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Revista Newslab Edição 172

Revista Newslab Edição 172 - A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial Edição Julho 2022 www.newslab.com.br

Revista Newslab Edição 172 - A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial
Edição Julho 2022
www.newslab.com.br

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A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial

Ano 29 - Edição 172 - Julho 2022

PRA QUEM

ESTÁ SEMPRE

EM MOVIMENTO,

O FUTURO É

LOGO AQUI.

O constante movimento da Labtest

em prol da vida se reflete cada vez

mais nos seus investimentos em

Pesquisa e Desenvolvimento, inovação

e tecnologia. Não à toa, nestes 50 anos,

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Editorial

Ano 29 - Edição 172 - Julho 2022

Prezado leitor,

Aqui está mais uma edição preparada com muito

entusiasmo para você.

Também como destaque, em nossa coluna Direito e

Saúde, discorremos sobre O DIREITO DO CONSUMIDOR

E O LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS.

Apesar do pandemônio de viroses que teima em nos

ameaçar, os eventos presenciais foram retomados

com muito sucesso. Feiras, eventos e congressos

importantíssimos marcaram o primeiro bimestre do

mercado diagnóstico.

E nós da NewsLab estamos fazendo o acompanhamento

e levando tudo para você, caro leitor, sempre em

primeira mão.

Para esta edição, trazemos a cobertura do evento

DIGITAL DAY da empresa alemã QIAGEN,

multinacional líder em tecnologia para diagnósticos

moleculares, que reuniu executivos e lideranças

do setor para apresentar os benefícios da inovação

às pesquisas e diagnósticos do país. A Nova Era da

PCR, PCR digital, o QIAcuity, um sistema preciso e

moderno que promete revolucionar o ecossistema

de pesquisas e estudos relacionados aos diagnósticos

laboratoriais do país.

Nossa especialista em informações médicas, Andreza

Martins, preparou para esta edição um artigo

extraordinário sobre A IMPORTÂNCIA DA VITAMINA

DE SUA DOSAGEM.

Gostaríamos também de convidá-lo a visitar nossos

canais on-line, todos estão de cara nova e cheios de

novidades. No último ano, mais que dobramos nossa

quantidade de leitores e seguidores on-line e convidamos

você a fazer parte desse crescimento conosco.

Siga nossas páginas nas mídias sociais e fique

atualizado com as últimas notícias. Por lá, você

fica sabendo sobre as novidades de eventos,

parcerias, produtos e trabalhos ligados à

medicina diagnóstica.

Curta, acompanhe nossos canais e compartilhe sua

opinião conosco. A Revista NewsLab quer estar cada

vez mais on-line e mais próxima de você!

Luciene Almeida

Editora Chefe

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,

acessem nossas redes sociais:

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Ano 29 - Edição 172 - Julho 2022

NewsLab - Tel.: (11) 98357-9843

www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

ISSN 0104 - 8384

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@revista_newslab

EXPEDIENTE

Realização: NEWSLAB

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@newslab.com.br

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Comercial: Juliana Cristina da Silva (11) 97733-3312 | comercial2@newslab.com.br

Diagramação e Arte: FC Design | contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica Hawaii | Periodiciade: Bimestral

2

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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revista

Ano 29 - Edição 172 - Julho 2022

Normas de Publicação

para artigos e informes de mercado

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

A Mídia Oficial do Diagnóstico Laboratorial

Ano 29 - Edição 172 - Julho 2022

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas

para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso

precise de informações adicionais, entre em contato com

a redação.

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica editoriais,

artigos originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e

qualquer contribuição que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer

conflito de interesse existente, em particular aqueles de

natureza financeira relativo a companhias interessadas

ou envolvidas em produtos ou processos que estejam

relacionados com a contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser

enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos

que a resolução do escaneamento seja de 300 dpi’s, com

extensão em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados

por e-mail, ordenados em título, nome e sobrenomes

completos dos autores e nome da instituição onde o estudo

foi realizado. Além disso, o nome do autor correspondente,

com endereço completo fone/fax e e-mail também

deverão constar. Seguidos por resumo, palavras-chave,

abstract, keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e

Métodos, Parte Experimental, Resultados e Discussão,

Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,

tabelas e legendas.

As referências deverão constar no texto com o sobrenome

do devido autor, seguido pelo ano da publicação, segundo

norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência citadas no

texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do autor em

primeiro lugar seguido pela sigla do prenome. Ex.: sobrenome,

siglas dos prenomes. Título: subtítulo do artigo. Título do livro/

periódico, volume, fascículo, página inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências

de contribuições ainda não publicadas deverão ser

mencionadas como “no prelo” ou “in press”.

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

NewsLab

A/C: Luciene Almeida – Redação

Rua Doutor Guilherme Bannitz, 126, 8º Andar - Conj. 81

CV: 10543 Itaim Bibi, São Paulo, SP, 04532-060

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br

Ou em http://www.newslab.com.br/publique/

PRA QUEM

ESTÁ SEMPRE

EM MOVIMENTO,

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LOGO AQUI.

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vem preparando não só os alicerces da

medicina diagnóstica do futuro,

mas de uma saúde sempre presente.

Contato

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

REDAÇÃO: : Rua Doutor Guilherme Bannitz, 126, 8º Andar - Conj. 81 CV: 10543 Itaim Bibi, São Paulo, SP, 04532-060.

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Os artigos e informes assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Newslab.

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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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Ano 29 - Edição 172 - Julho 2022

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.

BASE CIENTÍFICA 09

BECKMAN (DIV. LIFE SCIENCE) 06-07

BIOCON 17

BIOLAB BRASIL 03

BIOMEDICA 13

BUNZL SAUDE 21

CELLAVISION 19

DB

4ª CAPA

DIAGNO 159

EBRAM 97

ELBER GELADEIRA 29

ERBA 53

EUROIMMUN 69

FIRSTLAB 83

GREINER 195

GRIFOLS 05

GT GROUP BIOSUL 101

GUPO PRIME

3ª CAPA

HAGELAB 143

HAMILTON 57

HERMES PARDININI 64-65

HORIBA 2ª CAPA | 153

INVITRO 60-61 | 133

KOLPLAST 109

LAB REDE 139

LABMIG 75

LABOR LINE 125

LABTEST CAPA | 73

LUMIRADX 113

MOBIUS 87

MP BIOMEDICALS 11

NEWPROV 25

NIHON KOHDEN 78-79 | 103

PENSABIO 161

PNCQ 157

RENYLAB 119

SARSTEDT 129

SBAC 171

SBM 173

SBPC 178-179

SHIFT 34-35-36-37-38

SNIBE 95

TBS BIDINGSITE 91

VEOLIA 149

VIDA BIOTECNOLOGIA 41

WAMA 49

ZYBIO 45

ZYMO 15

Conselho Editorial

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira

de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São

Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da

Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo

Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da

USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade

Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e

Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

Humberto Façanha, Louise Fabri, Fábia Bezerra, Gleiciere Maia Silva, Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Luiz Arthur Calheiros Leite, Helena Varela de Araújo, Rafaele Loureiro, Bruna Garcia Nogueira, Fabiano de Abreu,

Suzimara Tertuliano, Luciane Sarahyba, Cesar Higa Nomura, Giovanni Guido Cerri, Délio J. Ciriaco de Oliveira, André Márcio Murad, Diego Lourenço Rodrigues, Leonardo de Paula Souza, Luiz Felipe da Rocha

Suzuki, Marco Aurélio Mendonça Novaes, Silvania Ramalho, Daniela Santos Silva, Karoline de Oliveira e Allyne Cristina Grando.

8

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


RA QUEM

STÁ SEMPRE

M MOVIMENTO,

ÍNDICE

FUTURO É

OGO AQUI.

O constante movimento da Labtest

em prol da vida se reflete cada vez

mais nos seus investimentos em

Pesquisa e Desenvolvimento, inovação

e tecnologia. Não à toa, nestes 50 anos,

vem preparando não só os alicerces da

medicina diagnóstica do futuro,

mas de uma saúde sempre presente.

revista

Ano 29 - Edição 172 - Julho 2022

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70

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Entrevista com o CEO Labtest,

Alexandre Guimarães.

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66 - Publieditorial em Destaque - Quiagen

68 - Publieditorial em Destaque - Euroimmun

74 - Fato Relevante

76 - Neurociência em Foco

80 - Medicina Genômica

88 - Direito e Saúde

90 - Análises Clínicas

94 - Minuto Laboratório

98 - Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento

100 - Diagnóstico por Imagem

104 - Citometria de Fluxo

106 - Coleta de Sangue

116 - Labnews

122 - Qualidade no Laboratório

126 - Biossegurança

132 - Hematologia

134 - Logística Laboratorial

136 - Informes de Mercado

181 - Analogias em Medicina

12

ARTIGO CIENTÍFICO I

BIOMARCADORES SÃO ÚTEIS

PARA PREVER PROGNÓSTICO EM

TRANSPLANTE DE CÉLULAS TRONCO

HEMATOPOIÉTICAS (TCHT)?

32

ARTIGO CIENTÍFICO II

INCIDÊNCIAS DE INFECÇÕES POR

ASPERGILLUS SP NO BRASIL

50

ARTIGO CIENTÍFICO III

PROTEÍNA TAU E AS DOENÇAS

NEURODEGENERATIVAS

62

GESTÃO LABORATORIAL

LABORATÓRIOS CLÍNICOS: “QUO VADIS”?

130

LADY NEWS

SCARPIN MICROSCÓPIO

Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro,

Rodrigo Macedo, Bruno Stuart De Castro, Prof.

Dr. Frederico Dulley, Profa. Dra. Maria Aparecida

Shikanai Yasuda, Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa

Autores: Felipe José Ferreira Gomes,

Rondinele Ribeiro Motta.

Autor: Fabiano de Abreu Rodrigues.

Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.

Autora: Waldirene Nicioli.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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ARTIGO CIENTÍFICO I

BIOMARCADORES SÃO ÚTEIS PARA PREVER

PROGNÓSTICO EM TRANSPLANTE DE CÉLULAS TRONCO

HEMATOPOIÉTICAS (TCHT)?

Autores:

Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro¹

Rodrigo Macedo²

Bruno Stuart de Castro³

Prof. Dr. Frederico Dulley4

Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda5

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa6

1 Médica doutora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil.

2 Biomédico, São Paulo, Brasil.

3 Biomédico, São Paulo, Brasil.

4 Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, médico

responsável pelo Transplante de Medula Óssea da Faculdade de Medicina da

Universidade de São Paulo, Brasil.

5 Professora Titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil.

6 Médica Livre-Docente do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias

da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, LIM54, Brasil.

* Imagem ilustrativa

Resumo

Introdução: OA morbimortalidade do transplante de células tronco

hematológico (TCTH) ocorre devido às complicações infecciosas e

constituem o maior problema clínico em receptores de TCTH.O papel

do uso de biomarcadores em pacientes após TCTH ainda é controverso.

Objetivos: Avaliar os valores séricos de biomarcadores interleucina 6 (IL-6),

procalcitonina (PCT) e proteína C reativa (PCR) e fatores para óbito após TCTH.

Metodologia: Estudo prospectivo conduzido em pacientes submetidos a

TCTH em hospital universitário. Dados demográficos e clínicos, como idade,

sexo, doença de base, tipo de transplante e condicionamento, mucosite,

DECH, infecção (sítio, microrganismos e evolução clínica) e biomarcadores:

IL-6, PCT e PCR) foram avaliados no dia na neutropenia constatada sem

febre, no evento febril, 24 horas e 72 horas após o início da febre e 48 horas

ou 5 dias se persistência da febre. Os dados clínicos e laboratoriais foram

processados pelos programas SPSS e STATA, foram realizadas curvas ROC

para determinar os pontos de corte dos biomarcadores. Os pacientes foram

comparados quanto ao desfecho óbito até 30 dias do TCTH. As variáveis

categóricas foram avaliadas utilizando o teste do Qui-quadrado e o teste T

exato de Fisher. As variáveis contínuas foram avaliadas utilizando o teste nãoparamétrico

de Mann-Whitney. Variáveis com p 140 pg/mL e PCR≥120 mg/L e os

protetores foram Linfoma e acompanhamento ambulatorial. As variáveis

independentes na análise MV associadas com óbito foram transplante

alogênico e não aparentado, infecção por Gram-negativos, DHL≥390

UI/L, ureia ≥25 mg/dL e PCR ≥120 mg/L. Conclusão: Dos biomarcadores

avaliados, apenas a PCR ≥ 120 mg/L foi independentemente associada

ao óbito, outros fatores de risco encontrados foram: tipo de transplante

(alogênico e não aparentado), infecção por Gram-negativo, DHL≥390 UI/L

e ureia ≥25 mg/dL. Esses achados reforçam a importância da prevenção de

infecção por Gram-negativos nesta população de pacientes e mostram que

a PCR é uma ferramenta barata e útil no acompanhamento dos pacientes..

Palavras-chave: transplante de células tronco hematopoiéticas,

neutropenia febril, mortalidade relacionada ao transplante de células tronco

hematopoiéticas, procalcitonina, interleucina-6, proteína-C reativa.

12 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

Introdução

A morbidade e mortalidade devido às

complicações infecciosas constituem

o maior problema clínico em

receptores de transplante de células

tronco hematopoiéticas (TCTH) (Ochs

et al. 1995; Sorely and Shea, 1997).

Todos os pacientes que apresentem

febre e neutropenia devem ser

tratados prontamente e de forma

abrangente com antibióticos de

amplo espectro (Freifeld et al., 2011).

Este tratamento agressivo reduz a

mortalidade de 50% a 80% para

10% a 40% (Love et al., 1980). Sepse,

sepse grave, choque séptico e sepse

com falência de múltiplos órgãos

(FMO) são as mais importantes

causas de morte em pacientes

neutropênicos no pós-transplante.

A morbimortalidade causada por

infecção ocorre principalmente

durante as três primeiras semanas

após o TCTH (tempo de enxertia)

(Poliquin, 1990). Vários marcadores

inflamatórios como, proteína-C

reativa (PCR), procalcitonina (PCT)

e interleucina-6 (IL-6) já foram

utilizados em estudos com pacientes

neutropênicos (Ruokonen et al., 1999;

Südhoff et al., 2000; Fleischhack et

al., 2000; Persson et al., 2005). Um

marcador ideal de desfecho nessa

população seria aquele que indicasse

no momento da febre, ou no máximo

até 24 h após a mesma, os pacientes

com risco potencial para mortalidade

relacionada ao transplante (MRT).

Poucos trabalhos existem na

literatura, entretanto, para auxiliar a

previsão do prognóstico na população

de pacientes submetidos a TCTH e os

trabalhos que existem avaliaram um

número pequeno de pacientes.

Logo, é preciso avaliar os valores

séricos de biomarcadores (PCT,

IL-6 e PCR) que possam identificar

precocemente MRT em todos os

pacientes pós TCTH imediato.

Objetivos

Avaliar os valores séricos de

biomarcadores (IL-6, PCT e PCR) e

fatores de risco para óbito após TCTH.

Métodos

Local do estudo

O Hospital das Clínicas é um hospital

universitário com 2.200 leitos e

centro de referência para transplante

autólogo e alogênico de célulastronco

no Brasil. A unidade de

transplante de medula óssea está

localizada no Instituto Central do

Hospital das Clínicas da Faculdade

de Medicina de São Paulo (ICHC-

FMUSP), Brasil e possui oito leitos. O

ambulatório funciona das 7h às 19h,

todos os dias da semana, inclusive

finais de semana.

Desenho do estudo

Trata-se de um estudo observacional,

com coleta prospectiva de dados.

Foram incluídos 296 pacientes

adultos consecutivos neutropênicos,

submetidos a TCTH autólogo ou

alogênico. Os mesmos estavam em

regime de tratamento ambulatorial

ou internados. O estudo foi conduzido

entre agosto de 2008 a dezembro de

2010.

Critério de inclusão: Pacientes

neutropênicos TCTH autólogos e

alogênicos.

Como neutropenia foi considerada

a contagem de neutrófilos < 500/

mm³ ou < 1.500/mm³ com declínio

previsto para < 500/mm³ durante

as próximas 48 horas (Freifeld et al.,

2011). O uso de G-CSF no momento

da coleta não excluiu o paciente. Caso

o paciente fosse a óbito, não havia

exclusão, e as amostras obtidas

eram analisadas.

14 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

Critério de exclusão: Foram excluídos os

pacientes com febre claramente associada

à transfusão de hemocomponentes ou

hemoderivados e os que usaram soro

antitimocítico pelo menos sete dias

antes da coleta.

Foram analisadas 1016 amostras de

sangue. Estas foram colhidas de 3 a 5

mL de sangue periférico ou de cateter

venoso central (CVC), entre duas a

seis horas após o início da febre da

seguinte forma:

- TUBO A:

Dia da neutropenia constatada

sem febre.

- TUBO B:

Evento febril constatado ou hipotermia

(T < 35°C).

- TUBO C:

24 horas após o início da febre ou

hipotermia.

- TUBO D:

72 horas após o início da febre ou

hipotermia.

- TUBO E:

48 horas após a coleta do tubo D ou,

em caso da persistência da febre,

cinco dias, após a coleta do tubo D.

No total foram coletadas 267

amostras para análises de Tubos A,

190 tubos para B, 188 para tubos C,

186 para tubos D e 185 para tubos E.

Caso o paciente iniciasse a neutropenia

com febre ou hipotermia, não haveria

TUBO A, iniciando a coleta no TUBO

B. No caso de óbito, poderiam faltar

dois ou mais tubos. Caso o paciente

não desenvolvesse quadro febril, da

mesma forma, só haveria TUBO A.

Todos os pacientes foram avaliados

quanto à existência de foco infeccioso

quando desenvolveram febre e

receberam antibioticoterapia de

acordo com o protocolo vigente para

neutropenia febril (Freifeld et al., 2011;

Levin et al., 2009-2011). Uma avaliação

clínica completa foi realizada para cada

paciente desde o dia da neutropenia até

sua evolução final (alta ou óbito), por

meio do preenchimento prospectivo

de uma ficha com dados clínicos e

laboratoriais, visando à classificação

do mesmo em grupos de acordo com

o diagnóstico infeccioso. Esta avaliação

incluiu: achados físicos, parâmetros

hematológicos e bioquímicos; dados

do transplante; culturas de sangue,

urina, secreções e tecidos diversos;

radiografias e tomografias de tórax,

seios paranasais e abdômen sempre

que considerado necessárias.

Laboratório

As amostras de sangue foram

coletadas em dois tubos sem

reagentes e centrifugados por 15

minutos a 3.400 rpm (2.016 g) em

um prazo máximo de até 60 minutos

após a coleta, e armazenadas (duas

alíquotas de cada soro) em freezer

(temperatura de -20º C) no momento

inicial. Posteriormente, os tubos

congelados foram transferidos para

o freezer -80°C. O outro tubo foi

encaminhado para outro laboratório

para realização da PCR. As medidas

de PCT e IL-6 foram realizadas

retrospectivamente, ao contrário das

amostras de PCR que foram realizadas

juntamente com outros dados

laboratoriais (hemograma, DHL,

ureia). Hemoculturas foram colhidas

no momento da febre, mesmo na

vigência de antibiótico profilático,

bem como urina, secreção traqueal,

líquor para cultura, cultura de locais

suspeitos e exames de imagem,

conforme o caso. Testes sorológicos

foram também obtidos conforme

indicação clínica. Foram realizadas

antigenemia e PCR em tempo real para

detecção de citomegalovírus (CMV)

duas vezes por semana em todos os

pacientes (internados e ambulatoriais).

Exames de imunofluorescência direta

16 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

para influenza A, influenza B,

parainfluenza e VSR, bem como PCR

para influenza H1N1 também foram

incluídos quando houve indicação

clínica. Os pacientes foram seguidos

até o término da neutropenia. Houve

um hemograma inicial indicando o

início da neutropenia, hemogramas

diários de seguimento e hemograma

indicativo do término da neutropenia

(“pega” medular).

A determinação quantitativa da PCR

foi feita pela nefelometria (Dade-

Behring N High Sensitivity CRP). O

valor de referência fornecido pelo

fabricante é < ou = 3,5 mg/L (Gabay

e Kushner, 1999). Os níveis de PCT

foram também determinados de

maneira cega pelo uso de um ensaio

imunoluminométrico (Brahms,

PCT-Lumitest, Berlin, Alemanha).

O valor de corte é 2 ng/mL (para

imunocompetente). De forma

também cega foram realizadas

as dosagens séricas de IL-6 pelo

imunoensaio enzimático (Biotrak

human interleukin-6 ELISA, GE

Healthcare, Reino Unido). Os valores

esperados para soro variam de 0-149

pg/mL (média 43 pg/mL). Todos os

exames foram repetidos e confirmados

de acordo com a padronização dos

mesmos. Os resultados discrepantes

foram repetidos em triplicata.

Etiologia infecciosa foi classificada

como bacteriana, fúngica ou viral

somente quando confirmada por

meio de cultura positiva ou teste

diagnóstico apropriado. Os pacientes

foram categorizados em três grupos:

- GRUPO I: Afebris, não desenvolveram

febre durante o estudo.

- GRUPO II: Febre de origem

indeterminada (FOI), ou seja, toda

febre sem foco identificado, que

continua depois de três a cinco dias

de antibioticoterapia de amplo

espectro (Pizzo et al., 1982; EORTC

International Antimicrobial Therapy

Cooperative Group, 1989).

- GRUPO III: Infecção clínica

comprovada e/ou microbiologicamente

confirmada.

A demanda de HMCs variou de acordo

com cada situação clínica específica.

Análise estatística

Os dados clínicos e laboratoriais

foram armazenados em uma planilha

Excel® 2003 para processamento

pelos programas SPSS e STATA, foram

calculados média, mediana e desviopadrão.

As variáveis categóricas foram

avaliadas utilizando teste do Quiquadrado

e o teste T exato de Fisher.

As variáveis contínuas foram avaliadas

utilizando o teste não paramétrico de

Mann-Whitney.

Foram comparados os grupos entre

si e em relação a cada marcador

estudado (PCT, PCR e IL-6). Foram

calculados a sensibilidade, a

especificidade, valores preditivos

positivo e negativo e área sob a

curva ROC para cada indicador,

comparando os diferentes grupos:

I, II e III em seus diferentes

momentos (neutropenia afebril,

momento da febre, 24 horas após

o início da febre, 72 horas após o

início da febre ou hipotermia e 48

horas após a coleta do tubo D ou,

em caso da persistência da febre,

cinco dias após a coleta do tubo

D). De acordo com a curva ROC

de cada biomarcador (IL-6, PCT e

PCR) foram definidos pontos de

corte que apresentaram a melhor

sensibilidade e especificidade nos

diferentes momentos de avaliação

em relação ao desfecho óbito.

Também foi calculada a acurácia dos

biomarcadores por meio de regressão

logística feita 2 a 2 e com os três

biomarcadores juntos no momento

da febre e 24 horas após a febre.

18 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

Resultados

Foram avaliadas 1016 amostras de

soros de 296 pacientes. Os dados

clínicos e laboratoriais dos mesmos

foram analisados conforme Tabela 1.

No grupo III (n=78) foram identificadas

infecções localizadas (14,1%) e

disseminadas (85,9%). Destas últimas,

observamos: ICS (41,79%), sepse

(17,91%), sepse grave (11,94%),

choque séptico (10,44%) e sepse com

FMO (17,9%). Quanto aos agentes

encontrados: bactérias (33,3%), sendo

o SCN o mais prevalente entre os Grampositivos

e Pseudomonas aeruginosa

e Klebsiella pneumoniae entre os

Gram-negativos; vírus (24,4% com

predomínio de vírus sincicial respiratório

[VSR] e citomegalovirus [CMV]; fungos

(6,3% com prevalência de Leveduras

não albicans e mistas (26,9% sendo

bactérias/fungos, bactérias/vírus e

bactérias/fungos/vírus).

Os biomarcadores foram comparados

em relação à mucosite mostrando

haver relação destes com a mesma

somente na febre e 24 horas após

a mesma para a IL-6 (média grupo

VARIÁVEIS NÚMERO % MÉDIA/DP

MEDIANA/

MIN-MAX

Presença de febre 190 64,18 - -

Idade -

Sexo

- Masculino

- Feminino

Doença de base

- Mieloma múltiplo

- Linfoma não-Hodgkin

- Leucemia aguda

- Linfoma Hodgkin

- Aplasia de medula

- Outras**

Doador do alogênico

- Aparentado

- Não-aparentado

Compatibilidade (alogênico)

- Fullmatch

- Mismatch

Condicionamento

- Mieloablativo

- Não-mieloablativo

Grupos do estudo

- Grupo I (Afebril)

- Grupo II (FOI)

- Grupo III*

Duração da neutropenia

- Grupo I (Afebril)

- Grupo II (FOI)

- Grupo III*

Suporte hospitalar

- Internação

- Ambulatorial

- Internação + ambulatorial

156

140

98

72

59

40

15

12

74

6

69

11

231

65

106

112

78

52,7

47,3

33,2

24,4

19,9

13,5

5,1

3,9

92,6

7,4

86,3

13,7

78

22

35,8

37,8

26,4

- -

49

228

19

Tempo de transplante até a febre - -

DECH

- Grau I

- Grau II

- Grau III

- Grau IV

Mucosite

- Grau I

- Grau II

- Grau III

- Grau IV

Óbitos

- Não relacionados ao evento

- Relacionados ao evento

Tabela 1 - Características da população estudada

5#

1

4

0

0

210

65

84

37

24

25

2

23

16,6

77

6,4

6

0,3

1,4

0

0

70,9

22,0

28,4

12,4

8,1

8,4

0,6

7,8

42,37/14,24

(anos)

44/15-70

(anos)

- -

- -

- -

-

- -

- -

8,44/3,74

10,69/5,59

12,17/6,58

-

8/0-19

9/0-28

12/0-30

- -

6,43/3,72

(dias)

6/0-25

(dias)

- -

- -

* Infecção clínica e/ou microbiologicamente confirmada

** Leucemia crônica (n=3, 1,0%), amiloidose (n=2, 0,7%), hemofagocitose (n=2, 0,7%),

anemia de Fanconi (n=1, 0,3%), Linfoma/leucemia de células T do adulto (n=1, 0,3%0,

mielofibrose (n=1, 0,3%), síndrome mielodisplásica (n=2, 0,7%);

#

calculado no total de alogênicos (80 casos)

20 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart

de Castro 3 , Prof. Dr. Frederico Dulley 4 , Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda 5 ,

Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa 6 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

sem mucosite 42,12 versus com

mucosite 84,84; mediana grupo

sem mucosite 21,87 versus com

mucosite 35,23 com p=0,009); PCT

(média grupo sem mucosite 0,64

versus com mucosite 2,21; mediana

grupo sem mucosite 0,17 versus com

mucosite 0,57 com p=0,010) e para

PCR (média grupo sem mucosite

98,67 versus com mucosite 133,4;

mediana grupo sem mucosite 91,80

e grupo com mucosite 124,00 com

p=0,045). Também não houve

diferença significativa entre os grupos

estudados e DECH no momento da

febre, exceto em relação à PCT que

apresentou valor significativamente

maior no grupo sem DECH (média

grupo sem DECH 0,95 dp 1,67 com

mediana de 0,35 [min-máx 0,35-

0,06] e grupo com DECH média 0,20

dp 0,28 mediana de 0,08 [min-máx

0,08-0,70] e p =0,034).

A dosagem dos biomarcadores

IL-6, PCT e PCR nos diversos

momentos avaliados no estudo

segundo a evolução para óbito

associado ao evento é demonstrada

na Tabela 2 abaixo.

Tabela 3 - Análise bivariada de fatores de risco associados ao óbito

em pacientes submetidos a TCTH

Os biomarcadores foram analisados

comparando os casos quando

na presença ou não de mucosite

mostrando haver relação destes com

a mesma somente no momento da

febre e 24 horas após a mesma para

a IL-6 (média do grupo sem mucosite

42,12 versus com mucosite 84,84;

mediana grupo sem mucosite 21,87

versus com mucosite 35,23 com

p=0,009); PCT (média grupo sem

mucosite 0,64 versus com mucosite

2,21; mediana grupo sem mucosite

0,17 versus com mucosite 0,57 com

p=0,010) e para PCR (média grupo

sem mucosite 98,67 versus com

22 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


mucosite 133,4; mediana grupo

sem mucosite 91,80 e grupo com

mucosite 124,00 com p=0,045.

Também não houve diferença

significativa entre os grupos

estudados e DECH no momento da

febre, exceto em relação à PCT que

apresentou valor significativamente

maior no grupo sem DECH (média

grupo sem DECH 0,95 dp 1,67 com

mediana de 0,35 [min-máx 0,5-

0,06] e grupo com DECH média 0,20

dp 0,28 mediana de 0,08 [min-máx

0,08-0,070] e p=0,034).

Tabela 4 - Análise bivariada das variáveis IL-6 e PCT em relação ao óbito

ARTIGO CIENTÍFICO I

Quanto à análise dos fatores de risco

relacionados ao óbito, foi feita, como

já descrito, a análise bivariada dos

mesmos como visto na Tabela 3.

A dosagem de IL-6 nos pacientes

neutropênicos com TCTH apresentou

moderada acurácia em predizer o

óbito em pacientes após 72 horas do

início da febre. (Gráfico 1 e Tabela5)

A dosagem de PCR nos pacientes

neutropênicos com TCTH apresentou

moderada acurácia em predizer

o óbito em pacientes com febre

prolongada, e baixa acurácia em

predizer o óbito em pacientes sem

febre ou com até 72 horas de febre.

(Gráfico 2 e Tabela 6)

Os resultados das variáveis que

foram para a análise multivariada

são apresentados na tabela abaixo,

sendo que também foram incluídos

os valores de corte para as três últimas

variáveis deste modelo.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

23


Autores: Dra. Karin Schmidt Rodrigues Massaro 1 , Rodrigo Macedo 2 ,Bruno Stuart

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ARTIGO CIENTÍFICO I

Discussão

O principal objetivo do estudo foi

estabelecer quais os fatores de

risco independente para desfecho

óbito, estudando em especial os

biomarcadores IL-6, PCT e PCR,

durante a neutropenia imediata após

TCTH. Até o momento, o papel dos

biomarcadores como ferramentas

úteis na condução da neutropenia

febril ainda é questionável, o último

guia da Infectious Disease Society

of America (IDSA) não recomenda o

uso desses biomarcadores (Freifeld

et al., 2011). Em estudo recente em

hospital de referência de São Paulo,

o Gram-positivo mais prevalente foi

o SCN, apesar da tendência atual de

declínio do mesmo em detrimento

das bactérias Gram-negativas

(Mendes et al., 2012). O mesmo

agente Gram-positivo foi o mais

prevalente no nosso estudo (o local

de pesquisa foi o mesmo). No mesmo

estudo de Mendes et al houve o

predomínio nítido de P. aeruginosa,

especialmente em infecção de

corrente sanguínea (ICS). Após a

introdução da profilaxia antifúngica

(especialmente fluconazol), a

morbimortalidade por candidíase

invasiva reduziu significativamente

(Slavin et al., 1995). A incidência de

aspergilose foi de 6,9 em 1000 dias

Gráfico 1 - Curvas ROC comparando a acurácia dos diferentes momentos de

coleta de IL-6 em predizer o óbito em pacientes neutropênicos com TCTH

Tubo A: neutropenia sem febre; Tubo B: evento febril; Tubo C: 24 horas após o início da febre; Tubo D: 72 horas após o início da

febre; Tubo E: 48 horas após a coleta do tubo D ou, em caso da persistência da febre, cinco dias após a coleta do tubo D.

Tabela 5 - Áreas sob as curvas ROC dos diferentes momentos de coleta de IL-6 na

predição de óbito em pacientes neutropênicos com TCTH

de neutropenia no estudo de Mendes

et al. (Mendes et al., 2012). Quanto

aos vírus, a infecção mais comum no

período pós-transplante imediato é o

HSV reativado e vírus respiratório.

No estudo agora apresentado,

apesar da população estudada ser

heterogênea (transplantes autólogos

e alogênicos, condicionamentos

mieloablativo e não mieloablativo,

24 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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ARTIGO CIENTÍFICO I

pacientes internados e ambulatoriais),

pudemos inferir algumas observações

a partir dos resultados, levando em

consideração o número de pacientes

(296), o número de amostras de

sangue estudadas (1016) e o fato do

estudo ser prospectivo com análise

de dados clínicos e laboratoriais em

conjunto. Nossa casuística avaliou

216 transplantes autólogos (73%),

cuja doença de base predominante

foi o mieloma múltiplo (n=98,

33,2%) e 80 alogênicos (27%), cuja

doença de base preponderante foi a

leucemia aguda (n=59, 19,9%). A

maior parte dos condicionamentos

utilizou protocolos mieloablativos

(78%). Dos pacientes com regimes

mais agressivos, apenas seis fizeram

uso de drogas depletoras de linfócitos

T (globulina antitimocítica - ATG). Isto

deve ser citado, uma vez que a PCT, a

PCR e também a IL-6 apresentam valor

limitado no diagnóstico de infecção

durante a infusão de ATG (Pihusch

et al., 2006; Brodska et al., 2009).

No presente estudo, observamos um

número grande de casos com mucosite

(n=210, 70,9%) e não houve relação

dos biomarcadores estudados com

a mesma. No caso de DECH aguda,

somente a PCT apresentou valor

significativamente maior no grupo

sem DECH (p=0,034). Apenas a PCT

apresentou valor significativamente

maior no grupo sem DECH durante

o momento da febre, apesar do

pequeno número de casos de DECH

aguda (n=5).

Gráfico 2 - Curvas ROC comparando a acurácia dos diferentes momentos de

coleta de PCR em predizer o óbito em pacientes neutropênicos com TCTH

Tubo A: neutropenia sem febre; Tubo B: evento febril; Tubo C: 24 horas após o início da febre; Tubo D: 72 horas após o início da

febre; Tubo E: 48 horas após a coleta do tubo D ou, em caso da persistência da febre, cinco dias após a coleta do tubo D.

Tabela 6 - Áreas sob as curvas ROC dos diferentes momentos de coleta de PCR na

predição de óbito em pacientes neutropênicos com TCTH

Tabela 7 - Análise multivariada de fatores de risco independentes para óbito em

pacientes submetidos a TCTH

26 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Como em nossos resultados, Ortega

et al (2004). numa população de 100

pacientes pós-TCTH (38 alogênicos e

62 autólogos) avaliou a utilidade da

PCR para monitorizar o diagnóstico

diferencial e prognóstico de episódios

de neutropenia febril em TCTH. A PCR

foi medida a cada 48 h da admissão

até a resolução do episódio febril.

Na análise multivariada, a PCR no

5º dia de tratamento foi um fator

prognóstico independente para

desfecho fatal, com sensibilidade de

100%, especificidade de 87%, VPP e

VPN de 30 a 100%, respectivamente.

No nosso estudo também analisamos

o significado prognóstico de cada

marcador. Apesar dos avanços e

melhorias no tratamento de suporte,

o TCTH alogênico ainda apresenta

alta toxicidade, com mortalidade

relacionada ao transplante

(MRT) entre 10-50% devido às

complicações maiores nos primeiros

meses após o transplante (infecções,

doença veno-oclusiva, DECH e

pneumonite) (Anaissie, 2012). Os

índices de comorbidade descritos

por Sorror et al. (2005) evidenciaram

um score válido e confiável antes do

transplante que previu mortalidade

não relacionada à recaída da doença

e sobrevida. O Grupo Europeu para

transplante de sangue e medula

(EBMT) criou um score de risco que

avaliou cinco fatores: idade, estágio

da doença, tempo entre o diagnóstico

e o transplante, tipo de doador e

combinações do gênero do doador e

receptor (Gratwohl et al., 2009).

Procuramos algum fator de risco

que pudesse prever desfecho fatal

no decurso do transplante, além

de estudar o comportamento

dos biomarcadores. Na primeira

análise bivariada permaneceram

os seguintes fatores associados ao

óbito em pacientes pós TCTH: idade

(p=0,028); paciente em regime de

internação (p


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ARTIGO CIENTÍFICO I

doador é aparentado apresenta

chance nove vezes maior de evolução

para óbito do que os pacientes que

realizaram transplante autólogo (OR:

8,9 - IC a 95% e p


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ARTIGO CIENTÍFICO I

(menor que o nosso), em pacientes

autólogos e alogênicos, e demonstrou

que a PCR no 5º dia de febre ≥16 mg/

dL foi associada à morte por causas

infecciosas com uma sensibilidade de

100%, especificidade de 87%, VPP e

VPN de 30 e 100%, respectivamente. O

presente estudo é o único prospectivo

que avaliou conjuntamente

dados clínicos, laboratoriais e três

biomarcadores (IL-6, PCT e PCR)

com um número considerável de

casos (296) e de amostras de sangue

estudadas (1016) visando identificar

os fatores de risco independentes

para óbito após TCTH. Além disso, as

análises dos biomarcadores foram

realizadas em duplicata, e muitas

vezes em triplicata. Existem também

poucos estudos utilizando uma

análise multivariada para tentar

estabelecer quais os fatores de risco

independentes para óbito (Schots et

al., 2003), e muitos destes, com um

número pequeno de amostras.

Schots et al monitoraram os níveis

de PCR e outras variáveis em 96

adultos consecutivos submetidos a

TCTH alogênico. Dosando do dia 0 a

+5 (Schots et al., 2002). Somente

os altos níveis de PCR (>50mg/L)

(p0,3

mg/dL em 28 pacientes) estavam

associados significativamente com

o desenvolvimento de infecção

bacteriana na análise multivariada.

Além disso, choque séptico e sepse

com FMO foram exclusivamente

observados em pacientes que

tinham altos níveis de ferritina e/

ou níveis aumentados de PCR. Em

relação á mortalidade relacionada ao

tratamento, um nível de PCR elevado

no pré-transplante é considerado um

fator de risco significante em dois

30 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


estudos (Artz et al., 2008; Kanda et

al., 2010). O único estudo que avaliou

os três biomarcadores e pode ser

comparado com o presente estudo foi

o estudo conduzido por Pihusch et al,.

Nesse estudo os níveis séricos de PCR

(5,2 mg/dL vs 7,8 mg/dL, p


ARTIGO CIENTÍFICO II

INCIDÊNCIAS DE INFECÇÕES POR

ASPERGILLUS SP NO BRASIL

INCIDENCES OF ASPERGILLUS SP INFECTIONS IN BRAZIL

Autores:

Felipe José Ferreira Gomes1; Rondinele Ribeiro Motta1.

1Faculdade Metropolitana Unidas - SP

Fungos Aspergillus furmigattus em meio Sabouraund dextrose e microscopia fungica A. furmigattus

Fonte: Laboratório de FMU – São Paulo; 2022

Resumo

As manifestações fônicas têm causado significativos impactos tanto no meio

cultural como no social, devido às manifestações de contaminações através

de suas mico toxinas carcinogênicas. As causas dessas infecções são, em

muitos casos, a ingestão de alimentos contaminados, produzidos sem as

devidas observações quanto às Boas Práticas Agrícolas (BPA) e Boas Práticas

de Fabricação (BPF), tornando o ser humano alvo de contaminações fúngicas

sendo que, os impactos podem ser ainda maiores em pacientes vulneráveis.

Nestes, a aspergilose, tem causado diversas complicações, sendo que o

órgão mais afetado é o pulmão, estendendo-se a outros órgãos também

considerados importantes como coração, rim, trato gastrointestinal, fígado,

etc. Diante do exposto, surgiu a necessidade de se pesquisar o assunto a

partir da indagação: Qual a incidência de infecções causadas por Aspergillus

sp, em pacientes imunodeprimidos? Trata-se de uma pesquisa exploratória

de natureza descritiva a partir de pesquisa bibliográfica, em artigos

científicos da base de dados Scientific Electronic Library Online – Scielo. O

objetivo deste trabalho de revisão bibliográfica foi analisar a incidência de

aspergilose no Brasil e os impactos causados pelos fungos Aspergillus sp

em pacientes imunodeprimidos. Os resultados permitiram a constatação de

que os pacientes imunodeprimidos internados em hospitais podem sofrer

impactos graves decorrentes de infecções causadas por fungos oportunistas.

A aspergilose pode comprometer órgãos essenciais, principalmente o pulmão

e causar a morte de pacientes imunodeprimidos.

Palavras-chave: Aspergillus; Infecções fúngicas; Aspergiloses.

Abstract

The theme of democratic and participative management in the

educational environment is much discussed at the present time mainly

in the context of evolution and contemporary changes. Faced with such

changes, it is verified that the family's participation in the educational

context has intensified over time, at the same time becoming very

important for the development of the student. In view of the above,

the need arose to research the subject from the question: How does the

participation of the family in the democratic management of the school

from studies in the field of education? This is a qualitative research

of descriptive nature based on bibliographic research, in scientific

articles from the Scientific Electronic Library Online - SciELO database.

The purpose of the present work is, through the literature review, to

analyze the importance of family participation from the perspective of a

democratic and participatory management in the field of education. The

results reinforce the importance of this relationship and the articulated

work for the progress of educational processes.

Keywords: Democratic management; Participation; Family-School.

32 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Introdução

O fungo Aspergillus sp. é oportunista,

desenvolvem em alimentos como,

por exemplo, rações e grãos. Tais

como por exemplo, os portadores

de HIV, neutropenia prolongada

ARTIGO CIENTÍFICO II

que na maioria dos casos gera

alimentos podem ser contaminados

e imunodeficiência primária e

infecções respiratórias. Os fungos

se as condições ambientais, de

transplantados de pulmão e medula

deste gênero se caracterizam pelos

produção, armazenamento e

óssea (SALES, 2009). Sendo que

seus filamentos com hifas hialinas,

métodos de processamento, não

nos pacientes imunodeprimidos, o

septos e ramificam-se em ângulo

forem adequadas. Segundo Soares

agravamento pode levar a óbito em

agudo e se diferenciam em estruturas

et al., (2013), as micotoxinas mais

poucas horas (BANDE et al., 2012).

reprodutivas denominadas conídios

importantes são as aflotoxinas B1 e

(POESTER et al., 2015).

B2, Ocratoxinas A, respectivamente

Diante do exposto, surgiu a

produzidas por A. flavus; A.

necessidade de se pesquisar o

Carvalho (2013) descreve como

fumigattus e A. brasilenses. As

assunto a partir da indagação: Qual

as principais espécies causadoras

Aflatoxina B1 possuem alta

a incidência de infecções causadas

destas infecções: A. flavus, A. niger,

instabilidade química de ionização,

por Aspergillus sp, em pacientes

A. nidulans, A. terreus e o principal A.

sendo uma potente causadora

imunodeprimidos, onde já foram

fumigatus, além de outras espécies

de intoxicação crônica com os

identificadas vinte espécies de

como, por exemplo, A. fusarium. E

primeiros sintomas de febre, fadiga,

Aspergillus com potencial de causar

conforme Oliveira et al., (2013), as

dor na região abdominal, falta de

infecções em humanos. Dentre

principais fontes de alimentação

apetite, manifestações alérgicas,

essas espécies a que causa mais

desses microorganismos são

aspergiloses cutâneas, endocardite

infecções é o Aspergillus fumigatus,

os alimentos, que ao serem

fúngica, aspergiloses cerebral,

sendo o responsável por 90% delas.

deteriorados liberam micropartículas

dentre outras patologias.

(JIANG et al., 2013).

que são catabolizadas, causando

uma contaminação tóxica no

Os Aspergillus sp. têm ampla

Assim, o objetivo do presente

alimento através de microenzimas

distribuição na natureza e é

trabalho de revisão bibliográfica foi

denominadas micotoxinas. Estas

responsável por graves infecções, seu

analisar a incidência de aspergilose no

micotoxinas são denominadas de

contágio se dá por via aérea, sendo

Brasil e os impactos causados pelos

metabólitos secundários tóxicos

que os pacientes imunodeprimidos

fungos Aspergillus sp em pacientes

de fungos ambientais que se

são os mais comprometidos,

imunodeprimidos.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

33


Conheça mais

as soluções!


Metodologia

Esse trabalho foi realizado

utilizando-se de conhecimentos

próprios da pesquisa científica que

tem como um de seus princípios

conceber norte à experiência

cotidiana, exigindo-se, portanto,

habilidades quanto ao rigor do

planejamento, conhecimento e

normas científicas.

Diante disso, optou-se por utilizar

a base de dados eletrônicos Scielo

utilizando recorte temporal (de

2012 a 2022). Os artigos foram

selecionados conforme os seguintes

descritores: Aspergillus; Infecções

fúngicas; Aspergiloses.

Resultados

ionizantes com baixo peso molecular.

Estudos recentemente publicados

apontam uma taxa de mortalidade

entre 40% e 90% por Aspergiloses

(BADIE et al, 2012; TANASE et al,

2012). A aspergilose constitui uma

das maiores infecções silenciosas,

contribui também para infecções

graves como a doença pulmonar

ARTIGO CIENTÍFICO II

Tal importância se deve ao fato

de que, as constantes mudanças

e transformações que ocorrem

no mundo, sejam elas de ordem

históricas, sociais, econômicas,

etc., que fazem com que a

pesquisa científica se torne como

uma fonte de descoberta para o

desenvolvimento de atividades

que facilitam a prática de ações

do nosso cotidiano, exigindo

para isso, capacidade analítica e

aprofundamento do conhecimento

como construção contínua.

Ampla urgência com as

Aspergiloses

As aspergiloses são obrigatoriamente

invasivas e adquiridas através da

inalação dos esporos, disseminandose

rapidamente para outros órgãos.

As toxinas são acumulativas e

obstrutiva crônica (DPOC), com alto

risco de parada cardiorrespiratória,

devido à alta taxa de mortalidade

relacionada à falta de cura e

diagnóstico rápidos perante esta

enfermidade (SAVH et al, 2013;

MARTIN et al, 2012).

Dessa forma, a importância do

estudo de revisão bibliográfica

está centrada na oportunidade de

aprofundamento em pesquisas

que dão oportunidade de

verificar determinado assunto,

comparando-o no tempo.

Fonte: Próprio autor, 2022

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

39


Autores: Diego Lourenço Rodrigues, Leonardo de Paula Souza, Luiz Felipe da Rocha

Suzuki, Marco Aurélio Mendonça Novaes, Daniela Santos Silva.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Incidências de infecções por

espécies de Aspergillus spp

As principais aflatoxinas são B1,

B2, G1 e G2, dentre elas a B1 é a

que possui maior poder toxigênico

e carcinogênico ao humano, pois

suas propriedades teratogênicas

e mutagênicas são de grande

ionização de cadeia de DNA

intracelular (DRUMOND et al,

2012; FASSBINDE et al, 2010). Nos

achados clínicos gerais no Brasil

constatou-se, entre as infecções,

febres persistentes em cerca de

70,8% da população brasileira,

33,3% em imagens radiográficas

apresentaram derrame pleural por

Aspergillus fusarium e Aspergillus

sp. A maior preocupação é com

as infecções por A. flavus onde

foi constatado que, cerca de

12,5% da população desenvolvem

câncer ao se contaminar por esse

fungo e também constataram-se

histórias de infecções em pacientes

imunodeprimidos nosocomiais. Foi

constatado que 29,1% desenvolvem

pneumonia por Aspergillus

fumigatus levando a efísema

pulmonar, 8,3% desenvolvem

doenças pulmonares obstrutivas

crônicas por Aspergillus fusarium.

Cerca de 120 casos de infecções

Fonte: Próprio autor, 2022

Tabela 1 - Taxa de complicações clínicas sobre espécies de Aspergillus no Brasil.

Fonte: FURB - Universidade de Blumenau. Disponível em:

https: //www.furb.br/especiais/download/298652-921519/Micotoxinas.pdf. Acesso em: 12 agosto, 2021

no Brasil ocorrem nos pulmões em

pacientes imunodeprimidos, com

neutropenias, desvio à esquerda,

comprometimentos medular com

probabilidade de transplante de

medula óssea (LUIZ et al, 2015;

CABRAL GALEANO et al, 2015;

AZANZA JR, 2014).

40 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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Autores: Felipe José Ferreira Gomes1; Rondinele Ribeiro Motta1.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Dentre os doentes contaminados

com Aspergillus, 7% a 14% são

imunodeprimidos e estão em

tratamento, desses doentes,

1% a 15% desenvolve fibrose

cística pulmonar. Dos fungos

relatados como invasivos temos:

Aspergillus fumigatus e Aspergillus

nidulans (KOUSHA et al 2011).

Aspergillus flavus possui uma

substância denominada aflatoxina,

considerada uma das substâncias

mais tóxicas já produzidas

por seres microscópicos. Em

humanos, aflatoxicose, desenvolve

micotoxina encontrada em

produtos alimentícios e é produzida

por fungos filamentosos e tem sido

grande causadora de nefrotóxica,

hepatotóxica, teratogênica,

carcinogênica e por possuir

propriedades imunossupressoras,

pode levar o indivíduo à morte.

Sendo que hoje no Brasil, a

contaminação por alimentos tem

se tornado um grande problema,

pois junto à falta de fiscalização nos

Tabela 1 - Principais infecções causadoras por fatores de micotoxinas

gêneros e espécies.

Fonte: FURB - Universidade de Blumenau. Disponível em:

https: //www.furb.br/especiais/download/298652-921519/Micotoxinas.pdf - Acesso em: 12 agosto, 2021.

comércios públicos, desencadeia

a falta de controle da prevenção

fúngica (MAIA, 2011; AL-SHEIK,

2014; AGÊNCIA NACIONAL DE

VIGILÂNCIA SANITÁRIA, 2011;

MINISTERIO DA SAUDE et al,).

Abaixo segue o gráfico 1 e tabela

1 para o melhor entendimento

das infecções por espécies de

Aspergillus spp.

42 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Sabendo assim que as ‘’Aflatoxinas

B1’’ são uma toxina concentrada,

podem sofrer alterações que se refletem

em diferentes formas e dife-

Já Aflatoxina B2 ainda é uma

aflatoxina em estudo, porém

ARTIGO CIENTÍFICO II

conhecidas como agentes naturais

mais carcinogênicos devido a sua

elevada hepatoxidade e a sua

maior concentração no substrato,

tendo estrutura química que

lhes permitem sofrer bioativação

através das enzimas p450,

estes que formam os maiores

metabólitos carcinogênicos.

Logo, as “Fumosinas, ácido

funsário e tricotecenos”, são as

três substâncias inibidoras de

sínteses protéica RNA e DNA,

inibidora de mitoses e lise celular

(TIBOLA et al, 2015).

Esterigmatocistina é usualmente

causadora de doenças agudas ou

crônicas. Estes efeitos podem ser

rentes graus de toxicidade. Por outro

lado, e não menos importante, há

que ter presente que as micotoxinas

terão uma influência distinta no ser

humano devido às múltiplas suscetibilidades

próprias de cada indivíduo.

A esterigmatocistina tem uma estrutura

muito semelhante à da aflatoxina

B1, uma vez que é o seu precursor

biossintético (PEREIRA et al, 2014).

Ocratoxina A, já é da fenilalanina,

sendo a hidroxilas catalisa a

hidroxilação de fenilalanina em

tirosina, esta toxina se liga à

proteínas plasmáticas fazendo com

que as micotoxinas permaneçam

no sangue, intoxicando o

organismo, pois se aderem ao

que desencadeia sérios riscos

aos humanos, sendo da mesma

família da toxina de A. flavus

aflatoxina B1, obteve-se grandes

taxas de infecções pulmonares

na forma aguda, a estimativa é

que deve se manifestar em até

12% das pessoas com leucemia

mieloide aguda, ou seja, pacientes

imunodeprimidos. Segundo a

pesquisa e levantamento realizado

em oito hospitais públicos do

país, Aspergillus fumigatus pode

proliferar nos pulmões por meio

de estratégias distintas, por

causa da capacidade de escapar

das defesas do organismo e dos

principais antifúngicos, os azoles

(GIACOMAZZI et al, 2016).

carcinogênicos, mutagênicos, terato-

tecido durante longo período

Além disso, foram levantados três

gênicos, estrogênicos, hemorrágicos,

evitando o desenvolvimento de

relatos clínicos sobre casos de

nefro e hepatotóxicos, neurotóxicos

suas funções e manutenções

infecção de Aspergillus em pacientes

e/ou imunossupressores. Dependen-

normais do organismo e reparação

imunodeprimidos encontrados na

do do metabolismo, as micotoxinas

celular (DINIZ et al, 2015).

base de dados da plataforma Scielo.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

43


Autores: Felipe José Ferreira Gomes1; Rondinele Ribeiro Motta1.

ARTIGO CIENTÍFICO II

O Primeiro caso observado foi de

um Homem de 62 anos, no 16º

Grocott, com características

de Aspergillus sp, e a TC de

O terceiro caso é de um homem

de 32 anos de idade que não

dia de pós-transplante autólogo

tórax, realizada dois dias após

recebia atendimento médico

de medula óssea por linfoma de

a

laringotraqueobroncoscopia

desde o diagnóstico de HIV há

células do manto, apresentando

mostraram progressão da

um ano. Em dezembro de 2006, o

quadro de neutropenia febril

doença. A cultura do lavado

paciente foi internado no Hospital

associada à tosse seca e dispnéia.

bronco alveolar foi positiva para

Universitário de São Paulo, em

Foi solicitada tomografia

Aspergillus sp.

Ribeirão Preto, SP, com alterações

computadorizada (TC) de tórax

comportamentais e hiperemia

para pesquisa de foco infeccioso,

Segundo caso observado é de uma

do olho esquerdo e descarga

que demonstrou espessamento

mulher de 33 anos diagnosticada

purulenta. O paciente estava

traqueobrônquico

difuso

com HIV em 1997. Em abril de

confuso, com ptose palpebral

associado à densificação da

2001, a paciente pesava 40 kg e

esquerda e candidíase oral. Os

gordura mediastinal adjacente.

se queixava de tosse persistente,

laboratoriais eram os seguintes:

O paciente foi submetido à

expectoração fétida, febre e

hemoglobina 6,6 g / dL; leucócitos

laringotraqueobroncoscopia,

dor na parte superior do tórax

1500 células / µL; 800 neutrófilos

sendo observadas, na traquéia

direito. A paciente possuía uma

/ PL; 194.000 plaquetas / µL; e

e na árvore brônquica, placas

carga viral do HIV1 de 220.000

alanina aminotransferase 49 UI /

esbranquiçadas aderidas à

cópias / µL, e um infiltrado

L. O nível da carga viral do HIV1

parede, porém destacáveis, com

inflamatório em todo o lobo do

foi inferior a 50 cópias / ml e a

mucosa subjacente friável. Foi

pulmão direito, onde demonstrou

contagem de CD4 + foi de 84

colhido lavado bronco alveolar

um grande aspergiloma com

células / µL. A punção intra-ocular

do lobo inferior esquerdo e

invasão do parênquima pulmonar

produziu material vítreo contendo

foram realizadas biópsias que

circundante. A. fumigatus

Aspergillus. A TC do tórax mostrava

revelaram a presença de hifas

foi isolado do escarro e os

uma cavidade de paredes espessas

com bifurcação em 45°, coradas

títulos de anti- Aspergillus que

com aspergiloma periférico no

pelo método histoquímico de

permaneceram em 1:64.

lobo superior direito.

44 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Autores: Diego Lourenço Rodrigues, Leonardo de Paula Souza, Luiz Felipe da Rocha

Suzuki, Marco Aurélio Mendonça Novaes, Daniela Santos Silva.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Discussão

Um indivíduo é infectado por

Aspergillus flavus. Em humanos,

aflatoxicose desenvolve necrose,

hemorragia no fígado, proliferação

do ducto biliar, hemorragia

gastrointestinal, icterícia e letargia,

em caso de ingestão grande de

amendoim contaminado, leva o

indivíduo a aflatoxicose, levando o

paciente a câncer hepático ou a morte

letal, obtendo os fungos A. flavus

a capacidade de se desenvolverem

em temperaturas altas com baixas

atividades de água (MURUNGA,

2014; CARDOSO FILHO, 2011). As

aspergiloses pulmonares invasivas

são agora uma das principais causas

mortes. Os fungos responsáveis são A.

fumigatus; A. nidulans, como mostra

a figura de colônias e microscopia dos

fungos do gênero Aspergillus spp, de

maiores incidências de infecções.

Figura 1 – (A) acima microscopia

de A. furmigatus, abaixo em Agar

sabourand dextrose, colônias com

bordas azul camurça com pequeno

orifício ao meio de sua característica;

(B) Acima microscopia de A. flavus

logo sua colônia em Agar sabourand

dextrose bordas brancas e centro verde

camurça; (C) Acima microscopia de

A. brasilenses, hifas pretas definindo

característica A. brasilienses, abaixo

Fonte: Fiocruz disponível em: http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=187

Agar batata dextrose colônia com

bordas brancas de algodão e meio

preto com pequenos pontos brancos,

colônia carmuça negra; (D) acima

microscopia de A. nidulans hifas

septada bem fácil de separar seus

micelos por isso seus sintomas mais

rápidos, abaixo sua colônia em Agar

batata dextrose verde musgo, bem

elevado; (E) Acima A. funsarium sem

micelos, contendo bastantes hifas

septadas emaranhadas, abaixo sua

colônia em Agar TSA aspecto de

algodão doce rosa claro, bem de

sua característica.

No entanto, as terapias antifúngicas

vêm sendo defendidas pelas

equipes médicas em pacientes

com aspergiloses, neutropênicos,

com manifestação de febre

que não respondem ao uso de

antifúngicos de amplo espectro

prescritos pelos médicos. Outro

fator é que também a identificação

dos fungos é demorada, pois

depende do seu crescimento em

meio de cultura de 7 a 10 dias.

Os antifúngicos mais usados são

Anfotericina B e Vanconazol,

cerca de (68,8%). Sendo que o

uso destes tem 50% somente

de eficácia em pacientes fora da

margem de imunodeprimidos

(DENNING et al, 2015).

Os órgãos primários, como o

fígado, sua exposição à aflatoxina

B1 de A. flavus, ocorre necrose

hepática, degeneração lipídica,

46 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


que consequentemente resulta em

pacientes com carcinoma hepáticos

nosocomiais, já se tem referências

de 20 ug/dl de aflatoxina

permitida, porém esta referência

não é admissível totalmente para

alimentos, pois não está claro

quanto ao risco no desenvolvimento

de sérias patologias, sabendo

que doses dessas micotoxinas

são acumulativas para os seres

humanos (LIAO et al, 2013).

A contaminação por Aspergillus flavus

através de ingestão de amendoim

contaminado, permite que os fungos

filamentosos invadam os tecidos

hepáticos, renais e endócrinos, onde

ali realizam mitoses, produzem e

liberam aflatoxinas constantemente,

por consequência, produzirá efeitos

toxicogênicos no organismo do

indivíduo, onde após o primeiro

metabolismo de passagem pelo

fígado, irá ocorrer a formação

de metabólitos ativos tóxicos,

aumentando a transformação do

agente tóxico em agente toxicogênico

deixando seu poder toxigênico duas

vezes mais potente do que aflatoxina

pura. Nesse aspecto, denominase

uma contaminação indireta por

toxina realizando a todo o momento

a grande circulação sanguínea,

lesando fígado e rins por sobrecarga

de agentes toxicogênicos e alguns

dias podem ocorrer lesões renais pela

circulação da aflatoxina que se liga

aos ácidos nucléicos principalmente

ao DNA, onde ocorre então uma

ligação covalente entre a molécula

de aflatoxina e o DNA mitocondrial

de célula do fígado após o ataque

de milhões de aflatoxinas que estão

pressentes na corrente sanguínea e

veia porta hepático e por si próprio

localizadas no fígado, com essa

ligação ocorrem mutações onde

alteram os códons, proteínas DNAdexoribonucleotidios,

alterando

assim a seqüência do DNA. Com essa

sequência alterada a célula muda

totalmente seu comportamento,

passando a ser uma célula neoplásica,

aumentando suas sínteses protéicas

constantemente com freqüências e

realizando mitoses descontroladas,

causando o câncer hepático. Sabendo

que a grande fonte de contaminação

aos humanos de Aspergillus spp é o

alimento e a segunda fonte hospitais

e pacientes imunodeprimidos. Assim

temos os fungos A. furmigatus; A.

nodulans, hoje em dia, os maiores

causadores das principais mortes

pulmonares invasivas e osteomelites

fungicas crônicas (SELIM et al, 2014;

JIANG et al, 2013).

Os sintomas das infecções são

parecidos com os sintomas de

outras doenças as demais, sintomas

clínicos, porém em resultados de

corticóides na infecção pulmonar

por Aspergillus spp, para um melhor

diagnostico é usada kit de ELISA

(platéia Aspergillus EIA), onde

são usadas para diagnósticos de

aspergiloses invasivas referentes aos

sintomas citados nesta pesquisa,

baseada na técnica de sanduíche,

utilizando anticorpos monoclonais,

teste de pesquisa direta Ant - AG

para Aspergillus spp, sabendo

assim que estes testem reagem

com diversas espécies A. flavus;

A. brasilienses; A. funsariuns; A.

fumigatus; A. nidulans (TÃNASE et

al, 2012). Por imagem também é

realizado diagnóstico em suspeita

ARTIGO CIENTÍFICO II

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

47


Autores: Diego Lourenço Rodrigues, Leonardo de Paula Souza, Luiz Felipe da Rocha

Suzuki, Marco Aurélio Mendonça Novaes, Daniela Santos Silva.

ARTIGO CIENTÍFICO II

de sintomatologia pulmonar, assim

o acometimento leva o aumento

de muco, resultando em danos

na parede brônquica, muco e

bronquiectasias (ALVES et al,

2016). Segue a imagem abaixo da

aspergilose spp pulmonar:

Figura 2

Aspergilose broncopulmonar com

espaçamento parental brônquico

indicado pelas setas

Fonte: Torres PPTS et al., 2022/ Doenças fúngicas: sinais e padrões tomográficos.

Devido à falta e dificuldade com o

tratamento da doença, associado

à urgência de Aspergiloses, nos

confirma mais ainda que os

diagnósticos de aspergiloses

venham sendo confirmados e

diagnosticados em autópsia,

alertando assim os pesquisadores

e as equipes médicas que o

diagnóstico precoce é essencial

para um rápido tratamento

da enfermidade, sendo isso

possível com a facilidade de

acesso a anticorpos prontos anti

aspergiloses. As infecções por

Aspergillus spp ainda consituem

um grande desafio para a medicina,

causando grande impacto na saúde

Brasileira (MONTEIRO et al, 2012).

Conclusão

Portanto deve-se ressaltar que

a flora principal microbiana de

contaminação fúngica primária

vem dos alimentos aos humanos,

a segunda fonte de contaminação

vem de meios nosocomias, sabendo

assim que Aspergillus flavus é

um dos menores causadores de

infecções. Porém, suas causas

patológicas são as mais urgentes e

de grande impacto ao paciente com

as infecções, causando necroses

e neoplasias em órgãos. Deve se

atentar que Aspergillus brasilenses

vem sendo o terceiro no ranking de

infecções sistêmicas e bronquites

fúngicas, logo como segundo lugar

de infecções apresenta Aspergillus

nidulans e primeiros com maiores

infecções pulmonares invasivos

cronicas Aspergillus formigatus.

Nesse contexto e índices neste

ano de 2022, podemos alertar

a vigilância sanitária a melhor

fiscalização em indústrias

alimentícias, a pesquisas de novas

fórmulas de fármacos ou soros

antifúngicos ou anti-aflatoxinas

B1, na busca de melhorias para a

saúde Brasileira.

Confira a referência bibliográfica em:

www.newslab.com.br/referencias-newslab172

48 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

49


ARTIGO CIENTÍFICO III

PROTEÍNA TAU E AS DOENÇAS

NEURODEGENERATIVAS

Autor:

Fabiano de Abreu Rodrigues

* Imagem ilustrativa

Resumo

A proteína Tau faz parte da família das proteínas associadas aos

microtúbulos (microtubule-associated proteins - MAP) e sua principal

função é a de estabilizar os microtúbulos pela agregação da tubulina.

Esta proteína atua no controle da dinâmica dos microtúbulos durante

a maturação e o crescimento dos neuritos, sendo considerada a maior

proteína do citoesqueleto e sua hiperfosforilação tem consequência

nas funções biológicas e morfológicas nos neurônios. O objetivo do

presente estudo é compreender as funções da proteína Tau, bem como

sua relação com as doenças neurodegenerativas. Trata-se de uma

revisão de literatura nos portais científicos SciELO, PubMed e Science

Direct com os seguintes termos em português: neurociência, proteína

tau, doenças neurodegenerativas e em inglês: neuroscience, tau

protein, neurodegenerative diseases. As doenças neurodegenerativas

estão associadas aos neurofilamentos e/ou agregados de proteína

Tau e o processo de hiperfosforilação da proteína enriquece a

formação destes agregados, consequentemente bloqueando o tráfego

intracelular de proteínas neurotróficas e demais proteínas funcionais, e

consequente perda ou diminuição do declínio no transporte axonal ou

dendrítico nos neurônios.

Palavras-Chave: Neurociência. Proteína tau. Doenças Neurodegenerativas.

50 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Introdução

Nos mamíferos, somente as pequenas

proteína quinase não dirigida

ARTIGO CIENTÍFICO III

proteínas Tau, são encontradas

por prolina e proteína quinase

Proteínas Tau

A proteína Tau é parte da família das

proteínas associadas aos microtúbulos

(microtubule-associated proteins -

MAP) e exerce a função de estabilizar

os microtúbulos pela agregação

da tubulina (Pîrşcoveanu, 2017). O

gene desta proteína está localizado

no braço longo do cromossomo

no cérebro, sendo assim, elas não

apresentam nenhuma inserção

3R em suas estruturas. Quando

pensamos no cérebro adulto, são

expressas as isoformas 3R e 4R.

Sendo que a relação entre ambas é

de 1:1, estando relacionadas com a

neurodegeneração (Martin, 2013).

dirigida por prolina (prolinedirected

kinase) (Martin, 2013).

Nos tecidos cerebrais, o estado de

fosforilação da Tau é demonstrado

a partir da ação conjunta de

diversas quinases e fosfatases,

sendo assim, algumas operam

coordenadamente para regular

17 (17q21) e possui 16 éxons. No

Podem ser encontradas de maneira

sua fosforilação (Martin, 2013).

cérebro ela é caracterizada como uma

solúvel ou insolúvel, sendo a última

proteína solúvel, com seis isoformas

encontrada nos filamentos helicoidais

Funções e importância

derivadas do splicing alternativo de

RNAm e composta por 352 a 441

resíduos de aminoácidos com peso

molecular aproximado de 37 a 46

kDa (Pîrşcoveanu, 2017). O splicing

alternativo dos éxons 2, 3 e 10

provém da presença de seis distintas

isoformas que possuem, uma, duas

ou nenhuma inserção no segmento

pareados (FHP) que se encontram de

seis a oito grupos fosfato por molécula

de proteína Tau (Martin, 2013).

In vitro, a fosforilação da Tau

acontece através da ação de mais de

dez quinases, ligadas nos sítios de

treonina. Tais quinases, são divididas

A proteína Tau atua no controle da

dinâmica dos microtúbulos durante

a maturação e o crescimento dos

neuritos. Considerada assim, como

a maior proteína do citoesqueleto,

a hiperfosforilação da Tau atua

diretamente nas funções biológicas

e morfológicas nos neurônios

aminoterminal (Martin, 2013).

em dois grandes grupos de proteína:

(Jouanne, 2017).

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

51


Autor: Fabiano de Abreu Rodrigues

ARTIGO CIENTÍFICO III

Ela promove a relação entre a

porém, sabe-se que ela atua na

Enzima GSK-3β

actina e os neurofilamentos,

regulação da formação das sinapses,

A glicogênio sintase quinase 3

sugerindo uma inter-relação nos

neuroplasticidade, e exportação de

(GSK-3-β) é uma serino-quinase,

microtúbulos com os demais

ferro (Srivastava, 2019). Também

que inicialmente foi isolada como

componentes do citoesqueleto. Tais

é precursora da proteólise do beta-

uma enzima capaz de fosforilar

interações permitem ligações entre

amiloide, que é um peptídeo com

e inativar a enzima glicogênio

microtúbulos e mitocôndrias (Martin,

37 a 49 aminoácidos com forma

sintase. Em mamíferos existem duas

2013). A maturação do sistema

fibrilar amiloide, sendo sua principal

formas da enzima GSK-3-β, sendo

nervoso central, com a progressiva

função compor as placas de amiloide

codificadas em GSK3α e GSK3β. A

ativação das fosfatases, ocorre por

que se encontram no cérebro de

primeira possui massa de 51kDa,

meio da hiperfosforilação anormal

indivíduos com doença de Alzheimer

enquanto a segunda possui 47kDa.

da proteína Tau, através da atividade

(Srivastava, 2019).

Essa diferença é graças a extensão

das tauquinases, da subsensibilização

rica em aminoácido glicina na região

das suas fosfatases ou de ambos os

As placas de beta-amiloide surgem do

N-terminal da GSK3α (Mancinelli,

mecanismos (Martin, 2013).

acúmulo da proteína beta-amiloide

2017). Apesar de haver uma

(que é solúvel) no cérebro, formando

alta homologia dentro de seus

Proteína Beta-amiloide

depósitos sólidos. Este acúmulo, surge

domínios quinase (98%), os dois

A proteína precursora de amiloide

nas imagens do tecido cerebral como

produtos compartilham somente

(PPA) possui maior concentração nas

borrões escuros, acontecendo fora das

36% de identidade nos últimos 76

sinapses dos neurônios. Sua principal

células e muito antes dos primeiros

resíduos de aminoácidos C-terminais

função, ainda é desconhecida,

sinais da doença (Gouras, 2015).

(Mancinelli, 2017).

52 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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Autor: Fabiano de Abreu Rodrigues

ARTIGO CIENTÍFICO III

Antigamente, acreditava-se que

divisão celular, apoptose e função

as funções da proteína Tau, bem

a GSK3 fosse uma proteína

dos microtúbulos (Yang, 2017).

como sua relação com as doenças

quinase com função confinada

neurodegenerativas.

ao metabolismo do glicogênio,

Já foi demonstrado também que as

porém atualmente, sabe-se que

células desenvolvem mecanismos

Desenvolvimento

exerce importância na regulação de

para parar a atividade da GSK3

Trata-se de uma revisão de literatura

diversas funções celulares, como por

em resposta a diversos sinais que

nos portais científicos SciELO, PubMed e

exemplo a sinalização pela insulina,

estão conectados de uma forma

Science Direct, com os seguintes termos

fatores de crescimento e nutrientes

intrigante pela especificidade única

em português: neurociência, proteína

e a especificação dos destinos das

desta enzima pelo substrato (Yang,

Tau, doenças neurodegenerativas e

células durante o desenvolvimento

2017). Sendo assim, o objetivo do

em inglês: neuroscience, Tau protein,

embrionário, além de controle da

presente estudo é compreender

neurodegenerative diseases.

Figura 1 - Diferenças esquemáticas entre um neurônio saudável (A) e um neurônio de um paciente com DA (B)

Fonte: Adaptado de Rey, N.A. et al. 2016

54 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Resultados

segunda estuda as formas familiares

Tau estabilizar os microtúbulos,

ARTIGO CIENTÍFICO III

Doença neurodegenerativa é o termo

da doença, identificando genes

comprometendo a dinâmica

denominado para as doenças que

defeituosos que causam diferentes

microtubular e consequentemente o

atacam o sistema nervoso. A principal

variantes patológicas (Hou, 2019).

transporte intraneuronal, apresentando

característica e mais comum entre

assim efeitos deletérios nos processos

as patologias deste grupo é a morte

Tais doenças com a associação de

celulares (Rusek, 2019). Tais erros

dos neurônios. Como exemplos

neurofilamentos e/ou agregados

na atuação da proteína podem

mais comuns tem-se: doença de

de proteína Tau são denominados

alterar o transporte axonal, que são

Alzheimer (DA), Parkinson, esclerose

em quatro grupos: doença

fatores primordiais para manter a

múltipla, esclerose lateral amiotrófica

poliglutamínica, doenças com

homeostase neuronal. O processo para

(ELA), Huntington (Hou, 2019)

ubiquitina, tauopatias e alfa-

regular a dinâmica dos microtúbulos

sinucleinopatias (Hou, 2019). Sendo

(estabilização e desestabilização)

Atualmente vem surgindo um

assim, o acúmulo intracelular da

fator importante para que ocorra

crescimento dos estudos em relação

proteína Tau hiperfosforilada em

a preservação da morfologia e das

às doenças neurodegenerativas,

neurônios ou células gliais, é um

funções celulares (Rusek, 2019).

seguindo duas linhas de pesquisa

importante marcador biológico das

principais: estudo da bioquímica

tauopatias (Rusek, 2019).

A adição da expressão da Tau, leva

das lesões patológicas que definem

a alterações na morfologia celular,

e identificam a doença por seus

A hiperfosforilação induz a diminuição

diminuindo seu crescimento,

componentes moleculares e a

da capacidade de a proteína

provocando assim alterações

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

55


Autor: Fabiano de Abreu Rodrigues

ARTIGO CIENTÍFICO III

importantes na distribuição de

de placas amiloides e emaranhados

amiloides (A-beta) produzidos

organelas que são conduzidas através

neurofibrilares, tais como perdas

por meio da clivagem da proteína

das proteínas motoras dependentes

sinápticas, degeneração neuronal

precursora amiloide (APP) pela

de microtúbulos (Bakota, 2016). A

(apoptose), infiltrado inflamatório

enzima alfa-secretase seguida da

hiperfosforilação da Tau no citosol

e angiopatia amiloide. As placas

gama-secretase (via amiloidogênica)

atua nos estágios iniciais do processo

senis são depósitos extracelulares

formando fragmentos peptídicos com

de degeneração neurofibrilar,

esféricos de agregados insolúveis

alto potencial tóxico, pois podem

induzindo mudanças em sua

da proteína beta-amiloide, estando

se agregar, gerando a formação de

agregação (Bakota, 2016). A proteína

localizadas no sistema límbico

placas amiloides insolúveis.

Tau, em indivíduos com doença de

(hipocampo, córtex entorrinal,

Alzheimer, não atua corretamente,

amígdala e em algumas áreas

Em indivíduos com doença de

ela se separa dos microtúbulos e

corticais e subcorticais) (Soria, 2019).

Alzheimer, a A-beta-40 (peptídeo

cria formas desorganizadas que

beta-amiloide de 40 aminoácidos

obstruem os mesmos, porém não

Os agregados neurofibrilares são

de extensão) é desenvolvida

se sabe ainda o que provoca tais

grupos intracitoplasmáticos de

em pequenas quantidades,

processos (Bakota, 2016).

filamentos helicoidais pareados,

enquanto há uma superprodução

compostos pela proteína Tau

de A-beta-42, que é mais tóxica

O substrato neuropatológico da

hiperfosforilada. As placas senis são

devido seu potencial de agregação

doença de Alzheimer é a presença

provenientes de peptídeos beta-

ser superior (Srivastava, 2019).

56 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

57


Autor: Fabiano de Abreu Rodrigues

ARTIGO CIENTÍFICO III

Uma das funções da GSK3 é a regulação

positiva no processo inflamatório,

sendo importante devido a diversas

doenças terem como característica

comum a inflamação crônica. Como

por exemplo: doenças psiquiátricas

(com foco no transtorno do humor

bipolar), doenças neurodegenerativas

(doença de Alzheimer), diabetes e

câncer (Srivastava, 2019).

A inflamação na parte central do

sistema nervoso é quantificada por

meio da microglia e pelos astrócitos,

assim como, as células que se

infiltram, contribuindo para uma

grande variedade de patologias,

tais como: a esclerose múltipla,

transtornos do humor e doenças

neurodegenerativas, incluindo

doença de Alzheimer. Essa

inflamação periférica é mediada, em

Figura 2 - Mecanismos de ação da GSK3

Fonte: Adaptado de Martins, LM. 2013

parte, por monócitos e macrófagos, e a

GSK3 favorece condições inflamatórias

como colite e artrite. Inflamação local,

como a produção de citosina através

dos adipócitos e pode contribuir

Conclusão

As proteínas Tau, produto de splicing

alternativo (processo pelo qual éxons

de um transcrito primário são clivados

em locais diferentes na molécula

ao desenvolvimento de diabetes de RNA recém-sintetizada) de um

podendo ser influenciada pela GSK3

ativa. A inflamação também pode

contribuir para numerosos tipos de

único gene, são abundantes nos

neurônios do sistema nervoso central

e responsáveis pela estabilidade dos

câncer (Martins, 2013).

microtúbulos (estruturas protéicas

58 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


ARTIGO CIENTÍFICO III

que fazem parte do citoesqueleto e

são formados pela polimerização das

proteínas tubulina e almetralopina).

Quando possuem defeito, não

estabilizam bem os microtúbulos

levando ao aparecimento de estados

de demência.

A presença de Aβ (Beta-amiloide)

leva os neurônios a hiperfosforilar

a proteína Tau de ligação do

microtúbulo e este nível aumentado

redistribui a Tau no interior do

axônio para os dendritos e corpo

celular gerando aglomerados; este

processo vai resultar em disfunção ou

morte neuronal levando a doenças

neurodegenerativas.

As placas, depósitos anormais de

fragmentos de proteína, se agrupam

entre os neurônios que contém

um emaranhado neurofibrilar

formado por filamentos torcidos

de outra proteína. Essas placas

são formadas quando pedaços de

proteínas chamados beta-amiloide

se agrupam, e sendo quimicamente

“pegajosos” se juntando e formando

placas. Os pequenos agrupamentos

bloqueiam a sinalização entre os

neurônios nas sinapses e podem

ativar células do sistema imunológico

causando inflamações e devorando

células deficientes.

A GSK-3 é uma serina-treonina

quinase dirigida por prolina que foi

inicialmente identificada como um

agente fosforilador e inativador do

glicogênio sintase. Duas isoformas,

alfa e beta, mostram um alto grau de

homologia de aminoácidos. GSK-3-

Beta está envolvida no metabolismo

energético, no desenvolvimento de

células neuronais e na formação de

padrões corporais. A GSK-3 tem sido

objeto de pesquisas, uma vez que está

relacionado a uma série de doenças,

incluindo diabetes tipo 2, doença

de Alzheimer, inflamação, câncer e

transtorno bipolar.

Sabendo-se destes efeitos, alguns

estudos encontraram ligação do

mineral lítio, encontrado em grãos,

carne bovina, ovos e verduras, como

efeito neuroprotetor inibindo a

enzima GSK-3-Beta que tem um

papel importante na degeneração

de neurônios. Sugerindo que a

inibição da atividade da GSK-3-Beta

com tratamento crônico com lítio

em neurônios hipocampais obtendo

efeito contrário em neurônios corticais

e sem alterações na proteína Tau.

Confira a referência bibliográfica em:

www.newslab.com.br/referencias-newslab172

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

59


GESTÃO LABORATORIAL

LABORATÓRIOS CLÍNICOS: “QUO VADIS”?

Por Humberto Façanha da Costa Filho

As incertezas do mundo atual

e, especialmente o mercado das

análises clínicas, tornam pertinente

a pergunta. Tenho escrito sobre este

tema ao longo dos últimos anos e,

por incrível que pareça, ele se torna

cada vez mais atual. Ao me apropriar

da expressão latina “Quo Vadis”,

quero mostrar usando todo o seu

simbolismo, a importância que os

gestores devem dar ao mercado,

quais são os caminhos que os

laboratórios devem seguir para além

da sobrevivência, buscarem os justos

lucros, aumentando a produtividade,

por conseguinte a competitividade

com a devida redução do risco

de insolvência. Cunhei nos livros

que escrevi, as expressões “1ª e 2ª

Disrupção” para identificar as grandes

transformações ocorridas no mercado

das análises clínicas. Ninguém duvida

que nada é permanente e que

somente os que tiverem capacidade

de se adaptarem mais rapidamente às

mudanças, sobreviverão. Contudo, é

válido ressaltar as mudanças drásticas,

aquelas que ocorrem em um período

menor e que resultam em impactos

mais significativos nos paradigmas

vigentes. Foi o que aconteceu no fim

do século passado (1ª disrupção)

que marcou de forma indelével a

ruptura do equilíbrio entre demanda

e oferta de exames, causando uma

queda geral na precificação dos

exames. As causas fundamentais

foram a produção industrial

de exames e a socialização da

medicina. Já na segunda década do

século 21, temos a 2ª disrupção, onde

os efeitos da primeira permanecem e,

adicionalmente ocorre a 4ª revolução

industrial, tipificada nas análises

clínicas pela massificação dos Testes

Laboratoriais Portáteis (TLP), também

conhecidos como “Testes rápidos”;

novos modelos de negócios (por

exemplo, o Hilab, a telemedicina etc.);

crescente avanços tecnológicos em

dispositivos, equipamentos e serviços

de monitoramento residencial; foco

em telemetria, dispositivos, artefatos,

sensores e outros equipamentos

acoplados aos smartphones e

voltados a personalização dos

serviços de cuidado pessoal; soluções

tecnológicas que irão exigir grande

capacidade para lidar com enorme

volume de dados aliada à velocidade

de processamento, na área da saúde.

Isto deverá proporcionar transformar

rapidamente registros clínicos em

informação para a tomada de decisão

em favor dos pacientes. Sistemas

de Apoio à Decisão - SAD; novos

“entrantes” na área de auxílio ao

diagnóstico médico: equipamentos

que utilizam pequenos volumes de

amostra (uma gota...) para realizar

centenas de exames; laboratórios

portáteis, exames remotos e junto aos

pacientes, dentre outras características

decorrentes, fundamentalmente,

da “miniaturização” ocorrida nos

processadores, na mecatrônica,

na realidade ampliada, na internet

das coisas, etc. Tudo isto, aliado

às consequências da pandemia,

está impactando profundamente o

mercado dos laboratórios clínicos,

criando novas exigências para serem

atendidas: concorrências de novos

entrantes no mercado, farmácias,

clínicas populares e correlatos; a

crescente conscientização da saúde

pessoal deverá modificar o perfil de

sociedade, com novas exigências e

orientações dogmáticas em saúde;

os laboratórios clínicos deverão sair

da sede física para chegar junto aos

pacientes, médicos, fornecedores e

pagadores dos serviços (convênios...),

através da conectividade eletrônica;

deverá haver necessidade crescente

de reduzir o prazo de entrega dos

exames (menor tempo de resposta);

necessidade da união entre os serviços

de diagnósticos por imagem com

os laboratórios clínicos, junções,

fusões, aquisições buscando soluções

ecologicamente corretas; deverá haver

uma contínua pressão descendente

de preços, no entanto, o mercado vai

ser compensado por um aumento

no volume; deverá ocorrer uma

verticalização violenta do mercado

das análises clínicas; incremento das

fusões e aquisições gerando novos

grandes conglomerados, ameaçando

ainda mais os pequenos e médios

62 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


laboratórios. Pois bem, após essas

duas disrupções detalhadas,

resultou um mercado altamente

desfavorável aos pequenos e

médios laboratórios. Estes, para

aumentar a chance de sobreviverem,

deverão ter as características

do que convencionei chamar de

“LABORATÓRIO METAVERSO”.

Adicionalmente, o Brasil e o mundo,

estão entrando numa espiral de

inflação crescente, acompanhada

de uma estagnação do PIB, de uma

forma geral, tornando muito possível

a terrível estagflação (recessão em

conjunto com inflação). Para os

pequenos e médios laboratórios, a

existência de um processo inflacionário

em torno dos dois dígitos, poderá

levar a uma situação de absoluto

descontrole econômico e financeiro,

inclusive, ocasionando uma onda

de falência destas organizações. O

motivo, a razão disto é muito simples,

não obstante, a grave repercussão: as

consequências das duas disrupções

estão presentes, estão em vigência,

portanto, OS PREÇOS DOS

EXAMES CONTINUAM EM PLENA

CONTENÇÃO, contudo, os CUSTOS

FIXOS E VARIÁVEIS estão em

PLENA EXPANSÃO. E, a capacidade

de negociação dos pequenos

e médios laboratórios é pífia

perante o poder dos clientes

institucionais (Governo Federal,

Estadual e Planos de saúde em

geral). A combinação destes fatores,

se o CENÁRIO INFLACIONÁRIO persistir,

fará os laboratórios enfrentarem A

MAIOR CRISE DA HISTÓRIA, uma

vez que, NÃO TÊM CAPACIDADE DE

BARGANHAR com os referidos clientes,

na mesma taxa de crescimento

dos seus custos, sejam fixos ou

variáveis, gerando um descompasso

entre as receitas e os custos, com as

consequências óbvias: redução dos

lucros, prejuízos, endividamento,

empréstimos bancários, inadimplência

com fornecedores etc. Portanto,

REZEM para que a inflação volte para

patamares civilizados! Voltando

a pergunta do título do artigo

“Aonde vais”? Quais são os

caminhos que os laboratórios

devem seguir para além da

sobrevivência, buscarem os

justos lucros, aumentando a

produtividade, por conseguinte

a competitividade com a devida

redução do risco de insolvência?

Esta é a famosa pergunta de um milhão

de dólares, creio que neste caso, vale

até mais do que isto. Pessoalmente

tenho refletido muito sobre este

assunto e, tenho algumas pistas,

algumas ideias que podem ajudar a

minimizar o problema. Solucioná-lo

na totalidade, não creio. Esta (solução)

virá pelo próprio mercado. Esperando

termos contribuído para os negócios

na área das análises clínicas, nos

despedimos até a próxima edição da

revista NewsLab, onde debateremos

as ideias citadas anteriormente e os

laboratórios Metaverso.

Boa sorte e sucesso!

Humberto Façanha

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Desafios econômicos durante e pós pandemia?

Humberto Façanha

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Professor e engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA),

curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

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63


PUBLIEDITORIAL

EM DESTAQUE

DIGITAL DAY: A QIAGEN APRESENTOU SUA SOLUÇÃO DE PCR DIGITAL

A PESQUISADORES DOS SETORES ACADÊMICO, PRIVADO E INDUSTRIAL, EM SÃO PAULO

Multinacional líder em tecnologia para diagnósticos moleculares reuniu executivos e lideranças do setor para apresentar os benefícios

associados à inovação da técnica de PCR, condição essa que impacta as pesquisas científicas em diversos âmbitos no país.

No último dia 29 de junho, a QIAGEN,

multinacional alemã, líder em tecnologia para

diagnósticos moleculares, promoveu na capital

paulista o Digital Day - a Nova Era da PCR.

Reunindo executivos, pesquisadores e lideranças

da área da saúde, a companhia apresentou sua

solução de PCR digital, o QIAcuity, um sistema

preciso e moderno que promete revolucionar o

ecossistema de pesquisas e estudos relacionados

aos diagnósticos laboratoriais do país.

“Em primeiro lugar, ter a possibilidade de interagir

novamente com nossos clientes e parceiros. Sentir o

mercado e entender melhor as tendências, pontos

de atenção e oportunidades. O Digital Day é um

evento científico que busca compartilhar com nossos

clientes o que há de mais avançado na tecnologia

à serviço das ciências da vida. Seja no âmbito

da pesquisa, clínica ou indústria, as inovações

tecnológicas e digitais são fundamentais para

acelerar os avanços da humanidade, e a QIAGEN

traz no seu DNA a missão de entregar aos seus

Afif Abdel – Diretor Global de Marketing Estratégico na QIAGEN.

clientes soluções eficientes e integradas que buscam

o melhoramento da vida em todos os seus aspectos.

Eventos como esse nos ajudam nessa missão”,

declara Paulo Eduardo Gropp, VP da QIAGEN

na América Latina.

De acordo com a participante do evento, Elisa

Napolitano e Ferreira, pesquisadora do

Grupo Fleury, os eventos científicos são sempre

muito ricos, onde é possível trocar experiências

com colegas da área e ouvir experiências de

especialistas, a fim de manter a atualização

essencial para o dia a dia de trabalho. “O evento foi

uma imersão dentro de uma nova tecnologia para

um novo patamar na biologia molecular. O encontro

foi muito interessante para focar na metodologia,

conhecer outras aplicações e possibilidades, o que

traz muita informação para trabalhar na rotina do

laboratório e pensar no desenvolvimento de novos

testes aos pacientes”, destaca.

Sistema de PCR digital da QIAGEN, QIAcuity

Para Zilton Farias Meira de Vasconcelos,

pesquisador em saúde pública do Instituto

Fernandes Figueira (IFF - Fiocruz – RJ), “como

pesquisador voltado à saúde materno-infantil, posso

dizer que precisamos da tecnologia para melhoria

dessa área no Brasil. Sem dúvida, foi um evento de

grande importância para nós”, aponta.

66 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Outro participante do evento, Mariano Gustavo

Zalis, diretor de pesquisa e desenvolvimento

do OC Precision Medicine, área do Grupo

Oncoclínicas que engloba os laboratórios

de anatomia patológica, genômica e inovação

focados em oncologia, comenta que “estamos

vivendo no mundo da medicina de precisão e nada

mais importante do que ter uma tecnologia de

pesquisa de altíssima precisão como a PCR digital,

em um momento em que precisamos de grande

sensibilidade para diagnósticos, especialmente os

de câncer, para que sejam definidos os melhores

tratamentos. Sem dúvida, é um grande evento

para que todos entendam os benefícios de ter uma

análise melhor em relação ao método. A QIAGEN

está trazendo uma nova tecnologia para que os

laboratórios brasileiros estejam no mesmo nível de

outros países, isso é muito importante”.

Segundo Guilherme Capiraço Campese,

analista químico da MARS, eventos como

o Digital Day contribuem com as iniciativas da

empresa, assim como muitas outras vertentes em

âmbito nacional. “A MARS em si é uma companhia

de tamanho global, então, todos os novos

desenvolvimentos, as novas tecnologias, todos os

novos padrões que estão sendo aplicados têm uma

capilaridade que envolve o globo. Toda criação de

conexões de valor mútuo que fazemos, permitem

que as parcerias mundiais fiquem muito mais fortes

e impulsionem a chegada de muitas coisas novas

para o Brasil”, evidencia.

A revolução da PCR digital

Devido à sua precisão e alto poder tecnológico,

o QIAcuity está disponível para pesquisadores

de diferentes áreas e centros de diagnósticos

laboratoriais. É, por exemplo, uma ferramenta

de rápida resposta aos estudos e investigações

realizados por meio da dosagem de proteína C

reativa (PCR), fundamental para entender estados

inflamatórios de pacientes em quadros de risco de

doença cardiovascular, como infarto e derrame

cerebral, infecções bacterianas, artrite reumatóide,

lúpus, vasculite e até mesmo casos de câncer (em

especial o linfoma), entre outras situações de

inflamação no organismo.

Sistema de PCR digital da QIAGEN, QIAcuity

Integrando três módulos em um único

equipamento, o QIAcuity é baseado em

nanoplacas, o que permite a geração de partições

de maneira uniforme, sem variação de tamanho

ou coalescência, o que aumenta ainda mais a

robustez dos dados, pois mensura, precisamente,

mesmo quantidades mínimas de DNA e RNA em

testes de pesquisa para vírus, por exemplo. Além

disso, o sistema é extremamente rápido quando

comparado aos demais, sendo que da amostra ao

resultado gasta-se aproximadamente duas horas,

enquanto outros sistemas levam em torno de

cinco a seis horas.

Utilizado por institutos de monitoramento de

águas residuais para fins epidemiológicos durante o

período da pandemia, a solução foi essencial para o

controle, acompanhamento e análise das redes de

esgoto, ajudando a prever o aumento do número

de casos da doença, o surgimento de uma nova

cepa até então desconhecida, e ainda, auxiliando

na adoção precoce de medidas preventivas contra a

disseminação do vírus da Covid-19.

“Para nós da QIAGEN, entregar soluções de

qualidade é mais do que um objetivo, é nossa

missão. A eficiência nos fluxos laboratoriais

depende de soluções inovadoras e serviço de

excelência. Nossa paixão é caminhar ao lado de

nossos clientes, garantindo a eles todo o suporte

tecnológico e conhecimento para que resultados

confiáveis amparem suas decisões rotineiras.

Como líderes globais no desenvolvimento de

novas tecnologias, entendemos que somente

seremos bem-sucedidos em nossa missão se

assegurarmos que essa inovação tecnológica

alcance todo e qualquer laboratório do país”,

conclui Carolina Souza, Head de Marketing

para Life Sciences, na QIAGEN.

Sobre a QIAGEN

A QIAGEN é uma multinacional alemã, especialista

em tecnologia para diagnósticos moleculares,

testes aplicados, pesquisa acadêmica e

farmacêutica. Com mais de 5.900 colaboradores

distribuídos em 25 países e parceiros comerciais

em mais de 60 nações, a empresa oferece um

portfólio de mais de 500 produtos entre kits

consumíveis, instrumentos e bioinformática, que

atendem às diversas necessidades globais, desde

pesquisas acadêmicas a aplicações de saúde de

rotina. Para mais informações, acesse:

https://www.qiagen.com/us/

PUBLIEDITORIAL

EM DESTAQUE

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

67


PUBLIEDITORIAL

EM DESTAQUE

EUROIMMUN E IDS ATUANDO JUNTAS

NA AUTOIMUNIDADE

A IDS, empresa do Grupo PerkinElmer acaba de lançar

no mercado brasileiro kits para o diagnóstico de

Doenças Autoimunes, pelo método de CLIA, totalmente

automatizado através do equipamento IDS-iSYS

(Quimioluminescência).

Até o momento, o portfólio de autoimunidade

compreende os seguintes testes:

- ANA Screen: Triagem qualitativa de anticorpos IgG

contra dsDNA, Centrômero B, SS-A/Ro (60 kDa e 52 kDa),

SS-B/La, Sm, U1-snRNP (70 kDa, A and C), Scl-70, e Jo-1

em amostras humanas de soro ou plasma (EDTA).

- ENA Screen: É usado para a triagem qualitativa de

anticorpos IgG direcionados contra SS-A/Ro (60 kDa e 52

kDa), SS-B/La, Sm, U1-snRNP (70 kDa, A e C), Scl-70 e

Antígenos Jo-1 em amostras humanas de soro ou plasma

(EDTA).

- dsDNA IgG: Determinação quantitativa de anticorpos

IgG específicos direto no dsDNA em amostras humanas de

soro ou plasma (EDTA).

- SS-A/Ro: Determinação quantitativa dos anticorpos

IgG específicos dirigidos contra SS-A/Ro em amostras

humanas de soro ou plasma (EDTA).

- SS-A/Ro 52 kDa: Determinação quantitativa dos

anticorpos IgG específicos dirigidos contra a proteína

SS-A/Ro 52 kDa em amostras humanas de soro ou plasma

(EDTA-K3, Heparina-Na ou Citrato de Sódio).

- SSA-A Ro 60 kDa: Determinação quantitativa dos

anticorpos IgG específicos dirigidos contra a proteína

SS-A/Ro 60 kDa em amostras humanas de soro ou plasma

(EDTA-K3, Heparina-Na ou Citrato de Sódio).

- SS-B/La: Determinação quantitativa dos anticorpos

IgG específicos dirigidos contra SS-B/La em amostras

humanas de soro ou plasma (EDTA).

- Sm: Determinação quantitativa dos anticorpos IgG

específicos dirigidos contra os antígenos Sm em amostras

humanas de soro ou plasma (EDTA).

- Scl-70: Determinação quantitativa dos anticorpos

IgG específicos dirigidos contra o antígeno Scl-70 (DNA

topoisomerase I) em amostras humanas de soro ou

plasma (EDTA).

- Jo-1: Determinação quantitativa dos anticorpos IgG

específicos dirigidos contra o antígeno Jo-1 (histidiltRNA

sintetase) em amostras humanas de soro ou plasma

(EDTA).

- U1-snRNP: É utilizado para a determinação quantitativa

dos anticorpos IgG específicos dirigidos contra os

antígenos U1-snRNP em amostras humanas de soro ou

plasma (EDTA).

E vem mais novidades por ai....fique de olho!!

Para mais informações, entrar em contato com

contato@euroimmun.com.br ou info.br@idsplc.com

68 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


MATÉRIA DE CAPA

ENTREVISTA COM O CEO LABTEST,

ALEXANDRE GUIMARÃES

Ao completar um ano na presidência da Labtest, Alexandre Guimarães conta os desafios enfrentados durante a pandemia, explica as manobras

que a empresa fez nesse período pandêmico e revela os planos para um futuro que inclui: expansão da empresa para além do mercado de

diagnóstico laboratorial, abertura para parcerias diversas e muito mais. “Um plano bem arrojado”, resume o CEO da Labtest.

O Sr. assumiu a presidência da Labtest há

um ano. Como foi o desafio de presidir

uma empresa de 50 anos? Qual é a marca

da sua gestão?

Alexandre Guimarães: o desafio maior

de liderar esse processo está associado às

mudanças que estão acontecendo no mercado

de diagnóstico laboratorial. O que a Labtest fez

durante 40 anos, teve que, nos últimos 10 anos,

repensar muita coisa. A pandemia também

contribuiu para essa transformação gigante

do mercado. As relações que o laboratório tem

com o paciente e as que o paciente tem com a

própria saúde mudaram muito! O conceito de

conveniência também ganhou outro patamar!

Tudo isso configurou um novo cenário de

mercado nos últimos 10 anos.

Uma empresa de 50 anos, que já tem seus

processos definidos, que já tem uma certa

estabilidade, também precisa se mexer. Então, o

maior desafio foi trabalhar essa mudança, esses

ajustes internos, para que pudéssemos nos

adaptar às perspectivas externas. Eu diria que

em termos de marca de gestão, um aspecto que

nós enfatizamos muito ao longo desse período,

e continuamos enfatizando, é aumentar a nossa

agilidade, trazendo novas tecnologias através de

parceiros, fornecedores, universidades e startups.

Ou seja, nós decidimos trabalhar com o

conceito de inovação aberta, buscando

colaboração externa para aumentar a

nossa agilidade. Isto vale para tudo: para

desenvolver produtos, para redesenhar e

modernizar processos. Então, acho que esse um

ano à frente da presidência da Labtest foi muito

marcado por esses aspectos. Há muito ainda o

que ser feito, mas essa é a palavra de ordem.

O Sr. assumiu a Labtest em meio à

pandemia. Como foi enfrentar o desafio

de presidir em condições adversas? Qual

o aprendizado?

Alexandre Guimarães: tivemos três pontos

associados à pandemia que são muito fortes: o

primeiro ponto é sobre como nossa Organização

- com 220 colaboradores, funcionários indiretos,

somando-se ainda seus familiares - vem

lidando com a pandemia. Debatemos muito

internamente sob o aspecto humano, com

atenção à saúde física e mental de todos os

envolvidos. Fazemos isso até hoje! Queremos

70

Labtest - www.labtest.com.br

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


saber como as pessoas estão se sentindo no

trabalho, quais são suas expectativas, qual é

o sentimento ligado à retomada do trabalho

presencial em detrimento ao home-office, etc.

Então, quando estabelecemos esse primeiro

aspecto, estamos falando especialmente de

pessoas, de como lidar e cuidar delas.

MATÉRIA DE CAPA

O segundo ponto está associado, de certa

forma, à pergunta anterior, caindo novamente

na necessidade de maior agilidade e na própria

inovação aberta. A pandemia permitiu que nós

experimentássemos este modelo fortemente.

O avanço rápido da doença exigiu que a Labtest

provesse soluções para o diagnóstico da COVID-19

com muito mais agilidade. Esta “corrida” nos

trouxe a oportunidade de aprender a inovar

estreitando as relações com nossos fornecedores,

entidades de pesquisa e startups para incorporar

novas soluções ao nosso portfólio.

O terceiro ponto faz referência ao próprio

crescimento em si. Embora o mercado de

diagnóstico convencional tenha sofrido um

pouco no início da pandemia, a expansão

devido à própria necessidade imposta pela

doença foi imensa! Crescemos 35% nesse

período, de 2020 para 2021. Junto com

este crescimento vem as dores associadas

como: a necessidade de mais pessoas; o

estabelecimento de novos processos; a

gestão da cadeia de suprimentos que

foi muito afetada durante este período;

e a própria estratégia financeira para

suportar este crescimento. Foram muitos

desafios em um curto espaço de tempo.

Quais são os maiores desafios nesse

novo cenário do mercado de saúde,

em especial o mercado de diagnóstico

laboratorial?

Alexandre Guimarães: de fato, todo o setor

de saúde teve uma imensa transformação. Nos

últimos anos então, isso se acelerou: planos de

saúde associados à hospitais, planos de saúde

com outros planos, hospitais com laboratórios,

grandes laboratórios com laboratórios médios,

um nível de concentração muito forte, o que,

evidentemente, impacta enormemente as

estratégias mercadológicas da Labtest. Em

primeiro lugar, nossos principais clientes, que

são os laboratórios de pequeno e médio porte,

vêm vivenciando intensas mudanças, seja

pela própria consolidação, pela atuação dos

laboratórios de apoio ou pela conjuntura de

dificuldades logísticas e de custo.

Temos então um cenário bastante adverso do

ponto de vista de crescimento. Nossa estratégia

para sobrepor estes desafios vem sendo a

de criar soluções que possam proporcionar

maior competitividade para estes laboratórios.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

Labtest - www.labtest.com.br

71


MATÉRIA DE CAPA

Isto exige muita criatividade, e flexibilidade.

São questões que estamos trabalhando

internamente. As soluções point of care, que

ampliam a atuação do laboratório como

prestador de serviço para clínicas, hospitais e até

farmácias, é um exemplo destas estratégias.

Se o paciente não está mais na recepção do

laboratório, seja pela doença, pela conveniência

ou outro motivo, pensamos em como a Labtest

pode ajudar este laboratório a encontrar novos

caminhos e buscar soluções para o atendimento.

A questão é: qual o modelo de negócio e

qual a forma ideal para continuar a atender

esse paciente? Hoje, por exemplo, temos

laboratórios, clientes nossos, que fazem um

trabalho de diagnóstico associado à clínica,

hospital e à farmácia. Então, esse laboratório

não está perdendo cliente. A Labtest se tornou

uma aliada para que este laboratório atenda

seus pacientes, seja onde estiverem. A nossa

estratégia é muito clara: a Labtest está

auxiliando os laboratórios a entrar

nesse novo mercado de saúde de forma

competitiva e de forma a cativar o cliente.

Como o Sr. está preparando a Labtest

para os próximos anos sob sua gestão?

Alexandre Guimarães: eu acho que o

aspecto que abordei anteriormente, de

agilidade baseada em inovação aberta, é o

principal fato. Precisamos manter esse foco e

construir, paulatinamente, modelos de negócios

baseados em ecossistemas, onde empresas

de diferentes portes, fornecedores, clientes,

distribuidores, entidades de classe, instituições

de ensino, governo e até concorrentes possam

ajudar a criar valor no mercado de diagnóstico.

Acreditamos que a Labtest será bem-sucedida

se ela puder contribuir ou até mesmo orquestrar

parte destes ecossistemas. Sozinhos temos

nossas limitações, mas a união de forças de

diversos stakeholders, dentro de um ecossistema

de negócios funcional, é o que garantirá bons

resultados nas próximas décadas.

De forma concreta, trabalhamos na formação

de pessoas preparando-as para um cenário

competitivo e adverso, cuidamos do ambiente

de trabalho para mantermos nossa atratividade

e reter esses talentos, seguimos com nossos

processos de educação continuada e,

sobretudo, estamos cada vez mais ampliando

nosso escopo de atuação.

A Labtest vai se reposicionar no mercado?

Pretende conquistar novos nichos de

mercado, novas linhas de produto, novos

mercados, novos produtos focados em

Saúde?

Alexandre Guimarães: estamos trabalhando

para ampliar nossa atuação não só na linha de

diagnóstico, mas também buscando parcerias

para atuar no mercado de saúde como um todo.

A grande movimentação do setor traz desafios

e oportunidades para esta ampliação de escopo

fora do diagnóstico in vitro.

Este reposicionamento envolve não só reagentes

e equipamentos, mas também outras soluções

que possam agregar valor para o cliente. Este

trabalho passa então pela ampliação de linhas

de produto em relação ao porte dos laboratórios,

por novos canais de distribuição e, até mesmo,

por novos modelos de negócios.

Qual a novidade para os próximos 50

anos, teria como dar uma pista?

Alexandre Guimarães: estamos planejando

investimentos significativos tanto na indústria,

no desenvolvimento de novos produtos,

como na oferta de novas soluções para novos

mercados. A demandas regulatórias e o alto

padrão de qualidade e competitividade do

mercado requer investimentos constantes da

nossa parte. A maior dica que poderia dar é

que nossa previsão de investimento para

os próximos 5 anos é comparável ao

volume investido nos últimos 50 anos.

É um plano bem arrojado!

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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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FATO RELEVANTE

UNIÃO DOS GRUPOS

FLEURY E PARDINI ELEVA AS EMPRESAS

A OUTRO PATAMAR DE RELEVÂNCIA NO

MERCADO BRASILEIRO

Os Grupos Fleury e Pardini, anunciaram

recentemente a combinação de

negócios das duas companhias,

criando uma das maiores empresas de

saúde do País em uma operação que

se destaca pela complementaridade

de negócios, serviços e atuação

geográfica. As duas companhias

juntas, somam 487 unidades de

atendimento em 13 dos principais

polos econômicos do País e 6,6 mil

clientes lab-to-lab distribuídos por

grande parte do território nacional.

A Receita Bruta combinada das duas

companhias, considerando o exercício

de 2021, atinge R$ 6,4 bilhões.

Consideradas empresas de referência

em medicina diagnóstica, Grupo

Fleury e Grupo Pardini processam

248 milhões de exames anualmente

por meio de 39 marcas, presentes

nos mercados de São Paulo, Minas

Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo,

Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás,

Bahia, Pernambuco, Rio Grande do

Norte, Pará, Maranhão, além do

Distrito Federal. A presença nesses

polos econômicos vem acompanhada

de credenciamento com operadoras

de saúde nos segmentos premium,

intermediário e básico, trazendo

grande diversificação de oferta e

mercados atendidos. O grupo de

profissionais totalizará 20,8 mil

colaboradores e aproximadamente

4,3 mil médicos.

As Companhias estimam que a

combinação dos negócios de Fleury e

de Pardini gere um incremento anual

de EBITDA da companhia combinada

entre R$160 milhões e R$190 milhões.

Assessoria de imprensa Grupo Fleury

Marilia Paiotti (11) 99617-2133

Assessoria de Imprensa Grupo Pardini

Aline Rosa - (31) 98892-3987 aline@arvore.cc

74 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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NEUROCIENCIA EM FOCO

ESTUDO DEFENDE QUE ESCLEROSE MÚLTIPLA

É UMA COMPLICAÇÃO RARA DE INFECÇÃO POR VÍRUS

Por Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

O vírus Epstein-Barr (EBV) está

na origem de algumas doenças.

Segundo um estudo desenvolvido

pela pesquisadora Sênior do

grupo de Neuroepidemiologia

do Departamento de Nutrição,

da Escola de Saúde Pública T.H.

Chan da Universidade de Harvard, Dra.

Kassandra Munger, entre essas doenças

está a Esclerose Múltipla (EM).

Para tentar fazer uma ligação entre

o vírus EBV e a EM, a pesquisadora

desenvolveu um estudo entre os

militares da ativa dos Estados

Unidos. O repositório sérico do

Departamento de Defesa armazena

amostras séricas, com mais de 62

milhões de amostras de mais

de 10 milhões de militares. A

maioria deles com várias amostras

coletadas durante a carreira.

A EM é uma doença clinicamente

desqualificada entre os militares.

A avaliação positiva, feita pelas

agências de incapacidade física,

acarreta no afastamento do serviço.

A pesquisa se baseou na revisão dos

prontuários dos profissionais com

EM para confirmar o diagnóstico.

O estudo foi desenhado como

um caso controle aninhado

prospectivo. Foi identificada no

prontuário a data de início dos

sintomas, a distribuição etária

dos militares da ativa no estudo.

A primeira amostra de sangue foi

coletada por cerca dos 18 anos,

já o início da esclerose múltipla

ocorreu por volta dos 28 anos de

idade. Nesse grupo foi identificada

um coorte EBV-negativo.

Nesse coorte negativo para

o vírus, foram dosados anticorpos

nas primeiras amostras

disponibilizadas. Os militares

ainda tiveram amostras de sangue

testadas novamente usando

o ensaio de Western Blotting.

Nesses profissionais avaliados no

estudo, 35 casos deram negativo

no período basal e 107 eram EBVnegativo

no período basal. Aqueles

que não desenvolveram EM, mas

tiveram infecção primária por EBV, a

taxa de infecção foi mais baixa do que

naqueles que desenvolveram a doença.

Na terceira mostra, cerca de 60% dos

controles havia soroconvertido, em

comparação a cerca de 100% dos

casos de EM. Nessa fase foi usado

um vírus controle ou citomegalovírus

(CMV), que é semelhante pela

propagação. Foi observado a

soroconversão entre os negativos na

linha de base para CMV.

A taxa de soroconversão foi similar

em ambos os grupos e os casos

CMV-negativos com ou sem EM

tiveram a taxa de soroconversão

igual infecção primária por

EBV ligada a um risco 32 vezes

maior de EM, em comparação

àqueles que permaneceram com

EBV-negativos. Também não foi

observado aumento similar nos

soroconvertido para CMV.

Há uma possível associação reversa

entre infecção do CMV e o risco de

EM, mas isso exige mais pesquisas.

Devemos considerar outros motivos

para um risco 32 vezes maior de

esclerose múltipla. Uma explicação

são fatores de confusão, pois não

há outro motivo que possa explicar

esse risco elevado de associação

entre EBV e EM. Outros riscos são

genética, nutrição, vitamina D,

obesidade, tabagismo. E se entre

esses últimos motivos há uma

associação de risco relativo com a

doença, está entre 1,5 e 3, o que

não explica um risco 32 vezes maior.

76 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


E mesmo o fator de confusão,

precisaria de um aumento 60 vezes

maior entre a infecção primária por

EBV e EM. Nenhum fator atende a

essa exigência.

Outra consideração é a causalidade

reversa. A esclerose múltipla aumenta

o risco de ser infectado com EBV?

Há uma desregulação imunológica

geral na esclerose múltipla? Foi

medido o nível sérico da proteína

neurofilamento de cadeia leve (NfL),

que é um biomarcador não-específico

de dano neuro-axonal.

Foram analisadas respostas de

anticorpos no soro contra o vírus

do viroma humano, usando a

tecnologia VirScan, onde foram

medidos anticorpos humanos

contra 110.000 peptídeos de 200

vírus, sendo possível ver a infecção

por EBV antes do aumento na NfL,

visto na esclerose. Os níveis de NfL

não são diferentes nas amostras

séricas e EBV-negativas.

Já nos níveis de NfL medidos no

mesmo momento ou na mesma

amostra, mostra a positividade para

EBV. Nas amostras EBV-positivas os

níveis de NfL não são diferentes. Nos

níveis de NfL após infecção por EBV

são bem mais altos naqueles com

esclerose múltipla.

A variação de NfL interpessoal ao

longo do tempo de algumas pessoas

que desenvolveram esclerose

múltipla tiveram uma amostra

coletada após a soroconversão para

EBV, demonstrando um aumento de

60% na NfL. Os níveis de NfL não

mudaram nos controles, nem antes,

durante ou após a infecção por EBV.

Amostra pré e pós-início para casos

e controles foram comparadas.

A resposta dos anticorpos foi

mais alta nos casos do que nos

controles. Esse é o caso para ambas

as amostras pré e pós-início da

EM. Com outros peptídeos não há

diferença na resposta imune.

Isso sugere algo sobre a resposta

imunológica da doença, ou seja,

a resposta imune em pessoas com

EM é específica para EBV. O número

de perfídio do EBV é mais alto em

casos x controle. O EBV se sobressai

entre todos os vírus testados.

Em conclusão, a EM é uma

complicação rara da infecção por EBV.

Nenhum outro fator de risco explica a

associação entre EM e EBV. A maioria

dos casos seria evitado com vacina

adequada contra o vírus. O risco de

EM tem aumentado por um número

de fatores, como tabagismo, nutrição,

vitamina D e obesidade infantil.

Não há vacina para EBV. Mudanças

comportamentais nesses três

fatores evitaria 60% dos casos.

A infecção por EBV precede o

início subclínica da EM. Há uma

resposta imune em amostras préclínicas

que é direcionada ao EBV.

Precisamos pesquisar a vacina e

terapias anti-EBV em pessoas com

esclerose múltipla.

NEUROCIENCIA EM FOCO

Autor:

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

Sobre o Dr. Fabiano de Abreu

www.deabreu.pt - www.pressmf.global - Instagram @fabianodeabreuoficial

PhD, neurocientista, mestre em psicanálise, biólogo, historiador, antropólogo, com formações também em neuropsicologia, neurolinguística, inteligência artificial, neurociência aplicada à

aprendizagem, filosofia, jornalismo, programação em python e formação profissional em nutrição clínica - Diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de

Ciências e Tecnologia da Logos University International, Professor e investigador na Universidad Santander de México; Membro da SFN - Society for Neuroscience, Membro ativo Redilat.

Confira a referência bibliográfica em:

www.newslab.com.br/referencias-newslab172

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

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MEDICINA GENÔMICA

SEQUENCIAMENTO DE TERCEIRA GERAÇÃO:

READS ULTRALONGOS

Você já conhece a tecnologia de ponta quando o assunto é sequenciamento genético? Entenda sobre o

Sequenciamento de Terceira Geração.

Por João Bernardeli

A invenção de tecnologias de

sequenciamento genético permitiu

que cientistas pudessem vislumbrar

a sucessão de bases nitrogenadas

presentes nos seres vivos, tirar

conclusões a partir disso e dar passos

adiante no entendimento da vida.

O Sequenciamento de Nova Geração

permitiu que os avanços e descobertas

na área de genômica evoluíssem

ainda mais rapidamente. Neste artigo

discutiremos sobre como os métodos

de sequenciamento evoluíram

até o atual Sequenciamento de

Terceira geração (sequenciamento

de molécula única) e quais são

as perspectivas para o futuro do

sequenciamento genético.

A evolução do sequenciamento

O pontapé inicial no sequenciamento

genético foi dado por Maxam e

Gilbert na década de 70. Apesar

disso, Frederick Sanger foi quem

teve a brilhante ideia de fragmentar

um DNA de interesse em todos os

comprimentos possíveis e analisálo

com o auxílio da eletroforese.

Esse método ficou conhecido como

Sequenciamento Sanger e ele

constitui a maior parte do chamado

Sequenciamento de Primeira Geração.

Em seguida, com o advento da PCR e

do emprego de lasers na pesquisa, bem

como de computadores com maior

capacidade de processamento, surgiram

as técnicas de Sequenciamento de

Segunda Geração (ou SGS – Second

Generation Sequencing).

Essas novas técnicas, embora

possuam métodos variados, são

caracterizadas pelo sequenciamento

paralelo em massa automatizado,

capaz de processar milhões ou até

bilhões de fragmentos curtos de DNA

por uma fração do tempo e dos custos

dos métodos anteriores.

Nos tempos atuais, a tecnologia na

área da genômica está dando mais

um grande passo ao dar origem ao

Sequenciamento de Terceira Geração

(TGS – Third Generation Sequencing),

sendo vista por alguns pesquisadores

como um verdadeiro renascimento

dos métodos de sequenciamento

genético de alta qualidade. Vejamos

a seguir suas principais características.

O Sequenciamento de Terceira

Geração ou Sequenciamento de

Leituras Longas

A principal característica dessa classe

de sequenciamento é sua capacidade

de utilizar fragmentos longos de

DNA, num processo chamado de

80 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


sequenciamento de molécula única

(Single Molecule Sequencing – SMS).

Enquanto o Sequenciamento de

não são mais necessárias grandes

quantidades de amostra, viabilizando

tanto a análise de materiais de

de Molécula Única em Tempo Real”

(SMRT), capaz de identificar os

nucleotídeos investigados no exato

MEDICINA GENÔMICA

Segunda Geração utiliza fragmentos

difícil obtenção como também a

momento em que são adicionados

de DNA com tamanhos equivalentes a

diminuição do erro causado pelo viés

pela DNA-polimerase.

algumas centenas de pares de bases,

de amplificação.

no SMS é possível fazer a leitura e

O mecanismo de SMRT faz uso de

análise de fragmentos de dezenas de

Principais Plataformas de

dNTPs marcados com fluoróforos.

milhares destas.

Sequenciamento de Terceira

Na medida em que esses dNTPs são

Geração

incorporados à uma nova fita de

Além disso, uma segunda particularidade

DNA circular, um laser incide sobre

do Sequenciamento de Terceira Geração

Pacific Biosciences

os marcadores, fazendo com que um

é a eliminação da etapa de amplificação

O primeiro equipamento de

sinal fluorescente seja emitido.

do material de interesse através da PCR,

Sequenciamento de Terceira Geração

diminuindo custos e também o tempo

disponível no mercado foi o chamado

Esse sinal é captado em tempo real

de preparação da amostra.

‘Sequel’, apresentado pela Pacific

por um detector óptico que mede

Biosciences ainda em 2010.

sua intensidade e tempo, de tal modo

Seja pela utilização de nucleotídeos

que seus valores sejam traduzidos

marcados e sua análise em tempo

Este sequenciador utiliza uma

em sequências específicas de bases

real ou pelo emprego de nanoporos,

tecnologia intitulada “Sequenciamento

nitrogenadas.

Representação esquemática da excitação de fluoróforos acoplados aos dNTPs e da emissão de

sinais a serem captados. Fonte: Rhoads, 2015.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

81


MEDICINA GENÔMICA

Representação esquemática da passagem de um ssDNA por um nanoporo capaz de detectar variações em sua

corrente elétrica. Fonte: Wikimedia Commons, 2020.

Quais são as principais

características do sequenciador

Pacific Biosciences?

• Detectar bases modificadas, uma

vez que o sinal detectado é uma

função dependente do tempo de

incorporação de dNTPs.

• A possibilidade de leitura de fragmentos

de até 50.000 pares de bases garante

a montagem e sobreposição desses

fragmentos com maior precisão.

• Maior resolução de regiões

repetitivas e de variantes estruturais.

MinION: Oxford Nanopore

Technologies

Em 2014, um segundo sequenciador

foi introduzido no mercado pela

Oxford Nanopore Technologies. O

sequenciador MinION, que possui o

tamanho de um pendrive, faz uso

de um nanoporo presente em uma

membrana para realizar leituras.

Seu mecanismo de funcionamento

consiste em submergir a membrana

em uma solução iônica e aplicar um

potencial capaz de gerar uma corrente

elétrica conhecida sobre o nanoporo.

Em seguida, uma DNA-helicase ‘abre’

a fita de DNA, tornando-a apta para

atravessar o poro.

Por fim, a passagem de cada um dos

quatro tipos de nucleotídeos pelo

poro gera variações características da

corrente, que podem ser registradas

por um detector semicondutor

adequado e traduzidas em termos de

bases nitrogenadas.

82 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


MEDICINA GENÔMICA

Quais são os principais benefícios

do sequenciador MinION?

• Sua portabilidade dispensa a

necessidade de um setup laboratorial

complexo, podendo ser utilizado no

trabalho de campo apenas com o

auxílio de um laptop.

• Velocidade: existem hoje ensaios

baseados nessa plataforma que

permitem a identificação de

oncogenes em apenas cinco minutos.

Diferenças entre os sequenciadores de primeira, segunda e terceira geração

• A leitura de fragmentos grandes

permite uma excelente abordagem

para o sequenciamento de genomas

que não possuem outro como

referência (de novo assembly).

É importante notar que novos

sequenciadores estão em constante

desenvolvimento, buscando aumentar

suas capacidades de leitura, bem

como diminuir taxas de erro e custo.

Desse modo, tanto a Pacific Biosciences

quanto a Oxford Nanopore Technologies

já possuem novos sequenciadores de

terceira geração, como o Sequel II e o

PromethION, respectivamente.

Qual a diferença entre

sequenciamentos de primeira,

segunda e terceira geração?

Como citado anteriormente, a

principal diferença das tecnologias de

sequenciamento de terceira geração é

sua capacidade de leitura de milhares

de pares de bases por corrida. Mas,

além dessa, quais são as outras

características que as distinguem de

suas antecessoras?

Observemos a tabela a seguir, que

considera diferentes equipamentos

de diferentes épocas:

Quais as vantagens e

desvantagens da utilização do

Sequenciamento de Terceira

Geração?

Uma das vantagens mais evidentes ao

se utilizar um TGS é que suas leituras

ultra longas permitem montagens de

sequências com uma facilidade sem

precedentes quando comparada com

as tecnologias anteriores.

Aliado a isso, sequenciadores de

terceira geração possuem menor

viés gerado pelo conteúdo GC, o que

viabiliza leituras genômicas mais

84 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


uniformes, inclusive de regiões onde o

Sequenciamento de Segunda Geração

apresenta problemas para resolver.

Estas novas tecnologias também

permitiram novas análises em

genomas diplóides, como a partir de

haplótipos nos quais a contribuição

materna e paterna para uma mesma

região homóloga é diferente.

De maneira ainda mais específica,

o Sequenciamento de Terceira

Geração permite um entendimento

mais amplo em torno de haplótipos

colapsados ou que possuem uma

mistura paterna/materna, impedindo

resultados que apontam quimerismo

genético onde não há.

Sendo assim, essas técnicas têm grande

relevância não somente para a pesquisa

mas também para a prática clínica.

Ao se utilizar apenas uma molécula

de DNA para o sequenciamento

também se utiliza apenas uma

DNA-helicase (ou apenas uma

Por outro lado, o maior problema

a ser superado pelas técnicas de

DNA-polimerase). Isso se constitui

num desafio pelo fato de que

sequenciamento de terceira geração enzimas possuem limitações

envolve sua grande taxa de erro

de identificação de bases, que está

termodinâmicas que, quando não

respeitadas, tendem a resultar em

relacionado com seus próprios desnaturação e, consequentemente,

fundamentos técnicos.

em erros de identificação.

Representação esquemática das cinco variações estruturais sujeitas à detecção por TGS.

MEDICINA GENÔMICA

Isso abre caminhos para a detecção

acurada de Variações Estruturais (SV –

Structural Variations), hoje reconhecidas

como tendo um papel biológico muito

importante na diferenciação genética

dos seres, juntamente com os SNPs.

Essas detecções podem ser realizadas,

atualmente, para cinco variações

estruturais: inserções, deleções,

duplicações, translocações e inversões.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

85


MEDICINA GENÔMICA

Por fim, um segundo problema

apresentado pelo Sequenciamento de

Terceira Geração reside no campo da

absoluta aos seus antecessores. Se é

verdade que eles possuem grandes

vantagens para algumas aplicações,

objetivo realizar sequenciamentos

em amostras biológicas intactas,

dando grande espaço para a

bioinformática. Uma vez que os sinais

também é verdade que possuem

pesquisa em genética com foco no

a serem captados/armazenados são

desvantagens para outras, em que o

desenvolvimento embrionário.

emitidos em alta velocidade, um grande

Sequenciamento Sanger e o SGS se

poder computacional se faz necessário

saem melhor.

Não sabemos, ainda, quais serão os

para o processamento de dados.

próximos passos das tecnologias de

Por isso, é digno de nota que o

sequenciamento, porém sabemos

Dessa maneira, utilizar técnicas desse

sequenciamento de terceira geração

suas implicações: ainda mais

tipo requer hardwares potentes, bem

ainda está sob desenvolvimento

conhecimento sobre os vários campos

como softwares de sequenciamento

e ainda tem bastante espaço para

da genética humana e também da

otimizados/desenvolvidos para essa

melhora e, por isso, possivelmente não

oncologia.

finalidade.

deixará tão cedo de ser a tecnologia de

ponta em sequenciamento genético.

O mapeamento mais adequado de

O futuro do sequenciamento

doenças genéticas, diagnósticos

genético

Apesar disso, já existem

para essas doenças, mais programas

As maneiras com que os cientistas

candidatos para integrar a classe

de medicina personalizada e avanços

descobrem e analisam as sequências

de sequenciadores de quarta

no entendimento e tratamento

de nucleotídeos presentes em genes

geração, como, por exemplo, o

do câncer são apenas alguns

ou genomas inteiros mudaram

sequenciamento genômico in-situ

exemplos entre os tantos possíveis

radicalmente ao longo do tempo,

desenvolvido pelo MIT. Essa técnica

com a evolução das técnicas de

concedendo aos seres humanos uma

de sequenciamento tem como

sequenciamento genético.

compreensão cada vez mais adequada

sobre a vida e sobre como lidar com

FONTE:

questões de saúde que a rodeiam.

Embora os sequenciadores de terceira

geração tenham possibilitado aos

cientistas que enxerguem mais

longe, eles não são uma alternativa

Varsomics

União de soluções tecnológicas para a prática da medicina de precisão. Nossa missão é ser referência de excelência

no desenvolvimento de soluções de bioinformática e prestação de serviços aplicados na área de diagnóstico clínico

e de pesquisas acadêmicas, para auxiliar a comunidade científica a difundir cada vez mais o conhecimento.

Confira a referência bibliográfica em:

www.newslab.com.br/referencias-newslab172

86 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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DIREITO E SAÚDE

O DIREITO DO CONSUMIDOR

E O LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS

Por Délio J. Ciriaco de Oliveira

Prezado(a) Leitor(a), seja bem vindo(a) a esta análise jurídica!

Atendimento ao público, realização

de exames, fase pré analítica, fase

analítica, pós exame, suporte e

esclarecimentos, entre outros. Tudo

isso está inserido no contesto do

laboratório de análises clínicas, faz

parte do dia a dia, esta no do DNA

da unidade laboratorial e não é

novidade nenhuma para você caro

leitor, afinal é a sua expertise diuturna

de trabalho. Mas ainda hoje, existem

inúmeros questionamentos acerca da

aplicabilidade do Código de Defesa

do Consumidor, o qual o chamaremos

pela sua abreviação de agora em

diante, qual seja “CDC”, dúvidas das

mais diversas, como exemplo dentre

as recebemos a título de consulta

em nosso escritório selecionamos

algumas:

a) Aplica-se o CDC ao paciente

que realiza um exame, o qual meu

laboratório terceirizo para o laboratório

de apoio?

b) O CDC se aplica em caso de alguma

omissão da informação do paciente

ou não cumprimento do protocolo

correto para o exame?

c) O paciente é menor de idade, aplica

o CDC também?

d) Não ocorreu falha alguma do

meu laboratório, porém, meu serviço

de “vallet”, abalroou o veículo do

paciente, aplica o CDC?

e) Meu laboratório fica dentro de uma

unidade hospital, ele (laboratório)

responde mesmo assim perante o

paciente? Aplica-se o CDC neste caso?

Esses e outros questionamentos são

extremamente comuns e fazem parte

muitas vezes do rol de dúvidas do gestor

laboratorial e de sua equipe. Sendo assim,

vamos entender um pouco melhor a

dinâmica do entorno da relação jurídica

Paciente X Laboratório.

Aos olhos da área da saúde, a utilização

da nomenclatura “PACIENTE” do

laboratório é habitualmente utilizada,

já aos olhos do Direito, utilizamos a

nomenclatura CLIENTE.

Pois bem, mas o dito “cliente”, o que

seria na verdade?

O Código de Defesa do Consumidor

(CDC), é a Lei Federal 8078 de 1990,

que caput de seus artigos 2º e 3º

nos trás o conceito legal de quem

é o CONSUMIDOR E quem é o

FORNECEDOR DE SERVIÇOS, vejamos:

Art. 2° Consumidor é toda

pessoa física ou jurídica que

adquire ou utiliza produto ou serviço

como destinatário final.

Art. 3° Fornecedor é toda pessoa

física ou jurídica, pública ou

privada, nacional ou estrangeira, bem

como os entes despersonalizados, que

desenvolvem atividade de produção,

montagem, criação, construção,

transformação, importação, exportação,

distribuição ou comercialização de

produtos ou prestação de serviços.

Definidos os conceitos de consumidor

e de prestador de serviços esculpidos

na própria Lei, a conclusão lógica é que

o seu (isso mesmo, a sua empresa)

Laboratório de Análises Clínicas presta

um serviço (consubstanciado na coleta

de exames, orientação, e liberação de

laudos), logo, sujeita-se a total

aplicabilidade do CDC em relação

ao seu Paciente (que é um

CONSUMIDOR dos seus serviços).

Nesse diapasão, todo e qualquer

paciente (consumidor na verdade),

desde o início da relação de prestação de

serviços fornecida por seu Laboratório,

sujeitam-se as partes (empresa e

cliente) aos ditames do CDC.

88 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


O paciente do Laboratório, consome

de fato o produto final que você

tem a oferecer ao mesmo, o

laudo, o resultado final de um exame.

Seja ainda a amostra biológica coletada

em sua sede, na sede terceirizada,

na coleta domiciliar, não importa a

origem, fato é, se o seu laboratório

prestou um serviço ao paciente.

Neste sentido, ainda que você trabalhe

com todos, ou somente com alguns

exames terceirizados e os envie ao

Laboratório de apoio, sendo ainda

o paciente um “menor de idade”,

ou ainda, se o seu posto de coleta

laboratorial esteja dentro de uma

unidade hospitalar, em todas essas

hipóteses seu laboratório responde

por eventual falha nessa prestação de

serviços (artigo 14 do CDC), aplicandose

o CDC na relação jurídica.

Na hipótese do “serviço de vallet” do

seu laboratório, caso sua empresa

o ofereça diretamente (exemplo:

manobrista na porta de sua unidade,

dirigindo os veículos, estacionamento,

organizando os veículos, etc)

seu Laboratório também poderá

responder por quaisquer danos

causados aos veículos dos pacientes.

A preocupação e cautela por parte da

sua empresa não pode e não deve se

limitar somente em ter “a melhor área

técnica”, focar somente na melhor

e primorosa fase analítica ou pré

analítica, é preciso destinar o olhar e

as energias necessárias a sua equipe

de atendimento e pós atendimento,

sobretudo treinar a equipe, para que

de fato compreenda a sistemática

da sua empresa, desde o cadastro

até a liberação do laudo, sob o olhar

também do CDC e do atendimento ao

consumidor do seu Laboratório.

A você gestor / empresário da área

laboratorial, não fique preocupado ou

temeroso em relação a aplicabilidade

do CDC na sua prestação de serviços,

no que pese o próprio nome já nos

dê a diretriz de quem a Lei deve

proteger mais (Código de Defesa

do Consumidor), costumamos

mencionar que com o correto

treinamento e compreensão por parte

da equipe, a relação ficará certamente

mais protegida, correta, evitando-se

demandas judiciais.

Inexoravelmente o consumidor é

abrilhantado com uma proteção, mas

isso não retira direitos e deveres dele

em relação ao seu Laboratório, tão

pouco o coloca em um patamar de

“dono da razão”. Mas como não ficar

refém do meu paciente e do CDC?

A melhor resposta para tal, é

proceder com um estudo, análise

e muitas vezes rever os protocolos

da sua empresa de maneira geral e

com um olhar não somente técnico

(pelo viés da saúde, das normas

sanitárias, etc), mas sobretudo

pelo olhar jurídico, de uma séria e

confiável assessoria jurídica que

possa compreender o seu Mundo

laboratorial e realizar a simbiose

devida entre a saúde e a legislação.

Encerramos este artigo com a sede de

transitar em mais alguns temas que

ainda circundam o CDC e a prestação

de serviços, o que certamente

falaremos nas próximas edições.

Obrigado e um grande abraço a todos!

DIREITO E SAÚDE

Autor:

Délio J. Ciriaco de Oliveira

Advogado em São Paulo, especialista em direito e processo do trabalho, especialista em direito contratual, especializando em advocacia consultiva, é

sócio do escritório CIRIACO ADVOGADOS, localizado em São Paulo – Capital, é Professor de Pós Graduação em São Paulo-SP; São Luis do Maranhão-MA;

Goiânia-GO e Palestrante, atuando na área da saúde, na defesa de empresas, clinicas e laboratórios.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

89


ANÁLISES CLÍNICAS

HIPERCALCEMIA ASSOCIADA AO CÂNCER

Por Brunno Câmara

A hipercalcemia (níveis aumentados de

cálcio sérico) ocorre em até 30% dos

pacientes com algum tipo de câncer.

Esse aumento de cálcio é uma

complicação de câncer em estágio

avançado e representa um pior

prognóstico para os pacientes.

Os tipos de câncer mais comumente

associados à hipercalcemia são:

• Mieloma múltiplo

• Câncer de pulmão de células não

pequenas

• Câncer de mama

• Câncer de cabeça e pescoço de

células escamosas

• Câncer ovariano

• Carcinomas uroteliais

associada ao câncer tem sido

classificada em quatro subtipos:

• Humoral

• Osteolítica local

• Mediada por 1,25-dihidroxivitamina D

• Hiperparatireoidismo ectópico

A hipercalcemia humoral de

malignidade e a hipercalcemia

osteolítica local representam um

espectro que inclui a maioria dos

pacientes com hipercalcemia.

Os casos de hipercalcemia mediada

por 1,25-dihidroxivitamina D ou PTH

correspondem a menos de 1% do total.

Fisiopatologia - Hipercalcemia humoral de malignidade

Fisiopatologia

Hipercalcemia humoral de

malignidade

A condição conhecida como

hipercalcemia humoral de malignidade

é geralmente causada pela secreção

tumoral da proteína relacionada ao

paratormônio (PTHrP).

Normalmente, a PTHrP é um fator de

crescimento produzido localmente.

O problema ocorre quando ela é

sistematicamente secretada por

tumores, o que acarreta em aumento

da reabsorção óssea pelos osteoclastos.

Com isso mais cálcio vai para a circulação.

Classificação

Historicamente, a hipercalcemia

90 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Optilite ® melhora a eficiência

Fluxo de trabalho

Segurança dos resultados

Menu de testes

Gamopatias Monoclonais

Freelite (cadeias leves livres kappa

e lambda), Hevylite (cadeias

leves+pesadas)

Sistema Imune

IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de

IgG e IgA, Sistema Complemento (CH50,

C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)

Sistema nervoso central

Albumina, Freelite Mx, Cistatina e

Imunoglobulinas no líquor.

Nefrologia

Cistatina, Microalbumina

Beta-2-Microglobulina, Transferrina

Proteínas Específicas

PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina,

Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,

Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,

Alfa-1-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),

entre outras.

Freelite ® é marca registrada da empresa The Binding Site Group, Birmingham, Reino Unido


ANÁLISES CLÍNICAS

Outro problema é o aumento da

reabsorção renal de cálcio, já que

nesse tecido há expressão do Receptor

do tipo 1 para PTH-PTHrP (PTHR1). A

consequência também é o aumento

de cálcio na circulação.

Hipercalcemia osteolítica

Pacientes com hipercalcemia humoral

de malignidade tipicamente tem

poucas ou nenhuma metástase óssea.

Hipercalcemia osteolítica

Pacientes com hipercalcemia osteolítica

têm muitas metástases ósseas,

geralmente associadas a câncer de

mama e mieloma múltiplo.

do osso ultrapassa a capacidade de

depuração renal de cálcio.

Por isso, a hipercalcemia ocorre nesse tipo.

natureza, também é humoral.

Ela é causada pela produção tumoral

de hormônios envolvidos no

remodelamento ósseo.

As células tumorais presentes no

osso produzem citocinas que agem

localmente estimulando a reabsorção

óssea pelos osteoclastos e, ao mesmo

tempo, inibindo os osteoblastos que

fazem a renovação óssea.

Hipercalcemia mediada por

1,25 - dihidroxivitamina D

Esse tipo de hipercalcemia, por

Hipercalcemia mediada por 1,25 - dihidroxivitamina D

Alguns tumores levam ao aumento

da expressão do gene Cyp27B1 que

codifica para a 1-α-hidroxilase.

Como grande parte do esqueleto está

comprometida por células tumorais,

a quantidade de cálcio reabsorvido

92 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


ANÁLISES CLÍNICAS

Essa enzima é a responsável pela

conversão de 25-hidroxivitamina D

em 1,25-dihidroxivitamina D.

Hiperparatireoidismo ectópico

O excesso de 1,25-dihidroxivitamina

D aumenta a absorção intestinal de

cálcio e também a reabsorção óssea,

levando à hipercalcemia.

Hiperparatireoidismo ectópico

Como o nome sugere, nesse tipo, alguns

raros tipos de tumores produzem PTH

ao invés de produzir a PTHrP.

É como se o tumor imitasse a glândula

paratireoide. Só que em outros locais

do corpo.

O excesso de PTH produzido pelos

tumores provoca a hipercalcemia.

Cânceres da paratireoide também

causam hipercalcemia por causa do

aumento de secreção de PTH.

Tratamento

É baseado em três princípios básicos.

O primeiro é corrigir o valor de cálcio,

caso a albumina sérica esteja diminuída,

e corrigir a depleção da volemia caso a

desidratação esteja presente.

O segundo é inibir a reabsorção

óssea, com uso de bifosfonatos

(induz a apoptose dos osteoclastos)

ou de denosumab (anticorpo

monoclonal que inibe os

osteoclastos em diferentes etapas

do seu desenvolvimento).

O terceiro é estabelecer o tratamento

efetivo para combater o câncer que

está levando à hipercalcemia.

Autor:

Brunno Câmara

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de

Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área de concentração: virologia). Criador e

administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

Contato: @biomedicinapadrao

Confira a referência bibliográfica em:

www.newslab.com.br/referencias-newslab172

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

93


MINUTO LABORATÓRIO

AUDITORIA INTERNA:

DO AUDITOR AO AUDITADO - O QUE ESPERAR?

Por Fábia Bezerra

O Termo auditor tem origem latina

(aquele que ouve) e seu surgimento é

mais antigo do que se imagina.

Há relatos de que povos antigos, em

meados de 1314 na Inglaterra, já

exerciam atividades parecidas.

Foi durante a revolução industrial que

a função do auditor, que até então se

restringia a identificar erros, passou a

ser vista como uma forma muito útil

de mostrar, através de um relatório

fiel, sobre dados financeiros. Tornandose

uma ferramenta extremamente

importante de controle e essencial após

a instalação do sistema capitalista.

Aqui no Brasil, foi reconhecida no final da

década de 60 e fortalecida em meados de

1973 pelo Banco Central do Brasil e de lá

para cá, cresceu e se expandiu para todas

as áreas e seguimentos profissionais.

Aprendi ao longo da minha carreira

que devemos trabalhar todos os dias

como se fossemos ser auditados

no dia seguinte, ou seja, uma

auditoria nada mais é que uma

foto do nosso momento, portanto,

cumprir os protocolos (que nós

mesmos definimos nos documentos

corporativos) é no mínimo uma

obrigação natural, assim como usar o

crachá para entrar na empresa.

Já me perguntaram algumas vezes:

“Mas uma Auditoria interna não

‘maquia‘ resultados a fim de defender

os interesses da empresa?”

Minha resposta sempre será a

mesma: Não!

Auditores são escolhidos por uma Alta

gestão séria, justamente para serem

os olhos do Dono.

Portanto, nunca façam nada “para

auditor ver”, nosso olhar já está

treinado e qualquer sinal de processo

inadequado, provavelmente iremos

identificar. Não enganem e não se

enganem, esse monitoramento

é vital para a melhoria de nossos

processos. Não tem caráter punitivo

e sim, educativo.

Além das Auditorias Externas que as

empresas podem contratar e obterem

selos dos mais variados (ONA, PALC,

CAP, ISO, JCI e etc.), estão em alta

também os chamados ‘Selos Internos’

– que são Acreditações definidas

pela Alta Gestão e Qualidade, onde

profissionais escolhidos a dedo,

são capacitados para auditarem a

empresa, em todas as suas áreas e

processos.

E como formar uma Equipe de

Auditoria Interna?

Cada Empresa define seus critérios,

que podem ir desde a assiduidade

no trabalho, excluindo os que

possuem atrasos, atestados e

afastamentos; a escolhas por

formação, prova ou convite direto.

O importante é que o Auditor que

será escolhido como Líder do grupo

tenha pelo menos formação de

alguma Acreditadora que atenda

aos interesses do laboratório, como

as que citei no início do texto, e que

este seja capaz de multiplicar as

Normas para o time de forma que

consigam se desenvolver e aplicar

nas auditorias internas.

Passando esta fase, é hora de

definir um escopo, como e com

que periodicidade irá auditar sua

equipe. Sugiro seguir as Normas da

94 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


MINUTO LABORATÓRIO

Acreditadora que deseja possuir no

futuro. Em seguida, elaborar um

checklist com os itens das Normas

ou criar um próprio que represente os

pilares das Instituição na qual trabalha.

Segue modelo:

Após, faça um calendário para as

Auditorias Internas durante o ano -

em minha opinião pessoal, devem ser

pelo menos semestrais.

A cada Auditoria, faça um relatório

com base no checklist e apresente os

resultados para a Gestão e esta deve

multiplicar às equipes, bem como

definir planos de ações para cada não

conformidade que por ventura for

apontada e discutir as oportunidades

de melhoria.

Na Auditoria seguinte, analise os

resultados e planos efetuados.

Ao final do ciclo de Auditorias, as

áreas recebem (ou não) seus selos

de Qualidade Interna. Estes dados

viram indicadores que devem ser

apresentados para a Diretoria.

Por fim, nosso trabalho como

Auditor, além de descrever as não

conformidades e oportunidades de

melhorias, é sobretudo, no final do

relatório, persuadir os leitores à Ação.

Portanto: seja sucinto, transmita

o conteúdo do seu relatório de

maneira simples, destaque sempre

os pontos fortes das áreas que

avaliou, não negligencie o básico,

escolha bem as palavras se quiser

obter adesão ao que foi apontado

e seja sempre cordial, na qualidade

de Auditor ou Auditado.

Autora:

Fábia Bezerra

Biomédica / Auditora Interna PALC / Gerente Nacional da Qualidade na Hapvida Diagnósticos

Confira a referência bibliográfica em:

www.newslab.com.br/referencias-newslab172

96 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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CIÊNCIA, PESQUISA E

DESENVOLVIMENTO

CIÊNCIA, PESQUISA E DESENVOLVIMENTO

PARA A CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO MELHOR

Por Carla Freitas

Resiliência – essa é uma capacidade

que pessoas que trabalham com

ciência devem ter e sem a qual não

seria possível exercer a profissão.

Hoje, como líder da área de

Pesquisa e Desenvolvimento no

Brasil da maior empresa global

de saúde animal, digo que passei

por situações ao longo da carreira

que me fizeram acreditar ser essa a

maior característica de alguém que

escolhe a ciência como caminho.

A ela, agrego outras – compromisso

de impactar de maneira positiva a vida

das pessoas, motivação para adquirir e

compartilhar novos conhecimentos,

capacidade de ordenar pensamentos

e de seguir processos, além da

motivação para enfrentar desafios

constantes e inerentes à natureza de

cada novo projeto.

Eu me apaixonei pelas ciências

da vida e, mais especificamente,

pela biologia desde muito cedo.

Costumo dizer que nasci bióloga

e, embora possa parecer clichê,

posso afirmar que o amor pelo

que faço me motiva a exercer

cada dia mais e melhor a

minha profissão. Tenho ainda a

satisfação de trabalhar com uma

equipe extremamente talentosa

que não mede desafios para

produzir ciência de excelência,

em prol da saúde animal.

Nesses dois anos de pandemia,

nunca se falou tanto a respeito

de ciência, de seu valor e da

importância de investimento na

área. Os olhos e todos os esforços

no mundo inteiro ficaram

voltados ao desenvolvimento de

tecnologias e ferramentas que

pudessem conter o avanço de um

inimigo totalmente desconhecido

e invisível aos olhos humanos, e

a figura do pesquisador ganhou

notoriedade, em seu papel

em apresentar soluções para

necessidades reais em caráter de

urgência – em favor da saúde e

da vida. A ciência, que parecia

algo tão distante da realidade

das pessoas, tomou conta das

rodas de conversa, dos noticiários

e trouxe à tona oportunidades e

grandes desafios.

Pesquisadoras brasileiras tiveram

destaque no combate ao SARS-

CoV-2, causador da covid-19, e

na divulgação de informações

a respeito do assunto, como

a biomédica Jaqueline Goes

de Jesus, coordenadora do

time de especialistas que fez

o sequenciamento genômico

do primeiro caso de covid-19

98 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


detectado no País em apenas

48 horas, ou a imunologista

Daniela Santoro, que está entre

os 30 cientistas brasileiros que

trabalham para criar um spray

nasal que promete reforçar a

imunidade contra a covid-19.

Quem acompanhou as notícias

pela TV dificilmente desconhece

a microbiologista Natalia

Pasternak, que esteve na linha

de frente contra a desinformação

não expositivo, presente no

imaginário comum, caiu por

terra no momento da pandemia.

A troca de experiências e

resultados nas estratégias de

prevenção, combate e gestão

de controle do vírus se deu em

ordem global e em sinergia com

muitas outras áreas e instâncias

pública e privada. Em meio

a um cenário catastrófico e

pandêmico, ficou evidente que

Entendo que quem opta

por trabalhar com pesquisa

e desenvolvimento está

construindo o futuro e que todos

deveriam se sentir à vontade

para sugerir e trazer soluções

às necessidades humanas e às

dos demais seres vivos. Como

alguém que já trilha essa

jornada há um tempo, eu me

vejo obrigada a fortalecer e

a estimular quem demonstra

CIÊNCIA, PESQUISA E

DESENVOLVIMENTO

sobre o vírus. Isso apenas para

esforços conjuntos e integrados

a vontade de caminhar junto,

citar algumas, mas muitas outras

entre governos, instituições de

como num processo ativo e

se sobressaíram nesse período.

pesquisa, empresas e entidades

contínuo para ampliar conexões

internacionais foram cruciais

e maximizar o impacto da

Destaco também que a ideia de

para a disponibilização e a

ciência na vida das pessoas. A

que o pesquisador ou de que

viabilização, em tempo recorde,

carreira científica nos abre as

quem trabalha com pesquisa e

de ferramentas de combate ao

portas de um universo vasto e

desenvolvimento tem, em geral,

SARS-CoV-2 destinadas à saúde

repleto de desafios, descobertas

o perfil mais introspectivo e

humana e à animal.

e conhecimento.

Autora:

Carla Freitas

Bióloga e Líder de Pesquisa e Desenvolvimento da Zoetis no Brasil.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

99


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

DIAGNOSTICAR ALZHEIMER:

QUANTO MAIS CEDO – E COM MAIS PRECISÃO –, MELHOR

Tecnologias de imagem, como PET, e em exames de sangue, avançam a cada dia – e precisam chegar à saúde pública

Por Giovanni G. Cerri

Informação é o recurso mais

estratégico de que se pode

dispor. Essa afirmação pode soar

um tanto redundante, já que

vivemos justamente no que se

convencionou chamar de “Era da

Informação”. Mas exatamente por

isso é oportuno que, de tempos

em tempos, isso seja lembrado,

principalmente no campo da saúde.

E neste, o eixo central é dispor da

informação o mais cedo possível –

o que leva a cada vez mais, avanços

tecnológicos para se chegar ao

diagnóstico precoce.

Um exemplo de grande desafio a

obtenção do diagnóstico precoce,

e do papel relevante do avanço

da tecnologia nisso, é o mal de

Alzheimer – doença que, no Brasil,

atinge ou pode vir a atingir mais de

1,2 milhão de pessoas, de acordo

com dados do Ministério da Saúde.

O Alzheimer é uma doença de

difícil diagnóstico, para o qual não

existe fórmula simples, e é aí que

o avanço científico e tecnológico

mostra sua importância. Em maio,

um estudo de pesquisadores da

Universidade da Califórnia detectou

com um exame de sangue a enzima

PHGDH – que, se encontrada em

níveis elevados, sinaliza um risco

elevado para Alzheimer.

O Brasil apresentou um avanço

importante na detecção precoce de

Alzheimer em 2019, com o método

desenvolvido por pesquisadores da

Unicamp (Universidade Estadual de

Campinas): a análise da morfologia

(do formato) do cérebro, com o

uso de imagens 3D geradas por

ressonância magnética, permite

apontar se a doença de Alzheimer já

está em curso ou se há indicações

de que possa vir a se desenvolver.

Isso leva mais rapidez e precisão

ao diagnóstico – e em se tratando

de Alzheimer, saber o quanto

antes é fundamental.

O uso de exames de imagem, como

o PET (tomografia por emissão de

pósitrons, na sigla em inglês), é

outra ferramenta de grande valor

na medicina diagnóstica. Segundo a

plataforma especializada Medscape,

essa ferramenta fez com que mais de

60% dos médicos que a usaram para

detectar placas amiloides no cérebro

dos pacientes mudaram o tratamento

(tais placas são sinal fundamental da

doença de Alzheimer).

A expectativa, diz o Medscape, era de

que isso seria o caso em apenas 30%

dos tratamentos. Isso acontece porque

o uso de PET torna os resultados muito

mais precisos. Um dos médicos ouvidos

pela plataforma ressalta que, antes do

exame, mais de 70% dos pacientes que

o realizaram tinham um diagnóstico

de Alzheimer como o mais provável.

Mais uma vez, o conhecimento

precoce das condições dos pacientes

permitiu adotar estratégias mais

eficazes e mais precisas.

100 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Eficiência e rapidez são possíveis

O emprego das tecnologias

de Radiologia do Hospital das

porque, como pilar das novas

tecnologias aplicadas à saúde

está a IA (inteligência artificial). O

aprendizado de máquina está na

ponta dos avanços da tecnologia

de ponta em diagnósticos é a

aplicabilidade nos serviços públicos

de saúde. Trata-se de um desafio

nada trivial, uma vez que os custos

envolvidos são consideráveis, mas

também de preparo técnico e

Clínicas) tenha viabilizado a

realização de PET em pacientes

do SUS (Sistema Único de Saúde),

esse tipo de exame não é oferecido

na rede pública.

da informação, e já é possível, por

investimentos em infraestrutura.

É preciso fazer com que todos os

exemplo, avaliar pacientes com

suspeita de Alzheimer através da

fala – não só por meio de fatores

como a velocidade da fala do

paciente, mas mesmo através

Em 2020, o American College

of Radiology e a Alzheimer's

Association lançaram nos EUA

um programa de uso de PET para

tratar pacientes com distúrbios de

memória – e a iniciativa teve foco

brasileiros tenham acesso ao que há

em mais moderno em diagnóstico

– e não só quanto à doença de

Alzheimer, mas de qualquer outra

condição de saúde, como diabetes,

câncer, cardiopatias, para citar apenas

do conteúdo de conversas com

em participantes afro-americanos

algumas –, até porque o investimento

pessoas em conversas telefônicas.

Essa avaliação cognitiva foi feita em

2020 no Japão, com um software

de IA, num intervalo de dois meses

de ligações para pessoas a partir de

e latinos beneficiários dos sistemas

Medicare e Medicaid (que são

os planos de saúde públicos dos

EUA). Os custos envolvidos seriam

reembolsados pelos dois sistemas.

No Brasil, embora o projeto

na prevenção tem potencial de poupar

gastos com tratamento. No campo da

saúde, a tecnologia avança para que a

prevenção se torne a linha mestra no

atendimento às pessoas. Afinal, como

há muito a sabedoria popular já sabe:

65 anos de idade.

Cíclotron, do InRad (Instituto

é melhor prevenir do que remediar.

Autor:

Giovanni Guido Cerri

Médico, é presidente do Conselho do Instituto de Radiologia e presidente do Conselho de Inovação (InovaHC) do Hospital

das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Foi diretor da FMUSP, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São

Paulo (Icesp) e secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

102 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Analisador hematológico com

diferencial em 3 partes e VHS

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CITOMETRIA DE FLUXO

O QUE É CITOMETRIA DE FLUXO ESPECTRAL?

Por Helena Varela de Araújo, Margareth Fernandes, Rafaele Loureiro Azevedo e Bruna Garcia Nogueira

Desde o início da citometria de

fluxo, décadas atrás, os avanços

tecnológicos têm concentrado-se

predominantemente em refinar

e simplificar o uso de esquemas

ópticos existentes. Embora úteis

para a comunidade científica, os

citômetros convencionais apresentam

certa dificuldade de aumentar a

dimensionalidade dos dados para

cada amostra.

Os citômetros de fluxo convencionais

utilizam filtros de passagem de banda

e detectores de luz para capturar o

pico de emissão de fluorescência,

tendo um único detector e filtro

dedicados para cada fluorocromo,

necessitando da compensação

para eliminar a sobreposição de

fluorocromos vizinhos.

A citometria fluxo espectral,

por sua vez, demonstrada pela

primeira vez pelo Dr. Paul Robinson

na Universidade de Purdue em

2004 (Robinson, 2004), captura

o espectro de emissão de

fluorescência em toda a faixa de

comprimento de onda de luz visível.

Figura1. Diagrama de citometria de fluxo espectral completo: A luz emitida pela amostra é coletada e passada por múltiplos arranjos ópticos,

uma metodologia chamada Divisão Seletiva de Múltiplos Comprimentos de Onda (CWDM) presente nos citômetros Cytek® Aurora e Northern

Lights. Cada laser possui uma matriz de detectores e cada matriz tem conjunto de detectores, (CWDM) montados em vários arranjos

e fotodiodos de avalanche (APDs). A Citometria de Fluxo de espectro total captura todo o espectro de emissão de cada molécula fluorescente

em uma faixa definida de comprimentos de onda, usando detectores de luz altamente sensíveis. Cada fluorocromo possui uma assinatura

espectral única que o identifica e permite a caracterização de alto rendimento de mais de 40 parâmetros em um único nível de célula de uma

amostra. Os Citômetros de Fluxo da Cytek® Aurora e Northen lights podem ser equipados com 3 a 5 lasers (até 67 parâmetros) e 1 a 3 lasers

(43 parâmetros), respectivamente.

O primeiro citômetro de fluxo

espectral foi lançado pela Sony

Biotechnology em 2012, utilizando

prismas com detectores PMT para

coletar e amplificar luz além da

capacidade dos citômetros de fluxo

convencionais.

Em 2017, a Cytek Biosciences

apresentou o Citômetro de Fluxo de

Espectro Total (Full Spectrum Flow

Cytometry – FSFC) Cytek® Aurora

com várias melhorias no sistema

de fluidos e óptica de excitação

e emissão. A singularidade da

tecnologia de citometria de fluxo

de espectro total dos equipamentos

da Cytek está no design óptico

onde, utiliza detectores de

semicondutores aprimorados e

na análise computacional para

medição espectral completa de

vários fluorocromos que emitem

sinais luminosos com comprimento

de onda na faixa de 360-830 nm.

Cada laser possui uma matriz

de detectores e cada matriz tem

conjunto de detectores, tecnologia

chamada de Divisores Seletivos

de Vários Comprimentos de Onda

(CWDM), montados em diversos

arranjos e fotodiodos de avalanche

(APDs) para coletar luz e convertê-la

em sinais elétricos. Fig1

104 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Os APDs têm baixo ruído eletrônico e

alta eficiência quântica, especialmente

em comprimentos de onda mais altos

com um alcance dinâmico adequado

para muitas aplicações de fluxo. Isso

se traduz em seus sinais negativos

sendo baixos e apertados e seus sinais

positivos sendo mais brilhantes.

Nos citômetros de fluxo de espectro

total, cada fluorocromo possui uma

assinatura espectral única que o

identifica. Assim, mesmo fluorocromos

altamente sobrepostos podem ser

usados no mesmo painel, o que

aumenta a flexibilidade no desenho de

painéis multicoloridos complexos para

análise imunofenotípica por citometria

de fluxo. Fig.1

Por fim, podemos citar os benefícios da

citometria de fluxo de espectro total:

• Maior flexibilidade na escolha dos

fluorocromos para montar painéis

multicoloridos.

• Captura da autofluorescência

de qualquer amostra altamente

fluorescente, e remoção dessa

autofluorescência dos dados, permitindo

melhor visualização das células de

interesse e análise dos resultados.

• O citômetro de fluxo espectral requer

menos lasers para a análise de mais cores.

• É ideal para caracterização de

populações de baixa frequência e

amostras com baixo número de

células, analisando milhões de células

em menos tempo.

Dessa maneira, a citometria de espectro

completo possibilita maior rendimento

na análise multiparamétrica, em um

único tudo, de até 40 parâmetros para

a caracterização de células isoladas em

suspensão. Esta tecnologia combina

alta sensibilidade, capacitando novas

aplicações com maior flexibilidade

para a escolha de marcadores e melhor

resolução. Como mais marcadores

podem ser avaliados simultaneamente,

a citometria espectral auxilia

a solucionar os problemas de

amostragem limitada, aumentando a

quantidade das informações e trazendo

maior resolução para as análises.

CITOMETRIA DE FLUXO

Confira a referência bibliográfica em:

www.newslab.com.br/referencias-newslab172

Autoras:

Helena Varela de Araújo

Biomédica graduada pela UFRN e pela University of Kent.

Especialista em hematologia e citometria de fluxo pelo

Hospital Albert Einstein. Tem MBA em Gestão de Saúde e

diploma em Comunicação e Marketing. Assistente técnica

do laboratório de citometria de fluxo do Whitehead

Institute, MIT. Fundadora, administradora, criadora de

conteúdo e professora do @HemoFlow.

Rafaele Loureiro de Azevedo

Bióloga graduada pela Universidade Estácio de Sá,

CRBio/RJ 121828/02-D. Especialista em hematologia

pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em

Imunobiológicos por BioManguinhos/Fundação Oswaldo

Cruz. Atualmente é analista de inovação e operações

farmacêuticas da Fiocruz/RJ. Tem experiência em

Controle de Qualidade, Citometria de Fluxo e expressão de

anticorpos monoclonais in vitro. É criadora de conteúdo e

professora do @HemoFlow.

Bruna Garcia Nogueira

Farmacêutica graduada pela UnB, CRF/SP 95286.

Especialista em Hematologia pelo Hospital Albert

Einstein, com aperfeiçoamento em Citometria de

Fluxo pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Analista

especializada em citometria de fluxo no Hospital

Albert Einstein. Criadora de conteúdo e professora

do @HemoFlow

Margareth Fernandes, PhD

Gerente de Produtos da DBR Biotech. Graduada em

Biomedicina pela UMC, mestre em Parasitologia pelo

ICB -USP e doutora em Hematologia pela Faculdade

de Medicina da USP.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

105


COLETA DE SANGUE

NÃO CONFORMIDADES NA

COLETA DE SANGUE

*Continuação da Serie Publicada na Newslab Edição 171

Por: Suzimara Tertuliano e Luciane Sarahyba

21 - Sequência incorreta da ordem de

coleta dos tubos de acordo com CLSI para

resultados de exames fidedignos

A sequência de tubos deve ser respeitada

durante a coleta de exames laboratoriais, pois

cada tubo contém, em seu interior, aditivo/

anticoagulante específico para determinado

analito. A agulha para coleta de sangue tem

duas pontas, sendo uma inserida no paciente

e a outra distal que é recoberta por uma

borracha protetora que perfura a tampa do

tubo permitindo coletas múltiplas em punção

única. Caso ocorra a inversão da ordem de

coleta pode ocorrer a transferência do aditivo ou

anticoagulante para o tubo subsequente através

da ponta da agulha distal podendo interferir nos

resultados dos exames laboratoriais.

CLSI GP41 ED7:2017 Collection of Diagnostic Venous Blood Specimens by Venipuncture. 7 th Edition

22 - Não seguir as limitações da seleção do local ao coletar

amostra de sangue venoso

23 - Posição incorreta para coleta de sangue

Os braços das cadeiras devem ser ajustáveis

para proporcionar o posicionamento do braço

e antebraço adequado à punção venosa para

cada paciente, oferecendo conforto e segurança.

Recomenda-se que a posição do descanso de braço

seja levemente inclinada para baixo e estendida,

formando uma linha direta do ombro para o pulso

do cliente/paciente. O braço deve estar apoiado

firmemente pelo descanso e o cotovelo não deve

estar dobrado. Importante ter uma leve curvatura

para evitar a hiperextensão do braço. Esta posição

é importantíssima para o êxito da punção venosa.

- item 6.2.1 CLSI GP41 ED7:2017

Fonte: adaptada de CLSI, 2018. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial(SBPC/ML) : boas práticas em

laboratório clínico Pag. 200

106 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


24 - Desconhecer a técnica de punção venosa

É a punção de uma veia com a finalidade de obter

amostra de sangue para análise laboratorial ou

infundir fluidos, sangue e medicamentos.

Para reduzir o risco de efeitos adversos aos

pacientes, é necessário que os profissionais de

saúde que realizam a punção venosa tenham

conhecimento da anatomia, domínio da

técnica para examinar cuidadosamente o local

da punção e a escolha do calibre da agulha de

acordo com as condições clínicas do paciente, e

que sejam treinados e qualificados.

25 - Não seguir o passo a passo ANTES da

coleta de sangue (punção venosa)

• Ser realizada por um profissional com

conhecimento da anatomia para examinar

cuidadosamente o local da punção

• Organizar o ambiente para o atendimento,

mantendo-o limpo para receber o paciente

• Recomendar a apresentação do profissional da

saúde ao paciente;

• Solicitar ao paciente documento com foto que

comprove a sua identificação;

• Ter um dispositivo de segurança nas agulhas e

os escalpes para coleta de sangue definidos pela

NR 32/2005 e portaria Nº 1748 de agosto de

2011, Ministério do Trabalho e Emprego;

• Abrir os insumos na frente do paciente e/ou

acompanhante;

• Higienizar as mãos com água e sabão ou

fricção de álcool a 70 % de acordo com as

recomendações da Anvisa, seguindo os 5

momentos citados acima.

COLETA DE SANGUE

Boas práticas em flebotomia protegem tanto os

profissionais de saúde como os pacientes.

• Informar como será o procedimento e

certifique-se de que o paciente compreendeu,

Sistema fechado

• Técnica recomendada pela CLSI GP41

ED7:2017 Collection of Diagnostic Venous Blood

Specimens by Venipuncture. 7 th Edition;

• Possibilidade de coleta múltiplas;

• Facilidade no manuseio dos tubos;

• Padronização de volume e aditivos;

• Garantia da qualidade da amostra e do

resultado final;

• Ausência de manipulação de amostra;

• Descarte seguro.

tranquilize-o em caso de ansiedade e pergunte

o que o deixaria mais à vontade durante este

procedimento;

• Obter consentimento verbal para realizar o

procedimento;

• Informar referente ao recebimento do laudo e

tempo em que os exames estarão prontos

• Conferir os exames solicitados com as etiquetas

emitidas pelo código de barras na frente do

• Calçar as luvas de procedimento;

As luvas são eficazes para prevenir a

contaminação das mãos dos profissionais de

saúde e para ajudar a reduzir a transmissão de

agentes patogênicos;

O uso de luvas não substitui a necessidade de

higienização das mãos;

Utilizar técnica correta de calçamento e remoção.

Sistema Aberto

paciente e acompanhante e apresentar para

conferência dos dados informados;

Vantagem

• Facilidade no manuseio da seringa pelo

profissional de saúde;

• Coleta arterial;

• Coleta com maior facilidade pediátrica e geriátrica.

• Verificar a condição de jejum, restrições

alimentares, hipersensibilidade ao látex ou ao

antisséptico, fobias ou se alguma vez desmaiou

durante injeções ou coletas de sangue anteriores;

Desvantagem

• Manipulação do Material biológico;

• Risco de contaminação durante transferência

/ descarte;

• Maior possibilidade de formação de coagulação,

hemólise e fibrina na amostra;

• Maior Incidência de recoletas;

• Maior incidência de acidentes.

• Selecionar tubos, agulhas, escalpes e demais

insumos para a coleta de sangue, verificando

possíveis defeitos, prazo de validade, lote na

presença do paciente. Em caso de uso de escalpe

verificar se é isento de látex e de Ftalatos;

• Escolher o calibre da agulha de acordo com as

condições clínicas do paciente;

• Usar óculos de proteção;

Coloque sobre o rosto e os olhos e verifique o

ajuste.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

107


COLETA DE SANGUE

• Posicionar o braço do cliente/paciente de

maneira confortável e que permita a coleta com

segurança inclinando-o para baixo e estendido,

formando uma linha direta do ombro até o pulso

do paciente

Veias do Dorso da mão

Utilizadas quando as Veias do Membro Superior

não estão disponíveis ou são inacessíveis.

Indicadas: veias do arco dorsal do metacarpo

26 - Garroteamento prolongado

O garrote é um constritor e deve ser utilizado

para aumentar a pressão intravascular em

uma extremidade por um período limitado,

com tensão suficiente para tornar as veias

proeminentes sem interromper a circulação

e deve ser aplicado aproximadamente 7,5

centímetros ou 4 dedos acima do local de

punção respeitando o tempo de uso de até 1

minuto e deve ser retirado no momento em que

agulha é introduzida no acesso venoso.

• Selecionar o local para punção

Acessos venosos:

Veias do Membro Superior

Veias na parte inferior do punho não devem ser

utilizadas porque, assim como elas, os nervos

e tendões estão próximos à superfície da pele

nessa área.

Dorso dos pés

Recomenda-se que o torniquete ser

preferencialmente isento de látex.

Recomendamos que a coleta seja realizada

preferencialmente sem garroteamento,

especialmente em pacientes com as veias

visíveis, utilizando este somente quando

necessário

O tempo excessivo de garroteamento pode causar

hemólise e hemoconcentração, interferindo

diretamente no resultado de alguns exames.

O local da punção mais indicado é a fossa ante

cubital

A fossa antecubital apresenta dois formatos

anatômicos mais comuns:

O formato em H apresenta as veias: cefálicas,

cubital mediana e basílica.

O formato em M exibe as veias: cefálica, cefálica

mediana, basílica mediana e basílica.

Embora qualquer veia do membro superior

apresente condições de ser puncionada, as veias

cubital mediana (formato em H) e mediana

(formato em M) são as preferenciais para a

coleta de sangue venoso.

Locais alternativos, tais como tornozelos

ou extremidades inferiores, não devem ser

utilizados sem a permissão do médico, devido

ao potencial significativo de complicações

médicas, por exemplo: flebites, tromboses ou

necrose tissular.

As veias de membros inferiores não devem ser

utilizadas a menos que seja absolutamente

necessário, em virtude do risco de embolias e

tromboflebites.

Atenção:

Se o paciente relatar a sensação de

choque elétrico, o procedimento deve ser

interrompido imediatamente. No caso de

formação de hematomas, a coleta também

deve ser interrompida e o local da punção

deve ser pressionado vigorosamente por pelo

menos 5 minutos.

Segundo o documento GP41-CLSI recomendase

o torniquete de uso único para evitar a

propagação de infecções.

De acordo com Item 2.9.3.1 CLSI GP41

ED7:2017 Collection of Diagnostic Venous Blood

Specimens by Venipuncture. 7 th Edition devido à

prevalência de Staphylococcus aureus resistente

à meticilina e outros patógenos em torniquetes

usados anteriormente, os torniquetes de

uso únicos são recomendados para evitar a

propagação de infecções adquiridas nos serviços

de saúde e, como alternativa, os pacientes

internados podem receber um torniquete na

admissão para ser utilizado exclusivamente em

seus procedimentos de acesso venoso. A política

e os procedimentos de controle de infecção da

Instituição devem ser seguidos.

108 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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COLETA DE SANGUE

Há no mercado um dispositivo, que pode auxiliar

na coleta, facilitando a visualização de veias,

podendo eliminar os efeitos da aplicação do

torniquete.

• Aguardar a evaporação total do álcool antes

de perfurar a pele, pois o paciente pode sentir

sensação de ardência e a presença de álcool

pode causar hemólise levando a alteração em

• Evitar a retirada precoce do tubo, aguardando

até que o tubo de coleta esteja preenchido

e seu volume indicado seja atingido. Manter

a proporção ideal entre sangue e aditivo. O

alguns analitos comprometendo os resultados.

não preenchimento dos tubos com o volume

• Não abanar e nem soprar o local de punção

de sangue indicado pode causar diluição,

• Abrir o lacre da agulha ou escalpe de coleta

coagulação e fibrina na amostra;

múltipla de sangue em frente ao paciente;

• Realizar homogeneização por inversão

27 - Movimento de abrir e fechar a mão

A contração do músculo do antebraço, movimento

de abrir e fechar mão, associada ao torniquete,

potencializa a elevação do potássio sérico.

• Retirar a proteção que recobre a agulha de

coleta na frente do paciente;

• Estender a pele do cliente/paciente auxilia

manter o vaso sanguíneo bem fixado

durante a troca dos tubos, conforme as

instruções do fabricante do tubo, para evitar

microcoágulo e hemólise

beneficiando a punção.

• “Não bater na veia com 2 dedos”

• Manter o bisel da agulha voltado para cima

• Realizar a punção com o ângulo de no

máximo 30°. Utilizar o calibre da agulha ou

escalpe adequado

Este procedimento que é comum na sala de

coleta, quando o paciente é incorretamente

orientado a “abrir e fechar a mão”, não deve ser

realizado.

28 - Não seguir o passo a passo DURANTE

a coleta de sangue (punção venosa)

Após selecionar o local da punção

• Fazer antissepsia do local a ser puncionado

com gases umedecidas com álcool etílico a

70% em movimentos circulares do centro

para a periferia. Não tocar mais o local. Um

paciente sem antissepsia correta pode receber

contaminação externa;

• Interromper o procedimento imediatamente

caso o paciente relatar a sensação de choque

elétrico. No caso de formação de hematomas, a

coleta também deve ser interrompida e o local

da punção deve ser pressionado por pelo menos

5 minutos;

• Inserir o primeiro tubo completamente.

• Retirar o torniquete, quando o sangue começar

a fluir dentro do primeiro tubo, continuar a coleta

• Retirar a agulha após a coleta do último

tubo e acionar o dispositivo de segurança

imediatamente. Com o auxílio da gaze,

comprimir o local da punção por um período

de até 2 minutos. Para pacientes em uso

de anticoagulante comprimir por até 10

minutos evitando a formação de hematomas e

sangramentos;

• Colocar curativo no local da punção e verificar a

integridade do local;

realizando a troca dos tubos sucessivamente,

seguindo a sequência da ordem para coleta

múltipla de diversos analitos por punção única

de acordo com a GP41-CLSI. A sequência

deve ser respeitada para não ocasionar a

contaminação cruzada por aditivo no tubo

subsequente e consequentemente acarretar em

variações nos resultados.

110 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


• Orientar que o paciente mantenha a

compressão local sem dobrar o braço;

• Descartar a agulha imediatamente após sua

remoção do braço do paciente, em recipiente

30 - Transferência Inadequada da Amostra

• Não puncionar o tubo

Penetração parcial na veia

Extravasamento de sangue

COLETA DE SANGUE

para materiais perfuro cortantes;

• Recomenda-se identificar os tubos após a

coleta com etiquetas de código de barras na

frente do paciente,

• Retirar e descartar as luvas.

• Anotar a identificação do profissional que

realizou o procedimento, data e hora de coleta

e colocar na posição vertical;

• Realizar anotação do procedimento no

formulário da Instituição ou prontuário

conforme protocolo definido;

• Recomendamos informar qual o membro que

realizou a punção, a quantidade de punções

e se teve alguma intercorrência durante o

procedimento;

• Liberar o paciente, fornecendo o protocolo de

atendimento e orientando para não dobrar o

braço;

• Realizar a higienização das mãos.

• Não transferir vários tubos de uma vez

31 - Intercorrências na punção

O bisel encostado na parede superior da veia,

interrompendo o fluxo sanguíneo

Colabamento venoso

A pressão do torniquete pode provocar

colabamento

Colabamento venoso, retirar ou afrouxar o

torniquete, para permitir o restabelecimento

da circulação. Em seguida, retroceder um

pouco a agulha, para permitir que o fluxo

sanguíneo desobstrua.

29 - Não seguir o passo a passo DEPOIS da

coleta de sangue (punção venosa)

Identificação dos tubos após a coleta e benefícios

nesse processo

• A identificação dos dados do paciente deve

ser realizada sobre a etiqueta do fabricante,

facilitando assim a visualização macroscópica de

preenchimento total do tubo e alterações como

lipemia e hemólise.

• Recomenda-se que o profissional registre sua

identificação, data e hora de coleta;

• Apresentar ao paciente e/ou acompanhante

a identificação dos tubos após a coleta para a

conferência de seus dados;

• Segurança na identificação do paciente e

amostras com dois momentos de conferência

antes e após da coleta de materiais biológicos

• Na ausência de vácuo no tubo, o mesmo é

descartado;

• Havendo ocorrência na punção venosa, sendo

necessário a repunção, efetua-se a troca do tubo,

agulha e/ ou escalpe, preserva-se a etiqueta do

paciente;

Parte posterior da agulha está encostada na

parede da veia.

Transfixação

Agulha ultrapassa a parede venosa inferior

32 - Contaminação por via de infusão

intravenosa

O sangue deve ser coletado do braço oposto

quando um fluido intravenoso está sendo

administrado no braço do paciente.

Não coletar sangue de um ponto de acesso

venoso periférico existente, porque esta prática

pode gerar hemólise, contaminação, presença

de líquido intravenoso e medicação. Esses fatores

podem comprometer os resultados dos exames.

As amostras de sangue obtidas de qualquer tipo

de Amostra de sangue de dispositivo de acesso

vascular (DAV) podem potencialmente estar

contaminadas com fluidos e / ou medicamentos,

o que produzirá resultados errôneos nos testes.

A retirada de um volume de descarte pode

ajudar a reduzir os problemas com amostras

contaminadas por fluidos ou medicamentos

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

111


COLETA DE SANGUE

Os profissionais devem ter concluído um

treinamento completo e documentado antes

de coletar sangue dos DAVs. Seguir a política e

protocolos da Instituição.

33 - Coleta pós Transfusão

É recomendável que o laboratório seja informado

quando o paciente recebeu a infusão e a data e

hora de coleta das amostras biológicas

A hemoglobina e/ou hematócrito deve (m)

ser mensurado (s) antes e 1 a 2 horas após a

transfusão.

34 - Coleta pós Contraste

Sempre que houver opção, o paciente deve ser

orientado a não realizar coletas para exames em

situações diferentes daquelas do dia a dia.

Coletas realizadas após contraste para exames de

imagem, como os de ressonância, apresentam

redução acentuada dos níveis de cálcio.

Meios de contraste são substâncias de natureza

química diversa, utilizados em muitos exames

de diagnóstico por imagem.

Para evitar interferência no resultado de exames

laboratoriais a recomendação é que a coleta de

sangue ocorra antes da realização do uso dos

meios de contraste dos exames de imagem.

Sugerimos que o paciente informe ao

laboratório que realizou exames de imagem

com administração de contraste, o Médico do

laboratório poderá avaliar cada caso em que

tenha ocorrido uso prévio de contraste, antes da

coleta dos exames.

35 - Amostras Hemolisadas

• Escolher o calibre da agulha adequado

às condições clínicas do paciente evitando

utilização de agulha de grosso calibre, que

permita a entrada do sangue com rapidez e

força contra a parede do tubo; e o uso de agulhas

finas, o que força a passagem do fluxo de sangue

na abertura estreita do lúmen da agulha;

• Aguardar a evaporação do álcool antes de

perfurar a pele;

• Aplicar o torniquete com a finalidade de

evidenciar a rede venosa e não interromper a

circulação por um curto período, recomenda-se

não mais que 1 minuto e ser aplicado 7,5 cm

acima do local da punção;

• Evitar realizar a coleta acima e abaixo de

infusão de fluidos ou de um dispositivo de

acesso vascular pois possível contaminação da

amostra com fluidos, hemólise;

• Recomendar não coletar em regiões com

hematoma ou equimose;

• Realizar a punção com o bisel da agulha

voltado para cima em ângulo de 30 graus, inserir

o primeiro tubo a vácuo; quando o sangue

começar a fluir dentro do tubo, desgarrotear;

e realizar a troca dos tubos sucessivamente,

seguindo a ordem de coleta;

• Realizar o preenchimento do tubo até que

o volume máximo indicado seja atingido

(proporção ideal entre sangue e aditivo);

• Realizar a homogeneização suavemente

(inversão) dos tubos contento anticoagulante e

o com aditivos imediatamente entre as trocas

dos tubos conforme as instruções do fabricante

do tubo, para evitar microcoágulo e hemólise;

• Recomendar a permanência dos tubos na

posição vertical após a coleta (retração do

coágulo);

• Homogeneizar os tubos após a coleta de

sangue, é recomendado aguardar a retração de

coágulo em casos de necessidade de obtenção

de soro, pois se a formação do coágulo ainda

estiver incompleta pode ocasionar à ruptura

celular (hemólise) e/ou formação de fibrina.

Seguir a recomendação do fabricante referente

ao tempo de espera da retração do coagulo após

a coleta para realizar a centrifugação realizando

a padronização;

• Monitorar a velocidade de centrifugação,

não usar o freio da centrífuga com o intuito de

interromper a centrifugação dos tubos;

• Recomendar que as amostras não devam

estar em contato direto com o gelo, pelo risco

de congelamento e de hemólise, quando o

analito a ser dosado necessitar da conservação

refrigeração;

• Armazenar corretamente a amostra de acordo

com o manual de Coleta do laboratório;

• Usar insumos de qualidade e de acordo com

as normas técnicas vigentes. A recomendação

do CLSI é pela utilização do sistema fechado,

composto por um dispositivo que permita a

aspiração do sangue diretamente da veia através

do vácuo e/ou aspiração, utilizando agulha

ou escalpe de duas pontas que se conectam

diretamente ao tubo de análise para onde o

sangue é drenado;

• Evitar a coleta de sangue com seringa, há

estudos que comprovam que a taxa de hemólise

é superior utilizando este produto, caso não seja

possível realizar alguns cuidados para diminuir o

risco de hemólise:

• Puxar o sangue delicadamente para dentro

da seringa, e transferir imediatamente ao tubo

com o cuidado para que o sangue deslize pela

parede do tubo com auxílio de um dispositivo

para transferência. Não aplicar pressão negativa

na seringa com o sangue já dentro da mesma;

• Evitar a transferência ativa causando hemólise

devido a força utilizada para o esvaziamento do

sangue dentro da seringa;

• Certificar que a agulha esteja adaptada à

seringa

• Evitar aspirar o sangue muito rápido para

dentro da seringa e transferir o sangue para o

tubo sem tirar a agulha da seringa

• Métodos de transporte: os sistemas de

transporte pneumático ou outras condições de

transporte que produzam turbulência e trauma

das hemácias dentro dos tubos também são

causas de hemólise. Estudos demonstram

que foram encontrados menos percentuais de

hemólise nas amostras transportadas por meios

convencionais versus as amostras transportadas

por tubos pneumáticos;

• Não realizar transporte inadequados de

amostra que sofrem com a exposição à

luz, temperaturas, tempo, carga mecânica,

armazenamento de sangue total durante vários

dias à temperatura ambiente. Procure seguir

sempre as legislações vigentes

112 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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COLETA DE SANGUE

36 - Amostras Coaguladas 39 - Coleta de amostra inadequada/

recipiente inadequado

Volume de amostra inadequado/insuficiente,

tubo inadequado para o parâmetro solicitado.

44 - Amostras Lipêmicas

Proporção inadequada sangue/anticoagulante

e/ou homogeneização incorreta

37 - Proporção inadequada entre

sangue e anticoagulante / Volume

inferior de sangue

Proporção inadequada sangue/ativador

de coágulo e/ou centrifugação precoce

causa fibrina e ao colocar a amostra em um

equipamento, este pode aspirar filetes de

fibrinas de amostra de soro ou gel em um tubo

de baixo volume, que as vezes são praticamente

imperceptíveis visualmente. É possível que haja

obstrução da agulha de aspiração da amostra

podendo comprometer o funcionamento dos

equipamentos.

38 - Coleta de amostra Insuficiente

Quando não é contemplada a quantidade

de tubos/recipientes de acordo com a

solicitação médica.

Ocorre no momento da triagem/ cadastro de

exames pelos recepcionistas e ausência de

conferência dos tubos e pedido medico onde

constam a relação de exames solicitados

pelos profissionais de saúde no momento

da coleta de sangue, levando ao retrabalho,

necessidade de recoleta com a convocação

do paciente, gastos excessivos, demora no

resultado, comprometendo o tratamento e

conduta clínica.

40 - Contaminação do tubo

Deve ser respeitada a Sequência da ordem de

coleta dos tubos de acordo com a CLSI evitando

a contaminação cruzada entre os aditivos no

tubo subsequente. Por exemplo, ao coletar o

tubo de ácido etilenodiamino tetra-acético

(EDTA) antes do tubo com ativador de coágulo,

pode-se causar elevação nos níveis de potássio.

41 - Troca de Tubo/amostras

Este item tem grande impacto e é um dos

objetos de processos judiciais, onde a entrega

de resultados de exames de pessoa distinta

ou resultado que não condiz com a patologia

clínica, acarretando em angustia e sofrimento

caracterizando danos morais. Para a averiguação

do ocorrido, há a necessidade de o paciente

submeter-se à nova coleta do exame.

A gestão da qualidade deve seguir políticas,

dando ênfase em treinamentos na correta

identificação do paciente e da amostra.

42 - Perda e extravio do tubos/ amostras

A atenção no cuidado com o cliente/paciente,

permanece depois que a punção é realizada,

cuidando para que não haja extravios ou descarte

do material coletado de forma equivocada. Para

minimizar este risco, é importante o controle

da rastreabilidade, monitoramento durante

o procedimento, treinamento da equipe

contemplando as fases pré-analítica, analítica

e pós analítica, evitando recoleta e processos

judiciais.

43 - Amostras solicitadas e não coletadas

-Tubo sem material

Gera grande insatisfação aos pacientes,

gerando recoleta, demora no resultado

consequentemente atraso no tratamento, custo,

reclamação do paciente.

Lipemia é a turbidez do soro ou plasma causada

pela elevação de lipoproteínas, O excesso de

lipídios ou gorduras na corrente sanguínea.

Esse fenômeno faz com que o plasma ou

soro apareça turvo ou leitoso, A ingestão de

alimentos gordurosos pode provocar lipemia de

moderada a intensa, como por exemplo, o jejum

recomendado para a coleta de hemograma de

4 horas. Esta recomendação se deve à lipemia

que a ingestão de alimentos gordurosos pode

provocar e interferir na contagem de leucócitos,

plaquetas, eritrócitos, e elevar muito a dosagem

de hemoglobina

Caso o serviço opte por liberar esses resultados,

a alteração lipêmica deve ser sinalizada no

laudo, para que o médico solicitante tome

conhecimento.

45 - Amostra fora da temperatura

recomendada

Transporte de amostras biológicas

inadequado

Seguindo a legislação vigente, cumprindo

as disposições de normas técnicas, além de

outros dispositivos legais: Agência Nacional

de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência

Nacional de Transportes Terrestres (ANTT),

Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente)

e Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O material biológico humano deve ser

114 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


acondicionado de modo a preservar a sua

integridade e a estabilidade, bem como a

segurança do pessoal envolvido durante o

processo de transporte, mantendo o registro e o

controle da temperatura.

A Resolução RDC Nº 504, de 27 de maio de 2021,

foi elaborada com a finalidade de estabelecer

padrões sanitários para o transporte de material

biológico de origem humana em suas diferentes

modalidades e formas, esta legislação dispõe

sobre boas práticas para garantir a segurança,

minimizar os riscos sanitários e preservar a

integridade do material transportado.

Esta Resolução se aplica a todo remetente,

transportador, destinatário e demais envolvidos

no processo de transporte de material biológico

humano, sem prejuízo do disposto em outras

normas vigentes específicas a cada material e

modo de transporte e revoga três RESOLUÇOES:

• RDC nº 66, de 21/12/2009;

• RDC nº 20, de 10/04/2014;

• RDC nº 30, de 23/05/ 2014;

Leia a integra :

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucaordc-n-504-de-27-de-maio-de-2021-323008631

46 - Rastreabilidade das amostras

biológicas

É a identificação, acompanhamento e

monitoramento da amostra e dos insumos

utilizados, em todas as fases do processo

laboratorial, entre eles: data e o horário de

chegada do paciente ao laboratório e emissão

de senha, data e o horário e o profissional que

realizou o cadastro e a coleta, o profissional que

realizou anotação em caso de intercorrência

clínica durante a coleta, o horário e o profissional

que realizou o transporte de amostra, o horário

e o profissional que recebeu a amostra na área

técnica, bem como todos os insumos utilizados

no procedimento.

A rastreabilidade auxilia no controle de

eventuais erros e garantia da segurança, eficácia

e qualidade das análises laboratoriais.

47 - Considerações Finais

Foram mencionadas nesta Série algumas ações

para evitar erros na coleta de sangue.

A importância de seguir as boas práticas da

qualidade, processos bem definidos para

identificação de falhas, estudo de causa raiz

e adoção de ações corretivas e preventivas

para garantir a confiabilidade de resultados,

evitando necessidade de recoleta e até um

diagnóstico errôneo com potencial impacto na

condução clínica, investigações desnecessárias,

tratamentos inadequados, diminuição de custos

e prevenção de processos jurídicos de pacientes.

O assunto apresenta um detalhamento tão tênue

e profundo que discorreríamos um tratado, o

que não é o objeto aqui. É fundamental ter como

foco a segurança do profissional e do paciente,

mitigação com mapeamento de riscos, definição

de sistemática, envolvimento de equipe

multidisciplinar, definição de indicadores, e

utilizar as não conformidades / incidentes como

fonte de história e melhoria continua.

FONTE: Suzimara & Sarahyba

Consultoria em Análises Clínicas, Implantação

e Validação de Testes Diagnósticos e

Processos, Qualidade e Acreditação, Gestão

de Risco, Gestão Ambiental e Segurança

Ocupacional, Soluções de Tecnologia,

Treinamento e Educação Continuada. Desde

2012 a S&S contribui gerando valores em

saúde através de suas atividades.

COLETA DE SANGUE

Confira a referência bibliográfica em:

www.newslab.com.br/referencias-newslab172

Autoras:

Suzimara Aparecida Vicente Tertuliano de Oliveira

Enfermeira. Habilitação Médico-Cirúrgico e Licenciatura pela UNIARARAS. Sócia

fundadora da Empresa Suzimara & Sarahyba Consultoria e Treinamento Ltda. Consultora

para projetos em Patologia Clínica, Gestão Laboratorial e Gestão da Qualidade. Atuou

como Gestora e Coordenadora de Enfermagem da Divisão de Laboratório Central do

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (DLC-

HCFMUSP) e do Laboratório do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). Co-

Fundadora da coleta ambulatorial no Laboratório do Insituto do Cancer do Estado de São

Paulo (ICESP). Auditora Interna em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001: 2015,

ISO 14001: 2015, OHSAS 18001:2007, Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/

Medicina Laboratorial (PALC-SBPC/ML) e Programa de Acreditação do College of American Pathologists (CAP).

Luciane de Carvalho Sarahyba da Silva

Biomédica. Graduada pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Sócia Fundadora da

Empresa Suzimara & Sarahyba Consultoria e Treinamento Ltda. Co-fundadora da Seção de

Biologia Molecular da Divisão de Laboratório Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de

Medicina da Universidade de São Paulo (DLC-HCFMUSP). Especialista em gestão e coordenação

em processos de biologia molecular e administração laboratorial. MBA em Gestão em Saúde

pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Pós-graduação lato senso em Patologia Clínica pela

Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduação lato senso em Administração Hospitalar pela

EAESP-FGV. Membro do Comitê da Qualidade da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Auditora pelo

Programa de Acreditação do Colégio Americano de Patologistas (CAP) em Biologia Molecular, auditora nos Sistemas de Gestão da Qualidade:

Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (PALC-SBPC/ML), ISO

9001:2015, ISO 14001:2015, OHSAS 18001:2007.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

115


LABNEWS

A IMPORTÂNCIA DA VITAMINA D

E SUA DOSAGEM

Por Andreza Patricia Marinho de Souza Martins

Quando pensamos em vitamina D,

na maioria das vezes a associamos

à saúde óssea, não é mesmo? Claro

que uma das suas funções realmente

é melhorar a mineralização dos

ossos, assim como diminuir o risco

de osteoporose através da regulação

da produção do paratormônio.

Mas neste texto, vou mostrar

para vocês um outro universo

relacionado à vitamina D.

De onde vem a vitamina D?

Uma das formas de termos essa

biomolécula disponível no corpo

humano é através da dieta, que

corresponde a cerca de 10% a 20%

do total no nosso organismo. A maior

fonte dietética vem da vitamina

D3 de origem animal, também

chamada de colecalciferol, estando

presente principalmente em peixes

gordurosos, como salmão e o atum,

na gema do ovo, fígado, leite e em

alguns queijos. De origem vegetal

temos a vitamina D2 - ergosterol -

encontrada em grande quantidade

nos cogumelos. Os outros 80% a

90%, diga-se, a maior parte da

vitamina D circulante, advém da

síntese endógena que ocorre nas

camadas profundas da epiderme.

Mas como ocorre essa síntese

endógena?

Tudo começa com uma próvitamina

existente na pele, a 7

dehidroicolesterol (proveniente

do colesterol) que ao ser exposta a

luz solar é clivada fotoquimicamente

à pré-vitamina D3, e esta por ser

termolábil, sofre um rearranjo na

estrutura molecular, dependendo

da temperatura, em colecalciferol

(vitamina D 3). Para que esse processo

dê início, é preciso que recebamos

a luz solar direta dos raios

ultravioleta B (UVB), e que esses

comprimentos de onda estejam entre

290 e 315 nanômetros.

Para se tornar uma vitamina ativa, o

colecalciferol, que é lipossolúvel,

é carreado até o fígado por proteínas

ligadoras de vitamina D. No fígado, pela

ação de enzimas do complexo citocromo

P450, sofre hidroxilação e é convertida

em 25-hidroxi-colecalciferol, ou

também conhecida como calcidiol, uma

forma de reserva da vit.D.

E agora, acabou? Não! O calcidiol

recém formado, vai para os rins,

onde é transformado na forma ativa

da vitamina, que é o calcitriol

(1,25(OH)2D).

E qual o destino do calcitriol? Para

ter atividade o calcitriol precisa ter

afinidade por receptores específicos

para a vitamina D ativa (VDR). E

para que vocês tenham uma ideia,

nós seres humanos temos milhares

desses receptores espalhados pelos

núcleos celulares do corpo humano,

o que explica as inúmeras funções

116 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


LABNEWS

que a vitamina D desempenha na

nossa fisiologia e homeostase. Só para

terem uma ideia, o calcitriol tem mais

de 900 genes-alvos em potencial,

correspondendo a cerca de 3% do

genoma humano.

Mas, como eu sei quanto eu

tenho de vitamina D no sangue?

Quando se quer saber como estão os

níveis de vit. D no sangue, quantificamos

os níveis de Calcidiol no sangue, pois

como expliquei acima, essa é a forma

de reserva no corpo humano.

Mas porque não dosamos a

forma ativa, o calcitriol?

As principais razões para não usarmos

a dosagem de calcitriol são: a) sua

meia-vida, que é curta, de cerca de 4

a 6 horas, enquanto a do calcidiol

tem meia-vida de 2 a 3 semanas. b)

Por que eventualmente quando temos

deficiência de vitamina D, o calcitriol

poder estar normal, uma vez que,

quando temos hipovitaminose D,

fazemos hipocalcemia, e essa situação

estimula a síntese de paratormônio

(PTH), que estimula a produção da

enzima 1-α-hidroxilase, que consome

e converte a calcidiol em calcitriol.

Dando a ideia de normalidade.

Então, quais seriam os valores

de referência da vitamina D?

Os valores de calcidiol podem ser

expressos em nmol/L ou ng/mL (1 ng/

mL corresponde a 2,496 nmol/L). Em

2017, a Sociedade Brasileira de Patologia

Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML)

anunciou que haveria uma mudança

em relação aos valores de referência

da Vitamina D. Até esta época, eram

considerados normais valores acima de

30 ng/ml, porém, atualmente vêm sendo

aceitos valores a partir de 20 ng/ml.

Veremos a seguir o posicionamento

e uma série de considerações que o

departamento de metabolismo ósseo

e mineral da Sociedade Brasileira

de Endocrinologia e Metabologia

(SBEM) fez em relação às modificações

dos valores de referência:

• O valor maior do que 20 ng/mL é

o que seria desejável em geral para a

população saudável;

• Entre 30 e 60 ng/mL seria o ideal para

os grupos de maior risco como idosos,

gestantes, pacientes portadores de

osteomalácia, com hiperparatireoidismo

secundário, raquitismos, osteoporose,

doenças inflamatórias, doenças

autoimunes, pacientes renais crônicos e

pré-bariátricos;

• Entre 10 e 20 ng/mL já seria

considerado um valor baixo, e

com maior risco de aumentar a

remodelação óssea e, com isso ter

perda de massa óssea, além do risco

de fraturas e osteoporose;

• Menor do que 10 ng/mL seria um

valor muito baixo e com risco super

alto de evoluir com alterações como a

osteomalácia e o raquitismo.

• Valores acima de 100 ng/mL são

considerados elevados, com risco de

hipercalcemia e intoxicação.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

117


LABNEWS

Figura 1

Quais são os destinos da

vitamina D no corpo humano?

De uma forma sistêmica, a forma

ativa da vitamina D, o calcitriol, se liga

aos receptores de vitamina D (VDR)

espalhados pelo corpo humano. Nas

células dos vasos sanguíneos, reduz a

inflamação; liga-se às células brancas

(defesa), aumentando a motilidade

e fortalecendo a imunidade; na

mama, cólon e próstata, inibe a

proliferação de tumores malignos;

melhora a produção de insulina e

a tolerância a glicose, diminuindo

consequentemente a resistência

à insulina. Reduz a renina e como

consequência regula a pressão

arterial e previne a hipertrofia

do músculo cardíaco; na medula,

estimula a formação de hemácias, já

nos intestinos aumenta a absorção

de cálcio e fósforo, assim como

regula a produção da serotonina

intestinal, modulando o humor e o

ciclo circadiano. Regula a produção

de paratormônio, reduzindo o risco

de osteoporose, melhorando a

mineralização óssea. Protege nosso

organismo de doenças autoimunes e

respiratórias. (FIGURA 1)

118 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


LABNEWS

Já no sistema nervoso central, o

calcitriol aumenta a síntese de

serotonina pela indução da expressão

gênica da enzima triptofano

hidroxilase (THP2) que converte

triptofano em serotonina. Influencia

também na expressão dos

transportadores que recaptam a

serotonina (SERT).

Figura 2

O triptofano, que é um aminoácido

essencial somente encontrado nos

alimentos, ao ser absorvido, cai na

corrente sanguínea, atravessa a

barreira hematoencefálica e lá sofre

ação de uma enzima chave que

o converte em serotonina. Então

dependemos do aporte dietético e

da ação enzimática da triptofano

hidroxilase (TPH2). A vitamina D

aumenta a produção de TPH2 e é de

extrema importância na produção

de serotonina, na recaptação e no

catabolismo (FIGURA 2).

A deficiência de vitamina D então

pode levar a diminuição deste

neurotransmissor, o que pode também

influenciar nos níveis de melatonina,

podendo levar às alterações de humor,

sono, ingestão de carboidratos, etc.

Desta forma, o acompanhamento

das concentrações de vitamina D são

extremamente importantes quando

falamos de sintomas depressivos.

Um estudo recente mostra a melhora

do quadro depressivo de pacientes

suplementados com a vitamina D, mas

é sempre importante lembrar que as

respostas ao estresse são individuais.

O calcitriol tem interação

cronobiológica, regulando o ciclo

circadiano. A diminuição dos níveis de

calcitriol leva à alterações endócrinas

metabólicas, devido à diminuição

da serotonina e melatonina. Menos

calcitriol, menos serotonina, o que

aumenta o risco de depressão.

Como a vitamina D tem ação

antiinflamatória, a sua deficiência

pode desencadear a depressão pelo

aumento de citocinas pró inflamatórias

que alteram a síntese e transmissão de

serotonina.

Desta forma, a deficiência desta

vitamina pode:

• Aumentar o risco de câncer de mama,

próstata e cólon;

• Diminuir a imunidade;

• Alterar a formação de hemácias e

leucócitos;

• Aumentar o risco da formação de

placas de ateroma (gordura) nas

artérias;

• Levar ao aumento da pressão arterial

e como consequência à hipertrofia

cardíaca (altera os níveis de renina);

• Aumenta o risco de tolerância a

glicose e a diabetes do tipo 2, pois

altera os níveis glicêmicos e a recepção

da insulina;

120 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


LABNEWS

• Levar ao desenvolvimento de

desordens endócrino metabólicas;

• Aumentar o risco de osteoporose, pois

influência nos níveis de paratormônio;

• Aumentar o risco de quadros

inflamatórios;

• Alterar a saúde intestinal, diminuindo

a absorção de cálcio e fósforo.

• Aumentar o risco de depressão,

alterações do sono, do ciclo

circadiano, etc.

• Aumentar o risco de doenças

autoimunes e respiratórias. Estudos

recentes relacionam a asma à

deficiência de vitamina D.

A vitamina D e a COVID-19

Durante a pandemia, por conta

do isolamento, as pessoas se

expuseram menos aos raios solares.

Em consequência disso tiveram os

níveis diminuídos de vitamina D.

Isso ainda é uma realidade, pois a

pandemia não acabou.

Como foi mostrado anteriormente,

devido à deficiência, as pessoas ficaram

mais expostas à infecções respiratórias,

doenças auto imunes, depressão,

transtornos de humor e até mesmo a

um agravamento da COVID-19.

O que foi observado em inúmeros

estudos durante a pandemia, é que a

diminuição dos níveis de vitamina D, que

tem uma ação anti-inflamatória, pode

aumentar os níveis de citocinas, que

no caso da COVID-19 estão associadas

a danos nos pulmões, insuficiência

respiratória e até mesmo à morte.

Em casos positivos para Sars-Cov-2

deve ser sugerido a dosagem de

vitamina D, pois uma vez identificada

a deficiência, o indivíduo iniciaria

a suplementação, evitando vários

transtornos.

Pudemos perceber a importância da

vitamina D para a nossa vida, imunidade

e até mesmo saúde mental, por isso,

independentemente de alimentação,

suplementação ou exposição solar,

devemos eventualmente fazer a

dosagem dela no sangue, para assim,

caso seja necessário, fazer a reposição.

De hipótese alguma ingira vitamina

D sem o acompanhamento de um

profissional da saúde. O excesso pode

gerar toxicidade e até mesmo danos

hepáticos graves.

Autora:

Andreza Patricia Marinho de Souza Martins

Biomédica multidisciplinar, formada na UNIRIO, mestre em química biológica pela UFRJ. Mestrado na área de biologia molecular, em diagnóstico de

dengue por RT-PCR em tempo real. Escritora na área de farmácia para editora Sanar saúde. Copywriter na Clinicarx. Idealizadora do canal @uniprofimulti,

que tem a finalidade de unir profissionais através da multidisciplinaridade.

Confira a referência bibliográfica em:

www.newslab.com.br/referencias-newslab172

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

121


QUALIDADE NO

LABORATÓRIO

O IMPACTO DO TEMPO DE SEPARAÇÃO

DAS AMOSTRAS BIOLÓGICAS NOS EXAMES LABORATORIAIS

Por Kelly C. Gabriel

A importância dos exames

laboratoriais para a conduta correta

do paciente é um tema muito

importante a ser pautado, uma vez

que são eles que definem 70% das

decisões médicas. Para garantia do

resultado do laudo final é importante

que todas as etapas sejam realizadas

com qualidade, seguindo todas as

orientações para cada exame.

Com o avanço da tecnologia, a

tendência é que haja uma diminuição

na variação analítica, entretanto,

surge um novo desafio na variação

pré-analítica, sendo esta a maior

porcentagem de erros impactantes

no laboratório, alguns estudos

demonstram que esse percentual

varia de 40 a 68% dos erros.

Na fase pré-analítica alguns fatores

devem ser avaliados com atenção,

como identificação do paciente, coleta

adequada, ordem dos tubos corretos,

agulha de calibre adequado, tempo de

garrote, homogeneização da amostra,

e outros fatores.

O tempo de estabilidade das amostras

coletadas é um fator importante

que deve ser respeitado, para isto,

é necessário que os profissionais

entendam a particularidade de cada

exame. De acordo com Guder, a

estabilidade das amostras é definida

como a capacidade de manter

os valores e as propriedades

biológicas da amostra dentro dos

limites pré estabelecidos, sob

condições específicas.

122 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Ainda faltam estudos e

conscientização dos profissionais

sobre este assunto, mas é importante

o entendimento de que conhecer

esse processo pode contribuir sobre

tudo para o tratamento correto e

ágil do paciente.

QUALIDADE NO

LABORATÓRIO

Entre os aspectos que estão

envolvidos na garantia da

estabilidade da amostra está o

tempo de contato do soro ou plasma

com as células sanguíneas, uma vez

que atualmente, muitos laboratórios

são responsáveis por realizar a coleta

e direcioná-la para o setor técnico,

que por muitas vezes fica em outra

localidade, município ou cidade.

Quais analitos seriam então

afetados por este contato

prolongado entre soro e plasma

com as células sanguíneas?

Para responder essa pergunta

precisamos entender que o tempo

mínimo para a retração do coágulo

é de 20 a 30 minutos, segundo

Burtis e Ashwood, podendo esse

tempo ser maior em pacientes que

fazem uso de anticoagulantes.

Segundo as Recomendações do

National Committee for Clinical

Laboratory Standards (NCCLS),7

indica-se um intervalo de 1 hora

entre a coleta da amostra e a

separação do soro ou plasma e um

tempo máximo de 2 horas. Em

alguns casos em particular, o tempo

de separação recomendado deve ser

inferior a 2 horas.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

123


QUALIDADE NO

LABORATÓRIO

Entre os analitos que podem

apresentar resultados alterados

com esta interferência, estão:

ACTH, cortisol, catecolaminas, lactato,

homocisteína e cálcio iônico em

amostras à temperatura ambiente

(estável por 96 horas a 4°C).

Tempo de separação do soro

dentro de 2 horas à temperatura

ambiente:

Glicose, potássio, fósforo, DHL.

Tempo de separação do soro

dentro de 6 horas à temperatura

ambiente:

Albumina, bicarbonato, cloro, peptídeo

C, HDL-colesterol, LDL-colesterol, ferro,

proteínas totais.

Ainda, segundo um estudo de

Zhang e colaboradores, ALT, AST,

fosfatase alcalina, aldostero- 99 na

amilase, bilirrubina, cálcio, creatinina,

ceruloplasmina, CK, CK-MB, cortisol,

estradiol, ferritina, folato, gama

glutamiltransferase, HCG, haptoglobina,

IgA, IgE, IgG, IgM, prolactina, sódio,

tiroxina, transferrina, testosterona,

uréia, ácido úrico, vitaminas A e B12,

se mantêm estáveis no intervalo de até

24 horas à temperatura ambiente (18 a

25°C), mesmo sem a separação do soro.

E como solucionar as variáveis relacionadas ao tempo de

separação das amostras?

O ideal é que quando houver variáveis de deslocamento entre a

coleta e a separação da amostra que estas sejam transportadas no

tempo adequado para a sua separação, caso isso não seja possível,

o recomendado é não transportar a amostra de sangue total, mas

realizar a separação da amostra previamente ao transporte.

Autora:

Kelly C. Gabriel

Biomédica. Especialista em Auditoria e Gestão da Qualidade, Gestão em Saúde Pública e Docência do Ensino Superior. Pós graduada em Bioquímica

Clínica. Mestranda em Clínica Médica. Docente em Ensino Superior. Coordenadora da Qualidade em Laboratório de Urgência e Emergência.

Contato @kellycristiane_biomed

Confira a referência bibliográfica em:

www.newslab.com.br/referencias-newslab172

124 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


BIOSSEGURANÇA

MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA

EM AMBIENTES DE SAÚDE:

FICAR SÓ NO PAPEL NÃO VALE!

Por: Gleiciere Maia Silva e Jorge Luiz Silva Araújo-Filho.

Biossegurança pode ser definida

como um conjunto de procedimentos

e normas que tem como objetivo

minimizar ou até eliminar os riscos

para manutenção da saúde do

profissional e dos demais envolvidos

na atividade de atenção à saúde.

Os trabalhadores que atuam na área da

saúde, durante a assistência ao paciente

ou na manipulação de produtos e

amostras biológicas, estão expostos

a inúmeros riscos ocupacionais

causados por fatores químicos, físicos,

mecânicos, biológicos, ergonômicos

e psicossociais, que podem ocasionar

doenças e acidentes ocupacionais. O

profissional da saúde está exposto a um

risco maior de adquirir determinadas

infecções do que a população em geral.

Atualmente questiona-se por que

é tão fácil falar em Biossegurança e

é tão difícil implantá-la. Embora as

estatísticas comprovem que trabalhar

corretamente, seguindo as normas de

Boas Práticas, reduzam os acidentes

de trabalho, prolongue a vida do

trabalhador, gere menos despesas

para o empregador e benefícios para

todos em geral inclusive ao meio

ambiente. Pesquisas evidenciam que

os conhecimentos técnicos sobre os

conceitos e normas de Biossegurança

são importantes para o profissional ter

segurança nos processos, bem como,

para executar melhores práticas e

saber atuar em emergências.

Mesmo com tantas informações

sobre a importância da prevenção,

ainda é difícil conseguir que as

pessoas mudem seu comportamento

e resolvam usar das normas de

segurança. Algumas hipóteses que

poderiam ser discutidas a esse respeito

são: questão comportamental,

cultural, social, falta de informações,

ou a falta de compromisso.

A busca pela qualidade é de longe,

hoje umas das maiores exigências de

quem procura os serviços de saúde,

procura-se por bons profissionais,

ambientes acolhedores que reflitam

higiene, funcionários competentes

com capacidade de interagir com os

pacientes/clientes. O fornecimento

de cuidados de saúde satisfatórios,

de maneira desejável tem obrigatória

intersecção com a adoção de medidas

de biossegurança.

126 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


BIOSSEGURANÇA

O maior número de acidentes vem

da falta ou do uso inadequado de

Equipamentos de Proteção Individual

(EPI’s) e dos Equipamentos de

Proteção Coletiva (EPC’s), e ainda,

alguns ambientes não dispõe

desses equipamentos, embora

seja assegurando pela Norma

Regulamentadora número 6 do

Ministério do Trabalho e Emprego

(MTE). Outros preferem não usar,

alegando diversos motivos desde

inconveniência no uso, diminuição

da sensibilidade, no caso de luvas,

dificuldade de respirar, no caso

das máscaras, falta de destreza e

nervosismo, e contribuindo com os

riscos de acidentes, observa-se longas

jornadas de trabalho, grande número

de plantões, grande quantidade de

pacientes para serem atendidos.

Contornar a situação após o acidente

é sempre mais caro do que preveni-la.

Como fica a questão psicológica

desses profissionais, divididos

entre fazer o que é certo ou sofrer

algum tipo de acidente que pode

custar-lhes a vida? Com o intuito de

promover a saúde dos trabalhadores

da saúde, foi aprovada a Norma

Regulamentadora 32 (NR 32), para

trabalhadores regidos pela CLT, que

tem por finalidades a implementação

de medidas de proteção a saúde dos

trabalhadores dos serviços de saúde.

Diante dessa problemática o

presente texto tem o objetivo de

avaliar as ações de biossegurança

em ambientes de atenção à saúde,

se os mesmos seguem as normas e

diretrizes preconizadas pelos órgãos

competentes além de promover

uma discussão sobre as dificuldades

de implantação dessas normas nos

ambientes de atenção à saúde.

Após uma avaliação de vários

ambientes de atenção à saúde,

constatou-se que todos dos

ambientes já receberam em algum

momento visita para inspeção de

agentes da Vigilância Sanitária.

Constatou-se que os órgãos

fiscalizadores, ANVISA e MTE, tem

se mostrado presente na fiscalização

dos estabelecimentos de saúde.

Na área de Biossegurança, a

ANVISA trabalha no controle de

riscos resultantes de pesquisas

ou aplicações feitas com material

biológico, adequação dos

padrões de segurança e processos

de trabalho das instituições.

Nesse contexto, o princípio da

precaução apresenta-se como

um instrumento indispensável à

proteção do meio ambiente e da

saúde dos seres vivos.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

127


BIOSSEGURANÇA

Os programas e ações descritas nas

Normas Regulamentadoras (NR’s) e

nas Resoluções da Diretoria Colegiada

(RDC’s) tem como principais

preocupações as ações voltadas para

Diante dos resultados obtidos

verificou-se que os profissionais

consideram a Biossegurança uma

área de fundamental importância na

prevenção dos riscos nos ambientes

Ressaltamos que apesar dos

serviços avaliados apresentarem

as deficiências relatadas, sabe-se

que inúmeros serviços seguem a

manutenção da saúde humana e

de atenção à saúde, porém esses

biossegurança, e são referência e

do meio ambiente, e os resultados

referentes a presença desses

conhecimentos em algumas

instituições não são bem difundidos.

orgulho para os respectivos setores.

programas nos ambientes de saúde.

Apesar dos estabelecimentos possuírem

É necessária uma ampla discussão

Porém em todos os ambientes

os documentos “impressos” dos

entre órgãos governamentais,

avaliados foram encontrados

profissionais e até gestores que não

conheciam os programas, documentos

programas exigidos, como PGRSS,

PCMSO, POP’s, entre outros, muitas vezes

o que está escrito difere das observações

instituições acadêmicas, trabalhadores

e empregadores da área da

e ações definidas como obrigatórios

in loco, além dos trabalhadores

saúde sobre estratégias para uma

nos serviços. E ficou claro, que nos

não conseguirem compreender

efetiva prática de biossegurança

ambientes que possuíam esses

programas, eles não passavam de uma

exigência burocrática, e não passavam

a importância dessas exigências,

constatando que a Biossegurança

continua sem sair do papel sem se tornar

e consequente minimização dos

acidentes ocupacionais e das Infecções

de documentos arquivados na gaveta.

uma prática cotidiana.

Relacionadas à Assistência à Saúde.

Autores:

Gleiciere Maia Silva

(@profa.gleicieremaia)

Biomédica, Especialista em Micologia, Mestre em Biologia

de Fungos e Doutoranda em Medicina Tropical.

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

(@dr.biossegurança)

Biólogo, mestre em patologia, doutor em biotecnologia;

palestrante e consultor em biossegurança.

Contato: jorgearaujofilho@gmail.com

128 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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conservação da amostra

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LADY NEWS

SCARPIN MICROSCÓPIO

Por Waldirene Nicioli

Recentemente, no maior

Congresso Brasileiro da área

laboratorial, que aconteceu

em Fortaleza/CE, o Examinare

Análises Clínicas recebeu a

Comenda Scarpin Microscópio

como Laboratório Destaque

2021/2022.

A premiação, na sua 4ª edição, foi

entregue pela OFAC - Organização

Feminina de Análises Clínicas,

e foi resultado de 2 etapas

de votação. Foram quase mil

votantes de todo o país, e com

49,7% dos votos, o Examinare

levou o tão cobiçado “sapatinho

vermelho” para casa.

No Centro de Eventos do

Ceará, Waldirene Nicioli ficou

emocionada com a premiação

e ressaltou a importância para

o setor: “Representa muito para

um laboratório de pequeno porte

e do interior, pois demonstra

que não é necessário estar em

um grande centro nem ser uma

megaunidade para prestar um

serviço de excelência!”

“Nos sentimos extremamente

felizes e honrados por sermos

não apenas citados, mas

indicados por quem entende, por

especialistas e profissionais da

área”; diz a diretora técnica.

O Laboratório EXAMINARE está

instalado em Peabiru/PR e

completou em 01 de julho 12

anos. Sua jornada iniciou com a

construção de seus 350 m², onde

além da recepção, há 2 salas de

espera, 3 box de coleta, sala de

coleta pediátrica, ginecológica

e sala de espera com poltronas

reclináveis para repouso, e

área técnica. Toda estrutura foi

minunciosamente planejada

para ter acessibilidade total, não

possuindo um único degrau.

Oferece área coberta e planejada

para coleta Drive Thru.

Vem sendo notado por sua

constante inovação e atualização

na área laboratorial. Além de

uma excelente estrutura física,

130 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


LADY NEWS

surpreende por seus protocolos

de atendimento, experiência

do cliente, e preocupação com

a sustentabilidade, educação

ambiental e uso de energia

renovável. Responsabilidade

social também está no DNA do

laboratório, com participação

e realização de eventos que

ampliam sua missão de apoiar

a saúde preventiva e auxiliar no

diagnóstico.

Um diferencial é o incentivo aos

clientes a procurar o laboratório logo

após a consulta, desta forma, com

o pedido em mãos é possível dar

todas as orientações sobre jejum,

realização de exercícios físicos,

consumo de bebida alcoólica e uso

de medicamentos, dentre outras,

diminuindo consideravelmente

assim alterações pré-analíticas.

Também é realizado o agendamento

da coleta o mais próximo do

retorno ao médico, garantindo

rapidez no dia do atendimento,

pois a maioria dos dados já está em

sistema, e entregando ao médico

um resultado recente.

Dentre os setores que brilham os

olhos, está a Gestão da Qualidade,

que garante a confiabilidade dos

resultados dos exames através da

Certificação de Acreditação pelo

Sistema Nacional de Acreditação

- DICQ.

Orgulhosa, a proprietária finaliza:

“Envolvemos toda a equipe

para uma entrega impecável ao

cliente, estamos aqui para fazer a

diferença, por isso temos o jeito

Examinare de atender”.

Autora:

Waldirene Nicioli

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Farmacologia Clínica, Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Proprietária

Examinare de Análises Clínicas, Auditora Líder do DICQ - Sistema Nacional de Acreditação, Membro da Central de Negócios do

Grupo ACB - Análises Clínicas Brasil, Umas das fundadoras da OFAC Brasil - Organização Feminina de Análises Clínicas

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

131


HEMATOLOGIA

COMO IDENTIFICAR BLASTOS?

Por Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite. PhD

Blastos são células jovens e

imaturas presentes frequentemente

em extensões sanguíneas e

medulares de pacientes com

leucemias agudas. A citologia

dos blastos é peculiar, visto que

estas células possuem múltiplos

nucléolos evidentes, citoplasma

escasso e levemente basofílico,

núcleo grande com cromatina

nuclear variando entre fina e densa.

Outros blastos possuem o núcleo

denso ou cromatina nuclear

condensada ou fechada, típicas de

linfoblastos, com pouco citoplasma.

Estas células são vistas no sangue

periférico de pacientes com leucemia

linfoblástica aguda (LLA).

Vale destacar que quando são

encontrados blastos com bastonete

de Auer, grânulos citoplasmáticos,

deve-se fazer uma observação,

pois estes achados são comuns em

lâminas de pacientes com leucemia

mieloide aguda (LMA).

Os blastos devem ser contados

dentro da diferencial dos leucócitos,

e toda vez que forem identificados,

devem ser comunicados aos

médicos, pois leucemias agudas

são doenças agressivas, e que

sem o devido tratamento levam o

paciente a óbito.

Figura 1 – Blastos com cromatina fina e nucléolos evidentes em um caso de LMA.

Coloração de May-Grunwald Giemsa. x1000.

Figura 2 – Blastos com cromatina condensada e esboços de nucléolos em um

paciente com LLA. Coloração de May-Grunwald Giemsa. x1000.

Autor

Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite, Ph.D.

Especialista e Mestre em Hematologia, UNIFESP, Doutor em Bioquímica, UFPE. Professor de Pós-graduação e

Coordenador em Hematologia. As imagens foram capturadas e cedidas pelo próprio autor.

132 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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LOGÍSTICA LABORATORIAL

AS OPERAÇÕES LOGÍSTICAS DO

GRUPO PRIME ESTÃO A TODO VAPOR NO RIO DE JANEIRO!

A unidade situada em Duque de Caxias, na Baixada

Fluminense, conta com uma estrutura moderna

para garantir um fluxo de estoque organizado e

contínuo, principalmente na área da saúde.

Quando falamos de logística para a saúde, a

organização é um item indispensável. Ainda

mais em um cenário como o Rio de Janeiro e

sua região metropolitana, que juntos somam

aproximadamente 10 milhões de habitantes. Nesse

contexto, a gestão do transporte e armazenamento

dos equipamentos médicos hospitalares deve ser

feita por mãos especializadas no assunto.

Com quase duas décadas de experiência e

uma equipe altamente capacitada, o Grupo

Prime é especialista na logística de materiais

e equipamentos relacionados à área da saúde,

com certificação ANVISA. E a filial carioca segue

o mesmo padrão de qualidade nas operações,

garantindo a distribuição logística dos grandes

hospitais e laboratórios do Rio de Janeiro.

A Unidade Grupo Prime - Duque de

Caxias está estabelecida em uma

área total de 4.115m², sendo destes,

3.600m² de área fabril. E esse tamanho

todo permite mais versatilidade nas

operações de armazenagem, com opção

de organização para até 5.000 posições

paletes que solucionam o fluxo de

pequenos, médios e grandes estoques.

134 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


LOGÍSTICA LABORATORIAL

Além do amplo espaço que garante mais

segurança nas atividades, a filial ainda

conta com equipamentos de última geração

e softwares inteligentes que automatizam

processos operacionais, otimizando a

produtividade em cada etapa.

Mas a logística focada na área da saúde

requer alguns cuidados especiais em relação

aos serviços de transporte e armazenamento

convencionais. E quem se disponibiliza

a atender esse mercado precisa ter uma

estrutura preparada com controle da

temperatura ambiente.

A filial carioca do Grupo Prime dispõe de

uma frota com veículos refrigerados e câmara

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

fria de 150 m² para receber cargas com

necessidades específicas de conservação.

E não é só no assunto saúde que o Grupo

Prime tem autoridade. A unidade de Duque

de Caxias também é especializada na

logística de equipamentos de tecnologia

para a área das telecomunicações, com

soluções especializadas no transporte e

armazenamento desses materiais.

A unidade do Grupo Prime no Rio de

Janeiro está estrategicamente localizada

no Condomínio GLP, que fica na Rodovia

Washington Luiz, 20755 - Galpão 24, Módulo

4, Vila Santo Antônio, em Duque de Caxias.

Quer conhecer as operações logísticas do

Grupo Prime de perto?

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135


INFORMES DE MERCADO

Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação

dos produtos e lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

QUICKSTAR E LINHA QUICKTEST:

EFICIÊNCIA E QUALIDADE

A In Vitro Diagnóstica sempre foi destaque no

mercado brasileiro de diagnóstico in vitro por

ser inovadora. Portanto, lança no mercado

um equipamento moderno, adaptável as

necessidades do mercado brasileiro e com

configurações diferenciadas que otimizam a

rotina laboratorial.

O QuickSTAR é um equipamento de

imunofluorescência, para leitura quantitativa e

qualitativa, que alinha alta tecnologia, qualidade

e praticidade em todas as suas funcionalidades.

O seu portfólio de produtos – linha QuickTEST

é exclusivo e apresenta características

diferenciadas e seguras.

Além de esteticamente bonito e leve, a bateria

interna garante mobilidade e alta eficiência

longe das tomadas, o que possibilita um

rápido e confiável diagnóstico em qualquer

lugar. Pensando ainda na agilidade, embora

seja pequeno e semiautomático, possui

uma tecnologia inigualável através da sua

funcionalidade que permite a leitura simultânea

de testes multiparâmetros. Todas as suas

características foram desenhadas utilizando

alta tecnologia e o seu software em português

permite um fácil entendimento e manuseio.

Pensando ainda em facilitar a rotina laboratorial,

através de resultados confiáveis e seguros, mas

mantendo as características que diferem testes

comuns de um verdadeiro “point of care testing”,

a linha de produtos QuickTEST, dedicada para

uso no equipamento QuickSTAR, apresenta

vantagens que facilitam a coleta de amostra

e a execução do teste. Dentre essas vantagens

destacamos que não é necessário pré-diluição

de amostras, que é possível utilizar sangue total

e que os protocolos para execução e leitura dos

testes são padronizados.

O QuickSTAR foi desenvolvido nos mínimos

detalhes, com diferenciais exclusivos que

garantem o seu destaque como um produto

moderno, competitivo e de alta qualidade. Com

um portfólio completo, a linha QuickTEST

engloba diversos parâmetros: marcadores

cardíacos, marcadores inflamatórios, marcadores

tumorais, doenças respiratórias, doenças

infecciosas, função renal, função digestiva,

tireoide, diabetes, alergia, vitamina, derrame

cerebral e detecção de drogas.

Como parte da linha que contribui neste cenário

de enfrentamento da COVID-19, a In Vitro destaca:

COVID-19 Ag - Kit para detecção do antígeno

SARS-CoV-2 causador da COVID-19.

COVID-19 nAb - Kit para detecção de

anticorpos neutralizantes anti-SARS-CoV-2,

importante para o monitoramento do nível

de anticorpos que neutralizam a virulência do

vírus causador da COVID-19.

D-Dímero – Kit para detecção de

D-Dímero, fundamental para diagnóstico e

acompanhamento do quadro trombótico de

pacientes com COVID-19.

Para saber mais entre em contato

com a In Vitro Diagnóstica

através do e-mail invitro@invitro.com.br ou

telefone (31) 99973-2098.

136 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


KIT DE PCR DA ALTONA DIAGNOSTICS É UTILIZADO EM

ESTUDO DOS PRIMEIROS CASOS DE VARÍOLA DO MACACO

EM HUMANOS, IDENTIFICADOS NA ALEMANHA.

INFORME DE MERCADO

Em 6 de junho de 2022, foi publicado artigo

preliminar que analisou dois casos de infecção

por varíola do macaco (Monkeypox – MPX),

na Alemanha, em homens que tiveram sexo

com outros homens (HSH). O kit de PCR

RealStar® Orthopoxvirus PCR Kit 1.0

da altona Diagnostics foi utilizado em uma

primeira testagem por ter capacidade de

detectar Orthopoxvirus de diferentes espécies

e em seguida as amostras foram confirmadas

por um PCR específico para varíola do macaco

(Monkeypox – MPX).

Os dois casos detectados na Alemanha não

estão associados a viagens para a África onde

o vírus é endêmico em animais. Em ambos

os casos o vírus foi isolado do conteúdo das

pústulas da pele. Isso confirma a importância

do contato próximo (pele) como a principal

via de transmissão. Também, a detecção do

MPXV em sêmen humano foi descrita pela

primeira vez nesse trabalho.

O kit RealStar® Orthopoxvirus PCR Kit 1.0 auxilia na pesquisa do vírus

da varíola do macaco em humanos.

Escaneie o QRCode abaixo e confira o

estudo completo:

O kit RealStar® Orthopoxvirus PCR Kit

1.0 faz parte do amplo portfólio de testes

da altona Diagnostics para uso em pesquisa

(RUO), para detectar doenças infecciosas

baseadas em PCR em tempo real. Para mais

informações sobre os nossos produtos para

uso em pesquisa e também sobre os kits

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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

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INFORME DE MERCADO

LAB REDE: A VERDADEIRA EXTENSÃO DO SEU LABORATÓRIO

Conheça um pouco mais sobre o Lab Rede, empresa mineira que está há 22 anos no mercado laboratorial,

com a proposta de trabalhar lado a lado com os laboratórios.

Fazer parte do Lab Rede é ter um parceiro que vai

muito além da execução de exames. É fazer parte

de uma empresa que oferece diversos benefícios

para seus membros. É usufruir de capacitação

de equipe, consultorias especializadas, suporte

de uma assessoria médica e científica que é

referência no país, e parcerias exclusivas. Ser

membro Lab Rede é ter mais que a execução de

exames: é ter um parceiro que é a VERDADEIRA

EXTENSÃO do seu laboratório.

O Lab Rede conta com uma equipe altamente

capacitada em sua assessoria médica e científica,

composta por especialistas que proporcionam

um atendimento diferenciado e proativo para dar

suporte e resolução técnica a toda a rede. Oferece

ainda profissionais especialistas em soluções

como tecnologia da informação, com expertise

em sistemas e integração, marketing, jurídico,

controladoria e financeiro.

Disponibiliza também o REDE DIGITAL,

plataforma de educação continuada com diversos

treinamentos, relatórios de acompanhamento e

certificados para membros e seus colaboradores.

Todos os processos da empresa são monitorados

de ponta-a-ponta, desde o cadastro das

amostras até a liberação dos resultados,

proporcionando mais segurança em todos

os processos laboratoriais. O Lab Rede conta

com uma logística monitorada em parceria

com operadores logísticos qualificados, que

asseguram a conformidade em todas as rotas

atendidas. Tudo isto reflete em agilidade nas

entregas. Nos últimos 12 meses a empresa obteve

uma média de 92% dos resultados de exames

disponibilizados antes do prazo acordado.

A qualidade sempre norteou a atuação do Lab

Rede. Todos os processos são frequentemente

auditados e verificados pelas principais entidades

acreditadoras do setor, que atestam o alto padrão

de desempenho através da manutenção dos

selos ONA Nível III, PALC e DICQ.

O foco do trabalho do Lab Rede é o fortalecimento

de seus membros, prezando pelo princípio da

não-concorrência. Ao compor esta rede, cada

membro conta com a certeza de que participará

de uma empresa que trabalha diariamente pela

perpetuidade de seu negócio. Uma empresa

que tem o propósito de gerar cada dia mais

oportunidades para que seus membros tenham

relevância no mercado laboratorial de sua

região. Afinal, essa é nossa missão: “Propiciar

aos membros da REDE sustentabilidade e

independência em sua atuação no mercado.”

Faça parte do Lab Rede e leve seu laboratório

para um novo patamar!

138 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Ser membro Lab Rede é poder

contar com um parceiro que é

a verdadeira EXTENSÃO do

seu laboratório!

EQUIPE ALTAMENTE CAPACITADA

Contamos com profissionais com larga experiência na área laboratorial, garantindo resultados com qualidade

e precisão. Nossa assessoria médica e científica possui especialistas que proporcionam um atendimento

diferenciado e proativo para suporte e resolução técnica para toda a rede.

QUALIDADE E CONFIANÇA QUE GERAM RESULTADOS

Operamos com rigorosos processos de qualidade, validados pelas acreditações ONA Nível III, PALC e DICQ,

utilizando as melhores e mais reconhecidas tecnologias e metodologias da área laboratorial.

PROCESSOS RASTREÁVEIS

Monitoramento ponta a ponta, desde o cadastro das amostras até a liberação dos resultados, proporcionando

mais segurança e conformidade em todos os processos laboratoriais.

AGILIDADE

Nos últimos 12 meses tivemos uma média de 92% dos resultados de exames entregues antes do prazo padrão.

LOGÍSTICA

Logística monitorada e rastreada em parceria com operadores logísticos, que garantem qualidade e

conformidade em todas as rotas atendidas.

NÃO CONCORRÊNCIA

Nossa missão é manter nossa REDE independente e fortalecida, atuando de forma sustentável em sua região.

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Suporte especializado de profissionais especialistas em soluções de tecnologia da informação, com expertise

em sistemas e integração.

EDUCAÇÃO CONTINUADA

Através do REDE DIGITAL, plataforma de desenvolvimento de equipes, oferecemos diversos treinamentos,

relatórios de acompanhamento e certificados para membros da Rede.

E MAIS...

Além disso, proporcionamos suporte nas áreas de marketing, jurídico, controladoria e financeiro.

www.labrede.com.br

VENHA FAZER PARTE DESTA REDE

e leve seu laboratório para um novo patamar!

Cadastre seu laboratório, que entraremos em contato!


INFORME DE MERCADO

INTERPRETE DADOS DE FORMA RÁPIDA, INTUITIVA E

SEM CÁLCULOS COMPLEXOS COM A DGE-AUC

A ultracentrifugação com gradiente de densidade

(DGUC) tem sido considerada uma tecnologia

básica que fornece purificação de alta resolução

de vários materiais em terapia gênica, incluindo

AAV, adenovírus e plasmídeos, desde escalas de

bancada até escalas de fabricação. DGUC separa

partículas por meio de densidade flutuante e é bem

conhecido por separar eficientemente materiais

desafiadores, como capsídeos virais vazios,

intermediários e cheios. Embora tradicionalmente

usada para purificação, essa abordagem foi

recentemente adaptada para fins analíticos de

apoio à terapia gênica usando uma ultracentrífuga

analítica (AUC), como a Optima AUC.

A AUC de equilíbrio de gradiente de densidade

(DGE-AUC) é um método analítico altamente

simplificado que oferece os mesmos benefícios de

alta resolução que sua contraparte em escala de

preparação, juntamente com inúmeras vantagens

sobre os métodos atuais de velocidade de

sedimentação (SV) padrão ouro. O DGE-AUC com

gradientes de CsCl é passível de AAV, adenovírus e

outras partículas virais grandes, fornecendo dados

de alta resolução com amostra significativamente

menor (> 30X de sensibilidade) do que SV-

AUC e permite prontamente o uso de análise de

vários comprimentos de onda sem comprometer

a qualidade dos dados. Além disso, a DGE AUC é

agnóstica de sorotipo com interpretação e análise

intuitivas (não requer software AUC especializado)

e, portanto, está pronta para beneficiar uma ampla

gama de usuários de terapia genética e vetor

viral onde os métodos analíticos tradicionais são

insuficientes.

Com a DGE-AUC, você tem mais dados,

simplicidade, rapidez, sintonização e rendimentos.

Fale conosco para mais informações!

Contatos:

Site: mybeckman.com.br

E-mail: mkt@beckman.com

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LinkedIn: www.linkedin.com/company/beckman-coulter-brasil/

140 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


OFEREÇA EM SEU LABORATÓRIO O TESTE MAIS

EFICIENTE PARA A DETECÇÃO DO HPV: O PCR

O HPV é considerado uma infecção sexualmente

transmissível. Responsável pelos casos de câncer

do colo do útero, sendo que os subtipos 16

e 18. Porém o HPV pode ainda causar outras

complicações para as mulheres, como cânceres do

ânus, vulva, vagina e orofaringe, assim como as

doenças cardiovasculares.

INFORME DE MERCADO

Quando não identificado e tratado, o vírus pode

ainda passar de mãe para filho no momento do

parto, tendo o potencial de desenvolvimento da

papilomatose respiratória juvenil, mesmo que

em raras ocasiões, causadas principalmente pelos

subtipos 6 e 11.

Esse cenário poderia ser revertido já que existem

vacinas e métodos contraceptivos disponíveis

gratuitamente pelo SUS. Infelizmente, a taxa

de adesão vacinal está abaixo do esperado nos

principais estados brasileiros, o que causa sérias

preocupações e consequências. Para não vermos

esses números aumentarem, precisamos reforçar

as campanhas e oferecer cuidados de excelência.

Contudo, as vacinas disponíveis no SUS são

somente para os subtipos de HPV 16 e 18,

e temos outros 17 subtipos oncogênicos

frequentes que podem emergir, já que não

estão cobertos pela vacina.

Portanto, é fundamental que o seu laboratório

tenha disponíveis os Painéis PCR para HPV,

mais sensíveis que o popular teste de captura

híbrida, e capazes de determinar o genótipo

exato do agente infeccioso.

O Laboratório de Apoio Base Científica oferece

painéis usando a metodologia de PCR em tempo

real que realizam a detecção e a genotipagem

de HPV de alto de baixo risco. Neste painel estão

inclusos os tipos 16 e 18, responsáveis por cerca

de 70% dos cânceres cervicais; e os tipos 6 e 11,

encontrados em 90% dos condilomas genitais e

papilomas laríngeos, considerados não oncogênicos.

Maior eficiência com cobertura dos

planos de saúde

Várias pesquisas já foram publicadas mostrando a

maior eficiência do teste PCR na detecção do HPV ,

sendo também um excelente exame preventivo de

câncer de colo de útero.

Além disso, os testes PCR para HPV estão elencados

no Rol da ANS com o código TUS 40314154, e

possuem cobertura dos planos de saúde, o que

facilita o acesso dos pacientes a essa metodologia.

O laboratório Base Científica conta com duas versões

de testes para HPV por PCR:

- Painel para detecção e genotipagem de HPV de

alto e baixo risco: detecção simultânea de 28 tipos

de HPV (19 de alto risco e 9 de baixo risco).

- Painel para detecção e genotipagem de HPV de

alto risco: detecção simultânea de 14 tipos de HPV

de alto risco.

Além dos painéis de PCR para detecção de HPV,

o Laboratório Base Científica também oferece

aos seus apoiados o teste de captura híbrida,

tradicionalmente prescrito pelos médicos para

detecção de HPV de alto e baixo risco. Também

possui vários testes moleculares direcionados à

saúde da mulher.

Acesse e saiba mais:

www.basecientifica.com.br

Leia o artigo completo:

Saúde da Mulher - 4 exames que o seu laboratório

precisa ter.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

141


INFORME DE MERCADO

HAGELAB – CONSOLIDAÇÃO É O PRÓXIMO PASSO

Agora vamos para a consolidação

do produto e da Marca

Depois de iniciar um ousado projeto e

determinados a realizar essa entrega ao

mercado, finalmente apresentamos de forma

completa a HAGELAB.

Nosso objetivo é sempre tratar o assunto:

gestão, qualidade, diminuição de desperdícios,

entre inúmeros outros pontos os quais

possamos ajudar, de forma leve, informativa,

simples e acessível.

Entregamos soluções, produtos e serviços

compatíveis com todas as empresas que

querem ter um salto de gestão em seus

processos da cadeia de frios, equipamentos e

inventários.

HAGELAB, uma empresa que chegou cheia

de energia e inovação, repleta de tecnologia

e conhecimento, junção de profissionais

inovadores e com larga experiência de

mercado, jovens com visão tecnológica

juntamente a profissionais experientes com a

mais alta expertise a favor do mercado, ou seja,

a HAGELAB é completa.

Depois de sermos testados, validados e acima

de tudo vistos com respeito, graças a entregas

com implantações extremamente complexas

que realizamos e atendendo com qualificações

e validações que o mais alto nível de qualidade

pode exigir, podemos garantir que somos a

solução para o mercado de logística e transporte

de refrigerados e congelados precisava. (não

realizamos os transportes, oferecemos solução

para quem o faz).

Hoje além de produtos exclusivos, tecnologia

própria de criação de softwares leves, rápidos,

responsivos, amigáveis e seguros, estamos

com o desenvolvimento e a montagem de

hardwares próprios.

Isso dará aos nossos clientes mais independência

e possibilidades de personalização com a

gestão do tamanho da sua necessidade.

Monitoramento e controle de transporte de

amostras biológicas, reagentes, medicamentos,

vacinas, amostras para pesquisas, entre todos

os outros tipos de materiais que necessitam

desse cuidado, estamos aptos a atendê-los.

Além de relatórios completos de temperatura,

rotas, deslocamentos e viagens, entregamos

também a roteirização com ordens de serviços

e acompanhamentos em tempo real.

Para fechar o pacote de soluções, temos

o inventário de todos os bens que quiser

cadastrar e acompanhar.

Traga sua necessidade e tenha a solução.

Rogério Diniz

Diretor Comercial e Novos Negócios

rogerio@hagelab.com.br

Ailton Flavio Moreira Junior

Engenheiro Eletrônico/Eletricista Especialista

em Engenharia Clínica MBA FGV – Gestão

Empresarial

Wender Fernandes

Tecnólogo em Redes e Analista de

Desenvolvimento Tecnológico Pesquisa e

desenvolvimento de Hardware / Processamento

de Dados IoT

Eliel Oliveira

Engenheiro Civil / Cientista de Dados

Computacionais / Processamento de Dados IoT

Carlos H. Monteiro

Publicitário, Especialista em Inovação, Experiência

do Usuário e Arquitetura da Informação UX

142 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


INFORME DE MERCADO

LumiraDx SARS-CoV-2 & Flu A/B

DIFERENCIAÇÃO SIMULTÂNEA DE ANTÍGENOS VIRAIS DE SARS-COV-2

E INFLUENZA A E/OU INFLUENZA B

Devido a semelhança dos sintomas, a

confluência de casos de Covid-19 com os casos

de gripe pode ser inicialmente confundida,

assim o diagnóstico diferencial é fundamental

para a identificação e tratamento das Síndromes

Respiratórias Agudas.

A COVID-19 é uma doença infecciosa causada

pelo coronavírus SARS-CoV-2 e tem como

principais sintomas febre, cansaço e tosse seca.

O vírus Influenza A e B vulgarmente conhecidos

como os agentes causadores da "gripe", causam

uma infecção viral contagiosa, com sintomas

semelhantes aos casos de COVID-19, sendo

ambas transmitidas através de tosse e espirros

com gotículas contendo o vírus ativo.

O teste LumiraDx SARS-CoV-2 & Flu A/B consiste

num ensaio rápido e totalmente automatizado,

de imunofluorescência microfluídica por

captura magnética para uso na Plataforma

LumiraDx, utilizado para a detecção qualitativa

e diferenciação simultânea de antígenos virais

de SARS-CoV-2 e Influenza A e/ou Influenza

B, através de amostras de swab nasal. Os

resultados podem ser impressos ou enviados

para o sistema de gerenciamento Connect

Manager LDx, conexão por aplicativo via

internet (iOS e Android), via Bluetooth através

do Connect Hub LDx e conexão via cabo de rede

pelo EHR Connect, através do LIS ou HIS.

Identifique prontamente uma possível

infecção por SARS-CoV-2 Ag, com um ensaio

microfluídico rápido que fornece resultados

práticos, comparáveis aos de laboratório, em 12

minutos, para pacientes com suspeita de gripe

e/ou COVID-19.

Para mais informações, entre em contato

através do e-mail faleconosco@lumiradx.com

ou (11) 5185- 8181.

Rápido • Preciso • Conectado

144 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


Acesse nosso site e conheça!

www.renylab.ind.br

ANTIBIOGRAMA

O antibiograma é um teste que oferece

como resultado padrões de resistência ou

susceptibilidade de uma bactéria específica a vários

antimicrobianos (antibióticos ou quimioterápicos).

Os resultados do antibiograma são interpretados e

usados para tomar decisões sobre tratamento.

(32) 3331-4489

INFORME DE MERCADO

O método mais usado na rotina laboratorial é o da

disco-difusão do antimicrobiano. Nessa técnica,

uma suspensão padronizada do organismo em

teste é espalhada na superfície do meio de cultura.

O antimicrobiano, impregnado em um disco de

papel de filtro, é colocado sobre o meio de cultura

inoculado com a bactéria.

A interpretação da susceptibilidade se baseia

na medida do halo de inibição do crescimento

bacteriano formado ao redor do disco. É importante

notar que microrganismos que apresentarem

resistência in vitro também serão resistentes in

vivo. Por outro lado, microrganismos apresentando

sensibilidade in vitro podem ser resistentes in vivo.

A determinação da suscetibilidade aos

antimicrobianos (TSA ou antibiograma) é

uma das principais tarefas do laboratório de

microbiologia clínica. Em muitas situações, sob

o ponto de vista do clínico, os resultados do

antibiograma são considerados mais importantes

do que a própria identificação do micro-organismo

envolvido no processo infeccioso. Em parte, isso

pode ser explicado pelo aumento mundial de

microorganismos multirresistentes, o que limita

a opção terapêutica. Como consequência o

laboratório deve dar prioridade não só à produção

de dados precisos, mas também deve liberar

laudos que sejam facilmente interpretáveis.

O ágar Mueller-Hinton Renylab foi especialmente

desenvolvido para a realização do antibiograma

em disco-difusão.

Acesse nosso site e conheça!

www.renylab.ind.br

(32) 3331-4489

CHEGOU NA BIOCON: DENGUE NS1 TEST

O Dengue NS1 Rapid Test é um teste rápido

imunocromatográfico qualitativo para detecção

do antígeno NS1 em amostras de sangue total,

soro, plasma e punção digital.

Somente para uso profissional em

diagnóstico IN VITRO.

Apresentação: kit com 20 testes

Armazenamento: 2 a 30° C

Resultado em 15min

Registro Anvisa: 80638720213

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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

145


INFORME DE MERCADO

CELLAVISION: CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DA

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA CONTAGEM

DIFERENCIAL DE LEUCÓCITOS

A utilização da inteligência artificial na medicina

diagnóstica parece ser um caminho sem volta. A

cada dia nos deparamos com novos equipamentos

no mercado utilizando a inteligência artificial a

favor de um diagnóstico mais robusto. Muitas

são as vantagens de sua aplicação, entre elas, o

ganho de consistência, produtividade, redução de

resultados falsos negativos, entre outras.

Os equipamentos CellaVision contam com

uma rede neural artificial proprietária capaz de

identificar células de sangue periférico e pré

classificá-las com taxa de acerto muitíssimo

elevada, colocando o laboratorista em um

excelente ponto de partida para a análise. É como

se já saíssemos oitenta metros à frente em uma

corrida de cem metros rasos.

Em um estudo publicado por Briggs e colaboradores

no International Journal of Hematology, os

autores compararam os resultados da contagem

diferencial de leucócitos realizada manualmente

versus a pré classificação automatizada pelo

equipamento CellaVision. O resultado fornecido

pela automação obteve concordância de 89,2%

(tabela). Isso significa que o laboratorista iniciaria

sua análise já com 89,2% das células classificadas

corretamente, precisando apenas revisar aquilo

que a automação lhe forneceu.

Observando as três classes celulares predominantes

(neutrófilos, linfócitos e monócitos), mais de

97,3% das células foram corretamente classificadas

pelo sistema CellaVision. Como estas células

representam de 90% a 95% das células de um

esfregaço típico de uma rotina, a pré classificação

pelo CellaVision realmente acelera o processo de

revisão das lâminas, permitindo ao profissional

despender mais tempo proporcional para o

estudo de células imaturas e células anormais.

Desta forma, o CellaVision contribui muito para o

aumento da produtividade laboratorial e redução

do tempo de entrega do exame.

Ainda com relação ao aumento da produtividade

laboratorial, um estudo publicado no Journal of

Clinical Pathology demonstrou que equipamentos

CellaVision reduzem significativamente o tempo

de revisão por lâmina. Ceelie e colaboradores

avaliaram o tempo de revisão de duzentas

lâminas realizadas por nove profissionais, primeiro

utilizando a microscopia manual e em um segundo

momento, a automação CellaVision. O resultado

encontrado foi uma redução de 50% no tempo

de revisão dos esfregaços. O tempo economizado

poderia ser aplicado em outras atividades dentro

do laboratório, permitindo o uso racional dos

recursos humanos, conclui os autores.

Outra vantagem da automação da contagem

diferencial de leucócitos é o elevado nível de

padronização dos processos, o que conduz ao

ganho de consistência das análises. A variação

interlaboratorial na classificação celular é sempre uma

grande preocupação dos gestores de laboratórios. Ao

se adotar a automação com o CellaVision a variação

interlaboratorial é reduzida drasticamente uma vez

que os laboratoristas avaliarão o mesmo conjunto de

células de um determinado esfregaço.

Referências:

Int J Lab Hematol. 2009 Feb;31(1):48-60. doi: 10.1111/j.1751-

553X.2007.01002.x. Epub 2007 Dec 20.

Journal of Clinical Pathology. 2007 Jan;60(1):72-9

Saiba mais em www.cellavision.com

Contato: Wagner Miyaura - Market

Support Manager, South America

wagner.miyaura@cellavision.com

146 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


CORANTES HEMATOLÓGICOS TRADICIONAIS RÁPIDOS

NEWPROV

INFORME DE MERCADO

Uma nova geração de corantes rápidos,

mantendo a metodologia tradicional e

garantindo o desempenho.

• Tempo reduzido;

• Coloração tradicional;

• Resposta de coloração excelente;

• Acompanha tampão para o preparo de

água, garantindo o ótimo desempenho;

• Melhor custo x benefício.

Em 1897, Paulo Erlich utilizou pela primeira

vez corantes derivados da anilina para corar

as células sanguíneas. Ele classificou estes

corantes em ácidos, básicos e neutros. As

combinações destes corantes se tornaram a

base para as colorações de Romanowsky.

Dimitri Leonidovich Romanowsky modificou a

técnica de Erlich usando uma mistura aquosa

de eosina Y e azul de metileno oxidado. Como

esta solução não era estável, James Homer

Wright introduziu o metanol como solvente

e fixador prévio da extensão sanguínea.

Gustav Giemsa padronizou as soluções

corantes e adicionou glicerol para aumentar a

solubilidade e estabilidade.

Todas as colorações desenvolvidas por Wright,

por Giemsa, por Richard May e Ludwig

Grünwald e por William Boog Leishman

receberam a denominação de colorações

derivadas de Romanowsky.

Todas estas colorações são chamadas de corantes

tradicionais e utilizadas na rotina laboratorial,

como descrito, há muito tempo. Mas são corantes

que têm um tempo de técnica em torno de 15

a 20 minutos. Um tempo bastante prolongado

em relação ao tempo em que um contador

hematológico realiza o hemograma.

A Newprov traz uma nova versão dos corantes

de Leishman e Wright, uma versão que mantém

a mesma tradição de qualidade, mas em um

tempo bastante reduzido. Esta nova versão,

chamada de Leishman e Wright rápidos, têm

um tempo de coloração de 4 minutos. Com uma

vantagem a mais, o corante (tanto Leishman

como Wright) vêm acompanhados de uma

solução tampão pH 6,8. O conjunto, corante

+ tampão, garante a mesma qualidade de

coloração que a técnica tradicional.

TESTE E COMPROVE A EFICIÊNCIA

Newprov- Produtos para Laboratório

Rua Primeiro de Maio , 608 Pinhais- PR

Cep : 83323-020

Telefones : +55 (41) 3888-1300

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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

147


INFORME DE MERCADO

A CARNE GRELHADA É SEGURA PARA COMER?

Pesquisadores investigam a influência do

cozimento da carne e do teor de gordura na

bioacessibilidade de hidrocarbonetos policíclicos

aromáticos em carnes grelhadas.

Os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs)

são produtos químicos que se formam quando a

carne é cozida em altas temperaturas – quando a

gordura e os sucos pingam nas chamas enquanto

assam, fritam ou grelham. Essas substâncias

também podem se formar durante outros

processos de preparação de alimentos, como

secagem e defumação.

A exposição a HPAs na dieta está ganhando

preocupação devido ao risco que esses produtos

químicos podem representar para a saúde humana.

Em experimentos de laboratório, descobriu-se que

os HPAs causam alterações no DNA que podem

aumentar o risco de câncer. Como resultado, a

Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer

(AIPC) classificou alguns desses produtos químicos

como conhecidos, possíveis ou provavelmente

cancerígenos para humanos.

Avaliar a quantidade de uma substância liberada

dos alimentos no trato gastrointestinal durante o

processo de digestão – ou sua bioacessibilidade

– é uma ferramenta importante para medir seu

potencial risco à saúde. Mas, atualmente, faltam

informações disponíveis sobre a bioacessibilidade

dos HPAs em carnes grelhadas.

Medindo a bioacessibilidade

Em um novo estudo, publicado no International

Journal of Environmental Research and Public

Health, os cientistas avaliaram a bioacessibilidade

de HPAs em frango e carne grelhados com

diferentes graus de cozimento (tempo de

cozimento) em diferentes partes do trato

gastrointestinal.1 Eles também estudaram a

relação entre o teor de gordura de carnes grelhadas

e a bioacessibilidade dessas substâncias.

Os pesquisadores mediram 15 HPAs em amostras

de frango e carne grelhadas usando cromatografia

líquida de alta eficiência (HPLC) – antes e depois

da digestão usando saliva, sucos gástricos,

intestinais e biliares.

A equipe encontrou 30,73 ng/g de HPAs totais em

carne bovina e 70,93 ng/g de HPAs totais em frango

antes da digestão. A bioacessibilidade dos HPAs

variou entre carne grelhada e frango, com aqueles

em carne grelhada exibindo bioacessibilidade

relativamente maior. A maior bioacessibilidade

dessas substâncias foi após a digestão estomacal,

seguida da digestão intestinal e depois salivar. Além

disso, a bioacessibilidade dos HPAs aumentou com

o aumento do grau de cozimento – e eles foram

positivamente correlacionados com os teores de

gordura da carne grelhada.

Os pesquisadores usaram água purificada

gerada a partir de um sistema de purificação de

água de laboratório ELGA PURELAB® para seus

experimentos, minimizando o risco de adição de

contaminantes que podem afetar seus resultados.

Riscos potenciais a longo prazo

Comer carne grelhada, grelhada e defumada

contribui com uma proporção substancial da

ingestão total de HPAs, uma vez que esses

alimentos estão ganhando popularidade. Os

pesquisadores estimaram a ingestão dietética

diária (DI) de HPAs através do consumo de carne e

frango grelhados – descobrindo que isso também

foi afetado pelo grau de cozimento da carne, o

que poderia representar um risco de câncer pelo

consumo a longo prazo de carnes grelhadas.

No geral, esses achados ajudam a revelar a influência

do cozimento da carne e do teor de gordura na

bioacessibilidade e bioacumulação de HPAs. Esses

achados devem ser empregados na avaliação do

risco à saúde da exposição humana a esses produtos

químicos a partir do consumo de carnes grelhadas

em diferentes graus de cozimento.

Por que escolher ELGA LabWater?

A ELGA LabWater é um nome confiável em água

pura e ultrapura desde 1937. Acreditamos em dar

a você a escolha de como você usa nossas soluções

de purificação de água, apoiada por um excelente

serviço e suporte.

Referência:

1. Hamidi EN, et al. Bioaccessibility of Polycyclic

Aromatic Hydrocarbons (PAHs) in Grilled Meat:

The Effects of Meat Doneness and Fat Content. Int J

Environ Res Public Health 2022;19(2):736 https://

doi.org/10.3390/ijerph19020736

Veolia Water Technologies Brasil - Media Relations

Rafaela Rodrigues

Tel. +55 11 97675 0943

rafaela.rodrigues@veolia.com

148 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


INFORME DE MERCADO

SUCESSO TOTAL: NEGÓCIOS E NOVOS PRODUTOS

A Nihon Kohden iniciou os negócios de IVD

em 1972 e tem desenvolvido equipamentos

eletrônicos médicos de ponta, atendendo a

linha humana e veterinária. Os analisadores

hematológicos da série Celltac são distribuídos em

mais de 120 países em todo o mundo.

Como desenvolvedores de tecnologia,

apresentamos no 47º Congresso Brasileiro

de Análises Clínicas (CBAC) as novas linhas

de equipamentos Celltac. Neste evento a

NIHON KOHDEN DO BRASIL apresentou ao

público dois novos equipamentos que fazem

parte do portfólio de soluções para o setor

hematologia dos laboratórios de todo o Brasil,

com autonomia para laboratórios de pequeno,

médio e grande porte, são eles:

Foto: Equipe IVD NIHON KOHDEN BRASIL com a nova linha Celltac

• Equipamento Celltac Alpha+ (MEK-1305)

• Equipamento Celltac G+ (MEK-9200)

Ambos os equipamentos vêm com parâmetros

adicionais como Índice de Mentzer e RDWI para o

melhor diagnóstico da causa da anemia microcítica,

P-LCC e P-LCR para identificar precisamente a

presença de Macroplaquetas, plaquetas gigantes e

agregação plaquetária e especificamente na linha

MEK-13XX foi adicionado o parâmetro NLR que

é um importante marcador para prognostico em

casos de COVID-19, dentre outras patologias.

A Linha Celltac Alpha, contempla os

equipamentos MEK-6500J/K, MEK-6550J/K

Veterinário e MEK-1305. Este último é um

diferencial por ser o único equipamento automático

com diferencial de leucócitos em 3 partes e

análise automática de VHS através da tecnologia

CiRHEX. Esse equipamento foi projetado para

simplificar ao máximo a realização do hemograma

e da Velocidade de Hemossedimentação (VHS)

sem custo adicional para o Laboratório, pois suas

principais vantagens são:

• Sistema unificado de aspiração e de sensores para

liberar ambos os testes (hemograma e VHS).

• Maior rapidez nos resultados, pois o hemograma

e VHS são liberados em até (2) dois minutos.

• Facilita a rotina pois utiliza o mesmo tubo para

realizar os testes.

• Diminui o risco de contaminação, pois não

há necessidade de vidros e/ou outros tipos de

materiais para aspiração do sangue.

• Corrige VHS pelo hematócrito e pela temperatura

do Laboratório.

• Alta sensibilidade e precisão.

Já o equipamento MEK-9200 (Celltac G+) traz

consigo todas as qualidades que destacaram a

linha G e ainda adiciona a leitura automática de

reticulócitos, através da tecnologia DynaScatter

Laser + HEM488. A contagem de reticulócitos por

fluorescência, também facilita a rotina laboratorial

já que reduz drasticamente o tempo desprendido

no método manual e seus erros intrínsecos. Além

disso, o equipamento libera parâmetros específicos

que indicam o grau de fluorescência pelo grau

de maturação dos reticulócitos, que é usado para

controle das doenças agudas e crônicas, emergências

médicas e cirurgias. A contagem de reticulócitos

é relevante para classificação fisiopatológica

da anemia e permite avaliar a capacidade de

eritropoiese na medula óssea.

Opte pela melhor tecnologia para o seu

laboratório!

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Celltac da Nihon Kohden!

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São Caetano do Sul - SP - CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br

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as novidades!

150 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


LANÇAMENTO DO MEK-1305 CELLTAC α+,

ANALISADOR AUTOMATIZADO HEMATOLÓGICO E VHS

A NIHON KOHDEN DO BRASIL lançou o MEK-

1305 (Celltac α+), um analisador automatizado

para hemograma e VHS. O MEK-1305 é o

primeiro analisador hematológico do mundo que

pode medir a contagem sanguínea completa

(CBC), incluindo o diferencial de 3 partes de

glóbulos brancos e a velocidade de sedimentação

eritrocitária simultaneamente.

INFORME DE MERCADO

A NIHON KOHDEN desenvolveu o MEK-1305

baseado no conceito de fornecer resultados de testes

mais rápidos e precisos, que são importantes para

a compreensão da condição clínica dos pacientes.

A VHS é a taxa de sedimentação dos glóbulos

vermelhos e é medida internacionalmente,

principalmente em países em desenvolvimento

para triagem e acompanhamento de inflamações

como reumatismo e doenças infecciosas como

tuberculose. O método de medição convencional

da VHS leva pelo menos 60 minutos, mas o MEK-

1305 realiza medições simultâneas de VHS e CBC

em um tempo aproximado de 2 minutos. Como

os resultados do teste podem ser confirmados

imediatamente após a coleta de sangue, esperase

que contribua para o diagnóstico preciso das

condições da doença e a tomada de decisão para

o tratamento na prática clínica.

O equipamento é equipado com a exclusiva

tecnologia CiRHEX TM da Nihon Kohden para

medição de VHS.

vermelhos e formação de rouleaux) obtido pela

unidade de medição de VHS. Os resultados de VHS

no MEK-1305 são altamente correlacionados com

os valores do método Westergren, que foi usado

como método de referência.

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laboratório!

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Não são necessários reagentes adicionais porque

o valor de VHS de 1 hora exibido no MEK-1305 é

gerado com base no hematócrito (HCT) e volume

corpuscular médio (MCV) obtido da medição de

CBC, bem como no silectrograma (uma forma de

onda que representa a intensidade da luz que passa

pelo sangue, que vai se modificando ao longo do

tempo após o início da agregação de glóbulos

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

151


INFORME DE MERCADO

HORIBA Medical Brasil inova e disponibiliza ferramenta para

avaliação da identificação de células sanguíneas – QSP

• Usuários ilimitados

• Cada gerente de laboratório estabelece o protocolo

de controle e escolhe as lâminas a serem analisadas

pela equipe responsável pelo exame das lâminas.

• Semanalmente, um caso pode ser examinado.

• O programa QSP emite relatórios personalizados

para garantir uma rastreabilidade perfeita.

O software QSP é uma ferramenta para imagens

de alta definição, didática e muito intuitiva.

Ele oferece ao pessoal do laboratório o

exame das lâminas sanguíneas, que são digitalizadas

e avaliadas previamente. Permite ao

laboratório avaliar a capacidade dos potenciais

examinadores

O QSP é mais do que um atlas citológico…

Usa casos clínicos reais fornecidos por

médicos aprovados.

Com casos normais e patológicos.

Vantagens

Treinamento contínuo dos analistas de laboratório

• 6 slides digitais por mês.

• O laboratório pode definir sua própria classificação

de células.

• Avaliação de WBC, RBC e PLT classificação e /

ou morfologias.

• Identificação incorreta de células.

• Relatórios com desempenho individual pontuação.

• Fácil de usar

• Não há necessidade de material adicional (baseado

em PC).

É elaborado um relatório individual da classificação

que mostra

• Um índice da sensibilidade média das células

corretamente classificadas em relação

à referência.

• Uma classificação imediata de TP, TN, FP, FN e

os cálculos associados da relação sensibilidade

e precisão

• Imagens de células que não combinam com a

classificação de referência.

• As observações do leitor e do gerente.

• As ações corretivas associadas.

Benefícios

• Padronização da leitura manual das lâminas

ao microscópio.

• Aumentando a confiabilidade dos resultados

finais.

• Ajudar novos técnicos a melhorar seu nível e se

tornarem confiantes.

• Ajudando Técnicos experientes a manter

seu nível.

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152 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


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INFORME DE MERCADO

A IMPORTÂNCIA DO FREELITE MX® PARA O DIAGNÓSTICO

PRECOCE DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Um dos exames da Binding Site tem atuação

fundamental no diagnóstico de uma das principais

doenças que afetam o sistema nervoso central:

a Esclerose Múltipla. Trata-se do Freelite Mx®,

mais específico, sensível, confiável, rápido e fácil

de execução quando comparado aos exames

mais tradicionais para a análise dessa e de outras

patologias. Tais qualidades advém do fato de o

Freelite Mx® ser capaz de identificar a mais ínfima

quantidade de cadeia leve livre em uma amostra

de líquor retirada do espaço intratecal – aquele

dentro de nossa coluna onde a medula está

contida – região de difícil acesso e análise.

Como funciona

Alguns estudos demonstram que portadores

da Esclerose Múltipla apresentam aumento

considerável da cadeia leve livre kappa no líquor:

cerca de 60 vezes maior do que o do grupo

controle. Por isso, o Freelite Mx® tem sido cada

vez mais recomendado e utilizado no diagnóstico

da doença, em conjunto com outros exames mais

tradicionais para Esclerose Múltipla, como o de

bandas oligoclonais, índice de IgG, índice de

albumina e também a ressonância magnética. A

alta sensibilidade do Freelite Mx® é uma grande

vantagem, uma vez que ele apresenta resultados

objetivos e quantitativos, diferente dos demais,

cuja análise muitas vezes é difícil, nem sempre

clara – e passa por critérios subjetivos. Assim, por

exemplo, mesmo que o resultado dê negativo em

um exame de bandas oligoclonais, o Freelite Mx®,

devido à sua sensibilidade, consegue detectar

qualquer alteração. O exame da Binding Site

também pode ser usado no auxílio do diagnóstico

e na diferenciação de outras patologias do sistema

nervoso central, como a síndrome clínica isolada,

meningite, encefalite, síndrome de Guillain-Barré,

neuroborreliose, polineuropatia, entre outras

doenças crônicas.

Sobre o Freelite® Mx e onde encontrar o

exame

O Freelite® foi aprovado em 2001 pelo FDA

(Food and Drug Administration), aprovado pela

ANVISA em 2010-11 e considerado biomarcador

em 2014 pelo Grupo Internacional de Trabalho

do Mieloma, ou seja, é o exame de escolha para

o diagnóstico e monitoramento do Mieloma

Múltiplo e ainda outras gamopatias monoclonais.

Após anos de padronização e validação, em 2006,

foi lançado então o Freelite Mx®, com valores de

referência específicos para as amostras de líquor;

que também possibilita a utilização de amostras

de soro e urina. O Mx, aliás, vem do termo em

inglês “multiple matrix assays” (ensaios de matriz

múltipla). Ambos utilizam a plataforma Optilite®

para a análise automatizada dos testes. O exame

está disponível no Laboratório Neurolife e no

Laboratório Senne Liquor.

Contato

No blog da Binding Site você encontra outros artigos

que explicam mais aspectos da Esclerose Múltipla.

www.freelite.com.br / www.bindingsite.com.br

Para mais informações entre

em contato com a equipe:

info@bindingsite.com.br

www.freelite.com.br

154 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


EXAMES MOLECULARES DE ALTA COMPLEXIDADE ESTÃO

CADA VEZ MAIS ACESSÍVEIS NO PAÍS

Um dos setores do mercado que mais evoluiu

nos últimos anos foi o da medicina diagnóstica,

novas tecnologias permitiram que exames fossem

realizados em larga escala, com menos tempo,

maior precisão e garantindo a qualidade. Dentro

do universo laboratorial, a área da genética se

destacou e ganhou investimentos e inovações,

com equipamentos mais modernos e o uso de

inteligência artificial. Um exemplo, é o laboratório

de apoio DB Molecular, especializado em biologia

molecular, genética e citogenética e atuante no

modelo de mercado B2B.

Para atender a demanda, o DB Molecular

investiu em setores internos para trazer

ganhos em produtividade e qualidade. O setor

de infecciosas foi um deles, movidos pela alta

dos testes de covid-19, um novo olhar sobre

esses exames moleculares foi preciso. “Com

a pandemia, houve um foco muito grande

nessa área, não só para nossos clientes,

que já sabiam da existência dos exames

moleculares para diagnóstico de infecciosas,

mas também para o público final, que ficou

mais familiarizado com esses testes, e passou

a exigi-los também”, conta Isabella Ortiz,

gerente de produto do DB Molecular.

O grande investimento do setor ficou por conta de

um novo maquinário, o Alinity m, da Abbot, que

processa exames relacionados a IST, HPV, hepatites

virais e HIV. Com essa tecnologia o laboratório

consegue liberar resultados em no máximo 48

horas, a partir do momento que essa amostra

chega no laboratório. Desde a implementação

da plataforma o setor já apresentou ganhos em

capacidade produtiva. “O Alinity m traz mais

flexibilidade em nossa rotina, temos menos custo

de produção e cortamos o prazo de entrega para

o cliente pela metade. Não é só o nosso parceiro

que ganha, o paciente e o médico também são

beneficiados com a liberação de resultados com

maior rapidez e segurança. Isso ajuda em tomadas

de decisões mais assertivas na prática clínica e

diagnósticos precoces para um tratamento mais

eficaz”, complementa Isabella.

Outro setor que foi totalmente reformulado

recentemente foi a citogenética. A área é

fundamental nos diagnósticos de alterações

cromossômicas e de doenças onco-hematológicas,

a citogenética do DB Molecular foi pioneira

na implementação de uma inteligência

artificial, na qual existente em apenas dois

laboratórios brasileiros.

INFORME DE MERCADO

“A Citogenética é um setor de alta complexidade

e muito conhecido pela rotina manual ou quase

artesanal. Com um time altamente capacitado e

qualificado, o maior custo operacional desse setor

é a mão de obra. Levando isso em consideração,

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

155


INFORME DE MERCADO

o DB buscou alternativas e investiu em tudo o

que há disponível no mercado para automação

desse setor, desde capturadores automáticos

de imagens até uma inteligência artificial que

acelera o processo de análise, sempre mantendo

a qualidade. Em pouco tempo de uso, comprovou

um ganho de produtividade de até 30% por

analista. Toda essa tecnologia empregada, entrega

ao DB um setor otimizado e financeiramente

saudável.”, explica Antoniella Cobacho, gerente do

setor de Citogenética do DB Molecular.

O DB Molecular faz parte do grupo DB

Diagnósticos, único laboratório exclusivo de

apoio do país, com capilaridade nacional e líder

de mercado. “Apesar de trabalharmos com alta

complexidade diagnóstica, e estarmos localizados

em São Paulo, nosso modelo de mercado nos

permite levar toda essa tecnologia a lugares mais

remotos, alcançando uma população, que muito

provavelmente, não teria como realizar esses

exames sem se deslocarem, o que torna o acesso

aos testes mais democrático”, finaliza Isabella.

PRO-IN em Tempo Real gratuito

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Variação (CV%) automáticos

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da fiscalização da Vigilância Sanitária ou

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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

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INFORME DE MERCADO

CONTROLE HEMATOLÓGICO: O PRIMEIRO PASSO PARA UM

HEMOGRAMA CONFIÁVEL

Por: Adriana Fontes e Thaís C. Miranda

O setor de hematologia é fundamental em um

laboratório clínico, uma vez que o hemograma,

principal exame da área, permite a avaliação

qualitativa e quantitativa dos hemocomponentes,

considerados essenciais no diagnóstico e no

acompanhamento de diversas doenças. Tendo em

vista a relevância desse exame na esfera clínica,

faz-se necessário estabelecer um controle de

qualidade (CQ) nos laboratórios.

O sistema de CQ adotado deve minimizar os erros

comuns de uma análise e, consequentemente,

elevar a segurança na emissão do seu resultado.

Para tanto, este sistema é dividido em duas

vertentes: o Controle Externo de Qualidade (CEQ)

e o Controle Interno de Qualidade (CIQ). O CEQ, ou

controle interlaboratorial, visa avaliar a exatidão

dos resultados de exames, por meio da execução

de Ensaios de Proficiência. Já o CIQ, ou controle

intralaboratorial, permite a identificação de falhas

no sistema analítico e a promoção de medidas

corretivas quando necessário. A RDC 302/2005 da

ANVISA, que dispõe sobre o Regulamento Técnico

para funcionamento de Laboratórios Clínicos,

preconiza que para o CIQ devem ser utilizados

controles hematológicos comerciais, aprovados

pela própria agência sanitária.

Dessa forma, na rotina do laboratório, é

imprescindível o emprego de controles

hematológicos, cujos resultados devem ser

registrados e avaliados de acordo com os limites

previamente estabelecidos. A recomendação é usar

ao menos dois níveis de concentração das amostrascontrole

na rotina laboratorial. No entanto, no setor

de hematologia, faz-se necessário a aplicação de

maior número de níveis de controles, a fim de

assegurar a reprodutibilidade dos resultados.

É importante ressaltar que são produtos sensíveis

e perecíveis, sendo assim, a utilização de forma

incorreta pode prejudicar a estabilidade do

produto, interferindo no monitoramento do CIQ e

afetando, consequentemente, a confiabilidade dos

resultados fornecidos pelo Laboratório Clínico.

A adoção do controle interno de qualidade em

conjunto com ensaios de proficiência, calibradores

e análises realizadas por profissionais qualificados,

promove um maior controle da fase analítica, visto

que auxilia na identificação de erros no processo,

facilitando a adoção de medidas corretivas que

irão assegurar um diagnóstico mais preciso, além

de garantir um melhor atendimento e um retorno

mais eficiente à população.

Referências Bibliográficas:

ANVISA. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA.

Resolução da diretoria colegiada - RDC Nº 302, de 13 de

outubro de 2005.

CHAVES, C. D. Controle de qualidade no laboratório de

análises clínicas. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina

Laboratorial, v. 46, n. 5, p. 352-352, 2010.

DA SILVA, P. H. et al. Hematologia laboratorial: teoria e

procedimentos. Artmed Editora, p. 41-43. 2015.

DE OLIVEIRA,C. A.; MENDES,M. E. Gestão da Fase Analítica

do Laboratório como assegurar a qualidade na prática.

ControlLab. v. 1, p. 95-110. 2010

DE OLIVEIRA,C. A.; MENDES,M. E. Gestão da Fase Analítica

do Laboratório como assegurar a qualidade na prática.

ControlLab. v. 2, p.97-120. 2011

DE OLIVEIRA,C. A.; MENDES,M. E. Gestão da Fase Analítica

do Laboratório como assegurar a qualidade na prática.

ControlLab. v. 3, p.47-60. 2012

DO NASCIMENTO, R. M., et al. A importância do

hemograma no pré-natal para o curso técnico em análises

clínicas. p. 1-388–416, 2021.

MARTELLI, A. Gestão da qualidade em laboratórios de

análises clínicas. Journal of Health Sciences, 2011.

Tel : +55 31- 3489-5100

158 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


PARA UMA NOVA VIDA, UMA NOVA CASA.

A VIDA BIOTECNOLOGIA APRESENTA SUA NOVA PLANTA FABRIL.

Localizada em Belo Horizonte, em terreno de

10 mil m² e com 8.800 m² de área construída,

o novo parque será o maior da América Latina

para o IVD.

INFORME DE MERCADO

Isso é coragem para evoluir e tecnologia para

transformar.

Em conjunto com a nova sede, a empresa traz,

para consolidar seu posicionamento no mercado

e para sustentar o crescimento, um novo sistema

de gestão empresarial e uma nova estrutura

organizacional com processos mais ágeis e

confiáveis e adequados a realidade demandada

pelo mercado. O processo fabril e de expedição

logística será dotado de automação até então

ainda não implementado no Brasil.

E é nesse ritmo que a nova fábrica da VIDA

Biotecnologia se aproxima de sua inauguração.

Uma estrutura completa, projetada e executada

nos mais altos padrões qualidade de produção e

distribuição. Tudo isso vai proporcionar, à nossa

equipe e a todos os nossos parceiros, uma nova

experiência no segmento. Fique de olho em

nossas redes para saber tudo sobre nossa nova

fábrica e sobre nossos produtos e serviços.

Imagens meramente ilustrativas

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

159


INFORME DE MERCADO

PCR – PROTEÍNA C-REATIVA

IMPORTANTE MARCADOR CARDÍACO E DOENÇAS INFLAMATÓRIAS

A Proteína C-Reativa (PCR) é produzida pelo

fígado, e considerada um marcador de fase

aguda, pois seus níveis aumentam quando há

uma inflamação ou infecção no organismo,

podendo, também, estar alterada em

manifestações críticas de doenças inflamatórias,

como artrite reumatoide, lúpus ou vasculite.

Desde o início da pandemia pelo Coronavírus

o PCR está sendo utilizado para a detecção do

grau de avanço da doença e da intensidade da

inflamação respiratória.

Existem diferentes metodologias para dosagem

de PCR, e a Ebram possui em seu portfolio 3 delas,

que são o PCR Látex por aglutinação direta, o Turb

PCR por turbidimetria e o Turb PCR Ultrassensível,

que também utiliza o método de turbidimetria,

mas é destinado à outra finalidade.

Diferença entre PCR Látex e Turb PCR

O PCR Látex é um teste manual realizado em

placa por aglutinação de partículas de látex,

para a determinação qualitativa e semiquantitativa

de PCR na amostra. Ao observar

um resultado positivo após 2 minutos da reação,

sabe-se que há níveis superiores a 6mg/L

de PCR no soro e através da técnica semiquantitativa

é possível identificar qual a faixa

de concentração presente na amostra como, por

exemplo, 12, 24, 48, 96, 192, 384mg/L.

O kit de Turb PCR utiliza a metodologia de

turbidimetria para a detecção do PCR no soro,

técnica quantitativa, realizada em analisadores

bioquímicos automáticos. A técnica envolve a

utilização de partículas de látex, poliestireno

revestido com anticorpos anti-PCR, que ao

reagir com a PCR presente na amostra, formam

imunocomplexos responsáveis por gerar a

turbidez da solução. A técnica de turbidimetria

é mais precisa por definir a concentração exata

de PCR na amostra.

O protocolo indicado por laboratórios de referência

consiste na utilização da técnica de aglutinação

como triagem, e em caso de resultados positivos,

na realização da dosagem através do método de

turbidimetria para confirmação e determinação

exata da concentração.

Diferença entre PCR e o PCR Ultrassensível

A metodologia para determinação de PCR na

amostra do kit de PCR ultrassensível é a mesma

utilizada no Turb PCR, os dois kits pertencem a

linha de Turbidimetria da Ebram, e a diferença

entre eles é a finalidade do teste.

Um discreto aumento da PCR é um fator de

risco cardiovascular, portanto enquanto o

PCR normal é utilizado como marcador de

inflamações e infecções de fase aguda, o

PCR ultrassensível indica especificamente a

inflamação dos vasos sanguíneos causada pelo

acúmulo de gordura nas artérias, tornandose

um importante marcador cardíaco para

prevenção e acompanhamento de doenças

arteriais. Concentrações baixíssimas de

PCR podem ser detectadas pelo método

ultrassensível tornando o ensaio capaz de

diagnosticar a inflamação crônica subclínica

e predizer o risco de doenças cardiovasculares

em pessoas aparentemente saudáveis.

Para mais informações sobre os kits para

dosagem de PCR da Ebram, entre no site ou

em contato com nossa equipe de vendas.

Para mais informações:

Telefone: (11) 2291-2811

Site: www.ebram.com.br

160 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


como a MGI vai elevar o seu

laboratório para o próximo nível:

Os sequenciadores G50 e G400 estão rodando em

laboratórios pelo Brasil e têm sido usados como

ferramenta para o diagnóstico e determinação de

novas variantes de SARS-CoV-2.

sequenciador mgi DNBSEQ-G50

Com soluções adaptáveis e flexíveis, os

equipamentos podem ser usados para

sequenciamento de baixo, médio e alto

número de amostras, e aplicados para transcriptoma,

exoma, genoma, sequenciamento de

microrganismos, painel germinativo ou

somático, análise de NIPT e de CNV, entre outras

sequenciador DNBSEQ-G400

Além disso, a MGI oferece soluções que vão desde a extração de material genômico,

preparo automatizado de biblioteca, sequenciamento e análise de dados que podem ser

usados de forma autônoma ou totalmente integrados para simplificar o seu laboratório.

Entre em contato conosco para conhecer mais e melhor sobre as soluções da MGI!

comercial@pensabio.com.br

Tel: +55 (11) 3868-6500


INFORME DE MERCADO

DENGUE: BOAS PRÁTICAS PARA REALIZAÇÃO DO TESTE

SOROLÓGICO

A dengue é uma velha conhecida da população

brasileira, com os primeiros casos registrados no

século XIX. Em uma campanha contra a febre

amarela em 1903, o mosquito transmissor tanto

de febre amarela e dengue foi erradicado. Assim,

não houve surtos da doença no Brasil até 1981.

A partir da década de 1980 a dengue voltou a

ser uma preocupação, principalmente quando

surgiu a epidemia de casos hemorrágicos, em

que o paciente apresenta sintomas mais graves

e risco de morte.

Por isso, todos os anos a partir de março

até agosto, a tendência é de crescimento de

número de casos e motivo de alerta para a toda

a população.

Notificação compulsória

Os casos suspeitos de dengue devem ser

notificados ao Ministério da Saúde e testados

para confirmação. Dessa forma, é possível

realizar medidas de controle nas comunidades

que mais apresentarem casos.

A comprovação laboratorial das infecções

pelo vírus da dengue acontece por meio do

isolamento do agente ou pelo emprego de

métodos sorológicos, com a demonstração da

presença de anticorpos da classe IgM.

Como realizar o teste sorológico?

A FirstLab tem em seu portfólio o Teste Rápido para

Dengue. É um teste imunocromatográfico que

realiza a determinação quantitativa dos anticorpos

IgG e IgM dos vírus da dengue tipo I, II, III e IV, por

meio de amostras de sangue, soro e plasma.

Confira o passo a passo do teste realizado

por punção capilar (sangue total):

- Perfure o dedo com uma lanceta estéril. Limpe

o primeiro sinal de sangue;

- Esfregue suavemente o dedo para formar

uma gota arredondada de sangue sobre o

local da punção.

- Encoste a extremidade do tubo capilar na gota

para que o sangue suba por capilaridade até a

risca, colhendo aproximadamente 10 microlitros.

- Adicione a amostra no cassete, no orifício

identificado por “S”, utilizando o tubo capilar.

- Adicione 3 gotas da solução tampão no orifício

identificado por “B”, aguardando a completa

absorção de cada gota antes de adicionar a

próxima.

- Inicie a contagem do tempo e realize a leitura

em 15 minutos.

Confira o passo a passo do teste realizado com

soro ou plasma:

- Realize a punção venosa, de preferência

utilizando sistema fechado (agulha/escalpe a

vácuo) para diminuir o risco de interferentes préanalíticos.

Amostras hemolisadas ou lipêmicas

não podem ser utilizadas.

- Colete o sangue em tubos para soro (ativador

de coágulo) ou plasma (EDTA ou heparina).

- Siga as recomendações do fabricante do tubo de

coleta com relação às inversões e centrifugação

para separação do soro ou plasma.

- Pipete 10 microlitros de soro/plasma e adicione

no cassete, no orifício identificado por “S”.

- Adicione 3 gotas de solução tampão no orifício

identificado por “B”, aguardando a completa

absorção de cada gota antes de adicionar a

próxima.

- Inicie a contagem do tempo e realize a leitura

em 15 minutos.

Entre em contato com a equipe comercial da

FirstLab para adquirir o teste rápido de dengue

ou outros itens para realização do teste, como

lanceta ou tubo de coleta.

Saiba mais sobre essas novidades FirstLab

www.firstlab.ind.br

atendimento@firstlab.ind.br

0800 710 0888

162 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


A BIOMÉDICA TRAZ SOLUÇÕES INOVADORAS COM TESTES

DE PCR EM TEMPO REAL

A técnica de Biologia Molecular está

crescendo cada vez mais e é utilizada para

identificar uma diversidade muito grande

de doenças infecciosas, hereditárias, câncer,

entre outros, revolucionando o mercado de

diagnóstico. Com isso, a Biomedica, uma das

empresas brasileiras pioneiras no segmento,

traz soluções inovadoras e de alta tecnologia

para promover cada vez mais a técnica da

Biologia Molecular.

INFORME DE MERCADO

Em breve será lançado no mercado brasileiro

o kit VIASURE Monkeypox Virus Real Time

PCR, para detecção do vírus Monkeypox.

Esse vírus tem sido monitorado pelas

diversas autoridades sanitárias no mundo

todo depois que Organização Mundial da

Saúde emitiu alerta sobre casos da doença

em países não endêmicos.

A Monkeypox é uma doença causada pelo

vírus Monkeypox do gênero Orthopoxvirus

e família Poxviridae. A transmissão pode

ocorrer de pessoa para pessoa através do

contato direto próximo com lesões (vesículas)

e mucosas, fluidos corporais e até mesmo

através de gotículas respiratórias expelidas

no ar. O período de incubação pode variar

de 5 a 21 dias. A doença é muitas vezes

auto limitada e os sintomas geralmente

desaparecem espontaneamente dentro de 5 a

21 dias após o início.

O kit de detecção VIASURE Monkeypox Virus

Real Time PCR foi projetado para a identificação

qualitativa de DNA do vírus Monkeypox em soro,

fluido de vesícula/pele cutânea, fluido de feridas

e swab de indivíduos suspeitos de infecção pelo

vírus Monkeypox.

Os principais objetivos da vigilância e

investigação de casos de varíola no contexto

atual são identificar rapidamente casos, grupos e

as fontes de infecção o mais rápido possível, a fim

de fornecer atendimento clínico ideal, isolar casos

para evitar transmissão adicional, identificar e

gerenciar contatos e adaptar métodos eficazes

de controle e prevenção com base nas vias de

transmissão mais comumente identificadas.

Nesse sentido, a PCR é o teste laboratorial

preferido por sua acurácia e sensibilidade.

EM BREVE LANÇAMENTO:

Kit VIASURE Monkeypox de detecção Real Time

PCR com todos os recursos e confiabilidade da

linha VIASURE da Certest.

Kits prontos e de fácil uso.

Produto liofilizado.

Transporte e armazenamento à temperatura

ambiente.

Validade: 24 meses.

Biomedica Equipamentos e Suprimentos LTDA.

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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

163


INFORME DE MERCADO

PLACA DE PETRI: A HISTÓRIA POR TRÁS DO ITEM

INOVADOR QUE REVOLUCIONOU A MICROBIOLOGIA

Mesmo quem trabalha completamente fora

da área de biológicas ou da saúde, quando

vê aquele recipiente circular e transparente,

logo faz uma associação à laboratórios,

bactérias e ciência. Afinal, a placa de Petri

é utilizada em infinitas áreas de importância

global como o diagnóstico de várias doenças,

o controle de qualidade de alimentos,

medicamentos e cosméticos, a descoberta

de novas drogas, o estudo do mecanismo de

ação de fármacos, o melhoramento genético,

entre tantas outras aplicações.

No entanto, nem todos conhecem a história

por trás desse produto tão difundido no mundo

todo. Antigamente, a cultura bacteriana

era feita em tubos de vidro inclinados. Foi

então que o microbiologista Robert Koch

teve a ideia de associar placas de vidro, um

sistema que chamou de “câmara úmida”. Um

tempo depois, seu assistente Julius Petri

quis aprimorar o modelo de seu mentor e

utilizou duas placas de vidro com diâmetros

diferentes para que se encaixassem. Assim,

Petri conseguiu reduzir as contaminações e

melhorar a troca gasosa do sistema anterior,

publicando seus achados em 1887. Dessa

maneira, apesar de vários outros cientistas do

mesmo período reivindicarem a autoria pela

criação desse sistema de cultivo, as placas

de vidro circulares ficaram mundialmente

conhecidas como Placas de Petri.

E, então, como surgiram as placas de Petri

descartáveis? Ah, isso é com a gente! Há quase

60 anos, a Greiner foi a pioneira na fabricação de

placas de Petri de plástico, o que tornou a vida dos

microbiologistas muito mais fácil e segura tanto

em termos de confiabilidade de resultados quanto

para sua manipulação, armazenamento e descarte.

Atualmente, as placas de Petri Greiner Bio-One

são as mais leves do mercado o que, além de

empregar uma menor quantidade de matéria

prima em sua produção, gera muito menos

resíduo. Isso é bom tanto para o ambiente

quanto para o cliente que se beneficia com

a redução do custo de descontaminação

de resíduos. Com suas medidas padrão de

90x15mm, as placas de Petri são fabricadas em

poliestireno de altíssima qualidade o que resulta

em excelente transparência ótica e planaridade.

Seu design permite tanto a troca gasosa

eficiente quanto o empilhamento seguro,

além de ser compatível com os principais

equipamentos automatizados disponíveis no

mercado. E, para fechar com chave de ouro a

lista de qualidades dessa estrela, nossas placas

de Petri são esterilizadas por radiação ionizante

do tipo E-Beam, um processo no qual o produto

fica exposto por menos tempo, não deixa

resíduos, evita efeitos de envelhecimento do

poliestireno e é considerado mais sustentável

que outras técnicas. Mais um ponto para o meio

ambiente e para a segurança!

Essa é a Greiner-Bio One, que trouxe a

tecnologia e o know-how consagrados

mundialmente para suprir a pesquisa e a

indústria brasileira com a melhor placa de

Petri do mercado. Para saber mais sobre esse

e outros produtos de nosso portifólio, acesse

www.gbo.com, ou entre em contato pelo

info@br.gbo.com

Greiner Bio-One

A Greiner AG, sediada em Kremsmünster, na

Áustria, está dividida em três áreas de atuação.

A Greiner Packaging fabrica embalagens

plásticas para os setores alimentícios, dentre

outros, enquanto a Neveon é líder global na

produção de espumas integradas e flexíveis,

compostas de poliuretano com uma ampla

gama de aplicações. A Greiner Bio-One é um

player global no campo da tecnologia médica

e life sciense.

www.gbo.com

Para mais informações:

Departamento de Marketing

T: +55 19 3468 9600

E-Mail: info@br.gbo.com

164 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


INFORME DE MERCADO

GRUPO KOLPLAST, 34 ANOS.

UMA HISTÓRIA DE PROTAGONISMO, INOVAÇÃO E FOCO NA SAÚDE.

Inicialmente apenas Kolplast, o hoje, Grupo

Kolplast, foi fundado em 1988 na cidade

de São Paulo, Brasil. Nascia mais do que

simplesmente uma indústria de insumos

médico-hospitalares. Desde o início, o Grupo

Kolplast se vocacionou a oferecer soluções

materializadas na forma de produtos. Com essa

proposta e olhos atentos e permanentemente

voltados para as necessidades de seus

clientes, o Grupo percorreu uma trajetória

vitoriosa, trazendo consigo referências de

inovação, praticidade, produtos de qualidade

superior e serviços de excelência.

O Grupo Kolplast é fabricante das marcas

Kolplast, CellPreserv e Vagispec. Seu portfólio

focado em soluções para o laboratório

cresceu muito nos últimos anos. O Sistema

CellPreserv, metodologia nacional para

Citologia em base líquida, é a evolução da

citologia no laboratório, pois permite maior

precisão diagnóstica, sistema automatizado,

a preparação de 45 lâminas por hora, além

de possibilitar exames moleculares com a

mesma coleta. O mix de produtos voltados

a coleta de material biológico também tem

crescido e nas vésperas de comemorar seus 34

anos de existência, o Grupo Kolplast apresenta

ao mercado o Kolplagene, produto ideal para

coleta e transporte de material biológico

para exame genético. O kit é composto por

01 Swab de espuma, com espuma sintética

e 01 tubo laboratorial de 10ml com 1ml de

solução. Além de possuir as vantagens da

fabricação nacional, a inovação deste produto

é preservar a amostra de DNA e RNA por até

30 dias em temperatura ambiente.

É solução aos desafios enfrentados pelos

laboratórios, como custo de transporte e

complexidade no manejo das amostras

coletadas, afinal, nosso compromisso é fazer

a diferença, entregando ao mercado soluções

inovadoras para a saúde.

Saiba mais acessando

www.kolplast.com.br.

Fale conosco para mais informações!

Central de Relacionamento Grupo Kolplast

11 4961-0900

vendas@kolplast.com.br

166 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


MICROLAB NIMBUS® PRESTO KINGFISHER TECHNOLOGY

Extração de DNA e RNA de Forma Rápida e

Otimizada Com Beads Magnéticas

Uso com kits da Thermo Scientific, Omega

Biotek, Zymo Research e Macherey-Nagel.

INFORME DE MERCADO

Descubra o que a HAMILTON COMPANY

pode fazer por seu laboratorio!

Contato:

joseluis.avanzo@hamiltoncompany.com

NGS STAR

PIPETADOR PARA PREPARO DE BIBLIOTECAS NGS

Esta plataforma foi desenvolvida exclusivamente

para aplicações de sequenciamento de nova

geração (NGS). A preparação de bibliotecas

totalmente automatizada pode ser otimizada

e personalizada de acordo com a necessidade

do laboratório, podendo processar de 1 até 96

amostras sem intervenção do usuário.

A Hamilton Company conta com vários

métodos já validados para kits de distintas

marcas:

• Illumina

• Roche-KAPA

• PacBio

• IDT

• Twist Bioscience

• Thermo Fisher Scientific

• New England BioLabs

• QIAGEN

• Agilent

• Nanopore

• Paragon

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orientações confiáveis e eficientes.

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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

167


INFORME DE MERCADO

TUBERCULOSE: DIAGNÓSTICO RÁPIDO E PRECISO DIRECIONA

AO TRATAMENTO ADEQUADO

A tuberculose é uma doença que sempre esteve

nas principais pautas de discussão sobre a saúde

pública no Brasil e em diversos países, por ser

considerada uma das mais antigas da história.

Estima-se que até 2020, nove milhões de pessoas

tenham sido acometidas pela doença e 1,3 milhão

morreram em decorrência da enfermidade.

Afetando principalmente os pulmões, a doença

é transmitida por via respiratória, através de

espirros, tosse e até mesmo da fala. Estima-se que

uma pessoa com tuberculose pode infectar, em

média, outras quinze em um ano. Após 15 dias de

tratamento, o risco de transmissão é muito baixo.

O diagnóstico precoce, juntamente com a triagem

sistemática de contatos e grupos de risco, são

umas das apostas da Organização Mundial da

Saúde (OMS) para erradicar os casos.

Uma grande ameaça ao cenário de infecção pela

doença é a ocorrência da tuberculose resistente.

Esse caso exige um tratamento complexo, longo e

muitas vezes tóxico para os pacientes, reduzindo a

chance de cura em até 50%.

Soluções da Mobius

A Mobius Life Science apresenta as linhas

Genotype MTBDRplus e Genotype MTBDRsl

que detectam o Complexo M. tuberculosis e os

genes de resistência aos fármacos de 1º e 2ª

linha do tratamento. Estas linhas são baseadas na

tecnologia de PCR e DNA-STRIP, que em poucas

horas permite resultado seguro e confiável

a partir de amostras clínicas respiratórias e

amostras de cultura.

Mobiuslife.com.br

comercial@mobiuslife.com.br

168 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


CLOSTRIDIOIDES difficile

COPROSTRIP TM GDH + TOXINA A + TOXINA B

Habitante comum da flora do colo em

lactentes humanos e, às vezes, em adultos. A

espécie-tipo Clostridioides difficile, conhecido

como Clostridium difficile.

INFORME DE MERCADO

O bacilo anaeróbio gram-positivo Clostridium

difficile é o principal agente causador de

diarreia associada a antibióticos e colite

Pseudomembranosa. Esse patógeno é capaz de

causar doenças que podem ser graves ou fatais se

não forem diagnosticadas a tempo e tratadas. A

exposição a antibióticos é o principal fator de risco

para a infecção por C. difficile. A infecção pode se

desenvolver se a flora gastrointestinal normal for

interrompida pela antibioticoterapia e uma pessoa

adquirir C. difficile, produtora de toxinas.

Os principais fatores de virulência do C. difficile

são as Toxinas A e B. Essas toxinas mostram alta

sequência e homologia funcional. A Toxina A foi

descrita como uma enterotoxina que danifica os

tecidos e atrai neutrófilos e monócitos e a Toxina

B como uma citotoxina potente que degrada as

células epiteliais do cólon.

A maioria das cepas virulentas produz ambas

as Toxinas, no entanto, as cepas da Toxina A

negativa/positiva da Toxina B também são

capazes de causar doenças.

A glutamato desidrogenase de Clostridium difficile

(GDH) é uma enzima produzida em grandes

quantidades por todas as cepas toxigênicas

e nãotoxigênicas, tornando-o um excelente

marcador para o organismo.

Com uma sensibilidade e especificidade >99%,

faz com que o CoproStrip TM GDH + Toxina A +

Toxina B seja considerado um produto de extrema

qualidade, garantindo confiabilidade e segurança.

Bio Advance

Tel.: (11) 3445-5418

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A LABORLINE ESTÁ ON-LINE

A LaborLine é uma empresa 100% brasileira,

sua credibilidade está relacionada à constante

atenção e dedicação no desenvolvimento

de produtos duráveis, buscando inovação e

qualidade.

A marca apresenta ao mercado sua loja virtual

laborline.com.br, onde é possível encontrar

toda a linha de centrífugas e equipamentos

para laboratórios que buscam otimizar e ter

maior eficiência na sua rotina.

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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

169


INFORME DE MERCADO

ES 7X SOLUÇÕES DE LIMPEZA DA MP BIO É LIVRE DE FOSFATO,

IDEAL PARA USO EM LABORATÓRIOS E NA INDÚSTRIA

O ES 7X é um detergente de alta qualidade

e eficiência compatível com GMP e citado

em mais de 8.000 publicações científicas,

sendo altamente recomendado para

limpeza de vidrarias e equipamentos

em laboratórios e na indústria. Com sua

formulação livre de fosfato, o ES 7X é

ambientalmente seguro podendo, após o

uso, ser descartado sem tratamento.

De fácil utilização, o ES 7X é uma solução líquida

disponível em diversas apresentações na forma

concentrada e também como solução pronta para

uso. Apresenta PH neutro, não sendo necessário

enxague neutralizante após o uso, além de ser

menos agressivo para as mãos.

Com o detergente ES 7X você garante, com

diversas vantagens, a limpeza no dia a dia de

seu laboratório ou indústria:

• Sem componentes fluorescentes

• Com baixa toxicidade celular e propriedades

não corrosivas

• Sem acúmulo de resíduos

• Sem manchas em vidrarias

• Com alto rendimento

170 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


INFORME DE MERCADO

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

171


INFORME DE MERCADO

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

PORTAL BUNZL SAÚDE

bunzlsaude.com.br

O Seu Portal de Compras da Saúde!

K

A Bunzl Saúde acompanha a mudança de

comportamento no mercado digital, e entende

a importância de manter o relacionamento em

todos os canais, deste modo, o Portal Bunzl Saúde,

visa oferecer uma melhor experiência de compra

aos seus clientes, onde quer que eles estejam.

O Portal Bunzl Saúde atende empresas, profissionais

e estudantes da área e até mesmo pessoas físicas,

disponibilizando um amplo portfólio com marcas

consolidadas que se destacam pela credibilidade

na atuação das linhas diagnóstica e hospitalar,

apresentando ao mercado produtos certificados por

padrões nacionais e internacionais de qualidade.

A proposta é oferecer aos clientes facilidade ao

comprar, diferenciando as lojas por segmentos de

negócios: Laboratório, Hospital, Dental, Veterinário,

Home Care, Estética, Farmácia e Estudante,

tornando possível o máximo de aproveitamento

das potencialidades dos produtos, seja para o uso

do estabelecimento ou abastecimento de estoque.

bunzlsaude.com.br

(11) 3652-2525 / 3195-8640

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Além disso, os clientes contam com um

atendimento online para dúvidas sobre

produtos e suporte técnico.

Conheça agora todos os nossos serviços,

produtos e benefícios!

GT GROUP APRESENTA AGULHAS FLASHBACK, TECNOLOGIA

QUE FACILITA COLETA A VÁCUO.

A coleta de sangue a vácuo é uma recomendação

internacional do Clinical & Laboratory Standards

Institute (CLSI) e apresenta diversas vantagens

para o profissional e o paciente. Ao longo dos anos

a técnica veio sendo aprimorada e hoje temos

uma tecnologia inovadora, a Agulha a Vácuo

Flashback que tem uma câmara transparente para

visualização do sangue no momento da punção,

com isso é possível visualizar o exato momento

em que a agulha penetrou a veia evitando que

no ato da coleta o profissional encaixe o tubo no

sistema a vácuo sem ter conseguido atingir a veia

do paciente.

A Agulha Flashback proporciona todos os

benefícios já conhecidos na coleta de sangue

a vácuo adicionando mais praticidade no

atendimento e redução do desconforto do

paciente, tem disponível diversos calibres da

agulha beneficiando principalmente pacientes

com acessos difíceis como crianças, pacientes

em terapia medicamentosa, quimioterápicos e

pessoas com acesso venoso difícil.

A Agulha a Vácuo Flashback GT Group possui bisel

trifacetado, siliconizada e é esterilizada por óxido

de etileno, com qualidade garantida e atestada.

Na sua próxima compra, invista no seu setor de

coletas e peça Agulha Flashback GT Group!

172 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


REALIZAÇÃO

NO DIAS 24 E 25 DE SETEMBRO, NOSSO ENCONTRO

SERÁ ESPECIAL E PRESENCIAL!

LOCAL:

INSCRIÇÕES:

SBMICROBIOLOGIA.ORG.BR

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INFORME DE MERCADO

CHEGOU UMA NOVA GERAÇÃO DE CÂMERAS PARA

MICROSCOPIA.

PRIME CAM INTERVISION 12 – 4K, CAPTURA DE IMAGENS EM SEU MICROSCÓPIO BINOCULAR, SEM A NECESSIDADE DE ADAPTADORES.

A Prime Cam Intervision 12 Megapixels

com seu design revolucionário se encaixa

facilmente entre a estativa e o tubo do

microscópio binocular ou trinocular, sem a

necessidade de adaptadores.

Câmera digital de alta resolução 4K HDMI,

Ultra-HD, 12MP, 5G Wireless Smart para

múltiplos dispositivos, em tempo real.

Processador FPGA Dual Core 1 de alta definição

e controlador de imagens FPGA 2: garantia de

velocidade.

Operação tanto para transferência de imagens,

como para arquivamento de fotos e gravação

de vídeos. Opção de configuração para mostrar

tela bipartida, com uma foto escolhida dentre

qualquer do arquivo de um lado e a imagem

ao vivo do outro.

Medições (permite calibração direta com o software

presente na câmera, sem necessidade de uso

conjunto com computador: linhas retas, retângulos,

círculos, polígonos, pontilhado, círculo concêntrico,

círculo duplo, ângulo, área, comprimento,

circunferência, distância entre pontos).

Compatibilidade à instalação em

microscópios biológicos verticais:

Nikon: compatível com toda linha Eclipse;

Olympus: compatível com toda linha BX e CX;

Zeiss: compatível com o instrumento Primo Star.

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todas as novidades.

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https://www.instagram.com/biolabbrasil/

174 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


CONHEÇA O XL 640 PLUS – ANALISADOR DE BIOQUÍMICA

TOTALMENTE AUTOMATIZADO

INFORME DE MERCADO

O novo XL 640 chegou ao mercado com um

novo software intuitivo e poderoso com uma

interface de fácil utilização e controle. O

analisador de bioquímica oferece várias funções

que simplificam o trabalho do laboratório. A Erba

Mannheim será uma das únicas no mercado a

oferecer nível de automação nos testes em um

equipamento desse porte.

O XL 640 plus é ideal para laboratórios clínicos de

tamanho médio com 70-250 amostras/dia.

Características principais:

- Aumenta a produtividade e o tempo de entrega.

- Máxima precisão nos resultados de laboratório.

- Alto desempenho e eficiência

POR QUE ESCOLHER A ERBA MANNHEIM?

A Erba Brasil oferece sistemas da linha de

Bioquímica totalmente automatizados.

Incorporando recursos de última geração,

esses analisadores são sistemas robustos e

orientados para o desempenho, aumentando

a produtividade e o rendimento do laboratório.

Erba Brasil fazendo a automação acessível

para laboratórios em todos os lugares!

Mude com a Erba:

• Telefone/WhatsApp: 0800 878 2391

• E-mail: atendimento@erbamannheim.com

• Horário de Atendimento:

Segunda à sexta-feira das 08:00 às 18:00h

(horário de Brasília)

Sábado de 08:00 às 13:00h (horário de Brasília) –

apenas por telefone para atendimento a chamados

de Suporte Técnico e Assessoria Científica.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

175


INFORME DE MERCADO

A IMPORTÂNCIA EM ESCOLHER O EQUIPAMENTO DE

CONSERVAÇÃO PARA LABORATÓRIO

Escolher o equipamento de armazenamento ou

transporte para o laboratório, com a mais alta

tecnologia, é essencial. Este produto permite

a automação dos processos, agrega valor e

credibilidade ao laboratório, garante a segurança

na refrigeração, sem perda de material.

Com o intuito de trazer segurança e qualidade nos

processos, desenvolvemos produtos para atender

às necessidades do setor, com um vasto portfólio de

câmaras e freezers científicos. O grande diferencial

da Elber Medical, é uma oferta completa para toda

a Cadeia de Frio, com modelos de transporte e

estacionários, para aplicação durante os trajetos

entre unidades ou fixos no laboratório.

Todos esses equipamentos são desenvolvidos

para manter a temperatura homogênea e

controlada e registrar automaticamente os

dados do período de conservação no intervalo

programado. São regulamentados pela Anvisa,

com Sistema de Gestão certificado pela ISO

13485, além de comportar diferentes opcionais

de segurança, em casos de oscilações de energia,

além de outros contratempos.

• Discador telefônico: sistema de alarme

para realizar chamadas telefônicas sempre que

a temperatura atingir níveis fora do especificado,

ocorrer falta de energia ou a porta da câmara

ficar aberta.

• Sistema de emergência: bateria recarregável

adicionada para permitir autonomia total da

câmara de 6 a 72 horas, em caso de queda de

energia convencional.

• Data logger: emissão de relatórios e gráficos

de performance da temperatura e eventos da

câmara, inclusive retroativos, para evitar falhas

na operação;

Esses e outros serviços foram criados com a

tecnologia Elber Medical para garantir o principal

objetivo dos laboratórios, o de proporcionar um

serviço seguro e eficiente para a sociedade.

• Elber SIS: com este sistema é possível

acessar todas as informações e gráficos

emitidos pela câmara remotamente por

smartphones, tablets e outros.

• Memória interna: sistema de segurança

e armazenamento de informações das

configurações, como também de dados já

obtidos sobre o conteúdo armazenado;

Saiba mais:

www.elbermedical.com.br

@elbermedical

176 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


LANÇAMENTO EXCLUSIVO NO BRASIL

TELL-Seq possibilita sequenciar “long-read” em equipamentos

do tipo “Short-read” sem qualquer upgrade ou investimento extra

INFORME DE MERCADO

> Utilize o equipamento que você já possui

> Redução de custos por amostra

> Aumento de produtividade por corrida

> Kit completo que não necessita de extras

> Produto validado pela Illumina

> Alta taxa de fidelidade nos resultados

0.5 a 5 ng

de DNA

Veritas Soluções Diagnósscas

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Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

177


INFORME DE MERCADO

LABMIG 10 ANOS

É com muita alegria e gratidão que celebramos

nossa primeira década. Há dez anos que nossa

história cresce junto as histórias de nossos

colaboradores, clientes e parceiros.

Muita responsabilidade e confiança no trabalho

fez com que a Labmig fosse criada há 10 anos

atrás, além de empreendedorismo com uma

grande pitada de coragem.

A confiança de grandes instituições em nosso

trabalho nos sinaliza que a aventura da Labmig

está apenas começando. Que venham mais

décadas e aniversários para serem comemorados.

Alcançamos esse marco porque temos

profissionais competentes e talentosos que

acreditam no nosso potencial e aceitaram o

desafio de superar-se a cada dia.

Conseguir crescer e manter-se em um mercado

tão competitivo, com empresas sérias que

nos inspiram e também trabalham com

produtos de qualidade é mais um motivo para

comemorar. As novas parcerias e a confiança de

nossos colaboradores só reforçam que estamos

no caminho certo e é apenas o começo de uma

história de sucesso.

Com todas as dificuldades inerentes ao se

montar uma empresa de diagnóstico no

Brasil, elevado ao nível de competência e de

grande capacidade de nossos concorrentes

conseguimos não apenas existir por anos, mas

viver para realizar sonhos.

As dificuldades do dia a dia são encaradas por

nós como desafios e com muita personalidade

a Labmig sempre os enfrentou.

O trabalho incansável, agressivo e comprometido

por parte dos colaboradores nos deixa a certeza

que estamos no caminho certo. Mudamos o

rumo algumas vezes, agora com novos projetos e

parcerias, mas o objetivo é o mesmo de sempre:

atender de forma especial nossos clientes.

Labmig 10 anos: tradição do passado, força

no presente e olho no futuro.

Gilles Oliver- Sócio Diretor.

Camila Sales - Gerente.

Temos hoje grandes empresas parceiras,

fornecedoras que entregaram a nós, Labmig,

a responsabilidade de representar suas marcas

com a grandeza que elas merecem.

www.labmig.com.br

180 Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022


ANALOGIAS EM MEDICINA

ANALOGIAS EM MEDICINA

O Sr. Turíbio Todo, seleiro, surgiu com

um quadro de “língua geográfica” (ingl.

geographic tongue), que são placas

avermelhadas na superfície lingual e de

evolução para a cura espontânea, em geral

sem tratamento. Raramente associa-se a

certas hipovataminoses (niacina). É também

chamada de glossite migratória benigna.

O político Zé Bebelo sentiu-se indisposto e

com náuseas e vômitos. Ao exame clínico,

apresentou sinal do “piparote positivo”. Este

sinal é indicativo de derrame peritonial ou

hidroperitônio (ascite). Deverá ser submetido

a outros métodos propedêuticos para

esclarecimento.

O grande chefe Riobaldo Tatarana apareceu

com manifestações de “gota úrica” (Lat.

Gutta), doença dolorosa relacionada

ao metabolismo do ácido úrico e com

comprometimento de articulações

(artropatias). Segundo estatísticas, 95% dos

casos de gota ocorrem no sexo masculino.

O especial e misterioso jagunço Diadorim

surgiu com lesão no antebraço direito

com aspecto de “doença do jardineiro” ou

esporotricose. Trata-se de uma micose

do gênero Sporothrix, mais comum em

jardineiros e trabalhadores rurais em contato

com espinhos, outros vegetais e o solo. O

tratamento é curável com antimicótico.

Ilustração “língua geográfica” livro do Autor -

Analogias no Ensino Médico

O jagunço Sô Candelário fazia suas “higienes”

mais de madrugada, evitando contato com

outros companheiros (jagunços), preocupado

com a suspeita de “hanseníase” ou mal de

Lázaro. Hoje a doença é tratável e curável.

Procure não usar a palavra lepra.

O Sr. Lalino e familiares (não jagunços)

desenvolveram doença em pele com muito

prurido (coceira). Feito o diagnóstico de

sarna ou escabiose, o ácaro da mesma, deve

ser tratado simultaneamente em todos os

indivíduos, pois a pessoa que permanece

doente contamina as demais. É a sarna “tipo

pingue-pongue”.

Observação: Personagens de livros de João

Guimarães Rosa.

José de Souza Andrade-Filho

Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da

Academia Mineira de Medicina e Professor Emérito de

Patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Revista NewsLab Edição 172 | Julho 2022

181