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FINANÇAS

Reequilibrar as contas

Terminadas as férias e o regresso

das aulas, é tempo de reequilibrar

as contas. Neste contexto, o Doutor

Finanças - site especialista em finanças

pessoais e familiares, adianta alguns

conselhos de forma a reequilibrar as finanças

familiares. Assim:

1) Verificar a dimensão dos gastos. Se não

apontou o que gastou nas férias, este é o

momento para o fazer. Deve aceder aos cartões

de crédito que utilizou e fazer um rastreamento

de todos os gastos, para depois

avaliar o que tem de momento e organizar

os próximos meses, refazendo o orçamento

mensal.

2) Ter em conta a inflação. Na organização

do orçamento mensal do presente semestre,

poderá ser necessário aumentar o valor

máximo a gastar em algumas áreas, especialmente

no que se refere ao combustível,

eletricidade e/ou gás.

3) Poupar no regresso às aulas. Poupar no

material escolar com a inflação é também

um desafio. Os preços estão todos mais

caros, mas se fizer compras conscientes

é possível não gastar tanto. O passo mais

importante é o anterior ao das compras: a

realização de uma lista e a definição de um

orçamento. Verificar se pode reutilizar material

de anos anteriores, como a mochila,

o estojo ou outro tipo de materiais que ainda

se encontrem em bom estado, evitando

compras desnecessárias. Essencial é comparar

preços e procurar as promoções. Tem

de ponderar ainda outras despesas que

uma rotina escolar implica e que possam

ter impacto no orçamento mensal familiar.

Por exemplo, se é necessário colocar o filho

em atividades extracurriculares, se precisa

de comprar senhas para almoços, se precisa

de comprar material tecnológico, entre

outros.

4) Analisar onde pode cortar. Para reequilibrar

as contas e refazer o orçamento familiar,

deve avaliar despesas supérfluas e

que cortar em primeiro lugar. Por exemplo,

despesas com lazer: saídas, comer fora,

comprar roupa, entre outras. Também as

despesas com serviços de streaming podem

ser cortadas. Pode optar por partilhar esses

serviços com outras pessoas, dividindo o

custo, por exemplo.

5) Será o crédito consolidado solução? Uma

solução rápida que pode ajudar a reequilibrar

as contas no imediato e para os próximos

meses é fazer um crédito consolidado,

caso tenha mais do que um crédito. A consolidação

de créditos junta todos os créditos

num só, ficando a pagar apenas uma

só prestação. Essa mensalidade única fica

mais baixa do que se estivesse a pagá-la

individualmente. Outra vantagem é a taxa

de juro ser mais baixa do que a média do

conjunto dos contratos de crédito, passando

a ter um prazo concreto para liquidar as

dívidas. Assim, é mais fácil evitar uma situação

de incumprimento, uma vez que passa

a ter um maior controlo sobre os créditos

que possui, num só pagamento. No entanto,

esta solução também apresenta desvantagens.

Ao fazer-se um crédito consolidado, o

prazo médio dos contratos pode aumentar,

pelo que também fica a pagar juros durante

mais tempo. Existem certos critérios para

aceder ao crédito consolidado. Se estiver em

incumprimento, é provável que não consiga

consolidar os créditos. Se for este o caso,

pode ponderar outras soluções como a revisão

dos contratos de crédito atuais.

6) Rever condições do crédito habitação.

É importante rever a taxa do crédito habitação.

Caso tenha uma taxa variável, pode

não ser a melhor opção, tendo em conta o

panorama que atravessamos. A taxa fixa

e a taxa mista são alternativas que devem

ser ponderadas, neste momento. Relativamente

ao spread, pode conseguir diminuir

esta taxa caso acorde outras condições com

o banco. Pode pedir também a revisão dos

seguros associados ao crédito habitação,

principalmente o seguro de vida e o seguro

multirriscos, que são produtos exigidos no

momento em que fazemos o crédito. Caso

não fique satisfeito com as novas condições

propostas pelo banco, pode avaliar a opção

da transferência de entidades. Deve, sobretudo,

avaliar o mercado e fazer contas para

tomar decisões conscientes e informadas. s

Susana Freitas, Head of Digital & PR

www.doutorfinancas.pt

D.R.

saber novembro 2022

31

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