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ENTREVISTA

Jose Mario Ferreira, novo presidente da ACR, assume missão na entidade catarinense

POTÊNCIA E

VERSATILIDADE

HARVESTER COM GUINCHO AUXILIAR

OFERECE MAIS ESTABILIDADE NA

OPERAÇÃO FLORESTAL

POWER AND

VERSATILITY

HARVESTER WITH AUXILIARY

WINCH OFFERS MORE STABILITY

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Setembro 2022

9


SUMÁRIO

SETEMBRO 2022

58

ESTABILIDADE,

SEGURANÇA E

EFICIÊNCIA

12 Editorial

14 Cartas

16 Bastidores

18 Notas

38 Coluna Cipem

40 Frases

42 Entrevista

56 Coluna

58 Principal

64 Informe

66 Congresso

70 Prêmio REFERÊNCIA

74 Economia

78 Especial

84 Artigo

86 Silvicultura

92 Pesquisa

96 Agenda

98 Espaço Aberto

74

78

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

17 Agroceres

11 Bayer

43 Beltz do Brasil

21 Carrocerias Bachiega

65 Codornada Florestal

89 D’Antonio Equipamentos

100 Denis Cimaf

02 Dinagro

25 DRV Ferramentas

39 Emex

41 Engeforest

37 Euroforte

69 Expoforest

91 Feldermann Forest

83 Felipe Diesel

81 Fischer Máquinas

27 Flamar Implementos

45 J de Souza

57 Komatsu Forest

47 Lion Equipamentos

99 Log Max

04 Lufer Forest

55 Mill Indústrias

49 Minusa Forest

13 MSC Cargo

06 Neocert

51 Planalto Picadores

73 Prêmio REFERÊNCIA

19 Rotary-Ax

08 Rotor Equipamentos

53 Serf Consultoria

95 Shopping da Indústria

15 Syngenta

31 Tecmater

23 Unibrás

29 Vantec

33 Watanabe

35 WDS Pneumática

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EDITORIAL

Madeira que move

A indústria da madeira tem se tornado uma verdadeira obsessão

no mundo. Ser sustentável e renovável são algumas das características

que mais chamam atenção das grandes economias mundiais

e nesse aspecto, o Brasil se destaca entre os primeiros do mundo.

Os investimentos em tecnologia e inovação são cada vez maiores

e a crescente deve continuar. O futuro com uma economia verde,

sustentada na indústria de base florestal se mostra promissor e não

tão distante do que vivemos hoje. Nesta edição, o leitor conhecerá

os detalhes do novo harvester com guincho auxiliar da Komatsu, que

combina potência e versatilidade na operação, as informações sobre

o congresso que movimentou o setor, novidades sobre gestão e futuro

das florestas plantadas na Bahia, novos resultados sobre processos

agrossilvipastoris, além de uma entrevista exclusiva com o Jose

Mario Ferreira, novo presidente da ACR (Associação Catarinense de

Empresas Florestais), falando sobre sua relação com o setor florestal

e os planos para o segmento. Ótima leitura!

2

1

Na capa desta edição o 931XC

da Komatsu, harvester com

guincho auxiliar que esbanja

eficiência e versatilidade

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXIV • Nº244 • Setembro 2022

ENTREVISTA

Jose Mario Ferreira, novo presidente da ACR, assume missão na entidade catarinense

POTÊNCIA E

VERSATILIDADE

HARVESTER COM GUINCHO AUXILIAR

OFERECE MAIS ESTABILIDADE NA

OPERAÇÃO FLORESTAL

POWER AND

VERSATILITY

HARVESTER WITH AUXILIARY

WINCH OFFERS MORE STABILITY

IN FORESTRY OPERATIONS

TIMBER MOVING

The Forest-based Sector has become a fixation in the world. Being

sustainable and renewable are some of the characteristics that most

draw attention from the world’s major economies and, in this aspect,

Brazil stands out among the first in the world. Investments in technology

and innovation are increasing, and this must continue. The future

with a green economy, sustained in the Forest-based Sector is promising

and not so far from what we live today. In this issue, the reader will

learn the details of Komatsu’s new harvester with an auxiliary winch,

which combines power and versatility in any operation, information

about the Congress that moved the Sector, news about management

and future of forests planted in Bahia, new results on agricultural forestry

processes, and an exclusive interview with Jose Mario Ferreira,

new President of the State of Santa Catarina Association of Forestry

Companies (ACR), talking about its relationship with the Forest-based

Sector and the plans for the Sector. Pleasant reading!

Entrevista com

Jose Mario

Ferreira

Locação de equipamentos para

operação e transporte florestal

3

EXPEDIENTE

ANO XXIV - EDIÇÃO 244 - SETEMBRO 2022

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Vinicius Santos

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Gabriel Dalla Costa Berger

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

Gabriela Bogoni

Me Hua Bernardi

criacao@revistareferencia.com.br

Midias Sociais / Social Media

Andrew Holanda

Cainan Lucas

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal - Carlos Felde

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

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Depto. de Assinaturas / Subscription

Cristiane Baduy

assinatura@revistareferencia.com.br

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

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direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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CARTAS

ENTREVISTA Markus Brütsch, CEO da Precious Woods, fala sobre o mercado de madeiras nobres

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

Capa da Edição 243 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de agosto de 2022

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Ano XXIV • Nº243 • Agosto 2022

TRABALHO INTENSIVO

CABEÇOTE TRITURADOR OFERECE VERSATILIDADE

E EFICIÊNCIA NA LIMPEZA DE ÁREAS

INTENSIVE WORK

MULCHER HEAD OFFERS VERSATILITY

AND EFFICIENCY IN CLEARING AREAS

CAPA

Por Paulo Assunção, Lages (SC)

Alguém deve fazer o trabalho pesado e a Himev vai muito bem nessa missão.

Máquinas como essa auxiliam na continuidade do ciclo da madeira

ENTREVISTA

Por Afondo Nogueira, Montes Claros (MG)

A ACR realiza um trabalho muito importante para um setor tão forte e

relevante para o Estado de Santa Catarina. Que a gestão possa ser de

muito sucesso

Foto: divulgação

TRANSPORTE

Por Mauro Ribeiro, Contagem (MG)

Ter especialistas falando sobre o assunto eleva muito o nível da conversa. Por

serem equipamentos de alto investimento, é muito melhor saber com detalhes

qual escolher

Foto: Komatsu

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Revista Referência Florestal

@referenciaflorestal

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados também para redação

jornalismo@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL

ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


BASTIDORES

Revista

Foto: REFERÊNCIA

CONFIRMADO

A Rotary-Ax confirmou que vai ser a capa da Edição de

Agosto do próximo ano da Revista REFERÊNCIA Florestal que

vai circular na Expoforest. Na foto, os diretores da empresa,

Victor Shinohara e Bruna Krüger, junto com o diretor

comercial da revista, Fábio Machado.

VISITA

Em Agosto, recebemos a ilustre visita do

comercial da empresa Neocert, Diogo

Lorenzetti, que foi recebido pelo nosso diretor

comercial, Fábio Machado.

Foto: REFERÊNCIA

16 www.referenciaflorestal.com.br

ALTA

SUSTENTABILIDADE COMO

OPORTUNIDADE

Segundo pesquisas, o mercado mundial de produtos florestais

está estimado em US$ 350 bilhões e o Brasil tem participação

de uma fatia de somente 4%, mesmo tendo grande variedade

de biomas e espécies que só nascem aqui. Segundo informações

da CNI (Confederação Nacional das Indústrias) há uma

possibilidade de constituir receita com a produção sustentável,

respeitando e preservando os ecossistemas, ampliando

assim o valor da floresta em pé e contribuindo para valorizar

o manejo sustentável de recursos florestais. Segundo Davi

Bomtempo, gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade

da CNI, são necessárias políticas que moldem esse

mercado e deem segurança jurídica para atrair o investidor,

evoluindo no arcabouço regulatório e ajustanto algumas políticas

públicas, especialmente as concessões florestais. “É um

potencial enorme que concilia atratividade, conservação e

desenvolvimento local na exploração sustentável de produtos

florestais madeireiros, não madeireiros e de serviços ambientais,

respeitando as comunidades locais”, defende Davi.

SETEMBRO 2022

EUROPA EM CHAMAS

O velho continente não vive seus melhores dias. Além da

guerra entre Rússia e Ucrânia, o verão europeu é um dos

mais intensos dos últimos anos, levando a um volume

recorde de queimadas e secas em vários países. Com uma

posição, em relação a preservação ambiental, de superioridade

em relação a países de outros continentes, os europeus

sentem na pele o resultado das mudanças climáticas

também causadas por eles. Apenas em relação a incêndios

florestais, já foram superados os 761 mil ha (hectares) queimados,

maior número desde 2006 e o equivalente a área da

Bélgica e Suíça juntas. Espanha e Romênia são os países que

mais sofrem com os incêndios, com 283 mil ha e 150 mil

ha queimados, respectivamente. A maior seca desde o ano

de 1961 já levou várias cidades francesas a realização de

racionamento de água e alguns rios secaram. As consequências

imediatas são pesadas, e segundo órgãos públicos

europeus, o reflexo das secas nos plantios poderá ser ainda

mais grave e sentido nos próximos meses.

BAIXA


Desde 2015 produzindo resultados e soluções

nas operações do controle das formigas cortadeiras.

1.170.000 ha realizados com monitoramento.

440.000 ha de operações mecanizadas e georreferenciadas com emissão de

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17.500 profissionais capacitados em operações de controle das formigas cortadeiras.

Acompanhamento por indicadores de resultado.

Altos níveis de resultados pós controle, com redução da infestação e dos danos

econômicos na área plantada.

Otimização das doses recomendadas e dos custos operacionais.


NOTAS

Visto de cima

A APRE (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal) vai lançar a terceira edição do estudo setorial. Este ano,

o mapeamento das áreas plantadas está sendo realizado pela startup Canopy Remote Sensing Solutions, uma empresa que

combina ciência e tecnologia de sensoriamento remoto (satélites, aviões ou drones) para entregar soluções inovadoras em mapeamento,

inventário e monitoramento florestal. Assim, o Estudo Setorial APRE 2022 trará o mais recente levantamento com

imagens de satélite, com alta precisão e caracterização das florestas plantadas no Estado.

Zaid Ahmad Nasser, presidente da APRE, explica que esse será o estudo mais detalhado já realizado no setor florestal paranaense

e o mais interessante é que Canopy está levantando dados em todo o território nacional. Sendo assim, a precisão de

informações será excelente não só para o Paraná, mas para o Brasil todo. “Conseguiremos ter um mapeamento real e seguro da

área ocupada pela silvicultura no país”, destaca Zaid.

Segundo Fabio Gonçalves, cofundador e CEO da Canopy, a empresa realizou um levantamento inédito das florestas plantadas

no país, incluindo mapeamento detalhado em escala de talhão; identificação do gênero plantado; determinação da data de

plantio; estimativas da produtividade e do estoque de madeira; e informações de solo, clima, relevo e outras bases de interesse.

As imagens obtidas trazem dados de áreas a partir de 0,25 ha (hectare) cultivado, mostrando expansão ou retração da base.

“A missão que abraçamos na Canopy é a de usar o estado da arte em geotecnologias para entregar não só um raio-x completo

das áreas de floresta cultivada no Paraná e no Brasil, mas um sistema de suporte à decisão florestal, com informações sistemáticas,

precisas e atualizadas”, garante Fabio Gonçalves.

O mapeamento está na última fase e, nos próximos dias, a Canopy entregará o relatório final. Os dados serão divulgados

nacionalmente pela IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) e, regionalmente, pelas associações florestais.

Foto: arquivo

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NOTAS

Florestas mais seguras

O Brasil registrou uma queda de 3,49% no número de focos de queimadas entre janeiro e julho de 2022 em comparação

ao mesmo período do ano passado. O levantamento, realizado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais),

envolve os seis biomas existentes no Brasil: Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa.

Uma das estratégias para combater os focos de incêndios no país é a operação Guardiões do Bioma – Combate

a queimadas e incêndios florestais, que está na segunda edição. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança

Pública, com apoio do MMA (Ministério do Meio Ambiente), a operação conta com um efetivo de 1250 combatentes por

mês nos Estados, 1800 agentes da Força Nacional de Segurança Pública prontos para atuar e mais de 3 mil brigadistas do

ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e PrevFogo/IBAMA. A atuação ocorre em 15 Estados

da Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga.

A segunda edição da operação começou em 21 de junho e deve prosseguir até janeiro de 2023 com ações contra

o fogo, investigação dos crimes ambientais e uso de equipamentos de contenção de incêndios, como embarcações,

reboque, drones e GPS. As operações são realizadas no Acre, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato

Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Imagem: reprodução

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NOTAS

Produção crescente

A produção do setor de árvores cultivadas segue avançando para atender à sociedade por meio de seus bioprodutos.

De acordo com o Boletim Cenários IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), produzido pela entidade no primeiro semestre

de 2022, a produção de celulose cresceu 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a fabricação

de papel demonstrou aumento de 3,1% na fabricação do produto.

O embaixador José Carlos da Fonseca Jr., direto executivo da IBÁ, comenta que a indústria de produtos florestais

caminha lado a lado com a nova economia verde que está sendo desenhada no Brasil e no mundo. As empresas do setor

de árvores cultivadas desenvolvem mais de 5 mil bioprodutos essenciais para o nosso dia a dia como embalagens

de papel, papel higiênico, fraldas, pisos laminados, painéis de madeira para móveis, entre muitos outros, com tecnologia

e inovação, os itens são alternativas sustentáveis aos de origem fóssil. “Os consumidores estão exigindo produtos

mais sustentáveis, sendo que o processo envolve desde os materiais e o modo de produção até a vida útil desses

itens, como forma de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Isso demonstra o quanto a indústria está pronta

para atender as demandas da sociedade”, explica José Carlos.

Seguindo sua missão de prover bioprodutos para a sociedade de todo o planeta, a indústria de base florestal brasileira

registrou avanços na exportação de todos os segmentos. Em valores, o setor trouxe divisas ao país que somaram

US$ 5,5 bilhões entre janeiro e junho (+33,0%). Este resultado favoreceu a balança comercial do setor, que totalizou

US$ 5,0 bilhões (+38,8%).

No período, a China continua sendo o principal destino das exportações de celulose produzidas no Brasil, chegando

a US$ 1,5 bilhão negociados. A América Latina segue como principal comprador de papel do Brasil e somou US$

966 milhões nas negociações do produto. A região também é o mercado externo que mais adquiriu painéis de madeira,

que totalizou US$ 126,3 milhões. As informações detalhadas podem ser acessadas na 70ª edição do Cenários IBÁ,

boletim Indústria Brasileira de Árvores.

Foto: divulgação

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NOTAS

Mercado do futuro

O presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Pedro Nascimento, e o ministro do MMA (Ministério

do Meio Ambiente), Joaquim Leite, se reuniram na sede da CVM, no Rio de Janeiro, para debater assuntos de interesses

comuns às instituições.

Em pauta, a agenda de Ativos Ambientais de Vegetação Nativa, as Finanças Sustentáveis e o Mercado de Carbono,

temas que vêm ganhando destaque, inclusive, no âmbito do mercado de capitais. “Foi uma excelente reunião. O governo

incentiva o mercado de crédito de carbono regulado e de ativos ambientais de vegetação nativa”, ressaltou Joaquim.

Para o presidente do CVM, é importante acompanhar esses novos segmentos e as oportunidades que eles podem gerar

para a sociedade e o mercado. “Essa interação com o Ministério do Meio Ambiente nos fornece insumos e materiais

para, do ponto de vista da CVM, avaliarmos como é possível contribuir”, destacou João Pedro.

O representante da autarquia lembrou a respeito de alguns trabalhos em andamento na CVM, que tem se mostrado

bem atenta a essas questões. A chamada agenda ASG (que aborda temas Ambientais, Sociais e de Governança) foi objeto

de um recente estudo realizado pela CVM. “Além disso, a entidade é uma das gestoras do LAB, Laboratório de Inovação

Financeira, e, naquele fórum de discussão, tem a possibilidade de fomentar e auxiliar na construção de caminhos relevantes

e, ao mesmo tempo, implementar políticas públicas do Ministério do Meio Ambiente”, concluiu João Pedro.

Imagem: reprodução

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SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

Quem usa as

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Setembro 2022

25


NOTAS

Olho nas pragas

Entre os dias 22 e 25 de agosto aconteceu a I Conferência Zoologia na Indústria, novas tecnologias e perspectivas no

auxílio à cadeia produtiva, realizado no Campus da Indústria, do Sistema FIEP (Federação das Indústrias do Estado do

Paraná), em Curitiba. A EMBRAPA Florestas foi responsável pelo encontro sobre controle biológico de pragas florestais.

Esta pauta entrou nas prioridades porque plantios de eucalipto e pinus no Paraná, utilizados pela indústria madeireira,

moveleira e de celulose e papel, sofrem ameaça constante de pragas florestais, especialmente alguns insetos como vespas,

formigas e pulgões, e até de alguns mamíferos. No evento, serão debatidas tecnologias de controle biológico e seu

impacto na cadeia de base florestal.

Para Carlos Valter Martins Pedro, presidente do Sistema FIEP, o evento será uma grande oportunidade principalmente

para algumas áreas ligadas ao agronegócio, sendo que este é um serviço importante que estamos disponibilizando para

a indústria do nosso estado. “Queremos iniciar com a formação de grupos de trabalho que vão poder compartilhar experiências

a partir do conhecimento adquirido nas universidades para aplicação na rotina de algumas cadeias produtivas”,

reforçou Carlos.

Já para Luciane Marinoni, presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia, também membro titular do departamento

de Zoologia da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e responsável pelo congresso, falta comunicação entre quem

produz conhecimento e quem aplica. “Se a academia não puder produzir conhecimento, realizar pesquisas, a indústria

será com certeza afetada”, salientou Luciane. Segundo a presidente, empresários terão especialistas disponíveis para

tratarem de assuntos de seu interesse. “A academia poderá levar suas demandas ao conhecimento deles, que poderão

contribuir, por exemplo, na captação de recursos e no direcionamento de pesquisas em áreas que impactam diretamente

seus negócios.”, alertou Luciane.

Para este debate inicial, entre setor produtivo e especialistas, foram elencados três temas prioritários que nortearam

reuniões técnicas da conferência. Um deles é o de pragas florestais. Outro tema é o manejo e controle de javalis. Para

fechar a conferência, foram apresentadas experiências com uso de novas ferramentas para monitoramento e controle

de pragas em plantações de cereais. Houve apresentação de cases de sucesso e após cada palestra, houve uma reunião

técnica restrita entre representantes dos setores de interesse da indústria, afetados pela temática apresentada, e pesquisadores

da área, no intuito de expor os problemas, desafios, verificar oportunidades e desenvolver potenciais soluções.

Imagem: reprodução

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Setembro 2022

27


NOTAS

Crédito para o futuro

Uma reunião online com o tema: Situação atual e perspectivas de crédito para o setor florestal brasileiro; reuniu

representantes da ACR (Associação Catarinense de Empresas Florestais), do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e

Abastecimento) e profissionais de empresas associadas.

A abertura foi feita pelo diretor-executivo da ACR, Mauro Murara Jr. e pelo coordenador-geral de Fomento e Inclusão

Florestal do SFB (Serviço Florestal Brasileiro), Fernando Castanheira Neto. Murara apresentou o setor florestal de Santa

Catarina, área plantada e perspectivas de estoque e demanda de madeira. Castanheira falou sobre a estrutura do SFB e

conduziu as apresentações que deram sequência à reunião.

Três especialistas da SPA (Secretaria de Política Agrícola) falaram sobre as diferentes possibilidades de crédito e financiamentos

disponíveis pelo governo federal. João Claudio da Silva Souza, coordenador de Políticas Setoriais apresentou:

o crédito do Programa de ABC+ (Agricultura de Baixo Carbono) para florestas e atividades afins. José Henrique da Silva,

coordenador-geral de Crédito à Agricultura Familiar falou sobre: Crédito do PRONAF (Programa Nacional de Agricultura

Familiar) para florestas, sistemas agroflorestais e atividades afins. Por último, José Nilton de Souza Vieira, da Coordenação

de Financiamento da Secretaria de Política Agrícola apresentou: Instrumentos de Mercado que podem ser utilizados para

o financiamento florestal.

Apenas os recursos para crédito rural do Plano Safra 2022/2023 passam dos R$ 340 bilhões. O objetivo do encontro

foi dar direcionamento a gestores do setor florestal para esta e outras modalidades de crédito disponíveis atualmente.

Esse valores abrem grandes possibilidades para o futuro do setor.

Imagem: reprodução

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Setembro 2022 29


NOTAS

Manejo liberado

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aprovou o primeiro PMFS (Plano

de Manejo Florestal Sustentável) na FLONA (Floresta Nacional) do Amapá. A exploração da área prevê o uso de técnicas

de impacto reduzido com o objetivo de extração de madeira em tora e de resíduos florestais, possibilitando o aproveitamento

sustentável dos recursos naturais - além de trazer benefícios sociais e econômicos para o Estado. As análises para

liberação do PMFS foram concluídas em julho deste ano.

Ao todo, o plano de manejo abrange 39,3 mil ha (hectares) de floresta, a serem explorados sob o regime de concessão

florestal. Outro plano de manejo maior na mesma Flona – com 110,7 mil ha, encontra-se em fase de análise no

Instituto. Com a área autorizada na FLONA, o IBAMA passa a contar com mais de um milhão de hectares sob sua responsabilidade

no âmbito das concessões florestais.

Um balanço feito a partir de dados do SINAFLOR/DOF indica que, em 2022, foram autorizados pelo Instituto 15 POA

(Planos Operacionais Anuais), com área total de 33,2 mil ha, e produção autorizada de mais de 635 mil m 3 (metros cúbicos)

de madeira em toras, o que representa uma relação de 19,14 m 3 /ha (metros cúbicos por hectare).

Por meio do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), há perspectiva de acréscimo de área sob regime de

concessão florestal federal em até 4 milhões de ha, razão pela qual o IBAMA se prepara para análise de planos de manejo

advindos das concessões florestais das FLONAS de Jatuarana e Pau Rosa, além da Gleba Castanho, no Estado do Amazonas

– que estão em processo de audiências públicas para proposta de Edital de Concessão Florestal, conduzido pelo SFB

(Serviço Florestal Brasileiro).

Imagem: reprodução

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Setembro 2022

31


NOTAS

Luto no manejo

O Instituto Floresta Tropical expressa profundo pesar

pelo falecimento de seu fundador, Johan Cornelis Zweede.

Natural da Holanda e radicado no Brasil desde 1966, Zweede

foi pioneiro no desenvolvimento de técnicas e pesquisas

na área de manejo florestal na Amazônia Brasileira.

Primeiro engenheiro florestal a trabalhar na Amazônia,

tanto de forma operacional como comercialmente, Zweede

é um dos principais nomes responsáveis pela implantação

do manejo florestal sustentável e exploração de impacto

reduzido para a produção de madeira.

Com uma trajetória de mais de meio século dedicado

à promoção e adoção de boas práticas de manejo florestal,

alinhado à conservação dos recursos naturais e a melhoria

da qualidade de vida das populações tradicionais, Johan

Zweede deixa um importante legado de defesa da Amazônia,

do desenvolvimento sustentável e incentivo às pesquisas

que se propõem a manutenção da floresta em pé.

Imagem: reprodução

Indústria em alta

Imagem: reprodução

O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial), divulgado pela

CNI (Confederação Nacional da Indústria), avançou dois pontos na passagem

de julho para agosto de 2022, atingindo a marca de 59,8 pontos.

A alta no indicador é reflexo da melhora da percepção e das expectativas

do empresariado em relação à economia brasileira. Esse é o maior nível

do ICEI desde agosto do ano passado, quando o índice chegou a 63,2

pontos. De acordo com a pesquisa, a indústria segue confiante, uma vez

que o ICEI permanece acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa

confiança de falta de confiança. O índice varia de 0 a 100 pontos. Foram

ouvidas 1.542 empresas, das quais 599 de pequeno porte, 582 de médio

porte e 361 de grande porte, entre 1º e 8 de agosto.

O Índice de Condições Atuais – um dos indicadores que compõem o

ICEI – registrou alta de 3,1 pontos em relação a julho, alcançando 54,2

pontos. Segundo a economista da CNI, Larissa Nocko, o avanço demonstra

que o empresário percebe melhora mais forte e disseminada das condições

atuais na comparação com os últimos seis meses. “Os fatores que

mais influenciaram esta alta da confiança do empresário industrial em

agosto foram a recuperação econômica consistente dos últimos meses e a

desoneração de itens que afetam a produção, como é o caso dos combustíveis

e da energia”, afirma a economista da CNI. Outro componente do

ICEI, o Índice de Expectativas também subiu – alta de 1,5 ponto, para 62,6

pontos. O aumento demonstra otimismo ainda mais forte e disseminado

da indústria para os próximos seis meses.

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Setembro 2022 33


NOTAS

Renegociação de dívidas

A partir de 1º de setembro, os contribuintes com grandes dívidas com a Receita Federal poderão renegociar os

débitos com até 70% de desconto. A Receita Federal publicou a portaria que aumentará os benefícios para quem quer

parcelar até R$ 1,4 trilhão em dívidas tributárias que ainda não estão sob contestação judicial.

A portaria estendeu à Receita Federal a modalidade de renegociação chamada de transação tributária, mecanismo

criado em 2020 para facilitar o parcelamento de dívidas de empresas afetadas pela pandemia da covid-19. Até agora,

apenas a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), órgão que cobra na Justiça as dívidas com o governo, concedia

essa possibilidade com regularidade. A Receita lançava negociações nesse modelo, mas em casos especiais.

A ampliação da transação tributária havia sido anunciada na pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento

com empresários do setor de bares e restaurantes. Na ocasião, ele disse que setores como o comércio, o serviço e o de

eventos teriam as mesmas facilidades para renegociarem débitos como outros segmentos afetados pela pandemia. A

extensão da transação tributária à Receita Federal foi autorizada pela Lei 14.375/2022, sancionada em junho pelo presidente

Jair Bolsonaro. Com a portaria que regulamentou a lei, a Receita poderá lançar editais especiais de renegociação de

dívidas e sugerir acordos com grandes devedores.

Imagem: reprodução

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Setembro 2022

35


NOTAS

Mercado organizado

Ocorreu em São Pedro do Sul uma reunião com a Secretária de Agricultura, Desenvolvimento Econômico e Meio

Ambiente, Regina Hernandes, com a participação do professor Jorge Farias e do produtor de carvão vegetal Mauro Borin

para apresentar o projeto de formação de uma Cooperativa de Produtores de Carvão Vegetal da Fronteira Centro-Oeste.

Como resultado do encontro, definiu-se que uma agenda de atividades voltadas à efetivação do projeto deve ser implementada.

Esta proposta é resultado do projeto de pesquisa: A integração cooperativa, crédito e produção como estratégias de

agregração de valor e comercialização da produção florestal em sistemas silvipastoris em propriedades familiares; com

apoio do CNPq. A proposta de formação de Cooperativa apresentada é resultado do trabalho do professor Jorge Farias,

do Departamento de Ciências Florestais e do professor Vitor Reisdorfer, do Curso Superior de Gestão de Cooperativas, e

também conta com o apoio da EMATER.

A ideia da Cooperativa está alicerçada no potencial de produção de carvão vegetal para consumo doméstico e para

exportação, tendo como fornecedora de lenha a pecuária familiar através dos sistemas silvipastoris ou integração floresta-pecuária.

O estudo apresentado demonstra a viabilidade técnica e financeira do projeto, o seu caráter de desenvolvimento

regional e o principal motivo da reunião foi solicitar auxílio da prefeitura de São Pedro do Sul visando disponibilizar,

provisoriamente, um prédio comercial para o início das atividades da cooperativa.

Atualmente o projeto envolve 30 produtores distribuídos em cinco municípios em torno de São Pedro do Sul. O saldo

da reunião foi muito positivo e foi estabelecida uma agenda positiva visando a implementação da proposta. Na opinião

do Professor Jorge Farias, a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) tem um papel fundamental para auxiliar e

promover o desenvolvimento regional, e esse projeto se constitui em um excelente exemplo de como a UFSM pode contribuir

com esse propósito.

Imagem: reprodução

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através da tecnologia exclusiva FIROUT.

Setembro 2022

37


COLUNA

Foto: divulgação

Celebração

do trabalho

Podemos afirmar que a

celebração de 33 anos

de fundação do SIMNO

foi memorável, pois

atingimos o objetivo

de proporcionar

conhecimento,

integração e

crescimento para o

setor

https://cipem.org.br

SIMNO celebra 33

anos de história e

promove a última

etapa do circuito

de palestras sobre

saúde e segurança

no trabalho, no setor

florestal

D

urante a noite de 5 de agosto, o circuito de palestras orientativas

sobre SST (Saúde e Segurança no Trabalho) na indústria madeireira

teve sua quinta e última etapa em Juína (MT), na sede do SIMNO

(Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de

Mato Grosso). As primeiras etapas do evento ocorreram em Nova

Maringá (MT), Sinop (MT), Alta Floresta (MT) e Juara (MT).

Na mesma data, o Sindicato completou 33 anos de fundação e realizou, em

edição especial, a Quarta Assembleia Geral de modo simultâneo às palestras

orientativas ministradas pelo engenheiro de Segurança do trabalho Paulo Henrique

Camacho e pelo fisioterapeuta Antônio Carlos Junior, da equipe do SESI/MT

(Serviço Social da Indústria de Mato Grosso).

Com o foco na explanação das normas relevantes para as atividades desenvolvidas

no contexto do setor florestal (NRs 01; 12; 04; 06, entre outras), a

agenda reuniu associados, colaboradores, executivos e empresários e demais

profissionais com atuação em Mato Grosso.

O empresário florestal e presidente do SIMNO, Edvaldo Dal Pozzo, destacou

agradecimentos em seu discurso à presença do Grupo de Trabalho responsável

pela organização e execução do circuito de palestras - FIEMT, CIPEM e SESI (MT)

-, bem como do prefeito de Juína, Paulo Veronese, do presidente do FNBF, Frank

Rogieri Almeida, dentre outras ilustres autoridades. “Podemos afirmar que a

celebração de 33 anos de fundação do SIMNO foi memorável, pois atingimos o

objetivo de proporcionar conhecimento, integração e crescimento para o setor”,

disse Edvaldo.

Sobre a edição especial da Assembleia Geral, o presidente do Simno pontuou

que diversos assuntos pertinentes ao setor foram discutidos e que a programação

possibilitou reflexão acerca do importante papel do sindicato ao longo de 33

anos. Nesse sentido, a Superintendente de desenvolvimento do CIPEM, Bárbara

Ibanez, conduziu atualizações importantes sobre a possibilidade de inclusão de

espécies colhidas por meio de Manejo Florestal Sustentável na Lista Oficial de

Espécies Ameaçadas de Extinção, sendo elas: Angelim-pedra (Hymenolobium

heterocarpum), Roxinho (Peltogyne lecointei) Muiricatiara (Astronium ulei) e a

Cerejeira (Amburana acreana).

A realização do circuito de palestras SST, que é uma parceria entre a FIEMT

(Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso), SESI (MT) e CIPEM (Centro

das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso),

juntamente com os sindicatos associados, se estendeu até a noite de sexta-

-feira, 05 de agosto, em Juína.

De acordo com Rafael Mason, presidente do CIPEM, a entidade apoia e busca

sempre incentivar a realização de eventos que como este, fomentam conhecimento

e desenvolvimento contínuo para o setor florestal. “Uma agenda muito

produtiva e que, por meio do trabalho de todos os envolvidos foi concluída com

êxito em sua proposta de agregar aprendizado e desenvolvimento”, disse Mason.

Fotos: divulgação

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Setembro 2022 39


FRASES

Foto: divulgação

No setor florestal, temos essa

pegada de carbono, o que

pode agregar muito ao país,

já que diversas empresas têm

desenvolvido técnicas e apostado

em novas tecnologias para

contribuir. Essa visão, alinhada ao

governo, pode gerar bons frutos.

Inclusive, o ministro Joaquim Leite

reconheceu a experiência do nosso

segmento florestal nesse sentido

e reforçou que é um setor que tem

muito a agregar na discussão

“Temos uma enormidade de

espécies que têm potencial de

uso nas indústrias alimentar,

química, farmacêutica,

cosmecêutica, etc. O país tem

uma enorme oportunidade para

redesenhar sua economia com

base nessa grande diversidade

de produtos e trazer a indústria

junto para superar o processo de

desindustrialização que estamos

vivendo”

Zaid Nasser, Presidente da APRE (Associação

Paranaense de Empresas de Base Florestal)

durante reunião com o ministro do Meio

Ambiente, Joaquim Leite

“Atualmente o setor

florestal possui um

déficit de diversificação

de ingredientes ativos

para controle de pragas,

doenças e plantas daninhas,

principalmente quando

se trata de produtos

biológicos”

Mercedes Bustamante, membra da Academia

Brasileira de Ciências

Moacir Reis, presidente da Comissão Nacional

de Silvicultura da Confederação da Agricultura e

Pecuária do Brasil

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Setembro 2022 41


ENTREVISTA

Trabalho

CONTÍNUO

Continuing Work

Foto: divulgação

ENTREVISTA

S

anta Catarina é um dos maiores produtores de

madeira do Brasil. O reflorestamento no Estado

gera empregos e impulsiona a economia de

maneira sustentável, garantindo o futuro de um

setor que tem cada vez mais importância para o mundo. Jose

Mario de Aguiar Ferreira, novo presidente da ACR (Associação

Catarinense de Empresas Florestais), assume para o biênio

2022/2023 e conta com exclusividade sobre os objetivos de

sua gestão.

Jose Mario

Ferreira

T

he State of Santa Catarina is one of Brazil’s most

prominent timber producers. Reforestation in the

State generates jobs and sustainably boosts the

economy, ensuring the future of an increasingly

important sector to the world. Jose Mario de Aguiar Ferreira,

the new president of the State of Santa Catarina Association

of Forest Producers (ACR), takes over for the biennium

2022/2023 and, in an exclusive interview, explains the objectives

of his mandate.

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Formado em Engenharia Florestal pela USP/ESALQ e pela

mesma universidade conquistou o título de mestre em

Recursos Florestais. Trabalhou na Auburn University no

Alabama e tem experiência no setor de celulose e papel.

Jose Mario Ferreira BSc. in Forestry Engineering and MSc.

Forestry Resources, USP/ESALQ.

Taught at Auburn University in Alabama and has vast experience

in the Pulp and Paper Sector

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COLUNA

Por que sinalizar a

área de trabalho de

supressão vegetal

Gabriel Dalla Costa Berger

Eng. Florestal e Seg. do Trabalho

Doutorando em Eng. Agrícola

gabrielberger.com.br

gabriel@gabrielberger.com.br

Foto: divulgação

Procedimento, capacitação e acompanhamento

são os três pilares para uma supressão segura

Asupressão vegetal é uma atividade amplamente

realizada, seja em plantios comerciais

voltados para a produção de madeira e derivados

ou em projetos de infraestrutura como,

por exemplo, em linhas de transmissão, gasodutos

e, ainda, em usinas hidrelétricas.

O corte de uma árvore não é uma atividade simples e

muito menos rápida. Requer procedimento de trabalho,

capacitação dos trabalhadores e um permanente acompanhamento

por parte das lideranças das empresas. Esses

três pilares sendo colocados em prática, em conjunto e na

medida certa, garantem um trabalho seguro e sem incidentes

e acidentes.

Geralmente a atividade de supressão vegetal envolve

equipes com um volume considerável de integrantes, incluído

em muitas ocasiões ajudantes, motorista, operadores de

motosserra e roçadora, encarregado e técnico de segurança

do trabalho. Essa mão de obra precisa estar integrada e

orientada em cada uma das frentes de trabalho para que a

atividade ocorra com harmonia, sem imprevistos e obrigatoriamente

segura.

Dentro de todo esse processo a sinalização da área de

trabalho contribui em todo esse processo. Placas para os

mais diversos fins, bandeirolas, cones e fitas advertem tanto

os profissionais da frente de serviço, quanto às demais

pessoas, que por venturam chegam à frente de trabalho.

As placas de sinalização atendem diversos objetivos

como chamar a atenção para a obrigatoriedade do uso dos

equipamentos de proteção individual e coletiva. Tem-se

ainda informações que a área apresenta risco de queda de

árvores e de galhos que podem causar graves acidentes.

Podemos ainda encontrar placas advertindo sobre a proibição

de acesso de pessoas não autorizadas, entre tantas

outras observações.

Cones, bandeirolas e fitas sinalizam todo o ambiente de

trabalho, identificando uma área específica de apoio como,

por exemplo, o local para a realização do abastecimento

das máquinas (motosserra e roçadeira). Orientam ainda

quanto ao caminho que deve ser utilizado e percorrido dentro

da área de manejo.

A área de vivência, espaço para descanso e refeição,

igualmente deve ser sinalizada quanto as boas práticas

ambientais e de segurança, como a disponibilização de

recipientes para o armazenamento temporário de resíduos

gerados durante o dia de trabalho.

Entendo que uma sinalização da área de trabalho e de

vivência clara, mostra o quanto a empresa se preocupa

e está engajada com os seus colaboradores para tornar a

atividade mais segura, demonstrando um enorme profissionalismo

naquilo que executa.

Fotos: divulgação

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PRINCIPAL

ESTABILIDADE,

SEGURANÇA E

EFICIÊNCIA

Novo equipamento 931xc TAW,

versátil na operação, com força

e estabilidade para atingir alta

produtividade nos mais difíceis

locais de trabalho

Fotos: divulgação

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Aindústria de base florestal está sempre na vanguarda

de soluções operacionais. Investimentos em tecnologia

e inovação são essenciais para o setor, que busca

trazer opções para melhorar diariamente a operação

florestal. A Komatsu tem em seu DNA a inovação e seu

novo equipamento surge como uma resposta às necessidades do

setor. O harvester com guincho auxiliar 931XC é um equipamento

potente e com grande alcance para operação, trabalhando em

terrenos íngremes com mais segurança e eficiência.

O lançamento da 931XC com guincho auxiliar acontece no

mesmo ano em que a empresa comemora 50 anos de operação

no Brasil, e segundo Carlos Borba, Gerente Geral de Marketing e

Sales da Komatsu Forest Brasil, é um grande marco em um ano

tão especial para a empresa. “Trazer mais um novo produto para

o mercado brasileiro, preenchendo uma lacuna que existia em

nosso portfólio, é uma grande satisfação para todo o time Komatsu

Forest”, afirma Borba.

Stability, Safety,

and Efficiency

The new 931XC TAW, versatile in operation,

with strength and stability to achieve

high productivity in the most challenging

workplaces

T

he Forest-based Sector is always at the forefront of

operational solutions. Investments in technology

and innovation are essential for the Sector, which

seeks to bring options to improve the forest operation

daily. Komatsu has innovation in its DNA,

and its new equipment emerges as a response to Sector needs.

Setembro 2022

59


PRINCIPAL

Eduardo Nicz, diretor-presidente da Komatsu Forest Brasil,

comenta que o Harvester 931XC é a grande novidade que a empresa

está trazendo para o Brasil em 2022. Eduardo destaca que

é uma máquina forte e robusta, indicada para as operações mais

severas, o guincho auxiliar de tração Komatsu Forest garante a

confiança que temos nesse produto. “Estamos muito felizes com

esse lançamento que vem somar na nossa liderança em Harvester

no Brasil”, destaca Nicz.

OPERAÇÃO OTIMIZADA

O novo equipamento é o primeiro da Komatsu a trazer o sistema

de guincho auxiliar, que abre novas portas de mercado para a

empresa. Sandro Soares, Gerente de Produto da Komatsu, explica

que o 931XC é uma atualização de um modelo de harvester da Komatsu

da linha purpose build (feito com propósito ou equipamento

dedicado, em inglês), mas agora com maior capacidade de operação

e mais segurança. “Nossas máquinas têm capacidade de operar em

inclinações entre 30° (graus) e 32° sem o guincho, mas com ele o

operador consegue ter segurança de trabalhar com declives acima

dos 38°, chegando a áreas antes não operáveis”, afirma Sandro.

O grande diferencial dessa nova máquina, como explica Carlos

Borba, está na utilização do guincho, que foi desenvolvido com

tecnologia plug and play (conectar e usar, em inglês), que oferece

maior praticidade durante o uso. “O guincho pode ser utilizado em

mais de uma máquina, o operador tira ele de um harvester e coloca

em outro do mesmo modelo em até 2h30 (horas), sem a necessi-

The 931XC harvester with an auxiliary winch is a powerful,

wide-reaching machine for forest operations, working on steep

terrains with more safety and efficiency.

According to Carlos Borba, General Manager of Marketing

and Sales for Komatsu Forest Brazil, the launch of the 931XC

with an auxiliary winch takes place in the same year that

the Company celebrates 50 years of operation in Brazil is a

significant milestone in such a special year for the Company.

“Bringing another new product to the Brazilian market, filling

a gap in our portfolio, is a great satisfaction for the entire

Komatsu Forest team,” states Borba.

Eduardo Nicz, Chief Executive Officer for Komatsu Forest

Brazil, comments that the 931XC harvester is the most important

piece of equipment the Company is bringing to Brazil in

2022. Nicz points out that it is a robust machine suitable for the

most severe operations; the Komatsu Forest auxiliary traction

winch ensures the confidence the Company has in this product.

“We are thrilled with this launch adding to our leadership in

harvesters in Brazil,” Nicz claims.

Optimized operation

The new equipment is Komatsu’s first to use the auxiliary

winch system, which opens new market doors for the Company.

Sandro Soares, Product Manager for Komatsu, explains that

the new 931XC is an upgrade to a Komatsu purpose build line

model harvester, but now with greater operating capacity and

more security. “Our machines can operate on between 30° and

32° slopes without the winch, but with it, you can be sure to

work safely on slopes above 38°, reaching areas that were not

previously operable,” states Soares.

The significant differential of this new machine, as Marketing

and Sales Manager Borba explains, is in the use of the

winch, which was developed with plug-and-play technology,

which offers greater practicality during use. “The winch can be

used on more than one machine; you take it from one harvester

and put it in another of the same model in less than two and

a half hours, without the need to use a ground support while

making the replacement. However, it comes with a support to

store the machine at the edge of the stand,” explains Borba.

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Setembro 2022 61


Setembro 2022 63


INFORME

Solução PRÁTICA

Locação de equipamentos para

operação e transporte florestal

oferece segurança e vantagens

econômicas para os clientes

Fotos: divulgação

M

áquinas para operação florestal são equipamentos

de alto valor agregado e o investimento

pode passar da casa dos milhões de

reais. Nesse sentido, há uma tendência de

mercado em que a locação de equipamentos

aparece como solução para aumentar a produtividade,

melhorar a segurança na rotina produtiva e redução de problemas

de ergonomia para os operadores. Nesse contexto, a

Ouro Verde se destaca com um conjunto completo de opções

para locação de máquinas para o setor florestal.

Segundo Marluz Renato Cariani, head comercial de pesados

da Ouro Verde, a locação oferece uma série de vantagens

para otimizar os processos dos produtores florestais. “Com

a parceria de negócios na gestão de ativos florestais, a companhia

possibilita que o cliente obtenha resultados positivos,

como a flexibilidade no aumento de suas frotas, gerenciamento

da previsão orçamentária e garante a segurança na rotina

produtiva, com maquinários de ponta e a supervisão de especialistas”,

assegura Marluz.

Em relação as vantagens financeiras, o head comercial informa

que a locação de equipamentos é um diferencial competitivo

que se reflete diretamente nos lucros dos produtores.

“Os serviços proporcionam economia de até 25% dos recursos

financeiros para nossos clientes, com personalização de locação

e opções de contratos que podem ser ajustadas em relação

a vigência e periodicidade dos serviços”, garante Marluz.

Para saber mais, acesse www.ouroverde.net.br

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CONGRESSO

Conhecimento e

DESENVOLVIMENTO

66 www.referenciaflorestal.com.br


Congresso reúne participantes de todo o Brasil

para discutir e fomentar o reflorestamento como

foco na sustentabilidade e economia

Fotos: Divulgação/Bretas/CEDAGRO

E

ntre os dias 03 e 05 de agosto, em Salvador

(BA), a FIEB (Federação das Industrias do Estado

da Bahia) recebeu o VI CBRA (Congresso Brasileiro

de Reflorestamento Ambiental). O evento

contou com mais de 400 pessoas de 14 Estados

se inscreveram para acompanhar o evento no local ou online.

O congresso teve por objetivo fomentar discussões sobre o

potencial econômico do reflorestamento, para além dos atributos

ambientais. Também vai discutir como a restauração

florestal conserva o meio ambiente, gera emprego e renda,

arrecada impostos e movimenta a economia, especialmente

no interior. O evento foi realizado pela ABAF (Associação

Baiana de Empresas de Base Florestal), CEDAGRO/ES (Centro

de Desenvolvimento do Agronegócio do Espírito Santo) e

UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).

Carlos Henrique Passos, vice-presidente da FIEB, abriu a

cerimônia ressaltando que o setor florestal ajuda a economia

da Bahia e do Brasil, a ampliar o leque de opções quanto ao

melhor uso da matéria-prima madeira. “Queremos agradecer

a realização do congresso aqui em nosso Estado, tornando-se

estratégico para ajudar a suprir a demanda por madeira e

estimular seu uso múltiplo”, defendeu Carlos.

Leonardo Bandeira, secretário de agricultura do Estado

da Bahia, apontou que o congresso traz temas muito importantes

para serem discutidos e demonstram que esta cadeia

produtiva do setor florestal pode ser desenvolvida com foco

na sustentabilidade e na preservação ambiental. “É um setor

que tem crescido, representando aproximadamente 20% das

exportações do agronegócio no primeiro semestre de 2022”,

destacou Leonardo.

Humberto Miranda, presidente da FAEB (Federação da

Agricultura e Pecuária da Bahia), ressaltou que a Bahia necessita

crescer e se desenvolver de forma cada vez mais sustentável.

Em sua fala, Humberto ratificou a importância do

setor de base florestal para a economia do Estado, valorizando

a sustentabilidade e a integração de diversos setores, das

grandes empresas e da sociedade como um todo. “Tudo isso

é importante porque acredito que a chave para o crescimento

e desenvolvimento está na municipalização, pois é nos

municípios onde estão as florestas plantadas, os empregos”,

explicou Humberto.

Em sua fala, o embaixador José Carlos da Fonseca Jr.,

diretor executivo da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), destacou

o momento importante em que este debate acontece.

“Esta temática é fundamental não só para nosso setor, mas

para o país e para o planeta, diante do desafio da emergência

climática”, afirmou José. O diretor executivo comentou

também sobre o compromisso do setor em desenvolver um

padrão para o mundo que a partir da natureza se desenvolve

riqueza. “O setor planta mais de um milhão de árvores todos

os dias, esta é a própria definição do reflorestamento”, salientou

José, sobre os 9,5 milhões de ha (hectares) de árvores

plantadas para fins produtivos e os mais de 6 milhões de

ha conservados em contrapartida.

Para Gilmar Dadalto, diretor executivo da CEDAGRO as

florestas ambientais dos diversos biomas brasileiros constituem-se

num patrimônio inestimável sob o ponto de vista

ecológico, social, econômico e cultural e a sua preservação,

conservação e uso sustentável é de suma importância. “Espera-se

que este congresso traga alternativas viáveis para

alguns pontos de estrangulamento da cadeia produtiva da

restauração florestal e assim contribuir para o aumento da

cobertura florestal natural dos diferentes biomas brasileiros”,

explicou Gilmar.

Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF ressaltou o

potencial do setor de árvores cultivadas como garantia de

suprimento de matéria-prima para todos os usos da madeira

– atuais e potenciais – a uma nova economia de baixo

carbono, a solução passa pelas florestas plantadas. “Para

isso, precisamos trabalhar na ampliação de mecanismos que

incentivem o consumo e a produção sustentável de produtos

florestais: desde o papel e a madeira, até combustíveis mais

limpos, como a biomassa, e produtos químicos e farmacêuticos”,

informou Wilson.

Setembro 2022

67


CONGRESSO

É um setor que tem

crescido, representando

aproximadamente 20% das

exportações do agronegócio

no primeiro semestre de

2022

Além disso, Wilson lembrou que o setor é um dos que

mais preserva o meio ambiente e vem estimulando também

a restauração florestal. Para o diretor executivo, é preciso estimular

o manejo florestal sustentável e, todos que se esforçam

nesse sentido, devem ser compensados, utilizando como

exemplo o sistema PSA (Pagamento por Serviços Ambientais)

e no mercado de crédito de carbono. “Além disso, áreas

protegidas podem ser implementadas para dar renda extra,

com mel, extrativismo e sistema de ILPF (Integração Lavoura,

Pecuária e Floresta), entre outros”, completou Wilson.

A abertura contou ainda com as presenças de: Isabela

Pacheco Miranda (SINDPACEL), Patrícia Machado (gerente

de Políticas Florestais e Bioeconomia da IBÁ), Joseval Carqueija

(presidente do Conselho Regional de Engenharia e

Agronomia da Bahia – CREA/BA), Lázaro Pinha (diretor geral

da Agência Estadual de Defesa da Agropecuária da Bahia –

ADAB/BA), Eduardo Athaide (WWI), Leandro Mosello (Mosello

Lima Advocacia) e Liniker Silva (professor da UFRB), entre

outros.

68 www.referenciaflorestal.com.br


PRÊMIO REFERÊNCIA

Fotos: Emanoel Caldeira

Sucesso em 2021, o Painel Panorama

da Madeira retorna para esta edição

com novos participantes e o mais alto

nível de conhecimento sobre o setor

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O

Prêmio REFERÊNCIA do ano passado foi

um grande sucesso de audiência e teve a

primeira edição do Painel Panorama da Madeira

como palco de estreia. Neste ano, na

vigésima edição do prêmio, que é a grande

festa do setor de base florestal, irá celebrar vinte empresas

que mais se destacaram em 2022, o painel volta com especialistas

do setor para apresentar o que há de mais importante

em suas áreas de atuação.

O painel no ano passado teve a presença de Eduardo

Leão, ex-presidente da AIMEX (Associação das Indústrias

Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará), Rafael Mason,

presidente do CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras

e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso), e

Álvaro Scheffer, ex-presidente da APRE (Associação Paranaense

de Produtores Florestais).

Para 2022 o retorno de Rafael Mason já está garantido.

O presidente do CIPEM fará sua participação no Painel Panorama

da Madeira tratando do tema: Mercado da madeira

nativa de Mato Grosso. Rafael é engenheiro florestal formado

pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), sócio

da SM Laminados Importação e Exportação LTDA e tem

grande experiência no campo do manejo florestal.

O segundo participante confirmado é o pesquisador da

EMBRAPA Florestas (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária),

Evaldo Muñoz Braz. Evaldo trará para o painel o

tema: A prática do manejo sustentável de florestas naturais.

O pesquisador é formado, mestre e doutor em engenharia

Setembro 2022

71


29 DE NOVEMBRO

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ECONOMIA

GESTÃO

E FUTURO

74 www.referenciaflorestal.com.br


Associação empossa nova diretoria e lança

plano econômico para o Estado da Bahia

Foto: Divulgação / Sora Maia/ Divulgação ABAF

E

m cerimônia realizada na FIEB (Federação das

Indústrias do Estado da Bahia), a ABAF (Associação

Baiana das Empresas de Base Florestal)

lançou a proposta do Plano Bahia Florestal

2023-2033, a exemplo do Mato Grosso do Sul

(MS), que em 10 anos passou de 300 mil ha (hectares) de

florestas plantadas, para 1,3 milhão de ha. De acordo com

o diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade, o objetivo

do Plano Bahia Florestal 2023-2033 é a atração de novos

investimentos para ampliar e fortalecer a cadeia produtiva

de florestas plantadas no Estado. Wilson informou que o

plano também irá incentivar investimentos agroindustriais

que podem se beneficiar das novas infraestruturas implantadas

em torno da FIOL (Ferrovia de Integração oeste

- leste) e da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica) – esta que vai

cortar a Bahia de norte a sul. “Além disso, pretendemos

intensificar o que já temos feito para o uso múltiplo da

madeira e a maior inclusão dos pequenos e médios produtores

e processadores de madeira no Estado da Bahia”,

explicou Wilson.

Setembro 2022

75


76 www.referenciaflorestal.com.br


ESPECIAL

TRABALHO E

CONHECIMENTO

Fotos: Vitoria Furlan

78 www.referenciaflorestal.com.br


Workshop reúne nomes importantes do setor

florestal para discutir e apresentar ideias para

o futuro do mercado florestal

Fotos: Divulgação

Setembro 2022

79


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Setembro 2022

83


ARTIGO

Por que é necessário realizar

o controle da qualidade nas

ATIVIDADES FLORESTAIS?

Tiago Abreu Maia

Consultor Florestal I Especialista em Gestão Empresarial

Francio Soluções Florestais

Fotos: Francio Soluções Florestais

84 www.referenciaflorestal.com.br

Avaliação da profundidade do fertilizante durante

o preparo de solo

A

busca pela excelência nas operações florestais vem se

tornando cada vez mais latente e está sendo disseminada

de forma ampla por todos no setor de formação

florestal, seja em empresas de grande, médio e até

mesmo pequeno porte. Essa busca, faz-se cada vez

mais relevante, diante de um cenário de aumento exorbitante dos

preços dos insumos, no qual as mudas de espécies arbóreas e os

fertilizantes mais que dobraram de preço de um ano para o outro.

Aumentos nos preços de alguns herbicidas em mais de três vezes,

dentre outros insumos como o próprio diesel, principal combustível

utilizado nas operações florestais. Estes fatores proporcionaram um

elevado custo de implantação e manutenção florestal comparado

com os anos anteriores. Por isso, recomenda-se cada vez mais

utilizar as técnicas de Controle de Qualidade de forma inteligente

e integrada, para aumentar a produtividade sem gerar retrabalhos

o que aumenta de forma substancial os custos operacionais da formação

florestal. O Controle de Qualidade eficiente das operações e

dos insumos é fundamental para o sucesso da formação da floresta

e a garantia da produtividade esperada no final do ciclo.

Em 1903, Frederick Taylor já pontuava em suas obras Shop

Management e Os Princípios da Administração Científica, questões

relevantes como: para os custos serem baixos, é necessário padronizar

processos de forma a poder se estabelecer o controle sobre

as operações. Orientando os profissionais daquela época, Taylor

instituiu em 1911 o Princípio do Controle, pautado no gerenciamento

sobre a força de trabalho, disciplina, coleta e registro de dados.

No setor florestal, até o final do século XX, o foco maior estava

apenas em garantir a conformidade somente do produto final, ou

seja, dos plantios florestais no momento da colheita, sendo as inspeções

realizadas por meio do IPC (Inventário Florestal Pré-corte) e

algumas análises a depender da destinação da madeira. Desta forma

a inspeção era realizada em um produto já existente e verificava-se

apenas se a floresta seria capaz de atender às especificações estabelecidas

pelas fábricas e unidades de processamento da madeira.

Obviamente, esse processo exige gestão e gera custos de processo

em uma organização. Além disso, age somente sobre o efeito e

não na causa em si, uma vez que a floresta já está estabelecida

e tem-se pouca ou nenhuma ação de grande efeito para atuação

nos possíveis desvios.

A preocupação com a qualidade do processo vista como um

todo é iniciada com Walter Shewhart, estatístico norte-americano

que estudava os eventos produtivos e sua variabilidade na produção

de bens e serviços. Shewhart desenvolveu um sistema de

mensuração dessas variabilidades que ficou conhecido como CEP

(Controle Estatístico de Processo). Nesse contexto, a qualidade

amplia sua abordagem assumindo papel holístico envolvendo produto,

processos, pessoas e método. Surge, então, neste período, o

conceito chamado de qualidade total.

Este conceito começou a ser difundido no setor florestal por

volta dos anos 80 pelas empresas situadas no interior do Estado

de São Paulo. O método praticado nesta abordagem tratava-se

de visitas amostrais realizadas nas frentes operacionais, de forma

esporádica, geralmente por uma equipe de monitores de auditoria

com o objetivo de se avaliar o resultado obtido de cada operação

e comparando-o com o resultado esperado. Com a adoção desta

metodologia a empresa é capaz de gerar um banco de dados robusto

com o histórico dos principais desvios por operação, e desta

forma torna-se possível gerar gatilhos de ações para que tais desvios

observados não ocorram novamente.

Atualmente as empresas florestais estão buscando cada vez

mais implementar programas de qualidade de caráter proativo, ou

seja, programas geridos internamente nas próprias áreas operacionais

da empresa como a silvicultura, colheita e logística (qualidade

de primeiro nível). Essa abordagem busca fomentar a cultura de

identificar trabalhos baseados no ver-e-agir, a fim de antecipar os

riscos potenciais propondo contramedidas antes mesmo da ocor-

Avaliação dos parâmetros de qualidade

da muda e do plantio na atividade de

implantação florestal. Exemplo de muda

passada e plantada na profundidade

inadequada com afogamento de coleto.

Aferição dos bicos e conferência da

dosagem na aplicação de herbicidas.


ência dos problemas, tratando o erro diretamente na causa-raiz.

Nos dias de hoje para se construir um programa de qualidade

no setor florestal de forma sustentável e duradoura e para que a

cultura da qualidade possa se estabelecer como uma filosofia de

gestão nas organizações é necessário que as empresas levem em

consideração os seguintes pilares:

• Uso de tecnologia na medição e ação rápida: sistemas de

precisão com mensuração automatizadas como profundímetros

e fluxômetros, com resultados capazes de gerar ações imediatas

para o próprio executante da tarefa;

• Liderança engajada com a qualidade: envolvimento e compromisso

das lideranças e das equipes, com foco holístico pensando

na qualidade em toda cadeia de valor;

• Qualidade na estratégia: modelos de gestão e remuneração

orientados em manter a qualidade das operações e produto, mantendo

sempre o cliente como foco;

• Ter conformidade e estabilidade: padronização e busca do

erro zero no processo produtivo.

Apesar de ser crescente a preocupação com a qualidade nas

organizações do setor florestal, ainda será árduo o caminho até que

a cultura da qualidade esteja totalmente difundida em todos os

níveis empresariais. Os resultados evidenciam que valerá o esforço

e os valores desprendidos para se buscar a qualidade em qualquer

empresa, pois é fato que o prejuízo acarretado pela “não-qualidade”

tem se mostrado sempre maior que o valor da qualidade.

OS 10 PASSOS PARA SE INICIAR A GESTÃO DA QUALIDADE

EM UMA ORGANIZAÇÃO:

1) Definição da equipe e lideranças responsáveis pelo programa;

2) Inserção da qualidade no plano estratégico da empresa;

3) Definição das metas e objetivos de forma específica, mensurável,

atingível, relevante e temporal (SMART);

4) Elaboração do mapeamento dos processos;

5) Padronização das atividades desempenhadas com a criação

dos procedimentos operacionais;

6) Definição dos itens e dos níveis de controle ou níveis críticos

por operação;

7) Definição da agenda de treinamentos e reciclagem para todos

colaboradores envolvidos na operação;

8) Elaboração das metodologias e procedimentos de mensuração

de campo ou instalação dos equipamentos de monitoramentos

automatizados;

9) Implantação das avaliações e processamento do banco de

dados para elaboração dos relatórios;

10) Gestão da informação: ações/projetos de melhoria, revisão

ou manutenção do processo em função dos resultados obtidos

nas avaliações.

Avaliação dos parâmetros de qualidade nas

operações de colheita e transporte florestal

PRINCIPAIS OPERAÇÕES E OS SEUS PARÂMETROS

AVALIADOS NOS PROCESSOS FLORESTAIS

Avaliação de Mudas

• Rusticidade; • Altura; • Pares de folha; • Dano Físico;

• Nutrição; • Dominância apical; • Fitossanidade; • Toalete;

• Coleto; • Substrato; • Raiz Ativa.

Preparo de Solo (correção de solos e subsolagem com

fertilização de base)

• Profundidade de corte; • Rompimento lateral;

• Espaçamento entrelinhas; • Destorroamento de sulco;

• Profundidade do adubo; • Limpeza/capina da faixa;

• Largura da faixa; • Conformação do sulco.

Plantio

• Dimensões dos berços de plantio; • Muda/Coleto afogado;

• Muda danificada; • Muda com Substrato exposto;

• Muda tombada; • Muda encoberta por resíduos;

• Muda não firme; • Muda fora do centro da linha;

• Muda morta; • Muda bifurcada; • Berço sem muda;

• Espaçamento entreplantas.

Irrigação

• Intervalo entre o plantio e a irrigação; • Aferição de válvula;

• Posição da válvula; • Mudas sem irrigar.

Combate a Formigas

• Tanajuras ou formigueiros sem controle; • Ritmo de aplicação;

• Aferição de Bombata ou Isqueira; • Aplicação em formigueiro

sem atividade; • Localização da aplicação das iscas.

Aplicações de Herbicidas

• Derivas nas plantas; Distribuição de gotas com papel sensível;

• Funcionamento da câmara de compensação, filtros, retorno

do tanque e válvulas; • Bicos e pontas conformes; • Manta da

conceição; • Pressão do manômetro; • Mangueiras com dobras

críticas; • Vazamentos; • Cálculo da dosagem; • Aferição dos bicos;

• Altura em relação ao alvo.

Correção, fertilização e bioativação

• Dosagem conforme recomendação; • Calibração/Aferição do

sistema.

Colheita Mecanizada

• Altura das cepas; • Comprimento das toras; • Casca aderida;

• Feixes/Toras não baldeados; • Alinhamento das pilhas.

Logística

• Altura da carga; • Tora solta; • Madeira fora dos limites;

• Presença de resíduos e impurezas; • Alinhamento dos feixes;

• Pilhas não transportadas.

Estradas

• Largura; • Nivelamento; • Agregação do revestimento;

• Conformidade do sistema de drenagem.

Setembro 2022

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SILVICULTURA

Produção

CONJUNTA

86 www.referenciaflorestal.com.br


Equilíbrio no sistema silvipastoril

promove benefícios a propriedades

rurais do Rio Grande do Sul

Fotos: divulgação

U

nidades produtivas que têm apostado na integração

de pecuária e floresta, com resultados

positivos em termos de produção, estão

sendo visitadas pela coordenação do Comitê

Gestor Estadual do Plano ABC+, que está em

fase de reativação. A ideia é identificar no Estado propriedades

que sirvam de modelo dentro do contexto da ABC

(Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) e que possam ter

suas experiências replicadas nas diversas regiões produtivas

do Rio Grande do Sul.

O engenheiro florestal do DDPA (Departamento de Diagnóstico

e Pesquisa Agropecuária), da SEAPDR (Secretaria da

Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural), Jackson Brilhante,

que está na coordenação do Comitê Gestor, conheceu,

nas últimas semanas, sistemas implantados em Bagé

e em Vale Verde. Em ambos os casos, aderiu-se o sistema

silvipastoril, que é uma opção tecnológica de consórcio de

lavoura-pecuária-floresta (consiste na combinação intencional

de árvores, pastagens e gado numa mesma área e ao

mesmo tempo).

Brilhante explica que os sistemas silvipastoris têm proporcionado

novas fontes de renda aos produtores, com a

madeira, e conforto térmico para os animais, por conta da

sombra gerada pelas árvores. Além disso, há uma série de

outros benefícios como melhoria na qualidade do solo, na

ciclagem de nutrientes, controle de erosão e aumento da

matéria orgânica do solo. “A inclusão de árvores nos sistemas

agropecuários, em especial as de rápido crescimento,

como os eucaliptos, potencializam a remoção de CO 2

(dióxido

de carbono) da atmosfera, o que gera um saldo positivo

de carbono e evidencia a capacidade desses sistemas para a

mitigação de gases de efeito estufa”, destaca Jackson.

Setembro 2022

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Disco de corte para Feller

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fabricado em aço de alta

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utilização de até 20

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central de acordo com

padrão do cabeçote;

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Setembro 2022

91


PESQUISA

ESTRATÉGIAS DE SELEÇÃO GENÉTICA

PARA SILVICULTURA CLONAL

EM PINUS CARIBAEA VAR. HONDURENSIS

Foto: divulgação

VANESSA ISHIBASHI

UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)

PAULO CÉSAR FLÔRES JUNIOR

UFRA (UNIVERSIDADE RURAL DO AMAZONAS)

DIEGO TYSZKA MARTINEZ

UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)

ALEXANDRE SIQUEIRA GUEDES COELHO

UFGO (UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS)

ANTONIO RIOYEI HIGA

UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)

92 www.referenciaflorestal.com.br


URESUMO

m dos fatores que limitam a expansão de

povoamentos clonais de Pinus spp. é a

dificuldade de propagação vegetativa de

material genético adulto, idade em que

a seleção de árvores é mais efetiva. Uma

alternativa, neste caso, é a seleção e clonagem de famílias

de irmãos completos selecionadas geneticamente, o que

permite que as plantas se multipliquem ainda juvenis e

com alta predisposição ao enraizamento. Neste contexto, o

objetivo do presente estudo foi determinar as capacidades

gerais e específicas de combinação, além de obter estimativas

de parâmetros genéticos, em um teste de progênies

de irmãos completos de P. caribaea var. hondurensis, visando

a seleção de clones para formação de povoamentos

clonais. O teste de progênies foi instalado em 2006, com

79 progênies, e foi conduzido sob delineamento de blocos

completos casualizados, com 15 repetições. As parcelas

foram constituídas por uma única planta. Para análise foi

utilizado o modelo autorregressivo de primeira ordem para

os efeitos residuais combinado com o modelo que inclui

os efeitos de competição entre indivíduos. As estimativas

de CVgp% foram superiores às de CVgi% para DAP e VOL.

As estimativas de ha2 foram de alta magnitude para DAP

e VOL aos 11 anos de idade. Os efeitos não aditivos foram

Setembro 2022

93


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AGENDA

AGENDA2022

Forestrise 2022

Data: 14 a 16

Local: Tóquio (Japão)

www.forestrise.jp/2022/eng

Lesprom-Ural Professional

Data: 15 a 18

Local: Ekaterinburg (Rússia)

http://en.expoural.com/events/lesprom

Seminário Gaúcho de Silvicultura

Data: 22 e 23

Local: São Francisco de Paula ( RS)

https://seminariodesilvicultura.com.br

AGOSTO

2022

AGOSTO

2022

SETEMBRO

2022

SET

2022

SEMINÁRIO GAÚCHO

DE SILVICULTURA

Com o propósito de apresentar tecnologias modernas para

o setor e oportunizar novos investimentos acontece nos

dias 22 e 23 de setembro de 2022 o Seminário Gaúcho de

Silvicultura, e no dia 24 de setembro, o Encontro Estadual

de Plantio e Fomento Florestal. Os eventos serão realizados,

no Parque de Exposições Davenir Peixoto Gomes,

na cidade de São Francisco de Paula (RS). Paralelo aos

eventos técnicos acontece exposição e feira com máquinas,

equipamentos, insumos, com destaque desde mudas de

espécies de crescimento rápido até linhas de crédito. Os

eventos tornam-se importantes a partir do momento que o

consumo crescente de madeira exige novos investimentos

em plantio e serviços. E o Rio Grande do Sul surge como um

grande potencial de expansão.

NOV

2022

CBH

O CBH (Congresso Brasileiro de Heveicultura) é um dos

mais importantes fórum brasileiro de intercâmbio e atualização

sobre diferentes assuntos ligados ao setor de borracha

natural. Em sua sétima edição, pretende apresentar,

debater e encaminhar propostas e soluções para os principais

desafios que afetam o setor. O evento será aberto para

toda a sociedade, em especial para os empresários rurais

e industriais, produtores, pesquisadores, extensionistas,

professores, consultores, prestadores de serviços, estudantes

de graduação e pós-graduação, instituições/entidades

públicas e privadas e demais agentes de desenvolvimento

que atuam na cadeia agroindustrial da borracha natural.

Imagem: reprodução Imagem: reprodução

96 www.referenciaflorestal.com.br


AGENDA2022

OUTUBRO

2022

V Cbctem

Data: 19 a 21

Local: Goiania (GO)

https://vcbctem.cbctem.com.br/

NOVEMBRO

2022

Simpos2022 -

Simpósio Brasileiro de Pós-Graduação

em Ciências Florestais

Data: 8 a 11

Local: Curitiba (PR)

https://simpos2022.galoa.com.br

NOVEMBRO

2022

CBH (Congresso Brasileiro de Heveicultura)

Data: 10 a 12

Local: Piracicaba(SP)

https://www.congressodeborracha.com.br

Setembro 2022

97


ESPAÇO ABERTO

Foto: divulgação

Informação

É TUDO

Por Vânia Rios,

Diretora de vendas da Intelie é formada

em ciência da Computação pelo ITA, tem

MBA em Administração e pós-graduação

em gestão de sistemas de informação

Análise de dados é

fundamental para

contribuir com

a estratégia de

sustentabilidade das

empresas

E

m meio a mudanças climáticas e escassez de recursos naturais,

os governos e as empresas ao redor do mundo têm

agido para adotar uma postura cada vez mais sustentável.

Sendo assim, a palavra sustentabilidade tornou-se sinônimo

de temas sociais, ambientais e econômicos, originando

a sigla ESG (que em português significa governança socioambiental e

corporativa). Trata-se de um parâmetro capaz de definir se as operações

das empresas são socialmente responsáveis, sustentáveis e

corretamente gerenciadas, consequentemente atingindo a excelência

operacional, inclusiva e sustentável.

Em 2021, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizou um

estudo, com executivos de 500 médias e grandes empresas brasileiras,

para avaliar suas visões e quais ações concretas adotaram em relação

à sustentabilidade. Segundo o levantamento, práticas de gestão de

resíduos e redução do consumo e desperdício de água e energia já são

realizadas por nove a cada dez das empresas pesquisadas.

Já a pesquisa da ABERJE (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial)

apontou, em 2021, que 95% das empresas brasileiras têm o

tema de ESG como prioridade em suas agendas corporativas. Por meio

dessa pesquisa, é possível concluir que as organizações que estão priorizando

questões de sustentabilidade precisam saber que a excelência

operacional estabelece uma cultura organizacional com o objetivo de

alcançar a melhoria contínua de processos e resultados e, para isso, podem

tornar a tecnologia uma grande aliada para cumprir seus objetivos

sustentáveis.

O desafio de atender às questões de sustentabilidade e, ao mesmo

tempo, garantir a eficiência operacional, padronizando e controlando

o cumprimento de normas a fim de evitar crises, acidentes e desperdícios,

pode ser atingido por meio da aplicação de recursos tecnológicos

- tais como IoT (Internet das Coisas), machine learning e inteligência

artificial. Esse recursos permitem a automação dos processos e o monitoramento

de todo o ambiente operacional.

Porém, muitas empresas praticam a inovação e criam iniciativas

digitais dispersas que não contribuem para, efetivamente, transformar

digitalmente o negócio e buscar eficiência operacional, reduzir custos

e fornecer base para decisões estratégicas. A maturidade digital para o

uso de dados segue a jornada de condensar todas as informações numa

única plataforma e, posteriormente, classificar, cruzar e relacionar estas

informações.

A análise dos dados gerados pela área operacional de uma empresa

é fundamental para buscar continuamente a mudança efetiva na preservação

dos recursos naturais do planeta. Monitorar tais dados permite

estar continuamente alerta para informações sobre consumo de

recursos, bem como das emissões de carbono, por exemplo.

Por fim, utilizar tecnologia para análise de dados em tempo real

é essencial não apenas para aumentar a eficiência da estratégia de

sustentabilidade, mas principalmente para aperfeiçoar a eficiência

operacional das empresas. Isso porque a análise permite acompanhar

os indicadores chaves de desempenho e trazer melhorias consistentes

na segurança, controle de riscos, uso dos recursos, controle de desperdícios,

entre outros, impactando diretamente na redução dos custos

operacionais e também nos indiretos - é o caso da questão de sustentabilidade

versus a imagem da empresa no mercado.

98 www.referenciaflorestal.com.br


Novo sistema de medição de

comprimento ainda mais preciso;

Novo projeto de chassis, mais

robusto, maior durabilidade;

Novos cilindros das facas de

desgalhe;

Pinos substituíveis do Link,

simplificando sua manutenção;

Novo acesso ao ponto para

lubrificação, mais segurança na

manutenção;

Nova geometria da caixa da serra,

que propicia um ciclo de corte mais

rápido com menor lasque da

madeira;

Anéis trava ajustáveis no conjunto

de medição do diâmetro, que

estendem a durabilidade dos

componentes.

Serviço: (41) 2102-2881

Cabeçote: (41) 2102-2811

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