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Revista Newslab Edição 172

Revista Newslab Edição 172 - A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial Edição Julho 2022 www.newslab.com.br

Revista Newslab Edição 172 - A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial
Edição Julho 2022
www.newslab.com.br

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A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial<br />

Ano 29 - <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> - Julho 2022<br />

PRA QUEM<br />

ESTÁ SEMPRE<br />

EM MOVIMENTO,<br />

O FUTURO É<br />

LOGO AQUI.<br />

O constante movimento da Labtest<br />

em prol da vida se reflete cada vez<br />

mais nos seus investimentos em<br />

Pesquisa e Desenvolvimento, inovação<br />

e tecnologia. Não à toa, nestes 50 anos,<br />

vem preparando não só os alicerces da<br />

medicina diagnóstica do futuro,<br />

mas de uma saúde sempre presente.<br />

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Editorial<br />

Ano 29 - <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> - Julho 2022<br />

Prezado leitor,<br />

Aqui está mais uma edição preparada com muito<br />

entusiasmo para você.<br />

Também como destaque, em nossa coluna Direito e<br />

Saúde, discorremos sobre O DIREITO DO CONSUMIDOR<br />

E O LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS.<br />

Apesar do pandemônio de viroses que teima em nos<br />

ameaçar, os eventos presenciais foram retomados<br />

com muito sucesso. Feiras, eventos e congressos<br />

importantíssimos marcaram o primeiro bimestre do<br />

mercado diagnóstico.<br />

E nós da NewsLab estamos fazendo o acompanhamento<br />

e levando tudo para você, caro leitor, sempre em<br />

primeira mão.<br />

Para esta edição, trazemos a cobertura do evento<br />

DIGITAL DAY da empresa alemã QIAGEN,<br />

multinacional líder em tecnologia para diagnósticos<br />

moleculares, que reuniu executivos e lideranças<br />

do setor para apresentar os benefícios da inovação<br />

às pesquisas e diagnósticos do país. A Nova Era da<br />

PCR, PCR digital, o QIAcuity, um sistema preciso e<br />

moderno que promete revolucionar o ecossistema<br />

de pesquisas e estudos relacionados aos diagnósticos<br />

laboratoriais do país.<br />

Nossa especialista em informações médicas, Andreza<br />

Martins, preparou para esta edição um artigo<br />

extraordinário sobre A IMPORTÂNCIA DA VITAMINA<br />

DE SUA DOSAGEM.<br />

Gostaríamos também de convidá-lo a visitar nossos<br />

canais on-line, todos estão de cara nova e cheios de<br />

novidades. No último ano, mais que dobramos nossa<br />

quantidade de leitores e seguidores on-line e convidamos<br />

você a fazer parte desse crescimento conosco.<br />

Siga nossas páginas nas mídias sociais e fique<br />

atualizado com as últimas notícias. Por lá, você<br />

fica sabendo sobre as novidades de eventos,<br />

parcerias, produtos e trabalhos ligados à<br />

medicina diagnóstica.<br />

Curta, acompanhe nossos canais e compartilhe sua<br />

opinião conosco. A <strong>Revista</strong> NewsLab quer estar cada<br />

vez mais on-line e mais próxima de você!<br />

Luciene Almeida<br />

Editora Chefe<br />

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,<br />

acessem nossas redes sociais:<br />

/revistanewslab<br />

/revistanewslab<br />

Ano 29 - <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> - Julho 2022<br />

NewsLab - Tel.: (11) 98357-9843<br />

www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br<br />

ISSN 0104 - 8384<br />

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@revista_newslab<br />

EXPEDIENTE<br />

Realização: NEWSLAB<br />

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br<br />

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@newslab.com.br<br />

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br<br />

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br<br />

Comercial: Juliana Cristina da Silva (11) 97733-3312 | comercial2@newslab.com.br<br />

Diagramação e Arte: FC Design | contato@fcdesign.com.br<br />

Impressão: Gráfica Hawaii | Periodiciade: Bimestral<br />

2<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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revista<br />

Ano 29 - <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> - Julho 2022<br />

Normas de Publicação<br />

para artigos e informes de mercado<br />

A <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong>, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para<br />

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.<br />

A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial<br />

Ano 29 - <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> - Julho 2022<br />

Informações aos Autores<br />

A <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong>, em busca constante de novidades<br />

em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas<br />

para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso<br />

precise de informações adicionais, entre em contato com<br />

a redação.<br />

Informações aos autores<br />

Bimestralmente, a <strong>Revista</strong> NewsLab publica editoriais,<br />

artigos originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses<br />

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e<br />

qualquer contribuição que possua correlação com as análises<br />

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.<br />

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos<br />

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer<br />

conflito de interesse existente, em particular aqueles de<br />

natureza financeira relativo a companhias interessadas<br />

ou envolvidas em produtos ou processos que estejam<br />

relacionados com a contribuição e o manuscrito apresentado.<br />

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso<br />

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do<br />

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.<br />

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com<br />

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão<br />

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.<br />

As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser<br />

enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.<br />

Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos<br />

que a resolução do escaneamento seja de 300 dpi’s, com<br />

extensão em TIF ou JPG.<br />

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados<br />

por e-mail, ordenados em título, nome e sobrenomes<br />

completos dos autores e nome da instituição onde o estudo<br />

foi realizado. Além disso, o nome do autor correspondente,<br />

com endereço completo fone/fax e e-mail também<br />

deverão constar. Seguidos por resumo, palavras-chave,<br />

abstract, keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e<br />

Métodos, Parte Experimental, Resultados e Discussão,<br />

Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,<br />

tabelas e legendas.<br />

As referências deverão constar no texto com o sobrenome<br />

do devido autor, seguido pelo ano da publicação, segundo<br />

norma ABNT 10520.<br />

As identificações completas de cada referência citadas no<br />

texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do autor em<br />

primeiro lugar seguido pela sigla do prenome. Ex.: sobrenome,<br />

siglas dos prenomes. Título: subtítulo do artigo. Título do livro/<br />

periódico, volume, fascículo, página inicial e ano.<br />

Evite utilizar abstracts como referências. Referências<br />

de contribuições ainda não publicadas deverão ser<br />

mencionadas como “no prelo” ou “in press”.<br />

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:<br />

NewsLab<br />

A/C: Luciene Almeida – Redação<br />

Rua Doutor Guilherme Bannitz, 126, 8º Andar - Conj. 81<br />

CV: 10543 Itaim Bibi, São Paulo, SP, 04532-060<br />

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br<br />

Ou em http://www.newslab.com.br/publique/<br />

PRA QUEM<br />

ESTÁ SEMPRE<br />

EM MOVIMENTO,<br />

O FUTURO É<br />

LOGO AQUI.<br />

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O constante movimento da Labtest<br />

em prol da vida se reflete cada vez<br />

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Pesquisa e Desenvolvimento, inovação<br />

e tecnologia. Não à toa, nestes 50 anos,<br />

vem preparando não só os alicerces da<br />

medicina diagnóstica do futuro,<br />

mas de uma saúde sempre presente.<br />

Contato<br />

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos<br />

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.<br />

REDAÇÃO: : Rua Doutor Guilherme Bannitz, 126, 8º Andar - Conj. 81 CV: 10543 Itaim Bibi, São Paulo, SP, 04532-060.<br />

TELEFONE: (11) 98357-9856<br />

EMAIL: redacao@newslab.com.br.<br />

Acesse nosso site: www.newslab.com.br<br />

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@revista_newslab<br />

Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país.<br />

Os artigos e informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da <strong>Newslab</strong>.<br />

Filiado à:<br />

4<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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ordem alfabética<br />

Ano 29 - <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> - Julho 2022<br />

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.<br />

BASE CIENTÍFICA 09<br />

BECKMAN (DIV. LIFE SCIENCE) 06-07<br />

BIOCON 17<br />

BIOLAB BRASIL 03<br />

BIOMEDICA 13<br />

BUNZL SAUDE 21<br />

CELLAVISION 19<br />

DB<br />

4ª CAPA<br />

DIAGNO 159<br />

EBRAM 97<br />

ELBER GELADEIRA 29<br />

ERBA 53<br />

EUROIMMUN 69<br />

FIRSTLAB 83<br />

GREINER 195<br />

GRIFOLS 05<br />

GT GROUP BIOSUL 101<br />

GUPO PRIME<br />

3ª CAPA<br />

HAGELAB 143<br />

HAMILTON 57<br />

HERMES PARDININI 64-65<br />

HORIBA 2ª CAPA | 153<br />

INVITRO 60-61 | 133<br />

KOLPLAST 109<br />

LAB REDE 139<br />

LABMIG 75<br />

LABOR LINE 125<br />

LABTEST CAPA | 73<br />

LUMIRADX 113<br />

MOBIUS 87<br />

MP BIOMEDICALS 11<br />

NEWPROV 25<br />

NIHON KOHDEN 78-79 | 103<br />

PENSABIO 161<br />

PNCQ 157<br />

RENYLAB 119<br />

SARSTEDT 129<br />

SBAC 171<br />

SBM 173<br />

SBPC 178-179<br />

SHIFT 34-35-36-37-38<br />

SNIBE 95<br />

TBS BIDINGSITE 91<br />

VEOLIA 149<br />

VIDA BIOTECNOLOGIA 41<br />

WAMA 49<br />

ZYBIO 45<br />

ZYMO 15<br />

Conselho Editorial<br />

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição<br />

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira<br />

de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São<br />

Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da<br />

Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo<br />

Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da<br />

USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade<br />

Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e<br />

Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.<br />

Colaboraram nesta <strong>Edição</strong>:<br />

Humberto Façanha, Louise Fabri, Fábia Bezerra, Gleiciere Maia Silva, Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Luiz Arthur Calheiros Leite, Helena Varela de Araújo, Rafaele Loureiro, Bruna Garcia Nogueira, Fabiano de Abreu,<br />

Suzimara Tertuliano, Luciane Sarahyba, Cesar Higa Nomura, Giovanni Guido Cerri, Délio J. Ciriaco de Oliveira, André Márcio Murad, Diego Lourenço Rodrigues, Leonardo de Paula Souza, Luiz Felipe da Rocha<br />

Suzuki, Marco Aurélio Mendonça Novaes, Silvania Ramalho, Daniela Santos Silva, Karoline de Oliveira e Allyne Cristina Grando.<br />

8<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


RA QUEM<br />

STÁ SEMPRE<br />

M MOVIMENTO,<br />

ÍNDICE<br />

FUTURO É<br />

OGO AQUI.<br />

O constante movimento da Labtest<br />

em prol da vida se reflete cada vez<br />

mais nos seus investimentos em<br />

Pesquisa e Desenvolvimento, inovação<br />

e tecnologia. Não à toa, nestes 50 anos,<br />

vem preparando não só os alicerces da<br />

medicina diagnóstica do futuro,<br />

mas de uma saúde sempre presente.<br />

revista<br />

Ano 29 - <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> - Julho 2022<br />

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LABTEST<br />

Entrevista com o CEO Labtest,<br />

Alexandre Guimarães.<br />

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66 - Publieditorial em Destaque - Quiagen<br />

68 - Publieditorial em Destaque - Euroimmun<br />

74 - Fato Relevante<br />

76 - Neurociência em Foco<br />

80 - Medicina Genômica<br />

88 - Direito e Saúde<br />

90 - Análises Clínicas<br />

94 - Minuto Laboratório<br />

98 - Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento<br />

100 - Diagnóstico por Imagem<br />

104 - Citometria de Fluxo<br />

106 - Coleta de Sangue<br />

116 - Labnews<br />

122 - Qualidade no Laboratório<br />

126 - Biossegurança<br />

132 - Hematologia<br />

134 - Logística Laboratorial<br />

136 - Informes de Mercado<br />

181 - Analogias em Medicina<br />

12<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

BIOMARCADORES SÃO ÚTEIS<br />

PARA PREVER PROGNÓSTICO EM<br />

TRANSPLANTE DE CÉLULAS TRONCO<br />

HEMATOPOIÉTICAS (TCHT)?<br />

32<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

INCIDÊNCIAS DE INFECÇÕES POR<br />

ASPERGILLUS SP NO BRASIL<br />

50<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

PROTEÍNA TAU E AS DOENÇAS<br />

NEURODEGENERATIVAS<br />

62<br />

GESTÃO LABORATORIAL<br />

LABORATÓRIOS CLÍNICOS: “QUO VADIS”?<br />

130<br />

LADY NEWS<br />

SCARPIN MICROSCÓPIO<br />

Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro,<br />

Rodrigo Macedo, Bruno Stuart De Castro, Prof.<br />

Dr. Frederico Dulley, Profa. Dra. Maria Aparecida<br />

Shikanai Yasuda, Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa<br />

Autores: Felipe José Ferreira Gomes,<br />

Rondinele Ribeiro Motta.<br />

Autor: Fabiano de Abreu Rodrigues.<br />

Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.<br />

Autora: Waldirene Nicioli.<br />

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ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

BIOMARCADORES SÃO ÚTEIS PARA PREVER<br />

PROGNÓSTICO EM TRANSPLANTE DE CÉLULAS TRONCO<br />

HEMATOPOIÉTICAS (TCHT)?<br />

Autores:<br />

Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro¹<br />

Rodrigo Macedo²<br />

Bruno Stuart de Castro³<br />

Prof. Dr. Frederico Dulley4<br />

Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda5<br />

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa6<br />

1 Médica doutora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da<br />

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil.<br />

2 Biomédico, São Paulo, Brasil.<br />

3 Biomédico, São Paulo, Brasil.<br />

4 Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, médico<br />

responsável pelo Transplante de Medula Óssea da Faculdade de Medicina da<br />

Universidade de São Paulo, Brasil.<br />

5 Professora Titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da<br />

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil.<br />

6 Médica Livre-Docente do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias<br />

da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, LIM54, Brasil.<br />

* Imagem ilustrativa<br />

Resumo<br />

Introdução: OA morbimortalidade do transplante de células tronco<br />

hematológico (TCTH) ocorre devido às complicações infecciosas e<br />

constituem o maior problema clínico em receptores de TCTH.O papel<br />

do uso de biomarcadores em pacientes após TCTH ainda é controverso.<br />

Objetivos: Avaliar os valores séricos de biomarcadores interleucina 6 (IL-6),<br />

procalcitonina (PCT) e proteína C reativa (PCR) e fatores para óbito após TCTH.<br />

Metodologia: Estudo prospectivo conduzido em pacientes submetidos a<br />

TCTH em hospital universitário. Dados demográficos e clínicos, como idade,<br />

sexo, doença de base, tipo de transplante e condicionamento, mucosite,<br />

DECH, infecção (sítio, microrganismos e evolução clínica) e biomarcadores:<br />

IL-6, PCT e PCR) foram avaliados no dia na neutropenia constatada sem<br />

febre, no evento febril, 24 horas e 72 horas após o início da febre e 48 horas<br />

ou 5 dias se persistência da febre. Os dados clínicos e laboratoriais foram<br />

processados pelos programas SPSS e STATA, foram realizadas curvas ROC<br />

para determinar os pontos de corte dos biomarcadores. Os pacientes foram<br />

comparados quanto ao desfecho óbito até 30 dias do TCTH. As variáveis<br />

categóricas foram avaliadas utilizando o teste do Qui-quadrado e o teste T<br />

exato de Fisher. As variáveis contínuas foram avaliadas utilizando o teste nãoparamétrico<br />

de Mann-Whitney. Variáveis com p 140 pg/mL e PCR≥120 mg/L e os<br />

protetores foram Linfoma e acompanhamento ambulatorial. As variáveis<br />

independentes na análise MV associadas com óbito foram transplante<br />

alogênico e não aparentado, infecção por Gram-negativos, DHL≥390<br />

UI/L, ureia ≥25 mg/dL e PCR ≥120 mg/L. Conclusão: Dos biomarcadores<br />

avaliados, apenas a PCR ≥ 120 mg/L foi independentemente associada<br />

ao óbito, outros fatores de risco encontrados foram: tipo de transplante<br />

(alogênico e não aparentado), infecção por Gram-negativo, DHL≥390 UI/L<br />

e ureia ≥25 mg/dL. Esses achados reforçam a importância da prevenção de<br />

infecção por Gram-negativos nesta população de pacientes e mostram que<br />

a PCR é uma ferramenta barata e útil no acompanhamento dos pacientes..<br />

Palavras-chave: transplante de células tronco hematopoiéticas,<br />

neutropenia febril, mortalidade relacionada ao transplante de células tronco<br />

hematopoiéticas, procalcitonina, interleucina-6, proteína-C reativa.<br />

12 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart<br />

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,<br />

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Introdução<br />

A morbidade e mortalidade devido às<br />

complicações infecciosas constituem<br />

o maior problema clínico em<br />

receptores de transplante de células<br />

tronco hematopoiéticas (TCTH) (Ochs<br />

et al. 1995; Sorely and Shea, 1997).<br />

Todos os pacientes que apresentem<br />

febre e neutropenia devem ser<br />

tratados prontamente e de forma<br />

abrangente com antibióticos de<br />

amplo espectro (Freifeld et al., 2011).<br />

Este tratamento agressivo reduz a<br />

mortalidade de 50% a 80% para<br />

10% a 40% (Love et al., 1980). Sepse,<br />

sepse grave, choque séptico e sepse<br />

com falência de múltiplos órgãos<br />

(FMO) são as mais importantes<br />

causas de morte em pacientes<br />

neutropênicos no pós-transplante.<br />

A morbimortalidade causada por<br />

infecção ocorre principalmente<br />

durante as três primeiras semanas<br />

após o TCTH (tempo de enxertia)<br />

(Poliquin, 1990). Vários marcadores<br />

inflamatórios como, proteína-C<br />

reativa (PCR), procalcitonina (PCT)<br />

e interleucina-6 (IL-6) já foram<br />

utilizados em estudos com pacientes<br />

neutropênicos (Ruokonen et al., 1999;<br />

Südhoff et al., 2000; Fleischhack et<br />

al., 2000; Persson et al., 2005). Um<br />

marcador ideal de desfecho nessa<br />

população seria aquele que indicasse<br />

no momento da febre, ou no máximo<br />

até 24 h após a mesma, os pacientes<br />

com risco potencial para mortalidade<br />

relacionada ao transplante (MRT).<br />

Poucos trabalhos existem na<br />

literatura, entretanto, para auxiliar a<br />

previsão do prognóstico na população<br />

de pacientes submetidos a TCTH e os<br />

trabalhos que existem avaliaram um<br />

número pequeno de pacientes.<br />

Logo, é preciso avaliar os valores<br />

séricos de biomarcadores (PCT,<br />

IL-6 e PCR) que possam identificar<br />

precocemente MRT em todos os<br />

pacientes pós TCTH imediato.<br />

Objetivos<br />

Avaliar os valores séricos de<br />

biomarcadores (IL-6, PCT e PCR) e<br />

fatores de risco para óbito após TCTH.<br />

Métodos<br />

Local do estudo<br />

O Hospital das Clínicas é um hospital<br />

universitário com 2.200 leitos e<br />

centro de referência para transplante<br />

autólogo e alogênico de célulastronco<br />

no Brasil. A unidade de<br />

transplante de medula óssea está<br />

localizada no Instituto Central do<br />

Hospital das Clínicas da Faculdade<br />

de Medicina de São Paulo (ICHC-<br />

FMUSP), Brasil e possui oito leitos. O<br />

ambulatório funciona das 7h às 19h,<br />

todos os dias da semana, inclusive<br />

finais de semana.<br />

Desenho do estudo<br />

Trata-se de um estudo observacional,<br />

com coleta prospectiva de dados.<br />

Foram incluídos 296 pacientes<br />

adultos consecutivos neutropênicos,<br />

submetidos a TCTH autólogo ou<br />

alogênico. Os mesmos estavam em<br />

regime de tratamento ambulatorial<br />

ou internados. O estudo foi conduzido<br />

entre agosto de 2008 a dezembro de<br />

2010.<br />

Critério de inclusão: Pacientes<br />

neutropênicos TCTH autólogos e<br />

alogênicos.<br />

Como neutropenia foi considerada<br />

a contagem de neutrófilos < 500/<br />

mm³ ou < 1.500/mm³ com declínio<br />

previsto para < 500/mm³ durante<br />

as próximas 48 horas (Freifeld et al.,<br />

2011). O uso de G-CSF no momento<br />

da coleta não excluiu o paciente. Caso<br />

o paciente fosse a óbito, não havia<br />

exclusão, e as amostras obtidas<br />

eram analisadas.<br />

14 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,<br />

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Critério de exclusão: Foram excluídos os<br />

pacientes com febre claramente associada<br />

à transfusão de hemocomponentes ou<br />

hemoderivados e os que usaram soro<br />

antitimocítico pelo menos sete dias<br />

antes da coleta.<br />

Foram analisadas 1016 amostras de<br />

sangue. Estas foram colhidas de 3 a 5<br />

mL de sangue periférico ou de cateter<br />

venoso central (CVC), entre duas a<br />

seis horas após o início da febre da<br />

seguinte forma:<br />

- TUBO A:<br />

Dia da neutropenia constatada<br />

sem febre.<br />

- TUBO B:<br />

Evento febril constatado ou hipotermia<br />

(T < 35°C).<br />

- TUBO C:<br />

24 horas após o início da febre ou<br />

hipotermia.<br />

- TUBO D:<br />

72 horas após o início da febre ou<br />

hipotermia.<br />

- TUBO E:<br />

48 horas após a coleta do tubo D ou,<br />

em caso da persistência da febre,<br />

cinco dias, após a coleta do tubo D.<br />

No total foram coletadas 267<br />

amostras para análises de Tubos A,<br />

190 tubos para B, 188 para tubos C,<br />

186 para tubos D e 185 para tubos E.<br />

Caso o paciente iniciasse a neutropenia<br />

com febre ou hipotermia, não haveria<br />

TUBO A, iniciando a coleta no TUBO<br />

B. No caso de óbito, poderiam faltar<br />

dois ou mais tubos. Caso o paciente<br />

não desenvolvesse quadro febril, da<br />

mesma forma, só haveria TUBO A.<br />

Todos os pacientes foram avaliados<br />

quanto à existência de foco infeccioso<br />

quando desenvolveram febre e<br />

receberam antibioticoterapia de<br />

acordo com o protocolo vigente para<br />

neutropenia febril (Freifeld et al., 2011;<br />

Levin et al., 2009-2011). Uma avaliação<br />

clínica completa foi realizada para cada<br />

paciente desde o dia da neutropenia até<br />

sua evolução final (alta ou óbito), por<br />

meio do preenchimento prospectivo<br />

de uma ficha com dados clínicos e<br />

laboratoriais, visando à classificação<br />

do mesmo em grupos de acordo com<br />

o diagnóstico infeccioso. Esta avaliação<br />

incluiu: achados físicos, parâmetros<br />

hematológicos e bioquímicos; dados<br />

do transplante; culturas de sangue,<br />

urina, secreções e tecidos diversos;<br />

radiografias e tomografias de tórax,<br />

seios paranasais e abdômen sempre<br />

que considerado necessárias.<br />

Laboratório<br />

As amostras de sangue foram<br />

coletadas em dois tubos sem<br />

reagentes e centrifugados por 15<br />

minutos a 3.400 rpm (2.016 g) em<br />

um prazo máximo de até 60 minutos<br />

após a coleta, e armazenadas (duas<br />

alíquotas de cada soro) em freezer<br />

(temperatura de -20º C) no momento<br />

inicial. Posteriormente, os tubos<br />

congelados foram transferidos para<br />

o freezer -80°C. O outro tubo foi<br />

encaminhado para outro laboratório<br />

para realização da PCR. As medidas<br />

de PCT e IL-6 foram realizadas<br />

retrospectivamente, ao contrário das<br />

amostras de PCR que foram realizadas<br />

juntamente com outros dados<br />

laboratoriais (hemograma, DHL,<br />

ureia). Hemoculturas foram colhidas<br />

no momento da febre, mesmo na<br />

vigência de antibiótico profilático,<br />

bem como urina, secreção traqueal,<br />

líquor para cultura, cultura de locais<br />

suspeitos e exames de imagem,<br />

conforme o caso. Testes sorológicos<br />

foram também obtidos conforme<br />

indicação clínica. Foram realizadas<br />

antigenemia e PCR em tempo real para<br />

detecção de citomegalovírus (CMV)<br />

duas vezes por semana em todos os<br />

pacientes (internados e ambulatoriais).<br />

Exames de imunofluorescência direta<br />

16 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart<br />

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,<br />

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

para influenza A, influenza B,<br />

parainfluenza e VSR, bem como PCR<br />

para influenza H1N1 também foram<br />

incluídos quando houve indicação<br />

clínica. Os pacientes foram seguidos<br />

até o término da neutropenia. Houve<br />

um hemograma inicial indicando o<br />

início da neutropenia, hemogramas<br />

diários de seguimento e hemograma<br />

indicativo do término da neutropenia<br />

(“pega” medular).<br />

A determinação quantitativa da PCR<br />

foi feita pela nefelometria (Dade-<br />

Behring N High Sensitivity CRP). O<br />

valor de referência fornecido pelo<br />

fabricante é < ou = 3,5 mg/L (Gabay<br />

e Kushner, 1999). Os níveis de PCT<br />

foram também determinados de<br />

maneira cega pelo uso de um ensaio<br />

imunoluminométrico (Brahms,<br />

PCT-Lumitest, Berlin, Alemanha).<br />

O valor de corte é 2 ng/mL (para<br />

imunocompetente). De forma<br />

também cega foram realizadas<br />

as dosagens séricas de IL-6 pelo<br />

imunoensaio enzimático (Biotrak<br />

human interleukin-6 ELISA, GE<br />

Healthcare, Reino Unido). Os valores<br />

esperados para soro variam de 0-149<br />

pg/mL (média 43 pg/mL). Todos os<br />

exames foram repetidos e confirmados<br />

de acordo com a padronização dos<br />

mesmos. Os resultados discrepantes<br />

foram repetidos em triplicata.<br />

Etiologia infecciosa foi classificada<br />

como bacteriana, fúngica ou viral<br />

somente quando confirmada por<br />

meio de cultura positiva ou teste<br />

diagnóstico apropriado. Os pacientes<br />

foram categorizados em três grupos:<br />

- GRUPO I: Afebris, não desenvolveram<br />

febre durante o estudo.<br />

- GRUPO II: Febre de origem<br />

indeterminada (FOI), ou seja, toda<br />

febre sem foco identificado, que<br />

continua depois de três a cinco dias<br />

de antibioticoterapia de amplo<br />

espectro (Pizzo et al., 1982; EORTC<br />

International Antimicrobial Therapy<br />

Cooperative Group, 1989).<br />

- GRUPO III: Infecção clínica<br />

comprovada e/ou microbiologicamente<br />

confirmada.<br />

A demanda de HMCs variou de acordo<br />

com cada situação clínica específica.<br />

Análise estatística<br />

Os dados clínicos e laboratoriais<br />

foram armazenados em uma planilha<br />

Excel® 2003 para processamento<br />

pelos programas SPSS e STATA, foram<br />

calculados média, mediana e desviopadrão.<br />

As variáveis categóricas foram<br />

avaliadas utilizando teste do Quiquadrado<br />

e o teste T exato de Fisher.<br />

As variáveis contínuas foram avaliadas<br />

utilizando o teste não paramétrico de<br />

Mann-Whitney.<br />

Foram comparados os grupos entre<br />

si e em relação a cada marcador<br />

estudado (PCT, PCR e IL-6). Foram<br />

calculados a sensibilidade, a<br />

especificidade, valores preditivos<br />

positivo e negativo e área sob a<br />

curva ROC para cada indicador,<br />

comparando os diferentes grupos:<br />

I, II e III em seus diferentes<br />

momentos (neutropenia afebril,<br />

momento da febre, 24 horas após<br />

o início da febre, 72 horas após o<br />

início da febre ou hipotermia e 48<br />

horas após a coleta do tubo D ou,<br />

em caso da persistência da febre,<br />

cinco dias após a coleta do tubo<br />

D). De acordo com a curva ROC<br />

de cada biomarcador (IL-6, PCT e<br />

PCR) foram definidos pontos de<br />

corte que apresentaram a melhor<br />

sensibilidade e especificidade nos<br />

diferentes momentos de avaliação<br />

em relação ao desfecho óbito.<br />

Também foi calculada a acurácia dos<br />

biomarcadores por meio de regressão<br />

logística feita 2 a 2 e com os três<br />

biomarcadores juntos no momento<br />

da febre e 24 horas após a febre.<br />

18 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart<br />

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ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Resultados<br />

Foram avaliadas 1016 amostras de<br />

soros de 296 pacientes. Os dados<br />

clínicos e laboratoriais dos mesmos<br />

foram analisados conforme Tabela 1.<br />

No grupo III (n=78) foram identificadas<br />

infecções localizadas (14,1%) e<br />

disseminadas (85,9%). Destas últimas,<br />

observamos: ICS (41,79%), sepse<br />

(17,91%), sepse grave (11,94%),<br />

choque séptico (10,44%) e sepse com<br />

FMO (17,9%). Quanto aos agentes<br />

encontrados: bactérias (33,3%), sendo<br />

o SCN o mais prevalente entre os Grampositivos<br />

e Pseudomonas aeruginosa<br />

e Klebsiella pneumoniae entre os<br />

Gram-negativos; vírus (24,4% com<br />

predomínio de vírus sincicial respiratório<br />

[VSR] e citomegalovirus [CMV]; fungos<br />

(6,3% com prevalência de Leveduras<br />

não albicans e mistas (26,9% sendo<br />

bactérias/fungos, bactérias/vírus e<br />

bactérias/fungos/vírus).<br />

Os biomarcadores foram comparados<br />

em relação à mucosite mostrando<br />

haver relação destes com a mesma<br />

somente na febre e 24 horas após<br />

a mesma para a IL-6 (média grupo<br />

VARIÁVEIS NÚMERO % MÉDIA/DP<br />

MEDIANA/<br />

MIN-MAX<br />

Presença de febre 190 64,18 - -<br />

Idade -<br />

Sexo<br />

- Masculino<br />

- Feminino<br />

Doença de base<br />

- Mieloma múltiplo<br />

- Linfoma não-Hodgkin<br />

- Leucemia aguda<br />

- Linfoma Hodgkin<br />

- Aplasia de medula<br />

- Outras**<br />

Doador do alogênico<br />

- Aparentado<br />

- Não-aparentado<br />

Compatibilidade (alogênico)<br />

- Fullmatch<br />

- Mismatch<br />

Condicionamento<br />

- Mieloablativo<br />

- Não-mieloablativo<br />

Grupos do estudo<br />

- Grupo I (Afebril)<br />

- Grupo II (FOI)<br />

- Grupo III*<br />

Duração da neutropenia<br />

- Grupo I (Afebril)<br />

- Grupo II (FOI)<br />

- Grupo III*<br />

Suporte hospitalar<br />

- Internação<br />

- Ambulatorial<br />

- Internação + ambulatorial<br />

156<br />

140<br />

98<br />

72<br />

59<br />

40<br />

15<br />

12<br />

74<br />

6<br />

69<br />

11<br />

231<br />

65<br />

106<br />

112<br />

78<br />

52,7<br />

47,3<br />

33,2<br />

24,4<br />

19,9<br />

13,5<br />

5,1<br />

3,9<br />

92,6<br />

7,4<br />

86,3<br />

13,7<br />

78<br />

22<br />

35,8<br />

37,8<br />

26,4<br />

- -<br />

49<br />

228<br />

19<br />

Tempo de transplante até a febre - -<br />

DECH<br />

- Grau I<br />

- Grau II<br />

- Grau III<br />

- Grau IV<br />

Mucosite<br />

- Grau I<br />

- Grau II<br />

- Grau III<br />

- Grau IV<br />

Óbitos<br />

- Não relacionados ao evento<br />

- Relacionados ao evento<br />

Tabela 1 - Características da população estudada<br />

5#<br />

1<br />

4<br />

0<br />

0<br />

210<br />

65<br />

84<br />

37<br />

24<br />

25<br />

2<br />

23<br />

16,6<br />

77<br />

6,4<br />

6<br />

0,3<br />

1,4<br />

0<br />

0<br />

70,9<br />

22,0<br />

28,4<br />

12,4<br />

8,1<br />

8,4<br />

0,6<br />

7,8<br />

42,37/14,24<br />

(anos)<br />

44/15-70<br />

(anos)<br />

- -<br />

- -<br />

- -<br />

-<br />

- -<br />

- -<br />

8,44/3,74<br />

10,69/5,59<br />

12,17/6,58<br />

-<br />

8/0-19<br />

9/0-28<br />

12/0-30<br />

- -<br />

6,43/3,72<br />

(dias)<br />

6/0-25<br />

(dias)<br />

- -<br />

- -<br />

* Infecção clínica e/ou microbiologicamente confirmada<br />

** Leucemia crônica (n=3, 1,0%), amiloidose (n=2, 0,7%), hemofagocitose (n=2, 0,7%),<br />

anemia de Fanconi (n=1, 0,3%), Linfoma/leucemia de células T do adulto (n=1, 0,3%0,<br />

mielofibrose (n=1, 0,3%), síndrome mielodisplásica (n=2, 0,7%);<br />

#<br />

calculado no total de alogênicos (80 casos)<br />

20 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart<br />

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,<br />

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

sem mucosite 42,12 versus com<br />

mucosite 84,84; mediana grupo<br />

sem mucosite 21,87 versus com<br />

mucosite 35,23 com p=0,009); PCT<br />

(média grupo sem mucosite 0,64<br />

versus com mucosite 2,21; mediana<br />

grupo sem mucosite 0,17 versus com<br />

mucosite 0,57 com p=0,010) e para<br />

PCR (média grupo sem mucosite<br />

98,67 versus com mucosite 133,4;<br />

mediana grupo sem mucosite 91,80<br />

e grupo com mucosite 124,00 com<br />

p=0,045). Também não houve<br />

diferença significativa entre os grupos<br />

estudados e DECH no momento da<br />

febre, exceto em relação à PCT que<br />

apresentou valor significativamente<br />

maior no grupo sem DECH (média<br />

grupo sem DECH 0,95 dp 1,67 com<br />

mediana de 0,35 [min-máx 0,35-<br />

0,06] e grupo com DECH média 0,20<br />

dp 0,28 mediana de 0,08 [min-máx<br />

0,08-0,70] e p =0,034).<br />

A dosagem dos biomarcadores<br />

IL-6, PCT e PCR nos diversos<br />

momentos avaliados no estudo<br />

segundo a evolução para óbito<br />

associado ao evento é demonstrada<br />

na Tabela 2 abaixo.<br />

Tabela 3 - Análise bivariada de fatores de risco associados ao óbito<br />

em pacientes submetidos a TCTH<br />

Os biomarcadores foram analisados<br />

comparando os casos quando<br />

na presença ou não de mucosite<br />

mostrando haver relação destes com<br />

a mesma somente no momento da<br />

febre e 24 horas após a mesma para<br />

a IL-6 (média do grupo sem mucosite<br />

42,12 versus com mucosite 84,84;<br />

mediana grupo sem mucosite 21,87<br />

versus com mucosite 35,23 com<br />

p=0,009); PCT (média grupo sem<br />

mucosite 0,64 versus com mucosite<br />

2,21; mediana grupo sem mucosite<br />

0,17 versus com mucosite 0,57 com<br />

p=0,010) e para PCR (média grupo<br />

sem mucosite 98,67 versus com<br />

22 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


mucosite 133,4; mediana grupo<br />

sem mucosite 91,80 e grupo com<br />

mucosite 124,00 com p=0,045.<br />

Também não houve diferença<br />

significativa entre os grupos<br />

estudados e DECH no momento da<br />

febre, exceto em relação à PCT que<br />

apresentou valor significativamente<br />

maior no grupo sem DECH (média<br />

grupo sem DECH 0,95 dp 1,67 com<br />

mediana de 0,35 [min-máx 0,5-<br />

0,06] e grupo com DECH média 0,20<br />

dp 0,28 mediana de 0,08 [min-máx<br />

0,08-0,070] e p=0,034).<br />

Tabela 4 - Análise bivariada das variáveis IL-6 e PCT em relação ao óbito<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Quanto à análise dos fatores de risco<br />

relacionados ao óbito, foi feita, como<br />

já descrito, a análise bivariada dos<br />

mesmos como visto na Tabela 3.<br />

A dosagem de IL-6 nos pacientes<br />

neutropênicos com TCTH apresentou<br />

moderada acurácia em predizer o<br />

óbito em pacientes após 72 horas do<br />

início da febre. (Gráfico 1 e Tabela5)<br />

A dosagem de PCR nos pacientes<br />

neutropênicos com TCTH apresentou<br />

moderada acurácia em predizer<br />

o óbito em pacientes com febre<br />

prolongada, e baixa acurácia em<br />

predizer o óbito em pacientes sem<br />

febre ou com até 72 horas de febre.<br />

(Gráfico 2 e Tabela 6)<br />

Os resultados das variáveis que<br />

foram para a análise multivariada<br />

são apresentados na tabela abaixo,<br />

sendo que também foram incluídos<br />

os valores de corte para as três últimas<br />

variáveis deste modelo.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

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Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart<br />

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,<br />

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

Discussão<br />

O principal objetivo do estudo foi<br />

estabelecer quais os fatores de<br />

risco independente para desfecho<br />

óbito, estudando em especial os<br />

biomarcadores IL-6, PCT e PCR,<br />

durante a neutropenia imediata após<br />

TCTH. Até o momento, o papel dos<br />

biomarcadores como ferramentas<br />

úteis na condução da neutropenia<br />

febril ainda é questionável, o último<br />

guia da Infectious Disease Society<br />

of America (IDSA) não recomenda o<br />

uso desses biomarcadores (Freifeld<br />

et al., 2011). Em estudo recente em<br />

hospital de referência de São Paulo,<br />

o Gram-positivo mais prevalente foi<br />

o SCN, apesar da tendência atual de<br />

declínio do mesmo em detrimento<br />

das bactérias Gram-negativas<br />

(Mendes et al., 2012). O mesmo<br />

agente Gram-positivo foi o mais<br />

prevalente no nosso estudo (o local<br />

de pesquisa foi o mesmo). No mesmo<br />

estudo de Mendes et al houve o<br />

predomínio nítido de P. aeruginosa,<br />

especialmente em infecção de<br />

corrente sanguínea (ICS). Após a<br />

introdução da profilaxia antifúngica<br />

(especialmente fluconazol), a<br />

morbimortalidade por candidíase<br />

invasiva reduziu significativamente<br />

(Slavin et al., 1995). A incidência de<br />

aspergilose foi de 6,9 em 1000 dias<br />

Gráfico 1 - Curvas ROC comparando a acurácia dos diferentes momentos de<br />

coleta de IL-6 em predizer o óbito em pacientes neutropênicos com TCTH<br />

Tubo A: neutropenia sem febre; Tubo B: evento febril; Tubo C: 24 horas após o início da febre; Tubo D: 72 horas após o início da<br />

febre; Tubo E: 48 horas após a coleta do tubo D ou, em caso da persistência da febre, cinco dias após a coleta do tubo D.<br />

Tabela 5 - Áreas sob as curvas ROC dos diferentes momentos de coleta de IL-6 na<br />

predição de óbito em pacientes neutropênicos com TCTH<br />

de neutropenia no estudo de Mendes<br />

et al. (Mendes et al., 2012). Quanto<br />

aos vírus, a infecção mais comum no<br />

período pós-transplante imediato é o<br />

HSV reativado e vírus respiratório.<br />

No estudo agora apresentado,<br />

apesar da população estudada ser<br />

heterogênea (transplantes autólogos<br />

e alogênicos, condicionamentos<br />

mieloablativo e não mieloablativo,<br />

24 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart<br />

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,<br />

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

pacientes internados e ambulatoriais),<br />

pudemos inferir algumas observações<br />

a partir dos resultados, levando em<br />

consideração o número de pacientes<br />

(296), o número de amostras de<br />

sangue estudadas (1016) e o fato do<br />

estudo ser prospectivo com análise<br />

de dados clínicos e laboratoriais em<br />

conjunto. Nossa casuística avaliou<br />

216 transplantes autólogos (73%),<br />

cuja doença de base predominante<br />

foi o mieloma múltiplo (n=98,<br />

33,2%) e 80 alogênicos (27%), cuja<br />

doença de base preponderante foi a<br />

leucemia aguda (n=59, 19,9%). A<br />

maior parte dos condicionamentos<br />

utilizou protocolos mieloablativos<br />

(78%). Dos pacientes com regimes<br />

mais agressivos, apenas seis fizeram<br />

uso de drogas depletoras de linfócitos<br />

T (globulina antitimocítica - ATG). Isto<br />

deve ser citado, uma vez que a PCT, a<br />

PCR e também a IL-6 apresentam valor<br />

limitado no diagnóstico de infecção<br />

durante a infusão de ATG (Pihusch<br />

et al., 2006; Brodska et al., 2009).<br />

No presente estudo, observamos um<br />

número grande de casos com mucosite<br />

(n=210, 70,9%) e não houve relação<br />

dos biomarcadores estudados com<br />

a mesma. No caso de DECH aguda,<br />

somente a PCT apresentou valor<br />

significativamente maior no grupo<br />

sem DECH (p=0,034). Apenas a PCT<br />

apresentou valor significativamente<br />

maior no grupo sem DECH durante<br />

o momento da febre, apesar do<br />

pequeno número de casos de DECH<br />

aguda (n=5).<br />

Gráfico 2 - Curvas ROC comparando a acurácia dos diferentes momentos de<br />

coleta de PCR em predizer o óbito em pacientes neutropênicos com TCTH<br />

Tubo A: neutropenia sem febre; Tubo B: evento febril; Tubo C: 24 horas após o início da febre; Tubo D: 72 horas após o início da<br />

febre; Tubo E: 48 horas após a coleta do tubo D ou, em caso da persistência da febre, cinco dias após a coleta do tubo D.<br />

Tabela 6 - Áreas sob as curvas ROC dos diferentes momentos de coleta de PCR na<br />

predição de óbito em pacientes neutropênicos com TCTH<br />

Tabela 7 - Análise multivariada de fatores de risco independentes para óbito em<br />

pacientes submetidos a TCTH<br />

26 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Como em nossos resultados, Ortega<br />

et al (2004). numa população de 100<br />

pacientes pós-TCTH (38 alogênicos e<br />

62 autólogos) avaliou a utilidade da<br />

PCR para monitorizar o diagnóstico<br />

diferencial e prognóstico de episódios<br />

de neutropenia febril em TCTH. A PCR<br />

foi medida a cada 48 h da admissão<br />

até a resolução do episódio febril.<br />

Na análise multivariada, a PCR no<br />

5º dia de tratamento foi um fator<br />

prognóstico independente para<br />

desfecho fatal, com sensibilidade de<br />

100%, especificidade de 87%, VPP e<br />

VPN de 30 a 100%, respectivamente.<br />

No nosso estudo também analisamos<br />

o significado prognóstico de cada<br />

marcador. Apesar dos avanços e<br />

melhorias no tratamento de suporte,<br />

o TCTH alogênico ainda apresenta<br />

alta toxicidade, com mortalidade<br />

relacionada ao transplante<br />

(MRT) entre 10-50% devido às<br />

complicações maiores nos primeiros<br />

meses após o transplante (infecções,<br />

doença veno-oclusiva, DECH e<br />

pneumonite) (Anaissie, 2012). Os<br />

índices de comorbidade descritos<br />

por Sorror et al. (2005) evidenciaram<br />

um score válido e confiável antes do<br />

transplante que previu mortalidade<br />

não relacionada à recaída da doença<br />

e sobrevida. O Grupo Europeu para<br />

transplante de sangue e medula<br />

(EBMT) criou um score de risco que<br />

avaliou cinco fatores: idade, estágio<br />

da doença, tempo entre o diagnóstico<br />

e o transplante, tipo de doador e<br />

combinações do gênero do doador e<br />

receptor (Gratwohl et al., 2009).<br />

Procuramos algum fator de risco<br />

que pudesse prever desfecho fatal<br />

no decurso do transplante, além<br />

de estudar o comportamento<br />

dos biomarcadores. Na primeira<br />

análise bivariada permaneceram<br />

os seguintes fatores associados ao<br />

óbito em pacientes pós TCTH: idade<br />

(p=0,028); paciente em regime de<br />

internação (p


Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart<br />

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,<br />

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

doador é aparentado apresenta<br />

chance nove vezes maior de evolução<br />

para óbito do que os pacientes que<br />

realizaram transplante autólogo (OR:<br />

8,9 - IC a 95% e p


Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart<br />

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,<br />

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .<br />

ARTIGO CIENTÍFICO I<br />

(menor que o nosso), em pacientes<br />

autólogos e alogênicos, e demonstrou<br />

que a PCR no 5º dia de febre ≥16 mg/<br />

dL foi associada à morte por causas<br />

infecciosas com uma sensibilidade de<br />

100%, especificidade de 87%, VPP e<br />

VPN de 30 e 100%, respectivamente. O<br />

presente estudo é o único prospectivo<br />

que avaliou conjuntamente<br />

dados clínicos, laboratoriais e três<br />

biomarcadores (IL-6, PCT e PCR)<br />

com um número considerável de<br />

casos (296) e de amostras de sangue<br />

estudadas (1016) visando identificar<br />

os fatores de risco independentes<br />

para óbito após TCTH. Além disso, as<br />

análises dos biomarcadores foram<br />

realizadas em duplicata, e muitas<br />

vezes em triplicata. Existem também<br />

poucos estudos utilizando uma<br />

análise multivariada para tentar<br />

estabelecer quais os fatores de risco<br />

independentes para óbito (Schots et<br />

al., 2003), e muitos destes, com um<br />

número pequeno de amostras.<br />

Schots et al monitoraram os níveis<br />

de PCR e outras variáveis em 96<br />

adultos consecutivos submetidos a<br />

TCTH alogênico. Dosando do dia 0 a<br />

+5 (Schots et al., 2002). Somente<br />

os altos níveis de PCR (>50mg/L)<br />

(p0,3<br />

mg/dL em 28 pacientes) estavam<br />

associados significativamente com<br />

o desenvolvimento de infecção<br />

bacteriana na análise multivariada.<br />

Além disso, choque séptico e sepse<br />

com FMO foram exclusivamente<br />

observados em pacientes que<br />

tinham altos níveis de ferritina e/<br />

ou níveis aumentados de PCR. Em<br />

relação á mortalidade relacionada ao<br />

tratamento, um nível de PCR elevado<br />

no pré-transplante é considerado um<br />

fator de risco significante em dois<br />

30 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


estudos (Artz et al., 2008; Kanda et<br />

al., 2010). O único estudo que avaliou<br />

os três biomarcadores e pode ser<br />

comparado com o presente estudo foi<br />

o estudo conduzido por Pihusch et al,.<br />

Nesse estudo os níveis séricos de PCR<br />

(5,2 mg/dL vs 7,8 mg/dL, p


ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

INCIDÊNCIAS DE INFECÇÕES POR<br />

ASPERGILLUS SP NO BRASIL<br />

INCIDENCES OF ASPERGILLUS SP INFECTIONS IN BRAZIL<br />

Autores:<br />

Felipe José Ferreira Gomes1; Rondinele Ribeiro Motta1.<br />

1Faculdade Metropolitana Unidas - SP<br />

Fungos Aspergillus furmigattus em meio Sabouraund dextrose e microscopia fungica A. furmigattus<br />

Fonte: Laboratório de FMU – São Paulo; 2022<br />

Resumo<br />

As manifestações fônicas têm causado significativos impactos tanto no meio<br />

cultural como no social, devido às manifestações de contaminações através<br />

de suas mico toxinas carcinogênicas. As causas dessas infecções são, em<br />

muitos casos, a ingestão de alimentos contaminados, produzidos sem as<br />

devidas observações quanto às Boas Práticas Agrícolas (BPA) e Boas Práticas<br />

de Fabricação (BPF), tornando o ser humano alvo de contaminações fúngicas<br />

sendo que, os impactos podem ser ainda maiores em pacientes vulneráveis.<br />

Nestes, a aspergilose, tem causado diversas complicações, sendo que o<br />

órgão mais afetado é o pulmão, estendendo-se a outros órgãos também<br />

considerados importantes como coração, rim, trato gastrointestinal, fígado,<br />

etc. Diante do exposto, surgiu a necessidade de se pesquisar o assunto a<br />

partir da indagação: Qual a incidência de infecções causadas por Aspergillus<br />

sp, em pacientes imunodeprimidos? Trata-se de uma pesquisa exploratória<br />

de natureza descritiva a partir de pesquisa bibliográfica, em artigos<br />

científicos da base de dados Scientific Electronic Library Online – Scielo. O<br />

objetivo deste trabalho de revisão bibliográfica foi analisar a incidência de<br />

aspergilose no Brasil e os impactos causados pelos fungos Aspergillus sp<br />

em pacientes imunodeprimidos. Os resultados permitiram a constatação de<br />

que os pacientes imunodeprimidos internados em hospitais podem sofrer<br />

impactos graves decorrentes de infecções causadas por fungos oportunistas.<br />

A aspergilose pode comprometer órgãos essenciais, principalmente o pulmão<br />

e causar a morte de pacientes imunodeprimidos.<br />

Palavras-chave: Aspergillus; Infecções fúngicas; Aspergiloses.<br />

Abstract<br />

The theme of democratic and participative management in the<br />

educational environment is much discussed at the present time mainly<br />

in the context of evolution and contemporary changes. Faced with such<br />

changes, it is verified that the family's participation in the educational<br />

context has intensified over time, at the same time becoming very<br />

important for the development of the student. In view of the above,<br />

the need arose to research the subject from the question: How does the<br />

participation of the family in the democratic management of the school<br />

from studies in the field of education? This is a qualitative research<br />

of descriptive nature based on bibliographic research, in scientific<br />

articles from the Scientific Electronic Library Online - SciELO database.<br />

The purpose of the present work is, through the literature review, to<br />

analyze the importance of family participation from the perspective of a<br />

democratic and participatory management in the field of education. The<br />

results reinforce the importance of this relationship and the articulated<br />

work for the progress of educational processes.<br />

Keywords: Democratic management; Participation; Family-School.<br />

32 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Introdução<br />

O fungo Aspergillus sp. é oportunista,<br />

desenvolvem em alimentos como,<br />

por exemplo, rações e grãos. Tais<br />

como por exemplo, os portadores<br />

de HIV, neutropenia prolongada<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

que na maioria dos casos gera<br />

alimentos podem ser contaminados<br />

e imunodeficiência primária e<br />

infecções respiratórias. Os fungos<br />

se as condições ambientais, de<br />

transplantados de pulmão e medula<br />

deste gênero se caracterizam pelos<br />

produção, armazenamento e<br />

óssea (SALES, 2009). Sendo que<br />

seus filamentos com hifas hialinas,<br />

métodos de processamento, não<br />

nos pacientes imunodeprimidos, o<br />

septos e ramificam-se em ângulo<br />

forem adequadas. Segundo Soares<br />

agravamento pode levar a óbito em<br />

agudo e se diferenciam em estruturas<br />

et al., (2013), as micotoxinas mais<br />

poucas horas (BANDE et al., 2012).<br />

reprodutivas denominadas conídios<br />

importantes são as aflotoxinas B1 e<br />

(POESTER et al., 2015).<br />

B2, Ocratoxinas A, respectivamente<br />

Diante do exposto, surgiu a<br />

produzidas por A. flavus; A.<br />

necessidade de se pesquisar o<br />

Carvalho (2013) descreve como<br />

fumigattus e A. brasilenses. As<br />

assunto a partir da indagação: Qual<br />

as principais espécies causadoras<br />

Aflatoxina B1 possuem alta<br />

a incidência de infecções causadas<br />

destas infecções: A. flavus, A. niger,<br />

instabilidade química de ionização,<br />

por Aspergillus sp, em pacientes<br />

A. nidulans, A. terreus e o principal A.<br />

sendo uma potente causadora<br />

imunodeprimidos, onde já foram<br />

fumigatus, além de outras espécies<br />

de intoxicação crônica com os<br />

identificadas vinte espécies de<br />

como, por exemplo, A. fusarium. E<br />

primeiros sintomas de febre, fadiga,<br />

Aspergillus com potencial de causar<br />

conforme Oliveira et al., (2013), as<br />

dor na região abdominal, falta de<br />

infecções em humanos. Dentre<br />

principais fontes de alimentação<br />

apetite, manifestações alérgicas,<br />

essas espécies a que causa mais<br />

desses microorganismos são<br />

aspergiloses cutâneas, endocardite<br />

infecções é o Aspergillus fumigatus,<br />

os alimentos, que ao serem<br />

fúngica, aspergiloses cerebral,<br />

sendo o responsável por 90% delas.<br />

deteriorados liberam micropartículas<br />

dentre outras patologias.<br />

(JIANG et al., 2013).<br />

que são catabolizadas, causando<br />

uma contaminação tóxica no<br />

Os Aspergillus sp. têm ampla<br />

Assim, o objetivo do presente<br />

alimento através de microenzimas<br />

distribuição na natureza e é<br />

trabalho de revisão bibliográfica foi<br />

denominadas micotoxinas. Estas<br />

responsável por graves infecções, seu<br />

analisar a incidência de aspergilose no<br />

micotoxinas são denominadas de<br />

contágio se dá por via aérea, sendo<br />

Brasil e os impactos causados pelos<br />

metabólitos secundários tóxicos<br />

que os pacientes imunodeprimidos<br />

fungos Aspergillus sp em pacientes<br />

de fungos ambientais que se<br />

são os mais comprometidos,<br />

imunodeprimidos.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

33


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Metodologia<br />

Esse trabalho foi realizado<br />

utilizando-se de conhecimentos<br />

próprios da pesquisa científica que<br />

tem como um de seus princípios<br />

conceber norte à experiência<br />

cotidiana, exigindo-se, portanto,<br />

habilidades quanto ao rigor do<br />

planejamento, conhecimento e<br />

normas científicas.<br />

Diante disso, optou-se por utilizar<br />

a base de dados eletrônicos Scielo<br />

utilizando recorte temporal (de<br />

2012 a 2022). Os artigos foram<br />

selecionados conforme os seguintes<br />

descritores: Aspergillus; Infecções<br />

fúngicas; Aspergiloses.<br />

Resultados<br />

ionizantes com baixo peso molecular.<br />

Estudos recentemente publicados<br />

apontam uma taxa de mortalidade<br />

entre 40% e 90% por Aspergiloses<br />

(BADIE et al, 2012; TANASE et al,<br />

2012). A aspergilose constitui uma<br />

das maiores infecções silenciosas,<br />

contribui também para infecções<br />

graves como a doença pulmonar<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Tal importância se deve ao fato<br />

de que, as constantes mudanças<br />

e transformações que ocorrem<br />

no mundo, sejam elas de ordem<br />

históricas, sociais, econômicas,<br />

etc., que fazem com que a<br />

pesquisa científica se torne como<br />

uma fonte de descoberta para o<br />

desenvolvimento de atividades<br />

que facilitam a prática de ações<br />

do nosso cotidiano, exigindo<br />

para isso, capacidade analítica e<br />

aprofundamento do conhecimento<br />

como construção contínua.<br />

Ampla urgência com as<br />

Aspergiloses<br />

As aspergiloses são obrigatoriamente<br />

invasivas e adquiridas através da<br />

inalação dos esporos, disseminandose<br />

rapidamente para outros órgãos.<br />

As toxinas são acumulativas e<br />

obstrutiva crônica (DPOC), com alto<br />

risco de parada cardiorrespiratória,<br />

devido à alta taxa de mortalidade<br />

relacionada à falta de cura e<br />

diagnóstico rápidos perante esta<br />

enfermidade (SAVH et al, 2013;<br />

MARTIN et al, 2012).<br />

Dessa forma, a importância do<br />

estudo de revisão bibliográfica<br />

está centrada na oportunidade de<br />

aprofundamento em pesquisas<br />

que dão oportunidade de<br />

verificar determinado assunto,<br />

comparando-o no tempo.<br />

Fonte: Próprio autor, 2022<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

39


Autores: Diego Lourenço Rodrigues, Leonardo de Paula Souza, Luiz Felipe da Rocha<br />

Suzuki, Marco Aurélio Mendonça Novaes, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Incidências de infecções por<br />

espécies de Aspergillus spp<br />

As principais aflatoxinas são B1,<br />

B2, G1 e G2, dentre elas a B1 é a<br />

que possui maior poder toxigênico<br />

e carcinogênico ao humano, pois<br />

suas propriedades teratogênicas<br />

e mutagênicas são de grande<br />

ionização de cadeia de DNA<br />

intracelular (DRUMOND et al,<br />

2012; FASSBINDE et al, 2010). Nos<br />

achados clínicos gerais no Brasil<br />

constatou-se, entre as infecções,<br />

febres persistentes em cerca de<br />

70,8% da população brasileira,<br />

33,3% em imagens radiográficas<br />

apresentaram derrame pleural por<br />

Aspergillus fusarium e Aspergillus<br />

sp. A maior preocupação é com<br />

as infecções por A. flavus onde<br />

foi constatado que, cerca de<br />

12,5% da população desenvolvem<br />

câncer ao se contaminar por esse<br />

fungo e também constataram-se<br />

histórias de infecções em pacientes<br />

imunodeprimidos nosocomiais. Foi<br />

constatado que 29,1% desenvolvem<br />

pneumonia por Aspergillus<br />

fumigatus levando a efísema<br />

pulmonar, 8,3% desenvolvem<br />

doenças pulmonares obstrutivas<br />

crônicas por Aspergillus fusarium.<br />

Cerca de 120 casos de infecções<br />

Fonte: Próprio autor, 2022<br />

Tabela 1 - Taxa de complicações clínicas sobre espécies de Aspergillus no Brasil.<br />

Fonte: FURB - Universidade de Blumenau. Disponível em:<br />

https: //www.furb.br/especiais/download/298652-921519/Micotoxinas.pdf. Acesso em: 12 agosto, 2021<br />

no Brasil ocorrem nos pulmões em<br />

pacientes imunodeprimidos, com<br />

neutropenias, desvio à esquerda,<br />

comprometimentos medular com<br />

probabilidade de transplante de<br />

medula óssea (LUIZ et al, 2015;<br />

CABRAL GALEANO et al, 2015;<br />

AZANZA JR, 2014).<br />

40 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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Autores: Felipe José Ferreira Gomes1; Rondinele Ribeiro Motta1.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Dentre os doentes contaminados<br />

com Aspergillus, 7% a 14% são<br />

imunodeprimidos e estão em<br />

tratamento, desses doentes,<br />

1% a 15% desenvolve fibrose<br />

cística pulmonar. Dos fungos<br />

relatados como invasivos temos:<br />

Aspergillus fumigatus e Aspergillus<br />

nidulans (KOUSHA et al 2011).<br />

Aspergillus flavus possui uma<br />

substância denominada aflatoxina,<br />

considerada uma das substâncias<br />

mais tóxicas já produzidas<br />

por seres microscópicos. Em<br />

humanos, aflatoxicose, desenvolve<br />

micotoxina encontrada em<br />

produtos alimentícios e é produzida<br />

por fungos filamentosos e tem sido<br />

grande causadora de nefrotóxica,<br />

hepatotóxica, teratogênica,<br />

carcinogênica e por possuir<br />

propriedades imunossupressoras,<br />

pode levar o indivíduo à morte.<br />

Sendo que hoje no Brasil, a<br />

contaminação por alimentos tem<br />

se tornado um grande problema,<br />

pois junto à falta de fiscalização nos<br />

Tabela 1 - Principais infecções causadoras por fatores de micotoxinas<br />

gêneros e espécies.<br />

Fonte: FURB - Universidade de Blumenau. Disponível em:<br />

https: //www.furb.br/especiais/download/298652-921519/Micotoxinas.pdf - Acesso em: 12 agosto, 2021.<br />

comércios públicos, desencadeia<br />

a falta de controle da prevenção<br />

fúngica (MAIA, 2011; AL-SHEIK,<br />

2014; AGÊNCIA NACIONAL DE<br />

VIGILÂNCIA SANITÁRIA, 2011;<br />

MINISTERIO DA SAUDE et al,).<br />

Abaixo segue o gráfico 1 e tabela<br />

1 para o melhor entendimento<br />

das infecções por espécies de<br />

Aspergillus spp.<br />

42 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Sabendo assim que as ‘’Aflatoxinas<br />

B1’’ são uma toxina concentrada,<br />

podem sofrer alterações que se refletem<br />

em diferentes formas e dife-<br />

Já Aflatoxina B2 ainda é uma<br />

aflatoxina em estudo, porém<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

conhecidas como agentes naturais<br />

mais carcinogênicos devido a sua<br />

elevada hepatoxidade e a sua<br />

maior concentração no substrato,<br />

tendo estrutura química que<br />

lhes permitem sofrer bioativação<br />

através das enzimas p450,<br />

estes que formam os maiores<br />

metabólitos carcinogênicos.<br />

Logo, as “Fumosinas, ácido<br />

funsário e tricotecenos”, são as<br />

três substâncias inibidoras de<br />

sínteses protéica RNA e DNA,<br />

inibidora de mitoses e lise celular<br />

(TIBOLA et al, 2015).<br />

Esterigmatocistina é usualmente<br />

causadora de doenças agudas ou<br />

crônicas. Estes efeitos podem ser<br />

rentes graus de toxicidade. Por outro<br />

lado, e não menos importante, há<br />

que ter presente que as micotoxinas<br />

terão uma influência distinta no ser<br />

humano devido às múltiplas suscetibilidades<br />

próprias de cada indivíduo.<br />

A esterigmatocistina tem uma estrutura<br />

muito semelhante à da aflatoxina<br />

B1, uma vez que é o seu precursor<br />

biossintético (PEREIRA et al, 2014).<br />

Ocratoxina A, já é da fenilalanina,<br />

sendo a hidroxilas catalisa a<br />

hidroxilação de fenilalanina em<br />

tirosina, esta toxina se liga à<br />

proteínas plasmáticas fazendo com<br />

que as micotoxinas permaneçam<br />

no sangue, intoxicando o<br />

organismo, pois se aderem ao<br />

que desencadeia sérios riscos<br />

aos humanos, sendo da mesma<br />

família da toxina de A. flavus<br />

aflatoxina B1, obteve-se grandes<br />

taxas de infecções pulmonares<br />

na forma aguda, a estimativa é<br />

que deve se manifestar em até<br />

12% das pessoas com leucemia<br />

mieloide aguda, ou seja, pacientes<br />

imunodeprimidos. Segundo a<br />

pesquisa e levantamento realizado<br />

em oito hospitais públicos do<br />

país, Aspergillus fumigatus pode<br />

proliferar nos pulmões por meio<br />

de estratégias distintas, por<br />

causa da capacidade de escapar<br />

das defesas do organismo e dos<br />

principais antifúngicos, os azoles<br />

(GIACOMAZZI et al, 2016).<br />

carcinogênicos, mutagênicos, terato-<br />

tecido durante longo período<br />

Além disso, foram levantados três<br />

gênicos, estrogênicos, hemorrágicos,<br />

evitando o desenvolvimento de<br />

relatos clínicos sobre casos de<br />

nefro e hepatotóxicos, neurotóxicos<br />

suas funções e manutenções<br />

infecção de Aspergillus em pacientes<br />

e/ou imunossupressores. Dependen-<br />

normais do organismo e reparação<br />

imunodeprimidos encontrados na<br />

do do metabolismo, as micotoxinas<br />

celular (DINIZ et al, 2015).<br />

base de dados da plataforma Scielo.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

43


Autores: Felipe José Ferreira Gomes1; Rondinele Ribeiro Motta1.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

O Primeiro caso observado foi de<br />

um Homem de 62 anos, no 16º<br />

Grocott, com características<br />

de Aspergillus sp, e a TC de<br />

O terceiro caso é de um homem<br />

de 32 anos de idade que não<br />

dia de pós-transplante autólogo<br />

tórax, realizada dois dias após<br />

recebia atendimento médico<br />

de medula óssea por linfoma de<br />

a<br />

laringotraqueobroncoscopia<br />

desde o diagnóstico de HIV há<br />

células do manto, apresentando<br />

mostraram progressão da<br />

um ano. Em dezembro de 2006, o<br />

quadro de neutropenia febril<br />

doença. A cultura do lavado<br />

paciente foi internado no Hospital<br />

associada à tosse seca e dispnéia.<br />

bronco alveolar foi positiva para<br />

Universitário de São Paulo, em<br />

Foi solicitada tomografia<br />

Aspergillus sp.<br />

Ribeirão Preto, SP, com alterações<br />

computadorizada (TC) de tórax<br />

comportamentais e hiperemia<br />

para pesquisa de foco infeccioso,<br />

Segundo caso observado é de uma<br />

do olho esquerdo e descarga<br />

que demonstrou espessamento<br />

mulher de 33 anos diagnosticada<br />

purulenta. O paciente estava<br />

traqueobrônquico<br />

difuso<br />

com HIV em 1997. Em abril de<br />

confuso, com ptose palpebral<br />

associado à densificação da<br />

2001, a paciente pesava 40 kg e<br />

esquerda e candidíase oral. Os<br />

gordura mediastinal adjacente.<br />

se queixava de tosse persistente,<br />

laboratoriais eram os seguintes:<br />

O paciente foi submetido à<br />

expectoração fétida, febre e<br />

hemoglobina 6,6 g / dL; leucócitos<br />

laringotraqueobroncoscopia,<br />

dor na parte superior do tórax<br />

1500 células / µL; 800 neutrófilos<br />

sendo observadas, na traquéia<br />

direito. A paciente possuía uma<br />

/ PL; 194.000 plaquetas / µL; e<br />

e na árvore brônquica, placas<br />

carga viral do HIV1 de 220.000<br />

alanina aminotransferase 49 UI /<br />

esbranquiçadas aderidas à<br />

cópias / µL, e um infiltrado<br />

L. O nível da carga viral do HIV1<br />

parede, porém destacáveis, com<br />

inflamatório em todo o lobo do<br />

foi inferior a 50 cópias / ml e a<br />

mucosa subjacente friável. Foi<br />

pulmão direito, onde demonstrou<br />

contagem de CD4 + foi de 84<br />

colhido lavado bronco alveolar<br />

um grande aspergiloma com<br />

células / µL. A punção intra-ocular<br />

do lobo inferior esquerdo e<br />

invasão do parênquima pulmonar<br />

produziu material vítreo contendo<br />

foram realizadas biópsias que<br />

circundante. A. fumigatus<br />

Aspergillus. A TC do tórax mostrava<br />

revelaram a presença de hifas<br />

foi isolado do escarro e os<br />

uma cavidade de paredes espessas<br />

com bifurcação em 45°, coradas<br />

títulos de anti- Aspergillus que<br />

com aspergiloma periférico no<br />

pelo método histoquímico de<br />

permaneceram em 1:64.<br />

lobo superior direito.<br />

44 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Autores: Diego Lourenço Rodrigues, Leonardo de Paula Souza, Luiz Felipe da Rocha<br />

Suzuki, Marco Aurélio Mendonça Novaes, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Discussão<br />

Um indivíduo é infectado por<br />

Aspergillus flavus. Em humanos,<br />

aflatoxicose desenvolve necrose,<br />

hemorragia no fígado, proliferação<br />

do ducto biliar, hemorragia<br />

gastrointestinal, icterícia e letargia,<br />

em caso de ingestão grande de<br />

amendoim contaminado, leva o<br />

indivíduo a aflatoxicose, levando o<br />

paciente a câncer hepático ou a morte<br />

letal, obtendo os fungos A. flavus<br />

a capacidade de se desenvolverem<br />

em temperaturas altas com baixas<br />

atividades de água (MURUNGA,<br />

2014; CARDOSO FILHO, 2011). As<br />

aspergiloses pulmonares invasivas<br />

são agora uma das principais causas<br />

mortes. Os fungos responsáveis são A.<br />

fumigatus; A. nidulans, como mostra<br />

a figura de colônias e microscopia dos<br />

fungos do gênero Aspergillus spp, de<br />

maiores incidências de infecções.<br />

Figura 1 – (A) acima microscopia<br />

de A. furmigatus, abaixo em Agar<br />

sabourand dextrose, colônias com<br />

bordas azul camurça com pequeno<br />

orifício ao meio de sua característica;<br />

(B) Acima microscopia de A. flavus<br />

logo sua colônia em Agar sabourand<br />

dextrose bordas brancas e centro verde<br />

camurça; (C) Acima microscopia de<br />

A. brasilenses, hifas pretas definindo<br />

característica A. brasilienses, abaixo<br />

Fonte: Fiocruz disponível em: http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=187<br />

Agar batata dextrose colônia com<br />

bordas brancas de algodão e meio<br />

preto com pequenos pontos brancos,<br />

colônia carmuça negra; (D) acima<br />

microscopia de A. nidulans hifas<br />

septada bem fácil de separar seus<br />

micelos por isso seus sintomas mais<br />

rápidos, abaixo sua colônia em Agar<br />

batata dextrose verde musgo, bem<br />

elevado; (E) Acima A. funsarium sem<br />

micelos, contendo bastantes hifas<br />

septadas emaranhadas, abaixo sua<br />

colônia em Agar TSA aspecto de<br />

algodão doce rosa claro, bem de<br />

sua característica.<br />

No entanto, as terapias antifúngicas<br />

vêm sendo defendidas pelas<br />

equipes médicas em pacientes<br />

com aspergiloses, neutropênicos,<br />

com manifestação de febre<br />

que não respondem ao uso de<br />

antifúngicos de amplo espectro<br />

prescritos pelos médicos. Outro<br />

fator é que também a identificação<br />

dos fungos é demorada, pois<br />

depende do seu crescimento em<br />

meio de cultura de 7 a 10 dias.<br />

Os antifúngicos mais usados são<br />

Anfotericina B e Vanconazol,<br />

cerca de (68,8%). Sendo que o<br />

uso destes tem 50% somente<br />

de eficácia em pacientes fora da<br />

margem de imunodeprimidos<br />

(DENNING et al, 2015).<br />

Os órgãos primários, como o<br />

fígado, sua exposição à aflatoxina<br />

B1 de A. flavus, ocorre necrose<br />

hepática, degeneração lipídica,<br />

46 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


que consequentemente resulta em<br />

pacientes com carcinoma hepáticos<br />

nosocomiais, já se tem referências<br />

de 20 ug/dl de aflatoxina<br />

permitida, porém esta referência<br />

não é admissível totalmente para<br />

alimentos, pois não está claro<br />

quanto ao risco no desenvolvimento<br />

de sérias patologias, sabendo<br />

que doses dessas micotoxinas<br />

são acumulativas para os seres<br />

humanos (LIAO et al, 2013).<br />

A contaminação por Aspergillus flavus<br />

através de ingestão de amendoim<br />

contaminado, permite que os fungos<br />

filamentosos invadam os tecidos<br />

hepáticos, renais e endócrinos, onde<br />

ali realizam mitoses, produzem e<br />

liberam aflatoxinas constantemente,<br />

por consequência, produzirá efeitos<br />

toxicogênicos no organismo do<br />

indivíduo, onde após o primeiro<br />

metabolismo de passagem pelo<br />

fígado, irá ocorrer a formação<br />

de metabólitos ativos tóxicos,<br />

aumentando a transformação do<br />

agente tóxico em agente toxicogênico<br />

deixando seu poder toxigênico duas<br />

vezes mais potente do que aflatoxina<br />

pura. Nesse aspecto, denominase<br />

uma contaminação indireta por<br />

toxina realizando a todo o momento<br />

a grande circulação sanguínea,<br />

lesando fígado e rins por sobrecarga<br />

de agentes toxicogênicos e alguns<br />

dias podem ocorrer lesões renais pela<br />

circulação da aflatoxina que se liga<br />

aos ácidos nucléicos principalmente<br />

ao DNA, onde ocorre então uma<br />

ligação covalente entre a molécula<br />

de aflatoxina e o DNA mitocondrial<br />

de célula do fígado após o ataque<br />

de milhões de aflatoxinas que estão<br />

pressentes na corrente sanguínea e<br />

veia porta hepático e por si próprio<br />

localizadas no fígado, com essa<br />

ligação ocorrem mutações onde<br />

alteram os códons, proteínas DNAdexoribonucleotidios,<br />

alterando<br />

assim a seqüência do DNA. Com essa<br />

sequência alterada a célula muda<br />

totalmente seu comportamento,<br />

passando a ser uma célula neoplásica,<br />

aumentando suas sínteses protéicas<br />

constantemente com freqüências e<br />

realizando mitoses descontroladas,<br />

causando o câncer hepático. Sabendo<br />

que a grande fonte de contaminação<br />

aos humanos de Aspergillus spp é o<br />

alimento e a segunda fonte hospitais<br />

e pacientes imunodeprimidos. Assim<br />

temos os fungos A. furmigatus; A.<br />

nodulans, hoje em dia, os maiores<br />

causadores das principais mortes<br />

pulmonares invasivas e osteomelites<br />

fungicas crônicas (SELIM et al, 2014;<br />

JIANG et al, 2013).<br />

Os sintomas das infecções são<br />

parecidos com os sintomas de<br />

outras doenças as demais, sintomas<br />

clínicos, porém em resultados de<br />

corticóides na infecção pulmonar<br />

por Aspergillus spp, para um melhor<br />

diagnostico é usada kit de ELISA<br />

(platéia Aspergillus EIA), onde<br />

são usadas para diagnósticos de<br />

aspergiloses invasivas referentes aos<br />

sintomas citados nesta pesquisa,<br />

baseada na técnica de sanduíche,<br />

utilizando anticorpos monoclonais,<br />

teste de pesquisa direta Ant - AG<br />

para Aspergillus spp, sabendo<br />

assim que estes testem reagem<br />

com diversas espécies A. flavus;<br />

A. brasilienses; A. funsariuns; A.<br />

fumigatus; A. nidulans (TÃNASE et<br />

al, 2012). Por imagem também é<br />

realizado diagnóstico em suspeita<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

47


Autores: Diego Lourenço Rodrigues, Leonardo de Paula Souza, Luiz Felipe da Rocha<br />

Suzuki, Marco Aurélio Mendonça Novaes, Daniela Santos Silva.<br />

ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

de sintomatologia pulmonar, assim<br />

o acometimento leva o aumento<br />

de muco, resultando em danos<br />

na parede brônquica, muco e<br />

bronquiectasias (ALVES et al,<br />

2016). Segue a imagem abaixo da<br />

aspergilose spp pulmonar:<br />

Figura 2<br />

Aspergilose broncopulmonar com<br />

espaçamento parental brônquico<br />

indicado pelas setas<br />

Fonte: Torres PPTS et al., 2022/ Doenças fúngicas: sinais e padrões tomográficos.<br />

Devido à falta e dificuldade com o<br />

tratamento da doença, associado<br />

à urgência de Aspergiloses, nos<br />

confirma mais ainda que os<br />

diagnósticos de aspergiloses<br />

venham sendo confirmados e<br />

diagnosticados em autópsia,<br />

alertando assim os pesquisadores<br />

e as equipes médicas que o<br />

diagnóstico precoce é essencial<br />

para um rápido tratamento<br />

da enfermidade, sendo isso<br />

possível com a facilidade de<br />

acesso a anticorpos prontos anti<br />

aspergiloses. As infecções por<br />

Aspergillus spp ainda consituem<br />

um grande desafio para a medicina,<br />

causando grande impacto na saúde<br />

Brasileira (MONTEIRO et al, 2012).<br />

Conclusão<br />

Portanto deve-se ressaltar que<br />

a flora principal microbiana de<br />

contaminação fúngica primária<br />

vem dos alimentos aos humanos,<br />

a segunda fonte de contaminação<br />

vem de meios nosocomias, sabendo<br />

assim que Aspergillus flavus é<br />

um dos menores causadores de<br />

infecções. Porém, suas causas<br />

patológicas são as mais urgentes e<br />

de grande impacto ao paciente com<br />

as infecções, causando necroses<br />

e neoplasias em órgãos. Deve se<br />

atentar que Aspergillus brasilenses<br />

vem sendo o terceiro no ranking de<br />

infecções sistêmicas e bronquites<br />

fúngicas, logo como segundo lugar<br />

de infecções apresenta Aspergillus<br />

nidulans e primeiros com maiores<br />

infecções pulmonares invasivos<br />

cronicas Aspergillus formigatus.<br />

Nesse contexto e índices neste<br />

ano de 2022, podemos alertar<br />

a vigilância sanitária a melhor<br />

fiscalização em indústrias<br />

alimentícias, a pesquisas de novas<br />

fórmulas de fármacos ou soros<br />

antifúngicos ou anti-aflatoxinas<br />

B1, na busca de melhorias para a<br />

saúde Brasileira.<br />

Confira a referência bibliográfica em:<br />

www.newslab.com.br/referencias-newslab<strong>172</strong><br />

48 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


ARTIGO CIENTÍFICO II<br />

Conheça os nossos testes para COVID-19<br />

COVID-19 Ag<br />

Kit para determinação qualitativa do vírus<br />

SARS-CoV-2 (COVID-19), por método<br />

imunocromatográfico em amostras de swab da<br />

nasofaringe e swab nasal.<br />

ALERTA COVID-19 Ag Autoteste<br />

É um kit para o público leigo para detectar a presença<br />

do SARS-CoV-2, causador da COVID-19, em amostras<br />

de coleta nasal.<br />

POSITIVO<br />

NEGATIVO<br />

COVID-19 IgG/IgM<br />

Kit para determinação qualitativa e diferencial de<br />

anticorpos IgG e IgM contra o Novo Coronavírus<br />

(SARS-CoV-2), por imunocromatografia, em<br />

amostras de soro, plasma e sangue total.<br />

RT-PCR<br />

Kit para detecção qualitativa dos genes ORF 1 a/b, E e<br />

N do vírus SARS-CoV-2 para diagnóstico da COVID-19<br />

através da transcrição reversa seguida da reação em<br />

cadeia da polimerase (RT-PCR) em tempo real.<br />

1 6 3 3 7 7. 9 9 7 7<br />

S A C 0 8 0 0 7 7 2 9 9 7 7<br />

w a m a d i a g n o s t i c a<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

49


ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

PROTEÍNA TAU E AS DOENÇAS<br />

NEURODEGENERATIVAS<br />

Autor:<br />

Fabiano de Abreu Rodrigues<br />

* Imagem ilustrativa<br />

Resumo<br />

A proteína Tau faz parte da família das proteínas associadas aos<br />

microtúbulos (microtubule-associated proteins - MAP) e sua principal<br />

função é a de estabilizar os microtúbulos pela agregação da tubulina.<br />

Esta proteína atua no controle da dinâmica dos microtúbulos durante<br />

a maturação e o crescimento dos neuritos, sendo considerada a maior<br />

proteína do citoesqueleto e sua hiperfosforilação tem consequência<br />

nas funções biológicas e morfológicas nos neurônios. O objetivo do<br />

presente estudo é compreender as funções da proteína Tau, bem como<br />

sua relação com as doenças neurodegenerativas. Trata-se de uma<br />

revisão de literatura nos portais científicos SciELO, PubMed e Science<br />

Direct com os seguintes termos em português: neurociência, proteína<br />

tau, doenças neurodegenerativas e em inglês: neuroscience, tau<br />

protein, neurodegenerative diseases. As doenças neurodegenerativas<br />

estão associadas aos neurofilamentos e/ou agregados de proteína<br />

Tau e o processo de hiperfosforilação da proteína enriquece a<br />

formação destes agregados, consequentemente bloqueando o tráfego<br />

intracelular de proteínas neurotróficas e demais proteínas funcionais, e<br />

consequente perda ou diminuição do declínio no transporte axonal ou<br />

dendrítico nos neurônios.<br />

Palavras-Chave: Neurociência. Proteína tau. Doenças Neurodegenerativas.<br />

50 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Introdução<br />

Nos mamíferos, somente as pequenas<br />

proteína quinase não dirigida<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

proteínas Tau, são encontradas<br />

por prolina e proteína quinase<br />

Proteínas Tau<br />

A proteína Tau é parte da família das<br />

proteínas associadas aos microtúbulos<br />

(microtubule-associated proteins -<br />

MAP) e exerce a função de estabilizar<br />

os microtúbulos pela agregação<br />

da tubulina (Pîrşcoveanu, 2017). O<br />

gene desta proteína está localizado<br />

no braço longo do cromossomo<br />

no cérebro, sendo assim, elas não<br />

apresentam nenhuma inserção<br />

3R em suas estruturas. Quando<br />

pensamos no cérebro adulto, são<br />

expressas as isoformas 3R e 4R.<br />

Sendo que a relação entre ambas é<br />

de 1:1, estando relacionadas com a<br />

neurodegeneração (Martin, 2013).<br />

dirigida por prolina (prolinedirected<br />

kinase) (Martin, 2013).<br />

Nos tecidos cerebrais, o estado de<br />

fosforilação da Tau é demonstrado<br />

a partir da ação conjunta de<br />

diversas quinases e fosfatases,<br />

sendo assim, algumas operam<br />

coordenadamente para regular<br />

17 (17q21) e possui 16 éxons. No<br />

Podem ser encontradas de maneira<br />

sua fosforilação (Martin, 2013).<br />

cérebro ela é caracterizada como uma<br />

solúvel ou insolúvel, sendo a última<br />

proteína solúvel, com seis isoformas<br />

encontrada nos filamentos helicoidais<br />

Funções e importância<br />

derivadas do splicing alternativo de<br />

RNAm e composta por 352 a 441<br />

resíduos de aminoácidos com peso<br />

molecular aproximado de 37 a 46<br />

kDa (Pîrşcoveanu, 2017). O splicing<br />

alternativo dos éxons 2, 3 e 10<br />

provém da presença de seis distintas<br />

isoformas que possuem, uma, duas<br />

ou nenhuma inserção no segmento<br />

pareados (FHP) que se encontram de<br />

seis a oito grupos fosfato por molécula<br />

de proteína Tau (Martin, 2013).<br />

In vitro, a fosforilação da Tau<br />

acontece através da ação de mais de<br />

dez quinases, ligadas nos sítios de<br />

treonina. Tais quinases, são divididas<br />

A proteína Tau atua no controle da<br />

dinâmica dos microtúbulos durante<br />

a maturação e o crescimento dos<br />

neuritos. Considerada assim, como<br />

a maior proteína do citoesqueleto,<br />

a hiperfosforilação da Tau atua<br />

diretamente nas funções biológicas<br />

e morfológicas nos neurônios<br />

aminoterminal (Martin, 2013).<br />

em dois grandes grupos de proteína:<br />

(Jouanne, 2017).<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

51


Autor: Fabiano de Abreu Rodrigues<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Ela promove a relação entre a<br />

porém, sabe-se que ela atua na<br />

Enzima GSK-3β<br />

actina e os neurofilamentos,<br />

regulação da formação das sinapses,<br />

A glicogênio sintase quinase 3<br />

sugerindo uma inter-relação nos<br />

neuroplasticidade, e exportação de<br />

(GSK-3-β) é uma serino-quinase,<br />

microtúbulos com os demais<br />

ferro (Srivastava, 2019). Também<br />

que inicialmente foi isolada como<br />

componentes do citoesqueleto. Tais<br />

é precursora da proteólise do beta-<br />

uma enzima capaz de fosforilar<br />

interações permitem ligações entre<br />

amiloide, que é um peptídeo com<br />

e inativar a enzima glicogênio<br />

microtúbulos e mitocôndrias (Martin,<br />

37 a 49 aminoácidos com forma<br />

sintase. Em mamíferos existem duas<br />

2013). A maturação do sistema<br />

fibrilar amiloide, sendo sua principal<br />

formas da enzima GSK-3-β, sendo<br />

nervoso central, com a progressiva<br />

função compor as placas de amiloide<br />

codificadas em GSK3α e GSK3β. A<br />

ativação das fosfatases, ocorre por<br />

que se encontram no cérebro de<br />

primeira possui massa de 51kDa,<br />

meio da hiperfosforilação anormal<br />

indivíduos com doença de Alzheimer<br />

enquanto a segunda possui 47kDa.<br />

da proteína Tau, através da atividade<br />

(Srivastava, 2019).<br />

Essa diferença é graças a extensão<br />

das tauquinases, da subsensibilização<br />

rica em aminoácido glicina na região<br />

das suas fosfatases ou de ambos os<br />

As placas de beta-amiloide surgem do<br />

N-terminal da GSK3α (Mancinelli,<br />

mecanismos (Martin, 2013).<br />

acúmulo da proteína beta-amiloide<br />

2017). Apesar de haver uma<br />

(que é solúvel) no cérebro, formando<br />

alta homologia dentro de seus<br />

Proteína Beta-amiloide<br />

depósitos sólidos. Este acúmulo, surge<br />

domínios quinase (98%), os dois<br />

A proteína precursora de amiloide<br />

nas imagens do tecido cerebral como<br />

produtos compartilham somente<br />

(PPA) possui maior concentração nas<br />

borrões escuros, acontecendo fora das<br />

36% de identidade nos últimos 76<br />

sinapses dos neurônios. Sua principal<br />

células e muito antes dos primeiros<br />

resíduos de aminoácidos C-terminais<br />

função, ainda é desconhecida,<br />

sinais da doença (Gouras, 2015).<br />

(Mancinelli, 2017).<br />

52 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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Autor: Fabiano de Abreu Rodrigues<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Antigamente, acreditava-se que<br />

divisão celular, apoptose e função<br />

as funções da proteína Tau, bem<br />

a GSK3 fosse uma proteína<br />

dos microtúbulos (Yang, 2017).<br />

como sua relação com as doenças<br />

quinase com função confinada<br />

neurodegenerativas.<br />

ao metabolismo do glicogênio,<br />

Já foi demonstrado também que as<br />

porém atualmente, sabe-se que<br />

células desenvolvem mecanismos<br />

Desenvolvimento<br />

exerce importância na regulação de<br />

para parar a atividade da GSK3<br />

Trata-se de uma revisão de literatura<br />

diversas funções celulares, como por<br />

em resposta a diversos sinais que<br />

nos portais científicos SciELO, PubMed e<br />

exemplo a sinalização pela insulina,<br />

estão conectados de uma forma<br />

Science Direct, com os seguintes termos<br />

fatores de crescimento e nutrientes<br />

intrigante pela especificidade única<br />

em português: neurociência, proteína<br />

e a especificação dos destinos das<br />

desta enzima pelo substrato (Yang,<br />

Tau, doenças neurodegenerativas e<br />

células durante o desenvolvimento<br />

2017). Sendo assim, o objetivo do<br />

em inglês: neuroscience, Tau protein,<br />

embrionário, além de controle da<br />

presente estudo é compreender<br />

neurodegenerative diseases.<br />

Figura 1 - Diferenças esquemáticas entre um neurônio saudável (A) e um neurônio de um paciente com DA (B)<br />

Fonte: Adaptado de Rey, N.A. et al. 2016<br />

54 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Resultados<br />

segunda estuda as formas familiares<br />

Tau estabilizar os microtúbulos,<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Doença neurodegenerativa é o termo<br />

da doença, identificando genes<br />

comprometendo a dinâmica<br />

denominado para as doenças que<br />

defeituosos que causam diferentes<br />

microtubular e consequentemente o<br />

atacam o sistema nervoso. A principal<br />

variantes patológicas (Hou, 2019).<br />

transporte intraneuronal, apresentando<br />

característica e mais comum entre<br />

assim efeitos deletérios nos processos<br />

as patologias deste grupo é a morte<br />

Tais doenças com a associação de<br />

celulares (Rusek, 2019). Tais erros<br />

dos neurônios. Como exemplos<br />

neurofilamentos e/ou agregados<br />

na atuação da proteína podem<br />

mais comuns tem-se: doença de<br />

de proteína Tau são denominados<br />

alterar o transporte axonal, que são<br />

Alzheimer (DA), Parkinson, esclerose<br />

em quatro grupos: doença<br />

fatores primordiais para manter a<br />

múltipla, esclerose lateral amiotrófica<br />

poliglutamínica, doenças com<br />

homeostase neuronal. O processo para<br />

(ELA), Huntington (Hou, 2019)<br />

ubiquitina, tauopatias e alfa-<br />

regular a dinâmica dos microtúbulos<br />

sinucleinopatias (Hou, 2019). Sendo<br />

(estabilização e desestabilização)<br />

Atualmente vem surgindo um<br />

assim, o acúmulo intracelular da<br />

fator importante para que ocorra<br />

crescimento dos estudos em relação<br />

proteína Tau hiperfosforilada em<br />

a preservação da morfologia e das<br />

às doenças neurodegenerativas,<br />

neurônios ou células gliais, é um<br />

funções celulares (Rusek, 2019).<br />

seguindo duas linhas de pesquisa<br />

importante marcador biológico das<br />

principais: estudo da bioquímica<br />

tauopatias (Rusek, 2019).<br />

A adição da expressão da Tau, leva<br />

das lesões patológicas que definem<br />

a alterações na morfologia celular,<br />

e identificam a doença por seus<br />

A hiperfosforilação induz a diminuição<br />

diminuindo seu crescimento,<br />

componentes moleculares e a<br />

da capacidade de a proteína<br />

provocando assim alterações<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

55


Autor: Fabiano de Abreu Rodrigues<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

importantes na distribuição de<br />

de placas amiloides e emaranhados<br />

amiloides (A-beta) produzidos<br />

organelas que são conduzidas através<br />

neurofibrilares, tais como perdas<br />

por meio da clivagem da proteína<br />

das proteínas motoras dependentes<br />

sinápticas, degeneração neuronal<br />

precursora amiloide (APP) pela<br />

de microtúbulos (Bakota, 2016). A<br />

(apoptose), infiltrado inflamatório<br />

enzima alfa-secretase seguida da<br />

hiperfosforilação da Tau no citosol<br />

e angiopatia amiloide. As placas<br />

gama-secretase (via amiloidogênica)<br />

atua nos estágios iniciais do processo<br />

senis são depósitos extracelulares<br />

formando fragmentos peptídicos com<br />

de degeneração neurofibrilar,<br />

esféricos de agregados insolúveis<br />

alto potencial tóxico, pois podem<br />

induzindo mudanças em sua<br />

da proteína beta-amiloide, estando<br />

se agregar, gerando a formação de<br />

agregação (Bakota, 2016). A proteína<br />

localizadas no sistema límbico<br />

placas amiloides insolúveis.<br />

Tau, em indivíduos com doença de<br />

(hipocampo, córtex entorrinal,<br />

Alzheimer, não atua corretamente,<br />

amígdala e em algumas áreas<br />

Em indivíduos com doença de<br />

ela se separa dos microtúbulos e<br />

corticais e subcorticais) (Soria, 2019).<br />

Alzheimer, a A-beta-40 (peptídeo<br />

cria formas desorganizadas que<br />

beta-amiloide de 40 aminoácidos<br />

obstruem os mesmos, porém não<br />

Os agregados neurofibrilares são<br />

de extensão) é desenvolvida<br />

se sabe ainda o que provoca tais<br />

grupos intracitoplasmáticos de<br />

em pequenas quantidades,<br />

processos (Bakota, 2016).<br />

filamentos helicoidais pareados,<br />

enquanto há uma superprodução<br />

compostos pela proteína Tau<br />

de A-beta-42, que é mais tóxica<br />

O substrato neuropatológico da<br />

hiperfosforilada. As placas senis são<br />

devido seu potencial de agregação<br />

doença de Alzheimer é a presença<br />

provenientes de peptídeos beta-<br />

ser superior (Srivastava, 2019).<br />

56 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

57


Autor: Fabiano de Abreu Rodrigues<br />

ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

Uma das funções da GSK3 é a regulação<br />

positiva no processo inflamatório,<br />

sendo importante devido a diversas<br />

doenças terem como característica<br />

comum a inflamação crônica. Como<br />

por exemplo: doenças psiquiátricas<br />

(com foco no transtorno do humor<br />

bipolar), doenças neurodegenerativas<br />

(doença de Alzheimer), diabetes e<br />

câncer (Srivastava, 2019).<br />

A inflamação na parte central do<br />

sistema nervoso é quantificada por<br />

meio da microglia e pelos astrócitos,<br />

assim como, as células que se<br />

infiltram, contribuindo para uma<br />

grande variedade de patologias,<br />

tais como: a esclerose múltipla,<br />

transtornos do humor e doenças<br />

neurodegenerativas, incluindo<br />

doença de Alzheimer. Essa<br />

inflamação periférica é mediada, em<br />

Figura 2 - Mecanismos de ação da GSK3<br />

Fonte: Adaptado de Martins, LM. 2013<br />

parte, por monócitos e macrófagos, e a<br />

GSK3 favorece condições inflamatórias<br />

como colite e artrite. Inflamação local,<br />

como a produção de citosina através<br />

dos adipócitos e pode contribuir<br />

Conclusão<br />

As proteínas Tau, produto de splicing<br />

alternativo (processo pelo qual éxons<br />

de um transcrito primário são clivados<br />

em locais diferentes na molécula<br />

ao desenvolvimento de diabetes de RNA recém-sintetizada) de um<br />

podendo ser influenciada pela GSK3<br />

ativa. A inflamação também pode<br />

contribuir para numerosos tipos de<br />

único gene, são abundantes nos<br />

neurônios do sistema nervoso central<br />

e responsáveis pela estabilidade dos<br />

câncer (Martins, 2013).<br />

microtúbulos (estruturas protéicas<br />

58 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


ARTIGO CIENTÍFICO III<br />

que fazem parte do citoesqueleto e<br />

são formados pela polimerização das<br />

proteínas tubulina e almetralopina).<br />

Quando possuem defeito, não<br />

estabilizam bem os microtúbulos<br />

levando ao aparecimento de estados<br />

de demência.<br />

A presença de Aβ (Beta-amiloide)<br />

leva os neurônios a hiperfosforilar<br />

a proteína Tau de ligação do<br />

microtúbulo e este nível aumentado<br />

redistribui a Tau no interior do<br />

axônio para os dendritos e corpo<br />

celular gerando aglomerados; este<br />

processo vai resultar em disfunção ou<br />

morte neuronal levando a doenças<br />

neurodegenerativas.<br />

As placas, depósitos anormais de<br />

fragmentos de proteína, se agrupam<br />

entre os neurônios que contém<br />

um emaranhado neurofibrilar<br />

formado por filamentos torcidos<br />

de outra proteína. Essas placas<br />

são formadas quando pedaços de<br />

proteínas chamados beta-amiloide<br />

se agrupam, e sendo quimicamente<br />

“pegajosos” se juntando e formando<br />

placas. Os pequenos agrupamentos<br />

bloqueiam a sinalização entre os<br />

neurônios nas sinapses e podem<br />

ativar células do sistema imunológico<br />

causando inflamações e devorando<br />

células deficientes.<br />

A GSK-3 é uma serina-treonina<br />

quinase dirigida por prolina que foi<br />

inicialmente identificada como um<br />

agente fosforilador e inativador do<br />

glicogênio sintase. Duas isoformas,<br />

alfa e beta, mostram um alto grau de<br />

homologia de aminoácidos. GSK-3-<br />

Beta está envolvida no metabolismo<br />

energético, no desenvolvimento de<br />

células neuronais e na formação de<br />

padrões corporais. A GSK-3 tem sido<br />

objeto de pesquisas, uma vez que está<br />

relacionado a uma série de doenças,<br />

incluindo diabetes tipo 2, doença<br />

de Alzheimer, inflamação, câncer e<br />

transtorno bipolar.<br />

Sabendo-se destes efeitos, alguns<br />

estudos encontraram ligação do<br />

mineral lítio, encontrado em grãos,<br />

carne bovina, ovos e verduras, como<br />

efeito neuroprotetor inibindo a<br />

enzima GSK-3-Beta que tem um<br />

papel importante na degeneração<br />

de neurônios. Sugerindo que a<br />

inibição da atividade da GSK-3-Beta<br />

com tratamento crônico com lítio<br />

em neurônios hipocampais obtendo<br />

efeito contrário em neurônios corticais<br />

e sem alterações na proteína Tau.<br />

Confira a referência bibliográfica em:<br />

www.newslab.com.br/referencias-newslab<strong>172</strong><br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

59


GESTÃO LABORATORIAL<br />

LABORATÓRIOS CLÍNICOS: “QUO VADIS”?<br />

Por Humberto Façanha da Costa Filho<br />

As incertezas do mundo atual<br />

e, especialmente o mercado das<br />

análises clínicas, tornam pertinente<br />

a pergunta. Tenho escrito sobre este<br />

tema ao longo dos últimos anos e,<br />

por incrível que pareça, ele se torna<br />

cada vez mais atual. Ao me apropriar<br />

da expressão latina “Quo Vadis”,<br />

quero mostrar usando todo o seu<br />

simbolismo, a importância que os<br />

gestores devem dar ao mercado,<br />

quais são os caminhos que os<br />

laboratórios devem seguir para além<br />

da sobrevivência, buscarem os justos<br />

lucros, aumentando a produtividade,<br />

por conseguinte a competitividade<br />

com a devida redução do risco<br />

de insolvência. Cunhei nos livros<br />

que escrevi, as expressões “1ª e 2ª<br />

Disrupção” para identificar as grandes<br />

transformações ocorridas no mercado<br />

das análises clínicas. Ninguém duvida<br />

que nada é permanente e que<br />

somente os que tiverem capacidade<br />

de se adaptarem mais rapidamente às<br />

mudanças, sobreviverão. Contudo, é<br />

válido ressaltar as mudanças drásticas,<br />

aquelas que ocorrem em um período<br />

menor e que resultam em impactos<br />

mais significativos nos paradigmas<br />

vigentes. Foi o que aconteceu no fim<br />

do século passado (1ª disrupção)<br />

que marcou de forma indelével a<br />

ruptura do equilíbrio entre demanda<br />

e oferta de exames, causando uma<br />

queda geral na precificação dos<br />

exames. As causas fundamentais<br />

foram a produção industrial<br />

de exames e a socialização da<br />

medicina. Já na segunda década do<br />

século 21, temos a 2ª disrupção, onde<br />

os efeitos da primeira permanecem e,<br />

adicionalmente ocorre a 4ª revolução<br />

industrial, tipificada nas análises<br />

clínicas pela massificação dos Testes<br />

Laboratoriais Portáteis (TLP), também<br />

conhecidos como “Testes rápidos”;<br />

novos modelos de negócios (por<br />

exemplo, o Hilab, a telemedicina etc.);<br />

crescente avanços tecnológicos em<br />

dispositivos, equipamentos e serviços<br />

de monitoramento residencial; foco<br />

em telemetria, dispositivos, artefatos,<br />

sensores e outros equipamentos<br />

acoplados aos smartphones e<br />

voltados a personalização dos<br />

serviços de cuidado pessoal; soluções<br />

tecnológicas que irão exigir grande<br />

capacidade para lidar com enorme<br />

volume de dados aliada à velocidade<br />

de processamento, na área da saúde.<br />

Isto deverá proporcionar transformar<br />

rapidamente registros clínicos em<br />

informação para a tomada de decisão<br />

em favor dos pacientes. Sistemas<br />

de Apoio à Decisão - SAD; novos<br />

“entrantes” na área de auxílio ao<br />

diagnóstico médico: equipamentos<br />

que utilizam pequenos volumes de<br />

amostra (uma gota...) para realizar<br />

centenas de exames; laboratórios<br />

portáteis, exames remotos e junto aos<br />

pacientes, dentre outras características<br />

decorrentes, fundamentalmente,<br />

da “miniaturização” ocorrida nos<br />

processadores, na mecatrônica,<br />

na realidade ampliada, na internet<br />

das coisas, etc. Tudo isto, aliado<br />

às consequências da pandemia,<br />

está impactando profundamente o<br />

mercado dos laboratórios clínicos,<br />

criando novas exigências para serem<br />

atendidas: concorrências de novos<br />

entrantes no mercado, farmácias,<br />

clínicas populares e correlatos; a<br />

crescente conscientização da saúde<br />

pessoal deverá modificar o perfil de<br />

sociedade, com novas exigências e<br />

orientações dogmáticas em saúde;<br />

os laboratórios clínicos deverão sair<br />

da sede física para chegar junto aos<br />

pacientes, médicos, fornecedores e<br />

pagadores dos serviços (convênios...),<br />

através da conectividade eletrônica;<br />

deverá haver necessidade crescente<br />

de reduzir o prazo de entrega dos<br />

exames (menor tempo de resposta);<br />

necessidade da união entre os serviços<br />

de diagnósticos por imagem com<br />

os laboratórios clínicos, junções,<br />

fusões, aquisições buscando soluções<br />

ecologicamente corretas; deverá haver<br />

uma contínua pressão descendente<br />

de preços, no entanto, o mercado vai<br />

ser compensado por um aumento<br />

no volume; deverá ocorrer uma<br />

verticalização violenta do mercado<br />

das análises clínicas; incremento das<br />

fusões e aquisições gerando novos<br />

grandes conglomerados, ameaçando<br />

ainda mais os pequenos e médios<br />

62 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


laboratórios. Pois bem, após essas<br />

duas disrupções detalhadas,<br />

resultou um mercado altamente<br />

desfavorável aos pequenos e<br />

médios laboratórios. Estes, para<br />

aumentar a chance de sobreviverem,<br />

deverão ter as características<br />

do que convencionei chamar de<br />

“LABORATÓRIO METAVERSO”.<br />

Adicionalmente, o Brasil e o mundo,<br />

estão entrando numa espiral de<br />

inflação crescente, acompanhada<br />

de uma estagnação do PIB, de uma<br />

forma geral, tornando muito possível<br />

a terrível estagflação (recessão em<br />

conjunto com inflação). Para os<br />

pequenos e médios laboratórios, a<br />

existência de um processo inflacionário<br />

em torno dos dois dígitos, poderá<br />

levar a uma situação de absoluto<br />

descontrole econômico e financeiro,<br />

inclusive, ocasionando uma onda<br />

de falência destas organizações. O<br />

motivo, a razão disto é muito simples,<br />

não obstante, a grave repercussão: as<br />

consequências das duas disrupções<br />

estão presentes, estão em vigência,<br />

portanto, OS PREÇOS DOS<br />

EXAMES CONTINUAM EM PLENA<br />

CONTENÇÃO, contudo, os CUSTOS<br />

FIXOS E VARIÁVEIS estão em<br />

PLENA EXPANSÃO. E, a capacidade<br />

de negociação dos pequenos<br />

e médios laboratórios é pífia<br />

perante o poder dos clientes<br />

institucionais (Governo Federal,<br />

Estadual e Planos de saúde em<br />

geral). A combinação destes fatores,<br />

se o CENÁRIO INFLACIONÁRIO persistir,<br />

fará os laboratórios enfrentarem A<br />

MAIOR CRISE DA HISTÓRIA, uma<br />

vez que, NÃO TÊM CAPACIDADE DE<br />

BARGANHAR com os referidos clientes,<br />

na mesma taxa de crescimento<br />

dos seus custos, sejam fixos ou<br />

variáveis, gerando um descompasso<br />

entre as receitas e os custos, com as<br />

consequências óbvias: redução dos<br />

lucros, prejuízos, endividamento,<br />

empréstimos bancários, inadimplência<br />

com fornecedores etc. Portanto,<br />

REZEM para que a inflação volte para<br />

patamares civilizados! Voltando<br />

a pergunta do título do artigo<br />

“Aonde vais”? Quais são os<br />

caminhos que os laboratórios<br />

devem seguir para além da<br />

sobrevivência, buscarem os<br />

justos lucros, aumentando a<br />

produtividade, por conseguinte<br />

a competitividade com a devida<br />

redução do risco de insolvência?<br />

Esta é a famosa pergunta de um milhão<br />

de dólares, creio que neste caso, vale<br />

até mais do que isto. Pessoalmente<br />

tenho refletido muito sobre este<br />

assunto e, tenho algumas pistas,<br />

algumas ideias que podem ajudar a<br />

minimizar o problema. Solucioná-lo<br />

na totalidade, não creio. Esta (solução)<br />

virá pelo próprio mercado. Esperando<br />

termos contribuído para os negócios<br />

na área das análises clínicas, nos<br />

despedimos até a próxima edição da<br />

revista NewsLab, onde debateremos<br />

as ideias citadas anteriormente e os<br />

laboratórios Metaverso.<br />

Boa sorte e sucesso!<br />

Humberto Façanha<br />

51-99841-5153<br />

humberto@unidosconsultoria.com.br<br />

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*Humberto Façanha da Costa Filho<br />

Professor e engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro<br />

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas<br />

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor<br />

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA),<br />

curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.<br />

www.unidosconsultoria.com.br<br />

63


PUBLIEDITORIAL<br />

EM DESTAQUE<br />

DIGITAL DAY: A QIAGEN APRESENTOU SUA SOLUÇÃO DE PCR DIGITAL<br />

A PESQUISADORES DOS SETORES ACADÊMICO, PRIVADO E INDUSTRIAL, EM SÃO PAULO<br />

Multinacional líder em tecnologia para diagnósticos moleculares reuniu executivos e lideranças do setor para apresentar os benefícios<br />

associados à inovação da técnica de PCR, condição essa que impacta as pesquisas científicas em diversos âmbitos no país.<br />

No último dia 29 de junho, a QIAGEN,<br />

multinacional alemã, líder em tecnologia para<br />

diagnósticos moleculares, promoveu na capital<br />

paulista o Digital Day - a Nova Era da PCR.<br />

Reunindo executivos, pesquisadores e lideranças<br />

da área da saúde, a companhia apresentou sua<br />

solução de PCR digital, o QIAcuity, um sistema<br />

preciso e moderno que promete revolucionar o<br />

ecossistema de pesquisas e estudos relacionados<br />

aos diagnósticos laboratoriais do país.<br />

“Em primeiro lugar, ter a possibilidade de interagir<br />

novamente com nossos clientes e parceiros. Sentir o<br />

mercado e entender melhor as tendências, pontos<br />

de atenção e oportunidades. O Digital Day é um<br />

evento científico que busca compartilhar com nossos<br />

clientes o que há de mais avançado na tecnologia<br />

à serviço das ciências da vida. Seja no âmbito<br />

da pesquisa, clínica ou indústria, as inovações<br />

tecnológicas e digitais são fundamentais para<br />

acelerar os avanços da humanidade, e a QIAGEN<br />

traz no seu DNA a missão de entregar aos seus<br />

Afif Abdel – Diretor Global de Marketing Estratégico na QIAGEN.<br />

clientes soluções eficientes e integradas que buscam<br />

o melhoramento da vida em todos os seus aspectos.<br />

Eventos como esse nos ajudam nessa missão”,<br />

declara Paulo Eduardo Gropp, VP da QIAGEN<br />

na América Latina.<br />

De acordo com a participante do evento, Elisa<br />

Napolitano e Ferreira, pesquisadora do<br />

Grupo Fleury, os eventos científicos são sempre<br />

muito ricos, onde é possível trocar experiências<br />

com colegas da área e ouvir experiências de<br />

especialistas, a fim de manter a atualização<br />

essencial para o dia a dia de trabalho. “O evento foi<br />

uma imersão dentro de uma nova tecnologia para<br />

um novo patamar na biologia molecular. O encontro<br />

foi muito interessante para focar na metodologia,<br />

conhecer outras aplicações e possibilidades, o que<br />

traz muita informação para trabalhar na rotina do<br />

laboratório e pensar no desenvolvimento de novos<br />

testes aos pacientes”, destaca.<br />

Sistema de PCR digital da QIAGEN, QIAcuity<br />

Para Zilton Farias Meira de Vasconcelos,<br />

pesquisador em saúde pública do Instituto<br />

Fernandes Figueira (IFF - Fiocruz – RJ), “como<br />

pesquisador voltado à saúde materno-infantil, posso<br />

dizer que precisamos da tecnologia para melhoria<br />

dessa área no Brasil. Sem dúvida, foi um evento de<br />

grande importância para nós”, aponta.<br />

66 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Outro participante do evento, Mariano Gustavo<br />

Zalis, diretor de pesquisa e desenvolvimento<br />

do OC Precision Medicine, área do Grupo<br />

Oncoclínicas que engloba os laboratórios<br />

de anatomia patológica, genômica e inovação<br />

focados em oncologia, comenta que “estamos<br />

vivendo no mundo da medicina de precisão e nada<br />

mais importante do que ter uma tecnologia de<br />

pesquisa de altíssima precisão como a PCR digital,<br />

em um momento em que precisamos de grande<br />

sensibilidade para diagnósticos, especialmente os<br />

de câncer, para que sejam definidos os melhores<br />

tratamentos. Sem dúvida, é um grande evento<br />

para que todos entendam os benefícios de ter uma<br />

análise melhor em relação ao método. A QIAGEN<br />

está trazendo uma nova tecnologia para que os<br />

laboratórios brasileiros estejam no mesmo nível de<br />

outros países, isso é muito importante”.<br />

Segundo Guilherme Capiraço Campese,<br />

analista químico da MARS, eventos como<br />

o Digital Day contribuem com as iniciativas da<br />

empresa, assim como muitas outras vertentes em<br />

âmbito nacional. “A MARS em si é uma companhia<br />

de tamanho global, então, todos os novos<br />

desenvolvimentos, as novas tecnologias, todos os<br />

novos padrões que estão sendo aplicados têm uma<br />

capilaridade que envolve o globo. Toda criação de<br />

conexões de valor mútuo que fazemos, permitem<br />

que as parcerias mundiais fiquem muito mais fortes<br />

e impulsionem a chegada de muitas coisas novas<br />

para o Brasil”, evidencia.<br />

A revolução da PCR digital<br />

Devido à sua precisão e alto poder tecnológico,<br />

o QIAcuity está disponível para pesquisadores<br />

de diferentes áreas e centros de diagnósticos<br />

laboratoriais. É, por exemplo, uma ferramenta<br />

de rápida resposta aos estudos e investigações<br />

realizados por meio da dosagem de proteína C<br />

reativa (PCR), fundamental para entender estados<br />

inflamatórios de pacientes em quadros de risco de<br />

doença cardiovascular, como infarto e derrame<br />

cerebral, infecções bacterianas, artrite reumatóide,<br />

lúpus, vasculite e até mesmo casos de câncer (em<br />

especial o linfoma), entre outras situações de<br />

inflamação no organismo.<br />

Sistema de PCR digital da QIAGEN, QIAcuity<br />

Integrando três módulos em um único<br />

equipamento, o QIAcuity é baseado em<br />

nanoplacas, o que permite a geração de partições<br />

de maneira uniforme, sem variação de tamanho<br />

ou coalescência, o que aumenta ainda mais a<br />

robustez dos dados, pois mensura, precisamente,<br />

mesmo quantidades mínimas de DNA e RNA em<br />

testes de pesquisa para vírus, por exemplo. Além<br />

disso, o sistema é extremamente rápido quando<br />

comparado aos demais, sendo que da amostra ao<br />

resultado gasta-se aproximadamente duas horas,<br />

enquanto outros sistemas levam em torno de<br />

cinco a seis horas.<br />

Utilizado por institutos de monitoramento de<br />

águas residuais para fins epidemiológicos durante o<br />

período da pandemia, a solução foi essencial para o<br />

controle, acompanhamento e análise das redes de<br />

esgoto, ajudando a prever o aumento do número<br />

de casos da doença, o surgimento de uma nova<br />

cepa até então desconhecida, e ainda, auxiliando<br />

na adoção precoce de medidas preventivas contra a<br />

disseminação do vírus da Covid-19.<br />

“Para nós da QIAGEN, entregar soluções de<br />

qualidade é mais do que um objetivo, é nossa<br />

missão. A eficiência nos fluxos laboratoriais<br />

depende de soluções inovadoras e serviço de<br />

excelência. Nossa paixão é caminhar ao lado de<br />

nossos clientes, garantindo a eles todo o suporte<br />

tecnológico e conhecimento para que resultados<br />

confiáveis amparem suas decisões rotineiras.<br />

Como líderes globais no desenvolvimento de<br />

novas tecnologias, entendemos que somente<br />

seremos bem-sucedidos em nossa missão se<br />

assegurarmos que essa inovação tecnológica<br />

alcance todo e qualquer laboratório do país”,<br />

conclui Carolina Souza, Head de Marketing<br />

para Life Sciences, na QIAGEN.<br />

Sobre a QIAGEN<br />

A QIAGEN é uma multinacional alemã, especialista<br />

em tecnologia para diagnósticos moleculares,<br />

testes aplicados, pesquisa acadêmica e<br />

farmacêutica. Com mais de 5.900 colaboradores<br />

distribuídos em 25 países e parceiros comerciais<br />

em mais de 60 nações, a empresa oferece um<br />

portfólio de mais de 500 produtos entre kits<br />

consumíveis, instrumentos e bioinformática, que<br />

atendem às diversas necessidades globais, desde<br />

pesquisas acadêmicas a aplicações de saúde de<br />

rotina. Para mais informações, acesse:<br />

https://www.qiagen.com/us/<br />

PUBLIEDITORIAL<br />

EM DESTAQUE<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

67


PUBLIEDITORIAL<br />

EM DESTAQUE<br />

EUROIMMUN E IDS ATUANDO JUNTAS<br />

NA AUTOIMUNIDADE<br />

A IDS, empresa do Grupo PerkinElmer acaba de lançar<br />

no mercado brasileiro kits para o diagnóstico de<br />

Doenças Autoimunes, pelo método de CLIA, totalmente<br />

automatizado através do equipamento IDS-iSYS<br />

(Quimioluminescência).<br />

Até o momento, o portfólio de autoimunidade<br />

compreende os seguintes testes:<br />

- ANA Screen: Triagem qualitativa de anticorpos IgG<br />

contra dsDNA, Centrômero B, SS-A/Ro (60 kDa e 52 kDa),<br />

SS-B/La, Sm, U1-snRNP (70 kDa, A and C), Scl-70, e Jo-1<br />

em amostras humanas de soro ou plasma (EDTA).<br />

- ENA Screen: É usado para a triagem qualitativa de<br />

anticorpos IgG direcionados contra SS-A/Ro (60 kDa e 52<br />

kDa), SS-B/La, Sm, U1-snRNP (70 kDa, A e C), Scl-70 e<br />

Antígenos Jo-1 em amostras humanas de soro ou plasma<br />

(EDTA).<br />

- dsDNA IgG: Determinação quantitativa de anticorpos<br />

IgG específicos direto no dsDNA em amostras humanas de<br />

soro ou plasma (EDTA).<br />

- SS-A/Ro: Determinação quantitativa dos anticorpos<br />

IgG específicos dirigidos contra SS-A/Ro em amostras<br />

humanas de soro ou plasma (EDTA).<br />

- SS-A/Ro 52 kDa: Determinação quantitativa dos<br />

anticorpos IgG específicos dirigidos contra a proteína<br />

SS-A/Ro 52 kDa em amostras humanas de soro ou plasma<br />

(EDTA-K3, Heparina-Na ou Citrato de Sódio).<br />

- SSA-A Ro 60 kDa: Determinação quantitativa dos<br />

anticorpos IgG específicos dirigidos contra a proteína<br />

SS-A/Ro 60 kDa em amostras humanas de soro ou plasma<br />

(EDTA-K3, Heparina-Na ou Citrato de Sódio).<br />

- SS-B/La: Determinação quantitativa dos anticorpos<br />

IgG específicos dirigidos contra SS-B/La em amostras<br />

humanas de soro ou plasma (EDTA).<br />

- Sm: Determinação quantitativa dos anticorpos IgG<br />

específicos dirigidos contra os antígenos Sm em amostras<br />

humanas de soro ou plasma (EDTA).<br />

- Scl-70: Determinação quantitativa dos anticorpos<br />

IgG específicos dirigidos contra o antígeno Scl-70 (DNA<br />

topoisomerase I) em amostras humanas de soro ou<br />

plasma (EDTA).<br />

- Jo-1: Determinação quantitativa dos anticorpos IgG<br />

específicos dirigidos contra o antígeno Jo-1 (histidiltRNA<br />

sintetase) em amostras humanas de soro ou plasma<br />

(EDTA).<br />

- U1-snRNP: É utilizado para a determinação quantitativa<br />

dos anticorpos IgG específicos dirigidos contra os<br />

antígenos U1-snRNP em amostras humanas de soro ou<br />

plasma (EDTA).<br />

E vem mais novidades por ai....fique de olho!!<br />

Para mais informações, entrar em contato com<br />

contato@euroimmun.com.br ou info.br@idsplc.com<br />

68 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


MATÉRIA DE CAPA<br />

ENTREVISTA COM O CEO LABTEST,<br />

ALEXANDRE GUIMARÃES<br />

Ao completar um ano na presidência da Labtest, Alexandre Guimarães conta os desafios enfrentados durante a pandemia, explica as manobras<br />

que a empresa fez nesse período pandêmico e revela os planos para um futuro que inclui: expansão da empresa para além do mercado de<br />

diagnóstico laboratorial, abertura para parcerias diversas e muito mais. “Um plano bem arrojado”, resume o CEO da Labtest.<br />

O Sr. assumiu a presidência da Labtest há<br />

um ano. Como foi o desafio de presidir<br />

uma empresa de 50 anos? Qual é a marca<br />

da sua gestão?<br />

Alexandre Guimarães: o desafio maior<br />

de liderar esse processo está associado às<br />

mudanças que estão acontecendo no mercado<br />

de diagnóstico laboratorial. O que a Labtest fez<br />

durante 40 anos, teve que, nos últimos 10 anos,<br />

repensar muita coisa. A pandemia também<br />

contribuiu para essa transformação gigante<br />

do mercado. As relações que o laboratório tem<br />

com o paciente e as que o paciente tem com a<br />

própria saúde mudaram muito! O conceito de<br />

conveniência também ganhou outro patamar!<br />

Tudo isso configurou um novo cenário de<br />

mercado nos últimos 10 anos.<br />

Uma empresa de 50 anos, que já tem seus<br />

processos definidos, que já tem uma certa<br />

estabilidade, também precisa se mexer. Então, o<br />

maior desafio foi trabalhar essa mudança, esses<br />

ajustes internos, para que pudéssemos nos<br />

adaptar às perspectivas externas. Eu diria que<br />

em termos de marca de gestão, um aspecto que<br />

nós enfatizamos muito ao longo desse período,<br />

e continuamos enfatizando, é aumentar a nossa<br />

agilidade, trazendo novas tecnologias através de<br />

parceiros, fornecedores, universidades e startups.<br />

Ou seja, nós decidimos trabalhar com o<br />

conceito de inovação aberta, buscando<br />

colaboração externa para aumentar a<br />

nossa agilidade. Isto vale para tudo: para<br />

desenvolver produtos, para redesenhar e<br />

modernizar processos. Então, acho que esse um<br />

ano à frente da presidência da Labtest foi muito<br />

marcado por esses aspectos. Há muito ainda o<br />

que ser feito, mas essa é a palavra de ordem.<br />

O Sr. assumiu a Labtest em meio à<br />

pandemia. Como foi enfrentar o desafio<br />

de presidir em condições adversas? Qual<br />

o aprendizado?<br />

Alexandre Guimarães: tivemos três pontos<br />

associados à pandemia que são muito fortes: o<br />

primeiro ponto é sobre como nossa Organização<br />

- com 220 colaboradores, funcionários indiretos,<br />

somando-se ainda seus familiares - vem<br />

lidando com a pandemia. Debatemos muito<br />

internamente sob o aspecto humano, com<br />

atenção à saúde física e mental de todos os<br />

envolvidos. Fazemos isso até hoje! Queremos<br />

70<br />

Labtest - www.labtest.com.br<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


saber como as pessoas estão se sentindo no<br />

trabalho, quais são suas expectativas, qual é<br />

o sentimento ligado à retomada do trabalho<br />

presencial em detrimento ao home-office, etc.<br />

Então, quando estabelecemos esse primeiro<br />

aspecto, estamos falando especialmente de<br />

pessoas, de como lidar e cuidar delas.<br />

MATÉRIA DE CAPA<br />

O segundo ponto está associado, de certa<br />

forma, à pergunta anterior, caindo novamente<br />

na necessidade de maior agilidade e na própria<br />

inovação aberta. A pandemia permitiu que nós<br />

experimentássemos este modelo fortemente.<br />

O avanço rápido da doença exigiu que a Labtest<br />

provesse soluções para o diagnóstico da COVID-19<br />

com muito mais agilidade. Esta “corrida” nos<br />

trouxe a oportunidade de aprender a inovar<br />

estreitando as relações com nossos fornecedores,<br />

entidades de pesquisa e startups para incorporar<br />

novas soluções ao nosso portfólio.<br />

O terceiro ponto faz referência ao próprio<br />

crescimento em si. Embora o mercado de<br />

diagnóstico convencional tenha sofrido um<br />

pouco no início da pandemia, a expansão<br />

devido à própria necessidade imposta pela<br />

doença foi imensa! Crescemos 35% nesse<br />

período, de 2020 para 2021. Junto com<br />

este crescimento vem as dores associadas<br />

como: a necessidade de mais pessoas; o<br />

estabelecimento de novos processos; a<br />

gestão da cadeia de suprimentos que<br />

foi muito afetada durante este período;<br />

e a própria estratégia financeira para<br />

suportar este crescimento. Foram muitos<br />

desafios em um curto espaço de tempo.<br />

Quais são os maiores desafios nesse<br />

novo cenário do mercado de saúde,<br />

em especial o mercado de diagnóstico<br />

laboratorial?<br />

Alexandre Guimarães: de fato, todo o setor<br />

de saúde teve uma imensa transformação. Nos<br />

últimos anos então, isso se acelerou: planos de<br />

saúde associados à hospitais, planos de saúde<br />

com outros planos, hospitais com laboratórios,<br />

grandes laboratórios com laboratórios médios,<br />

um nível de concentração muito forte, o que,<br />

evidentemente, impacta enormemente as<br />

estratégias mercadológicas da Labtest. Em<br />

primeiro lugar, nossos principais clientes, que<br />

são os laboratórios de pequeno e médio porte,<br />

vêm vivenciando intensas mudanças, seja<br />

pela própria consolidação, pela atuação dos<br />

laboratórios de apoio ou pela conjuntura de<br />

dificuldades logísticas e de custo.<br />

Temos então um cenário bastante adverso do<br />

ponto de vista de crescimento. Nossa estratégia<br />

para sobrepor estes desafios vem sendo a<br />

de criar soluções que possam proporcionar<br />

maior competitividade para estes laboratórios.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

Labtest - www.labtest.com.br<br />

71


MATÉRIA DE CAPA<br />

Isto exige muita criatividade, e flexibilidade.<br />

São questões que estamos trabalhando<br />

internamente. As soluções point of care, que<br />

ampliam a atuação do laboratório como<br />

prestador de serviço para clínicas, hospitais e até<br />

farmácias, é um exemplo destas estratégias.<br />

Se o paciente não está mais na recepção do<br />

laboratório, seja pela doença, pela conveniência<br />

ou outro motivo, pensamos em como a Labtest<br />

pode ajudar este laboratório a encontrar novos<br />

caminhos e buscar soluções para o atendimento.<br />

A questão é: qual o modelo de negócio e<br />

qual a forma ideal para continuar a atender<br />

esse paciente? Hoje, por exemplo, temos<br />

laboratórios, clientes nossos, que fazem um<br />

trabalho de diagnóstico associado à clínica,<br />

hospital e à farmácia. Então, esse laboratório<br />

não está perdendo cliente. A Labtest se tornou<br />

uma aliada para que este laboratório atenda<br />

seus pacientes, seja onde estiverem. A nossa<br />

estratégia é muito clara: a Labtest está<br />

auxiliando os laboratórios a entrar<br />

nesse novo mercado de saúde de forma<br />

competitiva e de forma a cativar o cliente.<br />

Como o Sr. está preparando a Labtest<br />

para os próximos anos sob sua gestão?<br />

Alexandre Guimarães: eu acho que o<br />

aspecto que abordei anteriormente, de<br />

agilidade baseada em inovação aberta, é o<br />

principal fato. Precisamos manter esse foco e<br />

construir, paulatinamente, modelos de negócios<br />

baseados em ecossistemas, onde empresas<br />

de diferentes portes, fornecedores, clientes,<br />

distribuidores, entidades de classe, instituições<br />

de ensino, governo e até concorrentes possam<br />

ajudar a criar valor no mercado de diagnóstico.<br />

Acreditamos que a Labtest será bem-sucedida<br />

se ela puder contribuir ou até mesmo orquestrar<br />

parte destes ecossistemas. Sozinhos temos<br />

nossas limitações, mas a união de forças de<br />

diversos stakeholders, dentro de um ecossistema<br />

de negócios funcional, é o que garantirá bons<br />

resultados nas próximas décadas.<br />

De forma concreta, trabalhamos na formação<br />

de pessoas preparando-as para um cenário<br />

competitivo e adverso, cuidamos do ambiente<br />

de trabalho para mantermos nossa atratividade<br />

e reter esses talentos, seguimos com nossos<br />

processos de educação continuada e,<br />

sobretudo, estamos cada vez mais ampliando<br />

nosso escopo de atuação.<br />

A Labtest vai se reposicionar no mercado?<br />

Pretende conquistar novos nichos de<br />

mercado, novas linhas de produto, novos<br />

mercados, novos produtos focados em<br />

Saúde?<br />

Alexandre Guimarães: estamos trabalhando<br />

para ampliar nossa atuação não só na linha de<br />

diagnóstico, mas também buscando parcerias<br />

para atuar no mercado de saúde como um todo.<br />

A grande movimentação do setor traz desafios<br />

e oportunidades para esta ampliação de escopo<br />

fora do diagnóstico in vitro.<br />

Este reposicionamento envolve não só reagentes<br />

e equipamentos, mas também outras soluções<br />

que possam agregar valor para o cliente. Este<br />

trabalho passa então pela ampliação de linhas<br />

de produto em relação ao porte dos laboratórios,<br />

por novos canais de distribuição e, até mesmo,<br />

por novos modelos de negócios.<br />

Qual a novidade para os próximos 50<br />

anos, teria como dar uma pista?<br />

Alexandre Guimarães: estamos planejando<br />

investimentos significativos tanto na indústria,<br />

no desenvolvimento de novos produtos,<br />

como na oferta de novas soluções para novos<br />

mercados. A demandas regulatórias e o alto<br />

padrão de qualidade e competitividade do<br />

mercado requer investimentos constantes da<br />

nossa parte. A maior dica que poderia dar é<br />

que nossa previsão de investimento para<br />

os próximos 5 anos é comparável ao<br />

volume investido nos últimos 50 anos.<br />

É um plano bem arrojado!<br />

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Informações: 0800 031 3411<br />

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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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FATO RELEVANTE<br />

UNIÃO DOS GRUPOS<br />

FLEURY E PARDINI ELEVA AS EMPRESAS<br />

A OUTRO PATAMAR DE RELEVÂNCIA NO<br />

MERCADO BRASILEIRO<br />

Os Grupos Fleury e Pardini, anunciaram<br />

recentemente a combinação de<br />

negócios das duas companhias,<br />

criando uma das maiores empresas de<br />

saúde do País em uma operação que<br />

se destaca pela complementaridade<br />

de negócios, serviços e atuação<br />

geográfica. As duas companhias<br />

juntas, somam 487 unidades de<br />

atendimento em 13 dos principais<br />

polos econômicos do País e 6,6 mil<br />

clientes lab-to-lab distribuídos por<br />

grande parte do território nacional.<br />

A Receita Bruta combinada das duas<br />

companhias, considerando o exercício<br />

de 2021, atinge R$ 6,4 bilhões.<br />

Consideradas empresas de referência<br />

em medicina diagnóstica, Grupo<br />

Fleury e Grupo Pardini processam<br />

248 milhões de exames anualmente<br />

por meio de 39 marcas, presentes<br />

nos mercados de São Paulo, Minas<br />

Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo,<br />

Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás,<br />

Bahia, Pernambuco, Rio Grande do<br />

Norte, Pará, Maranhão, além do<br />

Distrito Federal. A presença nesses<br />

polos econômicos vem acompanhada<br />

de credenciamento com operadoras<br />

de saúde nos segmentos premium,<br />

intermediário e básico, trazendo<br />

grande diversificação de oferta e<br />

mercados atendidos. O grupo de<br />

profissionais totalizará 20,8 mil<br />

colaboradores e aproximadamente<br />

4,3 mil médicos.<br />

As Companhias estimam que a<br />

combinação dos negócios de Fleury e<br />

de Pardini gere um incremento anual<br />

de EBITDA da companhia combinada<br />

entre R$160 milhões e R$190 milhões.<br />

Assessoria de imprensa Grupo Fleury<br />

Marilia Paiotti (11) 99617-2133<br />

Assessoria de Imprensa Grupo Pardini<br />

Aline Rosa - (31) 98892-3987 aline@arvore.cc<br />

74 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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NEUROCIENCIA EM FOCO<br />

ESTUDO DEFENDE QUE ESCLEROSE MÚLTIPLA<br />

É UMA COMPLICAÇÃO RARA DE INFECÇÃO POR VÍRUS<br />

Por Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues<br />

O vírus Epstein-Barr (EBV) está<br />

na origem de algumas doenças.<br />

Segundo um estudo desenvolvido<br />

pela pesquisadora Sênior do<br />

grupo de Neuroepidemiologia<br />

do Departamento de Nutrição,<br />

da Escola de Saúde Pública T.H.<br />

Chan da Universidade de Harvard, Dra.<br />

Kassandra Munger, entre essas doenças<br />

está a Esclerose Múltipla (EM).<br />

Para tentar fazer uma ligação entre<br />

o vírus EBV e a EM, a pesquisadora<br />

desenvolveu um estudo entre os<br />

militares da ativa dos Estados<br />

Unidos. O repositório sérico do<br />

Departamento de Defesa armazena<br />

amostras séricas, com mais de 62<br />

milhões de amostras de mais<br />

de 10 milhões de militares. A<br />

maioria deles com várias amostras<br />

coletadas durante a carreira.<br />

A EM é uma doença clinicamente<br />

desqualificada entre os militares.<br />

A avaliação positiva, feita pelas<br />

agências de incapacidade física,<br />

acarreta no afastamento do serviço.<br />

A pesquisa se baseou na revisão dos<br />

prontuários dos profissionais com<br />

EM para confirmar o diagnóstico.<br />

O estudo foi desenhado como<br />

um caso controle aninhado<br />

prospectivo. Foi identificada no<br />

prontuário a data de início dos<br />

sintomas, a distribuição etária<br />

dos militares da ativa no estudo.<br />

A primeira amostra de sangue foi<br />

coletada por cerca dos 18 anos,<br />

já o início da esclerose múltipla<br />

ocorreu por volta dos 28 anos de<br />

idade. Nesse grupo foi identificada<br />

um coorte EBV-negativo.<br />

Nesse coorte negativo para<br />

o vírus, foram dosados anticorpos<br />

nas primeiras amostras<br />

disponibilizadas. Os militares<br />

ainda tiveram amostras de sangue<br />

testadas novamente usando<br />

o ensaio de Western Blotting.<br />

Nesses profissionais avaliados no<br />

estudo, 35 casos deram negativo<br />

no período basal e 107 eram EBVnegativo<br />

no período basal. Aqueles<br />

que não desenvolveram EM, mas<br />

tiveram infecção primária por EBV, a<br />

taxa de infecção foi mais baixa do que<br />

naqueles que desenvolveram a doença.<br />

Na terceira mostra, cerca de 60% dos<br />

controles havia soroconvertido, em<br />

comparação a cerca de 100% dos<br />

casos de EM. Nessa fase foi usado<br />

um vírus controle ou citomegalovírus<br />

(CMV), que é semelhante pela<br />

propagação. Foi observado a<br />

soroconversão entre os negativos na<br />

linha de base para CMV.<br />

A taxa de soroconversão foi similar<br />

em ambos os grupos e os casos<br />

CMV-negativos com ou sem EM<br />

tiveram a taxa de soroconversão<br />

igual infecção primária por<br />

EBV ligada a um risco 32 vezes<br />

maior de EM, em comparação<br />

àqueles que permaneceram com<br />

EBV-negativos. Também não foi<br />

observado aumento similar nos<br />

soroconvertido para CMV.<br />

Há uma possível associação reversa<br />

entre infecção do CMV e o risco de<br />

EM, mas isso exige mais pesquisas.<br />

Devemos considerar outros motivos<br />

para um risco 32 vezes maior de<br />

esclerose múltipla. Uma explicação<br />

são fatores de confusão, pois não<br />

há outro motivo que possa explicar<br />

esse risco elevado de associação<br />

entre EBV e EM. Outros riscos são<br />

genética, nutrição, vitamina D,<br />

obesidade, tabagismo. E se entre<br />

esses últimos motivos há uma<br />

associação de risco relativo com a<br />

doença, está entre 1,5 e 3, o que<br />

não explica um risco 32 vezes maior.<br />

76 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


E mesmo o fator de confusão,<br />

precisaria de um aumento 60 vezes<br />

maior entre a infecção primária por<br />

EBV e EM. Nenhum fator atende a<br />

essa exigência.<br />

Outra consideração é a causalidade<br />

reversa. A esclerose múltipla aumenta<br />

o risco de ser infectado com EBV?<br />

Há uma desregulação imunológica<br />

geral na esclerose múltipla? Foi<br />

medido o nível sérico da proteína<br />

neurofilamento de cadeia leve (NfL),<br />

que é um biomarcador não-específico<br />

de dano neuro-axonal.<br />

Foram analisadas respostas de<br />

anticorpos no soro contra o vírus<br />

do viroma humano, usando a<br />

tecnologia VirScan, onde foram<br />

medidos anticorpos humanos<br />

contra 110.000 peptídeos de 200<br />

vírus, sendo possível ver a infecção<br />

por EBV antes do aumento na NfL,<br />

visto na esclerose. Os níveis de NfL<br />

não são diferentes nas amostras<br />

séricas e EBV-negativas.<br />

Já nos níveis de NfL medidos no<br />

mesmo momento ou na mesma<br />

amostra, mostra a positividade para<br />

EBV. Nas amostras EBV-positivas os<br />

níveis de NfL não são diferentes. Nos<br />

níveis de NfL após infecção por EBV<br />

são bem mais altos naqueles com<br />

esclerose múltipla.<br />

A variação de NfL interpessoal ao<br />

longo do tempo de algumas pessoas<br />

que desenvolveram esclerose<br />

múltipla tiveram uma amostra<br />

coletada após a soroconversão para<br />

EBV, demonstrando um aumento de<br />

60% na NfL. Os níveis de NfL não<br />

mudaram nos controles, nem antes,<br />

durante ou após a infecção por EBV.<br />

Amostra pré e pós-início para casos<br />

e controles foram comparadas.<br />

A resposta dos anticorpos foi<br />

mais alta nos casos do que nos<br />

controles. Esse é o caso para ambas<br />

as amostras pré e pós-início da<br />

EM. Com outros peptídeos não há<br />

diferença na resposta imune.<br />

Isso sugere algo sobre a resposta<br />

imunológica da doença, ou seja,<br />

a resposta imune em pessoas com<br />

EM é específica para EBV. O número<br />

de perfídio do EBV é mais alto em<br />

casos x controle. O EBV se sobressai<br />

entre todos os vírus testados.<br />

Em conclusão, a EM é uma<br />

complicação rara da infecção por EBV.<br />

Nenhum outro fator de risco explica a<br />

associação entre EM e EBV. A maioria<br />

dos casos seria evitado com vacina<br />

adequada contra o vírus. O risco de<br />

EM tem aumentado por um número<br />

de fatores, como tabagismo, nutrição,<br />

vitamina D e obesidade infantil.<br />

Não há vacina para EBV. Mudanças<br />

comportamentais nesses três<br />

fatores evitaria 60% dos casos.<br />

A infecção por EBV precede o<br />

início subclínica da EM. Há uma<br />

resposta imune em amostras préclínicas<br />

que é direcionada ao EBV.<br />

Precisamos pesquisar a vacina e<br />

terapias anti-EBV em pessoas com<br />

esclerose múltipla.<br />

NEUROCIENCIA EM FOCO<br />

Autor:<br />

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues<br />

Sobre o Dr. Fabiano de Abreu<br />

www.deabreu.pt - www.pressmf.global - Instagram @fabianodeabreuoficial<br />

PhD, neurocientista, mestre em psicanálise, biólogo, historiador, antropólogo, com formações também em neuropsicologia, neurolinguística, inteligência artificial, neurociência aplicada à<br />

aprendizagem, filosofia, jornalismo, programação em python e formação profissional em nutrição clínica - Diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de<br />

Ciências e Tecnologia da Logos University International, Professor e investigador na Universidad Santander de México; Membro da SFN - Society for Neuroscience, Membro ativo Redilat.<br />

Confira a referência bibliográfica em:<br />

www.newslab.com.br/referencias-newslab<strong>172</strong><br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

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MEDICINA GENÔMICA<br />

SEQUENCIAMENTO DE TERCEIRA GERAÇÃO:<br />

READS ULTRALONGOS<br />

Você já conhece a tecnologia de ponta quando o assunto é sequenciamento genético? Entenda sobre o<br />

Sequenciamento de Terceira Geração.<br />

Por João Bernardeli<br />

A invenção de tecnologias de<br />

sequenciamento genético permitiu<br />

que cientistas pudessem vislumbrar<br />

a sucessão de bases nitrogenadas<br />

presentes nos seres vivos, tirar<br />

conclusões a partir disso e dar passos<br />

adiante no entendimento da vida.<br />

O Sequenciamento de Nova Geração<br />

permitiu que os avanços e descobertas<br />

na área de genômica evoluíssem<br />

ainda mais rapidamente. Neste artigo<br />

discutiremos sobre como os métodos<br />

de sequenciamento evoluíram<br />

até o atual Sequenciamento de<br />

Terceira geração (sequenciamento<br />

de molécula única) e quais são<br />

as perspectivas para o futuro do<br />

sequenciamento genético.<br />

A evolução do sequenciamento<br />

O pontapé inicial no sequenciamento<br />

genético foi dado por Maxam e<br />

Gilbert na década de 70. Apesar<br />

disso, Frederick Sanger foi quem<br />

teve a brilhante ideia de fragmentar<br />

um DNA de interesse em todos os<br />

comprimentos possíveis e analisálo<br />

com o auxílio da eletroforese.<br />

Esse método ficou conhecido como<br />

Sequenciamento Sanger e ele<br />

constitui a maior parte do chamado<br />

Sequenciamento de Primeira Geração.<br />

Em seguida, com o advento da PCR e<br />

do emprego de lasers na pesquisa, bem<br />

como de computadores com maior<br />

capacidade de processamento, surgiram<br />

as técnicas de Sequenciamento de<br />

Segunda Geração (ou SGS – Second<br />

Generation Sequencing).<br />

Essas novas técnicas, embora<br />

possuam métodos variados, são<br />

caracterizadas pelo sequenciamento<br />

paralelo em massa automatizado,<br />

capaz de processar milhões ou até<br />

bilhões de fragmentos curtos de DNA<br />

por uma fração do tempo e dos custos<br />

dos métodos anteriores.<br />

Nos tempos atuais, a tecnologia na<br />

área da genômica está dando mais<br />

um grande passo ao dar origem ao<br />

Sequenciamento de Terceira Geração<br />

(TGS – Third Generation Sequencing),<br />

sendo vista por alguns pesquisadores<br />

como um verdadeiro renascimento<br />

dos métodos de sequenciamento<br />

genético de alta qualidade. Vejamos<br />

a seguir suas principais características.<br />

O Sequenciamento de Terceira<br />

Geração ou Sequenciamento de<br />

Leituras Longas<br />

A principal característica dessa classe<br />

de sequenciamento é sua capacidade<br />

de utilizar fragmentos longos de<br />

DNA, num processo chamado de<br />

80 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


sequenciamento de molécula única<br />

(Single Molecule Sequencing – SMS).<br />

Enquanto o Sequenciamento de<br />

não são mais necessárias grandes<br />

quantidades de amostra, viabilizando<br />

tanto a análise de materiais de<br />

de Molécula Única em Tempo Real”<br />

(SMRT), capaz de identificar os<br />

nucleotídeos investigados no exato<br />

MEDICINA GENÔMICA<br />

Segunda Geração utiliza fragmentos<br />

difícil obtenção como também a<br />

momento em que são adicionados<br />

de DNA com tamanhos equivalentes a<br />

diminuição do erro causado pelo viés<br />

pela DNA-polimerase.<br />

algumas centenas de pares de bases,<br />

de amplificação.<br />

no SMS é possível fazer a leitura e<br />

O mecanismo de SMRT faz uso de<br />

análise de fragmentos de dezenas de<br />

Principais Plataformas de<br />

dNTPs marcados com fluoróforos.<br />

milhares destas.<br />

Sequenciamento de Terceira<br />

Na medida em que esses dNTPs são<br />

Geração<br />

incorporados à uma nova fita de<br />

Além disso, uma segunda particularidade<br />

DNA circular, um laser incide sobre<br />

do Sequenciamento de Terceira Geração<br />

Pacific Biosciences<br />

os marcadores, fazendo com que um<br />

é a eliminação da etapa de amplificação<br />

O primeiro equipamento de<br />

sinal fluorescente seja emitido.<br />

do material de interesse através da PCR,<br />

Sequenciamento de Terceira Geração<br />

diminuindo custos e também o tempo<br />

disponível no mercado foi o chamado<br />

Esse sinal é captado em tempo real<br />

de preparação da amostra.<br />

‘Sequel’, apresentado pela Pacific<br />

por um detector óptico que mede<br />

Biosciences ainda em 2010.<br />

sua intensidade e tempo, de tal modo<br />

Seja pela utilização de nucleotídeos<br />

que seus valores sejam traduzidos<br />

marcados e sua análise em tempo<br />

Este sequenciador utiliza uma<br />

em sequências específicas de bases<br />

real ou pelo emprego de nanoporos,<br />

tecnologia intitulada “Sequenciamento<br />

nitrogenadas.<br />

Representação esquemática da excitação de fluoróforos acoplados aos dNTPs e da emissão de<br />

sinais a serem captados. Fonte: Rhoads, 2015.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

81


MEDICINA GENÔMICA<br />

Representação esquemática da passagem de um ssDNA por um nanoporo capaz de detectar variações em sua<br />

corrente elétrica. Fonte: Wikimedia Commons, 2020.<br />

Quais são as principais<br />

características do sequenciador<br />

Pacific Biosciences?<br />

• Detectar bases modificadas, uma<br />

vez que o sinal detectado é uma<br />

função dependente do tempo de<br />

incorporação de dNTPs.<br />

• A possibilidade de leitura de fragmentos<br />

de até 50.000 pares de bases garante<br />

a montagem e sobreposição desses<br />

fragmentos com maior precisão.<br />

• Maior resolução de regiões<br />

repetitivas e de variantes estruturais.<br />

MinION: Oxford Nanopore<br />

Technologies<br />

Em 2014, um segundo sequenciador<br />

foi introduzido no mercado pela<br />

Oxford Nanopore Technologies. O<br />

sequenciador MinION, que possui o<br />

tamanho de um pendrive, faz uso<br />

de um nanoporo presente em uma<br />

membrana para realizar leituras.<br />

Seu mecanismo de funcionamento<br />

consiste em submergir a membrana<br />

em uma solução iônica e aplicar um<br />

potencial capaz de gerar uma corrente<br />

elétrica conhecida sobre o nanoporo.<br />

Em seguida, uma DNA-helicase ‘abre’<br />

a fita de DNA, tornando-a apta para<br />

atravessar o poro.<br />

Por fim, a passagem de cada um dos<br />

quatro tipos de nucleotídeos pelo<br />

poro gera variações características da<br />

corrente, que podem ser registradas<br />

por um detector semicondutor<br />

adequado e traduzidas em termos de<br />

bases nitrogenadas.<br />

82 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


MEDICINA GENÔMICA<br />

Quais são os principais benefícios<br />

do sequenciador MinION?<br />

• Sua portabilidade dispensa a<br />

necessidade de um setup laboratorial<br />

complexo, podendo ser utilizado no<br />

trabalho de campo apenas com o<br />

auxílio de um laptop.<br />

• Velocidade: existem hoje ensaios<br />

baseados nessa plataforma que<br />

permitem a identificação de<br />

oncogenes em apenas cinco minutos.<br />

Diferenças entre os sequenciadores de primeira, segunda e terceira geração<br />

• A leitura de fragmentos grandes<br />

permite uma excelente abordagem<br />

para o sequenciamento de genomas<br />

que não possuem outro como<br />

referência (de novo assembly).<br />

É importante notar que novos<br />

sequenciadores estão em constante<br />

desenvolvimento, buscando aumentar<br />

suas capacidades de leitura, bem<br />

como diminuir taxas de erro e custo.<br />

Desse modo, tanto a Pacific Biosciences<br />

quanto a Oxford Nanopore Technologies<br />

já possuem novos sequenciadores de<br />

terceira geração, como o Sequel II e o<br />

PromethION, respectivamente.<br />

Qual a diferença entre<br />

sequenciamentos de primeira,<br />

segunda e terceira geração?<br />

Como citado anteriormente, a<br />

principal diferença das tecnologias de<br />

sequenciamento de terceira geração é<br />

sua capacidade de leitura de milhares<br />

de pares de bases por corrida. Mas,<br />

além dessa, quais são as outras<br />

características que as distinguem de<br />

suas antecessoras?<br />

Observemos a tabela a seguir, que<br />

considera diferentes equipamentos<br />

de diferentes épocas:<br />

Quais as vantagens e<br />

desvantagens da utilização do<br />

Sequenciamento de Terceira<br />

Geração?<br />

Uma das vantagens mais evidentes ao<br />

se utilizar um TGS é que suas leituras<br />

ultra longas permitem montagens de<br />

sequências com uma facilidade sem<br />

precedentes quando comparada com<br />

as tecnologias anteriores.<br />

Aliado a isso, sequenciadores de<br />

terceira geração possuem menor<br />

viés gerado pelo conteúdo GC, o que<br />

viabiliza leituras genômicas mais<br />

84 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


uniformes, inclusive de regiões onde o<br />

Sequenciamento de Segunda Geração<br />

apresenta problemas para resolver.<br />

Estas novas tecnologias também<br />

permitiram novas análises em<br />

genomas diplóides, como a partir de<br />

haplótipos nos quais a contribuição<br />

materna e paterna para uma mesma<br />

região homóloga é diferente.<br />

De maneira ainda mais específica,<br />

o Sequenciamento de Terceira<br />

Geração permite um entendimento<br />

mais amplo em torno de haplótipos<br />

colapsados ou que possuem uma<br />

mistura paterna/materna, impedindo<br />

resultados que apontam quimerismo<br />

genético onde não há.<br />

Sendo assim, essas técnicas têm grande<br />

relevância não somente para a pesquisa<br />

mas também para a prática clínica.<br />

Ao se utilizar apenas uma molécula<br />

de DNA para o sequenciamento<br />

também se utiliza apenas uma<br />

DNA-helicase (ou apenas uma<br />

Por outro lado, o maior problema<br />

a ser superado pelas técnicas de<br />

DNA-polimerase). Isso se constitui<br />

num desafio pelo fato de que<br />

sequenciamento de terceira geração enzimas possuem limitações<br />

envolve sua grande taxa de erro<br />

de identificação de bases, que está<br />

termodinâmicas que, quando não<br />

respeitadas, tendem a resultar em<br />

relacionado com seus próprios desnaturação e, consequentemente,<br />

fundamentos técnicos.<br />

em erros de identificação.<br />

Representação esquemática das cinco variações estruturais sujeitas à detecção por TGS.<br />

MEDICINA GENÔMICA<br />

Isso abre caminhos para a detecção<br />

acurada de Variações Estruturais (SV –<br />

Structural Variations), hoje reconhecidas<br />

como tendo um papel biológico muito<br />

importante na diferenciação genética<br />

dos seres, juntamente com os SNPs.<br />

Essas detecções podem ser realizadas,<br />

atualmente, para cinco variações<br />

estruturais: inserções, deleções,<br />

duplicações, translocações e inversões.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

85


MEDICINA GENÔMICA<br />

Por fim, um segundo problema<br />

apresentado pelo Sequenciamento de<br />

Terceira Geração reside no campo da<br />

absoluta aos seus antecessores. Se é<br />

verdade que eles possuem grandes<br />

vantagens para algumas aplicações,<br />

objetivo realizar sequenciamentos<br />

em amostras biológicas intactas,<br />

dando grande espaço para a<br />

bioinformática. Uma vez que os sinais<br />

também é verdade que possuem<br />

pesquisa em genética com foco no<br />

a serem captados/armazenados são<br />

desvantagens para outras, em que o<br />

desenvolvimento embrionário.<br />

emitidos em alta velocidade, um grande<br />

Sequenciamento Sanger e o SGS se<br />

poder computacional se faz necessário<br />

saem melhor.<br />

Não sabemos, ainda, quais serão os<br />

para o processamento de dados.<br />

próximos passos das tecnologias de<br />

Por isso, é digno de nota que o<br />

sequenciamento, porém sabemos<br />

Dessa maneira, utilizar técnicas desse<br />

sequenciamento de terceira geração<br />

suas implicações: ainda mais<br />

tipo requer hardwares potentes, bem<br />

ainda está sob desenvolvimento<br />

conhecimento sobre os vários campos<br />

como softwares de sequenciamento<br />

e ainda tem bastante espaço para<br />

da genética humana e também da<br />

otimizados/desenvolvidos para essa<br />

melhora e, por isso, possivelmente não<br />

oncologia.<br />

finalidade.<br />

deixará tão cedo de ser a tecnologia de<br />

ponta em sequenciamento genético.<br />

O mapeamento mais adequado de<br />

O futuro do sequenciamento<br />

doenças genéticas, diagnósticos<br />

genético<br />

Apesar disso, já existem<br />

para essas doenças, mais programas<br />

As maneiras com que os cientistas<br />

candidatos para integrar a classe<br />

de medicina personalizada e avanços<br />

descobrem e analisam as sequências<br />

de sequenciadores de quarta<br />

no entendimento e tratamento<br />

de nucleotídeos presentes em genes<br />

geração, como, por exemplo, o<br />

do câncer são apenas alguns<br />

ou genomas inteiros mudaram<br />

sequenciamento genômico in-situ<br />

exemplos entre os tantos possíveis<br />

radicalmente ao longo do tempo,<br />

desenvolvido pelo MIT. Essa técnica<br />

com a evolução das técnicas de<br />

concedendo aos seres humanos uma<br />

de sequenciamento tem como<br />

sequenciamento genético.<br />

compreensão cada vez mais adequada<br />

sobre a vida e sobre como lidar com<br />

FONTE:<br />

questões de saúde que a rodeiam.<br />

Embora os sequenciadores de terceira<br />

geração tenham possibilitado aos<br />

cientistas que enxerguem mais<br />

longe, eles não são uma alternativa<br />

Varsomics<br />

União de soluções tecnológicas para a prática da medicina de precisão. Nossa missão é ser referência de excelência<br />

no desenvolvimento de soluções de bioinformática e prestação de serviços aplicados na área de diagnóstico clínico<br />

e de pesquisas acadêmicas, para auxiliar a comunidade científica a difundir cada vez mais o conhecimento.<br />

Confira a referência bibliográfica em:<br />

www.newslab.com.br/referencias-newslab<strong>172</strong><br />

86 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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DIREITO E SAÚDE<br />

O DIREITO DO CONSUMIDOR<br />

E O LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS<br />

Por Délio J. Ciriaco de Oliveira<br />

Prezado(a) Leitor(a), seja bem vindo(a) a esta análise jurídica!<br />

Atendimento ao público, realização<br />

de exames, fase pré analítica, fase<br />

analítica, pós exame, suporte e<br />

esclarecimentos, entre outros. Tudo<br />

isso está inserido no contesto do<br />

laboratório de análises clínicas, faz<br />

parte do dia a dia, esta no do DNA<br />

da unidade laboratorial e não é<br />

novidade nenhuma para você caro<br />

leitor, afinal é a sua expertise diuturna<br />

de trabalho. Mas ainda hoje, existem<br />

inúmeros questionamentos acerca da<br />

aplicabilidade do Código de Defesa<br />

do Consumidor, o qual o chamaremos<br />

pela sua abreviação de agora em<br />

diante, qual seja “CDC”, dúvidas das<br />

mais diversas, como exemplo dentre<br />

as recebemos a título de consulta<br />

em nosso escritório selecionamos<br />

algumas:<br />

a) Aplica-se o CDC ao paciente<br />

que realiza um exame, o qual meu<br />

laboratório terceirizo para o laboratório<br />

de apoio?<br />

b) O CDC se aplica em caso de alguma<br />

omissão da informação do paciente<br />

ou não cumprimento do protocolo<br />

correto para o exame?<br />

c) O paciente é menor de idade, aplica<br />

o CDC também?<br />

d) Não ocorreu falha alguma do<br />

meu laboratório, porém, meu serviço<br />

de “vallet”, abalroou o veículo do<br />

paciente, aplica o CDC?<br />

e) Meu laboratório fica dentro de uma<br />

unidade hospital, ele (laboratório)<br />

responde mesmo assim perante o<br />

paciente? Aplica-se o CDC neste caso?<br />

Esses e outros questionamentos são<br />

extremamente comuns e fazem parte<br />

muitas vezes do rol de dúvidas do gestor<br />

laboratorial e de sua equipe. Sendo assim,<br />

vamos entender um pouco melhor a<br />

dinâmica do entorno da relação jurídica<br />

Paciente X Laboratório.<br />

Aos olhos da área da saúde, a utilização<br />

da nomenclatura “PACIENTE” do<br />

laboratório é habitualmente utilizada,<br />

já aos olhos do Direito, utilizamos a<br />

nomenclatura CLIENTE.<br />

Pois bem, mas o dito “cliente”, o que<br />

seria na verdade?<br />

O Código de Defesa do Consumidor<br />

(CDC), é a Lei Federal 8078 de 1990,<br />

que caput de seus artigos 2º e 3º<br />

nos trás o conceito legal de quem<br />

é o CONSUMIDOR E quem é o<br />

FORNECEDOR DE SERVIÇOS, vejamos:<br />

Art. 2° Consumidor é toda<br />

pessoa física ou jurídica que<br />

adquire ou utiliza produto ou serviço<br />

como destinatário final.<br />

Art. 3° Fornecedor é toda pessoa<br />

física ou jurídica, pública ou<br />

privada, nacional ou estrangeira, bem<br />

como os entes despersonalizados, que<br />

desenvolvem atividade de produção,<br />

montagem, criação, construção,<br />

transformação, importação, exportação,<br />

distribuição ou comercialização de<br />

produtos ou prestação de serviços.<br />

Definidos os conceitos de consumidor<br />

e de prestador de serviços esculpidos<br />

na própria Lei, a conclusão lógica é que<br />

o seu (isso mesmo, a sua empresa)<br />

Laboratório de Análises Clínicas presta<br />

um serviço (consubstanciado na coleta<br />

de exames, orientação, e liberação de<br />

laudos), logo, sujeita-se a total<br />

aplicabilidade do CDC em relação<br />

ao seu Paciente (que é um<br />

CONSUMIDOR dos seus serviços).<br />

Nesse diapasão, todo e qualquer<br />

paciente (consumidor na verdade),<br />

desde o início da relação de prestação de<br />

serviços fornecida por seu Laboratório,<br />

sujeitam-se as partes (empresa e<br />

cliente) aos ditames do CDC.<br />

88 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


O paciente do Laboratório, consome<br />

de fato o produto final que você<br />

tem a oferecer ao mesmo, o<br />

laudo, o resultado final de um exame.<br />

Seja ainda a amostra biológica coletada<br />

em sua sede, na sede terceirizada,<br />

na coleta domiciliar, não importa a<br />

origem, fato é, se o seu laboratório<br />

prestou um serviço ao paciente.<br />

Neste sentido, ainda que você trabalhe<br />

com todos, ou somente com alguns<br />

exames terceirizados e os envie ao<br />

Laboratório de apoio, sendo ainda<br />

o paciente um “menor de idade”,<br />

ou ainda, se o seu posto de coleta<br />

laboratorial esteja dentro de uma<br />

unidade hospitalar, em todas essas<br />

hipóteses seu laboratório responde<br />

por eventual falha nessa prestação de<br />

serviços (artigo 14 do CDC), aplicandose<br />

o CDC na relação jurídica.<br />

Na hipótese do “serviço de vallet” do<br />

seu laboratório, caso sua empresa<br />

o ofereça diretamente (exemplo:<br />

manobrista na porta de sua unidade,<br />

dirigindo os veículos, estacionamento,<br />

organizando os veículos, etc)<br />

seu Laboratório também poderá<br />

responder por quaisquer danos<br />

causados aos veículos dos pacientes.<br />

A preocupação e cautela por parte da<br />

sua empresa não pode e não deve se<br />

limitar somente em ter “a melhor área<br />

técnica”, focar somente na melhor<br />

e primorosa fase analítica ou pré<br />

analítica, é preciso destinar o olhar e<br />

as energias necessárias a sua equipe<br />

de atendimento e pós atendimento,<br />

sobretudo treinar a equipe, para que<br />

de fato compreenda a sistemática<br />

da sua empresa, desde o cadastro<br />

até a liberação do laudo, sob o olhar<br />

também do CDC e do atendimento ao<br />

consumidor do seu Laboratório.<br />

A você gestor / empresário da área<br />

laboratorial, não fique preocupado ou<br />

temeroso em relação a aplicabilidade<br />

do CDC na sua prestação de serviços,<br />

no que pese o próprio nome já nos<br />

dê a diretriz de quem a Lei deve<br />

proteger mais (Código de Defesa<br />

do Consumidor), costumamos<br />

mencionar que com o correto<br />

treinamento e compreensão por parte<br />

da equipe, a relação ficará certamente<br />

mais protegida, correta, evitando-se<br />

demandas judiciais.<br />

Inexoravelmente o consumidor é<br />

abrilhantado com uma proteção, mas<br />

isso não retira direitos e deveres dele<br />

em relação ao seu Laboratório, tão<br />

pouco o coloca em um patamar de<br />

“dono da razão”. Mas como não ficar<br />

refém do meu paciente e do CDC?<br />

A melhor resposta para tal, é<br />

proceder com um estudo, análise<br />

e muitas vezes rever os protocolos<br />

da sua empresa de maneira geral e<br />

com um olhar não somente técnico<br />

(pelo viés da saúde, das normas<br />

sanitárias, etc), mas sobretudo<br />

pelo olhar jurídico, de uma séria e<br />

confiável assessoria jurídica que<br />

possa compreender o seu Mundo<br />

laboratorial e realizar a simbiose<br />

devida entre a saúde e a legislação.<br />

Encerramos este artigo com a sede de<br />

transitar em mais alguns temas que<br />

ainda circundam o CDC e a prestação<br />

de serviços, o que certamente<br />

falaremos nas próximas edições.<br />

Obrigado e um grande abraço a todos!<br />

DIREITO E SAÚDE<br />

Autor:<br />

Délio J. Ciriaco de Oliveira<br />

Advogado em São Paulo, especialista em direito e processo do trabalho, especialista em direito contratual, especializando em advocacia consultiva, é<br />

sócio do escritório CIRIACO ADVOGADOS, localizado em São Paulo – Capital, é Professor de Pós Graduação em São Paulo-SP; São Luis do Maranhão-MA;<br />

Goiânia-GO e Palestrante, atuando na área da saúde, na defesa de empresas, clinicas e laboratórios.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

89


ANÁLISES CLÍNICAS<br />

HIPERCALCEMIA ASSOCIADA AO CÂNCER<br />

Por Brunno Câmara<br />

A hipercalcemia (níveis aumentados de<br />

cálcio sérico) ocorre em até 30% dos<br />

pacientes com algum tipo de câncer.<br />

Esse aumento de cálcio é uma<br />

complicação de câncer em estágio<br />

avançado e representa um pior<br />

prognóstico para os pacientes.<br />

Os tipos de câncer mais comumente<br />

associados à hipercalcemia são:<br />

• Mieloma múltiplo<br />

• Câncer de pulmão de células não<br />

pequenas<br />

• Câncer de mama<br />

• Câncer de cabeça e pescoço de<br />

células escamosas<br />

• Câncer ovariano<br />

• Carcinomas uroteliais<br />

associada ao câncer tem sido<br />

classificada em quatro subtipos:<br />

• Humoral<br />

• Osteolítica local<br />

• Mediada por 1,25-dihidroxivitamina D<br />

• Hiperparatireoidismo ectópico<br />

A hipercalcemia humoral de<br />

malignidade e a hipercalcemia<br />

osteolítica local representam um<br />

espectro que inclui a maioria dos<br />

pacientes com hipercalcemia.<br />

Os casos de hipercalcemia mediada<br />

por 1,25-dihidroxivitamina D ou PTH<br />

correspondem a menos de 1% do total.<br />

Fisiopatologia - Hipercalcemia humoral de malignidade<br />

Fisiopatologia<br />

Hipercalcemia humoral de<br />

malignidade<br />

A condição conhecida como<br />

hipercalcemia humoral de malignidade<br />

é geralmente causada pela secreção<br />

tumoral da proteína relacionada ao<br />

paratormônio (PTHrP).<br />

Normalmente, a PTHrP é um fator de<br />

crescimento produzido localmente.<br />

O problema ocorre quando ela é<br />

sistematicamente secretada por<br />

tumores, o que acarreta em aumento<br />

da reabsorção óssea pelos osteoclastos.<br />

Com isso mais cálcio vai para a circulação.<br />

Classificação<br />

Historicamente, a hipercalcemia<br />

90 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Optilite ® melhora a eficiência<br />

Fluxo de trabalho<br />

Segurança dos resultados<br />

Menu de testes<br />

Gamopatias Monoclonais<br />

Freelite (cadeias leves livres kappa<br />

e lambda), Hevylite (cadeias<br />

leves+pesadas)<br />

Sistema Imune<br />

IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de<br />

IgG e IgA, Sistema Complemento (CH50,<br />

C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)<br />

Sistema nervoso central<br />

Albumina, Freelite Mx, Cistatina e<br />

Imunoglobulinas no líquor.<br />

Nefrologia<br />

Cistatina, Microalbumina<br />

Beta-2-Microglobulina, Transferrina<br />

Proteínas Específicas<br />

PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina,<br />

Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,<br />

Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,<br />

Alfa-1-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),<br />

entre outras.<br />

Freelite ® é marca registrada da empresa The Binding Site Group, Birmingham, Reino Unido


ANÁLISES CLÍNICAS<br />

Outro problema é o aumento da<br />

reabsorção renal de cálcio, já que<br />

nesse tecido há expressão do Receptor<br />

do tipo 1 para PTH-PTHrP (PTHR1). A<br />

consequência também é o aumento<br />

de cálcio na circulação.<br />

Hipercalcemia osteolítica<br />

Pacientes com hipercalcemia humoral<br />

de malignidade tipicamente tem<br />

poucas ou nenhuma metástase óssea.<br />

Hipercalcemia osteolítica<br />

Pacientes com hipercalcemia osteolítica<br />

têm muitas metástases ósseas,<br />

geralmente associadas a câncer de<br />

mama e mieloma múltiplo.<br />

do osso ultrapassa a capacidade de<br />

depuração renal de cálcio.<br />

Por isso, a hipercalcemia ocorre nesse tipo.<br />

natureza, também é humoral.<br />

Ela é causada pela produção tumoral<br />

de hormônios envolvidos no<br />

remodelamento ósseo.<br />

As células tumorais presentes no<br />

osso produzem citocinas que agem<br />

localmente estimulando a reabsorção<br />

óssea pelos osteoclastos e, ao mesmo<br />

tempo, inibindo os osteoblastos que<br />

fazem a renovação óssea.<br />

Hipercalcemia mediada por<br />

1,25 - dihidroxivitamina D<br />

Esse tipo de hipercalcemia, por<br />

Hipercalcemia mediada por 1,25 - dihidroxivitamina D<br />

Alguns tumores levam ao aumento<br />

da expressão do gene Cyp27B1 que<br />

codifica para a 1-α-hidroxilase.<br />

Como grande parte do esqueleto está<br />

comprometida por células tumorais,<br />

a quantidade de cálcio reabsorvido<br />

92 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


ANÁLISES CLÍNICAS<br />

Essa enzima é a responsável pela<br />

conversão de 25-hidroxivitamina D<br />

em 1,25-dihidroxivitamina D.<br />

Hiperparatireoidismo ectópico<br />

O excesso de 1,25-dihidroxivitamina<br />

D aumenta a absorção intestinal de<br />

cálcio e também a reabsorção óssea,<br />

levando à hipercalcemia.<br />

Hiperparatireoidismo ectópico<br />

Como o nome sugere, nesse tipo, alguns<br />

raros tipos de tumores produzem PTH<br />

ao invés de produzir a PTHrP.<br />

É como se o tumor imitasse a glândula<br />

paratireoide. Só que em outros locais<br />

do corpo.<br />

O excesso de PTH produzido pelos<br />

tumores provoca a hipercalcemia.<br />

Cânceres da paratireoide também<br />

causam hipercalcemia por causa do<br />

aumento de secreção de PTH.<br />

Tratamento<br />

É baseado em três princípios básicos.<br />

O primeiro é corrigir o valor de cálcio,<br />

caso a albumina sérica esteja diminuída,<br />

e corrigir a depleção da volemia caso a<br />

desidratação esteja presente.<br />

O segundo é inibir a reabsorção<br />

óssea, com uso de bifosfonatos<br />

(induz a apoptose dos osteoclastos)<br />

ou de denosumab (anticorpo<br />

monoclonal que inibe os<br />

osteoclastos em diferentes etapas<br />

do seu desenvolvimento).<br />

O terceiro é estabelecer o tratamento<br />

efetivo para combater o câncer que<br />

está levando à hipercalcemia.<br />

Autor:<br />

Brunno Câmara<br />

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de<br />

Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área de concentração: virologia). Criador e<br />

administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.<br />

Contato: @biomedicinapadrao<br />

Confira a referência bibliográfica em:<br />

www.newslab.com.br/referencias-newslab<strong>172</strong><br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

93


MINUTO LABORATÓRIO<br />

AUDITORIA INTERNA:<br />

DO AUDITOR AO AUDITADO - O QUE ESPERAR?<br />

Por Fábia Bezerra<br />

O Termo auditor tem origem latina<br />

(aquele que ouve) e seu surgimento é<br />

mais antigo do que se imagina.<br />

Há relatos de que povos antigos, em<br />

meados de 1314 na Inglaterra, já<br />

exerciam atividades parecidas.<br />

Foi durante a revolução industrial que<br />

a função do auditor, que até então se<br />

restringia a identificar erros, passou a<br />

ser vista como uma forma muito útil<br />

de mostrar, através de um relatório<br />

fiel, sobre dados financeiros. Tornandose<br />

uma ferramenta extremamente<br />

importante de controle e essencial após<br />

a instalação do sistema capitalista.<br />

Aqui no Brasil, foi reconhecida no final da<br />

década de 60 e fortalecida em meados de<br />

1973 pelo Banco Central do Brasil e de lá<br />

para cá, cresceu e se expandiu para todas<br />

as áreas e seguimentos profissionais.<br />

Aprendi ao longo da minha carreira<br />

que devemos trabalhar todos os dias<br />

como se fossemos ser auditados<br />

no dia seguinte, ou seja, uma<br />

auditoria nada mais é que uma<br />

foto do nosso momento, portanto,<br />

cumprir os protocolos (que nós<br />

mesmos definimos nos documentos<br />

corporativos) é no mínimo uma<br />

obrigação natural, assim como usar o<br />

crachá para entrar na empresa.<br />

Já me perguntaram algumas vezes:<br />

“Mas uma Auditoria interna não<br />

‘maquia‘ resultados a fim de defender<br />

os interesses da empresa?”<br />

Minha resposta sempre será a<br />

mesma: Não!<br />

Auditores são escolhidos por uma Alta<br />

gestão séria, justamente para serem<br />

os olhos do Dono.<br />

Portanto, nunca façam nada “para<br />

auditor ver”, nosso olhar já está<br />

treinado e qualquer sinal de processo<br />

inadequado, provavelmente iremos<br />

identificar. Não enganem e não se<br />

enganem, esse monitoramento<br />

é vital para a melhoria de nossos<br />

processos. Não tem caráter punitivo<br />

e sim, educativo.<br />

Além das Auditorias Externas que as<br />

empresas podem contratar e obterem<br />

selos dos mais variados (ONA, PALC,<br />

CAP, ISO, JCI e etc.), estão em alta<br />

também os chamados ‘Selos Internos’<br />

– que são Acreditações definidas<br />

pela Alta Gestão e Qualidade, onde<br />

profissionais escolhidos a dedo,<br />

são capacitados para auditarem a<br />

empresa, em todas as suas áreas e<br />

processos.<br />

E como formar uma Equipe de<br />

Auditoria Interna?<br />

Cada Empresa define seus critérios,<br />

que podem ir desde a assiduidade<br />

no trabalho, excluindo os que<br />

possuem atrasos, atestados e<br />

afastamentos; a escolhas por<br />

formação, prova ou convite direto.<br />

O importante é que o Auditor que<br />

será escolhido como Líder do grupo<br />

tenha pelo menos formação de<br />

alguma Acreditadora que atenda<br />

aos interesses do laboratório, como<br />

as que citei no início do texto, e que<br />

este seja capaz de multiplicar as<br />

Normas para o time de forma que<br />

consigam se desenvolver e aplicar<br />

nas auditorias internas.<br />

Passando esta fase, é hora de<br />

definir um escopo, como e com<br />

que periodicidade irá auditar sua<br />

equipe. Sugiro seguir as Normas da<br />

94 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


MINUTO LABORATÓRIO<br />

Acreditadora que deseja possuir no<br />

futuro. Em seguida, elaborar um<br />

checklist com os itens das Normas<br />

ou criar um próprio que represente os<br />

pilares das Instituição na qual trabalha.<br />

Segue modelo:<br />

Após, faça um calendário para as<br />

Auditorias Internas durante o ano -<br />

em minha opinião pessoal, devem ser<br />

pelo menos semestrais.<br />

A cada Auditoria, faça um relatório<br />

com base no checklist e apresente os<br />

resultados para a Gestão e esta deve<br />

multiplicar às equipes, bem como<br />

definir planos de ações para cada não<br />

conformidade que por ventura for<br />

apontada e discutir as oportunidades<br />

de melhoria.<br />

Na Auditoria seguinte, analise os<br />

resultados e planos efetuados.<br />

Ao final do ciclo de Auditorias, as<br />

áreas recebem (ou não) seus selos<br />

de Qualidade Interna. Estes dados<br />

viram indicadores que devem ser<br />

apresentados para a Diretoria.<br />

Por fim, nosso trabalho como<br />

Auditor, além de descrever as não<br />

conformidades e oportunidades de<br />

melhorias, é sobretudo, no final do<br />

relatório, persuadir os leitores à Ação.<br />

Portanto: seja sucinto, transmita<br />

o conteúdo do seu relatório de<br />

maneira simples, destaque sempre<br />

os pontos fortes das áreas que<br />

avaliou, não negligencie o básico,<br />

escolha bem as palavras se quiser<br />

obter adesão ao que foi apontado<br />

e seja sempre cordial, na qualidade<br />

de Auditor ou Auditado.<br />

Autora:<br />

Fábia Bezerra<br />

Biomédica / Auditora Interna PALC / Gerente Nacional da Qualidade na Hapvida Diagnósticos<br />

Confira a referência bibliográfica em:<br />

www.newslab.com.br/referencias-newslab<strong>172</strong><br />

96 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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CIÊNCIA, PESQUISA E<br />

DESENVOLVIMENTO<br />

CIÊNCIA, PESQUISA E DESENVOLVIMENTO<br />

PARA A CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO MELHOR<br />

Por Carla Freitas<br />

Resiliência – essa é uma capacidade<br />

que pessoas que trabalham com<br />

ciência devem ter e sem a qual não<br />

seria possível exercer a profissão.<br />

Hoje, como líder da área de<br />

Pesquisa e Desenvolvimento no<br />

Brasil da maior empresa global<br />

de saúde animal, digo que passei<br />

por situações ao longo da carreira<br />

que me fizeram acreditar ser essa a<br />

maior característica de alguém que<br />

escolhe a ciência como caminho.<br />

A ela, agrego outras – compromisso<br />

de impactar de maneira positiva a vida<br />

das pessoas, motivação para adquirir e<br />

compartilhar novos conhecimentos,<br />

capacidade de ordenar pensamentos<br />

e de seguir processos, além da<br />

motivação para enfrentar desafios<br />

constantes e inerentes à natureza de<br />

cada novo projeto.<br />

Eu me apaixonei pelas ciências<br />

da vida e, mais especificamente,<br />

pela biologia desde muito cedo.<br />

Costumo dizer que nasci bióloga<br />

e, embora possa parecer clichê,<br />

posso afirmar que o amor pelo<br />

que faço me motiva a exercer<br />

cada dia mais e melhor a<br />

minha profissão. Tenho ainda a<br />

satisfação de trabalhar com uma<br />

equipe extremamente talentosa<br />

que não mede desafios para<br />

produzir ciência de excelência,<br />

em prol da saúde animal.<br />

Nesses dois anos de pandemia,<br />

nunca se falou tanto a respeito<br />

de ciência, de seu valor e da<br />

importância de investimento na<br />

área. Os olhos e todos os esforços<br />

no mundo inteiro ficaram<br />

voltados ao desenvolvimento de<br />

tecnologias e ferramentas que<br />

pudessem conter o avanço de um<br />

inimigo totalmente desconhecido<br />

e invisível aos olhos humanos, e<br />

a figura do pesquisador ganhou<br />

notoriedade, em seu papel<br />

em apresentar soluções para<br />

necessidades reais em caráter de<br />

urgência – em favor da saúde e<br />

da vida. A ciência, que parecia<br />

algo tão distante da realidade<br />

das pessoas, tomou conta das<br />

rodas de conversa, dos noticiários<br />

e trouxe à tona oportunidades e<br />

grandes desafios.<br />

Pesquisadoras brasileiras tiveram<br />

destaque no combate ao SARS-<br />

CoV-2, causador da covid-19, e<br />

na divulgação de informações<br />

a respeito do assunto, como<br />

a biomédica Jaqueline Goes<br />

de Jesus, coordenadora do<br />

time de especialistas que fez<br />

o sequenciamento genômico<br />

do primeiro caso de covid-19<br />

98 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


detectado no País em apenas<br />

48 horas, ou a imunologista<br />

Daniela Santoro, que está entre<br />

os 30 cientistas brasileiros que<br />

trabalham para criar um spray<br />

nasal que promete reforçar a<br />

imunidade contra a covid-19.<br />

Quem acompanhou as notícias<br />

pela TV dificilmente desconhece<br />

a microbiologista Natalia<br />

Pasternak, que esteve na linha<br />

de frente contra a desinformação<br />

não expositivo, presente no<br />

imaginário comum, caiu por<br />

terra no momento da pandemia.<br />

A troca de experiências e<br />

resultados nas estratégias de<br />

prevenção, combate e gestão<br />

de controle do vírus se deu em<br />

ordem global e em sinergia com<br />

muitas outras áreas e instâncias<br />

pública e privada. Em meio<br />

a um cenário catastrófico e<br />

pandêmico, ficou evidente que<br />

Entendo que quem opta<br />

por trabalhar com pesquisa<br />

e desenvolvimento está<br />

construindo o futuro e que todos<br />

deveriam se sentir à vontade<br />

para sugerir e trazer soluções<br />

às necessidades humanas e às<br />

dos demais seres vivos. Como<br />

alguém que já trilha essa<br />

jornada há um tempo, eu me<br />

vejo obrigada a fortalecer e<br />

a estimular quem demonstra<br />

CIÊNCIA, PESQUISA E<br />

DESENVOLVIMENTO<br />

sobre o vírus. Isso apenas para<br />

esforços conjuntos e integrados<br />

a vontade de caminhar junto,<br />

citar algumas, mas muitas outras<br />

entre governos, instituições de<br />

como num processo ativo e<br />

se sobressaíram nesse período.<br />

pesquisa, empresas e entidades<br />

contínuo para ampliar conexões<br />

internacionais foram cruciais<br />

e maximizar o impacto da<br />

Destaco também que a ideia de<br />

para a disponibilização e a<br />

ciência na vida das pessoas. A<br />

que o pesquisador ou de que<br />

viabilização, em tempo recorde,<br />

carreira científica nos abre as<br />

quem trabalha com pesquisa e<br />

de ferramentas de combate ao<br />

portas de um universo vasto e<br />

desenvolvimento tem, em geral,<br />

SARS-CoV-2 destinadas à saúde<br />

repleto de desafios, descobertas<br />

o perfil mais introspectivo e<br />

humana e à animal.<br />

e conhecimento.<br />

Autora:<br />

Carla Freitas<br />

Bióloga e Líder de Pesquisa e Desenvolvimento da Zoetis no Brasil.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

99


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM<br />

DIAGNOSTICAR ALZHEIMER:<br />

QUANTO MAIS CEDO – E COM MAIS PRECISÃO –, MELHOR<br />

Tecnologias de imagem, como PET, e em exames de sangue, avançam a cada dia – e precisam chegar à saúde pública<br />

Por Giovanni G. Cerri<br />

Informação é o recurso mais<br />

estratégico de que se pode<br />

dispor. Essa afirmação pode soar<br />

um tanto redundante, já que<br />

vivemos justamente no que se<br />

convencionou chamar de “Era da<br />

Informação”. Mas exatamente por<br />

isso é oportuno que, de tempos<br />

em tempos, isso seja lembrado,<br />

principalmente no campo da saúde.<br />

E neste, o eixo central é dispor da<br />

informação o mais cedo possível –<br />

o que leva a cada vez mais, avanços<br />

tecnológicos para se chegar ao<br />

diagnóstico precoce.<br />

Um exemplo de grande desafio a<br />

obtenção do diagnóstico precoce,<br />

e do papel relevante do avanço<br />

da tecnologia nisso, é o mal de<br />

Alzheimer – doença que, no Brasil,<br />

atinge ou pode vir a atingir mais de<br />

1,2 milhão de pessoas, de acordo<br />

com dados do Ministério da Saúde.<br />

O Alzheimer é uma doença de<br />

difícil diagnóstico, para o qual não<br />

existe fórmula simples, e é aí que<br />

o avanço científico e tecnológico<br />

mostra sua importância. Em maio,<br />

um estudo de pesquisadores da<br />

Universidade da Califórnia detectou<br />

com um exame de sangue a enzima<br />

PHGDH – que, se encontrada em<br />

níveis elevados, sinaliza um risco<br />

elevado para Alzheimer.<br />

O Brasil apresentou um avanço<br />

importante na detecção precoce de<br />

Alzheimer em 2019, com o método<br />

desenvolvido por pesquisadores da<br />

Unicamp (Universidade Estadual de<br />

Campinas): a análise da morfologia<br />

(do formato) do cérebro, com o<br />

uso de imagens 3D geradas por<br />

ressonância magnética, permite<br />

apontar se a doença de Alzheimer já<br />

está em curso ou se há indicações<br />

de que possa vir a se desenvolver.<br />

Isso leva mais rapidez e precisão<br />

ao diagnóstico – e em se tratando<br />

de Alzheimer, saber o quanto<br />

antes é fundamental.<br />

O uso de exames de imagem, como<br />

o PET (tomografia por emissão de<br />

pósitrons, na sigla em inglês), é<br />

outra ferramenta de grande valor<br />

na medicina diagnóstica. Segundo a<br />

plataforma especializada Medscape,<br />

essa ferramenta fez com que mais de<br />

60% dos médicos que a usaram para<br />

detectar placas amiloides no cérebro<br />

dos pacientes mudaram o tratamento<br />

(tais placas são sinal fundamental da<br />

doença de Alzheimer).<br />

A expectativa, diz o Medscape, era de<br />

que isso seria o caso em apenas 30%<br />

dos tratamentos. Isso acontece porque<br />

o uso de PET torna os resultados muito<br />

mais precisos. Um dos médicos ouvidos<br />

pela plataforma ressalta que, antes do<br />

exame, mais de 70% dos pacientes que<br />

o realizaram tinham um diagnóstico<br />

de Alzheimer como o mais provável.<br />

Mais uma vez, o conhecimento<br />

precoce das condições dos pacientes<br />

permitiu adotar estratégias mais<br />

eficazes e mais precisas.<br />

100 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM<br />

Eficiência e rapidez são possíveis<br />

O emprego das tecnologias<br />

de Radiologia do Hospital das<br />

porque, como pilar das novas<br />

tecnologias aplicadas à saúde<br />

está a IA (inteligência artificial). O<br />

aprendizado de máquina está na<br />

ponta dos avanços da tecnologia<br />

de ponta em diagnósticos é a<br />

aplicabilidade nos serviços públicos<br />

de saúde. Trata-se de um desafio<br />

nada trivial, uma vez que os custos<br />

envolvidos são consideráveis, mas<br />

também de preparo técnico e<br />

Clínicas) tenha viabilizado a<br />

realização de PET em pacientes<br />

do SUS (Sistema Único de Saúde),<br />

esse tipo de exame não é oferecido<br />

na rede pública.<br />

da informação, e já é possível, por<br />

investimentos em infraestrutura.<br />

É preciso fazer com que todos os<br />

exemplo, avaliar pacientes com<br />

suspeita de Alzheimer através da<br />

fala – não só por meio de fatores<br />

como a velocidade da fala do<br />

paciente, mas mesmo através<br />

Em 2020, o American College<br />

of Radiology e a Alzheimer's<br />

Association lançaram nos EUA<br />

um programa de uso de PET para<br />

tratar pacientes com distúrbios de<br />

memória – e a iniciativa teve foco<br />

brasileiros tenham acesso ao que há<br />

em mais moderno em diagnóstico<br />

– e não só quanto à doença de<br />

Alzheimer, mas de qualquer outra<br />

condição de saúde, como diabetes,<br />

câncer, cardiopatias, para citar apenas<br />

do conteúdo de conversas com<br />

em participantes afro-americanos<br />

algumas –, até porque o investimento<br />

pessoas em conversas telefônicas.<br />

Essa avaliação cognitiva foi feita em<br />

2020 no Japão, com um software<br />

de IA, num intervalo de dois meses<br />

de ligações para pessoas a partir de<br />

e latinos beneficiários dos sistemas<br />

Medicare e Medicaid (que são<br />

os planos de saúde públicos dos<br />

EUA). Os custos envolvidos seriam<br />

reembolsados pelos dois sistemas.<br />

No Brasil, embora o projeto<br />

na prevenção tem potencial de poupar<br />

gastos com tratamento. No campo da<br />

saúde, a tecnologia avança para que a<br />

prevenção se torne a linha mestra no<br />

atendimento às pessoas. Afinal, como<br />

há muito a sabedoria popular já sabe:<br />

65 anos de idade.<br />

Cíclotron, do InRad (Instituto<br />

é melhor prevenir do que remediar.<br />

Autor:<br />

Giovanni Guido Cerri<br />

Médico, é presidente do Conselho do Instituto de Radiologia e presidente do Conselho de Inovação (InovaHC) do Hospital<br />

das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Foi diretor da FMUSP, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São<br />

Paulo (Icesp) e secretário de Estado da Saúde de São Paulo.<br />

102 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Analisador hematológico com<br />

diferencial em 3 partes e VHS<br />

Tecnologia CiRHEX<br />

- Resultados do teste VHS em apenas 2 min.<br />

- Apenas 80μL de sangue é necessário para CBC,<br />

diferencial de 3 partes e resultados VHS.<br />

- Resultados precisos de VHS de uma unidade de<br />

medição dedicada usando CBC e dados RBC agregados.<br />

- Não requer nenhum tubo especial.<br />

- Não requer reagentes especiais para o teste VHS.<br />

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CITOMETRIA DE FLUXO<br />

O QUE É CITOMETRIA DE FLUXO ESPECTRAL?<br />

Por Helena Varela de Araújo, Margareth Fernandes, Rafaele Loureiro Azevedo e Bruna Garcia Nogueira<br />

Desde o início da citometria de<br />

fluxo, décadas atrás, os avanços<br />

tecnológicos têm concentrado-se<br />

predominantemente em refinar<br />

e simplificar o uso de esquemas<br />

ópticos existentes. Embora úteis<br />

para a comunidade científica, os<br />

citômetros convencionais apresentam<br />

certa dificuldade de aumentar a<br />

dimensionalidade dos dados para<br />

cada amostra.<br />

Os citômetros de fluxo convencionais<br />

utilizam filtros de passagem de banda<br />

e detectores de luz para capturar o<br />

pico de emissão de fluorescência,<br />

tendo um único detector e filtro<br />

dedicados para cada fluorocromo,<br />

necessitando da compensação<br />

para eliminar a sobreposição de<br />

fluorocromos vizinhos.<br />

A citometria fluxo espectral,<br />

por sua vez, demonstrada pela<br />

primeira vez pelo Dr. Paul Robinson<br />

na Universidade de Purdue em<br />

2004 (Robinson, 2004), captura<br />

o espectro de emissão de<br />

fluorescência em toda a faixa de<br />

comprimento de onda de luz visível.<br />

Figura1. Diagrama de citometria de fluxo espectral completo: A luz emitida pela amostra é coletada e passada por múltiplos arranjos ópticos,<br />

uma metodologia chamada Divisão Seletiva de Múltiplos Comprimentos de Onda (CWDM) presente nos citômetros Cytek® Aurora e Northern<br />

Lights. Cada laser possui uma matriz de detectores e cada matriz tem conjunto de detectores, (CWDM) montados em vários arranjos<br />

e fotodiodos de avalanche (APDs). A Citometria de Fluxo de espectro total captura todo o espectro de emissão de cada molécula fluorescente<br />

em uma faixa definida de comprimentos de onda, usando detectores de luz altamente sensíveis. Cada fluorocromo possui uma assinatura<br />

espectral única que o identifica e permite a caracterização de alto rendimento de mais de 40 parâmetros em um único nível de célula de uma<br />

amostra. Os Citômetros de Fluxo da Cytek® Aurora e Northen lights podem ser equipados com 3 a 5 lasers (até 67 parâmetros) e 1 a 3 lasers<br />

(43 parâmetros), respectivamente.<br />

O primeiro citômetro de fluxo<br />

espectral foi lançado pela Sony<br />

Biotechnology em 2012, utilizando<br />

prismas com detectores PMT para<br />

coletar e amplificar luz além da<br />

capacidade dos citômetros de fluxo<br />

convencionais.<br />

Em 2017, a Cytek Biosciences<br />

apresentou o Citômetro de Fluxo de<br />

Espectro Total (Full Spectrum Flow<br />

Cytometry – FSFC) Cytek® Aurora<br />

com várias melhorias no sistema<br />

de fluidos e óptica de excitação<br />

e emissão. A singularidade da<br />

tecnologia de citometria de fluxo<br />

de espectro total dos equipamentos<br />

da Cytek está no design óptico<br />

onde, utiliza detectores de<br />

semicondutores aprimorados e<br />

na análise computacional para<br />

medição espectral completa de<br />

vários fluorocromos que emitem<br />

sinais luminosos com comprimento<br />

de onda na faixa de 360-830 nm.<br />

Cada laser possui uma matriz<br />

de detectores e cada matriz tem<br />

conjunto de detectores, tecnologia<br />

chamada de Divisores Seletivos<br />

de Vários Comprimentos de Onda<br />

(CWDM), montados em diversos<br />

arranjos e fotodiodos de avalanche<br />

(APDs) para coletar luz e convertê-la<br />

em sinais elétricos. Fig1<br />

104 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Os APDs têm baixo ruído eletrônico e<br />

alta eficiência quântica, especialmente<br />

em comprimentos de onda mais altos<br />

com um alcance dinâmico adequado<br />

para muitas aplicações de fluxo. Isso<br />

se traduz em seus sinais negativos<br />

sendo baixos e apertados e seus sinais<br />

positivos sendo mais brilhantes.<br />

Nos citômetros de fluxo de espectro<br />

total, cada fluorocromo possui uma<br />

assinatura espectral única que o<br />

identifica. Assim, mesmo fluorocromos<br />

altamente sobrepostos podem ser<br />

usados no mesmo painel, o que<br />

aumenta a flexibilidade no desenho de<br />

painéis multicoloridos complexos para<br />

análise imunofenotípica por citometria<br />

de fluxo. Fig.1<br />

Por fim, podemos citar os benefícios da<br />

citometria de fluxo de espectro total:<br />

• Maior flexibilidade na escolha dos<br />

fluorocromos para montar painéis<br />

multicoloridos.<br />

• Captura da autofluorescência<br />

de qualquer amostra altamente<br />

fluorescente, e remoção dessa<br />

autofluorescência dos dados, permitindo<br />

melhor visualização das células de<br />

interesse e análise dos resultados.<br />

• O citômetro de fluxo espectral requer<br />

menos lasers para a análise de mais cores.<br />

• É ideal para caracterização de<br />

populações de baixa frequência e<br />

amostras com baixo número de<br />

células, analisando milhões de células<br />

em menos tempo.<br />

Dessa maneira, a citometria de espectro<br />

completo possibilita maior rendimento<br />

na análise multiparamétrica, em um<br />

único tudo, de até 40 parâmetros para<br />

a caracterização de células isoladas em<br />

suspensão. Esta tecnologia combina<br />

alta sensibilidade, capacitando novas<br />

aplicações com maior flexibilidade<br />

para a escolha de marcadores e melhor<br />

resolução. Como mais marcadores<br />

podem ser avaliados simultaneamente,<br />

a citometria espectral auxilia<br />

a solucionar os problemas de<br />

amostragem limitada, aumentando a<br />

quantidade das informações e trazendo<br />

maior resolução para as análises.<br />

CITOMETRIA DE FLUXO<br />

Confira a referência bibliográfica em:<br />

www.newslab.com.br/referencias-newslab<strong>172</strong><br />

Autoras:<br />

Helena Varela de Araújo<br />

Biomédica graduada pela UFRN e pela University of Kent.<br />

Especialista em hematologia e citometria de fluxo pelo<br />

Hospital Albert Einstein. Tem MBA em Gestão de Saúde e<br />

diploma em Comunicação e Marketing. Assistente técnica<br />

do laboratório de citometria de fluxo do Whitehead<br />

Institute, MIT. Fundadora, administradora, criadora de<br />

conteúdo e professora do @HemoFlow.<br />

Rafaele Loureiro de Azevedo<br />

Bióloga graduada pela Universidade Estácio de Sá,<br />

CRBio/RJ 121828/02-D. Especialista em hematologia<br />

pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em<br />

Imunobiológicos por BioManguinhos/Fundação Oswaldo<br />

Cruz. Atualmente é analista de inovação e operações<br />

farmacêuticas da Fiocruz/RJ. Tem experiência em<br />

Controle de Qualidade, Citometria de Fluxo e expressão de<br />

anticorpos monoclonais in vitro. É criadora de conteúdo e<br />

professora do @HemoFlow.<br />

Bruna Garcia Nogueira<br />

Farmacêutica graduada pela UnB, CRF/SP 95286.<br />

Especialista em Hematologia pelo Hospital Albert<br />

Einstein, com aperfeiçoamento em Citometria de<br />

Fluxo pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Analista<br />

especializada em citometria de fluxo no Hospital<br />

Albert Einstein. Criadora de conteúdo e professora<br />

do @HemoFlow<br />

Margareth Fernandes, PhD<br />

Gerente de Produtos da DBR Biotech. Graduada em<br />

Biomedicina pela UMC, mestre em Parasitologia pelo<br />

ICB -USP e doutora em Hematologia pela Faculdade<br />

de Medicina da USP.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

105


COLETA DE SANGUE<br />

NÃO CONFORMIDADES NA<br />

COLETA DE SANGUE<br />

*Continuação da Serie Publicada na <strong>Newslab</strong> <strong>Edição</strong> 171<br />

Por: Suzimara Tertuliano e Luciane Sarahyba<br />

21 - Sequência incorreta da ordem de<br />

coleta dos tubos de acordo com CLSI para<br />

resultados de exames fidedignos<br />

A sequência de tubos deve ser respeitada<br />

durante a coleta de exames laboratoriais, pois<br />

cada tubo contém, em seu interior, aditivo/<br />

anticoagulante específico para determinado<br />

analito. A agulha para coleta de sangue tem<br />

duas pontas, sendo uma inserida no paciente<br />

e a outra distal que é recoberta por uma<br />

borracha protetora que perfura a tampa do<br />

tubo permitindo coletas múltiplas em punção<br />

única. Caso ocorra a inversão da ordem de<br />

coleta pode ocorrer a transferência do aditivo ou<br />

anticoagulante para o tubo subsequente através<br />

da ponta da agulha distal podendo interferir nos<br />

resultados dos exames laboratoriais.<br />

CLSI GP41 ED7:2017 Collection of Diagnostic Venous Blood Specimens by Venipuncture. 7 th Edition<br />

22 - Não seguir as limitações da seleção do local ao coletar<br />

amostra de sangue venoso<br />

23 - Posição incorreta para coleta de sangue<br />

Os braços das cadeiras devem ser ajustáveis<br />

para proporcionar o posicionamento do braço<br />

e antebraço adequado à punção venosa para<br />

cada paciente, oferecendo conforto e segurança.<br />

Recomenda-se que a posição do descanso de braço<br />

seja levemente inclinada para baixo e estendida,<br />

formando uma linha direta do ombro para o pulso<br />

do cliente/paciente. O braço deve estar apoiado<br />

firmemente pelo descanso e o cotovelo não deve<br />

estar dobrado. Importante ter uma leve curvatura<br />

para evitar a hiperextensão do braço. Esta posição<br />

é importantíssima para o êxito da punção venosa.<br />

- item 6.2.1 CLSI GP41 ED7:2017<br />

Fonte: adaptada de CLSI, 2018. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial(SBPC/ML) : boas práticas em<br />

laboratório clínico Pag. 200<br />

106 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


24 - Desconhecer a técnica de punção venosa<br />

É a punção de uma veia com a finalidade de obter<br />

amostra de sangue para análise laboratorial ou<br />

infundir fluidos, sangue e medicamentos.<br />

Para reduzir o risco de efeitos adversos aos<br />

pacientes, é necessário que os profissionais de<br />

saúde que realizam a punção venosa tenham<br />

conhecimento da anatomia, domínio da<br />

técnica para examinar cuidadosamente o local<br />

da punção e a escolha do calibre da agulha de<br />

acordo com as condições clínicas do paciente, e<br />

que sejam treinados e qualificados.<br />

25 - Não seguir o passo a passo ANTES da<br />

coleta de sangue (punção venosa)<br />

• Ser realizada por um profissional com<br />

conhecimento da anatomia para examinar<br />

cuidadosamente o local da punção<br />

• Organizar o ambiente para o atendimento,<br />

mantendo-o limpo para receber o paciente<br />

• Recomendar a apresentação do profissional da<br />

saúde ao paciente;<br />

• Solicitar ao paciente documento com foto que<br />

comprove a sua identificação;<br />

• Ter um dispositivo de segurança nas agulhas e<br />

os escalpes para coleta de sangue definidos pela<br />

NR 32/2005 e portaria Nº 1748 de agosto de<br />

2011, Ministério do Trabalho e Emprego;<br />

• Abrir os insumos na frente do paciente e/ou<br />

acompanhante;<br />

• Higienizar as mãos com água e sabão ou<br />

fricção de álcool a 70 % de acordo com as<br />

recomendações da Anvisa, seguindo os 5<br />

momentos citados acima.<br />

COLETA DE SANGUE<br />

Boas práticas em flebotomia protegem tanto os<br />

profissionais de saúde como os pacientes.<br />

• Informar como será o procedimento e<br />

certifique-se de que o paciente compreendeu,<br />

Sistema fechado<br />

• Técnica recomendada pela CLSI GP41<br />

ED7:2017 Collection of Diagnostic Venous Blood<br />

Specimens by Venipuncture. 7 th Edition;<br />

• Possibilidade de coleta múltiplas;<br />

• Facilidade no manuseio dos tubos;<br />

• Padronização de volume e aditivos;<br />

• Garantia da qualidade da amostra e do<br />

resultado final;<br />

• Ausência de manipulação de amostra;<br />

• Descarte seguro.<br />

tranquilize-o em caso de ansiedade e pergunte<br />

o que o deixaria mais à vontade durante este<br />

procedimento;<br />

• Obter consentimento verbal para realizar o<br />

procedimento;<br />

• Informar referente ao recebimento do laudo e<br />

tempo em que os exames estarão prontos<br />

• Conferir os exames solicitados com as etiquetas<br />

emitidas pelo código de barras na frente do<br />

• Calçar as luvas de procedimento;<br />

As luvas são eficazes para prevenir a<br />

contaminação das mãos dos profissionais de<br />

saúde e para ajudar a reduzir a transmissão de<br />

agentes patogênicos;<br />

O uso de luvas não substitui a necessidade de<br />

higienização das mãos;<br />

Utilizar técnica correta de calçamento e remoção.<br />

Sistema Aberto<br />

paciente e acompanhante e apresentar para<br />

conferência dos dados informados;<br />

Vantagem<br />

• Facilidade no manuseio da seringa pelo<br />

profissional de saúde;<br />

• Coleta arterial;<br />

• Coleta com maior facilidade pediátrica e geriátrica.<br />

• Verificar a condição de jejum, restrições<br />

alimentares, hipersensibilidade ao látex ou ao<br />

antisséptico, fobias ou se alguma vez desmaiou<br />

durante injeções ou coletas de sangue anteriores;<br />

Desvantagem<br />

• Manipulação do Material biológico;<br />

• Risco de contaminação durante transferência<br />

/ descarte;<br />

• Maior possibilidade de formação de coagulação,<br />

hemólise e fibrina na amostra;<br />

• Maior Incidência de recoletas;<br />

• Maior incidência de acidentes.<br />

• Selecionar tubos, agulhas, escalpes e demais<br />

insumos para a coleta de sangue, verificando<br />

possíveis defeitos, prazo de validade, lote na<br />

presença do paciente. Em caso de uso de escalpe<br />

verificar se é isento de látex e de Ftalatos;<br />

• Escolher o calibre da agulha de acordo com as<br />

condições clínicas do paciente;<br />

• Usar óculos de proteção;<br />

Coloque sobre o rosto e os olhos e verifique o<br />

ajuste.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

107


COLETA DE SANGUE<br />

• Posicionar o braço do cliente/paciente de<br />

maneira confortável e que permita a coleta com<br />

segurança inclinando-o para baixo e estendido,<br />

formando uma linha direta do ombro até o pulso<br />

do paciente<br />

Veias do Dorso da mão<br />

Utilizadas quando as Veias do Membro Superior<br />

não estão disponíveis ou são inacessíveis.<br />

Indicadas: veias do arco dorsal do metacarpo<br />

26 - Garroteamento prolongado<br />

O garrote é um constritor e deve ser utilizado<br />

para aumentar a pressão intravascular em<br />

uma extremidade por um período limitado,<br />

com tensão suficiente para tornar as veias<br />

proeminentes sem interromper a circulação<br />

e deve ser aplicado aproximadamente 7,5<br />

centímetros ou 4 dedos acima do local de<br />

punção respeitando o tempo de uso de até 1<br />

minuto e deve ser retirado no momento em que<br />

agulha é introduzida no acesso venoso.<br />

• Selecionar o local para punção<br />

Acessos venosos:<br />

Veias do Membro Superior<br />

Veias na parte inferior do punho não devem ser<br />

utilizadas porque, assim como elas, os nervos<br />

e tendões estão próximos à superfície da pele<br />

nessa área.<br />

Dorso dos pés<br />

Recomenda-se que o torniquete ser<br />

preferencialmente isento de látex.<br />

Recomendamos que a coleta seja realizada<br />

preferencialmente sem garroteamento,<br />

especialmente em pacientes com as veias<br />

visíveis, utilizando este somente quando<br />

necessário<br />

O tempo excessivo de garroteamento pode causar<br />

hemólise e hemoconcentração, interferindo<br />

diretamente no resultado de alguns exames.<br />

O local da punção mais indicado é a fossa ante<br />

cubital<br />

A fossa antecubital apresenta dois formatos<br />

anatômicos mais comuns:<br />

O formato em H apresenta as veias: cefálicas,<br />

cubital mediana e basílica.<br />

O formato em M exibe as veias: cefálica, cefálica<br />

mediana, basílica mediana e basílica.<br />

Embora qualquer veia do membro superior<br />

apresente condições de ser puncionada, as veias<br />

cubital mediana (formato em H) e mediana<br />

(formato em M) são as preferenciais para a<br />

coleta de sangue venoso.<br />

Locais alternativos, tais como tornozelos<br />

ou extremidades inferiores, não devem ser<br />

utilizados sem a permissão do médico, devido<br />

ao potencial significativo de complicações<br />

médicas, por exemplo: flebites, tromboses ou<br />

necrose tissular.<br />

As veias de membros inferiores não devem ser<br />

utilizadas a menos que seja absolutamente<br />

necessário, em virtude do risco de embolias e<br />

tromboflebites.<br />

Atenção:<br />

Se o paciente relatar a sensação de<br />

choque elétrico, o procedimento deve ser<br />

interrompido imediatamente. No caso de<br />

formação de hematomas, a coleta também<br />

deve ser interrompida e o local da punção<br />

deve ser pressionado vigorosamente por pelo<br />

menos 5 minutos.<br />

Segundo o documento GP41-CLSI recomendase<br />

o torniquete de uso único para evitar a<br />

propagação de infecções.<br />

De acordo com Item 2.9.3.1 CLSI GP41<br />

ED7:2017 Collection of Diagnostic Venous Blood<br />

Specimens by Venipuncture. 7 th Edition devido à<br />

prevalência de Staphylococcus aureus resistente<br />

à meticilina e outros patógenos em torniquetes<br />

usados anteriormente, os torniquetes de<br />

uso únicos são recomendados para evitar a<br />

propagação de infecções adquiridas nos serviços<br />

de saúde e, como alternativa, os pacientes<br />

internados podem receber um torniquete na<br />

admissão para ser utilizado exclusivamente em<br />

seus procedimentos de acesso venoso. A política<br />

e os procedimentos de controle de infecção da<br />

Instituição devem ser seguidos.<br />

108 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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COLETA DE SANGUE<br />

Há no mercado um dispositivo, que pode auxiliar<br />

na coleta, facilitando a visualização de veias,<br />

podendo eliminar os efeitos da aplicação do<br />

torniquete.<br />

• Aguardar a evaporação total do álcool antes<br />

de perfurar a pele, pois o paciente pode sentir<br />

sensação de ardência e a presença de álcool<br />

pode causar hemólise levando a alteração em<br />

• Evitar a retirada precoce do tubo, aguardando<br />

até que o tubo de coleta esteja preenchido<br />

e seu volume indicado seja atingido. Manter<br />

a proporção ideal entre sangue e aditivo. O<br />

alguns analitos comprometendo os resultados.<br />

não preenchimento dos tubos com o volume<br />

• Não abanar e nem soprar o local de punção<br />

de sangue indicado pode causar diluição,<br />

• Abrir o lacre da agulha ou escalpe de coleta<br />

coagulação e fibrina na amostra;<br />

múltipla de sangue em frente ao paciente;<br />

• Realizar homogeneização por inversão<br />

27 - Movimento de abrir e fechar a mão<br />

A contração do músculo do antebraço, movimento<br />

de abrir e fechar mão, associada ao torniquete,<br />

potencializa a elevação do potássio sérico.<br />

• Retirar a proteção que recobre a agulha de<br />

coleta na frente do paciente;<br />

• Estender a pele do cliente/paciente auxilia<br />

manter o vaso sanguíneo bem fixado<br />

durante a troca dos tubos, conforme as<br />

instruções do fabricante do tubo, para evitar<br />

microcoágulo e hemólise<br />

beneficiando a punção.<br />

• “Não bater na veia com 2 dedos”<br />

• Manter o bisel da agulha voltado para cima<br />

• Realizar a punção com o ângulo de no<br />

máximo 30°. Utilizar o calibre da agulha ou<br />

escalpe adequado<br />

Este procedimento que é comum na sala de<br />

coleta, quando o paciente é incorretamente<br />

orientado a “abrir e fechar a mão”, não deve ser<br />

realizado.<br />

28 - Não seguir o passo a passo DURANTE<br />

a coleta de sangue (punção venosa)<br />

Após selecionar o local da punção<br />

• Fazer antissepsia do local a ser puncionado<br />

com gases umedecidas com álcool etílico a<br />

70% em movimentos circulares do centro<br />

para a periferia. Não tocar mais o local. Um<br />

paciente sem antissepsia correta pode receber<br />

contaminação externa;<br />

• Interromper o procedimento imediatamente<br />

caso o paciente relatar a sensação de choque<br />

elétrico. No caso de formação de hematomas, a<br />

coleta também deve ser interrompida e o local<br />

da punção deve ser pressionado por pelo menos<br />

5 minutos;<br />

• Inserir o primeiro tubo completamente.<br />

• Retirar o torniquete, quando o sangue começar<br />

a fluir dentro do primeiro tubo, continuar a coleta<br />

• Retirar a agulha após a coleta do último<br />

tubo e acionar o dispositivo de segurança<br />

imediatamente. Com o auxílio da gaze,<br />

comprimir o local da punção por um período<br />

de até 2 minutos. Para pacientes em uso<br />

de anticoagulante comprimir por até 10<br />

minutos evitando a formação de hematomas e<br />

sangramentos;<br />

• Colocar curativo no local da punção e verificar a<br />

integridade do local;<br />

realizando a troca dos tubos sucessivamente,<br />

seguindo a sequência da ordem para coleta<br />

múltipla de diversos analitos por punção única<br />

de acordo com a GP41-CLSI. A sequência<br />

deve ser respeitada para não ocasionar a<br />

contaminação cruzada por aditivo no tubo<br />

subsequente e consequentemente acarretar em<br />

variações nos resultados.<br />

110 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


• Orientar que o paciente mantenha a<br />

compressão local sem dobrar o braço;<br />

• Descartar a agulha imediatamente após sua<br />

remoção do braço do paciente, em recipiente<br />

30 - Transferência Inadequada da Amostra<br />

• Não puncionar o tubo<br />

Penetração parcial na veia<br />

Extravasamento de sangue<br />

COLETA DE SANGUE<br />

para materiais perfuro cortantes;<br />

• Recomenda-se identificar os tubos após a<br />

coleta com etiquetas de código de barras na<br />

frente do paciente,<br />

• Retirar e descartar as luvas.<br />

• Anotar a identificação do profissional que<br />

realizou o procedimento, data e hora de coleta<br />

e colocar na posição vertical;<br />

• Realizar anotação do procedimento no<br />

formulário da Instituição ou prontuário<br />

conforme protocolo definido;<br />

• Recomendamos informar qual o membro que<br />

realizou a punção, a quantidade de punções<br />

e se teve alguma intercorrência durante o<br />

procedimento;<br />

• Liberar o paciente, fornecendo o protocolo de<br />

atendimento e orientando para não dobrar o<br />

braço;<br />

• Realizar a higienização das mãos.<br />

• Não transferir vários tubos de uma vez<br />

31 - Intercorrências na punção<br />

O bisel encostado na parede superior da veia,<br />

interrompendo o fluxo sanguíneo<br />

Colabamento venoso<br />

A pressão do torniquete pode provocar<br />

colabamento<br />

Colabamento venoso, retirar ou afrouxar o<br />

torniquete, para permitir o restabelecimento<br />

da circulação. Em seguida, retroceder um<br />

pouco a agulha, para permitir que o fluxo<br />

sanguíneo desobstrua.<br />

29 - Não seguir o passo a passo DEPOIS da<br />

coleta de sangue (punção venosa)<br />

Identificação dos tubos após a coleta e benefícios<br />

nesse processo<br />

• A identificação dos dados do paciente deve<br />

ser realizada sobre a etiqueta do fabricante,<br />

facilitando assim a visualização macroscópica de<br />

preenchimento total do tubo e alterações como<br />

lipemia e hemólise.<br />

• Recomenda-se que o profissional registre sua<br />

identificação, data e hora de coleta;<br />

• Apresentar ao paciente e/ou acompanhante<br />

a identificação dos tubos após a coleta para a<br />

conferência de seus dados;<br />

• Segurança na identificação do paciente e<br />

amostras com dois momentos de conferência<br />

antes e após da coleta de materiais biológicos<br />

• Na ausência de vácuo no tubo, o mesmo é<br />

descartado;<br />

• Havendo ocorrência na punção venosa, sendo<br />

necessário a repunção, efetua-se a troca do tubo,<br />

agulha e/ ou escalpe, preserva-se a etiqueta do<br />

paciente;<br />

Parte posterior da agulha está encostada na<br />

parede da veia.<br />

Transfixação<br />

Agulha ultrapassa a parede venosa inferior<br />

32 - Contaminação por via de infusão<br />

intravenosa<br />

O sangue deve ser coletado do braço oposto<br />

quando um fluido intravenoso está sendo<br />

administrado no braço do paciente.<br />

Não coletar sangue de um ponto de acesso<br />

venoso periférico existente, porque esta prática<br />

pode gerar hemólise, contaminação, presença<br />

de líquido intravenoso e medicação. Esses fatores<br />

podem comprometer os resultados dos exames.<br />

As amostras de sangue obtidas de qualquer tipo<br />

de Amostra de sangue de dispositivo de acesso<br />

vascular (DAV) podem potencialmente estar<br />

contaminadas com fluidos e / ou medicamentos,<br />

o que produzirá resultados errôneos nos testes.<br />

A retirada de um volume de descarte pode<br />

ajudar a reduzir os problemas com amostras<br />

contaminadas por fluidos ou medicamentos<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

111


COLETA DE SANGUE<br />

Os profissionais devem ter concluído um<br />

treinamento completo e documentado antes<br />

de coletar sangue dos DAVs. Seguir a política e<br />

protocolos da Instituição.<br />

33 - Coleta pós Transfusão<br />

É recomendável que o laboratório seja informado<br />

quando o paciente recebeu a infusão e a data e<br />

hora de coleta das amostras biológicas<br />

A hemoglobina e/ou hematócrito deve (m)<br />

ser mensurado (s) antes e 1 a 2 horas após a<br />

transfusão.<br />

34 - Coleta pós Contraste<br />

Sempre que houver opção, o paciente deve ser<br />

orientado a não realizar coletas para exames em<br />

situações diferentes daquelas do dia a dia.<br />

Coletas realizadas após contraste para exames de<br />

imagem, como os de ressonância, apresentam<br />

redução acentuada dos níveis de cálcio.<br />

Meios de contraste são substâncias de natureza<br />

química diversa, utilizados em muitos exames<br />

de diagnóstico por imagem.<br />

Para evitar interferência no resultado de exames<br />

laboratoriais a recomendação é que a coleta de<br />

sangue ocorra antes da realização do uso dos<br />

meios de contraste dos exames de imagem.<br />

Sugerimos que o paciente informe ao<br />

laboratório que realizou exames de imagem<br />

com administração de contraste, o Médico do<br />

laboratório poderá avaliar cada caso em que<br />

tenha ocorrido uso prévio de contraste, antes da<br />

coleta dos exames.<br />

35 - Amostras Hemolisadas<br />

• Escolher o calibre da agulha adequado<br />

às condições clínicas do paciente evitando<br />

utilização de agulha de grosso calibre, que<br />

permita a entrada do sangue com rapidez e<br />

força contra a parede do tubo; e o uso de agulhas<br />

finas, o que força a passagem do fluxo de sangue<br />

na abertura estreita do lúmen da agulha;<br />

• Aguardar a evaporação do álcool antes de<br />

perfurar a pele;<br />

• Aplicar o torniquete com a finalidade de<br />

evidenciar a rede venosa e não interromper a<br />

circulação por um curto período, recomenda-se<br />

não mais que 1 minuto e ser aplicado 7,5 cm<br />

acima do local da punção;<br />

• Evitar realizar a coleta acima e abaixo de<br />

infusão de fluidos ou de um dispositivo de<br />

acesso vascular pois possível contaminação da<br />

amostra com fluidos, hemólise;<br />

• Recomendar não coletar em regiões com<br />

hematoma ou equimose;<br />

• Realizar a punção com o bisel da agulha<br />

voltado para cima em ângulo de 30 graus, inserir<br />

o primeiro tubo a vácuo; quando o sangue<br />

começar a fluir dentro do tubo, desgarrotear;<br />

e realizar a troca dos tubos sucessivamente,<br />

seguindo a ordem de coleta;<br />

• Realizar o preenchimento do tubo até que<br />

o volume máximo indicado seja atingido<br />

(proporção ideal entre sangue e aditivo);<br />

• Realizar a homogeneização suavemente<br />

(inversão) dos tubos contento anticoagulante e<br />

o com aditivos imediatamente entre as trocas<br />

dos tubos conforme as instruções do fabricante<br />

do tubo, para evitar microcoágulo e hemólise;<br />

• Recomendar a permanência dos tubos na<br />

posição vertical após a coleta (retração do<br />

coágulo);<br />

• Homogeneizar os tubos após a coleta de<br />

sangue, é recomendado aguardar a retração de<br />

coágulo em casos de necessidade de obtenção<br />

de soro, pois se a formação do coágulo ainda<br />

estiver incompleta pode ocasionar à ruptura<br />

celular (hemólise) e/ou formação de fibrina.<br />

Seguir a recomendação do fabricante referente<br />

ao tempo de espera da retração do coagulo após<br />

a coleta para realizar a centrifugação realizando<br />

a padronização;<br />

• Monitorar a velocidade de centrifugação,<br />

não usar o freio da centrífuga com o intuito de<br />

interromper a centrifugação dos tubos;<br />

• Recomendar que as amostras não devam<br />

estar em contato direto com o gelo, pelo risco<br />

de congelamento e de hemólise, quando o<br />

analito a ser dosado necessitar da conservação<br />

refrigeração;<br />

• Armazenar corretamente a amostra de acordo<br />

com o manual de Coleta do laboratório;<br />

• Usar insumos de qualidade e de acordo com<br />

as normas técnicas vigentes. A recomendação<br />

do CLSI é pela utilização do sistema fechado,<br />

composto por um dispositivo que permita a<br />

aspiração do sangue diretamente da veia através<br />

do vácuo e/ou aspiração, utilizando agulha<br />

ou escalpe de duas pontas que se conectam<br />

diretamente ao tubo de análise para onde o<br />

sangue é drenado;<br />

• Evitar a coleta de sangue com seringa, há<br />

estudos que comprovam que a taxa de hemólise<br />

é superior utilizando este produto, caso não seja<br />

possível realizar alguns cuidados para diminuir o<br />

risco de hemólise:<br />

• Puxar o sangue delicadamente para dentro<br />

da seringa, e transferir imediatamente ao tubo<br />

com o cuidado para que o sangue deslize pela<br />

parede do tubo com auxílio de um dispositivo<br />

para transferência. Não aplicar pressão negativa<br />

na seringa com o sangue já dentro da mesma;<br />

• Evitar a transferência ativa causando hemólise<br />

devido a força utilizada para o esvaziamento do<br />

sangue dentro da seringa;<br />

• Certificar que a agulha esteja adaptada à<br />

seringa<br />

• Evitar aspirar o sangue muito rápido para<br />

dentro da seringa e transferir o sangue para o<br />

tubo sem tirar a agulha da seringa<br />

• Métodos de transporte: os sistemas de<br />

transporte pneumático ou outras condições de<br />

transporte que produzam turbulência e trauma<br />

das hemácias dentro dos tubos também são<br />

causas de hemólise. Estudos demonstram<br />

que foram encontrados menos percentuais de<br />

hemólise nas amostras transportadas por meios<br />

convencionais versus as amostras transportadas<br />

por tubos pneumáticos;<br />

• Não realizar transporte inadequados de<br />

amostra que sofrem com a exposição à<br />

luz, temperaturas, tempo, carga mecânica,<br />

armazenamento de sangue total durante vários<br />

dias à temperatura ambiente. Procure seguir<br />

sempre as legislações vigentes<br />

112 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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COLETA DE SANGUE<br />

36 - Amostras Coaguladas 39 - Coleta de amostra inadequada/<br />

recipiente inadequado<br />

Volume de amostra inadequado/insuficiente,<br />

tubo inadequado para o parâmetro solicitado.<br />

44 - Amostras Lipêmicas<br />

Proporção inadequada sangue/anticoagulante<br />

e/ou homogeneização incorreta<br />

37 - Proporção inadequada entre<br />

sangue e anticoagulante / Volume<br />

inferior de sangue<br />

Proporção inadequada sangue/ativador<br />

de coágulo e/ou centrifugação precoce<br />

causa fibrina e ao colocar a amostra em um<br />

equipamento, este pode aspirar filetes de<br />

fibrinas de amostra de soro ou gel em um tubo<br />

de baixo volume, que as vezes são praticamente<br />

imperceptíveis visualmente. É possível que haja<br />

obstrução da agulha de aspiração da amostra<br />

podendo comprometer o funcionamento dos<br />

equipamentos.<br />

38 - Coleta de amostra Insuficiente<br />

Quando não é contemplada a quantidade<br />

de tubos/recipientes de acordo com a<br />

solicitação médica.<br />

Ocorre no momento da triagem/ cadastro de<br />

exames pelos recepcionistas e ausência de<br />

conferência dos tubos e pedido medico onde<br />

constam a relação de exames solicitados<br />

pelos profissionais de saúde no momento<br />

da coleta de sangue, levando ao retrabalho,<br />

necessidade de recoleta com a convocação<br />

do paciente, gastos excessivos, demora no<br />

resultado, comprometendo o tratamento e<br />

conduta clínica.<br />

40 - Contaminação do tubo<br />

Deve ser respeitada a Sequência da ordem de<br />

coleta dos tubos de acordo com a CLSI evitando<br />

a contaminação cruzada entre os aditivos no<br />

tubo subsequente. Por exemplo, ao coletar o<br />

tubo de ácido etilenodiamino tetra-acético<br />

(EDTA) antes do tubo com ativador de coágulo,<br />

pode-se causar elevação nos níveis de potássio.<br />

41 - Troca de Tubo/amostras<br />

Este item tem grande impacto e é um dos<br />

objetos de processos judiciais, onde a entrega<br />

de resultados de exames de pessoa distinta<br />

ou resultado que não condiz com a patologia<br />

clínica, acarretando em angustia e sofrimento<br />

caracterizando danos morais. Para a averiguação<br />

do ocorrido, há a necessidade de o paciente<br />

submeter-se à nova coleta do exame.<br />

A gestão da qualidade deve seguir políticas,<br />

dando ênfase em treinamentos na correta<br />

identificação do paciente e da amostra.<br />

42 - Perda e extravio do tubos/ amostras<br />

A atenção no cuidado com o cliente/paciente,<br />

permanece depois que a punção é realizada,<br />

cuidando para que não haja extravios ou descarte<br />

do material coletado de forma equivocada. Para<br />

minimizar este risco, é importante o controle<br />

da rastreabilidade, monitoramento durante<br />

o procedimento, treinamento da equipe<br />

contemplando as fases pré-analítica, analítica<br />

e pós analítica, evitando recoleta e processos<br />

judiciais.<br />

43 - Amostras solicitadas e não coletadas<br />

-Tubo sem material<br />

Gera grande insatisfação aos pacientes,<br />

gerando recoleta, demora no resultado<br />

consequentemente atraso no tratamento, custo,<br />

reclamação do paciente.<br />

Lipemia é a turbidez do soro ou plasma causada<br />

pela elevação de lipoproteínas, O excesso de<br />

lipídios ou gorduras na corrente sanguínea.<br />

Esse fenômeno faz com que o plasma ou<br />

soro apareça turvo ou leitoso, A ingestão de<br />

alimentos gordurosos pode provocar lipemia de<br />

moderada a intensa, como por exemplo, o jejum<br />

recomendado para a coleta de hemograma de<br />

4 horas. Esta recomendação se deve à lipemia<br />

que a ingestão de alimentos gordurosos pode<br />

provocar e interferir na contagem de leucócitos,<br />

plaquetas, eritrócitos, e elevar muito a dosagem<br />

de hemoglobina<br />

Caso o serviço opte por liberar esses resultados,<br />

a alteração lipêmica deve ser sinalizada no<br />

laudo, para que o médico solicitante tome<br />

conhecimento.<br />

45 - Amostra fora da temperatura<br />

recomendada<br />

Transporte de amostras biológicas<br />

inadequado<br />

Seguindo a legislação vigente, cumprindo<br />

as disposições de normas técnicas, além de<br />

outros dispositivos legais: Agência Nacional<br />

de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência<br />

Nacional de Transportes Terrestres (ANTT),<br />

Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente)<br />

e Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).<br />

O material biológico humano deve ser<br />

114 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


acondicionado de modo a preservar a sua<br />

integridade e a estabilidade, bem como a<br />

segurança do pessoal envolvido durante o<br />

processo de transporte, mantendo o registro e o<br />

controle da temperatura.<br />

A Resolução RDC Nº 504, de 27 de maio de 2021,<br />

foi elaborada com a finalidade de estabelecer<br />

padrões sanitários para o transporte de material<br />

biológico de origem humana em suas diferentes<br />

modalidades e formas, esta legislação dispõe<br />

sobre boas práticas para garantir a segurança,<br />

minimizar os riscos sanitários e preservar a<br />

integridade do material transportado.<br />

Esta Resolução se aplica a todo remetente,<br />

transportador, destinatário e demais envolvidos<br />

no processo de transporte de material biológico<br />

humano, sem prejuízo do disposto em outras<br />

normas vigentes específicas a cada material e<br />

modo de transporte e revoga três RESOLUÇOES:<br />

• RDC nº 66, de 21/12/2009;<br />

• RDC nº 20, de 10/04/2014;<br />

• RDC nº 30, de 23/05/ 2014;<br />

Leia a integra :<br />

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucaordc-n-504-de-27-de-maio-de-2021-323008631<br />

46 - Rastreabilidade das amostras<br />

biológicas<br />

É a identificação, acompanhamento e<br />

monitoramento da amostra e dos insumos<br />

utilizados, em todas as fases do processo<br />

laboratorial, entre eles: data e o horário de<br />

chegada do paciente ao laboratório e emissão<br />

de senha, data e o horário e o profissional que<br />

realizou o cadastro e a coleta, o profissional que<br />

realizou anotação em caso de intercorrência<br />

clínica durante a coleta, o horário e o profissional<br />

que realizou o transporte de amostra, o horário<br />

e o profissional que recebeu a amostra na área<br />

técnica, bem como todos os insumos utilizados<br />

no procedimento.<br />

A rastreabilidade auxilia no controle de<br />

eventuais erros e garantia da segurança, eficácia<br />

e qualidade das análises laboratoriais.<br />

47 - Considerações Finais<br />

Foram mencionadas nesta Série algumas ações<br />

para evitar erros na coleta de sangue.<br />

A importância de seguir as boas práticas da<br />

qualidade, processos bem definidos para<br />

identificação de falhas, estudo de causa raiz<br />

e adoção de ações corretivas e preventivas<br />

para garantir a confiabilidade de resultados,<br />

evitando necessidade de recoleta e até um<br />

diagnóstico errôneo com potencial impacto na<br />

condução clínica, investigações desnecessárias,<br />

tratamentos inadequados, diminuição de custos<br />

e prevenção de processos jurídicos de pacientes.<br />

O assunto apresenta um detalhamento tão tênue<br />

e profundo que discorreríamos um tratado, o<br />

que não é o objeto aqui. É fundamental ter como<br />

foco a segurança do profissional e do paciente,<br />

mitigação com mapeamento de riscos, definição<br />

de sistemática, envolvimento de equipe<br />

multidisciplinar, definição de indicadores, e<br />

utilizar as não conformidades / incidentes como<br />

fonte de história e melhoria continua.<br />

FONTE: Suzimara & Sarahyba<br />

Consultoria em Análises Clínicas, Implantação<br />

e Validação de Testes Diagnósticos e<br />

Processos, Qualidade e Acreditação, Gestão<br />

de Risco, Gestão Ambiental e Segurança<br />

Ocupacional, Soluções de Tecnologia,<br />

Treinamento e Educação Continuada. Desde<br />

2012 a S&S contribui gerando valores em<br />

saúde através de suas atividades.<br />

COLETA DE SANGUE<br />

Confira a referência bibliográfica em:<br />

www.newslab.com.br/referencias-newslab<strong>172</strong><br />

Autoras:<br />

Suzimara Aparecida Vicente Tertuliano de Oliveira<br />

Enfermeira. Habilitação Médico-Cirúrgico e Licenciatura pela UNIARARAS. Sócia<br />

fundadora da Empresa Suzimara & Sarahyba Consultoria e Treinamento Ltda. Consultora<br />

para projetos em Patologia Clínica, Gestão Laboratorial e Gestão da Qualidade. Atuou<br />

como Gestora e Coordenadora de Enfermagem da Divisão de Laboratório Central do<br />

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (DLC-<br />

HCFMUSP) e do Laboratório do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). Co-<br />

Fundadora da coleta ambulatorial no Laboratório do Insituto do Cancer do Estado de São<br />

Paulo (ICESP). Auditora Interna em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001: 2015,<br />

ISO 14001: 2015, OHSAS 18001:2007, Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/<br />

Medicina Laboratorial (PALC-SBPC/ML) e Programa de Acreditação do College of American Pathologists (CAP).<br />

Luciane de Carvalho Sarahyba da Silva<br />

Biomédica. Graduada pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Sócia Fundadora da<br />

Empresa Suzimara & Sarahyba Consultoria e Treinamento Ltda. Co-fundadora da Seção de<br />

Biologia Molecular da Divisão de Laboratório Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de<br />

Medicina da Universidade de São Paulo (DLC-HCFMUSP). Especialista em gestão e coordenação<br />

em processos de biologia molecular e administração laboratorial. MBA em Gestão em Saúde<br />

pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Pós-graduação lato senso em Patologia Clínica pela<br />

Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduação lato senso em Administração Hospitalar pela<br />

EAESP-FGV. Membro do Comitê da Qualidade da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Auditora pelo<br />

Programa de Acreditação do Colégio Americano de Patologistas (CAP) em Biologia Molecular, auditora nos Sistemas de Gestão da Qualidade:<br />

Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (PALC-SBPC/ML), ISO<br />

9001:2015, ISO 14001:2015, OHSAS 18001:2007.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

115


LABNEWS<br />

A IMPORTÂNCIA DA VITAMINA D<br />

E SUA DOSAGEM<br />

Por Andreza Patricia Marinho de Souza Martins<br />

Quando pensamos em vitamina D,<br />

na maioria das vezes a associamos<br />

à saúde óssea, não é mesmo? Claro<br />

que uma das suas funções realmente<br />

é melhorar a mineralização dos<br />

ossos, assim como diminuir o risco<br />

de osteoporose através da regulação<br />

da produção do paratormônio.<br />

Mas neste texto, vou mostrar<br />

para vocês um outro universo<br />

relacionado à vitamina D.<br />

De onde vem a vitamina D?<br />

Uma das formas de termos essa<br />

biomolécula disponível no corpo<br />

humano é através da dieta, que<br />

corresponde a cerca de 10% a 20%<br />

do total no nosso organismo. A maior<br />

fonte dietética vem da vitamina<br />

D3 de origem animal, também<br />

chamada de colecalciferol, estando<br />

presente principalmente em peixes<br />

gordurosos, como salmão e o atum,<br />

na gema do ovo, fígado, leite e em<br />

alguns queijos. De origem vegetal<br />

temos a vitamina D2 - ergosterol -<br />

encontrada em grande quantidade<br />

nos cogumelos. Os outros 80% a<br />

90%, diga-se, a maior parte da<br />

vitamina D circulante, advém da<br />

síntese endógena que ocorre nas<br />

camadas profundas da epiderme.<br />

Mas como ocorre essa síntese<br />

endógena?<br />

Tudo começa com uma próvitamina<br />

existente na pele, a 7<br />

dehidroicolesterol (proveniente<br />

do colesterol) que ao ser exposta a<br />

luz solar é clivada fotoquimicamente<br />

à pré-vitamina D3, e esta por ser<br />

termolábil, sofre um rearranjo na<br />

estrutura molecular, dependendo<br />

da temperatura, em colecalciferol<br />

(vitamina D 3). Para que esse processo<br />

dê início, é preciso que recebamos<br />

a luz solar direta dos raios<br />

ultravioleta B (UVB), e que esses<br />

comprimentos de onda estejam entre<br />

290 e 315 nanômetros.<br />

Para se tornar uma vitamina ativa, o<br />

colecalciferol, que é lipossolúvel,<br />

é carreado até o fígado por proteínas<br />

ligadoras de vitamina D. No fígado, pela<br />

ação de enzimas do complexo citocromo<br />

P450, sofre hidroxilação e é convertida<br />

em 25-hidroxi-colecalciferol, ou<br />

também conhecida como calcidiol, uma<br />

forma de reserva da vit.D.<br />

E agora, acabou? Não! O calcidiol<br />

recém formado, vai para os rins,<br />

onde é transformado na forma ativa<br />

da vitamina, que é o calcitriol<br />

(1,25(OH)2D).<br />

E qual o destino do calcitriol? Para<br />

ter atividade o calcitriol precisa ter<br />

afinidade por receptores específicos<br />

para a vitamina D ativa (VDR). E<br />

para que vocês tenham uma ideia,<br />

nós seres humanos temos milhares<br />

desses receptores espalhados pelos<br />

núcleos celulares do corpo humano,<br />

o que explica as inúmeras funções<br />

116 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


LABNEWS<br />

que a vitamina D desempenha na<br />

nossa fisiologia e homeostase. Só para<br />

terem uma ideia, o calcitriol tem mais<br />

de 900 genes-alvos em potencial,<br />

correspondendo a cerca de 3% do<br />

genoma humano.<br />

Mas, como eu sei quanto eu<br />

tenho de vitamina D no sangue?<br />

Quando se quer saber como estão os<br />

níveis de vit. D no sangue, quantificamos<br />

os níveis de Calcidiol no sangue, pois<br />

como expliquei acima, essa é a forma<br />

de reserva no corpo humano.<br />

Mas porque não dosamos a<br />

forma ativa, o calcitriol?<br />

As principais razões para não usarmos<br />

a dosagem de calcitriol são: a) sua<br />

meia-vida, que é curta, de cerca de 4<br />

a 6 horas, enquanto a do calcidiol<br />

tem meia-vida de 2 a 3 semanas. b)<br />

Por que eventualmente quando temos<br />

deficiência de vitamina D, o calcitriol<br />

poder estar normal, uma vez que,<br />

quando temos hipovitaminose D,<br />

fazemos hipocalcemia, e essa situação<br />

estimula a síntese de paratormônio<br />

(PTH), que estimula a produção da<br />

enzima 1-α-hidroxilase, que consome<br />

e converte a calcidiol em calcitriol.<br />

Dando a ideia de normalidade.<br />

Então, quais seriam os valores<br />

de referência da vitamina D?<br />

Os valores de calcidiol podem ser<br />

expressos em nmol/L ou ng/mL (1 ng/<br />

mL corresponde a 2,496 nmol/L). Em<br />

2017, a Sociedade Brasileira de Patologia<br />

Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML)<br />

anunciou que haveria uma mudança<br />

em relação aos valores de referência<br />

da Vitamina D. Até esta época, eram<br />

considerados normais valores acima de<br />

30 ng/ml, porém, atualmente vêm sendo<br />

aceitos valores a partir de 20 ng/ml.<br />

Veremos a seguir o posicionamento<br />

e uma série de considerações que o<br />

departamento de metabolismo ósseo<br />

e mineral da Sociedade Brasileira<br />

de Endocrinologia e Metabologia<br />

(SBEM) fez em relação às modificações<br />

dos valores de referência:<br />

• O valor maior do que 20 ng/mL é<br />

o que seria desejável em geral para a<br />

população saudável;<br />

• Entre 30 e 60 ng/mL seria o ideal para<br />

os grupos de maior risco como idosos,<br />

gestantes, pacientes portadores de<br />

osteomalácia, com hiperparatireoidismo<br />

secundário, raquitismos, osteoporose,<br />

doenças inflamatórias, doenças<br />

autoimunes, pacientes renais crônicos e<br />

pré-bariátricos;<br />

• Entre 10 e 20 ng/mL já seria<br />

considerado um valor baixo, e<br />

com maior risco de aumentar a<br />

remodelação óssea e, com isso ter<br />

perda de massa óssea, além do risco<br />

de fraturas e osteoporose;<br />

• Menor do que 10 ng/mL seria um<br />

valor muito baixo e com risco super<br />

alto de evoluir com alterações como a<br />

osteomalácia e o raquitismo.<br />

• Valores acima de 100 ng/mL são<br />

considerados elevados, com risco de<br />

hipercalcemia e intoxicação.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

117


LABNEWS<br />

Figura 1<br />

Quais são os destinos da<br />

vitamina D no corpo humano?<br />

De uma forma sistêmica, a forma<br />

ativa da vitamina D, o calcitriol, se liga<br />

aos receptores de vitamina D (VDR)<br />

espalhados pelo corpo humano. Nas<br />

células dos vasos sanguíneos, reduz a<br />

inflamação; liga-se às células brancas<br />

(defesa), aumentando a motilidade<br />

e fortalecendo a imunidade; na<br />

mama, cólon e próstata, inibe a<br />

proliferação de tumores malignos;<br />

melhora a produção de insulina e<br />

a tolerância a glicose, diminuindo<br />

consequentemente a resistência<br />

à insulina. Reduz a renina e como<br />

consequência regula a pressão<br />

arterial e previne a hipertrofia<br />

do músculo cardíaco; na medula,<br />

estimula a formação de hemácias, já<br />

nos intestinos aumenta a absorção<br />

de cálcio e fósforo, assim como<br />

regula a produção da serotonina<br />

intestinal, modulando o humor e o<br />

ciclo circadiano. Regula a produção<br />

de paratormônio, reduzindo o risco<br />

de osteoporose, melhorando a<br />

mineralização óssea. Protege nosso<br />

organismo de doenças autoimunes e<br />

respiratórias. (FIGURA 1)<br />

118 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


LABNEWS<br />

Já no sistema nervoso central, o<br />

calcitriol aumenta a síntese de<br />

serotonina pela indução da expressão<br />

gênica da enzima triptofano<br />

hidroxilase (THP2) que converte<br />

triptofano em serotonina. Influencia<br />

também na expressão dos<br />

transportadores que recaptam a<br />

serotonina (SERT).<br />

Figura 2<br />

O triptofano, que é um aminoácido<br />

essencial somente encontrado nos<br />

alimentos, ao ser absorvido, cai na<br />

corrente sanguínea, atravessa a<br />

barreira hematoencefálica e lá sofre<br />

ação de uma enzima chave que<br />

o converte em serotonina. Então<br />

dependemos do aporte dietético e<br />

da ação enzimática da triptofano<br />

hidroxilase (TPH2). A vitamina D<br />

aumenta a produção de TPH2 e é de<br />

extrema importância na produção<br />

de serotonina, na recaptação e no<br />

catabolismo (FIGURA 2).<br />

A deficiência de vitamina D então<br />

pode levar a diminuição deste<br />

neurotransmissor, o que pode também<br />

influenciar nos níveis de melatonina,<br />

podendo levar às alterações de humor,<br />

sono, ingestão de carboidratos, etc.<br />

Desta forma, o acompanhamento<br />

das concentrações de vitamina D são<br />

extremamente importantes quando<br />

falamos de sintomas depressivos.<br />

Um estudo recente mostra a melhora<br />

do quadro depressivo de pacientes<br />

suplementados com a vitamina D, mas<br />

é sempre importante lembrar que as<br />

respostas ao estresse são individuais.<br />

O calcitriol tem interação<br />

cronobiológica, regulando o ciclo<br />

circadiano. A diminuição dos níveis de<br />

calcitriol leva à alterações endócrinas<br />

metabólicas, devido à diminuição<br />

da serotonina e melatonina. Menos<br />

calcitriol, menos serotonina, o que<br />

aumenta o risco de depressão.<br />

Como a vitamina D tem ação<br />

antiinflamatória, a sua deficiência<br />

pode desencadear a depressão pelo<br />

aumento de citocinas pró inflamatórias<br />

que alteram a síntese e transmissão de<br />

serotonina.<br />

Desta forma, a deficiência desta<br />

vitamina pode:<br />

• Aumentar o risco de câncer de mama,<br />

próstata e cólon;<br />

• Diminuir a imunidade;<br />

• Alterar a formação de hemácias e<br />

leucócitos;<br />

• Aumentar o risco da formação de<br />

placas de ateroma (gordura) nas<br />

artérias;<br />

• Levar ao aumento da pressão arterial<br />

e como consequência à hipertrofia<br />

cardíaca (altera os níveis de renina);<br />

• Aumenta o risco de tolerância a<br />

glicose e a diabetes do tipo 2, pois<br />

altera os níveis glicêmicos e a recepção<br />

da insulina;<br />

120 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


LABNEWS<br />

• Levar ao desenvolvimento de<br />

desordens endócrino metabólicas;<br />

• Aumentar o risco de osteoporose, pois<br />

influência nos níveis de paratormônio;<br />

• Aumentar o risco de quadros<br />

inflamatórios;<br />

• Alterar a saúde intestinal, diminuindo<br />

a absorção de cálcio e fósforo.<br />

• Aumentar o risco de depressão,<br />

alterações do sono, do ciclo<br />

circadiano, etc.<br />

• Aumentar o risco de doenças<br />

autoimunes e respiratórias. Estudos<br />

recentes relacionam a asma à<br />

deficiência de vitamina D.<br />

A vitamina D e a COVID-19<br />

Durante a pandemia, por conta<br />

do isolamento, as pessoas se<br />

expuseram menos aos raios solares.<br />

Em consequência disso tiveram os<br />

níveis diminuídos de vitamina D.<br />

Isso ainda é uma realidade, pois a<br />

pandemia não acabou.<br />

Como foi mostrado anteriormente,<br />

devido à deficiência, as pessoas ficaram<br />

mais expostas à infecções respiratórias,<br />

doenças auto imunes, depressão,<br />

transtornos de humor e até mesmo a<br />

um agravamento da COVID-19.<br />

O que foi observado em inúmeros<br />

estudos durante a pandemia, é que a<br />

diminuição dos níveis de vitamina D, que<br />

tem uma ação anti-inflamatória, pode<br />

aumentar os níveis de citocinas, que<br />

no caso da COVID-19 estão associadas<br />

a danos nos pulmões, insuficiência<br />

respiratória e até mesmo à morte.<br />

Em casos positivos para Sars-Cov-2<br />

deve ser sugerido a dosagem de<br />

vitamina D, pois uma vez identificada<br />

a deficiência, o indivíduo iniciaria<br />

a suplementação, evitando vários<br />

transtornos.<br />

Pudemos perceber a importância da<br />

vitamina D para a nossa vida, imunidade<br />

e até mesmo saúde mental, por isso,<br />

independentemente de alimentação,<br />

suplementação ou exposição solar,<br />

devemos eventualmente fazer a<br />

dosagem dela no sangue, para assim,<br />

caso seja necessário, fazer a reposição.<br />

De hipótese alguma ingira vitamina<br />

D sem o acompanhamento de um<br />

profissional da saúde. O excesso pode<br />

gerar toxicidade e até mesmo danos<br />

hepáticos graves.<br />

Autora:<br />

Andreza Patricia Marinho de Souza Martins<br />

Biomédica multidisciplinar, formada na UNIRIO, mestre em química biológica pela UFRJ. Mestrado na área de biologia molecular, em diagnóstico de<br />

dengue por RT-PCR em tempo real. Escritora na área de farmácia para editora Sanar saúde. Copywriter na Clinicarx. Idealizadora do canal @uniprofimulti,<br />

que tem a finalidade de unir profissionais através da multidisciplinaridade.<br />

Confira a referência bibliográfica em:<br />

www.newslab.com.br/referencias-newslab<strong>172</strong><br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

121


QUALIDADE NO<br />

LABORATÓRIO<br />

O IMPACTO DO TEMPO DE SEPARAÇÃO<br />

DAS AMOSTRAS BIOLÓGICAS NOS EXAMES LABORATORIAIS<br />

Por Kelly C. Gabriel<br />

A importância dos exames<br />

laboratoriais para a conduta correta<br />

do paciente é um tema muito<br />

importante a ser pautado, uma vez<br />

que são eles que definem 70% das<br />

decisões médicas. Para garantia do<br />

resultado do laudo final é importante<br />

que todas as etapas sejam realizadas<br />

com qualidade, seguindo todas as<br />

orientações para cada exame.<br />

Com o avanço da tecnologia, a<br />

tendência é que haja uma diminuição<br />

na variação analítica, entretanto,<br />

surge um novo desafio na variação<br />

pré-analítica, sendo esta a maior<br />

porcentagem de erros impactantes<br />

no laboratório, alguns estudos<br />

demonstram que esse percentual<br />

varia de 40 a 68% dos erros.<br />

Na fase pré-analítica alguns fatores<br />

devem ser avaliados com atenção,<br />

como identificação do paciente, coleta<br />

adequada, ordem dos tubos corretos,<br />

agulha de calibre adequado, tempo de<br />

garrote, homogeneização da amostra,<br />

e outros fatores.<br />

O tempo de estabilidade das amostras<br />

coletadas é um fator importante<br />

que deve ser respeitado, para isto,<br />

é necessário que os profissionais<br />

entendam a particularidade de cada<br />

exame. De acordo com Guder, a<br />

estabilidade das amostras é definida<br />

como a capacidade de manter<br />

os valores e as propriedades<br />

biológicas da amostra dentro dos<br />

limites pré estabelecidos, sob<br />

condições específicas.<br />

122 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Ainda faltam estudos e<br />

conscientização dos profissionais<br />

sobre este assunto, mas é importante<br />

o entendimento de que conhecer<br />

esse processo pode contribuir sobre<br />

tudo para o tratamento correto e<br />

ágil do paciente.<br />

QUALIDADE NO<br />

LABORATÓRIO<br />

Entre os aspectos que estão<br />

envolvidos na garantia da<br />

estabilidade da amostra está o<br />

tempo de contato do soro ou plasma<br />

com as células sanguíneas, uma vez<br />

que atualmente, muitos laboratórios<br />

são responsáveis por realizar a coleta<br />

e direcioná-la para o setor técnico,<br />

que por muitas vezes fica em outra<br />

localidade, município ou cidade.<br />

Quais analitos seriam então<br />

afetados por este contato<br />

prolongado entre soro e plasma<br />

com as células sanguíneas?<br />

Para responder essa pergunta<br />

precisamos entender que o tempo<br />

mínimo para a retração do coágulo<br />

é de 20 a 30 minutos, segundo<br />

Burtis e Ashwood, podendo esse<br />

tempo ser maior em pacientes que<br />

fazem uso de anticoagulantes.<br />

Segundo as Recomendações do<br />

National Committee for Clinical<br />

Laboratory Standards (NCCLS),7<br />

indica-se um intervalo de 1 hora<br />

entre a coleta da amostra e a<br />

separação do soro ou plasma e um<br />

tempo máximo de 2 horas. Em<br />

alguns casos em particular, o tempo<br />

de separação recomendado deve ser<br />

inferior a 2 horas.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

123


QUALIDADE NO<br />

LABORATÓRIO<br />

Entre os analitos que podem<br />

apresentar resultados alterados<br />

com esta interferência, estão:<br />

ACTH, cortisol, catecolaminas, lactato,<br />

homocisteína e cálcio iônico em<br />

amostras à temperatura ambiente<br />

(estável por 96 horas a 4°C).<br />

Tempo de separação do soro<br />

dentro de 2 horas à temperatura<br />

ambiente:<br />

Glicose, potássio, fósforo, DHL.<br />

Tempo de separação do soro<br />

dentro de 6 horas à temperatura<br />

ambiente:<br />

Albumina, bicarbonato, cloro, peptídeo<br />

C, HDL-colesterol, LDL-colesterol, ferro,<br />

proteínas totais.<br />

Ainda, segundo um estudo de<br />

Zhang e colaboradores, ALT, AST,<br />

fosfatase alcalina, aldostero- 99 na<br />

amilase, bilirrubina, cálcio, creatinina,<br />

ceruloplasmina, CK, CK-MB, cortisol,<br />

estradiol, ferritina, folato, gama<br />

glutamiltransferase, HCG, haptoglobina,<br />

IgA, IgE, IgG, IgM, prolactina, sódio,<br />

tiroxina, transferrina, testosterona,<br />

uréia, ácido úrico, vitaminas A e B12,<br />

se mantêm estáveis no intervalo de até<br />

24 horas à temperatura ambiente (18 a<br />

25°C), mesmo sem a separação do soro.<br />

E como solucionar as variáveis relacionadas ao tempo de<br />

separação das amostras?<br />

O ideal é que quando houver variáveis de deslocamento entre a<br />

coleta e a separação da amostra que estas sejam transportadas no<br />

tempo adequado para a sua separação, caso isso não seja possível,<br />

o recomendado é não transportar a amostra de sangue total, mas<br />

realizar a separação da amostra previamente ao transporte.<br />

Autora:<br />

Kelly C. Gabriel<br />

Biomédica. Especialista em Auditoria e Gestão da Qualidade, Gestão em Saúde Pública e Docência do Ensino Superior. Pós graduada em Bioquímica<br />

Clínica. Mestranda em Clínica Médica. Docente em Ensino Superior. Coordenadora da Qualidade em Laboratório de Urgência e Emergência.<br />

Contato @kellycristiane_biomed<br />

Confira a referência bibliográfica em:<br />

www.newslab.com.br/referencias-newslab<strong>172</strong><br />

124 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


BIOSSEGURANÇA<br />

MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA<br />

EM AMBIENTES DE SAÚDE:<br />

FICAR SÓ NO PAPEL NÃO VALE!<br />

Por: Gleiciere Maia Silva e Jorge Luiz Silva Araújo-Filho.<br />

Biossegurança pode ser definida<br />

como um conjunto de procedimentos<br />

e normas que tem como objetivo<br />

minimizar ou até eliminar os riscos<br />

para manutenção da saúde do<br />

profissional e dos demais envolvidos<br />

na atividade de atenção à saúde.<br />

Os trabalhadores que atuam na área da<br />

saúde, durante a assistência ao paciente<br />

ou na manipulação de produtos e<br />

amostras biológicas, estão expostos<br />

a inúmeros riscos ocupacionais<br />

causados por fatores químicos, físicos,<br />

mecânicos, biológicos, ergonômicos<br />

e psicossociais, que podem ocasionar<br />

doenças e acidentes ocupacionais. O<br />

profissional da saúde está exposto a um<br />

risco maior de adquirir determinadas<br />

infecções do que a população em geral.<br />

Atualmente questiona-se por que<br />

é tão fácil falar em Biossegurança e<br />

é tão difícil implantá-la. Embora as<br />

estatísticas comprovem que trabalhar<br />

corretamente, seguindo as normas de<br />

Boas Práticas, reduzam os acidentes<br />

de trabalho, prolongue a vida do<br />

trabalhador, gere menos despesas<br />

para o empregador e benefícios para<br />

todos em geral inclusive ao meio<br />

ambiente. Pesquisas evidenciam que<br />

os conhecimentos técnicos sobre os<br />

conceitos e normas de Biossegurança<br />

são importantes para o profissional ter<br />

segurança nos processos, bem como,<br />

para executar melhores práticas e<br />

saber atuar em emergências.<br />

Mesmo com tantas informações<br />

sobre a importância da prevenção,<br />

ainda é difícil conseguir que as<br />

pessoas mudem seu comportamento<br />

e resolvam usar das normas de<br />

segurança. Algumas hipóteses que<br />

poderiam ser discutidas a esse respeito<br />

são: questão comportamental,<br />

cultural, social, falta de informações,<br />

ou a falta de compromisso.<br />

A busca pela qualidade é de longe,<br />

hoje umas das maiores exigências de<br />

quem procura os serviços de saúde,<br />

procura-se por bons profissionais,<br />

ambientes acolhedores que reflitam<br />

higiene, funcionários competentes<br />

com capacidade de interagir com os<br />

pacientes/clientes. O fornecimento<br />

de cuidados de saúde satisfatórios,<br />

de maneira desejável tem obrigatória<br />

intersecção com a adoção de medidas<br />

de biossegurança.<br />

126 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


BIOSSEGURANÇA<br />

O maior número de acidentes vem<br />

da falta ou do uso inadequado de<br />

Equipamentos de Proteção Individual<br />

(EPI’s) e dos Equipamentos de<br />

Proteção Coletiva (EPC’s), e ainda,<br />

alguns ambientes não dispõe<br />

desses equipamentos, embora<br />

seja assegurando pela Norma<br />

Regulamentadora número 6 do<br />

Ministério do Trabalho e Emprego<br />

(MTE). Outros preferem não usar,<br />

alegando diversos motivos desde<br />

inconveniência no uso, diminuição<br />

da sensibilidade, no caso de luvas,<br />

dificuldade de respirar, no caso<br />

das máscaras, falta de destreza e<br />

nervosismo, e contribuindo com os<br />

riscos de acidentes, observa-se longas<br />

jornadas de trabalho, grande número<br />

de plantões, grande quantidade de<br />

pacientes para serem atendidos.<br />

Contornar a situação após o acidente<br />

é sempre mais caro do que preveni-la.<br />

Como fica a questão psicológica<br />

desses profissionais, divididos<br />

entre fazer o que é certo ou sofrer<br />

algum tipo de acidente que pode<br />

custar-lhes a vida? Com o intuito de<br />

promover a saúde dos trabalhadores<br />

da saúde, foi aprovada a Norma<br />

Regulamentadora 32 (NR 32), para<br />

trabalhadores regidos pela CLT, que<br />

tem por finalidades a implementação<br />

de medidas de proteção a saúde dos<br />

trabalhadores dos serviços de saúde.<br />

Diante dessa problemática o<br />

presente texto tem o objetivo de<br />

avaliar as ações de biossegurança<br />

em ambientes de atenção à saúde,<br />

se os mesmos seguem as normas e<br />

diretrizes preconizadas pelos órgãos<br />

competentes além de promover<br />

uma discussão sobre as dificuldades<br />

de implantação dessas normas nos<br />

ambientes de atenção à saúde.<br />

Após uma avaliação de vários<br />

ambientes de atenção à saúde,<br />

constatou-se que todos dos<br />

ambientes já receberam em algum<br />

momento visita para inspeção de<br />

agentes da Vigilância Sanitária.<br />

Constatou-se que os órgãos<br />

fiscalizadores, ANVISA e MTE, tem<br />

se mostrado presente na fiscalização<br />

dos estabelecimentos de saúde.<br />

Na área de Biossegurança, a<br />

ANVISA trabalha no controle de<br />

riscos resultantes de pesquisas<br />

ou aplicações feitas com material<br />

biológico, adequação dos<br />

padrões de segurança e processos<br />

de trabalho das instituições.<br />

Nesse contexto, o princípio da<br />

precaução apresenta-se como<br />

um instrumento indispensável à<br />

proteção do meio ambiente e da<br />

saúde dos seres vivos.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

127


BIOSSEGURANÇA<br />

Os programas e ações descritas nas<br />

Normas Regulamentadoras (NR’s) e<br />

nas Resoluções da Diretoria Colegiada<br />

(RDC’s) tem como principais<br />

preocupações as ações voltadas para<br />

Diante dos resultados obtidos<br />

verificou-se que os profissionais<br />

consideram a Biossegurança uma<br />

área de fundamental importância na<br />

prevenção dos riscos nos ambientes<br />

Ressaltamos que apesar dos<br />

serviços avaliados apresentarem<br />

as deficiências relatadas, sabe-se<br />

que inúmeros serviços seguem a<br />

manutenção da saúde humana e<br />

de atenção à saúde, porém esses<br />

biossegurança, e são referência e<br />

do meio ambiente, e os resultados<br />

referentes a presença desses<br />

conhecimentos em algumas<br />

instituições não são bem difundidos.<br />

orgulho para os respectivos setores.<br />

programas nos ambientes de saúde.<br />

Apesar dos estabelecimentos possuírem<br />

É necessária uma ampla discussão<br />

Porém em todos os ambientes<br />

os documentos “impressos” dos<br />

entre órgãos governamentais,<br />

avaliados foram encontrados<br />

profissionais e até gestores que não<br />

conheciam os programas, documentos<br />

programas exigidos, como PGRSS,<br />

PCMSO, POP’s, entre outros, muitas vezes<br />

o que está escrito difere das observações<br />

instituições acadêmicas, trabalhadores<br />

e empregadores da área da<br />

e ações definidas como obrigatórios<br />

in loco, além dos trabalhadores<br />

saúde sobre estratégias para uma<br />

nos serviços. E ficou claro, que nos<br />

não conseguirem compreender<br />

efetiva prática de biossegurança<br />

ambientes que possuíam esses<br />

programas, eles não passavam de uma<br />

exigência burocrática, e não passavam<br />

a importância dessas exigências,<br />

constatando que a Biossegurança<br />

continua sem sair do papel sem se tornar<br />

e consequente minimização dos<br />

acidentes ocupacionais e das Infecções<br />

de documentos arquivados na gaveta.<br />

uma prática cotidiana.<br />

Relacionadas à Assistência à Saúde.<br />

Autores:<br />

Gleiciere Maia Silva<br />

(@profa.gleicieremaia)<br />

Biomédica, Especialista em Micologia, Mestre em Biologia<br />

de Fungos e Doutoranda em Medicina Tropical.<br />

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho<br />

(@dr.biossegurança)<br />

Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;<br />

palestrante e consultor em biossegurança.<br />

Contato: jorgearaujofilho@gmail.com<br />

128 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


TUBO ESTÉRIL<br />

COM SOLUÇÃO SALINA<br />

para transporte de amostras biológicas<br />

Compatível com os processos<br />

automatizados PCR RT<br />

2ml e 3ml de Solução Salina<br />

fisiológica (NaCl 0,9% estéril)<br />

ideal para qualidade e<br />

conservação da amostra<br />

Tampa de segurança<br />

rosqueável - maior segurança<br />

no transporte e processamento<br />

Capacidade de armazenamento<br />

de swabs conforme protocolo<br />

de coletas e transporte de<br />

amostras biológicas.<br />

Certificado IATA - padrão<br />

internacional para o transporte<br />

de amostras biológicas<br />

Produção Brasileira<br />

com Tecnologia Alemã<br />

Contato: +55 11 4152 2233<br />

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Registro na ANVISA nº 80003920044<br />

www.sarstedt.com


LADY NEWS<br />

SCARPIN MICROSCÓPIO<br />

Por Waldirene Nicioli<br />

Recentemente, no maior<br />

Congresso Brasileiro da área<br />

laboratorial, que aconteceu<br />

em Fortaleza/CE, o Examinare<br />

Análises Clínicas recebeu a<br />

Comenda Scarpin Microscópio<br />

como Laboratório Destaque<br />

2021/2022.<br />

A premiação, na sua 4ª edição, foi<br />

entregue pela OFAC - Organização<br />

Feminina de Análises Clínicas,<br />

e foi resultado de 2 etapas<br />

de votação. Foram quase mil<br />

votantes de todo o país, e com<br />

49,7% dos votos, o Examinare<br />

levou o tão cobiçado “sapatinho<br />

vermelho” para casa.<br />

No Centro de Eventos do<br />

Ceará, Waldirene Nicioli ficou<br />

emocionada com a premiação<br />

e ressaltou a importância para<br />

o setor: “Representa muito para<br />

um laboratório de pequeno porte<br />

e do interior, pois demonstra<br />

que não é necessário estar em<br />

um grande centro nem ser uma<br />

megaunidade para prestar um<br />

serviço de excelência!”<br />

“Nos sentimos extremamente<br />

felizes e honrados por sermos<br />

não apenas citados, mas<br />

indicados por quem entende, por<br />

especialistas e profissionais da<br />

área”; diz a diretora técnica.<br />

O Laboratório EXAMINARE está<br />

instalado em Peabiru/PR e<br />

completou em 01 de julho 12<br />

anos. Sua jornada iniciou com a<br />

construção de seus 350 m², onde<br />

além da recepção, há 2 salas de<br />

espera, 3 box de coleta, sala de<br />

coleta pediátrica, ginecológica<br />

e sala de espera com poltronas<br />

reclináveis para repouso, e<br />

área técnica. Toda estrutura foi<br />

minunciosamente planejada<br />

para ter acessibilidade total, não<br />

possuindo um único degrau.<br />

Oferece área coberta e planejada<br />

para coleta Drive Thru.<br />

Vem sendo notado por sua<br />

constante inovação e atualização<br />

na área laboratorial. Além de<br />

uma excelente estrutura física,<br />

130 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


LADY NEWS<br />

surpreende por seus protocolos<br />

de atendimento, experiência<br />

do cliente, e preocupação com<br />

a sustentabilidade, educação<br />

ambiental e uso de energia<br />

renovável. Responsabilidade<br />

social também está no DNA do<br />

laboratório, com participação<br />

e realização de eventos que<br />

ampliam sua missão de apoiar<br />

a saúde preventiva e auxiliar no<br />

diagnóstico.<br />

Um diferencial é o incentivo aos<br />

clientes a procurar o laboratório logo<br />

após a consulta, desta forma, com<br />

o pedido em mãos é possível dar<br />

todas as orientações sobre jejum,<br />

realização de exercícios físicos,<br />

consumo de bebida alcoólica e uso<br />

de medicamentos, dentre outras,<br />

diminuindo consideravelmente<br />

assim alterações pré-analíticas.<br />

Também é realizado o agendamento<br />

da coleta o mais próximo do<br />

retorno ao médico, garantindo<br />

rapidez no dia do atendimento,<br />

pois a maioria dos dados já está em<br />

sistema, e entregando ao médico<br />

um resultado recente.<br />

Dentre os setores que brilham os<br />

olhos, está a Gestão da Qualidade,<br />

que garante a confiabilidade dos<br />

resultados dos exames através da<br />

Certificação de Acreditação pelo<br />

Sistema Nacional de Acreditação<br />

- DICQ.<br />

Orgulhosa, a proprietária finaliza:<br />

“Envolvemos toda a equipe<br />

para uma entrega impecável ao<br />

cliente, estamos aqui para fazer a<br />

diferença, por isso temos o jeito<br />

Examinare de atender”.<br />

Autora:<br />

Waldirene Nicioli<br />

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Farmacologia Clínica, Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Proprietária<br />

Examinare de Análises Clínicas, Auditora Líder do DICQ - Sistema Nacional de Acreditação, Membro da Central de Negócios do<br />

Grupo ACB - Análises Clínicas Brasil, Umas das fundadoras da OFAC Brasil - Organização Feminina de Análises Clínicas<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

131


HEMATOLOGIA<br />

COMO IDENTIFICAR BLASTOS?<br />

Por Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite. PhD<br />

Blastos são células jovens e<br />

imaturas presentes frequentemente<br />

em extensões sanguíneas e<br />

medulares de pacientes com<br />

leucemias agudas. A citologia<br />

dos blastos é peculiar, visto que<br />

estas células possuem múltiplos<br />

nucléolos evidentes, citoplasma<br />

escasso e levemente basofílico,<br />

núcleo grande com cromatina<br />

nuclear variando entre fina e densa.<br />

Outros blastos possuem o núcleo<br />

denso ou cromatina nuclear<br />

condensada ou fechada, típicas de<br />

linfoblastos, com pouco citoplasma.<br />

Estas células são vistas no sangue<br />

periférico de pacientes com leucemia<br />

linfoblástica aguda (LLA).<br />

Vale destacar que quando são<br />

encontrados blastos com bastonete<br />

de Auer, grânulos citoplasmáticos,<br />

deve-se fazer uma observação,<br />

pois estes achados são comuns em<br />

lâminas de pacientes com leucemia<br />

mieloide aguda (LMA).<br />

Os blastos devem ser contados<br />

dentro da diferencial dos leucócitos,<br />

e toda vez que forem identificados,<br />

devem ser comunicados aos<br />

médicos, pois leucemias agudas<br />

são doenças agressivas, e que<br />

sem o devido tratamento levam o<br />

paciente a óbito.<br />

Figura 1 – Blastos com cromatina fina e nucléolos evidentes em um caso de LMA.<br />

Coloração de May-Grunwald Giemsa. x1000.<br />

Figura 2 – Blastos com cromatina condensada e esboços de nucléolos em um<br />

paciente com LLA. Coloração de May-Grunwald Giemsa. x1000.<br />

Autor<br />

Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite, Ph.D.<br />

Especialista e Mestre em Hematologia, UNIFESP, Doutor em Bioquímica, UFPE. Professor de Pós-graduação e<br />

Coordenador em Hematologia. As imagens foram capturadas e cedidas pelo próprio autor.<br />

132 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


3 0<br />

anos<br />

InviSTAR150<br />

InviSTAR300<br />

B i o q u í m i c a e T u r b i d i m e t r i a<br />

Até 150 testes/hora<br />

Até 300 testes/hora<br />

- Analisador Automático de Bioquímica e Turbidimetria<br />

- Tecnologia e qualidade<br />

- Baixo custo e al to rendimento<br />

QuickSTAR<br />

Point of Care<br />

- Design<br />

Compacto, leve e<br />

por tátil<br />

- Conectividade<br />

Não é o tamanho,<br />

mas a qualidade<br />

- Desempenho<br />

Performance além<br />

do seu tamanho<br />

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LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />

AS OPERAÇÕES LOGÍSTICAS DO<br />

GRUPO PRIME ESTÃO A TODO VAPOR NO RIO DE JANEIRO!<br />

A unidade situada em Duque de Caxias, na Baixada<br />

Fluminense, conta com uma estrutura moderna<br />

para garantir um fluxo de estoque organizado e<br />

contínuo, principalmente na área da saúde.<br />

Quando falamos de logística para a saúde, a<br />

organização é um item indispensável. Ainda<br />

mais em um cenário como o Rio de Janeiro e<br />

sua região metropolitana, que juntos somam<br />

aproximadamente 10 milhões de habitantes. Nesse<br />

contexto, a gestão do transporte e armazenamento<br />

dos equipamentos médicos hospitalares deve ser<br />

feita por mãos especializadas no assunto.<br />

Com quase duas décadas de experiência e<br />

uma equipe altamente capacitada, o Grupo<br />

Prime é especialista na logística de materiais<br />

e equipamentos relacionados à área da saúde,<br />

com certificação ANVISA. E a filial carioca segue<br />

o mesmo padrão de qualidade nas operações,<br />

garantindo a distribuição logística dos grandes<br />

hospitais e laboratórios do Rio de Janeiro.<br />

A Unidade Grupo Prime - Duque de<br />

Caxias está estabelecida em uma<br />

área total de 4.115m², sendo destes,<br />

3.600m² de área fabril. E esse tamanho<br />

todo permite mais versatilidade nas<br />

operações de armazenagem, com opção<br />

de organização para até 5.000 posições<br />

paletes que solucionam o fluxo de<br />

pequenos, médios e grandes estoques.<br />

134 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />

Além do amplo espaço que garante mais<br />

segurança nas atividades, a filial ainda<br />

conta com equipamentos de última geração<br />

e softwares inteligentes que automatizam<br />

processos operacionais, otimizando a<br />

produtividade em cada etapa.<br />

Mas a logística focada na área da saúde<br />

requer alguns cuidados especiais em relação<br />

aos serviços de transporte e armazenamento<br />

convencionais. E quem se disponibiliza<br />

a atender esse mercado precisa ter uma<br />

estrutura preparada com controle da<br />

temperatura ambiente.<br />

A filial carioca do Grupo Prime dispõe de<br />

uma frota com veículos refrigerados e câmara<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

fria de 150 m² para receber cargas com<br />

necessidades específicas de conservação.<br />

E não é só no assunto saúde que o Grupo<br />

Prime tem autoridade. A unidade de Duque<br />

de Caxias também é especializada na<br />

logística de equipamentos de tecnologia<br />

para a área das telecomunicações, com<br />

soluções especializadas no transporte e<br />

armazenamento desses materiais.<br />

A unidade do Grupo Prime no Rio de<br />

Janeiro está estrategicamente localizada<br />

no Condomínio GLP, que fica na Rodovia<br />

Washington Luiz, 20755 - Galpão 24, Módulo<br />

4, Vila Santo Antônio, em Duque de Caxias.<br />

Quer conhecer as operações logísticas do<br />

Grupo Prime de perto?<br />

Acesse www.grupoprimecargo.com.br<br />

e saiba mais!<br />

Tel.: +55 11 4280-9110<br />

E-mail: comercial@primecargo.com.br<br />

135


INFORMES DE MERCADO<br />

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação<br />

dos produtos e lançamentos do setor.<br />

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.<br />

Mais informações: comercial@newslab.com.br<br />

QUICKSTAR E LINHA QUICKTEST:<br />

EFICIÊNCIA E QUALIDADE<br />

A In Vitro Diagnóstica sempre foi destaque no<br />

mercado brasileiro de diagnóstico in vitro por<br />

ser inovadora. Portanto, lança no mercado<br />

um equipamento moderno, adaptável as<br />

necessidades do mercado brasileiro e com<br />

configurações diferenciadas que otimizam a<br />

rotina laboratorial.<br />

O QuickSTAR é um equipamento de<br />

imunofluorescência, para leitura quantitativa e<br />

qualitativa, que alinha alta tecnologia, qualidade<br />

e praticidade em todas as suas funcionalidades.<br />

O seu portfólio de produtos – linha QuickTEST<br />

é exclusivo e apresenta características<br />

diferenciadas e seguras.<br />

Além de esteticamente bonito e leve, a bateria<br />

interna garante mobilidade e alta eficiência<br />

longe das tomadas, o que possibilita um<br />

rápido e confiável diagnóstico em qualquer<br />

lugar. Pensando ainda na agilidade, embora<br />

seja pequeno e semiautomático, possui<br />

uma tecnologia inigualável através da sua<br />

funcionalidade que permite a leitura simultânea<br />

de testes multiparâmetros. Todas as suas<br />

características foram desenhadas utilizando<br />

alta tecnologia e o seu software em português<br />

permite um fácil entendimento e manuseio.<br />

Pensando ainda em facilitar a rotina laboratorial,<br />

através de resultados confiáveis e seguros, mas<br />

mantendo as características que diferem testes<br />

comuns de um verdadeiro “point of care testing”,<br />

a linha de produtos QuickTEST, dedicada para<br />

uso no equipamento QuickSTAR, apresenta<br />

vantagens que facilitam a coleta de amostra<br />

e a execução do teste. Dentre essas vantagens<br />

destacamos que não é necessário pré-diluição<br />

de amostras, que é possível utilizar sangue total<br />

e que os protocolos para execução e leitura dos<br />

testes são padronizados.<br />

O QuickSTAR foi desenvolvido nos mínimos<br />

detalhes, com diferenciais exclusivos que<br />

garantem o seu destaque como um produto<br />

moderno, competitivo e de alta qualidade. Com<br />

um portfólio completo, a linha QuickTEST<br />

engloba diversos parâmetros: marcadores<br />

cardíacos, marcadores inflamatórios, marcadores<br />

tumorais, doenças respiratórias, doenças<br />

infecciosas, função renal, função digestiva,<br />

tireoide, diabetes, alergia, vitamina, derrame<br />

cerebral e detecção de drogas.<br />

Como parte da linha que contribui neste cenário<br />

de enfrentamento da COVID-19, a In Vitro destaca:<br />

COVID-19 Ag - Kit para detecção do antígeno<br />

SARS-CoV-2 causador da COVID-19.<br />

COVID-19 nAb - Kit para detecção de<br />

anticorpos neutralizantes anti-SARS-CoV-2,<br />

importante para o monitoramento do nível<br />

de anticorpos que neutralizam a virulência do<br />

vírus causador da COVID-19.<br />

D-Dímero – Kit para detecção de<br />

D-Dímero, fundamental para diagnóstico e<br />

acompanhamento do quadro trombótico de<br />

pacientes com COVID-19.<br />

Para saber mais entre em contato<br />

com a In Vitro Diagnóstica<br />

através do e-mail invitro@invitro.com.br ou<br />

telefone (31) 99973-2098.<br />

136 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


KIT DE PCR DA ALTONA DIAGNOSTICS É UTILIZADO EM<br />

ESTUDO DOS PRIMEIROS CASOS DE VARÍOLA DO MACACO<br />

EM HUMANOS, IDENTIFICADOS NA ALEMANHA.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Em 6 de junho de 2022, foi publicado artigo<br />

preliminar que analisou dois casos de infecção<br />

por varíola do macaco (Monkeypox – MPX),<br />

na Alemanha, em homens que tiveram sexo<br />

com outros homens (HSH). O kit de PCR<br />

RealStar® Orthopoxvirus PCR Kit 1.0<br />

da altona Diagnostics foi utilizado em uma<br />

primeira testagem por ter capacidade de<br />

detectar Orthopoxvirus de diferentes espécies<br />

e em seguida as amostras foram confirmadas<br />

por um PCR específico para varíola do macaco<br />

(Monkeypox – MPX).<br />

Os dois casos detectados na Alemanha não<br />

estão associados a viagens para a África onde<br />

o vírus é endêmico em animais. Em ambos<br />

os casos o vírus foi isolado do conteúdo das<br />

pústulas da pele. Isso confirma a importância<br />

do contato próximo (pele) como a principal<br />

via de transmissão. Também, a detecção do<br />

MPXV em sêmen humano foi descrita pela<br />

primeira vez nesse trabalho.<br />

O kit RealStar® Orthopoxvirus PCR Kit 1.0 auxilia na pesquisa do vírus<br />

da varíola do macaco em humanos.<br />

Escaneie o QRCode abaixo e confira o<br />

estudo completo:<br />

O kit RealStar® Orthopoxvirus PCR Kit<br />

1.0 faz parte do amplo portfólio de testes<br />

da altona Diagnostics para uso em pesquisa<br />

(RUO), para detectar doenças infecciosas<br />

baseadas em PCR em tempo real. Para mais<br />

informações sobre os nossos produtos para<br />

uso em pesquisa e também sobre os kits<br />

comerciais registrados no Brasil, entre no<br />

nosso site, nos mande uma mensagem por<br />

e-mail ou acesse o nosso LinkedIn altona<br />

Diagnostics Brasil<br />

altona Diagnostics Brasil LTDA<br />

Rua São Paulino, 221 – São Paulo – SP<br />

fone: +55 11 5083-1390<br />

cel +55 11 97066-6084<br />

e-mail: vendas.brasil@altona-diagnostics.com<br />

www.altona-diagnostics.com<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

137


INFORME DE MERCADO<br />

LAB REDE: A VERDADEIRA EXTENSÃO DO SEU LABORATÓRIO<br />

Conheça um pouco mais sobre o Lab Rede, empresa mineira que está há 22 anos no mercado laboratorial,<br />

com a proposta de trabalhar lado a lado com os laboratórios.<br />

Fazer parte do Lab Rede é ter um parceiro que vai<br />

muito além da execução de exames. É fazer parte<br />

de uma empresa que oferece diversos benefícios<br />

para seus membros. É usufruir de capacitação<br />

de equipe, consultorias especializadas, suporte<br />

de uma assessoria médica e científica que é<br />

referência no país, e parcerias exclusivas. Ser<br />

membro Lab Rede é ter mais que a execução de<br />

exames: é ter um parceiro que é a VERDADEIRA<br />

EXTENSÃO do seu laboratório.<br />

O Lab Rede conta com uma equipe altamente<br />

capacitada em sua assessoria médica e científica,<br />

composta por especialistas que proporcionam<br />

um atendimento diferenciado e proativo para dar<br />

suporte e resolução técnica a toda a rede. Oferece<br />

ainda profissionais especialistas em soluções<br />

como tecnologia da informação, com expertise<br />

em sistemas e integração, marketing, jurídico,<br />

controladoria e financeiro.<br />

Disponibiliza também o REDE DIGITAL,<br />

plataforma de educação continuada com diversos<br />

treinamentos, relatórios de acompanhamento e<br />

certificados para membros e seus colaboradores.<br />

Todos os processos da empresa são monitorados<br />

de ponta-a-ponta, desde o cadastro das<br />

amostras até a liberação dos resultados,<br />

proporcionando mais segurança em todos<br />

os processos laboratoriais. O Lab Rede conta<br />

com uma logística monitorada em parceria<br />

com operadores logísticos qualificados, que<br />

asseguram a conformidade em todas as rotas<br />

atendidas. Tudo isto reflete em agilidade nas<br />

entregas. Nos últimos 12 meses a empresa obteve<br />

uma média de 92% dos resultados de exames<br />

disponibilizados antes do prazo acordado.<br />

A qualidade sempre norteou a atuação do Lab<br />

Rede. Todos os processos são frequentemente<br />

auditados e verificados pelas principais entidades<br />

acreditadoras do setor, que atestam o alto padrão<br />

de desempenho através da manutenção dos<br />

selos ONA Nível III, PALC e DICQ.<br />

O foco do trabalho do Lab Rede é o fortalecimento<br />

de seus membros, prezando pelo princípio da<br />

não-concorrência. Ao compor esta rede, cada<br />

membro conta com a certeza de que participará<br />

de uma empresa que trabalha diariamente pela<br />

perpetuidade de seu negócio. Uma empresa<br />

que tem o propósito de gerar cada dia mais<br />

oportunidades para que seus membros tenham<br />

relevância no mercado laboratorial de sua<br />

região. Afinal, essa é nossa missão: “Propiciar<br />

aos membros da REDE sustentabilidade e<br />

independência em sua atuação no mercado.”<br />

Faça parte do Lab Rede e leve seu laboratório<br />

para um novo patamar!<br />

138 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Ser membro Lab Rede é poder<br />

contar com um parceiro que é<br />

a verdadeira EXTENSÃO do<br />

seu laboratório!<br />

EQUIPE ALTAMENTE CAPACITADA<br />

Contamos com profissionais com larga experiência na área laboratorial, garantindo resultados com qualidade<br />

e precisão. Nossa assessoria médica e científica possui especialistas que proporcionam um atendimento<br />

diferenciado e proativo para suporte e resolução técnica para toda a rede.<br />

QUALIDADE E CONFIANÇA QUE GERAM RESULTADOS<br />

Operamos com rigorosos processos de qualidade, validados pelas acreditações ONA Nível III, PALC e DICQ,<br />

utilizando as melhores e mais reconhecidas tecnologias e metodologias da área laboratorial.<br />

PROCESSOS RASTREÁVEIS<br />

Monitoramento ponta a ponta, desde o cadastro das amostras até a liberação dos resultados, proporcionando<br />

mais segurança e conformidade em todos os processos laboratoriais.<br />

AGILIDADE<br />

Nos últimos 12 meses tivemos uma média de 92% dos resultados de exames entregues antes do prazo padrão.<br />

LOGÍSTICA<br />

Logística monitorada e rastreada em parceria com operadores logísticos, que garantem qualidade e<br />

conformidade em todas as rotas atendidas.<br />

NÃO CONCORRÊNCIA<br />

Nossa missão é manter nossa REDE independente e fortalecida, atuando de forma sustentável em sua região.<br />

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO<br />

Suporte especializado de profissionais especialistas em soluções de tecnologia da informação, com expertise<br />

em sistemas e integração.<br />

EDUCAÇÃO CONTINUADA<br />

Através do REDE DIGITAL, plataforma de desenvolvimento de equipes, oferecemos diversos treinamentos,<br />

relatórios de acompanhamento e certificados para membros da Rede.<br />

E MAIS...<br />

Além disso, proporcionamos suporte nas áreas de marketing, jurídico, controladoria e financeiro.<br />

www.labrede.com.br<br />

VENHA FAZER PARTE DESTA REDE<br />

e leve seu laboratório para um novo patamar!<br />

Cadastre seu laboratório, que entraremos em contato!


INFORME DE MERCADO<br />

INTERPRETE DADOS DE FORMA RÁPIDA, INTUITIVA E<br />

SEM CÁLCULOS COMPLEXOS COM A DGE-AUC<br />

A ultracentrifugação com gradiente de densidade<br />

(DGUC) tem sido considerada uma tecnologia<br />

básica que fornece purificação de alta resolução<br />

de vários materiais em terapia gênica, incluindo<br />

AAV, adenovírus e plasmídeos, desde escalas de<br />

bancada até escalas de fabricação. DGUC separa<br />

partículas por meio de densidade flutuante e é bem<br />

conhecido por separar eficientemente materiais<br />

desafiadores, como capsídeos virais vazios,<br />

intermediários e cheios. Embora tradicionalmente<br />

usada para purificação, essa abordagem foi<br />

recentemente adaptada para fins analíticos de<br />

apoio à terapia gênica usando uma ultracentrífuga<br />

analítica (AUC), como a Optima AUC.<br />

A AUC de equilíbrio de gradiente de densidade<br />

(DGE-AUC) é um método analítico altamente<br />

simplificado que oferece os mesmos benefícios de<br />

alta resolução que sua contraparte em escala de<br />

preparação, juntamente com inúmeras vantagens<br />

sobre os métodos atuais de velocidade de<br />

sedimentação (SV) padrão ouro. O DGE-AUC com<br />

gradientes de CsCl é passível de AAV, adenovírus e<br />

outras partículas virais grandes, fornecendo dados<br />

de alta resolução com amostra significativamente<br />

menor (> 30X de sensibilidade) do que SV-<br />

AUC e permite prontamente o uso de análise de<br />

vários comprimentos de onda sem comprometer<br />

a qualidade dos dados. Além disso, a DGE AUC é<br />

agnóstica de sorotipo com interpretação e análise<br />

intuitivas (não requer software AUC especializado)<br />

e, portanto, está pronta para beneficiar uma ampla<br />

gama de usuários de terapia genética e vetor<br />

viral onde os métodos analíticos tradicionais são<br />

insuficientes.<br />

Com a DGE-AUC, você tem mais dados,<br />

simplicidade, rapidez, sintonização e rendimentos.<br />

Fale conosco para mais informações!<br />

Contatos:<br />

Site: mybeckman.com.br<br />

E-mail: mkt@beckman.com<br />

Youtube: www.youtube.com/user/BCILifeSciences<br />

LinkedIn: www.linkedin.com/company/beckman-coulter-brasil/<br />

140 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


OFEREÇA EM SEU LABORATÓRIO O TESTE MAIS<br />

EFICIENTE PARA A DETECÇÃO DO HPV: O PCR<br />

O HPV é considerado uma infecção sexualmente<br />

transmissível. Responsável pelos casos de câncer<br />

do colo do útero, sendo que os subtipos 16<br />

e 18. Porém o HPV pode ainda causar outras<br />

complicações para as mulheres, como cânceres do<br />

ânus, vulva, vagina e orofaringe, assim como as<br />

doenças cardiovasculares.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Quando não identificado e tratado, o vírus pode<br />

ainda passar de mãe para filho no momento do<br />

parto, tendo o potencial de desenvolvimento da<br />

papilomatose respiratória juvenil, mesmo que<br />

em raras ocasiões, causadas principalmente pelos<br />

subtipos 6 e 11.<br />

Esse cenário poderia ser revertido já que existem<br />

vacinas e métodos contraceptivos disponíveis<br />

gratuitamente pelo SUS. Infelizmente, a taxa<br />

de adesão vacinal está abaixo do esperado nos<br />

principais estados brasileiros, o que causa sérias<br />

preocupações e consequências. Para não vermos<br />

esses números aumentarem, precisamos reforçar<br />

as campanhas e oferecer cuidados de excelência.<br />

Contudo, as vacinas disponíveis no SUS são<br />

somente para os subtipos de HPV 16 e 18,<br />

e temos outros 17 subtipos oncogênicos<br />

frequentes que podem emergir, já que não<br />

estão cobertos pela vacina.<br />

Portanto, é fundamental que o seu laboratório<br />

tenha disponíveis os Painéis PCR para HPV,<br />

mais sensíveis que o popular teste de captura<br />

híbrida, e capazes de determinar o genótipo<br />

exato do agente infeccioso.<br />

O Laboratório de Apoio Base Científica oferece<br />

painéis usando a metodologia de PCR em tempo<br />

real que realizam a detecção e a genotipagem<br />

de HPV de alto de baixo risco. Neste painel estão<br />

inclusos os tipos 16 e 18, responsáveis por cerca<br />

de 70% dos cânceres cervicais; e os tipos 6 e 11,<br />

encontrados em 90% dos condilomas genitais e<br />

papilomas laríngeos, considerados não oncogênicos.<br />

Maior eficiência com cobertura dos<br />

planos de saúde<br />

Várias pesquisas já foram publicadas mostrando a<br />

maior eficiência do teste PCR na detecção do HPV ,<br />

sendo também um excelente exame preventivo de<br />

câncer de colo de útero.<br />

Além disso, os testes PCR para HPV estão elencados<br />

no Rol da ANS com o código TUS 40314154, e<br />

possuem cobertura dos planos de saúde, o que<br />

facilita o acesso dos pacientes a essa metodologia.<br />

O laboratório Base Científica conta com duas versões<br />

de testes para HPV por PCR:<br />

- Painel para detecção e genotipagem de HPV de<br />

alto e baixo risco: detecção simultânea de 28 tipos<br />

de HPV (19 de alto risco e 9 de baixo risco).<br />

- Painel para detecção e genotipagem de HPV de<br />

alto risco: detecção simultânea de 14 tipos de HPV<br />

de alto risco.<br />

Além dos painéis de PCR para detecção de HPV,<br />

o Laboratório Base Científica também oferece<br />

aos seus apoiados o teste de captura híbrida,<br />

tradicionalmente prescrito pelos médicos para<br />

detecção de HPV de alto e baixo risco. Também<br />

possui vários testes moleculares direcionados à<br />

saúde da mulher.<br />

Acesse e saiba mais:<br />

www.basecientifica.com.br<br />

Leia o artigo completo:<br />

Saúde da Mulher - 4 exames que o seu laboratório<br />

precisa ter.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

141


INFORME DE MERCADO<br />

HAGELAB – CONSOLIDAÇÃO É O PRÓXIMO PASSO<br />

Agora vamos para a consolidação<br />

do produto e da Marca<br />

Depois de iniciar um ousado projeto e<br />

determinados a realizar essa entrega ao<br />

mercado, finalmente apresentamos de forma<br />

completa a HAGELAB.<br />

Nosso objetivo é sempre tratar o assunto:<br />

gestão, qualidade, diminuição de desperdícios,<br />

entre inúmeros outros pontos os quais<br />

possamos ajudar, de forma leve, informativa,<br />

simples e acessível.<br />

Entregamos soluções, produtos e serviços<br />

compatíveis com todas as empresas que<br />

querem ter um salto de gestão em seus<br />

processos da cadeia de frios, equipamentos e<br />

inventários.<br />

HAGELAB, uma empresa que chegou cheia<br />

de energia e inovação, repleta de tecnologia<br />

e conhecimento, junção de profissionais<br />

inovadores e com larga experiência de<br />

mercado, jovens com visão tecnológica<br />

juntamente a profissionais experientes com a<br />

mais alta expertise a favor do mercado, ou seja,<br />

a HAGELAB é completa.<br />

Depois de sermos testados, validados e acima<br />

de tudo vistos com respeito, graças a entregas<br />

com implantações extremamente complexas<br />

que realizamos e atendendo com qualificações<br />

e validações que o mais alto nível de qualidade<br />

pode exigir, podemos garantir que somos a<br />

solução para o mercado de logística e transporte<br />

de refrigerados e congelados precisava. (não<br />

realizamos os transportes, oferecemos solução<br />

para quem o faz).<br />

Hoje além de produtos exclusivos, tecnologia<br />

própria de criação de softwares leves, rápidos,<br />

responsivos, amigáveis e seguros, estamos<br />

com o desenvolvimento e a montagem de<br />

hardwares próprios.<br />

Isso dará aos nossos clientes mais independência<br />

e possibilidades de personalização com a<br />

gestão do tamanho da sua necessidade.<br />

Monitoramento e controle de transporte de<br />

amostras biológicas, reagentes, medicamentos,<br />

vacinas, amostras para pesquisas, entre todos<br />

os outros tipos de materiais que necessitam<br />

desse cuidado, estamos aptos a atendê-los.<br />

Além de relatórios completos de temperatura,<br />

rotas, deslocamentos e viagens, entregamos<br />

também a roteirização com ordens de serviços<br />

e acompanhamentos em tempo real.<br />

Para fechar o pacote de soluções, temos<br />

o inventário de todos os bens que quiser<br />

cadastrar e acompanhar.<br />

Traga sua necessidade e tenha a solução.<br />

Rogério Diniz<br />

Diretor Comercial e Novos Negócios<br />

rogerio@hagelab.com.br<br />

Ailton Flavio Moreira Junior<br />

Engenheiro Eletrônico/Eletricista Especialista<br />

em Engenharia Clínica MBA FGV – Gestão<br />

Empresarial<br />

Wender Fernandes<br />

Tecnólogo em Redes e Analista de<br />

Desenvolvimento Tecnológico Pesquisa e<br />

desenvolvimento de Hardware / Processamento<br />

de Dados IoT<br />

Eliel Oliveira<br />

Engenheiro Civil / Cientista de Dados<br />

Computacionais / Processamento de Dados IoT<br />

Carlos H. Monteiro<br />

Publicitário, Especialista em Inovação, Experiência<br />

do Usuário e Arquitetura da Informação UX<br />

142 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


INFORME DE MERCADO<br />

LumiraDx SARS-CoV-2 & Flu A/B<br />

DIFERENCIAÇÃO SIMULTÂNEA DE ANTÍGENOS VIRAIS DE SARS-COV-2<br />

E INFLUENZA A E/OU INFLUENZA B<br />

Devido a semelhança dos sintomas, a<br />

confluência de casos de Covid-19 com os casos<br />

de gripe pode ser inicialmente confundida,<br />

assim o diagnóstico diferencial é fundamental<br />

para a identificação e tratamento das Síndromes<br />

Respiratórias Agudas.<br />

A COVID-19 é uma doença infecciosa causada<br />

pelo coronavírus SARS-CoV-2 e tem como<br />

principais sintomas febre, cansaço e tosse seca.<br />

O vírus Influenza A e B vulgarmente conhecidos<br />

como os agentes causadores da "gripe", causam<br />

uma infecção viral contagiosa, com sintomas<br />

semelhantes aos casos de COVID-19, sendo<br />

ambas transmitidas através de tosse e espirros<br />

com gotículas contendo o vírus ativo.<br />

O teste LumiraDx SARS-CoV-2 & Flu A/B consiste<br />

num ensaio rápido e totalmente automatizado,<br />

de imunofluorescência microfluídica por<br />

captura magnética para uso na Plataforma<br />

LumiraDx, utilizado para a detecção qualitativa<br />

e diferenciação simultânea de antígenos virais<br />

de SARS-CoV-2 e Influenza A e/ou Influenza<br />

B, através de amostras de swab nasal. Os<br />

resultados podem ser impressos ou enviados<br />

para o sistema de gerenciamento Connect<br />

Manager LDx, conexão por aplicativo via<br />

internet (iOS e Android), via Bluetooth através<br />

do Connect Hub LDx e conexão via cabo de rede<br />

pelo EHR Connect, através do LIS ou HIS.<br />

Identifique prontamente uma possível<br />

infecção por SARS-CoV-2 Ag, com um ensaio<br />

microfluídico rápido que fornece resultados<br />

práticos, comparáveis aos de laboratório, em 12<br />

minutos, para pacientes com suspeita de gripe<br />

e/ou COVID-19.<br />

Para mais informações, entre em contato<br />

através do e-mail faleconosco@lumiradx.com<br />

ou (11) 5185- 8181.<br />

Rápido • Preciso • Conectado<br />

144 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


Acesse nosso site e conheça!<br />

www.renylab.ind.br<br />

ANTIBIOGRAMA<br />

O antibiograma é um teste que oferece<br />

como resultado padrões de resistência ou<br />

susceptibilidade de uma bactéria específica a vários<br />

antimicrobianos (antibióticos ou quimioterápicos).<br />

Os resultados do antibiograma são interpretados e<br />

usados para tomar decisões sobre tratamento.<br />

(32) 3331-4489<br />

INFORME DE MERCADO<br />

O método mais usado na rotina laboratorial é o da<br />

disco-difusão do antimicrobiano. Nessa técnica,<br />

uma suspensão padronizada do organismo em<br />

teste é espalhada na superfície do meio de cultura.<br />

O antimicrobiano, impregnado em um disco de<br />

papel de filtro, é colocado sobre o meio de cultura<br />

inoculado com a bactéria.<br />

A interpretação da susceptibilidade se baseia<br />

na medida do halo de inibição do crescimento<br />

bacteriano formado ao redor do disco. É importante<br />

notar que microrganismos que apresentarem<br />

resistência in vitro também serão resistentes in<br />

vivo. Por outro lado, microrganismos apresentando<br />

sensibilidade in vitro podem ser resistentes in vivo.<br />

A determinação da suscetibilidade aos<br />

antimicrobianos (TSA ou antibiograma) é<br />

uma das principais tarefas do laboratório de<br />

microbiologia clínica. Em muitas situações, sob<br />

o ponto de vista do clínico, os resultados do<br />

antibiograma são considerados mais importantes<br />

do que a própria identificação do micro-organismo<br />

envolvido no processo infeccioso. Em parte, isso<br />

pode ser explicado pelo aumento mundial de<br />

microorganismos multirresistentes, o que limita<br />

a opção terapêutica. Como consequência o<br />

laboratório deve dar prioridade não só à produção<br />

de dados precisos, mas também deve liberar<br />

laudos que sejam facilmente interpretáveis.<br />

O ágar Mueller-Hinton Renylab foi especialmente<br />

desenvolvido para a realização do antibiograma<br />

em disco-difusão.<br />

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imunocromatográfico qualitativo para detecção<br />

do antígeno NS1 em amostras de sangue total,<br />

soro, plasma e punção digital.<br />

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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

145


INFORME DE MERCADO<br />

CELLAVISION: CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DA<br />

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA CONTAGEM<br />

DIFERENCIAL DE LEUCÓCITOS<br />

A utilização da inteligência artificial na medicina<br />

diagnóstica parece ser um caminho sem volta. A<br />

cada dia nos deparamos com novos equipamentos<br />

no mercado utilizando a inteligência artificial a<br />

favor de um diagnóstico mais robusto. Muitas<br />

são as vantagens de sua aplicação, entre elas, o<br />

ganho de consistência, produtividade, redução de<br />

resultados falsos negativos, entre outras.<br />

Os equipamentos CellaVision contam com<br />

uma rede neural artificial proprietária capaz de<br />

identificar células de sangue periférico e pré<br />

classificá-las com taxa de acerto muitíssimo<br />

elevada, colocando o laboratorista em um<br />

excelente ponto de partida para a análise. É como<br />

se já saíssemos oitenta metros à frente em uma<br />

corrida de cem metros rasos.<br />

Em um estudo publicado por Briggs e colaboradores<br />

no International Journal of Hematology, os<br />

autores compararam os resultados da contagem<br />

diferencial de leucócitos realizada manualmente<br />

versus a pré classificação automatizada pelo<br />

equipamento CellaVision. O resultado fornecido<br />

pela automação obteve concordância de 89,2%<br />

(tabela). Isso significa que o laboratorista iniciaria<br />

sua análise já com 89,2% das células classificadas<br />

corretamente, precisando apenas revisar aquilo<br />

que a automação lhe forneceu.<br />

Observando as três classes celulares predominantes<br />

(neutrófilos, linfócitos e monócitos), mais de<br />

97,3% das células foram corretamente classificadas<br />

pelo sistema CellaVision. Como estas células<br />

representam de 90% a 95% das células de um<br />

esfregaço típico de uma rotina, a pré classificação<br />

pelo CellaVision realmente acelera o processo de<br />

revisão das lâminas, permitindo ao profissional<br />

despender mais tempo proporcional para o<br />

estudo de células imaturas e células anormais.<br />

Desta forma, o CellaVision contribui muito para o<br />

aumento da produtividade laboratorial e redução<br />

do tempo de entrega do exame.<br />

Ainda com relação ao aumento da produtividade<br />

laboratorial, um estudo publicado no Journal of<br />

Clinical Pathology demonstrou que equipamentos<br />

CellaVision reduzem significativamente o tempo<br />

de revisão por lâmina. Ceelie e colaboradores<br />

avaliaram o tempo de revisão de duzentas<br />

lâminas realizadas por nove profissionais, primeiro<br />

utilizando a microscopia manual e em um segundo<br />

momento, a automação CellaVision. O resultado<br />

encontrado foi uma redução de 50% no tempo<br />

de revisão dos esfregaços. O tempo economizado<br />

poderia ser aplicado em outras atividades dentro<br />

do laboratório, permitindo o uso racional dos<br />

recursos humanos, conclui os autores.<br />

Outra vantagem da automação da contagem<br />

diferencial de leucócitos é o elevado nível de<br />

padronização dos processos, o que conduz ao<br />

ganho de consistência das análises. A variação<br />

interlaboratorial na classificação celular é sempre uma<br />

grande preocupação dos gestores de laboratórios. Ao<br />

se adotar a automação com o CellaVision a variação<br />

interlaboratorial é reduzida drasticamente uma vez<br />

que os laboratoristas avaliarão o mesmo conjunto de<br />

células de um determinado esfregaço.<br />

Referências:<br />

Int J Lab Hematol. 2009 Feb;31(1):48-60. doi: 10.1111/j.1751-<br />

553X.2007.01002.x. Epub 2007 Dec 20.<br />

Journal of Clinical Pathology. 2007 Jan;60(1):72-9<br />

Saiba mais em www.cellavision.com<br />

Contato: Wagner Miyaura - Market<br />

Support Manager, South America<br />

wagner.miyaura@cellavision.com<br />

146 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


CORANTES HEMATOLÓGICOS TRADICIONAIS RÁPIDOS<br />

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INFORME DE MERCADO<br />

Uma nova geração de corantes rápidos,<br />

mantendo a metodologia tradicional e<br />

garantindo o desempenho.<br />

• Tempo reduzido;<br />

• Coloração tradicional;<br />

• Resposta de coloração excelente;<br />

• Acompanha tampão para o preparo de<br />

água, garantindo o ótimo desempenho;<br />

• Melhor custo x benefício.<br />

Em 1897, Paulo Erlich utilizou pela primeira<br />

vez corantes derivados da anilina para corar<br />

as células sanguíneas. Ele classificou estes<br />

corantes em ácidos, básicos e neutros. As<br />

combinações destes corantes se tornaram a<br />

base para as colorações de Romanowsky.<br />

Dimitri Leonidovich Romanowsky modificou a<br />

técnica de Erlich usando uma mistura aquosa<br />

de eosina Y e azul de metileno oxidado. Como<br />

esta solução não era estável, James Homer<br />

Wright introduziu o metanol como solvente<br />

e fixador prévio da extensão sanguínea.<br />

Gustav Giemsa padronizou as soluções<br />

corantes e adicionou glicerol para aumentar a<br />

solubilidade e estabilidade.<br />

Todas as colorações desenvolvidas por Wright,<br />

por Giemsa, por Richard May e Ludwig<br />

Grünwald e por William Boog Leishman<br />

receberam a denominação de colorações<br />

derivadas de Romanowsky.<br />

Todas estas colorações são chamadas de corantes<br />

tradicionais e utilizadas na rotina laboratorial,<br />

como descrito, há muito tempo. Mas são corantes<br />

que têm um tempo de técnica em torno de 15<br />

a 20 minutos. Um tempo bastante prolongado<br />

em relação ao tempo em que um contador<br />

hematológico realiza o hemograma.<br />

A Newprov traz uma nova versão dos corantes<br />

de Leishman e Wright, uma versão que mantém<br />

a mesma tradição de qualidade, mas em um<br />

tempo bastante reduzido. Esta nova versão,<br />

chamada de Leishman e Wright rápidos, têm<br />

um tempo de coloração de 4 minutos. Com uma<br />

vantagem a mais, o corante (tanto Leishman<br />

como Wright) vêm acompanhados de uma<br />

solução tampão pH 6,8. O conjunto, corante<br />

+ tampão, garante a mesma qualidade de<br />

coloração que a técnica tradicional.<br />

TESTE E COMPROVE A EFICIÊNCIA<br />

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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

147


INFORME DE MERCADO<br />

A CARNE GRELHADA É SEGURA PARA COMER?<br />

Pesquisadores investigam a influência do<br />

cozimento da carne e do teor de gordura na<br />

bioacessibilidade de hidrocarbonetos policíclicos<br />

aromáticos em carnes grelhadas.<br />

Os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs)<br />

são produtos químicos que se formam quando a<br />

carne é cozida em altas temperaturas – quando a<br />

gordura e os sucos pingam nas chamas enquanto<br />

assam, fritam ou grelham. Essas substâncias<br />

também podem se formar durante outros<br />

processos de preparação de alimentos, como<br />

secagem e defumação.<br />

A exposição a HPAs na dieta está ganhando<br />

preocupação devido ao risco que esses produtos<br />

químicos podem representar para a saúde humana.<br />

Em experimentos de laboratório, descobriu-se que<br />

os HPAs causam alterações no DNA que podem<br />

aumentar o risco de câncer. Como resultado, a<br />

Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer<br />

(AIPC) classificou alguns desses produtos químicos<br />

como conhecidos, possíveis ou provavelmente<br />

cancerígenos para humanos.<br />

Avaliar a quantidade de uma substância liberada<br />

dos alimentos no trato gastrointestinal durante o<br />

processo de digestão – ou sua bioacessibilidade<br />

– é uma ferramenta importante para medir seu<br />

potencial risco à saúde. Mas, atualmente, faltam<br />

informações disponíveis sobre a bioacessibilidade<br />

dos HPAs em carnes grelhadas.<br />

Medindo a bioacessibilidade<br />

Em um novo estudo, publicado no International<br />

Journal of Environmental Research and Public<br />

Health, os cientistas avaliaram a bioacessibilidade<br />

de HPAs em frango e carne grelhados com<br />

diferentes graus de cozimento (tempo de<br />

cozimento) em diferentes partes do trato<br />

gastrointestinal.1 Eles também estudaram a<br />

relação entre o teor de gordura de carnes grelhadas<br />

e a bioacessibilidade dessas substâncias.<br />

Os pesquisadores mediram 15 HPAs em amostras<br />

de frango e carne grelhadas usando cromatografia<br />

líquida de alta eficiência (HPLC) – antes e depois<br />

da digestão usando saliva, sucos gástricos,<br />

intestinais e biliares.<br />

A equipe encontrou 30,73 ng/g de HPAs totais em<br />

carne bovina e 70,93 ng/g de HPAs totais em frango<br />

antes da digestão. A bioacessibilidade dos HPAs<br />

variou entre carne grelhada e frango, com aqueles<br />

em carne grelhada exibindo bioacessibilidade<br />

relativamente maior. A maior bioacessibilidade<br />

dessas substâncias foi após a digestão estomacal,<br />

seguida da digestão intestinal e depois salivar. Além<br />

disso, a bioacessibilidade dos HPAs aumentou com<br />

o aumento do grau de cozimento – e eles foram<br />

positivamente correlacionados com os teores de<br />

gordura da carne grelhada.<br />

Os pesquisadores usaram água purificada<br />

gerada a partir de um sistema de purificação de<br />

água de laboratório ELGA PURELAB® para seus<br />

experimentos, minimizando o risco de adição de<br />

contaminantes que podem afetar seus resultados.<br />

Riscos potenciais a longo prazo<br />

Comer carne grelhada, grelhada e defumada<br />

contribui com uma proporção substancial da<br />

ingestão total de HPAs, uma vez que esses<br />

alimentos estão ganhando popularidade. Os<br />

pesquisadores estimaram a ingestão dietética<br />

diária (DI) de HPAs através do consumo de carne e<br />

frango grelhados – descobrindo que isso também<br />

foi afetado pelo grau de cozimento da carne, o<br />

que poderia representar um risco de câncer pelo<br />

consumo a longo prazo de carnes grelhadas.<br />

No geral, esses achados ajudam a revelar a influência<br />

do cozimento da carne e do teor de gordura na<br />

bioacessibilidade e bioacumulação de HPAs. Esses<br />

achados devem ser empregados na avaliação do<br />

risco à saúde da exposição humana a esses produtos<br />

químicos a partir do consumo de carnes grelhadas<br />

em diferentes graus de cozimento.<br />

Por que escolher ELGA LabWater?<br />

A ELGA LabWater é um nome confiável em água<br />

pura e ultrapura desde 1937. Acreditamos em dar<br />

a você a escolha de como você usa nossas soluções<br />

de purificação de água, apoiada por um excelente<br />

serviço e suporte.<br />

Referência:<br />

1. Hamidi EN, et al. Bioaccessibility of Polycyclic<br />

Aromatic Hydrocarbons (PAHs) in Grilled Meat:<br />

The Effects of Meat Doneness and Fat Content. Int J<br />

Environ Res Public Health 2022;19(2):736 https://<br />

doi.org/10.3390/ijerph19020736<br />

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Rafaela Rodrigues<br />

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148 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


INFORME DE MERCADO<br />

SUCESSO TOTAL: NEGÓCIOS E NOVOS PRODUTOS<br />

A Nihon Kohden iniciou os negócios de IVD<br />

em 1972 e tem desenvolvido equipamentos<br />

eletrônicos médicos de ponta, atendendo a<br />

linha humana e veterinária. Os analisadores<br />

hematológicos da série Celltac são distribuídos em<br />

mais de 120 países em todo o mundo.<br />

Como desenvolvedores de tecnologia,<br />

apresentamos no 47º Congresso Brasileiro<br />

de Análises Clínicas (CBAC) as novas linhas<br />

de equipamentos Celltac. Neste evento a<br />

NIHON KOHDEN DO BRASIL apresentou ao<br />

público dois novos equipamentos que fazem<br />

parte do portfólio de soluções para o setor<br />

hematologia dos laboratórios de todo o Brasil,<br />

com autonomia para laboratórios de pequeno,<br />

médio e grande porte, são eles:<br />

Foto: Equipe IVD NIHON KOHDEN BRASIL com a nova linha Celltac<br />

• Equipamento Celltac Alpha+ (MEK-1305)<br />

• Equipamento Celltac G+ (MEK-9200)<br />

Ambos os equipamentos vêm com parâmetros<br />

adicionais como Índice de Mentzer e RDWI para o<br />

melhor diagnóstico da causa da anemia microcítica,<br />

P-LCC e P-LCR para identificar precisamente a<br />

presença de Macroplaquetas, plaquetas gigantes e<br />

agregação plaquetária e especificamente na linha<br />

MEK-13XX foi adicionado o parâmetro NLR que<br />

é um importante marcador para prognostico em<br />

casos de COVID-19, dentre outras patologias.<br />

A Linha Celltac Alpha, contempla os<br />

equipamentos MEK-6500J/K, MEK-6550J/K<br />

Veterinário e MEK-1305. Este último é um<br />

diferencial por ser o único equipamento automático<br />

com diferencial de leucócitos em 3 partes e<br />

análise automática de VHS através da tecnologia<br />

CiRHEX. Esse equipamento foi projetado para<br />

simplificar ao máximo a realização do hemograma<br />

e da Velocidade de Hemossedimentação (VHS)<br />

sem custo adicional para o Laboratório, pois suas<br />

principais vantagens são:<br />

• Sistema unificado de aspiração e de sensores para<br />

liberar ambos os testes (hemograma e VHS).<br />

• Maior rapidez nos resultados, pois o hemograma<br />

e VHS são liberados em até (2) dois minutos.<br />

• Facilita a rotina pois utiliza o mesmo tubo para<br />

realizar os testes.<br />

• Diminui o risco de contaminação, pois não<br />

há necessidade de vidros e/ou outros tipos de<br />

materiais para aspiração do sangue.<br />

• Corrige VHS pelo hematócrito e pela temperatura<br />

do Laboratório.<br />

• Alta sensibilidade e precisão.<br />

Já o equipamento MEK-9200 (Celltac G+) traz<br />

consigo todas as qualidades que destacaram a<br />

linha G e ainda adiciona a leitura automática de<br />

reticulócitos, através da tecnologia DynaScatter<br />

Laser + HEM488. A contagem de reticulócitos por<br />

fluorescência, também facilita a rotina laboratorial<br />

já que reduz drasticamente o tempo desprendido<br />

no método manual e seus erros intrínsecos. Além<br />

disso, o equipamento libera parâmetros específicos<br />

que indicam o grau de fluorescência pelo grau<br />

de maturação dos reticulócitos, que é usado para<br />

controle das doenças agudas e crônicas, emergências<br />

médicas e cirurgias. A contagem de reticulócitos<br />

é relevante para classificação fisiopatológica<br />

da anemia e permite avaliar a capacidade de<br />

eritropoiese na medula óssea.<br />

Opte pela melhor tecnologia para o seu<br />

laboratório!<br />

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Celltac da Nihon Kohden!<br />

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Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463<br />

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as novidades!<br />

150 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


LANÇAMENTO DO MEK-1305 CELLTAC α+,<br />

ANALISADOR AUTOMATIZADO HEMATOLÓGICO E VHS<br />

A NIHON KOHDEN DO BRASIL lançou o MEK-<br />

1305 (Celltac α+), um analisador automatizado<br />

para hemograma e VHS. O MEK-1305 é o<br />

primeiro analisador hematológico do mundo que<br />

pode medir a contagem sanguínea completa<br />

(CBC), incluindo o diferencial de 3 partes de<br />

glóbulos brancos e a velocidade de sedimentação<br />

eritrocitária simultaneamente.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

A NIHON KOHDEN desenvolveu o MEK-1305<br />

baseado no conceito de fornecer resultados de testes<br />

mais rápidos e precisos, que são importantes para<br />

a compreensão da condição clínica dos pacientes.<br />

A VHS é a taxa de sedimentação dos glóbulos<br />

vermelhos e é medida internacionalmente,<br />

principalmente em países em desenvolvimento<br />

para triagem e acompanhamento de inflamações<br />

como reumatismo e doenças infecciosas como<br />

tuberculose. O método de medição convencional<br />

da VHS leva pelo menos 60 minutos, mas o MEK-<br />

1305 realiza medições simultâneas de VHS e CBC<br />

em um tempo aproximado de 2 minutos. Como<br />

os resultados do teste podem ser confirmados<br />

imediatamente após a coleta de sangue, esperase<br />

que contribua para o diagnóstico preciso das<br />

condições da doença e a tomada de decisão para<br />

o tratamento na prática clínica.<br />

O equipamento é equipado com a exclusiva<br />

tecnologia CiRHEX TM da Nihon Kohden para<br />

medição de VHS.<br />

vermelhos e formação de rouleaux) obtido pela<br />

unidade de medição de VHS. Os resultados de VHS<br />

no MEK-1305 são altamente correlacionados com<br />

os valores do método Westergren, que foi usado<br />

como método de referência.<br />

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Não são necessários reagentes adicionais porque<br />

o valor de VHS de 1 hora exibido no MEK-1305 é<br />

gerado com base no hematócrito (HCT) e volume<br />

corpuscular médio (MCV) obtido da medição de<br />

CBC, bem como no silectrograma (uma forma de<br />

onda que representa a intensidade da luz que passa<br />

pelo sangue, que vai se modificando ao longo do<br />

tempo após o início da agregação de glóbulos<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

151


INFORME DE MERCADO<br />

HORIBA Medical Brasil inova e disponibiliza ferramenta para<br />

avaliação da identificação de células sanguíneas – QSP<br />

• Usuários ilimitados<br />

• Cada gerente de laboratório estabelece o protocolo<br />

de controle e escolhe as lâminas a serem analisadas<br />

pela equipe responsável pelo exame das lâminas.<br />

• Semanalmente, um caso pode ser examinado.<br />

• O programa QSP emite relatórios personalizados<br />

para garantir uma rastreabilidade perfeita.<br />

O software QSP é uma ferramenta para imagens<br />

de alta definição, didática e muito intuitiva.<br />

Ele oferece ao pessoal do laboratório o<br />

exame das lâminas sanguíneas, que são digitalizadas<br />

e avaliadas previamente. Permite ao<br />

laboratório avaliar a capacidade dos potenciais<br />

examinadores<br />

O QSP é mais do que um atlas citológico…<br />

Usa casos clínicos reais fornecidos por<br />

médicos aprovados.<br />

Com casos normais e patológicos.<br />

Vantagens<br />

Treinamento contínuo dos analistas de laboratório<br />

• 6 slides digitais por mês.<br />

• O laboratório pode definir sua própria classificação<br />

de células.<br />

• Avaliação de WBC, RBC e PLT classificação e /<br />

ou morfologias.<br />

• Identificação incorreta de células.<br />

• Relatórios com desempenho individual pontuação.<br />

• Fácil de usar<br />

• Não há necessidade de material adicional (baseado<br />

em PC).<br />

É elaborado um relatório individual da classificação<br />

que mostra<br />

• Um índice da sensibilidade média das células<br />

corretamente classificadas em relação<br />

à referência.<br />

• Uma classificação imediata de TP, TN, FP, FN e<br />

os cálculos associados da relação sensibilidade<br />

e precisão<br />

• Imagens de células que não combinam com a<br />

classificação de referência.<br />

• As observações do leitor e do gerente.<br />

• As ações corretivas associadas.<br />

Benefícios<br />

• Padronização da leitura manual das lâminas<br />

ao microscópio.<br />

• Aumentando a confiabilidade dos resultados<br />

finais.<br />

• Ajudar novos técnicos a melhorar seu nível e se<br />

tornarem confiantes.<br />

• Ajudando Técnicos experientes a manter<br />

seu nível.<br />

HORIBA Medical Brasil<br />

(11) 2923-5400<br />

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152 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


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INFORME DE MERCADO<br />

A IMPORTÂNCIA DO FREELITE MX® PARA O DIAGNÓSTICO<br />

PRECOCE DA ESCLEROSE MÚLTIPLA<br />

Um dos exames da Binding Site tem atuação<br />

fundamental no diagnóstico de uma das principais<br />

doenças que afetam o sistema nervoso central:<br />

a Esclerose Múltipla. Trata-se do Freelite Mx®,<br />

mais específico, sensível, confiável, rápido e fácil<br />

de execução quando comparado aos exames<br />

mais tradicionais para a análise dessa e de outras<br />

patologias. Tais qualidades advém do fato de o<br />

Freelite Mx® ser capaz de identificar a mais ínfima<br />

quantidade de cadeia leve livre em uma amostra<br />

de líquor retirada do espaço intratecal – aquele<br />

dentro de nossa coluna onde a medula está<br />

contida – região de difícil acesso e análise.<br />

Como funciona<br />

Alguns estudos demonstram que portadores<br />

da Esclerose Múltipla apresentam aumento<br />

considerável da cadeia leve livre kappa no líquor:<br />

cerca de 60 vezes maior do que o do grupo<br />

controle. Por isso, o Freelite Mx® tem sido cada<br />

vez mais recomendado e utilizado no diagnóstico<br />

da doença, em conjunto com outros exames mais<br />

tradicionais para Esclerose Múltipla, como o de<br />

bandas oligoclonais, índice de IgG, índice de<br />

albumina e também a ressonância magnética. A<br />

alta sensibilidade do Freelite Mx® é uma grande<br />

vantagem, uma vez que ele apresenta resultados<br />

objetivos e quantitativos, diferente dos demais,<br />

cuja análise muitas vezes é difícil, nem sempre<br />

clara – e passa por critérios subjetivos. Assim, por<br />

exemplo, mesmo que o resultado dê negativo em<br />

um exame de bandas oligoclonais, o Freelite Mx®,<br />

devido à sua sensibilidade, consegue detectar<br />

qualquer alteração. O exame da Binding Site<br />

também pode ser usado no auxílio do diagnóstico<br />

e na diferenciação de outras patologias do sistema<br />

nervoso central, como a síndrome clínica isolada,<br />

meningite, encefalite, síndrome de Guillain-Barré,<br />

neuroborreliose, polineuropatia, entre outras<br />

doenças crônicas.<br />

Sobre o Freelite® Mx e onde encontrar o<br />

exame<br />

O Freelite® foi aprovado em 2001 pelo FDA<br />

(Food and Drug Administration), aprovado pela<br />

ANVISA em 2010-11 e considerado biomarcador<br />

em 2014 pelo Grupo Internacional de Trabalho<br />

do Mieloma, ou seja, é o exame de escolha para<br />

o diagnóstico e monitoramento do Mieloma<br />

Múltiplo e ainda outras gamopatias monoclonais.<br />

Após anos de padronização e validação, em 2006,<br />

foi lançado então o Freelite Mx®, com valores de<br />

referência específicos para as amostras de líquor;<br />

que também possibilita a utilização de amostras<br />

de soro e urina. O Mx, aliás, vem do termo em<br />

inglês “multiple matrix assays” (ensaios de matriz<br />

múltipla). Ambos utilizam a plataforma Optilite®<br />

para a análise automatizada dos testes. O exame<br />

está disponível no Laboratório Neurolife e no<br />

Laboratório Senne Liquor.<br />

Contato<br />

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que explicam mais aspectos da Esclerose Múltipla.<br />

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154 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


EXAMES MOLECULARES DE ALTA COMPLEXIDADE ESTÃO<br />

CADA VEZ MAIS ACESSÍVEIS NO PAÍS<br />

Um dos setores do mercado que mais evoluiu<br />

nos últimos anos foi o da medicina diagnóstica,<br />

novas tecnologias permitiram que exames fossem<br />

realizados em larga escala, com menos tempo,<br />

maior precisão e garantindo a qualidade. Dentro<br />

do universo laboratorial, a área da genética se<br />

destacou e ganhou investimentos e inovações,<br />

com equipamentos mais modernos e o uso de<br />

inteligência artificial. Um exemplo, é o laboratório<br />

de apoio DB Molecular, especializado em biologia<br />

molecular, genética e citogenética e atuante no<br />

modelo de mercado B2B.<br />

Para atender a demanda, o DB Molecular<br />

investiu em setores internos para trazer<br />

ganhos em produtividade e qualidade. O setor<br />

de infecciosas foi um deles, movidos pela alta<br />

dos testes de covid-19, um novo olhar sobre<br />

esses exames moleculares foi preciso. “Com<br />

a pandemia, houve um foco muito grande<br />

nessa área, não só para nossos clientes,<br />

que já sabiam da existência dos exames<br />

moleculares para diagnóstico de infecciosas,<br />

mas também para o público final, que ficou<br />

mais familiarizado com esses testes, e passou<br />

a exigi-los também”, conta Isabella Ortiz,<br />

gerente de produto do DB Molecular.<br />

O grande investimento do setor ficou por conta de<br />

um novo maquinário, o Alinity m, da Abbot, que<br />

processa exames relacionados a IST, HPV, hepatites<br />

virais e HIV. Com essa tecnologia o laboratório<br />

consegue liberar resultados em no máximo 48<br />

horas, a partir do momento que essa amostra<br />

chega no laboratório. Desde a implementação<br />

da plataforma o setor já apresentou ganhos em<br />

capacidade produtiva. “O Alinity m traz mais<br />

flexibilidade em nossa rotina, temos menos custo<br />

de produção e cortamos o prazo de entrega para<br />

o cliente pela metade. Não é só o nosso parceiro<br />

que ganha, o paciente e o médico também são<br />

beneficiados com a liberação de resultados com<br />

maior rapidez e segurança. Isso ajuda em tomadas<br />

de decisões mais assertivas na prática clínica e<br />

diagnósticos precoces para um tratamento mais<br />

eficaz”, complementa Isabella.<br />

Outro setor que foi totalmente reformulado<br />

recentemente foi a citogenética. A área é<br />

fundamental nos diagnósticos de alterações<br />

cromossômicas e de doenças onco-hematológicas,<br />

a citogenética do DB Molecular foi pioneira<br />

na implementação de uma inteligência<br />

artificial, na qual existente em apenas dois<br />

laboratórios brasileiros.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

“A Citogenética é um setor de alta complexidade<br />

e muito conhecido pela rotina manual ou quase<br />

artesanal. Com um time altamente capacitado e<br />

qualificado, o maior custo operacional desse setor<br />

é a mão de obra. Levando isso em consideração,<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

155


INFORME DE MERCADO<br />

o DB buscou alternativas e investiu em tudo o<br />

que há disponível no mercado para automação<br />

desse setor, desde capturadores automáticos<br />

de imagens até uma inteligência artificial que<br />

acelera o processo de análise, sempre mantendo<br />

a qualidade. Em pouco tempo de uso, comprovou<br />

um ganho de produtividade de até 30% por<br />

analista. Toda essa tecnologia empregada, entrega<br />

ao DB um setor otimizado e financeiramente<br />

saudável.”, explica Antoniella Cobacho, gerente do<br />

setor de Citogenética do DB Molecular.<br />

O DB Molecular faz parte do grupo DB<br />

Diagnósticos, único laboratório exclusivo de<br />

apoio do país, com capilaridade nacional e líder<br />

de mercado. “Apesar de trabalharmos com alta<br />

complexidade diagnóstica, e estarmos localizados<br />

em São Paulo, nosso modelo de mercado nos<br />

permite levar toda essa tecnologia a lugares mais<br />

remotos, alcançando uma população, que muito<br />

provavelmente, não teria como realizar esses<br />

exames sem se deslocarem, o que torna o acesso<br />

aos testes mais democrático”, finaliza Isabella.<br />

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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

Tijuca - Rio de Janeiro/RJ


INFORME DE MERCADO<br />

CONTROLE HEMATOLÓGICO: O PRIMEIRO PASSO PARA UM<br />

HEMOGRAMA CONFIÁVEL<br />

Por: Adriana Fontes e Thaís C. Miranda<br />

O setor de hematologia é fundamental em um<br />

laboratório clínico, uma vez que o hemograma,<br />

principal exame da área, permite a avaliação<br />

qualitativa e quantitativa dos hemocomponentes,<br />

considerados essenciais no diagnóstico e no<br />

acompanhamento de diversas doenças. Tendo em<br />

vista a relevância desse exame na esfera clínica,<br />

faz-se necessário estabelecer um controle de<br />

qualidade (CQ) nos laboratórios.<br />

O sistema de CQ adotado deve minimizar os erros<br />

comuns de uma análise e, consequentemente,<br />

elevar a segurança na emissão do seu resultado.<br />

Para tanto, este sistema é dividido em duas<br />

vertentes: o Controle Externo de Qualidade (CEQ)<br />

e o Controle Interno de Qualidade (CIQ). O CEQ, ou<br />

controle interlaboratorial, visa avaliar a exatidão<br />

dos resultados de exames, por meio da execução<br />

de Ensaios de Proficiência. Já o CIQ, ou controle<br />

intralaboratorial, permite a identificação de falhas<br />

no sistema analítico e a promoção de medidas<br />

corretivas quando necessário. A RDC 302/2005 da<br />

ANVISA, que dispõe sobre o Regulamento Técnico<br />

para funcionamento de Laboratórios Clínicos,<br />

preconiza que para o CIQ devem ser utilizados<br />

controles hematológicos comerciais, aprovados<br />

pela própria agência sanitária.<br />

Dessa forma, na rotina do laboratório, é<br />

imprescindível o emprego de controles<br />

hematológicos, cujos resultados devem ser<br />

registrados e avaliados de acordo com os limites<br />

previamente estabelecidos. A recomendação é usar<br />

ao menos dois níveis de concentração das amostrascontrole<br />

na rotina laboratorial. No entanto, no setor<br />

de hematologia, faz-se necessário a aplicação de<br />

maior número de níveis de controles, a fim de<br />

assegurar a reprodutibilidade dos resultados.<br />

É importante ressaltar que são produtos sensíveis<br />

e perecíveis, sendo assim, a utilização de forma<br />

incorreta pode prejudicar a estabilidade do<br />

produto, interferindo no monitoramento do CIQ e<br />

afetando, consequentemente, a confiabilidade dos<br />

resultados fornecidos pelo Laboratório Clínico.<br />

A adoção do controle interno de qualidade em<br />

conjunto com ensaios de proficiência, calibradores<br />

e análises realizadas por profissionais qualificados,<br />

promove um maior controle da fase analítica, visto<br />

que auxilia na identificação de erros no processo,<br />

facilitando a adoção de medidas corretivas que<br />

irão assegurar um diagnóstico mais preciso, além<br />

de garantir um melhor atendimento e um retorno<br />

mais eficiente à população.<br />

Referências Bibliográficas:<br />

ANVISA. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA.<br />

Resolução da diretoria colegiada - RDC Nº 302, de 13 de<br />

outubro de 2005.<br />

CHAVES, C. D. Controle de qualidade no laboratório de<br />

análises clínicas. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina<br />

Laboratorial, v. 46, n. 5, p. 352-352, 2010.<br />

DA SILVA, P. H. et al. Hematologia laboratorial: teoria e<br />

procedimentos. Artmed Editora, p. 41-43. 2015.<br />

DE OLIVEIRA,C. A.; MENDES,M. E. Gestão da Fase Analítica<br />

do Laboratório como assegurar a qualidade na prática.<br />

ControlLab. v. 1, p. 95-110. 2010<br />

DE OLIVEIRA,C. A.; MENDES,M. E. Gestão da Fase Analítica<br />

do Laboratório como assegurar a qualidade na prática.<br />

ControlLab. v. 2, p.97-120. 2011<br />

DE OLIVEIRA,C. A.; MENDES,M. E. Gestão da Fase Analítica<br />

do Laboratório como assegurar a qualidade na prática.<br />

ControlLab. v. 3, p.47-60. 2012<br />

DO NASCIMENTO, R. M., et al. A importância do<br />

hemograma no pré-natal para o curso técnico em análises<br />

clínicas. p. 1-388–416, 2021.<br />

MARTELLI, A. Gestão da qualidade em laboratórios de<br />

análises clínicas. Journal of Health Sciences, 2011.<br />

Tel : +55 31- 3489-5100<br />

158 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


PARA UMA NOVA VIDA, UMA NOVA CASA.<br />

A VIDA BIOTECNOLOGIA APRESENTA SUA NOVA PLANTA FABRIL.<br />

Localizada em Belo Horizonte, em terreno de<br />

10 mil m² e com 8.800 m² de área construída,<br />

o novo parque será o maior da América Latina<br />

para o IVD.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Isso é coragem para evoluir e tecnologia para<br />

transformar.<br />

Em conjunto com a nova sede, a empresa traz,<br />

para consolidar seu posicionamento no mercado<br />

e para sustentar o crescimento, um novo sistema<br />

de gestão empresarial e uma nova estrutura<br />

organizacional com processos mais ágeis e<br />

confiáveis e adequados a realidade demandada<br />

pelo mercado. O processo fabril e de expedição<br />

logística será dotado de automação até então<br />

ainda não implementado no Brasil.<br />

E é nesse ritmo que a nova fábrica da VIDA<br />

Biotecnologia se aproxima de sua inauguração.<br />

Uma estrutura completa, projetada e executada<br />

nos mais altos padrões qualidade de produção e<br />

distribuição. Tudo isso vai proporcionar, à nossa<br />

equipe e a todos os nossos parceiros, uma nova<br />

experiência no segmento. Fique de olho em<br />

nossas redes para saber tudo sobre nossa nova<br />

fábrica e sobre nossos produtos e serviços.<br />

Imagens meramente ilustrativas<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

159


INFORME DE MERCADO<br />

PCR – PROTEÍNA C-REATIVA<br />

IMPORTANTE MARCADOR CARDÍACO E DOENÇAS INFLAMATÓRIAS<br />

A Proteína C-Reativa (PCR) é produzida pelo<br />

fígado, e considerada um marcador de fase<br />

aguda, pois seus níveis aumentam quando há<br />

uma inflamação ou infecção no organismo,<br />

podendo, também, estar alterada em<br />

manifestações críticas de doenças inflamatórias,<br />

como artrite reumatoide, lúpus ou vasculite.<br />

Desde o início da pandemia pelo Coronavírus<br />

o PCR está sendo utilizado para a detecção do<br />

grau de avanço da doença e da intensidade da<br />

inflamação respiratória.<br />

Existem diferentes metodologias para dosagem<br />

de PCR, e a Ebram possui em seu portfolio 3 delas,<br />

que são o PCR Látex por aglutinação direta, o Turb<br />

PCR por turbidimetria e o Turb PCR Ultrassensível,<br />

que também utiliza o método de turbidimetria,<br />

mas é destinado à outra finalidade.<br />

Diferença entre PCR Látex e Turb PCR<br />

O PCR Látex é um teste manual realizado em<br />

placa por aglutinação de partículas de látex,<br />

para a determinação qualitativa e semiquantitativa<br />

de PCR na amostra. Ao observar<br />

um resultado positivo após 2 minutos da reação,<br />

sabe-se que há níveis superiores a 6mg/L<br />

de PCR no soro e através da técnica semiquantitativa<br />

é possível identificar qual a faixa<br />

de concentração presente na amostra como, por<br />

exemplo, 12, 24, 48, 96, 192, 384mg/L.<br />

O kit de Turb PCR utiliza a metodologia de<br />

turbidimetria para a detecção do PCR no soro,<br />

técnica quantitativa, realizada em analisadores<br />

bioquímicos automáticos. A técnica envolve a<br />

utilização de partículas de látex, poliestireno<br />

revestido com anticorpos anti-PCR, que ao<br />

reagir com a PCR presente na amostra, formam<br />

imunocomplexos responsáveis por gerar a<br />

turbidez da solução. A técnica de turbidimetria<br />

é mais precisa por definir a concentração exata<br />

de PCR na amostra.<br />

O protocolo indicado por laboratórios de referência<br />

consiste na utilização da técnica de aglutinação<br />

como triagem, e em caso de resultados positivos,<br />

na realização da dosagem através do método de<br />

turbidimetria para confirmação e determinação<br />

exata da concentração.<br />

Diferença entre PCR e o PCR Ultrassensível<br />

A metodologia para determinação de PCR na<br />

amostra do kit de PCR ultrassensível é a mesma<br />

utilizada no Turb PCR, os dois kits pertencem a<br />

linha de Turbidimetria da Ebram, e a diferença<br />

entre eles é a finalidade do teste.<br />

Um discreto aumento da PCR é um fator de<br />

risco cardiovascular, portanto enquanto o<br />

PCR normal é utilizado como marcador de<br />

inflamações e infecções de fase aguda, o<br />

PCR ultrassensível indica especificamente a<br />

inflamação dos vasos sanguíneos causada pelo<br />

acúmulo de gordura nas artérias, tornandose<br />

um importante marcador cardíaco para<br />

prevenção e acompanhamento de doenças<br />

arteriais. Concentrações baixíssimas de<br />

PCR podem ser detectadas pelo método<br />

ultrassensível tornando o ensaio capaz de<br />

diagnosticar a inflamação crônica subclínica<br />

e predizer o risco de doenças cardiovasculares<br />

em pessoas aparentemente saudáveis.<br />

Para mais informações sobre os kits para<br />

dosagem de PCR da Ebram, entre no site ou<br />

em contato com nossa equipe de vendas.<br />

Para mais informações:<br />

Telefone: (11) 2291-2811<br />

Site: www.ebram.com.br<br />

160 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


como a MGI vai elevar o seu<br />

laboratório para o próximo nível:<br />

Os sequenciadores G50 e G400 estão rodando em<br />

laboratórios pelo Brasil e têm sido usados como<br />

ferramenta para o diagnóstico e determinação de<br />

novas variantes de SARS-CoV-2.<br />

sequenciador mgi DNBSEQ-G50<br />

Com soluções adaptáveis e flexíveis, os<br />

equipamentos podem ser usados para<br />

sequenciamento de baixo, médio e alto<br />

número de amostras, e aplicados para transcriptoma,<br />

exoma, genoma, sequenciamento de<br />

microrganismos, painel germinativo ou<br />

somático, análise de NIPT e de CNV, entre outras<br />

sequenciador DNBSEQ-G400<br />

Além disso, a MGI oferece soluções que vão desde a extração de material genômico,<br />

preparo automatizado de biblioteca, sequenciamento e análise de dados que podem ser<br />

usados de forma autônoma ou totalmente integrados para simplificar o seu laboratório.<br />

Entre em contato conosco para conhecer mais e melhor sobre as soluções da MGI!<br />

comercial@pensabio.com.br<br />

Tel: +55 (11) 3868-6500


INFORME DE MERCADO<br />

DENGUE: BOAS PRÁTICAS PARA REALIZAÇÃO DO TESTE<br />

SOROLÓGICO<br />

A dengue é uma velha conhecida da população<br />

brasileira, com os primeiros casos registrados no<br />

século XIX. Em uma campanha contra a febre<br />

amarela em 1903, o mosquito transmissor tanto<br />

de febre amarela e dengue foi erradicado. Assim,<br />

não houve surtos da doença no Brasil até 1981.<br />

A partir da década de 1980 a dengue voltou a<br />

ser uma preocupação, principalmente quando<br />

surgiu a epidemia de casos hemorrágicos, em<br />

que o paciente apresenta sintomas mais graves<br />

e risco de morte.<br />

Por isso, todos os anos a partir de março<br />

até agosto, a tendência é de crescimento de<br />

número de casos e motivo de alerta para a toda<br />

a população.<br />

Notificação compulsória<br />

Os casos suspeitos de dengue devem ser<br />

notificados ao Ministério da Saúde e testados<br />

para confirmação. Dessa forma, é possível<br />

realizar medidas de controle nas comunidades<br />

que mais apresentarem casos.<br />

A comprovação laboratorial das infecções<br />

pelo vírus da dengue acontece por meio do<br />

isolamento do agente ou pelo emprego de<br />

métodos sorológicos, com a demonstração da<br />

presença de anticorpos da classe IgM.<br />

Como realizar o teste sorológico?<br />

A FirstLab tem em seu portfólio o Teste Rápido para<br />

Dengue. É um teste imunocromatográfico que<br />

realiza a determinação quantitativa dos anticorpos<br />

IgG e IgM dos vírus da dengue tipo I, II, III e IV, por<br />

meio de amostras de sangue, soro e plasma.<br />

Confira o passo a passo do teste realizado<br />

por punção capilar (sangue total):<br />

- Perfure o dedo com uma lanceta estéril. Limpe<br />

o primeiro sinal de sangue;<br />

- Esfregue suavemente o dedo para formar<br />

uma gota arredondada de sangue sobre o<br />

local da punção.<br />

- Encoste a extremidade do tubo capilar na gota<br />

para que o sangue suba por capilaridade até a<br />

risca, colhendo aproximadamente 10 microlitros.<br />

- Adicione a amostra no cassete, no orifício<br />

identificado por “S”, utilizando o tubo capilar.<br />

- Adicione 3 gotas da solução tampão no orifício<br />

identificado por “B”, aguardando a completa<br />

absorção de cada gota antes de adicionar a<br />

próxima.<br />

- Inicie a contagem do tempo e realize a leitura<br />

em 15 minutos.<br />

Confira o passo a passo do teste realizado com<br />

soro ou plasma:<br />

- Realize a punção venosa, de preferência<br />

utilizando sistema fechado (agulha/escalpe a<br />

vácuo) para diminuir o risco de interferentes préanalíticos.<br />

Amostras hemolisadas ou lipêmicas<br />

não podem ser utilizadas.<br />

- Colete o sangue em tubos para soro (ativador<br />

de coágulo) ou plasma (EDTA ou heparina).<br />

- Siga as recomendações do fabricante do tubo de<br />

coleta com relação às inversões e centrifugação<br />

para separação do soro ou plasma.<br />

- Pipete 10 microlitros de soro/plasma e adicione<br />

no cassete, no orifício identificado por “S”.<br />

- Adicione 3 gotas de solução tampão no orifício<br />

identificado por “B”, aguardando a completa<br />

absorção de cada gota antes de adicionar a<br />

próxima.<br />

- Inicie a contagem do tempo e realize a leitura<br />

em 15 minutos.<br />

Entre em contato com a equipe comercial da<br />

FirstLab para adquirir o teste rápido de dengue<br />

ou outros itens para realização do teste, como<br />

lanceta ou tubo de coleta.<br />

Saiba mais sobre essas novidades FirstLab<br />

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162 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


A BIOMÉDICA TRAZ SOLUÇÕES INOVADORAS COM TESTES<br />

DE PCR EM TEMPO REAL<br />

A técnica de Biologia Molecular está<br />

crescendo cada vez mais e é utilizada para<br />

identificar uma diversidade muito grande<br />

de doenças infecciosas, hereditárias, câncer,<br />

entre outros, revolucionando o mercado de<br />

diagnóstico. Com isso, a Biomedica, uma das<br />

empresas brasileiras pioneiras no segmento,<br />

traz soluções inovadoras e de alta tecnologia<br />

para promover cada vez mais a técnica da<br />

Biologia Molecular.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Em breve será lançado no mercado brasileiro<br />

o kit VIASURE Monkeypox Virus Real Time<br />

PCR, para detecção do vírus Monkeypox.<br />

Esse vírus tem sido monitorado pelas<br />

diversas autoridades sanitárias no mundo<br />

todo depois que Organização Mundial da<br />

Saúde emitiu alerta sobre casos da doença<br />

em países não endêmicos.<br />

A Monkeypox é uma doença causada pelo<br />

vírus Monkeypox do gênero Orthopoxvirus<br />

e família Poxviridae. A transmissão pode<br />

ocorrer de pessoa para pessoa através do<br />

contato direto próximo com lesões (vesículas)<br />

e mucosas, fluidos corporais e até mesmo<br />

através de gotículas respiratórias expelidas<br />

no ar. O período de incubação pode variar<br />

de 5 a 21 dias. A doença é muitas vezes<br />

auto limitada e os sintomas geralmente<br />

desaparecem espontaneamente dentro de 5 a<br />

21 dias após o início.<br />

O kit de detecção VIASURE Monkeypox Virus<br />

Real Time PCR foi projetado para a identificação<br />

qualitativa de DNA do vírus Monkeypox em soro,<br />

fluido de vesícula/pele cutânea, fluido de feridas<br />

e swab de indivíduos suspeitos de infecção pelo<br />

vírus Monkeypox.<br />

Os principais objetivos da vigilância e<br />

investigação de casos de varíola no contexto<br />

atual são identificar rapidamente casos, grupos e<br />

as fontes de infecção o mais rápido possível, a fim<br />

de fornecer atendimento clínico ideal, isolar casos<br />

para evitar transmissão adicional, identificar e<br />

gerenciar contatos e adaptar métodos eficazes<br />

de controle e prevenção com base nas vias de<br />

transmissão mais comumente identificadas.<br />

Nesse sentido, a PCR é o teste laboratorial<br />

preferido por sua acurácia e sensibilidade.<br />

EM BREVE LANÇAMENTO:<br />

Kit VIASURE Monkeypox de detecção Real Time<br />

PCR com todos os recursos e confiabilidade da<br />

linha VIASURE da Certest.<br />

Kits prontos e de fácil uso.<br />

Produto liofilizado.<br />

Transporte e armazenamento à temperatura<br />

ambiente.<br />

Validade: 24 meses.<br />

Biomedica Equipamentos e Suprimentos LTDA.<br />

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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

163


INFORME DE MERCADO<br />

PLACA DE PETRI: A HISTÓRIA POR TRÁS DO ITEM<br />

INOVADOR QUE REVOLUCIONOU A MICROBIOLOGIA<br />

Mesmo quem trabalha completamente fora<br />

da área de biológicas ou da saúde, quando<br />

vê aquele recipiente circular e transparente,<br />

logo faz uma associação à laboratórios,<br />

bactérias e ciência. Afinal, a placa de Petri<br />

é utilizada em infinitas áreas de importância<br />

global como o diagnóstico de várias doenças,<br />

o controle de qualidade de alimentos,<br />

medicamentos e cosméticos, a descoberta<br />

de novas drogas, o estudo do mecanismo de<br />

ação de fármacos, o melhoramento genético,<br />

entre tantas outras aplicações.<br />

No entanto, nem todos conhecem a história<br />

por trás desse produto tão difundido no mundo<br />

todo. Antigamente, a cultura bacteriana<br />

era feita em tubos de vidro inclinados. Foi<br />

então que o microbiologista Robert Koch<br />

teve a ideia de associar placas de vidro, um<br />

sistema que chamou de “câmara úmida”. Um<br />

tempo depois, seu assistente Julius Petri<br />

quis aprimorar o modelo de seu mentor e<br />

utilizou duas placas de vidro com diâmetros<br />

diferentes para que se encaixassem. Assim,<br />

Petri conseguiu reduzir as contaminações e<br />

melhorar a troca gasosa do sistema anterior,<br />

publicando seus achados em 1887. Dessa<br />

maneira, apesar de vários outros cientistas do<br />

mesmo período reivindicarem a autoria pela<br />

criação desse sistema de cultivo, as placas<br />

de vidro circulares ficaram mundialmente<br />

conhecidas como Placas de Petri.<br />

E, então, como surgiram as placas de Petri<br />

descartáveis? Ah, isso é com a gente! Há quase<br />

60 anos, a Greiner foi a pioneira na fabricação de<br />

placas de Petri de plástico, o que tornou a vida dos<br />

microbiologistas muito mais fácil e segura tanto<br />

em termos de confiabilidade de resultados quanto<br />

para sua manipulação, armazenamento e descarte.<br />

Atualmente, as placas de Petri Greiner Bio-One<br />

são as mais leves do mercado o que, além de<br />

empregar uma menor quantidade de matéria<br />

prima em sua produção, gera muito menos<br />

resíduo. Isso é bom tanto para o ambiente<br />

quanto para o cliente que se beneficia com<br />

a redução do custo de descontaminação<br />

de resíduos. Com suas medidas padrão de<br />

90x15mm, as placas de Petri são fabricadas em<br />

poliestireno de altíssima qualidade o que resulta<br />

em excelente transparência ótica e planaridade.<br />

Seu design permite tanto a troca gasosa<br />

eficiente quanto o empilhamento seguro,<br />

além de ser compatível com os principais<br />

equipamentos automatizados disponíveis no<br />

mercado. E, para fechar com chave de ouro a<br />

lista de qualidades dessa estrela, nossas placas<br />

de Petri são esterilizadas por radiação ionizante<br />

do tipo E-Beam, um processo no qual o produto<br />

fica exposto por menos tempo, não deixa<br />

resíduos, evita efeitos de envelhecimento do<br />

poliestireno e é considerado mais sustentável<br />

que outras técnicas. Mais um ponto para o meio<br />

ambiente e para a segurança!<br />

Essa é a Greiner-Bio One, que trouxe a<br />

tecnologia e o know-how consagrados<br />

mundialmente para suprir a pesquisa e a<br />

indústria brasileira com a melhor placa de<br />

Petri do mercado. Para saber mais sobre esse<br />

e outros produtos de nosso portifólio, acesse<br />

www.gbo.com, ou entre em contato pelo<br />

info@br.gbo.com<br />

Greiner Bio-One<br />

A Greiner AG, sediada em Kremsmünster, na<br />

Áustria, está dividida em três áreas de atuação.<br />

A Greiner Packaging fabrica embalagens<br />

plásticas para os setores alimentícios, dentre<br />

outros, enquanto a Neveon é líder global na<br />

produção de espumas integradas e flexíveis,<br />

compostas de poliuretano com uma ampla<br />

gama de aplicações. A Greiner Bio-One é um<br />

player global no campo da tecnologia médica<br />

e life sciense.<br />

www.gbo.com<br />

Para mais informações:<br />

Departamento de Marketing<br />

T: +55 19 3468 9600<br />

E-Mail: info@br.gbo.com<br />

164 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


INFORME DE MERCADO<br />

GRUPO KOLPLAST, 34 ANOS.<br />

UMA HISTÓRIA DE PROTAGONISMO, INOVAÇÃO E FOCO NA SAÚDE.<br />

Inicialmente apenas Kolplast, o hoje, Grupo<br />

Kolplast, foi fundado em 1988 na cidade<br />

de São Paulo, Brasil. Nascia mais do que<br />

simplesmente uma indústria de insumos<br />

médico-hospitalares. Desde o início, o Grupo<br />

Kolplast se vocacionou a oferecer soluções<br />

materializadas na forma de produtos. Com essa<br />

proposta e olhos atentos e permanentemente<br />

voltados para as necessidades de seus<br />

clientes, o Grupo percorreu uma trajetória<br />

vitoriosa, trazendo consigo referências de<br />

inovação, praticidade, produtos de qualidade<br />

superior e serviços de excelência.<br />

O Grupo Kolplast é fabricante das marcas<br />

Kolplast, CellPreserv e Vagispec. Seu portfólio<br />

focado em soluções para o laboratório<br />

cresceu muito nos últimos anos. O Sistema<br />

CellPreserv, metodologia nacional para<br />

Citologia em base líquida, é a evolução da<br />

citologia no laboratório, pois permite maior<br />

precisão diagnóstica, sistema automatizado,<br />

a preparação de 45 lâminas por hora, além<br />

de possibilitar exames moleculares com a<br />

mesma coleta. O mix de produtos voltados<br />

a coleta de material biológico também tem<br />

crescido e nas vésperas de comemorar seus 34<br />

anos de existência, o Grupo Kolplast apresenta<br />

ao mercado o Kolplagene, produto ideal para<br />

coleta e transporte de material biológico<br />

para exame genético. O kit é composto por<br />

01 Swab de espuma, com espuma sintética<br />

e 01 tubo laboratorial de 10ml com 1ml de<br />

solução. Além de possuir as vantagens da<br />

fabricação nacional, a inovação deste produto<br />

é preservar a amostra de DNA e RNA por até<br />

30 dias em temperatura ambiente.<br />

É solução aos desafios enfrentados pelos<br />

laboratórios, como custo de transporte e<br />

complexidade no manejo das amostras<br />

coletadas, afinal, nosso compromisso é fazer<br />

a diferença, entregando ao mercado soluções<br />

inovadoras para a saúde.<br />

Saiba mais acessando<br />

www.kolplast.com.br.<br />

Fale conosco para mais informações!<br />

Central de Relacionamento Grupo Kolplast<br />

11 4961-0900<br />

vendas@kolplast.com.br<br />

166 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


MICROLAB NIMBUS® PRESTO KINGFISHER TECHNOLOGY<br />

Extração de DNA e RNA de Forma Rápida e<br />

Otimizada Com Beads Magnéticas<br />

Uso com kits da Thermo Scientific, Omega<br />

Biotek, Zymo Research e Macherey-Nagel.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

Descubra o que a HAMILTON COMPANY<br />

pode fazer por seu laboratorio!<br />

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joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com<br />

NGS STAR<br />

PIPETADOR PARA PREPARO DE BIBLIOTECAS NGS<br />

Esta plataforma foi desenvolvida exclusivamente<br />

para aplicações de sequenciamento de nova<br />

geração (NGS). A preparação de bibliotecas<br />

totalmente automatizada pode ser otimizada<br />

e personalizada de acordo com a necessidade<br />

do laboratório, podendo processar de 1 até 96<br />

amostras sem intervenção do usuário.<br />

A Hamilton Company conta com vários<br />

métodos já validados para kits de distintas<br />

marcas:<br />

• Illumina<br />

• Roche-KAPA<br />

• PacBio<br />

• IDT<br />

• Twist Bioscience<br />

• Thermo Fisher Scientific<br />

• New England BioLabs<br />

• QIAGEN<br />

• Agilent<br />

• Nanopore<br />

• Paragon<br />

Tem perguntas específicas, ou não vê um<br />

fornecedor desejado nesta lista? Contacte os<br />

nossos especialistas em aplicações, que fornecera<br />

orientações confiáveis e eficientes.<br />

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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

167


INFORME DE MERCADO<br />

TUBERCULOSE: DIAGNÓSTICO RÁPIDO E PRECISO DIRECIONA<br />

AO TRATAMENTO ADEQUADO<br />

A tuberculose é uma doença que sempre esteve<br />

nas principais pautas de discussão sobre a saúde<br />

pública no Brasil e em diversos países, por ser<br />

considerada uma das mais antigas da história.<br />

Estima-se que até 2020, nove milhões de pessoas<br />

tenham sido acometidas pela doença e 1,3 milhão<br />

morreram em decorrência da enfermidade.<br />

Afetando principalmente os pulmões, a doença<br />

é transmitida por via respiratória, através de<br />

espirros, tosse e até mesmo da fala. Estima-se que<br />

uma pessoa com tuberculose pode infectar, em<br />

média, outras quinze em um ano. Após 15 dias de<br />

tratamento, o risco de transmissão é muito baixo.<br />

O diagnóstico precoce, juntamente com a triagem<br />

sistemática de contatos e grupos de risco, são<br />

umas das apostas da Organização Mundial da<br />

Saúde (OMS) para erradicar os casos.<br />

Uma grande ameaça ao cenário de infecção pela<br />

doença é a ocorrência da tuberculose resistente.<br />

Esse caso exige um tratamento complexo, longo e<br />

muitas vezes tóxico para os pacientes, reduzindo a<br />

chance de cura em até 50%.<br />

Soluções da Mobius<br />

A Mobius Life Science apresenta as linhas<br />

Genotype MTBDRplus e Genotype MTBDRsl<br />

que detectam o Complexo M. tuberculosis e os<br />

genes de resistência aos fármacos de 1º e 2ª<br />

linha do tratamento. Estas linhas são baseadas na<br />

tecnologia de PCR e DNA-STRIP, que em poucas<br />

horas permite resultado seguro e confiável<br />

a partir de amostras clínicas respiratórias e<br />

amostras de cultura.<br />

Mobiuslife.com.br<br />

comercial@mobiuslife.com.br<br />

168 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


CLOSTRIDIOIDES difficile<br />

COPROSTRIP TM GDH + TOXINA A + TOXINA B<br />

Habitante comum da flora do colo em<br />

lactentes humanos e, às vezes, em adultos. A<br />

espécie-tipo Clostridioides difficile, conhecido<br />

como Clostridium difficile.<br />

INFORME DE MERCADO<br />

O bacilo anaeróbio gram-positivo Clostridium<br />

difficile é o principal agente causador de<br />

diarreia associada a antibióticos e colite<br />

Pseudomembranosa. Esse patógeno é capaz de<br />

causar doenças que podem ser graves ou fatais se<br />

não forem diagnosticadas a tempo e tratadas. A<br />

exposição a antibióticos é o principal fator de risco<br />

para a infecção por C. difficile. A infecção pode se<br />

desenvolver se a flora gastrointestinal normal for<br />

interrompida pela antibioticoterapia e uma pessoa<br />

adquirir C. difficile, produtora de toxinas.<br />

Os principais fatores de virulência do C. difficile<br />

são as Toxinas A e B. Essas toxinas mostram alta<br />

sequência e homologia funcional. A Toxina A foi<br />

descrita como uma enterotoxina que danifica os<br />

tecidos e atrai neutrófilos e monócitos e a Toxina<br />

B como uma citotoxina potente que degrada as<br />

células epiteliais do cólon.<br />

A maioria das cepas virulentas produz ambas<br />

as Toxinas, no entanto, as cepas da Toxina A<br />

negativa/positiva da Toxina B também são<br />

capazes de causar doenças.<br />

A glutamato desidrogenase de Clostridium difficile<br />

(GDH) é uma enzima produzida em grandes<br />

quantidades por todas as cepas toxigênicas<br />

e nãotoxigênicas, tornando-o um excelente<br />

marcador para o organismo.<br />

Com uma sensibilidade e especificidade >99%,<br />

faz com que o CoproStrip TM GDH + Toxina A +<br />

Toxina B seja considerado um produto de extrema<br />

qualidade, garantindo confiabilidade e segurança.<br />

Bio Advance<br />

Tel.: (11) 3445-5418<br />

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A LaborLine é uma empresa 100% brasileira,<br />

sua credibilidade está relacionada à constante<br />

atenção e dedicação no desenvolvimento<br />

de produtos duráveis, buscando inovação e<br />

qualidade.<br />

A marca apresenta ao mercado sua loja virtual<br />

laborline.com.br, onde é possível encontrar<br />

toda a linha de centrífugas e equipamentos<br />

para laboratórios que buscam otimizar e ter<br />

maior eficiência na sua rotina.<br />

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<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

169


INFORME DE MERCADO<br />

ES 7X SOLUÇÕES DE LIMPEZA DA MP BIO É LIVRE DE FOSFATO,<br />

IDEAL PARA USO EM LABORATÓRIOS E NA INDÚSTRIA<br />

O ES 7X é um detergente de alta qualidade<br />

e eficiência compatível com GMP e citado<br />

em mais de 8.000 publicações científicas,<br />

sendo altamente recomendado para<br />

limpeza de vidrarias e equipamentos<br />

em laboratórios e na indústria. Com sua<br />

formulação livre de fosfato, o ES 7X é<br />

ambientalmente seguro podendo, após o<br />

uso, ser descartado sem tratamento.<br />

De fácil utilização, o ES 7X é uma solução líquida<br />

disponível em diversas apresentações na forma<br />

concentrada e também como solução pronta para<br />

uso. Apresenta PH neutro, não sendo necessário<br />

enxague neutralizante após o uso, além de ser<br />

menos agressivo para as mãos.<br />

Com o detergente ES 7X você garante, com<br />

diversas vantagens, a limpeza no dia a dia de<br />

seu laboratório ou indústria:<br />

• Sem componentes fluorescentes<br />

• Com baixa toxicidade celular e propriedades<br />

não corrosivas<br />

• Sem acúmulo de resíduos<br />

• Sem manchas em vidrarias<br />

• Com alto rendimento<br />

170 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


INFORME DE MERCADO<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

171


INFORME DE MERCADO<br />

C<br />

M<br />

Y<br />

CM<br />

MY<br />

CY<br />

CMY<br />

PORTAL BUNZL SAÚDE<br />

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O Seu Portal de Compras da Saúde!<br />

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A Bunzl Saúde acompanha a mudança de<br />

comportamento no mercado digital, e entende<br />

a importância de manter o relacionamento em<br />

todos os canais, deste modo, o Portal Bunzl Saúde,<br />

visa oferecer uma melhor experiência de compra<br />

aos seus clientes, onde quer que eles estejam.<br />

O Portal Bunzl Saúde atende empresas, profissionais<br />

e estudantes da área e até mesmo pessoas físicas,<br />

disponibilizando um amplo portfólio com marcas<br />

consolidadas que se destacam pela credibilidade<br />

na atuação das linhas diagnóstica e hospitalar,<br />

apresentando ao mercado produtos certificados por<br />

padrões nacionais e internacionais de qualidade.<br />

A proposta é oferecer aos clientes facilidade ao<br />

comprar, diferenciando as lojas por segmentos de<br />

negócios: Laboratório, Hospital, Dental, Veterinário,<br />

Home Care, Estética, Farmácia e Estudante,<br />

tornando possível o máximo de aproveitamento<br />

das potencialidades dos produtos, seja para o uso<br />

do estabelecimento ou abastecimento de estoque.<br />

bunzlsaude.com.br<br />

(11) 3652-2525 / 3195-8640<br />

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Além disso, os clientes contam com um<br />

atendimento online para dúvidas sobre<br />

produtos e suporte técnico.<br />

Conheça agora todos os nossos serviços,<br />

produtos e benefícios!<br />

GT GROUP APRESENTA AGULHAS FLASHBACK, TECNOLOGIA<br />

QUE FACILITA COLETA A VÁCUO.<br />

A coleta de sangue a vácuo é uma recomendação<br />

internacional do Clinical & Laboratory Standards<br />

Institute (CLSI) e apresenta diversas vantagens<br />

para o profissional e o paciente. Ao longo dos anos<br />

a técnica veio sendo aprimorada e hoje temos<br />

uma tecnologia inovadora, a Agulha a Vácuo<br />

Flashback que tem uma câmara transparente para<br />

visualização do sangue no momento da punção,<br />

com isso é possível visualizar o exato momento<br />

em que a agulha penetrou a veia evitando que<br />

no ato da coleta o profissional encaixe o tubo no<br />

sistema a vácuo sem ter conseguido atingir a veia<br />

do paciente.<br />

A Agulha Flashback proporciona todos os<br />

benefícios já conhecidos na coleta de sangue<br />

a vácuo adicionando mais praticidade no<br />

atendimento e redução do desconforto do<br />

paciente, tem disponível diversos calibres da<br />

agulha beneficiando principalmente pacientes<br />

com acessos difíceis como crianças, pacientes<br />

em terapia medicamentosa, quimioterápicos e<br />

pessoas com acesso venoso difícil.<br />

A Agulha a Vácuo Flashback GT Group possui bisel<br />

trifacetado, siliconizada e é esterilizada por óxido<br />

de etileno, com qualidade garantida e atestada.<br />

Na sua próxima compra, invista no seu setor de<br />

coletas e peça Agulha Flashback GT Group!<br />

<strong>172</strong> <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


REALIZAÇÃO<br />

NO DIAS 24 E 25 DE SETEMBRO, NOSSO ENCONTRO<br />

SERÁ ESPECIAL E PRESENCIAL!<br />

LOCAL:<br />

INSCRIÇÕES:<br />

SBMICROBIOLOGIA.ORG.BR<br />

2 4 E 2 5 D E S E T E M B R O


INFORME DE MERCADO<br />

CHEGOU UMA NOVA GERAÇÃO DE CÂMERAS PARA<br />

MICROSCOPIA.<br />

PRIME CAM INTERVISION 12 – 4K, CAPTURA DE IMAGENS EM SEU MICROSCÓPIO BINOCULAR, SEM A NECESSIDADE DE ADAPTADORES.<br />

A Prime Cam Intervision 12 Megapixels<br />

com seu design revolucionário se encaixa<br />

facilmente entre a estativa e o tubo do<br />

microscópio binocular ou trinocular, sem a<br />

necessidade de adaptadores.<br />

Câmera digital de alta resolução 4K HDMI,<br />

Ultra-HD, 12MP, 5G Wireless Smart para<br />

múltiplos dispositivos, em tempo real.<br />

Processador FPGA Dual Core 1 de alta definição<br />

e controlador de imagens FPGA 2: garantia de<br />

velocidade.<br />

Operação tanto para transferência de imagens,<br />

como para arquivamento de fotos e gravação<br />

de vídeos. Opção de configuração para mostrar<br />

tela bipartida, com uma foto escolhida dentre<br />

qualquer do arquivo de um lado e a imagem<br />

ao vivo do outro.<br />

Medições (permite calibração direta com o software<br />

presente na câmera, sem necessidade de uso<br />

conjunto com computador: linhas retas, retângulos,<br />

círculos, polígonos, pontilhado, círculo concêntrico,<br />

círculo duplo, ângulo, área, comprimento,<br />

circunferência, distância entre pontos).<br />

Compatibilidade à instalação em<br />

microscópios biológicos verticais:<br />

Nikon: compatível com toda linha Eclipse;<br />

Olympus: compatível com toda linha BX e CX;<br />

Zeiss: compatível com o instrumento Primo Star.<br />

Televendas Biolab Brasil<br />

SP (11) 3522-8122<br />

suporte@biolabbrasil.com.br<br />

Siga nossas redes sociais e fique ligado em<br />

todas as novidades.<br />

https://www.youtube.com/BiolabBrasil<br />

https://www.instagram.com/biolabbrasil/<br />

174 <strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022


CONHEÇA O XL 640 PLUS – ANALISADOR DE BIOQUÍMICA<br />

TOTALMENTE AUTOMATIZADO<br />

INFORME DE MERCADO<br />

O novo XL 640 chegou ao mercado com um<br />

novo software intuitivo e poderoso com uma<br />

interface de fácil utilização e controle. O<br />

analisador de bioquímica oferece várias funções<br />

que simplificam o trabalho do laboratório. A Erba<br />

Mannheim será uma das únicas no mercado a<br />

oferecer nível de automação nos testes em um<br />

equipamento desse porte.<br />

O XL 640 plus é ideal para laboratórios clínicos de<br />

tamanho médio com 70-250 amostras/dia.<br />

Características principais:<br />

- Aumenta a produtividade e o tempo de entrega.<br />

- Máxima precisão nos resultados de laboratório.<br />

- Alto desempenho e eficiência<br />

POR QUE ESCOLHER A ERBA MANNHEIM?<br />

A Erba Brasil oferece sistemas da linha de<br />

Bioquímica totalmente automatizados.<br />

Incorporando recursos de última geração,<br />

esses analisadores são sistemas robustos e<br />

orientados para o desempenho, aumentando<br />

a produtividade e o rendimento do laboratório.<br />

Erba Brasil fazendo a automação acessível<br />

para laboratórios em todos os lugares!<br />

Mude com a Erba:<br />

• Telefone/WhatsApp: 0800 878 2391<br />

• E-mail: atendimento@erbamannheim.com<br />

• Horário de Atendimento:<br />

Segunda à sexta-feira das 08:00 às 18:00h<br />

(horário de Brasília)<br />

Sábado de 08:00 às 13:00h (horário de Brasília) –<br />

apenas por telefone para atendimento a chamados<br />

de Suporte Técnico e Assessoria Científica.<br />

<strong>Revista</strong> NewsLab <strong>Edição</strong> <strong>172</strong> | Julho 2022<br />

175


INFORME DE MERCADO<br />

A IMPORTÂNCIA EM ESCOLHER O EQUIPAMENTO DE<br />

CONSERVAÇÃO PARA LABORATÓRIO<br />

Escolher o equipamento de armazenamento ou<br />

transporte para o laboratório, com a mais alta<br />

tecnologia, é essencial. Este produto permite<br />

a automação dos processos, agrega valor e<br />

credibilidade ao laboratório, garante a segurança<br />

na refrigeração, sem perda de material.<br />

Com o intuito de trazer segurança e qualidade nos<br />

processos, desenvolvemos produtos para atender<br />