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Revista Iconic 2023 - Sebastião Teixeira

Conseguimos vencer 2022, muitas mudanças e reestruturação, e cá estamos! Temos recebido muitos e-mail de nossos leitores e leitoras, também nos pediram nossa revista impressa. Mas ainda não foi possível. Quem sabe ainda em 2023 consigamos essa maravilha! Estamos com espaço aberto para você que queira apoiar essa nossa iniciativa. Venha fazer parte da Revista da Orquestra Sinfônica Jovem do Bixiga. Um abraço carinhoso. Marilu Gomes Editora Chefe Conheça nossas outra edições acessando: https://www.osjb.art.br/iconic

Conseguimos vencer 2022, muitas mudanças e reestruturação, e cá estamos!

Temos recebido muitos e-mail de nossos leitores e leitoras, também nos pediram nossa revista impressa. Mas ainda não foi possível. Quem sabe ainda em 2023 consigamos essa maravilha!

Estamos com espaço aberto para você que queira apoiar essa nossa iniciativa. Venha fazer parte da Revista da Orquestra Sinfônica Jovem do Bixiga.

Um abraço carinhoso.
Marilu Gomes
Editora Chefe
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I C O N I C

M A I O E S P E C I A L 2 0 2 3 N O . 1 3

B I M E S T R A L

V A M O S F A L A R D E M Ú S I C A

"A música me salvou de um ambiente complicado,

que é o ambiente militar, e sou grato aos meus pais,

que me ensinaram muito sobre música. Minha mãe

também tinha uma voz maravilhosa e meu pai era

um músico incrível".

SEBASTIÃO TEIXEIRA


CONTATO

FALE CONOSCO

CP 1/12990000

São Paulo - SP Brasil

EDITORIAL

MARILU GOMES

Editora Chefe

MTB sob o nº 0081549/SP

REGINA P STEINER

Diretora de Conteúdo

THIAGO MORENO

Diretor Comercial

RP ASSESSORIA

Projeto Gráfico

WELCOME

Edição 2023

1a/13aEdição

Revista da Orquestra Sinfônica Jovem do Bixiga

NESTA EDIÇÃO

NÚBIA DEL SANTOS

MTB sob o nº 0081434/SP

TAMIRES NOGUEIRA

FABIANA TAVARES

JORGE GOMES

PAULA TJIRÉ

NEUSA DORETTO

COLABORADORES

Conseguimos vencer 2022, muitas mudanças e

reestruturação, e cá estamos!

Temos recebido muitos e-mail de nossos leitores e leitoras,

também nos pediram nossa revista impressa. Mas ainda não

foi possível. Quem sabe ainda em 2023 consigamos essa

maravilha!

Estamos com espaço aberto para você que queira apoiar

essa nossa iniciativa. Venha fazer parte da Revista da

Orquestra Sinfônica Jovem do Bixiga.

Um abraço carinhoso.

NUTRIÇÃO

Dra. Adriana Abreu

VOZ E CANTO

Maude Salazar

FOTOGRAFA

Heloísa Bortz

PAUTAS AFRO

BRASIL

Kodê Magalhães

Jornalista

CHEF

Aiabacê de Omindaré

M A R I L U G O M E S

Editora Chefe

Anyway, we hope you enjoy this one.

FOTO DA CAPA

Sebastião Teixeira

Foto by arquivo pessoal

SUBSCRIPTIONS

SUBSCRIBE ONLINE

https://osjbadm.wixsite.com/revistaiconic


BRAVO

APLAUDINDO QUEM

ESTÁ NA VIDA!

by Paula Tjiré

Uma artista completa!

Nesta edição homenageamos a atriz

Wanda Stefânia, por toda a sua

realização.

Professora de Teatro, Letrista, autora,

compositora e ex-atriz brasileira.

Foi um dos grandes nomes da TV

Tupi na década de 1970. Após Amor

com Amor Se Paga (1984) decidiu

abandonar a televisão devido a

síndrome de burnout – esgotamento

psicológico por excesso de trabalho –

e passou a focar apenas no teatro

como atriz e professora.

Desde então apareceu na televisão

apenas em breves participações nos

primeiros capítulos de Floradas na

Serra (1991) e Brida (1998), até enfim

aceitar estrelar Canavial de Paixões

(2003), novela com a qual decidiu

encerrar de vez a carreira de atriz

para apenas dar aulas de teatro.

WANDA STEFÂNIA

AQUARIANA


Fotossíntese

A fotossíntese é o processo com o qual as plantas transformam energia

luminosa em energia química. A plantas usam essa energia para fazer

seu próprio alimento. A energia luminosa que capturam é usada para

converter dióxido de carbono, água e minerais em oxigênio.

Clorofila

Você sabia?

Pigmento que dá às plantas sua cor

verde e ajuda no processo de

fotossíntese.

Há outros organismos, além das

plantas, que podem fazer fotossíntese.

Estão inclusas as algas e a lesma do

mar verde esmeralda.

O Processo de Fotossíntese

SOL

Plantas absorvem água e dióxido de

carbono e usam a energia do sol para

transformá-los em alimento.

DIÓXIDO DE

CARBONO

OXIGÊNIO

Dentro da célula da planta, a água é

oxidada, perde elétrons e é

transformada em oxigênio. O dióxido de

carbono é reduzido, ganha elétrons e se

transforma em glicose.

O oxigênio é liberado e a glicose é

armazenada dentro da planta como

energia.

PLANTA

Água é absorvida

(pelas raízes)

A Fórmula da

Fotossíntese

6CO2 + 6H 2O

C 6 H 12O 6 + 6O 2

DIÓXIDO DE CARBONO ÁGUA AÇÚCAR OXIGÊNIO

Fontes: Enciclopédia Britânica e National Geographic


LYGIA FAGUNDES TELLES

Nascimento: 19 de abril de 1918, São Paulo, São Paulo

Falecimento: 3 de abril de 2022, São Paulo, São Paulo

por Jorge Gomes

Lygia Fagundes Telles, uma das mais

importantes da literatura brasileira.

Nascida em São Paulo, em 1918, Lygia

começou a escrever ainda na

adolescência e publicou seu primeiro

livro, “Porão e Sobrado”, em 1939.

Desde então, sua obra vem

conquistando leitores e críticos, com

destaque para os romances “Ciranda

de Pedra” e “As Meninas”.


Lygia Fagundes Telles teve uma importante

contribuição para a cultura brasileira,

especialmente no que diz respeito à

representação feminina na literatura. Suas

personagens são mulheres fortes,

independentes e complexas, que rompem

com os estereótipos tradicionais do papel

feminino na sociedade. Além disso, ela

aborda temas como a violência doméstica,

a opressão e a busca pela identidade,

colocando em pauta questões importantes

para a luta das mulheres por igualdade.

A autora também é reconhecida por sua

habilidade narrativa e sua capacidade de

explorar a psicologia de seus personagens.

Seus romances e contos são marcados por

uma linguagem precisa e poética, que

envolve o leitor e o transporta para dentro

da história. Seus textos exploram a

complexidade do ser humano e a

ambiguidade das emoções, criando

personagens que são verdadeiras reflexões

sobre a condição humana.


MODA

CONSCIENTE

@bazar&brechó

omindaré


CHEESE

CAKE DE

TRUFAS

INGREDIENTES

1 1/4 de xícara de biscoitos maisena

moídos

1/4 de xícara de açúcar branco

2 colheres de chá de canela em pó

1/3 de xícara de manteiga derretida

300 g de morangos fatiados

1 colher de sopa de amido de milho

250 g de cream cheese amolecido

1 lata (390 g) de leite condensado

1/4 de xícara de suco de limão

1/2 colher de chá de extrato de

baunilha

3 ovos

1 colher de sopa de água (opcional)

TEMPO DE PREPARO: 1H

COZIMENTO: 45MIN

TEMPO TOTAL: 1H45

PREPARO

1. Misture os biscoitos, o açúcar, a canela e a

manteiga em uma tigela. Coloque a massa

em uma forma de fundo removível de cerca

de 22 cm. Refrigere por 30 minutos.

2. Pré-aqueça o forno a 150 °C.

3. Bata os morangos e o amido de milho no

liquidificador até virar um caldo homogêneo.

Coloque esse caldo em uma panela pequena.

4. Aqueça até ferver, mexendo até o caldo

ficar espesso e brilhante (cerca de 2

minutos). Separe 1/3 do caldo e deixe esfriar.

Cubra o restante e coloque no refrigerador.

5. Bata o cream cheese uma tigela, com um

mixer, até ficar leve e fofo. Continue batendo e

adicione aos poucos o leite condensado.

Adicione o suco de limão e a baunilha e, em

seguida, os ovos, batendo em velocidade baixa.

Despeje metade dessa mistura sobre a massa

de biscoitos e, sobre ela, derrame, com a ajuda

de uma colher, metade do caldo de morango

reservado. Espalhe o restante do cream cheese

sobre essa camada e, sobre isso, derrame o

restante do caldo de morango. Corte a camada

de cima com uma faca para espalhar o caldo.

6. Asse no forno pré-aquecido por cerca de

40 a 50 minutos. Deixe esfriar por 10 minutos.

Retire cuidadosamente da forma, usando

uma faca para ajudar a desgrudar, e deixe

esfriar por uma hora. Deixe no refrigerador

durante a noite. Sirva o cheesecake com o

caldo de morango reservado.


ACOMPANHE A

PROGRAMAÇÃO

DA

RÁDIO OMINDARÉ

www.radioomindare.com.br


Sebastião

Teixeira

Entrevista com Sebastião Teixeira

Por Núbia Del Santos

Sebastião Teixeira nasceu em Caeté, Minas Gerais.

Em sua atuação como barítono, ele fez turnê por dez capitais do Brasil com o papel do

índio Tamoio, Iberê, na ópera Lo Schiavo de Carlos Gomes.

Premiado duas vezes pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) como

melhor cantor erudito, nesta entrevista à Revista Iconic, Sebastião fala sobre a sua

trajetória musical e seus projetos atuais.

Foto by Paulo Barbagliz


Fale sobre o início da sua trajetória

musical.

Meu pai, mestre de banda no interior de

Minas Gerais, era um barítono com uma voz

muito bonita. Ele me influenciou a cantar em

um coral em Santa Bárbara, terra onde ele

nasceu e eu fui morar quando criança. Minas

é um estado com uma forte tradição musical

ligada à religião católica.

Quando eu tinha 14 anos, meu pai começou a

me dar aula de música, mas eu, sendo

folgado (risos), não levei a sério e ele não foi

mais incisivo comigo. Enquanto eu tocava em

coral, meu pai tocava em banda e me levava

junto, já que sou o filho mais velho de oito

irmãos.

Na escola, tínhamos uma matéria

interessante chamada ‘canto orfeônico’ ou

canto coral, idealizada por Villa-Lobos em

1956, que visava descobrir a música brasileira

baseada em nossa cultura e folclore.

A professora Dona Rosa nos ensinava canções

leves, apesar da época de ditadura militar em

que vivíamos. Todos os dias, antes das aulas,

cantávamos o hino nacional, o hino da cidade

e o hino à bandeira.

Infelizmente, em algum momento, o ministro

da Cultura Jarbas Passarinho acabou com a

matéria do canto orfeônico, o que considero

um desserviço à cultura brasileira,

começamos a importar muita coisa dos

Estados Unidos, perdendo assim a nossa

identidade.

Depois do meu pai ficar desempregado, fui

morar com uns tios em João Monlevade, onde

comecei a cantar em coral de igreja. Lá, o

diretor do coral de Monlevade, formado por

operários e pessoas da população, me

convidou para entrar nesse grupo, foram

cinco anos nesse coral.


Contudo, meu sonho era ser policial, então

fiz um concurso para a polícia civil e

passei, mudando-me para Belo Horizonte

e formando uma família. Tive cinco filhos

com a minha esposa, de quem acabei me

separando.

Fale sobre a sua carreira como cantor

lírico.

Eu passei a trabalhar na polícia civil e, em

um certo momento, comecei a cantar no

coral da Assembleia Legislativa em BH,

onde tive um professor muito querido,

Chico Campos, que ainda dá aula na USP

aos 75 anos.

Naquela época, eu não precisava ter uma

formação em música como é necessário

hoje em dia. Eu tinha voz e coragem, e as

pessoas gostavam do meu trabalho!

Fui convidado para cantar em vários corais

e, dentre eles, meu sonho era entrar para o

Ars Nova, considerado o principal coral de

câmara do Brasil na época.

O Ars Nova era regido por Carlos Alberto

Pinto Fonseca, um maestro reverenciado

no mundo inteiro. Tive sorte porque cantei

por seis anos no Ars Nova, um coral que só

tinha gente universitária e profissionais

liberais.

Paralelamente a isso, fui chamado para

cantar ópera no Palácio das Artes, o

principal teatro de BH. Tive que escolher

entre o Ars Nova e essa nova

oportunidade, e acabei escolhendo o coral

profissional.

A música me salvou de um ambiente

complicado, que é o ambiente militar, e

sou grato aos meus pais, que me

ensinaram muito sobre música. Minha

mãe também tinha uma voz maravilhosa

e meu pai era um músico incrível.

Então, comecei a estudar canto no

Palácio das Artes, isso mesmo sem ter

completado o ensino médio porque

precisava ajudar em casa. Conheci

minha segunda esposa e comecei a

fazer solos.

Apareceu uma oportunidade no Coro

Paulistano, no Teatro Municipal de São

Paulo. Assim, em 1992, fiz audição para

‘Colombo’ e o ‘Barbeiro de Sevilha’, que

abriram muitas portas para mim.

Então, eu fiz muitas coisas que eu nunca

imaginei fazer na vida!

Quem são suas grandes influências?

Eu não tinha muito dinheiro na época e

não podia assistir a muitas óperas, mas

eu tive o apoio de mulheres incríveis na

minha vida.

A primeira delas foi a mãe dos meus 5

filhos, segurou a bronca sozinha e

cuidou muito bem deles. Depois, minha

segunda esposa me abriu os olhos e me

fez perceber que eu tinha talento, mas

precisava de uma estrutura para me

desenvolver na música.

Então, nós decidimos vir para São Paulo

e foi aqui que eu realmente comecei a

crescer. Foi um preço alto para pagar na

vida pessoal, mas valeu a pena. Eu

comecei a fazer algumas apresentações

em coros e, aos poucos, fui descobrindo

mais sobre a ópera e conhecendo

grandes nomes do meio.

Tive a oportunidade de ver o incrível

Fernando Teixeira, um barítono

extraordinário que até o Plácido

Domingo admirava. Ele era um artista

completo, que chegou a trabalhar como

pedreiro e taxista, se não me engano.


Tive grandes oportunidades, mas também sofri

racismo, o que ainda existe, e sei que outros

colegas também passaram por isso.

No entanto, temos vários artistas negros

fazendo carreira e se apresentando nos palcos,

devido à nossa população ser majoritariamente

mestiça, com indígenas, negros e brancos.

Essa miscigenação é importante.

Sebastião Teixeira

Foto arquivo pessoal


Eu não conhecia muito sobre ópera

naquela época, mas fui aprendendo com

as pessoas ao meu redor. Além de

trabalhar no Brasil, tive o privilégio de

estrear duas óperas do Silvio Barbato, uma

delas em Roma.

Foi uma experiência incrível conhecer

Roma e cantar na embaixada. Coisas assim

aconteceram na minha vida sem que eu

tivesse me preparado tanto para elas. Foi

uma jornada incrível e sou muito grato por

ter tido a oportunidade de vivê-la.

no Teatro Belém, e fiquei muito feliz

com a apresentação.

Também tive a oportunidade de

trabalhar com Jamil Maluf em ‘Os

Pescadores de Pérolas’, e também com o

grande diretor de teatro e ópera André

Heller-Lopes em ‘Anjo Negro’, foi muito

interessante.

Enfim, tive muitas experiências incríveis,

é uma grande satisfação para mim.

Fale sobre os grandes momentos da

sua carreira

Eu tive algumas experiências muito

interessantes ao longo da minha carreira.

Uma delas foi a estreia da ópera do Silvio

Barbato sobre Oswaldo Cruz no Teatro

Municipal, e depois fui convidado para

estrear essa mesma ópera no Vaticano,

mas acabou sendo na Embaixada

brasileira em Roma. Foi um marco para

mim, uma experiência incrível.

Outra ópera que foi marcante para mim foi

o ‘Barbeiro de Sevilha’ no Teatro Municipal.

Lembro que dei um pouco de trabalho

para o diretor de cena porque tinha

dificuldade de concentração, mas a

apresentação foi um sucesso, o teatro veio

abaixo.

Tive a felicidade de fazer quase todas as

óperas de Carlos Gomes, exceto o ‘Guarani’

e o ‘Condor’. Fiz o papel de Colombo em

uma dessas óperas, o que foi muito

emocionante para mim. Também fiz ‘Lo

Schiavo’ sob a direção de Fernando Bicudo,

tive a sorte de fazer 14 apresentações, e

ainda fizemos uma turnê pelo Brasil.

Uma experiência muito especial foi cantar

‘Lo Schiavo’ no Teatro de Belém, onde

Carlos Gomes foi regente. Foi muito

emocionante para mim estar lá e cantar.

Anos depois, também fiz ‘A Viúva Alegre’


Como você enxerga a questão da

música e da cultura no Brasil

atualmente?

Eu saí de Belo Horizonte e vim para São

Paulo porque sinto que lá o mercado é

muito restrito. São Paulo é a grande meca

de trabalho e projetos da ópera no Brasil.

Antigamente era o Rio de Janeiro, mas

agora a cidade não está mais tão ativa na

cena da ópera, e temos muitos grandes

teatros no país sem trabalho.

O Rio Grande do Sul, com o maestro

Evandro Matté, possui uma orquestra e um

teatro, e estão tentando produzir ópera.

Em Curitiba, há um grande teatro que

costumava contar com um grande coral e

empresas que patrocinavam, mas não há

ópera há muito tempo.

O Theatro São Pedro em São Paulo tinha

um grande coral, mas acabaram com ele

por algum motivo desconhecido. No

entanto, eles ainda estão produzindo

muitas óperas, mas óperas que não

requerem muito coral.

Já o Teatro Nacional ‘Claudio Santoro’ em

Brasília está fechado, e é um absurdo que a

capital do país não tenha um coro fixo.

O Teatro Castro Alves em Salvador é

belíssimo e enorme, mas é muito

subaproveitado.

Então, precisamos de oportunidades para

todos se apresentarem. Há alguns anos, as

empresas estavam patrocinando mais as

artes, mas agora a ópera está passando por

um momento muito preocupante.

Precisamos de uma política cultural mais

convincente, pois é um gênero muito

importante.

Em relação ao Teatro Municipal de São

Paulo, há uma associação que cuida do

teatro e recebe uma verba da prefeitura

para organizar as coisas. Mas precisamos

dar espaço para novos talentos, novas

pessoas com boa formação, que também

toquem algum instrumento.

A ópera está passando por um

momento muito complicado há algum

tempo. No Teatro Municipal do Rio de

Janeiro, há um grande cantor, mas não

depende apenas dos profissionais.

Depende da vontade política de investir

na cultura e na educação.

Quando eu morava em BH, José Alencar,

que foi vice-presidente do Lula, criou a

Orquestra de Câmara do Sesi e

determinou que os instrumentistas que

trabalhavam na orquestra dessem aulas

nos quatro cantos da cidade, nas

periferias, para formar músicos.

Isso deu resultado e muitos músicos

saíram de lá e cresceram. Meu filho

tocou na orquestra do Jamil Maluf, um

grande incentivador da ópera no Brasil.

Depois do Teatro Municipal, a ópera dele

era a que fazia mais concertos, mas

agora ele não faz óperas há muito

tempo.

Não sei o que é preciso para que isso

mude, se os atores e músicos precisam

se mobilizar para exigir mais

investimentos na cultura e na educação.


Quais conselhos você dá pra quem

quer seguir por esse caminho?

Antigamente, falava-se muito que o meio

artístico era traiçoeiro, com as pessoas

passando a perna umas nas outras, mas

eu nunca testemunhei nada assim e não

compartilho desse pensamento.

Tive grandes oportunidades, mas também

sofri racismo, o que ainda existe, e sei que

outros colegas também passaram por isso.

No entanto, temos vários artistas negros

fazendo carreira e se apresentando nos

palcos, devido à nossa população ser

majoritariamente mestiça, com indígenas,

negros e brancos. Essa miscigenação é

importante.

O que eu digo é que, se a pessoa tem

talento, deve estudar, pois o mercado

exige especialização. Atualmente, para

entrar em um bom coral, é necessário

estudar música e ter uma boa formação

curricular. Na minha época, a voz e a cara

de pau eram suficientes, mas hoje é

preciso ter um preparo danado.

Se você tem uma voz bonita e carismática,

deve investir, e se tiver condições, estudar

no exterior.

O meu conselho é estudar e, se possível, ir

para fora, mas não é fácil.

No entanto, parece que a ópera está

perdendo força no mundo, e em São

Paulo, estamos carentes de grandes

produções operísticas. O coral lírico

costumava ser composto por 120 vozes,

mas agora está em 80, e a tendência é de

diminuição.

É fundamental oferecer oportunidades

para que as pessoas possam descobrir e

desenvolver suas habilidades.

De vez em quando, a programação

inclui apresentações nos CEUs,

destinadas às crianças. Antes, elas

vinham até o Teatro Municipal, lotando

cerca de 3 a 4 ônibus com crianças que

se maravilhavam com aquele ambiente

repleto de cultura e arte.

Além disso, tenho um projeto com a

Rosane Barbosa no Sesc Santo André, no

qual farei trechos de ‘Madame Butterfly"

com ótimos amigos. Quanto a projetos,

estou sempre à disposição do coral para

cantar quando necessário, o que é um

prazer, pois sou muito bem pago por isso

e sou grato por essa oportunidade.

No entanto, gostaria que as pessoas

estudassem e se preparassem para

ocupar nossos lugares, pois desejo que

os novos talentos tenham chances de

crescer nessa carreira!

Quais são os planos para o futuro?

Próximos projetos?

O Teatro Municipal, no passado, realizava

concertos didáticos para escolas, com o

objetivo de formar público e descobrir

talentos.

Foto Tadeu Sales


Depois

De

Tu

do

Amor

Eu

Chupava o veneno da veia

E

Morria na teia

Neusa Doretto

@neusa_doretto

Arte

em

ação!

CURSOS COM

CERTIFICADO:


MEDITE, SE HARMONIZE

PROGRAMA

MAUDE SALAZAR

Reprises na Rádio Omindaré

WWW.RADIOOMINDARE.COM.BR


C U I D E , A C O L H A E A M E !

Não abandone quem te ama e

jamais irá te abandonar!

Pela vida Vegetariana!

S e v o c ê v e r u m a a n i m a l z i n h o s e n d o m a l t r a t a d o ,

d e n u n c i e !

DENUNCIE MAUS TRATOS!

Procure e informe -se nas ONGs que ajudam !

Em São Paulo, poderá fazer a denúncia no DEPA

http://www.ssp.sp.gov.br/depa


Poesia

Falada

POR NEUSA DORETTO

O guarda-roupa tinha 3 portas, dessas que deslisavam nos trilhos ( que

eu limpava com toco de vela. )

O guarda-roupa mostrava a roupa que chegava da lavanderia, envolta ,

cabides e plástico . Perfumadas. E a mim só cabia vestí-las ; olhar- me

no espelho e ensaiar um poema.

Era outra noite de Sarau, onde eu declamava poesia com a verve da

atriz que sou.

Era palco, tinha público e amigas. Era o prazer, a bebida doce e a

conversa boa, solta, leve, feliz como nenhum outro dia.

Era o momento sem falhas no coração.

O guarda-roupa tinha 3 portas que deslisavam nos trilhos lubrificados

com vela.

Outro dia, uma das portas saiu inteira nas minhas mãos .

Agora ficou um guarda roupa, semi-aberto.

Vejo todos os dias as roupas , aguardando ou na expectativa da

próxima apresentação.

E noto, somente agora, a história de cada roupa, de cada peça

comprada para me encontrar com esta ou aquela mulher, para este ou

aquele evento.

Menina, minha biografia cabe no guarda-roupa.

@neusa_doretto


R P

A S S E S S O R I A


Tire seu livro da gaveta, do pendrive, do

computador

Nossas edições serão de autores que tenham

obras relacionadas a Música, Canto, Voz, Ópera,

Dança, Fotografia e Coletânea de peças teatrais.

saiba mais acessando:

https://www.institutoomindare.org.br/editora


DEIXE A MÚSICA

CONSUMIR VOCÊ

Depois

De

Tu

do

Amor

Eu

Chupava o veneno da veia

E

Morria na teia

Neusa Doretto

@neusa_doretto

ESQUEÇA OS PENSAMENTOS, LEMBRANÇAS E SENTIMENTOS


RECICLAGEM

NÃO É OBRIGAÇÃO

É NECESSIDADE


Brasil: Ditadura Militar: 1964 - 1985

AS MULHERES QUE NÃO

FORAM SILENCIADAS!

Por Tamires Nogueira

Cida Costa

Divulgação/instagram

Nesta edição, assim como nas seguintes edições da Revista ICONIC,

vamos homenagear e contar um pouco da história de mulheres da

resistência na América Latina e Caribe.

Para iniciarmos nesse caminho pela história, vamos falar de Maria

Aparecida Costa Cantal, a Cida Costa. Loira dos Assaltos | Lúcia | Vera |

Cristina eram os seus codinomes. Foi presa em 1969 e passou 03 anos e

06 meses encarcerada na Penitenciária Feminina da Capital | Presídio

do Hipódromo | Presídio Tiradentes | Deops/SP | DOPS/RJ | DOI-Codi/SP.

fonte: http://memorialdaresistenciasp.org.br/


Entrou para a Faculdade de Direito

da USP, em 1963, quando começou

a militar no movimento estudantil

na Juventude Universitária Católica

9JUC), e de onde saiu formada em

1967. No ano seguinte, ingressou na

Aliança Libertador Nacional (ALN) e

paralelamente trabalhou de forma

regular num escritório de Direito

Comercial.

Depois foi enviada para o

Deops/SP e, posteriormente para a

Torre das Donzalas do Presídio

Tiradentes. Só foi solta em junho

de 1974.

A partir de então passou a advogar

para vários sindicatos e foi

Procuradora do Estado de São

Paulo.

Pela Organização Clandestina,

participou de várias ações

armadas, expropriações de bancos

e treinamentos de tiros. Em

setembro de 1969, seu

companheiro foi preso em São

Paulo. juntamente com outros

militantes da ALN.

Cida Costa é mestra em Direito

Constitucional. e atualmente

participa do Coletivo

Foi para o Rio de Janeiro e integrou

à Luta clandestina que se

desenvolvia lá, enquanto

aguardava uma oportunidade para

sair do país.

Dicas:

https://www.mulheres.org.br/coletivo-feminista/

Fontes:

http://memorialdaresistenciasp.org.br/

https://www.torredasdonzelas.com.br

Com o assassinato de Carlos

Marighela, a possibilidade de ir

para o exílio se inviabilizou em

curto prazo. En dezembro de 1969,

foi presa por um ex-colega de

faculdade que interava as forças de

repressão.

Foi transferida para São Paulo,

torturada nas dependência da

Operação Bandeirantes (0ban).


Marisa Fernandes

Foto: Memorial da Resistência SP

Marisa Fernandes nasceu no dia quatro de fevereiro de 1953 no

município de Santo André, região do ABC Paulista. Formou-se em

História pela Universidade de São Paulo (USP) e atuou nas áreas de

educação e promoção de políticas públicas e direitos humanos

através do Conselho Estadual da Condição Feminina, Secretaria de

Saúde e Secretaria de Relações do Trabalho. Foi também ouvidora

do sistema penitenciário paulista durante oito anos, função que

exerceu até se aposentar. Sua trajetória de militância política,

inicialmente desenvolvida através do movimento estudantil,

aprofundou-se a partir de 1978, ano em que se aproxima do Grupo

SOMOS de Afirmação Homossexual ao lado de outras mulheres

lésbicas. Em consideração às demandas particulares da luta das

mulheres dentro do Grupo, criou-se a Facção Lésbico Feminista (LF)

que, após um racha interno, passou a denominar-se Grupo de Ação

Lésbico Feminista (GALF). Como militante destes grupos organizados,

Marisa protagonizou diversas ações e colaborou diretamente com a

luta contra o preconceito, a discriminação e por visibilidade lésbica e

feminista em tempos de ditadura, perpetuando sua militância

também após a redemocratização.

fonte: http://memorialdaresistenciasp.org.br/


Amelinha Teles

Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247

Maria Amélia de Almeida Teles é uma militante política brasileira,

membro do PCdoB à época da guerrilha do Araguaia, durante o

período do regime militar. Foi presa política, junto com o marido

César, com os filhos Janaína e Edson, ambos pequenos, e a irmã

Criméia grávida de 8 meses. "O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra

foi o primeiro a me dar um tapa na cara, me jogou no chão com

aquele tapa. Me torturou pessoalmente", acusa Maria Amélia Teles.

Os horrores apenas se iniciavam: "Foi ele quem mandou invadir a

minha casa, buscar todo mundo que estava lá, meus filhos e minha

irmã. Durante cerca de 10 dias, minhas crianças me viram sendo

torturada na cadeira de dragão, me viram cheia de hematomas, com

o rosto desfigurado, dentro da cela. Nessa semana em que meus

filhos estavam por ali, eles falavam que os dois estavam sendo

torturados. Disseram: 'Nessas alturas, sua Janaína já está dentro de

um caixãozinho'. Disseram também que eu ia ser morta. Isso foi o

tempo todo. O tempo todo, o terror. Ali era um inferno".

Ingressou, juntamente com a filha Janaína com ação declaratória

contra Carlos Alberto Brilhante Ustra, com a finalidade de que a

justiça, mesmo não podendo condená-lo criminalmente devido à Lei

da Anistia, o declarasse como torturador, o que ocorreu em 2008,

quando a ação foi julgada.

fonte: Editora Brasil 247 e

http://memorialdaresistenciasp.org.br/


Principais grupos guerrilheiros no continente latino-americano

Argentina

Montoneros, Ejército Revolucionário del

Pueblo( ERP ) e Fuerzas Armadas Revolucionária (VPR);

Brasil

Ação Libertadora Nacional (ALN), Vanguarda

Popular Revolucionária (VPR), Guyerrukga di Araguaia ( PC do

B) e Ala Vermelha;

Bolívia

Ejército de Liberación Nacional (ELN);

Chile

Movimiento Izquierda Revolucionaria (MIR),

e Frente Patriótico Manuel Rodriguez (MPMR);

Colômbia

Fuerza Armadas Revolucionaria de Colombia

( FARC) e, Ejército de Liberación Nacional ( ELN);

Cuba Movimiento 26 de Julio y Ejército Rebelde

El Salvador

Nacional (FMLN);

Frente Farabundo Marti para la liberación

Equador

Alfaro Vive Carajo ( AVC);

Guatemala

Unidad Nacional Revolucionaria ( URNC);

Honduras Movimiento Revolucionário Francisco Morazón

(MRFM) , Movimiento Popular de Liberación - Chinchonero (

MPL-C)

México

(EZLN)

Ejército Zapatista de Liberación Nacional


Nicarágua Frente Sandinista de Liberación Nacional (

FSLN);

Paraguai

Organización Politico Militar ( OPM);

Peru

Amaru ( MRTA);

Sendero Luminoso Movimiento Tùpac

Venezuela

(FALN)

Fuerzas Armadas de Liberación Nacional

Uruguai

(MLN-T);

Movimiento de Liberación Nacional Tupamaros

A mulher latina- americana e caribenha se fez presente como

grande protagonista na luta pelas mudanças sociais e na

resistência. Dezenas foram assassinadas pelas ditadutas por que

lutaram contra a tirania.

Os militares procuraram esconder o caráter polítido e de

resistência das mulheres guerreiras e muitos governantes atuais

também não querem lembrar o papel importante da participação

da mulher na luta de libertação da América Latina e Caribe.

Fonte: IMA - Instituto Centro de Memória & Atualidades


Memorial da Resistência

Largo General Osório, 66

Santa Ifigênia • São Paulo • SP

Telefone: 55 11 3335-5910

Entrada Gratuita

Aberto de quarta a segunda (fechado às

terças), das 10h às 18h

faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br

(social links)


Dicas leitura::


A história do chocolate

Por Fabiana Tavares

Tudo começou na américa latina

Os 4000 anos de história do chocolate

começaram na Mesoamérica antiga, o atual

México. Foi aqui que as primeiras plantas de

cacau foram encontradas. Os Olmecas, uma

das primeiras civilizações da América Latina,

foram os primeiros a transformar a planta de

cacau em chocolate. Estes bebiam o

chocolate durante rituais e usavam-no como

remédio.

Séculos mais tarde, os Maias apelidaram o

chocolate como a bebida dos deuses. O

chocolate Maia era uma venerada bebida

feita de sementes de cacau torradas e

moídas misturadas com malaguetas, água e

milho.


Os Maias deitavam essa

mistura de um pote para

outro, criando uma espessa

bebida espumosa chamada

"xocolatl", que significa "água

amarga".

No século XV, os Astecas

usavam os grãos de cacau

como moeda de troca.

Acreditavam que o chocolate

era um presente do deus

Quetzalcoatl, e bebiam-no

como uma bebida refrescante,

um afrodisíaco, e até mesmo

para se prepararem para a

guerra.


O chocolate chega a Espanha

Ninguém sabe ao certo quando o chocolate

chegou a Espanha. A lenda diz que o

explorador Hernán Cortés trouxe o chocolate

para sua terra natal em 1528.

Acredita-se que Cortés tenha descoberto o

chocolate durante uma expedição às

Américas. Quando buscava ouro e riquezas,

encontrou uma chávena de cacau oferecida

pelo imperador Asteca.

Quando Cortés voltou para casa, introduziu as

sementes de cacau em Espanha. Embora

ainda servido como bebida, o chocolate

espanhol foi misturado com açúcar e mel

para adoçar o seu sabor naturalmente

amargo.

O chocolate rapidamente se tornou popular

entre os ricos e abastados. Mesmo os monges

católicos adoravam o chocolate e bebiam-no

para ajudar nas práticas religiosas.


O chocolate seduz a Europa

Os espanhóis mantiveram o

chocolate em segredo durante

muito tempo. Demorou quase

um século até esta maravilha

chegar à vizinha França e ao

resto da Europa.

Em 1615, o rei francês Luís XIII

casou-se com Ana de Áustria,

filha do rei espanhol Filipe III.

Para celebrar a união, trouxe

amostras de chocolate até à

corte francesa.

Seguindo o exemplo francês,

rapidamente o chocolate

chegou à Grã-Bretanha a "casas

de chocolate" especiais. À

medida que a tendência se

espalhava pela Europa, muitas

nações começaram as suas

próprias plantações de cacau,

em países ao longo do

Equador.


A revolução do chocolate

O chocolate permaneceu imensamente popular

entre a aristocracia europeia. Os Reis e as classes

superiores consumiam o chocolate devido aos

seus benefícios para a saúde, bem como pelo

prazer.

O chocolate ainda era nesta altura produzido à

mão, o que queria dizer que era um processo

lento e laborioso. Mas, com a Revolução

Industrial quase a chegar, tudo estava prestes a

mudar.

Em 1828, a invenção da máquina de prensar

revolucionou a produção de chocolate. Este

dispositivo inovador permitia espremer a

manteiga de cacau dos grãos torrados,

deixando um pó de cacau fino.

O pó foi então misturado com líquidos e

colocado num molde, onde solidificou numa

barra comestível de chocolate.

E assim, nasceu a era moderna do chocolate.


Rádio

Omindaré

www.radioomindare.com.br

VIVA A VOZ DO ARTISTA

AO VIVO

aguardem novos horários

Patrocínio

MEDITE, SE HARMONIZE

e reprise durante a semana


"Se podes escutar o cantar dos

pássaros pela manhã, ainda há

de ter esperanças pois a

natureza ainda não desistiu de

nós."

Alfredo Martin Koch

A IMPORTÂNCIA

DA CONSCIÊNCIA

DA RESPIRAÇÃO

Maude

Salazar

Respiração é o

conjunto de ações que inclui

inspiração e expiração, que

permite a um organismo vivo a

troca de oxigênio e dióxido de

carbono com o meio ambiente.

É o processo metabólico no qual

o oxigênio molecular é

absorvido pelas células e usado

na oxidação de moléculas

orgânicas, resultando na

liberação de energia para outros

processos metabólicos e na

eliminação de dióxido de

carbono e água.

Através da respiração, além do

oxigênio, aspiramos também o

prana, considerado pelas

doutrinas espiritualistas o

princípio da vida, a energia

psíquica vital que fortifica as

membranas celulares e revigora

o sistema imunológico e

mantém funcionando o corpo

físico. Por isso, a respiração

correta proporciona um

aumento de energia ao nosso

corpo sutil.


Cientificamente, o prana é

uma energia eletromagnética,

de caráter universal, existente

em todas as coisas e de forma

especial nos organismos vivos.

O universo inteiro é uma

manifestação de prana, que é o

poder criativo original.

Segundo Pundit Acharya,

somente quando respiramos

profunda e tranqüilamente por

meio de cada célula do nosso

corpo, sorrindo alegremente e

libertando a cabeça de todas as

preocupações e ansiedades,

respirando pela benção do

amor, da esperança e da

imortalidade que está

emergindo do ar, é que,

finalmente, poderemos

entender o significado da

respiração humana.

Nossas palavras são criadas

pelo processo que envolve a

respiração, ou seja, a respiração

é parte primordial para a

realização do ato de cantar e do

mantra. É a qualidade da nossa

respiração que determina a

qualidade de vida que teremos.

Para modificarmos a maneira

de respirar e termos a

possibilidade de melhorar

muitos aspectos da nossa vida,

precisamos, primeiro, estar

conscientes de como

respiramos e, depois, de como

podemos alterar nossos

padrões de respiração.

É natural que a respiração

passe despercebida, pois

respirar é um processo

completamente automático e

inconsciente. A cada momento

existem processos vitais

ocorrendo em nosso corpo e

sobre os quais não temos

consciência. Já imaginaram o

que aconteceria se tivéssemos

que determinar e participar de

todos esses processos? Por isso

eles são inconscientes, ou seja,

são dirigidos pela inteligência

que permeia todos os processos

do universo. Assim, podemos

estar livres para criar e organizar

tudo aquilo que necessite de

nossa inteira consciência e

inteligência.


Tornar consciente o ato de

respirar é um grande benefício

físico, mental, emocional e

espiritual. Na verdade, a cada

momento da respiração

consciente

estaremos

intencionalmente interferindo no

processo da respiração como um

todo e aprendendo a controlar

emoções, podendo assim

influenciar o desenrolar da nossa

própria história.

O objetivo da respiração

consciente não é

fundamentalmente o movimento

do ar, mas sim o movimento da

energia. Se você fizer durante

alguns minutos um relaxante e

encadeado ciclo de respiração,

começará a experimentar uma

energia dinâmica fluindo para

dentro do seu corpo. Esses fluxos

de energia são a fusão entre o

espírito e a matéria.

No canto, a respiração torna-se

mais dependente da ação da

vontade.

Quando se canta ou

simplesmente quando se fala, a

passagem do ar faz-se

necessariamente também pela

boca, devido, sobretudo, ao maior

volume de ar movimentado. Isso,

evidentemente, exclui a limpeza,

o aquecimento e o

umedecimento do ar, efetuados

normalmente pelo nariz. Por essa

razão, é recomendado tanto a

cantores como a oradores que

evitem sempre que possível

cantar ou falar em ambientes

muito frios e onde haja poeira,

mofo, cheiros de produtos

químicos ou fumaça de cigarro.

A quantidade de movimentos

respiratórios efetuados num

minuto diminui e é repartida de

acordo com o significado do texto

ou comprimento da frase

musical.

Coordenar a respiração com o ato

de falar e de cantar é

fundamental porque previne a

tensão da musculatura da laringe

e assim se tem uma emissão mais

clara e mais sonora da voz.


Ao falar, devemos tomar o ar de

forma natural, relaxada e silenciosa,

não havendo necessidade de se

tomar grandes quantidades de ar, o

que provocaria apenas cansaço e

tensão. Entretanto, ao cantar, é

necessário maior quantidade de ar,

pois sem isso o ato de cantar torna-se

tensionado e limitado.,

A respiração contribui

essencialmente para conduzir o

homem ao encontro de seu interior,

promover o autoconhecimento e

transformar seu ego exterior numa

forma de consciência mais elevada,

que, conduzida por nossa vontade,

tem a possibilidade de chegar até os

processos inconscientes e

autônomos do nosso corpo.

Os chineses dizem que a respiração

calma prolonga a vida. Seus filósofos

afirmam que ao nascer é

proporcionado ao homem um

determinado número de respirações.

Caso se respire agitada e

rapidamente, a energia vital logo

chegará ao fim. Eles vão buscar um

exemplo disso no macaco arisco, de

vida curta, e na tartaruga centenária,

com a respiração acentuadamente

lenta.

Maude Salazar, escritora do livro Yoga da

Voz, professora de canto e meditação


É simplesmente natural.

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Tudo natural significa que é bom

para você e para o planeta

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ESCOLHAS

BY OMINDARÉ

"O que está acontecendo em sua

vida, neste momento.

São resultados das escolhas que

você fez no passado..

E, o que acontecerá logo ali na

frente, serão resultados das

escolhas feitas neste momento!

Saiba exatamente o que acabou

de escolher!

E tudo será resultado de sua

decisão!

Somente SUA e de mais

ninguém, são as consequências

de suas escolhas!"

Veludo

Omindaré

http://soundingstones.wixsite.com/eevo


YABASSÉ

DE

OMINDARÉ

A Receita desta edição será

VATAPÁ

Por um período teremos nesta

seção convidados e convidadas

especiais que irão apresentar

seus pratos preferidos, e

escolhemos a Yabassé de

Omindaré para dar uma dica de

um VATAPÁ pra lá de especial,

que poderá ser o prato do dia

das mães! O que acha?

Yabassé - é a responsável pelo

preparo dos alimentos sagrados

no candomblé. Todos os

iniciados podem auxiliá-la,

sendo ela a responsável por

qualquer falha eventual. Ela

deve estar em todos os eventos

do terreiro, já que é ela quem

prepara toda a comida sagrada.


Modo de Preparo:

HISTÓRIA DO VATAPÁ

Chegou no Brasil por intermédio dos

africanos iorubás escravizados em

meados do século XVI e trazidos para o

país em navios negreiros. Seu nome foi

originado pelo termo iorubá vata'pa,

mas também era conhecido como

ehba-tápa.

Prato típico da culinária afro-brasileira.

O seu preparo pode incluir pão

molhado ou farinha de rosca, fubá,

gengibre, pimenta-malagueta,

amendoim, cravo, castanha de caju,

leite desnatado, azeite de oliva, cebola,

alho e tomate.

Ingredientes

VATAPÁ COM CAMARÃO

1 kg de camarão descascado e

lavado, sem cabeça e rabo

2 cebolas médias

2 tomates

1 leite de coco

1 azeite de dendê

cheiro verde picado

1 lata de creme de leite ( opcional)

10 pães

2 pimentas cheirosas

sal e pimenta (malagueta ou

murupi) a gosto

1. Refogue o camarão com 3 colheres

de dendê junto com a cebola, o

tomate, cheiro verde e pimenta

cheirosa, reserve.

2. Bata no liquidificador os pães com

água, para 2 pães, 1 copo de água.

3. Despeje o pão batido em uma

panela e leve ao fogo.

4. Deixe ferver, mexendo sempre, ele

começará a engrossar.

5. Quando começar a ferver

acrescente o restante do dendê.

6. Acrescente o camarão refogado.

7. Adicione o sal e pimenta, mexendo

sempre para não grudar no fundo

da panela.

8. Se quiser pode acrescentar uma

caixa de creme de leite. (opcional)

OBS: se acrescentar o Creme de

leite, desligue o fogo e misture

bem, neste momento pode colocar

também cebolinha e cheiro verde.

9. Quando estiver quase pronto

misture o leite de coco e retire do

fogo.

10. Decore com camarões e cebolinha.


site: vitrine.elo7.com.br/quitandadeomindare


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Pós-Doutorado Pesquisadoras/es

Negras e Negros

A Pró-Reitoria de

Inclusão

Pertencimento

e

(PRIP), em parceria

com a Pró-Reitoria de

Pesquisa e Inovação

(PRPI), publica seu

mais novo edital para

o Programa de Pós-

Doutorado,

voltado

para pesquisadoras e

pesquisadores

negras e negros.

Nesta edição, serão

concedidas até 50

bolsas no valor de R$

8.479,00 mensais.

A resolução e o edital estão disponíveis em:

https://prip.usp.br/posdoc-pesquisadores-negros

até 10/05!!!


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