Revista Newslab 175 - Janeiro 2023
Revista Newslab Edição 175 - Janeiro 2023
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Editorial<br />
Ano 30 - Edição <strong>175</strong> - <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
Foi dada a largada para mais um capítulo da<br />
nossa história... E aí, está preparado?<br />
Para este capítulo, a <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong>, agora<br />
produto de um grupo maior, a FuturLab, vem cheia<br />
de novos projetos, melhorias e novidades.<br />
Queremos sobressair ainda mais no mercado<br />
diagnóstico e ampliar nossos horizontes,<br />
expandindo nosso grupo para outros caminhos<br />
dentro da vasta área da saúde.<br />
Sem mais delongas vamos falar sobre a primeira<br />
edição do ano!<br />
Nossos colunistas capricharam e começaram o<br />
novo ano com tudo, na seção Citometria de<br />
Fluxo você entenderá um pouco mais sobre o<br />
papel da citometria de fluxo no desenvolvimento<br />
de vacinas. Além disso, temos a estreia da<br />
coluna Rotina Laboratorial com um tema<br />
relevante trazido pelo gestor de laboratório<br />
Gabriel Miranda - AS DIFICULDADES EM<br />
CONCILIAR GESTÃO E BANCADA PELO GESTOR DE<br />
LABORATÓRIO DE PEQUENO PORTE.<br />
Dentre nossos artigos científicos, temos<br />
o título INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS<br />
HUMANO COMO FATOR DE RISCO PARA O<br />
DESENVOLVIMENTO DO CÂNCER NO COLO<br />
DO ÚTERO, onde através de uma revisão<br />
de literatura o presente estudo tem como<br />
finalidade analisar a influência do HPV no<br />
desenvolvimento de câncer no colo do útero.<br />
Que este Ano Novo renove suas esperanças,<br />
seja repleto de amor e ousadia, oportunidades,<br />
assertividade nas escolhas e coragem no dia a dia!<br />
Então aperte o cinto e boa viagem...<br />
Boa leitura!<br />
Ano 30 - Edição <strong>175</strong> - <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
<strong>Newslab</strong> - Tel.: (11) 98357-9843<br />
www.newslab.com.br - david.kernbaum@newslab.com.br<br />
ISSN 0104 - 8384<br />
Luciene Almeida<br />
Editora Chefe<br />
Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,<br />
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EXPEDIENTE<br />
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Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@newslab.com.br<br />
Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br<br />
Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br<br />
Comercial: Juliana Cristina da Silva (11) 97733-3312 | comercial2@newslab.com.br<br />
Diagramação e Arte: FC Design | contato@fcdesign.com.br<br />
Impressão: Gráfica Hawaii | Periodiciade: Bimestral<br />
Nota de Pesar<br />
É com imenso pesar que<br />
comunicamos o falecimento<br />
do nosso brilhante colunista,<br />
responsável há muitos anos<br />
pela seção Analogias em<br />
Medicina, o Dr. José de Souza<br />
Andrade-Filho, homem de cultura inestimável e eclética,<br />
proprietário do Laboratório José de Souza Andrade,<br />
ocorrido no dia 23 de dezembro de 2022.<br />
Nesse momento de dor, a equipe NewsLab se solidariza com<br />
todos os familiares e amigos e expressa as mais sinceras<br />
condolências pela perda deste amigo de longa data.<br />
2<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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CEP: 03818-110 - São Paulo/SP
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Ano 30 - Edição <strong>175</strong> - <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
Normas de Publicação<br />
para artigos e informes de mercado<br />
A <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong>, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para<br />
publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.<br />
Informações aos Autores<br />
A <strong>Revista</strong> <strong>Newslab</strong>, em busca constante de novidades<br />
em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas<br />
para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso<br />
precise de informações adicionais, entre em contato com<br />
a redação.<br />
Informações aos autores<br />
Bimestralmente, a <strong>Revista</strong> NewsLab publica editoriais,<br />
artigos originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses<br />
etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e<br />
qualquer contribuição que possua correlação com as análises<br />
clínicas, a patologia clínica e a hematologia.<br />
Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos<br />
revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer<br />
conflito de interesse existente, em particular aqueles de<br />
natureza financeira relativo a companhias interessadas<br />
ou envolvidas em produtos ou processos que estejam<br />
relacionados com a contribuição e o manuscrito apresentado.<br />
Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso<br />
assinado por todos os autores, atestando a originalidade do<br />
artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.<br />
Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com<br />
Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão<br />
conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.<br />
As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser<br />
enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.<br />
Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos<br />
que a resolução do escaneamento seja de 300 dpi’s, com<br />
extensão em TIF ou JPG.<br />
Os manuscritos deverão estar digitados e enviados<br />
por e-mail, ordenados em título, nome e sobrenomes<br />
completos dos autores e nome da instituição onde o estudo<br />
foi realizado. Além disso, o nome do autor correspondente,<br />
com endereço completo fone/fax e e-mail também<br />
deverão constar. Seguidos por resumo, palavras-chave,<br />
abstract, keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e<br />
Métodos, Parte Experimental, Resultados e Discussão,<br />
Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,<br />
tabelas e legendas.<br />
As referências deverão constar no texto com o sobrenome<br />
do devido autor, seguido pelo ano da publicação, segundo<br />
norma ABNT 10520.<br />
As identificações completas de cada referência citadas no<br />
texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do autor em<br />
primeiro lugar seguido pela sigla do prenome. Ex.: sobrenome,<br />
siglas dos prenomes. Título: subtítulo do artigo. Título do livro/<br />
periódico, volume, fascículo, página inicial e ano.<br />
Evite utilizar abstracts como referências. Referências<br />
de contribuições ainda não publicadas deverão ser<br />
mencionadas como “no prelo” ou “in press”.<br />
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Rua Doutor Guilherme Bannitz, 126, 8º Andar - Conj. 81<br />
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Ou em http://www.newslab.com.br/publique/<br />
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6<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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Ano 30 - Edição <strong>175</strong> - <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.<br />
BASE CIENTÍFICA 55<br />
BECKMAN COULTER DIV. L.S. 19<br />
BIOADVANCE 04-05<br />
BIOCON 43<br />
BIOLAB BRASIL 75<br />
BIOMEDICA 71<br />
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CELLAVISION 85<br />
DB APOIO 4ª CAPA | 37<br />
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DIAGNO 99 | 135<br />
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IBMP - INSTITUTO DE BIOLOGIA MOLECULAR DO PARANÁ 77<br />
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LABOR LINE 59<br />
MEDIX 09<br />
MINDRAY 95<br />
MOBIUS 103<br />
MP BIOMEDICALS 69<br />
NEOLABIMPORT 13<br />
NIHON KOHDEN 67 | 88-89<br />
PERFECTA 27<br />
PNCQ 73<br />
QUALLYX 03<br />
RENYLAB 115<br />
SARSTEDT 97<br />
SBAC 117<br />
SNIBE 21<br />
TBS BINDING SITE 125<br />
VEOLIA 79<br />
VIDA BIOTECNOLOGIA 45<br />
WAMA 105<br />
ZYMO RESEARCH<br />
CAPA<br />
Conselho Editorial<br />
Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição<br />
humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira<br />
de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São<br />
Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da<br />
Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo<br />
Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da<br />
USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade<br />
Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e<br />
Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.<br />
Colaboraram nesta Edição:<br />
Allyne Cristina Grando, Humberto Façanha, Fábia Bezerra, Gleiciere Maia Silva, Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Luiz Arthur Calheiros Leite, Brunno Câmara, José de Souza Andrade-Filho, Helena Varela de Araújo, Rafaele Loureiro,<br />
Bruna Garcia, Roberta Messonia, Rogério Jadjiski de Leão; Lucas Ribeiro de Medeiros;Camila Tavares Joau e Silva, Gabriela Victória de Mello Jantzch; Eloir Dutra Lourenço, Ingrid Ferreira Costa. Fabiano de Abreu Agrela<br />
Rodrigues, João Bernardeli, Délio J. Ciriaco de Oliveira, Izabela K.Lima Silva. Louise Fabri, Gilberto Augusto Teixeira Dalboni de Lima, Giovanni G. Cerri, João Batista Costa Neto, Andreza Patricia Marinho de Souza Martins,<br />
Fredson Costa Serejo, Brunna Caram Fiorese Araújo Melo; Yasmin Carvalho Pereira Oliveira Sá, Giulia Caram Fiorese Araujo Melo, Isabella Caram Fiorese Araujo, Gabriel Santos Miranda.<br />
8<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
ÍNDICE<br />
revista<br />
Ano 30 - Edição <strong>175</strong> - <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
MATÉRIA DE CAPA<br />
62<br />
A Zymo Research Corporation também é<br />
Zymo Research South America, e tem as cores do Brasil!<br />
14<br />
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
ALTERAÇÕES IMUNOLÓGICAS EM<br />
CRIANÇAS PORTADORAS DO VÍRUS DA<br />
IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA<br />
26<br />
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
A FASE PRÉ-ANALÍTICA NO CENÁRIO<br />
LABORATORIAL<br />
Autores: Andria Dos Santos Lemos e<br />
Allyne Cristina Grando.<br />
Autores: Suellen Bento da Silva e<br />
Patrick Menezes Lourenço.<br />
12 - Agenda<br />
58 - Publieditorial I - Laborline<br />
60 - Publieditorial II - Euroimmun<br />
66 - Neurociência em Foco<br />
68 - Direito e Saúde<br />
72 - Ciências e Saúde<br />
76 - Minuto Laboratório<br />
78 - Blog dos Cientistas<br />
84 - Epidemiologia<br />
94 - Diagnóstico por Imagem<br />
98 - Biossegurança<br />
102 - Citometria de Fluxo<br />
108 - Logística Laboratorial<br />
110 - Rotina Laboratorial<br />
113 - Informes de Mercado<br />
151 - Analogias em Medicina<br />
34<br />
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS<br />
HUMANO COMO FATOR DE RISCO<br />
PARA O DESENVOLVIMENTO DO<br />
CÂNCER NO COLO DO ÚTERO<br />
52<br />
GESTÃO LABORATORIAL<br />
GESTÃO DE RISCOS – TEORIA<br />
DA OPERAÇÃO ÓTIMA PARA<br />
LABORATÓRIOS<br />
Autores: Eliezer Brelas de Melo Neto e<br />
Weslley Ferreira de Lima.<br />
Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Z5.E49<br />
Z5.E49<br />
DH-615<br />
DH-615<br />
Analisador automático de<br />
Hematologia com RET<br />
Analisador automático de<br />
Hematologia com RET<br />
DP-H10 é o primeiro analisador hematológico de POCT<br />
com a detecção conjunta CBC+CRP+SAA para fornecer<br />
DP-H10 uma base é o de primeiro diagnóstico analisador auxiliar confiável hematológico para quadros<br />
de infecção bacteriana/viral.<br />
de POCT<br />
com a detecção conjunta CBC+CRP+SAA para fornecer<br />
uma<br />
Diferentes<br />
base<br />
itens<br />
de diagnóstico<br />
selecionados de<br />
auxiliar<br />
forma flexível<br />
confiável<br />
para múltiplos<br />
para quadros<br />
de infecção bacteriana/viral.<br />
modos de teste com ampla linearidade e alta precisão.<br />
Tamanho compacto para economia de espaço e kit de detecção<br />
Diferentes individual e itens descartável, selecionados sem desperdício forma de flexível reagentes, para atende múltiplos<br />
modos perfeitamente de teste às com necessidades ampla linearidade de laboratórios e alta médios precisão. e pequenos.<br />
Tamanho Suporta os compacto modos de para sangue economia total e capilar, de espaço 20μL volume e kit de mínimo detecção<br />
individual de amostra, e ideal descartável, para populações sem desperdício especiais de de pacientes. reagentes, atende<br />
perfeitamente às necessidades de laboratórios médios e pequenos.<br />
Suporta os modos de sangue total e capilar, 20μL volume mínimo<br />
de amostra, ideal para populações especiais de pacientes.<br />
Com Com método método de fluorescência de fluorescência e tecnologia e tecnologia de análise de análise<br />
celular celular 3D de 3D AI-cube, de AI-cube, o DH-615 o DH-615 combina combina 6-DIFF com 6-DIFF com<br />
RET, RET, melhorando melhorando muito muito a identificação a identificação células de anormaimais<br />
e e aumentando a capacidade a capacidade de analisar de analisar doenças doenças<br />
hematológicas, tais como tais leucemia, como leucemia, anemia e anemia etc. e<br />
células anor-<br />
etc.<br />
O avançado método de fluorescência e tecnologia de dispersão a<br />
O avançado método de fluorescência e tecnologia de dispersão a<br />
laser garante resultados precisos<br />
laser garante resultados precisos<br />
A função de repetição automática evita diagnósticos errados de<br />
amostras A função anormais. de repetição automática evita diagnósticos errados de<br />
amostras anormais.<br />
Sistema inteligente de gerenciamento de reagentes e de manutenção.<br />
Sistema inteligente de gerenciamento de reagentes e de manutenção.<br />
Combinação flexível de testes para diferentes cenários de aplicação<br />
Combinação flexível de testes para diferentes cenários de aplicação<br />
DP-H10<br />
DP-H10<br />
Analisador Automático de<br />
Hematologia, POCT<br />
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Hematologia, POCT<br />
DH76<br />
Analisador Hematológico<br />
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DF55<br />
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AGENDA<br />
AGENDA<br />
de eventos <strong>2023</strong><br />
2º COMAC/ML CONGRESSO MARANHENSE DE ANÁLISES CLÍNICAS<br />
Data: 26 a 28 de janeiro de <strong>2023</strong><br />
Informações: congressocomac.com.br/<br />
FEIRA HOSPITALAR<br />
23 a 26 de maio de <strong>2023</strong> - Ter. a Sex., das 11h às 20h<br />
PRESENCIAL | Expo São Paulo<br />
Informações: https://www.hospitalar.com/pt/home.html<br />
SBAC – 48º CBAC<br />
18 a 21 de junho de <strong>2023</strong> - Das 9h às 18h<br />
Costão do Santinho Resort – Florianópolis - SC<br />
Saiba mais: https://www.sbac.org.br/cbac/<br />
MEDICAL FAIR BRASIL<br />
26 a 28 de Setembro de <strong>2023</strong> - Das 11h às 20h<br />
Expo Center Norte<br />
Saiba mais: https://medicalfairbrasil.com.br/<br />
12<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
ALTERAÇÕES IMUNOLÓGICAS<br />
EM CRIANÇAS PORTADORAS DO VÍRUS<br />
DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA<br />
IMMUNOLOGICAL CHANGES IN CHILDREN WITH HUMAN IMMUNODEFICIENCY VIRUS<br />
Autores:<br />
Andria Dos Santos Lemos a<br />
Allyne Cristina Grando b<br />
a Graduanda do Curso de Biomedicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).<br />
Canoas, RS, Brasil<br />
b Professora Adjunta do Curso de Biomedicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).<br />
Canoas, RS, Brasil<br />
Fonte: (UNESC, 2017)<br />
* Imagem ilustrativa<br />
Resumo<br />
Este artigo discorre sobre a temática do vírus da imunodeficiência humana<br />
em crianças com menos de 1 ano de vida. O objetivo do trabalho foi<br />
identificar as manifestações clínicas que o vírus causa nas mesmas,<br />
por meio das manifestações decorrentes da infecção. Para tanto, foram<br />
utilizadas fontes bibliográficas pautadas no Ministério da Saúde e<br />
artigos, nos idiomas português e inglês, correlacionados ao tema em<br />
plataformas médicas e acadêmicas, sendo elas PubMed e Scielo. Esta<br />
pesquisa possibilitou concluir que o vírus afeta o sistema imunológico<br />
enfraquecendo o organismo de modo a facilitar a entrada de infecções<br />
oportunistas que devido à fragilidade do organismo podem levar à morte.<br />
Sendo assim, o diagnóstico e tratamento adequados por meio das vacinas<br />
torna-se fundamental para garantir a qualidade de vida.<br />
Abstract<br />
This article discusses the theme of human immunodeficiency virus in<br />
children under 1 year of age. The objective of this study was to identify<br />
the immunological alterations that the virus causes in children,<br />
through the clinical manifestations resulting from the infection. To<br />
this end, bibliographic sources based on the Ministry of Health and<br />
articles in Portuguese and English, correlated to the theme in medical<br />
and academic platforms, such as PubMed and Scielo, were used.<br />
This research made it possible to conclude that the virus affects the<br />
immune system by weakening the child's body in order to facilitate the<br />
entry of opportunistic infections that due to the child's fragility can<br />
lead to death. Thus, proper diagnosis and treatment through vaccines<br />
is essential to ensure the child's quality of life.<br />
Palavras-chaves: Vírus da Imunodeficiência Humana. Manifestações<br />
clínicas. Crianças.<br />
Keywords: Human immunodeficiency virus. Clinical manifestations.<br />
Children.<br />
14 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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Autoras: Andria Dos Santos Lemos, Allyne Cristina Grando.<br />
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
Introdução<br />
As estatísticas mais recentes mostram<br />
que no ano de 2019 foi detectado<br />
que mais de 37,9 milhões de pessoas<br />
possuem o vírus da imunodeficiência<br />
humana (HIV), sendo que deste total<br />
1,7 milhões são crianças menores de<br />
15 anos. Deste montante, 770.000<br />
pessoas morreram devido a doenças<br />
correlacionadas com o Vírus da<br />
Imunodeficiência Humana (HIV). No<br />
Brasil há estimativa de que 866 mil<br />
pessoas possuam o vírus. (26)<br />
Somente no Rio Grande do Sul (RS)<br />
em 2018, detectou-se um índice<br />
de 38,3 casos de Síndrome da<br />
Imunodeficiência Adquirida (AIDS)<br />
por cada 100.000 habitantes. Outro<br />
dado mostra que nos últimos dez<br />
anos houve queda nos índices de<br />
detecção da AIDS em uma escala de<br />
9,4%. No entanto, mesmo com esta<br />
diminuição no índice de detecção,<br />
o RS ainda é o segundo estado com<br />
maior quantidade de ocorrências da<br />
doença, mesmo que a incidência<br />
da mesma apresente retração nos<br />
últimos seis anos (3) .<br />
capital com a maior taxa de infecção<br />
de 21,1 / 1.000 nascidos em 2017 e<br />
60,8 casos / 100.000 habitantes (3) .<br />
O HIV nas crianças tem com uma<br />
de suas principais características<br />
a disfunção imunitária humoral,<br />
quando infectados via perinatal<br />
antecede a deficiência celular<br />
(13)<br />
. Dessa forma em crianças a<br />
deficiência humoral se torna mais<br />
importante, pois estas não possuem<br />
resposta imunitária secundária,<br />
ficando ainda mais pré-dispostas<br />
a agentes infecciosos, como vírus e<br />
bactérias (14) .<br />
O objetivo deste trabalho foi revisar<br />
na literatura científica quais são as<br />
manifestações clínicas nas crianças<br />
com HIV até o primeiro ano de vida.<br />
Para a realização deste trabalho foi<br />
realizada uma revisão bibliográfica,<br />
onde se utilizou de dados do<br />
Ministério da Saúde referentes<br />
ao assunto abordado, bem como<br />
também se das plataformas Scielo<br />
Imagem 1 – estrutura do HIV<br />
e PubMed, com acesso a artigos<br />
científicos em português e inglês,<br />
incluindo capítulo de livro publicado.<br />
Os artigos analisados contemplam<br />
um período que dista de 1997 a 2018.<br />
Revisão de Literatura<br />
HIV<br />
O HIV é um retrovírus com genoma<br />
de Ácido Ribonucleico (RNA), da<br />
família Lentiviridae. Pertence ao<br />
grupo dos retrovírus citopáticos e<br />
não-oncogênicos que necessitam<br />
para se multiplicar de uma enzima<br />
denominada transcriptase reversa,<br />
responsável pela transcrição do<br />
RNA viral para uma cópia de Ácido<br />
Desoxirribonucleico (DNA), que<br />
pode então integrar-se ao genoma<br />
do hospedeiro (4, 5, 6) .<br />
O HIV age no organismo de maneira<br />
muito invasiva. Basicamente sua ação é<br />
atacar o sistema imunológico, alterando<br />
sua função e reduzindo sua contagem.<br />
Deste modo, torna-se inviável combater<br />
Segundo a Secretária da Saúde, no<br />
Brasil, em 2018, foi possível constatar<br />
uma redução na taxa de detecção de<br />
AIDS entre crianças, que atingiram 2,8<br />
/ 1.000 nascidos. No RS essas taxas<br />
diminuíram de 10,6 casos por 100.000<br />
habitantes em 2014 para 9 / 100.000<br />
em 2017. Porto Alegre, apesar da<br />
tendência de queda, continua sendo a<br />
Fonte – (37)<br />
16 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
doenças paulatinamente. “Ao longo dos<br />
anos, com a multiplicação do vírus e a<br />
diminuição das células TCD4+ a níveis<br />
críticos, o organismo fica vulnerável às<br />
infecções chamadas oportunistas, que<br />
comumente não acontecem em quem<br />
tem uma boa imunidade” (38, 39, 40) .<br />
A infecção pelo HIV pode ser dividida<br />
em quatro fases clínicas: infecção<br />
aguda, fase assintomática, fase<br />
sintomática inicial ou precoce e AIDS.<br />
A AIDS é uma doença que representa<br />
um dos maiores problemas de saúde<br />
da atualidade em função do seu<br />
caráter pandêmico e de sua gravidade.<br />
Uma vez agravada a imunodepressão,<br />
o portador da infecção pelo HIV<br />
apresenta infecções oportunistas (15) .<br />
Sistema Imunológico<br />
O sistema imunológico é o<br />
responsável pela defesa do nosso<br />
organismo protegendo-o contra<br />
vírus, bactérias, fungos e parasitas.<br />
Possui um conjunto de estruturas e<br />
de processos biológicos formado por<br />
um grande número de células, órgãos<br />
e tecidos que atuam nessa defesa.<br />
Temos dois tipos de resposta imune,<br />
sendo uma Inata utilizando células<br />
e proteínas para destruir microorganismos<br />
através da fagocitose<br />
e a Adaptativa que é composta<br />
basicamente pelos linfócitos, sendo<br />
que estes identificam o agente<br />
patógeno causador da doença de<br />
forma específica (8) .<br />
O sistema imune é composto por<br />
dois principais grupos de células que<br />
são os macrófagos e os linfócitos. Os<br />
macrófagos também são chamados<br />
de monócitos no sistema imune<br />
e são os primeiros a detectar a<br />
presença de um micro-organismo<br />
invasor realizando a fagocitose<br />
destes. Os linfócitos são divididos<br />
em Linfócitos B e T, sendo o linfócito<br />
B responsável pela produção de<br />
anticorpos reconhecendo o receptor<br />
do antígeno e transformando-se<br />
em plasmócitos, estes produzem e<br />
secretam os anticorpos necessários<br />
que se ligam com o antígeno.<br />
Já os linfócitos T se dividem em<br />
auxiliadores que tem como função<br />
comandar a defesa do organismo,<br />
sendo responsáveis por interagir<br />
com os linfócitos B e a auxiliá-los<br />
na produção de anticorpos e os<br />
Linfócitos T matadores que são<br />
responsáveis pela destruição de<br />
células anormais, infectadas ou<br />
estranhas ao organismo (8) .<br />
As pessoas que possuem o HIV<br />
apresentam grave debilidade do<br />
sistema imunológico, pois os linfócitos<br />
TCD4+ são destruídos paulatinamente<br />
(9,10)<br />
. No caso das crianças, tais linfócitos<br />
são indicadores basilares de detecção<br />
da imunodeficiência, permitindo prever<br />
o momento de início do tratamento<br />
contra o vírus (11) .<br />
Os linfócitos TCD4 possuem<br />
esta denominação por serem<br />
produzidos na medula óssea<br />
e amadurecido pelo Timo e<br />
circularem na corrente sanguínea.<br />
Sua função básica é defender o<br />
organismo agindo sobre fungos,<br />
bactérias, vírus, entre outros. No<br />
caso do HIV, o TCD4 é o alvo do<br />
vírus, que penetra a célula e se<br />
(28, 32,<br />
replica destruindo a célula<br />
33)<br />
. Por sua vez, o linfócito TCD8<br />
também é amadurecido no Timo e<br />
possui principal função identificar<br />
a atacar as células afetadas pelo<br />
HIV e o câncer, dificultando a<br />
replicação do HIV (29, 30, 31) .<br />
A Criança e o HIV<br />
A transmissão perinatal do HIV a partir<br />
de uma mulher infectada (sintomática<br />
ou assintomática) para o seu filho pode<br />
ocorrer durante três períodos distintos:<br />
pré-natal, intraparto e pós-natal<br />
(16)<br />
. Atualmente, acredita-se que tal<br />
transmissão aconteça principalmente<br />
na gestação tardia e na passagem pelo<br />
canal de parto (17, 18) .<br />
Grande parte das crianças infectadas<br />
pelo HIV tem início às manifestações<br />
clínicas nos três primeiros anos<br />
de vida, mas há uma mortalidade<br />
de 20% até o segundo ano de<br />
vida com sinais clínicos graves de<br />
imunodeficiência. No início da<br />
infecção pelo HIV as células alvo<br />
preferenciais são as TCD4+ de<br />
memória e como os recém-nascidos<br />
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
17
Autoras: Andria Dos Santos Lemos, Allyne Cristina Grando.<br />
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
possuem uma menor quantidade<br />
dessas células em relação aos<br />
adultos, os lactentes infectados pelo<br />
HIV ficam mais suscetíveis a infecções<br />
oportunistas, mesmo estes tendo<br />
a contagem de TCD4+ periféricos<br />
em maior número comparados em<br />
adultos nas mesmas condições (19) .<br />
Com base em dados dos últimos<br />
anos, graças à Terapia Antirretroviral<br />
Potente (HAART), ocorreu uma<br />
diminuição significativa das<br />
crianças que foram infectadas.<br />
Assim, com o uso da Terapia<br />
Antirretroviral Combinada (TARVC),<br />
pode-se observar a mudança do<br />
cenário de morte precoce dessas<br />
crianças, tais crianças estão<br />
chegando à adolescência e se<br />
tornando adultos podendo ter uma<br />
melhor qualidade de vida (20, 21, 22) .<br />
Apesar de o HIV poder ser isolado<br />
de todas as secreções do organismo<br />
de uma criança com AIDS, inclusive<br />
lágrima e suor, as únicas formas<br />
de transmissão documentadas e<br />
de impacto epidemiológico em<br />
crianças são: de mãe para filho<br />
(gravidez, parto e leite materno) (23,<br />
24)<br />
. Na infância, além da transmissão<br />
vertical, os possíveis meios de<br />
transmissão de HIV são: abuso<br />
sexual, prostituição infantil e uso de<br />
drogas injetáveis (15, 22) .<br />
Um estudo sobre a incidência do HIV<br />
em crianças, publicado no jornal de<br />
pediatria do ano de 1997 verificou<br />
o perfil de crianças com infecção<br />
pelo HIV (22) . Foram analisadas 176<br />
crianças com até 132 semanas de<br />
vida, onde 112 crianças possuíam<br />
até 11 meses de vida, que é o público<br />
alvo da pesquisa desenvolvida neste<br />
trabalho. O estudo demonstra que a<br />
maior ocorrência de infecção se dá<br />
por transmissão vertical, significando<br />
que a maioria dos casos se dá em<br />
decorrência da transmissão de mãe<br />
para filho. E grande parte da origem<br />
das infecções das mães se deu por<br />
questões sexuais, onde 46,1 dos casos<br />
possuíam esta causa (22) .<br />
Há ainda dois estudos sul africanos<br />
realizados no ano de 2006, que<br />
demonstram que as crianças<br />
tratadas logo após o nascimento<br />
com a TAR apresentaram redução<br />
da carga e do DNA viral do HIV. Este<br />
resultado foi revelado em 2017 em<br />
uma Conferência sobre Retrovírus<br />
e infecções oportunistas, ocorrida<br />
em Seatle nos Estados Unidos da<br />
América (EUA) (15) .<br />
Um caso pioneiro que alude ao<br />
resultado apresentado se pauta no<br />
caso do bebê de Mississipi, que iniciou<br />
tratamento com poucos dias de vida.<br />
Neste caso, o tratamento foi tão eficaz<br />
que exames realizados no período<br />
demonstravam que não havia mais<br />
sinais do vírus, mesmo após 23 meses<br />
depois do nascimento. Após quase 4<br />
anos em novo teste detectou-se o vírus<br />
(15)<br />
. Isto demonstra que o tratamento<br />
possui eficácia de controle do HIV,<br />
porém não o elimina em definitivo.<br />
Mais um estudo realizado por Kirsten<br />
Veldsman no ano de 2017, da<br />
Universidade de Stellenbosch, mostrou<br />
alterações no DNA do HIV em crianças<br />
que iniciaram tratamento nos oito<br />
primeiros dias de vida. Foram analisadas<br />
cinco crianças, onde em três houve<br />
redução do RNA do HIV para um número<br />
inferior a 100 cópias/ml em um período<br />
de 3 meses. As outras duas crianças<br />
apresentaram a mesma redução, porém<br />
em um período de 6 meses. O estudo<br />
demonstrou que nos 15 primeiros dias<br />
de vida, houve queda abrupta do DNA<br />
do vírus, representando uma queda de<br />
200 vezes a cada mês de tratamento (23) .<br />
Quadro 1 – sintomas de encefalopatia causada pelo vírus HIV<br />
Fonte – (25)<br />
18 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Autoras: Andria Dos Santos Lemos, Allyne Cristina Grando.<br />
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
Manifestações Clínicas<br />
As manifestações clínicas de uma<br />
doença são os sintomas manifestados<br />
no organismo atacado, podendo<br />
ser de maneira crônica ou aguda.<br />
Todas ocorrem de forma agressiva e<br />
com maior frequência em crianças,<br />
por estarem com seu organismo<br />
em desenvolvimento e serem mais<br />
frágeis que os adultos. O HIV possui<br />
manifestações clínicas, inclusive<br />
graves, como febre, precarização da<br />
imunidade, cefaleia, perda de peso,<br />
náusea, vômito, síndrome de Guillain-<br />
Barré, entre outras (23) .<br />
O vírus afeta grandemente o físico<br />
da criança doente, porém os danos<br />
são ainda mais intensos no que<br />
tange ao lado psicológico quando<br />
o vírus atinge o Sistema Nervoso<br />
Central (SNC). Isto faz com que a<br />
criança sofra agravos nos aspectos<br />
cognitivo, comportamental e<br />
emocionais (23) .<br />
No início da detecção deste vírus não<br />
existiam exames que diagnosticavam<br />
estas manifestações. Isto fez com<br />
que a ocorrência deste vírus fosse<br />
severa nas crianças, uma vez que<br />
até mesmo a manifestação possuía<br />
uma identificação morosa e muito<br />
aquém da identificação atual, que<br />
com o avanço da medicina, conta<br />
com exames mais assertivos e<br />
ágeis, mesmo que ainda muito<br />
longe do ideal (24) .<br />
Atualmente, o Departamento de<br />
Vigilância Prevenção e Controle das<br />
Infecções Sexualmente Transmissíveis<br />
do HIV/Aids e das Hepatites Virais do<br />
Ministério da Saúde, tem buscado<br />
constantemente métodos e testes que<br />
propiciem a identificação cada vez<br />
mais precoce da infecção pelo vírus.<br />
A portaria SVS/MS n° 29, de 17 de<br />
dezembro de 2013, por exemplo, é<br />
responsável pela aprovação do Manual<br />
Técnico para o Diagnóstico da Infecção<br />
pelo HIV, que estipula 6 fluxos que dão<br />
maior segurança nos diagnósticos (27) .<br />
Encefalopatias<br />
Uma apresentação precoce de uma<br />
encefalopatia pode ocorrer antes<br />
dos 36 meses de idade, havendo<br />
uma rápida progressão para a<br />
morte na ausência de terapêutica.<br />
A encefalopatia estática representa<br />
uma forma de doença ligeiramente<br />
sintomática com déficits cognitivos,<br />
motores e em nível da linguagem,<br />
associados à aprendizagem lenta (25) .<br />
Na encefalopatia de apresentação<br />
tardia nas crianças mais velhas<br />
em idade entre 6 e 10 anos, as<br />
complicações neuropsiquiátricas<br />
lembram os déficits decorrentes<br />
das lesões fruto sub corticais, como<br />
descrito no Quadro 1.<br />
A deterioração do jogo, o declínio<br />
acadêmico, o embotamento do afeto,<br />
a perda de iniciativa, irritabilidade,<br />
labilidade emocional, possíveis<br />
estados de agitação psicomotora,<br />
estados depressivos ou condutas de<br />
oposição, devem pôr de sobreaviso<br />
o médico clínico para uma possível<br />
progressão insidiosa da encefalopatia.<br />
A confusão diagnóstica com a<br />
comorbidade psiquiátrica pode<br />
fazer esquecer a necessidade de um<br />
reajuste da TARV (26) .<br />
Alterações do Sistema Nervoso<br />
Central<br />
Estima-se que 70% dos infectados<br />
pelo HIV possuem algum tipo de<br />
alteração no SNC (41) . Em via de regra,<br />
a doença não causa apenas estas<br />
alterações, mas aspectos psicológicos<br />
também, como a depressão oriunda<br />
da infecção e dificuldades que a<br />
mesma imputa (12) .<br />
Sabe-se que as crianças possuem<br />
maior comprometimento do SNC<br />
em caso de HIV do que os adultos,<br />
até pela questão formativa do<br />
organismo e fragilidade oriunda<br />
deste desenvolvimento (12) . O<br />
HIV cria ruptura das defesas do<br />
organismo, facilitando a ação de<br />
doenças oportunistas que afetam<br />
o mecanismo de funcionamento<br />
do SNC, que é responsável pela<br />
percepção de sinais externos e<br />
resposta aos mesmos (38) .<br />
O SNC possui 2 divisões celulares,<br />
a saber as células da glia e os<br />
neurônios. Os neurônios são<br />
incumbidos de receber e transmitir<br />
os estímulos do meio interno<br />
20 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Autoras: Andria Dos Santos Lemos, Allyne Cristina Grando.<br />
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
e externo causando reações do<br />
organismo para manter a harmonia<br />
do corpo (37) . Este funcionamento se dá<br />
por meio de duas propriedades, sendo<br />
elas a irritabilidade e a condutividade<br />
(37)<br />
. A irritabilidade é a possibilidade de<br />
uma célula responder aos estímulos do<br />
meio. Isso significa que a irritabilidade é<br />
a capacidade de resposta que as células<br />
possuem, porém não é a ação em si.<br />
Já a condutividade é a capacidade de<br />
transmitir os estímulos às células para<br />
que haja a resposta (38,39) .<br />
Além disto, um fator que dificulta<br />
a situação é que tais manifestações<br />
clínicas são facilmente confundidas<br />
com os efeitos colaterais do<br />
tratamento antirretroviral (TAR). O<br />
vírus faz decair o sistema imunológico<br />
e isto, por sua vez, faz com que os<br />
danos ao SNC sejam mais intensos ao<br />
longo do tempo (34) .<br />
O sistema nervoso central é o<br />
responsável pelas percepções internas<br />
e externas do meio, bem como as<br />
reações do corpo a estas percepções,<br />
de modo a manter o equilíbrio<br />
do organismo. Em tese o SNC é<br />
responsável pela coordenação de<br />
todas as funções corporais (34,35,36) .<br />
Quando o corpo sofre esse distúrbio<br />
fisiológico há ativação de mecanismos<br />
neuronais e endócrinos para que haja<br />
o equilíbrio térmico do corpo (41) .<br />
A febre pode ser causada por uma<br />
imensidão de fatores e doenças, como<br />
por exemplo, infecções, neoplasias,<br />
hemorragias, remédios consumidos<br />
na dose errada, estresse psicológico,<br />
entre outros. Deste modo, é uma<br />
manifestação clínica do HIV decorrente<br />
pela infecção das células (42) .<br />
Precarização da imunidade<br />
O sistema imunológico é um conjunto<br />
de moléculas, órgãos, tecidos e células<br />
que atuam na defesa do organismo,<br />
eliminando todo o tipo de moléculas<br />
estranhas, com o intuito de manter o<br />
equilíbrio orgânico (43) .<br />
O HIV atua sobre este sistema,<br />
infectando as células e reduzindo sua<br />
função de defesa, abrindo a porta<br />
para inúmeras doenças. Na ausência<br />
de um sistema imunológico sólido,<br />
sobretudo em crianças com menos<br />
Quadro 2 – Calendário de vacinação<br />
de 1 ano, pequenas infecções<br />
como uma gripe podem levar o<br />
hospedeiro à morte (44) .<br />
Sendo assim, é uma manifestação<br />
clínica gravíssima, pois a partir dela,<br />
diversas infecções oportunistas<br />
afetam o paciente, tornando o estado<br />
de saúde cada vez mais frágil (44) .<br />
Cefaleia<br />
A cefaleia é a famosa dor de cabeça. Suas<br />
causas podem ser inúmeras, inclusive<br />
infecções. É uma das manifestações<br />
clínicas mais complexas, pois diversos<br />
fatores podem desencadeá-la, como<br />
por exemplo, falta de sono, alimentação<br />
e medicamentos (45) .<br />
A cefaleia é uma manifestação clínica<br />
que se associa diretamente com outros<br />
sintomas também oriundos da infecção<br />
pelo HIV, como por exemplo, náusea e<br />
vômito, febre, entre outros (46) .<br />
Perda de peso<br />
A perda de peso é uma manifestação<br />
clínica que, quando ocorre sem uma<br />
Febre<br />
A febre é um termo que provém<br />
do grego com sentido literal se<br />
referenciando a fogo. A febre é uma<br />
reação corpórea frente a uma situação<br />
fisiológica conturbada.<br />
Fonte – (62)<br />
22 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
explicação prévia, exige cuidados.<br />
As infecções costumam promover<br />
tal perda de peso e, devido à<br />
ausência de nutrientes, enfraquece<br />
o organismo debilitando o sistema<br />
imunológico (47) .<br />
Somado ao HIV, representa um ponto<br />
intensificador na ação do vírus,<br />
que por si só já causa o decréscimo<br />
das defesas do organismo<br />
progressivamente. Além disto, a<br />
perda de peso possibilita uma série<br />
de doenças que podem se agravar<br />
e muito com o fato de a imunidade<br />
estar debilitada pelo HIV (48) .<br />
Náusea e vômito<br />
O vômito seria uma reação involuntária<br />
do organismo para expulsão forçada<br />
de algum conteúdo na área gástrica<br />
do corpo. Ocorre por meio da contração<br />
dos músculos do abdome (49) . Já a<br />
náusea seria a chamada ânsia, ou seja,<br />
a vontade latente de vomitar (50) .<br />
Muitas são as causas do vômito e<br />
da ânsia, inclusive infecções, como<br />
no caso do HIV, cuja manifestação<br />
clínica ocorre, sobretudo, pela baixa<br />
do sistema imunológico, que abre<br />
precedentes para ação de outros vírus<br />
e bactérias que trazem várias outras<br />
doenças ao organismo (51) .<br />
Síndrome de Guillain-Barré<br />
Esta síndrome é uma das doenças<br />
decorrentes da ação do HIV no SNC,<br />
sendo uma manifestação clínica<br />
séria. Trata-se de uma doença<br />
autoimune que afeta a mielina<br />
da parte proximal dos nervos<br />
periféricos, podendo ocorrer de<br />
forma subaguda ou aguda (52) .<br />
É uma doença que faz o paciente perder<br />
força progressiva e dores nos membros<br />
inferiores e superiores até que haja<br />
paralisia dos mesmos (53) .<br />
Pneumonia<br />
A pneumonia é outra manifestação<br />
clínica intensa e comum em crianças<br />
infectadas pelo HIV, ocorrendo<br />
geralmente em crianças com 3 a 6<br />
meses de vida (54) . Trata-se de uma<br />
doença que ocorre com frequência<br />
na infância, sendo a ocorrência<br />
ocasionada por vírus mais comuns,<br />
representando entre 80 e 85% dos<br />
casos totais (54) . Resumidamente a<br />
doença é uma inflamação aguda<br />
dos alvéolos, que ocorre pela ação<br />
das células em reação a um agente<br />
microbiano (55) .<br />
A pneumonia geralmente causa<br />
febres com temperaturas superiores<br />
a 37,5°C. Pode ser causada por<br />
bactérias e vírus, como o HIV, por<br />
exemplo, demonstrando a ação que o<br />
vírus causa no organismo (56) .<br />
Sapinho<br />
Esta manifestação clínica também<br />
é corrente durante a infância,<br />
sobretudo entre recém-nascidos<br />
(RN), ocorrendo entre 2% e 10%<br />
dos recém-nascidos. No caso de<br />
RN a taxa de mortalidade é alta,<br />
variando entre 20 e 50% (57).<br />
A doença possui nome técnico<br />
de Candidíase e geralmente é<br />
transmitida pela mãe ou pode<br />
também ser contraída do ambiente.<br />
É uma infecção oportunista mais<br />
corrente em RN em virtude da baixa<br />
imunidade da criança, dificultando o<br />
diagnóstico (58) .<br />
Tratamento<br />
Primeiramente a criança será<br />
considerada infectada pelo vírus HIV<br />
quando realizar dois exames e os<br />
resultados sinalizarem positividade.<br />
Estes exames são realizados após 2<br />
semanas de vida, sendo o método<br />
utilizado a detecção do RNA viral (59) .<br />
Em tese, as orientações são a que<br />
haja aplicação de zidovudina nas 6<br />
primeiras semanas de vida, sendo<br />
que o início de aplicação precisa<br />
ocorrer ainda nas primeiras 8 horas<br />
de vida de 6 em 6 horas. Em caso de<br />
haver pneumonia, deve-se aplicar<br />
Sulfametoxazol e Trimetoprima a<br />
partir de 6 semanas de vida (60) .<br />
Vacinação<br />
A infecção pelo HIV altera a resposta<br />
do sistema imune às vacinas, tendo<br />
dessa forma uma menor proteção<br />
efetiva, com queda mais rápida e<br />
de maior magnitude ao longo do<br />
tempo. As crianças em Tratamento<br />
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
23
ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
Antiretroviral (TARV), tem menor<br />
proteção em relação às vacinas<br />
recebidas anteriormente ao início<br />
do tratamento, mas respondem<br />
bem a vacinação após o tratamento.<br />
Isto porque, mesmo crianças sendo<br />
tratadas podem perder imunidade<br />
protetora ao longo do tempo e as<br />
crianças com menos de 12 meses<br />
tem maior imunidade protetora que<br />
aquelas que iniciaram o tratamento<br />
mais tarde e uma maior ativação<br />
celular associada à pior resposta à<br />
vacinação (12) .<br />
A vacinação pode ocorrer por meio<br />
vacinas inativas, que possuem maior<br />
segurança ou vacinas com agentes<br />
biológicos, que podem oferecer riscos<br />
dependendo do grau de infecção<br />
(61). De acordo com o Ministério da<br />
Saúde, o calendário de vacinação para<br />
crianças infectadas pelo HIV deve<br />
ocorrer conforme Quadro 2.<br />
As vacinas com componentes<br />
biológicos são as destinadas à<br />
tuberculose, Tríplice viral, Febre<br />
amarela, rotavirus e Varicela. Já as<br />
inativas são a hepatite A e B, Pólio<br />
inativada, Pneumococo, Menigococo<br />
Ce Influenza (61) . No caso da<br />
tuberculose, cuja vacina é a BCG, a<br />
aplicação deve ocorrer o mais breve<br />
possível, sendo aconselhável aplicar<br />
logo no nascimento. A mesma pode<br />
apresentar efeitos colaterais como<br />
abscessos locais e fístulas (61) .<br />
No caso da vacinação contra<br />
a Hepatite B, a vacinação é<br />
importantíssima. Sem a vacinação,<br />
90% das crianças nascidas de mães<br />
infectadas se tornarão portadoras da<br />
doença. Sua aplicação deve ocorrer<br />
nas 12 primeiras horas de vida onde<br />
são aplicadas 4 doses nas seguintes<br />
frequências: 0, 1, 6 e 12 meses,<br />
sempre dobrando a dose considerada<br />
habitual. Se não for o caso de mãe<br />
portadora do vírus da Hepatite B, a<br />
vacinação segue de forma habitual<br />
na criança, sendo de uma única dose.<br />
O calendário geral de vacinação está<br />
apresentado no Quadro 2.<br />
Verifica-se, com base no Quadro 2,<br />
que 10 vacinas precisam ser aplicadas<br />
até os 9 meses de vida da criança,<br />
sendo que 3 são aplicadas em dose<br />
única e as demais necessitam de<br />
doses adicionais. Além disto, 5<br />
vacinas possuem cronograma que<br />
apontam idades acima do objeto de<br />
estudo desta pesquisa e 2 vacinas<br />
devem ser tomadas pela mãe ainda<br />
durante a gravidez.<br />
Comentários Finais<br />
O HIV ainda é considerado uma<br />
pandemia sem cura e um de seus<br />
meios de transmissão é a vertical.<br />
As alterações imunológicas em<br />
crianças é um assunto de grande<br />
importância, pois estas estão<br />
com sistema imunológico em<br />
desenvolvimento. A infecção<br />
pelo HIV vai interferir na resposta<br />
imunitária e no desenvolvimento da<br />
resposta imune considerada normal<br />
durante os períodos neonatal e fetal,<br />
trazendo desta forma consequências<br />
importantes para a evolução clínica<br />
destas crianças.<br />
Apesar de haver inúmeras campanhas<br />
para a prevenção de contágio do<br />
HIV, ainda se faz necessária uma<br />
atenção maior ao assunto. Além<br />
disto, o tratamento repercute em<br />
agravos físicos e psicológicos que se<br />
refletem no desenvolvimento das<br />
crianças, atrapalhando inclusive os<br />
relacionamentos afetivos das mesmas.<br />
Este vírus causa uma situação crônica<br />
que afeta o aspecto psicossocial das<br />
crianças e famílias afetadas, exigindo<br />
que a equipe médica e cuidadores<br />
possuam um preparo cada vez mais<br />
capacitado e necessidades ajustadas<br />
à real situação das crianças.<br />
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ARTIGO CIENTÍFICO I<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
25
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
A FASE PRÉ-ANALÍTICA<br />
NO CENÁRIO LABORATORIAL<br />
Autores:<br />
Suellen Bento da Silva 1 ,<br />
Patrick Menezes Lourenço 2 .<br />
1 - Acadêmica do Curso de Bacharelado em Biomedicina da Universidade Federal do<br />
Estado do Rio de <strong>Janeiro</strong> (UNIRIO) e Estagiária na Unidade de Laboratório de Análises<br />
Clínicas e Anatomia Patológica do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle<br />
(HUGG/UNIRIO/EBSERH)<br />
2 - Preceptor Científico do Curso de Bacharelado em Biomedicina da Universidade Federal<br />
do Estado do Rio de <strong>Janeiro</strong> lotado na Unidade de Laboratório de Análises Clínicas e<br />
Anatomia Patológica do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle<br />
(HUGG/UNIRIO/EBSERH)<br />
* Imagem ilustrativa<br />
Resumo<br />
A pandemia de COVID-19 trouxe novos desafios para os serviços de saúde, em<br />
especial na área de Medicina Laboratorial. Os constantes avanços tecnológicos<br />
permitiram a ampliação da capacidade e tipos de análises realizadas em<br />
Laboratório de Análises Clínicas, corroborando para que os resultados obtidos<br />
tenham grande influência na conduta terapêutica adotada pelo corpo médico.<br />
O diagnóstico laboratorial é composto por diferentes fases, igualmente<br />
importantes para obtenção de resultados claros e corretos. Dentre elas<br />
destacamos a fase pré-analítica como etapa que concentra grande parte dos<br />
erros que comprometem a qualidade dos exames laboratoriais. A implantação<br />
de processos de gestão da qualidade e a educação continuada de toda equipe<br />
técnica representam importantes ferramentas na resolução destes problemas,<br />
assim como na melhoria de processo e resultados no Laboratório Clínico.<br />
Palavras-chave: Análises clínicas; Automação laboratorial; Laboratório<br />
clínico; Testes laboratoriais; Boas Práticas de Laboratório; Fase pré-analítica;<br />
Gestão laboratorial.<br />
Abstract<br />
The COVID-19 pandemic has brought new challenges to health services,<br />
especially in the area of Laboratory Medicine. The constant technological<br />
advances allowed the expansion of the capacity and types of analyzes<br />
carried out in the Clinical Analysis Laboratory, confirming that the results<br />
obtained have a great influence on the therapeutic approach adopted by<br />
the medical staff. Laboratory diagnosis consists of different phases, which<br />
are equally important to obtain clear and correct results. Among them, we<br />
highlight the pre-analytical phase as a stage that concentrates most of the<br />
errors that compromise the quality of laboratory tests. The implementation<br />
of quality management processes and the continuing education of the entire<br />
technical team represent important tools in solving these problems, as well<br />
as in improving processes and results in the Clinical Laboratory.<br />
Keywords: Clinical Laboratory Techniques; Automation, Laboratory;<br />
Laboratories, Clinical; Laboratory Test; Good laboratory Pratices; Pre-Analytical<br />
Phase; Laboratory management.<br />
A pandemia do COVID-19 criou<br />
enormes desafios para laboratórios e<br />
serviços de saúde em todas as suas<br />
etapas de produção. Dentre eles,<br />
destacamos a fase pré-analítica e seu<br />
impacto nos resultados dos exames.<br />
Nos últimos 30 anos, inúmeros<br />
artigos, revisões sistemáticas,<br />
bem como eventos nacionais e<br />
internacionais, simpósios, seminários,<br />
webinars, cursos de treinamento e<br />
atualização abordaram esse tema.<br />
Daí surge uma pergunta: como será<br />
o futuro da Medicina Laboratorial?<br />
(BERTOLINI, 2020).<br />
26 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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Autores: Beatriz Felix Bezerra de Sena Barbosa, Bruna Rufino de Oliveira,<br />
Juliana Regina Hoffmann Da Silva, Thais Guimarães Silva.<br />
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
É necessário aqui esclarecer<br />
exatamente o que se entende<br />
por Medicina Laboratorial: é a<br />
especialidade médica responsável<br />
por fornecer suporte preventivo<br />
no cuidado geral dos pacientes,<br />
confirmar ou rejeitar hipóteses<br />
diagnósticas, monitorar ou<br />
determinar o prognóstico, avaliar a<br />
resposta ao tratamento e iniciar e<br />
encerrar todo o processo laboratorial<br />
com os médicos e seus pacientes<br />
(EPNER; GANS; GRABER, 2013).<br />
O constante progresso tecnológico<br />
na área laboratorial tem possibilitado<br />
a ampliação do número e dos tipos<br />
de analitos passíveis de análise,<br />
aumentando, significativamente,<br />
a importância do laboratório na<br />
decisão médica e na tomada de<br />
condutas terapêuticas (PLEBANI,<br />
2002). Segundo Westgard e Darcy<br />
(2004), os resultados das análises<br />
laboratoriais são responsáveis<br />
por 65% a 75% das informações<br />
pertinentes à decisão médica.<br />
O Laboratório de Análises Clínicas<br />
mudou significativamente nos<br />
últimos anos. Avanços na tecnologia<br />
e enormes pressões sobre os custos<br />
se traduzem na máxima "faça mais<br />
exames com menos equipamentos,<br />
pessoas, tempo, etc." Porém, os<br />
avanços tecnológicos e automação<br />
crescente, não substituem o<br />
atendimento humanizado onde<br />
esforços de gestão estão sendo<br />
mais valorizados e os processos<br />
operacionais estão sendo otimizados<br />
(ANDRIOLO, 2007).<br />
A resposta à pergunta inicial<br />
se dá na importância da<br />
colaboração interdisciplinar<br />
entre laboratórios, hospitais,<br />
clínicas e solicitantes de exames<br />
para melhorar a qualidade da<br />
fase pré-analítica em todo o<br />
processo de testes laboratoriais.<br />
Os flebotomistas, técnicos de<br />
laboratório e analistas clínicos<br />
devem compreender e praticar as<br />
diretrizes laboratoriais com base<br />
na legislação, normas e boas<br />
práticas. Desta forma começamos<br />
a vislumbrar o futuro da Medicina<br />
Laboratorial (MENEZES, 2013).<br />
O diagnóstico laboratorial não<br />
se resume à fase de análise das<br />
amostras em si, possui também a<br />
fase pré-analítica e a pós-analítica,<br />
que são de extrema importância<br />
para um diagnóstico preciso<br />
(GILOR, S; GILOR, C, 2011). Quando<br />
se aborda a etapa pré-analítica,<br />
tem-se como objetivo principal<br />
conhecer e mitigar os erros em<br />
exames laboratoriais que podem<br />
ser considerados falha na prestação<br />
de serviços e serem passíveis<br />
de indenização. Segundo a ISO<br />
22367:2008, um erro laboratorial<br />
pode ser definido como:<br />
“falha na realização de ação,<br />
de acordo com o planejado ou<br />
a intenção, ou uso de um plano<br />
errado para atingir um objetivo,<br />
podendo ocorrer em qualquer<br />
etapa do processo laboratorial,<br />
desde a requisição do exame até<br />
o reporte do resultado, incluindo a<br />
sua interpretação ou reação diante<br />
do seu recebimento.” (ISO, 2008)<br />
Cerca de 75% de erros laboratoriais<br />
produzem resultados de exames<br />
dentro dos intervalos de referência;<br />
12,5% produzem resultados<br />
errados tão absurdos que levam à<br />
desconsideração clínica; e 12,5%<br />
restantes podem gerar algum<br />
efeito sobre a saúde do paciente<br />
(GOLDSCHMIDT, 1995).<br />
O Laboratório se interpõe entre<br />
dois momentos na consulta<br />
médica. Após o primeiro contato<br />
com o paciente, quando o médico<br />
obtém sua história clínica e a<br />
duração da doença atual durante<br />
o exame físico, e no diagnóstico<br />
ou hipótese diagnóstica e plano<br />
de tratamento. Portanto, todas<br />
as fases de execução do teste,<br />
principalmente a fase préanalítica,<br />
devem ser realizadas<br />
com o rigor técnico necessário<br />
para garantir a segurança do<br />
paciente e resultados precisos<br />
(MENDES et al, 2006).<br />
28 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Devido aos enormes avanços<br />
tecnológicos nos Laboratórios<br />
de Análises Clínicas, o número<br />
e os tipos de testes realizados<br />
estão aumentando, e também<br />
sua importância na tomada de<br />
decisões médicas. No entanto, esse<br />
fato também levou a um aumento<br />
no número de erros laboratoriais,<br />
que são definidos como quaisquer<br />
problemas na realização de<br />
exames que produzam resultados<br />
inadequados ou interpretações<br />
equivocadas. Destes erros, o mais<br />
comum ocorre durante a fase préanalítica,<br />
onde é difícil de monitorar<br />
(RIVELLO; LOURENÇO, 2013).<br />
Costa e Moreli (2012) discutem<br />
em revisão sistemática, sobre os<br />
principais erros ocorridos na fase<br />
pré-analítica em percentagem,<br />
sendo que 78,6% deles estão<br />
associados com o tempo de<br />
armazenamento das amostras e<br />
do uso de torniquete seguidos<br />
de erros na técnica de flebotomia<br />
e da informação deficiente aos<br />
pacientes (64,3%). Outros fatores<br />
também atingem percentagem<br />
significativa, com 57% para<br />
proporção sangue/anticoagulante<br />
inadequada, 50% para o uso de<br />
tubos inadequados, 43% para<br />
contaminação de amostras,<br />
29% para alterações por<br />
medicamentos e outras variáveis<br />
interlaboratoriais.<br />
Figura 1: Esquema ilustrativo sobre as fases do diagnóstico laboratorial<br />
Fonte: Adaptado de Menezes (2013)<br />
De acordo com Guimarães e<br />
colaboradores (2011), grande parte<br />
destes erros, quando percebidos, gera<br />
a rejeição da amostra e necessidade<br />
de nova coleta. Esta interferência no<br />
processo laboratorial pode ocorrer<br />
desde o primeiro atendimento, seja<br />
ele emergencial ou ambulatorial.<br />
Além da insatisfação, os erros podem<br />
trazer constrangimento ao paciente<br />
e causar perda de credibilidade<br />
do médico e/ou paciente com o<br />
laboratório. Acrescenta-se, ainda,<br />
que o atraso do laudo pode postergar<br />
o início do tratamento, ocasionar um<br />
tratamento inadequado ou fazer com<br />
que ele não aconteça (GUIMARÃES<br />
et al, 2011).<br />
Sabe-se que vários fatores afetam<br />
a fase pré-analítica, que consiste<br />
no preparo do paciente, coleta,<br />
manipulação e armazenamento<br />
do espécime diagnóstico, antes da<br />
determinação analítica (Figura 1).<br />
Ou seja, engloba todas as atividades<br />
que precedem o ensaio laboratorial,<br />
dentro ou fora do Laboratório de<br />
Análises Clínicas (LIMA- OLIVEIRA<br />
et al, 2011).<br />
Atualmente, os termos fase prépré-analítica<br />
e fase pós-pósanalítica<br />
foram introduzidos para<br />
definir as etapas de execução<br />
de um exame que independem<br />
propriamente do laboratório. Uma<br />
pré-pré-análise corresponde ao<br />
clínico selecionar o teste adequado<br />
ao diagnóstico pretendido e seus<br />
requisitos. A coleta, transporte e<br />
recebimento de amostras aptas<br />
para inspeção, caso não sejam de<br />
responsabilidade do laboratório,<br />
também podem ser incluídos nesta<br />
etapa. A pós-pós-análise refere-se<br />
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
29
Autores: Beatriz Felix Bezerra de Sena Barbosa, Bruna Rufino de Oliveira,<br />
Juliana Regina Hoffmann Da Silva, Thais Guimarães Silva.<br />
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
à interpretação dos resultados pelo<br />
clínico (PLEBANI, 2009) (Figura 1).<br />
O termo “fase extra-analítica”<br />
é usado aqui para se referir a<br />
somatória dos procedimentos e<br />
processos relacionados às fases<br />
pré e pós-analítica. A pré-análise<br />
é composta de variáveis que serão<br />
fundamentais para o sucesso no<br />
desenvolvimento do diagnóstico<br />
em si, podendo ser especificadas<br />
como variáveis fisiológicas,<br />
variáveis de coleta de amostra e<br />
outros interferentes (LIPPI; FOSTINI;<br />
GUIDI, 2008) (Figura 1).<br />
Destacamos que, conforme Stankovic<br />
et al (2010), o advento das novas<br />
tecnologias, que a cada dia tornamse<br />
mais aperfeiçoadas e precisas,<br />
proporcionando a constante evolução<br />
das pesquisas científicas, o diagnóstico<br />
laboratorial vem se tornando cada vez<br />
mais um fator influente e até mesmo<br />
definidor da conduta terapêutica.<br />
Na área da saúde, a filosofia de<br />
qualidade não é diferente das<br />
aplicadas nas indústrias. É preciso<br />
de adequação dos produtos ou<br />
serviços para a satisfação do cliente,<br />
sendo esse um fundamento de<br />
qualidade perfeitamente aplicável<br />
aos diversos serviços de assistência<br />
a saúde (MENDES, 1998).<br />
Existem diversos fatores que<br />
influenciam a qualidade dos<br />
resultados. As principais fontes de<br />
variação pré-analítica podem ser<br />
divididas em variáveis fisiológicas<br />
(idade, sexo, raça, jejum, postura,<br />
exercício físico, etc.), variáveis de<br />
coleta e manipulação da amostra<br />
e variáveis endógenas (Figura 1).<br />
A norma ABNT 311-4, estabelece<br />
os critérios a serem considerados<br />
para a rejeição de amostras<br />
biológicas, reduzindo com isto<br />
a interferência pré-analítica<br />
decorrente de amostras coletadas<br />
inadequadamente (SANTOS, 2012).<br />
A preocupação com a qualidade na<br />
área laboratorial tornou necessária<br />
à criação de padrões mínimos de<br />
organização para funcionamento<br />
desses estabelecimentos de saúde.<br />
No Brasil, a Agência Nacional de<br />
Vigilância Sanitária (ANVISA), por<br />
meio da Resolução de Diretoria<br />
Colegiada (RDC) 302/2005,<br />
regulamenta o funcionamento de<br />
Laboratórios Clínicos no que diz<br />
respeito às condições gerais de<br />
organização, recursos humanos,<br />
infraestrutura, equipamentos<br />
e instrumentos laboratoriais,<br />
produtos para diagnóstico de<br />
uso in vitro, gerenciamento de<br />
resíduos e biossegurança. De forma<br />
a minimizar a ocorrência de erros<br />
durante a fase pré-analítica, a RDC<br />
302/2005 da ANVISA, recomenda<br />
os cuidados necessários a serem<br />
adotados durante cada um dos<br />
processos (BRASIL, 2005).<br />
Em revisão recente, Boechat e<br />
Menezes (2021) descrevem a<br />
importância da Gestão da Qualidade<br />
e capacitação na área de Medicina<br />
Laboratorial, como importante<br />
ferramenta na melhoria da<br />
qualidade de processos e resultados<br />
em Laboratório Clínico, de modo<br />
a reduzir ocorrência de erros na<br />
fase pré-analítica. A Sociedade<br />
Brasileira de Análises Clínicas<br />
(SBAC) e o Programa Nacional de<br />
Controle de Qualidade (PNCQ®)<br />
elaboraram os livros “Garantia<br />
da Qualidade no Laboratório<br />
Clínico” e “Manual de Coleta em<br />
Laboratório Clínico”, enquanto a<br />
Sociedade Brasileira de Patologia<br />
Clínica/Medicina Laboratorial<br />
(SBPC/ML) desenvolveu os livros<br />
“Gestão da Fase Pré- Analítica –<br />
Recomendações da SBPC/ML” e<br />
“Recomendações da Sociedade<br />
Brasileira de Patologia Clínica/<br />
Medicina Laboratorial (SBPC/<br />
ML): Fatores pré-analíticos<br />
e interferentes em ensaios<br />
laboratoriais”, compondo parte de<br />
30 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
uma literatura de referência em<br />
gestão laboratorial, de modo a<br />
implantar bases para a melhoria da<br />
qualidade na fase pré-analítica do<br />
diagnóstico laboratorial.<br />
Considerando que a maioria dos<br />
erros ocorre na identificação e<br />
rastreabilidade das amostras, uma<br />
boa forma de tentar evitar esses<br />
erros durante a fase pré-analítica<br />
é definir métricas de qualidade<br />
relevantes para esta fase de testes<br />
laboratoriais. Recomenda-se para<br />
evitar esse tipo de erro, que o<br />
laboratório obtenha informações<br />
mínimas do paciente, identificação<br />
através de códigos de barras, além<br />
da forma de instrução adequada<br />
para cada tipo de exame e seu<br />
preparo adequado, facilita e evita<br />
erros no momento da coleta do<br />
material (SBAC, 2012).<br />
As consequências dos erros em<br />
laboratórios podem ser muitas vezes<br />
graves, especialmente quando o<br />
teste irá definir um diagnóstico,<br />
ocasionando resultados falsopositivos,<br />
ou ainda falso-negativos.<br />
Ambas as circunstâncias colocam<br />
em risco a saúde do paciente e<br />
produzem custos desnecessários<br />
para o sistema de saúde (LIPPI et<br />
al, 2009).<br />
Para possibilitar futuras pesquisas<br />
e monitoramentos nessa área, em<br />
nosso país, torna-se necessário<br />
buscar e estruturar os conhecimentos<br />
adquiridos nos últimos anos sobre o<br />
assunto, de modo a amparar futuras<br />
iniciativas que este conhecimento<br />
sistematizado possa promover<br />
(MENEZES, 2013). Ainda dissertando<br />
sobre o tema, Menezes (2013)<br />
enfatiza que a educação continuada<br />
e atualização do laboratório é<br />
necessária para os profissionais de<br />
saúde devido a erros cometidos<br />
durante a fase pré- analítica.<br />
A supracitada Resolução 302/2005 da<br />
ANVISA recomenda que Laboratórios<br />
Clínicos e postos de coleta invistam<br />
em capacitação e educação contínua<br />
da equipe de trabalho, as quais devem<br />
ser registradas (BRASIL, 2005). No<br />
que tange ao Sistema Único de Saúde,<br />
este processo é orientado pela Política<br />
Nacional de Educação Permanente em<br />
Saúde (PNEPS), que visa preencher as<br />
lacunas do SUS em diferentes regiões.<br />
A educação em saúde está subdividida<br />
em educação continuada e educação<br />
permanente em saúde. A primeira<br />
está associada aos modelos tracionais<br />
de ensino e ainda em um processo<br />
de educação técnico-científica a<br />
profissionais, através de atividades<br />
teóricas ou práticas no campo de<br />
atuação dos agentes envolvidos,<br />
sendo restrita a um período específico<br />
para ministração. A segunda, por<br />
sua vez consiste em uma associação<br />
entre o processo de aprendizagem e<br />
ensino, como componentes da prática<br />
de trabalho, com a capacidade de<br />
modificação da praxe (BRASIL, 2018).<br />
Coswosk e colaboradores (2018),<br />
apresentam a educação continuada<br />
como um processo ininterrupto, que<br />
objetiva aperfeiçoar as capacidades<br />
cognitivas, psicomotoras e afetivas<br />
dos seres humanos e, quando<br />
aplicada ao âmbito da educação<br />
em saúde, impede a inércia em<br />
nível pessoal e profissional. Os<br />
autores ainda apontam para sua<br />
importância na promoção da saúde<br />
e seu impacto na implantação de<br />
políticas públicas que possuem<br />
potencial de impacto social em<br />
nível de transformação.<br />
Como ações de melhoria, seria<br />
conveniente realizar atividades<br />
de treinamento, priorizando as<br />
áreas ou níveis onde é gerada a<br />
maior frequência de ocorrência<br />
de erros e fomentando o diálogo<br />
entre a equipe do laboratório<br />
para padronização técnica. Para<br />
isso, é necessário realizar estudos<br />
que mostrem com precisão as<br />
32 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
áreas vulneráveis aos erros préanalíticos<br />
com frequência, e assim<br />
tomar medidas corretivas para<br />
melhorar o processo (WESTGARG;<br />
DARCY, 2004; DONAYRE; ZEBALLOS;<br />
SÁNCHEZ, 2013).<br />
Conflitos de interesse<br />
Declaramos que não há conflito de<br />
interesse na elaboração desse artigo.<br />
Agradecimentos<br />
Agradecemos a todos profissionais<br />
atuantes na área de Medicina<br />
Laboratorial, que se preocupam<br />
com a fase pré-analítica como um<br />
fator importante para a melhoria da<br />
qualidade do diagnóstico laboratorial.<br />
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article/view/52>. Acesso em: 25 out. 2022.<br />
SANTOS, P. C. J. L. Hematologia – Métodos e Interpretação –<br />
Série Análises Clínicas e Toxicológicas. 1 ed. Rio de <strong>Janeiro</strong>:<br />
Grupo GEN - Editora Roca, 2012.<br />
Sociedade Brasileira de Análises Clínicas - SBAC. Manual do<br />
laboratório participante – PNCQ. Rio de <strong>Janeiro</strong>: SBAC, 2012.<br />
Disponível em: < http://pncq.org.br/uploads/book_2012_<br />
rev12_finalizando.pdf>. Acesso em: 25 out. 2022.<br />
STANKOVIC, A. K. et al. Notas Pré-analíticas BD Diagnósticos,<br />
ano 2, n. 2, p. 3-4, 2010.<br />
WESTGARD, J. O.; DARCY, T. The truth about quality: medical<br />
usefulness and analytical reliability of laboratory tests. Clinica<br />
Chimica Acta, v. 346, n. 1, p. 3-11, 2004. Disponível em: <<br />
https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/<br />
S0009898104001597?via%3Dihu b>. Acesso em: 25 out. 2022.<br />
ARTIGO CIENTÍFICO II<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
33
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO<br />
COMO FATOR DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO<br />
DO CÂNCER NO COLO DO ÚTERO<br />
Autoras:<br />
Eliezer Brelas de Melo Neto¹;<br />
Weslley Ferreira de Lima²<br />
1 - Discente do curso de Biomedicina da Faculdade<br />
Cosmopolita.<br />
2 - Profº. Mestre em Ciências Farmacêuticas - ICS/UFPa.<br />
* Imagem ilustrativa<br />
Resumo<br />
Segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA 2020, o câncer é uma<br />
definição atribuída a diferentes patologias malignas que possuem em<br />
comum a característica do crescimento desordenado de células. O câncer no<br />
colo uterino é um tumor epitelial que é formado e desenvolvido no colo do<br />
útero feminino, que corresponde ao final da vagina e no início do útero. É o<br />
quarto tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres. É importante<br />
ressaltar que o câncer no colo do útero, é principalmente causado através<br />
da infecção pelo vírus Papiloma vírus Humano (HPV). Visto isso, o presente<br />
estudo tem como finalidade analisar a influência do papiloma Vírus<br />
Humano no desenvolvimento de câncer no colo do útero. O presente estudo<br />
se trata de uma revisão de literatura e fará uso de fontes como livros e<br />
estudos completos para análise integral disponíveis nas seguintes bases de<br />
dados PubMed, LILACS, SciElo. Ao todo 15 estudos foram selecionados para<br />
leitura integral e utilização na pesquisa. Visto isso, neste estudo, verificouse<br />
que números comprovam a forte relação entre a infecção pelo Papiloma<br />
vírus humano e câncer no colo do útero, podendo variar entre 70 a 95%<br />
de positividade em amostras com citologia anormal. Desta forma, pôdese<br />
analisar que o HPV é um fator de alto risco para o desenvolvimento do<br />
CCU, entretanto, na maioria dos casos a infecção regride por conta própria.<br />
Em síntese, analisou-se que a infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV)<br />
pode agravar casos de câncer no colo uterino, sendo o principal fator de<br />
risco associado ao seu desenvolvimento.<br />
Palavras-Chave: Câncer; Papilomavírus; Colo Uterino; Risco.<br />
Abstract<br />
According to the Instituto Nacional de Câncer - INCA 2020, cancer<br />
is a definition given to different malignant pathologies that have<br />
in common disordered cell growth as characteristic. Cervical cancer<br />
is an epithelial tumor which is formed and developed in the female<br />
cervix, which corresponds to the end of the vagina and the beginning<br />
of the uterus. It is the fourth type of cancer with the highest incidence<br />
among women. It is important to point out that cervical cancer is<br />
mainly caused through infection by the Human Papilloma Virus (HPV)<br />
virus. Given this, the present study aims to analyze the influence of<br />
the Human Papilloma Virus on the development of cervical cancer.<br />
This study is a literature review and will make use of sources such as<br />
books and complete studies for full analysis available in the following<br />
databases PubMed, LILACS, SciElo. A total of 15 studies were selected<br />
for full reading and use in research. Given this, in this study, it was<br />
found that numbers prove the strong relationship between human<br />
papillomavirus infection and cervical cancer, ranging from 70 to<br />
95% positivity in samples with abnormal cytology. As a result, it was<br />
possible to analyze that HPV is a high risk factor for the development<br />
of CCU, however, in most cases the infection regresses on its own. In<br />
summary, it was analyzed that the Human Papilloma Virus (HPV)<br />
infection can worsen cases of cervical cancer, being the main risk<br />
factor associated with its development.<br />
Keywords: Cancer; Papillomavirus; Uterine cervix; Risk.<br />
34 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
Introdução<br />
Segundo o Instituto Nacional de<br />
Câncer – INCA 2020, o câncer é<br />
uma definição atribuída a diferentes<br />
patologias malignas que possuem em<br />
comum a característica do crescimento<br />
desordenado de células. Elas se<br />
dividem rapidamente e acarretam<br />
formações de tumores, que podem se<br />
propagar e atingir outras áreas do corpo<br />
(metástase). Os tipos carcinogênicos<br />
são diferenciados pelo tipo tecidual<br />
em que começam, se desenvolverem<br />
em tecidos epiteliais, são denominados<br />
de carcinomas, e se desenvolverem em<br />
tecidos conjuntivos são denominados<br />
de sarcomas.<br />
De acordo com a Organização Pan-<br />
Americana de Saúde – OPAS 2020, o<br />
câncer é causado por uma mudança<br />
de células normais para células<br />
malignas, que vão evoluir de lesões<br />
precursoras de câncer até chegar em<br />
tumores malignos, em um processo<br />
que demanda de vários estágios.<br />
Essas alterações são uma correlação<br />
entre fatores genéticos e fatores<br />
externos que podem ser substâncias<br />
químicas, fatores biológicos tais como<br />
vírus, bactérias e fungos e fatores<br />
químicos como radiações.<br />
Dados obtidos no site do INCA 2020,<br />
no Brasil a prevalência de incidências<br />
primarias de câncer entre os homens<br />
foi: 29,2% próstata, 9,1% colón e reto,<br />
7,9% pulmão, 5,9% estomago, 5,0%<br />
cavidade oral e 3,9% se encontram<br />
no esôfago. Já a prevalência primaria<br />
de câncer entre as mulheres são:<br />
mama com 29,7% seguida por colón<br />
e reto com 9,2%, colo do útero 7,5%,<br />
pulmão 5,6% e tireoide com 5,4%.<br />
Vale-se destacar, portanto que, o<br />
câncer no colo do útero é o terceiro<br />
com maior incidência primaria entre<br />
as mulheres.<br />
O câncer no colo uterino é um<br />
tumor epitelial que é formado<br />
e desenvolvido no colo do útero<br />
feminino, que corresponde ao final<br />
da vagina e no início do útero. No ano<br />
de 2018, cerca de 570 mil mulheres<br />
foram diagnosticadas com câncer, e<br />
quase 55% foram a óbito. O câncer<br />
no colo do útero é um dos tipos<br />
com maior sucesso de tratamento,<br />
quando diagnosticado precocemente.<br />
Entretanto, ainda é negligenciado<br />
pela sociedade (WHO, 2022).<br />
É importante ressaltar que o câncer<br />
no colo do útero, é principalmente<br />
causado através da infecção pelo<br />
vírus Papiloma vírus Humano (HPV).<br />
Outros fatores também colaboram<br />
para o desenvolvimento do câncer no<br />
colo uterino, tais como: início precoce<br />
da atividade sexual, tabagismo,<br />
uma higiene inadequada da região,<br />
possuir diversos parceiros sexuais, uso<br />
prolongado de contraceptivo orais e<br />
também fatores socioeconômicos e<br />
ambientais (SIMÕES et al., 2019).<br />
Informações retiradas da OPAS 2020,<br />
ressaltam que o HPV é um vírus<br />
comum no mundo, dispõem de mais<br />
de 100 tipos dentre os quais 14 são<br />
considerados de alto risco. Sua principal<br />
via de transmissão é a sexual, e a maioria<br />
da população infectada pelo vírus se deu<br />
após o início de sua atividade sexual.<br />
Os tipos 16 e 18 são considerados os<br />
de maior risco ao desenvolvimento de<br />
lesões precursoras, já os tipos 6 e 11 são<br />
considerados de baixo grau e em sua<br />
maioria acarretam quadros de verrugas<br />
genitais, que dificilmente são fatais ao<br />
indivíduo infectado.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
35
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
Salienta-se que o conhecimento<br />
ainda é baixo no que se diz respeito ao<br />
HPV, sua transmissão, sinais, sintomas<br />
e principalmente consequências. O<br />
que acaba deixando em aberto o<br />
conhecimento e estudo sobre o quão<br />
grave é a infecção pelo papiloma vírus<br />
e o que ele pode acarretar consigo<br />
(MOURA, 2019).<br />
Logo, estudos científicos têm<br />
mostrado uma significativa relação<br />
entre o vírus do HPV e o câncer no<br />
colo do útero. Visto isso, o presente<br />
estudo tem como finalidade analisar a<br />
influência do Papiloma Vírus Humano<br />
no desenvolvimento de câncer no<br />
colo do útero.<br />
Metodologia<br />
Uma revisão de literatura se trata<br />
de uma junção de ideias de autores<br />
distintos sobre a mesma temática,<br />
que serão obtidas através de leituras<br />
de trabalhos já feitos e pesquisados.<br />
É importante destacar que o trabalho<br />
que está sendo produzido não será<br />
algo totalmente original, pois tratase<br />
de uma reunião de ideias, logo, a<br />
revisão de literatura não precisa ser<br />
algo inédito, mas um trabalho que<br />
vai relacionar resultados e debater a<br />
temática, sendo um texto analítico e<br />
crítico (BRIZOLA, FANTIN, 2016)<br />
O presente estudo fará uso de fontes<br />
como livros e estudos completos<br />
para análise integral disponíveis nas<br />
seguintes bases de dados PubMed,<br />
LILACS, SciElo. Para a filtragem dos<br />
artigos, serão utilizados termos<br />
como: Cervical cancer (Cancer no<br />
colo uterino), human papillomavirus<br />
(Papiloma Vírus Humano), Risk Factor<br />
(fator de risco).<br />
Para os critérios de elegibilidade,<br />
pesquisas científicas publicadas<br />
em português e inglês, com textos<br />
completos disponíveis sem custos,<br />
estudos que foram publicadas nos<br />
últimos seis anos (entre 2016 e 2022).<br />
Estudos que abordem a temática<br />
sobre a infecção pelo Papiloma vírus<br />
humano e seu desenvolvimento ao<br />
câncer no colo do útero.<br />
Nos critérios de exclusão enquadramse<br />
estudos que foram publicados<br />
em idiomas diferentes do inglês<br />
e português e pesquisas que não<br />
avaliem se a infecção pelo Papiloma<br />
vírus humano pode desenvolver um<br />
quadro de câncer no colo do útero,<br />
também serão retirados os artigos<br />
que não se enquadrarem aos anos<br />
de publicação estipulados por este<br />
estudo.<br />
Ao todo foram coletados 112 artigos<br />
nas bases de dados utilizadas<br />
como motor de busca, logo após<br />
foi realizada a leitura do título dos<br />
artigos e do total foram selecionados<br />
65. Posteriormente os 65 artigos<br />
foram filtrados através da leitura de<br />
seu resumo, para entender sobre<br />
qual linha de estudo eles abordavam<br />
e após a análise, 19 artigos foram<br />
selecionados brevemente para a<br />
leitura do objetivo de cada trabalho.<br />
Por fim, 4 artigos foram descartados<br />
por não abordar a linha de estudo que<br />
o presente trabalho busca alcançar, e<br />
15 artigos foram escolhidos para sua<br />
leitura integral (Figura 01).<br />
Figura 01: Fluxograma dos artigos selecionados<br />
para leitura integral.<br />
Fonte: Autor, 2022<br />
36 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Autores: Eliezer Brelas de Melo Neto; Weslley Ferreira de Lima<br />
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
TITULO<br />
Human papillomavirus as an independent<br />
risk factor of invasive cervical and<br />
endometrial carcinomas in Jordan<br />
ANO<br />
2019<br />
Resultados<br />
Tabela 01: Artigos selecionados após triagem.<br />
AUTOR<br />
PRINCIPAL<br />
MohammadA.<br />
Abu-Lubad<br />
RESULTADO PRINCIPAL<br />
Afirma que o câncer no colo do útero tem um risco<br />
maior quando associado a infecção por HPV,<br />
principalmente na faixa etária >50.<br />
Cervical Cancer Screening: Past, Present,<br />
and Future<br />
2020 Sarah L. Bedell<br />
Destaca que o principal fator de risco associado ao<br />
Câncer no colo uterino são infecções do HPV tipo<br />
16 e 18.<br />
Genotyping of Human Papillomavirus in<br />
Cervical Squamous Intraepithelial Lesions<br />
in Mexican Women<br />
2020<br />
María Del<br />
Carmen Colín-<br />
Ferreyra<br />
Foram analisadas 129 amostras com lesões<br />
precursoras de câncer no colo do útero, dentre as<br />
quais 49 foram positivas para HPV.<br />
Human papillomavirus genotypes and the<br />
risk factors associated with multicentric<br />
intraepithelial lesions of the lower genital<br />
tract: a retrospective study<br />
2021 Jing Zhang<br />
De acordo com o autor foi verificado que de 307<br />
pacientes com lesões multicêntricas, 97%<br />
apresentaram positividade a infecção por HPV.<br />
Detection of High-Risk Human<br />
Papillomaviruses in the Prevention of<br />
Cervical Cancer in India<br />
2016<br />
Krishnan<br />
Baskaran<br />
A infecção por HPV se mostrou um dos principais<br />
fatores de risco associados ao Câncer no colo<br />
uterino, possuindo como cofatores baixo nível<br />
socioeconômico e alta paridade.<br />
Association of abnormal cervical cytology<br />
with coinfection of human papillomavirus<br />
and Chlamydia trachomatis<br />
2019<br />
Nisha Madaan,<br />
Deepika Pandhi,<br />
Sambit Nath<br />
Bhattacharya<br />
Foi constatado pelo autor que em 42,2% de<br />
pacientes com citologia cervical anormal, 21,1%<br />
possuíam infecção por HPV.<br />
Prevalence of human papillomavirus type<br />
16 in Sudanese women diagnosed with<br />
cervical carcinoma<br />
2019<br />
Lina Mohamed<br />
Elamin Elhasan,<br />
Omran Fadol<br />
Osman<br />
Analisou-se no estudo feito no Sudão que a<br />
frequência da infecção por HPV em mulheres com<br />
citologia anormal é de 10,34%, e a faixa etária com<br />
maior prevalência de infecção foi entre 61 a 70<br />
anos.<br />
A relação entre HPV e câncer de colo de<br />
útero: um panorama a partir da produção<br />
bibliográfica da área.<br />
2019<br />
Karine Faria de<br />
Carvalho<br />
De acordo com o autor foi analisado que embora o<br />
HPV esteja presente na maioria dos casos de<br />
câncer no colo uterino, as infecções em sua<br />
maioria são transitórias e regridem<br />
espontaneamente.<br />
Principais fatores de risco associados ao<br />
desenvolvimento do câncer de colo do<br />
útero, com ênfase para o Papilomavírus<br />
humano (HPV): um estudo de revisão<br />
2021<br />
Carmem Mariana<br />
Carneiro Almeida<br />
O HPV é o principal fator de risco associado ao<br />
câncer no colo do útero, entretanto existem outros<br />
cofatores que podem estar associados a infecção.<br />
Cervical cancer: Epidemiology, risk<br />
factors and screening<br />
2020 Shaokai Zhang<br />
Grande parte das lesões precursoras de câncer<br />
causadas por HPV regridem após 6 a 12 meses.<br />
Papilomavírus humano e fatores de risco<br />
para adenocarcinoma cervical no<br />
estado de Pernambuco, Brasil<br />
2019<br />
Telma Maria<br />
Lubambo Costa<br />
Foi verificado que, mulheres com idade maior ou<br />
igual a 40 anos, presença de infecção por HPV e<br />
nunca ter sido submetido ao exame de<br />
Papanicolau são fatores fortemente relacionados<br />
ao câncer no colo uterino.<br />
Estudo do Papilomavírus Humano (HPV)<br />
18 e variantes associadas ao câncer do<br />
colo do útero em usuárias da rede SUS,<br />
São Luís - MA<br />
2018<br />
Gerusinete<br />
Rodrigues Bastos<br />
dos Santos<br />
Dentre 120 pacientes diagnosticadas com câncer<br />
no colo uterino, detectou-se o HPV em 88<br />
mulheres.<br />
Human Papillomavirus and Cervical<br />
Cancer<br />
2020<br />
Kehinde<br />
Sharafadeen<br />
Okunade<br />
Fortificou-se a relação entre o Papilomavírus<br />
humano e o câncer no colo do útero, destacando<br />
que a sua mortalidade vem reduzindo anualmente.<br />
Análise histopatológica do<br />
adenocarcinoma invasivo de colo uterino:<br />
Relato de caso<br />
2019<br />
Allana Desirée<br />
Teixeira de<br />
Oliveira<br />
Destaca que o vírus em si não é o causador do<br />
câncer, mas que é um fator de alto risco para sua<br />
evolução.<br />
Key Molecular Events in Cervical Cancer<br />
Development<br />
2019<br />
Shandra Devi<br />
Balasubramaniam<br />
Evidenciou-se que a proteína E6 e E7 estão<br />
relacionadas com o potencial oncogênico do HPV.<br />
Fonte: Autor, 2022.<br />
42 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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Autores: Eliezer Brelas de Melo Neto; Weslley Ferreira de Lima<br />
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
Discussão<br />
Evidenciou-se que o principal fator<br />
de risco associado ao câncer cervical<br />
é a infecção pelo vírus HPV, a maioria<br />
dos pacientes acometidos por esse<br />
tipo cancerígeno são desenvolvidas<br />
através de infecções por esse vírus.<br />
O Papiloma Vírus Humano é dividido<br />
em dois tipos: Os de baixo risco e os<br />
de alto risco. Dentre as cepas de alto<br />
risco destaca-se o tipo 16 e 18 que são<br />
responsáveis por aproximadamente<br />
70% de todas os casos de CCU<br />
(BEDELL et al., 2019).<br />
Do mesmo modo, foi analisado<br />
que a infecção pelo Papilomavírus<br />
Humano é o principal fator de risco<br />
associado ao câncer no colo uterino,<br />
mas também, segundo estudo<br />
elaborado na Índia a infecção por<br />
HPV está atrelada a cofatores que<br />
vão desencadear o desenvolvimento<br />
de lesões precursoras de câncer. Os<br />
principais cofatores que se mostraram<br />
de alto risco foram alta paridade e<br />
baixo nível socioeconômico, esse por<br />
sua vez possui forte relação com a falta<br />
de rastreamento e conscientização<br />
sobre o HPV (BASKARAN et al.,2019);<br />
(OLIVEIRA et al., 2019).<br />
De acordo com Almeida et al.,<br />
(2021) identificou-se que o câncer<br />
no colo do útero possui uma grande<br />
variabilidade de fatores de risco<br />
que podem estar associados ao seu<br />
desenvolvimento, como:<br />
Além destes, mulheres que se<br />
encontram na faixa etária abaixo<br />
dos 50 anos de idade tem um<br />
risco elevado de juntamente com<br />
infecções por HPV desenvolver um<br />
quadro cancerígeno (ABU-LUBAD et<br />
al.,2019); (COSTA et al.,2019)<br />
Logo, verificou-se que pacientes<br />
que possuíam infecção por HPV,<br />
tinham uma maior probabilidade de<br />
desenvolver um quadro carcinogênico<br />
na região do colo uterino, mas que<br />
o vírus em si não era o causador do<br />
câncer, entretanto, é necessário que<br />
ele esteja atrelado a outros cofatores<br />
que irão se relacionar com o vírus e<br />
agravar as lesões causadas, levando<br />
assim a quadros de lesões precursoras<br />
de câncer, que se não tratadas podem<br />
levar ao desenvolvimento de câncer<br />
no colo do útero.<br />
Colín-Ferreyra et al., (2020) apontam<br />
em seu estudo que de 99 amostras<br />
coletadas de pacientes que possuíam<br />
uma lesão pré-maligna, mas com<br />
baixo risco de câncer e genotipadas<br />
para HPV, aproximadamente 45%<br />
delas apresentou positividade<br />
para infecção por Papiloma vírus<br />
Figura 02: Fatores de risco associados ao CCU.<br />
Fonte: Autor, 2022.<br />
Humano, sendo o tipo de HPV mais<br />
frequente nessas amostras o HPV 16,<br />
que é considerado um genótipo de<br />
alto risco.<br />
Já segundo Zhang et al., (2021)<br />
verificou que em 307 pacientes que<br />
apresentavam lesões multicêntricas<br />
no colo uterino (lesões intraepiteliais<br />
de dois ou mais pontos dentro do<br />
colo), 97% delas também possuíam<br />
algum genótipo para HPV, sendo<br />
o mais comum deles o tipo 16,<br />
ocorrendo com maior frequência<br />
em pacientes que apresentavam<br />
lesão de alto grau.<br />
Madaan et al., (2019) comprovou em<br />
seu estudo que de um total 41,2%<br />
de mulheres que apresentavam<br />
citologia anormal do colo uterino,<br />
50% delas apresentaram diagnostico<br />
positivo para HPV, números esses que<br />
coincidem com o estudo realizado por<br />
Colín-Ferreyra et al., (2020). Dentro<br />
da positividade para o HPV, o genótipo<br />
mais comumente encontrado foi o<br />
HPV16 com 87,5%, seguido pelo<br />
genótipo 18 com 12,5%, resultados<br />
esses que foram semelhantes com os<br />
estudos de Zhang et al., (2021).<br />
44 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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B I O T E CNO L OGIA
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
Santos (2018) descreveu em seus<br />
resultados que em uma totalidade<br />
de 120 pacientes com câncer no colo<br />
uterino, 88 apresentavam elevada<br />
prevalência para genótipos do vírus, o<br />
que corresponde a aproximadamente<br />
73%. Estes resultados não<br />
apresentaram como um cofator<br />
importante para o acometimento do<br />
vírus e do câncer no colo do útero<br />
fatores socioeconômicos, o que<br />
vai contra os resultados do estudo<br />
realizado por Baskaran et al., (2019).<br />
Fonte: Autor, 2022.<br />
Visto isso, neste estudo, verificouse<br />
que números comprovam a<br />
forte relação entre a infecção pelo<br />
Papiloma vírus humano e câncer<br />
no colo do útero, podendo variar<br />
entre 70 a 95% de positividade em<br />
amostras que, em suas características,<br />
apresentem quadros de lesões<br />
precursoras de câncer ou lesões<br />
características de câncer. Dentre todos<br />
os tipos de genótipos de HPV, os que<br />
apresentaram maior constância em<br />
diagnósticos foram os tipos HPV16 e<br />
HPV18, sendo os dois considerados<br />
de alto grau e que podem levar ao<br />
desenvolvimento de CCU.<br />
Entretanto, segundo estudos feitos<br />
por Elhasan et al., (2019) afirmou<br />
que, no Sudão, dentre os genótipos<br />
encontrados em amostras positivas<br />
para HPV, apenas 10,3% eram de<br />
genótipos do HPV16, o que é uma<br />
taxa inferior quando comparada<br />
com outros estudos realizados. Este<br />
foi o único estudo encontrado que<br />
apresentou uma não conformidade<br />
com os demais, e alguns motivos<br />
dados pelo próprio autor foram que<br />
as amostras coletadas poderiam<br />
ser de uma baixa qualidade ou<br />
relacionados a sensibilidade dos<br />
ensaios utilizados para a testagem<br />
do HPV.<br />
Balasubramaniam et al., (2019) relata<br />
que o genoma do Papiloma Vírus<br />
Humano é formado por oito regiões<br />
abertas, chamadas de Open Reading<br />
Frame – ORFs, e uma única região<br />
fechada (Long Control Region – LCR).<br />
A região aberta para leitura apresenta<br />
a região precoce, a região tardia e<br />
a região controladora. O potencial<br />
oncogênico do HPV está relacionado<br />
com as proteínas não estruturais E6 e<br />
E7. A proteína E6 é responsável pela<br />
proliferação tumoral, já a proteína E7<br />
faz com que ocorra a destruição da<br />
proteína retinoblastoma.<br />
Vale destacar ainda que, embora<br />
a infecção pelo Papiloma Vírus<br />
Humano seja frequente em quadros<br />
de CCU, na maioria dos casos esta<br />
infecção é transitória, regredindo<br />
espontaneamente, sendo combatida<br />
pelo próprio sistema imunológico.<br />
Por outro lado, ela também pode<br />
se apresentar de forma persistente,<br />
que se não tratadas no início podem<br />
gerar quadros oncogênicos, em um<br />
processo que demanda de anos, por<br />
isso é fundamental a detecção inicial<br />
(DE CARVALHO et al., 2019); (ZHANG<br />
et al.,2020).<br />
46 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Segundo Okunade (2020) constatouse<br />
que estudos moleculares e<br />
epidemiológicos comprovaram que<br />
o HPV possui uma elevada relação<br />
com o câncer no colo uterino, em<br />
contrapartida, a sua incidência<br />
vem diminuindo ao longo dos anos<br />
e a mortalidade de igual modo<br />
tem sido reduzida. Entretanto, as<br />
formas de prevenção ainda são uma<br />
preocupação para a saúde, visto que a<br />
desigualdade é um cofator que refreia<br />
o combate a patologia.<br />
Desta forma, pôde-se analisar que o<br />
HPV é um fator de alto risco para o<br />
desenvolvimento do CCU, entretanto,<br />
na maioria dos casos a infecção<br />
regride por conta própria, sendo<br />
combatida pelo próprio sistema<br />
imunológico da paciente. Vale a pena<br />
destacar também que, através dos<br />
estudos encontrados foi identificado<br />
que o vírus não é o causador do<br />
câncer, mas que é o principal fator<br />
para que ele se desenvolva e evolua,<br />
logo é de extrema importância que se<br />
atue no combate primário da infecção<br />
por HPV, prevenindo o avanço e o<br />
surgimento de lesões precursoras.<br />
Considerações Finais<br />
Em síntese, analisou-se que a infecção<br />
pelo Papiloma Vírus Humano (HPV)<br />
pode agravar casos de câncer no colo<br />
uterino, sendo o principal fator de risco<br />
associado ao seu desenvolvimento. O<br />
HPV em si não é o causador do câncer,<br />
mas tem papel fundamental no seu<br />
agravo, entretanto esse processo<br />
demanda de um período de tempo<br />
longo e na maioria dos casos a<br />
infecção regride por conta própria,<br />
sendo combatida pelo sistema<br />
imunológico da paciente.<br />
Concluiu-se também que, juntamente<br />
com o HPV, outros cofatores estão<br />
relacionados ao desenvolvimento<br />
do câncer no colo uterino, tais como<br />
fatores sociais: Início precoce da<br />
atividade sexual, múltiplos parceiros<br />
e condição socioeconômica precária;<br />
fatores biológicos: imunossupressão,<br />
infecções pela Chlamydia trachomatis<br />
e infecção pelo vírus da Herpes;<br />
fatores químicos: uso de corticoides,<br />
anticoncepcional e tabagismo.<br />
Diante disso, estudos científicos<br />
têm mostrado uma grande<br />
correlação entre o câncer no colo<br />
do útero e a infecção pelo HPV,<br />
possuindo uma porcentagem<br />
elevada de positividade em<br />
amostras de citologias anormais.<br />
Dentre os genótipos virais mais<br />
frequentes em casos de câncer<br />
no colo uterino, os tipos HPV16 e<br />
HPV18 respectivamente são os mais<br />
comumente encontrados, sendo eles<br />
considerados genótipos de alto risco.<br />
Referências Bibliográficas<br />
ABU-LUBAD, Mohammad A. et al. Human papillomavirus as<br />
an independent risk factor of invasive cervical and endometrial<br />
carcinomas in Jordan. Journal of Infection and Public health, v. 13,<br />
n. 4, p. 613-618, 2020.<br />
ALMEIDA, Carmem Mariana Carneiro et al. Principais fatores de<br />
risco associados ao desenvolvimento do câncer de colo do útero,<br />
com ênfase para o Papilomavírus humano (HPV): um estudo<br />
de revisão. Research, Society and Development, v. 10, n. 1, p.<br />
e19810111634-e19810111634, 2021.<br />
BALASUBRAMANIAM, Shandra Devi et al. Key molecular events in<br />
cervical cancer development. Medicina, v. 55, n. 7, p. 384, 2019.<br />
BASKARAN, Krishnan et al. Detection of high-risk human<br />
papillomaviruses in the prevention of cervical cancer in India. Asian<br />
Pacific Journal of Cancer Prevention, v. 16, n. 18, p. 8187-8190, 2016.<br />
BEDELL, Sarah L. et al. Cervical cancer screening: past, present, and<br />
future. Sexual medicine reviews, v. 8, n. 1, p. 28-37, 2020.<br />
BRIZOLA, Jairo; FANTIN, Nádia. Revisão da literatura e revisão<br />
sistemática da literatura. <strong>Revista</strong> de Educação do Vale do Arinos-<br />
RELVA, v. 3, n. 2, 2016.<br />
COSTA, Telma Maria Lubambo et al. Papilomavírus humano<br />
e fatores de risco para adenocarcinoma cervical no estado de<br />
Pernambuco, Brasil. <strong>Revista</strong> Brasileira de Saúde Materno Infantil,<br />
v. 19, p. 641-649, 2019.<br />
DE CARVALHO, Karine Faria; COSTA, Liliane Marinho Ottoni;<br />
FRANÇA, Rafaela Ferreira. A relação entre HPV e Câncer de Colo<br />
de Útero: um panorama a partir da produção bibliográfica da área.<br />
<strong>Revista</strong> Saúde em Foco, v. 11, n. 5, p. 1-15, 2019.<br />
DEL CARMEN COLÍN-FERREYRA, María et al. Genotyping of human<br />
papillomavirus in cervical squamous intraepithelial lesions in<br />
Mexican women. Japanese journal of infectious diseases, v. 73, n.<br />
2, p. 157-160, 2020.<br />
DE OLIVEIRA, Allana Desirée Teixeira et al. Análise histopatológica<br />
do adenocarcinoma invasivo de colo uterino. <strong>Revista</strong> de Ciências da<br />
Saúde Nova Esperança, v. 17, n. 1, p. 62-70, 2019.<br />
ELHASAN, Lina Mohamed Elamin et al. Prevalence of human<br />
papillomavirus type 16 in Sudanese women diagnosed with<br />
cervical carcinoma. Journal of Cancer Research and Therapeutics,<br />
v. 15, n. 6, p. 1316, 2019.<br />
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÈ ALENCAR GOMES DA SILVA.<br />
O que é câncer?. INCA - Rio de <strong>Janeiro</strong>. Disponível em: . Acesso em: 22 mai.2022.<br />
MADAAN, Nisha et al. Association of abnormal cervical cytology<br />
with coinfection of human papillomavirus and Chlamydia<br />
trachomatis. Indian journal of sexually transmitted diseases and<br />
AIDS, v. 40, n. 1, p. 57, 2019.<br />
MOURA, Lívia de Lima et al. Cobertura vacinal contra o Papilomavírus<br />
Humano (HPV) em meninas e adolescentes no Brasil: análise por<br />
coortes de nascimentos. 2019. Tese de Doutorado.<br />
OKUNADE, Kehinde Sharafadeen. Human papillomavirus and<br />
cervical cancer. Journal of Obstetrics and Gynaecology, v. 40, n. 5,<br />
p. 602-608, 2020.<br />
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. HPV e câncer do colo do<br />
útero. Disponível em . Acesso em: 22 mai.2022.<br />
SANTOS, Gerusinete Rodrigues Bastos dos et al. Estudo do<br />
papilomavírus humano (HPV) 18 e variantes associadas ao câncer<br />
do colo do útero em usuárias da rede SUS, São Luís-Ma. 2018.<br />
SIMOES, Ludmila Pini; JUNIOR, Gerson Zanusso. Vírus HPV e<br />
o desenvolvimento de câncer de colo de útero–uma revisão<br />
bibliográfica. Uningá Journal, v. 56, n. 1, p. 98-107, 2019.<br />
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Cervical cancer.<br />
Disponível em . Acesso em: 22 mai.2022.<br />
ZHANG, Jing et al. Human papillomavirus genotypes and the risk factors<br />
associated with multicentric intraepithelial lesions of the lower genital tract: a<br />
retrospective study. BMC Infectious Diseases, v. 21, n. 1, p. 1-9, 2021.<br />
ZHANG, Shaokai et al. Cervical cancer: Epidemiology, risk factors and<br />
screening. Chinese Journal of Cancer Research, v. 32, n. 6, p. 720, 2020.<br />
ARTIGO CIENTÍFICO III<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
47
GESTÃO LABORATORIAL<br />
GESTÃO DE RISCOS – TEORIA DA<br />
OPERAÇÃO ÓTIMA PARA LABORATÓRIOS<br />
Por Humberto Façanha da Costa Filho<br />
O mercado das análises clínicas é o<br />
que proporciona energia vital para<br />
a sobrevivência dos laboratórios:<br />
a receita! Por decorrência, tenho<br />
tratado exaustivamente sobre<br />
este tema. Por mais competência<br />
ou política da qualidade, seus<br />
princípios, valores ou objetivos<br />
da qualidade. A interação<br />
disto tudo conduz a uma ética<br />
empresarial, define um perfil<br />
de gestão, um comportamento<br />
A) Relação entre Lucro Líquido<br />
Unitário, Produção e Ética,<br />
conforme gráfico 1 a seguir.<br />
Conceitos:<br />
1- Ética: segundo o dicionário Aurélio<br />
que tenham os gestores destas<br />
organizacional.<br />
Portanto,<br />
Buarque de Holanda, é o estudo dos<br />
organizações, no controle dos<br />
processos envolvendo custos, se<br />
não houver o devido retorno do<br />
combinando estes fatores<br />
com os riscos do ambiente,<br />
se produzirão múltiplos<br />
juízos de apreciação que se referem<br />
à conduta humana susceptível de<br />
qualificação do ponto de vista do<br />
mercado sob a forma da demanda<br />
resultados.<br />
Normalmente,<br />
bem e do mal, seja relativamente<br />
e da precificação, não haverá<br />
condições de sobrevivência no<br />
longo prazo. Portanto, o mercado<br />
é quem determina as condições<br />
ideais de operação dos laboratórios<br />
clínicos. Estes são pessoas jurídicas<br />
com características próprias.<br />
Cada um com o seu modelo de<br />
gestão, sua visão, sua missão<br />
estes resultados apresentam<br />
relações que talvez possam ser<br />
parametrizadas no futuro.<br />
Vamos apresentar a seguir nossa tese<br />
sobre este assunto, ficando claro desde<br />
já que se trata de uma teoria, ensejando<br />
comprovação metódica das suas<br />
hipóteses no futuro. Fica o desafio.<br />
à determinada sociedade, seja de<br />
modo absoluto. Segundo VALLS<br />
(1993, p. 7), “a ética é daquelas<br />
coisas que todo mundo sabe o que<br />
são, mas que não são fáceis de<br />
explicar, quando alguém pergunta”.<br />
É possível perceber a ética de forma<br />
abrangente como a ciência do<br />
comportamento humano;<br />
52 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
2 - Ética empresarial:<br />
Gráfico 1 – Relação entre lucro, produção e ética.<br />
comportamento<br />
organizacional<br />
decorrente da visão, missão e<br />
valores do laboratório clínico<br />
no completo atendimento dos<br />
seguintes quesitos:<br />
I. Requisitos legais relativos às<br />
pessoas jurídicas (Alvarás...);<br />
II. Requisitos legais relativos ao<br />
exercício profissional (RDC’s da<br />
Fonte: o autor.<br />
ANVISA...);<br />
III. Adesão voluntária aos<br />
programas oficiais de acreditações<br />
e certificações de terceira parte<br />
(ONA, ISO, DICQ, PALC);<br />
IV. Compromisso social com<br />
os empregados (Programa de<br />
participação nos resultados – PPR,<br />
política de benefícios...);<br />
V. Compromisso social com a<br />
comunidade em geral (Assistencialismo,<br />
exames gratuitos para segmentos<br />
especiais da população...);<br />
VI. Compromisso efetivo com<br />
o meio ambiente (Tratamento<br />
de resíduos, compensação de<br />
carbono, economia de insumos...).<br />
3 - Lucro líquido unitário:<br />
definido pela razão entre o lucro<br />
final do exercício e o número de<br />
exames faturados no período;<br />
4 - Produção: número de exames<br />
realizados no período considerado<br />
do estudo.
GESTÃO LABORATORIAL<br />
Observa-se, aqui, que todas<br />
estas variáveis são passíveis de<br />
mensuração. A escala da ética pode<br />
ser construída a partir do nível de<br />
atendimento aos quesitos que a<br />
definem. Então, em um estudo<br />
científico é possível construir estas<br />
curvas e estimar parâmetros para<br />
ajustar as equações pertinentes.<br />
enfrentar maiores dificuldades<br />
para atender níveis elevados de<br />
ética empresarial;<br />
III. Os maiores lucros líquidos<br />
unitários tendem a estarem mais<br />
presentes nas pequenas e médias<br />
organizações;<br />
IV. Existe um nível mínimo de<br />
produção (Pmin) para atender os<br />
compromissos mínimos com a ética<br />
empresarial (Emin). Portanto, a<br />
ética, e por decorrência a qualidade,<br />
tem um custo considerável.<br />
B) Relação entre Lucro<br />
Líquido Unitário, Nível de<br />
risco e Perfil de Gestão:<br />
conforme gráfico 2 a seguir:<br />
Hipóteses:<br />
Gráfico 2 – Relação entre lucro, risco e perfil da gestão.<br />
I. A tendência do lucro líquido<br />
unitário é reduzir com o<br />
aumento da produção até o<br />
chamado “Ganho de escala” que<br />
sintetiza a premissa de “Ganhar<br />
menos de muitos”;<br />
II. Laboratórios clínicos com<br />
pequeno volume de exames, ou<br />
seja, baixa produção, tendem a<br />
Fonte: o autor.<br />
54 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
GESTÃO LABORATORIAL<br />
Conceitos:<br />
1 - Risco: definido qualitativamente<br />
pela probabilidade de o laboratório<br />
clínico vir a sofrer:<br />
I. Notificações da Vigilância<br />
Sanitária;<br />
II. Multas;<br />
III. Interdições temporárias;<br />
IV. Processos judiciais oriundos de<br />
clientes;<br />
V. Processos judiciais oriundos de<br />
fornecedores;<br />
sentido da ética, ou seja, o perfil<br />
de gestão temerário é aquele<br />
que menos atende aos quesitos<br />
da ética empresarial. O perfil<br />
conservador é o que mais atende<br />
estes mesmos quesitos.<br />
Observa-se, aqui, que todas<br />
estas variáveis são passíveis de<br />
mensuração. A escala do risco pode<br />
ser construída a partir do nível de<br />
atendimento aos requisitos que o<br />
definem. Idem para a mensuração<br />
do perfil da gestão, pois este tem<br />
o sentido contrário ao da ética, que<br />
já foi vista. Então, em um estudo<br />
científico é possível construir estas<br />
curvas e estimar parâmetros para<br />
ajustar as equações pertinentes.<br />
Hipótese única:<br />
– Quanto mais temerário for o<br />
perfil da gestão do laboratório<br />
clínico, maior será o risco e maior<br />
será a tendência do lucro líquido<br />
unitário.<br />
VI. Processos judiciais oriundos de<br />
empregados;<br />
Gráfico 3 – Teoria da Operação Ótima.<br />
VII. Processos judiciais oriundos de<br />
órgãos públicos;<br />
VIII. Concordata ou falência.<br />
2 - Perfil da gestão: definido<br />
pelo nível de atendimento à<br />
integralidade dos quesitos<br />
presentes na ética empresarial. Se<br />
colocado em um eixo, o sentido<br />
do perfil da gestão é inverso ao<br />
Fonte: o autor.<br />
56 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
GESTÃO LABORATORIAL<br />
Em função do exposto, elaboramos<br />
a Teoria da Operação Ótima,<br />
conforme demonstrado a seguir.<br />
C) Teoria da Operação Ótima:<br />
1- Tese:<br />
Existe uma área de operação<br />
ótima delimitada pelo perfil<br />
da gestão, lucro e ética<br />
empresarial, em função do<br />
risco assumido. Esta área<br />
proporciona uma operação com<br />
razoável segurança, nível ético<br />
aceitável e lucro competitivo,<br />
decorrentes de um perfil moderado<br />
da gestão. Qualquer operação<br />
fora desta área ótima incorrerá<br />
em prejuízo de uma ou mais das<br />
variáveis. O perfil da gestão é a<br />
variável que irá determinar o<br />
comportamento das demais.<br />
Não cansamos de repetir, pela<br />
importância, que não há outra<br />
forma para enfrentar as “novas”<br />
exigências do mercado: uma<br />
“nova” maneira de recepcionar,<br />
coletar e produzir exames, a não<br />
ser com competência total.<br />
Esperando termos contribuído<br />
para os negócios na área das<br />
análises clínicas, nos despedimos<br />
até a próxima edição da revista<br />
NewsLab.<br />
Boa sorte e sucesso!<br />
Humberto Façanha<br />
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(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor<br />
do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA),<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
57
PUBLIEDITORIAL<br />
VOCÊ SABIA QUE AGORA PODERÁ REALIZAR O<br />
TESTE IGRA PARA TUBERCULOSE ATÉ 54 H APÓS A<br />
COLETA DO SANGUE?<br />
Um recente relatório da Organização Mundial da Saúde<br />
(Global Tuberculosis Report 2022) estima que 10,6 milhões<br />
de pessoas adoeceram com tuberculose (TB) em 2021, um<br />
aumento de 4,5% em relação ao ano anterior. Estima-se<br />
também aumento de 450.000 novos casos de resistência<br />
à rifampicina TB (RR-TB) entre 2020 e 2021. Um total de<br />
1,6 milhão de pessoas morreram de tuberculose em 2021<br />
(incluindo 187.000 pessoas com HIV). Em todo o mundo,<br />
a tuberculose é a 13ª principal causa de morte e a segunda<br />
principal causa de morte infecciosa depois da COVID-19<br />
(acima do HIV/AIDS).<br />
Para combater a tuberculose com eficiência, não é<br />
suficiente tratar apenas os pacientes com a doença ativa,<br />
mas, é fundamental, detectar e tratar a tuberculose<br />
invisível, a infecção latente por tuberculose (ILTB).<br />
O diagnóstico da ILTB pode ser realizado por meio<br />
da identificação das células T efetoras específicas do<br />
Mycobacterium tuberculosis (MTB) a partir da amostra de<br />
sangue através do Ensaio de Liberação de Interferongama<br />
(IGRA). Os testes são feitos no laboratório, onde<br />
o paciente necessita comparecer apenas uma vez e o<br />
resultado não é afetado pela vacinação BCG.<br />
Pacientes com HIV (contagem de linfócitos T CD4+ com ><br />
350 células/mm 3 ), crianças em contato com casos de TB ativa<br />
e indivíduos candidatos a transplante de células-tronco fazem<br />
parte da população alvo para a realização do teste IGRA.<br />
O T-SPOT.TB é o único IGRA que utiliza o método<br />
simplificado ELISPOT (Enzyme-linked immunosorbent<br />
spot). Ao contrário dos ELISAs, os resultados do teste de<br />
T-SPOT.TB podem ser visualizados diretamente, sem ter<br />
que recorrer à interpretação de curvas padrão, dando-lhe<br />
a máxima segurança dos resultados.<br />
Com o reagente T-Cell Select TM e a automação Auto-<br />
Pure 20B, as amostras podem ser armazenadas em<br />
temperatura ambiente e testadas até 54 horas após a<br />
punção venosa. O teste T-SPOT.TB é o único IGRA<br />
disponível no mercado que é normalizado tanto<br />
para o número de células como para a condição da<br />
cultura. O teste padroniza o número de células e elimina<br />
fatores séricos como corticosteroides e componentes<br />
sanguíneos interferentes que podem afetar negativamente<br />
o resultado, tornando-o, assim, o mais sensível e o mais<br />
específico teste para detecção da infecção latente por<br />
tuberculose.<br />
Referências<br />
Global Tuberculosis Report 2022: https://www.who.int/<br />
teams/global-tuberculosis-programme/tb-reports/globaltuberculosis-report-2022<br />
Lewinsohn DM, Leonard MK, LoBue PA, et al. Official American<br />
ThoracicSociety/Infectious Diseases Society of America/<br />
Centers for Disease Control and Prevention Clinical Practice<br />
Guidelines: Diagnosis of Tuberculosis in Adults and Children.<br />
Clin Infect Dis. Published online December 8, 2016:ciw694.<br />
doi:10.1093/cid/ciw694<br />
Para mais informações, entrar em contato com<br />
contato@euroimmun.com.br<br />
60
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na Pesquisa, Desenvolvimento e, Inovação<br />
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nas áreas de Epigenética, Microbioma,<br />
Sequenciamento de Nova Geração (NGS) e,<br />
de produtos e serviços na área biológica.<br />
Com sede na California, EUA, e filiais na<br />
Europa e Ásia, a Zymo Research conta com<br />
uma ampla infraestrutura de distribuição,<br />
serviços e suporte aos seus produtos. Em<br />
2021, com a proposta de melhorar sua<br />
capilaridade ao crescente e importante<br />
mercado Sul-Americano e, oferecer um<br />
atendimento rápido e ágil na entrega dos<br />
produtos e serviços, a Zymo Research<br />
Corporation passou a ser também, Zymo<br />
Research South America.<br />
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logística aprimorada de atendimento em<br />
todo o território brasileiro, bem como nos<br />
países da America do Sul e Central.<br />
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serviços a Zymo Research South America<br />
direcionou recursos para garantir eficiência<br />
e rastreabilidades dos projetos em todos as<br />
etapas de trabalho, visando sempre o sigilo<br />
dos dados produzidos. Contamos também<br />
com um amplo estoque de reagentes e<br />
consumíveis que nos permite uma resposta<br />
rápida aos projetos mais desafiadores.<br />
Zymo Research, há 29 anos mostrando que<br />
62<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
www.zymoresearch.com.br<br />
MATÉRIA DE CAPA<br />
Além disso, nosso núcleo de Pesquisa<br />
e Desenvolvimento, em fase final<br />
implementação, oferecerá serviços de<br />
otimização e assessoria com práticas<br />
laboratoriais para testes de kits dentro de<br />
nosso ambiente de trabalho e, assim, auxiliar<br />
nossos clientes na escolha dos produtos<br />
mais adequados às suas necessidades, na<br />
Serviços relacionados a NGS e análise de<br />
microbioma 16S, ITS e 18S de amostras<br />
provenientes das mais diversas origens,<br />
purificação de ácidos nucleicos, PCR<br />
em tempo real, análise da qualidade<br />
e quantidade de ácidos nucleicos<br />
estão disponíveis para atender as suas<br />
necessidades.<br />
elaboração de protocolos específicos, na<br />
integração e automação de equipamentos.<br />
Nossos relatórios contam com informações<br />
cuidadosamente selecionadas, envolvendo<br />
Hoje no Brasil, a Zymo Research South<br />
América, além de ter a infraestrutura<br />
de trabalho e de controle de qualidade<br />
todas as etapas de tratamento das<br />
amostras para que você tenha o poder de<br />
decisão em suas mãos.<br />
equivalente à sua matriz na California,<br />
está apta a prestar muitos dos serviços<br />
integralmente no Brasil e, em casos<br />
específicos envolvendo mais recursos<br />
de sequenciamento, redirecionamos aos<br />
laboratórios nos Estados Unidos ou Alemanha<br />
sem você ter que se preocupar com toda<br />
a burocracia de envio de suas amostras,<br />
pagamento de tarifas e documentações.<br />
Nossa missão é produzir produtos e<br />
serviços de extrema qualidade, por<br />
meio de programas bem executados,<br />
buscando satisfazer as necessidades<br />
dos clientes, comprometendo-se e<br />
respeitando as pessoas, sociedade e<br />
meio ambiente. O seu sucesso é sem<br />
dúvida alguma o nosso sucesso.<br />
a BELEZA da CIÊNCIA é tornar as coisas SIMPLES.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
63
MATÉRIA DE CAPA<br />
Dr. Carlos Eduardo Frigério Domingues<br />
Biomédico e supervisor do laboratório de Sequenciamento de Nova Geração<br />
Doutorado em Ciências Biológicas a/c Genética pela Universidade Estadual Paulista, “Júlio de Mesquita Filho”<br />
– Unesp e pelo Graduate Partnerships Program (GPP) – National Institute of Health, Bethesda, MD – USA e<br />
Pós-Doutorado pelo National Institute on Deafness and Other Communication Disorders (NIDCD/NIH) tem artigos<br />
científicos publicados em importantes revistas internacionais.<br />
Áreas de conhecimento: Sequenciamento de Nova Geração (Whole Exome and Genome Sequencing) em<br />
diferentes plataformas Illumina (MiSeq, NextSeq 550 e HiSeq2000); sequenciamento por eletroforese capilar, PCR<br />
convencional e em tempo real, genotipagem de marcadores microssatélites e SNP arrays da plataforma Illumina,<br />
iScan. Tem experiencia em mapeamento genético, estatística e análise de dados e bioinformática a partir de<br />
arquivos .fastq para a identificação de variantes genéticas raras causadora de doenças humanas e no desenho de<br />
projetos de pesquisa e desenvolvimento.<br />
Nós somos especialistas no isolamento de<br />
64 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Saiba quem são os líderes do<br />
nosso laboratório<br />
Dra. Meline Rezende Morais<br />
Biomédica e coordenadora de Laboratório<br />
Doutorado em Biotecnologia pela Universidade Estadual Paulista, “Júlio de Mesquita Filho” – Unesp e,<br />
Especialização em Gestão de Pessoas pela Australian Pacific College (APC) trabalhou em importante centros.<br />
Responsável técnica pelo Biobanco da Universidade Federal de São Paulo, Unifesp e em laboratórios de pesquisa<br />
e análise clínica, público e privado.<br />
MATÉRIA DE CAPA<br />
Áreas de conhecimento: Sequenciamento de Nova Geração e por eletroforese capilar, PCR convencional e<br />
em tempo real, genotipagem com marcadores SNP e microssatélites, isolamento e cultivo de microrganismos,<br />
padronização de procedimentos, manuais operacionais e controle de qualidade.<br />
ácidos nucleicos de qualquer tipo de amostra<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
65
NEUROCIENCIA EM FOCO<br />
O BRASIL E OS TRANSTORNOS<br />
DE PERSONALIDADE<br />
Por Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues<br />
O Brasil é o país mais ansioso do<br />
mundo, mas além de ansiedade<br />
ele possui diversos transtornos de<br />
personalidade<br />
O Brasil possui um ambiente<br />
propício para o surgimento de<br />
transtornos de personalidade,<br />
instabilidade econômica, fake news,<br />
excesso do uso de redes sociais,<br />
exibicionismo, tudo colabora para<br />
o desenvolvimento de ansiedade e<br />
comportamentos derivados.<br />
Para analisar melhor esse ‘boom’ das<br />
personalidades dramáticas e dos<br />
transtornos e síndromes que elas<br />
desencadeiam, desenvolvi o artigo<br />
“Circuito da incoerência: A sociedade<br />
brasileira sofre de perturbações das<br />
personalidades dramáticas” publicado<br />
pela revista científica Cognitions.<br />
A ansiedade, um dos fatores-base<br />
para o desenvolvimento de todas<br />
essas condições está ligada à<br />
importante ação da serotonina 5-HT<br />
que exerce um papel ansiolítico<br />
na matéria cinzenta periaquedutal<br />
dorsal (MCPD), ajudando a instruir<br />
estruturas executivas do cérebro para<br />
produzir reações à situação.<br />
Além da 5-HT, outro neurotransmissor,<br />
o ácido gama-aminobutírico (GABA),<br />
também exerce um importante papel<br />
nos processos da ansiedade, atuando<br />
na redução do funcionamento<br />
de grupos neuronais específicos<br />
do sistema límbico, ação que é<br />
estimulada por drogas ansiolíticas.<br />
Mas além da ação desses neurotransmissores,<br />
existem emoções<br />
importantes coordenadas por determinadas<br />
áreas cerebrais, como<br />
prazer e recompensa, medo, raiva,<br />
tristeza e razão, que podem desencadear<br />
transtornos de personalidade<br />
quando há disfunções que<br />
alteram o seu funcionamento aliadas<br />
a fatores biológicos, gatilhos<br />
genéticos e desenvolvimento social<br />
e cognitivo.<br />
Transtornos de Personalidade Dramática,<br />
como Borderline, Antissocial, Histriônica,<br />
Limítrofe e Narcisista causam<br />
déficits na memória, atenção, linguagem,<br />
comportamento e desempenho<br />
neurocognitivo estão fortemente relacionados<br />
a comportamentos contemporâneos<br />
como negacionismo,<br />
narcisismo, egocentrismo, necessidade<br />
de fama potencializada pelas redes sociais,<br />
ostentação e exibicionismo.<br />
De acordo com dados de 2019 da<br />
OMS, o brasileiro é o povo mais<br />
ansioso do mundo e isso se deve<br />
em grande medida a fatores como<br />
violência, problemas sociais, falta<br />
de perspectiva, dentre outros que<br />
infelizmente estão fortemente<br />
presentes no país.<br />
Autor:<br />
Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues<br />
Sobre o Dr. Fabiano de Abreu<br />
www.deabreu.pt - www.pressmf.global - Instagram @fabianodeabreuoficial<br />
é um Pós-doutor e PhD em neurociências, mestre em psicologia, licenciado em biologia e história; também tecnólogo em antropologia com várias formações nacionais e internacionais em neurociências. É diretor<br />
do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat<br />
- La Red de Investigadores Latino-americanos, do comitê científico da Ciência Latina, da Society for Neuroscience e professor nas universidades; de medicina da UDABOL na Bolívia, Escuela Europea de Negócios na<br />
Espanha, FACMED do Brasil, investigador cientista convidado na Universidad Santander de México e membro-sócio da APBE - Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva. Membro Mensa, Intertel e TNS.<br />
Registro e currículo como pesquisador: http://lattes.cnpq.br/1428461891222558<br />
66 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
“Não faz mal que seja pouco.<br />
O que importa é que o avanço de hoje,<br />
Seja maior do que o de ontem.<br />
Que nossos passos de amanhã,<br />
sejam mais largos do que os de hoje.”<br />
Daisaku Ikeda.<br />
Paz, amor e vê-los novamente é o que<br />
queremos para o próximo ano!<br />
A NIHON KOHDEN BRASIL deseja um<br />
ano novo repleto de realizações.<br />
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DIREITO E SAÚDE<br />
A EXIGÊNCIA DE VESTIMENTA<br />
UNIFORME E ACESSÓRIOS UMA<br />
OBRIGAÇÃO DA EMPRESA<br />
Por Délio J. Ciriaco de Oliveira<br />
Prezado(a) Leitor(a), seja bem,<br />
vindo(a) a esta análise jurídica!<br />
Primeira edição da REVISTA NEWSLAB<br />
do ano de <strong>2023</strong>, e de início desejo<br />
a todos um excelente ano, com<br />
realizações pessoas e profissionais e<br />
claro, muita saúde!<br />
Como todo o início de ano, comum<br />
dos empresários rever algumas<br />
diretrizes, colocar novas metas e<br />
neste sentido, algo frequente é a<br />
troca ou implementação de vestes<br />
dos colaboradores, incluindo no<br />
termo vestes, além do uniforme, os<br />
acessórios, como lenços, maquiagem,<br />
gravatas, etc.<br />
Mas o que a CLT nos fala sobre o uso<br />
de uniforme? Vejamos:<br />
O artigo 456-A (introduzido pela<br />
“reforma trabalhista de 2017”), assim<br />
preconiza em sua redação:<br />
“Cabe ao empregador definir o<br />
padrão de vestimenta no meio<br />
ambiente laboral, sendo lícita a<br />
inclusão no uniforme de logomarcas<br />
da própria empresa ou de empresas<br />
parceiras e de outros itens de<br />
identificação relacionados à atividade<br />
desempenhada.”<br />
Agora que sabemos o que a redação de<br />
Lei permite fazer, cabe aquilatarmos<br />
algumas vertentes sobre isso.<br />
A primeira vertente, consiste no fato<br />
da empresa exigir um tipo de veste<br />
específico para os seus colaboradores,<br />
seja de maneira única para a empresa<br />
inteira, ou ainda por setor, como por<br />
exemplo: a exigência de roupas brancas,<br />
roupa social. Neste caso, é um padrão da<br />
empresa para os seus colaboradores, não<br />
ficando a mesma vinculada a entregar<br />
“o uniforme” aos mesmos, mas tão<br />
somente monitorar se estes estão dentro<br />
do “padrão” da empresa.<br />
Neste caso, cada colaborador(a)<br />
usa a roupa (modelo, marca, tipo)<br />
que possuir, desde que seja, por<br />
exemplo: roupa branca ou por<br />
exemplo, roupa social, mas sem<br />
a necessidade do custeio pela<br />
empresa do uniforme e acessórios.<br />
A segunda vertente, é quando a<br />
empresa torna obrigatório o uso de<br />
UNIFORME e de seus ACESSÓRIOS<br />
(lenço, gravata, maquiagem),<br />
entre outros.<br />
Nesta seara, temos que existe<br />
de fato a obrigatoriedade do (a)<br />
colaborador(a) em fazer uso do<br />
uniforme completo e seus acessórios,<br />
incluindo o uso de maquiagem em<br />
serviço (se assim for uma norma<br />
da empresa), obrigatoriedade que<br />
deve ser custeada pela empresa o<br />
referido gasto.<br />
68 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
DIREITO E SAÚDE<br />
É importante salientar, que fora o<br />
uniforme completo e seus acessórios, o<br />
gasto com maquiagem, por exemplo,<br />
é um custo que a colaboradora está<br />
tendo em razão da obrigatoriedade<br />
da empresa, custo este presumido,<br />
portanto, não sendo necessário a<br />
empregada comprovar (por meio<br />
de notas fiscais ou recibos o gasto<br />
inerente a isto).<br />
Este inclusive, é o entendimento<br />
atual nos julgados pesquisados nos<br />
Tribunais do Trabalho.<br />
Assim (salvo exceção vinda de<br />
norma coletiva) não poderá nada<br />
ser cobrado do colaborador(a)<br />
pela entrega do uniforme e<br />
seus acessórios (primeiro kit de<br />
uniforme), sendo que, em caso de<br />
perda do uniforme antes do prazo<br />
de troca, é usual a cobrança de uma<br />
taxa tal repasse / custeio financeiro<br />
para a empresa.<br />
No caso específico do item<br />
“maquiagem”, constando ou não a<br />
previsão na CCT (Convenção Coletiva de<br />
Trabalho), tem sido o posicionamento<br />
ainda majoritário em julgados<br />
Trabalhistas que a empresa (como dito<br />
acima), deve custear também este item<br />
(obrigatório pela empresa).<br />
Considerando que na prática é<br />
extremamente complicado aos<br />
empregadores darem o “produto<br />
maquiagem”, aplica-se, por tanto<br />
o valor médio de ressarcimento<br />
relativo ao valor mensal a gasto por<br />
colaboradora. Apuramos o valor<br />
mediano em cerca de R$ 25,00 /<br />
R$ 35,00 mês, por colaboradora, a<br />
depender da região territorial, lógico.<br />
Ressalta-se que, quando a maquiagem<br />
é colocada como ORIENTAÇÃO as<br />
colaboradoras (para uso no dia a dia)<br />
temos que é uma questão antagônica a<br />
obrigação, não existindo assim, portanto<br />
a obrigatoriedade, do custeio do item.<br />
Por se tratar nesta hipótese de apenas<br />
uma orientação da empresa em a<br />
colaboradora usar a maquiagem em<br />
serviço, por consequência lógica,<br />
não poderá a empresa proceder com<br />
quaisquer sanções em caso a emprega<br />
não esteja maquiada.<br />
Desta forma, temos que para finalizar<br />
o estudo desta edição, em caso a<br />
empresa optando pela padronização<br />
de sua equipe (uso de uniforme<br />
e acessórios) demonstra uma<br />
preocupação e zelo, que vai além e<br />
se orientada excelência técnica, sendo<br />
importante no mercado laboratorial<br />
este padrão de identidade visual,<br />
cabendo, portanto, a empresa<br />
provisionar o valor e embutir o custeio<br />
de uniforme e acessórios em sua tabela<br />
de preços, de modo a ser reconhecida<br />
por um conjunto completo de boas<br />
práticas e excelência.<br />
Obrigado e um grande abraço a todos!<br />
Autor:<br />
Délio J. Ciriaco de Oliveira<br />
Advogado em São Paulo, especialista em direito e processo do trabalho, especialista em direito contratual, especializando em advocacia consultiva, é<br />
sócio do escritório CIRIACO ADVOGADOS, localizado em São Paulo – Capital, é Professor de Pós Graduação em São Paulo-SP; São Luis do Maranhão-MA;<br />
Goiânia-GO e Palestrante, atuando na área da saúde, na defesa de empresas, clinicas e laboratórios.<br />
@ciriacoadvogados<br />
70 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
CIÊNCIAS E SAÚDE<br />
TESTES PARA AVALIAÇÃO<br />
DA SAÚDE HEPÁTICA<br />
Por Dr. Gilberto Augusto Teixeira Dalboni de Lima<br />
Olá, Caro Leitor da prezada <strong>Revista</strong><br />
NewsLab! Desta vez vamos revisar<br />
sobre exames laboratoriais largamente<br />
utilizados na avaliação da função<br />
hepática. Existem inúmeros testes<br />
laboratoriais que auxiliam o médico<br />
no diagnóstico de doenças do fígado.<br />
Esse órgão é de extrema importância<br />
no metabolismo energético do<br />
organismo, além de participar da<br />
remoção de substâncias nocivas como,<br />
por exemplo, fármacos presentes nos<br />
medicamentos dos quais fazemos<br />
uso. As doenças hepáticas podem<br />
ter variadas etiologias, sendo as<br />
mais comuns: a hepatite viral,<br />
fármacos, consumo abusivo de<br />
etanol, esteatose, cirrose, câncer,<br />
além de causas genéticas, como<br />
a hemocromatose. Os testes mais<br />
comuns para avaliar o fígado são:<br />
• Transaminases hepáticas ALT<br />
(TGP) e AST (TGO): a primeira<br />
é a alanino aminotransferase<br />
(ou aminotransferase glutâmico<br />
pirúvica) e a segunda é a aspartato<br />
aminotransferase (ou aminotransferase<br />
glutâmico oxaloacética). Os níveis<br />
dessas duas enzimas são avaliados em<br />
conjunto, pois existe uma importante<br />
diferença entre elas: enquanto a ALT<br />
é encontrada majoritariamente no<br />
fígado, a AST também é encontrada<br />
em outros órgãos, como coração, rins,<br />
pâncreas, cérebro e músculos. Portanto,<br />
a ALT é mais específica para problemas<br />
hepáticos em comparação com a AST.<br />
• Fosfatase alcalina (FA): é uma<br />
enzima encontrada em muitos órgãos,<br />
como fígado, ossos e rins. Assim sendo,<br />
essa é uma enzima inespecífica, mas<br />
auxilia no diagnóstico das doenças<br />
hepáticas, além de doenças ósseas.<br />
• Gama glutamil transferase<br />
(GGT): essa enzima é encontrada<br />
principalmente no fígado e nos<br />
ductos do sistema biliar, sendo, por<br />
isso, considerada um marcador mais<br />
específico. Pacientes com consumo<br />
crônico de etanol têm um elevado<br />
nível plasmático de GGT.<br />
• Lactato desidrogenase (LDH):<br />
praticamente todas as células do corpo<br />
contêm LDH em seu meio intracelular,<br />
mas principalmente as células do<br />
músculo cardíaco, dos músculos<br />
esqueléticos, das hemácias, dos rins<br />
e dos pulmões. Dessa forma, a LDH<br />
é usada para averiguar a presença<br />
de células e de tecidos que sofreram<br />
danos, sendo, obviamente, um<br />
marcador inespecífico.<br />
• Bilirrubina: é um pigmento de<br />
coloração amarelo-escura oriundo do<br />
metabolismo da hemoglobina. Após<br />
circularem por aproximadamente 110<br />
dias, as hemácias são destruídas no<br />
baço. Nesse processo de destruição,<br />
a hemoglobina é degradada com a<br />
consequente formação da bilirrubina<br />
indireta (não conjugada), que é<br />
insolúvel em água e necessita de se<br />
ligar à albumina para circular pelo<br />
plasma. No fígado, a bilirrubina<br />
indireta é conjugada com o ácido<br />
glicurônico, tornando-se bilirrubina<br />
direta e conjugada, que é hidrossolúvel<br />
72 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
CIÊNCIAS E SAÚDE<br />
e passa a fazer parte da bile. Dessa<br />
• Albumina: essa proteína é<br />
que são usados em conjunto<br />
forma, a bilirrubina direta é excretada<br />
produzida pelo fígado. Por isso é<br />
para o auxílio no diagnóstico, na<br />
principalmente nas fezes e na urina.<br />
um marcador importante da função<br />
prevenção e no acompanhamento<br />
Em caso de dano tecidual hepático<br />
hepática. Redução da concentração<br />
de doenças hepáticas. Cada<br />
ou do sistema biliar, a bilirrubina<br />
de albumina do sangue pode indicar<br />
teste possui as suas próprias<br />
conjugada pode extravasar para a<br />
doença hepática.<br />
particularidades e deve ser<br />
corrente sanguínea, causando icterícia.<br />
interpretado pelo profissional de<br />
• Tempo de protrombina (TP):<br />
saúde habilitado e levando-se<br />
• Proteínas totais: as proteínas<br />
esse teste avalia a via extrínseca<br />
em consideração os outros testes,<br />
totais do sangue são principalmente a<br />
da cascata da coagulação. Como o<br />
exames e sintomas clínicos.<br />
albumina e as globulinas. A albumina<br />
é o tipo de proteína mais abundante<br />
do sangue; as demais proteínas do<br />
sangue são majoritariamente as<br />
globulinas, as quais são formadas pelo<br />
fígado e pelo sistema imunológico<br />
(imunoglobulinas). Portanto, se<br />
o fígado não estiver funcionando<br />
corretamente, ele pode produzir uma<br />
menor quantidade de proteínas.<br />
fígado produz a maioria dos fatores da<br />
coagulação, doenças hepáticas podem<br />
provocar redução da quantidade de<br />
fatores da coagulação e, com isso, a<br />
cascata da coagulação demorará mais<br />
tempo para coagular o sangue.<br />
Podemos observar, então,<br />
que atualmente existe uma<br />
considerável diversidade de testes<br />
Bibliografia:<br />
https://www.testing.com/tests/liver-panel/<br />
https://medlineplus.gov/liverdiseases.html<br />
https://www.testing.com/tests/aspartate-aminotransferase-ast/<br />
https://www.testing.com/tests/gamma-glutamyl-transferase-ggt/<br />
https://www.testing.com/tests/lactate-dehydrogenase-ldh/<br />
https://www.testing.com/tests/bilirubin/<br />
https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/<br />
S1357272502000870?via%3Dihub<br />
https://www.nih.gov/news-events/nih-research-matters/howspleen-keeps-blood-healthy<br />
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK470290/<br />
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4836977/mod_resource/<br />
content/5/Colestase%20Neonatal%20ou%20do%20Lactante%20<br />
Texto.pdf<br />
https://medlineplus.gov/lab-tests/bilirubin-blood-test/<br />
https://www.testing.com/tests/total-protein-albumin-globulin-agratio/<br />
https://www.testing.com/tests/prothrombin-time-andinternational-normalized-ratio-ptinr/<br />
Autor:<br />
Dr. Gilberto Augusto Teixeira Dalboni de Lima<br />
Doutor em Biotecnologia (UFF); Mestre em Farmacologia (UFRJ); Especialista em Análises Clínicas (F. Unyleya); Biomédico CRBM1-<br />
43416 (UFRJ); Habilitado em Análises Clínicas e em Pesquisa e Docência em Embriologia; Professor de Análises Clínicas, de Redação<br />
Científica e de Biomedicina; Coordenador e Palestrante no grupo Analistas Clínicos.<br />
Instagram: @prof.gilbertodelima - E-mail: gdalboni@id.uff.br<br />
74 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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MINUTO LABORATÓRIO<br />
RESULTADO DE HIV:<br />
VOCÊ ENTREGA EM MÃOS?<br />
Por Fábia Bezerra<br />
Após seguir todo o protocolo da<br />
portaria número 151 de 14/10/2009<br />
do Ministério da Saúde - o teste de HIV<br />
positivo é entregue ao paciente. Mas<br />
qual a responsabilidade do Laboratório<br />
neste momento? Entregar em mãos<br />
ou simplesmente disponibilizar pela<br />
internet e/ ou impresso?<br />
Partindo do princípio de confidencialidade,<br />
exercido através da LGPD<br />
(Lei Geral de Proteção de Dados, nº<br />
13.709/2018), entendo que não cabe ao<br />
laboratório assumir a responsabilidade<br />
de comunicar um diagnóstico. É critério<br />
clínico a conduta de interpretar, orientar<br />
e conduzir o paciente para tratamento.<br />
Mas também não vejo impedimento<br />
para os laboratórios oferecerem serviço<br />
médico/apoio psicológico, ao optarem<br />
por entregar um resultado de HIV<br />
positivo em mãos. Contudo, considero<br />
esta manobra sensível e arriscada, pois<br />
pode expor o paciente a uma situação<br />
constrangedora. Nem sempre nossos<br />
atendentes estão preparados no sentido<br />
de orientar que este exame realizado,<br />
só poderá ser entregue por alguém<br />
específico. Assim também como ligar<br />
para o paciente solicitando que o mesmo<br />
se dirija ao laboratório, é no mínimo<br />
angustiante para o cliente, mesmo<br />
que ele escute uma voz modulada e<br />
discurso padronizado de algum profissional<br />
treinado, será inevitável que<br />
muitas dúvidas imediatamente surgirão<br />
e provavelmente não respondidas<br />
por telefone, com isso, uma carga de<br />
ansiedade é despejada na mente da<br />
pessoa, desnecessariamente. Já tive<br />
oportunidade de observar esse tipo de<br />
abordagem e sinceramente, achei um<br />
desastre. Por isso, em minha humilde<br />
opinião, é um tipo de acolhimento<br />
que deve ser oferecido pelo<br />
Médico solicitante, na consulta de<br />
retorno, que dispõe da anamnese e<br />
confiança do paciente.<br />
E nos casos de testes rápidos ou<br />
exames particulares sem pedido<br />
médico?<br />
Em ambos casos, penso que o<br />
paciente terá que procurar um médico<br />
infectologista de qualquer forma. O<br />
laboratório que entrega o resultado em<br />
mãos, pode até encaminhar a um Centro<br />
de Referência, mas a consulta com um<br />
médico se faz sempre necessária.<br />
Nos casos onde o resultado for apenas<br />
disponibilizado pela internet ou<br />
impresso, a regra é a mesma, o exame<br />
é do paciente. E a LGPD assegura o<br />
sigilo a informação.<br />
Acredito que não deve ser aberto<br />
laudo algum sem o consentimento<br />
do cliente.<br />
Quanto ao Laboratório, deve cumprir<br />
todos os dispostos do Ministério<br />
da Saúde nº. 59 de 28 de janeiro<br />
de 2003 e na Portaria SVS nº. 34 de<br />
28 de julho de 2005, onde consta<br />
a obrigatoriedade do Laboratório<br />
quanto ao fluxo do exame de HIV:<br />
"Os resultados laboratoriais que<br />
indiquem suspeita de doença de<br />
notificação compulsória devem ser<br />
notificados conforme o estabelecido no<br />
Decreto no 49.974-A, de 21 de janeiro<br />
de 1961, e na Portaria n° 2325, de 08 de<br />
dezembro de 2003, suas atualizações,<br />
ou outro instrumento legal que venha<br />
a substituí-la." Portanto, por ser um<br />
exame de agravo, é obrigatório ser<br />
notificado à Vigilância Epidemiológica<br />
seguindo as diretrizes Legais.<br />
Autora:<br />
Fábia Bezerra<br />
Biomédica, Gestora em Qualidade e Auditoria em Sáude;<br />
Gerente Nacional da Qualidade na Hapvida Diagnósticos.<br />
76 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
BLOG DOS CIENTISTAS<br />
ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS EM ÁGUA<br />
Por Ingrid Ferreira Costa<br />
Resumo<br />
As análises microbiológicas existem<br />
para avaliar os padrões de qualidade<br />
da água e, assim, prevenir o<br />
surgimento de doenças causadas por<br />
bactérias e microrganismos nocivos ao<br />
ser humano. Saiba mais neste artigo!<br />
A água não tratada é uma fonte<br />
latente de bactérias e microrganismos<br />
nocivos ao ser humano. As análises<br />
microbiológicas em água existem para<br />
avaliar os padrões de qualidade da<br />
água e, assim, prevenir o surgimento<br />
de doenças.<br />
E elas não se restringem apenas à água<br />
potável para o consumo humano,<br />
a análise da água também engloba<br />
o que circula em equipamentos de<br />
processos industriais. Com a ajuda<br />
do laboratório, é possível diminuir<br />
consideravelmente os riscos de<br />
contaminação.<br />
Por isso, prossiga com a leitura e<br />
confira mais sobre a importância da<br />
análise microbiológica em água!<br />
Introdução: conhecendo mais<br />
sobre as particularidades das<br />
análises de água<br />
“Não existe água pura na superfície da<br />
Terra, o que conhecemos como pura é<br />
a água potável para uso doméstico.”<br />
A principal característica da água é o<br />
fato dela ser um elemento essencial<br />
à vida animal e vegetal e uma parte<br />
crucial do desenvolvimento humano.<br />
Ela se trata de uma substância<br />
bastante complexa, que não é vista<br />
em estado de absoluta pureza.<br />
Quimicamente falando, mesmo sem<br />
impurezas, a água ainda é a mistura<br />
de 33 substâncias distintas. Inclusive,<br />
pela sua qualidade de solvente e por<br />
transportar partículas, a incorporação<br />
de impurezas define os padrões de<br />
qualidade da água.<br />
Dessa forma, pode-se dizer que<br />
a qualidade da água deriva dos<br />
fenômenos naturais e da atuação<br />
do homem. A qualidade “aceitável”<br />
varia conforme o uso da água e a<br />
sua ocupação no solo de uma bacia<br />
hidrográfica, por isso que as análises<br />
físico-químicas e microbiológicas<br />
realizadas dependem bastante da<br />
aplicação.<br />
Quais são as impurezas<br />
encontradas nas análises físicoquímicas<br />
microbiológicas em<br />
água?<br />
As impurezas impactam positivamente<br />
e negativamente na qualida-<br />
78 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
BLOG DOS CIENTISTAS<br />
de da água na maior parte do tempo,<br />
negativamente. Dessa forma, é<br />
possível classificar essas impurezas<br />
em três grupos distintos conforme as<br />
características da água:<br />
- Características físicas, que<br />
englobam os sólidos (por exemplo:<br />
suspensos, coloidais e dissolvidos) e<br />
os gases;<br />
- Características químicas, que<br />
englobam os inorgânicos e orgânicos<br />
(a matéria em decomposição impacta<br />
nas características biológicas);<br />
- Características biológicas, que<br />
englobam os seres vivos (animais,<br />
vegetais e protistas).<br />
Em suma, as impurezas consideradas<br />
nocivas são os vírus, bactérias,<br />
patogênicos, substâncias tóxicas e<br />
elementos radioativos, em alguns<br />
casos. Todas acabam influenciando no<br />
grau de pureza da água e tornando ela<br />
pouco útil para o uso humano.<br />
E onde entra as análises<br />
microbiológicas em água?<br />
A análise da água em termos<br />
microbiológicos é feita a partir de<br />
certos parâmetros, que definem a<br />
qualidade esperada. Os padrões de<br />
qualidade da água variam conforme<br />
o local de utilização dela e a forma de<br />
utilização.<br />
E como fazer a análise da água em<br />
laboratório? Seguindo a Portaria<br />
GM/MS 888/2021 do Ministério da<br />
Saúde, deve ser feita a aferição da<br />
presença de coliformes totais<br />
termotolerantes e bactérias<br />
heterotróficas.<br />
Não há como eliminar totalmente as<br />
bactérias, mas é importante que não<br />
exceda a 500 unidades formadoras de<br />
colônias por 1 mililitro de amostra.<br />
Qual é a importância das análises<br />
microbiológicas em água?<br />
A importância da análise<br />
microbiológica da água é bem simples<br />
de demonstrar: é essa análise<br />
que avalia a qualidade da água<br />
que transita por determinados<br />
ambientes. Quando bem realizada,<br />
previne doenças por contaminação<br />
microbiológica.<br />
Dentre as três análises da água em<br />
laboratório (considerando a física<br />
e a química), a microbiológica é<br />
a mais importante. Ela identifica<br />
microrganismos patogênicos que<br />
indicam a contaminação da água por<br />
fezes, humanas ou animais.<br />
80 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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Esses microrganismos são capazes<br />
de causar doenças como diarreia,<br />
febre tifoide e infecção intestinal, que<br />
podem levar à morte.<br />
Através dessa análise da água em<br />
laboratório, as pessoas obtêm água<br />
potável para consumo e para a<br />
utilização diária. Visto dessa forma,<br />
a análise microbiológica é crucial<br />
para o funcionamento saudável da<br />
sociedade.<br />
Qual é o padrão de qualidade da<br />
água para consumo humano?<br />
Para entender como funciona a análise<br />
microbiológica da água, é importante<br />
conhecer mais sobre os padrões de<br />
qualidade da água. Quem define<br />
os padrões é a Portaria GM/MS<br />
888/2021 do Ministério da Saúde.<br />
Segundo ela, a água potável não deve<br />
apresentar patogênicos de origem<br />
fecal, seja animal ou humana. Não<br />
é possível eliminar completamente<br />
os microrganismos, mas devem<br />
ser seguidos valores máximos<br />
permitidos para a presença deles.<br />
Na água para consumo humano<br />
O valor máximo para a presença<br />
dos coliformes termotolerantes,<br />
de nome científico Escherichia<br />
coli, é 100 mL.<br />
Na água da saída do tratamento<br />
O valor máximo para os coliformes<br />
termotolerantes e para os coliformes<br />
totais é 100 mL, assim como no<br />
consumo humano.<br />
Na água tratada no sistema de<br />
distribuição<br />
Em sistemas que abastecem menos<br />
de 20 mil habitantes mensalmente,<br />
só pode ser apresentado resultado<br />
positivo em 100 mL de coliformes<br />
totais numa amostra. Portanto,<br />
acima de 20 mil, a ausência em<br />
100 mL deve constar em 95% das<br />
amostras examinadas.<br />
Quais são os microrganismos<br />
patogênicos encontrados na<br />
água?<br />
Antes de mais nada, para entender<br />
a análise da água no laboratório<br />
é importante conhecer os<br />
microrganismos patogênicos que<br />
podem ser detectados. Ainda mais<br />
que eles se introduzem no organismo<br />
humano pelo contato com a pele ou<br />
pelo consumo direto da água.<br />
82 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
BLOG DOS CIENTISTAS<br />
E quais são eles?<br />
- Bactérias;<br />
- Vírus;<br />
- Protozoários;<br />
- Helmintos (por exemplo: vermes<br />
intestinais e parasitas);<br />
- Algas, cujas algumas espécies<br />
produzem toxinas nocivas.<br />
Por fim, de todos os microrganismos,<br />
os que têm mais impacto na análise<br />
são os coliformes totais e as<br />
bactérias heterotróficas.<br />
Coliformes totais<br />
Em síntese, os coliformes totais<br />
são usados como indicadores de<br />
contaminação da água por:<br />
- Terem relação direta com o grau de<br />
contaminação por fezes;<br />
- Serem facilmente detectados e<br />
quantificados;<br />
- Serem mais resistentes aos agentes<br />
desinfetantes.<br />
Portanto, na análise microbiológica em<br />
água, os coliformes podem ser divididos<br />
em totais e termotolerantes ou<br />
fecais – ambos são utilizados como<br />
indicadores.<br />
Bactérias heterotróficas<br />
A princípio, a maioria das bactérias<br />
heterotróficas não são patogênicas,<br />
com exceção de alguns membros<br />
que se comportam como patógenos<br />
oportunistas.<br />
Do mesmo modo que provocam<br />
odores e sabores desagradáveis<br />
na água e causam riscos a saúde,<br />
essas bactérias também dificultam a<br />
detecção dos coliformes.<br />
Conclusão<br />
A análise microbiológica em<br />
água é bastante importante para<br />
a sociedade, já que lida com<br />
problemas de contaminação por<br />
microrganismos. Sendo assim, a<br />
água consumida no copo não é<br />
a única utilizada, o que aumenta<br />
as chances de proliferação da<br />
contaminação. quando utilizada em<br />
formulações de alguns produtos,<br />
como por exemplo, medicamentos<br />
e cosméticos, e também, alguns<br />
serviços, como por exemplo:<br />
abastecimento de água.<br />
Portanto, com uma análise<br />
microbiológica da água feita de forma<br />
séria, a água que alcança o consumo<br />
gera nenhum risco para todos!<br />
Autora:<br />
Ingrid Ferreira Costa<br />
Founder & CEO da Biochemie. Bacharel em Química. Bacharel em Química com Atribuições Tecnológicas. Mestrado em Ciências Farmacêuticas.<br />
Especialista em Growth Hacking. MBA em Marketing Estratégico Digital. Auditora Interna na ABNT ISO/IEC 17025:2017. Auditora Externa<br />
na ABNT ISO/IEC 17025:2017. Auditora Interna na ABNT ISO/IEC ISO 9001:2015. Auditora Líder na ABNT ISO/IEC 17025:2017, ABNT ISO/IEC<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
83
EPIDEMIOLOGIA<br />
A HEMOGLOBINA S:<br />
PERSPECTIVA EPIDEMIOLÓGICA DE CASOS NO BRASIL.<br />
Por Paulo Mafra<br />
Estimado leitor, neste segundo texto<br />
na coluna epidemiologia, irei abordar<br />
um pouquinho do meu projeto de<br />
pesquisa que resultou no meu trabalho<br />
de conclusão de curso, onde abordo<br />
os casos da HbS no Brasil. Desde<br />
já desejo uma boa leitura e espero<br />
que o texto supra as expectativas,<br />
visto que sofremos com uma falta<br />
de informações epidemiológicas de<br />
diversas doenças, e principalmente<br />
doenças genéticas.<br />
Figura 1- Alterações genéticas da hemoglobina (β-globina – gene HBB)<br />
Entre as doenças falciformes (DF), a<br />
de maior impacto na saúde pública<br />
do Brasil é a anemia falciforme (AF), a<br />
qual foi descrita pela primeira vez em<br />
1910 pelo cientista norte-americano<br />
James B. Herrick. AF é uma condição<br />
hemolítica autossômica recessiva,<br />
caracterizada pela alteração das<br />
hemácias, apresentando uma<br />
forma grosseiramente anormal<br />
sob condições de baixa tensão de<br />
oxigênio. Indivíduos heterozigotos<br />
são chamados de portadores do<br />
traço falciforme, em geral são<br />
clinicamente normais.<br />
Fonte: KATO et al., 2018.<br />
A AF é uma doença hereditária<br />
monogênia causada por uma mutação<br />
pontual no códon seis (6) da cadeia β<br />
globina, a qual leva a uma substituição<br />
da base nitrogenada adenina (A) pela<br />
base nitrogenada timina (T) (GAG<br />
→ GTC), tendo como consequência<br />
a troca do ácido glutâmico por uma<br />
valina, na posição seis da cadeia β,<br />
originando assim a Hemoglobina S<br />
(HbS). A HbS, quando em condições<br />
de baixa oxigenação, forma polímeros<br />
no interior das hemácias fazendo com<br />
que estas passem de discos bicôncavos<br />
para forma de foice (Imagem 1).<br />
Os indivíduos com DF manifestam<br />
sinais e sintomas clínicos (Quadro 1),<br />
que podem ser agudos e crônicos, e<br />
a gravidade está associada com as<br />
84 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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MM-128-08 2019-03-18
EPIDEMIOLOGIA<br />
quantidades de HbS. As manifestações<br />
agudas são provocadas por hemácias<br />
falcizadas que causam obstrução dos<br />
vasos sanguíneos e em decorrência da<br />
obstrução ocorre a hipóxia dos tecidos.<br />
As principais manifestações agudas<br />
são: crises de dor, sequestro esplênico,<br />
crise aplásica, priapismo, acidente<br />
vascular encefálico (AVE), dentre<br />
outros. As manifestações clínicas<br />
são resultantes primordialmente dos<br />
danos gerados por falta de oxigenação<br />
dos tecidos, e outros sintomas são:<br />
insuficiência renal e cardíaca, úlceras<br />
de mãos e pés e necrose óssea.<br />
Para o diagnóstico da AF, faz-se<br />
necessária uma combinação de<br />
métodos e é fundamental para que<br />
possa ser feito o acompanhamento<br />
e tratamento regular. O diagnóstico<br />
realizado de forma antecipada é um<br />
fator essencial, pois proporciona<br />
uma conduta pertinente, limitando<br />
as complicações resultantes da<br />
doença. Dentre os exames realizados<br />
existem os testes de triagem<br />
que são os utilizados no Prédiagnóstico<br />
dessa patologia, como<br />
o hemograma, teste de falcização,<br />
teste de solubilidade, cromatografia<br />
líquida de alta eficiência (HPLC),<br />
dosagem de hemoglobina fetal,<br />
focalização isoelétrica e triagem em<br />
neonatal. Bem como o diagnóstico<br />
confirmatório através da detecção<br />
da HbS associados a outras frações,<br />
sendo usada a técnica eletroforese<br />
de hemoglobina em acetato de<br />
celulose ou em agarose, com<br />
pH variado entre 8 a 9, sendo<br />
considerada a técnica mais eficaz.<br />
Não existe tratamento específico<br />
para pacientes homozigotos, mas há<br />
medidas profiláticas que podem ser<br />
adotadas, as quais sustentam-se na<br />
precisa investigação da doença, na<br />
compreensão da fisiopatologia, na<br />
precaução e atenção médica.<br />
As medidas profiláticas são fundamentadas<br />
nas ações preventivas na<br />
imunização dos pacientes diagnosticados<br />
com AF que manifestam vulnerabilidade<br />
a agentes virais e bacterianos;<br />
com destaque à vacinação contra<br />
agentes comuns na AF, tais como<br />
Streptococcus pneumoniae, Hepadnaviridae,<br />
Haemophilus influenzae.<br />
Hidratação dos pacientes acometidos<br />
com AF são sujeitos à desidratação e<br />
hemoconcentração que antecipam<br />
crises vaso-oclusivas, devido à inabilidade<br />
da concentração da urina e<br />
intensa perda de água. Nutrição dos<br />
indivíduos diagnosticados com anemia<br />
falciforme devido a carência nutricional<br />
são mais susceptíveis a serem<br />
afetados pela anemia megaloblásticas<br />
especialmente em alimentações desprovidas<br />
em folato.<br />
Dentre os fármacos, a hidroxiureia<br />
(HU) tem sido o único utilizado com<br />
impacto positivo na qualidade de<br />
vida dos indivíduos com AF, pois tem<br />
contribuído para redução do número<br />
dos sintomas e da ocorrência das<br />
manifestações clínicas. Pacientes, em<br />
uso da HU também têm apresentado<br />
aumento dos níveis de HbF, quando<br />
em comparação aos que não recebem<br />
a administração deste fármaco. Este<br />
medicamento é identificado como<br />
droga citotóxica que intensifica<br />
a produção da HbF. A HU opera<br />
impedindo a ribonucleotídeo –<br />
redutase, que atua na redução do<br />
ribonucleosídeos – disfosfatos em<br />
desoxirribonucleotídeos que se faz<br />
imprescindível na produção do ácido<br />
desoxirribonucleico (DNA).<br />
86 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
EPIDEMIOLOGIA<br />
Conforme a Organização Mundial da<br />
Saúde (OMS), mundialmente há 270<br />
milhões de indivíduos portadores<br />
de genes que determinam<br />
hemoglobinas anormais. Pesquisas<br />
epidemiológicas apontam que<br />
aproximadamente 400 mil crianças<br />
nascidas vivas possuem alguma<br />
hemoglobinopatia ou AF. As<br />
doenças da HbS são hereditárias,<br />
sendo as mais prevalentes do<br />
mundo, atingindo especialmente<br />
os negros da África e das Américas<br />
com vista nos países latinos.<br />
Há relatos que a doença surgiu<br />
em alguns países do continente<br />
Africano, estando presente nos<br />
países mediterrâneos, como<br />
também na Índia e Arábia Saudita,<br />
segundo números da OMS, do<br />
Banco Mundial e da Ghana Sickle<br />
Cells Foundation, aproximadamente<br />
500 mil crianças nascem com<br />
AF na África. Essa patologia<br />
foi incorporada nas américas,<br />
especialmente no Brasil por meio<br />
da imigração forçada dos africanos<br />
que chegaram como escravos.<br />
Quadro 1 - Síndromes falciformes, severidade clínica e caraterísticas<br />
Fonte: VILORIA et al., 2016.<br />
A população brasileira é formada por<br />
distintas origens raciais e uma múltipla<br />
miscigenação espalhada por todo<br />
território. A AF é a hemoglobinopatia<br />
mais comum nos brasileiros. Segundo<br />
estimativa do Ministério da Saúde<br />
(2002) cerca de 25.000 a 30.000 mil<br />
brasileiros são afetados pela forma<br />
homozigota da hemoglobina S (HbSS<br />
– anemia falciforme), em torno de 7<br />
milhões possuem o traço falciforme<br />
(HbAS) e aproximadamente 2 milhões<br />
pela forma heterozigota (HbSC e<br />
outros) ou relacionados com outros<br />
tipos de hemoglobinopatias (HbS/β –<br />
talassemia, HbSD, HbSE dentre outros),<br />
essa associação é denominada de<br />
doença falciforme e pode manifestar<br />
alterações clínicas graves.<br />
Cerca de 7% (270 milhões) da<br />
população mundial possui genes<br />
determinantes de alguma hemoglobina<br />
variante. Pesquisas epidemiológicas<br />
mostram que cerca<br />
de 250 mil crianças apresentam<br />
HbS em homozigose. Aproximadamente<br />
8% dos afro-americanos<br />
residentes no Estados Unidos da<br />
América (EUA) são portadores<br />
do traço falciforme, enquanto 1<br />
a cada 600 indivíduos possuem a<br />
AF. Anualmente na África nascem<br />
aproximadamente 230 mil crianças<br />
com AF, supõe-se que 85%<br />
dos RN portadores da HbS encontram-se<br />
no continente africano.<br />
Estima-se a incidência de 3.500<br />
novos casos no Brasil.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
87
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EPIDEMIOLOGIA<br />
A AF possui maior frequência nos<br />
estados do Sudeste e Nordeste do<br />
Brasil. Na Bahia, a incidência de AF<br />
corresponde ao número de 1:900<br />
nascidos vivos, e o traço falciforme<br />
representa o valor numérico de 1 a<br />
cada 17 dos casos de nascidos vivos.<br />
Em Alagoas, foi registrada uma<br />
incidência de 1:3.500 afetados por<br />
AF. Enquanto que no estado do no Rio<br />
Grande Sul, tem sido encontrada uma<br />
frequência de AF de 1:11.000 nascidos<br />
vivos; no Rio de <strong>Janeiro</strong>, 1:2000, de AF,<br />
e de 1:21, quanto à presença do traço<br />
falcêmico; e em Minas Gerais, 1:2000<br />
de AF, com traço com frequência<br />
de 1:30, ou seja, uma incidência de<br />
3,3% nos recém nascidos. No Brasil o<br />
número de casos novos por ano de AF<br />
é aproximadamente 3.500.<br />
Os resultados obtidos após um<br />
estudo com abordagem qualitativa,<br />
e revisão integrativa da literatura<br />
foram os a seguir: A partir das buscas<br />
realizadas nas bases de dados online<br />
descritas, foi possível recuperar 9.607<br />
artigos indexados na base de dados<br />
Scientific Electronic Library Online;<br />
Medical Literature Analysis and<br />
Retrieval System Online; Literatura<br />
Latino-Americana e do Caribe em<br />
Ciências da Saúde.<br />
Fonte: Autoria, 2020.<br />
Tabela 1 - Sumarização dos dados sobre método diagnóstico,<br />
origem, população amostral e prevalência encontrados na<br />
amostragem selecionada dos artigos científicos<br />
Após a análise dos critérios de<br />
inclusão e exclusão, 10 artigos<br />
foram selecionados para compor os<br />
resultados. Os seguintes resultados<br />
serão divididos em categorias: sexo,<br />
genótipo e raça (etnia) (Tabela 1).<br />
Com relação à análise pela categoria<br />
sexo, Rosenfeld et al., (2019) verificaram<br />
que dos 8.715 indivíduos obteve a<br />
prevalência para o traço falciforme<br />
segundo sexo de: 2,4% para feminino,<br />
2,9% para masculino. No trabalho de<br />
Sarat et al., (2019) detectaram uma<br />
prevalência de 58,3% (n=60) para o<br />
sexo feminino e 41,7% (n=43) para<br />
o sexo masculino. Spezia et al., (2018)<br />
em sua análise identificou a prevalência<br />
de 54,14% (n=4) masculino e 42,85%<br />
(n=3) feminino. Lobo et al., (2018)<br />
constataram que 53% (n=889) eram do<br />
sexo feminino e 47% (n=787) eram do<br />
sexo masculino. Já no estudo de Soares<br />
e colaboradores (2017) identificaram<br />
uma prevalência de 36,36% (n=28)<br />
para o sexo masculino e 63,63% (n=49)<br />
para o sexo feminino. César et al., (2019)<br />
constataram uma prevalência de 42,62%<br />
(n=52) para o sexo masculino e 57,37%<br />
(n=70) para o sexo feminino.<br />
90 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Souza et al., (2019) analisaram<br />
a presença a HbS em 283.003<br />
indivíduos, constatou-se que 3,87%<br />
(n= 10.956) apresentavam HbS.<br />
Notou-se que de 162 participantes<br />
homozigotos 48,8% (n=79) eram<br />
mulheres e 51,2 (n=83) eram<br />
homens, obtendo assim uma<br />
prevalência de 0,05 de SS. Assis et<br />
al., (2015), em sua pesquisa obteve<br />
a prevalência de 57,14% (n=4) para<br />
indivíduos do sexo masculino e<br />
42,85% (n=3) para o sexo feminino.<br />
Com base nos dados analisados<br />
verificou-se uma igualdade na<br />
prevalência da HbS relacionanda ao<br />
sexo, no entanto, não foi possível<br />
avaliar tal fenômeno com precisão<br />
devido à escassez de informações<br />
nos trabalhos analisados. Sabe-se<br />
também que o sexo não é um fator<br />
predisposto para HbS. Porém, esta<br />
observação pode estar diretamente<br />
relacionada às populações<br />
amostradas.<br />
Com base na análise pela variável<br />
genótipo Rosenfeld et al., (2019)<br />
verificou a prevalência de 2,49%<br />
(n=234) de indivíduos com o<br />
traço falciforme HbAS; No trabalho<br />
de Sarat et al., (2019) foram<br />
identificados a prevalência de<br />
69,9% (n=72) de indivíduos que<br />
possuíam anemia falciforme HbSS,<br />
além disso os autores também<br />
evidenciaram a presença de 27,2%<br />
(n=28) que possuíam a HbSC e<br />
2,9% (n=3) eram portadores da Sβ<br />
Talassemia; Spezia e colaboradores<br />
(2018) notaram uma prevalência de<br />
1,7% (n=7) de portadores do traço<br />
falciforme HbAS; A investigação<br />
realizada por Soares et al., (2017) aos<br />
autores observaram a prevalência de<br />
5,4% (n=67) indivíduos portadores<br />
da HbAS, enquanto 0,5% (n=6)<br />
apresentaram a HbSS e 0,3% (n=<br />
4) possuíam HbSC.<br />
Outras pesquisas também<br />
evidenciaram a prevalência da<br />
AF identificando o genótipo<br />
dos indivíduos portadores do<br />
traço falciforme HbAS, variantes<br />
associadas a HbS e indivíduos com<br />
a AF apresentando genótipo HbSS,<br />
como realizado por César et al.,<br />
(2019) evidenciou a prevalência<br />
de 90,9% (n=111) indivíduos<br />
portadores da HbAS, os portadores<br />
da HbSS representaram 6,57%<br />
(n=8), 0,89% (n=1) apresentaram<br />
a HbSC e 1,64 (n=2) para Sβ<br />
Talassemia; Souza et al., (2019)<br />
observaram uma prevalência de<br />
3,8% (n=10.794) para portadores<br />
de HbAS e 0,05% (n=162) para<br />
HbSS; Assis e colaboradores (2015)<br />
verificaram uma prevalência de<br />
42,85% (n=3) para HbS, 28,57%<br />
(n=2) para HbAS/ α Talassemia e<br />
28,57% (n=28,57) para HbAS/ β<br />
Talassemia na população estudada;<br />
Lidani et al., (2015) detectaram<br />
uma prevalência de 0,9% (n=727)<br />
para portadores do traço falciforme,<br />
no entanto, não foi observado<br />
indivíduos com genetipo de HbSS;<br />
Soares et al., (2015) constatou<br />
uma prevalência de 6,5% (n=4)<br />
indivíduos portadores da HbAS,<br />
3,2% (n=2) para HbSC, o estudo<br />
não evidenciou a presença do<br />
genótipo HbSS.<br />
A análise pela categoria raça (etnia)<br />
Rosenfeld et al., (2019) evidenciou<br />
uma prevalência de portadores<br />
da HbAS de 1,2% na cor branca,<br />
3,6% na cor parda, 4,1% na cor<br />
negra, 1,7% declararam outra cor;<br />
EPIDEMIOLOGIA<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
91
EPIDEMIOLOGIA<br />
Soares et al., (2017), identificou a<br />
prevalência de 6,08% (n=65) em<br />
indivíduos negros que possuíam<br />
a HbAS em indivíduos brancos foi<br />
de 0,18% (n=2), para o gene da<br />
HbSS constatou uma prevalência de<br />
0,56% (n=6) em indivíduos negros,<br />
não havendo identificação do gene<br />
em participantes brancos para o<br />
gene HbSC em negros foi de 5,19%<br />
(n=4), não houve identificação nos<br />
participantes brancos; César et al.,<br />
(2019) identificou em sua pesquisa<br />
uma prevalência de portadores<br />
do gene HbS de 72% (n=89) em<br />
indivíduos mulatos, 10,6% (n=13)<br />
em indivíduos negros e 17,4%<br />
(n=20) em indivíduos brancos;<br />
Lidani et al., (2015) constatou uma<br />
prevalência da HbAS de 72% (n<br />
≅ 523,44) em indivíduos eurobrasileiros<br />
e de 28% (n ≅ 203,56)<br />
em afro-brasileiros. Em todos os<br />
trabalhos foi evidenciado a maior<br />
prevalência da AF na população<br />
negra. Sabe-se que o gene da HbS<br />
é um dos melhores modelos da<br />
seleção natural pois conserva-se<br />
estável no decorrer de gerações<br />
em virtude da proteção contra<br />
a infecção pelo Plasmodium<br />
falciparum nas regiões da África<br />
endêmicas de malária.<br />
É perceptível que a presença e associação<br />
da HbS a outras hemoglobinas<br />
variantes é a causadora de diversas<br />
hemoglobinopatias. Dentre estas, a<br />
de maior impacto na saúde pública<br />
brasileira devido a sua alta prevalência,<br />
é a anemia falciforme, a qual se<br />
apresenta em homozigose da HbS.<br />
É possível observar pelas análises<br />
realizadas, que a maior prevalência<br />
da HbS, conforme demonstrado<br />
nos estudos brasileiros analisados<br />
identificou-se uma igualdade em<br />
pessoas do sexo masculino e feminino,<br />
o fator sexo não influencia na herança<br />
genética da HbS. O gene da HbS<br />
apresenta-se em maior número<br />
associado à HbA por ser o tipo de Hb<br />
mais comum e pelo caráter recessivo<br />
da HbS. A etnia em que a HbS<br />
encontra-se com maior prevalência<br />
é a de negros e pardos, devido ser<br />
uma herança que com a miscigenação<br />
transpassou para os pardos.<br />
Portanto, é imprescindível o estudo<br />
a respeito das hemoglobinopatias<br />
na população brasileira a fim de se<br />
entender o perfil epidemiológico<br />
e ampliar os conhecimentos a<br />
mutação da HbS. Com isso, fazse<br />
necessário a continuação de<br />
pesquisas e atualização de dados<br />
por meio de estudos recentes.<br />
Autor:<br />
Paulo Mafra<br />
Biomédico. Especialista em Epidemiologia e Vigilância em Saúde. Docente do Centro Educacional Vale do Ipanema - CEVI.<br />
Atuante na área laboratorial desde 2018. Contato (82) 9. 8125-2284 @pauloe.mafra<br />
92 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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SOBRE TECNOLOGIA,<br />
SAÚDE E CICLOS QUE SE RENOVAM<br />
Por Giovanni G. Cerri<br />
O início de um ano carrega um<br />
conteúdo simbólico inegável.<br />
Representa ciclos que se renovam,<br />
a volta ao começo e a possibilidade<br />
de tentar de novo. Fenômeno<br />
astronômico sem nada de mais<br />
interessante (só em nosso sistema<br />
solar, outros sete planetas têm,<br />
cada um, o seu “ano”). Mas o ser<br />
humano é movido por símbolos<br />
– e ciclos que se renovam estão<br />
entre os mais poderosos. O setor<br />
de saúde no Brasil se encontra<br />
em um ciclo de renovação pela<br />
digitalização – acelerada com<br />
a chegada da velocidade 5G de<br />
conexão à internet –, e o início de<br />
mais um ano (na Terra) é ocasião<br />
ideal para se lembrar alguns pontos<br />
importantes desse percurso.<br />
O HCFMUSP (Hospital das Clínicas<br />
da Faculdade de Medicina da USP),<br />
para começar, fechou em 2022 uma<br />
parceria com nomes de enorme<br />
força para testar o 5G na saúde.<br />
Assim, governo, universidade e<br />
instituições financeiras criarão no<br />
país um ecossistema para rede<br />
privada em Open RAN (Rede de<br />
Acesso de Rádio Aberto, na sigla em<br />
inglês). Concluída, essa iniciativa<br />
colocará o Brasil no bastante<br />
seleto grupo de países que dispõe<br />
desse uso da tecnologia na área de<br />
saúde. O projeto OpenCare 5G é<br />
uma iniciativa do InRad (Instituto<br />
de Radiologia), do HCFMUSP, e<br />
com isso o projeto piloto vai usar<br />
exames de imagem – ultrassom,<br />
pré-laudos de tomografia e raios-x<br />
de tórax, ressonância magnética de<br />
próstata e de crânio, e radioterapia.<br />
Os parceiros envolvidos dão<br />
a dimensão da escala que se<br />
projeta para o projeto: Itaú<br />
Unibanco; Siemens Healthineers;<br />
NEC; Telecom Infra Project;<br />
ABDI (Agência Brasileira de<br />
Desenvolvimento Industrial);<br />
BID (Banco Interamericano<br />
de Desenvolvimento) e Escola<br />
Politécnica da USP.<br />
O ganho que o Brasil teria se o<br />
trabalho entre essas três frentes<br />
– governos, academia e setor<br />
privado – fosse incentivado e se<br />
tornasse mais frequente, como o<br />
é em tantos lugares no mundo,<br />
teria potencial para transformar o<br />
cenário da saúde no país. Estamos<br />
no início de um novo ciclo, inclusive<br />
político. Quem sabe, não se poderia<br />
abrir o ano com discussões que se<br />
aprofundem nessa ideia.<br />
A velocidade 5G amplia a<br />
capacidade de transmissão de<br />
dados em relação à velocidade<br />
anterior (4G) na ordem de quase<br />
cem vezes. Isso significa, em<br />
termos práticos, um serviço<br />
de muito maior qualidade nos<br />
94 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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processos na área da saúde. E a<br />
rede Open RAN é uma tecnologia<br />
aberta que permite essa aceleração<br />
toda a custos mais baixos que o<br />
aplicado tradicionalmente pela<br />
indústria de telecomunicações.<br />
A covid-19 mostrou que saúde e<br />
tecnologia têm que ser cada vez<br />
mais integradas. Com a rede 5G,<br />
a telemedicina e, de forma mais<br />
ampla, a telessaúde chegarão<br />
mais longe no Brasil, ampliando<br />
o acesso à medicina. Não há como<br />
ressaltar o suficiente a importância<br />
de um avanço desse tipo.<br />
E porque a inovação é a razão de<br />
ser desse avanço da digitalização<br />
na saúde, o InovaHC (Núcleo<br />
de Inovação Tecnológica do<br />
HC) – projeto que busca tornar<br />
processos na saúde mais eficientes<br />
e de custos menores – também<br />
trabalha em um projeto que<br />
envolve a iniciativa privada do<br />
setor de telecomunicações (com<br />
Claro e Embratel) para levar o 5G à<br />
sala de cirurgia do Icesp (Instituto<br />
do Câncer do Estado de São Paulo).<br />
Essas iniciativas tanto mostram que<br />
se busca fazer com que a tecnologia<br />
esteja cada vez mais ao alcance do<br />
serviço público de saúde como<br />
servem para indicar o que ainda há<br />
por fazer. O SUS (Sistema Único de<br />
Saúde), com tudo em que precisa<br />
ser aperfeiçoado, é uma referência<br />
global. É o maior do mundo,<br />
para países com características<br />
comparáveis às do Brasil. Uma<br />
tecnologia de comunicação que<br />
possibilite a cada brasileiro poder<br />
falar com um médico, é um avanço<br />
civilizatório imenso. Nenhuma das<br />
desigualdades que marcam hoje o<br />
Brasil é justificável, e menos ainda<br />
aceitável; mas na saúde, elas são<br />
particularmente cruéis, como a<br />
pandemia bem mostrou.<br />
Que a nova volta em torno do<br />
Sol que acaba de começar, e<br />
com o novo ciclo político que<br />
também tem início agora, a<br />
saúde esteja ao alcance de todos<br />
os brasileiros. E com a tecnologia<br />
digital, ela chegará a eles, mais<br />
rápido, com menor custo, e com<br />
qualidade crescente.<br />
Autor:<br />
Giovanni Guido Cerri<br />
Médico, é presidente do Conselho do Instituto de Radiologia e presidente do Conselho de Inovação (InovaHC) do Hospital<br />
das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Foi diretor da FMUSP, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São<br />
Paulo (Icesp) e secretário de Estado da Saúde de São Paulo.<br />
96 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
BIOSSEGURANÇA<br />
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA<br />
E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A PREVENÇÃO<br />
Por: Aderruan Félix dos Santos; Guilherme Batista dos Santos Porto; Victor Amaral Santos; Jorge Luiz Silva Araújo-Filho<br />
Diante da situação de um<br />
mundo pós-pandêmico, onde<br />
a biossegurança e o zelo à<br />
saúde estão mais evidenciados<br />
que nunca, a busca por noções<br />
sobre Equipamentos de Proteção<br />
Individual (EPIs) tornou-se<br />
marcante e positiva. Quanto<br />
a esse aspecto, contudo, há,<br />
também, os Equipamentos de<br />
Proteção Coletiva (EPCs), os quais<br />
são menos notabilizados que os<br />
anteriores no contexto geral,<br />
mas tão importantes quanto na<br />
prevenção de ocorrências nocivas,<br />
em variadas situações. Assim,<br />
é válido destacar funcionalidades<br />
importantes dessa proteção coletiva,<br />
bem como exemplificar contextos de<br />
aplicação para seus usos.<br />
A princípio, os EPCs fornecem uma<br />
proteção local que abrange todas as<br />
pessoas circulantes pela área, com o<br />
objetivo de diminuir ou minimizar<br />
riscos ambientais, antes mesmo da<br />
utilização de determinado EPI. Não<br />
obstante, cabe salientar que é vigente<br />
a obrigatoriedade dos equipamentos<br />
de proteção coletiva em âmbitos<br />
de trabalho, segundo as Normas<br />
Regulamentadoras do Ministério do<br />
Trabalho e Emprego (MTE), as quais,<br />
por sua vez, tratam de uma série de<br />
aspectos relacionados à segurança.<br />
Indispensáveis para esses processos,<br />
os EPCs compõem, portanto, uma<br />
importante base na preservação da<br />
segurança e do bem-estar coletivo, e<br />
adotar o seu uso é uma decisão mais<br />
que sensata.<br />
Os EPCs tem como características<br />
sua importância para trabalhos<br />
que envolvam muitas pessoas em<br />
conjunto, apresentadas de forma<br />
simultânea a um risco iminente, em<br />
ambientes muitas vezes insalubres<br />
ou que exponham o usuário a<br />
algum tipo de ameaça. Assim,<br />
os EPCs se colocam como um<br />
caminho mais seguro para obras,<br />
construções, laboratórios, entre<br />
outros espaços. No entanto, mesmo<br />
com os EPCs sendo de caráter<br />
obrigatório, de acordo com a Norma<br />
Regulamentadora nº 6 (NR-06),<br />
é nítido que essa obrigatoriedade<br />
não é respeitada, já que dados<br />
do Observatório de Segurança e<br />
Saúde no Trabalho demonstram<br />
um aumento de 30% nos acidentes<br />
98 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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de trabalho, entre 2020 e 2021,<br />
acerca dos EPCs mais utilizados<br />
diferenciadas em alguns tipos.<br />
totalizando quase 23 mil mortes<br />
corriqueiramente. Dessa forma,<br />
As pipetas classificadas como<br />
relacionadas a algum imprevisto<br />
vale destacar os equipamentos<br />
graduadas possuem uma escala<br />
que poderia ser evitado com uso de<br />
utilizados em caso de<br />
para medir volumes variáveis;<br />
EPIs e EPCs de forma conjunta.<br />
derramamento biológico, químico<br />
as volumétricas possuem apenas<br />
ou radioativo, em laboratórios<br />
um traço final, para indicar um<br />
Dessa forma, é cada vez mais<br />
ou em ambientes de risco.<br />
volume fixo e final, sendo suas<br />
necessária a conscientização por<br />
Dentre os quais, estão: a Capela<br />
medições mais rigorosas. Elas<br />
parte tanto de trabalhadores,<br />
Química, uma cabine de metal<br />
são usadas em procedimentos<br />
como de empregadores, a<br />
que deverá ser construída de<br />
laboratoriais para evitar que o<br />
fim de uma maior adesão aos<br />
forma aerodinâmica, de maneira<br />
usuário tenha contato direto<br />
equipamentos de proteção e<br />
a exaurir vapores, gases e fumos,<br />
com os líquidos manuseados,<br />
também às formas corretas de sua<br />
para que o fluxo de ar do ambiente<br />
ou seja, servem justamente para<br />
utilização. Em laboratórios, por<br />
não seja alterado, reduzindo,<br />
proteger as pessoas durante o<br />
exemplo, mecanismos coletivos de<br />
assim, o perigo de inalação e o<br />
manuseio de líquidos perigosos.<br />
ventilação e de higiene, quando<br />
risco de contaminação química<br />
usados em conjunto de máscaras e<br />
do operador e do local.<br />
Ademais, existem EPCs de controle<br />
equipamentos individuais, reduzem<br />
e combate ao fogo, como o bem<br />
muito as chances de algum<br />
Há, ainda, os dispositivos de<br />
conhecido extintor de incêndio,<br />
acidente ocorrer ou desencadear<br />
pipetagem, apetrechos de sucção<br />
cujo modelo padrão, comprimento<br />
uma fatalidade.<br />
para pipetas. A Pipeta, por<br />
e localização são fornecidos pelas<br />
sua vez, é um instrumento de<br />
normas do Corpo de Bombeiros.<br />
Nessa perspectiva, é relevante<br />
medição e transferência rigorosa<br />
Esse equipamento consiste em um<br />
a explicação e o entendimento<br />
de volumes líquidos, e podem ser<br />
cilindro que pode ser carregado<br />
100 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
até o local do foco do incêndio,<br />
a zona incendiada e contendo o<br />
conjunto, o Kit é composto de<br />
BIOSSEGURANÇA<br />
contendo um agente extintor<br />
sob pressão. Na mesma vertente,<br />
Sprinkle ou borrifador de teto é<br />
um corpo de metal com um cano<br />
conectado a uma tubagem de<br />
água a pressão. O cano se fecha<br />
com uma tampa sujeita por uma<br />
cápsula de vidro recheada de um<br />
líquido cujo ponto de ebulição é<br />
a uma temperatura determinada,<br />
a qual está sujeita contra um<br />
foco incendiário. É o sistema de<br />
segurança que, através da elevação<br />
de temperatura, produz fortes<br />
borrifos de água no ambiente.<br />
Por fim, talvez o mais fundamental<br />
e basilar dos EPCs, o Kit de primeiros<br />
socorros, uma embalagem que<br />
contém utensílios e produtos<br />
utilizados para administrar o<br />
início do amparo à vida em caso<br />
materiais usualmente indicados,<br />
como gaze, esparadrapos, antihistamínicos,<br />
pomada antibiótica,<br />
solução antisséptica, torniquetes,<br />
paracetamol, e, inclusive, antídoto<br />
universal contra cianureto e outros<br />
antídotos especiais. Tudo isso<br />
será empregado com o intuito de<br />
prevenção de maiores acidentes e<br />
danos à saúde dos indivíduos e da<br />
população em geral.<br />
dispersor do líquido. Quando<br />
ocorre uma alta temperatura, o<br />
líquido ferve e o volume na cápsula<br />
aumenta e rompe a cápsula; isso<br />
dispara o sprinkle, aspergindo<br />
de necessidade. É feito para<br />
socorrer, rapidamente, vários<br />
tipos de acidentes, como picadas,<br />
pancadas, quedas, queimaduras<br />
e até sangramentos. Em seu<br />
REFERÊNCIAS<br />
https://portal.fiocruz.br/biosseguranca-0<br />
https://renastonline.ensp.fiocruz.br/tags/epc<br />
http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/epc.html<br />
https://smartlabbr.org/sst<br />
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/<br />
orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-esaude-no-trabalho/ctpp-nrs/norma-regulamentadora-no-6-nr-6<br />
https://blog.medicinatrabalhosp.com.br/epc-equipamento-deprotecao-coletiva/#:~:text=S%C3%B3%20em%202021%2C%20<br />
571%2C8,e%20EPIs%20%C3%A9%20extremamente%20<br />
necess%C3%A1ria.<br />
Autores:<br />
Jorge Luiz Silva Araújo-Filho<br />
(@dr.biossegurança)<br />
Biólogo, mestre em patologia, doutor em<br />
biotecnologia; palestrante e consultor em<br />
biossegurança.<br />
Aderruan Félix dos Santos<br />
Acadêmico de Medicina, UNINASSAU Recife<br />
Guilherme Batista dos Santos Porto<br />
Acadêmico de Medicina, UNINASSAU Recife.<br />
Victor Amaral Santo<br />
Acadêmico de Medicina, UNINASSAU Recife.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
101
CITOMETRIA DE FLUXO<br />
APLICAÇÕES CLÍNICAS DA<br />
CITOMETRIA DE FLUXO NO SUPORTE<br />
AO DESENVOLVIMENTO DE VACINAS<br />
Por Rafaele Loureiro de Azevedo, Helena Varela de Araujo e Bruna Garcia Nogueira.<br />
Diferentes tecnologias vacinais<br />
foram e ainda são desenvolvidas,<br />
sendo frequentemente atualizadas<br />
para proteger a população mundial<br />
de infecções que antes eram<br />
devastadoras. O que conhecíamos<br />
como pandemias hoje são apenas<br />
casos isolados ou até mesmo doenças<br />
erradicadas graças à vacinação.<br />
A eficácia vacinal pode ser<br />
influenciada por diversos fatores,<br />
como escolha de metodologia, de<br />
antígenos, formulação vacinal e dose.<br />
Uma vacina eficaz precisa envolver<br />
categorias de resposta imune, sendo<br />
as mais importantes as imunidades<br />
inata e adaptativa. A Citometria<br />
de Fluxo pode oferecer resultados<br />
clínicos dessas respostas imunes de<br />
indivíduos que foram vacinados,<br />
sendo uma valiosa ferramenta<br />
analítica durante o desenvolvimento<br />
de vacinas seguras e eficazes.<br />
Imunofenotipagem<br />
Monitorar a frequência de diferentes<br />
populações de células imunes e o<br />
status de diferenciação e ativação<br />
de subconjuntos específicos (por<br />
exemplo, monócitos, células NK-<br />
T, células NK, células T CD4+ e T<br />
CD8+, T-regs, células T γδ, células B,<br />
etc) é essencial para compreensão<br />
da imunogenicidade e eficácia de<br />
uma vacina.<br />
Após a exposição à vacina, as<br />
células T “virgens” (naïve) (CD45RO)<br />
diferenciam-se em células de<br />
memória central (CD45RA, CCR7)<br />
nos tecidos linfoides e células<br />
de memória efetora (CD45RA,<br />
CD62L) nos tecidos periféricos.<br />
Exemplos de células T de memória<br />
que fornecem imunidade induzida<br />
por vacina são numerosos, mas a<br />
duração dessa memória pode variar<br />
consideravelmente entre as vacinas.<br />
O monitoramento de marcadores<br />
de ativação (por exemplo, HLA-DR,<br />
CD38, Ki-67, BcL-2) em diferentes<br />
populações de células do sistema<br />
imune pode fornecer informações<br />
importantes sobre a resposta<br />
imune à vacinação e fornecer perfis<br />
clínicos para a estratificação de<br />
pacientes e a determinação dos<br />
requisitos de doses de reforço.<br />
Quantificação de células T<br />
específicas<br />
A quantificação de células T<br />
específicas para o antígeno vacinal<br />
é um parâmetro importante na<br />
avaliação da eficácia da vacina.<br />
O estabelecimento da imunidade<br />
celular e da memória contra o<br />
antígeno vacinal é determinado<br />
através da análise de perfis de<br />
células T específicas (TCD4, TCD8,<br />
memória central e memória<br />
efetora, dentre outras).<br />
102 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
A Sepse é uma reação sistêmica potencialmente fatal, causada por uma resposta imune<br />
desregulada a um quadro infeccioso, seja este causado por bactérias, vírus, fungos ou<br />
protozoários. Ela se manifesta em diferentes estágios clínicos e é sempre um desafio para os<br />
médicos de praticamente todas as especialidades, devido à urgência no pronto atendimento e<br />
tratamento precoce. Por isso, o diagnóstico rápido e preciso é essencial.<br />
O KIT XGEN MULTI SEPSE CHIP da Mobius permite a identificação simultânea, por meio da<br />
biologia molecular, de 36 patógenos e 20 genes de resistência da Sepse. Com isso, é possível<br />
realizar o tratamento específico rapidamente, aumentando as chances de recuperação do<br />
paciente.<br />
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CITOMETRIA DE FLUXO<br />
Os métodos mais recentes para esta<br />
avaliação empregam tetrâmeros<br />
– estruturas sintéticas feitas de<br />
moléculas HLA ligadas entre si para<br />
formar um complexo multimérico<br />
que apresenta peptídeos antigênicos<br />
ao sistema imunológico.<br />
Utilização de tetrâmeros para quantificação de células T por Citometria de Fluxo<br />
Desenvolvidos pela primeira<br />
vez na década de 1990, eles se<br />
tornaram ferramentas valiosas no<br />
desenvolvimento de vacinas e na<br />
avaliação de seu desempenho. Os<br />
tetrâmeros são projetados para se<br />
ligarem aos receptores de células T<br />
específicos para o antígeno vacinal<br />
com alta avidez, detectáveis por meio<br />
de sondas fluorescentes, permitindo<br />
a quantificação eficaz de células T<br />
específicas para os antígenos CD8+ e<br />
CD4+ após a vacinação.<br />
Uma desvantagem desta metodologia<br />
é que os tetrâmeros são específicos<br />
para epítopos dos antígenos HLA e,<br />
como tal, o desenho de tetrâmero<br />
requer conhecimento do tipo de HLA<br />
do sujeito que está sendo estudado,<br />
bem como análise considerável dos<br />
epítopos de patógenos principais<br />
reconhecidos por humanos que estão<br />
representados na vacina.<br />
Citotoxicidade celular dependente<br />
de anticorpo (ADCC)<br />
A maioria das iniciativas de<br />
desenvolvimento de vacinas concentrase<br />
na indução de linfócitos T citotóxicos<br />
amplos e potentes e respostas de<br />
anticorpos neutralizantes que ajudam<br />
a estabelecer a imunidade. A ADCC<br />
é basicamente uma degranulação<br />
desencadeada por FcγRIIIa (CD16),<br />
resultando na morte da célula-alvo.<br />
O perfil das respostas de ADCC para<br />
pós-vacinações pode ajudar a avaliar<br />
o potencial protetor da resposta<br />
de anticorpos à vacina. Os métodos<br />
de Citometria de Fluxo utilizam uma<br />
combinação de corantes de membrana,<br />
como PKH-26 e CFSE. As células<br />
alvo nas amostras são diferenciadas<br />
das células efetoras pela coloração<br />
PKH-26, e a morte da célula alvo é<br />
medida pela perda da coloração CFSE<br />
de células com membranas superficiais<br />
comprometidas (detectadas<br />
como PKH-26+/CFSE-).<br />
As células NK podem ser<br />
distinguidas dos monócitos nesta<br />
análise usando CD107a.<br />
104 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
CITOMETRIA DE FLUXO<br />
Proliferação celular<br />
O padrão ouro para ensaios de<br />
proliferação celular envolve a<br />
liberação de ensaios radioativos.<br />
Embora seja confiável, o uso<br />
de marcadores radioisótopos é<br />
impraticável para muitos laboratórios.<br />
O uso de Citometria de Fluxo nesta<br />
aplicação evita esse problema e<br />
fornece um mecanismo para medir a<br />
citotoxicidade celular.<br />
A análise das respostas proliferativas<br />
aos antígenos-alvo é possibilitada<br />
pelo uso de corantes de rastreamento.<br />
A combinação de diferentes corantes<br />
de rastreamento de proliferação<br />
(proteína geral e/ou corantes de<br />
marcação de membrana) com outras<br />
sondas fenotípicas e de viabilidade<br />
pode ser usada para fornecer<br />
informações poderosas sobre a<br />
atividade citotóxica e as funções<br />
reguladoras das células T em resposta<br />
à vacinação ou desafio com antígeno.<br />
A carboxifluoresceína succinimidil<br />
éster (CFSE) é um corante comumente<br />
Mapa de trabalho para ensaio de proliferação no monitoramento de respostas<br />
antígeno-específicas de células T por Citometria de Fluxo<br />
usado para avaliação de proliferação<br />
celular. As células são marcadas com<br />
CFSE e cultivadas in vitro durante a<br />
estimulação por vários dias. O corante<br />
é progressivamente diluído durante<br />
a proliferação celular. No entanto, há<br />
aplicações limitadas para a medição<br />
de células T induzidas por vacina,<br />
que podem estar em uma frequência<br />
muito baixa na amostra.<br />
Autores:<br />
Helena Varela de Araújo<br />
Biomédica graduada pela UFRN e pela University of Kent<br />
(Inglaterra). Especialista em Hematologia pelo Hospital<br />
Albert Einstein. Tem MBA em Gestão de Saúde pelo Centro<br />
Universitário São Camilo. Aluna de cursos na área de Marketing<br />
na ESPM. Foi assistente técnica do laboratório de citometria de<br />
fluxo do Whitehead Institute, MIT. Atualmente é supervisora<br />
do laboratório de citometria clínica do Beth Israel Deaconess<br />
- Harvard Medical School. Fundadora do @HemoFlow, maior<br />
página de ensino em citometria de fluxo do Instagram.<br />
Além disso, o Ki-67 tornou-se um<br />
biomarcador amplamente estudado<br />
para a proliferação celular. O Ki-<br />
67 é um antígeno nuclear que só<br />
é expresso em células em divisão<br />
recente ou ativa.<br />
Rafaele Loureiro de Azevedo<br />
Bióloga graduada pela Universidade Estácio de Sá,<br />
CRBio/RJ 121828/02-D. Especialista em hematologia<br />
pela Universidade Federal do Rio de <strong>Janeiro</strong>. Mestre em<br />
Imunobiológicos por BioManguinhos/Fundação Oswaldo<br />
Cruz. Atualmente é analista de inovação e operações<br />
farmacêuticas da Fiocruz/RJ. Tem experiência em<br />
Controle de Qualidade, Citometria de Fluxo e expressão de<br />
anticorpos monoclonais in vitro. É criadora de conteúdo e<br />
professora do @HemoFlow.<br />
Referências bibliográficas<br />
- Flow Cytometric Clinical Immunomonitoring Using Peptide-<br />
MHC Class II Tetramers: Optimization of Methods and Protocol<br />
Development - PubMed (nih.gov)<br />
- (MHC Tetramer) General | MBL Life Sience -ASIA- (mblbio.com)<br />
- Flow Cytometry Applications in Vaccine Development |<br />
FlowMetric<br />
Bruna Garcia Nogueira<br />
Farmacêutica graduada pela UnB, CRF/SP 95286.<br />
Especialista em Hematologia pelo Hospital Albert<br />
Einstein, com aperfeiçoamento em Citometria de<br />
Fluxo pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Analista<br />
especializada em citometria de fluxo no Hospital<br />
Albert Einstein. Criadora de conteúdo e professora<br />
do @HemoFlow<br />
106 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />
A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE<br />
NA LOGÍSTICA<br />
Para abordar o tema Qualidade<br />
na Logística, precisamos falar da<br />
importância do sistema de gestão da<br />
qualidade SGQ.<br />
A NBR ISO 9001 requisitos, é uma<br />
das principais referências de gestão<br />
de qualidade para as empresas, pois<br />
norteia a organização para a melhoria<br />
nos seus processos, objetivando<br />
a satisfação de seus clientes,<br />
colaboradores, provedores externos e<br />
melhoria constante do SGQ.<br />
O comprometimento da alta<br />
direção no SGQ é imprescindível,<br />
onde junto aos seus gestores o<br />
planejamento dos processos para<br />
melhoria e robustez do SGQ na<br />
organização a curto, médio e longo<br />
prazo sejam implementados e<br />
difundidos a todos.<br />
Para aplicar SGQ nos processos<br />
logísticos é necessário que os gestores<br />
entendam a necessidade de aprimorar<br />
os procedimentos, qualificar a mão<br />
de obra, implantar os indicadores de<br />
desempenho que possibilitam validar<br />
a execução das tarefas e assegurar<br />
que estejam sendo cumpridas,<br />
possibilitando a tomada de decisões<br />
estratégicas e assertivas, a eficiência<br />
na gestão a fim de evitar processos<br />
que geram desperdícios e prejuízos, o<br />
registro das informações que permite<br />
que a rastreabilidade e agilidade na<br />
execução das atividades.<br />
Na logística voltada ao transporte<br />
e armazenagem de produtos de<br />
interesse a saúde, é comum a<br />
organização ter um SGQ de acordo<br />
com a norma ISO9001, porém as<br />
principais regras a serem estabelecidas<br />
pela organização são as boas práticas<br />
descritas nas Resoluções – RDC’s<br />
da ANVISA e legislações sanitárias<br />
locais que norteiam esses processos<br />
para garantia da integridade desses<br />
produtos até o destino/usuário final.<br />
As principais Resoluções (RDC) e<br />
Portaria para o transporte, distribuição<br />
e armazenagem de produtos de<br />
interesse a saúde são:<br />
• RDC 430 de 08 de outubro de 2020,<br />
que dispõe sobre as Boas Práticas<br />
de Distribuição, Armazenagem e de<br />
Transporte de Medicamentos;<br />
• RDC 653 de 24 de março de<br />
2022, que altera (complementa) a<br />
resolução colegiada – RDC 430 de<br />
08 de outubro de 2020;<br />
• RDC 665 de 30 de março de 2022,<br />
que dispõe sobre as Boas Práticas<br />
de Fabricação de Produtos Médicos<br />
e Produtos para Diagnóstico de<br />
Uso In Vitro;<br />
• Portaria/SVS 344 de 12 de maio de<br />
1998 que, aprova o Regulamento Técnico<br />
sobre substâncias e medicamentos<br />
sujeitos a controle especial;<br />
108 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
LOGÍSTICA LABORATORIAL<br />
• RDC 504 de 27 de maio de 2021, que<br />
dispõe sobre as Boas Práticas para o<br />
transporte de material biológico<br />
humano.<br />
Neste sentido a figura do responsável<br />
técnico, profissional da saúde habilitado<br />
é fundamental para que a organização<br />
consiga atingir uma alta qualidade na<br />
prestação do serviço, garantindo que as<br />
boas práticas sejam difundidas a todos.<br />
Importante frisar que ao tratar<br />
de transporte, distribuição e<br />
armazenagem de medicamentos,<br />
insumos farmacêuticos, medicamentos<br />
de controle especial, insumos<br />
farmacêuticos de controle especial, a<br />
figura do responsável técnico deve ser<br />
exclusiva do profissional Farmacêutico,<br />
por atribuição única quanto a esta<br />
classe de produtos de interesse a saúde.<br />
Sua responsabilidade no SGQ é<br />
garantir que os processos relacionados<br />
a treinamentos aos colaboradores,<br />
qualificação de provedores externos<br />
(fornecedores), controle de higiene<br />
e limpeza do local e dos veículos,<br />
controle de pragas e vetores, controle de<br />
temperatura e umidade do armazém e<br />
veículos, compatibilidade de cargas,<br />
tratamento de ações corretivas e<br />
preventivas, produtos não conforme,<br />
estejam implementados garantindo<br />
além de um SGQ eficaz, que o produto<br />
de interesse a saúde enquanto nas<br />
dependências da organização tenha<br />
sua integridade garantida e sua entrega<br />
realizada com a qualidade assegurada<br />
ao destino final.<br />
A organização ainda deve dispor de<br />
uma boa infraestrutura para a guarda<br />
e armazenamento dos produtos, com<br />
área construída adequada que permita<br />
o monitoramento de temperatura e a<br />
conservação dos produtos, fatores<br />
relacionados diretamente é qualidade<br />
dos produtos de interesse a saúde.<br />
E é assim, com a implementação das<br />
boas práticas de armazenagem e<br />
distribuição de produtos de interesse<br />
a saúde, SGQ, atuação direta do<br />
Responsável Técnico, mão de obra<br />
qualificada, comprometimento da alta<br />
direção e gestores, que a Organização<br />
consegue garantir a prestação do<br />
serviço com eficácia, atendendo<br />
com maestria as expectativas<br />
de seus clientes, colaboradores,<br />
provedores externos (fornecedores),<br />
órgão governamentais e a cadeia<br />
Logistica voltada a este processo<br />
como um todo...<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
109
ROTINA LABORATORIAL<br />
AS DIFICULDADES EM CONCILIAR<br />
GESTÃO E BANCADA PELO GESTOR DE<br />
LABORATÓRIO DE PEQUENO PORTE<br />
Por Gabriel Miranda<br />
Todo gestor que exerce dois<br />
cargos em diferentes áreas na<br />
empresa compreende o quanto<br />
é desafiador desempenhar duas<br />
funções. Aquele ditado popular<br />
de “querer abraçar o mundo com<br />
as mãos” começa a fazer cada dia<br />
mais sentido quando estamos<br />
nessa fase do empreendedorismo.<br />
Na verdade, empreender requer<br />
muitos desafios, e conciliar a<br />
gestão com a bancada é um dos<br />
maiores na vida do diretor de um<br />
Laboratório de Análises Clínicas.<br />
Principalmente, quando o amor por<br />
uma das áreas em questão é maior.<br />
A qualidade é um fator primordial<br />
em um Laboratório, na verdade<br />
em todo estabelecimento de<br />
saúde. Chega a ser incoerente<br />
falarmos de qualidade como<br />
diferencial em uma instituição<br />
de saúde, quando na realidade é<br />
uma obrigatoriedade.<br />
Quando se tem uma só pessoa<br />
pra executar atividades distintas<br />
em uma empresa, o primeiro<br />
sinal que ela pode manifestar é<br />
uma sobrecarga pelo acúmulo<br />
de tarefas, e isso, vai implicar<br />
diretamente na qualidade.<br />
As consequências por não fazer<br />
uma escolha assertiva entre gestão<br />
e bancada nesse primeiro instante,<br />
pode desencadear uma série de<br />
fatores que farão com que seu<br />
empreendimento corra riscos.<br />
Porém, há uma dificuldade enorme<br />
em estabelecer o famoso “time”<br />
na percepção de qual o momento<br />
certo para tomar uma decisão.<br />
Porém, chega um determinado<br />
momento em que é preciso fazer<br />
uma escolha para ver seu negócio<br />
alavancar, e isso precisa ser<br />
pensado desde o momento em que<br />
você decide abrir um laboratório.<br />
110 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Diagnóstico de Gravidez<br />
Teste rápido, confiável e<br />
de fácil manuseio.<br />
Teste imunocromatográfico qualitativo para determinação da gonadotrofina<br />
coriônica humana (hCG) no soro e na urina, o método emprega uma combinação<br />
de anticorpos monoclonais e policlonais, para seletivamente identificar hCG nas<br />
amostras, em até 5 minutos com alto grau de sensibilidade (25 mUI/ml)<br />
TIRAS DE GRAVIDEZ - SORO/URINA<br />
Código Apresentação<br />
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607 50 tiras Tubo com sílica (Econômico)<br />
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ROTINA LABORATORIAL<br />
Toda empresa só funciona em<br />
perfeita harmonia quando se segue<br />
de forma correta o Procedimento<br />
Operacional Padrão (POP), e para<br />
isso é preciso que as funções e<br />
atividades estejam claramente<br />
estabelecidas. Porém, na prática é<br />
algo que muitos laboratórios não<br />
Para amenizar esse problema, a<br />
delegação de funções e atividades<br />
que seriam realizadas pelo gestor<br />
tem sido uma grande aliada para<br />
conseguir lidar com esse embate. A<br />
atribuição de tarefas ao colaborador<br />
pertencente a área em que está<br />
inserido irá auxiliar na redução da<br />
Outra alternativa tem sido a<br />
contratação de novos profissionais<br />
que tenham formação naquela<br />
função, e molda-los de acordo<br />
com o seu jeito e as necessidades<br />
da empresa. Logo, você terá<br />
uma pessoa capacitada e que<br />
seguem pelo o egocentrismo do<br />
gestor em reter o conhecimento<br />
e achar que nenhum colaborador<br />
carga do gestor, e assim conseguirá<br />
se organizar para realizar outros<br />
afazeres restritivos a ele.<br />
conseguirá exercer com qualidade<br />
aquele cargo.<br />
fará igual ou muitas vezes por não<br />
fazer uma boa gestão.<br />
Essa dificuldade faz com que<br />
Outro fator contribuinte para tornar<br />
mais fácil esse desafio, tem sido<br />
o investimento em capacitações<br />
Dessa forma, é imprescindível<br />
que o diretor de uma empresa<br />
reconheça suas limitações e<br />
os diretores tragam para si<br />
uma sobrecarga enorme e não<br />
consigam executar com perfeição<br />
uma das duas funções, porque o<br />
tempo de qualidade foi utilizado<br />
para dedicar-se a atividade de<br />
maior demanda ou a que possui<br />
e treinamentos para a equipe.<br />
Esse tipo de atitude fornece aos<br />
colaboradores autonomia para<br />
realizar incumbências que antes<br />
teriam necessidade da supervisão<br />
do gestor, ou até mesmo seriam<br />
realizadas por ele tomando assim<br />
compreenda a necessidade e a<br />
importância de ter profissionais<br />
capacitados para cada função,<br />
buscando identificar suas falhas<br />
como gestor e procurando<br />
medidas que ajudem no seu<br />
mais aptidão.<br />
uma parte da sua rotina.<br />
tempo de qualidade.<br />
Autor<br />
Gabriel Miranda - Biomédico<br />
Pós graduado em Análises Clínicas. Sócio Proprietário do Laboratório Dovalle.<br />
112 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
INFORMES DE MERCADO<br />
Esta Seção é um espaço publicitário dedicado para a divulgação e ou explanação<br />
dos produtos e lançamentos do setor.<br />
Área exclusiva para colaboradores anunciantes.<br />
Mais informações: comercial@newslab.com.br<br />
HANSENÍASE: UMA DOENÇA SILENCIOSA QUE PRECISA SER<br />
DIAGNOSTICADA COM AGILIDADE<br />
REGISTRO ANVISA N.º 80502070067<br />
O Brasil é o segundo país do mundo no ranking<br />
de casos de hanseníase, de acordo com a<br />
Organização Mundial da Saúde, atrás, apenas,<br />
da Índia. Embora seja uma das doenças mais<br />
antigas da humanidade, a hanseníase continua<br />
sendo um problema atual de saúde pública.<br />
Causada pela bactéria Mycobacterium<br />
leprae, trata-se de uma patologia infecciosa,<br />
transmissível, de caráter crônico, que atinge<br />
principalmente os nervos periféricos, os olhos<br />
e a pele. Se não diagnosticada precocemente<br />
ou acompanhada de tratamento inadequado, a<br />
doença, que na maioria dos casos é silenciosa,<br />
pode provocar lesões neurais e danos irreversíveis.<br />
O diagnóstico precoce é uma das principais<br />
formas de reduzir a transmissão da hanseníase. A<br />
baciloscopia é o teste de laboratório mais utilizado<br />
para identificação da doença e pode dar negativa<br />
nas fases iniciais, o que dificulta o direcionamento<br />
ao tratamento correto.<br />
Dessa forma, os exames de biologia molecular<br />
têm sido importantes aliados no direcionamento dos<br />
pacientes ao tratamento adequado.<br />
Solução da Mobius<br />
O GenoType LepraeDR é um ensaio molecular<br />
genético para detecção da Mycobacterium leprae<br />
e sua resistência à rifampicina, ofloxacina e<br />
dapsona. A solução é baseada nas tecnologias de<br />
PCR e DNA-STRIP.<br />
O DNA é extraído a partir de amostras de<br />
biopsia de pele positiva, amplificado por<br />
PCR e detectado em uma membrana strip<br />
utilizando hibridização reversa e uma reação<br />
de coloração enzimática. Os resultados válidos<br />
são documentados por controles internos,<br />
conjugados e controle de amplificação.<br />
Mobiuslife.com.br<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
113
INFORME DE MERCADO<br />
MEIOS DE CULTURA CROMOGÊNICOS<br />
Os Meios de Cultura Cromogênicos permitem<br />
uma rápida identificação presuntiva de diversos<br />
microrganismos, além de diminuir a necessidade<br />
da realização de provas bioquímicas nos<br />
processos de identificação dos mesmos.<br />
Os meios de cultura cromogênicos apresentam em<br />
sua formulação a adição de substratos, que podem<br />
apresentar diversas cores após serem clivados pela<br />
ação de enzimas bacterianas ou fúngicas. As cores<br />
apresentadas têm relação direta com a presença<br />
e ausência de certas enzimas no microrganismo<br />
estudado. As diferentes cores apresentadas são um<br />
ponto importante na identificação e isolamento de<br />
culturas mistas, sendo de fácil visualização a olho nu.<br />
Um diferencial importante nos meios<br />
cromogênicos é a adição de agentes<br />
seletivos para a inibição do crescimento<br />
de microrganismos indesejados. Com a<br />
suplementação foi possível o desenvolvimento<br />
de meios seletivos e diferenciais auxiliando<br />
na detecção presuntiva rápida de vários<br />
microrganismos patogênicos, sendo<br />
importante no processo de controle, prevenção<br />
e disseminação de infecções.<br />
Atualmente os meios de cultura mais<br />
comumente empregados nos laboratórios de<br />
análises clinicas são:<br />
Agar Cromogênico Urocultura: Meio não<br />
seletivo e diferencial, destinado ao plantio primário,<br />
com possibilidade de identificação e quantificação<br />
de microrganismos. É possível realizar a identificação<br />
dos microrganismos como: Escherichia coli; grupo<br />
KES (Klebsiella, Enterobacter e Serratia); Grupo PPM<br />
(Proteus, Providencia e Morganella), Pseudomonas<br />
aeruginosa e isolamento de outros Bacilos<br />
Gram Negativos, além de Cocos Gram Positivo<br />
(Staphylococcus, Streptococcus etc.) e leveduras.<br />
Agar Cromogênico VRE: Meio seletivo e<br />
diferencial para isolamento de Enterococcus<br />
spp. Resistente à Vancomicina;<br />
Agar Cromogênico MRSA: Meio seletivo e<br />
diferencial para isolamento de Staphylococcus<br />
aureus resistentes a Meticilina/Oxacilina;<br />
Agar Cromogênico KPC: Meio seletivo<br />
para isolamento de Enterobactérias<br />
resistentes aos Carbapenens;<br />
Agar Cromogênico ESBL: Meio seletivo<br />
para isolamento de bactérias produtoras de<br />
ß-Lactamases de espectro ampliado (ESBL).<br />
Agar Cromogênico Candida: Meio seletivo e<br />
diferencial para isolamento e diferenciação de<br />
Candida ssp.<br />
Agar Cromogênico Strepto B: Meio diferencial<br />
para isolamento e diferenciação de Streptococcus<br />
Grupo B (Streptococcus agalactiae).<br />
Vantagens:<br />
• Resultados rápidos, em apenas 24 horas é<br />
possível fazer a interpretação visual dos resultados;<br />
• Maior seletividade;<br />
• Alta especificidade;<br />
• Fácil detecção de culturas mistas;<br />
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114 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
INFORME DE MERCADO<br />
MEDIÇÃO DE AÇÚCARES NÃO DIGERÍVEIS NO LEITE MATERNO<br />
Os oligossacarídeos do leite humano (HMOs) são<br />
o terceiro componente sólido mais abundante<br />
do leite humano depois da lactose e dos lipídios.<br />
Um grupo estruturalmente diverso de açúcares<br />
indigestíveis complexos, as concentrações e<br />
composições desses compostos no leite materno<br />
humano estão intimamente relacionadas a vários<br />
aspectos da saúde infantil.<br />
Os HMOs não são decompostos para obter energia,<br />
mas permanecem dentro do intestino, onde<br />
ajudam a promover o crescimento de bactérias<br />
benéficas, como Bifidobacterium, além de impedir<br />
que organismos patogênicos se prendam à parede<br />
intestinal e causem infecção.<br />
Compreender a ocorrência natural e o papel<br />
biológico dos HMOs pode levar a formulações de<br />
leite infantil aprimoradas para estender certas<br />
vantagens à saúde que antes poderiam ser<br />
exclusivas de bebês amamentados.<br />
Classes principais<br />
O leite materno humano contém três tipos<br />
principais de HMO com base em suas propriedades<br />
estruturais e químicas: HMOs fucosilados (35-<br />
50%), HMOs sialilados (12-14%) e HMOs neutros<br />
não fucosilados (42%-55%).<br />
Acredita-se que os HMOs fucosilados ajudem<br />
a prevenir a diarreia infantil, enquanto os<br />
HMOs sialilados têm vários efeitos benéficos<br />
sugeridos, incluindo ajudar a promover o<br />
desenvolvimento saudável do cérebro. Lacto-<br />
N-tetraose (LNT) e Lacto-N-neotetraose<br />
(LNnT), que são HMOs neutros não fucosilados<br />
proeminentes, são substratos conhecidos para<br />
o crescimento de Bifidobacterium – apoiando<br />
seu papel como prebióticos.<br />
Em um novo estudo, publicado na Applied Food<br />
Research, os pesquisadores estabeleceram um<br />
método analítico sensível, seletivo, robusto e<br />
rápido para separar e quantificar simultaneamente<br />
os principais pares de HMOs no leite humano. 1<br />
Excelente desempenho<br />
Os pesquisadores aplicaram cromatografia líquida<br />
de ultra-alta performance (UHPLC) juntamente<br />
com espectrometria de massa em tandem (LC-<br />
MS/MS) para resolver dois pares de HMOs neutros<br />
(2'-fucosil lactose (2'FL) e 3-fucosil lactose (3- FL)<br />
- e lacto-N-tetraose (LNT) e lacto-N-neotetraose<br />
(LNnT)), bem como um par de HMOs ácidos<br />
(3'-sialil lactose (3'-SL) e 6'-sialil lactose (6<br />
'-SL)) por separação cromatográfica ou íons de<br />
fragmento único (MRMs).<br />
A equipe validou o método medindo a concentração<br />
desses seis HMOs em onze amostras reais de leite<br />
humano, que (exceto para 2'-FL em uma amostra)<br />
estavam na faixa de 2,83 ± 0,20 g/L.<br />
Os pesquisadores usaram água ultrapura gerada a<br />
partir de um sistema de ultrapurificação de água<br />
de laboratório ELGA PURELAB® para a etapa de<br />
preparação de amostras, minimizando o risco de<br />
adição de potenciais contaminantes que poderiam<br />
afetar seus resultados.<br />
Simples, rápido e robusto<br />
Este novo método analítico resolve com sucesso<br />
isômeros de HMO semelhantes por separação<br />
cromatográfica (2'-FL vs 3-FL, 3'-SL vs 6'-SL) ou<br />
íons de fragmentos únicos (LNT vs LNnT). Esses<br />
seis compostos foram selecionados devido à sua<br />
alta abundância no leite humano – e também<br />
representam as três principais classes de HMOs.<br />
O protocolo oferece várias vantagens, incluindo<br />
preparação de amostra simples e rápida,<br />
tempo total de execução curto, determinação<br />
simultânea de espécies de HMO neutras e ácidas<br />
– e a capacidade de separar e quantificar isômeros<br />
estruturalmente semelhantes.<br />
Em última análise, este método poderia fornecer<br />
uma base científica para o desenvolvimento<br />
de alimentos infantis relevantes para atender<br />
às necessidades nutricionais das crianças. Com<br />
o avanço contínuo da fortificação de HMO em<br />
fórmulas infantis, também tem potencial para ser<br />
usado como referência para controle de qualidade<br />
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1. Tan, J. et ai. Determinação simultânea de oligossacarídeos de<br />
leite humano (HMOs) neutros e ácidos por cromatografia líquida<br />
com espectrometria de massas em tandem (LC-MS/MS). App<br />
Food Res 2022;2(2):100153 doi: https://doi.org/10.1016/j.<br />
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ALTA DE CASOS DE ZOONOSES RETORNA COM O VERÃO<br />
Além de cuidados com o sol, no verão<br />
brasileiro é sempre importante estar atento<br />
aos cuidados para a prevenção a mosquitos,<br />
e atenção a zoonoses.<br />
O calor causa uma maior densidade de<br />
mosquitos, incluindo o Aedes aegypt. Outro<br />
fator importante é o aumento de chuvas da<br />
estação, que cresce a oferta de criadouros<br />
para a fêmea deixar os ovos, e as altas<br />
temperaturas aceleram o desenvolvimento do<br />
novo mosquito.<br />
Em 2022 o número de casos de zoonoses no<br />
Brasil aumentou muito entre os meses de<br />
janeiro e outubro, em comparação ao mesmo<br />
período de 2021. De acordo com o Ministério<br />
da Saúde, os casos de dengue aumentaram<br />
em 184,6%, zika em 92,6% e chikungunya<br />
em 86,9%.<br />
Por isso, no verão a atenção deve ser<br />
redobrada com locais que acumulam água<br />
parada, como calhas, vasos de plantas, caixas<br />
d’agua e outros.<br />
Diagnóstico<br />
É importante estar atento aos primeiros<br />
sintomas de dengue, zika e chikungunya<br />
que são muito parecidos. Boa parte dos<br />
infectados apresenta: febre alta, dores<br />
musculares, falta de apetite e, em alguns<br />
casos, manchas vermelhas pelo corpo.<br />
Para auxiliar no diagnóstico, na diferenciação<br />
das doenças e no controle epidemiológico,<br />
a FirstLab conta com testes rápidos para<br />
a determinação qualitativa de dengue e<br />
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de controle e escolhe as lâminas a serem analisadas<br />
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• Semanalmente, um caso pode ser examinado.<br />
• O programa QSP emite relatórios personalizados<br />
para garantir uma rastreabilidade perfeita.<br />
O software QSP é uma ferramenta para imagens<br />
de alta definição, didática e muito intuitiva.<br />
Ele oferece ao pessoal do laboratório o<br />
exame das lâminas sanguíneas, que são digitalizadas<br />
e avaliadas previamente. Permite ao<br />
laboratório avaliar a capacidade dos potenciais<br />
examinadores<br />
O QSP é mais do que um atlas citológico…<br />
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Vantagens<br />
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• 6 slides digitais por mês.<br />
• O laboratório pode definir sua própria classificação<br />
de células.<br />
• Avaliação de WBC, RBC e PLT classificação e /<br />
ou morfologias.<br />
• Identificação incorreta de células.<br />
• Relatórios com desempenho individual pontuação.<br />
• Fácil de usar<br />
• Não há necessidade de material adicional (baseado<br />
em PC).<br />
É elaborado um relatório individual da classificação<br />
que mostra<br />
• Um índice da sensibilidade média das células<br />
corretamente classificadas em relação<br />
à referência.<br />
• Uma classificação imediata de TP, TN, FP, FN e<br />
os cálculos associados da relação sensibilidade<br />
e precisão<br />
• Imagens de células que não combinam com a<br />
classificação de referência.<br />
• As observações do leitor e do gerente.<br />
• As ações corretivas associadas.<br />
Benefícios<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
123
INFORME DE MERCADO<br />
A IMPORTÂNCIA DO FREELITE MX® PARA O DIAGNÓSTICO<br />
PRECOCE DA ESCLEROSE MÚLTIPLA<br />
Um dos exames da Binding Site tem atuação<br />
fundamental no diagnóstico de uma das<br />
principais doenças que afetam o sistema<br />
nervoso central: a Esclerose Múltipla. Tratase<br />
do Freelite Mx®, mais específico, sensível,<br />
confiável, rápido e fácil de execução quando<br />
comparado aos exames mais tradicionais para<br />
a análise dessa e de outras patologias. Tais<br />
qualidades advém do fato de o Freelite Mx® ser<br />
capaz de identificar a mais ínfima quantidade<br />
de cadeia leve livre em uma amostra de líquor<br />
retirada do espaço intratecal – aquele dentro<br />
de nossa coluna onde a medula está contida –<br />
região de difícil acesso e análise.<br />
Como funciona<br />
Alguns estudos demonstram que portadores<br />
da Esclerose Múltipla apresentam aumento<br />
considerável da cadeia leve livre kappa no<br />
líquor: cerca de 60 vezes maior do que o do<br />
grupo controle. Por isso, o Freelite Mx® tem<br />
sido cada vez mais recomendado e utilizado<br />
no diagnóstico da doença, em conjunto<br />
com outros exames mais tradicionais para<br />
Esclerose Múltipla, como o de bandas<br />
oligoclonais, índice de IgG, índice de<br />
albumina e também a ressonância magnética.<br />
A alta sensibilidade do Freelite Mx® é uma<br />
grande vantagem, uma vez que ele apresenta<br />
resultados objetivos e quantitativos, diferente<br />
dos demais, cuja análise muitas vezes é difícil,<br />
nem sempre clara – e passa por critérios<br />
subjetivos. Assim, por exemplo, mesmo que<br />
o resultado dê negativo em um exame de<br />
bandas oligoclonais, o Freelite Mx®, devido à<br />
sua sensibilidade, consegue detectar qualquer<br />
alteração. O exame da Binding Site também<br />
pode ser usado no auxílio do diagnóstico<br />
e na diferenciação de outras patologias do<br />
sistema nervoso central, como a síndrome<br />
clínica isolada, meningite, encefalite,<br />
síndrome de Guillain-Barré, neuroborreliose,<br />
polineuropatia, entre outras doenças crônicas.<br />
Sobre o Freelite® Mx e onde encontrar<br />
o exame<br />
O Freelite® foi aprovado em 2001 pelo FDA<br />
(Food and Drug Administration), aprovado<br />
pela ANVISA em 2010-11 e considerado<br />
biomarcador em 2014 pelo Grupo<br />
Internacional de Trabalho do Mieloma,<br />
ou seja, é o exame de escolha para o<br />
diagnóstico e monitoramento do Mieloma<br />
Múltiplo e ainda outras gamopatias<br />
monoclonais. Após anos de padronização<br />
e validação, em 2006, foi lançado então<br />
o Freelite Mx®, com valores de referência<br />
específicos para as amostras de líquor;<br />
que também possibilita a utilização de<br />
amostras de soro e urina. O Mx, aliás,<br />
vem do termo em inglês “multiple matrix<br />
assays” (ensaios de matriz múltipla).<br />
Ambos utilizam a plataforma Optilite® para<br />
a análise automatizada dos testes. O exame<br />
está disponível no Laboratório Neurolife e<br />
no Laboratório Senne Liquor.<br />
Contato<br />
No blog da Binding Site você encontra outros<br />
artigos que explicam mais aspectos da<br />
Esclerose Múltipla.<br />
www.freelite.com.br<br />
www.bindingsite.com.br<br />
Tel.: 16- 3415 2829<br />
E-mail: info@bindingsite.com.br<br />
124 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Optilite ® melhora a eficiência<br />
Fluxo de trabalho<br />
Segurança dos resultados<br />
Menu de testes<br />
Gamopatias Monoclonais<br />
Freelite (cadeias leves livres kappa<br />
e lambda), Hevylite (cadeias<br />
leves+pesadas)<br />
Sistema Imune<br />
IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de<br />
IgG e IgA, Sistema Complemento (CH50,<br />
C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)<br />
Sistema nervoso central<br />
Albumina, Freelite Mx, Cistatina e<br />
Imunoglobulinas no líquor.<br />
Nefrologia<br />
Cistatina, Microalbumina<br />
Beta-2-Microglobulina, Transferrina<br />
Proteínas Específicas<br />
PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina,<br />
Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,<br />
Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,<br />
Alfa-1-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),<br />
entre outras.<br />
Freelite ® é marca registrada da empresa The Binding Site Group, Birmingham, Reino Unido
INFORME DE MERCADO<br />
LAB REDE REALIZA O FREELITE®, EXAME ESSENCIAL NO<br />
DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO DO MIELOMA MÚLTIPLO.<br />
O Freelite®, exame para quantificação de<br />
cadeias leves livres kappa e lambda no soro,<br />
passa a ser realizado na unidade produtiva do<br />
Lab Rede em parceria com a Binding Site.<br />
A quantificação das cadeias leves livres em<br />
soro é recomendada pelas diretrizes do Grupo<br />
Internacional de Trabalho sobre Mieloma<br />
(International Myeloma Working Group – IMWG)<br />
para o diagnóstico e monitoramento do Mieloma<br />
Múltiplo. As recomendações atualizadas definem<br />
valores baseados na utilização da razão Freelite®,<br />
sendo considerada como um dos biomarcadores<br />
do painel de exames.<br />
Quando o Freelite® é indicado?<br />
• Diagnóstico de gamopatias monoclonais:<br />
Mieloma múltiplo de cadeia leve (MMCL);<br />
Mieloma múltiplo de imunoglobulina intacta<br />
(MMII); Mieloma múltiplo assintomático<br />
(MMA); Mieloma múltiplo não secretor (MMNS);<br />
Amiloidose (AL); Gamopatia monoclonal de<br />
significado indeterminado (GMSI).<br />
• Monitoramento da terapêutica: Os<br />
pacientes que apresentam uma resposta<br />
completa após o tratamento e são avaliados<br />
pelo imunofenotipagem e CLLs ou imunofixação<br />
podem apresentar um melhor desfecho do<br />
que os que apresentam uma resposta parcial<br />
(Hungria VT et al, 2013).<br />
• Prognóstico: Análise de pacientes com risco<br />
de progressão de MM assintomático (MMA)<br />
ou gamopatia monoclonal de significado<br />
indeterminado (GMSI), para MM ou outras<br />
doenças mais graves como a amiloidose.<br />
Para o Lab Rede, poder internalizar a realização<br />
do exame Freelite® traz uma perspectiva muito<br />
positiva aos clientes, que podem ampliar sua<br />
cartela de exames e atingir novos usuários.<br />
Também é um grande diferencial para os<br />
médicos, que terão um teste eficaz para auxiliar<br />
o diagnóstico das gamopatias e, principalmente,<br />
para os pacientes, que terão uma maior<br />
probabilidade de um diagnóstico precoce, sendo<br />
direcionados para um tratamento mais assertivo.<br />
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- Tubos para PCR de 0,1 e 0,2 ml<br />
- Placas para PCR, incolores e brancas para uso<br />
nos termocicladores convencionais e em tempo<br />
real das marcas mais comuns no mercado como<br />
Thermo/ABI, Roche, Biorad/CFX96<br />
- Ponteiras com filtros de 10 a 1000 µl<br />
- Microtubos de 0,5, 1,5 e 2,0 ml<br />
- Tubos para centrifugação e armazenagem de 15 e<br />
50 ml, que suportam até 12.000 x g<br />
- Placas de ELISA e placas deepwell de 0,5, 1,5, 2,0<br />
e 2,2 ml.<br />
Os produtos NEST apresentam alto padrão de<br />
qualidade de acordo com as normas ISO 9001,<br />
11137 e 13485. Os moldes de injeção têm<br />
padrão alemão e a produção é realizada em<br />
salas limpas Classe 100.000 com altíssimo nível<br />
de controle de qualidade.<br />
A Perfecta oferece ainda uma ampla linha<br />
de produtos estéreis por e-beam (feixe<br />
de elétrons), método de esterilização<br />
comprovadamente mais eficiente e seguro,<br />
quando comparado com outros métodos como<br />
cobalto 60 e óxido de etileno.<br />
Compondo a linha de produtos estéreis para<br />
cultura de células a Perfecta oferece placas<br />
e frascos dos mais variados tamanhos todas<br />
com tratamento hidrofílico de superfícies para<br />
garantir melhor aderência das células.<br />
Para quem necessita de cultivo celular em<br />
larga escala, os produtos Biofactory estão<br />
disponíveis sob consulta. Esse sistema<br />
permite maximizar a área de cultivo celular<br />
permitindo expansão da capacidade produtiva<br />
com custo reduzido.<br />
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+55 11 2965-6722 - vendas@perfectalab.com.br<br />
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128 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
A BIOMEDICA TRAZ SOLUÇÕES INOVADORAS COM<br />
TESTES DE PCR EM TEMPO REAL<br />
INFORME DE MERCADO<br />
A técnica de Biologia Molecular é uma crescente<br />
cada vez mais utilizada para identificar uma<br />
grande diversidade de doenças infecciosas,<br />
genéticas e tropicais, revolucionando o mercado<br />
de diagnóstico. Com isso, a Biomedica, uma das<br />
empresas brasileiras pioneiras no segmento,<br />
traz soluções inovadoras e de alta tecnologia<br />
para promover cada vez mais a técnica da<br />
Biologia Molecular.<br />
Na prática obstétrica e ginecológica, muitas<br />
vezes é necessário determinar o genótipo do feto<br />
nas fases iniciais da gravidez. Até recentemente,<br />
o material para tais estudos eram obtidos de<br />
forma invasiva, com córion, placentobiópsia,<br />
amniocentese e cordocentese. O risco de aborto<br />
espontâneo, neste caso, é de 2-3%.<br />
A descoberta do DNA e do RNA fetal no<br />
sangue materno serviu de base para o<br />
desenvolvimento do diagnóstico pré-natal<br />
não invasivo, que, ao contrário dos métodos<br />
anteriores, não representa uma ameaça para<br />
o curso da gravidez porque o material de<br />
pesquisa é o sangue da mãe.<br />
A partir de 8-10 semanas de gravidez, os<br />
métodos não invasivos de diagnóstico genético<br />
molecular pré-natal permitem estudar o DNA<br />
fetal com uma precisão de 96-100%.<br />
Sua detecção no primeiro ou no início<br />
do segundo trimestre pode prevenir o<br />
nascimento de crianças doentes em famílias<br />
com problemas hereditários e também é<br />
possível interromper a gravidez por razões<br />
médicas se os pais forem portadores de genes<br />
para doenças ligadas ao sexo.<br />
Hoje a Biomedica conta com o único Kit PCR<br />
em Tempo Real para Sexagem Fetal completo<br />
disponível no mercado.<br />
Entre em contato conosco por nossas<br />
redes socias e saiba mais.<br />
Biomedica Equipamentos e Suprimentos LTDA<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
129
INFORME DE MERCADO<br />
TUBOS VACCUETE® EDTA K3 ÂMBAR: PROTEÇÃO<br />
DE MATERIAL BIOLÓGICO FOTOSSENSÍVEL.<br />
Bloqueio da passagem de luz para o interior do tubo durante a coleta, transporte, armazenamento e<br />
processamento de material.<br />
Muitas são as dificuldades quando falamos de<br />
cuidados pré-analíticos. Proteger a integridade<br />
e a estabilidade da amostra durante a fase préanalítica<br />
é o principal desafio para garantir a<br />
segurança dos resultados de seus pacientes.<br />
Nos últimos anos, com a crescente demanda<br />
de tecnologia envolvendo a proteção de<br />
material biológico, várias recomendações e<br />
padrões foram desenvolvidos para garantir<br />
a integridade da amostra durante a coleta,<br />
transporte e processamento.<br />
Alguns analitos, por serem compostos orgânicos<br />
biologicamente ativos, são suscetíveis a<br />
alterações físico-químicas quando expostos a<br />
determinados fatores como temperatura, pH,<br />
umidade e luz, por exemplo.<br />
Visando aumentar a segurança e previnir a<br />
degradação desses analitos da ação da luz,<br />
como é o caso de algumas vitaminas como a B1<br />
e B6, a Greiner Bio-One lança em seu portifólio<br />
o tubo de EDTA K3 coloração âmbar.<br />
O Tubo VACUETTE® EDTA K3 de colocaração<br />
âmbar se torna indispensável na rotina<br />
laboratorial, pois oferece proteção da amostra<br />
da incidência de luz de comprimentos de<br />
onda abaixo de 380 nm, garantindo que não<br />
haja a degradação do material, o que pode<br />
comprometer o resultado final do exame.<br />
Outra característica importante é que a<br />
coloração semitranslúcida do tubo permite a<br />
visibilidade da amostra durante a coleta, além<br />
de possuir a tecnologia dos tubos VACUETTE®<br />
com vácuo pré-definido para aspiração exata<br />
de volumes, serem estéreis e estão disponíveis<br />
com o aditivo EDTA K3.<br />
As concentrações do aditivo EDTA K3 dos tubos<br />
Âmbar VACUETTE® e suas tolerâncias permitidas,<br />
bem como a proporção de sangue-aditivo, estão<br />
de acordo com os requisitos e as recomendações<br />
do padrão internacional ISO 6710.<br />
Na rotina laboratorial os benefícios são muitos.<br />
Sua utilização resulta em otimização do<br />
processo, reduzindo o tempo de coleta, uma<br />
vez que o vácuo permite rapidez e precisão<br />
na quantidade coletada, além da visualização<br />
da quantidade da amostra e a proteção contra<br />
a luz já durante a fase de coleta, tornando<br />
obsoleta a fase de corte e uso de papel<br />
alumínio na proteção do tubo, o que permite<br />
a identificação segura da amostra diretamente<br />
no tubo primário, que é utilizado desde a coleta<br />
até o processamento. Já durante o transporte,<br />
impede a intercorrência de exposição da<br />
amostra à luz.<br />
A Greiner Bio-One investe em tecnologia e<br />
insumos de qualidade e é referência mundial<br />
em sistemas de coleta de sangue, oferecendo<br />
soluções para laboratórios de análises clínicas.<br />
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130 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
ACELERE RESULTADOS E OBTENHA ALTO RENDIMENTO EM<br />
SEUS PROCESSOS COM BIOLECTOR XT<br />
Biolector XT é um microbiorreator de alto<br />
desempenho que possibilita a avaliação em<br />
tempo real de biomassa, fluorescência, pH,<br />
OD e outros parâmetros-chave de cultivo para<br />
aeróbios e anaeróbios, fornecendo insights<br />
avançados sobre o desenvolvimento de análises.<br />
INFORME DE MERCADO<br />
É indicado para triagem de cepas anaeróbicas<br />
ou microaerófilas, como no microbioma ou na<br />
pesquisa de alimentos e bebidas. Além disso,<br />
pode ser explorado em desenvolvimento de<br />
vacinas, perfil de PG, triagem e otimização<br />
de mídia e dos parâmetros de cultivo,<br />
caracterização do crescimento, genômica<br />
funcional, testes de atividade enzimática e<br />
celular, controle de qualidade e outros.<br />
Com sua tecnologia avançada, o Biolector XT permite<br />
a realização de vários processos simultaneamente,<br />
auxiliando na aceleração dos resultados e<br />
otimizando tempo e recursos em laboratório.<br />
Baseado em um formato de placa de<br />
microtitulação (MTP) padrão ANSI/SLAS (SBS),<br />
o equipamento opera com sensores ópticos<br />
pré-calibrados on-line. Os MTPs descartáveis<br />
de 48 poços permitem a medição online dos<br />
parâmetros de cultivo, enquanto a tecnologia<br />
microfluídica patenteada suporta controle e<br />
alimentação simultâneos de pH.<br />
Garanta mais agilidade e rendimento em seus<br />
processos com Biolector XT!<br />
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TRANSFORMANDO CONHECIMENTO EM SOLUÇÕES<br />
Há mais de uma década, o IBMP investe no<br />
desenvolvimento tecnológico, inovação e<br />
produção industrial de soluções para a Saúde.<br />
Em 2019, seu primeiro produto registrado<br />
na Anvisa foi o kit Biomol ZDC, único no<br />
mercado que discrimina os quatro subtipos de<br />
dengue, além de identificar Zika, Chikungunya<br />
ou coinfecção. Hoje, seu portfólio oferece<br />
11 produtos para diagnóstico in vitro e<br />
imunoensaio, com ênfase em testes rápidos<br />
antigênicos e moleculares para detectar<br />
doenças negligenciadas, como malária e<br />
chagas. Para <strong>2023</strong>, espera-se registro de mais<br />
seis produtos.<br />
Para entregar produtos de qualidade<br />
reconhecida, o IBMP conta com área produtiva<br />
de 2200m², certificada em Boas Práticas de<br />
Fabricação (BPF) e investe massivamente<br />
em capacitação de seus colaboradores.<br />
Em 2021, inaugurou sua moderna área de<br />
P&D, com 1500m², totalmente voltada à<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
inovação, ampliando assim a sua expertise<br />
com o desenvolvimento de bioterapêuticos<br />
e prototipagem de dispositivos, com foco na<br />
nacionalização da produção de reagentes e<br />
objetivando a independência do mercado externo.<br />
Na pandemia, o IBMP mostrou sua capacidade<br />
de desenvolver e produzir soluções em tempo<br />
recorde e disponibilizou cinco testes para<br />
detecção do SARS-CoV-2, sendo dois de TR<br />
de antígeno, dois moleculares e um autoteste,<br />
reforçando que apresentar soluções relevantes,<br />
a qualidade dos produtos e o compromisso com<br />
a vida são valores inegociáveis.<br />
Conheça a história e as soluções do IBMP através<br />
do site ou converse com a equipe comercial.<br />
www.ibmp.org.br<br />
comercial@ibmp.org.br<br />
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131
INFORME DE MERCADO<br />
REAGENTE-ÚNICO PODE PARECER SIMPLES, MAS É RESULTADO DE<br />
UM ENORME AVANÇO EM PESQUISA E DESENVOLVIMENTO.<br />
A Ebram tem despendido anos pesquisando<br />
e desenvolvendo produtos com o intuito<br />
de fornecer kits bioquímicos em sua forma<br />
monoreagente, “reagente único”, por entender<br />
que os benefícios adquiridos são enormes.<br />
A obtenção de produtos “reagente único” em<br />
Bioquímica Clinica envolve um grande esforço<br />
na produção de estabilizadores eficazes a<br />
ponto de garantir sobrevida dos substratos,<br />
íons e de enzimas importantes, como para a<br />
quantificação das Transaminases Glutâmico<br />
Oxalacética e Pirúvica (TGP e TGO), Ureia BUN,<br />
Proteína Total, Ac Úrico, Creatinina, Magnésio<br />
Arsenazo e outros.<br />
Uma das principais vantagens da utilização<br />
de reagentes únicos é com relação ao<br />
consumo nos analisadores automatizados.<br />
Os analisadores normalmente consomem<br />
volumes adicionais de reagente em cada<br />
pipetagem (por questões de segurança numa<br />
eventual aspiração de bolhas ou instabilidades<br />
dos módulos de pipetagem). Esse volume de<br />
segurança é conhecido como “Volume de<br />
GAP”. Estes volumes adicionais, dependendo<br />
do instrumento pode chegar a 30% quando o<br />
volume da pipetagem for ≤ 40 μl, 20% para<br />
volumes próximos de 100μl, e diminui para<br />
7% para volumes > 100μl. No protocolo dos<br />
bireagentes o volume do R2 varia em torno<br />
de 25μl a 80μl, já nos “reagentes únicos” o<br />
volume varia de 200μl a 300μl, fica claro que<br />
a escolha de trabalhar com a maioria dos<br />
produto no formato “reagente único” têm<br />
impacto direto no custo da bioquímica para o<br />
laboratório clínico.<br />
Devido a presença destes estabilizadores,<br />
outra grande vantagem na utilização<br />
destes reagentes é a maior estabilidade de<br />
armazenamento, atingindo 18 a 24 meses de<br />
validade, impactando também nos custos dos<br />
pequenos, médios e grandes laboratórios.<br />
Analisadores de pequeno porte disponibilizam<br />
um pequeno número de posições no<br />
compartimento para reagentes, onde a<br />
utilização dos reagentes únicos propicia maior<br />
produtividade instrumental e baixo consumo<br />
de soluções de lavagens.<br />
Reagentes estáveis fornecem baixíssimos CV%<br />
intra e inter-ensaios contribuindo com a precisão<br />
e reprodutibilidade instrumental analítica.<br />
Tudo isso é fabricado pela EBRAM no Brasil,<br />
uma empresa nacional que continuamente<br />
para oferecer aos laboratórios produtos<br />
diferenciados, de qualidade e com baixo custo.<br />
Abaixo os produtos MONOREAGENTES da<br />
Linha Bioquímica Ebram.<br />
1. Creatinina – Jafé modificado, conservado<br />
de 2 a 8°C<br />
2. Acido Úrico – menor foto sensibilidade<br />
3. Magnésio Arsenazo – a melhor<br />
metodologia<br />
4. Cálcio Arsenazo III – primeiro cálcio<br />
arsenazo do Brasil<br />
5. Triglicérides – alta linearidade<br />
6. TGO/AST – único monoreagente do Brasil<br />
7. TGP/ALT – único monoreagente do Brasil<br />
8. Ureia – único monoreagente do Brasil<br />
9. Amilase – ótima estabilidade<br />
10. Fósforo<br />
11. Albumina<br />
12. Proteína Total.<br />
13. Glicose Oxidade<br />
14. Colesterol<br />
15. Cloro<br />
16. Proteinúria<br />
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Telefone: (11) 2291-2811<br />
Site: www.ebram.com<br />
132 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Lançamento <strong>2023</strong> |<br />
A Logos Biosystems possui excelência e tradição no<br />
desenvolvimento contadores de células automatizados.<br />
Seu amplo catálogo agora conta com o Luna-Fx7, uma<br />
opção robusta e versátil, compatível com diversos tipos<br />
celulares e processos laboratoriais.<br />
INFORME DE MERCADO<br />
LUNA-FX7 Automated Cell Counter<br />
Interface intuitiva e de fácil operação, equipamento compacto,<br />
não necessita de computador.<br />
Contagem automatizada de células totais e viabilidade (%)<br />
Módulo avançado para bioprocessos<br />
Armazenamento interno de até 1TB<br />
Transferência de dados por USB, Wi-Fi ou Ethernet<br />
Volume mínimo de<br />
amostra (10µL/câmara)<br />
Contagem em campo claro e fluorescência<br />
Diâmetro celular aceito de 1 a 90 µm<br />
Acurácia e precisão<br />
Desvios menores que 1%<br />
CountWire software<br />
Gerenciamento remoto de dados - Compatível com 21 CFR Part 11<br />
Equipamento disponíveis para demonstração<br />
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Validado para diversos tipos<br />
celulares e processos:<br />
Linhagens celulares<br />
Cultura primária<br />
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Leveduras<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
133
INFORME DE MERCADO<br />
BC-760 E BC-780 – ANALISADOR AUTOMÁTICO DE<br />
HEMATOLOGIA COM VHS<br />
Os equipamentos da série BC-700 integram um<br />
módulo automático de VHS com um analisador<br />
hematológico. Gerando resultados para ambos<br />
os testes em 1,5min. Além disso, economiza os<br />
custos de compra, manutenção, consumíveis e<br />
espaço de armazenamento para um analisador<br />
de VHS separado. Comparado com o método<br />
de Westergren tradicional, este método tem<br />
um melhor desempenho em rastreabilidade de<br />
qualidade, repetibilidade, velocidade, segurança e<br />
nível de automação.<br />
Especificações Técnicas<br />
Volume de Amostra:<br />
CD (sangue total): 25ul<br />
CD+VHS (sangue total): 160ul<br />
Prediluído: 20ul<br />
Capacidade de Armazenamento de Dados<br />
Até 150,000 resultados numéricos e gráficos<br />
Desempenho<br />
CD 80t/h CDR 45t/h CD+ESR 40t/h<br />
Modo de Análise<br />
Modo de Análise<br />
Contato: Ana Carolina Santos<br />
Gerente de Produto - IVD<br />
E-mail: acarolina.santos@mindray.com<br />
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134 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
AUMENTE SUA PRODUTIVIDADE E RENDIMENTO EM<br />
EXTRAÇÕES DE DNA, RNA E PROTEÍNAS COM AS MATRIZES<br />
DE LISE DA LINHA FASTPREP<br />
Através do movimento de oscilação com beads<br />
especializadas, os equipamentos da linha FastPrep<br />
da MP Biomedicals realizam a lise, moagem e<br />
homogeneização de diversos tipos de amostras,<br />
obtendo uma quebra completa e eliminando a<br />
necessidade de produtos químicos, enzimas e<br />
detergentes que poderiam alterar a amostra, além<br />
de minimizarem o risco de contaminação cruzada.<br />
Com as matrizes de lise a ruptura acontece de forma<br />
rápida e fácil, com esferas otimizadas para diversos<br />
tipos de amostras como tecidos humanos, animais<br />
e vegetais; microorganismos como bactérias,<br />
leveduras e fungos; amostras de solo; fezes; etc.<br />
Para se adaptarem aos diversos tipos de amostras,<br />
a MP Biomedicals possui matrizes com esferas de<br />
diferentes composições, tamanhos, formas, dureza<br />
e densidade, garantindo a quebra até mesmo de<br />
amostras mais rígidas como ossos e dentes.<br />
As esferas presentes nas Matrizes podem ser de<br />
cerâmica, sílica, vidro, óxido de alumínio, óxido de<br />
zircónio e de aço inoxidável, e estão disponíveis em<br />
tubos resistentes ao impacto para os volumes de 2<br />
mL, 4.5 mL, 15 mL e 50 mL.<br />
Com a linha FastPrep e as matrizes de lise, a<br />
preparação de amostras passa a ser feita de<br />
maneira confiável e reprodutível, aumentando<br />
a sua produtividade, rendimento e desempenho<br />
em extrações de DNA, RNA e proteínas. As<br />
matrizes são compatíveis com qualquer<br />
homogeneizador bead-beat de alta velocidade,<br />
e são utilizadas em todo o mundo com mais de<br />
20.000 publicações científicas.<br />
TESTES QUE VOCÊ PRECISA.<br />
RESULTADOS QUE VOCÊ PODE CONFIAR<br />
Imagens meramente ilustrativas<br />
INFORME DE MERCADO<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
135
INFORME DE MERCADO<br />
DB DIAGNÓSTICOS TRAZ NOVAS PERPESCTIVAS PARA O<br />
CENÁRIO DE APOIO LABORATORIAL<br />
Completados 11 anos de mercado, o DB fecha<br />
2022 mais uma vez com resultados positivos.<br />
Só esse ano, o grupo conquistou a marca<br />
histórica de 15 milhões de exames mensais,<br />
registrados em outubro, e o recorde diário de<br />
752 mil exames. Com um crescimento de 28%<br />
em relação ao ano de 2021.<br />
“O cenário da Saúde foi promissor em 2022.<br />
Acreditamos que tivemos uma procura grande<br />
de exames represados, movidos pelo fim da<br />
pandemia. Fechamos o ano realizando mais de<br />
158 milhões de exames”, diz o diretor-comercial<br />
Tobias Martins.<br />
O setor da Saúde evoluiu como um todo durante<br />
o ano. Algumas áreas ganharam destaque, o<br />
que fomentou ainda mais o setor laboratorial. “A<br />
Medicina Diagnóstica sempre nos traz novidades.<br />
A todo momento, somos impactados por novos<br />
exames e novas tecnologias. Em 2022, vimos uma<br />
evolução enorme na área de Genômica, por exemplo,<br />
com novos equipamentos de elevada capacidade<br />
analítica. Os exames de alta complexidade são<br />
capazes de trazer resposta precisas. Nesse sentido,<br />
investimos cada dia mais na Medicina de Precisão, na<br />
Medicina Preventiva e na Medicina Personalizada”,<br />
complementa Martins.<br />
Apesar das inovações da área, é importante<br />
lembrar que o acesso à saúde de qualidade ainda<br />
não chega a todos. “O Brasil é vasto. Temos regiões<br />
ricas e capacitadas, que conseguem usufruir das<br />
novidades do mercado, mas temos que lembrar<br />
que parte da população não tem acesso ao básico.<br />
Quando iniciamos o DB, queríamos que todos<br />
tivessem alcance a tudo que a Medicina Diagnóstica<br />
é capaz de fornecer, até porque não existem doenças,<br />
tratamentos e medicamentos sem antes haver um<br />
diagnóstico correto. Hoje, estamos em todo o país.<br />
Nossos parceiros usufruem, de onde estiverem, de<br />
toda a estrutura que o DB fornece. Mas, queremos<br />
mais. Queremos estar cada vez mais próximo dos<br />
laboratórios parceiros”, conclui.<br />
Para isso, o DB investe em sedes descentralizadas.<br />
Só no ano passado, foram duas novas sedes de<br />
Análises Clínicas inauguradas. Uma na cidade de<br />
Contagem-MG, que irá atender ao estado mineiro e<br />
terá capacidade para mais de 6 milhões de exames<br />
mensais. E a segunda destinará seu atendimento<br />
à Região Centro-Oeste do país, localizada em<br />
Aparecida de Goiânia-GO. Essa unidade tem<br />
capacidade para 5 milhões de exames/mês. Com<br />
isso, a empresa amplia o atendimento nas regiões,<br />
além de diminuir o prazo de análise para levar<br />
resultados mais rápidos aos pacientes, já que há<br />
um ganho significativo de tempo logístico.<br />
Em 2022, a empresa também inaugurou uma sede<br />
exclusiva para exames toxicológicos, em Sorocaba-<br />
SP, destinados ao público que realiza Exame<br />
Toxicológico do cabelo, obrigatório por lei para<br />
quem tem carteira de motorista nas categorias<br />
C, D e E e exames de Toxicologia Ocupacional,<br />
destinado a colaboradores de diferentes ramos<br />
industriais. O DB Toxicológico tem capacidade para<br />
1 milhão de exames mensais.<br />
Para <strong>2023</strong>, o grupo projeta mais investimento em<br />
expansão. São novas unidades produtivas, sendo elas<br />
de análises clínicas e unidades especializadas. Local<br />
já confirmado que receberá uma das novas sedes de<br />
análises clínicas é o Rio de <strong>Janeiro</strong>. A nova unidade irá<br />
atender ao estado do Rio de <strong>Janeiro</strong> e ao Espírito Santo.<br />
A previsão para o próximo ano é de um crescimento de<br />
quase 30% nos negócios, buscando uma meta de 200<br />
milhões de exames no ano.<br />
O DB Diagnósticos é um complexo laboratorial que<br />
integra tecnologia e Medicina Diagnóstica em um<br />
negócio só. Inaugurado em 2011, é hoje o maior<br />
laboratório de apoio do Brasil com mais de 8.000<br />
laboratórios parceiros com atendimento de norte<br />
a sul do Brasil.<br />
Focado no mercado B2B, o DB Diagnósticos oferece<br />
soluções para seus clientes por meio do serviço<br />
de apoio laboratorial, com logística própria,<br />
assessoria científica para atendimento técnico,<br />
alta tecnologia embutida em seus testes, além<br />
de oferecer soluções completas aos clientes nas<br />
áreas de marketing, Comercial, Qualidade e Gestão<br />
Administrativa e Financeira.<br />
Em <strong>2023</strong>, o grupo dá continuidade em projetos<br />
robustos iniciados em 2022 e destina grande<br />
parte dos investimentos para a área de tecnologia,<br />
agregando valor tanto para o cliente, quanto<br />
internamente para a empresa. Sendo assim, um<br />
hub de serviços que leva inovação na área da<br />
Saúde aos parceiros e torna a jornada do paciente<br />
cada dia mais eficiente.<br />
www.dbdiagnósticos.com.br<br />
136 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
QUICKSTAR – AMPLIAÇÃO DE UMA DAS LINHAS POCT MAIS<br />
INOVADORAS DO MERCADO BRASILEIRO<br />
A In Vitro Diagnóstica segue inovando no mercado<br />
brasileiro de diagnóstico in vitro, através da ampliação<br />
da sua linha de equipamentos point of care –<br />
QuickSTAR. A linha de equipamentos conta com o<br />
QuickSTAR PLUS e o QuickSTAR PRO, equipamentos<br />
cada vez mais adaptáveis as necessidades do<br />
mercado brasileiro e com configurações diferenciadas<br />
que otimizam a rotina laboratorial.<br />
INFORME DE MERCADO<br />
Os analisadores QuickSTAR são equipamentos de<br />
imunofluorescência, para leitura quantitativa e<br />
qualitativa, que alinham alta tecnologia, qualidade e<br />
praticidade em todas as suas funcionalidades. O seu<br />
portfólio de produtos – linha QuickTEST é exclusivo e<br />
apresenta características diferenciadas e seguras.<br />
A alta sensibilidade desta linha é devido ao seu método<br />
inovador que conta com a tecnologia Time-Resolved<br />
Fluorescence Immunoassay (TR-FIA) e o marcador<br />
európio – EU3+, que impede a interferência de<br />
autofluorescência de células vermelhas, fornecendo<br />
resultados mais específicos e tão sensíveis quanto<br />
aos testes de quimioluminescência.<br />
Os equipamentos QuickSTAR, QuickSTAR PLUS e<br />
QuiskSTAR PRO possibilitam um rápido e confiável<br />
diagnóstico em qualquer lugar. Pensando ainda na<br />
agilidade, possui uma funcionalidade que permite a<br />
leitura simultânea de testes multiparâmetros. Todas<br />
as suas características foram desenhadas utilizando<br />
alta tecnologia e o seu software em português<br />
permite um fácil entendimento e manuseio.<br />
Os equipamentos QuickSTAR, com bateria integrada, e o<br />
QuickSTAR PLUS são equipamentos de 1 canal de leitura,<br />
enquanto o QuickSTAR PRO oferece 12 canais de leitura.<br />
Para facilitar a rotina laboratorial e mantendo as<br />
características que diferem testes comuns de um<br />
verdadeiro “point of care testing”, a linha de produtos<br />
QuickTEST, dedicada para uso no equipamento<br />
QuickSTAR, apresenta vantagens que facilitam a<br />
coleta de amostra e a execução do teste. Dentre<br />
essas vantagens destacamos que não é necessária<br />
a pré-diluição de amostras, e é possível a utilização<br />
de sangue total e a padronização dos protocolos para<br />
execução e leitura dos testes.<br />
O QuickSTAR foi desenvolvido com diferenciais<br />
exclusivos que garantem o seu destaque como um<br />
produto moderno, competitivo e de alta qualidade.<br />
Com um portfólio completo, a linha QuickTEST<br />
engloba diversos parâmetros: marcadores cardíacos,<br />
marcadores inflamatórios, marcadores tumorais,<br />
doenças respiratórias, doenças infecciosas, função<br />
renal, função digestiva, tireoide, diabetes, alergia,<br />
vitamina, derrame cerebral e detecção de drogas.<br />
A linha destaca-se com testes:<br />
COVID-19 Ag e nAb – Kits para detecção da presença<br />
do antígeno SARS-CoV-2 e para a quantificação de<br />
anticorpos neutralizantes anti-SARS-CoV-2.<br />
D-Dímero – Kit para quantificação de D-Dímero,<br />
ajuda a diagnosticar o tromboembolismo venoso,<br />
que corresponde a Trombose Venosa Profunda e<br />
Embolia Pulmonar. Fundamental para diagnóstico<br />
e acompanhamento do quadro trombótico de<br />
pacientes com COVID-19.<br />
Marcadores Cardíacos – Kits para a determinação<br />
quantitativa de CK-MB, Mioglobina, Troponina,<br />
Painel Cardíaco, NT-proBNP, hsPCR, possibilitando o<br />
auxílio diagnóstico para infarto agudo do miocárdio<br />
e insuficiência cardíaca, como biomarcadores de<br />
inflamação, lesão e estresse dos miócitos.<br />
PCT: Kit para a determinação quantitativa de<br />
Procalcitonina, importante biomarcador para<br />
infecção bacteriana – diagnóstico, monitoramento e<br />
controle de tratamento da septicemia.<br />
PCR/HS-PCR – Kit para a quantificação de Proteína<br />
C Reativa e Proteína C Reativa ultrassensível.<br />
Proteína plasmática de fase aguda, indicadora<br />
de processos inflamatórios, e biomarcador de<br />
processo aterosclerótico.<br />
HCG – Kit para a determinação quantitativa de<br />
β-Gonadotrofina Coriônica Humana (βHCG) que auxilia<br />
no diagnóstico e determinação do período gestacional.<br />
HbA1c – Kit para a determinação quantitativa de<br />
hemoglobina glicada, fundamental no monitoramento<br />
glicêmico de pacientes com diabetes mellitus.<br />
Marcador Tumoral - Kit para a determinação<br />
quantitativa de PSA, marcador fundamental no<br />
auxílio diagnóstico de pacientes com problemas na<br />
próstata, monitoramento do câncer de próstata, e<br />
determinação da eficácia cirúrgica e terapêutica.<br />
Função tireoide - Kit para a determinação quantitativa<br />
de T3 Total, T4 Total e TSH, importantes marcadores<br />
para avaliar as funções tireoidianas.<br />
Vitamina D – Kit para a determinação quantitativa<br />
de vitamina D que auxilia no diagnóstico de doenças<br />
relacionadas a deficiência de vitamina D.<br />
S100-β: Kit para a determinação quantitativa S100-β<br />
que é uma proteína marcadora para certos tumores<br />
e diferenciação epidérmica. Os níveis aumentados<br />
indicam uma ruptura da barreira hematoencefálica,<br />
podendo preceder o aparecimento de lesões neuronais.<br />
IL-6: Kit para a determinação de interleucina 6<br />
regula as respostas imunes, reações de fase aguda<br />
e hematopoiese, e pode desempenhar um papel<br />
central nos mecanismos de defesa.<br />
Para saber mais entre em contato com a<br />
In Vitro Diagnóstica através do e-mail invitro@invitro.com.br<br />
ou telefone (31) 99973-2098.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
137
INFORME DE MERCADO<br />
DIAGNÓSTICO DO HPV<br />
PAPANICOLAU X EXAMES MOLECULARES<br />
De acordo com dados do Instituto Nacional de<br />
Câncer (Inca), o câncer do colo do útero é o terceiro<br />
tipo mais comum entre as mulheres (exceto os<br />
casos de pele não melanoma). Para o ano de<br />
<strong>2023</strong> foram estimados 17.010 casos novos, o que<br />
representa um um risco considerado de 13,25<br />
casos a cada 100 mil mulheres. No Brasil, em<br />
2020, ocorreram 6.627 óbitos por esta neoplasia,<br />
representando uma taxa ajustada de mortalidade<br />
de 4,60/100 mil mulheres, especialmente na faixa<br />
etária de 40 a 49 anos.<br />
Um quadro tão complexo, evidencia a importância<br />
da adoção cuidadosa dos procedimentos<br />
laboratoriais de análise e prevenção. No Brasil,<br />
os dois métodos de análise mais utilizados são:<br />
a citológica, conhecida como Papanicolau; e o<br />
rastreio molecular, ou seja, a captura híbrida,<br />
que identifica a qual grupo pertence o vírus, alto<br />
ou baixo risco cancerígeno. O teste PCR, menos<br />
utilizado, detecta exatamente qual é o genótipo<br />
presente na paciente. Dentre as opções o mais<br />
usado para o diagnóstico ainda é o Papanicolau,<br />
mas o avanço nas pesquisas vem dando cada vez<br />
mais espaço aos exames moleculares.<br />
Diagnóstico do HPV por PCR x Papanicolau<br />
Realizada periodicamente, a análise citológica<br />
do trato vaginal permite acompanhar alterações<br />
importantes nas células e detectar o surgimento<br />
de lesões imperceptíveis, ainda em fase inicial.<br />
Quando diagnosticados e tratados precocemente,<br />
é possível evitar problemas futuros com um tumor<br />
invasivo.<br />
Entretanto, esse quadro vem mudando com o<br />
avanço da pesquisa molecular de HPV. O PCR está<br />
sendo incluído em protocolos de rastreio desde<br />
2012. Inclusive, tornaram-se essenciais e possuem<br />
alta demanda como parte da rotina, sendo usados,<br />
inclusive junto ao Papanicolau.<br />
Já existem muitas pesquisas publicadas mostrando<br />
a maior eficiência da aplicação do PCR na detecção<br />
do HPV, considerado um excelente exame<br />
preventivo de câncer de colo de útero, comparado<br />
ao exame de Papanicolau, que identifica células<br />
já doentes. A detecção do câncer nas mulheres<br />
que fizeram o teste de DNA-HPV, por exemplo,<br />
foi antecipada em dez anos, ainda em estágios<br />
iniciais. Tanto a captura híbrida quanto a PCR<br />
conseguem detectar a presença do vírus do HPV<br />
antes que haja lesões.<br />
Essa vantagem em relação ao Papanicolau se<br />
deve à tecnologia dos testes moleculares, capaz<br />
de identificar exatamente qual o patógeno<br />
responsável pela infecção das pacientes. E os<br />
resultados positivos e podem se aproximar mais<br />
da população.<br />
No Brasil, a análise de secreções e do tecido<br />
vaginal em nível molecular, já é uma realidade no<br />
rastreamento para diminuir os agravos causados<br />
pelo HPV. A Prefeitura do Recife implementou<br />
um programa com teste feito por meio do Kit<br />
Nacional de Biologia Molecular, que é realizado de<br />
modo semelhante a alguns testes de covid-19. A<br />
secreção é coletada da vagina, sem a necessidade<br />
de o instrumento tocar o colo do útero das<br />
pacientes.<br />
Iniciativas como esta revelam que os testes<br />
moleculares são ideais para serem feitos em larga<br />
escala, pois são mais automatizados, diminuindo<br />
as chances de erro e melhorando rapidez do<br />
diagnóstico e a confiabilidade do exame, além de<br />
serem especialmente fundamentais para a faixa<br />
etária recomendada, devido à sensibilidade de<br />
diagnóstico. A realização da captura híbrida em<br />
mulheres acima dos 25 anos pode trazer inúmeros<br />
benefícios para as pacientes.<br />
Reconhecimento internacional<br />
Outro ponto de convergência importante no<br />
uso do exame molecular em detrimento do<br />
Papanicolau está no fato de que mulheres são<br />
maioria numérica no país, e são justamente elas<br />
que se preocupam mais com a saúde, tanto para<br />
medidas de prevenção quanto em exames de<br />
rotina. Esse ponto de demanda pode ser somado<br />
ao fato de que os testes moleculares possuem<br />
o reconhecimento internacional de qualidade,<br />
eficácia e confiabilidade.<br />
Enquanto isso, o Papanicolau possui limitações,<br />
deixando de detectar aproximadamente 50% dos<br />
casos de câncer em estágio inicial. Isso não ocorre<br />
com o teste molecular, cuja eficácia apresenta um<br />
custo-efetividade que deve ser considerado.<br />
Estudos demonstraram que mais de 80% das<br />
mulheres já apresentavam o HPV, após cinco<br />
anos de início da vida sexual. É uma infecção<br />
transitória em 90% dos casos, porém, naquelas<br />
que persistem, é grande a chance de desenvolver o<br />
câncer de colo do útero.<br />
138 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
Rotina laboratorial para exames<br />
moleculares<br />
Dentro dos laboratórios, os painéis moleculares<br />
são aliados de processos mais ágeis já que são<br />
executados em uma única reação, de forma<br />
automatizada. Financeiramente, representam uma<br />
significativa redução de custos em relação aos<br />
testes individuais.<br />
O Laboratório Base Científica possui amplo<br />
portfólio de exames voltados à saúde da mulher.<br />
• Captura Híbrida para HPV de alto e baixo risco<br />
• Captura Híbrida para HPV de alto risco<br />
• qPCR para HPV de alto e baixo risco<br />
• qPCR para HPV de alto risco<br />
biologia molecular e entrega de resultados rápidos<br />
e precisos, conferindo vantagens na dinâmica entre<br />
o Apoiado e seus clientes.<br />
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oportunidades no mercado de saúde da<br />
mulher para o seu laboratório:<br />
INFORME DE MERCADO<br />
Há algumas estratégias moleculares de rastreio para<br />
o HPV, mas basicamente, a captura híbrida e a PCR<br />
são as que se destacam. A captura híbrida segrega<br />
de acordo com os grupos A e B, sendo A alto risco e B<br />
baixo risco, quando há presença do vírus, contudo, a<br />
PCR além de segregar os tipos realiza a subtipagem<br />
com identificação principalmente dos subtipos 16<br />
e 18 que são responsáveis por 70% dos casos de<br />
câncer de colo de útero.<br />
• Painéis de IST<br />
• Painéis oncológicos<br />
• Painel de trombofilias<br />
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A Bunzl Saúde acompanha a mudança de<br />
comportamento no mercado digital, e entende<br />
a importância de manter o relacionamento em<br />
todos os canais, deste modo, o Portal Bunzl Saúde,<br />
visa oferecer uma melhor experiência de compra<br />
aos seus clientes, onde quer que eles estejam.<br />
O Portal Bunzl Saúde atende empresas, profissionais<br />
e estudantes da área e até mesmo pessoas físicas,<br />
disponibilizando um amplo portfólio com marcas<br />
consolidadas que se destacam pela credibilidade<br />
na atuação das linhas diagnóstica e hospitalar,<br />
apresentando ao mercado produtos certificados por<br />
padrões nacionais e internacionais de qualidade.<br />
A proposta é oferecer aos clientes facilidade ao<br />
comprar, diferenciando as lojas por segmentos de<br />
negócios: Laboratório, Hospital, Dental, Veterinário,<br />
Home Care, Estética, Farmácia e Estudante,<br />
tornando possível o máximo de aproveitamento<br />
das potencialidades dos produtos, seja para o uso<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
139
INFORME DE MERCADO<br />
CONHEÇA A TECNOLOGIA DE BIOSSENSORES DO EC 90<br />
QUE NÃO NECESSITAM DE MANUTENÇÃO<br />
Os analisadores eletrolíticos são utilizados<br />
rotineiramente em diagnósticos médicos para<br />
examinar as condições fisiológicas dentro do<br />
corpo. Os hospitais e laboratórios clínicos, bem<br />
como os locais de tratamento, dependem desse<br />
tipo de analisadores para medir a concentração de<br />
diferentes íons no sangue, fornecendo informações<br />
importantes sobre o equilíbrio do eletrólito<br />
do corpo, podendo detectar desequilíbrios<br />
metabólicos, avaliar a função renal e cardíaca e<br />
contribuir para o diagnóstico precoce de doenças.<br />
No entanto, apesar da sua ampla utilização, os<br />
analisadores de eletrólitos que operam com a<br />
tecnologia tradicional de eletrodos estão sujeitos<br />
a uma multiplicidade de desafios que resultam<br />
na necessidade de substituição periódica desses<br />
eléctrodos, em particular. O que pode impor<br />
limitações significativas ao desempenho dos testes<br />
e ao rendimento do laboratório.<br />
O EC 90, da Erba Mannheim, é um analisador<br />
inovador, que combina uma nova tecnologia<br />
de biossensor livre de manutenções com uma<br />
interface de fácil entendimento, gerenciamento de<br />
dados avançado e excelente precisão.<br />
O analisador de eletrólitos da Erba é compacto e se<br />
adapta a qualquer laboratório clínico. Ele é capaz<br />
de medir as concentrações de íons livres de sódio<br />
(Na+), potássio (K+), cloreto (Cl–), e íons de<br />
cálcio ionizado (iCa2+).<br />
Os cartuchos “all-in-one (tudo em um)” servem<br />
para qualquer tamanho de laboratório, uma<br />
vez que os cartuchos que integram o pacote de<br />
reagentes com o biossensor estão disponíveis em<br />
três tamanhos diferentes de kit: pequeno, médio e<br />
grande. Ou seja, são capazes de realizar 500, 1.000<br />
e 3.000 medições de amostras respectivamente<br />
com uma vida útil de três meses a bordo.<br />
Além disso, o EC 90 é fácil de usar e seu<br />
software integrado ajuda a eliminar quaisquer<br />
erros cometidos por analisadores de eletrólitos<br />
tradicionais. Ainda é compacto, tem baixo<br />
consumo de reagentes, é acessível e se adapta a<br />
diversos perfis de laboratórios clínicos.<br />
Ficou interessado e quer saber mais sobre o EC 90?<br />
Acesse o site: https://conteudos.erbabrasil.com.<br />
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140 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
NOVIDADES DIAGAM<br />
NÃO DEPENDA DE REAGENTES IMPORTADOS!<br />
Diagam com muito orgulho acaba de<br />
concretizar uma grande parceria na<br />
distribuição de equipamentos para IVD, uma<br />
linha moderna avançada e extremamente<br />
tecnológica que irá trazer a seus clientes muita<br />
segurança, tranquilidade e com reagentes<br />
fabricados diretamente na Diagam trazendo<br />
ainda mais economia.<br />
INFORME DE MERCADO<br />
Essa semana recebemos a visita da CEO<br />
da empresa EDAN que conheceu nossas<br />
instalações e onde será fabricado os reagentes<br />
para os equipamentos de distribuição.<br />
A DIAGAM está fabricando reagentes<br />
para os Analisadores Hematológicos<br />
EDAN, modelos H60S, H60, H50 e H30 na<br />
sede da DIAGAM no Brasil.<br />
Sobre a DIAGAM<br />
Diagam é uma empresa nacional que atua no<br />
mercado desde 2012, localizada em uma área<br />
Fabril em um prédio com cerca de 1250 metros<br />
quadrados. Prédio de Fabricação e Estoque, onde<br />
é desenvolvido, produzido e comercializado uma<br />
linha completa de Reagentes para Hematologia<br />
para equipamentos automatizados.<br />
Oferecemos um atendimento exclusivo com<br />
um completo acompanhamento e todo suporte<br />
necessário, através de um relacionamento de<br />
confiança e conhecimento, apresentamos as<br />
melhores soluções para cada cliente.<br />
Nossa estrutura conta com um laboratório de<br />
apoio exclusivo, utilizamos técnicas analíticas<br />
de alta sensibilidade e especificidade para<br />
suporte ao nosso cliente, assim como as<br />
validações de todos os produtos promovendo<br />
sua eficácia e qualidade.<br />
DIAGAM possui certificado ISO 9001 e<br />
USO 13485.<br />
Em breve estará a disposição a linha<br />
veterinário de 3 e 5 partes.<br />
Fique atento as novidades em nosso<br />
site ou nas nossas redes sociais.<br />
www.diagam.com.br<br />
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Tel: 11 4679-3767<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
141
INFORME DE MERCADO<br />
TESTES RÁPIDOS GT GROUP – MAIS AGILIDADE E<br />
PRECISÃO NA ROTINA LABORATORIAL<br />
O uso de testes rápidos tem se tornado cada<br />
vez mais útil, principalmente por serem de fácil<br />
realização e capazes de fornecer resultados em, no<br />
máximo, 20 minutos. Além de serem adequados<br />
para triagem médica preliminar ou de emergência.<br />
São considerados testes rápidos os dispositivos<br />
destinados à detecção qualitativa ou semiquantitativa,<br />
envolvendo procedimentos não<br />
automatizados que são capazes de obter resultado<br />
rápido.<br />
Recentemente, a GT Group adicionou ao seu<br />
portfólio os testes rápidos imunocromatográficos,<br />
que auxiliam e facilitam a rotina laboratorial,<br />
com excelente sensibilidade e especificidade. São<br />
destinados a detecção de: Dengue, Zika, Rotavírus,<br />
HIV 1 e 2, anti-HCV, HBsAg, Sífilis, Toxoplasmose,<br />
Rubéola, Citomegalovírus, HCG, PSA, Sangue<br />
Oculto, Troponina I, Troponina T, dentre outros.<br />
Todos os testes rápidos registrados pela GT Group<br />
seguem requisitos criteriosos, a fim de garantir e<br />
manter um padrão de qualidade e precisão.<br />
Quer saber mais sobre os testes rápidos?<br />
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o mercado nacional.<br />
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142 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
MEDIX BRASIL CHEGA AO SETOR LABORATORIAL COM O<br />
LANÇAMENTO DE TUBOS E MINITUBOS PARA COLETA DE SANGUE<br />
Há mais de uma década, Medix Brasil é referência<br />
em proteção, empenhada em um futuro mais<br />
seguro, não mede esforços para entregar inovação<br />
e tecnologia em seus produtos e em suas<br />
atividades operacionais.<br />
INFORME DE MERCADO<br />
Com o intuito de proporcionar uma rotina préanalítica<br />
e analítica mais segura, MedixLab<br />
chega ao mercado laboratorial com os Tubos e<br />
Minitubos para Coleta de Sangue, oferecendo uma<br />
experiência de última geração, segurança e nível<br />
superior em qualidade.<br />
Codificados por cores, de acordo com o aditivo<br />
e a norma internacional (ISO 6710), podem ser<br />
utilizados em uma variedade de testes analíticos<br />
como hematologia, bioquímica, sorologia,<br />
hormônios, imunologia, coagulação, banco de<br />
sangue e outras rotinas.<br />
Fabricados em plástico, resistentes a estilhaços<br />
e estéreis, oferecem segurança aos profissionais<br />
e pacientes. As tampas dos tubos de coleta de<br />
sangue possuem tecnologia "Hemogard", com<br />
um fecho de segurança sem látex, permitindo fácil<br />
remoção e a possibilidade de tampar novamente.<br />
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respingos após a remoção da mesma, protege o<br />
profissional de saúde da exposição ao sangue.<br />
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MedixLab possuem previsão de chegada para<br />
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<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
143
INFORME DE MERCADO<br />
LINHA NEOVACCUMI<br />
Nos últimos anos, a Neolab tem se dedicado<br />
fortemente em aprimorar toda sua linha de<br />
coleta, especialmente os tubos de coleta a<br />
vácuo da marca NeovaccumI. Durante esse<br />
período, a Neolab realizou diversas melhorias<br />
na marca, com características até inovadoras.<br />
Começando pelo tubo com Citrato de sódio,<br />
que é tema de muita discussão entre clientes<br />
e fornecedores, devido à baixa estabilidade<br />
por diversos fatores. Hoje, o tubo com citrato<br />
de sódio 3,2% NeovaccumI é acondicionado<br />
em embalagem laminada de alumínio,<br />
que preserva a integridade do reagente,<br />
evitando deterioração pela luz direta. Outras<br />
melhorias realizadas pela NeovaccumI em<br />
conjunto com o fabricante, e que poucos<br />
sabem, é acerca da manutenção do volume<br />
de aspiração da amostra (manutenção do<br />
vácuo interno), algo que já causou muito<br />
desgaste no passado e que ainda ocorre,<br />
principalmente nos últimos 6 meses da<br />
validade do tubo. Para manter a estabilidade<br />
do vácuo interno, a NeovaccumI modificou<br />
duas composições em todos os tubos: 1 – a<br />
borracha que veda o tubo. A Neolab trocou a<br />
borracha para um modelo mais seguro, que<br />
além de fixar melhor na parede interna do<br />
tubo, o que evita sair facilmente, também<br />
auxilia, e muito, na vedação de ar entre o<br />
ambiente interno e externo do tubo. 2- E,<br />
mais interessante, o fabricante encontrou<br />
recentemente, que a composição do polímero<br />
do plástico P.E.T, que compõe a parede do<br />
tubo, tem influência direta na vedação do<br />
tubo. Por esse motivo, a NeovaccumI teve<br />
a composição do polímero de plástico do<br />
tubo modificada. A fabricante dos tubos<br />
NeovaccumI, também alterou o molde<br />
da capa plástica protetora (composta de<br />
plástico polipropileno). Essa capa plástica é<br />
uma trava de segurança da borracha interna,<br />
que auxilia na fixação da borracha vedadora<br />
e evita possíveis acidentes de abertura da<br />
tampa. Com o novo molde, esse dispositivo<br />
de segurança ficou bem mais confiável e de<br />
fácil manuseio.<br />
Por fim, essas alterações trouxeram maior<br />
estabilidade dos reagentes nos tubos,<br />
manutenção do vácuo interno e a total<br />
aceitação e aprovação da marca NeovaccumI<br />
no mercado nacional. A Neolab orgulha-se<br />
muito dos produtos comercializados para<br />
nossos clientes e está sempre em busca<br />
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144 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
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pontilhados, círculo concêntrico, círculo<br />
duplo, ângulo, comprimento, circunferência<br />
ou distância entre dois pontos, diretamente<br />
em sua câmera.<br />
Já para Windows, contamos com um<br />
software de alta eficiência para capturas de<br />
imagem e gravação de vídeos.<br />
Televendas Biolab Brasil<br />
SAIBA MAIS<br />
SP (11) 3522-8122<br />
suporte@biolabbrasil.com.br<br />
Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas<br />
as novidades.<br />
https://www.youtube.com/BiolabBrasil<br />
https://www.instagram.com/biolabbrasil/<br />
PRO-IN em Tempo Real gratuito<br />
INFORME DE MERCADO<br />
PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DE QUALIDADE (PNCQ)<br />
O Programa Nacional de Controle de Qualidade<br />
(PNCQ), patrocinado pela Sociedade Brasileira de<br />
Análises Clínicas (SBAC), atua na América Latina,<br />
Europa e África com mais de 6.100 Laboratórios<br />
de Análises Clínicas e Serviços de Hemoterapia<br />
associados.<br />
O PNCQ é provedor de ensaios de proficiência,<br />
produtor de amostras-controle e material de<br />
referência para laboratórios clínicos, bancos de<br />
sangue, organizações de diagnóstico in vitro,<br />
alimentos, análise de água, medicamentos e<br />
cosméticos.<br />
Oferecemos mais de 400 tipos de amostras de<br />
controle de qualidade externo e interno (PRO-<br />
EX e PRO-IN) em mais de 100 especialidades<br />
diferentes, produzidas em diversos volumes e<br />
apresentações (liofilizadas, líquidas, sólidas,<br />
pastosas, em papel filtro especial e virtuais), sob<br />
rigorosos padrões internacionais de segurança e de<br />
qualidade certificada.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
O Programa Nacional de Controle de Qualidade oferece a ferramenta PRO-IN em Tempo Real<br />
gratuitamente a todos os laboratórios que adquirem as amostras para controle interno da<br />
qualidade – PRO-IN, sejam Laboratórios Participantes do PNCQ, ou não, através de um<br />
A<br />
cadastro<br />
participação<br />
simples.<br />
dos laboratórios em um programa<br />
de ensaio de proficiência, além de obrigatória<br />
pela legislação vigente, possibilita uma segurança<br />
maior<br />
disponibiliza,<br />
da qualidade<br />
entre<br />
de<br />
outros:<br />
seus laudos, evidenciando<br />
seu • grau Gráfico de desempenho Levey analítico. Jennings automático<br />
O PRO-IN em Tempo Real é uma ferramenta que auxilia os laboratórios na elaboração e na<br />
avaliação de seu controle interno. Com navegação acelerada e inserção de valores facilitada,<br />
• Regras de Westgard podem ser personalizadas pelo seu laboratório<br />
As amostras para controle interno auxiliam o<br />
laboratório a avaliar se o sistema analítico está<br />
operando dentro dos limites pré-definidos.<br />
• Média, Desvio Padrão (DP) e Coeficiente de Variação (CV%) automáticos<br />
• Possibilidade de comparar seu desempenho com o de outros usuários<br />
• Resultados e gráficos podem ser impressos ou arquivados por tempo indefinido, à<br />
disposição da fiscalização da Vigilância Sanitária ou Instituição Acreditadora<br />
O software PNCQ Gestor e as aulas do curso<br />
auxiliam seu laboratório a implantar um Sistema<br />
de Gestão da Qualidade para alavancar a<br />
Acreditação pelo SNA/DICQ.<br />
Facilite a implantação do Controle Interno de Qualidade no seu Laboratório. Fornecemos um<br />
amplo menu de amostras para controle com qualidade certificada!<br />
Baixe agora o Catálogo de Produtos 2022, escolha as amostras do PRO-IN necessárias para a<br />
sua rotina e utilize o PRO-IN em Tempo Real. É GRÁTIS<br />
Telefone: (21) 3172-7100 | 25696867<br />
pncq@pncq.org.br<br />
Telefone: (21) 3172-7100 | 25696867<br />
Rua Vicente Licíneo, 193 - Tijuca - Rio de <strong>Janeiro</strong>/RJ - CEP: 20270-340<br />
pncq@pncq.org.br<br />
Rua Vicente Licíneo, 193<br />
Tijuca - Rio de <strong>Janeiro</strong>/RJ<br />
CEP: 20270-340<br />
Pioneiro na produção de Material de Referência<br />
Certificado (MRC) em matriz de soro humano<br />
liofilizado no segmento de análises clínicas,<br />
disponibilizamos os seguintes parâmetros de<br />
bioquímica: cálcio, creatinina, ácido úrico, glicose,<br />
sódio, potássio e magnésio, caracterizados por<br />
espectrometria de massa por plasma acoplado<br />
indutivamente (ICP-MS) e cromatografia líquida<br />
acoplada ao espectrômetro de massas (LC-MS/MS).<br />
Para saber mais, acesse o Catálogo de Produtos e o<br />
Manual do Laboratório Participante em nosso site.<br />
Siga o PNCQ nas redes sociais e fique por dentro<br />
das novidades do setor laboratorial!<br />
Facebook: @PNCQoficial<br />
Instagram: @pncqoficial<br />
Linkedin: /pncq-oficial<br />
145
INFORME DE MERCADO<br />
MORFOLOGIA CELULAR DIGITAL CELLAVISION:<br />
UM CONCEITO FLEXÍVEL PARA LABORATÓRIOS DE<br />
HEMATOLOGIA DE TODOS OS TAMANHOS<br />
Quinze anos atrás, a CellaVision<br />
introduziu a automação e a imagem digital<br />
na contagem diferencial de leucócitos,<br />
criando assim o que hoje é conhecido como<br />
Morfologia Celular Digital. Hoje, oferecemos<br />
uma família de produtos que formam um<br />
conceito de automação exclusivo e flexível<br />
que ajuda os gestores de laboratório a<br />
enfrentar os principais desafios associados à<br />
análise morfológica de células.<br />
A CellaVision conta com três modelos de<br />
equipamentos, de acordo com o volume de<br />
amostras da rotina. O DM9600 é ideal para<br />
laboratórios de alto volume de exames,<br />
sendo capaz de processar trinta lâminas<br />
por hora. Já o modelo DM1200 é ideal para<br />
rotinas de médio tamanho, processando 20<br />
lâminas por hora. O modelo DC-1 é ideal<br />
para laboratórios de baixo ou médio volume<br />
de amostras. Ele processa uma lâmina por<br />
vez, sendo capaz de analisar em média 10<br />
lâminas por hora.<br />
Com a lâmina já pronta, confeccionada<br />
e corada, o microscópio automatizado<br />
embutido no sistema busca pela<br />
monocamada, que é a região ideal para<br />
se realizar a contagem diferencial de<br />
leucócitos. Em seguida, o sistema localiza<br />
e fotografa centenas de leucócitos e<br />
eritrócitos. As características morfológicas<br />
de cada elemento figurado são extraídas e<br />
processadas em uma rede neural artificial,<br />
isto é, o sistema utiliza inteligência artificial<br />
para pré classificar todos os leucócitos e pré<br />
caracterizar os glóbulos vermelhos.<br />
Na última etapa, o sistema apresenta de<br />
forma ordenada todas as células já préclassificadas<br />
na tela do computador, em<br />
imagens de altíssima resolução, onde o<br />
analista somente terá de revisar o resultado<br />
e reclassificar, se necessário, as células que<br />
ele não está de acordo.<br />
Todo este processo economiza um precioso<br />
tempo dentro do laboratório, incrementando<br />
a produtividade de forma significativa,<br />
reduzindo resultados falso-negativos e<br />
melhorando a consistência da análise.<br />
Ainda, é possível acessar remotamente sua<br />
base de dados e revisar lâminas à distância,<br />
recurso importantíssimo nos dias de hoje,<br />
sobretudo para redes de laboratórios com<br />
mais de um centro técnico operacional, o<br />
que aumenta ainda mais a produtividade<br />
laboratorial e o uso racional de recursos<br />
humanos. Bem vindos à Telepatologia!<br />
Saiba mais em www.cellavision.com<br />
Contato: Wagner Miyaura - Market<br />
Support Manager, South America<br />
wagner.miyaura@cellavision.com<br />
146 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
VIDA HPLC PADRÃO-OURO EM DIAGNÓSTICO<br />
PARA O DIABETES, É SUCESSO EM VENDAS!<br />
INFORME DE MERCADO<br />
O nosso lançamento para diagnóstico da<br />
diabetes, foi muito bem recebido pelos<br />
profissionais do mercado.<br />
O Vida HPLC é um equipamento analisador de<br />
HbA1c. O HPLC é o padrão-ouro em diagnóstico<br />
de diabetes trazendo consigo diferenciais que<br />
garantem a metodologia mais confiável e segura<br />
para cada resultado.<br />
Entre eles:<br />
• Resolução cromatográfica de qualidade superior<br />
para eliminar interferências;<br />
• Resultados HbA1c em 130 segundos sem<br />
interferência de variantes de Hb;<br />
• Rack para 5 amostras, ideal para pequenos e<br />
médios laboratórios;<br />
• Scanner externo para identificação da amostra;<br />
• Sem necessidade de preparação de amostra;<br />
• Certificação NGSP e IFCC;<br />
• Metodologia por HPLC.<br />
Essas credenciais fazem do Vida HPLC o equipamento<br />
de elite, como afirmam os nossos parceiros e<br />
distribuidores de todo o Brasil. E o grande volume de<br />
vendas está atrelado a esse fator, em conjunto com o<br />
alto desempenho e precisão.<br />
E uma coisa é certa: vem muito mais pela frente,<br />
além do Vida H900 já lançado e indicado para<br />
rotinas em torno de 1500 testes/mês, agora em<br />
janeiro/23 estamos lançando também o Vida H8<br />
para rotinas maiores e o Vida H9 com autoloader<br />
e velocidade de 30 testes/hora.<br />
A evolução e a transformação estão apenas começando,<br />
ainda vem uma maior que esses no 2º semestre.<br />
Conheça o equipamento que vem revolucionando<br />
o diagnóstico de diabetes no Brasil.<br />
Contatos: (31)3466-3351<br />
www.vidabiotecnologia.com.br<br />
Instagram: @Vidabiotecnologiaa<br />
Linkedln: Vidabiotecnologia<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
147
INFORME DE MERCADO<br />
PROGRAMA EXPERTISE CARE<br />
DA NIHON KOHDEN DO BRASIL<br />
Criado em 2018, o programa Expertise Care<br />
da Nihon Kohden do Brasil (NKBR) tem como<br />
objetivo principal a total satisfação de seus<br />
clientes com os produtos fornecidos e serviços<br />
prestados, não somente pela NKBR, mas<br />
também por seus parceiros de negócios em<br />
todo o Brasil.<br />
O programa conta com certificação de<br />
conformidade, proficiência e educação<br />
continuada aos parceiros e clientes da NKBR,<br />
visando estabelecer uma relação de confiança e<br />
cuidado especializado, como o próprio nome do<br />
programa se refere (Expertise Care = Cuidado<br />
Especializado).<br />
Em 2020 a Nihon Kohden Corporation (NKC)<br />
lançou seu plano de visão de longo prazo para<br />
os próximos 10 anos com o intuito de conectar<br />
nossa tecnologia ao cliente final, visando sua<br />
melhoria contínua e tratamento adequado.<br />
Foi assim que o programa Expertise Care<br />
entrou em sua segunda fase, através de uma<br />
equipe altamente especializada contando com<br />
Médico Veterinário, Farmacêutico Bioquímico,<br />
Biomédica, Engenheiro Eletricista, Tecnologia<br />
da Informação e uma Logística especializada<br />
com intuito de fornecer uma solução<br />
qualificada na entrega, instalação, implantação<br />
e manutenção do setor de hematologia dos<br />
nossos clientes, e com o compromisso de<br />
levar educação continuada para conhecimento<br />
e atualizações técnico/científico através de<br />
webinars e cursos realizados por profissionais<br />
altamente especializados no segmento de<br />
hematologia clínica.<br />
O programa conta também com parceiros<br />
e apoiadores de relevância nacional e<br />
internacional que oferecem descontos especiais<br />
em Cursos, Pós-graduação e MBA na área da<br />
saúde e Gestão Empresarial.<br />
www.expertisecare.com.br<br />
NIHON KOHDEN<br />
Rua Diadema, 89 1° andar CJ. 11 a 17 - Bairro Mauá<br />
São Caetano do Sul - SP - CEP 09580-670, Brasil<br />
Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463<br />
E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br<br />
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as novidades!<br />
148 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
LANÇAMENTO DO MEK-1305 CELLTAC α+,<br />
ANALISADOR AUTOMATIZADO HEMATOLÓGICO E VHS<br />
A NIHON KOHDEN DO BRASIL lançou<br />
o MEK-1305 (Celltac α+), um analisador<br />
automatizado para hemograma e VHS. O MEK-<br />
1305 é o primeiro analisador hematológico do<br />
mundo que pode medir a contagem sanguínea<br />
completa (CBC), incluindo o diferencial de 3<br />
partes de glóbulos brancos e a velocidade de<br />
sedimentação eritrocitária simultaneamente.<br />
INFORME DE MERCADO<br />
A NIHON KOHDEN desenvolveu o MEK-1305<br />
baseado no conceito de fornecer resultados de testes<br />
mais rápidos e precisos, que são importantes para<br />
a compreensão da condição clínica dos pacientes.<br />
A VHS é a taxa de sedimentação dos glóbulos<br />
vermelhos e é medida internacionalmente,<br />
principalmente em países em desenvolvimento<br />
para triagem e acompanhamento de inflamações<br />
como reumatismo e doenças infecciosas como<br />
tuberculose. O método de medição convencional<br />
da VHS leva pelo menos 60 minutos, mas o MEK-<br />
1305 realiza medições simultâneas de VHS e CBC<br />
em um tempo aproximado de 2 minutos. Como<br />
os resultados do teste podem ser confirmados<br />
imediatamente após a coleta de sangue, esperase<br />
que contribua para o diagnóstico preciso das<br />
condições da doença e a tomada de decisão para<br />
o tratamento na prática clínica.<br />
O equipamento é equipado com a exclusiva<br />
tecnologia CiRHEX TM da Nihon Kohden para<br />
medição de VHS.<br />
vermelhos e formação de rouleaux) obtido pela<br />
unidade de medição de VHS. Os resultados de VHS<br />
no MEK-1305 são altamente correlacionados com<br />
os valores do método Westergren, que foi usado<br />
como método de referência.<br />
Opte pela melhor tecnologia para o seu<br />
laboratório!<br />
Opte por equipamentos hematológicos<br />
Celltac da Nihon Kohden!<br />
NIHON KOHDEN<br />
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Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463<br />
E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br<br />
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as novidades!<br />
Não são necessários reagentes adicionais porque<br />
o valor de VHS de 1 hora exibido no MEK-1305 é<br />
gerado com base no hematócrito (HCT) e volume<br />
corpuscular médio (MCV) obtido da medição de<br />
CBC, bem como no silectrograma (uma forma de<br />
onda que representa a intensidade da luz que passa<br />
pelo sangue, que vai se modificando ao longo do<br />
tempo após o início da agregação de glóbulos<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
149
INFORME DE MERCADO<br />
COBIO S50 – AUTOMAÇÃO PARA SEDIMENTO URINÁRIO<br />
A Bio Advance em parceria com a COBIO Smart<br />
Healthcare Technology trouxe para o Brasil a<br />
melhor solução para análises de sedimento de<br />
urina, ideal para pequenas e médias rotinas.<br />
Com uma capacidade de rendimento de<br />
70 amostras/hora e detecção de até 14<br />
elementos mais comuns da urina, o S50 é uma<br />
plataforma simples, robusta e com excelente<br />
custo-benefício.<br />
O S50 permite que os laboratórios reduzam<br />
seus custos com pessoal tecnico especializado,<br />
otimizando o tempo de trabalho que varia de<br />
5-10 minutos para 1-2 minutos por amostra.<br />
Sem necessidade de pré análise, o S50 realiza<br />
homogeneização, aspiração, centrifugação e<br />
leitura, totalmente automatizados. E tudo de<br />
uma maneira muito simples e rápida.<br />
Com apenas um toque na tela sensível, ele<br />
realiza a limpeza automática; nenhum préaquecimento<br />
ou calibração é necessária.<br />
Uma tecnologia padrão Gold Standard, o<br />
S50 está lado a lado com outras plataformas<br />
de 3ª geração, o que lhe confere uma<br />
microscopia automatizada, baseado em um<br />
sistema de captura de imagem, idêntico à<br />
microscopia manual.<br />
Com a mesma concentração obtida com a<br />
centrifugação; múltiplos campos e múltiplos<br />
focos, mostram as imagens com qualidade<br />
HD com um campo completo de visualização<br />
40x10, o que permite uma revisão real e direta<br />
com base nas imagens obtidas.<br />
Seu sistema operacional simples oferece ao<br />
operador a praticidade de com apenas um<br />
toque, que o sistema se inicie processando<br />
automaticamente as amostras do carrossel.<br />
Para cada teste é utilizando uma cubeta<br />
descartável e água destilada, isso significa<br />
que não transferência de resíduos ou<br />
contaminação cruzada.<br />
Esquema de processamento da<br />
amostra de urina<br />
A amostra de urina é aspirada diretamente<br />
do tubo cônico e injetada na cubeta. O<br />
processo de centrifugação é realizado em<br />
um nível de aceleração de 260G, formando<br />
uma monocamada de partículas no fundo da<br />
cubeta, para conduzir todas as partículas a um<br />
mesmo nível.<br />
É utilizada de captura óptica digital para<br />
registrar imagens de alta resolução, que<br />
poderão ser pré-determinadas entre de 10-20<br />
posições, que são avaliadas automaticamente<br />
vários elementos formados na urina por<br />
tecnologia de Inteligência Artificial.<br />
Fale conosco e saiba mais<br />
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contato@bioadvancediag.com.br<br />
150 <strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong>
ANALOGIAS EM MEDICINA<br />
ANALOGIAS EM MEDICINA<br />
Bebê chiador: Quadro semelhante ao<br />
observado na asma. Chiado é o mesmo<br />
que sibilo, som agudo, contínuo e<br />
principalmente expiratório. Há dois tipos de<br />
bebês chiadores: o agudo, quando a criança<br />
chia no primeiro ano de vida e, o póstero,<br />
quando se põe a chiar por bronquiolite, que<br />
acontece na faixa etária de oito a dez anos.<br />
Há o grupo que para de chiar e o outro que<br />
continua. A base nem sempre é inflamatória<br />
(Ingl. wheezing infant).<br />
Bebê sacudido: A expressão refere-se<br />
a uma síndrome que se pode estabelecer<br />
quando um bebê é segurado pelos braços,<br />
e posto, por rotação impetuosa, em<br />
movimento de aceleração e desaceleração<br />
– seja por divertimento, seja por disposição<br />
agressiva de adulto – tornando-se isso uma<br />
situação ainda mais preocupante se a criança<br />
bate a cabeça. As consequências podem ser<br />
graves, como cegueira, por hemorragia ou<br />
descolamento da retina, dano cerebral com<br />
micro-hemorragias e até morte. Há também<br />
o quadro de lesão cerebral grave provocada<br />
pelo ricochete do cérebro quando a criança<br />
apenas é sacudida de forma perigosa (Ingl.<br />
shaken baby syndrome).<br />
Bebês azuis: A expressão é uma referência<br />
aos casos de cianose – coloração azul<br />
violácea da pele e das mucosas, pela<br />
oxigenação insuficiente do sangue – em<br />
razão de cardiopatia congênita. Contudo,<br />
a oxigenação insuficiente que determina<br />
uma cianose, em outras fases da vida, pode<br />
ter causas diversas, como distúrbios da<br />
hematose, insuficiência cardíaca e outras<br />
doenças. Na situação dos bebês azuis, tão<br />
precocemente afetados, a causa principal é<br />
a tetralogia ou tétrade de Fallot (Esp. niños<br />
azules; Ingl. blue babies).<br />
José de Souza Andrade-Filho<br />
Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da<br />
Academia Mineira de Medicina e Professor Emérito de<br />
Patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.<br />
<strong>Revista</strong> NewsLab Edição <strong>175</strong> | <strong>Janeiro</strong> <strong>2023</strong><br />
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