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Lina Bo Bardi e a Fábrica da Pompéia: relações entre pensamento crítico, projeto e apropriação da arquitetura

Escola da Cidade Trabalho de Curso Graduação em Arquitetura e Urbanismo Aluna: Gabriela Fuganholi Silva Orientador: Cesar Shundi Iwamizu Banca avaliadora: André Vainer e Marina Grinover

Escola da Cidade
Trabalho de Curso
Graduação em Arquitetura e Urbanismo
Aluna: Gabriela Fuganholi Silva
Orientador: Cesar Shundi Iwamizu
Banca avaliadora: André Vainer e Marina Grinover

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Como método de conectar todas as

caracteríscas idenficadas e descritas

neste trabalho, se tomou como objevo

redesenhar todo o SESC Pompéia. Para

isso, foram ulizados os desenhos do

SESC consultados – os desenhos técnicos

originais da época de sua construção, as

representações técnicas atuais e os

projetos de reforma ao longo dos anos –,

a experiência pessoal do projeto em 2022

e 2023, período de elaboração do trabalho,

e algumas representações já ensaiadas

por outros arquitetos. Após algumas

tentavas, variando técnicas e métodos

de representação, desde o desenho de

observação até o desenho técnico em

escala, optou-se por realizar uma perspecva

isométrica feita a mão, com

caneta nanquim e nta aquarela.

O uso da aquarela – assim como Lina fazia

– foi a técnica que tornou possível representar

os elementos materiais que melhor

remetem ao SESC na realidade. Com mais

ou menos água, o desenho marca o

exercício da pintura e ganha textura,

capaz de representar os diversos materiais

que o projeto possui. A imprecisão

desta nta leve e clara permite o erro e

não precisão do que se representa,

fazendo caminhos menos controlados, e

portanto, mais libertador. Ao mesmo

tempo, a perspecva isométrica traz à

representação toda a precisão que esta

análise busca, iguala em grau de importância

os ambientes representados, pois

todo o desenho está na mesma escala em

relação ao real. A escala escolhida –

1:125, em sua versão original – gera um

desenho feito em 17 folhas tamanho A3 e

5 folhas tamanho A4, dispostas convenientemente

para totalizar o que se

pretende desenhar. Essa proporção

permiu que se representasse o projeto

como um todo, conjuntamente, mas sem

ignorar os pequenos elementos que são

intrínsecos ao projeto, como os visitantes,

o mobiliário e as materialidades.

O desenho tenta criar uma grande

narrava sobre o que ocorre codianamente

no SESC Pompéia. Suas proporções

e detalhes fazem os olhos sempre encontrarem

algo novo para se observar. Em

uma visão total, o projeto de arquitetura,

e nos detalhes, as diversas possibilidades

de uso e apropriação pela representação

humana. E, mais uma vez, a técnica

escolhida configura precisão das ações

das pessoas representadas, ao mesmo

tempo que permite imprecisão, como se

tudo pudesse acontecer de outra forma.

LINA

BO BARDI

0m 5m 10m 15m 20m

E A FÁBRICA

DA POMPÉIA

RELAÇÕES ENTRE PENSAMENTO CRÍTICO,

PROJETO E APROPRIAÇÃO DA ARQUITETURA

GABRIELA FUGANHOLI

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