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edição de 3 de outubro de 2022

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TeRRA COBRe

eLeições de 2022

A head de conteúdo

Manoela Pereira fala

sobre conteúdo multiplataforma

feito a

partir de preocupações

apontadas em

pesquisas. pág. 28

podpah FAz dOis ANOs e ATRAi MARCAs

Comandado por Thiago Marques e Igor Cavalari,

o famoso podcast já entrevistou nomes

como Rodrigo Santoro (à esq.). pág. 34

shOWheROes MiRA

TV CONeCTAdA

Provedor de soluções

em vídeo foca em

publicidade contextual

e prevê explosão

da Connect TV, diz a

country manager Lilian

Prado. pág. 33

propmark.com.br ANO 58 - Nº 2914 - 3 de outubro de 2022 R$ 15,00

Freepik

Marcas e agências apresentam

ações do Outubro Rosa

No calendário anual de cores, o mês de outubro traz o rosa para o protagonismo. O intuito é destacar

a conscientização para medidas preventivas contra o câncer de mama. As agências VMLY&R, WT.AG,

Ampfy, Artplan, Grey e FCB têm programas internos de autoexame, por exemplo. Marisa, J&J, Molico,

Via e Avon também estão engajadas à causa, assim como a empresa de mídia B.drops. pág. 18


editorial

Armando Ferrentini

aferrentini@editorareferencia.com.br

outubro rosa

Embora o mês se inicie com a polarização das eleições, em que

as cores da Bandeira brasileira e dos partidos se misturam nas

ruas, em breve os principais prédios das grandes cidades serão iluminados

de pink e vão dar palco a uma das campanhas mais representativas

em favor de uma causa - o Outubro Rosa, que faz um

alerta à prevenção do câncer de mama, o segundo em incidência no

país, de acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Reportagem de capa desta edição mostra o papel fundamental da

publicidade para combater esse mal e informar as mulheres sobre

a importância do exame preventivo de mamas. Só em 2022, o Inca

estima que serão mais de 66 mil novos diagnósticos da doença.

O PROPMARK ouviu marcas, agências e produtoras para apresentar

suas ações em prol dos seus funcionários e do público em geral.

Companhia com histórico de engajamento no tema, a Avon, por

meio do Instituto Avon, declara investimentos da ordem de R$ 92,1

milhões em projetos voltados para a causa, beneficiando mais de

3,8 milhões de pessoas.

“Abordamos o tema não somente para o público externo, com campanhas

e projetos de acesso a toda a população brasileira, como

também para colaboradores, lideranças e representantes, por meio

de ações de orientação, comunicação ou debates. A Avon busca

promover o avanço da causa ‘de dentro para fora’. Este ano, preparamos

material de campanha para que as colaboradoras conheçam

os direitos das mulheres com suspeita ou diagnóstico de câncer de

mama, bem como informações a respeito dos sinais, fatores de risco

e o que fazer a respeito”, detalha Daniela Grelim, diretora-executiva

do Instituto Avon.

Neste mês, o Instituto Avon está com a campanha Quem tem peito

tem direito, criada pela Wunderman Thompson Brasil. A WT

também já lançou um filtro que guia as mulheres a fazerem o autoexame

com a Johnson & Johnson, por exemplo. “Temos a sorte

de trabalhar com clientes que abraçam a causa junto com a gente.

Acredito que a comunicação tenha um papel fundamental, já

que a informação é o primeiro passo para o diagnóstico precoce e

a redução de mortes. Como profissional de conteúdo, acredito que

a comunicação deve sempre considerar os interesses das pessoas

como prioridade e, para o Outubro Rosa, não deve ser diferente”,

argumenta Mariana Hasselmann, diretora de conteúdo e influência

da Wunderman Thompson Brasil.

Abordar o tema com seriedade, porém, é essencial para as marcas.

Em um mundo dominado pelas redes sociais, que traz a sensação de

que todos têm de se manifestar sobre todos os assuntos, muitas vezes,

a abordagem pode soar oportunista. No caso do Outubro Rosa,

a visibilidade é fundamental para o tema, mas quanto mais envolvimento

a marca tiver com a causa, mais legítima é a comunicação.

Barbara Gava, diretora-executiva de atendimento da Ampfy, chama

a atenção para o fato de que o Outubro Rosa não se trata apenas da

utilização de adereços rosas. “É muito mais do que isso: é sobre levar

informações claras e de qualidade, trazendo a conscientização

sobre a importância da prevenção”, ressalta ela.

Garra do Galo

Liderada por Silvio Soledade, a APP (Associação dos Profissionais

de Propaganda) entregou na semana passada o troféu Garra do Galo

para os vencedores do 21º Prêmio Contribuição Profissional, em

várias categorias. Entre os ganhadores, está Orlando Marques, conselheiro

e sócio da Boutique Pool, conselheiro da Centria Partners e

da Sousmile, além de membro do Conselho Deliberativo da ESPM.

Marques recebeu o Prêmio Contribuição Profissional Especial por

sua trajetória no mercado publicitário.

as Mais lidas da seMaNa No propMark.coM.br




Grupo Globo se torna

acionista da petlove

O Grupo Petlove passou a ter o Grupo Globo como acionista. A

partir de agora, a companhia de mídia se junta a outros acionistas

no ecossistema de inovação latino-americano.

como o fim do ano deve afetar os

ânimos dos consumidores brasileiros

Insights da Warc revelaram quais caminhos as marcas devem

tomar para lidar com os últimos meses de 2022, como as Eleições,

a Black Friday e a Copa do Mundo do Catar.

Números, marcas e carisma:

quais são as estratégias

por trás do Podpah

Um dos principais podcasts do Brasil, o Podpah completou dois

anos na semana passada. E os apresentadores Thiago Marques,

o Mítico, e Igor Cavalari, o Igão, conversaram com o PROPMARK

sobre a relação do canal com a publicidade, as parcerias etc.


Em parceria com a Budweiser, o rapper Lil Baby lançou a canção The

World Is Yours To Take, que fará parte da trilha sonora oficial da Copa

do Mundo do Catar. O hino traz o refrão de música do Tears For Fears.


budweiser e lil baby apresentam

música oficial da copa do Mundo

publicidade digital cresce 12% no primeiro

semestre e movimenta quase r$ 15 bi

A publicidade digital no país movimentou, no primeiro semestre,

R$ 14,7 bilhões, o que representou um crescimento de 12% em

relação ao mesmo período do ano passado.

4 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


Índice

Publicidade entra

em campo no

Outubro Rosa

Marcas, agências e produtoras

relatam suas ações em prol

da prevenção contra o câncer

de mama, o segundo com

maior incidência no país.

caPa

18

Fotos: Divulgação

Freepik

mÍdia

central de Outdoor

comemora 45 anos

Fabi Soriano, diretora-executiva da

associação, fala sobre o potencial da

mídia exterior no país. “São milhares de

painéis rodoviários, frontlights, empenas

e outdoors digitais, que atendem aos

grandes e pequenos anunciantes”. pág. 29

maRcas

Ofner lança Promoção

Super Setenta

Rede de confeitaria completou 70 anos

de atividades em agosto. Para marcar a

data, lançou a Promoção Super Setenta

Ofner. Durante 70 dias, 70 produtos da

marca estão com 70% de desconto, conta o

diretor-comercial Mário Martins. pág. 31

diGital

Google traz previsões

para Black Friday

Pesquisa encomendada pelo Google ao Instituto

Ipsos mostra que, dentre mil entrevistados, 71%

declararam que pretendem comprar na data

promocional, um número que representa um

crescimento de 29% em relação ao ano de 2021.

A empresária Luiza Helena Trajano participou

do evento promovido pela big tech. pág. 36

entRevista

Historiador avalia o

papel da propaganda

Apresentador do Buenas Ideias, Eduardo

Bueno fala que a publicidade é servil aos

interesses do capital e, ao mesmo tempo,

tem um quê de rebeldia, de liberdade,

criando modelos de comportamento. pág. 16

editorial ................................................................4

conexões ...............................................................8

curtas ..................................................................10

Prêmios ...............................................................11

Quem Fez ............................................................14

entrevista ...........................................................16

mercado ..............................................................18

mídia ...................................................................28

agências .............................................................30

marcas .................................................................31

digital .................................................................33

click do alê .........................................................37

esG no mKt .........................................................38

inspiração ..........................................................39

We love mKt ......................................................40

supercenas .........................................................41

Última Página ....................................................42

6 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


conexões

Que dupla do coração! Muito, mas

muito sucesso pra vocês. Big Beijo!

Big Alex

última Hora

LinkedIn:

Post: FCB Brasil cria área de

operações para agilizar processos

Arrasaram, Claudia Schneider e

Renata Reigota, muito feliz por vocês!

#GoGirls

Ana Carolina Cintra

dorinHo

Post: Números, marcas e carisma:

quais são as estratégias por

trás do Podpah

Vou resumir: linguagem do povo,

sem burocratas, e falando como se

fossem pessoas comuns. Tudo o

que as TVs e rádios perderam com

políticas comerciais falidas, não

dão mais resultados ao anunciante

e marca. É isso, mandam bem demais!

José Roberto Da Fons Lopes

Eu amo a forma como esses meninos

protagonizam as entrevistas

neste podcast!

Yasmin Vitória

Post: One Big Media fecha acordo

para levar conteúdo de seus

canais ao iG

Kelly Dores, obrigado pelo carinho.

Sempre bom conversar com quem

entende do assunto. Até a próxima!

Leo Soltz

RETORNO

Ícone da Jovem Guarda, cantor, compositor, apresentador

e publicitário, Ronnie Von (foto acima) está de volta à telinha

com o programa Manhã do Ronnie, que será exibido de

segunda a sexta na grade matinal da RedeTV!. O pequeno

príncipe também é especialista em vinhos e gastronomia e

vai levar essas expertises para atrair audiência. O patrocínio

é da Ultrafarma. “É um momento de alegria. Estou muito

feliz em reencontrar meu público. Não vejo a hora de matar a

saudade das bonitinhas e bonitões”, diz Ronnie.

ENCONTRO

Os times do Payback, plataforma de fomento ao basquete e

da cultura de rua no Brasil, e da Centauro (na foto acima),

maior rede multicanal de artigos esportivos da América

Latina, se reuniram na loja da rede esportiva do Shopping

Leblon, no dia 15 de setembro, para lançar o movimento

Além do Jogo. A iniciativa promove a revitalização de

quadras, eventos e ações com criadores de conteúdo,

com o objetivo de empoderar agentes transformadores e

valorizar a cultura.

lEvEza

A Iogurteria Nestlé lança

Nesfit Probióticos com

campanha Sua rotina

agradece (foto à esquerda)

sobre como levar a vida

com leveza e bem-estar.

Criada pela Greenz,

agência que se posiciona

como aceleradora de

negócios, a ação teve

lançamento nas redes

sociais no dia 25 de

setembro e chegou à grade

comercial das TVs no

sábado (1º).

8 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


FEST’UP

2022

Criatividade, Propaganda e Negócios

Agência Beta / Unittoledo Wyden

GARANTA SUA VAGA PARA ACOMPANHAR O EVENTO ONLINE

Inscrições

WWW.APPBRASIL.ORG.BR

8 A 9

OUTUBRO

|SP

Apoio

Realização


curtas

aBa reForça sourcinG

WMccann aMPlia caPacitação

Bullet exPande oPeração

Aline Meneses, Aline Rabboni e Lívia Barros

Lívia Barros (L’Oréal) é a nova presidente

do comitê de sourcing da Associação

Brasileira de Anunciantes (ABA), em substituição

a Sheila Vieira (Grupo Boticário).

Aline Meneses (Grupo Boticário) assume

como vice-presidente ao lado de Aline Rabboni

(Natura&CO). Boas práticas, conhecimento

e inovação difundidos pela ABA

ajudam os profissionais de marketing e

compras a otimizarem a sua atuação a fim

de transformar o ecossistema publicitário,

reforçando a defesa da livre negociação e

o contrato certo como base para um relacionamento

de confiança entre agências

e anunciantes.

FcB Brasil cria área de oPerações

Paula Molina, diretora de RH da agência

A terceira edição do Bootcamp de

Liderança, da WMcCann, tem 38% das

vagas destinadas a pessoas negras e 55%

a mulheres. No total, 63 colaboradores

da agência participam do programa, que

incentiva o desenvolvimento profissional.

Realizado pela consultoria Exec, o treinamento

terá a duração de três meses. Os

encontros são quinzenais e incluem aulas

e atividades ligadas a autoconhecimento,

comunicação e feedback, estratégia e cultura,

entre outros. Realizada desde 2020,

a iniciativa conduzida por Paula Molina,

diretora de RH da agência, já formou mais

de 140 pessoas.

isis valverde divulGa Francis

Flavia, Fortes, Andrea, Corrêa e Andrezza

Nova estrutura na cidade do México e

profissionais para a operação na América

Latina são as investidas anunciadas pela

Bullet, após chegada em Nova York e a contratação

de Carol Ribeiro como CBO dos

escritórios nos Estados Unidos e Latam.

Flavia Cotrim (head of account), Leonel

Corrêa (project management Office), Andrezza

Souza (executive producer, alocada

em Barcelona) e Andrea Mello (head of

strategic planner) são os reforços da agência

comandada por Fernando Figueiredo.

O head of account Brazil Jonas Fortes será

o responsável pela integração das equipes

do Brasil e América Latina.

GloBo investirá na Petlove

Claudia Schneider e Renata Reigota

A nova área de operações da FCB Brasil

será liderada por Claudia Schneider, que

responderá para o CEO e CCO Ricardo

John. Ela acumulará o cargo de diretora

de marcas e negócios, função exercida

desde fevereiro deste ano. Com um total

de 12 profissionaiss, a unidade ainda terá

Renata Reigota, na FCB desde 2020, como

diretora de projetos. “Um dos principais

desafios desse novo departamento será

o de detalhar os processos e as melhores

práticas dessa metodologia já vencedora,

transformando-a em um processo recorrente

e mais disseminado entre os times”,

esclarece Ricardo John.

Atriz dá aval para a marca da Flora, do grupo J&F

A empresa de limpeza e higiene Flora,

que pertence ao grupo J&F, escolheu a

atriz Isis Valverde como embaixadora dos

sabonetes Francis, que em 2022 completa

50 anos de história. Nova identidade visual

e produtos veganos chegam com campanha,

que deve ir ar neste mês de outubro.

Inovnation e WMcCann participam do

projeto de comunicação. “Ter a Isis como

embaixadora vai nos ajudar a comunicar as

nossas transformações com muita qualidade

e sofisticação”, comenta Mauricio

Utiyama, diretor de negócios da UN Pele

da Flora, responsável por Francis, que hoje

reúne cerca de 50 produtos.

Marca quer levar preços acessíveis

Novo acionista da Petlove, o Grupo

Globo engorda o time de investidores

da empresa. O ecossistema de inovação

latino-americano da Petlove já tem Kamaroopin,

Softbank. L Catterton, Monashees,

Porto Seguro e Riverwood. Feito por meio

da unidade de investimentos Globo Ventures,

o acordo “endossa a nossa missão

de democratizar e simplificar o cuidado

com o pet”, explica Talita Lacerda, CEO do

Grupo Petlove. Os recursos captados ainda

devem ajudar no fortalecimento da marca

e na oferta de preços acessíveis, contribuindo

para fazer da Petlove a “marca pet

mais amada pelos tutores brasileiros”.

Diretor-presidente e jor na lis ta

res pon sá vel

Ar man do Fer ren ti ni

Editora-chefe: Kelly Dores

Editores: Neu sa Spau luc ci, Paulo

Macedo e Alê Oliveira (Fotografia)

Editores-assistentes: Janaina

Langsdorff e Vinícius Novaes

Editor especial: Pedro Yves

Repórter: Carolina Vilela

Revisor: José Carlos Boanerges

Edição de Arte: Adunias Bispo da Luz

Diagramador Pleno: Lucas Boccatto

Departamento Comercial

Gerentes: Mel Floriano

mel@editorareferencia.com.br

Tel.: (11) 2065-0748

Monserrat Miró

monserrat@editorareferencia.com.br

Tel.: (11) 2065-0744

Diretor Executivo: Tiago A. Milani

Ferrentini

tamf@editorareferencia.com.br

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Coordenadora: Regina Sumaya

regina-sumaya@editorareferencia.com.br

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as ma té rias as si na das não re pre sen tam ne ces sa ria men te a

opi nião des te jor nal, po den do até mes mo ser con trá rias a ela.

IMPRESSO EM CASA

10 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


PRêmioS

Colunistas São Paulo começa o

julgamento dos melhores do mercado

Participam desta

edição 23 empresas,

com 150 trabalhos, dos

quais 68 comerciais

Com a participação de 51 profissionais

de agências, veículos e produtoras, o

Prêmio Colunistas São Paulo 2021/22, que

marca o retorno da premiação suspensa no

último ano por conta da pandemia da Covid-19,

começa a escolher os melhores.

Participam desta edição 23 empresas,

com 150 trabalhos, dos quais 68 comerciais,

31 peças digitais e 23 de mídia exterior.

São elas: Adag, Africa, AKM Performma,

AlmapBBDO, ARC, Artplan, Band,

David, DPZ, Execution, Galeria, Integer\

Outpromo, Madre Mia Filmes, Ogilvy, Publicis,

Publicis Leon, RetailMedia, Santería,

Tech and Soul, TheGroup, TV Cultura,

W3Haus e WMcCann/Commonwealth.

Nesta primeira fase, os jurados escolherão

as peças que comporão as shortlists das 14

áreas da premiação, que cobrem publicidade,

design, conteúdo e live marketing.

Confira os jurados: Adonis Alonso (Blog

do Adonis), Alessandro Bernardo (Artplan),

Alexis Pagliarini (ESG4), Ana Cecilia Novis

(CP+B), Anderson Ordani (The Group), André

Kovadloff (Bferraz), Antonio Nogueira

(Leo Burnett TM), Bruno Valença (Africa),

Carlos Gurgel (Rock), Celio Ashcar Jr. (AKM

Performma), Cláudia Cecília (Publicis

Leon), Claudia Pimenta (Ogilvy), Cristiano

Tassinari (Retail Media), Daniel Magri

(Tech & Soul), Daniele Bezerra (W3Haus),

Dogura Kozonoe (Ampfy), Edgard Soares

(G8 Group), Erick de Abreu (Elkis18), Fabio

Brandão (Holding Clube), Fabio Nunes

(Mullen Lowe), Fernanda Cepollini (Execution),

Fernando Freitas (CC&P), Guilherme

Branco (Lew’Lara\TBWA), Gustavo

Oliveira (Calia), Heitor Caetano (DPZ), Jean

Guelre (VMLY&R), João Caetano (Grey),

João Souza (Soko), José Cascão (Adag),

Kleyton Mourão (WMcCann), Leandro

Hermann (Publicis), Leticia Tercini (W+K),

Magrão (David), Marcelo Bruzzesi (BETC

Havas), Marcio Ehrlich (Janela Publicitária),

Mariana Villela (Talent Marcel), Mozar

Gudin (AlmapBBDO), Nina Lucato (DM9),

Paulo Eugênio (Santa Clara), Phil Daijó

(Galeria), Rafael Pascarella (FCB), Roberta

Harada (WT), Rodolfo Sampaio (Moma

Pro), Tati Piovezam (Arc Brasil), Tatiana

Pereira (Dentsu), Telma Reis (Madre Mia),

Thomaz Munster (Nova/SB), Vanessa Jansen

(Cheil), Viviane Groisman (Band) e

Viza (Integer\Outpromo).

Campanha publicitária divulga a edição de 2021/22 do Prêmio Colunistas São Paulo

Divulgação

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 11


quEm fEz

Paulo Macedo paulo@propmark.com.br

ALÍVIO

Com apoio da agência Mynd8, responsável

pela curadoria e gestão dos influenciadores,

anunciante traz para sua campanha o personagem

Barroso, que brinca com o famoso

almirante da história do Brasil. É a continuação

da ação Sucesso no banheiro com o sr. Barroso.

Produto ajuda no desbloqueio da constipação.

MRM

DUlcolAX

Títulos: Volta do sr. Barroso e Dulco Gotas; diretora

de criação: Kika Mateos; criação: Marcelo Martins

e Bruno Magueta; conteúdo: Ruan Muller e

Caroline Mancini; aprovação: Marília Zanoli, Juliana

Mendes, Jaqueline Gimenes, Eugenie Cornuet,

Agnes Motta e Higor Souza.

Fotos: Divulgação

DIVERSIDADE

A campanha anterior do analgésico Novalgina,

marca do portfólio da Sanofi, deu ênfase

ao home office. Agora, faz reflexão sobre

“o cenário atual de mudanças, desafios

e reforço de seu pilar de diversidade”. Projeto

conta com conteúdo criado por Felipe

Andreoli, Rafa Brites, Loic Koutana, Nath

Araújo, Thiago Queiroz e Ana Prado.

PUBLICIS

noVAlgInA

Título: Pintando a casa; CCO: Domenico Massareto;

criação e conteúdo: Anderson Dias, Vinicius

Claudino e Samuel Normando; produtora:

Awake Film; diretores: Irmãos Meirelles; som:

Quiet City Music + Sound; aprovação: Marilia

Zanoli e Rodrigo Sampaio.

GARRA

Formiga se tornou uma lenda no futebol pela

sua técnica apurada, mas também pelo seu

espírito guerreiro. Ela está na campanha do

aplicativo que é um dos patrocinadores oficiais

da seleção brasileira. A jogadora, que

pendurou as chuteiras este ano, foi duas vezes

vice-campeã olímpica e uma vez vice-

-campeã mundial de futebol feminino.

VMLY&R

Joyo Technology

Título: Preleção; CCO: Sleyman Khodor; ECD: Roberto

Rogoski; redatoir: Igor Pontes; diretores de

arte: Guilherme Costa, Jonatas Pereira e Thiago

Nascimento; produtora: Vandalo; diretor: Martin

Toro; som: Lucha Libre Audio; aprovação: Claudine

Bayma, Paulo Takiuti e Pascoal Martorelli.

14 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


18 a EDIÇÃO

Festival Internacional de Criatividade

5-6

NOV

2022

NA ARCA

24

WORK SHOPS

pixel art | processo criativo | craft design | aquarela

diagramação | estamparia | muralismo | escultura

video | desenho | colagem | stop motion e muito mais!

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2022 | O PIXEL SHOW do Abraço

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Ministério do Turismo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a 3M e a Zupi apresentam:

APRESENTA

PATROCÍNIO

APRESENTA PATROCÍNIO CO-PATROCÍNIO

CO-PATROCÍNIO

APOIO REALIZAÇÃO

APOIO

REALIZAÇÃO


EntrEvista

Eduardo BuEno

apresentador do canal Buenas Ideias

a propaganda

prEsta um

dos maiorEs

sErviços à

humanidadE

O

escritor e jornalista Eduardo Bueno

também traduz e cria roteiros. É autor de

Brasil: uma história, Brasil: terra à vista,

além da coleção Brasilis. Apresentou a

série É muita história, da TV Globo, em 2007, e hoje

conduz B de Brasil, do History. No canal Buenas

Ideias, do YouTube, o historiador conta o que Não

vai cair no Enem. Sobra talento para a propaganda.

Convites vieram, mas Bueno resistiu ao assédio.

Hoje, ele admite o serviço prestado pela publicidade.

Da história do Brasil, porém, vem a certeza de que

educação ainda está longe de ser prioridade.

Janaina Langsdorff

Qual é a sua percepção da publicidade

brasileira?

A propaganda parece o caso do

d. Pedro I. É bipolar. Ele teve um

lado, que era progressista e quis

um país melhor. E teve outro, autoritário

e reacionário. Com a propaganda,

a mesma coisa. Durante

muito tempo, foi servil, e ainda é,

aos interesses do capital. Ao mesmo

tempo, sempre teve um quê

de rebeldia, de liberdade, criando

modelos de comportamento. No

passado, por exemplo, com o cigarro,

servia aos interesses da indústria

tabagista. Por outro lado,

criou uma mística e, assim, apareceram

figuras rebeldes.

Qual é a sua relação com o setor?

Tenho ligação com a propaganda

há anos. A minha mulher

é publicitária, o meu irmão trabalhou

por anos na publicidade.

Quando jovem, fui daqueles que

a combatia. Cheguei a ser convidado

para fazer publicidade, mas

falava que jamais me venderia.

Porém, isso tudo foi mudando. A

própria propaganda vive hoje dilemas,

assim como o que o livro e

a literatura vivem, que a história

vive, que o jornalismo vive, com

a chegada das redes sociais.

Como enxerga o impacto do ambiente

digital?

Os anúncios viraram peças no

YouTube, no Instagram, tem o

papel dos influencers e tal. Indiscutivelmente,

a internet tem potencial

incisivo de impacto hoje

e, infelizmente, também as redes

sociais. Eu sou bem refratário,

não tenho redes sociais pessoais.

Tenho, sim, as redes sociais dos

meus canais de conteúdo. Você

não vai descobrir nada da minha

vida pessoal. Na minha vida profissional,

claro, é indispensável.

Surgiram novas mídias, que vão

ter de ser utilizadas, pelo menos

em parte, para educar. Só o que

interessa é educar. E, hoje, só dá

para educar com entretenimento,

ainda mais em uma época tão

audiovisual.

As marcas se preocupam em falar

sobre inclusão e diversidade. Acha

que essas mensagens são realmente

assimiladas pelos brasileiros?

A massa, talvez, ainda não esteja

totalmente preparada para

as mensagens das minorias. Mas

nesse sentido, a propaganda

presta um dos maiores serviços à

humanidade, que jamais prestou.

É preciso reconhecer que a propaganda

já prestou grandes maus

serviços anunciando agrotóxico,

por exemplo. Mas sempre houve,

historicamente, momentos em

que a propaganda se posicionou,

especialmente a favor da liberdade

de expressão, já a própria

propaganda é fruto da liberdade

de expressão. Nesse momento

em que a propaganda resolve

abordar a questão de gênero, do

racismo estrutural, a questão feminista,

do meio ambiente, ainda

bem que está fazendo isso. E tem

de continuar. Com o tempo, a

propaganda acaba sempre fazendo

com que as suas mensagens

sejam absorvidas. Desta vez, a

propaganda veio para uma tentativa

de construção de um mundo

melhor, de um mundo mais inclusivo

e com menos diferença

de gênero e racismo.

Como a publicidade contribui para a

imagem do Brasil?

A propaganda brasileira realmente

se projeta mundialmente.

Ela sempre reuniu grandes

mentes criativas, que eu, aliás,

critiquei durante muito tempo.

Depois, entendi, era um ganha-

-pão. Alguns até ganhavam muito,

salário de jogador de futebol,

mas não sou eu que vou regular

salário de ninguém, né. Porém,

eram escandalosos, principalmente

dos grandes chefões. E eu

conheci a todos. Aliás, alguns até

me convidaram para escrever. A

propaganda brasileira foi muito

criativa nos anos de 1970 e 1980,

com um zoológico de Leões de

Cannes. O Brasil levava muitos

prêmios, e ainda leva.

O brasileiro já foi mais criativo?

Embora haja um celeiro de

talentos criativos na propaganda,

acho que eles ainda estão

vivendo uma perplexidade com

o surgimento da internet e das

redes sociais. Não vejo, pelo

menos, no YouTube ou no Instagram

do meu canal, entrarem

campanhas que chamem a atenção.

Lembro de uma, de um chiclete,

com um cara rebelde, que

achei maravilhosa. Quando a

propaganda é boa, todo mundo

olha. Mas, particularmente, não

vejo uma propaganda realmente

boa há tempos. Agora, vai ter de

ser a propaganda no TikTok ou

no YouTube. No meu caso, se a

pessoa vê o anúncio no meu canal

até o fim, meu adsense será

maior. Mas, nem mesmo eu consigo

ver os anúncios até o fim, eu

pulo, porque são ruins. Fica aqui

um chamamento ao mercado,

para ser mais criativo.

Já participou de alguma campanha?

Fui convidado por uma marca

de iogurtes funcionais para fazer

uma ação, vinculando a história

com o produto nesses 200 anos

da Independência. Como conteúdo,

é muito legal, já que d. Pedro

estava com diarreia na ida para

São Paulo, em sua jornada rumo

ao Grito do Ipiranga. Adorei o

convite. Só o fato de eles terem

pensado, foi bem legal.

Como historiador, qual a sua avaliação

da fase que vivemos hoje?

Esse período será lembrado

pelos desmandos do governo

anterior, que pavimentou o acesso

da direita e extrema-direita,

que sempre existiram no Brasil,

país que sempre teve um viés

conservador. Puderam contar

ainda com a ajuda das redes

sociais, um fenômeno mundial.

Você pode até não gostar desse

governo, mas não pode dizer que

não é autêntico. Ele é duplamente

genuíno porque foi eleito democraticamente,

por 56 milhões

de pessoas, é bom lembrar, e

porque representa um país conservador.

Esses caras têm voz

nas redes sociais, e não podemos

suprimir essa voz. Sou um

democrata, a voz deles deve ser

anunciada. O que não pode é deixar

essa voz comandar os destinos

do Brasil porque ela não está

16 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


qualificada para isso.

Como analisa a educação ao longo

da história do Brasil?

O projeto de Estado do Brasil

é a deseducação. Na época

de Portugal, quanto mais as pessoas

soubessem, mais iam querer

reivindicar liberdade. Na fase da

Independência, quanto mais o

povo tivesse acesso ao conhecimento,

menos ia querer a hegemonia

do Centrão e da bancada

ruralista, porque a Independência

foi uma articulação do Centrão,

exatamente igual ao de

hoje. Guardadas as diferenças,

a ideologia era a mesma. A bancada

ruralista do Senado queria

manter os interesses de uma classe

agroexportadora dependente

da escravidão. O interesse era

de que a escravidão não fosse

abolida, ao contrário do que já

tinha acontecido na Argentina,

Uruguai, Colômbia, Bolívia. A

República tenta investir, mas cai

na verba pública. Não pensam na

educação e sim na verba. E a verba

some. A educação vai sendo

levada aos trambolhões. Depois,

vêm os períodos ditatoriais. No

projeto varguista, há investimento

em educação, só que de

lavagem cerebral, com o Departamento

de Imprensa e Propaganda,

o DIP, querendo criar em

Getúlio Vargas a figura do grande

der. Chega a era moderna, que

logo sofre o golpe militar, e traz

o Mobral. Então, nunca se concretizou

um projeto de educação

popular. Há um projeto, sim, de

não apostar na educação, e esse é

o principal problema. A questão

do Brasil não é econômica ou política,

mas de cidadania. E cidadania

só exerce quem tem conhecimento.

E só tem conhecimento

quem tem educação.

Divulgação

“A questão

do BrAsil

não é

econômicA

ou políticA

e sim de

cidAdAniA”

Qual é o saldo das comemorações

dos 200 anos da Independência do

Brasil? Ainda há o que comemorar?

Temos tudo a comemorar, palavra

que não necessariamente

quer dizer festejar ou celebrar.

Comemorar significa relembrar.

É um processo de memória coletiva.

A gente não fez hoje, como já

não fez nos 500 anos do descobrimento

do Brasil, quando um dos

grandes destaques acabou sendo

um livro meu, chamado A viagem

do descobrimento, que vendeu

400 mil exemplares. E não pense

que estou falando isso para

me exibir. Pelo contrário. Tenho

quase vergonha de que um dos

principais acontecimentos ligados

aos 500 anos tenha sido o

meu livro. Era para ser um livrinho.

Eu adoro acusar a propaganda

de todos os defeitos possíveis,

mas, nesse caso, precisamos lembrar

que ninguém fez nada, tirando

o History.

Como encara a sua participação no

projeto do History?

Com menos vergonha, e muito

mais orgulho. O History se destaca

nos 200 anos. Na série B de

Brasil, mostramos como a história

é cheia de ação, aventura,

sangue, suor, sêmen. É feita por

seres humanos. No caso da Independência,

há paixões incandescentes

como a de d. Pedro pela

Marquesa de Santos, tem a separação

traumática dele e da Leopoldina,

daí Leopoldina morre,

e o povo se põe contra d. Pedro,

que ainda tem outros casos amorosos.

Não só isso. Há a cavalgada

de d. Pedro do Rio de Janeiro

até São Paulo, aí ele proclama a

Independência, vai de São Paulo

de volta ao Rio de Janeiro, ainda

com o episódio do desarranjo intestinal,

para humanizá-lo ainda

mais. A série tem uma pitada ficcional,

ou melhor, não é ficcional,

é baseada em fatos reais. Mas

tem reconstituições com atores.

Ali, pudemos ter mais leveza,

projetar um país melhor.

Tem também a sua participação na

série da CNN. Como foi?

Fiquei orgulhoso de estar também

na Brasil 200+, onde participei

como entrevistado. O projeto

é interessante porque aborda

como serão os próximos 200

“A

propAgAndA

veio pArA A

construção

de um mundo

melhor”

anos, e não os 200 anos de 1822

a 2022. É uma projeção de como

será o Brasil. Só lamento que a

minha visão tenha sido pessimista.

Acho que vamos ter quatro ou

oito anos, independentemente

do resultado dessas atuais eleições,

e espero que o atual governo

não tenha continuidade, ainda

bem difíceis pela frente. Não

acho que haverá a mudança tão

esperada, do agora vai.

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 17


meRcAdO

Publicidade estimula prevenção e

conscientização no Outubro Rosa

Agências promovem ações internas para funcionárias e marcas como

Marisa, Avon, Via e Johnson se engajam à causa do câncer de mama

Divulgação

Sarah Feltes, sócia e diretora de conteúdo da agência gaúcha WT.AG (com a camiseta da Nike), reuniu parte do time da agência para debater como as ações preventivas ajudam

Paulo Macedo

métrica CMYK possui mais de 2.800

A cores, todas com base nas suas iniciais:

cyan, magenta, yellow e key (preto). No calendário

de datas, algumas cores ganham

propósito nessa escala pantone. O azul faz

remissão à prevenção do câncer de próstata,

em novembro. O amarelo liga o sinal de

atenção no trânsito, em maio.

A mais representativa, porém, é o rosa.

Neste mês de outubro, a cor está associada

às formas preventivas do câncer de mama,

o segundo em incidência no país de acordo

com o Inca (Instituto Nacional do Câncer),

que estima para 2022 mais de 66 mil diagnósticos

desse mal que mexe com a autoestima

feminina. Muitas marcas, por meio

de campanhas e ativações pontuais, se

engajam à causa, estimulando autoexame

e definindo políticas internas de recursos

humanos para a compreensão da doença,

que não é exclusiva do universo feminino.

Homem também tem mama e pode ser acometido

pela doença.

A gênese do movimento Outubro Rosa

está na marca Estée Lauder, que em 1992

lançou a campanha Breast Cancer Awareness,

que viralizou o lacinho rosa, marca

registrada da ação. Evelyn Lauder enfrentou

na própria pele os efeitos do câncer de

mama, mas não perdeu o otimismo e sua

postura contribuiu para o mercado ter uma

visão coerente sobre o problema. Mas isso

não evitou o oportunismo que, infelizmente,

algumas marcas, poucas, é verdade, colocam

para mostrarem engajamento à data.

Atitude

A agência Moringa, de Brasília, há dois

anos fomenta o debate. “Sempre olhamos

com atenção para o Outubro Rosa, portanto,

todos os anos, criamos ações internas

que possam conectar as nossas colaboradoras

com assuntos como o combate ao

câncer de colo do útero e de mama. É uma

causa que precisa ser difundida e, dessa

forma, toda atenção para o tema é bem-

-vinda. Fazemos rodas de debates com as

colaboradoras onde abrimos espaço para

“Nos últimos 4 aNos,

coNseguimos mais

de 12.000 doações, cerca

de 530 kg de cabelos,

que se torNaram mais

de 1.300 perucas”

18 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


Fotos: Divulgação

Sandra Denes é VP de recursos humanos da FCB Brasil O executivo Alex Sandro lidera estratégia da holding Via Alessandra Sadock integra ciação da Leo Burnett TM

Barbara Gava comanda área de atendimento da Ampfy

“a propagaNda tem

o poder de dar

visibilidade para causas

importaNtes como a

do câNcer de mama”

que quem tem histórias de câncer na família

ou entre as amigas possa contar, assim

como dúvidas sejam esclarecidas. Aproveitamos

esse tema tão importante para as

mulheres, para estarmos mais próximas e

nos ajudarmos”, destaca a executiva Rianni

Bertholdo, diretora-geral da Moringa,

que para este ano está organizando a agenda

Empatia e informação.

Ionah Kochen, vice-presidente de marketing

e comunicação da Nestlé Brasil,

trouxe a marca Molico para o centro dessa

conversa em 2022.

“Para destacar a importância do tema

junto às mulheres, a Nestlé, com a unidade

Nestlé Health Science, vai realizar uma

live virtual para suas colaboradoras com

foco na saúde da mulher, destacando a

importância do Outubro Rosa, incluindo

as formas de prevenção e cuidados. Os colaboradores

homens também serão convidados

a participar para que possam reverberar

a importância do cuidado com sua

rede de amigas e familiares. A marca Molico

também acaba de anunciar o lançamento,

em edição limitada, de uma nova

embalagem em conscientização ao Outubro

Rosa, chamando a atenção do público

feminino para a realização dos exames

preventivos. Além disso, a Nestlé Health

Science, junto ao portal Cuidados Nestlé

na oncologia, vai trazer novos conteúdos

informativos sobre o tema para sua audiência,

em parceria com seus apoiadores,

como os institutos Vencer o Câncer, Oncoguia

e We Cancer, entre outros”, elenca

Ionah, lembrando que Molico apoia a Pink

Run, corrida feminina realizada no dia 2

de outubro.

“De acordo com a Organização Mundial

da Saúde, são diagnosticados cerca

de 12 milhões de novos casos de câncer

a cada ano no mundo. Esse é um número

que cresce ano após ano. Tendo em vista

esse constante aumento, os esforços para

conscientizar as pessoas a aderirem uma

rotina de vida mais saudável e preventiva,

além, claro, de incentivar a realização

dos exames periódicos, ganham cada vez

mais força na mídia, nos pontos de vendas

e nas ações das marcas para que, unindo

esforços, consigamos cada vez mais reverberação.

A conscientização e a prevenção

do câncer de mama, assim como de outras

doenças, devem acontecer ao longo

de todo o ano. No entanto, a existência da

data Outubro Rosa é essencial para dar visibilidade

a um movimento tão sério e importante.

Quanto mais conseguirmos abrir

espaços para discussão sobre esse tema,

conscientizando as mulheres a realizarem

os exames preventivos e conquistar uma

vida mais saudável, mais apoiamos essa

causa tão relevante”, reforça Ionah.

Com 44 mulheres, mais de 50% da sua

força de trabalho, a WT.AG faz conexão

diária com o tema. A diretora de conteúdo

Sarah Feltes acredita que a publicidade

tem função social na divulgação com

foco na prevenção.

“A propaganda tem o poder de dar visibilidade

para causas como a do câncer

de mama e as marcas e veículos têm papel

fundamental na expansão dessa mensagem

tão relevante que é a prevenção.

Ampliar a mensagem da causa, educar,

trazer visibilidade para histórias reais e

dar voz para quem tem propriedade sobre

o assunto são alguns dos caminhos que

enxergo como fundamentais para a data.

E o Outubro Rosa tem tudo a ver com

isso. Com a divulgação de informações e

conscientização sobre a importância de

realizar os exames e de estar atento aos

sintomas. O diagnóstico precoce é importantíssimo

para o tratamento e a cura. E a

publicidade pode contribuir muito para a

divulgação dessas informações”, pondera

Sarah, lembrando também a parceria dos

veículos de mídia, que abrem espaço pro

bono para ações de ONGs.

cAbelO

Especialista em mídia OOH com mais

de 1.600 telas em 800 salões de beleza,

femininos e masculinos, a B.drops sempre

esteve engajada ao Outubro Rosa.

A partir de 2018, lançou a campanha Be

Pink, que, além do foco preventivo, promove

arrecadação de cabelo para a produção

de perucas.

“Além da informação sobre os sinais

do câncer de mama, levamos para dentro

da campanha Be Pink a oportunidade de

as mulheres doarem seus cabelos para a

confecção de perucas. Enviamos aos salões

todo o material necessário, elásticos

de cabelo, sacolas plásticas para arma-

A executiva Bia Ambrogi é presidente da Apro+som

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 19


meRcAdO

Fotos: Divulgação

Carol Pertenelli reúne as mulheres da Raw Audio Christianne Toledo é diretora de marketing da Marisa Claudia Kalim, head de estratégias e negócios da Gotcha

zenamento individualizado das mechas,

urna de arrecadação para armazenar os

cabelos, tags de identificação da doação,

além do certificado de doação para

a cliente e uma régua de 20 cm, tamanho

mínimo da mecha para uma doação, que

é entregue como recordação às doadoras.

Além disso, treinamos todos os salões e

seus profissionais a como arrecadar de

forma correta as doações, pois esses cabelos

precisam estar lavados, limpos, secos

e em mechas de no máximo um dedo de

diâmetro, para que as costureiras consigam

trabalhar com essa mecha doada

da melhor forma possível. Nos últimos 4

anos, conseguimos mais de 12.000 doações,

cerca de 530 kg de cabelos, que se

tornaram mais de 1.300 perucas”, esclarece

Felipe Viante, fundador da B.drops.

Em 2019, como explica Sandra Poltronieri,

diretora de gestão de pessoas do Grupo

Dreamers, que controla Artplan e tem no

seu contingente 58,87% de mulheres, foi

compartilhada a história de uma funcionária

vitimada com o câncer mamário.

“Fizemos uma homenagem a ela, os filhos

apareceram de surpresa no escritório

com flores; foi muito emocionante. A história

dessa colaboradora é tão inspiradora

que, em 2020, decidimos compartilhá-la

não só com a Artplan, mas com todo o Grupo

Dreamers, estimulando que os colaboradores

fizessem doações para o Banco de

Lenços Flavia Flores, um dos maiores do

país e indicação da própria colaboradora”,

relembra Sandra, que prefere deixar de lado

a questão do sofrimento para enfatizar nas

ações internas a esperança e a superação.

“Ainda estamos fechando a programação

de 2022, mas o Dia M certamente será

realizado. E este ano faremos também uma

ação inédita, aproveitando que temos um

novo canal de comunicação interna (uma

rede social corporativa). Ao longo de outubro,

vamos divulgar internamente dicas de

saúde que ajudam a prevenir o câncer de

uma forma geral. Por exemplo: você sabia

que manter o peso corporal saudável, ser

“levaremos 18 carretas

de rastreameNto

mamográfico, que

percorrem ao loNgo do

aNo 232 muNicípios”

fisicamente ativa, evitar bebida alcoólica e

amamentar são, de acordo com o Ministério

da Saúde, formas de prevenir o câncer

de mama? Essas informações precisam ser

mais difundidas”, acrescenta Sandra.

PRecOce

Como a comunicação deve tratar a questão

do Outubro Rosa, já que há um grande

contingente feminino no segmento de

marketing? Quem responde é Mariana Hasselmann,

diretora de conteúdo e influência

da Wunderman Thompson Brasil.

“O câncer de mama é o mais comum no

mundo e o que mais mata no Brasil. Considerando

esse dado alarmante, acredito que

a comunicação tenha um papel fundamental,

já que a informação é o primeiro passo

para o diagnóstico precoce e a redução de

mortes. Como profissional de conteúdo,

acredito que a comunicação deve sempre

considerar os interesses das pessoas como

prioridade e, para o Outubro Rosa, não deve

ser diferente”, argumenta Mariana.

“Temos a sorte de trabalhar com clientes

que abraçam a causa junto com a gente.

Já lançamos um filtro que guia as mulheres

a fazerem o autoexame com a Johnson

& Johnson e trabalhamos há anos com o

Instituto Avon, promovendo campanhas

que divulgam as iniciativas do instituto e

levam informação às pessoas. Ao trabalhar

com essa causa, é natural que a gente se

envolva e se aprofunde na temática de forma

que impacte as nossas atitudes. Viramos

influenciadores, levando informação

também às pessoas ao nosso redor”, afirma

Marina.

AvOn

“O Instituto Avon é responsável por

liderar iniciativas referentes à causa do

câncer de mama na companhia. Nesse

sentido, abordamos o tema não somente

para o público externo, com campanhas

e projetos de acesso a toda a população

brasileira, como também para colaboradores,

lideranças e representantes da beleza

Avon, por meio ações de orientação,

comunicação ou debates. A Avon busca

promover o avanço da causa ‘de dentro

para fora’, ou seja, começando pelas colaboradoras

da empresa, passando pela rede

de representantes Avon, simultaneamente

beneficiárias e multiplicadoras da

causa”, afirma Daniela Grelim, diretora-

-executiva do Instituto Avon, que tem

neste mês a campanha Quem tem peito tem

direito, criada pela Wunderman Thompson

Brasil.

“Este ano preparamos material de campanha

para que as colaboradoras conheçam

os direitos das mulheres com suspeita

ou diagnóstico de câncer de mama,

bem como informações a respeito dos sinais,

fatores de risco e o que fazer a respeito,

sempre enfatizando a importância

dos exames de rastreamento. Além disso,

levaremos a algumas unidades da empresa

uma das 18 carretas de rastreamento

mamográfico, que percorrem ao longo do

ano 232 municípios brasileiros, levando

exames de mamografia e ultrassom para

as mulheres na faixa alvo, a saber, dos 40

aos 69 anos. É uma forma de reafirmar o

quanto este tema, central para a saúde

das mulheres, é parte da nossa identidade

corporativa, da nossa cultura e nosso propósito.

Todo este material de campanha

divulga um canal permanente de orientação,

visando a tornar o atendimento

especializado em câncer de mama mais

acessível – tanto para pacientes, quanto a

20 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


Fotos: Divulgação

“a propagaNda tem um

papel muito importaNte

Na Normalização do

assuNto Na sociedade

Marcelle Villar é diretora de marketing da Ana Couto

seus familiares e profissionais da saúde.

Trata-se do canal Ligue Câncer, apoiado

pelo Instituto Avon, responsável por conceder,

gratuitamente, informações sobre

tratamentos, diagnósticos, direitos sociais

e qualidade de vida para pacientes com

câncer. Em 2021, foram realizados 779

atendimentos específicos sobre câncer de

mama”, acrescenta.

Segundo Daniela, uma das formas mais

comuns de abdicação de direitos é desconhecer

que eles existem. Levar conhecimento

para as mulheres é uma forma de

empoderá-las, garantindo a sua autonomia

e bem-estar, pois permite que possam reivindicar

seus direitos de forma mais rápida

e assertiva quando for preciso. Por isso, a

campanha deste ano tem como foco disseminar

informações sobre a legislação brasileira

responsável por proteger e amparar

pacientes com câncer de mama, como a Lei

dos 30 Dias (nº 13.896/2019), que determina

que exames de diagnóstico para a doença

devem ser realizados em até 30 dias; e a

Lei dos 60 Dias (nº 12.732/12), que assegura

que tratamentos para a condição sejam

iniciados em até 60 dias. Essas normas são

fundamentais para que a doença seja detectada

o mais cedo possível e para que processos

terapêuticos necessários sejam colocados

em prática rapidamente, garantindo

mais chances de cura para essas mulheres.

Deborah Duarte, presidente do IQUeB, com a filha Sofia

O investimento da Avon é robusto.

“Nosso objetivo é a melhoria da qualidade

de vida das mulheres que experimentam

o câncer de mama, bem como o crescimento

de sua detecção precoce, que aumenta

significativamente as chances de

remissão da doença. Ao todo, já investimos

mais de R$ 92,1 milhões em projetos

voltados para a causa desde a fundação

do Instituto Avon, beneficiando mais de

3,8 milhões de pessoas. Para nós, portanto,

há 19 anos no Brasil e sete décadas no

mundo, é um trabalho que vai muito além

do Outubro Rosa, impactando a vida de

mulheres todos os dias”, diz ainda a executiva

do Instituto Avon.

AFinidAde

Na holding Via, o projeto Outubro Rosa

é coordenado por Alex Sandro Silva Marconato,

gerente-executivo de benefícios de

saúde e segurança do trabalho. Em sua opinião,

hábitos saudáveis e prevenção é uma

boa combinação.

“Todos os anos, por meio da Fundação

Casas Bahia, apoiamos instituições

e empreendedores sociais nas causas

relacionadas à prevenção e ao tratamento

do câncer de mama. Em 2022, vamos

promover a Federação Brasileira de Instituições

Filantrópicas de Apoio à Saúde da

Mama (Femama). A Federação reúne ampla

variedade de ONGs em todo o Brasil,

o que permite ao colaborador voluntário

escolher aquela de maior afinidade”, especifica

Alex Sandro.

incentivO

As marcas podem ajudar a amplificar o

conhecimento da data e da causa, incentivando

a procura e o entendimento pelo

assunto. Essa é a opinião de Sandra Denes,

VP de recursos humanos da FCB Brasil. Ela

afirma: “A visibilidade que uma grande

marca pode dar ao assunto ajuda a legitimar

a causa e popularizar o autoexame.

Mas é importante uma avaliação sobre a

pertinência do assunto dentro da comunicação

da marca, para que não fique uma

atividade solta apenas para ‘cumprir tabela’.

Obviamente, quanto mais conectada

ao público feminino mais natural é essa

conversa, que pode, inclusive, ser mais

profunda e educativa”.

Marianna Souza é presidente da Apro: “Desinformação”

Sandra pondera que a FCB, em conjunto

com os parceiros de programas de saúde,

tem projetos de caráter preventivo contra

o câncer de mama ao longo de todo o ano,

não só em outubro. “Realizamos anualmente

um screening de saúde e com base

no resultado, podemos entender como está

a saúde dos funcionários e, assim, desenvolver

ações de prevenção mais direcionadas.

Temos também uma enfermeira dedicada

à FCB, que é focada na saúde física e

emocional dos colaboradores. Em outubro,

temos comunicação interna direcionada à

temática, também com o apoio dos nossos

parceiros de saúde, além de oferecermos

atendimento personalizado com a profissional

de enfermagem”.

Seriedade é palavra-chave para Sandra

quando fala sobre comunicação relacionada

ao Outubro Rosa. “O mundo das redes

sociais traz aquela sensação que todos têm

de se manifestar sobre todos os assuntos,

e com as marcas nem sempre é diferente,

então pode acabar acontecendo oportunismo.

É fundamental que falar sobre uma

causa exige seriedade, adequação e pertinência

ao que a marca já conversa com seu

público. A visibilidade é fundamental para

o assunto, mas quanto mais envolvimento

(com a causa, com o público ou com o tipo

de personalidade e conversa que a marca

tem) mais legítima é a comunicação”.

Mariana Hasselmann é diretora de conteúdo da WT

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 21


meRcAdO

Fotos: Divulgação

Daniela Grelin é diretora-executiva do Instituto Avon

ARmA

Disseminar informação é crucial para a

prevenção. O tratamento é o ponto básico

para Valerya Borges, diretora de diversidade,

equidade & inclusão da VMLY&R.

“Uma arma muito eficaz nessa batalha são

as campanhas de conscientização e sensibilização.

Temos um papel muito importante

junto à população e também com

todas as mulheres que integram nossa indústria.

Informação é fundamental. Aqui

na VMLY&R procuramos estar atentos e

estimular nosso time a cuidar da saúde.

Então, procuramos aproveitar as oportunidades

para lembrar a importância da

prevenção e do autocuidado. Este ano,

vamos abordar o tema. Nossa diretoria de

RH está preparando ações para estimular

nossas colaboradoras a fazerem exames

preventivos e procurar acompanhamento

médico. Só temos de estar atentos para

não falar disso somente nesta época do

ano”, afirma Valerya.

Por outro lado, falar de doença e saúde

ainda é um tabu no Brasil, mesmo quando

os dados exibem índices alarmantes.

Monica Kamimura é head de pessoas e cultura da Almap

Juliana Amorim é diretora de talento da agência R/GA

outubro rosa também

sigNifica força e poder

femiNiNo, o olhar da

mulher para si, para seu

autocoNhecimeNto

e cuidado”

“Eles trazem para nós, comunicadores,

a responsabilidade de trazer luz à prevenção.

Está no papel da comunicação

transformar essa realidade. Não é possível

evitar a doença, mas é possível tratar,

se descoberta previamente. Falar em

prevenção no Brasil é uma necessidade

latente, isso porque, culturalmente, não

temos o hábito do cuidado prévio. É dever

de todos nós impactar positivamente

a sociedade com nossas marcas”, chama a

atenção a executiva Mari Pagano, head de

estratégia e dados da Grey.

Para Mari, mesmo tendo o mês em destaque,

a prevenção e a saúde não devem

ser pautas pontuais das marcas e do nosso

mercado. “É um esforço coletivo para

construir cada vez mais a importância da

saúde e prevenção em todos os seus aspectos.

Trazer à tona o estilo de vida saudável

e consciente, nas escolhas que fazemos

todos os dias. Outubro Rosa também

significa força e poder feminino, o olhar

da mulher para si, para seu autoconhecimento

e cuidado. É, sim, a pausa necessária

para se cuidar. Para nós, que cada vez

mais conquistamos nossos espaços, nosso

tão necessário empoderamento, falar em

saúde e prevenção feminina é uma conquista.

É também uma forma de empoderar

mulheres para que, com saúde, desbravem

e possam cada vez mais alcançar seus

Mari Pagano é head de estratégia e dados da Grey Brasil

objetivos. Portanto, para dentro e para

fora do nosso segmento, está em nossas

mãos a mensagem do Outubro Rosa como

um tema que previne e pode mudar a vida

de muitas mulheres, não só em outubro,

mas por todos os seus dias”, conclui.

Após a pandemia, assuntos relacionados

com health care, nas palavras de Monica

Kamimura, head de pessoas e cultura

da AlmapBBDO, se intensificaram nas redes

sociais.

“Temos notado um maior engajamento

e interesse das pessoas que vão além

do que os dados nos mostram. Iniciativas

voltadas aos temas de prevenção e diagnóstico

precoce do câncer de mama sempre

fizeram parte da pauta da área voltada

às pessoas da AlmapBBDO. Mas, nos

últimos dois anos, em função do interesse,

temos ampliado nossas entregas para

questões que envolvem o autocuidado

como um todo, com algumas ações de

bem-estar que passaram a fazer parte da

nossa cultura organizacional e calendário

de forma perene, como um programa

de apoio pessoal que envolve 4 frentes:

Valerya Borges é diretora de diversidade da VMLY&R

22 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


Fotos: Divulgação

Rianni Bertholdo é diretora-executiva da agência Moringa Sabrina Geraissate, da Mission Music: “Saúde mental” Sandra Poltronieri: gestão de pessoas no Dreamers

psicológica (com plantão 24 horas, sete

dias por semana), financeira, jurídica e

social”, afirma Monica.

A diretora da AlmapBBDO fala que a

agência tem 55% de talentos do sexo feminino.

“Queremos abrir diálogos e estar

com elas nas conversas que são importantes

para suas vidas. Todos os anos, em

outubro, fazemos campanhas de sensibilização

que ajudam a promover a conscientização

sobre a importância de ter hábitos

saudáveis, manter o check-up em dia para

prevenção e o diagnóstico precoce. O câncer

de mama é uma das doenças que mais

matam mulheres no mundo todo. Mas as

chances de cura são de 95% quando identificadas

em seu início. Estudos revelam que

campanhas sazonais de prevenção servem

como um alerta para o tema, levando as

pessoas a se informarem mais, pesquisar

sobre o assunto e buscarem profissionais

especialistas para a realização de consultas

e exames”, enfatiza Monica.

mARiSA

Acolhimento e conscientização é o binômio

que orienta a Marisa, rede de varejo

feminino que abraçou o Outubro Rosa para

valorizar a autoestima e incentivar procedimentos

de autocuidado. Este ano, o tema

da campanha é Toque no Ponto, uma experiência

sensorial. “Em tótens interativos,

ao apertar o objeto, o público vai descobrir

uma sensação aproximada à de um nódulo

mamário e assim reconhecê-lo com mais

facilidade no autoexame da mama. A ativação

estará espalhada por cinco lojas de São

Paulo a partir da segunda semana de outubro

e se mantém disponível, em um convite

para homens e mulheres, até o dia 31”, explica

a Marisa através de comunicado.

Christianne Toledo, diretora de marketing

da Marisa, faz menção para o projeto

do ano passado.

“Expandimos a linha do sutiã do recomeço,

que havíamos lançado em 2018.

Eles foram apresentados em novas versões,

com outros modelos e em maiôs e

tops. Além disso, também evoluímos no

posicionamento sobre o assunto e passamos

não só a falar sobre a causa, mas

participar ativamente do debate sobre

conscientização e prevenção. Através

desse desejo de sermos mais ativas no

“eNxergamos o outubro

rosa como uma data

importaNte para as

Nossas coNsumidoras

e como Nosso dever

iNformar, coNtribuir e

acolher”

debate, nasceu nossa campanha para Outubro

Rosa do último ano, a #BemJuntas.

Nela, nos debruçamos numa ideia para

que as mulheres se percebessem ainda

mais protagonistas, para se sentirem bem

confiantes e donas de si”, diz Christianne.

“Realizamos o Dia Rosa, em 23 de outubro

de 2021, quando doamos ao Instituto

Protea (organização sem fins lucrativos,

que custeia parte do tratamento de

câncer de mama de mulheres de baixa

renda), unidades dos produtos para mulheres

mastectomizadas, que possuem

atributos pensados para oferecer mais

conforto para essas pessoas. Entre eles,

o tecido de leve compressão, base reforçada,

laterais mais largas, forro interno

em algodão, decote elevado para cobrir

melhor o colo e alças reguláveis para

sustentação. Nós enxergamos o Outubro

Rosa como uma data importante para as

nossas consumidoras e como nosso dever

informar, contribuir e acolher”, afirma.

Marisa, como informa Christianne, terá

agenda intensa este ano. Em parceria com

o Instituto MOL, o braço social da Editora

MOL, criado para que empresas e cidadãos

doem com propósito, foi criado um

calendário para 2023, que inclui informações

sobre saúde mental, autocuidado,

autoestima e outras questões do universo

feminino. Todo o valor da venda dos calendários

será revertido para o Protea. O

instituto também receberá parte das vendas

do Dia Rosa, marcado para 22/10, e a

doação de sutiãs do recomeço, para mulheres

mastectomizadas. Além disso, o

Mbank, plataforma de produtos e serviços

financeiros das lojas Marisa, oferecerá um

bônus no valor de R$ 50, para ser utilizado

em exames preventivos e/ou consultas

preventivas ao câncer de mama, pela titular

ou por uma dependente, durante todo

o mês de outubro.

eStigmA

Alessandra Sadock, creative experience

director da Leo Burnett Tailor Made,

vê evolução da presença feminina na

criação das agências. Em sua opinião, a

propaganda tem papel fundamental nas

questões do terceiro setor. “O câncer já

foi muito e ainda é estigmatizado. Tem

pessoas que nem falam a palavra câncer.

Já houve um tempo em que a doença era

escondida e quase motivo de vergonha.

Parte importante da conscientização é

normalizar o assunto, debater, falar da

importância do exame anual e de como o

tratamento feito logo no início aumenta

absurdamente a probabilidade de cura. A

propaganda tem um papel muito importante

na normalização do assunto na sociedade”,

afirma.

O Instituto de Quimioterapia e Beleza

(IQeB) retoma a Pedalada e Caminhada

Rosa, que será realizada no próximo dia 9,

na Av. Paulista, em São Paulo, com patrocínio

do Centro de Diagnósticos Salomão

Zoppi. “Também estamos evidenciando o

Projeto Abre Portas, iniciativa vinda da demanda

de pacientes para retomada profissional.

Aqui, contamos com o patrocínio da

Tokio Marine”, informa Deborah Duarte,

presidente do IQeB.

A Apro (Associação das Produtoras de

Audiovisual), de acordo com a presidente

Marianna Souza, vai promover ações

com a consultoria de segurança e saúde.

“Comunicação tem um papel fundamental

na conscientização e auxílio em questões

relacionadas a prevenção, diagnóstico,

desinformação e efeitos colaterais do

tratamento. Então, ela deve acontecer de

forma respeitosa, com foco em informar a

população sobre o câncer de mama e a importância

do diagnóstico precoce. Assim

como preparar familiares, amigos e colegas

de trabalho a como lidar com casos

próximos”, diz.

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 23


meRcAdO

Conversas regulares com o time do Raw

Áudio é o que pauta Carol Peternelli, responsável

pelo atendimento do estúdio.

“Quanto mais falarmos sobre isso, quanto

mais dedicarmos um tempo na nossa

empresa para promover o assunto, mais

mulheres vão ser impactadas. O câncer de

mama é o segundo tipo mais frequente no

mundo, e aqui no Brasil as taxas de mortalidade

continuam altas, especialmente

porque a doença ainda é diagnosticada

em estágios avançados. Por isso, não podemos

deixar de falar no assunto, sobre a

importância do autoexame, da mamografia

e das altas chances de cura se diagnosticado

no início”.

Fotos: Divulgação

AbRAngênciA

“Não se trata só de promover exames

como a mamografia. É muito mais abrangente.

Deveriam aproveitar esse mês para

dar mais voz e lugar às queixas das mulheres

como as dificuldades de ciclo menstrual,

sexualidade, violência doméstica e,

principalmente, amparo e saúde mental de

quem recebeu o diagnóstico, está em tratamento

ou removeu a mama. São muitas

pautas que as campanhas podem abordar e,

por isso, é fundamental a participação das

mulheres”, adverte Sabrina Geraissate, do

atendimento da Mission Music.

O discurso da conscientização é unânime.

Claudia Kalim, gerente de estratégias

e negócios da Gotcha, fala do envolvimento

com o Cartão de Todos. “O objetivo

é promover o acesso à saúde de qualidade

à população de baixa renda, com preços

muito acessíveis. O pilar da prevenção faz

parte do nosso conteúdo de comunicação,

é intrínseco ao negócio. Nesse mês do

Outubro Rosa, as clínicas parceiras do

cartão promovem um combo de saúde

com exames e consulta a preço subsidiado,

para chamar a atenção ao tema e dar

a oportunidade de as mulheres realizarem

os exames necessários, contribuindo e

divulgando a necessidade do diagnóstico

precoce”, afirma.

Molico mudou embalagem e é uma das apoiadoras da Pink Run de 2022

Comunicação interna da agência AlmapBBDO faz alertas para prevenção, cuidados pessoais e alimentação saudável

“comuNicação tem papel

fuNdameNtal No auxílio

em questões de preveNção

e diagNóstico”

Bia Ambrogi, presidente da Apro+Som,

informa que a entidade está criando comunicação

específica sobre o Outubro

Rosa na suas redes sociais. “Este mês nos

ajuda a lembrar deste cuidado que deve

ser diário”, sugere.

lAçO

Os riscos do câncer de mama ainda não

são plenamente conhecidos. Diante desse

cenário, Barbara Gava, diretora-executiva

de atendimento da Ampfy, recomenda amplitude

maior. “O Outubro Rosa não se trata

apenas da utilização de adereços rosas.

É muito mais do que isso: é sobre levar informações

claras e de qualidade, trazendo

a conscientização da importância da prevenção.

As empresas têm um papel essencial

nessa campanha para não dependermos

apenas das comunicações em massa,

fazendo ações internas para os seus colaboradores,

que podem ser muitas: desde

palestras com médicos a comunicados internos.

O que importa é trazer as informações

com cautela e responsabilidade, com

linguagem clara e de fácil compreensão”,

observa Barbara.

“A publicidade tem um grande poder de

mobilização e conscientização da população

para qualquer fim. Prestar este serviço

à população, seja do segmento do marketing

ou não, seja de Outubro Rosa ou outra

causa, é, sim, um grande papel das marcas.

Informar e usar a data para uma ação

de impacto, alinhada a seu propósito e em

benefício da sociedade. Só assim construirá

conexão emocional com os públicos e relevância”,

finaliza Marcelle Villar, sócia-diretora

de marketing e conexões na Ana Couto.

24 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


mercado

Problema de saúde mental cresce e

empresas devem ficar mais atentas

Para especialista no assunto, pandemia provocou surgimento de novos

casos de ansiedade, depressão e estresse no ambiente corporativo

Neusa spaulucci

saúde mental sempre foi

A um tabu dentro e fora de

casa, principalmente no ambiente

corporativo, e a pandemia

escancarou o problema.

Para Aleks Mesquista, CEO da

Amar.elo Saúde Mental, houve

um crescimento significativo

dos problemas na área devido

à própria pandemia. Segundo

ele, a população mundial viveu

algo novo, que lhe tirou o

seu direito de ir e vir, além das

perdas e do luto. “Então existe,

sim, necessidade de atenção

à saúde mental, pelo estresse

natural que foi causado nos

últimos anos. Houve um agravamento

emocional das pessoas,

com alguns casos tendo se

desenvolvido para o chamado

TEPT (Transtorno de Estresse

Pós-Traumático)”.

Mesquita afirma ainda que o

Brasil já era o país mais ansioso

do mundo e o quinto em casos

de depressão. “Então, não era

algo novo em nosso meio, mas,

de fato, foi algo que passou a

ser comentado com mais frequência

após esse período”.

Ele fala ainda que no meio

corporativo houve uma série

de mudanças, com o ambiente

de casa virando o mesmo do

emprego, e todas as tensões

que vieram a partir disso. “Essa

nova realidade também esteve

entre os fatores de estresse

contínuo”, diz, acrescentando:

“Diante disso tudo, as pessoas

passaram a ressignificar seus

propósitos, a analisar o que de

fato lhes cabe e o que faz sentido

para si, com um forte senso

de vida. Isso tudo fez com que

os profissionais repensassem

sobre o mercado profissional e

cobrassem as empresas a refletirem

sobre isso também”.

Segundo ele, para evitar a

redução de quadros por conta

da doença, as empresas devem

ter cuidado e fazer uma autoavaliação

e análise de que possui

e entrega para a equipe um

Aleks Mesquita: “Existe, sim, uma maior necessidade de atenção à saúde mental”

ambiente saudável. “Ela já dá

o start necessário para promover

um espaço adequado para

se trabalhar. Temos fatores de

adoecimento e doenças que

são de total responsabilidade

das empresas. O Burnout, por

exemplo, é um claro transtorno

de responsabilidade das

empresas. São elas que têm a

obrigação de frear o impulso do

colaborador de trabalhar além

do necessário. É importante

existir regras e uma cultura na

empresa que proíba fatores excessivos

e permita falar sobre a

saúde mental, entendendo sobretudo

que ali existem seres

humanos”, declara ele.

Para ilustrar a pergunta sobre

quanto cresceu esse problema

entre os brasileiros, ele fala

dos dados de empresa chamada

CloseCare, que analisa atestados

médicos e percebeu que os

transtornos mentais, que afastam

as pessoas do ambiente de

trabalho, aumentaram em 30%

Divulgação

entre 2020 e 2022. “Só esse recente

dado já nos dá uma base

do grande crescimento sobre o

assunto. Para agravar a situação,

no atestado não é obrigatório

classificar a doença, ou

seja, o número de adoecimento

é ainda maior”, avalia. Conforme

ele, a mesma pesquisa

já previu cerca de R$ 5 bilhões

em despesas, somente neste

ano, com transtorno mental no

Brasil. “E, segundo a Organização

Mundial da Saúde, até 2030

serão gastos US$ 2 trilhões por

conta da saúde mental. Esse é

um problema gigante, que cresce

a cada dia, alertando a todos

sobre a necessidade de colocarmos

em prática dinâmicas e soluções

que cuidem e preservem

a saúde mental”.

Ele revela os problemas mais

comuns: ansiedade, depressão

e estresse. “A síndrome de Burnout

é outro fator de alerta. Já

era muito estudada nos Estados

Unidos, mas só passou a ser

falada no Brasil recentemente.

No entanto, estudos apontam

que pelo menos 30% da população

econômica ativa no Brasil

está com Burnout”, conta.

Mesquita afirma ainda que,

infelizmente, é muito difícil

prevenir a doença, já que o país

conta com poucos profissionais

capacitados para essa prevenção

e muitas empresas ainda

não estão abertas para discutir

o assunto. “O Brasil precisa ter

uma política de saúde pública

correta, focada na prevenção e

dando possibilidade de assistência

integrada”. Ele fala que

as empresas não estão atentas

ao problema. Para ele, existe

uma parcela muito pequena de

companhias que estão alertas.

“Dos mais de 826 mil CNPJs

com mais de 50 colaboradores

cadastrados no Brasil, bem menos

de 10% possuem alguma

política voltada à promoção e

à prevenção da saúde mental”.

Mesquita sugere que a tecnologia

pode ajudar a prevenir

e combater o problema. Para

ele, o que mais ajuda é possibilitar

o cuidado e a educação do

atendimento onde essas pessoas

estiverem. “Levar terapia de

maneira online, remota, como

a Amar.elo faz, auxilia e garante

uma ajuda mais imediata e direta

com cada indivíduo”.

O executivo lembra que os

smartphones são grandes aliados

na promoção da saúde emocional.

“A educação, prevenção

e tratamento da saúde mental

estão ao alcance das mãos. Alguns

movimentos anuais vêm

ocorrendo para ajudar principalmente

pessoas deprimidas,

que podem chegar ao suicídio.

Ele revela que os resultados têm

sido importantes. “Pelo menos

uma vez ao ano podemos falar

abertamente sobre um assunto

tão delicado como o suicídio. O

único problema é ocorrer apenas

nesse mês isolado, tendo

em vista que no Brasil morrem

mais pessoas de suicídio do que

de acidente de moto”, finaliza.

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 25


Think wiTh influencers

CONTEÚDO DE MARCA Think wiTh GOOGle

O que é afroempreendedorismo

e como superar os desafios do

mercado, segundo 4 líderes

André BArrence*

christiAne silvA Pinto**

especial para o think with Google

O

que é empreender? No sentido literal

da palavra, é pôr em execução, realizar.

Mas também pode ser inovar, faturar,

escalar um negócio. Dois lados de

uma mesma moeda? Nem sempre. No Brasil,

51% dos empreendedores são negros 1 . E para

a maior parte dessa população, empreender

está muito mais ligado à primeira definição do

que à segunda. Apesar de serem maioria, os

afroempreendedores têm menor escolaridade,

menor rendimento mensal, estão menos

formalizados e possuem menos empregados

se comparados aos empreendedores brancos 2 .

Uma pesquisa realizada em 2019 pela PretaHub

em parceria com a JP Morgan e Plano CDE

estabeleceu três perfis de afroempreendedores,

de acordo com a motivação deles para começar

um negócio. São elas:

26 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


Durante a sua jornada, o afroempreendedor enfrenta uma série

de obstáculos, ligados tanto ao racismo como à desigualdade

social do país. Para começar, a população negra precisa lidar com

a precarização do ensino público e a falta de acesso a serviços básicos

que garantam a sobrevivência, como alimentação, segurança

e saúde. E mesmo quando esses entraves iniciais são superados,

outros podem se impor nesse caminho, como o menor acesso a

crédito e investimentos e, consequentemente, a dificuldade para

crescer e escalar os negócios.

“Por esses e muitos outros motivos que estão associados ao racismo

estrutural, a jornada empreendedora para uma pessoa negra

é mais desafiadora e complexa. Para além da necessidade de

criação de oportunidades, é importante compreender que devem

ser pensadas de forma integrada a formação para o crescimento

(e não para subserviência) e o acesso a créditos, ferramentas e networking”,

explica Carlos Humberto da Silva Filho, CEO da Diáspora.Black,

startup de turismo.

Nós conversamos com ele e outros três afroempreendedores que

fazem parte do programa Black Founders Fund, uma iniciativa do

Google de investimento em startups fundadas e lideradas por empreendedores

negros e negras, para entender, a partir da experiência

deles, como lidar e tentar superar esses desafios. Leia a seguir.

Incentivar a capacidade

de realização

Genau lopes Jr – CEO/Founder Yoobe

Incentivar e demonstrar, desde cedo, que pessoas pretas possuem

capacidade de realização é fundamental. Para isso, precisamos

de mais iniciativas inclusivas para despertar esse senso. Hackathons,

programas de aceleração e capacitação empreendedora,

matemática e finanças são atividades que precisam ser mais oferecidas

para a população negra.

Entendo que esse caminho é ainda muito longo, pois a maior parte

de nós não tem acesso fácil a esse tipo de iniciativa. Ainda assim,

acredito que a educação de base deve ser pautada principalmente

nesse estímulo do resgate da dignidade e da capacidade de qualquer

pessoa.

Posso dizer que tive muita sorte por ter tido o estímulo para

aprender inglês e computação, mesmo que de forma autodidata.

A coragem e a estrutura familiar me propiciaram isso, mas entendo

que faço parte de um grupo muito pequeno que teve a chance de

poder aprender e a agarrei, mesmo com dificuldades. É um privilégio

ter construído essa jornada de empreendedor, e por isso me

vejo capaz e na obrigação de retribuir para a sociedade, dando de

volta o aprendizado que recebi e buscando alternativas para diminuirmos

essa desigualdade absurda.

Demandas específicas requerem

soluções diferentes do convencional

carlos humberto da silva filho – CEO da Diaspora.Black

Para que possamos garantir o acesso efetivo dos empreendedores

negros ao ecossistema empreendedor, precisamos pensar em

todos os obstáculos que, muitas vezes, nos mantêm estagnados.

Entre eles estão o menor acesso ao crédito, a investimento ou a

conhecimento sobre negócios em geral. Sem mergulharmos nesse

contexto do negro na sociedade brasileira, dificilmente conseguiremos

avançar com soluções que possam ser efetivas para minimizar

a insegurança de afroempreendedores no mercado.

Acredito que a única forma de conseguirmos avançar é nos organizarmos

em comunidade, como tem acontecido no Black Founders

Fund. Demandas específicas requerem soluções diferentes do

convencional. Portanto, é preciso encarar os obstáculos dos empreendedores

negros com estratégias efetivas e que tenham aderência

aos pleitos dessa população.

Somente assim conseguiremos lidar melhor com as inseguranças

impostas por uma sociedade que ainda não conseguiu se resolver

plenamente sobre o papel do negro no contexto social do

Brasil.

Tecnologia não é suficiente se não

pudermos utilizá-la plenamente

Bia santos – CEO da Barkus

Muitos afroempreendedores acabam desistindo por falta de recursos

e conhecimento sobre finanças, vendas e networking, independentemente

da sua capacidade de inovar e oferecer bons produtos

e proposta de valor. Além disso, por mais que a tecnologia

nos ajude a alcançar as pessoas de forma mais democrática, ainda

existem algumas barreiras como letramento digital e acesso pleno à

internet e dispositivos para tirar o máximo proveito deles.

Nesse sentido, iniciativas como o Google for Startups e o Black

Founders Fund contribuem para diversificar o ecossistema de empreendedorismo

brasileiro ao possibilitar o acesso a diversos recursos

importantes para os afroempreendedores. No entanto, é preciso

mais: devemos multiplicar iniciativas como essas para igualar as

oportunidades diponíveis para empreendedores negros.

Nenhum desejo ou projeto

pode se colocar de pé sozinho

igor leo rocha – Fundador e CEO da AfroSaúde

A jornada empreendedora começa por acessos, e os acessos para

a população negra são limitadamente resultantes das desigualdades

raciais no país. As leis 10.639 e 11.645 [que tornam obrigatório

o ensino da história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas]

são grandes diretrizes legais que podem ajudar na missão de cultivar

sonhos e promover a autoestima, mas a implementação delas

ainda representa um desafio no país. Desse modo, é um desafio

pensar a perspectiva do empreender para autonomia e prosperidade

como uma escolha para um jovem negro que todos os dias precisa

escolher a própria sobrevivência.

Como empreendedor negro de uma das mais importantes startups

de turismo no país, digo que o desejo de mudança deve ser

maior que nossas próprias dores e desafios e que ele deve alimentar

todos os dias nossos sonhos e a necessidade de construirmos

grandes projetos. Mas nenhum desejo ou projeto tão desafiador

e ousado pode se colocar de pé sozinho. Busque pessoas, grupos,

movimentos, comunidades online e espaços onde possa conhecer,

trocar ideias, informações e conquistar parceiros e parceiras que

compartilham o mesmo sonho. E não se esqueça de sonhar grande

e planejar pequeno, pois um pequeno avanço de um sonho planejado

pode representar grandes conquistas.

*Head of Google for Startups - Latin America

**Product Marketing Manager Google

Fontes

1 - IBGE, Pesquisa nacional de Domicílios. 2021.

2 - Sebrae, O impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios 12 ª edição. 2021.

Confira mais artigos no Think with Google.

Acesse thinkwithgoogle.com.br

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 27


Mídia

Terra desdobra dados de pesquisa

na cobertura das eleições de 2022

Preocupações apontadas pela audiência com questões sobre

diversidade e educação se transformam em conteúdo multiplataforma

Janaina Langsdorff

Terra somou mais de 15

O milhões de visualizações

entre vídeos ao vivo e on demand

distribuídos em parceria

com TikTok, YouTube, Twitter

e Facebook desde o dia 17 de setembro,

início da cobertura das

eleições de 2022 pelo portal.

O conteúdo multiplataforma

aprofundou temas que refletem

os clamores da audiência,

geralmente abordados de forma

superficial no horário político,

debates e campanhas, que

começaram oficialmente no dia

16 de agosto.

Posts e cortes dos debates

viralizam nas plataformas em

velocidade nunca vista. “Essa

é a primeira eleição presidencial

onde vemos uma pulverização

de pontos de contato de

notícias”, observa Manoela Pereira,

head de conteúdo do Terra.

O acesso da população negra

à educação ganhou alerta do

jornalista Silvio Barsetti no debate

para governadores do Rio

de Janeiro, em 17 de setembro.

No mesmo dia, confronto

entre candidatos ao governo

de São Paulo abordou a questão

dos moradores de rua e população

negra na questão formulada

por Joice Berth, que teve

ao seu lado a colega Tatiana

Farah. Ambas participaram

também do debate para Presidência

da República, exibido

em 24 de setembro.

Terra, SBT, CNN, Estadão,

Veja e rádio Novabrasil FM formam

o pool de veículos que

organizaram os debates. No segundo

turno, o encontro para

governadores deve ocorrer no

dia 14 de outubro. A sabatina

de presidenciáveis, caso tenha,

está marcada para o dia 21 do

mesmo mês. A decisão do pleito

será no dia 30 de outubro. “A

produção é pensada também

para o jovem eleitor, que tem

a ajuda de cientistas políticos e

atores sociais para entenderem

se os candidatos estão ou não

28 3 de outubro de 2022 - jornal propmark

Manoela Pereira, head de conteúdo do Terra: primeira eleição presidencial com pulverização de pontos de contato de notícias

Joyce Berth pergunta sobre moradores de rua e população negra

sendo honestos”, conta Manoela.

Egnalda Côrtes, fundadora

da Côrtes Assessoria e Agenciamento,

agência de criadores de

conteúdo negros, é um dos nomes

que esmiuçam o cenário da

inclusão social.

Premissa do portal, a preocupação

com conteúdo educativo

e identitário vai desde a diferenciação

entre voto branco e

nulo ao cuidado de legendar os

debates. “Essa demanda surgiu

do jovem nas redes sociais”,

exemplifica Manoela.

MediaTech

A diversidade influencia o

voto de 73% das 333.776 pessoas

ouvidas pelo Terra entre

os dias 25 de agosto e 4 de

setembro. Para 15% não há

interferência e 12% são indiferentes.

Das questões raciais

tratadas no estudo, educação

(22%) e aplicação da lei que

pune o racismo (21%) são as

mais comentadas.

A violência doméstica (36%)

é a maior aflição entre as questões

relacionadas à mulher.

Jornalista Tatiana Farah no debate de presidenciáveis

Fotos: Divulgação

“Somente um veículo digital

consegue ter agilidade para

trazer dados e deixar recados.

Tratamos assuntos que fazem

parte de um novo jornalismo,

com foco em temas de transformação

social. A eleição, na

sua essência, é sobre isso”, frisa

Manoela. Cota para transgêneros

em universidades (27%),

acessibilidade de pessoas com

deficiência em escolas (36%) e

demarcação de terras indígenas

(35%) são os demais destaques

da pesquisa.


mídia

“Outdoor é uma

ferramenta muito

bem-sucedida”

A

Central de Outdoor está completando 45

anos de atuação. Desde o início, nascida

para dar força e desenvolver o setor, a

entidade enfrentou inúmeros desafios. O

maior deles foi a chegada da Lei Cidade Limpa a São

Paulo, que, para Fabi Soriano, diretora-executiva da

associação, o segmento “não poderia ser conivente

com a extinção total da mídia exterior em uma

das maiores capitais do mundo e com concessão

a empresa de capital estrangeiro, sem privilegiar

a economia local”. Segundo ela, o setor é uma

ferramenta muito bem-sucedida. “Há no Brasil

326 municípios com mais de 200 mil habitantes,

com um imenso potencial de consumo, que juntos

correspondem a 60% da população. As marcas que

falam com o Brasil investem nessa capilaridade”.

Veja a seguir, os principais trechos desta entrevista.

Neusa spaulucci

iníciO

O outdoor existe no Brasil há

muito tempo. A primeira empresa

exibidora foi fundada em

São Paulo, em agosto de 1929,

a Publix. Mas, durante muito

tempo, os inúmeros formatos

de acordo com o espaço a ser

explorado, materiais e qualidades

diversos, além das comercializações

pouco profissionais,

fizeram com que a participação

no share publicitário despencasse

na década de 1970. A fim

de ganhar força nas negociações,

alguns empresários paulistas

se uniram e se dispuseram

a regularizar e padronizar o

meio. Foi assim desenvolvida e

fundada, em 1977, a Central de

Outdoor. Em 1978, passou a associar

empresas.

capilaridade

O outdoor é uma ferramenta

muito bem-sucedida. Há no

Brasil 326 municípios com mais

de 200 mil habitantes, com um

imenso potencial de consumo,

que juntos correspondem a

60% da população. As marcas

que falam com o Brasil investem

nessa capilaridade capaz

de buscar todos esses consumidores

e aferir a real conversão

que a mídia exterior nacional

pode trazer.

clássicO

Estima-se que há 60 mil

outdoors clássicos (o famoso

9m x 3m) por todo o país, mas o

guarda-chuva que o termo “outdoor”

abriga vai muito além

do outdoor clássico. Focando

na mídia exterior de grandes

formatos, são milhares de painéis

rodoviários, frontlights,

empenas e outdoors digitais,

que atendem aos grandes e pequenos

anunciantes, fazem a

economia girar em todos os tamanhos

de municípios, geram

empregos e têm um papel fundamental

na comunicação das

cidades.

pilares

A atuação da Central de Outdoor

de lá para cá, com mais

força na última década, está

organizada em três principais

diretrizes: a defesa do meio, a

promoção da mídia exterior e a

qualificação constante de empresas

que investem na melhoria

contínua da entrega. A Central

de Outdoor tem investido

Fabi Soriano: “Em São Paulo há espaço para novos formatos de mídia”

na evolução do setor, apoiando

os associados na digitalização

dos seus ativos, na adesão de

novas tecnologias que otimizam

o meio para a melhor programação

por agências e anunciantes,

como ferramentas de métricas

de audiência e plataformas de

compra programática.

cidade limpa

A associação sempre foi a favor

da regulamentação da mídia

exterior, inclusive tem apoiado

fortemente o ordenamento da

paisagem urbana em diversas

cidades e capitais do Brasil, de

modo que os diversos formatos

de mídia convivam em harmonia

com o espaço urbano, de

forma organizada, mantendo a

atividade econômica no município

onde participam diversas

empresas exibidoras que geram

empregos e contribuem diretamente

com a economia local,

com a mídia exterior acessível

tanto aos grandes anunciantes

como ao comércio das cidades.

Divulgação

eXTinÇÃO

O setor obviamente não poderia

ser conivente com a extinção

total da mídia exterior em uma

das maiores capitais do mundo,

com a extinção de milhares de

empregos diretos e indiretos,

e com concessão seguinte a

empresa de capital estrangeiro,

sem privilegiar a economia

local. As empresas que deixaram

de existir não o fizeram por

falta de competência, mas por

uma imposição política unilateral.

São Paulo foi privada das

cores, da criatividade dos grandes

formatos, como vemos em

grandes distritos de mídia que

se tornaram pontos turísticos,

como Sunset Boulevard, Shibuya

Crossing, Picadilly Circus

e a icônica Times Square.

isOladO

Com o mundo globalizado

e interativo, caso a Lei Cidade

Limpa tivesse deixado a cidade

de fato limpa, e fosse um

exemplo de sucesso, teria sido

adotada no resto do mundo e

não seria um caso isolado entre

as maiores potências globais.

Acreditamos que em São Paulo

há espaço para novos formatos

de mídia, para que mais empresas

gerem mais empregos,

fomentem novos negócios, privilegiem

os pequenos empresários,

convivam em harmonia e

promovam uma concorrência

saudável e positiva ao mercado

anunciante.

pandemia

A mídia exterior como parte

da paisagem urbana dialoga

com a sociedade e é utilidade

pública. Durante a pandemia,

esse papel ficou mais evidente

e relevante. Apesar de ter sido

um momento desafiador para

o setor, as marcas que aferem

resultados constantes sobre os

seus investimentos nas ruas

utilizaram a mídia de uma forma

incrível para informar, prestar

serviços e dar apoio em um

momento de insegurança.

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 29


agências

almapBBDO destaca Os Lusíadas em

ação para Ong Transparência Brasil

Poema épico de Camões foi usado pelos jornais para substituir

reportagens sobre corrupção censuradas pelo regime militar

Camões declama casos de corrupção na

ditadura em campanha da Transparência

Brasil. Com criação da AlmapBBDO, Os

Ilusíadas, baseado no famoso poema do

escritor português e título do projeto, materializa

a ideia de que é lenda “que havia

menos corrupção no regime militar”.

Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha,

68% dos brasileiros acreditam que há

mais corrupção na atual democracia do que

houve durante a ditadura militar. O número

alarmante se deve ao fato de que o regime

controlava o que era investigado, fiscalizado

e, claro, informado à população. E, mesmo

assim, ao menos uma dúzia de casos de

corrupção foram registrados.

Jornalistas que ousaram reportar irregularidades

do governo militar foram perseguidos,

torturados e assassinados, por

agirem “contra o interesse do país”. Para

evidenciar a censura, jornais publicavam

trechos de Os Lusíadas, a grande poesia

épica de Camões, em lugar de reportagens

vetadas pelos censores.

n ideias, de nizan guanaes, assina

primeira campanha da marca Unico

Ação multiplataforma contempla veiculação de dois comerciais em

canais de TV por assinatura, spots em rádios e mídia out of home

Com 15 anos de mercado e líder adtech

(identidade digital), segmento de tecnologia

que estima um faturamento de US$

49,5 bilhões até 2025, segundo projeção da

Research and Markets, a Unico está com

campanha multiplataforma que apresenta

o conceito mercadológico Com a Unico seu

cliente faz em segundos o que leva horas. A

criação é da N Ideias, do publicitário Nizan

Guanaes. A produção dos comerciais Isso é

a Unico e Em segundos foi da Corazon Filmes,

com fotografia de Doma. A mídia, que

envolve TVs fechadas, rádios e OOH, tem

a liderança da Daxx. A identidade visual

foi conduzida pelo time de BrandTech do

anunciante.

“Estamos em um momento de crescimento,

de novas aquisições e queremos

apresentar o ecossistema que criamos. Soluções

que hoje aproximam clientes e empresas

de uma maneira rápida, segura e

AlmapBBDO assina campanha que mostra como a censura interferia no trabalho do jornalismo investigativo

O lançamento aconteceu com a veiculação,

na Folha de S.Paulo, de um trecho de

Os Lusíadas. Disfarçado na letra capitular

do poema, um QR Code leva para o primeiro

deo de uma série de 10. Em cada um,

Especializada em adtech, segmento em fase de crescimento, a Unico está nos canais com sua primeira campanha

sem fricção, tudo por meio da identidade

digital. É possível uma sociedade com mais

confiança nas relações, com experiências

mais simples entre pessoas e empresas,

com menos burocracia. E acreditamos que

isso só é possível criando um ambiente que

promova a privacidade e dê o controle dos

Divulgação

o próprio Luís de Camões declama um caso

de irregularidade no regime militar, como

se estivesse declamando um jornal. Entre

os casos, estão a usina de Itaipu, a Transamazônica

e a Ponte Rio-Niterói.

Divulgação

dados pessoais aos seus titulares”, explica

Mariana Marchi, diretora de branding da

Unico. “A identidade digital já suporta diversas

plataformas e apps, e pode atender

uma demanda crescente dos consumidores

por experiências mais fluidas, sem fricção”,

ela acrescenta.

30 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


marcas

Ofner comemora 70 anos com

campanha em mídias sociais

Uma das mais tradicionais redes de confeitaria paulistana lançou

promoção de descontos em plataformas como Instagram e Facebook

pedro yves

Uma das mais tradicionais

redes de confeitarias paulistanas,

a Ofner completou 70

anos de atividades em agosto.

Para marcar a data, lançou no

dia 21 de agosto a Promoção Super

Setenta Ofner. Durante 70

dias, 70 produtos da marca estão

com 70% de desconto (cada

dia um em promoção).

Com uma rede de 25 lojas físicas

nas cidades de São Paulo,

São Caetano e Santo André, estas

duas últimas na região do

ABC paulista, a Ofner iniciou,

em 2016, um projeto de internacionalização

das vendas online,

tendo como canal principal

a Amazon. O diretor-comercial

da Ofner, Mário Martins da

Costa Jr., revela que a divulgação

da campanha está sendo

feita, principalmente, através

do social media da rede, em

plataformas como Instagram

e Facebook. “Foi feito um planejamento

estratégico para a

divulgação pré-campanha e,

agora, todos os dias divulgamos

os produtos que estão com

condições especiais durante o

dia. Além disso, trabalhamos

com a ajuda da nossa assessoria

de imprensa. Para melhorar

o desempenho da nossa campanha,

fazemos uso do Google

Ads, Meta Ads e contamos com

a ajuda de digital influencers”,

diz Costa Jr.

Sem divulgar números, Costa

Jr. fala que, até a semana

passada, a campanha superou

as expectativas. “Um exemplo

claro do sucesso da campanha

é mensurado através do nosso

programa de fidelidade: o Ofner

On. O número de cadastro

que tivemos só no mês de agosto

deste ano equivale aos 12

meses de 2021”, garante.

A Ofner concentra o trabalho

de comunicação e marketing

junto a influenciadores de

redes sociais, principalmente

dentro do nicho de comida e di-

Campanha comemorativa dos 70 anos da Ofner oferece descontos em 70 produtos produzidos pela tradicional confeitaria paulistana

Costa Jr. fala que a estratégia de comunicação da Ofner é concentrada em redes sociais

cas de bares e restaurantes. “Os

criadores de conteúdo vão até

a loja e produzem vídeos e fotos

para divulgar e falar sobre

as condições especiais e fazem

as publicações no Instagram,

por meio de reels ou stories, e

no TikTok”, explica Costa Jr.,

revelando que a rede de confeitarias

aplica 3% do seu faturamento

em comunicação. Agora

em outubro, estreará a campanha

de Natal, produzida pela

agência Tudor.

A Ofner iniciou em 2016 um

projeto de internacionalização

Fotos: Divulgação

“fazemos uso

do GooGle ads,

meta ads e

contamos com a

ajuda de diGital

influencers”

da marca que, de lá para cá, a

faz presente em países da América

do Sul, Central e do Norte.

Um dos principais canais de

venda é a Amazon. “Através

desta plataforma os produtos

podem ser entregues em todo

o continente americano”, diz

Costa Jr. O Top Five de vendas

da Ofner são o doce mil folhas,

as coxinhas, a tortinha de morango,

éclair e os panetones.

Apesar da internacionalização

das vendas, a Ofner não

tem planos de abrir lojas físicas

em outros locais. Atualmente,

a rede conta com lojas em São

Paulo, São Caetano e Santo André,

estas duas últimas cidades

situadas na região do ABC paulista.

Nestas praças a rede vai

abrir mais uma loja este ano e

outras quatro em 2023.

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 31


MarcaS

ESPM convoca alunos e professores

para nova campanha institucional

Os estudantes falam sobre o aprendizado além da sala de aula, produção de conhecimento, tecnologia e experiências

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Divulgação

Ação tem filme para

TV e cinema, spot e

peças para mídias

impressa e exterior

Seguindo o conceito criado em 2019 – O

Inusitado em Constante Movimento –, a

ESPM apresentou a sua nova campanha

publicitária institucional. Criada pelo time

de marketing da ESPM, a ação explora

a exigência acadêmica, a formação de networking

e a inovação.

Desta vez, as peças trazem como protagonistas

professores, alunos e ex-alunos

de pós-graduação e graduação da instituição,

entre eles a tiktoker Nina Baiocchi e o

cantor Murilo Bispo, para ressaltar os atributos

da ESPM.

A campanha inclui filmes de 45 e 30 segundos,

que serão veiculados em canais

de TV por assinatura e cinemas, além de

peças para rádio, para mídia impressa e

out of home. A produção é da JBK Filmes,

com direção de Renato Jabuka.

“A campanha explora três pilares que

são valores do ensino praticado na ESPM

– exigência acadêmica, formação de networking

e inovação”, destaca Fernando

Cesário, diretor de marketing da ESPM.

No filme, os estudantes falam sobre

aprendizado além da sala de aula, produção

de conhecimento, tecnologia, experiências

internacionais, aprimoramento das

habilidades e aproximação com o mercado

de trabalho.

“Esses estudantes, docentes e profissionais

representam o jeito de ser ESPM e

atestam, por meio de seus depoimentos

genuínos, todos os diferenciais e inusitude

da escola”, diz Jane de Freitas Mundel, gerente

sênior de marketing e inteligência de

mercado da ESPM.

A veiculação da nova campanha se estende

até dezembro deste ano nas praças

em que a ESPM possui unidades – Rio de

Janeiro, São Paulo e Porto Alegre – e em regiões

estratégicas para a instituição, como

Distrito Federal, Belo Horizonte, Salvador,

Fortaleza, Recife, Manaus e Campo Grande.

Com 70 anos de história, a ESPM é uma

escola de negócios referência brasileira no

ensino superior nas áreas de comunicação,

marketing, consumo, administração e

economia criativa. Seus 12.600 alunos dos

cursos de graduação e de pós-graduação, e

mais de 1.100 funcionários, estão distribuídos

em cinco campi – dois em São Paulo,

um no Rio de Janeiro, um em Porto Alegre e

um em Florianópolis.

32 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


digiTal

ShowHeroes aposta em publicidade

contextualizada para TV Conectada

Para o provedor global dedeo, a segmentação demográfica não faz

sentido para a Connect TV, que já alcança 62 milhões de brasileiros

kelly dores

Refinar o desenvolvimento

da engenharia semântica

para fazer segmentação de

publicidade com base no contexto,

no interesse do consumidor,

é a principal aposta tecnológica

da ShowHeroes, cujo

maior objetivo estratégico é a

criação de novos produtos de

TV Conectada (CTV). Posicionada

como provedor global e

independente em soluções de

deo para publishers e anunciantes

digitais, a ShowHeroes

comprou no início deste ano a

SmarClip, pioneira em Connect

TV no Brasil, exatamente para

dar sequência à estratégia.

“A ShowHeroes vem com um

aporte de investimento em tecnologia

para desenvolver mais

produtos de TV Conectada e

escolheu a SmartClip porque já

estava posicionada nesse mercado.

O objetivo é expandir a

operação no Brasil e na América

Latina”, explica Lilian Prado,

country manager da ShowHeroes

Brasil.

De olho no potencial da CTV

no país, que já alcança 62 milhões

de brasileiros, a ShowHeroes

vem desenvolvendo várias

pesquisas sobre essa mídia e

também desenvolveu recentemente,

junto com a ABA (Associação

Brasileira de Anunciantes),

o guia TV Conectada:

formas inteligentes para combinar

contexto e marca, enriquecendo

a experiência do usuário

através de anúncio.

Além de apontar tendências

e oportunidades, o guia destaca

a importância da segurança no

uso desse tipo de canal para garantia

de brand safety.

“A gente acha que muito rapidamente

vai ter uma explosão

de consumo na TV Conectada e

consideramos que a publicidade

contextual faz mais sentido

ainda na Connect TV porque

é um momento de consumo

compartilhado de mídia, entre

a família e os amigos. Por isso,

Lilian Prado: “A gente acha que muito rapidamente vai ter uma explosão de consumo na TV Conectada”

a segmentação por demografia,

que leva em consideração

aspectos como gênero, região e

classe social, não faz sentido”,

destaca Lilian.

Segundo estudo realizado

pela Nielsen, em parceria com

a ShowHeroes, 89% dos internautas

brasileiros têm uma TV

Conectada em sua residência,

resultando num movimento

cord cutters, em que usuários

cancelam seus serviços de TV

por assinatura convencionais

e passam a consumir conteúdo

por outros meios – especialmente

na TV Conectada, como

em plataformas de streaming.

Conforme a pesquisa, 28% dos

que têm TV Conectada nunca

tiveram assinatura de TV paga.

Além do desenvolvimento

de novos produtos para Connect

TV, outro ponto de atenção

da ShowHeroes é a produção de

deos. De origem alemã, com

sede em Berlim e presença em

20 países, a empresa possui

“O ObjetivO

é expandir a

OperaçãO nO

brasil e na

américa latina”

uma biblioteca com 150 mil

deos em várias categorias,

como saúde e entretenimento.

“Como eles vieram para o

Brasil agora, a maior parte do

conteúdo em vídeo estava em

inglês e espanhol, e num contexto

que não fazia muito sentido

para a nossa cultura. A gente

teve de rever tudo isso, quais

desses vídeos faziam sentido

para o nosso mercado. Hoje temos

um acervo de cerca de dois

mil vídeos prontos para oferecer

ao mercado brasileiro”, ressalta

a country manager.

Divulgação

Lilian afirma que o Guia da

Semana já está usando vídeos

produzidos pela ShowHeroes,

dentre outros publishers, como

a Editora Abril. “O modelo de

negócio é revenue share. É uma

nova possibilidade de receita

para o publisher e aumenta

o engajamento da sua audiência

por causa do conteúdo

em vídeo. O próximo passo

é abrir a possibilidade de o publisher

demandar o conteúdo

para nós, como já ocorre na

Europa”.

A executiva também enxerga

que a Copa vai trazer muitas

oportunidades em Connect TV,

com a previsão do aumento do

consumo e a compra de novos

aparelhos pelos brasileiros. “A

partir do ano que vem, queremos

dobrar o tamanho da nossa

receita, principalmente em Connect

TV. Por isso, estamos preparando

o portfólio de produtos e a

tecnologia, e também contratando

equipe”, finaliza Lilian.

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 33


digital

Podpah celebra dois anos com sete

patrocinadores e novos projetos

O podcast comandado por Igor Cavalari e Thiago Marques vai passar

a ser um hub de conteúdos, com mais programas e apresentadores

Divulgação/Podpah

Sob o comando de Igor Cavalari e Thiago Marques, conhecidos como Igão e Mítico, o Podpah se tornou o maior podcast do Brasil, atraindo uma legião de fãs e o interesse de marcas

carolina vilela

Criado em setembro de 2020, a escalada

de sucesso do Podpah ocorreu de forma

progressiva. Episódio por episódio. Conversa

por conversa. No aniversário de dois

anos do programa, o mesacast soma 491

episódios, seis milhões de inscritos e mais

de um bilhão de visualizações, somando

canal oficial e canal de cortes no YouTube.

Sob o comando de Igor Cavalari e Thiago

Marques, conhecidos na internet como

Igão e Mítico, foi o bom humor, o carisma

e a fácil identificação que fizeram com que

o programa atraísse uma legião de fãs, se

tornando o maior podcast do Brasil, e logo

atraindo os olhos das marcas. Atualmente,

o Podpah conta com um time de sete patrocinadores

fixos: Brahma, Chivas, Guaraná

Antarctica, Itaú, Red Bull, Gillette e Trybe.

“Eu acho que o Podpah foi o responsável

por trazer essas marcas para o cenário do

podcast. Antes, eram só algumas submarcas,

muito focadas e específicas... A gente

conseguiu, conversando com Habib’s, trazer

essas grandes marcas”, relembrou o

CEO do Podpah, Victor Assis.

Atualmente, o programa conta com

o apoio de marcas grandes do mercado,

mas esse movimento começou ainda nos

primeiros episódios de podcast, com o

Habib’s, de uma forma orgânica.

“A gente já estava namorando o Habib’s

há um tempo. Nós gostamos de fazer o orgânico.

Aí em um episódio, que foi o primeiro

que foi expressivo mesmo e deu 100

mil pessoas na live, a gente pediu Habib’s.

Já tínhamos uma relação boa com eles”, relembrou

Igão.

A parceria com o Habib’s foi o pontapé

inicial para que as outras marcas percebessem

a potência do cenário de podcasts e do

holofote que Igão e Mítico têm nas mãos,

mas, mesmo com contratos assinados e

diversos pedidos de marcas para participarem

do projeto, os apresentadores ainda

têm dificuldade de entenderem o tamanho

que atingiram no mercado publicitário.

“Acho que estamos em um momento

que só vamos entender mais para frente. A

gente vem de uma geração em que era difícil

ter patrocínio de grandes marcas. Eu

acho que as marcas não confiavam, a parada

era TV e rádio, então todo patrocínio

que chega é muito legal”, afirma Mítico.

Há dois anos no ar, a confiança das marcas

no programa deixou de ser um problema

e atualmente é a equipe do Podpah que

desenha os projetos com participação ativa

dos apresentadores.

34 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


“Nós temos liberdade de sentar com

a marca e perguntar o que eles querem

fazer. Hoje, nós desenhamos a entrega,

não o contrário. Mas isso ocorre por causa

do tamanho que o podcast se tornou,

pela audiência e pelo que os meninos já

mostraram nesses dois anos de programa,

sendo pessoas responsáveis, criativas, engajadas...

As marcas chegam para a gente

e falam ‘queremos fazer alguma coisa

com vocês, o que vocês querem fazer?’”,

explicou Assis.

Contar com as marcas foi um dos motivos

que alavancaram e colocaram o

Podpah em um lugar de referência no cenário.

Hoje, o programa conta com projetos

que vão além do estúdio localizado na

zona oeste de São Paulo, como por exemplo

o Podpah de Verão, que, diferentemente

do último, terá duas semanas por conta

da alta demanda pelas empresas. O programa

vai ao ar em janeiro de 2023.

“A gente compartilha com as marcas o

que está acontecendo. Em janeiro tem o

Podpah de Verão de novo e já estamos sold

out de marcas. Íamos fazer uma semana,

mas agora serão duas, porque esgotou rápido

e tinham patrocinadores querendo entrar

no projeto”, afirmou o CEO do Podpah.

As marcas parceiras também foram as

responsáveis pela realização de uma das

metas que Igão, Mítico, Victor e toda a equipe

do programa haviam estabelecido para

2022: estar presente em todos os maiores

eventos que acontecessem no Brasil.

A poucos meses para o fim do ano, a

meta foi cumprida com sucesso. O Podpah

se fez presente no Carnaval de São Paulo

e no Rio de Janeiro, no Lollapalooza, na

Festa do Peão de Barretos, no Rock in Rio

e estará na Copa do Mundo do Catar, com

a meta de entregar 20 episódios nas quatro

semanas do campeonato.

“Queremos ser o ‘telejornal da Copa’,

dar as atualizações do nosso jeito, contando

o que está acontecendo, como que está

a rua, o estádio, o clima... Estaremos lá e

vamos com o time todo até para testar outras

coisas, outros formatos”, afirmou Igão.

Para 2023, o plano de participar dos

maiores eventos continua, junto com a

meta de colocar os novos projetos da casa

no ar.

NOVOS aRES, NOVOS PROJEtOS

O tamanho, os planos e os sonhos do

Podpah fizeram com que o espaço que

eles ocupam se tornasse pequeno e, por

isso, um dos marcos destes dois anos será

o novo espaço em que o programa será

sediado.

“A gente está cada vez mais feliz porque,

quando surgiu o podcast, existia

aquilo de as pessoas falarem que era

moda e ia passar, mas percebemos que

não. Estamos crescendo cada vez mais

e vamos vir com novas coisas, além do

podcast”, afirmou Mítico.

O novo estúdio, de três andares, na

zona oeste de São Paulo, ficará pronto em

“Queremos ser o

‘telejornal da Copa’, dar

as atualizações do nosso

jeito, Contando o Que está

aConteCendo, Como Que

está a rua, o Clima”

meados de outubro e será lá que o podcast

Podpah e os outros programas da casa serão

produzidos. Junto com o novo estúdio,

Igão e Mítico também vão contar com

um time voltado apenas para os cuidados

com a publicidade.

“Nós vamos para um prédio novo e sentimos

a necessidade de criar um time para

cuidar e ter mais carinho com essas campanhas,

porque está chegando muita coisa.

Estamos muito felizes, mas queremos

entregar melhor do que nós já fazemos.

Eu estou muito a fim que o Podpah seja

um sucesso na área de propaganda, que as

marcas olhem para a gente e queiram fazer

algo diferente, não só o arroz e feijão”,

completou Mítico.

O estúdio vai marcar um novo momento

do Podpah. Um momento em que

eles deixam de ser apenas um mesacast e

se tornam um hub de conteúdo. Segundo

a equipe, eles têm a vontade de terem

novos programas, com novos apresentadores.

Um dos novos projetos foi anunciado

durante o episódio de comemoração dos

dois anos do Podpah, transmitido no último

dia 28, com o patrocínio da Bis. A partir

de 2023, o canal vai contar com o programa

Rango Brabo, que será apresentado pelo

humorista Diogo Defante. O programa contará

com convidados que, junto de Defante,

vão preparar receitas.

“O Defante vai fazer parte de uma nova

fase do Podpah. Nós vamos expandir, deixar

de ser apenas um podcast e vamos virar

uma hub de programa. O primeiro programa

é o Rango Brabo, que vai fazer parte da

nossa grade. O Podpah vai ser um canal de

televisão, com vários programas”, afirmou

Mítico durante a live.

Igão também revelou, neste momento,

que o próximo programa deve ser anunciado

antes da Copa da Mundo.

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 35


digital

Confiança do consumidor impacta

positivamente a Black Friday 2022

Pesquisa do Google encomendada ao Instituto Ipsos aponta que o

brasileiro está otimista com a data promocional do varejo deste ano

pedro yves

Marcada para começar oficialmente

no dia 25 de novembro,

a Black Friday deste

ano deverá ter um desempenho

positivo para o comércio. Pesquisa

encomendada pelo Google

junto ao Instituto Ipsos mostra

que, entre os mil entrevistados

para o levantamento, 71% declararam

que pretendem comprar

na data promocional, um número

que representa um crescimento

de 29% em relação ao ano

de 2021. Uma das razões para

este otimismo é o aumento da

confiança da classe C, que tem

uma intenção de compra que

aumentou em 32%, comparado

com o último ano. Isso se deve

à melhora do cenário econômico

no segundo semestre (a pesquisa

foi realizada em agosto). Nas

classes A e B, esse aumento foi

de 23%. “A Black Friday deste

ano recebe um consumidor que,

apesar de estar em uma situação

econômica desafiadora, não

está esvaziado de desejos. O aumento

da intenção de compra é

reflexo do aumento da confiança

do consumidor, que acredita

que sua capacidade de compra

vai melhorar até o fim do ano”,

disse Gleidys Salvanha, diretora

de negócios para o segmento de

Varejo do Google Brasil.

A fala da diretora é sustentada

pelo dado da pesquisa que

apontou que 88% dos consumidores

acreditam que a sua capacidade

financeira de compras

ficará igual ou deve melhorar

até o fim do ano, enquanto apenas

11% acredita que a situação

deva piorar.

A pesquisa foi apresentada

durante o evento Black Friday

Connections Store, na semana

passada, em São Paulo. Entre

os dados apresentados, o levantamento

mostrou também

que, em média, cada consumidor

pretende adquirir produtos

de 5 categorias neste ano.

No ano passado, a média foi de

4,2 categorias por pessoa. Por

Gleidys: “O aumento da intenção de compra é reflexo da confiança do consumidor na sua capacidade de comprar melhor”

categoria, 47% dos entrevistados

apontaram a vontade de

comprar roupas e acessórios na

data, seguido de livros e itens

de papelaria (43%), calçados

(38%), celulares (36%) e eletroportáteis

(33%).

Qualidade

Além de preços, os brasileiros

estão mais atentos à qualidade.

De acordo com uma pesquisa

realizada pela Offerwise

a pedido do Google em maio,

45% dos consumidores entendem

que, passadas as restrições

da pandemia da Covid-19, eles

agora podem decidir de forma

mais consciente quais produtos,

marcas e serviços comprar.

Além disso, a pesquisa mostrou

que 8 em cada 10 pessoas estariam

dispostas a trocar de marca

caso entendam que ela não

está conectada à sua identidade

ou suas necessidades.

Entre abril e junho de 2020,

as buscas associadas a “barato”

eram 53% maiores que o volume

de buscas associadas a “melhor”,

mas em 2022, as buscas por “melhor”

já superam as buscas por

“barato” em 27%. Essa mudança

mostra que o consumidor valorizou

o preço baixo como pré-requisito

para atender suas necessidades

mais imediatas durante a

pandemia, mas agora volta a dar

mais peso ao quesito qualidade.

“Itens com ticket médio mais

alto, como TVs, celulares ou

itens de informática, ou menos

essenciais, como moda esportiva,

devem estar na lista dos

consumidores de classes A e B.

Neste ano, a Black Friday para a

classe C deve incluir mais produtos

nas categorias de alimentos

e eletroportáteis”, afirmou

Fernanda Bromfman, líder de

Commerce para médias empresas

do Google Brasil.

A pesquisa também revelou

que o brasileiro consolidou

seus hábitos de compra adquiridos

ao longo dos últimos anos e

Divulgação

cada vez mais compra por meio

de diferentes canais, sejam de

e-commerce ou lojas físicas.

No total, 72% dos entrevistados

na pesquisa afirmaram que

compraram tanto em canais online

quanto offline nos últimos

seis meses, em um crescimento

de 10 pontos percentuais em

relação ao ano passado. Para a

Black Friday de 2022, 57% dos

entrevistados afirmaram que

pretendem fazer suas compras

por meio de sites, 51% por aplicativos

e 45% em lojas físicas.

A empresária Luiza Helena

Trajano, presente no evento do

Google, disse que esses números

mostram a relevância das lojas

físicas que se adaptaram ao

digital. “Muita gente apostava

que as lojas físicas iriam acabar

por causa do varejo online, mas

elas souberam se adaptar e, em

muitos casos, viraram hub de

compra digital, onde o consumidor

compra na internet, mas

retira o produto na loja física”.

36 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


click do Alê

Alê Oliveira aleoliveira@propmark.com.br

Fotos: Alê Oliveira

Orlando Marques, Eduardo Simon e Silvio Soledade durante evento realizado pela APP, na semana passada, para a entrega do troféu Garra do Galo 2022

Garra do Galo

A APP (Associação dos Profissionais de Propaganda) realizou no último dia 29, no Teatro Unibes Cultural, em São Paulo, a cerimônia da 21ª edição do

Prêmio Contribuição Profissional, com a entrega do troféu Garra do Galo. O prêmio tem como objetivo reconhecer e homenagear nomes do mercado

que promovem a valorização e o desenvolvimento da comunicação publicitária no país. O evento também foi palco da celebração dos 85 anos de atividade

da associação, completados exatamente nesta data. O diretor José Maurício Alves foi o escolhido para receber uma placa comemorativa das

mãos de Silvio Soledade, presidente da APP, e do diretor Toninho Izidoro. Os ganhadores do Garra do Galo 2022 foram: Orlando Marques, conselheiro

e sócio da Boutique Pool, conselheiro da Centria Partners e da Sousmile, membro do conselho deliberativo da ESPM (Prêmio Contribuição Profissional

Especial); Alexandre Zaghi Lemos, do M&M (Comunicação e Conteúdo); Ana Cortat, da Soko e Hybrid Colab (Diversidade & Inclusão); Andrea Abud, da

WMcCann (Mídia);Ane Lopes, da Claro (Marketing e Marcas); Cris Camargo, do IAB Brasil (Tecnologia e Dados); Eduardo Simon, CEO da Galeria (Liderança);

Flavio Waiteman, da Tech and Soul (Criação); Gabriela Rodrigues, da Soko (Planejamento e Estratégia); Isabel Borba, da JCDecaux (Veículos e

Plataformas), José Vicente, da Zumbi dos Palmares (Educação), PC Freitas, do Grupo de Atendimento & Negócios (Atendimento e Negócios); e Renato

Cocenza, da TV Diário (Liderança Regional).

Vencedores do Prêmio Contribuição Profissional 2022 reunidos após receberem o troféu Garra do Galo, em cerimônia realizada em São Paulo

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 37


ESG NO MKT

Freepik

Car@ presidente

e congressistas

Meu “nirvana” seria que os eleitos seguissem

fielmente a cartilha dos preceitos ESG

Alexis Thuller PAgliArini

Escrevo este artigo ainda antes de saber

o resultado das eleições. Torço para que

minhas escolhas tenham prevalecido, mas

torço mais ainda para que os eleitos esqueçam

toda a fase de ataques e brigas políticas

próprias das campanhas eleitorais e elevem

seu espírito para conduzir o país e representar

seus eleitores de forma digna, ética

e magnânima.

Pode parecer utopia, mas meu desejo é

que os eleitos usem os caminhos da política

unicamente para viabilizar propostas e ações

em benefício das pessoas que habitam nosso

país, indistintamente, sem favorecer grupos

já privilegiados, com especial atenção àqueles

mais necessitados.

Meu “nirvana” seria que os eleitos seguissem

fielmente a cartilha dos preceitos ESG,

pensando na preservação do meio ambiente,

da responsabilidade social e, principalmente,

nas questões éticas e na transparência de

suas ações. Não seria mesmo o guia ideal dos

governantes e representantes do povo?

Acompanhe comigo: pensar no lado E do

ESG, seria ter o perfeito entendimento da

necessidade de se alinhar ao esforço global

de preservação da natureza e de se evitar

que o aquecimento global supere 2°C, limite

estabelecido pelo Pacto Global, tendo

2030 como data limite.

Seria encarar nossas florestas e áreas verdes

como ativos de grande valor, que poderão

gerar grande riqueza quando a comercialização

de créditos de carbono for regulamentada

internacionalmente.

Não seria, portanto, um pensamento só

de preservação (o que já é nobre e necessário),

mas de criar nova fonte de riqueza para

um país que ainda se destaca pela imensa

área de vegetação.

Seria a adoção de políticas de preservação,

não só da mais comentada Amazônia, mas

também dos demais biomas brasileiros, como

o cerrado e a mata atlântica.

Além da preservação dos nossos mares

e rios, tão maltratados. Pensar no S, seria

exercitar a empatia por inteiro, olhando

para cada grupo de pessoas desse Brasil

miscigenado e colocar em prática ações

afirmativas para diminuir desigualdades e

evitar preconceitos de qualquer ordem. Seria

revisitar os 17 ODS da ONU, começando

pelo ODS 1, que é “Erradicar a Fome”. Não

é aceitável que o país que é considerado o

“celeiro do mundo” possa conviver com 33

milhões de habitantes passando fome. É

um enorme absurdo!

Também é absurdo termos mais de 35 milhões

de brasileiros sem acesso a água tratada

e quase 100 milhões sem coleta de esgoto.

Também não é aceitável não termos um programa

de educação que tire nosso país das

últimas posições dos rankings internacionais

de desenvolvimento educacional.

Voltando o pensamento para o lado G do

ESG, de Governança, é uma das maiores carências

do nosso país. Ética, transparência,

honestidade e a adoção de uma governança

equilibrada e democrática são atributos sonhados

por todos nós, brasileiros. E também

pensar na boa comunicação como uma forma

de dar transparência e engajar pessoas.

Por isso, car@ governante e representante

do povo, ao assumir seu mandato procure

conhecer melhor os princípios ESG e os

17 ODS, um a um, e se pergunte: O que posso

fazer para minimizar o sofrimento dos

mais necessitados?

Como posso contribuir com a preservação

da fauna, da flora? Como posso ajudar no

impulso de geração de energias alternativas,

que mitiguem a emissão de CO2 e de gases de

efeito estufa? Como posso favorecer políticas

que garantam maior segurança e fortaleçam

minorizados?

Isso seria governar, criar e cumprir leis

que favoreçam de verdade o país. Fazer política

é uma necessidade em regimes democráticos.

Mas fazer política sem politicagem,

tendo embaixo do braço a Constituição e os

preceitos ESG, seria, repito, meu “nirvana”.

Espero que nós, brasileiros, tenhamos sabido

escolher nossos representantes e, mais

ainda, que esses escolhidos nos respeitem e

respeitem os princípios mais nobres da ética,

da empatia e da sensibilidade à dor dos mais

necessitados. É pedir muito?

Alexis Thuller Pagliarini é sócio-fundador da ESG4

alexis@criativista.com.br

38 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


inspiração

Marrocos e a comunicação

Fotos: Arquivo Pessoal

“As melhores narrativas, aquelas capazes de gerar conexões

reais, não vão ser criadas por nós. Elas já existem no mundo real”

Deborah Serra

especial para o ProPMarK

Filha de professora de literatura, cresci

esperando ansiosamente pelos livros

da coleção Vagalume, que a minha mãe

recebia regularmente. Marcos Rey era meu

autor preferido, com os seus casos de mistério.

Entender os motivos por trás dos crimes

era o que mais me atraía. O que levava

os personagens a agirem de determinada

forma?

Com o tempo, meu interesse por mistério

diminuiu, mas minha curiosidade pela

mente humana só aumentou. Nunca consegui

resistir à tentação de escutar a conversa

da mesa ao lado no restaurante (alguém

consegue?). Na época do vestibular, fiquei

na dúvida entre jornalismo e psicologia.

Descobrir e contar histórias ou entender as

motivações por trás delas?

Quando comecei a ganhar independência,

passei a sentir uma necessidade insaciável

de conhecer outros lugares, culturas e

contextos. Mas viajar, para mim, nunca se

resumiu a pontos turísticos. Procuro sempre

alguém do local para me mostrar a cidade

sob o seu ponto de vista.

Numa ida a Marrocos, por exemplo, fiquei

mais de uma hora dentro de uma lojinha,

conversando com o vendedor. Ele me

contou que tinha ido para a Espanha num

barco clandestino, mas voltou para buscar

o irmão e nunca mais conseguiu fugir de

novo. Disse que tinha também uma irmã e

ela não trabalhava nem estudava – “Como

poderia, se era casada?”. Descobri que o

marido era o vizinho, 40 anos mais velho,

e responsável pelo sustento de toda a família.

Demonstrei pesar e fui repreendida. Os

irmãos estavam felizes com o casamento, já

que aquela parecia ser a única possibilidade

de vida digna para eles.

Fiquei horas pensando, sob a minha ótica

ocidental, na vida da irmã, obrigada a se

casar por sustento. E, finalmente, compreendi

que nunca saberia o que ela sentia naquela

situação, porque nossos repertórios e

vivências eram completamente diferentes.

Depois do papo, o rapaz me deu um pingente

feito por ele. Mas meu maior presente,

sem dúvida, foi a oportunidade de observar

aquela realidade sob uma perspectiva diferente

da minha.

Mais tarde compreendi que, para ver o

mundo através de outros olhares, não é necessário

pegar um avião. Tomar uma cerveja

em outro bairro ou bater um papo com alguém

que venha de outra realidade já pode

abrir muito a cabeça.

Mas o que tudo isso tem a ver com comunicação?

Voltando à dúvida entre jornalismo

e psicologia, fiquei com a primeira opção.

E, vejam só, acabei indo trabalhar com

publicidade, inicialmente como redatora.

Lá se vão mais de 20 anos.

Ao longo desse período, veio o digital

e a era da experiência e da conexão. Veio

uma necessidade ainda maior de trabalhar

de forma human centric e de desenvolver

narrativas que toquem na essência de cada

indivíduo, sem estereótipos. Do meu lado,

veio a migração inevitável para a área de estratégia.

Veio a possibilidade de unir o amor

pelas histórias com a curiosidade pela mente

humana. O que me inspirava na coleção

Vagalume é o que me inspira até hoje.

Se você trabalha com estratégia, aqui vai

a minha dica: vá além de dados e relatórios.

Humanos são multifacetados e não podem

ser explicados apenas por estatísticas ou

análises supostamente empáticas.

Simplesmente porque não dá para se

colocar na pele de alguém que veio de um

lugar diferente do seu. Para entender comportamentos,

é preciso praticar a escuta ativa.

Com atenção e sem julgamentos.

As melhores narrativas, aquelas capazes

de gerar conexões reais, não vão ser criadas

por nós. Elas já existem no mundo real, que

vai muito além dos relatórios. Estoure a bolha

e vá buscá-las. A saída pode estar bem

ali, na conversa da mesa ao lado.

Deborah Serra é head de estratégia e conteúdo

da Superunion BR

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 39


we

mkt

Sabrianna/Unsplash

Cavalera, a primeira,

de muitas, a mergulhar

na crise

“Moda sai da moda; o estilo, jamais”.

Coco Chanel

FRANCISCO ALBERTO MADIA DE SOUZA

situação de grande parte das chamadas

A médias empresas brasileiras é, simplesmente,

dramática. Ou, desesperadora. Tudo

começa com a chamada década perdida,

2011 a 2020, onde a economia do Brasil, em

termos reais, voltou para trás. Nosso país

amanheceu no dia 1º de janeiro de 2021, o

primeiro da nova década, muito menor do

que foi dormir no dia 31 de dezembro de

2010. Em termos reais. Em toda a década,

um crescimento pífio, na casa de 1%.

E assim, quase todas as empresas, muito

especialmente as ligadas às atividades

onde sempre é possível para seus clientes

adiarem compras, como é o caso da moda,

ingressaram no ano de 2020, o último

da década perdida, mais que debilitadas,

e não aguentaram o rojão da pandemia.

Dentre as vítimas, um exemplo mais que

emblemático, o da Cavalera hoje, em recuperação

judicial.

A Cavalera nasceu no ano de 1995, sociedade

de um empresário da moda e político,

Alberto Hiar, mais conhecido como Turco

Loco, e um dos irmãos do conjunto Cavalera,

Igor Cavalera. Anos depois, Igor deixou

a empresa, a denominação seguiu devido

a seu grande sucesso, e a qualidade e consistência

da narrativa Cavalera. E no correr

de seus 25 anos, a marca contou com algumas

das melhores revelações de fashion

designers.

Nos dados oficiais atualizados pela empresa

no Wikipédia, uma produção de 500

mil peças por ano, 20 lojas próprias, dezenas

de franquias, e presença em 800 pontos

de vendas multimarcas em todo o Brasil.

E aí veio a pandemia, e o que estava ruim

mergulhou no pior. A começar pelo fechamento

da mais que emblemática loja da

Cavalera, na rua BEST – Brand Experience

Street - Oscar Freire, a rua das flagships das

principais marcas, muito especialmente no

território da moda. E, em 2021, a notícia da

recuperação judicial, agravada por briga no

controle e comando da empresa familiar.

Ainda 10 anos atrás, falando à imprensa, o

fundador da Cavalera Alberto Hiar – o Turco

Louco – ex-deputado estadual pelo PSDB

de São Paulo, explicava uma das razões do

sucesso da marca: “A Cavalera se reinventa

quatro vezes por ano, a cada estação”. E

sempre recorrendo a manifestações inovadoras

e emblemáticas como lançamento de

coleções no Rio Tietê; na Galeria do Rock,

com a presença de Paulo Miklos; mais Museu

do Ipiranga; Minhocão e muitos outros.

De certa forma essa situação, em maiores

ou menores proporções, é semelhante

à de centenas de empresas e, em especial,

às ligadas à moda e à beleza. Que vieram

sobrevivendo e rolando dívidas durante

toda a década, e, quando acreditavam estar

próximas da salvação, viram a situação

piorar com a paralisação da economia em

função da pandemia. Nessa devastação outros

players famosos seguem o caminho e

vivem a mesma agonia da Cavalera: Le Lis

Blanc, Dudalina, Rosa Chá, Le Postiche, Via

Uno, TNG e muitas outras mais.

Todas as pessoas que, por alguma razão,

deixaram de passar pelas principais ruas

dos Jardins nos últimos dois anos, quando

retornarem não reconhecerão. Na Lorena,

Oscar Freire, Haddock Lobo, Bela Cintra,

Augusta, dezenas de lojas fechadas, e a presença

de lojas franco atiradoras que as pessoas

jamais imaginaram encontrar um dia

naquela região. Algumas empresas e lojas

mais consistentes aproveitam o momento

e a oportunidade, e passam a figurar com

suas marcas na BEST – Brand Experience

Street –, a Oscar Freire, como fez A Granado,

que passou a ocupar um ótimo ponto

comercial na Oscar Freire, com a Granado

no térreo, e sua outra marca, Phebo, no piso

superior. Curto e grosso, a pandemia tirou

de moda – tomara e ainda que provisoriamente

– algumas das estrelas da moda.

Francisco Alberto Madia de Souza

é consultor de marketing

famadia@madiamm.com.br

40 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


supercenas

Paulo Macedo paulo@propmark.com.br

AVATAR

Os canais de mídia estão aderindo ao metaverso.

A revista Elle, por exemplo, anuncia

a chegada à plataforma. “É a primeira

publicação a ter um avatar próprio”, afirma

a empresa. Ellen vai integrar o time de produtores

de conteúdo do título e também

para “novos horizontes para o marketing

digital.” O projeto foi idealizado pela executiva

Susana Barbosa, diretora de conteúdo

da revista, em parceria com o time

formado por Tânia Otranto, Roberto Ethel e

Balia Lebeis, da MktMix. “A Ellen foi projetada

em 2020, quando o mundo foi alçado

ao digital por conta das restrições impostas

pela pandemia. Ela surgiu já na capa da segunda

edição da Elle View, nossa revista digital

mensal para assinantes, e volta agora

para ficar, com a missão de ir desvendando

a web 3.0 para nossa audiência. Agora

em 3D e com direito a um closet repleto de

roupas digitais, uma tendência que só vai

crescer”, afirma Susana. “Ellen nasce redesenhada

pela equipe de Maurício Borges,

publicitário à frente da Pavileon, parceiro

de metaverso da MktMix, tornando a Elle

Brasil a primeira publicação das Américas

a integrar uma personagem virtual em seu

time”, reforça o comunicado.

CINEMA

Integrante do coletivo Asas, criado pela

diretora de cinema Paula Trabulsi, e criador

do Festival Path, Fabio Seixas passa a

integrar o conselho do Petra Belas Artes,

o antenado espaço de exibição de filmes

de arte em São Paulo. Seixas, como explica

o comunicado do Petra, tem como

missão inovar e gerar mais negócios para

o espaço cultural. “A ideia por trás do desafio

é a conexão com as marcas e as mais

diversas comunidades, do mundo dos

empreendedores ao surfe, dos gamers

ao universo de wellness; o propósito do

cinema será ampliado dentro de uma

curadoria democrática, aberta e mais

conectada com as diversas e novas temáticas

que movimentam a sociedade”.

Para ele “é uma honra poder somar a um

time incrível de pessoas apaixonadas por

cinema, cultura e São Paulo. Estou entusiasmado”,

diz Seixas.

Fotos: Divulgação

Criada há cerca de dois anos, Ellen representa a revista Elle como seu avatar de conteúdo na plataforma metaverso

Com produção de áudio da DaHouse, Klabin presta homenagem lúdica para as árvores com a Orquestra do Heliópolis

Fundador do Festival Path, Fábio Seixas chega ao Petra

DIAPASÃO

Criação da agência OMZ, um trabalho colaborativo

que contou com a interpretação

da Orquestra Sinfônica de Heliópolis, para

celebrar o Dia da Árvore (21/9), mostra o

engajamento da Klabin com a questão ambiental.

A campanha As árvores que nos to-

cam conta com um filme e música exclusiva

criada a partir da frequência sonora das

árvores e de imagens registradas por drones

do topo da reserva florestal da empresa

na cidade de Telêmaco Borba, no Paraná.

A produção musical foi de Silvinho Erné e

Lucas Mayer.

jornal propmark - 3 de outubro de 2022 41


última página

Scott Van Hoy/Unsplash

mensagem

na garrafa

flavio waiteman

comunicação é um fenômeno fascinante.

O emissor, o receptor e a mensagem

A

que os liga. Foi assim desde as cavernas e

é assim na Voyager I e II, que já saíram do

sistema solar e levam um disco com nossa

localização no universo. Não importa como

isso aconteça. E nesse dia 2 vai acontecer

novamente uma mensagem.

que o homem e a máquina se entendem

bem. Coisa de Vale do Silício, só que feita

aqui mesmo. E, sim, o homem já pisou na

Lua e não, a Terra não é plana. Em frente.

Essa grande invenção brasileira deveria

ser reconhecida e valorizada como outras

incríveis já produzidas aqui. E não só a urna

em si, mas o sistema todo que leva o voto

de cada brasileiro.

Escrevo essas linhas no dia 28 de setembro,

quarta-feira, pensando apenas no domingo

à noite, dia 2 de outubro, lá pelas 23

horas. Nesse horário já saberemos

o resultado da eleição, que

nada mais é do que a soma das

mensagens enviadas por cada um

dos 156 milhões de brasileiros.

O voto é uma das expressões

humanas mais interessantes que

existe. Envolve sentimentos,

paixão e sonhos. Esperança de

uma vida melhor. E quem os deposita

nas urnas realmente acredita

que será ouvido. E é.

A história sobre as urnas, que coleta esses

sonhos e os agrupa, é fascinante. Uma premissa

de sua concepção, em 1995, foi eliminar

completamente a intervenção humana dos

procedimentos de apuração e totalização dos

resultados, bem como de garantir maior segurança

e transparência ao processo eleitoral.

Nada pode ser mais tecnológico e humano

do que captar o desejo das pessoas, mas,

na hora de apurar, deixar que as máquinas

façam seu trabalho, já que o ser humano

pode ter suas paixões políticas exacerbadas.

O ser humano não é bem-vindo nesse

processo de apuração e somatória dos votos.

Eles estão lá como guardiões, mas apenas

observam. Uma das poucas ocasiões

“O vOtO é a

mensagem que

a gente manda

cOm fé de que

haverá um

Brasil melhOr

nOs próximOs

quatrO anOs”

Das florestas, passando pelas pequenas

cidades e metrópoles até nossas vidas nesse

domingo à noite, onde entenderemos

que não importa a bolha de percepção

em que você esteja, pois

você está em alguma, os universos

se encontram e entendemos

que tolerância e diálogo serão

fundamentais para andarmos

em frente.

O voto é a mensagem que

a gente manda com fé de que

haverá um Brasil melhor nos

próximos quatro anos. O exato

momento quando os dados das

urnas de todo o país já totalizam

uma maioria que escolheu a mesma mensagem

é algo, por si, incrível. O que a gente

chama de inconsciente coletivo acontece

frente a nossos olhos. É uma onda que dá

pra sentir que passa por nós.

Visto de fora, um oceano é muito poderoso

perto de uma simples garrafa de vidro e

vedada apenas como uma rolha. Mas, sim,

ela pode atravessar um oceano. E ser achada

numa praia e alguém pode abrir essa garrafa,

ler essa mensagem e atender a seus pedidos.

Agora me diga, meu caro náufrago, pois

a eleição já passou. A mensagem que você

escreveu e colocou nessa garrafa e arremessou

ao mar foi uma mensagem de amor

e esperança?

Flavio Waiteman é CCO-founder da Tech and Soul

flavio.waiteman@techandsoul.com.br

42 3 de outubro de 2022 - jornal propmark


Marcello Barbusci

Para toda boa criação

há uma referência.

We transforme your dream

Na

em

sua

in realidade a reality

impressão

on no paper. papel.

também.

Nós transformamos seu sonho

Nós We transformamos transforme your seu dream sonho

em in realidade a reality on no paper. papel.

“The “A qualidade quality do of paper papel e and o processo the printing de impressão process

são nossas are our prioridades priorities para for the a melhor best delivery.” entrega.”

Tiago Ferrentini - Executive Diretor executivo director

“The “A qualidade quality do of paper papel e and o processo the printing de impressão process

são nossas are our prioridades priorities para for the a melhor best delivery.” entrega.”

Tiago Ferrentini - Executive Diretor executivo director

Targeted Revistas Newspapers Jornais e Didatic Livros Catalogs Catálogos and e Paper Papel

segmentadas magazines Tablóides Tabloids Didáticos books yearbooks anuários recycled reciclado

Targeted Revistas

segmentadas magazines

Jornais We etransforme Didatic Livros Catalogs Catálogos your and e dream Paper Papel

Tablóides Tabloids Didáticos books yearbooks anuários recycled reciclado

in a reality on paper.

Newspapers

For Para For more maiores more information, informações call call us ligue us on on +55 para +55 11 11 2065 0766

ou envie or drop um or us drop e-mail an us email para an email orcamento@referenciagrafica.com.br

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