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Revista Coamo - Julho de 2022

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RETORNO PRESENCIAL DAS REUNIÕES DE CAMPO ATRAI COOPERADOS

revista

www.coamo.com.br

julho/2022

ano 48 edição 526

FUTUROCOOP

Programa contribui

para a formação

cooperativista

de adolescentes

Família Dill,

de Nova Santa Rosa (PR)

COAMO NO MS

Nova unidade em

São Gabriel do Oeste já

está em funcionamento

ENFIM, A BONANÇA

Depois de duas safras com frustrações, cooperados estão colhendo uma produção

de milho segunda safra acima da expectativa,com produtividade e rentabilidade


Coamo

Alimentos

apresenta:

novas

embalagens.

Confira aqui o filme de

lançamento da campanha.

Alimentos que

transformam vidas.


expediente

Órgão de divulgação da Coamo

ano 48 | edição 526 | julho de 2022

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos, Wilson Bibiano Lima, Ana Paula Bento Pelissari Smith,

Antonio Marcio dos Santos, Ruthielle Borsuk da Silva, Raquel Sumie Eishima,

Aline Aristides Bazán, Marcos Gabriel Batista dos Santos e Kamilly Santana

Cazotto.

Contato: (44) 3599-8129 - comunicacao@coamo.com.br

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima, Ana

Paula Bento Pelissari Smith, Ruthielle Borsuk da Silva e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários

Contato: (11) 5092-3305

Contato publicitário: Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

Acompanhe a Coamo pelas redes sociais

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados ou cita-dos

não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari,

Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen.

CONSELHO FISCAL: Jonathan Henrique Welz Negri, Igor Eduardo de Mello Schreiner e Pedro Augusto Brunetta Borgo (Membros Efetivos). Angelo Mauro Zanin, Danilo Henrique

Rosolem e Cláudio Fulaneto Junior (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,59 milhões de toneladas. Receita Global de 2021: R$ 24,666 bilhões.

Sobras liquidas: R$ 1,835 bilhão. Tributos e taxas gerados e recolhidos em 2021: R$ 534,940 milhões. Cooperados: mais de 30 mil. Municípios presentes: 73. Unidades: 111.

julho/2022 revista

3


sumário

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4 revista

julho/2022


índice

Entrevista

10

Clodomir Ascari, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná é o entrevistado do mês.

Para ele, o profissional da agronomia deverá dominar as tecnologias de uma agricultura mais conectada

Segunda safra

14

Cooperados estão colhendo uma das melhores safra de milho. Um ânimo a mais, principalmente

nas regiões que passaram por duas frustrações seguidas, no milho em 2021 e na soja 2021/22

22

Reuniões de Campo

Depois de dois anos sendo realizada no formato virtual, as tradicionais

Reuniões de Campo voltaram para o presencial, com a diretoria da Coamo

e Credicoamo percorrendo toda a área de ação no PR, SC e MS. Foram 11

encontros regionalizados entre os dias 05 e 26 de julho

FuturoCoop

Coamo lançou o FuturoCoop, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento dos adolescentes

envolvidos com a cooperativa, evidenciando a força do cooperativismo dentro do agronegócio

Fipan

30

38

A Coamo participou da Feira Internacional de Panificação, Confeitaria e Food Service (Fipan), em

São Paulo (SP). Esta é a maior do gênero na América Latina e possibilitou novos canais de venda

São Gabriel do Oeste

42

Começou a funcionar em julho, a 19ª unidade da Coamo no Mato Grosso do Sul, em São Gabriel

do Oeste. O novo entreposto está estruturado para o recebimento de 1.100.000 sacas de produtos

julho/2022 revista

5


O SEU VOLUME DE

ESTÁ DISPONÍVEL NA

Faça a escolha por uma

cultivar que te proporciona:

Alto teto produtivo e alto potencial de engalhamento

Resistente ao acamamento e à fitóftora

Responsiva à fertilidade

Precocidade | G.M. 5.8

E colha bons resultados!


governança

Relacionamento com honestidade e transparência

Após praticamente três

anos, retornamos em julho

com as tradicionais

Reuniões de Campo reunindo milhares

de cooperados da Coamo

e Credicoamo. Foram momentos

marcantes, pois estava com saudade

desse contato com os nossos

cooperados. Nada substitui

esse relacionamento presencial,

que sempre foi um grande valor

da Coamo nesses 51 anos.

O Encontro de Inverno

promovido na Fazenda Experimental

também confirmou essa

situação, com a volta dos eventos

presenciais, e no caso, do

contato direto dos cooperados

usuários de tecnologias com os

técnicos e pesquisadores criadores

das novas técnicas utilizadas

nos campos de produção.

Esta retomada dos eventos

junto aos cooperados tem sido

muito bem conduzida, de forma

segura com participação intensa

dos cooperados nos eventos técnicos,

educacionais e sociais.

As Reuniões de Campo

comprovaram isso, desde as primeiras

no Mato Grosso do Sul

até as realizadas no Sudoeste do

Paraná e no Oeste de Santa Catarina.

Todas com grande interesse

e recepção dos produtores, objetivos

cumpridos com mais integração

e relacionamento, e o

repasse de importantes informações

não só da situação da Coamo

e da Credicoamo, como da

agricultura nacional e mundial.

Um dos valores da Coamo

está na “Ética, transparência

e honestidade de princípios”, por

isso é necessária a prática da informação,

formação e educação

cooperativista, como os cooperados

tiveram nas Reuniões de

Campo deste segundo semestre.

Entre os assuntos, reiteramos

a importância dos princípios

do cooperativismo e mostramos

a boa situação econômica da

Coamo e da Credicoamo embasada

na responsabilidade, segurança

e solidez.

A comercialização dos

produtos agrícolas foi um dos assuntos

de grande interesse dos

cooperados. Apresentamos o

cenário e as tendências de oferta

e demanda nacional e mundial

da soja, do milho e do trigo. Pelas

previsões haverá aumento de

produção mundial na soja com

395,37 milhões de toneladas

contra 351,99 na safra anterior. O

Brasil será o maior produtor de

soja com 149 milhões de toneladas

na safra 2022/2023, contra

126 milhões da safra 2021/2022.

O Brasil estará na liderança a

frente dos Estados Unidos com

estimativa de colher 126,28 milhões

de toneladas.

No caso do milho, o Brasil

deverá registrar incremento na

produção, passando de 115 para

126 milhões de toneladas. Mas,

no mundo a produção do cereal

será de um bilhão cento e oitenta

e cinco milhões de toneladas,

com redução de 2,55%.

Os números e análises

“Nada substitui o

relacionamento

presencial, o qual sempre

foi um grande valor da

Coamo nesses 51 anos.”

do Plano Safra, bem como todo

o trabalho promovido pela assistência

Técnica da Coamo para

impulsionar produtividades, juntamente

com os serviços e benefícios

oferecidos pela Credicoamo,

também fizeram parte do pacote

de informações repassadas nas

reuniões realizadas de forma regionalizada,

com participação expressiva

dos cooperados.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

julho/2022 revista

7


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gestão

Investir em tecnologia

“Orientamos para que o

cooperado analise bem, pois

ainda há tempo para aquele que

quiser repensar seu investimento

para a próxima safra.”

O

Governo Federal lançou recentemente o

Plano Safra 2022/2023 com o montante de

recursos no valor de R$ 340,8 bilhões. O

volume é 36% maior que o do ano anterior, sendo

R$ 94 bilhões para investimentos e R$ 246,3 bilhões

para custeio e comercialização.

Como previsto, as taxas de juros acompanham

uma nova realidade de inflação mundial e

nacional com o crescimento da taxa básica de juros

da Selic. O mercado realmente está trabalhando em

outro nível, em outro patamar de juros, no mercado

livre, e isso era esperado pelos economistas e lideranças

do agronegócio.

De uma forma geral, avaliamos como positivo

o novo plano safra lançado pelo Governo Federal e o

importante é que haverá recursos suficientes para o

produtor plantar a nova safra, fazer a sua parte como

sempre fez, com tecnologia e qualidade, e esperar

por clima regular e colheitas de altas produtividades.

Mesmo com recursos disponíveis, um aspecto

que nos chama a atenção é a redução de

tecnologia por parte dos cooperados. Infelizmente,

constatamos redução na aquisição de alguns

insumos, e, em particular, dos fertilizantes, no Plano

Verão da Coamo.

Entendemos que os produtores não devem

perder de vista a necessidade de um bom investimento

para implantar a nova safra, pois não é razoável

deixar de realizar investimentos em tecnologia na

principal safra do ano. O que recomendamos ao cooperado

é que não haja negligência nesse momento

e que ele conduza de maneira adequada para a safra

de verão 2022/2023.

Nesse sentido, orientamos para que o cooperado

analise bem esta situação, pois ainda há

tempo para aquele que quiser repensar seu investimento

para a próxima safra e contar com o apoio da

Coamo no fornecimento dos insumos.

Mas, antes da chegada da nova safra, os cooperados

da Coamo estão com as máquinas no campo

colhendo uma grande safra de milho, que há muitos

anos deixou de ser “safrinha”. As expectativas são positivas

em relação a boas produtividades do cereal, mesmo

com alguns problemas ocasionados pela cigarrinha

do milho (Dalbulus maidis), atualmente considerada

uma das mais severas pragas na América Latina.

Este problema da cigarrinha foi previsto e

alertado pela nossa equipe Técnica há vários anos,

inclusive nas Reuniões de Campo, bem como a Coamo

orientou os cooperados quanto as melhores

condições de manejo visando diminuir o impacto

desta praga, que surgiu de forma rápida e impacta

na redução de produtividades.

As colheitas estão em grandes volumes e nos

encontros com os cooperados de várias regiões, constatamos

que as produtividades do milho segunda safra

estão boas e em alguns casos, até surpreendentes. É

isto que desejamos, com boas produtividades e preços,

para compensar os ciclos anteriores que foram de frustrações

e produção aquém das expectativas. Uma ótima

colheita de inverno e excelente nova safra 2022/2023.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

julho/2022 revista

9


entrevista

CLODOMIR LUIZ ASCARI

Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná (FEAPR)

“Nosso desafio é produzir alimentos com preservação do meio ambiente,

garantindo a segurança alimentar e qualidade de vida para a população”


O

profissional da agronomia

deverá dominar

as tecnologias de uma

agricultura cada vez mais conectada

e automatizada, tendo

todo embasamento da ciência

e buscar atualização constante”,

afirma Clodomir Luiz Ascari, presidente

da Federação dos Engenheiros

Agrônomos do Paraná

(FEAPR) e vice-presidente do

Conselho Regional de Engenharia

e Agronomia do Estado do

Paraná (Crea). Natural de Pato

Branco (PR), Ascari está no segundo

mandato à frente da entidade

que coordena 20 associações

regionais e congrega 14,5

mil profissionais em diversas

áreas de atuação. Em julho, ele

participou em Campo Mourão,

do 20º Congresso Paranaense

dos Engenheiros Agrônomos,

e concedeu entrevista à Revista

Coamo.

Revista Coamo: Como começou

a sua trajetória na agricultura?

Clodomir Ascari: Sou engenheiro

agrônomo e estou há mais de

30 anos na atividade e na minha

propriedade na região de Pato

Branco (Sudoeste do Paraná). Em

uma área de 120 hectares cultivo

soja, milho, feijão e trigo em sistema

com rotação de cultura, plantio

direto, tecnologia de precisão

com colheitadeira com mapeamento

de produtividade. Enfim,

uso todos os recursos disponíveis

para ter mais produtividade.

RC: Qual a atuação da Federação

dos Engenheiros Agrônomos do

Paraná?

Ascari: Estamos organizados em

20 associações regionais, onde

temos 14,5 mil profissionais fazendo

parte ativamente. Eles

atuam nas mais diversas áreas,

como na assistência técnica, consultorias,

extensão rural, pesquisa

ensino nos diversos setores

do agronegócio paranaense. O

principal objetivo da Federação

Estadual é a valorização deste

profissional, sua capacitação e

mantendo-o atualizado por meio

de seminários, congressos e

eventos técnicos.

RC: Quais os desafios na Agronomia,

levando em conta as tecnologias

e a conectividade?

Ascari: Nos últimos 50 anos, o

Brasil passou da condição de importador

para exportador de alimentos

e essa mudança teve um

protagonismo dos engenheiros

agrônomos. Atualmente, o Brasil

produz alimentos para mais

de um bilhão de pessoas, só o

Paraná supre algo em torno de

220 milhões de pessoas. O nosso

Estado poderia produzir alimento

para o Brasil por completo.

Porém, segundo dados da FAO

(Organização das Nações Unidas

para a Alimentação) e ONU (Organização

das Nações Unidas),

a população mundial está em

crescimento e será necessário

aumentar a oferta de alimentos

para suprir essa demanda. Assim,

o Paraná e o Brasil terão um

papel estratégico neste contexto.

O Paraná, mesmo contando com

apenas 2,3% do território nacional,

se destaca como um dos

maiores Estados produtores e ex-

10 revista

julho/2022


portadores do país. Ressaltamos

que o nosso desafio é produzir

alimentos de qualidade, aumentando

a produtividade com preservação

ambiental por meio do

uso de novas tecnologias, como

a digital ou a biotecnologia, com

pesquisa e inovação.

RC: Há centenas de cursos de

graduação no Brasil. Como os

novos agrônomos estão saindo

das faculdades?

Ascari: A qualidade do ensino

e da formação profissional está

sendo uma preocupação constante

da Confederação Brasileira

dos Engenheiros Agrônomos

(Confaeab) e da nossa Federação.

Vimos nos últimos anos um

aumento no número de cursos e

vagas de agronomia no Paraná

e no Brasil. São mais de 100 mil

vagas oferecidas em 559 cursos

e o Paraná oferece 10% desse total

e mais de 30% das vagas em

ensino presencial e a distância.

A FEAPR entende que quanto

mais profissionais qualificados

para desenvolver as atividades

na agronomia, mais avanços trará

ao agronegócio paranaense e

o desenvolvimento sustentável

do Estado. Porém, é necessário

que a formação dos engenheiros

agrônomos oportunizem uma

sólida formação teórico-prática

para atender as demandas cada

vez mais complexas do mercado

de trabalho e da sociedade.

Diante disso a FEAPR promoveu

o primeiro Encontro Paranaense

de Coordenadores de Cursos de

Agronomia onde foram debatidas

questões ligadas à qualidade

do ensino na agronomia e as pro-

julho/2022 revista 11


"NOS ÚLTIMOS 50 ANOS, O BRASIL PASSOU DE IMPORTADOR PARA EXPORTADOR DE

ALIMENTOS. ESSA MUDANÇA TEVE UM PROTAGONISMO DOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS."

postas encaminhadas aos órgãos

competentes, tais como instituição

do Exame de Proficiência na

Agronomia, Selo de Qualidade

de Cursos com a efetiva participação

do Sistema Confea/CREA,

MEC, associações de profissionais

e sociedade. Um curso de

qualidade deve estar alicerçado

na qualificação e dedicação de

seu corpo docente, de boa estrutura

laboratorial e de áreas experimentais

para aulas teórico-práticas

de um Projeto Pedagógico

de Curso (PPC), que esteja sintonizado

com as transformações

dinâmicas da sociedade.

Clodomir Ascari recebendo de Roberto Bueno, presidente da Associação dos

Engenheiros Agronômos de Campo Mourão o livro dos 50 anos da entidade

RC: Na sua opinião, como será o

profissional do futuro?

Ascari: O profissional da agronomia

deverá dominar as tecnologias

de uma agricultura cada vez mais

conectada e automatizada, tendo

todo embasamento da ciência e

atualização constante. Uma máquina

para plantio, colheita ou para os

tratos culturais, estima-se que tenha

entre 15 e 20% de componentes

eletrônicos. Ou seja, o engenheiro

agrônomo do futuro precisará estar

capacitado para conduzi-las. O uso

da tecnologia será fator fundamental

para a tomada de decisões no

campo e o profissional agrônomo

será aquele capacitado para interpretar

os dados da melhor maneira

e avaliar o momento certo.

RC: Como é a parceria da federação

com as instituições?

Ascari: A Federação dos Engenheiros

Agrônomos do Paraná

tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento

do profissional e

com apoio das entidades, realizar

congressos, eventos técnicos, cursos

de aperfeiçoamento e iniciativas

que visem promover o conhecimento.

Dentro disso, buscamos

sempre ampliar nossas parcerias

e trabalhar de forma conjunta

com associações, empresas privadas

e públicas, bem como instituições

de classe. Temos visto que a

união destas entidades é fator

preponderante no fortalecimento

do agronegócio paranaense e

brasileiro, como um todo. Acreditamos

fortemente nisso.

RC: O engenheiro agrônomo faz

parte da história do agronegócio.

Como o senhor avalia o trabalho

dos profissionais de agronomia

nessa área?

Ascari: A atuação do engenheiro

agrônomo está intimamente ligada

ao desenvolvimento do agronegócio

no Paraná e no Brasil.

O resultado estamos vendo ano

após ano, com safras recordes e

produtividades acima da média.

Ressalta-se o profundo conhecimento

do engenheiro agrônomo,

responsável pelo cuidado no

campo no combate às pragas, na

escolha da melhor semente e no

plantio correto. Importante ainda

destacar que essa atuação começa

lá na graduação com a busca

pelo conhecimento, pela pesquisa

e depois no aperfeiçoamento

profissional. O Paraná com apenas

2,3% do território nacional,

se destaca na produção agropecuária

do país, e é considerado

no mundo, o lugar onde mais se

produz alimentos por metro quadrado.

Isso, claro, é resultado dessa

parceria entre profissionais, o

agronegócio e os agricultores, os

verdadeiros guerreiros no campo.

12 revista

julho/2022


RC: Então, é fundamental para

esse desenvolvimento a participação

do profissional da agronomia?

Ascari: Sim, é fundamental, pois

para elevar produtividades, por

exemplo em um Estado como o

nosso, sem expansão de áreas,

é preciso, de forma contínua e

sustentável, a participação dos

profissionais da agronomia em

toda a cadeia produtiva, no planejamento

e na produção, seja

na pesquisa, no ensino, na extensão

e na gestão das empresas,

instituições e cooperativas.

RC: O 20º Congresso Paranaense

de Engenheiros Agrônomos foi

em Campo Mourão. Quais foram

os avanços e a contribuição para

o desenvolvimento da categoria

e do agronegócio?

Ascari: Este é um evento tradicional,

que a cada dois anos tem

trazido temáticas que tenham

correlação com o dia a dia do

profissional e do agronegócio.

Neste ano, tivemos palestras

importantes que foram desde

os cuidados com o solo até a

agricultura 4.0. Dentro deste

contexto, como nosso objetivo

institucional, temos a missão de

contribuir com o crescimento

profissional do engenheiro agrônomo

oportunizando a atualização

e o acesso a conhecimento

e informações atuais. Desta forma,

entendemos que os conhecimentos

e informações adquiridas

no Congresso Paranaense

ultrapassam fronteiras e, de forma

especial, chegam ao campo

por meio do engenheiro agrônomo,

oportunizando ao produtor

mais desenvolvimento, produtividade

e ganho de renda.

"O profissional

da agronomia

deverá dominar as

tecnologias de uma

agricultura cada vez

mais conectada e

automatizada, com

embasamento da

ciência e atualização

constante."

RC: A Associação dos Agrônomos

de Campo Mourão (AEACM)

é a quarta mais antiga do Paraná

e comemora 50 anos de existência.

Como a FEAPR analisa a

atuação desta entidade?

Ascari: Ao longo destas cinco

décadas esta entidade se consolidou

como participativa e ativa,

com o compromisso voltado ao

apoio do profissional, seu desenvolvimento

intelectual, o acesso

a novos conhecimentos e, também,

o desenvolvimento do

campo. A AEACM sempre esteve,

e está, de portas-abertas, sendo

a casa não apenas do engenheiro

agrônomo, mas também

do produtor rural. A Associação e

a Coamo sempre estiveram lado

a lado, trabalhando juntas pelo

crescimento do agronegócio regional,

estadual e nacional, o que

é comprovado pelo reconhecimento

que ambas carregam.

RC: Quanto a importância do trabalho

desenvolvido pelo cooperativismo

em prol da melhoria do

ambiente produtivo sustentável?

Ascari: O cooperativismo é o

presente e o futuro. A união faz a

diferença e os resultados provam

isso. Como maior cooperativa

agrícola da América Latina, o trabalho

fomentado pela Coamo na

capacitação e formação de profissionais

na área técnica-agronômica

é fundamental, uma vez que

os engenheiros agrônomos são

os vetores de desenvolvimento

no campo, como responsáveis

pela orientação técnica em relação

aos melhores manejos com

vistas a uma maior produtividade.

Tenho plena convicção do

comprometimento destes profissionais

ligados à área técnica-

-agronômica, integrantes de uma

cooperativa com mais de 30 mil

cooperados e faturamento anual

superior a R$ 24 bilhões. Como

produtor rural, sei o quanto a

participação ativa dos engenheiros

agrônomos no campo, no dia

a dia da lavoura, contribui ao máximo

para quem almeja o crescimento

da produtividade na sua

propriedade. Dentro deste contexto,

investir na capacitação

profissional é o caminho para

que tenhamos cada vez mais

profissionais altamente capacitados

e o agronegócio cada vez

mais forte.

julho/2022 revista 13


Irmãos José e Sebastião

Valero, de Tupãssi (PR)

14 revista

julho/2022


SAFRINHA QUE

VIROU SAFRONA

A segunda safra de milho já se consolidou como importante fonte de renda

para os cooperados. Neste ano, a produtividade e a rentabilidade surpreenderam

julho/2022 revista 15


segunda safra

José e o irmão Sebastião Valero acompanham a colheita em Tupãssi (PR) com o engenheiro agrônomo Alessandro Rodrigues Carvalho

Uma “ produção nunca vista

na nossa região”. A frase

do cooperado José Valero,

de Tupãssi resume a produção

da segunda safra de milho

na região Oeste do Paraná. Ele

trabalha em parceria com o irmão

Sebastião e os dois estão

retirando do campo uma boa

produtividade, um ânimo a mais

depois de passarem por duas

frustrações seguidas, no milho

em 2021 e na soja 2021/22.

As primeiras áreas colhidas

pelos irmãos resultaram em

uma produtividade de 370 sacas

por alqueire, com talhões chegando

a 400 sacas no decorrer

da colheita. “Já havíamos colhido

perto de 300 sacas por alqueire

em safras anteriores. No ano passado,

fechamos com uma média

de 150 sacas, e agora, colher acima

de 350 de média é motivo

para comemorar”, comenta José.

Segundo ele, a lavoura

recebeu um investimento de

ponta para a segunda safra e a

área já estava bem equilibrada,

resultado dos trabalhos realizados

nas safras anteriores. “Utilizamos

os melhores insumos tanto

para adubação quanto para o

tratamento de sementes e tratos

culturais. Além do capricho, o clima

contribuiu para o bom desenvolvimento

das lavouras.”

O cooperado observa

que a boa produção na segunda

safra de milho chega em um bom

momento, incrementando a renda

e ajudando a recompor as finanças

para novos investimentos

após passarem pelas frustrações

no inverno passado e na safra de

verão. “É certo que traz um novo

ânimo no campo. As máquinas

percorrem pouco tempo e já enchem

o caminhão. Esse é o maior

gosto do produtor rural, saber

que todo o investimento valeu a

pena. Quando a safra é boa, até

o humor fica diferente”, brinca

José Valero.

O engenheiro agrônomo

Alessandro Rodrigues Carvalho,

da Coamo em Tupãssi, revela

que as primeiras áreas plantadas

na região apresentam um resultado

melhor do que as cultivadas

posteriormente. “Tínhamos

uma expectativa muito boa e

foi superada”, frisa. Conforme o

agrônomo, as condições climáticas

e o manejo dos agricultores

que seguiram as recomendações

técnicas, foi um diferencial nessa

safra. “Os cooperados têm investimento

em tecnologias que

16 revista

julho/2022


propiciam altas produtividades.

Temos produtividades de 300 sacas

e casos que ultrapassam 370

sacas por alqueire.”

Contudo, Carvalho revela

que algumas áreas sofreram

com o ataque de cigarrinhas,

limitando a produtividade. “As

lavouras cultivadas na primeira

janela foram menos afetadas em

comparação ao plantio no meio

e no final. Esperamos uma redução

na produtividade para as

últimas colheitas. Houve um bom

manejo dos cooperados, que estão

entendendo o problema e

utilizando as ferramentas disponíveis,

associando controle biológico

e químico.”

Família Dill cooperada em Nova Santa

Rosa está comemorando os bons

resultados com a segunda safra de milho

A família Dill cooperada

da Coamo em Nova Santa

Rosa também está comemorando

os bons resultados com a segunda

safra de milho. Com média

de 333 sacas por alqueire e

produtividades chegando a 383

sacas, Mateus conta que há vários

anos não colhia uma produção

tão expressiva. Ele trabalha

em parceria com o pai Alceu e o

irmão Marcos. “O clima favorável

e o bom investimento contribuíram

diretamente. Houve bastante

capricho no manejo da cultura,

com aplicação dos defensivos

agrícolas no momento certo. Metade

do resultado é capricho e a

outra metade devemos ao clima”,

revela Mateus.

Ele observa que há várias

safras vem realizando um

bom investimento. Porém, no

ano passado a produção foi

bem abaixo do esperado devido

ao clima – falta de chuva e

julho/2022 revista 17


segunda safra

Mateus com o pai Alceu e o irmão Marcos receberam assistência técnica do engenheiro agrônomo Jefferson Volpatto Jede durante todo o ciclo da lavoura

geada. “Utilizamos tecnologias

que agregam para o sistema de

produção, melhorando a produtividade

e que resultam em produtividades,

cada vez, melhores.

Essa segunda safra, representa o

pão na mesa de muitas famílias.

É uma renda importante para a

manutenção da atividade agrícola.”

Conforme o cooperado, a safra

foi desenvolvida em parceria

com a assistência e orientação da

Coamo e Credicoamo. “As duas

cooperativas proporcionam novos

investimentos, para que possamos

alcançar sempre a melhor

produtividade.”

O engenheiro agrônomo

Jefferson Wellington Volpatto

Jede, da Coamo em Nova Santa

Rosa, recorda que o ano começou

com falta de chuva, reflexo

do clima que causou frustração

na safra de verão. Já no final de

janeiro voltou a chover e os cooperados

iniciaram o plantio do

milho. Durante o desenvolvimento

das lavouras, houve chuva regular

propiciando boas produtividades.

Segundo ele, na região

de Nova Santa Rosa as produtividades

oscilam de 180 a 380 sacas

por alqueire. “Tivemos áreas

mais afetadas pela cigarrinha, o

que diferenciou as produtividades.

Mesmo com um bom manejo,

algumas regiões sofreram

mais, fazendo com que a produtividade

ficasse abaixo do esperado”,

assinala.

Valdecir Inácio Vanz-

Zo, de Toledo, colheu uma média

de 358 sacas por alqueire

de milho segunda safra, com oscilações

de 334 a 381 sacas por

alqueire. Ele conta que o bom

resultado é devido a vários fatores

como, por exemplo, um bom

planejamento, escolha de híbrido

mais tolerante a cigarrinha e

manejo adequado das lavouras.

“O clima contribuiu para seguir o

nosso cronograma”, frisa.

Segundo ele, com a lavoura

colhida o momento é de

preparar a safra de verão e, também,

a segunda safra de milho

em 2023. “Devemos manejar as

plantas de milho tiguera pensando

no controle da cigarrinha. O

controle dessas plantas será importante

para diminuir a população

da praga e evitar ataques

mais severos, como ocorreu neste

ano”, comenta Vanzzo.

O engenheiro agrônomo

Cleberson Kochemborger, da

Coamo em Toledo, observa que

as áreas com plantio mais tardio

sofreram mais com os ataques

da cigarrinha. “Notamos que é

uma questão de época de plantio,

escolha de híbrido e manejo.

Quanto mais tarde o plantio,

maior a pressão de cigarrinha e

a dificuldade de manejo. A praga

causou perdas em algumas

18 revista

julho/2022


Valdecir Inácio Vanzzo, de Toledo, colheu uma média de 358 sacas por alqueire de milho. Na imagem, com o engenheiro agrônomo Cleberson Kochemborger

áreas, deixando os cooperados

apreensivos. Por isso, a importância

de um bom planejamento

já pensando na safra 2023, onde

muitos cooperados já estão definindo

os híbridos e insumos e

levando em consideração esses

detalhes”, comenta.

Tihago Dalbosco, de

Laguna Carapã (MS), plantou um

total de 900 hectares de milho

nesta segunda safra e a produção

ficou acima do esperado. “O

início da cultura sofreu um pouco

com a falta de chuva, que retornou

durante o desenvolvimento

e as lavouras se recuperaram

bem”, comenta. Segundo ele, a

Tihago Dalbosco, de Laguna Carapã (MS), plantou um total de 900 hectares de milho nesta segunda safra e a produção ficou acima do esperado

julho/2022 revista 19


segunda safra

Tihago Dalbosco acompanha colheita com o engenheiro agrônomo Rafael Ribeiro de Melo

seca antes do plantio quase fez

com que mudassem o planejamento

e não plantassem toda a

área com milho. Porém, acabaram

apostando na mudança de

clima. “Chegamos a cogitar de

não plantar a área toda porque

já tínhamos sofrido com perdas

na safra de milho em 2021 e na

soja 2021/22. Não podíamos errar,

e acabou dando tudo certo

no campo.”

O cooperado revela que

houve uma manutenção dos investimentos

que já vinham sendo

realizados, com insumos de alta

qualidade. “Apostamos em utilizar

uma boa tecnologia. A programação

foi seguida e valeu a

pena. Plantamos para colher em

torno de 100 sacas por hectare

e superou as expectativas, com

algumas áreas chegando a 112

sacas por hectare.”

Os cooperados do Mato

Grosso do Sul também sofreram

com ataques da cigarrinha, principalmente

nas áreas com híbridos

mais suscetíveis. Dalbosco

destaca que há dois anos teve

problema com a praga e desde

então vem optando por híbridos

mais resistentes. “O produtor

precisa estar preparado para

tudo isso. É necessário que haja

um bom monitoramento desde o

início da cultura e que se façam

as aplicações necessárias para

o bom desenvolvimento das lavouras.

Não adianta ter o melhor

insumo e não fazer os tratos culturais

necessários.”

Conforme o engenheiro

agrônomo Rafael Ribeiro de

Melo, da Coamo em Laguna

Carapã, mesmo com a falta de

chuva que afetou as primeiras

áreas plantadas no município, a

produtividade superou as expectativas.

“A previsão era colher em

torno de 100 sacas por hectare e

tivemos áreas ultrapassando 130

sacas. O resultado é graças aos

investimentos realizados pelos

cooperados e manejos para o

bom controle das cigarrinhas.”

Marcio e Fabrizio

Breda, irmãos cooperados em

Caarapó (MS), começaram a colher

com uma produtividade de

110 sacas por hectare e com o

andamento do trabalho foi subindo

para 120 até 140 sacas

em algumas áreas. “Foi além do

esperado. Fazemos um planejamento

especial para a segunda

safra, com bom investimento em

adubação e híbridos adequados

para a região. Plantamos dentro

do período mais indicado, finalizando

no dia dois de março, e

durante o ciclo teve um bom volume

de chuva, dentro da normalidade”,

comenta Marcio.

A área destinada para

a agricultura é de 420 hectares,

sendo 370 ocupados com milho

20 revista

julho/2022


e 50 com cobertura para preparar

o solo para a safra de soja.

Cooperados desde 2014, os irmãos

Breda têm a Coamo como

principal parceria na condução

das atividades.

O engenheiro agrônomo,

Odair Johanns, da Coamo

em Caarapó, observa que os

bons resultados se refletem na

maioria das lavouras entre os

cooperados. Ele explica que foi

possível antecipar o plantio em

comparação aos anos anteriores

e com bom investimento, resultando

em uma boa rentabilidade

no campo. “Estamos com médias

acima de 100 sacas por hectare.

A colheita vai prosseguir por alguns

dias e acredito que a média

irá superar 110 sacas, com áreas

colhendo até 140 sacas, uma realidade

muito boa para a região”,

comenta.

Irmãos Marcio e Fabrizio Breda, de Caarapó (MS), destacam parceria com a Coamo para boas produtividades. Na imagem abaixo com o agrônomo, Odair Johanns

julho/2022 revista 21


eunião de campo

DIRETORIA A CAMPO

Reuniões de Campo são valorizadas pelos cooperados, fortalecem

relacionamento e integração com a Coamo e Credicoamo

Depois de dois anos sendo realizada no formato

virtual, as tradicionais Reuniões de Campo

voltaram para o presencial, com a diretoria

da Coamo e Credicoamo percorrendo toda a área

de ação no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso

do Sul. Foram 11 encontros regionalizados entre os

dias 05 e 26 de julho. Participaram das reuniões José

Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração

da Coamo e Credicoamo, Airton Galinari,

presidente Executivo da Coamo, Alcir José Goldoni,

presidente Executivo da Credicoamo, e Aquiles

Dias, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica.

As Reuniões de Campo foram realizadas em

Maracaju, Dourados e Amambai, no Mato Grosso do

Sul; Toledo, Goioerê, Campo Mourão, Ivaiporã, Manoel

Ribas, Guarapuava e Mangueirinha, no Paraná;

e Abelardo Luz, em Santa Catarina.

Gallassini recorda que as Reuniões de Campo

são realizadas desde a fundação da Coamo, há 51

anos, e são um importante instrumento para manter

o quadro social bem-informado sobre as questões

que envolvem o agronegócio e a Coamo e Credicoamo.

“Devido a pandemia, tivemos que fazer as

reuniões de forma virtual. A iniciativa cumpriu o objetivo,

mas esse contato com os cooperados é muito

importante”, comenta. Segundo ele, a participação

José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo, faz questão de participar das Reuniões de Campo desde a fundação da cooperativa

22 revista

julho/2022


nas reuniões foi muito boa, mostrando o interesse

do quadro social pelos assuntos das cooperativas.

Entre os principais assuntos apresentados

por Gallassini está a comercialização dos principais

produtos recebidos pela Coamo. O presidente enfatiza

que a decisão de comercializar é sempre dos

cooperados e que o papel da cooperativa é orientar

e repassar informações que possam ajudar na tomada

da decisão. “O principal ponto é saber o custo

de produção. Nós cooperados, sempre queremos

o melhor preço, mas não tem como saber quando

será. Por isso, a recomendação é comercializar de

forma escalonada, conforme a necessidade de cada

um, para que no final tenha uma boa média”, assinala.

Conforme ele, o preço atual da soja, por exemplo,

é bom em comparação ao custo de produção. “O

mercado depende de muitas questões e os preços

podem subir ou baixar. Mas, a decisão de venda é

sempre do cooperado”, reitera.

Oferta e demanda Brasil

Recebimento da Produção

Produto Sacas 2021 Sacas 2022 %

SOJA 85.648.642 52.858.783 -38,3%

MILHO (1ª Safra) 4.726.514 4.790.944 +1,4%

MILHO (2ª Safra) 28.703.190 65.000.000

(PREVISÃO)

+126,5%

TRIGO 8.259.757 10.121.000

(PREVISÃO)

+22,5%

OUTROS

(Aveia, Café e outros)

378.993

TOTAL 127.717.096 132.770.727 +4,0%

20

ISAAC DO CARMO FILHO

Dourados (MS)

"São informações que nos ajudam a fazer o melhor

planejamento tanto da comercialização da

safra como também nas despesas. É importante

sempre fazer uma relação de custos com as perspectivas

de mercado futuro e a Coamo está inserida

nesse contexto. "

AMARILDO DE AZEVEDO

Campo Mourão (PR)

"A transparência que a diretoria tem com os cooperados

é de suma importância. É uma reunião

que todos devem participar, para acompanhar os

resultados da Coamo e Credicoamo e os números

da produção nacional e mundial. Estava sentindo

falta desse contato presencial."

julho/2022 revista 23


eunião de campo

Airton Galinari, presidente

Executivo da Coamo,

abordou os benefícios do cooperativismo

e os investimentos

realizados pela cooperativa visando

gerar mais renda para os

cooperados. Entre os assuntos

apresentados está a importância

da industrialização. “Sempre

falamos que sozinho, um cooperado

não teria condição de construir

uma indústria e entrar em

grandes mercados de alimentos.

Juntos, na cooperativa, os associados

se tornam fortes para

grandes investimentos e acessar

mercados importantes que trazem

bons retornos. A produção

alimentícia da Coamo chega na

casa de 25 milhões de pessoas

e está inserida em grandes redes

que abastecem praticamente todos

os Estados do Brasil”, assinala.

Galinari lembra que a Coamo

está construindo uma indústria

de ração, no Parque Industrial da

cooperativa em Campo Mourão.

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo apresentou informações sobre a industrialização e os novos investimentos da cooperativa

ANGELO FLAVIO ZAMPAR

Engenheiro Beltrão (PR)

"O relacionamento com a diretoria é muito bom.

É uma reunião que repassa bastante conhecimento,

de forma objetiva. São informações que

ajudam a antecipar os possíveis problemas que

possam ocorrer durante o ano."

PAULINO EFFTING

Laguna Carapã (MS)

"É uma reunião que demonstra a transparência e

segurança que a Coamo e Credicoamo oferecem

aos cooperados. As informações são um incentivo

para continuarmos investindo na propriedade."

24 revista

julho/2022


Entre os investimentos

em andamento têm, também, o

novo entreposto de Campo Mourão

e as novas unidades no Mato

Grosso do Sul – Bandeirantes, São

Gabriel do Oeste, Rio Brilhante e

Ponta Porã. “Anualmente, dezenas

de unidades recebem melhorias.

São investimentos que visam a

agilidade no recebimento da

produção e no fornecimento de

insumos, melhorando a qualidade

dos serviços prestados pela

Coamo. São investimentos viáveis

que atendem às necessidades de

cada região”, observa Galinari.

São 215 obras de melhorias em

toda a área de ação, sendo 84 em

andamento e 131 previstas para

iniciar em breve, somando R$

588.283.457,00.

Benefícios da industrialização

PRODUÇÃO

Soja Trigo Café

produção de

+30.011

cooperados

por meio de

aprox. 6.000

clientes

à mesa de

+25 MILHÕES

de consumidores

SUPERMERCADOS

e DISTRIBUIDORES

CONSUMIDOR

INDÚSTRIAS e

TRANSFORMADORES

Agregar valor à marca da cooperativa, aos produtos e à produção de

nossos cooperados, gerando renda e sobras ao quadro social que são

distribuídas anualmente.

34

Capacidade Industrial

35

julho/2022 35 revista 25


eunião de campo

Alcir José Goldoni,

presidente Executivo da Credicoamo,

apresentou os benefícios

e serviços prestados pela cooperativa

de crédito, que é o pilar

financeiro dos cooperados da

Coamo. “A Coamo cuida de toda

parte da produção e a Credicoamo

da parte financeira. São vários

os serviços oferecidos visando

prestar o melhor atendimento

aos associados. A Credicoamo é

uma cooperativa de crédito fundada

pelos cooperados para os

cooperados da Coamo”, diz.

Goldoni ressalta que as

Reuniões de Campo são uma

oportunidade para a diretoria levar

informação atualizada visando

a boa condução das atividades

agrícolas. “Muitas vezes, o associado

acaba não percebendo os

serviços e benefícios oferecidos

pela cooperativa de crédito. Nas

Reuniões de Campo, apresentamos

vários assuntos de forma

clara e transparente, fazendo com

que o associado tenha o senso de

pertencimento e possa participar,

cada vez mais, da Credicoamo, o

Alcir Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo, falou dos benefícios e serviços oferecidos pela cooperativa para o desenvolvimento das atividades dos associados

PEDRO WERLE

Dois Irmãos (PR)

"Havia uma grande expectativa para essa reunião.

Estava com saudades de me reunir com a

diretoria e os colegas cooperados. Os dados apresentados

ajudam a escolher o melhor caminho,

principalmente, quando o assunto é comercialização."

GILVANO RUBERT

Sidrolândia (MS)

"As informações repassadas pela diretoria ajudam

na tomada de decisões, principalmente, a

respeito da comercialização, e do planejamento

das safras futuras. Ficar dois anos somente no

virtual e ter novamente a diretoria por perto nos

alegra."

26 revista

julho/2022


domicílio financeiro dos cooperados da Coamo.”

Na reunião Goldoni reforçou o trabalho

da Via Sollus Corretora de Seguros, que presta importante

serviço para os cooperados da Coamo e

Credicoamo, funcionários e comunidade na con-

tratação de diversas modalidades como: agrícola

e pecuário; residencial – empresarial; máquinas,

equipamentos e barracões; veículos – carros e caminhões;

sistema de energia Solar – fotovoltaica;

vida / prestamista.

INÁCIO FRITZEN

Mangueirinha (PR)

"É interessante as reuniões terem voltado no

formato presencial. Estava sentido falta. Sempre

aprendemos algo com a diretoria da Coamo e

Credicoamo. Sou cooperado desde a chegada da

Coamo em Mangueirinha e faço questão de participar

de todos os encontros."

GUIDO NEULS JÚNIOR

Abelardo Luz (SC)

"As reuniões são importantes para o

planejamento do plantio das próximas safras e

para que possamos fazer a comercialização da

melhor maneira possível. A boa participação

dos cooperados confirma a importância das

reuniões."

julho/2022 revista 27


eunião de campo

Aquiles de Oliveira

Dias, diretor de Suprimentos e

Assistência Técnica, destaca que

o cooperativismo é um importante

instrumento para o desenvolvimento.

Ele diz que a Coamo

oferece vários serviços e benefícios

para melhorar a qualidade

de vida das famílias cooperadas.

“Oferecemos ações que envolvem

toda a família. Por trás de um

cooperado, tem várias pessoas

que se beneficiam diretamente

do cooperativismo desenvolvido

pela Coamo”, diz.

O diretor observa que a

Coamo oferece várias tecnologias

para melhorar e aprimorar

o trabalho no campo, otimizando

as informações e o conhecimento.

“O Gestor Rural é uma

ferramenta importante nesse

processo, sendo um sistema de

gerenciamento rural desenvolvido

em benefício do cooperado.

O programa o auxilia a gerir a

atividade, fornecendo o histórico

de produtividade, de custo de

produção e rentabilidade, sempre

com o objetivo de criar indicadores

para a melhor tomada

de decisão”, comenta Dias. Ele

acrescenta que tudo o que há

de mais moderno na agricultura

é analisado e referendado pela

área técnica da Coamo antes de

ser oferecido aos cooperados.

“Só recomendamos o que realmente

gera valor e traz benefícios

para o quadro social.”

Com o intuito de otimizar

o trabalho no campo, Aquiles

apresentou aos cooperados a

importância dos Grupos Vips, de

assistência Técnica. Atualmente,

são 35 grupos divididos em Gati

(Grupo de Assistência Técnica Integral)

para até dez cooperados e

visitas de no mínimo uma vez por

semana; Giati (Grupo Intermediário

de Assistência Técnica) com

composição de 20 cooperados e

visitas a cada dez dias; e o Gave

(Grupo de Assistência Veterinária)

com composição de 20 cooperados.

Entre os benefícios dos Grupos

de Assistência Técnica estão:

Aquiles de Oliveira Dias, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica, apresentou os benefícios do cooperativismo e os serviços prestados pela área técnica

28 revista

julho/2022


isenção de custos para projetos de custeio, investimentos,

máquinas, implementos e fertilidade;

isenção de custos para emissão de Anotação

de Responsabilidade Técnica (ART) para

Atividades da área de Cooperativismo visa integração de toda a família

todas as culturas exploradas; atendimento

exclusivo e personalizado; inovação técnica;

capacitação; evolução da assistência agronômica

e veterinária; diferenciação na estrutura

técnica e administrativa da propriedade rural.

Para os cooperados do Mato Grosso

do Sul, a novidade apresentada foi a implantação

de uma Fazenda Experimental em

Dourados, com experimentos que possam

refletir a realidade da região e a realização de

encontros de cooperados para receberem informações

sobre as tecnologias

58

testadas.

FRANCISCO LEIDENS

São Pedro do Iguaçu (PR)

"Confio nas diretorias que administram a Coamo

e a Credicoamo. A integração entre as duas cooperativas

faz toda a diferença. Os resultados mostram

que estamos no campo certo. É importante

atuar com a cooperativa para que continuem

fortes."

AGOSTINHO FRANCISCO LUDWIG

Maracaju (MS)

"É muito importante a presença da diretoria da

Coamo e da Credicoamo. Vemos o carinho que

eles têm com os cooperados, percorrendo toda

as regiões e repassando essas informações tão

importantes para a condução das nossas atividades.

"

julho/2022 revista 29


O FUTURO

começa agora

Coamo conta com um programa voltado

para adolescentes com objetivo de

despertar nos jovens o interesse pelo

cooperativismo e atividades agrícolas

Gustavo com o pai Sidnei Fuchs.

Amor pelo campo e sucessão

são tradição na família

Não existe idade para cooperar. Idosos, adultos,

jovens, adolescentes e crianças são protagonistas

deste sistema que há décadas

transforma regiões, comunidades e pessoas. A cooperação

consegue reunir todas as gerações deixando

ainda os bons exemplos para as outras que virão.

Cooperando, todos puxam para o mesmo lado,

crescem e se desenvolvem e o instrumento para que

essa soma de forças se concretize é a cooperativa.

No modelo de trabalho da Coamo, por

exemplo, que é fiel aos fundamentos da cooperação,

todos são iguais e contam com respaldo técnico

e educacional. São 51 anos de fundação da cooperativa

e as constantes evoluções permitem que

os indivíduos ligados à filosofia se transformem e se

desenvolvam economicamente e socialmente. Esse

impulso vem de diversas vertentes, mas uma delas,

sem dúvidas, é a chave que abre todas as portas: a

educação. Por meio do ensino todos os princípios

cooperativistas são colocados em prática, pois como

já dizia Albert Einstein, “a mente que se abre a uma

nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.”

Quem participa sabe bem disso. Educação

é um legado que o cooperado Sidnei Fuchs,

de Mamborê (Centro-Oeste do Paraná), transmite

para o filho Gustavo, de 15 anos. Sidnei participou

do curso de formação de Jovens Líderes Cooperativistas

- voltado para a formação de cooperados - e,

agora, vê seu filho trilhando o mesmo caminho ao

30 revista

julho/2022


participar do FuturoCoop, um programa focado em

adolescentes de 13 a 17 anos, realizado em parceria

com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo

(Sescoop/PR).

O objetivo deste programa é contribuir para

o desenvolvimento dos jovens adolescentes envolvidos

com a cooperativa, evidenciando a força do

cooperativismo dentro do agronegócio, utilizando

uma linguagem apropriada para as idades e preparando

os futuros sucessores das propriedades a tornarem-se

defensores da cooperativa. O FuturoCoop

iniciou neste ano com turmas em Campo Mourão,

Mamborê (Centro-Oeste) e Toledo (Oeste do Paraná),

totalizando 62 jovens. São as primeiras turmas

de muitas que virão.

Aprendizado que Gustavo adquiriu no berço

e está se aprofundando ainda mais com o FuturoCoop.

No sítio Não Me Toque, de 16 alqueires, de

propriedade da família, ele ajuda o pai na lida do

campo e aos poucos vai se preparando para um dia

continuar o que começou com seu avô, Erno. “Desde

os oito anos acompanho meu pai, pois sempre

me interessei e gostei de estar na roça. Desde criança,

percebo o quanto o cooperativismo é importante,

principalmente para nós, pequenos agricultores.

Trabalhamos em família, sem funcionários, e a cooperativa

é presente e nos dá todo o suporte que precisamos”,

revela Gustavo.

Sobre o curso, Gustavo diz que é didático e

com um conteúdo adequado a realidade que vivencia.

“Desde o primeiro encontro obtive informações

que estou aplicando ao meu dia a dia. É algo prático

e real”, ressalta o jovem que pretende cursar agronomia.

Orgulhoso, o pai Sidnei, sabe o quanto o

cooperativismo é valioso. “É gratificante ver meu filho

dando continuidade à atividade no campo e na

cooperativa, que sempre foi um suporte para nós.

Quem está na agricultura sabe bem que existem

anos bons, mas existem anos difíceis. Enfrentamos

muitas dificuldades e a Coamo sempre esteve ao

nosso lado oferecendo todo o suporte necessário

para que pudéssemos continuar no campo.”

A educação é algo que Sidnei não abre mão

e ele incentiva os filhos a estudarem. O mais velho,

Mateus, tem 23 anos, é engenheiro agrônomo e

Gustavo Fuchs, de Mamborê (PR)

julho/2022 revista 31


Irmãos Ludmila e

Luiz, de Toledo (PR)

IRMÃOS LUDMILA E LUIZ LUDWIG. DESDE CRIANÇAS OS PAIS

CULTIVAM NOS FILHOS O AMOR PELA TERRA E PELO COOPERATIVISMO

trabalha para uma empresa parceira

da cooperativa. “Meu filho

mais velho também está ligado

ao cooperativismo. Para os dois

ensinei desde cedo como funciona

a agricultura. O cooperativismo

é de onde vem o sustento

da família.”

É de casa que se aprende

a cooperar, segundo Sidnei.

“Aqui dentro vivemos uma cooperativa.

Todos são importantes

e têm seu papel. Eu e minha esposa,

Simone, temos esse espírito

cooperativista e procuramos

passar aos nossos filhos.”

Assim como Gustavo está

vivendo o FuturoCoop, Sidnei,

sentiu na pele a mudança após

participar dos Jovens Líderes,

curso também em parceria com

o Sescoop/PR, e realizado pela

Coamo desde 1998. Mais de mil

cooperados já passaram pela formação

dando continuidade ao

processo de sucessão no campo

e na administração da Coamo e

Credicoamo. “Foi um divisor de

águas em minha vida. Acredito

muito que a educação e a cooperação

transformam as pessoas.

Vendo o Gustavo, tão novo com

a cooperação enraizada dentro

de si, me deixa tranquilo, pois sei

que todo o trabalho da nossa família

terá continuidade e que ele

terá o mesmo respaldo que eu tenho,

sendo cooperado à Coamo.”

Luiz e Ludmila Ludwig,

irmãos gêmeos em Toledo

(Oeste do Paraná), acompanham

o dia a dia da família no campo

desde crianças. Eles cresceram

no meio dos animais e das plantações.

“Sempre fomos para a

roça com nossos pais e conforme

fomos crescendo, assumimos algumas

tarefas”, revela Ludmila. O

cooperativismo está em todos os

cantos da propriedade da família

Ludwig. Ludmila é responsável

pelas verduras e flores, além de

ajudar nas rotinas da casa. Apesar

de ter a vontade de cursar

nutrição, ela pretende aliar a profissão

à agricultura.

Luiz também não se vê

longe do campo. Ele quer seguir

os passos dos avôs, pais e

tios. “Por meio do FuturoCoop

percebo que os sonhos podem

se tornar realidade. É no campo

que eu quero ficar e trabalhar

com minha família. Eu gosto de

ver as lavouras crescendo e se

32 revista

julho/2022


Irmãos Luiz e Ludmila com os

pais Protásio e Cláudia Ludwig

desenvolvendo, produzindo. Eu

acompanho meu pai em todas

as atividades e sei que minha família

se desenvolveu graças ao

cooperativismo.”

Desde o primeiro encontro

no FuturoCoop, os dois

perceberam que seria uma oportunidade

de muito aprendizado.

“O autoconhecimento foi um dos

aspectos que mais me marcou.

É um curso totalmente aplicável,

que aprendemos sobre o controle

das emoções, e até mesmo, sobre

organização e planejamento

semanal, que nos permitem fazer

mais coisas no dia a dia”, explica

Ludmila.

Os gêmeos de 16 anos,

têm orgulho de ser netos e filhos

de agricultores. “É meu sonho cuidar

da terra, poder dirigir o trator

e os maquinários. Planejo finalizar

meus estudos e dar continuidade

em tudo que minha família construiu",

diz Luiz. Eles entendem

bem de cooperativismo e sabem

a vantagem que somente a união

é capaz de trazer. “O FuturoCoop

está sendo uma oportunidade

incrível em nossas vidas. Valorizamos

a cooperativa, pois todos

crescem juntos, ninguém fica

para trás”, enfatiza.

A mãe dos gêmeos,

Claudia, sabe que assim como a

semente plantada precisa ser regada

e cuidada para crescer com

vida, os filhos desde cedo precisam

ser regados pela educação

para dar bons frutos. Ela elogia a

iniciativa da cooperativa em realizar

o curso. “Nessa faixa etária

eles precisam de direcionamento

e esse curso tem despertado

muito mais esse lado cooperativista

dos meus filhos. É um grande

incentivo. Queremos que eles

entendam que crescemos com o

suporte de uma cooperativa.”

Para Claudia, em uma

família que pratica o cooperativismo

e trabalha na agricultura,

o sonho é que o trabalho continue.

“Ter os filhos trabalhando na

agricultura é uma realização para

nós. Eu e meu marido, um dia

demos sequência ao que iniciou

com nossos bisavôs e sonhamos

com a sucessão, que eles continuem

esse sonho que vem há

gerações.”

O FuturoCoop é um reforço

para a preparação que

iniciou dentro de casa, ou melhor,

dentro da propriedade rural.

“Isso leva mais força para os

adolescentes, para as famílias

e podemos ficar tranquilos que

eles terão mais força e respaldo

para ter um futuro melhor. Eu já

percebo uma evolução em meus

filhos, o caminho deles se fortaleceu

ainda mais. É um orgulho

para nós”, comemora a mãe.

A família Sambati está

há três gerações na agricultura.

Armando Sambati Filho, cooperado

em Campo Mourão, conta

que ele e os irmãos aprende-

julho/2022 revista 33


FuturoCoop visa inserir, desde cedo,

o sentimento de pertencimento

na Coamo e Credicoamo

MIGUEL SAMBATI CARREGA NO DNA O GOSTO PELO CAMPO E ESTÁ APRENDENDO

A ESSÊNCIA DO COOPERATIVISMO COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO

ram desde muito cedo o trabalho

no campo. Ele está passando

o bastão para o filho mais

velho, e comemora a participação

do caçula, Miguel Almeida

Sambati, no programa Futuro-

Coop. “Eu vejo que esse curso

trouxe um despertar para essa

geração. Muitas vezes, nós agricultores

moramos na cidade e

saímos cedo para a roça. Esse é

meu caso, e como o Miguel tem

que estudar, acaba não acompanhando

o trabalho. Mesmo

gostando de estar envolvido,

ele não consegue vir. Com o

curso, meu filho se mostrou ainda

mais interessado. Quer conhecer

mais sobre a nossa realidade

e o nosso dia a dia.”

Miguel tem apenas 14

anos e como grande parte da família

está no ramo agrícola, o adolescente

já pensa em continuar na atividade

quando estiver mais velho.

Sua rotina é acordar cedo, ir para

a escola e a tarde tenta sempre ir

com o pai para a propriedade. O

amor pela agricultura veio de observar

o pai, os tios, e o irmão mais

velho, envolvidos com o trabalho.

Segundo ele, foi pegando gosto

pela atividade e tenta entender,

cada vez mais sobre o trabalho

para assumir a responsabilidade

no futuro. O caçula da família aponta

o pai e o irmão como exemplos

e de onde veio o que sabe até hoje

em relação a agricultura.

Sobre o FuturoCoop,

Miguel afirma que já aprendeu

muita coisa, informações úteis

que poderão ser aplicadas na rotina

da propriedade e até no seu

próprio comportamento. “Aprendemos

sobre o cooperativismo,

que representa a união de pessoas,

com o mesmo objetivo, que

se juntam para alcançar algo em

comum. Todos vão se ajudando

e se desenvolvendo.”

Armando apoia que os

adolescentes participem de programas

como este. “Posso dizer

que o FuturoCoop foi um presente

para nós. Sempre queremos

ver o filho acompanhando o

pai. Às vezes, pela correria do dia

a dia, não conseguimos trazê-los

conosco. É uma idade que eles

começam a despertar. Enquanto

não estão aqui, e nem na escola,

tem esse programa para repassar

o conhecimento que eles precisam

sobre o campo, a sucessão

e o cooperativismo.”

34 revista

julho/2022


Miguel com o pai Armando Sambati

Próximo passo

Educação, formação e informação é o quinto

princípio do cooperativismo e a Coamo desde a

sua fundação tem na essência esse ideal. O Futuro-

Coop chegou para somar na realização desse trabalho.

Com o suporte da Coamo e Credicoamo, os

adolescentes têm muito conhecimento para adquirir.

Assim, como muitos dos pais dos jovens que hoje

participam desde programa, se formaram no curso

de Jovens Líderes Cooperativistas, num futuro próximo,

eles podem ingressar nesta formação.

O presidente dos Conselhos de Administra-

José Aroldo

Gallassini

ção da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

enfatiza que as cooperativas estão focadas na

evolução por meio da educação. “Sempre acreditamos

na formação dos cooperados. Primeiro, com

adultos, depois com filhos de cooperados que estavam

assumindo os negócios da família. Em todos

estes programas obtivemos resultados positivos.

Agora, trouxemos a filosofia do cooperativismo para

mais uma faixa etária, para que eles cresçam sabendo

do que se trata. É muito importante ter um grupo

de cooperados conhecedor deste sistema onde todos

são iguais e um se preocupa com o outro.”

Entusiasta da cooperação e da educação,

Gallassini, destaca que a Coamo e a Credicoamo

não podem ficar velhas. “Não estamos trabalhando

para uma geração, mas para a vida toda. Para isso,

precisamos preparar os sucessores. Nada melhor

do que preparar essa juventude, para que cada um

saiba seu lugar e possa colaborar neste processo.

Quem é do cooperativismo se relaciona melhor e

tem um olhar diferenciado para a sociedade, pois

onde existe uma cooperativa, há o desenvolvimento

de toda uma comunidade.”

julho/2022 revista 35


Formatura dos adolescentes participantes do FuturoCoop em Campo Mourão

Adolescentes em momento de conhecimento sobre o cooperativismo

Por um mundo melhor

A cooperativa é diferente de qualquer outra

organização. Os associados são os donos e por

pertencer a eles, a preocupação está no desenvolvimento

das pessoas. “A cooperativa deseja que seu

associado tenha sucesso e o melhor resultado. Se

cada um dos seus associados tiver resultados, prospera

toda a sociedade e quando se pensa na prosperidade

do associado, temos que entender que

o associado faz parte de uma família e essa família

compõe a cooperativa”, afirma o superintendente

do Sescoop/PR, Leonardo Boeshe.

O desenvolvimento do negócio é um detalhe.

No cooperativismo, o objetivo é desenvolver

pessoas, comunidades, regiões, e principalmente,

a família cooperada. “Quando a pessoa se associa,

existe uma família que trabalha com ela na proprie-

Leonardo Boeshe; "A cooperativa não tem um tempo de início,

tempo de fim, ela precisa passar de geração para geração."

dade. O ideal é que essa propriedade passe de

geração para geração, então é importante que as

crianças, os adolescentes já tenham conhecimento

sobre o cooperativismo”, explica Boeshe.

O superintendente ressalta que toda a família

precisa entender o que é cooperativismo. “Quando

os pais repassam esse entendimento do que é a

cooperativa para os filhos, eles tendem a se tornar

cooperativistas do futuro, perpetuando o negócio da

família. Muitos jovens enxergam a cooperativa como

uma sociedade empresária, que visa meramente o lucro.

Por isso, os filhos precisam saber que o resultado

de uma cooperativa é focado no desenvolvimento da

família cooperativista. Assim, eles se tornam bons associados

e dão continuidade à essa organização.”

Segundo Boesche, o modelo cooperativo

é extremamente moderno em termos de gestão e

o mundo inteiro está percebendo isso. “Precisamos

ter mais cooperação e menos competição. Quando

o Coamo se preocupa com isso e cria um programa

chamado FuturoCoop, com objetivo de preparar adolescentes

de 13 a 17 anos, principalmente com a educação

cooperativista, com certeza está contribuindo

para construir um mundo melhor. A cooperativa pode

ser um instrumento de desenvolvimento das pessoas

e das comunidades e somente vamos ter esse instrumento

ativo e participativo se tivermos pessoas preparadas.

Então, preparar as gerações futuras é fundamental

para que tenhamos uma sociedade mais justa,

próspera e preocupada, uns com os outros.”

36 revista

julho/2022


O Sescoop/PR conta com programas

de educação focados em jovens.

São 3.200 jovens/adolescentes

participantes no Paraná

FuturoCoop tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento dos jovens adolescentes envolvidos com a cooperativa, evidenciando a força do cooperativismo dentro do agronegócio

O despertar para cooperar

Investir em pessoas é fundamental, conforme

ressalta o presidente do Sistema Ocepar,

José Roberto Ricken. Neste sentido, ele parabeniza

as iniciativas da Coamo em educação para

toda a família cooperada. “O cooperativismo por

excelência, são as pessoas e é preciso treinar. A

Coamo, em 2021, só com os recursos que vem do

Sescoop/PR, treinou mais de 11.000 mil pessoas

de todos os níveis. Agora, em 2022, a previsão é

investir mais de dois milhões e seiscentos para

mais de 13.000 beneficiários.”

Para Ricken, como o mundo está mudando

Ricken: "Precisamos capacitar essa geração,

que será o futuro. Eles que são os protagonistas."

rapidamente, investir em ações que despertam o

jovem para o cooperativismo, é uma questão de garantir

o futuro. “Precisamos capacitar essa geração,

que será o futuro. Eles que são os protagonistas. O

investimento nas pessoas faz parte da história do

cooperativismo do Paraná. Lá no final dos anos 70,

já existiam vários programas, de educação. Mas, foi

com o surgimento do Sescoop, que tivemos isso de

forma mais organizada e a recuperação de um recurso

que as cooperativas recolhem sobre a folha

de pagamento, que não voltava para o sistema cooperativo.

Então, com a criação do Sescoop, é possível

você ter os recursos suficientes e necessários,

para o aperfeiçoamento das pessoas.”

A cada ano, o cooperativismo também

está buscando despertar na juventude o interesse

pela política. “Normalmente o jovem, não está

interessado nisso. Então quando você mostra a

importância, muitos jovens passam a se interessar.

Se nós não cuidarmos da política adequada

para o nosso país, quem vai sofrer mais são os jovens

que vão estar ali no futuro, num país que não

vai recepcionar a expectativa que eles têm. Então,

para um país ser melhor temos que organizar e

treinar as pessoas. Não podemos esperar que o

governo venha fazer isso. Podemos agir proativamente”,

considera Ricken.

julho/2022 revista 37


linha alimentícia

COAMO PARTICIPA DA FIPAN, MAIOR FEIRA

DE PANIFICAÇÃO DA AMÉRICA LATINA

Objetivo foi dar mais visibilidade à marca e buscar novos canais de vendas para os produtos da linha alimentícia da Coamo

A

Coamo participou entre os dias 19 e 22 de

julho da Feira Internacional de Panificação,

Confeitaria e Food Service (Fipan), no Expo

Center Norte, em São Paulo (SP). Esta é a maior feira

de Panificação e Confeitaria da América Latina. Foi

a primeira vez que a cooperativa esteve nesta feira.

O objetivo foi dar mais visibilidade à marca e buscar

novos canais de vendas. No estande, a cooperativa

realizou atendimentos comerciais e demonstrações

práticas de manuseio dos produtos com orientação

técnica para os clientes.

A Fipan é destinada a todos os profissionais

e gestores de padarias, confeitarias, restaurantes,

entre outros estabelecimentos ligados ao dia a dia

da produção e comercialização de alimentos. O diretor

da rede de Supermercados Bahniuk, Clemente

Bahniuk, é cliente da Coamo no segmento de supermercados

e de food service. Para ele foi uma surpresa

positiva encontrar a cooperativa na Fipan. “Além

de encontrar uma parceira comercial, encontramos

nossos amigos. Afinal de contas somos clientes da

Coamo há quase 30 anos. Revendemos os produtos

da Coamo e utilizamos em nossa padaria, por isso,

com certeza, podemos atestar a qualidade de tudo

que é produzido pela cooperativa.”

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria

de Panificação e Confeitaria de São Paulo, Sampapão,

responsável pela organização da Fipan, Rui Manuel

Rodrigues Gonçalves, é uma alegria ter a Coamo

participando da feira. “É, sem dúvida, muito importante

ter a Coamo participando com a gente na feira. O

produto da Coamo tem tudo a ver com a Fipan e tenho

certeza, vocês vão gostar muito dessa feira. É uma

feira voltada 100% para o setor de panificação. Atendemos

São Paulo e o Brasil inteiro, são proprietários de

padaria, gerentes de padaria, pessoas que decidem

38 revista

julho/2022


No estande, a cooperativa realizou atendimentos comerciais e demonstrações práticas de manuseio dos produtos com orientação técnica para os clientes

na padaria. Eu fico muito feliz por ser o primeiro ano e

espero que venham muito mais anos.”

De acordo com o gerente Comercial de

Alimentos da Coamo, Wagner Schneider, a Fipan é

diferente das outras feiras supermercadistas que a

cooperativa estava habituada a participar. “Aqui vem

dois públicos totalmente distintos. O primeiro público

são os distribuidores, que compram e revendem

o nosso produto, fazem chegar até a cadeia de

Food Service, seja dos transformadores, padarias,

restaurantes. Além dos usuários da ponta, que são

os padeiros, confeiteiros, um público muito importante

para nós. Isso nos exige dividir o atendimento

comercial e técnico. Por isso, tivemos técnicos atendendo

e tirando dúvida sobre cada produto, falando

sobre a qualidade e diferencial de cada um.”

Schneider ressalta que nesta primeira vez

surgiram bons negócios e regiões novas para a

Coamo expandir. “Os produtos da Coamo estão

chegando em mais regiões do Brasil e percebemos

cada vez mais clientes de lugares diferentes nos procurando.

O canal food service representa em torno

de 25% do nosso faturamento. Para algumas categorias

de produtos, como é o caso das margarinas

institucionais esse mundo é de 50%, para as gorduras

35%, bem como a farinha de panificação que é

o maior negócio que temos nesse canal”, enfatiza o

gerente Comercial de Alimentos.

Para o diretor Comercial da Coamo, Rogério

Trannin de Mello, essa é mais uma oportunidade

para demonstrar a qualidade dos produtos da

cooperativa. “Estamos muito felizes de estar aqui.

É a primeira vez que podemos ter esse contato direto

com o transformador, então é a padaria, seja

ela pequena, média ou grande, padaria de supermercado.

Temos esse produto para o transformador

em embalagens maiores e que respondem por

uma grande parcela do consumo. Por isso, precisamos

estar presentes na Fipan e ter nossa marca

vista neste segmento.”

Para o diretor Comercial da Coamo, Rogério Trannin de Mello, essa é mais uma oportunidade para demonstrar a qualidade dos produtos da cooperativa

julho/2022 revista 39


credicoamo

Momento é de contratar custeio e seguro agrícola

A

Credicoamo trabalha com parceiros

e instituições financeiras

para atender a demanda dos associados,

cujos volumes vêm apresentando

crescimento a cada safra. Após

o anúncio do Plano Safra 2022/2023, os

associados estão procurando as agências

da Credicoamo para realizar as propostas

de financiamento dos projetos

técnicos e garantir recursos da implantação

da nova safra.

“Para atender as necessidades

dos produtores será disponibilizado

um montante de R$ 1,800 bilhão, para

as três categorias de produtores – Pronaf,

Pronamp e demais produtores. Esse

volume vem aumentando a cada safra e

representa o atendimento ao nosso chamamento,

pelos associados, para fazerem

suas propostas de financiamentos

na sua cooperativa de crédito, que é o

seu domicílio financeiro”, explica o presidente

Executivo da Credicoamo, Alcir

José Goldoni. Ele destaca que a Credicoamo

busca o atendimento pleno da

demanda dos associados para fomentar

o desenvolvimento da sua atividade.

Outro destaque é que a Credicoamo

já possui credenciamento junto

a Secretaria do Tesouro Nacional para

utilizar recursos de outras fontes financeiras

e com equalização dos juros para

financiar com os juros do crédito definidos

no plano safra. “Dentro da sinergia

existente entre a Coamo e a Credicoamo,

orientamos os associados para que

procurem a assistência técnica da Coamo

e as nossas agências, para fazer seus

projetos técnicos visando agilidade na

contratação e o cumprimento do cronograma

de liberações dos recursos”, diz

Goldoni.

Seguro agrícola

Para o diretor de Negócios da

Credicoamo, Dilmar Antonio Peri, o seguro

agrícola é uma modalidade que

deve ser considerada como uma indutora

de tecnologias. “O nosso trabalho

é disponibilizar limites para contratação

de seguro necessário aos associados e

é fundamental que ele faça o financiamento

e o seguro, como forma de garantir

e proteger suas atividades, que

é implantada a céu aberto e depende

muito do clima”, afirma Peri.

Segundo ele, como nos anos

anteriores, as coberturas do seguro

agrícola serão efetivadas com base na

produtividade dos últimos cinco anos

do associado. “Uma vez contratado o

seguro, a sua vigência começa quando

no mínimo 70% da área segurada estiver

plantada e as plantas tiverem no

mínimo 15 centímetros de altura, que é

uma regra geral de todas as seguradoras.”

A adesão dos associados pelo

seguro vem aumentando, principalmente,

pelas intempéries ocorridas nas

últimas safras de inverno e verão, que

apresentaram frustrações severas. “O

nosso foco é levar aos associados a melhor

alternativa de financiamento e das

condições de seguro. Por esta razão, e

em função do crescimento, estamos negociando

mais volumes e estruturamos

as agências para dar o suporte necessário

no atendimento das necessidades

dos associados”, afirma Alcir Goldoni.

Mais informações quanto ao

custeio e ao seguro agrícola podem ser

obtidas nas agências da Credicoamo.

Atualmente, são 50 agências no Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

julho/2022 revista 41


Vista aérea da estrutura adquirida pela

Coamo em São Gabriel do Oeste (MS)

Entra em operação unidade

de São Gabriel do Oeste

Começou a funcionar em

de julho a 19ª unidade

da Coamo no Mato Grosso

do Sul, em São Gabriel do

Oeste, na região Norte do Estado,

que é a maior rota de escoamento

de produção de grãos do

país, sendo polo do agronegócio

e um dos maiores produtores de

soja, milho e sorgo.

Paralelo a este novo

empreendimento que ganhará

em breve o padrão Coamo, os

produtores sul-mato-grossenses

passaram a contar em outubro

do ano passado com os serviços

da cooperativa no município de

Bandeirantes e aguardam a construção

dos novos entrepostos localizados

nas regiões de Ponta

Porã e Rio Brilhante, que receberão

a safra 2022/2023 com novas

instalações.

O evento de lançamento

em São Gabriel do Oeste reuniu

produtores e autoridades locais

e regionais, diretores da Coamo

e Credicoamo e do Sistema

OCB/MS.

Segundo Airton Galinari,

presidente Executivo da Coamo,

o cooperativismo é importante

agente de desenvolvimento para

milhões de pessoas em diversos

ramos de atuação. “Para nós é

uma honra e para os produtores

desta região uma oportunidade,

porque a cooperativa não vem

para uma aventura, mas para

ficar e traz todo um pacote tecnológico

aos produtores. Temos

certeza de que iremos contribuir

para a melhoria da produção e

impulsionar o desenvolvimento,

com um modelo diferente de fazer

negócios dentro do padrão

Coamo.”

Os bons resultados do

42 revista

julho/2022


expansão

cooperativismo foram lembrados

por Celso Régis, presidente

do Sistema OCB/MS (Organização

das Cooperativas Brasileiras/

Mato Grosso do Sul), no evento

da Coamo em São Gabriel do

Oeste. “É grande o movimento

cooperativo em nosso Estado e a

prova disso é que este município

sedia a 19ª unidade da Coamo

no MS. O cooperativismo é líder

nesse papel da impregnação das

comunidades na sua forma de

organização. Ficamos honrados

com a expansão da Coamo e investimentos

em nosso Estado.”

O prefeito de São Gabriel

do Oeste, Jeferson Tomazoni

recebeu com entusiasmo a

chegada da Coamo na região.

“Trata-se de uma empresa com

mais de 50 anos de história que

deu certo no Sul do Brasil e vem

para nossa região. Quem ganha

são os nossos cidadãos, a nossa

cidade e os produtores, com

tecnologia, assistência técnica,

oferta de produtos e serviços, e

comercialização de grãos”, comemora.

Para o presidente dos

Conselhos de Administração

da Coamo e Credicoamo, José

Aroldo Gallassini, a abertura do

entreposto em São Gabriel do

Oeste atende uma reivindicação

dos cooperados sul-mato-grossenses.

“Os entrepostos da Coamo

no MS têm como características

o recebimento de grandes

volumes de produção, principalmente

soja. Dentro do nosso programa

de expansão, viabilizamos

a abertura desse entreposto. Vamos

atender um grupo grande

de cooperados e ficamos satisfeitos

em prestar esse serviço mais

diretamente a todo o quadro social

do Mato Grosso Sul”, afirma

Gallassini.

A nova unidade da Coamo

está estruturada para receber

1.100.000 sacas, com um

armazém graneleiro de 30 mil

toneladas, quatro silos metálicos

de quatro mil toneladas,

três silos metálicos novos de

seis mil toneladas, um secador

de grãos com capacidade para

secagem total de 150 t/h, quatro

moegas com capacidade de

240 toneladas/cada. Além, de

uma usina fotovoltaica com capacidade

de geração superior a

58 ml kw/h/mês, alojamentos e

área social.

São Gabriel do Oeste

será a 19ª unidade da Coamo no

Mato Grosso do Sul juntamente

com estruturas em Amambai,

Aral Moreira, Bandeirantes, Caarapó,

Dourados (entreposto e

indústrias de esmagamento e

refino de óleo), Itaporã, Laguna

Carapã, Maracaju, Sidrolândia, e

nos futuros entrepostos de Rio

Brilhante e Ponta Porã.

Diretoria da Coamo e Credicoamo e lideranças de São Gabriel do Oeste participaram da apresentação e inauguração simbólica na nova unidade do MS

julho/2022 revista 43


jubileu de ouro

44 revista

julho/2022


jubileu de ouro

Associação dos Engenheiros Agrônomos

de Campo Mourão comemora 50 anos

Evento de comemoração do jubileu de ouro contou com a presença de fundadores da AEACM

Criada em 15 de julho de

1972 pela visão e vontade

de 14 idealistas, como

uma extensão da classe no Paraná,

a Associação dos Engenheiros

Agrônomos de Campo

Mourão (AEACM), comemora 50

anos de fundação. Atualmente a

entidade reúne mais de 200 profissionais

da agronomia, atuantes

na região de Campo Mourão.

Ao longo dos anos, a entidade

cresceu, amadureceu e

ganhou ampla estrutura, e contribuiu

de forma significativa para o

desenvolvimento regional e estadual,

somando esforços com outras

entidades, voltadas para este

objetivo.

As cinco décadas de

existência reúnem grandes histórias

e transformações ocorridas

na região, que passou de atividades

extrativistas, notadamente

para madeireiro, até consolidar-

-se como importante polo-agrícola

do Brasil.

Em 1993, a AEACM adquiriu

personalidade jurídica

própria, transformando-se em

associação regional, filiada à Federação

da Associação de Engenheiros

Agrônomos do Paraná.

Desde então, a entidade passou

a aglutinar a categoria agronômica

na região, e participou ativamente

de discussões que precederam

a introdução de novas

tecnologias, como correção e

conservação do solo; plantio direto;

rotação de culturas; manejo

integrado de pragas; equilíbrio

da fertilidade do solo e diversas

outras que resultaram numa melhor

sustentabilidade do processo

de produção agrícola regional.

Quando completou 30

anos, a AEACM recebeu a mais

alta honraria de toda a sua história,

em sessão solene da Câmara

Municipal com entrega da "Comenda

10 de Outubro", pelos

serviços relevantes prestados ao

desenvolvimento econômico e

social do município.

A vida da AEACM foi

marcada pela existência de um

grupo coeso, que alavancou resultados,

e funcionou como uma

engrenagem, formando uma

roda viva só. É uma entidade que

pratica uma lição política, demo-

julho/2022 revista 45


46 revista

julho/2022


jubileu de ouro

José Aroldo Gallassini com o presidente da AEACM, Roberto Bueno da Silva

Ações sociais sempre integraram os princípios da AEACM

crática e independente, com postura ética e alto

grau de defesa do profissionalismo.

“São 50 anos de muitas histórias e avanços

em prol do desenvolvimento dos produtores com

uma agricultura moderna e sustentável. Comemorar

o jubileu de ouro é motivo de orgulho e satisfação,

reverenciando os fundadores, que se uniram e jamais

imaginaram que um dia seus propósitos seriam perpetuados

e consolidados. A nossa região é referência

na difusão de tecnologias inovadoras como o plantio

direto, rotação de culturas e a agricultura de precisão",

afirma Roberto Bueno Silva, presidente da Associação

dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão.

O engenheiro agrônomo e um dos fundadores

da AEACM, José Aroldo Gallassini, formou-se

em Curitiba, na turma de 1967 na Universidade Federal

do Paraná. Em maio do ano seguinte, era um

dos cinco profissionais de agronomia na região de

Campo Mourão. Trabalhou como extensionista rural

pela Acarpa – empresa pública de extensão rural,

coordenou os trabalhos e foi o idealizador da fundação

da Coamo.

Segundo Gallassini, a AEACM é resultado

do sonho e da vontade dos seus associados, com

idealismo, trabalho e determinação, para promover

o desenvolvimento pessoal e profissional da classe

agronômica. “A associação é referência não só em

nível estadual, como também nacional, pelos bons

trabalhos nessas cinco décadas, com muito sucesso

e excelentes resultados.”

A AEACM está entre as mais modernas, funcionais

e organizadas do país, contando com grande

participação dos seus engenheiros agrônomos e familiares

nas atividades técnicas, esportivas e sociais.

FUNDADORES DA AEACM

Foram 14 os engenheiros agrônomos

fundadores da Associação de Campo Mourão, a

quarta mais antiga do Estado do Paraná. Hoje são

mais de 200 associados presentes e atuantes em

vários municípios da região de Campo Mourão,

no Centro-Oeste do Paraná. São fundadores da

entidade agronômica: Abelegy Alves – in memoriam,

Antônio Álvaro Massareto, Dirceu Sponholz,

Eduardo Massignan, Egon Simm, Humberto Vignolli,

Imar Borges, João Carlos Flores, José Aroldo

Gallassini, Lourenço Tenório Cavalcanti, Nei

Leocádio Cesconeto, Newton Sponholz, Ricardo

Accioly Calderari e Vanio do Amaral Lima.

Para marcar os 50 anos da AEACM, foi promovido

dia 16 de julho evento solene que contou

um pouco da história, homenageou os agrônomos

fundadores e o lançamento de livro alusivo

ao jubileu de ouro da entidade.

julho/2022 revista 47


comemoração

Encontro marca dia do Cooperativismo

Evento contou

com a presença de

cooperados do Paraná,

Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul

No primeiro sábado do

mês de julho é comemorado

o Dia Internacional

do Cooperativismo. Na Coamo e

Credicoamo, a data foi celebrada

de forma especial, com eventos

em toda área de ação das cooperativas.

A celebração iniciou

nos entrepostos, com ato solene

do hasteamento das bandeiras e

execução do Hino Nacional Brasileiro,

além da entrega de donativos

às entidades sociais, das

arrecadações referentes ao Dia C

de Cooperar.

Em Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná), foi

realizado o tradicional Encontro

de Lideranças Cooperativistas.

Uma forma de reunir os participantes

das 26 turmas dos Jovens

deres, membros dos conselhos

de Administração e Fiscal

e os coordenadores dos Comitês

Educativos. Durante os dois

anos de pandemia, este evento

48 revista

julho/2022


foi realizado no formato virtual.

Em 2022, ano do centenário de

comemoração ao Cooperativismo,

a Coamo reuniu mais de 500

cooperados do Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul.

O encontro contou com

apresentações do presidente

dos Conselhos de Administração

da Coamo e Credicoamo,

José Aroldo Gallassini, dos presidentes

Executivos da Coamo,

Airton Galinari, e Credicoamo,

Alcir José Goldoni, além de duas

palestras, uma sobre Agricultura

de Precisão, com o coordenador

de Inovação Tecnológica Agropecuária,

Fabrício Bueno Correa,

e outra sobre mercado agrícola,

com o consultor Paulo Molinari.

Para José Aroldo Gallassini,

desde o início, a Coamo

faz um trabalho muito importante

de educação cooperativista,

principalmente com o programa

Jovens Líderes Cooperativistas,

preparando o cooperado para

a gestão da propriedade e da

cooperativa. O presidente afirma

que há muitos motivos para

comemorar o Dia Internacional

do Cooperativismo. “Falar

de cooperativismo chega a ser

emocionante. Conquistamos

muitas coisas juntos. Eram 79

agricultores que sozinhos pouco

conseguiriam, e hoje estamos

aqui, com mais de 30 mil cooperados.

Algo que o cooperativismo

permitiu fazer.”

O cooperado em Abelardo

Luz (Oeste de Santa Catarina),

Alex Olmar Cancian, integrante

da 24ª turma do programa Jovens

deres Cooperativistas,

afirma que o cooperativismo é a

Casal Liana Faccio Iaguszeski e Marcos Vinícius Torterollie Iaguszeski, com a filha Isabella

união de forças, e muito importante

para a viabilização de informações

para os cooperados.

Para ele, a Coamo e Credicoamo

representam exatamente isso,

uma ponte entre a tecnologia e

o campo. “Me sinto parte dessas

cooperativas, que abrem o caminho

para a informação chegar

até nós. A Coamo e Credicoamo

são muito transparentes e nos levam

ao desenvolvimento.”

Maicon Zorzo é cooperado

em Dourados (Mato Grosso

do Sul), e é um defensor do

cooperativismo. “É uma filosofia

de vida. Uma pessoa ajuda a outra,

resultando em desenvolvimento

social, independente de

qualquer bandeira.” A Coamo e

a Credicoamo, para ele, contribuíram

para o desenvolvimento

das regiões produtoras, e com

a família dele não foi diferente.

Zorzo ainda acrescenta que o encontro

dederes cooperativistas

foi muito importante para valorização

do trabalho rural. “Acom-

Maicon Zorzo, de Dourados (MS)

Alex Olmar Cancian, de Abelardo Luz (SC)

julho/2022 revista 49


TECNOLOGIA QUE VEM DE DENTRO.

E simplifica as decisões do dia a dia.

O uso contínuo de tecnologia na lavoura, aliado a uma ótima gestão

de negócios, levou a família produtora Andrade, uma das pioneiras

da COAMO, ao sucesso ao longo dos anos.

Agora chegou o momento de celebrar mais uma conquista.

Theodoro Ricardo de Andrade, atual representante da família,

se destacou na disputa nacional do programa ULTRA RENTABILIDADE 2021

e conquistou o prêmio da Região Sul!

A campanha ULTRA RENTABILIDADE foi realizada pela BREVANT ® SEMENTES

e a escolha do híbrido na propriedade foi o B2702VYHR que apresentou

um ótimo desempenho, mesmo com uma safrinha repleta de adversidades,

como estresse hídrico e geadas, alcançando uma produtividade

de 311,0 scs/alqueire.

A Brevant ® Sementes parabeniza toda

a família Andrade e agradece a confiança.

Um dos nossos objetivos é que, assim como a família Andrade,

nós continuemos prosperando por muitas gerações ao lado

de cada um dos produtores que confiam em nossa marca.

Agrisure Viptera ® é marca registrada e utilizada sob licença da Syngenta Group Company.

A tecnologia Agrisure ® incorporada nessas sementes é comercializada sob licença

da Syngenta Crop Protection AG. LibertyLink ® e o logotipo da gota de água são marcas da BASF.

Roundup Ready ® é marca utilizada sob licença da Monsanto Company.

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julho/2022

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® Marcas registradas da Corteva Agriscience e de suas companhias afiliadas. ©2022 Corteva.


comemoração

Alcir José Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo

panhar de perto a cooperativa é

muito enriquecedor. Reencontrar

os amigos e a diretoria, para o

desenvolvimento profissional do

cooperado é muito bom.”

O casal Liana Faccio Iaguszeski

e Marcos Vinícius Torterolli

Iaguszeski estiveram presentes

no encontro de lideranças,

junto com a filha Isabella. Eles

participaram da 22ª turma de

Jovens Líderes. Ela de Ipuaçu

(Oeste de Santa Catarina) e ele

de Honório Serpa (Sudoeste do

Paraná). Os dois se conheceram

durante a formação e ficaram

amigos. A afinidade foi tão grande

que continuaram convivendo

após a formatura. “Aí surgiu o

namoro, o noivado, casamento e

hoje, além de tudo, temos uma filha

que já está com um ano e um

mês, fruto dessa história, dessa

parceria”, conta Liana.

Sobre o curso, Liana diz

que agregou muito para seu

desenvolvimento. “Sempre procurei

fazer todos os cursos com

o intuito de, cada vez mais, me

aperfeiçoar na atividade. Foi uma

surpresa para nós ter o convívio

com outras pessoas que enfrentam

as mesmas dificuldades que

a gente. Então, além das aulas

serem muito interessantes, a troca

de experiência com os colegas

foi muito válida”, afirmou a

cooperada.

De acordo com Marcos

Vinícius, a Coamo ajudou a construir

a história da vida deles. “Nos

conhecemos no curso em 2018.

De lá para cá, a gente evoluiu

muito e formamos nossa família”,

relata o cooperado.

Consultor Paulo Molinari, falou sobre mercado agrícola para os cooperados.

Encontro é tradicional e tem como objetivo manter o quadro social bem informado

Fabrício Bueno Corrêa, da gerência Técnica da Coamo, apresentou

informações sobre as novas tecnologias inseridas na agricultura

julho/2022 revista 51


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50 metros para produtos granulados ou até 12 metros

para insumos em pó. Pensamos nos detalhes: formato

exclusivo das pás, com 2 camadas para proporcionar

a sobreposição correta na distribuição.

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52 revista

julho/2022


ação social

DIA C NA COAMO E CREDICOAMO

Ações sociais beneficiaram diversas entidades em toda a área de ação da Coamo e Credicoamo no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul

Cooperados e funcionários

de toda a área de ação da

Coamo e da Credicoamo,

no Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul se reuniram em

prol da solidariedade. Eles participaram

do Dia C de Cooperar

com ações sociais beneficiando

diversas entidades. Foram arrecadados

cerca de dez toneladas de

alimentos não perecíveis, milhares

de produtos para higiene pessoal

e materiais de limpeza, além

roupas, calçados e cobertores.

Também foram distribuídas sete

mil mudas de árvores e centenas

de pessoas doaram sangue.

O presidente dos Conselhos

de Administração da Coamo

e da Credicoamo, José Aroldo

Gallassini agradece o envolvimento

de todos. Ele entende que

o Dia de Cooperar é uma oportunidade

para mostrar na prática

os valores do cooperativismo

com ênfase na solidariedade e

união em prol do bem comum.

“O cooperativismo é feito de pessoas

para pessoas. Assim, ficamos

emocionados quando vemos

esta participação de funcionários

e cooperados em todas as unidades

praticando a cooperação e

ajudando o próximo”, ressalta.

O Dia C de Cooperar é

uma ação solidária de todas as

cooperativas do Brasil. O objetivo

é desenvolver ações de responsabilidade

social, colocando

em prática os valores e princípios

cooperativistas, por meio de

ações voluntárias.

Presidentes Executivos da Coamo e da Credicoamo na entrega simbólica dos produtos arrecadados à diversas entidades sociais de Campo Mourão

julho/2022 revista 53


eceita

Além de curtir

e compartilhar,

você vai

saborear.

Hoje você vai aprender a fazer um

Bolo de Chocolate

com Café.

Agora que deu água na boca, faça!

I N G R E D I E N T E S

Massa

4 col. (sopa) Café Coamo Extraforte

2 xíc. (chá) Água

3 Ovos

1 e ¾ xíc. (chá) Açúcar

¾ xíc. (chá) Margarina Coamo Premium

½ xíc. (chá) Café Coamo Extraforte coado

1 e ⅓ xíc. (chá) Farinha de Trigo Coamo Tradicional

1 col. (sopa) Fermento químico

1 xíc. (chá) Achocolatado

Cobertura

200 gramas Chocolate meio amargo

½ caixa Creme de leite

¼ xíc. (chá) Café Coamo Extraforte coado

MODO DE PREPARO

Prepare o café no filtro, usando 4 colheres de sopa de Café Coamo Extraforte para

2 xícaras de água. Reserve para usar morno. Bata as claras em neve. Na batedeira, ou se

preferir bater à mão pode usar um fouet, bata as gemas com a margarina e o açúcar, em

velocidade média, até obter um creme homogêneo. Junte o café e bata em velocidade

baixa. Fora da batedeira, peneire o trigo, o fermento e o chocolate em pó, misture bem

e incorpore as claras em neve, mexendo delicadamente. Coloque a massa em uma

forma de furo central (24cm) untada com margarina e enfarinhada e leve ao forno.

Asse em forno preaquecido a 180ºC por 35 a 40 minutos. Desenforme morno.

Para a cobertura: derreta o chocolate em banho-maria. Quando estiver

completamente derretido, junte o creme de leite e o café. Mexa até obter

um creme liso e homogêneo. Cubra o bolo com a cobertura.

Acesse os nossos canais: /coamoalimentos /coamoalimentos youtube /coamoalimentos

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54 revista

julho/2022

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Quem cultiva a terra,

produz alimentos e faz

a economia crescer, colhe

todo o nosso respeito

e admiração.

A vida é a gente que transforma.

Família Ferri - Quinta do Sol - PR

Homenagem da

Coamo aos agricultores

e suas famílias.

www.coamo.com.br

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