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01 Meus Dois Federais (Série Amor Trilateral) - Thais Rocha 2

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Meus Dois Federais

Por Thais Rocha

Da Série Amor Trilateral

Livro 1

Romance Erótico


Copyright © 2018 Thais Rocha

Todos os direitos reservados. Esta obra ou qualquer parte dela não pode ser

reproduzida ou usada de forma alguma sem autorização expressa, por escrito,

do autor. Exceto breves citações com atribuições e a propósito de promoção

da mesma.

1° edição, 2018

Autor: Thais Rocha

Capa: Fernanda Gomes

Romance Erótico não indicado para menores de 18 anos por conter teor

sexual explícito e linguagem inadequada .

Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas (vivas

ou mortas), lugares, factos ou situações da vida real terá sido mera

coincidência.

“Não fomos feitos para voar, mas também não fomos impedidos de tentar

alçar voo.”

Para todas às minhas leitoras mais que incentivadoras.

Thais Rocha / Tatalili34

Sumário

Capítulo 1: Cansada da vidinha chata.

Capítulo 2: Surpresa no shopping.

Capítulo 3: Contando para as amigas.

Capítulo 4: #Dane

Capítulo 5: É hoje!!!


Capítulo 6: E no banheiro...

Capítulo 8: O brother do Dane.

Capítulo 9: Gargalhadas e Olhares.

Capítulo 10: Uma devassa dentro de si.

Capítulo 11: OMG! OMG! OMG!

Capítulo 12: “Minha Menina”

Capítulo 13: Excluido da jogada.

Capítulo 14: Testosterona demais.

Capítulo 16: Papo Gostoso.

Capítulo 17: Espiando.

Capítulo 18: Laço Formado.

Capítulo 19: Me Deixa Louca

Capítulo 20: Entrega Total.

Capítuo 21: Montanha Russa.

Capítulo 22: Precisamos Conversar.

Capítulo 23: “Não”.

Capítulo 24: Entre Pensamentos.

Capítulo 25: Amor Paterno.

Capítulo 26: Sua Nininha.

Capítulo 27: Boa Viagem.

Capítulo 28: Atitudes Tendenciosas.

Capítulo 29: Amanhã.

Capítulo 31: Poliamor?

Capítulo 32: Comer ou Comer?

Capítulo 33: Gosta de Chocolate?

Capítulo 34: Tudo tão sem cor.

Capítulo 35: Operação Pirata.

Capítulo: 37 Sonhos e Pesadelos.

Capítulo 38: Se Manca.

Capítulo 39: Ver Para Crer.

Capítulo 40: O Reencontro.

Capítulo 41: Exaustos.

Capítulo 42: Dias Normais.

Capítulo 43: Despedida.

Capítulo 44: Entre arrumações, exageros e desejos.


Capítulo 45: Plenitude.

Capítulo 46: Prazer, seu Silva.

Capítulo 47: Afinidades.

Capítulo 48: Surpresas.

Capítulo 49: Energia.

Capítulo 50: Isso é real?

Capítulo 51: Lua de mel e algo mais...

Capítulo 52: Uma avalanche repleta de emoções.

Capítulo 53: SST.

Bônus

EPÍLOGO


Introdução

Ela era só mais uma menina normal e sonhadora, até se permitir... E

ao se permitir, descobriu algo melhor do que só viver uma história de amor

quente e previsível. O desconhecido pode ser complicado, porém não

impossível. Ao conhecer o proprietário de olhos azuis hipnotizantes em um

shopping, não sabia que sua vida estava prestes a valer a pena. E tudo se

torna ainda mais avassalador quando o melhor amigo dele entra em cena.

Surge desse encontro um sentimento tão intenso, forte e puro que seria

impossível não idealizar suas vidas juntos. Diferente, inimaginável e até

inconcebível. Palavras que vão perdendo o valor a partir do momento que

começamos a entender o amor deles e respeitar suas escolhas.

E se nascemos para amar, por que nos definir em apenas um único

amor? Somos grandes e autorais, podemos escrever nossa própria história. O

seu feliz para sempre é você quem faz, não depende de gênero, quantidade,

cor ou se é ou não “moral” às vistas dos outros. O respeito ao próximo é

essencial, porém o próximo também tem que lhe respeitar e isso só

conseguimos, quando nós respeitamos acima de tudo nossos sonhos, nossos

amores, nossos sabores.

Somos o que somos e nosso “Feliz para sempre” nos espera.

Paulina fez o seu!

E você?


Capítulo 1: Cansada da vidinha chata.

E mais uma vez, começa tudo de novo. Como dizia minha vó

“Vira o disco e toca a mesma". O despertador não se cala. Levantar, tomar

banho, escovar os dentes, pentear os cabelos, pega uma maçã e vai. Assim

começa mais um dia na vida de Paulina, vulgo Nininha para os íntimos, e isso

quer dizer seu amado pai e suas fiéis escudeiras Larissa (Lary) e Bruna

(Vaca).

Lary fazia agronomia na Rural e Bruna, bom, Bruna era Bruna "mui

louca" como dizia o garçom preferido das meninas do bar Balacobaco's.

Nininha era muito diferente de suas amigas, mas se encaixava bem

nesse trio de amizade, era a responsável, mesmo com sua pouca idade,

trabalhava como "sacoleira" vendendo os mais diversos segmentos de

produtos femininos para ajudar seu pai, porque sua pensão como policial

aposentado não dava nem para os remédios.

Passou para faculdade pública, cursa o primeiro ano de Técnico em

informática (TI), vejam só, logo ela que odeia tudo e qualquer coisa de

tecnologia, mas optou por essa por parecer ser uma profissão de retorno

financeiro rápido e mais acessível.

A verdade é que ela queria mesmo é viver de suas telas, de sua arte

em um lugar tranquilo e...

Ela interrompe sua divagação ao som de seu celular.

— Ai merda! Cadê este telefone maldito. — Diz procurando o celular


na bolsa. — Ah! Achei!!!!

— Oi? — Atende Nininha.

— Faaaaaala Vaca — Diz Bruna.

— Claro, é você... Bom dia para você também, isso se você dormiu

né... — Nininha diz com um sorriso cínico e se apertando na van.

— Aaaaaaaaaaaahhhhh amigaaaa não dormi um minuto se quer, e

digo mais, desejo a você uma noite como esta que tive OMG! — Disse Bruna

entre suspiros.

— Cruz credo Bruna, Deus que me livre de suas loucuras, além do

mais eu não teria coragem de passar a noite com um completo desconhecido.

Você tem que tomar cuidado, já disse e...

Bruna corta Nininha dizendo:

— Blá blá blá eu sou uma santa, blá blá blá blá eu vou pro céu, blá blá

blá blá blá chata pra caralho, eiii estou ligando apenas para dizer que

sobrevivi, porque você pediu, então volta aí para essa vidinha chatinha que

você curti ok! Te amo vaca! Tchau!

— Caramba... Ei, Bruna?... Merda desligou na minha cara??! —

Falou Nininha indignada.

Ela olhou para os lados e os outros passageiros estavam a olhando, e

pensou, será que eles ouviram? Ai que vergonha!

Chegou à faculdade, na aula Nininha não conseguia se concentrar,

ficava repassando as palavras de Bruna em sua cabeça sobre sua vidinha

chata. Sim ok, a vida dela até poderia ser chata, mas... Ahhh!!! Se suas

amigas soubessem de suas viagens literárias, seus pensamentos e desejos

obscuros. O que ela podia fazer, ela nunca teve a oportunidade de vive-los,


ou, será que na verdade ela nunca se permitiu realiza-los.

Bom, essa era uma questão que ela começava a analisar de uma nova

maneira, na verdade ela precisava.

— Ei Paulina, viajando em outro plano de novo, assim você perde a

matéria. — Disse um colega zombeteiro, tirando-a de seus pensamentos.

Ainda ouviu os burburinhos ao fundo de outros colegas, dizendo

coisas do tipo deixa ela, esse é seu estado natural no mundo da lua, louca.

(Risos)

Aff!!! Merda, merda e merda.

Tá na hora de me permitir, mas como?

Queria ter uma oportunidade, quero ser a mulher de meus

pensamentos.

Ai Deus, dá uma ajudinha ai!


Capítulo 2: Surpresa no shopping.

Enquanto andava pelos corredores do shopping, após receber

pagamentos de mercadorias que vendeu, Nininha quitou algumas contas e

decidiu descansar na praça de alimentação. Comprou um milk shake que

provavelmente seria seu almoço e começou a ler seu e-book. Algum tempo

depois ela percebeu dois olhos azuis fixos nela.

#Nininha narrando.

Quando percebi aqueles olhos azuis lindos olhando fixo para mim, e

uma boca maravilhosa, eu automaticamente imaginei minha língua naqueles

lábios. Minha respiração ficou ofegante e por um nanosegundo, imaginei

escutar o som das batidas do meu coração nos alto falantes do shopping,

balancei a cabeça como se para limpar aquela imagem profana e quando ia

tentar articular alguma palavra... Vejo aquela boca perfeita se movendo, e

falando, e falando comigo, OMG!

— Perdida em pensamentos? — Disse aquele ser indescritível à

minha frente.

— É... ou... Hum, quando você apareceu? Digo, em que momento

você se sentou na minha mesa? E, aliás, quem te deu permissão para tal

coisa? — Eu disse meio atordoada.

— Bom "senhorita”, se a senhora fosse mais educada ou menos surda,

ou melhor, se não estivesse tão mergulhada em sei lá o quê, que você está


lendo, poderia ter percebido minha chegada e meu pedido educado para

sentar à mesa. De acordo com a sua falta de educação em não me dar atenção

e ao fato da praça de alimentação estar praticamente lotada, decidi ser um

ogro e me sentar. — Disse o petulante à minha frente, com um sorrisinho de

lado que me deixou louca.

Como pode eu me sentir assim por um total desconhecido, ok ele é

gatooo, mas eu nunca fui esse tipo de garota que se derrete por este tipo de

homem. Decidi fazer minha melhor cara de paisagem e disse:

— Tá você pode se sentar, afinal a mesa é pública e eu não posso

escolher com quem sentar, mas, por favor, não atrapalhe minha leitura tudo

bem?

Voltei a minha leitura, e mesmo percebendo que aquele par de olhos

azuis não deixava de me olhar, tentei me concentrar na história, que afinal

estava quente.

De vez enquando, levantava o olhar só para dar de cara com aquele

par de olhos até sentir minha bochecha arder e aí desviava o olhar e voltava

para leitura.

Passado uns trinta minutos, irritada com o voyeur à minha frente,

baixei o celular na mesa, com mais força do que pretendia, perguntando:

— Cara, o que você quer, hein?

— O que foi? Não posso admirar uma mulher bonita? E hã, estou

curioso, essas suas bochechas rosadas são porque estou te admirando ou você

está lendo um desses romances picantes? — Disse sorrindo o atrevido.

— Hã??!?! O quê?!? Você... Está... Olha... Você é um atrevido sabia

— Disse ela se inclinando sobre a mesa em direção a ele.

Ele por sua vez pega uma batata perdida na bandeja, leva à sua boca,

e como se soubesse o efeito que fazia, mastiga demoradamente e lentamente

vai se inclinando sobre à mesa, também em direção a ela e diz com uma voz


rouca e sexy:

— Aproveitando que estamos iniciando uma conversa, me diz, o que

uma mulher tão interessante e bonita como você, está fazendo sentada

sozinha em uma praça lotada, apenas lendo um livro e não interagindo com

às meia dúzias de homens que queriam mais não tiveram coragem de sentar e

falar com você?

No pequeno tempo que tico e teco se situaram, ela percebeu que

estava olhando com gula à boca daquele homem e se ligou na pergunta que

ele fez, sem graça e com o rosto vermelho de vergonha, Nininha se ajeitou na

cadeira e procurou uma resposta para lhe dar.

— Veja bem, nós não nos conhecemos e não tenho o porque de

responder suas perguntas ou falar sobre minha vida social, e para terminar

esta "conversa" fique à vontade na mesa, é toda sua, tenha um ótimo dia ou

não, pouco me importa, fui!

(...)

No momento em que ela terminou de dizer às palavras olhou

debochada para ele e viu aqueles olhos azuis se transformarem em uma

tempestade tropical, deixando-a ao mesmo tempo intrigada e com medo.

Assim ela logo se levantou e foi embora em direção ao banheiro feminino.

Entrando no banheiro que estava vazio, parou diante à pia lavou as

mãos, e levou-as ao rosto, como se isso fosse esfriar seus Pensamentos, se

olhando no espelho ela pensou “o que foi isso, s.e.n.h.o.r”?” Ele disse que

sou interessante e bonita?! Não, não pode ser, não um homem lindo como ele

falando para uma mulher como eu não é possível, ou é, Aiaiai e se for? Eu

estraguei tudo como sempre. Talvez essa tenha sido a resposta às minhas

orações e eu desperdicei.

Abaixando a cabeça e novamente lavando as mãos, ela se acalmou,

decidiu ir direto para casa, falaria com suas outras clientes depois. Saiu do


banheiro e foi caminhando em direção à saída, os corredores do shopping não

estavam tão cheios como a praça de alimentação. Para cortar caminho ela se

direcionou para às escadas, quando sentiu um puxão no braço...

— Opaa, me solta!! — Disse Nininha assustada e aos poucos

percebendo de quem se tratava.

Apesar do susto, algo dentro dela vibrou de alegria e se derreteu

quando sentiu o ar quente saindo "daquela" boca, dizendo:

— Calma menina, eu só vim para dizer que sinto muito, às vezes sou

um ogro.

— HÃ... Ah... É... Que, que nada, eu também não fui muito sociável.

— Disse ela gaguejando ao notar o quão perto seus corpos estavam e o

quanto estava excitada com isso, não reconhecendo a resposta de seu corpo a

esse estranho.

Tentando se afastar um pouco, não conseguindo, desistiu e olhou para

cima em seus olhos, sentiu seu corpo cada vez mais próximo, pressionando o

dela cada vez mais na parede, ela viu seu rosto se aproximando levando

aquela boca na sua orelha dizendo:

— Menina, você não sabe o que está fazendo comigo... — Deu uma

mordiscada e continuou. —... Eu estou louco para beijar a sua boca, mas não

quero ser o ogro de antes... — Desceu pelo pescoço dela beijando, chegando

ao lado da sua boca, abriu os olhos fixou-os nos dela e como se estivesse

pedindo permissão foi se direcionando devagarinho até tocar os lábios com os

dela e terminou falando. — Então o que me diz, menina bonita?

Ela já estava a ponto de gozar só com sua voz, já não estava mais

pensando em nada.

Então ela inclinou o pescoço para melhorar o acesso à sua boca e

respondeu, praticamente gemendo, a única resposta que veio à sua mente:

— Eu quero, eu vou aaaaa... Por favor, me beija!


E com um gemido dolorido, ele agarrou os cabelos dela pela nuca

com as duas mãos e a beijou, fazendo o mundo inteiro desabar aos seus pés e

a levou a viajar para uma nova dimensão alucinante, de onde ela não gostaria

de sair nunca mais.


Capítulo 3: Contando para as amigas.

Em um breve momento no beijo, em que os dois buscavam por

oxigênio, ela balbuciou as palavras:

— E eu nem sei seu nome...

— Daniel. — Disse ele sugando seu lábio inferior e concluiu. — Mas,

pode me chamar de Dane, Paulina.

Ele continuou a beija-la.

Paulina mesmo anestesiada pelo beijo, logo percebeu que ele havia

dito seu nome, mas como, se ela em nenhum momento o disse.

— Como... Como você sabe meu nome, Daniel!?

Disse Nininha, experimentando o nome dele em seus lábios.

— Ah! — Ele colocou a mão no bolso e tirou um celular, o celular

dela. Ela pensou em como foi parar com ele?

— A propósito você o deixou sobre a mesa e eu vim à sua procura

para devolver. — Falou Dane sorrindo.

Com a cabeça a mil ela aproveitou a situação, e com um esforço sobre

humano se afastou daquele corpo quente e indagou:

— E quem te deu o direito de fuçar no meu celular e descobrir meu

nome, seu, seu... Aff, seu mal educado, atrevido.

Dane tentou se manter firme diante da insistência dela em empurra-lo

longe e foi dizendo ao mesmo tempo em que tentava encostar mais ainda ela

na parede:

— Calma, calma menina bonita, eu queria saber seu nome só isso, e

uma forma de lhe devolver o aparelho, por isso tive que fuçar. Não deu


trabalho, já que não havia nenhuma senha, algo difícil de encontrar hoje em

dia.

Nininha conseguiu se esquivar dele, atordoada pegou seu celular e foi

embora subindo às escadas dizendo:

— Você é louco! Isso é uma loucura, eu não sou esse tipo de garota.

Quando ela ia virando o primeiro lance da escada o ouviu chamar seu

nome, e como se a voz dele fosse à única voz a que seu corpo respondesse,

ela parou e virou para olhar.

— Paulina! Eu adicionei o meu número no seu telefone, assim se você

quiser continuar essa "conversa" me manda um oi. — Dane deu uma piscada

de olho, que fez Nininha bambear, mas ela fugiu.

#Nininha

Daí me virei e vim para casa, e no caminho liguei para vocês e enfim,

estamos aqui falando sobre esse meu dia maluco, Nininha disse às amigas

Lary e Bruna. Depois se levantou da cadeira e foi guardar a garrafa d’água na

geladeira.

— Tô bege amiga, não sei o que dizer, quer dizer, tem certeza que

isso tudo não foi um sonho? — Lary disse se esquivando de uma caixa de

fósforos que Nininha jogou na sua direção, olhou para Bruna que estava de

boca aberta e sem respirar, perguntando:

— E aí Bruna diz alguma coisa, o que você achou disto tudo, anda,

respire e responda plis!?

Bruna olhou, ainda de boca aberta, de Lary para Nininha e de Nininha

para Lary, deu um suspiro e falou:

— O que você está esperando para ligar para ele? Se ele só com a voz


te deixou louca e com um beijo te levou para o espaço, imagine o que ele fará

com o pinto dele dentro de você?!?!

A filha da mãe disse isso se derretendo toda na cadeira como se

estivesse sentindo tudo o que falava.

— Que isso Bruna, você é uma pervertida! E fala baixo que meu pai

está na sala, tá doida é?

Ri ao responder e continuei:

— Ora Bruna até parece que você não me conhece, você acha mesmo

que eu vou simplesmente pegar meu celular ligar para Dane, um total

desconhecido, e dizer “oi tudo bem, a propósito nós deveríamos terminar o

serviço, fazer aquilo que se faz após um beijo quente, que você acha

querido?” Ah faça-me um favor!

Lary e Bruna começaram a rir alto, fiquei chateada e disse agora

vocês estão rindo da minha cara?! Muito obrigada grande amigas vocês são.

— Desculpa Nininha. — Disse a Lary ainda aos risos e continuou. —

É que as palavras que você usa... Parece uma velha.

— Que palavras, como assim? — Falei perplexa.

—"Terminar o serviço". "Fazer aquilo”... "Beijo quente"... — Ouvi

Bruna repetir aos risos as palavras que disse dando ênfase a cada uma.

Droga!

Sai praticamente batendo o pé em direção ao meu quarto, antes que eu

fizesse duas galinhas ao molho pardo para o jantar. Meu pai notou minha cara

distorcida ao passar pela sala e veio perguntar o que ouve, tentei disfarçar e

disse que as meninas estavam fazendo uma brincadeira de mau gosto.

Sorrindo, meu pai pôs a mão no meu ombro e disse que eu precisava parar de

ser tão literal e relaxar um pouco. Pronto, agora até meu pai tirando sarro de

mim.

Entrei no quarto e me joguei na cama, ouvi as meninas entrarem logo


depois e se desculpando por rirem de mim, me virei olhando para elas e disse

firme:

— Acho que vocês estão certas, eu vou dar um jeito na minha vida, eu

estou cansada de ser tachada como chata e velha. Vou mudar... Preciso, um

pouco pelo menos.

— Ótimo! Cadê seu celular? Vamos mandar uma mensagem para

Dane marcando um encontro, que tal? — Disse Lary sorridente.

— Você tá louca? — Eu falei tentando tomar o celular da mão dela.

— Vê? Você não disse que ia mudar? — Se meteu Bruna pegando o

celular também, e continuou dizendo. — Esse é um ótimo motivo para

começar a mudança.

— Não! Me dá isso aqui. — Puxei o telefone das mãos delas caindo

para traz na cama, rindo horrores com elas.

Consegui convence-las de que já estava tarde de mais e que amanhã

era um novo dia e iria pensar melhor sobre como falar com o Dane de novo.

Levei as duas no portão, e me despedi.

Quando ia entrando em casa ouvi o grito de Bruna se acabando de rir

e dizendo:

— Nininha, dorme com Deus e sonhe com "Dane"!

— Muito engraçado e original. — Retruquei e fechei a porta, mas no

fundo sabia que ela estava certa, com certeza eu sonharia com ele.


Capítulo 4: #Dane

Sentado num quiosque em frente à praia, Dane pega sua

garrafa de cerveja e leva à boca, depois, passa a língua sobre os lábios

recordando a boca que eles tocaram.

— Ei meu brother, tá tentando seduzir o mar? — Dando um tapinha

no ombro de Dane, seu amigo Leonardo senta ao seu lado.

— Fala ai cara, tá me gozando, quer apanhar? — Disse Dane

sorrindo.

— Aaa perae, tá nervoso por quê? Hum! Será porque você não tira da

cabeça a gatinha solitária da praça de alimentação? — Disse sorridente o

amigo.

— Muito engraçado Léo, vamos parar por aqui.

— Dane de boa, você não acha que está fazendo muito drama, já se

passaram dois dias que você beijou essa garota, e não ligou para ela, e fica aí

com essa cara de quem está pensando em sacanagem o tempo todo, e aposto

que deve estar com uma ereção dolorida. — Disse Léo rindo e pedindo uma

cerveja para o garçom.

— Porra, nem brinca, não consigo mesmo tirar a imagem dela da

cabeça, parece uma droga, quanto mais eu penso... Mais eu penso, merda!

Dane deu um gole na sua cerveja e pediu outra enquanto ouvia Léo

dizer:

— Então brother é simples, você não pegou o número do telefone dela

quando fuçou seu celular, é só ligar, levar ela pra dançar e beber algo e aí...

Aí você corre pro abraço, ou melhor, se quiser vou contigo, podemos


convence-la de uma festinha a três, você sabe nenhuma mulher resistiu ao

nosso charme até hoje.

— Babaca! — Disse Dane dando um tapa no peito de Léo. — Vamos

parando com esse assunto, Paulina não é esse tipo de garota, ela é, é... Não

tenho palavras para descrever o que ela é. Humpf!!

— Bom irmão, só tenho uma coisa pra te dizer, você tá gamadinho,

nunca pensei que fosse ver isso, pois bem, antes você do que eu, agora se

você quiser uma opinião do seu brother aqui, se adianta logo, pois só temos

mais uma semana de folga e logo voltamos para às atividades na fronteira.

Tente levar e deixar uma lembrança ainda melhor do que só um beijo.

Fuiiiiiiii!!

#Dane

Léo se levantou pegando sua cerveja e foi em direção a uma linda

morena e me deixou ali sozinho. Em outro tempo eu já estaria arquitetando

uma maneira de chegar junto deles e junto com Léo levar a morena ao

paraíso. Mas por que não? Simplesmente porque aquela morena não era

Paulina, doce e arisca ao mesmo tempo, com aqueles longos cabelos

ondulados com cor de cobre, implorando para eu enfiar minhas mãos e

mostrar a ela o quanto me deixou perturbado, merda mil vezes merda!

Será que Léo tá certo, será que eu me apaixonei assim, à primeira

vista, eu!? Só rindo mesmo.

Numa coisa ele está certo, eu não posso ir embora com apenas a

lembrança de um beijo, e que beijo, eu a quero, quero me enrolar nela, me

afundar em seu corpo, possuir cada pedaço daquele corpinho, até não me

restar mais forças, quem sabe assim matando a vontade ela sai dos meus

pensamentos.

Dane continuou à olhar o mar sorrindo de seus pensamentos e disse

para si mesmo:


— Se ela não me ligar até o fim de semana eu vou ligar, e seja o que

Deus quiser! Contanto que ela seja minha.

#Léo

Enquanto acompanhava a bela morena no banheiro, fiz sinal para meu

amigo Dane, sem ela perceber, para que se juntasse a gente, mas ele fez sinal

com a cabeça que não, levantou, foi pagar sua conta e apontou com a cabeça

que ia embora. Nossa, em tantos anos que começamos a compartilhar

mulheres, ele nunca recusou uma possível oportunidade de um ménage. Será

que dessa vez ele foi fisgado mesmo?!

Não, não é possível. Vamos ver onde isso vai dar.


Capítulo 5: É hoje!!!

Enfim sábado, dia de descanso #sqn, com o som alto Nininha

arrumava a casa, lavava roupa e preparava o almoço, uma verdadeira gata

borralheira. Mas nada a faz esquecer aqueles olhos azuis tempestuosos, os

últimos dias têm sido um sofrimento, cada pensamento que ela tinha com ele

que até se tocava sozinha no quarto excitada com as imagens que criava na

cabeça. Passou horas olhando o celular, faltou coragem para ligar.

Ansiosa e não aguentando mais essa situação disse alto:

— Já chega, preciso sair...

Indo em direção à sala viu seu pai na cozinha e o escutou:

— Que isso menina, deu pra falar sozinha é? Bem que eu te digo

sempre, você precisa relaxar meu amor. — Ele chegou até ela a abraçou e

continuou falando. — Você precisa fazer coisas que condizem com sua idade

filha, saia com suas amigas, cometa algumas loucuras, lembre-se "a gente só

leva da vida a vida que a gente leva", deixe a armadura em casa e vai ser

feliz, tenho certeza que em algum lugar por aí tem um príncipe encantado te

esperando. Você gasta muito tempo cuidando de mim e da casa, e também

estudando e trabalhando, você precisa pensar um pouco em você querida.

Seu pai terminou beijando sua testa, Nininha sorriu com os olhos

marejados sentido todo amor que seu pai lhe tinha e o olhando e abraçando

forte lhe respondeu:

— Eu te amo papai! Eu não preciso de nenhum príncipe encantado, eu


já tenho o senhor, meu rei.

— Ora filha, eu também te amo, mas todo mundo precisa viver uma

história de amor, ou algumas histórias... Seja como for, vai em busca da sua,

porque afinal eu quero um dia ser avô, já pensou minha casa cheia de

crianças, movimentada, eu vou ser o avô e pai mais feliz do mundo. Aliás, já

faz muito tempo que somos só nós dois, já está na hora de movimentar está

casa com seus namorados, me preparei uma vida para recebe-los.

— Papai!!!! Namorados!!!

— Você tem que se permitir filha, digo namorados porque sei que do

jeito que você é não vai escolher qualquer um, então provavelmente vai

conhecer alguns, só não seja muito exigente e indecisa, se não vai ficar pra

titia.

Os dois riram juntos abraçados.

— Pai, você é uma figura, o senhor viajou, mas vou levar em

consideração o que disse pelo menos alguma coisa. Estou indo ligar para as

meninas e marcar para sair e me divertir hoje, ok?

— Ok meu bem, você é a melhor filha do mundo.

— Ok pai, o senhor é o melhor pai do mundo.

(....)

Ao chegar ao bar Balacobaco's, descendo do táxi Nininha ainda estava

repensando a escolha de roupa e maquiagem que suas amigas fizeram para

ela. Ela estava muito bonita como nunca tinha se visto. Quando se olhou no

espelho não reconheceu a sua imagem, ela nunca se achava atraente, porém

este vestidinho preto que Bruna escolheu a deixou um mulherão, os saltos de

Lary, lhe deu alguns centímetros de confiança e a maquiagem estava fatal.

Em casa ela se sentiu muito confiante, mas agora ao chegar ao bar, ela ficou


meio indecisa, achando que estava parecendo uma palhaça.

— Eiii, pode parando mocinha! — Exclamou Bruna, cortando seus

pensamentos. — Para de pensar na roupa, no salto e na maquiagem, você está

linda e radiante e como diz àquela cantora que eu amo, É HOJE!

— Isso mesmo Nininha, vamos causar na pista de dança — Falou

Lary já puxando ela pelo braço e entrando no bar.

Nininha estava ainda tentando entender em como Bruna sabia as

coisas que estava pensando, será que essa vaca lê pensamentos? Eu hein.

Tentando se equilibrar no salto ao ser puxada por Lary, esticou o pescoço

para ver qual seria a atração daquela noite, olhou a placa e leu:

"Noite das Tequileiras e Tequileiros do funk"

*Tequila grátis para às mulheres até 01h da manhã.

Puta merda! Agora ferrou.

É hoje!!! É hojeeeee!!!

Pensou Nininha.


Capítulo 6: E no banheiro...

#nininha

Dancei, nossa como eu dancei, também com tanto

combustível na mente não dava para ficar parada, vi uns gatos que não

tiraram os olhos de mim, tinha um lindo no bar olhando direto, realmente

lindo, até dei um sorriso, joguei um charme, isso elevou meu ego, às vezes,

uma mulher precisa se sentir desejada. Mas nenhum daqueles olhos era os

que eu queria. As meninas também estavam se divertindo, Bruna já deu uns

três sumiços, aposto que foi dar uns amassos com alguém ou alguns.

Lary só estava a fim de dançar e beber mesmo. Com elas me soltei e

curti o momento como se não houvesse amanhã, e dá-lhe tequila e funk.

Decidi ir ao banheiro e aproveitar ligar para meu pai, para avisar que

vou dormir na Lary. Como conheço todos que trabalham no bar tenho o

privilégio de usar o banheiro dos funcionários que fica nos fundos, próximo

ao depósito. Ainda bem, porque o banheiro dos clientes está com uma fila

enorme. Avisei as meninas que ia ir lá e perguntei se queriam ir também, mas

elas não quiseram, então fui meio tropeçando meio andando me esquivando

daquele mar de pessoas pelo caminho.

Notei que o rapaz do bar continuou me olhando e até acho que ele ia

vir na minha direção, porém desviei o olhar e segui em frente, estava

apertada.

Avisei ao barman meu amigo que iria ao banheiro, ele sorriu e piscou


pra mim autorizando minha entrada. Entrei no banheiro e fiz xixi, ai que

delícia, tão bom fazer xixi quando se está apertada. Que alívio! Antes de sair

peguei meu celular na bolsa e notei que estava desligado, merda! Pensei. Meu

pai pode ter me ligado.

Ao ligar o aparelho vi que havia uma cacetada de ligações de um

número restrito, nossa estou meio tonta, deixei pra ver depois as mensagens e

liguei para meu pai.

Pronto, me virei para o espelho e tentando recompor minha imagem,

que estava bagunçada, mas sexy também, ouvi alguém bater na porta.

— Já vou sair. — Gritei

— Paulina, abre essa porta, eu sei que você está aí, e se estiver com

alguém aí dentro eu juro que eu faço uma desgraça, abre essa merda agora!!

Conheço essa voz, que loucura, como pode? Isso não é possível. Abri

a porta e.... Só pode ser brincadeira.... Fiquei impressionada com a visão que

tive, algo que vinha sonhando à dias, àqueles olhos estavam ainda mais

tempestuosos, o rosto com uma fúria que me deixou perturbada, mas ao invés

de ficar com medo senti um tesão inexplicável, ainda mais quando fui

baixando o olhar naqueles músculos dos ombros, peito e braços escondidos

por uma T-shirt branca, moldando o abdômen que meu Deus devia ser todo

definido, lambi os lábios ao imaginar quantos gominhos ele deveria ter. Não

me contive e desci ainda mais o olhar pela calça jeans desbotada, apertada,

provavelmente escondendo belas coxas torneadas, avistei próximo ao fecho e

bolsos um volume pomposo que preferi imaginar que fosse seu celular. Então

em um breve momento de lucidez voltei o olhar para aquele rosto que agora

já não expressava mais fúria e sim diversão, safadeza e cinismo, tentei me

recompor e dizer algo, mas acabei escutando:

— E aí, apreciando a paisagem, Paulina?

Essa voz, como havia esquecido essa voz, minhas pernas bambearam,


ele notou e como um raio entrou no banheiro apertado fechando a porta atrás

dele, me segurou pela cintura me empurrando contra a bancada de mármore

da pia e colou seu corpo junto ao meu. Levou uma das mãos ao meu pescoço

me fazendo olhar para cima em seus olhos e ficou me encarando.

Acabei sussurrando ao dizer:

— Dane!!?? Mas como... Como você me achou aqui, você está me

seguindo por acaso, quer me matar??? — Me senti meio tonta e agarrei em

seus ombros.

— Ei, você está bem? — Ele me perguntou preocupado, levantando

meu queixo com a mão e me olhando fixo nos olhos com a boca próxima à

minha.

Respondi que estava bem e que seria efeito das tequilas. Ele sorriu

maliciosamente intercalando seu olhar entre meus olhos e minha boca.

— Tô vendo... E respondendo à sua pergunta ou perguntas; não, eu

não estou te seguindo até porque você teria que ser uma criminosa para eu

fazer isso, bom talvez se eu considerar ilícito o que você fez comigo, se

apossar dos meus pensamentos sem permissão, eu poderia te levar presa, mas

vou abrir uma exceção; e quanto a te achar, bem isso parece destino e eu

estou me tornando um fã dele...

(...)

Ao terminar o que disse, ele tomou a boca dela em um beijo cheio de

desejo e ela se rendeu sem chance de lutar contra, pelo contrário, ela queria

mais.

Nossa! O beijo era ainda melhor do que Nininha lembrava, ela se

aconchegou ainda mais ao seu corpo, num encaixe que seria perfeito se não

fossem às roupas. Ele gemeu quando ela roçou o quadril de baixo para cima

nele em sua ereção, deixando-o doido. Dane a pegou e sentou na bancada da

pia se ajeitando no meio de suas pernas roçando sua ereção aonde ela mais


necessitava, com isso ela abriu bem as coxas e às envolveu na cintura dele, e

se amassaram, beijaram numa fome alucinante que nenhum dos dois

entendia. Ficaram ali à mercê um do outro consumindo todo o oxigênio do

minúsculo banheiro. Ofegantes, os dois pararam se olhando desejosos em

busca de ar.

Nininha teve a lembrança do que ele disse ao abrir a porta e curiosa

indagou:

— Você achou que eu estava com alguém aqui no banheiro? – Sorriu.

— E por que não veio falar comigo antes? Não me viu no bar? Como me

achou?

Beijando o ombro nu de Nininha, Dane foi respondendo suas

perguntas:

— Sim... Achei... Não te vi no bar, quem viu foi Léo e quando vi você

fui em sua direção e vi que veio para um lugar afastado, achei que, que você

veio se encontrar com alguém, puta que pariu Paulina se tivesse alguém aqui

contigo... — Puxou o cabelo dela no topo da cabeça, e furioso continuou. —

Eu iria matar o imbecil que teve a ousadia de te tocar...

Dane voltou a beija-la com uma agressividade dosada a seu bel

prazer. Passava as mãos pelas coxas dela e apertava tão forte a sua bunda que

Nininha cravou às unhas nos braços dele.

Entre gemidos e beijos estalados ela foi dizendo:

— Temos que sair daqui, vai aparecer alguém.

— Não quero sair daqui, e falando sobre isso sabe o que eu quero de

verdade, muito...

— Não, não sei... Vai me deixar saber?

Dane enfiou a mão dentro da calcinha dela, acariciando fazendo-a

tremer de desejo ao seu toque, e com a mão espalmada em seu sexo, disse

pausadamente sussurrando no ouvido dela:


— Não está claro o suficiente o que quero?! Tudo bem, eu digo: ....

Quero... Me... Enterrar... Bem...Aquiiii

— Ahhhhhhhh Ahhhhhh Ahhhhhhh Ahhhhhhhh

E foi tudo o que Nininha conseguiu responder.

Capítulo 7: Vamos, vem comigo?

Embriagada, não sabia mais se pelo beijo ou tequila, ela parou

e o encarou:

— Você acha que eu sou esse tipo de garota, sério? Bom quer dizer,

tudo bem que no caso estou com um estranho no banheiro, mas não significa

que já fiz isso alguma vez na vida. E, aliás, quem é este tal de Léo e como ele

me reconheceu, eu o conheço?

Ele se afastou dela um pouco e tirou as mãos de seu corpo colocando

na bancada, ela quase que implorou para ele voltar a pôr as mãos nela, e no

restante do corpo... E tudo o mais, mas se conteve e ouviu:

— Não acho que você é esse "tipo" de garota, e talvez por isso fique

louco quando estou perto de você. E quanto a quem é Léo, bom, ele é meu

amigo, meu irmão do coração nos conhecemos desde criança, estudamos

juntos, trabalhamos juntos, até dividimos.... Hã .... É... (merda quase falo

besteira, Zé mane), dividimos um AP, um apartamento, e enfim, ele me

convenceu a vir a esse bar. Estávamos sentados no bar e eu ia tentar te ligar

novamente, daí o ouvi falar sobre uma garota linda dançando na pista com as

amigas e se enchendo de tequila com os Tequileiros, mas eu não dei muita

atenção, é que eu não tirava da cabeça certa garota que conheci no shopping e

não atende ao telefone NUNCA. Até que ele comentou que a garota estava

indo em direção ao bar e ele ia atrás tentar a sorte, já que eu estava sendo uma

péssima companhia. Foi aí que eu decidi me virar e como um bom amigo


verificar se a tal garota valeria a pena mesmo, daí vi você passar pela pista de

dança, esqueci de tudo e fui em sua direção, Léo veio junto e quando notou

que eu estava te olhando com olhar de fome...

— Olhar de fome? Como assim?? — Disse Nininha rindo.

— Isso é coisa do Léo, ele diz que quando eu quero algo faço esse

olhar... É um perturbado mesmo. — Respondeu Dane e continuou. — Como

eu estava dizendo, quando ele percebeu que eu te olhava e estava indo na sua

direção, ele me puxou me fazendo olhar para ele e disse:

— Ei brother, pode parando, essa aí já é minha e, e disse outras

coisas, mas eu não tinha tempo pra conversa e o respondi que você era minha

garota, eu já havia contado a ele sobre aquele dia no shopping, ele me olhou

abismado e, pensando bem agora, eu nunca o vi daquele jeito... Ele me largou

e eu te segui até aqui, foi difícil passar pelos funcionários, mas como vê eu

consigo tudo o que eu quero. — Apertou os quadris dela e a beijou

novamente.

— Então o que você quis dizer com MINHA GAROTA — Ela o

questionava meio boba entre beijos.

— Disse exatamente o que as palavras significam e para ser mais

preciso já que você ainda não entendeu... — Foi dizendo Dane, afastando o

tronco do dela e passando a palma da mão no seu seio esquerdo bem devagar,

a fazendo suspirar e entre abrir a boca soltando um quase gemido, foi

descendo por sua barriga até chegar à sua coxa onde a barra de seu vestido já

não cobria mais nada e enquanto a tocava não tirava os olhos dos dela

continuando a dizer — ...Eu quero você, quero cada pedacinho do seu corpo,

quero beijar, lamber, apertar... Hummm, quero tudo, quero fazê-la gritar e

gemer, até ficar rouca.

Ele aperta a coxa e sobe mais a mão roçando o polegar onde ela mais

necessitava um lugar que parecia um oásis de tão úmido, ela gemeu e


remexeu no seu toque, Dane ainda não tinha terminado, ficando cada vez

mais louco de vontade de tê-la, continuou a falar naquela voz sexy bem

próximo a sua orelha:

— E principalmente... Fazer você gozar e gozar e gozar até desmaiar

e ainda assim esperar você acordar e começar tudo de novo.

Circulou o dedo em seu clitóris, bem devagarinho, levando ela à

loucura. Nininha já estava sentindo seu orgasmo anunciando sua chegada,

quando ele deu uma mordida dura em sua orelha tirando ela da beira do

precipício e dizendo risonho e sensual ao mesmo tempo:

— Isso tudo, mas não aqui, você merece coisa melhor. E eu vou fazer

o impossível para que tenha.

Vamos, vem comigo?


Capítulo 8: O brother do Dane.

#Dane

Eu já estava impaciente com o segundo que ela estava

demorando a responder, mas eu precisava da resposta dela, parecia o certo, é

claro que seu corpo já estava mostrando a resposta que seria afirmativa e que

se fosse qualquer outra mulher eu já teria transado com ela aqui mesmo nesse

banheiro, Deus sabe o quanto eu estou louco por ela. Mas não, ela é única e

não sei por que, mas quero que a nossa primeira vez juntos seja especial e...

De repente paro o pensamento, ao som da resposta dela.

— Sim, aí meu Deus, sim, me leva eu vou!!

O som dos anjos cantando.

Dei-lhe um beijo estalado, peguei pela sua cintura firme, a coloquei

no chão, ajeitei seu vestido e de mãos dadas fui nos levando ao bar em

direção à saída. Lembrei que ela estava com amigas e perguntei se queria ir

falar com elas.

— Não precisa, eu ligo para elas daqui a pouco, porque se eu parar

agora é capaz de eu repensar e..........

Fui logo colocando as mãos nos cabelos dela e a puxando para outro

beijo bem gostoso, cortando a frase em que ela diria que poderia desistir de ir

comigo. Funcionou. Olhei naqueles olhos cor de mel e juro que vi faíscas de

fogo. Continuei seguindo e pensei o mesmo que ela quanto ao Léo, aviso

daqui a pouco.


Estávamos pagando a nossa consumação, e óbvio que paguei a dela

(depois de uma pequena guerrinha), senti alguém se esbarrando em mim e

colocando o braço em volta dos ombros de Paulina, automaticamente fechei a

cara, vi que ela se esquivou, e daí logo reconheci o intruso o que me fez

relaxar um pouco.

— Ei, calma princesa! Eu sou o brother do Dane, ele deve ter falado

de mim né? Sou Leonardo, mas pode me chamar de Léo, ao seu dispor.

Disse Léo com aquele gingado típico dele quando está paquerando,

como se eu não soubesse, terminou a frase com um beijo na bochecha dela

molhado e demorado, notei que Paulina ficou sem graça. E percebendo

exatamente onde ele estava pretendendo chegar com tudo isso, afinal fizemos

isso uma vida inteira juntos, conheço ele, peguei na cintura dela a puxando

para meu outro lado bem apertado, tirando-a do alcance de Léo.

Olho para ele com o sorriso do gato que acabou de pegar o rato.

Paulina sorri também educadamente para ele, o cumprimentando com um

aceno de cabeça. Léo olha dela para mim com um sorrisinho cínico nos

lábios, toma um gole de sua cerveja e diz especulativo:

— Ora, ora vejo que encontrou a "SUA GAROTA”, confesso que

estava louco para conhecer a menina que tirou às noites e os dias do meu

mano aqui, e agora conhecendo você estou entendendo o porquê do amor à

primeira vista.

— Para de falar merda, Léo. — Eu disse empurrando o ombro dele, já

automaticamente me arrependendo da escolha das palavras, olhei para

Paulina e vi que ela também não curtiu, tentei disfarçar dizendo rindo:

— Você é meu amigo ou não é, fica me entregando assim não mano!

Bom, mudando de assunto, eu ia te ligar mais tarde, mas já que você está

aqui, tô indo e vou levar Paulina.

— Ótimo! Posso ir com vocês, talvez ela prefira ir no meu carro ao


invés da sua moto. — Disse Léo piscando para mim, filho da puta. Ri

pensando: ele não desiste.

Ia responder a ele, mas fui interrompido por Paulina empolgada:

— Dane você tem uma moto? Uau! Nunca andei de moto.

Já ia sorrindo feliz mostrando ao Léo que seu joguinho não deu certo,

quando fui novamente interrompido por ela:

— Seria bom, mas acho que o certo mesmo, como você não bebeu e

seu brother a olhos vistos já bebeu mais do que podia, deixamos a moto aqui

e vamos no carro dele, assim vamos todos em segurança.

Oi!! Eu não tinha ouvido isso, olhei para Paulina para ver da onde ela

tirou isso, mas o que encontrei foi real preocupação e a entendi, ela só estava

sendo cuidadosa com “meu amigo”. Me virei para Léo, me deu uma vontade

de socar a cara dele, ainda mais quando ele se meteu dizendo:

— É verdade brother, acho que exagerei, estava justamente te

procurando para irmos embora, não posso dirigir assim, você sabe, na nossa

profissão temos que dar o exemplo, mas eu não quero atrapalhar vocês hein...

— Riu o danado.

Estreitei os olhos para ele o fuzilando, virei para Paulina dizendo:

— Não precisa se preocupar, eu chamo um táxi para ele, já está

acostumado vive perdendo a noção, e além do mais eu não posso deixar

minha moto aqui sozinha.

— Eu acho mais fácil nós irmos no carro dele Dane, quanto a sua

moto conheço os funcionários daqui, peço a eles para deixar ela no

estacionamento privativo deles, assim fico mais tranquila, não custa nada e

assim você tem certeza que seu amigo chegou em casa sã e salvo. — Ela pôs

as mãos sobre a boca como se fosse para Léo não escutar e disse baixinho no

meu ouvido:

— Ele me parece bem bêbado coitado.


Eu olhei para um Léo que eu tinha certeza que não estava nem perto

de estar bêbado, fingindo estar trôpego. Ainda tive que ouvir o vacilão dizer

forçando um pouco seu estado etílico:

— Estou adorando essa SUA GAROTA, acho que vou virar seu fã. —

Piscou e mandou um beijo para ela, deixando-a vermelha novamente.

Voltei a olhar para ele e sem que Paulina visse falei:

— Babaca!

Ele fez cara de paisagem como que não estivesse entendendo.

— Então tá, vamos então levar esse bundão bêbado pra casa. —

Acatei.

Paulina me deu um selinho e eu vi a cara do Léo, como se eu tivesse

comprado o último sonho na padaria.


Capítulo 9: Gargalhadas e Olhares.

Enquanto Léo pagava sua consumação, fui com Paulina falar

com um dos funcionários do local, um rapaz bem prestativo, me ajudou com

a moto e depois fui com ela para o carro esperar o bebum do Léo.

Aproveitei para esquentar o clima de novo beijando ela gostosamente,

tirando-a do banco do carona e colocando ela atravessada mesmo no meu

colo, queria que ela sentisse o tamanho da minha excitação, já que ela não

tinha passado a mão em mim, talvez tenha sido até bom, porque acho que eu

não teria aguentado e me perderia nela.

Ouço a porta do carona se abrir, levei um susto, já ia me posicionar

para pegar a arma que Léo sempre deixava em baixo do banco do motorista,

mas logo percebi que o intruso era o próprio dono do carro com um sorriso

maroto no rosto vendo nosso estado excitado. Paulina logo escondeu o rosto

na curva do meu pescoço envergonhada, mas sorrindo da situação. Eu acabei

rindo também, parecíamos três adolescentes, uma sensação boa.

— Chega, vai Léo pro seu lugar para a gente ir embora. — Eu disse

naturalmente.

— Por quê? Tá bom aqui, você pode ir dirigindo com ela no colo ou

ela pode "vir" no meu, tanto faz... — Disse o cínico do meu lado.

Percebendo a minha cara, mas não perdendo a piada foi dizendo:

— A qual é cara quantas vezes já fizemos isso, vai quebrar a

corrente?

Ele terminou pegando na mão dela e deu um beijo.

Senti meus punhos cerrarem e Paulina se mexeu meio desconcertada,


não sei se ela percebeu a intenção dele ou estava achando que dizia essas

coisas por estar bêbado, por Deus espero que seja a segunda opção, porque se

ela desistir da nossa noite eu mato Léo com minhas próprias mãos.

— Léo de boa, ainda está em tempo de chamar um táxi para você. —

Falei bem sério.

Paulina sorriu abafado (acho que ainda estava anestesiada pelas

tequilas), enquanto isso Léo arregalou os olhos para mim e disse:

— Beleza irmão, foi só uma brincadeira, vem Paulina senta aqui... No

banco. — Riu para ela e foi para o banco de trás.

E fomos. No caminho peguei Léo olhando a Paulina de vez em

quando, e quando ele notava que eu via, disfarçava e olhava pela janela,

nossa ele estava realmente calado.

Fui pensando também, era à primeira vez que estávamos saindo de

uma balada juntos com uma gata mas, que no fim, quem ia ficar com ela era

só eu, talvez ele esteja achando estranho, eu também acho, mas é... Eu não sei

por que, mas eu quero estar sozinho com Paulina isso não é errado, ou é?!

Bom eu também pensei que era melhor não ficar com ela no nosso

apartamento, uma porque não queria ficar e nem deixar Léo constrangido,

acho que me sentiria se fosse o contrário, e outra, queria levar ela em um

lugar legal só nós dois, então fui pensando nos locais, até que chegamos ao

prédio.

Eu e Léo mantínhamos alugado um apartamento no Rio, eu porque

amo o Rio e Léo porque apesar de não ser daqui não aguentava ficar muito

tempo na fronteira sem vir pelo menos um fim de semana para surfar. Ele

ama praia.

Encostei o carro em frente à portaria e fui falando:

— Vai lá mano, tenha uma ótima noite!

— Sério? Vocês não vão dormir, quer dizer subir também?! — Falou


Léo abismado me encarando pelo retrovisor, eu pisquei e disse que não.

Ele ficou um tempinho perdido e sem saber o que dizer, até que disse:

— Tá e meu carro?

— Amanhã trago de volta, vejo alguém para ir pegar minha moto. —

Respondi.

— Não precisa, eu trago o carro e você traz a moto Dane. —

Interrompeu Paulina.

Na mesma hora virei pra traz com o grito que Léo deu dizendo:

— Nãooooooo!!!! Você tá maluca, meu carro, meu bebê, ninguém

dirige meu carro, que isso.... Hei Dane me ajuda, diz alguma coisa.

Eu quase entrei em convulsões de tanto que ria da cara do bebê

chorão. Eu já sabia do amor platônico que Léo tinha por seus carros, só eu e

após anos de amizade e um mecânico amigo nosso já dirigiram os carros que

ele já teve. Mais a reação dele foi muito engraçada o bebum tinha dado

espaço para um bebê chorão.

Olhei para Paulina e apesar dela estar sorrindo também percebi que

estava com raiva do que ele disse.

— Uê Léo, o Dane está dirigindo seu carro, e se ele arranjar uma

pessoa, ela vai dirigir seu "bebê", por que não eu? — Falou Paulina com um

sorriso malicioso tão lindo e cheio de charme, derretendo os marmanjos do

carro.

Léo fez uma cara para mim como se me pedindo ajuda, e eu

segurando o riso disse me vingando:

— Eu não vejo problema algum, vejo apenas solução, ela está apenas

sendo, “mais uma vez", solidária ao meu amigo bebum.

Pisquei pelo retrovisor, Léo fez uma cara tão feia que pensei que ele

ia pular em cima de mim e me tirar do carro, mas não, então gesticulei com a

cabeça para ele descer, ele fez uma cara de interrogação, mas desceu e veio


na minha janela e comentou:

— Princesa é serio você não tem cara que já pilotou um carro como

esse, grande, automático e...

— Pode parando! — Cortou Paulina com muita atitude apontando o

dedo na direção do Léo. — Não me julgue por ser mulher, o fato de você me

ver como princesa não tem nada a ver com minha capacidade para dirigir um

carro ou outras coisas, e, aliás, se quer saber tive um ótimo professor.

Estava observando ela toda irritada ainda mais linda, e quando ouvi a

última frase olhei para ela com um enorme ponto de interrogação na minha

cara e aposto que Léo também estava, porque ela olhou para nós dois e agora

gaguejando se explicou.

— Papai... Foi papai quem me ensinou, além de policial, fez bicos

como motorista particular para alguns bacanas. Sabe, a profissão dele era

muito ingrata, não ganhava bem, eu detestava, enfim, ele acabava ficando

com os carros no tempo livre e quando eu tinha 14/15 anos ele começou a me

ensinar. Já dirigi vários carros e até caminhonete de cerveja, e para falar a

verdade carro pra mim tem que ter marcha, esse papo de automático é pra

gente preguiçosa.

Se havia dúvida que iria me apaixonar acabou nesse momento.

Porém, será que ela leva a sério esse lance sobre policiais. Opa!!!!

Eu disse apaixonar, puta merda!

Balancei a cabeça como para esquecer por um momento o que estava

pensando, me virei para Léo e rindo de felicidade disse:

— Tomou?! Vai lá dormir preguiçoso, amanhã trazemos seu carro sã

e salvo.

Esperei ele se afastar do carro e arranquei, deixando um Léo

completamente confuso para trás.

Eu também me sentia assim, agora muito mais confuso com o


turbilhão de sentimentos que estou vivendo no momento.

O melhor é me concentrar na noite maravilhosa que está por vir.

Entre olhares pelo retrovisor fui dirigindo procurando um lugar para

passar a noite com essa mulher que está me virando do avesso.


Capítulo 10: Uma devassa dentro de si.

No caminho dentro do carro, ouve um silêncio incômodo

entre os dois, ela por de repente se ver sem graça ao lado dele, e ele porque

nunca se sentiu tão sem palavras perto de uma mulher.

Eles às vezes, se entre olhavam pelo retrovisor, trocavam sorrisos

quase tímidos, que no fundo havia uma promessa sexual. Ficaram assim

durante alguns minutos, até que ele roçou os dedos ao lado da bochecha dela

e quebrando o silêncio disse meio sem graça:

— É, bom... Eu ia levar você para o apartamento e te oferecer uma

bebida enfim, agora eu sinceramente já não sei o que fazer.

— Eu notei que você está dando voltas... – Ela disse sorrindo sem

jeito e continuou. – ...Lá naquele banheiro você estava bem mais seguro do

que queria, mas se mudou de ideia, tudo bem, pode me deixar em um ponto

de táxi que vou para casa.

Mesmo com a luz fraca da noite, Dane pôde notar o rosto dela

vermelho de vergonha, então estacionou o carro à beira da praia e se virou

para ela. Com uma mão em sua face e outra em seu quadril foi dizendo:

— Admito estou meio inseguro, é diferente com você, nossa ligação

me parece única e absoluta. Desde que a vi sentada naquela mesa do

shopping senti algo sem explicação, não me pergunte o motivo, se é coisa de

pele, química ou destino, eu só sei que quero você... – Ele se aproximou de

seus lábios passou a língua sobre eles fazendo-a entre abrir a boca e fechar os

olhos, e então invadiu como se dependesse desse beijo para sobreviver.

Possuiu a boca dela num prenúncio do que faria com seu corpo, caso ela


permitisse.

E em intervalos de beijos, entre a loucura e a sanidade, descobrindo

um lado dela antes adormecido, ela foi se abrindo e falando as palavras:

— Mesmo cercadas com tantos valores e princípios, as mulheres

sempre escondem uma devassa dentro delas e, são poucos os homens que às

fazem despertar. E não me pergunte o motivo também, mas você é o primeiro

homem a me fazer querer liberar esse meu lado devasso e eu quero isso com

você, tenho certeza que vai ser especial.

O carro entrou em combustão, os dois se agarraram e beijaram com

força, um viajando com a mão no corpo do outro, gemiam baixinho com

sofreguidão e num impulso dolorido Dane se afastou de Nininha fazendo-a

queimar com seu olhar e sem dizer nada se acomodou atrás do volante e

seguiu.

Eles chegaram a um hotel de luxo de frente para o mar, Nininha

olhava abismada e dizia:

— Nossa Dane, esse lugar deve ser caro, vamos a um motel

qualquer...

— Nada disso! – Cortou Dane – Você merece, aliás, nós merecemos

um lugar especial. – Deu um beijo estalado nela e concluiu. – Vamos minha

menina devassa.

Uau! A tensão sexual se intensificou, fez Nininha pensar na gravidade

de suas palavras e em mais uma dose de tequila, mas enfim, as palavras já

tinham sido ditas e ela não poderia voltar atrás, na verdade não queria,

respirou profundamente e respondeu:

— Já não aguento mais esperar, já estou achando o carro um lugar

bem especial. (risos)

— Garota!! Não me provoca. — Rosnou ele.

— E qual é a graça se não tiver provocação? — Balbuciou Nininha


toda sexy bem próximo ao rosto de Dane.

Ele semicerrou aqueles olhos azuis que ela já estava conhecendo de

cor e nublou indicando uma tempestade.

Dane se afastou abriu a porta do carro e foi em direção à porta do

carona ajudando Nininha a sair, puxando-a. Ela ia soluçando aos sorrisos em

direção a recepção do hotel como se estivessem atrasados para algo

importante. Após os amassos no elevador, chegaram ao quarto. Nininha ficou

impressionada com a beleza dele, chique, ela pensou. Algo que ela nunca

tinha visto de perto, pensou até que poderia fazer um quadro. Ela estava lá no

meio do quarto encantada, olhando tudo e Dane estava parado ainda na porta

olhando apenas para ela, quando ela se virou e percebeu que estava sendo

observada, veio em sua direção encarando em seus olhos, esticou as mãos e

colocou-as em seu pescoço.

Ele não mexia um músculo se quer. Tenso, o desejo dele era agarrarla,

jogá-la na cama, rasgar seu vestido e possuir esse corpo lindo curvilíneo,

mas não, ele esperou para ver até onde ela iria.

Nininha descia suas mãos pelo tronco sarado de Dane pensando

"Nininha sua linda agora é a hora de você realizar todos os seus desejos

escuros, sem vergonha, seja a devassa de seus sonhos e mostra a ele que você

sabe jogar." Ela pegou a barra da blusa dele e tirou, deu-lhe uma mordida no

lábio inferior e após isso, notou que ele soltou um pequeno gemido, ato que

lhe deu a coragem necessária para fazer o que tinha em mente.

Foi dando pequenas beijocas pelo queixo e descendo no pescoço,

rodeando com a língua cada mamilo finalizando com uma mordida em cada

pico arrepiado, de vez enquanto levantava o olhar para ver a reação no rosto

dele, que estava com um semblante de total tesão. Levantou o encarando ao

mesmo tempo abrindo seu cinto, puxou e jogou longe sorrindo. Desabotuou

seu jeans sentindo sua respiração acelerar, ao abrir seu zíper roçou sua mão


no seu pênis ereto e começou a beija-lo e quando ele começou a comandar o

beijo ela se ajoelhou ainda o olhando e desceu sua calça junto com a cueca,

tendo uma visão maravilhosa com aquele membro teso que parecia feito de

mármore, uma escultura digna do museu de belas artes. Ela se viu ali por um

momento apenas apreciando, claro que ela já tinha visto um pênis antes, mas

não como esse que era espetacular e suspirou.

Aí meu Deus, será que ele notou minha total falta de noção, pareço que nunca

vi um homem nu, dizia ela em pensamentos.

— Vejo que gosta de apreciar a paisagem? — Falou ele rindo,

adorando ser apreciado.

Deixando a insegurança de lado, Nininha o olhou toda manhosa

aproximando a boca a cabeça do seu pênis e entre lambidas disse:

— Uma mulher não pode apreciar um produto antes de experimentalo?

E antes que ele respondesse o abocanhou de maneira gulosa, fazendo

Dane gemer alto e agarrar as mãos nos cabelos dela, tentando conduzir seus

movimentos, mas não, aquele era o momento dela e o queria louco, foi isso

que ela fez.

Ele ali nu diante dela parecendo um Deus, e ela apenas uma súdita ajoelhada

lhe dando prazer com sua boca, fazendo-o revirar os olhos e tencionar os

músculos a cada chupada.

Ela percebeu que seu orgasmo estava próximo, estava deixando ele louco

com aquela boca quente e suas chupadas deliciosas. Dane intensificou seus

esforços para segurar o inevitável, mas ele percebeu que ela estava

determinada a levá- lo às alturas e se deixou levar por aquele momento

incrível.

Nininha estava adorando ver ele entregue, segurou a bunda linda dele


com força direcionou seu pênis mais fundo em sua garganta, mesmo sentindo

seu couro cabeludo doer da força que ele usava para puxar seu cabelo e da

dificuldade de respirar com aquela carne quente e escorregadia em sua

garganta ela continuou dirigindo os movimentos, sentindo tanto tesão quanto

ele.

Dane já estava desesperado queria parar, mas não conseguia, estava

enfeitiçado com aquela boca gostosa e fulgás, não conseguindo se segurar

gozou, e agora, tomando conta dos movimentos fodendo a boca dela

ensandecido, jorrando sua semente no fundo da garganta daquela mulher

incrível ajoelhada aos seus pés, que mesmo com os olhos cheios de lágrimas

pela dificuldade de aguentar com a boca suas estocadas, sorria com um

semblante safado, provavelmente satisfeita consigo mesma por o levar a

loucura.

Mas se ela achava que seria só ele à beira do precipício estava muito

enganada. Dane já levantava ela numa pegada e a beijava, o que a deixou

impressionada já que muitos homens não fazem isso após gozarem na boca

de uma mulher, mas não ele, não Dane, um ser altamente sexual e de alma

livre.

Ele a puxou no seu colo e a levou para a cama a jogando lá, ofegante,

doendo de desejo olhando para ele quase implorando atenção. Ele ficou de pé

olhando para ela e segurando seu pau meio ereto dizendo também ofegante e

com voz rouca:

— Então menina devassa, você gostou de me deixar totalmente

descontrolado né? Bom acho que agora é a minha vez, espero que esteja

preparada porque daqui você só sai desmaiada.

E se dirigiu para a cama em sua direção, fazendo-a se contorcer sobre

os lençóis aguardando a tempestade que se anunciava.


Ela achou que ele a possuiria ali naquela hora, mas não, ele a beijou

encostando seu corpo sobre o dela, roçando seus quadris onde ela mais

queria, por alguns minutos a deixando fora de si, então se levantou, os dois

com rosto contorcido de prazer olhando fixo um no outro e com uma

autoridade que a arrepiou, Dane disse:

— Tire o vestido e a calcinha Paulina, mostre seu corpo pra mim,

mostre-me aquilo que você deseja que eu possua, dê a mim acesso livre ao

que eu quero e vou reivindicar como meu.


Capítulo 11: OMG! OMG! OMG!

#Nininha

Meu Jesus cristinho das devassas sonhadoras ou das santas

do pau oco!

Eu não acreditei no que eu ouvi. Esse ser indescritível me quer de

uma maneira que só li em livros, bem que vovó dizia "cuidado com o que

pede em suas orações você pode ser ouvida".

Saindo dos meus pensamentos olhei nos olhos dele e vi o

endurecimento em seu olhar.

— Acho que te fiz um pedido bem simples e estou aguardando

ansioso para provar você, não é hora para vergonha. Vai, faz o que te pedi,

AGORA! — Disse Dane com misto de autoridade e excitação.

Não tive como me recusar, até porque meu corpo já não me obedecia.

Levantei e fui tirando o zíper do vestido e a calcinha sobe o olhar quente do

Dane, que deu um passo para trás, acho que para ter uma vista melhor. Ali

fiquei nua a disposição daquele olhar de puro desejo, minha pele fervia, me

sentia um pouco desengonçada com o tempo que ele ficou parado ali me

olhando e se acariciando, até que ele enfim, veio até mim me pegando

abusadamente e me jogando no colchão, me beijou na boca, parecia um

polvo, pois eu o sentia em todos os lugares do meu corpo.

Me sentia venerada por ele e pela aquela boca e língua sensacional

que me lambia e chupava do pescoço ao pé da barriga, dando uma atenção

especial aos meus seios em suas idas e vindas. Eu era só sensação, era um

prazer que estava descobrindo tão grande que estava preocupada em gozar só

com esse amasso.


Dane incansavelmente devorou cada pedacinho do meu corpo, menos

uma em especial, me deixando desesperada por ter ele dentro de mim.

— Nossa! Como você é linda. — Disse Dane e eu gemi me

contorcendo sob ele..

Ele foi se abaixando em meu corpo entre minhas pernas sem tirar os

olhos dos meus e ainda disse:

— E agora minha menina devassa, vou saborear a melhor parte desse

corpitcho.

Pode um homem lindo desse ter uma voz tão sexy, pois é, Dane tem.

Ele pegou meus joelhos empurrando para cima totalmente arreganhada aos

seus olhos e com um rosto faminto e um sorriso safado caiu de boca no meu

centro, me saboreando de todas às maneiras possíveis, me fazendo gemer e

gritar alto e forte, como nunca. Sentindo meu corpo queimar da ponta dos pés

à cabeça, ergui meus quadris ao encontro de sua língua, minhas mãos em seu

cabelo puxando e apertando cada vez mais.

O que é isso, o que está acontecendo... O MEU DEUS!!!! Acho que

vou gozar... AAAAAHHHHHHHHHHH…

Abri meus olhos algum tempo depois, vi aqueles olhos lindos e

brilhantes me olhando. E com um sorriso de lado foi se levantando dizendo:

— E então, preparada?

Eu o olhei meio sem entender a pergunta e ainda em êxtase, me

levantei um pouco e tive a visão de uma bunda musculosa linda, ainda com as

marcas das minhas unhas, o que me fez sorrir pensando em como tive

coragem de fazer isso, e assisti ele se abaixar e pegar sua calça.

— O que você quis dizer com essa pergunta?

Ele se virou pra mim, tirou a carteira do bolso do jeans jogou ele

novamente no chão e voltando em minha direção abriu a carteira e tirou um

preservativo, colocou a carteira na cômoda e mostrando o preservativo pra


mim perguntou de novo me fazendo entender:

— Pra isso. Está preparada?

Foi quando me dei conta e baixei o olhar só para encontrar aquela

ereção enorme apontando para mim.

— Oh, meu Deus! — Eu gritei.

— Pode me chamar de Dane mesmo… — Ele disse rindo.

Semicerrei os olhos pra ele, mas acabei rindo junto. Após rimos um

pouco ele foi vestindo a camisinha e, só de assistir eu já estava excitada de

novo, sentido aquela necessidade de ser tocada por ele que já estava ficando

conhecida.

Dane veio por cima de mim e beijou minha testa, bochechas, queixo,

orelhas repetindo o quanto eu era linda, o quanto ele me desejava e que

estava enlouquecendo de vontade de me ter. E assim me deixava ainda mais

excitada.

Ele correu a mão pelo meu corpo meus seios e seguiu até chegar ao

meu clitóris onde parou e circulou devagarinho, eu soltava gemidos, ele

seguiu o caminho mais abaixo sentido toda a marca da minha excitação,

brincando com os dedos em minha entrada, subiu novamente levou seus

dedos repletos com minha umidade à boca dizendo :

— Você está preparada pra mim, está sedenta por mim, e eu quero

você, e vou te ter agora.

Dane terminou a frase me penetrando com tanta intensidade que

gritei. Ele parou me olhando e eu em resposta que estava tudo bem rebolei

com meu quadril e aprofundei mais a penetração tirando um gemido sofrido

dele. E aí começou a melhor transa da minha vida, ele foi firme e forte em

suas estocadas me tirando o ar várias vezes, estava realmente começando a

acreditar que sairia dali desmaiada, mas com certeza eu não seria a única. Os

meus braços acima da minha cabeça presos pelos pulsos por suas mãos fortes


não foi o suficiente para me segurar, eu já havia treinado alguns golpes de

lutas com papai, não era tão fraquinha assim. Dei um solavanco com o

quadril e me movi para cima dele o montando, fiquei muito feliz com a cara

de surpresa que ele fez, comecei a rebolar sobre ele que colocou suas mãos

em meus seios acariciando-os. Nós estávamos loucos de desejo um pelo

outro, ele levou uma mão a minha nuca puxando meu cabelo e tocando

nossas testas molhadas deixando nosso olhar bem próximo e a outra mão pôs

em meu quadril esquerdo me auxiliando nos movimentos, estávamos muito

próximos a explodir de tanto prazer.

Quando eu o ouvi dizer:

— Garota você me surpreende a cada minuto, eu nunca vou me cansar

de você.

— Acho bom, porque posso me viciar em você.

E assim foi a noite toda, nossos corpos suados em um ritmo de vai e

vem, em busca do prazer um do outro.


Capítulo 12: “Minha Menina”

#Dane

Acordei com a quentura do sol em meu rosto e um corpo

deliciosamente nu em meus braços. Droga, estar com Paulina foi muito bom,

melhor do que imaginava, e mesmo exausto da nossa noite juntos só penso

em tê-la de novo.

Paulina é uma mulher linda, gostosa e merda... Tinha que ser

interessante também? Apesar de ser um pouco mais nova do que eu, tem uma

cabeça boa, parece ser uma moça de família, eu não mereço estar com uma

mulher especial assim, ela merece atenção, segurança alguém que possa estar

sempre ao lado dela e que não venha a faltar a qualquer momento. Eu sei o

que digo, já vi e já senti na pele o que fazem com famílias de policiais. Seria

tolice minha se quer supor ter uma namorada, ainda mais alguém como ela. O

que é que eu estou pensando, namoro?? Relacionamento sério. Eu??

Bom isso não importa, depois de amanhã estarei indo embora mesmo

e não posso crer que essa garota inteligente estaria mesmo afim de mim, eu

posso estar sendo para ela apenas química, um desejo reprimido, um sonho

contido sendo realizado. Vou fazer com que seja inesquecível, para que ela

nunca se esqueça de mim e talvez quem sabe em uma outra oportunidade nos

encontramos de novo. Apesar desse misto de sensações que estou vivendo,

havia algo que sentia falta. Estar passando por tudo isso longe do Léo era

estranho, será que é errado querer que ele estivesse aqui conosco, afinal é a

primeira vez em anos que estou com uma mulher sozinho, talvez seja por isso

minha confusão, será que seria a mesma coisa se ele estivesse aqui, será que


se fosse Léo sentindo tudo isso ele se entregaria? É a cara do Léo, ele no

fundo acredita no amor apesar de ser um galinha, só rindo mesmo. Mas

Paulina nunca ficaria com dois homens, eu acho, ficaria? Não parece algo que

ela faria, mas eu falo como se a conhecesse, quando na verdade não conheço.

Minha cabeça tá dando um nó.

Suspirando beijei sua têmpora acariciando seus cabelos e suas coxas.

Ela foi se remexendo, espreguiçando e abriu aqueles olhos cor de mel.

— Bom dia Dane, que horas são?

— Bom dia minha menina, já devem ser umas 10:00. — Respondi a

abraçando forte aproveitando para esfregar meu corpo em seu corpo.

— Engraçado, você diz "minha menina" como se você fosse bem

mais velho do que eu. Quantos anos você tem?

Ela perguntou se virando de frente para mim, eu subi uma mão até seu

seio e fiquei acariciando deixando ela corada.

— Tenho 28, acredito que não sou tão mais velho assim, talvez mais

experiente.

— Como assim, fui tão péssima ontem? — Ela indagou assustada.

Merda! Eu pensei, falei merda. Como vou me explicar.

— Não Paulina. Ontem você foi mais que especial, mesmo toda

experiência de vida que tenho, nunca tive uma noite como a de ontem e sabe

por que foi diferente?

— Não... — Respondeu curiosa.

— Porque ontem você estava nela. Uma noite que eu nunca mais vou

esquecer.

Ao terminar sendo mais sincero do que planejei, beijei-a com vontade

puxando-a sobre meu corpo, passando as mãos em suas costas, segurei sua

bunda redonda roçando em minha pélvis fazendo-a sentir minha excitação e


provando sua umidade. Ao ver que ela estava pronta para mim me estiquei

pegando uma camisinha, coloquei e pedi:

— Paulina, estou louco para sentir você outra vez, eu quero que você

monte em mim e cavalgue quero guardar a imagem deste corpo lindo, desses

seios pulando e esse rosto cheio de desejo olhando no meu.

Ela se acomodou da melhor maneira possível, sorriu e como se fosse

para me surpreender direcionou minha ereção na sua entrada me olhando

com um olhar de gata, em um movimento, apenas um movimento firme, ela

me embanhou em seu núcleo quente. Não sei como me segurei para não

gozar naquele momento. Como conversar com uma menina e de repente se

deliciar com uma mulher surpreendente, ela está me deixando totalmente fora

de órbita. Fui saindo dos meus pensamentos sentindo as mãos dela apertando

meus peitos mostrando todo seu tesão em seu rosto, em seus gemidos, em

suas reboladas intensas e ritmadas. Me levava ao seu interior hora com força,

hora lentamente. Estava louco, suas unhas penetravam em minha pele quando

eu ia de encontro às suas investidas, recebendo gritos de prazer, fixei meus

olhos nos dela e nos entregamos ao climax juntos.

Pensa em uma imagem totalmente inesquecível, algo que você jamais

pensou que iria sentir, algo que você sempre desejou mesmo sem saber,

então... É essa imagem, esse momento que estou vivendo agora.

Estou completamente ferrado!!


Capítulo 13: Excluido da jogada.

#Léo

Que noite louca foi essa e terminou da pior maneira possível,

eu aqui puto, sozinho e com uma ereção dolorida.

Não entendi por que meu brother Dane me excluiu completamente da

jogada. Talvez se eu tivesse conseguido dizer a ele que Paulina era a garota

que eu estava de olho a noite toda, pudesse ter sido diferente. E na boa, sem

querer me gabar, mas já me gabando, ela bem que retribuiu minhas olhadas.

Cara nós somos como unha e carne desde... Desde de sempre. Sempre

fizemos tudo juntos, estudar, trabalhar e a nossa parceria era tanta que

começamos a compartilhar mulheres também e, era perfeito. Entendemos

porque as pessoas recriminam esse tipo de relacionamento... Aaaaa que se

foda, Dane entende... Eu não, acho o cúmulo as pessoas terem que achar ou

deixar de achar sobre a minha vida porra! A vida é nossa não devemos nada a

ninguém, essa foda de sociedade querer ditar regras do tipo de

relacionamento que um indivíduo quer ter é simplesmente retrógado. Jesus

disse amai uns aos outros, apenas isso e, é o que fazemos, tudo bem que de

uma forma bem sacana que não envolve o tal amor verdadeiro, mas estamos

aí apenas vivendo do nosso jeito.

Na boa, no fundo eu realmente tenho uma certa esperança de

encontrarmos uma mulher especial o suficiente para ter dois homens em sua

vida e por que não formar uma família? Seria difícil, mas não acho

impossível como Dane acha. Fico puto com isso, Dane tão seguro de si e ao

mesmo tempo tão melindroso em relação ao que quer de verdade, eu sempre

digo pra ele que ele pensa e se preocupa de mais e vive de menos.


Como se não bastasse às dúvidas e guerras com nossas próprias

vontades, vem esses hipócritas cheios de falsas virtudes dizer como devemos

viver nossas vidas, a vai se fuder!!! Acho que a única regra a ser seguida

seria a do respeito ao próximo, pronto, sem mais nem meio mais, vamos

respeitar os pensamentos, sentimentos, desejos, cultura, religião, opinião,

gênero dos outros e pronto.

Merda!

Amigos próximos a nós vivem nos julgando pela vida louca que levamos, por

compartilharmos mulheres e não se envolver com nenhuma e, alguns até

apostam que somos gays.

Somos os melhores federais da fronteira, apesar da nossa pouca idade

somos conhecidos como "os durões da PF", tem que rir. Isso se dá

simplesmente porque amamos nosso trabalho, combatemos o narcotráfico e

contrabando com determinação, não damos mole e não temos medo de nada,

e quando não estamos em ação nos divertimos como se não houvesse

amanhã. Isso é pecado por acaso? A verdade é que são todos invejosos,

queriam é viver como nós, mas não tem culhões pra isso.

Hoje pela primeira vez aqui sozinho nesse apartamento, estou

pensando, Dane está agindo diferente diante dessa garota.

Desde de que ele me contou sobre o encontro no shopping ele não fala

em outra coisa. E até recusou de passar a noite comigo e uma linda morena

gostosa que conhecemos na praia, confesso que já estava dando no saco isso.

Fiz de tudo para ele parar de olhar o celular esperando a garota ligar e

ir comigo àquele bar, sabia que ia ser a noite das Tequileiras e fiquei doido.

Acabei convencendo ele de ir. Ficamos no bar sentados e logo vi uma mulher

linda, alegre, vibrante diferente dos tipos que costumamos olhar, ela estava

radiante dançando na pista e bebendo com as amigas. Não consegui tirar os

olhos dela, uma atração forte estranha que eu não entendi muito bem nasceu,


queria aqueles olhos vidrados nos meus e quem sabe, aquele lindo corpinho

entre eu e Dane.

Comentei algumas vezes com ele sobre a linda mulher, mas ele nem

me deu bola. Quando eu decidi que ia chegar nela, Dane deu sinal de vida se

levantou e olhou para a pista, fiquei surpreso com o olhar de fome e adoração

que ele enviou para a mesma garota indo em sua direção, puxei-o pelo braço

e disse:

— Ei, essa aí é minha!

Ele se virou olhando de mim pra ela e me disse que aquela garota era

a Paulina. Eu fiquei desnorteado, porque realmente havia me interessado por

ela, mas conheço meu amigo vi em seus olhos que ele precisava de seu tempo

com ela e deixei ele ir.

Sem reação, voltei ao balcão bebi mais uma cerveja e vi quando Dane

seguiu a linda garota para dentro do bar se esquivando de um funcionário.

Assim a noite virou de ponta cabeça. Eu não consegui tirar a figura daquela

mulher da minha cabeça, das duas cabeças, juro que fiquei na esperança que a

noite terminasse “à trois”.

Quando mais tarde, consegui me aproximar deles e a conheci vi que

ela era ainda mais bonita de perto, notei que Dane assumiu uma postura bem

possessiva em relação a ela, ainda insisti, mas não colou. Agora aqui sozinho,

me pergunto: será que chegou o dia de cada um seguir seu caminho?

Não, não pode ser. Eu talvez, porque já tive vontade de me envolver

de verdade com alguém, casar e ter filhos, só não rolou ainda. Mas Dane, ele

é totalmente avesso a essa ideia mesmo quando insinuei um relacionamento a

três. Usei como argumento o fato de que se um morrer em atividade, o outro

cuidaria da mulher e das crianças, assim elas não estariam sozinhas. Ele

quase caiu nessa, e ficou imaginando que seria bom coisa e tal, até mencionar

que um dos dois teria que mudar de profissão para uma menos perigosa para


que os dois não corressem risco ao mesmo tempo.

Aííí deu merda, porque nenhum dos dois cogitou a possibilidade.

Confesso que a ideia é bem interessante, eu e meu melhor amigo formando

uma família com uma mulher incrível. Agora trocar nossa profissão,

complicado.

Mas pensando bem, que mulher aceitaria uma vida como essa, que

mulher aguentaria, por mais que nós dois fizéssemos de tudo para fazer nossa

esposa feliz e faríamos, ela iria ter que enfrentar essa bosta de sociedade que

iria julga-la e sacrifica-la ainda mais que a nós dois. Isso sem falar nas

crianças. Bando de urubus.

Bom, isso é ótimo! Minha cabeça dando um nó, eu aqui pensando em

três e meu super amigo lá pensando só nele e em sua deusa. Nossa como eu

queria estar beijando aquela boca e sentido aquele corpo também. É Léo,

acho que essa você perdeu e pior de tudo, acho que estou perdendo meu

amigo também.

Não conseguia parar de pensar no que os dois estavam fazendo, então

tirei a calça e fiquei só de cueca na sala, já tinha tirado a blusa, estava com

um calor absurdo. Ainda pensando no que eles deviam estar fazendo meu pau

foi ficando duro novamente, comecei a me acariciar ficando cada vez mais

excitado, imaginando ela tirando sua roupa dançando como estava na pista de

dança, e eu, e Dane chegando e a circulando, cobiçando seu corpo nu,

beijando-a, tocando-a ouvindo seus gemidos de prazer. Nossa como será o

gemido dela, meu Deus! Movimentando minha mão com mais força sentindo

meu pau dobrar de tamanho me inclinei para frente sentindo todo meu corpo

tensionar e nesse momento lembrei do cheiro da sua pele quando a beijei na

bochecha e então não aguentando mais esporrei na minha barriga com jatos

quentes e espessos tamanho era meu desejo.

Uau! Isso foi muito bom, mas seria melhor se fosse dentro dela. Será?



Capítulo 14: Testosterona demais.

#Nininha

Nossa! Estou eu aqui dirigindo este carro fantástico, após

uma noite muito louca, melhor do que qualquer leitura hot que eu já tenha

lido e sendo escoltada por uma moto foda com um homem que eu só não

posso dizer que é perfeito porque não é meu. Uiui, é Nininha agora sim você

pode dizer que é uma nova mulher. Eu não sabia que eu poderia ser a devassa

que fui com Dane, daqui para frente essa nova Nininha é que vai prevalecer é

bom de mais um pouco de atrevimento. Me sinto outra pessoa. E isso foi

muito bom, mesmo que Dane não fique em minha vida (o que eu não quero

pensar no momento) vou estar preparada para novas aventuras.

Meu pensamento foi interrompido com a visão magnífica de Dane

encostado na moto em frente ao prédio e Léo próximo a ele, que estava...

OMG! Sem camisa com uma bermuda tipo moletom bem baixa mostrando

um V maravilhoso, os cabelos molhados penteados para trás e como se já

não estivesse sexy o suficiente vem o sol e faz sua pele dourada brilhar.

Como pode dois homens lindos assim na mesma visão. Fiquei tão

impressionada que não percebi que faziam sinal para eu estacionar e freei

assustada ao ver que me aproximava ao meio fio. Droga, agora prato cheio

para Léo falar.

— Você é louca!? — Disse Léo vindo em minha direção com uma


cara assustada.

Não sabia se respondia ou apenas me concentrava naquele tronco

sexy vindo na minha direção. Balancei a cabeça tentando afastar esses

pensamentos pecaminosos e respondi debochada:

— Ah, cara! Foi só um trancosinho, nem encostei no meio fio deixa

de ser chorão.

Vi Dane ao fundo rindo da situação.

Léo fez uma cara de meio brabo, meio bobo, meio rindo do que eu

disse e abriu a porta do carro me puxou pela cintura, me retirando de lá e ao

me pôr no chão foi arrastando meu corpo pelo dele propositalmente pelo que

percebi, levantando um pouquinho meu vestido, sem tirar os olhos dos meus,

também o encarei na mesma medida isso me deixou levemente excitada e

envergonhada quando vi que Dane nos olhava, com um olhar que não

consegui identificar.

Rapidamente empurrei Léo meio ríspida, endireitei meu vestido e fui

em encontro ao Dane dizendo:

— Precisava me tirar de dentro do carro, nem desliguei o motor, seu

ogro.

Léo me olhou sacana enquanto Dane se encaixava por trás de mim me

abraçando e passando o nariz na minha orelha, senti que estava com uma leve

ereção. Léo foi balançando a cabeça entrando no carro e disse ao fechar a

porta:

— Até parece que não gostou do serviço de desembarque.

Eu fiz uma cara de braba e mostrei a língua pra ele fazendo-o rir mais,

até que ele mudou o foco do seu olhar para onde a mão de Dane descia pelo

meu corpo, seu semblante se tornou mais pesado e não sei se foi impressão

minha, mas nesse momento senti Dane apertar um pouco meu quadril

roçando minha bunda na sua já presente e agora completa ereção, enquanto


tenho quase certeza que eles trocaram um olhar entre eles, me deixando

corada e... Aaaaaa confesso molhada também.

O que que está acontecendo comigo????

Testosterona de mais a minha volta, não estou acostumada com tanta

energia masculina, ainda mais direcionada para mim e com dois machos alfas

como esses, preciso ir embora.

Dane começou a me beijar na nuca, me fazendo arrepiar fechar os

olhos e esquecer de tudo, quando os abri vi Léo nos olhando pelo retrovisor

enquanto dirigia para o estacionamento do prédio com um sorriso enigmático

nos lábios. Não sei por que, mas a ideia do Léo me vendo perdida nos braços

de Dane me excitou, fez me sentir sexy, bonita, desejada aumentando ainda

mais a umidade entre minhas pernas. Que tipo de mulher eu sou, ou melhor

que tipo de mulher estou me transformando?

(...)

— Pois é Lary acabei de chegar, sim... Eu sei, mas eu tive que

cometer essa loucura e que loucura.

— Ok Nininha, mas da próxima vez você venha falar pessoalmente

conosco, não mandar mensagem 1 hora após você ter sumido, ficamos

preocupadas. Mas fico feliz por você, você merece viver histórias

interessantes e quem sabe encontrar seu grande amor.

(Risos)

— Ah, Lary! Como seria perfeito se fosse Dane esse grande amor.

— Calma Nininha, devagar com o andor que o santo é de barro. Sua

sonhadora, cuidado para não tratar um lance casual com algo muito mais

sério, você pode sofrer.

— Eu sei Lary, mas é que foi tão especial e perfeito, foi como se eu

nunca tivesse com outro homem antes, surreal, foi mais que pele entende?

— Sim amiga, entendo. Tenho medo que só você tenha sentido isso e


acabe se magoando, no mais aproveite tudo que for bom disso sem pensar no

amanhã.

— Sabe você tem razão, eu até percebi que ele ficou diferente após

deixarmos o carro com Léo e ele me trazer de moto pra casa. Mesmo depois

daquele amasso na frente do Léo, eu até achei que ele ia me levar para dentro

e, eu juro que estava quase implorando para pedir para subir com ele e

terminamos os amassos no quarto dele.

— Vocês subirem e terminar o showzinho na presença de Léo né, e

quem sabe com a participação dele.

(Risos)

— Cala a boca Laryssa, sua doida isso seria loucura.

— Mas, foi você quem disse que rolou uma energia diferente entre

vocês três.

— Lary!!! Não... Deixa pra lá.

— Deixa pra lá o quê? Anda desembucha.

— Talvez e, repito talvez, ele tenha ficado com ciúmes do amigo me

olhando, acho que talvez por eu, sei lá, também ter retribuído de certa

maneira o olhar. Química difícil de explicar.

— Então você assumi que rolou química com o amigo dele também?

Sua vaca, mal viu o mundo e já quer engoli-lo. Tô passada de ferro à vapor.

HAHAHA.

— Ah! Sabia que você ia reagir assim, tchau ok, tchau, nos falamos

mais tarde.

— Tá bom safadinha. Antes de desligar deixa eu dizer uma coisa,

existe alguns homens que gostam de compartilhar suas mulheres, ou por

diversão ou por estilo de vida mesmo, pense nisso, talvez ele pode ter ficado

diferente porque não sabia agir sozinho com você. Ui, esse papo ficou quente.

Obrigado por me dar material suficiente para um sonho erótico.


— Você é pertubada está andando muito com Bruna, viajou tchau.

Droga não sei porque fui abrir minha boca, talvez não tenha

acontecido nada, apenas viagem da minha cabeça como sempre, ia ser de

mais dois magníficos exemplares masculinos desejando me compartilhar, só

rindo mesmo, e pior Lary vai falar com Bruna e eu vou ter que aturar as duas.

Porém, pensando bem, Dane mudou realmente não que tenha ficado grosso

ou algo assim, apenas senti que aquele Dane de ontem não era o mesmo de

hoje, tinha ficado mais distante, frio. Seja lá o que for veremos à noite,

marcamos de nos ver e ele vem me buscar.

Agora se essa história que Lary falou for verdade, como vou saber, ou

melhor quero saber? Uma coisa preciso dizer eu realmente senti uma energia

sexual entre nós três, mas eu teria essa coragem se as coisas desenrrolassem

nesse sentido.

Por enquanto vou ficar aqui na minha cama

relembrando todo o conteúdo erótico da minha noite.

Contando os minutos para reencontrar eles de novo, e me perder em

prazer... Eu disse ELESSSSS? Não, não, eu quis dizer ele, DANE, merda.

Capítulo 15: Confuso.

No apartamento, Dane estava quieto na varanda olhando o mar

quando Léo chegou.

— Que isso cara, você não devia tá todo mocoronga após passar a

noite com "sua garota". — Disse Léo enfatizando o sua garota de deboche.


— A qual é Léo, me deixa quieto, não tô afim de conversar.

— Ei brother, qual é a sua? Você nunca falou assim comigo e só em

dois dias já me deu algumas patadas, e nem conversar você quer, eu não

tenho culpa se a princesinha não correspondeu suas expectativas. — Disse

Léo em tom irônico e se aproximando de Dane.

Dane virou em direção ao Léo e colocou o dedo em seu peito dizendo:

— Olha aqui Léo já disse pra não me encher o saco. E não pense você

que não percebi o seu joguinho de ontem fingindo estar bêbado e hoje,

tirando a Paulina do carro, valeu!!

Dane saiu andando entrando de volta para o apartamento seguido por

um Léo desnorteado.

— Como é? Você tá maluco, brow? Quanto tempo nós somos amigos,

vivemos mais coisas juntos do que separados e o jeito que agi ontem não foi

nada diferente do que já fiz ou "você" fez diante de uma possível conquista. E

não se faça de inocente porque hoje eu vi o interesse no seu olhar enquanto

escorregava a Paulina no meu corpo e principalmente quando você se roçou e

beijou ela, showzinho típico que fazemos um para o outro, vai negar?

— Ah, qual é! Força do hábito. Isso não vai rolar. Com a Paulina é

diferente, ela não é esse tipo de garota pervertida. — Explicou Dane.

— Brother, você ouviu o que você disse? Esse preconceituoso não é

você. Nós sempre lutamos contra esses babacas que julgam as mulheres por

suas escolhas sexuais, quando eles próprios não sabem nem definir uma

mulher ideal, e sabe por quê? Porque estão tão concentrados em julgar que

não lembram que o ideal não existe é muito relativo e depende do que o outro

deseja. Esses otários não sabem que mulheres são reais como nós e que

cometem tantos erros e acertos como nós e não podem ser só definidas por

tamanho dos seios, bunda ou tipo do sexo que gostam.

Dane solta uma gargalhada alta e debochada.


— Falou o chorão que quase morreu ao ver uma mulher dirigindo seu

carro. Fala sério Léo, isso tudo é muito bonito na teoria, mas na prática todos

nós homens em algum momento da vida cometemos o erro de julgar uma

mulher, ou seja por sua beleza, pelo seu rebolado, a vida que leva e

infelizmente para que as coisas sejam exatamente como deveriam ser,

teríamos que morrer e nascer de novo, nossa raça deprecia as mulheres

mesmo não sendo intencional.

Após responder ao Léo, irritado, Dane seguiu para seu quarto e tomou

uma chuveirada. Tentou parar os pensamentos que iam e vinham em sua

cabeça do tipo; ele e ela; ele, ela e Léo; eles separados....

Saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura e deu de cara

com Léo, pensou ele não desiste.

— Merda Léo, me deixa QUIETO!

— Mano agora eu vi que a coisa é séria mesmo, não vou levar em

conta as coisas que você falou, pois te conheço hà muito tempo e tenho

certeza que isso tudo que você está dizendo é o que você quer realmente

acreditar, então fica repetindo pra ver se vira verdade. Quando na real eu sei

que você está enfrentando uma guerra sozinho aí nesse cabeção.

— Ahhh! É mesmo meu terapeuta? Então diz aí, anda, também te

conheço bem e sei que você tá doido para me mostrar a solução. — Disse

Dane, gesticulando com os braços.

Léo respirou fundo olhando para Dane, andou até uma cadeira, virou

ela e calmamente sentou dizendo:

— Primeiramente, senta aí na cama, respira, relaxa e dá um sorrisão

pro teu brother terapeuta aqui. — Léo disse com cara de menino que apronta.

Dane não conseguiu se segurar e sorriu, mas pegou um travesseiro e

tacou em Léo, que tentou se esquivar sem sucesso.

— Hei, qual é? Segundamente, meu irmão você tá me assustando, nós


nunca discutimos, quer dizer, a não ser quando você cisma em ficar dizendo

que sua glock é melhor que minha Taurus 24/7, aí não dá né minha vontade é

de te mostrar o quanto ela é boa te fazendo de alvo.

Dane riu ainda mais, pegou um livro na cabeceira e tacou nele, que

gritou com a mão na cabeça:

— Aí! Seu filho da puta! Essa doeu.

— Claro seu viadinho, só um cara que sente dor com uma batidinha

na cabeça usa uma Taurus. — Falou Dane mais relaxado.

— Bom essa eu vou deixar passar, pois você já melhorou o astral, é

assim que gosto de te ver. — Léo aos risos e também menos tenso, concluí:

— Terceiramente, Dane abre o olho e encare a verdade, você se

apaixonou e, foda-se, a primeira vista... É difícil de acreditar, entender e

aceitar, mas é isso. Aceita que dói menos. Para de ficar se martirizando e

começa a pensar em uma maneira de isso dar certo.

— Eu não estou me martirizando Léo.

— Ah, não?! E esse nervosinho todo logo após passar a noite s o z i

n h o com a princesa. E digo mais, você deve estar mais puto porque

imaginou que depois de tê-la você ia ficar de boa e visivelmente não está,

essa noite fudeu com sua cabeça.

— Sério Léo? É isso!

— Deixa de ser debochado Dane — Léo tacou o travesseiro nele e

continuou dizendo com um sorriso sarcástico — Ou então estou começando a

achar que pra você a noite só seria completa se seu brother aqui estivesse lá.

— PUTA QUE PARIU! É verdade Léo, eu devo ter sentido falta de

ver sua bunda branca reluzente no quarto.

Dane e Léo caíram em uma gargalhada juntos por alguns minutos.

— Então bundão, para de pensar e repensar, viva o momento lembra

nosso lema "nós só temos o hoje". E falando nisso amanhã voltamos e você


só tem o hoje mesmo literalmente, depois só internet durante um tempo.

Dane fez uma cara pensativa deixando Léo com cara de interrogação.

— Brother me diz que você falou com ela que voltamos ao trabalho

amanhã na fronteira.

Dane levanta o olhar para Léo que viu a resposta mesmo sem

palavras.

— Puta merda Dane. A gente aqui discutindo um possível amor à

primeira vista ou quem sabe um relacionamento a três — Léo deu uma

piscada, não perdendo a oportunidade. — E você já começa cagando tudo

com uma mentira, sabe que ela vai te achar um canalha né?

— Opa peraê, eu não menti apenas omiti, eu não tive uma

oportunidade para falar e além do mais você viu que ela não gosta da nossa

profissão fiquei meio confuso sei lá, achei que não precisava, nós nunca nos

preocupamos com esse tipo de coisa.

— Cara tu nem falou pra ela que é policial, sério? É você que vive

repetindo que ela é especial e eu é que sou o viadinho, seu babaca. — Disse

Léo tenso levantando da cadeira.

— Ela é especial, merda, eu fiquei confuso.

— Bom, senhor “eu não menti, eu omiti” quero só ver como sua doce

garota vai reagir.

— Sabe qual é Léo, sai do meu quarto isso não tem nada a ver contigo

e, quer saber acho que no fundo eu não quis dizer nada, porque pode ser que

para ela tenha sido só uma grande aventura quem sabe?

— Cara, bom pra ela se for assim, mas fico pensando e você, vai ficar

de boa também?

— Vai se fuder Léo. Da minha vida cuido eu e nela está longe um

relacionamento amoroso.

Foi dizendo Dane ao empurrar Léo pra fora do seu quarto e antes que


ele conseguisse fechar a porta Léo falou:

— E Dane, quanto ao fato de você dizer que Paulina não seria esse

tipo de garota, acho que você está redondamente enganado. Ela é apenas uma

garota ou melhor, uma mulher linda, interessante e cheia de vida, e vi nos

olhos dela a reação que teve ao se sentir desejada por nós dois durante nosso

showzinho em frente ao prédio. Vi luxúria, desejo, curiosidade. Nunca

subestime uma mulher Dane, elas são muito mais inteligentes do que nós, só

não têm a mesma liberdade que temos.

Dane empurrou mais a porta, mas antes de fechar Léo ainda

conseguiu dizer olhando na cara dele:

— E aliás, não finge que não percebeu a química entre nós três. Pode

deixar, eu não vou forçar a barra nunca meu irmão, mas você sabe também

que nunca vou fingir o que estou sentindo, o que eu sou, eu sou e vivo bem

com isso você deveria fazer o mesmo.

— Seu sabichão! — Disse Dane

— Seu fudido! — Respondeu Léo.


Capítulo 16: Papo Gostoso.

Nininha estava a uma hora colocando e tirando roupa, sem

saber o que usar para se encontrar com Dane. Ela estava um pouco confusa,

pois logo depois que a deixou em casa ele ligou alterando o encontro,

perguntando se ela podia ir encontrar ele no apartamento mais cedo e só

depois sairem. Será que ele também já estava tão louco para estar com ela de

novo como ela estava também, não havia nada de mais, ela pensou. Bom o

quê que tem uma rapidinha antes de ir ao bar?

Dane estava tenso, se serviu com uma dose de whisky, decidiu que se

saíssem iriam de táxi. Ele queria achar uma maneira de dizer que ele vai

embora, e achou melhor dizer após ela estar derretida em seus braços. Talvez

assim ela entenda melhor.

Terminou sua bebida e seguiu para seu quarto para um banho, no

corredor notou que a porta de Léo estava aberta e foi lá ver o que estava

fazendo. O encontrou de costas assistindo algo no notebook e nem notou sua

presença. Seguiu sorrateiramente para dar um susto no amigo, quando viu o

vídeo na tela, era Paulina dançando bem sensual na pista de dança daquele

bar de ontem e pôde ver que ela parecia olhar na direção de quem estava

filmando.

Muito puto empurrou a cadeira dele, que o olhou surpreso. Na hora


Dane percebeu que ele estava com a mão na altura da virilha.

— Seu filho da putaaa, onde você conseguiu isso Léo... Não acredito,

você está se masturbando vendo ela dançar?

Dane foi dando tapas na cabeça de Léo.

— Oooo! Que merda Dane, eu não estou me masturbando, mas

confesso que fiquei excitado e eu já ia apagar, ok?! — Respondeu Léo se

ajeitando.

— Então por que não apagou ainda? E você ainda não me respondeu

como conseguiu esse vídeo.

— Ah, fala sério cara, você sabe que eu não sabia quem era a tal

Paulina, tá. Eu estava apenas paquerando uma linda mulher que estava

dançando na pista, eu te avisei para olhar, mas você não me deu atenção. Eu

fiquei tão hipnotizado que quis gravar ela... Sei lá, porra e você pode ver no

vídeo que ela está retribuindo os olhares, como eu podia imaginar que era a

sua garota merda, e... Pronto já apaguei.

— Tá nervoso, cagão. Ficou com medo de apanhar? — Falou Dane já

mais calmo em tom de brincadeira. — Eu te entendo irmão, você não sabia

quem era, eu fiquei surpreso ao ver a imagem dela, enfim. E, quer saber, para

de dizer que ela é minha garota, porque não é. Ah, e apague do celular

também.

Dane foi saindo do quarto perguntando:

— Vai sair?

— Vou sim, vou tentar aproveitar minha última noite, já que ontem

foi frustante. Por quê?

— Não, por nada... É que mais tarde vou com Paulina naquele bar.

— Isso é um convite, brother?

— Não!

Dane se enfiou na ducha, se lavando imaginando as mãos de Paulina


em seu corpo. Foi ficando duro e se acariciou cada vez mais pensando nela,

um vício, ela está virando um vício, pensou. E o banho foi demorado.

Enquanto isso Léo foi terminar de se arrumar, já havia tomado banho

e estava só de bermuda cós baixo e sem blusa. Escutou a campainha tocar,

achou estranho, se perguntou quem poderia ser já que eles não estavam

esperando ninguém, ou Dane estava? A campainha tocou mais duas vezes e

como seu amigo não foi atender ele foi.

Olhou no olho mágico e viu de quem se tratava. Antes de abrir a porta

pensou, filho da puta por isso me perguntou se eu ia sair e sorriu. Léo abriu a

porta e deu uma bela olhada nela a deixando corada.

— Ora, ora o que temos aqui? Bem vinda senhorita, entre a casa é

sua. — Disse galante.

Paulina se sentiu sem graça com a forma que ele a olhou e

cumprimentando Léo, foi entrando. Ficou meio tonta ao passar por ele

sentindo o cheiro do seu corpo que estava com o tronco nu, e uma bermuda

tão baixa que mostrava a perfeição de seu V. Balançou a cabeça afastando os

pensamentos pecaminosos e se perguntando que diabos estava acontecendo

com sua libido que explodia perto dele também.

— É...... Desc..... Desculpa marquei com Dane aqui e ele autorizou a

minha entrada. Licença. Onde ele está? Achei que estaria sozinho.

— Com certeza foi o que ele achou também. – Soltou Léo, mas ela

nem respondeu por não ter entendido muito bem.

E só então ela percebeu no quanto foi inocente em vir para um

apartamento de um desconhecido sozinha, será que ela corre perigo, pensou.

Burra! Pqp!

Léo fechou a porta, a acompanhou até o sofá e pode ver o quanto

estava bonita, seu vestido acinturado e levemente rodado a deixava ainda

mais feminina. E tudo que Léo pensava era o porquê após tantos anos


compartilhando mulheres, justamente agora Dane decidiu ter essa crise de

consciência, merda logo quando eu também me interessei, e Deus sabe que

eu nem sabia quem era ela, será que é a vida pregando uma peça? Agora

tenho que reprimir meu desejo em respeito ao meu brother, mas estarei

sempre por perto. A esperança é a última que morre.

— Aceita alguma bebida, princesa? Temos vinho, cerveja, licor e

whisky... Ah! Água e leite também. — Perguntou Léo sorrindo.

— Bom eu não sei, é.... — Paulina ainda muito sem graça não sabia o

que responder e Léo a corta.

— Ok! Você não vai recusar dividir uma cerveja comigo?

Dito isto, Paulina sorri mais a vontade e concorda, Léo pisca pra ela e

então vai buscar a cerveja na cozinha.

Quando ela está só, na sala, aproveita para dar uma olhada em volta,

percebe que é um bonito apartamento bem masculino, sem muitas frescuras

só coisas de meninos, como um sofá enorme e uma TV imensa na parede

com uma poltrona de lado e uma mesa de centro em madeira escura.

Olha a sua direita e vê uma varanda que deve ter uma visão linda do

mar com uma prancha encostada, à sua esquerda um corredor e uma cozinha

americana. Que no caso, estava saindo um homem meio loiro, semi pelado,

com duas cervejas na mão vindo até ela, sentiu um calor de repente ao notar

parte dos pelos pubianos dele saindo pelo cós da bermuda.

Ela pegou a cerveja que Léo lhe entregava e brindaram enquanto ele

ia se sentando na poltrona e ela controlando seu olhar.

— E então, vamos onde hoje? — Puxou assunto ele.

— Dane disse que íamos mais tarde ao Balacobaco's. – Ela respondeu

após tomar um gole de sua bebida.

— Hum! Que bom, podemos ir juntos, afinal também vou para lá

hoje. Gostei muito do lugar. Da última vez não consegui chegar a pista de


dança, tinha uma linda mulher dançando e gostaria de ter dançado com ela.

— Insinuou Léo.

Paulina achou meio estranho o jeito que ele falou mais estava

começando a se acostumar com seu jeito debochado.

— Veja, além de beber ele gosta de dançar.

Tomando um gole de sua garrafa se inclinou para ela e disse irônico:

— Ahhh! Não me julgue pela bebida que não te julgo pelos olhares.

Paulina arregalou os olhos assustada ao perceber agora quem era ele,

puta merda ela pensou, não é possível, será? Ele é o gato misterioso que ficou

me olhando do bar enquanto eu dançava? Ai meu Deus!!!

Disfarçou, fez que não entendeu levou a cerveja à boca e podia

apostar que estava que nem um pimentão. Que idiota!

Enquanto ela pensava em algo para dizer foi salva pelo gongo, ou

melhor pelo Dane.

— Atrapalho? Léo, você não ia sair?

— E você? Por que não me disse que íamos receber visita? — Disse

Léo no mesmo tom.

Dane se senta ao lado dela a abraça e beija na boca, encosta suas

testas e quando ela abre os olhos lhe diz o quanto está bonita. Ele a encosta

em seus braços e ela quase ronrona, esfregando as coxas sentido o cheiro de

sabonete e Dane juntos. Ela estava perdida.

— Vejo que começaram a festa sem mim, por que você não pega uma

cerveja pra mim também Léo, enquanto eu mato a saudade da minha garota.

— Diz Dane com olhar semicerrado para Léo.

— Claro brow! Para que serve os amigos? Vou sim, a minha já

acabou e está muito quente aqui vocês não acham? Paulina vai querer mais

uma também?

— Não, eu bebo devagar. Obrigado.


Ele se levantou e foi para cozinha sentindo uma pontada de inveja de

seu amigo. Enquanto isso Dane puxa de repente Paulina para seu colo, ela dá

um gritinho assustada, depois ri, coloca os seus braços em volta do pescoço

dele e o beija. Dane retribui logo tomando o controle do beijo e sem

conseguir se segurar passa a mão pela sua coxa, subindo até chegar ao seu

seio onde acaricia firme, passando o polegar pelo mamilo deixando-o duro.

Eles soltaram um pequeno gemido um na boca do outro. Ele desejando

colocar o mamilo na boca e ela quase implorando para que ele fizesse

exatamente isso. Os dois param ofegantes e ela diz:

— Para Dane, não estamos sozinhos, logo Léo volta.

— Shhii! Não ligue pra ele, ele vai nos ver e vai ir embora. — Disse

Dane inocente.

— Opa! Agora é a minha vez de dizer, começaram a festa sem mim?

— Falou Léo ao voltar para sala com as cervejas e um prato de aperitivos,

além de uma cara muito sacana.

Paulina enfiou a cabeça na curva do pescoço de Dane e ficou rindo de

vergonha, sentindo ainda a mão de Dane em seu seio. E ele sem que ela

notasse fez sinal para Léo cair fora, mas ele fez que não viu. Léo lhe entregou

a cerveja e se sentou novamente na poltrona fazendo Dane encara-lo

sorrindo.

A verdade é que os dois gostavam desse joguinho, era natural entre

eles. Paulina desconcertada quis sair do colo de Dane, mas sem sucesso

desistiu.

— Léo você é engraçado, não sabe que para algumas festas precisa

ser convidado? — Falou Dane.

— É só o que eu estou esperando, a n s i o s a m e n t e.

Respondeu rápido Léo deixando ela encabulada, o que pareceu aos

dois um sinal que ela entendeu o que ele quis dizer. Eles trocaram um olhar


conhecido e Paulina notou e ainda muito sem graça (que era a única coisa que

ela fazia no momento, ficar sem graça) pediu para ir ao banheiro, Dane

indicou por onde ir.

— Léo, para de forçar a barra cara. Você prometeu.

— Eu não estou, aaa foda-se, é força do hábito e não posso fingir que

ela não mexe comigo. Pode deixar vou terminar a minha bebida e vou sair. —

Respondeu Léo cabisbaixo.

Enquanto eles conversavam Paulina estava no banheiro tentando se

recompor, pois o que Léo deu a entender a deixou muito confusa e molhada.

OMG! E se ele sabe que sou eu a menina que dançava olhando pra ele no bar,

será que vai tentar algo comigo, não não pode ser. Os dois me desejando? É

melhor esquecer tudo, isso aqui não é um livro onde tudo é possível, dois

homens maravilhosos, puta que pariu. Esquece Nininha e volte para sala.

Ao chegar encontrou os homens mastigando e rindo, nossa que linda

visão, ela imaginou se eles notariam se ela apenas sentasse ali e ficasse só os

olhando, admirando aqueles troncos esculpidos por Deus, e aqueles olhos um

de um azul hipnotizante e outro de um tom esverdeado intimidante.

Ela levou um susto com o silêncio repentino e com aqueles pares de

olhos a encarando. Se sentindo uma tola seguiu para sentar ao lado de Dane,

mas ele a pegou e a pôs em seu colo. Ela bufou e disse irônica:

— Posso pegar minha cerveja pelo menos?

— Pode deixar princesa eu pego. — Falou Léo

Então Léo puxando assunto perguntou o que Paulina fazia da vida, e

ela foi dizendo que cursava TI, mas não gostava muito, vendia alguns

produtos para ajudar o pai em casa etc, etc... E foi falando enquanto os dois a

olhavam interessados. E ela se sentiu tão a vontade que até falou sobre sua

paixão, a pintura e o desejo de cursar belas artes. Falou sobre suas amigas,

eles riam com suas histórias e falavam sobre algumas das suas também. De


vez enquando Dane mordiscava seu pescoço ou acariciava sua coxa na barra

do vestido, tudo isso aos olhares astutos de Léo. Ela realmente estava

gostando dessa atenção, poderia se acostumar com isso, nunca teve amigos

homens... Então se deixou levar naquele gostoso papo movido ao álcool e

sorrisos, sorrisos e mais sorrisos.


Capítulo 17: Espiando.

Cerveja vai, cerveja vem e de repente Nininha percebe que só

ela falou sobre sua vida e então perguntou:

— E vocês, fazem o que da vida?

Ela percebeu os olhares entre os dois, aliás eles faziam isso o tempo

todo, parece uma conversa a parte, ela pensou que provavelmente fazia isso

com suas amigas também. Léo e Dane por um segundo pensaram se diriam

ou não, porém Léo mais atirado respondeu perguntando:

— O que você acha Paulina, chuta nossa profissão?

Paulina meio risonha por conta da bebida se remexeu no colo de Dane

dando um estalinho em sua boca, virou para Léo e com cara de quem estava

pensando na resposta lhe disse:

— Bom, acho que pelo porte físico de vocês, a beleza e tals (ficou

corada ao dizer isso), acredito que podem ser modelos?!

Duas sonoras gargalhadas masculinas soaram no ar.

Dane empurrou ela para trás no sofá a fazendo gargalhar também com

cócegas, o vestido de Paulina subiu deixando boa parte de suas coxas amostra

até quae a polpa da bunda, não passando despercebido aos olhos de Léo, que

se remexeu na poltrona porque sua bermuda começou a ficar desconfortável.

Paulina já não aguentava mais, pedia para ele parar e perguntava por

que eles não podiam ser modelos. Dane retornou a sentar com ela em seu

colo e, tirando os cabelos dela do rosto esperando ela voltar a respiração

normal, disse debochado olhando em seus olhos:

— Minha menina, só você para achar dois ogros como nós, bonitos.

— Fale por você, porque eu sou bonito sim. — Disse Léo


intrometido.

— Viadinho! — Implicou Dane

— Babaca! — Retrucou Léo jogando um caroço de azeitona em

Dane.

— Ei vocês dois? Parem com isso! — Se esquivando dos caroços de

azeitona Paulina continuou. — E não fujam do assunto, digam então seus

ogros no que vocês trabalham?

Dane apertou ela em seus braços e suspirando disse:

— Trabalhamos na fronteira do Brasil.

— Fronteira? Como assim?

— É... Bom vou deixar os pombinhos e terminar de me arrumar.

Disse Léo se levantando e indo até Paulina deu-lhe um beijo na bochecha a

surpreendendo e completou dizendo bem próximo ao seu ouvido. — Somos

da Polícia Federal baby! — Olhou para Dane piscou e recebeu um olhar

semicerrado puto dele, continuou indo em direção ao seu quarto rindo e

pensando, segura essa mano.

Nossa, por um instante o hálito quente do Léo deixou Nininha ainda

mais embreagada do que a bebida, tentando assimilar o que Léo disse olhou

para Dane confusa e sem reação. Dane também ficou sem reação, mas

percebendo a distração dela pela proximidade de Léo e até um certo ar de

desejo, a pegou pela cintura colocando-a montada no seu colo com as pernas

abertas. Nininha não se fez de rogada e com as mãos em volta do pescoço

dele pressionou com uma rebolada a ereção a baixo dela, ela já nem

lembrava mais o que Léo tinha dito.

Sem aguentar mais e querendo mesmo mudar de assunto, Dane se

levantou com ela enroscada em seu colo e aos beijos e amassos foi andando

para seu quarto. Chegando no quarto, Dane se jogou na cama com Nininha e

entre sorrisos e beijos tirou seu vestido. Ficou sobre ela olhando em seu rosto


com admiração acariciando suas bochechas, seus olhos eram de puro desejo,

essa mulher o deixava fora de órbita. Dane se esfregava no corpo semi nu de

Nininha e prestava atenção em suas reações, como se estudasse para a prova

mais importante de sua vida, pequenos gemidos e sussurros, tom de pele que

ia desde um rosa angelical ao vermelho indecente. Suspirando o cheiro

gostoso dela, cruzou seus dedos nos dela e guiou seus braços para cima de

sua cabeça, foi mordiscando sua orelha, pescoço, queixo e boca.

Ficava fascinado pelos sons das risadas e os gemidos de tesão, tão

entregue, tão natural. Afastou ainda mais suas coxas e desceu uma mão pelo

seu corpo apalpando seu seio e seu quadril até chegar no seu monte de Vênus,

estacionou sua mão ali e voltou a encarar o rosto dela deu-lhe um beijo

abrasador e depois falou:

— Paulina, você me deixa louco. É linda e seu corpo é como um

oásis... – Gemeu. — Mantenha esses braços onde estão, vou matar a minha

sede com os líquidos desta bucetinha melada. E deu um tapa estalado sobre

seu sexo fazendo-a gritar de tesão.

Filho da puta! Ele é louco e, está me deixando louca além de lindo,

gostoso, cheiroso tem essa voz sexy. Pensava Nininha.

Automaticamente abriu ainda mais as pernas, enquanto isso Dane

tirava seu sutien e caia de boca em seus seios. Chupava, lambia, mordia e

apertava fazendo-a arquear seu corpo sobre a cama e soltar sons de puro

prazer. Ela queria enfiar os dedos naqueles cabelos pretos sedosos mais ela

era uma menina obediente e não ia tirar os braços da onde ele os deixou.

Ela estava a ponto de ebulição e ele ainda não havia saído de seus

seios. Começou a dizer palavras desconexas.

— Ainnn.... Daneeee.... Pelo amor de Deus, eu quero.... Eu.... Quero.

— Diz Paulina, o que você quer? Pede, implora. — Pediu Dane com

um sorriso sacana, é claro que ele sabia, mas queria ouvir dos lábios dela,


precisava escutar.

— Merda Dane, anda logo... Por favor.

Apertando forte um seio em cada mão, deixando os bicos duros e

empinados apontando para o teto mordendo e assoprando um por um ele foi

dizendo:

— Vamos Paulina, não se faça de inocente fala safada, diz exatamente

o que você quer.

Nininha levantou um pouco o rosto para olhar na cara do imbecil

gostoso que estava atrasando seu orgasmo e se preparou para responder,

quando percebeu a porta atrás de Dane e viu que estava entre aberta, eles

esqueceram de fechar ao entrar.

Viu um par de olhos verdes em brasas espiando. Léo viu que ela o pegou no

flagra e mesmo assim continuou espiando, não saiu do lugar e ficou

encarando. Nininha por sua vez, mesmo sabendo que era errado não

conseguiu fazer nada para que ele parasse. Ao contrário, ela também o

encarou e foi descendo o olhar pelo seu corpo, até perceber sua mão em sua

virilha. Ela viu que ele estava excitado observando a cena à sua frente, e

notou que seu lado racional não existia mais sentiu que isso tudo a deixou

ainda mais excitada, se ainda era possível tal coisa.

Nininha era apenas sensação, ainda mais quando Dane notou seu

devaneio e mordeu mais forte seu seio, algo que lhe daria uma marca e

perguntou novamente trazendo de volta sua atenção para ele:

— Vamos Paulina, responda, o que você quer?

Então em uma reação de puro erotismo ela disse da maneira mais

sexy e quente possível:

— Quero que você me faça gozar, me chupando e depois

"metendo com força" até eu não aguentar mais.

No meio da frase, Dane já havia descido a boca em seu abdômen


deixando uma trilha de beijos até o meio de suas pernas, o que fez Nininha

terminar a frase olhando diretamente nos olhos de Léo, principalmente na

parte "metendo com força".

Ela abaixou a cabeça se contorcendo sentindo a boca de Dane e os

olhos de Léo em seu corpo, e só conseguia pensar: Que loucura! Mas agora

foda-se, ela estava entregue a luxúria total e no fundo já estava imaginando

como seria se Léo entrasse e se juntasse a eles.

Droga! Por um instante ela quis voltar atrás na pergunta de Dane e

responder que o que ela queria mesmo era que ele e Léo a comesse juntos

como se não houvesse o amanhã. Gemeu gemeu gemeu gemeu... E explodiu

em milhares de pedacinhos.

— Matei minha sede, agora se prepara que vou te dar o que pediu.

Ainda estou com fome e vou meter até me saciar, sua gostosa. — Gruniu

Dane, rasgando a calcinha que ela nem lembrava que ainda usava, não deu

tempo para questionar, Dane estava transformado.

Ele a virou na cama e a colocou de quatro, empurrou suas costas ao

máximo na cama deixando sua bunda bem empinada, não resistiu e deu um

tapa estalado em uma banda e sem demora se enfiou até o talo fazendo-a

gritar alto seu nome. Puxou seus cabelos no punho e deu uma rebolada lenta

com seu quadril para ela se acostumar com sua carne quente e dura.

Ouvindo seus gemidos foi começando um ritmo de vai e vem

devagarinho. Nininha pegava fogo com a tortura que Dane estava fazendo

e se perguntava se Léo ainda estava ali espiando, excitada ao máximo com

essa ideia, começou a rebolar de encontro às investidas de Dane, gritando,

implorando por mais.

Dane soltou o animal que existia dentro dele e lhe deu o que pedia,

estocadas fortes e, às vezes, até violentas que só faziam eles irem cada vez

mais longe no espaço, entre urros, gritos, sons dos corpos se batendo e


gemidos de prazer chegaram juntos ao clímax e caíram na cama esgotados,

suados.

Ela não queria que ele saísse de dentro dela e nem ele queria sair, pois ainda

sentia seu corpo dar espasmos pós orgasmo.

Por fim, Dane se ajeitou se retirando do seu interior e sorriu ao

escutar um gemido descontente dela, deu um beijinho em sua têmpora e

retirou a camisinha. Ao colocar a camisinha no chão, voltou e se acomodou

com Paulina na cama de conchinha, notou seus olhos fechados precisando de

descanso e um semblante de satisfação no rosto, ficou ali admirando,

beijando seu pescoço e ombro.

Foi então que olhou para a porta e deu de cara com seu amigo os

observando. Pensou em quanto tempo ele estaria ali, deve ter ouvido os

barulhos. Léo fez um acenar de cabeça e se retirou voltando para seu quarto.

Dane sorriu balançando a cabeça pensando: Ele não desiste mesmo.

Provavelmente ainda vamos acabar os três na cama. Será? Será que eu quero?

Será que Paulina aceitaria? Bom a única certeza que posso ter é que Léo

absolutamente está interessado como nunca esteve antes. Assim como eu.


Capítulo 18: Laço Formado.

#Nininha

Nossa acordei toda dolorida, logo me lembrei o porquê de

estar assim. Que delícia! Tentei me mexer, mais estava imobilizada por um

corpo espetacular. Me espreguiçando senti Dane se enroscando ainda mais

em minhas costas e seu membro semi duro na altura da minha bunda. Olhei

para a porta e recordei da loucura de horas atrás com Léo nos observando.

Hummmm! Para Nininha, que sorriso bobo é esse na cara?! Se recomponha e

pense em como você vai encara-lo depois do que aconteceu.

E como meu juízo já não estivesse atentado o suficiente, eis que Léo

passa no corredor e olha para dentro do quarto encontrando meu olhar.

Merda!! Ele retorna, empurra a porta devagar e me olhando como se não

estivesse nua na cama com seu amigo entra feito um Deus grego no quarto

perguntando:

— E aí, descansou? Já estou pronto, vocês não vão se arrumar para

sair?

Que sorrisinho mais safado e lindo que ele deu. Tentei não me mexer

muito ao responder, pois vi que na posição em que Dane me abraçava não

mostrava minhas partes íntimas. Engraçado, eu não estava nem um pouco

com vergonha, estava até bem a vontade. Usei um tom baixo de voz, não

queria que Dane acordasse e causasse algum desentendimento entre os dois

por causa da indiscrição de Léo ao vir falar comigo nesta situação.


— Léo, você não acha que está sendo invasivo?

— Não, não acho. Só estou vendo um casal abraçado, embora talvez,

eu teria sido menos invasivo se eu tivesse entrado há algumas horas atrás

quando seus olhos me permitiram. — Disse Léo muito confiante me

deixando desconcertada.

— Tá bom Léo, sai... Vou acordar ele e vamos nos arrumar, ok. —

Respondi tentando me esquivar da pergunta dele.

Ele fez que tudo bem com a cabeça e foi saindo, não sem antes me

queimar com seu olhar e falar mais uma gracinha:

— Eu vou, mas se Dane não acordar porque ele está muito cansado...

Ele fez muito esforço, você sabe, é só me chamar eu posso te dar um banho e

te ajudar a se vestir com o que restou de suas roupas e .......

Antes dele terminar taquei uma bolinha daquelas de fazer fisioterapia

para as mãos que estava no criado mudo na barriga do engraçadinho. Ouvi

ele dizer que tava tudo bem e que eu não precisava ser agressiva e, que

esperava nós dois na sala. Merdaaa! Mil vezes merda, não é que minha

amiguinha lá em baixo ficou babando ao imaginar Léo lhe dando banho.

Estremeci só de imaginar, que Calorrrr!

De repente senti Dane ainda mais duro, será que ele ouviu. Me virei

beijando-o, ele foi abrindo os olhos, como se estivesse acordando, mas

sinceramente acho difícil ele não ter escutado, porém não seria eu a entrar

nesse assunto.

— Dane vamos levantar Léo já está nos esperando para sair.

Ele me olhou nos olhos parecendo procurar algo no meu olhar desceu

a mão pelo meu corpo e colocou a mão entre minhas pernas, sentindo a

umidade depositou um dedo brutalmente me fazendo ofegar de prazer.

#Dane


Paulina não havia percebido, mas eu estava acordado e ouvi ela e Léo.

Senti uma certa tensão entre os dois e o que me deixou impressionado foi o

fato dela ter encarado numa boa ele entrar e falar com ela, mesmo ela estando

nua, cheirando a sexo comigo erroscado em seu corpo. Me mantive quieto até

que Léo falou sobre o olhar dela permitir, daí me liguei naquele momento em

que eu pedia que ela me respondesse, ela deve ter visto Léo na porta, é isso, o

filho da puta estava lá desde o início. Abri os olhos nesse momento e olhei

para Léo para que ele soubesse que entendi a mensagem. E ao final das

palavras dele em relação a dar banho nela, senti seu corpo estremecer

levemente e, não foi de repulsa, pareceu desejo, o que me fez ficar excitado

também, mas só para comprovar o nível de excitação dela com as palavras de

Léo levei minha mão ao seu centro, estava toda molhada, não me aguentei e

introduzi um dedo fortemente em sua entrada fazendo-a gemer.

Então ele a quer e já demostrou que não vai desistir. E ela também

quer, pode não saber como ou se é possível, mas com certeza ela quer. Eu já

não sei o que pensar, a única coisa que eu quero é estar com ela, seja como

ela quiser. Essa bruxa me enfeitiçou. Não consigo imaginar como vai ser ir

embora amanhã. Preciso aproveitar o agora enquanto a tenho nua em minha

cama e ainda por enquanto exclusivamente minha.

Porém, confesso que a ideia de compartilha-la com Léo não me

entristece, só me excita pensar nas loucuras que nós dois juntos poderíamos

fazer com ela.

#léo

Não consigo tirar a imagem de Paulina gozando da minha cabeça, queria

muito ter colaborado para tal prazer, mas pensando bem acho que colaborei


sim, pois vi em seu olhar que gostou de me ver assistir, e talvez por isso

permaneci ali até o final.

Eu sei que ela me quer também, deve ser confuso para ela entender que está

afim de dois caras ao mesmo tempo, queria mais tempo para fazer ela

entender que não tem nada de ruim e errado nisso. Conheço Dane muito bem

e ele a mim. Ele sabe que a quero e pelo olhar dele enquanto eu falava com

ela, percebeu o que eu quis dizer com "ela permitir". Senti um certo

conformismo em sua face, aceitação. Acho que ele entendeu, acho que

mudará de ideia sobre nós três, somos uma dupla e quem sabe essa é a nossa

parceira. Bom, veremos hoje na pista de dança. Vamos jogar. E pela primeira

vez estou com frio na barriga. O que essa garota tem que está nos deixando

louco.

(...)

Após Nininha e Dane tomarem um banho obceno, se arrumaram.

Nininha teve que vestir uma box preta de Dane pois sua calcinha estava em

trapos no chão e depois

foram ao encontro de Léo que estava esperando pacientemente #sqn.

— Poxa! Achei que não sairiam mais do quarto, quase fui buscar

vocês. — Disse Léo se levantando da poltrona com sua cerveja na mão.

— E o viadinho não podia sair sozinho, precisa de babás? —

Retrucou Dane em tom de brincadeira.

Nininha que estava abraçada a Dane não sabia se ria ou se escondia de

vergonha do que Léo viu horas a trás. Ela estava com o olhar baixo, mas

percebeu que Léo se aproximava dela, levantou o olhar pra ele e assistiu

atônita o abusado chegar ao lado dela lhe dar um beijo molhado no pescoço e

pegar sua mão respondendo ao que Dane tinha dito:

— Mas é claro que eu não fui, você acha que só você merece estar em

boa companhia, bonitão?


Dane o olhou de canto de olho, sorriu, balançou a cabeça e se deu por

vencido. Sabia que a partir de agora Léo estava no jogo, ainda mais com a

certeza de que ela o queria.

Nininha queria fugir daquele apartamento. Mas ela não conseguia

mover um músculo com aqueles dois ao lado dela, Dane com a mão em sua

cintura pelo lado direito, e Léo com os dedos entrelaçados com os seus na sua

mão esquerda, sem folga para que ela se solta-se. Ela sentia algo

indiscretível, como se de repente ao ser tocada pelos dois ao mesmo tempo

seu corpo ascendesse, e todas... TODAS às suas células vibrassem ao mesmo

tempo. E antes dela entender a loucura que estava acontecendo naquele

momento foi falando gaguejando:

— Eu..... Acho... Acho que vocês falam de mais... E... Estamos

perdendo tempo aqui E.... E... Vamos logo para o bar. E de táxi!! Porque os

dois já beberam e eu estou louca por uma tequila.

E como seu pedido fosse uma ordem os dois a conduziram para fora

do prédio, pegaram um táxi e foram para o Balacobaco's.

Um silêncio ensurdecedor se instalou entre eles, deixando claro que

os três haviam sentido a corrente elétrica que pulsava ao redor. Nininha

estava entre os dois no banco de trás num aperto gostoso. Léo colocou seu

braço por cima do banco atrás de seu pescoço e passava levemente os dedos

por seu cabelo no ombro. Ao mesmo tempo que Dane firmou sua grande mão

no meio de suas coxas semi nuas por conta do vestido, e intercalava carinhos

com apertões. Ela pensou "agora fudeu", estava totalmente tomada por uma

sensação de completude.

Se sentia tão bem, segura e desejada. Não quis muito pensar, só sentir e fazer

o que desse vontade. Então colocou cada uma de suas mãos em cada coxa

encostada a ela retribuindo os carinhos que recebia. Quando cada um sentiu

sua pequena mão bem feminina em suas coxas olharam para ela que sorriu


para eles, um sorriso apaixonante os fazendo babar, se entre olharam e

sorriram também como dois bobos.

E ali naquele momento nasceu um laço entre os três. Algo que

nenhum deles já havia sentido, nem mesmo os dois amigos que já

compartilharam inúmeras mulheres juntos. Muito menos Nininha que até

outro dia vivia uma vidinha sem graça e só ouvia essas histórias de suas

amigas ou de seus autores preferidos, parecia um sonho e ela não queria que

acabasse nunca.

Ela não conseguia entender, mas ali ela teve a certeza que poderia até

ser loucura, mas ela queria os dois. Ah, se queria! E em sua cabeça apareciam

imagens dela com eles, do que poderia acontecer se ela se entregasse a esse

pecado.


Capítulo 19: Me Deixa Louca

Ao chegar ao Balacobaco's Nininha foi à procura de suas

amigas, logo as encontrando em uma mesa próximo à pista de dança. Léo e

Dane foram ao bar pegar às bebidas enquanto ela foi ao encontro das

meninas.

— Olha ela aí, até que enfim chegou... E cadê o gato? — Perguntou

Lary a abraçando.

— Ei calminha, ele foi no bar. E quem é esse que Bruna está

estuprando no banco?? (Risos)

— Sei lá, esse já é o segundo, você não conhece essa louca? Porém

acho que esse fica até o fim da noite ou raiar do dia.

Hahahahaha

— Nossaaaaaaaa não olha agora amiga, porque está vindo em nossa

direção dois Deuses do olimpo. Senhorrrrr! — Susurrou Lary.

Nininha obviamente não se segurou e logo olhou e viu dois Deuses

Olimpianos vindo em "sua" direção e para sua alegria era Dane e Léo. Ela

retornou a olhar para Lary com um sorriso de triunfo e logo sua amiga

percebeu que ela só não os conhecia, como eram eles os astros de sua

história.

— Puta merda Nininha, você economizou ao dizer que eles eram

apenas bonitos!!!!

Dane chegou e abraçou Nininha por trás, Léo ficou ao seu lado bem

próximo, ela os apresentou para Lary que ficou encantada e meio desconfiada


com a proximidade do trio. Eles se sentaram na mesa e beberam, jogaram

conversa fora, riram. Enfim, a Bruna e o dito cujo que estava com ela

começaram a interagir também. Dane vez enquando mordiscava o pescoço,

ombro e orelha de Nininha, os olhos de Léo filmava cada ato de carinho,

notava que em algumas vezes ela via que ele estava prestando atenção nela e

então mordia o lábio inferior como em um showzinho particular. Isso estava

deixando ele louco e só confirmando que ela o queria e estava adorando a

atenção dos dois para ela. Léo se sentiu tão a vontade que colocou sua mão

na coxa dela que não fugiu de seu toque. Ele percebeu também que ela estava

cada vez mais relaxada por conta das tequilas. As amigas dela pareciam

adorar ela. E quem não adora?

A Lary era uma mulher linda e inteligente e a Bruna tinha um corpão

bem o tipo que estavam acostumados a se envolver, uma predadora de alma

livre. Mas ali naquela mesa a única que os interessava era Nininha com seu

jeitinho meigo, e uma sensualidade ímpar, que fazia com que seus olhos se

atraíssem para ela como um imã.

Bruna mesmo estando "acompanhada" não deixou de notar como Léo

era lindo com aqueles olhos verdes e pele bronzeada. Nininha percebeu seus

olhares famintos para Léo, ela sabia o que Bruna fazia, era assim que ela

iniciava seu bote.

Nininha começou a sentir raiva dela, estava com ciúmes de Léo. Ela não

queria ver ele com ninguém, muito menos com sua amiga. Pensou que teria

sido muito melhor ter ficado no apartamento, Bruna é lindíssima, é claro que

Léo iria cair nas artimanhas dela, pensava. Em um ato sem pensar se levantou

e puxou Léo para a pista de dança.

Logo que ela se levantou e chamou Léo, viu a loucura que estava

fazendo e que Dane podia não entender, ficar chateado e então se virou para

Dane, foi quando viu que na verdade ele não ficou brabo ela viu


entendimento, como se ele soubesse o que ela estava pensando. Observou que

Dane fez um gesto de cabeça para Léo que retribuiu e, foi ele, Léo que a

arrastou para pista.

#Nininha

Cacete! Jesus das santas depravadas, que que eu fiz...

Estou louca só pode. Estou eu aqui segurando essa mão quente sendo

arrastada para pista de dança. Não sei onde enfiar minha cara, nem deu tempo

de pensar em vergonha, porque ele me puxa para seus braços olha nos meus

olhos sorri (pqp que sorriso) e diz:

— Então, você quer dançar?

Embreagada por aqueles olhos verdes e talvez pelas tequilas também,

me derreti em seus braços e disse um contido sim.

E para minha total desolação começa uma música que amo. Ele me encaixou

em seu corpo e começamos a dançar ao ritmo gostoso da música, sua boca

em minha testa, eu sentia ora sua respiração, ora letras da música, e só para o

inferno ficar completo o danado sabia dançar e de repente me vi imaginando

se Dane também sabia dançar e como seria bom se ele estivesse ali também.

Perdida nesses pensamentos chegamos ao refrão da música, no clima

envolvente dancei roçando nele e percebi que estava excitado, me afastei

assustada ele riu para mim sacana me rodopiou e me encaixou de novo, e

como se minha dignidade já não estivesse suficientemente estirada ao chão

me pego cantando junto com ele:

Me joga na cama, beija minha boca e tira minha roupa faz amor

comigo e me deixa louca... (Banda Vingadora)


Encostei meu rosto no seu peito fechei os olhos me embalei na

música, nele e em um mar de sensações. Abri os olhos por um momento e

encontrei um intenso par de olhos azuis me fitando, senti minha pele queimar

dos pés à cabeça, seus olhos não estavam revoltos e sim enigmáticos, tinha

uma certa excitação em me olhar dançando com seu amigo. Fechei

novamente os olhos e me perdia na música, na dança e nos pensamentos. Que

loucura é essa, será que estou lendo tudo isso da maneira correta? Eu quero

eles, mas será que estou disposta a ter os dois juntos?

Sinto um par de mãos em minha cintura e logo fui virada em direção à

essas mãos, dou de cara com aquele olhar de mar, agora com tom de

entardecer meio avermelhado e ao encosta-lo sinto o tamanho de sua ereção.

Léo vai me soltando não antes de sarrar na minha bunda e depositar um beijo

na curva do meu pescoço, olho atônita para Dane e não consigo disfarçar o

tamanho do meu desejo, Dane sobe uma mão por minhas costas até meu

pescoço encaixa seus dedos por entre meus cabelos e com a outra mão desce

até uma banda da minha bunda e quando estou prestes a tirar a roupa e dá

para ele ali mesmo, ouço ele susurrar no meu ouvido dançando, melhor

rebolando gostosamente comigo:

Quando você me olhou, Me deu um arrepio Há tanto tempo que eu

não sentia isso. Chamou minha atenção, Ganhou meu coração Jeitinho todo

engraçado, meio tímido... (Banda Vingadora)

Putalquelopariu! Eu morri e fui para o céu, ou melhor ainda, fui para

o limo dos meus sonhos o que aconteceu aqui senhorrrrr não consigo explicar

então vou beijar e me acabar. Foi o que fiz, beijei com vontade aquela boca

rosada maravilhosa até acabar essa bendita música que com certeza eu não

vou esquecer nunca mais.

Acabamos de dançar e beijar e roçar e quase gozar, enfim...

— Eu... Eu... — Merda eu e a mania de ficar gaga quando fico


nervosa. — É, eu preciso ir no banheiro.... — E fui, precisava me recompor.

Nininha entrou no banheiro da boate mesmo, ela não conseguiu

raciocinar e ir no banheiro dos funcionários que era de costume ir. Se

encostou na pia e lavou as mãos molhando o pescoço tentando abaixar o

fogo. Minutos depois Lary entra no banheiro com Bruna e foi na direção dela

dizendo:

— Não acredito Nininha você ficou com os dois????

— O quê??? Não.... Mas o quê? Que você está dizendo? — Respondi

meio lerda, recapitulando e não lembrando de ter beijado o Léo, só o Dane.

— Que dois? Tá louca Lary? A Nininha??? Haha du-vi-de-o–do —

Falou Bruna trôpega.

Nininha deu um empurrão no ombro de Bruna e foi dizendo:

— Eii, o que você quer dizer Bruna? Você acha que só você consegue

despertar interesse em homens como eles?

— Opa, opa, não pode ser, a santinha da Nininha quer os dois. —

Disse Bruna chocada.

Com o dedo apontado para Bruna exclamou Nininha:

— Olha aqui Bruna eu nunca disse que era santinha, só não preciso

ser uma doida varrida como você!

— Ei pode parar as duas. — Lary se mete no meio apontando para a

Bruna diz: — Você vaca, cala a boca não tá ajudando. Depois virou-se para

Nininha dizendo:

— E você, tá tão perdida que não lembra o quanto nossa amiga aqui é

debochada, você é sempre a primeira a defender ela, e agora fica aí com tom

de julgamento.

— Poxa amiga desculpa, eu não quis dizer isso, você me entendeu

errado eu jamais duvidaria de você como mulher. Eu disse aquilo porque

conheço o seu jeito de pensar. Presta atenção, você é uma mulher linda


merece o melhor da vida, é só você querer. Estou do seu lado amiga e estou

MUITO feliz que você acordou para vida. Se joga mulher, sem pré-conceitos.

Escutando Bruna falar, entendi que de um jeito meio torto ela só disse

verdade, puxei ela para um abraço e pedi desculpas em seu ouvido.

— Tá legal, tá legal, mas não vamos esquecer que essa nossa amiga

aqui Bruna, é uma romântica e acha que tudo tem um final feliz como em

seus livros, e esse terreno é perigoso, não sabemos o que pode acontecer........

– Falou Lary.

— Ai eu sei, se o final feliz for acabar em um sanduíche entre aqueles

dois eu quero!!! – Bruna soltou.

— VACAAAA ... — Gritou Lary e Nininha no ouvido de Bruna pelo

seu comentário. As três caíram na gargalhada juntas e outras meninas no

banheiro riram delas.

Lary foi se acalmando, me pegou pelos ombros e foi dizendo:

— Minha amiga irmã, vejo nos teus olhos o teu querer por eles, e o

pouco que vi deles percebi também o querer deles por você..

Bruna interrompe de novo a fala de Lary

— Atá, você percebeu só no olhar e não em toda aquela dança a três

caliente com direito a um beijaço no final, e fora todo aquele lance de

cantarem a letra da música um para o outro e .... E hummm acho que faltou

um beijo triplo para ser perfeito.

A cachorra da Bruna disse isso tudo toda rebolando na sensualidade,

me perguntei se eu estava fazendo assim na pista de dança, merda é melhor

não pensar nisso.

Quando ela olhou para mim e Lary e viu nosso olhar a repreendendo

murmurou:

— Ok, o.k suas chatas! Conclua Laryyyyy.

— Bom, seja o que for Nininha, faça o que você tiver vontade só não


leve tudo muito a sério pense em se divertir, em ser feliz. Como já te disse,

não crie expectativas, apenas viva o hoje e nada de contos de fadas eu digo

isso para seu bem.

— Porra Lary! E daí se ela quiser ter o final feliz dela com dois

Deuses gregos como eles ela pode, a vida é dela e ela vive como quiser,

existem relacionamentos de poliamor onde você pode amar mais de uma

pessoa ao mesmo tempo.

Olhei para Bruna com olhar de interesse, mas deixo para saber disso

depois, como disse Lary sem expectativas, somente curtir.

Lary soltou uns palavrões para Bruna por ter plantado essa semente na

minha cabeça, mas enfim, a verdade é que a vida é minha e eu saí daquele

banheiro com uma única certeza :

Se era isso que eu queria, era isso que eu teria!

E essa certeza só ficou mais forte quando dei de cara com os dois, em

pé de frente a porta do banheiro, todas as meninas passavam por eles se

insinuando, mas nenhum, nem outro desviava o olhar do meu, segui em

direção ao dois como se o bar não tivesse ninguém mais, só ouvi a voz de

Bruna e Lary falando:

— Vai lá e arrasa gataa.

— Não esquece de me ligar amanhã.

Mesmo sem olhar eu sabia o que cada uma tinha dito, sorri e cheguei

bem próximo na frente dos dois, no centro entre eles, cada um pôs a mão em

uma de minhas mãos e com uma boca em cada ouvido meu, disseram em

sintonia:

— Já pagamos a conta é hora de ir...

— Então, você vem com a gente?

Segurei um pequeno gemido e, fiz um esforço para tentar não me

render tão facilmente como essa vacilona aqui em baixo. Ainda procurando o


oxigênio para responder a pergunta e sem querer ser oferecida, mas não

achando jeito de não ser...

A foda-se! Puxei eles bem mais próximo ainda de mim e disse:

— Já não aguento tanta demora.


Capítulo 20: Entrega Total.

Sem perceber Nininha já estava dentro do táxi no meio dos

dois. Se antes a corrente elétrica pulsava entre eles, agora ela os unia, seus

corpos se tocavam a todo tempo e, a cada toque a sensação de

reconhecimento. Os três, não viam a hora de chegar no Ap.

Léo do lado esquerdo dela não tirava os olhos do perfil de seu rosto,

encantado com a possibilidade de tê-la. Não se segurou e encostou seu nariz

na curvatura de seu pescoço inalando seu cheiro gostoso o fazendo ainda

mais duro.

Nininha sentiu seu desejo por Léo aumentar ainda mais, porém ainda

estava preocupada com a reação de Dane. Curvando a cabeça para que Léo

tivesse melhor acesso ao seu pescoço encostou sua cabeça no ombro de Dane

e o encontrou a olhando, notou que havia desejo também em seus olhos. "Isso

tudo é uma loucura" pensava, mas sabia que não tinha mais volta.

Dane levantou seu queixo com a mão, posicionando a boca dela em

direção à sua. Enquanto isso Léo pegava em sua mão esquerda e ia pousando

pequenos beijos por todo seu ombro e braço. Dane a olhou profundamente

nos olhos, viu a vontade e o medo de se entregar. Levou sua boca a tocar a

dela em um beijo lento, dengoso e depois foi virando seu rosto lentamente ao

amigo que esperava ansioso pelo seu primeiro beijo com ela. Dane seguiu

dando pequenos chupões em seu cangote, enquanto Léo começou a se

deliciar com sua boca. Humm!

Entorpecida ao ser beijada pelos dois, deixou se levar, levantou a mão


e colocou na nuca de Léo e aprofundou ainda mais o beijo em uma dança

erótica de suas línguas. Léo estava enlouquecido, começava a entender o

porquê da fixação de Dane por ela, sua boca era doce, seu beijo intenso, cheio

de pudor e malícia ao mesmo tempo. Ele se sentiu perdido, querendo achar

seu lugar dentro do corpo dela e ainda estava só no início, pensando nisso

lembrou que ainda estavam no táxi, segurou seu rosto com as duas mãos e

com uma força tremenda foi parando o beijo sobrando apenas suas

respirações ofegantes e olhares famintos então disse:

— Calma princesa, prometo lhe dar quantos beijos quiser, mas vamos

esperar chegar em nosso apartamento. — Deu um estalinho em seus lábios.

Dane beijou a nuca de Nininha concordando com o que o amigo dele

disse, os dois sabiam que ela não era qualquer uma para ficarem de amasso

num táxi, então eles entrelaçaram suas mãos às dela e juntos respiraram

fundo e deitaram a cabeça no encosto do banco, os dois não tiravam os olhos

de sua presa, ela alternava seu olhar entre eles e não tirava o sorriso bobo da

cara.

Com a lucidez voltando Nininha pensou "na vergonha do motorista

ter visto tudo", sorriu e disse baixinho para que só os dois escutassem:

— Faço uma ideia do que esses taxistas vêem e ouvem nas corridas da

madrugada.

E os dois se juntaram aos risos com ela, fazendo um esforço para não

soarem tão alto.

Chegaram ao prédio, Léo o mais apressado dos três foi logo abrindo a

porta do carro e carregou Nininha junto com ele pela mão deixando Dane no

táxi. Dane sorriu balançando a cabeça com a pressa de seu amigo, mas o

entendia, daí falou ao motorista:

— É, parece que fiquei com a conta.

E o motorista prontamente respondeu com um sorrisinho:


— E seu amigo com a garota.

Dane retrucou:

— Não por muito tempo. Aqui, pode ficar com o troco. Boa noite!

Dane saiu do táxi com o sorriso do gato da Alice no país das

maravilhas deixando o motorista com os olhos arregalados. No hall,

encontrou os dois esperando o elevador, eles estavam de mãos dadas o que

deu espaço para ele agarra-la por trás e afundar seu rosto naqueles cabelos

macios, Léo olhou para ela que estava um pouco constrangida, levou sua

mão aos lábios e beijou, para que ela se acostume com os dois fazendo

carinho nela ao mesmo tempo.

— Merda de elevador, que demora. — Disse Léo impaciente.

— Aí chorão, ele chegou. — Dane o zoou.

— Já era tempo! — Disse Léo puxando Nininha com ele para dentro

do elevador, encaixou o corpo dela com o seu e tomou sua boca num beijo

sôfrego e quente.

Dane ria com o desespero do amigo, apertou o andar e ficou de

espectador olhando o amasso dos dois. Nininha não tinha tempo suficiente

para se sentir constrangida.

Será que Léo sentia o mesmo que eu senti por ela quando nos

beijamos pela primeira vez, será possível um sentimento como este nascer

entre três pessoas, pensava Dane, achei que até poderia ficar com ciúmes

dela, mas aos estarmos os três juntos me parece tão certo. Ele notou que

Nininha diminuiu a velocidade do beijo, e olhava em volta o procurando,

quando seus olhos se encontraram sem deixar seu contato com Léo esticou

seu braço livre e o puxou para um beijo também.

— Uffa!! Achei que tivesse te perdido. — Susurrou ela

— Nunca. Eu sempre estarei onde você estiver. — Respondeu

— Nós estaremos, e … Chegamos! — Disparou Léo.


Dane pegou ela no colo e seguiram para o apartamento. No momento

em que Léo abria a porta Nininha pensava, "é agora Nininha, daqui não tem

mais volta, a devassa que você soltou na sua primeira vez com Dane vai ter

que se multiplicar por duas, aiai meu santinho das gulosas por dois homens,

me ajuda! Eu poderia me acostumar com toda essa atenção masculina a

minha volta, eu deveria ter estranhado o porquê de uma vida inteira sem

absolutamente nenhuma emoção, claro agora eu entendi o senhor deixou tudo

para esse fim de semana." Seus pensamentos foram interrompidos por um

beijo casto que Dane deu em sua testa lhe descendo do colo, eles já estavam

na sala, Dane perguntou a ela se queria alguma coisa, ela notou que sua

garganta estava seca, achava que era nervosismo, mesmo assim pediu uma

água. Ele piscou para ela e foi andando para cozinha tirando sua camisa no

caminho jogando-a na banqueta e deixando a visão maravilhosa de suas

costas musculosas para os olhos de Nininha.

Léo a tirou do transe abraçando carinhosamente e levando para o sofá.

— Nossa Paulina, eu te quis desde a primeira vez que te vi dançando

na pista de dança, imagina minha surpresa quando descobri que você era a

garota que roubou os pensamentos do meu amigo.

Ao dizer isso Léo a beijou.

— Léo eu não me lembrava que era você o rapaz do bar me olhando,

eu percebi um pouquinho depois.

— Eu sei, eu até tentei abrir um espaço para mim entre vocês, mas

não consegui né, bom até agora. — Léo disse isso roçando os dedos no

decote dela.

Dane voltou com a água, ela bebeu e eles tomaram uma cerveja, cada

um ao seu lado. Eles começaram a alternar carícias em seu corpo, e parecia

estarem demarcando que lado pertencia a quem. As coisas voltaram a

esquentar. Era beijada, chupada, mordida e apalpada pelos os dois, mas não


aonde ela mais precisava. Estava tão ocupada recebendo os afagos que se

esqueceu que queria e deveria afaga-los também, se via apenas como uma

massa de modelar em suas mãos. Ela notou que estava com uma mão em

cima de cada coxa então apertou, acariciou e foi levando até suas virilhas e

nossa, ela sentiu o quanto eles estavam excitados por ela e só para confirmar

os dois soltaram um gemido dolorido quando sentiram seu toque. "Como era

bom escutar um gemido masculino, ainda mais de dois homens ao mesmo

tempo. Mas me sinto insegura será que dou conta." Pensava Nininha.

— Meninos, eu... Eu... Nunca tive dois homens ao mesmo tempo, eu

quero muito vocês dois, mas não sei o...

— Shiiiii! — Léo pôs o dedo nos lábios dela a fazendo o olhar e

calar. — Não diga nada, não se preocupe, nós cuidaremos de você, apenas

sinta.

"Vocês dois precisavam mesmo ter esses olhos hipnotizantes e essa

voz sexy? Os dois? Só pode ser sacanagem." Ops! Ela não acreditou, mas

falou em voz alta e eles sorriram enquanto ela escondia o rosto nas mãos

envergonhada.

Léo se levantou, já estava sem os sapatos então tirou a blusa, com o

movimento Nininha ainda com as mãos nos olhos retirou só alguns dedos

para ter alguma visão daquele Deus grego bronzeado em pé na sua frente,

abriu a boca como se quisesse provar cada gominho que teimava em reluzir

ao seu olhar. Léo sorriu ao ver a expressão no rosto dela, Dane puxou sua

boca e roubo-lhe um beijo, ele a puxou para montar em seu colo com as

pernas abertas, ela gemeu ao sentir sua carne dura entre suas virilhas, ela

rebolava e agarrava suas costas, enfiava as mãos em seu cabelo louca de

desejo, Dane enrrolou seu longo cabelo em uma mão e começou a conduzir o

beijo como queria. Léo soltou as sandálias dela e sem ela perceber os dois em

conjunto tiraram seu vestido deixando-a somente com a box preta e sutien.


Dane se levantou com ela enganchada em seu colo. Ele adorava os gritinhos

que ela dava quando se assustava, ele olhou Léo e falou:

— Vamos Léo saborear o nosso pequeno fruto. — Dane deu um tapa

estalado em uma banda de sua bunda. E ela gritou.

— Aiiiiii! Seu louco.

Dando outro tapa na outra banda da bunda dela, Léo disse:

— Não grite agora princesa, deixe para gritar e gemer quando

estivermos te saboreando

— Aí meu Deus, onde eu fui me meter.

— Bom, posso te responder, você agora está capturada pelos seus

Dois Federais e daqui você não sai antes de saciarmos nosso desejo de você.

— Dane responde e joga ela na cama.

E lá ela ficou admirando aqueles dois homens que já estavam só de

cueca box em frente a ela pensando:

"E quem disse que quero ir embora daqui? Nunquinha! "


Capítuo 21: Montanha Russa.

Olhando aquelas figuras famintas por ela, fez uma pequena

reflexão da sua vida procurarando o que havia feito de bom para merecer

aquele momento com esses dois, não encontrava nada que explicasse.

O calor só aumentou, ela já achava que vestia peças demais. Então

tomada de desejo e dando um fim ao puritanismo, se sentou na cama toda

sedutora e assistida pelos divinos à sua frente, retirou seu sutien o mais

graciosamente possível e o jogou entre eles. Não sabia distinguir qual olhar

se tornou mais intenso após seu ato ousado.

Ouviu Dane falar:

— Irmão, são os seios mais lindos que já vimos não é?

Apertando seu pau, Léo sem tirar os olhos do colo de Nininha

respondeu sorrindo maliciosamente:

— Realmente os mais lindos, mas uma coisa está me encucando, eu

nunca estive em um ménage em que todos usavam cuecas box masculina.

Nenhum dos três aguentaram e caíram na gargalhada, Dane e

Nininha quase choram de tanto rir, mas ela foi logo cortando a brincadeira

quando disse:

— Pois é, vocês pretendem ficar aí rindo ou vão vir aqui e tirar essa

box do meu corpo, essa cama está muito quente e eu estou morreeeendo de

calor.

Os dois se entre olharam e Léo foi mais rápido, pulou praticamente

em cima dela e foi beijando cada pedacinho de seu corpo como se

reverenciando uma deusa, deu uma atenção maior ao seus seios e quadris,


Léo amava quadris, largos e robustos, adorava beijar e mordiscar do osso

ilíaco até o início da linha da virilha, movimentando seus beijos de um lado

ao outro pela base da barriga, sabia que era um local nada explorado pelos

homens e, esses quadris era exatamente do jeito que ele gostava foi de um

osso ilíaco ao outro beijando, cheirando e deixando pequenas marquinhas por

onde passava, indo para virilha foi retirando aquele pedaço de tecido que o

afastava do seu fruto de desejo. Ele ouvia os pequenos gemidos e lidava com

a força que ela fazia ao se contorcer de prazer.

— Meu Deus mulher a cada minuto que passa mais beleza encontro

em você. — Disse Léo tomado de tesão ao ver Nininha agora totalmente nua.

Dane se aproximou levou sua boca aos lábios de Nininha, acariciando

seus seios foi se estabelecendo atrás dela encostando na cabeceira da cama, já

sem sua cueca box também, colocou ela entre suas pernas com às costas em

seu peitoral, pegou em cada joelho dela e os afastou um do outro deixando-a

completamente aberta aos olhos de Léo. Nininha se sentiu trêmula, exposta e

com uma sofreguidão ansiosa para ser tomada por eles. Mas percebeu que o

intuito deles era de tortura-lá. Por que simplesmente não se enfiavam nela e

pronto. Não, não! Não esses dois Deuses do Olimpo, eles querem mais. Dane

começou a tocar o corpo curvilíneo que já conhecia e foi apresentando ao seu

amigo, eles adoravam esse tipo de joguinho, Léo tirou sua box branca e deu

um sorriso contente ao ver Nininha passar a língua nos lábios ao ver seu pau

pular para fora. Dane então passava um dedo em cada mamilo ouriçado

vagarosamente, dizendo:

— Veja Léo o quanto está excitada, seus seios estão pesados e os

mamilos duros e afiados implorando por nossas bocas, notou o tom de rosa

que tem suas auréolas? Pois então qual é a cor que desejamos ver?

— Vermelho brilhante. — Disse Léo preguiçosamente e ainda

explicou. — Resultado das chupadas e mordidas que daremos em você


Paulina. — Concluiu prontamente olhando para ela.

Léo então chegou mais próximo de sua vagina e apenas tocou seus

lábios com a ponta do dedo e disse também:

— Esses lábios são do jeito que gostamos... — Arrastou o dedo em

toda extensão molhando o dedo em sua umidade fazendo com que ela soltase

gemidos e respirações entre cortadas, levantou o dedo lambeu e disse –

Humm, o gosto também é do jeito que gostamos, mas e a cor que queremos?

— Vermelho quase roxo. — Respondeu Dane sussurrando ao pé de

seu ouvido — Você faz uma noção do que faremos pra que fique da cor que

desejamos, Paulina?

— Aaaa... Vocês vão me matar, por favor, por favor....

#Nininha

Minha sanidade sumiu, eu só pensava, ou melhor, precisava deles em mim.

Léo veio engatinhando feito uma pantera, me deixando mais louca ainda com

seu olhar felino, enquanto Dane levantou meus cabelos explorando meu

pescoço, Léo caiu de boca sedento no meu centro de prazer, ergueu ainda

mais meus joelhos, só pude fechar meus olhos e receber as chicotadas de sua

língua em minha carne molhada ele sabia o que fazia, por vezes me levava ao

ápice e me puxava novamente colocou um dedo como se testando, colocou

outro dedo e gemeu com aquele ar quente na entrada da minha vulva e quase

gozei pqp!

Enquanto eu estava me contorcendo com a atenção de Léo na minha

parte mais erótica, Dane falava aos meus ouvidos:

"Olha só você minha menina, está gostando de ser chupada por Léo"

"Devassa"

"Acho que você vai gostar de ser nossa refém, para usarmos como e


quando quisermos"

"Agora vai ser sempre assim, nós dois e você"

"VOCÊ É NOSSA!"

Ao dizer isso Dane acariciou firme meus seios, apertou um mamilo

exatamente ao mesmo tempo em que Léo chupou forte meu clitóris e então...

Bumm! Uma explosão aconteceu, eu vi o teto repartir em milhares de

pedacinhos feito serpentina e gritei forte tamanho orgasmo que me percorreu.

Tonta sentindo as ondas de prazer passarem pelo meu corpo escutei

Léo dizer a Dane:

— Que mel é esse, brother, maravilhoso.

Tomada de sensações senti eles se movimentando sobre a cama e se

colocarem cada um ao meu lado, e fui literalmente atacada pelos dois ao

mesmo tempo, cada um tomando conta de metade do meu corpo.

Enquanto um beijava minha boca, outro se apossava de meu seio e

então trocavam, eu sempre tinha uma boca me beijando e uma se esforçando

para deixar os cumes de meus seios da cor que desejavam.

Meu prazer estava se reconstruindo de novo, não tinha o que fazer a

não ser sentir, responder aos estímulos incessantes que eles me faziam. Meus

pulmões queimavam com a falta de ar, mas que se dane, a cama pegava fogo

também e não saímos dela. Em uma maldita maravilhosa sintonia começaram

a descer suas mãos nas minhas partes baixas, brincavam com minha entrada

hora forte, hora devagar, judiavam do meu clitóris, prendiam em seus dedos,

um vinha e outro ia, uma tortura interminável. Eu ia e vinha na beira do

abismo. Completamente dominada não tinha uma parte de meu corpo que não

estivesse sendo estimulada, comecei a pensar que agora quem se partiria em

pedacinhos seria eu e não o teto. Gemia, gritava, implorava. Pelo quê? Por

mais é claro, eu sempre fui fã do momento pré orgasmo essa sensação

alongada era melhor do que o orgasmo em si.


Senti eles colocando cada perna minha sobre eles me deixando

arreganhada de novo. Oh, meu Deus! Eles diziam vez ou outra no meu

ouvido que eu era linda, gostosa cheirosa e principalmente a palavra

"NOSSA" Eu estava com as mãos em cada costa musculosa, tenho certeza

que minhas unhas estariam marcadas ali amanhã. Foi então que notei o que

eles começaram a fazer, não é possível, os dois mexendo juntos no meio das

minhas pernas, perdi o fôlego quando cada um depositou um dedo dentro de

mim juntos, oooooohhhhhhh! Dane com a mão livre segurou minha nuca

como se fosse para eu não sair do lugar, encostou os lábios nos meus

dizendo:

— Preparada para a montanha russa? — O desgraçado sorriu.

— O quê ?

Eles pararam o movimento dos dedos dentro de mim e

instintivamente levantei meus quadris para tentar obter um pouco mais,

sofrendo por mais. Léo aproveitou e deu uma mordida dolorida em meu seio

chamando minha atenção.

— Aiiiiiiiii... Tá bommm vamos de montanha russa então, seja lá o

que isso seja.

— Boa menina! — Disseram os dois.

E aí, puta merda! Nunca em minha vida eu poderia estar preparada

para o que aconteceu. Cada um adicionou mais um dedo em minha entrada,

em minha buceta abusada e posicionando os dedões ao lado do meu clitóris

que já se encontrava inchado de tanto prazer, começaram juntos um

movimento enlouquecedor, que me fizeram arquear na cama no meio deles

implorando para gozar, meu corpo subia e descia, suas pernas mantinham às

minhas abertas, Dane segurava minha nuca a mantendo no lugar e Léo fazia

um esforço em manter minha cintura e abocanhar meus seios. Suas mãos

faziam movimentos de entre e sai, os dedões comprimiam meu clitóris já


abusado com tanto estímulo, e os dedos dentro de mim pareciam fazer

curvas, pareciam procurar um ponto específico, meu Deus, e de repente eu

morri é simples assim, morri. Não consegui ter mais controle do meu corpo

que se debatia para cima e para baixo num ato de rebeldia, meus quadris se

tornaram independentes e oscilavam de maneira louca, e eles não se

cansavam e continuavam com esse martírio delicioso e eu explodi de novo, já

não gritava, urrava como um animal, mordi os lábios de Dane que estavam

próximos aos meus, puxei os cabelos de Léo que tenho certeza que alguns

fios se foram e, caí em um sub espaço profundo de puro prazer sem conseguir

fazer esforço nenhum para sair de lá. A certeza que tinha era que esses

homens me estragaram para qualquer outro que vier pela frente.

Aos poucos eles foram me acalmando até retirarem seus dedos,

receberam um som de lamento em troca, e depois continuaram apenas a me

acariciar, pareciam estar tentando me fazer voltar ao mundo real. Recebi

beijos melosos do Léo na barriga e carinho no rosto e cabeça de Dane

enquanto tremia incessantemente.

— Você foi de mais Paulina. — Falou Dane.

Exausta com a voz rouca respondi olhando para ele:

— Eu não fiz nada, vocês fizeram tudo e nós ainda nem transamos, de

fato.

Léo levantou seu olhar para mim, deitou sua cabeça do outro lado de

meu rosto e no meu ouvido disse:

— Você não fez nada? (risos) Paulina você fez a melhor montanha

russa do mundo, a mais emocionante, nós quase não conseguimos manter

você na cama, você foi ótima. Agora de fato, não transamos ainda, mas para

sua sorte "ou azar" somos muito pacientes e temos ainda o restante da noite.

E pode apostar, você não vai conseguir fugir da gente.

Ainda me deu uma mordidinha na orelha. Santo das gulosas por


ménage à trois! O que será de mim, esse dois vão me destruir só pode. Dane

me beijou e foi buscar água, Léo aproveitou e me encaixou no seu abraço,

estava mortinha, mas ainda assim quando pus minha perna por cima da dele

me subiu um desejo novamente, acho que eles estão me viciando.

— Descanse um pouco princesa ainda vai precisar das suas forças

para hoje.

Falou Léo descaradamente fazendo carinho na minha cabeça, senti

sua cabeça de baixo tocar minha coxa o que refletiu diretamente em meu

clitóris. É imã essa porra. Fechei um pouquinho os olhos na esperança de

recuperar as minhas forças o mais rápido possível porque eu também queria

usar o corpo destes meninos. Ah, se queria!

Dane voltou, me beijou na têmpora e me ofereceu a água, levantei um

pouco para beber e Léo não perdeu tempo e abocanhou meu seio nu.

— Léo?

— O que quê foi? Não resisti. —ele falou com a boca cheia.

Dane deu um tapinha na cabeça do amigo dizendo:

— Deixa a dama descansar Léo, ela está exausta não vê?

Léo fez beicinho para mim. Semicerrei os olhos para Dane

retrucando:

— Ei, eu não estou tão exausta assim não, já passou ok.

— Hummm, ótimo então, porque nós ainda desejamos muito ter você,

tem certeza que está preparada, minha menina?

Eu e minha boca grande. Não fujo da guerra, não contra dois

combatentes gostosos como esses.

— Sim, estou!

Antes de terminar de falar Léo veio por cima de mim me beijando

feito louco, vi Dane nos dando espaço indo ligar o som, músicas lentas e

sensuais começaram inundar meus ouvidos.


Léo se encaixou no meu corpo e começamos um amasso feito adolescentes,

como ele rebolava sentia seu pênis grosso duro no meio de minhas pernas, já

imaginava o rio que corria por lá, ele desceu uma mão e sentiu toda minha

umidade, deu um grito em Dane e recebeu uma camisinha, embainhou sem

membro e veio pra mim.

— Princesa estou louco pra te sentir, mas se for demais me avise, ok.

— Oooo sim...

Então ele me penetrou devagar no início, eu o agarrei firme fui me

acostumando com sua invasão, e então ele começou a dança erótica no meu

centro indo e vindo, deliciosamente. Nossa ele também era tão bom quanto

Dane, apaixonante! Me beijava o rosto todo, olhava nos meus olhos, cruzei

minhas pernas em cima de seu quadril e ia de encontro com seus

movimentos, cada vez queria mais, todo meu corpo em combustão.

— Aí Léo, vamos, mais forte por favor...

— Eu não quero te machucar amor.

— Vo... Cê não vaii me ... Machucarrr, eu preciso e não sou de

vidro...

Escutamos Dane da beira da cama falar:

— Essa é minha garota!

— Então é isso que você quer, é isso que terá, se segura princesa.

Léo começou um ritimo alucinante forte, firme e profundo. Eu gemia,

gritava pedia mais, até começar a falar palavras que eu nem entendia,

sentindo um tesão impressionante. Queria mais, abri os olhos e vi Dane se

masturbando olhando a gente o que me fez ainda mais quente.

— E você vai ficar daí só olhando?

Senti Léo sorrindo na curva do meu pescoço. Dane me olhou com

aquele olhar de puro desejo e veio em nossa direção, vi que ele colocou

também uma camisinha.


— Bom eu estava esperando minha vez, mas como nossa menina é

gulosa, vamos dar o que você precisa.

Dito isto Léo nos virou um pouco, ficamos de lado na cama, me

assustei.

— Calma, eu acho que não aguento vocês dois juntos de uma vez,

vocês são enormes.

— Não se preocupe minha menina, você ainda não está preparada

para uma dupla penetração.

— Por enquanto... — Disse Léo no meu ouvido.

— Porém, existe algumas coisinhas que podemos fazer, relaxa.

Léo aumentou a velocidade de suas estocadas e quando eu estava

quase na beira ele sai de mim e empina meu quadril para trás onde Dane já

estava posicionado para me receber, e então me penetrou por trás devagar e

depois forte e rápido até eu chegar novamente na beira e trocava com Léo e

assim foi até o dia amanhecer e perdermos todas às nossas forças vitais num

sexo completamente quente e inesquecível. O que será da minha vida sem

esses homens. Morri várias vezes até cair em sono profundo.


Capítulo 22: Precisamos Conversar.

#nininha

Nada que eu pudesse ter sonhado na vida me colocaria no

lugar onde estou, na cama, rodeada de braços e pernas quentes e musculosas,

sentindo meu corpo além de molenga, dolorosamente abusado pela mais

louca e gostosa noite que já tive na minha vida.

Tento não me mexer, não quero estragar o momento só porque

preciso fazer xixi. Estou com meu ouvido escutando o som do ritmo cardíaco

de Léo e com Dane enganchado em minhas costas com a respiração quente

em meu cangote.

O que eu podia querer mais nessa vida?!

Seria perfeito se fosse possível... Ser mais que apenas uma noite...

Aff! Tenho que ir ao banheiro.

Nossa, de repente me bateu uma dúvida, como vamos reagir a tudo o

que aconteceu, quero dizer, será que eles vão ficar indiferentes, frios... Ai,

meu Deus! Bom Nininha você é adulta tem que saber lidar com qualquer

coisa, mas como lidar com uma possível rejeição depois de uma entrega

total, como enfrentar o fato que depois de ontem eles possam me considerar

apenas como mais uma vagabunda em sua cama. Como encarar o fato de que

esta, pode ter sido apenas uma única noite, e como? Meu Santo das Gulosas

por dois, eu posso estar achando que estou apaixonada por eles, só pode ser

brincadeira. Apertei os olhos bem fechados como se para esses pensamentos

sumirem da minha cabeça. Dane-se penso nisso depois.

Me remexi um pouco e senti o aperto de Dane em meu quadril me


puxando pra ele, ao mesmo tempo que Léo levantou sua mão livre no meu

rosto me acariciando colocando uma mecha perdida do meu cabelo atrás de

minha orelha, deu-me um beijo na testa:

— Já acordou princesa? Não é melhor dormir mais um pouco, você

deve estar bem cansada.

Notei o levantar cínico e sexy de um lado de sua boca mortal, lembrei

na hora do quanto essa mesma boca me fez gemer na noite passada, e

automaticamente senti raios de eletricidade enviados diretos para minha

buceta fazendo uma poça se formar. Fiquei ali, alguns segundos hipnotizada

no olhar dele, tentando não implorar para que comecemos tudo de novo. Vi

que possivelmente ele sentiu meu início de combustão, pois meu joelho

encostava em seu membro que a alguns minutos estava semiereto e agora

estava quase completamente ereto. Escondi meu rosto em seu peito liso e

robusto sorrindo. Com o meu sorriso, meu bumbum sacolejou também e

acredito que acordou Dane, pois aquilo que sentia nas bochechas de minha

bunda não poderia ser apenas tesão de mijo.

Dane disse com os lábios em minha orelha um "bom dia minha

menina" bem sedutor e foi me lançando beijos quentes e estalado pelo

pescoço, ombro, costas passando e apertando a mão na minha bunda...

Enquanto Léo puxou meu queixo para cima e me beijou na boca lento e

quase inocente se não fosse sua mão encontrando meu seio e estacionando ali

como se fosse seu lugar.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh!

Já falei que nunca me imaginei um ser altamente sexual, mas no meio

desses dois me sinto uma deusa.

Porém, acho que até deusas precisam ir ao banheiro, merda!

Fui me levantando com muito custo, me afastando daqueles braços e

pernas e pênis, escutando ganidos de reprovação dos dois lados. Fiquei de pé


ofegante com a mão na cintura de frente para eles e disse :

— O que foi? Uma dama não pode ter um minuto para sua higiene

matinal? — Dei uma piscadela tentando parecer bem casual.

Dane se espreguiçou na cama colocando os braços atrás da cabeça

deixando bem visível aquele corpo todo esculpido e preparado para ação.

Com um sorriso malicioso naquela cara de sono foi dizendo:

— Sim, uma dama tem direito a tudo que ela quiser contanto que ela

seja rápida o suficiente e volte para podermos saborea–la novamente.

Só desviei meu olhar do Dane para Léo porque vi seu movimento em

se sentar recostado na cama e acariciar seu membro pesado me olhando

fixamente também, fiquei sem ar, levantei às mãos como se me rendesse e

me virei para o banheiro da suíte.

(...)

Ao se virar, correu em direção ao banheiro, dando aos dois uma visão

maravilhosa do balanço de suas nádegas. Quando a porta do banheiro se

fechou ouvia-se os suspiros dos homens na cama. Dane virou o rosto para seu

amigo e disse:

— Maravilhosa né?

— Sim, perfeita, nós nos encaixamos bem e ainda nem tomamos ela

ao mesmo tempo. Brother, você viu o balanço daquele rabo, não vejo a hora

de pega-la por trás enquanto você a toma pela frente.

Léo não tirava a imagem de sua mente, apertou seu pau e limpou a

gota de pré gozo que apareceu, num impulso saiu da cama dizendo:

— Merda, que descontrole é esse, pareço um adolescente...

— Bem vindo ao meu mundo, é assim que me sinto desde que a vi

pela primeira vez. — Interrompeu Dane aos risos.

— Ela deve ser uma bruxa, uma feiticeira das boas, linda e gostosa e

fogosa, você viu a entrega dela, Dane, ela estava ali sem joguinhos sem


interesse apenas sentindo.

— Vi meu irmão, vi, e agora só o que penso é em como vamos

embora e deixar ela aqui, ou pior, será que ela vai entender. Foi tudo tão

rápido e tão intenso e ainda tem tantas coisas que eu gostaria de fazer...

— Porra Dane tinha me esquecido disso nosso vôo é para hoje à noite

e já estamos na metade do dia, como vamos resolver tudo isso e fazer ela

entender e esperar?

— Estive pensando, que tal você ir, eu peço mais uns dias de licença e

fico aqui com ela...

— E o caramba brother, se alguém ficar esse alguém deveria ser eu,

pois não tive tempo suficiente com ela, e parte do serviço que vamos fazer lá

a princípio é burocrática, ou seja, de sua responsabilidade, eu realmente não

precisaria ir logo só daqui a duas semanas quando começa o serviço de

campo — Léo cortou Dane tentando não falar muito alto para Paulina não

ouvir, mas deixando claro sua irritação para o amigo.

Dane levantou da cama e pôs sua cueca voltou a encarar Léo, que

estava se vestindo também, puto ele apontou para a porta do banheiro onde

estava Paulina que pelo som do chuveiro devia estar tomando banho, Léo

olhou para o amigo e o ouviu:

— Eu a encontrei primeiro Léo, eu deveria ficar e você ir, depois

veríamos como seria. Você não pode estar achando que só porque passou

uma noite com ela já tem direito sobre ela.

— Aha! E você tem? Desculpe-me, mas por quê? Só porque a

conhece a uma semana e teve ela pelo que, umas três vezes já se acha dono?

Dane você estava aqui ontem como eu e ela, e não me diga que você não

sentiu todo aquele lance especial, vai me dizer que foi igual a todas às outras

que já tivemos juntos, você é louco de imaginar que vou colocar meu time

fora assim só porque você quer.


A vontade de Dane era avançar e dar um soco em Léo, uma noite

apenas e ele já acha que tem algum direito sobre ela. Tentou se controlar,

sabia que de certa forma ele estava certo, porque ele também não tem direito

sobre ela, e realmente depois de ontem como imaginar que ela ainda ia o

querer ou preferir Léo, ou pensar igual seu amigo e viver um romance a três.

Merda o que estou pensando!

Em silêncio Dane saiu da frente de Léo indo pela porta do quarto para

cozinha dizendo que ia fazer algo para comerem. Dito isto Léo se acalmou

também e se sentou na cama com as mãos na cabeça pensando em tudo o que

disseram, ele não quer disputar com seu amigo, mas seria um tolo em

simplesmente sair do caminho renegando todos os seus instintos que o

levavam a crer que esta seria a mulher de sua vida, melhor que isso, da vida

deles dois.

Paulina resolveu tomar um banho bem demorado, pois viu que eles a

queriam de novo e Deus sabe o quanto ela queria que eles a quisessem.

Escovou os dentes com a escova que ela presumiu que fosse de Dane por

estarem em seu quarto, usou desodorante e um pente que estava na bancada,

ouvia de dentro do banheiro as vozes no quarto, mas não entendia o que

falavam, estava ainda no mundo da lua não alcançava os pés no chão ainda.

Colocou uma regata branca que estava pendurada e se olhou no espelho, viu

realmente o quanto uma mulher pós foda fica sensual usando uma camiseta

masculina. Testou seu hálito para ter certeza de estar cheirando bem, e como

uma boba levantou os braços e cheirou às axilas também soltando um sorriso

tolo ao final. Saiu do banheiro com aquele mesmo sorriso que foi se

desfazendo ao encontrar só Léo sentado na cama com as mãos na cabeça

perdido em pensamentos. Meio sem jeito foi indo em direção a ele. Quando

ele percebeu sua presença e a olhou de cima a baixo com olhos faiscantes a

deixando de pernas fracas, ela brecou e ficou olhando para ele também. Então


Léo se ajeitou a olhou firme e a chamou com o dedinho indicador. Seu corpo

não esperou ordens de seu cérebro e caminhou para a frente dele que a puxou

entre suas pernas, sua cabeça no meio de seus seios, a abraçou pela cintura se

aconchegando ainda mais. Ela pôs suas mãos na parte de trás da cabeça dele

enfiando os dedos naquele cabelo dourado.

Nininha entendeu que ele queria apenas um abraço, menino carente. E

ela estava ali e daria o que ele queria. Beijou sua cabeça enquanto ele roçava

seu nariz em seus seios e apertava ainda mais seus braços entorno dela.

— Você fica bem melhor que Dane nesta camisa e, com esse

perfume... — Susurrou Léo interrompendo seus pensamentos.

Paulina sorriu e quando ia responder e perguntar onde estava Dane,

ele levou as mãos em cada lado de seu corpo levantando a blusa e a olhando

continuou sussurrando:

— ...Mas você fica muito melhor sem nada...

Ele retirou sua blusa e a tomou em um beijo apaixonante, seus lábios

se chocando, suas línguas em sintonia, ela estava subjugada por aquele beijo,

só conseguia pensar em ter ele dentro dela, em acariciar seu corpo com suas

paredes internas. Soltava gemidos a cada pequenas mordidas que ele dava em

seus lábios, deixando-a louca.

Léo queria tanto ela de novo, esse momento de carinho sem interesse

que tiveram a alguns minutos reforçou mais ainda a ideia de que era ela a

mulher de sua vida, ele sempre foi o mais sensível dos dois e nunca fugia de

seus sentimentos bons ou ruins, ele seria um fudido se desistisse desse

romance. Léo invadia sua boca com voracidade, tamanha vontade de tê-la

tão duro, passava as mãos em seu corpo, se regozijava com os gemidos

sôfregos que ela soltava. A jogou na cama de bruços, ela soltou um gritinho o

olhando, tirou sua box e se colocou em cima de seu corpo roçando toda sua

excitação no meio de suas pernas, sentiu que ela estava preparada para ele,


lizinha e molhada do jeito que queria. Puxou seu cabelo para trás e

mordiscou seu pescoço, orelha, linha do maxilar virando um pouco para

tomar sua boca novamente. Voltou a orelha e fazendo os movimentos como

se tivesse a tomando por trás disse:

— Preciso de você Paulina, preciso sentir sua quentura de novo, estou

louco para escutar seus gritos, te quero muito, muito forte, estou louco de

tanto desejo.

— Eu também te quero, ooohhh, por favor Léo preciso de você agora.

Ele gemeu ao ouvir que ela também o desejava, se moveu e alcançou

uma camisinha. Se afastou só um instante para colocá-la. Puxou ela pelo

quadril posicionando sua bunda bem para o alto e seus ombros encostados na

cama, se ajoelhou entre suas coxas.

— Você me deixa louco princesa, se eu for muito bruto, por favor, me

avise.

Léo encostou a cabeça dolorida na entrada de sua vagina, ouvindo um

"oohh", sorriu.

Paulina estava enlouquecida. O que eles faziam com ela que a deixava

assim perdida? Então lembrou que Dane não estava ali, olhou para trás e

perguntou:

— Léoooo, mas e Dane cadê ele...

— Shiiiiii, princesa! Você já teve momentos com ele a sós, ele foi

fazer algo para comermos depois vocês terão seu tempo juntos também.

Ela notou a tensão em seu rosto ao responder, e quando terminou ele

estava com uma mão firme em sua cintura e outra enrrolada em seu cabelo,

com apenas um movimento forte o suficiente para ver as estrelas se enfiou

dentro dela a estirando, fazendo seu corpo vibrar com o contato, soltou um

grito e alguns segundos depois dele estar estacionado bem no fundo dela, ela

se acostumou com o intruso e começou a se movimentar em direção a ele.


— Não! — Disse ele e continuou por cima de suas costas ainda

profundamente dentro dela. — Eu que a tomo, não você a mim, espera que

lhe dou o quer.

— Oooohh por favor Léo, eu quero... Me coma, vem ...

— Eu sei princesa do que você precisa, mas você vai ter que aprender

a se controlar, ter dois homens ao mesmo tempo não é fácil, não vamos com

muita sede ao pote.

— Idiota... Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh

Após ela o chingar Léo meteu forte e rebolou e ficou nessa dança

torturante a fazendo gritar e gemer cada vez mais alto, puxava seu cabelo a

impulsionando de volta para ele, e quando ele já não aguentava mais

também, após a levar a borda várias vezes, agarrou com as duas mãos seus

quadris e aumentou o ritmo a forçando em um gozo maravilhoso, e ele ainda

continuou rebolando como se estivesse dançando dentro dela fazendo com

que as ondas do orgasmo anterior se perdurasse.

Ela estava ali a seu mercê e era exatamente ali que queria estar.

Sentia seu corpo tomado e ouvia as palavras dele que a faziam ainda

mais desesperada.

Com as mãos, abriu as bandas de sua bunda passando o dedo no seu

vinco, ela se retraiu assustada, mas logo ele a repôs na posição dizendo:

— Um dia tomarei você por aqui enquanto Dane a toma onde estou

agora, e isso ao mesmo tempo...

— Com certeza você está louco...

Léo soltou uma gargalhada com a recusa dela. E continuou, metendo

devagar e depois rápido para alcançar seu ápice.

— Paulina você irá implorar por isso, grave o que te digo.

Ela realmente achou naquele momento que tudo seria possível se

fosse com eles, ele ao terminar tocou seu ponto sensível e a levou novamente


para o espaço, lugar que ela estava conhecendo cada vez mais ao lado deles.

Esparramados na cama exaustos, Léo se retirou dela e se levantou

dizendo que precisava de uma ducha. Paulina assistiu gloriosa, aquele Deus

indo para o banheiro, se virou na cama e esperou sua respiração acalmar. Se

sentindo um pouco recuperada, levantou-se colocou novamente a camisa de

Dane e saiu do quarto em busca do mesmo. Chegando na cozinha, encontrou

ele sentado na mesa tomando uma xícara de café e a mesa posta para um café

da manhã para três, apesar de ela notar que já eram quase meio dia.

Ele notou sua presença e assim como Léo, a olhou com fome. Ela não

entendia como mesmo após o sexo arrebatador que acabou de ter com Léo,

seu corpo não a reprimia de sentir desejo para fazer o mesmo com Dane neste

momento. Pronto eu sou uma devassa mesmo.

— Sabe, Léo estava certo, essa blusa veste melhor em você do que em

mim.

Ela seguiu sorrindo em direção a ele e percebeu com o que disse, que

ele estava lá quando Léo falou isso. Ela sentou em seu colo só para ver se ele

a rejeitava, mas foi ao contrário ele a segurou e a sentou de pernas abertas em

cima dele, ela o abraçou e beijou seus lábios timidamente.

Mesmo com o pequeno desintendimento entre eles, Dane percebeu

que não era ciúmes que sentia, era alguma outra coisa, medo talvez dela não o

querer mais, sabe-se lá.

Dane era mais reservado quanto aos seus sentimentos, não era igual

ao Léo a flor da pele. Mas essa garota está o tirando do sério. Esse beijo que

ela o deu era casto, cheio de carinho e atenção, parece que ela entende o que

sentia sem ter que dizer. Tomou às rédias do beijo, pois fica louco quando a

toca. Passando a mão pelo seu corpo, pensava “nossa como ele a queria, mas

não sabia se ela ainda aguentaria ele após ter estado com Léo e a noite intensa

que tiveram.” Foi mordendo sua clavícula indo em direção aos seus seios,


expondo um por fora da blusa beijou e chupou até ficarem mais vermelhos do

que já estavam, depois passou para o outro.

Ela se roçava em sua erecão, o deixando louco cada vez mais.

— Paulina eu te quero será que...

— Eu quero você Dane, muito, por que você não se juntou conosco

antes?

— Vocês precisavam de um momento juntos a sós também.

— Foi o que Léo disse.

— É foi? E o que mais ele disse?

— Que logo eu teria o meu tempo com você também.

— É...

— É. E eu quero esse tempo agora...

Paulina tirou a blusa, enquanto Dane tirava a box e tentava alcançar

uma camisinha na gaveta de baixo da pia dando graças a Deus por ter uma, a

colocou e se ajustou na sua entrada dizendo:

— Comande você não quero te machucar sei que abusamos muito de

você, quero apenas te sentir da maneira que você quiser.

Paulina adorou e ficou ainda mais excitada no tom de quase

submissão de Dane, ela estava realmente dolorida, não estava acostumada

com tanto sexo assim. Ah! Mas poderia se acostumar, ah se poderia.

Então ela se embainhou naquele pau gostoso e quente e rebolou

procurando seu prazer e o dele. Foi uma sensação especial olhos nos olhos,

ver o prazer de seu parceiro crescer no fundo de seus olhos e mostrar com os

seus, o seu próprio prazer chegando. Começaram a se beijar

desesperadamente chegando ao precipício juntos e se jogando de lá sem

paraquedas. Ela vai morrer de tanto prazer com esses dois, pensava.

Beijando-a delicadamente agora, Dane olhou em sua face

avermelhada do esforço que fez, e tirando os fios de cabelos suados de sua


testa disse a ela:

— Minha menina, acho que precisamos conversar, eu, você e Léo.


Capítulo 23: “Não”.

Nininha ficou ali encarando aqueles olhos azuis, procurando na

profundidade de seu olhar o que ele estava querendo dizer com "precisamos

conversar". Se sentiu um tanto insegura, remexeu em seu colo tentando sair

de seu agarre, mas sem conseguir, pois ele sentiu o início de sua fuga e a

manteve bem apertada fazendo-a sentir que ele ainda estava vivo dentro dela.

Beijou carinhosamente do pescoço até o queixo dela, mantendo-a no lugar

com uma mão engrenhada no seu cabelo próximo a nuca e a outra mão

mantendo-na firme no seu eixo que ganhava a cada segundo mais vida.

O tesão foi tomando conta dos dois novamente. O clima esquentando,

mãos e línguas viajando no corpo do outro procurando saciar a sede de toque

e sentimento.

Tão intenso, pensavam os dois.

Mas a realidade foi se infiltrando na cabeça de Nininha e ela lembrou

que nem tudo se resolve com sexo, é preciso palavras para entender certos

sentimentos. E ela precisava entender tudo o que estava acontecendo, um

carrocel de emoções e sensações que estava inundando sua vida em apenas

alguns dias. Tanto para entender, tanto para descobrir ainda, tanto para não

perder... Ela já se via completamente enredada pelo prazer de estar com esses

dois homens, seria uma tola de imaginar que não queria se envolver de

verdade. Não conseguia afirmar se já era paixão ou realmente só carnal, como


também não conseguia ver os próximos dias longe de qualquer um dos dois.

Fora essa frase de Dane que a deixou preocupada.

Dane notou que ela foi desacelerando o beijo, viu em seu rosto as

engrenagens de sua mente funcionando, desejou tanto ter super poderes e ler

mentes. Ficou um pouco tenso ao imaginar qual será a reação dela quando

eles disserem que precisam voltar ao trabalho ainda hoje, e que isso significa

ir para outro estado a horas de distância dela, e tendo medo que ela pense que

eles só a usaram e Deus sabe que não era isso. Dane já se permitia a certeza

de saber que estava apaixonado, e pelo que conhecia de Léo via o mesmo

sentimento nos olhos dele quando ele à olhava também. Pensando numa

maneira de iniciar o assunto foi interrompido por sua voz:

— Conversar ? Nós três, sobre o quê?

Dane viu dúvidas e um certo receio em seu olhar, não podia

conversar, estando ele ainda em seu centro quente e pulsante. Deu um beijo

em sua testa de forma fraternal e a retirou de seu colo ouvindo os gemidos

involuntário de seus corpos sendo afastados. Se levantou da cadeira e a pegou

no colo dizendo:

— Precisamos falar de muitas coisas e, vamos falar, mas antes venha

vamos te dar um banho, minha menina.

Sussurrando em seu ouvido Nininha disse enquanto ele os levava para

o quarto novamente:

— Sua menina sabe tomar banho sozinhaaaa.

Ele parou em frente à porta do quarto olhando a engraçadinha em seu

colo e sorrindo feito um menino travesso retrucou:

— Gosto de como soa a frase "sua menina" em sua boca, deveria

dizer isso mais vezes para mim. E a propósito tenho certeza que você sabe

tomar banho sozinha, mas a quatro mãos acredito que será bem mais

interessante.


Ela arregalou os olhos para Dane com o pensamento de quatro mãos a

banhando, e que mãos. E como já se tornava um mau costume, seu corpo já

dava sinais de excitação na imagem desses deuses lhe dando banho. Olhou

em volta para procurar Léo, mas não encontrou. Dane foi seguindo para o

banheiro parando na porta e chamou por Léo:

— Léo, acho que tenho aqui uma bela princesa precisando de ajuda

para um banho, você me ajuda?

Ela olha para o banheiro só para se deparar com Léo saindo do box

todo molhado de encontro a eles, mais sexy impossível, seus olhos varreram

seu corpo todo bronzeado e esculpido por Deus, seguia as bolinhas de água

que escorregavam em seu tórax, abdômen e ... E....... E mais em baixo...

Que inveja dessas bolinhas!

Perdida em pensamentos não notou que Dane a pôs de pé novamente

e que estava no meio dos dois, Léo estava tão próximo que já sentia os cumes

de seus seios molharem em sua pele úmida. Eles a espreitaram como se ela

fosse a presa a ser abatida.

A fumaça no banheiro da água quente que descia pelo chuveiro

deixava o clima ainda mais febril. Podia jurar que ouvia pequenos urros de

prazer vindos de suas bocas em cada pedaço de sua pele tocada por seus

lábios e dentes, que mordiam e beliscavam, cada um à sua maneira, Dane

devagar e intenso, Léo firme e sacana.

Entraram no box juntos, ali começaram uma dança molhada e

escorregadia de mãos ensaboadas e corpos encharcados que se chocavam em

toques lentos, e a cada impacto uma onda de prazer se propagava por todo os

corpos envolvidos. Nunca se sentiu tão mulher quanto agora, tão cuidada, tão

vívida. Nininha virou boneca para às quatro mãos que à serviam. Levantou

os braços para trás do pescoço de Léo enquanto ele esfregava seus cabelos

com shampoo e condicionador. Seus olhos fecharam na sensação de


relaxamento que essa ação a fazia sentir. Dane se concentrou em suas costas

ensaboando cada parte como numa massagem. Ela já estava quase caindo,

pois suas pernas viraram geléias, ainda bem que se segurava em Léo. Podia

se acostumar com isso, aliás esses homens estão a estragando para todo o

sempre, como tomar um banho sozinha após esse?

Foi aí que tudo piorou ou melhorou dependendo do ponto de vista,

Dane desceu suas mãos pelas costas dela pousando em suas nádegas e

massageando, pediu ao Léo que as segurasse aberta enquanto ele lavaria seu

"lindo buraquinho" palavras dele. Santo Deus, Nininha se sentiu tão exposta,

quando Léo fez o que Dane pediu e em seu ouvido reafirmou que um dia os

dois a tomariam por ali. Totalmente alerta, tentou se livrar de tal atenção a

um local tão íntimo, mas óbvio que foi impossível, tamanha era a posse que

os dois tinham do seu corpo e mais uma vez relaxou e se deixou levar pelas

carícias. Se agarrou mais a Léo roçando nele para encontrar algum alívio,

sentiu Dane levantando sem parar de acariciar entre as bandas da sua bunda

que por incrível que parecesse estava deixando louca. Começou a beijar Léo

pela clavícula indo de encontro ao seu queixo másculo, percebeu que ele

sorria e levava uma de suas mãos à sua virilha onde ela necessitava, a outra

comprimiu um seio dizendo:

— Acho que essa princesa não quer mais tomar banho, brother.

Dane por trás dela com a força de seu corpo empurrou eles até que

Léo encostasse às costas no ladrilho molhado da parede e não restasse mais

nenhum espaço entre seus corpos, com uma mão ainda ocupada no meio de

suas nádegas, levou a outra no seio carente sozinho e comprimiu o mamilo

estufado fazendo ela dar um gemido alto de prazer. Bem devagar foi

introduzindo aos poucos um dedo em seu buraquinho, vendo-a se contorcer

com a invasão e empinando inocentemente seu bubum para ele. No ouvido

dela susurrou:


— Diz de novo Paulina aquela frase que amei ouvir de sua boca, diz

agora que lhe daremos o que você quer.

Terminou mordiscando no encontro entre o ombro e pescoço dela.

— Ahhh Dane não lembro, sei lá....

— O que era Paulina também quero ouvir, diga — Embarcou na

tortura Léo, invadindo suas dobras com dois dedos ouvindo seus gemidos e

xingamentos.

— Palermas...

— Olha a malcriação. — Disse Dane beliscando a parte rechonchuda

de seu seio.

— Aiiiiii.... — Desnorteada e tentando recapitular tudo o que tinham

falado em segundos, se lembrou.

Virou o rosto para Dane beijando-o disse:

— Eu sou sua menina... — E voltando olhando para Léo beijando-o

também, disse concluindo. — E sua princesa...

— Bom, muito bom, melhor do que antes, você já sabe como nos ter

em suas mãos, então mano acho melhor dar a ela o que ela precisa, tão

receptiva ao nosso toque, como vamos dar banho nela sem nos perdermos em

seu corpo sempre.

— Ooohh eu quero que vocês se percam em meu corpo...

Os dois riram condescendentes. Eles também a queriam, mas os dois

sabiam que seu corpo já estava bem cansado para recebê-los juntos

novamente, isso tudo era muito novo para ela, e aliás precisavam ainda

conversar. Eles se entenderam em um olhar e apenas deram a ela a liberação

que precisava com carícias e toques que a levaram ao clímax.

Entorpecida pelo alto clímax e se sentindo mais limpa do que nunca,

queria partir para a melhor parte que era tê-los nela novamente, foi tentando

de alguma maneira leva-los, eles de alguma forma se seguraram, pois ela


sabia que a queriam, via em seus olhos, sentia com seu toque a resposta de

seus corpos. Mas eles tinham outra ideia.

— Vamos Paulina, vou te enxugar. — Disse Léo levando-a do

banheiro.

— Ah, não é justo vocês me banharem e eu não poder retribuir em

vocês dois. — Disse ela saindo do box com os olhos de pedintes vendo Dane

em baixo dágua se ensaboando.

Dane sorriu ao ver a cara linda de Paulina, se sentiu um puto sortudo

sabendo que ela o queria mais um pouco. Fez um esforço tremendo para não

puxa-la de volta e toma-la no box.

— Vai com Léo, minha menina, que eu já vou.

No quarto Léo a enxugou, o que a deixava sem graça, parecia uma

criança. Ele disse para ela esperar um pouco e foi até seu quarto, logo voltou

já vestido com uma bermuda e com algo na mão. Ele a olhou e chamou com

o dedo, ela foi em sua direção e viu o que era em suas mãos, uma box branca

dele com certeza, logo fez ela se vestir, depois ajudou a pôr o vestido.

Enquanto Léo a ajudava a se vestir, ficava pensando em por que se

vestir, ela queria era continuar nua. Bem eles deviam estar cansados dela,

passou a imaginar. "É Nininha é hora de ir acabou-se o que era doce", como

dizia vovó.

Léo sentou na cama e a pôs em seu colo beijando-a.

Dane sai do banheiro enxugando o cabelo e vê os dois naquela intimidade, se

vestiu e recebeu o olhar dela, tentou não deixar transparecer um certo ciúme

por ela estar no colo de Léo e não no dele.

— Então é isso, vou chamar um táxi. — Disse ela meio sem graça.

Dane já vestido com uma calça de moletom veio até ela a tomando de

Léo e beijou seus lábios, ao terminar falou:

— Por quê? Já quer ir embora, cansou da gente?


— Não, absolutamente... — Olhou para Léo também. — É pensei que

... Bom nos vestimos achei que... Enfim...

— Nos vestimos para tomarmos café da manhã de maneira civilizada.

— Disse Léo deitado na cama.

— Não que isso seja um problema, porque se a quisermos a

tomaremos de qualquer maneira. — Pontuou Dane.

Nininha atordoada com as palavras deles, e com a visão maravilhosa

de seus torsos nus e olhares instigantes, respirou fundo e falou:

— Aí que fome, vamos então comer. Por favor.

— Boraa, estou faminto — Léo disse pulando da cama dando um tapa

na bunda dela indo para fora do quarto.

Ela riu olhando para Dane.

— Vocês não perdem uma oportunidade de bater no meu bumbum.

— Correção: "nosso bumbum", vamos! — Retrucou ele dando

também um tapa em seu outro lado, puxando-a para cozinha.

— Meninos. — Sussurrou Nininha, baixinho sem ele ouvir.

Os três se sentaram na mesa e se serviram, estavam mortos de fome,

eles é claro comiam mais que ela, que se serviu de suco de laranja e um misto

quente. Enquanto comiam conversavam coisas do dia a dia e como sempre

ela se sentia como se estivesse sendo interrogada, as perguntas eram sempre

direcionadas a ela. Então Dane começou a ficar mais calado, diria até

pensativo.

Já de barriga cheia e com a boca doendo de tanto rir das baboseiras

que Léo dizia, olhou para Dane e se lembrou de mais cedo quando ela estava

em cima dele, balançou a cabeça para espantar a imagem erótica para longe.

Lembrou também do que ele disse no final.

— Então Dane, hoje aqui mais cedo você disse que precisávamos

conversar, nós três, bom estamos aqui os três, no que você pensava ao me


dizer isso?

Um silêncio se instalou na mesa, eles se entre olharam, Léo pigarreou

olhou para ela e para o amigo e começou:

— Lembra quando dissemos qual era nosso trabalho?

Ela balançou a cabeça confirmando, então Dane chegou perto dela a

puxou para seu colo e continuou:

— Você até demostrou aversão ao fato de sermos policiais... —

Nininha tentou explicar o porquê de sua aversão, mas Dane colocou o dedo

nos seus lábios a calando e prosseguindo. — Shiii, apenas escute, naquele

momento estávamos tão envolvidos com sua beleza e a possibilidade de tê-la

que omitimos algumas coisinhas.

Nininha se assustou um pouco e quis se levantar de seu colo, não

conseguindo é claro, então dali mesmo fez a pergunta:

— O que você quer dizer com isso, e me solta por favor.

Dane sentiu uma pequena desesperança e afrouxou o agarre nela que

conseguiu se levantar e se abraçou em seus próprios braços encarando os dois

à sua frente. Ela observou que essa omissão poderia ser qualquer coisa,

sentiu-se insegura, e pensava nas alternativas. Claro que diriam que tem

namoradas ou são casados ou mentiram sobre serem policiais e na verdade

são é traficante, sua cabeça estava dando um nó, deu um passo para trás e se

recostou na pia. Seu pai sempre dizia que ela tinha uma imaginação muito

fértil para tudo. Léo levantou e colocou as mãos em seu rosto procurando seu

olhar e encontrando.

— Calma princesa, não é nada muito grave apenas uma questão de

logística. Nossa como vc está fria. Quer um casaco?

— Eu vou buscar Léo, fique com ela.

Dane migrou para seu quarto para conseguir um casaco para Paulina,

e um pouco para fugir do rosto de assustada que ela fez ao ouvir dizer que


omitiram algo. Merda! No quarto pegou um blusão seu flanelado e voltou

para a cozinha e parou ao ouvir eles conversando.

— Olha só Léo vocês não precisam ficar de mimimi, podem dizer que

foi só uma noite e que está na hora deu ir embora, porque é claro que dois

homens como vocês não estejam sozinhos. Amigos de longa data queriam só

se divertir, eu entendo, agora me deixa quero ir embora.

Empurrou suas mãos no peito dele tentando afasta-lo.

— Princesa que viagem é essa. Bom, nós realmente somos sozinhos,

solteiros e amigos de longa data e com certeza adoramos curtir juntos....

— Eu sabia, me solta Léo...

Ele a segurou pelos pulsos e continuou a dizer:

— Para Paulina, deixa eu continuar, adoramos curtir juntos e os céus

sabem o quanto, mas desde que você apareceu em nossa vida que tudo

mudou, eu sei eu sei, é precoce falar assim, mas e daí não sou devagar igual

uma tartaruga para exibir meus sentimentos, acho que me apaixonei por você,

acho não, tenho certeza e não quero ficar longe de você por conta de

protocolos de relacionamento. Quero você e ponto.

Dane assitia de longe, viu o olhar dela se apaziguando ao ouvir de

Léo que ele havia se apaixonado por ela. Se sentiu um imbecil por não ter

sido o primeiro a ter dito isso para ela. Se pegou pensando se teria a mesma

reação que estava tendo com seu amigo. Começou a sentir raiva de seu

amigo, da situação toda e entrou na cozinha quando eles iam começar a se

beijar.

— Então Léo vejo que ela aceitou bem o fato de termos que ir embora

hoje à noite já que está toda derretida em seus braços, ainda vai precisar do

casaco? Ou já está aquecida o suficiente?

— Qual é, tá louco brother, que se tá falando.

Léo retirou o blusão das mãos de Dane e praticamente forçou ela a


vestir.

— Ei para Léo, não quero colocar, eiii... Merda deixa que eu mesma

arrumo.

Léo se afastou dela um pouco e aproveitou para olhar no rosto de seu

amigo, não entendia a expressão que encontrou. Colocou a mão em seu

ombro dizendo:

— Que foi brother, o que te deu pra agir dessa maneira?

Dane olhou e retirou a mão de Léo bruscamente de seu ombro,

respondendo:

— Ah, Léo se liga, não sei por que dar tantas voltas para dizer uma

coisa simples, mas vejo que você se perdeu e está levando o assunto a outro

nível.

— Como é, surtou cara, não tô te entendendo?

— Ei!! Pera aí vocês dois — Nininha se meteu entre os dois com uma

mão em cada peitoral.

— O que você disse Dane, vocês estão indo embora, hoje, mas para

onde, vocês não são do Rio? E por que não me disseram, na verdade por que

você Dane não me disse isso quando ficamos na primeira vez.?

— Nós somos policiais federais de fronteira combatemos o

narcotráfico de perto. Entre uma missão ou outra viajamos para cá para

relaxar e... — Dane ia tentando explicar, feito um robô quando foi

interrompido.

Nininha se virou totalmente para Dane com um olhar de fúria e

mágoa ao mesmo tempo.

— Entendi, quer dizer que eu fui uma maneira que vocês encontraram

para relaxar nesta viagem? Ótimo!!! — Se virou para Léo falando. — E você

aonde queria chegar com esse papinho de "me apaixonei"?

Dito isto ela começou a sentir seu rosto molhar com suas lágrimas, se


desvencilhou dos dois e foi à procura de suas coisas, envergonhada e louca

para ir para casa. Então era isso mesmo apenas diversão, mas o que você

achava Nininha que viveriam felizes para sempre, haha, bem que Lary

avisou.

Ainda na cozinha, os dois olhavam tontos as costas de Paulina, Dane

completamente perdido em uma confusão de pensamentos que iam desde ir

correndo atrás dela e implorar para que o perdoasse ou deixar desse jeito

mesmo afinal nunca teria dado certo.

— Seu filho da p@#&$, o que você fez, que te deu brother? Tá

doidão, né possível. Ela tá achando cara, que nós nos aproveitamos dela.

— Léo, e não foi isso, ou você tá levando a sério esse lance de

paixão? Isso não vai funcionar eu já tinha te dito e quer saber, foda-se.

— Realmente não te reconheço mais, você seu babaca está

apaixonado por ela que eu sei, só não entendi por que ter essa atitude rude ao

dizer para ela que temos que ir desse jeito, seu idiota você pode ter estragado

a melhor coisa que podia acontecer em nossa vida. Isso não vai ficar assim,

espero que não seja tarde de mais pra você.

Léo empurrou Dane para o lado ao terminar de falar, tinha vontade de

dar um soco bem colocado na cara dele, mas se controlou, pensava em

resolver isso depois, sabia que seu amigo não estava sabendo lidar com esse

sentimento avassalador que era a paixão. Agora, ir atrás de Paulina era mais

importante.

Encontrou ela na sala catando sua identidade e outros objetos.

— Paulina, espera, deixe eu te explicar melhor, não sei o que

aconteceu para Dane agir daquela maneira, mas sei que tem explicação...

— Foda-se ele, e não quero ouvir nada tá legal, me passa o telefone

vou chamar um táxi.

— Não! Eu te levo.


— Não, eu vou de táxi... Aliás vocês não disseram onde vivem, para

onde estão indo hoje, ou seja, voltando para casa após às "férias"?

— Amazonas.

— Pqp do outro lado... Léo por que você disse que está apaixonado

por mim, é alguma brincadeira de mau gosto?

Dane ouvia os dois discutindo na sala, queria ir lá também, nunca se

sentiu tão convarde como hoje, mas tinha medo de fazer mais merda do que

já tinha feito. Ouviu a resposta que Léo deu a ela pensativo.

— Paulina realmente não nos conhecemos a tempo suficiente para

que você acredite de olhos fechados no que dizemos, mas tem coisas que não

tem explicação, simples assim. E não sou só eu que me apaixonei, o idiota do

Dane também, mas ele não sabe lidar com esse tipo de sentimento, ainda, e

tudo é muito novo porque somos três, e Paulina eu até posso estar enganado,

mas você estava lá conosco totalmente entregue e apaixonada também. E

foda-se me chamem de louco, mas sei que isso tudo é possível, o amor é

possível nós três somos possível.

Paulina se virou em direção ao Léo, viu nos seus olhos às verdades

que ele dizia, notou Dane os olhando de longe com um semblante assustado.

Ela seria maldita de não admitir pelo menos para ela mesma que acreditava

em tudo que Léo dizia e queria realmente que virasse verdade, mas era

humana de mais inundada de conceitos de uma sociedade machista e

superficial. Jamais daria certo, pensava que era melhor acabar ali mesmo,

uma experiência apenas, uma loucura de fim de semana assim que deveria ser

e não esse tobogã de emoções novas e intensas que se tornou.

— É claro que daria certo Léo, através da internet possivelmente, mas

não comigo, eu até hoje sempre estive sozinha porque a vida a dois é muito

complicada imagine a três, isso é fantasia boa de ser ler em livros somente. E

aliás, como lidar com pessoas que já começaram uma relação nessa confusão


toda de omissão e temperamento bipolar — Disse isso apontando o olhar para

Dane que abaixou a cabeça derrotado — Enfim, vamos encarar uma coisa,

esses dias foram maravilhosos ontem e hoje foram os melhores momentos da

minha vida, porém foram apenas isso, momentos. Acabou voltaremos à nossa

vida de antes e mais tardar um dia a gente esquece.

Léo se aproximou dela mesmo com ela tentando o afastar, segurou em

seu rosto e com os polegares enxugou suas lágrimas.

— Sabe minha princesa você é tão cabeça dura quanto o Dane, já sei

que vou ser o apaziguador da relação, mas não ligo amo vocês minha

princesa e meu irmão. Estamos todos sensíveis com tanto sentimentos novos

nos rondando, acredito que só o tempo vai fazer com que vocês caiam na real

e eu sou paciente sei esperar principalmente quando o melhor ainda está por

vir. Vamos, vou te levar para casa.

Léo ao terminar beijou suas bochechas molhadas.

Nininha olhou no rosto tranquilo de Léo queria tanto acreditar nele, mas não

era possível. Caminhou até a porta esperando Léo pegar às chaves do carro,

olhou para Dane que não saia do lugar e não tirava os olhos azuis

avermelhados dela, queria que tudo tivesse sido diferente nem parece que

estavam tão próximos mais cedo. Para onde ela olhava lembrava de uma cena

com eles e, estava extremamente incomodada com o olhar penetrante de

Dane e o silêncio entre os dois.

— Vai ficar aí me encarando, seu idiota?

Dane cerrou o olhar nela e foi em sua direção fazendo-a recuar e

encostar na porta atrás dela. Ele pressionou seu corpo contra o dela.

— Para Dane, sai...

— Não...

Ele Prendeu seus braços em cima da cabeça dela e encostou os lábios

nos seus.


— Não sei agir como Léo diante de tantas coisas acontecendo, sou um

ogro esqueceu, mas não deixarei você sair daqui com a impressão de que

tenha sido só um bom momento e que será fácil esquecer.

Deu-lhe um beijo possessivo, forte e vivo. Ela tentou no início se

recusar, mas como sempre impossível, era só um deles a tocar que se derretia

e Dane fez exatamente o que quis, provou a ela que seria inesquecível .

Dane parou o beijo e se retirou para o quarto sem dizer nada

deixando-a sem ar, sem chão e sem razão.

— Eu NÃO sou sua menina. — Gritou Nininha para as costas de

Dane.

Ele se virou a olhou e respondeu:

— Deus lhe ajude no dia que eu farei você engolir o NÃO dessa frase.


Capítulo 24: Entre Pensamentos.

Silêncio.

Era o que se ouvia no carro enquanto Léo levava Nininha para casa.

Novamente Nininha estava dentro desse carro em um silêncio

ensurdecedor só que o clima era diferente do que antes. Tentava não se sentir

magoada, chateada, mas eram os únicos sentimentos que estavam à tona

nesse momento. Repassava em sua cabeça tudo que aconteceu até este

minuto, desde de que encontrou aquele olhar azul hipnotizante, viril e

ameaçador, passando pelo desejo louco e voraz de se entregar aos seus

desejos mais escuros, e logo depois se chocando com um novo par de olhos,

agora esverdeados hipnotizantes também, caloroso e sacana levando seus

desejos ao cúmulo da loucura fazendo-a se entregar totalmente não só para

um, mas para os dois.

Onde foi que ela perdeu o fio da meada? Com certeza isso tudo se

deve ao fato de achar que suas viagens literárias pudessem sair do papel,

simples assim. Haha nunca é simples.

— Ei, será que você pode dividir seus pensamentos comigo, princesa.

Léo diz isso levando às costas de seus dedos no rosto de Nininha,

acariciando sua bochecha. Ao sentir o toque ela se vira para ele tentando lidar

com às vibrações de suas células no gesto de carinho.

— Não estou pensando em nada.

— Sério? Não me parece. Bom, então o que são esses olhos

lacrimejantes e avermelhados, e essa nuvem escura pairando sobre sua linda

cabecinha?

— Não é de sua conta.


Léo semicerrou os olhos na face irritada e debochada de Nininha,

voltou com sua mão e apertou o volante com força, retornando a atenção ao

caminho mergulhando em pensamentos também..

#Léo

Merda como essa garota me tira do sério e como não me apaixonar

ainda mais por essa cabeça dura. Acho que ela está levando isso a sério de

mais, não mentimos para ela só não dissemos no momento em que ela

acharia mais certo, simplesmente por medo de não termos nenhum momento

com ela. Bem na verdade que, se ela tivesse me conhecido primeiro eu teria

dito naturalmente, afinal estaria conhecendo uma nova pessoa e numa

conversa casual acabaria levando ao assunto de trabalho o que levaria a dizer

que estaria indo embora em uma semana. Simples. Mas não Dane, aquele

cabeça oca não gosta de falar dele mesmo, nem casualmente.

Ahh, meu amigo! O amo como se fosse do meu sangue, morreria por

ele, aliás já até levei um tiro pra salvar aquele rabo que as meninas julgam

bonito. Mas vou dizer uma coisa, o cara teimoso, cismou que porque nossa

profissão é perigosa não devemos nos atrever em ter família ou se apaixonar.

Sei que é mais fácil para ele pensar assim já que é sozinho não tem nenhum

familiar próximo vivo. E sei que ele dá graças a Deus por isso também cada

vez que ouve que algum familiar de um policial foi morto ou de certa forma

abusado apenas pelo fato de ter parentesco com um policial.

Mas eu não acho justo, esses merdas de traficantes e criminosos é que

deveriam se preocupar com isso, não nós agentes da lei.

Ele diz que sou um sonhador, que vivo no mundo da lua. Mas não é

isso, venho de uma família grande, amável, só vivo longe deles por gostar de

ser livre de fazer o que eu quiser como, quando e com quem quiser.


Porra! Quero apenas ser feliz, viver minha vida, Deus me deu ela e

quero fazer um bom proveito, é isso, e se eu puder no meio do caminho dar

fim a uns bandidos, achar o amor da minha vida e ter uns "cabeçãosinhos" tá

ótimo.

Amo minha profissão, sei que ele também, só encaramos de forma

diferente, eu desistiria dela por ele e por um grande amor, principalmente se

for nosso grande amor. Nós já estamos nessa de compartilhar mulheres há

anos e para mim é muito natural nos casarmos com uma, e cuidar dela e de

nossos futuros filhos para o resto da vida. Aquele filho da mãe pode ter

estragado a oportunidade de termos encontrado a mulher perfeita, eu juro que

mato ele com às minhas próprias mãos se não conseguir fazer com que

Paulina pare de ficar chateada com a gente antes de irmos embora. Preciso

que ela fique bem, preciso que ela entenda tudo isso e, preciso disso rápido,

pois o tempo tá passando e ela está brava ainda.

Não tenho nada a perder, detesto mimimi. Se gosto? Digo que gosto,

se não, digo que não. Detesto rodeios, prezo a sinceridade, se eu amo e a

pessoa não tá nem aí pra mim, não é problema meu é dela, eu tenho que

expor o que sinto para ter certeza que de minha parte foi feito tudo para que

desse certo, e se não der, sigo em frente de cabeça erguida por saber que eu

tentei.

— Bem, acho que agora você que está pensando muito. — Ouço

Paulina dizer e me viro para olhá- la.

Ainda estamos beirando a praia, avisto uma vaga e estaciono o carro

notando o rosto confuso dela.

— Ei, por que você parou aqui... Ok... Quer que eu pegue um táxi,

beleza eu vou... E........

Pego no braço dela enquanto ela fala um monte de baboseiras

tentando descer do carro e digo:


— Você não vai embora antes de conversarmos, porque ao contrário

de você eu quero dividir meus pensamentos, já que mostrou interesse.

— Quem disse que eu quero conversar e muito menos dividir seus

pensamentos? Só quero ir para casa e esquecer que conheci vocês.

Paulina disse isso tentando se soltar do meu aperto sem muito

sucesso.

Ela fica tão mais linda brabinha e lutando. Olhei fundo nos olhos dela

levei minha outra mão ao seu rosto, ela automaticamente segurou meu pulso

para tentar impedir meu carinho, não permiti. Ao tocá-la senti um início de

derretimento, uma quentura em seu olhar e quase um pedido mudo

implorando que eu não a tocasse, pois ela podia desmoronar.

Estou apaixonado. E sei que ela também sente algo por mim, e não só

por mim como pelo Dane também. Sei que é confuso, ainda mais para ela

tudo tão intenso e em dobro sem falar no pouco tempo.

Mesmo não querendo tirar as mãos dela, me permiti solta-la para dar

a ela espaço necessário para que entenda o que digo, racionalmente e não

porque está embreagada pelo meu toque.

— Paulina, por favor me escuta? — Me viro totalmente para ela, sem

tocá-la.

Ela me olha e acredito que tenha interesse em seu olhar, e que no

fundo ela quer entender tudo isso também e foi nessa certeza que entrei de

cabeça.

— Princesa, não vim ao mundo para disputar ego com ninguém. Sou

muito sincero comigo mesmo e procuro ser assim com todos à minha volta.

Nos meus relacionamentos, de todos os tipos, como amizades, namoros,

família e outros, sempre sou cem por cento, detesto me privar do que sinto,

ou do que preciso dizer, apenas por imaginar que o outro vai achar ou deixar

de achar qualquer coisa. Não gosto de antecipar os passos do outro, dou o


meu passo e se tiver de ser, o outro acompanha cada um no seu ritmo, mas

tentando fazer dar certo. Adoraria que fosse tão simples, mas sei que não é.

Somos pessoas diferentes, com histórias de vida diferentes, tentando

sobreviver a esse mundo louco em que vivemos.

— Ok! E o que você quer dizer com isso tudo? Afinal já que é tão

sincero por que não me contou antes que iriam se aproveitar de mim e depois

viajar para milhares de quilômetros de distância.

— Primeiro, nós não nos aproveitamos de você, não sei da onde você

tirou isso. Lembro-me bem de você aproveitando a noite toda tão bem quanto

nós. Foi uma troca, e foi muito além de qualquer transa casual, você estaria

mentindo ao dizer ao contrário. Não temos que olhar para tudo com olhos

preconceituosos, somos além de tudo jovens, você ainda mais jovem. Nos

sentimos atraídos no primeiro instante que trocamos olhares, cada um no seu

momento. E naturalmente foi crescendo o desejo entre nós, e não julgue

errado você se sentir atraída igualmente por dois homens. Somos livres para

nossas escolhas, lembra, livre arbítrio. Só vivemos numa sociedade hipócrita

que prega a monogamia, mas que no fundo vive o que quer do jeito que quer,

por debaixo dos panos.

— Ok... Pronto eu quis foi bom e só, me leva embora.

— Foi bom? Só bom? Rsrs conversaremos sobre isso outra hora.

Voltando, segundo acho que seria estranho no meio do clima que nós

estávamos eu ou Dane parar tudo e dizer “você é linda e a propósito nós

temos que ir embora amanhã à noite, isso não significa que estamos te usando

tá", daí você aceitaria super de boa e diria "tudo bem, onde paramos?"

— Hahaha tá de brincadeira....

Cortei sua fala encostando um dedo em sua boca.

— Posso continuar?

Ela fez que sim com a cabeça e tirou meu dedo de seus lábios levando


minha mão sem que percebesse em sua coxa. Deixei ela lá.

— Sei que só tive apenas uma única noite com você, mas acredite,

desde que te vi dançando na pista lá no bar quando eu ainda não sabia que

você era a menina de Dane, eu me interessei por você e nos poucos

momentos que interagimos esse interesse foi aumentando e depois disso, tudo

foi ficando cada vez mais intenso, e não me culpe por querer demostrar o que

sinto. Quando disse que me apaixonei por você eu estava dizendo com toda a

verdade que há em meu coração, Paulina. Preciso que você me entenda, que

compreenda toda essa situação e principalmente que tente entender o cabeção

do Dane.

— Léo... Isso tudo que você disse é muito bonito, vou tentar ser

sincera da mesma maneira que você está sendo comigo. Veja bem, o único

problema aqui é que você só tem certeza daquilo que você sente, não pode

saber o que eu e Dane sentimos realmente em relação a tudo isso. Confesso

que admiro sua consciência perfeita em relação a você mesmo seus

sentimentos e valores, porém sou humana de mais. Vejo problemas de mais

numa relação como a nossa se fosse a frente. A vida é difícil de mais para um

casal, imagine um trio? Sem falar que meu pai nunca aceitaria tal loucura, e

eu não sei se estaria disposta o suficiente para encarar tudo isso.

— Quando a gente ama de verdade, fazemos de tudo para dar certo.

— Sim... Eu sei... Mas você está falando de amor, eu não sei o que

sinto em relação a vocês dois... Para ser sincera admito que algo mudou em

mim após esta noite, e talvez por isso me sinto tão chateada com o fato de

não terem me dito que iriam embora. Poxa, achei que teríamos mais tempo

para nos conhecer melhor e talvez decidir...

— Decidir? Decidir o quê? — Falei não querendo ouvir a resposta

que havia imaginado.

— Ora Léo, já disse não acredito numa relação como você está


propondo, com três pessoas... É errado, e droga eu não deveria me envolver

desse jeito, me deixei levar, achei realmente que podia ser só mais uma

experiência, minha vida andava tão chata.

— Pois então na verdade você que nos usou?

Visivelmente incomodada com minha pergunta se remexeu no banco

e me respondeu:

— Não claro que não, aconteceu e eu... Me deixei ir...

— Então o termo "Usar" só serve quando é em relação dos homens

para com a mulher. Saquei. Você estava com sua vidinha chata e aproveitou

a oportunidade, porém nós não podemos ficar chateados por termos sido para

você só uma experiência. Agora no caso de nós apenas não termos dito que

iríamos viajar simplesmente porque tínhamos medo de perder a oportunidade

da sua companhia ou apenas por tolice, somos hostilizados com o termo que

usamos você.

— Léo você está complicando tudo ...

— Não Paulina, não estou, é você e Dane que estão, eu não. Eu sou o

único que está tentando encarar isso tudo de maneira adulta e coerente. Se

você realmente quisesse ser sincera admitiria que não foi só a nível de

experiência o seu envolvimento com nós dois, que realmente sentiu algo

diferente acontecer entre nós, uma energia inexplicável carnal e emocional.

Foi totalmente recíproco. Vocês dois têm medo, e o medo é inimigo da

felicidade. Nos faz fazer, dizer e agir de modo que nos leva para longe das

nossas verdadeiras vontades. Quantas pessoas passam uma vida inteira

infelizes presa ao medo, ao ego, a covardia de simplesmente não tentar fazer

valer a pena...

Cheguei bem próximo ao rosto dela, já não aguentava tanta distância,

segurei com minhas mãos os dois lados entre seu pescoço e rosto. Olhando

bem dentro de seus olhos tentei mostrar para ela bem mais do que minha


palavras, continuei a dizer:

— Eu quero você, sei que Dane também e com certeza você nos quer

se não, não teria ficado tão zangada com o fato de irmos embora hoje, pois

me parece que no fundo você sabe que não a usamos, o que você não aceitou

bem foi o fato de ter que ficar longe da gente. Shiiiiii eu sei, foi maravilhoso

e queremos mais, eu estava lá eu senti, ainda sinto. Não tenha medo Paulina,

com o tempo tudo se ajeita e quanto ao Dane vou socar a cara dele para ele

aprender a controlar seus sentimentos e aceitá-los principalmente em relação

a você e a nós.

Encostei a minha testa na dela sentido sua respiração acelerar, ela

tentava falar, se mexer mais eu não deixava, comecei a falar enconstando

levemente meus lábios nos dela a cada final de frase, ou palavra.

— Vou te dizer como vai ser, vou te deixar em casa com um turbilhão

de emoções eu sei, mas tente ser paciente, acalma seus pensamentos e tente

também não só enxergar o lado ruim de tudo, pense em quão bom é sentir eu

e Dane te tocando, e em quão loucos ficamos com seu toque, com seus beijos.

Essa dor da saudade e da incerteza que você vai sentir nós também vamos e,

espere porque nós voltaremos e quando voltarmos vamos resolver tudo isso, e

principalmente matar a saudade e acabar com às incertezas.

Tomei loucamente sua boca, invadindo com minha língua, não

deixando espaço para o ar passar. Ela se entregou e passava suas mãos em

minhas costas e ombros, apertando pelo caminho. Paramos eu e ela aspirando

um o ar do outro. E eu disse:

— Então minha princesa, por favor, nos dê a oportunidade de provar a

você que somos verdade e que podemos dar certo, juntos.

— Mas Léo, você não pode falar por Dane.

— Conheço ele melhor do que ele mesmo, sei que ele se apaixonou

por você à primeira vista, eu até disse isso para ele. Mas o problema é que ele


não está sabendo lidar com esse sentimento, tanto que tenho quase certeza

que ele agiu hoje mais cedo daquela forma porque estava com ciúmes. Dane

é um pouco possessivo, e está vivendo uma situação desconhecida,

sentimentos que ele nunca teve, então até ele aprender a lidar com tudo isso

teremos que ter paciência. Mas no final vai dar tudo certo.

— Você é um otimista Léo.

— Não, eu sou realista e principal responsável pela minha felicidade,

e agora que descobri que você é a mulher de nossas vidas é só fazer de tudo

para dar certo. Vamos princesa me diz que vai nos dar um voto de confiança

e esperar nossa missão acabar para nos encontramos novamente e dar início

ao resto de nossas vidas?

— Léo, Léo o que fazer com você, com essa beleza toda, esse

otimismo e esse toque que me deixa louca?

— Simples, me beija princesa.

E naquele beijo percebi que ainda não tinha nada perdido. E que tudo

era mesmo só uma questão de tempo.


Capítulo 25: Amor Paterno.

#nininha

Não tive como resistir. Onde na vida eu conheceria alguém

tão bem resolvido, lindo e gostoso como Léo. Nem parece que é deste

mundo. Ainda estou muito confusa é claro, mas estive pensando em tudo que

Léo me disse e tudo faz sentido. Se há alguma coisa na vida que devemos

fazer é ser feliz, independente de qualquer coisa, claro sem passar por cima

de ninguém, apenas buscar realizar tudo aquilo que nos faz bem, como

dizem "só levamos da vida a vida que a gente leva".

— Nininha, filha, posso entrar?

Me viro na cama e vejo meu pai parado na porta do meu quarto.

— Oi pai, sim entra.

Ele entra e vem em direção a minha cama, senta na beirada e eu me

ajeito me encostando na cabeceira.

— Que foi pai, aconteceu alguma coisa?

— Uê precisa acontecer alguma coisa para um pai conversar com uma

filha?

Nós dois rimos. Respondi:

— Claro que não pai, desculpa, estava com a cabeça longe achei que

poderia não ter visto algo.... Enfim... O que o senhor quer conversar?

— Na verdade sobre isso mesmo, notei que nesta última semana você

está com a cabeça longe, pensativa, às vezes rindo sozinha ou horas se


olhando no espelho. Tenho notado seu semblante diferente, mais ansioso,

livre. E fora esse brilho no olhar, que ontem e hoje está especialmente

reluzente. Eu não entendo meu amor, você sempre conta tudo para seu velho

aqui, por que ainda não me disse que está apaixonada?

Nooossa!! Eu fiquei ali olhando para meu pai sem saber o que dizer e

pensar. Da onde ele tirou isso. Meu Deus! E como eu poderia conversar com

ele sobre o que está acontecendo comigo neste momento. Eu realmente

sempre conversava com ele sobre meus raros encontros amorosos. Mas

agora, com esse rolo entre dois homens!!! Como?? Meu pai jamais vai

aceitar. O que eu faço?? Tô perdida.

— Ei... Nininha querida, cadê você? Aqui quem fala é da terra.

Balanço a cabeça de um lado ao outro para espantar os pensamentos

ao escutar meu pai falar. E tento de alguma forma conversar sobre o que está

acontecendo, é claro, omitindo alguns detalhes. Pois é bem que, às vezes,

precisamos omitir alguns detalhes para evitar grandes problemas de imediato.

— Oi pai, rsrs... Desculpa ando aluada mesmo. Realmente esta

semana tem sido diferente para mim. — Peguei meu travesseiro coloquei em

seu colo e ali me deitei, e como sempre ele começou um cafuné daqueles que

só um pai sabe fazer. Quase me fez ronronar.

— Aaaa pai, se o senhor soubesse como me sinto quando me faz

cafuné.

— O meu amor, seu pai está sempre aqui aguardando você colocar

sua cabecinha em meu colo para um cafuné, você que tem um tempinho sem

me dar o prazer de lhe fazer isso.

Caramba, esse meu pai é sensacional. Mesmo após a morte de minha

mãezinha, ele nunca esmoreceu. Sempre esteve presente, mesmo que não

estivesse presente.

— Pai lembra quando fui ao shopping no início da semana? Então,


conheci um rapaz... E... Nós meio que discutimos...

— Discutiram? Como, por quê?

— Bom, é... Eu estava em uma mesa, daí ele tentou me pedir licença

para sentar comigo, porque a praça de alimentação estava cheia, mas eu não

escutei e quando eu percebi já estava sentado.....

— Sei, aí você já foi logo se armando com cinco pedras na mão.

— Paiiiii.... Isso que o senhor pensa de mim, uma mal educada que

ataca as pessoas?

Meu pai deu um beijo ao lado de minha testa e disse:

— Ok, ok, claro que não querida, você só é um pouco geniosa como

sua mãe.

— Não fala da mãe assim que a imagino uma chata.

— Igual a você?

— Paiiiiiiiiiiiii!

Disse me levantando do seu colo e o encarando de braços cruzados.

Vejo meu pai com uma cara super engraçada rindo de mim, não guentei ri

junto. De repente estávamos ali eu e meu velho rindo já não sabíamos mais

do quê, e ainda guerreando com travesseiros. Segurança, paz, amor,

confiança, sentia tudo isso e muito mais ao lado do meu pai. Paramos

deitados na cama lado a lado, ele puxou uma de minhas mãos entrelaçando na

sua e a levou à boca para um beijo, a colocou em seu peito na altura de seu

coração e, ooohhh como é bom sentir as batidas fortes de seu coração. Ele me

olhou e perguntou:

— E então, quando você o viu sentado em sua mesa você já estava

preparada para guerra, masss deu de cara com um olhar que te encantou, tô

certo?

— Como? Quer dizer, por que você chegou a essa conclusão?

— Fiz a pergunta primeiro.


— Mas...

— Sem mas nem meio mas, é simples Nininha assume e responda.

Me virei olhando nos olhos de meu pai e ele retornava com tanta

ternura, não conseguiria mentir.

— Simmmm... Tá admito que quando encontrei ele me olhando eu

fiquei admirada com tanta beleza, e aqueles olhos azuis que olhos azuis...

— Então ele tem olhos azuis? E além dos olhos ele tem um nome?

— Têm, é Dane, na verdade Daniel.

— Hum... e?

— E? É que ele foi um ogro.

— Antes ou depois de você ser grossa com ele?

— Paiii, de novo? Eu não fui grossa tá, só não ouvi porque estava

lendo, então ele se sentou, e quando fui argumentar o porquê de ele estar

sentado na minha mesa ele me disse:

"Se a senhorita fosse mais educada ou menos surda, ou melhor, se não

estivesse tão mergulhada em sei lá o que, que você está lendo, poderia ter

percebido minha chegada e meu pedido educado para sentar à mesa."

— Bom veja bem meu amor, contando que a mesa não era sua e sim

pública, e se ele disse realmente o que você me disse, acho que a única "falta

de educação" foi uma pessoa estar sentada em um praça de alimentação

lotada e não notar ninguém se aproximando com um pedido de licença para

se sentar.

Me levantei da cama com um olhar frio para meu pai, pensando em

como ele poderia ter pensado assim. E quando eu já ia argumentar soltando

fumaça pelas narinas eis que ele também se levantou e falou primeiro:

— Calminha, deixa eu te explicar uma coisinha. Pequena, você anda

sempre por aí a sós com seus livros, que até em um local lotado você não

consegue se desligar. Provavelmente esse... Daniel né?


— Dane.

— Pois bem, esse "Dane" deve ser um homem esperto, que no meio

de uma multidão com vários tipos de mulheres avistou uma em especial,

VOCÊ, ali linda, sozinha, completamente absorvida em uma leitura, tenho

certeza que ele desejou saber o conteúdo da leitura e da leitora.

Inteligentemente decidiu se sentar ao seu lado e te conhecer, já que o rapaz

deve ser bem confiante para testar um flerte com uma mulher totalmente

desinteressada. Mas como te conheço bem você nem deu bola e pelo que ele

disse, nem o escutou. Porém, confiante do jeito que esse...

— Dane.

— É, esse Dane deve ser, com esses olhos azuis, muito confiante

mesmo, porque insistiu e se sentou e com certeza deve ter ficado ali

admirando sua beleza enquanto você estava em outra dimensão, dali em

diante, pressinto que ele percebeu a jóia rara que você é, até você o perceber

e sem saber lidar com tal olhos azuis e o resto do conjunto, acabou sendo um

pouco ríspida com ele. Tô certo?

— Sim. Quer dizer... Não pai. É tô confusa.

Voltei para cama sentei e meu pai ao meu lado passou um braço sobre

meus ombros me aconchegando nele.

— Ora querida, isso é normal, flertar, namorar, já disse que você

deveria fazer isso mais vezes. Porém, vejo que este "Dane" te fisgou né.

Bom e aí depois da mesa, acredito que você deve ter se levantado em algum

momento talvez para fugir do invasor, o que aconteceu?

— Pai o senhor me conhece bem, né... Eu me levantei e saí... Depois

encontrei com ele novamente e... É... Ele... E, eu... Enfim, nós nos beijamos,

ele me beijou e foi legal.

— Hum, foi só legal? Só isso?

— Aff! Pai, tem coisas que não precisamos falar, digamos que foi


inesperado e maravilhoso.

— Inesperado é bom. Ok, então vocês se beijaram e foi maravilhoso e

saíram durante a semana para se conhecer melhor?

— Na verdade nos encontramos no Balacobaco's por acaso e saímos.

— E que carinha é essa, não foi bom?

— O quê? Ah!! Sim foi... (Como falar sobre isso com meu pai) muito

bom pai... Nós curtimos bastante e ele é um cara além de lindo, educado e

atencioso.

— Humhum! Então por que vejo confusão em seus olhos?

— Poxa pai o senhor não facilita? Aff!

— Não estou aqui para facilitar, sim orientar.

Bufei alto e me joguei na cama com o braço sobre os olhos. Senti meu

pai dar leves tapinhas em minhas pernas dizendo.

— Vamos Nininha, diga logo, eu sei que tem mais caroço nesse angu.

Conte, sou todo ouvidos.

— Merda pai... Ops! Desculpinha. Ele tem um amigo, um grande

amigo, quase um irmão, lindo e tão maravilhoso quanto Dane. Engraçado,

bronzeado, forte...

— Tá já entendi, e o nome dele.

— Léo, Leonardo.

— E o quê que tem esse "Léo bronzeado" a ver com você?

Sentei na cama com as pernas cruzadas e encarando meu pai decidi

que se ele queria mesmo saber eu ia contar tudo, quase tudo.

— Eu também me senti atraída por ele e foi recíproco, e nós

dançamos e tudo ficou mais louco.

— E o amigo dele, "Dane", onde estava? Você estava acompanhada

por ele não é, como ele ficou vendo você e o amigo dançando, e pelo visto

flertando.


Eita é agora!

— Ele... Veio e dançou junto conosco e... Foi perfeito.

Meu pai levantou da cama me olhando, o rosto sem cor. E fazendo um

esforço visível para se acalmar me.perguntou.

— Como assim Nininha, " vocês dançaram juntos os três e foi

maravilhoso" explique melhor.

— Pai na boa, eu estava quieta na minha e o senhor veio aqui cheio de

vontade de saber sobre a minha vida, então é isso, o senhor entendeu o que eu

quis dizer. Não estou pedindo que ache bonito, mas quem perguntou foi o

senhor e eu respondi pronto.

Meu pai andou de um lado para outro no meu quarto. Eu já estava

esperando uma tempestade.

— Você ficou com os dois, saiu com os dois e.... Bem, se sabe você...

— Pai chega, ok. Melhor parar por aqui. O senhor é um ótimo pai,

mas não dá para querer me ajudar em tudo, não sei onde eu estava com a

cabeça para deixar chegar a esse ponto nossa conversa. É melhor o senhor

sair, pode deixar que sei me cuidar e vou resolver isso sozinha.

Fui até a porta esperando que ele saísse. Mas ele não demonstrou que

sairia, pelo contrário retrucou o que disse.

— Olha aqui Nininha, eu não posso lhe ajudar em tudo, mas eu vou

querer sempre tentar. Eu sei que mesmo com minhas conversas e meus

conselhos a decisão final sempre será sua, e se há no mundo algo que acredito

é que posso não ter te dado tudo de material nessa vida, mas educação tenho

certeza que sim. Por isso acredito nas tuas decisões, pois você às toma com

base nos pilares que te ensinei. Tuas certezas, decisões e opiniões podem ser

contrárias às minhas, porém acredito em você e estarei com você sempre.

Mas para isso preciso saber o que acontece contigo meu amor, posso me

assustar, mas juro que darei o meu jeito, de olhar com teus olhos para


compreender melhor.

Ali de pé olhando com olhos marejados para o homem mais

importante da minha vida, sem reação, continuei escutando o que me dizia,

enquanto me puxava para um abraço apertado.

— Vem cá amor, desculpa se minha primeira reação te assustou, não

queria isso, só que sinceramente não esperava isso de você. Mas como disse

antes acredito em ti, se isso aconteceu desta maneira tenho certeza que não

foi fogo de palha, você deve ter se envolvido emocionalmente com os dois.

Só tenho medo que se magoe, caminho árduo esse minha filha. Tente pelo

menos ter certeza de tudo antes de qualquer decisão e pense em você, sempre

em você. E por favor amor, tenha certeza que ele ou eles sejam merecedores

de qualquer sentimento seu.

— Oooooo paizinho, te amo tanto.

— Eu também amor, eu também. Amo tanto que dói. Não se esqueça,

eu sempre estarei ao seu lado em todas às escolhas, certas ou erradas e

mesmo contrárias às minhas. Te amo! Só quero te ver feliz, sempre.

Ficamos ali abraçados por alguns minutos quando me lembrei

daqueles dois, e me bateu uma saudade. Me sentia segura nos braços do meu

pai, mas também me sentia assim nos braços de Dane e Léo.

— Pai?

— Oi?

— Eles são Policiais Federais.

— Como? Policiais minha filha, dois, logo você que reclama tanto

dessa profissão?

Tive que rir. E novamente estávamos rindo juntos.

— Pois é pai, só para ficar mais emocionante. E falando em

emocionante, nós brigamos hoje.

— Como assim, os três, minha filha, ai ai ai muitas brigas nessa


história.

— Calma pai, é que, é tudo muito novo para os três, existe muito

sentimento envolvido e muita coisa para decidir e sei lá aconteceu. E para

piorar eles vão viajar hoje à noite para fronteira...

— Eles trabalham na fronteira?? Em que estado??

— Sei lá, acho que Amazonas. Eles não tinham me dito antes porque

não acharam necessário e eu fiquei muito chateada.

— E aí pegou suas pedras que carrega na bolsa e tacou neles? Você

deve ter achado que eles haviam te usado quando eles na verdade

provavelmente queriam mais tempo com você.

— Pai como você sabe tudo?

— Já vivi para ver e viver muita coisa meu amor. Agora me responde

você acha mesmo que foi isso, você ainda está com raiva deles por isso?

— Não estou mais brava, na verdade acho mesmo que eles só queriam

ganhar tempo comigo, mas brigamos e ponto.

— Deixa de ser boba, pelo que vejo você gosta deles e está chateada

só porque eles vão para longe de você. Fala sério, você quer realmente que

eles viagem com a imagem de você brigando.

— Verdade pai.

— Pois então, lembra do que te ensinei? Nunca vá para cama dormir

estando brigado com alguém. Nunca sabemos quanto tempo ainda temos com

esta pessoa. Ainda mais quando gostamos desse alguém. Anda, tá esperando

o quê?

— Esperando?

— É, tá esperando o que para ir lá e dar uma imagem melhor sua, do

que uma garota brigona para eles lembrarem enquanto estiverem

trabalhando. Pense bem.

— Nossa pai você está certo. É melhor eles viajarem pelo menos


sabendo que eu entendi e não estou chateada e que vou sentir falta deles,

quem sabe com isso eles voltam mais cedo.

— Uhumm.

— Pai você é o melhor.

— Eu sou o melhor para você. Só para lembrar, você disse que eu

também fui policial e tenho uma arma, e que já matei dois com um tiro só?

— Hahaha, só que o senhor foi policial.

Meu pai saiu sorrindo do meu quarto, mas sei que no fundo deve ter

ficado cheio de pensamentos confusos. E eu fui me arrumar, pois eu ia

deixar uma imagem bem melhor para aqueles dois gostosos lembrarem de

mim. Aí meu santíssimo das gulosas por dois e ainda brigona, me ajuda!


Capítulo 26: Sua Nininha.

Enquanto Léo levou Nininha para casa, Dane ficou no

apartamento pensando em suas mazelas. Se preparava para receber Léo que

com certeza viria cheio de historinha pro lado dele. Dane pensava em como

ele pôde estragar tudo. Terminando de arrumar suas coisas não conseguia

tirar os pensamentos de Nininha, pensava como seria difícil sair fora desse

triângulo, porque era isso que ele estava querendo fazer. Deixar Léo e ela

sozinhos, sem ele.

— Merda, mil vezes merda.

Dane disse tacando uma long neck de cerveja na parede do quarto.

Sentou na cama com as mãos na cabeça e permaneceu ali lutando com tantos

pensamentos fermentando nela.

— Dane? Dane? Daniel, porra cadê você?

Dane levantou a cabeça e gritou para o amigo:

— No quarto.

Léo chegou na porta e viu Dane sentado na cama com a cabeça nas

mãos. Na hora baixou sua bola, a intenção era de ele enfiar um soco na cara

do amigo, mas percebeu que o jeito que ele estava já era bom o suficiente,

talvez agora ele entenda a merda que fez.

— Que foi, pensando na merda que fez?

— Se fude, Léo.

Dane levantou e foi catar os cacos do chão. Enquanto isso Léo se


sentava na poltrona próximo a cama e ficou em silêncio assistindo o que

Dane fazia. Dane por sua vez estava se incomodando com o silêncio do

amigo e sua cara de cínico filmando seus movimentos. Se virou para Léo e

disse puto:

— Qual foi Léo, vai ficar aí olhando, porra? Não tem suas coisas para

arrumar, só temos mais umas 6 horas para ir, graças a Deus que marcamos o

vôo para madrugada.

— As minhas coisas já estão arrumadas. E vou ficar aqui olhando a

sua cara, pra tentar entender por que você prefere resolver as coisas desse

jeito, metendo os pés pelas mãos e estragando tudo, pra depois fica aí

quebrando coisas ao invés de tentar concertar.

— Caralho Léo sério dá para você sair do meu quarto, não tô a fim de

conversa.

— Sério mesmo? Você não está nem curioso para saber da Paulina?

Dane entrou no banheiro para jogar os cacos no lixo, lavou a mão e

voltou para o quarto.

— Ok Léo, você não vai sair daqui enquanto nós não conversarmos.

Olha aqui, eu tô de boa tá, não sei o que vai ser de vocês, mas eu tô fora. Isso

não é para mim, eu... Não quero... Vocês podem fazer o que vocês quiserem.

Léo levantou da cama forçando uma risada e gesticulando falou:

— Olha pra você, você realmente acredita no que tá falando? Seu

cagão, otário, deixa de ser idiota, deixa de ser fraco. Você errou beleza, mas

não precisa fazer esse drama todo dizendo que não quer mais. E outra se você

não quisesse mais, para quê aquele beijo de desentupidor de pia que deu na

Paulina antes dela ir embora?

Dane chegou bem próximo ao Léo o encarando e com sorriso bem

debochado disse:

— Que foi Léo? Tá com ciúmes, é só você que pode roubar beijo


dela?

Léo se esquivou dele batendo ombros. Ainda evitando um embate se

virou e respondeu:

— Nada disso meu caro, eu não tenho e nunca vou ter ciúmes de você

com ela, já você fez aquela cagada toda porque nos viu beijando na cozinha.

Não é verdade? Você está confuso, tenho certeza, não está sabendo lidar com

esses novos sentimentos. Isso é normal, você vai ter que aprender.

— Aprender? Não quero mais, já disse.

— Ahhh meu brother você quer, só não quer assumir, foge do amor

como foge dos traficantes.

— Eu não fujo dos bandidos, você sabe que não.

— Verdade, você só foge do amor e de ser amado.

Dane chegou bem perto do Léo de novo apontou o dedo para ele.

— Cara você é um viadinho, como você pode falar em amor se esteve

com ela só por algumas horas. E por que acha que eu sinto isso, quer saber

Léo, já deu essa merda toda, sai do meu quarto. Além do mas você com

certeza deve ter se acertado com ela, pelo tempo que demorou na rua.

Léo estava tentando se controlar pois sabia que seu amigo estava

puxando briga, se bem que umas porradas cairiam bem. Não tinha sangue de

barata.

— Dane tira esse dedo da minha cara. E quanto ao que você falou,

verdade nós nos entendemos, fiz ela ver que estava fazendo uma tempestade

num copo d'água. Eu, como ela, queremos fazer dar certo entre nós três.

— Haha não existe nós três, quando só vocês dois resolvem as coisas.

— Nós três poderíamos ter resolvido isso juntos, se não fosse seu

jeitinho peculiar e explosivo de lidar com a situação. Idiota.

— Foda-se Léo.

— Foda-se você brother.


Os dois ficaram se encarando o clima estava ficando pesado, Léo já

não estava tão paciente como antes e já queria mesmo um bom mano a mano.

— Léo não quero brigar com você valeu. Vamos parar por aqui.

Tenho que limpar minha cabeça disso tudo, para me concentrar no serviço

que vamos fazer. Além do mas, mesmo que eu quisesse acho que ela não me

daria bola.

— Seu merda você só pensa no trabalho. Você nunca vai saber se ela

vai te dar bola ou não se não tentar, vê se consegue, pelo menos um

pouquinho, baixar suas armas e se entregar pra algo que pode mudar sua vida.

Está na hora Dane, essa é uma oportunidade única, essa é a mulher feita para

nós, deixa de ser frouxo e encare de frente seu covarde.

Léo terminou a frase puto e deu um empurrão no Dane, e era só o que

Dane queria. Ele voltou com tudo com o punho fechado para a cara de Léo.

Ele conseguiu se esquivar e também tentou depositar seu punho, mas também

não conseguiu. Os dois se embolaram em uma luta que mais parecia luta

livre, os dois eram muito bons nisso. Se xingavam e se batiam na mesma

proporção.

— O quê que é isso??? Parem vocês dois... Agora ... Parem.

Os dois se assustaram, olharam para a porta do quarto e encontraram a

razão de tudo. Léo estava dando um mata Leão em Dane, Nininha ficou

apavorada com a cena, mas se meteu no meio para afasta-los. Conseguindo o

afastamento deles ela ficou no meio encarando um a um.

— Como você entrou? — Eles perguntaram.

— Alguém deixou a porta do apartamento aberta, e o que vocês

pensam que estão fazendo, sinceramente espero que eu não seja o motivo

disso tudo. Eu não quero, jamais, ver vocês brigando, ainda mais por mim.

Os dois estavam ofegantes e desalinhados olhando para ela.

Léo se aproximou dela e como se não estivesse acontecido tudo aquilo a


abraçou dizendo:

— Que bom que você veio minha princesa, sabia que você não

desistiria da gente, estou surpreso em te ver aqui tão de pressa. Aconteceu

alguma coisa?

— Sim aconteceu, aconteceu que eu entendi tudo e quis vir aqui para

tentar manter as coisas numa boa entre nós.

Nininha deu um beijo leve em Léo e se virou para Dane que estava a

olhando. Mas ele foi logo se virando de costas e andando para o outro lado do

quarto. Sem coragem de continuar olhando nos olhos dela, ele tinha medo do

que ela poderia dizer. Apesar dele já ter desistido dela, ele não queria ouvir

da sua boca que não o queria mais e ficaria só com Léo. Nininha suspirou

tristemente com a reação de Dane, mas dai sentiu a quentura do corpo de Léo

que se acomodou em suas costas, entrelaçando seus braços em sua cintura.

Sua tristeza foi embora ficando apenas a vontade de resolver as coisas com

eles, com Dane o cabeça dura principalmente. Léo beijou seu pescoço e ela se

derreteu em seus braços. Disse Léo no pé do seu ouvido:

— Minha princesa, não pense em desistir já disse ele não está sabendo

lidar, tenho certeza que está louco pra beijar sua boca, mas é muito teimoso

pra assumir.

Nininha suspirou e se virou para Léo o beijando na bochecha e

falando:

— Você é incrível, eu acredito mais em você do quê em nós três

juntos, porém não vou ser a culpada por nem se quer tentar. Eu quero, quero

vocês dois. Vou fazer de tudo para que dê certo, e para começar será que

você se incomodaria de me deixar a sós com Dane?

— Claro que não. Estarei em meu quarto, mas por favor não vai

embora antes de falar comigo.

Léo lhe deu um pequeno beijo nos lábios e se retirou. Nininha se


voltou para onde Dane estava e seguiu em sua direção um pouco insegura,

mas com a certeza do que queria.

— Dane?

— Que foi Paulina, pode ir com Léo eu não ligo.

— Sei sim, imagine se ligasse. Olha aqui seu ogro eu vim aqui para

conversar com você e é o que vou fazer, mesmo que eu tenha que amarrar

você com as fitas das minhas sandálias, no pé da sua cama.

Dane virou a olhando com um sorriso de canto e foi se esgueirando

para mais próximo dela.

— Então você vai me amarrar com essa fita aí da sua sandália? Me

responda, como você supõe que vai fazer isso?

Nininha perdeu completamente a noção de tempo e espaço com o

toque da mão de Dane em seu braço a segurando firme fazendo-a balançar.

Já queria que ele a jogasse na cama e a fizesse gemer com aquelas mãos e

dedos maravilhosos.

Tentou com muita força voltar ao estado inicial de sua conversa porque não

queria iniciar um ciclo de brigas que só se resolvem com sexo.

— Dane, sei que não vai ser preciso te amarrar, sei que você vai

escutar o que tenho a dizer e tentar entender tudo de uma maneira civilizada.

Dane retirou sua mão do braço dela se afastando um pouco e quase

gritando disse:

— Merda o que você quer Paulina, diante de tudo que já falamos,

sentimos, o que você quer mais? Eu não sou o Léo, um ser completamente

evoluído e amável fácil de lidar. Sou um .... Ogro como você bem diz, não sei

lidar com praticamente nada nessa vida a não ser meu trabalho. E se quer

saber, dificilmente sairia com uma mulher sozinho sem compartilhar com

Léo, acho que justamente para não ter que lidar com nenhum tipo de rejeição

ou sentimentos que pudessem surgir.


Como fazer esse imbecil entender que com eles foi diferente? Pensava

ela.

— Sabe Dane, quando eu encontrei seu olhar na mesa naquela praça

de alimentação, eu vi um homem lindo sim, mas vi também um cara seguro

de si e nesse momento você está deixando a desejar. Não estou aqui e nunca

vou estar para me rastejar por migalhas de atenção e principalmente de amor.

Eu sei que essa situação é única e intimidante, mas eu parei para pensar e vi

que Léo está certo. Vê se resolve suas preocupações e evolui rápido, pois

esse tipo de relacionamento já é muito complicado, ainda mais quando uma

das partes tem problemas em lidar com sentimentos. Você já é um homem

feito Dane, um cara apaixonante, eu me encantei por você. Eu quero você e

também quero o Léo. Não sabia que seria possível querer duas pessoas assim

e não sei se vai dar certo, e também não sei como, mas quero fazer com que

dê certo. Aliás você já parou para pensar em como eu estou me sentindo

diante de tudo isso? Estou uma pilha de nervos, mas por Deus Dane eu não

vou deixar aquela noite de ontem cair no esquecimento. Admita, eu sei, é

difícil, pra mim também foi, mas admita, ontem foi diferente, não foi?

Terminando de falar ela foi para cima dele fazendo-o recuar e

encostar na parede. Tamanha era a energia que ela gastava tentando mostrar

para ele o quanto tudo isso era real.

Dane a ouvia, e a cada palavra se sentia aliviado porque ela fazia questão de

dizer que o queria também. Ele estava se vendo como um idiota mesmo, ele

sabia o que sentia, mas tinha medo. Ele sentiu seu coração queimar ao

imaginar que ele podia estar fazendo a maior burrada da vida dele. Estava

apaixonado por ela, estava puto porque tinha que ir para o outro lado do país

longe dela, tão cedo e tão pouco tempo, e eles disperdisando momentos

inesquecíveis porque ele era um cabeça dura. Léo sempre foi o mais centrado

dos dois, sempre bem resolvido sobre qualquer situação. Seu amigo estava


certo, eles podiam tentar. Ele tentaria derrubar todos os muros que sua mente

construiu para fazer os dois felizes e assim ele estaria também.

A quentura do corpo dela estava invadindo sua pele, seu cheiro era

praticamente 99% do ar que ele estava respirando, o sabor de sua língua veio

a memória o que o fez salivar e já não conseguindo pensar em mais nada, a

não ser se tornar escravo dessa paixão, puxou Nininha bem próximo a ele,

virou-a e a encostou na parede, face contra face. Suas respirações se tornaram

mais forte. Enquanto Dane descia uma mão por baixo de um joelho dela e o

levantava para um melhor encaixe, ela subia suas mãos por aquelas costas

largas nuas até seus cabelos da nuca afundando seus dedos puxando contra

ela.

— Sim Paulina, foi diferente, ontem à noite foi a melhor da minha

vida, eu não vou deixar, eu não quero deixar isso se acabar. Mas vou precisar

da ajuda, da paciência de vocês. Promete que vai ser paciente, promete? Eu

te quero, tanto. Eu sofri quando você foi embora, eu sofri quando você disse

que não era minha menina. Eu sofri cada minuto que Léo demorou na rua

quando foi te levar, e sofri mais ainda quando ele voltou e vi em seu

semblante que tinha ficado tudo bem entre vocês e eu tinha ficado de fora. Eu

não sou tão confiante e seguro quanto as pessoas pensam, preciso trabalhar

esse meu lado, juro que vou fazer o possível, eu tô apaixonado por você

Paulina te quero pra mim, pra nós. Seja minha novamente?

O mundo parou, as paredes do quarto estavam saindo fumaça, os

corpos entrosados se moviam lentamente em reconhecimento. Ao terminar de

falar Dane aguardou ansioso uma resposta dela. E ela lhe deu:

— Me beija seu ogro idiota.

Assim foi. Dane tomou sua boca deliciosamente, tomando seu ar, se

alimentando de sua excitação. Sentia o corpo dela derretendo em suas mãos,

endoidava com aqueles quadris rebolativos na altura de sua ereção. Beijava e


mordiscava toda sua boca indo até suas orelhas. Se amassaram durante

alguns minutos, até que Dane parou, tirou o cabelo do rosto dela e a lembrou:

— Bom, agora que nos entendemos, precisamos resolver outra

coisinha.

Ofegante Nininha abriu os olhos e sem entender muito bem disse:

— Que coisinha é essa?

— Ah, você não se lembra?

— Não faço a mínima ideia do que está falando.

— Hum, interessante.

— Fala logo! — Ela deu uns tapinhas nas costas dele.

— Ei não se complique ainda mais mocinha, você ainda tem que lidar

com o NÃO SOU MAIS SUA MENINA que disse mais cedo.

— Você só pode estar de sacanagem.

— Não estou, eu disse que você ia se arrepender.

— Hahaha brincadeira né, eu falei isso quando estávamos brigados.

Depositando chupões em seu pescoço Dane respondeu:

— Não importa, nunca mais diga para mim que não é minha menina,

você é e sempre será MINHA MENINA.

— E o que você pensa que vai fazer?

— Primeiro... – Ele agarrou ela por baixo de suas pernas e levantou

no colo. — Vamos nos juntar com Léo e depois... — Ele foi desatando às

fitas de suas sandálias. — Eu gostei muito dá ideia de amarração com as fitas

de sua sandália, acho que vou usa-las em seu castigo.

— Castigo? Você é louco, me solta Dane não gosto desse tipo de

brincadeira. — Dane deu lhe um tapa na bunda. — Aiiiiii, minha bunda! Seu

ogro!

— Shiiiiii!

Dane carregou sua menina pelo corredor até o quarto de Léo. Entrou


sem bater e encontrou o amigo deitado na cama só de box. Riu ao pensar que

o safado provavelmente ouviu tudo e já sabia no que ia dar.

— E aí irmão, saudades da tua princesa? Nós não poderíamos

comemorar às pazes sem estar os três juntos. — Disse Dane balançando

Nininha no ombro.

— Já era hora, estou louco para fazer às pazes, às vezes uma

briguinha cai bem.

— Mas primeiro tenho que fazer ela engolir aquele "não" que me

disse hoje antes de ir embora.

Léo se levantou da cama e foi pegar sua princesa dos braços de Dane.

— Léo ele quer me castigar por ter dito que não era mais a menina

dele, só que eu disse isso quando eu estava nervosa com a palhaçada que ele

tinha feito, não é justo.

Os dois olhavam para ela encantados com os olhinhos do gato de

botas que fazia.

— Ponto dela brother.

— O quê? E se fosse com você, se ela tivesse dito que não era mais a

sua princesa como seria?

— Eu faria ela engulir essas palavras.

— Ponto meu então. — Disse Dane olhando para ela.

Nininha riu olhando de um para outro e perguntou:

— Vocês estão brincando comigo né?

— Não, não estamos. — Os dois responderam em uníssono.

— Hããã!!! Tá legal, o que vocês pensam que vão fazer comigo?

— Bom eu vou ficar aqui de boa e deixar Dane no controle, afinal foi

com ele que você foi malcriada. — Falou Léo e continuou a dizer próximo ao

seu ouvido — ...Mas não se preocupe porque eu vou entrar em ação a

qualquer momento.


Dane não deu tempo para que ela pudesse falar qualquer coisa e a

beijou loucamente. Depois a sentou na cama e começou a retirar suas

sandálias e as fitas que amarravam.

Subiu em seu corpo a tocando em todas as partes e aproveitando retirava

suas peças de roupa uma a uma. Nininha estava agoniada. Toda vez que ela

queria se mexer, falar, ele a tomava em beijos sufocantes deixando-a tonta o

suficiente para parar de lutar. Cansada e cheia de tesão se entregou para o

que ele quisesse fazer com ela. Não tinha medo do que ele fosse fazer, no

fundo sabia que ia ser algo prazeroso, mas o desconhecido a deixava inquieta

e isso ela não conseguia controlar.

Nua e pegando fogo, olhou para Dane que estava com o rosto cheio

de desejo, virando para o lado viu Léo se masturbando enquanto observava

seu corpo nu e o que as mãos de Dane fazia com ela. Aquilo a fez ficar ainda

mais excitada. Decidiu que eles até podiam fazer o que quisessem com ela,

mas não facilitaria as coisas. Começou a se debater e empurrar Dane com seu

corpo. Com suas pernas tentava prender Dane no lugar tentando limitar seus

movimentos.

— Sua menina curte uma boa luta, brother, acho que vai dar ruim pra

você aí, quer ajuda? Afinal sabemos que você manda mau no mano a mano.

— Debochou Léo.

— Cala boca viadinho. Quero ver se ela vai conseguir lutar com os

braços amarrados.

O clima no quarto ficou diferente, Nininha arregalou os olhos e

acalmou seus movimentos. Viu nos olhos de Dane fogo queimando e quando

encontrou os de Léo viu o mesmo tom de vermelho. Pensou "fudeuuu" agora

tô ferrada.

— Dane... Você não pode me amarrar...

Ele a cortou com um beijo e foi dizendo:


— Você está dizendo muitos nãos para mim isso me deixa muito

nervoso minha vontade e dar uns tapas nessa bunda gostosa deixando bem

vermelha no tom que eu gosto.

Ele suspendeu os braços dela, roçando em seu corpo e ainda susurrou

para ela:

— Confia em mim MINHA menina, porque você é minha, porque

você quer ser minha, e porque você sabe, sente que eu não seria capaz de

fazer mal a você. Tenho certeza de que vai adorar o que tenho em mente.

— Aiiiiii Dane você me tira do sério.

— Eu sei, isso é bom. — Ele foi entrelaçando as fitas em seus pulsos

e os levando para cabeceira da cama. Pensou, que bom que estavam no quarto

de Léo porque sua cabeceira tem um design que da para amarrar as fitas.

Pediu a ela que ficasse de bruços, ela estremeceu no tom de voz dele, e ao

mesmo tempo seu corpo se arrepiou todo em antecipação.

Ela se colocou do jeitinho que ele pediu, ainda fez charminho. Dane

chamou o amigo e pediu que ele se sentasse de frente para ela e nu. Nininha

sorriu safada, Léo se posicionou completamente entregue à "brincadeira".

Dane amarrou as fitas de cada pulso dela na cabeceira com Léo no meio, fez

com que ela ficasse numa meia posição de quatro. Léo aproveitou e a tomou

em um beijo gostoso apalpando seus seios que estavam pendurados a sua

disposição. Ela gemia em sua boca, e sentindo a presença de Dane atrás dela

remexia o bumbum.

Dane retirou sua roupa assistindo a volupiosidade daquela mulher.

Estava completamente excitado queria tê-la logo. Pegou na gaveta de Léo um

lubrificante e as camisinhas jogou perto dela para que ela visse o que era, se

colocou ao lado do seu corpo, percebeu que ela viu o lubrificante e se

assustou um pouco, mas ele a olhou pedindo confiança em seu olhar.

Ele via o quão perfeito era o entendimento entre eles, queria mais


tempo com ela. Mas só tinha mais algumas horas. Pôs uma de suas mãos nos

cabelos dela puxando em um rabo de cavalo e disse:

— Empina essa bunda Paulina.

— O que você vai fazer?

— Aiiiiii...

— Empina...

— Aiiiiii... Dane isso arde.

Mesmo sentido sua poupança arder empinou, a quentura na sua pele

foi se alastrando por todo seu corpo. Quando Dane lhe batia de novo e

puxava seu cabelo para trás olhava para Léo que acariciava seu rosto com

uma mistura de tesão, admiração e luxúria. Começou a cada tapa recebido

enconstar seu rosto no peitoral de Léo, seus punhos presos limitando seus

movimentos, só podia sentir as coisas através da boca, como um recém

nascido que não controla seus movimentos. E com a boca aberta em gemidos

e pequenos gritos lambia Léo levando sua língua aquela erecão magnífica

dele. Além dos tapas em sua bunda Dane começou a controlar seus

movimentos da cabeça fazendo-a foder com a boca o pau de Léo. Ouvia seus

suspiros, os gemidos de Léo e as palavras desconcertantes que Dane dizia. E

queria mais, empurrava às nádegas nas mãos dele e levava Léo até engasgar.

Adorando, adorada. Que loucura mais gostosa.

— Vamos Paulina o que você é de Léo?

— Não... Paulina não, me chamem de Nininha... Por favor.

— Ok, Nininha diz o que você é para Léo?

— Eu sou sua prin ce sa ...

— Entendi, e o que você é minha Nininha?

— Aiií Dane, eu sou SU A ME NI NA.

— Boa garota!

Dane acariciou o bumbum torturado e beijou suas costas lambendo as


gotas de seu suor. Passou um pouco de lubrificante nos dedos e levou-os ao

seu ânus, ela se debateu um pouco, Léo pediu que ficasse calma que

precisava relaxar, pois num relacionamento com eles uma hora os dois a

tomariam juntos, era melhor começar abrir caminho. Foi quando após

algumas carícias Dane introduziu a ponta do dedo.

— Aí isso arde, um pouco.

— Eu sei amor, relaxa no final você estará implorando por mais ... —

Sussurrava Dane.

Léo desamarrou as fitas da cabeceira e foi se colocando por baixo do

corpo dela. Ela o abraçou, enquanto ele direcionava em sua entrada da frente,

Dane fazia movimentos enlouquecedores com seu dedo dentro dela, ela já

não sentia tanta dor e se arreganhou em cima de Léo o recebendo todo, o que

facilitou que Dane entrasse com o dedo inteiro em seu orifício apertado, ela

gritou alto recebendo gemidos em troca. Os três se movimentavam e Nininha

encontrou seu prazer rapidamente, tanta tortura valeu apena.

— Viu minha menina, como é bom. Agora imagina se em vez do

dedo fosse eu dentro de você a tomando junto com Léo ao mesmo tempo. —

Ao dizer isso Nininha se partiu de novo em vários pedacinhos levando um

Léo muito louco atrás dela.

— Puta merda brother, a cada vez nos superamos. Nininha sua

gostosa como vou conseguir ficar longe de você, hein?

— Não fique! — Respondeu ela dando vários beijos nele.

Dane já estava com a camisinha e disse:

— Vamos Nininha sai logo de cima dele e vem aqui na beira da cama

quero te comer de quatro, se demorar muito como sua bunda gostosa. Ela já

tá bem molhadinha e eu tô louco pra provar esse buraquinho apertado.

— Saiiií Léoooo... – Disse ela desesperada.

Léo se retirou dela. Os três sorriram e ela correu para se posicionar


como Dane pediu.

— Vem MEU Dane, por enquanto me tome como você quiser, mas

pela frente por favor.

— Safada... — Ele agarrou nos seus cabelos e se encaixando disse. —

Então toma gostosa, nossa gulosa, nossa dengosa, vem e rebola no meu pau.


Capítulo 27: Boa Viagem.

Enfim, é isso... Espero que façam uma boa viagem. Disse

Nininha olhando de um para o outro no saguão de embarque do aeroporto.

Qualquer um notava o brilho no olhar deles. Os três ali no meio de

um saguão lotado, perdidos numa dança de olhares, cheios de esperança e

vontades, e com um sorriso em cada face como se estivessem encontrado o

pote de ouro no final do arco íris.

Após um fim de semana a flor da pele, onde vários sentimentos

vieram à tona, Nininha não conseguia se limitar em apenas desejar uma boa

viagem. Ela queria mesmo abraça-los e beija-los, mas se continha, pois não

sabia como agir com eles em público. Isso a incomodou um pouco, não saber

lidar com a situação, não saber como vai ser daqui para frente.

Do outro lado, tanto Dane quanto Léo também estavam confusos.

Geralmente compartilhavam mulheres na cama, nunca tiveram ou quiseram

manter um relacionamento a três. Tudo Sempre foi muito carnal para eles,

nada com sentimento apenas uma dose de respeito e amizade. A única vez em

que eles se envolveram um pouco mais além da cama foi com uma mulher

chamada Sabrina. Linda, gostosa porém extremamente louca.

Quando a conheceram ficaram fascinados com tamanha

espontaneidade, confiança e um corpão espetacular. Logo os dois a

convenceram de ficar com eles, viviam em farras sem limites. Foram dias e

noites alucinantes ao lado dela, até que Léo percebeu algumas atitudes

estranhas nela. Gostava muito de jogar com as pessoas, fazer das pessoas

marionetes. Começou também a cobrar dos dois como se houvesse um

relacionamento real entre eles a não ser apenas curtição. Sufocando os dois


tentando até provocar ciúmes e brigas entre eles apenas para mostrar para ela

mesma o quanto era "poderosa".

Léo como sempre o mais sensível, chamou Dane para conversar

fazendo-o entender qual era a dela. Então se afastaram. Sabrina detestou ser

posta de lado e tentou infernizar a vida dos meninos, mas eles foram salvos

pelo trabalho, viajaram a serviço para bem longe dela e logo foi deixada para

trás.

Com Nininha era diferente, existia toda uma preocupação, um querer,

uma vontade de se enrolar ao corpo dela, de conversar, de viajar, de ver

filmes, de fazer coisas banais como qualquer casal apaixonado. Eles teriam

que pensar em como vai ser para manter um relacionamento diferente como

esse.

— Eu sempre volto para o trabalho cheio de vontade de fazer e

acontecer, essa é a primeira vez que eu não tô nem um pouco empolgado para

o serviço. Não quero deixar você Nininha, na verdade queria ter mais tempo

com você e... Me desculpe por ter sido um idiota. — Falou Dane.

Nininha se aproximou dele o abraçando, inclinou a cabeça para olhar

no seu rosto e disse:

— Será que nosso momento no apartamento antes de vir ao aeroporto

não foi suficiente para te mostrar que está desculpado?

Dane sorriu e lhe deu um beijo na testa deixando-a embriagada com

tamanho carinho.

Léo logo pegou em sua mão e disse:

— Engraçado ele dizer que teve pouco tempo com você, quando ele

foi muito mais sortudo em ter te conhecido primeiro. Quanto a mim só tive a

oportunidade de um fim de semana.

— Aaaaa, Léo não reclame, tenho certeza que mesmo sendo apenas

um fim de semana tivemos momentos inesquecíveis também. A pobre coitada


sou eu, que tive tudo e agora vou ficar com nada. Vocês tem um ao outro, e

eu? Só as lembranças dos dias mais maravilhosos da minha vida, vocês são

especiais.

— Para com essa merda vocês dois, parecem que não vão se ver

nunca mais. — Disse Dane irritado querendo esconder suas emoções. — São

só alguns meses, isso só porque realmente precisamos ir, se não, nenhum dos

dois iria e tem mais você senhorita pode ir nos visitar... Aliás logo quando

chegarmos vou agendar sua passagem.

— Boa brother... — Disse Léo puxando Nininha de Dane colocando

as duas mãos em seu rosto fazendo-a cruzar seus olhos com os dele, seguiu

dizendo. — E que não passe por essa cabeça princesa esquecer de nós dois,

vamos fazer o possível para falar com você todos os dias, mas pode acontecer

de estarmos presos em alguma situação em que não poderemos entrar em

contato. É difícil, mas pode acontecer, entendeu. Não crie caraminholas, e

nos aguarde.

Léo se inclinou para beija-la na boca, quando ela o repreendeu:

— Não Léo tem muita gente.

— E daí?

— E daí lerdo é que eu também vou querer beija-la na boca, mas não

é convencional uma mulher beijar dois homens... Pelo menos não em público.

- Merda, brother.... Então você não beija...

Dane deu um olhar gélido para o amigo.

— Tá bom ok, ok... Façamos assim, já que desde que chegamos ao

aeroporto ela não foi beijada por nenhum de nós, enganamos os trouxas por

agora fazendo-os pensar que ela está comigo e você é uma espécie de irmão

ou amigo gay.

Ao terminar, Léo piscou faceiro para o amigo e tascou-lhe um beijaço

nela que apesar de embaraçada com a situação não conseguiu não retribuir o


carinho.

Dane pôs as mãos no rosto não irritado, mas impressionado com a

cara de pau do idiota. Dando o braço a torcer assumindo para si mesmo o

quanto era esperto esse seu amigo, visualizou a situação em que se

encontrava: gay ou irmão. Léo filho de uma puta. Com o rosto vermelho de

raiva e ascendendo uma lâmpada em cima de sua cabeça, teve uma ideia

brilhante.

— Ei??!?! Que isso Dane, mas que merda...

— Léo você esta cansado de saber que sou um IRMÃO muito

possessivo e ciumento. Parem com essa sem vergonhice e vamos embarcar

logo.

Dane disse isso puxando pela orelha do abusado e fez o mesmo que

ele havia feito antes piscando descaradamente, mostrando que também sabia

brincar. Nininha atordoada já nos braços de Dane ria da cara de babaca e

perplexo que Léo fez com a tirada de Dane. Por fim riram juntos.

— Ponto seu, meu brother, ou aliás, CUNHADO?!?

Dane deu lhe um tapa na parte de trás da cabeça dizendo:

— Cara, às vezes, você se mostra tão experiente, inteligente, sério e

daí você do nada vira um garotinho de o quê, 10 ou 12 anos?

— Meu caro, para cada situação uma idade, fazer o quê? Eu sou

muito flexível.

Os três ficaram em silêncio ao ouvir o som de chamada do embarque.

Nininha abraçou forte o Dane e aproveitando que estava com a cabeça no seu

peito, inalou mais um pouquinho daquele cheiro inebriante e único dele, não

conseguiu se segurar e beijou sobre as batidas de seu coração. Levantou o

rosto e um desejo enorme de beijar sua boca a consumiu, ainda mais vendo

nos olhos dele o mesmo desejo. Sentiu seus músculos tencionarem, por um

momento pensou, que se dane o mundo e beijar ele, mas sabia que as coisas


não são assim e aliás eles vão embora e ela vai ficar para trás com essas

pessoas à volta.

Dane viu a vontade e a dúvida se formarem no rosto de sua menina e

para não deixa-la mais confusa assumiu o terrível papel de cortar o clima.

Sorrindo carinhosamente depositou um beijo demorado em sua bochecha. Os

dois suspiraram e se afastaram.

Dane olhou para Léo e falou:

— Me deve uma.

Rindo Léo afirmou com a cabeça e disse que sempre ia lhe dever

mesmo por ele ter trago Nininha para sua vida. Depois deu mais um abraço

de despedida nela e apenas um estalinho, para não matar seu brother do

coração.

Eles começaram a ir quando Léo se virou e disse:

— Me tira uma dúvida, o que te fez mudar de ideia e vir nos procurar

ainda hoje. Por que lembro que você até compreendeu tudo que estava

acontecendo na nossa conversa no carro, mas ainda assim estava muito

convicta de que não daria certo e tal?

Parada à um metro deles mais ou menos, olhou em volta e notou que

as pessoas não estavam nem aí para eles, retornou a olhar para SEUS Deuses

do Olimpo e disse em tom de zombaria:

— É que depois que você me deixou tive uma conversa com um

cara... — Baixou o tom de voz e continuou. — Quer dizer, um HOMEM com

H maiúsculo, meu herói.

— Mas que porra é essa? — Disse Dane já voltando em direção a ela.

— Quem? O quê? .... Algum amigo é claro, qual nome dele? É seu

vizinho? Cpf?

Com as mãos sobre o estômago rindo que nem criança ela tentou se

explicar:


— Idiotas, esse HOMEM é meu pai, é claro... Quem mais seria meu

herói?

— Seu pai! — Disseram juntos.

— Sim. Ele já havia notado uma mudança em mim nesses dias e

perguntou se eu estava com algum problema ou apaixonada, acabei contando

sobre o ogro do Dane e nossa dança no bar e então uma coisa levou a outra e,

bom, enfim estamos aqui né.

— Você está dizendo que contou ao seu pai sobre nós, nós dois, quer

dizer nós três??? — Perguntou Léo de olhos arregalados.

— Sim, é óbvio que não queria falar sobre isso com ele, mas temos

uma relação muito próxima e ele me ama tanto que me permite fazer minhas

próprias escolhas, fora que é um teimoso e não se cansa até conseguir o que

quer saber. Na verdade ele quer sempre ter certeza que vai estar ao meu lado

independente de qualquer coisa.

— Nossa! Bom pai. Mas como que ele te ajudou com a decisão de nos

procurar? E ele aceitou essa situação, de você gostar de dois caras? —

Perguntou Dane com uma cara confusa.

Ela chegou mais para perto deles, notou que sempre quando fazia esse

movimento os três formavam uma espécie de triângulo. Ela como o ápice e

eles as duas bases.

— Sobre aceitar, ele não se pôs nessa condição, me mostrou que

independente do que ele pensa e quer pra mim, a decisão, a escolha, é minha,

e ele vai estar ao meu lado gostando ou não. Sobre procurar vocês, ele disse

que eu não podia deixar vocês viajarem com uma imagem ruim de mim, ou

seja, uma brigona bicuda. Que se eu realmente gostasse de vocês deveria ir e

deixar uma imagem muito melhor para lembrar e ser lembrada. Até porque

ele me acha muito temperamental. E sobre bom pai, sim é o melhor.

— Brother só tenho uma coisa pra dizer, nosso sogro é foda. Vou


tatuar o nome dele. Esse é o cara. — Disse Léo eufórico.

— É verdade, seu pai parece um homem sábio, quando voltarmos

queremos conhecê-lo, mostrar que não estamos de brincadeira com você.

Nininha sentiu um aperto no coração ao ouvir Dane dizer que vão

conhecer seu pai, mas ao mesmo tempo achou muito precoce envolver seu

pai numa história que está apenas começando e já com tantas barreiras a

serem vencidas.

— Calma rapazes, não estamos em uma corrida. Se um dia vocês

tiverem que conhecer meu pai quero que seja com nosso relacionamento mais

maduro. Ainda tem tantas coisas para acontecer, para serem resolvidas. Tudo

está tão rápido e intenso. E o pior de tudo teremos um tempo longo que

ficaremos longe, quem nos garante que daqui à um mês ou dois ainda

estaremos sentindo isso que estamos agora?.

Os meninos se olharam como se procurando uma resposta para sua

pergunta, foi Dane dando um passo mais próximo colocando uma mão em

seu rosto que saiu na frente e respondeu:

— Minha menina, não há no mundo uma resposta para sua pergunta.

O que há é esse sentimento novo e poderoso que estamos sentindo os três

juntos. Não é algo a ser negado, é algo a ser vivido. Essa é a nossa primeira

prova: a distância. Não foi combinado aconteceu, somos adultos precisamos

saber o que queremos e puta que pariu Nininha, sabemos o que queremos, no

início fiquei muito confuso, mas agora que se foda, quero você, quero viver

isso com você, e quero acima de tudo compartilhar essa felicidade que é te ter

com meu melhor amigo, meu irmão. Merda não vejo a hora de ter você entre

nós dois, gemendo os nossos nomes. Merda de viagem! E quanto a conhecer

seu pai haverá um momento certo, como você desejar.

Dito isto Dane não se conteve e deu um beijo nos lábios de Paulina

forte, nada sensual apenas com muita energia. O sangue de Paulina fervia


com as palavras dele, seu beijo a fez quase implorar para que eles a tomassem

ali mesmo. Um segundo de um beijo que durou uma eternidade. Dane

descolou a boca da dela e encostou sua testa na testa dela, e se olharam com

promessas declaradas em silêncio.

Olhando em volta notaram que ninguém os olhava, o que deixou

Nininha mais relaxada. Léo chegou perto do seu ouvido e lhe disse:

— Faço minhas as palavras desse cabeçudo. — Dando um tapa

amigável no braço de Dane seguiu em direção ao embarque. — Bora seu gay

antes que a gente perca a merda do voo, que é o que estamos querendo.

Nininha era só sorrisos e antes que eles se afastassem muito ela disse:

— Ah! Meu pai pediu para avisar que como eu já disse, também foi

policial, que ainda tem sua arma e que já teve o prazer de matar dois caras

com um só tiro. Algo para vocês pensarem na viagem. Se cuidem.

Jogou um beijo no ar para os dois se virou e saiu andando toda

serelepe, deixando os dois se entre olhando pensando no que ela disse.

Dentro do avião Léo ajudava uma senhora a guardar uma maleta

enquanto Dane se acomodava em seu assento. Logo Léo fez o mesmo e cada

um ouviu o suspiro do outro. Viraram um para o outro e disseram:

— Brother temos que fazer dar certo... Merda eu já estou com

saudades dela.

— É, eu sei como é irmão, eu também estou, o cheiro de seu cabelo e

o brilho nos olhos dela quando a fazemos gozar não sai da minha cabeça.

Vamos fazer dar certo, não há outra maneira... É até insano o que vou dizer, e

acredito que você sinta o mesmo, eu não consigo ver meu futuro longe dela,

de vocês. Parece que agora vejo tudo com outros olhos, nunca pensei que me

sentiria assim por alguém e nem queria. Porém, não tem mais volta. Vamos lá

fazer nosso serviço o mais rápido que conseguirmos para vir logo para nossa

menina princesa e começar o resto de nossas vidas juntos.


— Você é a porra de um viadinho cabeça dura, mas quando pega no

tranco esculacha. Falou e disse meu brother.

Cada um tentou relaxar o quanto podiam enquanto o avião decolava,

mas nada fazia as imagens de um futuro feliz ao lado daquela mulher

encantadora se apagar.

No táxi seguindo para sua casa Paulina sentiu uma lágrima perdida

descer em seu rosto. Os pensamentos eram muitos, tantos bons quanto ruins.

Ela se perguntava o tempo todo "o que será dela e deles nesse tempo

afastados", e o pior "será que eles conseguiriam resistir ao tsunamis de

mulheres que provavelmente se jogam aos seus pés para onde eles vão". Sua

insegurança a deixou triste, mas buscando lá no fundo uma força que ela nem

sabia que existia procurou preencher seus pensamentos com as memórias

deles a tocando, beijando, a amando. Fez uma oração e pediu a Deus que os

protegesse e que trouxesse os dois são e salvos para que ela tivesse a

oportunidade de viver essa paixão que até hoje ela só conhecia em seus

livros.


Capítulo 28: Atitudes Tendenciosas.

Admirando a tela à sua frente Nininha se aproximou um

pouco mais apreciando cada detalhe das pinceladas do artista. Lembrou que a

tempos não iniciava uma tela, também como poderia, tão envolvida com as

tarefas da faculdade, as quais detestava e acabava tomando conta demais de

seu tempo. Fora a correria das vendas de seus produtos e ajudar seu velho

com as coisas de casa.

Nos corredores desta galeria entre tantas obras lindas, ela lembrou de

uma conversa que havia tido com a primeira pessoa que elogiou um de seus

quadros quando era ainda muito jovem e se pôs a compra-lo como um

incentivo. Ela disse: — De uma tela em branco você transformou nessa linda

paisagem, mocinha, assim é a vida nós começamos como uma tela em branco

e cabe a nós mesmos transformá-las. Se vai ser belo ou não depende de como

viveremos.

Então só agora ela percebeu que a tela da vida dela começou a ser

pintada só após conhecer os meninos. Porque antes disso não se lembrava de

nada que fosse colorido o suficiente em sua vida. Pintar por exemplo, era

como respirar e ela já não fazia há um bom tempo. Arte é o que ela queria

para sua vida, pois então por que se meteu a fazer uma faculdade que não tem

nada haver com ela? Estava na hora de repensar sobre o que quer da tela da

sua vida. Estava na hora de voltar a pintar. Com certeza passar um tempo

criando uma pintura seria perfeito para afastar a dor da saudade e a angústia


de saber como será quando se reencontrar novamente com os donos de seus

sonhos.

Nessa uma semana que se passou desde que se despediu deles no

aeroporto, não teve um só sono em que eles não aparecessem e tomassem

conta. Impossível esquecer o toque daqueles dois em seu corpo, mesmo em

sonhos. Eles ligavam, mandavam mensagem, faziam ligações por vídeo, ora

sozinhos, ora juntos. Às vezes, até colocavam seus amigos para falarem.

Nunca foi tão a favor da tecnologia como agora.

Ela olhou o celular que havia vibrado. Um sorriso bobo apareceu em

seu rosto, um que sempre aparecia quando recebia mensagem de seus

meninos.

@Léo: E aí princesa, como está a exposição? Espero que tão linda

como você!

Dizia a mensagem de Léo. Ela revirou os olhos com o elogio e se pôs

a responder.

@Nininha: Está magnífica, estou fascinada com a delicadeza que o

artista tem em suas pinceladas... Queria que estivessem aqui comigo .

@Léo: Não faça assim... Tenho vontade de entrar por esse telefone

para estar ao seu lado. Não pense que está sendo fácil pra gente, está muito

duro ficar sem você e o serviço aqui está complicado. Em breve estaremos

juntos .

@Nininha: Sei.... E Dane? Cadê? Está aí contigo?

@Léo Não, ele está muito enrolado com a papelada da batida que

devemos fazer semana que vem, eu tive um minuto livre e estou usando para

falar com vc. Ele também está com muita saudade e pediu pra te dizer que

por esses dias vai ser difícil manter contato. Temos que ficar totalmente

focados no serviço, você entende né.

Nininha se recostou em uma parede livre olhando para mensagem que


Léo acabou de mandar. Seu coração apertado em saber que deve ficar sem

falar com eles por alguns dias, por quantos dias? E essa batida que iriam fazer

seria perigosa é claro. Como ela faria para saber se estava tudo bem.

Lhe subiu um frio na espinha.

@Léo: Princesa? Nininha?

@Nininha: Ei... Estou aqui... É que me deu um aperto no coração,

imaginar vocês nessa missão e não ter como me comunicar para saber se

ocorreu tudo bem.

@Léo: Hum entendi... Vamos fazer o seguinte vou deixar aqui o

número do telefone da agência para que se não te ligarmos em três dias você

entre em contato OK. Mas Nininha, não se preocupe nós somos os melhores

em campo.

@Nininha: Seu convencido.

@Léo: O que posso fazer se somos mesmo. Bom, tenho que ir... Não

vejo a hora de beijar sua boca de novo, não vemos a hora de ter você entre

nós completamente, sinto sua falta. Sentimos muito sua falta. Não desista de

nós.

@Nininha: Desistir? Rapaz, se vocês sumirem eu vou atrás de vocês,

nem que seja para mata-los. Eu... Eu... Adoro vocês dois, se cuidem. Boa

sorte!

@Léo: Nós também... Te amamos... É isso mesmo, te amamos. Tenha

paciência nos espere, temos muita coisa para fazermos juntos e uma vida

inteira para isso. Tchau linda.

@Nininha: Tchau.

Pálpebras inchadas e olhos marejados, assim Nininha terminou sua

visita à galeria e seguiu para casa. Sua vontade era de deitar na cama e chorar

de saudade de tudo que viveu e tudo o que ainda iria viver com eles.


... Em algum lugar próximo a fronteira...

— Ei docinho, por que dessa carinha triste? Algum problema com a

ligação? Posso te ajudar em alguma coisa?

Falou Lia atendente da agência, se aproximando sinuosamente ao

Léo. Ela desde que foi cobrir a antiga atendente, que saiu de licença, vem

tentando colocar às garras em Dane ou Léo, e é bem possível que nos dois

juntos. Eles sabiam que as pessoas falavam sobre suas vidas e principalmente

sobre o fato de compartilharem mulheres. Por isso algumas mulheres já se

insinuavam para eles sabendo o que queriam.

Porém, isso nunca foi uma corrida para ter todas as mulheres do mundo.

Acontecia ás vezes, de durar meses para eles se interessaram por uma mulher

para um lance a três, não era qualquer mulher. E apesar da luxúria evidente

que há em ter sexo a três, eles curtiam que as mulheres fossem interessantes

em outros aspectos além da "coisa de pele". Essa Lia não fazia o estilo deles,

bonita sim, mas não chamava a atenção deles.

Em outros tempos Léo levaria numa boa tal flerte, mas não agora,

ainda mais após ter falado com sua princesa. De uma forma educada se

afastou sorrindo e dizendo:

— Obrigado Lia, mas não há nada o que você possa fazer... Ah!

Talvez tenha, se você puder nos retirar desta batida e nos colocar de férias

eternas para voltar para o Rio.

Ele terminou e piscou para ela. Lia se derreteu com o simples piscar

de olhos que era apenas para pontuar o fim da frase, mas não se esqueceu do

que ele disse e retrucou:

— Uê Leozinho, por que voltar para o Rio e por que os "s" nas

palavras quando nós estávamos falando de você?

Sorriu a cínica, porque era óbvio que sabia que falava sobre ele e

Dane, ela queria era assuntar mais, principalmente sobre o motivo de


quererem voltar para o Rio. Léo não acreditando na cara de pau dela resolveu

colocar mais lenha na fogueira, não devia nada a ninguém. Se virou

totalmente para ela e com a cara de santo falso respondeu:

— Você ainda não sabe, nós encontramos a mulher mais linda do

mundo, e onde ela estiver é onde queremos estar. Fui!

Ao escutar o burburinho em volta Lia balançou a cabeça para cair na

real e processar o que acabou de ouvir. Não era possível, ela pensava, como

assim "a mulher mais linda". Homens como eles não se interessariam por

uma mulher apenas, e muito menos para uma relação a três a longo prazo. E

ela nem teve uma oportunidade com eles, Léo é um zoador deve estar de

onda com minha cara.

Voltando ao trabalho Lia não tirava o que ouviu de Léo da cabeça, e

começou a pensar que realmente ele e Dane voltaram do Rio diferentes.

Pareciam que nem estavam de férias, voltaram com cara de quem não

queriam voltar ou de quem estava caminhando para à forca. Ao longo dos

dias eles tem se arrastado pela a agência, compenetrados no trabalho, e às

únicas vezes que os viu sorrindo, relaxados era quando estavam falando com

alguém ao telefone. Será que era essa tal mulher?

— Conrado? — Lia viu um dos parceiros dos meninos, o qual dava

em cima dela o tempo todo e o chamou.

— Oi Lia. — Respondeu Conrado cheio de dentes. — O que você

quer gata?

— Nada de importante é só curiosidade mesmo, talvez nem você

saiba. Mas, sabe por que "os durões da PF" estão meio quietos depois que

voltaram? Assim... Parecem até tristes, sei lá.

Conrado se esticou todo chateado porque sabia que ela estava usando

ele para saber de outros. Detestava estar nessa situação, até porque tinha

interesse na Lia. Respondeu sua pergunta incomodado:


— Os putos devem estar cagando nas calças por conta da batida que

vamos dar esses dias, só pode.

Lia deu uma sonora gargalhada, alguns agentes em volta olharam o

que fez Conrado ficar sem graça.

— Ahhhh! Conrado. Não me diga que acredita nas palavras que você

acabou de dizer — Riu mais um pouco e puxando ele pelo queixo se

aproximou de seu rosto e disse maldosamente — O único cagão aqui é você,

docinho.

Conrado se afastou puto, com olhos pegando fogo e disse ainda só

para eles ouvirem:

— Foda-se Lia, quer notícias de seus queridinhos, procure outro. E

quer saber, tomara que seja verdade o que estão falando sobre eles terem

encontrado a mulher da vida deles, assim sobra mais mulheres no mundo. Me

deixa, eu tenho mais o que fazer do que ficar como leva e traz.

— Hahaha pode ir, você já fez docinho. Brigadinhu.

Conrado saiu pisando duro da recepção e voltou para sala de

estratégias, deixando Lia toda especulativa para trás. Entrando deu de cara

com Dane e Léo analisando algumas plantas do local da batida. Carrancudo,

nem deu atenção aos dois, seguiu para o bebedouro e encheu um copo d'água,

bebeu, amassou o copo descartável e o jogou no lixo. Tudo isso com uma

energia desnecessária. Dane e Léo não deixaram de perceber que o parceiro

estava um tanto descompensado e em uma manobra amigável Dane disse:

— Que foi homem, não desperdice tanta energia assim deixe isso para

os Zé ruelas que encontrarmos na operação.

Sorriram os dois, mas Conrado não, ainda carrancudo deu sua

resposta:

— Me deixe Daniel, não estou para brincadeiras hoje, e afinal só sou

obrigado a lhe responder mediante assuntos dos nossos trabalhos. Fora isso,


terreno perigoso.

Os meninos se entre olharam sem entender tamanha agressividade

gratuita. Dane podia não entender, mas ele como autoridade máxima nas

atividades de enfrentamento do serviço não podia ter nenhum agente com

sistema nervoso descontrolado. Afinal o serviço era perigoso, talvez o mais

tenso de todos em que ele já esteve, com enfrentamento eminente contra

meliantes armados. Justo agora que havia acontecido tantas coisas, que seus

sentimentos estão tão intensos ele precisava ficar são e ter seus subordinados

sob controle também. Não podia se dar ao luxo de errar, principalmente na

escolha dos homens para o serviço. Se preocupava com seus policiais, se

preocupava com Léo. Um policial cobre o outro, como confiar em alguém

que não consegue lidar com seus nervos em um dia de trabalho tranquilo,

como será no enfrentamento.

Conrado não era seu melhor policial, era sempre muito passional, mas

era bom quando preciso e dentro de suas opções era o indicado. Correu tudo

bem nos últimos serviços que tiveram, porém foram mais leves que este. Só

que há algum tempo Dane e até Léo já haviam percebido um certo

desconforto dele para com eles. Achavam que foi porque Conrado também

havia reivindicado a função que Dane estava, mas acabou perdendo a disputa

do posto para Dane, que é mais novo que ele. Logo após isto, a dupla

descobriu que haviam ficado com uma ex dele há um tempo atrás, através de

um conhecido em comum, eles estavam separados tinha meses e Dane e Léo

não tinham ideia de quem era ela. O assunto acabou virando motivo de

chacota entres os caras na agência. Enfim, nada que justificasse inimizades

entre eles até porque tudo o que aconteceu não foi nada de intencional apenas

casual. Dane e Léo fizeram o possível para acabar com às fofocas tudo pelo

respeito entre colegas.

Essa profissão é muito difícil precisam confiar cegamente no parceiro


quando estão em campo, então como confiar em alguém com atitudes dúbias.

Dane se levantou de sua cadeira encarando Conrado:

— Você acha realmente que estou de brincadeira aqui. Não vê que

estou completamente imerso nos esquemas para operação. Acha que ao ver

um policial que vai fazer parte da tropa que estará fazendo a cobertura do

grupo de polícias que vão estar à frente todo descompensado a alguns dias da

ação, eu não tenho direito de me preocupar. Não deveria ser terreno perigoso

eu te fazer uma simples pergunta.

— E eu te respondi.

Disse Conrado um tanto exaltado, se levantando e colocando as mãos

sobre a mesa encarando Dane.

Léo automaticamente levantou também e assumiu uma posição entre

os dois, porém sem dizer nada. Enquanto isso Dane continuou olhando no

rosto de Conrado agora bem mais avaliador, notou realmente que havia um

problema ali e era de cunho pessoal. Com uma postura firme e rígida disse:

— Cara, você tem algum problema comigo? Ou você está procurando

um problema? Preciso saber disso agora, pois não posso escalar um policial

para estar na minha retaguarda e dos meus homens que não confio, não

alguém que esteja com problema comigo ou qualquer um deles. Vamos,

ande, responda, porque independente do que fôr temos que resolver isso antes

de definir as unidades de enfrentamento e ver se poderemos continuar a

trabalhar na mesma guarnição.

A sala apesar do ar condicionado ligado, esquentou. Os homens que

ali estavam se encaravam de maneira densa. Dane não deixaria Conrado sair

dali sem uma explicação plausível para esse comportamento inusitado.

Conrado por sua vez caiu na real, era importante para seu currículo

essa operação, ele trabalhou duro para merecer estar nela, porque sabe que

não seria a escolha preferida. Então por conta de algumas questões pessoais e


do estresse momentâneo que teve por causa da Lia, ele iria perder essa

oportunidade? Não. Não deixaria. Pensou em engolir tudo o que gostaria de

dizer de verdade, para poder garantir seu lugar na operação.

Tomando uma postura mais relaxada até resignada, Conrado com um

meio sorriso tentou se explicar para Dane.

— Putz cara... Desculpa... É claro que não tenho problemas com você

ou ninguém dessa agência. Eu... Eu realmente estou meio exaltado hoje, tive

uma notícia ruim de família o que me deixou chateado, nervoso.... Ganhei um

fora de uma gata ai também... E sabe como é né, muita coisa acontecendo ao

mesmo tempo e você foi o primeiro a falar comigo cara, acabei descontando

em você. — Passando a mão pela cabeça com semblante mais relaxado

continuou a dizer e no final estendeu a mão para Dane. — Porra bixo esquece

essa merda toda, é claro que tá tudo de boa.

Olhando do rosto dele para sua mão estendida, Dane não sentiu muita

firmeza em todas suas palavras, mas na altura do campeonato não queria

julgar um homem feito como Conrado, só iria ficar mais atento a tudo sobre

ele daqui para frente.

Estendeu a mão e apertou a dele, cruzou o olhar com seu amigo Léo e

recebeu um balançar de cabeça como gesto de apoio. Léo o conhecia e

provavelmente sabia o que pensava. Logo depois Dane deu sua resposta:

— OK. Digamos que te entendo, mas não compreendo. Todos nós

temos problemas fora do trabalho, temos que deixar isso lá fora,

principalmente para evitar conflitos entres parceiros de trabalho. — Dane deu

um aperto mais firme agora para enfatizar o que iria dizer a seguir. — Por

isso creio que daqui para frente se tiver algum problema com qualquer um da

guarnição, resolva como homem, não deixe para depois.

— Não bixo, tá beleza... Foi um lapso não acontecerá mais, agora

foco total.


— OK, estamos entendidos. — Disse Dane.

— Então rapazes podemos sair do play agora e ir trabalhar como

adultos, vacinados e sãos como somos? — Falou Léo humorista como

sempre.

Eles riram.

— Falando em todos com problema, imagino vocês hein, escutei por

aí que estão apaixonados, quem diria "os durões da PF" caidinhos pela

mesma garota. Deve ser difícil ter que voltar ao trabalho, logo quando

encontram alguém que gostam de verdade para compartilhar, mas tem que

ficar longe.

Falou Conrado tentando puxar assunto. Dane fez uma cara de quem

comeu limão azedo ao ouvir a forma tendenciosa que ele falou sobre seu

relacionamento. Olhou para Léo com um olhar inquisidor e voltou para o

engraçadinho:

— Vejo que esse pessoal tem trabalhado pouco e conversado demais,

e como sempre, a pauta é nossa vida a qual não diz respeito a ninguém aqui.

Acredito que só souberam também porque alguma gazela saltitante,

transbordando arco íris para todos os lados, não se contendo em manter certos

assuntos para quem de direito, saiu pelos corredores falando o que não

deveria.

Léo ficou olhando atônito para Dane e engolindo em seco, com o

semi fora de Dane, Conrado se afastou meio sem graça dizendo que ia

verificar o armamento. Ao sair não se conteve e olhou para Léo dizendo:

— Então até logo gazela saltitante, ótimo codinome.

Léo amassou um papel e foi até a porta tacar em Conrado que bateu

em retirada pelo corredor. Léo voltou fechou a porta, sentou novamente na

cadeira e ficou ali encarando Dane que continuava a verificação nas plantas

que estavam sobre a mesa. Alguns minutos depois Dane levantou o olhar para


o amigo que não parava de lhe encarar e perguntou:

— Que foi?

— É sério, gazela saltitante? Tudo bem, mas da onde você tirou: abre

aspas, transbordando arco íris para todos os lados, fecha aspas.

Dane não se aguentou e gargalhou, só então percebeu as baboseiras

que tinha dito. Léo se juntou aos risos.

Quando foram parando o momento descontraído Léo indagou:

— Você não acreditou na ladainha que Conrado disse né?

— Claro que não, mas no momento não tenho mais tempo para fazer

alterações ou ser babá de homem barbudo, e no fundo sei o quanto ele ama

esse trabalho, não acredito que poria em risco sua posição por questões

banais.

— Talvez os nossos trazeiros sejam banais para ele e ele possa não

dar o apoio necessário que precisaremos em campo. Você já tem um furo na

bunda eu não. — Disse Léo.

— Idiota. Fica tranquilo, estarei de olho nele. E pode deixar que não

vou deixar ninguém estragar esse seu trazeiro feio, prometi a Nininha que

levaria você inteiro para ela.

— Valeu brother, agora estou bem mais seguro. Faço minhas suas

palavras, aliás acrescento apenas que seu trazeiro já era feio sem marca, com

a marca de tiro ficou bem pior. E sei disso melhor que você, pois você é o

que gosta mais de pegar a mulher por traz e já vi esta buzanfa milhões de

vezes nos espelhos de motel.

— Hahaha... Ahhh Léo não mete essa, porra, essa é a sua? Ficar

manjando minha bunda.

— Não idiota hahaha, saiba que essas visões quase me renderam pau

mole, tinha que fechar os olhos e me concentrar. Hahaha.

— Sabe, falando nisso...


— Em que brother? Pau mole?

— Não seu idiota, gazela saltitante... Sério agora, cara tô muito louco

de vontade de estar com Nininha novamente. Não consigo parar de pensar

naquele corpinho fervendo entre agente.

— Porra Dane nem me fala, estou até evitando falar por telefone com

ela porque fico excitado ao ouvir sua voz. Ela enfeitiçou a gente brother.

Estou louco para tomarmos ela juntos do jeito que nos gostamos, e tenho pra

mim que será a melhor experiência de nossas vidas. E ela vai amar.

— Com certeza será. Isso porque você não sentiu aquele buraquinho

pressionando fortemente seu dedo, imagino quando eu estiver dentro dela,

porra, merda não quero imaginar chega doer.

Léo se levantou da cadeira e apressadamente foi para porta. Dane

assustado o olhou e perguntou:

— Vai aonde com essa pressa?

— Tocar uma, brother, guento não. Fui!

Rindo, Dane tacou uma caneta em Léo que desviou e falou:

— Você devia ir também, depois de mim é claro...

— Viadinho! — Dane jogou agora uma borracha nele e quase acertou

a testa.

— Ah! E por falar nisso, precisamos ver quando podemos comprar a

passagem pra ela vir nos visitar o mais rápido possível.

— É verdade, deixa comigo, deixa passar essa operação e eu organizo

isso. Também estou louco para estar com ela.

Léo saiu em direção ao banheiro e Dane ficou ali naquela sala

rodeado de trabalho e excitado com o pensamento em sua menina.

Pegou seu celular viu a hora, já era bem tarde ela devia estar dormindo e

como Léo já havia falado com ela mais cedo não deveria estar esperando

outro contato. Mesmo assim mandou uma mensagem.


@Dane: Estou morrendo de saudades. Estamos. E... Sonhe com a

gente como sonhamos como você, boa noite.


Capítulo 29: Amanhã.

#Dane

Nunca me senti tão tenso diante de uma abordagem como a

que vamos fazer daqui a alguns dias. É claro que é a mais complexa, envolve

alguns dos indivíduos mais procurados por tráfico na nossa fronteira, e uma

possível apreensão de toneladas de drogas, armas e outros produtos ilícitos.

Mas não é só isso. Ainda tivemos que adiar alguns dias, o que só aumenta o

tempo em que ficamos sem nossa Nininha. Mesmo assim, me sinto

totalmente preparado para o sucesso dessa operação, porém há sempre que

pensar nos imprevistos. E nesse caso não estou nada contente por Conrado se

auto escalar para cobrir Léo na abordagem. Não que não confie na eficiência

de Léo em ação ou até a dê Conrado, o problema é que não engoli a

historinha dele outro dia. Ninguém me tira da cabeça, que ele não levou de

boa às fofocas que nos envolveu no passado. E depois do "piti" que ele deu

na minha frente, ainda fiquei sabendo pela descarada da Lia que ele tem

ciúmes de nós com ela. Como se isso fosse viável. Ela me disse também que

naquele dia ela fez um comentário com ele sobre "infelizmente eu e Léo não


estarmos mais disponíveis no mercado" e por isso ele ficou todo irritado.

Detesto que minha vida, nossa vida seja motivo de assunto na boca dos

outros. Sou mais reservado do que Léo. Bom, fiz o que tinha que fazer,

chamei ele para conversar novamente e aparar as possíveis arestas existentes

entre nós. Conrado como sempre fez questão de afirmar que não tinha nada

contra nenhum de nós, e ainda me julgou como se eu estivesse o

desqualificando para o serviço no qual ele era o responsável e que se eu

tivesse um motivo real contra ele, que o tirasse do encargo. Pois bem, ainda

tive que ouvir uma série de motivos pelo qual ele ter colocado cada policial

em um posto. Disse mais, que o fato deles não serem amigos íntimos não

deveria impedir suas escolhas dentro da logística de retaguarda da missão. O

que me deixou puto da vida porque o filho da mãe estava certo.

Então por que ainda me sinto tenso em relação a essa questão?

Merda!

(...)

Com humor horrível Dane continuou analisando as possibilidades de

invasão do local da batida para que os delinquentes tivessem o menor tempo

possível de reação. Precisava a todo custo que está missão tivesse sucesso, e

para isso não bastava apenas prender os procurados e apreender produtos.

Tinha também que voltar com todos os envolvidos sãos e salvos. Era uma

questão indiscutível.


Alguns policiais adentram à sala em que Dane estava compenetrado

no trabalho. Ele levanta com o barulho e logo mostra a cara de quem não

gostou de ser incomodado.

— Vocês perderam a educação no bar? Não batem mais na porta?

— Foi mau chefe... — Alguns dos policiais disseram.

— Desculpa aê chefe, é que estamos rindo da cara que Léo faz

quando Lia dá suas investidas. — Disse Glauco fechando a porta atrás dele.

— Vocês não estão aqui para rir da cara de ninguém, deveriam estar

preocupados com a batida e seus rabos dentro dela. E aliás quê que o Léo está

fazendo de papo com Lia? — Dane praticamente latiu.

— Pô Dane, nós já passamos e repassamos isso tudo milhões de

vezes, e às vezes, precisamos rir tambem né. Não é só de trabalho que um

homem vive. E quanto ao Léo, bom isso pergunta para ele. — Rômulo

respondeu e recebeu um olhar fulminante em troca.

— OK, vá chamar Léo por favor Mattos. E sobre repassar a missão,

repassarei quantas vezes eu achar necessário, se faço isso é para ter certeza

que não ocorrerão erros. – Terminou a fala olhando diretamente para

Conrado.

Cada um foi se acomodando em seus postos e revendo suas planilhas,

mudos. Mattos saiu em busca do Léo. Passou pela recepção onde ele estava

anteriormente, mas ele não estava mais. Perguntou a Lia sobre ele:

— Lia, viu onde Léo foi? Dane está o procurando.

— Não vi não, docinho. Ele estava aqui, mas infelizmente não está

mais.

— Obrigado, Lia. Vou ver se ele foi no banheiro.

— Olha se você quiser posso ir para você, docinho.

— Sério Lia? No banheiro masculino? Como você é prestativa.

— Mattos eu sou uma mulher de bom coração, simples assim.


— Hahaha com certeza Lia, deveria espalhar mais amor e menos

guerra, mas quem sou eu para julgar.

— Não entendi, docinho? O que você quis dizer?

Mattos foi se retirando em direção ao corredor que levava ao banheiro

masculino, balançou a cabeça e falou:

— Nada não Lia querida, se você não aprender sozinha a vida te

ensina. Vou lá.

Alguns minutos depois Mattos entrou no banheiro e viu Léo lavando

as mãos. Foi falando com ele:

— E aí cara, tranquilo, Dane está a tua procura.

— É tão urgente assim que te mandou vir me buscar mijando?

— Deixa de ser imbecil e vai logo que ele não está pra brincadeira,

aliás ele está um porre. Tô doido para esse serviço ser concluído logo porque

nem eu nem os caras estamos aguentando tanto mau humor, tá foda. E com a

Lia no cangote de vocês acho que tá piorando.

Léo puxou uns papéis toalhas enxugou as mãos e rindo foi saindo do

banheiro acompanhado de Mattos e respondendo:

— Cara tenho que concordar, Dane esta um saco dê graças a Deus

que vocês só o aturam na agência e a Lia tá demais. Ela está ainda mais

assanhada depois que soube que eu e Dane estamos apaixonados e fora do

mercado. Sei lá cara, parece que tem mulher que gosta de homem

comprometido.

— É verdade. Mas Léo posso te fazer uma pergunta... É... Talvez um

pouco indiscreta?

Léo deu um tapinha amigável no ombro de Mattos e respondeu:

— Claro, Mattos... Por favor, só não me pergunte como se coloca um

o.b.

— Idiota... Vc é um idiota Léo. Sério, vocês estão mesmo


apaixonados, e pela mesma mulher? E como... Como vocês fazem na hora H?

Dane te come, enquanto você está com ela ou vice versa? É confuso pra mim.

— Agora você que foi um imbecil. Bom estamos realmente

apaixonados, muito mesmo, como nunca. E sobre a hora H, não te interessa.

Só posso te dizer que não tem nada deu comer o Dane ou ele me comer,

idiota. O resto deixa para sua imaginação.

Os dois continuaram indo para sala de reuniões onde Dane e os outros

estavam aguardando, rindo da conversa que estavam tendo. Assim que eles

entraram e Léo fechou a porta Dane se virou encarando Léo dizendo:

— Veja quem resolveu se juntar a nós para trabalhar ao invés de ficar

por aí dando trela para Lia e falando da nossa vida para a agência inteira.

Um silêncio se instalou na sala, ninguém estava acostumado com os

dois tendo qualquer tipo de atrito, em nada.

Como sempre folgado, e já de saco cheio da atitude do brother, Léo puxou

sua cadeira sentou olhou para ele disse:

— De boa Dane, deixa de falar merda ok, todos aqui estão

trabalhando duro para que tudo ocorra como previsto. E eu como moro

contigo ainda tenho que aturar você falando sobre isso o tempo todo. Sei que

é importante pra você o sucesso da missão por estar no comando, mas não é

menos importante para nós. Afinal estaremos na mesma linha de tiro que

você. E quanto a Lia, eu não posso simplesmente fingir que ela não existe,

preciso falar com ela várias vezes ao dia por conta dos pedidos e assinaturas

que tenho que ter. Sobre eu falar da nossa vida? Dane eu nunca estive tão

feliz, e ao contrário de você quero que o mundo todo saiba e não tô nem aí

para o que pensam e falam. Sabe qual é a diferença entre nós? É que você não

sabe separar os problemas, fica bitolado com tudo, não relaxa.

— Relaxar? Você tá de sacanagem, só você para falar uma asneira

dessas. Estou aqui com minha cabeça cheia e ainda tenho que lidar com as


suas gracinhas e fofocas dos outros. A diferença entre eu e você é que eu

realmente levo as coisas a sério e para você tudo é motivo de piada.

Léo não gostou de ouvir Dane dizer que ele não levava a sério nem

seu trabalho nem seu relacionamento com Nininha. Pois foi isso que ele

entendeu Dane dizer. Se levantou da cadeira se aproximou de Dane e o

encarando retrucou:

— Brother, você está indo longe demais, ninguém tá aguentando esse

teu mau humor do caralho. E outra, não vou admitir você dizer que levo meu

trabalho e nosso relacionamento com Nininha na brincadeira, você mais do

que ninguém me conhece e sabe como sou de verdade. Então acho melhor

você parar com essa conversa porque como dizia meu pai "palavras ditas não

se voltam ao cú", por isso antes que você fale algo que não possa mais voltar

atrás, vamos parar este assunto e voltar ao trabalho que era o que você queria.

Dane que já estava nervoso ficou mais nervoso ainda ao constatar que

só havia verdade nas palavras de seu amigo, e olhando em volta viu seus

homens vendo ele perder seu controle, logo com alguém que ele mais

confiava. Como ser um líder confiável se não sabe lidar com suas emoções.

Automaticamente foi tentando se acalmar e voltar ao seu normal. Porém, não

poderia deixar Léo sem resposta.

— OK Leonardo, assumo que por esses dias tenho estado bem irritado

e acabo extrapolando em algumas questões. No entanto não retiro que detesto

que minha, nossa privacidade seja invadida por comentários pejorativos. E

principalmente, sobre nossa Paulina... Falamos em casa. No mas, voltemos ao

que importa. E pode sentar e baixar essa crista de galo de briga, que estou

guardando minhas forças para dar uns supapos nos bandidos e não em uma

gazela saltitante.

Ao terminar suas palavras de um jeito bem descontraído, arrancou

gargalhadas dos homens, fazendo Léo rir tambem. No fundo Léo sabia que


aquela brincadeira era para lhe mostrar que tinha se arrependido da

implicância de antes e deixar as coisas mais leve. Léo pôs as duas mãos sobre

a mesa assumindo uma posição de enfrentamento ao Dane. O que fez cada

músculo presente na sala se contrair na suposta luta que aconteceria. Todos

encararam os dois, Léo olhou fundo nos olhos de Dane e falou muito sério

com ele:

— Sabe, de tudo o que você falou a coisa que mais me irritou? ....

Você. Me. Chamar. De. Leonardo.

Hahaha hahaha hahaha hahaha

Todos riram com a piadinha de Léo inclusive Dane. Apenas Conrado ria com

certo desdém.

— OK moças acabou o stand up comedy... Dêem ao Léo uma gorjeta

depois e vamos focar no serviço.

Todos se movimentaram cada um lidando com sua tarefa repassando

pontos necessários. E assim foi o restante do dia. Ao final do expediente

Dane estava bem cansado, com uma dor de cabeça horrível. Léo foi embora

antes porque disse que tinha que pagar contas, de lá ia direto para casa. Dane

saiu de sua sala trancando tudo. A agência já estava bem vazia, a maioria dos

policiais já haviam ido para casa. Só permaneciam ali os guardas que

mantinham a agência em segurança e alguns detetives fazendo horas extras.

Dane pegou um comprimido para dor de cabeça na mochila e foi

buscar um copo d'água no corredor. Encheu o copo e tomou junto com seu

remédio. Notou que alguém estava próximo e olhou em volta. Encontrou dois

olhos insinuantes o observando, logo os identificou como sendo os de Lia.

Ela esboçou um sorriso, que provavelmente achava sexy, ele não, e foi em

sua direção. Antes que ela chegasse perto, ele já foi caminhando no sentido

contrário ao dela.

— Dane docinho, já está indo embora?


— Boa noite Lia, e sim estou indo embora.

— Ah sim! Mas a saída não é por aí é por aqui se esqueceu, querido?

Dane soltou uma bufada quando viu que para fugir dela ele foi na

direção errada, para ir embora teria que voltar e passar por ela.

— É pois é, estou com dor de cabeça fiquei confuso.

Ele se virou e foi seguindo em frente tentando passar o mais longe

possível que aquele corredor estreito permitia de Lia. Ela espertamente se pôs

repentinamente em frente a ele, bloqueando sua passagem.

— Oh docinho, vejo que você não está bem. Quer alguma ajuda?

Você sabe, eu adoraria fazer qualquer coisa para te fazer sentir melhor.

Dane sentiu repulsa do ar quente que saia de sua boca, que ao

terminar a frase foi se aproximando bem devagarinho à sua orelha de uma

maneira que ele não conseguiu fugir, a não ser que empurrasse ela de sua

frente. Quando ela afastou o rosto de seu lado indo para frente de sua face,

ele segurou a mão dela quando sentiu que ela iria o tocar.

— Lia, não faça isso...

— Ah querido, eu só ia passar o dedo no seu pomo de Adão, achei

fascinante ao ver você bebendo água, ele... Faz ...Um movimento... Quase

erótico. — Lia dizia parecendo estar com água na boca.

Ao dizer isso, ela chegou quase tão perto de sua boca quanto o ar que

respirava. Completamente abismado com a audácia dela ficou sem reação, ela

percebeu e se aproveitando grudou seus lábios no dele.

— Você está maluca?? — Disse Dane, ao empurra-la no outro lado da

parede com força e continuou a segurando mesmo ouvindo suas reclamações.

— Nunca mais chegue perto de mim assim de novo, nunca lhe dei pretexto

para que fizesse isso, sempre neguei todas às suas investidas. E se não foi o

suficiente então preste bastante atenção, porque se você vier com sandice

novamente não respondo por mim, esqueço que você é mulher e lhe dou uns


tapas para aprender, entenda EU NAO QUERO NADA,

ABSOLUTAMENTE NADA COM VOCÊ. Sai do meu pé, e digo mais, para

de ficar em cima de mim e Léo nós dois nunca sairíamos com você nem se

não estivéssemos completamente loucos pela nossa mulher. Então para que

está feio, você é uma jovem mulher e bonita vê se para de agir como uma

doida varrida e vai achar alguém que realmente te queira. Se você vier para

cima de mim de novo ou de Léo eu vou pedir para você ser demitida.

Estamos entendidos.

Largou Lia e se afastou, esperando que ela confirmasse que entendeu.

— Aiai, seu bruto eu entendi...

— Ok então...

— Ei, eu não terminei. Disse sim que entendi, e no caso de você

esquecer que eu sou mulher, vou me empenhar em te lembrar quando for me

dar uns tapas. É que adoroooo uns tapas.

Sorrindo cínica, saiu da frente dele exageradamente rebolativa.

Mostrando que não entendeu nada do que lhe foi dito, não quis entender.

Vencido, Dane se virou e foi embora pensando "essa daí não aprende nunca

".

Lia ia pensando…

Se ele acha que vai ser assim fácil está muiiitooo enganado. Eu sei

que eles me querem, senti em seus lábios e no jeito que ele me pegou. Aí que

loucura! Não vejo a hora de sentir aquelas mãos pesarem em tapas e apertões

em meu corpo e ......

Os pensamentos de Lia foram repentinamente cortados ao ser

surpreendida por uma mão grande em seu estômago e outra em seu pescoço

acompanhada de uma boca molhada e um membro bem duro na altura de sua

bunda. Não teve tempo de ficar assustada porque logo percebeu quem era. O

agarrador a empurrou para uma sala afastada e vazia. Colocou ela de bruços


sobre a mesa no centro, a mantendo cativa e viajando suas mãos calosas

sobre seu corpo. Sem muita resistência ela enfim questionou com desdém:

— Ah! É você, quer me largar por favor?

— Como assim? Achou que era quem, gata?

Beijando sua nuca e suas costas o pseudo estranho foi levantado seu

vestido, até deixar à amostra seu minúsculo fio dental de renda roxo com

preto que não escondia nem a marca do biquini. Louco com essa visão se

esfregou com mais força ainda entre as bandas de suas nádegas, segurou os

punhos dela no alto de sua cabeça e falou no seu ouvido.

— Como você é gostosa, que bunda é essa, mas diz quem você

pensou que fosse.

— Não quem eu pensei e sim quem eu queria... — Respondeu rindo

debochada e ainda concluiu. — É claro que achei e queria que fosse o Dane,

docinho. Ou você acha mesmo que o meu interesse é em você Conrado?

Conrado ficou transtornado com o que Lia disse, fazendo-o se sentir

um merda. Ele já devia estar acostumado, pois era assim que ela o chamava,

mas ele era louco nela, louco no seu corpo. No fim ele achava que poderia

um dia fazer ela gostar dele. Mas não hoje, hoje ela ia ter o que estava

pedindo.

— Ah é, então você achou que era ele, queria que fosse ele? Eu

escutei uma parte da conversa de ainda agora de vocês e, eu não sei quem é o

mais idiota aqui, eu por ainda te querer mesmo você me tratando mal ou você

que não vê que eles te repudiam tanto como você faz comigo. E já que você

queria ele vou te dar a única coisa que ele faria com você.

Arrancando seu fio dental com força a ponto de a machucar amarrou

suas mãos com o trapo que restou.

— Aí Conrado, você está me machucando seu idiota... Aiiií, louco

você me bateu??


— Isso, você não disse que adora tapas então... Toma slap, slap, slap e

depois que eu achar que está bom vou tomar de você o que quiser e faça

silêncio não queremos chamar a atenção dos guarda noturnos.

Conrado seguiu estapeando com força as duas bandas de Lia que se

contorcia na mesa derrubando objetos que estavam sobre ela. E ao invés de

gritar por ajuda, a danada se limitava a gemer de dor e prazer, às vezes até

xingava seu algoz e o mal dizia falando o quanto ele era um fracote. Após

alguns minutos, ele rasgou um pacote de camisinha e se vestiu com ela, se

posicionou atrás entre suas pernas. Arrastando sua cabeça inchada em sua

vulva, espalhou sua umidade por todo seu sexo e sua entrada rugosa. Ela se

contraiu um pouco o fazendo rir.

— Isso, agora quero ver quem é o fracote aqui quando eu estiver

enterrado com meu pau no fundo da sua bunda.

Um tapa e um semi grito foi o que se ouviu antes dele fazer o que

tinha dito. E apesar da brutalidade que Conrado empregava em Lia, ela

gostava, mas ambos sabiam que ela gostaria mais se fossem Léo e Dane ali.

— Léo, cheguei! – Dizia Dane ao entrar em casa.

— Tô na cozinha brother, chega aí.

Chegando na cozinha após largar sua mochila na sala, Dane não se

surpreendeu ao ver Léo se aventurando com as panelas, algo que ele amava,

mas nunca fazia bem.

— Cozinhando?

— Sim, não vê? Quer uma gelada?

— Quero Léo, deixa que eu pego e você quer ?

— É traz outra pra mim, essa aqui acabou. — Disse isso e bebeu de

uma vez a metade que restava em sua latinha.

— Que sede hein? Toma. E aí o que você está fazendo para me matar,


desculpa, comer.

— Haha muito engraçado, achei que estivesse de mau humor. Estou

preparando um macarrão aos quatro queijos.

Dane sentado rindo muito de Léo disse:

— Léo tu não sabe fazer com um queijo quanto mais com quatro.

Vamos pedir uma pizza e não falamos mais disso.

— Não porra, teu brother aqui se esforçando pra fazer uma janta das

boas pra te deixar mais animado e você desdenhando do meu esforço.

— Desculpa Léo é que, bom já que você começou e tudo, vamos

comer então. Eu vou tomar um banho e vou ligar para nossa Nininha, já falou

com ela hoje?

— Sim falei de tarde, disse que sente sua falta. Mas acho melhor você

não ligar. Deixa uma mensagem, ela me disse que estava com dor de cabeça e

ia se deitar cedo.

— Dor? Ela está doente?

— Não, não, acho que deve ser aqueles dias, se sabe coisas de mulher.

— Ah tá! Que pena, queria tanto escutar a voz dela. — Disse Dane e

foi para o quarto.

Em seu banheiro Dane relaxou e fez o que tem feito inúmeras vezes

desde que veio do Rio, se masturbou pensando em sua garota. De banho

tomado voltou para sala onde seu amigo preparou a mesa para eles jantarem,

no meio uma travessa com o que ele disse ser o macarrão aos quatro queijos,

que para Dane mais parecia lumbrigas fininhas boiando em um mar de

vômito. Urg! Não iria ser o ogro de sempre, viu que seu amigo queria tentar

agradar (péssima maneira pensou), ainda mais depois do dia de hoje. Buscou

mais cerveja para deixar os sentidos menos apurados e se sentou com ele.

— Pra que dessa viadagem toda Léo?

— Vê, além de gazela saltitante estou virando uma gazela prendada.


Léo tacou o pano de copa na cara de Dane.

— Idiota...

— Viadinho...

— Vai Dane pode se servir, anda experimente e seja sincero.

Se servindo e esperando Léo se servir também, iniciou o processo de

mastigação. Que merda era aquela, bom pelo menos no fundo tinha algum

gosto de queijo. Dane se forçou a comer a terceira colher. De repente toca a

campainha.

— Tá esperando alguém Léo?

— Eu? Não. Deve ser a pizza que eu pedi enquanto você tomava

banho.

— Seu idiota, você me fez comer essa gororoba mesmo tendo pedido

uma pizza. Eu vou te matar Léo.

Léo se levantou correndo, rindo que nem criança fugindo dos

amendoins que Dane lhe tacava. Ainda gritou:

— Mata nada, você me ama. Ainda mais depois da surpresa que vou

te falar.

Com a pizza na mão Léo voltou para a mesa ainda rindo.

Afastou a gororoba para o lado, começaram a comer a pizza e Dane

perguntou:

— O que você quis dizer com uma surpresa, estava falando de quê?

— Antes tem certeza que não quer mais um pouquinho do macarrão,

você parecia estar adorando.

— Eu não sei porque até hoje eu não lhe dei um tiro no meio dessa

tua cara de palhaço, anda fala logo.

— OK maninho, é que vendo você tão irritado, de mau humor, chato

pra caralho em todos os sentidos com saudade da nossa princesa eu percebi

que só havia uma solução.


— Sim, diga amado guru.

— Eu comprei as passagens para Nininha vir ver a gente. Você estava

tão ocupado, e pensando no melhor momento em trazê-la que acabou

esquecendo.

— Eu não esqueci, só não tive tempo. Então conseguiu convencê-la,

ela topou?

— Sim é claro, ela sente tanta falta da gente como nós dela. E ela

deve estar chegando amanhã de tardinha.

— Amanhã? Sério??? Sério mesmo??

Dane se levantou e deu um abraço em Léo que quase caiu da cadeira.

— Seu filho da puta, depois disso eu seria capaz de comer toda essa

travessa de macarrão. Você merece. Não, pensando melhor nem assim eu

comeria. Mas te amo irmão.

— Preferia que você comesse o macarrão ao invés de ficar de

boiolagem dizendo que me ama.

— Ah foda-se Léo, foda-se o mundo, a batida, a Lia, o Conrado, a

distância e até esse macarrão. O que importa agora é que minha menina vem

e amanhã à essa hora estará em nossos braços. Entre nós. Mataremos a

saudade da melhor maneira possível, enterrados na mulher que fisgou nosso

coração.

— Lia, Conrado... Não entendi.

— Outra hora te conto, agora só quero pensar no amanhã.

— É brother, amanhã.

— Brindemos a isso, já me sinto bem mais humorado.

Ali ficaram os dois, como adolescentes planejando as melhores

formas de dar prazer a mulher que estão completamente apaixonados.

Capítulo 30: Rendidos estamos, rendidos somos.


Ainda de madrugada Nininha já se aprontava para a loucura

que ia fazer, como disse Lary. Nininha podia ainda ouvir o grito da sua amiga

ao telefone quando disse que ia fazer uma viagem e que o destino a levava

para junto dos seus amores. Ou seja, para uma cidadezinha afastada próxima

à fronteira do nosso país. Seu pai não se mostrou nada satisfeito também, mas

não se opôs, na verdade queria ir junto para fazer companhia, pois a viagem

era bem longa. Fez questão, é claro, de dizer isso mil vezes, e também fez

questão de falar com Léo no telefone. Que vergonha! Ele disse exatamente

assim:

— Tenho uma ótima pontaria, sou bem treinado, ainda tenho meus

contatos e sei caçar como ninguém. Cuidado com minha filha, nos falamos

quando estiverem no Rio. No mas, divirtam-se.

Imagina o tom de voz que o pai dela usou para dizer isso. Ainda bem

que era o Léo, porque ele é bem mais tranquilo. Se fosse Dane acho que seria

pior. Pensando em Dane, ela logo fez uma carinha triste. Tem dias que não

escuta sua voz, só mensagens altas horas da noite. Ela ficava pensando se ele

anda muito ocupado como Léo disse ou se já não tem tanto interesse assim

em falar com ela. Será que ele sabe que vou, será que ele quer que eu vá?

Perguntas assim inundaram sua mente. Se sentindo insegura deitou em sua

cama, olhou para o teto e ficou imaginando uma série de motivos para não ir.

— Ei vaca, tá pensando em quê?


Falou Bruna ao entrar no quarto vindo do banheiro. Ela dormiu ali,

disse que era para Nininha não mudar de ideia. E iria acompanha-la até o

aeroporto junto com seu pai.

Bruna ao contrário de Lary deu o maior apoio, dizia que "lances" assim não

aconteciam sempre e que se era para viver que fosse intensamente. A escolha

mais difícil ela já tinha feito que era se envolver de verdade em um

relacionamento com dois homens. E que uma viagenzinha para o fim do

mundo não era lá grandes coisas, mesmo que no fim do mundo só

encontrasse um bom sexo da melhor qualidade e depois disso viesse embora

já valeria a viagem. Essa era Bruna.

— Será que Dane vai gostar de me ver lá, talvez ele possa achar que

estando lá eu vou atrapalhar seu trabalho ou de repente já passou a febre de

me querer e...

— E você é uma idiota! Levanta daí e vai terminar de se arrumar está

quase na hora, seu pai já vai vir aqui nos chamar, e tenho certeza se ele ver

dúvidas em seu rosto vai ser difícil deixar você ir.

— Hei... Aí Bruna, calma e me larga eu levanto sozinha, grossa.

— Tá vendo, eu sabia que eu tinha que dormir aqui. Olha só galinha,

presta atenção que eu não serei sempre viva pra te ensinar às paradas. Veja,

Léo e Dane moram juntos, trabalham juntos, se apaixonaram por você

juntos... Então é claro que qualquer decisão em relação a você eles devem

tomar juntos. Como você me disse Dane é o responsável pela parte

burocrática do trabalho então deve ficar bem mais atolado de serviço, e ele

deve delegar a função ao Léo de falar contigo. Tenho certeza que quando te

ver vai provar a você o quanto sentia tua falta. Para de criar caraminholas

nessa cabecinha e vai viver. Eu não quero dizer contudo que tudo vai ser

perfeito sempre, ainda mais numa relação diferente como a sua. Mas você

precisa principalmente confiar em si mesma. Veja, com tantas mulheres que


devem se jogar aos seus pés, eles querem você lá por um dia e meio, VOCÊ e

mais ninguém. Confiança Nininha sempre te faltou porém, agora é a hora de

você chegar lá e reconhecer nos olhos deles o que você realmente significa.

— Eu te amo vaca! Eu entendi, é difícil, mas entendi. Chega de ser

medrosa e insegura. É muito simples, eu vou fazer uma viagem de horas para

ir lá e dar aos meus Deuses o que eles necessitam. E o que eles necessitam é

de um pouquinho de mim.

Aí meu Jesus Cristinho das oferendas humanas!!?!

TOC TOC

— Prontas?... Posso colocar a mala no carro?

— Ah... Sim pai entre...

— Bom dia tio lindo, hoje não será um dia lindo? — Bruna

cumprimenta o pai de Nininha com um beijo na bochecha. O que o deixa

terno e feliz.

— Bom dia Bruna, mas para você é sempre bom né?

— Claro tio, quem faz o dia bom somos nós mesmos. É simples,

acordo me visto de coragem e vou à luta.

— Isso, bom, muito bom, e você filha tudo bem? Está realmente certa

de ir?

— Sim pai, estou aqui tentando terminar de vestir essa tal roupa de

coragem.

— Hahaha hahaha — Os três riram juntos.

— Fazendo escola hein, Bruna?

— Fazer o quê né tio, é o que sempre digo: a NASA está perdendo

uma mente fabulosa.

— Eu pensaria mais que a TV está perdendo.... Hahaha – Debochou

Nininha.

— Muito engraçadinha Paulina!


— Êpa, sem brigas meninas, Nininha verifica os documentos e o

voucher. Estarei aguardando no carro.

— Amiga você não vai levar o desenho?

— Não, ainda não está terminado, é só um esboço.

— Eles já viram? Nossa é lindo!

— Não viram, e talvez nem vejam. Acho que ficou muito vulgar.

— Vulgar??? Nininha isso é uma obra de arte, os modelos são

maravilhosos, mas a paixão, o amor que sinto ao olhar é simplesmente

maravilhoso, como uma obra deve ser não é, emitir sentimentos além do

olhar.

— Acho melhor irmos logo, antes que você comece a filosofar, puta

merda. Vamos Bruna.

— Calma deixa eu pegar minha bolsa, vaca.

Dentro do avião ela pensou no que ia fazer nesse longo vôo. E a sua

resposta veio com a imagem dos dois em sua mente. Ficou óbvio que passaria

todo o tempo pensando neles, então decidiu pôr um fundo musical colocando

os seus fones de ouvido e fechou os olhos deixando-se mergulhar nas

melhores lembranças que tinha com eles e das possíveis que estavam por vir.

A ideia de estar entre eles como haviam mencionado sempre que podiam, não

sai de sua cabeça.

(…..)

— Bom como havia dito, faremos a batida na madrugada de domingo

para segunda. No mas como sempre fazemos, darei um recesso de dois dias

para que cada um esteja com sua família e relaxe um pouco. E

principalmente, estando com eles, vejam o porquê de fazermos tudo como

planejado e da melhor maneira possível, para voltarmos todos inteiros para

eles.


Quero todos aqui na agência no sábado ao 12:00. — Falou Dane encerrando

a reunião.

Todos os oficiais estavam felizes pela folga que teriam. Dane os

olhava e mais responsabilidade sentia em relação a eles e suas famílias. Mas

agora era hora de relaxar um pouco. Não adiantava nada ficar se sentindo

assim. Ele estava fazendo tudo ao seu alcance para o sucesso garantido e

agora era deixar para hora H e ver o que acontece.

Neste momento, ele apenas iria se permitir a pensar em uma única

coisa, a chegada de sua menina. Já estava sentindo a dor de uma leve erecão

que ele estava tentando controlar desde que acordou, pois sonhou com ela e

não quis se aliviar no banheiro sabendo que ela estava à poucas horas de

chegar. Só ela podia aplacar essa vontade, só seu corpo quente podia lhe dar

o que precisava. O fato não era só ejacular, o que ele precisava era sentir o

prazer de ter seu corpo misturado ao dela e a sensação que isso lhe faz. É uma

química, altamente viciosa.

Da cafeteira escutou alguém entrar na sala. Pelos passos sabia quem

era.

— Ei brother, traz uma xícara pra mim também.

— Toma... E aí Léo, já podemos ir?

— Porra, Dane! Acho que não vai dar pra eu ir. Um carregamento de

armas atrasou, era para chegar ontem, não veio, aí disseram que chegava hoje

de manhã não veio, mas pelo menos agora tenho certeza que já estão aqui

perto. Então vou ficar preso aqui na agência por umas duas horas ou mais.

— Que merda cara, mas o Conrado não fez o pedido semana passada?

— Pois é fez, mas parece que alguma documentação foi errada e sabe

como é atrasou tudo. Enfim… Você vai lá, busca nossa garota e me diz para

onde vocês vão que vou encontra-los.

— Merda Léo, era para estarmos juntos. Sabe como ela é, vai pensar


um monte de besteira se não te ver. Não tem outra pessoa que possa ficar no

seu lugar?

— Eu prefiro receber eu mesmo, e você já dispensou os outros. Fica

tranquilo mais tarde estaremos juntos os três. E na boa, acho que vocês

precisam de um tempo só, assim como eu vou ter o meu também, uma hora

ou outra. Tranquilo? Diz que estou morrendo de saudades. Eu mandei um

monte de mensagens ela deve ver ao descer do avião.

— Beleza então, e se liga, ela não veio pra cá pra fazer tour pela

cidade então você nos encontrará em casa, porque o máximo de tour que ela

vai fazer é do meu quarto para o seu passando pela sala, banheiros, varandas,

carro… Esqueci algum lugar? Ah! Fora que isso tudo nua nos nossos braços.

— Apoiado companheiro! Sem tirar nem pôr.

— Eiii! Se possível "pondo e tirando"...

— Hahaha idiota, brother amo te ver assim alegre, feliz e tranquilo. É

assim que tem que ser Dane. Sabe é a primeira vez que tiramos uma folga

antes do serviço e temos realmente para onde ir.

— Me sinto assim mesmo, mais leve. E é claro que é porque vou estar

com ela. Léo estou completamente apaixonado. Não importa para onde ir,

contanto que ela esteja lá.

— Eu sei meu amigo, eu sei exatamente o que você está sentindo. E

ela precisa ouvir de nós dois. Precisamos plantar nela a confiança de que a

amamos para que nunca se esqueça.

(...)

Fim do vôo. Ao tocar o solo Nininha percebeu que aquele frio na

barriga não era apenas pelo pouso do avião. Pegou sua pouca bagagem e

seguiu em direção à porta de saída. Andando meio desnorteada, nunca tinha

feito uma viagem sozinha, não sabia muito bem como lidar com essas coisas.


Observou que todos iam numa mesma direção, e seguiu o fluxo. O que foi

bom, pois pareceu ter chegado ao saguão do aeroporto. Olhou em volta, deu

alguns passos procurando Dane, Léo e nada. Caminhou para as cadeiras,

encostou sua mala e sua mochila e ligou seu celular. Lembrou que estava

desligado e que se aconteceu algo eles podem estar ligando. Viu muitas

mensagens de Léo, do seu pai, de Bruna e Lary, e apenas uma de Dane. Sem

saber qual ver primeiro decidiu pela ordem que estava.

Grupo: três mocinhas elegantes

@Bruna: E aí vaca chegou?? Olha não esquece de usar as bolas

tailandesas que te dei hein safadaaaa.

@lary: Por Deus Nininha me diz se chegou bem, e se você achar que

o lugar não é legal vem embora direto me avisa que vejo tua passagem por

aqui e Bruna, deixa de ser puta.

Aff! Respondo essas duas depois. Pensou Nininha. Saiu do grupo e

viu a mensagem de seu pai que queria saber se estava bem, mesmo ainda que

não tivesse encontrado os meninos decidiu por responder que estava tudo

tranquilo e que a viagem foi ótima. Olhou as de Léo, eram muitas, uma atrás

da outra que diziam: linda, te adoro, saudade, não vejo a hora de estar com

você e por aí vai. Ainda lendo as mensagens de Léo, recebeu uma notificação

de nova mensagem e era de Dane. Abriu e leu:

@Dane: Estou chegando.

@Dane: Já estou aqui e você continua linda, minha menina.

Na hora que ela terminou de ler abaixou o celular e olhou em volta,

seus olhos marejados não deixando ela focar direito. Tantas pessoas e ela só

queria ver duas. As borboletas em seu estômago já não voavam, davam

cambalhotas ansiosas para encontrar certo olhar. Se esforçando sem


conseguir encontrar, mandou uma mensagem.

@Nininha: Ei, vai ficar brincando de pique esconde, cadê vc?

@Dane: Estou a dois passos de te pegar.

Quando ela foi olhar novamente em volta foi agarrada por trás. Um

agarre que quase a fez desmanchar no chão. Mãos em sua cintura, lábios em

seu pescoço. Sussurros doloridos em seus ouvidos de saudade, de volúpia e

de desejo. Como ela pôde imaginar que este homem não a quisesse mais.

Ponto para Bruna!

Ela e suas borboletas tentaram se virar para encontrar a face de um

daqueles que levam toda sua sanidade ladeira a baixo. De encontro com

aqueles olhos azuis hipnotizantes ficou apenas admirando e sem se controlar

deixou seus sentimentos se materializar em lágrimas, pequenas gotas

salgadas que definiam muito bem o quanto ela sentiu de saudade. Dane foi

limpando suas lágrimas com os dedos de cada lado, dizendo tentando

conforta-la:

— Eu sei minha menina, nós sentimos exatamente o mesmo. Foi

terrível ficar longe de você, para mim então foi devastador. Não quero ter que

ficar muito tempo longe de você de novo. Ainda mais te deixando só, sem

mim ou Léo.

— Eu fiquei com medo, Dane, medo. Achei até que isso que eu sentia

pudesse diminuir com a distância, mas estava enganada, só aumentou. E você

quase não falou comigo esses dias e cadê o Léo? Ele não veio? Quero vê-lo.

— Relaxa amor, estamos juntos agora e vou provar a você cada

minuto que estiver aqui o quanto sentia tua falta.

— Nooossa! Minha amiga Bruna me disse exatamente isso.

— Sábia sua amiga.

— Aaa pelo amor de Deus nunca diga isso perto dela, já se acha a tal,

com provas então. Ponto pra ela de novo. Rsrsrs. E Léo onde está, não pôde


vir?

— Não pôde, ficou agarrado numa entrega que só ele podia receber,

ficou chateado. Pediu que eu te alimentasse, que dissesse que está morrendo

de saudades e a levasse para casa que vai nos encontra lá para fazermos um

tour juntos os três.

— Um tour, vocês vão me levar para passear pela cidade? — Falou

toda empolgada.

Dane cruzou os braços pela cintura dela a apertando mais e

levemente fazendo ela quase tirar os pés do chão deu-lhe um beijo sufocador

e respondeu todo safado:

— Nessa viagem o único tour que você vai fazer com a gente é de um

quarto ao outro, podendo pousar pela cozinha, corredor e sala. E o primeiro

passeio desse tour será no meu carro que está estacionado sugestivamente em

uma vaga com ponto cego para curiosos. Vem, eu quero você e precisa ser

agora.

Ele pegou a pequena mala que ela trazia, agarrou em sua mão e sem

esperar nenhuma reação a puxou em direção ao estacionamento. Ela só teve

tempo de enganchar a mochila no ombro e seguir aqueles olhos de mar ao pôr

do sol que ela já conhecia. Foi toda sorridente, ela e suas borboletas e sabiam

precisamente o que esperar.

Andando pelo estacionamento Nininha pensava, por isso ele deve ter

demorado a encontrar ela na saída do vôo. Ele escondeu praticamente o carro,

quase num buraco no subsolo. Um lugar realmente afastado de tudo e todos, e

percebeu que não havia câmeras por ali também. Que menino maléfico, sabia

com certeza o que queria fazer ao estacionar em um lugar como este, isso

tudo a deixava ainda mais excitada. Chegando a um carro todo preto com

Insulfilm preto em todas às janelas, ele largou a mala, empurrou ela no carro

e começou a beija-la com furor, suas mãos subiam e desciam pelo seu corpo.


Deixando a mochila cair no chão, ela pôs suas mãos no pescoço dele,

puxando-o mais próximo possível. Ele roçava sua ereção latente no meio de

suas coxas e ela cada vez mais se abria para lhe dar acesso. Rebolava o ponto

que mais precisava na protuberância da sua calça jeans. Quando ela

começava a descer suas mãos em direção ao fecho ecler dele, ele as segurou

parou de beija-la e a olhando firme nos olhos disse:

— Não aqui fora, não estamos tão protegidos assim.

Soltou-a e pegou suas bolsas colocando na mala. Nininha não saiu do

lugar, ofegante, descabelada disposta a qualquer coisa que ele quisesse,

completamente arrebatada por uma nuvem sexual que os rondava. Ele por sua

vez fazia cada movimento sem tirar os olhos dela ou de seu corpo. E ciente

de que era também observado fazia questão de que seus músculos dos braços

ou sua evidente ereção não fossem esquecidos.

O pulo pelo susto que ela tomou quando Dane bateu a mala do carro,

fez Nininha elevar os olhos de suas calças para seu rosto, o que a fez perceber

com o sorriso sacana que ele tinha, que ele fez isso para tirar ela do transe em

que estava. Ela sorriu sem graça e perguntou:

— E agora o que fazemos?

Ele passou por ela bem pertinho e sussurrou com autoridade abrindo a

porta do carona:

— Entre no carro.

Uau! Ela adorava quando ele ficava assim todo mandão, autoritário.

Mas lhe dava um certo frio na barriga também. Bom ela não seria louca de ir

contra ele ainda mais agora quando ela queria fazer o que ele quisesse. Estava

perdida essa menina!

Sentada no carona, observou Dane dar a volta no carro por trás,

olhando em volta. A expectativa só aumentava dentro daquele carro, ela se

sentia sozinha até ele abrir e se colocar em seu lugar atrás do volante. Toda


aquela presença dominante inundou o ar dentro do carro. Por um momento

ela achou difícil respirar, ele não tirava os olhos dela, o que ela achava

completamente intimidante. Sem graça abaixou seu olhar e sem que notasse

abriu um pouquinho a boca suspirando de tanta tensão erótica.

— Excitada?

— Simmm...

Ela respondeu levantando o olhar para ele novamente, uma gota de

suor descia por sua têmpora até seu maxilar. O que não passou despercebido

por ele. Então ele se movimentou em sua direção e lambeu. Ainda sem se

movimentar, ela deixou escapar um pequeno gemido ao sentir sua língua

passar do seu maxilar até sua têmpora. Abriu os olhos sem se lembrar que

havia fechado e deu de cara com os olhos dele completamente intrigantes. A

temperatura aumentou.

— Está com calor, Nininha?

Disse isto, roçando os lábios e o nariz em seu rosto. Ela não entendia

o poder que ele tinha com ela que a fazia ficar como uma estátua a espera de

qualquer coisa que ele quisesse lhe dar. Ele pegou agarrou seu queixo

fazendo-a acordar um pouco e disse:

— Você não me respondeu, não temos o dia todo. Está com calor?

Mais uma vez aquele tom de autoridade. Ela não conseguia entender o

porquê isso fazia suas entranhas se derreterem e se esvair pela sua vagina.

— Sim... Morrendo de calor.

— Imagino, também com tantas roupas. Por que você não retira sua

calça e sua blusa para ficar com menos calor e ainda me dar o prazer de ver

seu corpo de novo. Minha menina.

— Aqui?

— Sim. Você não faria isso por mim?

— É que... Eu… — Sem palavras Nininha tentava responder.


— Vou tentar fazer você entender melhor. O quanto você é minha,

Nininha? O quanto você está disposta para estar comigo? Porque eu quero

você, aqui e agora e já estou ficando louco com tanta demora.

— Eu também te quero, é que eu nunca fiz isso e você está diferente.

Eu sou sua, muito sua.

— Eu não estou diferente, esse sou eu louco de tesão por algo que é

meu, no caso seu corpo. E como você mesmo disse você é minha então só

falta fazer o que te peço. Confie em mim.

Ao terminar ele a beijou, gostosamente deixando seus lábios inchados

e seu corpo preparado para o prazer. No fim do beijo ela se pôs rapidamente a

retirar essas peças de roupa que deixavam as mãos dele tão longe de onde ela

mais precisava. Ele também retirou sua calça. Ao vê-la de calcinha e sutiã

ficou admirado com tanta beleza. Em todo seu corpo havia uma camada fina

de suor. Seus pelos estavam bem dourados contrastando com o tom

bronzeado de sua pele, o que fez seu pau dar um impulso dolorido. E o fato

dela ter feito o que ele pediu, o deixou ainda mais alucinado. Dane gostava

desses jogos, ele tinha essa necessidade, às vezes, de se sentir no controle. E

Nininha era difícil de domar, mas acabava cedendo. Tantas coisas ele

imaginava fazer com ela. Não se aguentando de tanta espera a agarrou,

praticamente voou sobre seu corpo, e mesmo o espaço sendo pequeno

conseguiu com maestria afastar o banco do carona o posicionando do jeito

que queria. Ajoelhado entre suas pernas não se conteve e arrancou sua

calcinha, abriu uma bala e pôs na boca, perguntou se ela queria uma, mas ela

respondeu que não, não era bem bala que ela estava querendo no momento.

Ele levantou cada uma de suas pernas colocando-as sobre o console. E diante

da imagem brilhosa de entre as coxas de Nininha, levantou o olhar faiscante

para ela e vendo-a completamente rendida diante dele disse assim:

— Não pense que você é a única a estar rendida aqui, lembre-se que


eu sou o que estou ajoelhado para o seu prazer. Rendidos estamos, rendidos

somos.

Após dito isso Dane abocanhou Nininha para leva-la a um lugar onde

ela só vai ao estar com ele ou com Léo. E aos poucos a sensação da sua boca

em seus lábios vaginais foram ficando refrescante e ela logo lembrou da bala

que ele pôs na boca, safado será que ele sabia que ia causar esse efeito? Que

loucura! Ela segurou com suas mãos o encosto de cabeça e, se permitiu ao

luxo de ser possuída pela boca e língua de Dane que pelo visto estava faminta

e muito, muito refrescante.

Altamente sensível após alguns pequenos orgasmos, Nininha já não

aguentava mais e precisava dele em um lugar mais profundo. Puxou ele pelo

cabelo e quando ele a olhou com o rosto completamente vidrado de tesão,

pediu-lhe desesperadamente:

— Eu quero você Dane, preciso de você dentro mim, agora.

Rapidamente Dane se posicionou diante dela, novamente em uma

posição quase contorcionista por conta do pouco espaço, livrou seu membro

da prisão de sua calça e cueca, a beijou o que a fez sentir o seu próprio gosto

através dele. Luxuriosamente passou a sua cabeça inchada e dolorida por sua

umidade ainda crescente e avisou:

— Eu estou completamente fora de mim, eu sou apenas sensação

neste momento. Se eu estiver sendo muito bruto você precisa me dizer.

Contigo me sinto como um animal no cio. E numa situação como esta, de

reencontro, e contando com o fato de estarmos dentro de um carro em um

lugar público só aumenta toda a loucura.

— Sim... Simm... Eu sei... Me sinto assim também.... AaaaaaaAaa

Dane... Por fa...vorr... Me toma...... Agooora.

E sem mais nenhum segundo de espera, Dane se afundou dentro dela

e só ouviu um gemido lascivo, ele a olhou para ter certeza de não ter a


machucado. E observou após o gemido um sorriso de pleno gozo. O que o fez

sorrir e se sentir o homem mais feliz da face da terra. Sua menina também

precisava de um pouco de força. Assim martelou firme e constante em busca

de seu próprio prazer que agora sim era ejacular e dentro dela, fazendo-a

ainda mais dele, marcando-a com seu sêmen.

Minutos depois após aquela sensação pós foda de total letargia passar,

começaram a se desenrolar e riram juntos por não entenderem muito bem

como chegaram naquela posição em tão pouco espaço. Enquanto Dane se

ajeitava no banco do motorista, ajustando o ar e ligando o som, ela passava

sua mão bem devagarinho na janela fazendo desenho, pois os vidros estavam

embaçados com tamanha atividade dentro do carro. Estava ainda semi nua e

deitada, sem forças para nada a não ser olhar para Dane e se apaixonar ainda

mais.

Dane a olhou passou a mão por seu sexo desnudo e disse:

— Ei minha linda, não vai se vestir?

Sorridente meio debochando dele respondeu:

— Bom, você precisa se decidir, tira a roupa, bota a roupa... Assim

fico indecisa.

— Pois bem então eu decido por você.

Tirou sua t-shirt azul escuro e lhe deu para colocar.

— Coloque isso, vai lhe cair como um vestido. Não precisa de calça,

fica mais fácil para retirar depois. Também nem precisa pôr o tênis de volta.

— Você é louco? Não posso andar por aí com uma camisa sua

enorme e sem calcinha.

— Quem disse que você vai andar por aí. Iremos direto pra casa, vai

descer dentro da garagem então estará apenas disponível aos meus olhos e

aos de Léo se já estiver em casa. Acho até que vai me agradecer.

— Dane você está impossível. Mas tá aí gostei da ideia, assim não


terei tanta roupa pra ficar no joguinho de tira tudo rsrsrs e estarei aqui no

banco do carona completamente disponível para seu toque até chegar em sua

casa, isso é claro se você quiser.

— Eu que estou impossível? Acho melhor você ir sem a blusa

também e tire o sutiã, pronto assim vai ficar perfeito.

— Gracinha, nem tanto Dane.

Ela rapidamente pôs a blusa e ajeitou o banco para partirem. Ele

retirou uma garrafinha de água que estava sabe lá onde e a pôs no meio de

suas pernas enconstando aquele recepiente meio gelado em seu clitóris

abusado.

— Ahhhhhhh, Dane!!

Disse ela retirando a garrafa dali.

— Você perdeu completamente o juízo?

— Não amor, só estou refrescando você um pouquinho.

— Mas ali?

— Ué, foi você que disse que deixaria ela disponível para mim até

chegarmos em casa então vai se preparando porque é chão do aeroporto para

lá, quase 40 min à minha inteira disposição.

— Aí meu Jesus Cristinho das malucas que falam sem pensar antes,

me ajuda!

Dane caiu na gargalhada com a prece engraçada que ela tinha feito e

saiu com o carro para estrada. E mesmo após os dois terem tido um momento

inesquecível, ainda faltava mais. E eles teriam ao chegar em casa, lá estariam

completos.


Capítulo 31: Poliamor?

Na viagem de carro para casa, Dane e Nininha conversaram

bastante.

Ela lhe perguntou sobre o serviço, ele respondeu o que podia. Falaram

sobre o Léo e sua péssima comida e entre um assunto ou outro Dane não

perdia a oportunidade de explorar seu sexo nu que estava a disposição. Ora

passava os dedos deixando-a quase a beira do precipício, ora apenas

estacionava sua mão ali em seu monte como se fosse seu lugar, de maneira

casual. O que a deixava aflita e se contorcendo, enquanto ele fingia não

entender e continuava a conversar como se estivesse tudo normal. FDP!!!

Quase perto de casa após alguns minutos de silêncio, Nininha soltou:

— Voltei a pintar.

— Que bom amor, é algo que você gosta muito então não deve ficar

muito tempo sem o fazer.

Meio sem graça olhou, sorriu, virou o rosto para janela e disse:

— E decidi sair da faculdade.

— O quê? Por quê?

Nininha suspirou e tentou explicar.

— Dane eu comecei a fazer TI porque achei mais rápida e de mais

fácil retorno. Mas hoje pensando melhor só acho que estou perdendo tempo.

Não suporto informática.

— Eu te entendo. Mas preciso que você entenda que para conseguir

hoje em dia uma colocação boa nesse país é preciso ter ensino superior. Veja

eu e Léo somos formados em direito o que nos levou à uma ótima colocação

profissional ao passarmos no concurso, cada um no seu campo de interesse.


Informática também abrange várias profissões.

— Eu sei... Mas sabe, eu não quero mais.

— Tudo bem, podemos pensar em alguma outra área de seu interesse.

Não se preocupa estaremos do seu lado seja o que for que você escolher, mas

acho imprescindível você cursar uma faculdade.

— Obrigado! Achei que você ia dizer que sou uma burra por largar

tudo.

Dane pegou sua mão levou à boca e deu um beijo.

— Você pensou isso de mim, minha menina. Fiquei triste, você deve

fazer uma péssima ideia da minha pessoa.

— Não Dane não é isso. — Passou sua mão no rosto dele e

continuous. — É que você é todo certinho, achei que, sei lá não iria entender.

— Vejo que vou ter que me empenhar em mostrar a você que não sou

esse ogro que você pensa. Bom, e então, algum campo que esteja interessada?

— Sim, porém quero terminar esse ano apenas sondando as minhas

opções, tantas coisas mudaram, vocês me mudaram.

— Mudamos? Para melhor, espero?

— Sim, sim, acredito que para melhor. Me sinto mais forte, decidida e

corajosa. Não, talvez só um pouquinho corajosa. Rsrsrs.

— Entendi. Bom, aqui estamos essa é nossa casa. E agora que você

está aqui é que lembrei que nem arrumamos nada, merda deve estar uma

bagunça.

A porta da garagem se abriu através do controle que Dane apertava.

Nininha espiou para ver onde os seus meninos moravam. Até que não estava

nada mal pela fachada. Uma casa simples, de dois andares com varandas.

Uma garagem espaçosa para um carro e uma moto. Bikes. Quinquilharia de

meninos que gostam de brincar de carrinhos. Aff! Um quintal bacana com

um chuveirão, algumas plantas, tadinhas quase mortas e, uma enorme bola de


pelos saltitante latindo e indo em sua direção. Rapidamente Nininha fechou a

porta que estava abrindo para descer e voou para Dane intrigada.

— O que é isso? Um cachorro?

— Nossa! Bem perceptiva você. Esse é o nosso Brutus. Vem vamos

conhecê-lo ele com certeza vai se apaixonar por você como nós.

— Endoidou de vez... Ele é um... Brutus enorme e eu... Eu... Sou uma

pequena Olívia palito.

— Hahahaha você é cômica. De palito você não tem nada.

— Tá me chamando de gorda seu ogro?

Dane saiu do carro rindo como um meninão e foi chamando o tal

Brutus de forma brincalhona.

Dizia: Vem Brutus, conhecer a dona da casa suculenta.

De dentro do carro ela pensava, nem morta saio daqui. Então notou que a

porta grande da frente estava aberta e de lá sai Léo, recém saído de um

provável banho, mais lindo do que lembrava com a barba um pouco por

fazer, abdômen mais definido do que nunca, ela pensou que ele deve ter

malhado muito essas últimas semanas. Valeu apena. Que delícia!

Ele andou, falou com Dane que o cumprimentou e apontou rindo com

a cabeça para ela dentro do carro. Léo abriu um sorriso lindo fazendo-a

desmanchar e veio em sua direção. Ela baixou o vidro do carro e disse sem

pensar:

— Tem levado a sério essa coisa de abdominal (idiota não acredito

que disse isso e quase salivando).

— Oi pra você também. E posso saber o que você está fazendo ainda

dentro deste carro?

— Ah, sim. É que os cachorros não gostam muito de mim.

— Tem certeza? Eu sei de dois cachorros que são apaixonados por

você, cachorros grandes.


— Palhaço... Rsrsrs

— Anda vem, temos pouco tempo para passar aqui com você e já

estou perdendo minutos preciosos.

Léo abriu a porta do carona e praticamente tirou ela de dentro do

carro. Quando ela se pôs de pé em sua frente, ele não se aguentou e grudou

sua boca na dela que logo respondeu sua investida pulando em seu colo,

colocando os braços atrás de seu pescoço e enrolando suas pernas na cintura

dele. Automaticamente como em um encaixe perfeito, ele colocou suas mãos

em cada banda de sua bunda e a encostou no carro. Se deram alguns minutos

de um belo amasso. Era óbvio que ele havia percebido que ela estava nua e

com a camisa de Dane. Ao parar de beija-la olhou para seu amigo que os

observava e fazia cafuné no Brutus.

— Você é o melhor brother do mundo, trouxe meu presente semi

embrulhado do jeito que eu gosto. Sinto muito Brutus meu querido, mas a

dona da casa você conhece depois. E você, gostosa, vem para um tour no meu

quarto.

Carregada por Léo em direção à casa, foi rindo de felicidade. Notou

que ao passar por Brutus ele cheirou e lambeu seus pés enquanto Dane

beijava sua bochecha e dizia:

— O que não faço por você irmão, haha, não disse amor que ele iria

adorar. Podem ir lá, vou pegar suas coisas e dar comida ao Brutus e encontro

vocês depois, divirtam-se.

Realmente a casa estava um pouco bagunçada fez ela lembrar... Casa

de meninos, e logo dois. Ele a levou direto para um quarto, pouco

organizado também, jogou ela na cama cheia de roupas em cima, que foi

jogando no chão enquanto subia por cima do corpo dela. Afoita Nininha

Beijou ele e passou a mão naquele abdômen cheio de gominhos que estava

deixando doida. Ele retirou sua blusa e se concentrou nos seus seios.


Arrebentou a renda do meio transformando o sutiã em trapos.

— Porra Léo, precisava rasgar meu sutiã?

— Sim, você provavelmente já não tem mais a calcinha que

combinava, então pra que o sutiã? Compramos outros pra você depois.

Chupou e chupou seus seios, deixando os bicos no tom que desejava.

Ela só sabia se contorcer e gemer com essa atenção toda aos seus mamilos

sensíveis. De repente ela lembrou que devia estar suada e fedida, afinal suou

como louca no carro com Dane e fora toda a lambança que o sexo deixou.

— Léo por favor eu preciso de um banho, eu estou toda suada e

melada.

Ele a olhou de entre seus seios e disse:

— É assim mesmo que a quero princesa... Bem melada. – Respondeu

ele maroto.

Voltou a chupa-la e mordisca-la e indo por sua barriga em direção ao

seu osso do quadril beijando e lambendo, mantendo seu estado de loucura.

Fez o que gostava lambia, mordia e chupava na linha de seus quadris.

— Léo... Por favor... Eu preciso de um banho vou me sentir melhor.

— Você está ótima... Está cheirando a sexo e isso é excitante. Mas se

realmente a faz sentir melhor, vem vamos ao banheiro não importa como e

onde o importante é eu ter você pra mim.

Ele levantou e a puxou com ele. Sua toalha já havia caído e jazia no

chão próximo a cama fazendo companhia a t-shirt de Dane e o coitado de

seu sutiã. No banheiro, Léo ligou o chuveiro e entrou junto com ela, não

deixando seus lábios se descolarem ajudou-a se ensaboar demorando nas

partes que mais o interessava. Ela também aproveitou e fez check-in em cada

parte do corpo dele. O tesão só aumentava, a água e o óleo de banho que

usavam faziam seus corpos escorregarem, o toque ficou bem mais sensível, o

cheiro marcante de sândalo e outras ervas. Algo diferente no ar. Ela


perguntou:

— Léo o que há nesse óleo, ele parece diferente.

— Sim princesa, esse óleo é especial serve para sensibilizar mais

ainda a pele e deixar o clima ainda mais gostoso. Tá sentindo? Comprei

pensando em você.

— Sim... Muito... Aliás tô adorando.

— Sabia que ia gostar, vamos pra cama.

— Não... Não quero ir para cama.

Nininha foi virando de costas para Léo que logo se encaixou em suas

costas e disse em seu ouvido:

— Então diga o que você quer princesa sou todo ouvidos.

— Quero que você deslize para dentro de mim.

E foi feito. Uma de suas mãos atrás da cabeça dele, e sua outra

passava pelo box que estava embaçado, deixando marcada a palma de sua

mão. Léo se movimentava lentamente dentro e fora dela, às vezes bem

profundo e girando o quadril, às vezes raso e rápido. Sempre a deixando na

borda. Léo levou sua mão da cintura dela até o vinco entre suas nádegas. Ela

sentiu um pouco mais do óleo caindo em suas costas. Ele parou os

movimentos por um instante, deixando ela intrigada.

— Léo o que vai fazer?

— Princesa precisamos preparar esse bumbum para mais tarde. De

hoje você não escapa, nós queremos estar em você, os dois juntos como já

falamos, então nada melhor que uma brincadeira de leve para ir te

preparando.

Léo disse isso rebolando vagarosamente dentro dela, enquanto levava

um dedo em sua abertura traseira rodeando devagar forçando sua entrada.

Aumentou suas investidas e com a outra mão foi direto ao ponto necessitado

de Nininha. E ela seguiu seus movimentos com seu quadril, empinando cada


vez mais sua bunda e rebolando de encontro às suas estocadas.

— Isso Princesa, devagar e sempre. Tenho certeza que você vai curtir

junto com a gente. Prazer sem limites.

Ele foi introduzido aos poucos o dedo e quando já estava na metade

pôs o outro junto e continuou até o fim, deslizando para dentro e fora em

ritmo excitante. Provocando gemidos sexys, ela praticamente roronava feito

gatinha. Aceitando o prazer que Léo lhe dava. Completamente envolvidos

pelo sexo carnal que faziam chegaram ao orgasmo juntos. Terminaram o

banho entre sorrisos e brincadeiras.

— Por que será que Dane não subiu para estar com agente?

— Calma princesa já disse que de hoje você não escapa, logo, logo

você terá os dois literalmente grudados em você.

Dando um tapa no ombro largo de Léo, Nininha saiu do banheiro

catou a blusa de Dane para se vestir.

— Se você ficar falando assim eu vou acabar com medo de vocês.

Disse olhando para ele que se movimentava pelo quarto a procura de

roupa para vestir. Ela achou uma boxers branca e lhe mostrou.

— Está procurando isto?

— Sim me dá.

— Nananinanão... Já que vocês resolveram acabar com minhas roupas

íntimas, eu vou usar a de vocês.

Colocou a boxer dele o mais sensual que podia ser. Com um sorriso

ele respondeu:

— Sem problemas, se esse é o preço por rasgar suas calcinhas por

mim tudo bem. Tenho várias boxers. Só... Preciso achar.

— Hahaha é verdade, que bagunça, não se acha nada nessa zona.

— Ei não diga isso, eu me entendo nessa confusão.

— OK, estou vendo você muito bem entendido.


— Você está me zoando, quer levar umas palmadas nessa bunda

redonda, vem cá.

Ela arregalou os olhos e num impulso saiu correndo do quarto de Léo

indo para sala. Quase ao chegar esbarrou em Dane.

— Opa, já está fugindo? Tão cedo.

Rindo feito louca e tentando controlar a respiração, respondeu a Dane:

— Não, sim... Mais ou menos. É que Léo disse que ia me dar umas

palmadas por eu dizer que o quarto dele é uma zona. Rsrsrs.

— Vem eu te protejo, por enquanto, até porque você está certa o

quarto dele é uma zona mesmo. Está com fome?

— Faminta.

Ela deu a mão a ele que a levou para sala de jantar, onde tinha sobre a

mesa sacos de quentinhas, parecia comida caseira. Antes de sentarem à mesa

ela viu Brutus todo relaxadão em frente a porta de correr que levava da sala

para varanda. Quando Dane percebeu sua cara disse que era preciso que ela

se acostumasse com ele, porque ele fazia parte da casa e estava sempre em

todo canto. Vencida foi junto a ele conhecer o grandalhão, logo se derreteu

naquele olhar carente que só um cachorrinho fofo sabe dá. Se agachou e fez

carinho nele que se virou de barriga para cima implorando mais carinho, e ela

lhe deu. Dane achou ótimo a facilidade que os dois se deram bem, mas já

estava se chateando por ela ter que dividir a atenção entre Brutus também.

— Vamos, chega de Brutus. Vá Brutus, vá deitar.

O cão olhou para Dane com um olhar de pedinte.

— Ok ok Brutus, só mais um pouquinho.

Como se entendesse, Brutus passou a cabeça nas mãos de Nininha

que o afagou mais um pouquinho e saiu preguiçosamente para um canto

deitar.

— E então, Brutus agora tem sua atenção também?


Disse Léo descendo às escadas.

— Pois é irmão, mais um para disputarmos atenção.

— Vocês dois são dois chorões, ninguém aqui tem que disputar a

atenção de ninguém. E vamos comer, estou cheia de fome. Vocês acabaram

com minha energia.

Dane a agarrou por trás e foi levando-a aos beijos até a mesa onde

Léo já havia se acomodado. Sentaram comeram, conversaram, flertaram.

Estavam os três muito felizes, nenhum deles se lembrava de qualquer

problema da vida lá fora. Essa bolha em que estavam era cheia de

companheirismo, amor, amizade e desejo. Os laços entre os três a cada

minuto se fortaleciam. Passaram a tarde de certa maneira se conhecendo

melhor. Brincaram juntos no quintal com o cachorro, e até tomaram banho de

borracha ao final da tarde. Tudo isso num clima de muita brincadeira e

sensualidade. Nenhum dos três esqueciam a vontade e o desejo de estarem

juntos. Para Nininha que teve os dois mais cedo, não conseguia evitar de

pensar em tê-los juntos novamente. Precisava e ansiava por isso. A cada

toque, beijo e carícias que recebia e retornava durante o dia, ascendia ainda

mais o fogo dentro dela. Absolutamente rendida à espera do ataque dos dois.

Para eles, fazia parte esse jogo de sedução. Passar a tarde com

Nininha em um clima misto de brincadeiras e suave excitação. Eles queriam

mantê-la na borda o tempo todo para que esta noite, fosse a mais perfeita. A

ideia era para que quando ela voltasse para casa não tivesse dúvidas do

compromisso que queriam com ela, da verdade de seu relacionamento e do

futuro vibrante que teriam a frente.

Com a noite chegando, foram os três se arrumar para irem jantar fora.

Léo já estava pronto e aguardando bebendo sua cerveja na sala e pousando

sua mão safada na coxa de Nininha que estava a vestir as sandálias ao lado

dele no sofá.


— Para Léo, de levantar meu vestido.

— O que eu posso fazer se minha mão tem vida própria, princesa. Aí!

— Ah desculpa Léo, é que minha mão também tem vida própria.

Léo olhou ameaçadoramente para ela após ela ter batido em sua mão.

O que fez Nininha se levantar ligeira e sair de perto dele sorridente.

— Apanhando de mulher... Tsc, tsc, tsc... Quem te viu quem te vê

hein. Oh, todo poderoso Léo!

Dane falou ao descer às escadas, complementando, olhou para sua

menina e disse o quanto ela estava linda, olhou para Léo e disse o quanto

estava feio como sempre.

— Deixa de ser viadinho Dane e vamos logo.

— Já vou gazela saltitante.

— Oi? Gazela saltitante? Vocês me matam de tanto rir.

— É faz parte do nosso show, fazê-la sorrir. — Disse Léo todo

charmoso.

Dindon dindon

Brutus latiu em direção ao portão. Dane olhou para Léo, que olhou

para Dane com a mesma expressão de interrogação. Mas quem falou foi

Nininha:

— Ué gente, estão esperando mais alguém para ir conosco?

— Não — Responderam.

— Então quem deve ser?

— Não sei, vou lá olhar, aliás vamos todos assim já saímos. Deve ser

seu Almir que cuida do Brutus pode ter esquecido algo. — Falou Léo.

- É verdade, vamos. — Disse Dane.

Os três foram para o quintal. E enquanto Dane abria o carro Nininha

prestou atenção ao Léo que foi abrir o portão. Notou que ele se assustou com

quem encontrou do lado de fora. O que aumentou sua curiosidade para saber


quem era.

— Oi docinho, vai sair, está um gato nessa gola pólo. Onde vai?

Posso ir com você?

Léo não conseguia pensar em um só motivo para entender o porquê

dessa mulher bater em sua porta. E ficou ainda mais desnorteado com tantas

perguntas. Dane ouviu a voz de Lia, automaticamente olhou para Nininha e

viu uma expressão confusa em seu semblante. Bom então eram os dois.

Pensou ele. Logo se dirigiu até Nininha e pôs o braço entorno de sua cintura

observando com ela a cena que se desenrolava no portão. Porém, Nininha não

se conteve em só olhar, ainda mais tendo ouvido a voz melosa e a sequência

de perguntas.

— Quem é ela Dane? E o que está fazendo aqui? E por que diabos

está chamando Léo de docinho?

Perguntou Nininha por entre os dentes.

— Ela trabalha na recepção da agência e não, não sei o que ela está

fazendo aqui e muito menos como sabe onde moramos. E esse é o jeito dela

falar com todo mundo.

— Muito ingênuo você não saber como ela sabe do endereço de vocês

já que ela trabalha na sua agência. E se ela fala assim com todos, deve estar

diabética com tanto melaço.

Dane olhou puto para Lia que se esticava toda através de Léo para

olhar além do portão. E quando avistou ele e Nininha no quintal foi logo

dizendo:

— Olha, não perderam tempo, o que ouve com toda a paixão que

tinham pela mocinha do Rio?

Léo fechou um pouco o portão e disse enfim:

— Essa é nossa namorada, veio do Rio nos visitar. O que você quer

aqui Lia, e como você conseguiu nosso endereço?


Conseguindo uma brecha entre ele e o portão se esgueirou e saiu

entrando sem ser convidada encarando Nininha e o braço possessivo que

Dane tinha sobre ela.

— Bom, bom, eu vim para lhe devolver o celular que esqueceu

comigo mais cedo docinho, e aproveitar para perguntar se gostariam de uma

companhia, mas vejo que já estão acompanhados. Prazer querida eu sou a

Lia e você, é a Nininha né? Bem "inha" você mesmo, esperava mais.

Dane fez que ia responder a sem noção, porém Nininha gesticulou

que não, e ela mesmo o fez:

— Para você apenas Paulina, não te conheço como nada para lhe

permitir meu apelido na sua boca. Ou melhor, não diga nem meu nome, pois

não é milho para estar na boca de galinha.

— Uau, pegou pesado, docinho. Mas tudo bem eu te entendo, eu sei

sou intimidante.

Nessa hora Nininha fez que ia sair do lado de Dane e ir direto na cara

daquelazinha. Mas Dane não permitiu segurando-a no lugar pedindo para ela

se acalmar. Então ela só disse:

— Garota vai embora daqui agora ou eu não respondo por mim e vou

te mostrar que de "inha" eu só tenho o apelido.

Léo pegou no braço de Lia e a puxou até o portão dizendo:

— Você é louca garota, agora você passou dos limites, nunca te

demos essa intimidade para vir em nossa casa. Eu mesmo vou mandar um

memorando pedindo seu afastamento por falta de decoro.

— Isso mesmo Lia, vai embora infelizmente o que você conseguiu

com isso tudo é sua provável demissão. — Completou Dane.

— Não, vocês não podem fazer isso comigo, sabem que preciso do

emprego.

— Você pediu Lia, veio aqui e implorou por isso, chega, vai pra casa.


— Disse Léo revoltado.

— Tá OK, desculpa e tome seu celular, cuidado ao perder ele por aí,

ainda bem que foi comigo. E desculpa querida pelo incomodo tudo não

passou de um mal entendido. Não se chateie, afinal é você quem está com os

durões da PF.

— Sou eu mesmo, morra de inveja, querida.

O som do portão batendo cortou o ar que estava tenso depois da

passagem enlouquecida do furacão Lia. Léo trancou o portão e por um

segundo esperou para olhar para Nininha. Nunca estiveram numa situação

como essa em que eles realmente tinham medo de perder alguém por uma

enrascada dessas, em que uma mulher sem escrúpulos se aproveita de pontos

cegos para forçar parecer uma coisa que não é.

Virando encontrou sua Nininha o olhando firme, com olhos de águia

provavelmente querendo achar qualquer indício de mentira em seu rosto.

Então ele lembrou que não estava devendo nessa história, e que a verdade

estava do seu lado então seguiu até ela para se explicar.

— Vamos Léo eu quero uma explicação, o que essazinha estava

fazendo com seu telefone.

Sem muito o que fazer Dane tentava acalmar Nininha passando a mão

em seu cabelo e dizendo que a Lia era louca. Que deve ter encontrado o

celular de Léo e se aproveitou para se aproximar deles. E blá blá blá.

— Cala boca Dane. E me larga, fiz a Pergunta ao Léo, foi com o

celular dele que ela estava, então ele é que tem que me responder.

Eles se estremeceram ao som ríspido nas palavras dela. Viram que sua

garota não era só uma menina meiga, mas uma guerreira pronta para a luta.

Léo não estava preocupado porque não tinha feito nada de errado, só

precisava mostrar para ela o quanto Lia distorceu os fatos.

— Princesa não faz assim, não fique brava comigo eu não fiz nada.


Aquela mulher é louca, e quer fazer parecer como se eu estivesse esquecido o

celular com ela. Mais a verdade é que eu devo ter deixado em algum lugar na

agência, ela achou, ou alguém achou e entregou a ela, e a sem noção teve a

brilhante ideia de vir me devolver.

Nininha encarou Léo por alguns minutos fez que iria se aproximar

dele, mas deu meia volta e entrou para sala. Eles se entre olharam e a

seguiram falando uma série de palavrões intercalados com eu vou matar essa

Lia.

Dentro da casa não a encontraram na sala, foram na cozinha e a viram

na geladeira pegando uma cerveja. Ficaram os dois em silêncio olhando-a de

longe. Ela por sua vez abriu a cerveja deu uma longa golada sem tirar os

olhos deles também.

Na verdade ela fuzilava os dois. Bateu com a lata na bancada e

perguntou:

— Algum de vocês já ficou com ela? Juntos ou separados?

— Não! — Falou Dane

— Nunca! — Suspirou Léo

— Mas ela com certeza quer, e com os Dois né? Tá na cara de puta

debochada dela.

Dane tomou a direção da conversa já que Léo por incrível que pareça

pareceu bloqueado para isso. Foi se aproximando com cuidado, passou por

ela pegou uma cerveja para ele abriu e sentou na cadeira ao lado.

— Olha Nininha não podemos dizer que não sabemos do interesse

dela por nós, mas nós nunca incentivamos isso. Ela tem esse jeito pegajoso

com todos que a cercam. Porém, como nós não lhe damos a atenção que

deseja parece que ela força mais ainda. Por favor meu amor, confia na gente,

não teríamos por que mentir. Olha para o Léo, está apavorado com a ideia de

você brigar com ele. Nunca vi ele assim. Não deixe que essa perturbada


estrague o que estamos tentando construir os três juntos.

Ela levantou sua latinha tomou outro gole longo e se levantou olhando

de Dane para Léo sem saber como lidar com a situação. Metade dela dizia

que essa história estava muito mal contada. Aquelazinha estava com muita

intimidade com eles, mas a outra metade via na cara deles que eles diziam a

verdade. E pelo nipe da "bunita" podia imaginar ela dando mole para todos

os oficiais que trabalhavam envolta dela. Sua cabeça estava à mil, se pelo

menos ela tivesse dado uns tabefes na cara da docinho de merda choca. Que

ódio! Lembrando disso apontou o dedo para Dane e disse com raiva:

— Olha aqui da próxima vez que eu quiser bater em alguém não me

segure ou vou bater em você. Entendeu? Eu devia ter dado um tapa na cara

dela talvez estivesse menos nervosa agora. E quanto a isso tudo eu já sabia

que uma hora ou outra ia aparecer mulheres no nosso caminho, do passado de

vocês ou querendo ser seu presente, porém não achei que fosse ser tão rápido.

E logo em um momento que estamos tentando solidificar nossa relação. Se

ponham no meu lugar e se fosse ao contrário? E se fosse alguém insinuando

algo sobre mim e parecesse altamente provável.

— Já a conhecemos o bastante para saber que você jamais faria algo

contra nós, principalmente traição. — Disse Léo se aproximando a ela.

— Pois é, se algum homem ousasse falar isso ou qualquer outra coisa

de você eu daria um soco na cara dele.

Batendo palmas sarcasticamente, Nininha jogou sua latinha na pia e

falou para Dane:

— Bonito. Você pode dar porrada e eu não. Muito engraçado. E Léo é

muito fácil você dizer que confia assim em mim numa situação igual a essa,

sendo que você é que está nessa sinuca de bico. Olha só, apesar de tudo, eu

conheço esse tipo de mulher, invejosa e recalcada. Sei bem o que é capaz de

fazer para infernizar a vida dos outros. E tudo o que posso ver agora é a


verdade nos olhos de vocês, espero não estar enganada, quero acreditar em

vocês. Só que... Eu sou uma pessoa muito insegura e passa um monte de

coisas na minha cabeça em relação a vocês, não sei se serei o suficiente para

vocês e não tenho certeza se vocês vão conseguir resistir à todas “essasinhas”

que aparecerem. É confuso eu sei... Mas é assim que me sinto, talvez isso

mude com o tempo, isso só o tempo dirá. Agora estou chateada, não quero

mais sair para jantar, por favor me desculpem. Quero subir e ficar um pouco

sozinha.

Levantando da mesa Dane foi até ela e a abraçou dizendo:

— Eu, nós poderíamos ficar dias falando para você o quanto você é

mais que suficiente para nós, mas como você mesmo disse só o tempo vai lhe

ensinar a confiar completamente no nosso amor. É uma pena que você não

queira mais sair, queríamos uma noite memorável. Infelizmente por conta de

uma infeliz não vai ser como o esperado.

Léo se pôs do seu lado pegando em sua mão entrelaçando seus dedos

nos dela e colocou em seu peito apertando em cima das batidas do seu

coração. Ela virou um pouco o rosto para olhar para Léo, viu seu semblante

triste e escutando o que dizia:

— Por favor, não deixe que alguém inescrupulosa como ela acabe

com o que temos. Que acabe com nossos planos. Precisamos de você, sente

meu coração acelerado ansioso por você. Me perdoe por ser esquecido e

acabar largando meu celular e causar tudo isso. Mas, por favor, não estrague

nossa noite, não se afaste de nós, fique aqui conosco... Vamos conversar,

jogar, brincar com Brutus, ver TV qualquer coisa. Mas não se afaste de nós,

temos pouco tempo para estar juntos e construir nossa relação.

O que esses homens tinham que a deixava mole só em tocá-la e assim

entre eles era bem pior. Como raciocinar, como ficar brava e bicuda. Nininha

acomodou sua cabeça no abraço de Dane, ainda olhando para Léo. Seus olhos


se encheram d'água o que fez os olhos de Léo também encherem. Ele se

aproximou ainda mais e encostou sua testa na dela, abraçou os dois ela e

Dane. Ficaram os três ali juntos por minutos em silêncio apenas abraçados

sentindo toda a energia do amor que sentiam um pelo outro rondando à sua

volta. De repente um soluço vindo de Dane interrompe o silêncio. Ele se

afasta olha para Léo e Nininha e diz chorando:

— Eu amo vocês, porra! Eu amo muito, vocês são minha família parte

de mim. Não tem mais o que pensar, o que falar, e não há no mundo alguém

que possa destruir o que temos. É diferente, é incomum, algo inexplicável e

inesperado, rápido. Temos que fazer um favor ao universo e aproveitar cada

minuto juntos, os três.

— Nossa brother, nunca vi você assim tão sentimental. Eu amo vocês

também, e quero que saibam que ninguém fará com que eu desacredite de

vocês, precisamos confiar em nós até que provemos o contrário. Nosso

triângulo tem que ter uma base forte e essa base é a confiança. Amor

arrebatador sem explicação é uma dádiva de Deus temos que vivê-lo com

sabedoria e fazer jus ao presente que recebemos.

Nunca na vida Nininha se sentiu tão amada, tão envolvida, tão

próxima do divino. Porque esse momento estava se tornando algo mágico,

sublime. Ela não teria como falar do inexplicável, só sentir. Uma certeza se

iniciava ali, a que eles se pertenciam. E não havia nada que pudesse mudar

isso. Não seria um ser odioso como aquela mulher e muitas outras que

poderiam aparecer, que ia acabar com a legitimidade desse sentimento único.

Os três nasceram para estarem juntos, eles estavam juntos e permaneceriam

assim até quando Deus permitisse.

— Eu... Eu amo vocês dois também... Amo muito, não sabia o que era

o amor antes de conhecer vocês. Agora estou totalmente subjugada por essa

sensação plena de ter achado minhas almas gêmeas. Eu nasci para vocês, eu


sou de vocês e ninguém vai tirar vocês de mim.

Ao terminar Léo puxou Nininha dos braços de Dane e com

sofreguidão foi beijando-a como se o mundo fosse acabar amanhã. Arrastou

ela da cozinha para a escada. Chegando ao segundo andar olhou para trás a

procura do seu amigo que estava logo atrás deles. Dane passou por eles e

seguiu direto para frente da porta de seu quarto, parou ali e recebeu Nininha

em seus braços, passou as mãos por seus cabelos e disse:

— Os planos para nossa noite mudaram um pouquinho, mas o plano

para nossas vidas não. Achava que era muito cedo para novos caminhos,

caminhos que vamos trilhar juntos, os três. Mas não é, nosso caso é diferente,

já entendemos isso, então nada melhor que iniciarmos nossa vida da maneira

que tem que ser: Juntos.

Dane esticou o braço abriu a porta e fez sinal para ela entrar. Ao

entrar, Nininha olhou em volta, estava um pouco escuro, mas podia ver vultos

meio brilhantes no teto, logo conseguiu identificar quando Dane ascendeu a

luz e levou um susto com o que viu. Uma série de balões metalizados

vermelhos e pratas em formato de coração e cheios com gás hélio flutuando

no teto. Eram tantos que não conseguia contar. Haviam fitilhos pendurados

neles dando um toque todo especial. Sobre a cama havia um ursão de pelúcia

branco segurando um coração felpudo vermelho escrito "Nós te amamos". E

como se tudo já não estivesse romântico o suficiente, no meio da cama havia

uma caixinha de veludo vermelha. Ela ficou ali diante daquela cena,

encantada esperando cair da cama e acordar. Em vez de acordar sentiu Léo e

Dane se aproximar, ainda atrás dela, e se posicionarem cada um atrás de um

lado seu e tocar em sintonia os lábios em seus ombros nus. Ficou

completamente arrepiada dos pés a cabeça. Léo foi quem deu um passo à sua

frente e falou:

— E aí gostou princesa? Nós nunca fomos românticos antes, mas


queríamos fazer algo que marcasse sua estadia aqui, algo que de alguma

forma lhe mostrasse o quanto nós te amamos. E então, diga alguma coisa?

— Calma Léo, não vê que ela está ainda surpreendida, isso é um bom

sinal.

Verdade seja dita, jamais ela podia imaginar que eles pudessem um

dia fazer algo como isto. Nunca passaria pela sua cabeça. Mas então ela

estava ali vivendo aquela cena parecida com as que já viu várias vezes em

seus livros, mas nenhuma comparada a que estava vivenciando agora. Ela

esticou o braço e levou sua mão para acariciar o rosto ansioso de Léo

dizendo:

— Não tenho palavras Léo, está tudo tão perfeito, que tenho medo de

estragar com meias palavras. Isso tudo é mais do que mereço, tenho medo de

tudo isso ser um sonho e eu acabar acordando toda babada naquela mesa lá

na praça de alimentação do shopping onde tudo começou. Vocês estão me

fazendo viver um sonho do qual não quero nunca acordar.

Dane a abraçou por trás por completo cheirando seu pescoço e

mordiscando na linha do ombro. Enquanto isso Léo se aproximou à sua frente

e com as mãos em cada lado de seu rosto fez com que ela olhasse para cima

em sua face, encostou bem perto do seu corpo, movimento seguido por Dane

atrás dela. De repente o ar se tornou rarefeito, foi resumida à uma ilha

cercada por eles. Completamente derretida entre os dois, fazia um esforço

para respirar, tentava a todo custo enconstar seus lábios nos de Léo, mas ele

fugia tornando tudo mais intenso. Dane pôs suas próprias mãos sobre as dela

e pegou cada uma levando-as à bunda de Léo. Como uma marionete a fez

pressionar mais ainda Léo ao seu corpo o que fazia automaticamente ele

pressionar por trás. Ela sentia o tamanho de seus desejos por ela, roçando a

frente e atrás. Do nada percebeu também que estava com os olhos fechados e

estavam os três em um tipo de dança erótica, o que a fez soltar um gemido e


no impulse, mordiscou o lábio inferior de Léo. Dane continuava a fazê-la

pressionar com as mãos na bunda de Léo e começar a fazer um movimento

circular. Seus quadris encaixados num rebolar insano. Eles estavam em

posição meio agachada para o encaixe se dar melhor. Dois homens

extremamente grandes, másculos, lindos e gostosos rebolando em sintonia

junto com ela. Léo enfiou a língua possessivamente por entre seus lábios sem

pedir passagem, Dane tirou suas mãos de cima das delas e as levou para seu

seios, os manipulou com maestria enquanto rebolava roçando em sua bunda e

dava chupões em suas costas e nuca.

Nininha não ousou tirar as mãos da bunda dura de Léo e apertava com

vontade, o que tirou um sorrisinho dos lábios dele. Ela jurava que se

continuassem assim poderia até gozar só de roçar e ser roçada por eles. E os

três continuavam num movimento de puro pecado, se tocando em todas as

partes. Léo foi diminuindo o ritmo e fez uma pergunta a Nininha:

— E aí princesa, ainda tem dúvidas de que isso não é um sonho?

Ainda tem dúvidas de que te amamos, ainda tem dúvidas que esse sentimento

arrebatador e intenso está realmente acontecendo entre nós?

Ainda se contorcendo nos braços de Dane louca de desejo, Nininha

fez um esforço para se concentrar e responder ao Léo.

— Acredito que nossa conexão nos permite ter certeza do que

sentimos um pelo outro, as dúvidas vem porque somos humanos e ainda não

sabemos lidar com algo tão visceral como o que está acontecendo com a

gente. E quanto a dúvida se isso é um sonho, só vou ter certeza de que não é,

quando sentir vocês dois profundamente dentro de mim.

Dane praticamente urrou atrás dela e a fez virar para ele, olhou em

seus olhos e repetiu que a amava, que era a menina dos seus sonhos. Tocoulhe

os lábios com sua boca em um beijo quente e especial. Do nada Léo

pegou sua mão e a chamou, ela percebeu que ele já estava sem a blusa. Foi o


seguindo até a cama e nesse meio tempo olhou para Dane que os

acompanhava e retirava parte de sua roupa também. Ao encostar na beira da

cama lembrou da caixinha de veludo vermelha.

— O que tem nessa caixinha? — Perguntou ela com tom abismado.

— É para você amor, nós queremos você em nossas vidas. Esses dias

sem você foi um martírio para nós, pensamos e conversamos muito sobre

nossa relação. Com a ideia de você vir nos visitar decidimos por firmar nosso

compromisso. — Falou Dane.

Os dois riram da cara de espanto que ela fez, provavelmente porque

imaginou que seria uma aliança ou algo assim, pensavam eles. Léo fez ela

sentar na cama e pegou a caixa e pôs em sua mão. Dizendo:

— Calma não tenha medo, ainda não é o que você está pensando. E

do jeito que seu pai parece ser não seríamos loucos de passar pela autoridade

dele diante de um pedido importante. Essa lembrança é apenas algo para que

você se lembre de nós o tempo todo...

— Mas vocês não saem da minha cabeça.

— Sim Princesa, é apenas algo simbólico, abra.

Ela abriu a caixa e dentro havia um lindo cordão. Havia um símbolo

com um coração em pé e dois deitados formando o símbolo do infinito. Era

lindo, ela se emocionou pois nunca ganhou nada parecido. Parecia uma jóia

de valor. Não conseguia falar, apenas admirar seu presente. Deu graças a

Deus que não era nenhum anel, porque não saberia o que dizer se fosse, ou se

iria aceitar.

Dane vendo que ela ainda estava em choque com o presente, pegou o

colar e com gentileza colocou em seu pescoço que estava à amostra pelo

vestido tomara que caia.

— Nós achamos esse cordão apropriado para nossa relação.

Buscamos saber o significado deste símbolo e descobrimos que ele representa


o "poliamor". É o conceito de que nós somos livres para amar mais de uma

pessoa ao mesmo tempo. No caso somos denominados como um "Trisal". E

vai além do sexo, as pessoas podem construir sua vida como ter família

vivendo com mais de uma pessoa. Exatamente como queremos com você. —

Falou Dane.

— Ele é de ouro branco e se você olhar atrás vai ver nossos apelidos

gravados em cada coração. O seu, no coração de base em pé, e os nossos em

cada um que se entrelaça ao teu. O que achou?

Ainda sentada na cama, e ainda rodeada por eles, Dane após lhe

fechar o colar em seu pescoço beijou o fecho repousado em sua nuca,

enquanto Léo beijou o símbolo que repousava em seu colo. Praticamente

flutuando numa nuvem de amor tentou agradecer:

— Cada minuto que passa vocês me tiram mais às palavras. É

simplesmente maravilhoso e pelo que você disse Dane faz todo sentido para

nós. Me sinto lisonjeada carregar comigo a marca que nos representa e com

seus nomes gravados. O que posso dizer... Eu amo vocês.

Léo beijou sua boca quando ela terminou de falar, enquanto Dane

retirava seu vestido. Ela ajudou levantando um pouco. Já estava sem sutiã

então ficou só de calcinha e sandálias. Dane se levantou e retirou o restante

de suas roupas ficando gloriosamente nu. A puxou pela mão levantando-a,

Léo seguiu o movimento ajudando a retirar sua calcinha. E conforme descia

por suas pernas ia pousando beijos pelo caminho. Logo depois também se

despiu observando seu amigo acariciar os seios de sua princesa. Quando eles

iriam direciona-la na cama ela os parou e disse:

— Dane, Léo eu... Queria pedir uma coisa para vocês, se vocês

quiserem é claro.

— Diz o que é, amor.

Enquanto eles passavam suas mãos em seu corpo ela tentava criar


coragem para lhes fazer um pedido.

— Eu gostaria de... De... Em vez de falar eu posso apenas fazer?

— Claro princesa, o que você quiser.

Com a resposta de Léo ela se ajoelhou no chão entre os dois. Seu

rosto ficou na altura de seus membros enérgicos.

Olhando para aqueles pênis duros, enormes, desenhados a mão por Deus,

passou a língua sugestivamente pelos seus lábios e olhando para cima nos

olhos de seus amantes agarrou cada um com suas mãos pela base. O que fez

ela ouvir gemidos fortes vindo de cima. Um sorriso confiante apareceu em

seus lábios. Lábios que deram abertura para que sua língua vagasse de um

membro ao outro provando às gotas de prazer em que ali brotavam. Suas

mãos faziam movimentos de vai e vem. Ela se concentrava em um e depois

em outro. Os meninos estavam loucos com a cena que se desenrolava abaixo

neles. Gemiam, urravam. Alternavam em puxar o cabelo dela ajudando nos

movimentos. Nininha tomava seu tempo lambendo, chupando e engolindo

cada um no seu tempo. Tentava chegar a base de cada um com a boca, o que

era um pouco difícil, mas tentava com gosto. Deixou os dois úmidos com sua

saliva e mais firmes que concreto. E na loucura do ato em si, pôs os dois na

boca ao mesmo tempo o que só aumentou o tesão com tanta libertinagem.

Claro que não cabia tanta gostosura assim em sua boca, mas só o fato de

tentar a deixava inchada, molhada vidrada de desejo. Fez ela imaginar como

seria quando estivessem os dois juntos dentro dela. Seria possível. Tão

grandes. Tão duros. Perdida dando ao seus homens um prazer luxurioso foi

pega de surpresa quando Dane a pegou pelos ombros e a jogou na cama. Léo

acariciava seu membro a olhando, Dane estava fora de si retirou suas

sandálias e subiu beijando suas pernas e coxas até chegar ao seu centro e ali

se perder mais uma vez.


— Vê Princesa, você nos tem loucos... Me dê um pouco mais dessa

sua boquinha gostosa.

Nininha cruzou as pernas pôr sobre a cabeça de Dane e rebolava o

quadril para cima em direção à sua boca esfomeada. Ao mesmo tempo que

vorazmente tomava Léo em seus lábios.

Sem pudor e sem pressa. Eles deixavam ela quase perto de cair no infinito,

mas não deixavam ir. Preparavam ela para algo mais intenso. Maior.

Mudaram de posição algumas vezes e quando eles próprios não

aguentavam mais, posicionaram ela sobre o Léo que deslizou para dentro

dela a levando mais uma vez a beira e mais uma vez não deixando ela

ultrapassar. Dane se movimentava atrás dela, ela sentiu ele jorrar lubrificante

em sua abertura traseira. Gemendo feito louca recebeu os dedos de Dane que

friccionavam dentro dela. E por incrível que parecece estava aumentando seu

tesão.

— Vem Dane... Estou pronta... Preciso de você também... Preciso dos

dois dentro de mim.

— Tem certeza amor, não queremos te machucar, forçar a barra.

Estou alucinado de mais, e uma vez estando dentro de você não sei se

consigo parar.

— Brother, se decide logo aí porque eu estou quase morrendo.

— Dane, o único momento que você vai parar é após gozar junto com

Léo dentro de mim. Vem!

Rapidamente Dane se alinhou entre às bandas dela, e aos poucos foi

se introduzindo ao som dos gemidos de agonia e tesão que ela soltava. Ao

tentar se acostumar com a invasão ela se arriscou a se movimentar também

entre eles. Seus corpos suados e febris. Aquela energia rondava os três

novamente. Obscenamente se consumiam, eles passavam as mãos em seus

seios, puxavam seus cabelos. Léo chupava um seio ao mesmo tempo que


Dane apertava o outro. Ela se contorcia com tantos estímulos ao mesmo

tempo. Dane pressionava com o dedo seu clitóris. Aos poucos ela foi se

quebrando em pequenos orgasmos que pareciam ser uma contagem

regressiva para um bem maior e avassalador. Tão cheia, tão completa. Os

meninos por sua vez também sentiam que iam explodir a qualquer momento.

Estavam os três completamente sensíveis. Diziam palavras de amor e

eróticas. Seus sentidos estavam flutuantes.

De repente os três se jogaram juntos no infinito, tudo o que sentiam eram

suas células vibrando de prazer imensurável. Gritos, sussurros e gemidos

foram emitidos das três bocas que se amavam. O quarto tornou-se turvo aos

seus olhos, pois não tinham forças para focar em nada. Totalmente tomados

por uma sensação de plenitude e prazer, se jogaram um de cada lado de

Nininha e ficaram ali tentando retomar o controle sobre seus corpos que no

momento eram apenas massa mole e vibrante de um clímax inesquecível.


Capítulo 32: Comer ou Comer?

#Nininha

Uma chuva torrencial caí lá fora, e eu aqui leve, nas nuvens,

mesmo quase esmagada entre dois corpos quentes e duros. Esses meninos

parecem polvos, não sei da onde vem tantas pernas e braços sarados. Não

que eu esteja reclamando, senhor! Porém, não tem como não comentar.

Não há melhor sensação do que acordar sentindo a respiração de

quem você ama ao pé do ouvido. Bem... Até há sensação melhor, como

quando sentimos o homem que amamos no interior do nosso corpo e, melhor

ainda no meu caso, é quando senti os homens que amo sem distinção ao

mesmo tempo intimamente dentro de mim.

Aqui estou eu, olhando ainda encantada para os balões no teto e pelos

cantos do quarto, repassando cada segundo da noite passada onde o ponto

alto foi a dupla penetração. Nunca na minha vida imaginei algo como isto. E

Principalmente mesmo que já tivesse ouvido falar jamais me veria em uma

situação como esta. Confesso dizer que era até preconceituosa em relação a

tudo isso. Sexo a três? Achava pura libertinagem. Algo do submundo. Mas o

sentimento agora, é a convicção que tudo que vivi até então com esses dois

Deuses do Olimpo não tem nada a ver apenas com envolvimento físico de um

relacionamento. Mesmo quando estou com um ou com outro, é carnal sim,

amoroso sim e sublime. Porém, quando estamos os três, num triângulo... É...

Completamente perfeito, é carnal também, mas o divino é sentido em cada

toque trocado. É psicológico, emocional, instintivo, luxurioso, enérgico,

supremo, espiritual... Não consigo definir. Estou exausta e imagino que meus


dois dorminhocos também, mesmo assim só de pensar já estou toda arrepiada

e molhada e, novamente pronta para eles, pronta para a sensação que só eles

são capazes de me fazer sentir. Me mexo e remexo na cama entre eles, mas

eles estão realmente apagados. A noite foi longa e intensa.

Apesar da chuva noto que já está amanhecendo, sinto um aperto no

coração ao imaginar que mais tarde estarei indo embora para quilômetros de

distância deles e deixa-los aqui agora depois da entrega e da afirmação que

estamos em um relacionamento sério, me deixa ainda mais triste. O pior

disso tudo foi ver a materialização do meu medo ontem com aquela cadeLIA.

Eu vou e eles ficarão aqui a mercê das investidas daquele "docinho azedo".

Que ódio!

Calma Nininha!!! Apesar de sentir que eles realmente não tem

interesse naquelazinha e que estão realmente empenhados para que nossa

união dê certo, tenho que lutar contra essa minha insegurança que cisma em

fazer parte do meu eu. Merda! Balanço a cabeça como se fosse desaparecer

as imagens deles com a galinha.

Tento analisar a situação com calma e percebo que se resolvi entrar

nessa canoa repleta de emoções tenho que erguer a cabeça e assumir que sou

a menina de seus olhos e que isso só mudaria quando eles provarem o

contrário. Viveremos mesmo este tal poliamor? Aliás preciso me lembrar de

pesquisar e entender tudo isso e, principalmente, procurar saber se deu certo

com outras pessoas. Um mundo novo ao qual eu estou disposta a enfrentar,

pois nunca deve ser pecado amar, pecado é se abster da oportunidade de viver

um amor verdadeiro e puro. Façamos como o mestre mandou, amai uns aos

outros. Eee ensinamento porreta esse!!

(...)

Suspirando, Nininha se esforça para sair do agarre do qual não queria


sair, pensando em preparar também uma pequena surpresa para aqueles que a

fizerem a mulher mais feliz do mundo na noite passada. É claro que não

conseguiria sem muito preparo e tempo ultrapassar a grandiosidade que foi a

surpresa que eles lhe fizeram com a decoração e o lindo cordão que

ostentava em seu pescoço. Mas se esforçaria para preparar um café da Manhã

digno de Deuses como eles. Afinal, eles precisavam recuperar às energias

para novamente relembrarem momentos de uma noite inesquecível.

Resolveu esquecer tudo que fosse ruim e decidiu aproveitar este dia

da melhor maneira possível. Levantando foi ao banheiro, tomou banho,

escovou os cabelos. De vez enquando seu corpo lembrava o quanto foi usado

e abusado. Alguns movimentos a faziam ranger os dentes de tão sensível que

suas partes íntimas estavam. Indo à cozinha e procurando mantimentos para o

café, perguntava como seria se eles morassem juntos. Será que o sexo seria

assim todos os dias? E se o fosse, será que seria ela capaz de aguentar esses

dois furacões? Fez uma anotação mental que iria precisar voltar para

academia, para pelo menos adquirir um pouco mais de resistência física.

Uffa! Cansou só de pensar. Voltando a pensar em o que fazer para comerem,

encontrou alguns ingredientes para tapioca. Decidiu fazer tapioca com alguns

possíveis recheios salgados e um bolo de chocolate, ela precisava de um

pouco de chocolate. Encontrou também algumas frutas, fez uma vitamina de

banana maçã e farinha láctea, suco com o restante de uma melancia e

também um cafezinho. Indecisa do que eles gostariam tentou diversificar.

Nesse meio tempo, ligou o som, não tão alto para não incomodar seus

meninos, colou em uma rádio bem relaxante para preencher o ambiente.

Entre um afazer e outro, deu uma organizada na sala e cozinha, e depois

montou uma mesa de café da manhã para quando eles acordassem. Só faltava

agora o bolo que estava assando. Varrendo a sala percebeu Brutus arranhar a

porta como se pedindo para entrar. Ainda melindrosa, pensou se deixava ou


não ele entrar, afinal estava sozinha talvez ele estranhasse ela. Acabou

optando por deixa-lo entrar, convenhamos, ele morava ali e é ela quem

deveria se adaptar, se tornar parte da vida dele também. Ao abrir a porta

aquela bola de pelos entrou saltitante e feliz se esgueirando aos seus pés em

busca de um pouco de carinho. Extasiada com a forma que ele a olhou, se

abaixou e acariciou seus pelos conversando com Brutus. O cão ficou ainda

mais ouriçado pelo afeto retornado, que a derrubou no chão em busca de

mais. Desajeitado iniciou uma brincadeira com ela entre às carícias a fazendo

rir igual criança.

— Vejo que você e Brutus estão se dando muito bem. Devo ficar com

ciúmes?

Nininha levantou o olhar por cima da cabeça do cão e avistou um dos

colírios para seus olhos. Dane. Lindo, irresistível num shorth azul claro, que

contrastava com sua pele e fazia combinação perfeita com seus olhos sempre

hipnotizante e com ar de perigo. Lembrou na hora o momento em que ele

estava a sodomizando enquanto Léo também a penetrava. Sua pele

esquentou e provavelmente ostentava além do cordão e da regata que usava

de um deles, um lindo tom avermelhado em suas bochechas.

A vontade que ela teve era de correr em sua direção e agarra-lo ali mesmo no

final da escada e implorar para ele ser mau com ela de novo. Massss....

— Ei garotão... Conquistando nossa garota?

Brutus foi mais rápido. Correu para um de seus donos com o rabo

balançando em sinal de felicidade, recebendo em troca outro afago gostoso.

Ela olhava ainda hipnotizada e excitada o gesto de carinho entre cão e dono.

No fundo ela estava indócil desejando aquelas mãos em seu corpo

novamente. Meio tonta de desejo se ajeitou e levantou do chão. Pensava em o

que estava acontecendo com ela, era só um deles estar presente que a

percepção do mundo à sua volta mudava. Tudo ficava extra sensorial. O ar


era quase palpável de tão denso. E o calor insuportável.

Dane é claro ficou encantado ao ver seu Brutus fazendo sua Nininha

sorrir. Quando acordou e não a encontrou em sua cama se preocupou, achou

por um momento que ela pudesse ter ido embora ao lembrar da cena

lastimável que Lia fez ontem. E pensando naquela sem noção, ficou muito

puto. Levantou da cama deixando Léo roncando sozinho. Escutou o som de

música então acalmou-se, pois percebeu que sua menina deveria estar lá

embaixo ouvindo música e quem sabe preparando algo para comer. O que

seria fantastic, pois ele estava azul de tanta fome. Dar prazer a sua mulher era

extremamente gratificante, mas demandava muita energia. Fez suas higienes

e se direcionou ao primeiro piso da casa. Ao chegar à escada ouviu o som

mais lindo do mundo, e não vinha da rádio. Era a risada quase infantil, sem

censura de sua menina. Quando avistou ela em uma brincadeira com Brutus,

parou e ficou dali os admirando. Eles o viram e seu cão foi mais rápido.

Enquanto afagava seu amigo de quatro patas, encarava sua menina. Via

como sua presença a afetava, seu rosto não escondia a reação de seu corpo

que provavelmente vibrava assim como o dele também. A noite de ontem

tinha sido magnífica, algo nunca vivido antes. Aliás ele começou a perceber

que tudo com ela parecia sempre a primeira vez e como se fosse escrito pelo

destino. O momento em que ele e seu amigo a tiveram do jeitinho que

queriam e desejavam, entre eles, foi altamente perceptível o quanto foram

feitos um para o outro. Como em um encaixe perfeito.

— Muito bem Brutus, agora vai... Vamos, vai... Preciso falar com

minha menina. — Disse Dane quando viu Nininha corada se levantando do

chão indo em sua direção, feito uma gatinha manhosa.

Meio à contra gosto Brutus se virou languidamente e se direcionou ao

seu cantinho de sempre próximo à porta, assistindo a aproximação de seu


dono com sua menina. Até o cão sentia os ares mais quentes.

Os dois se encontram no meio da sala atrás de um sofá.

Automaticamente Dane enfiou uma mão por trás da nuca de Nininha

entrelaçando seus dedos nos seus cabelos a segurando por alguns segundos à

sua frente. Possessividade emanava por cada poro de seu corpo. O que fazer

Nininha se não ronronar feito gatinha e se render ao beijo avassalador que

veio em seguida.

Dane subiu a blusa dela e a levou para o sofá, deitando sobre ela.

Sofregamente ela tentava arrancar fora aquele shorth dele, mas ele não

deixou. Levou suas mãos para cima de sua cabeça, isso tudo sem parar de

beija-la. Até que ele pausou a olhando e sorrindo maliciosamente perguntou:

— Está querendo alguma coisa?

Afoita Nininha contorcia seu quadril buscando algum alívio roçando

na ereção escandalosa no shorth dele e ainda lutava contra a força que ele

fazia contra seu corpo, a subjugando.

Quando ela iria responder, Dane fechou sua boca num beijo duro e molhado

deixando-a sem ar.

— Não, você não pode querer nada agora. Porque no momento eu só

quero você nua aqui na minha sala, no meu sofá para eu saborear esses seios

lindos antes de tomar meu café. Teria feito isso na nossa cama, mas acho que

deu formiga e minha gatinha saiu.

Com uma risada gostosa Nininha roubou um beijo antes que ele se

direciona-se ao local mencionado com fome no olhar.

Ao alcançar os seios mais lindos que já viu só vinha uma palavra em

sua cabeça "meus". Mandou ela segurar as mãos no braço do sofá, por alguns

segundos apreciou o presente que ele e Léo escolheram para ela lembrar deles

a todo tempo, e que belo significado tinha esse pingente, seus corações

entrelaçados ao dela. Em estado de felicidade completa iniciou seu ataque


aos montes de picos rosados, o intuito era deixar em tom vermelho. Sabia

que quando Léo os visse assim, ficaria louco de inveja e tesão. O que só

aumentaria o desejo dos dois em tê-la juntos novamente.

Dane tirou a box que ela usava deixando-a totalmente nua. Do jeito

que queria. O fato dele fazer isso, tê-la assim ao seu dispôr o excitava ainda

mais. Quanto a ela, estava completamente disponível e precisando do ataque

bruto e lascivo que Dane fazia.

Nininha esperava uma transa rápida antes do café, mas não era a

intenção de Dane. O sexo não era o objetivo final. Ele precisava criar

imagem afetiva com ela, precisava namorar num rala gostoso como

adolescente. Tudo foi muito rápido até agora. Apesar de sentir que ela estava

querendo ir além de um amasso e seu próprio corpo também, ainda assim

Dane pensava que não, a noite passada foi muito nova pra ela provavelmente

deveria estar ardida ainda. Ele devia cuidar dela. Diante disso, lembrar que

hoje ela iria embora fazia seu coração se apertar. Então sabia que o melhor

deveria guardar para mais tarde quando estivessem os três juntos.

Outra coisa que o deixava bem confuso, era o fato de que com ela

virou um homem muito mais cioso, e no sexo ainda mais dominante, bruto

instintivo. E ela correspondia exatamente ao que ele desejava, sempre.

Mesmo assim estava receoso de machuca-la ou assusta-la com sua obsessão

de tê-la de todas às maneiras, tanto romântica ou por puro instinto sexual.

Precisava conversar com Léo para tentar entender tudo isso e saber se algo

mudou para ele também.

No quarto acima Léo se espreguiçou e logo percebeu que estava só na

cama. Com um sorriso de menino apaixonado e brincalhão, brincou com os

fitilhos presos aos balões em formato de coração que começavam a perder a

altitude. Levantou feliz da vida, escutava uma musica ao fundo e o melhor de


tudo, um cheiro delicioso de bolo assando. Poderia jurar que é de chocolate.

Seu sabor preferido. Eufórico e morrendo de fome tomou um banho rápido e

desceu. Já estava louco de saudades de sua princesa, precisava de seu beijo e

abraço. Desceu às escadas imaginando como seria perfeito acordar o resto de

seus dias e ter a oportunidade de estar com ela.

Mais próximo à sala avistou a provocação que Dane fazia a sua

princesa, tomando seus seios da maneira que queria. Conhecendo seu amigo

ele levaria ela ao ápice algumas vezes, mas não terminaria o serviço. Pelo

menos, não tão rápido. Ele adoraria se juntar aos dois, porém seu estômago

roncava e o cheiro do bolo e a mesa posta numa fartura, só aumentava a sua

fome.

— Dane, imagino eu que quando você acordou e encontrou nossa

Nininha com os bicos ainda rosados se prestou a difícil missão de deixa-los

na nossa cor favorita. Tô certo?

Léo foi dizendo isso indo em direção ao sofá, e beijou deliciosamente

a boca dela, recebendo uma resposta de boca cheia de seu amigo.

— "Uhumm"...

Por um momento viu nos olhos de Nininha a agonia em que Dane a

fazia passar. Sua própria boca ficou aguada para entrar na ceia que era o

corpo de sua mulher. Perdeu a fome de comida e ficou com fome de Nininha,

acariciou seu rosto e pensou em se enfiar no meio de suas pernas e se

lambuzar com seu néctar dos deuses. Mas comecou a sentir um cheiro de

queimado e disse para eles:

— Vocês tem alguma coisa no fogo, acho que está queimando. Espero

que não seja o bolo.

Dane parou os "serviços" e olhou para Léo e Nininha, que arregalou

os olhos e foi tentando afasta-los de cima dela dizendo:

— Puta merda! Meu bolo, meu bolinho... Sai, sai esqueci do bolo...


Aí minha nossa senhora das cozinheiras safadas!

Ela saiu correndo para cozinha, deixando os dois na sala rindo do jeito

dela falar, Brutus levantou e foi saudar Léo que lhe deu mais afagos gostosos

e logo voltou para seu lugar.

Dane foi até a cozinha acompanhando de Léo logo atrás. Chegando ao

batente da porta Dane parou e pôs a mão no tórax de Léo o fazendo parar

também. Os dois se recostaram cada um em um lado do batente, que por

sinal era largo. Os dois olhavam fascinados a imagem à sua frente. Nininha

estava ainda completamente nua, usando a cozinha com a maior naturalidade.

Com a porta do forno aberta e alguns panos de pratos enrolados nas mãos se

abaixou numa posição que tirou gemidos das bocas dos meninos, e retirou a

fôrma quente colocando-a no mármore da pia. Soltou um Uffa! E se recostou

ao lado da pia. Só então percebeu onde os dois estavam, notou em seus olhos

cores de desejo. Sorriu sem jeito, um pouco tímida ao perceber que estava

nua ainda e que principalmente eles devem ter visto suas obturações quando

se abaixou ao pegar o bolo. Desceu os olhos por seus corpos másculos,

avistando suas ereções imponentes. Ficou se perguntando ao concentrar o

olhar nas partes baixas de Léo "precisava mesmo estar só de box branca"?"

Léo percebendo o foco do olhar dela ficou ainda mais excitado.

Colocou uma mão na virilha ajeitando seu brinquedo aos olhos queimando de

Nininha.

— Possivelmente essa é a imagem que quero ter todas às manhãs,

nossa menina nua em nossa cozinha pronta para nos alimentar... Em todos os

sentidos. — Disse Dane para seu amigo.

— Bom eu estou faminto, em todos os sentidos também. —

Respondeu Léo.

Dane fez menção em ir para ela, mas foi barrado por Léo.

— Pera lá sabichão, você já teve seu tempo, e obrigado pelo tom


avermelhado em seus seios, masss agora é a minha vez de saciar a minha

vontade.

— Como é que é? Tá louco, vai fazer isso com teu irmão? —

Respondeu Dane.

— Brother, alguém tem que desenformar o bolo. Vou ser rápido,

termino até você servir o bolo na mesa. — Léo disse isso com cara sacana e

indo para frente de Nininha que olhava atônita para a conversa dos dois.

Ao perceber a aproximação de Léo deu uma escapadinha para o lado.

— Eiii, pera lá você bonitão da box branca, acho melhor tomarmos

café antes.

— Nãoooo. — Disse os dois em uníssono.

E Dane ainda complementou:

— Meu amor.... Acho justo Léo tomar seu tempo já que tive o meu.

Boa sorte! Não se preocupe com o bolo eu cuido dele.

Com um gritinho de susto e um pulo para trás, Nininha foi agarrada

por Léo que a levantou por baixo de seus braços e a sentou na mesa da

cozinha. Abriu suas pernas e colocou uma cadeira no meio delas e se sentou.

Puxou sua bunda mais para a beirada tirando mais um gritinho de susto de

sua boca. Deu um beijo em seu ventre, e sem perder mais tempo abocanhou

sua buceta com línguas e dentes tirando gemidos agoniantes de sua garganta,

além de descobrir que ela falava seu nome em muitas línguas diferentes e

novas.

Nininha agarrou nos cabelos de Léo e não fazendo a puritana,

arreganhou ainda mais suas pernas as cruzando nas costas largas dele e

depois sobre seus ombros se permitindo ao prazer de saciar um Deus

Olimpiano.

Da pia, Dane tinha uma visão previlegiada da menina de seus olhos

recebendo prazer pela boca de seu melhor amigo. Fascinado, se deu ao luxo


de parar e assistir. Como Léo estava concentrado no vinco no meio das coxas

torneadas de sua menina, pode visualizar toda a pele exposta ao entorno. Ele

havia feito um belíssimo trabalho em seus seios, que estavam reluzentes em

tons avermelhados. Fora os extras, como os chupões que não conseguia dizer

se foi de ontem ou de hoje, ou se foi ele ou seu amigo. Olhando no rosto dela,

via a reação e os indícios de um orgasmo vindo à tona. Sua cabeça pendia de

um lado para o outro, sua boca fazia várias formas de "o", soltando gemidos

alterados. Novamente o fez pensar na possessividade que tinha em relação a

ela. Tentou verificar alguma indicação de ciúmes, ou algum outro sentimento

nesse sentido. Mas não. Só podia enxergar felicidade, descobrindo que era

exatamente isso que ele queria para vida. Essa mulher, para amar e

compartilhar com esse amigo. Para outros poderia ser algo proibido, feio.

Mas para eles era o significado da perfeição, faria de tudo para mantê-los

assim extremamente felizes para sempre. Ele ainda estava lá atolado de

pensamentos, notou que ela abriu os olhos e como em um show particular se

insinuou toda para ele, deixando-o ainda mais excitado, duro. Tocou em seu

pênis, acariciando não para ter um orgasmo apenas para se lambuzar ao ver o

atrevimento no olhar dela.

— Ei garotão, a você coube a missão de cuidar do bolo, pode ser? —

Disse Nininha com lascívia no olhar.

— Aaahhh.... Léo.... — Gritou ela quase caindo pela borda ao sentir

dois dedos de Léo entrando sem frescura em sua vagina.

Rindo Dane foi lavar suas mãos e cuidar do bolo dizendo:

— OK, OK, cada um com seus problemas.

— "Uhummm" ... — Agora foi a hora de Léo responder com a boca

cheia.


Capítulo 33: Gosta de Chocolate?

Após Léo ter feito Nininha gozar algumas vezes até quase

morrer na cozinha, vieram para sala de jantar onde estava montada a mesa

para o café e onde no centro estava o bolo desenformado por Dane. Ele havia

saído antes da cozinha. Tentando ser o mais caprichoso possível, colocou o

bolo em uma travessa de vidro e pôs em cima a cobertura de chocolate

previamente preparada por Nininha. Isso tudo com a maior naturalidade

como se seu melhor amigo não estivesse presente fazendo um sexo oral na

mulher de suas vidas sobre a mesa da cozinha. Poderia se acostumar com isso

facilmente.

Sentou-se esfomeado e começou a montar sua tapioca, beliscar umas

frutas e tomar um cafezinho aguardando os dois. Entre uma mordida e outra

sorria ouvindo os gemidos luxuriantes que sua menina produzia ao ser

saboreada por Léo. Quis voltar lá e contribuir para essa lamúria, mas sabia

que teria tempo, mesmo que ainda fosse pouco tempo... Chateado com esse

pensamento tentou afastar a tristeza que teimava em pairar ao pensar nela

indo embora e bebericou seu café.

Os sons mudaram para respirações ofegantes e beijos estalados alguns

minutos depois os dois amantes saíram da cozinha e vieram para mesa posta.

Dane que queria algumas lembranças afetivas, já estava adicionando mais

uma à conta. Nininha andava preguiçosamente, letárgica pelo prazer


anteriormente sentido ainda nua com uma fina camada de suor que lhe cobria

o corpo e uma aquarela de cores em tons de vermelho principalmente em seus

seios e quadris, divinamente a vontade em sua casa sustentando o colar que

os representavam e trazendo uma jarra do que parecia ser um suco ou

vitamina. Esta é ou não uma imagem afetiva para ser arquivada a sete chaves

para sempre? Pensava ele.

Sorridentes Nininha e Léo foram ao encontro de Dane à mesa, que já

saboreava alguma coisa. Mas Nininha notou no seu semblante que a

satisfação e contentamento não vinha do sabor do que mastigava e sim da

imagem de seu corpo nu com marcas de seus desejos. Mesmo ainda com o

corpo dormente tentou parecer o mais sexy possível. Ela não se achava sexy,

mas no reflexo em seus olhos era assim que se enxergava.

Ao chegar a mesa, pôs a jarra de vitamina e se abaixou para beijar os

lábios de Dane. Léo lhe deu um tapa estalado em uma banda de sua bunda,

fanzendo-a saltar, e disse ao seu ouvido emendando um beijo no final:

— A propósito, adoramos a nova depilação. Ficou ainda mais lizinha

e disponível para nossos olhares, toques e bocas. Mantenha-se assim e na

próxima, eu te ajudo.

Ela não tinha como ficar indiferente ao tom que Léo disse essas

palavras. Calor subiu pela espinha. Sua nuca arrepiada, totalmente sem graça

e sem resposta, foi se sentando na cadeira ao lado de Dane fingindo não

perceber o sorrisinho cínico nos seus lábios. Lembrando que ainda estava

sem nada cobrindo o corpo pediu ao Léo que pegasse a regata que usava em

cima do sofá, já que ele havia ido abrir a janela na parede próxima.

— Não. — Rosnou Dane.

Léo e Nininha olharam para ele juntos, não entendendo o que ele quis

dizer.

— Não o quê, brother?


— Não precisa trazer a regata para ela.

— O quê? Tá louco Dane, tá eu sei que preciso de um belo banho,

mas estou com fome e quero tomar café antes. Traz Léo. — Disse Nininha

quase num biquinho.

— Não traz Léo, não quero nos privar de tê-la nua sentada à mesa

tomando café conosco. E aliás o tempo é muito curto para perder tempo com

meras formalidades, e apesar de ter chovido mais cedo o tempo está bem

abafado. — Proferiu Dane naturalmente se servindo de mais café.

Retornando à mesa Léo olhou de soslaio para Dane e avidamente

respondeu:

— Claro, porque não pensei nisso antes. Adorei a ideia, vamos

dispensar as formalidades, estamos em família. Vamos todos ficar nus em

tempo integral quando estivermos a sós em nossa casa. Perfeito.

Animado com a ideia e as possibilidades infinitas que com todos nus

não perderiam tempo em tirar as peças de roupa para o objetivo final, que era

estar dentro da mulher que amava, Léo foi se despindo da sua box. Pobre

Léo, não percebeu o olhar estarrecedor de seu amigo que ao ver que ele

estava quase com as coisas completamente de fora falou em tom alto e

repugnante.

— Léo, põe esta sunga agora, eu não disse para ficarmos nus, apenas

nossa garota. Endoidou de vez, só pode.

Nininha segurou a barriga de tanto que ria, viu o semblante de Léo

cair em tristeza. Um assanhado mesmo. Assistiu ele colocando tudo aquilo de

volta naquela filha da puta de box branca incrivelmente sexy, enquanto Dane

continuava falando, ou melhor, dando esporro no quase peladão.

— Perdeu o rumo de vez? Agora você vê se eu vou tomar café,

almoçar, andar pela casa e ficar olhando tuas coisas penduradas para cima e

para baixo. Aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh não, sem condições para isso. Já sou


obrigado a te aturar nu quando estamos com nossa menina, mas esse é um

contexto muito diferente. Que nojo Léo, você quase me fez perder a fome. Só

me faltava essa, uma gazela saltitante com os balangandãs ao vento por aí.

— Ei brother, não precisa pegar pesado porra. Eu só achei que...

— Achou errado, guarde tua giromba para às horas certas.

— Ah, tá bom! E por que euuu tenho que ficar nua? É nojento! —

Resmungou Nininha para Dane.

— Não, não é nojento... É um colírio para nossos olhos, combustível

para nossa fome e mantém nossa imaginação fervilhando. E se não ficou

claro ainda… — Puxou seu queixo e a beijou antes de concluir. — Também é

porque... Simplesmente... Queremos assim. E você como a boa menina que é

não vai querer desagradar seus futuros maridos, vai??

Um minuto de silêncio pairou até que Léo o cortou.

— Já te falei que você é o cara, concordo plenamente contigo. Foi mal

o lance de tirar a box.

— Foi péssimo Léo, mas tudo bem você sempre age no calor da

emoção, senta e come, se não vai desmaiar, e você também meu amor quero

você forte. Já disse o quão linda fica em tons avermelhados?

Pasma ela olhava de um para outro repassando as palavras de Dane

em seu sub consciente, só conseguia lembrar da frase "seus futuros maridos".

Isso é loucura.

Tentou disfarçar um pouco e sem força para se defender nem

questionou mais sobre colocar a regata. Também estava com muito calor

ainda, e no fundo toda essa situação inusitada a mantinha excitada. Então

apenas sentou-se em sua cadeira e se serviu de alguma coisa que nem sabia o

que era e apenas comeu. Vez ou outra saia do transe ao se deliciar com os

dois conversando e implicando um com o outro como se estivessem na

puberdade. Era lindo de ver a irmandade que existia entre os dois.


Naquela mesa podia se ver uma cena praticamente normal, se não

fosse o fato de uma mulher estar sentada tomando café nua, e entre doiiis

homens. A conversa começou a fluir naturalmente entre os três. Claro que

nininha não esqueceu a fatídica frase que ouviu de Dane, mas relaxou e

entrou no clima. Pareciam três amigos batendo papo. Exceto pelos olhares

faiscantes que vez ou outra trocavam entre eles. Falaram de tudo um pouco.

Quando Léo foi cortar o bolo os três levaram um susto. O bolo simplesmente

murchou, Léo fez uma cara de assustado. Coitado. Dane de culpado e

Nininha de susto. Sem saber o que fazer Léo soltou uma gargalhada, seguido

de Nininha e por fim Dane que tentava se defender tentando provar que não

era sua culpa.

Brutus olhava os adultos da casa e não entendia o porquê de tantas

gargalhadas. Pulava de um para o outro tentando entrar na brincadeira. Pobre

Brutus, não conseguindo a atenção que queria, apenas um afago e uma

banana, desistiu e foi dar uma volta no quintal.

Mesmo rindo junto, Dane ficou irritado e sem saber o que aconteceu

para o bolo ficar assim. Começou a dizer um monte de palavrão. O que só fez

os dois rirem ainda mais. Léo cortou com jeito um pedaço do bolo e saboreou

dizendo que não importava a forma porque estava muito gostoso. Deu um

pedaço para ela que também achou uma delícia. Porém, Dane permaneceu

reclamando. Então Nininha pegou uma colher do bolo e levou à boca do

Dane que se surpreendeu e virou um pouco o rosto, fazendo com que a calda

de chocolate sujasse seu queixo.

— Caramba Nininha vê o que você fez!?? — Disse Dane.

Enquanto Léo ria e comia bolo, ela olhou para Dane se levantou e se

inclinou para ele dizendo:

— Ver? Eu vi, agora... Eu quero é provar... — E lambeu a calda no

queixo dele — Hummm!! Assim fica bem mais gostoso. — Abocanhou e


chupou o queixo dele limpando toda a calda que havia ali.

Inertes os dois olhavam Nininha. Léo já almejava sua vez. Dane com

toda a pele pegando fogo quando o volume entre suas pernas foi aumentando

gradualmente enquanto ela lambeu e chupou seu queixo. Dolorido. Sensível.

Pungente. Viu dentro dos olhos de sua menina a devassa que conhece muito

bem. Que Tesão.

Ela levantou toda dengosa e como se não estivesse acontecido nada,

se virou em direção às escadas e disse:

— Bom estava "TUUUDOO" uma delícia, mas meninos vou subir,

preciso de um banho. AH! Vou para o quarto do Dane, pois tem banheira. —

Se espreguiçou e rebolativa foi subindo às escadas.

Ela estava começando a acreditar no poder dela sobre eles. Tudo

estava se encaixando em sua cabeça. Essa era a vida que a partir de agora

queria para si. Essa sensação de liberdade e amor. Isso era possível, viver

com eles, cada minuto amava e deseja mais esses dois. Ver os olhos de Dane

todo mandão se derretendo com suas palavras, seu toque, seu olhar lhe dava

mais confiança. Desde do inicio ele parecia ser o mais difícil de se envolver.

Porém, agora ela percebia que suas barreiras tinham se extinguido lhe dando

um acesso ainda maior. O fato dela não ter certeza como seria lidar com os

dois juntos, que eles poderiam achar que ela dá mais atenção para um do que

para outro, causando uma briga, já não passava por sua cabeça. Ela não era

ingênua ao pensar que os poucos dias que esteve com eles poderiam definir

um relacionamento a longo prazo, mas percebeu o quanto eles se amam e não

em uma conotação sexual, era uma irmandade mesmo. Talvez um tipo de

amizade tão pura e verdadeira que nunca teve acesso. Não que suas amigas

não fossem de verdade, mas ela não se via compartilhando homens com elas,

mal e porcamente roupas e sapatos. Ainda querendo entender o porquê deste

desejo deles de quererem compartilhar suas vidas com uma mulher, imaginou


se isso poderia ser considerado como opção/orientação sexual, como uns são

héteros, outros homossexuais, outros bissexuais, uns se abstém, outros curtem

dor, entre outras coisas... Então alguns preferem compartilhar. No fim, com

um pouco de preguiça e vontade de que eles subissem logo fechou o

pensamento com a seguinte conclusão: "eles tem tanto amor para dar que

transborda, e eu fui a sortuda, não vamos mexer em time que está ganhando

Nininha. Deixa quieto!"

Preparando a banheira e sorrindo com seus pensamentos, Nininha

começou a relembrar a noite de ontem. Os dois se movimentando dentro dela

tocando em lugares nunca antes alcançados. Queria novamente, apesar de

estar sensível ainda, não podia imaginar ir embora mais tarde sem tê-los

integralmente. Se eles eram os seus Deuses, o corpo dela era seu templo e sua

alma sua eterna súdita.

Lá embaixo Dane ainda estava perplexo pela atitude de sua menina.

Sabia ser a devassa quando queria. O que mais ele iria pedir a Deus?

— Cara, na boa já vi várias vezes bandidos meterem uma arma na tua

cabeça e em nenhuma vez você agiu assim, estático. Quem te viu quem te

vê, desarmado por uma mocinha. — Disse Léo debochado.

Saindo do transe Dane sorriu e respondeu:

— Acho que estamos criando um monstro.

— Concordo. E esse tal monstro tá lá no seu quarto se preparando

para entrar na banheira. E você ai paradão, seu viadinho.

Dane levantou apressadamente, engoliu o restante de sua vitamina e

seguiu no rastro de sua menina deixando Léo para trás. Logo que se deu

conta seu amigo se levantou e o seguiu todo risonho. No meio do caminho

parou de repente e disse:

— Ei espera aê brother...


— Vai fazer o que Léo? — Indagou Dane olhando para trás.

Rapidamente Léo correu até a mesa pegou a travessa de bolo

transbordando de calda de chocolate e voltou para às escadas dizendo:

— Pronto, agora vamos.

— Cara tu ainda tá com fome? Sua draga rsrss. — Falou Dane.

— Não, quer dizer até tô, mas é outro tipo de fome. Se com um

pouquinho de calda no seu queixo fez a gente louco, imagine quando eu

colocar um pouquinho de calda na cabeça do meu pau. — Explicou Léo.

A cabeça de Dane queimou de desejo ao imaginar Nininha chupando

a calda de chocolate na cabeça de seu pau, ou melhor nos dois paus ao

mesmo tempo, ou melhor ainda imaginou eles saboreando a calda sobre o

corpo dela. Logo que terminou seus pensamentos Dane tentou tirar a travessa

das mãos de Léo que por sua vez não deixou e passou a frente dele indo ao

encontro de Nininha.

— Vacilão, eu tive a ideia. — Disse Léo correndo.

— Gazela filha da puta a ideia foi da Nininha. — Correu atrás do

amigo.

— Eu sei, mas quem trouxe o bolo fui euuuu... rsrs — Léo gritou ao

entrar no quarto.

Balançando a cabeça e sorridente Dane se deu por vencido, afinal ele

também participaria da brincadeira e seguiu para o quarto. Lá avistou que

Léo ainda não havia entrado no banheiro, eles se olharam, olharam para porta

do banheiro e mentalmente apostaram uma corrida.

De dentro da banheira Nininha avistou seus lindos meninos numa

briga divertida de quem entrava primeiro no banheiro. Sorriu ao ver Léo com

a travessa do bolo nas mãos. Não cansava de os ver como dois adolescentes

quando estavam sorrindo e brincando.

— O que foi agora hein? E você Léo para quê esse bolo?


Ao som da voz de sua princesa Léo parou, fez o cavaleiro e cedeu a

passagem para o amigo que riu cinicamente de sua educação repentina. Dane

passou e foi até ela olhando para o corpo imerso de sua menina na banheira,

onde seus seios eram a atração principal por estarem semi a amostra por

conta da espuma, sua excitação aumentou. Beijou a boca dela deliciosamente

e logo foi tirando seu shorth, se direcionou para uma ducha antes de entrar

na banheira. Antes de ligar a ducha disse ao Léo:

— Então ”bunitão”, responde a ela pra quê esse bolo?

Léo pigarreou um pouquinho e sem pudor nenhum foi entrando no

banheiro com cara de arteiro e dizendo olhando para sua princesa:

— Pra gente "se" comer melhor, princesa. Que tal você sair daí só um

pouquinho e eu passar um pouco de calda nos seus peitos e barriga e quadris

e… Aaaa você sabe. — Terminou lhe dando um beijo.

Dane já estava cansado de tanto rir. Saiu do box e seguiu para

banheira. Assistindo Nininha levantando e a espuma acariciando seu corpo.

— Isso seria bom Léo, masss tenho uma ideia muito melhor... Que tal

vocês sentarem na borda da banheira e bezuntar esses paus extremamente

duros e deixar eu avaliar com minha língua, lábios e boca se o gosto do

chocolate com vocês fica bom?

Mais uma vez sorridente, pode-se dizer até feliz da vida, Dane logo se

sentou na beirada da banheira.

— Irmão, tô com ela, dois contra um perdeu, passa esse bolo pra cá e

vai se lavar ou vai perder a festa. E você sua safadinha vem aqui.

Pegando Nininha pelo braço a sentou no seu colo e começou a beijala.

Depois passou o dedo na calda e passou nos lábios dela. Saboreou com

sua língua, mordiscou e beijou com benevolência. Léo se apressou na ducha e

veio para o banquete. Entrou na banheira e ficou em pé na frente deles.

Passou o dedo no bolo e disse chamando a atenção dela:


— Bom, seja como a senhorita quiser... Vamos começar a brincadeira.

— Fez um rastro em seu abdômen do alto para baixo no pé da barriga.

Seguindo com os olhos o movimento, Nininha lambeu os lábios de

desejo e fome. Dane a acariciava os seios e beijava sua nuca segurando seus

cabelos. Léo pegou novamente mais um pouco de calda e sabendo que estava

sendo assistido pelos olhos famintos dela pôs calda com pequenos

pedacinhos soltos do bolo sobre toda a base de seu membro rígido. Notou o

"O" que se formou em sua boca. Com o dedo meio melado tocou seus lábios

fazendo com que ela olhasse para cima em seu rosto. Quando seus olhares se

cruzaram, levou seu dedo melado a sua própria boca lambeu dizendo para

ela:

— Agora... É com você, chupa.

Altamente ciente de que a brincadeira começou, não fugiu da raia.

Estava aprendendo muito sobre si mesma com esses dois. Vontades nunca

antes sentidas agora tinha, várias possibilidades ao seu alcance, mergulhou de

cabeça e assumiu esse lado safado que vivia dentro dela. Se colocou

completamente de frente para Léo sentada ainda sobre o colo quente e

preparado de Dane. Olhou malandramente entre os dois e como se tivesse

drogada de tanto desejo, falou a eles:

— Acho que para uma melhor sintonia e para que a performance

fique perfeita acho melhor ter um eixo para me dar estabilidade. — Colocou

o pênis de Dane na entrada de sua vagina encharcada e aos poucos foi se

acomodando sobre ele, ouvindo suas lamentações ao pé de seu ouvido.

Ela jogou a cabeça para traz no ombro de Dane sem quebrar o contato

visual com Léo e se deu ao luxo de sentir um pouquinho do Dane, rebolando

em seu eixo. Dane abaixou suas mãos dos seios dela para seu quadril a

ajudando no movimento. Ao passo que Léo afagava suas próprias bolas com

a mão direita e com a esquerda torturava os bicos tesos dos seios dela


assistindo como ela se satisfazia em cima de seu amigo. E é claro retribuindo

com muita luxúria o olhar que recebia.

Dane levou uma de suas mãos e puxou pelos cabelos dela deixando

seu pescoço livre. Mordeu e beijou até atrás em sua orelha e disse com a voz

rouca de tesão:

— E aí safadinha, já está segura pelo meu eixo. Como você queria. E

agora?

— Sim... Ahhhh simmmmm... Agora.... — Foi dizendo pausadamente

e se inclinando para frente — Vou saborear a obra prima que é esse pau de

Léo.

Segurou na cintura de Léo e o puxou para mais perto. Seu pênis ficou

na altura de seu rosto, roçou ele em suas bochechas. Levantando um

pouquinho, mas sem sair do encaixe com Dane, lambeu o abdômen de Léo

limpando o rastro da calda que havia ali. Deu uns chupões naqueles

gominhos esculpidos por Deus. Sentiu seu pau dar espasmos próximo aos

seus seios, lembrando o que a esperava lá embaixo. Ensandecido Léo

agarrou com as duas mãos em seus cabelos e ganindo empurrou ela para

baixo, o que causou uma quase parada cardíaca em Dane que a recebeu até o

fundo. Ele tentou loucamente controlar o ritmo de seu quadril, mas ela

empinava e arreganhava ainda mais às pernas, o que deixava ainda mais

difícil. Ele a chamava de safada, gostosa e soltava vários palavrões. Ela

adorava.

Nininha agarrou a base do membro de Léo e lambeu e comeu todo o

chocolate, que estava mais delicioso misturado ao gosto dele. Ao terminar

começou um vai e vem com a boca e as mãos. Seus cabelos e quadris

estavam doloridos de tanto que eles apertavam. Mas ela só sabia adorar tudo

isso.

— Você é tão gostosa princesa, uma princesa muito safada e gostosa.


Vejo que você está aprendendo rápido a lidar com seus machos. — Disse Léo

entre os dentes com prazer e volúpia em seu semblante. Passaram um tempo

assim. Até que Dane passou a acariciar seu clitóris e martelar em um ponto

específico em seu interior. Ela rebolou e chupou freneticamente até montar

em seu orgasmo que a quebrou sofregamente.

Quando os meninos perceberam que ela havia tido seu prazer. Se

entenderam entre olhares. Eles a queriam juntos novamente. Léo a retirou de

Dane e para fora da banheira e a tomou em um beijo arrebatador. Dane saiu

do banheiro. Léo virou ela de bruços na bancada de frente ao espelho,

levantou uma de suas pernas e se introduziu no seu centro de uma única vez,

altamente úmida só pôde gemer de prazer. Seu corpo já estava acumulando

energia para um próximo ápice a ser atingido. Iria morrer de tanto prazer.

Morreria feliz então. Léo não foi razoável, meteu com vontade e a imagem

deles no espelho era mais um atrativo para aumentar seu tesão. Léo era bem

visual em relação ao sexo, adorava ver os seios pulando enquanto metia e o

rosto dela que não escondia o prazer sentido. Puxando seu cabelo para trás

meteu ainda mais rápido e forte não aponto dele gozar, mas dela gozar

novamente agora no seu pau. Ela gritou de tanto prazer, pedia por mais ao

mesmo tempo que dizia que não aguentaria mais. Ao ver que Dane retornou

do quarto com o lubrificante, se retirou dela sem muita vontade. Porém, sabia

que o melhor estava por vir.

Drogada pelos orgasmos sentidos, Nininha se sentiu sendo

imprensada pelos dois, que loucura era aquela. Ela queria mais, mas não

sabia se aguentaria.

Dane à sua frente e Léo atrás. Sentia mãos e bocas por todos os lados,

sua buceta já voltava a latejar de vontade. Eles se alternavam nos beijos

deixando ela sem ar, sem folga sem escolha. Suas costas estavam sendo

massageadas com creme, ou ela pensava que era. Léo desatou qualquer


possível nó em seus ombros e definitivamente Dane conseguiu uma cor bem

mais escura em seus seios já que se apossou deles novamente. Com os braços

pendurados nos ombros de Dane o beijou apaixonada e empinou sua bunda

para Léo que direcionava a massagem para lá.

O lubrificante tipo óleo corporal deixou o corpo de Nininha brilhando

e escorregadio. Léo não via a hora de ter ela por trás. Passou lubrificante em

seu buraco enrugado e se deliciou ao colocar seu dedo lá e receber uma

rebolada dela de volta. Pronta. Preparada. Perfeita. Ele a amava.

Dane a suspendeu no colo a penetrando novamente e dizendo a ela:

— Meu amor você nos tira do sério, queremos você novamente

juntos, mas se você achar que não consegue, ou que está muito cansada nós

vamos entender.

— Ai Dane, eu quero vocês juntos em mim de novo. Estou cansada e

se talvez tivesse algum oxigênio no cérebro diria que está cedo realmente.

Tudo isso é muito novo para mim. Mas eu não viveria em paz sem tê-los de

novo dentro de mim. Sei que vocês não me machucariam. Vamos e me levem

novamente para voar.

Era só o que Léo precisava ouvir. No meio do banheiro Dane a

sustentava em seu colo a penetrando e tomando sua boca. Léo chegou por

trás dela beijando na linha do ombro, mordiscando a nuca e apalpando sua

bunda. Dane pôs suas mãos por baixo de suas coxas, e deslizava ela sobre seu

membro grosso, o que fez suas bandas abrirem mais. Léo aproveitou se

abaixou e ajoelhado no chão se masturbando lambeu o fruto de seu desejo

arrancando mais gemidos desesperados dela. Nininha achava aquele ato

altamente pecaminoso, impróprio, afinal ela estava com Dane a penetrando,

mas era tão maravilhoso e excitante, agora queria muito mais do que a língua

de Léo ali. E como se adivinhasse o que ela pensava levantou alucinado e

passou seu membro para cima e pra baixo na sua abertura.


— Princesa, estou louco para conhecer e comer esse seu rabinho

apertado, mas se você achar que é de mais por hoje tudo bem...

— Léooooo, anda, não me faz pensar. Isso é loucura por si só. Eu

amo vocês, quero vocês. Ahhhh Daneeee.

Ao ouvir suas palavras Dane se aprofundou em suas estocadas. Léo

não quis ficar de fora, foi se colocando aos poucos no orifício apertado dela.

Dane parou o movimento com seu pênis enterrado dentro dela e segurando-a

firme para que Léo tivesse seu tempo. Ela o apertava e mordia ao ser

preenchida pelo seu amigo. Suas súplicas pedindo por mais e por menos o

deixavam alucinado. Porém apesar de tudo mantinha suas reações sob

controle para não permitir que ela sofresse além do prazer. Sua menina era

forte e fugaz. Tomou os dois lindamente e quando se sentiu a vontade

timidamente começou a cavalgar os dois ao mesmo tempo.

No meio do banheiro pendurada entre os dois descobrindo novas

formas de prazer e disposta para tudo com esse homens, seus homens, só

queria um gravador para o som mais sexy que ouviu na vida. Dois homens

fortes, lindos e gostosos gemendo em seus ouvidos com o prazer que seu

corpo lhes dava. Seus corpos juntos emitiam rugidos de puro pecado. Os dois

a levavam para onde queriam dentro do banheiro, ora um encostava na parede

ora o outro. Depois se dirigiram para o quarto magicamente acoplados e

terminaram na cama. Acabados, cada um buscando o ar que precisava para

sobreviver. Dane após gozar se retirou dela e só ficou a beijando e venerando.

Já Léo não queria sair do novo melhor lugar do mundo para ele. Mas foi

expulso por assim dizer. Agarrada aos dois começou a se dar conta do pouco

tempo que restava antes de ir embora. Bateu uma vontade de chorar, suas

emoções estavam à flor da pele e sem querer soltou uma lágrima insistente.

— Por que está chorando amor? — Perguntou Dane ao perceber sua

lágrima.


— Como chorando? Nós a machucamos, eu a machuquei? — Disse

Léo preocupado.

— Não gente, vocês não me machucaram. É que... Bateu uma tristeza

de saber que vou embora.

Léo se sentou na cama e a trouxe para seu colo, enquanto Dane se

colocava atrás dela fazendo carinho em suas costas e dizendo:

— Se serve de consolo nós também nos sentimos assim. Ainda mais

sabendo que estará sozinha podendo ser cantada por qualquer engraçadinho

lá no Rio. Me da ódio só de imaginar.

— Ah fala serio, não tem nenhuma possibilidade. Agora já vocês tem

essa vadiLia entre outras que não conheço.

— Não se preocupe com aquela idiota, nós vamos dar um jeito na sem

noção. — Disse Léo puto.

Ela sentiu a cama se mexer e viu que Dane levantou e foi ao banheiro

parecendo irritado. Se aconchegou mais ainda ao Léo procurando abrigo. Ele

acarinhava seus cabelos que estavam rebeldes depois de tanta atividade. Léo

iniciou uma conversa na tentativa de deixa-la mais relaxada quanto ao fato de

ir embora.

— Pense princesa, tudo tem um por quê. Nós não seríamos tão

perfeitos juntos se não pertencêssemos um ao outro. Estamos ligados, os três,

formamos um "Trisal" e nada vai nos separar. Nem a distância, nem as sem

noção da vida, nem os suicidas que tentarem colocar as mãos em você. O que

precisamos é acertar algumas questões para que fiquemos juntos para sempre.

— Você como sempre usa as palavras "Para Sempre" com tanta

certeza que quase me faz crer ser possível. O para sempre não existe Léo...

— Shiiiiii, eu vou provar que existe sim, ou melhor nós, eu e Dane

vamos provar a você que nosso "Para Sempre" está mais perto do que nunca.

Feliz ao ouvir suas palavras, porém ainda não tão confiante, deixou


seu pensamento vagar num possível Para Sempre.

— É Léo, mas às vezes acho Dane tão entregue e em outras tão frio.

Como agora, ele saiu da cama, achei estranho. Posso estar sendo meio boba,

mas é que não tem como me sentir muito confiante, sei lá.

Léo pôs ela sentada em sua frente e colocando as mãos no seu rosto

disse:

— Você não vê como nos tem nas mãos, Dane mudou muito em

pouco tempo e vai mudar ainda mais. Já te dissemos o quanto sofremos neste

tempo longe de você, mas tenho que te dizer que aquele idiota sofreu muito

mais, o infeliz só não foi ao fundo do poço por conta do trabalho que ele

entrou de cabeça. Nunca tire conclusões sobre o que sentimos sem antes

conversar. Isso vai evitar grandes problemas.

— É verdade... — Nininha suspirou e beijou Léo amorosamente.

Saindo do banheiro Dane viu sua menina beijando seu amigo.

Pensou... Um dia queria ser também esse porto seguro que Léo é para ela...

Antes disso tenho que aprender muita coisa.

Aprendeu hoje que não sabe lidar com ela chorando. Ao ver sua lágrima

caindo quis matar alguém, só que o problema não era alguém e sim o tempo.

Já estava decidido, ele e Léo iriam pedir transferência para o Rio e após

conseguirem pediriam ela em casamento. Mas ele sabe que tudo isso depende

do tempo. Se sentiu tão pequeno e incapaz, por isso foi para o banheiro e lá

mais uma vez sentiu seus olhos arderem e as lágrimas descerem. Precisava

dela mais do que jamais imaginou.

Se chegou aos dois na cama e carinhosamente depositou beijos em

seus ombros, ela soltou os lábios de Léo e se virou lhe presenteando com um

sorriso acolhedor. Juntaram suas bocas e uniram suas línguas em uma dança

romântica. Beijos e carícias foram trocados entre os três, nada sexual, tudo

na linha da paixão. Como namorados descobrindo o amor um pelo outro ao


mesmo tempo. Em intervalos de beijos, a boca desocupada ditava as

palavras:

— Eu te amo...

— Eu amo vocês...

— Eu te amo...

Com o emocional em carne viva Dane disse:

— Meu amor, minha menina não se preocupe com a distância, já

estamos como disse, nos organizando para estar com você. Porque nosso

lugar, nossa vida será onde você está. Isso é o queremos e muito além disso é

o que precisamos. Não tem jeito, você será refém de nós dois para sempre e

nós de você.

— Ooooooo Dane, Léo vocês me fazem acreditar em conto de fadas.

Só que nesse conto eu sou muito mais sortuda do que todas as princesas da

Disney. Está chegando a hora de eu ir, então gostaria de mais um pouquinho

de vocês dois. Só que agora um de cada vez, esse pouco tempo com vocês vai

me render semanas sentindo a posse que tiveram em meu corpo.

Amo... Muito... Vocês.

Gradualmente cada um tomou mais um pouquinho de Nininha.

Amando cada pedacinho docemente, fortalecendo os laços afetivos

adquiridos neste tempo que tiveram juntos.

Dessa viagem ficou a certeza de que o para sempre existe ou pelo

menos era possível, que o amor que nasceu entre eles era incondicional e

principalmente que nem o tempo nem ninguém poderiam quebrar o que não

era feito de vidro. Se os três forem fortes o suficiente um pelo outro, dois por

um e os três pelo o trisal o amor só iria multiplicar. Amor que é amor só

constrói, nunca destrói.



Capítulo 34: Tudo tão sem cor.

" Onde estão as cores?"

Todos os comentários sobre o Rio de janeiro que eu escutava

de turistas quando chegavam de avião, era sobre a paisagem abundante e

diversificada. Um paraíso multicolorido que iam do azul do mar aos verdes

das florestas. Suas montanhas reluzentes à luz do sol, ondas quebrando na

areia da praia repleta de guarda sóis coloridos e corpos bronzeados de um

lado para o outro formando um grande formigueiro humano. “Onde estão as

cores agora?"— Pensava Nininha.

(...)

Não foi essa a visão que Nininha teve ao avião se aproximar do seu

Rio de Janeiro. Era sua terra natal, já sabia das belezas que ali se

encontravam. Porém nunca havia visto do alto. Sem euforia procurou pelas

cores tantas vezes citadas, não conseguiu enxergar. Para sua surpresa as cores

de seus olhos ficaram na fronteira onde deixou seus meninos. Apesar de

saber que a despedida não era por muito tempo não conseguia deixar a

tristeza ir embora. Esse é seu lugar? É aqui que quer estar? A resposta era

não. Seu lugar era com seus meninos, é ao lado deles que deveria estar. Foi

lá onde deixou seu coração.

Suspirando firme e segurando as lágrimas que insistiam em querer

aparecer foi se preparando para desembarcar e talvez passar semanas sentindo


esse vazio insano que se criou no seu peito ao se despedir de seus meninos no

aeroporto.

No saguão avistou Lary e Bruna. As duas com semblante de alegria

ao lhe ver, que foi se desfazendo ao fitarem seu rosto e perceberem apesar do

seu esforço, a tristeza em seu olhar.

Lary foi a primeira a ir em sua direção, se preparou para uma série de

reclamações, mas não, não foi isso que ela fez. Ela simplesmente pegou em

seus ombros analisou seu rosto com mais atenção e depois a abraçou num

abraço acolhedor que só uma pessoa que te conhecesse de verdade poderia

lhe dar. Segundos depois veio Bruna e abraçou elas juntas. Nininha não

aguentou a pressão e liberou todo aquele sentimento guardado e remoído na

volta de sua viagem. Largou tudo no chão e retornou o grande abraço de

"três". Enfim, segura de novo. E o curioso é que percebeu que seu número da

sorte deveria ser o três. Um trio de amizade. Um Trisal no amor. Nunca se

sabe o que a vida pode nos trazer.

Apesar de as lágrimas caírem evitou os soluços, detestava essas cenas.

Lary disse no seu ouvido:

— Seja o que for que tiver te deixado assim daremos um jeito.

Teamodoromuito!

Quando Lary terminou Bruna engatou e disse:

— Eu sei onde seu pai guarda às armas e sei como usá-las. Só

precisamos comprar as passagens e ir lá matar aqueles filhos da puta gostosos

pra caralho que te fizeram chorar. Teamodoromuitotambem!

Sem condições de continuar chorando depois do que Bruna disse,

Nininha se apartou delas pegou suas coisas e falou:

— Bruna sua vaca, você não tem jeito. E não vamos precisar matálos,

porque isso seria me matar junto. Estou triste sim, mas vocês devem estar

imaginando os motivos errados. Tanta coisa aconteceu, não sei nem por onde


começar.

— Nunca espere que eu mude, obrigado. De nada. E se não é o que

estamos pensando o que aconteceu lá? Depois de passar um tempo com

aqueles homens, que não são referência de homens reais, você deveria estar

radiante e não parecendo uma difunta cracuda.

— Estava faltando, obrigado Bruna estou me sentindo bem melhor

agora. — Respondeu Nininha carrancuda.

— Ei vocês duas, não tem como conversar ou brigar aqui. Vamos lá

pra casa fazer um brigadeiro e conversar sobre a viagem. Meus pais foram

para região dos lagos. E Bruna, quero saber desde quando você sabe mexer

em armas.

— Vai-lha me santo das gulosas por dois e chocolate!!!

Por favor Lary sem chocolate por um tempo, já estou bemmm satisfeita, acho

melhor um vinho. E Bruna vai ter que me contar também como sabe onde

meu pai guarda às armas se nem eu sei. E falando nele, o que vocês fizeram

com ele que desistiu de vir me buscar. Vi a mensagem dele agora quando

cheguei.

— Ah! Se sabe, seu pai não resisti ao meu charme... — Disse Bruna

toda se querendo. — Não, agora é sério, disse para ele que depois de uma

viagem como esta você precisaria de suas amigas, coisa de menina. Daí, ele

ficou de boa.

— Uhum sei. Bom é melhor a gente ir então, estou muito cansada e

dolorida. E a ideia do vinho é real.

— Safadhenhaa... Dolorida hein, faço uma ideia. Vamos passar na

minha casa e pegar umas garrafas de vinho antes, porque em Lary deve ter

apenas suco verde. — Disse Bruna debochada.

— Vaca... — Retrucou Lary dando língua para Bruna.

— Tá, tá, OK... Bruna é uma vaca, masss vamos lá buscar os vinhos.


Preciso. Vou avisar meu pai que vou dormir na sua casa Lary. E Bruna, nem

adianta tentar pensar em sair, hoje quero apenas uma noite de bebedeira com

as amigas.

As meninas concordaram felizes em ter uma noite só para elas e as

garrafas de vinho. Saíram do aeroporto, pegaram as três garrafas de vinho em

Bruna e seguiram para casa de Lary.

Horas mais tarde e uma garrafa e meia de vinho depois. Nininha terminava de

contar tudo que aconteceu enquanto estava com eles. Parando em alguns

momentos para responder as infinitas perguntas de Lary e xingar a vaca da

Bruna com seus comentários debochados.

— Pois então, foi isso que aconteceu. Agora o que restou deles em

mim, foi esse cordão no pescoço, essa sensação do corpo dolorido pela

atividade intensa que vivemos juntos e a merda do tempo, até eles decidirem

a vida deles e virem para cá, de vez.

Boquiaberta Bruna olhava para sua mais recente nova amiga. Porque

aquela não era a Nininha que ela deixou no aeroporto para viajar. Enquanto

ela explicava tudo que tinha acontecido suas amigas analisavam as suas

feições e comportamento. Apesar da tristeza óbvia que sentia por estar longe

de seus meninos, ela ainda assim emitia felicidade genuina, uma certa

liberdade e uma feminilidade muito mais acentuada. E se Nininha soubesse

que era isso que elas estavam pensando diria "sim eu mudei". Ela havia

mudado, a tristeza que sentia não era pela insegurança de perdê-los para

outras mulheres, era simplesmente pela falta de estar com eles.

— Bem, que lindo amiga, eles realmente te amam. E que linda

surpresa, achei que só acontecia em filmes. Se você também os ama como

está nos dizendo tem mais é que se permitir e viver essa história encantada,

mas sem nunca tirar os pés do chão. Você merece ser feliz, esse pode ser o

seu felizes para sempre. — Disse Lary emotiva, um pouco pelo vinho ou


pela história de amor.

Elas se abraçaram. Nininha pegou em seu cordão e mostrou a

gravação dos seus nomes. Explicou também o que significava aquele

pingente. O que fez as duas intrigadas e cheias de perguntas. Bom, Bruna

nem tanto, sabia muito mais que as três ali. Falou sobre as coisas que já ouviu

falar e propôs as amigas para pesquisarem na internet juntas.

Nininha ficou intrigada com a quantidade de pessoas que vivem ou

desejam viver uma relação como a que ela e seus dois meninos estavam

iniciando. Não eram pessoas atrás de sexo diferente, eram pessoas abertas de

verdade a viverem uma vida com mais de um namorado(a), marido(a),

baseado no amor verdadeiro. Haviam Trisais como eles que tinham casado e

tido filhos.

Porém, percebeu também que nem tudo eram flores. As pessoas ainda

são muito preconceituosas. Intrometidas acham que devem exigir que o que

pensam que é certo prevaleça na vida dos outros também. Julgam as mulheres

nesses casamentos com mais de um homem como meretrizes, ou os homens

com a mulher são obrigatoriamente gays, ou as mulheres que estão com um

homem são lésbicas, ou então definem a todos como bisexuais. O que não é

verdade. Até pode acontecer provavelmente, já que estamos falando de amor

sem limites. Porém pela experiência de Nininha ela poderia dizer que seu

relacionamento era baseado em vários seguimentos do amor. Como o amor

entre eles que são amigos, mas se vêem como irmãos. Como o amor de cada

um por ela que parecia ser igual, mas era bem diferente. Dane bem mais

possessivo e dominante. Léo pura ternura e romantismo. Ainda havia o amor

dos dois por ela na hora do sexo, esse era sem dúvidas o mesmo. Puro desejo,

tesão na mesma medida. E ainda tinha o seu próprio amor por cada um

individualmente e pelos dois sexualmente. Ela pensava, há tanto amor em

tantos sentidos, que a única explicação para as pessoas julgarem isso feio,


errado e anormal seria inveja e incompreensão do que é o amor verdadeiro.

Só alguém que nunca viveu o amor, pode pensar que qualquer tipo de amor é

vulgar e errado. Errado mesmo não seria não amar? Pensava ela.

— Nossa, ao passo que fiquei feliz em saber que outras pessoas

também tiveram a oportunidade de ter um relacionamento tão maravilhoso

como meu, me dói imaginar alguém sofrendo preconceito, críticas somente

por amar e ser amado.

— É um mundo cruel, Nininha. É bom que saiba desde agora o que

pode acontecer com vocês também. — Falou Bruna em tom sério.

— Isso era para me encorajar ou me fazer desistir? — Nininha

levantou após responder a Bruna e foi ao banheiro um pouco sentida, mas

sabendo que Bruna não estava errada.

— Aiii... Lary tá maluca? — Resmungou Bruna ao levar um tapa no

braço de Lary.

— Você como sempre sutil em dar conselhos... Porra tá maluca você,

aprende a falar direito. — Retrucou Lary

Os ânimos se exaltaram um pouco, vinho era combustível para isso.

Nininha saiu do banheiro e viu as duas numa pequena discussão. Meio

trôpega sentou entre as duas tentando falar, mas sem conseguir. Resolveu

fazer melhor, pegou a garrafa de vinho e virou os resto assistindo as duas

debatendo ou se xingando.

— Sabe o que acontece, vocês duas são duas hipócritas, como a

maioria das pessoas. Vocês acham que eu não fui sutil ao dizer para uma

amiga que eu amo para ser cuidadosa? Para saber se está realmente preparada

para inquisição? Ora, ora logo eu a rainha dos apelidos que são para degrinir

as mulheres somente porque se sentem livres sexualmente em dizer e fazer o

que tem vontade? Veja bem, eu aturo ser chamada de louca, vaca, galinha

entre outros mais... Porque eu realmente não estou nem aí para o que os


outros pensam ou dizem. Eu sou eu, sou uma alma livre, gosto de usar o livre

arbítrio que Deus me deu em favor da minha própria pessoa. Se ele que é ele

nos permitiu decidir ser quem quiséssemos, por que eu deveria ser como os

outros gostariam ou prefeririam que eu fosse? Ah! Fala sério, vocês apesar de

serem minhas amigas sempre me julgam pelas minhas atitudes com os

homens, pela quantidade de homens ou pela minha sutileza ao falar sobre

tudo que acredito de maneira direta.

— Bruna eu não...

— Não Lary me desculpa, mas agora eu estou falando. O fato aqui é

que sempre, eternamente terá uma pessoa ou um grupo de pessoas que vão

querer te julgar, seja porque acham que é uma puta, ou porque passou da

idade de casar, ou porque casou e ainda não teve filhos, ou porque não

estudou, ou por sua opção sexual ou por outros milhares de motivos. A

questão então é, você está preparada para isso? Para encarar de frente essas

pessoas e ao invés de se retrair e se esconder, enfrenta-las e mostrar que se

sua opinião ou opção às afeta de maneira ruim, a você só traz felicidade?

Essa é a diferença. E se você Nininha não entendeu o que quis dizer, desculpa

amiga sou sem jeito mesmo. Vejo que você voltou mudada e tudo, mas

conheço você desde criança tenho medo que você não seja forte o suficiente,

não por eles ou pelo seu amor. Mas pela ruindade das pessoas que vão querer

sempre mal dizer seu relacionamento e tudo que você quiser construir através

dele. Por isso quero que você entenda, jamais quero que você desista desse

relacionamento se ele te faz feliz, eu quero é que você se prepare para o que

pode ter que aturar. Saiba que eu estou aqui desse meu jeito torto, debochado

e sutil de ser para te ajudar sempre que precisar.

Após esse ataque de lucidez (permitam me dizer) de Bruna, as amigas

ficaram sem reação. Bruna ao terminar deu a última golada de sua taça e se

sentou no sofá. Então Lary se levantou sentou ao lado dela no sofá, e disse:


— Sinto muito Bruna, realmente tantas vezes eu recriminei sua

conduta em relação ao seu comportamento e tudo mas. Mas depois do que eu

ouvi estou me sentindo uma idiota.

— Nós estamos... — Também falou Nininha e se aproximou das

amigas no outro sofá pegando na mão de Bruna. — O que você disse é uma

grande verdade. Todos acabamos por julgar os outros mesmo sem sentir.

Somos mais donos das nossas verdades do que de nós mesmos. Entendi o que

você quis me dizer, captei a mensagem. E digo a você que estou preparada

para isso porque como você, nada mais me importa a não ser minha

felicidade e ela vai depender de estar ao lado das pessoas que eu amo, ou

seja, daqueles dois Deuses Olimpianos. E o melhor disso tudo é que eu sei

que as melhores pessoas no mundo estarão ao meu lado não me deixando

levar pelas más línguas. Vocês duas e meu pai. Eu sou uma pessoa muito

especial. Agradeço a Deus por me presentear com um trio maravilhoso de

amizade e meu trio gostoso amoroso. Fora o meu pai sensacional. O que

querer mais?

As três se abraçaram forte e choraram juntas. Um momento de

meninas realmente, coração completamente aberto, amizade verdadeira. Ao

contrário do que algumas pessoas pensam, às vezes, uma briguinha pode

aumentar o apoio e confiança. Precisamos sim mostrar ao outro, amigo,

amante, parentes e etc... Quem somos, colocar em pauta o que pensamos e no

final o respeito lacra as questões de preconceito estreitando os laços afetivos

que são o que verdadeiramente importa. E para aqueles que não entendem,

fica apenas nossas orações para que um dia encontrem as respostas e quando

isso acontecer não estejam sozinho para assimilar a verdade em questão.

— Amo vocês meninas, masss ainda tem outra garrafa de vinho e não

tô bêbada o suficiente. Vou buscar. — Foi dizendo Bruna ao se levantar.

Depois que ela saiu da sala Lary sussurrou:


— Tô começando a achar que a Bruna é a mais sã entre nós três.

Preciso beber mais.

As duas riram. Bruna voltou com a garrafa e disse:

— Bom chega de papo cabeça... Quero saber duas coisas, primeiro:

qual foi a sensação Nininha, dos dois te comendo ao mesmo tempo. E

segundo: o porquê de você não ter dado uns tapas nessa "vadiLia", por Deus

Nininha, como você pôde deixar ela sair batido sem nenhum puxão de

cabelo. Por muito menos você deu na cara daquela idiota no bar que me

chamou de cadela. Lembram disso. E olha que ela estava certa.

Aos risos Lary e Nininha responderam que lembravam e se servindo

de mais vinho foi Lary que relembrando contou a história:

— Claro, jamais vou esquecer. Nós estávamos muito doidas de

tequila, quando passamos pelo bar, Bruna assanhada como sempre mandando

beijos para os caras que não tiravam os olhos da gente. Aí a loira aguada se

doeu porque viu o bofe dela olhando também e chamou a Bruna de cadela e

outras coisas… — Ainda se acabando de rir tentou se recompor para terminar

a história. — Foi aí que Nininha transtornada olhou para trás me puxou e me

perguntou: "ela chamou a Bruna de quê?" E eu disse sei lá "de cadela". Então

ela me pôs de lado, passou por você Bruna, que nem estava aí pra loira

aguada e se pendurou no bar dizendo na cara dela: "olha aqui sua lambisgoia

só quem chama nossa amiga de cadela somos nós, e pahhhh na cara da

menina. Kkkkkkkk. Se não fosse nosso amigo garçom agarrar ela pela cintura

e levar ela para os fundos do bar, estávamos juntando os pedaços da loira

aguada até agora. — As três estavam gargalhando Nininha e Bruna se

jogaram no chão de tanto rir.

— Faria tudo de novo, só quem pode xingar minhas amigas sou eu, eu

hein que idiota. Kkkk — Se defendeu Nininha.

— Vamos, agora responde às perguntas que Bruna fez, também tô


curiosa. E estou ficando bêbada.

— Bom a sensação.... A sensação... É... Não tenho como explicar, foi

erótico, mas ao mesmo tempo terno. Eles me fizeram me sentir como um

templo sagrado. O som que nossos corpos emitiam era ensurdecedor, insano.

O prazer que encontramos juntos foi quase uma oração de tão especial e

sensorial, que nos deixou grogues por algum tempo enquanto recuperávamos

as nossas forças.

— Uauu! — Lary disse quase babando.

— Poxa, das vezes que eu estive com dois ao mesmo tempo, só senti

tesão e gozei mais nada. Foi bom, mas não como você está dizendo. — Falou

Bruna.

— Pois é Bruna, é que no teu caso não havia amor, só sexo mesmo. É

bom, mas não maravilhoso. — Respondeu Lary.

— É mesmo Bruna, pode ter sido por isso. — Concordou Nininha.

— Tá bom e o lance da VadLia.

— Bom, eu ia dar nela como disse, mas o ogro do Dane me segurou e

o Léo pôs ela pra fora. Fiquei muito, muito puta. Mas algo me diz que terei

outra oportunidade. Aquela ali não me engana, é do tipo urubu fica

sobrevoando. Aí dela enconstar um dedo nos meus meninos.

— Isso aí amiga e já te disse estamos aqui, e se precisar eu atiro. —

Disse Bruna fazendo gesto com uma arma em punho.

E com isso Nininha e Lary lembraram que ela devia algumas

explicações, sobre armas e como aprendeu a atirar. E a conversa fluiu, até que

muito bêbadas, e após comer pizzas dormiram ali na sala mesmo, dando fim a

noite das meninas.

Enquanto isso na fronteira...

Só um banho bem gelado fazia Dane voltar a realidade. Realidade de


que sua casa já não lhe parecia tão aconchegante como antes. Seus objetos

pessoais eram apenas companheiros de seu dia a dia, sem emoção. Até seu

melhor amigo e irmão já não tinha mais tanta graça. O brincalhão deu lugar a

um cara um pouco distante, pensativo. Mas Dane sabia onde seu amigo ia,

era onde ele também ia em pensamentos buscando as imagens do tempo que

tiveram com sua menina.

Após voltarem do aeroporto suas posturas mudaram. Nunca estiveram

tão cansados, era um cansaço emocional e isso tudo só pôr estarem a algumas

horas longe da mulher mais importante de suas vidas. Na volta pra casa não

falaram nada, apenas se fizeram companheiros no silêncio da dor de cada um.

Tendo o trabalho como o único motivo para permanecer neste lugar,

agora sem vida, mais do que nunca se empenharam na missão que tinham

pela frente. Léo fazia algumas ligações e Dane verificava algumas

solicitações e permissões necessárias.

Até Brutus estava triste ao ver seus pais naquela desolação total.

Receberam uma mensagem de Nininha dizendo que tinha chegado

estava tudo bem e que ia para casa de uma amiga, depois se falariam de novo.

O que deixou os meninos meio cabreiros, pois imaginaram o porquê dela não

ter ligado direto ao invés de mandar mensagem e porquê do celular desligado

quando eles tentaram retornar. Decidiram pensar que ela deveria estar sem

sinal, e se não desse sinal de vida até o outro dia, eles voltavam a ligar. De

repente ela poderia querer ter um momento só com as suas amigas. E na certa

falando deles. Eles rezavam para que fosse coisa boa.

Léo já estava um pouco de saco cheio do seu trabalho, foi ler um livro

para tentar relaxar. Não deu certo. Foi para varanda onde eles tinham uns

aparelhos de academia, um saco de areia e até um pequeno tatame onde de

vez enquanto treinavam juntos. Fez sua série de rotina, usando bastante

intensidade no exercício. Ao parar um pouco os abdominais e beber água,


olhou para sua barriga suada e lembrou do quanto sua princesa gostava de

lamber e mordiscar seus gominhos saltados.

Isso fez um sorriso aparecer em seus lábios. Como podia estar tão feliz e

triste ao mesmo tempo? Pensava ele.

Léo estava limpando o aparelho quando Dane apareceu.

— E aí cara, tranquilo? Você teve alguma notícia? Eu tentei e não

consegui.

— Não, não tive... Também tentei, mas a porra do celular diz estar

fora de cobertura. Merda! — Léo falou puto e deu um soco no pobre saco de

areia.

— Cara, não adianta ficar assim, é claro que deve ter uma explicação

óbvia. E ela vai nos dar, e espero que seja bem realista porque se não acho

que pego um avião só para ir lá e dar uns tapas naquela bunda gostosa e

depois beijar ela todinha. Rsrs.

— É pode ser. Não consigo deixar de pensar que ela possa estar

pensando sobre o assunto da Lia e talvez sei lá, pense melhor se vai ficar com

a gente. Esse lance de ficar longe é uma merda. Bate uma insegurança, sabe

como é.

— Sei cara, sei... Sinto o mesmo, Léo. Mas tantas vezes você mesmo

nos convenceu de que precisamos acima de tudo confiar um no outro. Vamos

dar essa confiança a ela. É claro que nós dois sabemos que ela não tem

escolha, porque de qualquer maneira vamos lá e a reivindicamos de novo e

quantas vezes forem preciso. Ela nos ama cara, nós a amamos e não tem Lia

nem meia Lia que vai fazer isso diferente. E falando nela, liguei para o

encarregado que colocou uma infinidade de desculpa para não ter como a

demitir por ora. Então vamos ter que atura-la. Vamos pensar que será por

pouco tempo. E também dei entrada, mesmo sem falar com você no pedido

de transferência para o Rio de janeiro. Vai ser preciso você ir lá assinar


alguns documentos e falar em que área vai querer atuar no Rio. Já te adianto

que coloquei que quero atuar em algo administrativo ou de estrada. Enfim,

vamos ver o que vai dar. A certeza é de que, quero logo terminar esta missão

e ir o mais rápido possível para o Rio.

Com o semblante menos pesado, Léo logo se alegrou com as palavras

de Dane e disse concordar com ele em tudo. Mas para Léo o pior era ter que

aturar aquela safada de gracinha com ele.

— Brother só quero que a Lia não se meta a besta comigo. Morreu pra

ela o Léo de boa. Agora só desprezo. Quase que ela acaba com nossa noite.

— Calma irmão, não adianta ficar assim. Vamos nos concentrar no

serviço e rezar para o tempo passar rápido. E que tal um mano a mano pra

desestressar?

— Só se for agora, bora. — Léo já respondeu indo para o tatame em

posição de luta e rindo que nem criança.

Dane tirou a blusa e ficou só com o shorth que usava. Rindo da cara

de felicidade do seu amigo que não recusava uma boa briga de galo. Foi para

o tatame se posicionando e querendo que esse treino tanto os fizesse relaxar

quanto preparar para o que estava por vir.

— E aí vai ficar dançando de um lado para o outro feito menininha?

Se eu soubesse tinha colocado uma música pra mocinha dançar. Rsrs. —

Provocava Dane.

— Deixa de ser viadinho e cala boca. Vê se consegue me acertar ao

invés de ficar falando merda.

Um soco voou do punho de Dane no rosto de Léo que por pouco não

se esquivou. Rindo Léo devolveu numa saraivada de socos acertando alguns

e errando outros. Num jogo de pernas Dane se movimentou e acertou na

cintura de Léo. Que deu um pulo e perguntou a Dane quando ele ia bater que

nem homem. O que só fez seu amigo rir, logo teve que se proteger de um


chute alto de Léo. Dane sabia que Léo era bom, mas também não ficava atrás,

só que ele era melhor no chão. Tentou a todo custo levar a luta para o chão.

Mas é claro que Léo sabia que talvez não teria chance se fosse para o chão.

Então fez de tudo para não deixar isso acontecer. Um tempo depois os dois já

estavam exaustos. Pararam a luta e ficaram se auto zoando, foram pra cozinha

fazer um lanche e cuidar das possíveis marcas roxas que a brincadeirinha no

tatame ia lhes trazer.

— Dane, estava pensando aqui, quando tudo isso se resolver, falo da

nossa transferência e tudo o mais. Acho que deveríamos pedir a Nininha em

casamento. O que você acha? Sabe, eu não quero viver em uma casa e ela em

outra. Aliás eu já quero chegar e levar ela para nosso apartamento e de lá ela

não sair mais, que você acha?

— Acho que você é um idiota. Mas um idiota sensato. Eu também já

havia pensado nisso, porém não quero viver com ela naquele apartamento.

Aquele lugar tem é histórias nossas cara, queria mesmo era uma casa com

quintal, onde eu possa ter uma churrasqueira e quem sabe uma piscina. Sei lá.

Parece que ela gosta muito de estar com as amigas e já somos três. Com o seu

pai e as amigas o AP fica apertado. E se.... Sei lá... No futuro... Um futuro

distante... A deixa pra lá.

— O quê? Fala...

— Talvez ela queira ter filhos ...

— Porra brother tá aí, só o amor para mudar as pessoas. Você já está

pensando em filhos, em algo que nunca quis pra sua vida. É claro que

precisaremos de uma casa e tem que ser próximo a praia, pois quero criar

nossos filhos no mar.

— Léo eu não pensava em querer nada da vida antes da Nininha

chegar. Você sabe, era só um dia atrás do outro, prazeres baratos e muito

trabalho. Nada que edificasse um homem de verdade, a não ser o trabalho. E


fui bom, devo admitir. Mas agora com essa sensação de vazio que ficou

depois que ela se foi, e do tempo que ficamos longe dela, só me leva a crer

que encontrei o que eu nem estava procurando. O que eu zoava você e os

outros quando falavam de se apaixonar e criar famílias. Não entendia, até

agora. Eu estou apavorado como nunca antes em minha vida, nem quando eu

perdi meus pais daquela maneira dolorida fiquei assim. A minha vida e meu

futuro depende daquela pequena mulher. Depende do que vamos construir os

três juntos. Você deve saber exatamente o que eu sinto, porque sei que é o

mesmo que você sente. Mas para você que tinha esperança de viver tudo isso,

se torna mais fácil, talvez. Eu não esperava sentir tamanha felicidade, e agora

que a sinto estou me sentindo pequeno, acho que não mereço. Vou fazer de

tudo cada dia da minha vida para fazer vocês felizes e principalmente os

nossos futuros filhos. Que a mim não importa se serão meus ou seus. Sempre

serão nossos.

Esses dois eram amigos desde de sempre. Costumavam dizer que

eram irmãos de barrigas diferentes. Léo realmente sempre almejou encontrar

a mulher de sua vida e que fosse a de seu amigo também. Já Dane nem

passava pela sua cabeça, e o fato de saber que Léo imaginava que ele se

apaixonaria pela mesma mulher só tornou tudo mais distante, já era difícil

encontrar um amor, ainda mais um para compartilhar.

Nunca em todos esses anos de amizade e companheirismo viu seu

brother tão entregue e aberto. Porém, mal sabia seu amigo que Léo apesar de

ter encontrado exatamente o que buscava estava completamente na ponta dos

pés. O medo disso tudo se desfazer por qualquer motivo o deixava fora de si.

— Fico muito feliz irmão de saber que você agora percebeu que

fudeuuu. Digo isso porque nós encontramos o que eu queria e o que você

nem esperava e agora estamos atados a viver juntos para sempre, e sempre


em busca de fazer a nossa mulher e nossos futuros filhos felizes. Porque deles

dependerá nossa felicidade, nossa vida. É brother, é essa a maior e mais longa

missão que trabalharemos juntos. Tudo que fizemos até agora foi apenas um

ensaio, preparação para o que vem, e o que vem é o melhor. Não poderia

confiar em outra pessoa para ser o pai para meus filhos e um marido para

minha mulher. Sei que isso soou estranho, mas se formos colocar ao pé da

letra é exatamente isso.

— Verdade... Isso soou estranho, diria até meio gay, mas vindo de

você gazela saltitante é até bonitinho. E concordo essa é a missão mais

importante de nossas vidas e eu não queria ter nenhuma outra pessoa que não

fosse você ao meu lado... Viu eu falando ficou menos gay. Vem cá me da um

abraço, eu te amo cara. Obrigado por permitir que eu faça parte de sua vida,

sou seu fã. E não espere porque nunca mais vou dizer isso novamente.

Entre risos eles se abraçaram como dois irmãos que se amam, e muito

além disso dividem uma vida, um futuro e a felicidade.

— Já chega de abraço Daniel, depois fica dizendo que eu é que sou a

gazela, seu viadinho. Te amo, brother. Agora vou subir tomar banho e depois

vamos entrar em contato com aquele ser divino que roubou nossos corações.

E se não conseguirmos falar com ela vou mexer uns pauzinhos e falar com

agentes amigos meus do Rio para rastrear ela e nos informar onde ela está.

Nem sei por que não fiz isso antes.

— Isso seria mais fácil se você tivesse anotado o telefone da casa

dela. Mas esqueceu. — Disse Dane.

— Ah é, e você não esqueceu também? Olha pra sua bunda antes de

falar da minha. — Gritou Léo subindo às escadas.

— Idiota. — Retrucou Dane.

Saindo da cozinha, Dane foi recebido por Brutus, afagou o pelo fofo e

foi até o sofá. Repassando tudo o que foi dito por seu amigo e por ele.


Pensando na vida que teriam pensando em crianças correndo na areia da praia

com pranchas pequenas atrás de Léo, com Nininha abraçada a ele, linda de

biquíni sorrindo ao ver sua família reunida e feliz. Essa era a imagem que iria

fazer de tudo para se realizar. Começou a relaxar de verdade. Imaginava que

não deveria mais ter tanto receio porque seu melhor amigo estava ao seu lado

e a certeza de que sua menina os amava só fortalecia sua segurança de que o

melhor estava por vir. Pegou seu telefone e abriu no aplicativo de mensagens,

viu que Nininha estava online. Não esperou Léo e mandou uma mensagem.

Grupo Trisal

@Dane: Me dê um bom motivo para senhorita estar com esse telefone

desligado desde a última mensagem, ou eu vou pegar um avião agora e ir aí

lhe dar umas boas palmadas.

Nenhuma resposta. Dane já se contorcia no sofá. Léo desceu às

escadas e disse que ia tomar uma cerveja e perguntou se ele queria,

respondeu que sim. Quando Léo voltou Dane estava olhando a mensagem

que havia mandado a alguns minutos. Viu que ela já havia visualizado e não

respondido. Isso voltou a deixa-lo tenso de novo. Explicou a Léo o ocorrido,

e seu amigo também não gostou nada. Tomou a cerveja que Léo lhe trouxe.

Daí foi a vez de Léo mandar mensagem.

@Léo: Paulina, isso já está passando dos limites você está há mais de

um dia sem falar com a gente. E se você não está doente, o que esperamos

que não esteja, já deveria responder. Estamos com saudades amor.

Dessa vez foi visualizado automaticamente. Bom pelo menos ela

estava ali agora.

@Nininha: ....Calma demorei a responder porque estava pensando em

um motivo bem ruim para que vocês venham para cá agora e me dar umas


palmadas. Hummmm...

@Dane: Engraçadinha, você está bem? O que aconteceu para você

não responder nem nos ligar?

@Nininha: É que... Não fiquem brabos eu...

@Léo: Já estamos brabos.

@Nininha: Sabia que eu amo vocês, muito muito muito ❤❤❤

@Dane: ❤

@Léo : ❤

@Nininha: Vou ligar no vídeo quero ver vocês.

Chamada de vídeo.

— Oi meus amores, me desculpem, quando cheguei Lary e Bruna

estavam me esperando e prepararam uma noite de meninas. Regada a vinho e

muita conversa.

— Vinho??? — Disseram os dois irritados.

— É, só três garrafas. E um licor de amendoim.

— Nininha vocês estavam onde? E quem estava com vocês? Você

ficou bêbada né, pode dizer? — Falou Dane ocupando todo o espaço do

vídeo.

— Calma amor. Estávamos só nós três, na casa de Lary. Foi muito

bom pra mim, eu precisava, desembarquei tão triste. Minhas amigas me

salvaram de uma noite em prantos. Porém passei o dia dormindo, daí quando

acordei e ...

— Passou mal, porra Nininha você não devia misturar, aposto que

ainda comeu alguma besteira junto. — Agora era Léo na tela.

— É eu sei seu chato. Esqueci de colocar o celular para carregar e

voltei a dormir, acordei vim pra casa aí tive que dar atenção para meu pai e só

agora eu ia falar com vocês. Acontece que eu não estou arrependida. Estou é

começando a me arrepender de contar a vocês. Estou aqui longe de vocês


morrendo de saudades, ainda com o estômago enjoado e vocês ficam

brigando comigo. — Falou Nininha se aproveitando do poder que um

biquinho tem.

— Oh meu amor, é que ficamos preocupados e estamos também

morrendo de saudades, só pensamos na hora de encontrar você de novo. —

Dane disse

— E não tem problema beber um pouquinho a mais, o problema é que

eu, nem Dane estava aí para te proteger, princesa. Por favor, não fique muito

tempo sem falar com a gente, tá bem.

— Tá bom. Eu nem quero ficar muito tempo sem falar com vocês,

apesar que eu queria mesmo era dormir e só acordar quando tudo estivesse

resolvido e vocês estivessem aqui comigo.

— Eu sei, nós também, não duvide disso. — Dane respondeu.

— Bem e seu pai como está e as meninas. E quanto ao que elas acham

de nós. E..

— Kkkk. Bom meu pai me encheu de perguntas sobre vocês, disse

que queria confirmar umas coisas, não entendi muito bem o por quê, mas

respondi, nada de mais. Quanto as meninas, elas continuam achando vocês

dois feios e velhos de mais para mim e que se eu queria um relacionamento

de poliamor deveria ser com uns quatro homens no mínimo.

Muitos palavrões foram ditos entre os dois. Nininha olhava abismada

para eles através da tela, cada um querendo tomar a frente para responder a

sandice que ela acabara de dizer. Ela foi logo se retratando dizendo que era

brincadeira. Acabaram rindo juntos. Falaram de coisas banais e do tempo que

poderia levar ainda para se verem de novo. Dane e Léo explicaram mais ou

menos quando seria. Em um assunto ou outro sondavam com ela lugares de

praia que ela gostaria de ir, ou talvez até morar um dia. Sem perceber ela foi


dando todo o ouro para os federais que já apreenderam o seu coração. A

conversa se estendeu noite a fora nenhum dos três queriam desligar. Mas os

meninos precisavam dormir, a operação só aconteceria na próxima

madrugada, mas eles precisavam estar na agência logo cedo e depois

descansar.

— Amor não vejo a hora de ter você novamente entre nós. Você é a

mulher das nossas vidas. Assim que nós chegarmos no Rio nunca mais ficará

sozinha. Será nossa para sempre. — Disse Dane em tom saudoso e

dominante.

— Exatamente princesa. Tudo que queremos é estar com você.

Estamos apenas concluindo nosso serviço e depois vamos correndo para

você. Nosso lugar é ao seu lado. Não deixe nunca ninguém dizer o contrário.

Te amo.

— Assim eu fico com mais saudade ainda. Esse cordão queima a

minha pele ao pensar em vocês. Ele foi cúmplice de nosso amor, esteve

conosco em momentos maravilhosos. Não consigo imaginar minha vida

longe de vocês, vocês me estragaram para qualquer outro. Resolvam o que

tiver que resolver por aí e venham para mim que estou esperando

ansiosamente. Amo vocês. Amo nós três juntos. Se cuidem pra mim. Me

liguem ao terminar a operação. Até lá estarei aqui orando por vocês. E quanto

a alguém dizer o contrário, eu vou sempre preferir ouvir a versão de vocês,

sempre antes de qualquer coisa. Espero que seja recíproco. E aliás, a

"docinho azedo" já foi mandada embora?

Uns instantes de silêncio depois e Dane responde:

— Sim amor, já falei com o encarregado e ele ia dar um jeito nisso.

Não se preocupe com ela nem com ninguém.

Se despediram e desligaram. Léo olhou seu amigo e indagou:

— Por que você mentiu sobre Lia?


— Não menti, sei lá, não sei por que fiz isso, fiquei com medo eu

acho. Omiti. Enfim, não tem como ela saber. Vamos esquecer isso. Vou para

meu quarto tomar banho e dormir.

— Brother, não achei certo isso, não precisava ter mentido, mas se

você sabe o que está fazendo tudo beleza. E não finja que vai apenas tomar

banho, vai e tocar uma que eu sei. Eu vou fechar a casa e já já vou para meu

quarto fazer o mesmo pensando na minha princesa.

— Já te chamei de idiota hoje Léo? Idiota.

— Só algumas milhares de vezes. Boa noite punheteiro.

— Vai se fude, gazela.

No Rio Nininha sorria abobalhada após falar com seus meninos. Não

queria acordar desse sonho nunca. Os dois a amavam mesmo. Mais forte ela

ficava, apesar da distância. Para a saudade não mata-la decidiu que essa

semana ia resolver a sua vida. No caso, trancar a faculdade até decidir o que

ia fazer. Retomar às vendas e cobranças com suas clientes. E principalmente

o que ela mais queria, pintar, produzir novas telas. Estava se sentindo muito

criativa. Apesar das cores não estarem tão vivas ao seu redor, pelo fato de

estar longe de seus amores, era só ela fechar os olhos e na lembrança viva

que tinha com eles a dança de cores viam fortes em sua mente, e surgiriam

em suas telas através de suas mãos.


Capítulo 35: Operação Pirata.

E aí companheiros, tudo certo? Os pelotões divididos como

combinado? Viaturas carregadas e apostos? Documentos necessários em

mãos prontos para apresentação? Não preciso lembrar a vocês que estamos

trabalhando nessa operação há muito tempo e nada pode dar errado agora,

nada. E principalmente, esta é a operação com mais possibilidade de

combate armado, então mocinhas, não quero ninguém dando mole para

aqueles bostas nos galpões. Precisamos ter cuidado com possíveis vítimas,

como prostitutas e alguns trabalhadores escravos. Essa missão é grande, o

objetivo todos sabemos, apreender drogas, mercadoria pirata, libertar

possíveis reféns

e o prêmio é capturar e prender o maior traficante da

fronteira o “Chefão”. Então donzelas, preparadas para a ação? — Falou Dane

aos seus agentes.

— Sim, senhor. — Disse alguns.

— Talvez se o senhor emprestar o batom estaremos prontos. — Disse

um veterano engraçadinho.


Outros ainda disseram alto e em bom som:

— Ninguém fica para trás, senhor.

— Vamos lá e acabar com aqueles filhos da puta!

Afastado encostado numa viatura, Conrado tragava seu cigarro com

cara de escárnio para o que Dane dizia. Ao notar que ele o avistou mudou

rapidamente o semblante e caminhou em sua direção.

Os homens em volta faziam uma barulheira, uns trocando

informações sobre a ação e outros aos cumprimentos de boa sorte e sucesso

na operação. Armas eram engatilhadas e equipamentos jogados nas traseiras

das pick-ups. Antes de chegar até ele, Dane foi parado por alguns agentes

com perguntas sobre o serviço. Conrado deu sua última tragada e apagou

com o pé a guimba no chão. Foi cumprimentado por alguns colegas. Até que

Dane chegou perto dele.

— E ai Dane, tudo nos conformes para o sucesso da grande missão?

— Disse Conrado escorregadio.

Escondendo seu total desinteresse em falar com ele, mas ao mesmo

tempo preocupado por ele estar ao lado de Léo na linha de frente. Fez seu

papel de líder e como com os outros parou para falar com ele.

— A missão não é grande Conrado, grande são os homens que estarão

nela. E sim, acredito que esteja tudo nos conformes, e você e sua equipe

preparados? Sabe que o mais importante de tudo é que todos voltem sãos e

salvos. E como sua equipe é de linha de frente, prepara o terreno nos dando

retaguarda, têm que ter mais cuidado, tô certo?

Empurrando sua HK 417 para trás, mostrando todo o arsenal que

carregava no corpo, colete à prova de balas, granadas de efeito moral, spray

de pimenta, munição e suas pistolas. Fora às facas que deveriam estar

escondidas. Parecia que ia para Guerra. Conrado começou a dizer:

— Tá tudo certo e tranquilo, doido pra entrar em campo o mais rápido


possível. Mas… Eu sei qual o seu verdadeiro receio, pode deixar que eu

cuido do seu “irmão”. Confia em mim. — Respondeu ao Dane, piscando com

um olho.

— Bom eu não preciso confiar em você. Só o fato de você saber o

meu maior receio, já me diz muito, ou seja, sabe muito bem o que pode

acontecer se algo vier dar errado. E quanto a cuidar dele não se preocupe, ele

sabe se cuidar sozinho. De você só espero que faça seu trabalho. Garantir que

sua equipe, e as de mais após a sua, entrem em segurança nos pavimentos do

galpão. Estamos entendidos?

— Nossa! Quem ouvir de longe vai pensar que você está me

ameaçando.

— Jamais ameaçaria um companheiro de trabalho, ainda mais alguém

tão inteligente que sabe o que é certo e errado. Só preciso que faça seu

trabalho e nada mais. Boa sorte! — Dane queria sair dessa conversa mole de

Conrado.

— Dane, eu fiquei sabendo que você pediu a demissão da Lia. Por

quê? A pobre coitada já não tem onde cair morta, sem emprego então. — Fez

a pergunta Conrado não deixando Dane ir.

— Acredito que não lhe devo satisfação das atitudes que eu tomo.

Muito menos das decisões em relação as pessoas dentro da nossa agência.

Então, por favor, faça apenas o que é sua obrigação, ou seja, cuidar do seu

trabalho. No mas, como já disse, boa sorte! — Dane já não aguentava mais

esse cara ainda mais com esse tom escorregadio seu sangue estava

esquentando.

— OK cara, já não está aqui quem perguntou, só fiquei preocupado

com ela. Ainda mas que... Eu... Vi vocês se beijando no corredor da agência,

só achei que era sacanagem mandar ela embora por conta disso. — Conrado

jogou a bomba venenosa e já ia andando de volta para viatura em que estava.


Dane estava se segurando, mas após essa, lhe faltou paciência e

discernimento. Puxou Conrado pelos ombros e o enconstou sobre o capô da

viatura.

— Me diz qual é a tua, cara? Você está procurando briga, o que você

está insinuando? Acha que eu beijei aquela mulher, se você estava lá, viu que

não foi o que fiz.

Um grupo de agentes se juntaram, uns tentando afastar, outros doidos

para Dane dar uns supapos em Conrado. De longe Léo viu uma

movimentação, quando percebeu que se tratava de Dane correu em direção.

Perguntando o que havia acontecido, os caras diziam que os dois estavam

conversando e de repente Dane o encurralou. Léo se aproximou deles, pôs a

mão no ombro de Dane e pediu para que ele parasse, não era hora muito

menos local para isso. Não valia a pena. Dane olhou para Léo e foi se

acalmando nas palavras de seu amigo. Foi se afastando de Conrado que ficou

com um sorriso cínico nos lábios. Ainda foi capaz de dizer:

— Desculpa chefe. Sabe como é, me deu pena da mocinha indefesa

que é mandada embora após ficar com o chefe. A lei é dos mais fortes,

entendi.

Pronto, bastou isso. Dane já tinha se alterado, nada mais iria seguralo,

virou-se com toda sua ira e depositou um soco bem colocado na cara do

falador. Satisfeito com o gemido que ele deu segurou-o pelo colarinho e

vociferou:

— Pra mim você é um merda, um Maria vai com às outras, um

recalcado. Ninguém tem culpa das tuas derrotas. Eu sou obrigado a trabalhar

com você, porque se eu fosse o encarregado da agência já tinha te transferido

a muito tempo. Você sabe o que viu, mas não fala a verdade, homens como

você me dão vergonha. Fique sabendo, e agora sim é uma ameaça, mexa

comigo ou com minha família e vai ver o que te acontece. Agora, seu merda,


já que eu não posso te expulsar da missão vê se honra o que tem no meio das

pernas e os anos de estudo e preparação para estar neste lugar e faz o seu

serviço corretamente. E para de destilar esse seu veneno. Completamente

assustado Conrado se afastou assim que Dane o soltou, alguns caras foram

em direção a ele. Léo pegou o braço de Dane e afastou ele do grupo

perguntando o que tinha acontecido. Quem era a mocinha de quem Conrado

falou. Dane se limitou a dizer:

— Léo agora não há mais tempo para conversas e explicações. Já está

quase na hora determinada para sairmos. O que preciso te dizer é o seguinte,

já conversamos sobre esse cara, não confio nele. Você sabe que tentei que ele

fosse retirado da operação, mas é muita burocracia e o encarregado queria

motivos reais e não disse me disse. Então presta atenção irmão, preciso mais

do que nunca que você esteja atento nessa batida. Atue em módulo 360

graus. Não deixe tua vida nas mãos daquele imbecil, tá me ouvindo.

— Porra brother, tá de sacanagem, você ta achando que não sei fazer

o meu trabalho, tá achando que vou me pôr em risco à toa? Tá me tirando?

— Merda Léo, eu só estou pedindo para ser bem mais cuidadoso do

que o normal, só isso. Se cuida. E não confie no Conrado, agora realmente

não sei até onde vai esse rancor que ele tem pela gente. Chega, e vai lá, boa

sorte irmão, cuida dessa bunda branca feia, ainda quero ter o desprazer de vêla

quando estivermos com nossa Nininha.

— Hahaha, viadinho sabia que tu tinha uma queda pela minha bunda.

Pode deixar que me cuido. Cuide-se também boa sorte! Nos vemos mais

tarde.

Deram uma cabeçada tipo cumprimentando um ao outro e se

dirigiram para seus postos. Léo ainda estava curioso para saber o porquê da

briga. Sentou-se ao lado no carona da viatura em que Conrado dirigia. Afinal

ele era o superior em sua equipe. Logo quando ele entrou e se sentou,


Conrado sorriu de lado cinicamente, com o supercílio inchado e o olho

arroxeado. "Belo trabalho Dane, enfim bateu que nem homem." Pensou Léo.

— Bom e aí Conrado, o que me diz daquela pequena cena que você e

Dane protagonizaram ainda agora. Na qual Dane lhe fez essa tatoo temporária

no rosto. Não entendi, você roubou o rímel dele ou ele quebrou o seu salto.

— Léo disse isso como quem não quer nada analisando sua pistola.

Arrancando com o carro e seguindo atrás do comboio, Conrado

ascendeu um cigarro e respondeu ao Léo:

— Você se acha engraçado né Léo. Veja só se tem alguma graça, seu

"amigo irmão" não lhe falou o por que da discussão? Cadê o companheirismo

acima de tudo. Vejo que já não são como antes.

— Conrado, Conrado, você não vai conseguir me tirar do sério, pelo

menos não agora com tantas testemunhas, sou bem diferente do Dane, se eu

começar não vou querer parar. Vamos, desembucha logo, sei que você está

doido para me dizer o que meu grande amigo não disse.

— Então você não soube que ele beijou a Lia no corredor da agência?

E após isso, pediu ao encarregado que demitisse ela. Eu só comentei que era

sacanagem dele usar sua posição para ficar com a menina e depois a demitir.

Ao ouvir as palavras de Conrado, Léo não conseguia acreditar no que

ele falava. Era impossível isso. Sentiu um embrulho no estômago. E se

tivesse acontecido Dane teria lhe falado. Mas se não falou teve seus motivos,

conversaria com ele depois.

Olhou para traseira do carro onde havia três agentes como se perguntasse se

eles sabiam disso e eles balançavam a cabeça negativamente. Então se voltou

para Conrado:

— Cara você é um babaca mesmo. Acha mesmo que vou acreditar em

você. E mesmo que isso tenha acontecido todos aqui sabemos que ela adora

dar mole para quase todo mundo na agência, não seria criminoso pensar que


ela pode ter tentado ser beijada.

— Pode ser, mas o que me intriga é por que ele não te contou?! A

parceria entre vocês está falindo? — Falou em tom de zombaria o Conrado,

soltando fumaça do cigarro.

— Bom Conrado, se é isso que você espera, é melhor deitar em berço

esplêndido, pois nossa parceria é eterna. Há coisas em nossas vidas que não

são tão importantes para serem faladas. O que eu posso dizer é que não foi

esse o motivo do pedido de demissão da Lia. Na verdade eu que tive motivos

para isso ele só se adiantou a mim. Não que lhe deva satisfação, mas acontece

que Lia esteve em nossa casa na noite de folga e fez uma cena em que quase

acabou com a nossa noite, com nossa noiva. Eu fiquei tão transtornado que

queria realmente que ela fosse mandada embora. Ela usou as nossas

informações pessoais para nos achar. E ainda se insinuou descaradamente na

frente da nossa noiva, nos colocando em uma situação bem delicada e isso é

errado.

— Como é? Ela esteve com vocês na noite de folga? Mas ela passou a

noite comigo. — Disse Conrado perplexo.

— Bom "amigo" talvez a SUA parceria esteja falhando. Por que ela

não te contou, que curioso, ela deveria ter te contado já que vocês estão se

relacionando. Não é mesmo?

— Isso não é da sua conta.

— Tá aí uma grande verdade. Vamos esquecer essa porra toda e se

concentrar na operação. Ah! Conrado, para que você fique feliz, eu e Dane

pedimos transferência para o Rio, então não se preocupe, não nos importamos

mais se a Lia fica ou sai, só pedimos que ela não se meta a besta com a gente

e fica tudo tranquilo.

Em meses Conrado não sentia uma alegria verdadeira, o fato dos dois

saírem da agência poderia abrir possibilidades tanto de promoção quanto dele


se entender com Lia. O pobre coitado achava mesmo que o problema de tudo

em sua vida eram os meninos.

Após essa conversa morrer, os homens no carro adotaram a postura

operacional. Problemas a parte, estavam todos indo ficar com o rabo a mercê

de um provável embate.

A pick-up começou a balançar quando entraram em uma rua

esburacada. Estavam cada vez mais próximos ao local combinado. Já se via

algumas viaturas mudando seu trajeto, a ideia era encurralar os suspeitos não

deixando brechas para fugas e principalmente surpreende-los talvez evitando

uma reação.

Só alguns poucos quilômetros faltavam para eles. Da sua viatura Dane

podia ver o carro em que estava Léo e Conrado. Eles seriam os primeiros a

chegar e abordar os meliantes. E se tudo ocorresse como Dane queria eles se

entregariam e a operação correria tranquila.

Mas esse grupo criminoso que atuava na fronteira, era o mais

perigoso. Segundo às pesquisas que Dane fez com os agentes e informantes,

eles eram responsáveis por vários assassinatos e sumiços, faziam o terror nas

cidades ao redor. O Chefão como era chamado, era brabo, sanguinário.

Mantinham alguns trabalhadores praticamente como escravos cuidando da

endolação das drogas, que geralmente eram homens velhos que tinham que

sustentar suas famílias e para isso não tinham como escolher o que fazer da

vida. Fora a aliciação de menores, tanto para vendas de drogas e pequenos

furtos, como na prostituição. Dane se preocupava pelo seu pessoal, mas

também pelos inocentes. Se houvesse alguma morte ali, que fosse de um

desses bandidos sanguinários que não respeitam ninguém nem a própria vida.

A madrugada estava em seu momento mais escuro e silencioso ouviase

apenas o barulho dos pneus das viaturas e o ronco do motor. Na hora

marcada Dane recebeu de todas às equipes pelo rádio que estavam todos


apostos e prontos. Dane que não era muito de rezar fez um pequeno silêncio

interior pedindo para que terminasse tudo bem. Nunca se sentiu tão nervoso

diante de uma batida. Antes não pensava no final das atividades, sempre

pensava no momento. Sabia agora que tudo mudou, sua vida e a de seu

amigo parecia ter mais valor agora. Tinham um futuro pela frente e uma

infinidade de momentos que queriam e precisavam viver. Assombroso lidar

com uma situação de perigo com esses novos sentimentos tomando conta de

sua cabeça. Imaginava se era assim que aqueles amigos e parceiros, pais de

famílias, que estavam ali com ele nesta e em tantas outras operações se

sentiam. Deu mais valor ainda a esses agentes que escolhem vir para às ruas

tentar erradicar a bandidagem e deixar suas esposas e filhos em casa.

Em sua viatura havia alguns agentes, todos casados e pais de família

virou para eles e perguntou:

— Como vocês conseguem deixar suas famílias em casa e vir para um

serviço como este? Não tem medo? O que faz vocês fortes para encarar tudo

isso numa boa? E após isso, após ver tanta maldade e decadência, como

voltam íntegros aos se familiares?

Os caras olharam para Dane sem entender nada, uma pergunta como

está num momento desses, mas um agente mais velho próximo a

aposentadoria o olhou e com semblante amigável disse:

— Meu caro, cada um aqui tem um motivo para voltar diferente. Mas

posso te dizer que o principal é o amor. Deixa-los não é fácil, e digo mais,

não se torna fácil nunca. Mas falando por mim, acredito que se Deus me pôs

na posição que estou hoje e estando aqui posso proteger minha comunidade,

bem como minha família, é isso que devo fazer. Eles só me dão mais forças

para seguir em frente. E é com esse meu trabalho "de herói" diziam meus

filhos quando pequenos, que sustentei minha família e criei meus filhos e

tenho a oportunidade de ver meus netos crescerem. E… Medo eu tenho se


esses marginais tomarem conta de tudo. A melhor parte disso é quando vejo

um infeliz destes preso pelas minhas algemas, faz tudo valer apena. E se sua

dúvida ainda é "e se você morrer como ficará sua família?" Aí meu caro, não

há explicação para tudo. Podemos morrer como qualquer um, a diferença é

que morreremos com o privilégio de estar combatendo contra os marginais e

não a mercê deles num assalto, bala perdida ou outras circunstâncias, como

com um civil. Quanto as barbáries que vemos? Desde que o mundo é mundo

existe a barbárie, e ao longo dos tempos conseguimos diminui-la. Se somos

íntegros na alma não há cena lastimável o suficiente para nós fazer quebrar.

Quebram-se apenas os fracos de amor, de esperança. Espero ter ajudado, mas

vamos focar agora. A primeira equipe já deve estar preparada para entrar.

— É verdade Hélio, ajudou sim. — Pegando o rádio novamente, Dane

autorizou o início da ação.

Ao receberem o comando, os agentes desceram de suas viaturas. Em

formação de pelo menos 5 à 15 homens, se dividiram pelas entradas do

complexo de galpões pré determinado anteriormente nas reuniões. Fizeram o

possível para não serem vistos pelos vigilantes que segundo os informantes

ficavam no alto de cada galpão. Era alta madrugada, contavam com a sorte

deles estarem cochilando em seu plantão. Esse complexo de galpões era de

uma empresa que os abandonou. Tinha um central maior com dois

pavimentos e outros quatro ao entorno, fora casebres que guardavam carros.

Ficava próximo a uma área de mata aos fundos.

A movimentação dos policiais seguia sem problemas. Léo e outros

agentes seguiam Conrado, que esperava o sinal de que toda sua equipe

estivesse nas entradas e saídas para ele autorizar a invasão de todos juntos.

Pela frente e pelos fundos. Aqueles segundos eram repletos de adrenalina,

porque nunca se sabia o que poderia acontecer quando entrassem. Será que os


meliantes seriam surpreendidos, ou eles é que seriam? Cada agente em

posição preparados com suas armas em punho. Suor descia de suas faces.

Músculos tensos aguardando o momento de agir. Homens que se prepararam

para estar ali ou em qualquer outra operação, mas na hora é como se fosse a

primeira vez.

Havia Sempre um misto de nervosismo e ansiedade.

Conrado consentiu, e no mesmo momento todas as equipes que

estavam à espreita, adentraram no local determinado à procura dos

traficantes, mercadorias, etc.

— Polícia! Polícia Federal! Mãos para cima!

Num galpão afastado como tinham estudado pelo informante, estavam

os trabalhadores fazendo a endolação. Eles estavam sendo vigiados por uns

sete homens armados todos aparentando terem mais de 20 anos. Esses

agentes pegaram eles tão de surpresa que não puderam reagir. Enquanto os

trabalhadores foram logo se jogando no chão com as mãos na cabeça, os

bandidos ficaram estáticos com as mãos para cima. Uns jogaram armas no

chão à pedidos dos policiais. Foram rendidos e algemados.

O comboio que havia ficado para trás já estava fechando o cerco lá

fora. Policiais com cães entravam nos locais para procurar entorpecentes e

esconderijos. As equipes de retaguarda iam ao encontro dos agentes que

ainda estavam à procura de fugitivos. Alguns adolescentes foram

apreendidos em um outro galpão, mulheres apareciam chorando. E até

algumas crianças pequenas estavam por ali. Com certeza filhos de alguns dos

traficantes ou trabalhadores.

Dane se direcionou para o galpão principal com sua equipe. Neste

galpão era esperado encontrar a maior parte das armas e principalmente os

traficantes em maior número. Era este o local onde provavelmente estaria

também o traficante mais importante, o responsável por todo esse esquema


de venda e receptação de armas, drogas e mercadorias piratas. O Chefão. A

equipe de Conrado principal foi destinada para esse local. Conrado levava

com eles os melhores, Léo estava lá.

A movimentação fora dos galpões estava bem diferente de quando

eles chegaram. Dane e os outros escutaram alguns tiros. Automaticamente

eles se esgueiraram pelos cantos, olhando para todos os lados com armas

apontadas. Havia algum atirador perto os vendo. Mas ele atirava mal a certa

distância, para a sorte dos agentes Hélio velho de guerra, tinha uma mira

impressionante. Mesmo ainda na escuridão da madrugada, localizou o

indivíduo escondido atrás de uma árvore, na certa fugindo, e atirou. Atingiu o

ombro do braço que ele empunhava a pistola. Ao ser atingido deixou cair a

arma e começou a correr para mata. Dane olhou para um dos seus policiais e

disse:

— Vai Mattos e leve mais um contigo, cuidado e traz esse verme

preso.

Em retirada os agentes foram em busca do fugitivo. Enquanto isso,

Dane e os outros continuaram a seguir para o galpão principal, ouviram

alguns gritos e xingamentos. Quando já iam entrar no primeiro pavimento

escutaram tiros e pior um palavrão gritado, que Dane reconheceu sendo a voz

de Léo. Rapidamente Dane e sua equipe abriram a porta e entraram em

posição defensiva, olharam em volta e não viram nada. A não ser uns vinte

caras de costas na parede e mãos na cabeça. Agentes faziam a revista neles e

os algemavam depois. Algumas mulheres que pareciam prostitutas, algumas

até bem drogadas sendo vigiadas e atendidas por outra equipe. Em volta se

via muitas armas e drogas. Nada exatamente como eles ainda esperavam

achar. Não avistando Léo e nem Conrado, Dane sentiu seu estômago doer.

Nervoso, perguntou para um policial parceiro da equipe de Conrado que

estava descendo às escadas:


— Rômulo, onde estão Conrado e Léo?

Rômulo secou o suor na testa com o braço e olhando Dane acenou

com a cabeça para a parte de cima do galpão dizendo:

— O chefão que estamos procurando fugiu feito uma galinha quando

nós entramos. Conrado deu voz de prisão, os soldadinhos de chumbo dele

logo se renderam, mas ele nem se importou, mandou Conrado tomar no cu e

seguiu lá para cima. Léo, eu e Conrado fomos atrás, o bandido deu um tiro

que acho, acertou Léo que quase caiu da escada, achamos que foi de raspão,

pois Léo se levantou xingando e seguiu atrás do filha da puta. Conrado não

deixou Léo ir sozinho, mandou eu voltar pra cá e foi atrás. Acredito que eles

devam estar seguindo para mata, pois eles pularam pela janela de trás. Sorte a

nossa que esses babacas soldados daquele vagabundo se renderam. Senão ia

ser uma guerra. Muitas armas lá em cima chefe.

— OK Rômulo, se está tudo sob controle por aqui vou com minha

equipe dar cobertura para Conrado e Léo. — Completamente inquieto, Dane

deu as ordens. Não podia imaginar Léo numa perseguição atrás do Chefe do

bando no meio da mata e com Conrado o cobrindo.

Hélio, preciso de você lá em cima na janela com a sniper. Dantas

mobilize os homens e vamos comigo tentar encurralar aquele filha da puta.

De repente, tiros. Rajadas. Explosão de bomba. O barulho vinha de

fora.

Rapidamente Dane se direcionou para porta dos fundos. Olhou para

cima e chamou Hélio perguntando:

— E aí Hélio, vê eles, para onde foram. Tem como atirar?

— Vejo, mas não está tão nítido. Uma bomba de gás foi acionada.

Parece que o chefe deles encontrou mais alguns capangas e estão atirando na

direção de Conrado que está escondido atrás de uma árvore. Não vejo Léo.

Mentalmente Dane xinga um palavrão indescritível. Transtornado


grita com Hélio:

— Porra Hélio, diz logo onde eles estão.

— À sua direita, após aquelas árvores maiores. Vão que eu dou

cobertura.

Assim que Hélio terminou de falar Dane e os outros agentes seguiram

na direção em que estava ocorrendo um tiroteio. Se esgueirando pelas árvores

Dane já podia escutar os gritos entre Conrado e os fugitivos.

— Hijos de puta policía cree que me va a coger. (Policiais filhos da

puta acham que vão me pegar). — Dizia o Chefão bem alto e dando tiro a

ermo.

A equipe de Dane encontrou Conrado, e atirando derrubaram um,

colocando os outros dois para correr. Dane se posicionou ao lado de Conrado

e perguntou:

— Onde está o Léo?

— Sei lá, aquele idiota não ouviu minha ordem e veio correndo. Eu

sabia que aqui fora podiam ter alguns bandidos escondidos. Eu vim atrás e

estava certo, o Chefão encontrou com uns dois caras, eles começaram a atirar,

eu atirei de volta e me protegi. Léo não atirou porque sua arma caiu quando

pulou lá do galpão, ele se esquivou para o outro lado. Quando fui procurar,

Léo já não estava mais. Até acho que ele pode ter ido para aquela direção,

pois eles por um momento deixaram de atirar em mim, e atiravam para lá. Ele

deve ter corrido pra se proteger, essa hora ele já deve estar em casa. —

Respondeu ofegante deixando escorrer o veneno no final.

— Merda. Ele não estava com nenhuma arma? — Resmungou Dane.

— Não. Você o conhece, ele só usa aquela Taurus 24/7. Avisei que

nessa missão deveria estar mais carregado, mas não me ouviu. Mesmo assim

dei um fuzil para ele, que largou quando levou o tiro na escada.

Enquanto falavam iam se movimentando em direção aos fugitivos.


Chegaram ao que foi alvejado, esse não tinha mais jeito. Dane passou um

rádio para outra equipe avisando onde estavam para mandar agentes para lá e

um comboio para a estrada que cortava a mata nos fundos. Se tiverem sorte

quando os bandidos chegarem lá terá uma recepção calorosa. Dane tentou

mirar para acertar um dos fujões, mas não acertou. Olhava para todo lado

para ver se via algum sinal do Léo. Temia que ele pudesse estar gravemente

ferido e jogado em algum canto. Passou novamente um rádio para a base

pedindo para que fizessem buscas por ali e trouxesse reforços médicos, além

de um meliante havia também um possível policial ferido. Chamou Hélio

pelo rádio, o perguntando se via Léo de lá ou se ele havia voltado. Sabia que

era errado ele no meio da ação pensar em Léo, mas porra ele era seu irmão,

não conseguia ser frio a esse ponto. Porém Hélio não deu a resposta que ele

queria ouvir.

Os homens que estavam com ele começaram a se afastar para tentarem

encurralar os dois que fugiam. Quando eles pararam de atirar, os agentes

entenderam que deve ter acabado a munição deles.

— Essa é a hora de atacar, vamos, não podemos deixa-los escapar. —

Falou Dane.

Do nada Dane e seus parceiros viram que um soldado do Chefão caiu

no chão com um grito. Eles pararam e olharam em volta, não entenderam

nada, o Chefão continuava a fugir. Com a mata alta não deu para identificar o

que aconteceu, talvez um buraco, um tropeço. Hélio não poderia ser, estava

muito longe. Chefão excomungou o soldado caído e seguiu fugindo. Os

agentes continuaram, uns pararam para prender o que havia caído desmaido.

Conrado o olhou e viu que seus pés estavam algemados pelos tornozelos. De

repente outro grito seguido de palavrões em espanhol. Dane e Conrado

rapidamente olharam na direção do fugitivo e continuaram a correr em

direção ao Chefão. Viram que ele caiu, mas logo se levantou e começou uma


briga corpo a corpo com alguém, um agente.

Logo Dane percebeu quem era. Léo. Ele provavelmente se protegeu da visão

e tiros dos marginais, mas continuou seguindo eles até que tivesse a

oportunidade de ataca-los. "Boa Léo!”, Dane pensou.

No horizonte o amanhã surgia, os raios do sol já clareava o que antes

era só escuridão. Com o iluminar do dia Dane viu o sangue escorrendo no

braço direito de Léo. Justo o braço que ele usava para bater. O idiota se

enfiou numa briga assim mesmo. O bandido deu um chute na altura do ombro

de Léo machucado. Léo rosnou de dor. Mas não se abateu e tentou com o

outro braço imobilizar o indivíduo pelo pescoço, quase conseguiu. O infeliz

saiu do agarre e socou o rosto do Léo, que cambaleou para trás. Mesmo

estando visivelmente sem forças se armou e com um impulso deu um pulo

com os dois pés no peitoral do Chefão. Os dois caíram no chão entre a mata

alta. Dane e Conrado já não viam mais nada. Alguns metros próximo a eles

Dane deu voz de prisão ao imbecil. Com armas em punho os dois foram o

espreitando aos poucos.

— Pode parando Chefão, aqui é a federal você está preso. Nem

levanta, põe as mãos na cabeça, acabou pra você. — Deu voz de prisão Dane

acompanhado de Conrado.

Um vento frio da manhã soprou em sua face. Nada que Dane passou

na vida o preparou para o que ele veria naquele instante.

Miseravelmente ele assistiu Léo se levantar imobilizado, com o Chefão em

suas costas empunhando uma faca de caça em seu pescoço. A lâmina

reluzente a luz do sol da manhã. O canalha que empunhava a faca usava o

corpo do Léo para encobrir o dele. Não sobrando brechas para um alvo.

Com o impacto de ter caído no chão e muito fraco, Léo não teve

forças para levantar imediatamente e algemar o delinquente que se aproveitou

de sua fraqueza e o atacou ao ouvir a voz de prisão, o fazendo de refém. Léo


estava abatido, sua pele bronzeada estava branca que nem cera. Os olhos sem

brilho. Rosto inchado pelos socos trocados. Sangue em suas roupas misturado

com mato e terra. E ainda estava sem o colete à prova de balas que retirou

para correr mais rápido. Apesar de ainda tentar sair do aperto do bandido não

conseguiu esconder a dor em seu semblante.

— Y ahora, sólo para aquellos. (E agora, acabou para quem.) —

Gritava o Chefão com satisfação.

Nesse momento Léo deu um solavanco com a última de suas forças

tentando se livrar. Não conseguiu. Apenas ganhou um pequeno rasgo em sua

garganta. Um fio de sangue desceu dali. Dane deu um passo a frente, mas

Conrado o segurou com a mão.

— O imbecil, sabemos que fala nossa língua então vamos conversar.

Acho melhor soltar o agente. Não vai querer a morte de um policial em suas

mãos. Vai por mim. — Disse Conrado ao traficante, ainda empunhando sua

arma na direção deles, buscando mirar o meliante.

— Veja Chefão, largue o agente e nós deixamos você fugir. — Falou

Dane tentando esconder o tom de súplica.

Chefão deu uma sonora gargalhada e respondeu em bom português:

— Você acha que eu sou burro ou quê? Assim que liberar esse idiota

vocês me matam.

Olhando em volta Dane não via mais ninguém. Só ele e Conrado. Se

pelo menos Hélio estivesse aqui com certeza ele conseguiria meter uma bala

no meio da cabeça do bandido. Sua arma devia ter apenas mais uma ou

duas balas. E Conrado não era uma opção tendo em vista que Léo estava

servindo de escudo. Sem saber o que fazer já ia pôr sua arma no chão, quando

viu que o traficante pressionou a faca na ferida feita no pescoço do Léo

tirando um suspiro doloroso do seu amigo.

— E aí canas idiotas, vai ser do meu jeito ou esse merdinha aqui vira


presunto. Passa um rádio e pede para deixarem um carro na estrada à 2km

daqui, vocês me jogam suas armas e eu e meu novo amigo aqui vamos até lá.

Se não tiver nenhuma surpresa me esperando, largo ele lá e sumo.

Mesmo na situação em que Léo se encontrava ainda teve audácia para

opinar:

— Eu não vou a lugar nenhum com você, imbecil. Atira Dane.

Ao terminar de falar deu um pisão forte no pé do bandido, que

vociferou uma praga e deu uma facada por trás de Léo no lado das costas

abaixo das costelas. No mesmo momento Conrado olhou para Dane e disse:

— Eu acerto ele Dane. Tá na mira.

Dane desnorteado, não conseguia viabilizar Conrado atirar na direção

do seu amigo. Mas diante da situação de extrema necessidade não viu

escolha.

— Eu mato você aqui mesmo se errar.

Conrado sorriu de lado, não perdendo o seu lado cínico e

escorregadio.

— Só não prometo que a bala não passe de raspão na carinha bonita.

Arregalando os olhos entre seu amigo, o bandido e Conrado, Dane

não teve escolha e antes que o traficante volta-se a posição anterior que o

deixava mais protegido, focou nos olhos de Léo, que tentava administrar a

dor que sentia e aquele entendimento natural que havia entre eles dois

apareceu em melhor hora. Dane se virou para Conrado e disse:

— AGORA!!

Automaticamente o disparo foi feito na direção dos dois. Vítima e

bandido. Em fração de segundos Léo conseguiu se abaixar com muito esforço

deixando o Chefão sob a mira de Conrado que foi certeiro. Cravou uma bala

no meio da testa do traficante que não teve chances de reagir. Seus olhos

ficaram apáticos assim que a bala se aprofundou em sua cabeça. Seu corpo


caiu como um saco de batatas podres no chão. A faca que ainda reluzia a luz

do sol, tombou junto ao corpo inerte que antes a comandava.

Dane correu em direção ao seu amigo que também caiu no chão ao

lado do seu algoz. Léo estava com a mão na ferida em suas costas, o impacto

fez sua ferida doer ainda mais. Enquanto Dane fazia uma avaliação nas

feridas de seu irmão, chamava pelo rádio ajuda o mais rápido. Pela sua

avaliação tanto o tiro quanto a ferida não foram profundos, mas ficariam

marcas. Léo estava cansado, também depois de tanta ação não poderia ser

diferente.

— Léo seu filho da puta, eu mando você se cuidar e você leva um

tiro, pula de um segundo andar e perde as armas, ainda corre atrás de três

bandidos armados no escuro pela mata e como se não bastasse ainda se enfia

num mano a mano todo fudido e por fim coloca sua vida nas mãos de quem

eu pedi para não pôr. Qual a parte de se cuidar que você não entendeu? Tá

querendo se matar?

— Ah, brother... Foi foda... Adrenalina pura. Quando eu vi eu fui... Tá

doendo pra caralho. Você deve estar com inveja que ganhei uma marquinha

sexy para nossa Nininha fazer carinho.

— Com certeza, na verdade eu tô preocupado com o que ela vai fazer

com você quando souber como conseguiu essa marquinha. Eu não vou te

defender.

— Aiiiiii, merda... Vamos apenas dizer que foi ossos do ofício.

— Léo eu estava em pânico sem saber o que tinha acontecido contigo,

porra você deveria ter mais cuidado.

— E deixar esse bosta solto. Não. Fiz o que tinha que fazer. E

Conrado também.

— É eu sei. Mas você não sabe o quanto foi duro pra mim permitir

que ele atira-se. E eu só confirmei porque nós nos entendemos no olhar.


— É eu entendi que vocês iam tentar atingir o idiota e que eu deveria

tentar sair da reta, e consegui.

— Pois é, e se tivesse acontecido o contrário Léo, não sei o que faria.

— Não chore viadinho, não vamos pensar no que aconteceria e sim

no que aconteceu. Para sua sorte ainda verá minha bunda branca enquanto

estivermos com nossa mulher por muito tempo. Não vai se livrar de mim

assim tão fácil.

— Estou morrendo de felicidade, agora me conta, você correu por

essa mata igual uma gazela saltitante não foi? Em seu habitat natural.

— Te conto assim que eu me curar, e puder lhe dar umas porradas.

Agora tô um pouco cansado.

— Descansa irmão, a ambulância já está chegando.

Conrado lidava com o corpo do bandido, revistando e confirmando se

estava morto mesmo. Após isso olhou para onde Dane estava segurando Léo

e perguntou:

— E ele como está?

— Péssimo, acho que perdeu sangue. E toda essa correria e luta deve

ter deixado ele mais fraco. Já chamei a ambulância. Mas pude ver que as

feridas não estão tão profundas. O que é bom.

— OK, vou chamar a perícia, verificar se está tudo terminado e

depois começar meu relatório.

Ao fundo ouvia-se o barulho da ambulância chegando. Acompanhado

de algumas viaturas. Logo Léo era atendido. Dane falou com os oficiais sobre

o saldo da operação.

Apenas duas mortes, o Chefão e um de seus soldados na mata e dois feridos,

o bandido que Hélio acertou e Léo. Ao todo, quase cinquenta pessoas presas

entre traficantes e suspeitos. Toneladas de drogas apreendidas. Bebidas e

cigarros falsificados aos montes. E o principal, todo arsenal de armas desse


grupo confiscadas. Sucesso total. Nenhum inocente ferido. Nenhum policial

morto. Apenas Léo cabeçudo que não desistiu enquanto não pegava o

Chefão. Da maneira dele conseguiu e quase teve Dane infartando junto.

Na maca entrando na ambulância Léo chamou Dane:

— Brother tu sabe que Conrado apesar de tudo salvou minha vida.

Aquela escória iria me matar se ele não fosse certeiro, agradece a ele.

— Léo ele não fez mais que o trabalho dele. Não poderia esperar

menos do que isso.

— Imbecil...

— Vai Léo, quando eu terminar os relatórios aqui eu te encontro no

hospital. E vai pensando em como vamos contar sobre essa sua nova

marquinha "sexy" para Nininha, ela vai se assustar.

Os bombeiros fecharam a ambulância que seguiu rumo ao hospital. O

complexo de galpões foi completamente tomado por várias equipes que

faziam o balanço e seus relatórios. Caminhões chegavam para transportar os

ilícitos apreendidos. Ônibus também tiveram que prestar o serviço de

carregar os presos. Algumas vans levavam mulheres, crianças e adolescentes

para casas de apoio onde receberiam aconselhamento social e seriam

encaminhadas para abrigos se não tivessem para onde ir.

Já no fim da tarde exausto, Dane terminou seu trabalho naquela

operação passando para o encarregado daqui para frente. Foi cumprimentado

pelos agentes ainda presentes, e retornava com frases do tipo "se não fossem

vocês eu não conseguiria sozinho". Seu corpo não estava cansado, sentia era

uma fadiga mental. Não via a hora de sair dali e ver seu amigo. Recebeu

mensagem dele dizendo que já havia levado um milhão de pontos e estava

pronto para ir para casa. Contrariando as intenções médicas.

Seguindo para uma viatura bebendo uma água mineral Dane viu

Conrado parado encostado num caminhão fumando seu cigarro. Pensando no


que Léo disse, tinha que assumir que estava certo, se não fosse Conrado

talvez seu amigo não estivesse mais aqui. Chefão não largaria ele ao pegar o

carro para fuga. Esse tipo de bandido não tem o que perder. Conrado foi

absolutamente perspicaz e eficiente. É um trolha, mas fez o que se esperava

dele. Foi se aproximando a ele.

— E aí Conrado, conseguiu fazer seu relatório?

— Sim. Quer ver antes de eu entregar ao encarregado?

— Não será preciso. Na verdade eu vim para agradecer o que você fez

por Léo. Sei reconhecer um bom trabalho.

Tragando seu cigarro, sorrindo de lado, Conrado respondeu:

— Você não precisa agradecer, não fiz mais do que honrar o que

tenho entre as pernas e fazer o meu trabalho. Para mim não conta quem eu

salvei e sim quem matei, o Chefão, traficante mais procurado da fronteira.

Acho que isso acrescentará meu currículo. Não somos amigos Dane, mas

acho importante deixar uma coisa bem clara apesar das minhas diferenças

com vocês, meu trabalho vem a frente de tudo. Jamais colocaria ele em risco

por conta de desafetos. Como disse, eu só fiz o meu trabalho e ainda bem que

fiz certo porque se eu tivesse atingido o Léo eu estaria morto agora né

mesmo?

— Sem sombra de dúvidas. E para deixar claro, apesar de eu e Léo

termos sido beneficiados pelo seu trabalho bem sucedido, ainda sou seu chefe

e como um bom chefe parabenizo você pelo seu serviço, hoje foi de grande

serventia. E ainda bem que disse de suas diferenças com a gente, quero

registrar que para nós não existe diferença, não existe nada. Bom descanso.

Em pensamento Dane dizia que mataria Léo por lhe fazer achar que

aquele trolha merecia um obrigado. Porém o que tinha que ser dito foi dito. E

apesar de Conrado ter salvo seu amigo ainda sim deixou bem claro que não

era confiável. A não ser se seu trabalho estiver em pauta. Um grande saco de


merda.

Pegou uma viatura chamou alguns agentes que iriam embora e dirigiu

até o hospital. Deixou a viatura com um dos policiais e ficou no hospital com

Léo. Chamaria um táxi se preciso. Na recepção se identificou e uma

enfermeira cheia de boa vontade o levou até o quarto em que Léo estava.

Ela entrou com Dane e foi verificar a temperatura de Léo. Dane achou

que ela queria era motivo para toca-lo. Dane sorriu com a cara feia que Léo

fazia para ela, pobre coitada. Em outros tempos atenciosa como ela está, já

estaria sentada em seu colo tentando convence-la de uma futura noite a três.

Dane achava engraçado pensar isso e não sentir nenhuma saudade se quer

deste tempo. Na verdade diante de seu amigo no hospital e uma missão

complicada como a que acabou de acontecer, nada seria melhor do que

receber um abraço, um afago gostoso de sua menina. Eles dois precisavam do

colo dela.

— Ele está bem enfermeira?

— O sim, sim. Quer dizer, talvez precise de acompanhamento de um

profissional em casa para ajudar com os curativos. Mas fora isso está ótimo.

O doutor disse muito a contra gosto, que quando acabar este soro ele pode ir.

Seu amigo é muito teimoso.

— É eu sei, muito teimoso. Aposto que não ligou para nossa noiva

para avisar que estava no hospital.

— Nossa... Noiva?!?!

— Sim. Nossa noiva, a mulher de nossas vidas, aquela que nos tomou

e não deixou mais espaço para ninguém.

— Oh! Ah! Bom, estarei no posto se precisar.

Léo ficou rindo olhando para porta fechada. Coitada da menina, mas

estava difícil manter as mãos longe dele.

— Brother falou tudo. Mas quanto a ligar, falarei com ela amanhã


mais descansado. Tô doido para ir para casa, vamos.

— Vamos, assim que acabar seu soro teimoso.

— Ah, é. E como ficaram as coisas lá nos galpões?

Sentando na poltrona de visita, Dane começou a falar como ficou o

desfecho da operação. Léo vibrava com o grande sucesso atingido. Contou a

Dane como foi tudo o que aconteceu nos mínimos detalhes. Dane soltava

vários palavrões.

Contudo, o que eles estavam querendo era ir para casa descansar. O

soro estava no fim, Dane chamou a enfermeira que prontamente veio e

retirou às agulhas de Léo liberando ele para casa.

Dane ajudou Léo a sair da cama e se vestir. Ele recusou a sair de cadeira de

roda do hospital. Aguardando o táxi Dane voltou a perguntar ao Léo sobre

quando ia falar com a Nininha. Ele tentou desconversar e acabou decidindo

que falariam com ela amanhã ao acordar. Afinal os dois estavam muito

cansados e não conseguiriam dar a Nininha atenção que ela precisaria após

saber que Léo se feriu. Coitada com certeza ficaria transtornada, eles

imaginavam.

No caminho para casa os dois ficaram em silêncio no táxi. Cada um

lembrou de quando andaram de táxi com sua Nininha. Do calor que sentiram,

da energia emitida dos laços se formando entre os três. Eles se entre olharam

e riram juntos a sintonia era perfeita entre eles, um via na cara do outro o que

estavam lembrando.

— Brother, estou morrendo de saudades da minha princesa.

— Eu sei irmão, me sinto da mesma forma. Falta pouco tempo para

nos encontrarmos de novo.

— É verdade. Então precisamos pensar numa surpresa melhor do que

a que fizemos aqui para pedi-la em casamento. Mas antes precisamos

conversar, nós dois. Que história é essa de você ter beijado a Lia na agência.


E por que você não me contou? Temos que nos entender em tudo Dane,

porque se um fracassar com ela quem perde são os três. Eu não te perdoaria,

brother.

— Conversaremos Léo, assim que chegarmos em casa. Preciso de um

banho, comer e uma cerveja gelada. Não levei um tiro nem uma facada, mas

estou completamente abalado psicologicamente. Você sabe o quanto eu fugia

de qualquer tipo de sentimento, e agora que me abri para minha menina, para

nosso relacionamento, me sinto confuso diante de tudo que estou sentido.

Novos medos, novas emoções que eu não tinha contato. Agora estão todos

vindo à tona.

— Tá certo Dane, mas ultimamente você tem deixado tudo para

resolver ou falar depois. Isso pode se tornar uma bola de neve. Eu estou aqui

você pode e tem liberdade para falar comigo quando quiser.

— Eu sei. — Respondeu suspirando.

— Bom que sabe. Antes de você dizer qualquer coisa, eu sei que Lia

deve ter de alguma maneira te encurralado para te tomar um beijo, é a cara

dela.

— Foi exatamente isso. E eu me senti um sujo. E quando cheguei em

casa você estava fazendo aquele macarrão e combinando em trazer nossa

menina, achei o que aconteceu com Lia tão insignificante que nem comentei

com você. Foi muito melhor falar da surpresa, do presente do que qualquer

outra coisa. Achei que se não falasse fosse parecer não ter acontecido.

Desculpa mano.

— Tá tranquilo. Mas tudo que acontecer nós temos que saber para

tentar resolver juntos, pessoas como Lia e Conrado existem aos montes.

Dane, ninguém está livre da maldade de pessoas assim. Não podemos criar

armas contra nós mesmos.

O táxi estacionou em frente a casa dos meninos. Dane pagou ao


taxista e ajudou o Léo resmungão a sair do carro. Brutus os recebeu dando

uma atenção maior ao Léo. Já em casa Léo ligou a TV na sala e se deitou no

sofá. Mesmo sofá que há alguns dias atrás sua princesa era prensada por seu

amigo que dava lambidas em seus seios. Ele podia jurar que sentia o cheiro

dela. Dane subiu levou seu tempo no banho, se trocou e desceu.

Jogou um shorth para Léo trocar a roupa e o telefone de pizza delivery para

ele fazer o pedido. Depois foi à cozinha buscar uma cerveja. Sentando ao

lado de Léo dando uma bela golada matando seu amigo de inveja, suspirou e

disse:

— Falta alguma coisa não é?

— Com certeza. Nossa princesa.

36: Amor + distância= Saudade

A agência estava uma loucura com tantos relatórios para

revisar e preencher. Dane estava finalizando toda sua parte burocrática, mas

queria estar a par também do caminho no qual todos os objetos apreendidos

tomassem daqui para frente. Não adiantaria de nada todo seu trabalho e de

seus parceiros, se houvesse algum desvio dos ilícitos. Sabia que poderia

acontecer. Afinal, são muitas pessoas dos dois lados da fronteira lidando com

toda a logística do que foi apreendido. A ideia era de que drogas e

mercadorias piratas fossem incineradas.

Já as armas e munições, foi


constatado que boa parte eram de uso exclusivo das Forças Armadas. Com

uma nova lei em andamento algumas das armas pesadas obtidas seriam

encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército, no prazo de

alguns dias, para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às

Forças Armadas. Na cabeça de Dane seu trabalho só seria consumado quando

tivesse certeza de que cada objeto foi encaminhado para o fim determinado.

Parando para um café na sala de reuniões, foi cumprimentado por um

dos agentes que estaria agora responsável pelos próximos passos da operação.

Entrando na sala foi dizendo:

— Parabéns agente Dane, essa operação tirou das mãos dos bandidos

uma quantidade expressiva de armas e drogas, fora mercadorias piratas. Sem

dúvidas uma operação de sucesso. E cá entre nós, o melhor disso tudo foi ter

mandado aquele filho de uma puta pró quintos dos infernos. E então, cadê o

agente que acertou uma bala na testa do traficante mandando ele ir conversar

com o patrão dele no inferno?

À essa altura do campeonato, quando Dane já estava dando graças por

saber que em breve se veria livre de Conrado, iria ter que bem dizer sobre

ele? Engolir que agora era o novo herói do pedaço. Puta que pariu, Pensou.

— Ah! E pelo que li no relatório ele ainda salvou um de seus agentes

não é mesmo? — Continuou o infeliz se servindo de um copo de café

também.

Em uma postura bem profissional, Dane tentou falar sobre o trabalho

de Conrado que foi realmente bem realizado. E ainda por cima salvou seu

amigo das garras do bandido. Mas não pôde deixar de enfatizar que o mesmo

só foi executado, como também poderia ter sido preso, porque Léo os levou


até ele. Até mesmo o próprio Conrado tinha desistido dele quando o bandido

se atirou da janela do galpão fugindo em direção à mata. Se não fosse por

Léo ter insistido, talvez o chefão nem estaria morto, muito menos preso.

— É verdade, vi isso no relatório também. Rapaz de coragem e sorte,

mas é uma pena que devemos perder tanto ele quanto você para a Federal do

Rio de Janeiro. Soube pelo encarregado. Saiba que vocês estarão sendo muito

bem indicados, ainda mais pelo envolvimento de vocês dois para o desfecho

de grande sucesso desta operação. Como também é bem provável a

indicação de Conrado para sua posição nesta agência.

Que conversinha fiada é esta. Mas Dane não poderia sair correndo.

— Bom obrigada, é bom sermos avaliados por nosso trabalho. Se

somos bons devemos ser reconhecidos. Acredito que seja o que estiver

reservado para mim e Léo no Rio será o melhor com certeza. E a esta

agência, que se caso venha ter o Conrado como um dos chefes de operações,

que continuem fazendo o melhor trabalho possível pela comunidade e a

sociedade em si. — Respondeu Dane se sentando à mesa.

— Isso quer dizer que você indicaria o agente Conrado para esse

cargo?

Mas que merda, o que esse cara queria? Dane já não aguentava mais

esse papinho. Achou melhor não criar mais assunto, ainda mais um assunto

que tivesse como pauta o Conrado. Na certa esse agente soube do embate que

ouve entre os dois e queria assuntar. Pensava Dane.

— Mas é claro, por que não? Conrado já mostrou o quanto é bom no

que é proposto a fazer. Estava envolvido em todas as operações de êxito desta

agência, a maioria comigo. Acredito que se ele se mantiver empenhado em

suas atribuições fará um bom serviço.

O agente fez uma cara de entendimento para Dane e se sentou na

cadeira à sua frente. Já sem perguntas a fazer. Também Dane fez questão de


mostrar que estava ocupado reiniciando seu trabalho de antes dele chegar.

Então o agente fez o que era designado e junto com Dane foi repassando

detalhes dos serviços que foram feitos e o que deveriam ser agora através

dele.

Ao final de algumas horas ininterruptas analisando, escrevendo,

separando papeladas e falando somente sobre o trabalho, deram por

encerrado as atividades. Então Dane falou:

— Como te disse antes, a maioria dos agentes estavam de folga, por

isso você não conheceu Conrado hoje, mas me parece que sexta eles vão

todos se encontrar para uma cerveja num bar aqui próximo. Sabe como é,

comemorar o sucesso do serviço e contar e recontar às histórias que

aconteceram durante ele. Está convidado, Alencar. Só não te dou certeza se

vou, pois vou depender se Léo estará bem para ir também.

Alencar esboçou um sorriso satisfeito aceitando o convite. Nada

melhor do que umas cervejas e histórias policiais.

— Ótimo Dane, será bom pra eu interagir com o pessoal, pois

passarei umas duas semanas por aqui levantando os dados da operação.

Talvez até menos né, porque você já têm tudo bem mastigado, bom trabalhar

com você, sentirei falta. E aliás esqueci de perguntar como vai o Léo. Vocês

moram juntos não é?

Levantando da mesa arrumando tudo, Dane fez uma cara meio

preocupada ao dizer para o agente questionador sobre como havia deixado

Léo em casa.

De manhã quando acordou encontrou Léo deitado no tatame com uma

bolsa de gelo na cabeça. Dizia que estava com dor de cabeça e não conseguiu

dormir direito. O puto do Chefão lhe acertou em cheio, as marcas roxas em

sua face estavam mais aparentes após a noite mal dormida. Dane ajudou a

trocar os curativos e lhe lembrou que o médico havia lhe dado uma receita


com remédios caso sentisse dor, analgésicos e calmante para dormir um

pouco. Geralmente policiais após um trauma como esses necessitavam de

alguma ajuda para dores e para dormir melhor durante um tempo. Mas não o

fodarel do Léo, que não quis comprar os remédios deixando Dane puto da

vida, indo trabalhar preocupado. No meio do dia Dane ainda ligou para casa e

conseguiu falar com ele, queria saber se ele já tinha falado com Nininha, o

que não tinha acontecido ainda. Deu a desculpa que não estava muito bem e

que comprou os remédios, ia tomar e tentar dormir um pouco. Queria falar

com ela quando estivesse se sentindo melhor, já seria difícil falar sobre o que

aconteceu ainda mais com dores. Ela poderia ficar mais preocupada por estar

longe e não ter certeza de como eles estavam de verdade. Todavia Dane sabia

que tudo isso ainda era pior, eles só adiariam o inevitável. A distância

realmente era um problemão para qualquer relacionamento. Porque mesmo

não querendo, as pessoas tendem a cometer pequenos deslizes como deixar

de comentar alguma coisa, ou fazer algo parecer desimportante só porque a

distância permite.

No fim, isso pode causar um transtorno bem maior do que o esperado.

Mas Dane e Léo tentavam levar às coisas de uma maneira que não afetasse

seu amor que estava tão longe deles.

Chegando em casa ainda muito cansado, Dane foi à procura de Léo. O

encontrou no quarto dormindo, pesadamente. Viu na cômoda os remédios,

com certeza havia tomado. Pensou que era melhor assim, pelo menos

dormindo ele daria o tempo preciso para seu corpo se recuperar da correria e

luta em campo. O ar condicionado estava no talo e Léo todo encolhido no

meio da cama. Edredom no chão e o besta como sempre apenas de box. Dane

balançando a cabeça negativamente pegou o edredom e o cobriu. Colocou as

costas de sua mão na testa do amigo para verificar se havia febre. Agradeceu

ao constatar que não havia. Saiu do quarto fechando a porta e foi para o seu,


para um banho.

Tirando às peças de roupa que cobriam seu corpo, via Nininha em

cada canto do seu quarto. Isso fazia com que seu membro latejasse de

saudade. Após a vinda de sua menina à sua casa, ao seu quarto e

principalmente na sua banheira, ele não conseguia mais deixar de imaginar

ela ali de novo. Só havia falado com ela antes da operação, sentia muita falta

dela como nunca sentiu de ninguém antes. Pensou em ao sair do banho ligar

para ela, mas ao mesmo tempo não sabia o que dizer. Ela iria querer saber do

Léo também e as coisas poderiam se complicar. Achou melhor então esperar

o sono da beleza do Léo acabar para juntos falarem com ela, seria menos

pior. Eles haviam conversado com ela que talvez poderiam ficar dias sem se

falar. E pelas suas contas, acreditava que em menos de um mês eles estariam

indo em definitivo para o Rio, talvez Léo antes dele. Pelo menos ela não

estaria sozinha.

Sem fome, só desceu para alimentar Brutus e fechar à casa. Tomou

um copo de suco e subiu para seu quarto. Para ele agora só restava deitar em

sua cama e adormecer lembrando dos detalhes do rosto de sua menina, da

textura de seus cabelos longos, do brilho no olhar de quando ela sorria para

eles e do toque de suas mãos em sua pele sedosa, que se arrepiava a cada

arrastar de seus dedos. Enrolado em seu lençol que ainda carregava o cheiro

dela, se deliciou abraçando o travesseiro em que ela dormiu. Suspirando

contava às horas para começar a viver os melhores dias de sua vida. Tomado

de pensamentos futuros decidiu amanhã mesmo começar a pesquisar lugares

dos quais ela comentou gostar, para verificar a possibilidade de transferência

para alguma dessas áreas e comprar uma casa linda para eles morarem, e nela

faria um estúdio para que ela se dedica-se à pintura que tanto gostava. Pensar

nela aliviava a saudade. Pensar neles três juntos o mantinha forte para

qualquer coisa. Só mais alguns dias Dane, só mais alguns dias. Dizia para si


mesmo até pegar no sono.

Saudade dói. Saudade é nó apertado que só é desatado no reencontro.

Mas o que é a vida se não um palco para encontros, desencontros e

reencontros.

Um mundo tão globalizado e as pessoas ainda sofrem com a distância.

Não basta falar, ver, ou mandar mensagem com quem está longe, é preciso

sentir o cheiro, o sabor dos lábios, o tato do carinho, a energia que as pessoas

que sentem falta umas das outras têm quando se encontram.

Sorte daqueles que durante sua jornada podem encontrar um amor tão

único, mesmo que no meio do caminho haja distância, dúvidas, inveja,

saudade. Infelizmente nada é perfeito e por mais sorte que podemos ter ao

longo da vida haverá sempre alguma dificuldade a ser ultrapassada. Nininha

está aprendendo a lidar com a saudade sendo apenas grata por ter a

oportunidade de ter conhecido os seus meninos e por poder realmente

acreditar na esperança de passar o resto de suas vidas juntos. O que são

alguns dias diante do resto de suas vidas.

Na mesma praça de alimentação, do mesmo shopping e na mesma

mesa em que conheceu o homem que mudou sua história, Nininha viajava em

pensamentos e nas possibilidades da vida a três. Sozinha agradecia a Deus,

aos céus, ao universo por ter conspirado ao seu favor. Não poderia imaginar o

que fez para merecer.

Mais cedo foi na faculdade trancar a matrícula. Alguns professores a

questionaram, mas ela estava decidida. De lá fez o de sempre, passou nas

suas clientes e deu uma volta no shopping. Não era muito ligada à moda e

tudo o mais. Porém se sentia diferente, e a necessidade de expor isso era

grande. Entrou em algumas lojas e escolheu novas peças de roupas que

condiziam com a mulher que ela se tornou após aquele encontro há algumas


semanas atrás. Como em pouco tempo alguém pode mudar tanto? Na verdade

não é que ela tenha mudado, essa nova Nininha vivia dentro dela adormecida.

Uma mulher decidida e interessante sim. Mas no caso dela, precisou ver essa

nova mulher nos olhos de seus meninos, para que ela acredita-se nela mesma.

Como seria bom se todas as mulheres conseguissem se auto conhecer

sem precisar de ajuda. Olhar internamente e enxergar a mulher sexy,

poderosa e cheia de vida que há em todas.

Ainda muito envolvida com ela mesma e com a intenção de se

mostrar como estava se vendo agora, passou na porta de um salão de beleza.

Uma ajudinha profissional cairia bem, pensou. Ela entrou e se deu ao luxo de

fazer unhas, sobrancelhas, buço e um novo corte de cabelo. Nada que

mexesse no comprimento, porque sabia que seus namorados adoravam puxar

e enrolar as mãos entre os fios. Queria um corte para dar mais volume, altivez

e com pouquíssimas luzes nas pontas. Quando pronta se amou. O que um

bom design de sobrancelhas fazia para um rosto??.

Já havia feito sua depilação antes de viajar para reencontra-los há

alguns dias. E mesmo se tivesse precisando não ousaria fazer sem a ajuda dos

dois como Léo mencionou.

Ela sabia que para amar aqueles homens precisava se amar também.

Se sentiu especial e livre ao se olhar no espelho. Um novo olhar sobre ela

mesma.

Após o salão, antes de ir embora foi em uma loja de lingerie, escolheu

peças bem sexys e algumas para o dia a dia. Quando eles estivessem de volta

queria estar preparada a todo momento. Apesar que na maioria das vezes eles

vão rasgar suas peças íntimas ou simplesmente mantê-la sem elas, como

Dane fez na viagem do carro até sua casa. Ui calor!!

Mesmo assim não importava, ela queria mesmo sentir essas novas

peças em seu novo corpo, por esse novo ponto de vista.


Terminando, foi ao encontro de seu pai no estacionamento. Seu velho

pai ficou encantado com a nova imagem de sua garotinha, que agora virou

uma mulher extremamente confiante e linda .

Ao entrar no carro seu pai falou com ela.

— Sempre soube que esse dia ia chegar, que minha garotinha viraria

essa linda mulher.

Encabulada com o elogio de seu pai, sorriu para ele, deu-lhe um beijo

no rosto e respondeu:

— Ah pai, o senhor sempre me mimando. Seus olhos sempre vão me

ver bonita. Não vale.

— Aí está seu engano. Vejo além de meus olhos de pai. Você mudou

amor. Saiu do casulo, enxergou a mulher que havia dentro de você e está

dando a ela o espaço necessário. Espero que com esse seu auto conhecimento

te faça forte o suficiente para sua caminhada, que pelo que vejo por sua

escolha, pode ser bem difícil. Além de dois homens para dividir a vida, eles

ainda tem uma profissão de risco.

— Para pai, eu agradeço seus elogios, mas diante de tudo que já

conversamos quando voltei da viagem dispenso os palpites sobre a profissão

deles. Entendo que o senhor se preocupa comigo, o meu bem estar e o meu

futuro. Mas sabemos que nem tudo é perfeito, e além disso eles conversaram

comigo e disseram que vão pedir transferência para algo mais administrativo,

com menos perigo. Dane é o mais preocupado com isso. E Léo até disse que

mudaria de profissão se fosse necessário.

— Nossa!! Eles estão realmente empenhados em ficar com você. Isso

soa bem, mas será que funciona bem também? Meu amor, tudo é muito lindo

quando estamos apaixonados. Mas um ser humano não vive só de amor e

paixão. Precisamos nos sentir realizados também na vida social, nas amizades

e principalmente no trabalho. É claro que nem todos conseguem a realização


em tudo, mas me preocupo com o fato deles quererem mudar suas vidas por

você e depois sentirem falta. Eu verifiquei... Algumas... Coisas sobre eles e

são muito bons em ação, no campo em que trabalham agora. Eu sinceramente

acredito que eles não se acostumarão fácil a um serviço mais pacato.

Calada e pensativa Nininha olhava para fora da janela do carro, as

palavras de seu pai eram certas. Será que ela e a vida que imaginavam, seria o

suficiente para eles. Desde que se conhece por gente sentia medo por seu pai

nas ruas, e ficava chateada por tanto perigo e pelo pouco que ganhava. Os

amigos do seu pai sempre diziam que ele era o melhor da turma, mas parando

para analisar agora ela percebeu que todos os outros tinham evoluído dentro

da polícia em seus cargos e consequentemente seus salários. Só seu pai ficou

estagnado na mesma posição até se aposentar. De certo que, por sua mãe

morrer enquanto ela era muito jovem ele se dedicou mais a ela do que sua

profissão. Será que ele foi ou é infeliz por isso. Ele cuidou dela sozinho

integralmente, seu trabalho só era importante para o sustento básico dele e

dela. Sua presença em seu crescimento foi fundamental para quem ela é hoje,

e apesar da vida simples que tinham nada faltou para ela, muito menos a

presença dele e o seu amor. Então veio uma questão na sua cabeça.

— Pai, o senhor se arrependeu em algum momento após a mamãe

morrer, de ter abdicado de uma vida profissional de sucesso ou alguma outra

coisa que o senhor precisou deixar para trás, para poder cuidar de mim? Essa

escolha faz do senhor um homem triste hoje?

Tonto com a questão levantada pela filha amada, e muito ciente do

que ela queria descobrir com isso, o pai de Nininha diminuiu a velocidade e

encostou no acostamento da rua.

Se virando para ela com todo carinho do mundo e transmitindo uma

certeza absoluta em sua resposta, disse firme:

— Nunca, jamais minha filha. E para que não sobre dúvidas, você é o


meu maior legado. Nada que eu pudesse ter conquistado na minha vida

profissional seria maior do que ver você meu amor, se transformar nesta

mulher linda, inteligente, amiga, decidida, íntegra e amorosa. Quando a vida

nos levou por caminhos tortuosos tirando sua mãe de nós enquanto você era

apenas uma garotinha, a única coisa que eu jamais abdicaria seria de estar

presente na sua criação. Cada reunião de pais, festas escolares, apresentações,

e todas as outras oportunidades que pude estar ao seu lado durante toda sua

vida, me fizeram muito feliz e realizado. E nem a falta de sua mãe me fazia

triste, porque ela se fazia presente em seu sorriso. E nada me importava mais

do que te fazer sorrir. Mato a saudade de sua mãe olhando você sorrindo,

então quanto mais cosquinhas, filmes de princesas e essas baboseiras de

meninas que fazia contigo, mais me deliciava em teu sorriso. E muito mais

que tudo isso, a responsabilidade de te transformar em um ser humano do

bem, de caráter foi o trabalho mais compensador que já tive. Por todos esses

motivos, meu amor, não tem o porquê de arrependimento.

Completamente envaidecida por todo amor presente em cada palavra

de seu pai, e resgatando às lembranças das quais ele falava. Nininha segurou

a emoção e a vontade de fazer uma nova oração para novamente agradecer

por tudo em sua vida e pela sorte de ter o melhor pai do mundo.

Suspirando respondeu:

— Então pai, está aí onde eu queria chegar. Eu jamais percebi em

toda minha vida qualquer indício de que o senhor não fosse feliz ao se

dedicar a mim. Aprendi contigo que às vezes, na vida precisamos fazer

escolhas e, às vezes, escolhas bem difíceis. Abdicar de algo em troca de outro

se for por amor, é sempre a melhor escolha. Acho que nós, digo eu e os

meninos, avaliamos tudo aquilo que queremos e como queremos. E nós,

somos três pessoas diferentes com muitas coisas para serem analisadas, e

nesta analise é claro apareceram vários obstáculos. O pouco tempo que


estamos juntos não significa nada diante do amor único que sentimos um

pelo outro. Cada um terá que abdicar de alguma coisa para que esse futuro

que nós almejamos dê certo. E se formos abdicar de algo será por amor, pelo

nosso amor, pelo nosso poliamor. Posso estar romantizando tudo meu pai,

mas prefiro ser assim do que ser uma pessoa engessada que crê que o amor

não existe, que é impossível. Não quero usar as derrotas dos outros para

influenciar meu futuro, minha vida ou minhas decisões. Quero usar de

exemplo o amor que vejo nos seus olhos quando me olha, o amor das minhas

amigas, o amor dos meus meninos e tantos outros tipos de amor que vemos

no nosso dia a dia. Nunca ninguém pode ter certeza de como vai ser, mas se

tiver que tentar ou escolher, eu vou sempre optar pelo amor. Tudo é eterno

enquanto dura, e se for depender do meu amor por eles e do deles por mim,

durará para sempre.

Uma lágrima solitária descia pela face de um homem que dedicou sua

vida para criar sua filha sozinho. Fez de tudo para que em sua criação não lhe

faltasse nada. Mas sofria ao pensar que nunca poderia compensar a ausência

de sua mãe. Achava que a falta da mãe poderia causar confusões em sua

educação. Como sofreu sozinho as dores de sua filha quando em cada época

de sua vida tinha uma decepção em relação a amizades e aos primeiros

imbecis com quem ela achava ter se apaixonado. Como ele sonhou usar a

arma várias vezes. Fazia um esforço sobre humano para estar ao seu lado

sempre. Sem demonstrar cansaço. E agora, ele se via ali, dentro de seu carro

com sua filha lhe mostrando os ensinamentos que ele mesmo ensinou para

expor para ele o quanto estava decidida e pronta para viver sua vida.

Uma sensação de satisfação e trabalho concluído o preencheu.

Ela agora estava sobre seus pés e ele seria apenas um espectador de

sua vida. Mas um espectador pronto tanto para apoiar quanto para proteger,

mesmo que fosse por trás das cortinas. Levou sua mão e acariciou os cabelos


dela pensando como ela era a cópia de sua mãe. Sorrindo amorosamente e

com um olhar de admiração lhe disse:

— Você está certa. Melhor, você está pronta meu amor, meu trabalho

termina aqui. E te digo uma coisa, tenho certeza que seu futuro será grande, e

não por conta dos seus namorados, sim por conta de que você está preparada.

Tanto para o eterno enquanto dure, como para o eternamente. E você sabe, eu

sempre estarei aqui, para você e por você... E... para usar a arma se for

preciso também, é claro. Rsrs.

Dois chorões. Se abraçaram, riram e compartilharam sem mais

palavras o amor que existia entre pai e filha. Apenas no olhar e no carinho de

um abraço.

É nas adversidades da vida que somos testados. Para onde seguimos,

as decisões que tomamos, tudo isso depende do que somos como pessoa.

Escolher pelo amor não deveria ser a escolha mais difícil. E há sempre um

momento para começar, nunca é tarde. Todos vemos por aí a cada dia

homens e mulheres e, muitas vezes até crianças desacreditadas no sentimento

mais nobre que existe. A maioria das pessoas no mundo de hoje preferem

usar exemplos destrutivos do que seguir seu coração. O fato da vida de um

não dar certo não significa que o do outro vai ser igual. Cada um se empenha

em suas escolhas e em seus sonhos de maneiras diferentes, talvez por isso

resultados diferentes. A vida é sempre muito difícil de entender, mas é muito

simples de ser vivida. Se só pensarmos em amar, e nada além, o fluxo corre

naturalmente ou deveria.

No tempo que estava longe dos meninos na intenção de esquecer a

saudade que corroía seu peito, pensou muito sobre vários assuntos.

Principalmente em seu futuro e o que queria dele. Era óbvio que tinha medo


de nada acontecer como deseja, mas não seria sincera com ela mesmo se não

tentasse como seu coração queria.

Mesmo que algo não dê certo estaria pelo menos satisfeita por ter

feito como havia desejado e não de uma maneira imposta por outras pessoas,

pela sociedade em si.

Como sua amiga disse, Deus lhe deu o livre arbítrio para usar como

queria e não usaria para agradar os ignorantes, sim a ela mesma.

Chegando em casa guardou suas compras. Anotou no seu caderninho

as novas dívidas e foi preparar a janta para ela e seu pai.

Nesse meio tempo não parava de imaginar em como estariam seus

meninos. Já havia uns dois dias que não se falavam, a não ser uma mensagem

antes de eles irem realizar a operação. Não podia fingir que não estava

agoniada e louca de vontade de ligar para saber deles, se coçava para ligar.

Porém, se controlava, pois sabia que eles poderiam estar ocupados e não

queria atrapalhar. Ao mesmo tempo pensava se eles poderiam ter sido

alvejados, ou qualquer outra situação nesse sentido.

Na mesa com seu pai, mexia com os talheres em seu prato como se ali

não tivesse nada. Sem fome. Pensava se os seus meninos estavam comendo

também, se perguntando se estavam bem.

— Não vai comer, Nininha? — Perguntou seu pai preocupado.

— ...Sim pai, é que não estou com muita fome sabe.

— Hum sei, tem notícias dos dois?

— Não, só nos falamos antes deles seguirem para a operação.

— Filha, provavelmente eles te falaram que operações como está

podem levar dias, e mesmo depois, ainda tem muitas papeladas e relatórios

para preencher. E além do mais do jeito que você disse que eles são com você

eles não deixariam de te avisar quando acabasse.

— É pai, com certeza, e como dizem, notícia ruim chega rápido vou


esperar até amanhã e daí ligo para eles. Bruna e Lary me chamaram para

tomar um Chopp, querem estrear meu visual novo. Acho que vou com elas.

— Aquelas duas, rsrs. Vá sim amor, estar com suas amigas vai te

fazer relaxar um pouco e esquecer um pouquinho esses dois.

Esquecer?? Como Nininha poderia? Entretanto, sair com as meninas

com certeza a alegraria um pouquinho.

Ligou para elas confirmando e ao desligar ficou olhando para o

telefone como tantas outras vezes esperando que tocasse e que fosse eles.

Não tocou. Entrou no aplicativo e deixou uma mensagem no grupo dos três.

@Nininha: Oi, saudades de vcs como vcs estão, como foi a

operação?... Bom eu vou sair com as meninas agora para esquecer um

pouquinho a falta que vcs me fazem. Amo vocês!

Nininha ainda mantinha esperança que eles retornassem, mas pelas

visualizações tem dias que não olham. Então largou o telefone e foi se

arrumar, preferiu não ficar pensando no motivo de os dois não visualizarem

seus telefones por pelo menos dois dias. Mas amanhã não haveria jeito ela

ligaria até conseguir falar. E já estava até pensando em voltar lá no fim de

semana de novo de tanta saudade, conversaria com as amigas e veria o que

faria.

Nininha apesar do golpe que teve muito cedo ao perder sua mãe, teve

a sorte de ser criada por um pai amoroso e dedicado. Somando isso a

personalidade mansa e amável, a fez se tornar uma pessoa boa. Só queria a

paz para sua vida e nela encontrar um amor para dividir o futuro. A maioria

das pessoas até querem isso, mas não tinham “querer” o suficiente para lutar

por isso. Esquecer o que deveria ter, para amar e apenas ser, por amor.

Tudo o que queremos é paz, é amar, mas a felicidade traz alguns

percalços. As pessoas que não alcançam um grau de felicidade suficiente, ao


invés de procurar novos caminhos para encontrar, preferem cobiçar e almejar

a felicidade do outro. Parecia ser assim como Lia. Uma menina desde muito

cedo envolvida em intrigas, discussões e brigas. E ultimamente cismou com

Léo e Dane.

Toda serelepe, Lia ajeitou os seios no decote apertado antes de tocar a

campainha. Aguardando a porta abrir retocou o batom cor de ameixa e

equilibrava uma garrafa de vinho tinto de marca duvidosa entre os braços.

— Já vou...

Após alguns minutos a porta é aberta, Lia olha o dono da casa dos pés

a cabeça passando a língua languidamente pelos lábios. Por fim, levanta a

garrafa mostrando-a e dizendo:

— Oi meu herói, vim para comemorar com você docinho.

Sem reação e ainda muito chateado pelas coisas que ouviu sobre ela.

O anfitrião não sabia se convidava ou não Lia para entrar e ficou ali de pé em

frente a ela olhando para aquela figura toda emperiquitada esperando ser

convidada para entrar.

Abaixando a garrafa um pouco e meio sem saber porque ainda não

havia sido convidada a entrar, passou a mão pelo peito nu masculino se

aproximando de seu rosto dizendo:

— Não vai me deixar entrar, Conrado, meu herói. Vim aqui para

passar a noite contigo você merece um tratamento cinco estrelas pelo

excelente trabalho. Anda docinho, deixa eu entrar.

Se esforçando para não cair no joguinho dela, Conrado foi logo

soltando:

— Ah, você veio? Veio direto ou passou antes na casa dos super

amiguinhos? Na certa não foi bem recebida de novo e então veio aqui ficar

com o trouxa. Lia, fala sério, não estou para bagunça. Eu até queria tentar

algo mais sério com você, mas você é uma oferecida, não me respeita e tô


legal de vagabunda.

De boca aberta Lia assistiu Conrado se virando e entrando em sua sala

deixando a porta aberta à sua frente. Mesmo após as palavras dele a cara de

pau entrou no apartamento fechando a porta e seguiu ele até o sofá. Conrado

estava sentado só de bermuda e bebendo um copo com líquido na cor âmbar.

Lia se aproximou deixou o vinho e sua bolsa na mesinha de centro e olhou

cobiçando-o.

— Que grosseria é essa docinho, você sempre me tratou com tanto

carinho? O que eu te fiz?

— Olha Lia você não me fez nada, tá legal. Na verdade eu é que sou

um idiota ao insistir em querer achar que você gosta de mim. Para com essa

palhaçada, já deu. Agora vai embora atentar outro diabo. Cansei.

Em um rompante, Lia sentou em seu colo se aconchegando em seu

corpo e foi passando o nariz em seu pescoço tentando beijar sua boca

segurando sua cabeça entre as mãos. Ele tentou, tentou se esquivar, mas era

mais forte que ele. Ele era caidinho por ela. E ela sabia disso. Então ele a

tomou com puro desejo ali no sofá. Seus corpos queimavam, Conrado levava

ela às alturas. Lia até gostava um pouquinho dele, mas era gananciosa de

mais queria sempre o que não podia ter.

Entrelaçados no sofá após se consumirem na luxuria Conrado iniciou

uma conversa com Lia. Queria saber dela se algum dia queria ser de alguém,

ter uma família e tudo mais. Lia por sua vez sorrateiramente se desviava

como podia das insinuações dele. Então sem mais lenga lenga foi direto ao

assunto.

— Lia, nos damos tão bem na cama e, você sabe, eu gosto de você,

muito. E você deve gostar de mim nem que seja um pouquinho só. Por que

você não esquece esses caras e fica comigo, sério. Eu poderia fazer tanto por

você e com você. Eu te assumiria e você poderia vir morar aqui comigo, e


agora com minha provável promoção com Dane pedindo transferência para o

Rio, eu teria um salário ainda melhor. Você poderia até parar de trabalhar. O

que você acha? Juro que esqueço tuas investidas com aqueles dois e farei o

meu melhor para te fazer feliz.

No exato momento em que ela ouviu o nome do Dane, se esquivou do

corpo do amante sentando no sofá o olhando como se não entendesse o que

dizia. Esticou o braço até a mesinha, tomou o copo que ainda havia o restante

da bebida dele e deu uma golada. Deixando Conrado confuso e ao mesmo

tempo esperançoso. Pobre Conrado.

— O que você quis dizer com isso? — Indagou ela.

— Isso o quê? Que parte?

— A parte em que você fala sobre ficar no lugar de Dane. Por quê?

Ele vai sair da agência, e se ele vai, o Léo também vai? O que você está

sabendo que eu não estou?

Exasperado Conrado levanta do sofá e segue nu até a bancada de seu

bar de madeira no canto da sala. Ali se serve de uma dose tripla de sua bebida

quente e se vira para Lia espumando de raiva.

— Como diante de tudo o que eu disse, a única coisa que você

escutou foi sobre Dane? Quer saber sua desgraçada eu sou realmente o otário

que todos dizem. Como pude me apaixonar por você, eu devo ter entrado na

fila para ganhar dedos podres. Puta que pariu.

— Ah, docinho não vem com essa, nunca te enganei. Sempre fui

muito transparente contigo. O que temos é apenas um passa tempo e você é

legal comigo por isso durou um pouco mais. Porém benzinho, não quero nada

sério, pelo menos não com você.

Ela falou isso já colocando sua roupa que estava espalhada pelo chão.

— E então, desembucha o porquê ele vai pedir transferência?

Conrado parecia assistir aquela cena tosca do alto. Olhava para uma


mulher bonita por fora, mas cheia de veneno por dentro. Era maldoso o jeito

dela falar, sentiu-se humilhado.

Naquele momento ele deveria decidir que rumo seguir em sua vida,

continuaria ele sendo um simples capacho recebendo um mínimo de atenção

ou ele tomaria às rédeas de sua vida e seguiria focando somente no trabalho e

esqueceria esse lance com ela que não iria dar em nada mesmo?

Terminou sua bebida em uma golada e se vestiu também ouvindo Lia

falar sobre um monte de coisas as quais incluíam os nomes de Dane e Léo.

Sem aguentar tanta safadeza dentro de sua própria casa pegou ela pelos

braços a sacudindo com força pedindo que calasse a maldita boca. Mas, Lia

não se continha e continuou suas alfinetadas.

— Hahaha, você acha que tem cacife para ficar no lugar do Dane?

Faça-me o favor. Você é um merdinha Conrado sempre foi uma entrada ou

sobremesa nunca um prato principal. Me larga que você está me

machucando.

Ainda mais revoltado ao ouvir as palavras de Lia, jogou ela no sofá e

disse:

— Engraçado, você chegou aqui dizendo que eu era seu herói e agora

eu sou um merdinha?

— É mas, você foi meu herói, você salvou a vida do Leozinho,

querido. O que para mim foi o que fez de mais importante na missão. Vim

para comemorar contigo a vida dele, e a possibilidade de um dia eu ficar com

os dois só para mim. Já que você tá todo emocionalzinho é melhor eu ir

embora, fica aí sozinho que é o que você merece.

Pegando suas coisas e repetindo palavras aleatórias, Lia ia indo

embora. Antes que ela saísse, Conrado conseguiu chamar sua atenção

fazendo quase um desabafo:

— Lia você é má, não tem outra explicação. É muito difícil para mim


aceitar isso, porque eu realmente gostei de você e queria ficar com você. Mas,

sinceramente você não me merece, você não merece nada. Como fui Idiota.

Acabou, por favor, não direcione a palavra para mim nunca mais. E assim

que eu entrar como chefe de operações vou pedir sua transferência para um

outro lugar bem longe de mim. Não quero um ser tão sem alma assim por

perto. Faço uma ideia de até onde você pode ir para conseguir o que quer.

Sabe de uma coisa, eu tô é com pena daqueles dois, nunca pensei em dizer

isso, mas é exatamente o que sinto, pena daqueles dois, por terem um

encosto como você capaz de tudo para destruir a vida deles por apenas uma

questão de querer.

Ao terminar derrotado com tanta energia negativa emanada de uma

mulher que até então ele queria para ele, se virou novamente para o bar se

servindo e escutou ainda ela esbravejando antes de sair e bater a porta.

— Faça-me rir Conrado. Eu não te merecer? Bom, já que vai fazer de

tudo para me transferir, me ajuda a ser transferida para o Rio também, vou

lhe ser grata eternamente. E não acabou, na verdade nunca começou, para

mim vai ser muito fácil deixar de falar contigo e aturar sua conversinha,

obrigado por isso. E quanto ao Léo e Dane não se preocupe, eu farei o mais

rápido possível que eles descubram que eu sou a mulher para eles e não

aquela sem sal. E talvez, docinho, ainda consiga convence-los de não partir,

te tirando a oportunidade de alcançar um lugar que não é seu. Bye bye!

Idiota.

Assim que a porta foi batida Conrado tacou o copo nela espatifando

ele. Cacos de vidro e bebida foram para todo o lado. Cerrando os punhos com

ódio mortal dela, se segurou para não ir atrás e dar uma surra naquela mulher

sem qualquer moral se transformando em alguém que não era. Foi para o

banheiro e tomou uma ducha bem gelada rezando para que a água removesse

o cheiro dela e levasse tudo o que ela deixou de ruim nele. Pensava que daqui


para frente se concentraria somente em seu trabalho. E lembrando do que

disse aquela sem vergonha, tinha pena mesmo dos caras em que ela focava

sua atenção pela ruindade no seu olhar viu que seria capaz de tudo para estar

com eles. Mas isso não era um problema dele. Eles eram bem crescidinhos

poderiam se cuidar sozinhos.


Capítulo: 37 Sonhos e Pesadelos.

Nada melhor do que música, bebidas e uma boa conversa com

as amigas para aplacar a angústia de estar longe de quem se ama, como

também para formular ideias mirabolantes e tentar resolver o problema

"saudade".

— Vocês são loucas, eu estive lá há uns dias, é uma viagem muito

longa e cansativa. Fora que não tenho dinheiro para ir assim de uma hora para

outra. Eles custearam minha passagem da última vez, lembram. E o que eu

falaria para meu pai e a eles dois? Duas sem noção. Eu até queria, mas não

dá.

Meio bêbada pelos chopps, Nininha respondeu às amigas sobre a ideia

delas, de ela ir para lá de novo encontrar com seus meninos e ainda de

surpresa. Loucas. Mas era uma loucura das boas. Por um instante ela pensou

se seria possível, mas deixou para lá. Ignorando Lary e Bruna que falavam

sem parar sobre esta doideira, levantou e foi dançar um pouco. A pista estava

bem vazia, só alguns casais se enroscavam em uma balada pop romântica.

Nininha se mexeu mais divertidamente do que no balanço da música. Queria

apenas curtir aquele momento de embriaguez. Logo suas escudeiras se

levantaram também e dançaram junto com ela. Assim foi o restante da noite.

Que alegria ter amigos. Que alegria era estar com elas. Não que tenha

esquecido por completo a falta que aqueles dois faziam, mas deu uma

acalmada no seu coração. Deixaria para amanhã a dor da saudade e o

pensamento de reencontra-los novamente.


Foram todas de taxi para casa, Nininha torcia para não ficar com dor

de cabeça quando acordasse. Achou que bebeu de mais, de novo. Não era

esse o objetivo. Em seu quarto após se trocar, se jogou na cama e ficou

olhando para a tela que estava pintando. Seguia os contornos de suas

pinceladas. Artisticamente falando achava sua pintura sexy demais em

relação às outras telas que já havia feito. Essa ainda não estava terminada,

mas já havia alguns sentimentos a serem notados em cada canto da imagem.

Chegava a ser excitante olha-la.

De repente ela achou que estava excitada de mais, sentia o centro de

suas pernas umidecendo. Imagens de seus meninos tocando-a vieram em

formas esfumaçadas em sua mente. Sentia que estava sendo tocada por eles

em seu íntimo. Se acariciou por cima de sua camisola nova, que a propósito a

fazia se sentir bem sexy. Se roçava na cama, já havia se tocado antes, na

verdade poucas vezes, porém naquele momento seu corpo necessitava de

alívio. Era óbvio que a bebida, misturada à falta que eles faziam deixou ela

muito sensível. Já não tinha volta, precisava dar ao seu corpo o que pedia.

Retirou a calcinha devagar imaginando que Léo a retirava com a boca, ao

mesmo tempo que quase sentia Dane a beijando pelo pescoço e ombros. No

escuro do seu quarto se sentia a vontade, tão a vontade que se pôs nua. Sua

pele estava fervendo, seu clitóris pulsava pedindo atenção. Sua vagina pronta

para receber se fosse possível os dois ao mesmo tempo. Parou para pensar se

seria possível aqueles dois Deuses Olimpianos com seus paus imponentes

dentro de seu canal quente e escorregadio. Só de pensar sentiu o suor

descendo por sua testa e meio dos seios. Será que poderia levar os dois ao

mesmo tempo ali? É uma possibilidade, já que não imaginava nem leva-los

no ânus cada um, nem junto com a vagina e conseguiu, talvez consiga

também desse novo jeito. Se sentiu bem safada com esse pensamento o que

só levou ela a um nível maior de tesão. Apalpava a carne macia de seu colo,


subia e descia suas mãos. Chegava aos picos endurecidos clamando para

serem chupados e os beliscou e rodeou com seus dedos. Tentava tocar seus

seios como eles faziam. Desceu uma mão até seus lábios vaginais,

encontrando-os molhados e queimando sob seu toque. Com seus dedos

brincou em suas dobras sempre imaginando que fossem eles a lhe tocar.

Olhos fechados, boca entre aberta soltando envergonhados gemidos baixos.

Abriu mais as pernas e mergulhou um dedo e logo depois mais um. Rodeava

seu quadril ao encontro de sua mão buscando sofregamente sua liberação.

Estava difícil de acha-la sem ter seus meninos lá com ela. Abriu os olhos e

nos contornos do quarto escuro materializou aqueles pares de olhos assistindo

ela no seu showzinho particular. O início de seu orgasmo veio se mostrando

ainda tímido. Então em um gesto de pura insanidade e necessidade, ela pegou

um de seus travesseiros e colocou entre suas pernas, de maneira que roçava

diretamente em seu broto flamejante. De bruços sobre o travesseiro

friccionou seu corpo buscando e encontrando seu prazer. E só após às ondas

de seu orgasmo solo terminar, foi que os pares de olhos que a assistia foram

se distanciando e sumindo nas sombras. Ela sorriu. Sorriu por vergonha, por

pura lascívia, por timidez velada, e por imaginar o porquê de nunca ter tido

um orgasmo tão maravilhoso assim sozinha antes. Essa resposta era bem

óbvia, um, ela não se conhecia o suficiente e dois, não havia experimentado

dois homens como seus meninos antes. Não conhecia seu corpo como hoje,

na verdade não se sentia segura consigo mesma. Bom, agora ela já sabia, já se

conhecia.

Levantou suspirando e foi ao banheiro se limpar. Voltou para o quarto

se deitou na cama e com um sorriso saliente e corpo leve, fechou os olhos e

rezou para encontrar com seus meninos em seus sonhos e para o tempo

passar bem rápido.

Adormeceu.


É dormindo que realizamos a maior parte de nossas vontades. É onde

somos livres para viver o que quisermos. Viajamos por mundos nunca antes

habitados e plantamos nossas memórias. Nossas forças são revigoradas a

cada respiração compassada, lenta e em repouso. A única coisa de que não

estamos livres nos sonhos é deles se tornarem pesadelos.

Uma cena bela de felicidade pode se transformar em segundos em

uma de terror e agonia. Sem controle. Sem rumo.

Não podemos fazer nada a não ser esperar que nosso cérebro não

aguente tantos conflitos e nos acorde encerrando as sensações tristes e de

horror vividas inconscientemente.

Existem pessoas que acreditam que alguns sonhos são premonitórios, avisos

para encarar melhor a realidade. E na maioria das vezes os pesadelos com

acontecimentos tão ligados com o que estamos vivendo no momento só nos

deixam aflitos, sem saber se tudo que foi vivido no inconsciente tem alguma

ligação com a realidade.

...Nininha se debatia na cama, agora não mais porque seu corpo

necessitava de alívio, mas porque sonhava com seus dois amores. A princípio

ela estava os reencontrando em uma praia bem iluminada pelo sol, areia

branquinha, ondas quebrando infinitamente à beira do mar. Pássaros

sobrevoavam o céu azul. Os três se beijavam e se abraçavam saudosamente.

E, como um triângulo, com ela na ponta, ela olhava em seus rostos tentando

lembrar de cada detalhe. Ao olhar Léo, em seu rosto aparecia algumas

manchas arroxeadas, e prestando mais atenção via gazes cairem à sua volta.

Quando iria perguntar, uma distância se fez entre eles, como só em sonhos

acontecia. Do nada se via correndo em direção aos dois enquanto o tempo

na praia parecia mudar. O céu escureceu e as ondas castigavam a areia com

sua força. No horizonte, na areia, ela via uma silhueta escura como se ela os


puxassem em seu encontro. Ela gritava por eles, gritava, mas o espaço entre

eles só aumentava. Se ajoelhando no chão chorava por não alcançalos.

Eles percebem que já estavão muito longe e tentavam voltar, mas uma

força estranha abria um precipício entre eles. E mesmo assim, os dois

pularam para chegar nela dizendo que a amava que não os deixasse...

Com um grito assustador Nininha acorda em seu quarto e começa a

chorar ao lembrar do pesadelo que teve com os dois homens que amava. Deu

um pulo da cama e foi ao banheiro lavar o rosto e tentar entender melhor o

que tinha acontecido. Já era meio da manhã. Trocou sua roupa ainda tentando

apagar da memória esse sonho sem nexo que a deixou muito aflita.

Pegou seu celular e no grupo deles viu que ainda não haviam nem

visualizado. Isso já estava sem sentido, não era possível eles ficarem tanto

tempo sem ver o telefone. Decidiu tomar um café e depois iria ligar para eles.

Na cozinha a cafeteira mantinha o café quente. Se serviu e ficou ali pensativa

encostada na pia. Imaginava se esse sonho significava alguma coisa. Será que

Léo estava ferido, será que os dois estavam feridos e por isso não entravam

em contato. E se estivessem, o que ela faria. Nininha começou a sentir um

aperto no coração. Correu até seu celular e ligou primeiro para Léo que não

atendeu e depois para Dane que também não atendeu. Mais que agonia. E

pior não tinha com quem dividir essa agonia, pois seu pai havia saído e ela

não iria incomoda-lo. E quanto às suas amigas, ainda estava muito cedo para

elas acordarem. Lary disse que não iria para faculdade e Bruna não

trabalharia no horário da manhã então as duas deveriam estar mortas

dormindo ainda.

Deitou no sofá e desistiu de ir na rua entregar uns produtos que suas

clientes pediram. Ali via o tempo passar e esperava para ligar novamente para

eles. Ela os mataria, depois quando tivesse certeza de que estivessem bem.

Como pode, ficarem tanto tempo sem falar com ela? Pensava.


Algumas horas se passaram e nada de nenhum dos dois ligarem. Ela

acabou tomando um comprimido para dor de cabeça. Não parava de pensar

no que poderia estar acontecendo com eles. Mandou mensagens separadas

para cada um e nenhuma resposta. Então desnorteada decidiu ligar para

agência para ter alguma informação. Procurou o número e digitou, esperou

um pouco, e enfim ligou.

Mas que merda. Xingava. O telefone que eles deram da agência

chamava e ninguém atendia. Tentou novamente. Minha nossa senhora das

namoradas desesperadas!!!

Ela teria um treco se eles não respondessem logo, aliás, ela teria um

treco ainda maior quando falasse com eles. Foi na cozinha bebeu água.

Voltando para sala ouviu o som de mensagem de seu celular. Correu o pegou

e ao ver seu coração disparou.

Era ele, era o Léo. Pelo menos era o contato individual dele. Abriu a

mensagem e o desgraçado mandou apenas uma rosa, um coração e um beijo

seguida de uma frade: Mais tarde ligamos, estamos ocupados. Ela não sabia

se ria ou chorava. Se ficava feliz por ele ter respondido ou puta da vida por

não poderem falar ainda com ela. Entretanto na verdade ela sabia que isso

poderia acontecer, estarem ocupados. Ficou feliz por pelo menos estarem

bem, mas depois do sonho que teve só ficaria satisfeita ao falar com eles em

uma vídeo ligação.

Se acalmou um pouco e acabou cochilando no sofá.

#Léo

Merda merda mil vezes merda. Eu deveria ter falado com ela. Pareço

um menino que fez arte e está com medo do esporro da mamãe. Pelo menos

me sinto bem melhor, os remédios me deram um bom tempo de descanso,

preciso agora pensar numa maneira de falar com ela sobre os acontecimentos.

Vou ver com Dane o que faremos.


Léo usou o banheiro e logo depois foi a cozinha morto de fome. A

casa estava toda aberta, imaginou que Dane estivesse em casa. Entrando na

sala já viu Dane se mexendo na copa parecia estar fazendo comida. Ele

fazendo comida?? Perdi a fome.

— E aí brother, você não deveria estar na agência a essa hora?

— Sim deveria, mas achei que você precisaria de uma comida caseira

para fortalecer os ossos como diz tua mãe. Então liguei para ela e peguei uma

de suas receitas de sopa levanta defunto e estou fazendo para você. Depois

vou para agência. — Disse Dane todo sorridente cortando alguns legumes.

— Ah! E isso é bom? — Dane deu uma olhada amedrontadora em

Léo que logo mudou suas palavras. — Quer dizer, claro que é bom, estou

ansioso para experimentar a gororoba... Quer dizer a sopa.

Tacando um pedaço de batata em mim, Dane disse:

— Seu ingrato. E eu que sempre como quando você inventa de fazer

algo... Caramba estava aqui pensando, será que nossa futura esposa sabe

cozinhar? Fiquei aqui imaginando ela nua só de avental preparando uma

macarronada bem suculenta. E nós dois como cachorros de frango de padaria

babando em olha-la.

Na hora, visualizei a imagem descrita pelo meu amigo. Puxei uma

cadeira, que no caso era a mesma que me sentei enquanto me servia no

gosto do seu corpo. Minha pele se arrepiou só de lembrar, fora meu pau que

pulou dentro da box. Estou morrendo de saudade. Minha vontade é de

arrumar minha mala e ir ficar com ela.

— Falando nela, cadê seu cellular? Ela não te ligou ou mandou

mensagem hoje? Porque acordei com o telefone tocando não tive coragem de

atender, mas não queria deixa-la sem resposta. E acabei dizendo que

falávamos mais tarde com ela porque estamos ocupados.

Deixando às panelas de lado Dane olhou em volta, na certa


procurando seu celular que não estava por ali.

— Deve estar no quarto, mas eu queria esperar você acordar para

falarmos juntos.

— Brother, estamos parecendo dois cachorrinhos com medo da dona

brigar. Dane presta atenção, precisamos combinar o que falar com ela. Você

liga e fala sobre o sucesso do serviço e que eu consegui pegar o traficante

após um mano a mano, em que ele acabou morto pelo outro agente. Pronto.

Ah! E que eu já vou semana que vem para lá e você depois.

Dane ficou me olhando com cara de debochado. Terminando de fazer

a "comida" se virou e me disse:

— Idiota, você quer deixar tudo nas minhas costas. Nada disso,

falaremos juntos. E eu não quero que fique nada mal contado. Já estou

perturbado com o lance da Lia.

— Qual lance, o do beijo ou que você praticamente omitiu que ela

havia sido demitida.

— Qual é a tua Léo, estamos no mesmo time não é.

Ele estava certo, eu estava agindo de maneira estranha. Porra, eu só

estou me cagando de medo de perder minha princesa porque omitimos

algumas coisas. Afinal ela pode não entender, ela é muito nova e tenho medo

da reação dela. Ainda mais estando longe.

— É foda Dane, nunca senti tanto medo. Não sei a reação que ela terá

a várias coisas. Termina aí e vamos logo falar com ela e seja o que Deus

quiser.

(...)

Terminando a sopa Dane foi ao seu quarto e buscou seu telefone,

estava quase descarregando. Encontrando Léo na sala disse que era melhor

eles almoçarem antes. Léo concordou e foram colocar seus pratos. De um

modo geral até que a sopa estava boa. Léo não se queixou ao comê-la e Dane


se auto parabenizava pelo feito. De barriga cheia e após Léo tomar seus

remédios, sentaram no sofá e pelo celular do Léo entraram no grupo e

chamaram ela.

Nininha não visualizou imediatamente, então eles ficaram de papo na

sala. Falaram sobre a operação e outros assuntos. Eles ligaram para o celular

dela chamou, mas ela não atendeu. Eles ligaram o note e começaram a

pesquisar casas no litoral do Rio. Pensavam que teria que ser em um local

afastado para evitarem o quanto pudessem a curiosidade dos vizinhos. O que

provavelmente seria difícil. Viram que poderiam de repente trabalhar na

Polícia Federal Rodoviária. Léo não curtiu muito, mas Dane achou possível.

O que concordaram mesmo foi de que a partir do momento em que

estivessem morando com sua mulher, iriam trabalhar em turnos diferentes,

para que Nininha nunca ficasse completamente sozinha.

Entre uma conversa e outra, o celular de Léo toca e era ela. Léo passa

o telefone para o amigo, era uma chamada de vídeo. Eles ficaram meio

tensos, mas não tinha mais como fugir.

— Oi minha menina, que saudade.

— Oi Dane, amor, caramba vocês demoraram para falar comigo e aí

como estão? Como foi a operação? Vocês estão bem? Cadê o Léo?

Conseguiram pedir a transferência? Aí meu Deus, estou morrendo de

saudades de vocês? E... Por que você que está atendendo o celular do Léo,

cadê o Léo?

Mesmo desorientado com tantas perguntas, Dane tentou responder

uma por uma. Na vídeo ligação encontrava de novo a felicidade em ver os

traços belos do rosto dela. Começou falando um pouco da operação, sobre o

sucesso que obtiveram. Reafirmou sua saudade por ela e que já estavam

arrumando os trâmites de transferência. Perguntou a ela como ela estava e

tudo o mais. Porém, Nininha estava muito ansiosa para saber por que Léo não


falava com ela também. Novamente perguntou por ele, alguns segundos em

silêncio Dane olhou para seu amigo e disse rindo para ela que aquele chato

estava bem, e agora mais feio do que nunca. Ela sorriu com a ideia de Léo

mais feio do que nunca, isso não seria impossível. Logo após, Dane

enquadrou Léo também no vídeo.

— Minha princesa, oi, saudade de você. Queria que estivesse aqui

com .....

A frase de Léo foi interrompida com um suspiro angustiante de

Nininha. Ela levou a mão a boca, sua garganta fechou e seus olhos

umedeceram. O rosto de Léo era uma sinfonia de cores. Como artista poderia

usar seu rosto como paleta de vários tons de roxo. Assustada, preocupada e

curiosa para saber o que havia acontecido foi questionando os dois

incansavelmente. Cada um tentava explicar para ela o que havia acontecido.

E por mais que ela pudesse perceber que apesar de tudo seu Léo foi um herói,

ficou extremamente irada ao imaginar esse louco se jogando de uma janela

machucado e ainda correr no escuro atrás de um bandido, se sentia impotente

por estar longe deles e por ter quase o perdido se não fosse um agente matar o

infeliz que causou essa bagunça em seu rosto. A cólera era tão grande que

imaginava ela mesma matar o desgraçado que bateu em um de seus meninos.

Quando caiu em si e viu o perigo que Léo e Dane correram e ela a milhares

de quilômetros de distância sem saber de nada, chorou, o que fez os seus

meninos ficarem aflitos por não poderem fazer muito estando longe.

Tomando o telefone da mão de Dane, foi Léo que tentou acalma-la.

— Não faz assim Nininha, olha pra mim estou bem, estou ótimo isso

foi só um arranhão...

— Um arranhão??? Você me acha uma estúpida? Como você diz que

um tiro de raspão, umas porradas e uma FACADA foi só um arranhão?????

Agora vejo porque não me ligaram logo, com certeza quiseram me


preservar... Pois bem seus dois palhaços saibam que esse negócio de vocês

quererem me preservar toda vez que algo como este acontecer, vocês só vão

conseguir me deixar mais puta da vida. Para isso dar certo, para nós três

darmos certo, preciso confiar que algo como ISTO me seja dito assim que

possível, para que eu tome alguma providência. Vocês não podem

simplesmente decidirem entre vocês o que me contar.

— OK princesa, não precisa gritar e ficar nervosa...

— EU GRITO E FICO NERVOSA A HORA QUE EU QUISER,

NUNCA DIGA ISSO DE NOVO!

Nossa! Ela realmente estava nervosa. Dane e Léo tentavam acalma-la

a todo custo. Eles explicaram que sim, esperaram apenas Léo estar mais forte

para falar com ela, e que jamais pensaram em não dizer o que aconteceu. Só

esperavam o momento certo. Eles acharam que não havia necessidade de

deixa-la nervosa atoa. Como uma fogueira que começa a queimar, Nininha

precisava se consumir nesta agonia de saber que Léo poderia precisar dela e

de seus cuidados e ela estava longe. Imaginou também que eles poderiam

estar mentindo sobre a real situação de saúde de Léo. Começou a achar a

ideia de viajar para lá novamente nada louca e sim necessária. Eles eram seus

homens, e isso já era um fato, então ela não deveria estar tão longe deles.

Com a cabeça ainda a mil, mas, mais calma do que antes, perguntou para Léo

como ele estava realmente e como se sentiu nas mãos do traficante. Tentando

agora racionalmente entender melhor o acontecido, refez algumas perguntas.

Entre as respostas, se questionou internamente como Dane deve ter se sentido

também, pois imaginou ele vendo seu amigo, seu irmão nas mãos de um

infeliz pronto para mata-lo a qualquer momento. Tinha certeza que doeu em

Dane não poder ou não conseguir fazer nada. Ela tão longe e seus meninos

tão feridos, Léo com marcas no corpo e Dane marcado na alma. Era

indispensável a sua presença junto aos dois. Sofreu por estar tão longe.


— Viu princesa estou bem, estamos bem. Ossos do ofício. Eu não

poderia deixar aquele traficante filho da puta fugir. Nós fomos bons, e você

está vendo essas marcas em mim, mas não viu as que eu deixei nele e em seu

comparsa, fala aí Dane .

— É verdade Nininha, essa gazela saltitante além de correr livremente

pela mata conseguiu deixar dois nariz quebrado e um tornozelo fraturado.

Com a gracinha de Dane, o clima foi quebrado um pouquinho, o que

fez ela sorrir.

— E quem está cuidando de você Léo, com a troca de curativos e

horários de remédios? Espero que não seja nenhum docinho azedo.

— Não meu bem, esqueça desse docinho estragado, e não tem muito

o que fazer, Dane me ajuda e ainda cozinhou hoje para mim. E por incrível

que pareça, ficou boa a sopa. Além disso eu tenho ficado em casa

descansando, mas sexta a noite irei com Dane para encontrar os caras num

bar próximo à agência para comemorar o sucesso da operação. Vê, como

estou pronto pra outra já?

— Você não ouse dizer isso Léo. E tem certeza que você tem que ir

neste encontro, você está bem mesmo? Acho muito cedo para sair, que você

acha Dane?

— Ele está bem amor, não se preocupe eu disse a você que tomaria

conta dessa bunda branca feia e estou fazendo isso. E se ele for, não vai

beber. Esse é um encontro bem legal. Faz os agentes mais empenhados para

próxima missão ser um sucesso também.

— Tá bom... Estou muito triste por estar tão longe e não poder

comemorar com vocês, não poder ter o rosto de Léo em minhas mãos para

um carinho, de não poder te dar um abraço apertado Dane. Tenho certeza que

você sofreu ao ver Léo passando perigo. Eu amo vocês meus amores não vejo

a hora de reencontra-los, beija-los e ama-los novamente. Meu corpo deseja o


de vocês absurdamente. Já não há lugar na terra onde eu esteja que eu não

precise de vocês. Estou pronta, mais do que nunca, para viver o resto de

nossas vidas juntos. Por favor, se cuidem por mim e para mim.

As palavras de Nininha tocaram profundo nos corações dos meninos.

Léo e Dane se apertavam para caber os dois na tela do celular e dizer para ela

tudo o que ela havia dito, mas em outras palavras. Muito amor em uma

ligação. Se pudessem, se teletrasportavam pelo celular para encontrar com ela

em sua casa. Trocaram palavras amorosas durante alguns minutos até

precisarem desligar. Dane ainda iria na agência e Léo precisava descansar.

Nininha também tinha muito o que resolver, e o principal era como ela faria

para pegar o primeiro avião e ir encontrar os amores de sua vida. E em sua

cabeça só existia a passagem de ida porque voltar só quando os dois vierem

juntos com ela. Estava decidida.

Entrando em seu quarto, voltou a lembrar do sonho que a assombrou

de manhã. Tinha algo a ver com os machucados de Léo. Mas, e aquela figura

escura os puxando e uma força estranha abrindo abismos entre eles.

Encucada com isso não poderia ficar indiferente, teria que ir e afastar

qualquer mal que pudesse se pôr entre eles. Não deixaria que nada os separase

tão facilmente. Então começaria eliminando a distância.

Descobriu o quadro em que trabalhava e começou a retoca-lo com

cores. Apesar de seu coração estar sentido ao ver seus meninos feridos cada

um a sua maneira, se sentia empolgada a pintar. E foi assim que passou o

restante da tarde até seu pai chegar. Precisava conversar seriamente com ele e

encontrar um jeito de convencê-lo de que tomou a decisão certa.


Capítulo 38: Se Manca.

#nininha

Olhando daqui de cima não sei como consegui convencer

meu pai de viajar assim, de uma hora para outra. Eu posso passar uma vida

agradecendo a Deus pelo pai maravilhoso que tenho, mas mesmo assim não

seria o suficiente. Quando comecei a dizer os meus motivos para querer vir a

ter com meus meninos, meu pai logo me cortou dizendo que demorou um

pouco até para eu decidir isso. E que, quando ele conversou comigo dizendo

que eu estava pronta, era verdadeiro e ele estaria ali sempre do lado da

escolha que eu fizesse, mesmo que contrariasse a opinião dele. Opinião que

no caso, era para aguardar mais um pouco, afinal eu já havia falado e visto

os dois pelo vídeo. Mas foi em vão, nada que ele me dissesse iria me fazer

mudar de ideia. Quando ele percebeu isso fez algo que me deixou muito feliz,

ele me ofereceu o dinheiro da passagem e me desejou toda sorte do mundo.

Só me fez prometer voltar o mais rápido possível e com os dois a tira colo,

porque se dependesse deles estarem comigo para eu ficar próximo dele era

isso que queria. Amo de mais o meu pai.


Pois então, aqui estou eu no meu segundo vôo rumo à uma

cidadezinha próximo a fronteira do país, para reencontrar e cuidar dos

homens que eu amo e nenhuma silueta escura endemoniada me fará ficar

longe. Pena que não conseguirei chegar a tempo de ir com eles para

comemorar com os amigos. Pelos meus cálculos devo chegar na manhã de

sábado. Quero ver a cara que eles vão fazer ao me ver chegar de surpresa na

casa deles. Bom, meu pai não ficou muito à vontade com essa história de

surpresa, disse que era desnecessário e que principalmente eu precisaria que

eles me buscassem no aeroporto. Mas, eu disse que como já conhecia o lugar

pegaria um táxi até a casa deles. E que se houvesse algum problema, eu

ligaria para eles.

Seguindo os conselhos das meninas deixei uma mensagem para eles

dizendo que iria participar de um simpósio de pintura e esculturas, e talvez

fosse difícil falar com eles durante essa sexta feira, já que estaria bem

intertida nas aulas e palestras ministradas. Assim desliguei meu telefone. Em

paz comigo mesma e pronta para tudo, descansei toda a viagem reunindo e

concentrando minha energia, porque iria precisar dela quando chegasse.

(...)

Há algo de muito interessante em surpreender. É prazeroso ver nos

olhos do surpreendido os sentimentos surgindo. Alegria, euforia, felicidade.

Sentimentos sempre bem vindos entre os amantes. O fascínio naqueles

segundos de súbita surpresa quando levamos um susto com um presente

especial ou uma presença importante, deixa tudo mais fantástico.

Aqueles dois não sabiam a loucura que sua princesa estava

aprontando. Léo já estava bem recuperado, foi à uma revisão no hospital e

logo depois em vez de ir para casa seguiu para agência. Já estava de saco

cheio de estar sem fazer nada em casa. Chegando na agência foi parado por


vários agentes que o cumprimentava e felicitava pela ação. Reconheciam que

Conrado deu o tiro de misericórdia o salvando, mas o traficante só foi abatido

por que ele insistiu em segui-lo. Cada agente dizia que hoje o chopp de Léo e

Conrado era por sua conta. E ele retrucava dizendo, que eles só diziam isso

porque sabiam que ele ainda não podia beber. Dizia também que qualquer

coisa Dane beberia todas por ele. Ainda muito sorridente olhou o grupo de

mensagens que tinha com Dane e Nininha, viu que Nininha ainda não havia

visto sua mensagem e nem a de Dane. Devia estar bem empolgada ouvindo

falar sobre o que mais gostava. Mandou uma nova mensagem:

@Léo: Princesa acabei de sair da revisão com o médico, minha

recuperação está indo de vento em poupa. Ele disse que meus genes são

muito bons e que eu preciso fazer um favor a humanidade o mais rápido

possível e povoa-la com meus descendentes. Respondi que assim que

chegasse ao Rio colocaria esse plano em ação. Divirta-se aí nesse simpósio

de artes e vê se não fica impressionada demais com prováveis modelos

masculinos nus por ai. Rsrs. Te amo ❤

Claro que sua princesa não veria logo, mas ficou ansioso para saber a

reação dela ao ler isso. Era a primeira vez que falava sobre filhos com ela.

Tudo bem que em tom de brincadeira, mas ele esperava saber qual seria a

reação dela. Levantando a cabeça, olhou em volta e seu sorriso que antes era

vibrante morreu ao dar de cara com aquela mulher que quase causou uma

discórdia entre ele e Nininha. Fingindo não ver que ela estava ali e olhando

insistentemente para ele, tentou passar a passos largos pela recepção. Não

queria nem dirigir a palavra ou qualquer tipo de indicação que a estava

cumprimentando. Mas a "docinho azedo" como Nininha apelidou, não tinha

nenhuma vergonha na cara e não se conteve em segurar Léo pelo braço o

fazendo parar para falar com ela.

— Ei, ei pera docinho. Achou mesmo que ia passar por mim sem ao


menos falar comigo. Somos colegas de trabalho, Leozinho, fiquei muito

preocupada com você, queria ter lhe feito uma visita, mas imaginei que

poderia não gostar. Agora... Já que está aqui, tão próximo.... Queria saber de

sua recuperação, como está?

Ao ser puxado pelo braço, Léo não queria se virar porque sabia que

era Lia. O pior foi que o modo em que ela o puxou, fez ele sentir uma fisgada

de dor em seu ombro. Muito puto olhou para ela com olhar de nojo, mas isso

não a parou, ela parecia enxergar só o que queria. Enquanto ouvia o que

dizia, Léo puxou com força seu braço das garras dela, se soltando. E afastouse

a confrontando:

— Lia, onde foi que você não entendeu que eu não quero falar com

você, olhar para você. Ainda bem que não foi me visitar, pois eu realmente

não sei o que faria. Provavelmente te expulsaria a ponta pés. Toma vergonha

nessa cara e sai fora do meu caminho e de Dane ou vai ficar ruim pra você.

Bem irritado Léo saiu de perto dela e foi à procura de Dane.

Enquanto ele saía, Lia o olhava pensando "Vai me tratando assim

mesmo Leozinho, quando eu acabar com essa palhaçada de namoro a três

vocês vão vir correndo atrás de mim que eu sei." Com cara de quem iria

aprontar, ela voltou para o balcão da recepção e de repente notou que

Conrado à olhava de longe balançando a cabeça negativamente se retirando

do local. Lia bufou e soltou baixinho cantarolando:

— Idioooootaaaa.

Ainda no corredor, Léo encontrou com Dane saindo do banheiro. Seu

amigo sorriu para ele e logo notou que algo havia acontecido.

— E aí mano, que cara é essa. Deu ruim no hospital?

Seguindo Dane para sala de reuniões Léo disse esbravejando:

— Cara eu tô com nojo dessa Lia, sei lá, porra tô até com medo de

acabar fazendo uma merda com essa guria. Esse jeitinho invasivo dela me


enoja. Será que ela não entende.

— Sei exatamente como se sente. Esses dias que você estava em casa

eu tive que dar uns fora nela. Não vejo a hora de ir embora de vez.

— Pois é brother, vim aqui por isso. Quero ver com o encarregado se

já que estou de licença médica se dá para agilizar a transferência. Se ele

puder me liberar logo, eu vou para o Rio e venho só para assinar documentos

e ajudar na mudança. Que se acha?

Léo terminou de falar e roubou uns amendoins do amigo, colocando

os pés cruzados sobre a mesa e mãos atrás da cabeça, mesmo se queixando

um pouquinho com as dores, ficou completamente relaxado e dividiu às

ideias que tinha na cabeça.

— Acho que estou com inveja de você, talvez se tivesse levado uns

tiros e umas porradas estava também de licença e pensaria a mesma coisa, seu

filha da puta. Masss eu não posso. Porém, acho válido você fazer isso sim,

pois pelo menos nossa menina não ficaria sozinha por lá e você ia adiantando

as coisas para nós.

— Beleza irmão, daqui a pouco vou lá, antes vou ver umas coisas. E

hoje a noite vamos no bar com os caras né?

— Sério, você quer ir mesmo? Por mim beleza, mas você sabe que

não vai beber. — Dane disse isso apontando o dedo na direção dele.

— Puta merda Dane tu acha que eu tô doidão. Eu sei a dor que senti

não vou beber. Mas você vai beber todos os chopps que me seriam pagos, e

vai dar uma relaxada brother, sei que tem muita coisa acontecendo à sua volta

e ainda, é claro, você quase perdeu um dos amores da sua vida, vulgo EU.

Tua cabeça deve tá um caos. Eu te entendo, me perder seria uma lástima.

— Ah, é claro, uma lástima nunca mais ter que olhar tua cara feia.

Oh! Um dos amores da minha vida! Cara tu escutou o que disse? Realmente

depois dessa preciso de muito álcool. — Respondeu Dane debochado.


Na birrinha entre amigos eles riram do que diziam e ainda

continuaram tirando sarro um do outro, além de usarem bolinhas de papel e

clips como arma. No meio de suas gargalhadas e carinhosos xingamentos

alguém abriu a porta subitamente, chamando a atenção dos meninos.

Rapidamente suas posturas mudaram ao ver quem era. Na verdade a postura

de Dane mudou porque Léo continuou rindo.

— Desculpa, eu bati na porta, mas acho que não ouviram então entrei.

— Sim, sem problema, posso te ajudar em alguma coisa Conrado? —

Disse Dane curioso.

Com uma tossizinha como se estivesse coçando a garganta Conrado

não se intimidou com o tom de Dane e cumprimentou Léo apertando sua

mão e perguntando como ele estava, com uma naturalidade que deixava Dane

tenso. Afinal, Dane não tinha mais saco para as conversas escorregadias dele,

então estava sempre sendo curto e grosso. Bem foi o próprio Conrado que

deixou claro que não queria papo com eles. Léo percebendo a hostilidade

entre eles tentou cortar o clima, ainda segurando sua mão em um

cumprimento, levantou e puxou ele para um abraço de colegas dizendo:

— Cara, você acha que eu vou só dar um aperto de mãos no cara que

salvou minha vida? Me dá um abraço aqui.

Conrado abraçou Léo meio embaraçado e quando Léo afastou um

pouco do abraço, mas ainda apertando sua mão e a outra segurando seu

ombro escutou Léo dizer:

— Conrado eu sei que temos aí certa animosidade, porém tenho que

ser justo, se não fosse por você não sei se estaria aqui para gozar a vida.

— Que isso Léo, não fiz mais que meu trabalho e minha obrigação.

— Sim eu sei, mas é que naquele momento seu trabalho foi

excepcional e livrou minha bunda. Te devo uma.

— Que isso cara, qualquer um que estivesse lá teria feito o serviço.


— Sim e eu o agradeceria da mesma maneira que estou fazendo com

você. Hoje eu te pago o chopp.

— Um chopp eu não posso recusar.

Sentado na cadeira Dane olhava aquela cena e não tinha certeza se, se

orgulhava de seu amigo ou se vomitava. Decidiu ficar só olhando mesmo, ao

terminarem Dane os olhando ainda tentou ser educado e disse:

— Então Conrado, quer se sentar tomar um café ou uma água?

Se virando para Dane, Conrado cruzou os braços sobre o peito e

colocando uma cara séria foi dizendo:

— Não Dane, obrigado. Não vim aqui para isso.

— OK, por que veio então? — Respondeu Dane interrompendo

Conrado.

— Bem, sabemos que não somos amigos, mas gostaria de dar um

aviso, na verdade um conselho. Tomem cuidado com a Lia, aquela garota não

mede esforços para conseguir o que quer e pelo que estamos cansados de

saber vocês são o foco dela.

Os meninos se olharam assombrados sem entender muito bem o que

Conrado queria dizer. Então Léo indagou:

— O que você está querendo dizer com isso, cara. Você não é.... Sei

lá, namorado dela? Por que dizer isso?

— Digo isso porque quero dizer, e vocês façam o que acharem melhor

com essa informação. Quanto ao que eu tinha com ela não é do interesse de

vocês, mas acho justo dizer que estávamos num rolo, na verdade eu estava

mais que ela. Vi um lado dela que me desestimulou, assustou. Enfim, quero

deixar claro que não tenho mais nada a ver com ela. E tenho dito.

Atônitos com as palavras de Conrado os amigos o observaram sair da

sala, mas antes que abrisse a porta Dane o chamou:

— Conrado, para um homem como você dizer isso, acredito que você


realmente percebeu que ela não presta. E já que mesmo não sendo amigos e

nem planejando ser, você veio nos alertar, acho justo também lhe agradecer e

ainda te dizer que pelo visto você merece coisa muito melhor. Espero que

você encontre alguém que te dê o valor que merece. Obrigado.

Conrado deu um meio sorriso, saudou Dane com uma continência.

Depois virou-se para Léo e falou:

— Encontro vocês no bar, vou cobrar aquele chopp.

O ser humano é muito complexo, e a personalidade única de cada um

nos torna seres inexplicáveis e diferentes. Somos mutáveis, não podemos ser

definidos, pois em cada um de nós existem fatores que podem alterar vários

aspectos de nossas personalidades, como o tempo, a maturidade e a força de

vontade de querer realmente viver uma vida melhor. Conrado era meio

desviado, mas tinha um traço em sua pessoalidade de no fim fazer o que era

certo, como um soldado. Léo e Dane ainda tentavam absorver o que ele havia

dito antes de sair pela porta. Entraram em uma conversa sobre o que seria

possível Lia fazer contra eles. Acabaram chegando a conclusão que não teria

nada que ela pudesse fazer contra os dois. Decidiram entre eles que os dois,

mais uma vez, se manteriam o máximo longe dela até irem embora. Apesar

de acharem que ela não conseguiria fazer nada, não queriam se permitir ao

risco.

Mais tarde Léo conversou com o encarregado sobre sua licença e

transferência. Mas ele lhe disse que era complicado e que ainda precisaria de

pelo menos mais algumas semanas para conseguir a transferência e que no

fundo ele próprio não fazia questão de resolver isso, pois não queria perder

dois de seus melhores agentes. Léo não gostou muito, mas não iria poder

fazer muita coisa. Circulou pela agência e agilizou o que podia em relação ao

seu trabalho por ali.


Ao fim do expediente, se juntou ao Dane e outros agentes e foram

juntos para o bar. Ao passarem pela recepção fizeram questão de passar

direto sem olhar para Lia que estava atrás do balcão. Lia por sua vez sentindo

que eles nem deram atenção se conteve, porém não desistiria, pois em sua

cabeça tinha planos para mais tarde. Planos estes que insistia em incluir os

meninos.

O bar da pequena cidade próximo a fronteira estava cheio. Era o mais

popular dali, e hoje estava recheado de agentes bem empolgados festejando o

sucesso da operação. Um verdadeiro chamariz para às solteiras de plantão.

Haviam muitos agentes comprometidos, casados, mas também tinham muitos

solteiros. O sonho de muitas moças naquela cidadezinha. Quem não queria

um Federal para chamar de seu?

A música estava bem animada, como os muitos corpos que dançavam

no pequeno espaço reservado para dançar. Dane e Léo riam de alguns de seus

amigos que se mexiam com a música e achavam realmente que estavam

dançando. Léo estava só no refri e sucos, enquanto Dane se deixou levar e

estava tomando todos os chopps que seriam destinados ao Léo. Porém seu

amigo de vez enquando o forçava a beber uma garrafa de água, não queria o

ver passando mal no outro dia. Seus amigos policiais os questionaram sobre o

pedido de transferência. Então eles tentaram explicar, e o único motivo no

qual eles conseguiam pensar era em sua Nininha. O que foi uma farra para os

caras que zoaram muito os dois. Diziam que agora viraram cachorrinho de

uma dona só, que essa era uma pobre coitada por aceitar os dois ou que ela

deveria ser o cão para aguentar os dois. Esses eram os mais engraçadinhos.

Tinham também àqueles bem curiosos por ser um relacionamento tão

diferente, queriam entender melhor. Léo e Dane tentaram explicar como

podiam e levaram as brincadeiras na brincadeira.

Entre um papo e outro Dane percebeu que estava sem seu celular.


Falar de sua menina o fez sentir ainda mais saudade, foi pegar o celular para

ver sua foto, mandar uma mensagem, foi então que percebeu que estava sem

ele. Olhou em volta, alguns perguntaram o que ele procurava e ao dizer,

ajudaram ele a procurar. Não estava por ali. Foi quando Léo lembrou que a

última vez que viu o telefone dele, estava na mesa dele na agência. Léo

pensou que ele havia pego o telefone junto com às chaves, mas pelo visto

provavelmente deixou lá.

— Que merda Léo, puta que pariu, não queria ir na agência amanhã,

queria dormir até mais tarde. Agora vou ter que ir lá buscar. Pela hora já não

deve ter mais ninguém lá, se não pedia para me trazer.

— Relaxa Dane, eu passo lá amanhã e pego pra você. Deve até estar

descarregado já.

— Será que Nininha mandou mensagem?

— Se ela não conseguir falar contigo ela me liga. Come uma batata ai.

Ao terminar de falar, Léo observou Conrado entrando no bar. Ele foi

na direção da mesa deles e disse:

— E aí cara, vim cobrar meu chopp.

Eles se cumprimentaram em um aperto de mãos. Conrado também

apertou a mão de Dane. Léo e Alencar convidaram Conrado para sentar com

eles e pediram ao garçom que trouxesse um chopp para ele. Dane não curtiu

muito, mas ficou de boa tentando acompanhar a conversa. Logo outros

agentes já um pouco altos pelo álcool se juntaram a eles e pediram para

contarem sobre como foi o embate entre eles e os traficantes. Léo eufórico

falava da caçada e como foi levar um tiro, pular do segundo andar e depois

ainda correr se esquivando na mata para poder derrubar os bandidos. Ainda

disse que para ele o ponto mais alto foi a luta com o Chefão, o único

problema foi que ele acabou agarrado. Já Conrado disse que seu ponto alto

foi ver a vida se esvaindo nos olhos do Chefão quando sua bala cravou no


meio de sua testa. E quando perguntado sobre se ele em nenhum momento

sentiu receio de acertar Léo respondeu:

— Claro que não, somos pagos e preparados para esse serviço. Até

para estarmos na linha de fogo como Léo estava. Se morremos ou matamos é

só nossa obrigação.

Dane encarou Conrado ao perceber o tom escorregadio. Sorriu de lado

e disse:

— Então se você tivesse que atravessar a bala em Léo para matar o

traficante você não teria pensado duas vezes?

Todos se silenciaram, se era possível um bar lotado ficar silencioso.

Léo olhou o amigo sem entender a pergunta, mas prestou atenção para saber

da resposta. Conrado deu uma tragada profunda em seu cigarro, apagou ele

no cinzeiro e encarando Dane com meio sorriso no rosto o respondeu:

— Se fosse realmente preciso, sim. Claro que eu tentaria a melhor

maneira de não dar um tiro fatal no agente, mas com certeza, faria. Neste

caso específico eu estava no lugar de quem atira, mas um dia poderia estar no

lugar da vítima. E nós policiais sabemos que ao sair para uma missão não

sabemos se vamos voltar, mas precisamos acima de tudo ter a certeza do

serviço feito. Tirar das ruas tipos como o Chefão é muito mais importante.

Nós policiais temos que estar prontos para matar ou morrer.

— Pois é, até concordo, mas você não pensou nisso quando o

traficante pulou do galpão. Só foi atrás dele por que Léo o seguiu. Ainda bem

que você não precisou sacrificar um agente para concluir seu serviço. —

Dane disse irritado.

— Bem, bem meninas, graças a Deus Conrado não precisou me

atingir e esse rostinho lindo aqui ainda vai embelezar o mundo. Valeu

Conrado por ser preciso e acertar o alvo sem ter que me levar junto. Garçom,

traz uma rodada por minha conta. — Falou Léo tentando quebrar o clima.


A bebida já estava tomando conta de Dane, e ele não engolia

Conrado. Ouvi-lo dizer que ele atingiria um policial para pegar um bandido

foi repugnante. Ao perceberem que o nível de testosterona misturado a

bebida foi ficando alto, os caras cortaram o assunto falando de outras coisas.

Principalmente sobre os destinos dos ilícitos apreendidos. Todos receberam

seus chopps. Todavia Conrado e Dane se encaravam vez ou outra, pareciam

medir força.

Haviam algumas moças dançando e Conrado começou a olhar na

direção delas. De repente notou quem não queria ter visto. Lia. Ela entrava e

recebia o olhar de alguns caras. Ela adorava isso, ainda se empinava toda para

chamar a atenção. Estava muito bonita num vestido justo tomara que caia

vinho. Conrado não conseguia tirar os olhos dela. Ela o viu, e rapidamente

olhou para a mesa encontrando seus alvos principais. Andou em direção a

eles. Ao perceber que ela estava vindo Conrado preferiu se levantar, olhando

de Dane para Léo disse a eles:

— Boa sorte para vocês. E Léo, valeu pela cerveja, viu, no fim valeu

apena não ter te acertado. Boa noite.

Os meninos não entenderam nada até olhar em direção ao que

Conrado havia indicado com a cabeça ao dizer boa sorte. Léo soltou um

palavrão mentalmente e Dane tomou seu chopp em uma golada só. Os dois

assistiram Conrado indo para pista e iniciando uma conversa com uma ruiva

muito bonita, enquanto Lia se chegava perto deles toda rebolativa e

sorridente. Os outros agentes abriram espaço para ela passar e parar perto dos

dois. Mesmo percebendo a cara de poucos amigos que eles fizeram.

— Oi docinhos, que bom encontrar vocês aqui. Que tal me pagarem

um chopp hein?

Com uma gargalhada, Dane se levantou da mesa. Fazendo todos que

estavam em volta os olhar. Batendo com as duas mãos sobre a mesa


esbravejou na cara dela:

— Garota qual é a tua, você é louca ou o quê? Porra qual foi a parte

que você não entendeu que nós não queremos e NUNCA vamos querer nada

com você. Para com essa merda de ficar puxando assunto, se esgueirando

perto da gente. Se manca.

Levantando e segurando o braço do amigo Léo disse tentando acalmalo:

— Ei brother, deixa pra lá não vale apena. Acho melhor irmos

embora, vamos.

Já emputecido por vários motivos e tomado pelos chopps, Dane não

se segurou.

— Para você Léo, eu não aguento mais essa merda. Essa garota tem

que entender de uma vez por todas que nós não estamos mais solteiros.

Mulher insistente da porra. Lia vai achar outro alvo, vai ser feliz, gente feliz

não enche o saco. — Ao terminar Dane foi no banheiro.

Os agentes em volta tentaram argumentar para que Lia fosse embora,

mas ela cismava em não querer ir. Léo vendo aquilo balançou a cabeça

negativamente e saiu dali em busca de Dane, mas antes ainda disse:

— Lia você é uma mulher bonita, não vê que está fazendo um papel

ridículo. Devia se concentrar em quem te quer e não em quem não te suporta.

Nos deixe em paz.

— Mas eu queria....

— Por favor, não fala nada. Disse Léo cortando Lia. — E virando

para os caras em volta concluiu. — Galera acabou, foi muito bom estar com

vocês, mas vou levar Dane para casa. E eu também estou um pouco cansado.

Nos vemos depois.

Léo passou pelo bar onde Conrado estava bem entrosado com a ruiva,

o cumprimentou com a cabeça. Foi até o banheiro e encontrou Dane saindo.


— Bora brother, a noite já deu.

— Vamos, não aguento olhar na cara daquela garota. Merda! Tô

tonto, acho que bebi de mais.

Os dois cruzaram a pista e se despediram de quem estava pela frente.

De longe sentada numa cadeira sozinha, Lia olhava cada passo que eles

davam para a saída, tinha uma mistura de ódio e luxuria no olhar. Sua mente

queimava pensando em um jeito de tê-los para ela. Bom, por enquanto não

seria ainda naquela noite, mas ela tinha certeza que um dia teria sua chance.

Quando eles saíram pela porta, sem destino para focar seu olhar, olhou

envolta no bar e encontrou Conrado todo amoroso com uma ruiva. Observou

ele pegar sua mão, falar em seu ouvido, o que a fez rir e depois puxou ela em

direção a porta, Lia notou o semblante da ruiva toda satisfeita em

acompanha-lo. Conrado cruzou os olhos com os de Lia, e com cara de nojo se

virou sem a cumprimentar. Idiota, disse ela. Ele riu debochado e beijou a

ruiva em exibição pura.

Louca de raiva e sem saber o que fazer no momento, levantou e foi

até o balcão. Pediu uma bebida, se acalmou um pouco. Depois relaxou, mais

ainda, ao pegar um celular da bolsa. Sorrindo e dando um beijo no aparelho

disse para ela mesma:

— Eu não estou tão sem sorte assim. Você docinho — Disse olhando

para o aparelho. — Pode ser minha salvação.

Guardou o aparelho em sua bolsa como se fosse ouro. E ainda

sorrindo saboreou sua bebida. Ao notar que estava sendo observada por um

homem bem simpático e sozinho no final do balcão, gesticulou com o seu

copo para ele como se estivesse brindando. O que fez o rapaz ter coragem

para se aproximar.

Ela pensou então, a noite ainda não estava totalmente perdida.

Amanhã seria um novo dia, uma nova chance para tentar conseguir o que


mais queria que era estar entre os dois objetos de seu mais insano desejo.


Capítulo 39: Ver Para Crer.

Já era início da madrugada, a estrada estava escura, Léo

dirigia bem devagar enquanto Dane dormia no banco do carona. Ouvindo um

som relaxante Léo pensava em como seria bom chegar em casa e encontrar

sua princesa os esperando. Se achava mais que preparado para a vida de

casal, melhor dizendo de trisal.

Seu coração acelerava ao pensar em tudo o que estava por vir.

Chegando a sua casa abriu a porta da garagem e estacionou o carro. Deu a

volta e abriu a porta do carona. Logo Brutus veio ao seu encontro fazendo

festa. Mas Léo não podia lhe dar atenção tinha que ajudar Dane a sair do

carro. No bar seu amigo bebeu bastante, Léo acreditava que ele só ficou

embreagado porque seu corpo e mente já estavam exaustos, a bebida só o

ajudou a desligar um pouco.

— Anda Dane, acorda chegamos. Vem, vamos entrar.

— Onde? No Rio? Já? Foi rápido.

— Quem dera meu brother, quem dera. Estamos em casa ainda. Vem,

você precisa de um banho e dormir.

Saindo trôpego do carro e com ajuda de Léo, ele seguiu para dentro

de casa brincando de pega com Brutus. Esperou Léo abrir a porta e após

entrar passou o braço pelos ombros de Léo e disse:

— Irmão pelo amor de Deus, não esqueça de trancar a porta e às

janelas e até os ralos da casa toda. Aquela Lia pode tentar vir atrás de nós. E


não podemos dar mole e deixar ela estragar nossos planos. Entendeu. Por

favor, não esquece.

— Relaxa mano, pode deixar comigo. Consegue ir para seu quarto

sem ajuda? Quer alguma coisa?

— Claaaaaro que consigo oh, tô bemzaço.

— Sim tô vendo, cuidado na escada. Vou fechar tudo aqui e te levo

uma garrafa d'água.

— Isso, isso ,isso. Ops!

Tropeçando Dane subiu às escadas e foi para o quarto. Enquanto isso

Léo ria do amigo que raramente ficava avoado assim. Pensando nas palavras

dele se certificou de fechar todas as entradas da casa. Ao pensar nos ralos Léo

riu ao imaginar se a Lia se transformaria em cobra e tentaria entrar por eles.

Tomara que não, pensou.

Na cozinha tomou seus remédios, pegou uma garrafa d'água e uns

comprimidos para Dane que com certeza ao acordar iria precisar. Apagando

as luzes da casa foi para o segundo andar, antes de ir para seu quarto passou

pelo de Dane. Ele estava só com a calça jeans aberta e sem blusa. Metade do

corpo em cima da cama e outra fora, quase ajoelhado no chão. Léo deduziu

que ele foi ao banheiro e ao voltar no quarto não aguentou, deitou na cama e

acabou pegando no sono. Anestesiado do jeito que estava só acordaria

amanhã. Colocou a garrafa e os comprimidos na mesinha ao lado e então ele

puxou a calça dele, deixando-o só de cueca. Subiu suas pernas com muito

esforço para cima da cama. Seu ombro incomodava e o corte da facada ardia

um pouco. Ajeitou o amigo da melhor maneira possível e o cobriu. Ligou o ar

e saiu do quarto fechando a porta.

Em seu banheiro Léo tomou um banho demorado, estava sem sono.

Pensamento longe carregados de carinho e desejo. Não tinha como tocar em

seu corpo e não imaginar ser tocado por sua Nininha. Mesmo que já não


conseguisse sentir o prazer esperado ao se masturbar como antes, ainda

precisava fazê-lo pelo simples fato de que seu corpo precisava de uma

válvula de escape. Seu pau estava constantemente semi duro, porque tinha

pensamentos ao longo do dia com sua princesa a todo momento. E quando

estava sozinho, não conseguia se controlar. Com a água morna caindo sobre

seu corpo, ele se deixa levar pelo instinto, acariciava seu saco e subia a mão

para cima e para baixo no seu eixo dolorido. Loucuras surpreendentes

passavam pela sua mente, seu corpo respondia ao afago de suas mãos em seu

pênis, fazendo todos os seus músculos tensionarem ao mesmo tempo, suas

feridas ardiam e até doíam um pouco, mas isso era pequeno diante da dor de

seu corpo sentindo falta de sua Nininha. Soltando gemidos indecorosos, e

aumentando o movimento de sua mão, conseguiu liberar seu sêmen em jatos

espessos no piso do banheiro. Conseguindo assim com o ato, aplacar um

pouquinho o desejo de querer estar com sua mulher.

Em seu quarto após se secar cuidou dos seus curativos como pôde e se

preparou para dormir. Antes ainda olhou no celular para ver se havia alguma

mensagem, mas não tinha. Ficou meio irritado ao ver que nem visualizar sua

mensagem ela visualizou.

Deixou o celular carregando, mas colocou para despertar pois ele queria ir

cedo buscar o aparelho de Dane que ficou na agência e trazer antes dele

acordar.

Ao dormir o tempo voa. De madrugada a vida acontece tanto na cama

como na rua. Muitos dormem, outros se divertem, amantes se amam, alguns

trabalham, uns escrevem e muitos preferem viajar. No caso de Nininha não

foi escolha, mas necessidade. Ela tinha que estar com seus meninos e uma

vez decidida a única opção foi um vôo com escalas. Infelizmente além do

vôo ser demorado ouve alguns atrasos. Ela estava tão cansada que ao pegar,


enfim, o próximo avião dormiu profundamente.

Já era dia quando Nininha abriu os olhos e observou os raios do sol

tocando a janela do avião, era lindo. O engraçado era que apesar do cansaço

ela estava ainda mais feliz, estava mais próximo de estar com seus meninos.

Iria enfim estar lá para cuidar deles, completamente preparada para uma vida

a três.

Um tempo depois o comandante anunciou que iam pousar. Seu coração

palpitou muito forte. Era chegada a hora. Estava muito ansiosa para ver a cara

deles quando chegasse lá, na casa deles e de surpresa.

Já no aeroporto após fazer o check-in, Nininha procurou uma

lanchonete, estava com muita saudade, mas muita fome também. Tomou uma

vitamina com pão de queijo e ainda coube espaço para um pedaço de torta.

Saciada, foi procurar um serviço de táxi.

Ao entrar no carro procurou o papel onde anotou o endereço deles,

mas não achava de jeito nenhum. Toda desajeitada jogou todo o conteúdo da

bolsa no banco do carro. Xingando alguns palavrões e pedindo desculpas ao

mesmo tempo ao motorista, foi tentando achar o papel. Não conseguiu. Ainda

tentando e querendo manter a surpresa ligou para casa para saber se seu pai

via por lá o papel e aproveitou para dizer que já chegou e estava tudo bem,

fora o fato de que não sabia o endereço para onde ia. Ao conseguir falar com

seu pai soube que o papel não estava lá também. Pensou que deve ter

perdido. Seu pai a aconselhou de ligar para eles. Não muito contente decidiu

melhor ligar mesmo.

Juntou suas coisas todas e saiu do táxi, toda sem graça. Mas o

motorista foi muito gentil com ela. Pensando em suas opções viu a hora e

imaginou que Dane estaria na agência pois ele disse que tem ido sempre para

agilizar seu serviço. E Léo está de licença médica, então se concentrou em

surpreender o Léo. Decidiu que ligaria para o Dane e ficou bem excitada ao


pensar que poderiam ter um replay no estacionamento do aeroporto.

Pegou seu telefone e ligou para o celular de Dane. Chamou, chamou e

nada. Tentou de novo. Dessa vez atendeu no segundo toque.

— Bom dia amor, adivinha quem é. Tenho uma surpresa para você.

— Disse Nininha toda melosa.

Alguns segundos se passaram e Nininha achou estranho. De repente

ela ouve o som de um bocejo, como de quem estava acordando e uma voz

sinuosa dizendo:

— Alôo, oi, o Dane não pode atender, está dormindo ainda. Tá muito

cansado pela noite de ontem. Quer deixar recado, docinho.

Sabe o precipício que se abriu entre Nininha e os meninos no

pesadelo que ela teve? Então, era o que estava acontecendo naquele

momento. Apesar de estar sentada em uma cadeira no aeroporto, Nininha

sentiu como se o chão fosse tragado dos seus pés. Como se ela estivesse na

base daquele precipício a ponto de pular. E naquele momento ela queria

pular. Seus olhos queimaram em brasas, sua garganta fechou não haviam

palavras presas, simplesmente não haviam palavras. Tudo desmoronava à sua

volta, aquela voz a atingia feito lâmina afiada, mesmo sem a tocar. Sem

acreditar ainda no que estava acontecendo, absorta em sentimentos que nunca

havia imaginado ter, ela desligou o telefone e o jogou na cadeira ao lado

como se fosse ferro quente. Ali ficou encarando seu aparelho. Sentiu-se só.

Sem saber o que fazer. Longe de casa, longe de suas amigas, longe de seu

pai. Subiu às suas pernas para cima da cadeira de modo que pudesse se

abraçar. Sua cabeça dava voltas pensando o que poderia ter acontecido. Será

que ela foi tão otária assim? Será que era verdade? Será que aquela mulher

estava na cama com Dane, e será que Léo também estaria com eles? Eram

tantos os pensamentos. Eram tantos os por quês. Queria retornar a ligação,

mas não teve coragem, ficou ali abraçada a si mesma segurando o rio de


lágrimas que queriam descer de seus olhos. Precisava de um tempo para

pensar no que fazer. Para ela não havia mais ninguém naquele aeroporto,

apenas ela, o celular e o precipício, onde via todas as suas mais altas fichas

caindo num profundo sem fim.

Na agência o som de um sorriso malicioso rondava o ar. Lia saia de

uma sala próximo a recepção com cara de conquista e gozo. Ao achar no dia

anterior o celular de Dane em sua mesa, não sabia que iria ter tanta sorte

assim, achou que só o fato de o encontrar para tentar devolver o aparelho já

seria uma ótima oportunidade para estar com ele. Ainda mais sabendo que ele

estaria no bar bebendo, achou que seria mais... Fácil se aproximar. Mas não

rolou. Ele até estava bêbado, mas tratou-a como lixo. Porém Lia não desistiu,

algo lhe dizia que teria sorte. Só que ela não pensava que seria tão bom

assim, não sabia que teria a oportunidade de afastar de vez aquela namorada

sem sal que eles arranjaram. Lia passou a noite com o homem que conheceu

no bar, quando ela chegou em casa colocou o telefone de Dane para carregar

e tentou de todo jeito entrar nos aplicativos dele, na intenção de mandar

mensagem para a coisinha do Rio, mas tudo tinha senha, nem fazer ligação

ela conseguiu. Então quando estava em seu balcão de recepção guardando

alguns documentos e viu no visor chamando minha menina, no celular do

Dane, quase surtou de felicidade. Deixou chamar. Pegou o telefone e foi para

uma sala próxima vazia, e fez o teatrinho de quem tinha acabado de acordar,

quando ela ligou pela segunda vez querendo falar com Dane. Fantástico.

Agora ela queria ver. O único problema seria se ela ligasse para Léo, mas do

jeito que se sentia sortuda isso não aconteceria. Só ficou chateada porque

queria saber qual era a surpresa que a coisinha ia dizer para Dane. Ela caiu

direitinho, pelo jeito que desligou o telefone sem responder, teve certeza que

Dane estava dormindo com Lia. Lia ria sozinha atrás de seu balcão. Conrado

passou de longe e percebeu a malignidade em seu olhar. Se aproximando


comentou:

— Você está com cara de quem aprontou, não foi Lia?

— Não vejo onde isso te interessa, mas eu não preciso aprontar para

conseguir o que eu quero. O que tem que ser será, docinho. Agora vai, sai da

minha frente, você não disse que não queria falar comigo, tá com saudade,

Conrado? Sai de reto.

— Ah, Lia! Eu tenho pena de você, seu tombo vai ser alto e você não

terá ninguém para te ajudar. Tô fora!

— Vai rogar praga pros outros, querido. Na verdade nem precisa

tentar, pois a sorte está ao meu lado. Bay Bay.

Saindo das vistas de Lia, Conrado não conseguia imaginar o que ela

poderia ter feito. Mas tinha certeza de contra quem teria sido.

Com determinação Lia segurava o celular em sua mão, pois estava

esperando a coisinha ligar tentando confirmar o que tinha ouvido. E ela

novamente não perderia a oportunidade de acabar de vez com esse trio.

Enquanto isso na casa dos meninos o alarme tocava no quarto do Léo,

mas ele não estava muito afim de acordar. Pensou em ir mais tarde um pouco

buscar o aparelho de Dane, ele não ia acordar tão cedo também. Se permitiu

ficar mais um pouquinho na cama, acabou baixando o som do telefone.

Estava sonhando com sua princesa. Mal sabia ele, que ela estava mais

próximo do que em seus sonhos.

No aeroporto Nininha ainda tentava se recuperar da ligação que havia

feito. Durante esses minutos que se fechou em um mundo só dela tentando

acalmar sua dor, seu telefone tocou algumas vezes. Mas o medo de quem

poderia ser, não deixou ela atender.

Olhando para frente, a imagem das pessoas indo e vindo, os

reencontros de casais, as despedidas entre famílias faziam o coração dela

apertar mais um pouquinho. Lágrimas desciam silenciosas em sua face.


Acabou levando seus pensamentos a todos os momentos em que esteve com

seus meninos. Tentando reviver todos os sentimentos envolvidos em cada

encontro. Não conseguia entender onde foi que ela errou, o que ela deixou

passar. Seria tudo mentira? Aquela energia sentida, quase palpável entre eles

três não poderia ser falsa, poderia? Tudo bem que ela não era tão experiente,

e ainda era muito nova, mas burra? Se deixar levar e acreditar em dois

homens ao mesmo tempo. Ela já devia saber que isso acontece a todo tempo,

né verdade? As mulheres são diariamente ludibriadas em relacionamentos,

tanto novos como antigos. Ela era apenas mais uma vítima. Será?

Sua cabeça estava uma confusão, mas ao ouvir sua voz interior dizer a

palavra "vítima", fez ela voltar a pensar no sonho que teve, deduziu que no

sonho seria vítima daquela silueta escura. Ao mesmo tempo que isso passava

por sua cabeça, ela tentava ter certeza de que não estava só arranjando

desculpa para que essa ligação tenha sido uma farsa. Pois bem, mesmo assim

sua cabeça maquinava nesse sentido. Parecia ser um sexto sentido. Sabia que

aquelazinha queria seus meninos e poderia ser possível ela fazer algo como

isto, mas como? Como ela estaria com o celular de Dane? Lembrou do

encontro fatídico que teve com Lia, quando ela fez de tudo para entregar o

telefone que Léo tinha esquecido no trabalho e na sua frente fez parecer que

tinha alguma coisa com eles. Será que Dane cometeu o mesmo deslize

deixando o seu aparelho no trabalho também?

Lembrou que em uma das enúmeras conversas que teve com eles sobre

respeito e confiança prometeram um para o outro que jamais acreditariam em

qualquer coisa dita por outra pessoa antes de saber de um deles sobre sua

versão. Até podia ser que ela estivesse tentando amenizar o acontecido, mas

seria falsa consigo mesma se não ponderasse o fato de isso ser uma intriga.

Queria que fosse.

Seu corpo agora vibrava de raiva ao imaginar que alguém pudesse


fazer algo assim. E se fosse verdade dessa vez ela não passaria batido,

passaria na porrada. Começou a pensar em o que fazer para ter certeza de

que, ou eles a traíram de verdade ou aquela vadiLia estava tentando armar

uma para acabar com o relacionamento deles. Andou de um lado para o outro

tentando arrumar um jeito de descobrir isso. Nesse momento seu telefone

tocou novamente. Ela o olhou assustada sem saber o que fazer, mas se

aproximou e olhou no visor quem chamava. Era Lary. Nininha rapidamente

pegou o aparelho e atendeu a ligação. Graças a Deus tinha alguém para

dividir sua angustia. Sua amiga ficou desnorteada com tudo que ouviu.

Querendo saber sua opinião, Nininha lhe perguntava o que devia fazer, tentar

ir até eles e descobrir se ela estava realmente dormindo com Dane e talvez

Léo também e se isso for verdade, cravar uma estaca em seu coração que

nunca mais seria retirada, ou pegar um vôo de volta para casa e esquecer que

esses últimos dias aconteceram em sua vida sem ter certeza de que estavam

realmente a traindo. Que tudo que sentiu na pele e na alma não foi verdadeiro

o suficiente. Que tudo que viveu com eles foi um sonho lindo que como

qualquer outro terminou. Então aguardou por sua resposta.

— Minha amiga como queria estar com você aí agora. Faço uma ideia

de como você está. Quanto a tudo o que você disse só tenho uma coisa a

falar. Te conheço a muito tempo, e nos últimos dias você mudou muito e foi

por conta dos meninos. E por te conhecer sei que você não mudaria tanto e

não teria se envolvido de tal forma, se o que você tivesse vivido com eles

não fosse verdadeiro ou que tudo que recebeu deles não fosse real. Quando

os vi, percebi o quanto eles te queriam e pelo que você disse só da vez que

encontrou com essa vaca, acho que ela faria algo como isso sim. Então minha

amiga, apesar de você ir lá e acabar correndo o risco de ver seu mundo

desmoronar, é preciso para ter certeza. Pior do que ver eles com ela é você

passar uma vida inteira acreditando numa coisa que você não procurou saber


se aconteceu de verdade e acabar perdendo os amores de sua vida e toda a

felicidade que viria com eles por medo. Hoje você é uma mulher forte tenho

certeza que vai tomar a decisão certa. E tem mais, independente se aquela

vagabunda estiver com eles ou só ter fingindo isso, faz um favor para

humanidade e dê uma coça nessa peçonhenta.

Agarrada ao celular como se estivesse abraçada a sua amiga, Nininha

apesar de toda aflição ainda foi capaz de rir da frase final de Lary.

— Pois é Lary, é exatamente isso que quero fazer independente do

resultado. Bom, já que estou aqui não vou deixar para depois. Só tenho que

saber como vou fazer para descobrir.

— Amiga diante dos acontecimentos esqueci de te dizer que o papel

com um endereço estava numa bolsa que te emprestei. Achei que poderia ser

preciso por isso que estava te ligando.

— Sério Lary? Me passa por mensagem. Tive uma ideia, já sei o que

fazer.

— Já? E o que é? Me conta?

— Não, te conto depois pode deixar.

— Nininha pelo amor de Deus, o que você está pensando em fazer,

você tem que colocar a cabeça no lugar e pensar direito em tudo.

— Eu sei Lary. Conversar com você foi essencial. Realmente eu sou

uma nova pessoa, e eu vim aqui para estar com meus meninos, e então é isso

que eu vou fazer. E se eles estiverem mesmo com aquela docinho azedo eles

vão conhecer essa nova versão minha, uma versão bem endiabrada. Anda,

passa o endereço.

— Se cuida amiga, boa sorte e me liga. Vou estar aqui ansiosa para

saber o que aconteceu. E lembra você é maior que tudo isso, o que é para ser

seu será.

— Amo tu. Fui.


Com a mensagem contendo o endereço deles na tela do celular,

Nininha foi em busca de um táxi, totalmente decidida e preparada para tudo.

Mostrou ao taxista o endereço, o mesmo deu partida no carro e seguiu

viagem. Ela já sabia que era um pouco longe a cidadezinha do aeroporto.

Pediu ao motorista que uns vinte minutos antes de chegar avisa-se para ela.

Pensou em ligar para Léo, mas preferiu não colocar lenha na fogueira, pois se

a docinho estragado atendesse, seria possível toda sua coragem de encontralos

para ter certeza do que estava parecendo acontecer, acabasse indo por

água abaixo. Se concentrou em sua ideia e rezou para que no fim das contas

eles não tivessem nada a ver com isso. Nininha tentou se distrair na

paisagem da estrada, hora e outra olhava em seu telefone foto deles. No

grupo viu uma mensagem do dia anterior de Léo. Ele fez o tipo ciumento e

ainda insinuou filhos em suas palavras, conseguiu sorrir com a mensagem.

Dane não havia falado nada. Isso a deixou tensa. Dos dois Dane era o mais

complexo, porém da vez que ela esteve aqui ele pareceu tão mudado, tão

entregue. Não conseguia acreditar que ele seria capaz de estar justamente

com aquela mulher. Ele ainda disse que ela ia sair ou já teria saído da

agência. Bom, contudo ela já estava a caminho para ter certeza se esse

pesadelo estava acontecendo de verdade. No fundo não queria, não podia

acreditar que tudo que viveram, sentiram e desejaram para toda sua vida

tenha sido mentira. As sensações que tinham quando estavam juntos não

poderiam ter sido imaginadas. Era algo tão sensorial e divino. Nininha

tentava arrumar várias situações possíveis para que isso fosse verdade, mas

não conseguia nenhuma ideia. Pois agora, teria a verdade escancarada ao

visita-los. E de toda e qualquer maneira essa VadiLia iria sofrer as

consequências de seus atos.

Reconhecendo alguns edifícios e comércios que ficavam próximos à

casa dos garotos, perguntou ao taxista se já estavam próximos. Ele confirmou


que mais uns vinte e cinco minutos chegariam ao local do endereço. Se

vestindo de uma coragem que jamais imaginou um dia precisar, Nininha

pegou seu celular e com determinação e um nó na garganta, ligou para o

celular do Dane, e cruzou os dedos para que não fosse ele a atender agora.

— Alô? — A voz feminina respondeu após o primeiro toque.

— Alô, poderia falar com Dane? — Nininha falou, sem conseguir

disfarçar a rispidez.

— Oi querida, é a coisinha do Rio né, desligou tão rápido antes que

não consegui perguntar. Rsrs. Olha querida não tem como falar com Dane.

Ah! E nem com Léo. Estão dormindo, sabe como é né? Eu acordei mais cedo

e estou preparando um café reforçado para eles, devem estar famintos após

tanto esforço.

Mesmo após as feridas que as palavras de Lia faziam no peito de

Nininha, ela se segurou no seu plano e continuou a dar corda para a azeda na

linha.

— Você não pode estar falando sério, eles jamais fariam isso, ainda

mais com você. E se estive-se onde vocês estariam? Fala sério garota, você

deve estar inventando tudo isso.

Mesmo sabendo que poderia estar cavando a sua própria cova

Nininha já não desistiria de ir até o fim. Seu coração se enchia de esperança e

de ódio ao mesmo tempo. Aguardava ansiosamente a resposta da louca.

Sentiu que a respiração dela mudou quando disse que "jamais eles fariam isso

com ela".

A resposta veio cheia de sarcasmo e com um toque de raiva em suas palavras.

— Quem é você para dizer que eles não ficariam comigo, queridinha?

Queria que você visse eu aqui na cozinha deles, nua preparando um café,

acho que você não iria gostar né. Amorzinho se liga você perdeu, esses dois

agora são meus, procure aí no Rio alguém que não te engane como eles e seja


feliz. Ah, que se dane, não seja feliz, porque após ter esses dois seria

impossível ser feliz de novo. Sua trouxa.

— Humm, então quer dizer que você está na casa deles, passou a

noite aí e está nesse momento fazendo um café? Não posso acreditar, não é

possível. Por favor, me diga que é mentira? Como pude ser tão enganada? —

Nininha entrando no jogo fez parecer que acreditava em cada palavra dita

por ela, internamente rezava para ser mentira.

— Pois é, docinho. Desse jeito. Você não é a primeira e nem a última

mulher a ser enganada. Maldita seja a mulher que acredita que um homem,

ou no caso dois homens maravilhosos como esses seriam destinados a ter um

relacionamento sério do tipo eternamente. Pobres coitadas. Agora querida vai

chorar na praia, enquanto eu vou ali acordar meus agentes para tomar café e

um sexo matinal. Bom diaaaa.

Quando Lia acabou de falar o taxista disse que já estavam em frente

ao endereço. Ela desligou sem esperar uma resposta. Nininha olhava para a

casa e para o celular. No momento se sentia como se tivesse que andar numa

linha bem fina entre a realidade e a imaginação. De um lado o que parecia ser

e o do outro o que desejava que fosse. O motorista a olhava sem entender, via

seus olhos fixos na casa a frente e um semblante assustado.

— Moça a senhora está bem? Como disse já chegamos.

Saindo da confusão que sua mente estava, virou para o taxista e

perguntou:

— Seria possível o senhor aguardar pelo menos uns quinze minutos.

Porque pode ser que não tenha ninguém e eu ainda precise de seus serviços?

— Tudo bem senhora, mas vai ter que pagar a diferença.

— Tudo bem, vou lhe pagar a corrida até aqui, daí o senhor coloca o

marcador para uma nova corrida, pode ser? E nem vou tirar às malas. Já

venho.


Foi a única coisa que se preocupou, pois pensando que se encontra-se

o circo armado precisaria de um carro de fuga. Vestindo sua armadura desceu

do táxi, se ajeitou da melhor maneira possível, porque após um vôo longo

com escalas e uma mistura de sentimentos conflitantes, deveria estar um

bagaço.

Forçando um pé atrás do outro seguiu ao portão principal da casa de

"ainda" seus meninos. Seu corpo estava com uma sensação de um vulcão

prestes a explodir. Esses próximos minutos poderiam mudar toda sua vida,

todas suas expectativas. Mas não podia negar mais uma vez que se tudo isso

fosse uma armação daquela bruxa, os laços de amor e confiança iriam

aumentar. Antes de tocar a campainha fez uma pequena oração pedindo a

Deus maturidade suficiente para que conseguisse enfrentar qualquer situação

que possa estar atrás daquela porta.

A campainha tocou, Brutus veio ao portão latindo. Pela fresta do

portão Nininha pôde ver que Brutus estava balançando o rabo, devia estar a

reconhecendo. Notou que o carro e a moto estavam estacionadas. Suava frio.

Suas mãos estavam molhadas. Ninguém veio atender. Tocou novamente e

novamente. Até Brutus começou a ficar estressado, corria latindo do portão

até a porta da sala, e até com as patas batia na porta de madeira. Nininha

queria desistir, mas não podia. Ficou ali de pé aguardando alguém vir

atender. Pelo o que a louca disse estavam os três em casa, alguém deveria vir

atender.

Ao mesmo tempo que ela aguardava do lado de fora, do lado de

dentro Dane estava acordando. O quarto estava muito frio, levantou para

desligar o ar. Escutou os latidos de Brutus. Já eram umas dez da manhã, viu a

água e os comprimidos para dor de cabeça tomou-os. Foi no banheiro meio

enjoado, pensou ter exagerado nos chopps de graça. De lá escutou de longe a

campainha da casa. Colocou um shorth e saiu do quarto, olhou no quarto de


Léo e viu que também estava acordando.

— Escutou a campainha Léo?

— Sim, e os latidos de Brutus, quem deve ser essa hora? Ninguém me

ligou, alguém te ligou?

— Não idiota, esqueceu que deixei o celular na agência e meu amigo

ficou de ir buscar para mim hoje de manhã?

— Ah é, tava com sono brother achei que você não fosse acordar tão

cedo também. — Nesse momento a campainha tocou ininterruptamente. —

Ei, é melhor você ir lá se não vão acordar até os vizinhos, eu vou depois ,vou

dar uma mijada.

— Porra, que merda é essa? Vou lá, porque antes dos vizinhos

acordarem minha cabeça explode com essa barulheira. Espero não ser

problema.

Dane desceu as escadas gritando que já ia e pedindo para Brutus parar

de latir. Abriu a porta da sala deixando-a aberta e foi ao portão. Fez carícias

em Brutus que fazia uma festa para ele.

Impaciente Nininha grudou o dedo na campainha e só o tirou quando

observou que a porta da frente abriu. Mesmo pela fresta tão pequena do

portão pode ver Dane saindo com a cara amassada de sono, lindo como

sempre. Procurava o ódio por ele e não achava, amava ele de mais. Seu corpo

logo reagiu aquela imagem imponente de um dos homens de sua vida. Suas

pernas bambearam, fez um esforço para lembrar a raiva da ligação que havia

feito para o telefone dele. Quando ele já estava na metade do caminho Léo

apareceu na porta da sala, coçando o saco. A visão era perfeita, Nininha

queria derrubar o portão apenas para ter uma visão completa dos dois. Dane

começou a abrir o portão, e uma sensação de insegurança bateu em Nininha.

O que faria se eles a estivessem enganando.

O portão foi abrindo aos poucos e Dane viu com surpresa a cena à sua


frente. Era sua menina, a mulher que o deixava na ponta dos pés.

Feminilidade em forma mais pura, estava linda, seus cabelos mais bonitos,

seria um sonho. Se perguntava se ainda estava dormindo, porém não queria

acordar, nunca. Sem pensar e falar nada, nem esperar que ela dissesse alguma

coisa. Agarrou seu corpo entre seus braços e beijou toda a sua face em

reconhecimento. Sentiu que ela queria dizer algo e até tentava afasta-lo, mas

seria impossível. A saudade, o desespero da falta do seu toque e a sensação

de tê-la novamente em seus braços era mais forte do que pensar

racionalmente e tentar enteder o que ela estava fazendo ali. Não queria

acordar. Léo olhava de longe e quando viu de quem se tratava correu para o

portão, retirou à força Nininha dos braços de Dane e a abraçou e beijou, e

entre os beijos perguntava se era ela mesmo, o que estava fazendo ali, como

chegou ali, etc...

Em meio às carícias, abraços e beijos de Dane e Léo, e também das

lambidas e pulos de Brutus, Nininha ficou parada sem saber muito o que

fazer. Não resistiu a tanto carinho, esperava exatamente isso do reencontro

entre eles. Diante de todo esse furor não conseguia acreditar que precisava

fazê-los parar com tudo e procurar saber se a Vacalia estava lá como havia

dito.

Tentando se livrar dos dois, afagou um pouquinho Brutus, se afastou

deles e os olhou nos olhos. Aqueles pares de olhos estavam brilhando como

nunca. Seus lábios formavam sorrisos de surpresa e felicidade. Vendo a

reação deles ela não podia acreditar que eles poderiam ter estado com outra

mulher há alguns segundos atrás. O rosto de Léo ainda estava bem marcado

pelos socos recebidos, sua vontade de acarinhar foi tão forte que viu sua mão

indo sem controle aos seus machucados. Era tanta energia da mistura de

emoções que sentia naquele momento que não conteve suas lágrimas. Eles

não estavam com ninguém, não seria possível receberem-na assim se tivesse


alguma mulher lá dentro em sua cama.

Ao verem sua mulher chorar era como uma facada em seus corações.

Léo a tomou de novo em seus braços e balançando como uma criança dizia

que estava tudo bem, ele estava bem, que esses machucados não eram nada.

Dane mexia nos fios do cabelo dela hipnotizado com sua presença.

— Vamos entrar amor, não precisamos ficar aqui no portão o dia

inteiro. Você precisa nos contar o que aconteceu, como você veio parar aqui,

e por que não ligou avisando.

Nininha levantou a cabeça chorosa em direção a ele, e falou sem

tentar esconder o deboche:

— Vocês tem certeza que estão sozinhos, não quero atrapalhar se

estiverem com alguma visita.

Sem entender muito bem o que ela estava querendo dizer, Léo levou

na brincadeira:

— Ah é claro, e você realmente acha que nos atrapalharia? Essa é a

melhor surpresa que eu tive na vida, melhor do que todos os presentes do

papai Noel, não é mesmo Dane? Agora que você está aqui, não garanto que

vamos deixar você ir novamente, sinto muito.

— Ter você aqui assim de surpresa é melhor que qualquer outra coisa

no mundo, porra vamos entrar logo antes que eu tire suas roupas aqui mesmo

e te faça nossa na frente dos vizinhos.

Ao terminar de declarar essas palavras Dane a agarrou de Léo e não

conteve a mão boba por todo seu corpo, deixando ela mole, mole e quase

esquecendo da ligação e a possibilidade da traição. Era muito forte o imã

entre seus corpos, ela não tinha forças para se separar.

Do outro lado da rua, o taxista buzinava e perguntava se ela ainda

precisaria de seus serviços. Antes que ela o respondesse Léo já estava

atravessando a rua e falando que não precisaria mais dele. Pediu para que ele


abrisse o porta malas para pegar as malas de sua princesa. Léo era todo

sorrisos. O taxista não entendia nada, aqueles homens, cada um abraçava a

moça como se fossem seus namorados. Léo cortou a visão do motorista que

não tirava os olhos do amasso que seu amigo dava à menina deles e

perguntou o preço da corrida, sem graça ao ser surpreendido o taxista disse

que ela já havia pago, e que se não precisasse mais dele não cobraria os

quinzes minutos que estava ali aguardando. Léo então o cumprimentou e

agradeceu. Com as malas de Nininha voltou à casa e riu do motorista que saiu

dirigindo e olhando para eles pelo retrovisor.

Chegando perto de Dane e Nininha, Léo disse para entrarem ou

seriam presos por atentado ao pudor. Quando Dane soltou ela, e ela sentiu o

ar novamente sem ser pela boca de um dos dois, recuperou a memória e

disse:

— Vocês me deixam louca, mas preciso confirmar uma coisa antes.

Onde está seu celular Dane?

— O quê? — Disseram juntos. Mas Dane foi logo completando.

— Por que você quer saber, você me ligou? Eu acabei esquecendo ele

ontem na agência e só percebi muito tarde, mas Léo vai lá buscar para mim.

Sem responder e entrando direto na casa , Nininha pegou seu celular e

chamou o celular de Dane. Ela olhava tudo em volta. Eles se entre olhavam

sem entender nada. Ao completar a chamada Nininha questionou ao telefone:

— Por favor garota, me diz que é mentira, me diz que não está na casa

deles. Eu não posso acreditar.

Ao ouvir, Léo e Dane continuaram não entendendo nada, foram para

ela querendo questionar o que acontecia, mas ela fez um gesto com o dedo

pedindo silêncio para os dois, que o fizeram. Se afastou deles e ouviu a voz

sinuosa dizer:

— Docinho, eu até poderia tirar uma selfie, mas eles não iriam


gostar. E eu não preciso provar nada para você, além do mais o fato de eu

estar atendendo o celular de Dane a manhã inteira já não lhe diz muito?

— É claro que me diz, eu só queria ter certeza de uma vez por todas.

Por favor, me diz que você não está na cama com eles, por favor.

— Queridinha você gosta de sofrer né, docinho eu estou na cama com

Dane e Léo está no banheiro depois de uma rapidinha que demos ainda agora.

Enfim sua trouxa, vai encher o saco de alguém que não esteja tão ocupada

como eu. Bay bay queriiidaaaaa.

— Sua vaca filha da puta, corre porque eu vou te pegar, e quando eu

te pegar você vai se arrepender de ter a audácia de dar em cima dos meus

meninos. CORRE AGORAAAAAA!

Assustados com o conteúdo da conversa que Nininha teve ao telefone

e sem saber com quem. Ficaram ainda mais assombrados com a frase que ela

gritou antes de desliga-lo, os dois se aproximaram novamente cheios de

perguntas tentando preencher o quebra cabeça de sua chegada repentina e

esse telefonema.

Muito nervosa Nininha subiu as escadas, foi primeiro no quarto de

Dane olhando tudo, entrou no banheiro e também em seguida fez o mesmo

no quarto de Léo. Os donos da casa iam atrás dela sem entender o que

procurava. Dane já cansado disso tudo parou-a no meio do corredor

segurando-a por seus ombros, encarou ela nos olhos dizendo:

— Chega Paulina, o que está acontecendo? Fala com a gente, nós

estamos que nem barata tonta atrás de você. Você aparece aqui de surpresa o

que para nós é fantástico. Mas nós não estamos entendendo esse seu jeito,

você parece irritada . E o que foi aquele telefonema, com quem você falava?

Fala com a gente.

Sem poder fugir das perguntas de Dane e dos olhos inquisidores de

Léo, Nininha baixou a guarda. Abraçou Dane tão forte quanto podia, sentiu


Léo vir por suas costas e achar um caminho por seu corpo a abraçando

também. Não conteve mais uma vez às lágrimas e no peito de Dane se desfez.

Como a felicidade incomoda as pessoas. Vendo ali o quão perto

esteve de perder os amores de sua vida por conta de uma pessoa má e

invejosa, que mesquinhamente se aproveitou da oportunidade de estar com

um cellular para forjar uma mentira. Nininha só sabia agradecer a Deus

baixinho em meios as suas lágrimas. Sabia que teria que ser forte, mas não

sabia que seria testada tão rápido. À partir daquele momento via a

necessidade de estar com seus meninos sempre para não permitir que pessoas

medíocres como Lia acabasse com sua felicidade.

O que teria sido se essa ligação acontecesse com ela no Rio, será que

Nininha teria essa disposição toda para encarar a verdade fosse ela qual for?

A distância, seria uma arma a favor do mal neste caso. Só que a imbecil da

Lia não contava com esse revés. Afinal, ela até teria essa sorte toda se no

caso sua adversária não estivesse tão acreditada no verdadeiro envolvimento

que tinha com seus meninos. Nininha ficou encima do muro sim, mas

preferiu ter certeza, no fundo acreditava neles como trisal. Queria isso. Não

foi o amor que a moveu em busca da verdade, foi a certeza de que tudo o que

havia acontecido entre eles desde que conheceu Dane no shopping e depois

Léo no bar e principalmente a energia que envolveu os três no táxi, não

poderia ser mentira. É muito mais fácil acreditar no que é ruim e acabar

caindo em armadilhas como a que Lia fez, do que acreditar que é possível

encontrar um amor tão sincero e verdadeiro, e crer nele vivendo a vida

tornando-o real todos os dias.

O que essa Vacalia precisa é de amor, mas ela não acredita nele

prefere viver das sombras, do nó em que tropeça. Querer o que é dos outros é

mais fácil do que ser paciente e esperar o seu. As coisas não acontecem na

hora e nem como nós queremos e desejamos. Às vezes, nem na vida em que


vivemos achamos o que procuramos. Pessoas fracas como Lia acabam por

em vez de se concentrar em viver o melhor que podem no tempo que tem,

preferem virar o algoz de pessoas que só estão fazendo de sua história um

bom lugar para ser feliz.

Tomada de uma alegria sem tamanho tomou a boca de Dane com

furor, logo se virando e tomando a de Léo. Se intercalava em beijar os dois e

tocar seus corpos. Eles retornavam todos os seus gestos. Ela sorria ao beijalos

e eles também, mesmo sem entenderem nada. Virada completamente para

Léo tentou abraça-lo forte até ouvir um resmungo de dor. Logo Nininha

parou e procurou o motivo do resmungo de Léo. Encontrou suas feridas que

estavam com curativos, em sua mente elas pareciam bem maiores.

— Desculpa Léo meu amor, desculpa, me esqueci que está ferido.

— Que isso Princesa, já disse que são só uns arranhões.

— Uns arranhões que te tiram resmungos de dor, sei.

— É um chorão esse Léo. Vem cá amor, não fuja explica o que

aconteceu.

Bem mais calma, Nininha suspirando disse:

— Tudo bem eu vou falar, mas antes vamos à agência buscar seu

celular, agora.

— Não amor não precisa, quero ficar com você aqui o dia inteiro.

— Aaaa meu querido, precisa sim, e como precisa. Eu quero ir e

quero ir agora.

Léo ouviu a malícia na voz de sua princesa e tentou juntar os pontos.

— Nininha essa ligação e esse seu destempero tem a ver com o

celular que Dane esqueceu?

— Bom, um dos amores da minha vida, sim tem a ver, mas só abro a

boca para falar mais quando chegar lá. Então vocês vão comigo ou eu vou ter

que chamar um táxi.


— Ok, tudo bem se é tão importante assim, nós vamos, além de pegar

meu celular aproveito e já assino um documento para segunda. Vou me

trocar.

Em pé atrás de Nininha, Léo a olhava com cara de quem sabia que ela

iria aprontar. Mas deixou para lá porque se era isso que ela queria, e se o

motivo disso tudo fosse o que ele estava pensando, não seria ele a parar sua

princesa. Se virando para Léo, que a olhava como se a estivesse investigando,

disse:

— O que foi? Vai ficar aí me olhando ou vai se trocar para ir com a

gente?

— Queria ficar aqui só te olhando, ainda mais quando pela primeira

vez vejo um traço maquiavélico no seu rosto, mas é melhor me trocar tenho a

impressão que não vou querer perder isso por nada.

— Não sei do que você está falando. Espero vocês lá embaixo, vou

beber água.

Com um estalinho rápido Nininha fugiu de Léo e na cozinha aguardou

os dois descerem. Ela percebeu que Léo tentava deduzir o que queria fazer.

Talvez ele tenha juntado às peças. O engraçado é que Dane nesse sentido é

mais esperto que Léo e não demonstrou desconfiança em nada.

Colocando o lado de seu quadril na mesa que lhe trazia lembranças

saborosas, sorria ao pensar o que iria fazer ao chegar e dar de cara com a vaca

na agência. E melhor, estava ansiosa para ver a cara dela ao vê-la chegando

junto com eles.

Quando Nininha decidiu fazer uma surpresa para seus meninos não sabia que

iria surpreender nada além dos dois. Lia que a espere, seu docinho azedo

estava assando.

Ao sair de seu quarto Dane deu de cara com o amigo, que também

saia do quarto dele. Então Léo o puxou e disse:


— Brother se prepara, acho que Lia aprontou alguma com nossa

menina. E quer saber, qualquer coisa que seja estou do lado dela, e se ela

quiser dar uns tapas naquela bruxa eu não vou me meter, acho bom você

lembrar da última vez. Você a segurou e ela ficou puta, falou um monte. Se

liga. Não sei o que aconteceu, mas aconteceu algo e ela lutou sozinha e

confiou em nós. Vamos deixar ela a vontade e depois nos explica melhor.

— Como assim, não estou entendendo.

— Dane você deve estar ainda com álcool na mente, tá atrapalhando

seu raciocínio. Faz o seguinte feche os olhos e segue nossa mulher, é a única

coisa que interessa. Nós e ela. Confio no julgamento dela, confie também.

— Idiota, é claro que confio. Pera aí, você acha que Lia está com meu

celular e ligou para Nininha? Não é possível.

— Brother não sei o que aconteceu, mas que aconteceu aconteceu. E

pelo que vi ela teve certeza que não tivemos nada com isso. Acho justo que

ela dê o troco.

— Puta que pariu... Vai dar ruim.

— Vai... E não vai ser para nós.Vamos. Já está mais que na hora da

Lia aprender uma lição.

De repente eles escutam lá de baixo Nininha gritando perguntando se

eles iam demorar mais, porque se sim ela já estava saindo. Os dois desceram

e encontraram com ela na sala.

— Pronto estamos aqui, mas que pressa é essa?

— Dane sem perguntas tá bem, vamos pegar logo seu celular e voltar

para casa só isso.

Nininha disse entrando no banco do carona. Enquanto Léo ia entrando

no banco do motorista e Dane no banco de trás. Nininha sorria gloriosa, o que

fez os meninos se olharem pelo retrovisor e fazer um gesto com os ombros

como se dissessem "fazer o quê né".


Com o carro na estrada indo para agência Dane achou melhor dizer

para ela que Lia ainda trabalhava na agência, apesar de que já imaginava que

ela já contava com isso.

— Amor, é... Lembra que eu disse que Lia ia sair da agência? Então

ainda não conseguimos que ela saísse, não te disse antes porque não queria

que você se preocupasse com isso, ainda mais estando tão longe.

— Tudo bem eu imaginei, porem da próxima vez seja sincero. Mas,

ela deve estar lá agora né?

— Provavelmente. E prometo ser sincero sempre. — Disse Dane

colocando a mão no rosto dela que estava virada no banco olhando para ele.

No pouco tempo da casa até agência, Nininha ficava mais ansiosa.

Virando uma esquina Léo levou o carro para um estacionamento, ela notou

alguns carros oficiais. Não havia muito movimento, provavelmente por ser

sábado. A agência parecia um prédio comum sem muitos adornos. Só se

notava ser um ambiente policial pela pequena inscrição no alto da porta e

alguns oficiais com seus distintivos no pescoço. Olhou para seus meninos e

perguntou por que nunca os viu com os seus. Disseram que não houve

oportunidade. Cada um pegou o seu e pôs em seus pescoços. Essa simples

imagem fez Nininha molhar a calcinha. Salivando por todos os lados

balançou a cabeça para tirar os pensamentos pecaminosos fora. Não podia

perder o foco. Antes de sair do carro achou melhor falar com eles e preparalos:

— Olha, se vocês não querem ver uma galinha depenada não venham

atrás de mim. Sei que aqui é o local de trabalho de vocês e sei o quanto isso

pode ser ruim para vocês. Porém, preciso fazer isso, vou entender se vocês

não quiserem fazer parte disso. Essa mulher fez uma maldade muito grande,

aproveitou que estava com seu celular Dane e quando eu te liguei fez parecer

que estava acordando na cama com vocês. Eu quase morri ao ouvir a voz dela


no seu telefone. Mas no fundo não quis acreditar, e para nossa sorte eu já

estava aqui no aeroporto. Foi difícil, mas tomei a decisão de ir até vocês para

ter certeza, imagina como eu fiquei. Eu corri o risco de ver, se fosse verdade,

vocês três juntos isso ia me matar, mas foi preciso. Agradeço a Deus por me

dar forças, pois foi assim que descobri que ela estava mentindo. Então meus

amores não me peçam para esquecer o que ela fez porque eu não vou. Agora

ela vai aprender a nunca mais se meter em nossa vida. Ou vocês vem e ficam

quietos ou nem saiam desse carro.

— Eu sabia, aquela filha da puta... — Léo resmungou.

— Meu Deus amor, como, mas por que não ligou para o Léo. Faço

uma ideia do que você possa ter sentido. Desculpa por ter esquecido o

telefone...

— Shiiiiii Dane, você ter sido esquecido não é o problema. Ela quem

é o problema, uma pessoa sem escrúpulos. Chega, eu vou explodir quero ir lá

e mostrar a ela que todo seu esforço não valeu apena.

Ao ver Nininha abrindo a porta para sair, Léo teve uma ideia. Puxou

seu braço e disse:

— Princesa não vou tentar parar você, mas na agência não vai ser

legal. Está quase na hora do almoço dela. E ela almoça num self-service na

rua ali em baixo. Se for confronta-la acho melhor que não seja em um

ambiente policial.

— Também acho amor.

— Tá bom. E quanto tempo falta?

Léo saiu com o carro do estacionamento e disse a Nininha que Lia

sairia a qualquer momento. Desceram a rua e pararam o carro perto da

lanchonete. Ansiosamente Nininha balançava a perna. Dane a perguntou se

não queria desistir e deixar isso para lá, Lia não valia apena, mas Nininha

estava convicta que iria confronta-la de qualquer maneira. Poderia até não lhe


dar uns tapas, mas que iria lhe dar uns gritos iria. Passaram-se alguns minutos

olhando para entrada da lanchonete quando de repente ela avistou aquela

criatura vulgar toda sorridente descendo a rua em direção ao estabelecimento.

Nininha não guentou, saiu do carro de supetão deixando os dois namorados

surpresos para trás. Seguiu cega em direção da bruxa que ousou acabar com

seu relacionamento. Seus passos eram tão largos e firmes que pareciam que

suas pernas aumentaram de tamanho. Seus punhos cerrados e toda a calmaria

em que estava foi embora ao imaginar que aquele sorriso na cara dela era

porque provavelmente imaginava ter saído vitoriosa de seu plano

maquiavélico.

Como sempre Lia desfilava pela rua em direção a lanchonete onde

almoçava todos os dias. Hoje era um dia bem diferente, tinha um gostinho

diferente. Para ela estava bem mais próximo conquistar os homens que

desejava, tinha conseguido afastar de vez, numa jogada de sorte, a pedra que

a impedia. Pobre de Lia não sabia o furacão que estava indo em sua direção.

A poucos passos da lanchonete Lia escutou o celular tocar, não era o

seu era o de Dane. Revirando os olhos pensou "não é possível que seja aquela

coisinha de novo, ela não desiste?". Parou na calçada e pegou o celular da

bolsa e atendeu:

— Alôooo...

— Oi sua quenga, não ouviu o que eu disse na última ligação? Agora

chora, que. ri. da.

Lia não entendeu nada e quando ia responder olhou em volta e como

se fosse um filme de terror avistou a coisinha do Rio vindo em sua direção.

Os olhos vidrados e um sorriso vingativo. Lia não sabia o que fazer, agora era

ela que perdia o chão. Como assim? Essa coisinha deveria estar no Rio, não

teria como ela ter chegado tão rápido nem de avião particular. Que merda! A

única coisa que Lia conseguiu dizer foi:


— O que você está fazendo aqui?

Colocando seu celular no bolso de trás de sua calça jeans, Nininha

continuou andando para bem perto de Lia e respondeu:

— Boa pergunta, na verdade a intenção era vir e fazer uma surpresa

para os MEUS NAMORADOS, mas como em todo relacionamento feliz tem

um encosto para atrapalhar, cá estou para fazer o encosto cantar pra subir. Me

devolve o telefone do meu namorado.

Apesar de um pouco intimidada e assustada Lia não deu o braço a

torcer tão fácil. Soltou uma gargalhada endiabrada e falou:

— E quem disse que eu sou o encosto, sua trouxa, cai fora, Dane

deixou eu vir com o celular dele para o trabalho porque quando eu disse que

você tinha ligado me implorou para afastar você deles.

No calor da surpresa em ver Nininha no meio da rua a confrontando,

Lia não percebeu que Dane e Léo estavam próximos delas, só percebeu

quando Léo disse:

— É verdade Lia, isso com certeza aconteceu após você tomar um

tarja preta ou fumar um cigarrinho do capeta.

— Eu, eu.... O que vocês estão fazendo aqui... E com ela? Ela não

merece vocês...

— E você merece Lia, que moral você tem em dizer isso. Na primeira

oportunidade você toma uma atitude tão baixa como essa, usar meu celular

para forjar uma mentira. Isso é crime Lia. Você não presta, não vale o ar que

respira. Eu tenho nojo de você. Me devolve meu telefone sua louca.

— Não Dane, não fala assim comigo eu... Eu sou louca por vocês

dois... Por isso fiz o que fiz. Foi por gostar de vocês....

Em uma manobra rápida Nininha se aproximou de Lia enquanto ela se

escorregava tentando convencer Dane de que não tinha feito nada de errado,

pegou o celular da mão dela e a empurrou para trás.


— Não ouse falar com um de meus meninos, nem tocar em nenhum

de seus objetos novamente se não eu corto suas mãos fora, ENTENDEU?

Com as palavras de Nininha gritadas ao vento, as pessoas que

passavam começaram a perceber a animosidade entre eles. Lia quando foi

empurrada voltou toda cheia de razão e meteu o dedo na cara de Nininha.

— Sua maluca você quase me machucou, fique sabendo que eu faço o

que eu quiser, e se eu quiser falar com eles...

— Tira esse de-do da minha cara sua vaca...

— Nãoo tiiiirooo, e quer saber sua coisinha sem sal eu ainda vou ter

eles na minha cama, eu faço o que eu quiser como eu quiser...

— Ah é, então eu também faço... Toma...

PAFTH! PAFTH! PAFTH!

— Aí... Maluca... Me larga…

— Isso é pra você aprender que não se deve mexer com o namorado

de ninguém, muito menos com os meus.

Quando Lia insistiu com o dedo na cara de Nininha que queria e iria

para cama com seus meninos, o mundo ficou vermelho. Nininha já não

conseguiu raciocinar direito, era como se Lia entrasse na fila mil vezes

pedindo para apanhar. Nininha empurrou o dedo de Lia para o lado e não

contente agarrou com a mão esquerda um punhado dos cabelos dela e com a

mão direita deu três tabefes em sua cara. Foi tão rápido que ninguém pôde

fazer nada, nem a própria Lia conseguiu pensar em se defender. Após receber

os tapas, Lia levou a mão no rosto que estava ardido e se enconstou na parede

olhando Nininha e dizia um monte de baboseira. Por sua vez Nininha pediu

para ela se calar, mas Lia não calava. Xingando, Lia foi em direção de

Nininha e tentou agarrar seus cabelos, porém ela já esperava que a docinho

azedo fosse reagir então ao levantar as mãos em sua direção Nininha juntou

os braços dela e novamente lhe deu um tapa e a jogou no chão. Montou em


cima de sua barriga imobilizando os braços de Lia que se debatia tentando se

soltar e a xingava distribuindo mais alguns tabefes em sua fuça.

Os espectadores gritavam envolta delas, quem não gosta de ver uma briga de

mulher. Nininha olhava para cara daquele ser desprezível e falava:

— Você é uma pobre coitada, mal amada, sem escrúpulos. Não

consegue ser feliz por si mesma precisa roubar a felicidade dos outros. Se

você não se cuidar vai acabar numa pior. Você ainda é jovem vê se cria

vergonha nessa cara e vá tentar encontrar alguém pra chamar de seu, porque

esses dois ali que você está vendo são MEUS só MEUS. E nada e nem

ninguém vai nos separar.

Mesmo Nininha sobre ela dizendo tudo isso, Lia não se abalava, ria

debochada e ainda retrucava dizendo que se Nininha acreditava nisso era

mais iludida do que criança que acredita em coelhinho da Páscoa.

Ao redor delas formou uma platéia, Dane não gostava nada disso.

Apesar de saber que Lia merecia o que acontecia não queria ver sua menina

numa situação como esta. Chamando a atenção de Léo fez que ia separar as

duas, mas Léo respondeu que não com a cabeça. Ao contrário do amigo Léo

estava curtindo ver sua princesa acabando com aquela sem noção. Já estava

na hora disso acontecer.

Satisfeita Nininha se levantou repetindo para Lia que nunca mais se

metesse no caminho dela e de seus meninos, ela já não seria tão generosa

como agora. Livre Lia também se levantou e disse:

— Quer saber, eu é que não quero mais nenhum dos dois se eles

gostam de você é porque tem muito mau gosto. Não servem para ter uma

mulher de verdade como eu.

— Poxa obrigado, ainda bem que entendeu, você é boa demais para

nós então sai do nosso pé. — Disse Léo mais uma vez debochado.

Lia fez cara de raiva para ele, e ao notar que Nininha se aproximava


dela novamente tentou se esquivar, mas se deu mal, pois encostou na parede

com Nininha à sua frente. Não teve para onde correr, e encurralada recebeu a

mensagem bem explícita dela:

— Então pronto, melhor assim e para que fique bem claro vou repetir:

NUNCA MAIS NO RESTO DESSA SUA VIDINHA INSIGNIFICANTE

VOCÊ TENTE FICAR ENTRE NÓS TRÊS, PORQUE SE ISSO

ACONTECER EU PASSO POR CIMA DE VOCÊ FEITO UM TRATOR,

ISSO QUE VOCÊ TEVE HOJE FOI APENAS UM APERITIVO.

Bom almoço, que. ri. da!

Saindo de cima de Lia que estava completamente acuada, Nininha

chamou Dane e Léo, que a seguiram em direção ao carro. Antes de abrir a

porta para ela nem Dane, nem Léo conseguiram segurar o desejo de beija-la.

Estavam excitados com a autoridade em que ela levou toda a situação. Não

tinham como negar com suas calças cada vez mais apertadas ao ouvi-la dizer

MEUS a todo momento. E o eram. Cada um tomou dela um beijo ardente, e

nenhum dos três se preocuparam com o show à parte que davam no meio da

rua. Suas únicas preocupações eram levar sua mulher para casa e toma-la

para eles quantas vezes eles conseguissem. Foda-se que era ainda metade do

dia, foda-se toda essa palhaçada de Lia, foda-se o mundo, o mais importante

é que ela estava ali para eles e eles ali para ela. Um triângulo perfeito sem

fim.

Dane abriu a porta do banco traseiro e puxou sua menina com ele.

Léo deu a volta e se sentou no banco do motorista. Pelo retrovisor Léo disse

olhando para o amigo:

— Isso Dane, vai aquecendo nossa garota até chegar em casa.

— Cara, pode deixar comigo.

Rindo Nininha montou no colo de Dane e iniciou um amasso

assanhado que se estenderia até em casa. Quando Léo saiu com o carro


Nininha foi capaz de ver Lia sentada dentro da lanchonete com uma garrafa

d'água olhando eles passarem. Prontamente Nininha aproveitou a plateia VIP

e grudou sua boca em Dane tão gostosamente deixando ele tão louco que deu

ao mesmo tempo com as duas mãos tapas na sua bunda tirando gemidos de

sua boca. Agora sim, esse reencontro promete.


Capítulo 40: O Reencontro.

Instinto, palavra relacionada ao ser humano sempre que age

sem raciocínio lógico em momentos que se deixa levar pelo seu lado mais

puro animal. Geralmente esses momentos são relacionados à fúria e ao sexo.

Quando brigamos por algo ou alguém, mesmo que seja apenas para provar

nosso ponto de vista, movemos mundos e fundos para que nos façam

entender. Alguns conseguem resolver com palavras e outros precisam do

confronto. Nessa altura chegamos ao mais cru do instinto animal que há em

nós e insanamente podemos até cometer atrocidades como desejar o mau ou

até mesmo cometê-lo. Ficamos furiosos, bárbaros, desumanos e cruéis. À

contra ponto que no aspecto sexual, nossos instintos viajam por emoções

diferentes. Há os que no sexo buscam apenas uma forma biológica de

alcançar um ponto de equilíbrio ou válvula de escape. Há aqueles que

procuram no sexo o desequilíbrio biológico e psicológico de seus desejos.

Mas há os que encontram de forma carnal e emocional o ponto perfeito do

instinto sexual, o limite que leva do insano animal ao sensorial divino.


Muitos vivem uma vida e talvez mais de uma, para conhecer e entender o

limiar de seu próprio instinto. Porém acredito que quando temos a

oportunidade de amar e ser amado somos testados e todos nossos instintos

vem à tona para que sejamos obrigados a aprender a lidar com eles.

Dane e Léo não conseguiam deixar de demonstrar que ver sua menina

brigando por eles não havia os excitado. Ao saber toda a história que ela aos

poucos foi contando desde que ela havia decidido vir e preparar uma surpresa

para eles, ao fato dela ter lutado sozinha contra a malignidade que queriam

fazer contra os três, os fez crer que essa é a mulher que querem para suas

vidas. Saber que o futuro deles poderia ser desmoronado sem que eles ao

menos soubessem ou pudessem lutar contra, era algo aterrorizante. Olhavam

para sua menina e conheciam agora a mulher forte que se tornou. Raramente

em casos assim o final seria feliz. Poucas são as mulheres que não se deixam

cair em armadilhas. Essa era mais uma certeza dentre tantas outras que essa

era a mulher para vida deles. Forte, inteligente, entregue, sensível e sagaz.

O desejo de possui-la só aumentava com cada argumento que seus

subconscientes lhes mostravam. Cada um à sua maneira enxergava pontos

positivos nela que só os faziam mais enfeitiçados.

Vitoriosa e mais confiante do que nunca Nininha tirava gemidos de

Dane enlouquecidos no banco traseiro do carro. Por sua vez, o som que os

dois faziam atrás no carro era um afrodisíaco para Léo, que ao ouvi-los ficava

cada vez mais louco também. Duro, Léo se contorcia no banco do motorista,

dirigia tenso tentando não lembrar da sensação de estar dentro da abertura

quente e sedosa de sua princesa. Olhando pelo retrovisor via o rosto retorcido

de seu brother com prazer de ter Nininha rebolando, se esfregando no seu

eixo sólido. Apesar de Léo estar sofrendo sem o toque dela, sabia que seu


amigo também sofria com o maravilhoso contato indireto sobre as roupas.

Dane fez de tudo para tentar ter Nininha ali mesmo no banco traseiro. Mas

ela se fazia de rogada e fugia de suas investidas, o máximo que conseguiu foi

rasgar sua blusa e aplacar sua sede nos seios sensíveis e tenros dela.

Ao tentar voltar a se concentrar na estrada, Léo olhou para aquele céu

azul com o sol a pino por ser o início da tarde e teve uma grande ideia. Seu

desejo estava no limite, não conseguiria chegar em casa sem antes cometer a

loucura de parar o carro em via pública e tomar sua princesa junto com seu

brother a luz do dia, às vistas de quem quisesse ver. Então antes que cometese

uma loucura, numa próxima esquina virou em uma rua de barro

esburacada, o que fez Nininha soltar um gritinho no solavanco e Dane gemer

ainda mais com a quicada que ela deu. Dane olhou no retrovisor e ao

encontrar o olhar de Léo e avaliar o caminho que ele tomou, logo se ligou o

que Léo iria fazer, aliás para onde ele estava os levando. Num piscar de olhos

cúmplice Dane se concentrou no difícil trabalho de entreter sua menina para

que não nota-se para onde estavam indo, ela iria pirar e amar ao mesmo

tempo.

Esse dia amanheceu cheio de emoções para os três e ainda estava na

metade. Muita coisa ainda estava por vir.

No meio do caminho Nininha notou que demoravam de mais para chegar a

casa, e falou:

— Caramba está demorando para chegar, e eu não me lembro dessa

estrada quando viemos.

— Shiiiiii! Fica quietinha você sempre estará segura com seus

federais. Esqueceu?

Ao som saliente da voz de Dane ao dizer "seus federais", não

precisava nem de algemas para se sentir presa ao desejo dos dois. Mas a

ansiedade de tê-los estava a matando. Fora todas as possibilidades que


imaginava tentar com eles em busca do prazer genuíno. Em pleno processo

de ebulição Nininha não se aguentava dentro de suas calças e num impulso

avassalador saiu do colo de Dane e foi retirando sua calça jeans o olhando

com cara de safada. Seus olhos queimavam nos deles, pelo seu movimento

Léo olhou para trás e encontrou seu olhar fervendo. Com um urro dolorido e

animalesco Léo acelerou o carro sem se importar com a buraqueira. Os risos

e pulos do casal no banco de trás fez tudo ficar cômico.

— Seu filho da puta, tá fugindo de alguém, porra. Desse jeito não

chegamos vivos. — Disse Dane exasperado.

— Tá bom seu viadinho, queria ver se fosse você no meu lugar. Não

se preocupe já estamos chegando.

Nininha achava graça na implicância entre os dois. Sabia que era

brincadeira. Ria maliciosamente também por saber que eles estavam talvez

mais desesperados que ela para se deliciar em um sexo gostoso de reencontro.

— Parem de brigar vocês, e para onde vamos? Tá demorando muito.

Que tanto mato é esse?

Risonho Léo olhou nela e disse:

— Já já você verá. Se concentre em terminar o que você estava

fazendo e tire essa calça, onde vamos não vai precisar.

Nininha arregalou os olhos assustada e excitada também. Mas

olhando em volta só via mato e mais mato além de árvores. Ficou tensa ao

pensar em ficar nua num lugar tão ermo assim. Porém o tesão já estava quase

a transbordando, e ela não estaria mais segura do que com seus dois federais.

Decidida a se entregar para eles da maneira que eles quisessem, retirou a

calça por completo ficando só de calcinha. Sua blusa já era um trapo no chão

e seu top estava todo troncho no encosto do banco atrás de Dane.

Com carinha de devassa só de calcinha e ao alcance de seus braços,

Dane a puxou e lhe deu pequenas mordidas nos seus lábios. Suas mãos


percorriam seu corpo. Posando as palmas em cada banda de sua bunda

apertou até lhe tirar um grito sofrido. Desceu suas mordidas pela coluna de

seu pescoço seguindo até o ombro e depositando ali mordidinhas fortes e

fracas. Nininha se limitava a lidar com a angustiante sensação entre a linha

tênue da dor e prazer. Dane dos dois era o que mais curtia esse instinto

dolorido de dar prazer usando a dor como caminho. Nada penoso apenas

sensitivo o suficiente.

— Pronto. Chegamos, daqui seguimos a pé. Dane, no porta malas tem

aquela mochila que sempre deixamos no carro, né?

Léo estacionava enquanto dizia que chegaram. Dane o respondeu

dizendo que sim, e que tinha uma toalha também.

Ao ouvir eles conversando Nininha questionou:

— Como vamos andando, estou nua, esqueceram?

— Não amor, nunca, jamais esqueceríamos isso. Tome minha blusa.

Conformada, ela pôs a blusa e desceu do carro e como uma criança

doida por um pirulito ficou encostada no carro vendo eles mexerem no porta

malas de onde tiraram uma mochila. Trabalhavam em harmonia, os dois

sabiam exatamente o que iriam fazer. Era fascinante para ela ver essa ligação

entre eles, era visível o entendimento apenas no olhar. Ali de perto Nininha

podia ver os músculos dos braços de Léo quando se mexiam para fazer algo e

se deliciava também com o abdômen de Dane nu, que a cada respiração e

movimento parecia dizer vem aqui e me lambe. Despertada pelo barulho da

porta da mala fechando, Nininha sobressaltou em seus pés e se sentiu vendida

ao perceber que os dois cretinos a observavam enquanto ela babava em seus

corpos sarados. Com sorrisos e olhos ardentes a chamaram para que os

seguissem. Léo foi quem a pegou pela mão e ajudou no caminho. Dane

levava a bolsa e seguia na frente.

Após uns cinco minutos de caminhada pela mata fechada eis que se


abre uma clareira que faz Nininha ficar boquiaberta tamanha beleza que seus

olhos alcançavam. Os raios do sol batiam no véu d'água que caia imponente e

vibrante sobre pedras artisticamente sobrepostas que seguiam um caminho

sinuoso se dividindo em duas vertentes, uma que se transformava em um

pequeno rio que corria para a floresta do outro lado e outra vertente que

preenchia uma piscina natural com água transparente. Em volta haviam

pedras grandes que pareciam esculpidas como espreguiçadeiras. Um trabalho

tão perfeito que apenas um único artista poderia ter projetado. Deus. Nininha

ainda muito abismada pela beleza descomunal desse paraíso escondido,

largou a mão de Léo e olhando dele para Dane mostrando a felicidade em seu

semblante saiu animada para explorar o lugar.

Os meninos olhavam de longe mais uma visão que ficaria na

memória. Nininha corria saltitante feliz em direção a piscina natural formada

pela cachoeira. Olhando em volta parecia querer apreciar cada pedacinho do

lugar.

— Gazela, preciso dizer que essa foi a melhor ideia que você poderia

ter tido?

— Valeu brother, mas deixa pra puxar meu saco depois. Agora eu

quero aproveitar o máximo desse lugar com nossa Nininha. — Léo respondeu

ao Dane debochado como sempre e já se desfazendo de suas roupas ficando

apenas de box, depois correu para Nininha que estava na beira da água.

Rindo do desespero de seu amigo, Dane também se despiu e foi ao

encontro dos dois. Nininha suspirou com o agarre de Léo e começou uma luta

obviamente perdida em não deixar que ele tirasse a blusa que usava.

— Léo, para, alguém pode ver.

— Amor não se preocupe, este lugar como viu, é de dificílimo acesso.

Raramente as pessoas vem aqui e quando vem,vem pelo mesmo motivo que o

nosso.


— E qual seria nosso motivo? — Perguntou Nininha furtivamente

enquanto Léo beijava seu pescoço por trás e retirava aos poucos sua blusa, ao

mesmo tempo Dane vinha pela sua frente.

— Amar e fazer amor, nos entregar a pura luxúria que nossos corpos

estão implorando. Sentir exatamente tudo o que nos é permitido da maneira

mais crua, sentir o sabor dos nossos corpos entrelaçados em busca do ápice.

— Dane disse isso tirando sua box sem pudor e entrando na piscina de águas

cristalinas, levantou a mão para ela e a chamou com os dedos.

Completamente derretida pelo que Dane disse ainda escutou Léo

começando a falar em seu ouvido e terminado retirando sua calcinha.

— Aqui nessa natureza praticamente intocada somos apenas machos e

fêmea. Animais irracionais em busca de saciar a sede vital de possuir a fêmea

que desejamos. Não tem para onde correr, você é nossa, e o será em qualquer

lugar.

Sem sentir mais nada a não ser aquela já conhecida energia que os

rondava quando estavam juntos, Nininha levantou a mão e entregou a Dane

que a auxiliou a entrar com a ajuda das mãos de Léo em sua cintura na água.

Dentro d'água Dane a pressionou contra seu corpo trémulo de tesão. Na

verdade ela já não sabia se era ela ou ele que tremia. Úmida pela água e pelo

desejo, se esfregava languidamente no corpo de Dane. E nessa dança

conseguia de vez enquanto prender seu membro duro flutuante entre as coxas

e apertava. Logo sentiu Léo se chegando atrás dela, jogou sua cabeça para

trás em seu ombro e se lembrou que ele estava machucado.

— Léo, ainda está muito recente seus ferimentos. Tem certeza de que

podemos...

Seu pescoço estava livre para os beijos e lambidas de Dane, enquanto

Léo segurava seus cabelos pela nuca e fazia calar cortando-a e dizendo:

— Nada vai me fazer parar, meu amor, as dores que meu corpo sente


com tua falta são maiores do que qualquer outra, física ou emocional. Querote

agora já não posso mais esperar, preciso que me acarinhe com teu corpo no

meu local mais dolorido. Preciso da sensação de me afundar em ti para que

todas minhas dores desapareçam.

Inebriada com as palavras ditas, Nininha empinou seu quadril para

trás insinuando seu acesso ao pênis de Léo. Num encaixe lento e perfeito Léo

foi se aprofundando no corpo de Nininha em busca da plenitude que era estar

por completo dentro dela. Uma vez alcançado seu objetivo sem tirar um

centímetro, rebolou gostosamente bem rente ao seu traseiro, se esfregando

com todo seu corpo nas costas dela. Léo levou uma de suas mãos a garganta

dela que descansava ainda para trás em seu ombro, pressionando um pouco

ao ponto de deixa-la sem ar e soltava ao mudar a direção de sua rebolada. Sua

outra mão, se mantinha na base de seus cabelos da nuca com seus dedos

entrelaçados em seus fios. Nesta posição só cabia a ela inclinar mais seu

quadril para trás e receber a investidas salientes e instigantes de Léo. Abrindo

os olhos via Dane vidrado em sua frente, levou sua mão como pode até seu

pênis flutuante, e o masturbou enquanto ele observava ela sendo possuída por

Léo. Com a outra mão acariciava seu saco pesado e másculo por baixo

d’agua. Assim tirava gemidos rocos de sua garganta.

Em um lugar como aquele e com dois deuses como eles a desejando não

tinha espaço para qualquer tipo de insegurança e pudor. A única certeza que

tinha é que se pertenciam e nessa verdade absoluta se jogou de cabeça, e se

permitiu.

— Vocês… são… meus... Meus... Para… sempre.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh Léo ooo.

Com as palavras de Nininha os meninos ficaram ainda mais

alucinados. Dane a tirou do encaixe que estava com Léo abrindo suas pernas

fazendo-a monta-lo e se enfiando sem dó no meio dela num impulso só,


levando a cabeça inchada de seu pau no mais profundo de seu canal cada vez

mais escorregadio. Léo a ajudou a se pendurar no pescoço de Dane. Depois

ainda se perdendo em beijos molhados na linha entre seu pescoço e ombros

pôs suas mãos na cintura dela e controlava seu corpo contra as estocadas

firmes e profundas de Dane. Não havia como segurar os gemidos. Nininha

gritava, gemia e soluçava. Sua garganta soltava sons irreconhecíveis.

Enquanto Léo a tomou de forma lenta e exploratória, Dane a arrebatava com

suas marteladas. Se afundava em investidas rápidas e saia quase que

completamente até a beira de sua entrada só para entrar novamente com

força, para sair novamente de vagar e repetir impiedosamente algumas vezes

aumentando a intensidade. Dane a cada força que fazia soltava também um

som gutural. Isso tudo ao tempo em que Léo além de segura-la pela cintura

falava entre suspiros e gemidos:

— Vê, como somos seus ,tu és nossa. Fazemos contigo o que

queremos e você nos toma sem questionar. Nossa menina, princesa, mulher e

principalmente nossa devassa. Safada, sabemos exatamente do que você

gosta não há no mundo alguém que lhe dê prazer como nós. Está fadada a

passar o resto de tua vida com a gente, não tem mais volta.

— Se estou ... Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh .... Fadada....

Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh a isto??... Não tenho mais o que.....

Aaaiiiinnn pedir... Só agradecer.

— Safadaa... Toma... Minha... Minhaaaaa — Dizia Dane entre os

dentes enquanto estocava lancinante dentro dela.

Dane aumentou tanto a velocidade que a levou a perder os sentidos e

quando pensava que ia cair em vôo livre ele diminuiu um pouco, nesse

momento ela sente que Léo brincava com o dedo em seu buraco apertado. Ela

solta um sorriso sacana que não passa despercebido por Dane:

— Danada, é isso que você quer né, nós dois... Ao mesmo tempo…


Tomando seu corpo.

— Ãããhãã, isso e muito mais.

— Ela tá ficando perigosa. — Disse Léo.

— Sim está, e isso só nos faz mais loucos e apaixonados.

— Sim é verdade. — Concordou Léo.

— Dá para a dupla parar a conversinha e vir me "comer" por favor.

Quero sentir vocês juntos novamente, vamos matar a saudade.

Tomando sua boca Dane aproveitou para arreganhar ainda mais sua

pernas, pois suas mãos estavam nas coxas dela a suspendendo para cima. Por

trás dela, Léo se ajeitava para sodomizar sua princesa enquanto ela estava

ainda aclopada no eixo de Dane. Levou uma de suas mãos ao broto inchado e

sensível o manipulando enquanto penetrava seu pênis devagar na entrada

mais apertada dela. Aos poucos com jeitinho Léo foi se acomodando em seu

interior. E por alguns momentos os dois pararam deixando ela se acostumar e

sozinha leva-los até estar completamente acostumada. Nininha sofria ao

receber seus deuses ao mesmo tempo, era muito carnal, irracional e um prazer

agoniante. No momento em que ela começa a se mover para cima e para

baixo, e ao descer rebolar, tirava os sentidos dos meninos. Não havia mais o

que pensar, só buscavam o objetivo. Em harmonia sempre prevista entre eles,

começaram um deslocamento totalmente sincronizado, primeiro lentamente e

com o tempo aumentando a velocidade. O que aumentava o prazer e levava

os três cada vez mais próximos do orgasmo. Um subia e o outro descia. Um

entrava e o outro saia.

A água em volta transparente não escondia o pecado abaixo dela. Se

limitava a ondular entre os corpos com os movimentos lascivos que vinham

deles. Toda a Natureza em volta era espectadora da perversão mais pura e

carnal. Na dança em direção ao ápice, mãos e bocas viajavam por todos os

lados. Os corpos envolvidos vibravam juntos, músculos tensos e moles ao


mesmo tempo. Peles tocadas pelos raios quentes solares e úmida pelo suor e

pela água fresca. A piscina natural antes calma em sua beira, agora parecia

fervilhar com intensas ondulações provenientes deles que só aumentavam.

Gritos abafados e gemidos ritmados eram ouvidos por todo o local. Os três

chegavam juntos ao seus limites, cada um se jogou flutuante na explosão de

seu orgasmo, cada um urrou, gritou ou choramingou como pôde. Olhando em

volta o lugar parecia muito mais vibrante do que antes, as cores estavam mais

vivas, os sons mais destintos, tudo a volta deles estava mais sensível. O

orgasmo é a única droga de graça que vicia, mas não mata.

Se soltando após alguns minutos da sensação de plenitude, cada um

deu um mergulho para refrescar a cuca e fazer voltar a realidade.

Aproveitando o lindo local passaram a tarde toda nadando, curtindo a queda

d'água, trepando sobre as pedras e nas pedras, e namorando ao pôr do sol.

Quando já famintos, agora de comida, decidiram ir embora. Eles enxugaram

Nininha de forma bem demorada e instigante depois colocaram uma blusa

limpa que estava na mochila nela. Se vestiram e voltaram para o carro, lá

Nininha pôs a calça a contra gosto dos meninos. Mas sua alegação foi forte

ao dizer que como ela desceria para comer só de regata. Venceu. Dane foi

dirigindo dessa vez. Apesar de Léo dizer belas palavras ao falar que não

sentia dor, ao sangue esfriar sentiu umas fisgadas onde levou a facada.

Também passou a tarde toda na rua e só tomou remédio de dor quando

acordou. Toda via ele estava adorando a preocupação de sua princesa que não

economizava nos carinhos e cuidados. Ah! Como era bom ser amado.

Pensava Léo. Na direção Dane era todo sorrisos, saciado de sua saudade só

faltava encher a barriga e recuperar as energias, pois a noite só estava

começando.

Dane os levou para um bar na cidade, o mesmo em que estiveram

ontem. Estacionou e descerem do carro, Léo deu a mão para ela e Dane


passou um braço sobre seus ombros. Na cabeça de Nininha ela achava que

deveria evitar esse contato a três em publico, mas escutou uma voz

cantarolando em sua cabeça:

Se você está feliz os outros que se fooooooodaaaaammmmm!!

Sorriu por isso. Então encheu seu peito de amor e seguiu em frente

com seus dois amores para uma comidinha pós foda.

Se os maconheiros davam nome de larica para a fome que a droga dá, qual

será o nome para fome que a foda dá?

— Do que tanto ri, princesa?

— Hã! Ah, nada só estou completamente feliz, só isso.

Entrando no bar todos olharam para eles. Ou melhor para ela. Ela deu

uma parada e se olhou, pensou que estivesse suja ou mal vestida. Mas até que

a regata caiu bem com o top e a calça jeans, um look bem despojado. Foi

então que ela viu as pessoas cumprimentando os seus meninos. Todos os

conheciam e pelo visto nunca viram eles com uma mulher. Deviam pensar

que eram gays. Sentando na cadeira que Dane puxou para ela ria de seu

pensamento.

— Ainda rindo amor? — Dane disse ao seu ouvido e continuous. —

Queremos rir também compartilhe conosco seus pensamentos.

— Acho que vocês não vão gostar muito não — Disse colocando a

mão na boca segurando uma risada.

— Tente, estamos curiosos. — Léo falou.

— Bom quando entramos no bar todos olharam, então pensei se eu

estava suja ou mal vestida, mas dai pensei que provavelmente vocês não

devem aparecer acompanhados de muitas mulheres por aqui...

— Nunca, você é a primeira, pelo menos deste modo, abraçados como

namorados. – Interrompeu Dane.

— Então, foi o que imaginei, daí ri porque provavelmente eles deviam


achar que vocês dois eram um casal, que eram gays entendeu? - Nininha caiu

na gargalhada.

Dane fuzilou Nininha com o olhar, mas logo cedeu ao ver Léo

também cair na gargalhada. Os três ficaram rindo e se zoando. Eles tiraram

sarro dela ao dizer que seria a última coisa a pensarem deles, pois a fama de

garanhões que tinham ultrapassava os limites da cidade. Puta com esse

comentário ela dava tapas neles que juravam que o passado ficou para trás.

O garçom chegou à mesa, muito gentil cumprimentou os meninos, e foi

apresentado a Nininha.

— Amor, esse é nosso garçom predileto, Garcez, e esta é nossa noiva,

Nininha.

— Prazer, Garcez.

— Meu prazer, deseja alguma coisa?

— Sim, sim estou morta de fome, aliás estamos. Pode me indicar

algo?

— Sim claro, se é para os três e sabendo que eles gostam de carne

temos um churrasco misto com acompanhamentos.

— Por mim tudo bem.

— E para beber?

— Estou louca por um chopp bem gelado, para mim e Dane, para o

Léo um refri pode ser?

— Mas é claro, aqui é você quem manda. Volto em alguns minutos.

— Obrigado!

Depois que o garçom se afastou ela os encarou.

— O que foi? — Perguntaram eles.

— Noiva?

— Sim! — Disse Dane após jogar uns amendoins na boca.

— Eu não sou "NOIVA" de vocês, pelo menos não me lembro de


vocês me pedirem ou pedirem ao meu pai.

Uma tosse atacou Dane de repente. Nininha batia nas costas dele, Léo

debochado falou:

— É não sei não, acho que ele engasgou com a palavra pai e não com

os amendoins.

Risos.

— Idiota. — Respondeu Dane entre a tosse para Léo.

— Ahhh que isso gente, meu pai é super gente boa.

— Ahã, nós sabemos e sabemos também que ele andou nos

investigando, você sabia? — Indagou Dane à Nininha.

— Tinha minhas desconfianças, mas o quê que têm? Um pai não pode

se preocupar com sua única filha, filha esta que está apaixonada por

DOISSSS homens? Parem de ser frouxos. Vocês fariam o mesmo se tivessem

uma filha.

Os brothers se entreolharam e nem se quer visualizaram a ideia de ter

uma filha.

— Nós até queremos ter muitos filhos, mas nenhuma menina. Somos

policiais e não podemos sair matando todos os safados que aparecerem na

vida dela.

Numa gargalhada alta, Nininha chamava atenção de todos. Os

meninos olhavam em volta e tentavam fazê-la parar.

— Vocês dois são loucos? Muitos filhoSSSSSS???? Nenhuma

menina???? Sério? E como vocês vão escolher o sexo de um possível filho?

Oh, santos deuses do universo!

— Não vou me preocupar com isso agora, mas sei que os antigos tem

mandigas para esse tipo de coisa......

— Ahahahahahahahahahahaah sério isso Léo? Você está ouvindo o

que está falando? E olha que nem está bebendo. – Dizia em tom cômico


Nininha.

— É cara, ela tá certa, mandinga??? Pirou.

— Sei lá, só tenho que arrumar um jeito de não ser pai de menina. Já

pensou brother nossa filhinha linda chegando em casa com um desses tipos

de adolescentes largadão. Eu vou ser preso cara.

— É verdade, acho melhor deixar isso para depois. Já estou com dor

de cabeça. – Disse Dane após visualizar o que seu amigo disse.

— Também acho, até porque não vou ser mãe nem tão cedo.

— Aí é que você se engana. — Articulou Léo.

Antes que uma guerra fria começasse o garçom chegou com os

chopps e os pratos. Famintos a conversa cessou. Enquanto comiam e se

divertiam com bobeiras que falavam, o bar foi enchendo aos poucos. Novos

olhares caiam em Nininha, mas ela nem ligava bebia seu chopp e se divertia

com seus meninos. Recebia afagos e beijos dos dois. Muitas mulheres ali

esticavam os olhos para eles, porém ela notava que eles nem viam nada, isso

era o que importava. Ao fim da refeição eles apenas ficaram batendo papo,

tomando chopp. Léo pediu um sorvete e comeu dando de vez enquanto uma

colher na boca de Nininha. Os dois olhavam-na encantados, ainda parecia um

sonho tê-la ali, ainda mais após uma tarde maravilhosa. Falaram sobre várias

coisas, e a cada sorriso genuíno que Nininha dava mais faziam os dois

babarem.

Do nada ela percebeu que o rosto do Dane mudou para carrancudo, ao

olhar para onde ele olhava avistou um casal na entrada. O homem parecia

mais velho que os seus meninos, bem apanhado, cabelos com nuances

grisalhas e corpo bem trabalhado. Um tipão. Ao seu lado de mãos dadas

estava uma ruiva mais baixa que ele com corpo torneado pernas grossas, uma

tattoo enorme de uma rosa vermelha em seus ombros e rosto jovem. O

homem viu que ela estava os observando e sorriu. Sem graça Nininha se


virou e recebeu um quase bufante olhar gélido de Dane por ver que ela estava

os observando. O casal em questão foi até sua mesa. Léo bom vivant como

sempre logo se levantou e cumprimentou o homem, enquanto Dane revirou

os olhos e se jogou contra o encosto da cadeira virando o conteúdo de seu

copo, fazendo antes uma saudação com a tulipa ao casal que chegava.

— Amor, esse é o Conrado, lembra? O agente que te falei que me

salvou matando o traficante. — Disse Léo apresentando Conrado à Nininha.

Ao conhecer o agente que salvou um de seus meninos, Nininha não se

conteve. Levantou-se da mesa subtamente e abraçou o Conrado pela cintura,

para desespero de seus meninos. Dizia, “obrigado por salvar meu Léo e que

seria sempre grata.”

Esse foi um momento cômico e tenso ao mesmo tempo. Pois quando

Dane viu sua menina se levantar e abraçar Conrado, se levantou ao mesmo

tempo, não queria que ele nem ninguém a toca-se. Léo notando a atitude de

Dane se posicionou para um possível ataque de Dane contra Conrado. Ao

passo que Léo também não gostou nada de ver Nininha abraçando ele.

Conrado levou um susto com o abraço repentino da mulher que estava

com Dane e Léo. Levou alguns segundos para perceber de quem se tratava,

pela a irritação gratuita de Dane e o carinho em que ela lhe agradeceu por ter

salvo Léo, deduziu que fosse a famosa namorada deles do Rio. É claro que

Conrado não perderia a oportunidade de tirar ainda mais Dane do sério, então

olhando para Dane devolveu o abraço à mocinha. Léo antes de uma tragédia

acontecer e também ficando muito puto com o exagero da gratidão, puxou o

braço de Conrado dizendo ao mesmo tempo.

— Tá bom, tá bom. Já chega.

— Ei Léo, calma eu só queria agradecer ao cara que te salvou.

Agradecendo a atitude de seu amigo ao retirar Nininha dos braços

daquele cara numa maneira menos invasiva do que ele iria fazer, Dane não se


conteve em querer mostrar território e puxou sua menina enquanto terminava

de falar, para seu colo na cadeira. Atordoada com tamanha demonstração de

machos alfas, Nininha riu gesticulando com a cabeça como se perguntasse o

porquê que eles agiam daquela maneira. Olhando de volta para o homem que

imaginava ser amigo dos seus meninos se apresentou:

— Bom Conrado, como pôde perceber, eu sou Nininha namorada

desses dois ogros aqui. E essa quem é, vocês gostariam de se sentar conosco?

Rapidamente Dane disse:

— É Paulina, o nome dela, Paulina. — Olhando dela para Conrado

continuous. — E não querida, já estamos para ir embora, acredito que eles

queiram sentar a sós. Não é mesmo Conrado?

Rindo daquela maneira escorregadia, e pela primeira vez se sentido

confiante, Conrado continuou a provocação:

— Seria um prazer "Nininha", como também é um prazer lhe

conhecer. Mas eu e a... Oh! Mil perdões, onde eu estava com a cabeça. Seu

abraço espontâneo me deixou tonto que esqueci de apresentar Úrsula, não

podemos ainda dizer que somos namorados, mas estamos nos conhecendo e

provavelmente caminhamos para isso.

As mulheres se cumprimentaram, Dane com as mãos na cintura dela

só permitia uma leve locomoção para que ela aperta-se a mão da

acompanhante de Conrado. Nininha fez uma cara de braba para Dane que

nem se importou. Léo também apertou a mão da moça e, Dane apenas fez um

gesto com a cabeça. Úrsula ficou um pouco confusa quando via que aquele

não era um casal e sim um Trisal. Achou fantástico, mas como não tinha

intimidade preferiu não parecer intrometida e levou tudo com normalidade.

Porém, pôde perceber uma certa inimizade entre os homens. Deixaria para

saber com Conrado mais tarde. Afinal estava ali para curtir a noite com ele,

era seu segundo encontro e ela via a possibilidade real de se apaixonar por


ele. Queria dançar e namorar a noite toda.

— Então agora que estamos devidamente apresentados, que tal vocês

nos fazerem companhia para um chopp? — Insistiu Nininha, e ouviu uma

bufada em suas costas.

— Como ia dizendo antes, seria um prazer, mas eu e Úrsula

combinamos de dançar essa noite como se não houvesse amanhã. Apesar de

eu ter dois pés esquerdos, porém quem sou eu para recusar um pedido de uma

mulher linda como ela.

Se pendurando no pescoço de Conrado toda melosa Úrsula disse:

— Ah, querido, o que importa é sentir a música e estar com você. —

E finalizou com um beijo sedutor.

— Vocês formam um lindo casal. — Suspirou Nininha.

Léo chamou atenção com uma tosse de mentira e se sentou dizendo:

— Então… Úrsula e Conrado que sua noite seja longa e animada.

— Bem, obrigado Léo. — Agradeceu Conrado, depois se virou para

Nininha pegou em sua mão e disse. — Foi um prazer lhe conhecer Nininha,

boa sorte com esses dois ogros, rsrs.

Olhando em Dane que o fuzilava com os olhos o cumprimentou com

uma continência e um sorrisinho sacana. Depois Conrado foi puxado por

Úrsula toda dançante para a pista de dança.

Na mesa Léo ria da cara de seu amigo e do esporro que Nininha

tentava dar neles dois por conta, de nas palavras dela "falta de educação para

o cara que salvou a vida de Léo".

— Chega de falar desse cara Nininha, ele só fez o serviço dele.

— Como você pode falar assim Dane?

— Ei, ei chega, vem cá princesa. — Léo disse a puxando para seu

colo agora. — Depois explicamos melhor. Não vamos brigar por causa dos

outros, vamos continuar nos divertindo, certo? — E a beijou.


Dane sorriu ao ver toda a irritabilidade de sua menina indo por água

abaixo com o beijo que Léo lhe dava. Chamou o garçom e pediu mais dois

chopps para ele e ela e um refri para Léo.

— Léo vamos dançar, me deu vontade ao ver eles dançando. — Pediu

Nininha mordiscando a orelha de Léo.

— Claro amor, eu vou adorar me roçar em você enquanto dançamos.

— Ele respondeu e levou sua mão boba na bunda dela e deu um apertão

sedutor.

Eles levantaram e foram para pista, antes de irem Nininha chamou

Dane, mas ele disse que ia depois. Um colega da agência parou na mesa dele

e trocou algumas palavras. Depois que esse colega saiu e Dane ficou ali

sozinho, se concentrou em olhar sua menina e amigo dançando na pista. A

música, um pop romântico levava os dois a se mexerem sensualmente. Dane

sentia seu pau dando sinal de vida.

As pessoas poderiam não entender o relacionamento de dois heteros

com uma mesma mulher. Mas era tão fácil para eles. Dane nem Léo sentiam

prazer um no outro, mas cada um sentia tesão ao ver uma mulher sendo

manipulada pelo o outro. Era um tipo de voyeurismo podia-se dizer. E

quando a mulher em questão era Nininha, com o amor entrando na jogada

tudo parece ter mais sentido. Diferente das outras mulheres que curtiam o

ménage apenas por ser o centro das atenções, Nininha parecia entender que ia

muito além disso. Sentir-se desejada era só o início. Ela já sabia que eles

gostavam de apreciar sua presa na mão do outro. Então com isso em foco, era

ela que mesmo sem ter experiência no assunto levava os dois onde quisesse.

Dançando com Léo completamente envolvida com a música, Dane podia

perceber o quanto aquilo a excitava. Em momentos distintos ela procurava

com seu olhar os de Dane, e prendiam nos seus. Fazia com Léo tudo o que

sabia que gostaria que ela fizesse. Empinava de costas seu quadril em Léo


que devolvia balançando o seu contra o dela. Suas mãos desciam pelos lados

de seu corpo. Léo sabia onde ela gostaria de ser tocada, mas ali não era o

lugar. Viu seu amigo os olhando com olhar de vontade e então matou-o de

inveja, levando a mão no seio dela de modo que só os três percebessem

tamanha libertinagem. Nininha virou novamente para frente de Léo e com

suas mãos cruzadas no seu pescoço o beijou apaixonada tentando roçar seu

corpo o máximo que poderia em um lugar público. Léo entre o beijo sorria,

ao perceber o quanto sua princesa deveria estar dolorida precisando de um

toque mais íntimo, de novo. Em seu ouvido sussurrou:

— Calma princesa, em casa matamos tua vontade.

Ela lhe deu uma mordida punitiva no pescoço.

A música mudou para uma balada ainda mais sensual. Vários casais

se juntaram a eles na pista. O lugar estabelecido para dançar estava lotado. As

luzes mais baixas. Já era bem tarde. Dane terminou seu chopp e pagou a

conta. Pegou o chopp de Nininha deu uma golada e levou para ela, junto com

o refri de Léo. Chegando por trás dela, após entregar na mão de Léo sua

bebida enlaçou ela pela cintura com um braço. Léo se afastou um pouco, mas

ficou a frente deles ainda se mexendo com a música. Nininha se aconchegou

ao som da música no corpo quente de Dane. Ele lhe mostrou a tulipa e com

sede ela bebeu deixando apenas um último gole que Dane deu fim. Léo

tomou a tulipa vazia da mão de seu amigo e saiu da pista de dança dando um

estalinho na boca dela, ela o olhou maliciosa e se esfregou com mais vontade

em Dane que estava se perdendo em beijos calorosos na sua nuca e pescoço.

No bar Léo entregou a tulipa, e o garçom disse que Dane já havia

pago a conta. Então sobrou para ele terminar seu refri e apreciar sua princesa

e brother dançando. Já estava altamente fogoso, louco para fazer sexo com

ela de novo. Porém agora era a vez dele de morrer de tesão vendo eles se

enroscarem na pista de dança. O fato de Dane ter bebido um pouco o deixava


bem mais assanhado e pelo que via ela estava adorando. A pista estava mais

cheia, Dane a levou bem para o meio cheio de más intensões. Os casais

dançando estavam cada um procurando seu prazer na dança e no toque. Léo

percebeu que Conrado e Úrsula estavam bem animadinhos também. Voltando

a concentrar sua atenção no casal que lhe interessava, viu Nininha sorrindo

sacana de frente para Dane jogando a cabeça para trás enquanto ele beijava o

seu pescoço até o início de seu colo beirando a regata. Uma das mãos de

Dane suspendia a perna direita dela o que lhe dava um encaixe mais perfeito.

A outra mão estava no meio das costas dela a segurando para não fugir de

seus beijos fartos. Como se ela quisesse fugir. Terminando sua bebida Léo já

não conseguia se segurar mais, mesmo notando alguns olhares curiosos para

eles em todo tempo que estiveram no bar, não ousaria não se permitir à entrar

na dança compartilhada com seu melhor amigo.

Levantou-se e foi para pista se esgueirando entre os corpos suados,

até encontrar seu coração fora do corpo. Latente. Pujante.

Logo se acomodou em suas costas, Dane automaticamente deu o espaço

necessário para que Léo participa-se da dança. Completa, Nininha era só

felicidade, sorria exuberante para quem quisesse ver. Ali ficaram numa dança

leviana e sensual que era uma enunciação para o restante da noite que viria.

Do lado de fora do bar estavam algumas pessoas bebericando. Lia

toda arrumada estava querendo esquecer a merda do dia que teve e foi tentar

arranjar um idiota que pagasse um chopp e lhe desse pelo menos um orgasmo

no final da noite. Se armando de sua autoconfiança e sensualidade

transbordante entrou no bar, notou que estava cheio e pelo clima bem

amistoso. Ao dar uma olhada mais avaliativa notou que nunca tinha visto

tanto casal num lugar só. Parecia ser a única sozinha, fora um grupo aqui e ali

de velhotes e pirralhos. Mesmo assim Lia insistiu em entrar, até que se

deparou com os casais na pista de dança. Viu Conrado com a ruiva da noite


anterior numa dança apaixonada. Ela nunca imaginou que pudesse se sentir

péssima ao vê-lo assim com alguém. Mas sua noite só se tornou ainda mais

horripilante ao ver no centro da pista, entre os outros casais a dupla de seus

sonhos com a coisinha do Rio em uma dança sensual e arrebatadora. Com

ódio e pura inveja Lia mordeu o lábio e sentiu o sabor de seu próprio sangue.

Seus olhos queimaram com lágrimas ferventes. Ficou prostrada na entrada,

desgostosa vendo todas suas esperanças se destruindo em sua mente. Tentava

se imaginar no lugar daquela garota, porém nem sua mente lhe permitia mais

isso, talvez era seu subconsciente tentando avisar para esquecer essa história

se não ia apanhar ainda mais. Saindo do transe olhou novamente para

Conrado e teve que aturar o sorriso vitorioso que tinha em seu rosto. Logo

ele, sem perder muito tempo, enterrou seu nariz naqueles cabelos vermelhos

que agora lhe davam esperança.

Só restou à Lia virar sobre seus pés e voltar para casa e quem sabe

repensar o que vinha fazendo de errado. Talvez ainda fosse tempo para

recuperar sua dignidade e tentar viver uma vida sem desejar o que pertence

aos outros.

Chamando um táxi, Lia entrou deu o endereço e ao começar a se

distanciar do bar permitiu suas lágrimas desabarem, não como sofrimento

mais por raiva de não ser ela no lugar da coisinha. Essa Lia não tinha jeito

mesmo.

Inebriados pela dança, Dane, Nininha e Léo não se deram conta da

presença de Lia. Continuaram seu momento gloriosamente. Mas os três já

estavam loucos para ir embora.

— Amor vamos embora, já paguei a conta. Estou louco pra te ter. Léo

também.

— Uhumm. — Concordou Léo.

— Sim vamos seus pervertidos, mas só estou indo porque sou uma


pervertida também, e não vejo a hora de tê-los em mim novamente, mas...

Dessa vez, quero tentar algo novo. — Respondeu Nininha.

— Algo novo? — Disse os dois parando de dançar

— Sim… Em casa conversamos.

Ligeiramente Nininha foi arrastada para a saída por eles, não dando

tempo de se despedir direito de Conrado e Úrsula. Conseguiu apenas dar um

tchau. O casal devolveu o tchau e sorriram com o modo que Dane e Léo a

puxavam para ir embora.

— Acho que eles estão com pressa. E você Úrsula? Quer ir ou ainda

quer dançar como se não houvesse o amanhã?

Úrsula respondeu colando os lábios no ouvido de Conrado:

— Acho melhor irmos embora também e namorar como se não

houvesse o amanhã... Mas se o amanhã chegar… Namorar de novo e de novo

e de novo.

Contente com o afeto da linda mulher que dançava com ele, Conrado

a beijou ardentemente e depois seguiram para sua casa com a promessa de

uma noite quente.

Os caminhos que a vida nos leva podem ser tortuosos, mas com um

pouquinho de perseverança e força de vontade, esses caminhos se refazem até

ficarem mais descomplicado. Fechar os olhos para o que nos fere e acreditar

que merecemos o melhor é a forma mais correta de se encarar a vida. Temos

que aceitar quem somos e até onde podemos ir, entender o que nos cabe e

conviver dignamente até o fim. Já sabemos que o amor avassalador não

acontece para todos muito menos a qualquer custo, então nos permitir aos

pequenos afagos que a vida nos dá, já é uma grande conquista.

Abrindo a porta da casa fugindo de Dane, que estava impossível,

Nininha correu para o quarto de Léo e se trancou no banheiro. Começou a

tirar a roupa e foi tomar um banho, viu aquele sabonete delicioso e se


ensaboou ao som de Dane gritando do lado de fora e batendo na porta.

— Não Dane, vai tomar seu banho, você está empolgado demais.

— Amor, eu só te quero, só isso. Abre essa porta e tomamos banho

juntos, vai, abre.

— Nãoooo.

— Você venceu vou tomar meu banho e te espero.

Subindo as escadas Léo ouvia os gritos dos dois vindo do seu quarto.

Ao chegar no corredor viu Dane transtornado saindo de seu quarto.

— Que cara é essa, brother?

— Tua princesa se trancou no banheiro e não quer me deixar entrar,

está ficando ousada essa menina.

— Eu sei, ela sabe que nos tem nas mãos. Relaxa e espera pra gozar.

— Gazela idiota.

— Viadinho irritado.

Debochado Dane foi para seu quarto falando bem alto para ela

escutar:

— Ela que me aguarde, ela que me aguarde.

Léo não se continha e ria da cara do amigo. Dane, o super controlado,

totalmente descontrolado por conta da mulher que amavam.

— Princesa, trouxe suas malas, estão aqui achei que fosse precisar.

Apesar de saber que vai passar a noite nua.

— Obrigado meu Léo, já estou saindo.

Léo tirou a blusa e jogou no canto do quarto. Estava tarde e ele estava

sentindo a fadiga do dia movimentado que teve. Seu ombro já não lhe trazia

dor, mas a ferida nas costas estava sentida. Havia uma garrafa de água no

criado mudo e alguns remédios, procurou um para dor e tomou. Nesse

momento Nininha saía do banheiro enrolada em sua toalha. Linda, o vapor do

banheiro parecia a seguir até o quarto, talvez como eles, queria estar o mais


perto quanto pudesse dela.

Quando ela viu que Léo estava tomando remédios perguntou para o

que eram. Léo tentou desconversar, mas não conseguiu.

— Está com dor né?

— Não é dor, só um incomodo na ferida, só isso.

— Só isso? Ah, Léo me perdoe, vim para cuidar de ti e acabei lhe

dando um dia agitado que te fez sentir dor.

Aproximando-se dela a abraçou com carinho dizendo:

— Obrigado minha princesa, por vir de tão longe pra cuidar desse

marmanjo. Mas, mais do que seu carinho e seus cuidados eu preciso de você.

Tirando toda aquela confusão com a Lia, te ver no portão de casa foi sublime,

a tarde na cachoeira e o jantar com a dança gostosa que tivemos foi

excepcional, não poderia estar mais grato aos céus. Nenhuma dor me fará

desistir de te ter de novo, eu só estou me preparando para mais tarde.

— Ai Léo, não quero te ver sentir dor.

— Então me beija.

Foi o que fez, Nininha o beijou ternamente. Depois se afastou e disse

para ele se lavar que ia cuidar do curativo.

— Sim, senhora.

— Bobo.

Antes de entrar no banheiro Léo lembrou de avisa-la:

— Amor, você deixou Dane furioso fugindo dele, se prepara para as

consequências.

— Léo vai tomar banho, que do Dane cuido eu.

— OK, quem avisa amigo é.

Nininha tirou sua toalha ficando nua e aproveitando o olhar dele

vidrado no seu corpo, enrolou a toalha feito bola e tacou nele, rindo.

— Aí, poxa princesa estou ferido.


— Atá, então nada de novidade para você,ok.

Ele veio até ela a fazendo andar para trás até encostar na parede atrás

da cama e disse com o dedo inquisidor:

— Você sua menina safada, não sabe brincar.

Ela riu maliciosa e chupou, depois mordeu a ponta do dedo dele

fazendo-o ferver inteiro com o seu olhar luxurioso.

— Acho melhor eu ir tomar meu banho, daqui a pouco quero essa

boca abusada em volta do meu pau.

Léo se virou e foi para seu banho retirando a box e deixando amostra

seu pênis duro endiabrado apontando para o céu.

Nininha podia jurar que uma baba descia por seus lábios, os de cima e os de

baixo. Seu ventre deu uma fisgada, acho que se ele pudesse falar dizia: " vai

lá garota e quica naquele pau, traz ele aqui"

Engraçadinha afastou os pensamentos de seu ventre falando com ela,

vê se pode. Revirou a mala à procura de seu óleo corporal, bezuntou todo seu

corpo e colocou uma camisola nova sexy. Totalmente transparente, preta

com fitas de cetim vermelhas. A calcinha combinando, que não tampava

quase nada, apenas um enfeite. Voltando à sua bolsa pegou um tubo que

comprou num sex shop. Era um creme afrodisíaco, que esquentava e

lubrificava mais ainda o canal vaginal ou anal. Permitindo mais elasticidade

para dupla penetração. Ao olhar para o tubo se sentiu uma sem vergonha.

— Você está com cara de quem está aprontando, o que é isso na sua

mão. — Disse Dane encostado no batente da porta olhando Nininha.

Ela ainda não estava preparada, escondeu às mãos nas costas e

respondeu que não era nada. Não satisfeito Dane foi até ela.

— Você está me dizendo muitos nãos hoje, Paulina.

— Eu, eu...Aiiiiii.

A surpreendendo Dane sentou na cama e jogou ela de bruços sobre


suas coxas e deu um tapa estalado na banda de sua bunda.

— A propósito, você está linda com essa camisola, está uma

verdadeira diabinha, ainda mais com esse rosto de sem vergonha.

— Me solta Dane.

— Não, não. — Dane deu mais um par de tapas em sua bunda e

desceu a boca nas bandas avermelhadas lambendo e dando chupões

doloridos. Nininha até queria reclamar, mas ele estava tão perto de atacar o

ponto onde ela precisava. E não podia negar que esses atos animalescos dele

a faziam mais desequilibrada. Seu desejo alavancava, se sentir em suas mãos

para o que quisesse era algo que ela adorava. Léo saiu do banheiro

gloriosamente nu e deu de cara com a cena de seu amigo devorando a carne

macia da bunda de Nininha. Saliente foi em direção ao rosto dela e disse:

— E aí boquinha safada, estou pronto para aquela mamada.

Levantando os braços, Nininha pôs as mãos naquele pau espesso e

duro. Salivando tentou pôr ele em sua boca, mas Léo a torturava brincando de

o tirar de seus lábios. Até que ele mesmo não se aguentou e se afundou em

sua boca até onde pôde.

Dane retirou sua calcinha e abocanhou seu orifício rugoso deixando-o bem

molhado. Com seus dedos explorava tanto sua vagina quanto seu ânus.

Nininha tentava controlar seus gemidos com o vai e vem do pênis de Léo em

sua boca. A posição já não estava colaborando. Então como sempre numa

sincronia assombrosa, Dane e Léo a colocaram no meio da cama atravessada.

Léo posicionou seu pescoço na beira da cama deixando sua cabeça pendurada

para baixo. Enquanto Dane abria suas pernas segurando em suas virilhas e

abocanhou impiedosamente seus lábios encharcados e seu broto inchado. A

língua de Dane ia de norte a sul não deixando nenhum local sensível de fora.

Nininha já via seu orgasmo se anunciando. Era uma loucura as sensações que

eles lhe proporcionavam. Com olhos fechados e boca aberta gemendo alto e


tentando controlar a respiração, Nininha lembrou que Léo estava em pé em

cima da cabeça dela e ela não podia deixa-lo à parte. Abriu os olhos e o

encontrou olhando para ela e masturbando seu pau. Seu rosto desfigurado

com o desejo. Ela via que além de olhar em seu rosto, ele descia os olhos por

seus seios até encontrar a cena de Dane saboreando o meio de suas pernas.

Voltando a olhar em seus olhos ele bateu com aquela estaca rígida em sua

bochecha e disse:

— Jogue mais a cabeça para baixo e abra a boca que quero foder a sua

garganta.

Sem pensar nem querer entender, abriu a boca e esperou Léo seguir

com sua vontade. Ao olhar os lábios abertos dela Léo ficou ainda mais

instigado. Arrastou a cabeça de seu pênis sobre os seus lábios e foi

introduzido aos poucos até encontrar uma posição que a deixasse um pouco

confortável. Com maestria Léo fodia a boca de Nininha como se fosse sua

vagina. E ela tentava facilitar ao máximo o seu acesso. Às vezes, parecia que

ia fazer ânsia de vomito, então ele se retirava um pouco lhe dando espaço

para respirar e quando percebia que estava tudo bem, voltava com vontade. A

pleno processo de subida do precipício, Léo segurou um de seus seios

apertado, e com a outra auxiliava sua cabeça contra o entre e sai de seu pênis.

Os sons que ele soltava eram música para os ouvidos dela. Fora os sons

misturados dos líquidos que soltava em contato com as chupadas de Dane e

as estocadas cada vez mais profundas em sua garganta. Nininha fechou os

olhos e viajou para um lugar bem longe no espaço, parecia que se

aproximava ao Big Bang. Na verdade era o seu próprio Big Bang que se

produzia de dentro dela explodindo para todos os limites de seu corpo.

Léo se retirou ao vê-la trêmula após o orgasmo que havia tido, Dane

diminuiu as carícias com sua língua. Sem sentir, ainda em viagem cósmica,

ela foi acomodada no meio da cama com a cabeça sobre o travesseiro. Seus


meninos tiraram sua camisola deixando-a nua e se puseram aos seus lados

abraçando cada pedacinho do seu corpo. Parecia estar naquela posição a

séculos, e seu pobre corpo ainda sentia o traço de seu clímax. Léo se

concentrou em beijar, morder e chupar seu seio direito enquanto Dane a

beijava no pescoço acariciando seu seio esquerdo. Insaciáveis.

Parecia loucura, mas ela já estava novamente sentindo a vontade à tomar.

Mais receptiva do que quando havia acabado de gozar, começou a

devolver as carícias que recebia, cada um recebia um pouco dela. Léo afoito

foi para cima de seu corpo esfregando o seu quadril no dela. Tomava sua

boca exasperado, descia por seus seios com lábios molhados e lá dava uma

atenção especial aos picos endurecidos. Dane pegou o tubo que ela deixou

cair no chão. Viu para que servia, mas queria ouvir da boca dela.

— Nininha amor, pra que isso, é seu?

Léo deu um tempinho e Nininha olhou para Dane.

— É meu sim, e não se faça de bobo você sabe para que serve.

— Eu sei, mas quero saber exatamente a intenção de você ter trazido

isso.

— É que.... Bem eu tive uma ideia bem louca. Mas pensando agora…

Acho que é impossível.

Fazendo cosquinha nela Léo disse:

— Ah não, agora você vai ter que falar. Isso tem alguma coisa haver

com o algo novo que você mencionou no bar?

— Aiiii Léo para, é tem sim. Mas esquece.

Léo saiu de cima dela, mas preenchia metade de sua visão, a outra

metade era preenchida por Dane. E os dois insistiram para que ela dissesse o

que era, e ela, é claro, teria que dizer se não morreria com tantas cosquinhas.

— Tá para, paraaaa... Eu vou dizer. É que em um de meus sonhos eu

sonhei com vocês dois ao mesmo tempo dentro de mim.


— UÊ, e isso nós já não fazemos? — Falou Léo.

— Sim, fazem é que... Não era desse jeito que já fazemos que eu

pensei.

— E é de qual então? — Disse Léo ainda confuso.

Dando um tapa na parte de trás da cabeça de Léo, Dane disse:

— Idiota, ela nos quer juntos ao mesmo tempo dentro dela, não cada

um em um local. Os dois… Juntos… Em um local apenas. Não é isso minha

safadinha?

Morrendo de vergonha Nininha tapou o rosto com as mãos e ria de

nervoso. Entre os dedos, feito uma criança arteira, olhou o rosto dos dois.

Avaliando, viu que Léo estava pasmo e Dane instigado.

— Bem, essa é uma logística bem interessante. Confesso que já

pensei nisso, mas iria esperar mais tempo juntos para tentarmos. Mas se você

quiser, podemos tentar. Acho que no momento só será possível a parte da

frente.

Sentando na cama Nininha fez um "O" tão grande como se Dane

tivesse dito uma sandice.

— Princesa, isso é possível em todos os orifícios, é só tentarmos aos

poucos. — Disse Léo assanhado.

— Esqueçam, jamais vocês vão entrar juntos na minha bunda, levalos

lá já é um exercício de oração, imagine os dois ao mesmo tempo. Meu

jesus Cristinho das devassas semi virgens! Vocês estão loucos .

— Hahahaha — Riram.

Léo deitou na cama e gargalhava, já Dane muito interessado no

assunto continuou.

— Ok, realmente muito cedo para sua bunda, mas podemos ir

tentando nesse buraco gostoso da sua buceta.

Escutar o nome "buceta" da boca de Dane, fez Nininha voltar a ferver.


Dane malicioso notou as barreiras dela caindo e aproveitou para toma-la e

amacia-la. Beijando sua boca tocando seu corpo, se enrrolou com ela na

cama. Num amasso apertado se virou a colocando em cima de seu corpo. Ela

já foi logo se acomodando de pernas abertas sobre o quadril dele, roçando na

sua erecão pulsante. Léo se pôs atrás dela beijando suas costas. Ela levantou e

ficou sentada se esfregando em Dane e recebendo as carícias de Léo em seus

seios e beijos no pescoço.

Os dois a faziam cada vez mais louca com seus toques afetuosos carregados

de sensualidade. Deixaram ela se soltar ao ponto de pedir por eles. Nininha se

sentia livre com eles, sentia-se dona de seu prazer. Despudoradamente sem

tirar a boca dos lábios de Léo, levou o pênis de Dane firme em sua mão até o

centro de seu desejo. Sentou rebolando nele e jogando todo seu prazer na

boca de Léo que recebia e gemia junto com ela. Se largou de Léo e se deitou

no peito de Dane, o beijou e se concentrou em leva-lo dentro dela. Rebolou

de um lado para o outro. Rápido e devagar. Forte e fraco. Léo sentado atrás

dela fazia com as mãos uma massagem erótica em suas costas, sentiu que ele

usava o creme que comprou. Ele desceu a mão e brincou com a sua entrada

traseira, ela rebolava inclinando para as mãos dele também. Cada vez mais

eróticamente, Léo descia os dedos até chegar ao encontro onde o pênis de

Dane entrava em sua vagina. Jogou bastante creme ali e aos poucos sentiu

que ele fazia movimento com o dedo contrário ao que Dane fazia com o

pênis. O pau entrava e o dedo saia. Logo colocou mais um dedo e mais um. E

daí já perdeu as contas, tudo ficou libidinoso ao extremo. Seu corpo era só

instinto e seu instinto implorava para sentir os dois em sua buceta que fervia

com a sensação do creme e da invasão. Como se lê-se seus pensamentos, Léo

se posicionou contra ela, e já com sua ereção bezuntada com o creme,

empurrou em sua vulva quando Dane saiu até a metade.

Gritando, gemendo Nininha tentava tomar os dois pênis colossais que lhe


pertenciam, urros masculinos preenchiam o quarto quando com uma

punhalada Léo conseguiu enfiar a cabeça dentro dela ao mesmo tempo em

que Dane a penetrava.

Daí para frente foi uma cartase. Um purgatório no céu. Felicidade extrema

desejo concebido e sentido. Cada alma saciada física e emocionalmente. Uma

noite inteira de milagre e pecado. Laço feito e atado, esse era o único nó

permitido ser vivido.

Não eram três, eram um só, formados de matéria pura forjada nas mãos

divinas. Só amor. Porque só queriam amar.


Capítulo 41: Exaustos.

Qual é o limite do corpo para o amor? Qual o limite do corpo

para o sexo?

E, principalmente, qual será o limite do corpo para o sexo quando se

tem amor? Seria possível alguma resposta conclusiva?

Tendo em vista que cada ser humano reage a um estímulo de forma

diferente, como julgar que um casal chegou ao ápice? E se for um caso de

poliamor com tantas vertentes possíveis, como estabelecer um limite? Diante

de achar uma resposta para essas questões, é possível pensar que com os

estímulos corretos ao receptores certos, misturando doses de emoções, como

o amor e a paixão, seria viável dizer que o limite não existe?

Não é possível definir.

Os seres que conseguem a dádiva de alcançar o extremo de todas

essas sensações devem apenas se concentrar em pular todas as barreiras e

continuar repetindo, ultrapassando, pois no sexo com amor tudo é possível, o

querer passa por cima de qualquer limitação.

Ainda era madrugada quando Dane sodomizava Nininha de quatro na

cama. Léo estava ficando tonto com tanto esforço e sua ferida dolorida, então

ficou de platéia assistindo os dois. Quando a posição permitia Nininha o

tocava, fez ele gozar em sua boca e mesmo quando ela sentiu que ele deu

uma parada por conta da ferida, ela compreendeu, mas vez enquando o

olhava mostrando para ele no seus olhos o prazer que seu amigo lhe dava.

Léo adorava. Acariciava o corpo dela a todo momento enquanto Dane a

tomava. Apertava seus seios, beliscava seus bicos, enfiava a mão em seu


cabelo e dizia que pertencia a eles. Tão erótico. O que só aumentava as

sensações.

Dane agia como se estive-se ainda iniciando a noite, estava longe de

querer parar de ter sua menina. Seu orgasmo já não vinha assim tão fácil, mas

para ele o mais importante era estar duro e poder dar à sua menina quanto

prazer ela pudesse aguentar.

E como ela aguentava, levava eles à loucura com tamanha entrega e energia.

Seu corpo tomado de uma camada úmida de suor, seus cabelos emaranhados

de tanto que eles enfiaram suas mãos, marcas de chupões e mordidas eram

vista principalmente em suas costas, pescoço, nuca e colo. Sua bunda era uma

obra de arte à parte, tons de rosa ao vermelho, marcas de mãos, nada que

fosse permanecer por dias, porém era um colírio para os olhos deles.

Principalmente de Dane. Ele adorava estalar às palmas de suas mãos nas

bandas salientes dela.

Um corpo que não precisaria estar tatuado com os nomes dos meninos para

saberem que ela lhes pertenciam, pois já estava marcado em cada pedaço

dentro e fora com as suas digitais.

Ao fim de mais um clímax alucinante, Nininha e Dane se jogam na

cama. Léo a pega e coloca sobre seu peito, com jeitinho para não forçar ainda

mais a ferida. Com esmero a abraça e faz carinho em suas costas dizendo

palavras doces ao pé de seu ouvido. Nininha se aconchega feito gatinha quase

ronronando e, nas palavras recitadas ao pé do ouvido foi relaxando e acabou

desmaiando em um sono profundo.

Enquanto isso Dane esticava-se na cama ao lado deles, tentando

controlar a respiração ofegante e diminuir as batidas aceleradas do seu

coração. Seu corpo sarado também estava coberto de suor, seus poros

exalavam um cheiro masculino pôs sexo. Gotas de suor desciam por suas

têmporas, cabelo úmido rente a testa. E aqueles olhos azuis fascinantes ainda


saindo do estado vidrado de prazer sentido. Olhando ao lado o motivo das

batidas de seu coração dormindo acalentada no colo de Léo, sorriu de

felicidade. Alguns minutos mais tarde os dois estavam olhando para o teto

do quarto, Léo estava quase adormecendo e Dane bem relaxado. Foi quando

Léo disse sem mudar de posição, simplesmente soltou as palavras no ar:

— É ela, né brother?

— Sem dúvidas. — Respondeu rapidamente Dane.

E como sempre faziam quando se sentiam vencedores, Dane levantou

a mão no ar por cima do corpo de Nininha, Léo viu de rabo de olho então

trocaram uma saudação de mãos com um soco no final. Vencido pelo

cansaço, Léo fechou os olhos e se deixou levar. Dane ainda estava ligado no

220, após o corpo dar uma acalmada, sentiu fome. Foi ao banheiro tomou

uma ducha rápida. Notou que não era só Nininha que estava marcada. Foi até

o espelho e viu as marcas de unhas nas suas costas largas, no peitoral e até na

bunda. Sorriu ao lembrar da sensação das mãos dela percorrendo seu corpo,

das unhas afundando sua pele quando o prazer a consumia. Sentiu seu pau

dar sinal de vida de novo, mesmo com aspecto quase esfolado e vermelho

brilhante, ele ainda queria se afundar na profundidade dela. Estava se

tornando um viciado. Tentando controlar o incontrolável, saiu do banheiro e

enrolou a toalha na cintura. Com os dedos penteou os cabelos molhados e

apreciou um pouco mais a cena de Nininha esparramada sobre seu amigo,

suas respirações regulares indicavam sono profundo. Com uma perna curvada

sobre Léo e a outra esticada ao lado do corpo dele na cama, deixava amostra

a parte de seu corpo pra lá de abusada. Seus orifícios estavam avermelhados e

brilhantes. Seus pelos pubianos já aparentes. Mais uma vez seu pau latejou,

ele não se cansava, queria novamente entrar nela e perder o juízo. Respirou

fundo e conseguiu racionalmente esquecer essa ideia, iria deixa-la dormir um

pouco para se recuperar e quando acorda-se ele a teria de novo. Com o ar no


talo o quarto estava gelado, olhando a coxa de Nininha até a polpa de sua

bunda percebeu que estava arrepiada, deduziu ser o frio. Cobriu os dois com

o endredon deixando-os o mais confortável possível e saiu do quarto.

Faminto Dane fez um sanduíche e tomou uma cerveja.

Sentado no meio da cozinha saboreando seu lanche e sua cerva, imaginou que

todos os dias poderiam ser assim, aliás todas as madrugadas.

Sua menina tinha mudado. Estava no corpo e na alma a marca de sua

mudança.

Engraçado essa sensação de se sentir o dono do mundo após uma boa

gozada. Algumas pessoas se sentem assim após um ato luxurioso como o que

fizeram. Algo tão impróprio aos olhos dos outros sendo consumado com

tanto tesão e amor.

Dane imaginava se outros casais sentiam o mesmo que eles e se faziam como

eles. Buscando em suas memórias tentou achar algum momento, alguma

mulher que tenha feito ele se sentir assim. Mas não tinha nada arquivado.

Ficou ali sozinho na cozinha e ao mesmo tempo tão bem acompanhado com a

presença impreguinada de sua menina e do amor sublime que existia entre os

três.

Começou a pensar numa ideia para pedir a mão dela em casamento.

Léo e ele precisavam bolar algo especial, além de decidir como seria

formalizar um relacionamento como o deles. Sabia que seria difícil, sabia que

no seu país esse tipo de relação era mal vista pela sociedade e eles teriam que

decidir quem casaria no papel e quem não. Uma tristeza pairou ao pensar

sobre isto. Achava injusto o fato de terceiros terem que impor qualquer

opinião sobre algo que só diz respeito aos três. Queria viver em uma época

em que a sociedade adotasse uma postura sem descriminação à qualquer

cidadão. Que não se opusessem sobre o casamento no civil entre casais

homossexuais ou poligâmicos, que a definição de família e relacionamento se


baseasse apenas no amor e respeito entre os envolvidos. E quanto aos ritos

cerimôniais, cada casal, trisal, etc... Decidiriam o que lhe caberia diante de

suas próprias crenças. Deus nos cria e nos presenteia com o livre arbítrio, daí

vem o homem e nos prende com dogmas criados por eles próprios. Dane deu

um soco na mesa com os pensamentos que tinha. Bebeu o restante de sua

bebida e foi na geladeira para pegar outra. Foi até a sala ligou a TV, não

passava quase nada interessante, pois já deviam ser umas quatro da manhã.

Desligou a TV e foi para a àrea do tatame, lá ligou o som e deitou no tatame,

bebericou a cerveja, pensamentos longe, aos poucos a pilha foi acabando e

acabou dormindo no tatame mesmo.

Em um prédio não tão distante dali um casal estava descobrindo as

novas nuances do prazer quando se tem uma emoção envolvida. No caso

deles, essa emoção ainda não tinha nome. Era a junção de várias. A

descoberta de sentimentos fortes e a esperança de que eles cresçam e se

eternizem, estava em cada carinho e demostração de afeto. No sexo atuavam

com volúpia, mas havia algo diferente em seus olhares. Algo que talvez em

breve descobrissem ser maior que eles e os levem a caminhar na mesma

direção. Ainda dentro de Úrsula, por cima de seu corpo, após horas de prazer

compartilhado, Conrado pensava ao olhar aquele rosto rosado, olhos intensos,

cabelos vermelhos suados na testa, como ele pôde perder tanto tempo com

mulheres que não tinham nem a metade do calor da alma que ela tinha.

Verdade fluía por seus poros, era a primeira vez que ele se sentia

verdadeiramente querido. Com essa certeza na cabeça sorriu olhando para

ela, que sorriu de volta dengosa para ele. E como resistir à toda essa nuvem

nova cheia de perspectivas positivas que os envolviam naquele momento?

Conrado selou seus lábios nos dela, que os recebeu sedenta. Em um esfregar

de línguas e corpos, o desejo foi voltando com força, seus corpos ainda

estavam ligados só foi preciso os movimentos de vai e vem para que o clima


esquentasse ainda mais. Úrsula dizia:

— Você não cansa?

— Acredito que com você nunca irei cansar. — Sussurrou Conrado.

Planando em novas emoções, seguiram se excitando até chegarem

novamente ao cume e juntos absorverem esse maravilhamento.

Talvez estamos tão entregues a vida do dia a dia, aos prazeres rápidos

e passageiros que esquecemos que, o que queremos realmente é apenas ser

feliz.

Uma felicidade absoluta que é difícil de acontecer nos dias de hoje,

mas talvez ainda temos tempo para descobrir. Conrado se deu a oportunidade

de seguir em frente e estava pronto para esse mundo novo tão bonito. A

felicidade pode estar em qualquer lugar, no caso de Nininha sua felicidade

estava dividida em dois corações.

Manhã de domingo é sempre preguiçosa. Imagina para quem passou a

noite saciando dois homens sedentos e saudosos por seu corpo. Se

espreguiçando, Nininha ainda sonolenta pelas poucas horas de sono, boceja

na cama agarrada ao Léo. Sua mão corre para o outro lado, porém ela não

sente o outro corpo quente que deveria estar atrás dela. Léo percebeu sua

movimentação e abriu os olhos. A visão de sua princesa sonolenta acordando

em seus braços foi gratificante. Ela lhe abriu um sorriso e ele devolveu com

um outro. Abraçou-a forte e lhe deu um beijo na testa. Tentou beijar sua

boca, mas ela não deixou. Tinha vergonha de estar com bafo. Ele dizia que

não se importava, mas ela não deixou. Se esquivou e levantou da cama.

— Ei amor, vai levantar por quê?

— Eu tô toda grudenta Léo, quero fazer xixi e tomar um banho. E

cadê Dane heim? Ele disse se ia sair cedo?

Léo levantou também nu como ela, quando ela o viu rapidamente seu

corpo se arrepiou e as dores sentidas em toda parte a fizeram lembrar do


quanto eles a usaram na noite passada, isso aumentou seu desejo. Estava

úmida e pronta de novo. Ele riu da carinha de safada que ela fez ao vê-lo de

pé, notou na sua pele um leve fogueado deixando-a vermelha. Via tesão em

seu semblante. Logo Léo também estava pronto, precisando dela. Ao ver

subir aquele pau gostoso, Nininha fugiu para o banheiro dizendo:

— Não, não Léo, sai… Preciso de um banho antes.

— Mas o quê? Eu não estou fazendo nada... (Rsrsrs)

Respondendo e indo atrás dela com o pênis ereto, Léo ria de vê-la

fugir dele, como se fosse conseguir. Entrou no banheiro atrás dela e a

agarrou. Se beijaram com paixão, ele os levou para o box e ligou a ducha. A

água desceu morna e logo depois quente. Como da outra vez ele deu um

banho demorado em sua princesa. Sabendo que seu corpo estaria dolorido

tomou bastante cuidado. Nas marcas dos chupões salpicava beijos, sentiu um

instinto animal de posse ao ver sua fêmea marcada pelos momentos de prazer

que tiveram. Isso o estava excitando ainda mais. Passou shampoo e

condicionador em seus cabelos. Novamente elogiou o novo corte, lembrou

também da camisola que viu vestida por poucos minutos. Eles riram.

Ensaboava as coxas dela enquanto beijava sua nuca, revezava as mãos em sua

buceta, muito paciente e bem devagar, lavava entre os lábios inchados.

Sentiu seus pêlos pubianos e lembrou que quando a chupou viu que estavam

maiores. Então disse no ouvido dela:

— Além de lhe dar banho, vou fazer o serviço completo, espera um

pouco.

Nininha ficou sem saber o que ele quis dizer, então entrou na ducha e

foi tirando o condicionador e o sabão. Até que Léo voltou com uma lâmina e

um banquinho de plástico. Seus olhos arregalaram.

— Léo, o que você vai fazer?

— Eu vou cuidar da nossa bucetinha, eu te disse que nós iríamos


cuidar da sua depilação. Então, vamos, vai ser rápido, tem poucos pêlos. Nós

gostamos dessa buceta de qualquer maneira, mas, lisinha é muito melhor.

Levanta a perna direita e coloque sobre o banco.

Obedecendo-o, mas ainda com muita vergonha, Nininha falou:

— Léo você não precisa, eu faço pode deixar.

— Ahhh minha linda, até seria excitante te ver fazer, mas eu quero

muito ter esse cuidado contigo, não me tira esse prazer.

— Ai que vergonha Léo...

— Não diga isso, não me lembro de você com vergonha quando

gozava alucinada com o meu pau e de Dane dentro dessa gulosa. — Disse ele

e logo depois deu uma lambida e um beijo em seus lábios vaginais como se

fossem sua boca.

As palavras safadas de Léo com o ato libidinoso sobre sua vulva a fez

derreter feito lava quente em sua boca. Segurou em seus ombros e se

esfregou mais ainda na face dele. Léo colocou a lâmina ao lado do pé direito

dela sobre o banco e segurou no quadril dela seguindo com fome as

chupadelas. Nininha pendia sua cabeça para trás, tamanho prazer fazia seu

corpo se contorcer. Sua boca soltava sussurros loucos, seu clímax a ponto de

explodir. Léo intensificou e caiu de boca sem medo de ser feliz, saboreando o

regalo de sua princesa.

Não se aguentando e louco por tê-la novamente, levantou sustentando

ela em seus braços, abaixando sua perna e tirando a lâmina do banco se

sentou nele, e pôs ela em seu colo que rapidamente prevendo o que ele queria

se abriu sobre seu pênis duro e se sentou sobre ele rebolando aos poucos até

senti-lo totalmente dentro dela.

— Léo, você não deveria fazer esforço... Aaaaaa

— Mas eu não estou fazendo, você está... Fode o meu pau, princesa.

Com cuidado e cheia de vontade, Nininha cavalgou graciosamente


agarrada aquele corpo divino, fazendo todo o movimento não deixando ele

fazer nada a não ser, sentir seu canal quente e úmido lhe dando o que queria,

até que os dois encontraram juntos o contentamento.

Muito bem humorado, Léo seguiu como queria e fez a depilação total

em sua princesa. Com cuidado e carinho. Ao terminar Nininha quis devolver

o carinho e também lhe deu um banho. Com as mãos cheias de sabão lavou

todo seu corpo escultural.

Após o banho Nininha perguntou sobre Dane de novo e Léo disse que

ele não avisou nada, mas do jeito que ele estava elétrico de madrugada

poderia ter levantado cedo e ido correr.

Conformada com sua resposta, ajudou-o com seu curativo, viu que estava

bem apesar das peripécias de ontem e de ainda a pouco, depois procurou a

camisola e a vestiu. Quando foi pôr a calcinha Léo disse que não precisaria.

Ela revirou os olhos e saiu do quarto preferiu não discutir. Passou no quarto

de Dane e ele não estava. Desceu e foi a cozinha, esfomeada preparou algo

para comer. De longe escutava um som baixinho, pensou que fosse na rua.

Fez um lanche para Léo também e levou até ele no quarto. Chegando lá o

encontrou dormindo de novo, nem tinha desenrolado a toalha. Ela a tirou dele

com cuidado e o cobriu. Saiu novamente do quarto terminando de mastigar

seu pão com queijo quente e beber seu achocolatado. Entrou no quarto de

Dane deixou o copo no criado mudo, pegou em seus lençóis e sentiu o seu

cheiro, depois arrumou sua cama. Andou pela casa ajeitando uma coisa ou

outra. Mesmo cansada arrumou a cozinha e procurou o que fazer para

almoçarem. Abriu às portas e janelas, fez festa com Brutus. Ainda escutava

uma música ao fundo. Foi andando para um lado da casa que não conhecia. O

som foi ficando mais próximo, abriu uma porta e viu uma parte com um saco

de box, alguns aparelhos de ginástica e o início de um espaço com tatame.

Olhando para essa última área avistou a outra metade de sua felicidade, Dane.


Estava dormindo ao som de músicas lentas antigas. De um lado uma long

neck de cerveja virada vazia. A toalha que devia estar enrolada em sua

cintura pendia para o lado, deixando amostra a marca da sunga de praia.

Espiou um pouquinho mais e viu aquele pênis semi duro repousando de lado

sobre a coxa.

— Puta merda como é lindo... — Disse baixo e suspirando.

Entrou e foi engatinhando até chegar naquele corpo lindo e gostoso

que era dela, só dela. Imaginava o que ele estaria sonhando para estar semi

ereto. Ao mesmo tempo deu água na boca, queria sentir seu gosto de novo.

Deu um beijinho em sua boca, mas ele não acordou. Safada cheia de ideias

foi descendo cheirando seu pescoço, peitoral, abdômen até chegar no V em

seu quadril. Se acomodou melhor e feito gatinha lambeu e lambeu a cabeça

de seu pau. Dane se mexeu um pouquinho, ela o olhou e ele permanecia

dormindo. Então se colocou de melhor maneira entre suas coxas, ajoelhada

com a bunda empinada para o alto, o que fazia sua camisola escorregar pelas

costas e deixava-a semi nua, pois estava sem calcinha. Começou o martírio

colocando todo o pênis que ainda estava semi ereto em sua boca. Se

deliciando com seu sabor. Logo sentiu aquela massa incandescente crescer

entre seus lábios. Sorriu de boca cheia. Subiu e desceu com seus lábios e

segurou na base. O tirou da boca e olhou em seu rosto, ainda com olhos

fechados, mas sua face já demonstrava sinais de que estava gostando.

Subindo e descendo sua mão da base até a cabeça, levou seus lábios ao saco

dele e se concentrou em chupar e prender os ovos dele em sua boca numa

sucção enlouquecedora. Foi quando ela sentiu um puxão em seu cabelo e

abriu os olhos indo de encontro com os de Dane transtornados, cheios de

luxúria. Enfim, ele havia acordado.

— Achei que estivesse sonhando... Aaaaa... Na verdade eu até estava

sonhando, mas foi tudo se tornando tão real. E quando eu abro meus olhos


tenho essa cena fascinante. Você quer me matar?

— Só se for de tanto prazer... — Respondeu ela e logo o abocanhou

até o talo em um único movimento o fazendo quase clamar por piedade.

Ele deitou a cabeça no tatame novamente e se deixou ser engolido por

sua menina faminta. Abriu mais as pernas e as cruzou sobre as costas dela

limitando seus movimentos. Ela nem ligou não queria ir a outro lugar mesmo.

Chupou, chupou e chupou. Lambidas e lambidas no saco e virilha.

Mordidinhas do lado de dentro das coxas que faziam ele se contorcer.

Saboreou cada pedacinho ofertado por ele. Dane já não se aguentava mais,

gemia rouco e segurava nos cabelos dela bem firme. Vez ou outra dizia que

ela o matava, que era uma safada, que era sua menina má. As mãos de

Nininha foram para bunda de Dane, ela o estimulava a impulsionar seu pênis

profundamente em sua boca. Sentindo o que sua Nininha queria subiu um

pouco mais as pernas cruzadas próximo ao seu pescoço e arremeteu em sua

boca em busca de seu prazer. Ela aguentou sedenta por sentir sua semente na

boca. Tentava controlar a respiração pelo nariz e seguiu num dos mais fortes

e obscenos boquetes que já tinha pensado fazer em sua vida. Ontem com Léo

foi igualmente obsceno, mas Léo era mais cuidadoso. Dane gostava de testar

todos os seus limites. Seus pensamentos zeraram quando ela sentiu a vibração

do pau de Dane em sua boca e o jorro de seu sêmen no fundo de sua

garganta. Ali estava ela uma simples mortal se regozijando no gozo de um

Deus Olimpiano. Seu Dane.

Afrouxando o cruzar das pernas acima dela, a fez cair sobre ele.

Rapidamente ele a puxou para cima. Ela se aconchegou em seus braços, ele

acarinhava seu rosto e a beijando dizia:

— Eu te amo, sabia? Você foi feita para mim, para nós. Não existe no

mundo, outra igual.

Entrelaçando suas pernas na dele, beijou seu pescoço e peito dizendo


que o amava também e que nunca mais ficariam longe um do outro. Ali

ficaram namorando e conversando durante uma hora ou mais.

O som agradável, o clima perfeito. Mas ainda eram meros mortais, e

após tanta energia gasta sempre vinha a fome, sede. Decidiram levantar, mas

os corpos estavam doloridos, cansados. Na brincadeira vamos ou não vamos,

acabaram não indo. Dane não tirava a mão da bunda dela nua por cima de seu

quadril. O clima esquentava de novo, e de novo, mesmo em meio a tanta

preguiça e exaustão. Seus corpos não desligavam-se e queriam-se mesmo

sem forças.

— Hum achei vocês... Já experimentaram o tatame sem mim? —

Disse Léo, entrando com um copo na mão e metade de um pão.

— Ah meu caro, eu fui acordado com o melhor boquete da minha

vida. Sem palavras.

— Bobo, rsrs. — Disse Nininha dando um tapinha em seu peito.

Léo se acomodou sentando perto deles, Nininha lhe tomou o copo e

bebeu, Dane lhe roubou o pão. Léo assustado em ser assaltado em sua própria

casa, só pôde rir e lutar pela metade que sobrava do pão. Nininha se afastou

deles e de longe ria e assistia eles se engalfinhando, percebia que apesar de

tudo Dane tomava cuidado com Léo. Era muito engraçado dois marmanjos

lutando por um pedaço de pão e um deles nu, com as coisas balançando.

Quando Léo lembrou que Dane estava nu empurrou ele e se escondeu

atrás de Nininha.

— Porra Dane, come tudo, não vou lutar contigo com essas três

pernas aí não.

Gargalhadas poderiam ser ouvidas de longe. Dane sentou vitorioso e

saboreou o restante do pão.

— Desculpa Léo, mas foi mais forte que eu. Essa nossa garota sugou

todas as minhas forças.


— Pois é brother, te entendo. Mas será que deu tempo de ver minha

obra de arte?

— Como assim cara, a artista aqui é nossa Nininha.

— Que arte Léo, do que você está falando? — Indagou Nininha.

Tirando o copo vazio da mão dela, Léo o pôs no canto. Então voltou

suas mãos para o corpo de Nininha que estava com as costas encostada na

frente dele. Beijando sua nuca por trás foi descendo suas mãos por seus seios

ainda sob a camisola. Levou seu tempo acariciando-os fazendo questão que

seu amigo sentado à frente deles não perdesse um detalhe. E como se

estivesse hipnotizado, Dane seguia as mãos de Léo que desbravava o corpo

de sua menina. Engolindo restos do pão não conseguia esconder sua

excitação aparente. Nininha estava sentada no meio das pernas de Léo, sendo

tocada por ele e se derretendo a cada toque. Via o olhar de Dane escurecendo

de tesão, adorava a forma como Léo a usava para se instigar e instigar o

amigo. Como num jogo, ela era a peça principal. Sentiu as mãos dele

deslizando para sua barriga ainda por cima da camisola. Aos pouquinhos

subia o tecido fino. Expondo sua pele rosada e arrepiada.

— Até aí, só vi a arte que os pais dela fizeram. — Resmungou Dane.

— Calma brother, não sabe esperar?

Com a cabeça para trás no ombro de Léo Nininha delirava em seu

cheiro. Léo retirou sua camisola por completo, voltou suas mãos aos seus

seios agora nus. Léo os apalpava firmemente, empinando seus bicos na

direção de Dane, que parecia que iria avançar sobre eles a qualquer minuto.

— Merda Léo... — Disse Dane entre os dentes.

— Relaxa amigão...

As pernas de Nininha ainda estavam meio fechadas, não estavam

livres ao olhar de Dane. Então Léo levou cada uma de suas mãos abaixo de

cada um dos joelhos dela e os abriu. Foi tão fácil, pois ela já estava


transbordando de desejo, mole ao toque de Léo e aos olhos de Dane. E

quando estava arreganhada abriu os olhos e viu o rosto de Dane surpreso.

— Viu brother, não disse que eu tinha feito uma obra de arte? Pois

então, fala ae? Curtiu?

Com uma visão mais que privilegiada, Dane viu a verdadeira obra de

arte de que Léo falava. A vulva de sua menina estava lisinha novamente, mas

não era isso ao que seu amigo se referia. Ele queria mostrar as siglas de seus

nomes desenhadas na navalha. Seus pelos pubianos não estavam tão grandes,

mas Léo fez um belo trabalho. L e D desenhados.

— Então, diz alguma coisa, cara, o que você achou?

— Eu acho que preciso avaliar mais de perto.

— Ahã sei...

— O que foi, deixa eu ver.... — Nininha se olhou e viu as letra L e D

desenhadas. — Ahhh por isso tanto demora.... Eu, eu, eu adorei, me sinto

marcada por vocês.

Léo tomou sua boca num beijo gostoso. Dane como uma lince se

aproximou para "avaliar" a obra de arte. Espalmou suas mãos contra a parte

de dentro das coxas dela e com o rosto bem próximo à sua entrada disse:

— Bom, ótimo trabalho Léo. Acho até que podemos pensar em uma

arte diferente a cada depilação. O que acha?

— Acho possível e excitante.

Nininha sentia o hálito quente de Dane bem pertinho de seu clitóris,

que com certeza mostrava seu sinal de vida. E no cangote sentiu também o

hálito refrescante de Léo. Eles falavam dela com uma propriedade que a

deixava louca. E cada vez mais precisava deles de novo, mesmo sem saber se

seu corpo aguentaria. Todavia, já sentia um rio quente se instalar de dentro

para fora de sua vagina. Léo começou a se ocupar de seus seios enquanto

Dane à alargava ainda mais.


— Agora amor, é a minha vez de sentir seu gosto.

— Ai Dane, por favor, por favor!

Com a ponta da língua ele saboreou as bordas de sua entrada

encharcada, subia as linguadas por seus lábios. Chupava um em sua boca e

prendia como ela havia feito nele. Partia para o outro e deixava-o no tom

avermelhado igual ao anterior. O quadril dela balançava diante suas

insistentes sucções, tentava fugir. Impossível, Léo a atentava por cima e

Dane por baixo. Encontrando o broto que estava saliente abaixo das letras

desenhadas o prendeu no dente a ponto dela soltar um gritinho, depois o

chupou deliciosamente fazendo-a gemer. Com um dedo abriu espaço no seu

canal quente e logo colocou dois e três. Apesar de segura entre os eles

conseguia alavancar o corpo a cada estocada da mão de Dane. Ele colocou

mais um dedo, e fechando toda a mão, entrou os cinco. Dane investia contra

ela rápido e chupava seu clitóris ao mesmo tempo que Léo estimulava seus

seios. Seu corpo foi se construindo e depois se desconstruindo num orgasmo

perturbador. Dane acalmou um pouco só beijava suas coxas, lábios vaginais

até chegar ao seu ânus e ali tortura-lo com sua língua. Enquanto isso Léo

desceu uma de suas mãos direto em sua vulva e enfiou aos poucos quatro

dedos a fazendo suspirar. Eles queriam mais dela. Queriam sobrepor seus

limites. Apesar de querer mais, os dois levavam em conta sua resposta e era

positiva, sempre positiva. Queria tanto como eles queriam.

— Ah, meu Deus, eu não aguento outro, não vou aguentar.... Senhor

por favor... Pare.... Parem não parem... Não Para... Ahhhh.

Desconectada com os limites de seu próprio corpo que só recebiam os

comandos de seus deuses e algozes, Nininha só se permitiu as sensações

chocantes que sentia. Léo apertava um de seus seios e com a outra mão fazia

um vai e vem insano em sua vagina enquanto Dane enfiava sua língua num

vai e vem igualmente insano em seu ânus com ajuda de dois dedos. Sem


escolha, sem limites, sem comando, Nininha viajou no já bem conhecido

espaço onde seu corpo jazia flutuante em direção ao infinito. Leve como

pluma. Com a mulher que amavam em estado de plenitude, os meninos se

aninharam sob e sobre ela, a enchendo com seus membros febris e duros para

através dela encontrarem novamente o Nirvana. Em arremetidas

sincronizadas e doces, levaram ela mais uma vez junto com eles ao júbilo

total. Nesse espaço distante suas almas se encontram para sorrirem juntas

com seu reencontro.

— Vocês são insaciáveis... — Balbuciou Nininha.

— Sempre e para sempre. — Disse Léo.

— Só com você. — Respondeu Dane.

Largados, exauridos, esgotados, fadigados, famintos, acabados...

Mas juntos, consumindo cada parte de amor, romantismo e gozo que lhes for

possível. Seus limites físicos, mentais e espirituais posto à prova a todo

segundo.

Exaustos? Sim. Saciados? Talvez. Querem de novo? Sempre.

Enquanto estivermos sentindo, é sinal que estamos vivos!


Capítulo 42: Dias Normais.

A noite de domingo, seguiu de um jeitinho todo especial.

Após a intensa emoção do reencontro, veio a comemoração pelo fato de

Nininha confirmar que só iria voltar para o Rio ao lado deles. Enquanto Léo e

Dane não tiravam da cabeça a ideia de pedi-la em casamento, Nininha já

vivia em lua de mel. Se concentrava em adorar seus Deuses Olimpianos se

entregando de corpo e alma. Sua devoção estava marcada em cada toque,

olhar e beijos. Seus orgasmos repetidos e múltiplos eram a certeza que seus

deuses recebiam suas oferendas e lhe davam a dádiva de voar em um clímax

infinito. Pobre Nininha, mesmo tão mudada não consegue perceber a

realidade. No caso, não vê que, é ela a Deusa possuidora de dois corações.

Era ela o centro dessa união e devoção. Eles estavam completamente

enfeitiçados nessa mulher de carne e osso, que os levavam a acreditar no

divino.

Após o jantar foram para o quarto de Dane. Entre conversas e carícias

cada um imaginava o futuro não tão distante. Se sentiam mais fortes e

confiantes.


— Sabe sua gostosa, à partir de amanhã precisamos procurar uma

casa para nós morarmos no rio. — Falou Dane e continuou. — Na verdade já

vi uma ou outra com Léo, mas queremos sua opinião, é claro.

Nininha se sentou no meio dos dois, Léo pôs a mão na sua intimidade

acariciando despretensiosamente e beijando a base de sua coluna lombar,

enquanto Dane à sua frente passava a ponta de um dedo nas circunferências

de seus seios arrepiando seus bicos e pele tocada, sem tirar os olhos dos dela.

Procurando ar, Nininha disse:

— Masss... E... E o apartamento?

— Nada de "apertamento", queremos uma casa grande com quintal,

afastada dos vizinhos e próximo à praia. — Respondeu Léo lentamente,

tocando-a. Deixando-a cada vez mais úmida e arfante.

Aos olhos himpnotizantes de Dane, ela tentou questionar o que Léo

disse gaguejando:

— Masss e... Por que uma caacasa grannnde?

— Para nossos filhos....

Nininha engasgou, não tinha certeza se pelo o que escutou ou pelo

dedo que Léo introduziu entre seus lábios escorregadios até o fundo em sua

vagina. Estava muito sensível por tantos estímulos em tão pouco tempo, mas

ainda assim seu corpo era incapaz de não responder. Se contorcendo ao

ataque de Léo em sua buceta e de Dane apalpando firme seus seios, ainda

seguiu questionando:

— Aaaa ... E... Por que longe dos vizinhos??

— Para não ouvirem seus gritos de prazer, eles são só nossos. —

Agora foi Dane que respondeu, adicionando, com uma mão em cada seio um

aperto aos bicos, ao mesmo tempo em que Léo retirou o dedo de seu canal

voltando com verocidade dois dedos ágis, retirando um gritinho sôfrego a

fazendo se jogar para trás.


Dane seguiu seu movimento e foi de boca em seus seios deu a eles

mais um conjunto de tons diferentes entre vermelhos e roxos. Nininha era só

sensação, arfava, gemia e se contorcia. Ainda usou seu último suspiro para a

última questão.

— E por queee... Aaaa... Deus, meu Deus... Por que nanana praiaaaa?

Hummm... aiiiiii...

Pegando ela e colocando por cima de seu corpo, Léo retirou seus

dedos bezuntados do líquido lubrificante de sua vagina e molhou seu buraco

apertado, alargando com seus dedos molhados. Dane veio por cima beijando

todo seu tronco até seu grelo e ali chupou, dando a ela a proximidade de um

orgasmo, mas era apenas para facilitar para o amigo a investida do seu pau

naquele buraco gostoso. Após Léo se afundar no canal tenso dando a Nininha

aquela ardência gostosa da qual passava a se acostumar, Dane pôs a cabeça

do seu pênis na entrada de sua vulva e pressionando vagarosamente foi

respondendo a última questão.

— Ah! Na praia porque Léo quer criar nossos filhos à beira do mar e

para mim será a realização de um sonho. Mas além disso tem as infinitas

possibilidades de fazermos amor à luz do sol ou da lua, sobre a areia ou

dentro do mar. E a sua pele bronzeada vai ser um estímulo ainda a mais, para

aumentar nossa libido.

Para pontuar sua resposta, Dane estocou profundamente em sua

abertura tirando-lhe o fôlego e deixando-a há milímetros do ápice.

Tão cheia estava sua bunda com o pau enterrado de Léo, seus

espasmos inconscientes pareciam mordiscar seu pênis. Com a invasão de

Dane primeiro especulativa e depois autoritária, Nininha não podia fazer

absolutamente mais nada a não ser absorver todo o calor do ato, sugar com

seus orifícios abusados os paus pulsantes e com sua boca dizer o mantra que

agora fazia parte de suas vidas:


— Eu .... Amo... Vocês... Muiiitooo ... Demais... Para sempre...

Sem ter o que questionar, falar ou discutir o trisal se jogou mais uma

vez no pecado mais santo que poderiam imaginar. O profano e o sagrado

misturado entre às almas e os suores dos corpos febris.

Léo e Dane metiam com cadência orquestrada por eles,

reverenciavam aquele corpo entregue. Se aprofundavam cada vez mais em

Nininha levando-a a loucura. O tesão explodia entre os três. Gemiam a cada

rebolada de Dane por cima ou a cada rebolada de Léo por trás. Léo sentia

algumas fisgadas em sua ferida, mas não tinha tempo para pensar nisso, o

prazer de estar dentro daquele canal tenso e quente tirava toda sua capacidade

de pensar e reagir com sanidade. Seu corpo só buscava as sensações de pré

gozo e, nelas se concentrava.

Em tempos Nininha se movia entre eles se esfregando como podia.

Suas pernas arreganhadas para lhes facilitar o acesso. Dane a beijava na boca

duro. Léo puxava seus cabelos na lateral da nuca forçando ela cavalgar em

suas investidas ardidas.

Os urros deles, deixavam tudo muito mais excitante para Nininha, o barulho

de suas pélvis batendo contra seu corpo e de suas secreções misturadas era

algo fora de série.

Nininha enlouquecida de vez, pôs uma mão nos cabelos molhados de Dane e

puxou, enquanto com a outra pôs na coxa de Léo e apertou firme. De posse

de uma força vinda não sabia de onde, tomou as rédeas dos movimentos e

tensionou seu corpo nos deles buscando seu prazer e dando para eles um

gostinho de serem domados por sua Deusa. Agora eles eram possuídos por

ela, que deu-lhes uma subida ao precipício esfuziante, os jogando de lá juntos

sem pena, sem dó, tirando cada gota de seus sacos pesados, mamando com

seu ânus e sua buceta todo sêmen que restava tomando os gritos afoitos de

Dane com sua boca e roçando seu pescoço nos lábios de Léo. Alguns


segundos depois do ápice, os três ainda se encontravam acoplados, Nininha

com pequenos movimentos sugava ainda aqueles paus semi duros dentro

dela. Uma massagem bem interessante que seus meninos iriam querer repetir.

Recuperando as respirações e sem palavras, apenas olhares, toques e

risos condescendentes, se aninharam cada um ao lado dela e aos poucos

foram acalmando até dormir. Já era hora, entrelaçados sobre a cama, como

uma trança de espinha de peixe, enfim sossegaram.

Embora felizes e realizados, cada um ainda sonhava com a luxúria de

seus corpos juntos novamente e novamente e novamente.

Se fôssemos uma mosquinha atrevida e pudéssemos olha-los dormindo,

veríamos além de suas respectivas respirações descompensadas, os tremores

de seus músculos recém abusados e seus sexos brilhantes de tanto gozo

misturado e avermelhados com tanta felação e arremetidas. Mesmo

dormindo, o toque de seus membros em partes do corpo de Nininha faziam

saltitar. E no caso dela se empinar, ou se esfregar seus inconscientes ao

dormirem, usavam suas memórias corporais para reviver mesmo que em

pequena escala o prazer sentindo durante todo o dia.

Tão simples é o amor, ou a doce ilusão que o amor nos dá de que tudo

é tão simples. Sentir e provocar sensações não é só do que o amor precisa

para crescer. Confiança e força de vontade também tem que estar presente. Só

a vontade não nos faz realizar, é preciso se empenhar para que tudo dê certo.

Era exatamente assim que cada um pensava. Queriam fazer tudo da

melhor maneira para realização do futuro que queriam viver juntos.

Dane tinha em mente o foco de resolver logo o que estava pendente

na agência, passou até a verificar os serviços de Léo para ver se ele poderia

adiantar algo para ele também.

Seu amigo ainda estava de licença, após as peripécias do fim de semana em

que Nininha chegou, teve dois pontos arrebentados. No amanhecer quando


Nininha viu o sangue na cama, se desesperou, os fez correr com Léo para o

hospital, sentia-se culpada.

Léo ouviu o sermão do médico, mas nem ligou, dizia que dois pontos não

eram nada pelo muito que ele viveu. Só não contava com sua menina

esbravejando com ele, ela o fez ficar vermelho de vergonha no hospital. Dane

adorou, ria sem pudor, até que Nininha o chamou atenção também. Os

próximos dias após Léo ter retomado dois pontos, Nininha se esquivava de

suas investidas. Sobrou até para Dane, que teve que brigar com Léo para ficar

bem logo, se não ele mesmo faria mais uma coleção de pontos no amigo.

Porém, a própria Nininha não se aguentava. Ver seus homens

passarem por ela com o torso nu, ou saírem do banheiro molhados e pelados,

ou qualquer outro tipo de imagem que viessem deles a deixava louca.

Tentava resistir ao máximo, até que Dane a pegou sozinha na cozinha numa

tarde chuvosa em que Léo teve que ir assinar alguns papéis sobre a

transferência e ainda aproveitou para ir comprar uma peça para o carro.

Nininha estava só de shortinho de Lycra bem curto e top. Tomou o

costume de se exercitar, e aproveitava a área que eles tinham para malhar

todos os dias. Contava sempre com a ajuda de um deles ou dos dois, o que

tornava tudo tão difícil e agradável ao mesmo tempo.

Achava que estava sozinha, pois Léo havia saído e Dane estava na

agência e só chegava mais tarde. Após malhar um pouco foi descascar

legumes para o jantar. Ouvia música, tocava algumas das noites que curtia no

Rio, fez lembrar do bar e das suas amigas. Apesar de falar sempre com elas e

seu pai, ainda assim sentia muita falta.

Se imaginou dançando no meio da pista. Então começou um funk, não

resistiu empinou o bumbum e começou a dançar rebolando com as mãos

sobre a pia. Se entregou ao prazer da dança. Ia até o chão. De repente sentiu

uma presença em suas costas tentou se virar, mas não conseguiu, foi agarrada


pela cintura e pescoço. Era Dane. Notou pela sua pegada, nesses dias com

eles já sabia identificar cada um. Na verdade sempre soube, a convivência só

estava aprimorando seus sentidos.

Dane estava ensandecido ao ver sua menina rebolar naquele shortinho

indecente. A polpa de sua bunda saia pela barra e ele poderia jurar que a

safadinha estava sem calcinha.

Desde que Léo teve que retomar os pontos, eles não tiveram uma noite a três

juntos. Dane a teve algumas vezes, mas não da maneira que precisava. Léo

então, pobre coitado só a teve através de carícias quase como um namorico.

Ela se culpou e muito por Léo, então o deixou praticamente de molho e quase

Dane também.

Mas hoje ele voltou cedo da agência, havia conversado com Léo:

— Cara tá foda, preciso da minha menina, daquele jeito. Porra, tu não

melhora cara e ela não quer deixar você de lado, ai me ferra.

— E eu não preciso? Rezo todos os dias para tirar logo esses pontos

tô contando os segundos, brother. Mas faz o seguinte, eu vou ter que ir na

agência mais tarde e vou ter que ver a peça do carro então tu podia sair cedo e

vir para casa e... Ah qual é, você sabe, pega ela de jeito. Nós sabemos que ela

também não tá se aguentando. E para mim só falta dois dias. Já nem sinto

mais as feridas. E não é justo com vocês dois.

— Sério cara, ótima ideia. Nem precisa demorar muito na rua porque

do jeito que eu tô, não duro segundos.

— Vai lá ejaculação precoce... Viadinho.

— Olha quem fala, gazela remendada.

— Hahahaha… Porra essa doeu.

Quando Dane parou na porta da cozinha e a viu dançando pensou nas

palavras do amigo "ejaculação precoce" é o que teria ali. Se aproximou sem

que ela percebesse e quando ela notou a agarrou. Feito predador segurou seu


quadril e pescoço. Mordeu o lóbulo da orelha direita e disse:

— Agora você não me escapa, sem desculpas, sem conversa... Você é

minha e eu te quero agora.

Nininha tentou prender o gemido até que sentiu a mordida fina que

recebeu. Doeu, mas logo depois quando ele passou a língua molhada só ficou

uma sensação de prazer. Dane acomodou o corpo pequeno dela dentro do seu

e rebolou junto com ela esfregando o pau duro entre suas nádegas. Nininha

não tinha como evitar um ataque tão fulminante, então se entregou e voltou a

rebolar ao som da música no eixo duro que a cutucava. Se inclinou como

pôde para frente. Dane não soltou a mão do pescoço dela, onde apertava de

vez enquando. Sua outra mão subiu do quadril para o seio, apalpou

gostosamente até colocar para fora daquele pequeno top que usava. Mordia e

beijava suas costas. Estava louco.

— Você está ficando muito safada mesmo, como pode colocar um

short como esse sem calcinha. Tá querendo provocar a gente? Conseguiu. —

Deu um tapa ardido na bunda dela.

Antes dela tentar responder, Dane foi puxando seu short para baixo,

uma fúria tomou conta dele. Ela percebeu que ele estava fora de si, mas

gostava desse lado dele. Deixou-se levar pela animalidade de Dane. Segurou

as mãos firmes na pia e se empinou o máximo que conseguia e disse com

cara de danada:

— Vem, eu também te quero, sou sua...

Sem espera Dane só abriu o fecho da calça e pôs o pau para fora, já

sabia que sua devassa estava enxarcada e arremeteu para dentro dela sem

demora. Com as mãos em seus ombros a puxava de encontro a ele, logo

envolveu seus cabelos e puxou, fazendo a sua cabeça vir para trás. Então

como um maníaco meteu loucamente em sua buceta, tirando gritos

esganiçados de sua menina. Que por sua vez com saudade de suas estocadas


se empurrava mais ainda para ele e quando conseguia ainda dava uma

rebolada. Os dois não duraram muito tempo, logo caíram no chão lânguidos

pelo prazer bruto que compartilharam juntos.

Calmos e sorridentes foram tomar banho, sobre a água se entregaram

de novo ao sexo mais bruto e vil que já haviam feito. Se xingavam,

beliscavam, mordiam e se usavam. Ali os dois juntos perceberam que além

de tudo que já compartilhavam, gostavam também da parte mais dura e

luxuriante do ato sexual.

Quando Léo chegou o jantar já estava pronto. Encontrou sua princesa

no colo de seu amigo, só de regata e era a sua, ele acariciava seus seios

enquanto assistiam a um filme. Pelos seus rostos percebeu que estavam bem

relaxados. Dane lhe deu uma piscada de olho em forma de agradecimento

sem que Nininha notasse.

Ao ver Léo, logo Nininha desceu do colo de Dane e correu para ele, com

cuidado o abraçou e beijou dizendo que estava com saudades. Léo

automaticamente sente seu pênis endurecer ou sair do semi ereto. Apertou as

bandas da bunda dela e a beijou, e quando tudo parecia pegar fogo Nininha se

afasta.

— Léo meu amor, eu quero muiiitooo, mas preciso ter você inteiro.

Não quero que se machuque de novo. Por favor, entenda.

— Tudo bem princesa, eu entendo, mas o cara no meio das minhas

pernas não.

Disse isso dando um tapinha na poupança dela e a puxando de novo

para um beijo.

Se afastando de novo, fazendo Léo suspirar, Nininha pôs a mão sobre

a escultura de concreto no meio das pernas dele e disse:

— Bem quanto à isso, posso fazer uma ou duas coisinhas. Sabe que

nunca te deixo na mão né, meu príncipe. Sobe vai tomar um banho e vem


aqui, antes do jantar eu quero tomar um mingau.

— Putaquelosparalilllll…. Partiu banho.

Léo subiu as escadas correndo deixando ela e Dane rindo para trás.

Nininha se acomodou no colo de Dane novamente e voltou a receber as

carícias de antes enquanto o filme terminava que no caso ela nem sabia que

filme era.

Um tempo depois Léo desce às escadas.

— Bem, bem, aqui estou princesa, para lhe servir. — Dizia Léo

parado ao meio da escada de braços abertos nu, semi molhado do banho e

com uma ereção que sustentaria o globo terrestre.

Nininha e Dane olharam para escada, os olhos de Nininha brilharam

com a visão previlegiada. Ela logo se levantou e foi em sua direção sorrindo e

lambendo os beiços.

— Porra Léo, tá de sacanagem cara. Nu descendo a escada. Você não

tem roupa não.

— Meu brother, não se atenha a detalhes. Vamos ao foco. E o foco é

que minha princesa quer o meu mingau e estou aqui para ela se servir. Olha a

carinha dela, pergunta se ela gostou?

Balançando a cabeça e rindo do palhaço de seu amigo, Dane não

podia ir contra ele, sua menina estava extasiada com a imagem. Brincadeiras

à parte Dane se excitava só ao notar a excitação de sua menina pelo seu

amigo. Nininha não deixou Léo nem sair das escadas, o recebeu aos beijos e

o fez se sentar nos últimos degraus. Ajoelhada lambeu as gotas de águas que

escorriam ainda pelo seu corpo. Beijava seu peitoral, lambeu e chupou os

bicos dos peitos dele. Léo como um Deus se acomodou com os cotovelos nos

degraus e pernas abertas. Pendia sua cabeça para trás quando o prazer de ver

e sentir o que sua princesa fazia, quase o levava ao desespero. Dane se

acomodou no sofá numa posição que lhe favorecia a ver a felação na


escadaria. Colocou seu pau para fora e se masturbou olhando sua menina

dando prazer a seu amigo.

Abocanhando o pau de Léo e sabendo que eram observados por Dane

Nininha ficou praticamente de quatro. Posição que dava ao Dane uma bela

imagem de sua bunda quase desnuda, pois estava com um pequeno fio dental.

Sem colocar as mãos em Nininha Léo se obrigou a receber tudo o que ela

decidia lhe dar. Decisão acertada, pois ela lhe queria dar tudo. Segurando a

base do pênis Nininha o sugou para dentro da garganta e prendeu o máximo

que podia, sabia que ele adorava foder sua garganta. Com os beiços descia e

subia a pele lisa da base à cabeça, para às vezes, sem aviso, prender a cabeça

entre os lábios firmes. Léo urrava de prazer. Gemia o nome de Nininha. E ela

ficava cada vez mais envaidecida por conseguir tirar dele notas

irreconhecíveis ao chupa-lo. Levantando o pau, ela desceu a língua por seu

saco, tomou uma de suas bolas e sugou, pegou a outra e fez o mesmo, e com

os olhos procurou os deles. Quando os encontrou, ela sorriu com o ovo na

boca. Não havia mais a possibilidade de Léo conter suas mãos. Logo se

curvou para frente e agarrou seus cabelos...

— Chupa danada, você gosta de chupar meu pau né, parece pirulito

nos seus lábios. Chupa meu saco, brinca com minhas bolas e toma o que é

seu.

Nininha soltou os ovos de Léo e fez o que foi solicitado, abocanhou e

ordenhou o pau dele até fazer ele jorrar o líquido precioso em sua cara.

Nesse meio tempo Dane não se conteve também, se aproximando e

sem conversa, arrastou para o lado o fio da calcinha e se enfiou em sua

vagina que do sofá ele via implorar babando por seu pau. Meteu algumas

vezes e já se viu gozando.

Nininha limpava com a língua os restos de porra que escorria por seus

lábios, quando Dane a atacou de novo, a virou e encostou suas costas na


frente de Léo e disse:

— Agora é você.

— Eu??!

— Sim, você. — Respondeu Léo enquanto tomava sua boca em um

beijo e atacava seus seios com as mãos.

Ela só entendeu tudo quando sentiu Dane entre suas pernas enfiando

os dedos nela movimentando em um ritmo torturante e enlouquecedor. Seu

quadril balançava para cima e para baixo. Léo largou seus lábios. Estava

presa na beira da escada entre os dois homens da sua vida que a levavam para

mais uma montanha russa em busca do orgasmo. Tocada por todos os lados e

principalmente num ponto profundo conhecido pelos dois, Nininha caiu em

desalinho, arfante, pulsando por cada poro seu prazer atingido. Isso tudo sem

tirar a camisa.

Com as respirações mais calmas e após Dane implorar a Léo para

colocar pelo menos uma box, foram jantar.

A cada dia estavam acostumando mais e mais com a rotina de estarem

vivendo juntos. Apesar da saudade que Nininha sentia de seu pai, amigas e

telas, não conseguia se imaginar longe de seus meninos, seus homens. Seu

lugar era e sempre será ao lado deles.

Ao fim do jantar Léo ajudou Nininha com a louça, na verdade era

motivo de roçar na bunda dela ao pegar os utensílios para secar. Dane ficou

na sala, sua cabeça à mil vendo sites de imobiliárias no Rio procurando casas.

Seu amigo e Nininha se juntaram a ele. Os três começaram a avaliar as

possibilidades. Nininha estava encantada com a ideia da casa próximo à

praia, achava fantástico poder criar seus filhos à beria mar. Mas não diria isso

em voz alta nem que lhe pagassem. Se sem dizer Léo já está esquematizando

tudo imagine falando.

— Gostei desta, fica há uma hora e meia do Rio. O que é bom, pois


meu pai ou as meninas podem me visitar com mais frequência. E tem uma

piscina, sempre quis ter uma casa com piscina.

— Também gostei Dane, fica na quadra da praia, o quintal em volta

praticamente elimina os olhares curiosos e a piscina me apetece também.

— Pois bem, se vocês gostaram para mim está feito. Vou mandar um

e-mail e verificar tudo direitinho. Acredito que com o dinheiro do

apartamento possamos pagar a casa e nos sobre algum. Mas, se precisar de

mais, vendemos o carro do Léo e completamos.

— O quê? Meu carro não, vende sua moto.

— Tá doido, minha moto, nunca.

— Aha, pelo menos no meu carro podemos até morar, dormimos

acoplados à nossa Nininha e pronto. Na tua moto não cabe nós três nem a

penca de filhos que vamos ter.

Nesse embate sacana entre os dois Nininha ria até escutar a frase

"penca de filhos".

— Eita! Pera aí, um não quer vender o carro, o outro a moto, e eu

tenho que aceitar a penca de filhos, tá doido Léo. Nem sei se quero e nem

quando quero ter. Tá... É uma possibilidade sim, mas não uma "penca".

Disse Nininha nervosa, agora de pé de frente para eles com as mãos

na cintura.

— Se vocês pensam que me manterão descalça em nossa cozinha e

grávida a todo tempo estão muito enganados. Isso é muito bonitinho em

livros e filmes, porque na vida real a situação é outra.

— Calma amor! — Disse Dane a puxando para seu colo e abraçando.

— Não a todo tempo, só por pelo menos umas três vezes.

Léo tentou prender o riso, não conseguiu. Nininha fez uma cara de

quem ia matar alguém, Dane tentou doma-la com seu olhar, mas nem com

todo esforço. Ela se levantou altiva e disse:


— Veja bem seus... Loucos, saibam que eu tomo meu remédio

religiosamente, e que se um dia tivermos UM filho vai ser porque eu decidi.

Portanto, vamos tirar essas ideias de "pencas" da cabecinha de cima e da

debaixo também, ok! E estou me retirando cansei dessa conversa.

Ela os deixou plantados no sofá se entreolhando e subiu as escadas

pedante e totalmente dona de si. O bico chegou primeiro ao quarto. Deitou-se

após escovar os dentes e ficou imaginando como seria ser mãe dos filhos

deles. Adormeceu com a imagem de crianças e seus meninos brincando na

praia, no rosto o feitio de um sorriso.

Lá embaixo os dois discutiam sobre o que Nininha disse.

— Ela não pode estar falando sério, qual mulher não quer ter filhos?

— Léo ela é muito nova, nosso relacionamento é diferente tudo é

muito novo e complicado. Ela só está insegura. Vamos dar tempo ao tempo,

apesar de eu querer ter filhos com ela também não os quero tão cedo. Quero

aproveitar, e muito, nosso início de vida à três.

— É verdade, eu também. E o que você achou da casa. Você fez a

brincadeira do carro, mas eu sei que dá para nós comprarmos.

— Pois é, só queria te ver irritado mesmo, gazela remendada.

— Vai TNC Dane, não brinca com meu carro.

— Hahahaha, tá bom. Agora sério, estive pensando muito essas

semanas sobre o lance de casamento e tive uma ideia. E agora, tive outra em

relação à essa casa que nós gostamos. Vamos aproveitar que ela foi dormir e

conversar sobre isto. Preciso saber se você aceita o que estou pretendendo,

cara.

— Brother, o que for preciso para ficar com ela por mim tudo bem. Já

disse que não me importo de casar de papel passado, mas me preocupo dela

não ter nenhum auxílio se um de nós morrermos. E fora os auxílios em vida

como plano de saúde entre outros.


— Animal, já sei disso. E já me informei de um monte de coisa

enquanto você estava sendo paparicado porque perdeu dois pontinhos da

ferida.

— Tá com ciúmes, Dane.

— De você? Nunca. Queria eu ter levado um tiro também para ter os

mesmos paparicos.

— Viadinho, olha a boca. — Léo disse se levantando indo até a

cozinha e perguntou. — Fala aí, sobre o que você andou pensando, quer

água?

— Trás para mim por favor, que aqui eu te falo, a ideia é para ser

surpresa, idiota.

— É você! — Respondeu Léo mostrando o dedo do meio para Dane.

Rindo da infantilidade do amigo Dane voltou para o computador e

enviou um e-mail ao corretor do anúncio. Em sua cabeça várias ideias para

compartilhar.

Já era início da madrugada quando Léo e Dane foram se deitar.

Conversaram bastante e decidiram várias coisas juntos. Viram que Nininha

havia se deitado no quarto de Léo, a cada noite ela decidia o quarto no qual

dormir e os dois só a seguiam. Para eles não existia o quarto de Léo ou de

Dane, existia apenas a cama na qual eles dormiriam com ela.

Dane ainda foi tomar um banho rápido. Quando voltou, Léo já estava

aninhado nas costas de Nininha. Sorriu ao ver o semblante feliz dos dois na

cama. Fechou a porta, apagou a luz. Seguiu até a cama levantou o endredon e

se acomodou ao lado livre de Nininha. Logo, mesmo dormindo, a mão dela

subiu por seu peito pousando em seu pescoço e maxilar. Dane sorriu,

sentindo-se acalentado, deu um beijo na testa dela e dormiu pensando nas

ideias que ainda fervilhavam em sua cabeça.

Alguns dias se passaram, a agência estava agitada por conta de um


novo serviço. Com a saída eminente de Dane, Conrado foi escalado para

substituí-lo. Mas enquanto Dane estivesse por ali, auxiliava no que podia, ou

melhor, no pouco que Conrado permitia. Dane não estava incomodado com

isso, estava até gostando, sobrava tempo para resolver outras coisas mais

importantes. Léo já havia voltado de licença, foi remanejado para auxiliar nas

aulas de tiros. Estava gostando tanto que se interessou em fazer o mesmo

trabalho no rio. Pensou até em se qualificar mais para trabalhar no centro de

treinamento e aperfeiçoamento de policiais. Dane também já havia se decido,

não queria sair da área de investigação. Os trâmites de transferência já

estavam quase completos só faltava o aval das agências para qual iriam.

Todos na agência notavam a felicidade explícita dos dois amigos. Uns

sentiam falta das traquinagens deles e outros entendiam que eles foram

fisgados e não tinha mais volta.

Dane estava a caminho do arquivo quando encontrou com o agente

Hélio. Experiência pura, Hélio era muito respeitado entre os colegas. Por

várias vezes auxiliou Dane como se a um filho. Parando para cumprimentá-lo

iniciaram uma conversa.

— Então Dane já está certa sua saída e a de Léo, sentiremos falta,

nossa agência vai sofrer com a ausência de vocês. Espero que estejam certos

dessa escolha. É uma grande mudança.

— Também sentirei falta, e posso dizer o mesmo por Léo. Mas

estamos mais que certos, estamos ansiosos para viver toda essa mudança o

mais rápido.

— Sei, imagino. Vida difícil essa que vocês escolheram. Não que eu

tenha alguma coisa com isso, mas você sabe, mesmo não querendo acabamos

escutando... Coisas por aí.

— Que coisas Hélio? Sabe que tenho um apreço pela sua pessoa, para

mim você é um exemplo.


— Obrigado Dane, você é um pouco mais velho que meu filho, tenho

um carinho por ti que não tenho por muitos. Ouvi que você e Léo

encontraram uma moça e decidiram dividir suas vidas com ela e por isso essa

decisão repentina de transferência.

— Bom, sim, é verdade amigo. Aconteceu o impossível, nos

apaixonamos pela mesma mulher, e fomos agraciados com a reciprocidade

dela. Estamos no céu.

— Vejo nos teus olhos e nos de Léo também. Mas é árduo esse

caminho. Viver a monogamia nos dias de hoje já é bem difícil, imagina esse

tipo de relacionamento...

— Poliamor, chamamos de poliamor.

— Hum, bem esse poliamor não é reconhecido, sabe que serão

hostilizados pela sociedade e pior, a mulher de vocês poderá sofrer muito

mais. As pessoas costumam ser más em relação as mulheres que percorrem

caminhos diferentes. Aos homens tudo se abranda. Ao longo da história

vemos várias passagens em que as mulheres são execradas por suas opiniões

e tipo de vida contrárias a que a sociedade diz ser certa. Entenda, não estou

julgando suas escolhas apenas quero saber se vocês estão cientes de tudo que

vão enfrentar pela frente. Isso, se essa união for forte o suficiente.

Pensativo Dane escutava as palavras de Hélio, entendia suas questões.

Ele mesmo já havia pensado nisso várias e várias vezes. E até já havia

conversado com Léo sobre isso e, com Nininha.

A verdade é que eles decidiram não lidar com o que os outros pensam que é

certo ou errado. Cada um tem sua opinião, cor, etnia, opção sexual, religião e

etc. Sabiam que o que acontecia entre eles era puro amor e amor nunca podia

ser algo ruim. Então passaram a pensar em lidar com as "observações

alheias" na forma da lei. Fofocas e mal dizeres existem em qualquer lugar e

contra qualquer pessoa, eles tentariam ser o mais discretos possíveis para


evitar às más línguas e viveriam um dia atrás do outro. Agiriam de acordo

com os acontecimentos. Não tinha o porquê sofrerem por antecedência.

— Hélio meu caro, entendo perfeitamente sua posição e agradeço sua

preocupação. Mas nossa decisão não foi tomada inconscientemente.

Sabemos, os três, que o que sentimos é único, e não fere a ninguém. Não

podemos nos privar de viver esse sentimento, esse amor, por conta do que

terceiros afirmam que é certo ou errado. Estamos os três dispostos a enfrentar

tudo, qualquer coisa que se opor ao nosso relacionamento. Mas não seremos

inconsequentes em querer impor nosso relacionamento à sociedade,

viveremos discretamente para evitar transtornos, mas se eles acontecerem

lidaremos através da justiça. Apesar de ainda muito preconceituoso, o mundo

de hoje também está mais aberto às novidades. Talvez o caminho seja árduo,

mas vitorioso. E diga-me qual relacionamento, seja ele qual for, não tem

percalços? Só temos que aprender a nos fortalecer através de todas as

dificuldades. Não sei o dia de amanhã, vivo-o em meus sonhos e estou

lutando para vivência-los na vida, mas posso lhe dizer do fundo do meu

coração que nosso amor já é maior que nós mesmos, sem ele não vivemos.

Um silêncio se instalou entre eles, os olhos daquele homem

experiente tanto em combate quanto na vida, marejaram ao ouvir as palavras

de Dane e a postura confiante em que ele às dizia. Deixando as formalidades

de lado Hélio puxou Dane pelo ombro e lhe deu um abraço como um pai ao

filho.

Dane ficou meio sem graça no início, mas logo retribuiu esse abraço apertado

que só lhe transmitia amizade e querer bem.

Se afastando de Dane, se recompondo, Hélio falou:

— Estou muito feliz por você Dane, aliás por vocês. Essa menina

deve ser uma sortuda por ter um homem como você, e ainda mais por

também ter Léo. E eu sempre soube que Deus escreve certo por linhas tortas.


Só ele sabe o que é certo ou errado, só ele há de julgar nossas escolhas. Mas,

de antemão lhe digo, Deus é amor simples assim. Ele não daria esse amor tão

sincero entre vocês três se não fosse para ser vivido. Seja feliz Dane. Que

essa caminhada seja menos árdua e mais feliz. E conte sempre comigo para o

que precisar, sabe que tenho um carinho especial por você. Boa sorte, em

tudo.

Com mais um abraço, Hélio se despede de Dane. Antes de ir eles

ainda trocam algumas palavras e depois cada um vai para seu destino. Dane

cada vez mais confiante e Hélio menos preocupado com um amigo querido.

Final de expediente, Léo foi encontrar Dane no vestiário. De lá foram

embora felizes para casa encontrar a mulher de suas vidas.

Antes quando conversaram sobre os dois no Rio trabalharem em

plantões diferentes, para ela ter sempre a companhia de um deles em casa, ela

foi contra. Não queria ser um motivo para separa-los. Mas estando na casa

deles após alguns dias que Léo saiu de licença e voltou ao trabalho, sentia-se

sozinha. Eles sabiam o que falavam. Mesmo sentindo um pouquinho egoísta,

quando voltassem a essa conversa apoiaria de olhos fechados. Sozinha

acordou cedo fez uma série de exercícios que Léo passou para ela, depois

arrumou a casa, lavou às roupas, preparou o almoço que se estendia para o

jantar. Passou uma parte da tarde conversando com seu pai e depois com

Lary. Morria de saudades. Ao finalzinho da tarde Nininha brincava no quintal

com Brutus. Já se aproximava da hora deles chegarem. Na verdade Léo ligou

dizendo que já já estariam em casa. Esse era um momento muito feliz.

Dane desceu do carro e foi abrir a garagem. Quando a porta se abriu

ele viu Brutus aos pés de Nininha recebendo um afago gostoso. Sentiu inveja

de seu cachorro. Passou rápido, ao ver quando sua Nininha o deixou para vir

correndo o receber, deu um pulo em seu colo e ficou agarrada a ele o

beijando enquanto Léo estacionava o carro dizendo que na próxima ele que


desceria para abrir o portão.

Já fora do carro Léo recebeu seu carinho, agora sem muitos cuidados,

pois já estava completamente curado. Os três seguiram para dentro da casa e

como já vinha se tornando rotina, após um dia de trabalho, seguiram para um

dos banheiros para tomarem juntos um banho relaxante antes do jantar. É

claro, depois de momentos plenos e extasiantes de prazer, trocados debaixo

do chuveiro quente. Era apenas mais um dia normal na vida do trisal.


Capítulo 43: Despedida.

Os dias foram passando e a união do trisal cada vez mais forte.

Mesmo a saudade de casa não fazia Nininha imaginar estar longe deles.

Afinal crescemos para o mundo e o mundo dela era seus homens. Sim, seus

homens, Nininha agora pouquíssimas vezes os chamavam de seus meninos.

Meninos? Não, não esses seres que mostram para ela todos os dias o que é ser

homem de verdade. Não só na forma sexual, que ela não tinha nem palavras

para descrever, deduzia que, provavelmente eles ou aprenderam com os

deuses ou eram os próprios deuses, mas sim na postura que tinham todos os

dias com ela. Em todas às vezes que estavam juntos ou mesmo pelo celular,

faziam questão de mostrar o tamanho afeto que sentiam com palavras e

gestos carinhosos.

As gargalhadas que lhe proporcionavam eram bem

próximas aos orgasmos que tinham juntos. Eles conseguiam fazê-la se sentir

a mulher mais feliz e realizada do mundo.

A cada dia Nininha podia perceber as qualidades e defeitos de cada

um. Amava as implicâncias que tinham um com o outro, a irmandade deles a

fascinava. Eram como unha e carne.

No início sinceramente, não acreditava muito que esse "tipo" de relação


poderia durar e crescer. Estava errada e sendo preconceituosa, achava que a

qualquer momento eles podiam por ciúmes, brigar entre si e acabarem com

esse conto de fadas que vivia. Um conto de fadas bem diferente, mas o seu

próprio conto de fadas. Único e especial. Não poderia jamais se ver longe de

toda essa história. Não podia mais viver sem os dois. Não imaginava este

relacionamento sem ser um trio.

Com tantas dúvidas e medo rondando sua cabeça, logo no começo tentava a

todo custo ser igual para os dois. Fazia tudo igual para ambos, achando que

assim poderia evitar brigas futuras, ciúmes. Às vezes, pisava em ovos quando

passava uma tarde apaixonante com um enquanto o outro trabalhava. Não

queria que nenhum dos dois se imagina-se menos que o outro. Ela sabia que

não eram, os dois ocupavam espaço igual no seu coração. Mas sentir que

poderia magoar qualquer um a deixava doida.

Então vem esses Deuses, percebendo sua preocupação, mostrar para ela que

tudo isso não era preciso, porque cada um tinha o suficiente dela sempre. Não

era preciso ela pisar em ovos entre eles por conta de medo deles brigarem por

ciúmes dela. Eles decidiram compartilha-la, sabiam o que iriam viver. E

melhor de tudo, o que fez ela realmente acalmar seu coração, foi quando em

uma conversa quente, bem quente, eles mostraram para ela que além de todo

esse amor incondicional que tinham por ela, sentiam um tesão absurdo em

vê-la nos braços do outro. Disseram que todas as que vieram antes dela

foram uma preparação para eles, e que agora estavam completamente cientes

que a única razão dessa cumplicidade entre ambos desde sempre era como

um propósito, para quando a encontrassem pudessem se doar para ela, para o

relacionamento e para a vida que decidiram ter, que só seria possível com ela.

É tudo muito novo, complexo e atemporal. Há poucos meses que se

conheceram, mas parecia que estavam apenas se reencontrando, se

encaixando novamente. Por vezes, quando cada um estava só e pensava sobre


tudo o que estavam vivendo, tinham mais certeza de que tudo que viveram

antes foi preciso para chegarem até aqui. Todas as decepções, encontros e

desencontros, perdas, pessoas e escolhas foram necessárias para estarem

agora juntos. Nenhum dos três fugiria da responsabilidade de cuidar com

muito zelo de um presente tão perfeito e especial como este amor, como esta

relação. Como às vezes diziam entre si, estavam começando a viver os

primeiros dias do resto de suas vidas. Agora completos.

Dane e Léo acordaram bem mais felizes ainda no dia de hoje, se era

possível eles serem ainda mais feliz. Eram gratos por tudo o que estava

acontecendo em suas vidas. E hoje eles tinham uma reunião com o seu

superior. Os trâmites para a transferência já estavam completos. As unidades

em questão que iriam recebê-los já estavam os aguardando com a papelada

toda pronta. É claro que estavam contentes que suas escolhas foram aceitas,

mas a alegria era ainda maior, pois os dois tinham várias férias vencidas e

horas extras em estoque. Então conseguiram aproveitando toda essa

mudança, tirarem pelo menos dois meses de folga. Assim conseguiriam pôr

em prática todos os desejos que tinham em mente com mais tempo e sem

preocupação com o trabalho. Precisavam disso, até para desacostumarem a

trabalhar juntos.

Chegaram à agência e seria o último dia que iriam a trabalho. Um

lugar onde cresceram profissionalmente e fizeram algumas amizades. Pessoas

que iriam guardar com carinho e outras nem tanto. Muitas experiências

vividas neste lugar. Chegaram cheirando a leite como diziam os mais antigos,

e se fizeram agentes respeitáveis. Apesar de ainda novos, já colecionavam

várias operações de sucesso. Carregavam um currículo bem respeitado e o

melhor, o respeito de quem trabalhava com eles, tantos os novos como

antigos. Cada um estava lidando com toda essa mudança de um jeito bem

diferente. Dane estava bem tranquilo, Léo nem tanto.


— E aí brother, como você está se sentindo? Quero dizer, agora que

chegamos aqui e sabendo que será nosso último dia nesta agência, onde nos

transformamos nos policiais que hoje somos? Te digo, agora que está

caindo a minha ficha, estou ficando um pouco... Triste... Sei lá... Não sei

explicar. Vivemos muita coisa aqui e agora tudo, tudo vai ser completamente

diferente em todos os aspectos de nossas vidas. É algo... Intimidante... Você

não acha?

Dane terminou de estacionar o carro, virou a chave desligando o

motor. Pensou no que seu amigo/irmão tinha perguntado. Fez um pequeno

silêncio antes de suspirar e respondê-lo:

— Cada dia que passa a gazela fica mais emotiva... Tá ficando mole

hein, Léo. Vai chorar também?

— Porra Dane, tô falando sério, idiota. — Respondeu dando-lhe um

soco no braço.

Dane riu da brincadeira, mas avaliando seu amigo viu que falava sério

mesmo. Dos dois, Léo sempre foi o mais bem resolvido em suas emoções,

vê-lo meio inseguro era estranho para Dane. Por isso respondeu brincando.

Mas sabia que devia agora falar sério também. Dane então tentou ser o mais

confiante o possível em suas palavras. Tantas vezes seu amigo foi o seu

alicerce para suas próprias emoções, então chegou sua vez.

— Tá ok, eu entendo tudo o que você disse. Sinto o mesmo. Afinal,

nossos caminhos são cruzados, às vezes me parece que somos um. Penso até

que em alguns momentos, hora caminho com você sobre meu colo, hora você

é o que me leva nos braços. Essa agência, nossa profissão, nossa amizade,

todo o resto que vivemos aqui foi maravilhoso sim e, é claro que sentiremos

saudades. E sabe como eu lido com isso tudo, confesso que aprendi com

você. Engraçado você não estar fazendo o mesmo... Eu guardo todas essas

vivências em um lugar bem especial e me concentro em tudo de muito


maravilhoso que está para acontecer. Bom, você sabe melhor do que eu que

nunca almejei ter uma família, criar vínculos aos quais me torna-se refém.

Você era o sonhador, você almejava, você esperava por isso, e ainda mais,

sempre me incluiu nas suas expectativas. Então meu amigo, você abriu meu

coração e agradeço a Deus por ter conhecido Nininha primeiro, pois meu

envolvimento foi imediato, não sei como seria se eu visse você apaixonado

por ela antes, não seria tão cara de pau como você foi, rsrs.... Agora cara,

presta atenção, está à nossa frente tudo o que você sonhou e desejou. Vamos

ser gratos a tudo que passamos até aqui, mas penso que o melhor de nossas

vidas está por vir. Você perguntou como me sinto, te digo que sou um dos

homens mais felizes deste mundo e tenho certeza que o outro é você irmão.

Não sei o porquê, e nem sei se merecemos, mas não estou disposto a abdicar

deste sonho, deste amor, deste futuro que estamos construindo juntos à partir

daqui para todo o sempre com nossa menina. Eu amo vocês. Me sinto

extasiado e ansioso para estarmos em nossa casa e quem sabe rodeados de

filhos. Esse tempo passou e vai ficar na memória. Agora vamos viver uma

nova história.

Outro silêncio. Se os dois machões admitissem diriam ver, um nos

olhos do outro, lágrimas embargadas. Para Léo foi determinante tudo que

Dane falou. Realmente caiu na real, esse era o sonho dele, estava

acontecendo exatamente como almejou. Por que o medo, receio de quê? Seu

amigo estava certo, nascia a partir dali uma nova história, onde estavam para

viver tudo de tão maravilhoso que tanto sonhou. Léo se sentiu bem mais leve.

Sorriu e deixou uma lágrima descer de seu olho direito.

— Cacete Léo, vai chorar?!?! Não sei lidar com isso não. Nem

quando você levou tiros, facadas você chorou... Pára porra.

Rindo e chorando ao mesmo tempo, Léo puxou Dane para um

abraço. Dane relutante e xingando tentou se esquivar. Mas no fim o abraçou


também. E se permitiu soltar uma de suas lágrimas, mas não deixou Léo ver.

— Pronto Léo, tudo bem agora. Para de chorar, as pessoas vão achar

que estamos namorando no carro.

— Ah, brother me dá aqui um beijinho.... Hahahahah.

— Léo seu filho da puta, vai, sai logo do carro.

Bem humorados, seguiram para a entrada da agência pelo

estacionamento sem dizer uma palavra, só sorrisos amigáveis e soquinhos um

no ombro do outro na camaradagem.

— Viadinho...

— Gazela chorona...

Sentados na sala em que muitas vezes fizeram reuniões sobre as operações e

onde passaram muitas horas extras compenetrados nas investigações,

esperavam o encarregado. Uma hora depois ele chegou, entrou calado na sala

e se sentou na cabeceira da mesa. Léo e Dane se acomodaram de melhor

forma nas cadeiras aguardando o que ele queria lhes falar. Por um momento

Dane se preocupou com a cara de poucos amigos que seu encarregado fazia,

imaginou que talvez algo estivesse errado e eles precisariam ficar mais tempo

por ali. Ele sempre manteve com seus subordinados uma postura profissional,

nada de intimidade. Dane não queria de jeito nenhum passar mais tempo ali,

já estava pronto para viver a nova vida que viria, na verdade ansiava por isso.

Perdido em seus pensamentos, Dane não notou quando o encarregado relaxou

o corpo na cadeira se recostando para trás e deu um sorriso meio cansado.

— Pois bem, vocês dois são dois filhos da puta... Tem certeza de que

não tem nenhuma maneira de eu conseguir mantê-los comigo, conosco, nesta

agência?

— Não! — A resposta veio rápida e firme vinda pelos dois.

O encarregado pôs os dois cotovelos sobre a mesa e cruzou os dedos


das mãos embaixo do queixo, olhou de um para outro por um minuto,

encontrou respectivamente semblantes firmes e decididos. Fez um balançar

de cabeça negativamente e abaixou até encostar a testa sobre a mesa.

Respirou e expirou fortemente soltando:

— Assim vocês me fodem... Vocês acham que eu estou feliz em

perder dois, DOIS dos meus melhores agentes, investigadores?

Dane engoliu fundo, Léo passou uma mão pelo cabelo, mas nenhum

respondeu a pergunta. Então o encarregado prosseguiu:

— Eu acatei os pedidos de transferência, dei uma enrolada no início

porque achei que vocês poderiam mudar de ideia, mas mesmo assim vocês

insistiram. Prossegui com a documentação, porém no fundo esperava que os

dois voltassem atrás. Não aconteceu. Embora tudo já esteja pronto e hoje seja

formalmente o último dia de trabalho de vocês, ainda assim estou aqui cara a

cara com vocês para lhes dizer que ainda há tempo de voltar atrás, porque

seriamente não estou disposto a perder vocês assim sem nenhuma luta. Os

assuntos que rolam na agência são sobre uma mulher que vocês estão

envolvidos, e que querem viver juntos... Os três, o que é fora dos parâmetros.

Não que eu tenha alguma coisa a ver com isso, pelo contrário. Só me

preocupo com vocês. Meu ponto é que vocês são jovens demais para algo tão

complexo e que demandará tamanha energia, o que deixaria seus trabalhos

em segundo plano. Isso seria terrível, até porque vocês são ótimos no que

fazem seria um desperdício. E vocês nem... Sabem se esse... Relacionamento

vai durar. E talvez... Fosse até melhor ela vir morar com vocês. Assim não

precisariam fazer tantas mudanças e se não der certo ela volta para casa

dela... Bom, tem que ter alguma forma para que eu consiga que fiquem.

Léo não estava gostando do rumo da conversa, olhou em Dane e

percebeu o mesmo desconforto. Na verdade cada um achou estranho o

encarregado em nenhum momento do processo de transferência se opor a


decisão deles, mas como ele era sempre muito reservado e profissional não

levaram para o pessoal.

Porém, agora, ele estava ali pedindo para que mudassem de ideia, o

querer que eles ficassem até podiam entender, mas opinar sobre o

relacionamento deles, sobre a vida pessoal deles, era demais. Léo se armou

para responder, mas Dane saiu na frente.

— Bem senhor, estamos de certa maneira lisonjeados com o seu

interesse pelo nosso trabalho. Agradecemos a confiança de todos esses anos.

Mas nossa decisão já foi feita, e praticamente consumada, portanto não

voltaremos atrás. E os motivos de nossa mudança e nossa vida pessoal, não

são do interesse de nossos superiores e muito menos da sociedade. Servimos

nesta agência e comunidade com afinco por isso o reconhecimento de nosso

trabalho em suas palavras. Acredito que se somos bons como diz, seremos

úteis em qualquer outro lugar que precisarem de nossos serviços,

independente de nossas escolhas pessoais.

No tom de voz de Dane qualquer um perceberia o desagrado.

O encarregado enrugou a testa o olhando falar. No fim concordou com ele,

ninguém tinha nada haver com os motivos de uma transferência. Mas para o

encarregado estava sendo difícil perder dois de seus melhores. E com essa

conversa viu que a batalha já estava perdida. Então só lhe restou desejar aos

dois boa sorte.

— Entendi Dane, não irei mais me alongar em um assunto que não

tem volta. Não me entendam mal, jamais quero me intrometer nos assuntos

pessoais de meus agentes. Mas eu não poderia deixar de tentar... Enfim, me

resta agora é desejar que encontrem o que vocês estão em busca e que sejam

os melhores agentes em qualquer lugar onde forem. Apesar de vocês

entenderem que não devem nada a sociedade é a ela que prestam serviço. Boa

sorte! Ah! E como sabem, os caras combinaram de se reunir com vocês mais


tarde no bar para uma despedida, eu farei o possível para aparecer pelo menos

para pagar uma rodada.

Ao terminar, o encarregado se levantou, seguido de Léo e Dane. Ele

se virou para cada um e deu um aperto de mão, saiu da sala e deixou os

brothers a sós.

Léo foi até o bebedouro e enxeu dois copos com água gelada, voltou

para mesa entregou um ao amigo e deu uma golada no seu.

— Isso foi estranho. — Ele disse.

— Concordo, ele deve estar mesmo muito incomodado com nossa

saída para nos abordar desse jeito. — Respondeu Dane.

Após baterem papo cada um foi recolher seus pertences. A maioria já

tinha sido levado para casa. Resolveram alguns outros detalhes e almoçaram

juntos com alguns dos agentes que se tornaram amigos de verdade. Muitos

desejos de boa sorte depois e combinação para o chopp mais tarde, voltaram

para agência e no fim do expediente, um tanto saudosos se despediram de

alguns outros que ali estavam e seguiram juntos para casa.

Passaram bem longe da recepeção evitando certa pessoa, que por

sinal, deu um tempo de encher o saco deles. Os tapas que Nininha deu em Lia

serviram afinal.

Nos últimos dias que ficava sozinha em casa, Nininha agitava a

arrumação dos objetos que eles iriam levar dali para o Rio. Mas a grande

maioria eles doaram para o senhor que tomava conta da casa e do Brutus,

levariam mesmo mais às coisas pessoais necessárias. Conseguiram vender os

aparelhos de ar condicionado, televisão e máquina de lavar e algumas outras

coisas. O carro e a moto iriam por um serviço de transportadora, como às

caixas e outros.

Nininha estava cada vez mais animada, claro que porque além de

estar perto de voltar para o Rio, seus homens voltariam com ela e


definitivamente. Também nunca tinha ficado tanto tempo longe de seu pai e

suas amigas. Já passou um bom tempo. Seu pai por várias vezes quis vir

visitá-la, mas ela preferiu que não, não havia necessidade que ele viesse.

A casa já estava quase completamente vazia. Eles já estavam usando

apenas um quarto, o do Dane. O outro de Léo estava completamente

desmontado, só haviam caixas com roupas e outros objetos dele. Nenhum dos

dois faziam questão de levar muita coisa, queriam refazer tudo novo e com a

ajuda de Nininha. Principalmente na decoração da casa.

Ao final da tarde Nininha estava bem cansada, mas sabia que iria com

seus homens para a despedida com os amigos no bar da cidade. Então foi

escolher uma roupa bem bonita e se arrumar para quando eles chegassem não

tivessem que esperar muito.

Léo voltou dirigindo, enquanto Dane lembrava de várias situações

inusitadas que passaram durante esse tempo próximo à fronteira.

Relembraram também os perrengues. Riam juntos e compartilhavam a

tristeza e a alegria desse momento.

Chegando em casa Dane foi entrando e desviando das várias caixas de

papelão amontoadas pela sala. Chamava por Nininha.

— Amor? Chegamos, onde está você?

Ela não havia escutado, estava se trocando no quarto dele com o som

do celular ligado e porta fechada. Léo logo depois que estacionou foi atrás de

Dane na casa, viu seu amigo subir a escada em busca de sua princesa. Sorriu

ao ver o desespero dele ao querer estar com ela. Se via no rosto do amigo era

o mesmo desespero que ele passou a sentir todos os dias ao voltar da rua.

Embora estivesse morrendo de saudade deixou seu brother a achar primeiro e

foi à cozinha beber água. Pegou uma maçã, mordiscou e escutou os gritinhos

de sua princesa no andar de cima. Sorriu ao imaginar o que Dane deveria

estar fazendo com ela, jogou o resto da maçã fora e foi em busca dos dois.


— Dane, amor para, estou quase pronta para irmos ao bar. Deixa para

quando voltarmos. — Slappp! — Ai Dane! Meu bumbum. — Dizia Nininha

de biquinho ao levar uns tapas na bunda.

— Para de reclamação amor, e me dá o que eu quero, você.

Léo chegou no momento em que Dane colocava Nininha de quatro na

beira da cama, levantando seu vestido até a cintura e colocando de lado a

calcinha de renda vermelha que vestia.

Léo recostou no batente da porta e ficou observando.

Os amantes à sua frente não perceberam sua presença, ali ficou vendo Dane

tomando Nininha por trás forte e preciso. Notou os cabelos molhados de sua

princesa, caídos para frente em sua cabeça. Seu corpo se contorcia ao receber

as imponentes investidas de seu amigo. Na posição em que estava dava para

ver direitinho o sexo dela sendo estirado pelo pênis rígido de seu amigo. De

sua vagina escorria um líquido viscoso que ele conhecia muito bem. Sinal

que sua excitação estava em alta e que seu corpo a preparava para o orgasmo.

O som dos corpos se chocando deixava seu próprio pau latejando. Sua calça

já não sustentava mais seu órgão a ponto de ebulição. Retirou suas roupas

sem tirar os olhos da imagem luxuriosa que acontecia na cama. Seguiu feito

um tigre. Passou pelo lado da cama, e seu amigo foi o primeiro a vê-lo, Dane

sorriu sacana para ele e deu uns tapas nas bandas da bunda dela arremetendo

em velocidade. Nininha gritava e gemia de prazer, dizia o nome de Dane e

pedia por mais. Notou com o canto de olho a chegada de Léo. Aquele corpo

que amava já estava nu e pronto para ela. Ostentava uma ereção espetacular,

olhando para ele passou a língua sobre os lábios. O que fez Léo soltar um

suspiro e dizer:

— Safada... Quer meu pau também?

— Ooooohhh sim... Simm aaaahh

Ele juntou os cabelos molhados dela em um rabo de cavalo mal


arrumado e segurou em uma mão. Nininha continuava gemendo e agora com

a presença de Léo só multiplicou seu tesão. Se empurrava nas estocadas de

Dane que urrava de satisfação. Com a outra mão Léo segurou seu pau e

roçava nos beiços dela. Quando ela tentava abocanhar ele retirava, estava

deixando-a louca. Ele ria com o desespero dela em querer prova-lo. E isso o

estigava. Ele ficou ainda uns minutos atiçando Nininha com o pau em seu

rosto até que enfim, se colocou na boca dela. E ela não se fez de santinha e

chupou, sugou, lambeu do jeitinho que ele gostava. Colocou ele no início de

sua garganta e o segurou lá tirando gemidos sofridos dele. Dane seguiu com

as mãos pressionando na cintura dela e fudeu todo o caminho de sua vagina

até jorrar no fundo dela o líquido que trazia suas sementes que um dia ele

sonhava que germinariam nela. Nininha também se deixou levar na

velocidade em que Dane tocava em um ponto específico que a fez rodar em

um orgasmo maravilhoso. Mas não tirou a boca do pau latejante de Léo até

que ele lhe desse o prazer de sentir seu jato quente no céu de sua boca. E

assim o fez. Prazer indescritível.

Léo sentou sobre às pernas com a respiração fora de ordem enquanto

Nininha se esticava na cama ainda tremendo do prazer sentido. Dane após

beijar às bandas avermelhadas da bunda de Nininha foi para o banheiro tomar

uma ducha.

Ao ouvir o som do chuveiro Nininha levantou o olhar para Léo e

disse:

— Seus cachorros, agora eu vou ter que tomar outro banho, eu já

estava quase pronta. Vocês não podiam esperar até voltarmos?

— Não, claro que não. Por que deixar para depois o que podemos

fazer agora?

— Idiota.

— Como é que é?


Ao insulto de Nininha Léo a virou na cama e foi sobre ela, mesmo

lutando ela não conseguiu se livrar dele. Ela ria e repetia:

— Idiota, idiota, idiota...

Léo segurou seus braços abertos na altura da cabeça e se aboletou

sobre sua cintura com as pernas em cada lado. Praticamente sentado sobre

sua barriga. Presa, ela ainda ria dele e para ele. Léo tomou sua boca num

beijo avassalador e duro. Coube a Nininha receber o que ele lhe dava. Léo

desceu com a língua e pequenas chupadas pelo maxilar dela e pelo pescoço.

Juntou seus braços e segurou com apenas uma mão. Com a outra abaixou seu

decote expondo seus seios. Os bicos já demonstravam o quanto todo esse

movimento estava a excitando. Ela ainda tentava se erguer, mas era

impossível, Léo usava seu peso contra ela, nada que a machuca-se, mas

deixava sem reação.

— Então eu sou um idiota? Você anda muito desrespeitosa minha

princesa, vou lhe mostrar o quanto idiota eu posso ser.

O que Léo disse deixou uma pontada de medo em Nininha. Apesar de

estarem brincando, o cunho sexual em seus atos a deixava sem saber o que

ele iria fazer. Geralmente Dane tinha esse lado torturador. O corpo de

Nininha a traía, estava entregue e querendo qualquer coisa que Léo quise-se

lhe dar. Toda sua pele arrepiava ao toque de Léo. Mesmo tendo acabado um

ato sexual rápido, porém avassalador, seu corpo já demonstrava querer mais,

mesmo que fosse torturado. Léo levou seus lábios as partes carnudas de seus

seios. Ele chupou cada pedacinho em volta. Se contorcendo Nininha gritava

seu nome e implorava para ele parar. Ele seguiu de seio para seio chupando

mordendo lambendo. Se concentrava em partes distintas. Não tocou nos

bicos. Mas notava os picos endurecendo ao prazer de seu toque. Quando ela

estava bem desesperada ele disse:

— Vai me chamar de idiota de novo?


— Nanão...

— Vou largar suas mãos sobre sua cabeça não tire-as do lugar, você

pode fazer isso?

— Sim, Léo.

Ele deixou as mãos dela no lugar que queria e desceu a tocando, sua

pele além de arrepiada tremia. Pôs as duas mãos uma em cada seio,

massageou, beliscou e ao ver que ela estava quase gozando ao seu estímulo

deu um tapa em cada seio e logo depois segurou forte um enquanto chupava e

mordia o bico do outro, e ficou intercalando essa sandice entre eles. Até que

ela soltou um grito assustador e gozou só através da tortura erótica que Léo

fez aos seus seios.

Léo a beijou apaixonado se deitando ao lado dela. Levou uma de suas

mãos para seu monte de Vênus, e lá enrolou seu clitóris entre os dedos

trazendo-o a vida novamente.

— Léo?!?!... De novo não, eu não vou aguentar... É muito para mim.

— Shiiiiii princesa, isso é só um carinho prometo.

Então desceu mais seus dedos entre os lábios encharcados, melados e

acariciou como queria.

Dane saiu do banheiro enxugando o cabelo. Viu as carícias de Léo e

não queria ficar de fora. Se pôs sem que ela percebesse no meio de suas

pernas e lambeu seu sucos pela virilha até que Léo subiu os dedos para o

clitóris dando a ele espaço para saborear todo o resto.

— Aí meu Deus... O objetivo de vocês dois hoje é me matar? Pois

vocês vão conseguir desse jeito.

Léo tampou sua boca com a dele. Beijou-a eternamente, enquanto

Dane tirava cada gota de seu corpo através da boca em sua buceta. Não

conseguiu resistir e logo seu corpo traidor encontrou o caminho da felicidade

e transbordou em outro clímax sensível e frágil.


Levada no colo foi parar na ducha quente. Léo a segurava, estava sem

forças. Ele a banhou e Dane veio buscá-la com uma toalha. Enrolada nela ele

a levou de volta ao quarto. A secou e ajudou a se vestir. Colocou uma

calcinha, e um outro vestido que ele mesmo escolheu e passou enquanto ela

tomava banho com Léo. Nininha se sentia exausta e eles sabiam. Nenhuma

palavra foi trocada apenas o carinho no toque e nos olhares eram ministrados.

Léo terminou seu banho e logo veio se vestir. Então Dane lhe disse:

— Cara, você está se transformando em um artista mesmo.

— Gostou? — Falou Léo.

— Amei. —Respondeu Dane.

Sem entender olhando de um para outro, Nininha perguntou:

— Do que falam?

Dane a olhou nos olhos e antes de levantar o vestido frente única

sobre seus seios, os sustentou em suas mãos e os beijou carinhosamente,

mesmo assim estavam sensíveis demais, então Nininha sofreu ao seu toque,

mas de uma forma prazerosa.

— Olhe, veja o que Léo fez ...

Nininha baixou os olhos e viu seus seios completamente coberto por

chupões que de alguma maneira juntos tomavam formas, sem acreditar no

que viu ela foi até o espelho para ver melhor. Se espantou com os chupões

pequenos e médios, que em um seio formava, ainda que desajeitadamente a

letra D e no outro a letra L. Imaginou que muitas mulheres poderiam se sentir

indignadas com essa demostração de posse exacerbada, mas Nininha não

conseguia. Ela só se sentia mais deles como nunca. Apesar de ter sido

torturante, Léo a fez gozar intensamente ao se dedicar à essa nova obra de

arte. Ela olhou Léo colocando a calça e disse:

— Eu não posso dizer que não gostei, mas isso me dá margem para eu

fazer a minha arte também.


— Estou esperando ansioso. — Respondeu Léo e em seguida mandou

um beijo.

Dane riu.

— Vem cá amor deixa eu terminar de colocar seu vestido. — Dane

levantou e se colocou em sua costas se roçando em sua bunda

descaradamente e com um dedo passou por cima dos chupões que formavam

a inicial de seu nome. Ela levantou às alças do vestido e deu a ele para

amarrar atrás de seu pescoço. Segurando seus ombros de frente para o

espelho ele sussurrou em seu ouvido:

— Você está linda! A mais linda de todas. Mas fica melhor com

apenas esse colar em sua pele nua.

— Meu Deus Dane, você não se cansa?

— Jamais, vem… Deixa eu pentear seu cabelo.

— Não precisa.

— Precisa sim, vem.

Agora quem ria era Léo.

Prontos saíram de casa e foram para o carro. Chegaram ao bar ainda

cedo, o que era bom, pois escolheram melhor a mesa. Já haviam alguns

amigos deles por lá, então as rodadas de cerveja paga começaram de

imediato. Dane e Léo eram só alegria, Nininha também, mas se preocupava

com tantas cervejas. Fez eles comerem e beberem água de vez enquando e

tentou não beber como eles estavam.

A noite foi passando, logo o bar estava cheio de agentes, homens

dispostos a fazer uma despedida regada a chopps. Contavam cada história

que Nininha não sabia se ria ou chorava. Alguns eram bem saidinhos e

faziam questão de abraçar ela, mas seus homens logo mostravam às garras e

afastavam os engraçadinhos. Nininha achava bonitinho a ceninha de ciúmes

que os dois faziam. De vez enquanto ela puxava um deles para dançar. Léo


era mais fácil, pois estava cada minuto mais bêbado.

Em um certo momento Nininha notou a tensão na face de Dane e ao

ver quem havia entrado no bar logo percebeu que ele realmente não se dava

com Conrado. Era para ele que Dane olhava. Conrado estava com a sua agora

namorada Úrsula e era só sorrisos. O casal foi em direção à Nininha. Os

olhos de águia de Dane não saia de Conrado e ele sabia. Ao chegar em

Nininha fez questão de abraça-la e beija-la, deixando Dane puto. Conrado ria

escorregadio como sempre. Cumprimentou Léo e deixou Úrsula com

Nininha. Foi em direção ao Dane para cumprimentá-lo também.

— Olá Dane, enfim, você vai se ver livre de mim.

— Ainda não tinha pensado por esse lado, mas agora vejo a

vantagem.

— Ah Dane, vai dizer que não sentirá minha falta?

— Claro que... Não.

— Assim você me magoa. Mas vou levar em consideração todo esse

tempo juntos. Boa sorte para você e sua nova vida longe daqui.

— Quanto à mágoa não posso fazer nada, mas agradeço o desejo de

boa sorte. Espero que você também tenha uma nova vida por aqui.

— Com certeza terei, alias, já estou tendo. Uma rodada por minha

conta. Até.

— Até.

Conrado voltou e abraçou Úrsula. Cumprimentou Léo e Nininha, e foi

para o bar. Léo e Nininha foram em direção de Dane. Nininha o abraçou e

beijou, tirando toda a tensão de seu corpo. Já era madrugada e todos já

estavam mais pra lá do que pra cá.

Nininha estava dançando na pista sozinha com a Úrsula e algumas

outras meninas. De longe Léo e Dane não tiravam os olhos dela. Mesmo com

os amigos conversando com eles não conseguiam se desviar do balanço das


curvas de seu corpo.

— Léo chega aqui. — Chamou Dane.

Léo seguiu mais perto de seu amigo e continuou olhando para a pista

onde Nininha dançava e escutou seu brother falar.

— Cara você não acha que esse vestido que escolhi para ela está

muito curto?

Léo se virou para Dane rindo sacana.

— Tá, e eu estou adorando.

— Sim, você, eu e todos os homens desse bar.

Automaticamente Léo olhou em volta e pôde perceber o que seu

amigo dizia. Não eram todos como ele afirmava, mas boa parte dos homens e

até amigos deles olhavam para sua princesa.

Léo ficou tenso, subiu um arrepio desagradável por sua espinha.

— Merda, tem razão, vou ter que quebrar meio bar.

— Ei, espera mano não é para tanto, só me ajude a lembrar de vesti-la

melhor numa próxima vez. Até porque não creio que nenhum desses babacas

teriam coragem de chegar perto dela.

— Os conhecidos não, mas tem muitos desconhecidos aqui hoje.

— Foda-se...

— Dane, apesar de ficar puto com esses caras olhando me sinto

lisonjeado em saber que ela é nossa e que ninguém aqui fará o que vou fazer

agora, a não ser você é claro.

Dando um último gole, Léo colocou a tulipa vazia na mesa e foi para

pista de dança. Dane o seguiu com os olhos, mas também olhou em volta

para os intrusos. Ao perceber Léo cruzando o bar em sua direção, Nininha se

balançou mais ainda ao som da música. Sentia sua intimidade pulsar com

olhar de predador que Léo lhe dava. Observou que na mesma linha de seu

olhar, atrás de Léo, estava Dane encostado à mesa bebendo seu chopp e


observando os dois. Mantinha o mesmo olhar que Léo ostentava. Subiu uma

quentura pelas pernas de Nininha até a nuca.

Ao chegar em sua princesa Léo a puxou com uma mão em sua cintura

e colou seu corpo ao dela. Se o som não estivesse tão alto daria para ouvir o

gritinho que ela soltou. Ele encostou sua testa na dela e com perfeição entrou

no balanço sensual da música junto com ela. Nininha apenas dançou se

roçando nele, sentindo o tamanho de seu desejo. Léo cheirou a linha de seu

ombro até sua orelha e disse:

— Você é minha, tão minha quanto de Dane. Não gosto desses

homens te olhando.

Antes que ela responde-se ele a beijou sofregamente. Nininha

correspondeu ao beijo dele com a mesma intensidade. Uns segundos depois

Léo deixou sua boca e antes mesmo que conseguisse uma respiração

completa foi tomada por outro par de braços fortes, e com a mesma

intensidade foi beijada por Dane enquanto Léo fungava em seu cangote. Os

três dançaram juntos até a música acabar. Sempre sendo beijada por um ou

outro. Para eles não parecia ter ninguém mais naquele lugar.

— Acho que mostramos aos olhares indesejados a quem você

pertence, agora podemos ir embora para terminamos o que começamos aqui.

— Disse Dane também em sua orelha.

Sorrindo que nem uma garotinha sapeca, Nininha se pendurou no

pescoço de Dane e lhe deu um estalinho respondendo:

— Não sei que olhares, vocês são dois bobões. E mesmo que alguém

estive-se olhando, eu estou ocupada demais olhando para vocês... Porém, a

ideia de irmos para casa terminar o que começamos aqui, é muiiitooo boa. Só

preciso ir ao banheiro antes, se não faço xixi no carro.

— Vai gostosa, estamos te esperando na mesa.

Ela se desvencilhou com muito custo dos dois e foi para o banheiro.


Deu graças a Deus que estava vazio. Ficava no final de um corredor ao lado

do banheiro masculino que fedia a mijo. Ela entrou ofegante, arriou a

calcinha e fez xixi. Pensando em fazer algo para deixar seus homens ainda

mais loucos resolveu voltar sem calcinha e quem sabe conseguir um dos dois

dentro dela na volta para casa. Rindo se enxugou, dobrou a calcinha bem

enrolada e segurou bem firme em uma das mãos para que ninguém visse.

Saiu ainda rindo de sua traquinagem, empolgada sem querer esbarrou em

dois caras que estavam no caminho no corredor próximo ao banheiro.

— Desculpa, com licença.

— Ei coisinha linda, pra quê a pressa? — Disse o cara de estatura

mediana pele avermelhada como se fosse descendente de índio.

— É amorzinho pra quê a pressa? — Esse era o outro cara que

bloqueou sua saída do corredor dos banheiros. Este era mais alto, branco e

forte, mas de aspecto esquisito. O cheiro de álcool era mais forte neste.

— Por favor, me deixem passar.

— Ora boneca, se você estava se agarrando com dois caras na pista de

dança, pode fazer o mesmo com a gente aqui... — Ao terminar o idiota tentou

colocar a mão na cintura de Nininha, que conseguiu sair.

Mas o outro grandão pegou em seu braço e tentou beijar sua boca. Ela

lutou e fez com que ele não conseguisse. Pensou em gritar, mas o som era

alto demais. Tentou ainda na conversa fazer com que eles desistissem.

— Pessoal, por favor, meus namorados estão me esperando, logo vão

perceber que estou demorando e virão aqui. Isso pode ficar bem feio.

— Olha Diego, a safada tem "namorado"s".

— Pois é... Ahaha onde cabe dois cabe quatro amorzinho.

— Não... Me larguem seus idiotas.

Em um rompante de coragem e nojo das mãos invasoras, Nininha

empurrou o bêbedo cambaleante, que caiu estatelado no chão e no espaço que


teve chutou às bolas do pele vermelha. Ouvindo os xingamentos dos dois,

conseguiu desviar das mãos do grandão bêbado do chão, e saiu

freneticamente para fora do corredor que levavam aos banheiros. Logo viu

seus homens, que quando a notaram não levaram um segundo para chegar

perto dela.

— Amor, o que foi? Que cara é essa?

— Calma Dane, é que... Eu... Só quero ir embora, vamos. — Pegando

a mão de Dane e de Léo saiu puxando os dois.

Mas nem Léo nem Dane engoliram o que ela disse.

— Princesa, pára e diz o que aconteceu, você está com cara de

assustada.

— Por favor Léo, vamos embora, esquece isso, não foi nada demais…

Ah! Guarde isso para mim. — Enfiou a mão no bolso de Léo e deixou a

calcinha lá.

Quando ela acabou de implorar ao Léo para que fossem embora, ela

avistou ao fundo a dupla de canalhas que tinham a encurralado próximo aos

banheiros. Seus olhos arregalaram e não passou despercebido para seus

homens que logo olharam para o motivo que a assustava. Avistaram dois

homens, um grandalhão e outro mais baixo, logo Dane e Léo perceberam que

não eram conhecidos, e que estavam bêbados.

Os dois foram tomados de uma raiva instantânea. Não precisava sua

mulher dizer o que tinha acontecido para eles pensarem no pior. Tanto Léo

quanto Dane lembraram que eles eram uns dos que estavam olhando para

Nininha.

— Nininha procure Úrsula e fique com ela, já voltamos para te

encontrar.

— Mas Dane, onde vocês vão, por favor Dane, eu já dei uma lição

neles.


— Paulina faz o que eu tô te pedindo. — Resmungou Dane.

— O que você quer dizer com lição princesa?

— Eu empurrei um e dei um chute no saco do outro e vim ter com

vocês. Pronto, não é preciso vocês darem uma de machos ciumentos e

encrenqueiros.

— Você o quê? — Disse Dane pegando no braço dela.

— Eles devem ter feito bem mais do que apenas te incomodar para

você ter que fazer isso. — Cuspiu Léo já indo na direção dos idiotas.

Dane seguiu seu amigo e praticamente rosnou para Nininha ir ter com

Úrsula. Nininha não esperou para ver o que aconteceria, correu em busca de

Úrsula, na verdade sua intenção era Conrado e os outros parceiros dos seus

homens. Por um momento passou pela sua cabeça a loucura que seria uma

briga em um bar cheio de agentes, mas não poderia deixar seus homens se

meterem numa confusão.

— O que os dois imbecis fizeram com minha namorada? —

Vociferou Léo de frente para o grandalhão que cambaleava e fedia a cachaça.

Ao seu lado Dane encarava o mais baixo que sustentava um

semblante de dor no rosto e uma mão na virilha. Dane imaginou que deveria

ser por conta do golpe de Nininha. Boa minha menina, pensou Dane.

— Ora foi mal cara, achamos que talvez ela pudesse querer mais

duas bocas...

Poww!

O grandalhão nem terminou de falar e Léo colocou um soco de direita

tão perfeito em sua cara que o fez cair desmaiado no chão. O som baixou e as

pessoas pararam o que faziam para ver a confusão.

— Vamos imbecil, levanta! — Pedia Léo querendo jogá-lo ao chão de

novo.

O amigo do desmaiado, assustado, foi logo dizendo que não precisava


disso que não fizeram nada demais a não ser cortejar a mulher errada. Dane o

pegou pelo colarinho e foi empurrando até a parede e disse:

— Exatamente! Você mexeu com a mulher errada, nossa mulher. E

fique sabendo que se nossa mulher já não tivesse te dado um corretivo você

não sairia daqui andando, idiota. Sai fora e leve esse merda com você.

Ao ser largado, o infeliz foi até seu amigo caído no chão e tentou

acorda-lo. Nesse meio tempo Conrado abriu espaço na roda feita em volta

deles seguido de outros agentes. Ao ver a cena à sua frente viu que Dane e

Léo tinha tudo sob controle. Os imbecis levantaram e foram acompanhados

para fora do bar por um grupo de agentes cheios de boas intenções.

Enquanto isso, Nininha reclamava com seus homens:

— Eu disse que já tinha me defendido não era preciso vocês se

meterem, seus ogros. Graças a Deus não aconteceu nada pior. Imagine um

monte de policiais bêbados num bar. Merda.

Dane a abraçou, nem ligando para o que ela dizia. Léo tambem fez o

mesmo, depois é claro, de alguns o parabenizar pelo seu soco bem colocado.

Os três ainda ficaram mais um pouco falando sobre a confusão.

Quando todos souberam o que Nininha fez com os caras, ficaram zoando

Dane e Léo. Eles debochavam: agora sim nós estamos tranquilos com a

transferência, antes nós defendíamos os seus traseiros, agora serão defendidos

por sua mulher.

Riam às gargalhadas. Mas Nininha já estava louca para ir para casa. Estar

sem calcinha e meio trôpega da bebida estava deixando-a excitada. Ainda

mais, quando Léo começou a acariciar suas ancas. Ela desconfiou que ele

fazia isso porque sabia que ela estava sem calcinha. Isto estava deixando-a

quente. Com Léo atrás dela puxou Dane à sua frente, meio que brincando

disse no seu ouvido:

— Amor, vamos embora?


— Também quero ir amor, mas está vindo a última rodada de chopp.

– Dane disse.

— Ok. Ah... Esqueci de te dizer... Estou sem calcinha.

Virando-se de rompante, ele olhou nos olhos salientes de sua menina

e nem precisou perguntar se ela estava brincando. Levou suas mãos pelos

lados de seu corpo até comprovar por si mesmo a falta da costura sob o

vestido. Na hora seu pau pulsou, olhou por cima do ombro dela e encarou

interrogativo seu amigo.

— Sim Dane, já havia percebido, e tive certeza ao sentir a renda...

Molhada e enrolada no bolso da minha calça.

— Você venceu danada, vamos... Agora... Para... Casa.

Se despediram do pessoal que ainda estavam por lá e foram para o

estacionamento. Antes de chegar ao carro Dane deu uma palmada na bunda

dela fazendo-a saltar. Léo riu dizendo que ela mereceu. Nininha fez biquinho.

Mas antes de entrar no carro falou mandona:

— Olha só vocês dois, após eu ter enfrentado esses caras eu desejo

uma coisa... Façam um par ou ímpar, ou qualquer outro jogo que quiserem.

Decidam quem vai no banco traseiro comigo, pois eu quero ir quicando até

chegar em casa.

Ao perceber os dois pares de olhos mais lindos do mundo

escurecerem de desejo, Nininha se acomodou no banco de trás e antes de

fechar a porta, vendo os dois parados, ainda olhando para ela falou:

— Andem logo ou eu vou começar sozinha. — Desceu sua mão por

sua perna levantando o vestido um pouco tocando seus lábios escorregadios e

sussurrou. — AAAhhh… Estou tão molhada... E aí, vocês já se decidiram ou

vão ficar parados aí a madrugada toda?


Capítulo 44: Entre arrumações, exageros e desejos.

Plena quinta feira e Nininha de ressaca. Ela só não, Léo e

Dane também. Foi difícil levantar da cama. Esse tempo que estão juntos

estava maravilhoso é claro, mas eles estavam exagerando na atividade sexual.

Nininha era uma só para dois garanhões de alto estirpe. Não que ela estivesse

fazendo alguma reclamação, não, mas seu corpo estava fadigado. Fora que

toda essa distância de seu pai e suas amigas estava começando a incomodar.

Mesmo sabendo que em uma semana estaria com eles de novo.

A bebedeira de ontem, a confusão e a volta para casa, deixou os três à

flor da pele, o sexo já era naturalmente intenso, transbordante, porém está

noite foi febril além da conta. Cada um estava esfolado em locais específicos.

Tomando um banho Nininha pensava em como seria estar com eles

quando tivessem filhos. Essa sede de luxúria teria que ser ponderada. Nunca

ela poderia imaginar sentir-se tão sensível, ainda sedenta e pior pensando em

filhos.

Estar aqui há semanas morando com eles, acordando e indo dormir,

cuidando da casa e deles, a fez pensar se continuaria a ser assim quando

voltassem para o rio. Já haviam combinado que iriam morar juntos no ap, e

que logo eles comprariam uma casa, grande e próximo a praia. Seus homens

estavam muito animados e sonhadores. A expectativa que eles criaram de

repente, de ontem para hoje, começou a incomodar. Voltou o medo de não


conseguir ser tudo o que eles precisam. Aqui vivia um sonho, lá seria a vida

real, que já era bem complicada mesmo sem todos os pontos extras que

vinham de presente com o tipo de relação que teriam. Fora o fato de dizer ao

seu pai que assim que chegassem iria direto morar com eles, sem casamento.

Ela não ligava, talvez, mas o seu pai, ela achava que sim. Aff!

Nininha ainda pensativa desligou o chuveiro irritada e saiu do box

para se enxugar. Passou seu creme corporal, penteou os cabelos e vestiu um

top e um shortinho. Olhando no espelho se reconheceu como uma mulher

bem diferente, bem mais madura, até se sentia um ser altamente sexual. Se

deu uma encarada confiante e disse para si mesma:

— Claro que sou capaz, preciso ser capaz!

Balançando a cabeça, se achou uma boba e daí percebeu o inevitável,

essa irritabilidade toda e mudança de humor de uma hora para outra devia ser

TPM, é óbvio.

Saiu do banheiro e olhou para aquelas duas esculturas deitadas na

cama. Deviam estar exaustos também. A noite só acabou quase de manhã.

Cada um teve seu tempo com ela e depois os dois se mantiveram juntos nela

por horas. Ela não deveria se sentir abusada, pois ela abusou deles também e

muito.

No par ou ímpar antes de entrarem no carro, quem ganhou foi Léo.

Nininha veio como queria, cavalgando feito uma amazona no pau dele, ele só

se movia em colocar as mãos nos seus seios, cintura ou bunda. Dane por sua

vez dizia vários palavrões, puto o suficiente por ter bebido e por ter que

dirigir devagar até em casa. Pior é saber que era errado e se fosse parado

estava fudido. Foi a 30 km/h. Ainda bem que o bar ficava perto. Mas sua

libido não diminuía só aumentava ao ver o movimento do corpo de sua

menina a cavalgar em seu amigo pelo retrovisor.

Seu corpo se tensionou e seu pênis saltou, ao perceber que Léo estava


gozando e pelos gemidos e susurros de sua menina, ela também havia

acabado de cair nas asas do desejo. Nesse meio tempo ele tinha acabado de

chegar em casa. Deixou o carro na frente da garagem mesmo, do lado de fora.

Saiu do banco do motorista, abriu a porta traseira e retirou uma Nininha

ofegante, que ainda permanecia acoplada em Léo, a beijou e no colo levou-a

para o portão ao som das risadas de Léo.

A chave caiu de sua mão e ele teve que esperar Léo pegar, pois estava com

sua Nininha no colo. Léo guardou o pau nas calças, fechou o carro e veio,

tonto e ainda fechando o zíper da calça, não sabia se trôpego da bebida ou da

gozada que tinha acabado de dar.

— Anda logo Léo, seu filho da puta.

— Tá com pressa Dane, não entendo o por quê?

— Gazela filha da puta...

— Léo meu príncipe, por favor, abra logo esse portão, porra!

— Tá bom, pedindo assim com carinho... Rsrs — Deu um beijo na

boca de Nininha e depois abriu o portão.

Dane adentrou impaciente cheio de tesão, louco por tomar sua

menina. Eles se beijavam com fome. Dane a enconstou na parede próximo ao

portão e ali mesmo mudou a posição em que ela estava. Escancarou suas

pernas se metendo no meio dela, se equilibrou junto a ela pressionando-a na

parede para poder abaixar um pouco sua calça e cueca. E assim, livre, sem

pensar, roçou a cabeça inchada na entrada encharcada que ainda escorria os

líquidos dela e de Léo misturados, e faminto a comeu com tamanha

profanidade. Com certeza os vizinhos escutaram os gritos que ela não

conseguiu segurar.

— Não se preocupem em acordar os vizinhos, e nem com Brutus vou

prendê-lo... — Disse Léo debochando segurando Brutus.

— Vai se fuder Leonardo... — Disse Dane entre os dentes.


Sacana como sempre, Léo foi entrando para casa após prender Brutus,

dizendo que os esperava lá dentro. Assim Dane e Nininha se esbaldaram um

no outro no quintal de casa. Depois de saciados entraram e terminaram a

noite no quarto junto com Léo, como um Trisal apaixonado e excitante que

eram.

Com as lembranças da noite de ontem Nininha voltou a ficar molhada

e começou a sentir uma dor fina no pé da barriga, ou era fruto das estocadas,

por vezes violentas de seus homens ou início de uma cólica. Desceu e foi na

cozinha tomou uns comprimidos para cólica e dor de cabeça. Tomou água e

fez café. Não quis comer ainda. Já eram quase meio dia. Foi para área de

treino. Também não tinha força para treinar, deu uns socos no saco de areia e

quase apanhou dele de volta.

Voltou para sala e ficou brincando com Brutus. Dane e Léo ainda estavam

mortos na cama.

Pegou o celular e ligou para seu pai.

— Oi? Pai, papai?

— Oi minha gatinha, lembrou de seu pai foi?

— Poxa pai não diz isso, estamos sempre nos falando.

— Sim eu sei, mas para mim nunca é o suficiente... Sinto sua falta

meu amor.

— Oo meu pai, eu também estou... Estou morrendo de saudades.

Sinto falta de nossas conversas.

— Sente? Bom, fico feliz por isso, estava começando a achar que

você ficaria tão ocupada com seus dois amores e essa... Nova... Vida à três,

que não teria tempo para seu velho pai.

— Haha, o que é isso pai, nunca vi esse seu lado dramático, sempre

tão são e confiante.

— Muito fácil ser são e confiante com sua filha ao seu lado, não a


quilômetros de distância.

— ....Oo meu pai, esses dois podem ter dominado o meu ser, mas o

senhor está no meu DNA, está nos meus passos, o senhor tem lugar garantido

no meu coração e jamais, jamais vai ficar em segundo plano. Eu te amo pai.

— Eu também te amo filha, é que estamos muito tempo separados.

Estou ficando meio mole de tanto que sinto sua falta.

— Bom, daqui a uma semana estaremos juntos de novo e mataremos

a saudade. Juro.

— Sim eu sei, e para garantir isso, pelo menos por um tempo, vou

querer que venham para cá, para minha casa, direto do aeroporto.

— Sim pai, eu vou.

— Você não entendeu, não nasci ontem minha filha, sei bem a vida de

"casados" que vocês estão levando aí. E se esses caras forem exatamente

como imagino, não vão querer ficar longe de você, nem por uma noite. Estive

pensando aqui com meus botões, eu fui muito permissivo até aqui, não que

me arrependa, mas já passou da hora de conhecer os ladrões que roubaram o

coração da minha pequena. Acho que não estou pedindo nada de tão ruim. E

sei que você ainda não me disse, mas provavelmente você vai morar com

eles. Sinto isso filha.

— É... Sim pai, eu iria falar com o senhor só estava procurando

palavras... Mas pai, nossa casa é pequena e... Bom eles podem ir para aí

conosco e depois irem para o ap deles... Eu durmo aí alguns dias e, com eles

outros, até que o senhor se acostume... Não tem necessidade de ser assim

tão...

— Sem mais pequena, sei bem como são essas coisas, você acha

mesmo que depois deste tempo juntos eles vão aceitar dormir sem você?

Querida, não seja tão inocente. E não tente me fazer de bobo e, além disso,

tenho certeza que eles não vão recusar uma oferta do futuro sogro. Eles não


são loucos. E vocês podem ficar no seu quarto. Se ajeitam na cama, no chão...

Bom, vocês vêem depois. Não quero pensar muito nisso. Só quero você aqui.

— Mas...

— Já disse, sem mais. Bom querida eu vou ter que desligar, estava

indo ao mercado quando você ligou. Depois nos falamos. Te amo.

— Tá... Te amo também.

Minha nossa senhora das filhas desgarradas!

Que situação, Nininha sabia que essa hora ia chegar, mas achava que

teria tempo para organizar um jantar ou almoço para eles se conhecerem.

Agora assim, vindo de uma viagem cansativa, de uma semana cansativa. Ela

ficou ainda mais perturbada do que antes. Deitou no sofá e ficou imaginando

o que fazer. Como Dane e Léo vão reagir a essa surpresa? Pensou.

Lá em cima no quarto, os amigos ainda dormiam na cama. Até que

Léo espaçoso, jogou a perna por cima de Dane, achando que era sua princesa.

Dane com o movimento, acordou e ao perceber aquela perna pesada e

cabeluda sobre ele deu um pulo da cama.

— Porra Léo, acorda.... Sua gazela...

Dane fez de tudo para acordar o amigo, mas só conseguiu fazer ele

soltar umas palavras sem nexo algum. Xingando Dane foi ao banheiro, e foi

pensando em onde estava sua Nininha para lhe proteger do ataque sonâmbulo

de Léo.

No banho Dane ficou repassando os acontecimentos da noite passada.

Todos os seus amigos reunidos e também alguns pseudo amigos, para

compartilhar a alegria que era para ele e Léo essa mudança de estado, de

agência e de vida. Foi maravilhoso. Foram tantas às rodadas de chopps de

graça que ele nem se lembrava quantos beberam. Se arrependeu de terem ido

de carro, mas graças a Deus correu tudo bem. E a volta foi bem estimulante,

sua menina estava ficando cada vez mais solta e ele estava adorando.


Ser reconhecido por seus agentes era bom, saber que conseguiram

nesse tempo fazer amizades e se consolidar na profissão, melhor ainda. Mas

a expectativa de tudo que há por vir de novo deixava-o eufórico. O engraçado

é que ele pensava que Léo seria o eufórico e ele o centrado. Sabia que seu

amigo estava meio perdido, mas logo ele se encontraria, Dane estaria sempre

ali ao lado dele para sempre.

Ao voltar a pensar em sua menina e em como ela muda a cada dia,

suspirou aliviado pela mulher forte que ela estava se transformando. O jeito

que ela lidou com aqueles idiotas no bar foi sensacional. Não que ele fosse

encoraja-la por ter se defendido sozinha. Neste caso, tudo ocorreu bem, mas

poderia ter sido diferente. Ela deveria ter chamado ele ou Léo para defendela.

Porém, no fundo não podia deixar de admitir o orgulho que teve dela por

ter se auto defendido e principalmente não deixar o que aqueles nojentos

falaram, atingi-la mentalmente. Se algum dia ele pensou que ela não seria

capaz de lidar com alguma língua maldosa sobre seu relacionamento, agora,

com o acontecido ele teve a certeza que sua menina, sua mulher, era tão forte

física como psicologicamente.

Sua admiração só crescia por ela, seu amor transbordava, seu querer é

insaciável. Esta é realmente a mulher de sua vida.

Relaxado do banho, e dos pensamentos, ele desceu e foi procurar

Nininha para dar seu beijo de bom dia. Já estava acostumado, era um vício,

seu dia só começava após seu beijo quente e reconfortante.

Na cama Léo ainda dormia esparramado. Das escadas Dane viu a

menina de seus olhos deitada sobre o sofá com um braço sobre os olhos.

Podia ser que estivesse dormindo, mas sua respiração estava normal, então

pareceu-lhe que deveria estar a pensar em algo. Automaticamente seu corpo

ficou tenso ao imaginar no que ela poderia estar tão compenetrada pensando.

Ele começou a se fazer várias perguntas, tais como, será que ontem ela só foi


segura o suficiente por conta da bebida? Será que agora ela estava pensando a

realidade que vai ter que encarar quando aparecer esses tipos de pessoas e a

julgar por ter dois homens?

Com um frio na barriga, Dane foi ao seu encontro. Ao chegar

próximo ao sofá ela notou sua presença e tirou o braço dos olhos o colocando

atrás da cabeça no encosto do sofá. E ao cruzar seus olhos nos dele, lhe deu

um sorriso encantador que fez aquele frio na barriga sumir e dar espaço para

uma sensação diferente que ele não sabia destinguir, mas sabia que era a

mesma sensação que ele sentia sempre ao receber um sorriso dela.

Não podendo se segurar, subiu em seu corpo e a beijou na boca entre

risinhos que ela soltava. O beijo foi tão amoroso e desejoso como os outros,

mas Dane queria mais, queria através do beijo mostrar de alguma maneira

confiança.

Ao deixar sua boca e encara-la nos olhos, olhos que estavam

entorpecidos pelo beijo, ele disse com a boca ainda tocando levemente seus

lábios:

— Eu te amo, e nada nesse mundo vai tirar você de mim.

Nininha derretida abaixo daquele corpo fresco e cheiroso do banho só

pode se regogizar no amor transmitido em suas palavras e em seus olhos.

Puxou com seus lábios os dele e o beijou, mostrando com esse ato a

reciprocidade de suas palavras.

Passaram ali quase uma hora a sós. Não iniciaram em nenhum

momento o ato sexual, porque precisavam apenas estar juntos de uma forma

leve e pura. Mesmo que a luxúria estivesse pairando entre eles, algo muito

maior os unia. O calor de suas almas se reconhecendo uma na outra. Esse não

era um encontro que só acontecia quando estavam em órbita com os clímax

que atingiam juntos, os três. Esse encontro sensorial acontecia também assim,

em momentos como este, singular, com Dane ou com Léo, para ela era


sempre extraordinário.

— Dane?

— Hum...

— Falei com meu pai hoje.

— Que bom, e está tudo bem por lá?

— Sim está, mas é ... Que...

— Que? — Dane perguntou cheirando seu pescoço.

— Ele quer conhecer vocês assim que chegarmos. — Falou ela de

uma vez.

Ao escutar Nininha, Dane se remexeu no sofá colocando ela agora

sobre seu corpo. Retirando fios soltos de seus cabelos no seu rosto, disse:

— Tudo bem, nós vamos para o apartamento deixamos as nossas

coisas lá e depois seguimos para seu pai. Vai ser cansativo, mas podemos

fazer isso.

— Na verdade, ele não quer só conhecer vocês. Ele quer que vamos

direto do aeroporto para minha casa e lá fiquemos.

— Não entendi, quer dizer... Ficar, nós dois, com você e... Seu pai?

— Simmm... – Respondendo, Nininha se soltou de seus braços e se

ajeitou se sentando.

Dane fez o mesmo, desconcertando Nininha que não tirava os olhos

da toalha que era para estar enrolada em sua cintura, mas que agora estava

deixando aparecer aquela semi ereção que idolatrava.

Com isso, ela se levantou e foi para cozinha, logo Dane também foi a

seguindo e ajeitando a toalha na cintura novamente.

— Amor, e o que você respondeu ao seu pai?

Abrindo a geladeira e pegando a jarra de suco Nininha foi dizendo:

— Falei que a casa era pequena e que poderíamos ir jantar e tudo, mas

depois vocês iriam para o apartamento de vocês... E


— Nós iríamos, eu e Léo e você ficaria? Não, assim não. Como

vamos dormir sem você, não existe essa possibilidade.

Nesse momento Léo entra na cozinha pegando a conversa pela

metade.

— Que possibilidade é essa que não existe? — Foi até sua princesa e

a beijou nos lábios. — Bom dia amor, senti sua falta ao acordar.

— É que meu pai quer conhecê-los assim que chegarmos e quer que

fiquem lá em casa. Eu disse que vocês podiam ir jantar e depois voltariam

para o apartamento.

— Sem você? — Indagou Léo.

— A princípio sim...

— Sem condições, não há essa possibilidade. — Léo deu outro beijo

em sua boca e tirou a jarra de sua mão, na pia buscou os copos e os colocou

na mesa servindo o suco.

— Pois é, era essa possibilidade que eu estava falando que não existe.

— Dane falou.

— Claro que não! — Retrucou Léo.

Parada em pé olhando para os dois, Nininha estava perplexa em como

seu pai já conhecia os dois, mesmo sem os conhecer.

— Foi exatamente isso que meu pai disse.

— O que exatamente? — Perguntou Dane bebendo seu suco.

Sentando na cadeira próximo ao Léo, ela continuou:

— Que sabia que vocês dois não iriam querer ficar longe de mim, já

que por esse tempo todo vivemos uma vida de casados. E que ele já sentia

que eu iria avisa-lo que iremos morar juntos ao voltar. Por isso ele quer que

nós fiquemos lá, na minha casa, no meu quarto. Disse que já foi permissivo

demais com tudo isso e... Enfim, acho que ele está é com medo de me

perder... Sei lá. Por toda a vida fomos só eu e meu pai. Se ponham no lugar


dele. De repente, aparece não um, mas dois caras e tomam sua menininha.

Sabemos que tudo o que está acontecendo conosco foi rápido, avassalador.

Imagine o que está sendo para ele. Por mais paizão que ele seja, é claro que

deve estar apavorado com tudo. Medo de me perder, medo de me ver sofrer,

medo de tudo... Entendem? Sei que ele está ao meu lado para o que for

preciso, sei que ele é o melhor pai do mundo, mas agora vejo o quanto isso

pode estar sendo difícil para ele também. E por isso mesmo, vocês acham que

ele aceitaria entregar a filha dele assim sem nenhuma luta?

Dane e Léo trocaram aquele olhar de entendimento entre eles. O que

fez ela revirar os olhos para cima e cortar um pedaço de pão na mão. Sentiu

as mãos de Léo na sua e neste momento foi para seu colo e ficou de frente

para Dane. Léo beijou sua buchecha e foi dizendo:

— É claro que seu pai lutaria amor, pelo que nos fala seu pai é o cara

e acho até que demorou a se impor. Eu no lugar dele faria o mesmo, talvez

até pior. Ele apesar de dizer que já foi permissivo demais, ainda está sendo.

Veja bem, ele quer que nós dois fiquemos juntos com você, mesmo que seja

na casa dele. O que vejo é que ele lhe ama tanto, e deve estar morrendo de

saudades, que ele faz qualquer coisa para estar com você. E como ele, nós

também faremos qualquer coisa para você. Mesmo que seja dormir no seu

quarto ao lado do quarto do seu pai sem poder fazer um barulho ou nada

mais em respeito a ele. Então é claro que nós vamos conhecer o sogrão. E

dentro dos termos dele.

— Vamosssss??? — Soltou Dane assustado.

— Tá com medinho? É claro que vamos Dane, não me parece justo

não aceitar o convite de nosso futuro sogro, tendo em vista que ele

possibilitou o nascimento da nossa princesa nos transformando nos homens

mais felizes do mundo. Entendo ele, olha para essa linda mulher entre nós,

ele conviveu anos com ela, todos os dias. A ensinou tudo o que ela sabe e a


transformou na pessoa que é hoje. É claro que ele está sofrendo em saber que

agora, a partir daqui, seus dias serão nossos, ele só está querendo tomar às

rédeas da situação um pouquinho que seja. Vamos dar isso a ele, e melhor,

vamos mostrar para ele que não está perdendo uma filha e sim ganhando dois

filhos homens e futuramente vários netinhos.

Léo foi terminando de responder fazendo cosquinha em Nininha, que

queria retrucar ao ouvir a palavra "netinhos" com "s', tirando dela sorrisos

lindos e roubando beijos de sua boca.

Já Dane ainda pensativo com toda a questão conversada, só via verdades nas

palavras de Léo. Mesmo receioso com o fatídico encontro, faria o melhor

possível para mostrar ao seu futuro sogro o quanto estava empenhado em

fazer sua filha feliz. No final, isso era tudo o que importava, fazê-la

eternamente feliz. E esse era o desejo dele, de Léo e principalmente do seu

sogro.

Dane pegou os pés de Nininha e entrou na tortura fazendo cócegas em

seus pés, com mordidinhas nas panturrilhas. Tornando a brincadeira cada vez

mais sensual.

Andar pelo mesmo caminho quando os desejos são os mesmos é a

grande solução. Ao pensar que na vida o único objetivo é ser feliz e fazer

quem amamos feliz, não há maneira melhor do que juntar forças para que

esse desejo se realize. Podemos passar uma vida inteira brigando por opiniões

diferentes e situações contrárias ao que queremos ou, podemos unir forças se

moldando as opiniões e situações que aparecem, sendo maleáveis. Deixar que

regras impostas por outros mude o que você realmente quer e sente não é

natural. Pelo contrário, natural é poder ser nós mesmos. É poder viver às

nossas escolhas diante daquilo que queremos. Como pais, precisamos amar

realmente incondicionalmente e não só da boca para fora. E, como filhos


precisamos também compreender o que nossos pais desejam para nós, e

quando esse querer deles não batem com os nossos, devemos ajuda-los a

compreender, ver em nova perspectiva o nosso ponto de vista e tentar fazer

com que tudo se encaixe da melhor maneira possível. Não podemos mudar o

desejo do outro, mas com perseverança podemos tentar adequar um desejo ao

outro se objetivo final é ser feliz. É tudo sobre jogo de cintura, não

precisamos nos magoar por não conseguir dos outros o que queremos, mas

sim através do caminho do amor, nos moldar a tudo o que acontece durante a

vida. Quem não quer ser feliz? Quem não quer encontrar a felicidade

genuína? Mas antes de tudo isso, por que nos limitar a esperar e ir indo contra

tudo e todos se podemos viver a felicidade nos pequenos e simples

momentos. Tão simples quanto um amado pai arranjar um motivo para estar

mais próximo de sua filha, mesmo no fundo achando tudo muito complicado.

O desejo de vê-la feliz não sobrepõe seu próprio desejo de querer estar feliz

ao lado dela.

O pai de Nininha entrou a semana empenhado nesse encontro que iria

ter com os namorados de sua filha. Ele ainda estava tentando se acostumar às

palavras que teriam "s" quando se referi-se a ele"s".

Todavia, estava preparado para encarar de frente mais essa missão.

Teve algumas conversas sobre o assunto com amigos sobre tipos de

relacionamentos diferentes, poliamor e até se aventurou na internet, leu um

livro que abordava um romance à três, percebeu que cada cabeça tinha uma

sentença, um ponto de vista sobre o assunto. Notou também que às pessoas

mais amorosas tendiam a aceitação e eram mais felizes assim. A liberdade de

escolha do ser humano devia ser respeitada acima de tudo, se suas escolhas

geram preconceito para alguns não é problema seu e sim do preconceituoso.

É só não ultrapassar o espaço de respeito mútuo entre as pessoas, precisamos

viver o que nos faz feliz. Respeitar o próximo para sermos respeitados. Era


nessa linha de pensamento que seu Silva seguia. Tentou se familiarizar o

máximo à essa nova etapa da vida de sua filha, não queria parecer antiquado,

porém não queria deixar de transparecer seus receios. Estaria de peito aberto

para recebê-los, até porque após conversas com sua filha ao telefone podia

ver que agora seu mundo girava entorno de dois novos sóis. Tão preparado

quanto esteve para seus primeiros passos, suas primeiras palavras, suas

primeiras festas em casa com amiguinhos e na casa de amiguinhos, sua

primeira alegria, sua primeira decepção, primeiros porres, namorados, saídas

à noite e até algo que pensou que nunca haveria de estar preparado: sua

primeira vez, que foi com um otário, diga-se de passagem. Ele também

estaria preparado agora. Ele sempre esteve lá, firme para ela, sua razão de

viver.

Pois bem, com todas essas experiências ele iria tirar de letra esse

encontro. Ele tinha que o fazer. Dependeria dele permanecer presente no

restante dos dias de sua vida, junto à sua filha e seus novos genros. Ninguém

iria querer um velho rabugento por perto. Não que fosse ser omisso se notar

atitudes erradas, mas faria o possível para ter seu lugar dentro dessa nova

família que sua filha iniciava.

Andando pelas ruas de comércio no centro da cidade, procurava uma

adega para comprar um bom vinho e oferecer aos seus genros no jantar.

Queria impressionar sem parecer mole demais. Na adega ficou confuso com

tantos tipos diferentes, seu Silva era um homem muito simples não entendia

muito sobre essas coisas. Queria fazer direito e não envergonhar sua filha.

Em suas pesquisas sobre seus genros, descobriu que Dane vinha de uma

família rica que só sobrou ele. Ele nem precisava trabalhar se quise-se, mas o

fazia, o que aos olhos de seu Silva pareceu um ato honroso. O trabalho

edifica o homem. E foi isso que Dane fez, algo a se admirar. Já Léo vinha de

uma família de classe média, normal, até simples, grande o suficiente para


povoar a pequena cidade em que moravam. Léo era moderno demais para

continuar em um lugar tão limitado. Estudou muito, o melhor em todas às

turmas que frequentou e assim que passou para faculdade saiu do seio de sua

família. Pareceu ao seu Silva que foi algo sufocador para seus pais, mas para

Léo foi o contrário. Foi quando começou a respirar de verdade. Não era mau

filho, só queria ver o mundo. Seu Silva sabia o quanto esses meninos

diferentes eram tão amigos e parceiros. Sua percepção dos dois foi mudando

após sua pesquisa, embora o ao vivo e a cores sempre fosse a forma ideal de

conhecer alguém de verdade.

Após andar em várias ruas e conseguir tudo o que pensou para o

jantar, foi para casa. Agora era só aguardar o dia chegar.

Bem distante dali, três corações batiam descompensados após se

amarem no banheiro. No quarto se trocaram, poucas eram as roupas que

deixaram de fora das caixas. Essas iriam com eles nas malas. Afinal faltavam

uns dois dias para voltarem para o Rio. No próximo dia bem cedo a

transportadora viria para pegar a mudança. Tudo já estava esquematizado,

eles contavam às horas, Nininha principalmente. Na noite anterior, suas

amigas fizeram um vídeo ao vivo do balacobaco's, tirou lágrimas de Nininha

de tanta saudade que tinha daquelas duas loucas.

Pediram comida pronta, desceram para jantar. Ao sentar na cadeira

Nininha se queixou:

— Aí...

— Que foi princesa? — Perguntou Léo

— Você ainda pergunta, meu algoz?

— Ela tá dolorida idiota, eu disse para esperarmos depois do jantar.

— Quem respondeu foi Dane.

— Foi, disse, mas não se conteve e foi tomar banho com a gente,

bundão.


— Ei meninos, se esqueceram que se eu não quiser eu não faço? O

problema é que não consigo resistir a vocês dois. Meus amores.

— Meu amor, é difícil estar com você e não querer estar "em" você.

Desculpa. — Falou Dane lhe dando um beijo.

— Pois é princesa, mas também você nos ignorou por quase quatro

dias seguidos por conta dessa TPM e menstruação. Queríamos tirar o atraso

hoje. Tentaremos ser mais cuidadosos.

— Bom Léo, assim que você arrumar um jeito de ser mais cuidadoso

me ensine, pois eu também deveria ser. Rsrs. — Falou ela dando uma beijoka

em Léo, não queria que se sentissem culpados sozinhos porque não o eram.

Dane pôs os pratos com a ajuda de seu amigo. Deixando Nininha livre

desse trabalho. Durante o jantar eles conversavam, então Nininha perguntou:

— Meninos vocês não vão me dizer o que foram fazer ontem na

cidade que levou um dia inteiro. Chegaram e não falaram nada, e nem

trouxeram sacolas. Enfim, o que fizeram por lá?

Eles se olharam procurando o que responder, Dane foi mais astuto e

logo disse:

— Nada que você precise se preocupar, amor. Apenas resolver uma

coisa ou outra que estava faltando.

— Sei, e, por que eu tenho a sensação que vocês estão me escondendo

alguma coisa?

— Isso nós não temos como responder querida, mas posso dar uma

função melhor para esse boquinha questionadora. — Disse Léo beijando-a ao

terminar.

Se levantando Dane juntou os pratos e levou para pia sorridente. Ao

vê-lo assim Nininha desgrudou a boca de Léo e falou:

— Vocês estão cheios de segredinhos esses dias...

Léo nem deixou ela terminar de falar e tomou sua boca novamente.


Ela conseguia ouvir o pequeno sorriso que Dane deu, mas se entregou ao

beijo como se fosse possível não fazê-lo.

Quando Dane voltou à mesa de jantar para limpar, viu Léo subir às

escadas com Nininha no colo. Certamente indo para o quarto e fazê-la

esquecer desse papo de segredinhos. Homens também poderiam manter

segredos, ainda mais quando são para manter sua mulher mais feliz. Valeria

apena.

Com tudo organizado, Dane decidiu ir fazer alguns exercícios,

preocupado com a sensibilidade do corpo de sua menina decidiu extravasar e

bater no saco de areia que ainda não havia sido embalado. Sabia que Léo a

levou para cima, mas não para tê-la, sim colocá-la para descansar um

pouquinho. Estar com ela e não poder tê-la era um martírio, ambos sabiam

que teriam que ser cuidadosos daqui para frente. Mas como?

Dane escutou barulho na escada. Logo Léo apareceu de banho

tomado. De novo.

— Outro banho?

— Vai se fuder Dane, não é fácil estar com ela em meus braços e não

poder tê-la por completo. Só em velar seu sono já fico excitado. Tive que

tomar uma chuveirada gelada.

— Por isso não subi, escovo o dente depois, antes de dormir. Vim pra

cá para passar o tempo e gastar energia. Temos que deixar ela respirar um

pouco.

— É verdade. E aí brother que tal um mano a mano, o último nessa

casa que nos aturou durante anos?

— Topo Léo, mas não vai se queixar se eu marcar esse rostinho,

gazela. Tô puro suco hoje. — Incitou Dane se posicionando como um lutador

de boxe pulando de um lado para outro.

— Pago para ver, com esse soco fraco de direita que você tem? Nem


se eu batesse com meu rosto no seu punho. Fracote.

Nessa troca de elogios iniciaram um embate amigável para se

distrairem e deixar sua mulher em paz.

O dia amanheceu e mais uma vez Nininha acorda no meio de seus

homens, rodeada de pernas e braços. Ela suspira feliz e contente e se

espreguiça devagar. Não queria atrapalhar seus sonhos. Essa noite eles não a

procuraram, eles deviam estar preocupados com o como ela devia estar

sensível. Seus protetores acima de tudo. Sorriu. Pôs uma mão em cada couro

cabeludo e fez cafuné. Os dois foram se mexendo e remexendo até acordarem

através de seus carinhos.

— Amor continue com esse carinho e verá que posso não conseguir

me segurar. — Falou Dane esfregando sua crescente ereção no lado do

quadril dela.

Ao mesmo tempo que Léo fungou em seu pescoço e esfregou sua

também crescente ereção do seu outro lado.

Rindo sapeca Nininha disse-lhes para se comportarem e que já estava na hora

de levanter, pois o pessoal da transportadora já devia estar chegando.

Aos suspiros e reclamações os três se levantaram aos poucos.

Utilizaram o banheiro juntos. Escovaram os dentes se olhando, desejo é o que

transmitia cada olhar direcionado. Sem vergonha ela sentou no vaso e fez

xixi, o que deixou os machos contentes ao vê-la tão relaxada. Ao contrário do

que as pessoas pensam esse pequeno ato demostra a cumplicidade entre o

casal, ou trisal. Cada um entrou no box sozinho. Nininha não podia deixar de

ver que os pênis estavam duros. Queria-os, mas realmente sentia-se sensível

ainda. Dane saiu da ducha e Léo entrou. Nininha sentou na beira da banheira

e ficou de expectadora os observando. Dane se enxugava olhando para ela.

Passava a toalha sobre seu pênis que cada vez se tornava mais rígido ao seu

olhar. Dane via a sede nos olhos de sua menina quando viu ela olhando de


um para o outro. Ela adorava os admirar quando estavam no banho ou se

enxugando. Por mais que quisesse lhe dar um descanso não conseguiu

esconder sua excitação, que estava evidente assim como a de Léo. Léo saiu

do box e começou também a se enxugar de frente para ela, e ela olhava de um

para outro lambendo os lábios, ele sabia que não ia prestar. Foi o que

aconteceu. Sua safadinha se ajoelhou no chão de frente para eles, que

deduzindo suas intenções não se moveram.

Ela retirou sua camisola ficando apenas de calcinha.

Uma calcinha de algodão, nada sexy, mas que nela estava parecendo

queimar. Quando ela ia tirar a calcinha Dane disse entre os dentes:

— Não, deixe-a aí, isso só mostra a menina safada e atrevida que você

é.

Rindo sensualmente para o que Dane disse, notou que Léo jogou sua

toalha na pia e já estimulava seu pênis que estava à altura de sua boca.

Sedutoramente lambeu a cabeça rosada do pau de Léo, ao mesmo tempo que

tomou o de Dane em uma de suas mãos. Riu novamente ao escutar os

suspiros que eles deram ao seu toque. Sedenta, abocanhou Léo até o talo

como sabia que ele gostava. Ele soltou um palavrão surpreendido. Ela se

virou e fez o mesmo em Dane, que malvado como ele só, segurou sua cabeça

mantendo seu pau no fundo de sua garganta fazendo-a engasgar e salivar até

quase perder o ar. Ele soltou-a no momento certo para respirar e deixou ela a

vontade para lhes chupar.

Ia de um para o outro, levando-os aos céus, trazia-os para terra ao morder

levemente o corpo duro de seus paus. Enquanto se perdia em um, manuseava

o outro com a mão. Passava a língua sobre a veia que sobresaltava em seus

instrumentos de prazer. Queria sacia-los e se saciar neles. Nervoso e excitado

Dane se abaixou e puxou a calcinha de algodão fazendo entrar em seu rêgo.

Nininha ofegou na ardência, mas fazia força contra a calcinha. Dane subiu a


mão por suas costas, puxou seus cabelos na base da nuca e tirou a boca dela

de Léo e meteu-se em sua boca vividamente. Pulsando entre seus lábios e

com tamanha força que fazia contra ela, ela teve que se segurar em seu

quadril.

Léo não ficou de fora da brincadeira, esfregava seu pênis no rosto dela, na

orelha, nos seus cabelos. Que imagem suja os anjos podiam ver, mas com

certeza estariam prontos para descer dos céus se lhes fosse permitido e fazer

parte dessa devassidão.

Desatinados, ambos se alternavam no prazer de sentir a boca de sua princesa

ao redor de seus paus. Cada vez mais próximos do orgasmo, Nininha já

conhecia os sinais de seus corpos anunciando que estavam prestas a explodir.

Aproveitou um pequeno momento em que recuperou às rédeas e pegou

aqueles pênis duros e palpitantes, colocou os dois na boca avidamente. Cada

um soltou seus pescoços para trás, lhe entregando de vez o comando sobre

eles. Recebendo o presente com carinho acomodou como pôde aquelas

gordas cabeças em sua boca, absorvendo o líquido de pré-sêmen, até receber

completamente ao mesmo tempo os primeiros jatos do gozo de seus homens

no céu da boca, na garganta e nos lábios. Deliciou-se até a última gota e

alegremente viu dois pares de pernas masculinas tremerem à sua frente, por

sua causa, pelo prazer que ela lhes deu.

Léo se sentou tonto no vaso fechado e enconstou a cabeça no azulejo, Dane,

se esgueirou atrás dela no batente da banheira.

Agarrando seu cabelo e puxando-a para se encostar nele, disse em seu ouvido

ainda ofegante:

— Você quer acabar com a gente é? Sua safada, cada dia mais

devassa.

Lá do vaso Léo tentou emitir algumas palavras, mas estava tão

entorpecido que só conseguiu dizer:


— É... Verdade... Agora acho que eu é que preciso... De um descanso.

Não sinto minhas pernas.

— Eu não tenho pena, pois é assim que vocês me deixam sempre. —

Disse Nininha alegremente.

— E será sempre assim, quer ver? — Concluiu Dane beijando-a até

escutar a campainha tocar. Parou o beijo e com cara de poucos amigos a

olhou dizendo. — …Salva pelo gongo.

Recebendo um tapinha na bunda Nininha saiu do colo quente de Dane

e foi para ducha. Léo olhou para Dane e disse:

— Nem olhe para mim, sem condições de levantar daqui, preciso de

alguns minutos, brother. Vai você atender.

— Merda! — Resmungou Dane.

Saindo do box, de um banho rápido, Nininha se enrolou na toalha e

disse:

— Calma, não se preocupem vou lá abrir a porta para eles e volto para

me vestir.

— O quê? — Dane e Léo arregalaram os olhos.

Léo a puxou para si e se agarrou a sua cintura.

— Pro inferno que vai descer de toalha.

— Mas Léo....

— Sem Léo, nem meio Léo... Bora Dane vai lá.

Colocando um shorth de Léo que estava pendurado na parede do

banheiro, Dane saiu ainda tonto e gritando que já estava indo.

Nininha ficou ali abraçada ao Léo, acariciando seus cabelos dourados

e suas costas, com um sorriso iluminado no rosto por ter dado a eles um bom

tempo após acordar.

Trocados, recuperados e prontos para ajudar os funcionários da

transportadora, desceram. Dane estava dando algumas ordens como sempre.


Nininha se aconchegou nele, e ele lhe apresentou ao encarregado da

mudança, o cara ia acompanhar tudo de perto até que os pertences deles

chegassem no rio. Nininha estendeu a mão e o cumprimentou, ao abrir a boca

e dizer muito prazer, lembrou que não havia escovado os dentes e ainda

sentia o gosto de seus homens em sua boca. Sentiu suas bochechas

esquentarem, com certeza deviam estar vermelhas de vergonha. Tentou

disfarçar e foi em direção à cozinha. Dane percebeu e deixou ela sair.

A arrumação levou o dia inteiro, os últimos funcionários saíram de lá

quase às 18:00 da tarde. Apesar deles terem feito o trabalho pesado, Nininha

e seus homens ajudaram também, o que deixou eles cansados. A casa agora

estava vazia, apenas com as coisas que seriam doadas e as que foram

vendidas. Essas só seriam retiradas após eles viajarem aos cuidados do ex

cuidador de Brutus. Nininha ainda se preocupava na forma como levariam

Brutus de avião. Ficou chateada ao saber que ele não poderia viajar na cabine

junto com eles. Teria que ir no porão do avião. Estavam cansados.

Léo teve a brilhante ideia de sairem para jantar. Apesar de cansados

nem ela, nem Dane recusaram. Ela já estava quase pronta ao ver Dane entrar

em silêncio no quarto.

— Arrependido?

— Nunca. O que a faz pensar nisso?

— Essa sua cara aí, fechada.

— ... Rsrs... Nada que você não cure com seus beijos, é só o que

preciso. — Foi agarra-la.

— Aí Dane, sai… Você está suado e eu já estou pronta para sair.

— Ué, podemos tomar banho juntos.

— Dane estou muito cansada, com fome, se eu entrar no banho

contigo sairei de lá desmaiada em seus braços direto para cama.

— Ok, ok... Vou me arrumar.


Léo já havia se arrumado e estava agora cuidando de Brutus.

Quando estavam todos prontos chamaram um táxi.

Foram a um rodízio de pizza. Se fartaram com as mais belas e

gostosas pizzas da cidade. Era onde Léo costumava comer sempre, por isso

quis ir. O papo entre eles seguiu leve e fraterno. Ao terminarem e decidirem

ir embora, Nininha teve uma ideia.

— Dane, Léo, amanhã será nosso último dia aqui, eu pensei que

poderíamos fazer algo diferente. Na verdade ir a um lugar especial.

— Claro, amor.

— Tudo o que você quiser, princesa.

Nininha rodeou o braço em cada um de seus homens e antes que o

táxi chegasse para levá-los para casa disse:

— Quero ir naquela cachoeira de novo, quero sentir novamente a

sensação divina que é estar com vocês em um lugar praticamente intocável,

lindo e que guarda uma linda lembrança do primeiro dia que estive aqui nesta

segunda viagem. E aí, vocês topam?

Ambos beijaram suas bochechas e responderam que sim. Ao

chegarem em casa se planejaram para passarem seu último dia em um pic nic

em meio à natureza. Era tudo o que ela e eles queriam. Ainda cansados,

relaxaram e dormiram guardando às energias para serem gastas e

recarregadas nas águas límpidas da cachoeira em meio a mata. Seria uma

despedida memorável e inesquecível.


Capítulo 45: Plenitude.

Embora felizes para passarem o dia em um lugar quase

encantado, estavam os três nervosos. Cada um com sua particularidade, mas

no fim, o frio que sentiam na barriga tinha o mesmo motivo, a nova jornada

que se iniciaria dali a alguns dias.

Planejar era bem diferente de realizar. Todos sabem que as coisas

geralmente não acontecem exatamente como planejado. E esse pequeno

detalhe os incomodavam um pouco.

Acordaram os três bem cedo, o dia estava amanhecendo lindamente.

Os primeiros raios de sol começavam a brilhar nos vidros das janelas. A casa

praticamente vazia, qualquer movimento e palavras transformavam-se em

ecos.

Animada demais por poder ir novamente ao lugar mais bonito que

conheceu até agora, e com seus homens reviver momentos inesquecíveis,

Nininha tentava agilizar tudo o mais rápido possível. Antes de dormir,

preparou os lanches com as compras que fizeram. Fez sanduíches, lavou as

frutas e colocou em potes, separou os frios, fez sucos. Arrumou tudo nas

bolsas e no cooler. Ficou tão feliz por ter encontrado um lençol xadrez que

deixaram para trás na mudança. Só faltava passar em algum lugar para

comprar gelo.

— Vamos Dane, leve isto para o carro enquanto levo a bolsa. —

Falou ela.

Mas Dane, apesar de animado com a programação, estava afoito


querendo sua menina. No dia anterior diante a arrumação da mudança e a ida

ao mercado, acabaram os três cansados na cama e a usaram só para dormir.

Ao acordar, tanto ele quanto Léo a queriam, porém já estavam a conhecer a

parte tinhosa de ser de sua menina.

Ao ser abraçada e beijada ao acordar por Dane e Léo, e percebendo

aonde isso ia dar, foi se esquivando pulando da cama e já avisando toda

altiva:

— Nananinanão... Podem tirar os cavalinhosss de vocês da chuva.

Vamos passar o dia todo juntos num lugar paradisíaco e vocês querem perder

tempo na cama? Não. Vamos levantar e agitar para o nosso Pic nic. Andem!

Apesar de ter dito em bom tom que no momento só pensava em seu

dia perfeito, nem um, nem o outro desistia de estiga-la. Onde ia havia sempre

um em seu cangote tentando tira-la do sério, no bom sentido é claro. Mas

Nininha se mantinha firme em seus afazeres, tirando "eles" do sério.

Homens!

Ao ver Dane e Léo arrumando com a delicadeza de dez homens das

cavernas, as bolsas no carro, percebeu que estavam realmente irritados.

Sorriu ao imaginar que a falta de seus beijos e de seu corpo podiam deixar

esses deuses daquele jeito.

Então, ao observar tudo pronto, quando Léo fechou a mala do carro, Nininha

puxou a mão grande de Dane levou aos lábios e beijou sedutora sem tirar os

olhos dos dele. Sabendo que Léo os olhava, seguiu para ele, trazendo Dane

pela mão e ao chegar bem próximo ao Léo, com sua mão livre, levou as

pontas de seus dedos a tocarem de baixo para cima às entrelinhas daquele

abdômen super definido até chegar em seu queixo. Ainda com o dedo, foi

puxando ele o olhando diretamente nos olhos. Tocou seus lábios molhados

nos dele e depois voltou a baixar sua mão pelo mesmo caminho percorrido

anteriormente, ao mesmo tempo que largou sua mão que estava presa a mão


de Dane, tocando em sua cintura cavando as pontas de seus dedos tanto no

elástico do shorth de um, quanto do outro, olhou entre eles e sorrindo

indecentemente sibilou:

— Meus amores, vocês querem realmente começar esse dia irritados?

Não fiquem chateados por não me terem aqui, eu só quero que seja…

Perfeito. Lembrem da última vez que fomos naquele lugar, foi maravilhoso,

em tão pouco tempo. Imagine... — Continuou falando e puxando os dois

pelos elásticos dos shorths. — Hoje... O dia inteiro... Nós três podemos

repetir o que fizemos ou fazer coisas novas, construir uma nova lembrança.

Eu.... Amo... Vocês!

— Léo???!!! Toma, você dirige. — Disse Dane rapidamente jogando

a chave do carro para Léo e agarrando Nininha num beijo ardente.

— Quê?!? ... — Questionou Léo ainda atordoado e com uma ereção

aflorada. — Não, não, você dirige. — Terminou de falar jogando de volta a

chave e tomando seu lugar em seus lábios.

Nininha entre uma boca e outra sorria com a guerrinha dos dois, então

vendo que a decisão iria acabar em par ou ímpar, ela mesma a fez. Estava tão

louca quanto os dois, para chegar na cachoeira e se dar de vez para seus

homens, ela mesma já não se aguentava mais. Decidida tomou as chaves da

mão de Léo e assoviando disse:

— Eu dirijo, e não se fala mais nisso.

Entrou no carro virou a chave e ficou olhando os dois atônitos pelo

espelho. Bufando colocou a cabeça para fora da janela fazendo o motor

roncar e falou:

— E aí, vão ficar parados ou vão entrar nesse carro e seguir para

nosso destino??

A cena vista por ela era uma comédia só. Dane e Léo se entre olharam

e seguiram em uma maratona para a porta do passageiro na frente com


Nininha. Lutando para ver quem iria ao lado dela. O que a fazia sorrir ainda

mais. No empurra, empurra, perdeu Léo.

— Sorry Leonardo, se acomode no banco de trás.

— Merda Daniel!

— Deixem de bobeira e me ensinem o caminho. — Disse Nininha aos

risos e beijando Dane.

Soltando uma bufada alta no banco de trás enquanto Nininha saia com

o carro, Léo acabou rindo também e foi quem começou a lhe passar as

coordenadas.

Ainda na brincadeira, Nininha fez que errou o câmbio de marcha e

apertou o pau de Dane que ainda estava meio duro tirando um grito e um

olhar duro dele.

— Desculpa amor não foi minha intenção... — Se explicou segurando

o riso.

— Sei... Danada, você estará em apuros naquela cachoeira. — Sibilou

Dane se ajeitando no banco.

Léo se movimentou para trás do banco do motorista, e curvando a

mão para frente no ventre de Nininha foi descendo entre suas pernas puxando

a saia de tecido mole que escondia o ousado biquíni que ela vestia.

Acariciando seu monte foi dizendo:

— Estamos adorando essa sua versão safada nível hard, mas você

sabe, nós também sabemos jogar esse jogo sujo.

— Pare Léo... Estou dirigindo... Aaaaiii. — Disse ela roçando nos

dedos dele.

Beijando o topo da cabeça dela Léo retirou a mão do monte úmido e

levou os dedos à boca, tudo acompanhado pelo olhar dela através do

retrovisor. Léo sorriu maroto e se acomodou no acento. Nininha agitou a

cabeça para afastar os pensamentos impuros. Enquanto isso Dane solta entre


os dentes:

— Porra gente, desse jeito vou ter que bater uma antes de chegar.

As gargalhadas foram altas dentro do carro. Nininha ligou o rádio e

colocou em uma estação local onde tocava músicas chicletes melosas, então

antes que percebessem estavam os três cantarolando alto e em bom tom letras

doces que falavam de amor, paquera, paixão, futuro e vida. Tudo o que eles

sentiam e desejavam no momento.

A viagem seguiu animada. Entre canções, cada um fazia uma

brincadeira ou outra, sem perder o tom de desejo entre eles. Pararam no posto

onde abasteceram o carro e compraram o gelo e as cervejas, é claro. Nininha

decidiu que não beberia para voltar dirigindo. A paisagem foi ficando cada

vez mais selvagem após entrarem na rua de barro. Dane e Léo davam as

coordenadas para Nininha seguir em frente. Por alguns momentos ela

apreciava aquela natureza que parecia intocada apesar da proximidade com a

cidadezinha. Entrando por uma clareira entre árvores e plantas, Léo apontou

para ela estacionar o carro. Nininha reconheceu a pequena trilha que fizeram

da outra vez, a que a levou ver uma das imagens mais marcantes de sua vida.

Já se imaginava retratando em suas telas tamanha beleza. Olhava por todos os

lados querendo gravar todos os detalhes para poder representá-los fielmente.

Léo olhava encantado para sua princesa que se deslumbrava com a

beleza do lugar e continuou ajudando Dane a retirar às bolsas, o cooller e às

cadeiras de praia do carro.

Olhando para o céu mesmo ainda na clareira entre as árvores, Dane

via que o sol ia ser companheiro dos três por todo o dia. Seus raios

transpassavam quentes entre as folhas até tocar o chão. Nenhuma nuvem se

viu desde que saíram de casa. Imaginava que de algum lugar Deuses estavam

conspirando em favor dos três amantes. Feliz, muito feliz, trancou o carro

chamou sua menina, seu amigo e seguiram pela trilha. Dessa vez Nininha


teve que ir praticamente só, porque eles levavam as bolsas pesadas e ela

apenas uma bolsa com toalhas e utensílios, à contra gosto, pois queria ajudar,

mas preferiu não brigar.

Ele foi atrás a protegendo, e Léo na frente orientando seus passos.

Nininha eufórica quase escorregou num pequeno barranco, causando dois pré

infartos em homens jovens e sadios.

Ao fim da trilha Nininha não pôde se conter com a bela imagem à sua

frente. Apesar de ser a segunda vez que ia a este lugar, ainda assim se

abismava com tamanha beleza. A cachoeira reinava exuberante ao fundo,

jorrando seu véu branco sobre a piscina que se formava abaixo. O som das

águas caindo se misturavam ao som dos pássaros cantando. Raios solares

iluminavam cada pedacinho do lugar, expondo pequenos pedaços reluzentes

nas pedras esparramadas em diferentes tamanhos ao redor da piscina de água

transparente e por todo o restante do terreno. Mas o que a encantava ainda

mais, era a explosão de cores. Por todo canto podia-se ver degradês de cores

fortes, acentuadas ou não, pelo brilho do sol.

— Magnífico... Nunca meus olhos se acostumarão com tamanha

atividade divina. Parece que estamos entrando em uma daquelas telas

lindíssimas de artistas renomados. Mas aqui, a arte respira, é viva, celestial.

— Bom meu amor, tenho certeza que o artista que criou esta beleza,

não pode ser comparado a nenhum artista neste mundo. — Retrucou Dane a

tirando de seu devaneio momentâneo.

— Pareço uma boba né? — Disse ela meio envergonhada, andando

pela pequena faixa de grama.

— Não amor, você não está sendo uma boba. Você é uma artista e,

como um bom artista, a sensibilidade toma conta de você ao se deparar com

um cenário encantador como este. — Respondeu Dane lhe dando um beijo

casto na bochecha e, pousando as bolsas no chão, complementou. — Eu te


amo!

Mais à frente, Léo escutava toda a conversa e simpatizava com o que

seu amigo dizia. Contente e morrendo de calor, fome e desejo, foi arrumando

o espaço. Logo Nininha e Dane se juntaram a ele. Forraram o chão com o

lençol xadrez, o que fez Nininha dar um pulinho e bater palminhas de

felicidade deixando sorrisos bobos no rosto dos meninos.

— Perfeito esse lençol xadrez... — Dizia ela.

Arrumaram todos os quitutes sobre ele. Os amigos logo se livraram de

suas roupas e ficaram apenas de sunga de praia, cheios de más intenções.

Nininha também retirou suas peças de roupa ficando apenas de biquíni.

Percebeu os olhares ardentes sobre seu corpo e viu que seus membros apesar

de cobertos estavam totalmente a postos, prontos. Porém, ela queria curtir

um pouco o pic nic antes de se jogarem no pecado.

Percebendo eles que sua mulher queria um pouco de romance,

fizeram um esforço para não arrancar aquelas peças minúsculas de lycra e a

tomarem sem juízo.

Este era um lugar jamais esquecido por Deus e longe dos olhos dos

homens. É claro que havia um risco de aparecer alguém por ali, como eles,

outras pessoas sabiam da existência deste local. Mas era muito difícil e

parecia que este dia estava reservado para eles. Se alguém pudesse ver sobre

à floresta a clareira da cachoeira, veriam um Trisal apaixonado lanchando aos

sorrisos e carícias sobre um grande lençol xadrez vermelho e branco no meio

da grama verde, recheado de frutas e guloseimas.

Os sons que outrora eram apenas dos pássaros, queda d'água, e sons

típicos da floresta, agora se misturavam às vozes e sorrisos de dois homens e

uma mulher. Muitos assuntos vinham à tona, as implicâncias entre os amigos

se fazia presente, principalmente quando se lembravam que iriam dormir a

primeira noite no Rio na casa do sogro. Dane rapidamente ficava tenso e Léo


não perdia a oportunidade de o zoar. Entre uma guerra ou outra de amendoins

e pulos na água fria, os meninos se dividiam em passar protetor no corpo que

amavam muito e cobiçavam, além de servir a todo instante uma fruta em sua

boca, o que faziam através de seus próprios lábios. Tudo isso esquentava

mais que o sol, mesmo assim, eles deixaram ela a vontade. Por um momento

se perderam os dois numa conversa de amigos. Enquanto a mulher deles se

bronzeava, bebiam cerveja, mergulhavam, conversavam, brincavam, mas sem

parar de ansiar, cada vez mais, a mulher de suas vidas.

Da cadeira de praia em que Nininha estava pegando um sol à beira da

água, ela tinha a visão do paraíso. Seus dois homens em um bate papo que

provavelmente envolvia alguma luta, pois os gestos que Léo fazia eram

condizente com uma luta de UFC. Dane retrucava com ele, se irritavam um

com o outro, mas entre as goladas de cerveja acabavam rindo juntos. Léo

estava de pé de costas para ela, sua pele reluzia à luz do sol, a água cobria até

os joelhos dele. Dane estava semi deitado de frente ao Léo, sobre uma pedra

robusta. Suas coxas grossas e másculas deixava-a aflita. Não cansava de olhalos,

só essa visão a fazia derreter. Notou que já havia passado algum tempo

que chegaram e já estava mais que na hora de pecar.

Já consciente de seu poder sobre eles, teve uma ideia inocente.

#nininha

Retirei para o lado uma alça do meu biquíni para ver se a marquinha

já estava visível, e estava. Então como quem não quer nada olhei em volta só

para ter certeza que éramos só nós três.

Tomada de uma coragem cada vez mais presente em mim, levantei da

cadeira, já notando que Dane percebeu.

Levei minhas mãos ao laço de trás de meu curtininha e o desatei. Vi que ao


notar cair as tiras ao lado de meu corpo Dane se ajeitou na pedra e fez sinal

para Léo que logo se virou em minha direção.

Pronto. Feliz com a atenção dos dois em mim. Tirei meus óculos e chapéu e

coloquei na cadeira. Levei uma mão a cada triângulo que cobria apenas os

bicos de meus seios e levantei bem devagar sobre a cabeça, jogando a peça

por fim no chão ao lado da cadeira. Sorri, ao ver os semblantes dos dois

mudarem da água para o vinho. Ainda sobre os olhares de puro desejo sobre

mim, caminhei devagar sorrindo para dentro da água e quando a água tocou

meus joelhos, levei as mãos a cada lacinho que prendia minha tanguinha e os

soltei. Nesse momento vi que Dane já estava quase em pé sobre a pedra e Léo

já caminhava em minha direção. Então joguei a pequena peça e virando para

eles disse, antes de mergulhar para longe:

— Venham me pegar...

— Merda, essa garota vai me matar, já estava na hora. Quem chegar

por último é a mulher do padre. — Disse Léo já pulando na água em direção

à sua princesa, após jogar a sua sunga na pedra onde Dane estava. Ainda deu

tempo de ouvir ele grunir:

— Vai se fuder gazela, se esqueceu que nado melhor que você. —

Finalizou pulando da pedra, também sem sua sunga, quase na frente onde

Léo estava.

(....)

Sobre uma parte do véu d'água que caia, Nininha submergiu. A água

batia na altura de seus seios. Procurou por seus caçadores, mas não os viu.

Ainda olhando em volta levou um susto quando Dane sem cerimônias ainda

abaixo da água abocanhou um de seus seios a fazendo suspirar, quase engoliu

a água que caia sobre ela. Sem tempo para se recuperar, sentiu Léo a

levantando pelas coxas, tirando-a de Dane e colocando-a arreganhada sobre

seus ombros, ainda em baixo da queda d'água. E ali, chupou sua buceta


sedento. E como se tudo já não estivesse bom o suficiente, Dane se pôs atrás

dela abrindo às bandas de sua bunda encontrando seu buraco apertado se

dedicou a atiça-lo. Além de lambidas eles lhe davam pequenas mordidas,

Dane nas bandas redondas de sua bunda e Léo na parte de dentro de suas

coxas. Nininha tentava se equilibrar entre eles segurando cada cabeça com

uma de suas mãos. Ainda tinha que aguentar as sensações que eles lhe davam

sem abrir a boca para não engolir a água que a banhava.

Seu corpo vibrava demostrando que um orgasmo iria surgir. Não se

aguentando foi se jogando para trás, foi sustentada por Dane que a deixou

numa posição muito mais abrasadora a mercê da boca de Léo, e ainda

estimulava seus seios. Léo enfiou dois dedos nela e continuou lambendo e

chupando seu broto protuberante, até que a levou a um clímax agonizante.

Com o rosto fora da queda d'água, Nininha não segurou o grito e os gemidos

engasgados ao ser tomada pelo prazer.

Aos poucos Dane tirou ela dos ombros de Léo, que sorria feito

menino que acabara de saborear seu sorvete preferido.

Se encostando na pedra atrás dele, Dane abraçou sua menina ofegante

à sua frente. Seu pau duro procurava espaço em suas bandas enquanto suas

mãos caminhavam por seu corpo. Ia de seus seios ao seu ventre até chegar

nos seus lábios escorregadios. Dane esfregou seus dedos ali e a masturbou

ainda mais. Mesmo acabando de sair de um orgasmo, Nininha já sentia a

vontade voltar pelas mãos de seu Dane. Abrindo os olhos via Léo se

molhando sob a cascata de água à sua frente. Sentindo o dedilhar de Dane,

abriu mais as pernas para que ele tivesse um melhor acesso. Recebeu um

"safada" no pé da orelha dito por ele. Com a água límpida, dava para Léo ver

o que seu amigo fazia com ela sob a água. Isso a excitava, os excitava, então

começou a rebolar nas investidas dos dedos de Dane, ao mesmo tempo que

roçava a bunda no seu pau. Gemendo, Dane retirou os dedos de sua boceta e


levou ao seu ânus. Passeou eles por suas pregas as pressionando para abrir.

Nininha já estava se acostumando a esse ato tão discriminado e tão almejado

ao mesmo tempo. Essa ardência se tornava cada vez mais prazerosa. Com seu

corpo entrando em ebulição novamente, Nininha sentiu Dane a curvando para

frente, aguardou receber seu pau de pedra no seu buraco apertado, mas ao

invés disto ele se afundou em sua vagina numa só estocada fazendo-a saltar

na água e gritar seu nome.

Léo veio ao seu encontro, seu tesão aumentando ao ver seu rosto

contorcido pelo prazer, beijou seus lábios tomando seus gemidos e susuros

para si enquanto seu amigo a fodia. Quando ela conseguiu abrir os olhos

percebeu que parecia que os três estavam escondidos atrás do véu d'água,

estavam entre ele e a pedra atrás de Dane. Ela agarrou o pescoço de Léo e

aproveitando fez impulso contra às estocadas de Dane, que puxou seu cabelo

fazendo-a gritar com a dor repentina dizendo:

— Sua gulosa, calma, isso é só o começo. Estou apenas usando seu

canal escorregadio para lubrificar meu pau e depois enterra-lo no seu cuzinho

apertado, cachorra.

Ao ouvir a voz rouca de Dane se misturar com o som do sorriso de

Léo, e ainda o "cachorra', Nininha quase teve um novo orgasmo. Foi cortado

com a retirada repentina que Dane fez de seu pau. Porém, ela não teve tempo

para pensar, logo sentiu sua cabeça redonda cutucando por trás. Se segurou

firme em Léo e tentou relaxar o máximo para receber Dane. Léo dizia em seu

ouvido enquanto abria sua bunda auxiliando seu amigo.

— Calma Princesa, fácil e devagar, você sabe que é gostoso. Você

quer não é? Sentir o pau do Dane entrando e saindo da sua bunda?

— Simmm.... Aiiiiii…

Dane aos poucos levou seu tempo e ia ocupando espaço no canal

apertado. E quando se instalou, parou e beijou as costas dela, a nuca e a


soltou de Léo. Seus corpos sob a água se tornavam mais leves, com isso mais

maleáveis. Nininha encostou suas costas completamente no peitoral de Dane,

ainda se acostumando a sensação dele dentro de sua bunda. Sua posição se

transformou para estar sentada sobre ele. Flutuava na água presa apenas pelo

pênis fervente de Dane. Seus pés não tocavam o chão. Ela pendeu sua cabeça

para trás no ombro dele e pôs suas mãos sob os seus joelhos, curvando-os

para cima. Aberta, entregue e oferecida. Dane segurava por baixo de cada

joelho dela também. E assim bem devagar começou um movimento

torturante de entra e sai. Os sons que Dane produzia vibravam direto para seu

ponto de prazer. Léo à sua frente se masturbava e tocava seu clitóris

magicamente. Ao notar que Dane alcançou um ritmo no qual ela já

encontrava o prazer, Léo se chegou próximo dela e perguntou:

— Você também me quer princesa? Agora?

— Ohh! Léo... Simmm... Ainda pergunta. Por favor, me faça sua,

junto com Dane. — Declarando o que queria, desceu suas mãos aos seus

lábios e abriu como um convite para Léo entrar.

— Bora Léo, não vou conseguir durar aqui... Você não faz ideia de

como ela está apertando meu pau.

— Brother, podes crer que faço sim, mas... É melhor ter certeza.

— Ahhhh Léooo.

Aos gemidos ensandecidos dela, Léo foi achando seu espaço também.

Bem devagar foi encaixando a última peça que faltava e colando seu corpo ao

dela que por sua vez, colava-se ao de Dane que se sustentava na pedra,

entraram num compasso perfeito que levariam os três ao nirvana.

Ritmicamente o trisal se envolveu numa névoa sublime. Seus corpos

respiravam juntos, agonizavam juntos, buscavam juntos o prazer. Um tipo de

clímax nunca antes sentido por nenhum deles, algo só alcançado quando os

três estavam assim juntos.


Plenitude.

A vibração era a mesma. As ondas corporais iam e viam de um corpo

ao outro. Não se via onde começava um e terminava o outro. Peças feitas a

mão, encaixadas para um único propósito, encontrar o divino. Alcançar o

maior cume e se atirar de lá em busca de seu último suspiro.

E assim foi. Escondidos pela queda d'água, onde a perfeição se fez e o

prazer extasiante foi alcançado. Suas almas vibravam, seus corpos latejavam,

suas mentes flutuavam e seus corações cada vez mais batiam um para o

outro. Na verdade um para dois e dois para um.

Saciados de sua mulher, e com os corpos ainda sensíveis da loucura

de voar nas asas de um orgasmo alucinante, se desfizeram do encaixe e cada

um procurou reconectar suas almas aos corpos novamente. Nada melhor do

que uma ducha de água natural. Sob a queda d'água os três tentavam absorver

toda a energia emanada por seus corpos e por aquela natureza exuberante que

os cercavam. Felicidade extrema. Extrema felicidade.

Nas bocas desses três só haviam sorrisos. Jovens descobrindo que o para

sempre é possível. Que o amor é a razão para a vida e que a felicidade só

dependia única e exclusivamente deles.

O dia seguiu delicioso em todos os sentidos. A intimidade entre eles

crescia. Sexualmente falando eram imbatíveis. Mas a afinidade que dita uma

relação, aquela pitada de companheirismo e confiança também florescia em

abundância. Passaram momentos que ficariam eternizados em suas

memórias. Como quando Nininha estava ainda nua apenas com uma canga

cobrindo sua intimidade, deitada sobre o lençol xadrez, com a cabeça no colo

de Léo e olhava para Dane à sua frente enquanto conversavam coisas banais.

Léo acariciava seus cabelos enquanto ela sorria apaixonada das histórias que

Dane contava. Mais que amantes, se transformavam em amigos.

Ao contrário do que podemos pensar, é possível termos na pessoa que


amamos, um amigo no qual se pode contar.

Nininha pensava sobre isso e se parabenizava pela sorte duplamente

alcançada.

Vez ou outra trocava de colo, até que em determinado momento se

viu ali sentada nua, afagando os cabelos de Dane que repousava sua cabeça

em sua coxa descansando um pouco, enquanto Léo saboreava um de seus

seios como se alimentasse dele. Assim ficaram durante um tempo até que

Dane despertou e se juntou ao Léo começando a saborear seu outro seio.

Lentamente deitaram ela e continuaram com a pressa de uma lesma a

degustar seu corpo.

Toda a pele de Nininha era tocada, tanto por suas bocas como por

suas mãos. Nada muito sexual, algo mais como adoração. Eles diziam

palavras doces e românticas. Por vezes diziam eu te amo. Trocavam carinhos,

se olhavam com ternura.

Ao cair da tarde, com o sol se despedindo, decidiram ir embora.

E para se despedirem deste lugar maravilhoso se entregaram novamente a

luxúria.

Tão seduzidos pela tarde estimulante que tiveram, iniciaram

novamente um movimento erótico que encontrariam o gozo final de um dia

fabuloso.

Léo começou fazendo amor com Nininha na beira da água. Entrava,

rebolava e saia dela. Tudo saborosamente. Dane que estava nadando via de

longe os dois se fundindo em um só. Logo seu pau apontou para cima quase

implorando para entrar na brincadeira. Indo em direção aos dois tinha a visão

do pênis de Léo entrando e saindo do buraco úmido de sua menina. Via seu

cuzinho à vontade.

Chegando cada vez mais perto se pôs para baixo e passou a mão na

coluna dela. Isso a fez se sentar em Léo e com o auxílio de Dane cavalgou


alucinante nele. Dane se levantou e colocou seu membro rígido na boca dela

que o chupou faminta.

Até que ao perceber que Léo ia se aliviar fez sinal para que ele esperase

e se agachou por trás dela enquanto Léo a fazia deitar sobre seu peito.

Nininha se acomodou e se abriu ainda mais para eles. Sentia o pênis de Léo

profundamente. Até que sentiu o empurrar da cabeça do pau de Dane

querendo espaço também em sua buceta. Ela colaborava da maneira que

podia, relaxando.

— Porra, sempre apertada... Aaaa — Sibilou Dane.

— Eu sei cara, eu sei...

Lento mas certeiro, Dane se enfiou, não totalmente, mas o suficiente

no canal quente junto com Léo. Eles transformaram mais uma vez o corpo de

Nininha em sua casa. Buscaram para ela a passagem para o espaço entre o

real e o irreal. E logo seguiram atrás dela no regogizo de um prazer infinito.

Absorvidos por essa sensação, ficaram aninhados por algum tempo

tentando entender a plenitude que os rodeavam.

Buscando às forças para irem embora e dali em diante trabalharem

juntos para que todas essas emoções se perpetuem pelo resto de suas vidas,

começaram a desarmar acampamento e voltar para casa .

No caminho de volta, entre um papo ou outro, Nininha os questionou:

— Bem, eu estou revigorada após esse dia magnífico. Espero que

vocês também, porque amanhã dormiremos na casa de meu pai e vocês

enfim, conhecerão a fera que me criou.

Léo que estava na frente bebendo sua cerveja disse confiante:

— Estou preparado para conhecer o sogrão. Podes crer. Já não sei o

viadinho aí atrás.

Nininha fitou Dane pelo retrovisor e disse:

— E aí Dane, não diz nada?


Com uma cara sem expressão Dane jogou a cabeça no encosto do

banco e antes de terminar sua cerveja numa golada só disse embargado:

— Que venha o sogrão!

Léo e Nininha caíram na gargalhada e Léo não perdeu tempo em tirar

sarro da cara dele.

— Isso mesmo, dois contra um. Vou me lembrar disso. — Retrucou

Dane em tom de brincadeira.

E assim foi até em casa, brincadeira, romance e sedução.

Apaixonados vivendo mais um dia de amor à três.

Plenos, em todos os sentidos.


Capítulo 46: Prazer, seu Silva.

Naquela manhã ao acordarem Dane e Léo amaram mais uma

vez sua Nininha, a última vez naquela cama. Deixaram-na dormindo e

durante o tempo que tinham antes de terem de ir para o aeroporto, receberam

o amigo e caseiro, que tomou conta por tantos anos da casa e de Brutus. Além

dos objetos e móveis que lhe deram, também acharam justo lhe ofertarem um

valor em dinheiro pelo tempo de amizade e serviço. Seu Almir se sentiu

imensamente agradecido, e fez questão de deixar claro que apesar de saber os

motivos que os levavam para longe, e de desejar toda felicidade do mundo,

que ele sentiria falta deles, de suas mulecagens e principalmente de Brutus.

Em tom nostálgico, lembraram algumas passagens engraçadas desses

anos. Uma ou outra sempre envolvendo mulheres, bebidas e fugidas de

Brutus. Seu Almir ainda ficou até a hora deles partirem para o aeroporto.

Nininha acordou e se juntou aos homens que conversavam na sala.

Tomaram todos café juntos e ela teve oportunidade de escutar algumas das

histórias engraçadas. Ver seus amores sorrindo era sempre um ótimo

acompanhamento para o café.

Concluíram os últimos detalhes para partir. Tomaram juntos o último

banho naquela suíte e novamente fizeram amor. A hora chegava e agora era

entrar no táxi e seguir em frente. Do carro davam adeus ao seu Almir, que


ficou para trás com os olhos marejados e com às chaves da casa.

O coração de Nininha estava apertado ao ter que despachar Brutus,

mas era necessário. O veria de novo ao chegar no Rio. Pensou em seu pai.

Queria ver a cara dele ao vê-la acompanhada desses homens imensos e

Brutus a tira colo.

Será que ele mudará de ideia, deles seguirem direto para sua casa?

Achou que não, seu pai estava muito determinado, nada o faria mudar de

ideia.

Suavemente o voo seguia seu rumo. Rumo este que levava três

corações repletos de amor e esperança para iniciar juntos os melhores dias de

suas vidas. Uma viagem longa e cansativa, mas ideal para sonhar com o

futuro.

Os últimos dias de arrumação, mudança, resolver assuntos para

transferência, papeladas sem fim e todas as comemorações de despedidas que

os três incansavelmente fizeram questão de ter, os deixaram cansados. O voo

longo caiu como uma luva para enfim, desligarem um pouco.

Nininha veio sentada no meio dos dois homens donos de seu destino.

Em cada uma de sua mão, a palma de um deles. Um sorriso sincero e feliz

não sumia de seus lábios. Olhava apaixonada de um lado ao outro vendo os

dois dormindo durante algum tempo. Percebeu também os olhares cobiçados

de algumas comissárias. O que não a deixou ciumenta, apenas envaidecida

por pertencer aos dois, e melhor ainda, que os dois à pertenciam.

Tentando aproveitar também esse momento de calmaria, se deixou

levar pelos ruídos que o avião emitia e acabou adormecendo.

Podemos dizer que os sonhos de cada pessoa são iguais, porém únicos.

Todos os sonhos almejam a felicidade e a felicidade para cada um, se dá de

formas distintas. Percorrem caminhos diferentes, mas o fim é o mesmo.

Alcançar a realização de um sonho começa quando perdemos o medo de


tentar seguir os nossos corações, mesmo que nossas vontades sejam

contrárias as dos outros. Temos que querer realmente e acreditar que é

possível conseguir ser feliz através dos nossos desejos, mesmo que vá de

desacordo com os demais.

Dane vislumbrava sempre a mesma imagem em seus sonhos. A praia,

sua mulher ao seu lado e suas crianças rodeando eles e Léo. Mesmo não

querendo admitir em voz alta, era exatamente o queria e o que buscava.

Estava tão disposto a realizar esta imagem que antes de dormir sempre

pensava nela para gravar cada detalhe, na esperança de quando acontecer, ele

recordar de que um dia foi um sonho e que virou realidade.

Já os sonhos para Léo eram cada dia diferente, porém sempre

envolviam sua mulher nua, ou grávida, com as crianças, ou no meio deles,

tomada por ele ou tomada por Dane.

Haviam também momentos de risos num churrasco à tarde, a beira da piscina

com toda a família e amigos próximos reunidos.

Léo já chegou a sonhar ou ter pesadelos (depende do ponto de vista), com as

amigas de Nininha e ela, bebendo e dançando em um bar após uma briguinha

boba. No final da noite, ele e seu amigo tendo que buscá-la e refazer as pazes

de maneira deliciosamente selvagem. Até dormindo, Léo era um sacana.

Enquanto aos sonhos de Nininha? Para ela, já começou a se realizar

assim que conheceu Dane e foi presenteada com a inclusão de Léo. Cada dia

a partir dali era sempre uma realização. Para ela não havia mais o que desejar

a não ser que toda essa felicidade se perpetue e triplique ao longo da vida. E

como vivia em um conto de fada, que fossem felizes para sempre.

— Amor? Vamos acordar? Já estamos sobrevoando o Rio, falta pouco

agora. — Dane dizia ao tentar acordar Nininha, beijando sua buchecha,

enquanto Léo se espreguiçava e beijava a palma de sua mão.

Abrindo os olhos, Nininha encontra os olhos azuis penetrantes de


Dane e sorri. Lhe dá um estalinho nos lábios, se vira para Léo e beija seu

ombro. Os três começaram a se esticar um pouco para se prepararem para o

pouso.

— Como será que está Brutus, coitado?

— Não se preocupe princesa, eles estão acostumados a transportar

animais de estimação.

— Sim, mas Brutus não está acostumado a viajar de avião Léo. —

Articulou Nininha ainda preocupada.

— Fique calma amor, logo saberemos, ok. E o veterinário falou que

ele dormiria todo o voo. — Disse Dane.

Suspirando, Nininha se enconstou no acento e lembrou da última vez

que chegava ao Rio de avião. Se esticou para olhar pela janela e confirmar se

as cores estavam lá e que agora sim, via seu Rio de Janeiro como os turistas

que ali chegavam lindo, colorido e cheio de graça. Mas sabia que toda essa

graça se fazia pela presença de seus homens ao seu lado e da promessa de

nova vida que tinham feito os três. Ela tocou seu pingente que representava o

compromisso desse relacionamento suspirando com seus pensamentos. Se

sentiu eufórica, de seus olhos desciam lágrimas de felicidade. Ao verem ela

desse jeito, Léo e Dane logo a questionaram porquê chorava e ela

prontamente respondeu:

— Não é de tristeza que choro, pelo contrário. É um misto de

ansiedade, alegria e saudade. Estou louca para ver meu pai, as garotas e

principalmente tô feliz porque estaremos juntos novamente no meu Rio, onde

nosso amor nasceu. — Terminou dando um beijo casto em cada boca virada

para ela, sem vergonha de ser feliz.

— Eu também princesa, estou muito feliz, além de ter você em minha

vida vou realizar meu eterno desejo de morar perto da praia. — Léo lhe

devolveu um beijo, não tão casto.


Se virando para Dane, ela esperou que ele dissesse alguma coisa

também. Ao perceber isso, Dane, que estava feliz, mas um pouco tenso com a

proximidade de conhecer o sogro, falou tentando parecer o mais seguro

possível:

— Eu também estou muito feliz e super... Ansioso, principalmente

para conhecer seu pai, o que vai acontecer em mais ou menos uma hora, ou

até menos... E é isso.

Léo abraçou Nininha e caiu no riso zoando Dane, e ela ficou tentando

segurar o riso e amenizar a situação.

— Valeu brother, você já está sujando as calças??

— Para com isso Léo! Oh, meu Dane, não se preocupe, meu pai é um

homem maravilhoso, ele não vai lhe fazer mal nenhum... Quer dizer, eu

acho.... Rsrsrs.

— Muito engraçado... Até você amor? Eu não tô com medo dele.

Estou preocupado que ele não goste da gente, ou... De mim. Que agora que

ele tiver certeza de que isto, que nós, nosso relacionamento, não é uma

brincadeira e que nós vamos viver juntos e construir uma nova vida de uma

maneira bem diferente... Talvez ele repense e fique contra tudo isso... Amor,

não posso pensar em te perder, em perder isso tudo que começamos desde

que você voltou e ficou conosco durante esses meses. Não sei mais viver sem

você conosco.

Sem sair do abraço que recebia de Léo por trás, Nininha se esticou

como podia até conseguir abraçar Dane e lhe beijou. Depois, segurando seu

rosto falou:

— Ouça meu bem, direi bem devagar. Amo meu pai, mas vocês são o

meu futuro, o motivo de minha respiração, são o meu destino. Nem mesmo

meu amado pai me faria ficar longe de vocês. Então larga de bobeira e vamos

fazer o que combinamos, enfrentar tudo e qualquer coisa juntos. Os três.


Como um trisal forte que estamos nos transformando.

— Eu topo! — Disse Léo de supetão beijando o pescoço de Nininha.

Rindo tentando relaxar, Dane olhou para ela e seu amigo e viu que ao

lado deles seria fácil passar por qualquer situação. E por eles passaria por

qualquer prova mesmo as mais árduas.

Beijou novamente sua menina e só parou ao ouvirem o coçar de

garganta sem graça de uma comissária de bordo. Que vendo aquela imagem,

não deve ter entendido nada. Léo estava abraçado às costas de Nininha

enquanto Dane beijava sua boca.

Os três se ajeitaram em suas poltronas quando a comissária disse que

iriam pousar. Eles sorrindo que nem bobos e Nininha vermelha igual a

tomate, mas novamente sem vergonha de ser feliz. Ao sentir o avião pousar

no chão, voltou o frio na barriga e pensou: — Chegamos!!

Desceram do avião, passaram pelo setor de desembarque, cada um

trazia uma bolsa à tira colo. Léo segurando sua mão e Dane com a mão em

sua cintura. Ao invés de ficar envergonhada se sentiu cuidada, do jeito que

deveria ser. Preferiu não observar quem os observava. No guichê, Nininha foi

se informar sobre como pegar Brutus. Indo em direção ao local indicado,

aguardaram o responsável e após os trâmites feitos receberam Brutus. Nesse

meio tempo ela avisou por mensagens as amigas e seu pai que iriam demorar

um pouco.

Seu pai já estava indocil na área de espera do desembarque. Bruna

abraçava seu Silva e tentava com suas piadas fazê-lo relaxar um pouco.

— Não sei o porquê de tanta demora, me informei e os passageiros do

voo em que vieram já sairam, quase todos. — Dizia irritado.

— Sim tiooo, "quase" todos, eles ainda vão sair. Calma, sua garotinha

já está vindo aí, acompanhada de seus homens com H maísculo. Talvez

estejam dando uns amassos. — Disse Bruna engraçadinha levando um olhar


fulminante de seu Silva e Lary.

— BRUNA, TÁ MALUCA? — Repreendeu Lary.

— Ai gente, eu não falei nada de mais. Eu se fosse eles estaria dando

uns amassos, esqueceu que eles vão dormir hoje na casa do pai dela. — Falou

Bruna toda segura do que dizia.

Seu Silva soltou um meio sorriso balançando a cabeça, já conhecia

esse jeito livre e impulsivo da amiga de sua filha.

— Bom Bruna, eles passaram meses juntos, um dia ou dois não vão

mata-los.

— O senhor diz isso porque ainda não viu aqueles Deuses do Olimpo

como diz sua filha. Eles refletem desejo e luxúria...

— BRUNA?!?! QUER CALAR ESSA BOQUINHA LINDA!! —

Soltou Lary quase em um grito vendo a cara de incomodado que seu Silva

fazia.

— Tá, tá bom, fechei. AFF!.

O pai de Nininha preferiu nem comentar, Bruna não tinha qualquer

filtro entre o que pensava e o que saia de sua boca. Se concentrou em olhar o

portão de desembarque e aguardar sua pequena enquanto as suas amigas

conversavam ali perto.

Seu Silva estava morrendo de saudade de sua menina. Os últimos dias

foram carrascos. Passou por sua cabeça cada lembrança linda de sua filha. O

que o fez remexer nos álbuns antigos. O que também o levou a relembrar de

sua amada esposa.

O coração dele já sensível pela falta de sua filha não aguentou lembrar

também de sua esposa. Seu Silva chorou, e novamente se questionou o

porquê de a perder tão cedo. Pensava também em como ela lidaria numa

situação como essa que Nininha estava vivendo. Saberia melhor que ele com

certeza.


A mulher que havia escolhido para sua vida e para ser mãe de seus

filhos, era extremamente amorosa, espirituosa, um ser evoluído. Colocava

todo amor do mundo em tudo o que fazia. Mesmo o pouco tempo que tiveram

juntos ainda era muito mais do que ele merecia, e ainda deixou o presente

mais maravilhoso que ele poderia receber em sua vida, que era sua pequena

Nininha. A luta foi grande. Como perder o amor de sua vida, o ar que

respirava e ainda ser forte o suficiente para criar sozinho uma criança? Uma

menina. Sua garotinha, seu bebê. Na verdade, seu Silva sabia que mesmo em

outro plano sua amada esposa o ajudaria, e o está ajudando sempre. Era nela

que ele encontrava a razão, o estímulo para tudo o que fazia com Nininha.

Queria mostrar para ela que se empenhava em realizar um bom trabalho, que

o presente que ela deixara ele cuidava com zelo.

Plantado de pé em direção à porta de desembarque, seu Silva passava

pelos pensamentos que teve durante às últimas semanas. Seus olhos

começaram a umidecer até que de repente, tudo brilhou, sua visão nublada

pelo início das lágrimas avistou a razão de sua felicidade. Sua pequena

vestida num corpo de mulher, linda, dona de si, vinha em sua direção com um

sorriso enorme que o fazia derreter por inteiro. Ele vivia por esse sorriso, por

esse brilho no olhar. Trazia uma mochila no braço e em cada lado seu, um

homem enorme como havia mencionado Bruna, carregando carrinhos com

malas e a acompanhando como cães de guarda. Mas seu Silva não teve muito

tempo para observar melhor os caras que pareciam seguranças de sua filha,

pois ela num impulso ao vê-lo, soltou sua mochila e correndo se atirou no seu

colo como sempre fazia quando ficava algum tempo longe dele. Nos seus

braços seu Silva pode sentir sua menina, seu bebê de volta. Mesmo com

tantas mudanças algumas coisas se mantiam às mesmas, seu colo lhe

pertencia e ali ela se aninhava. Tomado de todo amor do mundo coube ao seu

Silva acarinhar e mimar sua filha, lhe dando conforto e segurança. Mal sabia


sua Nininha, que era ela quem lhe confortava e lhe dava a segurança que ele

precisava para saber que apesar dos amores de sua vida, ela sempre estaria

pronta para pular no colo do papai.

— Shiiii... Minha menina, shiiii! Não precisa chorar, pronto estamos

juntos de novo. Também estava morrendo de saudades. — Dizia seu pai

afagando os cabelos dela.

— Oh, papai! Senti tanto sua falta, tanto. E agora que lhe vi, parece

que a saudade era maior, como pude ficar tanto tempo longe do senhor? —

Soluçava Nininha ao falar.

— Faço uma ideia do por quê!... Aliás, duas ideias rsrsrs deve ter

ficado bem ocupada...... — Bruna soltava insinuante olhando para Dane e

Léo.

— BRUNAAAA…. VOCÊ NÃO TOMA JEITO. — Vociferou Lary

para a amiga, lhe dando mais um tapa em seu braço.

— AÍ!...... Lary, não sou saco de pancada não.

— Não, saco de pancadas realmente não é, mas para ser

inconveniente tá no ponto.

Entre risos e sob o olhar afiado de seu Silva, Bruna ficou

resmungando.

— Deixaaa Lary, já conhecemos Bruna, não tem qualquer filtro. —

Falou Nininha sorrindo para Lary, desceu do colo de seu pai e foi na direção

das garotas. — E aí vacas sentiram minha falta?

Bruna e Lary logo ocuparam o espaço de seu Silva (empurrando-o

para o lado) e em um abraço triplo deram as boas vindas a ela. Elas também

sentiram sua falta, trocaram algumas palavras e afetos. Mas ao perceberem

que deixaram os amigos e seu Silva numa saia justa, se afastaram de Nininha

dando espaço para que ela fizesse as apresentações. Não antes, é claro, de

Bruna e suas indiretas diretas.


— Espera aí tio, deixe eu cumprimentar meus cumpadres antes do

senhor aniquilar eles. — Disse Bruna ao sair do abraço das amigas e passar

pelo seu Silva indo até Dane e Léo. Abraçou os dois ao mesmo tempo pelo

pescoço e falou. — Bem vindos de vez garotos e boa sorte com a fera.

Léo faceiro que só, riu da brincadeira de Bruna e logo disse também:

— Pode deixar, já fui domador de cães.

— Pelo amor de Deus, Léo!!! — Soltou Dane nervoso de maneira que

só eles três ouviram fazendo Bruna rir.

Os dois terminaram de falar com Bruna, logo Lary se juntou a eles e

os cumprimentou também. Eles trocaram palavras com as amigas de sua

mulher e a viam abraçada ao pai olhando sorridente para eles.

— Bom crianças, é claro que não matamos a saudade ainda, isso aqui

foi só um aperitivo, temos muitas coisas para conversar. Mas tenho certeza

que estão cansados e ainda tem muitas coisas para resolver, enfim. Amiga,

viemos aqui apenas te receber e acompanhar o tio, depois marcamos algo

para colocarmos o papo em dia. — Falou Lary roubando novamente Nininha

dos braços de seu pai, seguida de Bruna que não podia deixar de dizer alguma

bobagem.

— Deixa eu traduzir o que Lary disse, "Nós vamos embora porque

não queremos ficar no meio do seu pai, você e esses dois grandalhões. Todos

armados, menos você. Mas contigo não nos preocupamos, pois todos te

amam então você sairá ilesa." Amu tu! Tchau povo lindo! Paz e amor!

Saindo puxada por Lary, Bruna ria de suas próprias palavras e das

caras que deixou atrás dela. Lary ia xingando Bruna baixinho de tudo que era

nome, mas no fim, riu junto com ela.

— Bruna, Bruna, você não é mole mesmo.

— Eu heim, só falei verdades. Vocês é que são muito encanados.

— Doida!


Vendo suas amigas se afastando Nininha também ria, já imaginava

Lary xingando Bruna enquanto ela se defendia. Saudade dessas loucas.

Porém agora, o assunto é outro. Apesar de não ser exatamente uma

experiência como a que Bruna falava, também não era algo tão confortável

estar entre seu pai e seus namorados. Dane estava com cara de quem queria

vomitar e Léo parecia um palhaço com um sorriso enorme cobrindo todo o

rosto. Seu pai, sustentava um olhar austero de um para o outro, esperando ver

qual dos dois correria primeiro.

Ela deu uma respirada e começou as apresentações:

— Pai esses são Dane e Léo. Quer dizer, Daniel e Leonardo. São eles

que me fizeram acreditar que o amor existe e que somos almas à procura de

nossos pares. No meu caso, fui presenteada por esses dois maravilhosos

homens que tenho certeza que o senhor ao conhecer vai entender o porquê de

minhas decisões e mudanças. — Virando-se para seus homens continuou. —

Meninos, esse é meu pai Antônio Silva, mas podem chamá-lo de seu Silva.

Para Dane, no aeroporto, parecia estar apenas eles quatro. Não ouvia e

nem via mais ninguém, podia sentir o suor descendo por seu pescoço.

Observava sua menina falando e ficou envaidecido com o que dizia, mas

esperou como um cão pelo frango de padaria, a reação do futuro sogro às

suas doces palavras.

Léo derretido ao ouvi-la pegou em sua mão e beijou dizendo:

— Está errada princesa, o único presente aqui é você. Nós é que

temos sorte.

— Muita sorte! — Enfatizou seu Silva.

— Então, já estão apresentados. Podemos ir? Pai, tem certeza de que

quer que nós vamos direto para sua casa?

— Diz "sua casa" como se já não fosse mais tua também.

— Desculpa pai, maneira de falar.


— Entendi. Mas não, não mudei de ideia. Pelo contrário me preparei

para receber você e seus "namorados". Preparei algo para jantarmos mais

tarde e até escolhi um bom vinho para acompanhar. Seria desfeita não irem,

acredito que os cavaleiros não recusariam um convite do futuro sogro.

— Claaaro que não recusaríamos, pensamos em conhecê-lo em outras

circunstâncias, mas aceitamos seu convite e estamos ansiosos para conhecer o

senhor melhor, e esta é uma ótima oportunidade. Já agradecemos sua

hospitalidade.

— Disse Dane tentando ser seguro e conciso escondendo o nervoso.

— Isso, o senhor é quem manda, vamos adorar ser recebidos na casa

onde nossa princesa cresceu e conhecê-lo melhor e o mundo dela. Tudo

aconteceu tão rápido, mas está na hora de frear um pouco. Queremos lhe

provar que não estamos de brincadeira com sua filha, que nossas intenções

são as mais sinceras e que apesar de acordarmos nós três por um futuro

juntos, não queremos jamais passar por cima de sua autoridade. Queremos

muito que o senhor faça parte de nossas vidas e esse encontro é o início para

que tudo dê certo. — Confirmou Léo.

— Está fazendo um bom trabalho para tentar me impressionar, Léo.

Está usando seus conhecimentos como adestrador de cães? — Respondeu o

pai de Nininha se direcionando para Léo com um ar bem irônico, lembrando

do que havia dito anteriormente.

Nininha pôs a mão na boca para segurar o riso, Dane vendo seu amigo

sem palavras sendo encarado pelo sogro quase emitiu uma risada também,

parou ao receber o mesmo olhar de ironia que seu Silva lhe enviou, como se

pergunta-se: "Vai rir?". Dane engoliu o sorriso e fez um som de tosse seca

tentando disfarçar.

Logo o clima foi cortado com um outro tipo de barulho, um latido lânguido

vindo de um dos carrinhos com malas.


Brutus tentou espreguiçar na caixa de transporte apertada, mesmo

grande era apertada. Seu Silva procurou de onde vinha o latido, até que

encontrou.

— O que é isso, um cão? — Interrogou seu Silva.

— Sim pai, esse é Brutus, é o cão dos meninos desde pequeno não

podíamos deixá-lo. Ainda está meio sonolento por conta do relaxante que o

veterinário lhe deu, mas logo logo estará bem.

— Você não me falou sobre cachorro.

— Eu sei pai, surpreesa! As coisas tem sido corridas e acabei

esquecendo.

— Seu Silva, o senhor não precisa se preocupar, eu e Léo levaremos

nosso cão para o apartamento e depois nos encontramos em sua casa. —

Tentou explicar Dane.

Mas seu Silva notando desde o início uma certa tensão vinda de Dane

quis fazer seu ponto.

— Dane, não se preocupa, não vai ser um cachorro que fará eu mudar

de ideia em relação a vocês irem lá para casa. Acho bom pararmos de

conversa e ir logo. Esse cão, coitado, deve estar querendo sair dessa caixa e

vocês devem estar com fome, sede. Pois bem, me sigam, o carro está na

garagem. Espero que caiba todos dentro dele.

Sem mais, seu Silva abraçou sua filha e saiu andando rodeado por

seus genros e um cachorro.

No carro foi bem apertado, mas seu Silva deu um jeito. Dane foi na

frente ao seu lado, após insistir muito de irem de taxi, sem sorte. Em meio ao

trânsito que estava caótico, iniciaram uma conversa aleatória que começou

com trânsito, passando pelo tempo e terminando em futebol. Para sorte de

todos, nenhum deles gostavam muito de futebol. Não ligavam para time. Seu

Silva então achava desnecessário, achava um desperdício de dinheiro e


nocivo para sociedade diante das brigas e rixas entre torcidas. O esporte

deveria ser para unir as pessoas e não afasta-las.

Ao chegarem, Nininha se alegrou ao ver a casa em que cresceu. Não

era uma casa grande e nem a mais bonita da rua, mas era seu lar. Desceu do

carro e foi logo pegando Brutus. Léo já se via ciumento com tanta atenção

dela dispensada ao seu cão. Ela entrou no quintal e foi logo arrumar espaço

para Brutus que rápido se ajustou ao local. Seus homens e seu pai tiravam às

malas do carro e trocavam uma ou duas palavras. Léo sempre risonho e

brincalhão, Dane mais calado tentando não demostrar nervosismo,

fracassando terrívelmente. Nininha começou a achar que seu pai tava

pegando pesado na cara feia, ela sabia que ele não era assim. Ficou triste ao

imaginar que ele poderia não gostar deles.

Todos entraram e seu Silva foi um anfitrião acolhedor. Deixou os três

a vontade para fazer o que quisessem. Léo quis tomar banho e Dane queria

lanchar. Nininha deixou Dane com seu pai na cozinha e mostrou o banheiro

para Léo. Na porta do banheiro ele a agarrou e disse em seu ouvido:

— Tem certeza que não tem como você tomar banho comigo

enquanto seu pai está ajudando Dane com o lanche?

— Aí Léo, para, claro que não. Me solta meu pai pode vir. Sai... Tá,

só um beijinho.

Bufando, Léo agarrou ela mais um pouco, encostando-a na parede e

tirando um beijo fogoso. Por alguns minutos suas mãos sondaram seu corpo,

fazendo-a suspirar de prazer. Fugindo do fogo que se iniciava Nininha

conseguiu se afastar das garras de Léo e correu para cozinha rindo feito

criança. Léo ficou para trás duro como pedra, entrou no chuveiro e lá mesmo

aliviou sua tensão. Seria uma noite difícil essa.

Chegando à cozinha, Nininha estava esbaforida pelo assédio sofrido.

Dane a olhou com desejo, pois sabia que ela estava excitada, reconheceu em


sua face. Pensou que provavelmente Léo tentou tomar seu tempo com ela.

Balançando a cabeça continuou cortando os pães, implorando a Deus que Léo

se comporta-se melhor na frente de seu sogro.

— Que cara é essa menina, vermelha feito pimentão? — Questionou

seu pai ao vê-la entrar.

Nininha passou por ele lhe deu um beijo na bochecha e seguiu para

Dane o abraçando por trás. O que o fez ficar parecendo um robô.

— Calor pai, o Rio continua quente.

— Ahã! — Respondeu seu pai desconfiado.

O resto do tempo foi bem agradável, ao passar das horas o clima foi

ficando bem mais amistoso. O papo fluia bem entre os homens. Tinham

muita coisa incomum entre eles. Nininha aproveitou e arrumou o quarto, quis

esconder a tela em que estava trabalhando, pois só queria mostrar-lhes

quando estivesse terminada.

Voltando à sala, ficou feliz ao ver os três sorrindo relaxados, pareciam

falar de armas ou algo assim. Dane e seu pai pareciam concordar a respeito

de alguma coisa e Léo tentava impor sua opinião que era contrária. Olhandoos

assim seu coração palpitava, a certeza de que tudo se encaixava.

Já era noite e ela estava cansada e com certeza eles também, mas

nenhum dos dois queriam deixar de estar com seu Silva. Nininha decidiu

preparar o jantar que já estava previamente pronto. Notou que estava tudo

preparado para recebê-los, e a cena com o semblante sisudo em seu pai de

mais cedo, não combinava com toda essa casa arrumada para receber bem.

Deduziu que seu pai também deveria estar tão ou mais nervoso do que os

meninos. Ele não teria se preparado tão bem se o intuito fosse iniciar uma

guerra. Pelo contrário, ele veio sem armas, ele está preparado para aceita-los

por ela. Agradeceu a Deus pela sorte de ter um pai maravilhoso. É claro que

desejava ter sua mãe em sua vida, mas seu amado pai preencheu todos os


espaços possíveis com muito amor e compreensão.

Saltitante arrumou a comida e depois a mesa para o jantar.

Chegou à sala e chamou todos para virem para mesa. Dane a pegou pela mão

e se levantando beijou sua palma. Léo deu a volta no sofá e de encontro a ela

lhe beijou o rosto.

Seu Silva assistia aquela demostração de carinho com muito cuidado.

Observava o afeto que aqueles dois sentiam por sua filha. É claro que estava

longe, muito longe de entender o tipo de relacionamento que se criava à sua

frente. Mas tentava fazer como sua esposa dizia: "Olhe para as opiniões e

desejos dos outros com amor, porque você pode estar sendo olhado também e

como gostaria que fosse visto? Com amor ou ódio?"

Era isso que ele fazia, os olhava com amor e só encontrava amor. Sabia que a

vida para esse tipo de relação não seria fácil, mas o que é fácil nessa vida?

Ali saindo da sala de sua casa indo em direção à mesa de jantar, junto com

seus genros e filha, seu Silva já estava entregue. Ele sabia que seria difícil

para eles, no entanto não seria ele o primeiro obstáculo no caminho. Seria

sim, alguém que lutaria junto com eles pela felicidade de sua filha e do futuro

que ela escolheu para ela. E o mais importante em tudo isso é que mesmo em

poucas horas de conversa sentiu que ele tem lugar nesse futuro. Riu meio

bobo com seus pensamentos, que pularam de ideias para imagens de crianças

correndo e chamando-o de vovô.

Bem mais tranquilo, Dane descobriu que seu sogro não era um bicho

de sete cabeças. E descobriu um modo fácil de conquista-lo, fazer Nininha

feliz. Cada vez que ele percebeu o sogro olhando para sua filha entre eles,

nos pequenos gestos de carinho que tanto ele quanto Léo, lhe presenteava a

todo momento, via surgir um brilho em seu olhar. Ou seja, a única forma de

amanssar a fera é fazendo Nininha sorrir. Seria fácil então.

Ele conseguiu manter a conversa firme entre eles, Léo mesmo


brincalhão também se desenvolveu bem. O ponto auto para Dane foi quando

seu sogro concordou em relação à armas com ele, deixando Léo puto. Dane

precisava guardar isto para zoar Léo mais tarde.

Comiam uma lasanha maravilhosa, na verdade duas. Seu Silva

explicou que não sabia do que gostavam, então arriscou com uma bolanhesa e

uma quatro queijos. E também se preocupou em comprar um vinho tinto

encorpado de bom gosto, para acompanhar. Estava uma delícia, Léo

esfomeado comeu e repetiu. Seu Silva tinha um semblante no rosto de

contentamento. Nininha parecia uma garotinha pequena com as bochechas

rosadas, olhos brilhantes e sorriso cativante. Dane estava muito, muito feliz.

Vinho vai, vinho vem e todos estavam cada vez mais a vontade. Seu

Silva até fazia umas brincadeiras com Léo. Nininha como já estava

acostumada, após jantar, acabou sentando no colo de Dane, que apesar de

tenso no começo logo se fez tranquilo, pois não era nada de mais e seu sogro

teria que acostumar com essa intimidade sem maldade.

Por um momento o pai de Nininha ficou pasmo ao ouvir da boca de

sua filha o que lhe aconteceu quando chegou lá por conta de Lia.

Impressionado como ela lidou com a situação, a parabenizou pelo o

amadurecimento dela. Mas se queixou e reclamou do fato dela ter dado uns

tapas na garota. Nininha contava rindo, rindo.

— O que vocês fizeram com minha filha... Essa aí não é a mesma. —

Proferiu seu Silva rindo preocupado.

— Papai, aquela uma estava merecendo muito mais, eu fui até

boazinha.

— E vocês dois, desse tamanho todo não conseguiram domar essa

criatura?

— Sabe o que é sogrão... Digo, seu Silva, sua filha quando encasqueta

com uma coisa não tem quem a faça mudar. E eu não vou contra ela, e nem


Dane.

— Pois vou dizer, vocês vão criar um monstro. — Disse seu Silva em

tom de brincadeira o que fez todos gargalharem.

— Sabemos disso, seu Silva, sabemos. — Falou Dane levando a taça

a boca para mais um gole.

Quando a conversa mudou um pouco o tom, seu Silva começou a

questiona-los sobre futuro, trabalho. Também não se conteve e perguntou

sobre este tipo de relacionamento, o que esperavam, como seria daqui para

frente… Nininha fazia menção de falar, mas Dane, quanto a isso muito

seguro, respondeu e esclareceu junto com Léo os pontos que seu Silva

levantava.

E no momento em que Nininha começava a retirar a mesa, Dane olhou para

Léo que leu em seu olhar o que faria, naquele entendimento que só eles

tinham. Seu Silva percebeu, mas aguardou.

— Princesa, vem aqui.

Ela veio e se sentou em seu colo. Nesse momento eles estavam de

lado para Dane e de frente para seu Silva. Então Dane pousou sua taça após o

último gole na mesa e enxugou os lábios com o guardanapo. Fazendo aquele

barulho como se estivesse coçando a garganta, se levantou e começou a falar

se dirigindo ao seu sogro que o olhava sem saber o que esperar.

— Seu Silva, eu Daniel e meu amigo e irmão Leonardo, não temos

como agradecer a sua hospitalidade. Mais que isso, nunca na nossa vida

conseguiremos demostrar tamanha gratidão pelo presente maravilhoso que é

poder ter Paulina em nossas vidas, através do seu amor e da educação que o

senhor lhe deu, fez dela a mulher que nos apaixonamos e queremos passar o

resto de nossos dias. Sonhamos em construir uma família e ser pais tão

amorosos quanto o senhor foi e é para ela. Sabemos o quanto é difícil para o

senhor entender tudo isso, mas para nós também é, acredite. Porém, é esta a


vida que queremos para nós, não existe a possibilidade de não ficarmos

juntos. Estamos ligados de maneira que ainda não entendemos, mas podemos

afirmar que é real e divino. Então é com essa certeza em nossos corações que

decidimos ficar juntos, mas para que isso se concretize da maneira certa,

precisamos de uma coisa.

Léo estava tão tenso quanto Dane, mas a energia que sentia ao redor

era boa. Sua princesa em seu colo não estava entendendo nada e olhava dele

para Dane confusa. Seu sogro tinha uma expressão no rosto avaliativa e

cautelosa. Foi então que Dane olhou novamente para Léo que rapidamente

levantou Nininha do colo e a colocou sentada na cadeira em que estava, então

os dois estavam de pé de frente para seu Silva e Nininha, que continuava sem

entender.

— Pois é sogrão... Quer dizer... Seu Silva, como disse meu irmão e

amigo aqui, só precisamos de uma coisa para que possamos iniciar essa nova

história. Nós amamos sua filha, muito. Ela roubou nossos corações e nós

estamos presos um ao outro. Nós viveremos esse amor que nos consome de

qualquer forma, mas para tudo ser perfeito, desejamos que o senhor nos

conceda a permissão para pedir a sua filha em casamento. Seu consentimento

é muito importante para nós três…

E então, o senhor aceita, quer dizer, nos concede a permissão para pedir sua

filha em casamento?

(Silêncio.)

As pernas de Dane e de Léo tremiam levemente. Seus olhares não

saiam de seu Silva. Nininha, ainda bem que estava sentada, pois se estivesse

em pé caia. Estava no céu com as palavras que os dois diziam, tanto que não

percebeu a real intenção de seus discursos. Ela só retirou os olhos deles ao

ouvir a voz de seu pai.

— Então, vocês acabaram de chegar em minha casa, comeram e


beberam, e me dão um tiro assim, a queima roupa...

— Seu Silva é que .....

— Não Dane, deixe-me falar. Eu escutei vocês e agora está na hora de

me escutarem.

— Sim, senhor! – Os dois responderam como soldados.

— Papai pega leve...

— Calma filha, não se preocupe. — Respondeu a ela e logo voltou

sua atenção para aqueles dois homens grandes à sua frente. — Pois bem,

quero lhes contar uma pequena história, há algum tempo atrás eu era o

homem mais feliz do mundo. Tinha uma esposa dos sonhos, grávida e

descalça em minha cozinha. O tempo foi passando e por um motivo que

nunca vou entender, Deus levou ela embora e me deixou um pedacinho dela.

Como viver depois disso? Foi extremamente difícil. A vida é difícil. Mas se

vivermos por amor, ultrapassamos qualquer obstáculo. E isso aprendi com

ela. Dali em diante, minha única razão para viver eram aqueles lindos olhos

castanhos brilhantes. Cada sorriso, cada alegria, cada vitória que minha

garotinha tinha era a recompensa por todo o trabalho árduo. Quando eu

descobri como deixar aqueles olhos brilhantes e manter o sorriso o máximo

de tempo em seus lábios, vivi para isso.

Desde que minha bebê nasceu, meu coração não bate mais dentro do meu

corpo. Bate no sorriso e no olhar brilhante dela, onde ela estiver. Mesmo que

esteja longe de mim.

Eu já havia conversado com ela sobre vocês, e toda essa nova situação, e sabe

o que descobri?

— Não... — Ainda respondiam juntos.

— Descobri que, ao falar de vocês a primeira vez, ela estava com

aquele olhar brilhante e mesmo ao telefone o som daquele sorriso era

constante. Que as decisões que ela tomou após conhecer vocês dois, mesmo


que confusas, ainda havia aquele brilho no olhar. Que em todo esse tempo

desde que vocês se conheceram, só ouve uma vez em que faltou o brilho em

seus olhos castanhos e seu sorriso apagado. Foi no meio tempo após ela

voltar da primeira viagem que fez para encontrá-los. E sabe quando

felizmente vi o brilho e o sorriso voltar? Foi quando vi a decisão de voltar

para vocês dois e só sair de lá trazendo os dois a tira colo. Com isso, tenho

certeza de que vocês não precisam de minha permissão, pois ela já é de

vocês. E como disse antes, meu coração bate por causa desse olhar brilhante e

desse sorriso encantador... Mais que lhes conceder a mão dela em casamento,

eu estou colocando agora o meu coração, o meu mundo em suas mãos. Se

vocês manterem esse sorriso e esse olhar brilhante, vocês me mantém vivo.

Nininha ao ver as lágrimas descerem pelo rosto marcado do tempo de

seu pai, chorou junto e levantou para abraça-lo.

— Ooo meu pai, eu também te amo. Eu sou abençoada por ter um pai

como o senhor.

Dane estava bem emocionado, e Léo também. Cada um colocou a

mão no ombro de seu Silva compartilhando de sua emoção.

— Pronto filha, já passou, eu estou é ficando um velho chorão. Acho

que você tem uma resposta a dar para esses caras agora.

Nininha se afastou de seu pai, com isso Léo e Dane também tomaram

espaço e com o sincronismo que tinham, se ajoelharam juntos em frente a ela,

cada um com uma caixinha linda na mão. Como a que veio o cordão que lhe

deram.

Com as mãos no rosto sem acreditar no que acontecia na cozinha de

sua casa, Nininha dava uns pulinhos de alegria. Em nenhum livro em que leu,

achou uma cena como está. Era seu conto de fadas. E estava prestes ao seu

felizes para sempre.

— Então amor, você aceita ser nossa esposa para sempre? —


Perguntou Dane.

— Nossa esposa e é claro, mãe dos nossos filhos... Nós juramos

princesa, honrar você e nossa família para sempre. E aí? Vamos viver nosso

poliamor, com as bençãos de seu pai e de Deus, já não precisamos de nada

mais... — Dizia Léo.

— Ah, precisamos sim... — Virou Dane dizendo para Léo.

— Do quê, brother?

— Do sim dela... E aí amor, você nos aceita como seus maridos?

O ar estava faltando, a cozinha estava mais quente que o normal.

Nininha só ouvia as batidas de seu coração, mas tinha quase certeza que se,

se empenhasse um pouquinho, daria para escutar os outros três corações ali

presente. Sem querer esperar mais e sem nenhuma dúvida. Nininha gritou a

resposta se atirando nos dois homens que amava, caindo sobre eles e beijando

suas faces tirando sorrisos de felicidade de cada um.

— SIM…SIM...SIMMMMMM... “SIMZÃO”.

Seu Silva assistia tudo com a maior alegria. Era o que queria, fazer

parte mesmo que fosse como espectador da felicidade de sua filha. E ali

estava na primeira fileira. Não tinha como não chorar, ele ria, mas seus olhos

lacrimejavam.

— Nininha minha filha, você vai acabar matando os noivos antes de

casar. Levante daí, tenha modos. — Disse brincando.

Ela se levantou, logo depois Léo e Dane também. Com os três em pé

ela mostrou sua mão direita para que eles colocassem o anel. E foi quando

Dane terminou de vestir o anel no seu dedo e Léo começou a deslizar um

outro, que ela entendeu o porquê de duas caixinhas. Os anéis se encaixavam e

se formavam um só, lindo. O de Dane, era ouro com seu nome gravado ao

lado de um símbolo do infinito na parte de dentro. O que Léo encaixou

depois, era ouro branco, também gravado com seu nome e o símbolo do


infinito. Ela ficou ali, namorando sua mão com a representação por um anel

de compromisso, do pedido de casamento feito por eles. Agora não eram

mais namorados e sim noivos. Ela beijou cada um nos lábios e dizia

repetidamente que os amava. Sem graça, Dane tentou lembrá-la que seu pai

ainda estava por ali.

— Meu Deus, gente terminem de arrumar a cozinha e lavar a louça,

pois eu preciso ligar para as meninas agooooraaaaa..... — Disse Nininha

correndo para seu quarto onde estava seu celular.

Dane e Léo se entreolharam e se abraçaram como se parabenizassem

pelo pote do fim do arco íris que encontraram juntos.

Seu Silva ainda sentado na cabeceira da mesa, os olhava e tentava decifrar

seus movimentos. Claramente pode perceber a felicidade transbordando por

eles, e a cumplicidade curiosa que tinham entre si. Eram caras bons. Ele se

daria bem com seus genros, com certeza.

— E aí, acho que uma ocasião dessas pede um brinde, o que acham?

Ainda tenho mais um tinto desses. — Falou alegre e convidativo seu Silva.

— Valeu sogrão, quer dizer posso chamá-lo assim né, ou de papai o

que acha? — Dizia empolgado Léo ao som da risada de Dane.

— Nada de papai, Léo. Mas, sogrão soa bem.

— Cadê o vinho meu sogro, depois dessa preciso de mais um pouco

de álcool. — Falou Dane se deixando cair sentado na cadeira.

Da cozinha ouvia-se os gritos de Nininha falando com as amigas.

Os rapazes e seu sogro batiam papo e viravam a garrafa de vinho.

A intimidade se fez entre os três, era sogrão pra cá, meu genro pra lá, meu

sogro pra cá. Uma beleza. O álcool ajudou é claro. Mas se via ali o início de

uma grande amizade. Cada um daqueles homens desejavam a mesma coisa, a

felicidade de Nininha, então sendo assim o entendimento era uma questão de

tempo.


Algumas boas horas depois Nininha sonolenta veio na sala pela

terceira vez chamar seus noivos para dormir. Encontrou os dois ainda de

conversa com seu pai. Já estavam bebendo cerveja, e os três na boca do

palhaço.

— Pronto chega, já passou da hora do senhor ir pra cama pai. Tô

começando a achar que esses dois são má companhia para você. Vem.

Ao tentar ajudar seu pai a levantar para levá-lo ao quarto, Nininha foi

puxada por trás pelo Léo. Acabou caindo sobre ele e Dane que dividiam o

sofá de três lugares. Não contente Léo começou a fazer cócegas na barriga

dela enquanto Dane a segurava. Seu Silva ao invés de ajudar achava graça da

brincadeira.

Milhões de risos depois e quase uma calcinha mijada, ela conseguiu se livrar

deles.

— Vocês estão demais, acho bom todo mundo ir para cama agora se

não mudo de ideia quanto ao meu sim, heim.

Assustado, Dane se levantou e mesmo trôpego conseguiu colocá-la

sobre o ombro. Deu boa noite ao sogro pedindo linçenca, dizendo que ia

dormir.

Léo ao ver a cara de espanto do sogrão, foi logo tentando amenizar as

coisas.

— Sogrão, não liga não, eles são assim mesmo. É só brincadeira.

Bem, o senhor precisa de ajuda para ir para cama?

— Eu lá preciso de ajuda de homem para me botar na cama? Vejo que

ainda não conhece seu sogro.

— O senhor me interpretou mal... Mas então tá... Vou me retirar

também, até amanhã sogrão. — Disse Léo e no final tascou-lhe um beijo no

início de careca que seu Silva tinha.

— Ora seu puto... Vou te pegar... — Vociferou seu Silva saindo da


poltrona com dificuldade.

— Boa noite sogrão! — Gritou Léo do corredor.

— Boa noite, meu genro! — Respondeu voltando a se sentar na

poltrona rindo deles e dele mesmo. E pensando em voz alta disse. — Eu

posso me acostumar com isso.

No quarto apertado de Nininha havia um colchonete no chão e uma

cama de solteiro. Como Dane chegou primeiro deitou na cama com ela. Léo

resmungou e tentou se apertar com eles na pequena cama. Sem sucesso, seria

impossível. Puto se levantou e resolveu tomar um banho, viu que seu Silva já

havia ido se deitar. Escutava seu ronco do corredor.Voltou para o quarto e viu

na cama Dane aninhado nas costas de sua princesa dormindo pesado. Ela

estava de olhos fechados. Ao escutar o fechar da porta, ela abriu os olhos e o

encarou. Linda sua princesa, o que ele fez para merecer ele não sabia, mas

seria eternamente grato. Foi até ela e lhe beijou nos lábios, mesmo não sendo

a intensão o beijo foi esquentando. Ele terminou e se afastou ainda a olhando.

Deitou no colchonete e lhe disse boa noite.

Deitado de barriga para cima, com um braço sobre os olhos, passava

pela cabeça dele os acontecimentos deste dia. E de todos os momentos, o sim

dela foi o mais importante. Até agora... Quando ele começou a sentir uma

língua abusada no cós de sua box e um puxar do lençol para o lado. Se

fazendo de inocente, fez que nem estava sentindo. Nininha se acomodou

entre suas pernas e pôs a boca sobre seu pau mesmo com o pano da box entre

eles. Léo não conseguiu reprimir um gemido baixo.

— Shiiii garotão, você não vai querer acordar seu sogro.

— Não... Não mesmo.... Aaaaaaa... Continua amor, continua.

Nininha obedeceu, aproveitou e baixou a cueca fazendo seu pau

saltar. Recebeu esse pau volumoso e duro em sua boca salivante. Chupou até

a base o quanto pôde deixando Léo com a difícil missão de se manter em


silêncio. Na penumbra do quarto enquanto um de seus amores dormia

profundamente ela cuidava de dar prazer ao outro amor de sua vida. Tanto

ela, quanto ele, estavam loucos de tesão. Nininha segurou seu pênis firme e

chupou seu saco e a linha abaixo dele fazendo Léo se contorcer de prazer.

Voltou a abocanhar aquela cabeça inchada e deslizar os lábios pelo corpo

cheio de veias até o talo. Sentindo a garganta de Nininha pressionar a cabeça

de seu pau, Léo não se aguentou, gozou forte até a última gota, quase tirando

sangue de seus lábios da mordida que segurava seu gemido.

Nininha quase se engasgou com a volúpia de Léo, mas engoliu tudo o

que ele lhe dera. Quando foi se retirando para ir para sua cama, ele a deitou e

montou sobre ela.

— Você acha que vai aonde, gatinha safada? Daqui você só sai depois

de matar a minha sede.

— Léo, pelo amor de Deus, meu pai dorme no quarto da frente não

podemos fazer barulho.

— Ok isso eu já entendi, agora você que se vire. — Léo a respondeu

descendo por seu corpo e retirando a calcinha e o shorth que vestia com as

mãos e a boca.

Voltou com os lábios por suas pernas beijando até chegar em sua

buceta que já estava alagada. Léo chupou e chupou seus lábios vaginais como

a bala mais saborosa de sua infância. Nininha realmente se virava em tentar

não fazer nenhum ruído. O que foi quase impossível quando ele alcançou seu

broto inchado e se dedicou, ela quase gritou. Suas mãos subiam por dentro de

sua blusa e apertava seus seios possessivamente.

Seus bicos eram arodeados na ponta dos dedos dele como bem quisesse.

O prazer era seu algós e o orgasmo seu salvador. Colocou seu dedo

na boca mordendo para não gritar e quando sentiu o palpitar de seu clitóris no

estouro de seu clímax, surfou nas ondas repetidas do orgasmo que Léo lhe


deu se alimentando de sua buceta.

Mais calmos e abraçados no colchonete, Nininha não parava de olhar

seu anel de compromisso. Lembrar as palavras que foram ditas naquela

cozinha tanto de seu pai como de seus homens, fazia se sentir a mulher mais

amada do mundo.

— No que você está pensando?

— No quanto eu sou amada e sortuda.

— Sortuda eu não sei, mas amada com certeza. E eu e Dane junto

com seu pai vamos provar todos os dias nosso amor por você.

— Eu te amo, meu príncipe.

— Eu também, princesa.


Capítulo 47: Afinidades.

Era alta madrugada quando Dane ao se mexer na cama não

sentiu o corpo quente de sua menina. Inquieto, abriu os olhos e na escuridão

do quarto a procurou. Se sustentando nos braços e esticando a cabeça, a

encontrou dormindo feito um anjo nos braços de seu amigo sobre o

colchonete no chão.

Sua inquietude logo passou, estava segura. Os braços de seu amigo era uma

extensão dos seus. Voltou a se acomodar na cama, agora de barriga para

cima. Ainda estava meio tonto pela bebida, mas não a ponto de se sentir mal.

Perdendo o sono, se pôs a observar o pequeno quarto em que dormia.

Apesar da escuridão, batia nas paredes a luz da lua o que lhe permitia, agora

que seus olhos se acostumaram com a pouca luz, ver detalhes que antes não

havia percebido.

Além da cama de solteiro com armação de ferro rosa, havia também

uma penteadeira que combinava e um armário que era branco. No teto um

ventilador e uma pequena constelação de estrelas, luas e outros astros

brilhantes. Sorriu ao ver isso. Não era um quarto infantil, mas romântico,

feminino.

Havia nas paredes alguns quadros, uns de fotos e outros que pareciam

pinturas de paisagens, fez uma anotação mental para de dia ver de perto e

tirar a dúvida se seriam de autoria de sua noiva.


Noiva.

Essa palavra surgiu em sua mente e se multiplicou, fazendo mudar o

foco de seus pensamentos. Rebobinou o tempo para o dia em que a conheceu

e reviveu os acontecimentos que os fizeram chegar até aqui. Como sua vida

mudou em alguns meses, e como sobreviveu antes sem sua menina. Agora,

sua noiva.

Sentia um amor que não cabia no peito. Olhou novamente na direção dela e

seu amigo abraçados dormindo. Sentiu-se feliz e sentia necessidade de fazêlos

felizes também, faria de tudo para isso.

Espreguiçando-se virou de lado para parede, ainda com os

pensamentos a mil. Passou por sua cabeça agora o momento em que seu Silva

abriu seu coração e lhes concedeu a permissão de casar com sua filha.

Permissão essa que era certa, ao seu ver, já que o coração de seu sogro ia

onde o dela fosse. Sábio seu Silva, ele sabia que ela entregou seu coração

para eles e conhecia sua filha o suficiente para saber que não estava agindo

impulsivamente, e sim levada por um sentimento puro, verdadeiro e maior

que ela. Não haveria dúvidas que esse pai, estaria do lado dela sempre, e não

agia para provar nada à ninguém, a única responsabilidade que ele tinha era

ver sua filha feliz. Dane viu em seus olhos a felicidade que ele sentia ao vê-la

sorrir.

Porém, Dane nem Léo ousariam pensar que foi tudo fácil demais.

Pelo contrário, sabiam que teriam que conquistar a confiança de seu sogro

todos os dias e, com o tempo, provar para ele que são os homens certos para

cuidar de Nininha e fazê-la feliz.

Quase relaxando após tanto pensar, sentiu uma mão quente deslizando

de sua cintura até o seu peito. Parou na altura em que seu coração batia.

Sentiu o corpo de sua mulher se aconchegar atrás do seu e o hálito quente

dela na curva de seu pescoço.


Sorriu.

Nininha lhe deu um aperto como podia nessa posição e ao sentir o

compasso acelerado do coração dele o questionou sussurrando em seu

ouvido:

— Nossa amor, seu coração está acelerado. Está bem?

Segurando a mão dela sobre seu peito, entrelaçou seus dedos nos dela

e ainda de olhos fechados só sentido a quentura de seu corpo, sorriu e

murmurou:

— Uhumm... Estou, agora bem melhor. E ele sempre bate assim,

descompensado ao pensar em você, sobre você e ao seu toque.

Jogando uma perna por cima do quadril de Dane, ela se aproximou

ainda mais de seu corpo, se roçando em suas costas como um bichinho

manhoso. Beijou sua nuca cheia de dengo e foi dizendo:

— Com certeza você diz isso para todas...

Ao ouvir às palavras dela, Dane repentinamente se virou sobre ela a

surpreendendo e se encaixando por cima de seu corpo por entre suas pernas.

Segurou seus pulsos sobre a cabeça dela, o que a permitiu fechar as mãos se

segurando no ferro da cama. Apesar de assustada já estava excitada com o

clima febril que se transformava toda aquela conversa ao pé do ouvido.

Seu rosto acima do dela, olhos nos olhos, na face de Dane uma mistura entre

fúria e desejo.

Nininha sentiu os joelhos dele afastando ainda mais as suas coxas, o

deixando bem próximo ao seu sexo que estava ainda livre desde que Léo a

saboreou. Nininha sentiu seu corpo começar a formigar, daquele jeito que a

deixava louca. Mas ainda não compreendia esse ato repentino de Dane, até

que ele falou entre os dentes:

— Nunca mais duvide das minhas palavras em relação a você… —

Pausou e a beijou, chupou seu lábio superior e continuou a falar. — ...Nem ao


nosso relacionamento. Nunca nenhuma mulher tomou qualquer espaço no

meu coração e nos meus pensamentos. Até você chegar. Você é a única dona,

soberana tanto de meus pensamentos quanto do meu coração. As palavras

que digo a você, são únicas.

A beijou novamente, terminando com uma mordida em seu lábio

inferior. Dane abaixou seu shorth, com uma mão enquanto a outra mantinha

prendendo os pulsos dela, livrando seu membro muito vivo e pulsante,

sentiu a cabeça que já estava melada ir de encontro com as carnes macias,

úmidas e já expostas de sua mulher.

— E eu que achei que teria sorte por ter chegado primeiro ao quarto e

dormir ao seu lado. Vejo que Léo se divertiu antes de dormir. — Disse ele ao

sentir que ela estava sem calcinha.

— É... Você dormiu... — Nininha sorriu dizendo insinuante.

Mas Dane não estava para brincadeira, direcionando seu pau na

entrada de sua vagina a fez abrir a boca soltando um "Ooo" contido ao sentir

a espessura tensa abrindo espaço em seu canal escorregadio e fervente. A

princípio lento, e após a inchada cabeça passar pela borda da entrada de sua

vagina, uma estocada dura e profunda, seguida de uma rebolada saliente a

fez se contorcer. Ainda bem que Nininha se segurava ao ferro da cama,

porque o que veio a seguir, tomou proporções gigantescas. Sob o domínio do

corpo e do olhar de Dane, Nininha foi possuída literalmente. Não conseguiu

abrir a boca para falar que tinham que ter cuidado com o barulho.

Dane se metia dentro dela sem tirar os olhos dos seus, a não ser vez ou outra

quando ele mesmo queria esconder um gemido beijando em sua boca. Às

vezes, mordia seu pescoço e linha do queixo. Estava focado em tomar sua

noiva e provar para ela que era a única que o deixava assim, ensandecido.

Entregue, Nininha se doou ainda mais, abrindo-se o quanto podia para

dar acesso sem limites ao seu corpo que se transformava em massa mole sob


o dele. A cabeceira da cama começou a bater na parede e fazer barulho, não

tão escandaloso, mas no silêncio da noite poderia se escutar de fora do

quarto. O corpo de Nininha já não suportava mais segurar o prazer e os

gemidos. Não queria nem saber mais, se estavam ou não, fazendo barulho.

Chegaram naquele momento do sexo que só o que importa é o prazer. O ar já

não chegava ao seus cérebros para mantê-los conscientes. Todo o mundo

deles, no momento, se concentrava no movimento em que seus quadris

faziam. Como se fossem placas tectônicas se batendo, provocando terremotos

que se traduziam em seus músculos tremendo, ao receber enfim o que

buscavam numa explosão vulcânica que se transformou em orgasmo.

Dane caiu em cima dela respirando com dificuldade, sentindo seu

coração quase saindo pela boca. Levantou os olhos ao rosto dela e a

encontrou de olhos fechados, bochechas vermelhas, testa suada e um sorriso

no lábio. Ele abaixou novamente a cabeça e a acomodou entre seus seios

ainda com a blusa, coitados foram negligênciados, até agora. Dane fechou

cada uma de suas mãos em seus seios vultuosos e se pôs a descansar, ainda

sentindo os espasmos que a boceta dela fazia em volta de seu pau que

demoradamente voltava ao seu estado natural.

— Uau, bela maneira de ser acordado. Mas acho bom vocês torcerem

para meu sogro não ter sido acordado também. Que vergonha, Daniel, tsc...

tsc...tsc..., logo você o todo "vamos ser responsáveis enquanto estivermos na

casa do pai dela". — Disse Léo sonolento e gozador.

— Léo... Vai se fuder, tô sem forças para brigar. — Respondeu Dane,

rindo e mandando o dedo do meio para Léo que os observava do colchonete.

— Merda, Dane. Léo tá certo, será que meu pai escutou, que

vergonha, ele não merece essa falta de respeito. — Disse Nininha tentando

sair debaixo de Dane, ouvindo ele resmungando.

— Não me lembro de você preocupada uns minutos atrás e aliás tudo


o que ele quer é te ver feliz, e a sua cara é o reflexo da felicidade... — Dane

disse rindo a puxando para um beijo que foi retribuido.

— Culpada!!! — Disse ela entre o beijo sorrindo também.

Léo sorriu e se virou para tentar dormir novamente, estava exausto.

Nininha olhou Léo no colchonete e virando-se para Dane o puxou para ir para

lá também. Ela abraçou Léo por trás e logo Dane se aconchegou ainda com o

pau pra fora em suas costas. Nininha sentiu seu pênis semi duro e ainda

molhado de seus sulcos nas bandas de sua bunda, deu uma roçada nele, o que

lhe tirou um suspiro tenso.

— Depois não reclama danada… — Disse ele em seu ouvido lhe

dando uma leve mordiscada na orelha e retribuindo a roçada, segurando em

um de seus seios.

— Ei vocês dois, querem se aquietar. Se vão dormir comigo é melhor

pararem de sacanagem, não quero passar o dia recebendo olhar desconfiado

do meu sogro pelos barulhos deste quarto. — Susurrou Léo.

— Falou a gazela educada. — Zombou Dane dando um tapinha

amistoso no topo da cabeça de Léo.

Nininha segurava o riso e se aninhava ainda mais entre eles.

Os três se acalmaram e juntos no chão, sobre um colchonete e alguns lençóis,

dormiram o restante da madrugada.

O dia amanheceu e com ele veio uma manhã de céu azul e sol

brilhante. Seu Silva tomava seu café preto pelando, na varanda de sua casa.

Ao seus pés, estava Brutus resonando.

Ele já se afeiçoou ao cão, assim como aos seus genros. Balançando a cabeça

de forma negativa, seu Silva pensava que estava era ficando mole demais.

Esticou o pé sem o chinelo e com ele acariciou a cabeça peluda do animal.

Seu Silva não tinha o costume de extrapolar na bebida desde que

perdeu sua esposa. Tinha medo de virar uma fulga e por consequência se


tornar um vício. Ele não podia ter se dado ao luxo de se anestesiar diante da

perda, pois tinha a responsabilidade de continuar por sua filha. Porém ontem,

se deixou levar. Não achava que havia bebido tanto, a não ser pela dorzinha

fina que se instalou no alto de sua cabeça, e o fato de ter dormido que nem

pedra esta noite, pensou que misturar o vinho com as cervejas não foi tão

legal. Acreditava que o café preto forte e sem açúcar pudesse fazer passar um

pouco essa sensação de mal estar. Afinal, acordou disposto a organizar um

churrasco de noivado para sua filha no final de semana que se aproxima. E

talvez, com isso, convencê-los a voltarem para o apartamento só depois,

dando a ele a oportunidade de conhecer melhor seus dois genros.

Lembrando que deveria fazer uma limpeza nos seus equipamentos de

churrasco que havia anos sem uso, passou a pensar em quem convidar. É

claro que as amigas de Nininha estariam aqui, aliás ele poderia apostar que

daqui a pouco elas apareceriam por ali. Ele não tinha contato com algumas

pessoas de sua família e nem com a parte da família de sua esposa, então

restavam só os amigos. Mas e seus amigos, quais deles chamar.

Na verdade ele achava que só o fato dele considerar amigo, já era um pré

convite, mas seu Silva não era inocente e sabia que as pessoas se mostram

quando não aceitam alguma coisa e podem ser maldosos sem pensar em

consequências.

Detestaria ter que lidar com comentários infames e preconceituosos

sobre a situação de sua filha.

Passou um tempo ali a pensar sobre isso. Teria que encarar a realidade, a

partir de agora ele conhecerá seus verdadeiros amigos. Até porque estava

preparado para defender com unhas e dentes sua filha e seus futuros genros.

Optou por escolher da seguinte maneira, lembrou de quando assuntou sobre o

tema de poliamor. Então dosando as opiniões com os verdadeiros afetos que

tinha, sentiu quem ele compartilharia sua felicidade.


Sim. Sua felicidade. Pois não é uma felicidade para um pai, poder estar vivo e

ver sua filha encontrar o amor?

Em saber que ela é amada, adorada e protegida, não só por um, mas por dois

homens? Homens que através de suas pesquisas informais, não há nada que

manche suas histórias de vida. E melhor ainda, suas presenças não emitem

nenhum sentimento de descofiança e falsidade. Sentia verdade entre eles, a

mesma verdade que via de sua filha para eles.

— Bom dia sogrão!... Ainda posso lhe chamar de sogrão, né? Quer

dizer, nada mudou de ontem para hoje, nenhum problema. — Chegou Léo

cumprimentando seu Silva o surpreendendo e deixando confuso.

— Claro Léo, ainda sou o seu "sogrão". Mas por que a pergunta, eu

deveria ter mudado de opinião, aconteceu alguma coisa...

— Nada sogrão, eu é que sou assim, meio perturbado mesmo. Vejo

que o senhor acordou cedo, caiu da cama, alguma coisa o acordou? — Disse

Léo bocejando e se encostando na parede.

— Na verdade, acordo sempre muito cedo. Acabei de passar um

cafezinho, se quiser está na garrafa sobre a pia.

— Hum! Ótimo, quero sim, preciso dar um susto no álcool que ainda

corre em minha corrente sanguínea.

Ao voltar com sua caneca, Léo sentou na mureta que cercava a

pequena varanda observando seu Silva sentado em uma cadeira acariciando

Brutus que estava deitado aos seus pés. O cão ao ver Léo levantou o focinho

e balançou o rabo, mas preguiçoso, foi incapaz de levantar e ir fazer festa

para um de seus donos. Léo sorriu ao pensar que até Brutus buscava

aceitação do dono da casa.

— Então Léo, eu dormi feito pedra, aquela mistura de bebidas de

ontem não me caiu bem. Mas como disse, sempre acordo com as galinhas.

Mas e você, por que levantou tão cedo?


— Sabe seu Silva, aquele colchonete misturadas às horas de voo e aos

últimos dias de arrumação arrebentaram com minha coluna. — Engasgando

por ter nítida impressão que estava se queixando, e seu sogro poderia não

entender direito, tentou se explicar melhor — ... Bom, não que eu esteja

reclamando, mas é que esses últimos dias foram tensos.

— Sei, entendi. Então você acabou ficando com o colchonete?

Provavelmente por ter se retirado por último da sala. — Riu seu Silva.

— Foi sim, mas no fim acabamos dormindo os três no chão. — Léo

soltou com um sorriso insinuante. Quando se tocou, tratou de engolir o

sorriso com café quente queimando a lingua.

— Vocês. Deixaram. Minha. Filha. Dormir. No. Chão? — Falou seu

Silva pausadamente.

Léo engasgou com o gole de café que já estava na garganta e tentou

se explicar:

— É.... Sim, mas ela dormiu com a gente. É que já nos acostumamos

a dormir juntos... E foi difícil... Ter que dormir separados... E a cama é muito

estreita… E

— Ela dorme no meio dos doisss?!?!? — Seu Silva fez um tom

dramático e se movimentou na cadeira.

Léo levantou muito sem graça, sem saber o que dizer e onde enfiar a

cara.

— Seu Silva, é... Calma.... — Dizia nervoso.

— Eu tô brincando. — Disse seu Silva ainda sério.

Léo o olhou meio de soslaio, sem entender.

— Léo, eu tô brincando contigo, meu genro. É claro que eu sei que

vocês três dormem juntos. Prefiro não pensar na logística, mas não podia

deixar de ver essa sua cara assustada. — Disse seu Silva rindo.

Seu sogro havia lhe pregado uma peça. Ele mesmo quase se chamou


de gazela saltitante e saiu saltitando por aí. Respirou fundo e sentou

novamente bebericando seu café.

— Sogrão, tá me devendo uma.

Seu Silva sorria bem humorado da brincadeira que fez. E teve uma

ideia.

— Léo, quer comer algo?

— Não senhor, só mais tarde.

— Dane e Nininha ainda dormem?

— Estavam dormindo quando me levantei.

— Então tá, vá se trocar e vamos na rua comigo. Preciso passar no

mercado e no comércio e você me ajuda.

— Sim, senhor! — Disse Léo sem entender muito o que ele queria e

já se levantando.

— Vai se trocar homem, ou acha que vou andar ao teu lado com esse

calção de dormir.

Olhando para baixo viu o que estava usando, envergonhado levantouse

e foi até o quarto se trocar. Entrou com cuidado, pôs um jeans e uma t-shirt

e pegou sua carteira. Olhou para o casalsinho dormindo agarrado e deu uma

vontade de voltar a deitar com eles, mas não podia deixar de aceitar um

convite do sogrão. Achou melhor deixar um bilhete. Vai que seu sogro tinha

um álibi, uma cova e uma pá? Riu de si mesmo enquanto escrevia o bilhete.

Já no carro, seu Silva conversava animado sobre coisas do dia a dia, e

quando percebeu o amor por carros de Léo o assunto rendeu. Antes de chegar

ao mercado, ele comentou com Léo sobre querer fazer um churrasco no

próximo domingo, chamar alguns amigos e comemorar o noivado. Léo achou

ótimo, na verdade adorou a ideia.

— Mas você acha que Dane e Nininha vão gostar também?

— Acho que sim seu Silva, ainda mais em se tratar de um churrasco,


tínhamos até combinado de ir para uma churrascaria. E temos um ótimo

motivo agora, o noivado.

— Que bom, então precisamos antes de ir ao mercado, tratar de um

assunto muito importante.

— Posso saber qual é?

— Vamos passar numa loja de colchões e comprar um para o quarto

de Nininha. Não quero minha menina dormindo no chão enquanto vocês

estiverem em minha casa.

Paralisado, Léo não sabia o que pensar do que seu sogro disse.

Não sabia se sentia lisonjeado por ele estar tão disposto em agradar ou

assustado por pensar que ele ache que iriam ficar na casa dele por muito

tempo. Mesmo com cama de casal, não ficariam totalmente a vontade com

sua princesa na casa de seu sogro.

Vendo Léo sem expressão, branco feito leite, seu Silva deu uma

risada e disse:

— Te acalma rapaz. Isso não quer dizer que vocês vão morar na

minha casa. Só significa que quando precisarem, terão algum conforto. Não

nasci ontem, sei que um relacionamento precisa de privacidade. Ainda mais

um com três pessoas. E bom, pensei em vocês ficarem até o churrasco pelo

menos. São só mais três noites, e Brutus está tão bem no quintal. Também

estou sempre tão sozinho, e com essa ida de Nininha para ficar com vocês,

fiquei ainda mais. Ontem com tudo o que aconteceu, vocês de certa forma,

deram vida a minha casa, gostei disso. Quero aproveitar um pouco mais.

Respirando melhor, agora que entendeu os motivos de seu sogro, se

pôs em seu lugar e compreendeu completamente. Que homem maravilhoso

era seu Silva, não podia deixar de dar-lhe este gosto. E melhor de tudo foi

saber que mesmo em apenas uma tarde e noite, o fez desejar estar com ele e

seu amigo por mais tempo. Léo desejou realmente que essa convivência fosse


de muito respeito e companheirismo.

— Ufa!! Meu sogro! É a segunda vez que o senhor me prega uma

peça, estou anotando (risos) Entendi agora o que o senhor quer e acho justo,

não só porque quero fazer suas vontades para lhe agradar, mas sim porque

tanto eu quanto Dane queremos lhe provar que o senhor não está perdendo

uma filha, e sim ganhando mais dois filhos... E com o tempo, quem sabe

netos...

Seu Silva já estava estacionando o carro enquanto ouvia o que Léo

dizia. Quando Léo terminou de falar, ele estava se virando e ouviu as últimas

palavras olhando em seus olhos.

Desde sempre seu Silva aprendeu a reconhecer uma verdade dita através dos

olhos. Como policial isso se aperfeiçoou com tempo e com isso ele podia

dizer que o que ouvia de sua boca havia veracidade.

Emocionado, seu Silva não disse uma palavra, respondeu num único gesto.

Puxou Léo para um abraço, aceitando a oferta de braços abertos.

Sem jeito, Léo retribuiu o abraço compreendendo a importância desse

gesto. Seu coração se sentiu em paz, ali se fechava mais um laço. E para não

perder a gaiatice de sempre, e seu sogro ir se acostumando, fez um

comentário brincalhão:

— Tá certo sogrão, mas tá bom de abraço... Quem passar e ver nós

dois assim, vão pensar que somos namorados.

— Eu não me importo com isso, e não tenho culpa se abraçar a um

homem de verdade afeta sua masculinidade, a mim não afeta. Muito menos a

opinião dos outros. Você deveria trabalhar mais sua autoconfiança, meu

genro.

Abismado com o tom de sacarsmo de seu sogro e, em como tão bem

saiu de sua brincadeira, jogou a cabeça para trás no encosto do carro rindo e

assistiu seu Silva sair do carro o olhando como se ele fosse um doido.


— Como é? Vai ficar no carro ou me ajudar com as compras? —

Disse seu Silva ao lado da porta do carona.

Saindo do carro ainda rindo, Léo bateu a porta dizendo:

— É sogrão, mais uma, tô só contando.

Foram andando para a entrada do mercado, Léo pensando no como

seu sogro pode ser sacana e seu Silva com ar de quem não entendia do que

ele ria.

Acabaram fazendo compras para o churrasco antes de ir na loja de

colchões. Eles estavam bem a vontade um com o outro.

Na hora de passar as compras no caixa, Léo insistiu em pagar, seu Silva não

queria, mas Léo fez tanta questão que dividiram a conta.

De lá foram em uma loja de colchões e juntos escolheram um colchão box de

casal simples com um conjunto de lençóis e endredon, ainda tiveram sorte,

pois o gerente garantiu a entrega para antes das 18:00. Novamente na hora da

conta, seu Silva queria pagar sozinho dizendo que era sua casa e sua ideia,

porém Léo insistiu em dividir a despesa. E ainda disse que dividiram por três,

já que Dane também era um interessado. Mas Léo fez isso apenas para

diminuir o valor para seu sogro, não queria que ele gastasse sua

aposentadoria com eles.

Terminando e voltando para casa, Léo estava bem contente com tudo

o que aconteceu e como as coisas iam com o pai de Nininha. Mas estava um

pouco preocupado em como seu amigo e noiva iriam encarar todas essas

ideias de seu sogro o churrasco para o noivado com alguns convidados, um

colchão de casal que vai chegar ainda hoje e principalmente o fato dele

querer que eles três fiquem por mais uns dias em sua casa. Fora isso, a

afinidade que nascia entre eles era muito bem aceita.

A inclinação que temos em se dar bem com algumas pessoas mais do

que com outras, se dá através de afinidade. E as afinidades se dão por vários


motivos, semelhanças de gostos, opiniões, interesses, simpatia. Há os que

tendem a achar que quando se conhece uma pessoa e a afinidade é imediata

deve ser porque já se conheciam de outras vidas. Porém, mais importante do

que explicar tamanha reciprocidade é poder viver essa sintonia.

Não precisamos de tempo para mostrar que gostamos, se temos uma valiosa

oportunidade de encontrar pessoas cujo temos uma proximidade de modo

súbito, o melhor a fazer é aproveitar.

Após ler o bilhete que Léo deixou sobre a penteadeira do quarto,

Dane foi ao banheiro e encontrou sua menina escovando os dentes. Ele se

encostou no batente da porta e ficou a olhando, enquanto ela o olhava pelo

espelho.

— Bom dia, meu amor!

— Bom diaaa? Boa tarde, você quer dizer, né? — Respondeu ela,

após terminar a escovação e enxugar a boca.

— É verdade, início da tarde. Viu o bilhete de Léo? — Disse Dane

após receber um beijo dela nos lábios e seguindo para pia.

— Vi sim, você não achou estranho?

— Não, por quê? — Disse ele, com os dentes já cheios de pasta.

— Sei lá, vocês se conheceram... Não tem nem um dia e logo de

manhã eles saíram juntos sozinhos para fazer sei lá o que...

Terminando de escovar os dentes e agora lavando o rosto, Dane

perguntou zombando:

— O que você está pensando? Que seu pai foi dar um sumiço em Léo

e depois vem para cá fazer o mesmo comigo?... — Foi até ela, a agarrou pela

cintura e foi puxando para dentro do banheiro dizendo entre beijos. —

...Então acho melhor aproveitar meus últimos momentos numa ducha quente

enquanto eu te fodo por trás... O que você acha?

Arrebatada pela pegada de Dane e seus beijos frescos da pasta de


dente, Nininha foi se derretendo até chegar no box, e já se imaginava

gemendo enquanto ele optava em meter em seu ânus ou sua buceta. Mas

lembrou que seu pai podia chegar a qualquer momento e como este era o

único banheiro da casa, seria difícil disfarçar.

— Não Dane, para, para Dane... Não podemos... aaaaaaa... Dane!?...

Respirando fundo e tentando acalmar seu amigão lá em baixo, Dane

assentiu e deixou ela escapar de seus braços.

— Tudo bem, você tem razão... E bom, quanto ao Léo ter saído com

seu pai, isso só prova o quanto foi verdadeiro o que passamos ontem. É claro

que é muito cedo para ter certeza de muita coisa, mas, nós e seu pai, temos

muito em comum.

Ela o olhou desconfiada e foi para cozinha. Dane foi atrás.

— É sério!!! Você já me conhece e sabe que não tiro conclusões

precipitadas. Porém, tenho que dizer que mesmo se tirarmos você da

equação, nós três teríamos nos dado bem como amigos. Descobrimos ontem

muitas coisas em comum, existe uma certa harmonia, reconhecimento, parece

que nos conhecemos há muito tempo. Sei lá.

— Tá, eu sei o nome disso "vinho com cerveja" harmonia completa.

— Disse Nininha sarcástica.

— Poxa amor, é sério, senti isso e acho que Léo também. Enfim, Léo

e seu Silva devem estar bem juntos.

— Espero. Quer café?

— Café e um beijo... — Retrucou Dane fazendo biquinho.

— Só um beijo??? — Falou Nininha se abraçando a ele e o beijando.

Durante o lanche que faziam após acordarem tarde, escutaram o carro

entrando na garagem e os latidos de Brutus. Nininha correu para porta para

receber seu pai e seu outro futuro marido, já estava com saudades. Da mesma

maneira que não conseguiu dormir sem estar com os dois na noite passada,


acordar sem um deles era ruim também. Ela desceu os dois degraus que a

afastavam da garagem e foi direto abraçar Léo quando ele saia do carro. Seu

pai ficou olhando surpreso.

— Nossa minha filha, o que foi isso? Está tentando ter certeza, de que

te trouxe ele inteiro? Não confia em seu pai?

— Ai papai, é que acordei e não o vi.... Senti saudades, uê!

— Humpft! Já que está aqui, nos ajude a retirar as sacolas da mala. —

Disse ele.

— Pode deixar sogro, eu e Léo ajudamos. — Falou Dane entrando na

garagem.

— Boa tarde Dane, dormiu bem?

— Sim, sim, e o senhor?

— Como uma pedra, aquela mistura de ontem me nocauteou. Mas

mesmo assim, acordei cedo e cheio de ideias.

— Ideias ?

— Sim, vamos falando enquanto levamos essas coisas.

Arrumaram às compras enquanto Dane e Nininha curiosos pela saída

dos dois, os questionavam. Seu Silva disse então da ideia que teve sobre o

churrasco de noivado e sobre o colchão. Dane e Nininha adoraram a ideia do

churrasco e mais ainda, viram com isso o quanto seu Silva estava realmente

contente. O fato dele querer festejar e falar com amigos os fizeram ter certeza

de que ele aceitou de coração o amor deles. Mais uma vez Nininha se sentia

emocionada com esse pai fabuloso e Dane privilegiado por ter um sogro com

coração grande. Porém, o fato de comprar um colchão de casal, eles acharam

desnecessário, até porque não iriam dormir por lá muitas vezes. Mas seu

Silva com todo jeitinho falou, falou e assim como com Léo os convenceu.

Fizeram juntos um almoço rápido e comeram.

Os homens decidiram desmontar os móveis do quarto de Nininha para


dar espaço para o colchão que estava para chegar. Nininha ajudava como

podia, mas apesar de feliz por ver os três homens de sua vida se entrosando

muito bem, sentia uma pequena tristeza ao ver sua cama rosa sendo

desmontada.

Saiu do quarto para buscar uma garrafa d'água, sem notar que seu pai

percebeu seu olhar meio triste. Ele foi atrás dela e chegando na sala antes de

entrarem na cozinha a surpreendeu com um abraço.

— O que foi pequena, esse olhar caído não combina com o outro

brilhante desde de que chegou. Algo diferente aconteceu?

Retribuindo o abraço do pai, Nininha sensibilizada por sua

preocupação e também não querendo que ele se preocupa-se ainda mais, foi

tratando de se explicar.

— Está tudo bem pai, é que ver meu quarto sendo desmontado me fez

lembrar da minha adolescência e de como eu te perturbei para comprarmos

este conjunto, era um sonho, e... Sei lá me deu um aperto no coração.

— Mas filha, as coisas mudam diante das decisões que tomamos, até

às pequenas coisas. Este quarto já não combina com a nova vida que você

escolheu. Eu sei que me preciptei em comprar o colchão, deveria ter falado

contigo antes, mas é que me deu uma certa euforia e medo ao mesmo tempo.

Se você quiser, devolvo o colchão e deixamos seu quarto como está, mas fiz

isso diante a certeza de que vai casar, quero ter um lugar apropriado e de

certa forma confortável para receber vocês. Isso porque quero e preciso que

vocês venham muitas vezes para cá ficar comigo e como você já havia

mencionado que a ideia é irem morar longe da cidade, imaginei quando

viessem ao Rio teriam onde ficar. Ontem foi realmente uma noite muito

agradável, soube escolher bem seus homens. Teem bom caráter, respeitáveis,

amorosos, bem humorados, inteligentes. Homens com H maiúsculo como diz

sua amiga Bruna. Sabe, Léo hoje me disse uma coisa que se encaixa muito


bem com um sentimento que está crescendo em mim, ele disse que eu não

estava perdendo uma filha e sim ganhando mais dois filhos. E quero isso,

estou aberto para isso. Minha pequena, eu te amo demais e você tá "linda" de

saber disso, posso estar metendo os pés pelas mãos, mas é tudo com boas

intenções. Quero que eles se sintam a vontade de vir aqui, quero que eles

gostem de mim... Tá bom, eu sei, sou um velho tolo, mas minha intenção era

te agradar e a eles, e, como disse, se você prefere deixar o quarto como estava

por mim tudo bem.

— Pai, pelo amor de Deus, quando o senhor vai entender que o fato

de eu me casar e morar em outra casa não significa que o senhor não fará

mais parte da minha vida. E me desculpa, eu realmente fiquei abalada por ver

minha caminha rosa ser desmontada, mas por outro lado, saber que o senhor

teve essa preocupação me deixou muito feliz. Ver o senhor interagindo tão

bem com os homens que escolhi para minha vida é fantástico. Eu não sei o

que fiz a Deus para merecer três homens maravilhosos assim, mas serei

eternamente grata.

Em um abraço ainda mais apertado do que o primeiro, o entendimento

entre pai e filha se fez mais uma vez. O amor os rodeava e selava a conversa

sem palavras.

Foram retirados desse clima pelo soar da campanhia. Nininha disse ao

pai para levar a garrafa d'água e ela iria atender a porta.

— Lary, Bruna??

— E você achava que nós não íamos passar aqui para ouvir da sua

boca o que nos falou por telefone, mensagem e áudios? — Dizia Lary

Rindo da bobeira de Lary, Nininha abriu a porta para elas passarem.

Notou que Bruna estava meio calada, até demais. Estava até meio triste,

pensou Nininha. Entraram e se sentaram na sala, eufórica Lary fazia milhares

de perguntas dos tipos, como foi o pedido, e o anel, o que seu pai disse...


Queria saber tudo palavra por palavra, mesmo ela já tendo falado por

telefone. Bruna continuava quieta, comentava coisa ou outra, mas nada que

fosse como ela geralmente fazia. Isto já estava incomodando Nininha. Até

que ela não aguentou mais e questionou.

— O que foi Bruna, está acontecendo alguma coisa com você que eu

não sei, por que está com cara de quem comeu e não gostou?

— Ah, Nininha deixa ela pra lá... — Quem respondeu foi Lary.

— Nada disso. Ela é minha amiga e se algo esta a incomodando eu

quero saber.

Levantando do sofá e colocando as mãos na cintura, Bruna disse

exasperada:

— Tá bom Nininha quer saber, eu estou meio triste mesmo. Achei

que a única de nós a casar seria Lary, e você acabaria se rendendo a vida de

solteira e juntas íamos ganhar o mundo. Quando você se envolveu com esses

dois, achei "pronto, já está se entregando a luxúria, falta pouco", mas agora

você vem com essa coisa de poliamor, casamento e felizes para sempre.

Daqui a pouco é Lary e eu vou perder minhas duas chaveirinhas.

Lary e Nininha olhavam Bruna atônitas com suas palavras. Mas ao

invés de se compadecerem de sua amiga, riram alto da cara dela. Elas se

levantaram para agarra-lá e trazê-la de volta para o sofá, coisa que foi difícil

porque ela se defendeu por estar chateada de ter suas amigas rindo dela. Duas

contra uma, foi fácil caírem no sofá juntas.

— Bruna sua vaca, nós nunca deixaremos você, mesmo que você

fique para titia. — Disse Nininha.

— E quem disse a vocês que eu vou ficar para a titia? Meus amores,

eu vou ficar é para os titios, só não quero me amarrar como vocês.

Como sempre Bruna não perdia a oportunidade de levantar a bandeira

dos solteiros. Suas amigas entendiam esse jeito dela de ser, afinal cada um


tinha o direito de ser como quisesse.

Mas o fato dela achar que Nininha seria uma possível seguidora de seus

passos, às fizeram rir. Entre risadas e cutucadas passou algum tempo. Dentro

do que conversaram entraram num acordo, poderia acontecer o que fosse nas

suas vidas que haveria sempre uma noite das meninas. Contudo Bruna voltou

a ser novamente quem era, e continuou a alfinetar a vida de suas amigas.

Ao lembrar que os homens estavam no quarto desmontando as coisas,

Nininha disse que iria lá. Bruna e Lary foram também. Não queriam perder a

interação entre sogro e genros. No fim o colchão chegou e elas acabaram

ajudando a amiga na arrumação.

Já era noite quando Lary disse que iria embora, mas seu Silva pediu

que ficassem para o jantar. Durante o tempo em que jantavam as meninas

falavam sobre os preparativos do casamento. Nininha dizia que não queria

nada pomposo, mas suas amigas enchiam sua cabeça com um monte de

ideias que não condiziam com seus desejos. Os seus, agora noivos,

perceberam e logo mudaram o assunto. Assunto que seu Silva desviou para o

churrasco de noivado. As meninas resolveram que teriam bolo e docinho,

além das batidas que Bruna fazia. Às horas foram passando e as amigas

foram embora.

Na sala Nininha e seus noivos assistiam jornal com seu pai.

O cansaço foi batendo e com a desculpa de que teriam que ir ao apartamento

no outro dia de manhã, pediram licença ao seu Silva e foram para o quarto.

Agora o quarto estava bem mais aconchegante, aquela cama box fez uma

diferença.

— Me lembre de agradacer ao meu sogro a grande ideia de comprar

esta cama. — Disse Léo todo espaçoso na cama.

— Vai pro seu lugar, seu puxa saco. — Falou Dane.

— Eu?? Puxa saco?? E você: "pode deixar que eu e Léo ajudamos o


senhor" — Retrucou Léo, zombando de Dane.

— Léo vai a merda, aliás, você pôs comida para o Brutus?

— Não, seu Silva já tinha cuidado dele.

— Ah, tá... Ele gostou mesmo dele né?

— E Brutus dele.

— E... Ele gostou da gente também não é? — Perguntou Dane meio

sem jeito, aproveitando que Nininha ainda estava no banheiro.

Léo sentou na cama e encarou o amigo de pé encostado no guarda

roupa, ele esperava Nininha voltar para deitar depois dela.

Viu em seu rosto que sua pergunta era séria e então respondeu:

— Dane, não podemos ter certeza de nada, só do que sentimos. E o

que eu sinto é que fomos aceitos por ele, e não só por conta de Nininha, sim

por nós mesmos. Nosso sogro é um grande homem e muito sábio. O pouco

que vi dele sinto que não sabe fingir, assim como nós. E senti também que ele

viu em nós, um pouco dele. Temos muito em comum, e acredito que nossas

afinidades só tendem a crescer. E o que nos une nisso tudo é o amor que

temos por nossa Nininha. Irmão, não entendo o por quê, mas os astros

conspiram ao nosso favor, temos é que fazer valer a pena. E sabe como

vamos retribuir todo esse afeto gratuito que seu Silva nos dá?

— Netos?

— Sim, netos. — Respondeu Léo, caindo de novo na cama com um

braço sobre os olhos, já imaginando seus pimpolhos. — Ah Dane, a cada dia

que passa cresce mais essa vontade de povoar essa terra com vários

Leozinhos e Danezinhos...

Sentando na beira da cama, Dane avaliava às palavras de seu amigo e

sorria com o pensamento de se sentir exatamente do mesmo jeito em relação

ao sogro no que Léo dizia. Mas ao falar em filhos e netos, seus pensamentos

destoavam com os de Léo, pois ele também imaginavam pequenas princesas


com os olhos brilhantes da mãe. Então disse:

— Sério Léo, que você só se imagina pai de meninos? Não passa pela

sua cabeça uma pequena princesinha com os olhos cor de mel, cabelos

acobreados e sorriso cativante, correndo para seu colo dizendo "você é meu

herói"?

Enquanto ouvia às palavras de Dane, Léo visualizou a cena em sua

cabeça, ao quase sentir aquela pequena princesinha no colo seu coração se

derreteu, mas rapidamente levantou e disse:

— Prefiro não pensar brother, não tem como ser pai de menina.

— Como assim? Você acha que decide esse tipo de coisa? — Disse

Dane rindo.

— Vamos parar de falar disso. E Deus tem sido tão benevolente com

a gente, ele não iria falhar nisso.

Caindo para traz na cama com a mão na barriga e gargalhando, Dane

falou:

— Você está se ouvindo seu idiota... Cuidado, talvez Deus esteja

sendo tão benevolente para justamente nos encher de filhas...

Léo tacou o travesseiro em Dane e vociferou:

— Cala a maldita dessa boca, porra e me deixe em paz. Pense bem, se

eu for pai de meninas você também será... Está mesmo preparado?

Colocando o travesseiro que Léo lhe tacou de baixo da cabeça, Dane

disse pensativo:

— Veja nosso sogro, mesmo sozinho criou muito bem sua filha. É

um exemplo para ela. Ela pode ser nossa mulher e saber que fazemos tudo

por ela, mas o seu pai é o herói dela e isso nunca vai mudar. Quando vejo o

amor incondicional nos olhos deles me sinto tão pequenininho. Não de uma

maneira ruim. Imagino ser esse pai também para uma filha minha, quero ser

olhado assim também, com essa intimidade e orgulho, é claro que quero criar


um menino e ser também seu exemplo e tudo mais. Mas ao pensar em uma

filha mulher, vejo agora através dos olhos do nosso sogro o quão grandioso é

também.

— Puta que pariu Daniel, está passando dos limites seu viadinho. Tá

bom, muito bem, quero ver se vai encarar os namorados dela também do

mesmo jeito.

Levantando da cama e tirando a blusa, Dane balançava a cabeça de

forma negativa para o amigo e dizia:

— Valeu gazela saltitante, você tinha que estragar tudo.

Agora quem gargalhava era Léo.

— Eiii, do que tanto vocês riem, ouvi vocês do corredor? — Disse

Nininha entrando no quarto e fechando a porta.

— Nada amor, é só Léo sendo o palhaço de sempre. — Disse Dane a

abraçando por trás.

— Ah tá, eu ???? — Léo falou levantando o lençol e chamando ela

para cama.

Nininha olhou de um para o outro e se perdeu no que falavam.

— Sabe, eu amo tanto vocês e adoraria dar um banho nos dois de

língua, dos pés a cabeça para inaugurar nosso colchão novo. Mas acho difícil,

pois pelo que vi papai não sai da sala tão cedo. Está vendo filme.

— E você diz isso assim, só para nos deixar com água na boca?

Safada. — Falou Dane no ouvido dela, e dando um tapa na sua bunda antes

de a deitar no colchão.

— Aí Dane, doeu.

Léo a abraçou e acariciou a banda da bunda castigada com carinho

dizendo baixinho enquanto Dane ia apagar a luz:

— Viu, bem feito, quem mandou mexer com quem tá quieto. Já

estávamos preparados só para dormir. Agora você vai ter que lidar com essas


ereções amanhã.

Deitando e se ajeitando do seu outro lado, Dane concluiu a fala de

Léo:

— E ainda dar seu jeito, você vai falar com seu pai que precisa ir

conosco no apartamento. E lá resolvemos esse pequeno probleminha.

Dane terminou sua fala roçando na coxa dela. O que fez ela dizer:

— Você chama isso de "pequeno" probleminha? Está sem noção de

tamanho. Mas tudo bem, falarei com meu pai e vou com vocês. Agora vamos

dormir.

— Diga isso você, que não tem que lidar com um membro duro

dolorido. — Brincou Léo.

— Desculpa amores, juro que amanhã eu recompenso esse pequeno

deslize.

— Ah vai, se vai. — Sussurrou Dane.


Capítulo 48: Surpresas.

A vida fica mais bonita quando se tem amigos. E no

churrasco de noivado de Nininha estavam somente os melhores, tanto dela

quanto de seu pai. Havia até três amigos de Dane e Léo, que moravam no

Rio. Um estava com sua esposa e dois filhos pequenos, o outro com sua

noiva, e um sozinho.

Estavam presentes dois casais amigos de seu Silva desde a época em que era

casado, viram Nininha crescer e sempre ajudaram quando podiam, pessoas

muito queridas por eles. E apesar de não entenderem muito bem a relação de

Nininha optaram apenas por respeitar algo que no caso, não lhes dizia

respeito, e festejar a alegria de seu amigo que estava prestes a casar a filha. A

esposa de um desses amigos, trouxe uma irmã muito simpática, chamada

Gracinha. Agora a maior surpresa para todos, foi quando chegaram os pais de

Léo acompanhados de sua irmã, cunhado e sobrinhos, com malas e tudo.

Na verdade surpresa para quase todos, pois Dane sabia que eles poderiam

vir, só não tinha certeza. Por isso não falou com ninguém. Preferiu não criar


expectativa.

Em uma conversa que teve com Léo, soube que ele já havia contado

do noivado dos três e apesar de pais amorosos, eram de uma cidade pequena

e eram muito conservadores não entenderam muito bem toda essa história

deles dois com uma mulher. Lhes desejaram sorte, mas sem muito acreditar

que fossem ir em frente. Dane percebeu que Léo ficou meio triste, no fundo

ele achava que seus pais iriam encarar tudo como seu Silva, mas não foi.

Dane então, entrou em contato com a mãe de Léo, conversou com ela e disse

que apesar de qualquer coisa que ela pensasse a respeito da escolha do seu

filho, e que com isso, ela lembra-se do amor incondicional que tinha a ele.

Disse também que a amava como uma mãe e sabia do amor deles por ele

também, desde que perdeu sua família. Disse ainda, que tanto Léo quanto ele,

precisavam deles em suas vidas e principalmente, que quando conhecessem a

escolhida por eles entenderiam a loucura. Ainda tentou fazê-la entender que a

ideia não era que mudassem seus conceitos, apenas respeitassem as escolhas

deles. Antes de desligar complementou que ela e seu esposo sempre foram a

favor da felicidade dos filhos, esse era o melhor momento para provar e ainda

fazer parte da felicidade de mais um deles. Dane não podia ter certeza que

viriam, mas deixou com eles os endereços do apartamento e da casa de seu

sogro.

Recebeu em resposta um "prometo que vamos pensar" choroso e preferiu não

insistir mais, deixando nas mãos de Deus.

Quando Léo viu sua família ali, no quintal do seu sogro ele ficou tão

feliz. Largou a bandeja que estava segurando e foi recebê-los, não antes de

receber abraços de ursos de seus sobrinhos.

— Tio Léoooo... Que saudade... — Disse um rapazinho de uns 10

anos.

— Quando vamos à praia... Você disse que um dia ia me levar, pronto


tô aqui... Vamos... — Falou o mais novo.

Interrompendo a eufórica saudação de seus irmãos menores, veio uma

mocinha linda de uns 14 anos, deu um tapinha na cabeça do irmãozinho

dizendo:

— Calma seu chato, acabamos de chegar e vocês já estão enchendo o

saco do tio!! Por isso que ele demora a ir nos ver. Oi, tio!

Léo tentando promover a paz entre irmãos, puxou a mais velha num

abraço também e falou:

— Minha princesinha, como você cresceu... Está linda!! E não diga

isso, vocês não me enchem o saco nunca, não tive tempo mesmo de ir.

Bem… Depois falamos sobre a praia, deixem-me falar com os seus pais e

avós, tá bom?

Se esquivando de seus sobrinhos, Léo seguiu para seus pais que o

olhavam de longe. Sentia que outros olhares também o fitavam naquele

momento, e sem ver sabia que eram de sua Nininha e parceiro de vida.

Munido da energia que só eles podiam lhe dar, foi em frente para

cumprimentar os pais.

— Mãe, pai... Que bom que vieram! Por que não me avisaram, eu

pegaria vocês no aeroporto... E ajudaria a se acomodarem... E...

— Vai ficar aí tagarelando ou vai vir aqui dar um beijo em tua mãe?

— Cortou a mãe de Léo, lhe abrindo os braços para recebê-lo.

Sem demora ele correu para os braços de sua mãe, uma senhora

rechonchuda que cheirava a horta que mantinha nos fundos de casa. Rara

eram às vezes que Léo ia na casa dos pais. Léo sempre foi bicho solto, como

dizia seu pai. Sua família por sua vez era muito preza às raízes, a casa, ao

campo. Ele sempre manteve esses laços vivos, mas somente com a ajuda das

redes sociais. Viajava para lá em tempos de festas, nas quais Dane estava

sempre junto. Quando conversou com sua mãe sobre Nininha, o casamento e


a vida a três que estava vivendo, foi um baque para aquela senhora muito

religiosa, presa às doutrinas de sua religião.

Já seu pai, não tinha muito o que dizer ele era o tipo de homem durão

que fazia tudo o que a mulher dizia e queria. No fundo, Léo sabia que seria

difícil, mas ao ver a relação de seu sogro e sua noiva achou realmente que

talvez o amor de sua família por ele, fosse maior que qualquer coisa.

Infelizmente descobriu que estava errado. Decidiu deixar para lá, afinal eles

já não fazem parte de seu dia a dia mesmo, só seria mais difícil a

convivência. Ele estava convicto de sua decisão, se seus pais também

estavam com as deles, que cada um lida-se com às consequências da melhor

maneira possível.

Contanto, ao ver seus velhos pais ali, muita coisa mudou em seu

pensamento. Um fio de esperança se ascendeu, e a promessa de uma possível

aceitação se fez mais presente.

— Mãe, eu te amo! — Falou Léo ainda abraçado a sua mãe.

— Eu sei filho, eu também te amo, muito... — Ela respirou e inspirou

ainda dizendo — ...Muito mais do que possa imaginar. Mas não quero que

ache que estou aqui porque aceitei essa coisa toda, não, não. Ainda acho isso

tudo errado e fora dos mandamentos. Vim porque você não é filho de

qualquer uma, tem família, apesar das suas decisões irem contra às minhas, o

que foi por toda a vida, não significa que larguei você de mão.

E se isso é a festa de noivado dos meus filhos é aqui onde devemos estar.

Como disse Dane: "Meu amor, nosso amor por você é incondicional". E isso

se estende ao Dane também.

— Dane disse? Quando ele disse isso?

— Ele não te contou que me ligou? Bom, tivemos uma longa

conversa e pela primeira vez ouvi mais do que falei.

— Aquele filho da....


— Meça às palavras rapaz, está nos braços de sua mãe! —

Repreendeu o pai de Léo.

— Desculpa mãe. — Após se desculpar a sua mãe, Léo se direcionou

ao pai e lhe estendeu a mão. — Oi pai. Vejo que o senhor continua o homem

forte de sempre, um pouco mais calvo, eu acho.

— Ora rapaz, deixe de graça e venha me dar um abraço. — Disse seu

pai ao transformar o aperto de mão em um abraço saudoso e bem baixinho na

orelha do filho ele pediu. — ... Ache uma caneca bem grande de algum

líquido contendo álcool e me traga, imagina o que eu já não ouvi sobre esse

casamento e tudo o mais.

— Eu ouviii... — Cantarolou a mãe dele, tirando um resmungo da

boca de seu marido.

— Eita mulher, não me dá um sossego.

— Não vim ao mundo para te dar sossego, vim para agitar esse seu

coraçãozinho, meu bem. — Disse ela dando um beijinho no rosto de seu

marido deixando-o todo mole.

— Papai, mamãe estamos em público, contenham-se. — Falou uma

loira, com os olhos idênticos ao de Léo e mais velha que ele. — Oi Leozinho,

"daca" um abraço em tua irmã, só você pra me fazer sair daquele fim de

mundo com essas onças.

— Oi Léia, também senti sua falta que bom que você saiu, esse seu

marido é um zero à esquerda mesmo, deveria te levar para viajar mais vezes.

— Também acho irmãozinho, às vezes acho que sou boa demais pra

ele.

— Isso com certeza, hahaha.

Seu cunhado que estava logo atrás de sua irmã e ouvia toda a

conversa, ria junto da brincadeira e logo trouxe sua esposa para seus braços

dizendo:


— Por isso não viajo contigo, tenho medo de alguém me tomar você.

— Me tomar de você Virgílio? Com três crianças à tira colo, duvido.

Hahaha

— E aí cunhado, sempre achei que você e Dane eram um casal e iam

se casar. Veja só, aconteceu, com certeza essa noiva é uma historinha para

seus pais, né? — Falou seu cunhado gozador.

— Virgílio, Virgílio, como sempre um idiota. — Disse Léo apertando

a mão do cunhado.

— Cunhado serve pra isso mesmo.

— É eu sei, vai viajar mais com minha irmã e para de ficar pensando

em mim e Dane.

— Chega vocês dois, heim! — Disse Léia.

De longe, Nininha estava colocando as guarnições na mesa quando

viu a chegada da família de Léo. Sabia quem eram pelas fotos que já tinha

visto. Sentiu um frio na barriga. Lembrou da conversa que Léo teve com a

mãe e não foi nada boa.

Não sabia como reagir, os convidados da festa não notaram o clima que ficou

diferente. Ao mesmo tempo que via Léo indo na direção de seus pais,

procurou por Dane que respondeu com o olhar que estava tudo bem. Deixou

a mesa e devagar, assistindo a interação de Léo com sua família, se

aproximou de Dane, que a recebeu com um braço em sua cintura e um beijo

na bochecha.

Pronto, já se sentia bem melhor e mais segura. Permaneceu ali ao seu lado até

que Léo se virou e olhou para eles. Estendeu a mão para ela e a chamou.

Dane levemente a empurrou com a mão em suas costas dizendo:

— Vai amor, está tudo bem.

Acatando a ordem de Dane, Nininha pôs sua mão na mão estendida de

Léo e aos olhos atentos de seus parentes foi andando, o que parecia


quilômetros, até estar ao lado de Léo.

Dane foi logo atrás e se manteve do outro lado dela. Cumprimentando rápido

a todos. Diante dos pais de Léo, Nininha parecia tão pequena. Notou que Léo

havia puxado a pele bronzeada e ombros largos de seu pai, que apesar das

linhas fundas em seu rosto deveria ter sido um belo homem nos seus dias de

juventude. Sua mãe, uma mulher que parecia ser imigrante ou descendente

alemã, tinha cabelos grisalhos e olhos iguais ao de Léo esverdeados, o que

também se fazia presente em sua irmã. Porém, o que mais intrigava Nininha

era a postura dura que ela tentava manter em sua frente, mas que seus olhos

mostravam outra coisa. Calmaria.

— Mãe, pai... Esta é minha noiva, nossa noiva, Paulina. Princesa

esses são meus pais, Norma e Otávio... E aqueles são minha irmã Léia, meu

cunhado por acidente, Virgílio e estes meus sobrinhos. Estella, Fellipe e

Gustavinho.

Dada as apresentações, Nininha se moveu para cumprimenta-los.

Primeiro se dirigiu a matriarca, que não tirava seu olhar dela.

— Prazer dona Norma, é uma grande alegria recebê-los em minha

casa. Se eu soubesse que viriam teria feito algo mais especial. — Disse

Nininha levando a mão para cumprimenta-la.

— Mais olha, como se uma festa de noivado não é algo especial o

suficiente. — Respondeu Dona Norma com um sorriso cativante.

— Ainda mais uma tão diferente como esta, com dois noivos para

apenas uma noiva. — Soltou Virgílio com certa malícia.

— Meu genro, você às vezes perde a oportunidade de ficar calado.

— Desculpe meu sogro, saiu sem querer…

— Não é a mim que deves desculpa e sim ao seu cunhado, sua futura

concunhada e a Dane.

— Ah! Sim é claro, desculpe-me Nininha, foi mau caras, eu tenho a


boca grande, vocês sabem. — Virgílio disse se dirigindo primeiro a Nininha e

depois a Dane e Léo.

Mas Dane se armou para respondê-lo, quando sentiu a mão de sua

menina tocando seu braço acalmou-se. Léo também estava irritado com a

maneira que o cunhado falou aquela frase, mas também sentiu sua princesa

tocar nele e se conteve.

Foi Nininha quem deu a resposta para seu futuro concunhado, como disse seu

sogro.

— Virgílio, né? Aceito suas desculpas, não porque tenha dito algo que

tenha me incomodado, apenas em consideração aos nossos sogros. E até

concordo com o que disse, acrescentando que, realmente esta festa é

diferente, transborda amor. E para que continue assim, só preciso lhe dar um

aviso, ou você participa dela com amor ou pode aproveitar sua estadia na

cidade maravilhosa fazendo turismo. É um prazer tê-lo em minha casa, mas

esteja a vontade para fazer sua escolha.

— Opa, opa cunhadinha, já gostei de você. Agora sim acho que esse

casamento vai dar certo. Pelo visto um homem só não lhe colocaria cabresto.

— Falou Léia, e empolgada puxou Nininha para um abraço e dois beijos

deixando-a sem graça.

Virgílio sem jeito, permaneceu agora calado antes de soltar algo que o

fizesse ser expulso do local. Chamou as crianças e se entreteu com elas.

Enquanto Nininha conversava com seus sogros e cunhada, olhou em volta em

busca de seu pai.

Ele estava ocupado na churrasqueira e ainda não havia percebido os novos

convidados, e ela poderia jurar que a presença da irmã da esposa do amigo

dele também tomava sua atenção.

De repente se deparou apenas em uma conversa com a mãe de Léo. Dane e

Léo conversavam com seu Otávio e sua cunhada estava tomando espaço na


festa, ela era bem doidinha, poderia dizer que uma Bruna na versão dona de

casa. Logo foi se apresentando e fazendo pratos para seu esposo e filhos. Era

uma graça, poderia ser sua amiga fácil, fácil. Seus pensamentos foram

cortados com a voz cadênciada de sua sogra.

— Como dizia Paulina...

— Pode me chamar de Nininha dona Norma, eu prefiro, rs.

— Oh, sim, sim, então Nininha como dizia, meu genro não é ruim,

apenas tolo. Não o leve a sério.

— Tudo bem dona Norma, me desculpa se fui ríspida com ele, mas é

que...

— Já sei, é que você já está se armando para se defender de qualquer

ofensa que possam fazer a você e aos seus "noivos". Eu entendo. Previa isso.

— Sim, talvez seja isso mesmo.

— Sou uma ótima observadora, e você me parece uma fortaleza,

menina. Mas já se perguntou até quando? Eu decidi não me meter nas

escolhas de meu filho e Dane, mas não consigo me fazer passiva totalmente.

Este relacionamento é estranho e vai contra tudo o que Deus quer. Vocês vão

passar por muitas angústias por essa escolha. É errado. Eu sabia que esses

dois faziam suas bizarrices, sou velha mais não sou moca, afinal são homens,

mas você me parece uma moça direita, novinha demais, não deveria ir por

esse caminho. É pecado! Sua mãe, seu pai eles concordam com tudo isso,

eles não temem o que pode acontecer a você, com o que vão falar de você?

Um pouco assustada com o que acabava de escutar, Nininha não teve

uma resposta rápida. Olhou pensativa para aquela mulher que carregava no

rosto olhos que a lembrava de um dos seus amores e tentou compreender tudo

o que ela falava. Não com raiva, porque as palavras que ela disse apesar de

sinuosas e até preconceituosas, não foram ditas como uma forma de agressão.

Também percebeu que ela não estava defendendo o filho contra ela. Estava


apenas falando algo em que ela acreditava, eram as opiniões dela, que na

concepção de Nininha eram antiquadas, de cunho religioso e um tanto

machistas. Mas ainda assim, opinião dela. E se Nininha buscava respeito

deveria respeitar também, e não impor suas verdades. Analisando aquela

senhora, podia perceber a educação simples que deve ter tido junto a uma

vida pacata, não haveria dúvidas em saber no que acreditava.

Mas via amor em seu olhar e uma certa mansidão em suas palavras.

Resolveu mostrar sua posição com amor, sem atacar ou contra atacar.

— Dona Norma, esta fortaleza que a senhora vê nem sempre existiu.

Foi construída em pouco tempo, desde que encontrei Dane e Léo há alguns

meses atrás. Foi se erguendo junto com esse amor fora do comum que

sentimos um pelo outro. É tão inexplicável que nós três decidimos não ter

que achar explicação para isso, apenas viver, se entregar a algo tão sublime e

único. Quanto ao que Deus quer, não quero me referir a nenhuma religião e

nem a sua religiosidade, vou apenas dizer que o Deus que eu acredito é um

Deus de amor, puro, bondoso e justo. Acredito que ele não nos daria um amor

tão mágico para não nos permitir vive-lo. Acreditamos que nosso amor é

presente de Deus. E apesar de nova, sei exatamente o que quero da minha

vida, na verdade agora sei ainda mais. E tudo o que quero para meu futuro

inclui esses dois homens maravilhosos. Não vejo outro destino. Então estou

armada sim, para combater qualquer ofensa que vier em nossa direção até o

meu último suspiro. Não estamos querendo atacar ninguém com nosso amor

e muito menos mudar a opinião das pessoas sobre algo que só nos diz

respeito. O respeito é a única coisa que nós iremos querer e esperar das

pessoas. Porém, sabemos que existem pessoas mal educadas que se acharão

no direito de nos julgar e insultar. Juntos nós nos defenderemos, e quanto

mais pessoas que nos amam ao nosso lado, mais fortes seremos. Falando por

mim, tenho um pai espetacular que espero que a senhora tenha a honra de


conhecer, não foi fácil para ele essa novidade de dois namorados e agora dois

noivos, me criou sozinho desde que minha mãe morreu quando eu ainda era

um bebê. Homem forte, sábio, íntegro e generoso. Passa como um trator por

cima de tudo e todos quando o assunto é minha felicidade, e agora está

disposto a fazer o mesmo pelos meus noivos, seu filho Léo e filho do coração

Dane. Não preciso da opinião de ninguém, somente do respeito, porque amor

eu tenho de sobra. E se me sobra, é o que eu tenho de melhor para oferecer.

— Sinto muito querida, por sua mãe. Não sabia, não mencionaria se

soubesse.

— Tudo bem dona Norma, já não me dói falar dela. O que me dói é

ver meu Léo triste por achar que seus amados pais lhe deram às costas. O que

me dói é ver meu Dane triste, por ver seu irmão que a vida lhe deu, triste e

não poder fazer nada. Ouça dona Norma, não posso lhe pedir que mude tudo

o que aprendeu e acredita em sua vida, só para aceitar nosso relacionamento.

Peço apenas que reveja o que é mais importante para a senhora como mãe.

Não precisamos de seu julgamento ou aceitação, apenas de seu acolhimento.

Léo precisa.

Dona Norma olhava para aquela menina de cabelos acobreados, olhos

cor de mel e sorriso sincero. Via verdade em suas palavras apesar de não

concordar com o tema principal. Nunca esteve nos seus planos virar às costas

para seu filho, para nenhum de seus filhos. Lembrou de quando sua Léia

chegou em casa aos 15 anos dizendo que estava grávida. Foi um susto, uma

dor profunda, nunca esperou por isso. Pensava na vergonha que seria na

cidade, nas pessoas falando. E foi Léo, ainda um pré adolescente quem a

consolou. Dizia que a notícia de uma nova vida não poderia causar tristeza

nunca e sim alegria. Uma vida não vinha ao mundo sem a permissão de Deus.

E foi pensando nas palavras de seu pequeno que ela se acalmou e viu com

novos olhos a situação de sua filha. Foi duro, desafiador, mas vendo hoje sua


netinha linda, passaria por tudo de novo. Não podia se imaginar sem ela.

Deus escreve certo por linhas tortas, dizia seu marido. Pois então, ela estava a

pensar que novamente Deus estava escrevendo certo por linhas tortas? Ou

torto por linhas certas? Mesmo com algo assim tão incomum? Será possível

que Deus juntou esses três? Se era possível ela não tinha certeza, mas

aprendeu na igreja que os pais devem criar os filhos nos mandamentos de

Deus até que eles próprios possam caminhar sozinhos, pois a salvação é

individual. A sua parte como mãe e temente a Deus ela fez, iniciou seus

filhos no caminho da fé, mas o que eles fazem da vida deles já não era mais

responsabilidade dela. Bastava ser agora a mãe humana que ama apesar de

tudo e de todos e nunca quer ver um filho triste.

— Querida, não posso prometer a você nem aos meus meninos que

verei tudo isso com bons olhos, mas não negaria jamais meu filho por sua

escolha não ser de acordo com às minhas. A não ser que suas escolhas lhe

causassem dor e desespero. E nunca, nunca viraria às costas para ele. A vida

de vocês pertencem a vocês, prometo tentar fazer parte disso, mesmo não

entendendo. Pode contar comigo.

Com um abraço, Nininha falou para dona Norma:

— Obrigada dona Norma, isso é muito importante para nós,

principalmente para Léo. Agora venha, quero lhe apresentar meu pai e

amigos.

Dane viu o brilho nos olhos de seu amigo ao ver sua noiva de mãos

dadas com sua mãe na mesa das comidas. Elas riam e falavam. Por um

momento Dane lembrou de sua mãe, apesar da saudade sabia que esta cena

seria impossível. Sua mãe jamais aceitaria esse casamento. Muito menos seu

pai. Mas ficou feliz ao ver a mãe de Léo se esforçando para fazer Léo feliz.

— Dane, com essa mudança de estado como ficou o trabalho de

vocês? — Perguntou seu Otávio.


— Conseguimos nos encaixar onde queríamos, agora só nos falta

comprar a casa e casar.

— Muito bem, então vocês tem tudo organizado? E para quando

querem casar?

— Nós queremos assim que comprarmos a casa, o que deve acontecer

por esses dias. Já está quase fechado. — Quem respondeu foi Léo —

...Espera ai, vou buscar meu sogro para te conhecer pai, te disse que ele

também é policial, quer dizer, foi, está aposentado.

— Disse filho, onde ele está.

— Na churrasqueira, vamos lá.

Os homens seguiram até seu Silva, este vestia um avental com um

retrato de um corpo masculino sarado, presente de Bruna. Tinha que ser. Seu

Otávio sorriu ao ver.

— Sogrão??

— Fala Léo, e nem pense em me pedir para pilotar minha

churrasqueira.

— Não, não é isso, por enquanto... Seu Silva, queria lhe apresentar

meu pai Otávio, pai este é seu Silva, meu sogro. Pai da minha princesa.

Seu Silva atrapalhado e surpreso, deixou os utensílios que segurava

sobre a bancada e limpou as mãos no pano de prato. Com um sorriso genuíno

se dirigiu a apertar a mão do pai de Léo.

— Poxa Léo, por que não me avisou que seu pai viria?

— Porque nem eu sabia meu sogro.

— Seu Silva, me desculpe a forma repentina, mas é um prazer para

mim e minha família sermos recebidos em sua casa. Ainda mais em uma

comemoração tão importante como esta. Meu Léo e Dane são homens de

sorte por conquistar sua filha, já não posso dizer o mesmo para ela.

Os quatro riram da brincadeira do pai de Léo, que apesar de um cara


fechado era um fanfarrão como Léo. Entraram em vários assuntos, mas nada

que dissesse respeito ao tipo de relação que seus filhos tinham. Serviram-se

de bebidas e comidas, o churrasco seguiu seu curso com muita música. O

pequeno quintal estava cheio de vida, logo as crianças se juntaram para

brincar com Brutus. Léia se enturmou com Bruna, Lary, e as acompanhantes

dos amigos de Dane e Léo. Virgílio, seu marido, encheu a pança e pediu para

tirar uma soneca no sofá.

Dona Norma e Nininha conversavam com às esposas de amigos do seu Silva

enquanto o restante comiam, bebiam e jogavam conversa fora.

Ao final da tarde Bruna e Lary fizeram uma farra para cortarem o

bolo de noivado, e disseram que estavam planejando um chá de lingerie para

próxima semana. Nininha já estava cansada de revirar os olhos para elas. Sua

cunhada estava altinha com a cerveja que entornava e não parava de achar

graça de tudo, enquanto sua sogra repreendia a filha a todo momento.

Mais tarde encostada na mesa vendo Léo acompanhar os amigos até o

portão, Nininha se deliciava com um pedaço do bolo, era o primeiro

momento do dia em que estava sozinha. Olhava em volta e via suas amigas

rindo alto com sua cunhada.

Sua sogra e sogro comiam bolo sentados em uma mesa, juntos com os netos.

E na varanda viu seu pai falando ao pé do ouvido de Gracinha, a cunhada de

seu amigo. Nininha sorriu. Seu pai merecia uma namorada. Ela iria verificar

direitinho quem é essa mulher.

Seus pensamentos foram cortados quando sentiu uma mão pesada

apertar sua bunda que não estava visível para os que ainda estavam no

quintal.

— Como está minha menina? Vi que não bebeu quase nada, não está

se sentindo bem? — Dane a questionou beijando sua nuca.

— Já pensou, além de ficar noiva de seu filho e do amigo de seu


filho, minha sogra me ver bêbada no nosso primeiro encontro?

— Ah sim, é claro. E mudando de assunto, como está essa bundinha

gostosa?

Se remexendo esfregando às coxas, Nininha jogou a cabeça em seu

ombro e o respondeu:

— Minha bundinha está esfolada, vocês se fartaram nela ontem,

esqueceu? Nem me sentei hoje o dia inteiro.

— Oh! É mesmo. Nossa visita ao apartamento, foi sensacional. Você

mereceu cada centímetro usado, sua abusada. — Dane terminou sua fala

mordendo o lóbulo da orelha dela, suas mãos passavam pelas bandas de sua

bunda longe dos olhos dos convidados.

Após fechar o portão, Léo se virou para o quintal, viu seu amigo

dando um trato em sua princesa e logo ficou duro. O refrigerante e cerveja

tinha acabado, e pelo o andar da carroagem os que ficaram iriam varar a

noite. Então Léo teve uma ideia. Com cara de sacana foi em direção ao casal

em ebulição e parou de frente para Nininha. Ela levantou o olhar para ele, que

notou na hora que ela já estava cheia de tesão. Beijou seus lábios docemente

e disse:

— Dane, que tal sairmos para buscar mais cerveja e refri.

— Vamos, amor você vem com a gente.

— Simm...

A noite já caía. Dane, Léo e Nininha avisaram que iam na rua

reabastecer a geladeira. Todos ovacionaram eles.

Dane foi dirigindo com Nininha ao seu lado e Léo atrás. Num jogo de

olhares os dois se entenderam e logo Dane levou o carro para uma rua mais

vazia, estacionou o carro e olhou para sua mulher.

— O que foi Dane? — Se virou e viu que Léo a olhava com o mesmo

olhar, e ainda com a mão na altura da virilha.


— Vem pra cá para trás princesa, preciso de você, e aquela casa está

cheia demais.

— Vocês estão loucos, estamos na rua, isso aqui é Rio de janeiro...

Dane nem deixou ela terminar e já foi lhe tacando um beijaço,

passando suas mãos em todo seu corpo. Da onde estava Léo a tocava como

podia. Endoidando nas mãos de seus homens, parou o beijo e disse:

— Merda, vocês me tiram a razão... Vamos Dane, lá para o banco de

trás.

Dito isto ela abriu a porta, saiu e entrou atrás, o mesmo fez Dane do

outro lado. Léo a pegou pela cintura e arrastou sua bunda no seu pau duro

tirando um gemido seu e dela. Nininha rebolou sobre Léo enquanto ele

passava as mãos em seus seios e beijava cada pedacinho de sua pele exposta.

Dane passava a mão em suas coxas e levantava seu vestido, ao encontrar seu

monte de Vênus fez morada e esticou apenas um dedinho para lhe tocar o

clitóris. Ela rebolou, rebolou. Léo tirou ela do colo e a colocou no meio dos

dois sentada no banco. Pôs sua perna direita sobre a sua e Dane fez o mesmo

com sua esquerda, deixando-a arreganhada. Como estava de vestido eles

tinham fácil acesso ao seu centro de desejo. Era beijada por um e por outro,

sua boca nunca estava sem ser beijada, assim como sua buceta não deixava

de ser tocada. Seus dedos se misturavam em seu canal sumindo cada vez

mais até o fundo. As sensações eram muito intensas. Estar ali naquela rua

deserta, dentro de um carro com eles, sabendo que sua família e amigos ainda

os aguardavam voltar, só fazia as sensações aumentarem. Loucura.

Ela pegou seus membros doloridos em cada mão e enquanto eles a levavam

com seus dedos, marcando suas digitais nas paredes úmidas de sua vagina,

ela punhetava aqueles dois paus cheio de pré gozo até transbordarem seu

néctar saboroso. E enquanto eles arremetiam em suas mãos, ela se

arreganhava ainda mais para receber de seus dedos o toque derradeiro que a


levou ao ápice enlouquecedor.

Altamente saciados, foram se recuperando aos poucos. Dane voltou

ao volante e Nininha ficou com Léo atrás. Passaram no mercado compraram

as bebidas e voltaram para festa, bem mais leves, como três adolescentes.

Rindo à toa. Apenas Bruna percebeu que havia rolado algo.

Horas depois os pais de Léo se despediam de seu Silva, dona Norma e

seu Otávio fizeram questão de agradecer a hospitalidade dele e sua filha.

Agradeceram a tarde maravilhosa e parabenizaram pela filha especial que

tinha.

— Não vou dizer que vai ser fácil tudo isso, mas posso prometer ao

senhor que o que depender de mim e minha família, Nininha será recebida

como uma filha, não porque esta casando com meu filho, mas por ser uma

pessoa especial. Gostei muito dela, menina forte e decidida. E me mostrou o

contrário do que pensei que ela seria. Não olho com bons olhos esse

relacionamento que eles escolheram, mas posso ver que os três realmente se

amam de verdade e ficam muito bem juntos.

— Obrigada dona Norma, não esperaria menos do que isso da mãe e

da família de meu genro. Sei que se ele é esse homem feito com mais

qualidades do que defeito, é porque veio de uma família amorosa e dedicada.

Quanto ao relacionamento de nossos filhos faça como eu, apenas focalize em

seu sorriso, em quanto está feliz. Sei que como mãe, isso é o mais importante,

o resto é mera formalidade.

— É verdade seu Silva, concordo com suas palavras e acrescento, a

vida é deles e eles vivem ela como quiser e, se escolheram o caminho do

amor, quem somos nós para julgar. Só podemos estar ao lado deles sempre

que precisarem e esperar o melhor do futuro. Vamos meu bem, estou

cansado.

— Os táxis chegaram. — Disse Dane — Virgílio, aqui a chave do


apartamento ele está arrumado, se acomodem da melhor maneira possível.

Tem alguns mantimentos no armário e alguma coisa na geladeira. Amanhã de

manhã, sei que você e o tio acordam cedo, podem ir a padaria que fica na

esquina. É só pedir ao porteiro que ele ajuda. Vamos tentar ir lá amanhã, não

sabemos a hora, mas avisamos antes, ok. Cuida de todos.

— Tá certo Dane, mas não pense que eu sou um caipira que não vai

achar a padaria, heim! Obrigado.

Seguiram todos para os dois táxis que esperavam, Léo se desculpou

com a mãe por não levá-los, pois já havia passado do limite no álcool. Mas

ela entendia perfeitamente, só pediu para que fossem no outro dia ter com ela.

As crianças fizeram Dane e Léo prometerem de leva-los à praia antes de irem

embora. Nininha adorou os pequeninos, e a menina também, mas sentiu que

existia um certo ciúmes dela em relação a Léo e Dane. Adolescentes.

Após a saída da família de Léo, ainda sobraram Bruna que estava

numa conversa quente com um amigo dos meninos, um casal de amigos de

seu pai, Gracinha que estava com as buchecha vermelhas com algo que seu

pai dizia para ela e Lary que foi derrubada pela batida de Bruna dormindo no

sofá.

Rindo, Nininha caminhou até sua amiga na sala. Jogou por cima dela a manta

que estava no encosto do sofá. Pegou o telefone e ligou para sua mãe,

avisando que ela iria dormir ali, ela não gostou muito e Nininha também

sentiu uma certa indiferença em sua voz, a mãe de Lary sempre a tratava tão

bem. Na verdade ela agia muito assim com Bruna. Sem Nininha perceber,

Bruna entrou na sala trôpega:

— Vacaaa... Aí está você, achei que tinha ido buscar mais bebidas

com seus bofes... E aproveitado para dar mais alguns amassos.

— Muito engraçadinha Bruna, chega de bebidas por hoje. Lary já

morreu no sofá. Acabei de avisar a mãe dela que dormiria aqui. Sabe pela


primeira vez vi que ela me tratou diferente e até não gostou de Lary ficar.

Aconteceu algo, até perguntei a Lary se ela viria, mas ela desconversou e

acabei esquecendo.

— Nininha, você não sabe, agora você tomou minha posição de

pervertida na cabeça da mãe dela. Bem vinda ao meu mundo!

— Tá de sacanagem Bruna, sério!?!?

— Seríssimo gatinha... Mas falamos disso outra hora, tem um gato

super gostoso me esperando lá fora e vim aqui me despedir, noivinha safada.

— Respondeu Bruna beijando e abraçando sua amiga.

Nininha só podia rir e retribuir aquele abraço. Lhe restou apenas pedir

para que tomasse cuidado. Levantou e foi se despedir do gato gostoso, quer

dizer, do afair da vez de Bruna.

Léo a abraçou por trás, enquanto se despediam, Nininha aproveitou para

avisar que Lary iria dormir na sala.

Ela se virou nos braços de Léo e escondeu seu rosto no peito

musculoso dele. Na verdade não esqueceu o que Bruna disse a respeito da

mãe da Lary. Buscou conforto nos braços de Léo.

— Que foi amor, aconteceu alguma coisa?

— Nada não Léo, só estou cansada quero tomar um banho e dormir.

Os amigos de meu pai já foram embora?

— Sim foram, só ficou dona Gracinha que está numa conversa muito

agradável com seu pai. Ele não tira os olhos dela. Acho que meu sogro vai se

dar bem hoje.

Ao ouvir Léo, Nininha se virou rapidamente para procurar seu pai.

Achou ele sentado em uma das mesas que alugaram para a festa, todo

ouvidos para o que Gracinha dizia.

Ficou feliz com a possibilidade de seu pai conhecer alguém que o fizesse

flertar novamente. Mas será que essa gracinha está a altura de seu valoroso


pai? Ele merecia muito alguém em sua vida, ela sempre lhe dizia isso, mas

ele estava ocupado demais sendo esse pai fabuloso. Talvez agora que ela vai

sair de sua casa para viver sua vida com seus maridos, ele tenha tempo de

sobra para viver a vida dele também.

— Minha menina está tão pensativa, o que passa nessa cabecinha

linda? — Disse Dane se aproximando e a puxando levemente de Léo.

Toda dengosa, ela se encaixou no outro peitoral musculoso que amava

e se acomodou.

— Estava pensando no meu pai, em como ele esteve sozinho todo

esse tempo. Ele merece conhecer alguém.

— Essa dona Gracinha me parece bem legal, o que você achou? —

Questionou Dane.

— É, não sei ainda se ela está a altura do meu pai. Veremos.

— Isso soa como ciúme de filha possessiva. — Disse Léo debochado,

puxando uma cadeira e sentando.

Se virando de costas para Dane e mandando língua para Léo retrucou:

— Não é isso Léo, eu só estou sendo cuidadosa. Não vou deixar

qualquer uma entrar na vida dele.

— Amor, olha como está falando!? Não é você quem decide quem

entra na vida de seu pai, e sim ele. Dê a ele a confiança na sua escolha, da

mesma maneira que fez com você. — Pontuou Dane.

Bicuda, mas de acordo com as palavras de Dane, Nininha buscou o

copo de Léo e bebericou o restinho de cerveja que tinha. Preferiu não insistir

nesse assunto, em vez disso mudou o foco.

— E aí Léo, qual a imprenssão que sua família teve de nós, de mim?

— Indagou Nininha puxando outra cadeira para se sentar, Dane fez o mesmo.

Abrindo outra latinha, Léo respondeu enquanto enchia os copos deles:

— Acho que as mulheres de minha família te adoraram...


— Nem todas né, sua sobrinha tem ciúme de você, aliás pelo que

percebi de vocês. Acho até que existe uma paixonite dela em relação ao

Dane.

— Que isso Paulina, ela é uma criança! — Cuspiu Dane literalmente

junto com o gole da cerveja que estava na boca.

Léo riu.

— Princesa, ela é só uma adolescente e, como uma, quer a atenção

total de todos. E no momento, a atenção foi toda direcionada a você. Logo ela

vai baixar a guarda e ver a tia maravilhosa que você será.

— Tiaa?!

— Sim, claro. Mas voltando à sua pergunta, quanto a nós três, é

complicado, senti que minha mãe e pai não irão incentivar o nosso

relacionamento, mas não farão nada contra também. Quer saber, por mim

tudo bem, eles já caíram na sua rede, gostaram de você e quando nascerem os

netos vão se derreter.

— Lá vem você com essa história de crianças de novo. — Disse

Nininha revirando os olhos.

— Lá vão vocês dois discutirem sobre nossos filhos antes deles se

quer virem ao mundo. — Se intrometeu Dane na conversa.

Acabaram os três rindo.

Léo olhou para onde seu sogro estava e logo fez um sinal com a

cabeça para que Nininha e Dane olhassem também.

Tocava uma música romântica no rádio e seu Silva havia tirado Gracinha

para dançar. Estava ela com a cabeça deitada em seu ombro com o corpo

ajustado ao seu. Suas mãos estavam as duas atrás do pescoço dele enquanto

as dele pousava em sua cintura.

Os dois languidamente se moviam ao som doce que soava do rádio.

Nininha sentiu como se estive-se invadindo a privacidade de seu pai.


Levantou e fez um movimento para seus noivos a seguirem, foram os três

para o quarto. Deixaram os mais novos "amigos" com o quintal todinho para

eles ao som da música.

Já no quarto, após tomarem banho, não antes de Nininha lutar com

Léo para que ele não entrasse no banheiro junto com ela, os três estavam

papeando. Falavam sobre a casa que visitariam para aprovar a compra,

possíveis datas para o casamento e como seria a cerimônia. Na ideia de Dane,

apoiada por Nininha, fariam um outro encontro como este do noivado, um

pouco mais social e com às mesmas pessoas, talvez algumas outras. E só.

Mas Léo, parecia a noiva. Queria toda a pompa de um casamento. Não era

tão bicho solto assim, no fundo tinha uma parte antiquada. Dane era prático e

Nininha apesar de romântica não queria chamar muita atenção. Então a

conversa sobre a cerimônia do casamento rendia. Até que, já irritada tomou a

palavra.

— Olha só, nós não precisamos de cerimônia, festa e essas coisas.

Vamos encarar a verdade, nossa situação é inusitada, seria bem complicado

pensar em arrumar alguém para nos casar. Seria quem? Um padre, um pastor,

um... Sei lá...

Não tenho em mente alguém que casaria pessoas poligâmicas no nosso país.

E vocês já viram alguma coisa do tipo, uma noiva entrando e no altar dois

noivos esperando? Eu acho que não. Então, não vamos perder tempo com

algo que sabemos que vai ser complicado. Vamos apenas marcar uma data, ir

ao cartório se vocês fazem tanta questão, e fazer um documento de união

estável. Garantimos aí alguns direitos e almoçamos juntos depois. Mas por

mim, nem isso precisaríamos, não quero pensar que preciso de um

documento e muito menos de um representante de uma igreja para fazer valer

nossa união. Eu só quero dividir minha vida com vocês e mais nada. E já

chega desse assunto, quero dormir. Cheguem pra lá. — Disse Nininha


mostrando sua posição, deixando os dois sem fala.

Léo se levantou da cama e irritado saiu do quarto sem dizer nada.

Nininha fez que não viu e se acomodou nos lençóis e travesseiro fechando os

olhos para dormir. Dane que estava encostado na janela não tirava os olhos

dela, antes de desligar a luz olhou para os quadros que ela pintou. A

delicadeza das pinceladas era visível. Só um artista romântico de alma pura e

totalmente entregue aos sentimentos e sentidos pintaria com tanta entrega.

Imaginou que ele querer ser prático diante de tudo era bem normal, era sua

essência. Mas vendo a reação um tanto dramática de sua menina percebeu o

óbvio, ela na verdade não era tão prática assim. Era uma romântica, uma

artista, portanto sentimental. Poderia não querer um casamento de novela,

mas com certeza no fundo desejaria algo que a fizesse arrepiar.

O que ele entendeu com tudo o que ela dizia é que, por sua relação ser

inusitada, diferente e fora dos parâmetros sociais não deveria ser especial.

Talvez achasse até que eles não mereciam uma festa de casamento tradicional

como em todo final feliz.

Dane beijou a bochecha dela dizendo:

— Eu te amo!

Desligou a luz e saiu do quarto.

Dane era o prático, mas as ideias românticas saiam sempre de sua

cabeça. Pensava ele. Talvez fosse porque Léo e Nininha estavam sempre

demasiadamente passionais e não se concentravam em resolver as questões.

Com as ideias pulando em sua cabeça, Dane foi atrás de seu amigo. Passou

pela sala e viu Lary dormindo profundamente. A porta da sala estava aberta,

saiu na varanda e encontrou Léo sentado na mureta bebendo uma cerveja.

— Brother, não tô afim de conversar. — Rosnou ele.

— E nem eu, mas precisamos... Tive uma ideia. — Insinuou Dane

olhando em volta. — Onde estão seu Silva e dona Gracinha?


Rindo Léo respondeu:

— Acho que estão bem melhor que nós dois agora. Quando passei no

corredor escutei risos vindo do quarto dele. Rápido esse nosso sogro.

— É verdade, sorte a dele.

— Que ideia você teve?

— Nossa noiva quer uma cerimônia de casamento e uma festa

também.

— Ah! Sério!? E você teve certeza quando ela disse "não precisamos

disso" ou "já chega desse assunto"? — Debochou Léo.

Roubando a cerveja da mão de Léo, Dane tomou um gole e explicou

ao Léo tudo o que se passou em seus pensamentos. Tentou explicar também

sua ideia e convencê-lo de realizar.

A princípio, Léo não entendeu muito bem o que Dane achava sobre Nininha,

mas quando ele explicou melhor Léo compreendeu.

Sua Nininha estava com medo, todos sabiam que não seriam fortes o tempo

todo, haveria momentos em que deslizariam, este era um momento. Nininha

estava indo contra ao desejo de casar por achar que sua história não se

encaixava nisso.

É claro que sua princesa deve ter sonhado com o dia que encontrasse seu

príncipe, se casaria e seria feliz para sempre. Ela não esperava que tudo isso

acontecesse em dobro, principalmente os príncipes. Ela deve estar confusa e

não sabe muito bem como vizualizar tudo isso com esse novo ponto de vista.

Tudo bem. Ela não precisava, eles realizariam o sonho de um jeito bem

especial como ela merece e eles desejam.

Tanto Léo como Dane fariam de tudo para realizar os desejos mais

profundos de sua futura esposa. Mas Léo não deixaria de realizar o seu

também.

— Dane, não é possível que você não sonhe com nossa menina


vestida em um vestido lindo de noiva, feito a princesa que ela é.

— Não é que eu não queira, Léo. É que para mim não se faz

necessário, mas concordo que seria uma das visões mais lindas do mundo.

— Pois é, eu não vou desistir de vê-la vestida assim, e de despi-la

também. Não me importo com quem faça a cerimônia, com quem esteja

assistindo ou com um papel assinado dizendo que somos um do outro. Tê-la

na nossa cama e retirar seu vestido juntos, para mim é o suficiente para

consumar nossa união.

— Acho que hoje vou sonhar o mesmo sonho que você, irmão.

— É? Então vambora, já passou minha raiva e estou com ciúmes dos

lençóis que abraçam o corpo de nossa noiva enquanto jogamos conversa fora.

Terminada a cerveja e a conversa, Léo e Dane verificaram a água de

Brutus. Fecharam a casa, Dane ligou o ventilador da sala para Lary. Léo foi

ao banheiro escovou os dentes e foi para cama. Lá encontrou aquele corpo

quente que adorava, tirou o calção e se enconstou nu em Nininha, que se

remexeu ao seu toque. Louco de desejo beijou seu pescoço escondido por

seus cabelos e foi descendo por cima de sua camisola. Chegando ao quadril

levantou o tecido e se fartou na linha de seus quadris.

— Léoo estou dormindo...

— Tudo bem, não precisa acordar.

— Como? Se você me beija desse jeito.

— Então não dorme, se deixa beijar.

— Tô cansada Léo... — Dizia ela se contorcendo ao toque dos lábios

de Léo, morrendo de tesão.

— Então relaxa, não se esforce, deixe que eu faço todo o trabalho. —

Disse Léo subindo beijando sua barriga, seios e se posicionando sobre ela,

roçando seu corpo no dela.

Dane entrou no quarto no exato momento em que Léo com um dedo


afastava a minúscula calcinha que Nininha usava para o lado e, logo

direcionou seu pênis duro na entrada de sua vagina.

Dane fechou a porta atrás dele, tirou a blusa e seu shorth. Seu corpo já

mostrava o desejo crescendo, enquanto viu seu amigo tomar vagarosamente o

corpo de sua noiva. Ela jazia de olhos fechados e relaxava como Léo havia

dito e recebia a luxúria que seu corpo lhe proporcionava.

Dane sentou encostado na cabeceira da cama e não tirava os olhos do

rosto de Nininha. Não queria perder uma expressão se quer que ela fazia ao

receber tamanho prazer. Molestava seu pau duro e escorregadio da baba do

pré gozo que saia de sua cabeça.

Aos gemidos sôfregos e contidos, Dane viu que seu amigo e noiva haviam

encontrado juntos o que procuravam no enrosque de seus corpos. Sedento e a

ponto de explodir, Dane se agachou e beijou a boca dela. Léo saiu de cima

dela e deitou ao seu lado, enquanto isso Dane acariciava o corpo livre de sua

noiva sem parar de beija-la. Até que apertou um de seus seios fazendo com

que ela abri-se os olhos e desse de encontro com os seus.

Ela sorriu, sabia que seu Dane precisava de algo mais forte. Nininha se virou

de barriga para baixo e não demorou muito para Dane arrastar ainda mais sua

calcinha para o lado e mergulhar com o pau no seu centro que ainda

transbordava de seu prazer, misturado com de Léo. Presa na cama pelo seu

corpo pesado e duro, Nininha só conseguia empinar um pouco a bunda

deixando a posição do jeito que Dane gostava. Virou a cabeça de lado e

gemia recebendo as fortes estocadas, olhando para Léo. Esse levou sua mão a

boca dela para que seus gemidos não ultrapassassem os limites. Durante este

tempo Dane arremetia forte e profundo no seu canal, tomando seu prazer e

libertando o dela. Nininha sentia tudo isso e ainda lia nos lábios de Léo:

" Eu te amo" "Nós te amamos"

Assim gozou forte. Recebendo prazer e amor em dobro, com a pitada


animalesca marcante de Dane.

Hora de dormir, descansar e continuar sonhando.


Capítulo 49: Energia.

No segundo andar de uma casa no litoral, Nininha abria uma

porta de correr que dava direto para uma varanda.

No horizonte via-se o mar. O dia estava meio cinza parecia que iria chover,

mas nada que invalidasse a beleza do lugar.

Ao se concentrar nos barulhos das ondas, ela fechou os olhos e se deixou

levar. Pensamentos antigos se misturavam a novos, a realidade se misturava

com o sonho. Nunca em sua vida achou possível viver numa casa como esta,

ainda mais, assim tão perto ao mar. Sentia que aqui seria seu pouso seguro

pelo resto de seus dias. A sensação de criar filhos no terreno que rodeava a

casa, correndo e brincando a fez sorrir. Olhou em volta e viu às várias casas

parecidas com essa, ao longe ouvia risos e gritinhos de crianças. O local era

habitado, isso era bom, pois ela não queria viver grudada em vizinhos, porém

também não queria se sentir completamente isolada da civilização. Andou até

a mureta da varanda e olhou para a frente da casa. Havia uma piscina não tão

grande e uma área para churrasco, seu pai adoraria. Mas estava bem


desgastada, precisaria de uma obra, pintura.

Do outro lado de uma rua larga estava o mar. O comércio dava para ver ao

longe. E haviam várias casas próximas.

Ao lado onde seria a garagem, estava Dane conversando com o corretor. Ele

de alguma forma percebeu que ela o olhava, olhou de volta e perguntou:

— E aí amor, gostou?

— Sim, claro, é esta! — Respondeu ela meio histérica no bom

sentido.

Quando terminou de falar, ela sentiu Léo por trás dela a abraçando.

Logo depois ele gritou para Dane:

— Pronto Dane, fecha logo o negócio. — E a beijou.

O corretor olhou de um para outro sem entender muito bem, quando

Dane se voltou para ele, disfarçou e lhe perguntou:

— Então senhor, podemos agir os documentos?

— Com certeza.

Após acordarem e praticamente fechar a compra, Dane acompanhou o

corretor até o portão e ficou com a chave da casa. Combinou o dia de se

encontrarem para finalizar com a assinatura da escritura e transferência do

dinheiro.

Ao se virar para voltar, olhou para a casa. Nesse momento sentiu o peso de

suas decisões. A responsabilidade de ter um lar. No momento eram só ele,

Nininha e Léo, mas a ideia era construir sua família ali, criar seus filhos.

Pela primeira vez desde que seus pais se foram, ele usou o dinheiro

que eles haviam deixado. Ainda sobrou alguma coisa, junto com os aluguéis

de alguns imóveis que seus pais tinham, se transformava em uma boa


quantia. Mas isso não lhe interessava, gostava mesmo é de ganhar o seu

dinheiro com o trabalho que escolheu.

Seus pais eram empresários, de classe média, sempre deram uma boa

vida a Dane e quando ele quis trocar tudo isso para ser policial, foi o fim para

seus pais. Eles não queriam de jeito nenhum, tinham medo por ele. Ficaram

tempos sem se falar, seu pai então foi irredutível. Mas Dane seguiu em frente,

estudou se qualificou, sempre de acordo com seu objetivo final, que era

entrar para inteligência da polícia federal. Acabou que no fim foram eles que

morreram, apenas por serem pais de um policial. Dane levaria essa culpa para

sempre. Ele achava que era por isso que não se entregava às relações,

somente a amizade de Léo. Hoje ele sabe que não se envolveu amorosamente

com ninguém antes, porque seu coração pertencia à sua menina, e não tem

medo ou sensação de culpa que faça ele querer ficar longe dela e nem desistir

de uma vida ao seu lado. As coisas acontecem porque tem que acontecer,

simples assim. Respirando fundo e tentando afastar memórias de tristeza em

relação aos seus pais, foi ao encontro de seu amigo e noiva.

— E aqui, o que será? — Perguntava Léo.

— Quarto de hóspedes, uê! — Respondia Nininha.

— E aqui? — Continuava Léo.

— Outro quarto de hóspede? – Respondeu como quem questionasse.

Bufando Léo foi em sua direção, com as mãos no seu rosto disse a

ela:

— Princesa, quando você vai cair na real e aceitar de uma vez por

todas que esses serão quartos dos nossos filhos?

Tirando as mãos dele de seu rosto, Nininha saiu andando olhando em

volta e respondendo:

— Porque isso ainda não passa pela minha cabeça.

Nesse momento Dane se aproximava a eles no corredor que levavam


aos quartos de cima e falou:

— Sabe o que eu acho Léo, que você está parecendo uma

mulherzinha que só quer saber de ter filhos, são seus hormônios gazela que

estão aflorados, vai menstruar também?

— Muito engraçado Daniel, até parece que também não pensa nisso.

— Sim eu penso, mas não penso só nisso como você.

— Aí meninos, vocês não tem que pensar em nada disso, porque

quem decide isso, sou eu. Meu corpo, minhas regras. E não estou nem

pensando. Por enquanto.

Pequenas omissões não nos fazem mentirosos, apenas nos permite

adiar algumas verdades que não precisam ser imediatas.

Nininha queria ser mãe e, mãe dos filhos deles, mas ainda tinha um pouco de

receio. Aquele medo de não saber se será boa o suficiente, rondava a cabeça

dela. Como se só dependesse de nossas vontades os acontecimentos em

nossas vidas.

Só temos certeza se somos bons ou ruins, suficientes ou não, diante da

experiência vivida. Temos que estar dispostos a viver e aí sim fazer as

comparações necessárias.

— Que tal estreiarmos nossa nova casa? — Dizia Léo olhando safado

para Nininha.

Pega pela cintura, escutou em seu ouvido Dane dizer:

— Eu acho perfeito.

— Vocês são insaciáveis mesmo.

— Amor, desde o dia anterior ao churrasco não tomamos você ao

mesmo tempo. Queremos sempre que possível te preencher ao mesmo tempo,

é tão bom, apertado e proibido. E também desde desse dia não provamos

desse bumbum.

— Um descanso necessário para minha pobre bunda. — Retrucou


Nininha se afastando de Dane e indo abraçar Léo.

— Nós somos insaciáveis e você irresistível, combinação perfeita. —

Léo disse antes de beija-la com fogo nos lábios.

Indo até eles Dane se ajoelhou atrás de Nininha segurou em suas

ancas e por cima do jeans que vestia, beijava e mordia as bochechas de sua

bunda. Passava o rosto entre as bandas de olhos fechados com muito desejo e

tentava abrir o fecho.

Léo beijava e acariciava os seios dela, conseguiu abaixar uma parte da blusa

expondo o seu seio direito. Se revezava em beijar sua boca e abocanhar a

carne macia em sua mão.

Entorpecida pelo o clima quente que se instalava naquele cômodo

vazio, Nininha tomada de sensações, se dissolvida nas mãos deles. Começou

a tirar a camisa de Léo e abrir sua calça. E facilitou a Dane tirar o jeans que

vestia.

Um vento forte soou lá fora, as janelas vibraram e o vento ao entrar

pela casa vazia fazia barulho. Mas o mundo poderia acabar que aqueles três

não iam perceber. Quando seus corpos se fundiam em um só, não havia nada

que dispersasse a atenção. Seus sentidos e seus corpos só se concentravam

em encontrar alívio.

No chão, as roupas jogadas por todos os lados e eles rolando de um

lado para outro sem desacoplar. Nem o frio do porcelanato, em contato com a

pele quente, foi capaz de fazê-los parar.

O vidro da janela embaçava com a quentura que vinha deles e através dele

via-se a chuva cair em pingos fortes. Léo penetrava Nininha em sua buceta

enquanto Dane se fartava em sua bunda, e foi assim que os três gozaram

juntos, ao som da chuva e das frases ditas: eu te amo, eu te amo e eu amo

vocês.

Nus, suados e largados no chão do quarto vazio de sua nova casa,


olhavam para a chuva que caia lá fora. Nininha se levantou e aos olhos dos

dois andou até a janela, bem faceira colocou as mãos no batente e se inclinou

um pouquinho, o que dava uma visão melhor do que a chuva para os dois

amigos no chão, então disse pensativa:

— Eu acho que vou tomar banho de chuva.

— Tá doida, quer ficar resfriada. — Repreendeu Dane.

Virando-se e apontando o dedo para Dane vociferou:

— Nunca chame uma mulher de doida, ainda mais sua mulher. Eu

estava quieta, mas aí vocês vem e me tiram do sério com essas mãos e bocas

insanas... Agora aguenta, eu quero mais, quero na chuva e no quintal de nossa

casa. Fui!

Sem olhar para trás, Nininha correu para baixo na casa, passando pela

sala pegou na sua bolsa uma canga de praia e saiu para o quintal. Olhou em

volta e viu que não tinha como algum curioso ver o que acontecia no seu

quintal. Deixou a canga no chão e sorrindo sapeca olhou para trás e gritou:

— Vocês não vem não? — Correu para chuva.

Ao escutarem a voz dela, Dane e Léo se olharam sem acreditar.

— Cara, ela não pode tá falando sério. — Falou Dane incrédulo.

— Brother, acho que está sim e, eu não vou ficar aqui em cima

batendo papo com você sabendo que minha noiva está nua tomando banho de

chuva no quintal. Você não faz o meu tipo, sinto muito. — Léo disse já se

levantando e indo para o quintal peladão.

— Idiota... Ei… Me espera que também vou! — Correu Dane.

— Vai ficar pra trás seu velho.... — Implicou Léo.

— Só se o novinho fosse mais rápido e esperto do que eu... — Falou

Dane do meio da escada pulando na frente de Léo o deixando para trás.

— Filho da puta...

— Chorão...


Nininha rodopiava na chuva, sentia-se livre. Já não tinha mais

vergonha de seu corpo, se descobriu mulher e agora se ama cada vez mais.

Era preciso isso para que continuasse saciando seus dois homens. Passava as

mãos em seu corpo, que ainda vibrava da pós foda. E quanto mais fazia isso,

mais seu desejo se mostrava. Abrindo os olhos viu Dane sair da casa seguido

por Léo, os dois não tiravam os olhos dela. Mesmo não tendo bebido sentiase

embriagada, viciada, necessitada. Via nos olhos deles a vontade de tocar

seu corpo, então com eles assistindo começou a se tocar mais intimamente.

Passeava sua mão sobre os picos endurecido de seus seios, descia a mão por

seu ventre até o meio de suas coxas. Seus dedos encontraram os lábios

vaginais molhados não só pela água da chuva. Levando um dedo na borda de

seu canal sentiu o líquido viscoso que Léo havia depositado no fundo do seu

ser que agora escorria pela suas pernas, junto com o líquido espesso que

Dane depositou atrás.

Era mundano demais essas sensações, não havia tempo para pensar se era

certo ou errado, bonito ou feio, só dava para sentir.

Léo e Dane se aproximavam como felinos na selva focando sua presa.

Não agiram em nenhum momento, pois sabiam que Nininha é quem estava

comandando a festa. Ficaram apenas de espectadores da atração principal de

suas vidas. Vendo seus homens se aproximarem completamente nus e já

prontos para toma-la, seu toque já não a contentava, precisava deles, da

maneira que quisessem. Só precisava senti-los de novo.

Com um sorriso convidativo Nininha trouxe seus homens ainda mais

perto, e na chuva sem o toque das mãos, se olhavam enquanto eles a

rodeavam. Vez ou outra Dane e Léo cheiravam seu pescoço em lugares

diferentes, mordiscava, e pegava em mechas de seus cabelos deixando

escorrer pelos dedos.

Foi ela quem deu o primeiro passo, levou suas mãos a cada pescoço deles e


os trouxe na altura de seus seios. Cada um tomou seu presente como

quiseram. Nininha enfiava os dedos nos cabelos deles pressionando-os ainda

mais ao seu corpo e tentando não cair no chão com o turbilhão que crescia

dentro de si.

As mãos deles corriam pelo corpo dela. A chuva não cessava, parecia querer

fazer parte da festa. No momento em que ela deu uma aumentada, Léo foi

para às costas de Nininha, sustentando ela pelas suas coxas abertas, assistiu

seu parceiro de vida se encaixar nela com volúpia. Logo Dane se equilibrou e

tomou o peso dela para si, após algumas investidas indecentes e alucinantes

que faziam ela gemer, ele parou e aguardou o amigo se posicionar.

— O meu Deus gente, não para, não para...

— Não princesa, nunca... Só vamos duplicar as sensações... Deixa só

eu me encaixar também... Aaaaaaa que apertado amor, assim não aguento...

— Dizia Léo enquanto tentava se encaixar em sua buceta onde Dane já fazia

morada.

Com os dois juntos em seu canal quente e úmido, Nininha só

conseguia se deixar levar. Seu corpo cada vez mais se adaptava a esse tipo

diferente de penetração. Não era uma prática diária e ela achava que nem

seria possível, mas quando acontecia era sensacional. Parecia impossível

antes e continua não sendo tão fácil quanto parece, mas quando tudo se

ajustava era maravilhoso. Sentir os pênis duros dentro dela ao mesmo tempo,

tanto no ânus e vagina, quanto só na frente, a fazia sentir-se sobre humana o

que a colocava na condição de uma Deusa.

O barulho do encontro dos seus corpos com o movimento que faziam,

revelava a ânsia de alcançarem o melhor prazer que o sexo a três poderiam

lhes dar.

Já Dane e Léo sentiam algo fora do normal. Era como se um fosse a

continuação do outro. Não havia tesão em ter seus paus encostando um no


outro, mas todo o roçar deles dentro do canal dela com a compreensão de

suas paredes vaginais, traziam um transbordamento de sensações. A fricção

que faziam os levavam aos céus e por consequência Nininha ia junto.

Ela já havia notado que quando eles faziam uma dupla penetração,

gozavam mais rápido. Na maioria das vezes eles primeiros que ela, apesar de

sempre eles se esforçarem para o contrário. Então aprendeu a se estimular

também durante essas relações, adiantando seu momento de prazer. Rebolava

levando eles ao ponto que precisava e se tocava como podia.

Naquela dança de vai e vem continuavam e a chuva os

acompanhavam.

Sentindo seu orgasmo se formar, Dane começou a tremer as pernas, Léo

percebeu e se adiantou para chegarem juntos.

Nininha já estava tão alucinada que dedilhava seu clitóris sentindo seu corpo

reagir lhe presenteando com um clímax.

Dane não aguentou os espasmos da buceta dela e a seguiu jorrando dentro

dela, Léo tomado pela luxúria do momento foi junto enchendo novamente

aquele corpinho que adorava. No fim se soltaram e levantaram os rostos para

o céu na intenção de que a chuva que caia os ajudassem a recuperar às forças.

Era noite quando o trisal chegou no apartamento. Os três estavam

mais que realizados com a nova casa, na vinda vieram resolvendo sobre

decoração e outras coisas do tipo. Falaram também do como seus amigos e

parentes iriam curtir o local.

Os sobrinhos de Léo adoravam praia, apesar de terem ido poucas vezes,

agora iriam se fartar ao vir visitá-los.

Após o noivado, antes de irem embora, eles todos passaram um dia na

praia. Até o pai de Nininha foi e, acompanhado de Gracinha. Foi um dia de

farofa como disse Lary, que apareceu por lá à tarde. Nininha aproveitou para

assuntar sobre a reação da mãe de Lary ao atender o telefonema dela.


Também falou sobre o comentário que Bruna havia feito sobre isso. Sentiu

que Lary queria pôr panos quentes sobre o que sua mãe realmente estava

pensando de Nininha. Triste, mas tentando se conformar falou a amiga:

— Lary, sabe que te amooooo, né? Então não precisa pisar em ovos

entre eu e sua mãe. É claro que eu já sabia que não seria fácil e que perderia

algumas pessoas pelo caminho diante dessa escolha de vida. Não quero que

pense que não preso a amizade da sua mãe, porém quero que saiba que você é

que é muito importante para mim, sua mãe era um bônus. Infelizmente não

podemos ter tudo, é assim com todo mundo. E na realidade não me sinto na

posição de reclamar de nada, pois as pessoas que verdadeiramente são

importantes para mim estão do meu lado e me aceitam como sou e como

quero ser. O que vier daqui para frente é lucro. É triste sim, perder pessoas

que eram referência para mim, mas saber que a referência dela sobre mim

mudou, por puro preconceito, é mais triste ainda. É como se seu carinho não

fosse real. Então não me serve. Me perdoe.

— Nininha, eu que te peço desculpas. Minha mãe surtou, na verdade

sabíamos dos pontos de vistas dela bem arcaico, mas sem dúvida isso não

atrapalha nossa amizade. Te amo também e isso é a única coisa que importa.

Minha mãe é que vai perder sua amizade.

— Bom, vamos esquecer isso. Que tal um mergulho?

Após este dia, Nininha se limitou a não envolver a mãe de Lary em

seus planos como antes. Ao lado dela só queria quem fosse verdade.

No estacionamento Nininha começou a espirrar e corizar. Aquele

banho de chuva estava fazendo efeito. Sonolenta, ela foi direto para o quarto

e se jogou na cama. Léo foi navegar no computador na sala e Dane foi ler um

livro na cama ao lado de Nininha.

Mais tarde, Nininha se remexeu na cama espirrando e tossindo, acordou e

pediu água para Dane. Ele foi buscar e ao passar pela sala viu Léo dormindo


com o Notebook no colo, balançou a cabeça rindo e foi na cozinha buscar a

água. Ao voltar foi até ele, tirou e desligou o computador e carinhosamente,

como um ogro, deu uns tampinhas no braço dele e disse:

— Acorda mané e vai para cama, antes que arrume um torcicolo e eu

tenha que cuidar de dois.

— Porra, precisa bater seu... Dois?! Não entendi.

— Nininha está espirrando, tossindo e senti ela um pouco quente, eu

disse que aquela chuva ia acabar trazendo resfriado.

— Sério, cara?! Merda. Eu vou lá ver ela.

— E você é médico gazela?

— Não, mas com certeza não sou o cara que vai dizer: "viu eu disse

que aquela chuva ia trazer resfriado"....

Se adiantando, Léo foi para o quarto ter com Nininha. E a

bombardiou de perguntas enquanto beijava seu rosto:

— Oi princesa, como você está, tá com febre, quer ir ao médico, o

que você quer que a gente faça? Dane me disse que está inquieta e

espirrando. Tá quente.

— Sim estou inquieta, mais ainda agora, que você está me apertando.

— Respondeu ela tentando se desvencilhar dos braços dele.

— Ah, desculpa!

— Tudo bem amor, eu só estou cansada e com sede, mas com febre

acho que não. Tô espirrando sim, mas talvez não vire resfriado, não precisa

se preocupar.

Nesse momento Dane entra no quarto com a água e escuta o que

Nininha diz e fala:

— Como não nos preocupar? Impossível! Toma sua água, trouxe

também esse comprimido de vitamina c.

— Tá ok, vou tomar e dormir. — Respondeu ela revirando os olhos


achando desnecessário toda essa preocupação.

Se acomodaram na cama e dormiram. Bom, Léo e Nininha dormiram,

Dane ficou acordado ainda preocupado, achava realmente que ela estava

quente demais. Um tempo depois foi vencido pelo cansaço e dormiu. Na

manhã seguinte Léo foi correr, ao voltar encontrou Dane na cozinha.

— Trouxe aquelas rosquinhas que ela gosta. Ela já acordou?

— Não Léo, na verdade acordou com uma tosse e com febre. Achei

um termômetro numa das bolsas que sua irmã esqueceu, deveria ser das

crianças. Enfim, está com 38 graus. Ela pediu uma dipirona e voltou a

dormir, nem água quis. Acho melhor levarmos ela ao médico.

— Claro! Eu vou tomar uma ducha e vamos.

— O problema vai ser convencê-la, tenta você. — Disse Dane

— Ok, porém um não dela não vai adiantar, porque carrego ela no

colo, vou lá.

— Tô fazendo um suco de laranja, quem sabe ela toma. — Disse

Dane cortando as laranjas.

Coberta com dois endredons, Nininha dormia. Não se sentia muito

bem. A garganta estava dolorida, nariz intupido e dores no corpo. Ao deitar

na noite anterior notou que não estava muito bem mesmo, mas preferiu não

preocupar os meninos que já estavam se preocupando com um espirro à toa.

Porém agora ela estava se preocupando, há tempos não se sentia assim e, em

tão pouco tempo. Pensou que pode ter sido a chuva, o vento, talvez estivesse

com a imunidade baixa e pegou um resfriado.

— Bom dia princesa! — Dizia Léo enquanto acordava Nininha e

ouvia ela tossir. — Você ainda está quente amor, e essa tosse não é legal,

acho melhor irmos ao médico.

Abrindo os olhos e se espreguiçando, Nininha viu o rosto do seu Léo

com expressão dolorida a mesma que viu em seu Dane mais cedo.


Preocupação. Então para deixar eles mais calmos decidiu acatar e ir à

consulta.

— Tá bom eu vou, deixa eu me levantar e tomar um banho.

— Ótima resposta, assim você evita que eu te carregue no colo à

força. Vem, vou te dar banho.

— Você não teria coragem?!?!

— Quer tentar?

— Não, estou muito moribunda para entrar em uma briga, peço

arrego.

— Boa menina, vamos.

Léo a ajudou sair da cama, notou que sua pele estava quente, a febre

não deve ter cessado. No banheiro ele ajudou a retirar sua roupa. Ela iria

reclamar, mas no fundo estava adorando ser tratada daquele jeito. Abrindo o

chuveiro, Léo checou a temperatura da água e trouxe Nininha para debaixo

dela. Ele retirou também sua roupa e entrou no box junto. Aquele banheiro já

viu vários banhos eróticos, porém este era diferente era gentil, amoroso,

cuidadoso. Léo a banhou com uma delicadeza tão grande que a fazia flutuar.

De olhos fechados, sentia as pontas dos dedos de Léo massageando seu couro

cabeludo com o shampoo e condicionador. Cada pedacinho de seu corpo foi

ensaboado por suas mãos grandes e grossas, até suas partes íntimas. Mas

nenhum desses toques eram no intuito sexual, era apenas a afirmação de que

seu corpo pertencia a este homem para ser amado e cuidado.

— Pronto amor, limpinha. – Léo falou a virando e lhe beijando os

lábios febris.

A porta se abre e com o barulho eles interrompem o beijo, era Dane.

— Vem amor, eu te seco. — Disse pegando a toalha dela e a ajudando

a sair do box.

Como uma boneca, foi passada de mãos, mas a gentileza e o zelo


eram os mesmos. Dane secou o excesso de água em seu corpo, depois

enrolou uma toalha nela e em seu cabelo.

Quando chegaram no quarto, Nininha notou que em cima da cama já estava

arrumado um conjunto de roupas para ela usar. Calcinha, soutien, blusa polo,

calça jeans e um casaquinho e aos pés da cama, uma sapatilha. Tudo em

harmonia, Dane a conhecia tão bem.

Cada dia que passava ela se encantava mais, cada vez mais, por seus

homens. Eles não eram só carnais eram coração também e levavam a sério

toda essa parte de cuidar dela. Ela amava e estava começando a se acostumar.

Isso lhe dava mais vontade de ser para eles, muito mais do que eles

mereciam. O mais engraçado era a logística de tudo. Ela pensou, Dane ao

entrar no quarto viu que eles estavam no banho e se adiantou em arrumar

suas roupas, eles dividiam as tarefas esporadicamente ou combinavam em

algum momento sem que ela percebesse? Ela não sabia, porém sabia que

funcionava muito bem.

— Pronto, sequinha amor. Vamos pôr a roupa. E aí como esta se

sentindo, alguma dor, a garganta como está?

— Sinto-me ... Amada. E se não fosse por essas dores no corpo e de

garganta, faria de tudo para retribuir tamanho amor.

Abraçando sua menina dodói, Dane beijou o topo de sua cabeça

dizendo:

— Você já faz bebê, só o fato de você estar em nossas vidas e encarar

essa viagem infinita conosco já é uma prova do seu amor. Convenhamos, eu

sou um chato e Léo pelo amor de Deus não sei como aturamos.

— Eu ouvi isso, heim... — Sibilou Léo saindo do banheiro e se

enxugando.

— Eu amo vocês dois, mesmo com tooodos esses defeitos. — Disse

Nininha abraçada a Dane, meio debochada.


Na sala de espera os três aguardavam serem chamados. Nininha

estava aninhada entre os dois, sua cabeça pendia de um para o outro.

Impaciente Léo levantou e foi questionar na recepção a demora, a atendente

disse que só havia uma pessoa na frente. Meia hora depois, chamaram ela. Ao

entrarem no consultório o doutor de plantão olhou interrogativo para os três.

Dane a ajudou a sentar e se pôs atrás dela enquanto Léo já deixava o médico

a par dos acontecimentos, evitando é claro a parte do sexo avassalador na

chuva. Por outro lado, embora indisposta, Nininha sorria ao ver como seus

homens ficavam sobre as pontas dos pés somente por conta de uma febre e

tosse, um provável resfriado. Imaginava como seria quando engravidasse, ela

sorria internamente com os pensamentos que tinha.

— Olá Paulina, então… Você foi deitar com uma indisposição e

acordou com tosse, espirros, dores no corpo e febre?

— Sim.

— Ok, senta na maca por favor, que vou lhe examinar.

Prontamente Léo a sentou na maca e deu espaço para o doutor, Dane

ao seu lado. O médico a examinou, fez algumas perguntas. No fim disse que

sua garganta estava bem irritada e junto com um forte resfriado estava

deixando-a desse jeito. Iria entrar com antibióticos para garganta e antigripal.

Fora isso receitou algumas medidas extras para auxiliar o tratamento como

repouso, muito líquido e boa alimentação.

— Obrigada doutor, eu disse para esses dois que não era nada de

mais.

— Seus irmãos estão certíssimos em te cuidar, se eu tivesse uma irmã

como você teria o mesmo carinho.

— Talvez se eu também tivesse uma irmã, cuidava bem dela, porém

Paulina é nossa NOIVA e não irmã. O cuidado é duplo. Superproteção.

Tenha um bom dia! — Vociferou Dane, deixando o doutor abismado,


Nininha sem saber onde enfiar a cara e Léo sorridente.

Saíram do consultório em silêncio. Ao chegarem no carro Dane

soltou:

— Engraçadinho esse médico!

— Brother, ele só estava curioso e você matou a curiosidade dele.

— O que nem precisava né Dane? — Cuspiu Nininha.

— Dane-se, não gostei do jeito que ele te olhou, só falei a verdade e

não me arrependo e assim que você estiver se sentindo melhor amor,

marcamos a assinatura da união estável e trocamos alianças, pronto.

Rindo e tossindo, Nininha disse:

— Isso é ciúme amor meu?

Sentando atrás do volante, Dane deu uma olhada para o lado onde

estava sentada sua menina dizendo todo cheio de razão:

— Sim é, não gosto de ninguém te olhando daquele jeito e pronto.

Chega de assunto. Vamos passar na farmácia comprar os remédios e como

disse o curioso do médico, repouso. — Finalizou com um beijinho no

biquinho que Nininha fazia.

Ficar doente nunca é bom. Não importa a gravidade da doença, nunca

é bom. Mas todos deveríamos ter a sorte de ter alguém que nos mime durante

a enfermidade. Nossa imunidade aumenta quando nos sentimos amados e o

amor pelas pessoas que nos mimam cresce ainda mais. Nessas últimas

semanas sendo tratada a pão de ló, Nininha estava ficando mal acostumada.

Terminou as medicações, melhorou a olhos vistos, mas não perdia a

oportunidade de receber um banho de um dos dois ou dos dois juntos.

Ficaram uma semana direto sem fazer amor. Mas ao passar os sete dias dos

remédios, Nininha conseguiu seduzir seus noivos e provar que já estava bem

melhor. Porém, mesmo seduzidos mantiveram a calma para não deixá-la

muito cansada, o que criou uma guerrinha entre eles e ela, que queria a


entrega total. Nada melhor do que um dia atrás do outro e no dia que saíram

para fechar de vez o negócio da casa, ela conseguiu usando como motivo

festejar a compra, levar os dois para cama e para dentro dela, ao mesmo

tempo, do jeitinho que gostava e sentia falta, era tudo que precisava depois de

dias sem tê-los. E foi maravilhoso!

Os dias seguintes foram preenchidos com saídas para compras dos

móveis, na maioria das vezes iam somente os três. Porém, às vezes Nininha

ia com as amigas Bruna e Lary. Elas cismaram em fazer um chá de panela, e

mesmo sem querer, Nininha aceitou e acabou reunindo algumas poucas

amigas que tinha, na verdade clientes das quais gostava muito. Foi muito

bacana, pois eles ganharam alguns presentes e Nininha se divertiu. Ela

também foi convencida pelos dois de fazer uma sessão de fotos em um fim de

semana na praia em frente à casa deles. E esse ensaio seria de vestido de

noiva. O que fez ela aceitar, além da vontade absurda de vestir um vestido de

noiva, foi o fato deles combinarem de não fazer cerimônia e festa como ela

tinha pedido. Eles só queriam ter a oportunidade de vê-la vestida de noiva.

Não poderia negar um pedido desses para seus amores.

Queriam um álbum para guardar de lembrança. Portanto passou alguns

longos dias com Lary e Bruna em busca do vestido perfeito. Já que ia vestir

um, que fosse especial. Dentro de toda essa ideia, Bruna e Lary acabaram se

convidando para as fotos vestidas de madrinha e disseram que seu Silva

merecia também participar, como o pai da noiva não poderia deixar de estar

nas fotos.

Nininha achou isso tudo demais, mas não conseguia negar nada às

pessoas que amava. Na verdade estava gostando disso tudo, no fundo achou

que Dane e principalmente Léo iriam insistir mais em uma cerimônia e festa,

mas enfim, acabou não acontecendo. Talvez fosse melhor assim. Pelo menos

seus filhos teriam fotos para ver e ela a oportunidade de ter seus noivos


lindos ao seu lado.

— É esse!!!

— Amiga, concordo e para as fotos na praia é o que cai melhor. —

Respondeu Bruna.

— E aí Lary, fala alguma coisa??? — Perguntou Nininha.

Olhando admirada, Lary não conseguiu segurar as lágrimas e disse:

— Minha amiga, você está linda. Eu tô tão feliz por você.

Aquele momento ficou eternizado na memória daquele trio de amigas.

O choro foi livre e até anti sentimental da Bruna se deu ao luxo de se

emocionar. A felicidade de Nininha transbordava e alcançava o coração de

suas amigas que a amavam muito. E a verdadeira amizade é assim, é ser

alcançado pela felicidade do amigo e senti-la como se fosse a sua própria. A

emoção estava tão a flor da pele que até a vendedora chorou e ainda fez um

comentário:

— Tão pura a amizade de vocês. E você está uma noiva tão linda, é

até um pecado você só usar o vestido para uma sessão de fotos, ainda está em

tempo de mudar de ideia e fazer uma festa daquelas.

Descendo da banqueta em que as noivas experimentam os vestidos,

Nininha foi até suas amigas abraçou as duas e disse a vendedora:

— Eu já tenho mais do que preciso e mereço nessa vida. Uma festa

não mudaria e nem acrescentaria nada. Na verdade só tenho o que agradecer

e, se ousasse pedir alguma coisa seria apenas saúde para poder continuar

compartilhando a minha vida com essas pessoas maravilhosas, meu pai,

minhas amigas e meus noivos.

— Noivos?! — Questionou assustada a vendedora.

— Sim. É uma longa história, se você tiver uma mente aberta e muito

amor no coração, posso lhe contar.

— Minha linda, eu sou mãe de um casal, um menino que é trans e


uma menina lésbica, que no caso mora com minha nora lá em casa. Então,

quando você pergunta sobre uma mente aberta, meu amor, essa sou eu. Amo

meus filhos, amo minha nora e amo pessoas, julgamentos deixo para quem de

direito, ou seja, Deus.

As meninas ficaram boquiabertas com a declaração da vendedora,

adoraram a forma leve com que ela encarava toda sua história de vida, ela era

feita de amor. Mais uma vez Nininha se sentia privilegiada por encontrar uma

pessoa que vivia o amor e não o ódio. As três foram juntas abraçar ela que

ficou toda emocionada. Depois disso a certeza de que era o vestido certo só

se concretizou, a energia que rondava elas era ótima e vibrante. Lary e Bruna

aproveitaram e escolheram os seus vestidos. De lá foram almoçar no

Balacobaco' s, acabaram pedindo cerveja e a tarde foi passando.

— E então gente, vocês vão poder ir amanhã na minha casa nova,

para me ajudar a arrumar as coisas?

— Pode contar com a gente. — Falaram as duas juntas meio bêbadas.

tinha ido.

Elas brindaram e pediram mais uma, a pé na bunda, pois a saideira já

— Oi, atrapalho às meninas? — Falou Léo ao chegar perto delas de

surpresa. Ele puxou uma cadeira de outra mesa, colocou próximo a Nininha e

lhe beijou.

— Não Léo, senta ai, garçom traz mais um copo. — Gritou Bruna.

— Bruna, não posso beber, estou dirigindo.

— Tá de sacanagem, achei que o chato fosse o Dane? — Implicou

Bruna, levando um chute de Lary.

— Até concordo Bruna, mas no fim eu também tenho minhas

chatices. — Respondeu Léo levando na brincadeira.

foguenta.

Rindo abobalhada Nininha abraçou Léo e beijou seu pescoço, toda


— Acho que já está na hora de irmos pra casa, princesa.

— Não quero ir, quero dançar com você.

— Bom, eu tenho que ir, já estou na rua desde manhã com vocês duas

e amanhã ainda vou com vocês para ajudar na arrumação... Bruna, você vem

comigo ou vai ficar? — Falou Lary.

— Vou ficar mais um pouco é claro, te vejo amanhã vaca.

— Tá bom, tchau Léo, beijos Nininha.

— Lary se você esperar mais um pouquinho eu te levo, sem

problemas.

— Não precisa Léo, conheço minha amiguinha aí, ela quer dançar e

não vai ser só uma música... Eu peço um táxi, bjokas vejo vocês amanhã. Me

liga Nininha, ok?

— Pode deixar sargenta, rsrsrs.

Tomando Nininha nos braços, Léo a puxou para a pista de dança que

estava vazia e tocava um som ambiente. Ao som da música seus corpos se

moviam, Nininha lembrou da primeira vez que dançou com Léo ali e a

sensação daquele momento voltou com toda força. Seu corpo implorava pelo

seu toque, que diferente daquele dia, agora ela já conhecia. O grande impasse

era que essas sensações essa noite não seriam completas, pois Dane foi cedo

para casa nova receber os últimos móveis e iria dormir lá. Hoje à noite pela

primeira vez seria somente ela e Léo. Não que seria ruim, mas ela já sentia

falta de seu Dane e da possibilidade de tê-los os dois ao mesmo tempo. Se

tornou uma viciada.

Embora tenha que se acostumar com o fato de ter que dormir apenas com um

deles vez ou outra, por conta das escalas de trabalho que fizeram, não queria

pensar nisso. Mimada e acostumada a ter eles juntos, seu corpo e mente já

sofriam com a perda da presença de um dos dois.

— Princesa, acho que é melhor irmos embora. Amanhã temos que


acordar cedo. E eu tô louco para tirar esse vestidinho esvoaçante de você.

Mordendo os lábios, Nininha olhou da boca dele para seus olhos, com

cara de pidona e disse:

— Por mim tudo bem, mas antes preciso ir ao banheiro — Se virou

deu dois passos e virou-se novamente para ele. Com carinha de arteira

continuou a dizer. — Você vai me deixar ir sozinha?

Engolindo a saliva para não babar, e compreendendo a traquinagem

de sua noiva, Léo sorriu e disse que ia logo atrás dela.

Como de costume Nininha foi ao banheiro dos funcionários, o mesmo

em que Dane a beijou pela segunda vez. Passando pelo bar seu amigo garçom

sorriu e piscou para ela. No banheiro ela se aliviou, olhou para o espelho e se

lembrou da vez que esteve ali com Dane. A devassa que nasceu ali e foi

crescendo, estava de volta e mais confiante. Lavou as mãos ajeitou os

cabelos. Se olhando no espelho enxergava uma mulher sexy e poderosa.

Léo avisou Bruna que já havia pago a conta e que iriam embora,

perguntou se iria querer carona. A resposta foi que ela encontrou uns amigos

e iria ficar mais um pouco. Então se despediram. Léo foi atrás de sua noiva.

Passou pelo garçom que liberou a passagem e foi até o banheiro. Quando foi

bater na porta notou que estava encostada, abriu e viu Nininha de frente para

o espelho se olhando. Ele entrou fechou a porta e disse:

— Está maluca, a porta estava aberta.

— Eu sei meu príncipe, eu estava esperando você.

— O que você está querendo princesa? — Disse ele se aproximando

de suas costas, encostando seu membro quase pronto para brincadeira em sua

bunda e colocando as mãos sobre a bancada, prendendo-a entre ele e a pia.

Ela como quem não quer nada, continuou a se olhar, pôs as mãos por

dentro de cada decote e ajeitou cada seio. Léo babava a olhando, e ela sabia

disso.


— Eu quero o que você estiver disposto a me dar. Amor... Estou tão

acesa, sei lá, diferente. Eu. Tô. Pegando. Fogo. — Sussurrou ela, ao toque

dos beijos de Léo em seu pescoço e de seu olhar faminto.

Tirando as mãos da bancada e indo para as coxas dela, puxando

devagarinho o tecido do vestido, Léo foi dizendo no pé do ouvido dela:

— Você está com sorte, já te disse que antes de ir para federal fiz um

curso de bombeiro? Com certeza sei apagar um fogo como ninguém, ainda

mais o seu, que é minha. Está disposta a receber o que eu estou disposto a lhe

dar?

— Huhum! Aaaaaahhh Léo...

Com o miado de gemido que ela deu, Léo sabia o que ela queria.

Afastou sua calcinha para o lado, colocou seu pau pra fora e empinando o

quadril dela enfiou sem dó nem piedade na entrada já altamente lubrificada

de sua buceta. Tirando um grito dela.

Na mesma hora e bem encaixado nela ele segurou seus cabelos com uma mão

puxando com força e com a outra deu um tapinha no seu rosto depois levou

até seus seios os colocando para fora do decote, dizendo:

— Sem gritar, não quero que ninguém escute seus gritos nem seus

gemidos, eles são só para mim e Dane. Se controla e toma aquilo que você

pediu. Shiiii...

Rebolando com o pau enfiado profundamente nela, foi a tirando do

sério por não poder gritar. Era tanto prazer que recebia. A força que fazia

para não gemer e gritar alto, fez todos os músculos de seu corpo tencionaram

e ela se pôs apenas a tomar tudo que ele tivesse disposto a lhe dar. A mão

dele em seus cabelos, o jeito rude de sua pegada a deixava louca. A cada

arremetida seus seios pulavam e eles assistiam através do espelho toda a

volúpia de seus corpos juntos. Geralmente esse perfil era de Dane, mas Léo

de vez enquanto se deixava levar pela paixão exacerbada e a tomava feito


bicho. Abrindo os olhos Nininha via no reflexo do espelho o rosto distorcido

de prazer de seu Léo, buscando satisfação em seu corpo. Uma sensação

começou a surgir na ponta dos dedos de seus pés e foi subindo pelo corpo

todo até voltar com toda força para um único lugar, seu clitóris. Léo a

conhecia, logo levou sua mão para lá e massageou aquele ponto

incandescente, ao mesmo tempo que maltratava sua xota com as estocadas

fortes e profundas.

— Goza no meu pau, safada.... Goza que eu vou gozar com você...

Vem comigo.

— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....

Perdidos. Estavam os dois perdidos dentro de um banheiro minúsculo

de funcionários de um bar. Os minutos pareciam horas para se recuperarem.

Quando conseguiram recuperar a consciência, se arrumaram e saíram. Pelo

que perceberam só o garçom amigo é que notou a demora dos dois. Foram

para o apartamento e passaram a noite se amando, agora com calma, sem

pressa do jeitinho que Léo gostava.

De madrugada, sentindo falta de seu Dane, Nininha fez uma chamada

de vídeo, ele atendeu rapidamente. Não estava conseguindo dormir direito,

também sentia falta dela.

Ficaram conversando e quando Dane perguntou sobre seu dia, ela falou sobre

ela e Léo no banheiro do bar. Notando que Dane se excitava, contou detalhes

para ele enquanto via ele se tocar vagarosamente.

Léo acordou com a conversa susurrada e quis participar, se excitou também

da maneira que ouvia ela falar sobre o que fizeram no banheiro do bar. E para

deixar tudo mais gostoso, começou ele mesmo a masturbar sua princesa.

Quando ela estava a ponto de se entregar ao prazer, a virou na cama e

posicionou o telefone na mão dela de modo que Dane assisti-se ele a fodendo

de quatro.


A visão que Dane tinha e o som que escutava estavam o levando a

loucura. Na imagem via o rosto de sua menina tomado de desejo enquanto

sua bunda estava no alto a disposição das investidas de Léo. Dane não durou

muito, logo desperdiçou seu líquido precioso sobre sua mão, porém não foi o

único, viu os dois através do vídeo se derreterem na luxúria do gozo.

Gemendo alto não suportando o prazer. Dane disse um até logo cheio de

promessas e Léo se abraçou a Nininha e voltaram a dormir, agora de certa

maneira mais inteiros.

O final de semana de arrumação da casa nova foi bem tranquilo, deu

até para seu Silva queimar uma carninha e curtirem uma praia. Nininha

queria se mudar já para lá, mas Dane e Léo acabavam sempre arranjando uma

desculpa.

A data da sessão de fotos se aproximava. As meninas convenceram

Nininha a retocar a mechas que tinha no cabelo e já deixaram marcadas hora

para fazerem juntas às unhas, antes de ir para a casa da praia e fazer as fotos.

Nininha aproveitava os dias com seus homens, sabia que não teriam

férias para sempre então tentava passar o máximo de tempo com eles. De vez

enquanto eles precisavam sair juntos ou separados para resolver um assunto

ou outro, coisa que ela nem se preocupava em perguntar. Um dia teve que ir

com eles no cartório para dar entrada nos papéis de união estável no qual

constaria a união dela com os dois, confirmando ser beneficiária dos dois. Era

algo muito complicado, muita burocracia, ela tentou fazer com que eles

desistissem, mas não conseguia.

A sorte deles é que os pais de Dane tinha algumas influências e ele as usou

para com auxílio de um amigo advogado correr com os papéis para eles.

Nininha resolveu não se estressar e não se meteu nesses assuntos.

Passou a correr com Léo toda manhã e às vezes Dane ia também.

No final da corrida pegavam um solzinho, sua pele estava com um bronzeado


muito bonito e achou bem bacana, pois iria sobressair no vestido. Passou a

arrumar as caixas que iriam para casa nova. Muitas coisas se desfez. Algumas

caixas dos meninos que vieram de viagem continuavam fechada.

Na casa de seu pai havia algumas coisas que queria levar.

Volta e meia tinha conversas com ele a sós. Descobriu que Gracinha fazia seu

pai tão feliz que a deixava contente. Ela era uma mulher maravilhosa, não

teve filhos e também estava aposentada como professora. Cuidava de seu

Silva com muito amor. Nininha tentava convencer seu pai a aproveitar e

viajar com sua namorada ou até chamar ela para morar com ele, assim não

ficaria tão sozinho. Seu Silva achava graça da empolgação com que sua filha

falava sobre seu namoro, mas ele era muito sistemático com suas coisas,

antes de trazer alguém para morar com ele queria ter certeza, e havia pouco

tempo que estava com Gracinha. Porém, a ideia de viajar caia-lhe bem. Entre

uma dessas conversas ele cortou algo em que Nininha falava e entrou num

assunto que não tinha nada a ver com o que conversavam.

— Eu gosto deles, ou melhor, você não poderia ter tido sorte maior

que esta filha.

— O quê?!? Do que tá falando pai?

— Dos meus genros!! De quem mais seria?

— Uê sei lá, estávamos falando de uma coisa e aí o senhor fala ai

todo pensativo, não entendi.

— O que você tem de esperta, às vezes tem de tonta.

— Ah, então eu tenho certeza de que não sou tão tonta assim. Rsrsrs.

— Engraçadinha, tá melhorando seu humor com Léo tenho certeza.

Aquele garoto é um fanfarrão, mas tem um coração tão grande, uma

sensibilidade, é um menino de ouro e é completamente louco por ti. E Dane,

com toda aquela autoridade e pinta de durão, se derrete só de te ver entrar no

ambiente. O poder que você tem sobre esses dois é quase palpável, minha


filha. Quando estão juntos, você parece um sol e eles os planetas ao seu redor

se movimentando através da sua gravidade. Vejo cada um deles te olharem

com uma doçura diferente, porém idêntica, não sei explicar. O que esses

caras são capazes de fazer para te fazer feliz não cabe em um livro. Eu me

achava o último romântico, um homem capaz de tudo pelo amor, que ingênuo

eu fui. Nem eu amei tanto sua mãe, ou pelo menos, não tentei provar esse

amor para ela quanto esses dois fazem a você. Eu sou um homem sortudo por

ter a sorte de minha única e amada filha poder encontrar amor maior do que

nós mesmos. Se eu tivesse que escolher marido para você, seriam esses dois.

E se Deus me permitisse escolher filhos homens, seriam esses dois. Nossa

família, principalmente eu e você sofremos muito com a perda precoce de sua

mãe. Mas fomos recompensados à altura. Eu te abençoo meu amor, abençoo

seus noivos e abençoo o futuro de vocês. Você não poderia ter sorte melhor!

Emocionados, pai e filha se abraçaram. Escutar essas palavras de seu

pai sem esperar, assim do nada, atingiu fundo o coração de Nininha. Feliz por

seu pai estar feliz e compreender completamente o que era a relação dela com

Léo e Dane falou:

— Meu pai, tenho certeza que se o senhor tivesse tido mais tempo

com a mamãe, teria feito como meus meninos fazem por mim. E como não

teve, o senhor usou todo o amor que tinha por ela e acrescentou ao amor que

nasceu comigo. Mas pai, ainda é tempo de viver uma nova história de amor,

talvez a Gracinha seja um novo presente de Deus, uma nova oportunidade

para que o senhor mostre o romântico que há dentro de você, e concordando

com suas próprias palavras, pode até ter concelhos com seus dois filhos do

coração, os quais o senhor tem tanta admiração. Amo você pai. Ah! E cá

entre nós, eles nem são tão românticos assim. — Disse Nininha terminando

num tom de voz mais baixo, como se contasse um segredo.

Seu Silva balançou a cabeça como se seus anos de experiência lhe


desse um embasamento melhor do que os dela e falou:

— Acho que você não conhece de verdade os seus homens, precisa ter

mais atenção. Você não sabe o quanto eles podem fazer para realizar

qualquer sonho seu.

— Ora papai o senhor está começando a variar, isso que eu acho.

— Está me chamando de louco?

— Não pai, nunca. — Respondeu ela sentando em seu colo e beijando

sua face.

Chegando em casa Nininha encontrou Léo vendo filme.

— Oi princesa, por que não avisou que vinha embora, íamos te

buscar.

— Meu pai me trouxe, ia se encontrar com a Gracinha daí peguei uma

carona, onde está Dane?

— Acabou de chegar da rua e está tomando banho.

— Ah!

— Aconteceu alguma coisa?

— Não, chega pra lá para eu deitar contigo, adoro esse filme. Ainda

está no comecinho.

Léo deu espaço para ela no sofá que se enroscou no seu corpo. Ele

adorou. Enquanto começaram a assistir o filme, Dane entra na sala e vê os

dois no sofá.

— Já chegou amor, por que não avisou, íamos te buscar? — Disse ele

se abaixando e dando um beijo em sua bochecha.

— Eu vim com meu pai. Amor, aproveitando que está de pé, faz

pipoca doce me deu uma vontade louca de comer.

— Tá faço sim. E o que vamos jantar?

— Eu posso fazer aquela minha macarronada? — Perguntou Léo.

— NÃO!!!!! — Respondeu Dane e Nininha em uníssono.


Rindo Léo falou:

— Dois idiotas...

— Não fica chateado meu príncipe, é que além da pipoca doce, quero

comer estrogonofe de carne. Quando acabar o filme eu faço.

— Ótimo... Dêem pausa no filme enquanto eu faço a pipoca. —Dane

disse indo para cozinha.

Com a pausa no filme, Léo aproveitou para namorar sua princesa.

Beijos e afagos trocados com muito amor. Léo aproveitou para perguntar:

— E aí, tudo certo para o ensaio de noiva?

— Sim, o vestido é lindo. Pena que vocês não quiseram ver.

— Os noivos não podem ver o vestido de noiva antes... Do ensaio.

— Santa bobeira, é só um ensaio. Bruna e Lary estão mais eufóricas

do que eu.

— É tão ruim assim pra você estar num vestido de noiva, amor?

— Não é isso, é que... Sei lá, não sei explicar. Acho isso tudo meio

impróprio.

— Impróprio!?

— É... Não... Talvez não seja essa a palavra. Ah! Esquece, o

importante é que faremos essas fotos.

— E você gostou do seu vestido?

— SIMMMMMMMMMM, se eu fosse me casar na igreja ou em

qualquer lugar do mundo, só teria duas certezas: que este seria o vestido e

vocês dois os noivos.

Com um beijo apaixonado Léo selou seus lábios. Não aguentou ver

seus olhos brilhando ao falar do vestido que usaria se, se casasse com eles.

Nininha se soltou do beijo ao sentir o cheirinho da pipoca.

— Hummm...

— Esse hummm foi para nosso beijo ou para a pipoca? —


Questionou Léo com um tom abismado.

— Para os dois... — Nininha respondeu dando vários beijinhos nele.

— E por falar em seus beijos, não estou preparada para ficar longe de um de

vocês de novo. Há um mês e pouco atrás foi Dane e, agora amanhã será você.

Não gosto disso.

— Minha linda, você terá que se acostumar. Sabe que quando

voltarmos a ativa teremos plantões diferentes. Muitas vezes estaremos os três

juntos e outras não. E quanto amanhã, já lhe expliquei, tenho que fazer essa

reciclagem e são dois dias, ficaria muito ruim ir e vir e voltar. Passaria a noite

na estrada e não renderia nada.

— Eu sei, eu sei. Nem eu quero você para cima e para baixo na

estrada. Vou ficar bem com Dane é claro, mas sentirei sua falta.

Voltando para sala com a pipoca, Dane soltou:

— Não se preocupe amor, podemos fazer uma chamada de vídeo para

ele igual a que vocês fizeram para mim. Toma sua pipoca.

— Achei interessante, só terei que ir para o banheiro, acredito que no

alojamento terão outros policiais em treinamento. — Disse Léo pegando

pipoca e mastigando.

Nininha abraçou Léo forte e disse:

— Perfeito! Agora me da minha pipoca e da play no filme.

Juntos assistiram o filme, depois jantaram e foram se deitar tarde da

noite. Nininha foi levada no colo por Dane, pois dormiu no sofá, após comer

um prato enorme de estrogonofe de carne. Léo verificou os documentos para

levar para a reciclagem.

Se espreguiçando sob os raios de sol que invadida o quarto, Nininha

ainda sentia seu corpo dolorido da foda matinal que teve antes de Léo sair.

No dia anterior acabou dormindo e não teve como se despedir, então ela

acordou na hora em que Léo se levantou para se arrumar e eles se amaram na


cama antes dele ir tomar banho. Dane acordou com o movimento da cama e

após Léo levantar, foi sua vez de matar a vontade do corpo de sua noiva.

Agora ela estava ali apenas com a sensação do toque deles.

Como Dane saiu para ir resolver algumas coisas. Se levantou e foi tomar

café.

Inspirada, decidiu pintar. O quadro que começou antes de viajar pela

segunda vez para fronteira ainda não estava terminado, ela fez algumas

mudanças. Os meninos ainda não o viram. Apesar da curiosidade deles, ela

conseguiu manter em segredo e eles conseguiram se segurar. Agora para

terminar, faltava apenas alguns detalhes. Seu desejo era ter ele pendurado na

parede da cabeceira da cama feita por encomenda para a suíte da casa nova.

Já era hora do almoço quando ela se deu por satisfeita. Se afastando

um pouco da tela para dar uma avaliada de longe, sentiu uma emoção enorme

ao ver sua obra de arte concluida.

Esta com certeza era sua tela mais linda. Não só porque era a maior que já

havia feito, mas porque nunca nenhuma de suas telas carregou tanto

sentimento como esta. Lágrimas molharam seu rosto, andava um pouco

sensível estes dias, a imagem na tela levava ela a um lugar muito especial, se

lembrou que estava sozinha e que não veria Léo até amanhã a noite,

começou a chorar mais ainda. O pensamento de ficar longe de um deles, ou

dos dois, a pegou desprevinida. Chorosa foi arrumando a bagunça que tinha

feito e depois embrulhou a tela.

Precisava falar com o mesmo marceneiro para fazer um quadro que combinase

com os móveis do quarto. Se recompondo, carregou a sacola com o lixo

para cozinha. Com fome iniciou o preparo do almoço, já não quis o

estrogonofe de carne de ontem. Sua vontade era comer um fricassé de frango

com muito queijo mussarela derretido. Na verdade queria comer o queijo

agora. Foi na geladeira pegou uma fatia enrolou e comeu.


Pegou o celular para falar com Dane.

— Oi amor, tudo bem? — Ele atendeu.

— Sim... Você vem para almoçar ou vai me deixar sozinha o dia

inteiro?

— Vou sim amor, por quê, já está com saudade?

— Sim estou... Sempre estou... E quero fazer fricassé com bastante

queijo, fui ver tem pouca mussarela.

— Não precisa se preocupar em fazer comida, ainda tem estrogonofe

de ontem a noite.

— Eu sei, mas eu quero fri-cas-sé, eu não disse que ia fazer? Então

vou fazer, posso?! — Respondeu irritada.

— Tudo bem amor, eu levo, não tem problema, só falei porque não

queria que tivesse mais trabalho. Aconteceu alguma coisa, por que está

nervosa? — Falou Dane confuso.

— EU NÃO ESTOU NERVOSA, e não queira me ver nervosa. Você

é que não esta entendendo o que falo. E pra que dois homens se ultimamente

estou sempre sozinha? Léo não vem hoje, você está na rua fazendo sei lá o

quê... Aaa esquece Dane, deve ser TPM.

Rindo um pouquinho, Dane tentou entender sua menina. Quando ela

estava naqueles dias ficava irritadíssima.

— Fica tranquila que já estou indo, só vou passar na padaria para

comprar a mussarela, quer algo mais?

— Sim, traz aquela rosquinha que eu gosto, comi a que tinha aqui

essa manhã e vem logo amor. Ah! Traz refri também. — Falou ela bem mais

amável do que antes, nem parecia a mesma pessoa.

— Comeu aquele saco de rosquinha todo, já?

— Sim, por quê? Não posso?

— Claaaro que pode. Ok, ok, Pode deixar, te amo! Tchau!


Desligando o celular Dane pensava na menina irritadinha que o

esperava em casa.

À tardinha Dane estava no pequeno banco que havia na varanda do

apartamento, Nininha estava em seu colo com o saco de rosquinha que ele

trouxe antes do almoço. Estavam em silêncio apenas aproveitando a

companhia um do outro olhando para praia. Dane passava a mão nos cabelos

acobreados de sua menina enquanto a observava mastigar as rosquinhas que

tanto gostava.

— Você adora essas rosquinhas, né? — Disse ele lhe dando um beijo.

— Amo. E aquele chocolate que trouxe também adorei, pode trazer

sempre que puder. — Falou ela se remexendo em seu colo.

— Se você continuar se remexendo assim no meu colo, eu farei um

estoque tanto de rosquinhas como de chocolates. — Sibilou Dane em sua

orelha cheio de más intenções, passando a mão boba pelo seu quadril.

— Nem precisa disso tudo para eu remexer mais. — Retrucou ela já

largando o saco de rosquinha e concentrando sua boca com a dele.

A noite ia caindo e eles continuavam a namorar na varanda. O clima

cada vez mais quente. Nininha estava bem fogosa e tirava Dane do eixo

quando o beijava na boca e com a mão masturbava seu pau por dentro da

cueca. Às vezes, ela parava o beijo sem desencostar o rosto do dele, abria os

olhos e o encarava enquanto apertava e soltava o pênis pulsante em sua mão e

sorria gostosamente.

— Safada... Continue me estigando assim que você vai ver o que faço

com você.

Ela riu alto do que ele disse e apertou mais ainda o corpo do pau dele.

O fez suspirar. Só faltava isso.

— Você pediu... — Disse ele se levantando sustentando ela no colo.

Chegou na sala a deitou no braço do sofá de modo que seu rosto ficou


encostado no acento e sua bunda para cima. Entre risos e gritinhos nervosos,

Nininha sentia Dane retirar seu shortinho de moletom junto com sua calcinha.

Sua respiração ficou suspensa quando sentiu o dedo dele molhado de saliva

invadir seu buraco rígido. Soltou o ar e um gritinho tenso com a invasão, que

apesar de ardida se transformava em prazerosa quando ele rodava o dedo e

fingia retirar para novamente introduzir.

Quando ela começou a se acostumar com a invasão e, já gemia de tesão, ele

retira o dedo abruptamente, lhe dá um tapa dolorido sem aviso em ambas as

bandas e a penetra na vagina que escorria de desejo dizendo:

— Danada... Adoro a marca das minhas mãos nas bochechas de sua

bunda e mais ainda adoro sentir o meu leitinho jorrando pra dentro dessa

buceta gulosa. Se prepara porque do jeito que eu estou não vai demorar muito

pra acontecer.

Dane se curvou um pouco para frente, com a mão direita segurou no

encontro de seu ombro e pescoço, para a manter no lugar, e com a mão

esquerda levou a seu seio por cima da blusa e apertava de acordo com as

estocadas que lhe dava.

Ele foi viril e forte o suficiente para movimentar o sofá do lugar com

suas investidas. Nininha tomava e tomava e tomava sem dó tudo o que ele

queria. Só fazia gemer rouca de tanto prazer. Deixou seu corpo solto ao seu

comando e apesar do sexo duro e de certa forma até violento, gozou

divinamente se sentindo possuída até às unhas dos pés. Seu gozo se

reproduziu ao sentir o líquido quente de Dane que era tanto, que sentia

transbordar entre às bordas de sua vagina que ainda roçava em seu pau.

Suados e semi nus, passaram um tempo sobre o sofá agarrados

olhando o céu estrelado lá fora.

— Amor ?

— Hummm... — Resmungou Nininha.


— Por que estava tão estressada mais cedo?

— Ah! Não sei. Hoje me bateu um medo de não ter mais vocês dois.

De perder essa vida a três, de perder vocês.

Virando-a de frente para ele, Dane retirava os cabelos que cobriam a

face de Nininha para olha-la nos olhos. Percebeu um mar se formando nos

olhos castanhos, doía seu coração imaginar ela sentido dor, ainda mais uma

sem motivo.

— Minha menina, o que você precisa que nós façamos para acreditar

que você agora é nossa vida, nosso ar. Sem você não somos ninguém, não

existe nós sem você.

Sem conseguir se controlar, novamente Nininha voltou a chorar.

Escondeu o rosto no pescoço de Dane e chorou de soluçar, deixando Dane

tenso sem saber o que fazer ou dizer. Porém, mesmo assim ele tentou:

— Amor, o que foi? Fala comigo, fizemos algo para te fazer acreditar

o contrário do que disse antes? Eu fiz? Ou foi aquela gazela? Talvez, alguém

fez? Por favor me diga, não chore assim, me dói ver você chorar... Já sei,

vamos ligar para Léo ele saberá o que dizer. Eu não sei o que fazer. Não

consigo te ver chorar.

As palavras preocupadas de Dane, e seu medo de não saber o que

fazer e pedir ajuda ao amigo, a fez sair do choro sentido para o sorriso

amoroso. Levantando a cabeça olhou nos olhos assustados de seu Dane.

— Desculpa amor, ando meio chorona mesmo e com medo de tudo.

Deve ser todas essas mudanças, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e

ainda tem a TPM. Eu não tenho nenhum motivo para não acreditar no que

você disse e Léo vive repetindo. Mesmo que vocês não falassem eu sinto. É

que nós mulheres temos esse turbilhão de homônios que nos deixam uma

pilha de nervos. Já me senti assim meio descontrolada nas emoções há alguns

anos atrás antes de iniciar esse anticoncepcional que tomo, quando for tomar


a próxima injeção converso com a médica. Mas fora isso, esquece minhas

lágrimas e me faça gozar de novo... E agora que tal ligarmos para Léo, e não

é para conversar?

— Meu Deus mulher, você vai de um extremo ao outro sem pisar no

chão. Me dê alguns minutos para voltar ao normal, enquanto isso pega o

celular que está lá na varanda.

Levantando serelepe Nininha seguiu até a varanda, antes de chegar lá

ouviu Dane gritar:

— NININHA!?!?

— O que foi? — Respondeu ela assustada se virando para ele.

— Não vai colocar o shorth?

— Ah! Dane, que susto. Não precisa, é rapidinho. — Disse ela indo

até lá e voltando, ouvindo Dane xingar e resmungar sentado do sofá.

— Filha da... Pode vir já tive meu tempo, agora sua bunda terá o seu.

— Dane?! — Disse ela assustada, porém excitada com a promessa na

voz dele. — Não vou, você está bravo e vai acabar comigo. Vou ligar para o

Léo.

— Para com isso, tenho certeza que você vai gostar, e até está

querendo, vem cá... — Respondeu ele levantando, já com o pênis

endurecendo para tentar pega-la, mas ela fugiu para o quarto deixando a

imagem daquela bunda redonda com marquinha de biquíni para trás.

Andando atrás dela, segurando seu pau, Dane estava cada vez mais

excitado com a brincadeira.

— Amor você sabe que não pode se esconder de mim, eu vou te

achar. E essa bundinha gostosa vai ser minha.

No quarto escondida atrás da porta do banheiro, Nininha ligava para

Léo. Estava excitada, ansiosa e animada com a brincadeira.

— Alô, princesa...


— Léo?! — Cortou ela exasperada.

— Que foi Paulina? Aconteceu alguma coisa, onde você está, cadê

Dane? — Disse Léo assustado.

— Tá tudo bem Léo, e aí, está à toa já?

— Sim, acabei de tomar banho, por quê?

— Porque eu e Dane não queremos esperar para te ligar de

madrugada.

— O que você está fazendo abaixada atrás da porta do banheiro,

princesa?

— É que... Eu fiz uma pequena malcriaçãozinha e Dane está me

caçando. Léo, Dane disse que minha pobre bundinha terá seu tempo. — Disse

ela melosa.

Já sentindo todo o sangue de seu corpo se concentrar na cabeça de seu

pau, Léo apertou o dito cujo com a mão livre e acariciou.

— Bom, vocês têm toda minha atenção, deixa só eu fechar a porta,

por sorte peguei um quarto no alojamento e estou só.

— Isso é bom, muito bom. — Disse Nininha baixinho.

— O que você ainda está vestindo princesa?

— Hã, apenas minha blusa.

— Acho melhor retirá-la, talvez se Dane te encontrar já sem ela você

ganhe pontos, e consiga barganhar.

— É verdade, já disse que te amo hoje?

— Sim, mas não o suficiente.

Já sem a blusa, Nininha repetia: te amo, te amo, te amo...

No quarto Dane escutou a voz dela, com certeza falava com Léo. Deu

um tempo para eles, seu amigo deveria estar mal por só vê-la pelo telefone.

Enquanto isso ele foi até a mesinha de cabeceira onde estava o óleo corporal

lubrificante que usaram outro dia.


Seguiu para o banheiro e abruptamente abriu a porta que só estava

encostada. Fingindo-se assustada, Nininha pulou para dentro da banheira.

Dane teve uma visão maravilhosa ao ver os seios ultimamente pesados dela

saltarem.

— Aí está ótimo, assim não besuntamos o banheiro todo, só esse

rabinho lindo. Oi Léo, como foi curso? — Perguntou Dane tranquilamente,

como se não soubesse o que suas palavras e todas essas promessas faziam

com ela.

Nininha virou o celular para ele e Léo respondeu :

— Do jeito que pensei, um saco. Preferia estar à caça aí com você.

— Não se preocupe amigo, você não estará aqui, mas assistirá da

primeira fila.

— Ei!! Eu estou aqui ainda, sabia. — Reclamou Nininha.

— Nós sabemos, me dê aqui amor esse telefone, vamos colocar ele

ali, está bom para você Léo?

— Oh, se tá.

Puxando com uma delicadeza nada natural a sua menina, Dane se deu

ao luxo de beija-la com amor e paixão. Quando ela já estava desarmada,

Dane escorregou o óleo por suas costas dando uma ênfase em sua bunda. A

pele de Nininha já queimava ao seu toque. Não havia mais o pensamento de

fugir, apenas o desejo de se entregar completamente para Dane aos olhos

atentos de Léo. Todo esse jogo mexia com eles. Ver Dane massageando as

carnes macias de sua princesa deixava-o fora de si. Tirou o shorth que vestia

e com o pau livre ficou mais fácil buscar o prazer físico que precisava. Com

uma mão acariciando o saco pesado e a outra movimentando de cima para

baixo no seu eixo, Léo foi em busca de sua libertação enquanto assitia a

sodomia que acontecia dentro de seu banheiro.

Toda escorregadia e com a pele formigando de prazer, Dane a virou


de frente para parede, levantou uma de suas pernas sobre a bancada da

banheira deixando-a arreganhada e seu buraco livre para seu prazer. Passava

a mão em seu rêgo de cima para baixo, debaixo para cima, sensibilizando

toda aquela área perdida. Na entrada de músculos tensos, Dane se concentrou

com seus dedos, levou Nininha quase ao orgasmo só com seu toque em

lugares específicos. E quando ela já quase implorava rebolando a bunda na

sua cara e seus dedos, Dane lembrou da traquinagem que fez em ir semi nua

até a varanda e depois fugir dele.

— Está bom né, mas eu queria te lembrar que nem eu nem Léo

queremos que ninguém mais veja o que pertence a nós dois. Você sabe,

adoro a marca das minhas mãos na bochechas da sua bunda, e agora vou

maraca-las de um jeito que elas ainda vão estar aí quando Léo chegar

amanhã.

Dane terminou de falar ao ouvido dela. Nininha não sabia se sentia

medo ou mais desejo. Sentiu a primeira palmada queimar a banda de sua

bunda, ao se acostumar com a ardência, Dane soltou a mão e lhe deu mais

algumas que não saberia dizer quantas foram. Os susurros que Dane e Léo

faziam eram instigantes. Deixava ela ainda mais entregue a luxúria. Os tapas

não eram de dor, o cunho sexual que havia neles era mais forte. Tomada de

pensamentos imundos, sentiu Dane acomodar a cabeça de seu pau em seu

ânus bezuntado de óleo e pressionar o anel de músculos até fazer morada.

Lhe dando um tempinho para ela se acostumar, foi beijando a linha de sua

coluna até o pescoço provocando arrepios em todos os lugares de seu corpo.

Com os dedos Dane dedilhava seu clitóris inchado e aos poucos se

acomodava melhor dentro dela. Quando seus corpos já não eram dois e sim

um só, Dane tomou com muita volúpia e tesão sua Nininha, provocando o

início de mais um orgasmo avassalador para os dois e para Léo que os

assistiam.


Os espasmos que Nininha tentava suportar em seu interior eram

incontroláveis. Dane os sentia pressionando seu pênis que estava quase

voltando ao normal. Do telefone ouvia-se o som da respiração entre cortada

de Léo.

— Bom, acho que preciso de outro banho. E vocês também. Amanhã

nos falamos. Cuida dela Dane.

— Pode... Deixar... Irmão...

Léo desligou. Dane levou Nininha para o box. Entre os dois não dava

para saber quem estava com a perna mais bamba. Após o banho foram para

cama. Aninhados e ainda aos beijos, Dane e Nininha trocavam palavras de

amor.

— Te amo...

— Eu te amo...

— Eu te amo mais e mais e mais...

— Tá bom, não vou discutir estou faminta. Ainda tem estrogonofe e

fricassé né? Vou esquentar pra mim, quer? — Falou Nininha se levantando

da cama.

Olhando-a colocar a camisola e descer apressada, Dane perguntou

implicando:

— Vai misturar os dois, sério?

— Sim, a vontade é minha... Vai querer Dane?

— Não amor, não. Vou contigo para tomar água e te fazer

companhia.

Sentado na mesa, Dane assistia o amor de sua vida saborear a

gororoba que ela criou.

— Estava mesmo com fome!

— Vocês acabam com minhas forças, minhas energias. Tenho que

comer.


— Ahã...

— Tá querendo dizer o que Dane?

— Eu!?!? Nada amor. Termine aí para irmos pra cama, também

esgotei minhas energias. Vou fechar tudo enquanto termina.

As energias se esgotam e precisamos recarregar. O físico necessita de

comida, água, entre outras coisas para se reabastecer. A mente e o emocional

para algumas pessoas é mais valioso e também precisa se reabastecer. Mas

estes se reabastecem de sentimentos como amor, compaixão, amizade,

carinho etc. Às vezes, recarregamos as nossas energias até em um abraço,

principalmente naqueles inesperados, aqueles que acontecem de graça. As

energias trocadas entre as pessoas, são de suma importância para calibrarmos

nossa alma.

Sabemos que existem por aí energias escuras e negativas, mas quando somos

alimentados diariamente de energia pura vinda do amor, amizade e

companheirismo não há obscuridade forte o suficiente para nós atingir.

O retorno de Léo e um passeio que fizeram os três no fim de semana

para curtir um ar mais gelado na Serra, fez Nininha ficar menos irritada e

esquecer aqueles medos bobos que surgiram do nada. Os três estavam em um

chalé aconchegante de madeira rodeado de árvores com som do riacho ao

fundo.

— Léo, você percebeu algo diferente na nossa noiva? —Perguntou

Dane sentado na cadeira ao lado, para Léo. Eles estavam de costas para a

paisagem fora do chalé, e de frente para a cama da onde acabaram de sair e

deixaram descansando sua mulher.

— Não, ela continua insaciável como sempre, por quê?

— É que, depois daquele dia de choro dela e irritabilidade de graça,

me deixou meio preocupado.

— Brother, pode parar, volta pro modo Dane durão. Ficar esse tempo


todo com Nininha está te fazendo virar uma manteiga derretida. Essas coisas

são coisas de mulheres, temos que nos acostumar e encher ela de chocolate e

rosquinhas. Além de beijinhos e carinho, e se possível manter a boca fechada.

Vamos nos acostumar.

— Porra Léo, diz isso porque não foi você que teve ela no colo

chorando e soluçando por medo de nos perder. Vê se pode. Mal sabe ela que

nós é que somos os miseráveis que não sabemos mais viver sem tê-la.... Eu

quase que....

— Para Dane, para... Já está tudo maravilhoso, todo santo dia é a

resposta que precisamos para continuarmos. Nosso amor é maior que nós

mesmos e esse é o nosso caminho. Nos fortalecemos todo dia ao vê-la abrir

os olhos ou ouvir o som de sua respiração enquanto dorme. E quando ela se

desfaz em nossos braços do prazer que a fazemos sentir, é onde encontramos

a certeza de que estamos ligados de corpo, alma e coração. Ela perguntou

sobre a aliança?

— Sim, eu disse que ia tentar pegar antes da sessão de fotos, semana

que vem.

— É uma pena que ela não queira toda a pompa e circunstância de um

casamento que o momento merecia. — Falou Léo num suspiro.

— No fundo ela quer, mas não sabe como. Faço tudo e qualquer

coisa para vê-la feliz.

— Nós fazemos brother, nós. E vamos fazer, tudo. Olha pra ela

enroscada no lençol, seu seio está especialmente lindo ultimamente.

— Eu sei, você tem levado bastante tempo em aprecia-los com sua

boca. Os bicos de rosa estão vermelho brilhante do jeito que gostamos. Agora

vê aquele quadril empinando a lateral de sua bunda, que tesão. Merda já estou

duro de novo.

Rindo, Léo disse:


— Sofro do mesmo mal, brother. Vejo as marcas da sua boca na polpa

da bunda dela. Às vezes, penso que somos muito exigentes. Mas ela nos leva

tão bem, ela nos implora por mais. Não consigo resistir.

— Eu quem o diga, dos dois eu sou o mais duro, você é mais

carinhoso. Eu tento, eu juro, mas ao toca-la meu corpo ascende e perco a

razão. É inevitável. Fico irracional.

— Dane, olha para ela...

Dane a olhou novamente a pedido do amigo e a encontrou de olhos

abertos. Em sua íris saiam faíscas de fogo, passeando o olhar por seu corpo,

via o esfregar de suas coxas no desejo de ser observada pelos dois. Havia

passado apenas duas horas que estavam juntos naquela cama fazendo amor e

mesmo assim podia ver em seus olhos e na reação de seu corpo que os queria

de novo.

— Aí nossa resposta, ela foi feita para nós e suporta com maestria

tudo o que lhe proporcionamos porque também o quer que seja assim. —

Concluiu Léo se levantando e encaixando o rosto no meio das coxas de

Nininha, que quando viu ele se levantando já foi se abrindo para ele. Como se

pedisse para ele saborea-la.

Dane não podia ficar de fora, foi também até ela se saciar e sacia-la de todas

as maneiras possíveis.Vendo a carne de seus seios se movimentando ao toque

apertado das mãos de Léo, e seu ventre se contorcendo por receber um

tratamento de língua em seus lábios vaginais, Dane se pôs de joelhos do lado

de seu rosto e quando recebeu um olhar devasso e safado dela, disse:

— Abra a boca e chupa!


Capítulo 50: Isso é real?

Pensando em vida, o que desejamos dela para vivê-la e chegar

ao fim com a certeza de quê, mesmo não conseguindo realizar todos os

nossos desejos, fizemos de tudo para chegar bem perto? Por muitas vezes

temos sonhos impraticáveis de serem realizados, mas a viagem que fazemos

no caminho só por tentar, já é cheio de realizações. Nas pequenas vitórias,

encontramos felicidade, e os sonhos do passado podem ser transformados.

Sonhos são sonhos, sempre com a intenção inconsciente de nos manter em

movimento através da vida e alcançar pequenos momentos de felicidade.

Deve ser magnífico chegar ao fim e poder dizer que realizou um sonho, mas

deve ser ainda mais fantástico ter um conjunto de realizações que te fizeram

feliz ao longo da busca de um sonho, que virou outro, que virou outros... E

outros. Para que isso seja possível, temos que nos permitir. E como nos

permitir? Talvez revendo as pequenas coisas, como em começar a aceitar o

que recebemos e não só o que queremos. Lutar sim e sempre, porém é

essencial saber a hora certa em que a luta não está te levando a lugar nenhum


e, às vezes, até te afastando do real objetivo. É preciso até escolher qual luta

vale mais a pena. Temos que ser maleáveis, aceitar mudar, aceitar mudanças.

E as mudanças tem que ser também de dentro para fora. Mesmo os nossos

conceitos diante de certas situações tem que ser revistos ao longo da vida. O

tempo passa e o mundo muda, por que não podemos mudar também? Quer

dizer, na verdade até mudamos fisicamente, intelectualmente, mas e

socialmente, como um indivíduo? É mais difícil? E é aí que está o erro. Por

vezes é na mudança que encontramos felicidade.

Se o nosso maior desejo é ser feliz, por que é tão difícil? Deveria ser mais

fácil, mas é que nos prendemos a conceitos tão arcaicos, antiliberais

e

convencionais, que nos tolem a oportunidade de se dar a chance de encontrar

o verdadeiro caminho para a tal felicidade. Como indivíduos deveríamos

manter a mente aberta para entender opiniões diferentes e até quem sabe

mudar algumas das nossas, olhar com olhos de amor para tudo e para todos e,

quem sabe, viver melhor em sociedade.

Somos mutaveis e feitos para amar e não para nos martirizar e martirizar os

outros por pensamentos e vidas diferentes.

Pensando nisso pode-se dizer que Nininha se permitiu. Aceitou o que


foi lhe ofertado. E ao se permitir, descobriu que nem todos os sonhos que

sonhou em sua vida poderia tê-la preparado para tudo que vivia agora, para a

vida que agora almejava viver e, principalmente, para todos os novos sonhos

que nascerem dessa descoberta.

Entendeu que era melhor viver do que sonhar e que um presente de

Deus como o que recebera em dose dupla, não poderia ser desperdiçado.

Ao se olhar no espelho e se ver montada de noiva, dentro daquele

quarto que planejou nos mínimos detalhes junto com os amores de sua vida,

sentia-se plena, poderia dizer até realizada.

Mesmo sabendo que estava vestida assim apenas para uma sessão de fotos,

não poderia deixar de sentir a magnitude que um lindo vestido de noiva trazia

para uma mulher romântica. Ela o escolheu de acordo com a locação que o

fotógrafo se baseou, que era a praia, a mesma que tinha suas ondas

acariciando a areia que escutava ao longe, porém não pôde deixar de escolher

um vestido romântico exatamente como um que usaria se fosse se casar de

verdade.

Seu vestido longo e justo em seu corpo, era de uma simplicidade tão

pura até ser notadas as rendas finamente desenhadas e aplicadas em pontos

estratégicos, que dava indícios da nova mulher que o vestia. A sensualidade

do decote profundo em suas costas, era velado pelo fino véu com pequenas

aplicações, que descia até a barra do vestido, seguia a pequena cauda e se

expandia um pouco mais. Sua borda era feita de renda, e era preso ao seu

cabelo por um arranjo de flores naturais, presente de seus noivos, que

provavelmente o escolheram com a ajuda de Bruna e Lary. Não seria possível

eles acertarem na harmonia do arranjo entre o vestido, o véu e o bouquet sem

nunca ter visto nenhum deles. Fez uma pequena marcação mental em

perguntar as meninas. Voltando seus pensamentos para a imagem refletida no

grande espelho do quarto, aliás espelho esse, comprado por último, após


aquela safadeza dela e Léo no banheiro do bar. Léo amou tanto vê-la, vê-los

naquele espelho que cismou que queria um espelho no quarto e encontrou

este. Dane e ela amaram a ideia.

Pensar no banheiro do bar, a fazia lembrar dos momentos que teve lá

com cada um, o que fez ascender uma chama, que a esquentou de baixo para

cima. Seu rosto afogueou um pouco mais ao pensar na possibilidade de tê-los

os dois naquele mesmo banheiro. Esses meninos a tornaram uma devassa,

maior do que ela imaginava poder existir dentro dela. Tentando afastar esses

pensamentos imundos, não condizentes com esse momento celestial de estar

diante deste espelho com esse vestido de noiva, procurou aproveitar mais

esse momento a sós com ela mesma e tornou a se observar através do

espelho.

— Quem diria Paulina... — Dizia ela se encarando no espelho. —

...Nenhuma das histórias com finais felizes que já leu foi tão perfeita e

diferente como a que está vivendo. Isso é real?? Sei lá, não é um casamento

real dos quais eu sempre sonhei naquela cama rosa de princesa tantas noites

antes de dormir, mas pelo visto é muito melhor e maior do que tudo que

poderia ter imaginado. O que é qualquer sonho que tive na vida, diante do

que vivo agora?

Uma pequena lágrima desceu de seus olhos ao mesmo tempo que um

sorriso apareceu em seus lábios. Nesse momento bateram na porta.

— Nininhaaaa, somos nós... — Disse Bruna, ao abrir a porta logo

após de bater.

Levou as mãos nos olhos para enxugar a umidade que de lá brotava,

mas logo Nininha sentiu suas mãos sendo puxadas por Bruna bruscamente.

— Nãooooo... Tá doida, vai estragar a maquiagem.

— Merda Bruna, que susto. E essa maquiagem não é a prova d' água?

— Sim, mas é melhor não arriscar.


Lary se aproximou da amiga com o olhar fascinado e disse:

— Nininha, como você está... Linda! Por que estava chorando?

Com uma respiração profunda, Nininha tentou explicar:

— É que... Me ver vestida assim e imaginar que daqui a alguns dias

quando assinar aqueles papéis serei esposa de dois homens maravilhosos, me

fez lembrar de meus sonhos e isso é mais do que sonhei. Só... Fiquei...

Emocionada.

Segurando nas mãos de Nininha e olhando nos olhos dela, Lary não

conseguiu segurar sua própria emoção. As duas eram bem parecidas, e Lary

também sonhava em se ver vestida de noiva ao se casar com um grande amor.

Mas a história de sua amiga era algo bem inusitado, o que deixava tudo mais

lindo.

— Não Lary... Não chore amiga. — Dizia Nininha ao ver Lary se

debulhar em lágrimas. Logo não conteve as que ainda pairavam em seu olhar

e deixou vir.

— Puta que o pariu! .... Agora são duas vacas choronas.... Porra, qual

a parte que vocês não entenderam que não é para borrar a make???!?

— Ah! Bruna, é que... É tudo tão romântico, Nininha está tão linda....

— Shiiii..... Parou... Preguiça de vocês.... Esse é só um momento

como qualquer outro, deixem para chorar quando estiverem bêbadas... Ficam

gastando lágrimas à toa... Eu heim!! A água doce do mundo acabando e

vocês aí nesse chororo… Sem saco pra vocês duas... Bora logo fazer essas

fotos, que já está na hora e tio Silva prometeu uma rodada de tequila mais

tarde.

— Como você é insensível Bruna, corta o clima. — Falou Lary.

— Como se nós não a conhecéssemos... — Disse Nininha.

— E você ainda defende... — Retrucou Lary, saindo de perto de

Nininha e olhando para o quadro na parede acima da cama.


— Blá blá blá... Blá blá blá... Podemos ir?! — Disse Bruna fingindo

bocejar.

— Sim vaca, mas antes quero falar só uma coisinha, posso? — Soltou

Lary.

Bruna respondeu Lary com uma bufada barulhenta. Lary revirou os

olhos e Nininha já esquecia a emoção de antes e se entregava ao divertimento

que era estar com suas bests.

— Amiga não tive oportunidade de comentar esse quadro lindo que

você pintou, isso é uma obra de artes, não deveria ficar trancada no quarto e

sim exposta… Quem sabe até em uma galeria.

— Sou obrigada a concordar com Lary, o que é quase sempre muito

difícil — Soltou Bruna.

Rindo e se sentindo lisonjeada, Nininha disse se virando para olhar a

tela que agora estava pendurada acima da cabeceira da imensa cama do

quarto do trisal:

— Que bom que gostaram, mas esta é uma obra de cunho pessoal,

íntima. Fora eu e os meninos, só pessoas como vocês irão vê-la.

— Isso é muita sacanagem poxa, ela é... Linda, e sexy, e romântica

e.... Não tenho palavras... E essa paisagem? Só pode ser algo que você criou

na sua imaginação. — Falou Lary encantada.

— Não, não é só minha imaginação. Na verdade ela reflete um

momento de êxtase entre eu e meus homens naquela cachoeira maravilhosa

da qual lhes falei.

— Hummm que tesão... Queria conhecer essa cachoeira — Susurrou

Bruna.

— Você e todas as pessoas que tiverem a oportunidade de ver essa

imagem. — Soltou Lary enquanto ainda olhava hipnotizada para o quadro

em questão.


— Ei vocês duas, parem de olhar para gente!!! — Disse estalando os

dedos e tirando elas do transe.

— Vai me dizer que eles não querem deixar você expor essa tela

porque "parece" que estão nus?

— Não Bruna, nós nem conversamos sobre isso. Acredito que se não

quiserem mostrá-la não seria pela nudez física e sim pelo momento único só

nosso. Na verdade, quando eu dei como presente de casamento esse quadro

para os dois, eles ficaram fascinados. Léo que é um sensível só chorou e

Dane se abismou com minha habilidade, tanto que está todo empolgado de

me ver pintando. Está se programando para antes de voltar ao trabalho me

ajudar a montar um atelier nos fundos da casa, o que me faz muito feliz. Mas

o que não me deixou nada feliz é o fato deles estarem me negando sexo,

dizendo que só vão transar comigo nesta casa novamente quando nós

assinarmos aqueles malditos papéis. Aí, eu me adiantei e dei o quadro para

eles, ontem de manhã quando chegamos aqui, na intenção de na emoção do

momento a gente acabar na cama. Que inocência a minha. Os filhas das

putas, ficaram me evitando o dia todo e a noite jogaram vídeo game até eu

dormir. Urg!

— Sério... Coitada, privada dos seus Deuses Olimpianos... Ahh pelo

amor de Deus né Nininha, vocês vão assinar esses papéis daqui há uns dias, o

que são alguns dias sem sexo? — Lary falou debochada.

— Lary não fale de uma coisa da qual não entenda.. — Cortou Bruna,

apontando para Lary.

— Entendo sim, só não faço há muito tempo.

— Por isso mesmo meu amor, nem lembra mais, como pensar que

seria possível resistir, ainda mais com dois homens como os de nossa amiga...

— BRUNAAAA!!!!

— Que foi... Ah! Sabe de uma coisa, chega... Vamos, eu estou linda


nesse vestido de madrinha, e tô louca para tirar várias fotos. A oportunidade

de ser madrinha eu só tenho duas, com Nininha vou tirar as fotos e contigo...

Vou esperar sentada você parar de ser chata e perfeccionista e arranjar seu

príncipe encantado, ou melhor aceitar um que apareça para você.

— Acho que você está prestes a perder o cargo de minha madrinha

Bruna. — Resmungou Lary.

— Du.vi.de.o.do! — Bruna riu.

— Parem as duas, este não é um casamento de verdade daqueles que

tem brigas entre madrinhas e familiares. São apenas fotos e estamos lindas,

chics e prontas para o melhor ensaio fotográfico que aquele fotógrafo vai

fazer na vida.

— Aeeeeee! — Gritou Bruna.

— Isso mesmo! — Concordou Lary.

— Só uma coisinha... Vocês viram os meus noivos?

— Seus noivos, não.... — Respondeu Lary

— Mas, tio Silva está um gato. Aquela coisinha é uma sortuda. —

Cortou Bruna.

— GRACINHA, você quis dizer né?

— É, ou isso. — Bruna disse sem muito interesse.

As meninas se ajeitaram diante do espelho e ajudaram Nininha

também, antes de sair, Lary fez Bruna chorar não de emoção e sim de tanto

rir quando tirou um papelzinho do meio dos seios escrito seu nome e o

prendeu na barra do vestido de Nininha.

— Lary você sabe que isso só tem efeito quando a noiva se casa em

uma cerimônia, no caso, eu só vou para uma sessão de fotos???

— Sim, mas não posso perder a oportunidade, vai que cola.

— Puta que pariu... Isso já é muito pra mim... Pra mim já deu... Fui!

Espero vocês lá em baixo. — Disse Bruna tentando parar de rir.


— Vaca... — Xingou Lary nas costas de Bruna, logo depois deu até

logo para a amiga e desceu.

Voltando-se para o espelho, onde apreciou mais um pouco a sua

imagem de noiva, Nininha puxou uma respiração profunda e disse:

— Então... Vamos logo fazer essas fotos... E quem sabe conseguir

eles bêbados mais tarde...

Ela se virou e saiu do quarto, andou pelo corredor em passos lentos

até chegar às escadas que levavam à sala.

Ao olhar para o fim dos degraus, viu seu pai. Novamente seus olhos

umideceram. Seu Silva estava de pé na beira da escada, vestido com seu traje

de gala. Seu rosto muito bem barbeado e os cabelos grisalhos aparados em

um corte militar, lhe dava um ar jovem e ao mesmo tempo de autoridade.

Bruna estava absolutamente certa, seu pai estava um gato, pena que a

Gracinha não estaria aqui para vê-lo desse jeito.

— Papai o senhor está... Nossa.... Não precisava pai, usar sua farda de

gala para uma sessão de fotos, ainda mais uma na praia....

— Silêncio meu amor... Me dê apenas o privilégio de olhar para

personificação da noiva perfeita em que você se transformou. Linda!!! Estou

começando a repensar se esse dois caras merecem esse presente.

— Papai... Nem tanto vai...

— Como nem tanto?!? A única noiva que vi que se igualaria a você,

minha pequena, era sua mãe. E eu não merecia esse presente também. Bom,

tenho certeza que como eu, e até melhor que eu fiz, esses dois farão tudo para

merecer essa prenda. Quanto ao meu traje, não me importo com qualquer tipo

de etiqueta, não estou aqui pedindo aprovação de ninguém. Sou apenas um

humilde pai, vestido adequadamente como sempre sonhei para levar minha

filha vestida de noiva, seja lá para onde ela quiser ir.

Respirando fundo e extremamente emocionado ao ver sua filha de


noiva, seu Silva tentava se segurar para não chorar. Vê-la assim brilhando e

feliz, o fez relembrar sua esposa no dia do seu casamento. Como Nininha

lembrava sua mãe.

O fez lembrar também os sonhos que tinha com ela, para a vida dela.

Quando via aquela picorruxa correndo no parquinho toda suja de barro,

imaginava como seria vê-la transformada em mulher. Como seria vê-la em

um vestido de noiva, como ele implorou a Deus para lhe dar saúde suficiente

para estar vivo e poder ter esse privilégio. E agora ali ele estava, diante do

seu coração que pulsava radiante fora de seu peito à sua frente e com ele

estava toda a parte boa dele, sua contribuição para o mundo. Ela estava

fascinante, bela, maravilhosa! Ele era só orgulho.

— Papai? ...Ah pai, não pra que isso... —Dizia Nininha ao se

aproximar de seu pai por notar em seu semblante a emoção que não cabia em

si e iria transbordar por seus olhos.

Ele encostou um cotovelo no apoio da escada e levou a mão ao rosto

que baixou ao começar a chorar. Balbuciando as palavras, embargado pelas

lágrimas, tentou responder à filha:

— Espera... Por favor, Paulina... Preciso apenas de um minuto para

me recompor...

Tirando a mão livre de seu pai estendida para que ela não se

aproxima-se, Nininha falou:

— O que o senhor precisa é do meu abraço. Vem cá pai, não precisa

chorar, nem é um casamento de verdade.

Retribuindo o abraço de sua filha, seu Silva ainda embargado pela

emoção, disse:

— Você é meu anjo, eu já vinha me preparando para te ver assim, só

não achei que fosse ser tão intenso. E... Ah! Meu amor, está chorando

também? Pois não é você quem disse que nem é um casamento de verdade?


Se você estragar essa maquiagem Bruna me mata. Melhor irmos.

— É eu sei... rs. Mas... Está sendo intenso pra mim também. E junto

com o fato que já não vejo meus noivos desde de que acordei, fico ainda mais

sensível. O senhor os viu?

— Sim, claro. Estão te esperando com as meninas e o ajudante do

fotógrafo lá na praia. Disse que iria aproveitar e tirar algumas fotos deles, até

de mim já tiraram.

— E... Como eles estão?

— Como assim, filha?

— Assim... Como eles estão vestidos?

— Por que não vamos e você mesma os vê?

— Tá bom, pai. — Respondeu ela revirando os olhos.

Estendendo a mão para seu pai para se equilibrar, Nininha deu uma

esticada ali e aqui no vestido. Seus seios estavam pressionados no tecido,

deduziu que deve ter engordado, achou que se essa sessão de fotos fosse mais

para frente iria ter que usar outro. Precisava urgentemente parar com as

rosquinhas. Antes de sair se olhou no espelho da sala, viu que apesar das

lágrimas sua maquiagem estava intacta.

— Pronta?

— Sim pai, vamos.

Quando seu Silva abriu a porta, ela viu em sua garagem um carro

preto desconhecido e indagou:

— Mas, que carro é este?

— Achou que ias a pé e sujar o vestido? O fotógrafo ficou para nos

levar.

— Uê pai, é logo aqui na frente e de qualquer maneira eu vou ter que

pisar na areia.

— Vai quando já estiver lá. Venha.


Do banco ao lado do motorista sai o fotógrafo. Ele já havia feito

umas fotos dela enquanto se preparava e após estar pronta, antes de a deixar

sozinha no quarto. Ele a cumprimentou novamente e disse:

— Estão uma perfeição, o clássico pai e filha. Vamos tirar umas fotos

aqui. Façamos assim, Nininha minha diva, você vai se sentar no banco de

trás, mas vai deixar um pé de fora, enquanto seu Silva irresistível nessa farda

irá lhe oferecer a mão e você vai aceitar. Aliás, irresistíveis seus noivos

também, com todo respeito. Hahaha!

— Você os viu?

— Sim, e já bati algumas fotos deles. Vocês são tão fotogênicos

separados, que estou em cólicas para começar a fotografa-los juntos, os três.

Então, vamos?

— Assim tá bom? — Respondeu Nininha se colocando na posição

que o fotógrafo pediu.

— Sim querida, ótimo... Sorria amor, sorria ... Hoje é o seu dia.

O fotógrafo era muito engraçado, Nininha se sentiu bem a vontade

com ele. A parte mais engraçada foi quando ele soube que ela teria dois

noivos, e quando ele viu os noivos, aí que a coisa ficou mais engraçada.

Nininha estava no banco de trás do motorista, era um carro escuro

por fora e mais ainda por dentro. O fotógrafo disse que era porque às vezes,

precisava de um lugar com pouca luz e revelar uma ou outra foto, então

adaptou o carro para isso. A parte de trás pelo menos, porque por fora parecia

um carro normal e caro. Havia até cortinas nas janelas de veludo preto. E um

aparato que isolava a parte da frente do carro com a de trás.

O percurso até a praia não era longo é claro, mas mesmo assim pareceu ter

passado horas naquele banco. Ao sentir o carro encostar e desligar Nininha se

pôs a querer abrir a janela que daria para ver a praia e estava ao lado de seu

pai. Mas ao tocar no botão seu Silva delicadamente pegou sua mão e levou


aos lábios dando um beijo carinhoso. Ela encantada com o olhar amoroso de

seu pai o abraçou forte e disse:

— Eu te amo!

— Eu te amo, também! Mas estou começando a achar que aqueles

dois a amam mais, muito mais.

— Oh! Meu pai, são amores totalmente diferente.

— Sim eu sei, mas para mim enquanto eu ver que o que eles sentem

por você chega a ser maior do que tudo, está perfeito.

Pondo as mãos no rosto de seu pai, viu ele fechar os olhos ao sentir o

seu toque.

— Obrigado pai.

— Pelo quê? — Ele respondeu e olhou nos olhos dela.

— Por ter remado contra a maré comigo em seus braços e me trazer

até aqui, mesmo suportando nas costas e no coração a dor de perder o amor

de sua vida. Por me amar incondicionalmente e me aceitar do jeito que eu

sou. Por me dar tudo, mesmo quando não tinha nada e nunca querer nada em

troca. Por acreditar em mim e principalmente nas minhas escolhas. Obrigado

pai, por ser esse ser fantástico, parceiro, amoroso e compreensivo. Tudo que

sou devo ao senhor. O senhor é meu exemplo de dignidade, honestidade,

respeito e tudo o mais. Não existe no mundo alguém como o senhor, e lhe

digo que esses homens que escolhi para passar minha vida carregam neles as

virtudes que mais admiro em você. Não fique triste por eu deixar o senhor

para vir morar aqui com eles, me casar e tal. Você meu pai, é peça

fundamental para minha felicidade, esteja eu onde estiver.

— Triste?! — Indagou seu Silva com os olhos marejados pela

declaração de amor que ouviu.. — Jamais, apesar das lágrimas, o que sinto é

felicidade, pura e abundante. Minha pequena, não preciso do seu

agradecimento, sim de seu sorriso e do brilho do seu olhar. Eram eles que me


conduziam quando te carregava no colo e remava contra a maré. E faria tudo

de novo se fosse o caso e, mesmo agora se for preciso carrego a ti e aos seus

noivos porque sei que eles são uma extensão do seu coração, portanto do meu

também. Amo você.

Com a batida na porta, seu Silva e Nininha foram tirados daquela

bolha de sentimentos.

— Vamos filha, está na hora. Nem preciso dizer que te desejo toda

sorte do mundo.

— Não sei, acho que sim hahaha...

— Engraçadinha... Bom, vou sair e te dar alguns minutos para se

ajeitar, tudo bem.

Lhe dando um beijo na testa como fazia quando a deixava na escola

desde de pequena, seu Silva saiu do carro deixando-a sozinha ali. Mesmo

sabendo e repetindo que era apenas uma sessão de fotos, ela não estava

sabendo lidar com todo clima emocional que se criou desde que colocou esse

vestido.

Seu pai também não ajudou muito, pelo contrário, trouxe seus sentimentos

mais à borda. Se olhou no espelho que tinha disponível atrás e avaliou a

make, mais um pouquinho e ela desmancha.

Respirando fundo pensou nos meninos, como seria ver eles de noivos, será

que vai ficar que nem uma boba chorando como disse Bruna? Não podia.

Afinal tinha que parecer bem nas fotos.

Uma nova batida na janela a fez voltar ao momento e relembra-la de

que precisava sair do carro.

Começou a abrir a porta quando sentiu que alguém do lado de fora já

o fazia. Descansou a mão na coxa e aguardou. Enquanto a porta ia se abrindo

aos poucos, tentava achar a dupla que não via desde de cedo. Mas seu pai

estava de pé esperando e tapava sua visão. Ele deu-lhe a mão para ajudá-la a


sair do carro. Ela tinha nos pés um assessório que a vendedora explicou ser

um barefoot sandal, era uma renda branca linda que se prendia em um de

seus dedos e em seu tornozelo. Não tinha a sola, os pés tocavam diretamente

o chão. Era branco, próprio para casamentos na praia e muito usado

ultimamente.

Ela adorou o fato de não precisar usar salto e ter seus pés em contato direto

com a areia.

Com a ajuda de seu pai se levantou, sentiu a areia em seus pés e o

vento fresco em seu rosto, sorriu com a sensação. Ao voltar o olhar para seu

pai e visualizar o mar ao fundo, seus olhos se arregalaram com o que viu

atrás dele.

Além daquela imensidão de azul ao fundo. Havia na areia um altar

todo ornamentado por flores naturais e tecidos claros e transparentes

retorcidos em bases que ao longe pareciam madeiras. No centro tinha uma

pequena mesa também enfeitada.

De frente para esse altar, estavam postas cadeiras do mesmo tom que a

madeira do altar, entre elas formava uma passagem na areia que estava

repleta de pétalas de rosas vermelhas. E interligando as pontas dessa cadeiras,

arranjos florais e alguma espécie de véu que voava no vento que soprava.

Tudo o que estava vendo parecia uma pintura a óleo vista de longe.

Era quase finalzinho da tarde, ainda estava claro, o céu azul, mas já se via

lanternas acesas dando forma ao caminho principal.

De um lado das cadeiras havia uma grande tenda toda ornamentada com o

que parecia uma grande mesa e um buffet.

Como se tudo já não estivesse surreal o suficiente, sentadas nessas cadeiras

estavam amigos mais próximos seus e de seu pai e alguns rostos que não

conhecia. Viu também a família de Léo. Atordoada com tudo o que via,

escutou soar no ar a marcha nupcial, o que fez todos que estavam sentados se


levantarem e olharem em sua direção. Esse pequeno milésimo de tempo

parou. Suas pernas bambearam, não podia acreditar no que estava

acontecendo. Como assim? Isso não era só uma sessão de fotos? O que essas

pessoas estão fazendo aqui?

— Não é real, não é real... — Ela repetia tremendo, com olhos

arregalados e embaçados.

— Isso é real, filha. — Seu Silva diz apertando sua mão.

Ouvir a voz de seu pai fez seu consciente voltar e olhar para ele.

Novamente aqueles olhos estavam marejados, e sua voz embargada. Nininha

caindo na real do que estava acontecendo naquele momento só podia

perguntar:

— Isso é real?

— Sim pequena, sim. Mérito desses dois homens loucos por você que

não medem esforços para te fazer feliz, que não medem esforços para realizar

seus sonhos. Isso é real, é tudo pra você e por você. — Sem a possibilidade

de segurar a emoção que transbordava novamente em seu coração, seu Silva

terminou dizendo as palavras com a voz falhando comovido. — ...À partir

daqui me sinto com o dever cumprido, levo agora você em meus braços, não

mais contra a maré e sim a seu favor. Seguindo o fluxo natural do amor. Hoje

entrego a minha menina, minha pequena, para enfim desfrutar a felicidade de

ser amada, duplamente para sua sorte e merecimento. Ame, seja amada e

produza mais amor. É tudo que lhe quero. Agora venha comigo, preciso lhe

entregar aos seus noivos ou eles mesmos virão aqui lhe buscar. Da mesma

maneira que você ficou indocil com a falta deles, eles também não passaram

o dia bem.

A pausa que o mundo deu para ela se recuperar de tamanha surpresa

pareceu infinita. Suas lágrimas molhavam sua face e ela nem tentava mais

segurar, impossível. As palavras de seu pai eram calmantes e firmes


suficiente para ela ter certeza de que o que via era real. Voltou a sentir a brisa

do mar e a areia sob os pés. Abraçou seu pai, se posicionou ao seu lado, e

recebeu do fotógrafo um bouquet de flores. Olhando para todo aquele aparato

montado, aquelas pessoas a olhando, escutando o som da música se misturar

com os sons do mar, seguiu confiante para o caminho que levava ao altar.

Mas nada daquilo era importante naquele momento. Nada. O que lhe

importava eram aqueles dois homens na beira do altar aguardando sua

chegada.

Mesmo com toda a emoção que teve até agora, seu coração não batia, como

começou a bater quando encontrou os pares de olhares que a mantinham viva.

Já não havia mais ninguém naquela praia, se não fosse o braço de seu

pai a sustentando ela poderia dizer que sairia voando até seus homens que

estavam distante. Seguia para eles como se estivesse a centímetros da areia.

Flutuava. Léo estava à sua esquerda e Dane à direita. Estavam os dois

vestidos em tons claros, mas em estilos diferentes. Via-se no vestuário a

personalidade de cada um. A única coisa mais certa do que o amor que ela

tinha por eles era que aqueles eram os homens, os noivos mais lindos do

mundo. Se os olhos de Nininha já estavam iluminados, no momento que os

viu explodiu de tanta energia.

Estavam de cabelos e barba feitos. Os olhos de Dane não estavam

enigmáticos e sim transparentes como um rio de águas cristalinas.

Lágrimas desciam dos cantos de seus olhos que mesmo tomados de emoção

ainda eram hipnotizantes. Já Léo radiava felicidade genuína, seu sorriso

brilhante não cabia em seu rosto, seus olhos esverdeados também inundaram

ao lhe ver, porém aquele sorriso enorme não saia da face. O sensível só sorria

e o prático se debulhava em lágrimas.

Estavam mais lindos do que nunca e sexys feito um inferno.

Já sentia seu corpo molhado implorando por eles. Notou que Léo lhe deu um


sorriso safado, o filho da mãe deve ter percebido seu rubor. Ao olhar para

Dane se espantou. Dos três, Dane era o mais arredio a sentimentalismo, mas

viu aqueles olhos azuis desabando em lágrimas ao lhe ver indo em sua

direção. Ele estava numa emoção tão exacerbada que Léo se aproximou de

seu amigo e o abraçou e agora eram os dois chorando.

Nesse momento Nininha aumentou os passos fazendo seu pai olha-la

confuso. Mas logo se ajustou aos passos dela.

Nininha também chorava, mais comedida. Seu estado de felicidade crescia ao

se aproximar deles.

Antes de chegar viu seus homens se cumprimentarem e trocarem

algumas palavras, em seus rostos um misto de lágrimas e sorrisos bobos, o

que a fez também sorrir. Já imaginava eles falando um no ouvido do outro os

apelidos que tinham entre eles.

Quando seu Silva chegou cumprimentou os noivos, fez questão de

dar cada mão de sua filha a cada um de seus genros.

E a eles disse:

— A vocês estou entregando meu bem mais precioso, lhes entrego

minha filha e os recebo como filhos. Sejam felizes.

Qualquer um presente naquele casamento poderia sentir a aliança de

amor que existia. E não era só entre os noivos, sim em todos os envolvidos.

Cada um que estava ali olhava com bons olhos para o enlace. Suas amigas e

madrinhas estavam de um lado do altar e para a alegria de Nininha, também

estava sua cunhada.

As danadas estavam com os vestidos combinados, o que deixava mais que

claro o dedo delas nisso tudo. E elas eram só sorrisos e emoção.

Como padrinhos estavam dois amigos dos meninos, um que ficou com a

Bruna no noivado, outro bem mais velho do que seus homens, ela não

conhecia, porém por estar nessa posição de destaque deveria ser importante


na vida deles. E o último seu concunhado.

Nininha deu seu bouquet para Lary que sorria emocionada. Na

primeira fileira estava seus sogros e Gracinha. Sua sogra tinha seus olhos

esverdeados dentro de um mar vermelho de tanto chorar, sua face também

avermelhada. Gracinha tinha um pequebo lenço que a todo momento

enxugava os cantos de seus olhos. Já o pai de Léo era só sorrisos. Os outros

convidados e alguns dos funcionários do buffet também se emocionavam

com todo esse clima de pura ternura.

Ao receberem a mão de sua noiva e ao término das palavras sinceras

de seu sogro, cada um se dirigiu a ele e agradeceu o cumprimentando com

um abraço e aperto de mão. Eles não tinham palavras para descrever a

felicidade que viviam e nem para mostrar o quanto se sentiam agraciados

com o acolhimento de seu Silva.

Nininha parecia estar vivenciando tudo de um plano superior, assistia

a eles e olhava em volta ainda abismada e surpresa.

Tentou buscar em sua memória algum sonho que se parecesse um pouco com

tudo que vivia nesse momento, mas não encontrava. Era tudo mais, maior,

melhor e perfeito.

Sentindo as mãos firmes segurando às suas e levando-as até seus

lábios para beija-la, ela se voltou a olhar para eles. Cada um deles.

Suspirando tentando segurar todo o turbilhão que havia dentro de si, olhou

para Léo e encostou sua testa na dele, em silêncio, só demonstrou em seu

olhar tudo o que se passava com ela, todo amor que sentia que nem mesmo a

frase eu te amo seria apropriada. Léo beijou sua testa ternamente. Nininha se

virou e repetiu o mesmo gesto com Dane. A mesma reação, a mesma emoção

o mesmo silêncio. Dane levou seu dedo até a buchecha dela e acariciou,

deixando a pele abaixo de seu toque pegando fogo. Com lágrimas que

pareciam nunca mais ter fim, ele balbuciou baixinho algo que ela mesma se


perguntava:

— Isso é real?

Sorrindo com a pergunta que repetia internamente, respondeu no

mesmo tom com os olhos afogados:

— Com certeza!

O som da marcha enfim cessou, todos os presentes sentaram.

Os nubentes se viraram para frente, e só então ela percebeu que não havia

nenhuma autoridade religiosa ou civil para realizar a cerimônia.

Passou uma série de coisas em sua cabeça, como até mesmo, a pessoa que

eles arrajaram desistiu em cima da hora, por ser algo fora do normal! Um

nervosismo se abateu em seu coração até que seus olhos presenciaram um

movimento que a fez prestar atenção.

Alguém se dirigia para a frente deles no altar, como um padre, ou pastor, ou

juiz de paz, ou como qualquer outra autoridade religiosa para realizar um

casamento. Porém havia uma enorme diferença, ao perceber a pessoa que se

posicionava à pequena mesa para dar início a cerimônia, viu que se tratava de

seu pai. Uma nova onda de sentimentos a pegou desprevenida. Surpresa.

Aquele nervosismo anterior se discipou na segurança do

entendimento do que estava acontecendo. Quem com autoridade mais alta

para abençoar seu casamento aqui na terra?

Nininha já não aguentava mais tantas ondas de sentimentos e surpresas que se

mostravam a cada minuto neste dia que já está para sempre marcado em sua

vida. Não tinha vocabulário suficiente para tentar definir o que se passava.

Procurou apenas se concentrar em não cair dura no chão e aceitar de bom

grado as maravilhas que recebia.

Emocionados, Léo e Dane olhavam para o rosto estupefato de sua

noiva. Sentiam mesmo sem ela lhes dizer o quanto ela estava amando tudo.

Toda essa louca surpresa criada na cabeça de Dane e como sempre apoiada


por Léo. Mas eles também seriam gratos eternamente para este sogro sem

precedentes e as amigas de Nininha. Sem eles a construção desse sonho de

Nininha que se transformou num sonho de todos não teria sido possível.

Desde o primeiro momento em que Léo propôs que seu Silva realizase

a cerimônia, Dane ficou meio desconfiado, não saberia se daria certo se

seria viável. E tinha que saber se seu sogro aceitaria tamanha

responsabilidade. Mas como sempre, esse homem que deveria ser estudado

pela NASA, mais uma vez embarcou com eles nessa viagem, de peito aberto,

sem reservas, apenas com amor. E ao olharem a expressão de Nininha nesse

instante, em que ela entende que é seu pai que realizará a cerimônia de seu

casamento, eles não poderiam ter tido ideia melhor.

Aquele brilho nos olhos cor de mel que tanto seu Silva falava, estava aceso

com toda sua potência.

— Olá amigos, familiares e todos os presentes. Boa tarde! — Iniciou

sua fala seu Silva — Quero primeiramente agradecer a cada um de vocês a

presença e mais do que isso, a parceria. Acredito que quase todos que estão

aqui sabiam desta surpresa que estes dois homens extremamente

apaixonados, proporcionariam para minha filha e conseguiram manter

segredo e até ajudar, no intuito de que esse dia fosse perfeito, tanto para

supreende-la quanto pelo esforço dos noivos em vê-la feliz. Bom, pode ser

estranho e nada convencional para todos que ao invés de um celebrante,

estou eu aqui, o pai da noiva.

Mas não se estranhem, afinal convenhamos, esta cerimônia não há nada de

convencional. Não sou qualificado para ministrar uma cerimônia de

casamento, mas fui convidado para tal tarefa e quando aceitei essa proposta

inusitada de meus genros não sabia muito bem o que fazer e dizer. Pensei em

copiar falas que tanto escutamos em milhares de matrimônios que já

estivemos. Porém, parei para pensar mais um pouquinho e percebi que não


havia discurso melhor para um casamento do que falar de amor. Vamos falar

de amor? Deus através de suas escrituras nos ensinou:

"Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis

amar-vos uns aos outros (Jo 13,34)".

É isso que fazemos? Nós amamos realmente aos outros como a nós mesmos?

E quando ele disse outros, ele quis dizer a TODOS os outros? Ou apenas os

que achamos parecidos conosco?

Então o convencional é amar os que julgamos mais parecidos e próximos à

nós ou a todos os outros que são completamente diferentes de nós, que não

pensam, não agem, não vivem, não desejam as mesmas coisas que nós? O

certo ao meu ver, seria fazer como ele mandou, amar a TODOS sem

excessão. Nossos iguais e também os que se diferem de nós. Portanto

estamos aqui, reunidos cada um pelo seu motivo, mas todos ligados pelo

amor. Amor entre amigos, entre família, entre irmãos, entre pais e filhos,

amor entre casais. E é principalmente pelo amor e respeito que estamos a

celebrar no dia de hoje, o amor de um trisal.

Confesso que como todos, também me surpreendi com a novidade do

relacionamento diferente da minha filha. Não foi fácil, mas antes de pensar

em julgar sua escolha eu preferi olhar para ela. Ao observa-la falar sobre

esses dois homens aqui ao seu lado, vi que a luta estava perdida ali. Qual

arma é maior do que o amor? Seus olhos refletiam um amor ao falar dos dois,

tão puro e divino, que quem seria eu para julgar dizendo que era errado?

Na verdade alguns diriam "Ei Silva, você é o pai, ela lhe deve

respeito!"

Mas e o respeito que eu lhe devo? Apesar de pai e filha, somos

iguais, humanos passíveis de tantos erros quanto acertos na mesma

proporção. Eu a ensinei que temos que respeitar para exigir ser respeitado.

Como ir contra ao que eu mesmo ensinei?


Então simplifiquei as coisas e optei pelo amor. Melhor escolha, além de

estreitar ainda mais os nossos laços de pai e filha, ganhei mais dois filhos. E

existe alguém mais qualificado para abençoar o casamento de uma filha, de

um filho, do que um pai?

Por isso, me ponho aqui diante desse trisal que, composto por Daniel, Paulina

e Leonardo decidiram juntos viver a vida através do poliamor. Que sejam

abençoados cada um de seus passos e, que com esse enlace vocês cresçam

juntos como indivíduos e como família. Sejam pacientes uns com os outros e

parceiros sempre em tudo o que forem realizar. E para que o sucesso seja

garantido continuem transbordando amor, só o amor pode nos levar a uma

vida matrimonial plena e infinita.

Dopada pelas palavras proferidas e perfeitas de seu pai, Nininha

demorou a perceber que uma música instrumental tocando Ave Maria

começou a soar e pelo farfalhar das pessoas se levantando, algo acontecia

atrás dela. Com auxílio de um Dane chorão e Léo altamente risonho e

emocionado, ela se virou para ver que pelo mesmo caminho que havia feito

com seu pai, agora vinham os três sobrinhos de Léo. A mocinha vinha à

frente em um vestido lindo com um arranjo floral parecido com o dela. Ela

trazia em suas mãos um pequeno bouquet também parecido com o dela. Os

meninos vestidos iguais, com pequenos detalhes que os diferenciavam,

vinham logo atrás, um de cada lado, com caras de sapecas. Nas mãos traziam

placas dizendo:

— "Não case com eles" / "Case com a gente"

Eles tiravam gargalhadas dos convidados ao passarem.

Nininha e os meninos sorriam juntos com todos, enquanto os meninos faziam

sua graça.

— Oi tia Nininha, você está linda! — Disse a sobrinha educadamente

lhe dando um beijo na bochecha, depois cumprimentou do mesmo jeito seu


tio Léo e Dane.

— Obrigada, querida!

Já os meninos quando chegaram abraçaram os dois juntos Nininha e,

entrando na brincadeira, Léo e Dane os tiraram fingindo uma força extra,

como se lutassem contra eles por Nininha, para dar mais crédito as placas que

traziam.

Os três foram direcionados para os lados. Quando Nininha já ia se

virando achando que já havia acabado, só aí o show começou. Ouviu latidos e

voltou novamente de frente para o caminho de pétalas, que com o cair da

noite brilhava pela luz das pequenas lanternas. Nele vinha Brutus, desfilando

preguiçoso como sempre, lindo, altivo de gravata borboleta e tudo. Nela

havia uma pequena cestinha pendurada. Enquanto o cão passava recebia

assovios e aplausos, ele nem ligava. Chegou perto dos noivos, Léo se abaixou

acariciou ele, seguido por Dane e também Nininha que acabou levando uma

lambida na cara. Dane tirou a cestinha de sua gravata e Bruna foi pegá-lo

para tirá-lo do altar.

Quanta emoção e carinho Nininha sentia naquele momento. Olhava

para seus noivos e não continha as lágrimas que teimavam em cair. Virados

novamente para seu Silva, Dane pôs a cestinha em cima da pequena mesa e

de lá retirou um conjunto de alianças. Ele também estava lutando com o

turbilhão de emoções que aconteciam dentro dele. Seus olhos uma inundação

sem fim, suas mãos trêmulas. Notando o nervosinho de seu amigo, irmão e

agora mais que tudo companheiro de vida, Léo tomou de sua mão às alianças,

o que fez Dane o olhar e como sempre num entendimento só deles dois, Dane

agradeceu com os olhos a ajuda do amigo e passou para ele a missão das

alianças. Nininha já consciente desse reconhecimento se emociona mais ainda

com tamanho amor fraterno dos dois.

— Enfim, as alianças! — Saltou as palavras seu Silva e continuou


chamando a atenção dos noivos e presents. — Elas servirão para lembrá-los

que o amor de vocês é um círculo infinito e forte como os materiais do que

são feitas. Usem-na não como algo que os prendem, mas sim uma lembrança

da escolha dos três, pela liberdade de optar viver esse amor visceral. Que

sejam elas mais uma pequena lembrança do compromisso, lealdade e

fidelidade entre vocês. Dane, Léo por favor, vocês primeiro.

O que dizer sobre tudo o que Nininha sentia naquele instante.

Nem se tenta-se conseguiria se expressar em palavras.

Desde que saiu daquele carro se sentia flutuando, a cada minuto que passava,

a cada palavra dita que escutava, a cada surpresa que acontecia, só a faziam

flutuar ainda mais. Como em um sonho lindo. Mas esse era real, esse era

realmente real e muito melhor do que qualquer coisa que ela sonharia sonhar.

Esses homens que estavam a se desposar com ela eram tudo o que uma

mulher desejaria ter. Mais uma vez passava por sua cabeça o porquê ela, o

que ela fez para merecer tanto, em tão pouco tempo e com a promessa do

para sempre. Mais uma vez teve que jogar para o divino. Nada acontece se o

divino não quiser. Fácil ou difícil, se não tiver que ser não será.

Com ela, não sabia por qual razão, mas estava acontecendo.

Sua cabeça de repente se esvaziou dos pensamentos e até da emoção que

sentia. Se concentrou em olhar para os movimentos que Léo e Dane faziam e

novamente se surpreendeu com tamanha beleza do conjunto de alianças.

Enquanto Léo pegava uma aliança e se direcionava para ela, Dane

tomou a mão esquerda de sua menina e posicionou para que Léo colocasse a

aliança. E foi o que fez dizendo:

— Com essa aliança damos início a maior jornada de nossas vidas.

Desde a primeira vez que eu te vi eu sabia que era você. Foi complicado no

início, mas eu não desistiria nunca. Como sonhei com esse momento,

deslizar minha aliança no seu dedo, tornando nosso relacionamento real em


todos os sentidos. Eu te amo meu amor, minha princesa e é com você e Dane

que quero viver pelo resto de minha vida. É com vocês que quero construir

minha família, baseada no respeito, no amor e no companheirismo. Na saúde

e na doença por toda a eternidade.

Dane a abraçou por trás enquanto Léo levava sua mão com a aliança

aos lábios e beijava olhando em seus olhos já borrados das lágrimas que

nunca mais deixou de cair. Puxou-a em seus braços a beijou ternamente e a

virou para Dane repetindo o ato que havia feito, direcionou sua mão esquerda

já com sua aliança para ele. Dane agora sorrindo fazendo um esforço notório

para não chorar, pegou outra aliança e começou a deslizar sobre o mesmo

dedo.

— Minha menina.... Desculpe minhas palavras embargadas e

trêmulas, nunca pensei em minha vida viver tamanha emoção. Mas não posso

deixar de dizer em palavras o que já demonstro com lágrimas. Tudo isso é

para você, para lhe mostrar que tudo o que estiver ao nosso alcance para

realizar seus sonhos nós faremos. Mas não é só para realizar seu sonho, é

para realizar os nossos também, pois todos os seus sonhos agora se tornam

nossos. Antes de você eu não sonhava, mas agora passo meus dias sonhando

com a vida que vamos ter. Essa aliança, essa cerimônia é o marco simbólico

disso tudo. Porém nosso amor, nosso relacionamento está acima de qualquer

símbolo que há na terra. Viveríamos ele independente de qualquer coisa e

acima de qualquer um. Mas, mais uma vez fomos presenteados com essas

pessoas maravilhosas que nos rodeiam, em principal seu pai. Além desse

amor exacerbado que temos entre nós, contamos com o amor incondicional

dele e de algumas das pessoas mais importantes em nossa vida. Portanto em

respeito a toda essa futura vida que nos espera e a esse amor que nos arrebata,

quero lhe dizer que prometemos lhe amar e proteger, ser fiéis e

companheiros, estar contigo e viver para você e nossa família por toda


eternidade. Te amo, minha menina e agora, minha mulher. Nossa mulher.

Ao término de suas palavras, Dane encostou a aliança que

escorregava em seu dedo junto a aliança que Léo já havia depositado lá,

Nininha pode ouvir um click que fizeram ao se chocarem. Olhou em direção

e só agora pode ver como era formada.

Ornada em ouro branco e dourado com pequenos pontos no que pareciam ser

diamantes que se cruzavam entre elas ao se fundirem juntas. E no centro um

diamante reluzente.

Sentiu Dane levar sua mão aos lábios e graciosamente beijar sua aliança

também lhe olhando nos olhos. Aquele olhar hipnotizante de Dane com o

toque que recebia em sua cintura por Léo, a fez estremecer e eles sentiram.

Sorrindo Dane lhe beijou a testa e se voltaram novamente de frente para seu

pai.

Envergonhada com rosto afogueado, emocionada com tudo que ouviu,

percebeu que agora era a hora dela de colocar as alianças nos seus noivos.

— Pois bem, filha, agora é sua vez de lhes colocar as alianças.

Ela tentou com suas mãos limpar o rosto do rio de lágrimas que

desceu por ali. Olhou para suas madrinhas encontrou todas elas chorando

também. Isso mesmo, todas elas, inclusive Bruna, a vaca. Nininha sorriu para

ela meio de deboche e ela lhe mandou a língua. Mais relaxada, voltou-se para

as alianças, viu duas ainda dentro da cestinha. Elas eram iguais às dela, mas

sem os diamantes e inteiras. Forjadas também em círculo de ouro branco e

dourado. Notava a masculinidade e imponência nelas. Pegando uma em sua

mão se direcionou para Léo e encontrou aquele sorriso maroto pelo qual se

apaixonou, não se aguentou e lascou um beijo naquela boca gostosa e só

parou quando ouviu seu pai.

— Nininha?! Às alianças...

— Ah, tá haha... — Ouvia-se risos dos convidados. Então ela tomou a


mão esquerda de seu Léo e lhe colocando a aliança foi dizendo. — Meu

príncipe, quando te vi pela primeira vez não tinha como explicar o que sentia,

hoje eu sei, era o reconhecimento de minha alma com a sua esperando o

momento certo para se encontrar. Você é o maior responsável pelo nosso

poliamor. Você já acreditava antes mesmo de me conhecer. E quando nos

tornamos um só pela primeira vez, foi você que nos fez ver que era real e

possível nos transformar em um trisal. E aqui estamos, diantes das pessoas

mais importantes de nossas vidas compartilhando esse sentimento tão intenso

que existe entre nós. Somos um trisal forte hoje porque você acreditou e nos

fez ver que não havia outro caminho que não fosse um que caminhássemos

juntos, os três. Meu amor, eu te amo, essa é a luta que escolhi para minha

vida, lutar por vocês, por nós e por nossa futura família. Obrigado por tudo,

obrigado por acreditar, obrigado por nos fazer acreditar. Prometo ser para

vocês uma mulher fiel e amorosa, com vocês dividirei minha vida na saúde

e na doença por toda eternidade até onde Deus nos permitir.

Selou suas palavras com um beijo rápido nos lábios quentes dele. De

soslaio olhou para seu pai e logo foi adiantando, pegou a outra aliança e

virada para Dane viu todo o amor em seus olhos. Sabia também que ele

compreendeu e concordava com as palavras que disse ao Léo. Para ela e

Dane tudo foi mais difícil, mas não mais. Não agora.

— Amor, olhando você agora completamente entregue aos seus

sentimentos me fazem sentir saudade daquele ogro que conheci na praça de

alimentação. Ele era um disfarce não era? Eu sei meu bem, o quanto você

estava calejado pela vida ao me encontrar, o quanto não estava preparado

para receber tamanha intensidade. Mas se permitiu como eu a abrir os olhos e

entender melhor o que estava acontecendo e, com a ajuda de seu irmão de

vida de alma, tomamos a decisão mais certa de nossas vidas. Minha alma

beijou a sua no nosso primeiro encontro e dali em diante não se soltaram


mais. Impossível. Somos raridade, não porque somos três, sim porque somos

verdade, algo em falta hoje em dia. Nasci para vocês e vocês para mim,

prometo-lhes ser fiel, amorosa e companheira na saúde e na doença por toda

a eternidade... E além!

Dane a cortou com um beijo. Não se aguentava mais. Já não havia

mais líquido em seu corpo para ser despejado por seus olhos. O único líquido

que lhe restava queria jorra-lo em seu interior.

— Bem, acho que a parte do "Pode beijar a noiva" já passou. (Risos)

Cabe a mim agora, abençoar essa união com o mesmo amor que Deus me

ensinou. Sigam sempre no caminho do amor, sejam pacientes e companheiros

e, principalmente não deixe que nada enfraqueça esse sentimento tão rico

entre vocês. A raridade e o diferente incomodam e apesar de acreditar no

amor, não podemos fingir que o ódio não existe, pois ele existe e sempre

busca um modo de nos atingir. Mas se vocês focarem no amor e respeito que

sentem um pelo outro, nada nem ninguém poderá os separar. Aqui, diante dos

meus amigos e familiares me orgulho de lhes declarar maridos e mulher, que

essa união seja farta em todos os sentidos e que Deus esteja sempre com

vocês. Agora sim, podem beijar a noiva!

Aplausos!! Muitos aplausos e alguns gritinhos ecoavam na praia.

Dane e Léo após tomarem cada um mais um beijo de sua esposa deram o

braço para ela e saíram juntos pelo caminho iluminado ao som de uma

música linda que se misturava aos aplausos, gritinhos, sorrisos e latidos de

Brutus. Logo atrás deles vieram seu Silva acompanhado de Gracinha, e os

pares de padrinhos e madrinhas com as crianças. Ao passarem sentiam sendo

jogado sobre eles arroz junto com falas de desejos de felicidade e

prosperidade.

Ao chegarem no fim do caminho, as muheres solteiras se juntaram em

busca do tão desejado bouquet. Todos riam com o desespero de algumas e


desdém de outras. A noiva se posicionou de costas e entre um momento ou

outro que fingia que iria jogar, jogou. O bouquet foi certeiro na direção de

Bruna que estava mais afastada desdenhando. Ao perceber, ela saiu da frente

sotando um palavrão, exatamente quando ele cairia. Sua ação acabou pôr

deixar o caminho livre para que o bouquet caísse diretamente nos braçoas de

Gracinha que também não esperava. Lary ficou em cólera, queria tanto.

Bruna se benzia e Gracinha estava completamente sem graça ainda mais ao

notar o olhar de seu Silva sobre ela e um sorriso enigmático.

Nininha adorou o resutado.

Além dos convidados haviam alguns curiosos por perto.

Seu Silva se direcionou para os agora, maridos e mulher, para ser o primeiro

a cumprimenta-los.

— Se eu não morri hoje do coração, não morro nunca mais. Parabéns

aos três.

— O senhor só pode estar brincando... Eu é que digo isso, se eu não

morri hoje com tantas surpresas carregadas de emoção não morro nunca

mais. E por falar nisso vocês me pagam. Apesar de maravilhada com tudo o

que aconteceu hoje, não vou esquecer vocês se reunindo contra mim.

Abraçando sua esposa por trás, Léo disse:

— Contra você amor!? Mas se foi tudo para você.

— Tá tá eu sei, mas é que.... Nossa foi muito, vocês... Não precisava

disso tudo...

— E você merece isso e muito mais... E vai se acostumando porque

eu tô adorando essa ideia de surpreeder você. Seus olhos ficam fascinantes

diante de surpresas. — Dane a cortou tirando-a dos braços do amigo e

beijando-a.

Rindo seu Silva disse:

— Acho melhor eu ir e liberar o buffet enquanto vocês


cumprimentam os convidados.

— Espere Silva, não tive a oportunidade de falar com Nininha. —

Falou a Gracinha e se virou para a noiva dizendo. — Minha querida você está

radiante, não sei se por toda emoção do dia ou alguma outra coisa, mas seu

semblante está iluminado. Enfim, queria te parabenizar pela cerimônia

maravilhosa, a primeira em que realmente me senti bombardeada de amor de

todos os lados. Saiba que tem aqui uma amiga na qual pode confiar. E apesar

deles serem esses homens marivilhosos que já sabemos, você para mim é tão

maravilhosa quanto, não é qualquer mulher que se deixa seguir firmemente

pelo coração. Você é corajosa e merecedora de todo esse amor. Parabéns e

felicidades.

— Obrigada Gracinha, e que bom que está aqui, não queria que você

perdesse de ver o gato do meu pai. E… Agora que você pegou o buquet…

Fica a dica papai!

— Ora Nininha!!! — Rosnou seu Silva.

— Que isso querida, eu é que agradeço a oportunidade de fazer parte

de uma história tão diferente e linda como a de vocês. E ainda tenho esse gato

de bônus, começo a achar que eu é que sou sortuda. — Agradeceu Gracinha

deixando seu Silva vermelho de vergonha e os nubentes achando graça.

Quando eles se afastaram Nininha foi abraçada por suas amigas e sua

cunhada. Fez cara de zangada para elas, mas logo sorriu com as cosquinhas

que Bruna fazia.

— Vocês me pagam, isso não vai ficar assim heim... Até você

cunhada. Me aguardem.

— Ah amiga, como nós iríamos recusar participar de uma surpresa

tão romântica como esta. — Disse Lary.

— Diz isso por você Lary, porque eu vim pela comida e as bebidas.

— Cortou Bruna.


— Tá bom Bruna, e o que foi todo aquele chororo no altar? Eu vi

heim... — Disse Nininha

— Eu também! — Acompanhou Lary.

— Vacas idiotas, óbvio que caiu areia nos meus olhos... Ah, já chega

não vamos monopolizar a noiva, vamos cumprimentar os noivos e ir direto

atrás do champanhe.

Bruna puxando Lary foi cumprimentar Dane e Léo e disse-lhes:

— Só tenho uma coisa para dizer, vocês são fodas, agora continuem

sendo fodas porque nossa amiga merece.

— BRUNAAAA!... Desculpa a desbocada, parabéns gente, foi

emocionante, ficará marcado na memória de todos aqui e mais ainda em

Nininha. Vocês arrasaram.

— Que isso meninas, nós é que agradecemos, sem vocês não teria

sido possível. — Disse Léo.

— É verdade, sabemos o quanto foi difícil para vocês esconderem

tudo dela, mas mesmo assim o fizeram. Nós que agradecemos. — Dane

complementou.

— Ok ok... Obrigado, de nada... Vamos Lary começar a festa. Vou lá

rapazes, tenho certeza que minha amiga aqui quer encher a cara pôr não ter

pego o bouquet… — Bruna falou e arrastou Lary xingando.

Dane e Léo ficaram rindo e olhando Bruna sair toda rebolativa para

onde serviam as bebidas puxando Lary a tiracolo. Depois assistiram Nininha

falando com a irmã de Léo e logo depois cumprimentar eles. E assim seguiu

por alguns minutos.

Quase todos os convidados vieram cumprimenta-los e desejarem felicidade.

O fotógrafo os levaram para tirar algumas fotos para o álbum.

Eles notaram no rosto dele a emoção que deve ter tido durante a cerimônia.

Algumas horas depois quando os convidados já estavam bem acomodados na


festa, Nininha teve a oportunidade de falar melhor com os pais de Léo.

— Dona Norma, seu Otávio saibam que diante de todas às surpresas,

a de ver vocês aqui presentes foi uma das que mais me tocou. Sei o quanto

nosso Léo ficou feliz em vê-los aqui. E as crianças, que coisa mais linda.

— Oooh menina, tenho que repetir que continuo não entendendo tudo

isso, mas amamos nosso filho e a Dane também e não poderia deixar de estar

presente num momento como este. Quero que saiba que saio deste casório

com cada palavra gravada em minha cabeça, e ao ver tanto amor dita com

elas prometo repensar muitas coisas. Sejam felizes, isso é o que importa não

é?

— Sim, é sim.

— Minha nora, faço minhas às palavras de Norma. E acrescento, este

casamento foi o melhor que já fui.

— Eu também acho, meu sogro.

Nininha saiu da mesa e procurou pelos seus maridos. Os encontrou

conversando com um pequeno grupo de pessoas, sendo um deles o padrinho

que não conhecia e um casal que lembrou de ter conhecido lá na fronteira.

— Úrsula, é você?

— Oi!! Olá, Paulina. Como você está linda! É um prazer te ver de

novo ainda mais em um dia tão especial como este.

— Nossa que surpresa boa, com tudo o que aconteceu não vi vocês

entre os convidados.

— Pois é, é que na verdade chegamos no meio da cerimônia, Conrado

se enrolou com o GPS e nos perdemos. Mas o que assistimos foi uma amostra

maravilhosa de tudo o que ocorreu aqui. Você é uma mulher de sorte e não

digo isso pelos seus maridos, sim pelo grande pai que tem. Eu não tive essa

sorte então me emocionava a cada palavra que ouvia ele dizer.

— Obrigada Úrsula, realmente meu pai é grande. É uma pena que não


tenha tido a mesma sorte. Conrado, que bom que veio e trouxe Úrsula, espero

que estejam a vontade. — Falou Nininha cumprimentando também Conrado,

mas já sendo puxada para os braços de Dane o que fez Conrado sorrir.

— Não perderia esse casamento por nada. Confesso que não acreditei

quando recebi o convite de Léo, hoje em dia os casamentos são raros ainda

mais um como o de vocês. Não poderia perder e Úrsula se empolgou com

fato de vir ao Rio de Janeiro. Cá estamos. E... Permita-me dizer, está uma

noiva estonteante. — Disse Conrado sem deixar o tom escorregadio de

sempre pegando a mão de Nininha e beijando.

— Obrigado pelo elogio, mas acho que neste momento meu vestido já

não está tão glorioso quanto quando eu cheguei.

Pigarreando Dane tira a mão de Nininha da de Conrado e diz:

— É sempre um prazer revê-lo Conrado, espero que aproveitem a

estadia no Rio e quem sabe, não saiam daqui com seu casamento em vista.

— Pois é Conrado, tá mais que na hora de se amarrar. —

Complementou Léo.

— Acalmem-se rapazes, nem tão rápido assim...

Todos riam, Dane nem tanto, ainda se incomodava com a presença de

Conrado. E com certeza teria com Léo uma conversinha sobre essa surpresa

super agradável. Mas Dane tentou ser o mais educado possível. Aproveitando

a chegada de sua mulher e querendo tirá-la do foco de Conrado, chamou sua

atenção:

— Amor, não tivemos a oportunidade de te apresentar, esse é Hélio,

trabalhou conosco desde que começamos. Escolhemos ele para ser nosso

padrinho, pois sempre o consideramos muito por sua experiência e

generosidade em repassá-la para nós.

— Olá Hélio, é um prazer conhecê-lo, obrigada pela presença.

— Paulina, eu achava esses dois loucos, mas acho que a louca é você


por se casar com os dois. (Risos) Tô brincando, esses são meninos de ouro e

se você escolheu estar com eles você também é de ouro. Quero deixar aqui

meu desejo de felicidade eterna para vocês. Se cuide e cuide deles.

— Obrigada, pode deixar.

Nininha também cumprimentou outros amigos dos seus maridos que

estavam presentes. Conversou com outros convidados e vez ou outra olhava

seus maridos ao longe. E eles notavam os olhos pedintes de sua mulher. Mas

ainda não era hora. A festa seguiu noite a fora, alguns convidados foram

embora e ficaram aqueles que gostavam de farra. Nininha e suas amigas se

divertiram dançando na pista improvisada. Às vezes, um de seus maridos lhe

tirava para dançar. Notou que sempre que podiam mexiam com ela, com

palavras sacanas no pé do ouvido ou mãos indecentes sem que ninguém

percebesse, aqui e ali. Ela já estava sem tê-los a dois dias e já não se

aguentava mais. Mas em respeito aos convidados não podiam sair correndo

dali, por enquanto.

Em um segundo momento do dia em que ela se via só com ela

mesma, sentou em uma cadeira afastada e observou o final da festa. Olhava

ao redor e comia suas rosquinhas, Léo e Dane trouxeram uns pacotes. Estava

viciada nelas. Léo dançava com sua mãe, Dane conversava com amigos. Seu

pai e Gracinha estavam num cantinho e, ela poderia jurar que estavam doidos

para ir embora também. As crianças estavam esgotadas de tanto correr pela

areia. Casais dançavam também na pista. Bruna com um dos padrinhos e

Lary com um garçom que Bruna com certeza arranjou para ela.

Respirando fundo passou a reviver alguns minutos desse dia em suas

memórias. Como não pôde perceber que não era apenas uma sessão de fotos?

Caiu direitinho. Quanto carinho e dedicação tiveram seus meninos para

organizar tudo isso. Seu pai e amigas também se incluíam nessa dedicação.

Com isso só podia ter mais certeza do quanto era amada e privilegiada.


Após passar a surpresa pôde ver melhor os pequenos detalhes da arrumação,

estava tudo tão lindo e com um bom gosto incrível. Fora que estava tudo

absolutamente ao seu modo, como se tivesse sido preparado pensando em

como ela faria. Um casamento na praia simples, lindo e emocionante. E a

emoção foi o que ditou o andamento de tudo. A tirada de Léo em chamar seu

pai para celebrar a cerimônia foi fantástica. Não estariam mais abençoados

por qualquer outra autoridade no assunto.

As pessoas ali presente faziam parte da vida dos três de forma efetiva, e

conseguiam cada um à sua maneira entender esse relacionamento que iriam

viver juntos. Até a vendedora da loja onde encontrou o vestido estava

presente com seu filho, filha e nora.

Seu garçom preferido do Balacobaco's também estava presente,

acompanhado de alguns outros amigos do bar. Foi tudo tão lindo. Nada que

ela poderia pensar para agradecer a essas pessoas seria o suficiente. A

realidade era melhor que seus sonhos.

— Que loucura! — Soltou em voz alta sorrindo.

— O que é uma loucura? — Perguntou Dane a assustando.

— Aí, que susto amor!

— Desculpa. Vem aqui, senta no meu colo e diz o que é loucura?

— Esse dia, vocês, eu... Tudo...

— Gostou?

— Tá falando sério Dane? É claro. E apesar de me sentir confusa em

um primeiro momento, todo resto do tempo foi atemporal. Parecia que o

mundo havia parado e eu só flutuava numa bolha de amor e carinho.

— Objetivo concluído com sucesso! — Disse ele lhe tomando um

beijo na boca.

— De que objetivo estão falando? — Perguntou Léo ao chegar perto

deles e sentar em outra cadeira bem próximo às costas de Nininha.


— O objetivo de me tirar o fôlego, os pés do chão mesmo sem me

tocarem ao mesmo tempo. — Respondeu Nininha se jogando um pouco para

trás alcançando a boca de Léo.

— É? E, se a gente te tocar ao mesmo tempo o que acontece? —

Dizia Léo enquanto deslizava sua mão no decote profundo em suas costas,

trazendo arrepios que se encontravam com os arrepios que Dane provocava

ao subir sua mão por suas pernas levantando sutilmente seu vestido.

— Aí, a sensação é sem explicação, cada vez que me tocam assim

juntos tento entender o poder que têm sobre meu corpo, mas não consigo

porque meu cérebro desliga e apenas meu corpo e coração segue em frente. E

no fim, sempre me encontro viajando em um universo infinito... Aaaaahhhh!

Ai, meu Deus, gente é melhor parar, ainda tem convidados aqui.

— Relaxa, do jeito que estamos não tem como ninguém perceber o

que estamos realmente fazendo. Vão olhar e pensar que estamos apenas

vivenciando um momento de descanso e intimidade de fim de festa. Afinal,

somos os noivos. — Falou Dane.

— Em falar em fim de festa, já deu né gente. Que tal sairmos de

fininho? Estou louco para tirar esse vestido de você princesa.

— Ué, vocês não disseram que só me teriam naquela casa quando

assinarmos os papéis, apesar da linda cerimônia não assinamos papel

nenhum, acho que teremos que esperar mais um pouco. — Debochou

Nininha.

— Esperar!?!?!? Sabe o quanto eu sonhei em te ver vestida de noiva e

poder tirar esse vestido? — Resmungou Léo.

— E quem disse que vamos para nossa casa? — Dane jogou a

pergunta no ar.

Nininha olhou de um para outro com os olhos brilhando, já imaginava

que havia mais surpresa por ai. Dane e Léo riram da euforia de Nininha.


— Mas como sairemos daqui sem ter que falar com todo mundo? —

Dizia ela.

— Muito simples, de fininho sem que ninguém perceba, assim... —

Léo terminou e a pegou no colo fazendo-a soltar um gritinho.

Assim com ela no colo, cruzou o centro da festa seguido por Dane

atrás que dizia em alto e bom som:

— Meus amigos obrigado pela presença, mas precisamos nos retirar,

vocês entendem né?

Um garçom prontamente apareceu do nada com uma garrafa de

champanhe e lhe entregou, junto com as taças decoradas com seus nomes.

Todos que ainda estavam na festa os aplaudiam e os mais exaltados gritavam

coisas do tipo " É isso aí " " Boa lua de mel". Mas Bruna, a exaltação em

pessoa, não podia deixar de dizer alguma coisa:

— É isso aí garota, vai lá e quebra a cama!!

Nininha não sabia onde enfiar a cara. Já estava envergonhada o

suficiente com a retirada de "fininho" que seus maridos a proporcionavam,

mas ouvir Bruna foi o fim. Enquanto Nininha lidava com a vergonha, todos

riam de Bruna, apenas Lary bêbada brigava com ela.

Chegando próximo aos carros estacionados, Léo desceu ela de seu

colo e a beijou. Dane se aproximou e sem deixa-la respirar tomou seu beijo

também.

— Uau... Assim vocês me matam.

Todo sorrisos, Léo abriu a porta de um carro preto para ela entrar e

Dane deu a volta para entrar no outro lado. Pelo jeito tinha um motorista para

levá-los. Percebeu que era o mesmo carro que a trouxe. Antes de entrar olhou

em volta, todos da festa ainda os olhavam sorridentes, mas ela procurou um

rosto em especial.

— Filha? — Chamou seu Silva de pé na frente do carro com Gracinha


ao seu lado.

— Papai, não lhe vi lá na areia.

— Pois é, acha que não me despediria de minha pequena antes dela

sair em lua de mel, tomei um atalho sabia que vinham para cá. Bom filha, não

quero tomar mais o tempo de vocês, só queria que soubesse o quão orgulhoso

eu sou por ter você em minha vida, você a faz ser mais especial. Seja feliz!

Correndo e abraçando seu pai Nininha disse:

— Obrigada meu pai, sem você minha vida e toda essa felicidade não

seria possível.

— Vamos princesa, precisamos sair agora se não nos atrasamos.

Dando um beijo no seu pai e outro em Gracinha, seguiu para entrar no

carro e gritou:

— Cuide dele pra mim Gracinha.

— Pode ficar tranquila, está em boas mãos. Vão com Deus.

— Seu Silva cuida de tudo pra nós, por favor. — Disse Léo

cumprimentando o sogro.

— Pode deixar meu genro, está tudo sob controle. Divirtam-se.

Terminaram de entrar no carro. Léo fechou a porta e enquanto o

motorista saia com o carro, Nininha escutou um barulho vindo de trás, olhou

para lá e viu como em cena de filme, o para-choque cheio de penduricalhos e

a frase no vidro em branco "Noivos a bordo". Ela pulava e ria feito uma

criança.

Dane aproveitou e abriu o champanhe e Léo o ajudou com as taças.

Servidos cada um com a sua e, após brindarem a vida, de um jeito bem

complicado entrelaçados como em fotos de praxe em casamentos, tomaram

um gole do líquido borbulhante.

Seguiram o caminho saboreando o champanhe. Nininha nem tanto, pois não

estava muito afim de beber. As borbulhas do champanhe lhe fez mal e queria


estar alerta em todos os sentidos.

Fizeram comentários sobre o casamento e os convidados. Dane logo quis

questionar Léo sobre a surpresa do convite ao Conrado, mas prevendo

animosidade Nininha grudou sua boca na dele, o que o fez esquecer qualquer

coisa que iria dizer. Léo aproveitou e entrou na brincadeira e começou a

apalpar os seios de sua esposa. Seios que ultimamente estavam mais cheios

aos seus olhos, mas não dizia isso para ela com medo dela achar que estava

gorda. Dane começou a subir suas mãos pelas pernas dela. E ela as abriu para

seu toque chegar onde queria.

As taças caíram ao chão. O ambiente do carro esquentou. Léo já tirava seu

paletó, Nininha abria o fecho da calça do Dane e cavava espaço para sua mão

segurar seu pau. Com jeitinho Léo conseguiu pôr metade de um seio dela

para fora e nele se fartou com a boca. Quando tudo já parecia tomar o

caminho insano do sexo Nininha disse:

— Esperem, calma... Não vamos nos desfazer aqui... Vocês disseram

que queriam retirar meu vestido e aqui não há espaço suficiente.

— Mas amor, não aguento mais estar fora de seu corpo, preciso sentila.

— Susurrou Dane, em febre por ela.

— Brother, ela tem razão e temos a noite inteira para isso... Vamos

esperar só mais um pouquinho.

Se jogando para trás irritado Dane bufou, mas concordou.

Nininha ajeitou seu vestido beijou Dane e depois Léo e logo saiu do banco, se

ajoelhou na frente deles e olhando para aquelas carinhas lindas frustadas

disse, tomando seu tempo em abrir e manipular cada pênis teso que lhe

pertencia:

— Ahhh, para quê essas caras, acham mesmo que meus maridos não

teriam um tratamento VIP depois de tudo o que fizeram por mim? Aqui está

sua esposa de joelhos para saborea-los pelo tempo que for preciso até


chegarmos sei lá onde estão me levando.

Acomodada no chão do carro já ministrando com as mãos os paus de

seus maridos, ao terminar suas palavras melosas, abocanhou um e outro e por

todo o tempo foi se intercalando entre eles. Saboreando com sua boca

avidamente, lambendo e beijando tudo aquilo que era seu. De cima ouvia os

gemidos entrecortados com a respiração ofegante além de palavras e frases

que diziam com prazer.

— Menina devassa...

— Princesa safada...

— Minha... Nossa esposa.

— Minha... Nossa esposa.

Ensandecido com mais uma imagem de seus sonhos, Nininha de

noiva ajoelhada chupando ele e seu amigo, Léo ainda perguntou:

— Você gosta né, de chupar nossos paus?

— Uhum... — Respondeu ela de boca cheia.

— Então põe os dois na boca ... — Sibilou Dane.

Não era preciso pedir novamente, Nininha ao comando de Dane se

pôs a deliciar da forma que gostava, os dois pênis em sua boca. Não era fácil

a logística, mas ela dava seu jeito.

Seus homens se derretiam em sua boca enquanto iam para sabe-se lá onde.

Contudo, os três sabiam que o prazer estava só começando, esse era apenas o

início de sua lua de mel.

E tudo que Nininha pensava era nas surpresas que ainda estavam por vir. O

felizes para sempre começa agora!


Capítulo 51: Lua de mel e algo mais...

Ao chegar no hotel mais ou menos à uma hora da casa deles,

Nininha sentiu uma pequena pontinha de frustração. Realmente achou que

havia uma nova surpresa a esperando. Mas logo deduziu que eles se

concentraram tanto no casamento que não fizeram muito pela lua de mel.

Porém nada ao lado desses homens estava perdido. Por fora o hotel parecia

ser bem simples, mas ao entrar na suíte reservada Nininha foi tomada mais

uma vez pela surpresa. A suíte era linda e a cama enorme, em cima dela

pétalas de rosas vermelhas, aliás por todo o quarto podia-se ver as pétalas. Os

lençóis estavam em formato de corações. Havia uma mesa com três cadeiras

e sobre ela um balde reluzente com uma garrafa de champanhe e uma tigela

com frutas de todos os tipos. Fora alguns pratos de queijos e outros

belisquetes.

Dane foi quem trazia ela no colo e ao entrarem no quarto ele a passou

para os braços de Léo. Dane e Léo olhavam encantados para os olhos dela.

Estava radiante com tudo o que via. Estava linda naquele vestido de noiva.

Léo beijava o rosto e pescoço dela fazendo-a rir. Dane foi correndo até o

champanhe, queria brindar eternamente essa felicidade extrema que sentia.


Com as taças cheias e nas mãos de cada um, Dane puxou um brinde.

— Enfim, sós. Um brinde a minha esposa que está linda nesse vestido

de noiva e... Chupa... Como ninguém.

— E eu, brindo pela bela oportunidade de tirar esse vestido de noiva e

ter essa boquinha para todo o sempre e tudo o que tem embaixo desse

vestido. — Disse Léo sacana apertando a bunda dela fazendo-a soltar um

grito.

— Aiii... E eu… Brindo a bela oportunidade de poder usufruir

sozinha de dois maridos lindos e gostosos por toda eternidade.

Entre risos e brincadeiras os três exploraram juntos o ambiente do

quarto. Eles pegavam as pétalas nas mãos e jogavam sobre ela, enquanto ela

rodopiava ao som da música que tocava. Se estigavam vez ou outra com

palavras e afagos mais íntimos, mas nada tão intenso como realmente

queriam. Na verdade se permitiram desfrutar desse momento de felicidade de

maneira boba e casual. Eles zoavam Léo por ter caído enquanto dançava com

seus sobrinhos, zoaram Dane por ter ganho o prêmio de bebê chorão da noite

e zoaram Nininha por ter passado mais tempo indo ao banheiro do que entre

os convidados.

Riam feito bobos, como tolos adolescentes que não tinham responsabilidade

com nada e não deviam nada a ninguém.

— O que eu posso fazer se ultimamente ando fazendo rios de xixi. E

não pensem que foi fácil ir naquele banheiro improvisado na praia. Bruna e

Lary me xingavam toda hora que eu as chamava, principalmente Bruna, até

que ela deu essa tarefa para Léia coitada.

— E você nem bebeu direito, né amor? — Perguntou Dane.

— Pois é, mesmo antes de eu me ver dentro da surpresa do casamento

real, eu já estava meio enjoada nem comi direito. Acho que parece que eu

estava prevendo o nervosismo, a emoção que estava por vir. E aí na festa


decidi não beber não queria passar mal e principalmente queria estar inteira

para vocês dois. — Ela terminou falando indo sentar no colo de Dane.

Como Dane estava sentado na cama, ela teve que levantar levemente

o vestido e com as pernas abertas montou em sua cintura. Não resistindo,

Dane agarrou seus seios, ultimamente fartos e apalpou com vontade.

Léo virava sua taça e esvaziava o líquido que ali estava observando os

dois na cama. Rindo e prevendo que a festa agora iria realmente começar, se

levantou já tirando seu paletó. Começou a desabotoar a blusa enquanto ia em

direção à varanda da suíte que era de frente para praia. Abriu às cortinas e a

porta deixando a luz da noite e a brisa passar. Da cama, tendo os seios meio

expostos e saboreados por Dane, Nininha olhava para Léo com tesão, passava

os olhos pela blusa dele aberta que mostrava todo aquele tronco esculpido e

ficava ainda mais excitada. Léo sabia o quanto ela admirava essa parte de seu

corpo e se fez de amostrado retirando vagarosamente às peças vendo nos

olhos dela o quão mais quente ficavam. Dane chupava os bicos de seus seios

tão forte e voraz que ela se contorcia feito louca roçando em seu pau. Léo

pegou a garrafa de champanhe e levou à boca justamente no momento em

que ela voltou a olha-lo e, sem querer querendo, deixou um pouco do líquido

escorrer de sua boca pelo seu queixo e pescoço, formando um rio nas

cavidades de seu abdômen sarado indo se esconder atrás do cós da calça que

ainda vestia. Lambendo os lábios Nininha olhou novamente para seu rosto,

nele encontrou aquele sorriso de quem sabia no que ela estava pensando. Ele

caminhou em sua direção e quando estava bem próximo, ela inclinou à

cabeça e lambeu o caminho por onde o champanhe escorreu.

Fechando os olhos, Léo sentia todo o prazer de ser lambido por sua esposa.

Mas saiu de perto dela, se voltou para mesa pegou um cacho de uva e comeu,

Nininha procurou a boca de Dane e nos lábios dele deixou o gosto do

champanhe.


Dane com as mãos subia ainda mais o vestido dela e tentava achar

caminho por sua calcinha, mas era muito vestido Dane já estava nervoso com

tanto pano atrapalhando seu toque em sua mulher.

— Merda, vou rasgar esse vestido... — Rosnou Dane.

Pulando de seu colo, Nininha correu rindo para os braços de Léo

dizendo:

— Não! Meu vestido não!

Léo a abraçou e beijando a linha de seu pescoço disse, tirando

delicadamente o arranjo que ainda usava na cabeça:

— Acho melhor tirarmos esse vestido antes que esse louco o rasgue

não é mesmo?

Se entregando ao toque de Léo em seus cabelos, Nininha fez um

uhum muito dengosa. Léo a virou de frente para ele e acariciando seu rosto e

cabelo foi dizendo:

— Nunca em toda minha vida vi uma noiva tão linda, só em meus

sonhos e em todos eles era você.

Beijando-a e passando as mãos por seus ombros, desceu-as aos seus

seios os apertou até que ela abri-se os olhos e quando ela os abriu mostrando

o fogo que ardia neles, ele riu de lado.

— Lindos, estão cada dia mais lindos...

— Eu... Eu acho... Parece que engordei... — Nininha tentava cortar a

fala de Léo, mas a sua própria fala foi cortada quando Dane veio e se pôs

atrás dela, colocando as mãos em seus quadris e beijando a linha de sua

coluna desnuda pelo decote do vestido.

— Shiiii... Você está gostosa, do jeito que agente gosta. Suas curvas

nos deixam loucos. Você nos deixa sem sentido.

Antes que ela tenta-se retrucar, Léo tomou seus lábios em seus dentes

e ardentemente a beijou ainda apalpando aqueles seios volumosos. Dane já


ajoelhado em suas costas colocava as mãos nas bandas de sua bunda como se

avalia-se toda a estrutura como um bom engenheiro. Ele soltou o pedaço do

vestido que se prendia a um botão, o que fazia ele perder a calda facilitando o

movimento. Solto, voltou a ser como quando entrou no caminho indo para o

altar.

— Maravilhosa, esse decote me teve na ponta dos pés por toda à festa.

Ainda mais quando você tirou o véu. Vi alguns olhares, mas no fundo sabia

que tudo isso pertencia somente a mim e ao Léo. Nossa! Minha! Pra sempre!

— Susurrou Dane após ajeitar seu vestido e dar um espaço para apreciar.

Ao ouvi-lo Léo pausou o beijo. Virou Nininha e passou aprecia-la

também. Tonta dos beijos e das falas que a entorpecia, Nininha pousou feito

boneca no meio dos dois.

Via seus olhos esverdeados e azuis febris ao olha-la assim.

Dane começou a desabotoar sua camisa também, mordia os lábios a

encarando. Ela se virou para Léo e se derreteu naquele sorriso maroto, ele

pegou algumas uvas e pôs em sua boca. Ela que já não era mais pudica

aproveitou o dedo que ele fez questão de tocar em seus lábios ao colocar às

uvas e o abocanhou sedutoramente fazendo-o lembrar o que ela havia feito ao

seu pau no carro.

De repente ela sente uma mão forte entranhar em seus cabelos e puxala

para trás, era Dane. Nu. Ele a virou e assaltou sua boca, tomou dela uma

das uvas que ainda estavam lá. Léo tirou suas calças e ficou de uma vez só nu

também. Foi até eles e nas costas dela após descer as mãos carinhosamente

pelo seu decote, encontrou um zíper. Puxou devagar até o fim. Voltou com

beijos do cós da calcinha que vestia até o pescoço onde estava o botão que

segurava a parte da frente de seu vestido e o desabotoou. Dane que em

nenhum momento parou de beija-la soltou a mão de seu cabelo e junto com a

sua outra veio descendo como podia a parte da frente deixando os seios


perfeitos e já marcados por sua boca, livres. Isso enquanto Léo descia com

seus lábios, agora não só com beijos, mas também pequenas mordidas e

chupões, até onde o vestido se prendia aos seus quadris. Com a ajuda de

Nininha rebolando, ele foi retirando ainda delicadamente o restante do

vestido. Ela nem precisou levantar os pés para sair de dentro daquelas ondas

de panos que se formou aos seus pés. Dane a puxou para cima pela cintura e a

tirou dali. Léo pegou o vestido e o pôs em uma das cadeiras. Os três tinham

vestígios da areia em seus corpos. Até nos seios de Nininha havia areia e

arroz. Nos cabelos dos três também, então Léo teve uma ideia.

— Brother o que você acha de uma chuveirada e depois jacuzzi?

Estamos os três cheios de areia e arroz. Do jeito que estamos loucos podemos

machucar nossa esposa.

Terminando o beijo Dane pensava no que Léo dizia, mas não queria

saber disso, porém Nininha se adiantou:

— Eu topo, estou louca por um banho meninos. E aqui tem uma

jacuzzi??? Aí meu Deus, eu quero! Vamos Dane?

— O que você não me pede sorrindo que eu não faço chorando. Tudo

que você quiser, amor. Mas, o resto da noite quem manda sou eu. Estou a um

fio da loucura, hoje senti coisas que nunca imaginei, meus sentimentos estão

à flor da pele e, mesmo você feito um anjo ao nosso lado no altar eu só

pensava em joga-la naquela pequena mesa e chorar com meu pau dentro de

você.

— Eu sou sua me tome como quiser, sei do que gosta e do que

precisa. Aliás sabemos, e além da noite de hoje teremos até o fim da vida

para nos saciar fazendo tudo o que quisermos.

Agarrando Nininha pela bunda, Dane colou seu lábio novamente com

o dela e saiu a levando em direção ao banheiro.

Como chamar de banheiro aquele espaço que parecia um spa.


Havia uma ducha que parecia cair de umas pedras na parede, no outro canto

uma linda jacuzzi e parecia já estar pronta para uso, pois o ambiente estava

esfumaçado e cheirando a essências florais.

Tudo muito lindo. Colocando-a de pé próximo ao que parecia um chuveiro

Dane foi descendo beijando seu corpo e retirou sua calcinha. Entraram juntos

no banho, logo Léo veio e se juntou com eles.

Dane realmente estava a ponto de explodir mesmo tendo gozado na

boca dela no caminho para o hotel já estava pronto para tê-la por completo.

Léo apesar de também pronto para o abate estava mais tranquilo, apenas

seguindo o fluxo gostoso da felicidade.

Durante a ducha, Dane e Léo banharam Nininha, acariciando seu corpo com

o sabonete líquido. Ela fez o mesmo com cada um.

Enquanto ela lavava e se deliciava no corpo de Léo, Dane se aproveitava da

parte livre dela. O mesmo fazia Léo quando era seu amigo que ela lavava.

Demoravam tempo intermináveis lavando o sexo de cada. Até que Dane não

se segurou mais.

— Chega de brincadeira, agora o jogo é a vera, a jacuzzi fica pra

depois. — Ele disse fechando o registro.

Rindo da necessidade de Dane, Léo saiu buscando às toalhas.

Enxugou o corpo de sua esposa enquanto Dane enxugava o cabelo. Após

secos foram para a cama. Sobressaltada com um tapa ardido que Dane lhe

deu, Nininha sentou na cama sorrindo safada e olhou ele se vestindo.

— Vai se vestir, vai aonde Daniel?

— Calma gostosa, vou ali no carro buscar uma coisa.

— Carro? Mas não tinha um motorista, achei que tinha ido embora.

— Não, não foi. Está hospedado no hotel também à nossa disposição.

E, para de fazer perguntas e me atrasar, se não esse tapa vai virar muitos

outros.


Com a cara assustada, mas excitada Nininha preferiu calar a boca.

Léo trouxe mais algumas frutas e sentou ao seu lado oferecendo.

— Não quero Léo, meu estômago não anda muito bem.

— Como assim, não está se sentindo bem, o que você tem?

— Nada meu príncipe, só não quero essas frutas.

— Acho melhor falar com Dane e deixar você descansar essa noite.

Não vamos ter você se sentido mal.

— Quem está se sentindo mal? — Questionou Dane ao voltar para o

quarto com a necessairie onde tinham os cremes e óleos que usavam no sexo.

— Olha só, eu não vou passar a minha noite de núpcias discutindo se

estou ou não, bem o suficiente para ser devorada pelos meus maridos. E digo

mais, estou a dois dias sem sentir vocês dentro de mim, e se isso não

acontecer nas próximas horas vocês é que vão passar mal.

— Mas princesa...

— Shiiii meu príncipe, quero tanto vocês, quero tanto sentir vocês,

preciso... Minhas emoções foram ao limite hoje também e só vão voltar ao

normal depois de vocês dois me levarem juntos para aquele lugar que sempre

me levam ao me fazerem sentir prazer. Quero deixar de sentir a gravidade e

voar pelo espaço. — Cortando a fala de Léo, Nininha foi tentando convencêlo

com palavras e carícias sensuais. Ele não conseguiu resistir.

Léo a deitou na cama e a beijou, depois parou e perguntou:

— Tem certeza amor que está bem?

— Sim... E bem melhor agora com as mãos de vocês dois em mim. —

Respondeu ao sentir Dane também deitando ao seu lado e passando as mãos

na sua perna.

— Amor estou louco por você, e já sabe disso, mas temos a

eternidade para estar juntos se você estiver se sentindo mal ou até cansada,

não tem problema podemos descansar, amanhã é um novo dia. — Disse Dane


em seu ouvido.

— Não Dane, eu quero muito vocês, já disse... — Respondeu ela

melosa se esfregando nele bem oferecida.

Impossível de resistir. Dane já foi levando sua mão ao seio pesado

dela e esfregou mais ainda seu pau em sua bunda.

Léo também dopado pelo clima sensual que se instalava se entregou sem

juízo e a beijou com vontade segurando seu rosto. Sua mão desceu até o meio

das pernas dela e as encontrou abertas para seu toque. Suas carnes além de

macias, estavam molhadas para eles. Logo Dane juntou sua mão a de Léo e

juntos invadiram sua intimidade escorregadia tirando o seu fôlego.

Como na primeira vez que a tiveram juntos, deram a ela mais uma volta

naquela montanha russa. Como um foguete gozou, rápido, tão rápido que os

meninos se assustaram.

Nininha estava realmente muito sensível aos seus toques.

E, ainda queria mais. Ela se virou para Dane e acariciando seu pênis duro

beijou sua boca e seu peitoral, desceu pela barriga e levou novamente esse

pau feito concreto em sua boca. Sua posição deixou seu quadril suspenso no

ar e Léo não era bobo nem nada para não perceber como ela o chamava com

o balançar da bunda. Logo ele se levantou da cama e se posicionou atrás dela.

Beijando sua nuca enquanto ela chupava Dane, desceu devagarinho com seus

lábios até seu cóccix. Chegando lá, abriu as bandas de suas nádegas e desceu

com a língua aquele caminho que levava ao pecado. Dane bem acomodado na

cama começou a bater com a cabeça de seu pau no céu da boca de sua

mulher, e brincava com ela quando levava a cabeça até um lado da buchecha

e tirava para depois colocar novamente em sua boca. Ela ria safada com o

jogo que ele fazia.

Quando levou o pênis dele até o talo sentiu Léo enfiar a língua em seu buraco

enrrugado. Queria gemer, mas não podia, estava de boca cheia. Léo brincou


com os dedos no buraco apertado. Sentiu ele se afastando e quando voltou,

sentiu deslizar um creme sobre seu ânus. Esfregou por todo canto, se

demorou no seu clitóris latente o que a fazia ronronar. Léo não esperou e se

enfiou naquela buceta pedinte e com o dedão da mão enfiou no outro buraco,

ao senti-la mais entregue, enfiou o outro dedão no mesmo lugar. E enquanto

ela mamava o pau de Dane o fazendo mais louco ainda, Léo arremetia para

dentro dela elevando o prazer a níveis extremos. Nininha sentia os dedos de

Léo em seu rabo se movendo diferentes, quando um entrava o outro saia, ao

mesmo tempo sentia sua cavidade vaginal se abrindo para dar espaço para o

pau dele ir e voltar. E ela nem podia gritar, pois o pau de Dane se fazia

presente em todos os cantos de sua boca e às vezes, bem fundo em sua

garganta. Esse movimento alucinante à fazia sentir um comichão em todo

corpo. Sua pele estava arrepiada e as ondas que sentia surgir de dentro dela já

a deixava louca. Mais um orgasmo se formou rapidamente e a tomou por

completo. Sua vagina e ânus se contraiam e apertavam os dedos e o pau de

Léo. Ele gemia alucinado, tanto que começou a meter forte buscando seu

prazer. Mas quando viu o movimento de Dane soube que queria toma-la

junto. Então Léo diminuiu às investidas, retirou os dedos da bunda dela e a

levantou sem retirar seu pênis de dentro. Segurando pelos seus cotovelos

rebolou gostosamente dentro dela e agora sim ouvia seus gemidos e gritinhos.

Levantando, Dane se pôs à frente dela e beijou seu pescoço, desceu por seus

seios, lambeu e lambeu sua barriga. Novamente Nininha não aguentou as

sensações e sentiu um pequeno orgasmo a tomando de repente. Dane riu e

Léo disse:

— Ela está sensível demais hoje, brother.

— Sim está, mas quem não está?

Mesmo enquanto Léo arremetia devagar na buceta dela por trás, Dane

desceu a boca até seu clitóris e começou a chupa-lo.


— Dane!!? Não... Não vou aguentar ... O senhor... Ooooohhh .... —

Ainda reclamando ela sentiu um novo orgasmo ou o resquício do outro a

levar.

Mole. Sem pernas. Apenas segurada por Léo. Nininha já não tinha

mais controle sobre si, não entendia o porquê da alta sensibilidade. Esses

homens iriam a matar de tanto prazer, mas jamais reclamaria.

Dane subiu sorridente e safado beijou a boca dela a tirando do

devaneio.

— Pronta amor, queremos você juntos, você quer?

— Sempre... Sempre e para sempre. — Respondeu ela sentindo seu

próprio gosto misturado ao de Dane na língua.

Ouvindo a oração nas palavras de sua esposa Dane pegou em suas

coxas as arreganhou para cima e foi se infiltrando onde Léo já estava. Aos

poucos se ajustaram ao canal acolhedor.

Nininha era só sensações, era a primeira vez que sentiu apertado ao extremo e

quando eles começaram a se mexer naquele entra e sai único deles, seu corpo

mais uma vez se entregou e um clímax maior que os outros veio e estorou.

Sua buceta mesmo com o pouco espaço fazia movimento de sucção, o que

deixou os dois fora de órbita. Léo e Dane gritavam o nome de Nininha e ela

implorava por mais. Seus corpos se chocavam no vai e vem. Nininha estava

presa entre eles e esse era o momento em que três viravam um. A frase

"minha esposa" era repetida várias vezes nas duas bocas que a cercavam, em

susurros e gemidos trêmulos.

Até que nem eles se aguentaram e jorraram dentro dela ao mesmo tempo.

Suados, incapacitados e por enquanto saciados, foram buscando o fôlego

perdido. Aos poucos, Léo saiu de dentro dela e foi ao banheiro após lhe beijar

o ombro.

Dane ainda teve força para mais algumas estocadas até a última gota de


sêmen que tinha. O que levou Nininha a sentir ondas de orgasm, ou seja lá o

que for que se chamasse essa loucura. Agarrada ao pescoço dele como se isso

dependesse sua vida, beijou seu pescoço e orelhas. Tomou sua boca rindo,

beijou e chupou os lábios e mordeu.

Sem dificuldade, já com o pênis meio flacido, Dane saiu de dentro

dela, mas logo a pegou no colo e colocou na cama. E ali ficou acariciando seu

corpo nu, em demasia seu seios.

— Aí preciso fazer xixi, acho que hoje vocês atingiram minha bexiga.

Haha. — Correu ela para o banheiro quase caindo, sem forças nas pernas,

encontrando Léo no caminho.

— O que foi? — Falou Léo se dirigindo ao Dane.

— Ela disse que atingimos sua bexiga. — Disse Dane ainda com a

respiração descompassada sorridente.

— Será? Ela está diferente, você notou?

— Sensível? Mulher é assim mesmo, às vezes, fica mais sensível.

Hoje estava a flor da pele.

— O que vocês dois estão cochichando?

— Nada princesa, vem aqui trouxe uma toalha para te limpar.

— Não precisa usei o chuveirinho.

— Então vem descansar um pouco, amanhã é outro dia. — Falou

Dane se colocando na cama.

— Você quer dizer daqui a pouco né? — Falou ela.

— É verdade. Quer comer ou beber alguma coisa princesa?

— Não. Sim, água.

— Eu pego.

Depois de saciar a sede com a água da mesma maneira que saciaram o

corpo com sexo, foram os três para cama descansar.

— Eu nunca vou conseguir agradecer a vocês pelo sonho que foi esse


dia, eu amo vocês. — Disse ela no silêncio do quarto, entre os dois na cama.

— Nem precisa amor, nada que fazemos por você é para ser

agradecido apenas vivido. – Ia dizendo Dane fazendo carícias em sua barriga.

— Bom mas, se você quiser agradecer, eu aceito um time de futebol

de meninos de olhos azuis, esverdeados e cor de mel. — Falou Léo como se

fosse fácil se abaixando e beijando sua barriga.

— Léo, sem comentários. Sonhe, porque só nos sonhos terá um time

de futebol de filhos. — Respondeu Nininha debochando dele.

Enquanto Dane ria e se virava na cama, ela se abraçava à suas costas e

recebia a perna torneada de Léo sobre ela com beijinhos em seu pescoço. Que

maneira maravilhosa de terminar a noite com seus maridos. Mesmo

escutando às asneiras de Léo.

Apesar de terem ido dormir já bem tarde, eles tinham que sair nas

primeiras horas da manhã. Nininha não sabia, pois era mais uma surpresa

reservada para ela. Léo foi o primeiro a acordar, resolveu deixá-los dormindo

e ir adiantando o check-out do hotel. Aproveitou e pediu serviço de quarto

com um café repleto das comidas que ela gostava, inclusive as rosquinhas

que por acaso Léo viu na bombonier próximo a recepção.

Chegou ao quarto e encontrou apenas Dane esparramado na cama. Foi

até o banheiro e encontrou sua esposa tomando banho. Não iria perder a

oportunidade de tomar um banho com ela.

Tirou a roupa e devagar entrou na ducha com ela, a surpreendendo.

— Bom dia, esposa!

— Ai! Que susto Léo... Bom dia! — Respondeu ela aceitando o

abraço por trás que Léo lhe dava.

— Que bom que já acordou, achei que teria que te carregar até o carro

dormindo. — Falou ele depositando beijinhos pela sua nuca e ombros.

— Tive que levantar se não iria acabar fazendo xixi na cama. Estava


pensando aqui, eu posso estar com infecção urinária, sabia? Minha imunidade

deve ter baixado após aquele resfriado e todos os remédios, e também não

tenho me alimentado bem com todas essas confusões de mudança e tal.

— Será meu bem? Então temos que ir ao médico, infecção urinária é

sério.

— Eu sei, mas tenho marcado para semana que vem minha

ginecologista, tenho que tomar a injeção anticoncepcional e aí vejo com ela.

— Mas, está longe ainda, não é melhor tentar ir ao médico agora, nem

que seja emergência.

— Não precisa amor, estou bem, sem dores e febre, só muito xixi.

Quero curtir nossa lua de mel mais um pouquinho. Juro que se eu tiver febre

corremos para o hospital. — Falou ela se virando e fazendo biquinho.

— Tá tá, tudo bem, mas vou estar de olho. Vem cá e me dá um

daqueles beijos que só você sabe dar.

— Humm... Só um beijo?

— Sim, não podemos nos atrasar.

— Atrasar?! Mas vamos aonde, nem usamos a jacuzzi.

— Você verá, e teremos sempre a oportunidade de usar uma jacuzzi.

E, se você gosta tanto,, podemos providenciar uma para nossa suíte, o que

você acha?

— Aaaaahhhh... Sério? Podemos mesmo? Eu quero Léo. — Gritou,

pulou e beijou Léo feliz com a possibilidade de uma jacuzzi em casa.

Na cama Dane acordava ao som da voz de sua esposa, que ele

percebeu vir do banheiro. Se esticou e levantou, pegou sua toalha e foi até o

banheiro. Lá encontrou Léo e Nininha namorando no chuveiro.

— Tem espaço para mais um nesse amasso? — Dane perguntou.

Abraçada ao Léo, Nininha olhou por cima do ombro dele e viu o dono

daquela voz maravilhosa e sedutora. Estava como veio ao mundo, ou melhor,


estava preparado para tudo. Nininha sorriu e respondeu:

— É claro que cabe... Vem!

Léo soltou sua esposa para deixar Dane a tocar e mergulhou na ducha,

ela se agarrou a Dane e os dois se beijaram e tocaram. Mas Léo teve que

cortar o barato.

— É gente, eu adoraria uma foda matinal, porém temos hora Dane.

— Poxa, nem uma rapidinha com cada um? — Disse dengosa e

oferecida.

— É verdade, não vai dar amor, precisamos ir e ainda temos que

comer algo. — Respondeu à contra gosto Dane.

— Mas para onde vamos, e vou nua ou vestida de noiva?

— Você acha mesmo que depois de todas as surpresas que

preparamos para você esqueceríamos sua mala? — Falou Dane.

— Por mim ela iria nua numa boa. — Disse Léo rindo e beijando o

topo da cabeça dela, depois saiu do banheiro para se trocar.

O casal que continuou no box riram do que Léo disse. E por alguns

segundos ficaram apenas abraçados sentindo a água quente descer entres seus

corpos. Até que Dane separou um pouco dela e a questionou:

— Você está bem?

— Simmmm!

— Tem certeza?

— Tenho. Mas queria saber por que temos que sair tão cedo?

— Surpresa amor, surpresa.

Revirando os olhos Nininha se afastou e terminou o banho. Dane

sorria da graça que ela fazia. A puxou novamente e a beijou até ela se derreter

em seus braços e quando conseguiu deu um tapinha em sua bunda e a soltou

dizendo:

— Pronto, melhor assim.


— Ogro! — Ela xingou e saiu procurando sua toalha enquanto ele se

ensaboava assoviando.

O quarto estava uma loucura, eram pétalas de rosas para tudo que era

lado. Mas seus pertences já haviam sido guardados por Léo, coube a Nininha

e Dane apenas se trocarem e tomar café.

Nininha ao sair do banho viu um vestido lindo bem soltinho sobre a cama

com um conjunto de lingerie. No chão uma sandália com pedraria. Quando

ela foi se vestir Léo perguntou:

— Posso te ajudar?

— A me vestir? — Perguntou ela confusa.

— Sim.

— Sério?! Acho que vou comprar um boneco daqueles de manequim

para vocês.

— Vem cá e deixa de palhaçada. Isso… Levanta a perninha... A outra.

Pronto, a calcinha já foi, agora o sutiã. Você acha mesmo necessário? – Léo

questionou.

— O quê, o sutiã? Claro!! Essa alcinha fina do vestido não sustenta

meus peitos não. Hahaha

— Tá então vem cá, deixa eu... Colocá-los no lugar certo, isso assim.

Fecha brother. — Léo vestiu o sutiã nela, demorando em ajeitar os seios na

taça. Ela achava graça, mas adorava. Dane chegou e Léo lhe deu a missão de

fecha-lo. Logo, Léo lhe deu o vestido e Dane o passou por cima de sua

cabeça e braços. Enquanto Léo o puxava até as coxas.

Ministrada por esse par de mãos, Nininha não queria mais vestir era

nada, mas eles realmente estavam com pressa, pois notava o quanto estavam

excitados. Sentaram os três na mesa após o serviço de quarto trazer o café.

Quando Nininha viu o pacote de rosquinha que estava viciada, agarrou ele e

comeu sem cerimônia.


— Amor vai com calma, se não vai passar mal. — Repreendeu Dane.

— E ela ainda disse que estava sem fome.

— Chatosss...

Famintos, os meninos também se serviram de pães, queijos, presunto

e vitamina. Dane ainda tomou um gole de café e Nininha um suco de laranja.

Um pacote e meio depois de rosquinhas, Nininha se sentiu um pouquinho

enjoada, não quis falar para eles para não preocupa-los. Havia comido

rosquinha demais e o estômago vazio não deu certo. Tentou segurar ao

máximo o mal estar, porém quando os três já estavam para sair do quarto ela

empurrou a mão de Dane que a abraçava e correu para o banheiro. Assustado

Léo fechou a porta que estava abrindo e foi atrás de Dane que já tinha ido

atrás de Nininha.

Quando chegaram ao banheiro encontraram ela debruçada no vaso

vomitando. Prontamente Dane se pôs a segurar seus cabelos, e Léo foi para o

outro lado dela e acariciando suas costas dizia:

— Isso, põe tudo pra fora, vai passar.

Cuidada pelos dois ela continuou a colocar para fora um tudo e um

nada que não entendia. Passado o vômito, Léo pegou uma toalha de rosto

enquanto Dane a ajudava na pia.

Os dois estavam brancos feito cera, não por nojo de vê-la vomitando, mas por

não saber a razão desse mal estar.

— Não quero ser o chato, mas eu avisei sobre as rosquinhas.

— Será que foram elas mesmo? Está sentindo algo mais?

— Não gente, desculpa, eu estou bem agora. Deve ter sido mesmo a

quantidade de rosquinha misturado com o tempo que não tenho ingerido

comida de verdade. Ai, que nojo. Detesto vomitar, geralmente só vomito

quando extrapolo na bebida.

Urg! Bom, acho que preciso é de um almoço reforçado. Daqueles tipo arroz,


feijão, macarrão, bife, batata frita, farofa e aquela salada com tomate cereja e

cebola. Humm!!

Rindo Léo disse:

— Mulher você acabou de vomitar e já está pensando em comer?!!

— Melhor do que ela viajar prostrada. — Falou Dane.

— Viajar?? Nós vamos viajar?? Aí meu Deus, pra onde???

— Porra Dane, era pra ser surpresa, idiota.

— Eu não fiz de propósito gazela e eu não disse nada… E vamos

logo. Você mocinha tem certeza de que está bem?

— Ótima! Quero saber para onde viajaremos?

— Vai ficar querendo. — Disse Léo em resposta.

Quando Nininha notou que estavam chegando ao aeroporto ficou mais

eufórica ainda. Ela veio no carro, no colo de Dane tentando seduzi-lo para ele

dizer para onde iriam. Mas, quando ela quase conseguia, Léo a tomou do colo

dele, dizendo o quanto ela o fazia um fraco. Com as malas e indo em direção

ao chek-in, Nininha ainda tentava descobrir para onde iam.

Nas pontas dos pés beijava a boca de Léo perguntando, ele fingia que não

estava nem aí, mas quando ela irritada ia se afastar ele a puxou pela cintura e

lascou um daqueles beijos gostosos.

— Vou no banheiro. — Falou ela.

— De novo? — Questionou Dane.

— Sim.

— Vou contigo, Léo toma aqui o carrinho.

— Não demorem. E Dane, nossa esposa é ardilosa vai tentar fazer

você dizer para onde vamos.

— Léo!!! — Repreendeu Nininha.

— Eu não garanto nada, irmão.

Dane passou o braço sobre os ombros de Nininha e sairam andando,


ela se virou para trás e mostrou a língua para Léo que gargalhou com a

visível maturidade de sua esposa. Ele sabia que o segredo estava perdido nas

mãos de Dane. Próximo ao banheiro Dane disse:

— Amor não me pergunte porque vou acabar falando, por favor. Não

é nada de mais, mas é mais uma surpresa que preparamos para você.

— Tudo bem, só espero que vocês tenham feito uma mala de acordo

com o lugar para onde vamos. — Após respondê-lo lhe deu um beijo na boca

e entrou no banheiro. Dane respirou aliviado e ficou a aguardando.

Ao sair do banheiro encontrou Dane encostado na parede de braços

cruzados, uma perna esticada e a outra dobrada. Lindo, um tesão. Ela olhou

de um lado para outro viu que o corredor estava vazio e sem que ele pude-se

se defender agarrou de mão cheia o pacote que ele trazia sob o jeans que

vestia tirando-lhe o fôlego. Bem encostada a ele e ele a parede, disse com os

lábios tocando nos dele.

— Sabe que eu posso fazer você falar né?

— Paulina!... Ai!... Pode aparecer alguém... Aiii.

— Acho que seu amiguinho tá gostando da brincadeira. — Disse ela

em seu ouvido sentindo o pau dele crescendo em suas mãos.

Mas Dane sabia brincar também, agarrou nos cabelos dela com a

mesma pressão que ela fazia nele, os puxou deixando um lado de seu pescoço

esticado, passou a língua naquela pele gostosa e disse:

— Tem certeza de que quer fazer isso aqui?

O mundo parou ali quando eles se encararam medindo forças.

Tensão pura e explícita de muito desejo, fogo que ardia em seus olhares,

peles vibrando na intensão de serem tocadas, egos suspensos medidos pelo

tesão mútuo. Tantas coisas passaram por suas cabeças mas, foram

interrompidos pelo barulho da porta do banheiro de onde saiam duas

mulheres mais velhas que se assustaram com a cena que presenciaram.


Envergonhada Nininha se afastou dele na hora, tirando sua mão de onde

estava, foi em vão, pois ele não a soltou e a puxou de volta e beijou sua boca.

Fora a sensação que eles sentiam ao se beijarem, o pau latejando e o couro

cabeludo dela dolorido ainda escutaram o sorrisinho insinuante das mulheres

que acharam graça do que viram.

— Me larga seu ogro, você deixou minha cabeça doendo.

— É? O que você acha que fez ao meu saco?

— Não reclame, senti você ficando duro cada vez que eu apertava

mais.

— A diferença é que você não tem nada que fique duro para mostrar o

quanto excitada fica quando te mostro meu ogro e puxo seu cabelo. Não

reclame, vi em seus olhos o desejo de eu te encostar na parede, levantar seu

vestido e te comer aqui mesmo.

— Dane!!... — Falou fingindo estar assustada, mas logo mudou a voz

para melosa. — Ainda está em tempo?

— Não, safada... Vamos. — Disse ele lhe dando um apertão na

bunda. E ela saiu toda sorridente e com um rio no meio das pernas.

Ao chegarem na fila, Nininha saiu dos braços de Dane e abraçou Léo

que pôs a mão na sua cabeça e fez carinho.

— Ele te disse né?

— Não, não me disse, agora também já não me importo mais. A única

coisa que me importa é ir para qualquer lugar e ficar a sós com vocês. — Lhe

respondeu dando um beijo em sua boca.

Dane riu. Nininha se virou para ele e ele fez um sinal para ela olhar na

outra direção e para surpresa dela estavam as duas mulheres que os pegaram

no corredor do banheiro olhando abismada para ela e Léo. Sem saber onde

enfiar a cara, Nininha encostou a testa no peito de Léo e disse:

— Eu mereço, agora vou passar por infiel.


Ao escutar o que sua esposa disse baixinho Léo falou:

— Não entendi.

Nas pontas dos pés Nininha contou o que aconteceu no ouvido dele,

ele riu.

— Bom, acho melhor mostrar para elas que eu não sou um corno. Vai

lá e abraça o Dane também.

— Aí eu saio de safada?!?!… Ah quer saber, dane-se. Qualquer coisa

que façamos sempre haverá alguém com uma visão errada.

Ao término de sua fala com Léo e sem sair de seus braços, levou a

mão, a mão de Dane que estava próximo e o puxou um pouco mais. Levou

sua palma até a boca e depositou um beijo. E assim, abraçada a Léo e de

mãos dadas ao Dane esperou pacientemente a fila andar. Apesar de notar os

olhares curiosos, não se importava não estava fazendo nada desrespeitoso.

Léo e Dane adoravam surpreender sua esposa. Mas ela também os

surpreendia mesmo sem saber nos pequenos gestos. Que mulher forte e

decidida, mesmo quando indecisa, toma uma decisão corajosa e autêntica.

Cheios de orgulho de sua esposa, os meninos se entreolhavam radiantes e em

um entendimento deles, mais uma vez, fizeram às borboletas no estômago de

Nininha voar.

Estavam a passos do guichê, então cada um em seu ouvido disse ao

mesmo tempo:

— Jericoacoara...

— O QUÊ???!!?? — Nininha gritou chamando a atenção de todos em

volta.

— Fala baixo amor! — Disse Dane entre os dentes.

— Eu não acredito, nós estamos indo pra lá??? ... Vocês sabem que

era meu sonho conhecer esse lugar, tirar fotos naquelas redes a beira d'

água... Mas é claro que sabiam, conversamos sobre isso, mas... É sério


mesmo.... MEU DEUS!!!! — Ela falava eufórica primeiro em voz baixa, mas

a felicidade crescente em suas próprias palavras a fez terminá-las novamente

em voz alta. Sem pensar em mais nada abraçou os dois pelo pescoço ao

mesmo tempo e beijava cada buchecha dizendo obrigada, obrigada e

obrigada. Seus maridos apesar de felizes com sua reação, se sentiram um

pouco encabulados com a quantidade de atenção que chamavam.

— Senhores... — Chamou a atendente do chek-in.

Nininha se virou contente e apressada, foi direto ao balcão

apresentando a identidade, olhou para trás e viu que seus maridos

permaneciam parados.

— Vamos meninos, o que estão fazendo aí parados? — Falou ela.

Impulsionados por sua questão, andaram até ela com o carrinho de

malas. Léo sorrindente se divertindo e Dane balançando a cabeça, mas

sorrindo também.

Ah!! O Ceará, berço de vários humoristas do Brasil, estado que

concentra mais da metade de toda caatinga do país e carinhosamente já

chamado de "Terra da luz", uma alusão a grande quantidade de dias

ensolarados. Dentre muitas vontades de Nininha essa era uma delas, é claro

que ela desejava conhecer o mundo, mas nunca antes de conhecer às belezas

de seu país. Para sua primeira parada, seu desejo sempre foi conhecer o

Ceará, mais precisamente Jericoacoara. Sempre sonhou se esbaldando

naquelas praias, passear pela vila comprando artesanato e dançar ao anoitecer

um forró gostoso.

Tudo isso sempre foi idealizado para fazer com suas amigas. As três

passavam horas pensando em tudo o que fariam naquele lugar maravilhoso.

Porém quis o destino que a realidade fosse mais uma vez melhor do que seus

sonhos. Ela adoraria viajar com suas bests, mas chegar naquele lugar de


beleza indecifrável com seus dois maridos era algo muito mais especial.

Quando chegaram ao hotel onde tinham reserva, Nininha pulava de

alegria. Era exatamente o hotel que ela e suas amigas planejavam ficar se

fossem um dia naquele lugar. Era enorme, de frente para o mar e com uma

piscina gigantesca. Via-se piscinas em algumas suítes.

— Meus amores, vamos ficar aqui? Não é muito caro e ....

— Gosto mais quando você está eufórica falando alto demostrando

estar gostando de tudo que está acontecendo e não falando de coisas como

dinheiro. Não se preocupe, nos organizamos para isso, apenas aproveite. —

Disse Dane a cortando pegando pela cintura e a girando no ar.

Indo em direção à recepção Léo os chamou:

— Ei vocês dois, podemos terminar essa conversa no quarto? Tô

louco pra ver nossa esposa sem roupa nessa euforia toda.

— Léo?? Fala baixo. — Repreendeu Nininha olhando em volta.

Depois dando a mão para Dane seguiram em direção ao Léo para entrada do

hotel.

A vista da suíte em que se hospedaram era de deixar de queixo caído.

Nunca Nininha esteve em um lugar tão requintado, tanto nas acomodações

quanto no visual. A piscina que havia na varanda era limpa e cristalina, o

ambiente interno do quarto em tons claros e harmoniosos. Lá já os

aguardavam um balde com champanhe e mais uma vez foi Dane que abriu a

garrafa para servi-los. Porém, na taça de sua esposa ele colocou apenas um

dedo da bebida.

— Eita, você não colocou pra mim direito Dane. — Reclamou ela.

Estirado na poltrona já sem camisa, Léo só observava. Dane lhe deu

uma taça cheia e se virou para Nininha dizendo:

— Amor, naquela hora em que foi no banheiro do avião você não

estava se sentindo bem né, vomitou?


— Eu já disse que não. – Respondeu ela bufando, e estava na cara que

estava mentindo.

Batendo a sua taça na de Dane, Léo se levantou e foi em direção a sua

mulher, bebericou um pouco e disse bem pertinho dela:

— Minha rainha, tem certeza que não está mentindo?

— Sim ...Simm. — Falou ela atordoada com a proximidade daquele

peitoral emanando sexualidade e calor.

Agora Dane é quem se sentava na beira da cama e assistia Léo

subjugando o amor de sua vida, tudo num clima muito, muito sensual.

Aproveitando, Dane já se livrou da camisa e tênis, ficando apenas com a

calça saboreando o champanhe.

Um segundo depois disse calmamente enquanto via Léo cheirar os cabelos e

pescoço de sua esposa deixando-a cada vez mais entregue:

— Você não sabe mentir amor, nós já te conhecemos. Péssima

maneira de começar uma lua de mel com mentiras e castigos.

— CASTIGOS!!! Vocês estão loucos se acham que vão me castigar

no meu primeiro dia de lua de mel nesse lugar, estão muitíssimo enganados.

Vocês não são loucos. Podem tirando o cavalinho da chuva e, se pensarem

nessa hipótese, saibam que vou achar alguém por aí para me dar o que vocês

não querem.

Pegando firme em seus cabelos Léo fez ela se concentrar nele e no

que ele dizia:

— Você é louca, nunca mais ninguém vai te tocar, até porque como

uma vez você mesmo disse, nós te estragamos para qualquer outro, isso se

houvesse a possibilidade de acontecer um outro. Não haverá castigos,

apenas... Um aquecimento para o ato principal.

— Quê... Que aquecimento? — Perguntou gaguejando.

— Traz ela aqui Léo, agora são vocês que falam demais.


Pegando-a de surpresa, Léo a levou até onde Dane estava sentado.

Deitou ela de bruços em suas pernas e levantaram juntos o seu vestido.

Enquanto ela segurava o fôlego, e o sorrisinho animado, Dane tirava seu

vestido e Léo escorregava sua calcinha por suas coxas, não deixando é claro

de depositar em cada pedacinho um beijo molhado. Nininha já se contorcia

ao toque das quatro mãos, mas ao receber o primeiro tapa que mais parecia

um afago na polpa da bunda, ela susurrou excitada:

— Mais...

Com os cabelos enganchados em seu punho esquerdo Dane

ministrava pequenos tapas seguidos de carícias por toda bunda dela com a

mão direita. A quentura que se alastrava de lá até seu clitóris era assombrosa.

Tão compenetrada em suportar tanto a ardência quanto a vontade imensa de

gozar, não percebeu que Léo havia se levantado. Ele encheu mais a sua

própria taça e a bebeu, tirou toda a roupa e acariciou o pênis olhando sua

esposa ofegante no colo de Dane. Os dois gostavam de assistir, mas Léo era o

mais voyeur. Lembrou do dia em que assistiu eles pela porta do quarto de

Dane. Isso fazia seu desejo aumentar e ao pensar nisso, sentiu exatamente o

que sentiu naquele dia, necessidade. Porém hoje ele não assistiria somente,

ele era parte de tudo aquilo e mais uma vez ao ver sua esposa o olhar fogosa,

como daquela vez no apartamento, tinha a certeza de que como naquele dia,

ela também necessita dele. Seguiu em sua direção e se posicionou de forma

que seu pau ficasse na altura da boca dela, e não precisou pedir, ao passar a

cabeça que já respingava nos lábios dela, ela os abriu faminta e o levou como

ele gostava.

Por algum tempo os três ficaram assim. Dane não só batia em suas bandas,

ele penetrava seus dedos na vagina sedenta e levava seus sulcos até o buraco

nem tão proibido. Vez ou outra a deixava à beira do orgasmo quando

dedilhava seu nervo sensível e mordia suas costas. Mas o que a deixava mais


e mais acalorada era o jeito que falava com ela. A chamava de: nossa safada,

esposa vagabunda, dizia que ela gostava de chupar um pau enquanto era

fodida com os dedos, do quanto era escorregadia e oferecida e quanto ela

gostava de levar dois paus ao mesmo tempo. Mesmo com a boca cheia da

carne de Léo ela não conseguia negar os gemidos misturados com os

engasgos que fazia. Pode-se dizer que durante esse tempo ela teve vários

pequenos ápices de prazer.

Tudo gira entorno do amor, mas o que é o amor sem o sexo?

Sem essa parte carnal, infernal e pecadora não seríamos completos.

Precisamos da loucura extra sensorial que só o sexo nos dá para extravasar.

Todos ouvimos que entre quatro paredes vale tudo, e com um trisal esse tudo

se supera e cria milhões de novas possibilidades. Entre Léo e Dane não havia

interesse sexual, então eles direcionavam todas suas loucuras em Nininha.

A intimidade crescente que se cria ao morar juntos tanto pode ser boa quanto

ruim. Se todos pudessem liberar a mente e aproveitar a intimidade e serem

livres com quem amam, o sexo não seria apenas uma experiência de prazer e

sim algo muito mais completo. Esse é o momento de elevar a libido com os

desejos mais íntimos, sem julgamentos, apenas sentir e se deixar ir.

Assim descobrimos muito mais do que esperamos e o gozo não será só físico.

Nininha não era apenas uma mulher romântica ela é também uma mulher em

busca de realizações sexuais e desejos escuros.

Nininha adorava saber que esses dois homens a desejavam e tomavam seu

corpo como queriam. E principalmente adorava saber que eles sonhavam em

fazê-la mãe de seus filhos, porém desejavam a puta que se transformava

quando os dois a tocavam.

Essa parte vulgar do sexo era altamente sentida e reproduzida por eles.

Gozando em sua boca, Léo gemeu alto, provavelmente da praia ou da

área abaixo da suíte dava para ouvir. Nininha sorveu todo o líquido que ele


jorrava em sua garganta olhando nos olhos dele. Lambeu os lábios, quando

ele já com as pernas tremendo se afastava de sua boca. Dane a girou no colo e

a beijou no pescoço, virando-se na cama junto com ela tirou as peças que

faltavam e subiu sobre seu corpo.

Ela estava sedenta e queria controle, numa luta em que os lembravam

o momento em frente ao banheiro do aeroporto, se mediram novamente, mas

desta vez Dane não teve forças para recusar à oferta. Nininha o virou e se

escarranchou em cima dele, rebolou e roçou sobre seu pau que conseguiu

posicionar no meio dos seus lábios vaginais altamente lubrificados com seus

sulcos e se movimentou como se estivesse punhetando seu pênis. Subia e

descia escorregando. Segurava em suas mãos próximo a sua cabeça e beijava

sua boca como se não precisassem de oxigênio. Dane deixou-se levar pela

volúpia repentina de sua esposa. Deixou que ela fizesse dele o que quisesse.

E ela fazia, ora beijava, ora chupava seus lábios e os mordia no final.

Seu pescoço e ombros estavam com certeza marcados pela boca dela.

Mas tudo tem um limite.

— Chega de brincadeira e senta no meu pau, Paulina. — Disse ele

ofegante e mandão.

Sem nenhuma reserva Nininha logo posicionou aquele mastro

imponente e vibrante na entrada de seu canal e sentou devagar sentindo ele

deslizar para dentro dela abrindo caminho para à loucura que viria. Ao

encontro das duas pelves, ela se balançou para cima e para baixo num ritmo

escaldante e alucinador, deixando Dane ao ponto da combustão. Ele apalpava

seus seios e beliscava os mamilos a cada investida e se levantava vez ou outra

para esconder um gemido mais efusivo entre eles.

Cada vez mais enlouquecida e perto do orgasmo, Nininha colocou às palmas

da mão no peito de Dane e rebolou digna de uma dançarina do ventre. Ele

apreciava a visão dos peitos dela pulando à cada encaixada que ela dava.


Tudo estava maravilhoso, mas podia ficar ainda melhor. Léo surgiu não

sabiam de onde e ajoelhado na cama ao lado deles pegou na nuca dela e a

puxou para um beijo. Votou a ficar excitado ao vê-los na cama, portanto

pronto novamente.

Foi a beijando pelo pescoço e se posicionou atrás dela por cima das

pernas de Dane. Assim passava as mãos pelo seu ventre e suspendia seus

seios empinando seus bicos para cima. Era a visão dos deuses para Dane.

Nininha deixou sua cabeça pender para trás e sentido o pênis de Dane

profundo em seu interior e o toque em seu corpo das mãos de Léo gozou

como um vulcão que entra em erupção. Nesse segundo em que ela foi para

uma órbita distante, Léo delicadamente baixou o seu corpo de modo que

ficasse abraçada a Dane e empinada para ele.

E ela foi como boneca e já prevendo o que lhe aguardava. Nada tensa e sim

muito bem posicionada só esperou de bom grado o que estava por vir. Agora

era Léo que tinha uma visão dos deuses, via sua esposa acoplada no pau de

seu amigo toda babada com aquele orifício rugoso piscando gostoso pedindo

atenção.

Dane se controlava ao máximo para não gozar desde que Léo entrou em ação.

Conduzia devagar o quadril de sua menina apenas para manter o gostosinho

de estar dentro dela.

Abrindo mais ainda sua bunda Léo lambeu aquele lugar tão desejado. Sentia

o corpo dela estremecer a cada lambida e isso o excitava ainda mais. Levou

seus dedos onde estava sua língua e com ela forçou entrada, devagar mas

firme. Estava difícil, então ele pegou a pomada de sempre e passou nela.

Logo ele sentiu seu dedo entrando com mais facilidade, e ela foi deixando

tudo mais possível com sua rebolada sensual soltando sons indecifráveis. Ele

estava louco. Assim como Dane que já estava a ponto de desistir da dupla

penetração, não porque não queria, mas porque não aguentava mais às


reboladas de sua esposa.

Então Léo se levantou após morder deliciosamente a bunda dela, e

retirando o dedo de seu ânus, se colocou de joelhos entre às pernas de Dane.

Pegou seu pênis duro e tentou encaixar junto ao de Dane na buceta dela. Com

jeitinho foi se acomodando ao som dos sons que saiam de sua boca. Se

movimentou um pouco dentro daquele canal inundado enquanto Dane

permanecia parado. Quando Nininha começou a retribuir suas investidas ele

se retirou devagar e posicionou a cabeça redonda de seu pau, agora mais

escorregadia ainda com os líquidos dela, em seu ânus. Ao sentir o repentino

vazio em sua buceta e a firmeza da pressão em seu cu, Nininha se tensionou.

— Relaxa amor, calma... — Dizia Léo.

Ela foi aos poucos se deixando levar, sentia as mãos deles em todos

os lugares. Os beijos de Dane ao pé do seu pescoço e foi sentindo o pau de

Léo deslizando levemente para dentro.

Uma ardência, um calor quando entrava e um prazer gostoso quando o

movimento era de sair. Logo ele e Dane começaram a tortura delirante do

entre e sai em harmonia. Quando um entrava, o outro saia. Vez ou outra eles

faziam menção de forçarem entrar juntos o que era uma loucura prazerosa.

Nininha procurou uma posição melhor para se doar para seus maridos. Então

espalmou as mãos na cama e levantou seu tronco como se pudesse cavalgar

os dois ao mesmo tempo. E assim eles foram juntos, com aqueles sons

insanos que seus corpos faziam e movimentos que se falados seriam

considerados impossíveis. Mas, para um trisal não eram. Léo segurava seus

seios e Dane seus quadris. Cada um procurou dar e receber prazer através de

toda essa volúpia que era estar os três grudados um no outro.

Ao final de mais um orgasmo avassalador e extra sensorial os três se jogaram

na cama de qualquer modo. Era perna sobre braços, cabeça no quadril de um

e braços na cabeça de outro.


Dessa vez a intensidade se superou e nenhum dos três se levantou para nada

nas próximas horas. Caídos no desgaste total dos corpos usados para o prazer,

dormiram juntos e quase ao mesmo tempo.

Esses meninos vinham planejando tudo isso há algum tempo e só

agora concluíram a missão. Chegar nesse lugar onde era a última surpresa, os

fizeram relaxar. Estavam os dois mais que gratos por tudo ter dado certo e

sua Nininha ter amado cada momento. Nenhum dos dois esqueceriam o rosto

de felicidade e surpresa que ela fez a cada minuto.

Já era pôr do sol quando Nininha acordou apertada para ir ao

banheiro. Deixando os dois Adonis nus na cama, foi ao banheiro se aliviar.

Fazendo xixi sentiu um incômodo no pé da barriga. Na verdade sentiu

quando estava montando Dane, mas estava tão bom que deixou para lá.

Estava com fome, saiu do banheiro e foi até sua bolsa onde guardou sacos da

rosquinha. Colocou a blusa de Dane foi até a varanda e ficou ali

contemplando o sol indo embora comendo sua rosquinha. Estava louca para

conhecer o lugar, porém estava também muito cansada. Ouviu o remexer

atrás dela e se virou, viu Léo gloriosamente nu se levantar e ir no banheiro.

Sorriu para ele que retribuiu com um piscar de olhos. Minutos depois escutou

o barulho do chuveiro. Olhou para a praia sentiu a brisa quente que vinha de

fora, olhou para as rosquinhas que comia e de repente sentiu seu estômago

embrulhar. Levantou correndo e foi no banheiro vomitar. Atônito Léo olhava

do box Nininha entrar correndo e ir vomitar no vaso sanitário. Ele desligou o

chuveiro e foi até ela para tentar ajudar.

— De novo Nininha?

— A rosquinha me enjoou.

— Merda Paulina, isso não deve ser só a rosquinha.

— Claro que é, esqueceu que eu deveria ter almoçado e até agora a

única coisa que comi foi rosquinha desde do outro hotel?


— Droga é verdade, também estou com fome. Vamos chamar o Dane

e sair para comer. Mas me responde uma coisa, no avião, você também

vomitou não foi?

— Sim, não muito.

— Sabia. Nós podemos ir ao médico aqui se você quiser, peço na

recepção uma indicação e ....

— E estragar esse sonho lindo que estou vivendo com uma ida ao

médico? Não. E além do mais vocês me disseram que só vamos ficar por

quatro dias, tão pouco tempo.

— Mas princesa....

— Não Léo, por favor, isso é normal já disse a você se sentir algo a

mais me incomodando juro que aviso.

— Tudo bem sua bruxinha vamos comer então.

— Isso, faminta estou. — Disse e abraçou Léo.

Após acordarem Dane e se arrumarem, decidiram irem comer algo em

uma das ruas próximas. Escolheram um restaurante bem acolhedor e que iria

ter música ao vivo. Pediram tudo que Nininha queria. Arroz, feijão, farofa,

salada, bife, fritas. Para sobremesa sorvete, que ela tomou duas taças. Após

saborearem a comida ficaram assistindo ao show. O lugar não estava muito

cheio, na verdade a cidade não estava muito cheia parecia baixa temporada.

Uns nativos dançavam e tentavam incentivar alguns turistas a acompanharem

também. Nininha logo se juntou a eles e dançou, os meninos não quiseram ir,

mas assistiam felizes sua esposa interagindo e se divertindo com às

pessoas.

Como sorria e radiava felicidade. Léo e Dane bebiam suas bebidas e

apreciavam tudo à sua volta. Eles não se incomodaram quando ela dançou

com um senhor e depois com o filho dele. Não havia maldade, apenas

diversão.


— Nós somos os filhas das putas mais sortudos deste mundo, não é

brother?

— Ainda tem dúvidas?

— Não, não tenho. Mas, tenho medo. Tudo parece tão perfeito que

fico pensando que algo ruim pode acontecer e vê-la vomitando desse jeito me

deixa tenso.

— Espera aí, vê-la vomitando? Fora o hotel de manhã e no avião, ela

vomitou mais?

— Sim, agora à tarde, antes de você acordar.

— Por que vocês não me disseram?

— Ah! Sei lá esqueci, não era segredo só não falamos. E ela disse que

não era nada de mais, era fome ou algo assim.

— Então por que está com medo?

— Sei lá brother, porra! Tudo parece tão perfeito que fico com medo

de algo ruim acontecer. Merda! Esquece.

Vindo do meio das pessoas que dançavam, Nininha chegou toda

rebolativa na mesa em que estavam e dando uma bundada em Dane os

chamou para dançar.

— Vem "maridos", vamos dançar.

— Vão vocês, depois eu vou. — Respondeu Léo forçando um sorriso.

Pegando seu copo e bebendo o restinho Dane a pegou pela cintura e

começaram a dançar um forró gostoso que estava à tocar.

Sempre observador Léo os olhava de longe, sentia o calor no coração

do quanto os amava e queria vê-los sempre bem. Morreria se acontecesse

alguma coisa a qualquer um.

Pegou seu celular e procurou no site de busca sobre os sintomas de Nininha,

sorriu ao ver as possíveis respostas que se repetiam. Gravidez.

Até que lhe conste não era possível, pois ela tomava uma injeção controlada.


Mas, e se fosse? Seria uma loucura, uma loucura boa tê-la grávida de um

filho deles. Ainda era muito cedo, por mais que Léo quisesse ser pai, queria

ter mais tempo com sua esposa. Queria viver essa nova vida de casados em

trio, criar mais intimidade. Ter seu corpo junto com seu brother sem

restrições que uma gravidez pode trazer. Esses pensamentos o fizeram ficar

confuso, ele agora já não sabia mais se ter ela grávida seria tão bom assim.

Que sensação estranha.

Olhou na direção em que ela dançava com seu amigo e outras pessoas.

Ele já sabia que estava apaixonado, mais não sabia que ia se apaixonar mais a

cada dia que passava. Beliscou uma batata, engoliu um último gole da cerveja

e se levantou. Foi dançar com eles e com os outros que estavam por ali.

Voltaram tarde andando pela praia para hotel. A luz do luar os

acompanhavam assim como o barulho do mar. Os dois homens estavam

anestesiados pela bebida, e vinham pelo caminho estigando Nininha. Eles a

queriam ali, na praia, mas apesar da cidade vazia, haviam pessoas passeando

pra lá e pra cá.

Ao passarem perto de uma barraca que deveria ser utilizada de dia para venda

de alguma coisa, Léo puxou Nininha para dentro. Dane olhou em volta para

ver se havia algum curioso, mas não encontrou. Se inclinou no que parecia

um balcão e ficou de guarda para os dois recém casados ficarem à vontade.

Agora era sua vez de assistir seu irmão atacando sua esposa.

Léo beijava sua mulher enlouquecedoramente, descia sua mão pelo

seu corpo acariciando seus seios e buceta. Encostou às costas dela onde Dane

estava também encostado, porém do lado de fora, e com suas pernas afastou

os joelhos dela.

Sua mão passou de seu ventre para sua virilha onde afastou o elástico da

calcinha, passou os dedos por seus lábios e escorregou para dentro dela

friccionando o tempo todo.


Como uma adolescente ralando escondido, era assim que Nininha se sentia.

Uma vontade louca de fazer tudo, mas ao mesmo tempo, medo de ser vista,

pega num momento tão íntimo. Mas, era culpada, não conseguiu parar nem

pedir para parar e se eles parassem era capaz de chorar. Jogou sua cabeça

para trás e foi beijada por Dane enquanto Léo descia por entre suas pernas e

começava a chupar sua buceta. Seus dedos e sua língua a invadiam numa

maestria total. Cada vez mais ela se arreganhava para senti-los mais

profundos. Com os cotovelos apoiados no balcão, olhou em volta e depois

levantou uma das pernas sobre um ombro de Léo, e rebolava na face dele.

Seu vestido estava pela cintura, seus seios para fora do decote, pendurados ao

relento recebendo às carícias de Dane.

— Isso é loucura, vão nos pegar aqui... Uiii aiiiii uiiii... Chupa Léo

chuuupaaa.

— Quer parar amor? É só dizer. — Falou Dane em resposta à sua

súplica.

— Nanaaão... Agora não.

Levantando, Léo veio beijando seu corpo, ao chegar aos seios viu

como Dane os oferecia então aproveitou à oferenda e pôs na boca um e

depois o outro.

— Isso Léo, mama nos peitos dela aproveita porque já já sou eu. —

Dizia Dane no ouvido de Nininha.

— Brother isso é uma loucura, mas não quero pensar. — Olhando em

volta e tendo certeza que não havia ninguém nas proximidades, Léo abaixou

o shorth que vestia e com o pau pra fora abriu mais a perna de Nininha e se

enfiou dentro dela.

Ele passou uma mão para trás nas costas dela segurando pela nuca

enquanto a outra mantinha a perna levantada e arremeteu várias vezes em sua

entrada segurando seus próprios gemidos com os delas, com sua bocas


seladas. Procuraram o prazer juntos assistidos por Dane, sabiam que deviam

ser rápidos e assim foi, também com o prazer e a vontade que sentiam não

precisavam de muito tempo. Léo baixou a perna de Nininha e continuou a

beijando dizendo que a amava. Enquanto isso Dane entrava no ambiente para

tomar o lugar de Léo. Nininha já se abria toda para ele sorridente e

entorpecida pelo prazer desfrutado com Léo. Léo subiu o shorth ofegante e

foi para onde Dane estava antes. Os dois se beijavam enquanto Léo olhava

em volta ainda para ter certeza de que esse momento era só deles e a única

testemunha era a lua no céu. Voltando-se para eles de novo, percebeu em sua

esposa o crescente desejo à tomar. Dane a tocava e beijava, em um

movimento rápido e não esperado por ela, ele a virou de frente para Léo.

Seus olhares se cruzavam, os de Nininha repletos de tesão e os de Dane atrás

dela imprimiam poder. Como gostava, Dane enganchou uma mão em seu

cabelo e com a outra ajeitou seu quadril. Na posição que adorava, com seu

pau livre da roupa e duro como pedra, procurou a abertura onde antes estava

Léo. Ao achar se enfiou e se acomodou dentro dela beijando sua orelha a

fazendo gemer e depois de segundos de reconhecimento corporal, Dane

iniciou suas arremetidas punitivas e certeiras.

— Gostosa, você é um tesão minha esposa, tanto quando eu estou te

comendo, quanto quando está sendo comida por Dane. Esse seu olhar e

sorriso pré gozo é sensacional.

Léo dizia as palavras segurando os seios pendurados no ar enquanto

Nininha se inclinava mais e mais para receber as punhaladas de Dane, isso

tudo sem tirar os olhos de Léo até atingir o ápice e cair de lá junto com Dane.

Que sensação, que tesão, que loucura. Jamais tinha imaginado uma

cena dessa nessa praia. A realidade para Nininha era melhor do que seus

sonhos, definitivamente. Dando um tempo para se recuperarem de tanto

frenesi, se sentaram de frente para o mar e riram da loucura que haviam


acabado de fazer.

Mais tarde no quarto do hotel tomaram banho e foram se deitar como

namorados bem agarradinhos na cama.

Sem dúvida quando estamos apaixonados podemos ter qualquer

idade, mas sempre nos comportamos como adolescentes. E é tão bom. É tão

bom ser livre para viver o que quisermos, como quisermos e com quem

quisermos. Esse trisal estava começando a entender que o céu era o limite,

durante os quatro dias em que ficaram no paraíso aproveitaram tudo o que

podiam. Se amaram de tantas maneiras e sempre a três. Infelizmente não

conseguiram transar nas redes da praia haviam sempre muitas pessoas, mas

podia-se dizer que naquelas águas deixaram um pouco de seu DNA. Nininha

não se sentiu mais mal, o que deixou os meninos mais aliviados. Exploraram

Jericoacoara exatamente como queria Nininha. Tiraram muitas fotos, ela

mandava para o pai e para às amigas que ficavam doidas. Conversavam sobre

às reformas que iriam fazer na casa nova e principalmente sobre seu atelier.

Falavam também sobre o trabalho deles. Em uma dessas conversas Nininha

perguntou num tom mais quente:

— Amores, por que vocês não casaram fardados?

Dane a olhou pensativo e começou a dizer:

— Na verdade nem passou pela minha cabeça amor, nós vestimos

muito aquele preto escrito em amarelo, que nem cogitamos a hipótese. Passou

pela sua Léo?

— Não, estava tão empolgado de te ver de noiva que nem me

preocupei com a roupa. Foi Léia e sua amigas que nos ajudaram a escolher.

Por quê?

— É que, nunca vi vocês fardados... E estava pensando o quão

gostosos vocês devem ficar.

— Hum safadinha... Então você tem desejos com homens fardados?


— Falou Léo.

— Não seu bobo, tenho desejo com "vocês dois" fardados. Na

verdade nunca tinha pensado nisso antes do casamento.

— É, e como você gostaria que isso acontecesse.

— Ah, sei lá Dane, tantas são as possibilidades. Aquelas algemas,

aqueles óculos escuros, o cinto com as armas, aiiiii aquele sapato.

— Interessante... — Falou Dane.

— Merda que pena que não trouxemos os uniformes na mala. —

Resmungou Léo.

— Teremos tempo pra isso, me surpreendam.

— Enquanto isso, vem aqui e abre minha calça que tenho uma

surpresa crescendo para você. — Disse Léo.

— Ahhhh só uma??? — Falou ela fazendo biquinho para Dane.

— Acho melhor irmos para cama tem mais espaço lá, você precisa de

espaço para lidar com duas super surpresas. — Falou Dane num tom safado.

— Bem, então já que sou eu que tenho essa árdua tarefa de lidar com

duas enormes surpresas, quero escolher onde ficar. Sentem na beira da

piscina que eu já vou.

Com os olhos arregalados Dane olhava sua esposa levantando da

cadeira e tirando a saída de praia.

— Já disse que te amo hoje princesa?

— Várias vezes, mas pode continuar.

Dane e Léo se levantaram e seguiram ela que foi para a piscina. Eles

mergulharam juntos e ela se revezou em beija-los, quando estavam com os

lábios pegando fogo os fez sentar na beira da piscina como queria. Um do

lado do outro. Pôs para fora da sunga de praia os pênis e sacos pesados e

começou a dar a eles o que queriam. Lambia seus sacos e chupava vez ou

outra suas bolas. Estava cada vez mais familiarizada com a difícil tarefa de


cuidar de dois homens ao mesmo tempo. Uma mão manuseava um enquanto

sua língua seguia a sinuante veia pulsante no pau do outro. Dane e Léo viam

o que sua esposa fazia a eles naquela paisagem que mais parecia o paraíso.

Na última noite que passaram no hotel aproveitaram todos os cantos da

piscina, poltronas, cama, banheiro e chão.

Mas, tudo o que é bom acaba rápido, já dizia a vó de Nininha.

E o que ela viveu nesses últimos dias desde a sessão de fotos que virou um

casamento real e essa lua de mel maravilhosa, foi melhor que bom e estava

acabando. Tinham que voltar para vida e ela esperava que continuasse sendo

melhor do que em seus sonhos.

O trisal já com às malas prontas desceram até a recepção e Dane foi

fazer o check-out. Um funcionário pegou às malas para colocar no transfer

então Léo foi com Nininha até a areia da praia esperar por Dane.

Abraçados feitos dois namorados, eles olhavam aquele mar à sua

frente. As redes na água, as cadeira na praia. Tudo era tão bonito.

— E ai amor, está gravando cada pedacinho deste lugar para

reproduzir em uma tela?

— Em várias telas né Léo, tanto o que eu vi e vivi. Com certeza

passarei para às telas.

— Isso é bom. Agora me diz uma outra coisa, tem alguma

possibilidade de você estar grávida?

— O quê?! Claro que não, já disse que tomo injeção. Não estaria

preparada para isso agora e nem quero. — Respondeu ela irritada se

afastando dele.

A puxando de volta ele disse:

— Ok, eu acredito em você. É só que esses seus vômitos me deixaram

tão preocupado que procurei na internet e o que mais se falou foi sobre

gravidez.


— Impossível. .

— Ei vocês, achei que tinham fugido. — Falou Dane se aproximando.

— Nunca sem você, brother.

— Faço minhas às palavras de Léo, retiro o "brother". — Retrucou

Nininha rindo.

— Vamos para casa. — Dane concluiu dando a mão para ela

enquanto ela seguia abraçada por Léo.

Seguiram a viagem de volta trazendo na bagagem não só às malas,

mas sim os momentos inesquecíveis que viveram juntos num lugar tão lindo.

Agora sim a verdade da vida real os rodeava. Após pousarem seguiriam

direto para nova casa.

Exaustos nem desarrumaram às malas, apenas colocaram em um canto e

foram fazer outras coisas. Apesar de ter dormido todo o vôo e no caminho de

carro, Nininha ainda estava bem sonolenta foi direto para o quarto dormir.

Foi Dane que ligou para seu Silva e disse que já haviam chegado e que

desceriam na sexta para assinar os papéis, e avisou também que dormiriam lá

na casa dele. Aproveitou para perguntar se ele queria vir passar o fim de

semana junto com Gracinha e se pudesse traziam Bruna e Lary.

Aproveitariam e subiriam juntos. Seu Silva adorou o convite, mas ficou um

pouco constrangido não queria atrapalhar a recente vida de casados deles,

mas logo Dane percebendo, foi dizendo que não tinha nada a ver. Seu sogro

quis saber sobre a viagem e sua filha. Conversaram sobre algumas coisas e

depois desligaram.

— Léo, vou dar um pulo na padaria comprar alguma coisa, quer algo.

— Traz a rosquinha da Nininha, pão, queijo e um refrigerante. Ah!

Trás sorvete também, daquele sabor que ela gosta.

— Ok.

Mesmo cansado Léo não queria se deitar optou por jogar videogame


na sala. Dane não demorou na rua, e ao chegar lancharam juntos e ficaram à

toa na sala. Entre uma conversa e outra Léo disse:

— Brother, que você acha, ao invés de descermos na sexta de manhã

cedo, vamos logo amanhã e aproveitamos para levar nossa esposa naquela

emergência que levamos da outra vez. Tô preocupado. Ela não nos disse e

você não percebeu, mas antes de sair do hotel em Jeri, ela tornou a vomitar.

Eu percebi e não fiquei questionando porque sabia que ela ia querer me

enrolar de novo. Mas, aqui não tem enrolação. Ainda bem que descartamos a

possibilidade de gravidez.

— Por mim tudo bem. E por falar nisso precisamos resolver logo para

qual plano passa-la, o meu ou o seu. Pois este dela, só atende no Rio. E os

nossos abrangem todo o território nacional... Agora me diz da onde você tirou

tanta certeza para descartar a possibilidade de gravidez?

— Ela é mulher, saberia se estivesse grávida, e ainda tem o fato dela

tomar aquela injeção, então de boa, nem tô preocupado com isso. E quanto ao

plano é verdade, não dá para ficar correndo para o Rio toda vez que precisar

ir ao médico.

— Mais tarde liga para nosso sogro dizendo que vamos amanhã. E

amanhã mesmo eu entro em contato com o plano. Mas te digo uma coisa, seja

o que for estamos juntos para o que der e vier. Sempre.

— Eu sei brother, mas é que apesar da vontade de ser pai, ainda quero

ter nossa esposa só para gente, pelo menos por um ano. Egoísmo meu né?

— Eu também Léo, eu também. Mas, torno a repetir, seja o que for

estaremos juntos.

Dane levantou o punho em direção ao Léo que sorrindo levantou o

dele também e bateram um no outro num cumprimento de amizade.

Mais tarde Nininha acordou e desceu tomada banho, encontrou os

dois conversando. Foi até eles e se sentou ao lado de Dane que logo a


abraçou.

— Dorminhoca... Tá com fome? — Perguntou Dane.

— Não. Tô com sono ainda. — Se acomodou melhor no sofá e

aproveitou para colocar os pés no colo de Léo, que logo os pegou e

massageou.

Por algum tempo ela se permitiu aos afagos que seus maridos lhe

faziam. E então disse de repente:

— Vamos pedir pizza?

— Vamos! — Responderam os dois juntos.

O motoboy chegou uma hora depois com a pizza. Os três sentaram no

chão da sala e comeram assistindo TV.

Ao se levantar com às caixas de pizzas vazias, Léo falou alto indo para

cozinha:

— Dane, avisa a ela que vamos amanhã para o Rio e o por quê.

Virando a cabeça para onde Léo ia, Dane engoliu o palavrão que

queria dizer. Sabia que Nininha não iria gostar de ir ao médico, então o

sacana do Léo jogou a tarefa de dizer para Dane. Muito puto, Dane tentou

falar com sua menina.

— Amor, decidimos descer amanhã, pois vamos te levar ao médico, e

antes que diga algo, não tem conversa. Da mesma maneira que não gostamos

de você mentindo de ter vomitado ou se sentido mal, sei que você não vai

gostar que tomemos a decisão por você. Mas, entenda a gente minha menina,

nós estamos muito preocupados com você não custa nada.

— Tudo bem... É melhor mesmo. — Ela concordou sem reclamar

para o espanto de Dane. — Eu já estava pensando em ir na sexta mesmo.

Ainda agora no chuveiro me senti meio tonta e ao pegar uma rosquinha que

havia sobrado na minha bolsa, comi me senti mal e tive que botar para fora.

Acho que meu estômago não está bem, espero que não seja nada grave


detesto remédios. — Disse ela conformada, saindo do chão e sentando no

colo de Dane o beijando.

Voltando da cozinha com um pote de sorvete e três colheres, Léo se

depara com Nininha e Dane se beijando no chão.

— Se eu soubesse que você aceitaria tão bem, teria dito eu mesmo.

— Perdeu Playboy, quis se dar bem se ferrou. — Disse Dane entre

beijos com Nininha mostrando o dedo do meio para Léo.

— Princesa trouxe o sorvete...

Ao ouvir Léo ela sabia que ele estava de implicância com Dane, mas

Nininha não poderia deixar de ouvir a palavra sorvete, então pulou do colo de

Dane e foi para o de Léo que estava com o sorvete. Dane ficou rindo dizendo:

— Sua vendida! Vai, me passa uma colher também.

— Vem aqui pegar. — Se insinuou Nininha.

— Tenho uma ideia bem melhor. Vamos tirar essa blusa princesa...

Isso... Agora sim. Não há melhor taça para se tomar um sorvete. — Disse Léo

ao retirar a blusa de Nininha e colocar sorvete em seus seios.

— Com certeza, essa é a melhor maneira de se tomar sorvete. —

Falou Dane ao saborear um pouco da sobremesa que escorria pelo seu

biquinho oriçado.

Nininha era só sorrisos e arrepios.

Antes de irem para o quarto, tomaram o sorvete inteiro de todas às

maneiras. Usando a imaginação misturada com o desejo.

Subiram juntos e no banheiro se lavaram. Dane saiu primeiro do banheiro, e

Léo não resistiu e tomou sua esposa no box.

Fez ela gemer e se remexer com seu pau enterrado dentro dela até que

sentiram o orgasmo os tomar por inteiro.

Dane já estava na cama meio sonolento. Nininha veio do banheiro e se deitou

ao lado dele se apertando ao seu corpo. Por último, Léo desligou a luz e se


recolheu também, de barriga para cima, uma mão na bunda de sua esposa e o

outro braço sobre o rosto dormiu completamente feliz por essa noite

maravilhosa que se repetiria ainda muitas e muitas vezes.

Já era quase cinco da manhã quando Nininha acordou sentindo uma

vontade imensa de ir ao banheiro. Enquanto estava no vaso fazendo xixi,

Dane entrou no banheiro.

— Tá tudo bem, amor.

— Sim, só xixi.

— Humm, vou voltar para cama então.

— Uhum.

Levantando do vaso, Nininha lavou as mãos, saiu do banheiro e foi

para cama. Léo ainda dormia, e era um espetáculo até dormindo. Dane

estendeu o braço e ajudou ela a se acomodar e assim voltaram a dormir.

De manhã após tomarem café Nininha quis dar uma volta na praia

enquanto Léo foi surfar. Mais tarde se arrumaram e foram para o Rio, na

intenção de irem primeiramente para o hospital.

Dane dirigia enquanto sua esposa ia ao seu lado olhando a paisagem

pela janela. Léo estava intertido com o telefone.

Ao chegarem ao hospital, Dane deixou Léo com Nininha na porta principal e

foi estacionar o carro. Quando voltou, eles já haviam passado pela recepção e

estavam esperando para ser atendidos.

O hospital estava vazio, parecia que não iria demorar muito. E assim foi, logo

após Dane sentar, Nininha foi chamada. Os três se direcionaram para o

consultório indicado e quando abriram a porta dizendo boa tarde tiveram uma

surpresa.

— Olá, boa tarde, o que trazem vocês novamente aqui na minha

emergência?

— Ah, o senhor! — Falou Dane sem muito entusiasmo.


— Oi doutor, bom estamos aqui porque...

— Nossa esposa... — Pontuou Dane a frase de Léo, recebendo

olhadas de todos do ambiente.

— Sim, nossa esposa. Ela não anda se sentindo bem e estamos muito

preocupados.

— Hum sim… — Disse o doutor pegando o prontuário de Nininha,

tentando disfarçar a curiosidade. — Tem uns três meses que você esteve aqui

não é Paulina?

— Sim doutor.

— Então me conta o que está sentindo.

— Bom, eu fiquei melhor da garganta e resfriado. Mas tem um

tempinho que ando meio cansada, e meu estômago embrulhado, na verdade

nesses últimos quinze dias tenho tido episódio de vômitos. Ah! Um xixi que

não acaba mais. Acho até que pode ser infecção urinária.

— Teve febre, calafrios, dores?

— Não doutor. A não ser uma ou duas pontadas na altura da

bexiga… Após… É… Se sabe, fazer amor. — Respondeu envergonhada e

deixando as caras de seus maridos interrogativas por não saberem desse

detalhe.

— Sei... Quer dizer, entendi! — O médico se virou para o

computador e ficou digitando algo meio sem graça. — Bom, sem febre acho

difícil ser alguma infecção, mas só teremos certeza ao fazer os exames. Estou

digitando aqui um pedido de exame de sangue e urina. Mas, preciso fazer

mais uma pergunta, você se previne contra gravidez, há alguma possibilidade

disso?

— Não. Como ela já disse, toma uma injeção, tem até uma consulta

marcada com a ginecologista dela para terça que vem, justamente para tomar

a nova dose. — Quem respondeu foi Dane, sisudo. Léo achava graça e


Nininha achava irritante esse ciuminho bobo dele.

— Injeção? Ah sim, bom vou pedir nos dois exames o teste para

gravidez, só para descartar por completo, é de praxe para sintomas assim, ok.

— Sim doutor, mas vai dar negativo. Eu saberia. — Disse Nininha

confiante.

— Tudo bem, então vá fazer os exames, hoje o hospital está vazio

então não deve demorar tanto. Quando estiver pronto eles chamarão na

recepção.

— Obrigada doutor. — Falou Nininha se levantando da cadeira.

Léo e Dane o cumprimentaram com um aceno de cabeça e o doutor

disse:

— Ah! A propósito, parabéns!

— Pelo o quê? — Falaram os três em uníssono.

— É... Pela união de vocês... Você disse que agora ela era sua esposa,

então acredito que estejam casados agora. — Disse meio desconfortável o

médico olhando em direção ao Dane.

— Ah!!! Sim, doutor. Casamos e chegamos de lua de mel ontem

mesmo. Obrigada! — Agradeceu Nininha.

Léo a simpatia em pessoa sorriu agradecendo e Dane continuou com

cara de quem não gostava da intromissão do médico.

Foram para a área de exames, Nininha fez o de sangue e depois que saiu do

banheiro com a urina no copinho levou até a equipe de coleta. Ao entregar o

exame ela perguntou se podia comer enquanto esperava, disseram que sim.

De lá foram para uma lanchonete dentro do hospital e lancharam. Passaram o

tempo e até esqueceram o que faziam ali. Léo é lógico não perdeu a

oportunidade de ficar zoando o Dane pelo ciúme do doutor, e Nininha o

acompanhava. Ele para fugir da gozação, olhou no relógio e viu que já havia

passado algumas horas.


— Muito boa a brincadeira, mas tá na hora de voltar no super doutor.

E lá foram eles para recepção, Léo perguntou se havia chegado os

resultados e tinha acabado de chegar. Pegaram o envelope e foram para o

consultório, bateram na porta e escutaram:

— Pode entrar.

— "Da linçenca" doutor. — Falou Nininha.

— Então os exames chegaram. — Disse o médico pegando o

envelope da mão de Léo.

Enquanto ele abria e analisava o conteúdo, Nininha se sentou na

cadeira. Dane se recostou na porta todo dono de si e Léo ficou atrás de sua

esposa.

— Então doutor, é infecção urinária mesmo o que eu tenho?

— Na verdade não, não é isso o que você tem.

— É algo grave, aí meu Deus, amor nós estamos contigo sempre,

você sabe… — Dizia Léo preocupado segurando em seus ombros.

— Na verdade não é grave, quer dizer, não sei como vocês podem

reagir à essa novidade, tendo em vista o tipo de relacionamento de vocês e ...

— Eu sabia… — Disse Dane saindo irritado da parede e continuous.

— O senhor estava achando uma maneira de falar do nosso "Tipo de

relacionamento", vai fala, vai nos julgar?

— Daniel!! — Repreendeu Nininha.

— Na verdade senhor Daniel, eu não sou juiz para julgar qualquer

coisa. Sou médico tentando fazer o meu trabalho, e não posso negar que essa

é uma situação nova para mim. Nunca atendi pessoas com um

relacionamento como o de vocês então estou tentando achar a melhor

maneira de dizer...

— Dizer o quê? — Falou Léo impaciente.

— Paulina, esses seus sintomas e o resultado de seus exames só


serviram para confirmar minha desconfiança. Você está Grávida!

— É O QUÊ?!?!?!? NÃO PODE SER!!! — Gritou Nininha.

Ela olhou do doutor para seus maridos, Léo estava transparente e

Dane imóvel.

— Sim Paulina, tanto no exame de sangue quanto no exame de urina

deu positivo. E mostra também mais ou menos o tempo de gestação, que está

entre 8 ou 10 semanas.

Nininha sentou novamente na cadeira e voltou a olhar para Léo e

Dane. Foi quando ao mesmo tempo Léo vomitou no chão e Dane sentou na

cadeira ao seu lado com o peso de uma bigorna caindo do espaço. O doutor

logo chamou ajuda e em instantes havia uma enfermeira auxiliando Léo e

outra oferecendo água para Dane. Enquanto isso Nininha ainda estava

abismada com a notícia, não sabia como agir.

— Tá tudo bem... — Dizia Dane afastando a enfermeira — ...Doutor

tem certeza disso, ela toma injeção anticoncepcional. Nós queremos filhos,

queremos muito, mas acabamos de casar e queremos aproveitar esse tempo

só nós três. Não nos preparamos para essa surpresa, na verdade não

esperávamos por isso. E... Já disse que ela toma injeção?

— Sim, claro... Isso Dane, eu tomo, então como foi possível?

— Daniel, Paulina logo que me falaram da injeção e me lembrei dos

remédios que você teve que tomar meses atrás, desconfiei da eficácia da

injeção. Alguns tipos de anticoncepcionais perdem o efeito quando se usam

alguns remédios, principalmente os que você tomou. Você nunca havia

ouvido falar disso?

— Sim... Mas, foi há tanto tempo que me esqueci. Só agora com o

senhor falando é que me lembro.

— Provavelmente foi o que aconteceu. Sugiro que entre em contato

com sua ginecologista e leve esses exames, ela vai lhe explicar melhor e


iniciar o pré natal. Parabéns, mamãe e papais!

— AI MEU DEUS... EU VOU SER PAI!!! DANE NÓS VAMOS

SER PAI!! VOCÊ OUVIU!! VAMOS SER PAISS! — Do nada Léo se

desvencilha da enfermeira e começa a gritar no consultório indo em direção

ao Dane, o abraçou, beijou sua cabeça e ficou pulando de um lado para o

outro.

Nininha que estava em desespero a um minuto começou a rir de

nervoso depois de ver Léo gritando. Ao procurar Dane encontrou ele

novamente sentado com as mãos no rosto chorando copiosamente. Léo

abraçou as duas enfermeiras e ficou dançando o que parecia ser passos de

CanCan fazendo as pobres mulheres rirem envergonhadas. O doutor acudia

Dane, que aceitou seus préstimos se levantando e abraçando o médico.

Aproveitou para chorar em seu ombro, dizendo e repetindo que iria ser pai.

Ela ria da cara daqueles dois bundões que ela amava, mas logo cedeu

não aguentando a emoção e começou a chorar. Colocou as mãos em seu

ventre e começou a imaginar uma vidinha ali dentro. Um serzinho que veio

tão cedo em suas vidas, mas que já era tão amado e desejado. A emoção a

tomou. De repente, sentiu mãos trêmulas em seus ombros e em seus joelhos.

Era Léo atrás dela e Dane em sua frente. Ao olhar para Dane ela viu aquele

mar completamente revolto em seus olhos, mas não de uma maneira ruim.

Esse mar se derramava de tanta alegria pelos cantos de seus olhos. Seu beiço

tremia com as palavras que ele queria dizer, mas não conseguia. Léo se

abaixou beijou sua cabeça e se posicionou ao lado de Dane, de frente para ela

também. Percebendo que eles precisavam de um momento a sós, o médico

chamou às enfermeiras e saíram do consultório. Elas saíram muito curiosas e

cheias de perguntas para o médico. Como "vamos ser pais"?!

A sós Dane e Léo permaneciam ajoelhados aos pés de sua esposa.

Ainda estavam hipnotizados com a notícia que receberam. Suas emoções


num conflito entre a felicidade e o medo.

Nininha levou cada uma de suas mãos a cada uma cabeça que se deitou em

sua coxa chorando. Fez carinho neles num gesto não pensado, mas que os

acalmou. Então Dane a olhou novamente e com lágrimas escorrendo pelo

rosto disse:

— Me perdoe, não consegui digerir direito a notícia porque não

estava esperando, não estávamos esperando e talvez nossa reação não tenha

sido como você gostaria. Mas como lidar com essa emoção transbordante.

Não estava nos meus planos, não estava nos nossos planos e vínhamos

falando sobre isso esses dias. E estavamos mais certos do que tudo que isso

não era uma possibilidade. Mas, mais uma vez fomos pegos pelo destino,

mais uma vez o querer de Deus se faz presente em nossas vidas. E apesar de

não esperarmos e não estarmos preparados, esse bebê já é mais amado e

desejado do que tudo nesse mundo. Eu tenho certeza que eu sou um dos

homens mais felizes deste mundo nesse momento...

— É claro, porque o outro sou eu... Eu não tenho palavras para

expressar o que sinto agora minha princesa, minha rainha... Estou com um

misto de pavor e ansiedade. Realmente não recebi a notícia tão bem, assim

como vocês também. Mas a única certeza que tenho é que ao lado de vocês

estarei apto para enfrentar qualquer medo. Eu não posso negar princesa, o

quanto eu fui egoísta pensando em ter você só pra gente pelo menos por um

ano, mas ao pensar que dentro dessa barriguinha existe um meninão sendo

gerado por você, eu não consigo imaginar como éramos felizes sem saber da

existência dele.

— Mas Léo, ele nem está aqui....

— Mas é claro que está. — Confirmou Léo beijando sua barriga.

— Eu amo vocês meus amores e sinceramente eu fico imaginando

como vocês são nessas batidas contra o tráfico. Porque vocês parecem dois


fracotes quando se trata de emoções. Como vocês, também fui pega de

surpresa, mas lido bem com surpresas, principalmente quando são para me

fazer feliz. Também estou com medo, mas eu sei que com vocês serei capaz

de tudo. E Léo, só pra você se ligar, nesse exame não saiu o sexo do bebê.

— E daí?

— E daí que pode ser uma menina.

— Minha esposa amada, você acha mesmo que homens como nós

trazemos mulheres ao mundo. Traremos varões.

— Idiota, olha a merda que você fala!... Seja qual for o sexo do bebê

que ele venha com saúde, é só isso que importa. — Disse Dane.

Agora Nininha ria das asneiras sem sentido que Léo dizia, da notícia

que ainda a assombrava e da felicidade na expressão de seus maridos. Foi um

susto, uma surpresa e com certeza uma alegria. Nininha estava louca para

falar para seu pai e suas amigas, queria ver a reação deles ao saberem da

chegada de um bebê à essa grande família. Mas o mais importante disso tudo

é que mesmo completamente despreparados para essa nova mudança eles

saiam daquele hospital sabendo que do amor deles vai nascer um bebê que

mudará suas vidas para sempre e fortalecerá mais ainda essa união.

Abraçados em pé no meio do consultório os três não sabiam que seria

possível o amor deles, que já era tão grande, aumentar tanto e ainda assim

caber no ventre de Nininha.

— Agora vamos pessoal, preciso dizer ao mundo que estamos

grávidos! — Disse Léo vermelho de tanto choro.

Dane abriu a porta do consultório e avistou o doutor no corredor. Foi

em sua direção o deixando meio tenso, abraçou ele que ficou imóvel entre os

braços de Dane e disse:

— Desculpe minha cara emburrada e obrigada pela melhor notícia

que eu poderia receber na vida.


— Ok Daniel, parabéns! A você também Leonardo. Que essa criança

traga muitas realizações para os três.

Repletos de felicidade pura e abundante, seguiram de mãos dadas para

o estacionamento questionando a melhor maneira de dizer ao seu Silva que

seria avô.

”Keep Kalm, estamos grávidos!”


Capítulo 52: Uma avalanche repleta de emoções.

Completamente extasiados, os três corações palpitando de tanta

alegria foram direto para casa do seu Silva. Era impressionante como eles

estavam em silêncio dentro do carro, mas faziam um barulho com os olhares

e sorrisos que trocavam pelo retrovisor. Uma nova onda de amor os

inundava, uma nova sensação. Os meninos estavam tão cheios de si que

pareciam ser capazes de tocar o céu e mudar as nuvens de lugar. O

nervosismo, o susto, o resultado inesperado dessa consulta tudo isso ainda

fervilhando em suas cabeças. Léo ia atrás no carro, mas encostado no banco

em que sentava Nininha com a mão na sua barriga. Dane mantinha quando

dava, a mão entrelaçada à dela sobre sua coxa e Nininha era um pequeno

material radioativo que emanava em todas as direções amor em forma de

energia.

Seus pensamentos estavam direcionados para o bebê que carregava e,

em tudo o que mudaria em sua vida. Na verdade pensou em como às coisas

tomam rumos fora de suas expectativas, tudo na vida dela acontecia fora da

programação.

Mas, tudo o que acontecia a fazia extremamente feliz. Já não seria fácil antes,


agora nem se fale, mas era esse seu caminho e o seguiria da mesma maneira

que estava querendo antes, com amor.

Antes de chegarem à casa de seu pai Nininha teve uma ideia.

— Dane, pare ali naquela loja por favor?

— Ali?

— É.

Confuso ele e Léo se entreolharam, mas antes que fizessem alguma

pergunta ela disse:

— Vamos surpreender papai.

Os dois sorriram da carinha que ela fez de quem iria aprontar, e

seguiram seu plano. Uma hora e meia depois, voltaram os três eternamente

sorridentes para o carro com uma sacola nas mãos de Léo. Ao entrarem no

carro Léo disse:

— Amor, por que você não vem aqui atrás comigo?

— Por mim tudo bem. — Respondeu ela indo em direção à porta

traseira.

— E eu vou de chofer??? — Questionou Dane em tom de brincadeira.

— Para de falar e dirige papai do ano! — Resmungou Léo colocando

Nininha atravessada no colo como se fosse a ninar.

Sorridente Dane semicerrou os olhos para Léo pelo retrovisor e disse:

— Tá bom malandrão, mas quando subirmos para casa você dirige,

valeu papai do ano?

Todos riram do sarro que tiravam um do outro, então Nininha falou

entrando na brincadeira:

— Para evitar problemas, a mamãe do ano aqui pode ir dirigindo e

vocês dois aqui atrás.

As gargalhadas saíram sem censura até que Léo disse:

— Tá maluca, você não pode dirigir nesse estado em que está.


— Você quer dizer no Rio de janeiro, Léo? — Ela perguntou de

deboche.

— Não amor, digo grávida do nosso filho. Aliás, muitas são às coisas

que pensar sobre isso. Acho melhor Dane, fazermos a jacuzzi que ela quer e

daí ela passa a gravidez da cama para jacuzzi, da jacuzzi para cama, também

pode descer, ir na piscina e dar uma volta e outra no quintal. Nossas escalas a

princípio quando voltarmos ao trabalho, está intercalada então sempre terá eu

ou você, mas o dia que não estivermos, contratamos alguém para ajudar a

cuidar dela e da casa...

— Pera aí Léo! — Disse Nininha se empurrando para fora do colo de

Léo por conta do absurdo que ele falava e sentando ao lado dele no banco. —

...Eu não estou doente, apenas grávida, e isso não quer dizer que tenha que

ser mantida em cativeiro até que meu bebê nasça. Vocês podem ser Meus

dois Federais, mas eu não vou ser prisioneira de vocês. Pelo menos... Não

dessa maneira. Mas curti a ideia da jacuzzi! Acho válido. — Terminou

melosa e rindo.

Enquanto Dane saía com o carro para estrada e ouvia sua esposa,

sorria pensando em quantas lutas teriam até o final dessa gravidez.

Ele não pensava exatamente como Léo, em mantê-la sem fazer nada. Sabia

que às coisas teriam que ser diferentes, e percebeu que nessa situação, o

maleável seria ele. Mas, não agora. Querendo colocar mais lenha na fogueira

Dane falou:

— Amor, você não está apenas grávida. Está esperando um filho

nosso. De nós dois. Então, por si só, já é uma grande diferença.

— Exatamente Dane. Vem amor senta aqui no meu colo porque o

carro sacoleja muito, não quero meu garoto numa máquina de lavar.

— Léoooo... Tá de brincadeira né.

— Não! — Respondeu ele pegando-a no colo e mantendo-a lá,


mesmo com sua pequena luta.

Ela até tentou se desvencilhar dele, mas quando ele além de segura-la

começou a ministrar beijos gostosos em seu rosto e pescoço, não teve como

não relaxar. Dane apesar de prestar atenção no trânsito olhava vez em quando

os dois pelo retrovisor e contente pensava o quão sortudo ele e Léo eram.

— Caramba, essa notícia da gravidez me deixou tão aéreo que esqueci

que tenho que passar no antigo apartamento e pegar umas contas com o

porteiro. Amor se incomoda se formos agora. Não quero sair após o almoço,

com certeza quando meu sogro souber do presente que você carrega, vai

querer brindar à tarde toda. Podíamos até já levar umas cervejas.

— Por mim tudo bem, só não demora porque estamos com fome. —

Falou Nininha se referindo a ela e ao bebê.

— Pode deixar. — Assim Dane seguiu para o antigo apartamento.

Quando chegaram lá, Nininha estava apertada, o porteiro permitiu que

ela fosse no banheiro de serviço. Enquanto ela se dirigia para lá, escutava Léo

e Dane eufóricos falando:

— Vamos ser pais... Sim... Nós dois... É...

Ela ria de se mijar, literalmente. Ao voltar não encontrou Léo,

somente Dane. Ele a abraçou e seu Elizeu a cumprimentou com uma cara sem

graça, bem envergonhado mesmo. Com certeza ficava passando pela cabeça

daquele homem simples como era possível ela estar grávida dos dois. Ele era

muito educado não iria dizer nada, porém Nininha imaginou a história que ele

teria para contar quando chegasse em casa.

— Onde foi Léo?

— Foi na padaria amor, volta já. Vamos para o carro?

— Sim.

— Seu Elizeu obrigada por guardar as cartas, qualquer problema, o

senhor tem meu telefone é só ligar.


— Sim, senhor Daniel, e mais uma vez parabéns para... Vocês.

— Obrigado!

Chegando ao carro avistaram Léo vindo com algumas sacolas.

Dane abriu a mala do carro e enquanto ele e Léo guardavam às sacolas

Nininha se acomodou no banco da frente. Léo se queixou por ela não ter

entrado atrás, mas Nininha fez a egípcia e permaneceu na frente.

— Princesa, aqui, trouxe suas rosquinhas. — Falou Léo deixando um

pacote na mão dela. Muito feliz ela abriu o pacote e se deliciou com uma.

— Nininha, você não vai poder ficar comendo essas besteiras direto.

Precisa ter uma alimentação adequada para você e nosso bebê. Quando

formos ao obstetra precisamos ver isso. — Falou Dane ao entrar ao seu lado.

Bufando de boca cheia ela disse:

— Olha só, eu juro que se vocês dois me encherem o saco, eu vou

passar a minha gravidez na casa do meu pai, entenderam? Merda!

— Por mim tudo bem, você pode ir para onde você quiser porque nós

vamos juntos, você querendo ou não. — Falou Léo enfiando a mão no

pacote, pegando uma rosquinha e beijando-a na bochecha, deixando-a

boquiaberta.

Pais de primeira viagem costumam ser muito cuidadosos e até

exagerados na gravidez. O medo do desconhecido, de algo que eles

produziram, que lhes pertencem, mas não podem fazer mais nada, a não ser

esperar acontecer, é bem devastador.

Geralmente homens que em suas vidas são fortes e seguros, tendem a se

transformar em massas gelatinosas em saber que sua mulher carrega um filho

seu. Saber que foram capazes de fincar sua semente e continuar sua árvore

genealógica os fazem se sentir donos do mundo. Esse é um super poder que

Deus dá aos homens. Sabemos que as mulheres são as abençoadas genitoras,

tocadas por Deus para gerar vidas. Mas os homens também são tocados por


tal poder e se enchem de orgulho por saber que através de si irão trazer uma

vida ao mundo, um herdeiro. Alguém que o perpetue. A mulher leva a

maternidade com amor e o homem com a certeza da perpetuação de sua

história.

O que é um homem sem história, apenas um acúmulo de vivências passadas.

Mas quando um homem se transforma em pai, todo esse acúmulo de

vivências serve para auxiliar o caminho de sua prole perpetuando sua história

por várias gerações os tornando imortais. Tão bom seria se, todos os homens

pudessem se vestir desse desejo e se fazerem pais dignos de serem

eternizados.

Enquanto uns passam por essa experiência sem ser tocados pelo

divino e se esquivando da oportunidade de ser pai, outros se entregam de

todas às formas e tentam fazer de tudo para acertarem, mesmo fazendo tudo

errado.

Léo nessas primeiras horas da descoberta de ser pai, já escorregava

nas suas boas intenções. Apesar de ter sido criado em uma família que a

última palavra era do seu pai "sim, senhora", isso quando ele tinha a

oportunidade de falar algo, Léo não se fazia passivo diante do fato da

responsabilidade de ser pai. Dos três ele era o mais maleável, diplomático,

mas, diante dessa nova perspectiva já demonstrava sua opinião enérgica e de

certa forma inquestionável.

— Léo, você está começando a me irritar. — Praguejou Nininha.

— E eu estou ficando enjoado... Essas rosquinhas são horríveis. —

Disse Léo.

— Ah! Pronto, agora só falta receber a notícia que a gazela também tá

grávida. Desse tenho certeza que eu não sou o pai. — Soltou Dane.

Novas gargalhadas soaram dentro do carro. Nininha que estava com a

boca cheia, teve que pôr a mão para não cuspir restos de rosquinhas. Léo


atrás do carro tinha a mão na barriga enquanto tentava controlar o riso e

xingar Dane ao mesmo tempo. E Dane, dirigia feliz em direção à casa de seu

sogro, ouvindo os mais belos sons de risadas, contente por quebrar o clima

tenso que se criava entre eles. Pensava com isso que teria que conversar

seriamente com seu amigo.

Da varanda seu Silva avistou o carro dos seus genros entrando em sua

rua. Logo gritou para Gracinha, que estava na cozinha:

— Eles chegaram Gracinha, vem.

Descendo a pequena escada, foi até o portão da garagem para abri-lo.

Seu Silva estava louco para ver sua filha e ter certeza se aqueles olhos cor de

mel ainda brilhavam como no casamento e se o sorriso ainda estava no lugar

que estacionou há alguns meses atrás. Quando estava com às duas faces do

portão abertas, seu Silva escutou o buzinar ensurdecedor do carro que

esperava. Sem entender o motivo da balbúrdia, seu Silva só balançava a

cabeça olhando em volta na casa dos vizinhos rezando para ninguém

reclamar. Mas esse receio se foi quando seus olhos avistaram os de sua filha

com a proximidade do carro. Estava tudo lá, um pouco mais intenso. O que

uma lua de mel não fazia aos recém casados.

Seu Silva ria da barulheira que eles faziam ao dar passagem para que

eles entrassem na garagem. Além do buzinaço, seus genros batiam na lataria

do carro, sorrindo e gritando que chegaram. Ele fechou às portas enquanto ia

acenando para algumas vizinhas curiosas que apareceram na janela.

— Paiiii!!!! — Pulou Nininha em seu pescoço pelas costas.

Surpreendido, seu Silva segurou nos seus braços que estavam em seu

pescoço e acariciava ternamente.

— Oi pequena, vai dizer que já estava com saudades de seu pai?

— Tava, tava, tava... — Dizia ela beijando todo o rosto de seu pai o

deixando vermelho.


Léo saiu do carro meio emburrado com a forma que sua esposa pulou

em seu pai, podia ter se machucado ou ao bebê. Dane que percebeu o que Léo

pensava, logo se chegou perto dele pedindo para que ele relaxasse um

pouquinho. Quando Léo iria dizer algo ao amigo, escutaram uma voz vindo

da varanda.

— Ei!! Que bagunça foi essa, que não fui convidada? Vocês

chegaram meninos, vocês trazem vida para essa casa.

— Literalmente... — Soltou Léo sorrindo de lado insinuante e

recebendo automaticamente um tapa no braço de seu amigo.

Gracinha não entendeu nada e Nininha olhou para Léo interrogativa,

ele dizia com os lábios sem som "o que foi". E recebeu um "idiota" da mesma

maneira.

— Vamos gente entrar, acabei de tirar o assado do forno. — Dizia

Gracinha toda alegre.

— Vamos sim, estou faminta. — Seguiu Nininha para dentro de casa,

deixando seus maridos e pai para trás.

Durante o almoço fizeram vários comentários sobre o casamento, a

festa e a lua de mel. Seu Silva contou que teve que trazer Bruna no colo para

casa porque ela estava tão fora de si que queria mergulhar naquele mar. Lary

acabou dormindo em cima de uma toalha de mesa que ela pôs na areia, junto

com um garçom, que ao invés de trabalhar ficou com a madrinha da noiva a

festa toda. Disse como acomodou e assistiu a família de Léo até que

retornassem para casa. E que o serviço de buffet deixou a praia como

encontraram antes, limpa. Eles riam de todas às situações inusitadas que

ocorreram e comentavam o quanto foi emocionante tudo o que se passou.

— Meu sogro obrigada, sem sua ajuda e parceria nada seria possível e

nós nunca vamos parar de lhe agradecer por tudo. — Disse Dane.

— É pai, apesar de eu ter num primeiro momento ficado um


pouquinho chateada, por ser "enganada" por vocês e pelas meninas, ao pensar

sobre tudo o que aconteceu depois com calma, entendi o quanto de amor

vocês empregaram para me preparar essa surpresa e me fazer feliz. O que me

define aqui hoje diante dessa mesa junto com os amores da minha vida, é

gratidão. Minha vida tem sido recheada de boas surpresas e muito amor... E

por falar de surpresas, trouxemos um presente da lua de mel para o senhor ...

— Na verdade, não "dá" lua de mel exatamente... — Léo disse

insinuante cortando ela.

— Cala boca idiota... — Dane foi quem cortou Léo.

Confuso, seu Silva olhava entre eles tentando entender. Mas logo

Nininha se levantou e foi para sala. Seus genros foram logo atrás e diante

disto, ele olhou para Gracinha que estava sorridente, fez um gesto de "fazer o

que né" e foi junto com ela para sala também.

— Pai, uma vez o senhor disse que não queria que nós ficássemos o

tempo todo pedindo obrigado pelo seu companheirismo e tal, mas que existia

outras maneiras para isso. Bom achamos que esse presente é a sua cara e

temos quase absoluta certeza de que vai gostar. — Nininha disse isso

tentando não se emocionar demais e estragar a surpresa.

— Mas minha pequena, meu presente é sua felicidade, enquanto você

for feliz para mim é o céu.

— Ahhhh meu Silvinha, deixe de conversa e pegue logo esse pacote.

É sempre bom receber presentes, ainda mais de quem a gente ama. Estou

curiosíssima, abre!! — Dizia Gracinha batendo palminhas.

Sentando, o pai de Nininha pegou o pacote e abrindo um sorriso,

começou a desembrulhar repetindo que não precisavam terem se preocupado

em lhe trazer presente. Gracinha sentou no braço do sofá ao seu lado,

enquanto Nininha, Léo e Dane um pouco apreensivos, se mantinham em pé.

Do embrulho, seu Silva tirou uma camisa basicamente de cor branca.


— Obrigada gente, eu gosto muito de camisas brancas. — Seu Silva

falou meio sem graça.

— Papai, vê o que está escrito nela. — Incentivou Nininha já com os

olhos cheio d'água.

Seu Silva desdobrou toda a camisa e via que na frente havia alguma

coisa escrita em letras enormes...

”ADIVINHA QUEM VAI SER VOVÔ?”

— Olha!! Que bacana e original, assim que eu descobrir que serei avô,

será meu uniforme predileto...

— Então... Meu sogro, acho que essa é uma ótima ocasião para usar.

— Falou Dane com a voz embargada.

Todos na sala olhavam para seu Silva que se levantou e olhava para a

camisa e para eles ainda sem entender direito o que estava acontecendo.

— Vamos meu sogro, veste logo seu uniforme, pois o senhor vai ser

vovô! — Disse Léo que já não se aguentava mais esperar que seu Silva caísse

na real sozinho.

Silêncio total na sala. Nininha e Dane tentavam segurar suas lágrimas,

Léo tentava se segurar para não gritar. Ambos esperavam a reação de seu

Silva que estava como estátua plantado de frente para eles. O silêncio foi

cortado ao som da voz de Gracinha:

— OH MEU DEUS! OH MEU DEUS!! OH MEU DEUS!!! BEM

QUE EU DESCONFIAVA.

Ainda atônito, o futuro vovô só movimentava os olhos que seguiam

de Nininha para seus genros. Não conseguia emitir nenhuma palavra, incapaz

de fazer qualquer outra coisa se não tentar internamente segurar a emoção

que poderia pelo jeito levá-lo a explodir de tanta felicidade. A única coisa que


não conseguia controlar eram seus olhos que já transbordavam tudo o que ele

gostaria de falar e não conseguia. Via à sua frente na imagem embaçada, sua

filha que lhe trazia a boa nova chorando emocionada, via seus genros

emitindo extasiados aquela energia no sorriso que só um homem que deseja

muito ser pai emite. A emoção, a surpresa da notícia era tão grande que seu

Silva perdeu às forças das pernas e caiu para trás no sofá. Todos, sem

exceção, foram em sua direção para acudi-lo.

— Eu vou buscar um copo com água e açúcar, falem com ele

meninos, abanem ele, façam alguma coisa. — Ressaltou Gracinha nervosa

indo à cozinha.

Em contrapartida Nininha, Dane e Léo tentavam fazer seu Silva sair

do transe e falar com eles.

— Meu pai, por favor, fala alguma coisa. — Falava Nininha, sentada

ao seu lado limpando às lágrimas que desciam de seu rosto com seus dedos,

tentando ainda controlar às suas próprias.

Como reagir a segunda maior e melhor notícia de sua vida? Como

expressar uma felicidade indecifrável, algo que corre por suas veias sem

controle e te toma por inteiro. Seu Silva tentava se recuperar da onda de

emoção que o tomava quando virou o rosto para sua filha, encontrou aqueles

olhos cor de mel inundados, alcançou sua mão em seu ventre e disse:

— Pequena, é sério mesmo os dizeres desta camisa, é verdade que o

presente que me trouxe não estava no embrulho e sim em seu ventre. É

verdade que mesmo após todas as emoções que tive esses últimos meses

ainda vou ter essa? Quer matar seu pai do coração?

— Sim, sim pai. Eu vou ser mãe e o senhor vovô. E tenho certeza que

será o melhor avô do mundo, então segura esse coração. — Explicava ela já

não sustentando às lágrimas, deixando-as cair ininterruptamente lavando seu

rosto tomado de emoção.


— Mas tão rápido, vocês acabaram de vir da lua de mel e....

— Ora Silva, até parece que você acha mesmo que isso só poderia ter

acontecido após o casamento. — Dizia Gracinha lhe oferecendo o copo com

água e açúcar.

Dane e Léo riram do tom sacana da brincadeira de Gracinha, mas logo

levaram uma olhada de seu sogro que bebia a água. Rapidamente disfarçaram

o sorriso. Após beber a água ele entregou o copo vazio para Gracinha

agradecendo, não só pela água como também por fazê-lo pensar em como foi

feito seu neto. O que tirou mais gargalhadas dos meninos inclusive de

Nininha e Gracinha. Tomando a palavra Léo disse:

— Brincadeiras à parte meu sogro, o que importa é que seremos pais

e o senhor avô. E que como disse dona Gracinha quando chegamos,

trouxemos vida para sua casa. Isso me faz lembrar de uma primeira conversa

que tivemos, na qual, o senhor mesmo disse que não via a hora de ver essa

casa cheia de netos. Eu sei que começamos um pouquinho cedo de mais, mas

mais uma vez é algo que aconteceu em nossas vidas sem escolha. E mais uma

vez algo maior que nós três, um amor que já é maior do que nós e tenho

certeza que se estende ao senhor. Parabéns seu Silva, o senhor acaba de ser

promovido de pai da noiva para vovô do ano.

Atento às palavras de seu genro e sem tirar a mão da barriga de sua

filha, seu Silva já se via correndo atrás de um pequeno serzinho

perambulando de fralda pela casa. O choque se transformou em euforia, seu

Silva puxou Nininha para um abraço apertado e cheio de cumplicidade. Ao

solta-la seu Silva se levantou aos prantos e puxou Léo para um abraço que

logo foi retribuido e se deixou levar pelas lágrimas também, e do mesmo jeito

foi Dane, que próximo aos dois foi tocado no ombro pelo seu sogro e também

condicionado a se juntar a eles nesse abraço triplo, compartilhando a alegria

masculina de saber que serão responsáveis pela criação de uma nova vida.


Seriam a base dessa criação e por isso essa união entre os três tinha que ser

ainda maior e mais forte.

Do outro lado Gracinha parabenizava Nininha e a auxiliava diante da

emoção de ver seu pai junto com seus maridos chorando emocionados pela

chegada de seu bebê.

— Acho que agora já consigo falar alguma coisa.... Mas primeiro

quero colocar meu novo uniforme... Pronto! Agora sim, devidamente vestido.

Pequena venha cá... Não, não chore mais, você tem que ser o elo forte,

porque vejo que esses dois chorões não são tão fortes assim...

— Inclusive o avô também… — Soltou Gracinha recebendo um olhar

fulminante de seu Silva. — Já não está mais aqui quem faloou… — Disse e

foi até a cozinha.

— Como eu ia dizendo... Pare meu amor de chorar, faz mal ao bebê.

Meu neto precisa de um ambiente calmo e tranquilo para crescer em paz e

esse chororo não faz bem para ele. Mas minha filha, como isso foi acontecer,

você esqueceu de tomar a injeção?

— Ai pai, estou tão feliz e tão assustada ao mesmo tempo... Tantas

coisas acontecendo e ai vem essa notícia. Eu realmente não esperava, eu me

cuidava, mas como dizem às pessoas, Deus sempre dá um jeitinho. O médico

que me atendeu disse que meu anticoncepcional perdeu a eficácia quando tive

que tomar aquela bateria de remédios quando estive doente da garganta. E foi

assim que meu bebê aconteceu.

— Filha minha, está tudo bem, já não importa mais como aconteceu

ou porque tão cedo. O que realmente é importante, é que essa criança venha

ao mundo cercada de amor, que sejamos os alicerces para que ela componha

sua personalidade com tudo o que há de melhor em um ser humano e

principalmente que sejamos capazes de prepara-la para esse mundo em que

vai nascer. Não posso deixar porém, de dizer que não me preocupo com tudo


o que ela pode vir a sofrer, por conta do tipo de relação em que foi concebida,

mas tenho certeza que juntos conseguiremos guia-la tão bem pelo caminho do

amor que ela passará por tudo sem danos. E com nossa ajuda irá aprender a

transformar qualquer ato ruim em aprendizado. Apesar de você viver dizendo

que sou o melhor pai do mundo, não estou muito certo disto, porém não

tenho dúvidas que serei o melhor avô que meu neto poderia ter. Nininha, Léo,

Dane vocês hoje me fazem viver o segundo dia mais feliz da minha vida, o

primeiro foi quando sua mãe me comunicou que seria pai e agora, hoje, a

notícia que eu serei vovô. À partir daqui esperarei ansiosamente pelo dia em

que você entrará pela aquela porta e me dirá que traz um menino em sua

barriga. Convenhamos, chega de meninas!! — Seu Silva dizia às palavras

num misto de emoções, chorava em algumas frases, mas ao chegar ao final e

falar sobre sua preferência no sexo do bebê seu humor mudou para melhor. A

possibilidade de ser vô de um menino o fez ainda mais feliz. Mas no fundo

tudo o que ele desejava era ser chamado de vovô, independente do sexo.

— Aee sogrão!! Tamu junto! E podes crer, será um menino. — Disse

Léo puxando seu Silva para um novo abraço.

— Ah meu genro, Deus te ouça, mas é melhor estarmos preparados

para tudo. Se há uma coisa que aprendi nessa vida de ser pai, é que atrás de

uma surpresa sempre vem outra e outra e assim vai. Uma avalanche

carregada de emoções.

— Isso seu Silva, eu e sua filha já dissemos para ele que essas coisas

não tem como prever, mas o bonitão aí acha que sabe tudo.

— Minha gente, eu sinto isso, sinto que tem um meninão na barriga

linda da minha esposa. Não existe outra possibilidade, simples assim. —

Dizia Léo enquanto abraçava sua esposa por trás e acariciava sua barriga.

— Bom meu genro, tomare que esteja certo, adoraria ser vô de um

menino. Mas serei feliz se vier uma cópia de minha filha também.


— Foi também o que disse a ele, meu sogro. — Falou Dane

concordando.

— Homens, homens, homens... Vocês sempre querendo controlar o

mundo e às vontades de Deus. Pois bem, vamos fazer o seguinte, que tal

fazerem algo que estão mais acostumados como beber, brindar e comemorar

essa nova vida que vem ao mundo? Aqui, as latinhas que trouxeram já estão

no ponto. — Falou Gracinha ao entrar na sala com algumas latas nas mãos

fazendo todos rirem e Nininha concordar com o que dizia.

Por fim, todos brindaram ao novo herdeiro, Nininha é claro com um

copo de suco, votos de saúde e felicidade eram feitos por seu Silva e

Gracinha, acompanhados pelas promessas dos futuros papais em se tornarem

os melhores pais para esse bebê.

A tardinha Nininha dormia no quarto que mantinha na casa de seu pai

enquanto os machos alfas bebiam e se vangloriavam do quão maravilhosos

pais e avô seriam. Dona Gracinha já de saco cheio de tanta testosterona,

também se recolheu para o agora seu quarto para ver Tv. Logo que vieram

para casa após o casamento de sua filha, ainda tomado de tantos sentimentos

e a dica do bouquet, seu Silva tomou coragem e convidou Gracinha para

morar com ele. Ela aceitou na hora, disse que já não tinham mais idade para

ficar pensando muito, tinham é que viver. E se fosse juntos, melhor ainda.

Realmente eles estavam a cada dia se dando melhor, a companhia que faziam

um ao outro era muito boa.

Na varanda Léo abria mais uma latinha e entornava o líquido nos

copos dele, de Dane e de seu sogro, após passar algum tempo ao telefone

com sua mãe e família contando a novidade.

— E o que seus pais disseram, Léo? — Perguntou seu Silva.

— Estão todos felizes, mamãe histérica e minha irmã chorando

horrores. Não duvido nada dia desses elas aparecerem por aí.


Os três faziam vários planos para o futuro com essa criança que iria

nascer, Dane era um pouco mais arredio em relação a ser menino. Era ele que

sempre puxava a frase "E se for menina?" Isso tirava Léo do sério e fazia seu

Silva rir dos dois.

— E quando farão a ultra para ter certeza se será um menino ou

menina? — Perguntou seu Silva.

— Não sabemos. Na verdade vamos na terça na consulta com a

ginecologista dela que também é obstetra, como mandou o médico e ela vai

dar início ao pré natal... Essas coisas. Mas acho que ainda não deve dar para

ver o sexo do bebê não. Ela quase não tem barriga.

— Talvez dê sim, hoje em dia é tudo tão moderno. Mas acredito que

depois que vocês ouvirem o batimento cardíaco do coraçãozinho do seu bebê,

o sexo não será mais importante. E vou avisá-los, estejam preparados, vocês

nunca escutaram e nem escutarão nada parecido, vão até achar que eram

surdos antes de ouvir o coração de seu bebê e melhor de tudo, essa vai ser a

melodia de suas vidas. Vocês farão de tudo para que ela não termine nunca.

— Se expressou seu Silva com olhos marejados. De certo que em suas

memórias veio a primeira vez que ouviu o coração de sua filha.

Completamente focados em que seu Silva dizia, os meninos já se

imaginavam ouvindo o coração de seu pequeno bebê pulsando de dentro da

barriga da mãe.

— Será que já vai dar para escutar o coração dele, a barriga de nossa

esposa é tão pequena? — Questionava Léo olhando para Dane.

— Eu não sei mano, só sei que não vou dormir até lá, aguardando

ansioso para escutar essa tal melodia. — Falou Dane absorto em seus

pensamentos e já se emocionando novamente com o milagre de ser pai.

Seu Silva olhava aqueles caras à sua frente que há alguns meses

mudou sua vida, roubou o coração de sua filha e a levou com eles. Mas


também trouxeram tantos sentimentos à tona, tanta alegria e tanta esperança.

Chegaram em sua vida de maneira nada convencional, o que fez seu Silva

passar um bocado de tempo pensando e repensando seus próximos passos.

Mas quando se abriu de verdade e permitiu que eles entrassem sem barreiras

em sua vida percebeu o quanto esperava por isso. Essa cumplicidade entre

sogro e genro, essa renovação de sua família que há muito tempo só consistia

nele e Nininha era muito bem vinda. Com isso ganhou ainda a graça de um

novo amor. Mas seu Silva se preocupava com a forma inusitada que se

expandia essa família. Bateu nele algumas questões ao olhar seus genros que

antes não havia imaginado. Coisas tão simples, porém tão importantes, como,

quem seria o pai biológico do bebê. Para Nininha e para ele havia a certeza

de que era seu. E para os dois que se intitulam ambos pais do mesmo bebê?

O mundo mudou, mas algumas coisas ainda são feitas como

antigamente. Ainda observando a interação dos dois genros à sua frente,

notou que em momento algum nenhum deles fez menção em dizer que o filho

era só de um ou só de outro. Sempre o denominavam de nosso filho, vamos

ser pais, somos pais... E assim vai. Seu Silva não poderia passar à vida com

essa dúvida. Queria ter certeza se esse poderia não ser um motivo de

discórdia dentro de um casamento como o deles. Nenhum amor sobrevive à

inveja e frustração. Antes ele se preocupava em eles se frustarem no âmbito

profissional por mudarem de vida para estar com Nininha. Agora a questão é

bem mais profunda, é biológica. Como será para eles não se identificarem na

criança que virá ao olharem para ela. Os pensamentos de seu Silva estavam a

todo vapor nessa direção e não conseguiu se conter, precisava avaliar a

atitude deles diante uma pergunta que poderia vir de qualquer um.

— Então rapazes, fiquei tão absorto com a novidade de ser avô que

me esqueci de lhes perguntar, qual dos dois é o pai biológico do meu neto?

Pegos de surpresa com a pergunta de seu sogro, Léo e Dane se


olharam como se decidissem quem responderia. Dane não entendeu muito

bem tal pergunta, ainda mais vindo de seu sogro que era tão compreensivo

em relação à essa união entre eles. Na verdade ele percebeu que não gostou

muito de ter sido questionado sobre esse assunto. Era muito simples em sua

cabeça, esse bebê e qualquer outro que viesse após esse, seriam filhos dos

dois. Então achou a pergunta meio descabida. Por isso não se sentiu a

vontade de respondê-lo, pois poderia até ser um pouco grosseiro e ele não

queria isso. A bebida já circulava em sua corrente sanguínea, mas o profundo

respeito que nutria verdadeiramente por seu Silva, o fez refletir em segundos

e se segurar para não acabar falando de uma maneira rude e ser mal

compreendido.

Seu amigo e parceiro de vida via a confusão em seus olhos. Se

conheciam tão bem que mesmo sem palavras sabiam exatamente o que o

outro precisava. E naquele momento, Dane precisava de Léo. Precisava que

Léo, muito mais consciente e evoluído do que ele em usar às palavras para se

fazer entender, pudesse responder o sogro deles fielmente e com todo o

respeito que ele merecia. E foi assim, Léo com sua mão livre levou na mão

direita de Dane e apertou sua mão na dele, um gesto como dissesse "Deixa

comigo brother". Dane devolveu o sorriso ternamente e o cumprimentou num

gesto afirmativo de cabeça.

Tudo isso acontecia sob a observação minuciosa de seu Silva.

Ele notou na expressão de Dane a incompreensão de sua pergunta e a luta

para não respondê-la de supetão e acabar sendo agressivo com ele. Já

conhecia algumas reações de seus genros. Eles eram muito transparentes

diante do que sentiam, e quando se tratava de seu relacionamento com sua

filha tudo era muito mais intenso e verdadeiro. Seu Silva por um momento

pensou em refazer a pergunta de uma maneira mais leve, mas ai o intuito de

avaliar como eles lidariam com essas e muitas outras perguntas no futuro, e


sobretudo, em momentos em que seu neto possa estar presente, o fez se

manter calado aguardando a resposta. E foi muito bom isso, porque

conseguiu assistir uma cumplicidade entre amigos que jamais tinha visto, é

claro que já havia sentido que essa amizade entre eles era especial, fora tudo

o que sua filha lhe dizia e tudo o que eles viviam já era o suficiente para saber

o quão era verdadeiro essa amizade.

Mas ver com seus próprios olhos esse momento de afabilidade entre eles

deixava seu Silva impressionado. Viu que sem palavras se entendiam e podia

dizer até que se questionavam com olhares cúmplices. Viveria uma vida para

tentar entender e poderia até morrer sem entender direito o tipo concebível

de afeição que esses dois tinham, porém seria agradecido sempre, por poder

fazer parte disso e que sua filha fora agraciada por estar entre toda essa

comunhão de sentimentos puros e inimagináveis até então para ele.

Ao toque na mão de Dane e a confirmação vinda dele para que Léo

respondesse, seu Silva assistiu Léo se direcionando para ele após um gole de

sua latinha e tentar responder a pergunta que ele havia feito:

— Eita sogro, essa pergunta é a que vale um milhão?.... — Sorriu

brincalhão, mas logo depois tomou uma postura mais controlada e

continuous. — ...Nós sabemos o quanto é difícil para às pessoas que estão de

fora entenderem o que se passa em nossa cabeça por querer uma relação

como esta. E contudo, aceitar sermos pais de crianças que na verdade possam

não ser biologicamente nossas. Poderíamos passar dias tentando explicar

tudo isso, porém mesmo assim acredito ser difícil o entendimento de alguém

que não vive isso na alma. Falando por mim, acredito que muito antes de nos

transformamos em seres biológicos, somos espírito, energia. Portanto o fato

de eu amar o filho de um irmão ou irmã integralmente como se fosse meu, só

me faz pensar que nossa ligação não é apenas biológica e sim de alma. Tantos

são os irmãos e irmãs de sangue que não se reconhecem um no outro, tantas


são outras pessoas que durante a vida encontram irmãos e irmãs que

nasceram de outras barrigas e a biologia não entra nessa conta. Então é assim

para nós, na nossa matemática em relação aos filhos não existe divisão. Serei

pai tanto do meu filho, quanto do filho do meu irmão. E é tão simples e puro

esse sentimento que não existe uma maneira de explicar, porque sabemos que

no fundo às pessoas não vão entender. Sentimos isso, vivemos isso, somos

isso. O entendimento virá apenas para aqueles que nos olharem com olhos de

amor, para aqueles dispostos a novos pontos de vista e principalmente para

aqueles cujo o novo sempre seja algo vindo para somar ou multiplicar e não

diminuir ou dividir.

Tenho plena consciência que ainda virão muitas perguntas como esta, e, que

não será fácil se manter pacífico para respondê-las e explica-las, porém com a

certeza maior, que qualquer dúvida vinda de qualquer um, é que o amor que

temos um pelo outro nos transcende e nos eleva para algo muito além. E não

importa o que aconteça, a nossa felicidade, a felicidade de nossa família

estará sempre em primeiro lugar. Por isso meu sogro, o senhor não tem com o

que se preocupar, se é isso que lhe preocupa. Dane e eu vamos brigar várias

vezes, mas não por motivos como este. Digo isto, porque senti em sua

pergunta o interesse de saber se vamos saber lidar com tudo isso. Não

sabemos o porquê de tudo, mas somos uma unidade de um todo. E não

haverá dúvidas, quando eu pegar meu bebê no colo e ver os olhos azulados de

meu amigo ainda assim serei o pai mais feliz do mundo. E tenho certeza que

meu brother aqui... — Nesse momento Léo deu dois tapinhas no peito de

Dane e percebeu que se segurava para não chorar, ele respirou fundo voltouse

a olhar para seu Silva e terminou. — ...Se não fosse esse bebê chorão, diria

a mesma coisa. Acho que ele ia até preferir ver no nosso bebê, os meus

traços, por ser o mais bonitão.

Mesmo com toda a carga emocional que continha em suas palavras,


Léo não poderia terminar de outro jeito que não fosse com uma piada. As

lágrimas em Dane desceram e se juntaram ao sorriso que ele deu. Mas, muito

mais sorridente e emocionado estava o autor da pergunta. Mais uma vez seu

Silva se viu diante de algo tão sublime quanto o amor que tinham à filha dele.

Viu neles o amor fraternal mesmo sem terem laços de sangue. Já não se

sentia tão lisonjeado em ser apenas sogro desses dois e sim honrado por saber

que tanto sua filha, quanto seus netos, também seriam agraciados por

tamanha dádiva que seria ter dois pais tão amorosos como estes. Tentando

não atropelar a língua ao falar por conta das cervejinhas e também da

emoção, seu Silva disse:

— Realmente Léo, confesso que o intuito da minha pergunta foi

exatamente avaliar a reação de vocês diante de uma pergunta que

provavelmente será repetida várias vezes em suas vidas. Mas logo após fazêla,

automaticamente assisti a cumplicidade entre vocês, a união inexplicável

de vocês dois. Não posso dizer que entendi completamente, porque não sou

eu que vivo isso. Porém acredito no que vocês sentem e respeito acima de

tudo vocês e o quê decidiram viver. O caminho não é difícil, às escolhas não

são difíceis o que é difícil é se manter íntegro com suas convicções sem

intervenção de outros. E acredito que no seu "Todo" não há pitacos de outros

que possa desfazer algo tão indestrutível como o que vocês dois têm e

mantém com Nininha. Para frente me resta apenas a glória de continuar por

merecer fazer parte desta história e ser tão bom avô como vocês serão bons

pais. Olho para vocês como olho para minha filha, com amor, e isso vocês

têm de sobra, não só por ela como também entre vocês dois. Eu já amo

vocês!

Ah, esses três! Quanta massa gelatinosa junta. Três homens de idades

diferentes, adultos e prontos para matar qualquer um, mas com um

diferencial, uma sensibilidade genuína e rara. Um prazer em se doar. Homens


que se permitiam ir além da figura masculina bruta e se deixar levar pela

abundância de sentimentos que lhes tomavam. Prontos para se dar e amar

ainda mais. Aceitando sua condição humana e espiritual de serem homens

por completo, tanto na parte da segurança e mantenedora, quanto na singela

demostração daquilo que tinham para oferecer que era o amor. Ainda tocados

pela corrente de sentimentos Dane se levantou apertou a mão de seu sogro e

disse:

— Concordo com tudo o que Léo falou. E concordo que essa

preocupação do senhor é válida, prometo que vou tentar ser o mais paciente

possível também em explicar. Mas sinto muito senhor, não sou como Léo

que sabe usar às palavras, e se eu perceber qualquer palavra indigna

direcionada a qualquer integrante da minha família não me importo de usar o

punho e deixar mais que explicado, deixarei tatuado para que a pessoa

aprenda a não se meter na vida dos outros. Ainda mais na da minha família.

— Não posso dizer que está certo meu genro, como também não direi

que está errado. Sei que faria de tudo para defender sua família e sempre

estarei ao seu lado. Se um dia acontecer algo do tipo e você perder a cabeça,

mesmo assim, tenho certeza que fará com consciência e sendo assim estarei

do seu lado. Quando se trata de nossa mulher e filhos o terreno é minado,

podemos até idealizar sermos de um jeito, mas quando a situação se mostra,

só aí sabemos como reagir realmente. Espero em Deus que por toda a vida de

vocês, não tenham que passar por tal agressividade. Bemmmm... Agora

vamos relaxar, que tal sairmos um pouco para tomar umas cervejas no bar

aqui perto e assim todos conhecerem o novo vovô do pedaço? Ainda quero

comemorar.

— Boa sogrão, só vou ver como está Nininha e já volto. — Falou

Léo já se levantando.

— Por mim ok, vou no banheiro e já venho. — Disse Dane.


— É, vai lá brother lavar o rosto, está parecendo um bebê chorão...

— Até parece que a gazela não chorou também...

— Rapazes, se controlem. Não quero que minha casa se encha de

penas de galinhas. E se adiantem, pois tô louco para desfilar com minha

camisa por ai.

(Risos)

Sonolenta Nininha se espreguiçava no quarto escuro. Abrindo os

olhos na penumbra viu que nenhum de seus homens estava por perto. Aos

poucos foi se levantando e foi ao banheiro, sua bexiga parecia que iria

explodir. Notou que da sala vinha a luz da televisão e foi até lá, antes passou

na geladeira e pegou uma travessa de gelatina de morango que Gracinha se

pôs a fazer após saber que ela estava doida para comer. Chegando na sala

encontrou Gracinha esticada no sofá vendo à novela.

— Oi gravidinha, conseguiu descansar um pouquinho? — Perguntou

Gracinha.

— Sim, e estou louca de fome....

Levantando-se do sofá Gracinha disse:

— Mas então espere que vou lhe preparar algo...

— Não Gracinha, veja já peguei a gelatina, já está de bom tamanho,

pelo menos para o começo. Nossa, agora eu estou entendendo essa fome toda

que ando sentindo ultimamente.

— É verdade, dizem que às grávidas sentem muita fome até de coisas

esquisitas, ah e sono também, fora os enjoos pela manhã ou por conta de

algum cheiro ou comida que não lhe agrada.

— É mesmo... Como não pude perceber isso antes.

— Oh, minha querida, senta aqui, você é muito nova e também se

garantia no contraceptivo que usava. Não se julgue. Tenho certeza que agora

percebe como tudo se encaixa não é mesmo.


— É... Nossa Gracinha, por que você nunca foi ma.... Oh! Me

desculpe, não queria parecer intrometida...

— Não, imagina querida. Você iria perguntar por que eu nunca me

tornei mãe?

— Sim era, e pelo que vejo seria uma ótima mãe. — Respondeu

Nininha e levou mais uma colher de gelatina à boca.

Suspirando fundo e com uma expressão tranquila, Gracinha disse:

— Obrigada meu bem, tenho certeza que se tivesse sido concedida

esta honra, poderia não ter sido a melhor mãe, mas faria sempre de tudo para

ser. Eu sou só um pouco mais nova do que seu pai, mas já não aguardo mais

ser mãe. Houve um tempo quando era uma jovenzinha como você, que ser

mãe fazia parte de meus planos. Porém tinha tantos planos e a vida foi me

apresentando tantos outros que acabei não tento oportunidade de realizar este.

A vida é assim mesmo não podemos ter tudo o que queremos e sim saber

conviver com o que recebemos.

— Pois é Gracinha, e é daí que nasce meu medo. Olho para minha

vida agora, ainda mais com esse bebê a caminho e penso o quanto sou

abençoada. É claro que tinha sonhos, mas não tão grandiosos como o que

estou vivendo. Meu medo é tão grande.

— Mas querida, medo de quê?

— Medo de morrer, medo de perder um dos meus meninos, medo de

perder meu pai, ou medo de que qualquer um deles adoeçam, medo de tudo e

agora medo dessa gravidez .... Tantas pessoas boas que merecem ter uma

vida como a minha, que merecem pelo menos um pouquinho do amor que eu

tenho e passam a vida sem ter e eu aqui transbordando tanta coisa boa, sinto

até vergonha, sabe?

— Shiiiii menina, quantos medos. Preste a atenção numa coisa que

irei lhe dizer, não sei exatamente qual é a sua religião e na verdade isso não


importa quando falamos em Deus, em vida, em amor. Eu sou um pouco de

tudo, mas tenho uma inclinação maior para o espiritismo. Então acredito que

cada ser tem um caminho pré determinado a seguir, mas apesar disso ainda

temos o livre arbítrio para ainda assim mudar o curso algumas vezes. Tudo

que passamos na vida é porque temos que passar, não como punição, porque

não acredito num Deus punitivo, sim por aprendizagem. E por que temos que

aprender? Para evoluir enquanto espírito, para alcançar o divino. Então

querida, não se martirize por achar que há pessoas que precisam mais de sua

felicidade do que você, porque somos seres únicos, moldados em fôrmas

descartáveis e com (na minha singela opinião) bagagem espiritual. Portanto

não temos como saber o porquê de muitas coisas, não aqui neste plano.

Temos apenas é que viver, lidar com a vida que se apresenta para gente, com

seus problemas e alegrias, da melhor forma possível. Nossa cruz não é mais

pesada e nem mais leve do que dos outros. E felicidade não é questão de

merecimento é estado de espírito, leveza interior e como a cruz, cada um tem

a sua felicidade proporcional. O mal do homem é querer se comparar ao

outro, sendo que é impossível porque somos únicos. Entendo seus receios,

somos frágeis, e tendemos a ser vencidos por esse lado mais pesado. Mas seja

forte e aproveite tudo que é seu, que toda essa felicidade seja a linha de frente

contra seus medos. E Nininha, nunca se permita ser menos feliz por qualquer

motivo que seja. E não se preocupe com o tempo. Para todos o tempo está

contado, então ao invés de deixar ele passar viva intensamente até ele

chegar. Agora venha cá e me dê um abraço. Saiba que pode contar comigo

sempre que quiser. Não quero ocupar o espaço de sua mãe, jamais pensaria

nisso, mas quero me fazer presente como alguém que ama seu pai e está

disponível para se encaixar em sua vida também.

Comovida com a profundidade dos dizeres de Gracinha, e sensível ao

extremo por conta dos hormônios, Nininha se deixou levar por esse sopro de


carinho. Retribuiu o abraço ofertado e nele se acomodou durante algum

tempo. Como ela queria ter tido essa conversa com sua mãe, mas agradeceu a

Deus pela representante que Gracinha foi.

— Gracinha, onde estão os homens desta casa?

— Disseram que foram ao bar, estava no quarto quando percebi Léo

no corredor, ele viu que eu estava acordada e como tinha ido até você e não

quis te acordar, me avisou que iam ao bar porque o vovô queria mostrar para

todos a novidade escrita em sua mais nova camisa preferida. Desconfio pela

hora, que em vez do bar da esquina foram para algum outro, do outro lado

do mundo.

Rindo Nininha voltou a comer sua gelatina e assistir novela com

Gracinha. Entre um e outro comentário sobre o folhetim, se conheciam cada

vez melhor trocando assuntos que surgiam.

Decidiram jantar, Nininha tentou ligar para o telefone de Léo e de Dane, só

para constatar que estavam na varanda. Seu pai também não havia levado o

seu, só restava a elas esperar pelos três.

Bem mais tarde as duas já estavam preocupadas com a demora deles.

Gracinha se ofereceu para ir no bar e procurá-los, mas Nininha disse que não,

que era melhor esperarem até meia noite. Deviam estar bêbados e não se

ligaram na hora.

— Sabe Gracinha, tava aqui pensando, Léo está irredutível quanto ao

sexo do bebê. Dane e meu pai não me preocupa muito, mas ja Léo, acho que

se esse bebê for menina ele morre do coração. Não sei da onde vem essa

certeza e querência toda. Vejo o quanto ele se dá bem com sua sobrinha.

— Nininha, alguns homens são assim, acham que se forem pai de

meninos sua masculinidade será inabalável coisa e tal. Mas não se importe

muito com isso, verás talvez após o primeiro impacto o quanto babão ele se

tornará ao ver sua menina nos braços.


— Será?

— Com certeza. Sabe, como professora leio muito, e em uma dessas

minhas leituras sobre comportamento falava sobre como os homens agem

quando se descobrem pais. Isso não acontece somente quando recebem a

notícia. Para cada um se dá em momentos diferentes e específicos. Ao

saberem, alguns já se vestiam com a capa de super pais, mas só caiam na real

ao ouvir o primeiro chorinho. Outros passavam a acreditar somente ao ouvir

pela primeira vez os batimentos cardíacos, e outros só se tocavam quando

sentiam seus movimentos na barriga da mãe, e tinham várias outras maneiras.

Também falava dessa sangria desatada de preferência por um gênero

específico. Mas que logo caia por terra quando a oração que faziam era para

que seu filho nascesse cheio de saúde. Então como vemos, tudo é muito

relativo, sabemos que Léo já ama essa criança independente do sexo. Sua

preferência acredito que não sobressairá ao seu amor incondicional. Pode ser

que fique um pouco frustado, isso também acontece, mas nada que um olhar

apaixonado de um filho não possa curar.

— Ai Gracinha, vamos orar então para que seja assim. A propósito

posso te perguntar uma coisa?

— Claro querida.

— Vejo que seu relacionamento com meu pai anda de vento em

poupa, e ele está muito feliz. Gostaria antes, agradecer a você por ser essa

pessoa maravilhosa e perguntar se você aceitaria ser chamada de vovó pelo

meu bebê. Me faria muito feliz, e tenho certeza que ao papai também.

Agora era a vez de Gracinha ficar sem palavras, o que era bem difícil.

E emocionada respondeu:

— Como disse antes, não quero ocupar um espaço que não me

pertence, mas sim, estou disponível para me encaixar. E se for do seu desejo

fico lisonjeada em ser chamada de vovó por seu bebê. Isso me faz muito


feliz. E Nininha, é a primeira vez que me sinto fazendo parte de algo de

verdade, isso me faz imensamente feliz. Obrigada!

Ao trocarem afabilidades, escutaram um barulho no portão e risadas

exageradas vindo do quintal. Logo elas se levantaram e foram ver o que

acontecia. Cada uma se pôs de um lado do batente da varanda e olhavam

chocadas e um pouco risonhas, os três bebuns que tentavam entrar pelo o

portão, os dois com o braço sobre o ombro de seu Silva que estava no meio.

Mas era claro que não dava para passar, tinham que desmontar o tripé para

cada um passar. Eles cantavam ou falavam alguma coisa incompreensível.

Nininha queria rir de verdade, mas começou a se preocupar ao ver que seu

pai estava muito ruim, nunca viu ele assim.

— O que vocês fizeram com meu pai? Vocês são loucos?! —

Vociferou Nininha.

— Amorrrrr... Linda... Gravidinha ... Minha menina .... Você está

especialmente maiiiiisss linda...

— Dane você está bêbado, mas o que ...

— Relaxx princesa ... Estamos os três... Apenas calibrados ... Nada

ruim ... Podemos... Somos os caras... Somos pais... E meu sogro aqui avô... E

nós estamos... Fedendo muito, mas felizes, tão felizes. Não fique chateada...

Nós só ultrapassamos um pouquinho a meta de algumas cervejinhas e... E...

E

— .... E dobramos a meta... Hahahahah — Seu Silva cortou a fala

trôpega de Léo finalizando com uma gargalhada seguida por Dane e Léo

também.

Ao longe Gracinha e Nininha os olhavam tentando não rirem juntas

com eles, o que ficou um pouquinho mais difícil quando seu pai pediu entre

soluços:

— Como é (soluço) ... Léo... (Soluço) ...A dancinha ... (Soluço) Que


fizemos...

E após isso já dentro do quintal, Léo, seu Silva e Dane sustentando

um ao outro iniciaram um can can desequilibrado ao som de suas risadas.

Não tinha como não rir.

— Deixe eles Nininha, olha como estão felizes. Amanhã falamos

sobre a bebedeira, agora é saber levar.

Um tempo depois seu Silva desagarrou de seus genros e foi quase

caindo até sua mulher que se adiantou e o auxiliou.

— Onde você estava Gracinha... (Soluço) ... Porque não ... Veio mais

cedo??? — Perguntou seu Silva abraçando-a.

— Ooo meu Silvinha, estava por aí me preparando para entrar em sua

vida exatamente quando entrei, e é por isso que estamos tão felizes. Tudo tem

seu tempo. Por exemplo, agora é tempo de um banho quentinho e um

aconchego na cama. O que você acha?

— Hummm... Acho muito bom, mas será que você pode lavar minha

camisa para eu usar amanhã quando for na padaria? — Disse seu Silva ainda

entre soluços.

— Claro meu bem, afinal esse é seu novo uniforme. — Dito isto

Gracinha se virou para Nininha e perguntou se referindo aos seus maridos —

... Vai precisar de ajuda?

Rindo Nininha respondeu:

— Não, talvez, qualquer coisa te chamo pode deixar, você já tem

trabalho suficiente aí. Obrigada por tudo.

— Tudo bem, se eles quiserem comer ainda não guardei as panelas,

tá.

— Beleza.

— Filha?! — Chamou seu Silva antes de entrar — Você não poderia

ter me dado presente melhor e não é sobre a camisa que estou falando... Te


amo!

— Também te amo pai.

— Eu também te amo sogro.... Ooooo você mora no meu coração...

— Dizia Léo fazendo gestos exagerados.

— Só nas segundas, quartas e sextas, porque nas quintas, terças e

sábados ele mora no meu... Né sogrãooooo! Te amo também!

— Ah é! E eu?? No meu, ele só mora aos domingos?

— Claro que não querida, o domingo é meu né, porque vc intercala

com seu pai no coração deles. Deixem um pouquinho pra mim né. — Disse

Gracinha entrando na brincadeira e todos riram.

Com seus maridos e pais de seu filho devidamente tomados banho e

"jantados", Nininha enfim conseguiu com a ajuda de Gracinha fechar à casa e

guardar as panelas. Dane já dormia que nem pedra no canto da cama e Léo

ainda seguia Nininha pelos cantos da casa, muito mais irritante com suas

preocupações do que quando está sóbrio. Foi para o quarto, após dar boa

noite para Gracinha que sorria das gracinhas que Léo fazia.

— Pronto Leonardo, estamos no quarto, agora já pode ir se deitar.

— E quem disse que quero me deitar?

— Léo, tá de sacanagem né?

— Não, EU sou a sacanagem... — Falou ele safado deixando Nininha

levemente excitada.

— Pelo amor de Deus Léo, estamos todos exaustos é melhor dormir.

— Não precisa se preocupar meu amor, só quero sentir esse corpo que

me pertence e que está gerando o nosso filho. Estou tão excitado princesa,

vem cá.

E assim Léo puxou Nininha para seus abraços ainda de pé próximos a

cama. E ela veio dengosa, se fazendo de difícil, mas já dormente à espera do

prazer. Ele puxou a camisola que ela vestia sobre seus braços e cabeça se


deleitando com a visão dela apenas de calcinha. Seus seios redondos e

pesados com os bicos rosados estavam mais vívidos. Ele a beijou primeiro

ternamente e logo foi iniciando um fogo em seus lábios. Porém ele queria ir

devagar. Estava realmente muito, muito excitado, mas não queria atropelar

ela com seu querer, até porque agora eles não poderiam exagerar no sexo

como de costume. Seu corpo não era só deles era também templo de seu

filho. Desceu seus beijos pelo queixo dela, pescoço, colo, se perdeu por

minutos em seus seios e enfim, chegou ao seu ventre. Ajoelhou e ali ficou

hipnotizado com a aquela pequena saliência em sua barriga. Segurou em seus

quadris e encostou sua testa ali, levantou e com os lábios beijou como em

oração aquela barriga que carregava a nova razão de sua vida e não se

segurou, deixou que transbordasse pelos olhos o que sentia no coração.

Inebriada com a demonstração de afeto, ela levou suas mãos a cabeça

de Léo e acariciou dizendo:

— O que foi meu príncipe?

— Não sei amor, estou me sentindo como se fosse o dono do mundo,

invencível e ao mesmo tempo tão frágil quanto um cristal.

— Me sinto da mesma forma, e acredito que Dane também. Mas não

somos tão invencíveis assim e também nem tão frágeis. Somos a medida

certa para a missão de criar nosso filho. Ele foi feito para nós e nós para ele.

Levantando seu rosto Léo encontrou os olhos de seu amor

lacrimejantes, sem tirar as mãos de seus quadris se levantou e grudou seus

lábios trêmulos nos dela e assim iniciaram mais um beijo apaixonado. Com

cuidado ele foi a levando até a cama, a deitou e provando com a língua todo

seu corpo retirou sua calcinha. Se levantou e a olhando retirou seu calção e

voltou-se sobre o corpo dela.

Era visível para Nininha o cuidado que Léo estava tendo com ela, mas

tudo estava tão bom que ela preferiu nem comentar.


Léo com delicadeza se fez presente entre às pernas dela e foi se aprofundando

a cada movimento. Todo o tipo de sexo que faziam era maravilhoso. E esse

não poderia ser diferente. Nininha se sentia massageada por dentro e por fora.

Amada. Maravilhada. Venerada. Juntos os dois amantes seguiram o fluxo

inevitável do orgasmo. Se acomodaram melhor na cama. Nininha se

aconchegou nos braços pesados de Dane enquanto Léo acomodava em sua

mão aquela pequena saliência em seu ventre enquanto jazia sua cabeça na

curvatura entre seu ombro e pescoço.

Somos o que precisamos ser quando necessitamos ser. Somos fortes e

fracos; espertos e não tão espertos assim; alienados ou concentrados ; oito ou

oitenta... Somos tudo isso e muito mais porque simplesmente não podemos

deixar de ser nada. Vivemos sendo algo à cada minuto e o que somos,

depende do que vivemos no momento. Por isso é bom sermos maleáveis,

assim é muito mais fácil ser o que quiser. O que não podemos é ser covardes

e medrosos diante da vida.

O medo é inevitável diante a responsabilidade de ser pai, mãe. Mas a

felicidade é ainda maior. E nas vinte quatro horas do dia esses três se

limitavam a sofrer desse medo em pequenos momentos, quando não

conseguiam realmente mais se segurar. Mas esse trisal era forte o suficiente e

se apoiava um no outro para seguir em frente.

Na sexta foram ao cartório para assinar os papéis, aproveitaram e

foram resolver o plano de saúde novo de Nininha. Fizeram algumas compras

e por fim foram encontrar às meninas na casa de Bruna. Elas estavam

curiosíssimas para saber a notícia que Nininha tinha que não quis falar por

telefone e nem por mensagem, mesmo com toda insistência delas. Ao dizer

que estava esperando um filho a reação foi a esperada. Bruna reagiu dizendo:

— Agora fudeu, puta que pariu... Como assim... Tá eu sei como, mas

por quê? E o que eu me torno? Puta que pariu! Me torno tia. Vocês não


podiam fazer isso comigo... Sua vaca! Eu vou logo dizendo que esse fedelho

vai ter que me respeitar, eu serei a tia Vaca dele mais linda e maravilhosa.

Já Lary não teve palavras, diante da choradeira que fez ao receber a

notícia. As poucas que disse foram:

— Eu .... É... Nossa que felicidade... Um bebezinho ... Que lindo...

Parabéns!! Vamos ser tias Bruna!!

— É eu sei, puta que pariu! Vai ficar repetindo?

Dane e Léo zoavam as duas. E riam com a graça que sua Nininha

achava delas. Antes de irem embora combinaram delas subirem com eles, seu

Silva e Gracinha e comemorarem lá na casa deles. E o fim de semana seguiu

alegre e feliz. O sol se fez presente, então foi churrasco à beira da piscina o

tempo todo. Léo continuava vez ou outra enchendo Nininha com suas

preocupações loucas, coisa que Dane também fazia, mas de maneira bem

mais sutil. Na segunda de manhã seu Silva desceu trazendo às meninas. Foi

uma segunda de preguiça literalmente, porque Nininha acordou com seus

enjoos tradicionais e se sentindo pesada e ainda muito sonolenta. Dane dessa

vez não foi nada sutil em dizer que avisou para ela não exagerar nas misturas

que ela fazia no churrasco. E Léo já estava querendo arrasta-la para o

hospital. Só se conformaram quando Nininha por livre e espontânea pressão,

ligou para ginecologista para confirmar a consulta de terça e após explicar

que descobriu que estava grávida, pediu a ela encarecidamente que

acalmasse os dois ogros dizendo que era normal esse tipo de mal estar.

E foi só assim que ela conseguiu sossêgo. Porém sofreu às consequências à

noite, quando estava se sentindo bem melhor e cheia de vontade de ter eles,

eles fizeram de tudo para evita-la com medo dela se sentir mal.

Na manhã de terça seus hormônios estavam mais a flor da pele do que

nunca. Passou a noite meio em branco pensando se esses dois iam passar a

gravidez sem encostar nela toda vez que se sentisse mal. Tomou um café


emburrada, mesmo recebendo a atenção maravilhosa dos dois à sua volta.

Eles a serviam e mesmo à contra gosto enchiam-na de beijos

esporadicamente.

Até que Dane a puxou sobre seu colo e a beijou passando a mão pelo seu

corpo enquanto Léo guardava às coisas da mesa.

Mesmo emburrada e querendo não querer, ela queria, super queria. Vencida,

se deixou ir. Dane se apossou de seus seios e com seus dedos buscou espaço

entre às dobras que sua calcinha cobria.

Ele sabia que ela precisava relaxar um pouco, ele até poderia segurar o seu

desejo, mas não podia vê-la mal humorada.

Logo ela abriu um pouquinho mais às coxas sentindo as sensações que a mão

dele à trazia. Pelo canto dos olhos viu Léo se aproximar e puxar a cadeira

para bem próximo. Entregou uma de suas mãos para ele enquanto a outra

segurava no pescoço de Dane.

Rodeada dos dois conseguia se pôr quase pendurada nas pontas dos pés

seguindo às investidas indecentes de Dane com seu rebolado.

Beijou Dane na boca e sentiu a mão dele que estava em sua buceta subir e

acariciar seus seios, mas sua buceta não ficou muito tempo solitária, logo Léo

levou seus dedos e dedilhou o ponto saliente. Era muito quente e

elouquecedor ser masturbada em sua cozinha por seus maridos. Seu corpo já

dava sinais da erupção que viria. Cada vez mais eles revezavam as mãos e os

dedos em sua carnes úmidas. Léo dizia em seu ouvido o quanto ela

amanhecia cada dia mais linda e que estava doido para vê-la com um

barrigão. Que amava o sabor de sua boca e a temperatura de sua pele. Dane

repetia algumas dessas palavras e acrescentava outras mais: como mesmo

grávida continuava a safada de sempre; nossa esposa devassa e grávida; estou

adorando essa parte da sua explosão de hormônios.

Louca e querendo mais Nininha disse:


— Quero vocês, dentro de mim, vamos... Ahhhh vemm....

— Princesa, não dá, você tem consulta, vamos deixar para depois....

— Mas, mas... Depois vocês vão me enrolar...

— Não vamos pensar nisso amor, se concentra no agora. Goze pra

gente, vai.

— Owoowhhooooo…

Como se Dane tivesse apertado um botão Nininha liberou todo aquele

prazer acumulado e relaxou.

Mais tarde seguiram viagem para o Rio e foram direto para a consulta

marcada. O caminho foi tranquilo. Léo veio dirigindo e eles conversavam

coisas do dia a dia. Decidiram ir em uma loja de material de construção e

encomendar algumas coisas para o atelier e a jacuzzi. Ao se aproximarem da

clínica o clima ficou meio tenso, mas eles não sabiam o porquê, poderia ser

talvez aquele medo desse mundo novo que de vez enquando vinha os

perturbar. Ainda mais na primeira consulta na qual eles poderiam, de acordo

com seu Silva, escutar os batimentos do bebê.

Nininha não se eximiu de entrar de mãos dadas com os dois. Algumas

pessoas esticaram os olhos, mas não perderam muito seu tempo. Nem ela.

Informaram na recepção a consulta que tinham e foram direcionados para o

andar indicado.

Chegando lá uma nova recepção, foi lhes dito que ela seria logo atendida.

Uns quinze minutos depois seu nome foi chamado e os três seguiram para o

consultório indicado.

— Olá Paulina, então temos novidades?

— Sim doutora, e que novidade! Bom, esses são Daniel e Leonardo,

eram meus namorados da última vez que estive aqui, mas agora são meus

maridos.

— Olha que alegria, vocês casaram?! Que bom, mas me permita,


quero saber de todos os detalhes, histórias como à sua são difíceis de se ver.

Prazer, Daniel, Leonardo eu sou a Dra. Thereza. Então, quer dizer que a

injeção nos pregou uma peça?

Léo e Dane cumprimentaram a doutora, mas estavam tão ansiosos

para sabe-se lá o quê, que não estavam tão a vontade. Ficaram bem quietos

enquanto elas conversavam.

— Pois é doutora, e agora estamos aqui como se acabássemos de

pular de paraquedas. Estamos ansiosos, confusos, nervosos, mas acima de

tudo muito, muito felizes.

— Com toda certeza. — Concordou Dane.

— Sem sombra de dúvidas. — Afirmou Léo.

A doutora ficava encantada com tamanha harmonia, fora que à beleza

deles a impressionava. Após olhar para os exames feitos por Nininha na

semana passada em que foi confirmada a gravidez, pediu para que ela

colocasse o avental que a examinaria e faria um ultra-som. Igual a dois pau

de tarados, Dane e Léo se mantinham quietos num canto do consultório

observando a médica tocar e examinar sua esposa. Elas falavam uma coisa ou

outra, mas eles não entendiam nada.

Até que a médica ficou em dúvida de qual exame faria, se seria uma trans

vaginal ou um ultra-som mesmo.

— Algum problema doutora, se houver pode falar, nós queremos

saber de tudo... — Disse Léo de supetão.

— Por que vocês sempre esperam o pior? Relaxem meninos. Está

tudo ok até agora, só estou indecisa do exame que fazer. Acho a trans muito

invasiva, mas seria mais precisa com uma gravidez em tão pouco tempo. Mas

a ultra funciona bem também.

— Então faz a ultra, para não "invadir" ela. — Falou Dane meio sem

saber o que dizia.


— Vocês querem deixar a médica trabalhar? — Retrucou Nininha.

— Pode deixar Paulina, já estou acostumada, quer dizer, não com dois

pais ao mesmo tempo, mas saberei lidar, há sempre uma primeira vez em

tudo. Então quem está preparado para ver seu bebê?

O tempo parou, os três se olharam.

— Vai dar para vê-lo doutora? — Foi Nininha que perguntou.

— Bom Paulina, o feto ainda é muito pequeno e a imagem parece

mais um borrão, mas sim, vai dar para ter uma ideia de tamanho entre outras

coisas e o melhor, pode ser que consigamos ouvir o coração.

O rosto de Nininha e Dane já se transformava, enquanto Léo ainda

tinha dúvida.

— Vai dar para confirmar que é menino doutora?

— Bem, hoje provavelmente não, mas algumas semanas para frente

talvez, isso se ela ou ele forem bem exibidos. Vamos lá, prepada?

— Sim. – Dane e Léo que responderam deixando Nininha e a doutora

sorridentes.

Na sala mais escura, Nininha sentiu a médica despejar sobre sua

barriga um líquido ou creme gelado, e o espalhou. Pediu que os meninos se

posicionassem atrás dela para que vissem a imagem na tela. Então com um

objeto como aqueles que usam nas caixas de supermercados para passar às

compras, foi deslizando para lá e para cá sobre sua barriga. Os três estavam

atentos a imagem borrada na tela.

Alguns minutos de silêncio depois, a médica começa a balbuciar com

ela mesma, deixando os três ainda mais nervosos.

— ... Calma aí... Calminha... Ahã ai tá você! Ops! Ou seria, aí estão

vocês?!?

— Estamos aqui doutora, atrás da senhora. — Falou Léo em resposta

ao que ela dizia.


— Não querido, não é sobre vocês dois pais que estou falando. É

sobre os bebês que vocês estão esperando.

— O QUÊ!!?!?!?!?! — Gritou Nininha se levantando um pouco da

maca olhando para doutora assustada.

— Querida, deita direitinho.

— A senhora não pode estar falando sério, eu não vejo nem um,

quanto mais dois. Isso é impossível! — Dizia Dane confuso.

— Bom, eu do alto da minha experiência profissional de mais de 18

anos posso afirmar que são dois fetos, dentro de uma mesma bolsa, o que os

fazem gêmeos idênticos... Parabéns! Vou aumentar o som para vocês

escutarem a escola de samba tocando na barriga da mamãe.

E quando a doutora aumentou o volume, o silêncio foi quebrando ao

som de batidas ritimadas uma por cima da outra e foi enchendo o ambiente,

segundos depois outro som bem mais forte foi ouvido. Uma gargalhada, sim

uma gargalhada. Léo estava extremamente extasiado com a oportunidade de

ser pai de gêmeos, de ser pai de dois meninos. Seu nervosismo e surpresa que

até agora o manteve em choque, se transformou em gargalhadas loucas

infindáveis. Dane o olhava sem entender e preocupado, ao mesmo tempo que

lidava com a melhor e maior sensação do mundo que era escutar o som que

seu bebezinho fazia. Tentava entender que não era só um e sim dois.

Ele não sabia como expressar tamanho orgulho em saber que seriam pais de

duas crianças ao mesmo tempo. Ficou ali parado sendo abraçado por Léo

saltitante. A doutora olhava para eles assustada. E até perguntou se estavam

bem, se queriam água.

Da maca, Nininha só assistia atrás da imensidão do oceano que se instalava

em seus olhos, a alegria vibrante de seus maridos.

— Hum, o que será isso?... — Dizia em voz baixa a médica, que

apesar da histeria de Léo, continuava compenetrada no exame. — ... Droga,


com a ultra não vou conseguir ver... Paulina querida, vou precisar realmente

fazer uma trans em você, só para avaliar uma dúvida que não estou

conseguindo identificar através dessa ultra, ok?

— O que foi doutora? — Perguntou Dane logo chamando a atenção

de Léo também.

— Vamos fazer a transvaginal só para ter certeza se o que vejo na

ultra está certo. É bem simples. Pelo que vi até aqui está tudo dentro dos

conformes.

— Está tudo bem doutora, com meus bebês? — Perguntou Nininha

também preocupada.

— Calma querida, só vamos vê-los por outro ângulo, bem mais

próximo. E depois conversamos. Tudo bem?

— Tá legal.

Notando que sua esposa ficou ainda mais tensa, Dane foi para o outro

lado da maca, perto dela e segurou sua mão, sem dizer nada, apenas

demonstrando que ele estava ali com ela. Como não havia muito espaço Léo

não tinha como estar muito perto dela, permaneceu atrás da doutora, mas

disse olhando para sua esposa:

— Eu sei o que você está sentindo, nos sentimos o mesmo, mas

temos um ao outro, tenta ficar calma.

Pegando um novo instrumento e colocando uma camisinha, a doutora

seguia o curso normal do procedimento deixando os meninos assustados.

Quando viram ela jogar algo que parecia um lubrificante por cima do objeto

vestido de camisinha eles perceberam o que ia acontecer.

— A senhora vai enfiar isso nela?! — Perguntou Léo espantado.

— Léo... Por favor, fica calado! — Pedia Nininha.

— Pode deixar Paulina, eu explico. Os homens sempre tem esse tipo

de reação. Isso a que você se refere Leonardo é uma sonda, que introduzida


na cavidade vaginal me possibilita uma melhor visualização para avaliar com

mais detalhes o embrião, estimar o tempo da gestação entre outras coisas...

Então Paulina pronta?

— Uhum!

— E vocês dois? — A médica se virou para cada um perguntando

num tom de humor.

— Sim... Se não for para introduzir isso em mim, estamos prontos

sim... – Léo disse meio tenso.

— Léo seu idiota. Descupa, doutora… Estamos, temos que estar. —

Dane disse.

A médica foi introduzido com delicadeza a sonda, e analisava a

imagem ao mesmo tempo como se procurasse alguma coisa. Era óbvio o

desconforto de Nininha e também dos meninos, mas todos estavam muito

mais preocupados com seus bebês.

Dane apertava tanto a mão de Nininha, que parecia que era apenas sustentado

por ela. Ela não reclamava desse aperto, era bom, a fazia se sentir mais

segura. Ainda mais quando a doutora ia falando sobre o que via. Seu coração

foi se acalmando mais ao olhar o rosto de Léo prestando atenção na tela e

avaliando cada coisa que escutava. Seus olhos iam de surpresa a paixão,

sorria não só pelos lábios mas pelas íris também.

Isso emocionava Nininha e ela não conseguia segurar às lágrimas.

— Olha aí vocês dois, como o coração de vocês é forte... Hum...

Olhem só mamãe e papais, esse aqui é o mais comprido e esse o mais

baixinho. Mas tudo pode mudar durante a gravidez. Muito bem.... Muito

bem... Vejamos aqui...

— Eu, eu tô vendo... Ali, nosso filho, nonossoss filhos, tá vendo

Dane?

— Onde? Só vejo algo pulsante.


— Isso pulsante são os corações de seus filhos Daniel. — Explicou a

doutora.

— Aí meu Deus, tão pequenininhos. Tão frágeis. Como nós vamos

fazer para eles crescerem e ficarem mais fortes? — Dizia Dane quase

suplicando.

— Vocês já os fizeram, agora tem que deixar o curso normal da

criação. É claro que Paulina deverá tomar vitaminas, se alimentar

adequadamente e... Ei, o quê... Não pode ser!!!! — A doutora respondia para

Dane, quando ela observou melhor algo que apareceu de relance na ultra e

que agora se mostrava em sua totalidade. Algo que nunca havia visto em

todos os anos de sua profissão. Sabia que era possível, já leu sobre alguns

relatos, mas nunca presenciou nada parecido. Não disse mais nada porque

não queria dar um diagnóstico errado. Preferiu chamar um colega obstetra

para confirmar suas suspeitas e aí sim, ser mais precisa.

Enquanto isso mais uma vez a emoção do momento foi diminuída

pelo receio de algo estar errado. Dane, Léo e sua esposa não entendiam o

porquê a doutora pausou sua fala e dizia coisas que eles não entendiam.

Novamente o medo os tomou, Dane já não se aguentava mais. Nunca

imaginou ser bombardiado por tantas notícias boas com peso emocional tão

grande que lhe mantinha nas pontas dos pés. Léo também se sentia assim. Os

três observavam os movimentos da médica e viram ela chamar por telefone

alguém que não sabiam quem era.

— Quem a senhora chamou doutora e por quê? — Questionou Dane

apreensivo.

— Apenas um colega, papai, para me ajudar na conclusão do que

vejo. Tente se acalmar.

— Mas o que vê?

— É, o que vê, além dos bebês? — Perguntou Léo em seguida a


pergunta de Nininha.

— Papais e mamãe, por favor, peço que vocês esperem só um

pouquinho e... — Enquanto a médica tentava acalmar os afoitos, foi cortada

por batidas na porta, logo entra um homem bem alto com cabelos grisalhos

também de jaleco.

— Com linçenca doutora Thereza, me chamou?

— Oh, sim, não poderia ser em melhor hora Dr. Carlos. Bem, já não

sabia mais como acalmar esses pais e mamãe.

— Você disse pais, no plural?

— Sim ela disse... — Cortou Dane sisudo à conversa paralela dos dois

e aproveitou para puxar mais o lençol sobre às pernas de Nininha, mesmo que

da posição em que o doutor estava, não dava para ver a nudez dela. E ainda

disse mais... — Somos nós dois, casados com ela, portanto os pais da

criança, quer dizer crianças... E já que matou sua curiosidade podemos voltar

ao exame, por favor doutora.

O doutor Carlos entendeu tudo o que Dane disse e ainda mais o que

havia nas entre linhas. Todo profissional após cumprimenta-los, voltou-se

para a colega e se informou no que ele poderia ajudar. Os dois médicos

iniciaram uma conversa não tão científica, mas os três aflitos não conseguiam

entender muito bem. Eles observavam calados os dois analisando a tela,

apontando um borrão aqui outro ali e trocando umas palavras. Léo desistiu de

tentar entender o que eles diziam, enquanto Dane se concentrou em Nininha

que estava ficando um pouco incomodada com tanto que a doutora mechia

com aquela sonda dentro dela. Léo passou a olhar apenas aquelas duas

pequenas estruturas pulsantes e com isso seus pensamentos iam longe. Até

que em um movimento que ele notou a médica fazer, Léo observou algo

diferente do que estava vendo até agora e no susto apontando na tela disse:

— Por que tem três estruturas pulsantes agora?


Todos olharam para ele. Inclusive os doutores. Doutora Thereza olhou

para seu colega e disse:

— Estamos mesmo diante de algo tão raro não é mesmo?

Antes de Dr. Carlos responder, Dane disse:

— Como assim raro?

A médica sorriu para o colega que deu sua resposta com uma

afirmativa de cabeça, depois ela olhou para cada um deles e para Nininha.

Voltou-se para imagem de novo e começou a explicar:

— Meus queridos, como já havia lhes dito, aqui estão seus dois

bebezinhos, estão vendo, pela idade gestacional está tudo dentro das

expectativas.

Os três olhavam fascinados às formas ainda nem tão distintas

daqueles pequeninos. Mas aí, a médica levou a atenção deles para um outro

lugar na tela onde havia uma pequena manchinha pulsante e disse:

— E bem aqui, pequenininho, está o terceiro bebezinho. Então posso

afirmar, com o auxílio de Dr. Carlos, que vocês serão pais de três bebês e não

apenas de dois. Esse é um caso raríssimo, pois este pequenino é mais novo

que seus irmãos, ou seja, foi concebido quando seus irmãos já estavam lá, e

digo mais, diante do relacionamento de vocês não duvido nada que possa ter

havido uma superfecundação heteropaternal. Mas isso é assunto para

falarmos mais para frente, agora precisamos conversar sobre o pré natal que

terá que ser um pouco mais rigoroso e ....

Um barulho veio do nada enquanto a doutora falava sobre a nova

grande surpresa para o trisal. Todos assustados olharam Dane caindo no chão

do outro lado da sala feito madeira.

— Dane?!? — Gritou Nininha com os olhos arregalados, sem poder

se mexer por ainda ter a sonda dentro dela.

Rapidamente Dr. Carlos correu para socorrer Dane, enquanto Dra.


Thereza retirava com cuidado a sonda de Nininha e buscou chamar auxílio no

telefone. Após falar com o posto de enfermagem levantou da cadeira para

ajudar também, encontrou Léo olhando ainda hipnotizado para imagem

enquanto Nininha se levantava e chamava pelo nome de Dane.

— Leonardo, o senhor não vai me desmaiar aqui também né, por

favor, senta aqui... — Dizia a doutora preocupada, tentando o fazer sentar em

sua cadeira. Ao mesmo tempo viu que Dane aos poucos voltava ao normal

ainda auxiliado pelo seu colega e sua esposa. A coitada da médica não estava

preparada para o que lhe aconteceria.

Léo saiu do estado hipnótico para o eufórico como em uma queda

livre onde a adrenalina vai à mil em segundos.

Ele agarrou Dra. Thereza pela cintura e a girou no ar, empurrando a cadeira

para o lado dizendo efusivamente:

— Desmaiar?!?! Nãoooo.... Quero gritar, pular, uivar de tanta

felicidade.... Meu Deus... Isso é mais que uma surpresa isso é um milagre,

nossos pequenos milagres... — Nesse momento ele a pôs no chão ao mesmo

tempo que entravam um enfermeiro e uma enfermeira, e começando a chorar

olhando pra a tela, continuou falando. — ... Isso... É... Um sonho, que sorte

a nossa ser pais de trigêmeos???!? Numa tacada só... Deus ... Agora só vão

faltar quatro para completar pelo menos um pequeno time de futebol. Amor

eu te amo tanto!! Levanta logo daí Daniel deixa de ser fracote e vem aqui

comemorar comigo o quanto nós somos foda!!

Empolgado Léo foi até Dane lhe deu a mão ajudando ele a se

sustentar sobre suas póropias pernas, pois ele ainda parecia meio aéreo. Eles

se abraçaram e choraram juntos. Menos preocupada por ver Dane se

levantando, Nininha sentou novamente na cama e olhava encantada para os

pais de seus filhos emocionados. Doutora Thereza dispensou os enfermeiros,

pois já não havia mais necessidade deles ali, e a sala estava cheia demais,


olha que às crianças nem corriam por ali ainda. Doutor Carlos verificou se

Nininha estava bem e constatando que agora passou o susto e era só emoção,

lhe deu parabéns pela grande notícia e lhe explicou que provavelmente iria

acompanhar junto com Dra. Thereza sua gestação. A médica olhava para os

dois amigos e pais que ainda trocavam amabilidades e se emocionava

também, deu tempo para eles se acalmarem um pouco antes de falarem sobre

pré natal, riscos da gravidez e outras informações necessárias.

— Léo, são três crianças você ouviu isso? Não é um bebê, nem dois...

São três. — Dizia Dane abismado segurando com as mãos o rosto do amigo.

— Sim, brother ouvi, e não é maravilhoso??

— Sim, é cara... Mas são três!?!? Três!!!

— Porra brother, o quê que tem, agora falta menos para um time de

futebol. Relaxa cara "tamu" junto, isso vai ser tranquilo pra gente.

— Só pra vocês mesmo, porque euzinha aqui que vou carregar por

vários meses e pior, colocar pra fora essas três crianças. Não uma, nem duas e

sim três crianças. Ficarei mais gorda do que previa, fora toda a preocupação

que será sempre tripla. E Leonardo se eu ouvir você falar em time de futebol

de novo, eu mato você. Meu Deus!!! Meu Deus!!! Como eu posso estar tão

feliz e tão apavorada ao mesmo tempo? — Soltou Nininha irritada. Mesmo

emocionada em ver seus maridos, Nininha foi pensando em várias coisas em

relação a gravidez e um tsunami a atingiu com vários pensamentos bons e

ruins ao mesmo tempo. Nunca havia se sentindo tão confusa. Já amava seus

três filhos, mas estava completamente assustada também.

Ao desabafo de sua esposa, Dane e Léo foram até ela e a abraçaram

juntos. Cada um a beijou ternamente, mostrando seu apoio.

Então Dane falou:

— Desculpa amor, fui um fraco, não consegui receber a notícia que

teremos três filhos, sei lá… Meu corpo de repente desligou e eu só lembro de


três crianças rindo pulando em cima de mim até que vi o doutor. Estamos

nessa juntos, até no medo, e é juntos que vamos conseguir, nós três. Eu te

amo meu amor, tanto. Obrigada por me fazer o homem mais feliz do mundo!

— O segundo homem você quer dizer! — Se intrometeu Léo.

— Tá, digamos que seja um empate. — Respondeu Dane sorridente.

— É justo! — Complementou Léo e disse mais, tomando agora a

atenção de sua esposa. — Princesa isso tudo é muito louco eu sei, mas o que

não é quando se trata de nós? Eu tô com medo também, mas a felicidade me

arrebata e de nós três sou o mais tranquilo em se deixar levar por ela. Então

meu amor e Dane meu irmão, vamos deixar o amor nos levar, porque já

vimos que não temos controle nenhum sobre nada. Eu amo vocês! Eu tô

muito, muito feliz.

Nininha deixou rolar mais uma lágrima, sentiu todo o carinho que

seus maridos tentaram lhe passar, mesmo diante do nervosismo específico de

cada um. Sabia que seria difícil, mas também sabia que com eles, seu pai e

suas amigas às coisas seriam mais amenas.

— Acho que três é meu número de sorte. — Disse ela acariciando

cada rosto que a rodeava.

— Você que é nossa sorte. — Retribuiu Dane.

— Gosto do número três, não posso negar, mas ainda sonho com mais

quatro. — Disse Léo com os olhos fechados como se estivesse nas nuvens.

— Leonardo, até eu ter essas crianças eu mato você, eu juro! Dane,

acho melhor você dar um jeito no seu "mano" ou nossos filhos serão órfãos

de um pai. — Vociferou Nininha fazendo Léo voltar a realidade

demonstrando que não estava nem aí com o que dizia. Bufando ela se

levantou, ajeitou o avental e foi no banheiro se trocar dizendo:

— Doutora vou me trocar, e depois quero conversar, a senhora deve

imaginar o tanto de perguntas que nós temos a fazer e acredito que uma


gravidez assim é um milagre, mas deve ter seus riscos e quero saber tudo,

tudinho.

— Sim Paulina, eu e o doutor Carlos estávamos aqui falando que sua

gestação terá que ser acompanhada por pelo menos dois obstetras e

decidimos que seremos nós mesmos. E realmente há muito que conversar,

pode se trocar e agora que estão todos mais calmos, explicaremos melhor

para vocês.

Os meninos observaram sua esposa seguir para o banheiro juntos,

depois que ela saiu Dane se dirigiu aos doutores e perguntou:

— Ela disse riscos, há riscos?

— Sim Daniel, há. Como a Dra Thereza disse antes, este último bebê

foi concebido após a primeira concepção dos gêmeos. Portanto é menor e

precisará de mais tempo para se criar, ficar maduro. É raro uma mulher ter

dois óvulos fecundados, mas acontece. Já lemos histórias como está em

revistas científicas como também em noticiário de TV.

— E o que temos que fazer para não haver riscos. Ela vai se internar

hoje e só sairá quando eles nascerem, né?

— Léo pelo amor de Deus, para de dizer asneiras... — Quase gritou

Nininha ao sair do banheiro e escutar o que Léo tinha acabado de dizer.

Os doutores riram contidos com a cara que Léo fez. Então

Dra.Thereza disse:

— Bem Leonardo, a princípio tudo está normalizado. Mas de agora

em diante teremos que ter atenção redobrada durante a gestação. Nininha é

jovem e saudável e isso já é meio caminho andado, mas uma dieta adequada,

dia a dia tranquilo, vitaminas e o controle da pressão e do açúcar, serão

necessários até o fim. Vamos fazer de tudo para que ela não precise vir a se

internar, e levar a gestação o mais longe possível, mas se acharmos

necessário será feito. Papais, só se for realmente necessário. Repouso é


fundamental, mas se tudo estiver correndo bem ela pode, e deve, fazer algum

exercício de baixa intensidade como uma hidroginástica para grávidas. Fora

todos os cuidados que ela terá de nós, e nós não mediremos esforços para

isso, temos que confiar e seguir o fluxo da criação.

— Eu estou meio enjoado, acho que agora eu aceito aquela água, por

favor, doutora. — Falou Léo se sentando na cadeira e puxando Nininha para

seu colo. Dane automaticamente se pôs ao lado deles.

E foi assim que passaram um tempo escutando e tentando tirar todas

às dúvidas sobre o milagre que acontecia em suas vidas. E a todo momento

cada um deles apesar de compenetrados no que os médicos diziam, ainda

escutavam quase inconscientemente o barulhinho dos corações pulsantes que

ficou marcado em suas memórias. Mais tarde uma enfermeira colheu sangue

de Nininha e fez outros exames e a doutora prescreveu as vitaminas e os

cuidados que ela iria ter que tomar.

— Após o resultado desses exames Paulina, avaliaremos se será

necessário algum outro mais específico, no mas é só isso, nos vemos daqui a

sete dias. Parabéns aos três!! – Os parabenizou Dr. Carlos.

— Mas doutor, e o sexo dos bebês? — Perguntou ela.

— Poderia até ter sido visto hoje, pelo menos nos dois maiores, mas

não foi possível. Daqui a duas ou mais semanas provavelmente pode ser. Mas

vou logo avisando, eles são três em um espaço pequeno então pode ser que

não se mostrem tanto, pelo menos não tão cedo.

— Tenho certeza que serão três meninos, sinto isso. — Disse Léo

com sorriso de orelha a orelha.

— É possível. — Respondeu a doutora.

— Mas podem ser três meninas também, uê! — Falou Nininha bicuda

observando Léo revirando os olhos.

— É possível também. — Respondeu o doutor.


— Gente, é sério que vocês estão questionando isso, quando ainda há

a possibilidade de serem dois meninos e uma menina, ou duas meninas e um

menino. E isso sim seria fantástico. – Articulou Dane.

— Também é possível, não dá para ter certeza de nada. E papais,

acredito que isso seja o menos importante diante da grandiosidade desta

gestação, não é mesmo. — Falou a doutora novamente sorrindo.

— Sim é claro. — Diziam Dane e Nininha automaticamente, seguido

de um Léo agora mais pensativo.

Os últimos quinze dias foram carregados de emoções. Muitas

surpresas, muita troca de carinho e a certeza de que todos estavam no lugar

que foi feito para eles, um ao lado do outro. Era a segunda vez que saiam de

um hospital juntos e mais uma vez saiam mais completos do que entraram.

Por mais que o medo dos riscos que uma gravidez como esta podiam trazer,

eles se firmavam na força do amor que os envolviam e cada um à sua maneira

emanava essa energia até seus bebês. E que fosse como Deus quisesse, pois

tudo o que ele quis até aqui foi perfeito.

No carro, ao lado de Léo que dirigia, e recebendo um cafuné de Dane

que estava atrás dela, Nininha olhava para às ruas em que passavam e nada

atraia sua atenção, pois de seus olhos não sumia a imagem, mesmo não tão

nítidas de seus bebês, e nem o som celestial de seus pequeninos corações

batendo fortes e firmes. Daqui para frente seu próprio coração bateria não

mais por três, sim por seis. Não era muito boa em matemática, mas estava

multiplicando muito bem.

— E aí amores da minha vida, precisamos arrumar um novo jeitinho

de contar ao seu Silva.

— Meu Deus! Meu sogro dessa vez morre do coração. — Expressou

Dane.

— Acho melhor não fazer tanta surpresa, pode ser muito para ele. Vê


Dane, quase que bateu a cassuleta. — Falou Léo

implicante.

— Me respeite, gazela, agora serei pai!

— Seu velho!

— Parem, papais. Quanto ao meu pai, é verdade, vamos apenas

chegar e falar, simples assim.

E desse jeito foi feito. O trisal mais radiante do que nunca, foram

recebidos pelo seu Silva ainda na garagem. Ele os levou para dentro de casa

muito entusiasmado para saber notícias do seu neto. Dane tinha ido direto na

geladeira e pegou uma cerveja, voltou para sala e se jogou no sofá

emocionalmente exausto. Léo parecia uma bola de ping pong, Gracinha bem

parecida com Léo. Seu Silva estava ansioso, achava que diriam sobre o sexo

do seu neto. Não sabia o que lhe esperava e foi novamente ali na sala que lhe

deram mais uma boa nova.

— Então qual dos três vai falar, digam logo, estou que não me

aguento. — Falava ele esticando sua camisa preferida.

— Pois então meu sogro, acho melhor o senhor sentar aqui do meu

lado, tome aqui um gole de minha cerveja e desacelere seu coração, porque

grandes emoções estão por vir. Eu mesmo não aguentei.

— Por Deus Daniel, o que está acontecendo, querem me matar de vez.

— Merda Dane, está assustando meu pai. — Reclamou Nininha e

tentou acalmar seu Silva. — Calma pai, não é nada ruim só surpreendente e

inesperado.

Sentado ao lado de Dane no sofá, seu Silva tomou a latinha da mão do

genro deu uma golada e disse:

— Mais surpreendente do que tudo o que vem acontecendo esses

últimos meses? Dúvido. Andem, falem logo, já mostrei ser forte o suficiente.

— Sogrão você vai ser vovô!!! — Disse Léo sorridente.


— Esta já é uma notícia velha, veja meu uniforme.

— Sim sabemos pai, mas é que agora... O senhor não terá apenas uma

criança perambulando pela casa.

Seu Silva olhava para sua filha e não entendia o que ela dizia, mas

permaneceu calado assim como Dane e Gracinha.

— É meu sogro, não será só um e sim três.

Novamente seu Silva sentiu todos os olhares em sua direção e

novamente ele não entendia o que queriam dizer.

Aos poucos foi repassando o que eles haviam dito e a palavra Três se repetiu

em sua mente. E num passe de mágica ele se ligou.

— Não é possível... Tretretrês.... Nenenetos... Aí, na sua barriga ...

Agora, estão aí... Vocês só podem estar me gozando...

— Oh Silvinha, é claro que eles não estão. Oh, meu Deus! Mas que

surpresa maravilhosa meus queridos. — Se adiantou Gracinha e foi abraçar

Nininha que novamente voltou a se emocionar.

Dane se levantou e recebeu os cumprimentos de Gracinha assim que

ela terminou com Léo. Seu Silva permaneceu ali sentado ainda abismado.

— Pai, papai, eu sei que vai ser complicado, mas não foi uma opção e

...

— Foi um presente, claro que não foi opção. Não estou passando mal

e nem assustado, estou apenas humildemente fazendo uma oração aos céus

para agradecer a dádiva que nossa família está recebendo. Deus é sempre

muito bom, mesmo escrevendo por linhas tortas. Estou feliz triplamente. Isso

é sensacional. — Seu Silva muito centrado proferiu essas palavras e logo

depois se levantou para dar um abraço em sua filha e seus genros. Recebeu

também um grande abraço cúmplice de sua Gracinha, porém melhor do que

tudo isso, se ajoelhou à frente de sua pequena e deu três beijos em seu ventre

já transmitindo aos seus netinhos todo o amor de avô que eles teriam aqui


fora.

Todos já tinham muitos motivos para novos brindes. Durante o

almoço o trisal explicou tudo o que a médica disse sobre a gravidez. Seu

Silva escutava atentamente, até que lembrou de um pequeno detalhe.

— Entendi tudo o que disseram, mas e aí, não deu para ver se são

meninos ou meninas, ou meninos e menina, ou meninas e menino. Que

confuso, são tantas possibilidades.

Foi Dane que respondeu:

— Dessa vez ainda não, talvez na próxima. Os médicos disseram que

é assim mesmo.

Mastigando um pedaço de batata, Léo falou:

— Não se preocupe sogrão, esses serão os primeiros três integrantes

do nosso time de futebol.

Sua esposa o fulminou com o olhar, Dane e Gracinha sorriam. Seu

Silva sorridente também concluiu:

— Bom, também agora eu já não espero mais a notícia em casa.

Acompanharei vocês nas próximas consultas e desse jeito saberei assim que

terminarem o exame, nem que seja no estacionamento do hospital. Chega de

surpresas daqui para frente.

Todos davam risadas da persistência de seu Silva em dizer que iria

acompanha-los nas consultas. Horas mais tarde Bruna e Lary chegaram e a

algazarra foi completa. Todos estavam muito felizes com às crianças que

estavam por vir, mas também preocupados. Entre piadas, conversas, contos

de um e de outro, a noite foi chegando. Nininha estava deitada no sofá com a

cabeça no colo de Lary e os pés em Léo. Gracinha estava sentada ao lado de

seu pai. Eles assistiam Bruna em pé contando uma de suas histórias hilárias.

Todos riam e compartilhavam esse momento feliz e agradável. Dane também,

mas não conseguia tirar os olhos de sua menina sentado do outro lado da sala.


Que mulher incrível ele tinha, linda, fogosa, amável. Sentiu um aperto no

coração ao pensar no quão frágil ela era e carregava três filhos em seu ventre.

Dane sentia medo por ela e por seus bebês. Nininha encontrou seus olhos

azuis e fixou os seus, com eles observou a confusão em sua cabeça. Mas ali

não era hora para conversar. Simplesmente levantou deu um beijo nos lábios

de Léo e foi até a poltrona onde Dane estava, se acomodou em seu colo e foi

recebida com carinho.

Lhe beijou a boca e disse baixinho em seu ouvido:

— Eu te amo, e vocês me fazem a mulher mais feliz a cada dia.

Vamos conseguir.

Ele sorriu devolveu o beijo e a abraçou apertado. Era tão bom quando

ela estava assim em seus braços ou nos de Léo. Assim ele tinha certeza de

que estava protegida, o mundo poderia cair, mas eles seriam o teto para ela.

Ele ficou ali cheirando seus cabelos. De longe Léo os olhava e via o quanto

seu amigo estava mais assustado do que ele e o quanto precisava das carícias

de sua princesa.

— Então gente o melhor mesmo é fazermos um bolão, o que vocês

acham? — Falava Bruna.

— Sobre o que mesmo? — Perguntou Dane.

— Onde você estava Dane? Estamos falando aqui sobre o sexo de

meus sobrinhos. — Explicou Lary.

Dando uma gargalhada e sentando no sofá, Bruna disse:

— Com certeza já pensava na quantidade de fralda que vão ter que

comprar.

Nininha riu no pescoço de Dane e falava baixinho:

— É mesmo, vocês vão ter que trabalhar dobrado.

E ele respondeu:

— Tudo e qualquer coisa por você e nossos bebês.


— Comecemos o bolão, é claro que eu aposto que são três meninos.

— Disse Léo.

— Ooohhh se você não tivesse falado não saberíamos… — Soltou

debochada Nininha.

Os momentos seguintes foram de pequenas discussões sobre o bolão

em que cada um apostava em um desfecho diferente para os sexos dos bebês.

Que passou a ser o assunto principal dessa família em fase de crescimento. A

única pergunta que faziam era:

— Qual será os sexos dos bebês?


Capítulo 53: SST.

O peso da responsabilidade caia sobre Dane de maneira nada

positiva. Dane nunca quis amar porque não queria lidar com possíveis perdas.

Mas ao conhecer Paulina e ser atropelado por um amor avassalador sem

precedentes, não teve como fugir. Vivia um sonho com uma mulher especial

e compartilhava esse amor com seu melhor amigo, mais que isso, seu irmão

de vidas. Mas, nem todo esse companheirismo e certeza de que sempre teria o

apoio deles não conseguia fazê-lo desvencilhar do medo horrendo que sentia

a cada dia que via a barriga de sua menina, agora mulher, crescer. Às vezes,

doía o amor que sentia ao vê-la linda e redonda na piscina ao lado de Léo.

Era um amor tão grande. Eles eram tudo para Dane, se algo acontecesse a

qualquer um, ele sentia que morreria. E agora era mais três para amar e

cuidar. Não sabia se conseguiria ser o que eles precisam. Ao mesmo tempo

ele já estava tomado de um amor tão forte, que sabia que faria de tudo para

ser. Estava confuso, receioso. Durante as semanas seguintes da gravidez,

Dane esteve um pouco aéreo. Todas as consultas eram um martírio, pois


pensava em milhares de possibilidades diferentes que pudesse dar errado.

Que essa bolha de felicidade pudesse sofrer um golpe e estourar. Haviam dias

maravilhosos em que tudo parecia ir às mil maravilhas, e os planejamentos

para a nova vida com as três crianças o deixava mais relaxado. Porém nos

dias em que sua esposa estava com algum mal estar, todo o medo e angústia

voltavam. Dane nunca foi muito bom com sentimentos, mas sempre teve Léo

ao seu lado e agora ele também estava ali, se agarrava à isso. Se pôs a

construir o ateliê para sua esposa e assim ocupar a cabeça. Seu amigo lhe

ajudava sempre. Para a jacuzzi que ela tanto queria, encontram uma empresa

que a fez a custo pequeno, ela adorava passar seu tempo nela. Ainda mais

quando eles estavam juntos.

Embora estivesse confuso, medroso Dane fazia de tudo para que sua

esposa não percebesse e a tratava da melhor maneira possível. Teve uma

conversa com Léo, sobre ele relaxar em relação a gravidez e tudo o mais,

porém Léo era terrível, não adiantou muito. Todo dia era uma pequena

discussão, até porque Léo queria se possível, carregar Nininha no colo o

tempo todo só para ela não se esforçar.

As condições físicas de Nininha estavam ótimas, dizia a doutora.

Todos os exames saiam dentro do que se era esperado, cada ida ao ultrassom

era um espetáculo. Eles começaram a identificar melhor seus bebês na

imagem. Sempre iam preparados com lenços para a choradeira de sempre.


Seu Silva chegou a ir, como prometido, à algumas consultas, mas não tiveram

sorte. Os bebês não se mostravam e eles ficaram sem saber o sexo.

Então seu Silva se contentou com a maravilha de escutar os corações de seus

netinhos e desistiu de querer saber o que seriam, ia ser do jeito que tivesse

que ser. Léo ainda era irredutível em relação a dizer que eram três meninos e

Dane não estava nem um pouco interessado em saber se seriam meninas ou

meninos. Na verdade seu desejo era acordar de manhã e já ver seus filhos e

sua mulher em sua casa saudáveis e felizes, algo que ele poderia controlar

melhor.

Às vezes, ele sentia como se estivesse com uma bomba relógio.

Vigiava por horas o sono de sua mulher e por vezes tinha o privilégio de

sentir e ver sua barriga mexendo com os movimentos que eles faziam. Era

quando mais se mexiam, de madrugada.

Léo também dividia muitas vezes esse momento com Dane, pois um

chamava o outro ao ver isso acontecer. Madrugada ou outra Nininha

acordava e via seus maridos babando sobre sua barriga, adorava e assistia

fascinada. Mas o que ela não gostava muito, era o fato de que não podia ter

os dois juntos e, muitas vezes sentia que eles a evitavam, principalmente

Dane. Ela sabia é claro, que sua gravidez apesar de estar estável, era

complicada. Porém sentia vontade deles, seus hormônios a deixavam louca.

Conseguiam fazer amor de maneira bem simples para matar ambos a vontade

um do outro, mas ainda assim não era o bastante.

A mãe de Léo e sua irmã vieram passar uma semana com eles.

Nininha estava ainda entre quatorze e dezesseis semanas.

Dona Norma tirou o sossego de Nininha. Ela era pior que Léo. Tudo bem que

tudo que ela queria era o bem de seus netos, mas como o filho, fazia de

maneira errada. Nininha chegou a se trancar no quarto um dia e ficar

discutindo pelo grupo no celular com eles. Dane e Léia tiveram que conversar


com Léo e sua mãe para que parassem de atormentar Nininha. E Dane foi

ainda mais longe, levado por todos os sentimentos que segurava e o calor do

momento, acabou dizendo que se acontecesse alguma coisa com sua esposa

ou os bebês seria culpa deles, e que ele jamais os perdoariam. Léo entendeu

muito bem o que Dane quis dizer e a partir daí diminuiu o quanto pôde, esse

cuidado exagerado que estava tendo com sua princesa. Não podia imaginar

ela passando mal por algo que ele tivesse feito. Dona Norma à contra gosto,

também se recolheu. Tudo ficou melhor quando Léia convenceu a mãe que

deveriam voltar para casa e vir quando as crianças nascessem que era quando

eles precisariam mais de ajuda.

As semanas foram passando e fora o açúcar que estava à beira do

limite, a gestação corria como esperado. Os bebês mais velhos cresciam cada

vez mais fortes e tomavam mais espaço no ventre de sua mãe, em contra mão

o bebê mais novo também crescia, porém bem escondidinho atrás de seus

irmãos.

O tempo de voltar ao trabalho para os meninos chegou e muito

desgostosos tiveram que ir. Conseguiram combinar seus horários e Nininha

sempre tinha um deles por perto. Por mais aéreo que Dane estivesse ou Léo,

com seu jeito exagerado de cuidar dela, ainda assim ela preferia estar com

eles do que sem nenhum.

Aos finais de semana Nininha adorava, porque era quando seu pai e Gracinha

vinham para sua casa, às vezes Lary e Bruna vinham também. Amava estar

com todos eles à sua volta. Isso fazia suas preocupações diminuirem.

E tantas eram suas preocupações. Antes de completar os seis meses,

conseguiu ir à uma consulta extra que pediu a doutora Thereza. Aproveitou

que Léo estava de serviço e Dane tinha que resolver umas coisas no fórum no

Rio e pediu para ele a deixar em um shopping para compras. Meio sem

querer Dane deixou. Ela percebeu que ao contrário de Léo, Dane fazia tudo o


que ela queria, parecia não querer vê-la contrariada. Nesse meio tempo foi ter

com a doutora, sem que eles soubessem. Longe da presença de seus maridos

e pai, pôde colocar para fora todas às suas lamúrias em relação a gravidez.

Contou a doutora que estava pesquisando na internet sobre gravidez iguais à

dela e viu muitos relatos ruins. Até viu os bons, mas os ruins a fizeram sofrer.

Queria saber da doutora se ela corria risco, se seus bebês maiores corriam

risco, e até se havia realmente a possibilidade do bebê mais novo ainda correr

o risco de vir a óbito mesmo antes de nascer. Eram tantas às dúvidas. Nininha

até se emocionou um pouco. E apesar de Gracinha viver lhe dizendo para

não ter vergonha da felicidade que vivia, mesmo assim, ela meio que sentia e

isso acabava levando ela à esperar que algo ruim fosse acontecer para

equilibrar tamanha felicidade.

Era maravilhoso de mais tudo o que o universo lhe proporcionava,

mas tudo parecia tão frágil que lhe parecia poder desmoronar a qualquer

momento. Então Dra. Thereza tentou fazê-la entender melhor o que à

esperava. Falou dos prós e contras da gravidez. Mas fez questão de ressaltar o

quanto até ali estava tudo certo. E apesar do bebê mais novo não estar

crescendo muito como seus irmãos, ainda estava dentro dos parâmetros

aceitos. Avisou que a partir do sexto mês com a ultrassonografia morfológica

poderiam tirar muitas outras dúvidas, e que provavelmente ali veriam o sexo

deles e que dali em diante ela precisaria tomar alguns remédios que

auxiliariam no desenvolvimento pulmonar dos bebês e entre outros cuidados

específicos.

Sobre o sexo com seus maridos, Nininha também estava com suas

dúvidas, risonha a doutora também foi bem tranquila a lhe dizer que se ela

estava se sentindo bem e com todas as avaliações sobre os bebês ok, que ela

não via o porquê de não ter sexo. Porém, alertou sem querer entrar em

detalhes, que Nininha não tinha uma vida sexual casual, era casada com dois


homens então ela mesma tinha que saber seus limites diante de tudo o que

está acontecendo. Lembrou também que muitos homens perdem o desejo

durante a gravidez, não porque não querem mais a mulher e sim por medo de

machucar o bebê ou sua mamãe. Pediu para ela ter paciência com seus

maridos e paciência com a gravidez, isso ia acabar. Conversaram sobre o

parto, o hospital que iria ter os bebês e tudo o mais.

— Pois então querida, como disse eu e Dr. Carlos preferimos optar

por uma cesariana, temos medo que os dois bebês mais velhos entrem em

trabalho de parto antes e nós não consigamos manter o bebê mais novo por

mais duas semanas e ele nasça prematuro. Mas, também se isso ocorrer

estaremos preparados. Porém temos que garantir todo o controle possível,

você entende. E entende tudo o que isso implica?

— Sim doutora, estou bem mais esclarecida agora. Amo meus

maridos, mas eles me deixam louca. Precisava dessa conversa, sabe. Eu já

imaginava sobre a cesária e já preferia mesmo, mas é assustador saber que

posso vir a ter dois partos em menos de um mês. Esses meus maridos não

irão aguentar... Principalmente Dane... Ele anda tão distante, quer dizer ele

está comigo o tempo todo, mas, às vezes, parece que ele não está lá. Os

momentos que o vejo mais relaxado é quando eu acordo com ele acariciando

minha barriga, e sinto os bebês interagindo com ele. Não deixo ele saber que

estou acordada e fico só admirando o semblante dele pacífico encostando o

rosto na minha barriga e sentindo os chutes de nossos filhos e às vezes, até

sussurra algo para eles, coisa que já não vejo no dia a dia desde de nossa

primeira consulta aqui. Essa mansidão. Vejo que ele vive se ocupando,

mesmo fazendo tudo por mim. Parece que tem medo quando eu abro a boca

para dizer algo, sei lá. Desde o início eu sabia que meu Dane era difícil para

se entregar aos sentimentos e talvez ele não esteja sabendo lidar. Eu já

conversei com ele, e ele faz de tudo para me provar o contrário e também já


questionei Léo sobre isso, ele me diz que eu não devo me preocupar porque

ele sabe que Dane está guerreando com ele mesmo porque simplesmente não

consegue lidar naturalmente. E diz que logo isso muda, assim como foi no

início do nosso relacionamento.

Agora já o Léo... É um chato ao quadrado comigo por conta dessa gravidez,

mas é meu porto seguro. Não que eu não me sinta segura com Dane, não é

isso, é que Léo me passa uma confiança emocional tão grande e me parece

que é exatamente isso que eu preciso agora, entende? E, às vezes, acho que

estou mais próximo de um do que de outro, e no momento estou mais com

Léo, só quando ele não é um chato de galocha.

— Sim minha querida, acho que entendi. Dane me parece mais o

mantenedor fisicamente falando e Léo o psicologicamente não é? E acho até

normal durante a gravidez e até ao longo da vida mesmo, você estar mais ao

lado de um do que de outro. Um casamento a dois já é muito difícil, imagina

um a três, são três pessoas diferentes convivendo. Cada dia nós estamos com

um temperamento diferente e ainda tem às energias e problemas do dia que

ajudam a melhorar ou não nosso temperamento. Então é bem plausível o que

você sente. Pelo que me disse, Dane está de certa forma se mantendo a parte

enquanto Léo está completamente presente. Natural que você consiga mais

"aconchego" com ele, o Léo. Dane automaticamente está procurando fazer a

parte mais burocrática da coisa enquanto Léo está apenas vivendo esse sonho

todo, deixando fluir. E é natural. Cada pessoa reage à certas situações de

maneiras distintas.

— Sim... Talvez... Só sei que eles me completam. Entendo cada um e

já sei como cada um funciona sabe. Pode parecer estranho para vocês que

estão de fora, mas pra mim, para nós é tão normal. Não me vejo apenas com

um ou com outro. Não há essa possibilidade em minha cabeça e em meu

coração. Como pode doutora uma pessoa amar tanto e igualmente duas


pessoas tão diferentes. Nós costumamos a colocar tudo isso na conta do

universo, pois não temos e nem sabemos como explicar.

— Entendo. Quer dizer, não que eu entenda ao pé da letra, mas faço

uma ideia. Deve ser realmente bem confuso isso tudo. Mas na minha

percepção pessoal, vejo que vocês conseguem fazer tudo isso funcionar de

maneira bem natural. Talvez essas dúvidas todas estão mais em suas cabeças,

conflitos que vocês mesmos criam internamente, do que na vida em que

dividem juntos. Eu não sou psicóloga querida, e se puder opinar diria a você

que com o tempo procure um piscicologo para conversar sobre tudo, faria

muito bem a vocês a ajuda de um profissional. Ele pode lhes auxiliar com

todas essas dúvidas. Não tenha preconceito contra esses profissionais, eles

estão aí para nos ajudar a nos entender melhor.

Pensativa Nininha realmente avaliava a possibilidade de uma ajuda

profissional.

— È mesmo Dra. Thereza, vou ver isso direitinho, mas não agora,

quero estar completamente focada nos meus bebês.

— Isso, faz você muito bem...

— Bom, agora estou me sentindo um pouco traidora em não ter dito a

eles que vim aqui lhe ver, falar deles assim, caramba acho que nem com

minhas amigas já falei. — Falou Nininha cabisbaixa.

— Oh, futura mamãe de trigêmeos! Não se preocupe com isso, eles

também vieram aqui com suas dúvidas e ....

— Eles o quê!?!?!

— Oh, meu Deus! Eu e minha boca grande. Desculpa... Por favor

Paulina, não diga a eles que falei, por favor. Meu Deus, que boca grande a

minha. — Dizia Dra. Thereza super nervosa por ter, sem querer, soltado

sobre à visita que os meninos tiveram com ela.

Dias atrás, logo após eles voltarem ao trabalho eles tiveram uma


conversa bem séria. Tudo começou com uma segunda pequena puxada de

orelha que Dane deu em Léo pelo jeito exagerado que ele estava tratando a

esposa deles. Dane tinha suas preocupações é claro, mas nada que se

comparasse as de Léo. Ele sufocava Nininha com seus exageros e até deixava

ela nervosa por conta disto. E era esse o medo de Dane, que ela ficasse tão

nervosa a ponto de passar mal e acontecer algo com ela ou com os bebês.

Para Dane o melhor era deixar ela livre para fazer o que quisesse com a

supervisão deles, do que discutir o tempo todo e indo contra tudo o que ela

queria. Porém, Léo não pensava assim. Para Léo a razão de sua vida

carregava mais três razões de se viver, e o quê que tinha se ele quisesse levar

ela da cama para o banheiro em seu colo? Ajudá-la no banheiro, para que ela

não tivesse o risco de escorregar? Que ela só decesse os degraus das escadas

acompanhada, de só sair acompanhada, de não dirigir e assim vai? Ele só

estava tentando manter ela e seus filhos em segurança. Assim ele pensava.

Mas seu amigo o fez entender que não era assim que a manteria bem, que era

preciso ser mais maleável, pois não adiantava nada não deixá-la cair, tropeçar

e em compensação irrita-la de tal maneira que a fizesse passar mal. Léo

compreendeu e prometeu melhorar suas boas intenções, mais uma vez. Era

difícil, mas ele tentava.

Nininha reconheceu que ele havia melhorado, principalmente depois

que sua mãe e irmã foram embora. Léo nos dias antes de voltar ao trabalho se

dedicou a ela em tempo integral. Ainda mais quando percebia que Dane fugia

um pouco com a desculpa de ir comprar na rua alguma coisa que ela desejava

comer. Fazia massagem nela e matava a vontade dela a fazendo gozar com

sua língua e dedos. Sua esposa estava cada dia mais linda e sexy com aquela

forma arredondada. Seus seios fartos e bicos vermelho quase escuro do jeito

que gostava, o deixava louco. Por vezes passava um tempinho só lambendo e

chupando aqueles cumes cheios do néctar saboroso que alimentaria seus


filhos. Ele se excitava tanto, queria ela o tempo todo e sabia que ela queria

também, porém tinha medo da intensidade de seu desejo provocar alguma dor

ou incômodo. E na conversa com Dane ele tentou tirar suas dúvidas, mas

quando os dois perceberam que os dois tinham praticamente às mesmas

dúvidas, principalmente sobre a gravidez, resolveram que gostariam de falar

com os médicos sem a presença de sua esposa. Queriam ficar a vontade,

principalmente Dane, pois queria saber sobre todos os contras da gravidez.

— Brother, eu juro que vou tentar amenizar os meus cuidados, mas é

maior que eu. Acho ótimo essa ideia de irmos falar com os médicos, mas

teremos que ir separados.

— Mas por que não podemos ir juntos, temos as mesmas dúvidas?

— Nem todas Dane. E conheço você. Vejo sua cara carregada de

preocupação. Enquanto eu estou aqui nas nuvens só visualizando todo o lado

bom em que vivemos, você está aí, carregando o peso de coisas ruins que

nem aconteceram e por Deus, não vão acontecer. Não vou te julgar,

reconheço que somos feitos de extremos totalmente diferente em relação ao

como lidamos com os assuntos da nossa vida. Tenho certeza que na sua

conversa com a doutora terá muitas perguntas do lado negativo da coisa toda,

não quero, se quer, escutar sobre tais possibilidades. Tá, eu sei que estou

sendo de certa forma ingênuo, e posso não estar preparado para o pior... Mas

prefiro assim. Não consigo pensar que algo pode dar errado tanto para nossa

princesa quanto para nossos filhos. E lido com às coisas quando elas me são

apresentadas. Então estou vivendo um dia atrás do outro. Minhas dúvidas são

em relação ao tratamento que tenho que ter com minha esposa, e o

andamento da gestação dos nossos bebês e ponto. Sei que você quer ir mais

profundo dentro disso e eu não. Agora cara, se liga, pois nossa mulher não é

boba, ela percebeu seu afastamento e sabe como é mulher, não tenho certeza

se ela entende que seu afastamento é sobre os aspectos negativos da gravidez,


ainda mais uma rara como esta, e não pelas mudanças que aconteceram nela.

— Merda Léo, é claro que não é ela... É toda essa situação tensa de

gravidez rara. Quando descobrimos no susto que ela estava grávida foi

surpresa? Foi. Mas depois foi tranquilo, normal. Agora quando nos foi dito

sobre a gestação de três crianças e ainda sendo uma delas mais nova que às

outras. Caramba... Sinto que minha respiração está suspensa e só será

liberada quando tudo isso acabar.

— Aí que está o erro, meu irmão. Nossa respiração vai estar suspensa

para o resto da vida, seremos pais. Não adianta sofrer por antecedência, e é o

que você está fazendo. Tenta relaxar um pouco e se deixar levar, cara. Vou

ligar para a doutora e agendar horários diferentes para nós dois. Somos

unidos e compartilhamos uma vida juntos, mas precisamos também de um

pouco de espaço para sermos nós mesmos. Só ... Não vamos falar para nossa

mulher, isso pode deixá-la nervosa.

Compreendendo tudo o que disse seu amigo, Dane aguardou ele

marcar os horários e assim foi feito. Cada um teve seu tempo com os

doutores. E aconteceu exatamente como Léo havia previsto. Dane manteve

todas às suas perguntas direcionadas as possibilidades de erros durante a

gravidez Dra. Thereza e Dr. Carlos tiveram um trabalho para fazer Dane

entender que tinham muitas maneiras de dar errado, mas havia a mesma

quantidade de maneiras de dar certo. No fim conseguiram fazer com que ele

saísse bem mais animado do consultório do que quando ele entrou. Já com

Léo a conversa foi mais leve, a única coisa que ele não conseguiu entender é

porque ele tinha que esperar tanto para saber o sexo dos bebês, quando em

outros casos era mais rápido. Os doutores disseram a ele que às vezes,

acontecia de só descobrirem ao nascer. O que o deixou mais louco.

As perguntas sobre sexo foram basicamente as mesmas e respondidas

igualmente. Todas às dúvidas foram tiradas e perguntas respondidas. O que


ficou foi o desejo de cada um que tudo continuasse caminhando como o

esperado e que fossem agraciados com nenhum infortúnio.

Essa conversa com os doutores veio na hora certa.

Léo e Dane saíram menos tensos e tendo a certeza de que está tudo nas mãos

de Deus e até aqui ele tem sido maravilhoso. E Léo conseguiu entender

melhor que sua super proteção não ajudava muito realmente e caiu na real

mudando completamente. Não que ele tenha deixado algumas precauções de

lado, mas se tornou menos efusivo em suas vontades para o total bem estar de

sua esposa.

Ao saber pela doutora que seus maridos tiveram esses encontros com

ela e Doutor Carlos, não a fizeram se sentir enganada, pelo contrário, a fez se

sentir ainda mais amada e protegida. De certo eles fizeram o mesmo que ela,

era pura preocupação e eles também queriam entender melhor tudo o que

estava acontecendo. Isso a fez pensar que há umas duas semanas as coisas

estavam bem mais fáceis com eles. Nininha se despediu da doutora já ansiosa

para voltar dali a dois dias para a ultra morfológica.

— Amor?

— Oi.

— Não comprou nada, não viu nada que te interessasse nas lojas?

Respirando fundo sorridente e bem mais leve, Nininha respondeu ao

Dane:

— Na verdade não fui no shopping, quer dizer, até fui, mas só para

comer aquela pipoca doce que vende na bombonier do cinema. Uma delícia!

Rindo com a cara de satisfação de sua esposa, Dane perguntou:

— Então o que fez durante esse tempo todo?

— Amor, não fique brabo, mas eu precisava conversar com a Doutora

Thereza, sozinha, então marquei com ela.

Dirigindo pensativo com a resposta que Nininha lhe deu, Dane não


teve tempo de se achar enganado, até porque entendia exatamente a razão

dela querer isso. Então condescendente, pôs sua mão sobre a mão dela, que

estava sobre a barriga onde guardava seus filhos, e disse:

— Te entendo, amor. Devo confessar que eu e Léo fizemos o mesmo.

Tivemos também um encontro, cada um, com Dra. Thereza e Dr. Carlos. E

foi a melhor ideia que tivemos, eles nos esclareceram muitas dúvidas. Só

peço que nos desculpe em não ter lhe falado, mas é que tudo é... Tão confuso

e não queríamos deixa-la preocupada e...

Nininha levou sua mão livre em cima da mão dele e o cortou dizendo:

— Tudo bem, tá tudo bem. Entendo o porquê de vocês também terem

procurado essa conversa e agradeço por isso, porque senti essas últimas

semanas uma mudança em cada um de vocês. Vivemos uma felicidade

inesperada e ganhamos esse presente incalculável que é poder compartilhar

esse amor infinito. Somos humanos cheios de dúvidas e receios. Por isso o

medo de também inesperadamente tudo desmoronar, sair do controle. Por

sorte temos um ao outro. E quer saber, precisamos parar de levar isso tudo ao

pé da letra e nos jogar sem medo do que está por vir. Que tal se viajássemos

no próximo fim de semana. Vocês dois vão tirar folga juntos sábado e

domingo, podíamos subir na sexta para a cidade imperial. Alugar um

chalezinho só para nós três e esse barrigão aqui. O que você acha?

Avistando um acostamento, Dane estacionou o carro seguido pelo

olhar brilhante de sua esposa. Ao parar se virou completamente para ela e a

beijou de surpresa. Aquele beijo melado, gostoso, possessivo e cheio de

desejo que ela já não sentia dele fazia um tempinho. Com o corpo já

formigando de vontade Nininha aproveitava para matar a saudade, mas seu

corpo já não era o mesmo de antes então praguejou enquanto queria montar

em seu colo, mas não conseguia. Dane percebia suas intenções e sorria

sacana em seus lábios.


— Calma foguenta, precisamos de espaço — Disse ele sorrindo

terminando de beija-la.

— É eu sei… — Bufou ela.

— Acho ótimo...

— O que você acha ótimo?

— Sua ideia do chalé. Fale com Léo e o resto nós resolvemos assim

que chegar em casa. E falar em casa, vai querer passar em seu pai ou nas

meninas agora?

Sorrindo de lado Nininha falou em tom de quem tinha más intenções:

— Agora!? Agora não, agora quero ir para casa com você onde temos

mais espaço.

Às gargalhadas, Dane dirigia e imaginava que dessa vez não teria

como fugir e na verdade nem queria. Em casa o desejo reacendeu novamente

quando ao entrarem pela sala, Dane surpreendeu Nininha, encostando ela na

parede e lhe dando um beijo quente. O desejo que Dane tinha por sua mulher

era imenso, mas andava melindroso por conta de sua situação.

Mas neste momento ele estava mais leve e com muito querer. Suas

preocupações pareceram dar um espaço para ele voltar a ser quem era antes e

amar sua esposa da maneira que sempre fez.

Ele passava as mãos pelo corpo cheio dela, deixando sua pele

arrepiada por onde passava. Nininha se deixava ser tocada e se limitava a

sentir toda a paixão no toque que ele lhe dava.

Subia o rosto para ser devorada no pescoço e orelhas. Sorria feliz por saber

que teria seu Dane em breve dentro dela.

Dane desamarrou o laço do vestido jeans que transpassava seu corpo.

Seus olhos caíram direto nos cada vez mais fartos seios e sem demora os

livrou do sutien e os devorou. A boca de Nininha era só gemidos e pequenas

mordidas em seus próprios lábios.


Descendo beijando por sua barriga redonda, ele se demorou por ali encantado

com aquele ventre que carregava tudo de mais importante que ele tinha na

vida. Ela sentia cosquinhas ao ser beijada ao lado da barriga e no entorno do

umbigo.

Entre os beijos e carícias, ele retirou sua calcinha de algodão, se ajoelhou e

contemplou a visão que ela escondia. Sua buceta lisinha, bem rosada e

rechonchuda. Mais louco ficou Dane com essa visão, ainda mais quando

notou o brilho entre seus lábios mostrando sua excitação. Ele levantou

rapidamente com aqueles olhos que Nininha conhecia muito bem, revoltos de

puro prazer, e a pegou no colo. Chegando ao sofá, pôs sua mulher deitada

com delicadeza e tirou suas peças de roupas também. Ela se acariciava

enquanto o observava tirar a roupa, quando ele terminou ela ficou de lado e

ele se pôs abraçado em suas costas.

Beijando sua nuca segurando seus cabelos, fez seu pau teso achar o caminho

extremamente liso e escorregadiço, se instalando numa minúcia até o fundo

com muito carinho, procurando dar o prazer que seu amor desejava e com

isso alcançar o seu próprio.

Não gemiam alto, mas cada um conseguia sentir o que queria do

corpo do outro. Dane segurava o ogro que vivia dentro dele louco para se

soltar e abusar daquele corpo que tanto amava. Pra isso sua mão não saia da

barriga de sua menina o deixando consciente que este templo não era apenas

dele e de Léo.

Porém mesmo assim, o êxtase que os dois alcançaram foi como sempre,

enlouquecedor e só não foi perfeito porque Léo não estava ali.

Era noite enquanto Léo dirigia em direção à sua casa e já pensava no

fim de semana maravilhoso que teria com Dane e sua esposa. Adorou a ideia

quando sua princesa lhe perguntou o que achava. Na verdade estava com

saudades de tê-la junto com Dane e também seria uma forma de


comemoração após o exame que comprovaria que seus bebês são meninos.

Seguiu com esse pensamento e ficou se imaginando ensinando seus garotos a

surfar.

Chegou, estacionou o carro e pegou sua bolsa. Brutus veio lhe dar oi,

logo voltou ao seu cantinho. Ao abrir a porta de casa, encontrou Dane e

Nininha nus dormindo no sofá da sala. E isso só era possível porque eles

estavam em um sofá retrátil.

Léo sorriu ao vê-los e seu coração se encheu de paz.

De longe ele percebeu um movimento na barriga dela e se aproximou. Dane

também sentiu e abriu os olhos. Os dois se olharam e em silêncio observavam

a barriga de sua esposa que estava ainda de lado, e um novo movimento se

fez.

Léo se abaixou e pôs a mão também na barriga dela próxima a de seu amigo

e então mais movimentos, agora bem mais expressivos, tanto que a mamãe

dorminhoca acordou.

Os bebês saltitavam em sua barriga com a presença dos pais e os pais se

regojisavam com tamanha felicidade. Os minutos seguiram com olhos

lacrimejantes e sorrisos bobos.

— Amor tô louco para tomar banho, você quer vir comigo? —

Perguntou Léo beijando sua esposa.

— Uhumm, quero sim, mas tô com fome, talvez por isso essas

crianças estão tão agitadas.

Levantando, Dane disse:

— Vai lá, meu bem, eu vou preparar alguma coisa pra gente e levo

para o quarto.

A água morna caia sobre os dois enquanto se beijavam em baixo da

ducha. Léo era só carinho com sua princesa barriguda. Adorava a textura em

que estava sua buceta depois que ficou grávida, por isso sempre que podia


arrastava suas mãos por lá. No banho era ainda melhor, pois o sabonete

líquido ajudava no afago facilitando mais ainda o deslizamento entre suas

dobras. Ele sabia que ela estava cada vez mais excitada e a provocou ainda

mais apalpando seus seios. Nininha já levantava uma perna sobre uma

pequena mureta que havia no box e auxiliava nas posições. Mas agora era

muito perigoso para ela que ele tentasse a tomar desse jeito, então ele pegou

e a trouxe até a jacuzzi. Viu seus olhos brilhar ao vê-lo prepara-la para eles.

Quando tudo já estava pronto ele entrou se sentou e trouxe-a para cima dele,

porém de costas, a barriga já atrapalhava. Praticamente ajoelhada e

arreganhada, com sua ajuda, Nininha foi deslizando para dentro seu pênis

latejando e assim conduziu os movimentos de entre e sai que os levavam fora

de si.

Léo abraçou e segurou seus seios, apertando seus mamilos pontudos tirando

suspiros sôfregos de seus lábios. Cada vez mais excitada, ela rebolava no

encaixe com Léo. Levantou seus braços e segurou acima da cabeça e se

permitiu sentir tudo o que seus corpos juntos produziam. Nem parecia estar

grávida, mas ela sabia de seus limites. Continuou relaxando encaixada

naquele pau duro e gostoso, enquanto Léo permaneceu parado dando total

controle a ela, o que só aumentava seu tesão.

A água vibrava de acordo com o vai e vem de seus corpos.

Ao sentir Léo beijando suas costas Nininha se empinou ainda mais. Quando

abriu os olhos encontrou Dane entrando com uma bandeja colocando na

cama. Não tirou os olhos dele que ainda estava nu. Essa parte onde estava a

jacuzzi era separada por blindex, com vista total para o quarto. Ao encontrar

seus olhos, ela percebeu seu pau crescer, sorriu safada e continuou montando

Léo agora com um pouco mais de intensidade e exibicionismo.

Dane puxou um banco para mais perto da onde estava a jacuzzi e se sentou.

Como se estivesse em um camarote VIP, se deliciou com a visão de sua


mulher grávida subindo e descendo sensualmente no pau de seu outro marido

em busca de prazer.

Dane não conseguiu se conter e tratou de se masturbar de tanto tesão.

O corpo de Léo metade submerso na água, estava tenso. Se segurava

para não ir de encontro verozmente às reboladas encaixadas de sua esposa, e

assim não acabar a machucando. Por isso se encontrava num martírio de

apenas receber o prazer que ela lhe proporcionava e deixá-la alcançar o seu.

Ver seu amigo os observando, também excitava Léo.

Pouco tempo depois os três se encontraram em êxtase e só depois de

recuperados, fizeram o lanche juntos. Mais tarde dormiram agarradinhos,

planejando sobre a viagem do final de semana.

Alguns momentos de pura paz e harmonia, foi assim até o dia de ir

fazer a ultra. Já foram preparados para de lá irem direto ao chalé alugado na

região serrana. O tempo no Rio já estava um pouco frio, então provavelmente

na serra, o trisal iria compartilhar uma temperatura geladinha ao pé da lareira.

Assim desejavam.

Bem próximos ao hospital onde realizariam a ultra, seus corações

batiam um ritmo mais acelerado. Esse momento era sempre muito especial.

Ao entrarem no estacionamento avistaram seu Silva também estacionando o

carro.

— Não é que ele veio mesmo!? — Disse Nininha espantada.

— Meu sogro vive dizendo que já não importa mais saber sobre o

sexo dos bebês, mas no fundo está morrendo de curiosidade. — Falou Léo

manobrando o carro.

Dane gesticulou com a cabeça concordando com o amigo.

Desceram do carro e foram ter com seu Silva, que por acaso estava sozinho.

Aos cumprimentos Nininha lhe perguntou por que Gracinha não veio e ele

lhe respondeu que ela havia ido visitar uma prima doente.


— Então meu sogro, não conseguiu se segurar e veio ver seus netos

também? — Perguntou Léo.

— Sim. Tem dias que não vejo vocês meus filhos, senti falta. E estava

só em casa, então vim aqui encontrar vocês e se der, quem sabe, ver também

meus netos.

— Os doutores qualquer dia desses vão estipular quantidade de

pessoas no consultório. — Falou a gravidinha sorridente.

— Podemos ir?! Estamos em cima da hora. — Disse Dane ao olhar o

relógio, sem segurar o nervosismo de sempre.

Andando radiante Nininha seguiu para a recepção do hospital rodeada

dos homens de sua vida, se sentia tão segura com eles. No mesmo momento

imaginou se Deus estava mandando mais três para tomar conta dela. Que

loucura! Após se identificarem foram para o consultório da Dra. Thereza que

já os aguardava. Ao entrarem a doutora já não se espantava mais com a sala

tão cheia. Falou com todos e em especial com sua paciente.

— Tem pelo menos uns dois dias que não a vejo, e já percebo que

esta barriga deu uma espichada, heim.

— É verdade doutora, cada dia mais preparada para competir com as

melancias da feira.

Todos riram da graça que Nininha fez ao falar sobre si mesma.

Léo pertinho dela, disse só para ela ouvir "adoro chupar e comer melancia ".

Nininha teve um pequeno sobressalto olhando para a doutora e seu pai,

rezando para que eles não tivesse ouvido às palavras sacanas de seu marido.

Dane sorria.

— Então querida, como está se sentindo completando 24 semanas?

— Estou bem, doutora. Os enjoos passaram, sinto apenas muito sono,

fome e preguiça. No restante tudo bem.

— Ótimo! Uma grávida de fato. Então vamos para o exame, pois


bem?

— Sim! — Quem respondeu foi Léo se intrometendo e continuous. —

... E a senhora disse que este exame é bem mais específico e provavelmente

veremos os pintos e sacos pendurados dos nossos filhos não é?

— LÉO!!! — Gritou Nininha enquanto Dane levava a mão ao rosto e

seu Silva ria alto da cara do genro.

— Que foi, até parece que só eu quero ver.

— Sim Leonardo, eu disse que esse exame é mais específico, mas não

disse que veríamos pintinhos e saquinhos pendurados, esse é seu desejo.

Vamos ver se seus bebês estão dispostos a se mostrarem. Paulina querida, já

sabe como é, deite na maca, como está de vestido vou apenas levanta-lo, tudo

bem.

— Uhum! — Respondeu ela enquanto era auxiliada pelos seus

maridos a subir na maca. Seu pai se pôs quietinho ao lado da tela que

apareceriam seus netos.

Dane e Léo se posicionaram atrás da cadeira da doutora, já estavam

acostumados. Iniciando os procedimentos, Dra. Thereza passou o gel sobre a

barriga de Nininha, ligou os aparelhos e foi testando a sonda deslizando

sobre a barriga de Nininha. Despejou um pouco mais de gel e seguiu

passeando com a sonda enquanto olhava atenta a imagem que se formava na

tela.

— Vamos lá, aqui estão vocês... Muito bem... Sim, ótimo. Como já

expliquei antes, este exame serve para avaliar o desenvolvimento do bebê

com bastante detalhe, incluindo os órgãos internos e a funcionalidade

deles. Aqui estão os gêmeos mais velhos...

— Meninos, doutora... — Interrompeu Léo novamente.

Se virando para trás, Dra. Thereza disse para ele em tom de meia

brincadeira:


— Papaiii, o senhor poderia me deixar terminar, assim que observar o

sexo vou lhes dizer, ok.

Dane deu um tapa na cabeça de Léo e fez ele pedir desculpa.

— Sim... Desculpa.

Dra. Thereza seguiu suas avaliações e pacientemente foi explicando o

que via e de certa forma mostrando as imagens. Avaliou que os bebês

estavam sem nenhuma deformação aparente e seus órgãos normais.

Encontrando o gêmeo mais novo, pôde observar com maior clareza também,

mas nem tanto como os outros, pois sua idade gestacional era menor.

Contanto não havia nenhum prenúncio de sinistro. O exame estava

completamente normal dada às circunstâncias da gravidez. Os pesos e

circunferências dos bebês seguiam as medidas, o exame teve o êxito

esperado. Mesmo do gêmeo mais novo.

Os pais e vovô presentes respiravam juntos aliviados com a declaração da

médica que tudo ia muito bem tanto com os bebês quanto com a mamãe. A

médica disse que estava gravando todo o exame e que tiraria foto da face de

cada bebê e imprimiria para todos.

Os olhos cheios d'água de Nininha ao ver seus bebês crescendo em sua

barriga, transbordaram de vez ao ver Léo abraçado ao seu pai que chorava e

Dane com a mão no rosto parecendo fazer uma oração.

Enquanto todos estavam emocionados por saberem que já teriam fotos

dos bebês e que eles estavam bem, a doutora seguia sua verificação agora

mais específica sobre a sexagem fetal.

De repente ela diz:

— Opa, opa... Vocês decidiram colaborar crianças!!!

— O que foi doutora? — Perguntou Nininha, chamando a atenção dos

homens para a tela.

— Olhem aqui, estão vendo?


— Onde!? — Falou seu Silva.

— Cadê!? — Interrogou Dane.

— O quê!? — Pressionou Léo.

Apontando para a imagem na tela, a doutora concluiu:

— Olha às perninhas rechonchudas dos gêmeos maiores, estão

vendo? Estão se mexendo tanto e abrindo, que posso afirmar que aqui

temos... Olhem lá... São... Duas menininhaaas...

Todos olharam para Léo, que olhava atento a imagem da qual a

doutora falava. Seu rosto um sorriso congelado, o globo de seus olhos se

movimentaram da tela para sua esposa e amigo, e depois para tela e para

doutora.

— Não é possível! — Disse ele ainda congelado.

— Sim é, absolutamente possível e verdadeiro. Sorry papai Leonardo,

mas pelo menos dos três bebês, virão duas meninas. — Confirmou a médica.

— Não, não pode ser... — Virando-se para Dane perguntou. — Ela

pode estar enganada não é, nós dois não faríamos meninas, eu não vou saber

ser pai de menina, ainda mais duas!?!?! Eu... Eu não vou conseguir Dane, eu

vou virar um assassino em série... Não estou me sentindo bem... Não estou

me sentindo bem... Tá tudo rodando meu irmão...

E quando menos esperavam, Léo perdeu às forças e caiu lentamente

nos braços de Dane desmaiando. Dane nem teve tempo de comemorar a

notícia e nem de rir da cara do amigo. Sustentou ele como pôde e assim que a

doutora se levantou da cadeira e a ofereceu, colocou como deu aquele

brutamonte sentado com ajuda de seu sogro. Viu que Dra. Thereza foi até a

porta e pediu algo, seu Silva abanava Léo e Dane o chamava dando tapinhas

em sua cara. Mas o mais louco disso tudo era a gargalhada que ressoava pelo

consultório, alta e interminável.


Mesmo às voltas com Léo, seu Silva e Dane olharam para a maca da onde

ouviam as gargalhadas e se depararam com Nininha se contorcendo de tanto

rir. Seu rosto vermelho e molhado.

Dane deixou Léo aos cuidados do sogro e enfermeira, que acabava de entrar

com um copo de água, e foi para sua esposa.

— Que isso amor, assim você pode acabar passando mal.

— Não consigo parar Daniel.... (Risos), você ouviu o que a doutora

disse !?? DUAS, DUAS MENINAS.... Kkkkkkkkkk... Léo se Fu.......

— Paulina minha filha, olha a boca suja, mais respeito por favor!

— Des... Des-culpa pai... — Mesmo ao se desculpar ela seguia rindo

copiosamente. Acabou que Dane não se aguentou e se juntou a ela também.

Aproveitou a abraçou, beijou e agora sim comemorando disse:

— Vamos ser pais de pelo menos duas princesinhas, minha menina.

Estou tão feliz, obrigada meu amor.

— Duas meninas Dane e elas vão ser iguaizinhas!!! Minhas bonecas.

Mas... E o outro bebê? — Se desagarrou de Dane e fitou Dra. Thereza que

avaliava seu marido Léo, e perguntou. — E nosso outro bebê doutora, será

menina também?

Ao escutar sua esposa, Léo levantou depressa da cadeira e com cara

de paspalho foi dizendo:

— Não pode ser, outra menina??!

— Calminha aí meu genro, vamos sentando, como eu já disse quando

somos pais a vida é repleta de surpresas.

A doutora pegou outra cadeira, pediu para que a gestante voltasse a

deitar e disse:

— Pelo que vi, nosso pequenino não quer se mostrar. Está de pernas

cruzadas e acho que dormindo, mesmo depois das gargalhadas da mamãe,

diferente das gêmeas que parecem fazer uma festa agora.


— Provavelmente já estão rindo da cara do papai... —Resmungou

Léo tomando um gole de água. Dane e Nininha eram só risos.

— Paulina, vamos tentar de novo, vire-se um pouquinho, fale com os

bebês quem sabe esse pequeno preguiçoso se mexe e aí podemos ver se

aparece alguma coisa. Isso é claro se essas menininhas derem espaço.

Léo levantou e foi até sua esposa tomando o lugar de Dane, chegou

bem pertinho da barriga dela e falou:

— Vamos garotão, mostre para gente esse pintão vai, cadê o sacudo

do papai, cadê, cadê....

Ninguém conseguia conter os risos ao ouvirem Léo conversar com a

barriga de Nininha, nem a própria doutora que seguiu avaliando, mas nada

de conseguir ver o sexo do bebê.

— Perdoe-me papais, não vai ser dessa vez. Mas pensem pelo lado

positivo, há ainda a possibilidade de um menino.

Desolado, Léo se encostou na parede ao lado da maca. Seu Silva

iniciou uma conversa paralela com a médica. Nininha ainda emocionada ao

saber de suas meninas, acariciava sua barriga. Dane se moveu até o amigo

pôs uma mão em seu ombro e tentou consola-lo:

— Não fica triste irmão, um dia nós vamos conseguir, gazela.

Vendo os dois se abraçarem, Nininha se ajeitou e saiu da maca,

abraçou os dois como pôde e disse alegremente:

— Já temos duas princesinhas para o nosso castelo. Ah Léo, não

temos do que reclamar.

— Eu não tô reclamando é que... Eu esperava meus meninos... Mas...

Não é que eu não esteja feliz, eu só não estou preparado...

— E quem está preparado Leonardo? — Falou Dane, mostrando seu

desespero também com um toque de ironia.

— Ei vocês dois, nós seremos exatamente o que eles precisam e


minhas meninas terão os melhores pais do mundo e, vocês tem a vantagem de

ter um sogro que sabe tudo sobre menina.

Mais conformado, Léo abraçou seu irmão e esposa dizendo:

— É verdade, temos o melhor professor ao nosso lado. E quanto ao

meu menino, ainda tenho chance e se não for dessa vez, seguimos tentando.

Nada me aborrece.

Enquanto os pais comemoravam a nova descoberta seu Silva

aproveitou para aplacar suas preocupações tirando suas dúvidas com a

doutora. Após o término do procedimento saíram todos e pararam em um

restaurante, o almoço se fazia com grande carga de emoção e felicidade de

que além de estar tudo bem com os bebês e a mamãe, tiveram a certeza de

que teriam pelo menos duas princesas. A conversa fluiu nas ideias para o

quarto dos bebês e o enxoval. Agora pelo menos Nininha podia se deixar

levar pelo mundo rosa duplamente falando. Decidiram pintar o quarto em

tons pastéis e Nininha fazia questão de ela mesma fazer desenhos infantis nas

paredes.

A descoberta das duas meninas foi um baque para Léo no primeiro

momento, mas logo depois ele já estava visualizando milhões de coisas para

fazer com elas. Dane só se importava com a frase "está tudo ótimo com os

bebês e a mamãe", o fato de serem meninas não importava. Ele novamente se

via na praia de mãos dadas à sua esposa, com uma pequena no colo,

observando duas lindas menininhas sendo ensinadas a surfar por seu amigo.

Era maravilhoso. Ele já até queria que o outro bebê fosse menina também.

No chalé após se amarem de frente a lareira, ladeada dos homens que

nem sua própria imaginação poderia ter imaginado, Nininha era acariciada

por todo corpo. Beijos eram colocados sobre sua pele quente, a todo

momento. Deliciada do prazer que acabara de ter com eles só conseguia

permanecer parada e se doar para ser adorada pelos dois. Seus cabelos


estavam grudados em sua face e nuca, bochechas rosadas, lábios inchados

dos seus beijos. O suor secava aos poucos nos corpos entrelaçados.

O silêncio se dava e só era cortado com o som do queimar do fogo.

Nininha devolvia às carícias sensuais e amorosas que recebia na mesma

proporção.

— Estava pensando aqui, não decidimos ainda nomes para nossos

bebês, e agora pelo menos podemos decidir dois. —Falou Dane.

Ninguém disse nada, não porque não quisessem sim porque estavam

num estado de nirvana. Alguns minutos depois Léo disse quase cantando:

— Sofia.

Se acomodando melhor Nininha se virou para ele sorrindo, e o

beijando falou:

— Lindo nome, meu príncipe.

— Nome de princesa. Princesa Sofia. O que acham?

— Perfeito, Léo. E se puder... E é claro amor, se você gostar, gostaria

de pôr o outro nome de Sara.

Léo levantou o rosto para olhar seu amigo, viu que seus olhos

estavam embaçados. Nininha se pôs de barriga para cima com a mão naquele

barrigão susurrou:

— Sara e Sofia. Sofia e Sara. Gostei, soa bem para gêmeas, além de

serem nomes lindos.

Levando sua mão à barriga de sua esposa, Dane a beijou no ombro

mostrando o quanto ficou feliz.

— Sara é o nome da mãe de Dane, amor. E é perfeito. Sara e Sofia.

— Oh, meu Deus Dane, havia me esquecido, você não fala nunca de

seus pais que ...

— Shiiii não se preocupe, já me faz muito feliz saber que gosta do

nome e que vai dá-lo a uma de nossas filhas.


— Oh meu Dane... — Disse ela e o abraçou.

Um tempo depois Nininha sonolenta falou:

— E eu, cada um escolheu o de uma menina.

— Você escolhe o do nosso bebê tímido, que não quis se mostrar. —

Falou Léo bocejando.

— Concordo. — Afirmou Dane.

— Tudo bem, se for menino ou menina eu escolho.

As semanas se seguiam e os preparativos para a chegada dos bebês

iam de vento em poupa. O enxoval estava cada dia mais rosa e grande, seu

pai e Gracinha, suas amigas e maridos sempre compravam algo, essas

crianças já tinham mais roupas do que ela. Lary e Bruna organizaram um chá

de bebê recheado de brincadeira para os amigos mais íntimos. O trisal ganhou

muitas fraldas e produtos de higiene para os bebês, tudo em triplo.

A mãe e irmã de Léo não conseguiram vir, mas assistiram ao vivo pelo

celular algumas das brincadeiras. A gravidinha vivia radiante e a entrada no

oitavo mês de gravidez só não foi melhor, pelo fato de seu açúcar passar um

pouco do limite, os pés inchados, uma anemia insistente e uma leve subida na

pressão.

Isso fez os doutores alertarem aos pais que se fosse preciso adiantariam o

parto para evitar maiores complicações. Obviamente isso colocou a todos nas

pontas dos pés, até mesmo Nininha, que já não reclamava dos cuidados extras

que todos passaram a ter com ela. Ela faria de tudo para manter firme a

gravidez o mais longe possível principalmente pelo seu bebê menor que

precisava de mais tempo. Repouso total.

Porém na trigésima quarta semana Nininha começou a sentir algumas

dores nas costas e pé da barriga que fizeram ela ligar para Dra. Thereza. O

que ouviu não foi o que queria. A médica lhe disse que provavelmente estava

entrando em trabalho de parto e o melhor a se fazer era ela ir ao hospital para


ser avaliada. Todos começaram a ficar preocupados, os nervos à flor da pele.

Na consulta foi constatado que era realmente o início do trabalho de parto,

então seu Silva junto com os genros decidiram que o melhor era ela ficar na

casa dele, mais próximo ao hospital. Doutora Thereza e Doutor Carlos

pediram para ela que fizesse repouso mais que total para conseguir manter a

gestação pelo menos até a trigésima sétima semana. Assim foi, Gracinha foi

uma mãezona para Nininha, cuidava dela com muito zelo. As dores que eram

de vez em quando, começaram a aparecer mais vezes e no início da trigésima

sexta semana uma última ultra foi feita. Foi constatado que já não havia mais

tempo a esperar pois às gêmeas estavam prontas para vir ao mundo e com

isso poderiam colocar em risco a vida do bebê mais novo, que mais uma vez

não descruzou às perninhas para se mostrar.

Marcaram a cesária para uma sexta-feira à tarde. Foi movimentada

duas equipes para o procedimento. O intuito da equipe médica era tirar às

meninas e se tudo desse certo manter o bebê mais novo por mais duas

semanas na barriga da mãe, que ficaria internada sendo observada 24horas.

Mas todos também estavam preparados para se a primeira ideia não se

tornasse viável, retirar também o bebê menor e mantê-lo na incubadora sobre

cuidados. Tudo poderia acontecer, mas a equipe médica queria garantir que

teriam como intervir em qualquer situação.

A futura mamãe estava cada vez mais ansiosa para ver a carinha de

seus bebês é claro, mas também estava preocupada com tudo o que estava por

vir. Os seus maridos então nem se fala. Dane uma pilha e Léo na berlinda

entre a felicidade do momento e a primeira vez grilado com o que poderia

acontecer de ruim. Era seu Silva que apesar de toda sua inquietude, ajudava

os genros a ficarem mais calmos.

Um dia antes da data marcada, Nininha se via num jantar com todas

as pessoas que mais amava no mundo. E isso agora incluía também


Gracinha. Bruna tirava gargalhadas de todos a todo momento. Lary dividia a

paparicação a Nininha, com seus maridos.

Todos elogiaram a comida que Gracinha fez com muito carinho.

Seu Silva mantinha-se observador. Como amava aquela mesa cheia de vida, e

fazia sua oração para que na próxima vez que todos estivessem ao redor dela

de novo, que juntos estivessem às crianças.

Cansada Nininha foi cedo para o quarto, Léo a acompanhou.

Dane ainda ficou um tempo conversando com seu sogro após ajudar Gracinha

e as meninas a arrumarem a cozinha. Depois elas também foram se deitar.

Lary e Bruna dormiram na sala.

Ao se despedir de seu sogro para ir para o quarto e dormir também, Dane se

virou novamente e disse:

— Vai dar tudo certo, né seu Silva?

Seu sogro se aproximou e colocou a mão em seu ombro dizendo:

— Vai sim meu genro, é o que desejamos. Mas está tudo nas mãos de

Deus, temos que ser firmes para qualquer tipo de resultado. Vamos acreditar

e orar. Mas no fundo creio que conheceremos essas crianças amanhã. Não

sou muito de acreditar nessas coisas mas sonhei esta noite com elas.

— Elas?

— Sim, todas elas. Agora é esperar. Durma em paz meu genro,

amanhã sua esposa precisará de você e de Léo inteiros.

Seu Silva respondeu e foi caminhando para seu quarto sem dar a Dane

oportunidade de falar novamente. Então ele se virou e foi para o quarto em

que já repousava sua esposa aos afagos de Léo, pensando no que seu sogro

disse ele entrou sorrindo com a possibilidade. Léo que ainda estava acordado

percebeu o sorriso nos seus lábios e disse:

— O que te fez sorrir assim?

— Nada... Quer dizer, irmão, parou pra pensar que amanhã veremos


os rostinhos dos nossos filhos? — Falou Dane tirando a camisa e se sentando

ao pé da cama na penumbra do quarto.

— Filhos não cara, filhas, lindas princesinhas que irão fazer dos meus

cabelos quase loiros em branco cedo, cedo. — Respondeu Léo, indo para o

canto da parede, do outro lado de sua mulher, para dar espaço para seu amigo

deitar também.

Se acomodando em seu lugar, Dane deu um beijo na testa de sua

esposa e continuou a conversa:

— Quer dizer que já está confirmando que podem ser três princesas?

— Não é isso brother, é claro que segue minhas esperanças em ter um

menino nessa barriga linda… — Disse acariciando ela. — Mas diante do

parto eminente, só consigo pensar em ver minha rainha bem com nossas

crianças, sejam meninas ou meninos.

— Sorte sua que você só se sente assim um dia antes do parto. Sinto

isso desde nossa primeira consulta com a Dra. Thereza.

— É brother, ainda bem, agora te entendo. Mas vamos pensar positivo

e esperar o que está preparado para nós.

— Sim, é. Olha!!? Sentiu?

— Senti, estão animadas nossas crianças. Antes de você entrar, eu

estava conversando com elas para se comportarem e ajudarem a mamãe no

parto para que dê tudo certo.

— É, então é melhor eu reforçar essa ideia. Você vai ser o pai bobão e

eu o sério, elas vão me obedecer muito mais. — Disse Dane debochado e se

abaixando até o ventre de sua esposa, começou a conversar com seus bebês

enquanto Léo a acariciava.

Com o rebuliço que havia em sua barriga, Nininha teve que acordar.

— Vocês são dois babões, vejo que essas crianças farão de vocês gato


e sapato.

Os dois olharam para ela rindo do que falou. Léo fungou em seu

pescoço enquanto Dane beijava sua barriga.

— Saudade de vocês... Não vejo a hora de ser de vocês por inteiro

novamente.

Subindo beijando seu corpo, Dane lhe deu um beijo na boca e disse:

— Nós também, meu amor! Muito!

— Muitíssimo, por isso é bom fecharmos os olhos e dormir. — Falou

Léo entre os dentes tentando controlar seu tesão.

A sexta-feira amanheceu linda. O sol a pino, nenhuma nuvem no céu.

Léo observava beija-flores sorvendo das plantas, do pequeno jardim de seu

Silva, o néctar de que precisavam. Ele bebericava seu café quando o portão se

abriu. Dane entrava suado, pingando.

— Foi corer, brother?

— Sim. Como está ela?

— Dormindo ainda. Levantou para ir ao banheiro, se queixou daquela

dorzinha, mas voltou para cama e dormiu com a massagem que lhe dei.

— Bom. Vou tomar um banho. Por que você não lava o carro?

— Porque não estou afim?

— Gazela!

— Viadinho!

No meio da demonstração de carinhos entre amigos, seu Silva chega

na varanda e diz:

— Dia lindo para ser o dia mais feliz de nossas vidas, não é verdade?

Os dois responderam juntos:

— É sim.

Dane entrou na casa e foi direto na cozinha, encontrou Lary ajudando

Gracinha. Deu bom dia e se serviu de suco, foi para o quarto buscar a sua


toalha e quando abriu a porta viu Bruna deitada na cama com sua esposa.

Estavam dormindo ainda. Pegou a toalha, uma peça de roupa e foi para o

banheiro. Ao sair deu de cara com Bruna já saindo do quarto.

— Bom dia Bruna, por que você estava na cama com minha esposa?

— Você acha que se eu fosse transar com uma mulher a primeira vez,

seria com uma grande daquele jeito?! Deus me dibre!

Dane riu do jeito que Bruna falava e gesticulava.

— Você é louca, claro que não pensei nisso.

— Uffa, ainda bem! Eu só fui para lá... Por que... porque eu sonhei

com minha amiga e seus bebês, acordei assustada e fui para lá. Vi que ela

estava sozinha e acabei deitando e dormindo ao lado dela. Fiz uma oração

para nossa senhora do bom parto para que a proteja.

— Entendi. Você está impressionada como todos nós. Mas como

todos nós, está orando para que tudo dê certo e vai dá, confie. Logo você terá

três crianças te chamando de titia por aqui.

— Puta que o pariu, esqueci essa parte... Sai da minha frente que

quero ir no banheiro.

Rindo muito, Dane saiu da frente dela e foi até o quintal. Viu Léo e o

sogro lavando os carros, pendurou sua toalha pensou em ajudar mas, preferiu

ir ver sua gravidinha.

— Depois que as crianças nascerem, acho que não terei mais vocês

vigiando o meu sono. — Sussurrou Nininha ao acordar com Dane lhe

fazendo carinho.

— Desculpa, te acordei amor?

— Mais ou menos, está voltando aquela dorzinha. Senti mais cedo e

agora também.

— Posso fazer alguma coisa?

— Só continue o que já está fazendo. Cadê o Léo?


— Lavando os carros com seu pai, Gracinha e Lary na cozinha e

Bruna faz um tempinho que saiu daqui. Sabia que encontrei ela aqui

dormindo contigo?

— Sim, sabia. Eu percebi que era ela, mas fingi estar dormindo

porque notei que ela estava chorando.

— Chorando?

— É. Ela deitou me abraçou, discutia com Deus sobre eu ficar

melhor.

— Discutia?! Ela me disse que fez uma oração.

— É, ela até fez uma oração antes de pegar no sono, mas antes, disse

a Deus que ia se ver com ela se acontecesse alguma coisa comigo ou as

crianças. Do jeito dela, sabe como é.

— Meu pai, espero que Deus conheça sua filha desgarrada e saiba que

ela não sabe o que diz ou faz.

— Coitada, ela só é uma força da natureza sem limites, claro que

Deus a conhece. E espero que sim, pois se não ele vai se ver com ela.

— Boba.

— Aí.... — Reclamou Nininha com a mão na barriga.

Automaticamente Dane se levantou dizendo:

— O que foi?

— A dor... Aí... Aumentou....

No mesmo instante que ela falava Léo entrava no quarto.

— Dor!? Poxa, deve estar doendo muito mesmo, você até fez xixi no

lençol. — Comentou Léo.

Assustada Nininha disse que não havia feito xixi. Dane olhou em

volta dela e viu que estava molhada.

— Mas você está molhada amor.

— AÍ...AI MEU DEUS! Minha bolsa.


— Aonde está? Me fala que eu pego pra você. — Falou Léo.

— NÃO LEONARDO.... AIIIIIIII..... TÔ FALANDO DA MINHA

BOLSA QUE SEGURA OS NOSSOS BEBÊS, ESTOROU. VAI

NASCER!

— Não minha menina, vai nascer mais tarde, está marcada já.... —

Dizia Dane tentando mostrar tranquilidade quando foi interrompido.

— PORRA.... AI QUE DOR... ME LEVEM PARA O HOSPITAL...

AGOORAAAAA!

O grito dela foi tão alto que chamou atenção de todos na casa. Seu

Silva chegou primeiro, encontrou os dois genros congelados a olhando. Atrás

dele brigavam Lary, Bruna e Gracinha para entrar no pequeno quarto que já

se encontrava praticamente lotado.

— PAII, PELO AMOR DE DEUS, ME LEVE PARA O

HOSPITAL... SUAS NETAS QUEREM NASCER E OS PAIS DELAS

RESOLVERAM SURTAR!

Prontamente seu Silva foi até sua filha a pegando no colo, enquanto

Léo e Dane ainda estavam em transe. Ao ver sua esposa ser levada do quarto

no colo de seu pai, fez com que eles voltassem à real. Dane se levantou

pegando uma camisa e sua carteira, enquanto Léo andava que nem um peru

tonto pegando às bolsas que já estavam arrumadas para ir a maternidade, e

sem notar entrou no carro sem camisa mesmo. Nininha já estava com seu pai

atrás no carro, Dane foi dirigindo e Léo ao seu lado.

Seu Silva gritou para Gracinha irem com às meninas em seu carro.

— LÉO JÁ LIGARAM PARA DRA. THEREZA OU DR.

CARLOS...

— Não...

— ENTÃO LIGAAAAA... AIIINN

— Calma minha filha, já vamos chegar, vai ficar tudo bem.


— Eu sei pai.. Assim espero.

Dane dirigia veloz para a maternidade e Léo tentava falar com a

doutora.

— Merda ela não atende.

— CONTINUE TENTANDO!

— Calma amor, já estamos quase lá, vai dar tudo certo...

— NÃO ME PEDE CALMA DANIEL... NÃO É VOCÊ QUE

TEM TRÊS CRIANÇAS EMPURRANDO PARA SAIR DE UM

BURACO PEQUENO NO SEU CORPO!

— Mas amor, eu só falei o mesmo que seu pai e...

— MAS NÃO FOI MEU PAI QUE COLOCOU ESSAS

CRIANÇAS AQUI DENTRO... ENTÃO VOCÊ, NEM O LÉO, PODE

ME PEDIR CALMAA!

— Paulina minha filha, não tem necessidade disso.

— TEM PAI, TEM... AÍÍÍN!

Virando para Léo, Dane fez cara de quem não estava entendendo

nada. Léo fez uma expressão como se pedisse para ele relevar. Então Dane se

concentrou em dirigir, vez ou outra olhava para ela que se contorcia no banco

de trás.

— Alô, alô? Oi doutora… Graças a Deus! A senhora já está na

maternidade?... Sim, sim ótimo. Porque estamos indo para aí neste exato

momento...

— Léo, diz para ela que minha bolsa estorou e eu estou com muita,

muiiita dor.

— Escutou, Dra. Thereza? ... Ahã, tudo bem, estamos chegando sim...

Em mais ou menos dez minutos.

Mais uma vez Paulina chegava naquele hospital rodeada dos homens

de sua vida, mas esse era o momento mais tenso.


Dane parou o carro na porta de entrada de qualquer jeito, desceu e foi direto

a recepção pedindo ajuda enquanto Léo ajudava seu sogro a retirar sua esposa

do carro. Não demorou muito para aparecer uma enfermeira, a médica e um

maqueiro com uma cadeira de roda. Acomodada na cadeira foi respondendo

às perguntas de Dra. Thereza e já ia sendo avaliada pela enfermeira. Dane

dispensou o maqueiro e ele mesmo foi empurrando ela. Ele procurou por

Léo, mas ao olhar para trás viu que ele havia sido impedido de entrar, pois

estava sem camisa.

— Merda!

— Que foi? – Perguntou seu Silva.

— Léo foi barrado, está sem camisa.

Seu Silva olhou para trás e viu seu genro desesperado e ainda ouviu

sua filha dizer:

— EU NÃO VOU TER ESSAS CRIANÇAS SEM MEUS DOIS

MARIDOS JUNTOS.

Num rompante seu Silva se pôs próximo à sua filha lhe deu um beijo

e disse:

— Minha pequena, que nossa senhora do bom parto lhe proteja. Eu te

amo, seja forte.

Pedindo para Dane parar a cadeira, Nininha pegou na mão de seu pai

e perguntou:

— Aonde vai papai?

— Vou trazer seu outro marido para você, esse momento é de vocês.

Logo, logo estaremos todos juntos. — Disse seu pai com os olhos cheios de

lágrimas e antes de virar e ir, pediu a chave do carro ao Dane que lhe disse

que ficou na ignição. Correu até a entrada tirando sua camisa e jogou para

Léo, que nem pensou duas vezes, desesperado vestiu rapidamente e antes de

entrar deu uma abraço no seu Silva dizendo:


— Obrigada meu sogro. Você é o cara. Pode deixar que vamos tomar

conta da nossa garota.

— Vai lá meu genro, Deus abençoe vocês.

Então Léo correu até sua esposa dando um beijo em sua bochecha,

dizendo que agora ele estava ali junto com Dane, e ela podia relaxar e deixar

o milagre acontecer.

— Renatinha, pede para alguém trazer um avental ou algo do tipo

para o pai da paciente por favor. E peça para que ele espere na sala de visitas

ou no quarto reservado. Obrigada. — Pediu Dra. Thereza para uma das

recepcionistas. E continuou. — Bom minha querida, essas gêmeas não se

seguraram né, vamos subir com você direto para sala de pré parto e avaliar a

situação. Enquanto isso papais, a enfermeira Solange levará vocês para

trocarem de roupa e encontrarem com a gente na sala de parto, ok.

— Doutora pelo amor de Deus, eles são os culpados, mas eu não

quero ficar sem eles!

— Eu sei querida, mas se você quiser que eles estejam com você, eles

tem que se trocar.

— Não se preocupe amor, nós te achamos. – Tentava acalma-la com

suas palavras o Dane.

Léo também lhe deu um beijo e seguiram a enfermeira até o local

indicado. Ela lhes deu os pacotes com às roupas higienizadas e disse onde

guardar as deles e depois saiu dizendo que voltava para chama-los. Os dois se

trocavam em silêncio, uma coisa tão simples como se vestir se tornou

complicada. Léo ajudou Dane a colocar a touca e eles levaram alguns

minutos para entenderem que os outros dois saquinhos seriam para os pés.

Prontos se olharam e riram.

— Tá parecendo um repolho verde.

— E você uma gazela esverdeada, aliás a blusa de nosso sogro lhe


caiu bem.

— Idiota!

— Gazelinha de baby look.

Suspirando fundo, Léo se deixou cair sentado no banco, Dane fez o

mesmo ao seu lado.

— Chegou a hora, meu parceiro.

— Isso, vamos ser pais. — Afirmou Dane.

— PUTA QUE PARIU DANIEL! VAMOS SER PAIS CARALHO!

HOJE AINDA, VAMOS VER NOSSAS CRIANÇAS. — Gritou Léo,

agarrando Dane.

Assustado com a atitude repentina de Léo, Dane quase caiu junto com

ele no chão atrás do banco. Mas logo retribuiu o abraço do amigo e acabou se

entregando a emoção e chorou nos braços dele.

— Depois eu é que sou a gazela.

— Irmão… — Disse Dane encostando a testa na de Léo — Hoje será

o dia mais feliz de nossas vidas.

— Deus te ouça. Mas desde que conhecemos nossa esposa, temos

sempre os dias melhores. Mas hoje será inesquecível.

Novamente se abraçaram e foram interrompidos por batidas na porta.

E ela se abriu, mostrando Dr. Carlos. O doutor se sentiu intrometido ao ver os

dois abraçados.

— Desculpe-me, não queria incomodar, mas não temos muito tempo,

Dra. Thereza e eu achamos melhor conversarmos com vocês antes de irem

para sala de parto e colocá-los a par da situação.

— O que está acontecendo doutor, pode falar, somos fortes. São os

bebês, nossa esposa? Aí meu pai, minha menina?! — Dizia Dane.

— Calma Daniel, não há nada para se preocupar no momento. Na

verdade o que acontece é que suas crianças querem vir ao mundo, e sabemos


que tem o pequenino que precisa de um pouco mais de tempo. Porém o parto

normal já está em andamento...

— Como assim, parto normal? — Perguntou Dane assustado.

— Nós não estamos preparados para um parto normal!!! — Sibilou

Léo.

— Calma papais, na verdade é a mãe que tem que estar preparada.

Vocês tem que ser fortes para dar apoio a ela e se não sentirem que vão ser é

melhor nem participarem. Nossa atenção e de toda equipe precisa se manter a

todo tempo sobre sua esposa e filhas.

— Claro que vamos estar lá, seja o parto que for. — Afirmou Dane,

recebendo o apoio de Léo.

— Então deixe eu explicar como será. Como Paulina já está em

trabalho de parto e bem adiantado, correndo tudo normal, vamos dar chance

ao corpo dela de trazer as gêmeas ao mundo.

— E isso é bom ou ruim? — Perguntou Léo.

— Não estava em nossos planos, mas tudo pode acontecer. Então

vamos agir de acordo com o que vai acontecendo. Nesse caso o único

problema é que provavelmente não vamos conseguir manter o bebê menor,

ou seja, teremos que trazê-lo ao mundo junto com suas irmãs. E assim que ele

nascer terá que ser transferido diretamente para uma encubadora, ser levado

para UTI neonatal e receber o tratamento diferenciado para que ele continue

crescendo até ter alta.

— Mas, não é muito cedo para nosso pequenino, tem certeza que não

tem como… Mante-lo? E quais são os riscos para nossa esposa? — Foi a vez

de Dane perguntar.

— A esposa de vocês é bem jovem e pelo seu quadro atual não

prevemos nenhuma resposta negativa. E além do mais, estamos com duas

equipes completas para assistir os bebês e a mamãe. E a qualquer momento


podemos também ministrar a cesária se for necessário.

— Podemos ajudar de alguma maneira? — Perguntou Léo.

— Sim, é claro. Seria perfeito se nenhum dos dois desmaiassem

durante nenhum procedimento, ficassem exatamente no lugar estipulado e

principalmente, uma vez que estão aqui conosco, confiem em nosso trabalho,

estamos aqui empenhados e capacitados para trazer seus bebês ao mundo

fazendo tudo o que for ao nosso alcance. Qualquer decisão será sempre em

prol dos bebês e da gestante.

Nervoso, mas entendendo tudo o que o médico explicou, Dane puxou

novamente Léo para um abraço dizendo:

— Tudo com a gente tem que ter elementos surpresa, já percebeu.

Mas por mais que eu esteja ansioso e com medo ao mesmo tempo, sei que

estando ao seu lado me sinto mais preparado.

— É isso brother, juntos passaremos por mais essa e como milhares

de outras, obtiremos sucesso.

Outras batidas na porta, seguida de uma voz, interromperam eles de

novo:

— Vamos meninos, ou as suas crianças vão vir sem vocês. — Dizia a

enfermeira Solange.

Caminharam por um corredor diferente do que eles haviam entrado.

Parecia um labirinto de corredores e salas.

Quando a enfermeira indicou para eles uma porta dupla que parecia de

plástico, eles entraram e se assustaram com a quantidade de gente presente.

Um enfermeiro veio e os chamou para irem para um lugar específico. Quando

eles avistaram sua esposa no centro da sala, com toda aquela gente ao redor,

com máquinas ligadas a ela, ficaram tensos de novo.

— Onde vocês estavam? Demoraram muito. Acho melhor me

largarem de vez aqui. — Disse Nininha chorosa.


Dane se chegou nela dizendo:

— Amor, estávamos logo ali, e te largar nem mortos, jamais.

— Nem se você quisesse. — Completou Léo.

— Eles falaram que vão fazer o parto normal, eu não estou preparada

para isso, dói como um inferno... Eles sabem que são três crianças? Que ...

Aiiiii Aiiiii Uiiiiiii.... Tá voltando a dor...

— Como podemos ajudar, amor? — Perguntou Léo, branco feito cera

ao ver ela sentindo dor.

Nininha com a mão agarrou na roupa de Léo com muita força e disse

entre os dentes:

— Fiquem quietinhos, eu tô com ódio de vocês nesse momento.

Aiiiinnn...

— Não se preocupem meninos, esse "ódio" é comum entre às

mulheres na hora do parto normal, é muita dor. — Explicou Dra. Thereza,

que estava posicionada no meio das pernas de Nininha.

— Mas que culpa nós temos? — Soltou Dane, logo quando veio mais

uma contração forte.

— PORQUE FORAM VOCÊS QUE COLOCARAM ESSES

SERES ENORMES DENTRO DE MIM... MERDAAAA...

AAAAAAAAAAAAAAÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ

Em resposta aos gritos e xingamentos de sua esposa, os meninos

preferiram ficar calados e apenas segurar suas mãos, cada um de um lado.

Quando ela fazia força e se levantava um pouco da maca, eles acariciavam

suas costas e ancas. Ela se sustentava em um e em outro entre as

contratações. Vez ou outra os médicos pediam para eles ou ela fazerem algo.

Vinte cinco minutos depois que eles entraram naquela sala, o que parecia

uma eternidade que eles viram ela sentindo dor, Dane e Léo escutaram Dra.

Thereza dizer que estava coroando.


Suas expectativas foram à mil, os três sabiam que sua primeira filhinha estava

prestes a vir ao mundo.

— Então meus queridos, qual será o nome da primeira gêmea?

— Sofia. — Gritou Nininha.

— Pois bem, vamos Sofia, vem para titia... Agora Paulina, força,

vamos, ajude sua garota a sair.... Isso ai ... Quase... Quase... Isso Sofia, vem...

Se prepara para recebê-la, Tânia. A cabeça já foi minha querida, agora vamos

passar o ombrinho. Vamos Paulina.... Agora... Nasceu!!! Sofia nasceu!!!

— Nossa filha, Dane, nasceu, nasceu. É linda, olha!!

— Tô vendo Léo, Deus como é linda.

— Cadê, cadê eu quero ver? — Pedia a mamãe, suada e chorando.

— Verifiquem o apgar e levem para a mamãe. — disse Dra. Thereza.

Um tempo de prazer após horas de dor abundante. Nininha recebeu

em seus seios o primeiro fruto do amor entre o trisal. Sofia. Nasceu saudável,

com 3,210kg e 48cm. Ao sair para o mundo já gritou a plenos pulmões como

se avisa-se que tinha chegado. E só acalmou um pouco ao se aproximar da

pele de sua mãe ofegante de tanta felicidade. Recebeu os carinhos e palavras

carinhosas de seus pais, que choravam copiosamente. Uma enfermeira

registrava todo o momento com uma câmera. Princesa Sofia já estava

acomodada quando sentiu-se ser tirada de sua mãe e não se calou, chorou

forte e alto. Deixando seus pais querendo a pegar de volta.

— Queridos, sabemos que vocês querem ficar com sua bebê, mas

temos ainda mais dois. Se não estou enganada, já já voltarão as contrações. A

pediatra levará Sofia e fará os exames complementares.

— Mais dor doutora? — Perguntou Léo.

— Sim Léo, eu sei que nossa Paulina aqui aguenta e vocês?

— Sim, claro!

— Com certeza!


— Eu não tô muito certa disso não heim.... Aí Ai Ai Ai ... Tá

voltando... Senhor me ajuda... — Reclamava Nininha.

— Bora, vamos... Não esmoreça. E aí qual o nome da segunda

gêmea? — Incitava a doutora.

— Sara. — Falou Nininha fazendo força.

— Lindo nome também. Sara, vamos lindinha vem com a titia. Sua

irmã já está aqui te esperando… Isso Nininha mais um pouquinho só e...

vamos lá, vem… Prontooo. Bem vinda ao mundo Sara, vamos lá... Dê um

chorinho para gente Sarinha.

Sara mais preguiçosa demorou a reclamar da mudança de ambiente e

apesar da preocupação que deu a todos em não responder em imediato,

também estava saudável, nasceu com 3,085kg com 49 cm. Foi levada

também para ser apresentada aos seus pais, não quis abrir os olhinhos, mas

procurou com a boquinha o bico do peito de sua mãe. Novamente fez, como

sua irmã idêntica, seus pais se emocionarem mais ainda. Porém não pôde ter

o mesmo tempo com eles pois o bebê mais novo, que talvez só ela e sua irmã

sabiam do sexo, começou a aproveitar o vácuo que fez na barriga da mamãe

e resolveu vir ao mundo também.

Nininha já estava muito cansada e não conseguia mais fazer força já não

sentia o corpo ajudá-la. Avaliando a situação do bebê, Dr. Carlos constatou

que ele começava a ter sofrimento fetal.

Dane e Léo não entendiam nada do que eles diziam. A movimentação

na sala se tornou intensa.

— Nininha meu amor, vamos lá, sabemos o quanto está sendo difícil,

mas sabemos o quanto você é forte e capaz. Vamos fazer a última força amor,

Léo e eu estamos com você. Só falta nosso pequenino. — Dizia Dane entre

lágrimas.

— Isso mesmo minha rainha, estamos contigo, falta pouquinho agora.


Uma última tentativa para que nosso apressadinho venha ao mundo. —

Falava Léo de seu outro lado.

Exausta, suando, sentindo uma mistura de emoções, Nininha tentava

tirar forças não sabia de onde para ajudar o seu bebê. Quando ouviu da boca

do médico que ele podia estar em sofrimento, com o apoio de seus maridos,

decidiu se empenhar mais.

A força veio, junto com a vontade de ver seu bebê bem.

— Isso querida, assim mesmo, sabia que não precisaríamos te abrir,

você consegue... Ele já está vindo, mais... mais um pouquinho e ...

Um grito ensurdecedor de Nininha cortou o ambiente seguido de um

choro forte, firme e fino.

— Uau, que força... Nasceuuuuu!!! E é ...

Nininha se jogou para trás chorando de olhos fechados e aliviada.

Dane e Léo se dividiam em elogia-la, beija-la e olhar para seu bebê que

acabara de nascer.

— Então doutora, o que é? — Perguntava Léo com lágrimas nos

olhos.

Doutora Thereza levantou aquele pequeno serzinho chorando para

eles verem e disse:

— É papai Leonardo, não é dessa vez que veremos o saco e pintinho

pendurado... é mais uma menininha.

— Não pode ser! Tem certeza? Deve ser uma piada.

— Não irmão, não é, olhe lá, mais uma princesinha. Precisaremos

fortalecer nosso castelo o quanto antes. — Falava Dane emocionado.

Cansada de mais para emitir qualquer opinião, Nininha sorria e

chorava ofegante tentando se acalmar, sentindo que era a mulher, esposa e

mãe mais feliz do mundo. Mas conseguiu susurrar:

— Quero vê-la, por favor.


— Sim Paulina, a pediatra está avaliando ela e já traz para você ver,

mas não vai poder demorar muito, logo ela tem que ir para incubadora. Como

já dissemos antes, ela precisará de mais cuidados. — Disse o doutor enquanto

ajudava Dra. Thereza.

— Sim, sim, só... Quero olhar no rostinho dela e confirmar seu nome.

— Falou Nininha.

— Já tem um nome, amor? — Perguntou Dane.

— Acredito que sim.

A pediatra trouxe a bebê que nasceu com 1,800kg e 39cm até sua

mãe, ela chorava mais que suas irmãs. Ao chegar perto do rosto de sua mãe

esticou a mãozinha pequenininha, parecendo bem frágil e parou de chorar ao

ouvir sua voz.

— Pequena da mamãe, nossa guerreirinha, mamãe e papais amam

tanto. Precisamos que você seja bem forte e fique bem para vir para gente o

mais rápido possível. Tão linda.

Dane, Léo quero dar o nome de THEREZA para nossa pequena apressadinha.

Com este nome homenageio duas mulheres importantes, doutora Thereza,

incansável em nos ajudar desde o primeiro momento que descobrimos a

gravidez e todas às outras surpresas e dúvidas que vieram com ela, e também

homenageio minha amada mãezinha, que não está aqui fisicamente, mas

tenho certeza que intercedeu por nós da onde está. — Nininha tentou ser

firme em suas palavras mesmo entre o choro e a emoção.

— Lindo nome, forte como nossa pequena. — Falou Léo mostrando

concordar.

— Muito justo querida, em todos os sentidos. Tenho certeza que onde

estiver sua mãe e minha mãe estão em festa. — Disse Dane também de

acordo.

A pediatra foi tirando Thereza de perto de sua mãe e ela novamente


voltou a chorar esganadamente. Uma equipe se aproximou com uma

incubadora, a colocaram e levaram ela.

Doutora Thereza, uma das homenageadas passou o término do pôs parto para

Dr. Carlos e foi até Nininha agradecer o carinho.

— Oh minha querida, me sinto lisongeada com sua homenagem,

ainda mais por dividi-la com sua mãe. Espero que este nome dê sorte a ela, e

que ela e suas irmãs sejam felizes e tragam muito orgulho para vocês.

Parabéns Paulina, você foi espetacular, eu sei como deve ter sido cansativo, e

ainda tem o tempo que Thereza deverá ficar no hospital, mas nunca esqueça

do quanto você é abençoada. Em todos os meus anos de medicina obstétrica,

nunca vi uma união tão grande e singular como a que te rodeia. Ainda mais

num relacionamento diferente como o seu. Desejo a vocês toda felicidade do

mundo e espero vê-los novamente dividindo um novo momento como este.

— Com certeza doutora, não desisti de ter meus sacudos ainda. —

Disse Léo sorridente.

— Pode até ser, mas prefiro não pensar nisso por enquanto... Por pelo

menos uns cinco anos. — Retrucou Nininha ainda muito cansada.

— Por mim fechamos nas meninas, não sei se aguento tudo isso de

novo. Aliás, posso sair e ter com meu sogro para que ele me sustente e não

me deixe cair no chão? — Dane brincou.

— Estamos quase terminando aqui, depois levamos ela para o quarto

reservado. A enfermeira Solange já levou seu pai e amigas para lá e eles

aguardam ansiosamente por notícias. —Foi Dr. Carlos que respondeu.

Os mais novos papais de um trio de princesas se despediram de sua

esposa e foram estar com seu sogro. No quarto estavam seu Silva, Gracinha,

Lary e Bruna. Quando entraram às mulheres pularam em cima deles cheias de

perguntas, seu Silva permaneceu encostado no canto do quarto, vestido com

uma camisa como a deles, os olhando parecendo aguardar por suas respostas


também. Então Léo eufórico foi dizendo que eram pais de não duas, mas três

meninas lindas. Que sua esposa foi sensacional, forte e guerreira. Trouxe suas

filhas ao mundo com muita determinação e coragem. As mulheres davam

gritinhos e sorrisos para tudo o que Léo lhes contava. Dane recebeu os

parabéns de Gracinha e Lary, e as zoações de Bruna. Depois foram até seu

Silva.

— Tudo o que estão dizendo é verdade? Temos agora mais três

meninas? E minha pequena, tem certeza de que está bem? Por que não veio

com vocês? E o que estão fazendo aqui e não com sua esposa?

— Calma meu sogro, como prometido estivemos com sua filha, nossa

esposa, a todo o momento, mas era hora de vir aqui e dar às boas novas. Ela

está sendo cuidada e preparada para vir ao quarto. E nós viemos aqui para

levá-los e apresentar a vocês nossas meninas. — Explicou Dane.

— O que Dane falou é verdade, só mentiu quando disse que só veio

aqui para levá-los, a verdade é que ele veio ver o senhor atrás de um abraço,

pois não está se aguentando das pernas, nem parece o policial durão no

comando. — Disse Léo zombando.

Mais calmo seu Silva não conseguiu segurar a risada ao ver seus

genros numa mini discussão. Gracinha, Bruna e Lary riam e zombavam

também. Feliz com a notícia de que tudo ocorreu bem, seu Silva não via a

hora de ver o rostinho de suas netas e reencontrar sua filha.

— Parem de mulequices, vocês são pais agora. E vamos logo quero

ver minhas netinhas. Venha Dane, eu te carrego se ainda estiver sem forças

nas pernas. Viu eu já previa três meninas. — Falou seu Silva aproveitando o

embalo da brincadeira de Léo.

Dane se conformou em virar chacota, estava muito feliz para discutir.

Abraçou o sogro e foram todos ao corredor onde ficava o berçário.

Chegando lá haviam outros bebês, mas não tinham como não saber quem


eram suas meninas. Quando a enfermeira foi até seu Silva, para orientar o

quarto onde ficaria aguardando, pediu para que ele separasse um conjunto de

roupa para as crianças. Mas seu Silva estava tão preocupado que Bruna se

pôs a procurar nas bolsas. Ela achou os bodys que ela havia comprado e deu

para enfermeira levar. Conclusão, os únicos bebês com mensagem

engraçadinha eram os deles.

Diziam cada body:

— 1 é pouco; 2 é bom; 3 é amor demais. Branco com letras

vermelhas.

— Cadê as roupinhas que nós separamos para que eles colocassem?

— Perguntou Dane.

— Ah! Essas são muito mais legais, deram sorte que os dizeres não

tem segundas intenções. — Falava Bruna saltitante já apaixonada pelas

sobrinhas.

— Gente eu sempre digo, alguém precisa parar a Bruna. —

Resmungou Lary.

— Ora pessoal, logo quando elas vierem trocamos. Mas vamos

meninos, apresentem suas crianças.

— Claro Gracinha. Esta mais fofinha é Sofia, a primeira a nascer, essa

aqui, a Sarinha preguiçosa e aquela lá é a nossa pequena Thereza. Essas são

nossos raios de sol. — Foi Léo quem as apresentou.

— Ohh meus queridos, são lindas, parabéns!! — Dizia Gracinha.

— Verdade, lindas, tia ama. — Dizia Lary apaixonada.

— Olhando daqui, acho que Sara vai ser a que vai dar mais trabalho.

— Dizia Bruna pensativa.

— Por que diz isso da mais quietinha?

— Porque minha mãe dizia Léo, que quando eu nasci era assim,

quietinha, quase não chorava, nada parecida com o que me tornei.


Léo e Dane se entre olharam demostrando o medo do futuro. Até que

avistaram seu Silva se aproximando cada vez mais do vidro que separava o

berçário. Chorando copiosamente pedia obrigada a Deus pela dádiva de ser

avô de três meninas lindas ao mesmo tempo. Então Dane e Léo o abraçaram e

juntos mais uma vez choraram emocionados com tamanha felicidade.

— Linda a homenagem de minha filha para a mãe… Mas… Para

onde estão levando Thereza? — Perguntou o avô ao ver as enfermeiras

levarem ela do berçário.

— Eles disseram que ela teria que ir para UTI neo natal, lá será

melhor assistida. Ela nasceu fora do tempo e precisa engordar e se fortalecer

para poder ter alta. — Explicou Dane.

Ficaram por ali uma hora pageando as gêmeas Sofia e Sara. Mas seu

Silva não escondia o nervosismo em querer ver sua filha. Perguntou a uma

enfermeira que passava e ela respondeu que já devia estar indo para o quarto,

que assim que ela estivesse lá as gêmeas iriam para lá também.

Todos foram para o quarto para aguardar Nininha. As meninas

aproveitaram para dar uma enfeitada e deixar o quarto alegre com as coisas

que trouxeram. Um tempo depois Léo saiu em busca de sua esposa, pois já

estavam demorando muito. A encontrou sendo levada pelo corredor em

direção ao quarto.

Ao chegarem foi uma grande nova emoção. Quando Nininha se deparou com

o quarto cheio de balões coloridos, flores, faixas e várias outros enfeites,

ficou extremamente contente. Mas o que a deixou de olhos marejados foi ver

seu pai lhe olhar e entrar em prantos no ombro de Dane. Ela não precisou da

ajuda dos enfermeiros para trocar de maca, pois Léo com todo o cuidado o

fez.

Recebeu o carinho de suas amigas e de Gracinha. Porém o abraço de seu pai

era o que ela mais esperava e, quando o recebeu, foi mais que especial. Estar


ali com aquelas pessoas novamente e agora como mãe, era maravilhoso. Mas

ainda faltava suas bebês. Quando foram trazidas, a enfermeira explicou como

dar de mamar e tudo o que era importante para um primeiro momento.

Lembraram que a hora de visita estava acabando e pelas normas do hospital

ela só tinha direito a até dois acompanhantes por ser suíte. Após babarem

bastante as nenéns, Lary e Bruna foram embora com seu Silva e Gracinha.

Nininha conseguiu descansar após as meninas se banquetearem dela.

Mais Sofia do que Sara. Uma enfermeira veio para sorver um pouco do leite

materno de Nininha para levar a Thereza. Isso entristeceu a mamãe que

queria poder amamentar também sua pequena, mas por enquanto ainda não

podia. Cada pai se sentou com uma no colo, não se moviam, quase não

respiravam e se fizeram de berço para que elas dormissem em paz.

O parto normal era realmente como é descrito. A mulher sente uma

dor infernal para ter seu bebê, mas horas depois já está bem. Claro que no

caso específico de Nininha não foi só com algumas horinhas, mas uma boa

noite de sono a fez recuperar às energias. Os pais não deixaram as

enfermeiras levarem as filhas para dormir no berçário. Ficaram com elas, e de

madrugada Sara fez um show de tanto que chorou. Léo a pôs para mamar,

mas ela não quis, então levou ela para passear pelos corredores e só assim se

acalmou e voltou a dormir quase ao amanhecer. Sofia mamou mesmo com a

mãe dormindo auxiliada pelo pai Dane e dormiu tranquila o restante do

tempo. Ao acordar Nininha teve uma visão que só não era perfeita porque

faltava uma de suas princesas. Léo em uma poltrona com Sara no colo, todo

torto dormindo. E Dane no sofá deitado com Sofia sobre o peito sussurrando

alguma coisa para a filha que o olhava encantada. Ela se levantou e o chamou

baixinho:

— Oii?

— Oi, já acordou? Estou aqui tentando convencer princesa Sofia a


esperar mais um pouquinho para mamar e te deixar descansar, mas acho que

ela está começando a levar a sério esse negócio de ser princesa.

— É bom vocês começarem a impor limites desde já, se não estamos

perdidos. — Repreendeu ela.

Acordando com a conversa deles, Léo entrou no assunto:

— Acho que está certa, Sarinha aqui já mostrou que gosta da

madruga. Eu tive uma longa conversa com ela explicando que se não estiver

em casa antes da meia noite, eu vou sair com Dane armado até o pescoço à

procura dela. Sabe o que ela fez?

— Não!! — Responderam Dane e Nininha em tom risonho.

— Sorriu pra mim, o sorriso mais maroto que eu já vi. — Falou ele se

esticado segurando sua agora dorminhoca.

Rindo Dane disse:

— Ah tá, a menina não tem nem um dia e já está sorrindo? Ah, Léo

conta outra.

— Eu juro cara, pra que eu mentiria?

— Ué pode ser Dane, ela já está zombando no seu primeiro dia de

vida, puxou ao papai Léo. — Falou Nininha com humor.

Porém logo a conversa dos adultos foi interrompida pelo chorinho de

Sofia, que foi levada para a mamãe dar de mamar. Sara também foi levada

por Léo e posta no outro seio de Nininha e mesmo dormindo mamou. Mais

uma vez com suas filhas sendo amamentadas ela lembrou de sua outra que

não podia estar com ela. Isso partia seu coração.

Léo ligou para sua mãe para contar com mais calma sobre tudo. Dane

saiu com a desculpa de que iria tomar café, mas foi em busca de notícias de

sua Thereza. Ele, Léo e sua esposa não estavam completos sem ela.

Encontrando a pediatra responsável pela UTI neo natal, pediu informações

sobre ela. A médica disse que ela estava respondendo bem e que mamou o


leite materno. E que a mãe ou eles poderiam ir vê-la quando quisessem.

Menos preocupado ele voltou ao quarto e passou a informação para Nininha

que ainda amamentava. Mais tarde ela foi até lá com Léo e pode tocar em sua

bebê. E assim foi por mais três semanas e meia. Mesmo após a alta dela e

das gêmeas, Nininha voltava todos os dias para passar um tempinho com sua

Thereza e tirar leite para ela. Eles tiveram que acampar em seu Silva, que

prevendo isso enquanto estavam no hospital, foi até a casa deles para buscar

algumas coisas que auxiliariam sua estada.

A casa de seu Silva estava cheia de vida, mas ainda faltava a pequenina

Thereza. Ela crescia saudável, engordava e já começava a não precisar de

tantos cuidados. Então quando completou quase um mês de nascida foi lhe

dada alta. Aí sim a felicidade se deu por completa.

Um mês depois, os pais mais babões do universo, faziam um

churrasco na sua casa à beira da piscina com amigos e familiares para

comemorar o mêsversário de suas meninas. Eles decidiram que sempre que

pudessem comemorariam a vida, a felicidade e o amor. Bruna e Lary com

ajuda de Léia transformaram tudo num evento. Mesa com bolo, docinhos e

enfeites no tema das três Marias, tinham balões de estrelas douradas para

todo o lado. Os sobrinhos de Léo adoravam brincar na piscina com eles.

Gracinha e a mãe de Léo disputavam a cozinha. Seu Silva bebia sua

cervejinha na varanda empurrando com o pé o carrinho próprio para as três

meninas, enquanto conversava com o pai de Léo.

— Tem certeza meu sogro que não quer vir pilotar a churrasqueira?

— Perguntou Léo.

— Não meu filho, estou no lugar certo agora. Meus serviços estão

sendo melhor utilizados.

Aos risos Léo voltou para a churrasqueira, passando antes por sua

esposa que estava no sol com as amigas, lhe deu um beijo e foi ajudar Dane


com o churrasco. De longe Nininha viu seus maridos conversando na

churrasqueira, sua pele já tostada pelo sol queimava agora por dentro de

desejo por seus homens. Não via a hora desse período de puerpério passar e

poder desfrutar novamente daqueles corpos deliciosos. Dane notou o olhar

desejoso de sua esposa neles, chamou a atenção de Léo para isso. Eles riam

para ela e ela para eles como se estivessem flertando.

— Brother, eu não vou me aguentar com ela se oferecendo assim.

Aqueles peitos estão implorando para serem chupados.

— Eu sei Léo, mas temos que esperar mais quinze dias. Eu também

estou louco para tê-la do nosso jeitinho, mas a doutora disse que

precisávamos esperar. Aquelas ancas estão mais largas imagina pegando ela

por trás... Porra.... Puta que o pariu!!! — Falou Dane e ao terminar saiu

correndo em direção a piscina.

— Ei cara vai aonde?! — Perguntou Léo a Dane.

— Esfriar a cabeça, de cima e a de baixo. — Respondeu ele antes de

pular na piscina e espirrar água por todo canto.

Dizem que o amor move o mundo. Talvez seja verdade. Mas cadê

todo esse amor? Provavelmente o que move o mundo é o desejo. Desejo de

ser feliz, de encontrar a felicidade, de fazer alguém feliz e de ser feliz com

alguém. Mas algumas pessoas focam seus desejos em coisas mais materiais o

que foge do objetivo. Acabam se perdendo num querer diferente e vai na

contramão do amor. E aí nasce a ambição, o ódio, a inveja, e outros

sentimentos negativos. Acredito que é daí que nascem os “pré” conceitos

sobre algumas coisas. Tem gente tão preocupada com seu umbigo, em suas

convicções e no prazer próprio, individual que ao se destoarem das outras

pessoas, que continuam a viver seus desejos baseado somente no amor,

tendem a se pôr contra, talvez para auto afirmarem sua própria opinião.


Temos que nos permitir mais ao amor, não fazer aos outros o que não

gostaríamos que fizessem conosco e sinceramente, orar para o seres

preconceituosos encontrarem o amor real.

Gostar do mesmo sexo, mudar de gênero, se apaixonar por mais de uma

pessoa, cor, religião, política, opinião... Não deveriam servir para separar

ninguém, sim para unir. Precisamos interagir com amor, mesmo quando algo

não nos agrada. Respeito acima de tudo, isso é o que importa. Somos só

pessoas e como pessoas precisamos nos amar mais e não nos julgar e agredir

pelo que somos, pensamos ou agimos diferente. Fazemos parte de uma

grande família, vivendo a oportunidade de tentar encontrar a felicidade a cada

dia que amanhece. As famílias não se limitam só entre parentes de sangue,

nem naquela imagem tradicional de pai, mãe, filhos... E os relacionamentos

também. O conceito de família mudou, nós precisamos mudar junto. Talvez

voltar a ser como no princípio quando Deus disse que somos todos irmãos.

Nos aceitar e aceitar o outro é um grande começo para nos manter unidos.

Nos amar é primordial. Hoje em dia precisamos entender que os únicos

responsáveis pela real felicidade, seja ela do tamanho e pelo tempo que for,

somos nós mesmos. Para isso, é preciso se permitir.

E ao se permitir descobrimos que a felicidade é muito simples, é mais

uma questão de aceitação do que de procura e assim abrimos uma infinidade

de opções.

Nininha se permitiu e você?

FIM!


Bônus

A vida já não é fácil para uma mulher solteira e a coisa só

complica quando ela se torna mãe e esposa. Ainda tem aquelas que criam

seus filhos sozinhas.

Agora imaginem uma mulher, esposa de dois homens e mãe de três

crianças. Complicado ao triplo. Apesar da ajuda que recebia de seus maridos

e familiares e, da dona Edinalva que foi contratada para auxiliar com as

crianças, Nininha ainda se sentia atarefada por demais. Não que ela

reclamasse da vida, mas os momentos com seus maridos se tornaram

escassos por conta dos horários das crianças, o cansaço do dia a dia e às

mudanças que eles tiveram no trabalho. Dane foi designado para fazer parte

de equipes que investigavam políticos corruptos, o que estava tomando

bastante tempo dele e sempre que tinha operação levava Léo com ele. Isso

significava que ela acabava muitas vezes ficando só com as filhas. As

meninas já iam completar um aninho, suas amigas, além de tias eram também

madrinhas das crianças e resolveram fazer uma festinha de princesas para

comemorar. Festinha que aos poucos virava um festão, seu Silva e Gracinha

faziam questão de que fosse perfeito, isso sem falar dos pais delas que faziam

de tudo, tuuuudooo para suas meninas, tentando transformar a vidinha delas

num conto de fadas real. Com isso ela se atolou mais ainda, pois quis

preparar ela mesma às lembrancinhas da festa. E por falar em festa, cada mês

que completavam, era uma comemoração diferente.

O crescimento de suas meninas era um show à parte, os primeiros dentinhos,

gargalhadas, palminhas, gracinhas... Tudo era devidamente registrado e


aclamado por todos. Às vezes, Nininha pensava que Léo, Dane e seu pai

iriam construir uma redoma de vidro para cada uma.

A vida ia boa, linda e repleta de amor. Mas no momento, o que

Nininha queria mesmo, era sexo. Sexo à três. De preferência, avassalador,

duro e sem hora para acabar. Queria se sentir novamente mole, desfalecida

sentindo seu corpo abusado e sexualmente saciado.

Ela tinha bons momentos com seus homens, juntos ou separados. Na

maioria das vezes separados. Mas ela queria, precisava de mais. Para quê

esses dois Deuses Olimpianos dentro de casa, se ela não podia ter seu

momento de adoração a eles.

Tentava uma maneira de se organizar para poder ter um tempo a sós com os

dois, mas na última tentativa, quando combinou com dona Edinalva de

dormir com as meninas, acabou ela dormindo no sofá exausta, de camisola

vermelha, aguardando eles chegarem de uma batida. Sentiu-se ser levada no

colo por um deles, mas estava realmente tão cansada que se deu ao luxo de

apenas receber seus carinhos e dormiu. Sim. Dormiu. Pelo menos entre eles.

No outro dia conseguiu uma foda matinal com Léo, rapidinha mesmo, Dane

já havia saído para o trabalho e logo ela teve que ir, pois as meninas tinham

consulta no pediatra.

Estava se sentindo péssima, imaginava se isso acontecia também com outras

mulheres ou só com ela. Entendia que sua situação era diferenciada, mas

estava começando a se entregar.

Lembrando do conselho da Doutora Thereza, procurou um psicólogo

e ele a ajudava a não endoidar de vez. Não sabia ela que seus maridos

percebiam tudo o que estava acontecendo e da maneira deles, no tempo que

tinham tentavam de tudo para fazê-la se sentir bem.

Eles também sentiam saudade da liberdade total de estar com sua

esposa, inteiros e juntos. Dane e Léo tinham também o seu alívio


momentâneo das poucas vezes que estiveram com ela, juntos ou separados,

porém ainda não era o que realmente precisavam.

Léo deu a ideia de planejarem uma viagem só de dois dias, mas com a

correria que andavam as investigações em que estavam designados, não

acharam uma brecha. Conseguiram apenas uma folga de um dia juntos. Por

isso faziam de tudo, no pouco tempo que conseguiam. E ainda tinham suas

princesinhas.

Amavam demais sua mulher, sabiam que iriam amar seus filhos, mas não

tinham noção do amor que teriam por aquelas três pipoquinhas. Tudo era

grande demais, quase palpável. Essas garotas nem andavam e nem falavam

ainda, e já os tinham nas pontas dos dedos. Adoravam chegar do trabalho e

encontrar sua esposa no meio da sala com as crianças, rodeadas de todos os

tipos de brinquedos diferentes. Tantos ursos e bonecas que não dava espaço

para mais nada. Nininha sempre sorridente, parecia uma criança também

cantando e dançando com elas, assistindo aos DVDs infantis. Eles nunca

estavam preparados o suficiente para essas cenas. Sempre se emocionavam e

agradeciam a Deus por tal oportunidade. Mesmo cansados e às vezes, com

fome, voltavam correndo para casa para se juntar a elas na farra que faziam.

Brincavam feito crianças, faziam de tudo para que elas balbuciassem a

palavra papai, mas o som emitido era sempre "mama", o que tirava risos

deles. Quando ouviram cada um a palavra "papa" quase desmaiaram de

emoção.

Em um raro dia em que os dois se encontraram de folga, dispensaram

a dona Edinalva e curtiram o dia em família juntos em casa. Teriam uma

operação na semana que antecedia o aniversário de suas meninas e teriam que

viajar por pelo menos dois dias. Enquanto eles brincavam com as meninas

no quintal, cada uma no seu andador, Nininha preparava, toda feliz um

almoço leve e gostoso. Os preparativos para a festa estavam terminados, os


dias começavam a se tornar mais tranquilos, seus homens estavam em casa,

suas filhas lindas e saudáveis e tudo o que ela queria agora é que elas se

cansassem bastante para ela poder ter um momento a sós com seus pais.

Olhando pela janela via seu coração batento fora do corpo, sorria ao

ver suas filhas se acabando de brincar com os pais.

Quando Léo se esticou para buscar um bolão lilás que Sofia queria porque

queria, Nininha não conseguiu segurar seu olhar de passear por aquele corpo

magnífico sarado, bronzeado e suado de Léo. Suas pernas até ficaram

bambas. O centro entre suas virilhas fervilhou. Ela até esqueceu que estava

lavando um prato, o pôs ao lado e segurou firme na bancada, torcendo às

coxas atrás de algum alívio. Dane mesmo às voltas com Sara que tentava de

todo jeito quebrar o andador apostando corrida com Thereza, viu de relance

que sua esposa olhava para seu amigo e notou a excitação em seu olhar.

Percebendo que as meninas ficariam sob controle com Léo, foi até a cozinha

sem que ela percebesse. Chegando por trás dela disse em seu ouvido, ao

mesmo tempo que levou sua mão em concha sobre a calcinha de seu biquíni:

— Você sabe que não precisa se aliviar sozinha e nem sofrer com

vontade. — Roçando seu pau já duro no fio dental que ela usava, continuou

dizendo enquanto entrou com sua mão por dentro do biquíni e manipulava as

carnes úmidas e macias. — Temos aqui uma buceta chorona, acho que tenho

uma solução para isso, você quer?

Logo ao ser surpreendida pelo toque e a fala de Dane, a excitação de

Nininha duplicou. O que ele fazia com os dedos só aumentou mais ainda sua

necessidade. Seus olhos se fecharam como se fosse possível suportar mais

um pouquinho.

Quando os abriu, viu Léo os olhando do quintal às voltas com as crianças

lhe mandando um beijo e começando a levá-las para o outro lado da casa

onde havia um acampamento de tapetes emborrachados e muitos brinquedos.


Então Nininha respondeu gaguejando para Dane:

— Quequero...

— Levante a perna direita o máximo que conseguir... Isso, assim

safada!

Tão prontamente Nininha fez o que Dane pedia, que recebeu um

tapinha na polpa da bunda empinada, que ficou mais empinada ainda quando

ele esfregou seu pau e afastou sua calcinha.

Com o joelho direito quase sobre o balcão, arreganhada para ele, sorrindo

devassa, sentiu o pênis dele invadir sua buceta por trás, numa estocada

profunda fenomenal. Louca por ele, ela fez seu corpo se aproximar mais

ainda do dele, esfregando sua bunda em seu púbis. O que fez o ogro que o

habitava sair e se apoderar dele.

— É assim que você quer? Duro, selvagem? Assim você vai ter.

Aguenta gostosa. — Susurrou ele ao pé do seu ouvido, logo depois inclinou

seu tronco mais para frente, deixando mais ainda sua bunda ao alto. Com uma

mão fazia ela permanecer na posição segurando seus cabelos e a outra

apertava sua anca forçando seu corpo a ir de encontro ao dele forte e voraz.

Ela aguentava, era difícil mais aguentava precisava se sentir assim,

dominada. Precisava sentir esse ogro dele novamente. Seu tesão ia nas

alturas. A forma rude que ele a tinha às vezes, era singular e maravilhosa,

deixava o desejo aparente. Saber que só seu corpo, mesmo após ser mãe,

podia ainda deixá-lo assim fora de si, fazia sua autoestima e a certeza de que

era suficiente para ele aumentar. O que começou por um olhar de desejo por

seu marido Léo, se tornou um sexo selvagem na pia da cozinha com seu

outro marido Dane. Pensar assim a fez gozar gostosamente na maestria das

investidas duras e certeiras de seu pau.

— Isso minha esposa gostosa, goza gemendo no meu pau, mostra pra

mim o quanto gosta de ser possuída por ele, por mim. Isso, e... Toma…


Aaahhh, toma, sente meu leitinho jorrando dentro de você.

Há muito tempo eles não tinham uma foda suja como esta, os dois

estavam precisando. Permaneceram abraçados e Dane a ajudou a por a perna

trêmula no chão e a ajeitar o biquíni.

E enquanto se beijavam deixando os corpos voltarem aos poucos a seu estado

natural, escutaram Léo gritando e rindo ao mesmo tempo:

— Papai, mamãe, se já terminaram aí dá para virem aqui me ajudar,

ou teremos uma nova ordem mundial comandada por Sara e Thereza. Não

dou conta mais não.

Nininha e Dane riam com às bocas coladas. Se beijaram mais um

pouquinho e se prepararam para ir ajudar Léo a controlar as meninas.

— Ei, olha ali o papai e mamãe! É gente, eu imagino o quanto devia

estar bom lá dentro, mas essas meninas valem por um time de futebol inteiro.

— Bem feito, ficou a gravidez toda dizendo que queria um time de

futebol que olha no que deu. — Retrucou Nininha indo até ele, e após pegar

Sara que tentava sair do andador, o beijou e se sentou ao seu lado.

— Está maravilhosa, minha esposa. Se seu rosto está rosado e suado

assim, imagino como deve estar sua buceta. — Disse ele safado na sua

orelha.

— Léo respeita suas filhas.

— Elas não escutaram e nem entenderiam nada, mulher. E pode ir se

recuperando rápido que quero você também.

Nininha era cortejada por Léo enquanto brincavam com as meninas.

Dane foi para piscina com Thereza, se não ela iria de andador e tudo. Sofia

brincava tranquilamente com uns ursinhos e Sara mamava no peito da

mamãe.

— Minhas filhas são tão sortudas. — Disse Léo enquanto acariciava

com o olhar sua esposa amamentando.


— Por quê? — Perguntou ela, já esperando uma gracinha.

— Por ter acesso ilimitado a esses seios fartos e fabulosos.

Derretida pelas palavras de seu marido Nininha apenas sorriu para ele,

louca para que ele a levasse dali e dar a ele o acesso ilimitado que ele queria.

Parecendo ouvir seus pensamentos, Léo se levantou e pegou Sara que já

cochilava no seio de sua mãe. Colocou ela no cantinho de dormir que

montaram no quintal. E chamou Dane:

— Dane meu brother, minha vez de dar um trato na mamãe. Cuide de

nossas princesas. Sara dormiu, menos trabalho para você. Voltamos já.

Saindo da piscina com Thereza no colo, Dane entendia a necessidade

de seu amigo. Foi para área onde estavam Sofia e Sara e ofereceu às

bonequinhas acordadas biscoito maisena, cada uma pegou um, e ficaram

brincando juntas. Enquanto seu amigo Léo corria com sua esposa para dentro

de casa.

Nininha quis subir para o quarto, mas Léo não deixou. Tinham pouco

tempo até Dane pedir socorro. Ele a beijava loucamente retirando seu biquíni

na sala mesmo, Léo a levou até o sofá e se jogou com ela. Pareciam dois

adolescentes apaixonados em busca do prazer escondidos dos pais.

Nininha logo o virou para ficar por cima dele. Não queria perder a

oportunidade de lamber cada pedacinho indecente daquele peitoral e

abdômen. Beijou e beijou muitooo todo ele, até chegar no seu caminho de

pelos dourados que levavam a felicidade.

Baixando aos poucos seu calção, pôs para fora o monumento que ostentava

entre às pernas. Léo com o pescoço levantado olhava na direção dela e

observava sua esposa lidando belamente com seu pau. Nininha ao ver o falo

totalmente ereto e pulsante lambeu os lábios, o que deixou Léo maluquinho.

Ele bateu a cabeça atrás no acento do sofa, mas voltou rapidamente, não

queria perder o próximo ato de sua esposa.


Ela olhou nos olhos dele, sorriu descarada, pôs a língua pra fora e sedutora

iniciou lambidas da base à cabeça de seu pênis, intercalando com chupadas

gostosas no escroto. Transformando o corpo de Léo em lava vulcânica. Ele

pôs suas mãos entrelaçadas abaixo de sua cabeça e quando viu ela abrir

languidamente a boca e abocanhar a cabeça de seu pau, se permitiu se

entregar a sensação maravilhosa de ser saboreado pela mulher que amava

durante algum tempo. E quão maravilhoso era saborear seu marido desse

jeito. Só não era mais maravilhoso porque não eram os dois ao mesmo tempo.

Nininha seguia os movimentos com sua boca de cima para baixo, de baixo

para cima. Levava ele profundamente em sua garganta e mordiscava de vez

em quando. Suas mãos acariciavam seu abdômen sarado e seu saco. Sua

língua fugia para suas virilhas enquanto suas mãos tomavam seu lugar

masturbando o nervo excitado. Quando Léo estava quase se deixando levar

demais, tirou ela a puxando pelos cabelos e se virou sobre ela, abriu suas

pernas se encaixando dentro delas. Beijando sua boca e roçando em sua xota,

desceu seus lábios até seus seios e se fartou. E apesar de saber que ela se

envergonhava porque saia leite de seus seios, ele continuava porque tudo que

vinha dela era vital para ele.

— Ohhh Léo, quero tanto você....

— Eu também amor, minha rainha...

Entre palavras carinhosas, Léo apontou seu pênis no buraco

escorregadio dela e aos poucos foi se acomodando no lugar mais receptivo

que ele conhecia. Agarrado a ela, entre beijos molhados, foi iniciando o vai e

vem de pecado que fazia seus corpos se contorcerem de prazer. Nininha

arranhava suas costas enquanto Léo mordia seu ombro e pescoço. Cada vez

mais Léo se aprofundava dentro dela a medida que ela se abria ainda mais

para ele. Os gemidos deles iam em uma crescente cada vez que se

aproximavam do orgasmo. Sem poder segurar, eles se jogaram juntos na


sensação infinita de gozo partilhado. Dando aos seus corpos o que buscavam,

o que precisavam.

Ainda deitados e, com Léo ainda se dissolvendo dentro dela, sorriam

sorrisos bobos um para o outro, enquanto trocavam carinhos e palavras de

amor. Ao ouvirem o som do chorinho de Sofia, voltaram a realidade.

— Sofia deve estar com fome, Thereza também. É melhor voltarmos.

— Disse ela.

— É, e eu também estou com fome.

— Vamos lá, vou colocar a mesa, ajude Dane com as meninas. E me

dê só um minuto para uma ducha.

Beijando seu pescoço até a linha de seu ombro, Léo respondeu:

— Como quiser minha rainha. Mas eu continuo faminto de você, e

acredito que Dane também. Por isso vamos cansar bastante essas meninas,

principalmente Sarinha, para que elas nos dê o tempo que precisamos para

saborear nossa esposa juntos essa noite.

— Deus te ouça! Espero ansiosamente. — Disse ela o empurrando,

colocando seu biquíni e correndo para a ducha ao lado da piscina.

Dane a viu quando saiu de casa e sorriu com a carinha de felicidade

dela. Léo apareceu bem na hora em que Sara começou a resmungar e o

ajudou com elas. O dia seguiu com o objetivo de brincarem bastante com

suas proles para mantê-las tão cansadas e dormirem a noite toda. O que não

era um trabalho pesado para eles e Brutus. Thereza e Sara começavam a dar

indícios de dar os primeiros passinhos sozinhas, então os papais às estigavam

enquanto a mamãe tentava registrar o momento. Sofia gostava mais de

engatinhar, chegava mais rápido ao seu objetivo. Brutus, era um objetivo bem

legal e peludo. Onde ele ia, elas se arrastavam atrás. Thereza tentava subir

em tudo, Sara se equilibrava se segurando nas coisas e Sofia logo cansava e

saia na frente engatinhando e pegando o cão.


Durante toda a tarde eles se divertiram juntos. Ao anoitecer, o trisal

levou suas filhas para um banho. Eles tiraram na sorte, quem cuidaria de

quem. Ideia de Léo é claro. Demoraram horas entre o banho e troca de roupa,

pois as meninas ainda estavam ligadas no duzentos e vinte. Depois deram a

janta, suquinhos, danoninhos e nada de soninho. Quem bocejava era Léo.

Nininha resolveu dar de mamar para elas. Iniciou com Thereza que ao

começar a mamar foi fechando o olhinho e adormeceu. Foi para o quarto

delas. Dane e Léo vieram com às outras duas. Com Thereza em seu berço,

pegou Sofia que já coçava o olhinho e resmungava. Sentou na cadeira de

amamentação e lhe deu peito. Demorou um pouquinho, mas ela também foi

levada pelo cansaço. Dane a pegou e pôs em seu berço. Léo andava

balançando Sara no colo que achava graça, porque só ficava rindo. Nininha

pediu a ele que lhe desse ela, e também ofereceu o peito. Mas essa era mais

difícil, brigava com o sono, parecia não querer perder um minuto se quer.

Bem parecida com a madrinha Bruna para loucura dos pais. Porém estava

também muito cansada e também foi levada para o sono pesado.

Ao verem suas três meninas dormindo feito anjos, chega fez os

olhinhos do trisal brilharem de alegria. Léo já foi puxando Nininha para o

quarto deles e Dane veio atrás. Os três cheios de malícia.

Só que Nininha queria que fosse mais que especial, disse que ia tomar um

banho gostoso e se preparar para eles. Pediu que eles tomassem banho no

quarto de hóspedes e a esperassem na cama.

Um tempinho depois, Nininha estava prestes a sair do banheiro.

Sentia-se plena, linda em sua camisola branca de renda e calcinha

combinando. Sua pele bronzeada reluzia do óleo aromatizador que passou por

todo canto. Todo canto mesmo, principalmente naqueles de difícil acesso.

Estar escorregadia já era meio caminho andado. Seus cabelos macios e

cheirosos. Sua depilação em dia, estava pronta para se doar aos seus Deuses.


Desligou a luz do banheiro e abriu a porta que ia para o quarto, quando saiu e

se pôs de frente à cama os viu deitados. Tentou chamar sua atenção

assoviando sensualmente. Ao demorarem a lhe perceber, foi mais perto e

constatou o inimaginável. Estavam os dois como suas três filhas, vencidos

pelo cansaço. Dormiam profundamente. Respirando fundo desolada, até

tentou chama-los, mas nenhum deles deu sinal de vida. Coitados, vinham

também de semanas de trabalho duro, em sua folga gastou toda suas energias

com suas filhas e com Nininha também. Estavam exaustos com certeza.

Restou para Nininha se acomodar entre eles e descansar. Haveria novas

oportunidades, ela só esperava que fosse logo.

— Merda brother, se eu soubesse que não pegaríamos engarrafamento

podíamos ter ficado um pouco com nossa esposa.

— Como fomos dormir?? Puta que pariu. Você viu a camisola dela.

Fiquei imaginando ela chegando toda preparada e encontrando nós, dois

bostas, dormindo. Merda!! — Vociferou Dane socando o volante.

— Foda Dane. Foda mesmo. Mas ela demorou muito e estávamos

muito cansados. Dois idiotas. Poderíamos pelo menos ter feito algo hoje de

manhã se não fosse essa sua pontualidade exagerada.

— Ah para de reclamar, Leonardo. Você sabe que tínhamos que sair

cedo e depois de deixarmos ela na mão ontem, ela não merecia uma

rapidinha sem emoção.

— Nunca uma rapidinha com nossa esposa é sem emoção. —

Resmungou Léo.

— É eu sei, mas não é exatamente o que quis dizer.

— Tá tá, entendi já. Agora vamos parar de falar disso, se não eu desço

aqui e volto pra casa.

Em casa, Nininha se espreguiçava naquela cama enorme feita sob

medida para o trisal. Não escutava nenhum chorinho de suas filhas. Viu pelo


o horário que dona Edinalva já deveria ter chegado, ela tinha a chave da casa.

Levantou-se da cama e ao passar pelo grande espelho se viu com aquela

camisola rendada branca que deveria ter vivido várias emoções e no fim

acabou por nem ser tocada.

— É, a vida de mãe não é mole não! — Disse ela em voz alta.

No banheiro fez sua higiene, trocou de roupa e foi ao quarto de suas

meninas. Chegando lá encontrou dona Edinalva trocando Thereza, Sofia

encantada com os penduricalhos do berço e Sara ainda dormindo.

— Bom dia, dona Edinalva!

— Oh! Bom dia! E aí como foi com seus maridos? — Disse dona

Edinalva ao virar para vê-la na porta.

Nininha entrou e se sentou na poltrona de amamentação. Logo dona

Edinalva levou Thereza para que ela desse mama. E assim ela foi tentando

responder.

— Como eu posso dizer?... Foi maravilhoso, mas não foi perfeito.

— As crianças atrapalharam, dona Nininha?

— Quantas vezes eu vou ter que lhe pedir para me chamar apenas de

Nininha, dona Edinalva? — Repreendeu Nininha, em tom de brincadeira. E

continuou a responder. — Não, elas foram ótimas. Nunca dormiram tão bem.

— Ah, me desculpe, é força do hábito. Então, Nininha, por que não

foi perfeito?

— Porque... Porque... Estávamos tão cansados que acabamos

dormindo. Mas pelo menos durante o dia pude ter dois momentos fabulosos

com cada um. Só não tivemos os três juntos.

— Nossa, isso ainda é novidade pra mim... (risos) ... Mas não se

preocupe, e nem crie mais expectativas, deixa acontecer. Qualquer hora

dessas vocês vão ter esse tempo a três de que tanto precisa.

— Tomara...


— Vou trocar Sofia. Ah! Seu pai ligou ainda agora e disse que estava

vindo com a Gracinha para ficar com você e as crianças, enquanto seus

maridos estiverem fora.

— Meu pai é fogo, eu disse que não precisava. Mas ele é teimoso.

— Ele só quer ajudar.

— Eu sei, ele não gosta de saber que eu estou sozinha com elas e

numa emergência com três é complicado. E outra, ele deve estar em conluio

com aqueles dois também. Eles pensam que não sei. — Dizia Nininha.

Os dias que eles passaram em serviço passou tranquilo. Seu pai e

Gracinha como sempre foram uma ótima companhia. No fundo ela adorava

que eles viessem, ela só reclamava porque não queria incomodá-los, mas ao

vê-los com as netinhas tinha certeza que não era um incômodo e sim um

prazer.

O trisal conseguia trocar mensagens pelo celular, isso os deixavam

menos preocupados em ambos os lados. Eles ficaram dois dias e duas noites

fora. No terceiro dia avisaram que viriam para casa a noite. Seu Silva e

Gracinha foram embora ao entardecer, dona Edinalva foi um pouquinho mais

tarde, ajudou Nininha a preparar as meninas para dormir. A rotina de toda

noite: banho, troca de roupas, jantar, mamar e dormir.

Após dona Edinalva sair ela aproveitou também e tomou seu banho, colocou

seu baby dool mais confortável e pela hora imaginou que seus maridos

chegariam mais tarde ainda. Queria pelo menos estar acordada quando eles

chegassem. Desceu até a cozinha pegou uma tangerina e foi para sala ver um

pouco de TV.

Ela também sentia falta de pintar suas telas. Seu atelier estava quase intocado,

matou a vontade dos pincéis ao pintar uns vasinhos que usaria para enfeite no

aniversário das meninas. Imaginava que deveria incluir em sua nova vida

uma horinha que fosse para seu atelier. Isso com certeza seria bom para ela.


Ao lembrar de suas pinturas, veio em sua mente a imagem que fez deles

naquela cachoeira fantástica. Era tão bom lembrar de um dia como aquele.

Como queria voltar e viver tudo de novo. Acabou adormecendo ali mesmo,

pensando em seus amores.

Nem tão longe dali, Dane e Léo pegavam uma carona para casa. Isso

mesmo, uma carona. Acabaram o serviço em uma base que não era a deles e

era mais próxima à sua casa. Demoraria muito ir no comboio até sua base

onde estava o carro e depois ainda voltarem para casa. Chegariam quase de

manhã. Mesmo cansados pelos desdobramentos da operação, queriam correr

para casa e estar com sua mulher. Aproveitaram uma ronda que passaria bem

perto à sua casa e pediram carona. Os colegas os levaram e ainda os deixaram

na porta de casa. Como não voltaram para sua base ainda estavam

uniformizados.

Dane vestia uma calça jeans preta justa. Por dentro da calça, uma

camisa polo preta com a logo da polícia no peito e escrito atrás POLÍCIA

FEDERAL em amarelo, por cima um colete à prova de balas com os mesmos

dizeres. Nos pés, coturnos pretos. Pendurado no pescoço, seu distintivo. No

coldre da cintura sua arma e alguns cartuchos de munição. Parecia

intimidador. Imprimia virilidade. Um tesão.

Léo estava também todo de preto e com o colete. Em sua blusa, as

siglas em amarelo na frente. Sua calça quase uma cargo com bolsos nas

laterais. O boné preto com a sigla da PF em amarelo que usava, era um

charme. Havia um coldre na coxa direita que ostentava sua arma. Seu

distintivo preso no cinto da cintura dava um ar mais despojado a sua

vestimenta. Lindo, vital e perigoso.

Os dois ficavam absurdamente mais lindos quando estavam de

uniforme. Para eles era só uma roupa, mas para as mulheres mais uma arma

de sedução. Provavelmente nenhuma mulher deixaria de cair seduzida ao


olha-los assim.

E foi exatamente assim que Nininha se sentiu ao acordar, seduzida.

Em pé, de frente a ela estava Dane, com aquele olhar hipnotizante. Parecia

revistar seu corpo. Agachado próximo ao sofá onde dormia, estava Léo,

fazendo carinho em seus cabelos e a chamando. Se espreguiçando sentou no

sofá, e continuou os olhando. Nesse momento Léo se levantou e ficou ao lado

de Dane. E desse jeito deu para ela analisar melhor a imagem quente que

estava tendo. Nunca havia visto eles uniformizados nesse tempo juntos. Seus

maridos eram lindos e gostosos mas… De uniforme, com arma e tudo

estavam um tesão. Como ela deixava eles trabalharem assim, as mulheres

devem implorar para serem presas. Os olhos azuis hipnotizantes de Dane e os

esverdeados de Léo sobressaiam no conjunto de roupa preta que usavam. Os

coletes aumentavam ainda mais as estruturas bem desenvolvidas de seus

peitorais. Aquelas armas e distintivos os deixavam ainda mais sexys. Como

nunca tinha visto eles assim, ou melhor, por que nunca os teve assim para

tirar peça por peça e abusar desses corpinhos. Nininha a muito já estava

subindo pelas paredes, e vê-los assim exalando sex appeal uniformizados só a

deixou mais louca.

— Que invasão é essa em minha casa senhores, não há nenhuma

bandida aqui para ser presa. — Ela disse melosa jogando uma isca.

Malandramente Léo entendeu nas entre linhas a intenção de sua

esposa. Dane também, mas foi o sacana do Léo que lhe deu corda:

— Desculpe-nos senhora, mas recebemos um chamado dizendo que

havia uma bandida muito perigosa rondando a área, a sua casa é a primeira a

ser revistada.

— Hummmm e vocês vão revistar apenas a casa ou a mim também.

Devo me preocupar? Estou só eu e minhas três filhinhas que dormem

abençoadamente. — Disse ela indo mais fundo nesse joguinho. Se levantou


com carinha de safada e pobre coitada, e deu alguns passos do sofá quando

foi puxada pelo braço por Dane.

— Sim e com certeza, começaremos por revistar e interrogar a

senhora. Queremos saber a razão de não está dormindo com suas filhinhas e

principalmente o porquê de um baby dool tão pequeno para dormir, estando

sozinha em casa?

Jogando os cabelos para trás e olhando de seu baby dool para ele,

Nininha mantinha o enredo:

— Oh! Mas essa é apenas uma roupinha que às vezes, uso para ir a

padaria, senhor. Não vejo nada demais.

O apertão que Dane lhe dava até então estava leve, mas ao terminar

suas palavras, ela sentiu que ele aumentou a pressão. Assim como também

percebeu o clima ficar mais intenso. Léo e Dane a olhava com uma mistura

de perplexidade e raiva.

É claro que ela jamais iria a padaria com aquele pedacinho de pano, e no

fundo eles também sabiam disso, mas, só imaginar que poderia acontecer, já

ativava o ciúme e o sentimento de posse.

— Acho melhor revistarmos logo ela, alguma coisa me diz que é esta

a meliante que procuramos. Não pense você, que por estar com uma roupa

minúscula dessa, nós vamos deixar passar. Há muitos esconderijos no corpo

de uma mulher, vamos revistar todos eles agora. Vire-se. — Disse Léo num

tom autoritário a fazendo tremer de desejo. Ela se virou com a ajuda nada

delicada de Dane. Pôs suas mãos nos ombros dele e ficou de costas para Léo.

Dane então olhando em seus olhos afastou às pernas dela usando sua coxa e

joelho. Quando o fez, roçou na intimidade dela a fazendo suspirar.

— Assim tá bom? — Questionou ela ao olhar para trás em Léo, que

se perdia avaliando sua bunda.

Assim que terminou de falar levou um puxão de cabelo de Dane e em


sequência um tapa na bunda de Léo.

— Aiii...

— Quietinha, aqui só quem faz perguntas somos nós, os Federais. —

Dane disse.

— Sim, senhores... — Nininha respondeu já inundada.

Léo acariciou na pele que antes ele agrediu com o tapa e apalpou sua

bunda dizendo:

— Vamos começar a averiguação, não se mexa.

Então ele desce sua mão por trás da coxa esquerda, circula com as

pontas dos dedos atrás dos joelhos dela, o que a fez esquivar um pouquinho,

mas não muito, pois foi segurada por Dane com a mão em seu pescoço

mantendo-a parada. Léo continuou a descer sua mão até o pé dela, depois

passou para o calcanhar direito e subiu repetindo o movimento que havia

feito na outra perna. Tudo isso dizendo:

— Sabe, mesmo que não encontremos nada de ilícito na revista... Seu

corpo por si só é algo ilícito o suficiente. Merece ser presa por violação ao

pudor. É uma pena que não estão conosco às nossas algemas. Os poucos

minutos que estamos próximos a você já nos faz necessitar toca-la.

Nininha fechou os olhos e começou a esquecer da brincadeira quando

um dedo curioso adentrou em sua calcinha que guardava sua buceta chorona,

tocou na borda de seu canal e enfiou o dedo lá dentro deixando ela nas pontas

dos pés soltando um gritinho contido.

— Aqui não há nada, parceiro. A não ser uma pequena nascente de

líquido fervente.

— Tem certeza, deixe-me avaliar também.

— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... — Ela soltou ao sentir repentinamente o

dedo de Dane dividir o espaço junto ao de Léo, pela frente.

Ela estava em posição meio inclinada, segurando em Dane, enquanto


Léo estava encostado nela atrás com um dedo completamente dentro de sua

buceta e Dane estava à sua frente um pouco inclinado também com o dedo

completamente aterrado no mesmo lugar. Eles molestavam ela ao mesmo

tempo em que falavam um com o outro.

— Vê, aqui não há nada como eu disse, a não ser essa umidade

crescente.

— É verdade, mas você olhou atrás? — Perguntou Dane.

Nesse momento o corpo de Nininha se arrepiou sabendo o que a

aguardava. Léo retirou seu dedo besuntado dos sulcos da vagina dela e levou

ao seu buraco vizinho. Ali rodeou às bordas deixando-a ao mesmo tempo

tensa e desejosa. Léo aos poucos foi introduzindo o dedo forçando contra o

anel de músculos apertado. Se chegou mais perto dela e cheirava suas costas

e pescoço.

— E então parceiro, algo ai? — Questionou Dane.

— Não. Sinto apenas um cheiro bom de tangerina em sua pele e um

apertar das paredes quentes e firmes de seu orifício.

E quando Nininha estava acostumando com os movimentos

sincronizados dentro dela e o indício de um orgasmo que surgia, foi pega de

surpresa, pois eles retiraram ao mesmo tempo os dedos deixando-a sem

fôlego, vazia e querendo mais. Sorrindo ao ver sua esposa necessitada deles,

eles continuaram a brincadeira que ela já nem lembrava mais.

— Acho que não há nenhum outro lugar que ela possa estar

escondendo algo. — Léo disse.

Levantando ela, Dane a olhava como se procurasse por algo, bem

sério. Via os bicos de seus seios duros quase rasgando o tecido fino que o

cobria precariamente. Ofegante Nininha sentia o olhar dele ir queimando sua

pele por onde passava.

As polpas da bunda dela fugiam de dentro do pequeno shortinho o que dava


ao Léo uma visão estigante que fazia seu pau saltitar dentro da cueca.

Voltando a pensar na brincadeira e querendo urgentemente brincar a vera

agora, Nininha teve uma ideia.

— Vocês não olharam em todos os lugares possíveis, ainda tem a

minha boca e nela cabem muitas coisas. — Sussurrou ela inocentemente.

Aquele silêncio que se fez após a fala dela só serviu para aumentar a

tensão sexual na sala de estar da casa.

As armas, o uniforme e o pequeno baby dool pesavam em seus corpos.

Já passava da hora de acabar a brincadeira e se conectar de verdade.

Nininha entre os dois se ajoelhou e foi direto para o cinto de Léo tentando

abrir com rapidez, afinal ela tinha outro cinto para abrir também.

Dane tirou seu colete e jogou de lado. Léo fez o mesmo. Quando ela se virou

para abrir o cinto de Dane viu que ele ia tirar a arma então ela pôs a mão

sobre a dele que segurava a arma e disse:

— Não... Não tirem. Quero ter vocês na minha boca ainda portando

suas armas. Vocês não sabem como me deixam louca vendo-os assim.

Aquele sorriso lindo e gostoso que Dane deu a ela a fez voltar ao seu

objetivo principal que era por as armas mais vitais que carregavam, em sua

boca. Terminou de abrir suas calças e com uma mão em cada um, caçou por

dentro de suas boxs as carnes duras enfurecidas procurando liberdade. Pôs o

pau de Dane para fora, lambeu o olhando tirando um suspiro sôfrego de sua

garganta. Se virou em Léo e fez o mesmo. Dane se abaixou um pouco e

enquanto via sua esposa mamando seu amigo, puxou seus seios para fora do

tecido deixando-os expostos para suas carícias. A visão ficou perfeita para

eles quando ela ainda ajoelhada no chão, ainda segurando cada pau em sua

mão, empinou a bunda para trás deixando suas polpas e fenda a mostra.

Assim ela seguiu se dividindo em chupar um e outro ouvindo seus gemidos

que cresciam a cada minuto. O calor aumentava e eles tiraram suas blusas.


Nininha começou a desamarrar os seus sapatos auxiliando eles a tirarem. Léo

a levantou pelos cabelos e se grudou a seu corpo enquanto Dane se livrava de

sua calça e arma, depois puxou Nininha do agarre de Léo e rasgou a pequena

blusa do baby dool para logo depois atacar o seios fartos dizendo:

— Pronto, isso nos certifica que nunca vai usá-lo para ir a padaria

nem de brincadeira.

Ela riu beijando a boca dele. As respirações ficavam cada vez mais

difícil, o tesão no limite. Léo se livrou de sua arma e o restante da roupa que

usava. Se voltou aos dois que se pegavam e aproveitando que Dane tomava

os seios de sua mulher, se abaixou atrás dela retirou seu shortinho, o

tranformando em trapos, caindo de boca em sua bunda. Primeiro ministrava

pequenos tapinhas em suas bandas. Beijava até a cintura e voltava, desceu a

língua por seu rêgo e arreganhou sua bunda para ir de encontro ao seu buraco

a tempos esquecido.

Ela se segurava nos ombros de Dane e se permitia dançar esfregando seu

corpo na língua dele. Dane foi descendo também ministrando beijos

molhados por seu ventre até encontrar aquele pontinho do céu. E agora eram

os dois ajoelhados, um na frente e o outro atrás, torturando ela com suas

línguas e bocas nos pontos mais sensíveis do seu corpo.

Eles estavam na penumbra da sala, nus cobertos por uma camada fina

de suor. Nininha imaginava que essa seria uma tela a ser pintada em preto e

branco futuramente. Logo esse pensamento voou quando ela sentiu eles

penetrarem seus dedos em seus buracos. Regojizando levantou uma perna no

ombro de Dane e rebolou de encontro aos movimentos não se aguentando e

gozando gemendo de tanto prazer. Dane saboreava as carnes molhadas e

trêmulas de sua mulher quando Léo trocou um olhar com ele e como sempre

entre eles não precisava de palavras. Léo se levantou e logo depois Dane, sem

deixarem de tocar o corpo da esposa derretida entre eles. Léo foi rapidamente


no banheiro debaixo e pegou um óleo na gaveta e uma toalha, voltou para

sala, se sentou no sofá enquanto Dane beijava, mordia, lambia e chupava os

lábios dela a levando devagar até encostar em Léo. Com a mão cheia desse

óleo Léo esfregou entre às pernas de Nininha e se concentrou em bezuntar

ainda mais seu buraco apertado. Com os dedos, foi preparando ela para

receber algo ainda maior. A reação de Nininha como sempre a princípio era

de receio, mas aos poucos ia se acostumando. Ela estava louca para sentir os

dois ao mesmo tempo então ela mesmo rebolava nos dedos de Léo facilitando

o trabalho de lubrificação do seu rabinho. Dane auxiliou Nininha a sentar no

pau do amigo. Devagar e sofregamente ela foi deslizando o pau de Léo para

dentro do seu canal rugoso piscante. Os sons emitidos eram de puro pecado.

Se acomodando melhor ela pôs os pés em cima do sofá, ficando bem

arreganhada, dando a Dane uma vista panorâmica do aterramento do pau de

Léo no ânus dela. Ele acariciava seu clitóris ajudando ela a suportar o ardido

de ser sodomizada.

Nininha jogou a cabeça para trás e recebeu de Léo uma mordida no pescoço

exposto. Aquela dor incômoda começou a passar e agora vinha o prazer, o

tesão do proibido. Dane ainda dedilhava seu broto latejante e ao ver sua

buceta melada não se conteve e caiu de boca. Mais uma vez Nininha se via

próximo a um orgasmo impossível de segurar ao ser sodomizada e chupada

ao mesmo tempo. Gritos ela queria soltar, mas se prendia para não acordar as

filhas e acabar com a brincadeira. Léo lhe falava palavras sujas ao seu ouvido

e quando ela estava se recuperando sentiu a cabeça grande do pênis de Dane

forçar a entrada em sua buceta, ela só pôde segurar suas coxas e se abrir ainda

mais para recebê-lo. Aos poucos Dane foi se acomodando dentro do corpo de

sua mulher. Os dois também seguravam seus gemidos em suas gargantas,

mas seus corpos não se seguravam em nada, procuravam juntos e acoplados o

prazer único que só era alcançado quando estavam assim, unidos.


Palavras de amor e tesão se misturavam ao sexo carnal e avassalador

que faziam. O amor estava os rondando e seus corpos estavam vibrando ao

sentir o encaixe que os tornavam um só. Momentos depois Dane se retirou

deixando uma Nininha muito chateada. Mas não por muito tempo, ele a

desacoplou de Léo e inverteu as posições. Nesse meio tempo Léo pegou a

toalha que trouxe junto ao óleo e limpou seu pau passou mais óleo e fez

Nininha se sentar com a buceta nele. E ela o fez rebolando gostosamente e

arrebitando a bunda para Dane que passava óleo em seu talo e via o buraco

piscando reluzente dela à espera dele entrar. Se posicionando, Dane

pressionou seu pau no anel de músculos tensos e forçou a entrada enquanto

Léo segurava a esposa deles com o pau enterrado até a base em sua vagina.

Ela gemeu e perdeu o ar!

Logo que Dane conseguiu entrar e ela começou a sentir a aceitação de

seu corpo, os três reiniciaram os movimentos eróticos que estimulavam seus

corpos ao máximo.

Numa pegada mais intimista Dane dizia palavras depravadas ao pé do ouvido

dela que a faziam delirar ainda mais. Léo também dizia e quando juntos

falavam dela, tudo parecia demasiadamente à flor da pele.

— Nossa esposa, dengosa, gostosa, saborosa....

— Nossa safada, devassa, depravada...

— Para sempre NOSSA, nossa rainha e nossa putinha. Sempre assim,

entre nós. Para sempre.

— Para todo o sempre...

Os grunhidos entre eles eram animalescos. O som do choque de seus

corpos se consumindo era insano. A vibração da energia que os rondava ao

alcance das mãos. Em sintonia perfeita os três se conduziam em busca

daquele prazer único só deles.

A viagem ao espaço onde suas almas se encontram, alcançada no limite do


orgasmo. Peles suadas e arrepiadas. Sexos pulsantes de tanto estímulo.

Gargantas segurando gritos e gemidos . Voz roucas e sussurrantes. Mais uma

vez os três se reencontram em um plano só deles. Gozando juntos após a

tórrida junção de seus corpos unindo o amor ao sexo único que fazia parte de

suas vidas. Trazendo à tona a forma vísceral desse relacionamento

arrebatador e indiscritível.

Três corpos, três corações, três vidas e um só caminho. O caminho do

amor. A junção do divino e profano enfrentando tudo e todos com a única

intensão de se permitir ser feliz.

Fizeram tudo como queriam e precisavam até se encontrarem

exaustos, desfalecidos, subjugados a necessidade de seus corpos. Subiram

contentes para um banho e um momento de relaxamento na jacuzzi. E

aproveitando que suas filhas ainda dormiam feito anjos, vararam a noite

numa insesante busca pelo prazer. Transformando cada respiração em

gemido e cada orgasmo inesquecível. Saciando a sede um do outro,

permitiram-se sentir a felicidade transbordante que os inundavam na forma

mais genuína e crua, juntos até o amanhecer do dia, até o primeiro chorinho

chamar a atenção deles e lembrá-los que a felicidade ainda era maior e mais

perfeita quando o dia iniciava e podiam se juntar às suas filhas aumentando a

sensação de contentamento.

Mais uma folga, mais um dia que seus Federais passavam se

dedicando às filhas e a Nininha. Mais um dia de busca de satisfação pessoal e

familiar, mais uma sequência de imagens afetivas que se somariam as

milhares de outras já guardadas e outras milhares que hão de vir.

— Que foi amor, está pensativa hoje? Ainda cansada da noite de

ontem? — Perguntou Léo a Nininha chamando a atenção de Dane.

— Cansada sim, mas sempre pronta para Meus Dois Federais. Amo

vocês e tudo o que minha vida se transformou após vocês entrarem nela.


— Eu te amo, minha eterna princesa.

— E eu também, minha eterna menina.

— Amo vocês, Meus dois Federais, e a cada dia que passa me sinto

ainda mais grata por tamanha felicidade alcançada.

O dia da festinha de um aninho das meninas chegou e com ele a

consolidação de que esse aniversário virou um conto de fadas. As três

pequenas princesas deram seus primeiros passinhos juntas em meio aos

convidados deixando seus pais orgulhosos.

Todos viveram momentos memoráveis durante a festa. Mas para Nininha,

Léo e Dane eram momentos mais que memoráveis, era ver seu castelo em

festa e suas princesas amadas e paparicadas pelas pessoas que amavam e que

faziam parte de suas vidas.

Nesse castelo quem reinava era o amor e assim seria sempre.

Esse foi o caminho mais acertado que todos fizeram, seguir pelo caminho do

amor. Somente o amor é capaz de transformar o mundo, somente o amor é

capaz de nos fazer sentir a felicidade plena. Amando nos tornamos pessoas

melhores e fazemos outras pessoas melhores e mais felizes também. Amem

sempre, amem muito, amem mais, e mais... E mais... Sigam amando que a

felicidade atrai.


EPÍLOGO

Nada melhor que o tempo para mostrar que os caminhos que

escolhemos nos levou aonde queríamos estar. A vida não é fácil para

ninguém, mas quando se toma decisões com o coração é bem mais

descomplicado passar pelas dificuldades.

Qualquer pessoa que tem opinião ou vive de forma contrária a sociedade em

que vivemos, percorre um caminho bem mais árduo.

O conto de fadas nada tradicional que Nininha vivia, tinha seus altos

e baixos. Os momentos em que tinham que lidar com cargas de preconceitos

nos olhares e falas de algumas pessoas diante seu relacionamento, eram os

únicos momentos ruins. De certa maneira eles viviam uma vida discreta, o

que não abria margem a muito falatório, mas quando as meninas entraram em

idade escolar, sabiam que às coisas podiam mudar.

Até então a ideia de serem atingidos pelo preconceito não se fazia tão

importante, mas saber que suas meninas poderiam ter que enfrentar isso tão

pequenininhas ainda, os fizeram tremer as bases. Pensando no melhor para

suas filhas, sempre, procuraram escolas onde o respeito, as diferenças e o

diálogo fossem primordial. Desde o início não omitiram nada sobre eles e o

modo como era constituída sua família. Ouviram muitas vezes que seria

complicado demais para elas, mas mesmo assim não enxergavam essa

complexidade toda, até porque eram uma família como outra qualquer dos

dias de hoje: Diferente.


Quantas formações de famílias diferentes existem nos dias de hoje e quantas

outras mais ainda estão por vir? Era com esse enredo e sempre com a

verdade, que conseguiam se desvencilhar das críticas, às vezes até recheadas

de boas intenções, outras nem tanto. Na verdade só saberiam mesmo se tudo

ficaria bem, com o tempo. Suas filhas eram três crianças, completamente

diferentes uma das outras e como poucas, tinham a sorte de serem criadas

com muito amor. A diferença era que elas tinham acesso a liberdade

incondicional do amor. Aprendiam desde cedo que para ser feliz só bastava

amar, o resto se adequava com o tempo.

Coloca-las na escola foi a melhor resposta para eles. Suas três

princesas logo demarcaram seus lugares no âmbito social entre os

amiguinhos. Thereza uma líder nata, Sara era a realizadora e Sofia...

Carinhosa, cuidava de todos, um doce de menina, uma princesa. Não havia

preconceito entre as crianças, pois crianças não conhecem o preconceito. E

muitas ali já estavam acostumadas a ter dois pais, simplesmente pelo fato de

sua mãe ser divorciada e ter casado novamente. Haviam até crianças com

duas mães sem pai, e dois pais sem mãe. Mas, para as crianças nada disso se

fazia importante. Então era normal, Sofia, Sara e Thereza falarem sobre seus

dois pais também. Deveríamos nascer e morrer com a ingenuidade de uma

criança.

Já os pais e familiares, estes sim poderiam demostrar de alguma

forma seu descontentamento. Porém isso não aconteceu. Na verdade Nininha

que estava tão preparada para brigar com o primeiro que falasse algo contra

eles, teve que ter um jogo de cintura tamanho para lidar com as mães,

professoras e até alguns pais que babavam em seus maridos e morriam de

curiosidade em seu modo de vida. O que parecia que iria se tornar um dos

piores momentos de suas vidas acabou por se transformar em um momento

de troca. Sim, troca. Troca de experiências e, não é assim que deve ser entre


mães e pais de crianças que iniciam na pré escola? Pois bem, assim foi, com

apenas algumas diferenças. A troca de informações não se limitavam na

educação das crianças, iam além. A curiosidade das outras mães e até alguns

pais, héteros ou não, fez tudo ir além do esperado.

Nininha como estava mais presente na escola que seus maridos, foi

surpreendida pela proximidade e curiosidade das pessoas.

Mesmo sem muita intimidade, algumas não mediam palavras para aplacar

suas questões. Apesar da indiscrição das perguntas, Nininha notava que não

havia maldade e sim curiosidade mesmo. Então de maneira contida, acabava

dando um jeitinho de explicar como funcionava a relação deles. Na verdade

ela foi percebendo que todos ali de alguma maneira não viviam exatamente

de acordo com os padrões da sociedade. Em vários aspectos diferentes. Isso

foi bom. Mais uma vez, o trisal deu sorte de encontrar pessoas com quem

pudessem compartilhar a amizade. Pessoas com mentes abertas ou

simplesmente dispostas a conhecer o diferente e dar oportunidade para o

novo entrar.

Entre curiosidade e opiniões, contrárias ou não, o trisal foi

encontrando seu espaço no grupo de pais. E até construindo amizades

verdadeiras. Viviam como qualquer outra família com crianças na pré escola.

Festinhas, passeios ao parque, zoológico. Recebiam algumas amiguinhas em

casa como também levavam suas pequenas para a casa delas.

À essa altura Nininha conseguia administrar melhor suas facetas entre

mãe, mulher (de dois homens) e dona casa. Conseguiu também voltar a

pintar, assim que as garotas desmamaram aos dois anos. E atualmente, com

auxílio de seus maridos e amigas, vendia suas telas pela internet. Bruna até

conseguiu para ela uma pequena exposição em uma galeria conceituada, isso

através de uma de suas conquistas. Essa oportunidade abriu novos caminhos

para sua arte e elevou os preços de suas pinturas. Nesse meio artístico teve a


oportunidade de conhecer outras pessoas que viviam o poliamor também,

ampliando sua rede de amizades e troca de experiências.

Quanto mais ela ficava radiante diante suas conquistas, seus maridos

ficavam ainda mais felizes e orgulhosos.

Seu pai e Gracinha eram também colaboradores em sua vida, em todos os

sentidos. Seu Silva não se aguentou quando ao ver os primeiros passinhos de

suas netas e as boquinhas balbuciarem a palavra "vovô", que logo decidiu que

deveria estar sempre por perto.

Alugou sua casa no Rio e se mudou para uma próximo a de sua filha, quer

dizer suas netas. Assim estaria a minutos delas. Porém seu Silva fazia de tudo

para não atrapalhar a vida de sua filha e seus genros. Sempre foi muito

discreto e na verdade sem a ajuda dele e de Gracinha a vida do trisal com três

crianças pequenas, teria sido muito mais complicada. Difícil eram às visitas

de sua sogra. Os poucos dias que vinha e ficava na casa de Nininha, por mais

que só quisesse fazer o melhor para todos, acabava deixando tudo em ponto

de ebulição com sua presença autoritária e retrógrada. Sempre quando estava

com eles tentava impor suas opiniões contrárias a esse relacionamento e com

jeitinho tentava fazer com que o trisal enxergasse como ela.

Impossível.

Isso só gerava discussões e deixava o clima tenso. Até que um belo dia em

uma dessas visitas que costumavam levar de três a sete dias, com todos da

família reunidos, inclusive às suas bests, dona Norma danou a falar sobre o

assunto novamente, deixando o clima azedo de novo. Seu Silva apesar de

todo seu respeito pela mãe de Léo, já não aguentava mais sua ladainha e

queria dar um basta de vez. Via que tanto sua filha como seus genros ficavam

chateados com sua insistência. Iria tomar a palavra e tentar dar um basta

naquele assunto. Mas para surpresa de todos e pela primeira vez, foi o pai de

Léo, seu Otávio, que em certa ocasião também já não aguentando mais


interveio dizendo:

— Cala boca, mulher! Não vê como fere ao teu filho, Dane e sua

nora? E por consequência, a todos que os amam e encontram-se nesta casa?

— Levantando-se da poltrona em que estava, seguiu falando a plenos

pulmões para sua mulher e a todos que ali estavam. — Toda vez é a mesma

coisa, nossos filhos e nora nos recebem com muito zelo e na primeira

oportunidade, vem você e vomita para eles suas opiniões misturadas com sua

religião, cheias de preconceito deixando a todos sem jeito.

— Otávio! Veja como fala comigo....

— Chega Norma! Veja vo.cê. como fala com os seus. Eu a amo, e

nossos filhos e netos também. Você é uma mulher maravilhosa, mas... Mas...

Às vezes ... É....

— Intragável!? — Soltou Bruna, logo recebendo olhares de

desaprovação o que a fez se jogar para traz no sofá, revirando seus próprios

olhos.

— Isso, Bruna. Obrigada! Intragável!

— Otávio! — Disse dona Norma no espanto dele ter concordado com

a posição de Bruna.

— Sim Norma, me perdoe, mas intragável é uma palavra que resume

o que você se torna quando quer impor sua presença, suas opiniões, suas

normas e dogmas. Todos temos defeitos, pensamentos diferentes, vivência

diferente, eu sei, mas temos que tentar nos adequar às pessoas a nossa volta

para viver em harmonia. E como eu quero meu amor, viver em harmonia com

minha família. Vivemos longe de nosso filho e netas e se todas a vez que

viermos ter com eles você continuar insistindo nesse assunto, dizendo a eles

que é errado viver do jeito que vivem, haverá um momento que não seremos

tão bem recebidos e a distância só aumentará. E sobre o tipo de família que

eles construíram, eu sei, sabemos que não é convencional, mas há muito mais


amor, companheirismo e entrega do que em vários relacionamentos que

conhecemos. Então Norma, direi apenas uma única vez, se queres

compartilhar todo esse amor conosco és bem vinda, sempre. Porém, deixe

suas palavras amargas guardadas bem fundo em tua cabeça. Pois entre nós

não admitiremos mais esse tipo de assunto, a forma como eles vivem não é de

nossa conta. A nós só nos resta desejar, ajudar e compartilhar a felicidade

deles e nada mais. Vamos! Faça sua mala, iremos embora e você só voltará

quando entender tudo o que disse e ser mais respeitosa pelo menos com

aqueles que te amam.

— Mas!? Otávio, nosso vôo é para daqui a três dias, não tem

cabimento.

— Não se preocupe, darei meu jeito.

— Uhuuu! Dá-lhe seu Otávio! — Gritou Bruna ainda batendo

palminhas.

— Para com isso, Bruna!? — Recriminou Lary.

— Ah! Gente, alguém precisava parar dona Norma. — Concluiu

Bruna, enquanto todos observavam o pai de Léo se retirando da sala com Léo

e Dane ao seu encalço.

— Chega Bruna! Não é hora para suas gracinhas. — Disse Nininha

com firmeza. Depois foi até sua sogra que já se levantava feito um pimentão

vermelho, para seguir o marido.

— Ei? Dona Norma? — Chamou Nininha.

Ela a olhou, depois olhou em volta e novamente voltou o olhar para a

nora.

— O que foi Nininha, Otávio já não foi claro o suficiente? — Mesmo

chorosa sua sogra não perdia o ar altivo.

— Sim ele foi, e o agradeço por ser ele a dizer tudo isso. Mas ele

esqueceu de dizer que a senhora, dona Norma, é muito importante para mim,


meus maridos e minhas filhas. É imprescindível que saiba que jamais

queremos a senhora distante de nós então, por favor, não crie essa distância.

Agora acho melhor ir lá e conversar com seu marido.

E qual é a família que não tem uma confusão de vez enquanto?

As divergências acontecem em qualquer grupo de pessoas e em uma família

com integrantes tão distintos não seria incomum.

A diferença se faz no nível de amor e disposição para mudança que cada um

carrega em si. Isso faz tudo entrar nos eixos, algumas vezes rápido e outras

nem tanto, porém quando nos empenhamos em fazer dar certo acontece o

melhor.

Nem todos mudam completamente seus pensamentos apenas para aceitar o

outro. Porque na verdade, não cabe a nós aceitar o outro, apenas respeitar e

conviver. Fazer valer a pena, quando vale a pena. Estar junto com quem

queremos e nos faz bem.

Veja bem, diante de todos os pensamentos contrários a tudo o que

dona Norma enxergava no relacionamento dos três, ela percebeu que vê-los

sorrindo e felizes juntos com suas netas a fazia feliz, e foi assim que ela

continuou a ser integrante essencial dessa família. Passou a usufruir desses

momentos de felicidade sem o interesse de mudar nada entre eles. Em suas

orações ela continuava intercedendo por eles, não para mudarem e sim para

permanecerem felizes da maneira que quisessem.

Depois da discussão, o trisal convenceu aos pais de Léo não irem embora e

ficarem como haviam se organizado. E o restante da temporada foi bem mais

alegre do que o normal.

Após anos de placidez de seu Otávio, esse foi um ótimo momento para

marcar seu ponto.

Meses depois, após uma noite maravilhosa com seus maridos,

Nininha terminava uma tela em que estava trabalhando a um tempinho. As


meninas estavam na escola, logo ela teria que ir buscá-las, mas antes teria que

passar no laboratório e buscar uns exames dela e das meninas. Então deu uma

última olhada na pintura sorriu com os pensamentos que lhe passaram na

mente e começou a guardar suas coisas. No banho enquanto se ensaboava,

lembrava das mãos calorosas de seus maridos a acariciando. Sorria feito

criança sapeca que havia acabado de fazer traquinagem. Nesses momentos a

sós, ela sempre dava um jeito de agradecer a Deus a vida maravilhosa que

vivia, a saúde das pessoas que amava, principalmente de suas filhas e a tudo

que construiu até ali. Nada pedia porque não havia nada a ser pedido, só

agradecido. Como ela podia há uns anos atrás se imaginar casada com dois

homens maravilhosos, que lhes deram suas trigêmeas, vivendo de sua arte e

feliz ao extremo? Nem todos os romances que já leu, a levou tão longe como

a vida real que vivia.

Ela saiu do banho, secando os cabelos e olhou o celular. Havia

mensagem. Era do grupo dos três.

@ Léo: Olá, minha rainha! Ainda é tempo de lhe desejar bom dia.

@: Sim é claro, apesar de você já ter me desejado quando se levantou

para ir ao trabalho, me beijando nos seios.

@ Léo: É verdade, mas pensei que você estivesse tão atordoada com

o bom dia que a língua de Dane dava ao mesmo tempo em sua buceta, que

poderia não ter ouvido.

@ : Merda Léo! Agora você me fez voltar a sentir a boca dos dois em

meu corpo de novo.

@ Léo: E isso não é bom?

@: Sim, maravilhoso! Mas, seria melhor se vocês estivessem aqui

comigo para resolver essa umidade toda que se fez entre minhas pernas.

@ Léo: Merda Nininha! Agora eu que tô dolorido aqui.


@ Dane: digitando...

@: Bem feito!

@ Dane: Estou eu aqui atolado de papéis para ler e preencher, e vocês

me lembram do gostinho da umidade das carnes de minha mulher...

Hummm... Não vejo a hora de chegar em casa.

@: Pode vir quente que estou fervendo!!!

@ Léo: Gostosa, te amo!

@ Dane: Delícia, te amo!

@: Fui buscar as meninas. Ah! Traz massa para lasanha, estou louca

para comer uma.

@ Léo: Sério, anda com muitas vontades.

@ Dane: Gulosa, pode deixar. E se prepara porque amanhã nós dois

estaremos em casa.

@ Léo: Bjuss

@: Amanhã não temos com quem deixar nossas princesas, papai e

Gracinha desceram para o Rio hoje e só voltam depois de amanhã e a dona

Edinalva tem a festa do neto e é ela quem vai fazer às comidas, então a

liberei.

@ Léo: Nossas princesinhas nunca são um incômodo. É só passarmos

o dia com elas na praia que ao chegar elas dormem a noite toda.

@ Dane: Verdade Léo. O tempo anda quente, que tal um pic nic na

praia?

@: Ótimo!

@ Léo: Fechado!

@Dane: Até mais meu amor!

@ Léo: Beijo amor!

@: Amo vocês, Meus Dois Federais!

Ainda rindo feito boba da conversa de mais cedo com seus maridos,


Nininha dirigia rindo ainda mais após passar pelo laboratório e conseguir um

encaixe com o médico. Radiante, seguiu para escola. Após estacionar, foi

até o grupo de mães que aguardavam seus filhos na porta. Chegou bem na

hora em que a turminha de suas meninas saía para o pátio, cumprimentou as

mães ali presentes e seguiu para o portão. Dali via suas três pipoquinhas

sorrindo e brincando com os coleguinhas. Sara estava com os cabelos

completamente desgrenhados, Thereza ainda mantinha seu coque, porém

estava com vários fios revoltos, essas duas não eram fácil. Sofia, estava com

a linda trança de espinha de peixe, que implorou a mãe para fazer de manhã,

praticamente intacta, pode-se dizer.

Eram trigêmeas, mas suas personalidades gritavam às diferenças.

Fisicamente também haviam diferenças.

As gêmeas Sara e Sofia, eram bem loirinhas, e compartilhavam olhos

esverdeados. Lembravam muito a tia Léia e a vovó Norma,

consequentemente os genes de seu pai. Já Thereza, a última a nascer, parecia

muito com a mãe. Seus cabelos ondulados cor de mel e as feições em seu

rosto, lembrava muito Nininha, quando tinha a mesma idade. Porém não era

só na cor dos cabelos que destoava de suas irmãs, aqueles olhos azuis

intrigantes e intimidantes se fazia marcante, um presente de seu pai.

Nininha via seus maridos marcados em suas filhas. Apesar de nunca nenhum

deles terem dito nada sobre isso, e não haver nenhuma separação entre eles

do tipo "essa é mais minha filha do que essa", todos sabiam, todos viam. Mas

nunca era mencionado nada a respeito, pois era muito claro como era

constituída essa família.

Eram mãe, pais e filhas. Claro que provavelmente no futuro elas

questionarão os pais ao perceberem às diferenças, mas Nininha já pensava em

como responder. Não iria omitir nada, seria verdadeira em tudo, e a cada

nova pergunta iria responder de acordo com a maturidade de suas meninas,


fazendo de tudo para que compreendessem como se formou o amor em que

foram concebidas. E como rara elas eram.

— Mamãeeeeeee!!! — Correram gritando as meninas, puxando suas

mochilas e lhe dando um abraço triplo.

— Oi meus amores, minhas pipoquinhas. Como foi na escola hoje?

— Foi muito legal. Thereza deu uma banda no Flavinho que pegou a

boneca da Sofia fazendo ela chorar. — Disse Sara, com apoio das irmãs.

— Thereza! Não pode fazer isso minha filha.

— Ninguém faz minhas irmãs chorar, ainda mais um menino bobo!

Se eu tivesse a arma e as algemas dos papais ele ia ver só.

— Thereza! Não diga uma coisa dessas. Você deveria ter falado com

a professora e não feito isso com seu amiguinho.

— Eu falei… Depois que eu dei um golpe nele.

— O que a tia fez?

— Colocou ela de castigo e deu uma bronca nela mamãe, mas eu

fiquei com ela. – Disse Sofia.

— Eu também, não podíamos deixar nossa irmã sozinha… E o

Flavinho também ficou de castigo.

— Entenderam que não podem mais agir assim?

— SIMMM! – Disse as três, Thereza sem empolgação nenhuma.

— Muito bom, vamos... Sentem direitinho e vamos para casa almoçar,

fazer as lições e brincar na piscina.

— Ebaaaaaaa!!! — Gritavam alegres.

Os dias eram assim para Nininha. Vivia para sua família e não se

sentia diminuída por isso, pelo contrário, se sentia bem mais realizada

estando com eles. Logo o dia se foi e suas meninas faziam um esforço

enorme para não irem dormir antes de seus pais chegarem. Permaneciam


brincando entre si enquanto a mãe assistia a TV. Ao escutarem o barulho do

carro, todas as meninas da casa se entreolharam.

— Papaiiiisss!!! — Gritaram as trigêmeas e correram para à porta.

A mãe seguiu elas e se encostou no batente, enquanto assistia as três

às voltas com seus pais que saiam do carro para recebê-las. Era sempre uma

imagem espetacular vê-los juntos. Com eles as meninas eram muito mais

tagarelas, falavam tudo sobre a escola, o dia em casa, suas vontades atendidas

e as não atendidas... Puras meninas de sete aninhos cheias de energia e em

busca de mimo paternal. Dane e Léo mesmo cansados não perdiam uma só

fala, faziam perguntas dando corda aos assuntos delas e as estragavam como

qualquer pai babão costuma fazer.

Dane passou com Sara na carcunda por sua esposa e deu um beijo em

seus lábios, atrás vinha Thereza com uma das bolsas que seus pais

trouxeram, de cara feia porque mais uma vez eles não deixavam pegar nas

armas. Léo veio com Sofia nos braços, a fazendo rir com beijinhos no

pescoço, ao passar por sua mulher, também lhe deu um beijo seguido de um

carinho no bumbum.

Após matarem a saudade, as crianças dormiram e Nininha pôde ter seus

maridos só para ela. Mais uma noite em meio os amores de sua vida. Eles

jantaram e conversaram sobre o dia e como todas às vezes que só estavam os

três, mantinham um clima de promessa e desejo.

— O que acha, precisamos dar uma lição nesse tal de Flavinho ou

Thereza da conta? – Perguntou Léo, antes de subirem.

— Leonardo, vocé tá falando sério? – Indagou sua esposa.

— Eu disse que meninas me tornariam um possível serial killer!

— Gazela idiota. Tenho certeza que Thereza vai dar conta desses

pirralhos e não vai ser preciso transformar seus pais de policiais para

presidiários. Não vê como sofre Vitor Hugo, filho de nossos amigos Hugo,


Eloá e Theodoro?

— Verdade. Mas, já está na hora de colocá-las para fazer alguma luta.

— Acho válido, só que Sofia vai querer balé.

— Vocês devem estar loucos. – Nininha se intrometeu na conversa

dos dois.

— Sim. Loucos para te levar lá para cima e… — Começou a

responder Léo pegando-a no colo.

— …Te jogar na cama e amanhacer amando esse corpinho lindo. –

Terminou Dane beijando sua boca.

Mais tarde no quarto, todas as vontades do dia foram saciadas pelo trisal. Se

amaram e se consumiram de todos os jeitos possíveis.

Este era apenas mais um fim de noite dessa família.

— Você está com disposição hoje, gostosa! — Falou Dane ofegante,

antes de se retirar de dentro dela e se jogar ao seu lado pela quarta vez, só

essa noite.

— Está reclamando?

— Não nervosinha, é que hoje está especialmente disposta.

— Concordo Dane... Você é fogosa, mas hoje está demais... —

Participou Léo também com a voz ofegante, ainda estava acoplado nas costas

de sua esposa.

— É que estou especialmente, mais feliz ainda, no dia de hoje! —

Sibilou ela.

— E podemos.... Ahhhh..... — Falava Léo enquanto se retirava dela.

— Saber o por quê?

— Aiai, ainda não, por hora preciso de um banho, dormir e descansar

para amanhã passar mais um dia maravilhoso ao lado de meus maridos e

filhas na praia.


Os meninos se entreolhavam e percebiam alguma coisa nela, mas

estavam tão cansados que desistiram de tentar saber. Foram para o banheiro e

se deliciaram juntos com ela num banho quente e gostoso antes de voltarem

para a cama e, enfim descansar.

Enquanto o amanhecer surgia, os três dormiam entrelaçados entre os

lençóis sob a tela que eternizava um dos momentos mais ricos de prazer que

tiveram juntos. Suas filhas dormiam também tranquilas no quarto todo

decorado de princesas.

Lá fora, o sol começava a tocar com seus raios a água e a areia do mar, até

chegar em suas janelas. O relógio biológico de Dane e Léo os faziam acordar

praticamente juntos, mesmo nas folgas.

Léo se espreguiçou e acariciando, dos seios até o ventre de sua esposa, parou

sua mão ali e a chamou susurrando em seu ouvido.

Dane que estava de costas se remexeu e também ajudou seu amigo a acordar

sua mulher. Todos acordados, se preparam para passar o dia na praia.

Prontas, as meninas pegaram suas pranchas. Na verdade Sara e Thereza, pois

Sofia ainda sonolenta estava no colo de Dane que a mimava com afagos e

carregava nas costas a bolsa de brinquedos, com baldinhos, bonecas e outros

objetos. Nininha vinha de mãos dadas com ele e carregava uma bolsa com

alguns lanches, cangas e toalhas.

Léo seguia na frente, um surfista nato, com sua prancha e roupa de neoprene.

Seguido por Sara e Thereza, também vestidas com suas roupas de neoprene,

tal pai, tal filhas. Essas adoravam tudo que era esporte, já Sofia ainda vestia

sua camisola de princesa.

Ao chegarem na areia as meninas com às pranchas correram para

beira d'água enquanto eles arrumavam acampamento. Léo logo foi atrás delas

chamando uma Sofia muito desinteressada em se molhar.

— Não quero molhar minha roupa de princesa, papai Léo.


— Mas a mamãe trouxe seu biquíni da pequena sereia, vamos?

— Não quero, só depois, vou fazer castelo com papai Dane e a

mamãe.

— Tá bom meu amorzinho. — Aceitou Léo e lhe deu um beijo na

testa, recebendo outro na bochecha.

Enquanto Léo se divertia com Sara e Thereza nas ondas, Nininha,

Dane e Sofia tentavam construir um castelo para às bonecas.

Por todos os lados de quem quisesse observar só veriam a tranquilidade de

uma família feliz. Tanto as crianças, como seus pais, se esbaldaram na praia.

Cada momento registrado por suas câmeras. O dia foi repleto de brincadeiras,

carinhos, lanches, sorrisos, pura diversão. Ao entardecer, em pé, Dane

abraçou Nininha de lado e, enquanto observavam Léo ensinando as três a

subir na prancha, fez uma pergunta:

— Amor, ontem você disse que estava especialmente feliz, estávamos

tão cansados que nem insistimos para saber o motivo. Fala agora.

Nininha pôs a cabeça no peito de seu marido e sem deixar de olhar

seu outro marido com suas filhas na água disse:

— Tenho duas novidades para contar para vocês.

Dane não conseguiu esboçar nenhuma outra reação a não ser de

espanto, pois várias situações ocorriam por sua mente.

— Calma amor, vem, vamos chamar Léo e as meninas.

Os dois caminharam chamando as trigêmeas e o papai Léo.

Sofia veio correndo, largou a prancha no meio do caminho e abraçou às

pernas da mamãe e papai. Léo prendeu sua prancha na areia ensinando

Thereza e Sara a fazer o mesmo, depois chamou a atenção de Sofia porque

não quis fazer como as irmãs.

Léo foi até a sua esposa e tentou abraça-la, mas ele estava todo molhado, e

apesar de estar um pedaço de mau caminho, a água estava gelada àquela


altura então ela fugia de suas investidas até quando pôde. As meninas riam

dos dois.

— Que foi minha rainha, já vamos embora?

— Não, quer dizer, não é por isso que te chamamos.

— Então o que é? — Indagou Léo confuso.

— Ela quer nos dar duas notícias. — Disse Dane olhando para o

irmão, aguçando sua curiosidade.

— Notícia, que notícia? — Perguntou Léo beijando-a.

Nesse momento Thereza e Sara se intertiam com a areia e chamaram

Sofia para brincar. Ela desceu do colo de Dane e foi brincar com as irmãs

deixando os pais a vontade.

— Será que é o que estou pensando? — Proferiu Léo tendo um insite.

Nininha sorriu dengosa e disse:

— Estamos. Grávidos. De. Novo.

— O quê??? — Cuspiu Dane assustado.

— Sério??? — Falou Léo sorridente.

— Simmmmmm. Aí meu Deus, isso é loucura eu sei, mas aconteceu.

Lembram que eu estava reclamando que estava engordando e sentindo umas

coisas diferentes, fui ao médico fiz vários exames, inclusive o BHCG e deu

positivo. Estava mudando de anticoncepcional e nós não nos prevenimos.

Aconteceu!

— Aí. Meu. Deus!!! Isso É... Isso é ... Maravilhoso... Meu amor. —

Declamava Dane euforicamente assustado.

— É mais que maravilhoso, aliás estava na hora já. Estou tão feliz. —

Dizia Léo beijando a face de sua esposa.

— Mas você disse que eram duas notícias. Qual é a outra? — Indagou

Dane, ainda preocupado.

— Vai me dizer que são três de novo? — Perguntou Léo, logo


levando um olhar de medo de Dane.

— NÃO!!! Dessa vez, não.

— E como você pode ter tanta certeza assim? — Dane perguntou.

— É que assim que soube corri no ginecologista de plantão pedi que

me desse um pedido para ultra e ontem mesmo eu fiz. Já estou entre doze e

quatorze semanas e é apenas um bebê, sem sombra de dúvidas.

Uma certa calmaria se deu no coração de Dane. A euforia de saber

que seria pai novamente tomou conta e ele pegou sua mulher pela cintura e a

girou no ar dizendo:

— Vamos ter um bebê, vamos ter mais um bebê!!

Logo Léo se juntou aos dois e se abraçaram juntos. Para surpresa

deles, três pares de mãozinhas se prenderam em suas pernas, os abraçando

também querendo entrar na brincadeira e repetindo:

— Vamos ter um bebê, vamos ter um bebê!

Todos riram. Nininha tinha os olhos transbordando de emoção. Então

se pôs a concluir a grande notícia.

— Léo, Dane, a outra notícia... É que, o time de meninos em nossa

casa irá crescer.

Léo e Dane se olharam sem entender ainda o que ela havia dito.

Nininha mordia os beiços ansiosa para ver a reação deles olhando de um para

o outro. Quando de repente Léo olha dentro dos olhos dela atônito, devagar

vai se afastando dos dois e de repente se ajoelha na areia e grita todos os

palavrões existentes e os não existentes também. Dane e sua esposa assistiam

a loucura momentânea de Léo, rindo e chorosos, buscando suas filhas no colo

e pelas mãos indo de encontro a ele.

— Mamãe, por que papai Léo está falando tantas palavras feias e

jogando areia para o alto. — Balbuciou Sofia.

— Não sei irmã, mas eu quero brincar com ele de jogar a areia


também. — Quem respondeu foi Sara se soltando da mão de Dane e indo ao

seu pai Léo o ajudando na tempestade de areia.

Rindo e correndo atrás da irmã, Thereza mais espertinha das três

dizia:

— Vocês não escutaram? Eles vão ter um bebê, e nós um irmãozinho.

Ebaaa!

Abraçados e a certa distância da bagunça com a areia que Léo, Sara e

Thereza faziam, Nininha e Dane com Sofia ainda no colo, sorriam ao ouvir

Léo a plenos pulmões dizendo para quem quisesse ouvir e quem não, que

teria um filho homem.

Felicidade pura!

Essa família constituída de uma maneira tão singular vivia mais um

momento de alegria, surpresa e esperança. Um amor nascido da junção de

três corações que se multiplicava em outros.

Tudo começou com tantas dúvidas, medo e incertezas e se transformou tão

rápido em sentimentos distintos, profundos, sólidos e principalmente

duradouro. A força desse amor se tornou invencível, ainda mais quando se

tem mais amor vindo de fora para auxiliar, sendo a base para eles. A

permissão de cada um dentro do contexto dessa grande e diferente família, os

levaram a viver a plenitude da felicidade. Cada um teve importância para o

sucesso dessa relação. O amor entre pai e filha, entre amigas, irmãos,

colegas, entre outros, foram fundamentais para a solidificação deste trisal.

Entendendo que o respeito ao próximo é a forma mais simples de conseguir

compreender às escolhas dos outros, fica mais fácil conviver com o diferente.

Assim aconteceu com as pessoas que rodeavam esse trisal, ajudando-os

nessa caminhada.


Já barriguda beirando a trigésima quarta semana de gestação, Nininha

caminhava pesada, mas radiante na areia da praia, seguindo a turminha à sua

frente. Dane e Léo brincavam de pique com suas princesas. Seus gritinhos

histéricos quando eram pegas pelos pais, eram escutados ao longe. As risadas

gostosas e os rostinhos rosados figuravam uma nova imagem a ser eternizada

em uma tela, ela imaginava. Cansadas da brincadeira, Sara e Thereza queriam

ir para água, Sofia se recusou, como sempre. E para fugir da insistência do

papai Léo correu para o colo do papai Dane, que ia em direção a mulher mais

grávida da praia. Desistindo, Léo se virou e seguiu as duas pimentinhas que

já se esbaldavam na beira d'água.

— Nossa!!! — Falou Dane com Sofia no colo e com o outro braço em

volta da cintura de sua esposa.

— Que foi amor? — Retrucou Nininha.

— Acho que tive um Déjà vu.

— Como assim?

— Parece que já vi essa cena... Léo e as crianças, o pôr do sol, a

praia... Nós dois aqui abraçados... Sofia no colo....

— Ah meu bem, tantas vezes já vivemos momentos assim aqui nesta

praia, sua mente está lhe pregando uma peça.

— Não... É diferente... — Ele parou olhou em volta, deu um beijo em

Sofia e de repente disse. — Já sei, não é um Déjà vu, foi um sonho que eu

tive... Isso, um sonho. Era exatamente assim.

— Daniel, jura!?

— Sim... Não...

— Sim ou não? — Interrogou Nininha aos risos.

— Não.

— E por que não?

— Porque a realidade está muito mais perfeita do que o sonho…


Melhor do que felizes para sempre, esse trisal viveu a

realidade de se permitir todos os dias viver como se a eternidade tivesse

apenas 24 horas, onde era possível sentir o amor em todas às suas vertentes e

emanar a energia que seu encontro liberava, fazendo assim a roda da vida

girar infinita ressoando felicidade e quem sabe assim, tocar outras pessoas

para que possam também se permitir sobre qualquer obstáculo em busca da

sua porção de alegria, gozo, esperança e desejos.


"Para aqueles que se permitem, o caminho pode ser árduo, pesado e

às vezes completamente diferente do normal. Porém, o que vai definir como

vai ser o final é o nível de amor, respeito, força e fé que foram partilhado

durante a jornada."

Thais Rocha.


No Amor Trilateral existem muitas variáveis.

Essa série vem mostrar alguns desses trios possíveis, com muito

amor, respeito e erotismo. Estejam preparados para embarcar nesse mundo

novo despidos de qualquer tipo de preconceito e com muito amor.

E aí?

Entre nós, Cabe mais um?


Livro 2 da série Amor Trilateral.

…Theodoro Bernie e Hugo Rovila, consideravam que tudo era

possível. Montaram uma vida juntos em todos os sentidos. E ainda

encontraram o amor um no outro.

Tudo estava indo tão bem que nunca imaginariam que poderia ser

ainda melhor. Ao conhecer por acaso, Eloá Carenteli, uma autora iniciante a

qual estavam prestes a contratar, Theodoro e Hugo passaram a idealizar

muito mais para suas vidas. Novamente suas vontades deveriam ser

atendidas?

Como se sua relação homoafetiva já não fosse o suficiente para causar

atritos familiares e fofocas internas, começaram a se perguntar se entre eles

cabia mais um… Seria possível a formação de um trisal?

Theodoro sempre foi um ser livre. Seu corpo era o guia de suas

emoções e era a ele e ao seu coração que obedecia. No início da puberdade

teve acesso ao sexo e ali achou sua forma de oração. Experimentou de tudo

um pouco e logo descobriu que o prazer não poderia e nem deveria ser

limitado. Diziam às más línguas que era bissexual, mas ele mesmo preferia

não se rotular. Afinal, a vida é longa e nela existem várias possibilidades.

Hugo formado em letras, um ano mais novo que seu parceiro,

construiu sua vida profissional como editor e já havia trabalhado em várias

editoras qualificadas, até foi sócio de uma pequena. Mas seus ideais não se

igualavam aos de seus antigos sócios. Hugo queria um mundo literário muito

mais possível do quê o que se instalava no mercado. Ele queria viabilizar

autores nacionais e novos em todos os seguimentos, não só nos mais

vendáveis, sem preconceitos de estilos. Ele achava que como “todo cós tem


suas calças” haveria também um leitor ou mais, para todo tipo de livro.

Eloá cresceu em uma família muito simples, porém, muito amorosa.

Morava no interior de Minas numa cidadezinha bem pequena. Pequena

demais para os seus objetivos. Sempre muito esforçada e dedicada, se

empenhou nos estudos e conseguiu se formar em letras. Falava inglês,

espanhol e francês. E estava se aventurando no alemão. Queria conhecer o

mundo, mas só o conhecia através de muita leitura.

Trabalhava como professora particular e, às vezes, como folguista em

uma escola de ensino médio. Conseguia ajudar os pais e muitas vezes, sua

irmã e sobrinhos com o dinheiro que ganhava e ainda tinha tempo para se

dedicar à escrita. Enviou um de seus manuscritos para serem avaliados por

algumas editoras, mas raramente recebia um retorno positivo. Mas desistir

não era opção. Dentro de seus romances e contos, sempre tinha um lado

erótico no qual ela se deliciava em escrever, mas tinha certa vergonha em

mostrar. Talvez sua inexperiência a deixava insegura. Acabava enviando os

romances mais brandos de sua coleção para serem avaliados. Até que decidiu

acreditar em um de seus mais picante e mandou para uma editora em São

Paulo, a qual após um pequeno estudo minucioso, descobriu que promovia

vários segmentos de livros e davam suporte real a novos autores,

principalmente nacionais. Suas esperanças foram renovadas após receber um

e-mail desta editora avisando-a que seu livro estava em análise e que

provavelmente em breve retornariam o contato. Só isso já fez seu coração

palpitar numa cadência mais potente.

Um encontro casual entre esses três traz à tona uma questão: Entre

nós, cabe mais um?

.


Nos vemos em breve!

Até lá,

Thais Rocha

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