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Biomais_53Web

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Entrevista: Produção de pellets de madeira se expande pela região sul do país

TECNOLOGIA

E BIOMASSA

SETOR INDUSTRIAL REGISTRA

CRESCIMENTO RECORDE E PLANEJA

INVESTIMENTOS PARA 2023

PELO MUNDO

EMPRESA ALEMÃ INVESTE

EM ENERGIA RENOVÁVEL

LIGNUM LATIM AMERICA

FEIRA EM CURITIBA DESTACA A BIOMASSA NA

SEMANA INTERNACIONAL DA MADEIRA


GERADOR DE AR QUENTE PARA

SECAGEM DE PRODUTOS

INDÚSTRIA DE GERADORES DE CALOR LTDA.


HÁ UMA DÉCADA

TRANSFORMANDO BIOMASSA

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SUMÁRIO

06 | EDITORIAL

Referência em secagem

08 | CARTAS

10 | NOTAS

18 | ENTREVISTA

22 | PRINCIPAL

28 | FEIRA

36 | ECONOMIA

Isenção fiscal

40 | PELO MUNDO

Energia renovável

Lignum 2022

46 | ENERGIA

50 | ARTIGO

56 | AGENDA

58 | OPINIÃO

Crise global gera oportunidades

para produção de alimentos

04 www.REVISTABIOMAIS.com.br


EDITORIAL

Na capa deste mês, equipamentos da

MADEC, voltados à sustentabilidade e

aproveitamento de biomassa

REFERÊNCIA

EM SECAGEM

R

econhecida pelo país no ramo de secagem industrial, a MADEC vem ampliando seus

investimentos e inaugurou nova sede este ano, em Erechim (RS). A empresa também alçou

voos internacionais, diante da reconhecida qualidade de seus produtos e versatilidade dos

projetos – que abrangem nichos diversificados do mercado. Nesta edição, apresentamos

ainda um balanço da feira Lignum Latin America 2022, realizada em Curitiba (PR) dentro da programação

da Semana Internacional da Madeira, além de uma entrevista exclusiva com Fabiana Piovesan,

diretora da PIOMADE, e reportagens sobre mercado, negócios, máquinas e muito mais. Ótima leitura!

EXPEDIENTE

ANO IX - EDIÇÃO 53 - OUTUBRO 2022

Diretor Comercial

Fábio Alexandre Machado

(fabiomachado@revistabiomais.com.br)

Diretor Executivo

Pedro Bartoski Jr

(bartoski@revistabiomais.com.br)

Redação

André Nunes

(jornalismo@revistabiomais.com.br)

Dep. de Criação

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira - Me Hua Bernardi

(criacao@revistareferencia.com.br)

Mídias Sociais

Andrew Holanda - Cainan Lucas

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Dep. Comercial

Gerson Penkal - Carlos Augusto

(comercial@revistabiomais.com.br)

Fone: +55 (41) 3333-1023

Dep. de Assinaturas

Cristiane Baduy

(assinatura@revistabiomais.com.br) - 0800 600 2038

ASSINATURAS

0800 600 2038

A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da JOTA Editora

Rua Maranhão, 502 - Água Verde - Cep: 80610-000 - Curitiba (PR) - Brasil

Fone/Fax: +55 (41) 3333-1023

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Veículo filiado a:

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação bimestral e

independente, dirigida aos produtores e consumidores de

energias limpas e alternativas, produtores de resíduos para

geração e cogeração de energia, instituições de pesquisa,

estudantes universitários, órgãos governamentais, ONG’s,

entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se

responsabiliza por conceitos emitidos em matérias, artigos,

anúncios ou colunas assinadas, por entender serem estes

materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização,

reprodução, apropriação, armazenamento de banco de dados,

sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras

criações intelectuais da REVISTA BIOMAIS são terminantemente

proibídas sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

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CARTAS

PRINCIPAL

Conheço a Vetorial há muitos anos, o grupo é uma verdadeira potência no nosso Estado

do Mato Grosso do Sul. A reportagem da edição anterior foi muito interessante, até mesmo

para conhecermos o lado sustentável da Vetorial, que é reconhecida na mineração. Desejo

sucesso aos novos empreendimentos e na entrada do grupo no setor logístico em 2023.

Antonio Silvino – Corumbá (MS)

Foto: divulgação

ENTREVISTA

Tenho clientes no mercado de biomassa e posso atestar que o Brasil está em um momento favorável de procura,

ainda que a gente tenha poucos maciços florestais disponíveis e que o custo de operação seja alto, conforme apontou

Guilherme Elias, diretor da Enebra Energia.

Renato Silva – São Paulo (SP)

BIOMASSA

O Rio Grande do Sul contribui com empresas, produtos e serviços de alta qualidade para todo o Brasil. Mais um grato

exemplo é a Haas Madeiras, que pudemos conhecer na Biomais de agosto.

Graça Batista – Caxias do Sul (RS)

INOVAÇÃO

As mudanças climáticas e a preocupação de governos e empresas pelo mundo

com o chamado ESG (meio ambiente, social e governança) estão levando a um maior

estímulo da biomassa e das renováveis de energia. Muito interessante conhecer o

trabalho da Vantec, voltada a esse segmento do mercado.

Elisa Souza – Belo Horizonte (MG)

Foto: divulgação

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na


energia

biomassa

dia informação

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Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

08 www.REVISTABIOMAIS.com.br


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funcionamento do

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NOTAS

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Apesar de seu enorme potencial, o Brasil está atrasado

em eficiência energética, na penúltima posição

no ranking internacional a respeito do tema entre as 16

maiores economias do mundo, à frente somente do México.

Para a Reymaster Materiais Elétricos, que completou

35 anos no mês de agosto, tal realidade ressalta a falta

de investimentos e a grande capacidade de economia do

setor elétrico brasileiro.

“O Programa de Eficiência Energética do governo federal

surgiu em 1985 por meio da Portaria Interministerial

n° 1.877, há exatos 37 anos. Nós nascemos cerca de 2

anos depois, já levantando a bandeira para pessoas físicas

e jurídicas fazerem mais com menos”, explica o fundador

da Reymaster Materiais Elétricos, Reynaldo Gabardo

Jr., que fundou a empresa paranaense com a família na garagem da casa onde residiam, em Curitiba (PR), iniciando as atividades com a

distribuição da primeira linha de fusíveis da Eletromec. A partir de 1989, eles passaram a comercializar e distribuir artigos de eletricidade

junto aos revendedores do mercado paranaense. Em 1996, graças ao crescimento contínuo, Marco A. Stoppa ingressou na sociedade

trazendo seus conhecimentos da área industrial e ajudando no crescimento da empresa. Aos poucos, a Família Reymaster foi ampliando

as linhas de distribuição, especializando-se cada vez mais em materiais elétricos para as indústrias de várias vertentes da economia,

tanto na construção civil, quanto nas fábricas químicas, metalúrgicas, automotivas, alimentícias, papeleiras, etc.

Em 2004, a empresa identificou a necessidade de novas instalações e, por isso, inaugurou sua nova sede, no bairro Vila Lindoia,

com 4 mil m2 (metros quadrados). Com o crescimento contínuo, a necessidade de espaço crescia e a empresa foi adquirindo terrenos

vizinhos. Hoje ocupa uma área de 10 mil m2. Além disso, de Curitiba, a Reymaster passou a atuar também em Joinville (SC). De dois

funcionários, no início, agora são 210, todos devidamente capacitados, prática interna que permite não só o desenvolvimento contínuo

dos colaboradores, mas que impacta diretamente na qualidade e na eficiência dos processos, bem como a relação com clientes e a lucratividade,

sendo reconhecida como uma das dez maiores revendas de materiais elétricos do país. “E as contratações não param: neste

momento, inclusive, a empresa está com vagas abertas para as áreas de promotoria técnica, vendas internas e externas, orçamentos e

conferência”, comenta Reynaldo.

A nova conquista é a inauguração da nova sede da filial em Joinville, com 6 mil m2. A melhoria é contínua e deve-se tudo isso ao

excelente time de colaboradores, aos clientes e aos fornecedores. Conforme explica o diretor Marco Stoppa: “Investir em eficiência energética

é vantajoso para todos, a começar pelo governo, que consegue minimizar as crises no setor. Do ponto de vista das empresas e

famílias, então, é a oportunidade perfeita para a redução de custos, que estão entre os mais pesados no orçamento mensal.”

Por isso, desde o início de sua trajetória, a Reymaster Materiais Elétricos sempre se preocupou em marcar presença nos principais

eventos do setor elétrico brasileiro. Como se não bastasse, desde o seu nascimento, ela vem contribuindo para a formação de estudantes

para o mercado de trabalho, promovendo palestras em universidades e facilitando o acesso a estágios, bem como, investindo na

educação profissional continuada, visto que a área elétrica está em constante transformação.

De acordo com dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a indústria brasileira responde por mais de 30% do consumo final de

energia e quase 40% da eletricidade consumida no Brasil. É claro que todo esse gasto é repassado ao consumidor final. “São os equipamentos

presentes nas instalações industriais, usados no dia a dia, muitas vezes ininterruptamente, como motores, bombas e compressores,

que impactam a demanda de energia, sendo os maiores vilões. Estamos trabalhando com afinco o conceito de que investir em

eficiência energética não é um gasto. Pelo contrário: é uma economia a pequeno, médio e longo prazo, a qual, inclusive, pode ajudar a

baratear produtos e serviços”, explica Stoppa.

Dessa forma, a Reymaster Materiais Elétricos, neste aniversário de 35 anos, relembra sua história de inovação, sem esquecer o passado

de sucesso, mas de olho em um futuro mais limpo e sustentável, privilegiando a conscientização sobre a importância de disseminar

a eficiência energética. “Portanto, nossa meta é continuar cada vez mais presente e contribuir para angariar os primeiros lugares no

ranking de eficácia energética. Trabalhar a ideia de que isso é para o bem de todos nós. Sempre buscaremos novas oportunidades de

se organizar e de construir uma trajetória para que as mais diversas tarefas e funções diárias continuem sendo realizadas, inclusive de

forma ainda mais rápida e eficiente, mas também de maneira mais econômica e sustentável”, ressalta Reynaldo Gabardo Jr.

Foto: divulgação

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MERCADO COM

CRESCIMENTO DE 38%

Atendimento técnico, comercial

e consultoria


NOTAS

A MAIS RENOVÁVEL

Líder global em transformação digital e gerenciamento e automação de energia, a Schneider Electric foi reconhecida

como líder do setor no mercado de contratos de compra de energia renovável – também chamado de PPAs (Power Purchase

Agreements) – com a classificação de número 1 pela Guidehouse Insights 2022 PPA – tabela de classificação dos provedores

de soluções desse mercado. A posição obtida pela empresa é resultado de suas plataformas NEO Network e Zeigo, que simplificam

o processo de compra de tecnologia limpa, conectando membros a especialistas em projetos e tecnologias aliados a

uma inteligência de mercado exclusiva para acelerar decisões de transação.

“O ranking reflete nosso compromisso com a energia renovável como meio de descarbonização e estamos honrados em

colaborar para que organizações acelerem a transição para energia limpa”, enaltece Steve Wilhite, presidente do Sustainability

Business da Schneider Electric.

O relatório do Guidehouse Insights avalia o cenário competitivo das plataformas online de PPA que fornecem soluções,

serviços de consultoria e mercados. Dessa forma, ajuda os consumidores e participantes do mercado a entender a melhor tecnologia

disponível, alcance geográfico, portfólio de produtos e desempenho de produtos para os mercados de aquisição de

energia renovável. Mundialmente, a Schneider Electric atua em mais de 450 negociações de contratos de PPA, nas quais 300

já foram assinados e fornecem energia aos consumidores. No Brasil, onde a empresa está completando 75 anos de atuação, é

a única consultoria independente e global.

Anualmente, presta serviços de compra de energia para mais de 5 TW/h (Terawatts por hora) no país e para mais de 15

TW/h em todo o mundo. Segundo Mathieu Piccin, diretor de Sustainability Business da Schneider Electric na América Latina,

os contratos de compra e venda de energia renovável devem ganhar cada vez mais espaço no mercado. “O uso consciente da

eletricidade, em conjunto com o ganho de eficiência e independência, tem fortalecido a modalidade”, alerta o executivo.

Segundo a BNEF (BloombergNEF), em 2021, foram assinados e registrados 31,1 GW (Gigawatts) de capacidade em PPAs

corporativos de energia renovável mundialmente. Isso representa um salto de 24% no recorde do ano anterior, 2020, no qual

haviam sido anunciados 25,1 GW. Já no Brasil, de acordo com a consultoria Cela (Clean Energy Latina América), o aumento

foi de 2.6 GW (37%) entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2022. A capacidade instalada desses projetos é de 10,7 GW, o que

equivale a 41% da capacidade instalada de energia eólica e solar no Brasil (26,1 GW).

A divisão de Sustainability Business da companhia oferece serviços de consultoria e software em gestão de energia e

sustentabilidade. Além disso, possui várias plataformas digitais e mais de 2.200 funcionários em todo o mundo. Os PPAs que a

empresa ajudou a aconselhar desde 2014 já representam mais de 14 GW.

Foto: divulgação

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NOTAS

MERCADO FOTOVOLTAICO

Foto: divulgação

Um dos maiores players do segmento de iluminação, a Ourolux, consolidou-se no mercado nos últimos 30 anos oferecendo

produtos inovadores que trazem economia, baixo consumo energético e preço acessível aos consumidores brasileiros. Pioneira

em práticas sustentáveis, a companhia redirecionou seus esforços nos últimos anos e investiu cerca de 100 milhões na criação de

uma nova divisão voltada ao setor fotovoltaico. Como consequência, a Ourolux estima crescer 2 dígitos ainda este ano, visando um

aumento de 30% no faturamento em função da linha destinada ao mercado solar.

De acordo com o Gerente Nacional de Vendas da Ourolux, Douglas Moraes, 2021 foi um ano estratégico para a companhia, que

manteve estabilidade na receita da divisão de iluminação e registrou crescimento expressivo no segmento solar, de mais de 300%.

Para 2022, o enfoque segue, especialmente, no mercado de fotovoltaico. “Continuamos com o objetivo principal de oferecer aos

clientes produtos sustentáveis e que promovem economia, como os geradores fotovoltaicos, verdadeiro benefício tanto para o

planeta, quanto para o bolso do consumidor”, explica.

Douglas ressalta, ainda, que ao longo de 2021, a Ourolux contratou um grande time para atuar com parcerias importantes neste

mercado e destinou investimentos para a ampliação das linhas de produtos. Para este ano, a empresa projeta manter sua cadeia de

atendimento, por meio da aliança com revendas distribuídas em todo o país. “Assim como na divisão de iluminação, no qual contamos

com uma estrutura consolidada e mais de mil revendas, temos expandido a divisão solar e, hoje, a área comercial já possui

mais de 50 representantes espalhados pelo Brasil”, esclarece.

“Sempre prezamos estabelecer parcerias com empresas de credibilidade. Além da nossa rede de revendas, temos distribuidores

de peso como a Canadian, referência mundial no setor fotovoltaico, que reforçam nossa preocupação em consolidar alianças com

companhias sérias e certificadas. A Canadian, por exemplo, recebeu recentemente uma certificação A+ em bancabilidade da DNV,

empresa líder mundial em certificações de produtos, gerenciamento de riscos e garantia, atestando a relevância da empresa no que

diz respeito a escala de risco em aportes financeiros e a sua alta confiabilidade no mercado”, comenta Douglas.

Já no mercado de iluminação, para manter sua liderança e ampliar o atual market share de 20%, a Ourolux segue focada em três

principais frentes: de materiais elétricos, de materiais de construção e o setor alimentar, o qual lidera pelo quarto ano consecutivo,

segundo pesquisa da ABRAS/Nielsen. Atualmente a empresa conta com cerca de 200 colaboradores e uma carteira de grandes

clientes como GPA, Atacadão, Carrefour, Leroy Merlin, Grupo Sonepar, Arcom, Cencosud, entre outros.

De acordo com Douglas, são mais de 60 milhões de unidades produzidas anualmente e 250 representantes comerciais em todo

o país. “O sucesso da Ourolux está diretamente atrelado aos nossos pilares centrais: menor consumo energético, maior potência e

segurança. A partir deles, desenvolvemos um portfólio de produtos inovadores, altamente reconhecido pelo mercado por meio de

premiações e rankings”, ressalta o executivo.

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NOTAS

Foto: Emanuel Caldeira

O Prêmio REFERÊNCIA 2022 está chegando e conforme foi destacado na última edição, o último participante do

Painel Sustentabilidade desse ano foi confirmado. Esse novo painelista se junta a Rafael Mason, presidente do CIPEM

(Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso), Evaldo Muñoz Braz, pesquisador

da EMBRAPA Florestas (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e Deryck Pantoja Martins, diretor técnico da

AIMEX (Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará).

O integrante que completa o elenco do painel é Paulo Pupo, superintendente da Abimci (Associação Brasileira da

Indústria de Madeira Processada Mecanicamente). Paulo será responsável por apresentar o tema: Mercado e tendências

para a madeira processada. Além do cargo na Abimci, Paulo é vice-presidente da FIEP (Federação das Indústrias do Estado

do Paraná) e Coordenador do Comitê Brasileiro de Madeira ABNT-CB31 (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

A presença de Paulo no painel reforça o papel do prêmio, que além de celebrar os grandes destaques do setor, serve

também como fonte de informação para vários focos de atuação no mercado, passando pela madeira manejada, as

exportações, a pesquisa e também a madeira de reflorestamento.

O Prêmio REFERÊNCIA 2022 é organizado pela Jota Editora, responsável pelas revistas REFERÊNCIA FLORESTAL, RE-

FERÊNCIA INDUSTRIAL DA MADEIRA, REFERÊNCIA CELULOSE&PAPEL, REFERÊNCIA PRODUTOS DE MADEIRA e REFERÊN-

CIA BIOMAIS. A edição deste ano conta com os patrocínios de: ACIMDERJ, AIMEX, CIPEM , DRV FERRAMENTAS, EFFISA,

INOX CONEXÕES, MONTANA QUÍMICA, MSM QUÍMICA e REMSOFT. A premiação será realizada no dia 29 de novembro, a

partir das 19h (horas), em Curitiba (PR). Além dos vencedores, e convidados, esse ano o evento é aberto para o público

em geral. Estão disponíveis alguns ingressos de um lote limitado de convites para os interessados em participar do

evento, que dará direito a participar de toda a programação da noite: Painel Sustentabilidade, Prêmio REFERÊNCIA e

do jantar que acontece logo após o término da cerimônia, com cardápio de massas especiais e bebidas não alcoólicas

liberadas. Para mais informações ou solicitações de convites, favor contactar o whatsapp: (41) 99968-4617.

16 www.REVISTABIOMAIS.com.br


SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

Quem usa as

facas DRV,

está pronto para

picar todos os

tipos de madeira!


ENTREVISTA

Foto: divulgação

ENTREVISTA

FABIANE

PIOVESAN

Formação: Administração com

Especialização em Comércio Exterior na

UCS (Universidade de Caxias do Sul) com

pós-graduação em Negócios Internacionais

pela FGV (Fundação Getúlio Vargas)

Cargo: Diretora comercial da Piomade

PELLETS

EM EXPANSÃO

P

rodutora de painéis de madeira em pinus e eucalipto desde 1993, a Piomade Indústria

de Madeiras vem investindo na produção de pellets de madeira nos últimos

10 anos, em busca de agregar valor e inovação a produtos florestais. Essa forma de

biomassa é considerada uma das fontes renováveis de maior sustentabilidade no

mundo. Com sede em Farroupilha (RS), a empresa produz 60t (toneladas) por dia de pellets.

Em entrevista exclusiva à Revista BIOMAIS, a diretora da Piomade, Fabiane Piovesan, detalha o

cenário de expansão no segmento e as perspectivas da empresa para 2023.

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Como foi a entrada da Piomade no ramo da

biomassa, com investimento no desenvolvimento

de pellets?

Determinada a inovar e agregar valor ao produto

florestal, a Piomade iniciou em 2012 a produção

do pellet de madeira, com investimentos em alta

tecnologia. Considerada uma fonte de energia totalmente

sustentável, o pellet é elaborado por meio

de resíduos prensados de madeira proveniente do

processo produtivo da própria empresa.

Em 30 anos de atuação, como a empresa

entrou no ramo madeireiro?

A Piomade foi criada em 1993, sempre focada

na qualidade e excelência de produtos renováveis.

Inicialmente, a empresa trabalhava apenas com a

secagem de madeira que era preparada em estufas

automatizadas para posterior fabricação de móveis

ou componentes para o setor mobiliário. Somos

uma empresa afiliada do grupo MADEM S/A, que

tem mais de 70 anos de história e está entre os

15 maiores grupos florestais do Brasil. O Grupo

MADEM é líder mundial na fabricação de bobinas

de madeira para indústrias de cabos elétricos. Com

sete unidades de produção no Brasil, Espanha,

Bahrein, EUA (Estados Unidos da América), México

e Colômbia, o grupo produz e exporta para mais

de 150 clientes, em 40 países. Em 1996, a Piomade

passou a produzir painéis em madeira de pinus,

proveniente de reflorestamentos de fornecedores

do sul do país. A partir deste ano, quando iniciou a

produção dos painéis de pinus, a Piomade segue

mantendo a busca por um aperfeiçoamento de seu

processo produtivo, adquirindo novas tecnologias,

ampliando seu parque fabril e investindo em sua

equipe de colaboradores.

Quais são os principais destinos dessa produção?

Atuamos no mercado interno e externo. No ano

de 1998, iniciamos a expansão para o mercado externo

e, desde então, mantemos a marca em países

como EUA, Canadá, França e Itália. Desde o início

dos trabalhos no exterior, a Piomade procura consolidar

seu nome no mercado mundial sustentado

na qualidade dos processos produtivos.

Na visão da empresa, o que mais mudou

nos últimos 10 anos, dentro desse segmento de

bioenergia?

O aumento do consumo de bioenergias, e

desenvolvimento e evolução das tecnologias para

produção e queima, principalmente o pellet.

O que mais mudou nas demandas do mercado

de biomassa?

O pellet de madeira é hoje a biomassa sólida

para fins energéticos mais negociada no mundo,

muito em função de seu apelo ecológico em comparação

aos outros combustíveis fósseis.

Atualmente, qual é a produção de pellets

por dia, em média?

A Piomade produz 60t (toneladas) de pellets

por dia. Soma-se a esse número a produção de

outras duas unidades produtivas do grupo, uma

instalada em Rio Negro (PR) e outra em Bahrein,

produzindo essas um total de 170t por dia. Ao

todo, o grupo produz 230t por dia.

A empresa atua dentro e fora do Brasil?

Quais são as principais regiões e clientes?

Atuamos principalmente na região sul do Brasil,

atendendo clientes do segmento alimentício, hoteleiro

e industrial, dentre outros.

Acreditamos no

potencial do setor

florestal brasileiro.

Investimos fortemente

para garantir o ciclo

de sustentabilidade

no processamento da

madeira de pinus

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

19


ENTREVISTA

Quais os principais investimentos feitos pela

Piomade este ano e as perspectivas para 2023?

Acreditamos no potencial do setor florestal brasileiro.

Dessa forma, estamos investindo fortemente

no setor florestal e na serraria, buscando principalmente

garantir o ciclo da sustentabilidade no

processamento da madeira de pinus, matéria essa

100% renovável. Da matéria-prima de florestas até

a renovação para os pellets, forma-se o chamado

ciclo do uso nobre da madeira. Nossos investimentos,

tanto em máquinas como em capital humano,

estão focados principalmente para atender um

rígido controle de qualidade de todo o processo

industrial, que obedece a critérios internacionais

na industrialização da madeira. Na produção dos

pellets, a Piomade foi a primeira empresa brasileira

a receber uma certificação internacional ENPLUS

A1, atestando, assim, a alta qualidade do pellet

produzido pela empresa.

Qual a influência que a guerra da Rússia e

Ucrânia teve em relação ao mercado, aos valores

e à demanda dos pellets?

Certamente, tivemos influência no aumento

das demandas e os preços acompanham a instabilidade

do mercado dos combustíveis versus a

demanda. O crescimento dos negócios, mesmo em

épocas difíceis da economia nacional e mundial, é

resultado do foco na excelência nos processos e a

dedicação da equipe.

Em relação à matéria-prima, a Piomade está

preparada para o momento e para o futuro?

Buscamos um crescimento linear em todos os

segmentos da nossa produção. Somos uma empresa

que une dedicação, compromisso e respeito em

prol da sustentabilidade.

O pellet de madeira é

hoje a biomassa sólida

para fins energéticos mais

negociada no mundo.

Dentro do grupo Madem,

somente a Piomade

produz 60 toneladas de

pellets por dia

20 www.REVISTABIOMAIS.com.br


18 ANOS DE TRADIÇÃO,

investindo constantemente em novas tecnologias

Trabalhamos com responsabilidade social e respeito ao meio ambiente,

superando desafios, promovendo o desenvolvimento sustentável e fornecendo

produtos e serviços adequados a necessidade de nossos clientes

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PRINCIPAL

SECAGEM EM

AMPLIAÇÃO

22 www.REVISTABIOMAIS.com.br


ESPECIALIZADA EM SECAGEM INDUSTRIAL, A

MADEC PLANEJA AMPLIAR INVESTIMENTOS

EM SUA SEDE

FOTOS DIVULGAÇÃO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

23


PRINCIPAL

F

undada em 2004, a MADEC Indústria de Máquinas

é uma empresa que atua de maneira sólida

no setor metal mecânico, destacando-se no cenário

nacional e internacional pela qualidade de

seus produtos e versatilidade dos projetos – que abrangem

nichos diversificados do mercado.

Instalada em Erechim, no norte do Rio Grande do Sul,

a empresa conta com um parque de equipamentos tecnológicos

de grande porte. Aliados a uma equipe de profissionais

qualificados e experientes, atendem o mercado

com produtos de qualidade. Na área de engenharia, a

MADEC entrega projetos que geram os resultados desejados

por seus clientes – que vão de frigoríficos, ervateiros,

máquinas de biomassa a equipamentos para tratamento

de efluentes.

“A MADEC é uma empresa que investe constantemente

em novos produtos e novas tecnologias, em busca

de uma melhor eficiência e da satisfação dos seus clientes.

Atuando em diversos segmentos, dispõe de uma variada

linha de produtos que vão de biocompostadores e

aceleradores de compostagem, até erva-mate, farinha de

penas, lodos e resíduos industriais, maravalha, recuperador

de cama bovina-RCB, serragem, cavaco e biomassa,

sistema de desidratação de esterco, e unidades de beneficiamento

de adubo orgânico e organomineral”, detalha

Clair Vilson Breitkreitz, sócio proprietário da MADEC.

Cliente da MADEC desde 1990, Ademir Gasperini,

diretor da INCOBIO, destaca a parceria de 30 anos. “A

relação da INCOBIO com a MADEC vai além de cliente e

fornecedor. A MADEC associa qualidade e preço como

nenhuma outra do segmento. Sua engenharia sempre

demonstrou pró-atividade em projetos ousados. Para a

INCOBIO, fazer negócios com a MADEC foi e será sempre,

motivo de satisfação, pois seus gestores sempre demostraram

seriedade, competência, transparência e honestidade”,

elogia Gasperini.

24

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AMPLIAÇÃO

Recentemente, a MADEC inaugurou sua nova e ampla

indústria com 2,7 mil m2 (metros quadrados) de área

construída na frente do Polo de Cultura, em Erechim. A

empresa investiu mais de R$ 6 milhões na construção

da nova sede e hoje tem 55 colaboradores diretos. Para

2023, segundo Clair Breitkreitz, o planejamento da empresa

é concluir as novas instalações.

“Para isso, faremos a conclusão e ampliação da cabine

de pintura, instalação de ponte rolante, além do investimento

em engenharia. Mas devido à grande demanda

de projetos em diversas áreas, não está descartado a ampliação

da área produtiva. Contudo, vamos analisar com

cautela, aguardar o desenrolar do cenário político, a situação

mundial e só então tomaremos as nossas decisões”,

pontua Clair.

Apesar da pandemia, a MADEC deverá ter um crescimento

de 30% com um faturamento que deve ultrapassar

os R$ 30 milhões em 2022, segundo dados da empresa.

“Nossa demanda de pedidos aumentou muito, em diversos

segmentos. A estimativa de crescimento, que era de

15%, acreditamos que vai ficar entre 25% e 30%”, celebra

o sócio proprietário.

Com 18 anos de atuação,

a MADEC se destaca

no cenário nacional

e internacional pela

qualidade de seus

produtos e versatilidade

dos projetos

LEQUE DE CLIENTES

Por ser especializada em secagem industrial, o leque

de clientes da MADEC é bastante amplo. “As principais

demandas atualmente estão nas áreas de biomassa para

produção de pellets (serragem), biomassa para energia

térmica (cavaco), indústria para produção de maravalha

utilizada na cama de aviários, fertilizantes (plantas de

organomineral), resíduos industriais diversos (lodos industriais,

dejetos de aves poedeiras), resíduos de cereais,

entre outros”, explica Clair Breitkreitz.

A sustentabilidade se insere de forma orgânica no

negócio da empresa. “Restos de alimentos gerados em

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 25


PRINCIPAL

restaurantes e mercados, lixo orgânico residencial, podem

virar fertilizantes no sistema de biocompostador da

MADEC, lodos industriais, após o processo de secagem,

podem virar energia ou fertilizantes. Estes são só dois

exemplos de como pensamos e procuramos atuar no cenário

industrial, com aproveitamento de todos os resíduos

gerados e a convicção de que podemos fazer algo para

um mundo mais sustentável”, reitera Clair.

A MADEC se solidifica

cada vez mais no cenário

de secagem de biomassa

destinada a produção de

pellets

26 www.REVISTABIOMAIS.com.br


“Nossa demanda de

pedidos aumentou muito

em 2022, com faturamento

superior a R$ 30 milhões. A

estimativa de crescimento

era de 15%, mas deverá

ficar entre 25% e 30%”

Clair Vilson Breitkreitz, sócio

proprietário da MADEC

“Somos cliente da MADEC há cerca de 10 anos. Eles

nos atendem com máquinas de altíssima qualidade entregando

realmente o que vendem. Na nossa indústria,

temos máquinas que produzem maravalha, secador,

prensas, praticamente toda nossa linha de produção. A

equipe da MADEC é feita de pessoas fantásticas, sempre

prontos a nos atender. Além disso, mesmo com equipamentos

de alta qualidade, a parte da assistência e pós-

-venda é sensacional”, recomenda Volnei Felipetto, diretor

da Maravalhas Pinhomar. Segundo ele, o produto de

alta qualidade permitiu ainda que sua empresa atendesse

uma grande demanda do mercado, com a maravalha,

a partir dos equipamentos da MADEC.

NOVAS TECNOLOGIAS

A MADEC constantemente corre atrás da inovação.

“Dentre as frentes de novos produtos em que estamos

trabalhando, podemos destacar a fabricação do secador

horizontal (modelo esteira) para secagem de biomassa”,

enaltece o proprietário.

Clair Breitkreitz revela, ainda, que atualmente esta

tecnologia é importada da Europa. “A MADEC está fabricando

este sistema no Brasil em parceria com um cliente

deste setor produtor de biomassa, e com outra empresa

do setor metal mecânico, fabricante de geradores de calor.

O equipamento, destinado a secagem de serragem, já

está em produção e deverá entrar em operação no início

de 2023”, comemora.

Com esta nova tecnologia consolidada, a MADEC vai

se solidificar cada vez mais no cenário de secagem de biomassa

destinada a produção de pellets, disponibilizando

ao mercado secadores rotativos, que já contam com tecnologia

diferenciada. Além de secadores de esteira (cinta),

utilizando trocador de calor para geração da energia

de secagem, resultando em um produto final de qualidade

diferenciada, isento de impurezas da combustão.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

27


FEIRA

LIGNUM

2022

BIOENERGIA SE DESTACA

NA SEMANA DA MADEIRA

FOTOS REFERÊNCIA E MALINOVSKI

28 www.REVISTABIOMAIS.com.br


N

a primeira quinzena de setembro, o setor madeireiro

esteve reunido em Curitiba (PR) para os

eventos da Semana Internacional da Madeira. A

programação contou com os eventos técnicos

Woodtrade Brazil, Wood Protection e ProWood, além das

feiras Lignum Latin America e ENCAPP (Encontro da Cadeia

Produtiva da Porta). Com apoio master da Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente),

a Semana permitiu aos participantes debater pautas

essenciais para o desenvolvimento e avaliações do mercado,

abordou o suprimento de madeira, gargalos logísticos,

questões legais e oportunidades para os produtos madeireiros

brasileiros. Outro destaque tanto na programação,

quanto nos estandes, foi a presença de empresas voltadas à

bioenergia e biomassa.

Os dois eventos reuniram expositores que apresentaram

tecnologias e soluções para a cadeia produtiva da madeira.

Segundo a organização, estiveram presentes nos eventos

visitantes de 20 Estados da federação e de outros 14 países

(Argentina, Bahamas, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia,

Dinamarca, EUA - Estados Unidos da América -, Finlândia,

Itália, Japão, Paraguai, Portugal e Uruguai). “A quarta edição

da Semana Internacional da Madeira permitiu a integração

da cadeia produtiva. Encontros como este, que permitem

ampla troca de informações são essenciais para o momento

desafiador que vivemos, onde enfrentamos novas barreiras

comerciais, questionamentos sobre o abastecimento e suprimento

de matéria-prima, mudanças nas políticas públicas

e mais exigências em relação à certificação de produtos. A

Abimci acredita que as agendas tratadas são essenciais para

a definição das estratégias das empresas e servem como

base para a tomada de decisões”, avaliou o presidente da

Abimci, Juliano Vieira de Araujo.

Nesta quarta edição, a feira Lignum Latin America foi novamente

realizada no Centro de Eventos Positivo, no Parque

Barigui com 115 marcas expostas. O evento se consolida a

cada edição: na última edição, realizada em 2019, antes da

pandemia, estiveram presentes 101 empresas expositoras,

com 7.503 visitantes do Brasil e de outros 13 países.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

29


FEIRA

EMPRESAS

BENECKE

“Depois de tanto isolamento na pandemia, esse calor

humano aumenta ainda mais a nossa expectativa de bons

negócios”, comemorou Kurt Benecke, diretor da Benecke

Equipamentos, referência em estufas desde 1953, com sede

em Timbó (SC). A empresa participou da Lignum com estande

bastante movimentado. “É gratificante rever os amigos e

clientes de todo o país, que se reúnem em uma feira desse

porte, podendo transmitir as novidades, que desenvolvemos

nos últimos 2 anos. Afinal, quem vem para as feiras quer ver

novidade. A pandemia nos fez emergir da empresa e buscar

melhorias para todos nossos equipamentos. Então hoje

estamos com a linha de laminação nova no mercado, com

secador de lâmina, estufa e caldeira. Demos uma excelente

aprimorada”, enfatizou Kurt Benecke, antecipando que a empresa

está com o Projeto 70, em celebração as sete décadas

que a Benecke irá completar em 2023. “Chegaremos à data

com mais eficiência energética em nossos equipamentos.”

OS EVENTOS DA SEMANA DA MADEIRA REUNIRAM

EXPOSITORES QUE APRESENTARAM TECNOLOGIAS E

SOLUÇÕES PARA A CADEIA PRODUTIVA DA MADEIRA

BURNTECH

Diretor comercial da Burntech, Marcos Doering, contou

que as mudanças tecnológicas da empresa – especializada

em caldeiras e máquinas, com sede em Agrolândia (SC) –

foram apresentadas no estande da Lignum. “A Burntech,

como pioneira em caldeiras, fornalhas e aquecedores a

óleo térmico, sempre em busca de inovações no mercado.

Temos muitas melhorias de processo, fabricação e selos,

certificação europeia, diante das exigências dos clientes em

questões ambientais e processos. Fomos muito receptivos

quando recebemos o convite da feira, também pelo tempo

sem eventos presenciais e pelo contato com os clientes”,

relatou Marcos.

30 www.REVISTABIOMAIS.com.br


NAZZARENO

Empresa especializada na produção de máquinas para

a transformação da biomassa em combustível e energia

renovável, a Costruzioni Nazzareno (CN) estava representada

em seu estande pelo diretor Francesco Stella, que elogiou o

movimento nos três dias de feira Lignum. “A feira está muito

boa, para retomarmos o contato com parceiros e clientes.

Esse foi um ano complicado, para os produtos e no cenário

geral, pelas eleições, mas estamos otimistas para 2023.

Nossa empresa segue investindo em novos cenários, a partir

das necessidades dos clientes, para oferecer as soluções

mais apropriadas”, enfatizou o diretor da empresa italiana,

Francesco Stella.

DRV

“Somos de Curitiba, essa é nossa feira”, exaltou Liliane

Cordeiro, diretora da DRV. A indústria de lâminas e máquinas

levou para a feira a nova linha CNC Flex, ideal para atender

empresas que utilizam facas menores de serraria e facas

de plaina. Diego Vieira, diretor da empresa, comentou que

esse foi um ano de grande crescimento, que abriu um novo

parque fabril no começo do ano e os resultados são ótimos.

“A fábrica de facas e peças de desgaste de picador já está a

todo vapor e com a nova fábrica de máquinas temos capacidade

total para fabricar as nossas afiadoras e retíficas CNC

de facas”, enalteceu Diego.

GELL

Atuando em várias regiões do país e com grande tradição

no mercado, a Gell Techno Solutions levou para a EN-

CAPP suas soluções para facilitar os processos de ampliação

de valor dos produtos de madeira, com uma linha de produtos

mecânico-elétricas, que facilitam a produção e economizam

energia. Joel Rosa, gerente operacional da Gell Techno

Solutions, destaca a importância da feira para enaltecer

a indústria nacional. “Somos uma empresa nacional, que

oferece soluções genuinamente brasileiras e durante esse

evento pudemos apresentar nossos conceitos para novos

clientes nacionais e alguns internacionais”, apontou Joel.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

31


FEIRA

IMTAB

Reconhecida pelas soluções sustentáveis na transformação

de biomassa em energia térmica, a IMTAB esteve

presente na Lignum com suas caldeiras e equipamentos

industriais. Com sede em Agrolândia (SC), a empresa investe

para estar na vanguarda do mercado, como explica Joel Padilha,

diretor comercial da IMTAB. “A segurança operacional,

segurança de partida do equipamento e a sustentabilidade

são nossas maiores preocupações. Desenvolvemos todos os

equipamentos tendo como base a geração de energia térmica

com queima de resíduos. São dois problemas com uma só

solução, geração energética a partir de resíduos industriais”,

enaltece. Um dos modelos destacados pela IMTAB é a caldeira

Zeus, com capacidade de geração de 500 kg por hora.

“A grelha móvel permite a queima de combustíveis com alto

teor de umidade. Construída sobre um chassi metálico, a

caldeira evita obras civis onerosas.”

ESTIVERAM PRESENTES, NO

DECORRER DA SEMANA,

VISITANTES DE 20 ESTADOS

BRASILEIROS E DE MAIS DE

14 PAÍSES

MADEC

Referência em secagem industrial, a indústria de máquinas

MADEC, de Erechim (RS), veio para Curitiba em estande

na Lignum com as parceiras Planalto, Rosseti, Kahl e TMSA.

O movimento de visitantes nos três dias de feira surpreendeu

Clair Vilson Breitkreitz, sócio proprietário da MADEC.

“A gente precisou chegar mais cedo e sair mais tarde que

os horários previstos, o que foi um ótimo sinal. Nosso carro

chefe é a secagem, com o tradicional secador rotativo. Estamos

aplicando em várias partes do Brasil. O ano tem sido

fantástico para a MADEC, com a retomada após a pandemia,

mesmo diante do cenário desafiador da guerra na Europa. O

mercado mundial está ampliando cada vez mais a relevância

de produtos e serviços sustentáveis, pelo ESG (movimento

social, de sustentabilidade e governança, na sigla em inglês),

e nisso a biomassa sempre vai sair na frente”, reforçou Clair.

Leia mais sobre a MADEC na reportagem de capa desta

edição da REFERÊNCIA BIOMAIS.

32 www.REVISTABIOMAIS.com.br


MILL

“Vimos uma grande procura por parte dos clientes e

isso é reflexo da falta de um evento como esse para o setor”,

afirmou Arno Murara, gerente comercial da Mill. A empresa

que já se estabeleceu como uma das referências do setor

levou seus equipamentos de ponta para a feira. Marcelo

Gobbi, gerente de negócios da Mill, destacou a modernização

da empresa, que tem trazido novidades tecnológicas

para atender os clientes. “Nosso parque fabril está sendo

modernizado para ampliarmos a variedade de produtos

oferecidos e também elevar nossa produção em quase 50%”,

exaltou Marcelo.

SUTIL MÁQUINAS

Especialista na fabricação de máquinas para madeiras,

biomassa, reciclagem, secagem, peneiramento e fertilizantes,

a Sutil Máquinas apresentou em seu estande na Lignum

uma linha completa de equipamentos para biomassa. “Somos

uma indústria que faz indústrias. Dentro desse objetivo,

oferecemos linha de recebimento, peneiramento, transportes

pneumáticos ou arrasto de esteiras, moagens, secagem,

enfardamento ou peletização em nossa linha Sutil Biomassa”,

explica o diretor Leandro Sutil. A sustentabilidade garantida

pela linha pellets, por exemplo, tem todos os equipamentos

produzidos pela empresa, da secagem à peletizadora,

segundo o diretor.

VANTEC

“Nesse evento temos grandes investidores da madeira

no Brasil e Curitiba tem se tornado a capital da madeira no

Brasil”, destacou Adriano Vanzin, diretor da Vantec. Adriano

comentou que o retorno da Lignum foi muito importante

para a empresa fortalecer sua marca e apresentar os equipamentos

para um público qualificado. “Trouxemos para a

feira uma máquina revolucionária, o torno laminador para

indústria 4.0, onde todo o trabalho realizado pela máquina

é transformado em um relatório acessível em qualquer lugar

diretamente do celular ou computador cadastrado”, descreveu

Adriano.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

33


CLICK

OS MELHORES MOMENTOS DA LIGNUM 2022

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ECONOMIA

ISENÇÃO

FISCAL

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COM MARCO LEGAL, CONSUMIDORES VÃO

PAGAR TARIFA PARA INJETAR ENERGIA NA REDE DA

CONCESSIONÁRIA A PARTIR DE JANEIRO DE 2023

FOTOS DIVULGAÇÃO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

37


ECONOMIA

O

Marco Legal da Energia Solar trouxe

importantes avanços para o setor, como

a maior segurança jurídica dos diferentes

sistemas regulamentados pela ANEEL

(Agência Nacional de Energia Elétrica).

O Marco Legal (Lei 14.300) foi sancionado neste

ano e amplia as possibilidades para os consumidores,

como a divisão de energia gerada nas unidades consumidoras

por prioridade, transferência de créditos

para outras unidades com a mesma titularidade e a

compensação de créditos produzidos em meses de

menor produção.

Em contrapartida, os consumidores que desejam

colocar placas fotovoltaicas em suas residências após

6 de janeiro de 2023 vão passar a pagar componentes

tarifários para injeção da energia produzida na rede

da concessionária, até então livre de cobrança. Desse

modo, para aproveitar o período de vacância da lei,

que é de um ano, investir na geração própria dessa

fonte renovável em 2022 representa uma oportunidade

para os consumidores reduzirem os custos com a

conta de luz e ficarem isentos da tarifa até 2045, ano

que cessa o benefício.

Aqueles que não conseguirem se planejar para o

investimento neste ano também não sairão perdendo,

afinal, a tendência das tarifas de energia no

Brasil é só aumentar e a energia renovável continuará

sendo uma ótima opção com retorno rápido e baixo

custo de manutenção. Conforme dados da ABRACE

(Associação dos Grandes Consumidores Industriais de

Energia e de Consumidores Livres), o país apresenta

a segunda conta de luz mais cara do mundo, atrás

apenas da Colômbia. Com alta de 47% nos últimos 5

anos, os gastos com energia elétrica comprometem,

em média, 25% do orçamento familiar.

Lucas Cruz, CEO da Cruze, startup pioneira de

energia solar no Piauí, destaca cinco vantagens da

aplicação de placas fotovoltaicas na residência.

REDUÇÃO DO VALOR DA CONTA DE LUZ

Uma grande vantagem da energia solar é a

diferença que a sua utilização gera no bolso. Uma vez

que a luz solar é uma fonte gratuita e inesgotável, a

redução no valor da conta é de até 95% e imediato.

Além disso, quem tem esses sistemas instalados conseguem

produzir 100% da energia que consome.

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RÁPIDO RETORNO DO INVESTIMENTO

O retorno do investimento em energia solar

ocorre, em média, entre 3 e 7 anos. Considerando que

os equipamentos têm uma vida útil de aproximadamente

25 anos, sobram ainda pelo menos 18 anos

para geração própria com investimento já pago, o que

representa um custo-benefício bem satisfatório.

BAIXA NECESSIDADE DE MANUTENÇÃO

As placas fotovoltaicas requerem mínima manutenção,

bastando a limpeza, e a fiscalização do sistema

solar. Por serem sistemas de tecnologia simples,

os cuidados para manter o bom funcionamento são

mínimos e de valores pouco significativos. Os equipamentos

possuem vida útil longa e são fabricados para

funcionar de forma contínua.

ENERGIA SUSTENTÁVEL

Quando se investe em energia solar, investe-se em

uma fonte completamente limpa, sustentável e renovável.

É uma grande aliada na redução da mudança

climática, pois não polui o meio ambiente tal como a

termoelétrica com a liberação de dióxido de carbono,

por exemplo. O seu impacto é quase inexistente,

sendo a geração própria uma ótima medida para os

consumidores, que além de economizar com o boleto,

desejam contribuir positivamente para a preservação

do ecossistema.

CADA VEZ MAIS ACESSÍVEL

O investimento inicial para instalação das placas

fotovoltaicas ainda pode representar um obstáculo

para implementação do projeto. Entretanto, esse

valor tem variado muito e se tornado cada vez mais

acessível, com várias opções de financiamento, inclusive.

Gerar a própria energia, aos poucos, vai deixando

de ser um privilégio de alguns e passa a ser uma

realidade cada vez mais comum aos brasileiros. Com

isso, a ideia de que ter um sistema de energia solar em

casa economicamente inviável vai deixando de existir

e abrindo espaço para democratização dessa fonte

inesgotável.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

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PELO MUNDO

RENOVÁVEL

MAIOR GERADORA ALEMÃ DE ENERGIA ADQUIRE

FRAÇÃO DE EMPRESA POR US$ 6,8 BILHÕES

FOTOS DIVULGAÇÃO

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

41


PELO MUNDO

A

RWE, maior geradora de energia da

Alemanha, concordou em comprar os

negócios renováveis da Con Edison

por US$ 6,8 bilhões, uma operação que

quase dobrará o portfólio de energias renováveis

da RWE nos EUA (Estados Unidos da América), o segundo

maior mercado desse segmento do mundo.

A compra será parcialmente financiada pela

RWE emitindo um título conversível de US$ 2,43

bilhões para uma unidade da Qatar Investment Authority,

por meio da qual a QIA se tornará acionista

de 9,1% da RWE.

Já a empresa norte-americana disse que o

acordo de venda permitirá que ela se concentre em

seu negócio principal de serviços públicos (utilities)

e na mudança de energia limpa de Nova York.

A transação quase dobrará o portfólio de

energias renováveis da RWE nos EUA, para mais

de 7 GW (Gigawatts), e aumentará seu pipeline de

projetos regionais para mais de 24 GW.

Após a aquisição, a energia solar representará

40% do portfólio da RWE nos EUA, acima dos 3%

atuais, segundo slides de apresentação da empresa.

O acordo, que deve ser concluído no primeiro

semestre de 2023, fará da RWE o quarto maior

player de energias renováveis no mercado dos EUA,

que desempenha um papel fundamental em sua

expansão verde.

A alemã RWE é responsável por 0,47% de todas

as emissões produzidas por pessoas na era industrial.

ORIENTE MÉDIO

Além disso, a distribuidora alemã RWE assinou

em setembro um acordo com a ADNOC (Abu Dhabi

National Oil Company) para enviar GNL (gás natural

42 www.REVISTABIOMAIS.com.br


liquefeito) à Alemanha até o final de dezembro,

segundo anúncio da RWE.

Embora a quantia inicial a ser entregue seja relativamente

pequena, a medida é um acordo politicamente

significativo para reforçar o fornecimento

de gás de fora da Rússia, uma vez que o chanceler

da Alemanha, Olaf Scholz, busca aprofundar os

laços com o Golfo e encontrar fontes alternativas

de energia.

O acordo, que inclui um memorando de entendimento

para fornecimentos plurianuais de GNL,

ocorre no segundo dia de uma viagem de dois dias

de Scholz à região do Golfo. “Precisamos garantir

que a produção de GNL no mundo avance até o

ponto em que a alta demanda existente possa ser

atendida sem precisar recorrer à capacidade de

produção existente na Rússia”, alertou Scholz, na

ocasião.

COM A AQUISIÇÃO, A

ENERGIA SOLAR VAI

REPRESENTAR 40% DO

PORTFÓLIO DA RWE NOS

EUA, MUITO ACIMA

DOS 3% ATUAIS

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Por onde vai leva

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móvel da marca HYVA ® , desenvolvendo produtos

cada vez mais adequados às necessidades dos

clientes, mantendo sempre a qualidade e

resistência dos nossos produtos reconhecidos

nacionalmente.


PELO MUNDO

A carga a ser enviada neste ano pela ADNOC

(Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi) será

de 137 mil m3 (metros cúbicos) de GNL e será o primeiro

GNL fornecido ao mercado de gás da Alemanha

por meio do terminal flutuante de importação

de GNL em Brunsbüttel, perto de Hamburgo.

A ADNOC reservou ainda um número não

especificado de cargas de gás natural liquefeito

para a Alemanha em 2023. Os dois novos terminais

flutuantes de GNL da Alemanha em planejamento

poderão receber até 12,5 bilhões de m3 de GNL por

ano, o equivalente a cerca de 13% do consumo de

gás do país em 2021, segundo dados da empresa

de pesquisa Enerdata.

“Isso representa um marco importante na construção

de uma infraestrutura de fornecimento de

GNL na Alemanha e na geração de fornecimento de

gás mais diversificado”, declarou a RWE.

44 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Autoridades alemãs esperam que uma série

de acordos, como o com a Abu Dhabi, ajudem

a diminuir os altos preços de energia. Além de

fornecer à RWE, a ADNOC também concordou em

vender amônia a empresas alemãs, incluindo Steag

e Aurubis. A companhia também fornecerá 250

mil toneladas de diesel por mês para a firma alemã

Hoyer.

O presidente dos EAU (Emirados Árabes

Unidos), Sheikh Mohammed bin Zayed al-Nahyan,

assinou um acordo com Scholz que abrange a aceleração

da segurança energética e do crescimento

industrial. Separadamente, a empresa de energia

renovável dos EAU, Masdar, explorará o desenvolvimento

de energia eólica na costa alemã.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

45


ENERGIA

ENERGIA

EÓLICA

MULTINACIONAL PORTUGUESA COMPRA

QUATRO PARQUES EÓLICOS NO RIO

GRANDE DO NORTE

FOTOS DIVULGAÇÃO

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

47


ENERGIA

O

CADE (Conselho Administrativo de Defesa

Econômica) acaba de validar a venda

da Ventos de Santo Antão para a multinacional

portuguesa de energia limpa,

GALP, que se tornará proprietária dos quatro parques

eólicos disponíveis no Rio Grande do Norte. Cada

conjunto eólico possui 50 MW (Megawatts). Junto

com o investimento, a GALP também será possuidora

do projeto greenfield, que foi desenvolvido e vendido

pela Casa dos Ventos.

Esse novo empreendimento da GALP faz parte da

sua estratégia de ampliação do seu portfólio de geração

de energia renovável, uma vez que a empresa

já é uma das principais produtoras de energia solar

fotovoltaica da Península Ibérica, com uma capacidade

instalada em operação de 1,2 GW (Gigawatts).

O objetivo principal da empresa com o investimento

feito é aumentar a sua capacidade de produção de

energias renováveis mundialmente para 4 GW até o

ano de 2025 e 12 GW até o ano de 2030.

Em solo brasileiro, a empresa portuguesa iniciou

suas atividades no setor nacional de geração de energias

renováveis, em outubro de 2021, através de um

acordo com a SER Energia para compra de 594 MW

em projetos solares em desenvolvimento na Bahia e

Rio Grande do Norte. No mês de maio de 2022, a empresa

fechou um novo acordo com a SER Energia para

a compra de projetos em desenvolvimento de energia

solar fotovoltaica, com uma capacidade máxima

total de 4,6 GW pico. Agora, o investimento da GALP

foi na Casa dos Ventos, para um cluster de 216 MW de

parques eólicos em desenvolvimento no nordeste.

VALOR TOTAL ESTIMADO

SUPERA R$ 1,9 BILHÃO.

É A PRIMEIRA VEZ QUE

A ES GÁS TERÁ OUTRO

FORNECEDOR, ALÉM DA

PETROBRAS

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A nova proprietária da Casa dos Ventos é também

a terceira maior produtora de petróleo e gás

do Brasil, por meio da Petrogal, a qual dirige em

sociedade com a empresa chinesa Sinopec. A petrolífera

portuguesa, sócia da Petrobras em campos do

pré-sal essenciais, como o Tupi, possui contratos de

10 anos, com Sergas (SE), Cegás (CE) e, desde setembro,

também com a distribuidora capixaba de gás

canalizado, a ES Gás, uma vez que no mesmo mês de

setembro a GALP assinou o seu terceiro contrato de

longo prazo para a venda de gás natural no mercado

brasileiro.

O contrato com a ES Gás, agora soma 912

milhões de m3 (metros cúbicos) de fornecimento

de gás até 2032, sendo que os volumes poderão ser

ampliados gradualmente, ao longo do prazo contratual.

O valor total estimado supera R$ 1,9 bilhão. É a

primeira vez que a ES Gás terá um outro fornecedor

de gás natural, além da Petrobras.

SOLUÇÕES PARA INDÚSTRIAS

CALDEIRAS | SECADORES DE MADEIRA


ARTIGO

BIOMASSA LIGNOCELULÓSICA

PARA A ENERGIA: contributo

para a descarbonização

e oportunidades

FOTOS DIVULGAÇÃO

LUÍS GIL

TERESA ALMEIDA

SÓNIA FIGO

JOÃO BERNARDO

Direção Geral de Energia e Geologia.

Centro da Biomassa para a Energia, Portugal

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

51


ARTIGO

RESUMO

N

este artigo, é feita uma abordagem ao contributo

da biomassa lignocelulósica na descarbonização

da economia via produção de energia, explorando-se

também algumas oportunidades de atuação

neste domínio. São apresentados alguns dados estatísticos e

abordadas algumas políticas públicas e europeias que definem

metas e traçam perspetivas de forma a se poderem definir

algumas oportunidades de intervenção de forma que o papel

da biomassa na transição energética seja otimizado.

Palavras-chave: Biomassa, energia, descarbonização

INTRODUÇÃO

Segundo dados da Direção Geral de Energia e Geologia, a

potência instalada dos centros eletroprodutores a biomassa

florestal em Portugal (sobretudo situados na zona Centro) é

atualmente (abril de 2022) 679 MW (Megawatts) - 440 MW em

cogeração e 240 MW dedicada -, com uma produção anual

de energia elétrica nos últimos anos superior a 3200 GWh

(Gigawatts por hora) e uma produção mensal na gama 246-

281 GWh, expressando assim a sua constância e estabilidade

sazonal. Em 2020 a contribuição das FER (Fontes de Energia

Renovável) no consumo de energia primária foi de 30%, sendo

que o principal contributo das FER foi alcançado pela biomassa

com 45%.

Saliente-se ainda que no setor do aquecimento e arrefecimento

e de acordo com o relatório: European Bioenergy

Outlook 2019 – Biomass for heat; 96% do calor de origem

renovável provém da biomassa, sendo que o setor industrial é

o principal responsável pelo consumo final de calor a partir de

biomassa (56% do total), seguindo-se o residencial (44%).

A nível nacional, a produção de BFR (biomassa florestal residual)

está, em grande medida, relacionada com a exploração

florestal, representando os seus sobrantes uma fatia significativa

para a bioenergia. Tendo como base os povoamentos de

pinheiro bravo e de eucalipto, as duas espécies mais significativas

em termos de exploração florestal, por serem alvo de

intervenções silvícolas regulares que potenciam uma produção

contínua de biomassa florestal, pode-se estimar a biomassa

obtida. Assim, de acordo com as áreas de pinheiro bravo e de

eucalipto de 2015, disponibilizadas no Inventário Florestal

Nacional 6 – Principais resultados – relatório sumário, estima-se

que o potencial de produção de biomassa florestal residual,

correspondente aos sobrantes da exploração de povoamentos

de pinheiro e eucalipto, seja de aproximadamente 3 milhões

de ton/ano (peso verde). Porém, nem toda a biomassa pode ser

considerada disponível (condicionalismos: limitações ambientais,

físicas, logísticas, humanas e materiais).

No geral, o consumo de biomassa florestal para a produção

de energia apresenta a seguinte distribuição:

• Abastecimento direto de biomassa lenhosa, no qual se

incluem os desbastes e as desramações, os abates, detritos

de abates (copas, ramos, casca, cepos), resíduos de gestão de

incêndios e gestão paisagística (biomassa lenhosa de parques,

jardins, sebes, arbustos), outros resíduos florestais;

• Abastecimento indireto de biomassa lenhosa, no qual se

incluem os detritos (casca de eucalipto, outros), subprodutos

da indústria da celulose e do papel (licor negro, tall oil), lenha

transformada, madeira reciclada pós-consumo, outros resíduos

da fileira florestal industrial.

De acordo com o Plano de Ação para a Bioeconomia

Sustentável – Horizonte 2025, estima-se que a biomassa

residual da produção agrícola potencialmente disponível pode

ascender a 3 Mt por ano, sendo que 59% concerne a sobrantes

da poda de culturas permanentes, sobretudo vinha, olival e

pomares, e os restantes 41% a resíduos de culturas temporárias,

designadamente sobrantes do milho e do girassol, e palha do

arroz.

POLÍTICAS E METAS

A utilização da biomassa florestal deve obedecer a critérios

de sustentabilidade já estabelecidos a nível europeu e nacional,

como a Diretiva (UE) 2018/2001 (RED II).

A nova estratégia nacional para a biomassa florestal passa

por abandonar os apoios públicos à produção dedicada de

eletricidade e apoiar apenas projetos que envolvam também

energia térmica, situados em zonas com risco elevado de

incêndio (Decreto-Lei n.º 64/2017 de 12 de junho alterado pelo

Decreto-Lei n.º 120/2019 de 22 de agosto).

No Plano Nacional Energia e Clima 2021-2030 (PNEC 2030)

e no RNC 2050 (Roteiro para a Neutralidade Carbônica 2050),

o aproveitamento da biomassa para usos energéticos veio a

merecer acrescida relevância. Estes dois importantes documentos

estratégicos pretendem ser um guia para a redução dos

GEEs, definem contribuições, políticas e medidas para cumprir

compromissos internacionais, promovendo a penetração das

energias renováveis, e a contribuição da eficiência energética

e outras soluções. Metas ambiciosas foram estabelecidas de

forma a colocar Portugal na vanguarda de um desenvolvimento

sustentável e amigo do ambiente, sem perda de competitividade

e potenciando o aumento do bem-estar da população. Uma

síntese dessas medidas e outras iniciativas foi publicada no

artigo: An approach to energy and climate issues aiming a carbon

neutrality; publicado na Renewable Energy Focus. Verifica-se

que os principais instrumentos de política nacional para o clima

e a energia estão alinhados para as próximas décadas.

Em relação às metas para Portugal em termos de energia e

clima, o atingido em 2020 e o previsto para 2030, na generalidade

foram ultrapassadas as metas para 2020.

52 www.REVISTABIOMAIS.com.br


O PNEC 2030 destaca a valorização energética da biomassa

florestal como um elemento-chave na criação de valor no

setor florestal. Verifica-se também que no que se refere a novas

centrais a biomassa, a produção exclusiva de eletricidade será

tendencialmente abandonada (reduzida eficiência e baixa

rentabilidade). É atualmente promovido o recurso à instalação

de pequenas centrais térmicas descentralizadas a biomassa

que colocam menos pressão em termos de disponibilidade de

biomassa e no sistema energético.

No que se refere ao aproveitamento da biomassa, essencialmente

de base florestal, para usos energéticos, no PNEC 2030,

são de realçar os seguintes objetivos que têm linhas de atuação

e medidas de ações relacionadas preconizadas:

• Objetivo 3. Reforçar a aposta nas energias renováveis e

reduzir a dependência energética do país;

• Objetivo 6. Promover uma agricultura e floresta sustentáveis

e potenciar o sequestro de carbono;

• Objetivo 5. Promover a mobilidade sustentável;

• Objetivo 7. Desenvolver uma indústria inovadora e

competitiva.

Relativamente ao RNC 2050, no domínio da biomassa, existem

as seguintes expectativas/metas:

• Em 2030-2040 o uso da biomassa para a energia no setor

industrial quadruplicará;

• Em 2020-2050 o uso de biomassa no setor residencial

será de 25%.

Mais especificamente e ainda relacionado, no caso das

florestas temos:

1. Área ardida total: 64 a 91 mil ha/ano (2020-2030);

68 a 89 mil ha/ano (2030-2040); 68 a 87 mil ha/ano

(2040-2050);

2. Em 2040-2050, a florestação esperada é de 3,5 a 8 mil

ha/ano;

3. Espécies florestais em 2040-2050: sobreiro, 23%/25%;

eucalipto, 16%/20%; pinheiro, 22%/25%;

outras, 31%/37%.

Em termos de legislação e outra documentação relacionada

podem ser indicados alguns exemplos:

• DL n.º 5/2011 de 10 janeiro (alterado pelos DL’s n.º

179/2012, n.º 166/2015 e n.º 48/2019) - Medidas destinadas a

promover a produção e o aproveitamento de biomassa florestal;

• DL n.º 64/2017 de 12 de junho (alterado pelo DL n.º

120/2019 de 22 de agosto) -Aprova o regime para novas centrais

de biomassa florestal;

• RCM n.º 163/2017 de 31 de outubro – Aprova o Plano

Nacional para a Promoção de Biorrefinarias;

• RCM n.º 183/2021 de 28 de dezembro – Aprova o Plano de

Ação para a Bioeconomia Sustentável – Horizonte 2025;

• RAsRepública n.º 71/2018 de 19 de março – Recomenda

ao Governo que desenvolva um programa de promoção da

utilização de biomassa agroflorestal para autoconsumo;

• RAsRepública n.º 73/2018 de 20 de março – Recomenda

ao Governo a criação de um programa para redução e controle

da biomassa florestal;

• RAsRepública n.º 42/2021 de 3 de fevereiro – Recomenda

ao Governo a reformulação do modelo de apoios públicos a

atribuir às centrais de biomassa florestal em função da utilização

sustentável e ecológica da biomassa florestal residual,

condicionando a emissão de licença de exploração das novas

centrais ao cumprimento de rigorosos padrões ambientais e de

sustentabilidade.

A nível europeu, podem ser indicadas as seguintes Diretivas:

• Diretiva (UE) 2015/1513: define medidas que procuram

limitar a utilização de biocombustíveis de 1.ª geração e, visam

promover a utilização de biocombustíveis avançados, produzidos

a partir de matérias-primas alternativas, na sua maioria

matérias residuais, nas quais se incluem biomassas residuais

florestais e agrícolas;

• Diretiva (UE) 2018/2001: estabelece o regime jurídico relativo

à promoção das energias renováveis (REDII). A RED II.

DESAFIOS

Vários são os desafios que se colocam ao uso da biomassa

lignocelulósica para a energia como contributo para a descarbonização

da economia, independência energética, segurança

de abastecimento, através do seu uso diversificado para a

produção de energia, dos quais podemos destacar:

• Nem toda a BFR poderá ser aproveitada para produção

de energia devido às limitações ambientais, físicas, logísticas,

humanas e mesmo materiais. A viabilidade econômica para

o seu aproveitamento está diretamente relacionada com as

características da própria biomassa (exemplo: baixa densidade

e elevado teor de humidade), às condições orográficas do território

(limitações de acessibilidade, elevados custos de extração

e de transporte), à pequena dimensão da propriedade, maioritariamente

privada, de gestão fragmentada, com elevado grau

de abandono e sem economias de escala;

• Uma quantidade muito significativa desta biomassa já tem

escoamento para centrais termoelétricas a biomassa, dedicadas

e de cogeração, já instaladas, apontando-se assim, que a biomassa

utilizável (disponível para utilização) corresponda a uma

parte da biomassa florestal potencial;

• A utilização da biomassa florestal deve obedecer a

critérios de sustentabilidade já estabelecidos a nível europeu

e nacional (exemplo: Diretiva RED II), sendo importante que o

aproveitamento da biomassa seja realizado de modo sustentá-

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

53


ARTIGO

vel, sem comprometer as mais-valias ambientais associadas;

• No que toca à biomassa residual resultante da atividade

agrícola e da indústria agroalimentar, existem limitações para

a utilização energética devido à diversidade de matérias-primas,

à sazonalidade, às quantidades disponíveis, à localização

geográfica, e à densidade, entre outros aspectos;

• A dinamização do aproveitamento da biomassa residual

florestal deve considerar os principais intervenientes ao longo

da cadeia de abastecimento, sendo ainda necessário a dinamização

e a flexibilização de modelos de gestão agrupada, e uma

maior articulação entre todos os intervenientes;

• A logística de recolha, o transporte, o tratamento e a distribuição

da biomassa, são fatores a considerar em projetos de

valorização de biomassa para a produção de eletricidade nas

centrais, uma vez que as poderão inviabilizar;

• Necessidade de que a futura RED III acomode as especificidades

nacionais relativamente às condições de apoio dos

Estados Membros à energia produzida a partir de BFR, bem

como, assegurar a maior estabilidade possível no quadro legal

em desenvolvimento;

• A produção de biomassa deve, em primeiro lugar, não

colidir com a função alimentar, ser sustentável, evitar distorções

no mercado agroalimentar e, por último, a eficiência na sua

utilização deve ser garantida através da aplicação dos princípios

da economia circular e das melhores opções de utilização

em cascata;

• Existe um fator limitativo na utilização das renováveis em

geral que também se aplica na utilização da biomassa para a

energia: a reduzida disponibilidade de pontos de receção na

rede.

OPORTUNIDADES

Com base em tudo o que foi relatado atrás, podem ser perspectivadas

algumas oportunidades de otimização do papel da

biomassa na transição energética, que podem ser sintetizadas

como se segue:

• Ir ao encontro da nova estratégia para a biomassa de

substituição de apoios públicos à produção dedicada de

eletricidade e apoio apenas a projetos que envolvam também

energia térmica, em zonas com risco elevado de incêndio (DL

n.º 64/2017 de 12 de junho alterado pelo DL n.º 120/2019 de

22 de agosto), nomeadamente em zonas em que as linhas de

gás natural não existam, de forma a ajudar na descarbonização

dessas zonas;

• Considerar a instalação de sistemas híbridos que permitem

a complementaridade entre formas de energia (elevada

flexibilidade e melhor aproveitamento dos recursos), nomeadamente,

por exemplo, biomassa e energia solar: aumento

da produção anual de eletricidade por permitir um regime de

operação contínuo (24h) minimizando o número de arranques

e paragens da turbina a vapor, o que melhora a eficiência,

prolonga o ciclo de vida dos equipamentos e diminui os custos

de manutenção;

• No setor do aquecimento e arrefecimento, aproveitar o

incentivo do uso de tecnologias de elevado potencial e eficiência,

como caldeiras a biomassa, como complemento ao solar

térmico;

• Gestão do material combustível sob as linhas aéreas

de alta e média tensão, e as faixas de gestão de combustível

(instalação e manutenção obrigatória de faixa envolvente com

largura mínima >100m (metros) - exemplo parques e polígonos

industriais -;

• Peletização de cinzas de centrais de biomassa e reintrodução

na floresta (economia circular);

• Conversão da biomassa em produtos de alto valor acrescentado

(bioprodutos e biomateriais) e noutras formas de energia

com diferentes usos finais (biocombustíveis) se estratégico

para determinadas situações;

• Instalação de povoamentos de curta rotação com base em

espécies de elevada produção biomássica (exemplo: eucalipto,

salgueiros ou choupo) ou de culturas energéticas (exemplo:

cardo, miscanthus ou o capim-elefante) para fornecimento de

elevadas quantidades de biomassa a baixo custo se houver

54 www.REVISTABIOMAIS.com.br


viabilidade econômica e ambiental;

• Redesenhar as cadeias de abastecimento da biomassa

florestal (recolha, processamento e transporte) para redução

dos custos logísticos e aumento da quantidade e diversidade

de fontes de biomassa florestal;

• Aproveitamento da biomassa residual (florestal, agrícola

ou outra) como forma de oportunidade de valorização do mundo

rural e contribuição ativa para a redução dos riscos associados

à floresta (incêndios, pragas e doenças);

• Produção de metanol renovável a partir de matéria orgânica

proveniente de vários tipos de biomassa por fermentação

ou gaseificação obtendo-se um novo vetor energético de fácil

armazenamento e distribuição;

• Avançar para abordagens diversificadas e transetoriais e

monitorizar e melhorar a informação referente a todas as atividades

que utilizem biomassa florestal (RCM n.º 183/2021 de 28

de dezembro);

CONCLUSÕES

São muitos os desafios, mas são também muitas as oportunidades

identificadas para a valorização energética da biomassa

lignocelulósica e o seu contributo para a descarbonização.

Acresce ainda que o setor europeu de bioenergia é líder global

em tecnologias renováveis com mais de 800 mil empregos e

mais de 50 mil empresas em toda a cadeia de valor.

Verifica-se que existe uma nova estratégia para aproveitamento

energético da biomassa lignocelulósica: abandonar

apoios públicos à produção dedicada de eletricidade e apoiar

apenas projetos que envolvam também energia térmica e em

zonas com risco elevado de incêndio.

Tendo em consideração os recursos biomássicos, em particular

de biomassa de base florestal, a capacidade já instalada

em sistemas de valorização energética a biomassa, o desenvolvimento

de tecnologias emergentes e os instrumentos legais já

existentes e os previstos, é possível afirmar que estão reunidas

as condições para potenciar a utilização deste recurso como um

vetor importante na transição energética em Portugal.

Link de acesso:

https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/41521/1/Biomassa

%20lenhocelul%C3%B3sica%20para%20a%20energia%20

-%20contributo%20para %20a%20descaboniza%C3%A7%-

C3%A3o%20e%20oportunidades.pdf


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AGENDA

OUTUBRO 2022

BRAZIL WINDPOWER

Data: 18 a 20

Local: São Paulo (SP)

Informações: https://www.brazilwindpower.com.br/

pt/home.html

DESTAQUE

NOVEMBRO 2022

SIMPOS2022 -

SIMPÓSIO BRASILEIRO DE

PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FLORESTAIS

Data: 8 a 11

Local: Curitiba (PR)

https://simpos2022.galoa.com.br

XIV ENCONTRO ANUAL DO MERCADO LIVRE

Data: 22 a 25

Local: Transamerica Resorte Comanduatuba (BA)

Informações: https://www.encontromercadolivre.com.br/

pt/home.html

BRAZIL WINDPOWER

DEZEMBRO 2022

XV CODORNADA FLORESTAL

Data: 7 e 8

Local: Curitibanos (SC)

https://codornadaflorestal.com/

MARÇO 2023

EXPOCANAS 2023

Data: 29 a 2 de abril

Local: Nova Alvorada do Sul (MS)

Informações: https://expocanas.com.br/index.php/contato

Data: 18 a 20

Local: São Paulo (SP)

Informações: www.brazilwindpower.

com.br/pt/home.html

Há 12 anos, o Brazil WindPower mostra a cada

edição o potencial de networking e de impacto de

marca perante o mais alto escalão do setor eólico

nacional e internacional, promovendo encontros e

negócios entre centenas de profissionais do setor

em três dias de evento. Este ano, em sua estreia

no formato híbrido, o tema principal será: Setor

eólico em expansão e aliado à novas tecnologias;

o caminho para um futuro net zero.

56 www.REVISTABIOMAIS.com.br


29 DE NOVEMBRO

ÀS 19 HORAS

E D I Ç Ã O

VEM AÍ!

A N O S

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OPINIÃO

Foto: divulgação

CRISE GLOBAL GERA

OPORTUNIDADES PARA

PRODUÇÃO DE ALIMENTOS

D

iante de tantas crises globais, tão agudas e de

natureza tão diversa, temos ao mesmo tempo uma

enorme janela de oportunidades pela frente: precisamos

transformar as crises na proposição de um

novo diálogo, em um Pacto Global do Alimento, que defina

como os povos tropicais vão poder colaborar nas principais

agendas da humanidade enfrentadas hoje.

Isto é bem possível. Juntos já vencemos etapas importantes.

Superamos todas as expectativas ao deixar a condição

de importadores de alimentos para ser um player central da

segurança alimentar planetária. Alimentamos, hoje, quase 1

bilhão de pessoas. A miséria e a fome se agravaram. Temos as

tecnologias, mas é preciso fazer com que cheguem às mãos

de quem precisa. Existem 4,5 milhões de famílias ainda excluídas

dos avanços do conhecimento e das tecnologias. Não

temos o direito de esconder essa realidade no biombo dos

834 mil produtores altamente tecnificados, grande parte já

inseridos na agenda da sustentabilidade. Precisamos avançar.

Segundo Durval Dourado Neto, diretor da ESALQ/USP (Escola

Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/USP), que esteve

conosco no final de setembro no Fórum do Futuro, é possível

estruturar modelos de governança de políticas públicas e

privadas que permitam ao Brasil alimentar mais 1 bilhão de

pessoas sem desmatar. A intensificação do sistema produtivo

(fazer mais em um espaço de terra menor) é o grande segredo,

sendo que o foco seria organizar essa proposição numa

visão de Estado, de acordo com o especialista.

A ideia central é fazer um plano de ação de política pública

para atender a demanda mundial no que diz respeito à

segurança alimentar sem a necessidade de desmatar nenhum

hectare. Seguindo essa linha de raciocínio, o presidente do

CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e

Tecnológico), Evaldo Vilela, também defende que o principal

desafio está em democratizar e disseminar o uso do conhecimento

e das ferramentas tecnológicas entre os produtores.

A questão da agricultura e da produção sustentável está ao

alcance de todas as universidades que, de alguma maneira,

contribuem para uma produção que respeita os biomas.

DESAFIOS

Diretor geral do Fórum do Futuro, Márcio Miranda, destacou

a difícil missão de articular todos os atores envolvidos no

sistema de produção alimentar brasileiro com a agenda ESG,

que pauta cada vez mais a governança dos negócios do setor.

“O mundo está em acelerada transformação ao mesmo tempo

em que vive crises no campo civilizatório que vão impactar

decididamente a forma como produzimos e consumimos

alimentos. As cadeias produtivas e os mercados serão cada

vez mais influenciados por estas pautas civilizatórias, nas

chamadas bio based societies”, afirmou Miranda.

Outro bom exemplo vem da UNIR (Universidade Federal

de Rondônia), que desenvolve ciências em prol de Rondônia e

região. Com projetos e trabalhos na perspectiva da agricultura

e do desenvolvimento sustentável local, a instituição possui

cerca de 26 programas de pós-graduação, que contribuem

para práticas mais sustentáveis na agropecuária, onde o Estado,

que é bastante forte nessa cadeia, enfrenta um problema

muito sério sobre a questão ambiental e unidades de preservação,

que estão sob ameaça.

Além da questão do reflorestamento, existe a dificuldade

de desenvolver tecnologias que permitam processos mais

sustentáveis nas cadeias produtivas. Sem dúvidas, é um

grande desafio para Rondônia, junto a universidade, que tem

tentado fortalecer as linhas de pesquisa para mostrar que

existem alternativas.

Por Alysson Paolinelli

Agrônomo e presidente do Instituto Fórum do Futuro. Foi ministro da Agricultura e

presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

Foto: divulgação

58 www.REVISTABIOMAIS.com.br


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