06.09.2022 Views

Industrial_web244-dupla

Create successful ePaper yourself

Turn your PDF publications into a flip-book with our unique Google optimized e-Paper software.

ENTREVISTA Santa Catarina se mantém como líder nacional na exportação de móveis de madeira

MADEIRA

AQUECIDA

SECADORES E ESTUFAS AMPLIAM A

PRODUTIVIDADE DA INDÚSTRIA MADEIREIRA

HEATED TIMBER

DRYERS AND KILNS INCREASE

PRODUCTIVITY IN THE FOREST

PRODUCT INDUSTRY


PATENTE REQUERIDA

Mesa de alimentação para máquinas de desdobro de madeira com sistema de

posicionamento e pressão por servomotores independentes desenvolvida pela

engenharia do produto da Mendes Máquinas.

Aponte a câmera

do seu celular

para o QRCode e

fale com a Mendes

55 49 3241 .0066 /Mendesmaquinas

www.mendesmaquinas.com.br


OMECO COMPLETA 77 ANOS

20 secadores e 7 linhas de prensagem entregues

de jan/21 até jun/22 para:

COM A MAIOR PRODUÇãO Da SUA HISTóRIA

Exemplos de produção e consumo dos secadores extraídos das telas do IHM

Parfino, Rússia: prensa 46 pratos

Tehnoles LLC, Rússia: serra SECII

Dallo Madeiras: secador 6R-5.8/IV

Parfino, Rússia: secador 8R-5.8/VI

com scanner de classificação e

stacker para lâminas de 1,15mm de

espessura

Somapar Ltda: secador 9R-5.8/IV

Specialty Laminates, Canadá:

prensa de melamina 5´x10´

Nereu Rodrigues e Cia Ltda: prensa

21pm com carregador

Avelino Bragagnolo SA: secador

6R-5.8/IV

VW Ind Com Ltda: secador

6R-5.8/IV

Industrial Arbhores EPP: secador

10R-5.8/IV

Wotan Forest, República Tcheca:

prensa 39 pratos

Compensados NM Ltda: secador

7R-5.8/IV

Ind de Compensados Sudati

Ltda/Palmas: secador 10R-5.8/IV

Ind de Compensados Sudati

Ltda/Ibaiti: secador 10R-6.2/IV

Ind de Compensados Sudati

Ltda/Ventania: secador 10R-6.2/IV

Smolstron, Rússia: secador

6R-6.2/IV

Chance Company, Rússia: secador

8R-6.2/IV

Compensados Laselva Ltda:

secador 6R-5.8/IV

Compensados Relvaplac Ltda:

secador 10R-5.8/IV

Ind de Compensados Sudati

Ltda/Palmas: secador 10R-5.8/IV

Ind de Compensados Sudati

Ltda/Palmas: secador 10R-5.8/IV

Marini Ind de Compensados Ltda:

saida do secador com cross

transfer e roda de classificação

Aguer Luis Alberto, Argentina:

prensa 21 pratos com carregador

Formato Ind e Com de

Compensados Ltda: secador

10R-5.8/IV

Compensados Relvaplac Ltda:

prensa fenólico 11pm com

carregador

Agil Madeiras Eireli: secador

10R-5.8/IV

Ind de Compensados Sudati

Ltda/Ventania: prensa 21 pratos

com carregador

Aguer Luis Alberto, Argentina:

secador 8R-5.8/IV

Ind de Compensados Sudati

Ltda/Ventania: secador 14R-5.8/IV

Secador 14 câmaras, 4 pistas, 5,8m de rolos sem

piso isolado. Produção instantânea de lâminas

secas 14,2m 3 /h com lâminas de 2,8mm, 18kg/cm 2

de pressão de vapor e aproveitamento de 85% do

secador. Consumo de vapor 800kg/m 3 . Consumo

de energia elétrica dos ventiladores de secagem

22KW/m 3 .

Secador 10 câmaras, 4 pistas, 5,8m de rolos com piso isolado.

Produção instantânea de lâminas secas 11,3m 3 /h com lâminas de

4,4mm, com 20kg/cm 2 de pressão de vapor e aproveitamento de

85% do secador. Consumo de vapor 700kg/m 3 . Consumo de

energia elétrica dos ventiladores de secagem 19,5KW/m 3 .

Visite nosso novo site para ver fotos de todas estas máquinas

Medidor automático de umidade de lâminas Omeco/Mecano

Para ser instalado na saída do secador para checar a umidade de todas as

lâminas secas. Possibilidade de instalar o variador automático de velocidade

do secador controlado pela umidade das lâminas.

Secador com rolos de 6.200mm

Para secagem de eucaliptus que encolhe mais

que o pinus na secagem, equipado com câmara

de fumaça para trabalhar com até 100% de

umidade interna.

Omeco Ind. e Com. de Máquinas Ltda.

Av. das Industrias, 2450 | CIC | CEP 81.310-060 | Curitiba - PR | Brasil

Fone: (41) 3316.7100 | (41) 99659.0400 | omeco@omeco.com.br

www.omeco.com.br


CONECTANDO

INDÚSTRIAS PELO MUNDO

Alguns parceiros que

estarão expondo conosco:

(41)

M1


29 DE NOVEMBRO

ÀS 19 HORAS

Transmissão ao vivo em nosso canal:

@revistareferencia

E D I Ç Ã O

VEM AÍ!

A N O S

PAINÉL DA MADEIRA

PALESTRANTES:

Lorem ipsum

PATROCINADORES:

DERYCK PANTOJA MARTINS

Diretor Técnico da AIMEX

(Associação das Indústrias

Esportadoras de Madeira

do Estado do Pará)

EVALDO MUÑOZ BRAZ

Pesquisador da

EMBRAPA Florestas

RAFAEL MASON

Presidente da CIPEM

(Centro das Indústrias Produtoras

e Exportadoras de Madeira do

Estado de Mato Grosso)

ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE

MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

Gostaria de participar do jantar do PRÊMIO REFERÊNCIA 2022?

Compre seu ingresso antecipado pelo whats: (41) 99968-4617 ou

pelo e-mail: comercial@revistareferencia.com.br

Vagas limitadas

www

revistareferencia.com.br

comercial@revistareferencia.com.br

010 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022 SETEMBRO 2022 011


SUMÁRIO

INDUSTRIAL

2022

66

84

Curitiba – PR - Brasil

: +55 41 3332 5442

@ : bkrick@bkrick.com.br

: www.bkrick.com.br

www.linck.com

TECNOLOGIA DE PONTA PARA SERRARIAS

76

72

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Abimci 83

ABPM 75

Alca Máquinas 19

Benecke 17

Bonardi Química 55

Cipem 45

Contraco 65

Dallabona Máquinas 57

DRV 23

Drytech 41

Encapp 59

Ekitherm 61

Engecass 21

GCM Trade 47

HBremer 25

Indumec 33

Linck 13

Lions Machine 39

Mafercon 49

Máquinas Lampe 89

Marrari 51

Mendes Máquinas 02

Mill Indústrias 100

Montana Química 15

MSM Química 31

MSP Industrial 99

Nazzareno 35

Omeco 04

Omil 29

Pole Cola 59

Prêmio REFERÊNCIA 10

Rotteng 43

Schifler Máquinas 95

Siromat Metalúrgica 53

Solution Focus 93

Sutil Máquinas 63

Termolegno 37

Tzuriel Trading 06

Vantec 27

XH Mar Bethelem 08

SUMÁRIO

14 Editorial

16 Cartas

18 Bastidores

20 Notas

52 Aplicação

54 Frases

56 Entrevista

64 Coluna ABIMCI

66 Principal 36 anos de soluções e equipamentos térmicos

72 Legislação

76 Marcenaria

80 Prêmio REFERÊNCIA

84 Estudo

90 Artigo

96 Agenda

98 Espaço Aberto

Inovação. Qualidade.

Economia.

MADE IN GERMANY

Sucesso garantido com a nossa

competência e experiência

mais de 150 linhas de perfilagem em uso ao redor do mundo

serrarias com otimização de tábuas laterais e aumento de rendimento desde 1983

serrarias com corte em curva desde 1989

serrarias para corte de toras classificadas por dimensão e não classificadas

12 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


EDITORIAL

SECAGEM

INDUSTRIAL

DE QUALIDADE

A

reportagem da REFERÊNCIA INDUS-

TRIAL esteve em Santa Catarina, nas

cidades de Taió e Agrolândia, para

conhecer uma das empresas que é

sinônimo de qualidade em equipamentos

para a indústria de secagem da madeira

no Brasil. Com 36 anos de atuação e produção em

alta, principalmente, nos últimos 2 anos, a Contraco

é reconhecida em todo o país por seus secadores,

estufas e fornos industriais, que unem produtividade

e sustentabilidade, por meio do uso de biomassa.

Além disso, o leitor também confere uma

entrevista exclusiva com o presidente da FIESC

(Federação das Indústrias de Santa Catarina), além

das novidades sobre o mercado e a indústria madeireira

no Brasil e no mundo. Ótima leitura!

QUALITY INDUSTRIAL

DRYING

R

EFERÊNCIA Industrial reporters

went to the State of Santa Catarina,

the cities of Taió and Agrolândia,

to meet with one of the companies

synonymous with quality equipment

for industrial timber drying in Brazil. With 36 years

of experience and production on the rise mainly

over the last two years, Contraco is recognized

throughout the Country for its dryers, kilns, and industrial

furnaces, which unite productivity and sustainability

using biomass. In addition, the reader

also has an exclusive interview with the President

of the State of Santa Catarina Industrial Federation

(Fiesc), in addition to news about the market and

the forest product industry in Brazil and worldwide.

Pleasant reading!

14 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

NA CAPA

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIV • Nº244 •Setembro 2022

ENTREVISTA Santa Catarina se mantém como líder nacional na exportação de móveis de madeira

MADEIRA

AQUECIDA

SECADORES E ESTUFAS AMPLIAM A

PRODUTIVIDADE DA INDÚSTRIA MADEIREIRA

NA CAPA DESTE MÊS A

CONTRACO, EMPRESA

QUE OFERECE SOLUÇÕES

TECNOLÓGICAS PARA

SECAGEM DE MADEIRA

ASSINATURAS

0800 600 2038

Periodicidade Advertising

GARANTIDA GARANTEED

HEATED TIMBER

DRYERS AND KILNS INCREASE

PRODUCTIVITY IN THE FOREST

PRODUCT INDUSTRY

EXPEDIENTE

ANO XXIV - EDIÇÃO 244 - SETEMBRO 2022

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

André Nunes

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriela Bogoni

Me Hua Bernardi

criacao@revistareferencia.com.br

Midias Sociais / Social Media

Andrew Holanda

Cainan Lucas

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal - Carlos Felde

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

assinatura@revistareferencia.com.br

0800 600 2038

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

the written authorization of the holders of the authorial rights.


TOOLS INCREASE WOOD CUTTING

ON THE LATIN AMERICAN MARKET

ENTREVISTA Wilson Wolkweis, presidente do Sindusmad de Mato Grosso, é o entrevistado do mês

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

EFICIÊNCIA EM

EXPANSÃO

FERRAMENTAS AMPLIAM A PRODUTIVIDADE

NO CORTE DA MADEIRA E CHEGAM AO

MERCADO LATINO AMERICANO

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 243 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE AGOSTO DE 2022

FORMÓBILE 2022

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXIV • N­243 •Agosto 2022

EFFICIENCY IN

EXPANSION

PRODUCTIVITY AND ARE NOW AVAILABLE

PRODUTIVIDADE

Por Glauco Tavares –

São Paulo (SP)

Por Maria Augusta –

Sorocaba (SP)

Não pude ir na Formóbile desse ano, mas gostei

muito dos destaques apresentados na edição

de agosto da REFERÊNCIA INDUSTRIAL! Muitas

novidades despontando no mercado.

Muito interessante

conhecer mais sobre a

Arte Diamante. Ainda não

sou cliente, mas fiquei

interessado no ganho

de produtividade que as

ferramentas oferecem.

Foto: formobile_f14fotografia

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

SANTA CATARINA

Por Odete Silva –

Joinville (SC)

MANEJO SUSTENTÁVEL

A exportação industrial

de Santa Catarina é um

orgulho para todos nós.

Fico feliz em ver nosso

Estado despontando na

retomada econômica do

país após a pandemia.

Por Tobias Araujo –

Altamira (PA)

Já passou da hora da sociedade se conscientizar

de que a indústria madeireira e florestal é quem

mantém a floresta em pé, e não quem derruba as

matas. É preciso incentivo a esse segmento tão

importante da nossa economia e que protege o

meio ambiente.

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

Referência Industrial Madeira

@referenciamadeira

16 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


BASTIDORES

BASTIDORES

VISITA

A REVISTA REFERÊNCIA VISITOU RECENTEMENTE A SEDE DA EMPRESA

CONTRACO, DO DIRETOR NATALINO BONIN. A CONTRACO É UMA

GRANDE PARCEIRA COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL

Foto: Emanoel Caldeira

Gerson Penkal, Natalino Bonin, Eduardo Bonin e

André Nunes.

FORMÓBILE

AINDA DURANTE A FORMÓBILE, REGISTRO COM O COMERCIAL

DA MACLÍNEA, JOÃO PORFÍRIO, COM O DIRETOR COMERCIAL DA

REFERÊNCIA INDUSTRIAL, FÁBIO MACHADO.

Foto: REFERÊNCIA

ALTA

5G ATIVADO

A tecnologia 5G de telefonia

móvel já começou a funcionar

em 12 capitais brasileiras.

As antenas de quinta geração

para dispositivos móveis

estão em operação em Brasília,

Belo Horizonte, Curitiba,

Florianópolis, Goiânia, João

Pessoa, Palmas, Porto Alegre,

Salvador, Rio de Janeiro,

São Paulo e Vitória. Próxima

geração da internet móvel,

a tecnologia 5G oferece velocidade

média de 1 Gigabit

(Gbps), dez vezes superior ao

sinal 4G, com a possibilidade

de chegar a até 20 Gbps.

Além disso, o sinal tem menor

latência (atraso) na transmissão

dos dados.

BAIXA

REPRESENTATIVIDADE DA

INDÚSTRIA

Pesquisa IPC Maps revela

que, de 2021 para 2022, o

setor industrial brasileiro

perdeu cerca de 5,7% de sua

representatividade na economia,

com o fechamento

de mais de 203 mil empresas

no último ano. Atualmente, o

país concentra 3.371.909 unidades

industriais – mais da

metade na região sudeste,

com 1.674.969. Na vice-liderança,

aparece a região sul

com 784.249 estabelecimentos,

seguida pelo nordeste

com 489.983, centro-oeste e

suas 289.245 unidades e norte,

com 133.463 empresas.

18 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


NOTAS

MERCADO PARANAENSE DE PINUS:

CENÁRIOS E DESAFIOS PARA O FUTURO

Os desafios econômicos e ambientais do mercado de pinus no Paraná foram apresentados pelo especialista

Alan Lessa, gerente de Contas do Grupo Index para o mercado florestal durante o IX Workshop EMBRAPA Florestas/APRE,

realizado em agosto em Colombo (PR).

A palestra de Lessa abordou os cenários e desafios sobre o mercado paranaense de pinus, encerrando o primeiro

painel do encontro, que tinha como tema: O setor florestal: posicionamento e geopolíticas. No início, o palestrante

contextualizou o setor na região sul, citando os números da área plantada de pinus em cada Estado: aproximadamente,

são 773 mil ha (hectares) no Paraná, 413 mil ha em Santa Catarina e pouco mais de 341 mil ha no Rio

Grande do Sul. Para avaliar o mercado e entender as características da oferta, o especialista lembrou que o Grupo

Index conduziu alguns estudos. Um deles foi para a análise do relevo do Estado, que apontou uma característica

interessante: no geral, 70% dos plantios estão em terreno ondulado e 20% estão em terreno forte ondulado. “Isso

é importante quando discutimos os desafios. Falamos muito sobre conversão de áreas, mas o que de fato está em

risco? Muitas dessas áreas têm aptidão para usos de agricultura, por exemplo, por conta da questão de relevo. Temos

uma parte dos nossos plantios em risco, mas não é a maior parte”, disse.

Ainda sobre a oferta, também foi explanado o perfil de idade dos plantios. Nos últimos 5 anos, o grupo detectou

uma tendência de expansão da área plantada. Além disso, houve mudança no perfil de manejo dos plantios – o

manejo atual tem tido maior foco em madeira de processo, não mais principalmente em madeira de tora grossa.

O levantamento mostrou que, a partir de 17 anos, há maior intensidade de corte dos plantios de pinus no Estado,

restando poucos plantios com mais de 18 anos.

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


NOTAS

CONSUMO DE

MADEIRA E MEDIDAS

Ainda no âmbito da apresentação de Alan Lessa, no IX Workshop

EMBRAPA Florestas/APRE, no aspecto para a análise das características

de consumo, foram mapeados mais de 400 consumidores,

chegando à demanda de quase 27 milhões de m 3 (metros cúbicos) no

Paraná. A indústria de celulose é a mais relevante (7,6 milhões de m 3 ),

seguida de compensados (6,2 milhões de m 3 ), serrarias (5,1 milhões

de m 3 ), painéis (4,5 milhões de m 3 ) e produtos de maior valor agregado

(3,4 milhões de m 3 ). Com relação ao sortimento, Lessa apontou

que a indústria de maior valor agregado continua focada em diâmetro

de mais de 18 cm (centímetros). Nas serrarias, o mapa de consumidores

mostra muitas pequenas empresas, aquelas cujo produto permite

utilização de matéria-prima com sortimentos menores, com diâmetro

de 14 cm. “E essas serrarias estão buscando isso por dois motivos:

porque o mercado em que atuam utiliza e permite esse diâmetro; e

também por questão de preço. Isso é interessante, pois os preços de sortimento de 8 cm a 18 cm praticamente

dobraram em relação aos demais, que aumentaram entre 50% e 60%. As indústrias usam madeiras mais baratas

para serem mais competitivas. O custo logístico é menor, porque a maior parte das serrarias está distante dos

plantios mais velhos. A indústria do compensado também já está admitindo madeiras com diâmetros menores.

Então, por tudo isso, muitas reduziram sortimento”, contextualizou Lessa, durante a apresentação.

Foto: divulgação

SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

Quem usa as

facas DRV,

está pronto para

picar todos os

tipos de madeira!

22 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


NOTAS

MENDES MÁQUINAS

EXPÕE NO ESPAÇO INDÚSTRIA DA FIESC

Sediada em Curitibanos, no centro-oeste catarinense,

a indústria Mendes Máquinas está com

uma mostra dos seus produtos exposta no Espaço

Indústria, localizado na FIESC (Federação das Indústrias

do Estado de Santa Catarina), na capital

Florianópolis. Fornecedora de máquinas para o

segmento madeireiro, a Mendes apresenta os

principais mercados de atuação e as inovações em

curso na companhia.

“Para nós, estar aqui é uma oportunidade para

mostrar um pouco do que fazemos, que, certamente,

se soma à pujança da indústria catarinense”,

disse o presidente do conselho consultivo da

empresa, Newton Fabris, reforçando que os filhos

são a terceira geração à frente dos negócios.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar,

destacou a história de crescimento da Mendes,

ANDRÉ MENDES FABRIS

empresa familiar como muitas indústrias catarinenses.

“A empresa tem visão de futuro, trabalha com

muita tecnologia e parcerias internacionais. É um exemplo inspirador para todos nós.”

Foto: Filipe Scotti

H.Bremer, Há mais de 75 anos

gerando energia térmica para

o mundo, com equipamentos de

alto padrão tecnológico.

Foto: Filipe Scotti

66 ANOS NO MERCADO

Fundada em 1956 por Orlando Mendes e Armando Tortato, a companhia emprega atualmente mais de 200

colaboradores. Segundo André Fabris, presidente da Mendes, existem planos de expansão internacional. “Temos

a Mendes muito forte na América do Sul e presença pontual na Ásia, Europa e América do Norte, com planos

de fortalecer nossa presença nesses e em outros mercados”, afirma.

No início de suas atividades, a Mendes era uma pequena empresa de reparo de equipamentos para serrarias.

Ao longo do tempo, a empresa desenvolveu soluções brasileiras baseadas em conceitos internacionais.

Contando com a colaboração e confiança de clientes, a companhia projeta um futuro baseado nos valores familiares

que a trouxeram até aqui, com vistas à evolução das linhas de equipamentos que já oferece, que vão desde

o processamento da tora,

até o gradeamento da madeira

serrada.

Diretor-técnico e comercial

da companhia, Rodrigo Mendes

destaca o uso da tecnologia

nas máquinas e a busca

constante pela inovação, que

conta com o apoio de uma

rede internacional de parceiros

de países como Itália, Canadá,

Suíça e Alemanha. A gerente

de recursos humanos, Débora

Mendes, apresentou as principais

ações da empresa na área

de educação e a implementação

da gestão por competências.

FAMÍLIA MENDES-FABRIS E O PRESIDENTE DA FIESC, MARIO CEZAR DE AGUIAR,

NO ESPAÇO INDÚSTRIA, DA FIESC, EM FLORIANÓPOLIS (SC)

24 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

CALDEIRAS • EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS • AQUECEDORES DE FLUÍDO TÉRMICO

www.bremer.com.br

bremer@bremer.com.br

Tel: (47) 3531-9000 | Fax: (47) 3525-1975

R. Lilly Bremer, 322 - Bairro Navegantes

Rio do Sul | Santa Catarina

A natureza

agradece


NOTAS

ABAF EMPOSSA

NOVA DIRETORIA

A ABAF (Associação Baiana das Empresas

de Base Florestal) acaba de lançar

a proposta do Plano Bahia Florestal 2023-

2033, nos moldes de outros estudos que

alguns Estados já fizeram, a exemplo do

Mato Grosso do Sul, que em 10 anos, passou

de 300 mil ha (hectares) de florestas

plantadas para 1,3 milhão de ha e que

também acaba de lançar novo planejamento

para os próximos 10 anos.

Em evento realizado na FIEB (Federação

das Indústrias do Estado da Bahia),

foram empossados os Conselhos Diretor

e Fiscal da ABAF. O Conselho Diretor, no

período de 2022 a 2024, será presidido

por Mariana Lisbôa, Líder Global de Relações

Corporativas da Suzano S.A.. Além

de Mariana Lisbôa, o Conselho Diretor

é composto por Altair Negrello Junior

(Bracell), Sebastião da Andrade (Ferbasa), Márcio Penteado Geromini (Caravelas Florestal) e Renato Gomes Carneiro Filho

(Veracel).

O Conselho Fiscal é composto por Fernando Guimarães (Bracell), Itamar da Silva Barros (Veracel), Joice Grave (Suzano),

Mouana Sioufi Fonseca (Bracell) e Tayane Antonia Santana Pessoa (Ferbasa). A diretoria executiva permanece com Wilson

Andrade. Para começar a gestão já provocando evoluções, o evento contou com um debate sobre a construção de um

Plano Florestal para o Estado da Bahia. A reunião presidida por Mariana Lisbôa contou com representantes do setor e do

governo do Mato Grosso do Sul (MS), que já implementaram um plano setorial e viram o segmento ampliar e gerar riqueza

local.

Paulo Hartung, presidente da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), parabenizou a escolha de Mariana Lisbôa e reforçou

a importância da diversidade no setor e em todas as instâncias. “O setor de árvores cultivadas produz e conserva, além de

gerar riqueza e oportunidades. É um setor inovador, que tem desenvolvido cada vez novos usos. O desenvolvimento de um

plano pode ajudar a tirar travas, incentivar o crescimento econômico e, principalmente, gerar emprego, fazendo do Estado

mais uma vez exemplo para todo o país”, disse.

Mariana Lisbôa reforçou, que ter um plano permite a construção de um caminho de frutos para a Bahia. “O setor hoje já

gera 223 mil oportunidades criadas pelo setor na Bahia, atuando em 618 mil ha de áreas plantadas, conservando outros 310

mil ha”, exaltou Mariana.

“A ABAF é uma organização ligada a temas fundamentais para nosso presente e nosso futuro, agindo na cadeia produtiva

florestal que é um setor no qual nosso Estado tem tudo para ser grande destaque. Estamos falando em um segmento

econômico que trata dos negócios dessa imensa e diversificada área, mas, também, de educação ambiental e sustentabilidade.

Temos certeza de que, nos próximos anos seremos testemunhas de uma grande ampliação da rede florestal na

Bahia”, projetou o secretário da SEACRI (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca, Aquicultura da Bahia), Leonardo

Bandeira.

Na mesma linha, o presidente da FAEB (Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia) projetou o sucesso da nova

gestora. “Tenho certeza que à frente da ABAF, Mariana vai imprimir em sua gestão a delicadeza e organização inerentes à

mulher, sem deixar de ser firme e assertiva. Fico feliz em ver o público feminino ocupando mais espaços. À frente da FAEB,

tenho observado como cresceu a participação da mulher nas atividades rurais, dentro e fora das porteiras, e a chegada de

Mariana à presidência da ABAF demonstra que o setor florestal trilha o mesmo caminho da inclusão e da igualdade”, declarou

Humberto Miranda, presidente da FAEB.

Também se pronunciaram o coronel José Aparecido de Moraes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico,

Ciência e Tecnologia de Três Lagoas (MS); Dito Mário, da Reflore; Joésio Siqueira, da STCP; Erich Gomes Schaitza, chefe geral

da EMBRAPA Florestas; deputado estadual Eduardo Salles; Ricardo Alban, presidente da FIEB, Vitor Lopes, do SEBRAE e

Paulo de Almeida, da SDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia), entre outros.

Foto: divulgação/ ABAF

26 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


NOTAS

CONFIANÇA

DA INDÚSTRIA SOBE EM AGOSTO

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) subiu 0,8 ponto em agosto para 100,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, a

elevação foi de 0,2 ponto. Os dados foram divulgados recentemente pelo IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV

(Fundação Getúlio Vargas).

Para o economista Stéfano Pacini, do ICI, a alta indica o bom nível de atividade mantido pelo setor no terceiro trimestre,

com a melhora do ambiente de negócios influenciada pela descompressão de custos com a queda de preços de combustíveis

e energia.

“Os níveis de demanda ainda estão positivos e os estoques se mantêm equilibrados, apesar do cenário ainda problemático

quanto ao suprimento de alguns tipos de insumos. Esse quadro favorável se reflete nas previsões ainda favoráveis

para a evolução do emprego no setor nos três meses. Nos demais quesitos que medem expectativas em relação ao futuro

próximo, nota-se alguma cautela dos empresários frente a um segundo semestre de eleições e manutenção de juros mais

elevados”, explica.

Os dados mostram que houve alta da confiança em 9 dos 19 segmentos industriais monitorados pela sondagem em

agosto. O ISA (Índice Situação Atual) avançou 1,4 ponto e chegou a 102,8 pontos. O IE (Índice de Expectativas) subiu 0,3

pontos e atingiu 97,9 pontos.

Segundo o FGV IBRE, o melhor desempenho no ISA foi verificado no indicador que mede o nível dos estoques, com o

recuo de 2,9 pontos, para 96,7 pontos. Isso coloca o indicador na região neutra, apontando que os estoques estariam equilibrados.

O indicador que mede a percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios subiu 0,6 ponto, para

101,7 pontos. E o grau de satisfação das empresas com o nível de demanda avançou 0,4 ponto, para e 103,2 pontos.

Nos indicadores de expectativa, a principal influência veio da tendência dos negócios para os próximos seis meses, com

alta de 3,0 pontos em agosto, para 96,9 pontos. Apesar disso, o IBRE FVG aponta que o indicador continua em patamar baixo

em níveis históricos.

Já o indicador que mede o otimismo com a evolução da produção física nos três meses seguintes caiu 3,0 pontos, para

92,1 pontos. O resultado é o mais baixo desde março deste ano, quando o indicador chegou a 90,3 pontos.

Por outro lado, a expectativa de emprego nos três meses seguintes teve alta pelo quinto mês consecutivo, de 0,7 ponto,

para 104,6 pontos, alcançando o melhor resultado desde outubro de 2021, quando o indicador ficou em 108,1 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria se manteve estável em agosto, com variação de -0,1 ponto

percentual, para 82,2%.

Plaina Moldureira

Omil PMO - 240

Versões: 2 a 9 eixos

•Carenagem com

revestimento acústico;

Foto: divulgação

Economia,

tecnologia e

produtividade

no Beneficiamento

de madeira

•Comando à distância

do sistema de avanço;

•Elevação da caixa

de tração motorizada;

•Lubrificação automática

da mesa de entrada.

28 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

+55 (47) 3357-8300 | +55 (47) 9 9167-7145 | vendas@omil.com.br | www.omil.com.br


NOTAS

EMPREGOS

Segundo o relatório do mês fornecido pelo MTPS (Ministério do Trabalho e da Previdência Social), o resultado demonstra

uma queda quando comparado com o mesmo período do ano passado, quando o país registrou 306,5 mil novos cargos

com carteira assinada. Segundo o governo, no mês passado foram contabilizadas 1,89 milhão de contratações e 1,67 milhão

de demissões. Durante o primeiro semestre deste ano, entre janeiro e julho, 1.56 milhão de vagas foram criadas contra 1,79

milhão de vagas em 2021, um recuo de mais de 200 mil empregos. A pasta informou também que o salário médio das contratações

foi de R$ 1.926,54 em julho deste ano, uma alta real, descontada a inflação, de R$ 15,31 (0,8%) em comparação a

junho. Os números apontam que o setor de serviços foi o maior responsável pelas novas admissões, 81.873. Seguido pela

indústria com 50.503 e pela construção com 32.082. A região sudeste foi a que mais absorveu os empregos, 99.530, seguida

por nordeste com 49.215 e sul com 28.152. Foram criadas 1,6 milhão de vagas de emprego formal de janeiro a julho de 2022.

O número é menor que o registrado em igual período do ano passado, quando houve saldo positivo de 1,8 milhão de empregos.

Atualmente, o Brasil tem 42,2 milhões de empregos com carteira assinada. O patamar é recorde. Todos os segmentos

fecharam o mês no azul. O setor de serviços teve o melhor desempenho: serviços: 81.873; indústria: 50.503; comércio:

38.574; construção: 32.082; agricultura: 15.870. Houve criação de empregos em todas as 5 regiões do país: sudeste: 99.530;

nordeste: 49.215; sul: 28.152; centro-oeste: 25.179; norte: 16.080. Os trabalhadores tiveram salário médio de R$ 1.926,54 em

julho. O valor é 0,8% maior que o registrado em junho. Representa um acréscimo acima da inflação de R$ 15,31, em média.

CIPERTRIN MD

• Líder no tratamento inseticida de painéis de madeira, (compensados,

aglomerados MDF, OSB e outros) por adição à cola;

• Mais concentrado dos inseticidas, diminui a quantidade de inertes

a serem aplicados na cola, como também a área de estocagem;

• Base água, com baixa toxicidade e baixo odor;

• Isento de solventes que atacam as borrachas dos equipamentos

industriais;

• Compatível com resinas de última geração;

• Fácil diluição em água, para tratamento por imersão de madeiras

serradas.

TBP 90

• O primeiro fungicida (antimofo) para madeira a base de

tribromofenol só poderia ser o líder de mercado e a MSM

Química a maior importadora deste ingrediente ativo.

• Produto de fácil aplicação não retirando da madeira

suas características naturais.

• Fácil diluição, não decantando ou criando borras dentro

do tanque de imersão.

30 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

Foto: divulgação

Rua Cyro Correia Pereira, 3209 • CIC • Curitiba (PR)

(41) 3347-8282 msm@msmquimica.ind.br

www.msmquimica.ind.br


NOTAS

ENERGIA VERDE

Protagonista na área de energia, o Brasil tem potencial de ampliar a participação de fontes renováveis em sua matriz

para se tornar ainda mais competitivo e alinhado aos critérios de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) e, com

isso, contribuir para que as empresas se tornem mais evoluídas. É o que avalia Nelson Al Assal Filho, diretor de normalização

da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que participou do 8º Fórum de Infraestrutura Grandes Construções,

que tratou do tema: Oportunidades e Desafios do Setor de Energia no Brasil.

Nesse sentido, a gestora da unidade de negócios renováveis da TRACTEBEL Engie, Fabiane Ferrão, avalia que fontes renováveis

permitiram que o setor industrial reduzisse seus custos com energia e, em alguns casos, se tornasse independente

produzindo sua própria energia, com a possibilidade de vender os excedentes dessa produção, ganhando uma renda adicional

e obtendo um impacto ambiental positivo.

Contudo, para o superintendente de pesquisa da FGV Energia, Felipe Gonçalves, o setor elétrico ainda precisará dos

recursos fósseis a curto prazo, mesmo expandido o uso das renováveis. O sistema hidrotérmico – fonte hídrica complementada

com termelétricas a gás natural – ainda será majoritário.

Segundo Manoel Ribeiro de Oliveira Neto, superintendente Desenvolvimento de Novos Negócios da Álya Construtora,

a fonte hidrelétrica é a bateria e a base do sistema. Por isso, outras usinas hidrelétricas serão feitas na região da Amazônia,

que ainda possui muito potencial a ser explorado.

“Não se pode abrir mão de outras hidrelétricas, porque estaria aumentando o despacho da energia térmica, acarretando

preços e custos mais altos, não atendimento aos compromissos da COP e aceleração das emissões de dióxido de carbono”,

explicou. Em sua visão, a diversificação da matriz contribui para ampliar a capacidade do país, para o atendimento à população,

para a competitividade da indústria e para um preço adequado da energia.

Durante o 8º Fórum de Infraestrutura Grandes Construções, uma iniciativa da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia

para Construção e Mineração), Al Assal Filho, comentou que o tempo para a transição energética é curto, requerendo

um salto para um novo modelo, onde as fontes solar e eólica serão

fundamentais. De acordo com ele, a descarbonização não se trata

apenas de produzir energia, mas também de gerenciar melhor a

energia, trazendo uma ecoeficiência maior para a rede e nos dispositivos,

aprimorando o desempenho e a eficiência energética.

Nesse sentido, a tecnologia FVF (fotovoltaica flutuante) é uma

solução limpa, sustentável, ambientalmente favorável. Desenvolvida

por brasileiros, com ajuda de computação avançada e com uma

equipe multidisciplinar, o sistema tem demostrado robustez e performance

em usinas hidrelétricas brasileiras, como a UHE Itumbiara

e UHE Belo Monte, além de atender uma comunidade indígena na

região amazônica.

“Nessa comunidade, a tecnologia fornece 24h (horas) de energia

sem derrubar uma árvore, sem emitir uma grama de CO 2

(gás

carbônico) na atmosfera da floresta, sem contaminar o solo com

diesel”, comentou Demóstenes Barbosa da Silva, presidente da

Base Energia Sustentável, que afirmou que a meta é escalar a tecnologia,

“pois vislumbramos o potencial de dobrar a capacidade

de geração de energia no Brasil, e isso utilizando menos de 10%

dos reservatórios das usinas hidrelétricas.”

Outro ponto importante é a modernização regulatória do setor

de energia que, segundo Goncalves, tem sido importante para

criar um ambiente robusto para uma maior participação das fontes

renováveis, para operar o sistema de forma mais segura e para a

entrada da digitalização, trazendo a possibilidade de os consumidores

terem um papel mais relevante no setor elétrico. Ele lembrou

ainda do potencial brasileiro dos biocombustíveis e bioenergia,

e da oportunidade de produzir e exportar hidrogênio verde e de

fabricar produtos verdes.

Foto: divulgação

excelência em cada detalhe

qualidade superior

Secador de Lâminas Contínuo

Operando com a mais avançada tecnologia de

secagem, o secador de lâminas oferece alta qualidade

e eficiência sendo destaque no mercado industrial

+55 (41) 3347 2412

+55 (41) 99103 8558 indumec.industria.mec.ltda Indumec Industria Mec Ltda

Rua General Potiguara, 1115 - CIC | Curitiba-PR

adm@indumec.com.br

www.indumec.com.br

32 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


NOTAS

FIEP SEDIA 1ª CONFERÊNCIA

ZOOLOGIA NA INDÚSTRIA EM CURITIBA

O que o desenvolvimento da indústria no Paraná tem a ver com o manejo de javalis no Brasil, o controle biológico em

plantios florestais e as ferramentas para monitoramento e controle de pragas? Parece difícil associar esses temas de debate

científico aos desafios do setor produtivo. Mas os três assuntos uniram universidades, pesquisadores e profissionais da zoologia

a setores da indústria do Estado na I Conferência: Zoologia na Indústria, novas tecnologias e perspectivas no auxílio à

cadeia produtiva. O evento fez parte da programação paralela do 34º Congresso Brasileiro de Zoologia, realizado recentemente,

no Campus da Indústria do Sistema FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), em Curitiba (PR).

A conferência reuniu palestras e reuniões técnicas sobre temas pré-selecionados, de interesse do setor produtivo, relacionados

a diferentes áreas da zoologia. O objetivo é estimular ações integradas que contribuam para levar conhecimento a

gestores de empresas sobre desafios ligados a fatores naturais que impactam o dia a dia das indústrias.

Para o presidente do Sistema FIEP, Carlos Valter Martins Pedro, o evento foi uma grande oportunidade principalmente

para algumas áreas ligadas ao agronegócio. “Este é um serviço importante que estamos disponibilizando para a indústria

do nosso Estado. Queremos iniciar com a formação de grupos de trabalho que vão poder compartilhar experiências a partir

do conhecimento adquirido nas universidades para aplicação na rotina de algumas cadeias produtivas”, reforça.

Já para Luciane Marinoni, presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia, também membro titular do departamento de

Zoologia da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e responsável pelo congresso, falta comunicação entre quem produz

conhecimento e quem aplica. “Se a academia não puder produzir conhecimento, realizar pesquisas, a indústria será com

certeza afetada. Por isso estamos trazendo o setor para a programação do evento para que possamos trabalhar juntos”,

justifica. “Empresários terão especialistas disponíveis para tratarem de assuntos de seu interesse. E a academia poderá levar

suas demandas ao conhecimento deles, que poderão contribuir, por exemplo, na captação de recursos e no direcionamento

de pesquisas em áreas que impactam diretamente seus negócios”, alerta a professora.

Para este debate inicial entre setor produtivo e especialistas foram elencados três temas prioritários para nortear reuniões

técnicas da conferência. O primeiro deles é o manejo e controle de javalis. A ameaça mais significativa dessa espécie

exótica ao meio ambiente e ao agronegócio é de ordem sanitária, por serem agentes causadores e transmissores de diversas

doenças que afetam a suinocultura industrial, outras espécies e até a saúde humana. Além de sua agressividade e facilidade

de adaptação, a reprodução descontrolada de javalis e a ausência de predadores naturais resultam em uma série de

impactos ambientais e socioeconômicos, principalmente para pequenos agricultores. Considerados invasores, eles causam

perda da biodiversidade em escala global e representam um desafio para a conservação dos recursos naturais.

O segundo assunto da pauta prioritária é o controle biológico de pragas em plantios florestais. Sabe-se que plantios de

eucalipto e pinus no Paraná, utilizados pela indústria madeireira, moveleira e de celulose e papel, sofrem ameaça constante

de espécies de insetos, especialmente algumas variedades de vespas, formigas e até de alguns mamíferos. No evento,

serão debatidos experimentos recentes que empregam alta tecnologia no combate a essas pragas, preservando o meio

ambiente e as culturas.

Para fechar a conferência, foram apresentadas experiências com uso de novas ferramentas para monitoramento e controle

de pragas em plantações de cereais. Houve apresentação de cases de sucesso, como por exemplo, o uso de drones

em plantações de trigo no Rio Grande do Sul, que monitoram e verificam o momento mais apropriado para fazer o controle

biológico de afídeos (pulgões). Essa técnica pode ser empregada em outras áreas da agroindústria paranaense.

Foto: divulgação/Fiep

34 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


NOTAS

ABIMÓVEL E SEBRAE

FAZEM PARCERIA

Responsável pela sexta maior produção mundial, o segmento da indústria moveleira do Brasil tem potencial para ampliar

cada vez mais sua competitividade. Essa necessidade, muitas vezes distante de quem mais precisa – as MPEs (micro e pequenas

empresas) –, começa a ser atendida agora, a partir de uma parceria firmada entre a Abimóvel (Associação Brasileira

das Indústrias do Mobiliário) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

O PCDIMOB (Projeto de Desenvolvimento, Competitividade e Integração da Indústria do Mobiliário) pretende envolver

mais de 200 pequenos negócios até 2024, ano final da primeira parte do programa, com efeito de transbordamento para

1.730 indústrias. A iniciativa está em fase de definição dos pontos focais nos Estados e polos e planeja associar esforços e

recursos para o desenvolvimento da competitividade, produtividade e integração dos MPEs de forma sustentável.

Já estão confirmadas no projeto oito unidades estaduais do Sebrae, abrangendo todas as regiões brasileiras: Pará, Piauí,

Sergipe, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. A partir da mobilização de

todas elas e dos sindicatos e das entidades locais, Abimóvel e Sebrae coordenarão a implementação do plano de trabalho

com foco no encadeamento produtivo. “Hoje, o mundo trabalha em rede. O encadeamento produtivo e a atuação em rede

são fundamentais”, afirma o presidente da Abimóvel, Irineu Munhoz.

O PDCIMOB prioriza cinco objetivos estratégicos: excelência em gestão; inteligência estratégica e promoção comercial;

inserção e inovação; competitividade e produtividade; e atuação em rede.

Para que eles se concretizem, foram desenvolvidas três linhas estratégicas. Uma delas é a Inteligência Setorial e Digital,

cujas ações visam o mapeamento de perfil setorial e a qualificação e preparação das empresas para os canais e plataformas

digitais.

Serão desenvolvidos o persona do projeto, espécie de um reflexo das empresas participantes, e a medição da maturidade

digital dos negócios – para cada um dos três níveis há um plano de ação – através da Jornada Digital.

Outra trilha é a Melhoria da Competitividade. A atuação é focada em aproximar o Brasil Mais Móveis de 100 empresas, a

fim de trazer excelência em gestão e inserção em mercados digitais, em design integrado à indústria, para melhoria da competitividade

e produtividade.

A terceira trilha estratégica é a aproximação comercial, a fim de efetivar a realização de negócios em diversos elos da

cadeia produtiva por meio de soluções de aproximação comercial/virtual (rodadas de negócios) e da integração e aproximação

entre fornecedores nacionais e fabricantes para geração de negócios.

Como resultado do projeto, a Abimóvel e o Sebrae esperam que os pequenos negócios ganhem percentual de aumento

tanto na produção quanto no faturamento e atinjam salto de 30% na inovação.

TERMOLEGNO.COM

Secadores

de alta

temperatura

para madeira

TECNOLOGIA

E DESIGN ITALIANO

STUDIOFABBRO.COM

QUALIDADE

DOS NOSSOS

SISTEMAS

Utilizamos

componentes

e matéria-prima

de alta qualidade

e durabilidade.

SISTEMAS DE

CONTROLE

Visualização dos

consumos dos

diversos atuadores

para cálculos

dos custos totais

elétricos e térmicos

de acordo com as

faixas horárias.

SISTEMA DE

RECIRCULAÇÃO

DE AR

Sistema especial

de recirculação de

ar para melhorar e

encurtar os tempos

de secagem.

36 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

Contacte-nos para aconselhamento técnico

Representante Brasil: Jorge Garghetti • +55 (43) 99677-6430 • brasil@termolegno.com • termolegno.com


NOTAS

NEGÓCIOS

INTERNACIONAIS

Cerca de 500 participantes, entre púbico presencial e remoto, se reuniram no Campus da Indústria do Sistema FIEP, em

Curitiba, no 2° Seminário de Negócios Internacionais do Paraná. Organizado pelo WTC (World Trade Center) Curitiba, em

parceria com a FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) por meio do CIN (Centro Internacional de Negócios),

o evento contou com a presença de representantes diplomáticos dos EUA (Estados Unidos da América), Reino Unido e da

Alemanha, incluindo o embaixador Gustavo Pestana, presidente da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações

e Investimentos), além de empresários e lideranças do Estado.

Na abertura do seminário, marcaram presença o vice-governador do Paraná, Darci Piana; o assessor-chefe de Relações

Internacionais da Prefeitura de Curitiba, Rodolpho Feijó; a presidente do WTC Curitiba, Daniella Abreu; e o vice-presidente

da FIEP, Paulo Pupo. “Parabenizo os organizadores pela importância da realização de eventos como este, que dão a oportunidade

para que o Estado possa aproveitar melhor o momento e se destacar no mercado mundial”, enalteceu o vice-governador.

Ainda de acordo com Piana, com o período pós-pandêmico e a guerra na Europa, a fragilidade mais latente do

mundo também incita a uma necessidade de impulsionamento dos investimentos nos negócios internacionais do Paraná.

Apesar de ser a segunda edição, este foi o primeiro seminário presencial, motivo a ser comemorado pela presidente

do WTC Curitiba, Joinville e Porto Alegre, Daniella Abreu. “É uma alegria realizar este evento presencialmente na casa da

indústria. Curitiba foi o primeiro WTC consolidado na região sul, que conta ainda com os WTCs Joinville e Porto Alegre.

Gostamos de negócios internacionais e queremos liderá-los por meio do sul do Brasil. Por isso, trouxemos os nossos cinco

grupos temáticos de competitividade para participar dos painéis nesses dois dias de evento.” O evento foi criado em 2021

para promover a interação produtiva entre a indústria, gestão pública e as boas práticas do mercado.

Com a temática principal: Competitividade nos negócios internacionais; mais de 35 especialistas de referência no

mercado discutiram, ao longo de dois dias, assuntos como Desburocratização, Fusões e Aquisições, ESG (Governança Ambiental,

Social e Corporativa), Pessoas e Culturas e Aceleração Digital. Os temas foram abordados sob a ótica dos negócios

internacionais.

“Vivemos um momento complexo de comércio internacional, com muitos acordos bilaterais e poucos coletivos. E essa

dinâmica traz uma efervescência diária em nossas mesas no comércio exterior”, afirmou Paulo Pupo, vice-presidente do

Sistema FIEP. Para ele, o Paraná tem DNA exportador e balança comercial estabelecida, malha multisetorial muito boa, da

rede de logística até as cadeias de valores. Por isso, Pupo apontou a importância de debater formas de se fazer negócios

em meio a todos esses cenários.

A palestra de abertura foi apresentada por Gabriella Dorlhiac, diretora executiva da ICC Brasil (International Chamber of

Commerce Brasil). Segundo a especialista, o mercado de carbono é uma ferramenta importante neste contexto, pois exige

ecossistema de medição e verificação

contundente.

“Se vamos vender para fora,

temos que ver se nossa certificação

é internacional, com governança,

transparência e credibilidade. O

lado ambiental é um começo, mas é

preciso olhar para o aspecto social.

Além da redução do crédito de carbono,

por exemplo, podemos gerar

impacto positivo na nossa comunidade;

e evidenciar o ESG como valor

agregado nas certificações. Essa

mentalidade é mais simples do que

as empresas imaginam, começando

pelas pequenas ações. Quem sobrevive

ao ambiente brasileiro e se

acostuma a essa complexidade tende

a atuar muito bem no mercado

mundial, que é bem mais previsível

e regulamentado”, detalhou.

38 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

Conjunto de equipamentos com

finalidade de produzir ar quente para

diversas finalidades industriais tais

como: aquecimento de ambiente, secagem

de lâminas de madeira, secagem de madeiras

serradas, secagem de tecidos, desidratação de

frutas, secagem de cereais, grãos, sementes e

ervas em geral. Ar quente isento de

contaminantes da fumaça produzido em trocador

de calor em aço inoxidável resistente ao calor e à

corrosão garante maior vida útil ao equipamento e

qualidade do quente. O equipamento acima foi

projetado para queimar serragem úmida.

Gerador de ar

quente

gerador de ar quente para

grandes volumes

99669-86 9

Para secadores de grãos são produzidos com

capacidade para aquecer até 500.000 m³/h

de ar de 20°C a 100°C. Fornalha para lenha,

picado de madeira, óleo combustível ou

diesel. O trocador de calor é totalmente

construído em aço inoxidável resistente ao

calor. Baixa perda de carga para a passagem

do ar. Temperatura do ar quente é dimensionado

para cada aplicação.

aumento de produtividade,

sem perder qualidade

www.lionsmachine.com.br


NOTAS

APEX-BRASIL

AMPLIA HORIZONTES

Lançamento!

A Apex-Brasil está ampliando sua atuação na África subsaariana e no sudeste asiático, para além da China. Para o embaixador

Augusto Pestana, presidente da Apex-Brasil, é fundamental a integração entre o setor produtivo e industrial com os

mecanismos diplomáticos para ampliar a internacionalização dos negócios brasileiros. “Estamos fortalecendo nossa capacidade

de atuação nos continentes asiático e africano, com ações de inteligência de mercado, qualificação para exportação,

promoção comercial e captação de investimentos estrangeiros. A Índia é um país que está sendo forçado a se abrir pela

realidade de milhões de pessoas na classe média, que consomem mais, querem comer e morar melhor, o que abre muitas

portas para nossa exportação de setores como a indústria moveleira”, afirmou o embaixador.

Pestana fez a palestra de abertura do segundo dia do 2º Seminário de Negócios Internacionais do Paraná. “As portas da

Apex estão abertas tanto em Brasília, quanto nos escritórios que temos pelo mundo. Trabalhamos junto à rede de consulados

e embaixadas. Quando soube da realização do evento, aceitei de imediato. Sempre me sinto em casa quando venho a

Curitiba. Mesmo conhecendo tão bem a cidade, me surpreendo com produtos locais. Sou filho de gaúchos, gosto muito de

carne bovina, e comi pela primeira vez uma posta vermelha. São esses e outros produtos, serviços e iniciativas que devem

ser fomentadas do Paraná para o mundo”, elogiou Pestana.

Além da palestra do embaixador, o evento recebeu Joel Reynoso, vice-conselheiro sênior para Assuntos Comerciais na

Embaixada dos EUA (Estados Unidos da América), no Brasil. “Os EUA são o segundo maior destino das exportações brasileiras,

e o Brasil é o 19º maior investidor nos EUA. Em 2021, tivemos recorde de US$ 70,5 bilhões no comércio bilateral entre

as nações. Isso é fomentado por meio de um engajamento bilateral consistente, diálogo comercial, fórum de CEOs e diálogos

com a indústria da defesa. Nos próximos 10 anos, o programa Bipartisan Infrastructure Deal vai possibilitar a criação de

1,5 milhão de empregos por ano com US$ 1 trilhão de investidos. É o maior programa do tipo da história dos EUA”, destacou.

Para Carlos Valter Martins, presidente no Sistema FIEP, eventos de fomento ao comércio exterior e à internacionalização

de empresas devem ser sempre incentivados. “Essa relação com o WTC (World Trade Center), com representantes de

embaixadas e agências de fomento produzem um ambiente muito próspero de negócios para a indústria do nosso Estado.

A ação de um agente complementa a do outro. Um exemplo: sabemos que vinhos importados são excelentes, mas temos

vinhos brasileiros e paranaenses de primeira qualidade. Sempre damos essa preferência em nossos eventos na FIEP. São

ações que ajudam a incentivar e dar visibilidade à nossa indústria, em especial quando temos convidados estrangeiros”,

enalteceu Carlos.

EQUIPAMENTO COMPLETO

AUTOMAÇÃO E CONTROLE REMOTO DE PROCESSO

GVI

(Unidade Geradora de Vapor para estufas de até 100m 3 ,

com o melhor custo benefício do mercado)

AT100

(Estufa de secagem de madeira para eucalipto e pinus,

com capacidade para 100m³. Equipamento projetado para

dar o máximo de eficiência nos processos de produção

de madeiras plantadas)

Para a instalação do equipamento o cliente somente precisa disponibilizar o piso,

o restante da montagem é feita por nossa equipe.

40 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

contato@drytech.ind.br

www.drytech.ind.br

@dry.tech (51) 99425.1629 (51) 3575.6031 | (51) 3091.9922

Rua Manoel dos Passos Figueroa, 630 | Vicentina - São Leopoldo | RS


NOTAS

CHEGADA DO 5G

DEVE IMPULSIONAR VENDAS DE MÓVEIS

Nos próximos meses, mais cidades brasileiras vão passar a ter sinal de 5G, a quinta frequência da telefonia móvel. A

disseminação da cobertura da internet móvel de quinta geração está evoluindo mais rapidamente do que o esperado pelas

autoridades. O sinal já começou a ser ativado pelas capitais e, em todos os locais, as operadoras instalaram mais antenas do

que o exigido pelas regras da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Durante o Seminário 5G.BR, evento organizado em agosto pela Anatel para divulgar os resultados positivos, o ministro

das Comunicações, Fábio Faria, fez um balanço positivo. A cidade São Paulo tem motivos para comemorar a chegada da

tecnologia no curto prazo. A previsão era que a cidade recebesse em torno de 370 antenas até o fim deste ano, mas já tem

1,5 mil pontos instalados ou em fase de instalação. A nova internet móvel deve impulsionar a venda de móveis e chega ao

país quase 10 anos após o lançamento do 4G em território brasileiro. No final de 2012, Recife se tornou a primeira capital do

país a ativar a rede majoritária nos dias atuais.

Outrora revolucionária, a quarta geração da internet móvel trouxe velocidade de download comparável a computadores

conectados via modem a cabo. Enquanto a rede 3G disponibiliza, em média, 2 Mbps (megabits por segundo), a 4G entrega

de 3 a 5 Mbps.

Já o 5G promete ser extremamente mais rápido que qualquer geração anterior. As operadoras que compraram a faixa

no ano passado, via licitação da Anatel, vão poder disponibilizar um pico de downloads de até 20.480 Mbps.

Nesse aspecto, é imprescindível notar as vantagens que a velocidade do 5G pode trazer, especialmente, para os consumidores

e empresas do setor moveleiro. Segundo o IBGE, já são 242 milhões de smartphones em uso no Brasil, contra pouco

mais de 214 milhões de habitantes. Uma conexão mais rápida pode permitir às operadoras trabalhar com mais desses

dispositivos conectados ao mesmo tempo.

Para os consumidores do e-commerce de móveis, isso significa o carregamento praticamente instantâneo dos aplicativos

e sites das varejistas. Não será mais necessário, portanto, procurar um lugar com conexão wi-fi para fazer uma compra.

Além disso, os clientes poderão utilizar, sem travamentos, tecnologias que simulam como os móveis ficariam em suas casas.

A médio prazo, ainda, eles conseguirão acessar as lojas dentro do ambiente de realidade virtual do Metaverso.

No mesmo sentido, as indústrias e varejistas do setor verão uma diminuição no tempo de latência na conexão dos sistemas

de fabricação, venda e transporte. Caminhões guiados por GPS, por exemplo, apresentarão menos erros de roteiro que

atrasam a distribuição dos produtos.

“Com Setup rápido e de fácil manuseio, os

desoladores pneumáticos da Rotteng

flexibilizam e otimizam os cortes de madeira,

o que diminui o desperdício e aumenta a

produção com qualidade e precisão nas

medidas, além de atender as normas legais

que garantem a segurança dos

colaboradores. Esta parceria perdura há

mais de 6 anos.” 09/10/2019

Marco Almeida de Souza

Diretor Industrial do Grupo Embalatec

“Os destopadores RottStop, da Rotteng, são

máquinas robustas com sistemas confiavéis.

Hoje estamos equipando todas as nossas

fábricas com as destopadeiras RottStop, com

isso conseguimos reduzir as perdas em mais

de 60%, sem contar a qualidade dos cortes e

a segurança que a lei exige” 11/10/2021

Rodrigo de Oliveira Novo

Pesquisa e Desenvolvimento de Máquinas e

Equipamentos (P&D)

“Compramos a primeira destopadeira

automática Rotteng há 5 anos. Com isso

conseguimos aumentar a produtividade,

reduzir funcionários, melhorar a qualidade de

cortes, reduzir desperdícios de madeira e com

a segurança que a lei exige. Hoje temos 7

destopadores e 1 com destopo em ângulo,

diminuindo o gasto com a manutenção e

possuindo toda a assistência técnica.”

04/10/2019

Cidnei Roberto Brito

Gerente de Marcenaria

Foto: divulgação

42 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


NOTAS

VENDAS DE TÍTULOS ATINGEM

MAIOR NÍVEL EM MAIS DE TRÊS ANOS

As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet somaram R$ 4,01 bilhões em julho, segundo divulgação do

Tesouro Nacional. O volume é o segundo maior da história para um mês, perdendo apenas para maio de 2019 (R$ 5,86 bilhões).

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela Selic (juros básicos da economia), cuja participação

nas vendas atingiu 49,4%. Os títulos vinculados à inflação IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) corresponderam

a 37,7% do total, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 12,9%.

A expectativa de que a taxa Selic pare de subir diminuiu o interesse dos investidores por esse tipo de papel. Em junho,

as vendas desses títulos estavam em 55,3%. Em contrapartida, as vendas de papéis prefixados, que representavam 31,8% em

junho, tiveram forte alta.

Desde março de 2021, o Banco Central tem elevado a Selic. A taxa, que estava em 2% ao ano, no menor nível da história,

saltou para 13,75% ao ano de lá para cá. A última ata da reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) indicou que as

elevações estão próximas de acabar.

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 96,45 bilhões no fim de julho, aumento de 2,5% em relação ao mês anterior

(R$ 94,07 bilhões) e de 42,1% em relação a julho do ano passado (R$ 67,89 bilhões). Essa alta ocorreu porque as vendas

superaram os resgates em R$ 1,74 bilhão no mês passado.

Em relação ao número de investidores, 535.983 novos participantes se cadastraram no programa no mês passado. O

número total de investidores atingiu 20.028.345. Nos últimos 12 meses, o número de investidores acumula alta de 67,6%. O

total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 2.039.876, aumento de 27,7% em 12 meses.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas de

até R$ 5 mil, que correspondeu a 82,3% do total de 648.492 operações de vendas ocorridas em julho. Só as aplicações de

até R$ 1 mil representaram 59,1%. O valor médio por operação foi de R$ 6.178,38.

Os investidores estão preferindo papéis de curto prazo. As vendas de títulos com prazo entre 1 e 5 anos representaram

71,9% e aquelas com prazo entre 5 e 10 anos, apenas 3,5% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo representaram

24,6% das vendas.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Transparente.

Simno celebra 33 anos de história e promove a

última etapa do circuito de palestras sobre Saúde

e Segurança no Trabalho no setor florestal

Durante a noite de 5 de agosto, o circuito de

palestras orientativas sobre Saúde e Segurança no

Trabalho na indústria madeireira teve sua quinta e

última etapa em Juína, na sede do Sindicato das

Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de

Mato Grosso (Simno). As primeiras etapas do evento

ocorreram em Nova Maringá, Sinop, Alta Floresta e

Juara.

Na mesma data, o Sindicato completou 33 anos de

fundação e realizou, em edição especial, a Quarta

Assembleia Geral de modo simultâneo às palestras

orientativas ministradas pelo engenheiro de Segurança

do trabalho Paulo Henrique Camacho e pelo

fisioterapeuta Antônio Carlos Junior, da equipe do

Serviço Social da Indústria de Mato Grosso (Sesi MT).

Com o foco na explanação das normas relevantes

para as atividades desenvolvidas no contexto do setor

florestal (NRs 01; 12; 04; 06, entre outras), a agenda

reuniu associados, colaboradores, executivos e

empresários e demais profissionais com atuação em

Mato Grosso.

O empresário florestal e presidente do Simno,

Edvaldo Dal Pozzo, destacou agradecimentos em seu

discurso à presença do Grupo de Trabalho responsável

pela organização e execução do circuito de

palestras (Fiemt, Cipem e Sesi/MT), bem como do

prefeito de Juína, Paulo Veronese, do presidente do

FNBF, Frank Rogieri Almeida, dentre outras ilustres

autoridades.

"Podemos afirmar que a celebração de 33 anos de

fundação do Simno foi memorável, pois atingimos o

objetivo de proporcionar conhecimento, integração e

crescimento para o Setor", disse Dal Pozzo.

Sobre a edição especial da Assembleia Geral, o

presidente do Simno pontuou que diversos assuntos

pertinentes ao setor foram discutidos e que a programação

possibilitou reflexão acerca do importante

papel do Sindicato ao longo de 33 anos.

Nesse sentido, a Superintendente de desenvolvimento

do Cipem, Bárbara Ibanez, conduziu atualizações

importantes sobre a possibilidade de inclusão de

espécies colhidas por meio de Manejo Florestal

Sustentável na Lista Oficial de Espécies Ameaçadas de

Extinção, sendo elas: Angelim-pedra (Hymenolobium

heterocarpum), Roxinho (Peltogyne lecointei) Muiricatiara

(Astronium ulei) e a Cerejeira (Amburana

acreana).

A realização do circuito de palestras SST, que é

uma parceria entre a Federação das Indústrias no

Estado de Mato Grosso (Fiemt), Sesi MT e Centro das

Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do

Estado de Mato Grosso (Cipem), juntamente com os

sindicatos associados se estendeu até a noite de

sexta-feira, 05 de agosto, em Juína.

De acordo com Rafael Mason, presidente do

Cipem, esta foi "uma agenda muito produtiva e que,

por meio do trabalho de todos os envolvidos foi

concluída com êxito em sua proposta de agregar

aprendizado e desenvolvimento".

Foto: divulgação

CipemdeMT CipemMT cipemmt

(65) 3644-3666 Manejosustentavel

www.cipem.org.br

44 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


NOTAS

MERCADO FINANCEIRO

REDUZ PROJEÇÃO DA INFLAÇÃO

A projeção do mercado financeiro para a inflação de 2022 caiu pela oitava semana seguida. Segundo o Boletim Focus,

divulgado pelo Banco Central, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do

país, caiu de 7,02% para 6,82%, em uma semana. Anteriormente, as expectativas do mercado eram de um IPCA em 7,3%,

neste ano.

O Boletim Focus é uma publicação semanal que reúne a projeção de cerca de 100 instituições do mercado financeiro

para os principais indicadores econômicos do país. A expectativa de inflação para 2023 também caiu: de 5,38% projetados

há uma semana para 5,33%, nesta segunda-feira. Para 2024 e 2025, as projeções de inflação mantêm-se em 3,41% e 3%, respectivamente.

Também se mantêm estáveis as projeções para a Selic (taxa básica de juros) para 2022 (13,75% ao ano) e para

os anos seguintes: 11% ao ano, em 2023; 8% ao ano, em 2024; e 7,5% ao ano, em 2025.

A cotação do real na comparação com o dólar também apresenta estabilidade nas projeções para este e para os próximos

anos. A expectativa do mercado financeiro é de que a cotação da moeda norte-americana chegue a R$ 5,20 tanto ao

final de 2022 como de 2023; e que 2024 e 2025 fechem com o dólar custando R$ 5,10 e R$ 5,17, respectivamente.

Já a expectativa para o PIB (Produto Interno Bruto), soma de todos os bens serviços produzidos no país, está em 2,02%

para 2022. Há uma semana, a projeção do mercado financeiro era de que o ano fecharia com um PIB em 2%; e há quatro

semanas era de 1,93%.

Para 2023, a expectativa é de que o PIB suba 0,39%. Há uma semana, a previsão era de que o ano fecharia com crescimento

de 0,41%; e há quatro semanas, a expectativa de expansão é de 0,49%.

Para 2024 e 2025, as projeções do mercado financeiro para o crescimento do PIB estão estáveis, em 1,8% e 2%, respectivamente.

Foto: divulgação

46 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


NOTAS

CONSUMO DE ENERGIA

SEGUE EM ALTA DESDE FEVEREIRO

O Brasil consumiu 63.083 MW (megawatts) médios de energia elétrica em julho, com variação positiva de 2,6% em relação

ao mesmo período de 2021, aponta o último boletim da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). No

comparativo anual, a demanda segue em alta desde fevereiro, puxada principalmente por setores como madeira, papel e

celulose, serviços e bebidas.

O cenário é observado especialmente na indústria e grandes empresas, como shoppings e redes de varejo, que negociam

o insumo no mercado livre. Em julho, o ambiente consumiu 23.458 MW médios, montante 7,1% superior na comparação

anual.

Outros 39.625 MW médios foram demandados pelo mercado regulado, que abastece residências e pequenas empresas.

No segmento houve incremento de 0,3%, reflexo da elevação da temperatura em boa parte do país, exceto na região

nordeste. Como a migração entre os ambientes tem influência representativa sobre os resultados, a CCEE também analisa

como teria se dado o comportamento dos indicadores desconsiderando a movimentação dessas cargas. Nessa simulação,

o ACL teria um avanço menor, de 4,2%, enquanto o regulado registraria um crescimento de 2,1%. Em outra hipótese, se não

houvesse geração distribuída, haveria uma alta de 2,5% no volume demandado pelo ACR.

Nos 15 ramos de atividade econômica que a CCEE monitora no mercado livre, desconsiderando as novas cargas que

migraram nos últimos 12 meses, a maior alta ocorreu no segmento de madeira, papel e celulose, com 18,9%, seguido por

13,9% em bebidas e 7,6% em serviços. Entre os que registraram quedas está a indústria têxtil, com 4,1%.

Siga nossa página oficial no instagram:

@mafercon.oficial

Foto: divulgação

48 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


NOTAS

VEM AÍ

O ENCAPP 2022

A quinta edição do ENCAPP (Encontro da Cadeia Produtiva da Porta) será realizada entre os dias 14 e 16 de setembro,

em Curitiba (PR). As inscrições são gratuitas pelo site www.encapp.com.br. Principal evento da cadeia produtiva de portas de

madeira do país, o ENCAPP tem como objetivo promover o network entre fabricantes e fornecedores do segmento. Nesta

edição, o encontro acontece junto à Lignum Latin America, na Semana Internacional da Madeira. A mudança proporciona

mais visibilidade para as empresas expositoras e complementará a semana com um importante segmento industrial madeireiro.

Entre os expositores do ENCAPP 2022 estão fabricantes e fornecedores de núcleos de portas, adesivos, ferragens,

ferramentas, espumas para fixação, tintas, vernizes, vedações, revestimentos, máquinas e equipamentos. O ENCAPP é realizado

pela Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) por meio do PSQ-PME (Programa

Setorial da Qualidade de Portas de Madeira para Edificações), conta com os seguintes apoios institucionais: ABNT

(Associação Brasileira de Normas Técnicas), ACR (Associação Catarinense Reflorestadores), Apre (Associação Paranaense

de Empresas de Base Florestal), CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato

Grosso), FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina),

IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), SENAI-PR (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado do Paraná),

Sinduscom (Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Ibirama) e SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da

Construção Civil do Estado de São Paulo).

Foto: divulgação

50 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


APLICAÇÃO

MÓVEIS

CORPORATIVOS

Na linha de perfis para móveis corporativos,

a Perfilisa produz acabamentos

de borda flexíveis, que proporcionam

um maior conforto e segurança

para o usuário. Também para essa

linha, oferece perfis puxadores e trilhos

para sistemas deslizantes.

Fotos: divulgação

VEDAÇÕES

DE PORTAS E JANELAS

As vedações de porta têm como objetivo

principal o amortecimento, isolamento

acústico e isolamento térmico

de portas e janelas. São produzidas em

compostos com borracha nitrílica (NBR/

PVC) ou borracha termoplástica (TPE),

tem alta resistência ao UV e resiliência

para suportar os ciclos de uso por mais

de 10 anos.

Foto: divulgação

52 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


FRASES

“A INDÚSTRIA DE PRODUTOS FLORESTAIS CAMINHA LADO

A LADO COM A NOVA ECONOMIA VERDE, QUE ESTÁ SENDO

DESENHADA NO BRASIL E NO MUNDO. COM TECNOLOGIA E

INOVAÇÃO, OS ITENS SÃO ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS AOS

DE ORIGEM FÓSSIL”

JOSÉ CARLOS DA FONSECA JR, DIRETOR EXECUTIVO

DA IBÁ (INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ÁRVORES)

“A

ALEMANHA,

POR EXEMPLO,

ESTÁ EM UMA

ENCRUZILHADA

PELA BUSCA

DE ENERGIA VIA

CARVÃO. TRIPLICOU

O PREÇO DO CARVÃO E

ELES NÃO CONSEGUEM

TRANSPORTAR, POR CAUSA

DA SECA NOS RIOS.

ENTÃO, FORAM BUSCAR GÁS

NO QATAR. UMA CRÍTICA

MINHA AO EMBAIXADOR

ALEMÃO FOI: VOCÊS VÃO

BUSCAR GÁS DE UM PAÍS QUE NÃO

PROTEGE MINORIAS E VÊM AQUI

FALAR DE DESMATAMENTO?”

JOAQUIM LEITE,

MINISTRO DO

MEIO AMBIENTE

“MAIS DO QUE UM IMPORTANTE CRIADOR DE

OPORTUNIDADES DE TRABALHO, A INDÚSTRIA É

RESPONSÁVEL PELA GERAÇÃO DE RIQUEZAS. O SETOR

RESPONDE POR 26% DO PIB (PRODUTO INTERNO

BRUTO) PARANAENSE, O QUARTO MAIOR DO PAÍS,

QUE EQUIVALE A R$ 105,8 BILHÕES. A FIEP ACABA

DE COMPLETAR 78 ANOS DE ATUAÇÃO, COM UMA

HISTÓRIA MARCADA PELO APOIO E A DEFESA DOS

INTERESSES DO SETOR”

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

CARLOS VALTER MARTINS PEDRO, PRESIDENTE DA

FIEP (FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ)

“PARA NÓS, ESTAR NO ESPAÇO

INDÚSTRIA DA FIESC É UMA

OPORTUNIDADE PARA MOSTRAR

UM POUCO DO QUE FAZEMOS,

QUE, CERTAMENTE, SE SOMA

À PUJANÇA DA INDÚSTRIA

CATARINENSE”

NEWTON FABRIS, PRESIDENTE

DO CONSELHO CONSULTIVO

DA MENDES MÁQUINAS








54 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


ENTREVISTA

DE SANTA CATARINA

PARA O MUNDO

FROM THE STATE OF

SANTA CATARINA

TO THE WORLD

ENTREVISTA

N

ão é de hoje que Santa Catarina desponta no setor

de madeira, como um dos Estados mais importantes

na economia brasileira, em especial, na indústria e

exportação. Líder nacional na exportação de móveis

de madeira, o Estado alcançou a marca de US$ 166,3

milhões em vendas para o exterior no primeiro semestre de 2022.

Mario Cezar de Aguiar é engenheiro civil e empresário. Além de

presidente da FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina),

Aguiar também preside os conselhos regionais do SESI e do

SENAI, a Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da FIESC

e o Conselho Estratégico para Infraestrutura de Transporte e a Logística

Catarinense. Também é membro dos Conselhos Nacionais

do SESI e do SENAI, do SEBRAE (SC), e é delegado da FIESC junto

à CNI (Confederação Nacional da Indústria). O presidente da

FIESC concedeu entrevista exclusiva à REFERÊNCIA INDUSTRIAL:

t is not today that the State of Santa Catarina emerges as one

I

of the most thriving states in the Forest Product Sector of the

Brazilian economy, especially in its timber processing and exports.

A national leader in the export of wood furniture, the

exports from the State reached the US$ 166.3 million mark in

the first half of 2022. Mario Cezar de Aguiar is a civil engineer

and entrepreneur. In addition to being President of the State of Santa

Catarina Industrial Federation (Fiesc), Aguiar also chairs the Sesi and

Senai Regional Councils, the Fiesc Chamber of Transport and Logistics

Affairs, and the State of Santa Catarina Strategic Council for Transport

Infrastructure and Logistics. He is also a member of the Sesi and Senai

National Councils, Sebrae (SC), and is a Fiesc delegate to the National

Industry Confederation (CNI). The Fiesc President granted an exclusive

interview to REFERÊNCIA Industrial:

MARIO CEZAR

DE AGUIAR

CARGO: ENGENHEIRO CIVIL E EMPRESÁRIO DOS SETORES DA

CONSTRUÇÃO CIVIL E PLÁSTICO. PRESIDE OS CONSELHOS

REGIONAIS DO SESI E SENAI, EM SANTA CATARINA

PRESIDENTE DA FIESC (FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE

SANTA CATARINA)

Foto: Filipe Scotti

FUNCTION: CIVIL ENGINEER, ENTREPRENEUR IN THE BUILDING

CONSTRUCTION AND PLASTIC SECTORS. CHAIR OF THE REGIONAL SESI

AND SENAI COUNCILS IN THE STATE OF SANTA CATARINA

PRESIDENT OF THE OF STATE OF SANTA CATARINA INDUSTRIAL

FEDERATION (FIESC)

56 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


ENTREVISTA

LÍDER NACIONAL NA EXPORTAÇÃO DE

MÓVEIS DE MADEIRA, A INDÚSTRIA CATARI-

NENSE REGISTROU ALTA DE 4,8% NA COM-

PARAÇÃO ENTRE O PRIMEIRO SEMESTRE DE

2021 E 2022. COMENTE ESSE CENÁRIO, PARA

SANTA CATARINA E PARA O PAÍS.

Esse desempenho positivo foi puxado pelo

aumento dos embarques para os EUA (Estados

Unidos da América - 58,2%), Reino Unido (9,3%)

e França (5,7%). Inclusive, o resultado de Santa

Catarina para o primeiro semestre de 2022 foi na

contramão da média nacional que, no mesmo

período, teve queda de 4% no valor exportado.

Nossa produção atende a um mercado consumidor

exigente e o resultado consolida a posição de

destaque da indústria moveleira catarinense no

mercado internacional.

QUAIS AS ORIGENS E OS INCENTIVOS

PARA SE IMPULSIONAR A TRADIÇÃO MOVE-

LEIRA DE MADEIRA EM SANTA CATARINA?

A indústria moveleira é uma das mais tradicionais

em Santa Catarina. Inclusive, muitas empresas

nasceram pequenas, cresceram, e hoje, além de

atenderem o mercado nacional, têm forte presença

no exterior. Na FIESC, por meio das Câmaras da

Indústria Moveleira e Florestal, temos acompanhado

o cenário do setor, debatido os desafios e buscado

soluções. Para citar um exemplo, em março,

firmamos uma parceria com o governo catarinense

para criar o Programa de Desenvolvimento Florestal.

A iniciativa busca ampliar as áreas destinadas

à silvicultura e vai trabalhar em várias frentes para

aumentar a capacidade produtiva, principalmente

de pequenos e médios produtores. Isso é muito

importante para assegurar a matéria-prima necessária

para mantermos o bom desempenho da

cadeia produtiva de base florestal.

A NATIONAL LEADER IN THE EXPORT OF

WOOD FURNITURE, THE STATE OF SANTA CA-

TARINA INDUSTRY RECORDED A 4.8% INCRE-

ASE IN 2022 COMPARED TO THE FIRST HALF

OF 2021. HE COMMENTS ON THIS SCENARIO

FOR THE STATE OF SANTA CATARINA AND

THE COUNTRY:

This positive performance was driven by increased

shipments to the USA (58.2%), the United

Kingdom (9.3%), and France (5.7%). The export

growth results for Santa Catarina for the first half of

2022 were the opposite of those considering the

national average, which, in the same period, had

a 4% drop in the exported value. Our production

serves a demanding consumer market, consolidating

the furniture industry’s prominent position in

the State and international market.

WHAT ARE THE ORIGINS AND INCENTI-

VES TO BOOST THE WOOD FURNITURE TRA-

DITION IN THE STATE OF SANTA CATARINA?

The furniture industry is one of the most

traditional in Santa Catarina. In addition, many

companies were born small, grew, and today, as

well as serving the national market, have a strong

presence abroad. At Fiesc, through the Furniture

and Forestry Industry Chambers, we have followed

the industry scenario, discussed the challenges,

and sought solutions. For example, in March, we

partnered with the Government of Santa Catarina

to create the Forest Development Program. The

initiative aims to expand areas for forestry and

will work on several fronts to increase production

capacity, especially for small and medium-sized

producers. This is very important to ensure the raw

material needed to maintain the performance of

the forest-based production chain.

Há 20 anos no mercado e experiência em diversos

segmentos, a Polecola está presente em 4 países

atuando em soluções com matéria-prima de qualidade.





NOSSOS PRODUTOS

Resinas para Madeira

Resinas Fenólicas Industriais

Papel Fenólico para Painéis de Madeira

Resinas para Impregnação de Papéis e Tecidos

LOGÍSTICA E EFICÁCIA

Temos frota própria certificada SASSMAQ

e procuramos melhoria contínua do

Sistema da Gestão da Qualidade.

SUPORTE TÉCNICO

Especialistas preparados para avalir e corrigir

o que for necessário para melhorar a sua

linha de produção.

RESULTADOS DE EXPORTAÇÃO DE SANTA CATARINA

NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2022 FORAM NA

CONTRAMÃO DA MÉDIA NACIONAL

Polecola é garantia

de qualidade.

58 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

www.polecola.com.br

+55 (49) 3344.1694

Unidade 01: Rod. PRC 158 - Km 553, Bairro São João Vitorino - PR 85.520-000 | Unidade 02: Campo Largo (PR)


ENTREVISTA

DE QUE FORMA A TECNOLOGIA E A INO-

VAÇÃO TÊM BENEFICIADO ESTE SEGMENTO

DA INDÚSTRIA?

A utilização de tecnologias da Indústria 4.0,

como a automação de processos e o uso de inteligência

artificial vem aumentando a produtividade

do setor. Combinada com a busca por certificações

internacionais e aperfeiçoamentos no design,

são fatores que estão promovendo o aumento da

valorização dos produtos catarinenses no cenário

internacional. Os habitats de inovação, estrategicamente

posicionados em todas as mesorregiões

catarinenses, possibilitam, além de ganhos de

produtividade, também a promoção da sustentabilidade

– um pilar importante desse setor.

ALÉM DA INDÚSTRIA MOVELEIRA, QUE

OUTRAS APLICAÇÕES DA MADEIRA INDUS-

TRIAL TAMBÉM SÃO IMPORTANTES PARA A

FIESC E PARA O ESTADO?

A cadeia do setor de madeira e móveis é extensa

e possui interrelação com diversos outros setores.

Entre os segmentos que estimulam a cadeia

produtiva, a construção civil desempenha papel

importante de absorção de produtos no mercado

interno. Já no mercado externo, principalmente

nas relações comerciais com os EUA (Estados Unidos

da América), foi possível observar um aumento

na demanda por produtos como madeira serrada,

obras de carpintaria e madeira compensada. Esses

produtos são destinados principalmente para o setor

da construção norte-americano, que registrou

recuperação mais acelerada durante os primeiros

impactos da pandemia, auxiliando na retomada da

atividade econômica catarinense em 2020, 2021 e

2022.

O CENÁRIO INTERNACIONAL NESTE ANO,

E NA PERSPECTIVA PARA 2023, É UM INCEN-

TIVADOR PARA OS NEGÓCIOS INTERNACIO-

HOW HAS TECHNOLOGY AND INNOVA-

TION BENEFITED THIS SEGMENT OF THE

INDUSTRY?

Industry 4.0 technologies, such as process automation

and artificial intelligence, have increased

industry productivity. Combined with the search

for international certification and design improvements,

they are factors promoting the increase

in the appreciation of Santa Catarina products

globally. Furthermore, the innovation habitats,

strategically positioned in all mesoregions of Santa

Catarina, also enable the promotion of sustainability

– an essential pillar of this Sector.

IN ADDITION TO THE FURNITURE IN-

DUSTRY, WHAT OTHER INDUSTRIAL TIMBER

APPLICATIONS ARE CRUCIAL FOR FIESC AND

THE STATE?

The timber and furniture chains are extensive

and have an interrelationship with several other

sectors. Among the segments that stimulate the

production chain, civil construction plays a vital

role in absorbing products in the domestic market.

In the foreign market, especially in commercial

relations with the United States, it is possible to

observe an increase in demand for products such

as sawn wood, semi-finished wood products, and

plywood. These products are intended primarily

for the North American Housing Construction Sector,

which recorded a more accelerated recovery

due the impacts of the pandemic, assisting in the

resumption of economic activity in Santa Catarina

in 2020, 2021, and 2022.

ARE THE INTERNATIONAL SCENARIO THIS

YEAR AND THE OUTLOOK FOR 2023 POSSIB-

LE DRIVERS FOR INTERNATIONAL BUSINESS?

The year 2022 is marked by a more restrictive

global scenario than projected, with prospects for

a reduction in international demand. The conflict

ESTUFA PARA

SECAGEM DE MADEIRA

PINUS, EUCALIPTO, MADEIRA NATIVA.

•Capacidade de até 85m 3 por estufa.

•Paredes laterais em alvenaria

•Menor consumo de energia

elétrica do mercado

MESMO BASTANTE TRADICIONAL, A INDÚSTRIA

CATARINENSE APRESENTA FORTE CAPACIDADE

COMPETITIVA, PRODUTIVA E DE INOVAÇÃO

60 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

ekitherm, há mais

de 35 anos destaque nas

soluções em secagem de madeira

ekitherm@ekitherm.com.br

Rua Ângelo Luchese, 931 -

Barracão - 95703-560 - Bento Gonçalves/RS

www.ekitherm.com.br

(54)3454-9600

(54) 9 9603-7177


ENTREVISTA

NAIS?

O ano de 2022 está sendo marcado por um

cenário global mais restritivo do que o projetado

e com perspectivas de redução na demanda internacional.

O conflito no leste europeu e as políticas

de Covid-Zero na China limitaram a recuperação

da economia global, gerando inflação generalizada

entre as principais economias. No entanto,

o Brasil e Santa Catarina registram um cenário de

maior inserção internacional e com crescimento

econômico. Um dos principais motivos é o aumento

das exportações do Estado. Esse desempenho

deve manter um cenário positivo no fechamento

do ano, com perspectivas de manutenção do ciclo

para 2023. A indústria catarinense apresenta forte

capacidade competitiva, produtiva e inovativa.

Pautada pela manutenção de investimentos no

setor produtivo e na competitividade industrial, a

economia do Estado mantém as perspectivas de

registrar um desempenho superior à média nacional.

QUAIS SÃO OS IMPACTOS DA INDÚSTRIA

MOVELEIRA DE MADEIRA PARA A GERAÇÃO

DE EMPREGOS NO ESTADO?

A indústria moveleira de Santa Catarina tem 2,7

mil estabelecimentos e emprega cerca de 30 mil

trabalhadores. Nos primeiros seis meses de 2022,

registrou 230 novas contratações. Além dos empregos

diretos gerados pela atividade, o segmento

cria vagas de forma indireta, com a movimentação

de outros setores da economia. Em termos de

mercado de trabalho, para cada 12 empregos diretos

criados na atividade de fabricação de móveis,

outras 10 vagas são geradas de maneira indireta,

o que ilustra essa forte integração do setor com o

restante da economia catarinense.

in Eastern Europe and the Covid-Zero policies

in China have limited the recovery of the global

economy, generating widespread inflation among

major economies. However, Brazil and the State of

Santa Catarina, in particular, have a scenario with

greater international penetration and economic

growth. One of the main reasons is the increase in

State exports. This performance should maintain

a favorable scenario to the end of the year, with

cycle maintenance prospects for 2023. Santa Catarina

industry has a solid competitive, productive,

and innovative capacity. Guided by the maintenance

of investments in the productive sector and

industrial competitiveness, the State economy

sustains the prospects of performing better than

the national average.

WHAT ARE THE IMPACTS OF THE WOOD

FURNITURE INDUSTRY ON THE GENERATION

OF JOBS IN THE STATE?

The furniture industry in Santa Catarina has 27

hundred producers employing about 30 thousand

workers. In the first six months of 2022, it registered

230 new hires. In addition to the direct jobs

generated by the activity, the segment creates

indirect jobs with the movement of other sectors

of the economy. In terms of the labor market,

for every 12 direct jobs created in the furniture

manufacturing activity, another ten are generated

indirectly, which illustrates this strong integration

of the Sector with the rest of the Santa Catarina

economy.

A INDÚSTRIA MOVELEIRA DE SANTA CATARINA TEM 2,7

MIL ESTABELECIMENTOS E EMPREGA CERCA DE 30 MIL

TRABALHADORES, SÓ NO PRIMEIRO SEMESTRE, REGISTROU 230

NOVAS CONTRATAÇÕES

62 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


COLUNA ABIMCI

A IMPORTÂNCIA DO

ESTUDO SETORIAL 2022 DA ABIMCI

Rua Rui Barbosa, 260, Centro | Taió - Santa Catarina

(47) 3562-0016 vendas@contraco.com.br

|

www.contraco.com.br

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

A

Abimci lançou em agosto, a edição do Estudo

Setorial - 2022, documento que nos

brinda e retrata a importância e grandeza

do setor de base florestal e madeireiro nacional.

O documento, dividido nos capítulos

Tendências Econômicas, Florestas Industriais, Indústria,

Mercado e Ações Prioritárias do setor, contempla

panoramas atualizados de todo o segmento, apresentando

desde dados socioeconômicos, as contribuições

do setor para a economia brasileira, a balança comercial,

até informações mais específicas de cada segmento de

produto, trazendo uma visão dos cenários mundiais e

nacionais, produção, consumo interno, exportações,

entre outros.

O material é uma importante ferramenta de trabalho

para o dia a dia das empresas, auxiliando em seus planejamentos

e visão de futuro de seus negócios, assim

como para a Abimci, afinal mostra a abrangência de

suas ações para a defesa de interesses, representação

institucional e promoção comercial dos produtos de madeira

no Brasil e no mundo.

O documento reúne e resume de forma objetiva,

informações estratégicas e fundamentais para todos do

setor e, em especial, promove o setor junto ao mercado,

institutos de pesquisa, universidades, imprensa, agentes

financeiros e de investimentos, órgãos de governo e

do legislativo, e demais entidades representativas, as

potencialidades e capilaridade do setor, capacidade

econômica, de investimentos e de geração de emprego

e renda.

Nas abordagens sobre Florestas Industriais, o Estudo

Setorial traz informações sobre florestas nativas e

florestas plantadas, apresentando ambos os cenários

com uma visão geral sobre as florestas no mundo, os

principais países produtores e como está distribuída a

base florestal mundial e a situação atual da produção

florestal. Em relação a cobertura florestal nacional, mostra

os números macro da cobertura florestal nacional,

Foto: divulgação

bem como a cobertura florestal nas principais espécies

de florestas plantadas, com áreas nos principais Estados

produtores.

No capítulo Indústria, o documento mostra o perfil

da indústria brasileira madeireira, seus dados socioeconômicos,

valor bruto da produção, exportações, importações,

o número de empregos e número de empresas

instaladas em cada região do país, que exercem um

papel muito positivo na economia brasileira.

No capítulo que apresenta os números de mercado,

detalha os principais produtos da produção florestal e

madeireira brasileira como Madeira em Tora de Coníferas,

Madeira em Tora de Folhosas, Madeira Serrada de

Coníferas, Madeira Serrada de Folhosas, Compensado

de Coníferas, Compensado de Folhosas, Portas de Madeira,

Molduras, Pisos de Madeira, Pellets de Madeira,

com números de produção, consumo e exportações

nos últimos anos, reforçando o potencial e participação

no mercado internacional dos produtos fabricados pelo

Brasil.

As estratégias de futuro e tendências também são

abordadas no Estudo Setorial com as ações, iniciativas

estratégicas que têm sido realizadas pela Abimci para

auxiliar no desenvolvimento da indústria de produtos de

madeira, assim como a representação política e institucional,

promoção comercial e desenvolvimento técnico

dos produtos de forma a contribuir para a sustentabilidade

nos negócios e aumento da competitividade.

O Estudo Setorial Abimci 2022 mostra uma visão geral

dos cenários e de fatores que impactam as atividades

madeireiras no Brasil e no mundo. Os desafios atuais

são abrangentes e complexos, sejam no âmbito, comercial,

da produção, do suprimento e políticas florestais, os

gargalos logísticos, cenários econômicos, novos investimentos

entre tantos outros temas, sendo um desafio

de todos em superá-los. Com acesso a essa gama de

informações, sem dúvida teremos mais chances e oportunidades

de construirmos, de forma organizada e harmonizada,

ações que venham desenvolver e reforçar os

negócios e a sustentabilidade das empresas madeireiras

e de base florestal do Brasil

Você sabia?

Em 2003, a Abimci firmou

parceria com a BM Trada e desde

então é a entidade gestora

do processo de certificação CE

Marking e representante do órgão

certificador no Brasil para painéis

de compensado de madeira.

HÁ 35 ANOS OFERECENDO SOLUÇÕES EM

SECAGEM, AQUECIMENTO E VENTILAÇÃO.

•SECADOR DE MADEIRA

•ESTUFA DE TRATAMENTO

PARA MADEIRA

•FORNOS E ESTUFAS

INDUSTRIAIS

SECADOR PARA

MADEIRA (EVS)

QUALIDADE

E EFICIÊNCIA

•VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO

64 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


PRINCIPAL

36 ANOS

DE SOLUÇÕES E

EQUIPAMENTOS TÉRMICOS

E

m meio à umidade catarinense, surgia em 1986

uma das maiores empresas de soluções e equipamentos

térmicos, voltada à secagem de madeira.

Presentes em vários Estados do Brasil há 36 anos,

os secadores, estufas e fornos da Contraco são

sinônimo de qualidade e produtividade.

“O custo-benefício é muito bom, com baixo consumo de

material e de energia. A Contraco realmente entrega o que

promete em relação a tempo de secagem e funcionalidades.

É um equipamento simples e de baixo custo operacional. Já

temos relação faz um tempo, porém os equipamentos estão

instalados aqui na empresa há 2 anos. Acredito que o maior

benefício é a entrega da madeira na umidade correta para a

venda, dentro do padrão de horas de secagem, evitando gargalos

na linha de produção”, relata Didier Cesa, proprietário

da Rauber & Cesa, de São Francisco de Paula (RS).

Parte do sucesso da Contraco se deve ao fato da empresa

sempre ter trabalhado com parcerias. “Temos em Curitiba dois

parceiros na fabricação da automação de nossas secadores; a

Digisystem e a Marrari, que proporcionam um monitoramento

a distância das estufas, com acesso remoto e interação em

tempo real. Facilita muito a dinâmica da manutenção técnica,

evitando viagens e deslocamentos desnecessários. Até porque

em alguns casos, basta reiniciar o equipamento”, detalha

Natalino Bonin, diretor da Contraco.

Segundo Natalino, o monitoramento e registro dos acontecimentos,

é muito importante, pois possibilita o diagnóstico

de todo o processo ocorrido durante a secagem. “Isso nos leva

à fonte dos problemas a serem solucionados. Podemos dizer,

pela nossa experiência, que a maioria dos casos de assistência

é decorrente de alguma inconformidade do manejo”, alerta

Natalino.

O empresário destaca, ainda, a importância de se atualizar

com equipamentos modernos e assertivos, que vão de

encontro com as necessidades dos clientes. “Antes tínhamos

equipamentos defasados. Foi pensado muito antes de fazer

o investimento na Contraco, o sistema de troca de ar quente

em relação ao vapor. Mas com certeza acertamos no investimento”,

comemora Didier Cesa.

I

n 1986, amid the State of Santa Catarina’s humidity,

one of the largest companies providing drying solutions

and equipment focused on timber drying. For

36 years, with a presence in several States of Brazil,

Contraco dryers, kilns, and furnaces have been synonymous

with quality and productivity.

Didier Cesa, Owner of Rauber & Cesa in San Francisco

de Paula (RS), affirms, “the cost-benefit is excellent regarding

low material and energy consumption. Contraco delivers

what it promises as to drying times and features. It provides

simple and low-operating cost equipment. We established

a commercial relationship and installed the equipment here

in our company two years ago. I believe that the greatest

benefit is the delivery of timber for our customers with the

correct humidity, within the standard of drying hours, avoiding

bottlenecks in customer production lines.”

Contraco’s success is that the Company has always

worked with partnerships. “In Curitiba, we have created

two partners for the automation of our dryers, Digyssisten

and Marrari, which provide remote monitoring of the kilns,

with remote access and real-time interaction. These greatly

facilitate the dynamics of technical maintenance, avoiding

unnecessary travel and displacement. Because in some

cases, it is just enough to restart the equipment,” details

Natalino Bonin, Director of Contraco.

According to Bonin, monitoring and recording events

are very important because they allow diagnoses of the

entire process that occurred during drying. “This allows us

to pinpoint the source of the problems to be solved. We

can say from our experience that most technical assistance

cases are due to some management non-conformity,” advises

Natalino Bonin.

The Rauber & Cesa Owner also highlights the importance

of updating with modern and assertive equipment which

meets customer needs. “Before, we had much out-of-date

equipment. So, much thought was taken before investing in

Contraco equipment, the hot air exchange system instead

Fotos: Emanoel Caldeira

CONTRACO OFERECE

QUALIDADE EM

SECADORES, ESTUFAS

E FORNOS PARA

SECAGEM DE MADEIRA

THIRTY-SIX YEARS OF

DRYING EQUIPMENT

AND SOLUTIONS

CONTRACO OFFERS QUALITY

DRYERS, KILNS, AND FURNACES

FOR TIMBER DRYING

PIONEIRISMO

Em 1° de outubro de 2022, a Contraco completa 36 anos.

Curiosamente, a origem do nome é: conserto de tratores e

colheitadeiras. Segundo Natalino Bonin, ele trabalhava em um

banco, e veio para gerenciar uma oficina com dois funcionários.

“Logo em seguida, começamos a trabalhar com duas grandes

empresas, que compraram nossos primeiros ventiladores para

os barracões, e tubulação de secadores de fumo. Em 1988, fiz

sociedade com dois cunhados e adquirimos a Contraco. Dessa

experiência com ventiladores e tubulação de aquecimento com

as empresas, fizemos os primeiros secadores de madeira, ainda

bem rústicos”, relata.

A partir desse momento e das exigências do mercado,

a Contraco foi desenvolvendo seus equipamentos. Além da

manutenção agrícola e industrial, a empresa foi migrando

para a fabricação própria. “Secador de madeira tinha aquele

tradicional a vapor, e o de ventilação lateral. Com ventilação

superior e sem uso de caldeira, ninguém fabricava. Começa-

66 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022 SETEMBRO 2022 67


PRINCIPAL

mos a desbravar isso nos anos seguintes. No início, a gente

adaptava muitas coisas, fugíamos da caldeira, pois é cara, tem

muita responsabilidade técnica pela pressão e riscos. E tinha

gente com estrutura, precisava da estufa, e nos buscavam para

instalar um trocador. Por um tempo, fomos aprimorando aquele

sistema de aquecimento”, explica Natalino.

MUITOS FUNCIONÁRIOS

ESTÃO CONOSCO HÁ MAIS

DE 10, 20, 30 ANOS. INVESTIMOS NA

FORMAÇÃO DE MÃO DE OBRA, QUE

ATENDE AS NOSSAS DEMANDAS NOS

MAIS DIVERSOS SETORES DE NOSSA

PRODUÇÃO

NATALINO BONIN, DIRETOR DA CONTRACO

of using steam. But we certainly got the investment right,”

says Rauber & Cesa’s Cesa.

PIONEERING

On October 1, 2022, Contraco turns 36. Interestingly,

the origin of the name comes from “repair of tractors and

harvesters” (in Portuguese). According to Bonin, while

working in a bank, he started running a workshop with two

employees. “Soon after, the workshop started working with

two large companies, which bought our first fans and tubing

for their tobacco drying sheds. In 1988, I created a partnership

with two brothers-in-law and acquired Contraco. From

this experience with fans and tubing with the companies,

we made our first timber dryers, still very rustic,” he says.

From that moment on, Contraco starting evolving its

equipment due to market requirements. In addition to

agricultural and industrial maintenance, the Company was

migrating to its own manufacturing. Up to then, traditional

timber dryers used steam and side ventilation. So, we

started to explore systems with superior ventilation and no

boilers that no one manufactured in the years that followed.

Although, in the beginning, we modified many things. We

started with the boiler because it was expensive, had the

technical responsibility for pressure, and had many risks.

And there were people with structures who needed kilns and

DIFERENCIAL NO MERCADO

Desde 2008, quando a segunda geração da família entrou

na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), a Contraco

deu início a produção dos trocadores nos modelos atuais, diferencial

no mercado. “Aproveitamos a experiência acadêmica

dos nossos filhos, que estudaram na UFSC. É tudo patenteado e

específico, um diferencial entre secadores de madeira, que não

utilizam caldeira. Nosso trocador tem potência para atender

perfeitamente as necessidades da secagem”, atesta o diretor.

Natalino Bonin destaca que seu filho Daniel estudou a área

de aquecimento de secador no mestrado. “Isso melhorou muito

a performance, batendo o secador a vapor. O equipamento

é o mesmo, o que muda é o trocador de calor no lugar da

caldeira. Mas o ventilador, os sensores, a saída de umidade, é

tudo o mesmo equipamento.”

Ao todo, são três os filhos engenheiros de Natalino, formados

pela UFSC. Cada um em uma área: a Luiza Engenheira de

Materiais e pesquisadora, fez doutorado na Bélgica; o Daniel

fez engenharia de produção e dissertação de mestrado sobre

secador de madeira e queima de biomassa; e o Eduardo é engenheiro

mecânico, que mais tem aplicado a parte acadêmica

com a nossa prática na empresa.

“A gente sempre relacionava a vivência na universidade e

na empresa, o que nos dava uma visão diferente. Trabalhava

no laboratório de ciências técnicas e aplicava em clientes que

utilizavam equipamentos da Contraco, como secadores de

madeira. Nos últimos 10 anos, impulsionamos os secadores a

partir desse aprendizado em nossas formações acadêmicas.

Sempre tivemos apoio dos professores e pesquisadores da

UFSC, que são parceiros até hoje para aprimorarmos os equipamentos”,

elogia Eduardo Bonin, engenheiro responsável

pela Contraco e filho de Natalino.

Com 40 funcionários, a Contraco terceiriza apenas alguns

processos que podem ser abertos. “Já trazemos materiais

cortados, praticamente como uma montadora, resguardando

na empresa a essência da linha de produção. E temos baixa

rotatividade, muitos funcionários estão conosco há mais de

10, 20, 30 anos. Investimos na formação de mão de obra, que

atende as nossas demandas nos mais diversos setores de

nossa produção.”

DIFERENCIAIS DO PRODUTO

Preocupada com a sustentabilidade e questões ambientais,

a Contraco oferece em seus secadores um sistema de retenção

de partículas, no intuito de mitigar a emissão de “fuligem”

para a atmosfera. “Oferecemos esse filtro de saída, de retenção

de partículas, para esse aspecto ambiental. Depende

da biomassa queimada, o equipamento da forma original já

atende as questões ambientais, porém com opcional de filtro

multiclone, a estufa fica preparada para queima de combustíveis

de menor valor agregado como, por exemplo, serragem

granulada, que muitas vezes é um passivo para a madeireira’’,

explica Eduardo Bonin.

Na linha de secadores, o sistema de alimentação da empresa

é outro diferencial. “Antigamente, era necessário encher um

pequeno reservatório manualmente. Hoje, temos uma rosca

alimentadora, que permite a auto alimentação, diretamente

do solo com uma moega simples. Ergonomicamente é muito

melhor, o equipamento ganha autonomia e se alimenta sozinho,

sem aquele operador enchendo carrinho com trabalho

braçal. O operador acaba monitorando do que efetivamente

operando, o que muda o perfil dos clientes”, elogia Natalino.

Com sede em Agrolândia (SC), a ADS Florestal é uma das

empresas que utiliza o secador industrial da Contraco. “Em setembro,

vai fazer um ano que estamos usando o equipamento.

Hoje, levamos 70h (horas) para secar 60 m 3 (metros cúbicos),

mesma quantidade de madeira que antes levávamos 20 dias,

no verão, e de 30 a 45 dias na umidade do inverno”, compara

were looking for us to install a heat exchanger. So, we just

improved their heating system,” explains Natalino Bonin.

MARKET DIFFERENTIAL

In 2008, when the second generation of the family started

school at the Federal University of Santa Catarina (Ufsc),

Contraco started the production of the current models of

heat exchangers, different from those in the market. “We

took advantage of our children’s academic experience, who

had studied at Ufsc. It is all patented and specific, a differential

in timber dryers, which do not use a boiler. Our heat

exchanger has the power to meet drying needs perfectly,”

attests Natalino Bonin.

Bonin points out that his son Daniel studied dryer heating

for his Master’s degree. “This greatly improved the

performance by beating the steam dryer. The equipment is

the same. What changes is the heat exchanger in place of

a boiler. But the fan, the sensors, and the humidity output

all use the same equipment.

In all, Natalino Bodin’s three children Ufsc engineers

are working with him. Each in an area: Luiza, Materials Engineer

and researcher with her Ph.D. from Belgium; Daniel,

graduate in Production Engineering and Master’s in timber

drying and biomass burning; and Eduardo, a Mechanical

Engineering graduate, who has used his studies in the

Company the most.

“We always related to our university and company

experience, which gave us a different view. I worked in the

technical science lab and applied it to customers who used

Contraco equipment, such as timber dryers. Over the past

ten years, we have produced dryers based on our academic

backgrounds. We have always had the support of Ufsc professors

and scientists, who are partners to this day in equipment

improvements,” acclaims Eduardo Bonin, Engineer

responsible for Contraco and son of Natalino.

With 40 employees, Contraco outsources only a few processes

that can be public. “We already bring cut materials,

practically like an automaker, keeping the essence of the

production line in-house. And we have low turnover, many

employees have been with us for over 10, 20, 30 years. We

invest in employee training to meet our demands in the

most diverse sectors of our production.”

PRODUCT DIFFERENCES

Concerned with sustainability and environmental issues,

Contraco offers a particle retention system in its dryers to

mitigate “soot” emissions to the atmosphere. “We offer

this output filter, particle retention, for the environmental

aspect. But, of course, it depends on the biomass burned.

The equipment in its original form already meets environmental

issues. But with the optional multi-clone filter, the

kiln is prepared for burning fuels of lower added value,

such as rough sawdust, which is often a waste product from

sawmills,” explains Eduardo Bonin.

The Company’s feed system is another differential in

the line of dryers. “In the olden days, it was necessary to fill

a small reservoir manually. Today, we have a screw feeder,

which allows for self-feeding directly from the ground with

a simple grinder. Ergonomically it is much better. The equi-

68 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

SETEMBRO 2022 69


PRINCIPAL

SEDE ANTIGA DA CONTRACO

PRIMEIRA ESTUFA DA CONTRACO

Rodrigo Maas, gerente industrial da ADS Florestal.

A biomassa do cavaco possui muitas utilidades na geração

de energia, inclusive na indústria madeireira. É o caso dos secadores

da Contraco, que podem ser alimentados por cavaco

para acelerar a secagem, como acontece na ADS Florestal.

Além de dar bom uso ao resíduo orgânico, a prática ainda impulsiona

a geração de energia. “A maioria dos nossos clientes

é do sudeste, temos unidade de processamento, a floresta

de pinus e o transporte, fazemos de ponta a ponta todo o

processo. Nossa preocupação é atender o cliente dentro do

prazo de entrega combinado, por isso é importante o uso dos

secadores”, enaltece Maas.

pment has autonomy and automatically feeds without an

operator filling the cart manually. The operator only monitors

what is effectively operating, which changes the customers’

profile,” praises Bonin.

Based in Agrolândia (SC), ADS Florestal is one of the

companies that use Contraco’s industrial dryer. “In September,

it will be a year since we started using the equipment.

Today, it takes us 70 hours to dry 60 m3, the same amount of

wood that used to take 20 days in the summer and 30 to 45

days in the winter,” says Rodrigo Maas, Industrial Manager

for ADS Florestal.

Chip biomass has many uses in energy generation,

including in the forest product industry. This is the case of

Contraco dryers, where chips can be feed to accelerate

drying, as in ADS Florestal. In addition to providing a better

use for organic waste, the practice even boosts energy

generation. “Most of our customers are from Southeastern

Brazil, where we have a processing unit, a pine forest, and

our shipping facilities; we carry out the whole process from

beginning to end. Our concern is to serve the customer

within the combined delivery time, so it is important to use

the dryers,” highlights Maas.

VENDAS EM ALTA

Entre o final de 2020 e o início de 2022, o crescimento de

produção da Contraco disparou, diante da alta do dólar, do

aquecimento nas exportações e demandas do mercado. “Foi

bem alto, pela necessidade de retomada da indústria madeireira.

Hoje já estabilizou, mas estamos vendendo para entrega

em 2023, salvo raras exceções. Foram muitos os pedidos nos

últimos 2 anos, a ponto de ter esse tempo de espera para a

entrega dos secadores, fornos e estufas. Tanto que tivemos

que contratar mais funcionários, para produzir de cinco a seis

estufas por mês. Até 4 anos atrás, fazíamos duas estufas por

mês. Já chegamos a ponto de fazer 10 estufas por mês durante

a pandemia, trabalhando a noite. O prazo hoje gira em torno

de 150 dias”, enumera Eduardo Bonin.

Reconhecida no mercado de todo o país, a Contraco ainda

tem parceria com o cliente que comprou seu primeiro secador.

“Foi vendido para o nosso vizinho, o empresário Aldo Bogo,

da fábrica de móveis Bogo. O secador durou uns 20 anos, até

quando a empresa mudou sua área de atuação”, orgulha-se

Natalino.

“A estufa da Contraco foi sendo aperfeiçoada com o

tempo, hoje eles atendem o Brasil inteiro. Elas secam igual as

estufas a vapor, são muito boas. Somos parceiros há muitos

anos, todos os exaustores da nossa fábrica foram criados pela

Contraco também”, conta Aldo Bogo.

A linha do tempo da Contraco também traz uma história

de superação. Em 2011, a empresa enfrentou uma enchente

terrível que afetou toda a região do Vale do Rio Itajaí. “Antes

disso, somente em 1983 havia tido algo parecido, mas com

menor volume de água. Mas como a Contraco é de 1986, foi

a primeira enchente de grande porte que entrou na fábrica.

A gente precisou lavar e secar as máquinas depois da chuva

e muitas não funcionaram mais. Foi um prejuízo enorme, ficamos

20 dias parados, arrumando a empresa. Atrasou entrega,

recebimento, tudo”, relata Natalino.

The timber dried using Contraco kilns primarily serves

the Brazilian export market, principally to Europe, Asia, and

the USA. It also serves the furniture and packaging industry,

such as for pallets as well as for housing construction. “In

terms of volume, we serve customers from all over Southern

Brazil in the sale of dryers. But we have customers throughout

the Country, in states such as Mato Grosso, Bahia, Acre, and

Minas Gerais. Also, in Honduras, Venezuela, and Argentina.

Customers are more from the South due to the more humid

climate, which needs drying,” explains Natalino Bonin.

HIGHER SALES

Between the end of 2020 and the beginning of 2022,

Contraco’s production growth skyrocketed, in the face of

the high dollar, from the heating-up of exports and market

demands. “Growth was very high due to the need to supply

the rebounding timber industry. Today, demand has

stabilized, but we are still selling for delivery in 2023, with

rare exceptions. Over the last two years, the many orders

have resulted in a longer waiting time to deliver the dryers,

kilns, and furnaces. So much so that we had to hire more

employees to produce five to six kilns a month. Up to four

years ago, we used to produce two kilns a month. We’ve

already come to the point of making ten kilns a month during

the pandemic, working at night. Delivery time today is

around 150 days,” enumerates Eduardo Bonin.

Recognized in the market throughout the Country, Contraco

still has a partnership with the customer who bought

its first dryer. “It was sold to our neighbor, businessman Aldo

Bogo, for the Bogo furniture factory. The dryer lasted about

20 years when the Company changed its area of operation,”

Natalino Bonin says proudly.

“Contraco kilns was being perfected over time. Today,

they serve the whole of Brazil. They dry like steam kilns, and

they do an excellent job. We have been partners for many years.

Contraco made all the hoods in our factory,” says Bogo.

Contraco’s timeline also brings a story of overcoming

challenges. In 2011, the Company faced a terrible flood

that affected the entire Itajaí River Valley Region. “In 1983,

something similar happened, but with a smaller volume of

water. But since Contraco started in 1986, it was the first

large deluge to flood the factory. We had to wash and dry

the machines after the rain, and many did not work anymore.

It was a huge loss, we spent 20 days cleaning-up up

the Company. Deliveries were delayed as well as receipts,

everything,” says Natalino Bonin.

PRODUTIVIDADE

Natalino Bonin conta que algumas grandes empresas

utilizam de cinco a dez estufas da Contraco, sendo que antes

atendiam clientes que precisavam de no máximo três estufas.

“Ampliamos o alcance de atendimento para as grandes

empresas, além de continuar atendendo as menores. Hoje a

limitação dos pedidos depende do tamanho dos caminhões

para transporte: por exemplo, nos pedem uma estufa que

possa encher dois caminhões de madeira verde e um caminhão

de madeira seca. O que antes ocupava dois caminhões, hoje

vai em um só. Baixa peso, aumenta economia. Imagina o frete

PRODUCTIVITY

de uma viagem de Santa Catarina até a Bahia, ou até Brasília,

Natalino Bonin states that some large companies use five

levando 50 m 3 ao invés de 25 m 3 ”, destaca o diretor.

up to ten Contraco kilns, whereas previously, we used to serve

customers who used a maximum of three kilns. “We have

A madeira secada pelas estufas Contraco atende em grande

A ESTUFA DA CONTRACO FOI

parte o mercado brasileiro de exportação para Europa, Ásia e expanded our services to large companies and continue to

EUA (Estados Unidos da América). Também a indústria moveleira

e de embalagens, como os paletes, e a construção civil. on the size of the trucks used for transport: for example, we

serve smaller ones. Today, the limitation of orders depends

SENDO APERFEIÇOADA COM O

TEMPO, HOJE ELES ATENDEM O BRASIL

“Em termos de volume, na venda de secadores, atendemos are asked for a kiln that can fill two trucks of green wood and

clientes de toda a região sul. Mas temos clientes espalhados one dry wood truck. What used to occupy two trucks, today

INTEIRO. ELAS SECAM IGUAL AS ESTUFAS

pelo país, em Estados como Mato Grosso, Bahia, Acre e Minas uses one. Low weight increases savings. Imagine the freight

A VAPOR, SÃO MUITO BOAS. SOMOS

Gerais. Também em Honduras, na Venezuela e na Argentina. of a trip from Santa Catarina to Bahia, or Brasilia, taking 50

Os clientes acabam sendo mais do sul pelo clima úmido, que m3 instead of 25 m3”, highlights the Director.

PARCEIROS HÁ MUITOS ANOS

necessita mais da secagem da madeira”, explica Natalino.

ALDO BOGO, EMPRESÁRIO MOVELEIRO

70 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

SETEMBRO 2022 71


LEGISLAÇÃO

A LGPD

E O MONITORAMENTO DE

DADOS CORPORATIVOS

Fotos: divulgação

TEMÁTICA FOI ABORDADA

PELO ADVOGADO RAFAEL

MELLO NO ÚLTIMO

ENCONTRO DA ACIMDERJ

O

encontro dos associados da ACIMDERJ

(Associação do Comércio e Indústria de

Madeiras e Derivados do Estado do Rio

de Janeiro) foi realizado de forma presencial

pelo presidente Wadson Werly,

no início de agosto. Na reunião, o advogado

Rafael Mello, sócio do Bauly, Matos e Mello

Advogados, apresentou importantes orientações jurídicas

trabalhistas envolvendo questões como: desvio

e realocação de funções, licenças, entre outros temas

como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

“Na ocasião, também contamos com a participação

de representantes das empresas Mapaf Portas e Esquadrias

Jomadi. Agradecemos aos presentes que

qualificaram nosso encontro e contamos com todos

no próximo encontro, dia 19 de setembro”, valorizou

Wadson Werly a presença dos associados.

72 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

SETEMBRO 2022 73


LEGISLAÇÃO

LGPD

Com a vigência da LGPD (lei 13.709/18), as relações

jurídicas regidas pelos mais diversos ramos do

Direito pátrio tiveram que se adaptar a um novo e

importante mandamento: a proteção dos dados. “É

um tema que, volta e meia é discutido no âmbito trabalhista.

Até que ponto o exercício do poder diretivo

patronal permite o acesso ao teor das comunicações

realizadas pelo trabalhador via aplicativos de mensagens

instantâneas e e-mails? A lei 13.709/18, com redação

alterada pela lei 13.853/19, é um marco importantíssimo,

quanto ao tratamento de dados pessoais

de empregados, a nova legislação busca garantir, por

ocasião do tratamento de dados obtidos por qualquer

meio, o respeito à privacidade, à inviolabilidade

da intimidade, da honra e da imagem, aos direitos

humanos, ao livre desenvolvimento da personalidade,

à dignidade e o exercício da cidadania (artigo 2º,

I, III e VII) sem prejudicar os direitos à liberdade de

expressão, à informação, à comunicação, à opinião,

ao desenvolvimento econômico, tecnológico e à inovação,

à livre iniciativa, à livre concorrência e à defesa

do consumidor”, explica Rafael Mello.

A LGPD se insere nesse contexto, que permitiria

o monitoramento pelo empregador dos e-mails e

das redes sociais (a exemplo do whatsApp, telegram,

snapchat, instagram e facebook) utilizados pelos

seus empregados. “O monitoramento é permitido,

somente sobre os veículos de comunicação utilizados

de forma corporativa. Em nenhuma hipótese poderá

haver monitoramento dos e-mails e de qualquer comunicação

privada mantida em redes sociais, como o

whatsapp, dos empregados. Não tendo nenhuma relação

com o ambiente corporativo”, alerta o advogado.

Desta forma, sugerimos aos empregadores que

ponham tais informações nos contratos de trabalho

que venham a ser celebrados, bem como, esclareçam

através de comunicados, circulares, o uso consciente

das ferramentas corporativas de comunicação e seu

monitoramento.

AS RELAÇÕES DO DIREITO

E DOS NEGÓCIOS TIVERAM

QUE SE ADAPTAR A UM NOVO

MANDAMENTO: A PROTEÇÃO DOS

DADOS

74 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


MARCENARIA

DESIGN

DE MADEIRA SOB MEDIDA

PACAJÁ MÓVEIS INVESTE EM PEÇAS EXCLUSIVAS

CRIADAS POR ARTISTAS MOVELEIROS

Fotos: divulgação

76 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

SETEMBRO 2022 77


MARCENARIA

nativa da Fazenda Pacajá, localizada no município de

Portel (PA). A movelaria atua tanto no desenvolvimento

de peças próprias, como também, na execução

de projetos exclusivos apresentados por arquitetos e

designers, atendendo a demanda do mercado de produtos

orgânicos e exclusivos.

- De onde surgiu a ideia da marcenaria arte, ou

marcenaria de maior valor agregado?

Todas as peças são desenhadas pela mão da natureza,

apresentando seu designer natural orgânico e

exclusivo. Nunca uma peça será igual a outra, e isso

carrega um grande valor. São verdadeiras obras de

arte assinadas pela natureza, e o nosso papel é proporcionar

que a Amazônia em sua essência faça cada

vez mais parte da vida das pessoas, mas sem prejudicar

o meio ambiente.

- Como tem sido a demanda dos clientes da

Pacajá?

Temos clientes do Brasil todo e exterior, que buscam

na Pacajá Móveis um produto de madeira, que

possui procedência certificada, garantindo um consumo

sustentável e que contribui para a manutenção da

floresta em pé. Essa garantia é o que traz segurança

para os nossos clientes de uma aquisição consciente.

- Quais designers já fizeram trabalhos com a

Pacajá?

O trabalho mais recente e significativo que temos

é a parceria feita com Érico Gondim, designer de

Fortaleza que possui uma vasta experiência no desenvolvimento

de produtos orgânicos e sustentáveis. Em

breve teremos uma linha de peças assinada por ele,

que traz toda a nossa riqueza amazônica para peças

inspiradoras e exclusivas.

- Quais os móveis e peças mais pedidos? Que

tipos de madeira são as mais solicitadas?

As peças que têm maior procura são as mesas com

designer orgânico, especialmente as das espécies Piquiá

e Angelim Pedra. Além disso, o que também faz

muito sucesso são os souvenirs, como porta-copos e

tábuas orgânicas.

R

econhecida por sua linha de móveis com

origem 100% amazônica, oriundos de

manejo florestal sustentável da Fazenda

Pacajá, no Pará, a Pacajá Móveis vem

investindo nos últimos anos em peças exclusivas

criadas por artistas e designers moveleiros.

“A madeira Acapú é uma das espécies a qual trabalhamos

com a madeira de demolição existente na

Fazenda Pacajá para o desenvolvimento de diversas

peças. Esta espécie tem uma particularidade única em

sua coloração, sendo pardo-avermelhado-escura e trazendo

um contraste com filetes mais claros”, explica

Luciana di Paula, executiva de Florestas da movelaria

Algar Farming.

Na entrevista a seguir, Luciana detalha o processo

de atuação de criação de peças de design de madeira

sob medida.

- A Pacajá Móveis tem uma área de atuação em

que oferece as madeiras nativas para serem feitas

peças exclusivas de artistas moveleiros. Como funciona

esse processo?

Somos uma empresa que só trabalha com madeiras

nobres e nativas, proveniente de resíduo de manejo

florestal sustentável certificado realizado na floresta

78 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

SETEMBRO 2022 79


PRÊMIO REFERÊNCIA

SUCESSO EM 2021, O PAINÉL PANORAMA DA

MADEIRA RETORNA PARA ESTA EDIÇÃO COM

NOVOS PARTICIPANTES E O MAIS ALTO NÍVEL DE

CONHECIMENTO SOBRE O SETOR

O

Prêmio REFERÊNCIA do ano passado foi

um grande sucesso de audiência e teve

a primeira edição do Painel Panorama da

Madeira como palco de estreia. Neste

ano, na vigésima edição do prêmio, que

é a grande festa do setor de base florestal, irá celebrar

vinte empresas que mais se destacaram em 2022, o

painel volta com especialistas do setor para apresentar

o que há de mais importante em suas áreas de atuação.

O painél no ano passado teve a presença de Eduardo

Leão, ex-presidente da AIMEX (Associação das

Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do

Pará), Rafael Mason, presidente do CIPEM (Centro das

Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do

Estado de Mato Grosso), e Álvaro Scheffer, ex-presidente

da APRE (Associação Paranaense de Produtores

Florestais).

Para 2022 o retorno de Rafael Mason já está garantido.

O presidente do CIPEM fará sua participação

no Painel Panorama da Madeira tratando do tema:

Mercado da madeira nativa de Mato Grosso. Rafael é

engenheiro florestal formado pela UFMT (Universidade

Federal de Mato Grosso), sócio da SM Laminados Importação

e Exportação LTDA e tem grande experiência

no campo do manejo florestal.

O segundo participante confirmado é o pesquisador

da EMBRAPA Florestas (Empresa Brasileira de Pesquisa

Agropecuária), Evaldo Muñoz Braz. Evaldo trará

para o painel o tema: A prática do manejo sustentável

de florestas naturais. O pesquisador é formado, mestre

e doutor em engenharia florestal pela UFSM (Universidade

Federal de Santa Maria), já participou de levantamentos

florestais nos Estados do Amazonas, Acre e

Roraima. Suas principais experiências são nas áreas de

recursos florestais e engenharia florestal, com ênfase

80 www.referenciaflorestal.com.br referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

SETEMBRO Setembro 2022 81


PRÊMIO REFERÊNCIA

DA INDÚSTRIA

À SOCIEDADE

Os produtos madeireiros estão

presentes no dia a dia das pessoas

trazendo segurança, aconchego e

beleza às construções.

no manejo de florestas naturais na Floresta Amazônica.

O terceiro participante confirmado é o atual diretor

técnico da AIMEX, Deryck Pantoja Martins, que assumiu

recentemente o cargo na associação. O tema de

sua apresentação será: A exportação de madeira brasileira.

Deryck é engenheiro florestal formado pela UFRA

(Universidade Rural da Amazônia), tem mestrado em

desenvolvimento sustentável e agriculturas amazônicas

pela UFPA (Universidade Federal do Pará). Antes de

assumir a AIMEX foi secretário de Meio Ambiente de

Belém (PA) entre 2015 e 2017 e é também assessor da

FIEPA (Federação das indústrias do Estado do Pará).

O painél ainda deve contar com mais um convidado,

que será revelado na próxima edição da revista.

Acompanhem nossa publicação e nossas redes sociais

para saber em primeira mão quem é o participante

que fechará o time do Painel Panorama da Madeira

2022.

O EVENTO

O Prêmio REFERÊNCIA 2022 é organizado pela

Jota Editora, responsável pelas revistas REFERÊNCIA

FLORESTAL, REFERÊNCIA INDUSTRIAL DA MADEIRA,

REFERÊNCIA CELULOSE&PAPEL, REFERÊNCIA PRO-

DUTOS DE MADEIRA e REFERÊNCIA BIOMAIS. A edição

deste ano conta com os patrocínios de: ACIMDERJ,

AIMEX, CIPEM, DRV FERRAMENTAS, EFFISA, INOX

CONEXÕES, MONTANA QUÍMICA, MSM QUÍMICA e

REMSOFT.

A premiação será realizada no dia 29 de novembro

às 19h (horas), em Curitiba (PR). Além dos vencedores e

convidados, esse ano o evento é aberto para o público

geral. Estão disponíveis alguns ingressos de um lote

limitado de convites para os interessados em participar

do evento que dará direito a toda a programação da

noite: Painél Panorama da Madeira, Prêmio REFERÊN-

CIA e do jantar que acontecerá logo após o término da

cerimônia, com cardápio de massas especiais e bebidas

não alcoólicas liberadas. Abaixo, os interessados têm os

canais para solicitar mais informações e também adquirir

os ingressos para a noite do evento.

PRÊMIO REFERÊNCIA 2022

Data: 29/11/2022

Horário: 19h (horas)

Local: Restaurante Porta Romana – Curitiba (PR)

Informações e ingressos para o evento:

comercial@revistareferencia.com.br ou

(41) 99968-4617

#SEMPRE PRESENTE

+55 (41) 3225-4358 www.abimci.com.br abimci@abimci.com.br

82 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


ESTUDO

ABIMCI LANÇA ESTUDO

COM NÚMEROS DO SETOR

INDUSTRIAL MADEIREIRO

ESTUDO SETORIAL APRESENTA PANORAMA

MADEIREIRO NO BRASIL, MOSTRANDO

OS NÚMEROS DO MERCADO INTERNO E

EXPORTAÇÕES DO SETOR

Fotos: divulgação / Abimci

84 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

SETEMBRO 2022 85


ESTUDO

tre os produtos de madeira sólida que mais se destacam

nas exportações brasileira estão: compensado

de coníferas, madeira serrada de coníferas, molduras,

portas de madeira, madeira serrada de folhosas, pisos

e pellets.

No que refere a base florestal mundial, o Estudo

Setorial mostra que atualmente, as florestas no

mundo ocupam 4,0 bilhões de ha (hectares), sendo

3,74 bilhões de ha de nativas (93% do total) e 291 milhões

de ha (7%) de plantadas. “O Brasil possui 12%

do total mundial de cobertura florestal, ou seja 495

milhões de ha, o que correspondem a 60% do nosso

território. Desta área, 485,4 milhões de ha (98,1%)

são de florestas nativas e 9,5 milhões de ha (1,9%) de

florestas plantadas, principalmente com as espécies

eucalipto (7,5 mi de ha) e pinus (1,7 mi de ha). Estas

florestas são a base de suprimento da produção da

indústria de madeira processada mecanicamente”,

pontua o presidente.

Segundo o superintendente da Abimci, Paulo

Pupo, os dados apresentados no Estudo Setorial

Abimci 2022 mostram uma visão geral dos cenários

e fatores que impactam as atividades madeireiras no

Brasil e no mundo. “Eles nos permitem compreender

os desafios atuais, que são abrangentes e complexos,

seja no âmbito comercial, da produção, do suprimento

e políticas de meio ambiente, assim como em

relação aos gargalos logísticos, cenários econômicos,

novos investimentos, entre tantos outros temas. Essa

gama de informações nos proporciona mais oportunidades

para construirmos, de forma organizada e harmonizada,

ações e agendas para dar suporte ao desenvolvimento

dos negócios e a sustentabilidade das

empresas madeireiras e de base florestal do Brasil.”

ESTUDO SETORIAL EM NÚMEROS

O Estudo Setorial 2022 da Abimci está dividido

em seis capítulos: Institucional, Tendências Econômicas,

Florestas Industriais, Indústria, Mercado e Ações

Prioritárias do Setor. Nele é possível encontrar diversos

dados e análises sobre cada um dos segmentos

de produtos madeireiros, dentre os quais, destacam-

-se: madeira serrada de coníferas, compensado de

coníferas, compensado de folhosas, portas, molduras,

pisos e pellets.

gerados pelo setor madeireiro foi de 158.972 postos.

Quando computamos toda a indústria de madeira

sólida que também engloba a indústria moveleira,

atingimos 334.388 postos de trabalho. Já quando

analisamos o setor de base florestal como um todo,

que engloba as indústrias madeireira, moveleira, a

silvicultura, os segmentos de papel e celulose, este

indicador atinge 612.527 empregos. Com este cenário

o setor que mais emprega é o de madeira sólida

totalizando 55% de toda a força de trabalho do setor

florestal nacional”, pontua o presidente da Abimci,

Juliano Vieira de Araujo.

A indústria de produtos de madeira processada

mecanicamente tem um papel significativo no desenvolvimento

econômico e social em diversas regiões

do país. “O valor bruto da produção da indústria de

madeira sólida, totalizou no ano passado, R$ 26,8 bilhões.

Além disto, a balança comercial do segmento

totalizou US$ 3,6 bilhões, o que representa 5,8% do

total do país”, assinala o presidente da Abimci. Den-

N

este mês de agosto, a Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente) lançou o

Estudo Setorial – 2022. O documento

retrata a abrangência das atividades do

setor industrial madeireiro nacional, apresentando

O

panoramas atualizados dos principais segmentos de

produtos de madeira processada, dados socioeconômicos,

as contribuições do setor para a economia

brasileira, bem como informações específicas de

cada segmento de produto, trazendo uma visão dos

cenários mundiais e nacionais, produção, consumo

interno, exportações, entre outros.

O material permite uma real compreensão da

importância da indústria de madeira processada mecanicamente

para a economia nacional. “Os números

apresentados deixam clara a participação do setor

no número de empregos gerados, renda, tributos e a

sua contribuição positiva no saldo da balança comercial.

Em 2020, por exemplo, o número de empregos

DOCUMENTO

RETRATA A

ABRANGÊNCIA DAS

ATIVIDADES DO SETOR

INDUSTRIAL MADEIREIRO

NACIONAL

86 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

SETEMBRO 2022 87


ESTUDO

produção nacional tem se mantido relativamente estável

e, em 2021, atingiu cerca de 980 mil m³.

O MATERIAL

PERMITE UMA REAL

COMPREENSÃO DA

IMPORTÂNCIA DA INDÚSTRIA

DE MADEIRA PROCESSADA

PARA A ECONOMIA

BRASILEIRA

Pisos – Os pisos de madeira atingiram no último ano,

7,3 milhões de m 2 (metros quadrados) produzidos.

Uma boa parte da produção é consumida no mercado

interno, mas as exportações também têm sido

relevantes para o segmento, no último ano foram

exportadas 82,2 mil toneladas do produto, sendo os

EUA o principal mercado de destino das exportações.

Pellets – A produção de pellets tem se ampliado,

no Brasil, nos últimos anos. A produção tem se ampliado,

mostrando crescimento recorrente, atingindo

700 mil toneladas em 2021. Atualmente, parte da

produção é direcionada para atender à demanda internacional,

no entanto a demanda nacional cresceu

nos últimos anos e estima-se que o consumo nacional

do produto tenha sido de aproximadamente 357 mil

toneladas em 2021 (51% da produção).

Abaixo alguns resultados alcançados por cada

segmento de produto:

Madeira serrada de coníferas – Em 2021, o Brasil

produziu 8,2 milhões de m³ (metros cúbicos) do produto.

De 2015 para cá, o país vem ganhando cada

vez mais espaço no mercado internacional, tendo

exportado mais de 3,2 milhões m³ em 2021. Na última

década, as exportações tiveram bom desempenho,

apresentando crescimento ao longo dos anos, no que

se refere aos volumes embarcados.

Compensado de coníferas – O compensado de

coníferas é um produto amplamente comercializado

e utilizado no mercado global. Em termos de

produção, o Brasil se encontra no quarto lugar no

ranking mundial. Entre 2012 e 2021, o crescimento da

produção anual brasileira vem mostrando aumento

gradativo, atingindo 3,4 milhões m³ em 2021. O país

é líder mundial nas exportações de compensado de

coníferas de acordo com o crescimento acompanhado

na última década.

Compensado de folhosas – A produção de compensado

de folhosas tem mantido certa estabilidade

desde 2014, mas comparativamente à década passada

a produção atual se encontra em um patamar mais

baixo, em torno de 290 mil m³, alcançado em 2021.

As exportações também têm aumentado de forma

proporcional ao longo dos últimos anos, passando o

compensado de eucalipto, a contribuir com as estatísticas

das exportações deste produto.

Portas – A produção nacional de portas de madeira

tem maior caracterização para o consumo no mercado

interno - em 2021 foram produzidas 7,6 milhões

de unidades -, as exportações do produto têm mostrado

avanço nos últimos anos, atingindo em 2021,

182,8 mil toneladas.

Molduras – O Brasil foi, em 2021, o principal exportador

mundial de molduras de madeira, responsável

por 19% do valor comercializado no mercado internacional,

sendo os EUA (Estados Unidos da América)

o principal mercado importador. Na última década, a

OTIMIZADORA AUTOMÁTICA DE CORTE

OPTIMAX 200

SUSTENTABILIDADE QUALIDADE PRODUTIVIDADE

Máquinas Lampe,

há 94 anos contribuindo para o

desenvolvimento e fortalecimento da

indústria moveleira.

Visite nosso site:

www.maquinaslampe.com.br

(47) 3203.3800 | (47) 3644.3288 | (47) 98856.2722

comercial@maquinaslampe.com.br

88 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

SETEMBRO 2022 89


ARTIGO

AVALIAÇÃO

GEOGRÁFICA E ECONÔMICA

DAS INDÚSTRIAS DE COMPENSADO

NO BRASIL

Fotos: divulgação

VINÍCIUS DE SOUSA LIMA

SANDRIEL LIMA NASCIMENTO

MARLY CIRQUEIRA SANTOS

JOÃO MIGUEL SANTOS DIAS

BRUNO LUCIO MENESES NASCIMENTO

UNIVERSIDADE ESTADUAL DA REGIÃO TOCANTINA DO MARANHÃO

RESUMO

A

madeira é um material de construção

renovável que demanda baixo consumo

energético para produção. No

Brasil, parte das florestas plantadas são

destinadas a fabricação de painéis laminados,

em especial o compensado que é o produto

industrializado de madeira mais antigo. O objetivo

desta revisão é sintetizar as informações acerca da

atual situação geográfica e econômica da indústria

de madeira compensada no Brasil. Foram realizadas

pesquisas em artigos, organizações do setor madeireiro

e sites da internet e com base nesses estudos

verificou-se que a grande maioria das empresas que

produzem compensados no Brasil se localizam na região

sul, principalmente no estado do Paraná e Santa

Catarina.

Palavras-chave: Distribuição geográfica. Madeira.

Painéis Compensados. Produção.

90 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

SETEMBRO 2022 91


ARTIGO

Materiais e Métodos

O levantamento geográfico foi feito, primeiramente,

através de uma busca no site Econodata com

base no CNAE C-1621-8 - Fabricação de madeira

laminada e de chapas de madeira compensada, prensada

e aglomerada, onde foram encontradas mais de

2000 empresas. Em seguida analisamos os web sites

e redes sociais das empresas e selecionamos apenas

aquelas que trabalhavam com compensado, para assim

podermos destacar as principais regiões do Brasil

onde se concentram as empresas de compensados.

Já o levantamento econômico, deu-se por meio de

pesquisas em sites de organizações brasileiras do setor

madeireiro como a Abimci, o IBÁ e a APRE, informações

a respeito de dados do setor econômico das

empresas brasileiras de compensados.

Nesse levantamento foram considerados a quantidade

de florestas plantadas, e o total de exportações

e importações, em valores e volumes.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Florestas Plantadas

Segundo os dados divulgados pelo IBÁ (2020),

a área total de florestas plantadas no Brasil chegou

à marca de 9000000 ha (hectares) no ano de 2019,

um aumento de 2,4% em relação a 2018 (8790000

ha). Desse total, o cultivo de eucalipto representa a

maioria (77%), com 6970000 ha de plantações, e 18%

de pinus, com 1640000 ha. Segundo APRE (2020), as

regiões sul e sudeste têm as maiores áreas de florestas

plantadas no Brasil, com 41,53% e 27,68%, respectivamente.

Além do cultivo de eucaliptos e pinus,

A MADEIRA

COMPENSADA DE

PINUS TEM A MAIOR

REPRESENTATIVIDADE NO

SETOR DE EXPORTAÇÃO

BRASILEIRA, COM AUMENTO

NO VOLUME DE

COMPENSADOS PRODUZIDOS

NOS ÚLTIMOS ANOS

INTRODUÇÃO

A madeira é o único material de construção renovável,

que demanda baixo consumo energético

para produção e sequestra carbono da atmosfera

durante o crescimento da árvore (Molina; Callil Junior,

2010). Esta apresenta ótima relação resistência/peso,

apresenta desempenho mecânico compatível com as

solicitações provenientes de estruturas de edificações

e ainda apresenta excelente desempenho acústico e

térmico, (Lacerda, 2018). Apesar disso, a madeira está

susceptível a degradação por agentes biológicos,

como brocas, fungos e por ser um material natural,

as dimensões de madeira maciça serradas são limitadas

no tamanho e qualidade, e apresentam defeitos

como nós, fendas que interferem na resistência mecânica

(Dias, 2017).

As limitações dimensionais das peças são devidas

ao comprimento finito da árvore e defeitos naturais,

podendo ser ultrapassadas pelas tecnologias de materiais

compósitos e produtos derivados da madeira,

denominados madeira engenheirada (Correia, 2009).

Por conseguinte, madeira engenheirada é toda

madeira que é posteriormente transformada em um

novo produto em uma fábrica. As vantagens do uso

desses produtos são: produção de seções maiores,

redução de defeitos, maior resistência mecânica

e menor suscetibilidade a variações dimensionais

(Cordeiro Júnior; Silva; Soares, 2017). O produto mais

antigo dentre esses industrializados é o compensado,

formado pela colagem de lâminas finas, com as

fibras alternadas ortogonalmente (Mattos; Gonçalves;

Lacerda, 2008). A colagem é realizada com resinas

fenólicas ou ureia/formaldeído, por intermédio da

prensagem de camadas de lâminas (entre 3 e 11) com

espessuras de 1 mm e 3 mm (milímetros) (Dias, 2017).

A madeira compensada é usada em diversas aplicações,

desde pisos, móveis, construção civil, sistemas

construtivos em wood frame, entre outros (Cordeiro

Júnior; Silva; Soares, 2017). Nesse sentido o objetivo

desta revisão é sintetizar informações acerca da atual

situação geográfica e econômica da indústria de madeira

compensada no Brasil.

SFSEE

SOLUTION FOCUS

SOLUÇÕES ESTRATÉGICAS EMPRESÁRIAIS

EMPRESARIAIS

Sua empresa está preparada para

um mercado cada vez mais exigente?

Criatividade, inovação, abertura às mudanças e uma rápida adaptação a novos cenários, são

diferenciais competitivos essenciais para quem quer permanecer e/ou ocupar um lugar de

destaque nesse novo contexto.

Disponibilizamos soluções que têm como base as ferramentas do Lean Manufacturing (produção enxuta), para o ataque,

redução das perdas e aumento efetivo da produtividade:

INSTABILIDADE PRODUTIVA DEFEITOS PARADAS (TEMPO) MOVIMENTAÇÕES

ESTOQUES PROCESSAMENTOS TRANSPORTE GESTÃO

Todas nossas soluções possibilitam a mensuração do

retorno sobre investimento.

Entre em contato conosco

@solutionfocusoficial

(43) 9 9901.4879 | contato@solutionfocus.com.br

www.solutionfocus.com.br

92 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


ARTIGO

mundial (2008) como nacional (a partir de 2014).

Exportações e importações

Segundo dados divulgados pela Abimci (2019) a

evolução das exportações brasileiras de compensado

de pinus, no período de 2009 a 2018, teve um crescimento

de 1154000 m³ no volume exportado representando

um aumento de 103,3% no período analisado.

Por outro lado, no mesmo período, o volume das

exportações brasileiras de compensados de folhosas

teve um decréscimo de 36000 m³, correspondendo a

uma redução de 37,2%.

De acordo com os dados divulgado pela Abimci

(2019), o volume de importações brasileiras teve uma

queda expressiva a partir do ano de 2014, chegando

ao valor mínimo de 415 m³ em 2016, apresentando

um leve crescimento nos anos de 2017 e 2018. Esses

baixos valores nas importações de compensados podem

estar relacionados com o crescente volume de

produção e consumo desse produto.

CONCLUSÃO

Diante dos fatos abordados ficou evidente que

o compensado tem grande contribuição no setor

econômico do país, principalmente para a região sul,

onde se concentra as maiores plantações de pinus e

eucalipto, o que contribui para a grande maioria das

empresas produtoras de compensado se concentrarem

nas proximidades. Em relação as exportações e

importações de compensado, o de pinus se destaca

com a maior representatividade no setor de exportação

brasileira, com um aumento no volume de

compensados produzidos. Já a importação brasileira

de compensado de pinus foi quase nula nos últimos

anos, enquanto o volume da importação de compensados

de folhosas triplicou de 2009 a 2018.

Disponível em https://periodicos.ufv.br/jcec/article/view/14162/7286

existem cerca de 390000 ha plantados de outras espécies,

dentre elas destaca-se o paricá (Schizolobium

amazonicum Huber ex Ducke) que é a espécie nativa

da Amazônia mais cultivada, bastante comum no

Estado do Pará. Distribuição geográfica da produção

brasileira.

Das mais de 2000 empresas encontradas no site

Econodata e aquelas associadas a Abimci apenas 87

cumpriram com o critério de possuir website. Desse

total, o Estado do Paraná se destaca com maior número

de indústrias que produzem compensado (49),

seguido de Santa Catarina (25), Pará (7), Mato Grosso

(2), Acre (1), Maranhão (1), Mato Grosso do Sul (1) e

Rondônia (1). Como consequência desse fato e de

outros fatores, as maiores concentrações de indústrias

de compensados do Brasil estão localizadas nessas

duas regiões. Este fato poderá estar relacionado

pela proximidade das empresas em relação às florestas

plantadas que, conforme foi referido no item, se

concentram nas regiões sul e sudeste.

A madeira compensada é usada em diversas

aplicações, desde pisos, móveis, construção civil,

sistemas construtivos em wood frame, entre outros

(Abimci, 2019). No Brasil, o compensado de pinus

(espécie de conífera) é o mais produzido e comercia-

94 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

lizado dentre as outras espécies (Abimci, 2019). Em

2018, a produção nacional desse compensado atingiu

a marca de 2830000 m³ (metros cúbicos), recorde histórico

registrado desde o ano de 2009 (Abimci, 2019).

Segundo a Abimci (2019), a taxa de crescimento anual

da produção e consumo aparente de compensado

de pinus no Brasil foi, respectivamente, igual a 6,5%

e 1,3%.

Além dos compensados de coníferas, o Brasil

também conta com a produção e consumo de

compensados de folhosas. O mercado desse tipo

de compensado não é tão proeminente dentro da

indústria de produtos de madeira sólida no Brasil, em

volume e valor de produção, comparativamente ao

compensado de coníferas (incluindo pinus) (Abimci,

2019). O compensado de folhosas é produzido principalmente

de espécies tropicais nativas e, em menor

proporção, de espécies plantadas, na qual se destaca

a madeira de paricá (também de origem nativa) e o

eucalipto (Abimci, 2019). Segundo dados divulgados

pela Abimci (2019), a produção e consumo nacional

de compensados de folhosas apresentou uma expressiva

queda entre os anos de 2009 e 2018. Isso se

deve, principalmente, aos períodos de crises econômicas

do setor da construção civil, tanto em âmbito


AGENDA

AGENDA

2022/2023

SETEMBRO

13

WOOD TRADE BRAZIL

LOCAL: FIEP CAMPUS DA

INDÚSTRIA - CURITIBA (PR)

INFORMAÇÕES: HTTPS://LIGNUN

LATINAMERICA.COM/

NOVEMBRO

8 A 11

SIMPOS2022 - SIMPÓSIO

BRASILEIRO DE PÓS-GRADUAÇÃO

EM CIÊNCIAS FLORESTAIS

LOCAL: CURITIBA (PR)

INFORMAÇÕES: HTTPS://

SIMPOS2022.GALOA.COM.BR/

LIGNUM LATIM AMÉRICA

14 A 16 DE SETEMBRO

NOVEMBRO

16 A 17

HDOM SUMMIT

LOCAL: SÃO PAULO (SP)

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.

HDOMSUMMIT.COM.BR/

5º ENCONTRO DA CADEIA

PRODUTIVA DA PORTA

Visite o principal

evento da cadeia

produtiva da porta!

14 a 16 setembro 2022

Horário de visitação: 14h00 às 20h00

Junto à Lignum Latin America na

Semana Internacional da Madeira

LOCAL: CURITIBA (PR)

INFORMAÇÕES: HTTPS://LIGNUMLATINAMERICA.COM/

PRINCIPAL EVENTO DA SEMANA INTERNACIONAL DA MADEIRA, A LIGNUM LATIN AMERICA É UMA FEIRA FOCADA NA

TRANSFORMAÇÃO, BENEFICIAMENTO, PRESERVAÇÃO, ENERGIA, BIOMASSA, USO DA MADEIRA E MANEJO FLORESTAL. A CADA

EDIÇÃO APRESENTA SOLUÇÕES, LANÇAMENTOS E TENDÊNCIAS PARA O SETOR INDUSTRIAL MADEIREIRO E FLORESTAL DE FORMA

ESTÁTICA E DINÂMICA. NA EDIÇÃO DE 2019, REUNIU 101 EXPOSITORES E 7.148 VISITANTES ALTAMENTE QUALIFICADOS, GERANDO

VENDAS E PROSPECÇÕES. HAVERÁ UM ESTANDE DA ABIMCI (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE MADEIRA PROCESSADA

MECANICAMENTE) PARA RECEPCIONAR ASSOCIADOS E CONVIDADOS.

Centro de Exposições Positivo | Parque Barigui

Alameda Ecológica Burle Marx, 2518 - Santo Inácio - Curitiba (PR)

Faça sua inscrição até 05 de setembro

no site do evento

Realização:

Apoio institucional:

+55 (41) 3225-4358

www.encapp.com.br

contato@encapp.com.br

96 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022


ESPAÇO ABERTO

A SOLIDÃO DO LÍDER EXISTE

MAS SE DISTANCIAR DESSA

CONDIÇÃO É ALGO PODEROSO

O

google só precisa de 0,78s (segundos) para

encontrar 10,2 milhões de resultados para o

questionamento: Como se tornar um CEO?

Entretanto, em uma pesquisa sobre os espinhos

que cargos de liderança carregam,

encontramos menos respostas. Isso acontece porque os

gestores, em geral, não são treinados para lidar com insucessos

e vulnerabilidades.

O líder desfruta de poder, influência e status, em uma

condição desejada por boa parte dos que escolhem uma

carreira executiva. O fato é que há uma infinidade de conselhos

(às vezes vagos, convenhamos) sobre como alcançar

o auge da carreira. Em comparação, existe pouquíssima

discussão sobre o que acontece quando chegamos lá.

Uma expressão em inglês traduz uma grande verdade

sobre o cenário: it’s lonely at the top (o topo é solitário,

em tradução livre) – e há números que confirmam o impasse.

Pesquisa publicada pela Harvard Business Review, por

exemplo, aponta que 50% dos CEOs entrevistados se

sentem isolados em seus cargos, com efeitos negativos

no desempenho de pelo menos 61% deles. E veja só:

entre os que alcançaram a liderança pela primeira vez, a

solidão corporativa chega próximo a 70%.

Não se trata, claro, de algo físico. O gestor C-Level,

nesse contexto, se torna uma ilha rodeada por... pessoas.

Chega a ser lamentavelmente irônico. Mas a verdade é

que, na maré de complexidades dos cargos de gestão, é

preciso ir muito além da presença ou não de seus pares

na mesma sala.

EM 1966, OS BEATLES

LANÇARAM UM

MANIFESTO SOBRE O ISOLAMENTO

NA CANÇÃO ELEANOR RIBGY. “DE

ONDE VÊM E ONDE SE ENCAIXAM

AS PESSOAS SOLITÁRIAS?

POR

THAÍSA PASSOS

GERENTE GLOBAL DE

MARKETING DA S.I.N.

IMPLANT SYSTEM

Isso porque a solidão na liderança envolve demandas

como a responsabilidade de tomar decisões que

impactam na vida pessoal, no clima organizacional e no

mercado de trabalho como um todo. No mesmo pacote

aparecem, também, noções deturpadas sobre hierarquia

e cultura da empresa, que acabam por distanciar os líderes

de suas equipes.

No geral, os líderes precisam fazer um mergulho em

busca de autoconhecimento, gerenciando seus próprios

sentimentos, para lidar com eles de forma mais aberta e

compassiva. Só assim vão conseguir contornar aspectos

negativos e conquistar o tão sonhado equilíbrio entre

vida executiva e pessoal. Veja abaixo alguns apontamentos

que podem fazer sentido para exercer um cargo de

liderança de forma mais plena:

1) Faça de sua vulnerabilidade um insight – Você

não compõe o time C-Level da sua organização à toa. E

entre todas as suas expertises, uma das mais importantes

é ler estrategicamente cenários, situações, possibilidades

e pessoas, a começar, aliás, por si mesmo, considerando

até facetas internas desconfortáveis.

2) Procure suporte profissional – Aceitar a complexidade

de sua função, e como você se sente ao executá-la,

é o primeiro passo. O próximo envolve estabelecer conexões

e buscar auxílio.

3) Conecte-se – Liderar e conectar são quase sinônimos

no dicionário corporativo. Cumprir essa missão

requer entender a importância e a contribuição de todos

os membros de seu time para alcançar o sucesso da empresa

e, consequentemente, o seu.

4) Equilibre seus papéis – Você não nasceu líder.

Pode até acreditar que chegou ao mundo destinado a

isso, mas precisa reconhecer que sua identidade, suas experiências

e sua trajetória não se resumem ao seu status

corporativo ou contrato de trabalho. Mantenha, portanto,

rotinas saudáveis, relações fortes e hábitos prazerosos em

seu cotidiano pessoal.

Foto: divulgação

Equipamentos

especiais

Aquecimento

POR INDUção

Os equipamentos da MSP priorizam a qualidade e a alta

produtividade na sua indústria. E para auxiliar ainda mais no dia a

dia de sua empresa, a MSP conta com uma vasta linha de peças de

reposição para seu equipamento, e um suporte técnico 24hrs,

permitindo que sua equipe de manutenção possa tirar dúvidas

técnicas e adquirir acessórios e peças para o seu equipamento. A

MSP assume o compromisso da qualidade de seus equipamentos,

oferecendo o melhor atendimento para a sua empresa.

(47) 3375-0272 | (47) 9 9991-3459 | (47) 9 9127-3477

vendas@mspindustrial.com.br | vendas1@mspindustrial.com.br

@mspindustrial_of

www.mspindustrial.com.br

Coladeiras de

alta frequÊNCIA

98 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2022

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!