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ENTREVISTA

Jose Mario Ferreira, novo presidente da ACR, assume missão na entidade catarinense

POTÊNCIA E

VERSATILIDADE

HARVESTER COM GUINCHO AUXILIAR

OFERECE MAIS ESTABILIDADE NA

OPERAÇÃO FLORESTAL

POWER AND

VERSATILITY

HARVESTER WITH AUXILIARY

WINCH OFFERS MORE STABILITY

IN FORESTRY OPERATIONS


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Setembro 2022

9


SUMÁRIO

SETEMBRO 2022

58

ESTABILIDADE,

SEGURANÇA E

EFICIÊNCIA

12 Editorial

14 Cartas

16 Bastidores

18 Notas

38 Coluna Cipem

40 Frases

42 Entrevista

56 Coluna

58 Principal

64 Informe

66 Congresso

70 Prêmio REFERÊNCIA

74 Economia

78 Especial

84 Artigo

86 Silvicultura

92 Pesquisa

96 Agenda

98 Espaço Aberto

74

78

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

17 Agroceres

11 Bayer

43 Beltz do Brasil

21 Carrocerias Bachiega

65 Codornada Florestal

89 D’Antonio Equipamentos

100 Denis Cimaf

02 Dinagro

25 DRV Ferramentas

39 Emex

41 Engeforest

37 Euroforte

69 Expoforest

91 Feldermann Forest

83 Felipe Diesel

81 Fischer Máquinas

27 Flamar Implementos

45 J de Souza

57 Komatsu Forest

47 Lion Equipamentos

99 Log Max

04 Lufer Forest

55 Mill Indústrias

49 Minusa Forest

13 MSC Cargo

06 Neocert

51 Planalto Picadores

73 Prêmio REFERÊNCIA

19 Rotary-Ax

08 Rotor Equipamentos

53 Serf Consultoria

95 Shopping da Indústria

15 Syngenta

31 Tecmater

23 Unibrás

29 Vantec

33 Watanabe

35 WDS Pneumática

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EDITORIAL

Madeira que move

A indústria da madeira tem se tornado uma verdadeira obsessão

no mundo. Ser sustentável e renovável são algumas das características

que mais chamam atenção das grandes economias mundiais

e nesse aspecto, o Brasil se destaca entre os primeiros do mundo.

Os investimentos em tecnologia e inovação são cada vez maiores

e a crescente deve continuar. O futuro com uma economia verde,

sustentada na indústria de base florestal se mostra promissor e não

tão distante do que vivemos hoje. Nesta edição, o leitor conhecerá

os detalhes do novo harvester com guincho auxiliar da Komatsu, que

combina potência e versatilidade na operação, as informações sobre

o congresso que movimentou o setor, novidades sobre gestão e futuro

das florestas plantadas na Bahia, novos resultados sobre processos

agrossilvipastoris, além de uma entrevista exclusiva com o Jose

Mario Ferreira, novo presidente da ACR (Associação Catarinense de

Empresas Florestais), falando sobre sua relação com o setor florestal

e os planos para o segmento. Ótima leitura!

2

1

Na capa desta edição o 931XC

da Komatsu, harvester com

guincho auxiliar que esbanja

eficiência e versatilidade

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIV • Nº244 • Setembro 2022

ENTREVISTA

Jose Mario Ferreira, novo presidente da ACR, assume missão na entidade catarinense

POTÊNCIA E

VERSATILIDADE

HARVESTER COM GUINCHO AUXILIAR

OFERECE MAIS ESTABILIDADE NA

OPERAÇÃO FLORESTAL

POWER AND

VERSATILITY

HARVESTER WITH AUXILIARY

WINCH OFFERS MORE STABILITY

IN FORESTRY OPERATIONS

TIMBER MOVING

The Forest-based Sector has become a fixation in the world. Being

sustainable and renewable are some of the characteristics that most

draw attention from the world’s major economies and, in this aspect,

Brazil stands out among the first in the world. Investments in technology

and innovation are increasing, and this must continue. The future

with a green economy, sustained in the Forest-based Sector is promising

and not so far from what we live today. In this issue, the reader will

learn the details of Komatsu’s new harvester with an auxiliary winch,

which combines power and versatility in any operation, information

about the Congress that moved the Sector, news about management

and future of forests planted in Bahia, new results on agricultural forestry

processes, and an exclusive interview with Jose Mario Ferreira,

new President of the State of Santa Catarina Association of Forestry

Companies (ACR), talking about its relationship with the Forest-based

Sector and the plans for the Sector. Pleasant reading!

Entrevista com

Jose Mario

Ferreira

Locação de equipamentos para

operação e transporte florestal

3

EXPEDIENTE

ANO XXIV - EDIÇÃO 244 - SETEMBRO 2022

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Vinicius Santos

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Gabriel Dalla Costa Berger

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriela Bogoni

Me Hua Bernardi

criacao@revistareferencia.com.br

Midias Sociais / Social Media

Andrew Holanda

Cainan Lucas

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal - Carlos Felde

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

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direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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CARTAS

ENTREVISTA

Markus Brütsch, CEO da Precious Woods, fala sobre o mercado de madeiras nobres

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

Capa da Edição 243 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de agosto de 2022

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIV • Nº243 • Agosto 2022

TRABALHO INTENSIVO

CABEÇOTE TRITURADOR OFERECE VERSATILIDADE

E EFICIÊNCIA NA LIMPEZA DE ÁREAS

INTENSIVE WORK

MULCHER HEAD OFFERS VERSATILITY

AND EFFICIENCY IN CLEARING AREAS

CAPA

Por Paulo Assunção, Lages (SC)

Alguém deve fazer o trabalho pesado e a Himev vai muito bem nessa missão.

Máquinas como essa auxiliam na continuidade do ciclo da madeira

ENTREVISTA

Por Afondo Nogueira, Montes Claros (MG)

A ACR realiza um trabalho muito importante para um setor tão forte e

relevante para o Estado de Santa Catarina. Que a gestão possa ser de

muito sucesso

Foto: divulgação

TRANSPORTE

Por Mauro Ribeiro, Contagem (MG)

Ter especialistas falando sobre o assunto eleva muito o nível da conversa. Por

serem equipamentos de alto investimento, é muito melhor saber com detalhes

qual escolher

Foto: Komatsu

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E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

jornalismo@revistareferencia.com.br

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ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


BASTIDORES

Revista

Foto: REFERÊNCIA

CONFIRMADO

A Rotary-Ax confirmou que vai ser a capa da Edição de

Agosto do próximo ano da Revista REFERÊNCIA Florestal que

vai circular na Expoforest. Na foto, os diretores da empresa,

Victor Shinohara e Bruna Krüger, junto com o diretor

comercial da revista, Fábio Machado.

VISITA

Em Agosto, recebemos a ilustre visita do

comercial da empresa Neocert, Diogo

Lorenzetti, que foi recebido pelo nosso diretor

comercial, Fábio Machado.

Foto: REFERÊNCIA

16 www.referenciaflorestal.com.br

ALTA

SUSTENTABILIDADE COMO

OPORTUNIDADE

Segundo pesquisas, o mercado mundial de produtos florestais

está estimado em US$ 350 bilhões e o Brasil tem participação

de uma fatia de somente 4%, mesmo tendo grande variedade

de biomas e espécies que só nascem aqui. Segundo informações

da CNI (Confederação Nacional das Indústrias) há uma

possibilidade de constituir receita com a produção sustentável,

respeitando e preservando os ecossistemas, ampliando

assim o valor da floresta em pé e contribuindo para valorizar

o manejo sustentável de recursos florestais. Segundo Davi

Bomtempo, gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade

da CNI, são necessárias políticas que moldem esse

mercado e deem segurança jurídica para atrair o investidor,

evoluindo no arcabouço regulatório e ajustanto algumas políticas

públicas, especialmente as concessões florestais. “É um

potencial enorme que concilia atratividade, conservação e

desenvolvimento local na exploração sustentável de produtos

florestais madeireiros, não madeireiros e de serviços ambientais,

respeitando as comunidades locais”, defende Davi.

SETEMBRO 2022

EUROPA EM CHAMAS

O velho continente não vive seus melhores dias. Além da

guerra entre Rússia e Ucrânia, o verão europeu é um dos

mais intensos dos últimos anos, levando a um volume

recorde de queimadas e secas em vários países. Com uma

posição, em relação a preservação ambiental, de superioridade

em relação a países de outros continentes, os europeus

sentem na pele o resultado das mudanças climáticas

também causadas por eles. Apenas em relação a incêndios

florestais, já foram superados os 761 mil ha (hectares) queimados,

maior número desde 2006 e o equivalente a área da

Bélgica e Suíça juntas. Espanha e Romênia são os países que

mais sofrem com os incêndios, com 283 mil ha e 150 mil

ha queimados, respectivamente. A maior seca desde o ano

de 1961 já levou várias cidades francesas a realização de

racionamento de água e alguns rios secaram. As consequências

imediatas são pesadas, e segundo órgãos públicos

europeus, o reflexo das secas nos plantios poderá ser ainda

mais grave e sentido nos próximos meses.

BAIXA


Desde 2015 produzindo resultados e soluções

nas operações do controle das formigas cortadeiras.

1.170.000 ha realizados com monitoramento.

440.000 ha de operações mecanizadas e georreferenciadas com emissão de

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17.500 profissionais capacitados em operações de controle das formigas cortadeiras.

Acompanhamento por indicadores de resultado.

Altos níveis de resultados pós controle, com redução da infestação e dos danos

econômicos na área plantada.

Otimização das doses recomendadas e dos custos operacionais.


NOTAS

Visto de cima

A APRE (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal) vai lançar a terceira edição do estudo setorial. Este ano,

o mapeamento das áreas plantadas está sendo realizado pela startup Canopy Remote Sensing Solutions, uma empresa que

combina ciência e tecnologia de sensoriamento remoto (satélites, aviões ou drones) para entregar soluções inovadoras em mapeamento,

inventário e monitoramento florestal. Assim, o Estudo Setorial APRE 2022 trará o mais recente levantamento com

imagens de satélite, com alta precisão e caracterização das florestas plantadas no Estado.

Zaid Ahmad Nasser, presidente da APRE, explica que esse será o estudo mais detalhado já realizado no setor florestal paranaense

e o mais interessante é que Canopy está levantando dados em todo o território nacional. Sendo assim, a precisão de

informações será excelente não só para o Paraná, mas para o Brasil todo. “Conseguiremos ter um mapeamento real e seguro da

área ocupada pela silvicultura no país”, destaca Zaid.

Segundo Fabio Gonçalves, cofundador e CEO da Canopy, a empresa realizou um levantamento inédito das florestas plantadas

no país, incluindo mapeamento detalhado em escala de talhão; identificação do gênero plantado; determinação da data de

plantio; estimativas da produtividade e do estoque de madeira; e informações de solo, clima, relevo e outras bases de interesse.

As imagens obtidas trazem dados de áreas a partir de 0,25 ha (hectare) cultivado, mostrando expansão ou retração da base.

“A missão que abraçamos na Canopy é a de usar o estado da arte em geotecnologias para entregar não só um raio-x completo

das áreas de floresta cultivada no Paraná e no Brasil, mas um sistema de suporte à decisão florestal, com informações sistemáticas,

precisas e atualizadas”, garante Fabio Gonçalves.

O mapeamento está na última fase e, nos próximos dias, a Canopy entregará o relatório final. Os dados serão divulgados

nacionalmente pela IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) e, regionalmente, pelas associações florestais.

Foto: divulgação

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NOTAS

Florestas mais seguras

O Brasil registrou uma queda de 3,49% no número de focos de queimadas entre janeiro e julho de 2022 em comparação

ao mesmo período do ano passado. O levantamento, realizado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais),

envolve os seis biomas existentes no Brasil: Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa.

Uma das estratégias para combater os focos de incêndios no país é a operação Guardiões do Bioma – Combate

a queimadas e incêndios florestais, que está na segunda edição. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança

Pública, com apoio do MMA (Ministério do Meio Ambiente), a operação conta com um efetivo de 1250 combatentes por

mês nos Estados, 1800 agentes da Força Nacional de Segurança Pública prontos para atuar e mais de 3 mil brigadistas do

ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e PrevFogo/IBAMA. A atuação ocorre em 15 Estados

da Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga.

A segunda edição da operação começou em 21 de junho e deve prosseguir até janeiro de 2023 com ações contra

o fogo, investigação dos crimes ambientais e uso de equipamentos de contenção de incêndios, como embarcações,

reboque, drones e GPS. As operações são realizadas no Acre, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato

Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Foto: divulgação

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NOTAS

Produção crescente

A produção do setor de árvores cultivadas segue avançando para atender à sociedade por meio de seus bioprodutos.

De acordo com o Boletim Cenários IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), produzido pela entidade no primeiro semestre

de 2022, a produção de celulose cresceu 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a fabricação

de papel demonstrou aumento de 3,1% na fabricação do produto.

O embaixador José Carlos da Fonseca Jr., direto executivo da IBÁ, comenta que a indústria de produtos florestais

caminha lado a lado com a nova economia verde que está sendo desenhada no Brasil e no mundo. As empresas do setor

de árvores cultivadas desenvolvem mais de 5 mil bioprodutos essenciais para o nosso dia a dia como embalagens

de papel, papel higiênico, fraldas, pisos laminados, painéis de madeira para móveis, entre muitos outros, com tecnologia

e inovação, os itens são alternativas sustentáveis aos de origem fóssil. “Os consumidores estão exigindo produtos

mais sustentáveis, sendo que o processo envolve desde os materiais e o modo de produção até a vida útil desses

itens, como forma de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Isso demonstra o quanto a indústria está pronta

para atender as demandas da sociedade”, explica José Carlos.

Seguindo sua missão de prover bioprodutos para a sociedade de todo o planeta, a indústria de base florestal brasileira

registrou avanços na exportação de todos os segmentos. Em valores, o setor trouxe divisas ao país que somaram

US$ 5,5 bilhões entre janeiro e junho (+33,0%). Este resultado favoreceu a balança comercial do setor, que totalizou

US$ 5,0 bilhões (+38,8%).

No período, a China continua sendo o principal destino das exportações de celulose produzidas no Brasil, chegando

a US$ 1,5 bilhão negociados. A América Latina segue como principal comprador de papel do Brasil e somou US$

966 milhões nas negociações do produto. A região também é o mercado externo que mais adquiriu painéis de madeira,

que totalizou US$ 126,3 milhões. As informações detalhadas podem ser acessadas na 70ª edição do Cenários IBÁ,

boletim Indústria Brasileira de Árvores.

Foto: divulgação

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NOTAS

Mercado do futuro

O presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Pedro Nascimento, e o ministro do MMA (Ministério

do Meio Ambiente), Joaquim Leite, se reuniram na sede da CVM, no Rio de Janeiro, para debater assuntos de interesses

comuns às instituições.

Em pauta, a agenda de Ativos Ambientais de Vegetação Nativa, as Finanças Sustentáveis e o Mercado de Carbono,

temas que vêm ganhando destaque, inclusive, no âmbito do mercado de capitais. “Foi uma excelente reunião. O governo

incentiva o mercado de crédito de carbono regulado e de ativos ambientais de vegetação nativa”, ressaltou Joaquim.

Para o presidente do CVM, é importante acompanhar esses novos segmentos e as oportunidades que eles podem gerar

para a sociedade e o mercado. “Essa interação com o Ministério do Meio Ambiente nos fornece insumos e materiais

para, do ponto de vista da CVM, avaliarmos como é possível contribuir”, destacou João Pedro.

O representante da autarquia lembrou a respeito de alguns trabalhos em andamento na CVM, que tem se mostrado

bem atenta a essas questões. A chamada agenda ASG (que aborda temas Ambientais, Sociais e de Governança) foi objeto

de um recente estudo realizado pela CVM. “Além disso, a entidade é uma das gestoras do LAB, Laboratório de Inovação

Financeira, e, naquele fórum de discussão, tem a possibilidade de fomentar e auxiliar na construção de caminhos relevantes

e, ao mesmo tempo, implementar políticas públicas do Ministério do Meio Ambiente”, concluiu João Pedro.

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SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

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Setembro 2022

25


NOTAS

Olho nas pragas

Entre os dias 22 e 25 de agosto aconteceu a I Conferência Zoologia na Indústria, novas tecnologias e perspectivas no

auxílio à cadeia produtiva, realizado no Campus da Indústria, do Sistema FIEP (Federação das Indústrias do Estado do

Paraná), em Curitiba. A EMBRAPA Florestas foi responsável pelo encontro sobre controle biológico de pragas florestais.

Esta pauta entrou nas prioridades porque plantios de eucalipto e pinus no Paraná, utilizados pela indústria madeireira,

moveleira e de celulose e papel, sofrem ameaça constante de pragas florestais, especialmente alguns insetos como vespas,

formigas e pulgões, e até de alguns mamíferos. No evento, serão debatidas tecnologias de controle biológico e seu

impacto na cadeia de base florestal.

Para Carlos Valter Martins Pedro, presidente do Sistema FIEP, o evento será uma grande oportunidade principalmente

para algumas áreas ligadas ao agronegócio, sendo que este é um serviço importante que estamos disponibilizando para

a indústria do nosso estado. “Queremos iniciar com a formação de grupos de trabalho que vão poder compartilhar experiências

a partir do conhecimento adquirido nas universidades para aplicação na rotina de algumas cadeias produtivas”,

reforçou Carlos.

Já para Luciane Marinoni, presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia, também membro titular do departamento

de Zoologia da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e responsável pelo congresso, falta comunicação entre quem

produz conhecimento e quem aplica. “Se a academia não puder produzir conhecimento, realizar pesquisas, a indústria

será com certeza afetada”, salientou Luciane. Segundo a presidente, empresários terão especialistas disponíveis para

tratarem de assuntos de seu interesse. “A academia poderá levar suas demandas ao conhecimento deles, que poderão

contribuir, por exemplo, na captação de recursos e no direcionamento de pesquisas em áreas que impactam diretamente

seus negócios.”, alertou Luciane.

Para este debate inicial, entre setor produtivo e especialistas, foram elencados três temas prioritários que nortearam

reuniões técnicas da conferência. Um deles é o de pragas florestais. Outro tema é o manejo e controle de javalis. Para

fechar a conferência, foram apresentadas experiências com uso de novas ferramentas para monitoramento e controle

de pragas em plantações de cereais. Houve apresentação de cases de sucesso e após cada palestra, houve uma reunião

técnica restrita entre representantes dos setores de interesse da indústria, afetados pela temática apresentada, e pesquisadores

da área, no intuito de expor os problemas, desafios, verificar oportunidades e desenvolver potenciais soluções.

Foto: divulgação

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Setembro 2022

27


NOTAS

Crédito para o futuro

Uma reunião online com o tema: Situação atual e perspectivas de crédito para o setor florestal brasileiro; reuniu

representantes da ACR (Associação Catarinense de Empresas Florestais), do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e

Abastecimento) e profissionais de empresas associadas.

A abertura foi feita pelo diretor-executivo da ACR, Mauro Murara Jr. e pelo coordenador-geral de Fomento e Inclusão

Florestal do SFB (Serviço Florestal Brasileiro), Fernando Castanheira Neto. Murara apresentou o setor florestal de Santa

Catarina, área plantada e perspectivas de estoque e demanda de madeira. Castanheira falou sobre a estrutura do SFB e

conduziu as apresentações que deram sequência à reunião.

Três especialistas da SPA (Secretaria de Política Agrícola) falaram sobre as diferentes possibilidades de crédito e financiamentos

disponíveis pelo governo federal. João Claudio da Silva Souza, coordenador de Políticas Setoriais apresentou:

o crédito do Programa de ABC+ (Agricultura de Baixo Carbono) para florestas e atividades afins. José Henrique da Silva,

coordenador-geral de Crédito à Agricultura Familiar falou sobre: Crédito do PRONAF (Programa Nacional de Agricultura

Familiar) para florestas, sistemas agroflorestais e atividades afins. Por último, José Nilton de Souza Vieira, da Coordenação

de Financiamento da Secretaria de Política Agrícola apresentou: Instrumentos de Mercado que podem ser utilizados para

o financiamento florestal.

Apenas os recursos para crédito rural do Plano Safra 2022/2023 passam dos R$ 340 bilhões. O objetivo do encontro

foi dar direcionamento a gestores do setor florestal para esta e outras modalidades de crédito disponíveis atualmente.

Esse valores abrem grandes possibilidades para o futuro do setor.

Foto: divulgação

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Setembro 2022 29


NOTAS

Manejo liberado

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aprovou o primeiro PMFS (Plano

de Manejo Florestal Sustentável) na FLONA (Floresta Nacional) do Amapá. A exploração da área prevê o uso de técnicas

de impacto reduzido com o objetivo de extração de madeira em tora e de resíduos florestais, possibilitando o aproveitamento

sustentável dos recursos naturais - além de trazer benefícios sociais e econômicos para o Estado. As análises para

liberação do PMFS foram concluídas em julho deste ano.

Ao todo, o plano de manejo abrange 39,3 mil ha (hectares) de floresta, a serem explorados sob o regime de concessão

florestal. Outro plano de manejo maior na mesma Flona – com 110,7 mil ha, encontra-se em fase de análise no

Instituto. Com a área autorizada na FLONA, o IBAMA passa a contar com mais de um milhão de hectares sob sua responsabilidade

no âmbito das concessões florestais.

Um balanço feito a partir de dados do SINAFLOR/DOF indica que, em 2022, foram autorizados pelo Instituto 15 POA

(Planos Operacionais Anuais), com área total de 33,2 mil ha, e produção autorizada de mais de 635 mil m 3 (metros cúbicos)

de madeira em toras, o que representa uma relação de 19,14 m 3 /ha (metros cúbicos por hectare).

Por meio do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), há perspectiva de acréscimo de área sob regime de

concessão florestal federal em até 4 milhões de ha, razão pela qual o IBAMA se prepara para análise de planos de manejo

advindos das concessões florestais das FLONAS de Jatuarana e Pau Rosa, além da Gleba Castanho, no Estado do Amazonas

– que estão em processo de audiências públicas para proposta de Edital de Concessão Florestal, conduzido pelo SFB

(Serviço Florestal Brasileiro).

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Setembro 2022

31


NOTAS

Luto no manejo

O Instituto Floresta Tropical expressa profundo pesar

pelo falecimento de seu fundador, Johan Cornelis Zweede.

Natural da Holanda e radicado no Brasil desde 1966, Zweede

foi pioneiro no desenvolvimento de técnicas e pesquisas

na área de manejo florestal na Amazônia Brasileira.

Primeiro engenheiro florestal a trabalhar na Amazônia,

tanto de forma operacional como comercialmente, Zweede

é um dos principais nomes responsáveis pela implantação

do manejo florestal sustentável e exploração de impacto

reduzido para a produção de madeira.

Com uma trajetória de mais de meio século dedicado

à promoção e adoção de boas práticas de manejo florestal,

alinhado à conservação dos recursos naturais e a melhoria

da qualidade de vida das populações tradicionais, Johan

Zweede deixa um importante legado de defesa da Amazônia,

do desenvolvimento sustentável e incentivo às pesquisas

que se propõem a manutenção da floresta em pé.

Foto: divulgação

Indústria em alta

Foto: divulgação

O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial), divulgado pela

CNI (Confederação Nacional da Indústria), avançou dois pontos na passagem

de julho para agosto de 2022, atingindo a marca de 59,8 pontos.

A alta no indicador é reflexo da melhora da percepção e das expectativas

do empresariado em relação à economia brasileira. Esse é o maior nível

do ICEI desde agosto do ano passado, quando o índice chegou a 63,2

pontos. De acordo com a pesquisa, a indústria segue confiante, uma vez

que o ICEI permanece acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa

confiança de falta de confiança. O índice varia de 0 a 100 pontos. Foram

ouvidas 1.542 empresas, das quais 599 de pequeno porte, 582 de médio

porte e 361 de grande porte, entre 1º e 8 de agosto.

O Índice de Condições Atuais – um dos indicadores que compõem o

ICEI – registrou alta de 3,1 pontos em relação a julho, alcançando 54,2

pontos. Segundo a economista da CNI, Larissa Nocko, o avanço demonstra

que o empresário percebe melhora mais forte e disseminada das condições

atuais na comparação com os últimos seis meses. “Os fatores que

mais influenciaram esta alta da confiança do empresário industrial em

agosto foram a recuperação econômica consistente dos últimos meses e a

desoneração de itens que afetam a produção, como é o caso dos combustíveis

e da energia”, afirma a economista da CNI. Outro componente do

ICEI, o Índice de Expectativas também subiu – alta de 1,5 ponto, para 62,6

pontos. O aumento demonstra otimismo ainda mais forte e disseminado

da indústria para os próximos seis meses.

32 www.referenciaflorestal.com.br


Setembro 2022 33


NOTAS

Renegociação de dívidas

A partir de 1º de setembro, os contribuintes com grandes dívidas com a Receita Federal poderão renegociar os

débitos com até 70% de desconto. A Receita Federal publicou a portaria que aumentará os benefícios para quem quer

parcelar até R$ 1,4 trilhão em dívidas tributárias que ainda não estão sob contestação judicial.

A portaria estendeu à Receita Federal a modalidade de renegociação chamada de transação tributária, mecanismo

criado em 2020 para facilitar o parcelamento de dívidas de empresas afetadas pela pandemia da covid-19. Até agora,

apenas a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), órgão que cobra na Justiça as dívidas com o governo, concedia

essa possibilidade com regularidade. A Receita lançava negociações nesse modelo, mas em casos especiais.

A ampliação da transação tributária havia sido anunciada na pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento

com empresários do setor de bares e restaurantes. Na ocasião, ele disse que setores como o comércio, o serviço e o de

eventos teriam as mesmas facilidades para renegociarem débitos como outros segmentos afetados pela pandemia. A

extensão da transação tributária à Receita Federal foi autorizada pela Lei 14.375/2022, sancionada em junho pelo presidente

Jair Bolsonaro. Com a portaria que regulamentou a lei, a Receita poderá lançar editais especiais de renegociação de

dívidas e sugerir acordos com grandes devedores.

Foto: divulgação

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Setembro 2022

35


NOTAS

Mercado organizado

Ocorreu em São Pedro do Sul uma reunião com a Secretária de Agricultura, Desenvolvimento Econômico e Meio

Ambiente, Regina Hernandes, com a participação do professor Jorge Farias e do produtor de carvão vegetal Mauro Borin

para apresentar o projeto de formação de uma Cooperativa de Produtores de Carvão Vegetal da Fronteira Centro-Oeste.

Como resultado do encontro, definiu-se que uma agenda de atividades voltadas à efetivação do projeto deve ser implementada.

Esta proposta é resultado do projeto de pesquisa: A integração cooperativa, crédito e produção como estratégias de

agregração de valor e comercialização da produção florestal em sistemas silvipastoris em propriedades familiares; com

apoio do CNPq. A proposta de formação de Cooperativa apresentada é resultado do trabalho do professor Jorge Farias,

do Departamento de Ciências Florestais e do professor Vitor Reisdorfer, do Curso Superior de Gestão de Cooperativas, e

também conta com o apoio da EMATER.

A ideia da Cooperativa está alicerçada no potencial de produção de carvão vegetal para consumo doméstico e para

exportação, tendo como fornecedora de lenha a pecuária familiar através dos sistemas silvipastoris ou integração floresta-pecuária.

O estudo apresentado demonstra a viabilidade técnica e financeira do projeto, o seu caráter de desenvolvimento

regional e o principal motivo da reunião foi solicitar auxílio da prefeitura de São Pedro do Sul visando disponibilizar,

provisoriamente, um prédio comercial para o início das atividades da cooperativa.

Atualmente o projeto envolve 30 produtores distribuídos em cinco municípios em torno de São Pedro do Sul. O saldo

da reunião foi muito positivo e foi estabelecida uma agenda positiva visando a implementação da proposta. Na opinião

do Professor Jorge Farias, a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) tem um papel fundamental para auxiliar e

promover o desenvolvimento regional, e esse projeto se constitui em um excelente exemplo de como a UFSM pode contribuir

com esse propósito.

Foto: divulgação

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Setembro 2022

37


COLUNA

Foto: divulgação

Celebração

do trabalho

Podemos afirmar que a

celebração de 33 anos

de fundação do SIMNO

foi memorável, pois

atingimos o objetivo

de proporcionar

conhecimento,

integração e

crescimento para o

setor

https://cipem.org.br

SIMNO celebra 33

anos de história e

promove a última

etapa do circuito

de palestras sobre

saúde e segurança

no trabalho, no setor

florestal

D

urante a noite de 5 de agosto, o circuito de palestras orientativas

sobre SST (Saúde e Segurança no Trabalho) na indústria madeireira

teve sua quinta e última etapa em Juína (MT), na sede do SIMNO

(Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de

Mato Grosso). As primeiras etapas do evento ocorreram em Nova

Maringá (MT), Sinop (MT), Alta Floresta (MT) e Juara (MT).

Na mesma data, o Sindicato completou 33 anos de fundação e realizou, em

edição especial, a Quarta Assembleia Geral de modo simultâneo às palestras

orientativas ministradas pelo engenheiro de Segurança do trabalho Paulo Henrique

Camacho e pelo fisioterapeuta Antônio Carlos Junior, da equipe do SESI/MT

(Serviço Social da Indústria de Mato Grosso).

Com o foco na explanação das normas relevantes para as atividades desenvolvidas

no contexto do setor florestal (NRs 01; 12; 04; 06, entre outras), a

agenda reuniu associados, colaboradores, executivos e empresários e demais

profissionais com atuação em Mato Grosso.

O empresário florestal e presidente do SIMNO, Edvaldo Dal Pozzo, destacou

agradecimentos em seu discurso à presença do Grupo de Trabalho responsável

pela organização e execução do circuito de palestras - FIEMT, CIPEM e SESI (MT)

-, bem como do prefeito de Juína, Paulo Veronese, do presidente do FNBF, Frank

Rogieri Almeida, dentre outras ilustres autoridades. “Podemos afirmar que a

celebração de 33 anos de fundação do SIMNO foi memorável, pois atingimos o

objetivo de proporcionar conhecimento, integração e crescimento para o setor”,

disse Edvaldo.

Sobre a edição especial da Assembleia Geral, o presidente do Simno pontuou

que diversos assuntos pertinentes ao setor foram discutidos e que a programação

possibilitou reflexão acerca do importante papel do sindicato ao longo de 33

anos. Nesse sentido, a Superintendente de desenvolvimento do CIPEM, Bárbara

Ibanez, conduziu atualizações importantes sobre a possibilidade de inclusão de

espécies colhidas por meio de Manejo Florestal Sustentável na Lista Oficial de

Espécies Ameaçadas de Extinção, sendo elas: Angelim-pedra (Hymenolobium

heterocarpum), Roxinho (Peltogyne lecointei) Muiricatiara (Astronium ulei) e a

Cerejeira (Amburana acreana).

A realização do circuito de palestras SST, que é uma parceria entre a FIEMT

(Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso), SESI (MT) e CIPEM (Centro

das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso),

juntamente com os sindicatos associados, se estendeu até a noite de sexta-

-feira, 05 de agosto, em Juína.

De acordo com Rafael Mason, presidente do CIPEM, a entidade apoia e busca

sempre incentivar a realização de eventos que como este, fomentam conhecimento

e desenvolvimento contínuo para o setor florestal. “Uma agenda muito

produtiva e que, por meio do trabalho de todos os envolvidos foi concluída com

êxito em sua proposta de agregar aprendizado e desenvolvimento”, disse Mason.

Fotos: divulgação

38 www.referenciaflorestal.com.br


Setembro 2022 39


FRASES

Foto: divulgação

No setor florestal, temos essa

pegada de carbono, o que

pode agregar muito ao país,

já que diversas empresas têm

desenvolvido técnicas e apostado

em novas tecnologias para

contribuir. Essa visão, alinhada ao

governo, pode gerar bons frutos.

Inclusive, o ministro Joaquim Leite

reconheceu a experiência do nosso

segmento florestal nesse sentido

e reforçou que é um setor que tem

muito a agregar na discussão

“Temos uma enormidade de

espécies que têm potencial de

uso nas indústrias alimentar,

química, farmacêutica,

cosmecêutica, etc. O país tem

uma enorme oportunidade para

redesenhar sua economia com

base nessa grande diversidade

de produtos e trazer a indústria

junto para superar o processo de

desindustrialização que estamos

vivendo”

Zaid Nasser, Presidente da APRE (Associação

Paranaense de Empresas de Base Florestal)

durante reunião com o ministro do Meio

Ambiente, Joaquim Leite

“Atualmente o setor

florestal possui um

déficit de diversificação

de ingredientes ativos

para controle de pragas,

doenças e plantas daninhas,

principalmente quando

se trata de produtos

biológicos”

Mercedes Bustamante, membra da Academia

Brasileira de Ciências

Moacir Reis, presidente da Comissão Nacional

de Silvicultura da Confederação da Agricultura e

Pecuária do Brasil

40 www.referenciaflorestal.com.br


Setembro 2022 41


ENTREVISTA

Trabalho

CONTÍNUO

Continuing Work

Foto: divulgação

ENTREVISTA

S

anta Catarina é um dos maiores produtores de

madeira do Brasil. O reflorestamento no Estado

gera empregos e impulsiona a economia de

maneira sustentável, garantindo o futuro de um

setor que tem cada vez mais importância para o mundo. Jose

Mario de Aguiar Ferreira, novo presidente da ACR (Associação

Catarinense de Empresas Florestais), assume para o biênio

2022/2023 e conta com exclusividade sobre os objetivos de

sua gestão.

Jose Mario

Ferreira

T

he State of Santa Catarina is one of Brazil’s most

prominent timber producers. Reforestation in the

State generates jobs and sustainably boosts the

economy, ensuring the future of an increasingly

important sector to the world. Jose Mario de Aguiar Ferreira,

the new president of the State of Santa Catarina Association

of Forest Producers (ACR), takes over for the biennium

2022/2023 and, in an exclusive interview, explains the objectives

of his mandate.

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Formado em Engenharia Florestal pela USP/ESALQ e pela

mesma universidade conquistou o título de mestre em

Recursos Florestais. Trabalhou na Auburn University no

Alabama e tem experiência no setor de celulose e papel.

Jose Mario Ferreira BSc. in Forestry Engineering and MSc.

Forestry Resources, USP/ESALQ.

Taught at Auburn University in Alabama and has vast experience

in the Pulp and Paper Sector

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ENTREVISTA

>> Como foi sua chegada à presidência da ACR?

A RMS, empresa na qual trabalho, faz gestão de investimentos

florestais, modalidade conhecida como TIMO (Timber Investment

and Management Organization). Quando a RMS iniciou as

operações na região sul, em 2008, tive o primeiro contato com

a ACR. Como a RMS sempre deu muito valor ao associativismo

e a cooperação, a decisão de adesão foi relativamente rápida.

Em 2015 passamos a participar ativamente do quadro de diretoria

da associação. Em 2017 fui nomeado diretor de ecologia

e meio ambiente e passei a me envolver nas deliberações da

entidade. Em 2021, a RMS se colocou à disposição para se candidatar

à presidência e meu nome foi indicado. Após várias reuniões

da diretoria, o grupo enxergou que uma gestão com um

representante da RMS seria benéfica para a associação, principalmente

porque poderia trazer uma mentalidade alternativa à

gestão e em 2022 fui eleito presidente.

>> Como fui sua trajetória no setor florestal?

Meu pai, Mario Ferreira, foi uma pessoa muito importante no

setor. Foi professor titular na área de Melhoramento Florestal

do Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP, consultor

internacional e membro da FAO/ONU, publicou centenas de

trabalhos, orientou dezenas de estudantes e foi um dos responsáveis

pelo desenvolvimento do melhoramento florestal no Brasil

e no mundo. Integrante do chamado Trio Parada Dura, juntamente

com os professores Heladio do Amaral e João Simões,

foram os pioneiros e desbravadores das fronteiras florestais.

Era, acima de tudo, um apaixonado pela profissão e algumas

vezes me levava com ele nas viagens de trabalho ao Horto Florestal

de Rio Claro (berço da silvicultura avançada) e estações

experimentais de Anhembi e Itatinga (importantes bancos genéticos

de espécies florestais). Não demorou muito para que o

interesse pela profissão despertasse em mim. Acabei trilhando

quase o mesmo caminho. Me formei em Engenharia Florestal

em 1998 e obtive o título de Mestre em Recursos Florestais em

2007, todos pela ESALQ/USP. Trabalhei na Auburn University,

no Alabama/EUA e, logo em seguida, trabalhei em diversas

áreas do departamento florestal da antiga Champion Papel e

Celulose, depois International Paper (agora Sylvamo). Em 2008

fui convidado a trabalhar na então recém-criada RMS do Brasil,

com o objetivo de auxiliar na estruturação da empresa e no

primeiro investimento florestal no país, bem como, iniciar as

operações da RMS no Brasil. Atualmente sou responsável pelas

diversas áreas de suporte à operação da empresa, como saúde

e segurança, planejamento, ESG, TI e sistemas, pesquisa e desenvolvimento

e negócios.

>> Quais ações da ACR são feitas em favor dos associados?

Guiamos as ações pelo Plano Estratégico, revisado pela última

vez em 2017. Tentamos sempre manter o equilíbrio de esforços

entre as Macro Ações Transversais definidas no plano, que são:

papel institucional, competitividade setorial e comunicação.

Temos algumas frentes de trabalho, sempre pensando no fortalecimento

dos associados, do setor florestal em Santa Catarina

e, consequentemente, do Brasil. Atuamos buscando e compar-

How did you become ACR president?

RMS, a company where I work, carries out forest investment

management in a modality known as Timber Investment and

Management Organization (TIMO). When RMS started operations

in the Southern Region of Brazil in 2008, I had my first

contact with ACR. RMS has always valued business cooperation,

so joining was relatively easy. In 2015, I began actively participating

on the Association’s Board of Directors. In 2017, I was

appointed Director of Ecology and the Environment and became

involved in the deliberations of the entity. In 2021, RMS permitted

me to run for president, and I was nominated. After several

board meetings, the Association saw that management with

an RMS representative would benefit the Association, mainly

because it could bring an alternative mindset to management.

In 2022, I was elected president.

What has been your career in the Forestry Sector?

My father, Mario Ferreira, was a prominent person in the Sector.

He was a full Professor in the area of Forest Improvement at

the USP/ESALQ Department of Forest Sciences, an international

consultant, and a member of FAO. He published hundreds of

papers, mentored dozens of students, and was one of those

responsible for the development of forest improvement in Brazil

and worldwide. Member of the so-called Trio Parada Dura, with

professors Heladio do Amaral and João Simões, who were forest

frontier pioneers and pathfinders. He was, above all, passionate

about the profession and sometimes took me with him on work

trips to the Rio Claro Forest Garden (birthplace of advanced

forestry) and Anhembi and Itatinga experimental stations

(important genetic forest species banks). It didn’t take long for

me to become interested in the profession. I ended up taking

almost the same path as him. I studied Forestry Engineering in

1998 and obtained an MSc. in Forest Resources in 2007 from

O setor florestal é muito

bem-organizado, e se

não fosse não teria

como prosperar

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Setembro 2022 45


ENTREVISTA

tilhando conhecimento dentro do setor, organizamos cursos

e treinamentos. A ACR tem pesquisas desenvolvidas com a

EMBRAPA Florestas, UDESC, CIDASC e outras instituições de

pesquisa, além de profissionais renomados internacionalmente.

Acabamos de lançar a quarta edição do Anuário Estatístico

de Base Florestal para o Estado de Santa Catarina, que utilizou

imagens de satélite para um levantamento inédito e muito preciso

dos plantios florestais no Estado. Temos as reuniões técnicas

e alguns grupos de trabalho, como o de comunicação e de

saúde e segurança do trabalho, com representantes de todas

as empresas associadas, justamente para compartilharmos o

que cada uma tem de melhor, e que pode ser aproveitado nas

outras empresas. Temos um trabalho muito forte e próximo das

esferas legislativa e executiva (em nível federal e estadual), para

que possamos de alguma forma nos informar e tentar influenciar

nos assuntos e trâmites que afetam o nosso setor. Afinal, o

setor de base florestal é altamente relevante para a economia e

para o meio ambiente. No âmbito federal, a atuação é um conjunto

com a IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), da qual somos

associados. E assim, junto com outras associações estaduais,

levamos nossos pleitos à Brasília. A madeira de Santa Catarina é

reconhecida internacionalmente pela sanidade vegetal e cuidados

com as questões fitossanitárias. Estamos frequentemente

debatendo sobre os processos para exportações catarinenses

de produtos de madeira. Anualmente temos a campanha de

prevenção e combate à vespa-da-madeira, principal praga para

a silvicultura do pinus. Atuamos, junto com o Corpo de Bombeiros

Militar, na prevenção e combate aos incêndios florestais.

>> Quais ações para atrair associados?

Primeiramente, tentamos sempre relembrar o imenso valor do

associativismo e dos benefícios que ele traz para os associados

e para o setor, que são, principalmente, o aumento da expressão

social, política, ambiental e econômica. A nossa própria história

e reputação tem naturalmente atraído novos associados,

que procuram se beneficiar e contribuir com o grupo. E a ACR

preza muito por essa reciprocidade, que é um dos principais

critérios de seleção e aprovação de novos associados. Na verdade,

o foco da associação não está necessariamente em atrair

novos associados, mas sim, fortalecer a associação e o setor,

como um todo.

>> Como a ACR trabalha em parceria com outras associações?

Temos uma proximidade muito grande com a APRE (Associação

Paranaense de Empresas de Base Florestal) e AGEFLOR

(Associação Gaúcha de Empresas Florestais). Tanto que, juntas,

as três associações da região sul formam a ASBR (Associação

Sul Brasileira de Empresas Florestais). Isso porque temos realidades

muito parecidas. A cultura do pinus é predominante

na região sul. Então toda a cadeia, os problemas, desafios e

soluções são comuns. Nossas florestas não enxergam fronteiras,

por isso nada mais inteligente do que atuarmos conjuntamente.

As associações daqui do sul fazem também a gestão do

FUNCEMA (Fundo Nacional de Controle de Pragas Florestais)

de maneira conjunta. Em nível nacional fazemos parte da IBÁ,

USP/ESALQ. I worked at Auburn University in Alabama/USA, and

soon after, I worked in several areas of the forestry department

of the former Champion International (now Sylvamo), then part

of International Paper. In 2008, I was invited to work in the then

newly created RMS of Brazil to assist in structuring the Company

as the first TIMO in the Country and initiating operations. I am

currently responsible for the various areas of support to the

Company’s operation, such as health and safety, planning, ESG,

IT, IS, research and development, and business.

What actions has ACR taken in favor of members?

We direct the actions through the Strategic Plan, last revised in

2017. We always try to maintain the balance of efforts between

the Macro Transversal Actions defined in the plan, which are:

institutional role, sectoral competitiveness, and communication.

We have several work fronts, always looking to strengthen the

members and the Forestry Sector in Santa Catarina and Brazil.

We work seeking and sharing knowledge within the Sector and

organize courses and training. ACR sponsors research at EMBRA-

PA Florestas, Udesc, Cidasc, other research institutions, and internationally

renowned professionals. We have just launched the

fourth edition of the Statistical Yearbook of the State of Santa

Catarina Forest Base, which used satellite images for an unprecedented

and very accurate survey of forest plantations in the

State. We hold technical meetings and create working groups,

such as communication and health and safety at work, with representatives

of all member companies, precisely to share what

each one has best that can be used in other companies. We

work closely and intensely with legislative and executive spheres

(at the Federal and State levels) so that we can somehow inform

ourselves and try to influence the issues and procedures that

affect our Sector. After all, the Forest-based Sector is highly relevant

to the economy and the environment. At the Federal level,

actions are carried out jointly with the Brazilian Tree Industry

(IBÁ), with which we are associated. And so, along with other

State associations, we take our claims to Brasilia. Timber from

Santa Catarina is internationally recognized for plant health and

care with phytosanitary issues. We are often holding discussions

on the processes for timber product exports from Santa Catarina.

Every year, we have a wood wasp prevention and combat

campaign, as it is the primary pest of pine forests. We work with

the Fire Departments in the State on programs to prevent and

fight forest fires.

What is being done to attract members?

First, we always try to remember the immense value of an

association and the benefits it brings to members and the Sector,

mainly the increase in social, political, environmental, and

economic expression. Our history and reputation have naturally

attracted new members seeking to benefit and contribute to

the Association. And ACR values this reciprocity, which is one of

46 www.referenciaflorestal.com.br


Setembro 2022 47


ENTREVISTA

da qual todas as associações estaduais de base florestal fazem

parte. Existe uma união muito grande também. Juntos atuamos

na Câmara Setorial de Florestas Plantadas do MAPA (Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e em diversas outras

frentes que envolvem a legislação federal.

>> Quais as metas de ESG da ACR?

Não só a ACR, mas o setor florestal catarinense e as empresas

associadas já trabalham questões ambientais, sociais e de

governança muito antes do termo ESG passar a fazer parte do

cotidiano das organizações. O setor florestal é muito bem organizado,

e se não fosse não teria como prosperar. Não teria competitividade.

É um setor que depende do equilíbrio ambiental,

por isso é também um dos que mais preserva o meio ambiente.

Na parte social, temos muitas empresas que atuam junto às

suas comunidades, oferecendo cursos, treinamentos, oportunidades.

E isso está registrado em nossos números. Percebemos

um avanço significativo nos índices de desenvolvimento humano

das cidades onde estão os principais polos florestais de Santa

Catarina. As empresas estão precisando de profissionais cada

vez mais capacitados. Isso eleva o nível de qualificação das pessoas

que trabalham na área e consequentemente a remuneração.

O terceiro item do ESG, a Governança, também é muito

presente, e não é de hoje. Vemos nas empresas gestores muito

bem preparados, com experiências internacionais, equipes planejando

suas áreas em curto, médio e longo prazo. Cláusulas

de compliance, certificações, tudo muito bem programado.

>> Como funciona a seleção de temas para os cursos oferecidos

pela associação?

Normalmente consultamos as empresas associadas sobre quais

as principais necessidades e anseios. Com base nessas pesquisas,

partimos para uma busca por profissionais disponíveis e

com qualificação para atender as expectativas e demandas dos

nossos associados. Alguns temas surgem também com os movimentos

do mercado. O Workshop Florestas Plantadas & Energia,

agora de agosto, é um exemplo. A demanda mundial por

energia só aumenta, e a madeira é fonte renovável. Temos uma

grande oportunidade nas mãos. Para isso precisamos desenvolver

tecnologia, abrir mercados e otimizar nossa matéria-prima.

>> Qual são os principais planos de sua gestão?

Pretendemos, primeiramente, dar continuidade aos bons tra-

Não podemos esperar

por políticas públicas

para avançar

the main criteria for selecting and approving new members. The

Association’s focus is not necessarily on attracting new members

but on strengthening the Association and the Sector as a whole.

How does ACR work in partnership with other associations?

We work very closely with the State of Paraná Association of

Forest-based Companies (Apre) and the State of Rio Grande do

Sul Association of Forestry Companies (Ageflor). So much so that

the three associations from the Southern Region of Brazil form

the Southern Brazilian Association of Forestry Companies (Asbr).

That’s because we have very similar realities. Pine planted

forests are predominantly in the Southern Region. So, the whole

chain shares the same problems, challenges, and solutions. Our

forests see no borders, so nothing is more intelligent than acting

together. The associations from the South also jointly manage

the National Forest Pest Control Fund (Funcema). At the national

level, we are part of IBÁ, of which all state forest-based associations

are part. So, there is a substantial union; together, we

work in the Chamber of Planted Forests Sector of the Ministry of

Agriculture, Livestock, and Supply (Mapa) and on several other

fronts involving Federal Legislation.

What are ACR’s ESG goals?

Not only for ACR, but the Forestry Sector of Santa Catarina, as a

whole, and the member companies have already worked on Environmental,

Social, and Governance issues long before the term

ESG began to be part of the daily life of organizations. The Forestry

Sector is very well organized, and if it weren’t, it wouldn’t

be able to prosper. It wouldn’t be competitive. It is a sector that

depends on environmental balance and is also one of the most

environmentally preserving sectors. In the social part, we have

many companies that work with their communities, offering

courses, training, and opportunities. And that’s recorded in our

numbers. We have noticed a significant advance in the human

development rates of the cities where the primary forest centers

in the State of Santa Catarina are located. Therefore, companies

need increasingly qualified professionals. This increases the level

of qualification of people working in the area and, consequently,

remuneration. ESG’s third item, Governance, is also very present

and is not just today. We see company managers very well prepared,

with international experiences, and teams planning their

areas in the short, medium, and long term. Compliance clauses

and certifications are all very well programmed.

How does the Association select the themes of the courses

offered?

We usually consult with the member companies about their

foremost needs and concerns. Based on these surveys, we

search for available professionals qualified to meet the expectations

and demands of our members. Some themes also

arise with market movements. The Planted Forests & Energy

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ENTREVISTA

balhos que as gestões anteriores iniciaram. No curto prazo,

teremos que trabalhar intensamente nas próximas eleições,

tanto com os candidatos, como com os políticos eleitos. Temos

que expor as nossas demandas e ter certeza de que seremos

sempre lembrados e consultados quando houver alguma pauta

de nosso interesse. Temos também que acompanhar de perto

a elaboração do decreto relativo ao nosso Código Florestal,

recentemente revisado, a fim de garantir a continuidade da

boa evolução e aperfeiçoamento da nossa legislação ambiental

estadual. Santa Catarina tem sido referência nesse trabalho.

Outro assunto urgente em nossos planos é relativo aos campos

de altitude. Precisamos resolver da melhor maneira possível a

falta de concordância a esse respeito. No médio e longo prazo

precisamos manter o excelente trabalho institucional que a

ACR tem feito e buscar melhorar a comunicação externa sobre

o nosso setor. Existe muito material disponível. Penso que

precisamos somente de estímulo para que haja mais produção

de matérias e divulgação. No médio e longo prazo também precisamos

trabalhar em formas de expansão da nossa área plantada

no Estado. Isso é muito importante para a sobrevivência

do nosso setor. E para isso temos que trabalhar em eliminar as

dificuldades e aumentar os estímulos.

>> Santa Catarina produz 35% pinus do Brasil. Quais os planos

para expansão e desenvolvimento desses plantios?

Precisamos expandir os plantios. Tanto em área, como em

produtividade. Temos as melhores condições de solo e clima

do mundo para o crescimento do pinus. Temos competência

florestal e industrial e vocação para a exportação, e temos que

tirar mais proveito disso. Os nossos concorrentes são muito

maiores do que nós. Só o Estado do Alabama, nos EUA, por

exemplo, tem 10 milhões de ha (hectares) de florestas comerciais,

predominantemente de pinus. Isso é mais do que toda

a área de florestas plantadas do Brasil. Um Estado somente.

Temos que entender melhor porque o cultivo florestal é menos

interessante do que as outras culturas aqui em Santa Catarina e

tentar agir para aumentar esse interesse. Estamos oscilando ao

redor de 1 milhão de ha de florestas plantadas há muito tempo.

Diminuição da burocracia, da carga tributária, crédito mais

acessível e assistência técnica sempre são os principais alvos a

se atacar. E o aumento de produtividade tem que vir através de

mais investimentos em pesquisa. Não acredito que a produtividade

e a qualidade do nosso pinus estão próximas do limite.

Temos associados que conseguem produzir florestas de pinus

com mais de 50 m³/ha/ano de produtividade. Temos o IPEF

(Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais), a EMBRAPA Florestas

e excelentes universidades (UDESC, FURB, UFSC) como

parceiros importantíssimos para o desenvolvimento de projetos

e programas cooperativos de pesquisa. Existe uma grande

escassez de pesquisa e desenvolvimento com pinus no Brasil e

acredito que o formato cooperativo de pesquisa seja uma das

melhores soluções para o aumento da produção técnica, científica

e a consequente aceleração do desenvolvimento.

>> A ACR incentiva e patrocina pesquisas de espécies plantadas?

Workshop, now in August, is an example. The world’s demand

for energy has only increased, and timber is a renewable source.

So, we have a great opportunity on our hands. We must develop

technology, open-up markets, and optimize the use of our raw

materials.

What are the main plans for your mandate?

First, we intend to continue the excellent work the previous

administrations began. In the short term, we will have to work

intensively with the candidates in the next elections and later

with those elected. We have to express our demands and ensure

that we will always be heard and consulted when there is any

agenda of interest. We also have to closely monitor the drafting

of the decree on our recently revised Forest Code to ensure the

continuity of the excellent progress and improvements being

made in our State Environmental Legislation. Santa Catarina

has been a reference in this work. Another urgent issue is our

plans relating to high-altitude areas. We need to resolve this

in the best possible way determining the lack of agreement in

this regard. In the medium and long term, we need to maintain

the excellent institutional work ACR has done and seek to

improve external communication about our Sector. There is a lot

of material available. We need incentives so that there is more

production of materials and their dissemination. In the medium

and long term, we also need to work on ways to expand the

planted areas in our State. This is very important for the survival

of our Sector. And for that, we have to work on eliminating the

difficulties and increasing the stimuli.

Santa Catarina produces 35% of the pine timber produced in

Brazil. What are the plans for the expansion and development

of these plantations?

We need to expand plantations. Both in area and productivity.

We have the world’s best soil and climate conditions for pine

growth. We have forestry and industrial competence and a

vocation for export. We have to take more advantage of it. Our

competitors are much larger than us. For example, the State of

Alabama alone has 10 million hectares of commercial forests,

predominantly pine forests. This is more than the entire area of

planted forests in Brazil. One American state only. We have to

understand better why forest cultivation is less attractive than

other crops here in Santa Catarina and try to act to change this

interest. We have had around 1 million ha of planted forests

for a long time. Reducing bureaucracy and the tax burden and

offering more affordable credit and technical assistance are

always the main targets to be attacked. And increased productivity

has to come through more investments in research. I

don’t believe the productivity and quality of our pine trees are

close to their limit. We have members who can produce pine

forests with a productivity of more than 50 m³/ha/year. We have

the Institute of Research and Forest Studies (Ipef), EMBRAPA

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trabalham em Terrenos dobrados são rebocados por Trator, Pá

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ENTREVISTA

Sim. A ACR tem projetos próprios e com outras instituições

relacionados à pesquisa. Não só especificamente na parte de

plantas, mas tudo que envolve o desenvolvimento de árvores

para fins comerciais. Atualmente a associação faz a gestão

do FUNCEMA. Graças ao FUNCEMA, nos anos 1980 e 1990, é

que foi possível manter os plantios de pinus na região sul. A

chegada da vespa-da-madeira se transformou em uma grande

ameaça, a ponto de inviabilizar a cultura do gênero pinus no

país. Os recursos do fundo foram para desenvolver uma solução,

até que a EMBRAPA Florestas chegou ao Nematec, nome

comercial do nematoide que faz o controle biológico da vespa-

-da-madeira. Diversas empresas associadas à ACR fazem parte

do FUNPINUS (Fundo de Melhoramento do Pinus), mantido em

parceria com a EMBRAPA Florestas, que aporta recursos para

desenvolver árvores que produzam madeira em maior quantidade

e melhor qualidade. Contratamos um levantamento que

utilizou imagens de satélite para o mapeamento dos plantios

florestais. Os resultados estão publicados no Anuário 2022.

Fazemos convênios com universidades, como já foi o caso da

UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), para questões

fitossanitárias. Temos convênio também com o IPEF, que

faz parte do quadro associativo da ACR e possui diversos programas

cooperativos muito interessantes.

>> O mercado de móveis de Santa Catarina é um dos que mais

cresce no país. A produção de madeira hoje consegue atender

a demanda do mercado moveleiro?

Santa Catarina tem por tradição ser um Estado moveleiro. Esta

cultura veio com os imigrantes europeus, que trouxeram consigo

a prática de produzir móveis, casas e diversos utensílios

com madeira. As grandes empresas fabricantes de móveis,

principalmente as que exportam bastante, têm suas próprias

florestas e são autossuficientes na questão de matéria-prima.

Na verdade, o foco da

associação não está

necessariamente em

atrair novos associados,

mas sim fortalecer a

associação e o setor,

como um todo

Florestas, and excellent universities (Udesc, Furb, and Ufsc) as

significant partners for developing cooperative research projects

and programs. There is a considerable scarcity of research and

development with pine in Brazil. I believe that the collaborative

research format is one of the best solutions for increasing technical

and scientific production and the consequent acceleration

of development.

Does ACR encourage and sponsor research on planted species?

Yes. ACR has its own projects and with other institutions related

to research. Not only on the planting part but everything that

involves the development of trees for commercial purposes.

Currently, the Association is managing Funcema. Thanks to

Funcema, in the 1980s and 1990s, it was possible to maintain

pine plantations in the Southern Region. The arrival of the

wood wasp had become a significant threat, almost derailing

the culture of the genus pine in the Country. The money from

the fund helped develop a solution, helping EMBRAPA Florestas

come up with Nematec, the trade name of the nematode that

carries out the biological control of the wood wasp. Several

companies, members of ACR, are part of the Pine Improvement

Fund (Funpinus), maintained in partnership with EMBRAPA Florestas,

which contributes resources to develop trees that produce

timber in greater quantity and better quality. We contracted a

survey that used satellite images to map forest plantations. The

results are published in the 2022 Yearbook. As was the case with

the University of Santa Catarina (Udesc), we make agreements

with universities for phytosanitary issues. We also have agreements

with Ipef, which is part of the group of associations with

which ACR is in partnership and has several interesting cooperative

programs.

The Santa Catarina furniture-producing park is one of the fastest

growing in the Country. Can the current timber production

meet the demand of furniture producers?

Santa Catarina’s tradition is to be a furniture-producing state.

This culture arrived with European immigrants, who brought

with them the practice of producing furniture, houses, and

various utensils with wood. Large furniture manufacturers,

especially those that export a lot, have their own forests and are

self-sufficient on the issue of raw materials. When not, they have

solid supply partners, able to meet demand. The State of Santa

Catarina Industrial Federation (Fiesc) is concerned about supplying

the industry with quality raw materials. ACR has also worked

on this with the Business Union of Construction and Furniture

Producers of São Bento do Sul (Sindusmobil) and EMBRAPA Florestas

in the leading furniture centers of Brazil. In addition, we

have a very close relationship with the Brazilian Association of

Mechanically Processed Wood Industry (Abimci) that, in addition

to this challenge, deals with everything that involves our Sector.

I don’t think there will be any timber shortage, but every market

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ENTREVISTA

Quando não, elas têm parceiros sólidos, capazes de atender a

demanda. Não só a FIESC (Federação das Indústrias do Estado

de Santa Catarina) tem esta preocupação, de suprir a indústria

com matéria-prima de qualidade. A ACR fez um trabalho muito

sério junto com o SINDUSMOBIL (Sindicato das Indústrias da

Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul) e EMBRAPA

Florestas em dos principais polos moveleiros do Brasil. Além

disso, temos um relacionamento muito estreito com a ABIMCI

(Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente)

que, além deste desafio, tratamos de tudo que

envolve o nosso setor. Não acredito que vá faltar madeira, mas

todo mercado é movido por oferta e demanda. Se o consumo

aumentar, o preço vai subir e vice-versa.

>> Recentemente foi lançado o anuário da ACR. Qual a importância

dessa compilação de informações para os produtores

de madeira?

O anuário é um documento que apresenta dados concretos,

mapeamento, séries históricas e outros números e informações

do que já aconteceu. Com base nessas informações é possível

planejar e se preparar para o que pode vir a acontecer. São tendências.

Então, o anuário é uma ferramenta, não só para produtores

de madeira, mas para todo mundo que está envolvido

com o setor, profissionais de empresas florestais, prestadores

de serviço, professores, estudantes, pesquisadores, gestores.

É um instrumento muito poderoso que auxilia nas tomadas de

decisão, na construção de políticas públicas que envolvam o

setor de base florestal. Nossa intenção é que gestores, públicos

e privados, utilizem este documento como base sempre que forem

planejar novos investimentos ou traçar planos de governo,

gestão de empresas.

>> O que a ACR espera do setor público?

Como é de praxe, sempre em períodos pré-eleitorais, a ACR

redige e protocola um documento com os pleitos do setor aos

candidatos ao governo. A associação é agregadora, aceita toda

e qualquer ajuda. Mas nosso pensamento é de que devemos

trabalhar independente da vontade dos governantes. Não podemos

esperar por políticas públicas para avançar. É claro que

se o apoio vier ele será muito bem-vindo. Publicamos a quarta

edição do nosso anuário estatístico e colocamos essas informações

à disposição dos governos. Se vier algo no sentido inverso,

nós seremos parceiros, com toda certeza.

>> Qual será o legado de sua gestão?

Espero entregar uma associação ainda melhor do que assumi.

Que os associados continuem a acreditar no associativismo

e a investir na associação para as demandas e necessidades

comuns. Que sejamos conhecidos e lembrados pelos atores e

tomadores de decisão (novos ou atuais) mais importantes, que

nos influenciam de alguma forma. E que o trabalho dos nossos

associados seja mais conhecido, divulgado e admirado no nosso

Estado.

is driven by supply and demand. If consumption increases, the

price will go up and vice versa.

ACR recently launched a yearbook. What is the importance of

this compilation of information for timber producers?

The yearbook is a document that presents concrete data, mapping,

historical series, and other numbers and information about

what has already happened. Based on this information, you can

plan and prepare for what may happen. They’re trends. So, the

yearbook is a tool for timber producers and everyone involved

with the Sector, professionals from forestry companies, service

providers, teachers, students, researchers, and managers. It is a

very powerful instrument that assists in the decision-making and

construction of public policies involving the Forest-based Sector.

We intend that managers, public and private, use this document

as a basis whenever they plan new investments or draw up

government policies or business management plans.

What does ACR expect from the Public Sector?

As usual, in pre-election periods, ACR drafts and files a document

with the Sector’s desires for the candidates. The Association

is an aggregator and accepts any and all help. But we

believe that we must work independently of the Government’s

will. We can’t wait for public policy to move forward. But, of

course, if the support comes, it’ll be very welcome. We published

the fourth edition of our statistical yearbook, and this information

is available to governments. So, when things go our way,

we’ll surely be partners.

What will be the legacy of your tenure?

I hope it will be to deliver an even better association than I’ve

assumed. Many members continue to believe in cooperative

associations and invest in the Association for common demands

and needs. May we be known and remembered by the most

important actors and decision-makers (new or current) who

influence us somehow. And may the work of our members be

better recognized, disseminated, and admired in our State.

A madeira de Santa Catarina

é reconhecida

internacionalmente pela

sanidade vegetal

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COLUNA

Por que sinalizar a

área de trabalho de

supressão vegetal

Gabriel Dalla Costa Berger

Eng. Florestal e Seg. do Trabalho

Doutorando em Eng. Agrícola

gabrielberger.com.br

gabriel@gabrielberger.com.br

Foto: divulgação

Procedimento, capacitação e acompanhamento

são os três pilares para uma supressão segura

Asupressão vegetal é uma atividade amplamente

realizada, seja em plantios comerciais

voltados para a produção de madeira e derivados

ou em projetos de infraestrutura como,

por exemplo, em linhas de transmissão, gasodutos

e, ainda, em usinas hidrelétricas.

O corte de uma árvore não é uma atividade simples e

muito menos rápida. Requer procedimento de trabalho,

capacitação dos trabalhadores e um permanente acompanhamento

por parte das lideranças das empresas. Esses

três pilares sendo colocados em prática, em conjunto e na

medida certa, garantem um trabalho seguro e sem incidentes

e acidentes.

Geralmente a atividade de supressão vegetal envolve

equipes com um volume considerável de integrantes, incluído

em muitas ocasiões ajudantes, motorista, operadores de

motosserra e roçadora, encarregado e técnico de segurança

do trabalho. Essa mão de obra precisa estar integrada e

orientada em cada uma das frentes de trabalho para que a

atividade ocorra com harmonia, sem imprevistos e obrigatoriamente

segura.

Dentro de todo esse processo a sinalização da área de

trabalho contribui em todo esse processo. Placas para os

mais diversos fins, bandeirolas, cones e fitas advertem tanto

os profissionais da frente de serviço, quanto às demais

pessoas, que por venturam chegam à frente de trabalho.

As placas de sinalização atendem diversos objetivos

como chamar a atenção para a obrigatoriedade do uso dos

equipamentos de proteção individual e coletiva. Tem-se

ainda informações que a área apresenta risco de queda de

árvores e de galhos que podem causar graves acidentes.

Podemos ainda encontrar placas advertindo sobre a proibição

de acesso de pessoas não autorizadas, entre tantas

outras observações.

Cones, bandeirolas e fitas sinalizam todo o ambiente de

trabalho, identificando uma área específica de apoio como,

por exemplo, o local para a realização do abastecimento

das máquinas (motosserra e roçadeira). Orientam ainda

quanto ao caminho que deve ser utilizado e percorrido dentro

da área de manejo.

A área de vivência, espaço para descanso e refeição,

igualmente deve ser sinalizada quanto as boas práticas

ambientais e de segurança, como a disponibilização de

recipientes para o armazenamento temporário de resíduos

gerados durante o dia de trabalho.

Entendo que uma sinalização da área de trabalho e de

vivência clara, mostra o quanto a empresa se preocupa

e está engajada com os seus colaboradores para tornar a

atividade mais segura, demonstrando um enorme profissionalismo

naquilo que executa.

Fotos: divulgação

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PRINCIPAL

ESTABILIDADE,

SEGURANÇA E

EFICIÊNCIA

Novo equipamento 931xc TAW,

versátil na operação, com força

e estabilidade para atingir alta

produtividade nos mais difíceis

locais de trabalho

Fotos: divulgação

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Aindústria de base florestal está sempre na vanguarda

de soluções operacionais. Investimentos em tecnologia

e inovação são essenciais para o setor, que busca

trazer opções para melhorar diariamente a operação

florestal. A Komatsu tem em seu DNA a inovação e seu

novo equipamento surge como uma resposta às necessidades do

setor. O harvester com guincho auxiliar 931XC é um equipamento

potente e com grande alcance para operação, trabalhando em

terrenos íngremes com mais segurança e eficiência.

O lançamento da 931XC com guincho auxiliar acontece no

mesmo ano em que a empresa comemora 50 anos de operação

no Brasil, e segundo Carlos Borba, Gerente Geral de Marketing e

Sales da Komatsu Forest Brasil, é um grande marco em um ano

tão especial para a empresa. “Trazer mais um novo produto para

o mercado brasileiro, preenchendo uma lacuna que existia em

nosso portfólio, é uma grande satisfação para todo o time Komatsu

Forest”, afirma Borba.

Stability, Safety,

and Efficiency

The new 931XC TAW, versatile in operation,

with strength and stability to achieve

high productivity in the most challenging

workplaces

T

he Forest-based Sector is always at the forefront of

operational solutions. Investments in technology

and innovation are essential for the Sector, which

seeks to bring options to improve the forest operation

daily. Komatsu has innovation in its DNA,

and its new equipment emerges as a response to Sector needs.

Setembro 2022

59


PRINCIPAL

Eduardo Nicz, diretor-presidente da Komatsu Forest Brasil,

comenta que o Harvester 931XC é a grande novidade que a empresa

está trazendo para o Brasil em 2022. Eduardo destaca que

é uma máquina forte e robusta, indicada para as operações mais

severas, o guincho auxiliar de tração Komatsu Forest garante a

confiança que temos nesse produto. “Estamos muito felizes com

esse lançamento que vem somar na nossa liderança em Harvester

no Brasil”, destaca Nicz.

OPERAÇÃO OTIMIZADA

O novo equipamento é o primeiro da Komatsu a trazer o sistema

de guincho auxiliar, que abre novas portas de mercado para a

empresa. Sandro Soares, Gerente de Produto da Komatsu, explica

que o 931XC é uma atualização de um modelo de harvester da Komatsu

da linha purpose build (feito com propósito ou equipamento

dedicado, em inglês), mas agora com maior capacidade de operação

e mais segurança. “Nossas máquinas têm capacidade de operar em

inclinações entre 30° (graus) e 32° sem o guincho, mas com ele o

operador consegue ter segurança de trabalhar com declives acima

dos 38°, chegando a áreas antes não operáveis”, afirma Sandro.

O grande diferencial dessa nova máquina, como explica Carlos

Borba, está na utilização do guincho, que foi desenvolvido com

tecnologia plug and play (conectar e usar, em inglês), que oferece

maior praticidade durante o uso. “O guincho pode ser utilizado em

mais de uma máquina, o operador tira ele de um harvester e coloca

em outro do mesmo modelo em até 2h30 (horas), sem a necessi-

The 931XC harvester with an auxiliary winch is a powerful,

wide-reaching machine for forest operations, working on steep

terrains with more safety and efficiency.

According to Carlos Borba, General Manager of Marketing

and Sales for Komatsu Forest Brazil, the launch of the 931XC

with an auxiliary winch takes place in the same year that

the Company celebrates 50 years of operation in Brazil is a

significant milestone in such a special year for the Company.

“Bringing another new product to the Brazilian market, filling

a gap in our portfolio, is a great satisfaction for the entire

Komatsu Forest team,” states Borba.

Eduardo Nicz, Chief Executive Officer for Komatsu Forest

Brazil, comments that the 931XC harvester is the most important

piece of equipment the Company is bringing to Brazil in

2022. Nicz points out that it is a robust machine suitable for the

most severe operations; the Komatsu Forest auxiliary traction

winch ensures the confidence the Company has in this product.

“We are thrilled with this launch adding to our leadership in

harvesters in Brazil,” Nicz claims.

Optimized operation

The new equipment is Komatsu’s first to use the auxiliary

winch system, which opens new market doors for the Company.

Sandro Soares, Product Manager for Komatsu, explains that

the new 931XC is an upgrade to a Komatsu purpose build line

model harvester, but now with greater operating capacity and

more security. “Our machines can operate on between 30° and

32° slopes without the winch, but with it, you can be sure to

work safely on slopes above 38°, reaching areas that were not

previously operable,” states Soares.

The significant differential of this new machine, as Marketing

and Sales Manager Borba explains, is in the use of the

winch, which was developed with plug-and-play technology,

which offers greater practicality during use. “The winch can be

used on more than one machine; you take it from one harvester

and put it in another of the same model in less than two and

a half hours, without the need to use a ground support while

making the replacement. However, it comes with a support to

store the machine at the edge of the stand,” explains Borba.

60 www.referenciaflorestal.com.br


O guincho pode ser

utilizado em mais de

uma máquina, o cliente

consegue tirar ele de um

harvester e colocar em

outro do mesmo modelo

Carlos Borba

dade de outra máquina de suporte para fazer a substituição... ele

tem até um suporte para ficar aguardando a máquina na beira do

talhão”, explica Borba.

Tratando diretamente da operação no campo, Sandro Soares

explica que o guincho Komatsu auxiliar é uma tecnologia desenvolvida

pela própria empresa (guincho de marca Komatsu), fabricado

com um cabo de 14 mm (milímetros), e enrolado por sistema

Capstan, garantindo maior durabilidade do cabo de aço e do conjunto

como um todo. “O guincho é produzido na mesma fábrica

que produzimos o 931XC, na Suécia, fabricado pela Komatsu. Um

grande diferencial é o sistema que ele possui de enrolamento do

cabo que garante maior confiabilidade e menor custo na operação

com guincho”, aponta Sandro.

A operação do guincho auxiliar é simples e basta selecionar um

ponto de ancoragem firme e ajustar o guincho na inclinação correta

para evitar o contato com solo, que pode danificar o cabo durante

o uso. “O guincho chega para o cliente com 325m (metros) de cabo

e um sistema de cilindros que ajustam a inclinação do sistema no

harvester, fazendo da personalização para cada área um diferencial

de grande valia”, valoriza Sandro.

A união do guincho com a construção de uma máquina purpose

build fazem desse sistema uma combinação perfeita para gerar um

centro de gravidade mais baixo garantindo estabilidade e maior

conforto para o operador. “Uma máquina 8x8, que aliado ao sistema

de nivelamento automático de cabine e o guincho, dão confiança ao

operador para trabalhar nos lugares mais difíceis”, informa Sandro.

Érico Picinatto, gerente de vendas do florestal nacional da Komatsu,

destaca o custo benefício da 931XC com guincho auxiliar.

Érico reforça, que a máquina consegue operar nos mais diferentes

tipos de plantios florestais e terrenos encontrados no setor florestal

Dealing directly with the operation in the field, Product

Manager Soares explains that the Komatsu auxiliary winch

is a technology developed by the Company (Komatsu brand

winch), manufactured with a 14 mm cable, and wound using

a capstan system, ensuring greater durability of the steel

cable and the assembly as a whole. “The winch is produced in

the same factory where we produced the 931XC in Sweden,

manufactured by Komatsu. A great differential is a system

with a cable winding that ensures greater reliability and lower

operating cost with the winch,” points out Soares.

The operation of the auxiliary winch is straightforward;

simply select a firm anchor point and adjust the winch at the

correct slope to avoid contact with soil, which can damage the

cable during use. “The winch is sold with 325 meters of cable

and a system of cylinders that adjusts the system’s inclination in

the harvester, making customization for each area a differential

of great value,” values Soares.

The union of the winch with the construction of a purpose

build machine makes this system a perfect combination to generate

a lower center of gravity, ensuring stability and greater

operator comfort. “The 8 x 8 machine, with the automatic cab

leveling system and the winch, provides the operator confidence

to work in the toughest places,” states Soares.

Érico Picinatto, National Forestry Sales Manager for Komatsu,

highlights the cost-benefit of the 931XC with an auxiliary

winch. Picinatto explains that the machine can operate in the

most different types of forest plantations and land found in

the domestic Forestry Sector. “The versatility of this equipment

allows for working in timber harvests for pulp, lumber, panels,

or biomass with high performance,” highlights Picinatto.

Setembro 2022

61


PRINCIPAL

nacional. “A versatilidade desse equipamento permite trabalhar

em culturas de madeira para celulose, madeira serrada, chapas ou

biomassa com alto desempenho”, destaca Érico.

O gerente de vendas salienta que o 931XC foi desenvolvido

buscando atender as diretrizes de ESG (Ambiental, Social e Governamental),

sendo o equipamento projetado como uma solução para o

presente e que garante o futuro. “Ela tem consumo de combustível

reduzido, conforto total para o operador e a melhor tecnologia da

Komatsu, com o sistema Maxifleet e MaxiXT, que oferece controle

completo durante o uso, permite ser ajustada a máquina de acordo

com preferências de uso do operador, gerando relatórios do

trabalho ainda na floresta”, complementa Érico.

José Luiz Sguario Neto, diretor executivo da Sguario Participações,

trabalha há anos com equipamentos da Komatsu e teceu

muitos elogios à nova máquina. Segundo José Luiz, o equipamento é

muito mais estável e seguro na operação mesmo em área dobrada.

“Essa máquina com o guincho possibilita mecanizar a área total da

operação, mesmo onde o acesso é mais difícil, ampliando nosso

horizonte de trabalho”, informa José.

Para o diretor a combinação do harvester com guincho auxiliar

facilitam muito o trabalho, pois a ancoragem da máquina é feita

de maneira mais veloz e de acordo com ajustes personalizados no

sistema do guincho. “Como o guincho é removível, a operação no

dia a dia é muito mais simples do que conhecíamos”, completa José.

50 ANOS DE HISTÓRIA DA KOMATSU NO SEGMENTO

FLORESTAL NO BRASIL

Este ano, a Komatsu Forest completou 50 anos de Brasil, com

dedicação exclusiva ao mercado. A empresa, que tem sua sede no

Brasil na cidade de Pinhais (PR), região metropolitana de Curitiba,

iniciou suas operações em 1972 fabricando implementos florestais

e, hoje, com mais de 13 unidades espalhadas pelo país, atende

com portfólio robusto de máquinas as principais regiões florestais

The Sales Manager points out that the 931XC was developed

to meet the ESG guidelines, as the equipment was designed

as a solution for the present that guarantees the future. “It has

reduced fuel consumption, total operator comfort, and Komatsu’s

best technology, with the Maxifleet and MaxiXT systems,

which offer complete control during use, allowing the machine

to be adjusted according to operator usage preferences and

generating reports of work still in the forest,” adds Picinatto.

José Luiz Sguario Neto, Chief Executive of Sguario Participações,

has been working with Komatsu equipment for years and

has praise for the new machine. According to Sguario Neto, the

equipment is much more stable and safer in operation, even on

rough and hilly terrains. “This machine with the winch makes

it possible to mechanize the total forest operation area, even

where access is more difficult, expanding our work horizon,”

says Sguario Neto.

For the Executive, combining the harvester with the auxiliary

winch makes the work much easier, as the anchoring

of the machine is done faster, and custom adjustments in the

winch system are simple. “Because the winch is removable, the

day-to-day operation is much simpler than we used to know,”

adds Sguario Neto.

Fifty years of Komatsu in Brazilian Forestry

Komatsu Forest completes fifty years in Brazil this year,

exclusively dedicated to the market. The Company, which has

its Brazilian headquarters in Pinhais (PR), Metropolitan Region

of Curitiba, began operations in 1972 manufacturing forest

implements and, today, with more than 13 units throughout

the Country, provides a robust portfolio of machines for the primary

forest regions of Brazil. The worldwide parent company,

Komatsu Forest AB (a subsidiary of Komatsu Ltd.), is located in

Umea, Sweden. The Brazilian sales company operates directly

Sabemos que o que nos

trouxe aqui é uma história

de muito sucesso, e

o segredo foi sempre

estar perto do nosso

cliente, ouvindo suas

necessidades

Eduardo Nicz

62 www.referenciaflorestal.com.br


do Brasil. Com sua sede mundial denominada Komatsu Forest AB

(subsidiária da Komatsu Ltd.) localizada na cidade de Umea, na

Suécia, a Sales Company brasileira atua diretamente da fábrica,

atende à demanda desde o pequeno produtor florestal, até contratos

de manutenção com centenas de funcionários dedicados a

uma única operação.

“Temos orgulho desses 50 anos dedicados a esse setor e seguiremos

inovando pelos próximos anos, lançando produtos Dantotsu

(inigualável) e, cada vez mais, sustentáveis. Seguimos investindo

fortemente em estrutura de base, com projetos pioneiros de formação

de mão de obra, novos modelos de atendimento ao cliente e

regionalização de suporte, para acompanhar o desenvolvimento de

produtos e atender com excelência os clientes da Komatsu Forest”,

ressalta Carlos Borba.

A Komatsu Forest lançou no Brasil mais de cinco produtos

florestais desde 2018 e segue completando seu portfólio com

equipamentos, que atuam desde o preparo de solo para plantio,

até a colheita. A Komatsu Forest AB adquiriu em 2019 a americana

TimberPro, especializada em Feller Bunchers e Skidders, e há alguns

meses, a empresa sueca Bracke Forest, que produz equipamentos

para preparação de solo e plantio florestal, o que demonstra o

apetite por atender e expandir a participação no mercado florestal

com um portfólio robusto.

Eduardo Nicz comenta que a Komatsu Forest sempre foi reconhecida

pela qualidade de seus equipamentos e assim se tornou

uma referência nos processos de colheita florestal. Para Eduardo,

a combinação da expertise de profissionais de culturas diferentes

como a sueca, brasileira e japonesa, fazem a Komatsu apresentar

soluções únicas para seus clientes. “A Komatsu Forest Brasil consegue

hoje, através dessa mescla de conhecimentos, entender cada

necessidade e apresentar soluções customizadas e com qualidade

para cada cliente”, enfatiza Nicz.

Para os próximos 50 anos o diretor-presidente acredita que a

continuidade no trabalho que já é feito, sem perder o jeito Komatsu

de flexibilizar negócios, é chave para continuar crescendo. “Sabemos

que o que nos trouxe aqui é uma história de muito sucesso,

e o segredo foi sempre estar perto do nosso cliente, ouvindo suas

necessidades”, aponta Eduardo. O diretor comenta que o futuro

será baseado em sustentabilidade e isso vai muito além de meio

ambiente e a forma como esse tema foi visto por muito tempo.

“Precisamos garantir que tenhamos florestas em pé e matéria-

-prima para nosso trabalho, mas também aproximar e valorizar as

comunidades que vivem próximas às florestas, capacitando seus

jovens, garantindo a continuidade das comunidades e do futuro,

que a Komatsu quer ajudar a construir”, completou Nicz.

SOBRE A KOMATSU NO BRASIL

A Komatsu é líder na fabricação e fornecimento de equipamentos,

tecnologias e serviços para os mercados de mineração,

construção, industrial e florestal. Há um século, os equipamentos

e serviços da Komatsu têm sido usados por empresas em todo o

mundo para desenvolver uma infraestrutura moderna, extrair minerais

fundamentais, manter florestas e criar tecnologia e produtos

de consumo. Por meio de tecnologia e dados relevantes, a Komatsu

e sua rede de distribuidores entregam aos clientes mais segurança

e aumento de produtividade, ao mesmo tempo que otimizam a

performance das operações.

from the factory, and it serves to meet the demands of the small

forest producer through the provision of maintenance contracts

with companies with hundreds of employees dedicated to a

single operation.

“We are proud of these 50 years dedicated to this industry

and will continue to innovate for years to come, launching

Dantotsu (unmatched) and increasingly sustainable products.

We continue to invest heavily in a basic structure, with pioneering

labor training projects, new customer service models,

and regional support, to monitor product development and

serve Komatsu Forest’s customers with excellence,” points out

Marketing and Sales Manager Borba.

Komatsu Forest has launched more than five forest products

in Brazil since 2018 and continues to complete its portfolio

with equipment that performs operations from soil preparation

for planting to harvesting. In 2019, Komatsu Forest AB acquired

an American company, TimberPro, specializing in feller

bunchers and skidders. And a few months ago, it acquired the

Swedish company Bracke Forest, which produces equipment

for soil preparation and forest planting, demonstrating the

Company’s appetite to serve and expand market share with

a robust portfolio.

Nicz comments that Komatsu Forest has consistently been

recognized for the quality of its equipment and, thus, has become

a reference in forest harvesting processes. Furthermore, for

Nicz, the combination of professional expertise from different

cultures, such as Swedish, Brazilian, and Japanese, ensures that

Komatsu offers unique solutions to its customers. “Komatsu

Forest Brasil can today, through this mixture of knowledge,

understand each need and offer customized and quality solutions

for each customer,” emphasizes Nicz.

For the next 50 years, Nicz believes that continuity in the

work that is already done, without losing the Komatsu way of

business flexibility, is critical to continue growing. “We know

that what brought us here is a very successful story, and the

secret was always to be close to our customers, listening to

their needs,” Nicz points out. The Executive comments that the

future will be based on sustainability, which goes far beyond

the environment and how this theme has been in view for a

long time. “We need to ensure that we have standing forests

and raw materials for our work, but also bringing communities

that live near forests closer together, empowering their young

people to continue the communities and the future, which is

what Komatsu wants to help build,” Nicz adds.

About Komatsu in Brazil

Komatsu is a leader in manufacturing and supplying equipment,

technologies, and services for the mining, construction,

industrial, and forestry markets. For a century, Komatsu’s

equipment and services have been used by companies worldwide

to develop a modern infrastructure, extract key minerals,

maintain forests, and create technology and consumer products.

Through relevant technology and data, Komatsu and its

distributor network deliver more security and increased productivity

to customers while optimizing operational performance.

Setembro 2022

63


INFORME

Solução PRÁTICA

Locação de equipamentos para

operação e transporte florestal

oferece segurança e vantagens

econômicas para os clientes

Fotos: divulgação

M

áquinas para operação florestal são equipamentos

de alto valor agregado e o investimento

pode passar da casa dos milhões de

reais. Nesse sentido, há uma tendência de

mercado em que a locação de equipamentos

aparece como solução para aumentar a produtividade,

melhorar a segurança na rotina produtiva e redução de problemas

de ergonomia para os operadores. Nesse contexto, a

Ouro Verde se destaca com um conjunto completo de opções

para locação de máquinas para o setor florestal.

Segundo Marluz Renato Cariani, head comercial de pesados

da Ouro Verde, a locação oferece uma série de vantagens

para otimizar os processos dos produtores florestais. “Com

a parceria de negócios na gestão de ativos florestais, a companhia

possibilita que o cliente obtenha resultados positivos,

como a flexibilidade no aumento de suas frotas, gerenciamento

da previsão orçamentária e garante a segurança na rotina

produtiva, com maquinários de ponta e a supervisão de especialistas”,

assegura Marluz.

Em relação as vantagens financeiras, o head comercial informa

que a locação de equipamentos é um diferencial competitivo

que se reflete diretamente nos lucros dos produtores.

“Os serviços proporcionam economia de até 25% dos recursos

financeiros para nossos clientes, com personalização de locação

e opções de contratos que podem ser ajustadas em relação

a vigência e periodicidade dos serviços”, garante Marluz.

Para saber mais, acesse www.ouroverde.net.br

64 www.referenciaflorestal.com.br


CONGRESSO

Conhecimento e

DESENVOLVIMENTO

66 www.referenciaflorestal.com.br


Congresso reúne participantes de todo o Brasil

para discutir e fomentar o reflorestamento como

foco na sustentabilidade e economia

Fotos: Divulgação/Bretas/CEDAGRO

E

ntre os dias 03 e 05 de agosto, em Salvador

(BA), a FIEB (Federação das Industrias do Estado

da Bahia) recebeu o VI CBRA (Congresso Brasileiro

de Reflorestamento Ambiental). O evento

contou com mais de 400 pessoas de 14 Estados

se inscreveram para acompanhar o evento no local ou online.

O congresso teve por objetivo fomentar discussões sobre o

potencial econômico do reflorestamento, para além dos atributos

ambientais. Também vai discutir como a restauração

florestal conserva o meio ambiente, gera emprego e renda,

arrecada impostos e movimenta a economia, especialmente

no interior. O evento foi realizado pela ABAF (Associação

Baiana de Empresas de Base Florestal), CEDAGRO/ES (Centro

de Desenvolvimento do Agronegócio do Espírito Santo) e

UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).

Carlos Henrique Passos, vice-presidente da FIEB, abriu a

cerimônia ressaltando que o setor florestal ajuda a economia

da Bahia e do Brasil, a ampliar o leque de opções quanto ao

melhor uso da matéria-prima madeira. “Queremos agradecer

a realização do congresso aqui em nosso Estado, tornando-se

estratégico para ajudar a suprir a demanda por madeira e

estimular seu uso múltiplo”, defendeu Carlos.

Leonardo Bandeira, secretário de agricultura do Estado

da Bahia, apontou que o congresso traz temas muito importantes

para serem discutidos e demonstram que esta cadeia

produtiva do setor florestal pode ser desenvolvida com foco

na sustentabilidade e na preservação ambiental. “É um setor

que tem crescido, representando aproximadamente 20% das

exportações do agronegócio no primeiro semestre de 2022”,

destacou Leonardo.

Humberto Miranda, presidente da FAEB (Federação da

Agricultura e Pecuária da Bahia), ressaltou que a Bahia necessita

crescer e se desenvolver de forma cada vez mais sustentável.

Em sua fala, Humberto ratificou a importância do

setor de base florestal para a economia do Estado, valorizando

a sustentabilidade e a integração de diversos setores, das

grandes empresas e da sociedade como um todo. “Tudo isso

é importante porque acredito que a chave para o crescimento

e desenvolvimento está na municipalização, pois é nos

municípios onde estão as florestas plantadas, os empregos”,

explicou Humberto.

Em sua fala, o embaixador José Carlos da Fonseca Jr.,

diretor executivo da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), destacou

o momento importante em que este debate acontece.

“Esta temática é fundamental não só para nosso setor, mas

para o país e para o planeta, diante do desafio da emergência

climática”, afirmou José. O diretor executivo comentou

também sobre o compromisso do setor em desenvolver um

padrão para o mundo que a partir da natureza se desenvolve

riqueza. “O setor planta mais de um milhão de árvores todos

os dias, esta é a própria definição do reflorestamento”, salientou

José, sobre os 9,5 milhões de ha (hectares) de árvores

plantadas para fins produtivos e os mais de 6 milhões de

ha conservados em contrapartida.

Para Gilmar Dadalto, diretor executivo da CEDAGRO as

florestas ambientais dos diversos biomas brasileiros constituem-se

num patrimônio inestimável sob o ponto de vista

ecológico, social, econômico e cultural e a sua preservação,

conservação e uso sustentável é de suma importância. “Espera-se

que este congresso traga alternativas viáveis para

alguns pontos de estrangulamento da cadeia produtiva da

restauração florestal e assim contribuir para o aumento da

cobertura florestal natural dos diferentes biomas brasileiros”,

explicou Gilmar.

Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF ressaltou o

potencial do setor de árvores cultivadas como garantia de

suprimento de matéria-prima para todos os usos da madeira

– atuais e potenciais – a uma nova economia de baixo

carbono, a solução passa pelas florestas plantadas. “Para

isso, precisamos trabalhar na ampliação de mecanismos que

incentivem o consumo e a produção sustentável de produtos

florestais: desde o papel e a madeira, até combustíveis mais

limpos, como a biomassa, e produtos químicos e farmacêuticos”,

informou Wilson.

Setembro 2022

67


CONGRESSO

É um setor que tem

crescido, representando

aproximadamente 20% das

exportações do agronegócio

no primeiro semestre de

2022

Além disso, Wilson lembrou que o setor é um dos que

mais preserva o meio ambiente e vem estimulando também

a restauração florestal. Para o diretor executivo, é preciso estimular

o manejo florestal sustentável e, todos que se esforçam

nesse sentido, devem ser compensados, utilizando como

exemplo o sistema PSA (Pagamento por Serviços Ambientais)

e no mercado de crédito de carbono. “Além disso, áreas

protegidas podem ser implementadas para dar renda extra,

com mel, extrativismo e sistema de ILPF (Integração Lavoura,

Pecuária e Floresta), entre outros”, completou Wilson.

A abertura contou ainda com as presenças de: Isabela

Pacheco Miranda (SINDPACEL), Patrícia Machado (gerente

de Políticas Florestais e Bioeconomia da IBÁ), Joseval Carqueija

(presidente do Conselho Regional de Engenharia e

Agronomia da Bahia – CREA/BA), Lázaro Pinha (diretor geral

da Agência Estadual de Defesa da Agropecuária da Bahia –

ADAB/BA), Eduardo Athaide (WWI), Leandro Mosello (Mosello

Lima Advocacia) e Liniker Silva (professor da UFRB), entre

outros.

68 www.referenciaflorestal.com.br


PRÊMIO REFERÊNCIA

Fotos: Emanoel Caldeira

Sucesso em 2021, o Painél Panorama

da Madeira retorna para esta edição

com novos participantes e o mais alto

nível de conhecimento sobre o setor

70 www.referenciaflorestal.com.br


O

Prêmio REFERÊNCIA do ano passado foi

um grande sucesso de audiência e teve a

primeira edição do Painel Panorama da Madeira

como palco de estreia. Neste ano, na

vigésima edição do prêmio, que é a grande

festa do setor de base florestal, irá celebrar vinte empresas

que mais se destacaram em 2022, o painel volta com especialistas

do setor para apresentar o que há de mais importante

em suas áreas de atuação.

O painél no ano passado teve a presença de Eduardo

Leão, ex-presidente da AIMEX (Associação das Indústrias

Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará), Rafael Mason,

presidente do CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras

e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso), e

Álvaro Scheffer, ex-presidente da APRE (Associação Paranaense

de Produtores Florestais).

Para 2022 o retorno de Rafael Mason já está garantido.

O presidente do CIPEM fará sua participação no Painel Panorama

da Madeira tratando do tema: Mercado da madeira

nativa de Mato Grosso. Rafael é engenheiro florestal formado

pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), sócio

da SM Laminados Importação e Exportação LTDA e tem

grande experiência no campo do manejo florestal.

O segundo participante confirmado é o pesquisador da

EMBRAPA Florestas (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária),

Evaldo Muñoz Braz. Evaldo trará para o painel o

tema: A prática do manejo sustentável de florestas naturais.

O pesquisador é formado, mestre e doutor em engenharia

Setembro 2022

71


PRÊMIO REFERÊNCIA

florestal pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria),

já participou de levantamentos florestais nos Estados do

Amazonas, Acre e Roraima. Suas principais experiências são

nas áreas de recursos florestais e engenharia florestal, com

ênfase no manejo de florestas naturais na Floresta Amazônica.

O terceiro participante confirmado é o atual diretor

técnico da AIMEX, Deryck Pantoja Martins, que assumiu

recentemente o cargo na associação. O tema de sua apresentação

será: A exportação de madeira brasileira. Deryck

é engenheiro florestal formado pela UFRA (Universidade

Rural da Amazônia), tem mestrado em desenvolvimento

sustentável e agriculturas amazônicas pela UFPA (Universidade

Federal do Pará). Antes de assumir a AIMEX foi secretário

de Meio Ambiente de Belém (PA) entre 2015 e 2017 e

é também assessor da FIEPA (Federação das indústrias do

Estado do Pará).

O painél ainda deve contar com mais um convidado,

que será revelado na próxima edição da revista. Acompanhem

nossa publicação e nossas redes sociais para saber

em primeira mão quem é o participante que fechará o time

do Painel Panorama da Madeira 2022.

O EVENTO

O Prêmio REFERÊNCIA 2022 é organizado pela Jota Editora,

responsável pelas revistas REFERÊNCIA FLORESTAL,

REFERÊNCIA INDUSTRIAL DA MADEIRA, REFERÊNCIA

CELULOSE&PAPEL, REFERÊNCIA PRODUTOS DE MADEI-

RA E REFERÊNCIA BIOMAIS. A edição deste ano conta

com os patrocínios de: ACIMDERJ, AIMEX, CIPEM, DRV FER-

RAMENTAS, EFFISA, INOX CONEXÕES, MONTANA QUÍMICA,

MSM QUÍMICA e REMSOFT.

A premiação será realizada no dia 29 de novembro

às 19h (horas), em Curitiba (PR). Além dos vencedores e

convidados, esse ano o evento é aberto para o público geral.

Estão disponíveis alguns ingressos de um lote limitado

de convites para os interessados em participar do evento

que dará direito a toda a programação da noite: Painel

Panorama da Madeira, Prêmio REFERÊNCIA e do jantar que

acontecerá logo após o término da cerimônia, com cardápio

de massas especiais e bebidas não alcoólicas liberadas.

Abaixo, os interessados têm os canais para solicitar mais

informações e também adquirir os ingressos para a noite

do evento.

PRÊMIO REFERÊNCIA 2022

Data: 29/11/2022

Horário: 19h (horas)

Local: Restaurante Porta Romana – Curitiba (PR)

Informações e ingressos para o evento:

comercial@revistareferencia.com.br ou

+55 (41) 99968-4617

72 www.referenciaflorestal.com.br


29 DE NOVEMBRO

ÀS 19 HORAS

E D I Ç Ã O

VEM AÍ!

A N O S

Gostaria de participar do jantar do PRÊMIO REFERÊNCIA 2022?

Compre seu ingresso antecipado pelo whats: (41) 99968-4617 ou

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Transmissão ao vivo em nosso canal:

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ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE

MADEIRAS E DERIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

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comercial@revistareferencia.com.br


ECONOMIA

GESTÃO

E FUTURO

74 www.referenciaflorestal.com.br


Associação empossa nova diretoria e lança

plano econômico para o Estado da Bahia

Foto: Divulgação / Sora Maia/ Divulgação ABAF

E

m cerimônia realizada na FIEB (Federação das

Indústrias do Estado da Bahia), a ABAF (Associação

Baiana das Empresas de Base Florestal)

lançou a proposta do Plano Bahia Florestal

2023-2033, a exemplo do Mato Grosso do Sul

(MS), que em 10 anos passou de 300 mil ha (hectares) de

florestas plantadas, para 1,3 milhão de ha. De acordo com

o diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade, o objetivo

do Plano Bahia Florestal 2023-2033 é a atração de novos

investimentos para ampliar e fortalecer a cadeia produtiva

de florestas plantadas no Estado. Wilson informou que o

plano também irá incentivar investimentos agroindustriais

que podem se beneficiar das novas infraestruturas implantadas

em torno da FIOL (Ferrovia de Integração oeste

- leste) e da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica) – esta que vai

cortar a Bahia de norte a sul. “Além disso, pretendemos

intensificar o que já temos feito para o uso múltiplo da

madeira e a maior inclusão dos pequenos e médios produtores

e processadores de madeira no Estado da Bahia”,

explicou Wilson.

Setembro 2022

75


ECONOMIA

Para o diretor executivo essa discussão é oportuna

no momento em que cresce a demanda por madeira no

Brasil e no mundo. Wilson reforçou que a IBÁ (Indústria

Brasileira de Árvores) já contabiliza investimentos de R$ 60

bilhões no setor, nos próximos 3 anos e por isso é preciso

que a Bahia esteja preparada para atrair parte desses novos

investimentos, seja em ampliações ou novas indústrias.

“Com esse plano, poderemos atender a crescente demanda

por produtos de madeira, gerando ainda, principalmente

no interior, mais empregos qualificados, capacitações,

tecnologia, renda, impostos e contribuições ambientais de

elevada significância”, completou Wilson.

Com o lançamento da proposta, a ABAF pretende

reunir um grupo forte e diverso para construir o plano

de forma conjunta com a FAEB (Federação da Agricultura

da Bahia), a FIEB (Federação das Indústrias do Estado da

Bahia), o Sebrae Nacional e Bahia, a SDE (Secretaria de

Desenvolvimento Econômico), a SEPLAN (Secretaria do

Planejamento do Estado da Bahia), a SEAGRI (Secretaria

de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura), a

SEMA (Secretaria do Meio Ambiente), a SEINFRA (Secretaria

de Infraestrutura da Bahia), a SDR (Secretaria de Desenvolvimento

Rural), o MAPA/BA (Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento na Bahia), o Desenbahia, o Banco

do Nordeste, entre outras.

NOVA GESTÃO

Na ocasião também aconteceu a cerimônia de posse

dos Conselhos Diretor e Fiscal da ABAF. O Conselho

Diretor, no período de 2022 a 2024, será presidido por

Mariana Lisbôa, Líder Global de Relações Corporativas da

Suzano S.A.. Além de Mariana Lisbôa, o Conselho Diretor é

composto por Altair Negrello Junior (Bracell), Sebastião da

Andrade (Ferbasa), Márcio Penteado Geromini (Caravelas

Florestal) e Renato Gomes Carneiro Filho (Veracel).

O Conselho Fiscal é composto por Fernando Guimarães

(Bracell), Itamar da Silva Barros (Veracel), Joice Grave (Suzano),

Mouana Sioufi Fonseca (Bracell) e Tayane Antonia

Santana Pessoa (Ferbasa). A diretoria executiva permanece

com Wilson Andrade.

Para começar a gestão já provocando evoluções, o

evento contou com um debate sobre a construção de um

Plano Florestal para o Estado da Bahia. A reunião presidida

por Mariana Lisbôa contou com representantes do setor

e do governo do Mato Grosso do Sul (MS), que já implementaram

um plano setorial e viram o segmento ampliar e

gerar riqueza local.

Paulo Hartung, presidente da IBÁ, parabenizou a escolha

de Mariana Lisbôa e reforçou a importância da diversidade

no setor e como em todas as instâncias do setor de

árvores cultivadas produz e conserva, além de gerar rique-

O setor hoje já gera 223 mil

oportunidades criadas pelo setor

na Bahia, atuando em 618 mil

hectares de áreas plantadas,

conservando outros 310 mil

hectares

76 www.referenciaflorestal.com.br


Com esse plano, poderemos

atender a crescente demanda por

produtos de madeira, gerando

ainda, principalmente no interior,

mais empregos qualificados,

capacitações, tecnologia,

renda, impostos e contribuições

ambientais de elevada

significância

za, oportunidades e ser um setor inovador, que tem desenvolvido

cada vez novos usos. “O desenvolvimento de um

plano pode ajudar a tirar travas, incentivar o crescimento

econômico e, principalmente, gerar emprego, fazendo do

Estado mais uma vez exemplo para todo o país”, exaltou

Paulo.

Mariana Lisbôa reforçou, que ter um plano permite

a construção de um caminho de frutos para a Bahia. “O

setor hoje já gera 223 mil oportunidades criadas pelo setor

na Bahia, atuando em 618 mil ha (hectares) de áreas plantadas,

conservando outros 310 mil ha”, afirmou Mariana.

A nova presidente do conselho diretor comentou que

as mulheres são mais de 50% da população brasileira,

e esse número ainda está muito aquém dos espaços de

poder. Elas ocupam 15% do congresso nacional e 35% dos

cargos gerenciais das empresas privadas. Mariana comentou

que sua posse abre portas num mercado predominantemente

masculino, como o setor madeireiro e serve de

exemplo para buscarmos equilibrar os números apresentados.

“Apenas 20% dos trabalhadores do setor florestal são

mulheres e essa bandeira de mudança não deve ser apenas

nossa, mas também dos homens”, afirmou Mariana.

Leonardo Bandeira, secretário da agricultura, pecuária,

irrigação, pesca e aquicultura afirmou que a ABAF é uma

organização ligada a temas fundamentais para nosso presente

e nosso futuro, agindo na cadeia produtiva florestal

que é um setor no qual nosso Estado tem tudo para ser

grande destaque.

“Estamos falando em um segmento econômico que

trata dos negócios dessa imensa e diversificada área, mas,

também, de educação ambiental, sustentabilidade e temos

certeza de que, nos próximos anos, seremos testemunhas

de uma grande ampliação da rede florestal na Bahia”, destacou

Leonardo.

Humberto Miranda, presidente da FAEB, disse que fica

feliz de ver as mulheres ocupando espaços na indústria e

tem a certeza que à frente da ABAF, Mariana vai imprimir

em sua gestão a delicadeza e organização inerentes à mulher,

sem deixar de ser firme e assertiva. “À frente da FAEB,

tenho observado como cresceu a participação da mulher

nas atividades rurais, dentro e fora das porteiras, e a chegada

de Mariana à presidência da ABAF demonstra, que

o setor florestal trilha o mesmo caminho da inclusão e da

igualdade”, completou Humberto.

Setembro 2022

77


ESPECIAL

TRABALHO E

CONHECIMENTO

Fotos: Vitoria Furlan

78 www.referenciaflorestal.com.br


Workshop reúne nomes importantes do setor

florestal para discutir e apresentar ideias para

o futuro do mercado florestal

Fotos: Divulgação

Setembro 2022

79


ESPECIAL

O

setor florestal paranaense tem vivido um

bom momento, com a demanda por madeira

crescendo nos últimos anos. E, para

dar conta desse aumento da procura, é

preciso apostar em produtividade florestal

para oferecer ao mercado uma matéria-prima com ainda

mais qualidade. Para estimular o debate sobre o assunto,

a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)

Florestas e a APRE (Associação Paranaense de Empresas de

Base Florestal) organizaram a nona edição de seu tradicional

workshop. O evento aconteceu no início de agosto, em

Colombo (PR).

Para a abertura, foram convidados o chefe-geral da

EMBRAPA Florestas, Erich Schaitza, e o presidente da APRE,

Zaid Ahmad Nasser, para falarem sobre o perfil multi-institucional

do setor florestal paranaense. Ao dar as boas

vindas aos participantes, Schaitza lembrou que o workshop

retornou ao modelo presencial depois de 2 anos e reforçou

que a troca de experiências é uma excelente oportunidade.

INÍCIO EM ALTO NÍVEL

Segundo Erich, o futuro é incerto, mas tudo o que o

setor planta hoje vai definir o futuro para os próximos anos.

“Temos que oferecer bons empregos, ter gente feliz trabalhando,

mas só vamos conseguir isso se houver um consórcio

entre todos nós do segmento florestal – empresas,

ciência e tecnologia, academia, sociedade, pois é assim que

conseguiremos entregar produtos que realmente façam

diferença”, adiantou Erich.

Precisamos pensar em

expansão, em novos produtos,

em tecnologia para evoluir

80 www.referenciaflorestal.com.br


De acordo com o chefe-geral da EMBRAPA Florestas, o

Paraná tem uma cadeia produtiva diversificada, assim como

Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Por conta desse perfil

multimercado, pesquisadores da entidade, em parceria

com a APRE, conduziram um estudo para facilitar o acesso

e a análise de dados e informações do setor de forma regionalizada.

O trabalho está na fase final e deve ser lançado

em breve.

Erich ainda afirmou que o setor florestal tem inúmeras

possibilidades e que é preciso olhar para tudo isso para

aproveitar as oportunidades. Além disso, ele confirmou que

o aumento da demanda por madeira também vem de um

potencial gerado por novos tempos. Por isso, essa discussão

é bastante atual e relevante. “Precisamos pensar em

expansão, em novos produtos, em tecnologia para evoluir”,

concluiu Erich.

Em seguida, foi a vez de Zaid Ahmad Nasser falar sobre

o setor florestal paranaense sob a perspectiva das empresas.

Na avaliação dele, um evento como o workshop, que

reúne empresários, profissionais, pesquisadores, professores

e estudantes, mostra a relevância do segmento. E tudo

isso reflete em produtividade, melhoria de processos e aumento

da oferta de produtos. O relatório preliminar do VBP

(Valor Bruto da Produção) Agropecuária do Paraná, mos-

“Por isso, precisamos assumir

esse protagonismo, porque

sabemos que temos potencial

para fazer a diferença e um

evento como o workshop

Embrapa Florestas/APRE é um

excelente espaço para esse

debate e para que o setor possa

seguir nesse caminho, tornando

o Estado ainda mais florestal”


ESPECIAL

trou que o setor florestal avançou significativamente, com

valorização de 41% em relação ao ano anterior. “Com esse

número, percebemos quão necessário e importante é o

segmento florestal dentro do Estado para o desenvolvimento

e como as empresas florestais conseguem desenvolver

não somente o operacional, mas também a questão social

dentro da região em que estão inseridas”, avaliou Zaid.

Com relação ao mercado, Zaid afirmou que os preços

tendem a continuar crescendo nos próximos trimestres, seguindo

o aumento da demanda. A diversidade de produtos

do setor florestal paranaense é algo que chama a atenção,

principalmente para novos investimentos. Para ele, o Paraná

é destaque em desenvolvimento, e a forma como o setor

dirige a cadeia produtiva faz com que ele seja atraente

tanto para a indústria exportadora de produtos acabados

como para os investimentos na produção florestal.

Segundo o presidente da APRE, temos diferentes

plantios, com idades de 7 a 28 anos. Essa possibilidade de

diversificar traz ainda mais segurança aos fundos de investimentos.

Durante os 2 últimos anos, com a pandemia, foi

comprovada nossa capacidade de se adequar a qualquer

tipo de crise. Zaid comentou que o setor conseguiu converter,

reverter, manter e expandir o mercado durante a pandemia

e novos investimentos foram anunciados nos últimos

meses. “Investir em expansão significa que há mapeamento

e segurança de que teremos disponibilidade de madeira

e se estamos tendo expansão, é porque a disponibilidade

existe”, afirmou Zaid.

Para o futuro, o presidente da APRE reforçou que é

preciso olhar para a bioeconomia, pois o consumidor final

está cada vez mais buscando a sustentabilidade, e isso é

um grande estímulo para o setor. Novas oportunidades,

o reconhecimento mundial da sociedade, do consumidor

na ponta, de que a atividade florestal é sustentável foi o

que sempre buscamos, e é o que está acontecendo agora.

Para Zaid, é preciso aproveitar esse cenário, estimular as

mudanças necessárias e urgentes, começando com a substituição

de produtos fósseis por produtos provenientes das

florestas plantadas e o mercado de carbono citado pelo

outro palestrante. Para o presidente, ainda faltam fórmulas

e metodologias de como apresentar essa informação, para

trazer segurança jurídica, clareza e transparência, mas é um

mercado extremamente forte em todo o mundo, e o Brasil

vai ter grande destaque, convertendo em serviços ambientais.

“Podemos gerar crédito e colocar o país na ponta nesse

assunto”, ressaltou Zaid.

Por fim, Zaid Ahmad Nasser reforçou que o setor florestal

está em expansão, com um cenário promissor e, ao

mesmo tempo, desafiador e que na APRE, sempre se cita

que o setor é o protagonista da bioeconomia. “Por isso,

precisamos assumir esse protagonismo, porque sabemos

que temos potencial para fazer a diferença e um evento

como o workshop EMBRAPA Florestas/APRE é um excelente

espaço para esse debate e para que o setor possa seguir

nesse caminho, tornando o Estado ainda mais florestal”,

completou Zaid.

Erich Schaitza também aproveitou o encontro para citar algumas áreas que podem gerar novos

produtos e que merecem atenção do segmento:

Sanidade: para o chefe-geral, o setor florestal tem um amplo conhecimento nessa área. Diversas pragas que surgiram,

como a vespa-da-madeira, já estão controladas, justamente pelo trabalho em conjunto entre a iniciativa privada e os centros

de pesquisa. “Somos experts nesse assunto, devemos oferecer consultoria em sanidade vegetal, montar uma indústria para

isso”, apontou Erich;

Conservação: O Paraná tem x empresas florestais, x hectares de florestas, podemos transformar esses ativos em informações

para trazer um reconhecimento ainda maior para o setor. “Até 2050, poderíamos ter projetos interessantes para ajudar

outros estados”, valorizou Erich;

Carbono: de acordo com o chefe-geral da EMBRAPA Florestas, o mundo todo está falando sobre o mercado de carbono,

mas, para avançar nesse tema, é preciso haver métrica do que existe e de como isso será disponibilizado. “Pode ser um mercado

financeiro, em que vamos vender crédito de carbono, ou pode ser mercado de imagem”, ressaltou Erich. Segundo ele, isso

só vai seguir se houver métricas claras de como estamos hoje e de como vamos em frente na prática. “Para isso é necessário

pensar na forma que nos organizaremos nesse assunto, para podermos negociar alguma coisa depois, independentemente se

será no mercado formal ou no mercado voluntário. Sem isso, não vamos conseguir avançar”;

Velhos produtos: Erich reforçou que o setor florestal é excelente em diversas áreas, mas não pode deixar de trabalhar para

melhorar ainda mais a qualidade dos velhos produtos. “Qualidade da madeira tem que ser o nosso foco e melhorar um recurso

leva anos, mas, com tecnologia, genética, pesquisa, podemos encurtar período”, garantiu Erich;

Novos produtos: o mercado florestal diversificado tem espaço para novos produtos, segundo ele. Diversos materiais têm

surgido, como madeira engenheirada, química de celulose ou lignina e muito mais. Portanto, ele sugeriu que o setor aposte

nesses produtos. “Um produto interessantíssimo é a casca, por exemplo. Todo mundo tem casca, mas, hoje, ela é vendida apenas

como energia”, alertou Erich.

82 www.referenciaflorestal.com.br


Podemos gerar crédito

e colocar o país na

ponta nesse assunto

A cobertura completa do evento pode ser acessada atráves do link: https://APREflorestas.

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Setembro 2022

83


ARTIGO

Por que é necessário realizar

o controle da qualidade nas

ATIVIDADES FLORESTAIS?

Tiago Abreu Maia

Consultor Florestal I Especialista em Gestão Empresarial

Francio Soluções Florestais

Fotos: Francio Soluções Florestais

84 www.referenciaflorestal.com.br

Avaliação da profundidade do fertilizante durante

o preparo de solo

A

busca pela excelência nas operações florestais vem se

tornando cada vez mais latente e está sendo disseminada

de forma ampla por todos no setor de formação

florestal, seja em empresas de grande, médio e até

mesmo pequeno porte. Essa busca, faz-se cada vez

mais relevante, diante de um cenário de aumento exorbitante dos

preços dos insumos, no qual as mudas de espécies arbóreas e os

fertilizantes mais que dobraram de preço de um ano para o outro.

Aumentos nos preços de alguns herbicidas em mais de três vezes,

dentre outros insumos como o próprio diesel, principal combustível

utilizado nas operações florestais. Estes fatores proporcionaram um

elevado custo de implantação e manutenção florestal comparado

com os anos anteriores. Por isso, recomenda-se cada vez mais

utilizar as técnicas de Controle de Qualidade de forma inteligente

e integrada, para aumentar a produtividade sem gerar retrabalhos

o que aumenta de forma substancial os custos operacionais da formação

florestal. O Controle de Qualidade eficiente das operações e

dos insumos é fundamental para o sucesso da formação da floresta

e a garantia da produtividade esperada no final do ciclo.

Em 1903, Frederick Taylor já pontuava em suas obras Shop

Management e Os Princípios da Administração Científica, questões

relevantes como: para os custos serem baixos, é necessário padronizar

processos de forma a poder se estabelecer o controle sobre

as operações. Orientando os profissionais daquela época, Taylor

instituiu em 1911 o Princípio do Controle, pautado no gerenciamento

sobre a força de trabalho, disciplina, coleta e registro de dados.

No setor florestal, até o final do século XX, o foco maior estava

apenas em garantir a conformidade somente do produto final, ou

seja, dos plantios florestais no momento da colheita, sendo as inspeções

realizadas por meio do IPC (Inventário Florestal Pré-corte) e

algumas análises a depender da destinação da madeira. Desta forma

a inspeção era realizada em um produto já existente e verificava-se

apenas se a floresta seria capaz de atender às especificações estabelecidas

pelas fábricas e unidades de processamento da madeira.

Obviamente, esse processo exige gestão e gera custos de processo

em uma organização. Além disso, age somente sobre o efeito e

não na causa em si, uma vez que a floresta já está estabelecida

e tem-se pouca ou nenhuma ação de grande efeito para atuação

nos possíveis desvios.

A preocupação com a qualidade do processo vista como um

todo é iniciada com Walter Shewhart, estatístico norte-americano

que estudava os eventos produtivos e sua variabilidade na produção

de bens e serviços. Shewhart desenvolveu um sistema de

mensuração dessas variabilidades que ficou conhecido como CEP

(Controle Estatístico de Processo). Nesse contexto, a qualidade

amplia sua abordagem assumindo papel holístico envolvendo produto,

processos, pessoas e método. Surge, então, neste período, o

conceito chamado de qualidade total.

Este conceito começou a ser difundido no setor florestal por

volta dos anos 80 pelas empresas situadas no interior do Estado

de São Paulo. O método praticado nesta abordagem tratava-se

de visitas amostrais realizadas nas frentes operacionais, de forma

esporádica, geralmente por uma equipe de monitores de auditoria

com o objetivo de se avaliar o resultado obtido de cada operação

e comparando-o com o resultado esperado. Com a adoção desta

metodologia a empresa é capaz de gerar um banco de dados robusto

com o histórico dos principais desvios por operação, e desta

forma torna-se possível gerar gatilhos de ações para que tais desvios

observados não ocorram novamente.

Atualmente as empresas florestais estão buscando cada vez

mais implementar programas de qualidade de caráter proativo, ou

seja, programas geridos internamente nas próprias áreas operacionais

da empresa como a silvicultura, colheita e logística (qualidade

de primeiro nível). Essa abordagem busca fomentar a cultura de

identificar trabalhos baseados no ver-e-agir, a fim de antecipar os

riscos potenciais propondo contramedidas antes mesmo da ocor-

Avaliação dos parâmetros de qualidade

da muda e do plantio na atividade de

implantação florestal. Exemplo de muda

passada e plantada na profundidade

inadequada com afogamento de coleto.

Aferição dos bicos e conferência da

dosagem na aplicação de herbicidas.


ência dos problemas, tratando o erro diretamente na causa-raiz.

Nos dias de hoje para se construir um programa de qualidade

no setor florestal de forma sustentável e duradoura e para que a

cultura da qualidade possa se estabelecer como uma filosofia de

gestão nas organizações é necessário que as empresas levem em

consideração os seguintes pilares:

• Uso de tecnologia na medição e ação rápida: sistemas de

precisão com mensuração automatizadas como profundímetros

e fluxômetros, com resultados capazes de gerar ações imediatas

para o próprio executante da tarefa;

• Liderança engajada com a qualidade: envolvimento e compromisso

das lideranças e das equipes, com foco holístico pensando

na qualidade em toda cadeia de valor;

• Qualidade na estratégia: modelos de gestão e remuneração

orientados em manter a qualidade das operações e produto, mantendo

sempre o cliente como foco;

• Ter conformidade e estabilidade: padronização e busca do

erro zero no processo produtivo.

Apesar de ser crescente a preocupação com a qualidade nas

organizações do setor florestal, ainda será árduo o caminho até que

a cultura da qualidade esteja totalmente difundida em todos os

níveis empresariais. Os resultados evidenciam que valerá o esforço

e os valores desprendidos para se buscar a qualidade em qualquer

empresa, pois é fato que o prejuízo acarretado pela “não-qualidade”

tem se mostrado sempre maior que o valor da qualidade.

OS 10 PASSOS PARA SE INICIAR A GESTÃO DA QUALIDADE

EM UMA ORGANIZAÇÃO:

1) Definição da equipe e lideranças responsáveis pelo programa;

2) Inserção da qualidade no plano estratégico da empresa;

3) Definição das metas e objetivos de forma específica, mensurável,

atingível, relevante e temporal (SMART);

4) Elaboração do mapeamento dos processos;

5) Padronização das atividades desempenhadas com a criação

dos procedimentos operacionais;

6) Definição dos itens e dos níveis de controle ou níveis críticos

por operação;

7) Definição da agenda de treinamentos e reciclagem para todos

colaboradores envolvidos na operação;

8) Elaboração das metodologias e procedimentos de mensuração

de campo ou instalação dos equipamentos de monitoramentos

automatizados;

9) Implantação das avaliações e processamento do banco de

dados para elaboração dos relatórios;

10) Gestão da informação: ações/projetos de melhoria, revisão

ou manutenção do processo em função dos resultados obtidos

nas avaliações.

Avaliação dos parâmetros de qualidade nas

operações de colheita e transporte florestal

PRINCIPAIS OPERAÇÕES E OS SEUS PARÂMETROS

AVALIADOS NOS PROCESSOS FLORESTAIS

Avaliação de Mudas

• Rusticidade; • Altura; • Pares de folha; • Dano Físico;

• Nutrição; • Dominância apical; • Fitossanidade; • Toalete;

• Coleto; • Substrato; • Raiz Ativa.

Preparo de Solo (correção de solos e subsolagem com

fertilização de base)

• Profundidade de corte; • Rompimento lateral;

• Espaçamento entrelinhas; • Destorroamento de sulco;

• Profundidade do adubo; • Limpeza/capina da faixa;

• Largura da faixa; • Conformação do sulco.

Plantio

• Dimensões dos berços de plantio; • Muda/Coleto afogado;

• Muda danificada; • Muda com Substrato exposto;

• Muda tombada; • Muda encoberta por resíduos;

• Muda não firme; • Muda fora do centro da linha;

• Muda morta; • Muda bifurcada; • Berço sem muda;

• Espaçamento entreplantas.

Irrigação

• Intervalo entre o plantio e a irrigação; • Aferição de válvula;

• Posição da válvula; • Mudas sem irrigar.

Combate a Formigas

• Tanajuras ou formigueiros sem controle; • Ritmo de aplicação;

• Aferição de Bombata ou Isqueira; • Aplicação em formigueiro

sem atividade; • Localização da aplicação das iscas.

Aplicações de Herbicidas

• Derivas nas plantas; Distribuição de gotas com papel sensível;

• Funcionamento da câmara de compensação, filtros, retorno

do tanque e válvulas; • Bicos e pontas conformes; • Manta da

conceição; • Pressão do manômetro; • Mangueiras com dobras

críticas; • Vazamentos; • Cálculo da dosagem; • Aferição dos bicos;

• Altura em relação ao alvo.

Correção, fertilização e bioativação

• Dosagem conforme recomendação; • Calibração/Aferição do

sistema.

Colheita Mecanizada

• Altura das cepas; • Comprimento das toras; • Casca aderida;

• Feixes/Toras não baldeados; • Alinhamento das pilhas.

Logística

• Altura da carga; • Tora solta; • Madeira fora dos limites;

• Presença de resíduos e impurezas; • Alinhamento dos feixes;

• Pilhas não transportadas.

Estradas

• Largura; • Nivelamento; • Agregação do revestimento;

• Conformidade do sistema de drenagem.

Setembro 2022

85


SILVICULTURA

Produção

CONJUNTA

86 www.referenciaflorestal.com.br


Equilíbrio no sistema silvipastoril

promove benefícios a propriedades

rurais do Rio Grande do Sul

Fotos: divulgação

U

nidades produtivas que têm apostado na integração

de pecuária e floresta, com resultados

positivos em termos de produção, estão

sendo visitadas pela coordenação do Comitê

Gestor Estadual do Plano ABC+, que está em

fase de reativação. A ideia é identificar no Estado propriedades

que sirvam de modelo dentro do contexto da ABC

(Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) e que possam ter

suas experiências replicadas nas diversas regiões produtivas

do Rio Grande do Sul.

O engenheiro florestal do DDPA (Departamento de Diagnóstico

e Pesquisa Agropecuária), da SEAPDR (Secretaria da

Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural), Jackson Brilhante,

que está na coordenação do Comitê Gestor, conheceu,

nas últimas semanas, sistemas implantados em Bagé

e em Vale Verde. Em ambos os casos, aderiu-se o sistema

silvipastoril, que é uma opção tecnológica de consórcio de

lavoura-pecuária-floresta (consiste na combinação intencional

de árvores, pastagens e gado numa mesma área e ao

mesmo tempo).

Brilhante explica que os sistemas silvipastoris têm proporcionado

novas fontes de renda aos produtores, com a

madeira, e conforto térmico para os animais, por conta da

sombra gerada pelas árvores. Além disso, há uma série de

outros benefícios como melhoria na qualidade do solo, na

ciclagem de nutrientes, controle de erosão e aumento da

matéria orgânica do solo. “A inclusão de árvores nos sistemas

agropecuários, em especial as de rápido crescimento,

como os eucaliptos, potencializam a remoção de CO 2

(dióxido

de carbono) da atmosfera, o que gera um saldo positivo

de carbono e evidencia a capacidade desses sistemas para a

mitigação de gases de efeito estufa”, destaca Jackson.

Setembro 2022

87


SILVICULTURA

HARMONIA ENTRE CAMPO NATIVO E A FLORESTA

Jackson esteve em uma unidade demonstrativa na EM-

BRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Pecuária

Sul, em Bagé, na zona sul do Estado, onde se colocou

em prática o sistema silvipastoril com eucalipto. Este modelo

é acompanhado pelo pesquisador da EMBRAPA Pecuária

Sul, Helio Tonini. Ele conta que, a partir de 2012, iniciou-se

um projeto no município com 15 pecuaristas familiares, a

fim de propiciar uma nova experiência aos produtores com

a silvicultura no campo nativo. O trabalho contou com financiamento

do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária

e Abastecimento) e foi acompanhado por um conjunto de

instituições, entre elas, a EMBRAPA e a EMATER (RS)/Ascar.

Helio conta que a intenção foi desenvolver um sistema

que equilibrasse a criação de gado de corte, o campo nativo

e o ciclo do eucalipto. Entre 2019 e 2021, em uma segunda

fase do projeto, dados foram coletados sobre a integração

destes componentes. Descobriram-se alguns benefícios.

Um dos retornos positivos, segundo o pesquisador, foi a comercialização

da madeira gerada pelo raleio (desbaste) das

árvores, acrescentando uma fonte de renda aos produtores.

Outro resultado observou-se sobre a qualidade do

alimento ofertado para o gado. Em função da melhoria nas

condições do campo, Tonini diz que o sistema pode acarretar

em aumento da produtividade dos animais, embora

não tenha havido medição desse quesito nas propriedades

integrantes do projeto “A silvicultura ajudou a forragem a

permanecer mais verde tanto no inverno quanto no verão”,

explicou Helio.

Outra vantagem do modelo silvipastoril é a mitigação

da emissão de carbono que se consegue a partir do tipo de

solo, do espaçamento entre a linha de árvores, do material

genético usado e do manejo adequado. “Isto significa que,

com o uso do eucalipto, os pecuaristas familiares estão

sequestrando carbono acima da taxa de lotação das áreas

normalmente usadas no Pampa (em torno de 1 animal por

hectare)”, acrescentou Helio.

88 www.referenciaflorestal.com.br


É um trabalho de 4 anos e as árvores

que foram implantadas já ajudam a

reduzir o escoamento superficial da

água da chuva, mitigam a erosão e

já devolvem folhas, cascas, galhos,

incorporando nutrientes no solo e

resultando na pegada de carbono

Juarez Iensen Pedroso Filho -

Gerente de produção da AFUBRA

O pesquisador da Embrapa Pecuária Sul orienta os produtores

rurais interessados em adotar sistemas de integração

de culturas a procurarem por capacitações e assistências

técnicas. “É necessário fazer intervenções e adotar manejos

adequados para evitar colocar todo o sistema em risco. A

palavra é equilíbrio”, recomendou Helio.

MAIS SOMBRA, MENOS ADOECIMENTO DO

REBANHO

Outra propriedade visitada pelo engenheiro florestal

da SEAPDR foi a do produtor Marcos André Thiesen, que

trabalha com bovinocultura de leite, pastagens e cultivo de

tabaco no município de Vale Verde, Vale do Rio Pardo. O sistema

de produção silvipastoril começou a ser implantado na

sua área de terras há 4 anos, com ajuda técnica da AFUBRA

(Associação dos Fumicultores do Brasil), da qual Marcos é

associado.

Eucaliptos foram implantados na propriedade, em pontos

estratégicos, para gerar sombra nas áreas em que o gado

leiteiro pasteja. O produtor conta que o plantio de árvores

resultará em ganhos econômicos mais à frente, mas uma

das grandes contribuições que ele já diz notar é a melhoria

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Setembro 2022

89


SILVICULTURA

da sanidade do rebanho. “Na minha propriedade tinham

poucas árvores e as vacas acabavam deitando em um único

espaço de sombra que existia. Se uma vaca estava doente,

transmitia para as outras. Agora, tem mais sombra na área

de pastagem e elas se espalham, aumentando o bem-estar

e diminuindo a incidência de mastite”, relata Marcos. Com

mais conforto térmico, as vacas também consomem mais

pasto e, consequentemente, tem mais condições de ampliar

a produção.

Marcos plantou 400 mudas de eucalipto em uma área

de 1,8 ha (hectare). Em outro espaço cultiva a fumicultura.

Recomenda que os produtores interessados busquem apoio

técnico para fazer a integração. “É importante saber onde

plantar as árvores para que, em algum momento do dia, a

pastagem possa receber a luz solar e se desenvolver”, atenta

Marcos. O produtor diz estar satisfeito com a experiência

por ela também ser uma prática recomendada para redução

de emissão de carbono. “Acredito que temos que procurar

fazer algo pelo meio ambiente. Não posso só pensar no que

recebi do meu pai. Tenho que saber o que quero entregar

para os meus filhos amanhã”, reforça o produtor.

O gerente de produção agroflorestal da AFUBRA, Juarez

Iensen Pedroso Filho, que ajudou a introduzir a integração

de culturas na propriedade de Marcos, diz que a ideia é que

É importante saber onde

plantar as árvores para

que, em algum momento

do dia, a pastagem possa

receber a luz solar e se

desenvolver

Marcos André Thiesen - Produtor rural

de Vale Verde

90 www.referenciaflorestal.com.br


a área dele sirva de modelo para outras regiões produtoras

de tabaco. “Esta propriedade está rompendo paradigmas,

porque consorcia em uma mesma área mais do que um

componente produtivo, com potencial para gerar mais fontes

de renda para o produtor e proporcionando ganho ambiental,

de conservação de solo e água”, avalia Juarez.

O gerente de produção agroflorestal explica que a integração

de culturas em uma mesma gleba, algo preconizado

pelo programa ABC, harmoniza o ambiente. “O sistema é

vantajoso porque a árvore vai crescendo e os animais continuam

com oferta alimentar, tendo incremento de produtividade,

sem comprometer os recursos naturais”, deslinda

Juarez.

Segundo o gerente da AFUBRA, ainda não foram calculados

os níveis de sequestro de carbono na propriedade. No

entanto, acredita que os resultados já são mensuráveis. “É

um trabalho de 4 anos e as árvores que foram implantadas

já ajudam a reduzir o escoamento superficial da água da

chuva, mitigam a erosão e já devolvem folhas, cascas, galhos,

incorporando nutrientes no solo e resultando na pegada

de carbono”, completa Juarez.

É necessário fazer

intervenções e adotar

manejos adequados para

evitar colocar todo o sistema

em risco. A palavra é

equilíbrio

Helio Tonini - Pesquisador da EMBRAPA

Pecuária Sul

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Setembro 2022

91


PESQUISA

ESTRATÉGIAS DE SELEÇÃO GENÉTICA

PARA SILVICULTURA CLONAL

EM PINUS CARIBAEA VAR. HONDURENSIS

Foto: divulgação

VANESSA ISHIBASHI

UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)

PAULO CÉSAR FLÔRES JUNIOR

UFRA (UNIVERSIDADE RURAL DO AMAZONAS)

DIEGO TYSZKA MARTINEZ

UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)

ALEXANDRE SIQUEIRA GUEDES COELHO

UFGO (UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS)

ANTONIO RIOYEI HIGA

UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)

92 www.referenciaflorestal.com.br


URESUMO

m dos fatores que limitam a expansão de

povoamentos clonais de Pinus spp. é a

dificuldade de propagação vegetativa de

material genético adulto, idade em que

a seleção de árvores é mais efetiva. Uma

alternativa, neste caso, é a seleção e clonagem de famílias

de irmãos completos selecionadas geneticamente, o que

permite que as plantas se multipliquem ainda juvenis e

com alta predisposição ao enraizamento. Neste contexto, o

objetivo do presente estudo foi determinar as capacidades

gerais e específicas de combinação, além de obter estimativas

de parâmetros genéticos, em um teste de progênies

de irmãos completos de P. caribaea var. hondurensis, visando

a seleção de clones para formação de povoamentos

clonais. O teste de progênies foi instalado em 2006, com

79 progênies, e foi conduzido sob delineamento de blocos

completos casualizados, com 15 repetições. As parcelas

foram constituídas por uma única planta. Para análise foi

utilizado o modelo autorregressivo de primeira ordem para

os efeitos residuais combinado com o modelo que inclui

os efeitos de competição entre indivíduos. As estimativas

de CVgp% foram superiores às de CVgi% para DAP e VOL.

As estimativas de ha2 foram de alta magnitude para DAP

e VOL aos 11 anos de idade. Os efeitos não aditivos foram

Setembro 2022

93


PESQUISA

predominantes no controle genético das variáveis analisadas

em todas as idades. Houve pouco efeito das CGC sobre

a variação genética das variáveis analisadas em todas as

idades. A seleção dos cinco melhores cruzamentos para

formação de povoamentos clonais propicia ganhos de 12,7

a 29,6% em volume, nos futuros povoamentos clonais. Para

novos ciclos de seleção, é recomendável a manutenção de

bancos ativos de germoplasma. Neste sentido, sugere-se

que a melhor estratégia seja selecionar o melhor indivíduo

de cada cruzamento, substituindo-se as 14 progênies por

seus genitores.

Palavras-chave: Clonagem; Capacidade geral de combinação;

Capacidade específica de combinação; Pinus tropica.

INTRODUÇÃO

A crescente demanda de madeira tem resultado na

necessidade de escolha de espécies de rápido crescimento,

que produzam matéria-prima que atendam as demandas

de abastecimento das indústrias do setor florestal. Várias

espécies do gênero pinus têm sido plantadas em todo o

mundo, em função da qualidade da madeira, tolerância a

pragas, doenças e adaptação às condições ambientais adversas

(Munhoz et al., 2021).

É uma das espécies mais plantadas nas regiões tropicais

do mundo (Aguiar et al., 2014) e no Brasil, a espécie é

encontrada nas regiões sudeste e centro-oeste e algumas

áreas das regiões norte e nordeste, exceto no semiárido. Os

autores salientam que, além da produtividade e qualidade

da madeira, a espécie é preferida em relação às outras

variedades de Pinnus caribaea e a outros pinus tropicais

em função de produzir resina em quantidade viável para a

exploração comercial.

Considerando as limitações de ganhos genéticos em

programas de melhoramento tradicionalmente desenvolvidos

por propagação seminal, a clonagem tende a desempenhar

papel importante na consolidação da competência das

indústrias brasileiras neste mercado (Dias et al., 2018). A

clonagem proporciona homogeneização da matéria-prima,

permitindo otimizar os processos, contribuindo, principalmente,

para reduzir os custos de produção (Assis & Mafia,

2007).

Entretanto, um grande obstáculo à silvicultura clonal

de espécies do gênero pinus é a dificuldade de resgate de

material genético adulto, por apresentarem envelhecimento

fisiológico, o que leva a baixas taxas de enraizamento de

estacas e micro estacas (Alcantara et al., 2007; Degenhardt-

-Goldbach et al., 2020). Outro ponto é a impossibilidade de

promover o rejuvenescimento por meio de brotos basais,

como é feito com o eucalipto (Assis & Resende, 2011).

Os cruzamentos controlados e a existência de heterose

funcional em nível de progênies são úteis para capturar

os benefícios da CEC (capacidade específica de combinação)

por meio da clonagem de progênies superiores para

implantação de populações florestais de alto rendimento.

Por meio da clonagem de progênies, as plantas podem ser

multiplicadas quando ainda em desenvolvimento juvenil e

com alta predisposição ao enraizamento (Assis & Resende,

2011).

Várias espécies do gênero

pinus têm sido plantadas em

todo o mundo, em função

da qualidade da madeira,

tolerância a pragas, doenças

e adaptação às condições

ambientais adversas

94 www.referenciaflorestal.com.br


O termo CGC (capacidade geral de combinação) é

utilizado para se designar o desempenho médio de um

genótipo em combinação híbrida e, fornece informações a

respeito da concentração de genes de efeitos predominantemente

aditivos. Por outro lado, o termo CEC é utilizado

para se designar os desvios que certas combinações híbridas

apresentam em relação ao desempenho médio dos

genótipos envolvidos e, fornece informações acerca dos

genes de efeitos não aditivos (Griffing, 1956).

Neste contexto, o objetivo do presente estudo é determinar

as capacidades gerais e específicas de combinação,

além de obter estimativas de parâmetros genéticos, em

um teste de progênies de irmãos completos de Pinnus caribaea

var. hondurensis, visando a seleção de clones para

formação de povoamentos clonais. Estratégias de seleção

genética para silvicultura clonal em Pinus caribaea var. hondurensis

Scientia Forestalis, 50, e3858, 2022 3/11

Por meio da clonagem de

progênies, as plantas podem ser

multiplicadas quando ainda em

desenvolvimento juvenil e com alta

predisposição ao enraizamento

Essa é uma versão parcial do conteúdo, que pode ser acessado através do link:

https://www.ipef.br/publicacoes/scientia/v50_2022/2318-1222-scifor-50-e3858.pdf

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AGENDA

AGENDA2022

Forestrise 2022

Data: 14 a 16

Local: Tóquio (Japão)

www.forestrise.jp/2022/eng

Lesprom-Ural Professional

Data: 15 a 18

Local: Ekaterinburg (Rússia)

http://en.expoural.com/events/lesprom

Seminário Gaúcho de Silvicultura

Data: 22 e 23

Local: São Francisco de Paula ( RS)

https://seminariodesilvicultura.com.br

AGOSTO

2022

AGOSTO

2022

SETEMBRO

2022

SET

2022

SEMINÁRIO GAÚCHO

DE SILVICULTURA

Com o propósito de apresentar tecnologias modernas para

o setor e oportunizar novos investimentos acontece nos

dias 22 e 23 de setembro de 2022 o Seminário Gaúcho de

Silvicultura, e no dia 24 de setembro, o Encontro Estadual

de Plantio e Fomento Florestal. Os eventos serão realizados,

no Parque de Exposições Davenir Peixoto Gomes,

na cidade de São Francisco de Paula (RS). Paralelo aos

eventos técnicos acontece exposição e feira com máquinas,

equipamentos, insumos, com destaque desde mudas de

espécies de crescimento rápido até linhas de crédito. Os

eventos tornam-se importantes a partir do momento que o

consumo crescente de madeira exige novos investimentos

em plantio e serviços. E o Rio Grande do Sul surge como um

grande potencial de expansão.

NOV

2022

CBH

O CBH (Congresso Brasileiro de Heveicultura) é um dos

mais importantes fórum brasileiro de intercâmbio e atualização

sobre diferentes assuntos ligados ao setor de borracha

natural. Em sua sétima edição, pretende apresentar,

debater e encaminhar propostas e soluções para os principais

desafios que afetam o setor. O evento será aberto para

toda a sociedade, em especial para os empresários rurais

e industriais, produtores, pesquisadores, extensionistas,

professores, consultores, prestadores de serviços, estudantes

de graduação e pós-graduação, instituições/entidades

públicas e privadas e demais agentes de desenvolvimento

que atuam na cadeia agroindustrial da borracha natural.

Imagem: reprodução Imagem: reprodução

96 www.referenciaflorestal.com.br


AGENDA2022

OUTUBRO

2022

V Cbctem

Data: 19 a 21

Local: Goiania (GO)

https://vcbctem.cbctem.com.br/

NOVEMBRO

2022

ASSINE AS PRINCIPAIS

REVISTAS DO SETOR

E FIQUE POR DENTRO

DAS NOVIDADES!

Simpos2022 -

Simpósio Brasileiro de Pós-Graduação

em Ciências Florestais

Data: 8 a 11

Local: Curitiba (PR)

https://simpos2022.galoa.com.br

INFORMAÇÃO

A ALMA DO NEGÓCIO!

FLORESTAL

INDUSTRIAL

PRODUTOS

BIOMAIS

NOVEMBRO

2022

CELULOSE

CBH (Congresso Brasileiro de Heveicultura)

Data: 10 a 12

Local: Piracicaba(SP)

https://www.congressodeborracha.com.br

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Setembro 2022

97


ESPAÇO ABERTO

Foto: divulgação

Informação

É TUDO

Por Vânia Rios,

Diretora de vendas da Intelie é formada

em ciência da Computação pelo ITA, tem

MBA em Administração e pós-graduação

em gestão de sistemas de informação

Análise de dados é

fundamental para

contribuir com

a estratégia de

sustentabilidade das

empresas

E

m meio a mudanças climáticas e escassez de recursos naturais,

os governos e as empresas ao redor do mundo têm

agido para adotar uma postura cada vez mais sustentável.

Sendo assim, a palavra sustentabilidade tornou-se sinônimo

de temas sociais, ambientais e econômicos, originando

a sigla ESG (que em português significa governança socioambiental e

corporativa). Trata-se de um parâmetro capaz de definir se as operações

das empresas são socialmente responsáveis, sustentáveis e

corretamente gerenciadas, consequentemente atingindo a excelência

operacional, inclusiva e sustentável.

Em 2021, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizou um

estudo, com executivos de 500 médias e grandes empresas brasileiras,

para avaliar suas visões e quais ações concretas adotaram em relação

à sustentabilidade. Segundo o levantamento, práticas de gestão de

resíduos e redução do consumo e desperdício de água e energia já são

realizadas por nove a cada dez das empresas pesquisadas.

Já a pesquisa da ABERJE (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial)

apontou, em 2021, que 95% das empresas brasileiras têm o

tema de ESG como prioridade em suas agendas corporativas. Por meio

dessa pesquisa, é possível concluir que as organizações que estão priorizando

questões de sustentabilidade precisam saber que a excelência

operacional estabelece uma cultura organizacional com o objetivo de

alcançar a melhoria contínua de processos e resultados e, para isso, podem

tornar a tecnologia uma grande aliada para cumprir seus objetivos

sustentáveis.

O desafio de atender às questões de sustentabilidade e, ao mesmo

tempo, garantir a eficiência operacional, padronizando e controlando

o cumprimento de normas a fim de evitar crises, acidentes e desperdícios,

pode ser atingido por meio da aplicação de recursos tecnológicos

- tais como IoT (Internet das Coisas), machine learning e inteligência

artificial. Esse recursos permitem a automação dos processos e o monitoramento

de todo o ambiente operacional.

Porém, muitas empresas praticam a inovação e criam iniciativas

digitais dispersas que não contribuem para, efetivamente, transformar

digitalmente o negócio e buscar eficiência operacional, reduzir custos

e fornecer base para decisões estratégicas. A maturidade digital para o

uso de dados segue a jornada de condensar todas as informações numa

única plataforma e, posteriormente, classificar, cruzar e relacionar estas

informações.

A análise dos dados gerados pela área operacional de uma empresa

é fundamental para buscar continuamente a mudança efetiva na preservação

dos recursos naturais do planeta. Monitorar tais dados permite

estar continuamente alerta para informações sobre consumo de

recursos, bem como das emissões de carbono, por exemplo.

Por fim, utilizar tecnologia para análise de dados em tempo real

é essencial não apenas para aumentar a eficiência da estratégia de

sustentabilidade, mas principalmente para aperfeiçoar a eficiência

operacional das empresas. Isso porque a análise permite acompanhar

os indicadores chaves de desempenho e trazer melhorias consistentes

na segurança, controle de riscos, uso dos recursos, controle de desperdícios,

entre outros, impactando diretamente na redução dos custos

operacionais e também nos indiretos - é o caso da questão de sustentabilidade

versus a imagem da empresa no mercado.

98 www.referenciaflorestal.com.br


Novo sistema de medição de

comprimento ainda mais preciso;

Novo projeto de chassis, mais

robusto, maior durabilidade;

Novos cilindros das facas de

desgalhe;

Pinos substituíveis do Link,

simplificando sua manutenção;

Novo acesso ao ponto para

lubrificação, mais segurança na

manutenção;

Nova geometria da caixa da serra,

que propicia um ciclo de corte mais

rápido com menor lasque da

madeira;

Anéis trava ajustáveis no conjunto

de medição do diâmetro, que

estendem a durabilidade dos

componentes.

Serviço: (41) 2102-2881

Cabeçote: (41) 2102-2811

Peças: (41) 2102-2881

(41) 9 8856.4302

Pinhais-PR: Rua Alto Paraná, 226 - Sala 02

(41) 9 9232.7625

Butiá-RS: Av. Perimetral Sargento Fermino Peixoto da Silva, 181

(41) 9 9219.3741 Caçador-SC: Rua Victor Meireles, 90 • NOVA SEDE

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