ESPECIAL MÚSICOS GUINEENSES - Musica da Guine-Bissau

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ESPECIAL MÚSICOS GUINEENSES - Musica da Guine-Bissau

ECO da Voz di Paz

Boletim Informativo

MANECAS COSTA

VdP:Quais são os seus projectos

pessoais e para a Guiné-Bissau?

Os meus projectos pessoais sempre

terão projectos para a Guiné.

O meu mais ambicioso é pôr

a Guiné no mais alto nível do

ranking, pelo menos na área que

domino. Gostava de ajudar numa

expansão do lado bom da Guiné-

Bissau, demonstrar isso seria um

prazer! O crioulo da Guiné-Bissau

está a ser muito apreciado em

todo o norte da Espanha graças

ao karaoke que traz uma música

do meu último projecto “Aló

Irmão” (Esta noite”) que simboliza

a grande vitória do povo

guineense em geral. Farei sempre

o necessário para poder levar

nomes conceituados da música

internacional para o meu país,

duma forma a darmos também a

conhecer um bocado daquilo que

somos aos outros países, um povo

humilde mas rico em cultura.

Fale-nos de si, da sua relação

com a música e do que representa

na sua vida.

A música nasceu comigo, sinto-a

em todo o meu ser e desde muito

cedo que ela se evidenciou em

mim. O meu primeiro trabalho

musical foi aos meus 9 anos de

idade, quando encontrei uma

guitarra. Tive um grande apoio

dos meus pais, a quem agradeço

por tudo, por sempre apoiaremme

nas minhas escolhas. Eu e o

meu irmão mais velho, Nelson

Costa, fundamos o grupo África

Livre que acabou por ser o grupo

Revelação nos anos 78, e aprendemos

muito com isso por sermos

na altura muito jovens, foi

uma óptima experiência, onde

ganhei grandes amigos. Posso

dizer que tenho uma boa carreira,

com a qual me contento

e espero sempre poder fazer

novas experiências e agradar os

meus fãs. Uma das coisas que

mais me marcou foi no início da

minha carreira quando tocava

guitarra em cima de um “caixote

de madeira” para que pudesse

equilibrar-me, sendo uma espécie

dum “mini-palco”. Também

o convite do grande musico Zé

Manel Fortes para fazer parte do

primeiro disco dum artista individual

da Guiné-Bissau, quando

A Guiné quer Paz, a solução está em MIM

Manecas Costa

e família

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tinha apenas 14 anos. Acabei por

entrar na história da música da

Guiné-Bissau por ser o primeiro

músico a tocar numa gravação

mais de 2 instrumentos. Aos 19

anos fui nomeado Embaixador da

Boa-Vontade da Unicef da Guiné-

Bissau, talvez um dos momentos

mais emocionantes da minha carreira.

Penso que os discos “Fundo

di Matu” e “Paraíso di Gumbé”

foram os ‘trampolins’ da minha

carreira internacional, abriramme

portas em todo o mundo e a

música da Guiné-Bissau situou-se

nas prateleiras da World Music.

Estive no top da Songlines entre

vários músicos a nível nacional

e internacional, como o melhor

álbum de 2003. Entre as várias

capas de revistas, valorizo imenso

a “Frots” no ano 2004 por ser

algo histórico, gravar um albúm

na Guiné-Bissau e valorizar os

músicos guineenses que participaram

também no mesmo. Uma

das coisas que me deixou feliz foi

quando um grupo de amigos criou

o Clube de amigos Manecas Costa

“Neky”, recentemente na Guiné-

Bissau.

«Uma das coisas que

mais me marcou foi no

início da minha carreira,

quando tocava guitarra

em cima de um

“caixote de madeira”

para que pudesse

equilibrar-me, sendo

uma espécie dum

“mini-palco”»

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