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Industrial_242 - Opps

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ENTREVISTA Eduardo Leão, presidente da AIMEX avalia o cenário da exportação da madeira nacional

EFICIÊNCIA E

QUALIDADE

INDÚSTRIA APRESENTA SOLUÇÕES

EM SERRARIAS QUALIFICADAS PARA O

DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS

EFFICIENCY

AND QUALITY

A COMPANY PRESENTS

SOLUTIONS IN SPECIALIZED

SAWMILL EQUIPMENT FOR

PRODUCT DEVELOPMENT


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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

70

2022

44

58

54

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Abimci 43

ABPM 41

Alca Máquinas 11

Benecke 09

Cipem 27

D6 Móveis 53

Dallabona Máquinas 31

DRV Ferramentas 15

Drytech 29

Engecass 13

ForMóbile 39

GCM Trade 35

Lignum Brasil 63

Linck 05

Lions Machine 33

Mendes Máquinas 02

Mill Indústrias 84

Montana Química 07

MSM Química 21

MSP Industrial 83

Nazzareno 23

Omil 19

Prêmio REFERÊNCIA 69

Rotteng 37

Termolegno 25

Vantec 17

SUMÁRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Notas

32 Aplicação

34 Frases

36 Entrevista

42 Coluna ABIMCI

44 Principal Eficiência e qualidade

50 Mercado

54 Case

58 Marcenaria

64 Prêmio REFERÊNCIA

70 Madeira Tratada

74 Artigo

80 Agenda

82 Espaço Aberto

04

referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


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serrarias para corte de toras classificadas por dimensão e não classificadas

Inovação. Qualidade.

Economia.

MADE IN GERMANY


EDITORIAL

SEMPRE

AO SEU LADO

NA CAPA

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

ENTREVISTA Eduardo Leão, presidente da AIMEX avalia o cenário da exportação da madeira nacional

EFICIÊNCIA E

QUALIDADE

INDÚSTRIA APRESENTA SOLUÇÕES

EM SERRARIAS QUALIFICADAS PARA O

DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS

EFFICIENCY

AND QUALITY

A COMPANY PRESENTS

SOLUTIONS IN SPECIALIZED

SAWMILL EQUIPMENT FOR

PRODUCT DEVELOPMENT

06

Q

uando compramos um produto,

esperamos que além dele cumprir

suas funções básicas, também possa

apresentar durabilidade e qualidade

nessas atividades. Dentro de

uma indústria madeireira, essa expectativa é ainda

maior, porque esses equipamentos têm papel

fundamental para o fluxo diário para as empresas.

Por isso, a Mill Indústrias garante ao vender maquinários

e soluções para serrarias, que os clientes

contem com uma assistência técnica de qualidade

e com atendimento rápido, tendo assim, uma

companhia parceira caminhando ao seu lado.

Nessa edição, o Leitor também irá conferir uma

entrevista sobre a madeira brasileira e como o

mercado internacional tem apetite pela nossa matéria-prima,

além de reportagens especiais sobre

exportação, mercado, marcenaria e muito mais.

Tenha uma excelente leitura!

ALWAYS BY

YOUR SIDE

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hen we buy a product, we hope

it can fulfill its essential functions

and present durability and quality.

For timber producers, this

expectation is even higher because

this equipment plays a fundamental role in

the daily work of these companies. Therefore, Mill

Indústrias guarantees that, in selling machinery

and solutions for sawmills, customers can count

on quality technical assistance and fast service,

thus having a partner company working alongside

them. In this issue, the reader can also check out

an interview about Brazilian timber and how the

international market has observed it, in addition

to articles on exports, markets, woodworking, and

more. Pleasant reading!

referenciaindustrial.com.br JULHO 2022

NA CAPA DESTE MÊS É ESTAMPADA A

FÁBRICA DA MILL INDÚSTRIAS, EMPRESA

COM SEDE EM LAGES (SC) E REFERÊNCIA

NA COMERCIALIZAÇÃO DE SERRAS,

EQUIPAMENTOS E TÚNEIS DE SECAGEM

AO MERCADO MADEIREIRO

EXPEDIENTE

ANO XXIV - EDIÇÃO 242 - JULHO 2022

Ano XXIV • N°242 •Julho 2022

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Jorge de Souza

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Paulo Pupo

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Fabiana Tokarski / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriela Bogoni | Larissa Purkotte

criacao@revistareferencia.com.br

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Cainan Lucas

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal - Carlos Felde

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Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

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de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

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exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

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and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.


THE FOREST-BASED SECTOR

WORK FOR THE DEVELOPMENT AND

RECOGNITION OF THE TIMBER

INDUSTRIAL SECTOR

ENTREVISTA - Como a Guerra entre Rússia e Ucrânia vai impactar na economia aqui no Brasil?

CARTAS

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A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

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DO SETOR INDUSTRIAL MADEIREIRO

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 241 DA

PICADOR

SERRA FITA HORIZONTAL

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE JUNHO DE 2022

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MERCADO

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Ano XXIV • N°241 •Junho 2022

TOGETHER FOR

PROGRESS

REPRESENTING EIGHT BUSINESS UNIONS

FROM THE STATE OF MATO GROSSO, FOR

17 YEARS AN ENTITY HAS BEEN SERVING

SECTOR GUARD

ASSOCIATION COMPLETES 50 YEARS OF

CAPA

Por Carlos Pedro Soares,

Chapecó (SC)

Por Marcos Felipe dos Santos,

Cornélio Procópio (PR)

Excelente saber que o Paraná está sendo

referência em fomentar as exportações do setor

madeireiro. O governo tem que ser essa ponte

que leva os produtos para o resto do mundo.

O setor madeireiro no

Brasil é referência quando

se trata de sucesso e

grande parte dessas

conquistas é graças às

entidades que atuam

diariamente em prol de

todas as indústrias.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação/ Arbol Arts

Foto: divulgação

MADEIRA TRATADA

Por Danilo Fortes,

Juiz de Fora (MG)

MARCENARIA

O Estado deve funcionar

como agente de

promoção da liberdade

econômica às empresas,

gerando receita e

emprego para toda

sociedade.

Por Maria Luisa Stéfani,

Porto Alegre (RS)

Que bela história de vida do Lucas. Saiu

de uma carreira que não dava alegria

para buscar o sonho e hoje construiu um

caminho de sucesso. Inspirador!

08

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br JULHO 2022

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Referência Industrial Madeira

@referenciamadeira



monitoramento online

• monitoramento online


BASTIDORES

BASTIDORES

VISITA

O REPRESENTANTE COMERCIAL DA REFERÊNCIA INDUSTRIAL,

GERSON PENKAL, ESTEVE RECENTEMENTE VISITANDO A

EMPRESA FLEX MANUTENÇÃO INDUSTRIAL, DO DIRETOR

JOÃO LETCHACOVSKEI. A FLEX É UMA GRANDE PARCEIRA

COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA CELULOSE & PAPEL

Foto: divulgação

ALTA

PARCERIA

A GCM TRADE É A MAIS NOVA PARCEIRA COMERCIAL DA

REFERÊNCIA INDUSTRIAL. O NOSSO DIRETOR COMERCIAL,

FÁBIO MACHADO, ESTEVE VISITANDO A SEDE DA EMPRESA,

DO DIRETOR GUSTAVO MILAZZO E DA COORDENADORA

DE OPERAÇÕES, GISELE SANTOS.

Foto: divulgação

PIB

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deverá

atingir crescimento de 1,8% este ano,

chegando a 1,3% de crescimento em 2023.

A estimativa é do IPEA (Instituto de Pesquisa

Econômica Aplicada), que divulgou, em

junho, a Visão Geral da Conjuntura, análise

trimestral da economia brasileira. Segundo

o instituto, o destaque será para o setor de

serviços, com estimativa de alta de 2,8%,

enquanto os setores de agropecuária e

industrial devem mostrar relativa estabilidade.

Do lado da demanda, a projeção de

crescimento do consumo das famílias ficou

em 1,6% para este ano. Depois da alta de

1% do PIB registrada no primeiro trimestre

de 2022, a maioria dos setores produtivos

apresentou desempenho positivo também

em abril. As previsões do Ipea mostram

que, em maio, o nível de atividade deve

avançar na comparação com o mês anterior

e com ajuste sazonal: 1,2% na indústria,

0,6% no comércio e 0,3% nos serviços.

BAIXA

ECONOMIA CRESCE

MENOS

O IIE-Br (Indicador de Incerteza

da Economia) subiu 0,5

ponto de maio para junho

deste ano, atingindo 116,4

pontos, segundo informou

em junho a FGV (Fundação

Getulio Vargas). Esse Indicador

é composto por dois

componentes: o IIE-Br Mídia,

baseado nas informações

coletadas dos principais

jornais do país; e o IIE-Br

Expectativa, obtido a partir

das expectativas do mercado

financeiro acerca de variáveis

macroeconômicas, como a

taxa de câmbio, a taxa Selic

e o IPCA (Índice de Preços ao

Consumidor Amplo).

10 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


NOTAS

INDÚSTRIA DE

MÁQUINAS

O faturamento da indústria de máquinas e

equipamentos cresceu 3,6% em maio na comparação

com o mesmo mês do ano passado. Segundo

balanço divulgado em junho pela Abimaq

(Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e

Equipamentos), a receita líquida total ficou em R$

28 bilhões. De janeiro a maio deste ano, o setor

acumula queda de 4,1% na receita em relação a

2021.

Na avaliação da Abimaq, o resultado reflete

a sinalização de bom desempenho dos negócios

durante feiras importantes, como a Agrishow, de

tecnologia agrícola, no fim de abril; e a Feimec,

exposição de máquinas e automação industrial no

começo de maio. Na comparação com abril, o faturamento

do setor cresceu 18,6%. A expectativa

da indústria é de crescimento de 3,8% neste ano.

“Desde o mês de janeiro, vínhamos acumulando

quedas, principalmente quando se comparada

com o mesmo mês do ano anterior. Maio foi o

primeiro mês do ano a registrar crescimento interanual.

Esse crescimento se deu pela primeira vez

no mercado doméstico. As exportações já vinham

com crescimento ao longo do ano e, a partir do

segundo trimestre do ano passado, o mês de

maio teve o resultado puxado por vendas tanto no

mercado doméstico quanto nas exportações”, esclarece

a economista da Abimaq, Cristina Zanella.

Os resultados mostram um início de ano mais

fraco no mercado doméstico, mas o segmento

voltou a crescer em maio. Na comparação com

abril, já considerando o ajuste sazonal, houve

aumento de 11,4% no faturamento com vendas

internas. Na comparação com maio de 2021, o

resultado (3,4%) interrompe uma série de seis quedas

consecutivas. No período analisado, houve

forte crescimento na receita de máquinas para uso

industrial e na venda de máquinas para fins agrícolas

e de construção civil.

Quanto às exportações, manteve-se a tendência

de crescimento observada desde o início do

ano, mesmo com uma pequena desvalorização do

dólar em relação ao real. Em maio, houve crescimento

de 33,4% no faturamento com exportações

na comparação com maio de 2021. A expectativa

do setor é que o ganho com as exportações cresça

15% neste ano.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

12 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


NOTAS

CENÁRIO POSITIVO

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em junho que, em meio a um cenário global marcado por desaceleração e

recessão, o Brasil vai pelo caminho oposto, com crescimento próximo de 2% em 2022, e de 3% a 4% nos anos seguintes. A afirmação

foi feita durante a abertura do Painel Telebrasil Summit 2022, em Brasília (DF).

Segundo o ministro, estão sendo planejadas medidas visando reduções significativas de tributos que incidem nos setores

industriais, o que deverá compensar a perda de poder aquisitivo dos cidadãos, além de favorecer um novo ciclo de investimentos

no país. No discurso, Guedes descreveu cenários extremamente pessimistas para o exterior e muito otimistas no

âmbito interno. “A inflação começou a subir nos EUA (Estados Unidos da América) e vamos ter de conviver com isso. Os EUA

passaram por um longo ciclo de crescimento que chegou ao fim, enquanto nós, no Brasil, estamos saindo do centro de reabilitação,

iniciando um ciclo de crescimento anual de 3% a 4 %, que será por vários anos, se continuarmos nesse ritmo”, aponta.

“Agora, não se assustem com os problemas lá de fora. Teremos alta de inflação nos EUA e teremos recessão. O barulho

será ensurdecedor. Mas não para a economia brasileira, que é uma das mais fechadas do mundo. Faremos agora a reindustrialização

do Brasil”, acrescentou. O Brasil, acrescentou o ministro, reagiu fulminantemente à crise. “Vamos crescer 1,7%, devendo

quase chegar a 2%, em 2022. Diziam que o mundo ia crescer 5% e reviram. Já estão falando que vai haver recessão. Eles

estão só começando a enfrentar os problemas. Já conseguimos atravessar a onda e vamos crescer, com desemprego e inflação

caindo”, completou.

Guedes lembrou que o Brasil tem grande quantidade de minério, que é exportado para a China, e que o país importa aço

40% mais barato do que o produzido em território nacional. Segundo o ministro, o alto custo para a produção nacional deriva,

entre outros fatores, do alto custo para o transporte de cabotagem, “com seis empresas explorando 200 milhões de pessoas”,

e da alta tributação do setor industrial. “A solução para isso é abrir o mercado. Nossa ideia é, também, acabar com o IPI (Imposto

sobre Produtos Industrializados), porque o IPI desindustrializou o Brasil”, acrescentou, ao lembrar que o governo brasileiro

já reduziu em 35% esse tributo. “Queremos baixar a alíquota para zero”, acrescenta.

Como estava em um evento de empresários das telecomunicações, Guedes usou exemplos do setor para mostrar os efeitos

dessa alta carga tributária para investimentos e para o desenvolvimento de tecnologias.

“Hoje, quase 40% dos custos do setor de telecomunicações é de impostos. Isso, em um setor que mostra a importância da

tecnologia porque a regra, no Brasil, é tributar o que é fácil, como combustíveis, eletricidade e telecomunicações. Isso destrói

o equipamento produtivo do Brasil. Por isso, vamos acabar com os impostos que incidem sobre a indústria”, afirmou o ministro.

Ele destacou que 100% do investimento para quem traz máquinas e equipamentos são dedutíveis.

Diante desse contexto, Guedes prevê que o Brasil vai iniciar um longo ciclo de investimentos, ao contrário do mundo, que

está encerrando um longo ciclo de investimento. “Nossas conversas na Europa, nos EUA, com a OCDE (Organização para a

Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e com o G-20 - grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos

centrais das 19 maiores economias mundiais mais a União Europeia -, nos convenceram de que vem uma avalanche de investimentos

para o Brasil, se continuarmos no caminho em que estamos. A Secretaria de Estado dos EUA tem dito que, daqui para

a frente, uma exigência para investimentos nos países é a de ter logística próxima e ser amigo. É o chamado near shore e o

friend shore”, explica.

O ministro acrescentou, ainda, que não adianta fazer semicondutores em Taiwan. “Com a ruptura de cadeias produtivas, ficou

muito evidente a vulnerabilidade do sistema econômico, porque parou a produção, e as fontes estão muito longe. Tem de

estar perto e ser amigo. E quem é essa economia, que está perto dos EUA e da Europa? É o Brasil.”

De acordo com o ministro, a situação é incontornável, com o Brasil destinado a se tornar a segurança energética da Europa

e a segurança alimentar do mundo. “O mundo percebeu que o Brasil é uma potência energética, além de um enorme

mercado consumidor.” Guedes disse também que o Brasil não pode perder a revolução digital pela qual passa o mundo. “A

covid-19 foi uma aceleração para o futuro. Aí surgiu a importância das telecomunicações, inclusive para a agricultura e para as

telecomunicações”, afirmou. “Não podemos perder a revolução digital, nessa reconfiguração da cadeia produtiva. Semicondutores

podem ser feitos aqui e poderemos entrar em uma nova fase nessa revolução digital.”

Foto: divulgação

14 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


A Serra para

todos os tipos

de madeira!





SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


NOTAS

ECONOMIA

NA LUZ

Os consumidores de energia elétrica terão aumentos menores nas contas de luz. O presidente Jair Bolsonaro sancionou,

sem vetos, a Lei 14.385, publicada em junho no Diário Oficial da União.

Aprovado pela Câmara dos Deputados no início do mês, o texto estabelece a devolução do ICMS (Imposto sobre a Circulação

de Mercadorias e Serviços), imposto estadual, incluído na base de cálculo do PIS (Programa de Integração Social) e

da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), tributos federais.

A lei alterou as normas da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para agilizar a devolução dos valores cobrados a

mais no PIS/Cofins. A devolução será feita por meio de aumentos menores nas tarifas de energia.

Em 2017, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou a exclusão do ICMS do preço que serve como base de cálculo

do PIS/Cofins. A corte entendeu que havia dupla tributação (cobrança de um mesmo imposto duas vezes). Em 2021, o STF

definiu o alcance da medida, que deveria ser retroativa a 15 de março de 2017.

Segundo a Câmara dos Deputados e o Senado, a União deveria devolver R$ 60,3 bilhões em créditos de PIS/Cofins às

distribuidoras. Desse total, R$ 12,7 bilhões já foram devolvidos pela Aneel em revisões tarifárias desde 2020, que teriam

impedido as contas de luz de aumentarem, em média, 5% desde então. Ainda há R$ 47,6 bilhões a serem ressarcidos aos

consumidores.

Em nota, a Aneel informou que, desde 2020, tem devolvido os valores relativos à exclusão do ICMS da base de cálculo

do PIS/Cofins. O órgão informou que fará uma revisão extraordinária das tarifas para as companhias que tiveram o reajuste

aprovado sem a restituição do imposto. As demais distribuidoras serão atendidas conforme o calendário de revisões tarifárias

de 2022.

“Ressaltamos que a Aneel já vem realizando esse procedimento desde 2020. Para as distribuidoras que já passaram por

processo tarifário em 2022, a Aneel aprovará uma revisão tarifária extraordinária, nos termos da referida lei. Já para as distribuidoras

que ainda terão seus processos nos próximos meses, o ajuste será realizado nos processos tarifários ordinários

conforme calendário divulgado no site da agência”, destacou o comunicado.

Segundo a Aneel, o reajuste médio de 12,04% para os clientes da Enel, que atende 7,6 milhões de unidades consumidoras

no estado de São Paulo, já inclui a devolução dos créditos de PIS/Cofins. O órgão informou que 8,7% da composição do

índice médio de reajuste, aprovado pela agência reguladora, está relacionado à devolução dos tributos.

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


NOTAS

INCENTIVO

O governo do Estado, por meio da Semagro

(Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento

Econômico, Produção e Agricultura Familiar),

concedeu a isenção de ICMS (Imposto sobre

Circulação de Mercadorias e Serviços) no cavaco de

madeira, atendendo a uma reivindicação do setor

de base florestal. Sem a alíquota para operações

internas, a geração de energia por biomassa e a secagem

de grãos em armazéns passarão a ser menos

onerosas.

O diretor-executivo da Reflore-MS (Associação

Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores

de Florestas Plantadas), Benedito Mário Lázaro,

disse que esta decisão vem em momento oportuno.

Ele lembrou que se trata de um pleito do setor

florestal já há algum tempo. “Assim teremos mais

competitividade e poderemos atrair novas empresas

que façam essa prestação de serviço”, salientou

Dito Mário, como é conhecido.

De acordo com Moacir Reis, ex-presidente da

Reflore (MS) e hoje coordenador da Câmara Setorial

Consultiva do Programa de Desenvolvimento

Florestal de Mato Grosso do Sul, muitas indústrias

do Estado utilizam o cavaco de madeira para gerar

energia nos fornos. “O uso de cavaco permite um

custo mais eficiente em escala maior. Grandes empresas

e até pequenos secadores hoje, de pequenos

produtores, estão usando o cavaco. A medida

do governo de isentar o ICMS é uma briga nossa

de muitos anos. Isso é um grande avanço do setor

Florestal”, destacou Reis.

A alíquota de ICMS para as operações com

cavaco de madeira — no caso, de eucalipto — era

de 17% e agora não existe mais. A oficialização da

isenção aconteceu em junho, com a publicação

das alterações no decreto nº 9.708/99. O cavaco de

madeira já foi visto como a sobra das toras de eucalipto,

sendo gerado por meio da trituração em picadores

de facas ou martelos, resíduos de serrarias e

ponteiras de árvores. O setor florestal receberá, ao

longo desta década, investimentos na ordem de R$

34 bilhões.

Foto: divulgação

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NOTAS

AUMENTO NAS EXPORTAÇÕES

Entre janeiro e maio de 2022, as exportações de madeira do Pará cresceram 89% em valor arrecadado e 4%

na quantidade exportada, na comparação com o mesmo período de 2021. A venda internacional de madeira

pelo estado do Pará movimentou cerca de US$ 180 milhões, com mais de 108 mil toneladas de produtos madeireiros

enviados para fora do país.

A alta foi puxada, principalmente, pela exportação de madeira perfilada (pisos, decks, tacos e frisos), que

apresentou aumento de 111%. Este foi, também, o principal produto exportado, representando cerca de 76%

do total movimentado no período. O principal destino dos produtos paraenses continuaram sendo os EUA

(Estados Unidos da América), responsável por cerca de 60% das importações, seguidos da França (16,2%), Dinamarca

(8,13%), Holanda (7,71%) e Bélgica (6%). Os dados são da AIMEX (Associação das Indústrias Exportadoras

de Madeira do Estado do Pará).

Outros produtos que contribuíram para puxar esses dados para cima foram artefatos de madeira para mesa

e cozinha, que cresceu mais de 170% em valor e 180% em quantidade exportada, e painéis de fibras aglomeradas,

os famosos MDFs, que até o ano passado não eram exportados e esse ano já se apresentam como o terceiro

principal produto da pauta de exportação de madeira, movimentando mais de US$ 14 milhões nos cinco

primeiros meses do ano.

Outro fator que pode ser positivo para a produção paraense são mudanças implementadas na produção

florestal europeia, principalmente as realizadas pela Rússia. O país recentemente proibiu a venda de madeira

em tora oriunda de suas florestas e fixou uma taxa sobre a exportação de madeira serrada acima de 10 cm de

espessura.

A proibição da exportação de madeira em tora oriunda de florestas nativas, que a Rússia coloca em prática

agora, já é realidade no Brasil desde 1989, em um pleito encabeçado pela própria AIMEX junto às autoridades.

Hoje, quase a totalidade dos produtos exportados pelo Pará possui um alto valor agregado, como pisos, decks,

portas, janelas, utensílios de cozinha, entre outros. Para isso, foi preciso a indústria fazer o dever de casa e investir

alto em tecnologia e qualificação de mão de obra.

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


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NOTAS

INDÚSTRIA MOVELEIRA

Em um período de oscilações econômicas e de estabilização de diversas atividades sociais que impactam na

produção e no consumo no Brasil e no mundo, o setor moveleiro não tem ficado imune às variações de mercado,

tendo demonstrado, no entanto, resiliência no fechamento do primeiro trimestre deste ano.

O volume produzido de móveis em março de 2022 foi de 29,3 milhões de peças. Número que representa um

avanço de 11,5% sobre o mês anterior. Ainda assim, no acumulado de janeiro a março de 2022 sobre igual período

em 2021, quando o mercado moveleiro ainda se mostrava bastante aquecido sob influência do isolamento

social e do Auxílio Emergencial, o recuo é de 28,4%.

Já nos últimos 12 meses, soma-se uma queda acumulada de 13% no montante produzido pelo setor.

O consumo aparente de móveis e colchões no mercado interno foi de 28,1 milhões de peças no mês de março

sobre fevereiro. Resultado que representa um aumento de 11,8% na variação. No acumulado do primeiro trimestre,

como é de se esperar, observa-se queda, desta vez de 29,8%. Nos últimos doze meses foi registrado uma

queda de 14,7% no consumo doméstico de móveis e colchões no Brasil.

A participação dos produtos importados sobre o consumo interno nacional, por sua vez, foi de 2,8% em março

de 2022. Vale pontuar, aliás, que o Brasil importou cerca de US$ 15,8 milhões em móveis e colchões em março de

2022. Uma queda de 0,9% na comparação com fevereiro. Já no mês seguinte, em abril, as importações apresentaram

queda bastante significativa na comparação mês a mês: – 45%, atingindo o montante de US$ 8,7 milhões.

Quando falamos nas exportações de móveis e colchões brasileiros, em contrapartida, no terceiro mês do ano

foram exportados o montante de US$ 71,6 milhões. Crescimento de 3,8% sobre o mês anterior. Em abril, contudo,

houve queda de 7,8% sobre março, atingindo US$ 66 milhões.

Fechando o primeiro trimestre de 2022, ainda, as importações de máquinas para fabricação de móveis apresentaram

queda de 21% no acumulado do ano.

Alguns segmentos, no entanto, apresentaram crescimento expressivo nesse período. São eles:

1. Máquinas para fender, seccionar e desenrolar (+173,8%)

2. Máquinas e ferramentas para madeira (+56,1%)

3. Outros (44,0%)

4. Máquinas para furar ou escatelar (+32,8%)

Mantendo seu compromisso social e econômico, ainda, o volume de emprego na indústria de móveis apresentou

aumento de 0,2% em março, no comparativo com o mês anterior.

No acumulado de janeiro a março de 2022 também houve avanço, +0,8%. O aumento no volume de emprego

nos últimos 12 meses chegou a 4,7%.

A média salarial mensal teve aumento de 1,8% na passagem de fevereiro para março, chegando ao patamar

de R$ 1.577,91.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


NOTAS

DESTAQUE INTERNACIONAL

Reunindo cerca de 400 mil profissionais e entusiastas do design, do mobiliário, da arquitetura, da decoração, das artes e

de outras áreas correlatas oriundos de diversas partes do mundo, a Semana de Design de Milão, na Itália, ocorreu de 06 a 12

de junho de 2022, mas a atuação do Projeto Setorial Brazilian Furniture por lá segue gerando resultados expressivos para a

indústria e o design brasileiro.

Com ações tanto no Salone del Mobile.Milano como no Fuorisalone, a Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do

Mobiliário), em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), levou 27 empresas

e 48 designers brasileiros para a capital mundial do design neste ano.

Maior evento do setor moveleiro no planeta, a 60ª edição do Salone del Mobile.Milano — o primeiro com o formato

completo após a interrupção de três anos e dois meses devido às restrições da pandemia, que também implicou no adiamento

de abril para junho deste ano — atraiu a visitação de mais de 262 mil profissionais, formadores de opinião e estudantes

ligados ao setor, provindos de 173 países. Nove associados ao Brazilian Furniture expuseram seus lançamentos e

carros-chefes na feira, popularmente conhecida como iSaloni, transportando os visitantes para uma verdadeira vivência pelo

design brasileiro voltado ao morar, enfatizando nossas madeiras e matérias-primas únicas e diversas, bem como, resgatando

o clássico estilo modernista aplicado de forma contemporânea tanto nas peças como na estrutura dos espaços de exposição

de curadoria do escritório Moreira do Valle.

Ressaltando, ainda, que esta foi a primeira vez que uma empresa brasileira, a Ornare, participou de uma edição da Euro-

Cucina, uma das mais aguardadas mostras na programação do iSaloni, dando foco especial ao design e à tecnologia empregados

ao mobiliário e soluções para a cozinha.

Além das empresas já citadas, o Lounge Brazilian Furniture no iSaloni foi ambientado com peças especialmente cedidas

pela Breton, levando ainda mais conforto e sofisticação para o espaço, projetado ao redor de uma árvore simbolizando

nossa brasilidade e riqueza natural. “Oportunizando a exposição do mobiliário brasileiro na Semana de Design de Milão, a

Abimóvel, em conjunto com a ApexBrasil, mais uma vez cumpre seu papel de representar a indústria, o setor moveleiro e o

design nacional, fomentando as exportações e melhorando a visibilidade dos nossos produtos e matérias-primas no exterior”,

ressalta o presidente da entidade, Irineu Munhoz.

Ele complementa: “A indústria brasileira é sustentável, tecnológica e possui design moderno, primoroso e de alta qualidade.

As peças expostas em Milão neste ano sem dúvida comprovam esses critérios, agradando a compradores e visitantes,

e promovendo um intercâmbio não só de negócios, mas também cultural e criativo.”

Com uma recepção bastante satisfatória por parte do público, os resultados dos negócios realizados neste ano abrem

caminho para ações cada vez maiores e mais integradas, não só em Milão, mas em outros grandes HUBs moveleiros e de

design ao redor do mundo. Ao todo, as empresas expositoras associadas ao Brazilian Furniture fizeram cerca de 1713 contatos

de negócios com compradores internacionais de diversos mercados durante a semana, sendo 89% deles contatos inéditos

para essas marcas. Somando, assim, mais de US$ 36,4 milhões em negócios realizados e prospectados. Sendo mais de

US$ 1,38 milhões em negócios imediatos e US$ 35,05 milhões para os próximos 12 meses a partir do evento.

Foto: divulgação

24 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


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NOTAS

Foto: divulgação

REUNIÃO DA INDÚSTRIA

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) reuniu mais de 1,5 mil empresários e representantes da indústria para

discutir as bases do Mapa Estratégico da Indústria 2023-2033. De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de

Andrade, a ideia é definir as diretrizes de propostas das políticas públicas e das medidas necessárias para que o Brasil

e suas empresas possam avançar, a partir da avaliação das tendências e das tecnologias que vão transformar os modelos

de produção e de negócios na próxima década. “Entender esses desafios e traçar as estratégias adequadas para

enfrentá-los é imprescindível para garantir o futuro das empresas e o desenvolvimento econômico e social do Brasil”,

explica Robson Andrade.

A reunião ocorreu em junho durante o ENAI (Encontro Nacional da Indústria), o maior e mais importante evento do

setor empresarial e um dia depois do Diálogo da Indústria com os Pré-Candidatos à Presidência da República para as

eleições de 2022. Os dois eventos são organizados pela CNI.

Robson Andrade avalia que a digitalização e as modernas tecnologias proporcionam o aumento da produção, a melhoria

da qualidade dos produtos e a redução de custos dos bens industriais. Além disso, ajudam a fortalecer a conexão

da indústria com os clientes e favorecem os recentes movimentos de retorno das fábricas aos países de origem.

A União Europeia e países como os EUA (Estados Unidos da América), Japão, Coreia do Sul e China passaram a

dar ênfase à políticas voltadas ao fortalecimento da indústria. Diante disso, o presidente da CNI alerta que o Brasil não

pode ignorar essas tendências. “Devemos implementar uma política industrial moderna que, a exemplo do que vem

sendo feito nas economias mais avançadas, promova os ganhos de produtividade, e incentive o desenvolvimento do

setor com base na inovação, na digitalização das atividades e na redução das emissões de gases de efeito estufa”, explica.

Em paralelo, é importante atuar com firmeza para remover entraves que há muitos anos elevam o Custo Brasil e

reduzem a capacidade das empresas brasileiras de enfrentar, em igualdade de condições, os concorrentes estrangeiros.

26 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


CIPEM recebe primeiro selo

de apoiador do Programa

Carbono Neutro MT

Ao encontro do dia em que é celebrado o Dia

Mundial do Meio Ambiente (05.06), o Governo de

Estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio

Ambiente – Sema/MT, realizou a entrega dos

primeiros selos do Programa Carbono Neutro MT. A

iniciativa estadual visa, por meio de parcerias com a

iniciativa privada, fomentar o desenvolvimento

sustentável e neutralizar as emissões de carbono até

2035.

Na ocasião, o primeiro selo de Apoiador foi

entregue ao Centro das Indústrias Produtoras e

Exportadoras de Madeira do Estado de Mato

Grosso (CIPEM), ao presidente da Instituição, Rafael

José Mason, atribuindo à entidade notório reconhecimento

diante da contribuição com a criação de

campanhas para disseminação das metas e resultados

relacionados às emissões de carbono, junto aos

sindicatos de sua base e Indústrias associadas, e ao

Estado de Mato Grosso.

Nesse sentido, Mason destacou que a certificação

demonstra diante o cenário nacional e internacional,

o importante papel do segmento florestal para a

promoção da perenidade das florestas nativas e na

redução das emissões dos gases do efeito estufa por

meio do sequestro de carbono.

“Essa parceria deverá promover, por meio da

consolidação do manejo florestal, resultados verdadeiramente

promissores para alcançar esta meta

ousada e necessária”, declarou o dirigente.

De acordo com a secretária da Sema/MT,

Mauren Lazzaretti, outra etapa importante foi

iniciada: a criação de uma plataforma digital para a

adesão e concessão dos selos aos interessados.

“Esta etapa é importante para integrar todos

aqueles que fizerem a adesão, no planejamento do

Estado, para o alcance da meta de redução de 80%

das emissões até 2030 e carbono neutro até 2035”,

explicou Lazzaretti.

A significativa conquista remonta ao movimento

crescente de debates sobre a responsabilidade

social corporativa no mundo, o qual teve início por

volta da década de 1970, período que houve

grande transformação social, política e econômica

nos países promovendo, também, uma nova relação

entre o meio ambiente e desenvolvimento econômico

(FERREIRA; GEROLAMO, 2016).

Com o passar dos anos, a pauta ambiental foi

adquirindo uma nova percepção social, sendo a

Conferência Internacional do Clima Rio-92, inclusive,

um divisor de águas no que tange a construção de

estratégias para prevenção e minimização de danos

ambientais, como a poluição.

Sendo assim, o CIPEM entende que a pauta

ambiental e do carbono integram uma das mais

importantes questões a serem conduzidas no âmbito

governamental bem como corporativo. Por isso,

reitera seu compromisso com a perenidade das

florestas, por meio do Manejo Florestal e deverá

continuar manifestando apoio a iniciativas que,

como o Programa Carbono Neutro MT, visam

fomentar o desenvolvimento sustentável no Estado

de Mato Grosso.

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NOTAS

PRONAMPE

A partir de junho, as micro e pequenas empresas já podem ir ao banco de sua preferência e buscar a linha de crédito

do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). A Portaria nº 191, de

29 de junho de 2022, da Secretaria da Receita Federal, com as regras para a concessão do crédito, está publicada na

edição recente do Diário Oficial da União.

De acordo com a Receita Federal, para obter o empréstimo, será necessário que os empresários compartilhem com

a instituição financeira os dados de faturamento de suas empresas. Esse compartilhamento é feito digitalmente, acessando

o e-CAC, disponível no site da Receita, clicando em autorizar o compartilhamento de dados.

Ao concluir o compartilhamento das informações, o empresário estará apto a negociar o empréstimo com o banco.

Mas, “se no momento do compartilhamento de dados, o banco não estiver listado na relação de possíveis destinatários,

o empresário deve entrar em contato com a agência bancária e verificar a previsão de adesão ao sistema”.

O Pronampe foi criado em maio de 2020 para auxiliar financeiramente os pequenos negócios e, ao mesmo tempo,

manter empregos durante a pandemia de covid-19. No ano passado, o Pronampe se tornou uma política pública permanente

do governo federal.

Foto: divulgação

28 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


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NOTAS

BALANÇA COMERCIAL

O encarecimento do preço de vários itens importados, especialmente fertilizantes e petróleo, fez o superávit da balança

comercial encolher em junho. No mês passado, o país exportou US$ 8,814 bilhões a mais do que importou, queda de 15,4%

em relação ao registrado em junho do ano passado. Apesar do recuo, esse é o segundo melhor resultado para o mês desde

o início da série histórica, em 1989, só perdendo para junho de 2021.

No primeiro semestre, a balança comercial acumula superávit de US$ 34,246 bilhões. Isso representa 8,2% a menos que

o registrado de janeiro a junho do ano passado. O saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas

para 2021, quando o superávit tinha fechado o primeiro semestre em US$ 37 bilhões nesse intervalo.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 32,675 bilhões para o exterior e comprou US$ 23,861 bilhões. Tanto as importações

como as exportações bateram recorde em junho, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram

15,6% em relação a junho do ano passado, pelo critério da média diária. As importações aumentaram 33,7% na mesma comparação.

O recorde das importações e das exportações, no entanto, deve-se ao aumento dos preços internacionais das mercadorias.

No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média apenas 0,1% na comparação com junho do

ano passado, enquanto os preços aumentaram 14,6%, favorecido pela valorização das commodities, que são bens primários

com cotação internacional.

Nas importações, a quantidade comprada caiu 1,8%, mas os preços médios subiram 34,6%. A alta dos preços foi puxada

principalmente por adubos, fertilizantes, petróleo, carvão e trigo, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre

Rússia e Ucrânia. Ao comparar o setor agropecuário, o aumento nos preços internacionais pesou mais nas exportações. O

volume de mercadorias embarcadas caiu 4,5% em junho na comparação com o mesmo mês de 2021, enquanto o preço

médio subiu 36,2%. Na indústria de transformação, a quantidade subiu 11,6%, com o preço médio aumentando 23,4%. Na

indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada caiu 15,9%, enquanto os

preços médios recuaram 10,9% em relação a junho do ano passado.

Os produtos com maior destaque nas exportações agropecuárias foram milho não moído (+1.458,9%), café não torrado

(+76,7%) e soja (+22,7%). Esse crescimento deve-se principalmente aos preços. O destaque negativo foi o algodão, cujas

exportações caíram 10,5% de junho do ano passado a junho deste ano por causa da antecipação de embarques no início do

ano.

Na indústria extrativa, os maiores crescimentos foram registrados nas exportações de carvão, cujo valor se multiplicou

em cerca de 700 vezes em junho na comparação com junho do ano passado. Na indústria de transformação, os maiores crescimentos

ocorreram nas gorduras e óleos vegetais (+154,6%), combustíveis (+124,4%) e farelos de soja e outros alimentos

para animais (+61,5%). Em relação às importações, os maiores crescimentos foram registrados nos seguintes produtos: cevada

não moída (+15.386,3%), frutas e nozes não oleaginosas (+72,5%) e trigo e centeio não moídos (+67,4%), na agropecuária;

carvão não aglomerado (+439,6%) e petróleo bruto (+182,5%), na indústria extrativa; e combustíveis (+82,7%) e adubos ou

fertilizantes químicos processados (+187,5%), válvulas de cátodo (+64,9%) e combustíveis (+47,4%), na indústria de transformação.

O encarecimento das importações fez o governo revisar para baixo a projeção de superávit comercial. Para 2022, o governo

prevê saldo positivo de US$ 81,5 bilhões, contra projeção anterior de US$ 111,6 bilhões. As estimativas são atualizadas

a cada três meses.

Foto: divulgação

30 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


APLICAÇÃO

SALA

A comemorativa

60ª edição do Salão

do Móvel de Milão

exibiu muitas criações

espetaculares e

tendências. Os estofados

estiveram em

sua maioria brancos,

com textura enrugada

e aconchegante

– também foram

vistos bastante sofás

cinzas.

Foto: divulgação

COZINHA

Nas cozinhas, o

grande destaque

foram os ripados,

que apareceu pouco

onde foi criado

inicialmente (nas

salas) e esteve em

demasia utilizado no

espaço de cozinhar

da casa e de diferentes

formas, com

frentes triangulares

e onduladas.

Foto: divulgação

32 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


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FRASES

“É IGUALMENTE IMPORTANTE QUE A LEGISLAÇÃO TRABALHISTA

ACOMPANHE AS CONSTANTES MUDANÇAS QUE ESTAMOS VIVENDO

E NÃO REPRESENTE UM OBSTÁCULO PARA O ADVENTO DE NOVAS

FORMAS DE PRODUÇÃO E DE TRABALHO”

ROBSON BRAGA DE ANDRADE, PRESIDENTE DA CNI

(CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA)

“O BRASIL ESTÁ

NO INÍCIO DE UM

LONGO CICLO DE

“A GRANDE REVOLUÇÃO DA ENERGIA NO

BRASIL SERÁ A SUPER BATERIA DE NIÓBIO E

GRAFENO, QUE EM POUCOS MINUTOS PODE SER

RECARREGÁVEL, SEM SER SUPERAQUECIDA COMO

A DE LÍTIO”

JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DO BRASIL

CRESCIMENTO. NÃO SE

ASSUSTEM COM O QUE

VEM DE FORA. LÁ FORA

O AMBIENTE AINDA VAI

PIORAR”

PAULO GUEDES,

MINISTRO DA

ECONOMIA

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

“TEMOS ALGUMAS MEDIDAS

DESENHADAS PELO GOVERNO QUE

AINDA PRECISAMOS ENTENDER

OS EFEITOS DELAS NO PROCESSO

INFLACIONÁRIO, MAS O BRASIL

FEZ O PROCESSO ANTECIPADO

E ACREDITAMOS QUE NOSSA

FERRAMENTA É CAPAZ E VAI FREAR

O PROCESSO INFLACIONÁRIO”

ROBERTO CAMPOS NETO,

PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL

34 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


ENTREVISTA

MADEIRA

INTERNACIONAL

INTERNATIONAL

TIMBER

O

Brasil é um dos principais produtores e exportadores

de madeira do mundo, mas sofre com

diversas variáveis que dificultam o trabalho das

indústrias em colocarem os produtos nos mercados

internacionais. Sejam as avaliações negativas

sobre os cuidados ambientais no Brasil ou dificuldades de logística

junto aos portos, as indústrias têm buscado em meio a

esse cenário aumentar as exportações nacionais de madeira. O

presidente da AIMEX, Eduardo Leão, conversou com a Revista

REFERÊNCIA INDUSTRIAL e avaliou os cenários para a madeira

brasileira no mercado internacional.

ENTREVISTA

B

razil is one of the leading producers and exporters of

timber in the world but suffers from several variables

that hinder the work of companies in placing products

in international markets. Be they negative assessments

of environmental care in Brazil or logistical difficulties

with ports, companies have sought a way to overcome these obstacles

and increase national timber exports amid this scenario.

Eduardo Leão, President of the Association of Timber Exporting

Companies of the State of Pará (Aimex), spoke with REFERÊNCIA

Industrial and evaluated the strategies for Brazilian timber in the

international market.

EDUARDO LEÃO

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: GRADUADO EM ENGENHARIA,

SANEAMENTO E AMBIENTAL PELA UFPA (UNIVERSIDADE

FEDERAL DO PARÁ), MESTRE EM GEOLOGIA E CIÊNCIAS DA

TERRA PELA UFPA E MBA EM GESTÃO EMPRESARIAL PELA

FUNDAÇÃO DOM CABRAL

CARGO: PRESIDENTE DA AIMEX (ASSOCIAÇÃO DAS

INDÚSTRIAS EXPORTADORAS DE MADEIRA DO ESTADO DO

PARÁ)

Foto: Emanoel Caldeira

PROFESSIONAL EDUCATION: B.SC. IN SANITATION AND

ENVIRONMENTAL ENGINEERING AND M.SC. IN GEOLOGY AND EARTH

SCIENCES, UFPA (FEDERAL UNIVERSITY OF PARÁ) AND MBA IN BUSINESS

ADMINISTRATION, DOM CABRAL FOUNDATION

FUNCTION: PRESIDENT OF THE ASSOCIATION OF TIMBER EXPORTING

COMPANIES OF THE STATE OF PARÁ (AIMEX)

36 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


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COLUNA ABIMCI

MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

MADEIRA PERMITE MAIOR SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL E VEM GANHANDO

ATENÇÃO DO MERCADO

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

E

ssa não é a primeira, muito menos será a

última vez, que o uso da madeira na construção

civil será o tema dessa coluna. Nosso

mercado já tem conhecimento sobre os benefícios

técnicos e ambientais do uso desta

matéria-prima, mas nos últimos anos podemos observar

que a madeira, nas suas mais diversas formas, tem

se tornado mais presente em projetos arquitetônicos e

de interiores.

Globalmente, acompanhamos o posicionamento

de grandes empresas investidoras que têm colocado

a sustentabilidade como um dos principais fatores

analisados na hora da tomada de decisão de aporte

financeiro em outras companhias ou de investimentos

diretos do setor. Esse novo posicionamento está em

consonância com o momento global onde vários movimentos

estão sendo direcionados para a economia de

baixo carbono.

Dentro deste contexto, o impacto ambiental que

os produtos especificados e utilizados nas construções

também passam a ser analisados pelos investidores

imobiliários ao redor do mundo. Essa mudança de

percepção tende a proporcionar oportunidades para

produtos de madeira na construção civil. Felizmente, já

vemos indícios de que os benefícios da madeira estão

despertando o interesse deste mercado. Na última

edição do ENIC (Encontro Nacional da Indústria da

Construção), realizada pela CBIC (Câmara Brasileira da

Indústria da Construção), no mês de junho, a entidade

afirmou que “ciente do potencial do crescimento da

construção em madeira no Brasil nos próximos anos,

irá participar e apoiar debates e projetos relacionados

ao fortalecimento do mercado no país.” Uma declaração

muito positiva de um setor historicamente defensor

do aço e do cimento.

Estes acontecimentos são indícios e posicionamentos

positivos, que exigem do segmento madeireiro,

Foto: divulgação

o contínuo trabalho com responsabilidade ambiental

e provendo soluções técnicas para poder ofertar produtos

conforme as exigências do setor da construção

civil.

Nesse cenário, as normas técnicas se tornam ainda

mais primordiais para a padronização do uso de produtos

na construção civil. Após um intenso trabalho articulado,

realizado nos últimos anos, envolvendo vários

atores, segmentos, universidades, especialistas, o setor

produtivo, entre outros, avançamos na publicação de

importantes normas envolvendo produtos de madeira

como a de portas de madeira, a de madeira serrada,

do compensado e do compensado plastificado, essenciais

para este setor. A expectativa agora é para

a publicação da norma do sistema construtivo wood

frame pela ABNT (Associação Brasileira de Normas

Técnicas), que neste mês, teve seu texto final aprovado

pela CE (Comissão de Estudos) responsável pelo

desenvolvimento da norma. Este sistema construtivo

industrializado, tem como principais objetivos, otimizar

a produção em escala, gerar negócios e ser inserido

no escopo de financiamento oficial do Governo, ações

que certamente contribuirão com a melhoria do déficit

habitacional brasileiro. É uma relação de ganha-ganha

para todos.

As oportunidades estão aí. Devemos aproveitar

este bom momento, unindo esforços e estratégias para

superar as barreiras e dúvidas que ainda existem no

mercado, como em relação a qualidade, durabilidade,

conforto térmico, acústica, formas de garantias, etc.

Temas esses, naturais quando falamos em um novo e

inovador sistema construtivo como o wood frame. A

consolidação e sucesso nesse novo e promissor negócio

depende da ação e agenda positiva de todos.

Você sabia?

Um dos momentos marcantes da

história da Abimci ocorreu durante o

1º Congresso Internacional de Compensado

de Madeira Tropical, realizado

em Manaus (AM), em 1992. Na ocasião,

mais de 150 dirigentes de empresas estiveram

presentes e compartilharam os

sonhos para o futuro da Associação. Entre eles, estavam a normatização

dos produtos e a entrada de empresas de outros

segmentos no quadro associativo.

42 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


PRINCIPAL

44 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


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JULHO 2022 45


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eferência dentro do setor madeireiro desde

1996, a Mill Indústrias oferece soluções completas

para serrarias. A empresa sediada em

Lages (SC), conta atualmente com uma estrutura

de parque fabril com 14 mil m 2 (metros

quadrados) e uma equipe interna qualificada para prestar

atendimento rápido e assistência técnica especializada

aos clientes.

“No campo dos serviços, contamos com uma equipe de

técnicos treinada e desenvolvida dentro da Mill, para atender

às nossas necessidades e a dos clientes com serviços de

manutenção periódicas, preventivas, corretivas, montagem

dos equipamentos, entrega técnica e start up, bem como,

a comercialização de peças originais para reposição. Onde

tiver cliente Mill, tem pós-venda Mill”, explica o gerente

comercial de equipamentos da Mill Indústrias, Arno Murara.

A confiabilidade na marca Mill, acontece também

devido à força da equipe de assistência técnica presente

nos clientes para atender com atenção e segurança os

serviços prestados. Onde além das manutenções, incorpora

também orientação e treinamento em formato prático em

relação à operação para melhor aproveitamento e conservação

das máquinas Mill.

“A Mill sempre está em processo de aperfeiçoamento

dos seus equipamentos e desenvolvimento de novos, para

isso, conta com um corpo técnico com vasta experiência,

que, através das necessidades do mercado, colocam em

prática o seu conhecimento criando máquinas mais seguras,

eficientes e de manutenção simples. A nossa proximidade

com o usuário do equipamento é o que nos habilita a criar

e melhorar nossos produtos”, afirma Arno Murara.

Dessa forma, a empresa também atua como agente do

desenvolvimento do setor madeireiro no Brasil.

ARNO MURARA, GERENTE COMERCIAL DE

EQUIPAMENTOS DA MILL INDÚSTRIAS,

Abenchmark within the Forest Product Sector

since 1996, Mill Indústrias offers complete

solutions for sawmills. The Company based in

Lages, Santa Catarina, currently has a structure

with a 14 thousand square meter factory park

and a qualified internal team to provide fast service and specialized

technical assistance to customers.

“In the services field, we have a team of technicians

trained and developed within Mill to meet our needs and

that of customers with periodic, preventive, and corrective

maintenance services, equipment assembly, technical delivery,

and start-up, as well as the sale of original spare parts.

Furthermore, where you have a Mill customer, there is Mill after-sales,”

explains Arno Murara, Equipment Sales Manager

for Mill Indústrias.

The reliability of the Mill brand is also apparent due to

the strength of the technical assistance team present in the

customers’ facilities to carefully and safely provide the services

required. In addition to maintenance, guidance, and training,

a practical format for the better use and conservation

of Mill machines is incorporated into the operation.

“Mill is always improving its equipment and developing

new ones, so it has a technical staff with extensive experience.

Through the market’s needs, it put into practice its

knowledge by creating safer, more efficient, and more easily

maintained machines. Moreover, our proximity to the user

enables us to create and improve our products,” says Murara.

Thus, the Company also acts as an agent in developing

the Forest Product Sector in Brazil.

46 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


JULHO 2022 47


PRINCIPAL

48 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


JULHO 2022 49


MERCADO

FOMENTO

AO SETOR

50 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


INICIATIVA REUNIU 62 EMPRESAS

DO SETOR MOVELEIRO NACIONAL

PARA EXPORTAREM PRODUTOS PARA

REPRESENTANTES DE 11 PAÍSES

Fotos: divulgação

JULHO 2022 51


MERCADO

O

Projeto Comprado Movelpar promoveu,

em maio, interação e o relacionamento,

de forma híbrida (virtual e presencial),

entre indústrias brasileiras de móveis e

compradores internacionais, por meio

de processo de matchmaking e reuniões direcionadas,

promovendo a geração de negócios e as exportações

das indústrias associadas ao projeto.

A última edição do evento reuniu, ao todo, 62

empresas. Entre os compradores estavam empresas

oriundas da Argentina, Bolívia, Chile, China, Colômbia,

Costa Rica, Marrocos, Panamá, Reino Unido, Turquia e

Uruguai.

Acompanhando o calendário da Movelpar Show, as

reuniões presenciais foram realizadas nos dias 18 e 19

de maio de 2022, no Expoara, com a presença de 15

compradores internacionais, que participaram de 299

rodadas. Gerando, assim, mais de US$ 4,3 milhões em

negócios imediatos e US$ 20,1 milhões em expectativas

de negócios para os próximos 12 meses.

Já as rodadas online ocorreram em plataforma

digital nos dias 23 e 24 de maio. Desta vez, com 25

compradores internacionais em 161 rodadas online,

gerando US$ 565 mil em negócios imediatos e mais

US$ 11,9 milhões prospectados. Dessa forma, o Projeto

Comprador Movelpar movimentou mais de US$ 4,8 mi-

lhões durante as rodadas de negócios, com projeções

de mais US$ 32 milhões para os próximos 12 meses.

A próxima edição do Projeto Comprador será realizada

nos dias 19 e 20 de julho, na FIERGS (Federação

das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), em

Porto Alegre (RS), já as rodadas na modalidade online

ocorrem nos dias 21 e 22 de julho.

O Projeto Comprador Movelpar é uma ação do

Projeto Setorial Brazilian Furniture, iniciativa promovida

pela Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do

Mobiliário) e pela APEX Brasil (Agência Brasileira de

Promoção de Exportações e Investimentos).

O principal objetivo do projeto é a promoção da

interação e o relacionamento, de forma híbrida (virtual

e presencial), entre indústrias brasileiras de móveis e

compradores internacionais, por meio de processo de

matchmaking e reuniões direcionadas, possibilitando

a geração de negócios e as exportações das indústrias

associadas ao projeto.

A iniciativa conta com a participação de mais de

uma centena de empresas que possuem acesso a informações

de Inteligência Comercial e Competitiva,

Feiras e Missões Internacionais, Projetos Comprador e

Vendedor, Projeto Imagem, Programa de Design Integrado

à Indústria, entre outras inúmeras atividades no

exterior.

Para mais informações sobre o Projeto Comprador

Movelpar e outras iniciativas do Brazilian Furniture,

acesse brazilianfurniture.org.br

52 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


Oportunidade

de Negócio

Tem experiência no setor madeireiro e pensa

em atuar no mercado interno de móveis

fabricados com madeira nativa legal?

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arte da madeira em sua casa


CASE

AGENTE

DO MERCADO

54 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


EMPRESA ATUA DESDE 2005 COMO

REPRESENTANTE DE FORNECEDORES

E COMPRADORES MUNDIAIS DE

MADEIRAS BRASILEIRAS

Fotos: divulgação

JULHO 2022 55


CASE

até o momento do embarque, atentos a todo o

processo para evitar quaisquer problemas que

possam surgir.

Para auxiliar na promoção e comercialização

de produtos de madeiras brasileiras, a GCM

Trade criou a plataforma Woodflow. Nela são

divulgados vídeos de visitas às fábricas, detalhes

de certificação, tour virtual e outros recursos para

que os clientes possam conhecer melhor os fornecedores.

“Apesar de nosso país ser um grande

exportador de madeira não possuímos uma boa

imagem no exterior. Nosso investimento vai ser

focado em deixar claro para o mundo que aqui

no Brasil temos produtos de altíssima qualidade,

com fábricas extremamente sérias que prezam

pelo cuidado ao meio ambiente e que possuem

total capacidade de atender às mais exigentes

demandas no mercado externo através de ma-

Amadeira é uma das principais commodities

exportadas pelo Brasil.

Para auxiliar as empresas internacionais,

que desejam buscar essas

matérias-primas no país, a GCM

Trade atua desde 2005 como representante de

fornecedores e compradores, além de atuar

também como trader. A GCM Trade compra madeiras

brasileiras e exporta a matéria-prima para

diversos países do mundo, em especial trabalha

com madeiras plantadas de pinus, eucalipto e

teca, além de compensados, madeiras serradas,

cercas, estacas, blocos, lâminas, dentre outros.

Todos os fornecedores da empresa atuam

com destaque no setor madeireiro nacional e a

GCM Trade busca oferecer ao mercado internacional

preços competitivos para essas matérias-

-primas, trabalhando junto aos pedidos do início

56 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


JULHO 2022 57


MARCENARIA

Foto: Vietnam Stock Images / Shutterstock.com

58 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


ARTE NA

MADEIRA

XILOGRAVURA É UM DOS SEGMENTOS CULTURAIS MAIS ANTIGOS

DA HUMANIDADE E CONSISTE NA IMPRESSÃO EM MADEIRA

Fotos: divulgação

JULHO 2022 59


MARCENARIA

Axilogravura se caracteriza por um dos

métodos de impressão mais antigos. Essa

técnica se baseia no corte de uma figura

em superfície de madeira que, em seguida,

é coberta de tinta e, assim, impressa

em outro local, como um tecido ou papel.

A história da xilogravura é antiga, já que os seus

primeiros registros datam do século V e aconteceram

na China. Logo, a técnica se expandiu para o Japão,

sendo que, em seu início, o método era usado para

imprimir textos como escrituras budistas.

Na Europa, a história da xilogravura se confunde

com a da comercialização do papel, no século XIV, e

aconteceu, primeiramente, na Alemanha e na França.

Como uma bela resposta ao crescimento dos livros,

as xilogravuras funcionavam de forma simultânea como

um meio popular de ilustrações. Assim, muitos artistas

utilizavam essa técnica para produzir cenas de paisagens,

da Bíblia e de obras famosas. Logo, o método

despontou como uma forma de tornar as peças de

arte mais acessíveis. Em seguida, a arte da xilogravura

entrou em declínio. Isso porque métodos de impressão

mais sofisticados foram desenvolvidos. Sendo assim,

muitos artistas preferiram utilizar placas de metal para

imprimir em vez da madeira. No entanto, vale destacar

que a técnica não desapareceu, pois muitos ainda utilizavam

a xilogravura para reproduzir cartazes e folhetos.

No Japão, em 1700, as xilogravuras eram utilizadas

com o objetivo de elaborar imagens refinadas, em um

estilo de arte conhecido como ukiyo-e. Por meio desse

movimento, cenas do cotidiano e de paisagens eram

NO BRASIL, A

TÉCNICA CHEGOU

COM A VINDA DA FAMÍLIA

REAL PARA O RIO DE

JANEIRO EM 1808

60 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


JULHO 2022 61


MARCENARIA

62 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


PRÊMIO REFERÊNCIA

Fotos: Emanuel Caldeira

MAIOR PREMIAÇÃO DO SETOR FLORESTAL

CELEBRA AS EMPRESAS QUE MAIS SE

DESTACARAM DURANTE O ANO

64 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


JULHO 2022 65


PRÊMIO REFERÊNCIA

O

Prêmio REFERÊNCIA, maior premiação

do setor de base florestal do Brasil,

que é organizado pela REVISTA REFE-

RÊNCIA, já tem sua data marcada. Será

realizado no dia 29 de novembro, à

partir das 19h (horas), no restaurante Porta Romana,

em Curitiba (PR). A Cerimônia deste ano é muito especial,

pois além de ser a vigésima edição do prêmio,

serão também vinte premiados, o dobro em relação

aos outros anos, fazendo menção ao período de realização

do evento.

O Prêmio REFERÊNCIA, foi idealizado por Fabio

Machado e Pedro Bartoski Jr., sócios fundadores da

JOTA Editora, responsável pela publicação das Revistas

REFERÊNCIA FLORESTAL, REFERÊNCIA INDUS-

TRIAL, BIOMAIS, CELULOSE&PAPEL e PRODUTOS

DE MADEIRA. O objetivo do prêmio é valorizar e

celebrar, juntamente com os representantes do setor,

as conquistas do ano vigente. Os vencedores são escolhidos

através de análise detalhada da organização

do evento, que recebe indicações de parceiros, leitores

e especialistas do segmento da madeira.

DESDE A SELEÇÃO DOS

PREMIADOS, O

TRABALHO INTERNO DE

PRODUÇÃO, SELEÇÃO DO LOCAL

DO EVENTO, TEMOS TODO O

TIME COM TOTAL DEDICAÇÃO

PARA FAZER DO PRÊMIO

REFERÊNCIA 2022 UMA NOITE

MEMORÁVEL

FÁBIO MACHADO,

DIRETOR COMERCIAL DA JOTA EDITORA

Os sócios fundadores da JOTA Editora, Pedro Bartoski

Jr., Fabio Machado e a jornalista Mira Graçano, na

apresentação do Prêmio REFERÊNCIA 2021

66 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


Fábio Machado, diretor comercial da JOTA Editora,

destaca que o Prêmio Referência de 2022 está

sendo preparado com muito cuidado e atenção, para

ser a maior edição já realizada. “Desde a seleção dos

premiados, o trabalho interno de produção, seleção

do local do evento, temos todo o time com total

dedicação para fazer do Prêmio Referência 2022 uma

noite memorável”, ressalta Fábio.

O diretor valoriza o trabalho feito nestes 20 anos

e como o esforço iniciado há duas décadas se tornou

um marco dentro do setor de base florestal. “Nosso

objetivo era valorizar o setor e hoje vemos que o reconhecimento

que as empresas recebem pelo trabalho

também é dado para o Prêmio REFERÊNCIA, que

a cada edição tem mais indicados e interessados em

saber quem fez diferença para esse ramo tão importante

da nossa economia”, destaca Fábio.

O diretor comercial é efusivo ao falar sobre a noite

de festa, que será a vigésima edição do Prêmio. “É

uma edição especial para nós da Revista Referência,

pois são 20 anos celebrando o setor de base florestal

e tantas conquistas nessas duas décadas”, completa

Fábio.

É UMA EDIÇÃO

ESPECIAL PARA NÓS

DA REVISTA REFERÊNCIA, POIS

SÃO 20 ANOS CELEBRANDO O

SETOR DE BASE FLORESTAL E

TANTAS CONQUISTAS NESSAS

DUAS DÉCADAS

FÁBIO MACHADO,

DIRETOR COMERCIAL DA JOTA EDITORA

JULHO 2022

67


PRÊMIO REFERÊNCIA

Pedro Bartoski Jr., diretor executivo da JOTA Editora,

celebra o sucesso que o prêmio conquistou ao

longo dos anos e a importância que todo o setor passou

a dar à premiação. “Desde a criação do prêmio

buscávamos estar na vanguarda e trazer para o setor

a valorização que cada um de seus membros merece

e nesse ano, buscamos melhorar ainda mais a experiência

dos participantes do evento”, vislumbra Pedro.

Nesta edição acontecerá novamente o Painel da

Madeira, que foi um grande sucesso em 2021. Na

edição anterior tivemos a presença de Eduardo Leão,

presidente da AIMEX (Associação das Indústrias Exportadoras

de Madeira do Estado do Pará), Álvaro

Scheffer, ex-presidente da APRE (Associação Paranaense

de Base Florestal) e Rafael Mason, presidente

do CIPEM, (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras

de Madeira do Estado de Mato Grosso). Para

2022 os nomes dos participantes serão revelados em

breve, mas os premiados e demais participantes da

cerimônia podem manter as expectativas elevadas.

Além do evento presencial, a transmissão do prêmio

será feita ao vivo no canal do youtube da Revista

REFERÊNCIA. Em 2021 os números foram surpreendentes

e demonstraram o interesse das pessoas no

setor: foram mais de 40 mil visualizações no vídeo e

picos de mais de 4 mil pessoas assistindo ao prêmio

simultaneamente.

Outra novidade é a abertura do evento para o

público geral. Há um lote limitado de convites para

os interessados que dará direito a participar de toda

a programação da noite: Painel da Madeira, Prêmio

REFERÊNCIA e do jantar que acontecerá logo após

o término da cerimônia, com cardápio de massas

especiais e bebidas não alcoólicas liberadas. Abaixo,

os interessados têm os canais para solicitar mais informações

e também adquirir os ingressos para esta

noite tão especial.

PRÊMIO REFERÊNCIA 2022

Data: 29/11/2022

Horário: 19h (horas)

Local: Restaurante Porta Romana – Curitiba (PR)

Informações e ingressos para o evento:

comercial@revistareferencia.com.br ou

+55 (41) 99968-4617

Os ganhadores do Prêmio REFERÊNCIA 2021

68 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


29 DE NOVEMBRO

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MADEIRA TRATADA

SUSTENTABILIDADE

NA CONSTRUÇÃO

70 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


USO DE MADEIRA NA CONSTRUÇÃO

CIVIL PERMITE MAIS BENEFÍCIOS

TÉRMICOS, ENERGÉTICOS E ACÚSTICOS

Fotos: divulgação

JULHO 2022 71


MADEIRA TRATADA

O

Brasil caminha a passos largos no

que diz respeito a construções

sustentáveis. Segundo o ranking

mundial elaborado pelo CBC (Green

Building Council Brasil), somos

um dos países com mais obras sustentáveis no

mundo, ficando atrás apenas de nações como a

China, Emirados Árabes e EUA (Estados Unidos

da América).

Com a alta da agenda ESG, sigla em inglês

para práticas ambientais, sociais e de governança,

é notável que executivos e investidores brasileiros

já estão se movimentando e repensando

seus negócios. O momento, então, é de desenvolvimento

de soluções inovadores e sustentáveis,

principalmente no mercado da construção

civil — um dos segmentos que mais impactam o

meio ambiente.

Um estudo do CIB (Conselho Internacional

da Construção), aponta que mais de um terço

dos recursos naturais extraídos no Brasil é para a

indústria da construção e 50% da energia gerada

abastece a operação das edificações. Além disso,

o setor é um dos que mais produzem resíduos

sólidos, líquidos e gasosos, responsável por mais

de 50% dos entulhos, entre construções e demolições.

Diante disso, para uma construção ser

considerada sustentável, todos os seus processos

precisam ser sustentáveis. A madeira, por exemplo,

é um dos materiais mais antigos utilizados na

construção, porém, foi substituída ao longo dos

anos pelo aço e o concreto. Por ser o único material

que é renovável e estruturalmente eficiente

ao mesmo tempo, a madeira sempre esteve presente

em construções nas regiões que enfrentam

estações com temperaturas muito baixas, como

72 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


JULHO 2022 73


ARTIGO

DESEMPENHO

VEGETATIVO

DE CLONES DE SERINGUEIRA

NA REGIÃO DE SÃO JOSÉ

DO RIO PRETO (SP)

Fotos: divulgação

74 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


MARIA VITÓRIA CECCHETTI GOTTARDI COSTA

DANILA COMELIS BERTOLIN

ADRIANO LUIS SIMONATO

DOUGLAS PRESCILIO DO NASCIMENTO

LUIZ ANTÔNIO PASSARIN

JARBAS GABRIEL COSTA JÚNIOR

PAULO DE SOUZA GONÇALVES

Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano

05, Ed. 10, Vol. 22, pp. 120-132. Outubro de 2020.

JULHO 2022 75


ARTIGO

RESUMO

O

Estado de São Paulo é a região do

Brasil de maior importância no cultivo

da seringueira [Hevea brasiliensis

(Willd. exAdr. de Juss.) Muell. Arg.] e

é na região noroeste a qual vem se

destacando, devido ao clima quente que favorece o

desenvolvimento e a produção desta cultura. Com a

crescente demanda por borracha natural e a intensificação

de novos plantios na região de São Jose

do Rio Preto (SP), noroeste paulista, a utilização de

clones adaptados e altamente produtivos são de

suma importância para o sucesso da exploração do

seringal. O presente trabalho teve por objetivo avaliar

o desempenho de 7 anos de desenvolvimento

vegetativo de dezoito clones de seringueira. A área

experimental foi instalada na Fazenda de Ensino,

Pesquisa e Extensão da Fatec Rio Preto, em São

José do Rio Preto, sob o delineamento de blocos in-

teiramente casualizados com três repetições. Foram

avaliados os seguintes caracteres vegetativos: altura

da planta, número de lançamentos foliares, perímetro

do caule e incremento anual do caule. Dados

das mensurações do período vegetativo mostraram

que os clones PB 311, PB 312, RRIM 911, PB 314 e

RRIM 600 apresentaram os melhores desempenhos

e aos sete anos atingiram um percentual de 46,0%,

43,5%, 43,3%, 41,8% e 41,7% de árvores aptas para

sangria, respectivamente. Os clones PB 326; PB 346,

PB 350, IAC 328 e IAC 330 foram excluídos, durante

as avaliações devido ao fato da maioria das plantas

não terem sobrevivido, fato este que pode estar relacionado

a períodos de pouca incidência de chuvas

ocorridos na região.

Palavras-chave: Heveicultura, seleção de clones,

desempenho de clones, Hevea brasiliensis.

76 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


JULHO 2022 77


ARTIGO

78 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


Link de acesso: https://www.nucleodo-

conhecimento.com.br/agronomia/clones-

-de-seringueira

JULHO 2022 79


AGENDA

AGENDA

2022

AGOSTO

2 A 4

AGOSTO

16 A 19

NOVEMBRO

16 A 17

MEC SHOW

LOCAL: SERRA (ES)

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

MECSHOW.COM.BR/

EXPOMAC

LOCAL: CURITIBA (PR)

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

EXPOMAC.COM.BR/

HDOM SUMMIT

LOCAL: SÃO PAULO (SP)

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

HDOMSUMMIT.COM.BR/

LIGNUM LATIM AMÉRICA

14 A 16 DE SETEMBRO

LOCAL: CURITIBA (PR)

INFORMAÇÕES: HTTPS://LIGNUMLATINAMERICA.COM/

FEIRA DIRECIONADA ÀS EMPRESAS DA AMÉRICA LATINA LIGADAS À CADEIA PRODUTIVA DA MADEIRA. NELA OS PROFISSIONAIS

DO SEGMENTO INDUSTRIAL MADEIREIRO E FLORESTAL ENCONTRAM NOVIDADES, TECNOLOGIA E SOLUÇÕES PRODUTIVAS PARA

A TRANSFORMAÇÃO, BENEFICIAMENTO, PRESERVAÇÃO, ENERGIA, BIOMASSA, USO DA MADEIRA E MANEJO FLORESTAL.

80 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


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ESPAÇO ABERTO

UM MUNDO INTERCONECTADO:

A EVOLUÇÃO DIGITAL NA

AMÉRICA LATINA

Atransformação digital foi acelerada por

conta da pandemia de Covid-19, o que

provocou mudanças profundas na região

da América Latina. Segundo o relatório

Latin American Digital Transformation Report

2021, a tendência é que a evolução digital alcance

patamares ainda mais altos nos próximos anos e que

tenhamos um amadurecimento do ecossistema. Hoje,

temas como blockchain, inteligência artificial e metaverso

se tornaram pauta de discussões do dia a dia das

empresas.

Com os avanços do 5G, a introdução de infraestruturas

de computação de borda e a implementação de sistemas

na nuvem, tornou-se fundamental investir no aumento

de conectividade e espaço para armazenamento

de dados, assim como na otimização de plataformas

de gerenciamento de data centers. Atualmente, com a

digitalização da economia, todas as novas tecnologias,

como IoT (Internet das Coisas), metaverso, realidade

virtual e aumentada ou Big Data, utilizam um massivo

aumento de dados que precisam ser processados de

forma eficiente. Por isso, os centros de processamento

de dados atuam na economia digital, fornecendo um

lar não apenas para as informações, mas também para

as plataformas e aplicações que se tornaram tão onipresentes

no mundo moderno. Por sua vez, o fio condutor

para o funcionamento contínuo desses sistemas e para a

entrega de conteúdo é a conectividade.

A evolução digital avança a passos largos e promete

se acentuar nos próximos anos, mas ainda há muito a

evoluir. Ainda de acordo com o Latin American Digital

Transformation, onde é medido a velocidade das mudanças

das tecnologias na América Latina, levando em

conta itens como introdução da internet e aplicativos,

aumento do número de empresas de tecnologia e o

PARA A EVOLUÇÃO

DIGITAL REALMENTE

AVANÇAR NA AMÉRICA LATINA

É NECESSÁRIO CONSTRUIR UMA

BASE DIGITAL ROBUSTA

POR

VITOR CARAM

DIRETOR DE

EXPANSÃO LATAM

DA ODATA

crescimento do ecossistema de inovação, o índice cresceu

de 2,3% em 2020 para 3,4% em 2021. É um aumento

considerável para a região, mas ainda longe dos 69,8%

dos EUA (Estados Unidos da América).

Ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar

o patamar de nações mais desenvolvidas tecnologicamente.

As empresas brasileiras e latinas ainda

precisam enfrentar alguns desafios, como a escassez de

profissionais de Tecnologia da Informação, por exemplo.

Há um aumento na procura por cursos voltados à tecnologia,

mas o crescimento não é rápido o suficiente para

atender à demanda acelerada.

Já no mercado de data centers, que está no centro

da evolução digitação em regiões como a América Latina,

as infraestruturas já veem um crescimento substancial

para suportar suas demandas de evolução digital. E

isso, por sua vez, tem levado as empresas a optarem por

soluções mais modernas para gerenciar os crescentes

requisitos de dados. Um avanço nesta área é a migração

da infraestrutura de TI, visando a redução de custos e o

aprimoramento de desempenho da operação. Muitas

empresas estão optando por soluções mais versáteis e

escaláveis, como o Colocation e a nuvem.

Entre o data center, a nuvem e a edge computing,

nosso mundo tornou-se verdadeiramente always-on e

interconectado, de forma irreversível. Portanto, companhias

com altos níveis de maturidade digital alcançam

uma vantagem competitiva em diversos indicadores de

desempenho, como crescimento de receita, tempo de

lançamento no mercado, eficiência de custos, qualidade

do produto e satisfação do cliente.

Para a evolução digital realmente avançar na América

Latina é necessário construir uma base digital robusta.

Somente com um mecanismo digital maduro e bem

alinhado, as empresas estarão preparadas para participar

de novos ambientes e de um mundo totalmente

interconectado.

Foto: divulgação

82 referenciaindustrial.com.br JULHO 2022


Vantagens da alta frequência

no processo de colagem

Equipamentos

especiais

Aquecimento

POR INDUção

Coladeiras de

alta frequÊNCIA

Nossas coladeiras possuem válvula iônica, que foi desenvolvida

especialmente para nossos equipamentos.

Essa válvula possui excelente desempenho e vida útil, e é ela quem faz a

amplificação da frequência. A alta frequência faz a corrente elétrica

circular de forma concentrada na extremidade do condutor, que no

sistema dos nossos equipamentos faz com que a cola vibre, aqueça e,

consequentemente, tenha uma maior velocidade no tempo de secagem.

Se você está buscando produtividade aliada à qualidade, entre em

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