabalham

juntas desde 2014 com o desenvolvimento de equipamentos e troca de tecnologias e a expectativa é de que o negócio seja

fechado ainda em julho de 2022. Essa aquisição vem de encontro com os esforços da gigante sueca para o crescimento do setor

florestal, desenvolvendo uma produção sustentável, que visa além da colheita e transporte, também manejo florestal e silvicultura

de alto padrão. A Komatsu mantém o foco na mecanização de processos oferecendo melhor performance e conforto aos operadores,

por isso o investimento em tecnologia para uso da alta produtividade na floresta. Além disso, a mecanização busca promover

uma silvicultura mais inteligente, baseada em dados coletados por drones e satélites de gerenciamento florestal.

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NOTAS

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Guardiões do bioma

Foi lançada no mês passado, a segunda edição da Guardiões do Bioma

– Combate a queimadas e incêndios florestais. Coordenada pelo Ministério

da Justiça e Segurança Pública, com apoio do MMA (Ministério do Meio

Ambiente), a operação conta com um efetivo de 1250 combatentes por

mês nos Estados, 1800 agentes da Força Nacional de Segurança Pública

prontos para atuar e mais de 3 mil brigadistas do ICMBio (Instituto Chico

Mendes de Conservação da Biodiversidade) e PrevFogo/IBAMA (Centro

Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Instituto Brasileiro

do Meio Ambiente). A atuação ocorre em 15 Estados da Amazônia,

Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga. Nesta segunda edição, prevista

para operar até janeiro de 2023, o Governo Federal, por meio do MJSP,

investirá mais de R$ 77 milhões nas ações contra o fogo, investigação dos

crimes ambientais e equipamentos de contenção de incêndios, como pickups 4x4 com kits de combate ao fogo, embarcações

com motor, reboque, drones e GPS. Neste ano, com a inclusão de Mata Atlântica e Caatinga, quatro novos Estados passaram

a fazer parte da força-tarefa. Os investimentos estão mais altos e a proposta é superar os 24% de redução das áreas queimadas,

alcançados na primeira edição. As operações são realizadas no Acre, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão,

Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Treinamento especial

Cerca de cem

técnicos do IAT

(Instituto Água e

Terra), do Estado do

Paraná, participaram

de um treinamento

na Embrapa (Empresa

Brasileira de Pesquisa

Agropecuária)

Florestas sobre a

situação florestal do

Paraná e alternativas

para a silvicultura de

espécies florestais

nativas. A primeira

parte foi apresentada

pela pesquisadora

Yeda Malheiros de

Oliveira, que mostrou

a evolução da vegetação no Paraná, os processos de evolução do uso da terra e os sistemas de informação hoje disponíveis para

acompanhamento do uso da terra, com destaque para o levantamento feito pelo próprio IAT. Na segunda parte do treinamento,

o pesquisador aposentado Paulo Ernani Carvalho levou os técnicos do IAT para campo e discutiu in loco a silvicultura de nativas,

mesclando seu profundo conhecimento sobre nativas a histórias pitorescas sobre as espécies. Segundo Erich Schaitza, chefe geral

da Embrapa Florestas, esse treinamento é de grande valia para o desenvolvimento da silvicultura no Estado. “É um importante

esforço de capacitação para que estes técnicos tenham as informações mais recentes de pesquisa com nativas e possam aplicá-las

em seu dia a dia”, destaca Erich.

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NOTAS

Luta pelo alto

O Plenário da Câmara aprovou projeto (PL 4629/20), do Senado, que permite o uso da aviação agrícola no combate a incêndios

florestais. Se a proposta virar lei, aqueles pequenos aviões usados para pulverizar fertilizantes e defensivos agrícolas nas

plantações poderão ser usados também para despejar água ou produtos químicos contra fogo.

O projeto determina que os planos de combate a incêndios florestais, elaborados pelos órgãos ambientais, deverão ter

diretrizes e prever o uso dessa frota. Estabelece, ainda, que os aviões terão que obedecer normas técnicas definidas pelo poder

público e ser pilotados por pilotos qualificados.

O uso dos aviões contra as queimadas poderá ser incentivado pelo governo e constar de políticas de prevenção e combate

aos incêndios florestais, inclusive com previsão de treinamento de pilotos. O órgão encarregado de definir as regras de uso das

aeronaves no caso de incêndios florestais será o Ministério da Agricultura.

De acordo com a justificativa da proposta, o Brasil possui 2,3 mil aeronaves desse tipo e a maioria fica ociosa no período

da entressafra, justamente quando ocorre a maioria das queimadas. Só em 2020, o Brasil registrou mais de 200 mil focos de

incêndio, sendo que mais de 22 mil só no pantanal, o que justifica o uso desses aviões na região, como disse o relator do projeto,

deputado José Medeiro (PL-MT).

Segundo o relator, o Brasil tem uma grande esquadrilha de aviões agrícolas disponível, mas que não podia ser utilizada, por

uma série de fatores, empecilhos, as vezes os órgãos ambientais procurando pelo em ovo, enquanto o pantanal agonizava. “Com

este projeto, os fazendeiros vão poder ajudar no combate ao incêndio, que as vezes acaba tomando grandes proporções, como

foi no ano retrasado”, destacou José.

Foto: divulgação

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seja a madeira,

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cada operação!

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NOTAS

Informações de valor

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O MMA (Ministério do Meio Ambiente) lançou o livro: Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico

Atual ou Potencial – Plantas para o Futuro – região norte; quarta publicação da série Biodiversidade.

O livro apresenta mais de 150 espécies nativas da região norte com valor econômico atual ou com potencial e que

podem ser usadas de forma sustentável na produção de medicamentos, alimentos, aromas, condimentos, corantes,

fibras, forragens como gramas e leguminosas, óleos e ornamentos. Produzido pelo MMA, o livro contou com a colaboração

e o esforço de 147 renomados especialistas de universidades, instituições de pesquisa, empresas e ONGs do

Brasil e do exterior. A publicação está disponível a todos gratuitamente em versão digital, no site do MMA.

Dentre os resultados práticos esperados com o livro podemos citar a difusão e ampliação do uso sustentável de

espécies amazônicas na gastronomia regional e nacional; o incremento do interesse em pesquisas, o desenvolvimento

e a inovação, inclusive por meio de programas de melhoramento genético vegetal voltados à obtenção de cultivos de

frutas da Amazônia em plantios comerciais. Outro ponto relevante de contribuição do projeto é a criação de cadeias

produtivas e de valor para plantas frutíferas, medicinais e oleaginosas amazônicas, com foco nos mercados nacional e

internacional.

Segundo o ministro Joaquim Leite, é a ciência trazendo conhecimento da biodiversidade brasileira, pois o Brasil é

um país super biodiverso, mas pouco conhecido e esse livro vem mostrar a quantidade de oportunidades econômicas.

“Você olha aqui plantas que pouca gente conhece, mas são utilizadas na região. A região utiliza de forma correta, mas

o Brasil ainda não, e nem a indústria”, ressaltou Joaquim.

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NOTAS

Desenvolvimento da silvicultura

A Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Rio Grande do Sul aprovou, a minuta do QUALISILVI-RS (Plano Estadual

de Desenvolvimento e Qualificação do Setor de Florestas Plantadas). O documento foi construído de forma coletiva

pelas entidades que compõem a Câmara Setorial, sob coordenação da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria).

O QUALISILVI (RS) traça um panorama sobre o setor de base florestal no Rio Grande do Sul, suas potencialidades

e os gargalos a serem superados. Entre os principais objetivos para o plano estão: o fortalecimento das instituições;

criação do Sistema Estadual de Informações Florestais; qualificação dos silvicultores; atração de investimentos ao

setor; garantia de segurança jurídica para a atividade; fomento à pesquisa, desenvolvimento e inovação; estímulo à

demanda por produtos florestais; e expansão da área plantada.

O professor da UFSM, Faraelo Balbinot avalia que os produtos das florestas plantadas são uma necessidade básica

da sociedade, e a demanda tende a aumentar. Precisamos de qualificação para seguir crescendo de acordo com as

novas bases do desenvolvimento sustentável. “Há muito espaço físico, tecnologia e conhecimento humano no Rio

Grande do Sul para garantir a qualificação e expansão sustentável do setor de florestas plantadas”, destaca Rafaelo

sobre o plano.

O texto aprovado pela Câmara Setorial será incluído ao PROA (Programa de Processos Administrativos do Estado

do Rio Grande do Sul), que já tramita internamente na SEAPDR (Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento

Rural) para a criação do Plano Estadual.

Foto: divulgação

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NOTAS

Luta contra a ilegalidade

Foto: divulgação

Após 14 anos, o programa CAD Madeira, do Estado de São Paulo, foi modernizado a fim de incentivar o cadastramento

de empresas que comercializam produtos e subprodutos florestais de origem nativa da flora brasileira, em

geral provenientes da Amazônia. O decreto, assinado pelo governador do Estado, Rodrigo Garcia, no dia Mundial do

Meio Ambiente, prevê a atualização de regras vigentes, análise de toda cadeia de fornecimento para emissão do selo

do programa, além de uma certificação estadual para empresas, comércios e empreendedores que adquirirem madeiras

de fornecedores com cadastro no programa. As regras para cadastramento serão publicadas no Diário Oficial.

O objetivo é fomentar a compra de materiais cadastrados junto ao Estado, o que garante maior rastreabilidade e

verificação da origem das madeiras provenientes dos Planos de Manejo cadastrados no SINAFLOR (Sistema Nacional

de Controle da Origem dos Produtos Florestais).

Fernando Chucre, secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, explica que por lei, o governo de São

Paulo só adquire produtos de empresas registradas no CAD Madeira para obras e empreendimentos. “O que nós

queremos é que a iniciativa privada seja parceira e também cobre de seus fornecedores certificados de origem e boas

práticas ambientais”, explica Fernando.

Atualmente há 132 fornecedores registrados no CAD Madeira. Após o registro, as equipes da secretaria realizam

vistorias e verificam a origem do produto. Para obtenção do selo CAD, que permite, por exemplo, a participação em

licitações públicas, o produtor deve cumprir uma série de requisitos, entre os quais o tempo mínimo de um ano de

atividades com madeiras nativas sem infração à legislação vigente. Já o certificado de boas práticas será entregue

àqueles compradores que também adquirem somente produtos de empresas cadastradas.

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COLUNA

CIPEM recebe primeiro

selo de apoiador do

Programa Carbono

Neutro MT

Essa parceria deverá

promover, por meio

da consolidação do

manejo florestal,

resultados

verdadeiramente

promissores para

alcançar esta meta

ousada e necessária

Rafael José Mason - Presidente do CIPEM

https://cipem.org.br

Ao encontro do dia em que é celebrado o Dia Mundial do

Meio Ambiente (05.06), o Governo de Estado, por meio da

SEMA-MT (Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato

Grosso), realizou a entrega dos primeiros selos do Programa

Carbono Neutro MT. A iniciativa estadual visa, por meio de

parcerias com a iniciativa privada, fomentar o desenvolvimento sustentável

e neutralizar as emissões de carbono até 2035.

Na ocasião, o primeiro selo de Apoiador foi entregue ao CIPEM (Centro

das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato

Grosso), ao presidente da Instituição, Rafael José Mason, atribuindo à

entidade notório reconhecimento diante da contribuição com a criação

de campanhas para disseminação das metas e resultados relacionados às

emissões de carbono, junto aos sindicatos de sua base e indústrias associadas,

e ao Estado de Mato Grosso.

Nesse sentido, Mason destacou que a certificação demonstra, diante o

cenário nacional e internacional, o importante papel do segmento florestal

para a promoção da perenidade das florestas nativas e na redução das

emissões dos gases do efeito estufa por meio do sequestro de carbono.

“Essa parceria deverá promover, por meio da consolidação do manejo

florestal, resultados verdadeiramente promissores para alcançar esta meta

ousada e necessária”, declarou o dirigente.

De acordo com a secretária da Sema (MT), Mauren Lazzaretti, outra

etapa importante foi iniciada: a criação de uma plataforma digital para adesão

e concessão dos selos aos interessados. A plataforma pode ser acessada

no link: https://carbononeutro.sema.mt.gov.br/#/home.

“Esta etapa é importante para integrar todos aqueles que fizerem a

adesão, no planejamento do Estado, para o alcance da meta de redução de

80% das emissões até 2030 e carbono neutro até 2035”, explicou Lazzaretti.

A significativa conquista remonta ao movimento crescente de debates

sobre a responsabilidade social corporativa no mundo, o qual teve início

por volta da década de 1970, período que houve grande transformação

social, política e econômica nos países promovendo, também, uma nova

relação entre o meio ambiente e desenvolvimento econômico (FERREIRA;

GEROLAMO, 2016).

Com o passar dos anos, a pauta ambiental foi adquirindo uma nova

percepção social, sendo a Conferência Internacional do Clima Rio-92, inclusive,

um divisor de águas no que tange a construção de estratégias para

prevenção e minimização de danos ambientais, como a poluição.

Sendo assim, o CIPEM entende que a pauta ambiental e do carbono integram

uma das mais importantes questões a serem conduzidas no âmbito

governamental, bem como, corporativo. Por isso, reitera seu compromisso

com a perenidade das florestas, por meio do Manejo Florestal e deverá

continuar manifestando apoio a iniciativas que, como o Programa Carbono

Neutro MT, visam fomentar o desenvolvimento sustentável no Estado de

Mato Grosso.

Foto: divulgação

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FRASES

Foto: camaracacador.sc.gov.br

“Trata-se de uma cadeia produtiva

longa, que gera muitos empregos e

que por meio de florestas plantadas

têm papel importante também na

preservação dos recursos naturais

do Brasil. Por isso, é estratégica não

só em Santa Catarina, mas em todo

o país e é necessário que tenhamos

uma política estruturada para

estímulo ao setor, especialmente que

assegure o plantio das árvores, que

são o pilar da atividade”

“Nossa madeira é sem

sombra de dúvidas a

madeira mais legal do

país, pois passamos

por todos os critérios

de fiscalização que

a legislação exige e

toda nossa matériaprima

tem procedência

oriunda de manejos

florestais devidamente

credenciados”

Thyago Costa Barlatti, diretor do Sindusmad (AC),

em entrevista ao AC24horas sobre o crescimento

das exportações de madeira no Estado

Gilberto Seleme, Presidente da FIESC

(Federação das Indústrias do Estado de Santa

Catarina), sobre iniciativas voltadas a estimular

o setor de base florestal em âmbito nacional

“A indústria madeireira

foi a que trouxe as

outras indústrias para a

região, como indústrias

de máquinas, abrindo o

setor metalmecânico na

cidade. É uma indústria de

base florestal, com grande

responsabilidade ambiental”

Álvaro Scheffer, presidente do Sindimadeira, Ponta

Grossa (PR), em cerimônia de lançamento do livro

sobre 60 anos do sindicato

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ENTREVISTA

Gestão

EXPERIENTE

Experienced

management

ENTREVISTA

Foto: Ageflor

A

região sul do Brasil é reconhecida como uma

referência no reflorestamento e o Estado do

Rio Grande do Sul tem crescido continuamente

na produção de pinus e eucaliptos. Para continuar

avançando é necessária a valorização das empresas que

trabalham nesse importante braço da economia gaúcha. Luiz

Augusto Alves, presidente da AGEFLOR (Associação Gaúcha de

Empresas Florestais), fala sobre o trabalho da associação, situação

do setor florestal no Estado e perspectivas para o futuro.

T

he Southern Region of Brazil is recognized as a

reference in reforestation, and the State of Rio

Grande do Sul has continuously grown by replanting

pine and eucalyptus forests. To continue

advancing, it is necessary to value the companies that work in

this important economic arm in the State of Rio Grande do Sul.

Luiz Augusto Alves, President of the State of Rio Grande do Sul

Association of Forestry Companies (AGEFLOR), talks about the

Association’s work, the Forestry Sector’s situation in the State,

and prospects for the future.

Luiz Augusto Alves

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Administrador de Empresas formado pela Unisinos – Universidade

do Vale do Rio dos Sinos, com MBA em Gestão Empresarial pela

UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Luiz Augusto

Alves, 64 anos, é presidente da AGEFLOR (Associação Gaúcha de

Empresas Florestais), no biênio 2022/2023 e consultor florestal

sócio da LAA Consultoria. Foi por 9 anos Diretor Florestal da Tanac

S/A, empresa líder mundial em produção de extratos vegetais e

cavacos e pellets de acácia negra. Alves atuou na Tanac por 38

anos de sua carreira. Pela AGEFLOR, foi vice-presidente Adjunto e

da Cadeia Produtiva da Acácia de gestões anteriores.

Business Administration, University of Vale do Rio dos Sinos (Unisinos),

and MBA in Business Administration, Federal University of

Rio Grande do Sul (Ufrgs). Luiz Augusto Alves, 64, is President of

the State of Rio Grande do Sul Association of Forestry Companies

(Ageflor) for the biennium 2022/2023 and partner and forestry

consultant at LAA Consultoria. He spent nine years as Forest Director

of Tanac S/A, a world leader in producing plant extracts and

black acacia chips and pellets. Alves worked for Tanac for 38 years

of his career. At Ageflor, he held positions as Deputy Vice President

of the Association and Vice-President of the Acacia Production

Chain in previous administrations.

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ENTREVISTA

>> Como foi sua chegada à presidência da AGEFLOR?

Participo desde 2006 como vice-presidente da cadeia produtiva

da acácia negra. Após minha saída da Tanac, em maio de

2020, constitui uma empresa de consultoria na Área Florestal.

No final do ano passado fui convidado pelos colegas que

conduzem a AGEFLOR para assumir a presidência pelo biênio

2022/23. Nesta nova fase decidi aceitar o desafio de conduzir

nossa Associação.

>> Quais as principais frentes de atuação da AGEFLOR?

Como definido em nossa missão, nossos desafios são representar,

unir e promover o setor de base florestal gaúcho, potencializando

sinergias e o relacionamento entre associados,

poder público e sociedade.

>> Quais ações para angariar mais associados?

Estamos trabalhando para divulgar nossas ações para as empresas

do setor que ainda não participam da associação para

que todos saibam quais trabalhos estão sendo desenvolvidos.

Além de redes sociais, temos uma página na internet, enviamos

newsletters com notícias de interesse do setor.

Quais as vantagens para as empresas associadas?

A promoção do setor e dos produtos advindos das florestas

plantadas é a grande vantagem para nossos associados e recentemente

temos atuado intensamente para desburocratização

e segurança jurídica do setor no Rio Grande do Sul.

>> A associação trabalha com eventos ou treinamentos junto

a seus associados?

Participamos como apoiadores da maioria dos eventos organizados

por entidades públicas e governamentais, tais como

seminários, congressos e feiras. Também atuamos em conjunto

com as APRE (Associações do Paraná) e ACR (Associação

Catarinense de Empresas Florestais) no programa pinus que

fornece nematoides para controle da praga da vespa da madeira

nos plantios de pinus.

>> Como funciona a Comissão de Prevenção e Controle de

Incêndios Florestais e Segurança Rural?

How did you become president of Ageflor?

Since 2006, I have been a vice president of the black acacia

production chain. After I departed from Tanac in May

2020, I formed a consulting firm in the Forestry Area. At

the end of last year, colleagues who administered Ageflor

invited me to assume the presidency for the biennium

2022/23. In this new career phase, I accepted the challenge

of leading our Association.

What are the main fronts of activities for Ageflor?

As defined in our Mission, our challenges are to represent,

unite, and promote the State of Rio Grande do Sul Forest-based

Sector, enhancing synergies and the relationship

between members, public powers, and society.

What actions are being taken to bring in more members?

We are working to disclose our actions among companies

in the Sector that do not yet participate in the Association

so that everyonea knows what work is being developed. In

addition to social networks, we have a web page and send

newsletters with news of interest to the Sector.

What are the advantages for member companies?

Promoting the Planted Forest Sector and its products is

the most significant advantage for our members. Recently,

we have worked intensely to reduce bureaucracy and

improve legal certainty for the Sector in the State of Rio

Grande do Sul.

Does the Association work with events or training for its

members?

We participate as supporters of most events organized by

public and government entities, such as Seminars, Congresses,

and Fairs. We also work with the Associations of

Paraná (Apre) and Santa Catarina Association of Forestry

Companies (ACR) in the Pine Program that provides nematodes

to control the pest wood wasp in pine plantations.

How do the Forest Fire Prevention and Control and Rural

Nossa expectativa com essa alteração é que consigamos

diminuir as restrições existentes que nos colocam em

posição de desvantagem em relação aos outros Estados da

federação e mesmo em relação aos outros países produtores

de florestas plantadas

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ENTREVISTA

A Associação tem um grupo de trabalho para tratar a prevenção

e controle de incêndios florestais, que está para ser

retomado após um período de transição dos seus integrantes.

Embora não tenhamos grande incidência de incêndios florestais

devido as nossas características de clima e vegetação,

devemos estar sempre atentos em função das alterações climáticas

possíveis.

>> Quais as frentes de atuação do Programa Pinus?

Além do fornecimento do nematoides o Programa Pinus visa

a conscientização dos produtores sobre a necessidade de controle

da praga, bem como, promover eventos com instruções

sobre a correta aplicação e manejo da praga.

>> Segundo dados do SFB (Serviço Florestal Brasileiro), divulgados

no Inventário de Florestal Nacional, o Estado tem 690

milhões de m³ em estoques de madeira. A AGEFLOR trabalha

com ações para preservar e usufruir da madeira nativa do

Estado?

As nossas associadas têm atualmente em torno de 990 mil

hectares de áreas de preservação, principalmente de APPs

(Áreas de Preservação Permanentes) e RL (Reserva Legal),

entre outras. As empresas florestais, além de manter essa

imensa área preservada, ainda contribuem para a preservação

das demais áreas de florestas nativas suprindo os demais

setores demandantes de madeira e aliviando a pressão sobre

as florestas nativas remanescentes.

>> Em 2019, segundo relatório da AGEFLOR, os plantios de

eucalipto, pinus e acácia negra representavam mais de 1

milhão de hectares no Estado. Quais os dados atualizados

sobre essas culturas? Quais as expectativas a médio e longo

prazo para o desenvolvimento dessas culturas?

Neste momento está sendo realizado levantamento para

atualização dos dados dos plantios florestais do Rio Grande

do Sul em parceria com o IBÁ (Instituto Brasileiro de Árvores).

Temos previsão de término deste trabalho para o final do primeiro

semestre do ano e tão logo recebermos essa atualização

vamos proceder a divulgação. Em relação às expectativas,

temos convicção, que independentemente do número atual

de área plantada, teremos um aumento nos próximos ciclos

pelos movimentos de expansão da base florestal dos principais

players do setor no Estado, seja por plantios próprios ou

por Programas de Fomento Florestal, anunciados recentemente

junto aos produtores independentes. Adicionalmente,

temos presenciado uma grande valorização dos produtos

oriundos das florestas plantadas e a consequente valorização

das florestas em pé devido ao aumento da demanda interna e

também pelo mercado de exportação.

>> O setor de móveis vinha em um forte crescente desde o

ano de 2015. A pandemia afetou a continuidade do crescimento?

Outras áreas, como celulose ou carvão, sofreram

com os impactos da pandemia?

Todas atividades foram afetadas nos momentos de restrição

de atividades, seja pela parada de produção ou pela redução

Safety Commissions work?

The Association has a working group to address the prevention

and control of forest fires, which is to be resumed

after a transition period for its members. Although we do

not have a high incidence of forest fires due to our climate

and vegetation characteristics, we must always be aware

of possible climate changes.

What are the fronts of the Pine Program?

In addition to providing nematodes, the Pine Program

aims to raise awareness among producers about the need

for pest control and promote events with instructions on

the correct application and management of the pest.

According to data from the Brazilian Forest Service (SFB),

published in the National Forest Inventory, the State has

690 million m³ in timber stocks. Does Ageflor work with

actions to preserve and use the State’s native wood?

Our members currently have around 990 thousand hectares

of preserved areas, mainly Permanent Preservation

Areas (APP) and Legal Reserves (RL), among others. In

addition to keeping this immense preserved area, forest

companies even contribute to preserving other areas of

native forests, supplying the other sectors demanding timber

and relieving pressure on the remaining native forests.

In 2019, according to an Ageflor report, eucalyptus, pine,

and black acacia plantations represented more than one

million hectares in the State. What is the updated data

on these cultures? What are the medium and long-term

expectations for the development of these crops?

A survey is being finished to update forest plantation

data in the State of Rio Grande do Sul in partnership with

the Brazilian Institute of Trees (IBÁ). It was expected that

this work would be finished by the end of the first half of

this year, but as soon as we receive this update, we will

proceed to disclose it. Concerning expectations, we are

convinced that regardless of the current number of planted

areas, we will have an increase in production over the

upcoming cycles through the expansion of the forest base

by the main players of the Sector in the State. This either

through increases in their current plantations or through

recently announced Forest Development Programs together

with independent producers. In addition, we have

witnessed a great appreciation in value of products from

planted forests and the consequent value of standing

forests due to increased domestic and export market

demand.

The Furniture Sector has been growing strongly since

2015. Did the pandemic affect the continuity of growth?

Have other areas, such as pulp or charcoal, suffered from

the impacts of the pandemic?

All activities were affected during the period of restrictions,

either by the production stoppages or by the reduction

of demand. Demand has recovered as the effects of

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ENTREVISTA

da demanda e que tem se recuperado na medida que os efeitos

da pandemia têm se reduzido. O setor de celulose e papel

devido a característica de bem imprescindível para o dia a dia

da população não sofreu interrupções. Esse desempenho foi

possível graças as ações preventivas das empresas de base

florestal para mitigar os impactos da pandemia. O setor de

carvão no Rio Grande do Sul embora seja um grande demandante

de madeira tem um efeito local, pois a grande demanda

de carvão no Estado é o carvão para churrasco, tão tradicional

aqui no Estado.

>> A produção de celulose e biomassa tem conquistado mais

espaço no setor madeireiro do Rio Grande do Sul?

Tradicionalmente o setor de celulose e biomassa são grandes

demandantes de madeira no Rio Grande do Sul junto com

o setor moveleiro. Recentemente temos percebido um aumento

do número de produtores de pellets para geração de

energia.

>> Qual a importância da mudança de legislação para silvicultura

não ser considerada mais uma atividade potencialmente

poluidora?

Essa alteração é de suma importância para o setor florestal

gaúcho tendo em vista que baseado nessa premissa foi implantado

um ZAS (Zoneamento Ambiental para a Silvicultura)

altamente restritivo no Rio Grande do Sul. Essas restrições,

além de dificultar imensamente a expansão da nossa base florestal,

aumentam os custos de produção com atividades que

não geram benefícios econômicos, sociais e principalmente

ambientais. Nossa expectativa com essa alteração é que consigamos

diminuir as restrições existentes que nos colocam em

posição de desvantagem em relação aos outros Estados da

federação e mesmo em relação aos outros países produtores

de florestas plantadas.

>> Qual será o legado de sua gestão?

Entendemos que se conseguirmos desburocratizar e melhorar

a segurança jurídica para o setor de florestas plantadas aqui

no Rio Grande do Sul daremos uma grande contribuição para

nossas associadas e consequentemente para a sociedade

gaúcha.

the pandemic have been reduced. Due to the characteristic

of being an essential good for the population’s day-today

life, the Pulp and Paper Sector did not suffer severe

interruptions. This performance was possible thanks to

forest-based companies’ preventive actions to mitigate

the pandemic’s impacts. Although the Charcoal Sector has

a large demand for timber, it was more affected by local

restrictions because the biggest demand is for barbecuing,

which is so traditional here in the State.

Has pulp and biomass production gained more space in

the Forest Product Sector in Rio Grande do Sul?

Traditionally, the Pulp and Biomass Sectors are large timber

users in the State, together with the Furniture Sector.

Recently, we have noticed an increase in the number of

pellet producers for power generation.

What is the importance of the change in the forestry

legislation so that forestry is no longer considered a

potentially polluting activity?

This change is of paramount importance for the Forest

Sector in Rio Grande do Sul, considering that based on

this premise, a highly restrictive Environmental Zoning for

Forestry (ZAS) was implemented in the State. In addition

to making it very difficult to expand our forest base, these

restrictions increased production costs with activities that

do not generate economic, social, and mainly environmental

benefits. Therefore, we expect that, with this change,

we will be able to reduce the existing restrictions that put

us at a disadvantage compared to the other states in the

Federation and even to other countries producing planted

forests.

What will be your mandate’s legacy?

We understand that if we can significantly reduce bureaucracy

and improve legal certainty for the Planted Forest

Sector here in Rio Grande do Sul, we will have made a considerable

contribution to our members and, consequently,

the State of Rio Grande do Sul society.

As empresas florestais, além de manter essa imensa área

preservada, ainda contribuem para a preservação das

demais áreas de florestas nativas suprindo os demais

setores demandantes de madeira e aliviando a pressão

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Como funciona a

calça anticorte

Gabriel Dalla Costa Berger

Eng. Florestal e Seg. do Trabalho

Doutorando em Eng. Agrícola

gabrielberger.com.br

gabriel@gabrielberger.com.br

Foto: divulgação

A calça anticorte é a última barreira de proteção no corpo do

operador no caso de um possível acidente de trabalho

Aatividade de manejo florestal envolve muitos

riscos ao trabalhador, principalmente no momento

da colheita das árvores. Na maioria

dos plantios essa atividade é mecanizada,

mas algumas empresas ainda fazem uso da

motosserra para retirar ou desbastar árvores em locais

onde os tratores especializados não conseguem acessar,

como por exemplo, em áreas com declividade acentuada,

ou ainda para fazer o seccionamento de pequenos troncos

e a limpeza de uma determinada área.

Nesse momento o operador, ao fazer o uso da motosserra,

além de estar treinado, precisa estar fazendo uso

de todos os equipamentos de proteção individual, em

especial da calça anticorte. Hoje existem no mercado inúmeros

modelos de calça anticorte. Esses modelos possuem

características que levam em consideração a extensão das

fibras ao longo da perna do operador e a velocidade de

deslocamento da corrente da motosserra.

As fibras, que geralmente são compostas de 8 camadas,

estão localizadas da altura do tornozelo até a cintura

da calça. A sua disposição pode ser de 230⁰, 270⁰ e 360⁰

(graus) ao longo da perna do operador. Para escolher o

melhor modelo podemos avaliar dois aspectos: o nível de

experiência do operador e o volume de trabalho. Se o operador

é experiente na atividade com motosserra, pode-se

fazer uso da calça de 230⁰ ou 270⁰. Nesse caso terá uma

proteção mais localizada na parte frontal e nas laterais das

pernas.

Se a intensidade e volume de trabalho a ser executado

é baixo, ou seja, consiste no corte de uma ou poucas árvores,

igualmente usa-se os modelos citados anteriormente.

Porém, se o operador é iniciante e não tem experiência, ou

a atividade requer um volume maior de árvores a serem

manejadas é indicado o uso da calça de 360⁰, em que as

fibras estarão presentes em toda a extensão das pernas do

operador.

A velocidade da corrente da motosserra também deve

ser considerada na escolha adequada do modelo da calça

anticorte. Nesse aspecto, o EPI é classificado em:

Classe 1: indicada para motosserras que desempenham

uma velocidade de deslocamento da corrente sobre

o sabre (barra) de 20 m/s (metros por segundo).

Classe 2: indicada para motosserras que desempenham

uma velocidade de deslocamento da corrente sobre

o sabre (barra) de 24 m/s.

Classe 3: indicada para motosserras que desempenham

uma velocidade de deslocamento da corrente sobre

o sabre (barra) de 28 m/s.

Independentemente do modelo é fundamental que o

operador esteja usando a calça anticorte, visto que a mesma

evita que a corrente atinja a perna do operador com a

corrente em movimento. O que confere essa proteção aos

membros são as fibras confeccionadas em poliéster. Esse

conjunto de tecidos ao ser cortado pela corrente se desfia

e atinge o pinhão da motosserra, fazendo com que a corrente

pare instantaneamente, não trazendo danos à saúde

do operador.

Aproximadamente 30% dos ferimentos no corpo do

operador oriundos do uso da motosserra é na região das

pernas. Em função disso é fundamental que a empresa

forneça os EPIs aos funcionários e o operador faça o uso e

a guarda correta dos mesmos para que quando for necessário

o uso eles estejam nas condições adequadas. Além

disso é muito importante que o operador conheça a sua

motosserra para escolher a calça mais segura para executar

a atividade.

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Julho 2022 41


PRINCIPAL

O

s incêndios são riscos frequentes para os plantios

florestais. A combinação de materiais combustíveis,

grande quantidade de oxigênio e fontes de

calor de máquinas ou do clima pode gerar um

incêndio num piscar de olhos. A prevenção pode

ser feita de várias maneiras e é preciso estar preparado para combater

incêndios com efetividade. Esse é o trabalho da Equilíbrio

Equipamentos de Proteção Ambiental, empresa que desenvolve

e fabrica linhas completas de sistemas de combate à incêndio.

A história da Equilíbrio Equipamentos começa dentro de outra

empresa do grupo, a Equilíbrio Proteção Florestal, que presta o

serviço de monitoramento de áreas de culturas florestais, incluindo

a detecção de focos de incêndio. Na finalidade de poupar

tempo e oferecer uma solução completa para seus clientes, com o

combate iniciado já pela equipe presente no campo, a Equilíbrio

Proteção Florestal passou a fornecer um veículo leve, com alta

capacidade de combate a incêndio e facilidade de acesso em áreas

mais fechadas. O novo serviço oferecido pela empresa cresceu

e originou a Equilíbrio Equipamentos de Proteção Ambiental.

Alberto Jorge Laranjeiro, diretor de pesquisa e desenvolvimento

do Grupo Equilíbrio, conta que a percepção sobre a

sinergia entre o trabalho já realizado pela empresa e o combate

a incêndios foi a chave para expansão das atividades da Equilíbrio.

“Um técnico parceiro, que visitava nosso trabalho em campo, foi

quem nos deu essa sugestão de agregar esse serviço ao que já

fazíamos e dessa conversa nasceu nossa divisão de combate a

incêndios”, destacou Alberto.

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Firefighting systems combine state-of-the-art

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to achieve the best results in the field

F

ires are frequent risks for forest plantations. The

combination of combustible materials, large

amounts of oxygen, and machine or weather heat

sources can generate fire in the blink of an eye.

However, prevention can be done in several ways,

and you need to be prepared to fight fires effectively. This is

the work of Equilíbrio Equipamentos de Proteção Ambiental,

a company that develops and manufactures complete lines of

firefighting systems.

The history of Equilíbrio Equipamentos began within another

company of the Group, Equilíbrio Proteção Florestal, which

provides services for monitoring forest areas, including the

detection of fire outbreaks. To save time and offer a complete

solution for its customers, with the control already started by the

team present in the field, Equilíbrio Proteção Florestal began to

provide a light vehicle with high firefighting capacity and ease

of access to more enclosed areas. The new service offered by

the Company grow and originated the Equilíbrio Equipamentos

de Proteção Ambiental.

42 www.referenciaflorestal.com.br


Alberto Jorge Laranjeiro, Director of Research and Development

for the Equilíbrio Group, says that the perception of

the synergy between the work already being carried out by

the Company and firefighting was the key to the expansion of

Equilíbrio’s activities. “A technical partner, who visited our work

in the field, was the one who gave us this suggestion to add this

service to those we already provided, and from this conversation,

our firefighting division was born,” says Laranjeiro.

TRABALHO CONTÍNUO

O diretor comenta que alguns momentos foram verdadeiros

marcos históricos para a empresa, e que o entendimento de

cada um deles foi importante para gerar novas visões sobre a

atividade. “Toda sinergia entre equipes de campo e combate

inicial de incêndios é bem-vinda. No caso do monitoramento e

combate a incêndios, é uma combinação perfeita, pois enquanto

o monitoramento é importante, o combate ao incêndio, além de

importante, é urgente e, assim, o monitoramento é a atividade

de excelente relação benefício/custo que ocorre na maior parte

do tempo, mas que não é urgente e pode ser interrompida para

o combate aos incêndios”, explicou Alberto sobre a melhor forma

de combinar as duas ações.

Esse processo auxiliou na criação de coesão entre as atividades

e que foram os motivos da criação da Equilíbrio Equipamentos.

“Passamos a desenvolver equipamentos especiais de combate a

incêndio, com a proposta de multifuncionalidade, alta mobilidade

e tecnologia, que melhorariam o uso potencial da água no combate

ao fogo”, complementa Alberto.

Um dos fatores mais importantes para o crescimento da

Equilíbrio foi a sua experiência de campo. Por estar presente

durante todo o processo da silvicultura, o conhecimento adquirido

pelos profissionais da empresa facilitam o desenvolvimento

das tecnologias e implementos que são utilizados no dia a dia.

“Foi um período de grande aprendizado e evolução contínua dos

processos”, apontou Alberto.

Para o diretor, um fator importante para o sucesso está ligado

ao interesse das empresas de reflorestamento na prevenção

e combate a incêndios de maneira mais efetiva e aprimorada.

“Temos cada vez mais profissionais envolvidos nos processos e

quanto mais pessoas interessadas, maior a contribuição para o

crescimento do setor”, sublinha Alberto.

CONTINUOUS WORK

The Research and Development Director comments that

some moments were true historical milestones for the Company.

Understanding each of them was important to generate new

visions about the activity. “All the synergy between field crews

and initial firefighting is welcome. In the case of monitoring

and fighting fires, it is a perfect combination because while

monitoring is important, firefighting, besides being important,

is urgent. As monitoring is the activity with an excellent benefit/

cost ratio that occurs most of the time, it is not urgent and can

be halted during firefighting,” explains Laranjeiro on how best

to combine the two actions.

This process helped create cohesion between activities,

which was the reason for the design of Equilíbrio Equipamentos.

“We started to develop special firefighting equipment, with the

proposal of multifunctionality, high mobility, and technology,

which would improve the potential of water use in firefighting,”

adds Laranjeiro.

One of the most important factors for Equilíbrio’s growth is

its field experience. Being present throughout the forestry process,

the knowledge acquired by the Company’s professionals

facilitates the development of technologies and implements

used daily. “It was a period of great learning and continuous

evolution of the processes,” Laranjeiro says. For the Research

and Development Director, an important factor for success is

linked to the interest of reforestation companies in preventing

and fighting fires in a more effective and improved way. “We

have more and more professionals involved in the processes, and

when more people are taking part, the greater the contribution

to the growth of the Sector,” stresses Laranjeiro.

Através do foco em tecnologia

traremos para o campo mais e

melhores opções focadas em

economia e eficiência, aperfeiçoando

nosso custo benefício

Julho 2022

43


PRINCIPAL

EQUIPAMENTOS IDEAIS

O principal destaque da Equilíbrio está na funcionalidade

e versatilidade de seus equipamentos. E isso só acontece, pois

a empresa trabalha com o foco em desempenho e economia.

A estratégia de combate a incêndios da empresa se baseia em

utilizar veículos rápidos e leves, que possam se locomover com

velocidade no campo e combater o fogo no menor tempo possível.

Esse formato de distribuição das picapes no campo tem como

objetivo diminuir os danos causados pelo fogo. Segundo dados da

empresa, em um incêndio de velocidade de propagação considerada

baixa, que se espalha para todos os lados, se o tempo para

combater o fogo é de 20 min (minutos), a perda com a queima

é de meio hectare, se o tempo dobra, a área perdida alcança 1,5

ha (hectare). Em incêndios de velocidades de propagação consideradas

médias, a área queimada pode ser bem maior (algo em

torno de 10 vezes ou mais). Por isso, a distribuição e a velocidade

de deslocamento das equipes, facilidade de acesso, etc., são tão

importantes para a Equilíbrio.

Cada equipamento da empresa é projetado para combater

um tipo de incêndio. A Equilíbrio tem em seu catálogo sistemas

portáteis, que dão ao cliente facilidade no transporte, agilidade

no combate ao fogo e podem ser combinados com mangueiras

de até 200m (metros) para chegar no foco do incêndio e também

sistemas mais robustos, que são instalados em caminhões pipa,

para aproveitar toda a potência que os equipamentos dispõem.

RECONHECIMENTO E FUTURO

O trabalho da Equilíbrio é valorizado por seus clientes, que

utilizam e aprovam no dia a dia a eficiência dos equipamentos. É o

caso de Octavio Tavares Filho, diretor geral da HCT Brasil Soluções,

que trabalha há 6 anos com equipamentos da Equilíbrio. Segundo

Octavio, a Equilíbrio possui uma divisão de desenvolvimento de

produtos muito qualificada, que agrega tecnologias de última

geração, na busca pela melhor solução para o cliente. “A Equilíbrio

apresenta um conhecimento técnico do mais alto nível, com

profissionais treinados e plenamente capacitados”, exalta Octavio.

IDEAL EQUIPMENT

The central highpoint of Equilíbrio is the functionality and

versatility of its equipment. And this only happens because the

Company works with a focus on performance and savings. The

Company’s firefighting strategy uses fast, light vehicles that

can move quickly into the field and fight fires in the shortest

possible time.

This format of distribution of pickup trucks in the field aims

to reduce the damage caused by fire. According to Company

data, in a fire with a spread speed considered low, which spreads

everywhere, if the time to begin to control the fire is 20 min, the

loss from the fire is half a hectare. If the time doubles, the area

loss reaches 1.5 hectares. In fires of spread speeds considered

average, the burned area can be much larger (something around

ten times or more). Therefore, the distribution and speed of

team displacement, ease of access, etc., to the fire are critical

to Equilíbrio.

Each company’s piece of equipment is designed to fight a

type of fire. Equilíbrio produces portable systems which provide

the customer with ease in transportation and agility in

firefighting. The equipment can be combined with hoses up to

200 meters to reach the focus of the fire and with more robust

systems, which are installed on water trucks, to take advantage

of all the equipment’s power.

RECOGNITION AND THE FUTURE

Equilíbrio’s work is valued by its customers, who use and

approve the efficiency of the equipment daily. This is the case for

Octavio Tavares Filho, General Manager of HCT Brasil Soluções,

who has been working with Equilíbrio equipment for six years.

According to Tavares Filho, Equilíbrio has a very qualified product

development division, which aggregates state-of-the-art technologies,

always searching for the best solution for the customer.

“Equilíbrio has the highest level of technical knowledge, with

44 www.referenciaflorestal.com.br


Para o diretor, é uma grande satisfação pode trabalhar com a

Equilíbrio em cada projeto, pois do início ao fim a empresa oferece

o melhor em atendimento e equipamentos. “O pós-venda

é excepcional e nunca deixou de nos responder qualquer tipo de

situação”, destaca Octavio.

Cândido Coelho, gerente nacional de vendas da Guarany, valoriza

os 12 anos que a empresa tem de parceria com a Equilíbrio no

desenvolvimento de projetos. Hoje a Guarany tem exclusividade

na distribuição dos chamados Conjuntos de Combate para Pick-

-up, ideal para combate rápido a incêndios. “Para nós, o maior

diferencial da empresa está na agilidade, no desenvolvimento

de novos produtos e melhoria dos que já estão no mercado”,

descreve Cândido. Segundo o gerente, a parceria é de mão dupla,

e isso fortalece o trabalho das empresas. “Eles fornecem alguns

dos equipamentos que distribuímos e nós fornecemos parte dos

componentes para a produção dos mesmos, tudo com muita

agilidade e eficiência nos processos”, complementa Cândido.

Renata Prado, sócia da UNUS e do Grupo MDT, detalha

como a Equilíbrio se destaca no mercado pelo domínio técnico

no desenvolvimento e agilidade na produção dos seus produtos,

responsabilidade na aplicação e enorme conhecimento na aplicação

e necessidades dos clientes. “Trabalhamos com eles há 2

anos e podemos ver em cada equipamento o conhecimento que a

empresa tem sobre sua área de atuação”, comenta Renata. Ainda

sobre o trabalho em conjunto, Renata expõe sua satisfação em

trabalhar com a Equilíbrio. “Firmamos uma parceria para transferir

aos clientes da Equilíbrio o conhecimento e usabilidade dos seus

produtos através de uma plataforma de treinamento industrial

desenvolvido pela UNUS”, conclui Renata.

Para o futuro da Equilíbrio, Alberto Laranjeiro vê boas possibilidades

de crescimento no mercado, pois a empresa vive um período

com boas oportunidades. “Estamos em um momento chave

para mudança, para atingirmos novos resultados”, relata Alberto.

Para o diretor, o futuro está diretamente ligado com a pesquisa

de novas soluções para o mercado, que possam elevar ainda

mais a qualidade dos serviços oferecidos pela Equilíbrio. “Através

do foco em tecnologia traremos para o campo mais e melhores

opções focadas em economia e eficiência, aperfeiçoando nosso

custo benefício”, garante Alberto.

trained and fully qualified professionals,” exalts Tavares Filho.

For the General Manager, it is with great satisfaction we work

with Equilíbrio on each project because from start to finish, the

Company offers the best in service and equipment. “After-sales

is exceptional and always responds to all kinds of situations,”

Tavares Filho says.

Cândido Coelho, National Sales Manager for Guarany, values

his company’s 12 years of partnership with Equilibrio in project

development. Today, Guarany has exclusive distribution of the

so-called Combat Sets for Pickups, ideal for rapid firefighting.

“For us, the biggest differential of the Company is the agility

in developing new products and improving those already on

the market,” describes Coelho. According to the Manager, the

partnership is two-way, strengthening both companies’ work.

“They supply some of the equipment that we distribute, and

we supply parts of the components for their production, all

with great agility and efficiency in the processes,” adds Coelho.

Renata Prado, Partner of the MDT Group and its associated

company, UNUS, details how Equilíbrio stands out in the market

by the technical domain in the development and agility in the

production of its products, responsibility in the application, and

enormous knowledge in the application and customer needs.

“We have been working with them for two years, and we can see

in each piece of equipment the knowledge that the Company has

about its area of activity,” comments Prado. Prado even exposes

her satisfaction in working together with Equilíbrio. “We have

entered into a partnership to transfer to Equilíbrio’s customers

the knowledge and usability of their products through an industrial

training platform developed by UNUS,” concludes Prado.

For the future of Equilíbrio, Research and Development

Director Laranjeiro sees good market growth possibilities because

the Company is living through a period full of excellent

opportunities. “We are at a key moment for change, to achieve

new results,” says Laranjeiro.

For the Research and Development Director, the future is

directly linked with the research of new solutions for the market,

which can further increase the quality of services offered by

Equilibrio. “Through the focus on technology, we will bring to the

field more and better options focused on savings and efficiency,

improving our cost-benefit,” concludes Laranjeiro.

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ECONOMIA

SILVICULTURA

EM ALTA

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Produtores começam

a obter renda em

projeto de integração

pecuária-floresta na

região da campanha,

no Rio Grande do Sul

Fotos: divulgação

Aintegração entre pecuária e floresta vem se

mostrando uma alternativa com diferentes

ganhos para o produtor, na sustentabilidade

dos sistemas de produção, na geração de

renda extra para a propriedade e no bem-

-estar animal, entre outros. Com objetivo de testar esse

sistema no sul do Rio Grande do Sul, foi iniciado há dez

anos o Projeto Silvipastoril da Região da Campanha, uma

iniciativa da Embrapa Pecuária Sul e Emater (RS), com recursos

do Plano ABC do MAPA (Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento). No projeto foram instaladas

15 UDs (Unidades Demonstrativas) no município de Bagé

(RS), região tradicional na produção pecuária.

O produtor Reginaldo Martins da Silva, da localidade

de Joca Tavares, foi um dos escolhidos para abrigar

as unidades. Em sua propriedade de 200 ha (hectare),

foram instaladas duas UDs, de 1,5 ha cada, com dois arranjos

de espaçamento diferentes, uma com as árvores

plantadas em linhas com 16m (metros) entre elas, e outra

com 8m. Segundo o produtor, durante a maior parte

do período de desenvolvimento das árvores, foi possível

manter pastagens suficientes para a alimentação animal.

Na área com menor espaço, de 8m entre as linhas de

árvores, a diminuição da incidência de luz solar, dificultou

o desenvolvimento das pastagens nos últimos tempos.

“Por isso decidimos fazer o raleio, que é a eliminação de

uma linha de árvores, aumentando o espaçamento para

16m. O objetivo é que a área volte a ter pastoreio novamente”,

ressaltou Reginaldo.

Julho 2022

47


ECONOMIA

Para o produtor, mesmo que em pequenas áreas o

resultado de utilizar esse sistema é muito proveitoso,

pois além de poder manter a área para alimentação animal,

é possível agregar rendimento, tanto com a utilização

da madeira na propriedade, como na venda.

A madeira está sendo desdobrada na propriedade

em uma serra móvel, em uma parceria entre o produtor

e um empresário local, e parte das tábuas, mourões

e outros produtos obtidos nesse primeiro corte serão

utilizados em melhorias na fazenda e o excedente comercializado.

Segundo Nilson Camponagara, da empresa

contratada, cerca de 80% da madeira cortada tem uso na

propriedade. “A parte central, mais nobre, é transformada

em tábuas, e as laterais têm vários usos também. Até

os 20% restantes podem ser usados como lenha”, contextualizou

Nilson.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Hélio

Tonini, está sendo feita uma avaliação econômica nas

propriedades que fizeram esse primeiro desbaste. “Nos

levantamentos iniciais esse desbaste pode representar

entre R$ 3 mil e R$ 5 mil e é importante ressaltar que é

apenas a primeira receita, depois vai representar mais

ganho com a comercialização do restante da madeira”,

salientou Hélio. O pesquisador apontou que uma nova

fase de avaliação será feita agora, com estudos sobre a

relação entre o desenvolvimento das pastagens a partir

desse desbaste e também avaliações dos impactos no

solo com o uso do componente florestal no sistema.

Para o gerente regional da Emater, em Bagé, e um

dos idealizadores do projeto, Rodolfo Perske, com esse

trabalho já foi possível identificar os melhores espaçamentos

para a implantação de áreas de integração na região.

Especialmente na relação entre o desenvolvimento

das pastagens com o sombreamento, resultados que dão

subsídios para a implantação de áreas silvipastoris no futuro

e alguns produtores já estão obtendo receitas, mesmo

que a maior parte da produção de madeira demore

15, 20 anos para ficar grossa e com alto valor agregado.

“Porém, antes desse tempo, existe o que nós já havíamos

projetado que eram os desbastes, os raleios que estão

sendo trabalhados juntamente com os agricultores”,

completou Rodolfo. Segundo ele, árvores intermediárias,

ou seja, as que não são objeto final do projeto, serão

aproveitadas, para construção de mourões, tábuas e tramas,

objetos para uso da própria atividade agropecuária.

Rodolfo Perske também cita ganhos para a produção

pecuária. Um deles é o conforto térmico para os animais,

seja na proteção ao calor no verão seja dos ventos no

inverno, que geram maior produtividade e bem-estar animal.

“Além disso há a questão do sequestro do carbono

que o componente florestal propicia, contribuindo para

a mitigação da emissão de gases na atividade pecuária”,

apontou Rodolfo.

A implantação desse projeto contou com o apoio

da Prefeitura de Bagé, URCAMP (Universidade Regional

da Campanha) e do Instituto Federal do Rio

Grande do Sul – Campus Bagé (RS)

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ARTIGO

A importância da utilização de informações

geográficas de qualidade no auxílio à

GESTÃO FLORESTAL

Pedro Francio Filho

Francio Soluções Florestais

Fotos: Francio Soluções Florestais

O

bom funcionamento de qualquer sistema

florestal produtivo, que tem como resultado

a alta produtividade, está diretamente

relacionado à etapa de planejamento das

atividades florestais empregadas. O mapeamento

dessas atividades, de forma detalhada e precisa,

permite a construção de uma ferramenta poderosa que

auxilia na tomada de decisões em todas as operações da

propriedade. Para isso, a Francio Soluções Florestais utiliza

de técnicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto,

combinadas com SIG (Sistema de Informação Geográfica)

e dados coletados em campo, a fim de obter informações

importantes para a compreensão dos componentes da paisagem

e traduzir de forma simplificada e técnica em seus

diagnósticos da propriedade rural, como a elaboração de

produtos cartográficos específicos.

Os principais produtos cartográficos (formato digital e

impresso) demandados pelos proprietários são:

EXEMPLO DE USO E OCUPAÇÃO NO AUXÍLIO À GESTÃO FLORESTAL DA PROPRIEDADE

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MAPAS COM TALHONAMENTO E INFORMAÇÕES IMPORTANTES NO

AUXÍLIO À GESTÃO E ATIVIDADES REALIZADAS NAS PROPRIEDADES

- MAPEAMENTO DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

O mapa de uso e ocupação do solo tem por objetivo detalhar

as diferentes classes de ocupação da terra nos limites

da fazenda, como por exemplo, estradas, aceiros, recursos

hídricos, agricultura, plantio florestal, benfeitorias, áreas de

servidão, pontos de referência. O conhecimento sobre uso

do solo permite a implementação de medidas de preservação

e manutenção desses espaços, garantindo uma gestão

adequada à realidade da fazenda.

- TALHONAMENTO

O talhonamento consiste na subdivisão da área plantada

em subáreas denominadas talhões. No talhonamento o foco

são as informações do plantio florestal, como por exemplo,

as espécies a serem implantadas, as vias de acesso, os tratos

culturais, o regime de manejo, o espaçamento, a idade e o

dimensionamento dos talhões. A representação cartográfica

dos talhões contribui para que as operações de silvicultura,

manejo e colheita sejam facilitadas, além de garantir a proteção

contra pragas, doenças e fogo.

- MAPAS TOPOGRÁFICOS

Os mapas topográficos são aqueles que permitem a

interpretação detalhada do relevo de uma região. Este tipo

de mapa é uma importante ferramenta para a construção de

estradas e aceiros, redes de drenagem, definição das curvas

de nível e definição das linhas de plantio.

- MAPAS DE SOLO E FERTILIDADE

Os mapas de solos representam uma simplificação da

organização espacial e estrutural do solo nos ambientes

naturais. Enquanto que os mapas de fertilidade consideram

a variabilidade dos elementos presentes no solo, identificando

pontos que necessitam mais atenção, tornando possível

a aplicação de doses de fertilizantes e corretivos de forma

otimizada e racional, resultando em eficiência e economia. Os

levantamentos de campo e análises laboratoriais, combinados

à experiência do profissional, permitem um diagnóstico

detalhado das áreas de cultivo, o que possibilita agir de forma

rápida e eficiente, garantindo a alta produtividade.

3D DINÂMICO PARA COMPREENSÃO ESPACIAL DAS

ATIVIDADES REALIZADAS NA CABANHA LPW

EM RIO NEGRINHO (SC)

- MAPAS TEMÁTICOS 3D DE PROJEÇÃO

FUTURA E LOCALIZAÇÃO

Os mapas 3D são representações temáticas das fazendas,

com o objetivo de apresentar de forma didática, dinâmica

e que facilite a compreensão da propriedade rural regulada

e verticalizada no futuro, demonstrando assim de forma

holística a área, em dimensões de fácil compreensão; outra

utilização seria quanto a visualização de uma informação específica,

como por exemplo, a localização espacial do imóvel.

Julho 2022

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SIMPÓSIO

52 www.referenciaflorestal.com.br


Conhecimento

COMPARTILHADO

Fotos: divulgação

Evento reúne

pesquisadores do

setor florestal em

Curitiba (PR)

O

XI Simpósio Brasileiro de Pós-Graduação

em Ciências Florestais acontecerá na

capital paranaense. O evento pretende

promover uma ampla discussão sobre a

temática proposta que são os desafios

e as estratégias na Formação de Recursos Humanos e

Inovação Tecnológica, na área das Ciências Florestais.

O simpósio será um importante espaço de divulgação e

discussão sobre as mais recentes pesquisas desenvolvidas

em nível de pós-graduação; a atualização dos conhecimentos

e a troca de experiências entre estudantes de

graduação, principalmente em nível de iniciação científica

e de pós-graduação, professores, pesquisadores e

profissionais de diversas regiões do Brasil; incentivo às

parcerias entre institutos de pesquisa, empresas e universidades;

e o estímulo para estudos e ações para o sucesso

de empreendimentos florestais com os benefícios

sociais, ambientais e econômicos.

Julho 2022

53


SIMPÓSIO

Historicamente o evento acontece de maneira itinerante,

já foi sediado em outras 9 cidades e será seu

retorno à região sul, que recebeu a primeira edição em

2002, na cidade de Santa Maria (RS). A partir de 2004, o

evento passou a acontecer a cada dois anos, ressaltando-se

que este é o mais importante evento brasileiro de

divulgação de pesquisas de graduação e pós-graduação

no âmbito das Ciências Florestais. O evento já foi sediado

pelas principais universidades brasileiras, com tradição

no ensino, pesquisa e extensão das áreas da Engenharia

Florestal, como Viçosa (MG), Manaus (AM), Brasília (DF)

e Guarapari (ES).

O Simpósio 2022 tem como público-alvo estudantes

de pós-graduação em Ciências Florestais e áreas afins;

estudantes de graduação em Engenharia Florestal e áreas

afins; professores de instituições de ensino públicas e

privadas; pesquisadores e profissionais florestais e áreas

afins; empresários e técnicos de empresas florestais; e

público em geral interessado na temática do evento.

O professor doutor Eduardo da Silva Lopes é um dos

coordenadores do evento e demonstra grande expectativa

para a realização do evento. “Nosso objetivo é

aproximar o setor acadêmico do mercado de trabalho,

pois as pesquisas florestais se distanciaram do mercado

de trabalho”, aponta Eduardo. Segundo o professor, além

dos acadêmicos, a ideia é aproximar as empresas, como

representantes do setor econômico da academia. “As

empresas têm espaço aberto aqui e podem expôr seus

produtos seus produtos e conhecer os futuros profissionais

que estão saindo das pós-graduações”, comenta

Eduardo.

Segundo o professor Eduardo, um dos diferenciais

deste ano foi a escolha dos palestrantes, que estão alinhados

ao tema do evento e vão valorizar ainda mais a

experiência do simpósio. “São professores e pesquisadores

do mais alto nível que vão engrandecer o evento”,

completou Eduardo.

O Simpos 2022 acontece em novembro e as informações

sobre inscrições para trabalhos acadêmicos tem

suas datas especificadas no site: https://simpos2022.

galoa.com.br .

Nosso objetivo é aproximar

o setor acadêmico do

mercado de trabalho, pois

as pesquisas florestais se

distanciaram do mercado

de trabalho

Eduardo da Silva Lopes, professor

e um dos coordenadores do evento

54 www.referenciaflorestal.com.br


PRÊMIO REFERÊNCIA

Fotos: Emanuel Caldeira

Maior premiação do setor florestal celebra

as empresas que mais se destacaram

durante o ano

56 www.referenciaflorestal.com.br


Julho 2022 57


PRÊMIO REFERÊNCIA

O

Prêmio REFERÊNCIA, maior premiação

do setor de base florestal do Brasil, que

é organizado pela REVISTA REFERÊNCIA,

já tem sua data marcada. Será realizado

no dia 29 de novembro, à partir das 19h

(horas), no restaurante Porta Romana, em Curitiba (PR).

A Cerimônia deste ano é muito especial, pois além de

ser a vigésima edição do prêmio, serão também vinte

premiados, o dobro em relação aos outros anos, fazendo

menção ao período de realização do evento.

O Prêmio REFERÊNCIA, foi idealizado por Fabio Machado

e Pedro Bartoski Jr., sócios fundadores da JOTA

Editora, responsável pela publicação das Revistas REFE-

RÊNCIA FLORESTAL, REFERÊNCIA INDUSTRIAL, BIOMAIS,

CELULOSE&PAPEL e PRODUTOS DE MADEIRA. O objetivo

do prêmio é valorizar e celebrar, juntamente com os representantes

do setor, as conquistas do ano vigente. Os

vencedores são escolhidos através de análise detalhada

da organização do evento, que recebe indicações de parceiros,

leitores e especialistas do segmento da madeira.

Desde a seleção dos

premiados, o trabalho interno

de produção, seleção do local

do evento, temos todo o time

com total dedicação para

fazer do Prêmio REFERÊNCIA

2022 uma noite memorável

Fábio Machado,

diretor comercial da JOTA Editora

Os sócios fundadores da JOTA Editora, Pedro Bartoski Jr.,

Fabio Machado e a jornalista Mira Graçano, na apresentação

do Prêmio REFERÊNCIA 2021

58 www.referenciaflorestal.com.br


Fábio Machado, diretor comercial da JOTA Editora,

destaca que o Prêmio REFERÊNCIA de 2022 está sendo

preparado com muito cuidado e atenção, para ser a

maior edição já realizada. “Desde a seleção dos premiados,

o trabalho interno de produção, seleção do local do

evento, temos todo o time com total dedicação para fazer

do Prêmio REFERÊNCIA 2022 uma noite memorável”,

ressalta Fábio.

O diretor valoriza o trabalho feito nestes 20 anos e

como o esforço iniciado há duas décadas se tornou um

marco dentro do setor de base florestal. “Nosso objetivo

era valorizar o setor e hoje vemos que o reconhecimento

que as empresas recebem pelo trabalho também é dado

para o Prêmio REFERÊNCIA, que a cada edição tem mais

indicados e interessados em saber quem fez diferença

para esse ramo tão importante da nossa economia”, destaca

Fábio.

O diretor comercial é efusivo ao falar sobre a noite

de festa, que será a vigésima edição do Prêmio. “É uma

edição especial para nós da Revista REFERÊNCIA, pois

são 20 anos celebrando o setor de base florestal e tantas

conquistas nessas duas décadas”, completa Fábio.

É uma edição especial para

nós da Revista REFERÊNCIA,

pois são 20 anos celebrando

o setor de base florestal e

tantas conquistas nessas

duas décadas

Fábio Machado,

diretor comercial da JOTA Editora

Julho 2022

59


PRÊMIO REFERÊNCIA

Pedro Bartoski Jr., diretor executivo da JOTA Editora,

celebra o sucesso que o prêmio conquistou ao longo dos

anos e a importância que todo o setor passou a dar à

premiação. “Desde a criação do prêmio buscávamos estar

na vanguarda e trazer para o setor a valorização que

cada um de seus membros merece e nesse ano, buscamos

melhorar ainda mais a experiência dos participantes

do evento”, vislumbra Pedro.

Nesta edição acontecerá novamente o Painel da

Madeira, que foi um grande sucesso em 2021. Na edição

anterior tivemos a presença de Eduardo Leão, presidente

da AIMEX (Associação das Indústrias Exportadoras de

Madeira do Estado do Pará), Álvaro Scheffer, ex-presidente

da APRE (Associação Paranaense de Base Florestal) e

Rafael Mason, presidente do CIPEM, (Centro das Indústrias

Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado

de Mato Grosso). Para 2022 os nomes dos participantes

serão revelados em breve, mas os premiados e demais

participantes da cerimônia podem manter as expectativas

elevadas.

Além do evento presencial, a transmissão do prêmio

será feita ao vivo no canal do youtube da Revista REFE-

RÊNCIA. Em 2021 os números foram surpreendentes e

demonstraram o interesse das pessoas no setor: foram

mais de 40 mil visualizações no vídeo e picos de mais de

4 mil pessoas assistindo ao prêmio simultaneamente.

Outra novidade é a abertura do evento para o público

geral. Há um lote limitado de convites para os

interessados que dará direito a participar de toda a programação

da noite: Painel da Madeira, Prêmio REFERÊN-

CIA e do jantar que acontecerá logo após o término da

cerimônia, com cardápio de massas especiais e bebidas

não alcoólicas liberadas. Abaixo, os interessados têm os

canais para solicitar mais informações e também adquirir

os ingressos para esta noite tão especial.

PRÊMIO REFERÊNCIA 2022

Data: 29/11/2022

Horário: 19h (horas)

Local: Restaurante Porta Romana – Curitiba (PR)

Informações e ingressos para o evento:

comercial@revistareferencia.com.br ou

+55 (41) 99968-4617

Os ganhadores do Prêmio REFERÊNCIA 2021

60 www.referenciaflorestal.com.br


29 DE NOVEMBRO

ÀS 19 HORAS

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MANEJO

Madeira

QUE SUSTENTA

Fotos: divulgação

62 www.referenciaflorestal.com.br


Operação de manejo sustentável

comunitário traz oportunidade de

desenvolvimento do homem junto

com a floresta

Julho 2022

63


MANEJO

O

manejo sustentável abre portas para

que as comunidades amazônicas possam

ser cada vez mais sustentáveis

e possam crescer com o fruto de um

trabalho ecologicamente sustentável

e rentável. O ano de 2021 também foi marcado pela

comercialização do primeiro lote de madeira legalizada

da RESEX (Reserva Extrativista) Mapuá. O volume

explorado, de 367 m³ (metros cúbicos) de madeira em

tora é referente à primeira UPA (Unidade de Produção

Anual), iniciada em dezembro de 2020.

João Batista Brandão, agroextrativista do grupo de

manejadores do rio Aramã, responsável pela exploração

florestal da primeira UPA, comenta que o manejo

florestal comunitário era um projeto antigo dos moradores

daqui. “Há muitos anos a gente aguardava por

esse momento, pois, sabemos que ele pode significar

um divisor de águas no desenvolvimento da nossa comunidade”,

comemora João.

A exploração florestal na localidade atende as recomendações

do ICMBio (Instituto Chico Mendes de

Conservação da Biodiversidade), órgão responsável

pela aprovação do PMFS (Plano de Manejo Florestal

Sustentável) da RESEX, em setembro de 2019. O Plano

contempla uma área de aproximadamente 6.300 ha

(hectares), dividida em dois polos comunitários: Boa

Esperança e Santíssima Trindade.

De acordo com Marcelo Galdino, coordenador do

programa Florestas Comunitárias do IFT (Instituto de

Florestas Tropicais), a atual etapa do manejo sustentável

de madeira na RESEX é reflexo da organização

comunitária e do PMFS, que começou a ser elaborado

64 www.referenciaflorestal.com.br


em 2018 a partir de uma oficina do IFT destinada ao

grupo de manejadores locais e todo o processo de

elaboração do plano de manejo contou com a participação

da comunidade. “Desde a primeira reunião até a

finalização do plano, tudo foi feito de forma participativa,

ouvindo os manejadores da Unidade, ICMBio e o

conselho gestor da RESEX”, destaca Marcelo.

No Plano de Manejo Florestal Sustentável a comunidade

se propõe a promover o uso tradicional dos

recursos naturais de forma sustentável, condizentes

ao modo de vida da população tradicional residente

no interior da RESEX. Além do Mapuá, o projeto do IFT

atende mais duas RESEX no Marajó: Terra Grande Pracuúba,

localizada no município de Curralinho; e Arióca

Pruanã, no território de Oeiras do Pará.

O projeto de manejo madeireiro sustentável atendido

pelo IFT na RESEX Arióca Pruanã também conta

com o apoio da empresa STIHL Ferramentas Motorizadas

Ltda. Em fevereiro deste ano, os manejadores da

Desde a primeira reunião

até a finalização do plano,

tudo foi feito de forma

participativa, ouvindo os

manejadores da Unidade,

ICMBio e o conselho gestor

da RESEX

Disco de corte para Feller

Usinagem

• Disco de Corte para Feller

conforme modelo ou amostra,

fabricado em aço de alta

qualidade;

• Discos com encaixe para

utilização de até 20

ferramentas, conforme

diâmetro externo do disco;

Caldeiraria

• Diâmetro externo e encaixe

central de acordo com

padrão do cabeçote;

•Discos especiais;

Detalhe de encaixe para

ferramentas de 4 lados

Soldagem

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MANEJO

Cooperativa Mixta Agroextrativista da Unidade de Conservação

receberam diversos equipamentos doados

pela multinacional. A doação faz parte de um projeto

firmado entre a companhia e o IFT com o objetivo de

fortalecer o manejo florestal na localidade.

O acordo, assinado em novembro de 2019, prevê

o fortalecimento das organizações locais, a doação de

ferramentas e o aprimoramento técnico especializado

aos manejadores comunitários. Além desses equipamentos

entregues, a parceria com a STIHL também

já contemplou a associação de moradores da RESEX

com uma pequena embarcação motorizada. O veículo,

doado em outubro do ano passado, tem ajudado na

logística da produção agroextrativista feita pela comunidade.

PRODUTOS NÃO MADEIREIROS

A última safra do açaí foi histórica para os produtores

da cooperativa agroextrativistas dos rios Aramã

e Mapuá (Coama), no município de Breves, região do

Marajó. Fundada há 7 anos, a organização comemorou

a conquista da primeira venda de açaí certificado. A

cooperativa, formada por 59 famílias, conseguiu fechar

negócio com uma fábrica do Estado de São Paulo e comercializou,

em agosto do ano passado, 252 toneladas

de açaí certificado de manejo.

A primeira venda da cooperativa é resultado de

uma parceria dos moradores da Resex com o projeto

Florestas Comunitárias do IFT, que através de oficinas

de qualificação, promoveu diversas orientações aos

comunitários como capacitações técnicas sobre coo-

66 www.referenciaflorestal.com.br


perativismo e associativismo, cadeia de valor do açaí,

segurança do trabalho e técnicas de manejo adequado

na produção e armazenamento do fruto. O projeto,

que tem como finalidade apoiar a implementação de

modelos de manejo florestal comunitário para uso e

comercialização de madeira e açaí em Unidades de

Conservação, conta com o apoio financeiro do BNDES

(Banco Nacional de Desenvolvimento Social), por meio

do Fundo Amazônia.

Amanda Quaresma, responsável pelas oficinas direcionadas

para a cadeia de valor do açaí, promovidas

pelo IFT, destaca que esse é um marco histórico para

o território e precisa ser celebrado, pois o primeiro

grande desafio foi instituir e manter regularizada a

cooperativa em si. “O território precisava ter o seu empreendimento

comunitário e a cooperativa nada mais

é do que empresa da comunidade”, valorizou Amanda.

Há muitos anos a gente

aguardava por esse

momento, pois, sabemos

que ele pode significar

um divisor de águas no

desenvolvimento da nossa

comunidade

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Julho 2022

67


INTERNACIONAL

Parceria

INTERNACIONAL

68 www.referenciaflorestal.com.br


Trabalho realizado por pesquisadores

brasileiros leva conhecimento sobre

sistemas agroflorestais, melhoramento

e conservação genética na Etiópia

Fotos: divulgação

Julho 2022

69


INTERNACIONAL

O

s pesquisadores Marcelo Francia Arco-Verde,

Ananda Virginia de Aguiar e Valderês

Aparecida de Sousa, da Embrapa Florestas,

estiveram em missão técnica na Etiópia, para

participar do marco do projeto: Fortalecimento

da capacidade técnica etíope na exploração e manejo

sustentável de florestas. Esse projeto é financiado pela ABC

(Agência Brasileira de Cooperação), ligada ao MRE (Ministério

das Relações Exteriores), responsável pela cooperação

humanitária brasileira.

Os pesquisadores estiveram acompanhados pelos técnicos

do ABC: André Gustavo Perdigão Barros, Fernando

Andrade e Daniel Martins Alves. O objetivo da missão, que

completa 7 anos, é o fortalecimento da capacidade técnica e

operacional de pesquisadores etíopes no contexto dos sistemas

agroflorestais e melhoramento florestal.

As atividades de cooperação técnica vêm sendo desenvolvidas

no EFD (Ethiopia Forestry Development ), em

arredores de Addis Abeba, e nas florestas de Chilimo e Menagesha

Suba. Nessa fase, 15 técnicos do instituto etíope

participaram do treinamento em Melhoramento Genético

Florestal e, na parte de Sistemas Agroflorestais, foram 12

participante do EFD.

De acordo com os pesquisadores da Embrapa Florestas,

esta missão, assim como as outras que foram desenvolvidas

na Etiópia com a contribuição da entidade, possibilitou despertar

nos participantes o interesse em continuar os estudos

em sistemas agroflorestais, conservação e melhoramento genético

florestais, que poderão trazer melhorias significativas

para a economia e qualidade de vida dos etíopes. A Etiópia

é um país em que cerca de 80% da população sobrevive da

agricultura, sendo todas as terras de propriedade do governo.

No país há escassez de vários recursos, como água e madeira

para diversos fins.

Marcelo Arco-Verde, pesquisador responsável pela parte

de treinamento de Sistemas Agroflorestais oferecido aos

técnicos do EFD comenta que a pobreza de lá é muito pior

do que a que vemos no Brasil, pois falta estrutura, mão de

obra qualificada e recursos básicos como água, carvão e não

há madeira disponível para cozer os alimentos. Segundo o

pesquisador, tudo tem que ser plantado para se colher e utilizar

para cozer os alimentos, e para alimentar os animais e a

função da parceria é encontrar uma forma de minimizar essa

pobreza. “Então, um trabalho como este da Embrapa Florestal

pode contribuir muito para a melhoria das condições de

vida daquele povo, a longo prazo”, aponta Marcelo.

70 www.referenciaflorestal.com.br


O Brasil pode contribuir

substancialmente com

a experiência de muitas

décadas que temos

nesta área

Valderês Sousa, pesquisadora

da EMBRAPA Florestas

SISTEMAS AGROFLORESTAIS

Nesta parte do curso oferecida aos técnicos etíopes, foi

aplicada a metodologia do AmazonSaf, ferramenta que possibilita

fazer a análise financeira de sistemas agroflorestais.

Como estes lidam com diversos tipos de cultivos - café, ensete

(falsa banana) e a acácia - na mesma área e praticamente

ao mesmo tempo, o planejamento e a constante análise

tornam-se fundamentais. Marcelo Arco-Verde, juntamente

com os técnicos do instituto etíope, usaram como base as informações

locais sobre as espécies mais utilizadas na região,

os aspectos sociais, climáticos e logísticos (como a oferta de

mão de obra, por exemplo).

O sistema AmazonSaf gera coeficientes técnicos e indicadores

para vários aspectos, mostrando um retrato da situação

do produtor rural em aspectos sociais e ambientais, que

podem auxiliar o produtor agroflorestal no aprimoramento

e replanejamento da sua produção. “Eles entenderam a

proposta, pois identificaram os problemas, depois de terem

realizado toda a análise financeira e as possíveis soluções

para esses problemas e, com isso, começaram a correlacionar

aquele processo todo que foi avaliado com a realidade de

cada um deles e de outras regiões do país”, afirma Marcelo.

Ao final da reunião de avaliação, foi estabelecida a existência

de dois pontos focais, que irão detalhar melhor o

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INTERNACIONAL

Durante a capacitação ficou

claro que um aumento

mínimo de produção de

madeira dos plantios

florestais poderá gerar um

retorno muito significativo

para o desenvolvimento

econômico florestal da

Etiópia

Ananda Virgínia, pesquisadora

da EMBRAPA Florestas

trabalho de planejamento para outras regiões, além da proposta

de um plano integrado de trabalho no país. “Sugerimos

algo mais profundo que é auxiliar na elaboração de um plano

nacional de sistemas agroflorestais, com a organização de

dados e ações. Acredito que se a gente insistir, esse projeto

vai dar certo, sempre respeitando as demandas dos técnicos

etíopes”, afirma o pesquisador.

CONSERVAÇÃO E MELHORAMENTO

As pesquisadoras Ananda Virgínia de Aguiar e Valderês

Sousa coordenaram as atividades de seleção de matrizes

para conservação e melhoramento genético. Segundo as

pesquisadoras, na Etiópia, trabalhos nestas áreas do conhecimento

ainda não foram iniciados, o que demanda um grande

esforço de cooperação. “O Brasil pode contribuir substancialmente

com a experiência de muitas décadas que temos

nesta área”, garante Valderês.

Para o curso oferecido aos técnicos do EFD, as pesquisadoras

da Embrapa Florestas, primeiramente, foram conhecer

os materiais e espécies nativas e algumas exóticas existentes

na região. Em seguida puderam repassar conceitos e os

requisitos para se realizar um trabalho de conservação e melhoramento

genéticos.

72 www.referenciaflorestal.com.br


Valderês conta que na Etiópia existem plantios de Pinus

radiata de quase 70 anos de idade, mas ainda sem informações

adequadas sobre esses plantios como origem, procedência

e base genética, dentre outros. “Mostramos como

fazer a identificação de árvores matrizes para a coleta de sementes

visando à conservação, pois possuem várias espécies

nativas em perigo de extinção e não iniciaram esse trabalho

tão importante para resguardar os recursos remanescentes”,

relata Valderês.

Segundo as pesquisadoras, a composição de bancos de

germoplasma é um passo fundamental para a conservação

e melhoramento genético em florestas naturais e plantadas.

O BAG permitiria a conservação de populações bases de

melhoramento e pomares de sementes visando atender às

demandas de plantios comerciais na Etiópia.

Ananda Aguiar comenta, que além dos critérios de seleção

de materiais, outros conceitos foram abordados no treinamento

de melhoramento genético e ferramentas, como

polinização controlada, seleção genômica, dentre outras, imprescindíveis

para o estabelecimento e avanço de programas

de melhoramento naquele país. “Durante a capacitação ficou

claro que um aumento mínimo de produção de madeira dos

plantios florestais poderá gerar um retorno muito significativo

para o desenvolvimento econômico florestal da Etiópia”,

afirma Ananda.

De acordo com as pesquisadoras, nas apresentações realizadas

pelos grupos de técnicos, verificou-se a necessidades

de novas capacitações em recursos genéticos para atender a

demanda etíope, tanto para dar suporte à conservação genética

para florestas naturais, quanto plantadas. “Projetos em

conservação genética foram gerados pelos grupos considerando

espécies nativas de interesse, bem como, um projeto

de melhoramento genético de Eucalyptus globulus”, conta

Valderês.

Para a pesquisadora houve um resultado positivo do treinamento,

sendo dois técnicos que atuarão como pontos focais

e que deverão prosseguir com os contatos e andamento

dos trabalhos futuros conjuntamente. Também nesse tema

foi sugerido um trabalho de âmbito nacional, e que será

iniciado com um zoneamento para a aptidão das espécies

de interesse deles (Modelos de Nichos). “Ao final do curso,

o grupo mostrou-se consciente dessa importância, uma vez

que a integração entre técnicos de diferentes regiões, no momento,

parece fraca e essa integração tornará os programas

em recursos genéticos mais efetivos”, completa Valderês de

Sousa.

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PESQUISA

Manejo Florestal

Sustentável

EM ÁREAS PROTEGIDAS DE USO

COMUNITÁRIO NA AMAZÔNIA

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KATIUSCIA FERNANDES MIRANDA

IIEB (INSTITUTO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO DO BRASIL)

MANUEL AMARAL NETO

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DO PARÁ)

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IFPA (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

DO PARÁ)

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Julho 2022 75


PESQUISA

RESUMO

H

istoricamente, o uso dos bens ou recursos naturais

pelos povos e comunidades tradicionais,

apresentam algumas características comuns, a

partir de modos de vida específicos, marcado

pela intensa simbiose e relativa harmonia com

o meio ambiente em que vivem, desenvolvendo técnicas de

baixo impacto ambiental, baixa articulação com o mercado,

intenso conhecimento da biodiversidade que os cerca e modo

de produção baseado na mão de obra familiar. Na atualidade,

a discussão sobre o uso desses recursos adquiriu grande

relevância em decorrência do seu uso excessivo. Impulsionados

pelo debate e mobilização em torno da importância dos

povos e comunidades tradicionais no manejo e proteção dos

recursos naturais, o Estado promove políticas públicas que

reconhece e evidencia o papel das comunidades tradicionais

sobre o direito de explorar a floresta, como também na

proteção dos recursos naturais em geral. Nesse sentido, este

trabalho tem como objetivo apresentar dados atualizados do

potencial de manejo sustentável em áreas protegidas de uso

comunitário na Amazônia, responsável por garantir o uso sustentável

da biodiversidade e a manutenção dos povos e populações

tradicionais que habitam no território Brasileiro.

INTRODUÇÃO

O uso dos recursos naturais pelos povos e comunidades

tradicionais, apresentam algumas características comuns, a

partir de modos de vida específicos, marcado pela intensa

simbiose e relativa harmonia com o meio ambiente em que

vivem, desenvolvendo técnicas de baixo impacto ambiental,

baixa articulação com o mercado, intenso conhecimento da

biodiversidade que os cerca e modo de produção baseado na

mão de obra familiar (CAÑETE;VOYNER, 2010).

Na atualidade, a discussão sobre o uso desses recursos

adquiriu grande relevância, principalmente por conta do nível

de degradação em que se encontram, em decorrência do seu

uso excessivo. Essa teoria de uso excessivo dos recursos naturais

foi discutida por Hardin (1968), quando apresentou as

formulações em torno do dilema dos comuns e os questionamentos

acerca da racionalização individual como contraponto

à racionalização coletiva, no uso dos bens comuns da natureza.

Segundo Hardin (1968), os bens de uso comum, como a

atmosfera, os rios, os parques e os oceanos, estariam sentenciados

à exaustão, por consequência do livre acesso aos mesmos,

em decorrência de uma falta de regras para o seu uso.

Assim, entre agricultores, pescadores e extrativistas, que

76 www.referenciaflorestal.com.br


utilizam os recursos pelo livre acesso, haveria a maximização

do uso e, Hardin então propõe a privatização dos recursos ou

a transformação dos recursos comuns em bens públicos, em

que o direito de regulação caberia às instituições geridas pelo

Estado.

Outras contribuições teóricas, aprofundaram o debate

sobre o uso de recursos naturais posteriores às de Hardin

(1968) e demonstraram como consequência, a degradação do

mesmo. Para evitar esta situação limite, alternativas na gestão

coletiva de bens comuns, a partir da elaboração de regras,

de forma a garantir o acesso a todos. Como por exemplo, as

apresentadas por Ostrom (1998), as quais fundamenta-se na

necessidade de se estabelecer regras e normas, criadas a partir

de instituições, que servem para coibir ou aplicar sanções

aos indivíduos do grupo, como uma espécie de modelo de

comportamento social pré-estabelecido.

Trazendo essas reflexões para a realidade Amazônica,

pode-se afirmar que o modelo de desenvolvimento pensado

para o uso dos bens comuns da natureza foi fundamental-

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PESQUISA

Impulsionados por esse

debate, o Estado promove

algumas políticas públicas

que reconhecem e evidenciam

o papel das comunidades

tradicionais sobre o direito de

explorar a floresta, como também

na proteção dos recursos

naturais em geral.

mente pautado na extração à exaustão e na transformação

dos ecossistemas em monocultivos, em detrimento do uso

racional, sendo esse um modelo falido e que precisa ser ressignificado

(LOUREIRO, 2012).

Impulsionados por esse debate, o Estado promove algumas

políticas públicas que reconhecem e evidenciam o papel

das comunidades tradicionais sobre o direito de explorar a

floresta, como também na proteção dos recursos naturais em

geral. Como exemplo de política pública, destaca-se a criação

e consolidação de Áreas Protegidas, do tipo UCs (Unidades de

Conservação), regulamentada pelo SNUC (Sistema Nacional

de Unidades de Conservação), o qual surge com o objetivo de

garantir o uso sustentável da biodiversidade e a manutenção

dos povos e populações tradicionais que habitam no território

Brasileiro (BRASIL, 2000).

Essa é uma versão parcial deste artigo, o material

completo pode ser acessado em: https://seer.ufu.br/

index.php/sociedadenatureza/article/view/51621/30184

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AGENDA

AGENDA2022

IX Congresso Florestal Brasileiro

Data: 12 a 15

Local: Online

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Wood Forest Experts

Data: 16/07 a 20/08

Local: Online

www.woodforestexperts.com.br/

JULHO

2022

JULHO

2022

AGO

2022

IX WORKSHOP EMBRAPA FLORESTAS

O IX Workshop Embrapa Florestas/APRE, um dos mais

tradicionais eventos do setor florestal, já tem data para

acontecer. Nos dias 03 e 04 de agosto de 2022, o encontro

retorna ao modelo presencial na sede da Embrapa Florestas,

em Colombo (PR), para tratar do tema: Produtividade

florestal - como produzir mais para suprir a demanda

crescente por madeira. O evento vai reunir especialistas,

profissionais, professores, pesquisadores e estudantes,

será dividido em quatro painéis: O setor florestal – posicionamento

e geopolíticas; Planejamento florestal – manejo

avançado; Como produzir florestas para atender ao mercado

de toras; e As florestas e a indústria de transformação.

Imagem: reprodução Imagem: reprodução

Interforst Munich

Data: 17 a 20

Local: Munique (Alemanha)

https://interforst.com/en/

JULHO

2022

AGO

2022

UAI FOREST

Belo Horizonte receberá o Florestas Uai, Encontro da

Indústria Florestal de Minas Gerais. As tendências e perspectivas

do estado que tem a maior área plantada com

eucalipto no Brasil serão apresentadas por quem mais

entende do assunto. Serão dois dias com muito conteúdo

para fortalecer e potencializar a cadeia produtiva da madeira

em Minas Gerais, com informação e network. Um

dos diferenciais do evento será seu público altamente

qualificado, que eleva a qualidade dos debates e facilita

a possibilidade de contatos para negócios. As inscrições

devem ser feitas no site e as vagas são limitadas.

80 www.referenciaflorestal.com.br


AGENDA2022

AGOSTO

2022

VI Congresso Brasileiro de

Reflorestamento Ambiental

Data: 03 a 05

Local: Salvador (Bahia)

http://reflorestamentoambiental.com.br/

AGOSTO

2022

ASSINE AS PRINCIPAIS

REVISTAS DO SETOR

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DAS NOVIDADES!

IX Workshop Embrapa Florestas/APRE

Data: 03 e 04

Local: Colombo (PR)

https://apreflorestas.com.br/eventos/

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ESPAÇO ABERTO

Foto: divulgação

Tecnologia que dá

RESULTADO

Por Thiago Leão,

Diretor Comercial da Nomus, empresa

especializada no desenvolvimento de

sistemas para excelência na gestão de

indústrias. Engenheiro Mecânico pela

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Investimento em softwares

de gestão industrial é a

chave para melhorar o

desempenho da empresa

Para o setor industrial, a busca por mais eficiência

e controle nas operações é incessante. O

que muitos deixam passar é o papel da gestão

industrial nesse contexto de aprimoramento

contínuo. A inovação, por sua vez, surge como

uma alternativa promissora, especialmente sob a figura do

ERP (Enterprise Resource Planning, ou Sistema de Gestão

Integrado), que trabalha com o objetivo de integrar todas as

áreas de uma organização. No caso de indústrias, a premissa

é a mesma, com enfoque, claro, para a parte industrial: chão

de fábrica, controle de produção e estoque são exemplos de

áreas beneficiadas pela ferramenta.

Porém, antes de conduzir essa transição ao digital, é preciso

que os líderes se atentem à padronização dos processos

internos. Caso a empresa em questão não trabalhe com operações

padronizadas e bem definidas, dificulta-se a aderência

da solução tecnológica, assim como o foco estratégico por

trás de sua aplicabilidade. De fato, uma cultura organizacional

amadurecida é importante para adoção de um sistema

de gestão.

O ERP tem a responsabilidade de transformar o fluxo de

informações e conceder um novo dinamismo para a relação

dos profissionais com os dados armazenados e movimentados.

Por meio da integração pode-se estabelecer uma

melhor comunicação entre os setores, reunindo as condições

necessárias para elevar o patamar de produtividade e entrega

da indústria.

Outro ponto que merece destaque é o poder de resposta

que a tecnologia oferece, especialmente se considerarmos

o nível de exigência do mercado atual. Com o ERP em execução,

os problemas que forem identificados, como entraves

operacionais, podem ser transmitidos, por exemplo, à equipe

comercial com mais velocidade, para que as medidas cabíveis

sejam tomadas com agilidade e eficiência. O mesmo vale

para os profissionais de manutenção.

Todo esse prestígio ligado à inovação não é por acaso. E

vai ao encontro de demandas que não podem mais ser postergadas.

Os dados são objetos de alto valor analítico, e deixá-los

à deriva de sistemas ineficazes é ignorar a oportunidade

de maximizar seus resultados e atingir, a longa escala, um

estágio avançado de disrupção. Por isso, o controle industrial

deve ser prioridade para organizações do segmento.

Saber quanto está sendo produzido, o status do estoque

e quais são as máquinas mais eficientes são movimentações

que, apesar de parecerem simples, fazem total diferença

para a introdução de iniciativas transformadoras.

Para concluir, volto a destacar a importância de seguir

um caminho rumo à padronização. Partindo desse princípio

indispensável, com a presença de um fornecedor especializado

e um ERP que tenha a capacidade para atender as

necessidades do setor industrial, será possível estruturar

uma gestão moderna, flexível e que saiba explorar todo o

seu potencial.

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