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PNLD 2023 - Aquarela Ciências 3

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Trivellato • Cida Lico

Aquarela

CIÊNCIAS

MANUAL DO PROFESSOR

3

3 0 ANO ENSINO FUNDAMENTAL • ANOS INCIAIS

CIÊNCIAS DA NATUREZA



Aquarela

CIÊNCIAS

MANUAL DO PROFESSOR

Trivellato [ José Trivellato Júnior ]

Licenciado em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da

Universidade de São Paulo (USP). Licenciado em Pedagogia pela Faculdade

de Ciências e Letras Nove de Julho. Doutor em Educação e Mestre em

Didática pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP)

Cida Lico [ Maria Aparecida de Almeida Lico ]

Licenciada em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da

Universidade de São Paulo (USP)

3

3 0 ANO ENSINO FUNDAMENTAL • ANOS INCIAIS

CIÊNCIAS DA NATUREZA

1 a edição | São Paulo | 2021


© 2021 Kit’s editora

São Paulo • 1 a edição • 2021

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CEP: 05882-000

Tel.: (11) 5873-4363

www.kitseditora.com.br/

Direção administrativa

Jane Soraya Apolinário

Equipe M10 Editorial:

Coordenação editorial

Fernanda Azevedo

Coordenação de arte e projeto gráfico de capa

Thais Ometto

Projeto gráfico

Sérgio C.

Edição

Bárbara Odria

Preparação e revisão de textos

Brenda Silva

Assessoria técnica

Giovanna Sarli

Sandra Helena Dittmar Sarli Santos

Produção editorial

Vanessa Dionello

Coordenação de editoração eletrônica

Eduardo Enoki

Editoração eletrônica

Fanny Sosa

Nathalia Scala

Iconografia e ilustrações

M10 editorial

Impressão e acabamento


SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO.................................................................................... IV

1. ORIENTAÇÕES GERAIS DA COLEÇÃO......................................... IV

1. 1 PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA COLEÇÃO.............................IV

1.2 O ENSINO FUNDAMENTAL ................................................................................................V

2. A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)................ VI

2.1 – UNIDADES TEMÁTICAS................................................................................................... VII

3 – O ENSINO DE CIÊNCIAS.............................................................VIII

3.1 O CONHECIMENTO CIENTÍFICO.................................................................................... VIII

3.2 LETRAMENTO CIENTÍFICO................................................................................................IX

4. - A DIDÁTICA DAS CIÊNCIAS...........................................................X

4.1 - AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO (TICS)...............XI

5 - A PRÁTICA DOCENTE................................................................... XII

6 - A AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM.XII

7 - APRESENTAÇÃO DOS RECURSOS DIDÁTICOS DA OBRA..XIII

8 - TEXTO DE APROFUNDAMENTO................................................XIV

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................... XVI

ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS PARA O VOLUME ............................ 1

III


APRESENTAÇÃO

Elaboramos este livro especialmente para você. Na parte inicial, incluímos uma série de temas e discussões a respeito do trabalho

nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental que tratam do ensino de Ciências nessa etapa da educação escolar.

Conscientes da importância do trabalho colaborativo entre os profissionais da educação, dedicamos grande parte desse projeto

editorial a pesquisas e leituras de textos, dialogando tanto com professores de Ensino Básico quanto do Superior sobre a

educação em geral, propostas e recursos didáticos, currículo, legislação e avaliação. Este material é fruto desse trabalho, que foi

desenvolvido paralelamente à escrita dos livros dos alunos.

Esperamos que esse Manual e as orientações específicas para cada ano possam contribuir para as aulas e sua atualização docente

ao apresentar as perspectivas teóricas que sustentaram este projeto editorial. Ao apresentá-las estamos colaborando para a ampliação

do seu repertório de formação e para a reflexão acerca das transformações recentes no processo de ensino-aprendizagem de Ciências.

Ótimo trabalho!

Autores e equipe editorial.

1. ORIENTAÇÕES GERAIS DA COLEÇÃO

1. 1. PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA COLEÇÃO

Quando as atividades didáticas propostas pelo professor proporcionam o engajamento dos estudantes na busca pelo conhecimento

científico de modo ativo e colaborativo, a aprendizagem se dá de modo significativo, ou seja, a busca por respostas a

questões instigantes permite que os estudantes reestruturem a sua rede de conhecimento e ampliem a compreensão que têm

do mundo natural, científico, tecnológico e social.

Para promover a aprendizagem significativa, essa coleção se estrutura sob quatro pilares: o conhecimento científico, englobando

suas práticas, teorias, leis, conceitos, metodologias e história; a linguagem e seu papel mediador na construção do

conhecimento; os valores sociais, políticos e éticos; e o desenvolvimento socioemocional que deve ser estimulado durante

a formação educacional e humana dos alunos.

O conhecimento científico permeia nosso mundo atual e constitui um dos saberes que devem estar presentes na Educação Básica.

O conhecimento científico não consiste apenas em um conjunto de conceitos e teorias, mas sim uma forma de interpretar o mundo à

nossa volta. Ensinar ciência se refere aos modos como os cientistas e pesquisadores trabalham, como e quais são as práticas que eles usam

para elaborar o conhecimento científico e como o contexto cultural e político influencia na construção de tal conhecimento.

Pensar cientificamente diz respeito ao desenvolvimento de habilidades e competências que permitem aos alunos resolver

problemas, interpretar evidências e dados, comunicar ideias, ler e entender textos, argumentar e explicar fatos e teorias com

base em justificativas válidas. Essas habilidades e competências são desenvolvidas na interação com o professor (mediador) e os

problemas ou temas propostos pelo material educativo ou propostos pelo docente autonomamente. Elas também constituem

um repertório cognitivo que permite ao aluno lidar com a diversidade de situações-problema que nos deparamos no dia a dia.

Aprender ciência também implica compreender o caráter coletivo e processual da elaboração do conhecimento científico, que se

desenvolve continuamente por meio da colaboração de diferentes pessoas e do compartilhamento de conhecimentos entre pesquisadores

de todos os cantos do mundo. Espera-se que os alunos consigam ver os cientistas como pessoas participativas e integradas ao

contexto histórico, cultural, social e geográfico que influenciam suas decisões e as formas como a ciência é elaborada.

Para ensinar Ciências da Natureza, os professores precisam conhecer os processos e procedimentos empregados nas investigações

científicas e a historicidade do desenvolvimento dos conhecimentos científicos; planejar e utilizar abordagens didáticas adequadas,

que orientem a aprendizagem dos conteúdos trabalhados; compreender a importância da ludicidade, do brincar e das atividades

dinâmicas como instrumentos que motivam e aguçam a curiosidade dos alunos; criar situações de ensino capazes de

promover uma aprendizagem significativa de conceitos complexos; e estimular a criatividade dos alunos por meio de um ensino

que não encare a aprendizagem como um processo exclusivo de memorização e repetição de conceitos, teorias e leis.

A compreensão da ciência como um empreendimento coletivo e situado em um contexto social e cultural também permite

aos estudantes entender como ela se relaciona com os valores éticos, políticos e estéticos presentes na sociedade. A

IV


importância da responsabilidade social e da promoção do bem-estar individual e coletivo; do desenvolvimento sustentável; da

preservação ambiental; do papel da ética, do senso de justiça e da perseverança na construção do conhecimento científico são

alguns dos aspectos trabalhados nas aulas de ciências. Discutir com os alunos os princípios éticos, relacionados aos seres vivos e

à natureza como um todo, fomenta a compreensão da importância da honestidade, da empatia, do comprometimento com a

sustentabilidade e das relações da ciência com a sociedade e o meio ambiente.

Trabalhar e aprender ciência na sala de aula também promove o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Trabalhar em

grupo, se comunicar, dividir tarefas, lidar com problemas de diversas naturezas e com experimentos que exigem comprometimento e responsabilidade

incentivam os alunos a conviver socialmente. Assim, as aulas de ciências também trabalham com o desenvolvimento de

habilidades pessoais e sociais, como a capacidade de dialogar e resolver conflitos, de lidar com frustrações e perseverar, entre outras.

Nas aulas de ciências, os conhecimentos científicos são trabalhados por meio da comunicação, que se dá por diferentes formas:

texto escrito (linguagem verbal), discussão de ideias, informações contidas em representações como gráficos, tabelas, ilustrações,

desenhos, diagramas, imagens, vídeos, histogramas etc. Todas essas ações comunicativas constituem formas de linguagem.

A linguagem, assim, tem um papel importante para o ensino, na medida em que ela possibilita que os alunos tenham

contato com a ciência e aprendam quando participam de atividades de discussão, leitura, escrita etc.

As tecnologias da informação e comunicação (TICs) também são formas de linguagem. A internet, vídeos, fóruns online, imagens,

ilustrações digitais e podcasts podem ser utilizados como recursos didáticos que enriquecem as aulas e ampliam o contato

dos estudantes com a cultura digital.

A linguagem desempenha uma função de organização do pensamento e possibilita que o aluno entre em contato com o

conhecimento científico e se aproprie de saberes sobre o mundo em que vive. Ela também permite que o aluno comunique

suas experiências de vida sobre um tema, objeto ou fenômeno. Os conhecimentos prévios dos alunos constituem um repertório

sobre o qual o professor deve trabalhar, promovendo oportunidades para que os alunos aprimorem, critiquem e avaliem o que

já sabem, reestruturando a sua rede de conhecimentos.

Esperamos que o professor explore os conhecimentos prévios dos alunos, estimule a curiosidade e dê liberdade para que

possam observar e explicar os fenômenos naturais. Nesse processo, as crianças se engajam em práticas científicas como o levantamento

de hipóteses, a identificação de relações de causa e efeito e a elaboração de explicações com base em evidências.

O trabalho do professor apoiado pelos materiais educativos, como livros didáticos e mídias digitais, deve fomentar nos alunos a aprendizagem

dos conhecimentos científicos, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e o gosto pela ciência e pelo pensamento

científico. O livro didático é um instrumento de auxílio à prática docente, cabendo ao professor inseri-lo em seu planejamento e nas suas

aulas em conformidade com os objetivos de ensino e com a realidade da comunidade em que a escola está inserida.

Esse material visa apoiar o professor na árdua atividade de ensinar.

A coleção apresenta uma diversidade de seções que incluem

Formação integral do cidadão

atividades, textos, experimentos, projetos, discussões em grupo,

debates, reflexões individuais, contato com outras fontes de conhecimento

e valorização das experiências da comunidade. Esperamos

que esse material seja utilizado de diferentes formas e finalidades,

visando contemplar o seu planejamento e objetivos educacionais.

É importante ressaltar que o professor, em virtude de sua

convivência com os alunos, é capaz de reconhecer as características

e necessidades da comunidade escolar. Assim, a coleção e o

manual não procuram estabelecer um receituário com formas de

ensinar, mas auxiliar no planejamento, no aprimoramento da prática

docente e no cotidiano de sala aula, oferecendo subsídios

para o ensino e a promoção da aprendizagem.

1.2. O ENSINO FUNDAMENTAL

A Educação Básica de qualidade é um direito assegurado pela

Constituição Federal, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente

e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e se

constitui pela Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio.

V


De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, um dos fundamentos do projeto de Nação que estamos

construindo, a formação escolar é o alicerce indispensável e condição primeira para o exercício pleno da cidadania e o acesso aos direitos

sociais, econômicos, civis e políticos. A educação deve proporcionar o desenvolvimento humano na sua plenitude, em condições

de liberdade e dignidade, respeitando e valorizando as diferenças.

Os objetivos formativos da Educação Infantil prolongam-se durante os primeiros cinco anos do Ensino Fundamental, de

modo que os aspectos físico, afetivo, psicológico, intelectual e social sejam priorizados na sua formação, complementando a

ação da família e da comunidade. Os documentos oficiais que normatizam a Educação Básica no Brasil estabelecem que as políticas

educativas e as propostas pedagógicas do Ensino Fundamental devem seguir princípios:

a) Éticos, como a justiça, a solidariedade, a liberdade, a autonomia, o respeito à dignidade da pessoa humana, o compromisso

com a promoção do bem de todos, e o combate a quaisquer manifestações de preconceito e discriminação.

b) Políticos, como o reconhecimento dos direitos e deveres de cidadania, o respeito ao bem comum e à preservação do

regime democrático, aos recursos ambientais, a exigência de diversidade de tratamento para assegurar a igualdade de direitos

entre os alunos que apresentam diferentes necessidades, a redução da pobreza e das desigualdades sociais e regionais, e a

busca da equidade no acesso à educação, à saúde, ao trabalho, aos bens culturais e outros benefícios.

c) Estéticos, como o cultivo da sensibilidade juntamente com a racionalidade, o enriquecimento das formas de expressão e

do exercício da criatividade, a valorização das diferentes manifestações culturais (especialmente as da cultura brasileira), e a construção

de identidades plurais e solidárias.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental se intensifica e se amplia, de forma gradativa, o processo educativo que preconiza o

domínio da leitura, da escrita e do cálculo, sendo que nos dois primeiros anos o foco educativo recai na alfabetização. Ao longo

do Ensino Fundamental, busca-se que os estudantes consolidem uma compreensão do ambiente natural e social, do sistema

político, da economia, da tecnologia, das artes e cultura, dos direitos humanos e dos valores em que se fundamenta a sociedade.

Além disso, espera-se que os estudantes desenvolvam habilidades, atitudes e valores, buscando o fortalecimento dos vínculos

de família, dos laços de solidariedade humana e de respeito necessários à vida social.

O currículo e as propostas pedagógicas para o Ensino Fundamental devem ser construídos fundamentando-se na Base Nacional

Comum Curricular, que estabelece os conhecimentos a que todos devem ter acesso, assegurando uma uniformidade nas orientações

e propostas curriculares dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Os conteúdos sistematizados que fazem parte do currículo são

denominados componentes curriculares e, para o Ensino Fundamental, esses são organizados em quatro áreas do conhecimento:

Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Além disso, a legislação (por exemplo, a Lei de Diretrizes e Bases da

Educação Nacional) determina: que as comunidades indígenas podem utilizar suas línguas maternas e seus próprios processos de

ensino (art. 32 da LDB); a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” nos conteúdos desenvolvidos no

âmbito de todo o currículo escolar, em especial na Arte, Literatura e História do Brasil (art. 26, § 4º da LDB); a Música como conteúdo

obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular Arte; a Educação Física como componente obrigatório do currículo do

Ensino Fundamental; o Ensino Religioso com matrícula facultativa e parte integrante da formação básica do cidadão; matrícula obrigatória,

a partir do 6º ano, no ensino de uma Língua Estrangeira Moderna; a abordagem de temas abrangentes e contemporâneos, como

saúde, sexualidade e gênero, vida familiar e social, os direitos das crianças e adolescentes (Lei nº 8.069/90), a preservação do meio

ambiente (Lei nº 9.795/99), a educação para o trânsito (Lei nº 9.503/97) e a condição e direitos dos idosos (Lei nº 10.741/03).

Os princípios éticos, políticos e estéticos propostos nos documentos do Ministério da Educação que norteiam a concepção de

currículos e propostas pedagógicas são inerentes ao ensino de Ciências. Ensinar ciências implica ensinar como os fatores éticos,

políticos e estéticos se relacionam com os constructos conceituais, teóricos e procedimentais desse campo do conhecimento, de

forma a favorecer que os alunos tenham uma aprendizagem significativa sobre como a Ciência da Natureza se relaciona com os

aspectos sociais e culturais de seu tempo. Preconizando que a escola é um espaço de constante construção e reconstrução do

repertório de conhecimentos dos alunos, espera-se que o ensino de Ciências proporcione oportunidades para que amadureçam

intelectualmente de forma a constituir entendimentos cada vez mais elaborados e adequados acerca do conhecimento científico

(práticas, teorias vigentes, objetos de estudo, metodologias e história).

2. A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) visa efetivar os direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para os alunos

da Educação Básica em parceria com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. A BNCC consiste em um documento normativo

que deve ser utilizado na concepção dos currículos e das propostas pedagógicas dos sistemas, redes de ensino e escolas públicas

e privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio em todo o território nacional.

VI


A Base reúne um conjunto de conhecimentos, competências e habilidades que representam aprendizagens essenciais que

todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. Tais aprendizagens essenciais foram

orientadas e concebidas com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, que propõem que os processos

educativos visem à formação humana integral de indivíduos comprometidos com a transformação social por meio da construção

de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

Para a Educação Básica a BNCC apresenta um conjunto de dez competências gerais. (BNCC, p. 9-10).

Cada área do conhecimento também possui competências específicas do componente, que devem ser desenvolvidas pelos

estudantes ao longo do Ensino Fundamental e Médio. A BNCC ainda propõe um conjunto de habilidades relacionadas a cada

componente curricular que objetivam o desenvolvimento das competências específicas. Tais habilidades se relacionam com

diferentes objetos do conhecimento como conteúdos, conceitos e processos que são organizados em unidades temáticas, as

quais agrupam os objetos do conhecimento de acordo com as especificidades dos diferentes componentes curriculares.

As 8 competências específicas da área de Ciências da Natureza do Ensino Fundamental estão disponíveis no texto da BNCC

(p. 324), disponibilizado no endereço: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ (acesso em: 13 ago. 2021).

2.1 – UNIDADES TEMÁTICAS

As unidades temáticas da área Ciências da Natureza estabelecidas pela BNCC são: Matéria e Energia, Vida e Evolução e

Terra e Universo.

A unidade temática Matéria e Energia engloba os conhecimentos que dizem respeito aos usos e propriedades dos diferentes

materiais, suas transformações e o uso consciente de materiais diversos; e às diferentes fontes energéticas, aos processos

empregados em sua geração e os usos da energia.

Sob uma perspectiva histórica, essa unidade também se preocupa em discutir as formas pelas quais a humanidade se apropriou

desses recursos e processos, resgatando os materiais e seus usos em diferentes ambientes e épocas da história humana.

Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, as crianças já têm familiaridade com diversos tipos de objetos, materiais e fenômenos

que estão presentes em seu cotidiano. Essa familiaridade constitui um repertório inicial a partir do qual é possível trabalhar os conhecimentos

propostos por essa unidade temática. Por exemplo, a exploração das propriedades de diferentes materiais do cotidiano como

dureza, transparência, solubilidade e interações com a luz. Nessa unidade temática também são trabalhadas questões relacionadas à

água e seus usos, ao clima, à geração de energia elétrica, à preservação dos solos e outros aspectos ambientais presentes no entorno

das crianças nos diferentes espaços que elas frequentam, como a casa, a escola e o bairro.

As questões relacionadas aos conhecimentos biológicos são abordadas na unidade Vida e Evolução. Essa unidade engloba:

os conhecimentos sobre as características dos seres vivos, tratando a vida como fenômeno natural e social que requer elementos

para sua manutenção; os estudos relacionados aos processos evolutivos que geram a biodiversidade do planeta; as questões

ecológicas como as características dos ecossistemas e as relações dos seres vivos entre si e o ambiente físico; as interações que

os seres humanos estabelecem entre si, com outros seres vivos e com elementos não vivos do ambiente; e a importância da preservação

da biodiversidade e como ela se apresenta nos ecossistemas brasileiros. O corpo humano consiste em outro foco

importante dessa unidade, sendo tratado de modo que os alunos percebam o funcionamento harmonioso, a integridade dos

processos e as funções biológicas desempenhadas pelos diferentes sistemas que compõem o nosso corpo.

Aspectos relativos à saúde também têm destaque e visam promover uma compreensão da saúde para além da ideia de

bem-estar físico individual, mas também como um bem-estar coletivo, destacando-se a importância dos programas institucionais

e das políticas públicas.

A terceira unidade temática proposta pela BNCC, Terra e Universo, engloba conhecimentos sobre as características dos corpos

celestes como a Terra, o Sol e a Lua. Nessa unidade temática busca-se que os estudantes desenvolvam um corpo de conhecimentos

sobre as dimensões, a composição, as localizações, os movimentos e as forças que atuam sobre os corpos celestes.

O ensino dessa unidade dá ênfase à ideia de que os conhecimentos astronômicos foram construídos ao longo da história da

humanidade e que diferentes culturas têm diferentes formas de interpretar os fenômenos astronômicos. Temas importantes

relacionados aos diversos fenômenos naturais como as condições para a manutenção da vida na Terra, o efeito estufa, a camada

de ozônio, as erupções vulcânicas, os tsunamis, os terremotos e os padrões de circulação atmosférica e oceânica também são

VII


abordados. Os assuntos dessa unidade temática normalmente despertam a curiosidade das crianças dos Anos Iniciais do Ensino

Fundamental. Assim, durante as aulas, espera-se estimular ainda mais tal curiosidade, propiciando o desenvolvimento do pensamento

espacial dos alunos por meio de experiências cotidianas de observação de diversos fenômenos celestes. As atividades de

observação, quando orientadas e sistematizadas, permitem a identificação e a regularidade de fenômenos que se relacionam

com a prática da agricultura, a construção de calendários, a determinação de cada estação do ano etc.

Nos Anos Iniciais, os temas abordados pelas unidades temáticas apresentadas anteriormente são tratados por meio dos

saberes intelectuais, linguísticos e emocionais que os alunos possuem. Tais saberes vão sendo aprimorados e organizados ao

longo de cada unidade com a mediação do professor. Dando continuidade às abordagens da Educação Infantil, nos Anos

Iniciais do Ensino Fundamental espera-se que as crianças deem prosseguimento ao processo de desenvolvimento de habilidades

cognitivas, ético-políticas e socioemocionais por meio do amadurecimento e enriquecimento de seu repertório de

conhecimentos científicos.

3 – O ENSINO DE CIÊNCIAS

A inserção do ensino de Ciências nos currículos da Educação Básica consiste em um fenômeno relativamente recente. Até a

promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as aulas de Ciências só estavam presentes nos dois últimos anos

do Ensino Fundamental (antigamente, chamado de “ginásio”); em meados dos anos 1970 (lei 5.692/71), a disciplina passou a ser

obrigatória no currículo de todas as séries do Ensino Fundamental.

Com a obrigatoriedade do ensino de Ciências no Ensino Fundamental, os documentos oficiais normativos da Educação

Básica passaram a elaborar diretrizes e parâmetros curriculares para essa disciplina. Essas diretrizes e parâmetros refletem as concepções

didáticas e pedagógicas de um determinado período histórico e social. Com as alterações dos modelos de sociedade

que se deseja constituir, as concepções didático-pedagógicas também se ressignificam. Assim, no decorrer da história, o ensino

de Ciências no Brasil foi se modificando de acordo com as demandas e objetivos sociais e econômicos, que norteiam os objetivos

educacionais e orientam os currículos e a didática.

Atualmente, espera-se que a educação científica escolar estimule a reflexão sobre as Ciências e os processos envolvidos na

sua produção, comunicação e avaliação. Espera-se, portanto, que os estudantes se apropriem do conhecimento científico para

utilizá-lo como ferramenta na conquista de sua autonomia e exercício da cidadania crítica e consciente.

As aulas de Ciências representam um momento e um espaço em que é possível conhecer as diferentes explicações sobre o

mundo e os fenômenos naturais; se expressar, contrapor e avaliar diferentes ideias; se desenvolver intelectualmente de maneira

crítica por meio da indagação, da investigação e da análise do mundo e da realidade.

3.1. O CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Os conteúdos constituídos pelo corpo de conhecimento de Ciências estão presentes nos compêndios que apresentam

fatos, fenômenos, conceitos, leis, teorias, modelos e princípios científicos. A apropriação de tal conteúdo permite ao aluno

expressar-se cientificamente pela escrita ou verbalmente.

A metodologia de investigação científica diz respeito aos procedimentos e modos pelos quais o pesquisador obtém elementos

que apoiam leis, princípios e conceitos. Os procedimentos próprios da construção e reformulação do conhecimento

científico podem ser descritos como um conjunto de habilidades que devem ser desenvolvidos nas aulas de Ciências da

Natureza. Por exemplo, observar, classificar, seriar, medir, construir tabelas e gráficos, saber usar um aparelho, montar um modelo,

construir um equipamento, identificar problemas, saber buscar informações em fontes variadas, elaborar hipóteses, fazer previsões,

relacionar variáveis, planejar experimentos, analisar e interpretar dados, usar modelos interpretativos, concluir com base

nos dados disponíveis e argumentar com apoio da linguagem escrita e simbólica.

Os modos de pensar e de agir dos indivíduos são conteúdos que dizem respeito às ações das pessoas em relação à sociedade,

ao ambiente, aos cuidados com a saúde individual e coletiva e à valorização da atividade científica/tecnológica.

O desenvolvimento de habilidades e competências cognitivas nas aulas de Ciências permite que os alunos interpretem e utilizem

modelos, teorias e explicações científicas de maneira similar àquela dos cientistas.

VIII


Corpo de

conhecimentos

Ciências da Natureza

Caracterizam-se por

que determinam

Formas de pensar e atuar

que se manifestam como

Metodologia de

investigação

tomada de consciência

que deve implicar em

em relação a

mudança de atitude

avanços da

ciência

atividade

científica

desenvolvimento

sustentável

conservação

do meio

hábitos

saudáveis

3.2 LETRAMENTO CIENTÍFICO

Em atividades do dia a dia nos deparamos com o conhecimento científico e tecnológico que medeiam nossas ações e afazeres.

Assim, os conhecimentos científicos tornam-se mais do que necessários na formação do cidadão. A ciência colabora na resolução

de problemas ambientais; no desenvolvimento de medicamentos e meios de transporte; nas soluções para a saúde individual

e coletiva; na produção e conservação de alimentos etc. A presença da ciência na sociedade atual traz à tona a importância

do ensino de Ciências nas escolas de Educação Básica.

Espera-se que a educação científica institucional forme sujeitos que compreendam a relação entre ciência, tecnologia, sociedade

e o meio ambiente, visto que tal formação tem se estabelecido como uma condição para que cidadãos sejam capazes de

atuar de modo consciente e responsável no mundo atual.

No contexto do letramento científico, o objetivo central da educação em ciências recai sobre a necessidade de que os estudantes

não se limitem a entender os conteúdos, procedimentos e experimentos, mas entendam a própria natureza das ciências

e as práticas científicas, como forma de se inserir e estar apto a tomar decisões numa sociedade cada vez mais mediada por inovações

tecnológicas e avanços científicos.

A ideia de que a educação em ciências deve formar cidadãos participantes nas discussões científico-tecnológicas em voga

argumenta a favor de um ensino que contextualize os conhecimentos científicos de forma que os estudantes os compreendam

como uma ferramenta cultural que pode ser utilizada no campo social para a participação na tomada de decisões e nos juízos

de valor sobre as questões científico-tecnológicas da atualidade.

O ensino formal em ciências deve propiciar a compreensão dos processos sociais e coletivos de construção do conhecimento

científico ao longo do tempo e a conscientização do papel desses saberes no campo social, político, econômico e na preservação

da biodiversidade e recursos naturais.

É importante que o professor de Ciências reconheça o seu papel educativo ao propor e mediar atividades, discussões e questõesproblema

que propiciem o desenvolvimento das habilidades cognitivas dos alunos. As habilidades específicas que caracterizam o letramento

científico podem ser agrupadas em três eixos estruturantes da alfabetização científica (Sasseron; Carvalho, 2011).

O primeiro eixo estruturante preocupa-se com abordagens que permitam aos alunos construir e apropriar-se dos conhecimentos

científicos possibilitando a compreensão do mundo atual, de modo a serem utilizados no entendimento de informações

de natureza científica em situações cotidianas e na compreensão de fenômenos naturais.

O segundo eixo busca levar para a sala de aula a compreensão do caráter social e humano presente no empreendimento

científico, o entendimento de que as explicações científicas são provisórias e passíveis de modificações e que a produção de

conhecimento se dá de forma coletiva.

O terceiro eixo estruturante suscita reflexões sobre a responsabilidade social e ética necessária para a utilização dos conhecimentos

científicos e avaliação das consequências do seu emprego. Esse eixo preconiza a importância do desenvolvimento sustentável

para a promoção do bem-estar social e do meio ambiente.

De acordo com a BNCC, o letramento científico envolve a capacidade de compreender e interpretar questões relacionadas

com a ciência como forma de desenvolver uma capacidade de atuação no e sobre o mundo, sendo esse um importante

IX


aspecto no exercício da cidadania. Para compreender e interpretar questões relacionadas com a ciência, os estudantes precisam

desenvolver competências relativas às formas de trabalho e de raciocínio empregadas na construção do conhecimento

científico. Isso envolve, por exemplo, a capacidade de interpretar e avaliar criticamente informações de cunho científico; planejar

metodologias para a resolução de problemas; construir argumentos e explicações coerentes que se apoiam em dados,

evidências e justificativas; identificar termos em textos científicos; distinguir um texto científico de um texto de outra natureza;

relacionar variáveis; interpretar gráficos e tabelas com dados científicos e comunicar informações coletadas em textos

com linguagem típica da ciência.

4. A DIDÁTICA DAS CIÊNCIAS

Planejar as abordagens didáticas que se adequam aos objetivos do ensino e aos conteúdos que serão trabalhados também é

algo importante na prática docente. A variação nas modalidades didáticas aumenta o interesse dos alunos, na medida em que

eles experimentam diferentes formas de aprender.

Aqui apresentaremos abordagens, modalidades didáticas e seus objetivos no ensino de Ciências. Essas escolhas perpassam por

um processo de reflexão, visto que devem garantir que os objetivos educativos propostos no planejamento sejam alcançados.

As aulas expositivas são comumente utilizadas para apresentação e exploração de conceitos e ideias, para enfatizar aspectos

importantes do tema em estudo e apresentar novos tópicos e assuntos. É possível tornar uma aula expositiva mais participativa

e ativa para os alunos, procurando, por exemplo, instigá-los intelectualmente por meio de perguntas e desafios, e abrindo

momentos para que possam expor suas opiniões e ideias. Além disso, o uso de gestos e recursos digitais como vídeos, músicas,

imagens, ilustrações, sites, recursos online etc. podem dar dinamicidade à exposição.

Nos debates mediados, os alunos têm maior liberdade para se expressar por meio da participação em um diálogo mediado.

Nessa modalidade didática cabe ao professor conduzir as discussões de acordo com seus objetivos e com os temas propostos. A

abordagem de temas que tratem da relação entre ciência, tecnologia, sociedade e ambiente pode ser beneficiada com o uso

dessa modalidade didática.

As demonstrações são comumente utilizadas para apresentar técnicas e fenômenos naturais. Nessa modalidade didática o professor

realiza uma atividade de demonstração para a sala, garantindo que todos os alunos observem o fenômeno, técnica ou objeto.

As atividades práticas aguçam a curiosidade e o interesse dos alunos, envolvendo-os em investigações científicas que promovem

a capacidade de resolução de problemas, a compreensão de conceitos básicos e o desenvolvimento de habilidades.

Essa modalidade didática é característica da disciplina de Ciências da Natureza.

O propósito dessa modalidade didática consiste em apresentar e envolver os alunos com aspectos e práticas da construção

do conhecimento científico, o que engloba uma série de atividades que podem ser trabalhadas isoladamente em sala de

aula ou laboratório. Algumas dessas práticas podem ser: delineamento de situações-problema, proposição de temas e questões

para investigação, elaboração de hipóteses, extrapolação de conclusões com base no exame e na interpretação de

dados, planejamento e condução de experimentos, coleta e análise de dados e interpretação de resultados expressos em

forma de tabela ou gráfico. Esses aspectos podem ou não ser desenvolvidos por meio de atividades manipulativas, como

experimentos empíricos.

Essas atividades visam mostrar que as práticas de construção do conhecimento científico não são procedimentos isolados,

mas sim aspectos interconectados da investigação científica. Dessa forma, é possível promover uma conscientização sobre valores,

objetivos e normas que regem o empreendimento científico.

A produção de modelos para suportar explicações e/ou propiciar o uso de conceitos em situações determinadas pode ser

incluída nessa modalidade. Ressaltamos a importância de fornecer instruções claras para os alunos sobre como assegurar a integridade

física de todos no laboratório.

As atividades extraclasse/estudos do meio representam momentos em que os alunos podem conhecer outros espaços

educativos, como museus, exposições, observatórios, zoológicos, jardim botânico etc. A realização de uma atividade extraclasse

requer planejamento e organização. É importante pensar que um estudo do meio representa um momento de lazer, mas deve

ter objetivos claros.

X


As simulações compreendem atividades em que os alunos se envolvem com uma situação-problema. Essas atividades

incluem a tomada de decisão e compreendem o uso de recursos como jogos, dramatizações e uso de simuladores em computadores,

aplicativos, softwares etc.

As brincadeiras e jogos desempenham um papel importante na aprendizagem e no desenvolvimento dos alunos. A ludicidade

e a brincadeira fazem parte da infância, possibilitam momentos de lazer, desenvolvem competências intelectuais e socioemocionais

e a criatividade.

Um projeto é orientado por uma situação-problema e resulta em uma produção como um relatório, uma maquete, um modelo

ou outro produto que represente o percurso do trabalho coletivo. Essa modalidade favorece: desenvolvimento da iniciativa, responsabilidade

individual e coletiva, comunicação interpessoal, autonomia das decisões, habilidades socioemocionais, entre outros aspectos.

Nesta coleção, os projetos estão sugeridos na seção Ciências em ação, com o professor orientando o seu desenvolvimento.

Nesta coleção, as orientações no Manual do Professor contemplam estas modalidades didáticas e oferecem sugestões de

encaminhamento, textos de apoio pedagógico e atividades complementares para estruturar a prática em sala de aula. A escolha

das modalidades e em que momentos serão utilizadas é uma prerrogativa do professor. O docente deve considerar a possibilidade

de fazer adaptações que atendam às particularidades da realidade da sua comunidade.

4.1. AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO (TICS)

Na era digital, temos acesso à informação quase que em um piscar de olhos por meio dos celulares, tablets, computadores e

outras tecnologias. Esses aparatos tecnológicos e todo o repertório de inovações, informações e conteúdos que os acompanham

fazem parte de nossas vidas.

Pensando no espaço escolar, as redes e as tecnologias são tidas como ferramentas inovadoras que podem participar como

mediadoras dos processos de aprendizagem. Tais ferramentas oferecem novas perspectivas para a prática educativa, dando

suporte ao planejamento e à concretização de atividades didático-pedagógicas diferenciadas que utilizam a tecnologia a seu

favor, promovendo o trabalho em grupo e uma aprendizagem colaborativa.

As TICs são uma fonte de recursos que deve ser explorada com objetivos claros. Cabe ao professor selecionar, avaliar e refletir

sobre como e quais recursos tecnológicos da informação e da comunicação serão utilizados na sala de aula.

É importante avaliar previamente os conteúdos e recursos que se pretende recomendar aos alunos em relação à adequação

das TICs à faixa etária dos seus alunos e a conteúdos discriminatórios ou preconceituosos.

As simulações e a modelagem são exemplos de abordagens e modalidades didáticas que possibilitam a inclusão das TICs nos

contextos de ensino e aprendizagem. Comumente as simulações e os modelos científicos são utilizados de maneira demonstrativa,

isto é, para descrever, explicar ou ilustrar conhecimentos e ideias. A possibilidade de os alunos manipularem e trabalharem ativamente

com esses recursos consiste em uma maneira mais atrativa e motivadora para aprender.

Essas abordagens podem também fazer parte de um contexto investigativo. Fazendo essa articulação é possível utilizar as TICs para

desenvolver habilidades como o levantamento de hipóteses, o trabalho com dados, a construção de explicações e a argumentação.

Os jogos digitais são exemplos de TICs que permitem aliar a aprendizagem de conceitos científicos ao desenvolvimento da

habilidade motora, do raciocínio lógico e da leitura.

O site Escola Games reúne jogos gratuitos que versam sobre diferentes temas estudados nas aulas de Ciências e traz indicações

da faixa etária, objetivos para o aluno e sugestões de abordagem de acordo com a BNCC. Disponível em: www.escolagames.com.br/.

Acesso em: 13 ago. 2021.

Outra possibilidade de TICs são os podcasts, que podem ser utilizados tanto em sala de aula quanto em modalidades de ensino

híbrido, nas quais o professor pode indicar aos alunos episódios a serem escutados em casa para posterior discussão em classe.

O podcast Sci Kids tem episódios de 10 a 20 minutos que trazem respostas para questões comuns a muitas crianças.

Disponível em: www.deviante.com.br/podcasts/scikids/. Acesso em: 13 ago. 2021.

O podcast Histórias de ninar para pequenos cientistas discute temas como vida das estrelas, ciclo da água e a vida do

beija-flor. Disponível em: https://anchor.fm/pequenos-cientistas. Acesso em: 13 ago. 2021.

O Meu Gibi é um site gratuito no qual, mediante cadastro, os alunos podem criar histórias em quadrinhos. A variação da paisagem

e dos objetos e personagens disponíveis favorecem a construção de histórias diversas que abordem os temas estudados

nas aulas de Ciências. Disponível em: www.meugibi.com/. Acesso em: 13 ago. 2021.

XI


5. A PRÁTICA DOCENTE

É tarefa do professor planejar e conduzir a prática pedagógica. O processo de planejamento e da organização do

trabalho didático do professor é norteado pelo projeto político-pedagógico da escola. O professor consegue estruturar

sua prática docente por meio da definição dos objetivos educacionais, dos conteúdos que os alunos devem aprender, das

atividades a serem desenvolvidas, das técnicas e estratégias de ensino a serem usadas em sala de aula e dos instrumentos

de avaliação para cada um dos conteúdos estabelecidos. Planejar é importante para que seja possível otimizar o tempo

daqueles que ensinam e daqueles que aprendem. Porém, tal planejamento não pode ser um conjunto de práticas estanques

e imutáveis que impeçam os ajustes necessários para assegurar a aprendizagem dos estudantes.

O processo educativo é complexo e dinâmico, e a prática docente consiste em uma atividade social complexa e multifacetada,

à medida que se atribui ao professor a responsabilidade de formação de seus educandos em diferentes instâncias (intelectual,

socioemocional, valorativa).

É um consenso social de que para lecionar o professor deve dominar os princípios e a didática da área do conhecimento a ser ensinada.

Esses saberes constituem a base do repertório teórico e metodológico para que o professor oriente e racionalize sua prática.

Além disso, o professor desempenha um papel na formação humana de seus alunos. Atuando como mediador, o docente

necessita dispor de suporte socioemocional para perceber as diferentes subjetividades presentes no ambiente da sala de aula.

Empatia, senso de justiça, honestidade, ética, perseverança e respeito são algumas das habilidades socioemocionais necessárias

para o trabalho docente. A interação cotidiana com sujeitos que compartilham um mesmo espaço, mas que provêm de diferentes

origens e contextos sociais, culturais e econômicos, demanda uma conscientização sobre como interagir e lidar com essa

multiculturalidade presente nos espaços educacionais.

O processo de interação de duas ou mais disciplinas na abordagem de saberes e conhecimentos (interdisciplinaridade) pode

se configurar de diferentes maneiras, mas sempre visando à cooperação, ao intercâmbio e ao enriquecimento intelectual. A

interdisciplinaridade também é uma ferramenta didática para a promoção do letramento científico, na medida em que articula

conceitos, ideias e procedimentos de diferentes campos do conhecimento.

6. A AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO-

APRENDIZAGEM

A avaliação do processo de aprendizagem consiste em uma das principais atribuições da prática docente. Faz parte do ofício

do professor acompanhar e observar os progressos ou dificuldades dos estudantes durante o ensino.

Muitas vezes a avaliação é vista como um processo estritamente de verificação da aprendizagem, cujos resultados medem o

desempenho dos alunos e os classifica em categorias. No entanto, a avaliação educacional deve ser compreendida como um

aspecto formativo e um momento de diagnóstico do processo de ensino e de aprendizagem que permite a elaboração de indicadores

dos progressos de um determinado período.

Os momentos avaliativos também devem ser entendidos como oportunidades de reflexão em que o professor pode identificar

os pontos fortes e as fragilidades de seu trabalho. Essa reflexão é importante, pois possibilita o diagnóstico da prática docente,

direciona a reestruturação de práticas didático-pedagógicas e o replanejamento do trabalho educativo, focalizando as necessidades

formativas dos alunos.

A escolha das metodologias e instrumentos que serão utilizados na avaliação deve se basear nos objetivos formativos (habilidades)

e nos conhecimentos trabalhados em sala de aula, bem como devem ser coerentes com as modalidades didáticas adotadas

pelo professor.

O processo avaliativo exige uma imersão em diferentes aspectos da atuação do professor, que deve procurar conhecer e adotar

novas situações de aprendizagem e instrumentos avaliativos que se adequem aos objetivos estabelecidos no currículo, no

projeto político-pedagógico da escola e no planejamento dos conteúdos que foram trabalhados.

É importante lembrar que os processos avaliativos estão sujeitos à subjetividade, visto que avaliar necessariamente envolve um

juízo de valor. Assim, é importante estabelecer e compartilhar com os alunos, de maneira clara e objetiva, os critérios das avaliações que

serão utilizados. Dessa forma, os alunos terão clareza do que o professor espera e do que devem desenvolver ao longo do ano letivo.

XII


Os alunos podem ser avaliados com o uso de diferentes instrumentos: provas dissertativas; testes; construções de modelos;

redações e relatórios; pelas participações e desempenhos em atividades individuais e coletivas; apresentações de seminários e

de trabalhos; exercícios que proponham a resolução de problemas; entre outros. Esses instrumentos devem ser usados de forma

variada e fornecer subsídios para o monitoramento da aprendizagem dos alunos de modo que, assim, possam ajudá-los a sistematizar

suas aprendizagens e a remediar possíveis defasagens.

Diferentes modos de avaliação usados regularmente configuram uma avaliação formativa, a qual deve ser contínua, cumulativa

e sistematizada porque vai além da verificação se o aluno aprendeu determinado conteúdo. Ela permite detectar defasagem

de aprendizagem e a correção de rumos do ensino para um aluno ou um grupo de alunos. A avaliação formativa não tem caráter

classificatório e é realizada com frequência durante o ano letivo. Como toda prática docente, é importante planejar cada avaliação,

pois esta tem como principal função acompanhar a evolução da aprendizagem individual e coletiva dos alunos.

A autoavaliação consiste em uma outra opção de instrumento avaliativo. Com ela o aluno pode exercitar a capacidade de

reflexão sobre seu desempenho nas atividades propostas pelo educador.

7. APRESENTAÇÃO DOS RECURSOS

DIDÁTICOS DA OBRA

A coleção é composta de cinco volumes, sendo destinada para o ensino de Ciências da Natureza dos primeiros 5 anos do

Ensino Fundamental. Os conteúdos de cada um dos volumes estão organizados em unidades e capítulos.

• A seção Para começar compõe a abertura do volume e tem o objetivo de diagnosticar os conhecimentos prévios e

promover o interesse dos alunos, convidando-os a refletir a respeito dos assuntos que serão estudados na unidade.

• O Mãos à obra propõe uma atividade prática desenvolvida de modo colaborativo. Pode ser uma experimentação,

a observação detalhada de um fenômeno em estudo, a montagem de um modelo, a coleta de dados e montagem

de tabelas, a análise de uma tabela ou gráfico, o levantamento de hipóteses, responder a uma questão-problema e

outras situações que representam etapas da prática científica.

• O Trocando ideias solicita aos alunos que debatam em grupo tópicos relacionados aos temas e assuntos estudados.

Assim, os alunos terão a oportunidade de trocar opiniões com os colegas. Em muitas situações essa seção pode ser

utilizada como um momento da avaliação processual ou formativa.

• A Jornada do saber apresenta, de forma crítica e reflexiva, conteúdos vinculados a temas da unidade. A seção vai

além da disciplina de Ciências e interage com outras áreas do conhecimento ou com temas contemporâneos.

• Na seção Ciências+ há uma série de sugestões de outros materiais que podem ampliar o conhecimento dos alunos.

São sugeridos livros, vídeos, filmes e sites para consulta.

• Um pouco de história traz textos históricos, contos ou lendas para ampliar o conhecimento de temas relacionados

à unidade, valorizando a leitura e a oralidade dos alunos.

• A seção Curiosidade apresenta temas atuais sobre ciência e tecnologia, sempre contextualizados com o assunto

estudado.

• Brincando eu aprendo é uma seção que promove o trabalho didático por meio de atividades lúdicas como jogos,

brincadeiras, encenações, criação de histórias, entre outras possibilidades.

• A seção Atividades aparece ao final de cada capítulo. As atividades nela sugeridas estimulam os alunos a retomar e

repensar os conteúdos tratados. Podem conter questões que solicitam: interpretar imagens, ler tabelas ou diagramas,

justificar e explicar afirmações, relacionar colunas etc.

• A seção Ciências em ação está presente ao final de uma das unidades e consiste em um projeto para ser realizado

em grupo. Esses projetos objetivam o aprofundamento do conhecimento dos alunos e a promoção da interação por

meio do trabalho coletivo e colaborativo.

• A seção Para encerrar, presente ao final do volume, oferece aos alunos atividades de revisão que possibilitam rever

os conteúdos estudados. Essa seção é uma proposta de avaliação de resultados.

XIII


8. TEXTO DE APROFUNDAMENTO

Ensino híbrido como possibilidade

A importância do uso das tecnologias digitais na escola, possibilitando a personalização do ensino, é um desafio para

muitos educadores. [...] A expressão ensino híbrido está enraizada em uma ideia de educação híbrida, em que não existe

uma forma única de aprender e na qual a aprendizagem é um processo contínuo, que ocorre de diferentes formas, em diferentes

espaços.

[...] Podemos considerar que esses dois ambientes de aprendizagem, a sala de aula tradicional e o espaço virtual, tornam-se

gradativamente complementares. Isso ocorre porque, além do uso de variadas tecnologias digitais, o indivíduo interage com o

grupo, intensificando a troca de experiências que ocorre em um ambiente físico, a escola. O papel desempenhado pelo professor

e pelos alunos sofre alterações em relação à proposta de ensino considerado tradicional, e as configurações das aulas favorecem

momentos de interação, colaboração e envolvimento com as tecnologias digitais. O ensino híbrido configura-se como uma combinação

metodológica que impacta na ação no professor em situações de ensino e na ação dos estudantes em situações de

aprendizagem.

As modalidades ao longo do caminho de aprendizado de cada estudante em um curso ou disciplina são conectadas para

oferecer uma experiência de educação integrada. Os autores apresentam as propostas híbridas como concepções possíveis para

o uso integrado das tecnologias digitais na cultura escolar contemporânea, enfatizando que não é necessário abandonar o que

se conhece até o momento para promover a inserção de novas tecnologias em sala de aula; pode-se aproveitar “o melhor dos

dois mundos”.

[...]

MODELOS

Modelo de rotação: os estudantes revezam as atividades realizadas de acordo com um horário fixo ou orientação do professor.

As tarefas podem envolver discussões em grupo, com ou sem a presença do professor, atividades escritas, leituras e, necessariamente,

uma atividade on-line. Nesse modelo, há as seguintes propostas:

• Rotação por estações: os estudantes são organizados em grupos, cada um dos quais realiza uma tarefa, de acordo com os

objetivos do professor para a aula em questão. Podem ser realizadas atividades escritas, leituras, entre outras. Um dos grupos estará

envolvido com propostas on-line que, de certa forma, independem do acompanhamento direto do professor. É importante valorizar

momentos em que os estudantes possam trabalhar de forma colaborativa e aqueles em que possam fazê-lo individualmente.

[...]

• Sala de aula invertida: nesse modelo, a teoria é estudada em casa, no formato on-line, e o espaço da sala de aula é utilizado

para discussões, resolução de atividades, entre outras propostas. O que era feito em classe (explicação do conteúdo) agora é

feito em casa, e o que era feito em casa (aplicação, atividades sobre o conteúdo) agora é feito em sala de aula. Esse modelo é

valorizado como a porta de entrada para o ensino híbrido, e há um estímulo para que o professor não acredite que essa seja a

única forma de aplicação de um modelo híbrido de ensino, a qual pode ser aprimorada.

[...]

Lilian Bacich; Adolfo Tanzi Neto; Fernando de Mello Trevisani. Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação. In:

Lilian Bacich (Orgs.). Ensino Híbrido: Personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Cap. 2.

Para se aprofundar nessa temática que tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões sobre a escola, sugerimos que

você faça pesquisas na internet ou consulte os seguintes links:

Ensino híbrido: quais são os modelos possíveis? Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/19715/ensino-hibrido-quais-sao-os-modelos-possiveis.

Acesso em: 13 ago. 2021.

Para entender o ensino híbrido em 14 perguntas. Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/19933/para-

-entender-o-ensino-hibrido-em-14-perguntas. Acesso em: 13 ago. 2021.

XIV


PLANILHA DE CONTEÚDOS E CRONOGRAMA – 3º ANO

Objetos do

conhecimento

Características e desenvolvimento

dos animais

Efeitos da luz nos materiais

Saúde auditiva e visual

Produção do som

Características da Terra

Observação do céu

Usos do solo

Atividades – Para encerrar

Capítulos e

habilidades da BNCC

Capítulo 1 – O ambiente e os

seres vivos

(EF03CI04)

(4 semanas)

Capítulo 2 – O desenvolvimento

dos animais

(EF03CI05)

(4 semanas)

Capítulo 3 – A classificação dos

animais

(EF03CI06)

(4 semanas)

Atividades: Para começar

Unidade 1 – Os seres vivos

Capítulo 4 – Propriedades da luz

(EF03CI02)

(4 semanas)

Capítulo 5 – O som e a audição

(EF03CI01)

(EF03CI03)

(5 semanas)

Capítulo 6 – O desenvolvimento da

Astronomia

(EF03CI08)

(3 semanas)

Capítulo 7 – O planeta Terra

(EF03CI07)

(4 semanas)

Capítulo 8 – O solo

(EF03CI09)

(EF03CI010)

(4 semanas)

Conteúdos

Biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado e Caatinga

Onde estão os animais? (camuflagem)

Mata Atlântica, Manguezal, Pantanal e Campos Sulinos

Animais ovíparos: pato, borboleta, aranha-armadeira, lagartixa, sapo e tartaruga

Animais vivíparos: mamíferos

Desenvolvimento humano

Animais aquáticos e terrestres

A diversidade dos animais

Vertebrados: peixe, anfíbio, réptil, ave e mamífero

Dinossauros

Animais invertebrados

Características dos insetos

Observando pequenos animais

Unidade 2 – O ambiente físico

Reflexão regular e difusa

Material opaco, translúcido e transparente

O controle do fogo

Bioluminescência

A luz e a visão

Baixa visão e sistema braile

Características do som

O eco

Deficiência auditiva

Som grave e som agudo

Telefone de copos (atividade prática)

Saúde visual e auditiva

Unidade 3 – De olho no céu e de olho na Terra

Meteorito Bendegó

O céu de antigamente

Luneta e telescópio

Geocentrismo e heliocentrismo

Via Láctea

Modelo do Sistema Solar

Formas de representar o planeta Terra

O interior do planeta Terra

Crosta terrestre e o manto

Formação de vulcões

Corrente de convecção no manto

O núcleo

A superfície terrestre e as zonas climáticas

Modelo: camadas da Terra

Origem e formação do solo

Textura e cor do solo

Permeabilidade e fertilidade do solo

Características do solo (humoso, arenoso, argiloso, calcário)

O solo e os seres vivos

Terra preta de índio (sítio arqueológico)

O solo e os seres humanos

Agricultura e mineração

Desastres ambientais com mineradoras

Avaliação diagnóstica

Avaliações

Avaliação formativa

Avaliação formativa

Atividades

Avaliação formativa

Avaliação formativa

Atividades

Avaliação formativa

Mãos à obra

Avaliação formativa

Avaliação formativa

Atividades

Avaliação formativa

Atividades

Atividades

Avaliação formativa

Mãos à obra

Ciências em ação

Avaliação formativa

Atividades

Avaliação formativa

Avaliação formativa

Atividades

Avaliação formativa

Avaliação formativa

Atividades

Avaliação de resultados

XV


REFERÊNCIAS

BIBLIOGRÁFICAS

LIVROS

ALVES, G. L. (Org.). O Pantanal e sua história na pintura sul-mato-grossense.

Campo Grande: Ed. UFMS, 2014.

ARROIO, A. (Org.). O ensino de Ciências da Natureza. São Paulo: Xamã, 2012.

BRAGA, B. et al. Introdução à engenharia ambiental: o desafio do desenvolvimento

sustentável. São Paulo: Pearson, 2005.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília. 2018. Disponível

em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.

CARVALHO, A. M. P. (Org.). Formação continuada de professores: uma releitura

das áreas de conteúdo. 2. ed. São Paulo: Cengage, 2017.

CASTELLAR, S.; SEMEGHINI-SIQUEIRA, I. Da Educação Infantil ao Ensino

Fundamental: formação docente, inovação e aprendizagem significativa.

1. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015.

DI CROPANI, O. F. O mundo da eletricidade. Eletropaulo, Eletricidade de São

Paulo. São Paulo: Pau-Brasil, 1987.

FREDERICKS, A. D. Experimentos sencillos con la naturaleza. Barcelona:

Ediciones Oniro, 2001.

FRIZZO, M. N.; MARIN, E. B. O ensino de Ciências nas séries iniciais. Ijuí: Unijuí,

1989.

GARRITZ RUIZ, A.; CHAMIZO GUERRERO, J. A. Química. São Paulo: Pearson

Education do Brasil, 2002.

HELITO, A. S.; KAUFFMAN, P. (Orgs.). Saúde: entendendo as doenças, a enciclopédia

médica da família. São Paulo: Nobel, 2006.

HENRIQUEZ, G. A. C. A mais antiga ciência e a mais nova tecnologia: ensino

de Astronomia e a internet. 1999. 133 F. Dissertação (Mestrado em

Educação). Universidade de São Paulo, São Paulo.

HORTA, N. Vamos comer: da viagem das merendeiras, crônicas e conversas.

Brasil: SEF/MEC, 2002.

LANGHI, R. Aprendendo a ler o céu: pequeno guia prático para a astronomia

observacional. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2016.

MARTÍN, J. A. L. ¿Habrá um terremoto en mi ciudad? Alambique, n. 83, 2016.

MASSARANI, L. (Org.). O pequeno cientista amador: a divulgação científica e

o público infantil. Rio de Janeiro: UFRJ – Casa da Ciência – Fiocruz, 2005.

MIODOWNIK, M. De que são feitas as coisas: 10 materiais que constroem o

nosso mundo. São Paulo: Blucher, 2015.

PECLIYE, M. M. (Org.). Ensino de ciências e biologia: a construção de conhecimentos

a partir de sequências didáticas. São Paulo: Baraúna, 2018.

RAW, I.; SANT’ANNA, O. A. Aventuras da microbiologia. São Paulo: Hacker

Editores/Narrativa Um, 2002.

ROBERTS, R. M. Descobertas acidentais em ciências. Campinas: Papirus, 1995.

SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. Alfabetização científica: uma revisão bibliográfica.

Investigações em Ensino de Ciências, v. 16, n. 1, p. 59-77, 2011.

SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. Almejando a alfabetização científica no

Ensino Fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo.

Investigações em Ensino de Ciências, v. 13, n. 3, p. 333-352,

2008.

SERWAY, R.; JEWETT, J. Physics for Scientists and Engineers with Modern

Physics. Boston: Cengage Learning, 2013.

SILVA, P. P. Farinha, feijão e carne-seca: um tripé culinário no Brasil colonial.

São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2005.

TEIXEIRA, W. et al. (Org.). 2. ed. Decifrando a terra. São Paulo: Companhia

Editora Nacional, 2008.

TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Corpo humano: fundamentos de anatomia e

fisiologia. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.

SITES

NOVA ESCOLA. Disponível em: https://novaescola.org.br/. Acesso em: 13 ago.

2021.

Revista digital com temas e abordagens didáticas sobre educação em todos os

níveis.

CHC – Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: http://chc.org.br/. Acesso

em: 13 ago. 2021.

Revista digital que aborda temas e curiosidades científicas com linguagem adequada

aos estudantes de diversos níveis de ensino.

REFERÊNCIAS

COMENTADAS

CARVALHO, Anna Maria Pessoa (Org.). Formação continuada de professores:

uma releitura das áreas de conteúdo. 2. ed. São Paulo: Cengage, 2017.

O livro trata da formação continuada dos professores de nossas

escolas do ponto de vista de seus conteúdos específicos, contemplando

as várias áreas de ensino. Os textos são resultado da preocupação

de se investigar a maneira como se ensina, como se aprende e,

principalmente, como se propõe a formação continuada dos

professores.

CASTELLAR, Sonia; SEMEGHINI-SIQUEIRA, Idméa. Da Educação Infantil ao

Ensino Fundamental: formação docente, inovação e aprendizagem

significativa. 1. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015.

O livro reúne artigos de professores com vasta experiência

em pesquisa educacional e formação docente, inicial e continuada.

Inovações e contribuições concernentes ao ensino e à aprendizagem

de diferentes áreas do conhecimento são objeto de

reflexão.

GARRITZ RUIZ, A.; CHAMIZO GUERRERO, J. A. Química. São Paulo: Pearson

Education do Brasil, 2002.

A Química é uma das ciências que mais influenciam nossa vida,

mas isso muitas vezes passa despercebido. Para o ensino de Química

é importante mostrar que a enorme variedade dos materiais que nos

cercam é formada por poucas unidades químicas presentes na

natureza.

HELITO, A. S.; KAUFFMAN, P. (Orgs.). Saúde: entendendo as doenças, a enciclopédia

médica da família. São Paulo: Nobel, 2006.

O livro é escrito em linguagem médica acessível a leigos. Reúne

temas como nutrição, doenças mentais, doenças genéticas, pediatria,

noções de primeiros socorros, todos abordados em capítulos de

autoria de grandes especialistas.

LANGHI, R. Aprendendo a ler o céu: pequeno guia prático para a astronomia

observacional. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2016.

Este guia incentiva os leitores a reconhecer o céu noturno e a se

interessar pela Astronomia, um campo científico que motiva a compreensão

da natureza e a consciência planetária. De forma didática, o

autor ensina a reconhecer as fases da Lua, eclipses, chuvas de meteoros

etc. Os fundamentos da Astronomia observacional articulam o

ensino de Ciências com Matemática, Artes e História, por exemplo.

MARTÍN, J. A. L. ¿Habrá um terremoto en mi ciudad? Alambique, Barcelona,

España. n. 83, 2016.

O terremoto de Lorca, em 2011, causou muita destruição e vítimas

na cidade espanhola. O autor do livro percebeu o grande desconhecimento

da população sobre a probabilidade de risco sísmico no país

e mostrou a necessidade de educar e divulgar medidas de autoproteção

para reduzir a vulnerabilidade frente aos terremotos.

MASSARANI, Luisa (Org.). O pequeno cientista amador: a divulgação científica

e o público infantil. Rio de Janeiro: UFRJ – Casa da Ciência – Fiocruz,

2005.

Este volume traz oito artigos escritos por autores do Brasil,

México e Chile, discutindo desafios e estratégias para inserir a ciência

no mundo infantil, explorando a curiosidade das crianças para

saber como as coisas funcionam e como é o mundo à volta delas.

MIODOWNIK, M. De que são feitas as coisas: 10 materiais que constroem

o nosso mundo. São Paulo: Blucher, 2015.

XVI


Este livro responde a muitas perguntas sobre os materiais dos

quais as coisas são feitas relatando suas experiências pessoais com

cada material. O autor fala de ciência de um modo acessível para

todos.

PECLIYE, Magda Medhat (Org.). Ensino de Ciências e Biologia: a construção

de conhecimentos a partir de sequências didáticas. São Paulo: Baraúna,

2018.

A construção do conhecimento e o processo de ensinar e aprender

não são rotineiros. Nesta obra, são apresentadas propostas nas

quais o conhecimento leva em conta a realidade dos alunos, a contextualização

e a menor fragmentação dos conteúdos, de forma que

o trabalho docente se torna intencional, planejado e reflexivo.

RAW, I.; SANT’ANNA, O. A. Aventuras da microbiologia. São Paulo: Hacker

Editores/Narrativa Um, 2002.

Este livro traz informações indispensáveis para tratar a história da

microbiologia com segurança em aulas e embasar discussões sobre o

surgimento deste como campo científico.

TEIXEIRA, W. et al. (Org.). Decifrando a terra. São Paulo: Companhia Editora

Nacional, 2008.

Depois de quase dez anos da iniciativa pioneira em lançar um

livro moderno sobre Geologia, a 2ª edição do livro Decifrando a Terra

chega com avanços significativos em termos de atualização do

conhecimento científico e tecnológico e estruturação dos

conteúdos.

TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de

anatomia e fisiologia. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.

Este livro é uma referência da área: texto claro, objetivo e amplamente

ilustrado sobre os fundamentos de anatomia e fisiologia, com

ênfase na homeostasia.

LOCAIS PARA

VISITAÇÃO

Parque Estadual Campos do Jordão – SP

Parque Estadual Ilha do Cardoso –

Cananéia – SP

www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/

parques-e-reservas-naturais/parqueestadual-ilha-do-cardoso/

Instituto Butantan – SP

www.butantan.gov.br/atracoes

Museu de Zoologia – USP/SP

http://mz.usp.br/pt/pagina-inicial/

Jardim Botânico de São Paulo – SP

Zoológico de São Paulo – SP

www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/

parques-e-reservas-naturais/zoologicode-sao-paulo/

Museu de Arqueologia Hypólito Barato –

Monte Alto/SP

http://montealto.sp.gov.br/site/

museuarqueologia/

AQUÁRIOS

Rio de Janeiro

Aquário do Rio de Janeiro – AquaRio

www.aquariomarinhodorio.com.br/

visita-escolar/

São Paulo

Aquário de Santos

www.vivasantos.com.br/aquario

Aquário da Água Branca – município de

São Paulo

Sergipe

Oceanário de Aracaju

www.tamar.org.br/centros_visitantes.

php?cod=10

Rio Grande do Norte

Aquário de Natal

https://aquarionatal.com.br/

Minas Gerais

Aquário do Rio São Francisco

Brasília

Zoológico de Brasília – DF

www.zoo.df.gov.br/

Jardim Botânico de Brasília – DF

www.jardimbotanico.df.gov.br/

Goiás

Parque Nacional das Emas – GO

www.icmbio.gov.br/portal/visitacao1/unidadesabertas-a-visitacao/204-parque-nacional-das-

-emas

Zoológico de Goiânia – GO

www.goiania.go.gov.br/

zoologico-de-goiania/

Pará

Museu Paraense Emílio Goeldi

www.museu-goeldi.br/

Paraná

Zoológico de Curitiba

Jardim Botânico de Curitiba

https://turismo.curitiba.pr.gov.br/

conteudo/jardim-botanico/1674

Piauí

Parque Nacional da Serrada Capivara – PI

Rio de Janeiro

Jardim Botânico do Rio de Janeiro – RJ

www.gov.br/jbrj/pt-br

Rondônia

Museu Regional de Arqueologia de

Rondônia – Presidente Médici/RO

São Paulo

Floresta Estadual Edmundo Navarro de

Andrade

Horto Florestal de Rio Claro – SP

Museu do Eucalipto

www.visiterioclaro.com.br/cultura-e-lazer/

floresta-estadual-edmundo-navarro-de-andrade/

https://prefeitura.pbh.gov.br/fundacao-

-de-parques-e-zoobotanica/jardim-zoologico/aquario-do-rio-sao-francisco

Santa Catarina

Balneário Camboriú – Oceanic Aquarium

https://oceanicaquarium.com.br/

MUSEUS DE CIÊNCIAS

Amazonas

Manaus

Bosque da Ciência

http://bosque.inpa.gov.br/

Goiás

Goiânia

Pátio da Ciência

https://patiodaciencia.ufg.br/

Museu Antropológico

https://museu.ufg.br/

MUSEUS VIRTUAIS

E EXPOSIÇÕES COM

ACESSO ON-LINE

Parque CienTec – São Paulo

www.parquecientec.usp.br/

passeio-virtual

Museu de Zoologia da USP – São Paulo

https://vila360.com.br/tour/mzusp/

Museu do Amanhã – Rio de Janeiro

https://museudoamanha.org.br/

tourvirtualpratodomundo/

Museu Nacional – Rio de Janeiro

https://artsandculture.google.com/project/museu-nacional-brasil

Instituto Inhotim – Minas Gerais

www.inhotim.org.br/visite/

Museu do Sertão – Pernambuco

www.valetourvirtual.com/

museudosertao/

XVII


Aquarela

CIÊNCIAS

Trivellato [ José Trivellato Júnior ]

Licenciado em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da

Universidade de São Paulo (USP). Licenciado em Pedagogia pela Faculdade

de Ciências e Letras Nove de Julho. Doutor em Educação e Mestre em

Didática pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP)

Cida Lico [ Maria Aparecida de Almeida Lico ]

Licenciada em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da

Universidade de São Paulo (USP)

3

3 0 ANO ENSINO FUNDAMENTAL • ANOS INCIAIS

CIÊNCIAS DA NATUREZA

1 a edição | São Paulo | 2021

1


© 2021 Kit’s editora

São Paulo • 1 a edição • 2021

Kit’s Editora Comércio e Indústria Ltda. - EPP

Rua Henrique Sam Mindlin, 576 – Piso Superior

Jardim do Colégio – São Paulo – SP

CEP: 05882-000

Tel.: (11) 5873-4363

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Direção administrativa

Jane Soraya Apolinário

Equipe M10 Editorial:

Coordenação editorial

Fernanda Azevedo

Coordenação de arte e projeto gráfico de capa

Thais Ometto

Projeto gráfico

Sérgio C.

Edição

Bárbara Odria

Preparação e revisão de textos

Brenda Silva

Assessoria técnica

Giovanna Sarli

Sandra Helena Dittmar Sarli Santos

Produção editorial

Vanessa Dionello

Coordenação de editoração eletrônica

Eduardo Enoki

Editoração eletrônica

Fanny Sosa

Nathalia Scala

Iconografia e ilustrações

M10 editorial

Impressão e acabamento

2


Apresentação

A curiosidade sempre impulsionou o ser humano na

busca por explicações sobre o que acontece no ambiente.

Você já observou os raios e ouviu os trovões em

um dia de chuva? Já se perguntou como nascem as

borboletas e por que temos o dia e a noite?

Se você é curioso e quer conhecer melhor os seres

vivos, compreender os fenômenos naturais e conhecer a si

mesmo, então, saiba que você gosta de Ciências.

As Ciências da Natureza explicam muitos dos

fenômenos naturais e procuram entender como funciona

a natureza.

Neste livro, que preparamos com muito carinho,

você vai experimentar, pesquisar, debater ideias, resolver

problemas e descobrir um novo jeito de olhar a natureza

e de aprender junto com os seus colegas.

Compreender Ciências significa conhecer o mundo

do ponto de vista dos cientistas, e você está convidado a

nos acompanhar nessa aventura, desde a primeira até a

última página deste livro.

Aproveite os textos, as imagens e as atividades

interessantes para compreender melhor o mundo em que

vivemos.

Os autores.

3


A

B

Conheça seu

livro

A Astronomia na Antiguidade

Para começar

Seção de abertura do

Volume para diagnosticar

os conhecimentos prévios

dos alunos.

As primeiras explicações sobre o funcionamento do Universo se apoiaram nos

registros de observações dos movimentos do Sol, da Lua, das estrelas e dos planetas.

DRONE EXPLORER/SHUTTERSTOCK

1. Leia o texto e responda.

10

Horta, jardim ou pomar?

PARA COMEÇAR

Muitas plantas não são utilizadas como alimento, mas têm flores coloridas e

cheirosas ou folhas com formatos variados. Elas são plantas usadas nos jardins e

muitas podem, também, ser plantadas em vasos.

a) Qual sentido nós utilizamos para afirmar que uma flor é cheirosa?

b) Qual sentido nós utilizamos para ver a cor de uma flor?

c) Leia em voz alta as palavras que estão no quadro:

mamão • beterraba • azaleia • alface • chuchu

jabuticaba • rosa • abobrinha • pepino

margarida • cenoura • laranja

• Agora, escreva o nome de cada planta no lugar correto:

JARDIM

POMAR

HORTA

MARIANA S./ M10

d) Quais das plantas do quadro não são usadas na alimentação humana?

e) Existem lagartas (larvas de insetos) que passam essa fase da vida embaixo do solo.

Quais das plantas do quadro podem servir de alimento para essas larvas?

2. Observe as imagens:

a) Em qual desses lugares (A) ou (B) você acha que deve existir maior quantidade de

seres vivos? Por quê?

b) O tuiuiú (ou jaburu) se alimenta de peixes e outros animais

que vivem nos rios. Em qual dos ambientes (A) ou (B) ele

poderia viver?

3. O que a imagem a seguir representa?

a) Qual é o nome do

nosso planeta?

WITHAN TOR/SHUTTERSTOCK.

SAM SPICER/SHUTTERSTOCK

PIXSAJU/SHUTTERSTOCK

b) Circule o nosso

planeta na imagem

11

SERGIO DE ARAUJO PEREIRA/SHUTTERSTOCK

3

DE OLHO NO

CÉU E DE OLHO

NA TERRA

SUNTI/SHUTTERSTOCK

Stonehenge é um monumento com mais de 4 mil anos, provavelmente usado para observações astronômicas,

localizado na Inglaterra.

Um dos mais importantes

astrônomos da Antiguidade foi Claudio

Ptolomeu. Ele viveu na Grécia e no Egito

há mais de 1 900 anos. Na sua obra mais

importante, composta por 13 livros, ele

defendeu a teoria de que o planeta

Terra ocuparia o centro do Universo e

que os outros planetas, a Lua e o Sol

giravam em torno da Terra. Essa teoria

é conhecida como Geocentrismo e foi

amplamente aceita até o século 17.

A teoria do geocentrismo de

Ptolomeu foi construída com base nas

propostas feitas por vários astrônomos

sobre os movimentos dos astros no céu

e em cálculos matemáticos.

90

A Astronomia na Antiguidade

As primeiras explicações sobre o funcionamento do Universo se apoiaram nos

registros de observações dos movimentos do Sol, da Lua, das estrelas e dos planetas.

Stonehenge é um monumento com mais de 4 mil anos, provavelmente usado para observações astronômicas,

localizado na Inglaterra.

Um dos mais importantes

astrônomos da Antiguidade foi Claudio

Ptolomeu. Ele viveu na Grécia e no Egito

há mais de 1 900 anos. Na sua obra mais

importante, composta por 13 livros, ele

defendeu a teoria de que o planeta

Terra ocuparia o centro do Universo e

que os outros planetas, a Lua e o Sol

giravam em torno da Terra. Essa teoria

é conhecida como Geocentrismo e foi

amplamente aceita até o século 17.

A teoria do geocentrismo de

Ptolomeu foi construída com base nas

propostas feitas por vários astrônomos

sobre os movimentos dos astros no céu

e em cálculos matemáticos.

90

Teoria: a teoria científica é uma explicação que descreve

uma série de fenômenos com base em observações e/ou

experimentações. Muitas teorias científicas se baseiam

em cálculos matemáticos.

Claudio Ptolomeu (100 d.C.-168 d.C.) foi um importante

astrônomo grego.

Teoria: a teoria científica é uma explicação que descreve

uma série de fenômenos com base em observações e/ou

experimentações. Muitas teorias científicas se baseiam

em cálculos matemáticos.

Claudio Ptolomeu (100 d.C.-168 d.C.) foi um importante

astrônomo grego.

DRONE EXPLORER/SHUTTERSTOCK

THEODOR DE BRY/DOMÍNIO PÚBLICO

THEODOR DE BRY/DOMÍNIO PÚBLICO

Para explorar

No início de cada Unidade há uma imagem

relacionada ao assunto que será estudado,

com perguntas de introdução.

Glossário

Algumas palavras desconhecidas

estarão em destaque com os

significados no glossário.

PARA EXPLORAR

1. Descreva o que você vê na imagem.

2. Você tem o costume de observar o céu?

3. Na imagem, qual instrumento está sendo utilizado pelos jovens

para observar o céu?

4


CURIOSIDADE

Formação de um vulcão

O magma do manto pode atingir a superfície do

planeta por meio dos vulcões ativos. Em algumas regiões

do nosso planeta, há vulcões que podem entrar em erupção

e expulsar material formado por rochas derretidas. Quando

atinge a superfície, esse material é chamado de lava.

1

3

crosta terrestre

abertura

magma derretido

mais lava

quente é expelida

Movimento do manto

superfície

da Terra

Os estudos da lava dos vulcões e das ondas

produzidas pela movimentação de partes da

crosta terrestre permitiram aos cientistas entender

a composição e as características do manto.

Como se comporta o material que compõe

o manto? Essa questão você vai responder

depois de realizar a atividade experimental

a seguir.

2

4

lava quente

montanha formada de lava

solidificada

Vulcão: abertura

na crosta terrestre

através da qual o

magma é lançado à

superfície.

Ilustração esquemática da

formação de um vulcão.

1. O magma derretido

encontra uma abertura

na superfície terrestre,

por onde sai. 2. A lava

quente se acumula na

superfície. 3. Quanto mais

magma sai, mais lava se

acumula. 4. A lava esfria

e endurece, formando os

vulcões.

Assista à reportagem sobre a erupção Vulcão Kilauea, no Havaí, no vídeo

a seguir. Disponível em: https://tvbrasil.ebc.com.br/reporter-brasil/2018/05/

erupcao-do-vulcao-kilauea-no-havai-entra-em-fase-mais-perigosa. Acesso

em: 11 jun. 2021.

Curiosidade

Textos com temas atuais e

curiosidades sobre Ciências e

tecnologia.

VICTOR B./ M10

A lava da erupção do vulcão ativo escorre pela

montanha. Vulcão no Monte Fagradalsfjall, na

Islândia, em 20 de março de 2021.

103

DANIELFREYR/SHUTTERSTOCK

Deficiência auditiva

No Brasil, existem quase 10

milhões de pessoas com deficiência

auditiva. Entre essas pessoas, mais de

2 milhões não ouvem absolutamente

nada. O restante tem diferentes graus

de deficiência auditiva.

Apesar de não ouvirem, as

pessoas com deficiência auditiva

levam uma vida normal. Elas

estudam, trabalham, se divertem e se

comunicam com uma língua própria:

a Língua Brasileira de Sinais – Libras.

Graças ao desenvolvimento

tecnológico, existem aparelhos

auditivos que auxiliam pessoas

com diferentes graus de deficiência

auditiva a ouvir melhor.

Uma criança pode nascer surda

ou a surdez pode ser causada por

doenças que atingem o sistema

de audição. Fazer a higienização

das orelhas é importante para a

manutenção da saúde, mas lembre-

-se: jamais coloque objetos ou hastes

no canal auditivo.

CIÊNCIAS

LIVRO

• O silêncio de Júlia

Autores: Pierre Coran e Melanie Florian

Editora: FTD

Ano: 2011

Libras é uma língua visual. São mãos que falam.

O aparelho auditivo funciona captando os sons do ambiente,

amplificando esses sons e transmitindo -os através da orelha.

Júlia tem deficiência auditiva. Ela vive feliz, mas se sente muito solitária. A chegada do

novo vizinho a deixa animada, pois finalmente vai ter com quem brincar.

VICTOR B./ M10

DIVULGAÇÃO

79

PIXEL-SHOT/SHUTTERSTOCK

com diferentes graus de deficiência

auditiva a ouvir melhor.

Uma criança pode nascer surda

ou a surdez pode ser causada por

doenças que atingem o sistema

de audição. Fazer a higienização

das orelhas é importante para a

manutenção da saúde, mas lembre-

-se: jamais coloque objetos ou hastes

no canal auditivo.

CIÊNCIAS

LIVRO

Ciências +

No Ciências + você encontra indicações de

livros, vídeos, filmes e sites relacionados ao

assunto estudado.

O aparelho auditivo funciona captando os sons do ambiente,

amplificando esses sons e transmitindo -os através da orelha.

• O silêncio de Júlia

Autores: Pierre Coran e Melanie Florian

Editora: FTD

Ano: 2011

Júlia tem deficiência auditiva. Ela vive feliz, mas se sente muito solitária. A chegada do

novo vizinho a deixa animada, pois finalmente vai ter com quem brincar.

DIVULGAÇÃO

79

PIXEL-SHOT/SHUT

BRINCANDO EU APRENDO

Quantos animais você conhece?

Existe uma grande diversidade de animais no mundo. Há animais de várias cores,

com asas, com pernas, com bico, com garras, que vivem na água, que vivem na terra

etc.

Quantos animais você conhece? Este jogo vai ser um desafio!

Como jogar

A. Com a ajuda do professor, organizem-se em grupos. Copiem as características

dos animais do quadro abaixo. Dobrem os papéis e usem-nos para o sorteio.

Um pouco de história

Textos que contam um pouco de

como o conhecimento científico foi se

transformando ao longo do tempo.

B. O professor fará o sorteio das características. Por exemplo, “Escrevam o nome

de animais que voam”.

C. Cada grupo terá dois minutos para escrever os nomes dos animais que

conhecem com a característica sorteada.

D. Quando terminar a rodada, cada grupo deverá dizer os animais que foram

citados. Ganha a rodada o grupo que tiver escrito o maior número de animais.

E. O resultado deve ser escrito em uma tabela, que pode estar na lousa ou em

uma cartolina. O grupo que conseguir vencer o maior número de rodadas

ganha o jogo.

134

Nadam Voam Andam Escalam

Vivem na água Vivem na terra Botam ovo Têm bico

Têm penas Têm pelos Têm escamas Têm garras

Têm antenas Têm cauda Têm duas pernas

Têm quatro

pernas

Brincando eu aprendo

Por meio de jogos e

brincadeiras, você vai

colocar em prática o que

estudou.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Terra preta de índio

126

Pesquisadores garimpam a história contida na terra preta de índio

Quando se pensa em Floresta Amazônica, muita gente tem a ideia de que há

centenas de anos ela era uma mata virgem, intocada. Estudos de diversas áreas

estão derrubando essa teoria. A floresta não só foi densamente povoada como

estes povos foram responsáveis por uma das maiores riquezas da região, um solo

altamente fértil: a terra preta de índio.

[...]

A cidade de Manacapuru fica a 85 quilômetros de Manaus, capital do

Amazonas. Há centenas de anos, essas áreas eram habitadas por índios. No

local onde moravam se encontram as manchas de terra preta. Daí vem o nome

terra preta de índio. É um solo criado pelos índios, como diz Newton Falcão,

agrônomo do INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

“Toda a parte escura foi resultado de deposições de restos de capina e de

ossos de peixe que seria o lixão do índio. Isso é material orgânico. Não tem

plástico, não tem vidro e não tem lata. Eles também usavam o fogo para queimar.

Então, a combinação da deposição de grande quantidade de material orgânico

fresco com um pouco do material que eles queimaram, foi formando esse perfil

considerado bastante fértil e manteve a riqueza de nutrientes durante várias

décadas”, explica Falcão.

[...]

Globo Natureza. Pesquisadores garimpam a história contida na terra preta de índio. G1, 18 jun. 2012. Disponível em: http://g1.globo.com/

natureza/noticia/2012/06/pesquisadores-garimpam-historia-contida-na-terra-preta-de-indio.html. Acesso em: 11 jun. 2021.

Sítio arqueológico de terra

preta de índio em Porto Velho,

no estado de Rondônia.

RICARDO AZOURY/PULSAR IMAGENS

5


ARTE

Ciências em ação

Nesta seção, você encontrará projetos

que serão desenvolvidos em grupo.

DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DA SAÚDE

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Saúde visual e auditiva

Veja as informações abaixo e responda às perguntas.

DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DA SAÚDE

TROCANDO IDEIAS

Leia o texto a seguir:

Incêndio na Chapada dos Veadeiros destrói mais de 60 mil hectares

de Cerrado e atinge quatro casas em Cavalcante

[...] A queimada, que já dura uma

Hectare: unidade de medida para regiões

semana, começou a ser controlada, mas

agrárias –1 hectare = 100 x 100 m.

continua avançando, de acordo com o

Brigadistas: grupo de pessoas capacitadas

Corpo de Bombeiros e o Instituto Chico

para atuar na prevenção e combate a

Mendes de Conservação da Biodiversidade um princípio de incêndio. Nos incêndios

(ICMBio). Mais de 100 pessoas e quatro

florestais, uma brigada trabalha na

prevenção, monitoramento e combate.

aviões atuam no combate às chamas.

[...] Os bombeiros e brigadistas do ICMBio registraram que o fogo já atingiu

“cerca de 16 mil hectares” do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, “o que

equivale a 6,6% da área da unidade de conservação”.

Outros 46 mil hectares, que são parte da Área de Preservação Ambiental do

Pouso Alto e ficam ao redor do parque, foram atingidos pelas chamas [...].

Vitor Santana. Incêndio na Chapada dos Veadeiros destrói mais de 60 mil hectares de Cerrado e atinge quatro casas em Cavalcante. Portal

G1 Goiás. 5 out. 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2020/10/05/incendio-na-chapada-dos-veadeiros-atingequatro-casas-em-cavalcante.ghtml.

Acesso em: 10 jun. 2021.

1. Sabendo que o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros se localiza

no Cerrado, discuta com os colegas as possíveis consequências

ambientais desse incêndio.

2. Pesquise, em livros ou na internet, o que são Unidades de

Conservação e qual é a sua importância para a preservação dos

biomas brasileiros.

84 84

• O que os cartazes mostram?

• Por que você acha que é importante cuidar da saúde dos ouvidos e

dos olhos?

Organize o trabalho

A. Reúna-se com mais dois colegas de classe e formem um grupo para

organizar e iniciar o trabalho. Nesta atividade, vocês devem fazer uma

pesquisa procurando responder às perguntas a seguir. Utilize a biblioteca

da sua escola, a internet e/ou peça a ajuda de familiares e do professor

para conseguir as informações necessárias.

1. O que é deficiência auditiva?

2. Uma pessoa pode nascer sem audição?

3. Uma pessoa pode perder a audição quando é adulta?

4. O que é deficiência visual?

Jornada do saber

Seção com textos para estimular a

reflexão e o pensamento crítico.

CIÊNCIAS

20

LIVRO

• Terra de Cabinha

Autora: Gabriela Romeu

Editora: Peirópolis

Ano: 2016

Cabinha é a forma como as crianças que vivem no sertão do Cariri são chamadas.

Esse livro mostra um pouco da vida dessas crianças, suas brincadeiras, histórias e seu

modo de vida nesse lugar tão especial.

Trocando ideias

Aqui você vai

compartilhar opiniões

e ideias sobre diversos

assuntos com os

colegas.

DIVULGAÇÃO

JORNADA DO SABER

Formas de representar o planeta Terra

Podemos representar a Terra de diversas formas.

Para termos uma imagem do planeta, utilizamos fotos tiradas do espaço.

Imagem do planeta Terra visto do espaço.

As fotos do planeta podem nos mostrar fenômenos climáticos, como

furacões, ou nos dar informações sobre como os seres humanos alteram a

paisagem do planeta.

ELROCE/SHUTTERSTOCK

ALI ENDER BIRER/SHUTTERSTOCK

NASA IMAGES/SHUTTERSTOCK

Mãos à obra

Atividades

práticas que

envolvem

manipulação

de materiais,

levantamento

de hipóteses,

observação e

interpretação

de resultados.

MÃOS À OBRA

Telefone de copos

As ondas sonoras só se propagam no ar? Elas se

propagam nos sólidos? Essas questões serão respondidas

nesta atividade.

Materiais

Propagar: espalhar; percorrer.

• 2 copos plásticos rígidos (você pode reutilizar embalagens plásticas de

produtos como iogurte);

• 4 metros ou mais de barbante de algodão;

• 2 palitos de dentes ou 2 clipes de papel;

• lápis preto bem apontado.

Opcional:

A

Antes de começar a montar

o seu telefone de copos, você poderá

enfeitá-los com fita adesiva colorida

ou desenhos. Assim, os copos ficarão

com as cores e desenhos que você

desejar.

Como fazer

A. Peça a um adulto que faça um

furo no fundo de cada copo

B

usando um lápis bem apontado.

B. Passe uma das pontas do

barbante pelo furo de um dos

copos e amarre um pedaço do

palito ou um clipe de papel na

ponta do barbante. O clipe ou

o palito servirão para não deixar

o barbante escapar do fundo

do copo. Faça o mesmo com

o outro copo.

A. CARLÍN/ M10 A. CARLÍN/ M10

Furacão Florence visto do espaço em setembro

de 2018.

América do Sul vista do espaço à noite, mostrando as

luzes emitidas pelas grandes cidades.

81

99

6


ATIVIDADES

1. Observe as imagens dos objetos a seguir.

Superfície de um lago.

Espelho.

TOMASZ WRZESIEN/SHUTTERSTOCK

JESS KRAFT/SHUTTERSTOCK

Bola de futebol.

Camiseta.

a) Circule de verde as imagens dos objetos que refletem de modo regular a luz

que recebem.

b) Circule de vermelho as imagens dos objetos que refletem de modo difuso a luz

que recebem.

74

RUNRUN2/SHUTTERSTOCK

AFRICA STUDIO/SHUTTERSTOCK

2. Ligue corretamente as duas colunas.

Opaco

CHUMRIT TEJASEN/SHUTTERSTOCK

NIIK LEUANGBORIBOON/SHUTTERSTOCK

JOEYPHOTO/SHUTTERSTOCK

Plástico para colar em vidro plano.

Transparente

Xícara de vidro.

Translúcido

Portão de madeira.

3. Em duplas, escrevam como deve ser uma cidade adaptada para pessoas com deficiência

motora, visual ou auditiva. Pense na mobilidade das pessoas pelas ruas, localização das

informações úteis, espaços de lazer, entre outros.

75

Atividades

Nesta seção

você encontrará

exercícios e

atividades

para retomar

e repensar os

conteúdos

tratados no

capítulo.

PARA ENCERRAR

1. Imagine que você faça parte de um grupo de biólogos que descobriu uma nova

espécie de animal. O trabalho de vocês é classificar esse animal dentro de algum grupo

conhecido. O animal apresenta as seguintes características:

• presença de pelos;

• possui esqueleto interno;

• asas;

• mama quando filhote.

• dentes afiados;

A que grupo pertence essa espécie? Por quê?

2. Numere corretamente as fases do ciclo de vida de uma borboleta.

CHAINFOTO24/SHUTTERSTOCK

MARIA T HOFFMAN/SHUTTERSTOCK

HHELENE/SHUTTERSTOCK

JAY ONDREICKA/SHUTTERSTOCK

3. Leve cada animal ao seu grupo.

A. CARLÍN/ M10

aves

mamíferos

répteis

4. Sobre os animais da questão anterior, responda:

a) Qual deles vive exclusivamente na água?

b) Qual deles põe seus ovos na lagoa?

c) Qual deles é herbívoro?

5. Assinale as ações que representam hábitos de cuidado com a saúde auditiva e visual.

HENADZI KLLENT/SHUTTERSTOCK

ANDREY_POPOV/SHUTTERSTOCK

AFRICA STUDIO/SHUTTERSTOCK

ARTUSH/SHUTTERSTOCK

6. Faça um desenho da reflexão da luz no espelho no quadro da esquerda e um desenho

da reflexão do som no quadro da direita.

REFLEXÃO DA LUZ

REFLEXÃO DO SOM

ALEXANDRE R./ M10

ALEXANDRE R./ M10

Para encerrar

Nesta seção

você vai retomar

os conteúdos

estudados durante

o ano.

anfíbios

peixes

invertebrados

135

7. Por que as cordas do violão produzem sons diferentes?

136

Ícones de atividade

Estes são os ícones utilizados

no livro:

Atividade em dupla

Atividade oral

Atividade em grupo

Selos interdisciplinares

Este ícone,

que aparece

no final de

algumas páginas do

seu livro, informa que

nelas há imagens

com elementos

representados fora de

proporção entre si.

TEMA TRANSVERSAL

7


SUMÁRIO

Para começar .......................................................................................... 10

UNIDADE 1

OS SERES VIVOS, 12

CAPÍTULO 1 • O ambiente e os seres vivos ...................................... 14

• Os principais biomas brasileiros ..........16

Amazônia ......................................................16

Um pouco de história – Lenda da Vitória

Régia ................................................................ 18

Cerrado ..........................................................19

Caatinga ........................................................ 21

Jornada do saber – Sertão ....................... 22

Mãos à obra – Por que algumas plantas

perdem as folhas? ....................................... 24

Mata Atlântica ............................................. 27

Manguezal .................................................... 28

Pantanal ........................................................ 29

Campos Sulinos ...........................................30

Atividades ...............................................31

CAPÍTULO 2 • O desenvolvimento dos animais ............................. 32

• Animais ovíparos ................................... 33

• Animais vivíparos ..................................38

Que mamíferos terrestres

você conhece? ............................................. 39

O desenvolvimento dos mamíferos .........40

O desenvolvimento dos seres

humanos ....................................................... 42

Atividades ..............................................47

CAPÍTULO 3 • A classificação dos animais ..................................... 48

• A diversidade dos animais ...................50

Animais vertebrados .................................. 50

Animais invertebrados ............................... 58

Mãos à obra – Observando pequenos

animais............................................................ 60

UNIDADE 2

O AMBIENTE FÍSICO, 62

CAPÍTULO 4 • Propriedades da luz ................................................. 64

Mãos à obra – Acerte o alvo ..................... 65

• Reflexo da luz no papel ........................ 66

• Transparente e opaco ........................... 67

Um pouco de história – O controle do

fogo ................................................................. 69

• A luz e a visão ........................................ 72

A tecnologia e a baixa visão ......................73

Atividades .............................................. 74

8


CAPÍTULO 5 • O som e a audição .................................................... 76

• Características do som .............................77

O eco ................................................................. 78

• Deficiência auditiva ................................. 79

Som grave e som agudo ................................80

Mãos à obra – Telefone de copos ................ 81

Atividades ................................................. 83

Ciências em ação –

Saúde visual e auditiva .................................. 84

UNIDADE 3

DE OLHO NO CÉU E DE OLHO NA TERRA, 86

CAPÍTULO 6 • O desenvolvimento da Astronomia ......................... 88

• O céu de antigamente ............................. 89

A Astronomia na Antiguidade ......................90

Mãos à obra – Construção do

modelo do Sistema Solar .............................. 94

Atividades ................................................. 96

CAPÍTULO 7 • O planeta Terra ........................................................ 98

Jornada do saber – Formas de representar

o planeta Terra ................................................. 99

• O interior do planeta Terra .....................101

A crosta terrestre ...........................................102

O manto ...........................................................102

Mãos à obra – Movimentacão

dos líquidos .....................................................104

O núcleo ......................................................... 106

• A superfície terrestre ..............................107

Zonas polares ................................................ 108

Zonas temperadas ........................................ 108

Zona tropical ................................................. 108

Mãos à obra – O interior

do planeta ........................................................109

Atividades ..................................................111

CAPÍTULO 8 • O solo ........................................................................ 112

• A formação do solo................................. 113

Características do solo .................................117

Mãos à obra – Parte 1: Testando a

permeabilidade do solo ................................ 118

Mãos à obra – Parte 2: Qual solo

é mais fértil? ...................................................120

• Tipos de solo ........................................... 123

• O solo e os seres vivos .......................... 124

Um pouco de história – Terra preta

de índio ............................................................ 126

• O solo e os seres humanos ................... 127

O solo e a agricultura ...................................127

O solo e a mineração ...................................128

Jornada do saber – O desastre de Mariana

e suas consequências ambientais ............130

Atividades ............................................... 132

Brincando eu aprendo – Quantos animais

você conhece? ...............................................134

Para encerrar ................................................................. 135

Referências .................................................................... 143

9


PARA COMEÇAR

Apoio pedagógico

As atividades dessa avaliação

diagnóstica (ou avaliação

de entrada) exigem

observação e interpretação

de imagens, além de evidenciarem

alguns conteúdos já

aprendidos. Muitas crianças

ainda necessitam do 3 o ano

para a consolidação da alfabetização,

mas outras tantas

estarão seguras e devem desempenhar

as propostas sem

dificuldades.

As atividades envolvem

conteúdos que serão trabalhados

nesse volume e contemplam

algumas das habilidades

da BNCC para o 3 o ano

do Ensino Fundamental.

Sugestão de

encaminhamento

Você pode utilizar as atividades

para uma conversa

inicial, procurando perceber

o nível de conhecimentos que

os alunos têm principalmente

quanto à oralidade, escrita,

compreensão das comandas

e leitura de imagens.

Depois que todos completarem

as questões, peça que

socializem as respostas. Essa

troca estimula ainda mais a

oralidade dos alunos.

Os registros de cada aluno

no livro, seja nessa avaliação

ou nas diversas atividades

propostas para esse ano, são

material rico para sua análise.

Por meio dos registros, você

poderá observar os progressos

e dificuldades que cada

estudante enfrenta.

1. Leia o texto e responda.

10

Horta, jardim ou pomar?

PARA COMEÇAR

Muitas plantas não são utilizadas como alimento, mas têm flores coloridas e

cheirosas ou folhas com formatos variados. Elas são plantas usadas nos jardins e

muitas podem, também, ser plantadas em vasos.

a) Qual sentido nós utilizamos para afirmar que uma flor é cheirosa?

O sentido do olfato nos permite sentir o aroma das flores.

b) Qual sentido nós utilizamos para ver a cor de uma flor?

O sentido da visão nos permite ver as cores das flores.

c) Leia em voz alta as palavras que estão no quadro:

mamão • beterraba • azaleia • alface • chuchu

jabuticaba • rosa • abobrinha • pepino

margarida • cenoura • laranja

• Agora, escreva o nome de cada planta no lugar correto:

JARDIM

Azaleia, rosa e

margarida.

Resolução comentada

Mamão,

POMAR

jabuticaba e

laranja.

HORTA

Beterraba, alface,

chuchu, abobrinha, pepino

e cenoura.

A atividade 1 avalia se os alunos localizam e retiram informações explícitas de um pequeno texto,

resgatando a habilidade EF02CI06 do 2 o ano, uma vez que deverão aplicar conhecimentos sobre as

plantas (frutos, folhas, raízes e flores) para separá-las nos grupos solicitados. Ao se referir à cor e ao

cheiro das flores, estamos valorizando dois dos sentidos humanos (EF03CI03). O hábito da lagarta

descrita no item e) e a identificação do seu possível alimento contemplam a habilidade EF03CI04.

MARIANA S./ M10

10


Rosa, azaleia e

d) Quais das plantas do quadro não são usadas na alimentação humana? margarida.

e) Existem lagartas (larvas de insetos) que passam essa fase da vida embaixo do solo.

Quais das plantas do quadro podem servir de alimento para essas larvas?

As larvas devem se alimentar de raízes, como a beterraba e a cenoura.

2. Observe as imagens:

A

SAM SPICER/SHUTTERSTOCK

B

PIXSAJU/SHUTTERSTOCK

a) Em qual desses lugares (A) ou (B) você acha que deve existir maior quantidade de

seres vivos? Por quê?

b) O tuiuiú (ou jaburu) se alimenta de peixes e outros animais

que vivem nos rios. Em qual dos ambientes (A) ou (B) ele

poderia viver?

3. O que a imagem a seguir representa?

WITHAN TOR/SHUTTERSTOCK.

Deve existir maior quantidade de seres vivos no ambiente A, pois há grande quantidade de

água e vegetação, elementos essenciais para a vida de muitos seres vivos.

O tuiuiú poderia viver em um ambiente como o da imagem A.

a) Qual é o nome do

nosso planeta?

Terra.

b) Circule o nosso

planeta na imagem

SERGIO DE ARAUJO PEREIRA/SHUTTERSTOCK

11

A atividade 2 envolve a observação de ambientes distintos representados nas imagens. Ao

comparar as duas imagens, os alunos poderão perceber que as condições apropriadas para a vida

do jaburu estão presentes apenas no ambiente da imagem (A), onde a ave encontraria alimento

e abrigo com facilidade, uma vez que há vegetação e água em abundância. Assim, a partir da

leitura das imagens, os alunos: em a), farão uma inferência direta sobre a biodiversidade em cada

ambiente; em b), colocarão em prática a capacidade de identificar características do modo de vida

do jaburu (EF03CI04).

A atividade 3 pede a identificação de características da Terra, atendendo à habilidade EF03E07.

Conhecendo o formato esférico do nosso planeta e sua coloração azul devido à presença de água,

os alunos poderão marcá-lo na imagem.

11


APRESENTAÇÃO DO VOLUME 3

O tema do volume são os ciclos, e um selo de identificação

estará presente nos tópicos que tratam desse tema.

A unidade 1 apresenta os seres vivos e sua diversidade.

Estão elencadas as principais características dos biomas brasileiros,

a importância da reprodução para a preservação das

espécies de seres vivos e os ciclos de vida de alguns animais

vertebrados e invertebrados.

A leitura de imagens se faz especialmente importante, pois é

por meio delas e de suas legendas que alguns dos conteúdos

são trabalhados – seja o desenvolvimento do ser humano ou

a classificação dos animais.

Na unidade 2, abordaremos elementos do ambiente físico,

como a luz e o som. A interação entre esses elementos

naturais e os materiais definem algumas propriedades dos

materiais, como opacidade e transparência. Dois dos sentidos

dos animais (visão e audição) dependem da presença de ondas

sonoras e da luz do ambiente para que eles interpretem

o que os rodeia. Neste estudo, os cuidados com os olhos e as

orelhas humanas são destacados.

A terceira unidade aborda tanto aspectos da Astronomia

como as camadas que compõem o interior do planeta Terra.

Movimentos da crosta terrestre decorrentes de correntes de

convecção do material pastoso do manto provocam terremotos

e erupções vulcânicas. A composição e a formação do solo cultivável

são os temas do último capítulo do volume. A camada

superficial do solo de cada região do nosso planeta apresenta

uma composição. O teor de componentes sólidos – como a

quantidade de areia, argila e minerais diversos – caracterizam

a cor, a textura, o cheiro e a permeabilidade dos solos.

A produção agrícola depende da fertilidade do solo, a qual

é determinada por diversos fatores – entre eles estão a quantidade

de matéria orgânica em decomposição, a presença de

minerais essenciais absorvíveis pelas raízes e a disponibilidade

de água.

1

Vista aérea do Pantanal Matogrossense,

no estado do Mato Grosso.

2

O

3

DE

TEMA DO VOLUME: CICLOS

OS SERES VIVOS

AMBIENTE

FÍSICO

OLHO NO

CÉU E DE OLHO

NA TERRA

A

12


INTRODUÇÃO DA UNIDADE 1

QUADRO DE OBJETIVOS PEDAGÓGICOS

OS SERES VIVOS

Conteúdos e habilidades da

BNCC associadas

Objetivos

Atividade (número

da página)

Pré-requisitos

Capítulo 1 – O ambiente e os

seres vivos

1. Perceber a diversidade de animais na Terra. 14 e 15 Ler e interpretar textos e

imagens.

(EF03CI04) Identificar características

sobre o modo de vida (o que comem, como

se reproduzem, como se deslocam etc.) dos

animais mais comuns no ambiente próximo.

2. Conhecer os biomas brasileiros. 12 a 17, 19, 21 e 27 a 30

3. Analisar imagens de ambientes naturais. 19, 21 e 26 a 30

Identificar e classificar

seres vivos de

acordo com as suas

características.

Capítulo 2 – O desenvolvimento

dos animais

(EF03CI05) Descrever e comunicar as

alterações que ocorrem desde o nascimento

em animais de diferentes meios terrestres ou

aquáticos, inclusive o homem.

Capítulo 3 – A classificação dos

animais

(EF03CI06) Comparar alguns animais e

organizar grupos com base em características

externas comuns (presença de penas, pelos,

escamas, bico, garras, antenas, patas etc.).

4. Refletir sobre o modo de vida de alguns animais.

5. Analisar imagens de animais aquáticos e terrestres.

33 a 41

36 a 39

Preencher tabelas e

quadros.

6. Identificar o ciclo de vida de alguns animais. 33 a 37 e 42

Utilizar vocabulário

específico.

7. Identificar as fases de vida do ser humano. 42, 43, 45 e 46

8. Conhecer a diversidade de animais na Terra. 48 a 59 Reconhecer o ciclo

de vida de diferentes

9. Identificar as características dos animais vertebrados. 48 a 57

animais.

10. Organizar grupos de animais com base em

características externas.

11. Identificar os vertebrados de acordo com o seu ciclo de

vida: ovíparos e vivíparos (placentários).

12. Classificar os animais de acordo com o tipo de

esqueleto que eles têm.

51 a 59

51 a 57

50, 58 e 59

Ler imagens.

Seguir instruções

e coletar dados

experimentais.

12 B


TEMA DO VOLUME: CICLOS

12

Habilidades

(EF03CI04) Identificar características

sobre o modo de

vida (o que comem, como se

reproduzem, como se deslocam

etc.) dos animais mais comuns

no ambiente próximo.

(EF03CI05) Descrever e

comunicar as alterações que

ocorrem desde o nascimento

em animais de diferentes

meios terrestres ou aquáticos,

inclusive o homem.

(EF03CI06) Comparar alguns

animais e organizar

grupos com base em características

externas comuns

(presença de penas, pelos,

escamas, bico, garras, antenas,

patas etc.).

Apoio pedagógico

Nesta unidade, vamos conhecer

as características dos

biomas brasileiros e reconhecer

algumas adaptações dos

organismos que neles vivem.

Vamos classificar os animais

com base nas suas características

externas, relacionando-as

com o ambiente,

e conhecer alguns ciclos de

vida, inclusive as fases da vida

humana – o que justifica a escolha

do tema ciclos.

Sugestão de

encaminhamento

Os principais objetivos da

seção Para explorar são trabalhar

com a capacidade dos alunos

de perceber os detalhes

das imagens e estimulá-los a

fazer analogias com situações

ambientais diferentes.

Aproveite esse momento

de discussão em pequenos

grupos para descobrir o que

os alunos já sabem sobre a

relação entre as condições

ambientais (luminosidade,

temperatura, disponibilidade

de água líquida, entre outras)

e a sobrevivência dos seres

vivos.

1

Vista aérea do Pantanal Matogrossense,

no estado do Mato Grosso.

OS SERES VIVOS


LUCAS LEUZINGER/SHUTTERSTOCK

Resolução

comentada

Oriente os alunos a fazer

uma descrição detalhada da

imagem, considerando se

aparece muita ou pouca água

e muitas ou poucas árvores.

Na discussão da questão 2,

garanta que todos se expressem

e expliquem a resposta

dada.

1. O ambiente tem árvores,

rios e lagos.

2. Espera-se que os alunos

reconheçam que esse

ambiente atrai muitos

animais porque ali há

água, luz solar e muita

vegetação.

PARA EXPLORAR

Respostas na Resolução comentada.

1. Descreva o ambiente representado na

imagem.

2. Na sua opinião, esse ambiente,

provavelmente, tem muitos ou poucos

animais? Explique.

13


Habilidade

(EF03CI04) Identificar características

sobre o modo de

vida (o que comem, como se

reproduzem, como se deslocam

etc.) dos animais mais comuns

no ambiente próximo.

1

O ambiente e os

seres vivos

Os seres vivos podem ser encontrados em todos os lugares da Terra.

Objetivos

• Perceber a diversidade de

animais na Terra.

• Conhecer os biomas

brasileiros.

• Analisar imagens de ambientes

naturais.

Comprimento

2,4 m

GUDKOV ANDREY/SHUTTERSTOCK

2 m

MAJONIT/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

O capítulo 1 aborda conteúdos

relacionados às características

dos animais aquáticos

e terrestres e aos biomas

brasileiros. Esses conteúdos

foram agrupados em três unidades

didáticas, e a primeira

delas está nas páginas 14 e

15 – nas quais, por meio de

imagens, os alunos analisam

características de alguns animais,

relacionando-as ao ambiente

em que vivem.

Sugestão de

encaminhamento

Explore as imagens que

mostram animais em ambientes

com características

climáticas bem diferentes e

ajude os alunos a relacionar

essas diferenças com a localização

no planisfério.

MURILO MAZZO/SHUTTERSTOCK

Na região polar ártica, encontram -se os ursos

polares.

Diversas espécies de pererecas vivem na Mata Atlântica.

Os cientistas estudam a natureza procurando compreender a relação entre as

características dos seres vivos e o ambiente em que vivem.

1. Relacione as características do urso polar ao ambiente em que ele vive.

14

Resolução comentada

5,5 cm

Os dromedários são encontrados em desertos

e podem ficar dias sem beber água.

Espera-se que os alunos cheguem à conclusão de que a presença de grande quantidade de

pelos protege o urso do frio.

O exemplo do urso polar citado na atividade 1 deve facilitar a compreensão dos alunos para que

relacionem as características de outros animais e o ambiente em que vivem.

BRUNO S./ M10

14


Os ambientes encontrados na Terra podem ser divididos em: ambiente aquático e

ambiente terrestre.

VLAD61/SHUTTERSTOCK

1,3 m

1000 WORDS/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

A análise das imagens

deve permitir que os alunos

identifiquem as principais

características dos animais

aquáticos e as dos terrestres,

como a forma de locomoção,

a cobertura do corpo etc.

Os peixes são animais que habitam o ambiente aquático.

Resolução comentada

As ovelhas são animais que habitam o ambiente terrestre.

2. Preencha o quadro abaixo com características de animais de ambiente aquático e

de animais de ambiente terrestre.

CARACTERÍSTICAS

TROCANDO IDEIAS

ANIMAIS AQUÁTICOS

Espera-se que o aluno relacione

as características físicas, forma

de locomoção e forma de

respiração ao meio ambiente em

que o animal vive. Por exemplo,

presença de nadadeiras em animais

aquáticos e pernas em animais

terrestres.

ANIMAIS TERRESTRES

Respostas na Resolução comentada.

Reúna-se com alguns colegas e respondam às questões:

1. Como a ovelha e o peixe se locomovem?

2. O formato do corpo dos animais pode ajudar na locomoção?

1. A ovelha utiliza as pernas para andar, e o peixe utiliza as nadadeiras para nadar.

2. Nesse momento, não é esperado que os alunos acertem totalmente a resposta. O importante é

iniciar a discussão sobre a forma do corpo e o ambiente onde o animal vive. Chame a atenção

para o fato de que animais que vivem em um mesmo ambiente têm características em comum,

como o tubarão, a baleia e o peixe.

15

Resolução

comentada

A atividade 2 requer a observação

de imagens e aciona

os conhecimentos prévios

dos alunos. Observar a forma

hidrodinâmica dos peixes, por

exemplo, pode resultar em

comentários sobre a pele escorregadia

desses animais,

que os auxilia na locomoção

na água. Os alunos que estiverem

familiarizados com

a prática da natação podem

relacionar a posição dos braços

no mergulho com a forma

hidrodinâmica dos peixes e,

extrapolando a discussão,

com a forma aerodinâmica

das aves.

Alguns alunos podem precisar

de ajuda para preencher

o quadro com as características

de animais aquáticos e

terrestres.

Apoio pedagógico

A seção Trocando ideias sempre

propõe uma conversa com

mais colegas. Essa interação

melhora o conhecimento interpessoal

dos alunos, valoriza

as opiniões e exercita a elaboração

da fala e da escrita.

Avaliação formativa

O preenchimento do quadro

da atividade 2 e a seção

Trocando ideias constituem a

avaliação desta unidade didática.

No quadro, você terá uma produção

escrita dos alunos e, com a

discussão proposta no Trocando

ideias, poderá avaliar a oralidade.

15


Habilidade

(EF03CI04) Identificar características

sobre o modo de

vida (o que comem, como se

reproduzem, como se deslocam

etc.) dos animais mais comuns

no ambiente próximo.

Apoio pedagógico

As páginas 16 a 26 formam

mais uma unidade didática e

tratam de alguns biomas brasileiros:

Floresta Amazônica,

Cerrado e Caatinga.

Os biomas são conjuntos

de ecossistemas com biodiversidade

característica. O

IBGE (Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística) considera

seis biomas continentais

e um bioma marinho – todos

abordados no texto do aluno.

Cada bioma tem diversos

ecossistemas. A vegetação

e os animais de uma região

mais aberta, ensolarada e

próxima à água, por exemplo,

não serão os mesmos

encontrados na parte escura

e abafada do bioma.

Um ecossistema é formado

pelo conjunto dos seres vivos

(componentes bióticos)

e não vivos (componentes

abióticos) do ambiente. O

componente biótico engloba

os seres vivos e as relações

que mantêm entre si. O componente

abiótico considera o

clima, a temperatura, os gases

atmosféricos, a quantidade

de água, a luminosidade e

o tipo de solo, entre outras

características físicas.

Sugestão de

encaminhamento

Chame a atenção dos alunos

para o mapa com a localização

dos biomas brasileiros

e leia com eles a legenda de

cores.

Os principais biomas brasileiros

Biomas são regiões que têm características ambientais típicas, como o

clima e o tipo de solo, que influenciam os tipos de plantas e animais que

nelas habitam.

O Brasil é um país

Biomas brasileiros

muito grande e possui

diversos biomas.

Solo: camada superficial da

crosta terrestre composta

de diferentes fragmentos de

rochas.

Fonte: ICMBio e MMA. Unidades de

Conservação Federais, RPPNs, Centros

de Pesquisa e Coordenação Regionais.

Disponível em: www.icmbio.gov.br/portal/

images/stories/servicos/geoprocessamento/

DCOL/dados_vetoriais/MapaUCS_

junho_2017.pdf. Acesso em: 10 jun. 2021.

Amazônia

A Amazônia ocupa toda a porção

norte do país e é o maior bioma do Brasil.

As altas temperaturas e a chuva

estão presentes o ano todo, garantindo

o clima quente e úmido da região.

A vegetação é formada,

principalmente, por plantas com folhas

grandes e largas.

Algumas árvores podem atingir até

65 metros de altura, como a castanheira.

50 m

16

PEDARILHOSBR/SHUTTERSTOCK

Diâmetro 1,5 cm

Comprimento 5 cm

A castanheira é a árvore que

produz a castanha-do-pará.

BRUNO S./ M10

OLGA POPOVA/SHUTTERSTOCK

16


Na Floresta Amazônica, as copas das árvores mais altas encostam umas nas outras,

diminuindo a quantidade de luz que atravessa o interior da floresta.

MARCIO ISENSEE/SHUTTERSTOCK

A floresta apresenta uma grande

diversidade de plantas e animais.

Entre os animais podemos encontrar

macacos, serpentes, sapos, diferentes

espécies de aves e de insetos, entre outros.

A Floresta Amazônica é atravessada

por grandes rios, como o Negro e

o Solimões, onde são encontradas

diferentes espécies de plantas e

animais aquáticos.

O macaco-aranha se alimenta de frutos e se locomove

pelas árvores da Floresta Amazônica.

As copas das árvores

da Floresta Amazônica

formam uma espécie de

cobertura de folhas.

50 cm

WORLDSWILDLIFEWONDERS/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

As folhas grandes e largas

que caracterizam a vegetação

amazônica estão relacionadas

com a quantidade abundante

de chuvas da região. A

transpiração das plantas se dá

pelas folhas. Em milhares de

anos de evolução, as características

das plantas foram

selecionadas pela pressão das

condições ambientais em que

se encontravam.

Folhas perenes (sempre

presentes nas plantas) garantem

um movimento constante

de água através da planta:

a transpiração ocorre, e mais

água é retirada do ambiente

para suprir a que foi perdida.

Assim, esse tipo de folha é

mais encontrado em plantas

que habitam regiões tropicais

com regime de chuva regular.

WAGNER CAMPELO/SHUTTERSTOCK

COULANGES/SHUTTERSTOCK

Diâmetro da

folha 2,5 m

2,6 m

A vitória-régia tem folhas enormes em forma de círculo.

O peixe-boi-da-amazônia vive nos rios da região e se

alimenta de plantas aquáticas.

17

17


Habilidade

(EF03CI04) Identificar características

sobre o modo de

vida (o que comem, como se

reproduzem, como se deslocam

etc.) dos animais mais comuns

no ambiente próximo.

Apoio pedagógico

A vitória-régia é uma planta

típica da região amazônica.

Em lagos e rios de outras regiões,

podemos encontrar

uma planta da mesma família

botânica da dela: a ninfeia.

As ninfeias, entretanto, têm

folhas de diâmetro bem menor

e flores de diversas cores.

Sugestão de

encaminhamento

A lenda da vitória-régia é

uma leitura interessante para

ser feita em casa e pode se

transformar em um momento

bem agradável. Essa prática

de literacia familiar desenvolve

a habilidade de leitura

dos alunos e, ao envolver um

ou mais membros da família

lendo em voz alta, colabora

para a melhor compreensão

do texto. Além disso, todos

passarão a conhecer a lenda

e poderão conversar sobre

esta e outras lendas que

conheçam, enriquecendo o

repertório cultural de todos.

UM POUCO DE HISTÓRIA

18

Lenda da Vitória Régia

Conta a lenda que uma bela índia chamada Naiá apaixonou-se por Jaci

(a Lua), que brilhava no céu a iluminar as noites. [...]

Durante o dia, bravos guerreiros tentavam cortejar Naiá, mas era tudo em

vão, pois ela recusava todos os convites de casamento. E mal podia esperar

a noite chegar, quando saía para admirar Jaci, que parecia ignorar a pobre

Naiá. Mas ela esperava sua subida e sua descida no horizonte e, já quase de

manhãzinha, saía correndo em sentido oposto ao Sol para tentar alcançar a

Lua. Corria e corria até cair de cansaço no meio da mata. Noite após noite, a

tentativa de Naiá se repetia. Até que ela adoeceu. De tanto ser ignorada por

Jaci, a moça começou a definhar.

Mesmo doente, não havia uma noite que não fugisse para ir em busca da

Lua. Numa dessas vezes, a índia caiu cansada à beira de um igarapé. Quando

acordou, teve um susto e quase não acreditou: o reflexo da Lua nas águas

claras do igarapé a fizeram exultar de felicidade! Finalmente ela estava ali, bem

próxima de suas mãos. Naiá não teve dúvidas: mergulhou nas águas profundas

e acabou se afogando.

Jaci, vendo o sacrifício da índia, resolveu transformá -la numa estrela

incomum. O destino de Naiá não estava no céu, mas nas águas, a refletir o

clarão do luar. Naiá virou

a Vitória Régia, a grande

flor amazônica das águas

calmas, a estrela das águas,

tão linda quanto as estrelas

do céu e com um perfume

inconfundível. E que só abre

suas pétalas ao luar.

Leitura para todos. Lenda da Vitória Régia.

Teia de textos. UFMG. Belo Horizonte, 2010.

Disponível em: www.ufmg.br/cienciaparatodos/

wp-content/uploads/2012/06/leituraparatodos/

Textos-Leitura-Etapa-3-e-4/e34_60-

lendadavitoriaregia.pdf. Acesso em: 10 jun. 2021.

DIVERSIDADE

CULTURAL

MARCELLO S./ M10

18


Cerrado

O bioma Cerrado ocupa parte da

região central do Brasil.

O clima do Cerrado se caracteriza

pelo verão chuvoso e o inverno seco.

Durante o período de seca,

é comum ocorrerem queimadas.

Este é um evento natural na

região do Cerrado, pois muitas

sementes só nascem depois que

o solo está queimado. Porém,

quando o fogo ocorre em grandes

proporções, o incêndio pode se

espalhar por uma grande região,

causando a morte de muitas plantas

e animais.

A vegetação do Cerrado é

formada por árvores de casca grossa

e tronco retorcido e por arbustos, como o

pequi e o umburuçu.

Entre os animais encontrados no

Cerrado estão o tucano e a seriema.

56 cm

DAN BACIU/SHUTTERSTOCK

Queimada na Chapada dos Veadeiros. Alto do Paraíso, no

estado de Goiás, 2019.

O pequi é uma árvore típica do Cerrado e seu fruto é

muito utilizado na culinária da região.

70 cm

6 cm

15 m

LUIS WAR/SHUTTERSTOCK

ADILSON SOCHODOLAK/

SHUTTERSTOCK

TIAGO R C DE MOURA/

SHUTTERSTOCK

VALMIR FERNANDO/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

Tema: Ciclos

O aspecto da vegetação do

Cerrado (casca grossa e troncos

retorcidos) não se deve

somente à falta de água na região,

pois as raízes das árvores

são longas e conseguem atingir

o lençol de água subterrânea,

mesmo nos períodos

mais secos do ano. As plantas

desse bioma também são resistentes

às queimadas naturais

que ocorrem de tempos

em tempos. O solo original do

Cerrado é considerado ácido

e pouco fértil para o cultivo

de plantas agrícolas, porém

tem as condições necessárias

para uma grande diversidade

da flora nativa (mais de 12 mil

espécies de plantas).

O Cerrado é a savana tropical

mais rica do mundo, abrigando

cerca de 5% de toda

a diversidade do planeta e

30% dos diversos seres vivos

identificados no nosso país.

Fonte: Embrapa. Disponível

em: https://www.embrapa.

br/contando-ciencia/bioma-

-cerrado. Acesso em: 6 ago.

2021.

Tucano-toco.

Seriema.

19

19


Habilidade

(EF03CI04) Identificar características

sobre o modo de

vida (o que comem, como se

reproduzem, como se deslocam

etc.) dos animais mais comuns

no ambiente próximo.

Apoio pedagógico

O fogo no Cerrado

Os ventos, a baixa umidade

e a grande quantidade de

biomassa seca são condições

ideais para o fogo. Essas queimadas

naturais sempre ocorreram

no Cerrado, e a casca

grossa das árvores protege

as partes internas da planta.

Após as queimadas, muitas

plantas brotam, pois as cinzas

fornecem nutrientes ao

solo. As queimadas acidentais,

entretanto, têm sido tão

frequentes que o ambiente

demora para se recuperar. Os

seres vivos desse bioma têm

sofrido bastante com essa

situação.

Sugestão de

encaminhamento

Leia o texto da seção

Trocando ideias em voz alta

para a classe, esclareça possíveis

dúvidas quanto ao vocabulário

e incentive os alunos

a fazer comentários sobre o

assunto. Pode ser que muitas

crianças saibam que as queimadas

têm ocorrido com

certa frequência em algumas

regiões do nosso país e causado

uma série de problemas. Ao

realizar as atividades, os alunos

vão expor o que compreenderam

do texto, retirando informações

implícitas da notícia

que foi lida (atividade 1), e se

organizar para fazer a pesquisa

sugerida (atividade 2).

CIÊNCIAS

20

TROCANDO IDEIAS

Leia o texto a seguir:

Incêndio na Chapada dos Veadeiros destrói mais de 60 mil hectares

de Cerrado e atinge quatro casas em Cavalcante

[...] A queimada, que já dura uma

semana, começou a ser controlada, mas

continua avançando, de acordo com o

Corpo de Bombeiros e o Instituto Chico

Mendes de Conservação da Biodiversidade

(ICMBio). Mais de 100 pessoas e quatro

aviões atuam no combate às chamas.

[...] Os bombeiros e brigadistas do ICMBio registraram que o fogo já atingiu

“cerca de 16 mil hectares” do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, “o que

equivale a 6,6% da área da unidade de conservação”.

Outros 46 mil hectares, que são parte da Área de Preservação Ambiental do

Pouso Alto e ficam ao redor do parque, foram atingidos pelas chamas [...].

Respostas na Resolução comentada.

1. Sabendo que o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros se localiza

no Cerrado, discuta com os colegas as possíveis consequências

ambientais desse incêndio.

2. Pesquise, em livros ou na internet, o que são Unidades de

Conservação e qual é a sua importância para a preservação dos

biomas brasileiros.

Resolução comentada

Vitor Santana. Incêndio na Chapada dos Veadeiros destrói mais de 60 mil hectares de Cerrado e atinge quatro casas em Cavalcante. Portal

G1 Goiás. 5 out. 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2020/10/05/incendio-na-chapada-dos-veadeiros-atingequatro-casas-em-cavalcante.ghtml.

Acesso em: 10 jun. 2021.

LIVRO

• Terra de Cabinha

Autora: Gabriela Romeu

Editora: Peirópolis

Ano: 2016

1. Espera-se que os alunos cheguem à conclusão de que um incêndio dessas proporções pode

causar a perda de espécies vegetais e animais, além de uma alteração no bioma, que demorará

anos para se recuperar.

2. Unidades de Conservação são áreas de proteção ambiental. Para mais informações, acesse a página

do Instituto Chico Mendes. Disponível em: www.icmbio.gov.br/portal/. Acesso em: 27 jul. 2021.

Atividade complementar

Hectare: unidade de medida para regiões

agrárias –1 hectare = 100 x 100 m.

Brigadistas: grupo de pessoas capacitadas

para atuar na prevenção e combate a

um princípio de incêndio. Nos incêndios

florestais, uma brigada trabalha na

prevenção, monitoramento e combate.

Cabinha é a forma como as crianças que vivem no sertão do Cariri são chamadas.

Esse livro mostra um pouco da vida dessas crianças, suas brincadeiras, histórias e seu

modo de vida nesse lugar tão especial.

Selecione um trecho do livro Terra de Cabinha, sugerido no Ciências +, para ler com

os alunos.

DIVULGAÇÃO

20


Caatinga

O bioma Caatinga se estende

pelos estados do Ceará, Rio Grande

do Norte, Paraíba, Pernambuco,

Sergipe, Alagoas, Bahia, Piauí e norte

de Minas Gerais.

O clima é quente e com poucas

chuvas ao longo do ano.

A vegetação é formada por árvores

baixas, que perdem as folhas no

período da seca, e por muitos cactos.

O nome “Caatinga” tem origem

na língua tupi e significa “mata

branca”, porque durante o período

de seca os galhos das árvores

ficam esbranquiçados.

Durante o curto período de chuvas

que ocorre, geralmente, no início do

ano, as folhas rapidamente voltam a

nascer e a vegetação se torna verde e florida.

Entre os animais que vivem na Caatinga,

encontramos a arara-azul, a pomba-asa-

-branca, o sagui-do-nordeste, o cachorro-do-mato, o sapo-cururu, a cutia,

o veado-catingueiro, além de muitos insetos, serpentes e lagartos.

Vegetação típica da Caatinga no período da seca.

Petrolina, no estado de Pernambuco.

Nos meses chuvosos, a vegetação da Caatinga é verde e

rica em flores e frutos. Oeiras, no estado do Piauí.

ROBINSON G. L. BARROS/SHUTTERSTOCK

HELISSA GRUNDEMANN/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

A Caatinga é um bioma

exclusivamente brasileiro:

isso significa que muitos dos

animais e plantas desse ambiente

não são encontrados

em nenhum outro lugar.

Sugestão de

encaminhamento

Enriqueça a sua aula com

mais imagens da vegetação

e dos animais que vivem na

Caatinga.

BIDRU/SHUTTERSTOCK

VINICIUS R. SOUZA/SHUTTERSTOCK

A arara-azul está correndo risco de extinção.

1 m

15 cm

O sapo-cururu tem glândulas que liberam veneno

quando são pressionadas.

21

21


JORNADA DO SABER

Habilidade

(EF03CI04) Identificar características

sobre o modo de

vida (o que comem, como se

reproduzem, como se deslocam

etc.) dos animais mais comuns

no ambiente próximo.

Apoio pedagógico

A região semiárida do

Nordeste brasileiro é caracterizada

pelo clima seco

e quente com escassez de

chuva. Essa região também

é chamada de Sertão. Apesar

das dificuldades impostas

pelo clima, a Caatinga é um

bioma rico em espécies vegetais

e animais. Respeitando os

recursos naturais, é possível

viver no semiárido. No Sertão,

milhares de famílias vivem da

agricultura e da pecuária, praticando

a sua cultura e suas

tradições em harmonia com

o meio ambiente.

Sertão

A Caatinga está localizada na região conhecida como Sertão Nordestino.

Por conta dos longos períodos de seca, a região sofre com a falta de água, que

prejudica as plantações e a criação de animais.

Essa região também é uma das mais pobres do país.

Semiárido brasileiro

BRUNO S. /M10

Fonte: Ana Paula Silva dos Santos. O semiárido brasileiro: riquezas, diversidades e saberes. Instituto

Nacional do Semiárido. Campina Grande, Paraíba, 2014, n. 1, p. 14.

22

22


Asa branca

Quando olhei a terra ardendo

Igual fogueira de São João

Eu perguntei a Deus do céu, ai

Por que tamanha judiação

[...]

Que braseiro, que fornalha

Nem um pé de plantação

Por falta d’água perdi meu gado

Morreu de sede meu alazão

[...]

Até mesmo a asa-branca

Bateu asas do sertão

Depois eu disse, adeus, Rosinha

Guarda contigo meu coração

[...]

1. Circule as palavras cujo significado você não conhece. Resposta pessoal.

2. Procure no dicionário o significado das palavras que você circulou. Resposta pessoal.

3. A música fala sobre os efeitos da falta de água na vida das pessoas que vivem no sertão

3. Sobre o que fala a música? nordestino.

4. A asa-branca é uma espécie de pomba

que vive na Caatinga. Ela é uma ave

migratória, ou seja, ela muda de local

conforme a época do ano ou de

acordo com as condições climáticas.

5. Explique o significado do trecho abaixo:

“Quando o verde dos teus olhos

Se espalhar na plantação”

Hoje longe, muitas léguas

Numa triste solidão

Espero a chuva cair de novo

Pra mim voltar pro meu sertão

[...]

Quando o verde dos teus olhos

Se espalhar na plantação

Eu te asseguro não chore não, viu

Que eu voltarei, viu,

Meu coração

[...]

Pomba-asa-branca.

Humberto Teixeira; Luiz Gonzaga.

Asa Branca. In: Asa Branca. RCA, 1947.

• Copie no caderno o trecho da música que revela a natureza migratória da

asa-branca. “Até mesmo a asa-branca

Bateu asas do sertão.”

Espera-se que os alunos associem

o verde da plantação ao período

de chuvas na Caatinga.

HC FOTOSTUDIO/SHUTTERSTOCK

Sugestão de

encaminhamento

Essa atividade da Jornada

do saber trabalha a interpretação

de texto. Faça a primeira

leitura com os alunos, explore

o mapa de localização da região

em estudo e, se possível,

toque a música “Asa Branca”

para que eles acompanhem

com a letra. A atividade proposta

nessa seção trabalha

diversos aspectos do texto,

tais como: a realização de inferências

diretas ao interpretá-lo,

a marcação das palavras

desconhecidas (vocabulário)

e a consulta a um dicionário

(escrita do alfabeto).

No link a seguir, você vai

encontrar mais informações

sobre a canção. Explique

que a música foi composta

em 1947, e já naquela época

o Sertão nordestino sofria

com as secas. Disponível

em: www.brasildefato.com.

br/2017/05/22/asa-branca-

-o-hino-nordestino-completa-setenta-anos/.

Acesso em:

27 jul. 2021.

23

Resolução comentada

As atividades 3, 4 e 5 referem-se à interpretação da letra da música. Ajude os alunos a relacionar as

estrofes da música com as condições do bioma.

Atividade complementar

Para saber mais sobre o semiárido brasileiro, acesse a página da ONG ASA (Articulação

Semiárido Brasileiro). Disponível em: www.asabrasil.org.br/semiarido. Acesso em:

27 jul. 2021.

23


MÃOS À OBRA

Habilidade

(EF03CI04) Identificar características

sobre o modo de

vida (o que comem, como se

reproduzem, como se deslocam

etc.) dos animais mais comuns

no ambiente próximo.

Atividade

preparatória

Organize previamente a

atividade, providenciando

os vasos de plantas. Utilize

plantas com folhas sem cera.

Vasos de temperos como hortelã

e manjericão podem ser

utilizados.

Escolha um dia ensolarado

para realizar a atividade.

Apoio pedagógico

Esta atividade tem como

objetivo associar as folhas

com o processo de transpiração

das plantas.

A atividade deve ser realizada

em grupos ou pode ser

feita como demonstração, na

qual uma única montagem

experimental é realizada para

toda a turma observar.

Dependendo das condições

do tempo, o resultado

do experimento pode ser

observado em poucas horas.

Nesta atividade, iremos observar como as plantas transpiram.

Materiais

• 2 vasos pequenos contendo plantas cultivadas para tempero;

• 2 sacos plásticos transparentes, secos e sem furos;

• um rolo de barbante.

Como fazer

Por que algumas plantas perdem as folhas?

A. Com o auxílio do professor, pegue um dos vasos e cubra completamente

a planta com um dos sacos plásticos. Amarre-o com barbante, como

mostra a figura abaixo.

B. Regue a terra do vaso evitando molhar o saco plástico.

C. Coloque o vaso em um local em que receba luz.

A. CARLÍN/ M10

24

24


D. Pegue o segundo vaso e retire a maior parte das folhas da planta. Em

seguida, cubra a planta com o outro saco plástico, assim como foi feito

com o primeiro vaso.

A. CARLÍN/ M10

Sugestão de

encaminhamento

Enquanto os alunos completam

a atividade redigindo

suas observações e conclusões,

caminhe pela classe

para auxiliá-los, dando atenção

individual aos que precisarem,

e verifique se respondem

adequadamente ao que

foi solicitado.

E. No dia seguinte, retire os sacos das plantas e observe seu interior.

1. O que você observou em cada um dos sacos plásticos?

Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que o interior dos dois sacos

plásticos têm umidades diferentes.

2. De onde vem a água que a planta utiliza?

Espera-se que os alunos concluam que a água vem do solo.

3. Sabendo-se que na Caatinga ocorrem períodos longos de seca,

explique por que a perda das folhas durante esse período é benéfica para

as plantas.

Espera-se que os alunos relacionem a perda de folhas à economia de água em

períodos de seca.

25

Resolução comentada

Espera-se que os alunos observem que o saco plástico da planta com folhas estava molhado,

enquanto o saco da planta quase sem folhas estava seco. Dependendo da quantidade de folhas

deixadas, o saco pode apresentar alguma umidade. Nesse caso, é adequado comparar a quantidade

de água presente nos sacos plásticos.

25


CURIOSIDADE

Habilidade

(EF03CI04) Identificar características

sobre o modo de

vida (o que comem, como se

reproduzem, como se deslocam

etc.) dos animais mais comuns

no ambiente próximo.

Apoio pedagógico

Na Caatinga e no Cerrado,

entre outros ambientes, os

animais de hábito diurno costumam

ter o corpo com uma

coloração que se assemelha à

vegetação local. Muitos deles

têm manchas, o que os ajuda

a passar despercebidos

pelos outros animais. Isso é

importante para o animal se

proteger dos predadores e

ser imperceptível para suas

presas.

Sugestão de

encaminhamento

Peça aos alunos que, em

casa, mostrem para um familiar

a imagem em que aparece

o bicho-pau e desafiem essa

pessoa a encontrar o inseto.

Depois, o aluno pode reler o

texto da seção Curiosidade ou

recontar o que entendeu para

esse familiar.

Avaliação formativa

Onde estão os animais?

Preste atenção na imagem abaixo.

Você consegue enxergar o inseto que está na foto?

GUILLERMO GUERAO SERRA/SHUTTERSTOCK

Se não conseguiu, tudo bem; é difícil

mesmo. O animal da foto é o bicho -pau,

um inseto que se assemelha a um pedaço

de graveto e, por isso, consegue passar

despercebido de seus predadores quando

está no meio das plantas.

A capacidade de imitar o aspecto do

ambiente é chamada de camuflagem, que é

uma forma de o animal se proteger de seus

predadores.

Muitas vezes, as cores do animal

são parecidas com as cores do ambiente

onde ele vive, como o urso polar, que tem

pelagem branca e vive na neve.

Alguns animais também podem alterar

sua forma ou suas cores de modo que se

tornem invisíveis no ambiente em que estão.

É o caso do camaleão e do polvo, que têm

células capazes de mudar de cor, fazendo

com que o corpo assuma a mesma cor do

ambiente em que está.

Camaleão.

Polvo.

30 cm

Bicho-pau.

65 cm

até 3 m

ANDRONOS HARIS/SHUTTERSTOCK

NATUREPHOTO/SHUTTERSTOCK

Em grupos, os alunos devem

começar um painel com

imagens da vegetação e dos

animais dos biomas estudados

até aqui: Floresta Amazônica,

Cerrado e Caatinga. Os grupos

podem elaborar frases representativas

de cada bioma.

A organização dos grupos

e a correção do material do

painel serão utilizados na avaliação

dessa unidade.

26

26


Mata Atlântica

A Mata Atlântica é o bioma brasileiro que mais sofreu com o desmatamento.

Veja o mapa a seguir:

Área da Mata Atlântica em 1500 e atualmente

1500 2018

Fonte: Atlas dos remanescentes florestais da Mata Atlântica, período 2017-2018. São Paulo, 2019, p. 30 e 34.

Disponível em: www.sosma.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Atlas-mata-atlantica_17-18.pdf.

Acesso em: 10 jun. 2021.

O bioma Mata Atlântica está localizado na região mais urbanizada do país. O avanço

das cidades, das indústrias e o desenvolvimento da agricultura e da pecuária são as

principais causas do desmatamento dessa região.

Apesar da destruição, a Mata Atlântica ainda está entre os ambientes com maior

diversidade animal e vegetal do mundo, porém, muitas de suas espécies correm o

risco de sumir do planeta, isto é, estão ameaçadas de extinção.

VITORMARIGO/SHUTTERSTOCK

BRUNO S./ M10

PHOTOSLA/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

As páginas 27 a 30 constituem

a última unidade didática

deste capítulo e abordam

os biomas Mata Atlântica,

Manguezal, Pantanal e

Campos Sulinos.

A Mata Atlântica tem grande

variedade de espécies

de seres vivos. Por causa da

abundância de vegetação,

os animais encontram alimentos

e muitos locais para

fazer ninhos e tocas e para se

proteger – tanto nos galhos

e folhas das árvores como no

material caído no chão.

Sugestão de

encaminhamento

Estimule os alunos com

imagens e descrições de situações

para que eles compreendam

a relação entre as

características de determinado

ambiente e a variedade de

espécies encontradas. Dessa

forma, você evita a simples

memorização do conteúdo

e os alunos consolidam o

aprendizado.

10 m

26 cm

Tanto o palmito-juçara (palmeira nativa), como o mico-leão-dourado são encontrados exclusivamente na Mata Atlântica e

estão ameaçados de extinção.

27

27


Habilidade

(EF03CI04) Identificar características

sobre o modo de

vida (o que comem, como se

reproduzem, como se deslocam

etc.) dos animais mais comuns

no ambiente próximo.

Sugestão de

encaminhamento

O clima na Mata Atlântica em

geral é quente e chuvoso, embora

mais ao sul do país as temperaturas

caiam bastante durante o inverno.

As florestas desse bioma possuem

muitas epífitas, plantas que crescem

sobre as árvores, como as bromélias

e as orquídeas.

Entre os animais encontrados na Mata

Atlântica estão a onça-pintada, o tucano, a

jararaca e a anta.

25 cm

As bromélias usam as árvores apenas como apoio, sem

prejudicá-las.

MBARREDO/SHUTTERSTOCK

Explore sempre as imagens

do livro. Peça aos alunos que

descrevam algumas delas e

leiam as legendas. Observe

se eles reconhecem os aspectos

descritos no texto nas

imagens.

Comprimento

1,5 m

FCG/SHUTTERSTOCK

2,7 m

REISEGRAF.CH/SHUTTERSTOCK

A jararaca é uma serpente venenosa.

A onça-pintada está seriamente ameaçada

de extinção.

Manguezal

Por toda a extensão do litoral

brasileiro encontram-se os manguezais.

Esse bioma se forma em regiões planas

onde o rio desemboca no oceano.

Os manguezais se caracterizam

pelo solo lamacento e encharcado.

São ambientes ricos em matéria

orgânica e importantes para a

alimentação e o desenvolvimento de

diversas espécies de animais marinhos.

Nos manguezais é possível encontrar

caranguejos, siris, camarões, ostras,

aves e peixes.

As árvores do mangue têm raízes especiais que

permitem sua sustentação no solo lamacento.

Lamacento: cheio de lama.

Matéria orgânica: restos de plantas e animais mortos.

NATTAPONG2012/SHUTTERSTOCK

28

28


Pantanal

O Pantanal, localizado na região

central do país, é uma área plana

que fica inundada durante a cheia

do rio Paraguai.

O período de cheia ocorre entre

outubro e abril, quando se formam

muitas lagoas na região.

Nesse bioma encontra-se uma

grande quantidade de animais, como o

jacaré-do-pantanal, o tuiuiú e a piranha.

VIEIRA FABIANO/SHUTTERSTOCK

Pantanal durante a cheia. Corumbá, no estado do Mato

Grosso, 2017.

2,5 m 1,6 m

LEONARDO MERCON/SHUTTERSTOCK

VINICIUS BACARIN/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

O Pantanal foi considerado

Patrimônio Natural Mundial

e Reserva da Biosfera pela

UNESCO (Organização das

Nações Unidas para a Educação,

a Ciência e a Cultura). Esse bioma

tem grande biodiversidade,

mas muitos de seus animais

estão ameaçados de extinção

– como a onça-pintada, a onça-

-parda, o cervo-do-pantanal e a

arara-azul, entre outros.

Jacaré-do-pantanal.

O tuiuiú é uma ave típica do Pantanal.

Entre as plantas, podemos encontrar árvores como o ipê e as palmeiras, como

o acuri.

JRSTUDIORP/SHUTTERSTOCK

12 m

Ipê-rosa.

29

29


Habilidade

(EF03CI04) Identificar características

sobre o modo de

vida (o que comem, como se

reproduzem, como se deslocam

etc.) dos animais mais comuns

no ambiente próximo.

Campos Sulinos

Os Campos Sulinos estão localizados no estado do Rio Grande do Sul.

O clima é frio e úmido. A vegetação é formada por gramíneas, arbustos e

poucas árvores.

Entre os animais que vivem na região estão o gato-dos-pampas, o cachorro-

-do-mato, o pica-pau-do-campo, o joão-de-barro e a cobra-cipó.

IULIIA TIMOFEEVA/SHUTTERSTOCK

Campos Sulinos, no estado do Rio Grande do Sul.

FERNANDO CALMON/SHUTTERSTOCK

PHOTOCECHCZ/SHUTTERSTOCK

20 cm

65 cm

João-de-barro.

30

Cachorro-do-mato.

Atividade complementar

O que são Unidades de Conservação

Unidade de Conservação (UC) é a denominação dada pelo Sistema Nacional de Unidades

de Conservação da Natureza (SNUC) (Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000) às áreas naturais

passíveis de proteção por suas características especiais. São “espaços territoriais e

seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais

relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de conservação e

limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias

adequadas de proteção da lei” (art. 1º, I).

As UCs têm a função de salvaguardar a representatividade de porções significativas e

ecologicamente viáveis das diferentes populações, hábitats e ecossistemas do território

nacional e das águas jurisdicionais, preservando o patrimônio biológico existente. Além

disso, garantem às populações tradicionais o uso sustentável dos recursos naturais de

30


ATIVIDADES

1. No mapa abaixo estão indicados os biomas brasileiros.

a) Pinte cada um dos biomas usando uma cor diferente.

b) Ligue as fotos de animais e plantas ao bioma correto.

Diâmetro da

folha 2,5 m

PAULO MIL HOMENS/SHUTTERSTOCK

Vitória-régia.

Umburuçu.

Cutia.

(Bioma Amazônia.) (Bioma Cerrado) (Bioma Caatinga)

Biomas brasileiros

18 m

ANGELA_MACARIO/SHUTTERSTOCK

BRUNO S./ M10

50 cm

FERDY TIMMERMAN/SHUTTERSTOCK

Avaliação formativa

Os grupos de alunos devem

completar os painéis com imagens

da vegetação e dos animais

dos seguintes biomas:

Mata Atlântica, Manguezal,

Pantanal e Campos Sulinos.

Além disso, devem escrever

frases relativas a esses locais.

Os painéis devem ser expostos

na sala ou em local de maior

visibilidade, e os alunos têm

que ressaltar qual bioma é (ou

era) o dominante na região em

que moram.

Além deste painel em grupos,

você pode solicitar que

façam individualmente a

proposta da seção Atividades

e entreguem os livros para sua

avaliação.

Fonte: ICMBio e MMA. Unidades

de Conservação Federais, RPPNs,

Centros de Pesquisa e Coordenação

Regionais. Disponível em: www.

icmbio.gov.br/portal/images/stories/

servicos/geoprocessamento/DCOL/

dados_vetoriais/MapaUCS_junho_2017.

pdf. Acesso em: 10 jun. 2021.

(Bioma Campos Sulinos)

14 m

PEDRO TURRINI NETO/SHUTTERSTOCK

56 cm

SERGIO SHUMOFF/SHUTTERSTOCK

32 cm

SERGEI HOMENHUCK/SHUTTERSTOCK

Ipê-amarelo. Tucano-toco. Pica-pau-do-campo.

(Bioma Pantanal) (Bioma Mata Atlântica)

31

forma racional e ainda propiciam às comunidades do entorno o desenvolvimento de

atividades econômicas sustentáveis.

[...]

O que são Unidades de Conservação. O eco. 19 abr. 2013. Disponível em: http://www.

oeco.org.br/dicionario-ambiental/27099-o-que-sao-unidades-de-conservacao/. Acesso

em: 27 jul. 2021.

31


Habilidade

(EF03CI05) Descrever e

comunicar as alterações que

ocorrem desde o nascimento

em animais de diferentes

meios terrestres ou aquáticos,

inclusive o homem.

Objetivos

• Refletir sobre o modo de

vida de alguns animais.

• Analisar imagens de animais

aquáticos e terrestres.

• Identificar o ciclo de vida

de alguns animais.

• Identificar as fases de vida

do ser humano.

Apoio pedagógico

Este capítulo descreve o

ciclo de vida de alguns animais

com desenvolvimento

direto e outros que sofrem

metamorfose, faz a distinção

entre os animais ovíparos e

associa o ovo com casca ao

ambiente em que vivem.

As páginas 32 a 37 formam

a unidade didática que aborda

os animais ovíparos.

2

O desenvolvimento

dos animais

Você sabe como nascem

os animais?

Muitos animais nascem de ovos.

Alguns já nascem parecidos com

um animal adulto; outros nascem bem

diferentes e vão se transformando ao

longo da vida.

Os animais que nascem de ovos

são chamados de ovíparos.

A galinha, as formigas e muitos

60 cm

peixes são animais ovíparos.

O ovo, geralmente, é colocado no

O pato é um animal ovíparo.

ambiente externo, que pode ser aquático

ou terrestre. O ovo protege o animal durante todo o seu desenvolvimento, até que ele

esteja pronto para nascer.

Existem também animais que se desenvolvem dentro do corpo da mãe. Esses

animais são chamados de vivíparos.

56 cm

Cão adulto

ERMOLAEV ALEXANDER/SHUTTERSTOCK

YAIBUABANN/SHUTTERSTOCK

Os filhotes de

cachorro nascem

parecidos com

seus pais.

32

Não escreva no livro

32


Animais ovíparos

A borboleta

A borboleta é um animal ovíparo e passa por diversas fases desde o nascimento

até a fase adulta.

Acompanhe o ciclo de vida da borboleta-

-monarca a seguir:

1. A borboleta adulta coloca seus ovos

nas folhas de uma planta.

2. Depois de alguns dias, as lagartas saem

dos ovos e se alimentam da planta.

3. As lagartas comem muito porque, na

próxima fase, chamada pupa, ficarão

sem comer e gastarão muita energia

para transformar-se em borboleta.

4. Depois de alguns dias, a pupa se

transforma em uma borboleta adulta.

Pupa

Lagartas

3

2

1

Borboleta adulta saindo

da pupa

4

Ciclo de vida da

borboleta-monarca.

A. CARLÍN/ M10

Envergadura 7 cm

Borboleta-monarca colocando seus ovos na

folha de uma planta.

PAUL ROEDDING/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

Tema: Ciclos

Metamorfose significa

mudança. Em Ciências, essa

mudança está relacionada

geralmente com a forma do

corpo dos animais. Em alguns

animais, ela é mais superficial,

mas em outros podem

ocorrer mudanças nas estruturas

internas. Os sapos, por

exemplo, têm larvas aquáticas

sem pernas e com cauda

e que respiram por brânquias.

Após a metamorfose, eles se

tornam terrestres, desenvolvem

pernas, perdem a cauda

e sua respiração torna-se pulmonar

e cutânea (pela pele).

Entre os invertebrados,

muitos insetos passam pela

metamorfose.

Para a introdução do conceito,

utilizamos a borboleta

como exemplo, uma vez

que as transformações são

evidentes, o que facilita a

compreensão.

O processo de transformação que ocorre durante a fase de pupa é chamado de

metamorfose.

A borboleta adulta vive apenas algumas semanas. Nesse período ela põe ovos e

tudo recomeça.

33

Não escreva no livro

33


A aranha-armadeira

Habilidade

(EF03CI05) Descrever e

comunicar as alterações que

ocorrem desde o nascimento

em animais de diferentes

meios terrestres ou aquáticos,

inclusive o homem.

Apoio pedagógico

Tema: Ciclos

O texto sobre a aranha-

-armadeira tem o objetivo de

ressaltar a agressividade do

animal. Para evitar acidentes,

deve-se tomar cuidado com

os locais onde o animal pode

se abrigar.

Sugestão de

encaminhamento

Depois que os alunos completarem

as frases da atividade

1 utilizando o banco de

palavras, peça que releiam

cada uma das frases e avalie

se eles entenderam o significado

delas.

A aranha-armadeira é muito agressiva

e venenosa. O nome “armadeira” vem

da sua posicão de ataque, com as pernas

dianteiras erguidas.

Qualquer objeto móvel que chegue a

30 ou 40 cm de distância pode fazê-la

armar o bote.

A aranha-armadeira é também

chamada de aranha-da-bananeira, pois

este é um de seus esconderijos favoritos.

Ela tem hábitos noturnos e, durante o dia,

procura lugares úmidos e escuros, como

folhagens, madeira e pedras empilhadas

no interior das casas, para se proteger.

Ela se alimenta de moscas, mosquitos

e grilos.

A armadeira não faz teia, mas protege

os ovos com os fios de seda que produz.

Ela forma um saco de ovos que pode

ter, aproximadamente, 800 ovos. Dos

ovos, nascem aranhas-armadeiras

pequenininhas, prontas para procurar

alimento e ser independentes da mãe.

Aranha-armadeira com o bote armado. Seu corpo

mede de 4 a 5 cm, mas pode chegar a 17 cm se

considerarmos as pernas.

Aranha-armadeira carregando seu saco

de ovos.

1. Agora, escolha uma palavra para completar cada espaço das frases:

metamorfose ovo ovíparos larva

a) A borboleta e a aranha são animais ovíparos

.

4 a 5 cm

TACIO PHILIP SANSONOVSKI/SHUTTERSTOCK

GERRY BISHOP/SHUTTERSTOCK

b) O ovo da borboleta forma uma

larva

.

c) Do

ovo

da aranha nasce uma aranha pequenininha.

d) A transformação que acontece no desenvolvimento da borboleta é chamado

de metamorfose

.

34

Não escreva no livro

34


A lagartixa

A lagartixa-doméstica-tropical está presente em quase todas as casas. Ela aparece

principalmente quando chove.

Não há razão para ter medo das lagartixas, pois esses animais não são agressivos e

não transmitem doenças.

Quando se sentem em perigo, elas são capazes de soltar a própria cauda, que

depois de um tempo cresce novamente.

As lagartixas se alimentam de baratas, mosquitos, traças e até de escorpiões. Por

isso, é sempre bom quando aparece uma lagartixa, pois elas ajudam a diminuir o

número desses animais dentro de casa, incluindo o mosquito transmissor da dengue.

Na natureza, as lagartixas depositam seus ovos entre cascas de árvores ou na terra.

Nas nossas casas, elas escolhem qualquer frestinha úmida.

A lagartixa pode ter mais de uma ninhada por ano e põe dois ovos de cada vez.

Os filhotes quebram a casca do ovo e já são capazes de correr. O tempo de vida da

lagartixa é de aproximadamente oito anos.

CIÊNCIAS

2 a 11 cm

LIVRO

• Eu sou uma lagartixa

Autor: Alexandre de Castro Gomes

Editora: Editora do Brasil

Ano: 2017

Na história, temos de ajudar uma pobre lagartixa a comer um mosquito.

Atividade complementar

Estimule os alunos a ler o livro Eu sou uma lagartixa, indicado no Ciências +, que conta

um pouco mais sobre o hábito de vida desses pequenos répteis.

Aproveite para explorar outros livros do acervo da escola que tratam de animais e dos

biomas brasileiros.

FERNANDO FAVORETTO/CRIAR IMAGEM

Lagartixa-doméstica-tropical.

Não escreva no livro

35

DIVULGAÇÃO

Apoio pedagógico

Algumas crianças têm

medo de animais, enquanto

outras criam, gostam de pegá-los

e têm grande familiaridade

e afetividade por eles.

No caso da lagartixa, o intuito

é perceberem que é comum

encontrá-las em casa. Elas não

devem ser caçadas e mortas,

pois se alimentam de diversos

animais que são comuns

em nossas casas em certos

períodos do ano e que não

nos agradam nem um pouco,

como baratas e mosquitos,

entre outros.

Sugestão de

encaminhamento

Esse texto pode ser trabalhado

com a classe a partir da

estratégia de leitura dialogada,

que consiste na realização

de perguntas antes, durante e

após a leitura. Antes da leitura,

você pode lançar questões

que aumentam a expectativa

em relação ao texto:

• Quem já viu uma lagartixa?

• Onde ela estava?

Ao longo da leitura, as

questões a seguir podem ser

feitas após cada parágrafo ou

depois de alguns parágrafos

pequenos serem lidos para

que os alunos retirem informações

explícitas do texto.

Por exemplo:

• As lagartixas são animais

perigosos?

• Em que situação elas soltam

parte da cauda?

• De que as lagartixas se

alimentam?

No final, você pode

perguntar:

• Se aparecer uma lagartixa

na sua casa, o que você vai

fazer?

35


O sapo

Habilidade

(EF03CI05) Descrever e

comunicar as alterações que

ocorrem desde o nascimento

em animais de diferentes

meios terrestres ou aquáticos,

inclusive o homem.

Apoio pedagógico

Os órgãos respiratórios do

sapo passam por grandes

mudanças durante a metamorfose.

A pele e os pulmões

que se formam suprem o

animal do gás oxigênio necessário.

Como o animal tem

pele lisa e com muitos vasos

sanguíneos, o gás oxigênio

da camada de água da pele

passa para o sangue, e o gás

carbônico que está no sangue

passa para a água.

Sugestão de

encaminhamento

Tema: Ciclos

Esse texto pode ser lido

pausadamente utilizando

as imagens a cada trecho

para ilustrar e aprimorar as

informações. A imagem do

ciclo de vida do sapo é muito

importante, pois mostra a

metamorfose da larva (girino)

para a fase adulta, e deve ser

observada detalhadamente.

Se possível, procure um

vídeo que mostre de forma

animada o ciclo de vida do

sapo e exiba para os alunos.

Os sapos adultos vivem na terra

e se alimentam de moscas, aranhas,

lesmas e minhocas. Eles capturam

esses animais usando sua língua, que

é pegajosa.

Eles também costumam ser

encontrados em locais úmidos ou

perto de lagos e lagoas, pois precisam

de água para manter a pele sempre

úmida. Assim como as rãs e as

pererecas, os sapos usam tanto a pele

como os pulmões para respirar.

Além disso, parte da vida dos

sapos ocorre no ambiente aquático.

Acompanhe, ao lado, o ciclo de

vida de um sapo.

O ovo do sapo não tem casca,

apenas uma fina camada transparente.

Depois de alguns dias, os filhotes

do sapo, chamados de girinos, saem

dos ovos e passam a viver na água.

Os girinos são muito diferentes

fisicamente do sapo adulto. Eles têm

uma cauda que permite o nado e

conseguem respirar debaixo da água,

como os peixes.

Durante o período de

crescimento, o corpo do girino vai se

transformando: as pernas crescem

e a cauda vai diminuindo até ser

totalmente reabsorvida pelo corpo.

A mudança do ambiente aquático

para o terrestre ocorre quando o sapo

consegue respirar usando a pele e os

pulmões.

36

11 cm

As rãs, assim como os sapos, passam parte da sua vida

na água e parte na terra.

Sapo adulto

Metamorfose do sapo.

Girino durante a metamorfose.

Ovos depositados na água

Girinos em diferentes fases

de desenvolvimento

15 cm

MICHIEL DE WIT/SHUTTERSTOCK

A. CARLÍN/ M10

DR MORLEY READ/SHUTTERSTOCK

Não escreva no livro

36


Ovo com casca e ovo sem casca

Os ovos dos animais terrestres têm

uma casca que protege o filhote em

desenvolvimento da desidratação.

2. Converse com alguns colegas e responda às questões abaixo.

a) Você leu sobre a reprodução das lagartixas e dos sapos. Qual desses animais

põe ovos com casca?

A lagartixa põe ovos com casca.

b) Onde a lagartixa põe seus ovos? E o sapo?

c) Elabore uma hipótese para explicar por que o ovo do sapo não tem casca.

CURIOSIDADE

Tartarugas marinhas

Resolução comentada

1,4 m

Desidratação: perda de água.

A lagartixa põe os ovos na terra ou em frestas úmidas dentro das casas, e o sapo põe os

ovos na água.

As tartarugas marinhas vivem

nos oceanos, mas voltam às

praias onde nasceram para

desovar.

A tartaruga-verde é uma

tartaruga marinha encontrada

no Brasil e vive perto da costa,

onde há muita vegetação. Ela

mede 1,40 m de comprimento e

Tartaruga-verde ou aruanã.

pode pesar até 200 kg.

As desovas acontecem principalmente na Ilha da Trindade (ES), no Atol

das Rocas (RN) e em Fernando de Noronha (PE).

Agora, responda:

• Os ovos das tartarugas marinhas têm casca ou não? Por quê? Como a

desova ocorre no ambiente terrestre, é esperado que os alunos concluam que os ovos de

tartaruga marinha têm casca.

37

Não escreva no livro

Após a atividade 2, discuta com a classe as respostas a) e b) e atente para as explicações dadas no

item c) – hipótese para o ovo do sapo não ter casca. Encaminhe a discussão para o fato de que, na

conquista do ambiente terrestre, a casca do ovo tem a importante função de proteger o embrião

do ressecamento, enquato os ovos colocados na água não correrem esse risco.

KRISTINA VACKOVA/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

Os ovos com ou sem casca

estão associados ao ambiente

onde o animal vive.

Os ovíparos aquáticos põem

ovos sem casca, enquanto os

ovíparos terrestres colocam

ovos com casca, que é uma

importante proteção contra

a desidratação. Além disso, os

animais que põem ovos com

casca têm fecundação interna,

o que aumenta a proteção

contra os predadores e contra

as mudanças do ambiente.

É importante ressaltar alguns

cuidados que os animais

ovíparos têm com os ovos e

o porquê de eles terem esses

cuidados. Os ovos representam

a continuidade da espécie,

e os animais têm esse

instinto de preservação.

Sugestão de

encaminhamento

Aproveite esse texto curto

da seção Curiosidade e incentive

alguns alunos a fazer a

leitura em voz alta para toda

a classe. Esse é um caminho

importante para que eles se

desenvolvam cada vez mais

como leitores autônomos.

Avaliação formativa

Entregue uma folha pautada

a cada dupla de alunos

e peça que escrevam um pequeno

texto explicando por

que o ovo da tartaruga tem

casca e o ovo do sapo não.

Recolha as folhas para sua

avaliação.

37


Habilidade

(EF03CI05) Descrever e

comunicar as alterações que

ocorrem desde o nascimento

em animais de diferentes

meios terrestres ou aquáticos,

inclusive o homem.

Apoio pedagógico

As páginas 38 a 46 constituem

uma unidade didática

que trata de características

dos animais mamíferos – particularmente

do ser humano.

Os mamíferos são vivíparos,

mas há duas exceções: o ornitorrinco

e a equidna. Esses

animais são mamíferos ovíparos

que vivem na Austrália.

Eles são classificados como

mamíferos porque produzem

leite com o qual alimentam

seus filhotes.

Animais vivíparos

Os animais vivíparos são encontrados tanto no ambiente aquático como no

terrestre.

Muitos desses animais mamam enquanto são filhotes e, por isso, são chamados

de mamíferos.

Apesar do nome, o peixe-boi-da-amazônia, ou manatim, não é um peixe, e sim

um mamífero que vive nos rios da Amazônia.

Depois que deixa de mamar, o peixe-boi passa a se alimentar de plantas.

As baleias e os golfinhos também são exemplos de mamíferos aquáticos; esses

animais vivem nos oceanos.

2,6 m

Peixe-boi.

PETER DOUGLAS CLARK/SHUTTERSTOCK

Golfinho.

A maioria dos mamíferos, porém, é terrestre e pode ser encontrada em todas as

partes do planeta.

2 m

VKILIKOV/SHUTTERSTOCK

2,6 m

ANGELA N PERRYMAN/SHUTTERSTOCK

1,2 m

DEBRA ANDERSON/SHUTTERSTOCK

BOGDAN SONJACHNYJ/SHUTTERSTOCK

A zebra é um mamífero que vive

no continente africano.

38

A vaca é um mamífero. É a partir

do leite desse animal que são

produzidos queijos, manteigas,

iogurtes etc.

46 cm

Sem cauda

Os gatos também são mamíferos.

Não escreva no livro

38


Que mamíferos terrestres você conhece?

3. Forme dupla com um colega, observe as imagens de mamíferos e responda às

questões abaixo.

Anta.

1,2 m

HILLEBRANDBREUKER/SHUTTERSTOCK

Macaco-prego.

a) Quantas pernas eles têm?

b) Como é a cobertura do corpo desses animais?

Porquinho-da-índia.

Esses animais têm quatro pernas, ou seja, quatro membros locomotores.

O corpo desses animais é coberto por pelos.

c) Pense em outros mamíferos terrestres que você conhece. Eles também têm

essas características?

Resposta pessoal. Espera-se que os alunos concluam que todos os mamíferos têm quatro

pernas e corpo com pelos.

4. Desenhe um animal mamífero que você conheça e escreva o nome dele.

Produção pessoal.

45 cm

PAULO NABAS/SHUTTERSTOCK

25 cm

GALYNA SYNGAIEVSKA/SHUTTERSTOCK

Coala.

75 cm

RICKYD/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

Em geral, os mamíferos são

os animais mais conhecidos

pelas crianças. Sua principal

característica é a presença de

glândulas mamárias. A partir

daí, outras características dos

mamíferos podem ser exploradas:

o corpo coberto de pelos

e a condição quadrúpede

da maioria dos mamíferos

terrestres.

Sugestão de

encaminhamento

Continue estimulando a

observação dos seus alunos.

Peça que descrevam as características

que podem perceber

a partir das imagens.

Isso os ajuda a identificar as

características dos animais,

melhora sua oralidade e enriquece

seu vocabulário. A

leitura das legendas fornece

informações e melhora leitura

e escrita.

A atividade 4 pode ser

transformada em uma colagem

de imagens dos animais

mamíferos de que os alunos

mais gostam.

39

Atividade complementar

Não escreva no livro

Proponha um jogo de cartas com os alunos. Separe figuras ou peça a eles que desenhem

alguns animais em uma carta e que, em outra, escrevam características desses animais.

Para isso, eles devem retomar os textos que estudaram para listar as características.

Eles podem brincar como um jogo da memória em que um deles sorteia e lê uma carta

das características, e um colega deve buscar a carta com o animal descrito.

Outro jogo possível é um Trunfo, em que a mesma carta tem a imagem do animal e suas

características. Nesse caso, os alunos devem selecionar a característica a ser analisada

para determinar o vencedor – por exemplo, maior peso, tamanho etc.

39


O desenvolvimento dos mamíferos

Tema: Ciclos

Habilidade

(EF03CI05) Descrever e

comunicar as alterações que

ocorrem desde o nascimento

em animais de diferentes

meios terrestres ou aquáticos,

inclusive o homem.

Apoio pedagógico

Tema: Ciclos

Os mamíferos cuidam dos

seus filhotes. Seus cuidados

com a prole são os mais desenvolvidos

do reino animal,

atingindo seu ápice com a

espécie humana.

30 cm

Crescimento de um cachorro da raça Poodle miniatura.

Todos os mamíferos se desenvolvem dentro do corpo das fêmeas, onde recebem

alimento e ficam protegidos até o momento do nascimento.

Esse período é chamado de gestação.

O período de gestação varia entre os animais.

Nos gatos, o período de gestação é de 65 dias; para os ratos, esse período é de 21

dias; e os elefantes precisam de 22 meses para que o desenvolvimento do filhote se

complete.

A quantidade de filhotes que nascem de cada gestação também varia entre os

animais. As cadelas costumam ter de quatro a nove filhotes, enquanto a girafa tem

apenas um filhote de cada vez.

JAGODKA/SHUTTERSTOCK

3,3 m

STEVE NOAKES/SHUTTERSTOCK

4 m

JEN WATSON/SHUTTERSTOCK

Os filhotes de elefante podem nascer com até 80 kg.

O filhote da girafa já fica de pé logo que nasce. Outros

mamíferos, como os filhotes de cachorro, demoram

alguns dias para começar a andar.

40

Não escreva no livro

40


Quando nascem, os

filhotes de mamíferos

dependem dos pais para

alimentá-los e protegê-los.

Conforme crescem, eles vão

se tornando cada vez mais

independentes.

Essa é uma característica

de todos os mamíferos: cuidar

dos filhotes, ensiná-los a caçar

ou a identificar o alimento

correto e a se defender.

Quando se tornam adultos,

os animais estão prontos para

terem seus próprios filhotes.

Esse processo é chamado de

reprodução.

É por meio da reprodução

que as características dos pais

são passadas para os filhos.

O tempo de vida de um

animal pode variar bastante.

Um cachorro grande pode

viver por volta de 12 anos, a

girafa e o tatu podem viver

cerca de 15 anos e o hamsterchinês

vive apenas três anos.

Os animais também

envelhecem. Eles ficam mais

lentos, perdem o olfato e a

visão e se tornam presas fáceis

para os predadores.

A morte encerra o ciclo de

vida do animal, um processo

natural que ocorre com todos

os seres vivos.

1,2 m

Normalmente, os filhos são parecidos com os pais.

O hamster-chinês é muito utilizado como animal doméstico.

80 cm

10 cm

Nos cães idosos, os pelos se tornam brancos.

41

IMAGEBROKER.COM/SHUTTERSTOCK

IJANSEMPOI/SHUTTERSTOCK

ALEX MLADEK/SHUTTERSTOCK

Atividade complementar

Não escreva no livro

O texto abaixo traz alguns exemplos de cuidados e de ensinamentos que os filhotes

de mamíferos recebem. Leia o texto para seus alunos e deixe que façam comentários e

opinem sobre essas informações.

Os mamíferos e seus filhotes

Durante um período, a leoa ensina seus filhotes a caçar. Ela fica supervisionando e

intervém toda vez que um deles corre perigo. Depois de certo tempo, ela os deixa sozinhos.

Outros mamíferos, como muitos macacos, vivem em bandos e são chefiados por

um macho que tem a função de guiar a busca por alimentos, manter a ordem interna

e organizar a defesa em caso de perigo. Os filhotes passam por um longo aprendizado

junto das mães, que lhes ensinam o que podem comer, quais animais são perigosos,

entre outros ensinamentos.

41


O desenvolvimento dos seres humanos

Habilidade

(EF03CI05) Descrever e

comunicar as alterações que

ocorrem desde o nascimento

em animais de diferentes

meios terrestres ou aquáticos,

inclusive o homem.

Sugestão de

encaminhamento

Tema: Ciclos

Os períodos de gestação,

nascimento e desenvolvimento

do bebê podem ser

trabalhados com imagens

que os alunos tenham que

colocar em ordem temporal.

Providencie tantas imagens

quanto desejar e coloque-as

aleatoriamente em local visível

por todos; em seguida,

peça que digam qual deve ser

a imagem número 1, a número

2 e assim sucessivamente.

Os seres humanos também são mamíferos.

Assim como os outros animais do grupo, nosso

desenvolvimento ocorre dentro do corpo da mulher e

nossa alimentação após o nascimento se dá por meio

do leite materno.

Gestação

A gestação humana dura cerca de 42 semanas,

aproximadamente nove meses.

Durante o período de gestação, o bebê fica

protegido e se desenvolve no útero da mãe. A

alimentação ocorre por meio do cordão umbilical, uma

estrutura que liga o bebê à mãe.

8

semanas

12

semanas

16

semanas

20

semanas

24

semanas

Ao completar o período de

gestação, o bebê está pronto para

nascer. Esse momento é chamado de

parto.

Após o nascimento, corta-se o

cordão umbilical e, no local da cicatriz,

forma-se o umbigo.

28

semanas

32

semanas

Mulher grávida de 32 semanas.

36

semanas

RTIMAGES/SHUTTERSTOCK

VICTOR B./ M10

40

semanas

Ao final do período de

gestação, o bebê já está

pronto para nascer.

A. CARLÍN/ M10

42

Não escreva no livro

42


Infância

Logo que nasce, o bebê é totalmente dependente dos cuidados dos pais ou

responsáveis. Ele se alimenta somente de leite materno e sua única forma de se

comunicar com o mundo é por meio do choro.

A. CARLÍN/ M10

Sugestão de

encaminhamento

Peça aos alunos que contem

suas lembranças de diferentes

momentos da vida

– por exemplo: quando começaram

a andar, quando

nasceu o primeiro dente,

quando começaram a falar,

entre outras.

Com o passar dos meses, o bebê começa a

sustentar sozinho a cabeça, é capaz de pegar objetos

e de sorrir ao escutar a voz dos pais. Aos 6 meses de

idade, nascem os primeiros dentes, os dentes de

leite.

O crescimento dos dentes de leite se completa

por volta dos 3 anos de idade. Ao todo são 20 dentes

de leite: 10 em cima e 10 embaixo.

Veja, na ilustração abaixo, a ordem em que

nascem os dentes de leite.

Dentes superiores

8 – 12 meses

9 – 13 meses

16 – 22 meses

13 – 22 meses

25 – 33 meses

Dentes inferiores

20 – 21 meses

14 – 18 meses

17 – 23 meses

10 – 16 meses

6 – 10 meses

Bebê com cerca de 6 meses de idade.

MARCELLO S./ M10

Incisivos centrais

Incisivos laterais

Caninos

Primeiros molares

Segundos molares

Ordem de nascimento dos dentes de

leite. Os primeiros dentes nascem por

volta dos 6 meses de idade e os últimos,

por volta dos 3 anos de idade.

FLASHON STUDIO/SHUTTERSTOCK

É muito importante manter a higiene dos dentes desde bebê, para que eles

cresçam fortes e saudáveis.

43

Não escreva no livro

43


Habilidade

(EF03CI05) Descrever e

comunicar as alterações que

ocorrem desde o nascimento

em animais de diferentes

meios terrestres ou aquáticos,

inclusive o homem.

Apoio pedagógico

Sobre os dentes das crianças,

é muito importante salientar

que, desde que os

primeiros dentes aparecem,

a higiene bucal é necessária.

Os dentes de leite precisam

ser mantidos saudáveis para a

saúde da criança ao longo do

seu desenvolvimento e para

que os dentes permanentes

encontrem boas condições

para crescer.

Os dentes de leite começam a

cair por volta dos 6 anos de idade

e são substituídos pelos dentes

permanentes.

Eles recebem esse nome porque

são os que vão nos acompanhar

pelo resto da vida, e por isso é tão

importante cuidarmos bem deles.

Saúde bucal

A partir dos 6 anos de idade se inicia a troca de todos os dentes

de leite por dentes permanentes.

A cárie é o principal problema de saúde bucal. Ela é causada por microrganismos

que vivem dentro da boca e se alimentam dos restos de alimentos que ficam entre os

dentes.

Esses microrganismos liberam substâncias que se acumulam na superfície do

dente e, em grande quantidade, podem destruir a camada que protege o dente,

formando a cárie.

A principal forma de combater a cárie é a escovação.

Escove os dentes após todas as refeições, ao acordar e antes de dormir.

O uso do fio dental auxilia na limpeza dos espaços entre os dentes.

LURTRAT R/SHUTTERSTOCK

MARCELLO S./ M10

44

Atividade complementar

Não escreva no livro

Proponha uma oficina de escovação. Solicite com antecedência que tragam escovas

de dentes. Ensine a forma correta de escovar os dentes e a como usar o fio dental.

44


Adolescência

A adolescência é uma fase em que

ocorrem diversas mudanças físicas,

emocionais e sociais e que se inicia por

volta dos 10 anos de idade.

Nas meninas, ocorre o

desenvolvimento dos seios, os quadris

ficam mais largos e crescem os pelos

na região pubiana e nas axilas.

Nos meninos, o pênis e a bolsa

escrotal aumentam de tamanho,

desenvolvem-se pelos na região

pubiana e nas axilas e a voz muda,

ficando mais grossa.

Por ser uma fase de transição,

a adolescência provoca muitas

inseguranças e incertezas. As

mudanças no corpo podem gerar

inseguranças sobre a aparência, tanto

em meninos como em meninas.

Nessa fase, aumentam as

responsabilidades em casa e na escola,

e os jovens começam a pensar na

profissão que irão seguir.

Socialmente, a adolescência é a

fase em que os jovens formam

seus próprios grupos e buscam

mais independência em relação

à família. Os laços de amizade

costumam ser muito fortes, e

ser aceito em um grupo social é

muito importante.

A adolescência é uma fase de transição entre a infância

e a vida adulta.

No início da adolescência, meninos e meninas

apresentam poucas diferenças físicas.

CIÊNCIAS

LIVRO

• Carlota Bolota

Autora: Cristina Porto

Editora: FTD

Ano: 2014

Essa é a história de Carlota, que

sofre bullying por ser gordinha e

quer se tornar uma jogadora de

futebol.

DIVULGAÇÃO

WERLLEN HOLANDA/ABRIL COMUNICAÇÕES S.A

MONKEY BUSINESS IMAGES/SHUTTERSTOCK

Sugestão de

encaminhamento

Peça aos alunos que façam

a leitura silenciosa do texto

“Adolescência”. Depois, deixe

que contem o que entenderam

e exponham suas dúvidas.

Esclareça-as com a retomada

de trechos da leitura

quando necessário.

45

Atividade complementar

Não escreva no livro

O livro indicado no Ciências + valoriza a diversidade e o respeito aos gostos de cada um.

45


Habilidade

(EF03CI05) Descrever e

comunicar as alterações que

ocorrem desde o nascimento

em animais de diferentes

meios terrestres ou aquáticos,

inclusive o homem.

Avaliação formativa

Todas as fases – do nascimento

até a velhice – podem

ser trabalhadas em uma linha

do tempo na qual alguns fatos

ou atividades marcantes

tenham de ser assinaladas em

cada uma – por exemplo: os

primeiros dentes, a troca dos

dentes de leite pelos permanentes,

a idade atual, a adolescência,

entre outros.

Construa coletivamente a

linha do tempo, estimulando

a participação da turma

toda. Na avaliação, considere

a oralidade, o respeito à fala

dos colegas e a compreensão

do ciclo de vida dos seres

humanos.

Vida adulta e pessoas idosas

A fase adulta se inicia ao fim da

adolescência, por volta dos 18 anos.

Nessa fase, as responsabilidades

aumentam, e muitos jovens começam

a exercer uma profissão.

Com o fim das mudanças

da adolescência, os jovens adultos

têm tempo para se acostumar

às novas responsabilidades, e

muitas das inseguranças daquela

A adolescência termina por volta dos 18 anos, quando os

fase desaparecem.

jovens estão prontos para iniciar a vida adulta.

Nessa fase, é comum homens e

mulheres decidirem formar uma família e ter filhos.

Após os 60 anos, o adulto passa a ser considerado idoso.

O envelhecimento é um processo que acontece com todos os seres vivos. Nos

seres humanos, o envelhecimento se caracteriza pela perda da elasticidade da pele

e da força muscular, pela mudança de cor dos cabelos para cinza ou branco e pela

diminuição da visão.

No Brasil, os direitos dos idosos são protegidos pelo Estatuto do Idoso. O Estatuto

garante o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao

lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência

familiar e comunitária.

Essa fase não

deve significar

isolamento e perda

de independência.

É importante

que os idosos

realizem atividades

diárias, saiam de

casa, participem

da comunidade,

pratiquem esportes,

para que passem por

essa fase de forma

saudável e feliz.

Os idosos têm seus direitos protegidos por lei.

46

PROCESSO DE ENVELHECIMENTO,

RESPEITO E VALORIZAÇÃO DO IDOSO

RAWPIXEL.COM/SHUTTERSTOCK

MONKEY BUSINESS IMAGES/SHUTTERSTOCK

Não escreva no livro

46


ATIVIDADES

1. Circule o animal que passa por metamorfose durante seu desenvolvimento.

Resposta: o aluno deve circular a imagem do sapo.

Tatu.

A. CARLÍN/ M10

Sapo.

A. CARLÍN/ M10

Baleia.

2. Desenhe ou recorte e cole imagens que mostrem as fases da vida do ser humano e

circule a fase em que você está.

Produção pessoal.

Espera-se que os alunos desenhem ou recortem a imagem de um bebê, uma criança, um jovem,

um adulto e um idoso e que circulem a criança.

A. CARLÍN/ M10

Resolução

comentada

Na atividade 2, considere

a possibilidade de os alunos

ampliarem o número de imagens

do ciclo de vida do ser

humano, iniciando na gestação

e incluindo mais períodos

da primeira infância até

a velhice.

Na atividade 3, espera-

-se que os alunos tomem

consciência dos dentes permanentes

que já têm e dos

cuidados que devem ter com

eles. Os alunos podem precisar

da ajuda de um adulto

para identificar os dentes

permanentes que eles já têm.

3. A imagem ao lado mostra todos os

dentes de leite. Pinte aqueles que você

já trocou por dentes permanentes.

Resposta pessoal.

A. CARLÍN/ M10

47

Não escreva no livro

47


Habilidade

(EF03CI06) Comparar alguns

animais e organizar

grupos com base em características

externas comuns

(presença de penas, pelos,

escamas, bico, garras, antenas,

patas etc.).

Objetivos

• Conhecer a diversidade de

animais na Terra.

• Identificar as características

dos animais vertebrados.

• Organizar grupos de animais

com base em características

externas.

• Identificar os vertebrados

de acordo com o seu ciclo

de vida: ovíparos e vivíparos

(placentários).

• Classificar os animais de

acordo com o tipo de esqueleto

que eles têm.

3

Vimos que existem diversos tipos de animais, cada um com características

próprias.

Alguns animais põem ovos, enquanto outros se desenvolvem dentro do corpo da

mãe; existem animais aquáticos e animais terrestres; alguns têm asas e outros não.

Será que podemos usar essas características para agrupar os animais?

1. Converse com um colega sobre os animais abaixo. Vocês conhecem todos eles?

Elefante

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

A classificação dos

animais

Sardinha

Truta

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

Cavalo-marinho

Sabiá

A. CARLÍN/ M10

Coelho

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

A. CARLÍN/ M10

Lagartixa

A. CARLÍN/ M10

Apoio pedagógico

Tema: Ciclos

As páginas 48 a 61 correspondem

à unidade didática

do capítulo, que aborda

características dos 5 grupos

de vertebrados e de alguns

insetos (invertebrados).

Na atividade 1, os alunos

terão um universo restrito de

animais para considerar. Das

espécies abordadas, algumas

já foram citadas anteriormente

e outras já devem ser conhecidas

pelos alunos por não

serem animais raros. Propor

que a atividade seja feita em

duplas facilita a sua realização,

uma vez que há o compartilhamento

de informações e

experiências pessoais.

A produção de ovos (animais

ovíparos) e o desenvolvimento

interno do embrião

(vivíparos) caracterizam um

momento do ciclo de vida da

espécie.

A. CARLÍN/ M10

48

Mico-leão-dourado

Lagarto

A. CARLÍN/ M10

Jararaca

Baleia

Onça-pintada

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

Garoupa

Pinguim

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

Gambá

Ema

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

48


a) Complete o quadro 1 escrevendo o nome dos animais na coluna correta:

animais que vivem na água e animais que vivem na terra.

Quadro 1

Animais que vivem na água

cavalo-marinho

sardinha

truta

baleia

garoupa

b) Agora, pense apenas nos animais que vivem na terra.

• Separe-os em ovíparos e vivíparos.

Quadro 2

Ovíparos

coelho

jararaca

lagarto

Animais que vivem na terra

onça-pintada

sabiá

lagartixa

elefante

ema

mico-leão-dourado

gambá

pinguim

Vivíparos

Sugestão de

encaminhamento

Antes de prosseguir, é importante

que os alunos comparem

os quadros que preencheram

com os dos colegas.

A comparação pode ser feita

em pequenos grupos ou em

uma conversa com a turma

toda.

É provável que algumas duplas

tenham discordado dos

demais colegas. Aproveite

esse momento para ouvir

os argumentos das duplas

em relação aos motivos das

discordâncias. Informe quais

são as características que devem

ser usadas para definir

o preenchimento dos dois

quadros e faça uma correção

coletiva.

Caso algum aluno ainda

tenha dificuldade de escrita,

avalie a possibilidade de fornecer

um banco de palavras

ou formar duplas de trabalho.

jararaca

lagarto

sabiá

lagartixa

ema

coelho

onça-pintada

elefante

mico-leão-dourado

gambá

pinguim

49

49


A diversidade dos animais

Habilidade

(EF03CI06) Comparar alguns

animais e organizar

grupos com base em características

externas comuns

(presença de penas, pelos,

escamas, bico, garras, antenas,

patas etc.).

Apoio pedagógico

Aristóteles (384-322 a.C.),

filósofo e pensador grego, fez

observações detalhadas de

muitos seres vivos e propôs

critérios para classificá-los.

Ele foi o primeiro a dividir os

animais nas categorias vertebrados

e invertebrados. Estes

dois termos continuam sendo

usados até hoje – porém,

com um sentido popular. A

classificação biológica (taxonomia)

atual não usa mais

esses termos.

Ao observar os animais, logo

percebemos a grande variedade existente.

Os animais são tradicionalmente

classificados em dois grandes grupos: o

primeiro com os animais que têm um

esqueleto interno, que dá sustentação

ao corpo. Os animais desse grupo são os

vertebrados. Os animais que não têm

esse esqueleto constituem o grupo dos

invertebrados.

Os vertebrados têm coluna vertebral

e crânio, uma caixa de osso resistente que

protege o cérebro.

Animais vertebrados

Os vertebrados podem ser classificados em cinco grupos diferentes:

Grupo 1

LOTUS_STUDIO/SHUTTERSTOCK

5 cm

Grupo 2

O cachorro é um animal vertebrado.

HARFIAN HERDI A.RAIS/

SHUTTERSTOCK

Grupo 3

2 m

ALEXANDRE R./ M10

MILAN ZYGMUNT/SHUTTERSTOCK

Grupo 4

Grupo 5

15 cm

BONNIE TAYLOR BARRY/

SHUTTERSTOCK

1,2 m

CHRISTOPHE SCHULTZ/SHUTTERSTOCK

Respostas na Resolução comentada.

2. Observe os animais dos cinco grupos. Cite uma característica que você identifica

em cada um dos grupos e que não está presente nos outros.

3. Conte aos colegas as características que você observou em cada grupo.

50

Resolução comentada

As características observadas pelos alunos podem ser anotadas em um quadro geral antes da

leitura dos textos que descrevem os 5 grupos da classe Vertebrata (aqui chamados genericamente

de vertebrados). Dessa forma, a caracterização de cada um dos grupos ocorrerá nas próximas

páginas. Nesse momento, poderão ser feitas as correções necessárias.

2. Resposta esperada: Grupo 1 – tem nadadeira; Grupo 2 – tem a pele lisa; Grupo 3 – tem a pele

grossa; Grupo 4 – tem penas; Grupo 5 – tem pelos. Outras respostas são possíveis.

3. Resposta pessoal. Os alunos podem compartilhar com os colegas as características que observaram

nas imagens.

50


Peixes

O grupo 1 é formado pelos peixes,

animais ovíparos que vivem

exclusivamente em ambiente aquático.

Seu corpo é geralmente coberto por

escamas, e eles têm nadadeiras que

auxiliam na locomoção.

Os peixes de água doce são os que

vivem nos rios, lagos e lagoas, e os peixes

de água salgada vivem nos oceanos.

A respiração ocorre pelas brânquias.

ALEXANDRE R./

M10

saída

de água

Os peixes podem ter tamanho, cor e forma muito variados.

CURIOSIDADE

Cavalo-marinho

brânquias

entrada de

água

O cavalo-marinho é um tipo de

peixe (tem nadadeiras e brânquias)

com formato e comportamento

bem diferentes.

A sua reprodução ocorre pelos

ovos que a fêmea deposita em uma

bolsa que o macho tem na barriga.

O macho é o responsável por cuidar

dos ovos até o nascimento dos

filhotes.

As nadadeiras auxiliam a natação dos peixes.

A água entra pela boca dos peixes e, ao passar pelas brânquias,

ocorrem as trocas gasosas, ou seja, o gás oxigênio da água

passa para o sangue e o gás carbônico do sangue passa para a

água, que será eliminada.

18 cm

10 cm

Macho de cavalo-marinho carregando os ovos na bolsa

ventral.

CHARLOTTE BLEIJENBERG/SHUTTERSTOCK

PICHIT JUENGCHAICHANA/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

Os peixes são uma importante

fonte de proteína

presente na refeição da população.

Muitos criadouros

de peixes de água doce estão

espalhados por todo o país.

A criação de peixes de

água doce nos lagos que

se formam nas represas ao

lado das hidrelétricas tem se

tornado uma fonte de renda

importante para a população

ribeirinha. Como as hidrelétricas

são a fonte de grande

parte da energia elétrica consumida,

em qualquer região

do país esse assunto pode ser

explorado. No entanto, caso

haja uma hidrelétrica em sua

região, o interesse sem dúvida

será maior.

Sugestão de

encaminhamento

Aproveite o texto da seção

Curiosidade e incentive alguns

alunos a fazer a leitura em voz

alta para toda a classe. Esse

é um caminho importante

para que eles se desenvolvam

cada vez mais como leitores

autônomos.

51

51


Habilidade

(EF03CI06) Comparar alguns

animais e organizar

grupos com base em características

externas comuns

(presença de penas, pelos,

escamas, bico, garras, antenas,

patas etc.).

Apoio pedagógico

A maioria dos anfíbios tem

uma fase larval, em que vive

na água, e uma fase adulta,

em que vive na terra.

Esses animais não estão

adaptados completamente à

vida terrestre. Os adultos ainda

dependem da água para a

reprodução e precisam manter

a pele úmida para realizar

a respiração cutânea.

RICARDO DE PAULA FERREIRA/SHUTTERSTOCK

ADILSON SOCHODOLAK/SHUTTERSTOCK

Anfíbios

O grupo 2 são os anfíbios, animais ovíparos de pele lisa e úmida, que passam por

metamorfose durante seu desenvolvimento.

A maioria dos anfíbios adultos são terrestres e a larva (girino) é aquática. Os girinos

respiram pelas brânquias e os adultos respiram por meio dos pulmões e da pele. Por

essa razão, a pele dos anfíbios é muito fina, lisa e precisa estar sempre úmida.

Os sapos, as rãs e as pererecas são os anfíbios mais conhecidos.

6 cm

As cecílias e as salamandras também fazem parte do grupo dos anfíbios.

45 cm

A perereca faz parte do grupo dos anfíbios. Ela tem ventosas

nas pontas dos dedos com as quais consegue subir em árvores

e grudar na superfície das folhas. É encontrada na Mata

Atlântica e corre risco de extinção.

ARNPAS/SHUTTERSTOCK

23 cm

As cecílias também são conhecidas como cobras -cegas,

pois o formato do seu corpo lembra o das serpentes.

O axolote é uma salamandra que vive na água. Sua

metamorfose não é completa, por isso ela permanece

com características de larva, como respiração branquial e

cauda, por toda a vida.

4. Complete o quadro abaixo com as características dos anfíbios.

Girino

Anfíbio adulto

Onde vive

Água.

Terra.

52

Tipo de respiração

Brânquias.

Pulmões e pele.

Resolução comentada

Aproveite a atividade 4 para evidenciar que anfíbios como os anuros (sapos, pererecas e rãs) têm

hábito aquático quando são larvas e hábito terrestre quando são adultos.

52


Répteis

O grupo 3 é formado pelos répteis, que são animais de pele seca e coberta por

escamas, placas duras ou por uma carapaça. Esses animais são ovíparos e respiram

pelos pulmões.

Alguns representantes desse grupo são as serpentes, os lagartos, as tartarugas, os

jacarés, os crocodilos e as lagartixas.

A maioria vive em ambiente terrestre, mas alguns vivem em ambiente aquático,

como as tartarugas marinhas; outros são encontrados tanto em ambiente aquático

quanto terrestre, como os jacarés e os crocodilos.

5. Observe as imagens abaixo e responda às perguntas.

3 m

IMAGEBROKER.COM/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

Os répteis pertencem ao

primeiro grupo de vertebrados

que ocupou definitivamente

o ambiente terrestre.

Os mais antigos fósseis de

répteis datam de mais de 300

milhões de anos.

Os répteis têm pele seca,

respiração pulmonar eficiente,

fecundação interna e ovo

com casca – características

muito importantes para o

desenvolvimento fora do

ambiente aquático.

Resolução

comentada

Jacaré.

1 m

CREEPING THINGS/SHUTTERSTOCK

70 cm

JUERGINHO/SHUTTERSTOCK

Pode ser que as imagens

não sejam suficientes para os

alunos responderem à atividade

5. Você pode ajudá-los

a fazer uma pesquisa em livros

da biblioteca da escola

ou em páginas confiáveis

da internet para obter mais

informações.

Serpente.

Jabuti.

a) Qual é o tipo de cobertura do corpo de cada um dos répteis representados?

Jacaré: placas duras; jabuti: carapaça; serpente: escamas.

b) Você acha que os répteis poderiam respirar pela pele, como os anfíbios?

Justifique. Não, porque eles têm pele seca.

53

Atividade complementar

Avalie a possibilidade de acrescentar novas cartas para complementar o jogo proposto

anteriormente na página 39. Proponha novas rodadas com os alunos.

53


Habilidade

(EF03CI06) Comparar alguns

animais e organizar

grupos com base em características

externas comuns

(presença de penas, pelos,

escamas, bico, garras, antenas,

patas etc.).

Apoio pedagógico

O grupo das aves tem distribuição

por muitos ambientes.

Pinguins vivem no extremo

sul do planeta, onde as temperaturas

são muito baixas.

Na região equatorial, onde é

quente durante todo o ano,

vivem espécies como tucano,

arara, águia, galo da serra, uirapuru,

entre muitas outras.

As aves são animais homeotérmicos,

ou seja, mantêm a

temperatura do corpo constante

independentemente

da temperatura externa. As

penas têm papel importante,

porque retêm o ar entre elas,

que é um bom isolante térmico,

além de permitirem o voo.

As aves produzem um

óleo impermeabilizante que

espalham, com o bico, pelas

penas. Esse óleo impede que

as penas se molhem com a

chuva, por exemplo, e permite

que as aves aquáticas

nadem sem se molhar.

A maioria das espécies de

aves voa. Elas têm músculos

peitorais fortes, o osso do peito

em forma de quilha e ossos

leves pelo corpo, os quais são

vazados e com ar dentro (ossos

pneumáticos).

Algumas aves que não

voam têm ossos mais fortes.

Muitas delas são corredoras e

têm pernas compridas, como

a ema.

Aves

O grupo 4 é o grupo das aves, animais

que têm asas e corpo coberto de penas,

características que favorecem o voo.

As penas também ajudam a manter o

corpo aquecido.

As aves são ovíparas e respiram pelos

pulmões.

A maioria delas é capaz de voar.

O tucano, o beija-flor e a garça são alguns exemplos

de aves que voam.

A seriema e o pinguim são aves que não voam.

87 cm

A seriema não voa e se locomove andando

ou correndo.

As aves têm bicos que utilizam para pegar o

alimento, alimentar os filhotes e se defender. Elas

não têm dentes.

O formato do bico está relacionado com o

tipo de alimento que consomem.

O beija-flor se alimenta do néctar das flores

que só o seu bico comprido e pontudo consegue

alcançar.

O tucano se alimenta de sementes e carrega

no bico o alimento para os filhotes.

CHRIS HUMPHRIES/SHUTTERSTOCK

53 cm

O pinguim utiliza suas asas curtas para nadar.

O falcão é uma ave caçadora. Seu bico é forte e curvo para arrancar os pedaços de

carne do animal caçado.

54

6 cm

Beija-flor.

53 cm

Tucano-de-mandíbula-castanha

alimentando-se das sementes da palmeira.

KTSDESIGN/SHUTTERSTOCK

CHRISTIAN MUSAT/SHUTTERSTOCK

HENK BOGAARD/SHUTTERSTOCK

54


CURIOSIDADE

Dinossauros

Os dinossauros são animais extintos que pertenciam ao grupo dos répteis.

Eles viveram há aproximadamente 230 milhões de anos, muito antes de

os seres humanos surgirem na Terra. Eles dominaram o planeta durante cerca

de 135 milhões de anos.

Entre os dinossauros existiam animais carnívoros e herbívoros, animais

que se movimentavam com duas ou com quatro pernas, animais terrestres,

aquáticos e animais voadores.

Alguns dinossauros mediam cerca de 50 centímetros de altura, enquanto

outros podiam chegar a 40 metros.

Os dinossauros foram extintos há 65 milhões de anos. De acordo com

a teoria mais aceita, um meteoro gigante atingiu a Terra, levantando uma

nuvem de poeira que manteve o planeta no

escuro por vários meses. Durante esse período, as

temperaturas caíram e as plantas morreram por conta

da falta de luz solar para a produção de alimento. Os

animais que se alimentavam das plantas também

morreram e, em seguida, foi a vez dos carnívoros.

Porém, aparentemente, quem pensou que todos

os dinossauros haviam sumido do planeta errou.

Os cientistas que

estudam fósseis

estão cada vez mais

convencidos de que as

aves são um grupo de

dinossauros que não

foi extinto.

Agora, só nos resta

acompanhar as próximas

descobertas para saber

mais novidades sobre a

14 m

relação entre os répteis,

as aves e os dinossauros. Esqueleto de um saurópode.

Carnívoro: animal que se

alimenta apenas de carne.

Herbívoro: animal que se

alimenta apenas de plantas.

Teoria: hipótese elaborada

com base em fatos e

evidências.

DANNY YE/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

Os dinossauros sempre provocam

muita curiosidade nos

alunos. Explique que esses

animais realmente existiram

e que pertencem ao grupo

dos répteis.

Eles tinham tamanhos diversos,

variando de alguns

centímetros até 40 metros

de altura, e havia espécies

terrestres e voadoras.

Estudos de fósseis revelam

que algumas espécies de dinossauros

provavelmente

tinham plumas ou penas coloridas

– uma imagem muito

diferente daquela amplamente

difundida: dos dinossauros

como lagartos gigantes.

Existem fortes indícios que

relacionam um grupo extinto

dos dinossauros às aves atuais

– que seriam, portanto, um

ramo desse grupo.

55

Atividade complementar

Existem muitos textos sobre os dinossauros na internet, inclusive destinados às crianças.

Acesse os links a seguir, escolha um dos textos e faça uma leitura dialogada com os alunos.

Maria Inês Zanchetta e Vera Franco. Parentesco com as aves: a nova face dos dinossauros.

Superinteressante, 31 out. 2016. Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/

parentesco-com-as-aves-a-nova-face-dos-dinossauros/. Acesso em: 27 jul. 2021.

Os dinossauros eram répteis ou pássaros? Superinteressante, 23 nov. 2016. Disponível

em: http://super.abril.com.br/historia/o-pio-do-dinossauro/. Acesso em: 27 jul. 2021.

Caso julgue adequado, faça um Trunfo de dinossauros com os alunos, usando as informações

que eles possam vir a pesquisar.

55


Mamíferos

Habilidade

(EF03CI06) Comparar alguns

animais e organizar

grupos com base em características

externas comuns

(presença de penas, pelos,

escamas, bico, garras, antenas,

patas etc.).

Sugestão de

encaminhamento

Faça uma roda de conversa

para falar sobre o grupo dos

mamíferos. Muitos alunos

têm mamíferos de estimação,

como cães e gatos. Procure

esclarecer dúvidas e curiosidades

a respeito desses animais.

Se necessário, consulte

livros ou páginas confiáveis

da internet que tratem do

tema: elas vão ajudar no esclarecimento

de questões

que surgirem na sala de aula.

O texto de apoio pedagógico

a seguir deve contribuir com a

preparação da sua aula.

Apoio pedagógico

Os mamíferos já existiam na

época dos grandes dinossauros,

entre 250 a 65 milhões de

anos atrás aproximadamente.

Eram mamíferos pequenos,

muito diferentes dos que conhecemos

hoje. A partir da

extinção dos grandes répteis

há cerca de 65 milhões, os mamíferos

aumentaram de tamanho

e se tornaram mais diversos.

Atualmente, encontramos

desde mamíferos pesando

cerca de 2 g, como morcegos

e musaranhos, até gigantes

com mais de 160.000 kg,

como a baleia-azul.

Alguns aspectos que diferem

os mamíferos dos outros

grupos de vertebrados são:

eles têm glândulas sudoríferas

(muitas espécies têm

glândulas produtoras de

suor); as fêmeas produzem

leite, com o qual alimentam

seus filhotes recém-nascidos;

O quinto e último

grupo de animais

vertebrados é formado

pelos mamíferos.

Você já conhece a

principal característica

desse grupo: os

mamíferos são animais

que, logo após o

nascimento, alimentam-

-se somente do leite

produzido pela mãe.

O período em que

um filhote se alimenta

somente de leite materno

varia entre os animais,

mas todos em algum

momento da vida deixam

de se alimentar de leite

e passam a ter uma

alimentação variada.

Existem mamíferos

que se tornam

herbívoros, como

o cavalo, o qual se

alimenta de pasto e feno.

Outros se tornam carnívoros,

como a onça-pintada, que se

alimenta da carne de outros

animais.

Os mamíferos respiram pelos pulmões e podem viver em ambientes aquáticos

ou terrestres. A pele da maioria dos animais desse grupo é protegida por pelos, que

ajudam a manter o corpo aquecido.

56

eles têm pelos que protegem

sua pele e funcionam como

isolante térmico; e eles têm

um coração com 4 cavidades,

que separa completamente

o sangue oxigenado do

sangue venoso (rico em gás

carbônico).

O cavalo é um animal herbívoro.

A ariranha é um animal carnívoro. Os carnívoros têm dentes afiados, adequados

para perfurar e rasgar a carne do animal de que vão se alimentar.

1,42 m

2 m

WEBLOGIQ/SHUTTERSTOCK

CHRISTOPHE SCHULTZ/SHUTTERSTOCK

56


DANITA DELIMONT/SHUTTERSTOCK

Um mamífero que voa

Os morcegos são os únicos mamíferos que voam.

Apesar de terem uma má fama, a maioria dos morcegos se alimenta de frutos ou

do néctar das flores.

Os morcegos que se alimentam de sangue fazem um pequeno corte na pele

do animal, normalmente outro mamífero, e lambem o sangue. Geralmente, o animal

ferido nem percebe.

Um mamífero que põe ovos

Muitos morcegos alimentam-se

do néctar das flores.

O ornitorrinco é um animal encontrado somente na Austrália. Ele tem pelos no corpo

e bico largo, semelhante a um bico de pato, e seus filhotes nascem de ovos e mamam.

Assim que saem dos ovos, os filhotes se agarram ao corpo da mãe, que passa a

liberar o leite.

Apesar de ser um animal tão diferente, ele apresenta diversas características do

grupo, por isso o ornitorrinco é considerado um mamífero.

45 cm

8,5 cm

FRANK FICHTMUELLER/SHUTTERSTOCK

O ornitorrinco é um mamífero

ovíparo.

57

Apoio pedagógico

Os morcegos são animais

que saem ao entardecer ou

à noite para caçar.

Para se orientar, eles utilizam

a ecolocalização. Eles

emitem sons em alta frequência,

que os seres humanos

não são capazes de escutar,

e conseguem se localizar

porque as ondas sonoras, ao

baterem em um obstáculo,

voltam ao animal em forma

de eco. Dessa forma, os morcegos

conseguem saber a

que distância está o obstáculo

à sua frente.

Existem muitas espécies

de morcegos: umas se alimentam

de insetos e fazem

um controle natural desses

animais; outras se alimentam

de frutos e, ao descartarem

as sementes, atuam como

dispersoras; e algumas são

polinizadoras, ou seja, alimentam-se

do néctar das flores.

As poucas espécies que

procuram sangue de animais

para se alimentar fazem pequenos

cortes e retiram pouca

quantidade de sangue de

cada um deles. O problema,

nesse caso, é o risco de transmissão

da raiva caso o morcego

seja portador do vírus que

causa essa doença.

57


Animais invertebrados

Habilidade

(EF03CI06) Comparar alguns

animais e organizar

grupos com base em características

externas comuns

(presença de penas, pelos,

escamas, bico, garras, antenas,

patas etc.).

Apoio pedagógico

A quantidade de animais

invertebrados – seres vivos

sem esqueleto ósseo interno

– que existem no planeta é

bem maior do que o número

de vertebrados. Geralmente,

os invertebrados são seres de

menor porte, embora existam

exceções – como a lula gigante,

que pode medir mais 13 m

de comprimento e vive nas

profundezas do oceano.

Sem dúvida, os insetos

são os invertebrados com

maior número de espécies

no planeta e são encontrados

em praticamente todos

os ambientes. O ciclo de vida

de grande parte dos invertebrados

apresenta uma fase

de larva, isto é, do ovo nasce

um animal (larva) diferente do

adulto, que sofre metamorfose

para atingir a fase adulta.

Os invertebrados formam o maior grupo existente de animais. Eles estão por toda

parte, e você já deve ter visto vários desses animais por aí.

Formiga.

4 cm

0,2 cm

Caranguejo maria-farinha.

Caracol de jardim.

Em um jardim, podemos encontrar formigas e joaninhas. Ao remexer a terra, é

possível encontrar minhocas, e na horta os caracóis sempre têm alimento. Se fizermos

um passeio na praia, provavelmente encontraremos o caranguejo maria-farinha

correndo na areia e, na água, a estrela-do-mar.

6. Faça o desenho de um jardim e inclua os invertebrados que você conhece.

Produção pessoal.

FRANTISEK DULIK/SHUTTERSTOCK

STEPHAN LANGHANS/SHUTTERSTOCK

Minhoca.

0,8 cm

Joaninha de jardim.

10 cm

CLARK UKIDU/SHUTTERSTOCK

YELLOWJ/SHUTTERSTOCK

20 cm

Estrela-do-mar.

Diâmetro

da concha

5 cm

ISRAEL MORAN/SHUTTERSTOCK

SMSPSY/SHUTTERSTOCK

58

Resolução comentada

Espera-se que os alunos incluam outros invertebrados além dos vistos até agora. Relembre alguns

invertebrados que eles podem encontrar com facilidade em praças e jardins. Além de estimular a

curiosidade sobre quais animais podem ser encontrados no jardim, a atividade 6 também serve

como prévia para a atividade do Mãos à obra da página 60.

58


Quais são as características dos insetos?

Os insetos formam o grupo mais numeroso entre os invertebrados.

7. Observe os insetos abaixo, converse com alguns colegas e complete o quadro

a seguir.

FOREST71/SHUTTERSTOCK

Sugestão de

encaminhamento

Os alunos podem fazer

uma pesquisa para identificar

quais são as principais

características de alguns dos

invertebrados mais comuns

na região em que vivem – por

exemplo: caranguejos, mosquitos,

minhocas, besouros,

caramujos etc.

Características dos insetos

Número de pernas 6

Têm asas?

Têm antenas?

Sim

Sim

• Complete a frase:

Os insetos têm 6 pernas, antenas e asas .

59

Resolução comentada

Esta página mostra alguns exemplos de insetos. Nem todas as imagens mostram o número de

pernas, as asas e as antenas dos insetos. Os alunos poderão procurar na internet outras ilustrações

e fotografias destes mesmos animais, que ajudarão a completar o quadro da atividade 7.

59


MÃOS À OBRA

Habilidade

(EF03CI06) Comparar alguns

animais e organizar

grupos com base em características

externas comuns

(presença de penas, pelos,

escamas, bico, garras, antenas,

patas etc.).

Atividade

preparatória

Antes de propor a atividade,

prepare um aspirador

seguindo as instruções do

“Como fazer”. Você pode pedir

antecipadamente a cada

aluno que traga os canudos

dobráveis e um frasco transparente

com tampa e boca

grande. Você pode montar a

tampa dos aspiradores para

todos os alunos – desse modo,

você garante um padrão e facilita

o trabalho que poderia

ser feito em casa (sempre com

a ajuda de um adulto).

Caso você decida que cada

aluno irá preparar o aspirador

que vai usar na atividade,

lembre-os de que os furos nas

tampas devem ser feitos por

um adulto responsável, pois

uma tampa de metal exige

mais habilidade e cuidado

durante a operação. Tampas

de plástico são mais fáceis de

serem furadas, mas também

exigem atenção e cuidado.

Sugestão de

encaminhamento

Caso decida que os alunos

devam trazer a tampa do vidro

furada no diâmetro do

canudinho, reforce a instrução

de que um adulto deve

acompanhar a operação.

Peça aos alunos que montem

seu aspirador de acordo

com as instruções. A massa

de modelar vai ajudar a vedar

o orifício da tampa em que

o canudo passa, mas outro

material pode ser usado para

a vedação.

60

Após a montagem, diga

aos alunos que o aspirador

não pode ser compartilhado,

ou seja, ele é de uso pessoal

e somente um aluno deve

usá-lo na hora de coletar os

insetos.

Acompanhe os alunos até

o jardim da escola para que

eles façam a coleta dos invertebrados

que encontrarão. A

atividade pode ser realizada

em uma praça ou outro local

Observando pequenos animais

Muitos dos animais que existem nas casas, nas praças ou nos

jardins são pequenos e se mexem muito, sendo difícil observá-los.

Para podermos estudar esses animais, vamos montar um aspirador. Os

animais serão observados vivos e depois serão soltos de volta no ambiente.

Materiais

• 1 frasco de plástico transparente, com tampa e boca grande;

• 2 canudos dobráveis;

• massa de modelar;

• 1 pedaço de gaze;

• fita adesiva.

Como fazer

A. Tire a tampa do frasco e peça a um adulto que faça dois furos nela. Os

canudos têm que passar por eles (figura 1).

B. Enfie um canudo em cada um dos furos colocando o lado mais curto do

canudo para dentro do frasco (figura 2).

Figura 1.

A. CARLÍN/ M10

com vegetação desde que

você acompanhe os alunos.

Apoio pedagógico

Figura 2.

Com esse aspirador de pequenos

animais, as crianças

capturam principalmente insetos.

Essa é uma brincadeira

que traz muito aprendizado

e diversão. Os animais observados

devem ser liberados

no ambiente após o estudo.

LEMBRE-SE

O aspirador precisa

ser montado por um

adulto.

A. CARLÍN/ M10

60


C. Pela parte de baixo da tampa, envolva a ponta de um dos canudos com a

gaze, prendendo-a com a fita adesiva. A gaze é importante para os animais

coletados não entrarem na sua boca quando você aspirar o ar (figura 3).

D. Coloque a tampa no frasco e use a massinha de modelar para vedar os

furos da tampa onde foram colocados os canudos. O aspirador está

pronto! Para usá -lo, segure a ponta do canudo sem gaze bem perto

do animal e aspire pela ponta do outro canudo. Isso faz o ar entrar no

aspirador, carregando com ele o animal (figura 4).

• Observe cada bichinho que você coletar, preencha o quadro abaixo e

depois solte-os no mesmo local onde foram coletados.

Identificação do

animal (nome ou

número)

A. CARLÍN/ M10

Figura 3. Figura 4.

Quantas pernas

tem?

Tem asas?

A. CARLÍN/ M10

Local onde foi

encontrado

Avaliação formativa

Utilize a seção Mãos à obra

como avaliação da unidade

didática deste capítulo. Avalie

a participação e o cuidado

dos alunos durante a operação

de coleta dos invertebrados.

As plantas não devem ter

seus galhos danificados, e os

animais devem ser tratados

com cuidado.

O preenchimento do quadro

e a resposta da atividade

1 avaliam aspectos do trabalho

científico como coleta de

dados, observação e escolha

de critérios para agrupar

(classificar) os animais coletados,

enquanto a resposta

da atividade 2 permite que

os alunos reflitam sobre a

importância da preservação

dos seres vivos no ambiente

natural.

1. Se você fosse agrupar os animais coletados, que critério usaria e quantos

grupos faria? Respostas na Resolução comentada.

2. Por que é importante devolver os animais coletados ao ambiente?

61

Resolução comentada

1. Os alunos podem citar qualquer critério de agrupamento desde que esteja de acordo com as

características externas dos animais invertebrados coletados.

2. Espera-se que os alunos reconheçam que a retirada de animais da natureza pode provocar

desequilíbrio, por isso é importante devolvê-los ao local do qual foram retirados.

61


CONCLUSÃO DA UNIDADE 1

A ficha a seguir é um modelo que deve ser copiado e ampliado para que o avanço da aprendizagem dos alunos seja registrado

de modo claro e objetivo.

FICHA DE MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM

Objetivos Aluno 1 Aluno 2 Aluno 3 Aluno 4 Aluno 5 ...

Capítulo 1 –

O ambiente e os seres vivos

P S I P S I P S I P S I P S I

1. Percebe a diversidade de animais na Terra.

2. Conhece os biomas brasileiros.

3. Analisa imagens de ambientes naturais.

Capítulo 2 –

O desenvolvimento dos animais

4. Identifica o modo de vida de alguns animais.

5. Analisa imagens de animais aquáticos e

terrestres.

6. Identifica o ciclo de vida de alguns animais.

7. Identifica as fases de vida do ser humano.

Capítulo 3 –

A classificação dos animais

8. Conhece a diversidade de animais na Terra.

9. Identifica as características dos animais

vertebrados.

10. Organiza grupos de animais com base em

características externas.

11. Identifica os vertebrados de acordo com o seu

ciclo de vida: ovíparos e vivíparos (placentários).

12. Classificar os animais de acordo com o tipo de

esqueleto que eles têm.

P = Objetivo atingido plenamente S = Objetivo atingido satisfatoriamente I = Aproveitamento insatisfatório

A 61


INTRODUÇÃO DA UNIDADE 2

QUADRO DE OBJETIVOS PEDAGÓGICOS

O AMBIENTE FÍSICO

Conteúdos e habilidades da

BNCC associadas

Objetivos

Páginas

(numeração)

Pré-requisitos

Capítulo 4 – Propriedades da luz

(EF03CI02) Experimentar e relatar o que

ocorre com a passagem da luz através de objetos

transparentes (copos, janelas de vidro, lentes,

prismas, água etc.), no contato com superfícies

polidas (espelhos) e na intersecção com objetos

opacos (paredes, pratos, pessoas e outros

objetos de uso cotidiano).

1. Conhecer aspectos da história das ciências e da tecnologia.

2. Conhecer efeitos e propriedades da reflexão da luz em

68, 69 e 70

66, 67 e 68

Leitura e interpretação de

textos e imagens.

diferentes superfícies.

3. Observar a trajetória retilínea de feixes luminosos. 65 e 66

Seguir instruções e coletar

dados experimentais.

4. Reconhecer a importância da tecnologia para a inclusão de

pessoas com deficiência visual (braille).

5. Conhecer os problemas de visão mais comuns. 72

72 e 73

Capítulo 5 – O som e a audição

(EF03CI01) Produzir diferentes sons a partir

da vibração de variados objetos e identificar

variáveis que influem nesse fenômeno.

(EF03CI03) Discutir hábitos necessários

para a manutenção da saúde auditiva e visual

considerando as condições do ambiente em

termos de som e luz.

6. Conscientizar-se da importância dos cuidados com a saúde

auditiva e visual.

7. Reconhecer que a nossa audição depende da interação de

ondas sonoras (sons) com órgãos do sistema auditivo.

8. Reconhecer a importância da língua brasileira de sinais

(Libras) para a inclusão de pessoas com deficiência auditiva.

9. Conhecer algumas propriedades do som (intensidade e

altura).

79, 84 e 85 Utilizar vocabulário

específico.

79

83

80

Pesquisar e registrar

informações.

Escrever com coerência.

10. Experimentar o efeito vibratório das ondas sonoras. 77e 78

81 e 82

62 B


Habilidades

(EF03CI01) Produzir diferentes

sons a partir da vibração

de variados objetos

e identificar variáveis que

influem nesse fenômeno.

(EF03CI02) Experimentar

e relatar o que ocorre com a

passagem da luz através de

objetos transparentes (copos,

janelas de vidro, lentes, prismas,

água etc.), no contato

com superfícies polidas (espelhos)

e na intersecção com

objetos opacos (paredes, pratos,

pessoas e outros objetos

de uso cotidiano).

(EF03CI03) Discutir hábitos

necessários para a manutenção

da saúde auditiva e visual

considerando as condições

do ambiente em termos de

som e luz.

Apoio pedagógico

A unidade 2 trata da reflexão

da luz e sua passagem por

diferentes meios, a propagação

das ondas sonoras e os

hábitos necessários à manutenção

da saúde auditiva e

visual.

2

O

AMBIENTE

FÍSICO

62


PETR SMAGIN/SHUTTERSTOCK

Sugestão de

encaminhamento

Estimule a curiosidade dos

alunos sobre como foi feita a

foto. Alguns deles já podem

ter tido contato com um caleidoscópio,

então, pergunte

se eles conhecem como esse

brinquedo é feito.

PARA EXPLORAR

Resposta pessoal. É provável que os alunos concluam que a imagem

1. Descreva a imagem. é formada por dois espelhos e o objeto foi

colocado entre eles.

2. Quantos objetos foram usados para fazer essa imagem?

Apenas um objeto foi usado para fazer essa imagem.

3. Imagine um espelho na frente de outro. Se você parar entre os

dois espelhos, quantos reflexos seus você acha que vai ver?

Resposta pessoal.

63


Habilidade

(EF03CI02) Experimentar

e relatar o que ocorre com a

passagem da luz através de

objetos transparentes (copos,

janelas de vidro, lentes, prismas,

água etc.), no contato

com superfícies polidas (espelhos)

e na intersecção com

objetos opacos (paredes, pratos,

pessoas e outros objetos

de uso cotidiano).

Objetivos

• Conhecer aspectos da

história das ciências e da

tecnologia.

• Conhecer efeitos e propriedades

da reflexão da luz em

diferentes superfícies.

• Observar a trajetória retilínea

de feixes luminosos.

• Reconhecer a importância

da tecnologia para a inclusão

de pessoas com deficiência

visual (braille).

• Conhecer os problemas de

visão mais comuns.

Apoio pedagógico

As páginas 64 a 68 formam

a primeira unidade didática

deste capítulo e tratam da reflexão

da luz e da interação

da luz com objetos transparentes,

translúcidos e opacos.

Dois espelhos planos colocados

perpendicularmente

entre si com um objeto na

frente deles (figura B) formam

três imagens do objeto.

Ao diminuir o ângulo entre

os espelhos, observamos o

aumento no número de imagens

do objeto. Ao colocar os

espelhos em paralelo (figura

A), aparecerão infinitas imagens

do objeto. Essa situação

é vivenciada quando entramos

em elevadores que têm

espelhos em paredes opostas.

64

4

Olhe em volta. A luz está por toda parte. Seja

produzida por uma fonte natural, como o Sol, ou por

uma fonte artificial, como uma lanterna, a luz interage da

mesma maneira com os objetos.

No nosso cotidiano, observamos vários fenômenos

relacionados à luz.

A imagem que vemos refletida

na superfície de um espelho de

parede, por exemplo, depende da luz.

A superfície do espelho reflete

a luz em uma direção definida, por

isso conseguimos ver nossa imagem

refletida.

Veja na imagem ao lado o que

acontece quando colocamos um

espelho em frente a outro.

1. Quantas imagens do casal você consegue contar? Resposta pessoal. São formadas

infinitas imagens, pois os espelhos as refletem infinitamente.

2. Quantos espelhos foram usados na montagem dessa fotografia?

Apenas dois espelhos, um em frente ao outro.

3. Circule a ilustração a seguir que indica a posição dos dois espelhos para a

formação desse grande número de imagens. A imagem A deve ser circulada.

Sugestão de

encaminhamento

Leve para a sala de aula

dois espelhos planos e mostre

aos alunos a grande variedade

de imagens que podem

ser feitas apenas colocando

os espelhos em diferentes

ângulos.

A

Propriedades

da luz

A. CARLÍN/ M10

B

Reflexo: retorno dos raios

luminosos ao meio onde

está a fonte de luz após

encontrar-se com uma

superfície refletora.

A. CARLÍN/ M10

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

E-LEET/SHUTTERSTOCK

64


MÃOS À OBRA

Acerte o alvo

O que uma pessoa deve fazer para acertar com um feixe de luz um

alvo que está atrás dela? Nesta atividade, os grupos precisarão ter uma boa

pontaria para acertar o alvo.

Materiais

• 1 espelho pequeno;

• 1 lanterna a pilha;

Como fazer

• fita-crepe.

A. Em uma sala ou local que não receba

luz solar diretamente, escolha um alvo

fixo e marque-o com fita-crepe em

formato de X.

B. Posicione um espelho de frente para o

alvo. Acenda a lanterna e aponte-a

para o espelho. Ajuste a posição do

espelho até a luz da lanterna atingir o

alvo escolhido.

Atenção

Tome cuidado ao

manusear o espelho.

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

1. Faça um desenho para indicar o caminho da luz da lanterna até o

espelho e do espelho até o alvo.

Produção pessoal.

O desenho deve evidenciar o feixe de luz que sai da lanterna atingindo o espelho

e a luz refletida atingindo o alvo que está posicionado atrás da lanterna.

2. Que conclusão podemos tirar a respeito do comportamento da luz

com base nesta atividade? Espera-se que os alunos concluam que a luz é

desviada ao atingir uma superfície refletora.

65

A. CARLÍN/ M10

Atividade

preparatória

Providencie um espelho

plano e escolha o local para

colocar o alvo (X) e realizar

a atividade. Sugerimos que

você fique com o espelho

e que os grupos de alunos

manipulem a lanterna (o espelho

é um objeto de vidro

que pode quebrar e oferecer

risco para os alunos, por esse

motivo deve ser manipulado

pelo adulto).

O espelho pode ser substituído

por um pedaço de

papel-alumínio ou outro papel

reflexivo, desde que não

esteja amassado. A atividade

também pode ser feita com a

luz solar. Nesse caso, oriente

os alunos a não olhar diretamente

para o Sol e nem direcionar

a luz refletida para

o rosto dos colegas.

Apoio pedagógico

O objetivo da atividade é

mostrar aos alunos como o

feixe de luz de uma lanterna,

por exemplo, propaga-se no

ar e como ele é refletido em

um espelho plano. Nesta atividade

não podem ser utilizados

espelhos côncavos ou

convexos. Os espelhos côncavos

produzem imagens

maiores do que o objeto.

Esse tipo de espelho é normalmente

encontrado em

óticas e em lojas de produtos

para maquiagem.

O espelho plano não dispersa

nem concentra os feixes

de luz. A propagação retilínea

do feixe de luz refletida pelo

espelho plano mostrará o

percurso da luz da lanterna

até o alvo.

65


Habilidade

(EF03CI02) Experimentar

e relatar o que ocorre com a

passagem da luz através de

objetos transparentes (copos,

janelas de vidro, lentes, prismas,

água etc.), no contato

com superfícies polidas (espelhos)

e na intersecção com

objetos opacos (paredes, pratos,

pessoas e outros objetos

de uso cotidiano).

Apoio pedagógico

A maioria dos objetos reflete

difusamente a luz que

incide sobre eles. Uma folha

de papel, uma parede, um

móvel etc. difundem a luz

que recebem espalhando-a

em todas as direções. Quando

esses raios de luz refletidos

penetram nos nossos olhos,

nós enxergamos o objeto.

A luz incidente nos espelhos

reflete de modo bem definido,

isto é, de modo regular,

porque a superfície do espelho

plano é bem lisa e polida.

Graças a isso, a imagem refletida

é igual ao objeto que está

em frente ao espelho.

Reflexo da luz no papel

O desvio da luz em uma superfície lisa ocorre de forma organizada, por isso é

chamado de reflexão regular da luz.

Observe a imagem a seguir:

Espelho

Representação da reflexão de um feixe de luz em um espelho.

É por causa desse fenômeno que conseguimos ver nosso reflexo em um espelho.

Como você já deve ter percebido, alguns objetos não refletem nossa imagem. Isso

acontece porque, quando a luz incide sobre uma superfície rugosa ou não regular,

como a folha de um caderno, os raios de luz são desviados para diversas direções. Esse

fenômeno é chamado de reflexão difusa da luz.

Folha de papel

Fonte de luz

Superfície não polida

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

ALEXANDRE R./ M10

Raios de luz

Representação da reflexão difusa da luz em uma superfície não polida.

ALEXANDRE R./ M10

Feixe de luz

Raio de luz

É por causa desse fenômeno que, ao olhar de frente para um objeto qualquer,

enxergamos o próprio objeto, e não um reflexo.

66

Atividade complementar

Periscópios e caleidoscópios

Graças à propriedade de reflexão

regular da luz, os espelhos são usados

em instrumentos como o periscópio e

em brinquedos como o caleidoscópio.

O periscópio é um instrumento muito

usado em submarinos que permite observar

o que acontece acima da água.

Veja no esquema ao lado como um

periscópio funciona.

OBSERVADOR

LUZ REFLETIDA

ESPELHO

ESPELHO

66


Transparente e opaco

A forma como a luz

interage com diferentes

materiais depende das propriedades

desses materiais.

A transparência é uma

propriedade de materiais como a

água e muitos tipos de vidro, acrílico

e plástico.

Objetos transparentes são

aqueles que permitem a livre

passagem da luz e a visualização total

dos objetos através deles.

Os materiais e objetos

opacos são aqueles que a luz não

consegue atravessar. Uma caixa de

papelão, um pedaço de madeira

e uma chapa de metal são alguns

exemplos de materiais opacos.

A luz atravessa o vidro e a água do aquário, por isso

conseguimos enxergar o que está do outro lado dele.

NATALIA LEBEDINSKAIA/SHUTTERSTOCK

UFABIZPHOTO/SHUTTERSTOCK

Sugestão de

encaminhamento

Ao realizar a atividade da

seção Trocando ideias, os

alunos vão associar objetos/

materiais translúcidos que

já conhecem aos conceitos

presentes no livro. A compreensão

da leitura é verificada

à medida que o aluno

consegue atribuir significado

ao que leu e relacionar os conceitos

dados com materiais/

objetos conhecidos ou usados

por ele no dia a dia.

Resolução

comentada

Não vemos a criança

atrás do livro porque o

material do qual ele é

feito é opaco.

Espera-se que a atividade

estimule os alunos a relembrar

as propriedades dos

materiais que conhecem. É

possível que alguns citem

plástico, papel-manteiga

e alguns tipos de tecido. O

importante é estimulá-los a

aplicar o conhecimento adquirido

no cotidiano.

TROCANDO IDEIAS

• Converse com os colegas a respeito da interação da luz com os materiais

e objetos. Vocês conhecem algum material que não seja transparente

nem opaco? Respostas na Resolução comentada.

67

O caleidoscópio é um brinquedo óptico que

forma diversas imagens legais. Originalmente

era construído com pedaços de vidro, mas ele

pode ser construído com materiais mais simples.

Veja como fazê-lo no link a seguir: https://

manualdomundo.uol.com.br/como-fazer-brinquedos/como-fazer-um-caleidoscopio-em-casa/

(acesso em: 10 ago. 2021).

KPAULINA/SHUTTERSTOCK

Caleidoscópio.

67


Habilidade

(EF03CI02) Experimentar

e relatar o que ocorre com a

passagem da luz através de

objetos transparentes (copos,

janelas de vidro, lentes, prismas,

água etc.), no contato

com superfícies polidas (espelhos)

e na intersecção com

objetos opacos (paredes, pratos,

pessoas e outros objetos

de uso cotidiano).

Apoio pedagógico

Os materiais translúcidos

permitem a passagem da luz,

porém de um modo difuso,

de forma que os raios de

luz que chegam aos nossos

olhos não são suficientes para

formar uma imagem nítida.

Vidros jateados, papel vegetal,

películas protetoras,

muitos tipos de plásticos e

acrílicos são exemplos de

materiais translúcidos.

Sugestão de

encaminhamento

Escolha alguns alunos

para ler o texto da seção

Curiosidade. Cada um pode

ler um parágrafo, por exemplo.

Fique atento ao ritmo,

à cadência e à entonação

durante a leitura realizada

por eles. Identifique o nível

de leitura dos alunos e dê

maior atenção àqueles que

precisam avançar nessa habilidade.

Para isso, incentive

a leitura e empréstimos de

livros da sala de leitura ou

biblioteca.

Existem materiais pelos quais a

luz consegue passar, mas não com

tanta facilidade, mesmo em ambientes

bem iluminados. Esses materiais são

translúcidos.

O fogo, a vela e a lâmpada

Como era a iluminação das casas quando

não existiam lâmpadas?

O domínio do fogo foi muito

importante para o ser humano. Fogueiras

eram usadas para preparar os alimentos e

tochas iluminavam os ambientes.

Com o tempo, as tochas foram

substituídas por lampiões a óleo, e mais tarde

foram desenvolvidos os lampiões a gás.

Atualmente, a principal fonte de

iluminação artificial é a luz produzida pela

energia elétrica.

Avaliação formativa

Os alunos deverão fazer em casa um quadro como o do

modelo a seguir. Cada coluna deve ter no mínimo 4 linhas,

preenchidas com objetos diferentes e com o material de

que é feito. Você poder avaliar a escrita e os conceitos de

transparência e opacidade.

O papel-manteiga é um material translúcido.

Veja, no esquema a seguir, como a luz se comporta nas três situações: com

materiais opacos, translúcidos e transparentes.

A nossa capacidade de enxergar através de um objeto depende do modo como ele interage com a luz.

68

ALEXANDRE R./ M10

transparente

CURIOSIDADE

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

Material transparente, translúcido e opaco

translúcido

opaco

Tocha: material que pega

fogo e pode ser usado para

levar o fogo de um lugar

para outro.

O lampião e a vela ainda são muito usados para

iluminar quando não há energia elétrica.

JAROSLAW PAWLAK/SHUTTERSTOCK

FERNANDO FAVORETTO/CRIAR IMAGEM

Objetos transparentes

Copo de vidro

Garrafa de água de plástico

Objetos opacos

Janela de madeira

Portão de ferro

68


UM POUCO DE HISTÓRIA

O controle do fogo

É fogo

Tio Barnabé reuniu a Turma em torno da fogueira para contar histórias.

Conversa vai, conversa vem, ele começou a falar sobre o fogo.

Não dá para dizer ao certo como o homem começou a controlar o fogo. Mas,

quando isso aconteceu, um grande passo foi dado na história da humanidade.

Com o fogo, os homens podiam proteger-se contra o frio, cozinhar os

alimentos, iluminar o lugar onde viviam. E com tochas levavam o fogo para onde

queriam. [...]

Quando descobriu que a gordura dos animais e os óleos vegetais mantinham

o fogo aceso, o homem inventou os lampiões. Os mais comuns eram de barro e

de pedra.

As velas também foram um outro jeito de

manter o fogo. As primeiras eram feitas de cera e

de sebo, foram criadas há uns 2 mil anos. Algumas

eram malcheirosas e soltavam muita fumaça.

Mas a pior parte era acender a vela. O fósforo

não existia e as pessoas usavam a caixa-isqueiro.

Nessa caixa uma pedra se chocava com um metal

soltando uma faísca que criava brasas em um

Sebo: gordura da região

abdominal (região da

barriga) dos animais.

Inflamável: material

que pega fogo, que se

incendeia.

material seco, como folhas ou palhas, que ao ser assoprado produzia a chama.

Tudo ficou mais fácil com a invenção dos fósforos [em 1827]. No início, era

comum os palitos se incendiarem dentro da embalagem. Até que, em 1858, foi

inventado o fósforo de segurança, em que os componentes inflamáveis

são separados: uma parte fica no palito e a outra do lado de fora da caixa.

Foi com fósforos assim que o tio Barnabé acendeu a fogueira avisando que

com fogo não se brinca.

Lúcia Tulchinski. Invenções geniais. São Paulo: Globo, 2004 p. 30-31. (Coleção Almanaque Sítio – Baseado na obra de Monteiro Lobato).

Apoio pedagógico

As páginas 69 a 73 formam

uma unidade didática e tratam

do controle do fogo, da

bioluminescência e de recursos

da tecnologia para a

melhoria da visão e a inclusão

das pessoas com deficiência

visual.

Sugestão de

encaminhamento

O texto da seção Um pouco

de história é longo e apresenta

muitas informações: algumas

delas estão explícitas e

outras estão implícitas. Leia

o texto em voz alta para a

classe, esclareça possíveis

dúvidas quanto ao vocabulário

e complemente o texto

explicando o significado histórico

de algumas passagens

descritas.

Deixe uma tarefa de casa

para os alunos: ler o texto

dessa página para os familiares.

Além do momento de

vivência com os familiares,

essa prática vai desenvolver

a capacidade de leitura do

aluno. Na aula seguinte, pergunte:

Como foi a leitura do

texto para a família? Qual foi a

dificuldade encontrada?

69

Atividade complementar

Uma sugestão de leitura a ser feita com os alunos é o livro Como vivíamos sem..., de

Bárbara Soalheiro. São Paulo: Panda Books, 2006.

Nele há um tópico que trata da invenção de fósforos (do latim, phosphorus), que significa

“(aquilo/aquele) que traz luz”.

69


Habilidade

(EF03CI02) Experimentar

e relatar o que ocorre com a

passagem da luz através de

objetos transparentes (copos,

janelas de vidro, lentes, prismas,

água etc.), no contato

com superfícies polidas (espelhos)

e na intersecção com

objetos opacos (paredes, pratos,

pessoas e outros objetos

de uso cotidiano).

Sugestão de

encaminhamento

Retome o texto “É fogo”,

agora solicitando aos alunos

que o leiam em dupla. Eles

podem alternar a leitura dos

parágrafos. Depois, peça que

cada um escreva as respostas

para as atividades propostas.

A atividade como um todo

permitirá que você perceba o

nível de leitura e compreensão

de texto dos alunos, pois

terão de localizar e extrair informações

explícitas (atividade

1), relacionar o domínio do

fogo com eventos benéficos

para a humanidade (atividade

2) e interpretar uma frase com

significado implícito no texto

(atividade 3).

Dê tempo suficiente para

que os alunos escrevam as

respostas e caminhe pela sala

dando atenção individual aos

alunos. Fique atento àqueles

que apresentarem alguma dificuldade

de leitura do texto.

Para esses, encaminhe a atividade

em duplas.

Registre suas observações

para juntar às demais

avaliações.

Resolução comentada

Coleta de esmolas para

as irmandades – Irmãos

pedintes, séc. 19. Jean

Baptiste Debret. O Rio de

Janeiro foi uma das primeiras

cidades do Brasil a ter

iluminação pública, que era

feita por meio de lampiões

a óleo.

O uso da eletricidade na iluminação das ruas das cidades só começou

em 1879. As primeiras cidades brasileiras a terem suas ruas iluminadas com

lâmpadas elétricas foram Campos (RJ), em 1883, e Rio Claro (SP), em 1885.

Após ler o texto, em dupla, responda às questões a seguir:

1. Antigamente, muitas velas eram feitas de sebo, gordura de origem animal.

Quais eram os incômodos causados por esse tipo de vela?

2. Leia a afirmação a seguir.

“O domínio do fogo foi importante para o desenvolvimento da humanidade.”

Cite dois benefícios que o controle do fogo trouxe para a humanidade.

3. No final da história, tio Barnabé diz à turma que “com fogo não se brinca”. O

que ele quis dizer com essa recomendação?

70

Essas velas eram malcheirosas e produziam muita fumaça.

Resposta na Resolução comentada.

Resposta na Resolução comentada.

2. O domínio do fogo possibilitou o aquecimento e a iluminação das moradias e permitiu o melhor

aproveitamento dos alimentos graças ao cozimento. Podemos incluir entre os benefícios do

controle do fogo a melhoria da forma de produzir ferramentas.

3. Espera-se que os alunos comentem sobre os riscos de acidentes e fatalidades que podem acontecer

com o manuseio indevido ou imprudente do fogo. Uma recomendação importante que pode ser

feita é ter um adulto presente sempre que for necessário realizar alguma tarefa próxima ao fogo.

JEAN BAPTISTE DEBRET

70


CURIOSIDADE

A bioluminescência

Os vaga-lumes, ou pirilampos, produzem

uma luminosidade piscante bastante visível

na escuridão da noite. É dessa maneira que

esse inseto chama a atenção de sua parceira

ou parceiro na época da reprodução.

O órgão responsável pela luminosidade

pode estar na cabeça ou no final do abdome

do inseto.

A luminosidade emitida pelos vaga-lumes se destaca

na escuridão da floresta.

REC STOCK FOOTAGE/SHUTTERSTOCK

Mas, para que seja possível visualizar a luminosidade emitida pelos vaga-

-lumes, é necessário que haja escuridão, algo cada vez mais raro nos dias de

hoje, principalmente próximo às cidades.

A luminosidade produzida pelos vaga-lumes ocorre por causa de reações

químicas que acontecem no corpo do animal. O oxigênio que é inalado

pelo vaga-lume reage com substâncias de seu organismo e o resultado é a

liberação de energia em forma de luz.

Esse fenômeno é chamado de bioluminescência. Ele ocorre em muitos

tipos de seres vivos, principalmente no ambiente marinho. No ambiente

terrestre ocorre, principalmente, nos insetos (alguns cupins, besouros e larvas).

A função biológica da bioluminescência ainda não é totalmente

compreendida pelos cientistas, mas eles acreditam que ela pode estar

relacionada à reprodução, à atração de presas, à proteção contra predadores

e para iluminação.

50 cm de

diâmetro

1,5 cm

Vaga-lume.

Muitas águas-vivas são bioluminescentes.

ANKO70/SHUTTERSTOCK

PONGTAP41/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

O texto da seção Curiosidade

traz informações sobre o

modo de vida dos vaga-lumes

(pirilampos), insetos que

fascinam crianças e adultos

pela capacidade que têm de

emitir luz. Leia o texto para a

classe e explique os termos

que são desconhecidos dos

alunos. Após a leitura, você

pode solicitar que 6 alunos

leiam o texto, de modo que

cada um fique responsável

por um parágrafo. Assim, você

pode avaliar a fluência em leitura

oral dos estudantes. Isso

é importante e desejável para

que os alunos sejam bons leitores

e gostem de ler.

71

Atividade complementar

Leia com os alunos a reportagem sobre a bioluminescência dos vaga-lumes (pirilampos).

Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/a-luz-vagalume.

htm. Acesso em: 29 jul. 2021.

71


A luz e a visão

Habilidade

(EF03CI02) Experimentar

e relatar o que ocorre com a

passagem da luz através de

objetos transparentes (copos,

janelas de vidro, lentes, prismas,

água etc.), no contato

com superfícies polidas (espelhos)

e na intersecção com

objetos opacos (paredes, pratos,

pessoas e outros objetos

de uso cotidiano).

Apoio pedagógico

Em uma sociedade democrática,

sem preconceitos e

inclusiva, todos devem ser

respeitados, ter os mesmos

direitos e deveres, não importando

a condição física, cor

da pele, orientação sexual,

gênero, condição econômica,

opção religiosa ou cultura.

Neste momento, chamaremos

a atenção para a condição

das pessoas com deficiência

visual, entretanto,

as atitudes e os valores apresentados

aplicam-se a outros

tipos de diferenças existentes

entre os indivíduos. Ao tratar

desses aspectos, esteja atento

para não reforçar estereótipos

ou preconceitos.

A visão é um dos nossos sentidos que

mais recebem informações do ambiente

externo. Nossos olhos captam a luz do

ambiente e, assim, conseguimos ver

o que há à nossa volta.

Mas há pessoas que não podem contar

com esse sentido: muitas das pessoas com

deficiência visual vivem na completa

escuridão. A deficiência visual, isto é, a perda

da visão, pode ser total ou parcial, adquirida

ou congênita.

No Brasil, há mais de 6,5 milhões de

pessoas com deficiência visual, entre cegos e

indivíduos com baixa visão.

Alguns problemas de visão podem ser

corrigidos com o uso de óculos.

As lentes dos óculos mudam a direção

da luz que chega aos olhos e, com isso,

corrigem problemas de visão.

CIÊNCIAS

Congênito: característica que a pessoa tem desde o

nascimento; nascido com o indivíduo.

Baixa visão ou visão subnormal: grande e permanente

dificuldade de enxergar.

LIVRO

Jogadores em torneio de futebol para pessoas com

deficiência visual. A bola contém guizos para fazer

barulho e orientá-los.

Os óculos de grau corrigem problemas de visão

mais simples.

• Dorina viu

Autora: Cláudia Cotes

Editora: Paulinas

Ano: 2006

O livro conta a história de Dorina Nowill com texto e ilustrações também em braile,

para que crianças, que enxergam ou não, leiam e comprovem que as diferenças

podem conviver em harmonia.

DIVULGAÇÃO

VERVERIDIS VASILIS/SHUTTERSTOCK

LAPINA/SHUTTERSTOCK

72

Atividade complementar

O conhecimento do Estatuto da Pessoa com Deficiência ajuda os alunos a se referirem

a pessoas com deficiência e aos direitos que elas têm.

O texto, cujo nome oficial é Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, traz

regras e orientações para a promoção dos direitos e liberdade das pessoas com deficiência,

buscando garantir inclusão social e cidadania a esse público. A escola deve estimular

os alunos a tratar as pessoas com deficiência, seja de que tipo for, com respeito e sem

preconceitos, a fim de termos uma sociedade inclusiva e sem discriminação.

Na legislação brasileira, a Lei n o 7.853/89 e o Decreto n o 3.298/99 balizam a política

nacional para integração da pessoa com deficiência, criando as principais normas de

acessibilidade para essas pessoas.

72


A tecnologia e a baixa visão

CIÊNCIA E

TECNOLOGIA

Existem vários equipamentos que auxiliam as pessoas com deficiência visual.

Além das bengalas, hoje, há equipamentos e adaptações que melhoram a qualidade

de vida dessas pessoas, como brinquedos, máquina de escrever, computadores,

pisos táteis em calçadas e entradas de prédios, sinalização em braile nos painéis dos

elevadores, sinal sonoro em semáforos para auxiliar na travessia de ruas, entre outros.

Piso tátil para pessoas com deficiência visual.

As pessoas com deficiência visual têm direito à educação, ao lazer e à cultura e

não devem sofrer discriminação de nenhum tipo. Elas são independentes, capazes de

trabalhar, estudar e viver normalmente.

CURIOSIDADE

Sistema braille

O braille é um sistema de escrita tátil que

permite às pessoas com deficiência visual ou com

baixa visão a possibilidade de ler e escrever. Ele foi

criado como um código militar, uma forma de os

soldados se comunicarem secretamente, e mais

tarde foi modificado por um jovem francês com

deficiência visual de apenas 12 anos.

Louis Braille criou um sistema de seis pontos

organizados em duas colunas com três pontos

cada. O sistema foi criado em 1825, sendo usado

até hoje no mundo todo.

THANASUS/SHUTTERSTOCK

O braille é um sistema de leitura e escrita baseado em

símbolos em relevo.

Sistema braille.

ALHOVIK/SHUTTERSTOCK

EPIC_IMAGES/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

Ao longo dos anos, os

termos que definem a deficiência

foram adequando-se

à evolução da ciência e da

sociedade. Atualmente, o

termo correto a ser utilizado

é “pessoa com deficiência”,

que faz parte do texto

aprovado pela Convenção

Internacional para Proteção

e Promoção dos Direitos e

Dignidades das Pessoas com

Deficiência, aprovado em

2006 pela Assembleia Geral

da ONU e ratificada no Brasil

em julho de 2008.

Avaliação formativa

Leve para a escola algumas

embalagens de alimentos e

de medicamentos com instruções

em braile. Organize

uma roda de conversa para

que os alunos manipulem e

sintam na ponta dos dedos

essa escrita. Em seguida, leia

com eles o texto da seção

Curiosidade. Registre sua

avaliação sobre a leitura e a

oralidade dos alunos nessa

atividade.

73

O site da Fundação Dorina Nowill para Cegos tem muitas informações, biblioteca

especializada e explica as atitudes que devemos ter quando encontramos pessoas com

deficiência visual. Disponível em: http://fundacaodorina.org.br/a-fundacao/pessoas-cegas-e-com-baixa-visao/o-que-e-deficiencia/.

Acesso em: 28 jul. 2021.

73


Habilidade

(EF03CI02) Experimentar

e relatar o que ocorre com a

passagem da luz através de

objetos transparentes (copos,

janelas de vidro, lentes, prismas,

água etc.), no contato

com superfícies polidas (espelhos)

e na intersecção com

objetos opacos (paredes, pratos,

pessoas e outros objetos

de uso cotidiano).

ATIVIDADES

1. Observe as imagens dos objetos a seguir.

JESS KRAFT/SHUTTERSTOCK

AFRICA STUDIO/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

As propostas da seção

Atividades podem ser feitas

em duplas, com consulta

do livro e com o seu auxílio.

Podem, ainda, ser realizadas

como tarefa de casa.

Avalie se os alunos têm

dificuldade em um tema específico

e retome com eles,

trazendo outros textos e materiais

de apoio.

Superfície de um lago.

TOMASZ WRZESIEN/SHUTTERSTOCK

Bola de futebol.

RUNRUN2/SHUTTERSTOCK

Espelho.

Camiseta.

a) Circule de verde as imagens dos objetos que refletem de modo regular a luz

que recebem. Devem ser circulados a superfície do lago e o espelho.

b) Circule de vermelho as imagens dos objetos que refletem de modo difuso a luz

que recebem. Devem ser circuladas a camiseta e a bola de futebol.

74

Resolução comentada

A atividade 1 exige que os alunos apliquem o conceito de reflexão regular – uma propriedade

dos espelhos – e reflexão difusa – que é o caso dos materiais usados na produção dos objetos em

geral. Os alunos que compreenderam o papel da camada refletora dos espelhos não terão dificuldade

em responder às questões.

74


2. Ligue corretamente as duas colunas.

CHUMRIT TEJASEN/SHUTTERSTOCK

Opaco

Plástico para colar em vidro plano.

NIIK LEUANGBORIBOON/SHUTTERSTOCK

Transparente

Xícara de vidro.

JOEYPHOTO/SHUTTERSTOCK

Translúcido

Portão de madeira.

3. Em duplas, escrevam como deve ser uma cidade adaptada para pessoas com deficiência

motora, visual ou auditiva. Pense na mobilidade das pessoas pelas ruas, localização das

informações úteis, espaços de lazer, entre outros.

Resposta na Resolução comentada.

75

Resolução comentada

3. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos digam que as ruas devem ter rampas de acesso nas

calçadas e nos prédios, que as calçadas devem ser planas e sem obstáculos e com piso tátil de

orientação, que tenham placas informativas em braille e em Libras, que haja sinal sonoro onde há

semáforos (faróis de trânsito), que os museus e outros locais públicos de lazer sejam preparados

para receber pessoas com qualquer tipo de deficiência, entre outras sugestões.

75


Habilidades

(EF03CI01) Produzir diferentes

sons a partir da vibração

de variados objetos

e identificar variáveis que

influem nesse fenômeno.

(EF03CI03) Discutir hábitos

necessários para a manutenção

da saúde auditiva e visual

considerando as condições

do ambiente em termos de

som e luz.

Objetivos

• Conscientizar-se da importância

dos cuidados com a

saúde auditiva e visual.

• Reconhecer que a nossa

audição depende da interação

de ondas sonoras

(sons) com órgãos do sistema

auditivo.

• Reconhecer a importância

da língua brasileira de sinais

(Libras) para a inclusão de

pessoas com deficiência

auditiva.

• Conhecer algumas propriedades

do som (intensidade

e altura).

• Experimentar o efeito vibratório

das ondas sonoras.

Apoio pedagógico

As páginas 76 a 78 constituem

uma unidade didática

e tratam da propagação das

ondas sonoras em diferentes

meios.

O ambiente em que os

animais estão imersos (água

ou ar) tem particularidades

físicas e químicas que interferem

na capacidade de sobrevivência

dessas espécies.

Um feixe de luz pode atingir

grandes distâncias na atmosfera,

mas em ambientes aquáticos

(mar ou rio) a penetrabilidade

da luz é bem menor.

Isso interfere na capacidade

visual dos animais que vivem

no ambiente terrestre ou no

aquático. Peixes e mamíferos

76

5

marinhos, por exemplo, não

conseguem ver objetos que

estão a uma distância relativamente

pequena, porque a

luz refletida não chega muito

longe. Por outro lado, as

ondas sonoras se propagam

com facilidade no ambiente

aquático, atingindo grandes

distâncias.

O som e a audição

Quando você está andando na rua e ouve uma buzina, imediatamente olha

na direção de onde veio o som. A capacidade de perceber os sons é chamada de

audição.

Leia os quadrinhos a seguir.

O som da freada da camioneta alertou Cascão sobre o perigo que correu.

Se o Cascão não tivesse o sentido da audição, ele poderia ter

se acidentado.

1. Reescreva a fala do personagem Cebolinha corrigindo as

palavras que estão com as letras trocadas.

Você já teve curiosidade em saber o que é o som e como ele é produzido?

Resolução comentada

A atividade 1, de reescrita das palavras ditas pelo personagem

Cebolinha, ajuda os alunos a reforçar a consciência fonêmica e

o conhecimento do som dominante de uma determinada letra,

no caso a letra R.

© MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.

LEMBRE-SE

Cuidado ao atravessar a

rua. Olhe sempre para

os dois lados e atravesse

na faixa de pedestres.

“Cuidado, Cascão!! Você não sabe que precisa olhar se vem carro antes de atravessar a rua?!”

76


Características do som

Você acha que um objeto pode

produzir sons diferentes?

Pegue uma régua de plástico de 30 cm

e segure-a sobre a sua mesa, deixando 5 cm

para fora.

Depois, bata com os dedos ou um lápis

na extremidade da régua que está para fora

da mesa. Ouça o som produzido.

Agora, deixe 10 cm da régua para fora

da mesa e bata na extremidade dela com os

dedos ou o lápis. Ouça o som produzido.

Lembre-se de segurar a

régua sobre a mesa sempre da mesma

forma.

Faça vários testes deixando

outros comprimentos da régua

para fora da mesa.

Você reparou como o som

muda quando deixamos partes

maiores da régua para fora da

mesa?

Isso acontece porque o

som é produzido pela vibração

do objeto, nesse caso, a régua.

Conforme mudamos o tamanho da porção do objeto, muda sua

Vibrar: tremer.

vibração e, consequentemente, o som produzido.

O que os sons produzidos pela régua na mesa têm em comum

com a corda de um violão, uma porta batendo, uma conversa animada e uma bola

batendo na parede? Todos os sons gerados ocorreram porque houve a vibração de

objetos ou de algum componente deles.

2. O que acontece com o som da régua à medida que a parte livre fica menor?

Resposta na Resolução comentada.

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

77

Apoio pedagógico

O som emitido por um violão

ou qualquer instrumento

musical é produzido pela

vibração de um ou mais de

seus componentes. A corda

do violão e a membrana de

um tambor são exemplos de

objetos que vibram em instrumentos

musicais. A qualidade

do som dos instrumentos

também é influenciada pela

forma e pelo material que o

compõe.

Sugestão de

encaminhamento

Faça a leitura do texto

“Características do som” pausadamente

e diga aos alunos

que eles devem seguir as

instruções que vão aparecer

durante a leitura. Espere que

peguem as réguas e um caderno

ou livro antes de continuar

a leitura do texto. Se

preferir, peça que trabalhem

em duplas.

Continue a leitura e oriente

a execução dos testes com a

régua, a respeito dos sons

produzidos. As partes da régua

que estão fora da mesa

é que causam a variação do

som. Cada comprimento fora

da mesa vibra com uma frequência

diferente. Quanto

maior a frequência da onda

sonora, mais agudo é o som

ouvido.

Resolução comentada

2. Quanto menor a parte livre da régua, mais “fino” é o som. Som fino é um termo popular. Em

termos científicos, dizemos que o som é mais agudo. Dizer que um som é “grosso” corresponde,

cientificamente, a dizer que o som é grave.

77


O eco

Habilidades

(EF03CI01) Produzir diferentes

sons a partir da vibração

de variados objetos

e identificar variáveis que

influem nesse fenômeno.

(EF03CI03) Discutir hábitos

necessários para a manutenção

da saúde auditiva e visual

considerando as condições

do ambiente em termos de

som e luz.

Sugestão de

encaminhamento

Peça aos alunos que façam

uma leitura silenciosa do texto

“O eco”. Depois, divida a

turma em grupos e peça para

discutirem o que entenderam

do texto e anotem as palavras

desconhecidas. Com isso, os

alunos estarão desenvolvendo

as capacidades de leitura

e interpretação de texto,

além de aumentar a interação

verbal, na medida em que explicam

para os colegas o que

entenderam do que foi lido.

Apoio pedagógico

Apesar de os morcegos se

deslocarem com muita habilidade

em ambientes escuros,

eles não enxergam no escuro:

a visão é um sentido acionado

por estímulos luminosos.

A orientação para o voo

é obtida por um sistema de

sonar. À medida que circula,

ele emite pulsos sonoros que

são inaudíveis para os seres

humanos. É a partir da reflexão

sonora que o morcego

obtém informações sobre

o ambiente e evita os obstáculos.

Da mesma forma, a

emissão de ondas sonoras

orienta animais que vivem em

águas profundas e escuras.

Golfinhos e baleias também

usam reflexões acústicas para

procurar alimento ou evitar

colisões com objetos e com

o fundo do oceano.

Assim como a luz, o som também

se desloca no ar e, quando encontra

um obstáculo, sofre uma reflexão.

O eco ocorre quando ouvimos

com clareza o som original e o

som refletido.

E você sabe qual é a importância

do som para os animais?

Alguns animais como os morcegos, as

corujas e as baleias, entre outros, se utilizam dessa

propriedade do som – a reflexão – para se

deslocar durante a noite e em ambientes

escuros, como as cavernas ou o fundo

do mar.

Os morcegos emitem ondas sonoras

– inaudíveis para nós – que, ao encontrar

um obstáculo, refletem e são captadas

pelas orelhas do animal. Desse modo,

eles conseguem identificar o tamanho do

obstáculo, desviar-se dele e até saber se o

que está em seu caminho é ou não um ser vivo.

CURIOSIDADE

O sonar

Avaliação formativa

Após a leitura e discussão

do texto “O eco”, peça que

cada grupo responda às questões

que serão colocadas na

lousa ou no quadro branco:

1. Quais são os animais citados

no texto?

2. No texto, a reflexão do som

é utilizada por um animal

que voa ou por um animal

que nada?

3. Explique como a reflexão

do som é utilizada por eles.

Recolha as folhas com as

respostas e avalie a escrita e

a compreensão de texto dos

grupos.

Reflexão do

som

Representação da reflexão da onda

sonora – eco.

O sonar é um equipamento utilizado em navios que foi inventado em 1913. Ele

emite ondas sonoras inaudíveis que são refletidas ao atingirem obstáculos, como

cardumes de peixes, navios afundados e outros objetos que estão no fundo do mar.

O sonar analisa as ondas sonoras refletidas e mede as distâncias até eles.

O funcionamento do sonar dos navios é semelhante ao sonar dos morcegos.

Os alunos poderão dizer que o sonar ajuda os navios pesqueiros a localizar cardumes de peixes e a

3. Converse com alguns colegas e responda: quais utilidades o sonar tem evitar bater

em navios pesqueiros? o fundo do barco em rochas ou outros objetos que estão em

águas rasas.

78

Ah!

Esquema do sonar dos morcegos.

MARCELLO S. M10

Inaudível: são os sons que não

somos capazes de ouvir.

A. CARLÍN/ M10

78


Deficiência auditiva

SAÚDE

No Brasil, existem quase 10

milhões de pessoas com deficiência

auditiva. Entre essas pessoas, mais de

2 milhões não ouvem absolutamente

nada. O restante tem diferentes graus

de deficiência auditiva.

Apesar de não ouvirem, as

pessoas com deficiência auditiva

levam uma vida normal. Elas

estudam, trabalham, se divertem e se

comunicam com uma língua própria:

a Língua Brasileira de Sinais – Libras.

Graças ao desenvolvimento

tecnológico, existem aparelhos

auditivos que auxiliam pessoas

com diferentes graus de deficiência

auditiva a ouvir melhor.

Uma criança pode nascer surda

ou a surdez pode ser causada por

doenças que atingem o sistema

de audição. Fazer a higienização

das orelhas é importante para a

manutenção da saúde, mas lembre-

-se: jamais coloque objetos ou hastes

no canal auditivo.

CIÊNCIAS

LIVRO

• O silêncio de Júlia

Autores: Pierre Coran e Melanie Florian

Editora: FTD

Ano: 2011

Atividade complementar

Libras é uma língua visual. São mãos que falam.

O aparelho auditivo funciona captando os sons do ambiente,

amplificando esses sons e transmitindo -os através da orelha.

Júlia tem deficiência auditiva. Ela vive feliz, mas se sente muito solitária. A chegada do

novo vizinho a deixa animada, pois finalmente vai ter com quem brincar.

A discussão sobre o livro indicado na seção Ciências + vai enriquecer o universo das

crianças.

A leitura de livros cuja temática é a surdez estimula as crianças a pensar nessa condição

e despertar para a necessidade de inclusão das pessoas com deficiência auditiva nas

brincadeiras e atividades culturais e de lazer.

VICTOR B./ M10

DIVULGAÇÃO

79

PIXEL-SHOT/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

As páginas 79 a 85 formam

uma unidade didática e abordam

a importância dos cuidados

com a visão e a audição,

o respeito às pessoas com

deficiência auditiva e visual

e a propagação das ondas

sonoras em meios sólidos.

Sugestão de

encaminhamento

Desestimule comentários

preconceituosos ou pejorativos

relacionados a qualquer

pessoa com alguma

deficiência.

Valorize as habilidades desenvolvidas

pelas pessoas

com deficiência auditiva e

visual, como: capacidade de

fazer leitura labial, destreza

manual, habilidade de usar

as pontas dos dedos para ler

em braille, capacidade de se

deslocar em ambientes mobiliados

e não causar acidentes,

entre outros.

Converse sobre a importância

da higienização das

orelhas e dos olhos para a manutenção

da saúde. Instrua-os

a não utilizar hastes flexíveis

ou qualquer outro objeto

no interior da orelha externa,

pois isso pode remover a

cera protetora ou até mesmo

ferir a membrana timpânica

(tímpano).

Outro cuidado é evitar locais

ou situações em que o

som esteja muito “alto” (grande

intensidade). A exposição

prolongada e excessiva a sons

muito intensos pode causar

insensibilidade a certas frequências

sonoras e até mesmo

surdez.

79


Som grave e som agudo

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

Habilidades

(EF03CI01) Produzir diferentes

sons a partir da vibração

de variados objetos

e identificar variáveis que

influem nesse fenômeno.

(EF03CI03) Discutir hábitos

necessários para a manutenção

da saúde auditiva e visual

considerando as condições

do ambiente em termos de

som e luz.

Sugestão de

encaminhamento

Oriente os alunos a perceberem

a vibração das pregas

vocais quando emitem sons.

Peça que coloquem os dedos

sobre a parte inferior do

pescoço e pronunciem em

voz alta as vogais: aaaaaaa,

ééééééé, iiiiiii, óóóóóóó,

uuuuuuu.

Pergunte: Sentiram alguma

coisa com os dedos? O quê?

Peça que falem a palavra

trator e depois a palavra

casa “; então pergunte: O que

acontece com a sua língua e

os lábios quando fala essas

palavras? Você acha que a língua

e os lábios são importantes

na formação das palavras?

Os alunos vão perceber que

cada som emitido é percebido

de forma diferente pelos

dedos, ou seja, a vibração das

pregas vocais é diferente.

O som da nossa voz é

produzido pelas vibrações das

pregas vocais que existem na

nossa laringe – órgão que fica

no meio do nosso pescoço.

Para sentir a vibração

das pregas vocais, toque no

meio do pescoço e emita

qualquer som.

As vozes das pessoas não

são iguais. Algumas têm voz

mais grave (popularmente

dizemos que a voz é “grossa”)

e outras têm voz mais aguda

(voz “fina”).

Devemos cuidar das

nossas pregas vocais. Quando

usamos excessivamente a voz

ou gritamos por muito tempo,

a laringe e as cordas vocais

se inflamam, sentimos dor de

garganta, a voz fica rouca ou

perdemos a voz.

A inflamação da laringe

também é provocada

quando há infecções por

microrganismos.

A intensidade da onda

sonora é outra qualidade do

som. O som pode ser alto (alta

intensidade) ou baixo (baixa

intensidade). Quando pedimos

a alguém que “fale mais baixo”,

estamos nos referindo à

intensidade do som.

80

Localização da laringe.

É possível sentir a vibração das pregas vocais quando emitimos

algum som.

Só um médico pode dizer como devemos tratar a inflamação

da laringe.

MARCELLO S./ M10

A. CARLÍN/ M10

DIDESIGN021/SHUTTERSTOCK

Atividade complementar

Para aprofundar mais o tema, leia o texto a seguir.

Para haver inclusão educacional do aluno com deficiência auditiva é necessário mais do que ter o profissional

tradutor e intérprete de Libras em sala de aula. Também é necessário que o docente entenda e aceite

que a Libras é a língua materna deste aluno e que busque meios e metodologias para o ensino desses

alunos surdos, que têm uma língua diferente com uma estrutura própria.

Algumas dicas para docentes sobre a adequação didático-pedagógica para o ensino de pessoas surdas:

• averiguar quais os tipos de linguagem que o aluno surdo utiliza (oral, escrita, língua de sinais,

gestos padronizados, leitura labial, entre outros), para facilitar a comunicação entre o docente e o

aluno;

• nunca falar de costas e escrevendo na lousa;

• o conteúdo e materiais referentes à disciplina podem ser entregues aos alunos e aos tradutores e

intérpretes pelo professor no início de cada bimestre/semestre;

80


MÃOS À OBRA

Telefone de copos

As ondas sonoras só se propagam no ar? Elas se

propagam nos sólidos? Essas questões serão respondidas

nesta atividade.

Materiais

• 2 copos plásticos rígidos (você pode reutilizar embalagens plásticas de

produtos como iogurte);

• 4 metros ou mais de barbante de algodão;

• 2 palitos de dentes ou 2 clipes de papel;

• lápis preto bem apontado.

Opcional:

A

Antes de começar a montar

o seu telefone de copos, você poderá

enfeitá-los com fita adesiva colorida

ou desenhos. Assim, os copos ficarão

com as cores e desenhos que você

desejar.

Como fazer

A. Peça a um adulto que faça um

furo no fundo de cada copo

usando um lápis bem apontado.

B. Passe uma das pontas do

barbante pelo furo de um dos

copos e amarre um pedaço do

palito ou um clipe de papel na

ponta do barbante. O clipe ou

o palito servirão para não deixar

o barbante escapar do fundo

do copo. Faça o mesmo com

o outro copo.

• realizar antecipadamente as anotações importantes na lousa;

• elaborar provas diferenciadas com perguntas sucintas e objetivas;

• integrá-lo nas atividades acadêmicas.

B

ARTE

Propagar: espalhar; percorrer.

81

A. CARLÍN/ M10 A. CARLÍN/ M10

Atividade

preparatória

Providencie o material necessário

para que você realize

o procedimento “Como

fazer”. Dessa maneira estará

preparado para orientar os

alunos durante a construção

do “telefone de copos”.

Peça aos alunos que levem

o material que será utilizado

para a construção do próprio

telefone. Assim, todos

terão um telefone para levar

para casa e aplicar o que

aprenderam.

Sugestão de

encaminhamento

Incentive os alunos a refletir

sobre as questões motivadoras

da atividade. Os

alunos podem criar diferentes

hipóteses e argumentar em

defesa delas. Diga aos alunos

que a atividade vai ajudá-los

a entender em que meios as

ondas sonoras se propagam.

Apoio pedagógico

As ondas sonoras só se

propagam onde há matéria

(sólida, líquida ou gasosa).

O som não se propaga no

vácuo, espaço sideral, por

exemplo.

Embora essa atividade seja

lúdica, ela é motivadora para

a discussão de conceitos científicos

como a propagação

das ondas sonoras.

Outras informações podem ser encontradas no documento: Manual para o professor:

orientações para o exercício da docência em sala de aula regular com alunos surdos

inclusos. Instituto Federal do Rio Grande do Sul. 2014. Disponível em: http://www.

riogrande.ifrs.edu.br/site/midias/arquivos/201462410356orientacoes_para_docentes_sobre_inclusao_de_surdos_em_turma_regular.pdf.

Acesso em: 28 jul. 2021.

81


Habilidades

(EF03CI01) Produzir diferentes

sons a partir da vibração

de variados objetos

e identificar variáveis que

influem nesse fenômeno.

(EF03CI03) Discutir hábitos

necessários para a manutenção

da saúde auditiva e visual

considerando as condições

do ambiente em termos de

som e luz.

Sugestão de

encaminhamento

Para a realização das atividades

propostas, se houver

dúvida, refaça o experimento,

peça que os alunos compartilhem

as opiniões e cheguem a

um consenso do que registrar.

C. O telefone está pronto! Dê um

dos copos a um colega e pegue

o outro. Estiquem o barbante

e conversem. Enquanto você fala

dentro de um copo, o colega fica

com o outro na orelha. Depois, os

papéis se invertem.

D. Fale uma palavra e peça ao colega que está com

o outro copo na orelha que repita o que você falou.

1. Como o som da palavra que foi dita no copo

chegou até o copo que está na orelha do

seu colega?

2. Com base no que você viu nesta atividade, podemos dizer que as

ondas sonoras se propagam nos materiais sólidos? Explique.

E. Você pode brincar de linha cruzada. Cruze o barbante do seu telefone

com o barbante de outra dupla. Assim, você poderá ouvir a conversa da

outra dupla.

C

Atenção

O telefone de copos

funciona melhor quando

o barbante está bem

esticado.

A onda sonora produzida pela vibração das pregas vocais percorreu o barbante até

chegar ao copo que está na orelha do colega.

Sim, pois as ondas sonoras se propagam no barbante até o outro copo.

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

82

Atividade complementar

Uma sugestão de leitura a ser explorada com os alunos é:

Roberto A. Pimentel Jr. Como funciona o telefone de copos? Ciência Hoje das Crianças,

5 nov. 2007. Disponível em: http://chc.org.br/acervo/como-funciona-o-telefone-de-copos/.

Acesso em: 30 jul. 2021.

82


ATIVIDADES

1. Use o código de sinais da Libras

e decifre a mensagem a seguir.

“As pessoas com deficiência

visual e auditiva têm direito à

educação.”

2. O que as imagens estão representando? Complete as frases utilizando as palavras do

quadro abaixo.

alta

baixa

DETO S./ M10

Apoio pedagógico

Na atividade 1, os alunos

irão traduzir uma frase da

Libras para a linguagem escrita.

A Libras é a língua adequada

para situações comunicativas

com e entre pessoas

com deficiência auditiva.

O reconhecimento de outros

códigos de escrita implica

a conscientização de que

existem diferentes formas de

expressão humana.

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

O grito é um som de

alta intensidade.

O sussurro é um som de

baixa

intensidade.

3. O violão tem cordas mais finas, intermediárias

e grossas, todas do mesmo tamanho, mas que

produzem sons diferentes.

• No caso do violão, qual característica deve estar

relacionada ao som produzido?

As diferentes espessuras das cordas.

Cordas do violão.

83

Atividade complementar

Os Batuqueiros do Silêncio é um grupo percussivo formado por jovens e adultos com

surdez total ou parcial oriundos de vários bairros da cidade do Recife (PE) e da região

metropolitana. Compartilhe com os alunos alguns vídeos: o primeiro link conta um pouco

da história do grupo e o outro mostra a apresentação do grupo nas Paralimpíadas do

Rio em 2016.

Disponível em: www.youtube.com/watch?v=pJkuBvslTm0. Acesso em: 30 jul. 2021.

Disponível em: www.youtube.com/watch?v=V65MeQ8t8B0. Acesso em: 30 jul. 2021.

83


CIÊNCIAS EM AÇÃO

Sugestão de

encaminhamento

Explore com os alunos os

cartazes que abrem a seção

Ciências em ação. A comunicação

por imagens é utilizada

em folhetos, TV, jornais,

cartazes etc. e os alunos devem

familiarizar-se com elas

cada vez mais. Dê um tempo

para eles explorarem as

mensagens que os cartazes

comunicam.

A atividade proposta colabora

para a conscientização

de que a saúde auditiva e

visual se devem, em grande

parte, aos hábitos saudáveis

praticados durante toda a

vida. A proteção auricular e

os óculos de segurança são

equipamentos que protegem

a integridade auditiva e visual

de pessoas que frequentam

ou trabalham em ambientes

com sons de grande intensidade

ou com muitas partículas

sólidas no ar. (EF03CI03)

A elaboração de uma campanha

de conscientização sobre

as deficiências visual e auditiva

permite que os alunos

pratiquem a escrita e usem

imagens para complementar

os textos.

Auxilie os grupos a escolherem

o veículo comunicativo e

o público-alvo da campanha.

Alguns poderão fazer apresentações

audiovisuais ou expor

a canção produzida. Estimule

os alunos a conversar com os

familiares sobre o tema desenvolvido

nessa seção.

Resolução comentada

• Os cartazes alertam sobre os cuidados que devemos ter para preservar a visão e a audição.

• Resposta pessoal. As respostas podem variar de acordo com a vivência dos alunos. Sugestão

de resposta: Porque a visão e a audição são sentidos importantes que nos ajudam a identificar

estímulos do ambiente.

1. Perda total ou parcial da audição.

2. Sim.

DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DA SAÚDE

84 84

Saúde visual e auditiva

Veja as informações abaixo e responda às perguntas.

• O que os cartazes mostram? Respostas na Resolução comentada.

• Por que você acha que é importante cuidar da saúde dos ouvidos e

dos olhos?

Organize o trabalho

A. Reúna-se com mais dois colegas de classe e formem um grupo para

organizar e iniciar o trabalho. Nesta atividade, vocês devem fazer uma

pesquisa procurando responder às perguntas a seguir. Utilize a biblioteca

da sua escola, a internet e/ou peça a ajuda de familiares e do professor

para conseguir as informações necessárias.

1. O que é deficiência auditiva?

2. Uma pessoa pode nascer sem audição?

3. Uma pessoa pode perder a audição quando é adulta?

4. O que é deficiência visual?

3. Sim, por causa de acidentes, exposição a sons muito altos ou doenças do sistema auditivo.

4. Visão parcialmente reduzida ou cegueira total.

SAÚDE

DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DA SAÚDE

84


5. Uma pessoa pode nascer sem a visão?

Sim.

6. Uma pessoa pode perder a visão depois de adulta?

Sim, por causa de acidentes ou doenças nos olhos.

7. Como os surdos se comunicam?

Os surdos se comunicam por LIBRAS.

8. Como as pessoas com deficiência visual leem?

Elas leem por meio do sistema braille de escrita.

B. Preparem um cartaz, utilizando cartolina ou papel pardo, desenhando o

alfabeto da Libras.

C. Treine como dizer seu nome e dos outros colegas do grupo usando a Libras.

D. Depois, pesquise e faça um cartaz com as recomendações de como falar

com uma pessoa com deficiência auditiva. Se necessário, peça ajuda ao

professor.

9. Como é o sistema braille de escrita? Respostas na Resolução comentada.

10. Como você deve fazer para ajudar uma pessoa cega?

11. Que cuidados devemos ter para preservar a visão e a audição?

Comunique seu trabalho

Após pesquisar e conversar com os colegas, monte um relatório com as

respostas de seu grupo para cada questão da investigação. Apresente esse

relatório ao professor e aos colegas de classe. Vocês podem utilizar fotografias,

desenhos e recortes de revistas e jornais para ilustrar o relatório.

Ajude sua comunidade

Com colegas e professores, prepare uma campanha de conscientização

sobre as deficiências visual e auditiva e sobre como podemos usar a Libras e o

braille para nos comunicar com pessoas que têm essas deficiências. O seu grupo

pode fazer cartazes, gravar um vídeo, compor uma canção e também conversar

com seus familiares sobre o que aprendeu.

Resolução comentada

8585

9. O sistema de escrita Braille é baseado em 64 símbolos em relevo, que combinam até seis pontos

dispostos em duas colunas de três pontos cada.

10. Algumas recomendações são:

• Ao andar com uma pessoa cega, deixe que ela segure seu braço.

• Ao auxiliar a pessoa cega a atravessar a rua, pergunte-lhe antes se ela necessita de ajuda.

• Se ela estiver sozinha, identifique-se sempre ao se aproximar dela.

• Ao se afastar, avise-a para que ela não fique falando sozinha.

• Ao ajudá-la a sentar-se, coloque a mão da pessoa sobre o braço ou encosto da cadeira.

• Durante a refeição, pergunte-lhe se quer auxílio e informe quais alimentos estão no prato.

11. As campanhas de cuidados com a audição e visão recomendam:

• reduza o volume (intensidade sonora) até ouvir os sons do ambiente;

• retire seus fones auriculares

por 15 minutos a cada 45

minutos de uso;

• limpe seus fones auriculares

sempre e evite

compartilhá-los.

As campanhas de cuidados

com a saúde dos olhos

advertem:

• não passe as mãos nos

olhos;

• coçar os olhos com muita

força faz mal;

• colírios não devem ser

utilizados sem prescrição

médica;

• não é aconselhado comprar

óculos de grau sem

receita médica;

• o uso ininterrupto de

computador ou televisão

pode causar vista

cansada;

• faça acompanhamento e

consultas periódicas ao

oftalmologista.

As páginas da internet citadas

a seguir trazem dicas

importantes sobre como devemos

proceder para ajudar

pessoas cegas ou surdas.

As páginas abaixo podem

auxiliar a pesquisa dos alunos:

Disponível em: http://

www2.camara.leg.br/a-camara/programas-institucionais/inclusao-social-e-equidade/acessibilidade.

Acesso

em: 28 jul. 2021.

Disponível em: www.fundacaodorina.org.br/blog/

dia-mundial-da-visao. Acesso

em: 28 jul. 2021

Avaliação formativa

A realização das atividades

da seção Ciências em ação

exige bastante trabalho por

parte dos alunos; você vai

precisar auxiliar os grupos

na realização das pesquisas

e terá um rico material para

avaliá-los.

85


CONCLUSÃO DA UNIDADE 2

A ficha a seguir é um modelo que deve ser copiado e ampliado para que o avanço da aprendizagem dos alunos seja registrado

de modo claro e objetivo.

FICHA DE MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM

Objetivos Aluno 1 Aluno 2 Aluno 3 Aluno 4 Aluno 5

Capítulo 4 – Propriedades da luz P S I P S I P S I P S I P S I

1. Conhece aspectos da história das ciências e da tecnologia.

2. Conhece efeitos e propriedades da reflexão da luz em

diferentes superfícies.

3. Reconhece a trajetória retilínea de feixes luminosos.

4. Reconhece a importância da tecnologia para a inclusão de

pessoas com deficiência visual (braille).

5. Conhece os problemas de visão mais comuns.

Capítulo 5 – O som e a audição

6. Conscientizou-se da importância dos cuidados com a

saúde auditiva e visual.

7. Reconhece que a nossa audição depende da interação de

ondas sonoras (sons) com órgãos do sistema auditivo.

8. Reconhece a importância da língua brasileira de sinais

(Libras) para a inclusão de pessoas com deficiência auditiva.

9. Conhece algumas propriedades do som (intensidade e

altura).

10. Identifica o efeito vibratório das ondas sonoras.

P = Objetivo atingido plenamente S = Objetivo atingido satisfatoriamente I = Aproveitamento insatisfatório

A 85


INTRODUÇÃO DA UNIDADE 3

DE OLHO NO CÉU E DE OLHO NA TERRA

QUADRO DE OBJETIVOS PEDAGÓGICOS

Conteúdos e habilidades da

BNCC associadas

Objetivo

Páginas

(numeração)

Pré-requisitos

Cap. 6 – O desenvolvimento da

Astronomia

1. Considerar que podemos obter informações sobre o Sistema

Solar por meio da observação do céu noturno.

89, 93 Leitura de imagens e

texto.

(EF03CI08) Observar, identificar e registrar os

períodos diários (dia e/ou noite) em que o Sol,

demais estrelas, Lua e planetas estão visíveis

no céu.

2. Conhecer as teorias sobre a posição do planeta Terra no

Universo.

90 a 92

3. Valorizar a história da Astronomia. 88 a 93

4. Reconhecer a importância dos equipamentos ópticos para o

desenvolvimento da Astronomia e outros campos da ciência.

92 e 93

Construção e

interpretação de

tabelas.

Seguir instruções para a

construção de modelos.

5. Representar o Sistema Solar por meio de um modelo em

escala.

94, 95 e 97

Cap. 7 – O planeta Terra

(EF03CI07) Identificar características da

Terra (como seu formato esférico, a presença

de água, solo etc.), com base na observação,

manipulação e comparação de diferentes

formas de representação do planeta (mapas,

globos, fotografias etc.).

6. Explorar diferentes formas de representação do planeta

Terra.

7. Reconhecer as características das camadas que formam o

planeta Terra.

8. Compreender como são formados os vulcões. 103

9. Identificar a crosta terrestre como a camada da Terra na qual

vivemos.

98 a 100 Interpretar modelos

representativos da

realidade.

101 a 105

Domínio básico da

escrita da língua

materna.

107 e 108

10. Construir modelo representativo das camadas que formam

o interior do planeta Terra.

109 e 110

Cap. 8 – Características do solo

(EF03CI09) Comparar diferentes amostras

de solo do entorno da escola com base em

características como cor, textura, cheiro,

tamanho das partículas, permeabilidade etc.

(EF03CI10) Identificar os diferentes usos

do solo (plantação e extração de materiais,

dentre outras possibilidades), reconhecendo a

importância do solo para a agricultura e para

a vida.

11. Compreender a origem e o processo de formação do solo. 112 a 115 Fazer comparações e

descrições de modelos

12. Comparar e descrever as características de diferentes tipos 112, 116 a 123

de solo.

científicos.

13. Valorizar e reconhecer a importância do solo para a

manutenção da vida.

14. Conscientizar-se de que muitas atividades humanas

podem poluir o solo.

15. Reconhecer a importância do solo para a produção de

alimentos.

124 a 126

127 a 131

130 e 131

16. Conscientizar-se dos riscos ambientais causados por

atividades mineradoras.

128 a 131

85 B


86

Habilidades

(EF03CI07) Identificar características

da Terra (como

seu formato esférico, a presença

de água, solo etc.),

com base na observação,

manipulação e comparação

de diferentes formas de representação

do planeta (mapas,

globos, fotografias etc.).

(EF03CI08) Observar, identificar

e registrar os períodos

diários (dia e/ou noite) em

que o Sol, demais estrelas,

Lua e planetas estão visíveis

no céu.

(EF03CI09) Comparar diferentes

amostras de solo do

entorno da escola com base

em características como cor,

textura, cheiro, tamanho das

partículas, permeabilidade

etc.

(EF03CI10) Identificar os

diferentes usos do solo (plantação

e extração de materiais,

dentre outras possibilidades),

reconhecendo a importância

do solo para a agricultura e

para a vida.

Apoio pedagógico

A unidade 3 aborda aspectos

históricos da Astronomia

e as camadas que compõem

o interior do planeta Terra.

Erupções vulcânicas e terremotos

estão relacionados

com a movimentação do material

que compõe o manto e

a crosta terrestre.

A composição da camada

superficial do solo varia de

uma região para outra. Assim,

o teor de componentes sólidos,

como a quantidade de

areia, argila e de diferentes

minerais, caracteriza a cor,

a textura, o cheiro e a permeabilidade

dos solos. A

produção agrícola depende

da fertilidade do solo, a qual

é determinada por diversos

fatores, entre eles a quantidade

de matéria orgânica em

3

DE

decomposição, a presença de

minerais essenciais absorvíveis

pelas raízes e a disponibilidade

de água.

OLHO NO

CÉU E DE OLHO

NA TERRA


SUNTI/SHUTTERSTOCK

Sugestão de

encaminhamento

Faça a leitura da imagem

com os alunos e chame a

atenção para o que é visto

nesse céu noturno. As condições

para a observação

do Universo são favorecidas

quando a Lua não está visível,

não há luz artificial no

entorno dos observadores e

há pouca umidade na atmosfera

(céu sem nuvens visíveis),

como nesta imagem.

Conte aos alunos o quanto

o conhecimento sobre o

Universo foi ampliado desde

que os instrumentos ópticos,

como lunetas e telescópios,

foram direcionados para o

espaço. A tecnologia desenvolvida

na segunda metade

do século passado permitiu

a produção de satélites artificiais

que carregam potentes

telescópios capazes de obter

informações da Via Láctea e

de outras galáxias.

PARA EXPLORAR

Respostas na Resolução comentada.

1. Descreva o que você vê na imagem.

2. Você tem o costume de observar o céu?

3. Na imagem, qual instrumento está sendo utilizado pelos jovens

para observar o céu?

Resolução comentada

1. Resposta pessoal.

2. Resposta pessoal. Nesse momento, a descrição dos alunos pode ser mais ou menos elaborada,

a depender do conhecimentoque já possuem.

3. Os jovens estão usando um telescópio.

87


Habilidade

(EF03CI08) Observar, identificar

e registrar os períodos

diários (dia e/ou noite) em

que o Sol, demais estrelas,

Lua e planetas estão visíveis

no céu.

Objetivos

• Considerar que podemos

obter informações sobre

o Sistema Solar por meio

da observação do céu

noturno.

• Conhecer as teorias sobre

a posição do planeta Terra

no Universo.

• Valorizar a história da

Astronomia.

• Representar o Sistema Solar

por meio de um modelo em

escala.

• Reconhecer a importância

dos equipamentos ópticos

para o desenvolvimento da

Astronomia e outros campos

da ciência.

Apoio pedagógico

As páginas 89 a 95 correspondem

à unidade didática

do capítulo 6. Os temas

tratados são: história da

Astronomia, teorias heliocêntrica

e geocêntrica e a

construção de um modelo

de Sistema Solar.

Sugestão de

encaminhamento

Nesse capítulo, vamos trabalhar

o desenvolvimento do

conhecimento astronômico

no decorrer dos séculos.

Oriente os alunos a lerem

o texto da seção Curiosidade

silenciosamente. Em seguida,

você pode fazer algumas

perguntas para avaliar a

compreensão textual deles,

sobretudo no que diz respeito

à capacidade de retirar informações

explícitas de textos,

tais como:

88

6

As primeiras observações do material

que existe no espaço foram feitas aqui na Terra

mesmo.

Foram analisados meteoritos, que são

pedaços de corpos sólidos do Sistema Solar,

como planetas, a Lua, cometas, asteroides, entre

outros. Os meteoritos atravessam a atmosfera

terrestre e chegam até a superfície do nosso

planeta.

A análise desse material nos dá informações

sobre os corpos celestes que formam o Sistema

Solar, como os planetas Marte e Vênus.

CURIOSIDADE

• Onde o meteorito Bendegó

foi descoberto?

• Quem ordenou que o meteorito

fosse transportado

para o Rio de Janeiro?

• O incêndio do Museu

Nacional em 2018 destruiu

o meteorito que estava lá

exposto?

O desenvolvimento

da Astronomia

O maior meteorito encontrado no Brasil

Conhecido como Bendegó (região da

Bahia), o maior meteorito encontrado no Brasil

foi descoberto em 1784 em Monte Santo, no

sertão da Bahia, e transportado para o Rio de

Janeiro em 1888, por ordem do imperador

Pedro II. O Bendegó tem mais de 5 mil quilos

e é formado predominantemente por dois

metais: o ferro e o níquel.

Hoba é o maior meteorito já encontrado.

Com mais de 60 mil quilos, ele está na

Namíbia, África.

Meteorito Bendegó – Museu Nacional do

Rio de Janeiro (RJ), 2015.

Exposto na entrada do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de

Janeiro (URFJ), o Bendegó resistiu ao incêndio que atingiu o museu em 2018. Por

dificuldades técnicas, o meteorito não foi retirado do local.

CELSO PUPO/FOTOARENA

FABIO LAMANNA/SHUTTERSTOCK

88


O céu de antigamente

Durante muito tempo, os estudos sobre os planetas e as estrelas foram feitos de

forma indireta, pois não tínhamos como ir até os astros para realizar os experimentos e

as análises que gostaríamos.

Atualmente são enviadas sondas que coletam grande quantidade de informações

diretamente dos astros estudados.

Mas, durante milhares de anos, o ser humano examinou o céu à distância, daqui

da Terra, e, dessa forma, analisou o

movimento das estrelas, do Sol, da Lua e

dos planetas.

Por que a Lua muda de forma com

o passar dos dias? Como os astros se

formaram? Como a Terra se originou?

Quantos planetas existem? Poderemos,

um dia, viajar no espaço? Existe vida

em outros planetas? Algumas dessas

questões foram respondidas pela ciência

e outras continuam sem resposta.

Os nossos olhos foram os primeiros

“instrumentos” utilizados para observar

o espaço. Baseando-se na interpretação

do que era visto no céu, surgiram

as primeiras teorias e explicações

astronômicas.

Além da observação, os registros

e as discussões das ideias propostas

também foram importantes para

a criação de explicações sobre os

Registro antigo de estudioso realizando medições no céu.

fenômenos vistos no céu.

TROCANDO IDEIAS

1. Espera-se que os alunos digam que observam nuvens, chuva, o Sol e, às vezes, a Lua.

Converse com alguns colegas e respondam às perguntas a seguir:

1. O que você observa quando olha o céu durante o dia?

2. E à noite? O que você observa quando olha o céu?

Espera-se que respondam a Lua, as estrelas, nuvens e chuva.

89

HEIN NOUWENS/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

As explicações e teorias a

respeito do Universo ocorreram

com a contribuição de

muitos pensadores, desde

o Egito Antigo até os dias

atuais.

A valorização do trabalho

dos cientistas do passado e

do presente permite que os

alunos compreendam que

o conhecimento científico é

construído por muitos pesquisadores

que vivem em

diferentes regiões e em diferentes

contextos históricos.

Um marco desse processo é

a discussão de teorias conflitantes,

como o geocentrismo

e o heliocentrismo.

O conhecimento tecnológico,

abordado nesse capítulo

– produção de instrumentos

ópticos, como luneta e telescópio

–, também foi importante

na geração de explicações

sobre as características

do Universo.

Sugestão de

encaminhamento

Após a discussão em pequenos

grupos, com as questões

do Trocando ideias, você

pode sugerir que um aluno de

cada grupo compartilhe com

toda a classe as respostas das

atividades 1 e 2. Observe se

eles são capazes de recuperar

as principais ideias discutidas

e incentive os membros do

mesmo grupo a completarem

a fala dos colegas, caso

necessário.

89


Habilidade

(EF03CI08) Observar, identificar

e registrar os períodos

diários (dia e/ou noite) em

que o Sol, demais estrelas,

Lua e planetas estão visíveis

no céu.

A Astronomia na Antiguidade

As primeiras explicações sobre o funcionamento do Universo se apoiaram nos

registros de observações dos movimentos do Sol, da Lua, das estrelas e dos planetas.

DRONE EXPLORER/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

O estudo dos astros começou

em épocas remotas. Ao

contemplar o céu extremamente

estrelado, alguns começaram

a levantar questões

interessantes, motivados pela

curiosidade, como: o que é

o Universo? Qual é o seu tamanho?

Que posição o nosso

planeta ocupa nele? Há vida

em outros planetas?

A busca por respostas sobre

o que acontece no céu produziu

teorias para explicar

as observações registradas

pelos primeiros astrônomos.

Hoje, a Astronomia faz parte

da nossa vida diária. A sucessão

do dia e da noite, as

estações do ano, as fases da

Lua, a contagem de tempo, a

energia do Sol que sustenta

a vida na Terra são fenômenos

e processos diretamente

ligados ao conhecimento

astronômico.

Stonehenge é um monumento com mais de 4 mil anos, provavelmente usado para observações astronômicas,

localizado na Inglaterra.

Um dos mais importantes

astrônomos da Antiguidade foi Claudio

Ptolomeu. Ele viveu na Grécia e no Egito

há mais de 1 900 anos. Na sua obra mais

importante, composta por 13 livros, ele

defendeu a teoria de que o planeta

Terra ocuparia o centro do Universo e

que os outros planetas, a Lua e o Sol

giravam em torno da Terra. Essa teoria

é conhecida como Geocentrismo e foi

amplamente aceita até o século 17.

A teoria do geocentrismo de

Ptolomeu foi construída com base nas

propostas feitas por vários astrônomos

sobre os movimentos dos astros no céu

e em cálculos matemáticos.

90

Teoria: a teoria científica é uma explicação que descreve

uma série de fenômenos com base em observações e/ou

experimentações. Muitas teorias científicas se baseiam

em cálculos matemáticos.

Claudio Ptolomeu (100 d.C.-168 d.C.) foi um importante

astrônomo grego.

THEODOR DE BRY/DOMÍNIO PÚBLICO

90


Interpretando a teoria

geocêntrica

Segundo a teoria

geocêntrica, a Terra estaria

parada no centro do Universo

e os astros girariam ao

redor dela. Na época, eram

conhecidos apenas a Lua, o

Sol, Vênus, Marte e Saturno. O

astro mais próximo da Terra

seria a Lua, e o mais distante

seria Saturno. O Sol estaria

entre Vênus e Marte, sendo

considerado um planeta.

Hoje sabemos que o Sol e

a Lua não são planetas. A Lua

é o satélite natural da Terra e

o Sol é a estrela mais próxima

do nosso planeta.

Terra

Posição do planeta Terra, da Lua, do Sol e do restante dos planetas do

Sistema Solar, conhecidos até então, segundo a teoria geocêntrica.

Sol

Vênus

Lua

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

Marte

Saturno

VICTOR B./ M10

Sugestão de

encaminhamento

Durante a discussão em pequenos

grupos, sugerida na

seção Trocando ideias, você

pode circular pela classe e observar

se os alunos respeitam

os turnos de fala, comunicam-

-se em tom de voz audível e

em ritmo adequado. Se necessário,

intervenha nas discussões

chamando atenção

para aspectos relacionados

à oralidade.

TROCANDO IDEIAS

Converse com alguns colegas. Por que o Sol é considerado uma estrela?

O Sol é considerado pela ciência uma estrela porque ele tem luz própria (emite luz).

Novas observações, nova teoria

No século 16, alguns pensadores

passaram a questionar a teoria

geocêntrica. O astrônomo polonês

Nicolau Copérnico (1473-1543) foi

um deles.

Em 1543, ano da morte de

Copérnico, foi publicado seu livro com

a teoria heliocêntrica. De acordo com

essa teoria, o Sol está no centro do

Universo e os planetas giram ao

redor dele.

Estátua de Nicolau Copérnico na Polônia.

91

ALBIN MARCINIAK/SHUTTERSTOCK

91


Habilidade

(EF03CI08) Observar, identificar

e registrar os períodos

diários (dia e/ou noite) em

que o Sol, demais estrelas,

Lua e planetas estão visíveis

no céu.

Apoio pedagógico

Afirmações e expressões

que usamos no dia a dia,

como “O Sol nasce...” ou “O Sol

se põe...”, induzem a concordarmos

com os antigos astrônomos

que diziam que a Terra

permanecia imóvel no espaço

e o Sol girava, todos os dias,

ao seu redor. Hoje, adota-se

uma explicação diferente,

embora os nossos sentidos

nos deem a impressão de que

são o céu, o Sol e as demais

estrelas que giram ao redor

da Terra.

É importante tomarmos

consciência de que a explicação

científica implica em

imaginarmos que o observador

está no espaço, fora do

nosso planeta. Sem dúvida,

essa condição se constitui em

uma dificuldade para muitos

alunos. É comum encontrarmos

estudantes que, ao explicar

o ciclo dia/noite, dizem

“o Sol dá uma volta ao redor

da Terra uma vez ao dia”. Essa

explicação considera o que

é mais evidente, ou seja, o

movimento aparente do Sol.

Outros astrônomos também foram

importantes para o desenvolvimento

da Astronomia. Entre eles está o italiano

Galileu Galilei (1564-1642).

Galileu ficou sabendo da criação de

um inventor holandês, uma luneta simples

construída com tubos e lentes usada

pelos militares para observar o inimigo à

distância, e percebeu que poderia utilizar a

invenção para realizar seus estudos.

Em 1609, Galileu construiu seu

primeiro telescópio usando a luneta como

modelo. Nos anos seguintes, ele melhorou

esse equipamento, que revolucionou a

Astronomia.

Galileu usou o telescópio como

instrumento para observar a Lua e os seis

planetas que eram conhecidos naquela

época.

Por meio de suas observações, Galileu

derrubou uma série de crenças e abriu

caminho para que outros astrônomos

questionassem a teoria geocêntrica.

Hoje, nós sabemos que o Sol não está

parado e que o Sistema Solar é formado

por oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra,

Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

CIÊNCIAS

92

FILME

• Geocentrismo x heliocentrismo

Estátua de Galileu Galilei na Itália e a representação da

luneta que ele construiu em 1609.

Vídeo que apresenta as diferenças entre os modelos de Ptolomeu e de Copérnico

(geocentrismo e heliocentrismo).

Disponível em: https://memoria.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2016/01/voce-conheceteorias-do-geocentrismo-e-heliocentrismo.

Acesso em: 11 jun. 2021.

Vênus

Lua

Terra

Sol

Mercúrio

Na época de Copérnico, eram conhecidos apenas seis

planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e

Saturno.

ARTUR BALYTSKYI/SHUTTERSTOCK

Júpiter

Marte

Saturno

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

VICTOR B./ M10

ILIA BAKSHEEV/SHUTTERSTOCK

Sugestão de

encaminhamento

A construção de modelos

do Sistema Solar e o uso de

simuladores ajudam os alunos

a se apropriar da concepção

que os cientistas têm do

espaço. Por isso, sugerimos

que você consulte os links a

seguir. Eles simulam os movimentos

dos astros de acordo

com as teorias geocêntrica e

heliocêntrica.

Simulador: heliocentrismo.

Disponível em: https://phet.

colorado.edu/sims/html/gravity-and-orbits/latest/gravity-and-orbits_pt_BR.html.

Acesso em: 28 jul. 2021.

Simulador: geocentrismo.

Disponível em: https://www.

youtube.com/watch?v=-JU-

KIyjOX3Q. Acesso em: 28 jul.

2021.

Atividade complementar

Exiba para os alunos o vídeo que descreve de maneira

clara as teorias de Ptolomeu e de Copérnico, indicado na

seção Ciências +. Ao final, o vídeo cita 3 grandes astrônomos

que viveram entre os séculos 16 e 17: Tycho Brahe,

Galileu Galilei e Johannes Kepler.

92


CURIOSIDADE

A Via Láctea

O Universo é composto por uma

enorme quantidade de galáxias, ou

seja, por agrupamentos de estrelas,

gases, planetas e poeira interestelar.

O Sistema Solar está na Via Láctea,

uma galáxia repleta de planetas fora

do nosso próprio sistema.

Quando o céu à noite está

limpo e há pouca luz artificial, é

possível observar uma parte da

Via Láctea como uma grande faixa

esbranquiçada (lactae, palavra

latina que significa “algo leitoso”).

Com o avanço do conhecimento

astronômico, sabemos hoje que o

Sol gira em torno do centro da Via

Láctea e demora aproximadamente

200 milhões de anos para completar

uma volta ao seu redor. Assim,

ao contrário do que defendia

Copérnico, o Sol não está parado e

nem é o centro do Universo, já que

o Sistema Solar é apenas um dos

sistemas planetários de uma das

muitas galáxias existentes.

TROCANDO IDEIAS

Resolução comentada

Ilustração da Via Láctea no espaço.

Parte da Via Láctea vista no céu no Parque Nacional do

Vale da Morte, nos Estados Unidos.

Converse com alguns colegas sobre a afirmação a seguir.

“As estrelas brilham somente durante a noite.”

Respostas na Resolução

• Você concorda com essa afirmação? Justifique.

comentada.

Espera-se que os alunos discordem da afirmação proposta na seção Trocando ideias.

Resposta esperada: as estrelas brilham o tempo todo, de dia e de noite. Não conseguimos enxergá-las

de dia porque o brilho da estrela mais próxima da Terra, o Sol, não nos deixa perceber o

brilho das estrelas mais distantes.

ASIF ISLAM/SHUTTERSTOCK ALEX MIT/SHUTTERSTOCK

93

Sugestão de

encaminhamento

Peça aos alunos que leiam

o texto da seção Curiosidade

silenciosamente e, em seguida,

leia-o com a classe. Você

pode avaliar a capacidade dos

alunos em retirar informações

explícitas do texto por meio

de perguntas como:

• O que são galáxias?

• Quantos anos, aproximadamente,

o Sol demora para

completar uma volta em

torno da Via Láctea?

Além disso você pode fazer

perguntas que estimulem a

realização de inferências diretas,

como:

• Por que a Via Láctea não é

facilmente observada no

céu noturno em regiões

urbanas?

Não há, no texto, nenhuma

menção explícita às regiões

urbanas. Espera-se que, apropriando-se

da informação de

que é possível observar a Via

Láctea quando há pouca luz

artificial, os alunos infiram

que tais regiões, por terem

intensa iluminação artificial,

não permitem que se observe

a Via Láctea com facilidade.

Apoio pedagógico

Observe se os alunos são

capazes de mobilizar conhecimentos

científicos na construção

de justificativas que sustentem

a discordância com a

afirmação proposta. Incentive

o diálogo em pequenos grupos

e com toda a classe, pois

a discussão vai permitir que o

repertório de cada aluno seja

compartilhado na construção

dessa justificativa, favorecendo

a superação de dificuldades

individuais.

93


MÃOS À OBRA

Habilidade

(EF03CI08) Observar, identificar

e registrar os períodos

diários (dia e/ou noite) em

que o Sol, demais estrelas,

Lua e planetas estão visíveis

no céu.

Atividade

preparatória

Providencie antecipadamente

os materiais coletivos

(para toda a classe) que serão

utilizados na construção do

modelo do Sistema Solar. Um

rolo de barbante, fitas adesivas

coloridas (ou clipes),

trena ou fita métrica podem

ser compartilhados. Com

isso, evita-se o desperdício

de material.

Apoio pedagógico

Modelos desta natureza são

muito importantes para compreender

as reais dimensões

astronômicas.

Devem-se respeitar as distâncias

relativas dos planetas

na construção do modelo a

fim de evitar problemas de

entendimento. Ao construir

um modelo usando distâncias

relativas proporcionais entre

os planetas, os alunos perceberão

que as representações

do Sistema Solar existentes

nas figuras de livros, as quais

costumam mostrar todos os

planetas no mesmo campo

de visão, não estão em escala.

Essa representação, quando

utilizada, deve deixar claro

para o leitor que é apenas

um recurso didático para sequenciar

os planetas, ou seja,

as distâncias e os tamanhos

relativos dos planetas não são

proporcionais.

94

Construção de modelo do Sistema Solar

Quando estudamos o Sistema Solar, muitas vezes vemos o Sol e os planetas

formando uma linha, mas essa imagem está muito longe da realidade.

Nesta atividade, vamos construir um modelo de Sistema Solar respeitando as

distâncias médias dos planetas até o Sol.

Materiais

• barbante de 6 metros (de preferência grosso, para esticar sem arrebentar);

• clipes coloridos ou fitas adesivas coloridas;

• régua ou trena métrica;

• cartolina;

• lápis de cor ou giz de cera;

• cola em bastão;

• tesoura de pontas arredondadas.

Como fazer

A. Com a ajuda do professor, forme um grupo com até seis estudantes.

B. Na tabela abaixo, temos as distâncias médias dos planetas ao Sol e as

mesmas distâncias na escala que usaremos para construir nosso modelo.

Para determinar essa escala, adotamos que 10 milhões de quilômetros (km)

equivalem a 1 centímetro (cm).

Tabela com as distâncias médias dos planetas ao Sol

Astro Distância média ao Sol (km) Distância na escala adotada (cm)

Sol 0 0

Mercúrio 57 910 000 5,8

Vênus 108 200 000 10,8

Terra 149 600 000 15,0

Marte 227 940 000 22,8

Júpiter 778 330 000 77,8

Saturno 1 429 400 000 142,9

Urano 2 870 990 000 287,1

Netuno 4 504 300 000 450,4

Fonte dos dados: http://planetario.ufsc.br/o-sistema-solar/. Acesso em: 11 jun. 2021.

94


C. Dê um nó na ponta do barbante.

Esse nó representa o Sol.

D. Usando a régua, meça as

distâncias de cada um dos

planetas na escala adotada.

Marque cada distância usando um

clipe colorido.

E. Utilize as circunferências da

página 139 para desenhar os

planetas do Sistema Solar.

F. Recorte os planetas, cole-os

na cartolina, pinte-os e depois

recorte-os novamente e

prenda-os no barbante

utilizando os clipes que

determinam a distância entre

eles e o Sol.

G. Estique o modelo construído

no pátio da escola e compare

com o que os outros grupos

fizeram.

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

estimuladas na medida em

que os alunos têm de trabalhar

coletivamente; ouvir, respeitar

e colaborar na construção

de ideias e argumentos; e

planejar ações coletivas para

executar os procedimentos

de construção do modelo.

Sugestão de

encaminhamento

Ajude os alunos a interpretar

as unidades de distância

adotadas na escala, estabelecendo

relação com conceitos

matemáticos. Cada centímetro

do barbante representa

uma distância fora dos padrões

usados no cotidiano

(10 milhões de km).

Explique que 5,8 cm do

barbante representam a distância

entre o Sol e Mercúrio,

o planeta mais próximo do

Sol. E que 450 cm de barbante

correspondem a 4,5 metros.

Nesta atividade, os alunos

desenvolvem a seguinte habilidade:

uso de instrumentos

de medida de distância

(comprimento), como réguas,

trenas, fita métricas e outros.

95

Apoio pedagógico

Nesta atividade, são trabalhadas

habilidades como:

elaboração de modelos que

representem entidades e

objetos visíveis, porém inalcançáveis;

organização e

identificação de informações

necessárias para construir

modelos e conhecimentos

científicos.

Além disso, habilidades

socioemocionais são

Avaliação formativa

Utilize o processo de construção

do modelo da seção

Mãos à obra como avaliação

desta unidade didática. Além

da destreza manual, os alunos

aprendem a usar um instrumento

de medida e desenvolvem

relações socioemocionais.

Ao final da atividade,

organize uma roda de conversa

para que os grupos compartilhem

os modelos construídos

e exponham o que

aprenderam neste capítulo.

Você pode fazer perguntas

como: Como podemos explicar

a teoria geocêntrica? E a

heliocêntrica?

Peça que representem, utilizando

o modelo construído,

a teoria heliocêntrica.

95


Habilidade

(EF03CI08) Observar, identificar

e registrar os períodos

diários (dia e/ou noite) em

que o Sol, demais estrelas,

Lua e planetas estão visíveis

no céu.

ATIVIDADES

1. Associe corretamente as duas colunas.

Centro do Universo na teoria

geocêntrica.

Planeta mais próximo do Sol.

Mercúrio

Sol

Galáxia na qual se encontra

o Sistema Solar.

Terra

Centro do Universo na teoria

heliocêntrica.

Via Láctea

2. Em sua opinião, por que os primeiros astrônomos acreditavam que a Terra estava fixa no

centro do Universo e os astros giravam ao redor dela?

Os primeiros astrônomos observaram o movimento aparente dos astros e, por isso,

concluíram que a Terra estava fixa enquanto os astros se movimentavam ao redor dela.

3. Encontre no diagrama abaixo o nome do instrumento construído por Galileu Galilei

que revolucionou a Astronomia, dois planetas do Sistema Solar e o nome de dois

astrônomos. Telescópio, luneta, Netuno, Terra, Ptolomeu e Copérnico.

T E R R A H L U N E T A

U N E R O U M L G F D S

T E L E S C Ó P I O T R

G H O P T O L O M E U T

A C O P É R N I C O I O

A S E I N H N E T U N O

96

Resolução comentada

As atividades permitem que os alunos relacionem explicações que os antigos astrônomos davam

para o movimento cíclico do dia/noite. É importante os alunos perceberem que, apesar da

aparência, o Sol não gira ao redor da Terra. A atividade 3 apresenta instrumentos e estudiosos que

ajudaram a desenvolver a Astronomia.

96


4. Recorte os planetas da página 141 e cole-os no esquema a seguir de acordo com a

posição de cada um deles no modelo heliocêntrico do Sistema Solar.

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

VICTOR B./ M10

Sugestão de

acompanhamento

Oriente os alunos a recortarem

as imagens dos planetas

que estão na página 141 do

material.

Explique que os planetas

não estão representados segundo

seu tamanho relativo

(não estão em escala). Porém,

as ilustrações indicam quais

são os planetas maiores e

quais são os menores. Podese

perceber que os planetas

gasosos (Júpiter, Saturno,

Urano e Netuno) são maiores

do que os planetas rochosos

(Mercúrio, Vênus, Terra e

Marte).

97

97


Habilidade

(EF03CI07) Identificar características

da Terra (como

seu formato esférico, a presença

de água, solo etc.),

com base na observação,

manipulação e comparação

de diferentes formas de representação

do planeta (mapas,

globos, fotografias etc.).

Objetivos

• Explorar diferentes formas

de representação do planeta

Terra.

• Reconhecer as características

das camadas que formam

o planeta Terra.

• Compreender como são

formados os vulcões.

• Identificar a crosta terrestre

como a camada da Terra na

qual vivemos.

• Construir modelo representativo

das camadas que formam

o interior do planeta

Terra.

7

Enquanto os astrônomos olham para o céu e procuram

explicações para o movimento dos astros, os geólogos

olham para baixo, procurando explicar como é o interior do

nosso planeta.

TROCANDO IDEIAS

O planeta Terra

Geólogo: profissional que

estuda o solo e as rochas.

Você já viu como é a Terra vista do espaço. A camada superficial dela

é formada por mares e continentes. E o interior do planeta? Você já se

perguntou do que ele é feito?

• Converse com um colega e façam um desenho de como vocês imaginam

o centro da Terra.

Produção pessoal.

Apoio pedagógico

As páginas 98 a 105 formam

uma unidade didática.

Os conteúdos abordados são

a formação de vulcões, a estrutura

da crosta terrestre e

a movimentação do magma

que forma o manto.

Não é possível chegar fisicamente

ao centro do nosso

planeta, mas podemos investigar

indiretamente a sua

composição, a temperatura, a

densidade, o estado físico da

matéria etc. A seção Trocando

ideias instiga a criatividade dos

alunos. Muitos já imaginaram

o que poderiam encontrar nas

profundezas da Terra.

Sugestão de

encaminhamento

Permita que os alunos

exercitem livremente o pensamento

e imaginem os materiais

que “existem” a muitos

O desenho que vocês fizeram é uma representação de como imaginam

ser o interior do planeta. Ilustrações desse tipo feitas com base na realidade são

importantes para a divulgação e o debate de ideias e explicações.

98

quilômetros abaixo dos nossos

pés. Há muito tempo o

ser humano especula sobre

esse tema. Você pode solicitar

que os alunos descrevam

o que desenharam para

a classe e digam qual foi a

fonte de inspiração criativa.

98


JORNADA DO SABER

Formas de representar o planeta Terra

Podemos representar a Terra de diversas formas.

Para termos uma imagem do planeta, utilizamos fotos tiradas do espaço.

Imagem do planeta Terra visto do espaço.

As fotos do planeta podem nos mostrar fenômenos climáticos, como

furacões, ou nos dar informações sobre como os seres humanos alteram a

paisagem do planeta.

Furacão Florence visto do espaço em setembro

de 2018.

ELROCE/SHUTTERSTOCK

América do Sul vista do espaço à noite, mostrando as

luzes emitidas pelas grandes cidades.

ALI ENDER BIRER/SHUTTERSTOCK

99

NASA IMAGES/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

No final do século XIX, Julio

Verne, escritor francês considerado

o inventor do gênero

“ficção científica”, imaginou

uma Viagem ao centro da

Terra. Esse é o título de um

dos seus famosos livros de

ficção, lançado em 1864. A

história de Julio Verne foi filmada

pela primeira vez em

1959 e regravada em 2008.

Essa história serviu de inspiração

para outros filmes e

animações.

Talvez os alunos incluam

em seus desenhos referências

a histórias animadas que

exploram a curiosidade que

temos em relação ao que há

no interior do planeta.

No decorrer do capítulo,

dúvidas sobre a composição

da crosta terrestre e das

camadas mais profundas da

Terra serão esclarecidas.

Sugestão de

encaminhamento

Leia o texto da seção

Jornada do saber em conjunto

com os alunos e explore a

relação das informações escritas

com as imagens correspondentes.

Aproveite a oportunidade

para discutir com a

turma a função das imagens

nesse texto, o que favorecerá

que eles desenvolvam a habilidade

de avaliar diferentes

elementos textuais.

99


Habilidade

(EF03CI07) Identificar características

da Terra (como

seu formato esférico, a presença

de água, solo etc.),

com base na observação,

manipulação e comparação

de diferentes formas de representação

do planeta (mapas,

globos, fotografias etc.).

Apesar de as fotos nos mostrarem imagens

do planeta, muitas vezes precisamos representar

a Terra com informações, classificações

estabelecidas por diferentes áreas do

conhecimento.

Uma forma de representar o planeta Terra é

por meio do globo terrestre.

Outra forma de representar o planeta é por

meio de mapas.

Os mapas podem apresentar diferentes

informações sobre o planeta.

Globo terrestre.

S-F/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

Existem muitos tipos de

mapas: os que representam

o relevo das regiões, os que

representam as redes fluviais,

os que mostram as jazidas

minerais, os que mostram os

biomas de uma região etc.

Os mapas são representações

importantes para muitas

áreas do conhecimento,

como Geografia, Economia,

Política, Biologia, História etc.

Sugestão de

encaminhamento

Oriente os alunos na interpretação

dos mapas representados.

Diga a eles que

cada mapa tem um propósito,

isto é, ressalta algum

aspecto do planeta. A imagem

da Terra vista do espaço

mostra a forma do planeta e

a movimentação das nuvens

(correntes de ar); o globo indica

a posição dos países, as

fronteiras e a localização dos

oceanos; o mapa histórico é

importante para entender as

mudanças políticas que ocorreram

durante a história; o

mapa-múndi é uma projeção

do globo terrestre no plano

(planisfério).

100

O mapa político representa os países existentes no

planeta.

Resolução comentada

O objetivo de fazer a atividade proposta em duplas é para que os alunos, juntos, usem a memória

para representar a rua da escola. Detalhes como a posição relativa de árvores, arbustos, praças,

canteiros, construções etc. poderão aparecer nos desenhos.

É provável que as duplas optem por fazer uma representação plana dos arredores da escola,

como as que existem nos aplicativos de localização de ruas em uma cidade. A comparação dos

“mapas” sugerida na atividade não tem a função de escolher o melhor deles, mas de valorizar o

detalhamento dos elementos representativos da realidade.

ALEXANDRE R./ M10

O mapa do clima mostra as diferentes zonas climáticas

do planeta.

Para entender um mapa do nosso planeta, é necessário saber o que ele está

representando. Por exemplo, o mapa político indica a divisão dos países no globo.

Lembre-se de que os mapas e as maquetes são modelos que representam

aspectos da realidade e nos ajudam a compreender melhor o mundo.

Um mapa pode representar uma região bem pequena – por exemplo, o seu

bairro ou a sua rua.

• Forme uma dupla com um colega e desenhe no caderno um mapa para

representar a rua da escola. Depois, compare o desenho feito com o das outras

duplas e veja quem conseguiu fazer o mapa que melhor representa a realidade.

Resposta na Resolução comentada.

ALEXANDRE R./ M10

100


O interior do planeta Terra

A Terra é envolvida por uma mistura de

gases chamada de atmosfera.

Entre os gases que formam a atmosfera

encontram-se o gás nitrogênio, o gás

oxigênio, o gás carbônico e o vapor de

água. A atmosfera terrestre protege o

planeta contra a radiação vinda do espaço e

impede grandes variações de temperatura

na superfície do planeta.

Sem a atmosfera, a vida como

conhecemos não seria possível.

A superfície terrestre é composta de

terras emersas e oceanos.

VICTOR B./ M10

A atmosfera terrestre envolve todo o planeta.

Terras emersas: aquelas que se encontram acima do

nível do mar.

A atmosfera e a superfície terrestre formam apenas uma pequena parte do

planeta; a maior parte está no seu interior.

Como você faria para conhecer o interior da Terra?

Uma forma seria fazer um buraco bem fundo, tirar amostras e estudar o material.

Mas essa técnica não é tão simples. O furo mais profundo já feito até hoje para estudar

os materiais presentes na camada superficial da Terra foi feito na Rússia e chegou a

12 quilômetros.

O planeta Terra é formado por três camadas com características diferentes: a

crosta terrestre, o manto (superior e inferior) e o núcleo (externo e interno).

crosta terrestre

manto superior

manto inferior

núcleo externo

núcleo interno

Estrutura interna da Terra.

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

101

SONG_ABOUT_SUMMER/SHUTTERSTOCK

Atividade

complementar

Você pode usar elementos

do texto a seguir para

enriquecer a aula e esclarecer

possíveis perguntas dos

alunos.

A crosta terrestre

[...]

A crosta é porção externa da

Terra, a mais delgada de suas

camadas e a que conhecemos

melhor. Ela é tão fina em relação

ao restante do planeta que

pode ser comparada à casca de

uma maçã em relação à maçã

inteira.

Embora seja composta de

material rochoso, portanto

sólido e aparentemente de

grande resistência, é, na verdade,

muito frágil.

Sua espessura é variável,

sendo maior onde há grandes

montanhas e menor nas fossas

oceânicas. Sob os oceanos, a

crosta costuma ter cerca de

7 km de espessura; sob os continentes,

ela chega a 40 km em

média. As espessuras extremas

estão em 5 e 70 quilômetros.

[...]

A crosta continental é formada

essencialmente de silicatos

aluminosos (por isso era antigamente

chamada de sial) e

tem uma composição global

semelhante à do granito. Mede

25 a 50 km de espessura e as

ondas sísmicas primárias nela

propagam-se a 5,5 km/s.

A crosta oceânica é composta

essencialmente de basalto,

formada por silicatos magnesianos

(por isso antigamente

chamada de sima). Tem 5 a

10 km de espessura e é mais

densa que a crosta continental

por conter mais ferro. As ondas

sísmicas têm nela velocidade

de 7 km/s.

Pércio de Moraes Branco.

Estrutura interna da Terra.

Serviço geológico do Brasil,

4 maio 2015. Disponível em:

www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/

Rede-de-Bibliotecas---Rede-

Ametista/Canal-Escola/

Estrutura-Interna-da-

Terra-1266.html. Acesso em:

11 ago. 2021.

101


Habilidade

(EF03CI07) Identificar características

da Terra (como

seu formato esférico, a presença

de água, solo etc.),

com base na observação,

manipulação e comparação

de diferentes formas de representação

do planeta (mapas,

globos, fotografias etc.).

Sugestão de

encaminhamento

Peça aos alunos que analisem

a ilustração da crosta

terrestre e descrevam o que

conseguem identificar nela.

Explore as sugestões que

surgirem e conduza a aula

evidenciando os detalhes

perceptíveis, como o vulcão

no fundo do mar, a espessura

da crosta representada e

a coloração do material que

forma o manto.

A crosta terrestre

A camada dura e superficial da Terra é chamada de crosta terrestre e tem

profundidade variável de 5 a 70 quilômetros.

A crosta é formada por placas que se movimentam acima do manto.

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

crosta oceânica

crosta continental

Há dois tipos de crosta: a oceânica, que se localiza no fundo dos oceanos, e a continental, que forma os continentes.

A crosta oceânica é mais fina que a continental.

VICTOR B./ M10

crosta

manto

Todos os seres vivos habitam a superfície da crosta.

Abaixo da crosta terrestre existem mais duas camadas: o manto e o núcleo.

O manto

O manto é uma camada espessa, formada por material

pastoso.

As temperaturas no manto podem variar de 100 ºC a 4 000 ºC.

Nessas condições, as rochas derretem, formando o magma.

102

Pastoso: que tem

consistência viscosa.

102


CURIOSIDADE

Formação de um vulcão

O magma do manto pode atingir a superfície do

planeta por meio dos vulcões ativos. Em algumas regiões

do nosso planeta, há vulcões que podem entrar em erupção

e expulsar material formado por rochas derretidas. Quando

atinge a superfície, esse material é chamado de lava.

1

3

crosta terrestre

abertura

magma derretido

mais lava

quente é expelida

Movimento do manto

superfície

da Terra

Os estudos da lava dos vulcões e das ondas

produzidas pela movimentação de partes da

crosta terrestre permitiram aos cientistas entender

a composição e as características do manto.

Como se comporta o material que compõe

o manto? Essa questão você vai responder

depois de realizar a atividade experimental

a seguir.

Atividade complementar

2

4

lava quente

montanha formada de lava

solidificada

Vulcão: abertura

na crosta terrestre

através da qual o

magma é lançado à

superfície.

Ilustração esquemática da

formação de um vulcão.

1. O magma derretido

encontra uma abertura

na superfície terrestre,

por onde sai. 2. A lava

quente se acumula na

superfície. 3. Quanto mais

magma sai, mais lava se

acumula. 4. A lava esfria

e endurece, formando os

vulcões.

Assista à reportagem sobre a erupção Vulcão Kilauea, no Havaí, no vídeo

a seguir. Disponível em: https://tvbrasil.ebc.com.br/reporter-brasil/2018/05/

erupcao-do-vulcao-kilauea-no-havai-entra-em-fase-mais-perigosa. Acesso

em: 11 jun. 2021.

Assista ao vídeo do link a seguir com os alunos. Ele mostra uma erupção do vulcão Kilauea:

Disponível em: http://g1.globo.com/videos/v/vulcao-kilauea-expele-lava-no-havai/4426190/.

Acesso em: 11 ago. 2021.

VICTOR B./ M10

A lava da erupção do vulcão ativo escorre pela

montanha. Vulcão no Monte Fagradalsfjall, na

Islândia, em 20 de março de 2021.

103

DANIELFREYR/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

A erupção de vulcões é um

dos elementos que moldam

a crosta terrestre. Ilhas podem

surgir no mar em algumas

dezenas de anos. Esse é

o caso do vulcão no Monte

Fagradalsfjall, localizado na

Islândia, o qual expele material

que aumenta o tamanho

da ilha.

Discuta com os alunos a

importância do conhecimento

científico acerca dos

fenômenos da natureza (particularmente

o vulcanismo, os

terremotos e os tsunamis) e

a prevenção de catástrofes.

Centros de monitoramento

de terremotos, tsunamis e atividades

vulcânicas alertam

as autoridades e a população

em casos de perigo.

Sugestão de

encaminhamento

Peça aos alunos que leiam

o texto da seção Curiosidade

silenciosamente e, em seguida,

leia-o em voz alta ou solicite

que um ou mais alunos

o façam. Explore a sequência

de ilustrações com base nas

legendas correspondentes e,

em seguida, aproveite para

questionar os alunos a respeito

da função e da importância

das legendas nesse texto.

Essa reflexão permitirá que

os alunos analisem e avaliem

elementos textuais.

103


MÃOS À OBRA

Habilidade

(EF03CI07) Identificar características

da Terra (como

seu formato esférico, a presença

de água, solo etc.),

com base na observação,

manipulação e comparação

de diferentes formas de representação

do planeta (mapas,

globos, fotografias etc.).

Atividade

preparatória

Teste a atividade antes de

realizá-la com os alunos. Os

vidros poderão ser substituídos

por jarras de plástico

ou de acrílico transparentes

e o tamanho dos recipientes

(vidros ou jarras) podem ser

alterados, de acordo com o

material que você tiver disponível.

Recipientes muito

largos não produzem um

bom resultado.

A água não precisa estar

quente demais, basta que

ela esteja morna. O gelo colorido

(refresco em pó de uva,

por exemplo) deve ser feito

da seguinte forma: dissolva

o conteúdo de meio pacote

do pó de refresco em meio

copo de água aquecida. Isso

vai garantir sua fácil dissolução.

Misture o concentrado

de refresco em meio litro de

água e distribua a mistura em

uma forma para fazer gelo.

Mantenha o gelo colorido no

congelador até o momento

de realizar a atividade.

O resfriamento da porção

de água ao redor do gelo

colorido vai fazê-la se movimentar

em direção à área

mais aquecida da água. Do

mesmo modo, a água mais

quente vai subir em direção à

região em que ela é mais fria.

Graças à coloração do gelo, a

corrente de convecção formada

é visível.

104

Você deve levar a água

morna em garrafas térmicas

no dia da realização da

atividade. Distribua a água

morna para os grupos para

evitar um possível derramamento

nas carteiras ou mesas

do laboratório.

Providencie um balde e

papel toalha para os alunos

usarem no dia da atividade.

Movimentação dos líquidos

Os líquidos, em alguns aspectos, comportam-se do mesmo

modo que o manto. Nessa atividade, você vai estudar como esse

material circula abaixo da crosta terrestre.

Materiais

• 3 vidros grandes de boca larga (volume aproximadamente de 1 litro);

• refresco artificial em pó (dê preferência aos refrescos de cores escuras);

• água (gelada, morna e em temperatura ambiente);

• fita-crepe e caneta hidrocor;

• forma de gelo.

Como fazer

Um dia antes de realizar a atividade:

A. Dissolva 1 colher de chá de refresco em

pó em meio copo de água. Mexa até

dissolver o refresco.

B. Coloque o refresco em uma forma para

gelo e leve-a ao congelador.

Mantenha a forma no congelador até o

dia seguinte.

No dia da atividade:

C. Corte três pedaços de fita crepe e escreva

“gelada”, “ambiente”, “morna”. Cole uma fita

em cada um dos vidros.

Gelada Ambiente Morna

D. Encha um vidro com água gelada, o outro com água da torneira e o

terceiro com água morna. Atenção: a água não deve estar muito quente.

E. Retire a forma de gelo do congelador, coloque um cubo de gelo em

cada um dos vidros e observe o que acontece até um dos cubos de gelo

derreter totalmente.

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

104


1. Explique o que você observou. Resposta na Resolução comentada.

2. Em qual dos vidros a diferença de temperatura entre o gelo colorido e a

água líquida é maior?

A diferença de temperatura entre a água morna e o gelo colorido é maior do que

nos outros dois vidros.

3. Em qual dos vidros a água do gelo colorido se movimenta mais

rapidamente?

A água do gelo colorido vai para o fundo mais rapidamente no vidro com água

morna.

Explicando os resultados

O gelo colorido, ao entrar em contato com a água morna, começa a

derreter e se mistura à água do vidro, tornando-a mais fria na superfície.

Essa água mais fria se movimenta em direção à porção da água mais

quente, que está no fundo do vidro. Não é possível ver nesta atividade, mas

a água morna também se movimenta, só que em direção contrária, indo do

fundo do vidro em direção à superfície. Esse movimento, conhecido como

corrente de convecção, é o mesmo que ocorre no manto.

Na camada de ar que envolve o planeta – atmosfera –, também ocorrem

as correntes de convecção, ou seja, o ar quente sobe em direção às camadas

mais frias e o ar frio desce, provocando um movimento circular do ar.

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

A temperatura do material pastoso que forma o manto é maior próximo ao núcleo do que próximo à crosta. Essa

diferença de temperatura faz com que aconteça a convecção.

105

VICTOR B./ M10

Apoio pedagógico

Tema: Ciclos

A montagem dos três vidros

com água em diferentes

temperaturas (água gelada; a

temperatura ambiente; e água

morna) permite que os alunos

percebam que, quanto maior

é a diferença de temperatura

entre as porções de um meio

líquido ou gasoso, mais intensa

é a corrente de convecção formada.

Essa comparação deixa

a atividade mais interessante.

Pode ser que os alunos perguntem

por que o gelo (que

é mais frio) não acompanha a

corrente de convecção, isto é,

não afunda em direção à região

mais quente do meio aquoso.

Isso se deve a uma particularidade

da água, que na

forma sólida (gelo) é menos

densa que a água líquida, por

isso o gelo flutua.

Resolução

comentada

Na atividade 1, espera-se

que o aluno identifique o

movimento do gelo/água

gelada na água e como esse

movimento varia nas diferentes

temperaturas.

Avaliação formativa

A atividade da seção Mãos

à obra pode ser usada como

avaliação formativa.

Avalie a organização dos

grupos, a qualidade dos relatos

orais e os questionamentos

que surgirem.

As questões 1, 2 e 3 presentes

na atividade estimularão

os alunos a relatarem,

oralmente e pela escrita, os

resultados observados. Você

pode utilizar esse momento

para avaliar se os alunos explicam

com clareza os fenômenos

observados.

105


O núcleo

Habilidade

(EF03CI07) Identificar características

da Terra (como

seu formato esférico, a presença

de água, solo etc.),

com base na observação,

manipulação e comparação

de diferentes formas de representação

do planeta (mapas,

globos, fotografias etc.).

Apoio pedagógico

As páginas 106 a 110 compõem

outra unidade didática,

cujo tema central é a composição

do núcleo do planeta

Terra e algumas características

da superfície terrestre.

O núcleo do planeta é estudado

a partir de indícios

indiretos, uma vez que é impossível

acessá-lo diretamente,

seja colhendo amostras ou

enviando equipamentos de

medida. O núcleo corresponde

a uma esfera de 3 450 km

de raio, aproximadamente. O

diâmetro do núcleo terrestre

é de, aproximadamente,

6 900 km.

O núcleo é a camada mais quente do planeta. Localizado no centro da Terra,

é formado por uma mistura de metais. De acordo com as pesquisas atuais, a

temperatura do núcleo atinge entre 5 000 ºC e 6 000 ºC.

É dividido em duas partes: o núcleo externo, formado por material líquido, e o

núcleo interno, formado por material sólido.

O conhecimento científico sobre as camadas do nosso planeta é adquirido por

meio de testes e medições com aparelhos que emitem ondas semelhantes às do som.

Centros de medições e pesquisas espalhados pelo mundo compartilham

informações com cientistas de muitos países, inclusive do Brasil. A ciência é construída

com a participação de pesquisadores do mundo todo.

CIÊNCIAS

SITE

VICTOR B./ M10

• Viagem ao centro da Terra

Representação das camadas da Terra.

Crosta oceânica (6 – 12 km)

Crosta continental (25 – 70 km)

Manto (2 900 km)

Núcleo externo (4 960 km)

Núcleo interno (5 120 km)

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

Os seres humanos não são capazes de acessar diretamente o interior da Terra. Por isso,

para saber sua composição, os cientistas precisam utilizar simulações em computador e

aparelhos de perfuração para recolher amostras das camadas mais profundas. Acesse o

link para conhecer mais sobre o tema.

Disponível em: http://chc.org.br/viagem-ao-centro-da-terra/. Acesso em: 11 jun. 2021.

106

Atividade complementar

O texto sugerido na seção Ciências + pode ser usado em uma leitura dialogada. Peça

aos alunos que comentem e expliquem o que entenderam de cada um dos parágrafos

do texto. O texto fornece aos alunos informações sobre o tamanho e as características

das camadas internas do nosso planeta.

106


A superfície terrestre

A superfície terrestre é a camada mais

externa da crosta, formada pelos continentes

e ilhas, oceanos e atmosfera.

É nessa camada que se encontram os seres

vivos. O conjunto formado pelo ar, a água, o

solo e os seres vivos é chamado de biosfera.

A biosfera é formada por ecossistemas.

Os ecossistemas são formados pelos

seres vivos que habitam uma determinada

região e pelas características dessa região,

como a temperatura e a disponibilidade de água

e de luz.

As características dos ecossistemas dependem

da região do planeta em que estão localizados.

O planeta Terra pode ser dividido em cinco

regiões climáticas.

Mapa das zonas climáticas do planeta.

As zonas climáticas do planeta

Zona polar ou glacial ártica

Zona temperada do norte

Zona tropical

Zona temperada do sul

Zona polar ou glacial antártica

A biosfera vista do espaço.

Clima: conjunto de

características da atmosfera,

como temperatura e

frequência de chuvas, que

influenciam a vida na Terra.

Fonte: Atlas geográfico escolar. São Paulo: IBEP, 2012.

107

ALI ENDER BIRER/SHUTTERSTOCK

BRUNO S. /M10

Atividade

complementar

O trecho do texto a seguir

explica como as ondas

sísmicas são usadas para interpretar

a composição das

camadas internas da Terra. Se

julgar oportuno, compartilhe

depois com os alunos suas

descobertas.

[...]

As velocidades de propagação

das ondas dependem essencialmente

do meio por onde

elas passam. Em geral, quanto

maior a densidade de uma rocha,

maior a velocidade das

ondas sísmicas. É justamente

essa propriedade que permite

utilizar as ondas sísmicas

para obter informações sobre

a estrutura e a composição

em grandes profundidades.

Por exemplo, analisando-se

as vibrações provocadas por

explosões artificiais controladas

em uma bacia sedimentar,

podemos deduzir as velocidades

sísmicas nas várias camadas

sedimentares da bacia e

obter informações sobre eventuais

estruturas geológicas

importantes.

Assim, o método sísmico é de

grande importância prática,

por exemplo, na exploração de

petróleo e na busca de água

subterrânea. Em uma escala

global, os registros dos terremotos

em uma rede de estações

sismográficas permitem

também conhecer as velocidades

sísmicas no interior da

Terra e estudar a estrutura, a

composição e a evolução atual

do nosso planeta.

Wilson Teixeira et al. Decifrando

a Terra. São Paulo: Companhia

Editora Nacional, 2008. p. 46-47.

107


Habilidade

(EF03CI07) Identificar características

da Terra (como

seu formato esférico, a presença

de água, solo etc.),

com base na observação,

manipulação e comparação

de diferentes formas de representação

do planeta (mapas,

globos, fotografias etc.).

Apoio pedagógico

A primeira tentativa de classificação

dos climas da Terra

foi feita pelos gregos, que

dividiram o planeta em três

grandes zonas (tropical, temperada

e glacial). São vários

fatores que interferem nas

características climáticas de

uma região.

Com o passar do tempo,

pela observação contínua e

pelos registros detalhados

de dados meteorológicos, os

climatologistas formularam

classificações mais detalhadas

para os diferentes climas

do planeta. Para isso, utilizaram

diversos critérios, como

temperatura, umidade, pluviosidade,

ventos, altitudes,

a influência de massas de ar

e correntes marítimas.

Zonas polares

As regiões polares são as mais frias

do planeta, com temperaturas abaixo

de 0 ºC. Poucas espécies de animais

vivem nessas regiões.

Zonas temperadas

Nas regiões temperadas, as

temperaturas não são muito altas, as

estações do ano são bem marcadas,

o verão é quente e o inverno é bem

frio. São comuns grandes florestas

de pinheiros, e entre os animais

encontram-se ursos, esquilos, coelhos,

raposas etc.

Zona tropical

A Groelândia fica no Polo Norte.

As árvores das regiões temperadas costumam perder as folhas

durante o outono. Floresta temperada localizada em Nova Iorque.

A zona tropical é a região mais quente do planeta. É nessa região que se

encontram as florestas tropicais que abrigam a maior diversidade de plantas e animais

do planeta.

KRIS GRABIEC/SHUTTERSTOCK

JAMES CASIL/SHUTTERSTOCK

FOTOS593/SHUTTERSTOCK

Nas florestas tropicais, a vegetação é sempre verde. Floresta Amazônica, Equador.

108

108


MÃOS À OBRA

O interior do planeta

Nessa atividade, você vai construir um modelo do interior do planeta.

Materiais

• massa de modelar de 5 cores: azul,

vermelha, laranja, marrom

e amarela;

Como fazer

A. Sobre a bandeja, faça uma bola

com a massa de modelar

vermelha de, aproximadamente,

3 cm de diâmetro. Procure deixá -la

bem redonda.

B. Sobre a bandeja, faça um disco

com a massa de modelar laranja.

Ele deve ter, mais ou menos,

1 cm de espessura e ser suficiente

para envolver a bola vermelha que

foi produzida.

• 1 bandeja de papel ou de plástico;

• régua escolar.

C. Envolva a bola vermelha com a massa de modelar laranja formando uma

bola com 5 cm de diâmetro, aproximadamente.

D. Faça um disco com a massa de modelar amarela. Ele deve ser suficiente

para envolver a bola laranja feita no procedimento anterior. A espessura

do disco amarelo deve ser de mais de 1 cm. Arredonde a bola de massa de

modelar.

E. Agora, faça um disco com a massa de modelar marrom. Esse disco deve

ter 0,5 cm de espessura, aproximadamente. Envolva a bola amarela com a

massa de modelar marrom. Dê a forma arredondada ao seu modelo.

109

A. CARLÍN/ M10

Atividade

preparatória

Peça que cada grupo leve

para a sala de aula os materiais

descritos nessa seção. É

importante que o modelo a

ser construído fique sobre

uma superfície rígida e que

possa ser transportada, como

uma bandeja plástica usada

em confeitarias ou uma assadeira

de alumínio. Você pode

combinar com os alunos que

os bastões de massas de modelar

sejam compartilhados,

isto é, será material coletivo.

Sugestão de

encaminhamento

Oriente os alunos na organização

do espaço da atividade

e incentive a participação

de todos. Cada membro do

grupo pode ser responsável

por aplicar uma das camadas

do modelo. Também incentive

que mantenham o espaço

de trabalho limpo.

É fundamental que você

acompanhe o momento do

corte do modelo. Tente encontrar

a melhor forma de

realizar essa etapa: pode ser

com uma faca de mesa (sem

corte), com fio dental, com

um fio metálico fino ou uma

espátula. Fique atento para

que os alunos não corram

riscos.

Ao final da atividade, você

pode organizar uma exposição

dos modelos na sala de

aula ou nos corredores da

escola.

109


Apoio pedagógico

A construção de modelos

ajuda os alunos a concretizar

a idealização de realidades

complexas. No nosso modelo,

os dados são obtidos indiretamente,

uma vez que o centro

do nosso planeta é inatingível

por causa das condições

extremas de temperatura e

pressão.

A composição e a espessura

das camadas que formam o

nosso planeta são identificadas

com a ajuda de aparelhos

que emitem e medem ondas

sísmicas refletidas. As ondas

refletem e refratam de modos

diferentes, de acordo com a

composição, o estado físico e

a temperatura de cada camada

de matéria.

F. Faça algumas lâminas com a massa

de modelar azul e cubra algumas

partes da superfície marrom do seu

modelo. As lâminas azuis podem ser

irregulares.

G. Complete o seu modelo colocando

mais massa de modelar marrom

onde não existe massa azul.

H. Peça ajuda ao professor para cortar o

seu modelo ao meio.

1. O que estão representando a

massa de modelar azul e a massa

de cor marrom? Respostas na Resolução

comentada.

2. Faça um desenho de como ficou o interior do seu modelo. Represente

as camadas com as cores das massas de modelar utilizadas. Complete o

desenho com a legenda dos nomes das camadas.

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

Resolução

comentada

1. A massa de modelar azul

representa os oceanos e

a marrom representa os

continentes e a crosta

terrestre.

2. Produção pessoal.

3. A organização de uma

exposição dos modelos

produzidos é um momento

de interação diferente

entre os alunos e o professor.

Além disso, é uma

atividade que estimula

os alunos a criarem laços

afetivos com a escola e se

interessarem por temas

científicos.

Avaliação formativa

Para essa avaliação, cada

dupla ou trio fará um cartaz

para representar, com desenhos

ou colagens, as camadas

do planeta e fazer uma

pequena descrição das características

de cada uma delas.

Uma parte da atividade

110

3. Com a ajuda dos colegas e do professor,

organizem uma exposição dos modelos

criados. Utilizem palitos de dente com

papéis colados para identificar cada uma

das camadas do planeta.

pode ser feita em casa, como

a seleção de imagens (ou a

produção das ilustrações) e a

elaboração dos textos. A organização

dos textos e a colagem

podem ser feitos pela

dupla em sala de aula. Ajude

os alunos na colagem e na

distribuição das imagens na

cartolina.

Avalie a estética do produto

final e a qualidade e correção

dos textos informativos.

Atenção

Ajude a organizar a mesa e a limpar

a bandeja. As sobras de massa de

modelar podem ser utilizadas em

outras atividades.

110


ATIVIDADES

1. Pinte o mapa climático da América do Sul colorindo de azul as zonas temperadas e de

amarelo as zonas tropicais.

BRUNO S./ M10

Mapa político da América do Sul

Atividades

As atividades propostas poderão

ser realizadas em sala

de aula.

Estimule os alunos a rever

o texto para responder cada

uma das questões. Com isso,

os alunos desenvolverão a

habilidade de localizar informações

explícitas e interpretar

textos com linguagem

científica.

As atividades de 1 a 4 buscam

consolidar alguns dos

conhecimentos vistos na

unidade.

2. Em quais zonas climáticas está o Brasil?

Zona tropical e zona temperada do sul.

3. Marque com um X a camada da Terra em que vivem os animais, as plantas e os outros

seres vivos. Alternativa A.

a) Crosta.

b) Núcleo externo.

c) Manto.

d) Núcleo interno.

4. De que formas podemos representar o planeta Terra?

Por meio de fotos, mapas e modelos.

111

111


Habilidades

(EF03CI09) Comparar diferentes

amostras de solo do

entorno da escola com base

em características como cor,

textura, cheiro, tamanho das

partículas, permeabilidade

etc.

(EF03CI10) Identificar os

diferentes usos do solo (plantação

e extração de materiais,

dentre outras possibilidades),

reconhecendo a importância

do solo para a agricultura e

para a vida.

Objetivos

• Compreender a origem e

o processo de formação

do solo.

• Comparar e descrever as características

de diferentes

tipos de solo.

• Valorizar e reconhecer a

importância do solo para

a manutenção da vida.

• Conscientizar-se de que

muitas atividades humanas

podem poluir o solo.

• Reconhecer a importância

do solo para a produção de

alimentos.

• Conscientizar-se dos riscos

ambientais causados por

atividades mineradoras.

8

A camada superficial da crosta terrestre é composta de

grandes rochas e fragmentos de rochas de diversos tamanhos,

que formam o solo.

O solo também é composto de diferentes tipos de

minerais, ar, água e muitos seres vivos.

As plantas retiram do solo a água e os minerais de que precisam para viver. Os animais

sobrevivem se alimentando de restos de seres vivos, de plantas e de outros animais.

No entanto, os solos não são todos iguais, e compreender as diferenças e

características deles é trabalho de muitos pesquisadores, técnicos e agricultores.

1. Analise as imagens abaixo e responda à pergunta.

A

O solo

• Quais diferenças você vê entre os solos mostrados nas imagens?

FUNNYANGEL/SHUTTERSTOCK

Fragmento: parte,

pedaço, de alguma coisa

que se quebrou.

Algumas diferenças perceptíveis são: a cor (marrom claro e marrom escuro) e a consistência

(sem torrões e com torrões).

B

AFRICA STUDIO/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

As páginas 112 a 124 correspondem

a uma unidade

didática. Entre os temas tratados

estão: ciclo de formação

do solo, tipos e características

dos solos, permeabilidade e

fertilidade do solo.

Neste capítulo, vamos discutir

a origem e o uso do solo.

Os alunos poderão perceber

que há vários tipos de solo e

que, ao observá-los com mais

atenção, é possível notar que

têm propriedades características

(arenoso, argiloso, fértil,

pobre, com muitos seres vivos,

com poucos seres vivos etc.).

112

112


A formação do solo

Vimos que a vegetação pode variar bastante de um lugar para outro. Enquanto

na Floresta Amazônica encontramos uma grande diversidade de plantas, na Caatinga

essa variedade é bem menor.

Floresta Amazônica.

Apesar de a disponibilidade de água

e a temperatura influenciarem muito o

tipo de vegetação de cada lugar, o solo

também desempenha um importante

papel, afinal é do solo que as plantas

retiram boa parte dos seus nutrientes.

Para entender as diferenças

que existem entre os tipos de solo,

precisamos primeiro entender como ele

se forma.

A formação do solo é um processo

muito demorado. No início há apenas

grandes rochas, sendo muitas delas

originadas da lava dos vulcões.

HENRIQUEWESTIN/SHUTTERSTOCK

Caatinga.

As plantas retiram do solo a água e os nutrientes de que

precisam para crescer.

113

MENDESBIO/SHUTTERSTOCK

A. CARLÍN/ M10

Sugestão de

encaminhamento

Aproveite as imagens e o

texto das páginas 112 e 113

para avaliar o conhecimento

prévio dos alunos sobre o

solo. Isso é importante para

que você conduza as próximas

aulas de modo a ampliar

o que os alunos já sabem e

a estimular o interesse pelo

tema. A vivência dos alunos

com o solo pode ser muito

diferente se a comunidade escolar

for próxima ao ambiente

rural ou se for exclusivamente

urbana.

Pesquise sobre o interesse

dos alunos e amplie o conteúdo

com temas suplementares

caso você perceba que os alunos

podem ir além dos conteúdos

presentes no capítulo.

Fique atento ao modo

como eles se referem ao homem

do campo. Evite e combata

expressões ou ideias que

menosprezem o trabalho de

agricultores ou que apresentem

preconceitos em relação

à atividade que realizam. O

Brasil tem uma pujante economia

agropecuária, sendo

um dos países que mais produz

alimentos no mundo.

113


Origem e formação do solo

Habilidades

(EF03CI09) Comparar diferentes

amostras de solo do

entorno da escola com base

em características como cor,

textura, cheiro, tamanho das

partículas, permeabilidade

etc.

(EF03CI10) Identificar os

diferentes usos do solo (plantação

e extração de materiais,

dentre outras possibilidades),

reconhecendo a importância

do solo para a agricultura e

para a vida.

1

As rochas sofrem os

efeitos da chuva, do

frio, do calor do Sol,

do vento, da água dos

rios e dos mares. Esse

processo de quebra

das rochas por agentes

naturais é chamado de

intemperismo.

2

Com o tempo a

rocha se quebra

em pedaços bem

pequenos, e as

primeiras plantas

começam a crescer

(musgos, por

exemplo).

3

Microrganismos

decompõem restos de

plantas aumentando

a quantidade de

nutrientes presentes

na camada superficial,

favorecendo o

crescimento de mais

plantas no local

e atraindo outros

seres vivos, como

microrganismos,

insetos e minhocas.

Apoio pedagógico

Uma competência que

deve ser desenvolvida ao

longo da Educação Básica é

a leitura de imagens, infográficos

e outros modos de

comunicação (linguagem não

verbal) que vão além da escrita

(linguagem verbal). Em diversos

momentos utilizamos

diferentes linguagens para

comunicar e disseminar informações.

O estudo das páginas

114 e 115 é uma excelente

oportunidade para propor

aos alunos que relacionem o

texto escrito com as imagens

do infográfico.

Peça aos alunos que transformem

o conteúdo do infográfico

(imagem) em texto

escrito ou oral e avalie a

capacidade de cada um em

reconstruir, autonomamente,

o processo de formação do

solo ao longo do tempo.

As explicações para cada

uma das 4 etapas descritas no

infográfico podem variar de

um aluno para outro. Nesses

momentos, é possível perceber

que as diversas explicações

expressas na sala de aula

se complementam.

Decomposição: reciclagem

de nutrientes realizada

por microrganismos.

114

Atividade complementar

Esse tipo de atividade, de passar um assunto de uma linguagem para outra, pode ser

feito com outros assuntos estudados. Considere essa estratégia ao trabalhar os textos

das próximas unidades didáticas.

Tempo

114


4

Com o acúmulo de

nutrientes no solo, plantas

maiores crescem no local e

mais animais são atraídos. O

material que dá fertilidade

ao solo é chamado de

húmus.

MARCELLO S./ M10

Apoio pedagógico

Tema: Ciclos

A fragmentação das rochas

em pequenos grãos é

um processo que envolve

uma dimensão de tempo de

difícil avaliação pelos alunos.

Também é difícil para eles

aceitarem que materiais “duros”

como as rochas podem

ser quebrados pela ação de

fatores como calor, vento e

água. Muitas vezes usamos

analogias para facilitar a compreensão

de processos que

são difíceis de ser observados

ou quantificados.

Tome cuidado para que essas

analogias, quando usadas

em sala de aula, não sejam interpretadas

no sentido literal.

Elas servem para exemplificar

os processos envolvidos no

fenômeno do intemperismo,

de modo a facilitar sua

compreensão.

A camada de material que fica sobre o solo é formada por folhas,

flores, galhos, frutos que caem das plantas, restos de animais, como

penas, pelos, ossos e fezes.

Com a ação de alguns seres vivos, como fungos e bactérias, esse

material vai se decompondo lentamente e se transformando numa

massa fofa e escura, ou seja, transformando-se em húmus.

115

115


Habilidades

(EF03CI09) Comparar diferentes

amostras de solo do

entorno da escola com base

em características como cor,

textura, cheiro, tamanho das

partículas, permeabilidade

etc.

(EF03CI10) Identificar os

diferentes usos do solo (plantação

e extração de materiais,

dentre outras possibilidades),

reconhecendo a importância

do solo para a agricultura e

para a vida.

Apoio pedagógico

Um dos fatores importantes

para discutir a presença de

plantas em ambientes como

a Mata Atlântica e a Floresta

Amazônica é falar sobre a

cobertura do solo e suas características

principais.

A vegetação encontrada

nesses locais é rica, diversificada

e exuberante, o que

nos faz acreditar na fertilidade

do solo que mantém essa

vegetação. Entretanto, essa

fertilidade é uma propriedade

resultante também de toda

essa vegetação. As folhas secas,

os gravetos, as flores e os

frutos que caem no solo se

decompõem muito bem nesse

ambiente úmido, quente

e protegido da insolação. A

decomposição desse material

gera uma mistura rica em

nutrientes, boa para o crescimento

de plantas, o húmus.

Os alunos ainda não aprenderam

as transformações causadas

por decompositores e

teriam dificuldade para compreender

a interdependência

de todos esses processos.

Entretanto, é interessante ajudá‐los

a observar as características

da cobertura do solo

das florestas e a identificar a

origem desse material.

Todo solo é rico em húmus?

Por conta das condições ambientais, como falta de umidade e excesso de vento,

a formação de um solo rico em húmus não ocorre em todas

as regiões. Os desertos, por exemplo, possuem solos pobres

em húmus e, por isso, são pouco férteis.

No Brasil existem as dunas, que são formadas pela areia carregada por ventos

fortes e constantes na região costeira. Por causa da ação do vento, não há acúmulo de

matéria orgânica e, portanto, não há formação de húmus nesse solo. A areia é um solo

pouco fértil, com nenhuma ou pouca vegetação.

116

Solo fértil: que permite o

crescimento de plantas.

N MRTGH/SHUTTERSTOCK

BRUNO LACERDA/SHUTTERSTOCK

O Saara, localizado na

África, é o maior deserto

do mundo.

Dunas no Parque Nacional

dos Lençóis Maranhenses,

no estado do Maranhão,

2021.

116


Características dos solos

Cor, textura e permeabilidade são algumas das características dos solos.

A cor depende, principalmente, da variedade e da quantidade de minerais, assim

como da quantidade de húmus e de água.

Geralmente, solos marrons ou mais escuros são ricos em húmus, enquanto os

solos de tons avermelhados são ricos em minerais de ferro.

A textura está relacionada à quantidade de

areia e argila do solo. Quanto mais areia existir em

uma amostra, maior é a sensação de aspereza ao

esfregar um pouco da terra na palma da mão.

A permeabilidade está relacionada à quantidade

de água que fica retida numa amostra de solo.

Solos formados por partículas pequenas e muito

próximas umas das outras retêm mais água e são,

portanto, pouco permeáveis. Solos formados por

partículas maiores costumam reter pouca água e

são mais permeáveis.

CIÊNCIAS

Solo rico em húmus.

FILME

• Solo engolidor de água

Vídeo com experimento sobre permeabilidade do solo.

Disponível em: http://chc.org.br/acervo/soloengolidor-de-agua-2/.

Acesso em: 11 jun. 2021.

ANDREY_KUZMIN/SHUTTERSTOCK

Solo rico em minerais de ferro.

ECOPRINT/SHUTTERSTOCK

Solos muito claros são pobres

em húmus.

Argila: fragmentos de rocha bem

pequenos, vistos somente com o

uso do microscópio.

Amostra: pequena porção de um

solo.

O solo rico em argila é chamado

de solo argiloso.

O solo rico em areia é chamado

de solo arenoso.

117

SARAH2/SHUTTERSTOCK

ALEKSANDRA H. KOSSOWSKA/

SHUTTERSTOCK

ART NICK/SHUTTERSTOCK

Apoio pedagógico

Os fragmentos de rocha

que formam o solo são classificados

de acordo com o

tamanho. A escala para a

classificação pelo tamanho

do fragmento de rocha no

solo é:

• tamanho entre 2 mm e

0,2 mm: areia grossa;

• tamanho entre 0,2 mm e

0,05 mm: areia fina;

• tamanho entre 0,05 mm e

0,002 mm: silte;

• menores do que 0,002 mm:

argila.

Esses dados são muito

técnicos e dificultam a compreensão

dos alunos desse

nível de ensino. Informe a eles

que são usadas peneiras especiais

para fazer a separação

dos grãos que formam o solo.

Dessa forma, é fácil separar os

quatro tipos de grãos que estão

em uma amostra de terra.

Atividade complementar

De maneira didática, o vídeo sugerido no Ciências + compara a permeabilidade de uma

porção de areia e de uma porção de argila. A primeira parte da atividade das páginas

seguintes discute o mesmo princípio, porém comparando a permeabilidade da areia

com a do solo da escola ou de um jardim.

Você pode exibir o vídeo antes ou depois como fechamento da proposta.

117


MÃOS À OBRA

Habilidades

(EF03CI09) Comparar diferentes

amostras de solo do

entorno da escola com base

em características como cor,

textura, cheiro, tamanho das

partículas, permeabilidade

etc.

(EF03CI10) Identificar os

diferentes usos do solo (plantação

e extração de materiais,

dentre outras possibilidades),

reconhecendo a importância

do solo para a agricultura e

para a vida.

Atividade

preparatória

Auxilie e instrua os alunos

sobre como as amostras de

solo de jardim devem ser coletadas.

Um adulto deve realizar

essa tarefa usando uma

ferramenta adequada (enxada

ou pá de jardinagem). As

folhas e restos de vegetais devem

ser retirados da amostra

para não interferir na comparação

da permeabilidade

das duas amostras (terra de

jardim e areia de construção).

Explique aos estudantes

quais são os materiais necessários

para a realização

da atividade experimental e

como a lavagem da areia de

construção deve ser feita.

Apoio pedagógico

Os conhecimentos sobre as

características e propriedades

dos solos contribuem para o

desenvolvimento humano,

visto que eles são utilizados

por agricultores (produção

de alimentos), engenheiros

(escolha de locais adequados

para construções), geólogos

(determinação de locais propícios

a atividades mineradoras)

etc.

118

Parte 1: Testando a permeabilidade do solo

Nesta atividade, o seu grupo vai testar duas amostras de solo e verificar

qual delas é mais permeável.

Materiais

• 1 copo de solo (sem restos de vegetais) de um jardim;

• 1 copo de areia usada em construções;

• 2 funis de plástico;

• 2 filtros de papel para coar café;

• 2 garrafas plásticas usadas;

• folhas de jornal;

• saco plástico.

Preparação prévia

A. Com o auxílio do professor, formem

grupos e decidam quem vai preparar

cada um dos materiais que serão

utilizados na atividade.

B. Retire um copo de terra do jardim da

escola ou de outro lugar. Para isso,

peça ajuda ao professor ou a outro

adulto. Lembre-se: peça autorização ao

responsável pelo jardim para retirar a

amostra de solo.

C. Coloque o copo de terra em uma folha de

jornal ou outro tipo de papel usado e deixe

a terra exposta ao Sol. A amostra de solo

deverá estar bem seca e esfarelada.

D. A areia de construção deve ser lavada.

Coloque o copo de areia em uma vasilha

cheia de água. Mexa com uma colher e

A. CARLÍN/ M10 A. CARLÍN/ M10 A. CARLÍN/ M10

118


despeje a água em um jardim ou vaso de plantas. Cuidado para não deixar a

areia sair junto com a água da lavagem.

E. Despeje a areia em um saco de plástico e

coloque-a ao sol para secar.

F. Depois que os materiais estiverem secos,

você poderá iniciar o teste.

Como fazer

G. Coloque 1 filtro de papel para coar café

em cada um dos funis.

H

Coloque um funil em cada uma das

garrafas, que devem estar limpas e secas.

I. Coloque meio copo da terra de jardim

seca em um dos funis. Coloque meio

copo da areia lavada seca no outro funil.

Lembre-se de que a quantidade de areia

e terra colocada em cada filtro de papel

deve ser igual.

J. Despeje lentamente 1 copo de água

em cada um dos funis e observe a água

passar para as garrafas.

1. Qual das garrafas ficou com mais água?

A garrafa com areia.

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

Sugestão de

encaminhamento

As questões propostas nas

duas partes do experimento

requerem que os alunos relatem

as observações realizadas.

Avalie se eles são capazes

de registrar corretamente as

observações e relacioná-las

na construção de uma conclusão.

Essa também é uma

oportunidade para que você

avalie o desenvolvimento da

produção escrita dos alunos.

2. Sabendo que, quanto mais água atravessa uma amostra de solo, maior

é a permeabilidade da amostra, responda: Respostas na Resolução comentada.

a) Qual das duas amostras de solo é mais permeável?

b) Qual das amostras de solo reteve maior quantidade de água?

O solo de jardim é formado por fragmentos de rocha de diversos

tamanhos: de areia até as minúsculas partículas de argila. Os solos menos

arenosos são menos permeáveis, isto é, retêm mais a água do que um solo

formado somente por areia.

119

Resolução comentada

A atividade 2 sintetiza a conclusão da primeira parte da seção Mãos à obra.

a) A amostra de areia lavada é mais permeável.

b) A terra de jardim retém maior quantidade de água, ou seja, é menos permeável que a amostra

de areia lavada.

119


MÃOS À OBRA

Habilidades

(EF03CI09) Comparar diferentes

amostras de solo do

entorno da escola com base

em características como cor,

textura, cheiro, tamanho das

partículas, permeabilidade

etc.

(EF03CI10) Identificar os

diferentes usos do solo (plantação

e extração de materiais,

dentre outras possibilidades),

reconhecendo a importância

do solo para a agricultura e

para a vida.

Atividade

preparatória

Sempre que utilizamos sementes

de plantas em atividades

experimentais, devemos

testar a capacidade de germinação

antes de propor o

trabalho aos alunos. O material

dessa atividade é de fácil

acesso: filtro de papel para

coar café e alpiste (ou painço),

que pode ser comprado em

lojas de ração para animais.

Faça o teste de germinação.

Embeba as sementes de alpiste

em água fria por algumas

horas. Plante-as em um copo

com terra (semelhante à terra

que os alunos usarão na

atividade). As sementes devem

ficar sob uma camada

de 0,5 a 1 cm de terra. Regue

periodicamente para manter

a terra úmida e deixe o copo

em ambiente claro e ventilado.

Acompanhe o desenvolvimento

das plantinhas.

Sementes muito velhas ou

mal acondicionadas podem

não germinar. Se esse for o

caso do seu teste, procure

novas sementes que estejam

em melhores condições de

germinação.

Materiais

120

Parte 2: Qual solo é mais fértil?

Antes de devolver a terra e a areia para o jardim, você pode

testar qual dos solos é mais fértil: a areia ou a terra de jardim.

• 30 sementes de alpiste;

• 2 copos transparentes;

• água para regar.

Como fazer

A. Passe, com cuidado, o conteúdo do

filtro de papel com a terra de jardim

para um copo e o conteúdo do filtro

de papel com a areia para o outro

copo.

B. Plante sementes de alpiste em cada

um dos funis. Para isso, coloque 15

sementes na terra e 15 sementes

na areia. Cubra com mais terra as

sementes do copo com terra, e com

mais areia as sementes do copo

com areia.

C. Regue com um pouco de água cada

um dos solos com as sementes e

deixe os copos em local iluminado.

Não deve ser um local que receba luz

diretamente do sol por muito tempo.

D. Mantenha os solos úmidos, regando-os todos os dias.

E. Acompanhe e desenhe em seu caderno o crescimento das plantas. Veja o

modelo de quadro a seguir. Não se esqueça de indicar os dias em que você

fez cada desenho. Inclua no quadro quantos espaços forem necessários.

A. CARLÍN/ M10

A. CARLÍN/ M10

120


Dia

segunda-feira

terça-feira

quarta-feira

Desenho de observação

F. Quando pelo menos uma das plantas tiver crescido, junte todos os

desenhos que você fez, compare o desenvolvimento das plantas nas duas

amostras de solo e responda às perguntas.

1. Em qual dos copos as sementes germinaram primeiro?

Respostas pessoais. Geralmente, as sementes germinam ao mesmo tempo, isto é,

sem uma grande diferença de tempo.

Sugestão de

encaminhamento

Informe os alunos que o

tempo de germinação pode

variar e que o quadro sugerido

nesta página deve ser copiado

no caderno, incluindo

mais espaços para os desenhos.

Na coluna “Dia”, os alunos

devem escrever o dia da

semana e o dia do mês.

Os vasos que ficarem na

sala de aula devem ser regados

periodicamente e a

comparação das plantas nos

dois vasos deve ser feita até o

alpiste atingir cerca de 12 cm.

Avalie se os alunos levarão

o vaso para casa ou se os replantarão

em um jardim da

escola.

2. Ao final da atividade, em qual dos dois solos as plantas estavam mais

desenvolvidas?

Espera-se que as plantas que estão no solo de jardim tenham crescido mais e ficado

mais viçosas depois desse período.

3. Com base no que você observou, qual dos solos (areia ou terra de

jardim) é mais adequado para o desenvolvimento das plantas?

Resposta na Resolução comentada.

Ao final da atividade, você pode replantar as plantas em um vaso ou em

um jardim.

121

Resolução comentada

3. A terra de jardim é mais fértil do que a areia. Na terra de jardim, as plantas crescem melhor

porque esse solo é mais fértil.

121


CURIOSIDADE

Habilidades

(EF03CI09) Comparar diferentes

amostras de solo do

entorno da escola com base

em características como cor,

textura, cheiro, tamanho das

partículas, permeabilidade

etc.

(EF03CI10) Identificar os

diferentes usos do solo (plantação

e extração de materiais,

dentre outras possibilidades),

reconhecendo a importância

do solo para a agricultura e

para a vida.

Sugestão de

encaminhamento

O texto da seção Curiosidade

pode ser trabalhado com a

classe a partir da estratégia de

leitura dialogada, que consiste

na realização de perguntas

antes, durante e após a leitura.

Antes da leitura, você pode

lançar questões que aumentam

a expectativa em relação

ao texto:

• Vocês conhecem algum deserto?

Onde ele fica?

• Vocês acham que há desertos

no Brasil? Em qual(is)

região(es)?

Ao longo do texto, as questões

podem se voltar para a

localização de informações

explícitas no texto. Algumas

possibilidades são:

• Em quais regiões brasileiras

encontram-se desertos?

• Como os cientistas chegaram

à estimativa da área

desertificada no Brasil?

• O que explica a formação

de desertos no Brasil?

• Quanto tempo demora o

processo de desertificação?

• O que tem sido feito para

que essas regiões não se

expandam?

Ao final do texto, você

pode incentivar que os alunos

estabeleçam inferências

122

Desertos brasileiros

Se eu falar em deserto,

você pensa logo no Saara,

na África? Pois saiba que os

desertos podem estar bem

mais perto do que você pensa.

Um estudo realizado por

pesquisadores da Universidade

Federal de Alagoas indica que

algumas áreas do Nordeste

do Brasil já ganharam essa

classificação. Segundo os

cientistas, o país tem 230 mil

quilômetros quadrados de

áreas desertificadas – quase o

tamanho do estado do Piauí.

[...] O meteorologista Humberto Barbosa, coordenador do projeto, explica

que as estimativas foram feitas com base em imagens de satélites de hoje e

de anos atrás. “Nelas são marcadas as regiões com e sem vegetação. A análise

mostra que as áreas degradadas estão se espalhando”, alerta.

Você deve estar se perguntando por que isso acontece. Humberto explica:

“Além da pouca quantidade de chuva e da erosão, típicas dessa região, a criação

excessiva de gado e o plantio de um único alimento também empobrecem o

solo, que perde seus nutrientes. A região começa a ficar estéril”.

Como resultado, a vegetação passa a ser cada vez mais pobre. “O processo

de desertificação é lento, pode demorar até 20 anos. Mas é preciso estar sempre

atento”, destaca o pesquisador.

O Brasil tem hoje quatro grandes áreas desertificadas – uma no Piauí, uma

no Ceará e duas em Pernambuco. Humberto garante que a situação é reversível,

mas, como o custo para tornar essas regiões férteis novamente é muito alto, é

mais viável cuidar para que elas não se expandam. “No entorno dessas regiões já

são feitos trabalhos de produção sustentável e de estímulo de culturas agrícolas

diferentes para preservar o solo”, conta.

por meio da relação entre

diferentes partes do texto,

questionando:

• Todas as regiões brasileiras

apresentam o mesmo risco

de desertificação de suas

áreas?

Para respondê-la, eles deverão

mobilizar as condições

necessárias para o processo

de desertificação expostas

no texto e reconhecer que

Solo degradado em zona rural da cidade de Vitória da

Conquista, no estado da Bahia.

elas variam entre as regiões,

o que implica que esse risco

é maior em algumas delas,

como o Nordeste.

Camille Dornelles. Desertos brasileiros. Ciência Hoje das Crianças, 31 jul. 2013.

Disponível em: http://chc.org.br/desertos-brasileiros/. Acesso em: 11 jun. 2021.

JOA SOUZA/SHUTTERSTOCK

122


Tipos de solo

Existem diversos tipos de

solo e suas características variam

de acordo com a rocha que

os originou, o tamanho dos

fragmentos formados

e a quantidade de água e de

matéria orgânica que possuem.

Os solos podem ser

classificados em: arenoso,

argiloso, humoso e calcário.

O solo arenoso é rico em

areia. É um solo muito permeável

e pobre em nutrientes.

O solo argiloso é formado

por grande quantidade de

argila. As partículas de argila

são muito pequenas e ficam

muito próximas umas das outras,

retendo mais água.

Solo arenoso.

Solo argiloso.

MUHAMMAD AFZAN BIN AWANG/SHUTTERSTOCK

LIGHTSPRING/SHUTTERSTOCK

Sugestão de

encaminhamento

As práticas de leitura em família

constituem-se como importantes

aliadas no desenvolvimento

das habilidades

de literacia dos alunos. Por

isso, incentive que a leitura da

seção Curiosidade seja realizada

em casa. O texto pode ser

lido em voz alta pelos alunos,

pelos adultos ou por ambos.

Em seguida, a interação verbal

entre eles pode ser favorecida

por meio do compartilhamento

de histórias sobre

a origem da família ou pela

busca e discussão de informações

relacionadas ao tipo

de solo encontrado no estado

em que vivem.

CURIOSIDADE

Terra roxa

Terra roxa é um solo de coloração avermelhada, encontrado nos estados

de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

É um solo muito fértil e que foi formado a partir de rochas vulcânicas.

O nome “terra roxa” foi dado pelos imigrantes italianos que chegaram

ao Brasil entre o final do século 19 e o início do século 20 para trabalhar nas

fazendas de café. Ao ver a terra de cor vermelha, os imigrantes a chamaram de

terra rossa, que significa “vermelho” em italiano. Os brasileiros aportuguesaram

a palavra, dando origem ao termo “terra roxa”.

123

123


Habilidades

(EF03CI09) Comparar diferentes

amostras de solo do

entorno da escola com base

em características como cor,

textura, cheiro, tamanho das

partículas, permeabilidade

etc.

(EF03CI10) Identificar os

diferentes usos do solo (plantação

e extração de materiais,

dentre outras possibilidades),

reconhecendo a importância

do solo para a agricultura e

para a vida.

Sugestão de

encaminhamento

Você pode fazer a atividade

3 usando o jardim da escola.

Caso a escola não possua

um jardim próprio, organize

uma visita a um nos arredores.

Peça que os alunos levem

material apropriado para

desenhar.

Ao chegar ao jardim, oriente-os

sobre a importância de

não tocar em formigueiros e

cupinzeiros e de ter cuidado

com as plantas quando remexerem

a terra com as mãos.

Em toda saída a campo, deve-se

reforçar a importância

do respeito à natureza e aos

seres vivos.

O solo que foi remexido

deve ser restituído ao local

de origem.

O solo humoso é rico em matéria orgânica. O húmus ajuda a reter água,

portanto, é um solo pouco permeável e muito fértil, ideal para a agricultura.

O solo calcário é formado por fragmentos de rochas ricas em minerais de cálcio.

Ele é muito permeável, retém pouca matéria orgânica e, portanto, não é adequado

para a agricultura. Esse solo pode ser encontrado em desertos.

Solo humoso, também chamado de terra preta.

2. Por que os solos mais permeáveis são os mais pobres em matéria orgânica?

O solo e os seres vivos

Você já parou para olhar os seres vivos que encontramos no solo de um jardim?

Então, faça isso!

3. Formem grupos e, acompanhados de um adulto, visitem o

jardim mais próximo da escola. Utilizem um palito de madeira

para remexer o solo e observem os seres vivos que vivem em

seu interior.

• Depois, façam um desenho do jardim e dos seres vivos

encontrados lá e exponham na sala de aula.

124

Solo calcário.

Espera-se que os alunos reconheçam que solos pobres em água não permitem o

HOLIDAY.PHOTO.TOP/SHUTTERSTOCK

desenvolvimento de microrganismos decompositores, o que reduz a quantidade de húmus.

Atenção

Não mexam em

formigueiros ou

em cupinzeiros.

PARMNA/SHUTTERSTOCK

124


No solo de um jardim podem ser encontrados diversos seres vivos, como plantas,

minhocas, tatuzinho-de-jardim, caramujos, microrganismos e insetos, como a formiga,

o besouro e o cupim.

Representação com diferentes

escalas e com cores fantasia

Representação dos seres vivos que habitam o solo.

As plantas terrestres, por meio de suas raízes, retiram do solo água e outros

nutrientes essenciais para seu crescimento. Elas também usam o solo para se fixar.

As minhocas são animais detritívoros, isto é, alimentam-se de restos de plantas e

animais, e suas fezes ajudam a aumentar a quantidade de matéria orgânica no solo.

Os túneis cavados pelas minhocas e formigas facilitam a passagem de ar e água e

a fixação das raízes das plantas.

Os microrganismos presentes no solo decompõem os restos de vegetais e

animais mortos, devolvendo ao solo os nutrientes e mantendo sua fertilidade.

Muitos animais, como os coelhos, as serpentes, os ratos e os tatus, usam o solo

como moradia.

A. CARLÍN/ M10

Avaliação formativa

Os alunos devem fazer, em

duplas ou trios, um relato escrito