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Logo ohne Slogan.pdf 1 19/12/19<br />
jornal<strong>das</strong>oficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira<br />
<strong>209</strong><br />
C<br />
junho 2023 Y<br />
PERIODICIDADE | MENSAL<br />
ANO XVIII | 3 EUROS<br />
M<br />
CM<br />
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MY<br />
CY<br />
CMY<br />
K<br />
IBERIZAÇÃO DO AFTERMARKET<br />
O QUE ESTÁ EM JOGO?Pág. 06<br />
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Auto Peças.pt celebra<br />
25 anos<br />
Pág. 56 \\ Auto Peças.pt celebrou<br />
o 25º Aniversário, junto de clientes, fornecedores,<br />
colaboradores e amigos. A ocasião foi aproveitada<br />
para apresentar a rede de oficinas Mooving<br />
e as primeiras oficinas aderentes<br />
MVBER prorrogado 5 anos<br />
Pág. 26 \\ Foi anunciado o prolongamento<br />
do Regulamento de Isenção por Categoria para<br />
Veículos Motorizados e Diretrizes Suplementares<br />
– MVBER, por 5 anos e a atualização <strong>das</strong> suas<br />
Orientações Suplementares<br />
_Capa_selo_inf_esq_JO.pdf 1 23/05/2023 18:06<br />
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do <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong><br />
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Armando Musqueira<br />
Pag. 60 \\ Instituição de referência dentro da<br />
repintura automóvel, a Quimirégua continua a ser,<br />
aos 40 anos, uma empresa respeitada no mercado.<br />
Fomos falar com Armando Musqueira, gerente,<br />
para perceber como foram estas quatro déca<strong>das</strong><br />
Reparar vs substituir<br />
Pág. 74 \\ A regra dos três R para<br />
a sustentabilidade ambiental, para além<br />
de reutilizar e reciclar, passa por reduzir.<br />
A reparação de peças (em vez da substituição<br />
destas) é uma <strong>das</strong> principais medi<strong>das</strong><br />
preventivas<br />
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Editorial<br />
<strong>209</strong><br />
Junho 2023<br />
Folha de serviço .............................................................................. 04<br />
DESTAQUE<br />
Iberização do aftermarket ................................................. 06<br />
COMPETIÇÃO<br />
Challenge <strong>Oficinas</strong> ........................................................................ 18<br />
CAMPANHA<br />
E-Mobility ................................................................................................ 20<br />
ATUalidadE<br />
MVBER ....................................................................................................... 26<br />
NOTÍCIAS<br />
Empresas ................................................................................................ 30<br />
Produto ...................................................................................................... 52<br />
ENTREVISTAS<br />
Mireia Gonzales ............................................................................... 36<br />
Armando Musqueira .................................................................. 60<br />
EMPRESAS<br />
Primopeças ........................................................................................... 44<br />
Auto Acessórios <strong>das</strong> Palmeiras .................................. 48<br />
Auto Peças.pt .................................................................................... 56<br />
Congresso CGA ............................................................................... 64<br />
OFICINA DO MÊS<br />
Alexd’Auto............................................................................66<br />
REPINTURA<br />
Axalta Irus Mix ................................................................................... 72<br />
TÉCNICA & SERVIÇO<br />
Reduzir os resíduos na oficina ...................................... 74<br />
GESTÃO<br />
Controlo de custos ...................................................................... 78<br />
DIREITO À<br />
REPARAÇÃO<br />
Diversas associações liga<strong>das</strong> ao setor automóvel juntaram-se para apoiar um movimento<br />
global do direito à reparação, assinando uma declaração que enumera as crenças fundamentais<br />
do movimento e os objetivos e resultados pretendidos pela legislação que entrará<br />
em vigor com o novo MVBER, a 31 de maio de 2028. Mais importante ainda, o documento<br />
estabelece dez princípios para o desenvolvimento de um quadro para a legislação<br />
do direito à reparação adequada à digitalização do mercado pós-venda automóvel.<br />
A nível mundial, o mercado pós-venda automóvel mantém 1,5 mil milhões de veículos na estrada e<br />
contribui com 1,6 biliões de euros para a economia. Depois de os veículos saírem do período de garantia,<br />
as oficinas de reparação independentes efetuam 70% <strong>das</strong> reparações. Só na União Europeia, o mercado<br />
independente e multimarcas de pós-venda automóvel reúne mais de 500.000 empresas (muitas<br />
<strong>das</strong> quais PME) e 4,3 milhões de pessoas, que oferecem serviços e soluções inovadores e competitivos<br />
para a segurança, o desempenho ambiental e a qualidade geral <strong>das</strong> estra<strong>das</strong> de mais de 320 milhões de<br />
veículos utilizados por particulares, empresas e autoridades públicas. Esta indústria dinâmica e a escolha<br />
do consumidor que ela cria estão a ser ameaça<strong>das</strong> pelos fabricantes de automóveis que bloqueiam<br />
o acesso a dados de reparação e manutenção de veículos transmitidos via telemática.<br />
Sem a conveniência e a escolha de peças e reparações independentes, especialmente nas comunidades<br />
suburbanas e rurais, os consumidores terão um acesso limitado a serviços e reparações de veículos a<br />
preços acessíveis. Estas restrições podem ter efeitos catastróficos nas economias locais e no bem-estar<br />
e segurança de milhões de pessoas que dependem diariamente do transporte automóvel. O setor<br />
pós-venda independente, através <strong>das</strong> suas associações, apela às autoridades públicas para que adotem<br />
legislação que promova a igualdade de condições, permita a escolha dos consumidores e garanta<br />
a acessibilidade dos preços. Essa legislação deve, nomeadamente, garantir um acesso equitativo, em<br />
tempo real e seguro aos dados dos veículos. Os fabricantes de veículos têm esse acesso, mas as oficinas<br />
independentes não. Esta situação impede os prestadores de serviços independentes de desenvolverem<br />
e oferecerem serviços atraentes e acessíveis aos utilizadores finais em condições de igualdade com os<br />
fabricantes.<br />
A política de concorrência da UE precisa de assegurar que os mercados se mantenham suficientemente<br />
competitivos para dar aos consumidores o poder de escolha. Só nestas condições os preços serão<br />
competitivos e os investimentos na inovação continuarão a ser economicamente viáveis no mercado<br />
pós-venda, em benefício e bem-estar dos consumidores. Numa perspetiva de 5-10 anos, haverá ainda<br />
um parque de veículos antigos com a necessidade de manutenção, reparação e peças sobressalentes e<br />
um mercado verticalmente estruturado que requer regras para assegurar a concorrência em benefício<br />
dos consumidores. Ao mesmo tempo, é necessário reconhecer que o veículo automóvel está a tornar-se<br />
cada vez mais computorizado e complexo, e isto traz capacidades mais avança<strong>das</strong> tecnicamente para<br />
prevenir, restringir e distorcer a concorrência que deve ser considerado no futuro MVBER, de forma a<br />
manter um mercado competitivo de serviços pós-venda e de mobilidade.<br />
JOÃO VIEIRA | Diretor<br />
DIRETOR JOÃO VIEIRA joao.vieira@apcomunicacao.com // DIRETOR COMERCIAL MÁRIO CARMO mario.carmo@apcomunicacao.com // GESTOR DE CLIENTES PAULO FRANCO paulo.franco@apcomunicacao.com<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 3
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TOP 100 DISTRIBUIDORES<br />
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As Revistas TOP 100 Distribuidores e TOP<br />
100 <strong>Oficinas</strong> 2023 já estão a ser prepara<strong>das</strong> e<br />
como habitualmente vão divulgar o ranking<br />
dos maiores e melhores distribuidores e oficinas nacionais.<br />
Os dados apresentados vão corresponder<br />
aos publicados na informação IES relativa ao exercício<br />
fiscal de 2022 que as empresas entregaram na<br />
AT – Autoridade Tributária. Como novidade, este<br />
ano a Revista TOP 100 <strong>Oficinas</strong> incluirá os rankings<br />
<strong>das</strong> oficinas pertencentes aos grupos de retalho automóvel,<br />
oficinas em rede com atividade comercial e<br />
ainda as oficinas multimarca também com atividade<br />
comercial. É a primeira vez que se publica no nosso<br />
país este tipo de informação, que permitirá conhecer<br />
melhor a globalidade <strong>das</strong> empresas que se dedicam<br />
à reparação automóvel. Consideramos que a publicação<br />
da listagem com os dados financeiros <strong>das</strong> empresas,<br />
torna as revistas TOP 100 Distribuidores e<br />
TOP 100 <strong>Oficinas</strong>, guias de mercado essenciais, para<br />
todos os profissionais do aftermarket.<br />
UMA DAS MAIORES DIFICULDADES<br />
DA ATUALIDADE, É O FENÓMENO<br />
DA TINTA BASE CONVENCIONAL<br />
QUE ESTÁ A DAR CABO DO<br />
MERCADO. É UM PROBLEMA QUE<br />
TEMOS QUE RESOLVER. FALO DA<br />
TINTA SEM SER À BASE DE ÁGUA<br />
QUE AINDA PODE SER VENDIDA.<br />
A TENDÊNCIA ESTÁ A CRESCER.<br />
QUALQUER EMPRESA PODE<br />
COMPRAR ESTES PRODUTOS<br />
E DIZER QUE OS UTILIZA<br />
NA INDÚSTRIA, MAS DEPOIS<br />
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SEMÁFORO<br />
Falta de recursos humanos<br />
A falta de mão de obra tem sido apontada<br />
pelos empresários como uma <strong>das</strong> principais<br />
dificuldades ao bom desenvolvimento da<br />
atividade empresarial. É um problema<br />
grave com que as empresas se debatem<br />
diariamente e que necessita de soluções<br />
urgentes. A questão da falta de pessoal<br />
especializado agrava ainda mais a situação,<br />
a elevada carga fiscal sobre o emprego é<br />
outro dos óbices maiores, mas o mercado<br />
de trabalho debate-se com outras<br />
dificuldades, como o envelhecimento da<br />
população ou a dificuldade em reter os<br />
jovens, muitos deles qualificados. Por cada<br />
100 pessoas que saem do mercado de<br />
trabalho apenas ingressam 76.<br />
Prazos pagamento estabilizam<br />
De acordo com o Estudo de Gestão<br />
do Risco de Crédito em Portugal, da<br />
Iberinform, em 2023, os prazos de<br />
pagamento estabilizaram em valores<br />
muito semelhantes aos de 2022, quando<br />
registaram uma contração significativa.<br />
Segundo o estudo, no qual participaram<br />
mais de 300 diretores de empresas de<br />
to<strong>das</strong> as dimensões e sectores, 13%<br />
do tecido produtivo nacional, trabalha<br />
com prazos de pagamento superiores<br />
a 90 dias. Apenas 53% <strong>das</strong> empresas<br />
inquiri<strong>das</strong> opera com prazos inferiores<br />
aos 60 dias previstos no Decreto-Lei n.º<br />
62/2013 de transposição da diretiva<br />
europeia de medi<strong>das</strong> de luta contra os<br />
atrasos de pagamento nas transações<br />
comerciais.<br />
Exportações continuam a subir<br />
As exportações de componentes<br />
automóveis aumentaram 35,8% em<br />
março face ao mês homólogo, atingindo<br />
1.107 milhões de euros, anunciou a AFIA -<br />
Associação de Fabricantes para a Indústria<br />
Automóvel, realçando o facto de se registar<br />
uma subida pelo 11.º mês consecutivo e<br />
sublinhando que o crescimento do setor é<br />
superior ao da restante indústria nacional.<br />
Quanto ao acumulado de janeiro a março,<br />
a associação refere que as exportações<br />
de componentes automóveis alcançaram<br />
os 3.053 milhões de euros, um acréscimo<br />
de 22,2% comparado com o primeiro<br />
trimestre de 2022.<br />
4 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
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DESTAQUE<br />
IBERIZAÇÃO DO AFTERMARKET<br />
O QUE ESTÁ<br />
EM JOGO?<br />
NUM MUNDO CADA VEZ MAIS GLOBALIZADO, AS FRONTEIRAS<br />
JÁ NÃO SÃO UM IMPEDIMENTO. ISTO SIGNIFICA QUE<br />
OS DISTRIBUIDORES DE PEÇAS ESPANHÓIS POSSAM ENTRAR<br />
NO MERCADO PORTUGUÊS, SE BEM QUE TAMBÉM EXISTE<br />
O CONTRÁRIO EM MENOS QUANTIDADE. NESTE EDIÇÃO VAMOS<br />
ANALISAR, COM A AJUDA DE DIVERSOS OPERADORES, O QUE<br />
ESTÁ EM JOGO COM A IBERIZAÇÃO DO AFTERMARKET
IBERIZAÇÃO<br />
DO AFTERMARKET<br />
FRUTO DE ESTRUTURAS ALTAMENTE PROFISSIONAIS E COM<br />
EQUIPAS FORTÍSSIMAS DO PONTO DE VISTA TÉCNICO E NEGOCIAL,<br />
OS DISTRIBUIDORES NACIONAIS TÊM SIDO CAPAZES DE ENFRENTAR<br />
OS MAIS DIVERSOS EMBATES E VENCÊ-LOS DE FORMA CLARA<br />
iberização do aftermarket é um<br />
exemplo de como a globalização<br />
pode afetar as economias regionais e<br />
as empresas locais. Tal como a consolidação,<br />
a iberização resulta principalmente<br />
da necessidade de criar volumes<br />
que permitam obter melhores<br />
condições (preços) dos fabricantes.<br />
Este processo de abertura do mercado<br />
pode trazer benefícios para os<br />
consumidores, como maior concorrência,<br />
preços mais baixos e maior<br />
variedade de produtos disponíveis.<br />
No entanto, pode ser desafiador para<br />
os distribuidores nacionais que antes<br />
tinham menos concorrência e agora<br />
precisam competir com empresas<br />
espanholas. A abertura do mercado<br />
para empresas espanholas pode aumentar<br />
a competição e pressionar<br />
as empresas nacionais a melhorar os<br />
seus produtos e serviços, além de oferecer<br />
preços mais competitivos para<br />
os consumidores. Isso pode levar a<br />
um aumento na eficiência e produtividade<br />
dos distribuidores locais,<br />
melhorando sua capacidade de competir.<br />
Por outro lado, a entrada de<br />
distribuidores espanhóis pode criar<br />
desafios para as empresas nacionais<br />
que antes tinham um mercado relativamente<br />
protegido. As empresas<br />
nacionais podem enfrentar dificuldades<br />
em competir com as empresas<br />
espanholas em termos de preços,<br />
qualidade ou escala de produção.<br />
Isso pode levar a uma perda de participação<br />
de mercado e a uma possível<br />
redução nos lucros e empregos.<br />
Em geral, a iberização do aftermarket<br />
pode ser vista como uma<br />
oportunidade para as empresas nacionais<br />
se reinventarem e se adaptarem<br />
às novas condições do mercado,<br />
procurando a inovação e a<br />
diferenciação para competir com as<br />
empresas espanholas. Para isso, é<br />
importante que as empresas nacionais<br />
invistam em tecnologia, capacitação<br />
e desenvolvimento de novos<br />
produtos e serviços. O impacto da<br />
iberização nos distribuidores nacionais<br />
dependerá de diversos fatores,<br />
como o nível de concorrência, o grau<br />
de diferenciação dos seus produtos e<br />
serviços, a sua capacidade de adaptação<br />
e inovação, e a efetividade de<br />
suas estratégias de negócio.<br />
Para Flávio Menino, diretor de<br />
Marketing e Comunicação da AD “O<br />
mercado português e espanhol é visto<br />
cada vez mais como um mercado<br />
único. A procura de escala, a proximidade<br />
geográfica e a capacidade logística,<br />
com a facilidade e velocidade<br />
de entregas entre ambos os países,<br />
são fatores que propiciam esta tendência.<br />
A cada vez maior iberização<br />
do mercado aftermarket é geral no<br />
nosso setor, contudo, os motivos podem<br />
ser diferentes de empresa para<br />
empresa, de acordo com os seus objetivos<br />
e as suas necessidades atuais<br />
e futuras de negócio. Todavia, consideramos<br />
que as principais razões a<br />
nível geral poderão ser, sobretudo, a<br />
procura de consolidaç≠ão de negócio<br />
com melhores condições comerciais<br />
e de prestação de serviços para os<br />
seus clientes, assim como o aumento<br />
de potencial de mercado. A globalização<br />
e essencialmente a proximidade<br />
dos dois mercados é cada vez<br />
maior, e estas tendências promovem<br />
esta iberização na procura de escala,<br />
sinergias e melhores práticas de mercado<br />
como uma forma de ampliar o<br />
negócio”.<br />
José Luís Bravo, diretor geral da<br />
ASER, afirma que “O facto dos principais<br />
fabricantes de peças operarem<br />
nos dois países é uma situação normal.<br />
O que acontece é que os fabricantes<br />
tendem a otimizar as estruturas e,<br />
devido à dimensão dos países e à sua<br />
localização geográfica, encaram-nos<br />
como uma região. Do ponto de vista<br />
da distribuição, se um distribuidor espanhol<br />
ou português estiver à procura<br />
de crescimento, a proximidade é a expansão<br />
mais lógica. Para além disso, a<br />
globalização e a consolidação são hoje<br />
uma realidade, pelo que se procuram<br />
sinergias entre países para reforçar as<br />
diferentes posições.”<br />
Para Joaquim Candeias, diretor geral<br />
do bilstein group “O que está a<br />
acontecer é o crescimento de players,<br />
tanto nacionais como espanhóis. A<br />
principal razão passa pela procura<br />
de um negócio mais alargado, sendo<br />
uma situação perfeitamente normal<br />
para algumas empresas. O mercado<br />
nacional oferece a estes players um<br />
mercado diferenciado e onde existe<br />
margem para o alargamento do negócio.<br />
Estamos numa fase onde observamos<br />
movimentos muito dinâmicos<br />
neste setor e onde verificamos<br />
que estão a configurar-se diferentes<br />
tendências, umas vão manter-se e<br />
intensificar-se, outras nem por isso.”<br />
8 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Pedro Proença, diretor de marketing<br />
da Create, considera que “As marcas<br />
sempre olharam para o nosso mercado<br />
em função do interesse específico<br />
que têm. Uma vez que a maior<br />
parte da direção <strong>das</strong> mesmas está em<br />
Espanha, sempre quiseram ver os<br />
mercados como iguais. A verdade é<br />
que rapidamente se apercebem que,<br />
apesar de serem países vizinhos e<br />
culturalmente próximos, têm formas<br />
de trabalhar bastante diferentes. Diria<br />
que mais do que uma iberização<br />
o que estamos a assistir é uma “espanholização”<br />
do mercado português,<br />
ou seja, os grupos espanhóis a<br />
tentarem entrar em Portugal e a cativar<br />
retalhistas que, normalmente,<br />
estão a trabalhar com distribuidores<br />
no nosso mercado. O que esses grupos<br />
pretendem é dizer que têm uma<br />
presença ibérica. Vamos ver se ficam<br />
apenas pela presença ou se também<br />
vão ter postura ibérica.”<br />
Para Dário Afonso, diretor geral da<br />
Autocoach Management “A situação<br />
que o aftermarket está a viver em Portugal<br />
é normal e esperada faz alguns<br />
anos, se tivermos em conta o que tem<br />
vindo a acontecer nas últimas duas<br />
déca<strong>das</strong> no resto da europa. Sendo<br />
Espanha um mercado substancialmente<br />
maior que o português, é normal<br />
que existam empresas ou grupos<br />
de empresas, que queiram fazer a sua<br />
expansão para o mercado vizinho.”<br />
Ricardo Cal<strong>das</strong>, Diretor de ven<strong>das</strong><br />
da Dayco, considera este fenómeno<br />
perfeitamente normal “Recordo que<br />
há mais de vinte anos, o aftermarket<br />
de pesados foi confrontado com esta<br />
realidade da internacionalização <strong>das</strong><br />
empresas estrangeiras em Portugal e<br />
<strong>das</strong> portuguesas em Espanha, de maneira<br />
que este fenómeno mais recente<br />
no aftermarket de ligeiros acaba<br />
por ser algo perfeitamente normal,<br />
dada a nossa proximidade geográfica<br />
com Espanha e a tendência natural<br />
de internacionalização <strong>das</strong> empresas<br />
a partir do momento que atingem<br />
uma determinada dimensão.”<br />
Para Luís Ribeiro, diretor de ven<strong>das</strong><br />
da Diesel Technic “Trata-se de uma<br />
evolução normal e espectável, num<br />
processo de ganho de dimensão. Os<br />
distribuidores espanhóis que têm<br />
uma dimensão média superior aos<br />
distribuidores portugueses, olham<br />
para Portugal como um mercado<br />
próximo, fácil de entrar e sem grandes<br />
riscos, em muitos casos inclusive<br />
a logística pode ser feita toda a partir<br />
de Espanha.”<br />
Manuel Félix, diretor geral da Euromais<br />
diz que “Na realidade, se<br />
olharmos para a geografia dos dois<br />
países, Portugal é do tamanho de algumas<br />
regiões de Espanha. Por isso,<br />
não surpreende que a iberização esteja<br />
a acontecer. A razão principal é<br />
sempre o volume e o argumento da<br />
cobertura geográfica.”<br />
Nuno Garoupa, diretor da GiPA Portugal<br />
refere que “O mercado espanhol<br />
pela sua dimensão e grande concorrência,<br />
está a levar os grandes operadores<br />
espanhóis para Portugal. A<br />
Iberização do aftermarket é um processo<br />
natural, pois as grandes empresas<br />
espanholas têm que estar também<br />
em Portugal para dominarem toda a<br />
região, para ganhar ainda mais peso<br />
e volume o que ajuda nas negociações<br />
de condições comerciais, Portugal<br />
tem quase a mesma dimensão que<br />
toda a Andaluzia, no entanto a forma<br />
como estão presentes em Portugal<br />
não é exatamente igual entre elas.”<br />
Luís Almeida, diretor geral da Japopeças,<br />
encara como razão fundamental<br />
que “As empresas procurem<br />
beneficiar de economias de escala<br />
cuja sua expressão se torna maior<br />
se encararem o mercado como ibérico<br />
ao invés de repartido. A abertura<br />
de instalações próprias em território<br />
português parece indicar que, apesar<br />
da evidente proximidade geográfica,<br />
é necessário estar fisicamente presente<br />
para poder ter expressão no<br />
mercado nacional, seja com presença<br />
própria seja por parcerias estabeleci<strong>das</strong><br />
com players locais.”<br />
José Pires, diretor geral da Krautli<br />
Portugal considera que a iberização<br />
“Começou a ocorrer há dez anos, não<br />
só com a consolidação de operadores<br />
A COOPERAÇÃO ENTRE DISTRIBUIDORES, A COLABORAÇÃO<br />
NO DESENVOLVIMENTO DE NOVAS SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS E A PARTILHA<br />
DE CONHECIMENTO PODEM SER ALGUMAS DAS FORMAS DE APROVEITAR<br />
AS SINERGIAS DE CADA MERCADO PARA BENEFÍCIO MÚTUO<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 9
IBERIZAÇÃO<br />
DO AFTERMARKET<br />
AS PRINCIPAIS VANTAGENS DESTA IBERIZAÇÃO DO AFTERMARKET<br />
PRENDEM-SE COM UMA OFERTA E UMA DISPONIBILIDADE MAIORES,<br />
TRAZENDO INÚMEROS BENEFÍCIOS PARA AS OFICINAS E PARA QUEM<br />
ATUA NESTE SETOR<br />
nestes países, mais recentemente,<br />
mas principalmente com a entrada<br />
de grupos espanhóis de retalhistas em<br />
Portugal, através da inclusão de operadores<br />
portugueses (tanto grossistas<br />
como retalhistas) como sócios ou associados.<br />
Além dos objetivos de crescimento<br />
<strong>das</strong> empresas, ter volume é<br />
um fator crítico. As condições comerciais<br />
dos fabricantes não são obviamente<br />
as mesmas para quem compra<br />
100 mil euros, 1 milhão ou 10 milhões<br />
– há uma diferença significativa e os<br />
benefícios do volume são evidentes,<br />
especialmente quando as estruturas<br />
estão bem implementa<strong>das</strong> localmente.<br />
O sucesso é tanto maior quanto<br />
mais se controlar o mercado, atuando<br />
em toda a cadeia de distribuição, e ligando<br />
o fabricante à oficina.”<br />
Beatrice Motycka, diretora de exportação<br />
da NER-TOR, afirma que<br />
“Portugal, sendo um país mais pequeno<br />
do que Espanha, sempre foi<br />
muito forte no setor automóvel, com<br />
importantes intervenientes, dotados<br />
de infra-estruturas muito desenvolvi<strong>das</strong>.<br />
As empresas espanholas souberam<br />
reconhecer as grandes oportunidades<br />
que o mercado português<br />
oferece. Para além disso, contam<br />
com o apoio logístico de empresas de<br />
transporte que conseguem cumprir<br />
as suas entregas em prazos muito<br />
curtos e com a predisposição de profissionais<br />
portugueses que falam a<br />
nossa língua com muita facilidade.<br />
Muitos dos nossos grupos estão a<br />
expandir-se, incorporando cada vez<br />
mais novos parceiros portugueses<br />
ou abrindo aí os seus próprios armazéns,<br />
enquanto, por outro lado, as<br />
empresas portuguesas de uma certa<br />
dimensão também procuram parceiros<br />
no nosso país. É certo que os dois<br />
países estão a aproximar-se e que estamos<br />
a assistir a uma crescente iberização<br />
do aftermarket.”<br />
Nuno Reis, administrador da RedeInnov,<br />
refere que “Há muitos anos<br />
que as principais marcas têm Portugal<br />
englobado na região ibérica <strong>das</strong><br />
suas organizações. O que as distingue<br />
fundamentalmente é o nível de<br />
autonomia e a diferenciação com que<br />
abordam o mercado português, com<br />
evidentes benefícios para aquelas<br />
que melhor o fazem. É natural que,<br />
pela proximidade geográfica e cultural,<br />
haja apetência para que distribuidores<br />
espanhóis trabalhem no<br />
mercado português e que se assista<br />
também ao inverso.”<br />
Paulo Torres, diretor geral da Vieira<br />
& Freitas, diz que “O aftermarket tem<br />
evoluído em função da capacidade logística.<br />
A península ibérica é composta<br />
por diversas regiões politicamente<br />
e culturalmente diferentes, contudo<br />
muito próximas. Toda a europa comunitária<br />
é um único mercado, e a<br />
evolução de transações comerciais entre<br />
as diversas regiões está cada vez<br />
mais facilitada. Obviamente que pela<br />
proximidade, o mercado ibérico é<br />
quase um só, a facilidade e rapidez de<br />
transportes é que define a evolução de<br />
transações entre regiões, não só ibéricas,<br />
mas em toda a Europa.”<br />
Tiago Domingos, Diretor de marketing<br />
da Auto Delta, considera “O<br />
cenário de uma iberização do aftermarket<br />
tem sido de facto algo previsto<br />
já há alguns anos mas cuja efetividade<br />
se colocava repetidamente em<br />
causa. Na verdade, a abertura de instalações<br />
de distribuidores espanhóis<br />
em Portugal mas também a entrada<br />
de alguns players portugueses no<br />
mercado espanhol veio dar um novo<br />
élan a todo este tema. A integração<br />
na União Europeia e a liberdade de<br />
circulação de pessoas, mercadorias e<br />
capitais no seu seio era algo que pressupunha<br />
já há muitos anos a entrada<br />
em força de players externos mas as<br />
especificidades do nosso mercado<br />
fizeram com que esse fenómeno não<br />
tenha sido tão linear. Hoje em dia<br />
temos um mercado forte, recheado<br />
de empresas com uma excelente capacidade<br />
de resiliência (ou não teriam<br />
eles ultrapassado com sucesso<br />
uma crise económica e a pandemia)<br />
e ágeis o suficiente para que não tenhamos<br />
apenas de recear uma entrada<br />
em força de players espanhóis no<br />
mercado nacional, mas sim perspetivar<br />
também o seu contrário.”<br />
Pedro Díaz, Country Manager da ZF<br />
Aftermarket conclui que “Na generalidade<br />
do aftermarket de peças automóveis<br />
existe uma clara tendência<br />
de procura de novos mercados como<br />
forma de expandir negócio e aproveitamento<br />
de sinergias. A península<br />
ibérica não é exceção e nos últimos<br />
anos temos assistido à entrada de várias<br />
empresas provenientes de outros<br />
países. Dada a proximidade geográfica,<br />
às similaridades culturais, à partilha<br />
de equipas e de plataformas logísticas,<br />
esta iberização ainda é mais<br />
notória.” l<br />
10 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
DIFERENÇAS ESTRUTURAIS<br />
E CULTURAIS<br />
Existem algumas diferenças estruturais e culturais<br />
significativas entre a distribuição de peças<br />
aftermarket em Portugal e em Espanha. Algumas delas<br />
incluem o tamanho do mercado; a rede de distribuição<br />
de peças aftermarket; a cultura empresarial e os níveis<br />
de preços. Em resumo, ao identificar e aproveitar as<br />
sinergias de cada mercado, as empresas que operam no<br />
setor do aftermarket podem beneficiar de uma maior<br />
eficiência, competitividade e alcance geográfico<br />
Sobre as diferenças estruturais e culturais<br />
entre a distribuição de peças<br />
aftermarket em Portugal e em Espanha,<br />
Flávio Menino refere “ Enquanto que em<br />
Espanha o negócio e a distribuição estão muito<br />
assentes nos retalhistas que vendem diretamente<br />
à oficina, com prevalência nos grupos de<br />
compras de retalhistas, em Portugal estão mais<br />
concentrados nos importadores que não vendem<br />
diretamente à oficina. Ambos os modelos<br />
têm vantagens e desvantagens, sendo que o<br />
ideal será seguir as melhores práticas de ambos,<br />
criando sinergias e mais valias para todos os<br />
intervenientes do negócio, para que possamos<br />
continuar a desenvolver o nosso setor.”<br />
José Luís Bravo diz “Entre os dois países há<br />
muitas coisas em comum, mas também diferenças<br />
estruturais e culturais que nos tornam diferentes.<br />
Por esta razão, os projetos comuns entre<br />
países devem sempre deixar espaço para acomodar<br />
essas diferenças que nos tornam únicos.<br />
Não se trata de cortar e colar, mas de adaptar e<br />
tornar cada mercado mais flexível. Nas diferenças<br />
podemos também gerar oportunidades e<br />
criar sinergias comuns em termos de compras,<br />
ven<strong>das</strong>, gestão, formação e digitalização.”<br />
Joaquim Candeias, ressalva que “Apesar da<br />
proximidade geográfica, Portugal e Espanha<br />
são mercados extremamente diferentes e onde<br />
se observam algumas disparidades. No caso<br />
nacional, a cadeia de distribuição encontra-se<br />
organizada em 4 níveis: fabricante - importador/grossista<br />
– retalhista - reparador. De forma<br />
distinta, em Espanha observam-se 3 níveis:<br />
fabricante - retalhista - reparador. Cada um<br />
destes mercados apresenta disparidades e são<br />
as suas características particulares que os fazem<br />
diferenciar-se, existindo naturalmente pontos e<br />
políticas comuns. Estas singularidades obrigam<br />
a ajustes e adaptações dos players, o que ainda<br />
evidencia mais estas diferenças e onde se notam<br />
atuações distintas no seio do negócio. Contudo,<br />
não consigo vislumbrar vantagens mútuas naquilo<br />
que respeita às idiossincrasias de cada um<br />
deles.”<br />
Pedro Proença refere “Estruturalmente o<br />
mercado português sempre foi um mercado de<br />
Distribuidores, o mercado espanhol um mercado<br />
de Grupos. Nos últimos anos essa diferença<br />
tem-se vindo a esbater com mais grupos em<br />
Portugal e também mais distribuidores em Espanha,<br />
portanto estruturalmente os mercados<br />
aproximam-se. Culturalmente é que nos parece<br />
existir uma clivagem muito grande, fruto da forma<br />
de fazer negócio, condicionada por fatores<br />
históricos, pela nossa capacidade de inovação<br />
e utilização <strong>das</strong> tecnologias e pela tradição de<br />
“importação” pela competitividade, imensidão<br />
e variabilidade do próprio mercado espanhol. As<br />
sinergias só podem ser aproveita<strong>das</strong> se houver<br />
capacidade.”<br />
Dário Afonso afirma “A grande diferença é<br />
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IBERIZAÇÃO<br />
DO AFTERMARKET<br />
logo a sua dimensão. O nosso Aftermarket ronda<br />
os 2MM€ e o do país vizinho ronda os 14MM€.<br />
Em termos de estrutura, os grupos de compras<br />
são muito poderosos, sendo o Grupo AD o mais<br />
pojante. Culturalmente existe uma enorme diferença<br />
entre os dois países que se chama associativismo.<br />
No país vizinho, reconhece-se que todos<br />
ganham com o associativismo e este é na maioria<br />
dos casos respeitado. Temos de reconhecer que<br />
historicamente, não é o nosso forte. Pode ser<br />
que esta cultura de associativismo vinda do país<br />
vizinho, seja compreendida e aceite pelos empresários<br />
portugueses. Muitas vezes se pensa neste<br />
associativismo apenas numa lógica de “grupo<br />
de compras” que vai negociar mais uns pontos<br />
percentuais de desconto junto do fornecedor. Esquecemo-nos<br />
muitas vezes que os programas de<br />
apoio à modernização do sector que em outros<br />
países movimentam largos milhões de euros, não<br />
são sequer considerados no nosso país.”<br />
Luis Ribeiro, diz “Estruturalmente não vejo que<br />
existam grandes diferenças entre os dois mercados.<br />
Nos últimos anos, quer de um lado, quer do<br />
outro da fronteira, as empresas têm-se modernizado<br />
e estão hoje em dia em todos os aspetos<br />
muito melhor prepara<strong>das</strong> do que estavam. Já<br />
culturalmente, apesar de to<strong>das</strong> as semelhanças,<br />
algumas apenas aparentes, portugueses e espanhóis<br />
têm as suas diferenças e formas de trabalhar<br />
e ver as coisas distintas. Donde vejo que podem<br />
existir mais sinergias é ao nível da logística através<br />
da optimização de todos os processos de transporte<br />
e armazenagem.”<br />
Manuel Félix, afirma “Normalmente, o problema,<br />
está no facto de, em Espanha, os distribuidores<br />
espanhóis adaptarem-se às realidades <strong>das</strong><br />
diferentes regiões espanholas e, quando chegam<br />
a Portugal, não têm essa noção, de que têm que se<br />
adaptar à realidade do país. Existe um problema,<br />
relacionado com a logística, que ainda é um entrave<br />
forte à presença de mais empresas. Os operadores<br />
logísticos, ao cruzarem a fronteira, apesar<br />
de algumas vezes a distância percorrida ser menor<br />
do que para outras regiões de Espanha, cobram<br />
um custo logístico que, de alguma forma, limita o<br />
crescimento dessas empresas em Portugal. Se formos<br />
realistas, um grande distribuidor com 6 ou 7<br />
armazéns na Península ibérica, consegue ter uma<br />
excelente cobertura do mercado.”<br />
Para Nuno Garoupa “As grandes diferenças<br />
começam na estratégia, pois em Espanha estas<br />
empresas vendem a todos e até online, enquanto<br />
que em Portugal se um distribuidor de peças<br />
vende peças às lojas de peças, a maior parte <strong>das</strong><br />
vezes, não vende nas oficinas ou a cliente final,<br />
pois quem vende a todos “sem respeitar” os seus<br />
clientes não é muito bem visto no mercado Português.<br />
Devido à nossa tradição/cultura os clientes<br />
gostam de ser respeitados e se assim não for,<br />
preferem comprar a outro distribuidor mesmo que<br />
seja mais caro.”<br />
Luís Almeida, não tendo um conhecimento profundo<br />
do mercado espanhol, limita-se a “Constatar<br />
que a dimensão do mercado espanhol é maior<br />
geograficamente e em volume, contando com<br />
players, grupos e redes de maior dimensão e com<br />
movimentos de concentração de mercado com<br />
maior antiguidade que os verificados no mercado<br />
português. Será justo considerar o mercado português<br />
mais conservador na abordagem da cadeia<br />
de valor, contudo, também existem fenómenos<br />
regionais em Espanha à semelhança do acontece<br />
em Portugal que introduzem dificuldades a empresas<br />
portuguesas que investem em Espanha<br />
e vice-versa. A criação de sinergias entre ambas<br />
poderá ajudar a superar as dificuldades que cada<br />
mercado apresenta.”<br />
Para José Pires “Os modelos de distribuição no<br />
pós-venda independente são diferentes nos dois<br />
países. Em Portugal segue-se, em geral, a estrutura<br />
clássica “importador – retalhista – oficina”.<br />
Diferentemente, os principais fabricantes para<br />
primeiro equipamento estabeleceram-se em Espanha<br />
ao longo de muitos anos, abastecendo as<br />
OEM locais e, naturalmente, também o pós-venda,<br />
através de retalhistas. O fabricante assume em<br />
Espanha a função de armazenista/distribuidor nacional.<br />
As duas funções – armazenista e retalhista<br />
– são essenciais. É preciso ter o produto disponível<br />
para fornecimento rápido em qualquer ponto do<br />
país, e é necessária proximidade para entrega<br />
rápida às oficinas: duas estruturas diferentes com<br />
serviços distintos, mesmo que ambas pertençam<br />
ao mesmo operador, como sucede com vários casos<br />
em Portugal. Isto vai ser sempre necessário! A<br />
diferença em Espanha é que os fabricantes estão<br />
frequentemente presentes e por isso a figura do<br />
importador/armazenista é residual, sendo apenas<br />
útil para os fabricantes que não estão diretamente<br />
no mercado espanhol. Por uma questão de custos<br />
de operação e considerando a dimensão do mercado,<br />
os fabricantes preferem por norma fornecer<br />
em Portugal apenas o primeiro nível da distribuição<br />
(os importadores/distribuidores); ter uma<br />
“meia dúzia” de endereços de destino e não 100<br />
ou 200 retalhistas (há em Portugal quase 1.000,<br />
demasiados, como são demasiados os operadores<br />
em todos os níveis da distribuição). Por essa razão,<br />
com frequência não se verificam, para os retalhistas<br />
portugueses membros de grupos espanhóis,<br />
as vantagens comerciais muitas vezes espera<strong>das</strong>.<br />
Culturalmente como povo, e contrariamente à<br />
ideia geral internacional, os portugueses estão<br />
distantes dos espanhóis (estamos muito mais<br />
perto dos italianos). Um exemplo simples da diferença<br />
cultural relativa ao que agora nos interessa,<br />
a manutenção automóvel, e referente à manutenção<br />
preditiva: Espanha é proporcionalmente o segundo<br />
maior mercado mundial de produtos de car<br />
care, a seguir aos EUA. Em Portugal, este negócio<br />
não é comparável; a preocupação dos consumidores<br />
é essencialmente que o seu carro funcione, se<br />
possível cumprindo o plano de manutenção definido<br />
pelo construtor.”<br />
Miguel Ruiz realça “A cooperação entre distribuidores,<br />
a colaboração no desenvolvimento de<br />
novas soluções tecnológicas e a partilha de conhecimento<br />
podem ser algumas <strong>das</strong> formas de aproveitar<br />
as sinergias de cada mercado para benefício<br />
mútuo na distribuição de peças de aftermarket<br />
automóvel entre Portugal e Espanha.”<br />
Na opinião de Beatrice Motycka “Apesar de<br />
serem países vizinhos com culturas que podem<br />
parecer a priori “semelhantes”, encontramos um<br />
mercado português muito “marquista”, onde predominam<br />
fortemente as grandes marcas.”<br />
Para Nuno Reis “Basicamente, é a cadeia de valor<br />
que é tradicional e maioritariamente diferente<br />
entre Portugal e Espanha. Enquanto em Espanha<br />
grande parte <strong>das</strong> marcas atua como grossista, em<br />
Portugal essa função tem sido assumida pelas<br />
empresas de distribuição. Daqui também decorrem<br />
enormes diferenças em termos de estrutura<br />
de condições comerciais de um lado e outro da<br />
fronteira.”<br />
Paulo Torres, considera “A grande diferença é<br />
mesmo cultural. Espanha tem 17 regiões autónomas<br />
com geografia e cultura diversas, somando a<br />
estas as regiões portuguesas estamos a falar de<br />
uma grande diversidade de culturas, há rivalidades<br />
bairristas, e mesmo entre regiões espanholas<br />
por vezes as relações são complica<strong>das</strong>. Embora<br />
muito próximas, por vezes, estão mais dispostos<br />
a comprar mais longe do que ao vizinho do lado.<br />
Por isso, aproveitar sinergias para o mercado Português<br />
é mais fácil, gostamos de aprender.”<br />
Tiago Domingos, afirma “Tal como quando comparamos<br />
quaisquer outros dois mercados, existem<br />
diferenças assinaláveis entre o aftermarket nacional<br />
e o espanhol. Ainda assim, acreditamos que essas<br />
diferenças, como seja o próprio posicionamento de<br />
cada player e a sua relação entre os elos da cadeia,<br />
se irão paulatinamente esbater para que haja vantagens<br />
para as empresas de cada país. A verdade<br />
é que uma entidade “forasteira” terá sempre de se<br />
adaptar a uma realidade existente no local onde se<br />
implantar e, sabendo todos como as mudanças não<br />
se efetivam de um momento para o outro, terá de<br />
se ir adaptando a essa mutação e procurando responder<br />
ao que é exigível no mercado. Acreditamos<br />
claramente que não será pela imposição de regras<br />
que o mercado se adaptará.”<br />
Pedro Díaz, acrescenta “Portugal sempre foi um<br />
mercado menos dado ao associativismo, mas tem<br />
vindo a aprender a aproveitar as várias sinergias<br />
de trabalhar em grupo e de uma forma mais organizada.<br />
Espanha por sua vez é um mercado<br />
mais atomizado, mas que também se tem vindo a<br />
consolidar em estruturas de maior dimensão. Em<br />
ambos casos estas alterações têm originado uma<br />
maior profissionalização do mercado independente<br />
ibérico.”<br />
A NÍVEL DE DISTRIBUIÇÃO, OS DOIS MERCADOS PODERÃO<br />
APROXIMAR-SE SIGNIFICATIVAMENTE, CONTUDO, NAS RESTANTES<br />
CARACTERÍSTICAS E PARTICULARIDADES, CONTINUAM A EXISTIR<br />
DIFERENÇAS MUITO SIGNIFICATIVAS<br />
12 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
VANTAGENS E BENEFÍCIOS<br />
A iberização do aftermarket traz várias vantagens para o mercado e para as oficinas, incluindo um aumento da<br />
concorrência, que pode resultar em preços mais competitivos e mais opções de escolha para os clientes; Maior<br />
disponibilidade de produtos; Melhoria da qualidade dos produtos; Maior acesso a tecnologia; Aumento <strong>das</strong> sinergias<br />
entre empresas; e Acesso a um mercado maior, o que pode trazer oportunidades de crescimento<br />
Relativamente às vantagens que a iberização<br />
traz para o aftermarket português,<br />
Flávio Menino, diz que “Poderão ser<br />
diferentes consoante as estratégias e objetivos de<br />
cada empresa. Contudo, de uma forma geral, consideramos<br />
que as principais vantagens poderão<br />
ser a implementação de melhores práticas de cada<br />
mercado, a melhoria <strong>das</strong> condições comerciais e<br />
a extensão dos serviços proporcionados os seus<br />
clientes, através <strong>das</strong> sinergias possíveis entre parceiros<br />
ibéricos. As oficinas poderão ser as maiores<br />
beneficia<strong>das</strong> com esta iberização do negócio pós-<br />
-venda, pois com o aumento da competitividade<br />
nos players a montante, poderão usufruir de mais<br />
e melhores condições comerciais e serviços por<br />
parte dos seus fornecedores. Poderão obter melhores<br />
condições comerciais, mas a grande vantagem<br />
para as oficinas será sobretudo conseguirem<br />
melhores serviços essenciais para o seu sucesso a<br />
vários níveis, como informação técnica, apoio técnico,<br />
formação, entre outros.”<br />
José Luís Bravo, defende que “O mercado, tornar-se-á<br />
um mercado cada vez maior e com maior<br />
peso nas estruturas europeias. Para as oficinas,<br />
haverá cada vez mais investimento na formação,<br />
no acesso à informação, na digitalização e na profissionalização.”<br />
Joaquim Candeias, refere “As principais vantagens<br />
desta iberização do aftermarket prendem-se<br />
com uma oferta e uma disponibilidade maiores,<br />
trazendo inúmeros benefícios para as oficinas, mas<br />
de um modo geral, para quem atua neste setor. A<br />
concorrência é outro dos aspetos profundamente<br />
implicado neste fenómeno e que obriga os players<br />
a uma evolução muito mais rápida, precipitando,<br />
certamente, o abandono da zona de conforto.”<br />
Pedro Proença, assegura que “As vantagens são<br />
sempre dependentes da adaptação e resposta dos<br />
modelos de negócios aos mercados. Se isto acontecer<br />
as oficinas serão beneficia<strong>das</strong> pela maior<br />
variedade de escolha e de soluções.”<br />
Para Dário Afonso “A grande vantagem da iberização<br />
é a transferência de boas práticas de um<br />
mercado para o outro e o aumento da dimensão<br />
de alguns players. A iberização deveria ser considerada<br />
para ambos os lados, já que temos empresas<br />
portuguesas que têm massa crítica para<br />
adicionar valor ao negócio do aftermarket em<br />
Espanha. Ambos os mercados são historicamente<br />
muito fracionados e, por isso, faz sentido que<br />
a consolidação se faça num contexto ibérico. As<br />
oficinas poderão beneficiar de mais e melhores<br />
conceitos oficinais. As opções de escolha serão<br />
maiores e a quantidade de oferta, levará invariavelmente<br />
à necessidade de aumentar a qualidade<br />
dos serviços prestados como formação, suporte<br />
técnico, ferramentas digitais, …”<br />
Ricardo Cal<strong>das</strong>, considera que “As oficinas beneficiam<br />
de mais concorrência e isso é muito positivo<br />
para elas e consequentemente para o cliente final,<br />
valorizando cada vez mais o aftermarket.”<br />
Luís Ribeiro, diz “Com a chegada de novos<br />
players espanhóis ao mercado português chegarão<br />
certamente também novas soluções, que em<br />
última análise irão trazer benefícios às oficinas.”<br />
Manuel Félix, pensa que “As oficinas terão mais<br />
opções de escolha. Mas apenas para aquelas que<br />
sejam organiza<strong>das</strong>. Com o modelo de funcionamento<br />
que temos atualmente as oficinas vão<br />
sempre preferir o distribuidor local pelo elevado<br />
nível de serviço que dá. Se fossem organiza<strong>das</strong><br />
pedissem o material com tempo, para as viaturas<br />
que já têm marca<strong>das</strong> para efetuar o serviço, retirariam<br />
ainda mais vantagens.”<br />
Nuno Garoupa, refere “Quando temos grandes<br />
mudanças, existem também grandes oportunidades,<br />
logo depende do ponto de vista do empresário,<br />
pois para uns é uma grande ameaça e para<br />
outros uma grande oportunidade. As oficinas vão<br />
ter acesso a marcas que antigamente não tinham<br />
acesso, mais variedade de produtos e preços mais<br />
competitivos.”<br />
Para Luís Almeida, “Todo o aumento de competitividade<br />
- seja pelo aumento do número de players,<br />
seja pelo aumento em escala dos existentes ou<br />
sinergias/parcerias cria<strong>das</strong> - reverte num benefício<br />
final para a oficina seja pela qualidade do serviço e<br />
soluções ofereci<strong>das</strong> ao mercado seja pela perspetiva<br />
comercial ao nível de preço. De igual forma, os bons<br />
exemplos de práticas e soluções que se diferenciem<br />
no mercado impõe uma evolução em todos os demais<br />
sob pena de não acompanharem o mercado.<br />
Isto traduz-se num aumento da qualidade e serviço<br />
prestado pela generalidade <strong>das</strong> empresas.”<br />
Na opinião de Miguel Ruiz, “A iberização do mercado<br />
de pós-venda automóvel pode ter efeitos<br />
positivos em termos de aumento da concorrência<br />
e da oferta de produtos, bem como de redução dos<br />
custos para os consumidores. No entanto, também<br />
é importante ter em conta os desafios que pode<br />
colocar, como a necessidade de adaptação às diferenças<br />
culturais e linguísticas entre os dois países.<br />
Em todo o caso, é uma tendência que parece estar<br />
em curso e que pode ter implicações importantes<br />
para o sector automóvel em Espanha e Portugal.”<br />
Beatrice Motycka, afirma “À medida que o<br />
mercado se liberaliza, os grandes grupos e plataformas<br />
de distribuição vão moldando progressivamente<br />
o mercado à sua maneira, selecionando<br />
os seus parceiros e definindo os seus modelos de<br />
trabalho. A maior parte deles está a criar as suas<br />
próprias redes de oficinas. Deve dizer-se que a<br />
pertença a estas “redes/grupos” lhes permite<br />
beneficiar de condições em termos de gama, produtos,<br />
preços, formação, ferramentas informáticas<br />
e disponibilidade, que de outra forma não seriam<br />
tão abrangentes e competitivas.”<br />
Nuno Reis, assegura “Não creio que estejamos a<br />
assistir ainda a uma iberização do mercado. Vemos<br />
a montante dos distribuidores que essa iberização<br />
se está a dar muito lentamente, e os reflexos a<br />
jusante ainda são muito ténues. A exceção é precisamente<br />
em relação às oficinas, em que é visível<br />
o benefício <strong>das</strong> redes de oficinas ibéricas, que pela<br />
sua dimensão, têm uma capacidade muito mais<br />
forte de desenvolver as suas redes, dada a dimensão<br />
que atingem agregando ambos os mercados<br />
numa rede única.”<br />
Para Paulo Torres, “A grande vantagem é o aumento<br />
da oferta, contudo, o risco de descida de<br />
margens e as consequências de que isso venha<br />
a provocar maiores dificuldades financeiras nos<br />
players, pode acontecer.”<br />
Tiago Domingos diz “As oficinas são sempre as<br />
grandes beneficia<strong>das</strong>, assim o queiram, da esmagadora<br />
maioria de movimentações globais de<br />
mercado e, quando falamos na potencial entrada<br />
de mais players com diferentes abordagens de negócio,<br />
estas só têm a ganhar. Seja através da entrada<br />
de novas marcas ou pelo maior desenvolvimento<br />
de algumas já existentes, a maior e melhor<br />
capacidade de disponibilidade e entrega e ainda,<br />
não menos importante, o fator preço que acaba<br />
por influenciar bastante a decisão de compra.”<br />
Pedro Díaz, é da opinião “Quanto mais profissionalização<br />
existir, mais valor acrescentado será<br />
criado, melhores conceitos serão desenvolvidos,<br />
melhor apoio técnico será disponibilizado, mais e<br />
maiores estruturas de armazém irão aumentar o<br />
nível de serviço e disponibilidade <strong>das</strong> peças. Resumindo,<br />
maiores serão os benefícios para as oficinas<br />
e consequentemente para o consumidor final.”<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 13
IBERIZAÇÃO<br />
DO AFTERMARKET<br />
QUAL O MODELO VENCEDOR?<br />
Com a tendência de iberização, é possível que ocorra uma convergência entre o modelo português e o modelo espanhol,<br />
mas é difícil prever qual modelo irá prevalecer no futuro. Por um lado, o modelo do importador/grossista que vende<br />
para lojas em Portugal pode continuar a ser importante porque muitas oficinas em Portugal preferem comprar peças<br />
e acessórios de lojas especializa<strong>das</strong> e não diretamente de distribuidores. Por outro lado, o modelo do distribuidor<br />
com ven<strong>das</strong> diretas à oficina em Espanha pode-se tornar mais relevante em Portugal com a entrada de novas empresas<br />
estrangeiras que adotam esse modelo de negócio<br />
Na opinião de Joaquim Candeias “Não<br />
irá prevalecer nem um nem outro modelo,<br />
até porque cada país tem as suas<br />
regras e a sua conduta própria no que toca ao<br />
negócio. Tudo isto é desenvolvido tendo em conta<br />
os muitos anos de evolução e de atividade e nada<br />
muda de um momento para o outro. Os mercados<br />
são diferentes e são regulados, tal e qual como<br />
estão. O facto de players espanhóis terem preferência<br />
no mercado português não significa que tenham<br />
a intenção de quererem impor o seu modelo<br />
ou modificar o modelo atual.<br />
Para Pedro Proença “Prevalecerá o modelo<br />
que for mais eficiente e que seja capaz de dar às<br />
oficinas o que elas necessitam, sendo que as necessidades<br />
futuras serão bastante diferentes <strong>das</strong><br />
atuais.”<br />
Dário Afonso assegura que “No futuro teremos um<br />
modelo híbrido, como aliás existe na europa central.<br />
Ou seja, nas zonas/ regiões onde o negócio é mais<br />
importante e dinâmico, os players estarão presentes<br />
diretamente junto da oficina. Em zonas/ regiões<br />
menos interessantes ou do ponto de vista logístico<br />
mais complexas, terão parceiros retalhistas. O foco<br />
será em servir a oficina bem do ponto de vista logístico<br />
(proximidade e disponibilidade) e, conseguir<br />
implementar conceitos oficinais que garantam a<br />
fidelização da oficina junto do distribuidor.”<br />
Para Ricardo Cal<strong>das</strong> “Seria um excelente exercício<br />
no nosso mercado, percebermos exatamente<br />
do volume importado de peças, quanto é vendido<br />
diretamente às oficinas pelos importadores,<br />
quanto é vendido dos importadores aos retalhistas<br />
e quanto é vendido dos retalhistas às oficinas.<br />
O futuro encarregar-se-á de nos dizer qual o modelo<br />
mais relevante.”<br />
Manuel Félix é também da opinião que “O modelo<br />
de futuro será híbrido. Existiram sempre importadores<br />
/ grossistas e existiram distribuidores<br />
com venda direta a oficina. E existiram importadores<br />
/ grossistas que também vendem às oficinas.<br />
Os que fazem venda direta nunca conseguem ter<br />
tudo o que necessitam, por isso, os importadores /<br />
grossistas terão sempre o seu espaço pela disponibilidade<br />
de produto.”<br />
Nuno Garoupa, acredita que “Pela lei do maior volume<br />
de negócio irá prevalecer o modelo espanhol,<br />
mas deverá demorar mais tempo do que certamente<br />
estamos a pensar, pois o Português é muito<br />
tradicional e gosta de levar o seu tempo para fazer<br />
alterações. O empresário Português não gosta que<br />
se venda a tudo e a todos os produtos que tem em<br />
casa. Pois em alguns casos vende-se a profissionais<br />
e ao mesmo tempo online ao cliente final.”<br />
Luís Almeida, afirma “A cadeia logística fabricante-grossista-retalho-oficina<br />
existe fisicamente<br />
tanto em Espanha como em Portugal. O fabricante<br />
que produz, o Grossista que armazena grandes<br />
quantidades e distribui localmente e o retalho<br />
que garante a resposta local, imediata e próxima<br />
do cliente. Na prática a diferença real tem que ver<br />
com o facto de a propriedade <strong>das</strong> empresas em<br />
Espanha ser mais concentrada que em Portugal<br />
que ainda tem uma grande preponderância de<br />
empresas de cariz familiar, contudo, esse caminho<br />
cá já está a ser trilhado fruto de aquisições/fusões<br />
de grupos, entre outros formatos. Fisicamente os<br />
diferentes elos continuarão a existir, mas a propriedade<br />
tem tendência a ser mais concentrada e<br />
cremos que isso irá prevalecer no futuro.”<br />
Miguel Ruiz diz “Com a tendência para a iberização<br />
do mercado, é possível que se verifique uma<br />
convergência e adaptação de ambos os modelos,<br />
com a presença de importadores/grossistas que<br />
trabalham de forma mais próxima e colaborativa<br />
com as oficinas, e a presença de distribuidores<br />
que alargam a sua oferta e presença no mercado<br />
ibérico. Em qualquer caso, a chave do sucesso<br />
neste mercado será a capacidade de adaptação e<br />
colaboração entre os diferentes atores, bem como<br />
a capacidade de oferecer produtos e serviços de<br />
qualidade a preços competitivos.<br />
Beatrice Motycka, pensa que “O modelo espanhol<br />
acabará por ganhar terreno em Portugal,<br />
simplesmente por causa do preço, da mesma<br />
forma que o comércio eletrónico e o B2C estão a<br />
crescer.”<br />
Tiago Domingos afirma “É muito difícil analisar<br />
agora o que se irá passar a médio prazo. Se<br />
há característica que as diferentes empresas<br />
presentes no aftermarket têm é a sua capacidade<br />
de adaptação. Fruto de estruturas altamente<br />
profissionais e com equipas fortíssimas do ponto<br />
de vista técnico e negocial, os distribuidores<br />
nacionais têm sido capazes de enfrentar os mais<br />
diversos embates e vencê-los de forma clara.<br />
Voltamos a frisar que não acreditamos em revoluções<br />
mas sim em evoluções: onde to<strong>das</strong> as mudanças<br />
e adaptações vão sendo paulatinamente<br />
feitas e permitirão decerto um aftermarket mais<br />
forte.”<br />
Pedro Díaz, afirma “Com a crescente consolidação<br />
a todos os níveis, com a entrada de novos<br />
players globais, e com a evolução constante da<br />
logística de mercadorias, achamos que ambos os<br />
modelos se vão fundir e que irão prevalecer as<br />
melhores empresas com maior capacidade de serviço<br />
e disponibilidade de stock. Tendencialmente<br />
algumas destas empresas irão incorporar dentro<br />
do seu próprio negócio grandes estruturas de<br />
armazéns, bem como lojas de proximidade com<br />
venda à oficina.”<br />
A ABERTURA DE INSTALAÇÕES PRÓPRIAS DE DISTRIBUIDORES ESPANHÓIS<br />
NO NOSSO PAÍS, MOSTRA QUE APESAR DA PROXIMIDADE GEOGRÁFICA, É<br />
NECESSÁRIO ESTAR FISICAMENTE PRESENTE PARA PODER TER EXPRESSÃO<br />
NO MERCADO NACIONAL<br />
14 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
DIFERENCIAÇÃO DE TARIFAS<br />
FAZ SENTIDO?<br />
Num mercado globalizado, as tarifas e os preços<br />
dos produtos podem ter um impacto significativo na<br />
competitividade e na rentabilidade <strong>das</strong> empresas, bem<br />
como nos consumidores finais. A diferenciação de<br />
preços praticada por alguns fabricantes pode ser uma<br />
estratégia válida para se adaptarem às condições do<br />
mercado, mas pode gerar controvérsia e dificuldades em<br />
alguns casos.<br />
Por um lado, a diferenciação de preços pode permitir<br />
às empresas adaptarem-se às diferentes condições<br />
económicas e concorrenciais de cada mercado,<br />
o que pode resultar numa maior eficiência e competitividade<br />
globais. Além disso, a diferenciação de<br />
preços pode também permitir que os consumidores<br />
tenham acesso a produtos que, de outra forma,<br />
poderiam ser inacessíveis devido a fatores como o<br />
poder de compra e a procura local. Em resumo, num<br />
mercado globalizado, a diferenciação de preços<br />
pode ser uma estratégia válida para se adaptar às<br />
condições do mercado, mas é importante que seja<br />
aplicada de forma justa e transparente. Em alguns<br />
casos, as tarifas podem ser um instrumento útil<br />
para proteger as empresas locais e promover a<br />
concorrência leal, mas a sua utilização deve ser cuidadosamente<br />
avaliada para evitar efeitos negativos<br />
para os consumidores finais. O importante é respeitar<br />
a cadeia de distribuição, sabendo que os preços<br />
oferecidos aos operadores mais importantes dos<br />
dois mercados acabarão por ser semelhantes. A diferenciação<br />
que nalguns casos subsiste, mas que vai<br />
diminuindo em número de fabricantes que a pratica,<br />
causa perturbações no mercado e gera algumas<br />
desconfianças que são desnecessárias. No futuro, é<br />
de prever que esta diferenciação irá ser abandonada<br />
por grande parte dos fabricantes pois, numa era em<br />
que poucos segredos são impossíveis de manter, o<br />
verdadeiro segredo do sucesso está na capacidade<br />
de trabalho e no desenvolvimento interno de portefólios<br />
capazes de responder ao mercado.<br />
A DIFERENCIAÇÃO DE TARIFAS DE PREÇO É ALGO QUE SERÁ O PRÓPRIO<br />
MERCADO A DEFINIR COM O TEMPO. NO ENTANTO, AS TARIFAS DE PORTUGAL<br />
E ESPANHA SÃO COMPLETAMENTE DIFERENTES E A FORMA COMO SÃO<br />
FEITOS OS ESTUDOS DE MERCADO (PREÇOS) NÃO É IGUAL NOS DOIS PAÍSES<br />
PUB
IBERIZAÇÃO<br />
DO AFTERMARKET<br />
REDES OFICINAIS<br />
DE ÂMBITO IBÉRICO<br />
Os conceitos de redes de oficinas desenvolvidos<br />
em Espanha podem ser<br />
aplicáveis em Portugal, embora seja<br />
importante ter em conta as particularidades e<br />
diferenças entre os dois mercados. As redes de<br />
oficinas têm como objetivo melhorar a eficiência<br />
e a competitividade <strong>das</strong> oficinas, otimizando a<br />
gestão dos recursos e melhorando a qualidade<br />
e a rapidez dos serviços. Estes conceitos podem<br />
ser benéficos tanto para as oficinas como para<br />
os clientes, uma vez que permitem uma melhor<br />
coordenação e colaboração entre os diferentes<br />
atores do mercado. No caso específico de Portugal,<br />
é importante ter em conta as particularidades<br />
do mercado, como a dimensão e a estrutura<br />
da indústria automóvel, a distribuição geográfica<br />
<strong>das</strong> oficinas e os hábitos e preferências dos<br />
consumidores. Estas particularidades podem<br />
exigir ajustamentos e adaptações na implementação<br />
de redes de oficinas. No entanto, muitas<br />
<strong>das</strong> ferramentas e práticas utiliza<strong>das</strong> nas redes<br />
de oficinas desenvolvi<strong>das</strong> em Espanha, como a<br />
formação e certificação de técnicos, a gestão da<br />
qualidade e a gestão da relação com o cliente,<br />
podem ser aplicáveis em Portugal e contribuir<br />
para melhorar a competitividade e a qualidade<br />
dos serviços prestados pelas oficinas. Existem<br />
em Espanha conceitos oficinais bem estruturados,<br />
com excelentes ferramentas informáticas,<br />
de marketing, de aquisição de novos clientes, de<br />
formação e de apoio técnico, para referir algumas.<br />
Estes conceitos podem (e devem) ser usados<br />
pelos retalhistas com os seus clientes para<br />
aprimorar a qualidade <strong>das</strong> oficinas, melhorando<br />
significativamente a experiência do utilizador.<br />
As redes podem ter o mesmo nome e os mesmos<br />
valores e eventualmente os mesmos tipos<br />
de serviços, pois as necessidades <strong>das</strong> oficinas<br />
de Portugal e Espanha são muito semelhantes.<br />
O que acontece é que em cada país tem de ser<br />
adaptado de forma diferente. Em Espanha não<br />
existe o mesmo padrão contabilístico que em<br />
Portugal e muitos dos serviços têm de ser locais<br />
para cada país. A língua, a cultura é muito<br />
diferente, por isso é bom pertencer a uma rede<br />
global mas adaptada a cada país. Além disso,<br />
vale a pena referir que a tecnologia está cada<br />
vez mais presente nos novos veículos e as oficinas<br />
vão necessitar de formação e recursos que<br />
as redes podem fornecer mais facilmente e de<br />
forma atualizada. Para uma esmagadora maioria<br />
de oficinas de reparação que são PME’s, com<br />
uma menor capacidade de investimento mas<br />
que consideram essencial acompanhar de perto<br />
as evoluções do parque automóvel, a adesão a<br />
redes oficinais é essencial.<br />
MERCADO ÚNICO IBÉRICO<br />
SERÁ O FUTURO?<br />
É<br />
possível que, no futuro, possamos estar na<br />
presença de um único mercado ibérico de<br />
aftermarket, mas isso dependerá de vários<br />
fatores, incluindo a evolução da economia, a harmonização<br />
legislativa e a cultura empresarial. Será<br />
um mercado cada vez mais ibérico do ponto de<br />
vista da gestão, mas em que haverá diferenças culturais<br />
e estruturais que terão de ser considera<strong>das</strong><br />
nas estratégias <strong>das</strong> empresas para terem sucesso<br />
nos dois mercados. A história mostra-nos que sempre<br />
que se consideram os dois mercados como um<br />
único, algo corre mal. Somos um mercado pequeno<br />
é certo, mas também sabemos que as preferências<br />
e os fatores de decisão de escolha de um fornecedor<br />
mudam do Porto para Braga, como mudam de<br />
Lisboa para o Algarve e assim sucessivamente. Da<br />
mesma forma que em Espanha, a forma de pensar<br />
de um madrileno não é a mesma de um catalão ou<br />
de um basco ou de um andaluz. O mercado ibérico<br />
ganha, se todos os intervenientes respeitarem as<br />
ideias do vizinho, sem sobranceria e sem ideias<br />
preconcebi<strong>das</strong>. As diferenças regionais irão perdurar<br />
no tempo o que não invalida que se concretize<br />
cada vez mais a ideia de um único mercado ibérico.<br />
Dependerá da capacidade <strong>das</strong> empresas se adaptarem<br />
às assimetrias regionais e encontrarem acolhimento<br />
junto destas por força da qualidade do seu<br />
produto e serviço numa linguagem comum que<br />
seja compreendida e aceite ao nível comercial. O<br />
papel dos retalhistas no nosso mercado, mais ágeis<br />
e melhor localizados geograficamente que qualquer<br />
distribuidor de âmbito nacional, ainda é muito<br />
importante. Em todo o caso, é importante que<br />
os intervenientes no mercado estejam preparados<br />
para se adaptarem às mudanças e oportunidades<br />
que forem surgindo, mantendo sempre o foco na<br />
satisfação do cliente e na melhoria contínua dos<br />
processos e serviços.<br />
O FUTURO DAS OFICINAS TERÁ DE PASSAR PELOS CONCEITOS OFICINAIS,<br />
NACIONAIS OU ESPANHÓIS. ESTE É UM PASSO NECESSÁRIO PARA QUE O<br />
SEU DESENVOLVIMENTO E PERMANÊNCIA NO MERCADO SE TORNEM CADA<br />
VEZ MAIS EVIDENTES<br />
16 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
BENEFÍCIOS<br />
DA<br />
IBERIZAÇÃO<br />
A<br />
iberização do aftermarket pode trazer<br />
várias vantagens e benefícios tanto para<br />
os consumidores como para as oficinas e<br />
empresas do sector. Alguns dos principais benefícios<br />
são:<br />
- Preços mais competitivos: O aumento da concorrência<br />
no mercado pode resultar em preços mais<br />
competitivos para as peças do mercado pós-venda,<br />
o que pode resultar em poupanças de custos<br />
para as oficinas.<br />
- Maior variedade de peças e componentes: Com a<br />
entrada de novas marcas e empresas no mercado,<br />
as oficinas podem ter acesso a uma maior variedade<br />
de peças e componentes para as suas reparações,<br />
o que pode facilitar o trabalho e melhorar a<br />
qualidade <strong>das</strong> reparações.<br />
- Desenvolvimento de novas soluções e tecnologias:<br />
A entrada de novas empresas e marcas no<br />
mercado pode incentivar o desenvolvimento de<br />
novas soluções e tecnologias no setor, o que pode<br />
resultar numa maior inovação e numa melhor<br />
qualidade dos serviços e produtos.<br />
- Maior profissionalização do setor: A concorrência<br />
no mercado pode motivar as empresas a melhorar<br />
o seu nível de serviço e qualidade para se manterem<br />
competitivas, o que pode resultar numa<br />
maior profissionalização do setor em geral.<br />
APROVEITAR AS SINERGIAS<br />
Para aproveitar as sinergias de cada<br />
mercado com vantagens mútuas, as<br />
empresas que operam no setor de<br />
aftermarket podem adotar algumas estratégias,<br />
tais como:<br />
• Estabelecer pARCERIAS<br />
Empresas de Portugal e Espanha podem<br />
estabelecer parcerias para trocar conhecimentos<br />
e recursos, além de colaborar<br />
em projetos conjuntos. Por exemplo, distribuidores<br />
portugueses podem se associar<br />
a distribuidores espanhóis para criar<br />
uma rede de distribuição mais eficiente.<br />
• Aproveitar economias<br />
de escala<br />
As empresas nacionais podem se beneficiar<br />
de economias de escala ao operar<br />
em conjunto em ambos os mercados. Ao<br />
combinar sua experiência e recursos, as<br />
empresas podem obter vantagens competitivas<br />
em relação a seus concorrentes.<br />
• Adaptar-se às DIFERENÇAS<br />
culturais<br />
As empresas que operam em Portugal e Espanha<br />
podem adaptar suas estratégias de negócio<br />
para atender às diferenças culturais e estruturais<br />
de cada mercado. Por exemplo, uma<br />
empresa que opera em Portugal pode ajustar<br />
sua cultura empresarial para se adaptar a uma<br />
cultura mais formal e hierárquica em Espanha.<br />
• Cooperação entre<br />
distribuidores<br />
Os distribuidores de peças para o mercado<br />
pós-venda de ambos os países podem colaborar<br />
na aquisição e distribuição de peças, o que<br />
poderá conduzir a poupanças de custos e de<br />
prazos de entrega.<br />
• Desenvolvimento de novAS<br />
soluções tecnológicas<br />
As empresas podem colaborar no desenvolvimento<br />
de soluções tecnológicas para a gestão<br />
de stocks e a logística, o que poderá melhorar<br />
a eficiência da cadeia de abastecimento.<br />
• Intercâmbio de<br />
conhecimentos<br />
As empresas podem trocar conhecimentos<br />
sobre as melhores práticas na distribuição de<br />
peças do mercado pós-venda, o que pode melhorar<br />
a profissionalização e a sofisticação dos<br />
distribuidores em ambos os países.<br />
TENDÊNCIA<br />
E FATORES<br />
A<br />
crescente iberização do mercado pós-<br />
-venda automóvel é o resultado de várias<br />
tendências e fatores que têm estado em<br />
jogo nos últimos anos. Algumas <strong>das</strong> razões que<br />
conduziram a esta situação são:<br />
• Maior integração económica<br />
Espanha e Portugal são dois países que tiveram uma<br />
maior integração económica nas últimas déca<strong>das</strong>, o<br />
que facilitou o comércio e o investimento entre eles.<br />
A proximidade geográfica e cultural dos dois países<br />
também contribuiu para esta integração.<br />
• Mercado em crescimento<br />
O mercado de pós-venda automóvel em Espanha<br />
e Portugal tem vindo a crescer nos últimos anos,<br />
o que o torna atrativo para as marcas e distribuidores<br />
de peças.<br />
• Aumento da concorrência<br />
O mercado é muito competitivo, o que levou algumas<br />
empresas a procurar novas oportunidades em<br />
mercados próximos.<br />
• Acesso a novos clientes<br />
Algumas marcas e distribuidores de peças procuram<br />
expandir-se para novos mercados e alcançar<br />
novos clientes, o que levou a um aumento do investimento<br />
em Espanha e Portugal.<br />
A IBERIZAÇÃO DO AFTERMARKET É UM PROCESSO NATURAL,<br />
POIS AS GRANDES EMPRESAS ESPANHOLAS TÊM QUE ESTAR TAMBÉM<br />
EM PORTUGAL PARA GANHAREM AINDA MAIS PESO E VOLUME O QUE<br />
AJUDA NAS NEGOCIAÇÕES DE CONDIÇÕES COMERCIAIS<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 17
PATROCINADORES 2023<br />
www.challengeoficinas.pt<br />
COMPETIÇÃO CHALLENGE OFICINAS 2023<br />
TUDO PREPARADO<br />
PARA A GRANDE FINAL<br />
É JÁ NO DIA 17 DESTE MÊS DE JUNHO QUE AS DEZ MELHORES OFICINAS DE REDE VÃO DISPUTAR,<br />
NAS INSTALAÇÕES DA PRO4MATIC CAR SERVICE, EM MONTEMOR-O-VELHO, A 6ª EDIÇÃO DA COMPETIÇÃO<br />
CHALLENGE OFICINAS<br />
Este ano a Competição é dedicada em exclusivo<br />
às <strong>Oficinas</strong> de Rede e conta como habitualmente<br />
com a parceria da T Academy e<br />
apoio da Pro4Matic e TIPS4Y. Voltamos assim a<br />
desafiar as melhores oficinas de Portugal a participarem<br />
numa competição, cujo objetivo, para<br />
além de vencerem, é também poderem partilhar<br />
conhecimentos e experiências com outras oficinas,<br />
ganharem novas competências e uma visão estratégica<br />
diferente sobre os modelos de gestão oficinal<br />
que atualmente existem no mercado.<br />
Para participarem na grande Final, as oficinas tiveram<br />
de responder a um inquérito de avaliação e a um<br />
desafio de gestão online. As dez melhores foram seleciona<strong>das</strong><br />
pelo seu desempenho nesta primeira etapa<br />
da Competição. O foco agora está concentrado no dia<br />
da Final, onde to<strong>das</strong> as equipas vão dar o seu melhor.<br />
PATROCINADORES<br />
APOIAM COMPETIÇÃO<br />
A realização da Competição Challenge <strong>Oficinas</strong><br />
pelo sexto ano, e a evolução que a iniciativa tem<br />
tido ao longo dos anos, só tem sido possível graças<br />
ao apoio dos patrocinadores e parceiros, que<br />
têm reconhecido a importância deste evento, que<br />
já é uma tradição no calendário dos acontecimentos<br />
ligados ao aftermarket nacional. Como tal<br />
queremos agradecer todo o apoio e empenho dos<br />
patrocinadores que mais uma vez contribuíram<br />
para o sucesso da Competição, designadamente<br />
a Valvoline, Yuasa Battery, Tirso Pneus, Bahco,<br />
Dayco e SKF.<br />
ESTE ANO, A COMPETIÇÃO CHALLENGE OFICINAS, ORGANIZADA<br />
PELO JORNAL DAS OFICINAS EM PARCERIA COM A T ACADEMY,<br />
É DEDICADA ÀS OFICINAS DE REDE, UM CONCEITO EM FRANCO<br />
CRESCIMENTO E CUJA TENDÊNCIA É CONTINUAR<br />
18 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
PATROCINADORES ><br />
E-MOBILITY<br />
TRANSIÇÃO É UMA<br />
NECESSIDADE!
MAIS DO QUE UMA OPORTUNIDADE, A TRANSIÇÃO PARA A E-MOBILITY É UMA NECESSIDADE<br />
E UM COMPROMISSO NÃO COMO EMPRESAS, MAS COMO PESSOAS. DEVEMOS DEIXAR<br />
AOS NOSSOS FILHOS E ÀS NOVAS GERAÇÕES UMA INDÚSTRIA SUSTENTÁVEL E LIMPA<br />
COM UMA PEGADA DE CARBONO ZERO<br />
A<br />
transição, embora englobe grandes<br />
números, consiste em fazer coisas pequenas<br />
todos os dias, cada uma à sua<br />
escala. A grande transformação envolve<br />
a assunção por to<strong>das</strong> as empresas<br />
de que estamos todos imersos nela, cada um na<br />
sua própria área. Os pequenos passos que cada um<br />
de nós dá na sua própria área é o que conduzirá à<br />
mudança. Todos ao seu próprio nível devem tomar<br />
medi<strong>das</strong> para que a sociedade avance no sentido da<br />
neutralidade, embora os governos também devam<br />
proporcionar facilidades. As instituições têm um<br />
papel fundamental a desempenhar na transição<br />
e o que esperamos delas é agilidade, que a ajuda<br />
pública chegue às empresas o mais rapidamente<br />
possível para que possam começar a capitalizar o<br />
dinheiro e iniciar os projetos, porque o sector privado<br />
não pode transformar o país por si só.<br />
Mercado de VE cresce no primeiro<br />
quadrimestre 2023<br />
No mês de Abril de 2023 foram matriculados em<br />
Portugal 6.495 veículos elétricos de passageiros,<br />
ou seja, mais 57,1 por cento que no mesmo mês do<br />
ano anterior. De Janeiro a Abril de 2023 as matrículas<br />
de veículos ligeiros de passageiros deste tipo<br />
totalizaram 29.061 unidades, o que se traduziu<br />
numa variação positiva de 64,0 por cento relativamente<br />
a período homólogo de 2022. Nos quatro<br />
meses de 2023 verificou-se um aumento de 118,6<br />
por cento nas matrículas de BEV, em comparação<br />
com o mesmo período do ano anterior, tendo sido<br />
matriculados 10.405 unidades.<br />
Ainda há muito por fazer<br />
Apesar <strong>das</strong> matrículas evidenciarem um crescimento<br />
do segmento de veículos elétricos, ainda<br />
existem algumas barreiras que impedem a sua<br />
plena implementação no mercado. Hoje em dia<br />
existe uma série de barreiras que dificultam o<br />
estabelecimento do mercado da mobilidade elétrica<br />
e impedem os clientes de perceberem os<br />
veículos elétricos como uma opção viável e economicamente<br />
interessante para eles. Uma delas<br />
é o preço, porque embora sejam mais baratos do<br />
que antes e as marcas tentam aproximar os preços<br />
dos consumidores, poucas pessoas estão dispostas<br />
a pagar quarenta ou cinquenta mil euros por<br />
este tipo de veículo; a autonomia, embora tenha<br />
melhorado consideravelmente e pareça agora ser<br />
mais psicológica do que real, mas ainda existe;<br />
e a falta de infraestruturas de carregamento, especificamente<br />
o carregamento ultra-rápido para<br />
viagens longas.<br />
De facto, a instalação de pontos de carregamento<br />
para veículos elétricos ainda é limitada. É<br />
importante perceber como é que esta rede está<br />
distribuída por todo o país. Os centros urbanos<br />
acabam por ter uma infraestrutura de carregamento<br />
mais presente, mas, para o veículo elétrico se tornar<br />
numa opção viável para todos, tem de se olhar mais<br />
longe. O mais importante para o condutor é ter um<br />
ponto de carregamento ‘onde’ e ‘quando’ precisa.<br />
Outra dificuldade ao desenvolvimento da rede<br />
são os entraves burocráticos à implementação dos<br />
carregadores, nomeadamente no que diz respeito<br />
a licenciamentos municipais, ligações elétricas ao<br />
operador de rede, inspeções, etc..<br />
Lacuna de talentos trava evolução<br />
A dificuldade que as empresas têm em recrutar<br />
perfis qualificados está a tornar-se uma <strong>das</strong> maiores<br />
preocupações atuais <strong>das</strong> oficinas auto. O principal<br />
obstáculo para encontrar recursos humanos<br />
qualificados é a falta de profissionais com as competências<br />
certas, seguido da falta de profissionais<br />
com as qualificações certas. As empresas do setor<br />
automóvel estão a notar uma falta de talento, tanto<br />
em termos de competências como de qualificações.<br />
A solução é estabelecer planos internos de carreira<br />
e de formação e, por outro lado, promover a colaboração<br />
público-privada em termos de planos de<br />
formação dupla.<br />
O futuro da mobilidade é precisamente o que mais<br />
preocupa as empresas do setor automóvel e, por<br />
esta razão, as organizações acreditam que os departamentos<br />
com mais oportunidades de emprego<br />
no sector serão: as áreas da digitalização, tecnológica<br />
I&D e a área logística. Estas dificuldades em<br />
encontrar profissionais qualificados e em reter o<br />
talento na mão-de-obra são agrava<strong>das</strong> pelo contexto<br />
global resultante da pandemia e da invasão<br />
russa da Ucrânia. l<br />
NUMA ERA EM QUE A MOBILIDADE SUSTENTÁVEL ESTÁ CADA VEZ<br />
MAIS NAS AGENDAS DOS GOVERNOS, DAS EMPRESAS E DA SOCIEDADE,<br />
A OPÇÃO POR UM VEÍCULO ELÉTRICO É CADA VEZ MAIS CLARA<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 21
APLICAÇÕES DA IA NA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL<br />
As aplicações de inteligência artificial (IA) estão a tornar-se mais frequentemente integra<strong>das</strong> em veículos: a<br />
condução autónoma é o exemplo mais conhecido, mas uma vasta gama de outras aplicações também estão<br />
a ser utiliza<strong>das</strong>, tais como muitas funções de segurança de veículos, de conforto, sistemas avançados de<br />
assistência ao condutor, sistemas de conetividade e infoentretenimento, entre outros. Há muitas maneiras em<br />
que a IA já está a ser utilizada no setor automóvel para fabricar veículos mais seguro e mais confortáveis. A IA<br />
também pode ser utilizada para tomar decisões ou dar sugestões. A seguir indicamos apenas alguns exemplos<br />
de implementações práticas, a maioria <strong>das</strong> quais já estão implanta<strong>das</strong> em alguns veículos e já demonstraram a<br />
sua segurança:<br />
Sistemas AVANÇADOS de TRAVAgem de emergência:<br />
reconhecimento de obstáculos (peões, ciclistas, outros veículos...) e exercendo pressão sobre os travões a fim<br />
de evitar uma colisão.<br />
Cruise control adaptativo:<br />
detetar o veículo à frente na estrada e ajustar a velocidade do veículo para manter uma distância segura<br />
do mesmo.<br />
Sistemas de manutenção de faixas:<br />
deteção de marcações de faixa e quando o veículo está a sair da sua faixa involuntária, para reajustar automaticamente<br />
a posição do veículo.<br />
Adaptação inteligente da VELOCIDADE<br />
- deteção e identificação de limites de velocidade a partir de sinais de trânsito e exibindo-as no painel de instrumentos,<br />
ou mesmo ajustando automaticamente a velocidade do veículo.<br />
Monitorização da sonolência<br />
- detetar se o condutor está a adormecer (p. ex., pálpebras inclina<strong>das</strong>,) ou distraído (p. ex., rosto virado para<br />
um passageiro ou telefone), utilizando câmaras e sensores interiores, a fim de emitir um aviso e aplicar uma<br />
intervenção apropriada.<br />
Viseira solar<br />
- deteção da posição dos olhos dos condutores para uma viseira solar adaptável para lançar sombra apenas<br />
sobre os olhos, minimizando ao mesmo tempo a obstrução visual.<br />
Reconhecimento fACIAL<br />
- detetar e reconhecer o rosto do condutor para o identificar e desbloquear o veículo, semelhante a alguns dispositivos<br />
de telefone inteligente.<br />
Controlo climático<br />
- reconhecer as preferências dos passageiros e adaptar automaticamente a temperatura interior do veículo.<br />
InfOENTRETENIMENTO<br />
- identificar as preferências musicais do condutor e determinar a Playlist ideal, sugerir filmes ou programas<br />
em que os passageiros possam estar interessados, baseados em faixas de música ou vídeos previamente tocados.<br />
22 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
PATROCINADORES ><br />
MEYLE – SPONSOR CAMPANHA E-MOBILITY<br />
VASTO PORTFÓLIO DE PRODUTOS PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS<br />
Domínio da mobilidade elétrica<br />
A MEYLE patrocina a Campanha E-Mobility porque considera importante<br />
que o IAM e especialmente as oficinas adquiram cada<br />
vez mais conhecimentos neste domínio. As oficinas e os seus colaboradores<br />
têm de ser preparados para trabalhar com veículos<br />
elétricos, de modo a estarem preparados, equipados e formados<br />
para a crescente procura de soluções de reparação e poderem beneficiar<br />
já da transição da mobilidade<br />
A mobilidade elétrica é parte integrante da transformação da<br />
mobilidade, tornando-a amiga do clima e sustentável. Por um<br />
lado, existe uma procura crescente por parte dos clientes de soluções<br />
de mobilidade amigas do ambiente e do clima. Por outro<br />
lado, a transição da mobilidade está também a ser impulsionada<br />
pelos mais recentes objetivos e requisitos da UE. O resultado final<br />
é que, a partir de 2035, só poderão ser vendidos veículos que não<br />
provoquem emissões de carbono. “Desempenhar o nosso papel<br />
neste domínio é uma questão que nos é muito cara. Esta é apenas<br />
uma <strong>das</strong> razões pelas quais a MEYLE está sistematicamente a acelerar<br />
a transição da mobilidade no IAM como um desenvolvedor,<br />
fabricante e fornecedor de soluções holísticas”, refere a MEYLE.<br />
<strong>Oficinas</strong> mais competitivas<br />
Tendo em conta a evolução atual, a MEYLE considera que em<br />
2035 30% dos veículos serão veículos elétricos. O parque automóvel<br />
sofrerá alterações significativas e a mudança de mobilidade<br />
terá um forte impacto em toda a cadeia de abastecimento.<br />
Os mecânicos vão ter de saber trabalhar com motores elétricos<br />
e equipamentos de alta tensão. Mas, em particular para as pequenas<br />
e médias oficinas de reparação automóvel, não é muito<br />
fácil criar novas estratégias inovadoras e abrangentes para além<br />
da sua atividade diária.<br />
A fim de acompanhar a procura crescente de veículos eletrificados,<br />
a expansão da especialização no manuseamento seguro<br />
de veículos de alta tensão tornará as oficinas automóveis mais<br />
competitivas. Estas precisam de adaptar os seus equipamentos e<br />
ferramentas e conhecer os fornecedores certos de peças sobresselentes<br />
de alta qualidade para veículos elétricos.<br />
Graças à sua experiência no desenvolvimento e fabrico de peças<br />
sobresselentes e na formação do pessoal <strong>das</strong> oficinas, a MEYLE<br />
está bem posicionada para responder às novas exigências. “O<br />
nosso objetivo é impulsionar a transição para a mobilidade elétrica.<br />
É por isso que estamos a acompanhar de perto a evolução<br />
do mercado. Queremos contribuir ativamente para a eletrificação<br />
e ajudar as oficinas a prepararem-se para a transição que se aproxima”,<br />
afirma Stefan Bachmann, Diretor Dep. Direção e Suspensão<br />
da MEYLE.<br />
O aumento dos veículos elétricos significa que alguns serviços<br />
serão descontinuados e as oficinas terão de estar prepara<strong>das</strong><br />
para isso. Poderão tornar-se especialistas em veículos elétricos<br />
com boas competências técnicas. A reparação de muitas marcas<br />
poderá ser efetuada com um elevado nível de especialização. As<br />
oficinas têm de adquirir competências básicas na manutenção e<br />
assistência a veículos elétricos, mas, ao mesmo tempo, construir<br />
uma forte rede de parceiros que possam apoiar nas reparações<br />
mais profun<strong>das</strong>, por exemplo, na reparação de baterias.<br />
Os distribuidores de peças devem estar atentos às tendências e<br />
devem estar preparados para as necessidades futuras do mercado.<br />
A MEYLE trabalha em estreita colaboração com os seus<br />
clientes e apoia-os com informações detalha<strong>das</strong> sobre os seus<br />
desenvolvimentos no domínio da E-MOBILITY, para que, no futuro,<br />
também tenham sucesso no mercado.<br />
Portfólio alargado PARA VE<br />
Os engenheiros e equipas de desenvolvimento da MEYLE estão a<br />
alargar sistematicamente o portfólio de produtos para veículos<br />
híbridos e elétricos. E estão a fazê-lo com sucesso, pois a MEYLE<br />
tem atualmente mais de 4.000 produtos para veículos elétricos e<br />
híbridos no seu portfólio, mais de 1.400 dos quais para BEVs (Battery<br />
Electric Vehicles) e, portanto, puramente elétricos. Mas com<br />
a MEYLE eSolutions, não só oferece aos seus clientes peças sobresselentes<br />
melhores e mais sustentáveis para veículos elétricos,<br />
como também os ajuda a preparar as suas oficinas e funcionários<br />
para trabalharem com veículos elétricos.<br />
Com produtos como o braço de suspensão MEYLE HD para os<br />
Tesla Model 3 e Model Y, mais leve, mais estável e especialmente<br />
concebida para lidar com as eleva<strong>das</strong> pressões dos potentes e<br />
pesados veículos tesla, a MEYLE sublinha a sua experiência no<br />
domínio da mobilidade elétrica. Para além deste novo braço de<br />
suspensão, a MEYLE também oferece aos seus clientes concessionários<br />
e oficinas um vasto portfólio de produtos para veículos<br />
elétricos de diferentes fabricantes, que está em rápida expansão.<br />
A equipa de produtos “Direção e Suspensão”, por exemplo, já<br />
identificou o potencial de otimização para veículos com acionamentos<br />
elétricos, explica Stefan Bachmann: “Em geral, estamos<br />
atualmente a ver mais problemas iniciais com peças OE para<br />
veículos elétricos. Isto, naturalmente, motiva imenso os nossos<br />
engenheiros a desenvolverem a sua própria solução para esses<br />
casos e a serem os primeiros a chegar ao mercado. O objetivo é<br />
impulsionar a transformação da mobilidade elétrica, razão pela<br />
qual acompanhamos de perto a evolução da E-MOBILITY”.<br />
O desafio para as oficinas será repensar e adaptar os seus processos<br />
de trabalho e continuar a formar o seu pessoal para lidar com<br />
veículos elétricos. A MEYLE eSolutions é o parceiro competente<br />
para ajudar as oficinas a tirar todo o potencial da reparação e<br />
manutenção de automóveis elétricos para a estrada. “Desenvolvemos<br />
novas peças sobresselentes, soluções de reparação sofistica<strong>das</strong><br />
e oferecemos formação técnica. Com tudo isto, ajudamos as<br />
oficinas e o seu pessoal a prepararem-se para a crescente procura<br />
de soluções de reparação de veículos elétricos”, conclui Stefan<br />
Bachmann.<br />
A PROCURA DE VEÍCULOS ELÉTRICOS E DE SERVIÇOS E SOLUÇÕES DE REPARAÇÃO<br />
RELACIONADOS, IRÁ AUMENTAR SIGNIFICATIVAMENTE NOS PRÓXIMOS ANOS. É POR<br />
ISSO QUE A MEYLE ESTÁ CONTINUAMENTE A EXPANDIR A SUA GAMA DE PEÇAS PARA VE<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 23
PATROCINADORES ><br />
PATROCINADORES ><br />
A E-MOBILITY É IMPORTANTE<br />
PARA A SUSTENTABILIDADE<br />
POR VÁRIAS RAZÕES:<br />
Reduz as emissões de gases com efeito de estufa: O transporte é um importante<br />
1 contribuinte para as emissões de gases com efeito de estufa, que são uma <strong>das</strong><br />
principais causas <strong>das</strong> alterações climáticas. A e-mobilidade pode ajudar a reduzir estas<br />
emissões, fornecendo uma alternativa mais limpa aos veículos movidos a combustível.<br />
Os veículos elétricos não emitem dióxido de carbono (CO2) durante o funcionamento,<br />
e mesmo tendo em conta as emissões da produção de eletricidade, continuam<br />
a produzir significativamente menos emissões do que os veículos a gasolina.<br />
Reduz a poluição atmosférica: Para além dos gases com efeito de estufa, o<br />
2 transporte é também um importante contribuinte para a poluição atmosférica,<br />
o que tem impactos nocivos na saúde pública. Os veículos eléctricos produzem zero<br />
emissões de tubos de escape, o que pode ajudar a reduzir a poluição atmosférica nas<br />
áreas urbanas.<br />
Utiliza fontes de energia renováveis: À medida que o mundo transita para fontes<br />
de eletricidade mais limpas, tais como a energia eólica e solar, os veículos<br />
3<br />
elétricos podem utilizar esta eletricidade limpa para alimentar as suas baterias. Isto<br />
significa que a e-mobilidade pode desempenhar um papel fundamental na transição<br />
para um sistema energético mais sustentável.<br />
Aumenta a eficiência energética: Os veículos elétricos são muito mais eficientes<br />
4 do ponto de vista energético do que os veículos a gasolina. Isto significa que<br />
podem viajar mais longe com a mesma quantidade de energia, reduzindo a quantidade<br />
de energia necessária para alimentar o transporte.<br />
TENDÊNCIAS ATUAIS DA E-MOBILITY<br />
Aumento <strong>das</strong> ven<strong>das</strong> dos VE - A aquisição de VE por particulares e empresas tem vindo a aumentar nos<br />
1 últimos anos. Governos de todo o mundo estão a oferecer incentivos e subsídios para encorajar a compra<br />
de VE, e os principais fabricantes de automóveis estão a investir fortemente no desenvolvimento de carros<br />
elétricos.<br />
Avanços tecnológicos - Os avanços na tecnologia <strong>das</strong> baterias estão a tornar os VE mais acessíveis, com<br />
2 gamas mais longas e tempos de carregamento mais rápidos. Os fabricantes de automóveis estão também<br />
a investir em tecnologia de condução autónoma, o que poderá levar a uma utilização mais eficiente dos<br />
VE.<br />
Expansão da infraestrutura de carregamento - O crescimento da E-Mobility está fortemente dependente<br />
da expansão da infraestrutura de recarga. Governos e empresas priva<strong>das</strong> estão a investir na constru-<br />
3<br />
ção de estações de carregamento para satisfazer a procura crescente de carregamento de VE.<br />
Integração com fontes de energia renováveis - A utilização de VE está frequentemente associada à utilização<br />
de fontes de energia renováveis, tais como a energia solar e eólica. A integração de VE com<br />
4<br />
fontes de energia renováveis pode conduzir a um sector de transporte mais sustentável e neutro em termos<br />
de carbono.<br />
Emergência de novos modelos de negócio - O crescimento da e-mobilidade está a levar ao surgimento<br />
5 de novos modelos de negócio, tais como a partilha de automóveis e os serviços de transporte de passageiros.<br />
Estes modelos podem levar à redução<br />
CONSOLIDAÇÃO DO MERCADO VE DEVE-SE<br />
A UM CONJUNTO DE DIFERENTES FATORES<br />
• Mudança de mentalidades;<br />
• Teletrabalho (menos uso do carro);<br />
• Mais eventos e divulgação do setor;<br />
• Maior consciência coletiva ambiental;<br />
• Elevado preço dos combustíveis fósseis;<br />
• EMEL grátis em qualquer parte da cidade de<br />
Lisboa; – Mais marcas e novos modelos de<br />
viaturas no mercado;<br />
• Baterias com mais autonomia (já há com<br />
autonomia até quase 1000 km);<br />
• Manutenção mecânica: menos e mais<br />
económica do que a <strong>das</strong> viaturas tradicionais;<br />
• Condução mais silenciosa (diminui poluição<br />
auditiva) e mais confortável e prazerosa;<br />
• Preços de viaturas novas cada vez mais<br />
competitivos, nomeadamente a 20 mil euros,<br />
sendo que até então eram sempre superiores<br />
a cerca de 40 mil euros (democratização do<br />
carro elétrico);<br />
• Mais e melhor rede de carregamento:<br />
tecnologia mais inovadora (mais potente) reduz<br />
tempo de carregamento e Portugal possui a 4.ª<br />
melhor rede da Europa (era uma <strong>das</strong> piores, mas<br />
em 2 anos, durante a pandemia, tudo mudou).<br />
24 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Consistência na precisão da cor<br />
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26 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Atualidade<br />
MVBER PRORROGADO POR MAIS 5 ANOS<br />
UM PASSO NA<br />
direçÃO CERTA<br />
FOI ANUNCIADO O PROLONGAMENTO DO REGULAMENTO DE ISENÇÃO<br />
POR CATEGORIA PARA VEÍCULOS MOTORIZADOS E DIRETRIZES<br />
SUPLEMENTARES – MVBER, POR 5 ANOS E A ATUALIZAÇÃO<br />
DAS SUAS ORIENTAÇÕES SUPLEMENTARES<br />
A<br />
Comissão adotou um período de prorrogação de<br />
cinco anos para o MVBER, o que significa que<br />
este será aplicável até 31 de Maio de 2028. Durante<br />
este período, a Comissão avaliará mais de perto<br />
a evolução do mercado e poderão ser necessárias alterações<br />
legislativas fundamentais após este período. As<br />
Associações do Aftermarket concordam com a prorrogação<br />
deste regulamento sectorial específico e irão<br />
analisá-lo em profundidade assim que todos os documentos<br />
estiverem disponíveis. As alterações centram-se<br />
na questão dos dados nos veículos e, à primeira vista,<br />
parece promissor. O prolongamento do Regulamento<br />
de Isenção por Categoria de Veículos Automóveis e <strong>das</strong><br />
Diretrizes Suplementares, que irão moldar a concorrência<br />
no mercado de pós-venda automóvel até 2028,<br />
é um passo na direção certa, mesmo que o Relatório de<br />
Avaliação da Comissão Europeia publicado em 2021 tivesse<br />
aberto as portas a uma revisão mais abrangente e<br />
ambiciosa.<br />
Orientações Suplementares atualiza<strong>das</strong><br />
Os dados gerados pelos sensores dos veículos podem<br />
constituir um elemento essencial para a prestação de<br />
serviços de reparação e manutenção. Por conseguinte,<br />
para dar cumprimento ao Artigo 101.º do Tratado sobre<br />
o Funcionamento da União Europeia (TFUE), as<br />
oficinas de reparação autoriza<strong>das</strong> e independentes devem<br />
ter acesso a esses dados em pé de igualdade. Os<br />
princípios existentes para a prestação de informações<br />
técnicas, ferramentas e formação necessárias para os<br />
serviços de reparação e manutenção foram alargados<br />
para abranger explicitamente os dados gerados pelos<br />
veículos. No entanto, alguns aspetos requerem esclarecimentos<br />
adicionais.<br />
As associações congratulam-se com a atualização de<br />
algumas <strong>das</strong> disposições relativas às informações técnicas,<br />
a fim de ter em conta o progresso técnico, nomeadamente<br />
a inclusão dos sistemas avançados de<br />
assistência ao condutor e dos sistemas de gestão de baterias.<br />
Dado que a mobilidade elétrica e conectada está<br />
a tornar-se cada vez mais importante, esta referência<br />
ajudará o mercado independente de pós-venda a prestar<br />
assistência aos modelos de veículos mais recentes.<br />
Os códigos de ativação, que são cada vez mais necessários<br />
para a instalação de peças de substituição, foram<br />
também incluídos no âmbito <strong>das</strong> informações técnicas.<br />
As associações congratulam-se igualmente com o reconhecimento<br />
de que os dados gerados pelos veículos são<br />
um “contributo essencial” para a prestação de serviços<br />
digitais competitivos. A nova orientação, segundo a<br />
qual um fabricante que retenha dados gerados por veículos<br />
a operadores independentes “pode constituir um<br />
abuso nos termos do artigo 102 do Tratado”, é um sinal<br />
importante dado pela Comissão Europeia. No entanto,<br />
continuam a ser necessários requisitos técnicos complementares<br />
no âmbito da homologação de veículos que<br />
esclareçam as especificações para esses dados, sob a forma<br />
de legislação sectorial específica sobre o acesso aos<br />
dados, funções e recursos do veículo.<br />
Sylvia Gotzen, Diretora-Geral da FIGIEFA, sublinhou<br />
que: “O MVBER é e continua a ser uma peça essencial<br />
no quadro legislativo da concorrência no mercado<br />
de pós-venda automóvel. As alterações introduzi<strong>das</strong><br />
proporcionam aos operadores independentes novos<br />
meios para resolverem os obstáculos ao acesso a fatores<br />
de produção, como os dados gerados pelos veículos,<br />
as informações técnicas, as ferramentas e a formação,<br />
que são necessários para realizar tarefas de reparação<br />
e manutenção e continuar a desenvolver serviços inovadores.<br />
Lamentavelmente, nem to<strong>das</strong> as preocupações<br />
expressas pela FIGIEFA durante a fase de consulta foram<br />
ouvi<strong>das</strong>. No entanto, continuamos confiantes de<br />
que os dados recolhidos nos últimos anos servirão para<br />
mostrar à Comissão Europeia, nos próximos 2-3 anos,<br />
quando se iniciarem as discussões sobre a próxima revisão<br />
do MVBER, a necessidade de efetuar adaptações<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 27
MVBER<br />
OS REPARADORES INDEPENDENTES DEPENDEM DE UMA CADEIA DE<br />
forneCIMENTO MULTIMARCas COMPETITIVA E INDEPENDENTE, QUE POR<br />
sua VEZ DEPENDE DE INPUTS DOS FABRICANTES DE VEÍCULOS<br />
mais abrangentes à luz dos desenvolvimentos<br />
tecnológicos e do mercado.”<br />
Distribuidores de peças<br />
Através de uma densa rede de mais<br />
de 30.000 empresas, a maioria <strong>das</strong><br />
quais PME, e 350.000 empregados,<br />
os distribuidores independentes<br />
europeus de peças aftermarket<br />
para automóveis fornecem soluções<br />
inovadoras e competitivas para uma<br />
mobilidade rodoviária segura, inteligente,<br />
sustentável e acessível em toda<br />
a Europa. São uma componente fundamental<br />
do ecossistema mais vasto<br />
do mercado europeu de pós-venda<br />
automóvel, composto por 500.000<br />
empresas e 4,3 milhões de trabalhadores<br />
que mantêm em perfeitas<br />
condições os 320 milhões de veículos<br />
que circulam nas estra<strong>das</strong> europeias.<br />
A FIGIEFA sugere fortemente que<br />
se preste especial atenção à situação<br />
específica <strong>das</strong> PME, que são a espinha<br />
dorsal do mercado pós-venda<br />
automóvel e da economia europeia<br />
em geral, muitas vezes com recursos<br />
financeiros e jurídicos muito limitados<br />
para se defenderem contra<br />
os grandes players do mercado. O<br />
espírito empresarial genuíno e independente<br />
<strong>das</strong> PME é uma característica<br />
especial. As micro, pequenas<br />
e médias empresas fornecem 67%<br />
dos postos de trabalho e criam quase<br />
60% do valor acrescentado na EU da<br />
estrutura económica da Europa e é<br />
um garante da inovação, da concorrência<br />
e do bem-estar dos consumidores.<br />
Isto deve ser considerado de<br />
forma crítica ao avaliar o MVBER.<br />
Competitividade <strong>das</strong> oficinas<br />
A competitividade <strong>das</strong> oficinas depende<br />
em grande medida da sua<br />
capacidade de obter peças sobressalentes<br />
e dados. Os reparadores<br />
independentes dependem de uma<br />
cadeia de fornecimento multimarcas<br />
competitiva e independente, que<br />
por sua vez depende de inputs dos<br />
fabricantes de veículos. A política<br />
de concorrência da UE precisa de<br />
assegurar que os mercados se mantenham<br />
suficientemente competitivos<br />
para dar aos consumidores o poder<br />
de escolha. Só nestas condições os<br />
preços serão competitivos e os investimentos<br />
na inovação continuarão<br />
a ser economicamente viáveis<br />
no mercado pós-venda, em benefício<br />
e bem-estar dos consumidores. Os<br />
consumidores europeus precisam de<br />
um acordo justo quando se trata de<br />
mobilidade acessível. A manutenção,<br />
reparação e peças sobressalentes são<br />
um fator de custo significativo para<br />
a mobilidade individual, bem como<br />
no transporte comercial, ou seja, no<br />
comércio transfronteiriço de mercadorias.<br />
Especialmente nas regiões<br />
rurais onde, dentro da UE, quase<br />
não existem redes de reparação oficiais<br />
da marca, os consumidores e as<br />
empresas devem ter acesso a preços<br />
acessíveis à assistência, reparação e<br />
peças sobressalentes.<br />
Preservar<br />
e modernizar o MVBER<br />
Numa perspetiva de 5-10 anos, haverá<br />
ainda um parque de veículos antigos<br />
com a necessidade de manutenção,<br />
reparação e peças sobressalentes<br />
e um mercado verticalmente estruturado<br />
que requer regras para assegurar<br />
a concorrência em benefício dos<br />
consumidores. Ao mesmo tempo, é<br />
necessário reconhecer que o veículo<br />
automóvel está a tornar-se cada vez<br />
mais computorizado e complexo, e<br />
isto traz capacidades mais avança<strong>das</strong><br />
tecnicamente para prevenir, restringir<br />
e distorcer a concorrência que<br />
deve considerado no futuro MVBER.<br />
As ineficiências resultam do facto<br />
de os distribuidores independentes<br />
de peças sobressalentes não estarem<br />
a ser capazes de se abastecerem de<br />
peças dos fabricantes de veículos,<br />
embora não exista alternativa para<br />
muitas destas peças (“peças cativas<br />
do equipamento original”). Na prática,<br />
verificou-se que não é praticável,<br />
nem economicamente viável que as<br />
oficinas de reparação independentes<br />
possam abastecer-se junto de<br />
oficinas de reparação autoriza<strong>das</strong>.<br />
Como os consumidores automobilistas<br />
esperam uma reparação rápida<br />
28 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
para que voltem a ter mobilidade, as<br />
oficinas de reparação independentes<br />
necessitam de uma fonte eficaz de<br />
entrega de peças “one-stop-shop”.<br />
Novas tendências<br />
do mercado e digitalização<br />
O sector automóvel é um dos primeiros<br />
a ser significativamente afetado<br />
pelas novas tendências emergentes<br />
que afetam todos os intervenientes<br />
no mercado. Estas incluem, por<br />
exemplo, “mobilidade como serviço”,<br />
“economia partilhada” e “digitalização”.<br />
É necessário considerar a<br />
atualização do MVBER para manter<br />
um mercado competitivo de serviços<br />
pós-venda e de mobilidade.<br />
A FIGIEFA está preocupada que o<br />
desequilíbrio já existente entre os<br />
OEM e os intervenientes no mercado<br />
pós-venda independente aumente,<br />
devido a uma integração vertical<br />
dos fabricantes de veículos em toda<br />
a cadeia de abastecimento. Os fabricantes<br />
de veículos evoluíram desde<br />
2010, entrando como concorrentes<br />
diretos nas áreas tradicionais independentes<br />
do mercado pós-venda.<br />
Por exemplo, tradicionalmente a<br />
concorrência no mercado pós-venda<br />
de reparação e manutenção automóvel<br />
era entre as oficinas independentes<br />
e os concessionários <strong>das</strong> marcas,<br />
mas hoje em dia os fabricantes de<br />
veículos já não estão apenas ativos<br />
no mercado primário. Tornaram-se<br />
também os próprios reparadores, devido<br />
ao facto de hoje em dia também<br />
se fazerem mais reparações remotamente<br />
(por exemplo, redefinição<br />
de códigos de falha, reprogramação,<br />
atualizações de software).<br />
Digitalização<br />
e partilha de dados<br />
Os dados são cada vez mais relevantes<br />
para a concorrência no mercado<br />
de pós-venda automóvel. A Comissão<br />
reconheceu com razão que os fabricantes<br />
de veículos são a única fonte de<br />
certos dados essenciais para a concorrência<br />
no mercado de pós-venda. Este<br />
é um problema adicional ao problema<br />
anterior existente de os operadores<br />
independentes não obterem acesso<br />
equivalente às informações técnicas<br />
de reparação em comparação com os<br />
reparadores autorizados, o que resultou,<br />
em 2010, na criação do MVBER.<br />
A comparação tradicional entre a<br />
posição do concessionário/reparador<br />
autorizado e o operador independente<br />
(o “princípio da não discriminação<br />
vertical”) já não é válida, porque devido<br />
à conceção dos sistemas telemáticos<br />
de bordo, os dados gerados pelo<br />
veículo vão hoje direta e exclusivamente<br />
para o próprio fabricante do<br />
veículo, que decide então, à sua discrição,<br />
com quem partilha ou não os<br />
dados. Esta conceção fechada e exclusiva<br />
dos seus sistemas telemáticos de<br />
bordo e o acesso único ao veículo, aos<br />
seus dados e funções, permite aos fabricantes<br />
integrar verticalmente serviços<br />
adicionais, como por exemplo,<br />
oferecer serviços telemáticos agrupados<br />
ao longo da vida útil do veículo,<br />
e mesmo “gratuitos” (por exemplo,<br />
diagnóstico remoto, programação<br />
remota, gestão de serviços, seguros).<br />
Isto tem de facto um ‘efeito de knock-out<br />
competitivo’ sobre todos os outros<br />
prestadores de serviços em torno<br />
do carro.<br />
Atualmente, o acesso ao mercado<br />
pós-venda e a relação com o cliente<br />
dependerá do acesso direto a uma<br />
plataforma normalizada e interoperável<br />
dentro do veículo, ou seja, os<br />
mesmos princípios de acesso através<br />
da porta de diagnóstico a bordo<br />
(OBD) existente, mas incorporada<br />
no veículo para comunicação e acesso<br />
remoto sem fios ao veículo e aos<br />
seus dados. O acesso a esta plataforma<br />
no veículo permite todos os tipos<br />
de serviços remotos (inovadores) em<br />
tempo real, incluindo serviços de<br />
diagnóstico e processos de reparação<br />
remota. A plataforma a bordo consiste,<br />
portanto, no acesso direto ao veículo<br />
e aos seus dados essenciais gerados<br />
pela máquina em tempo real,<br />
mas também na capacidade essencial<br />
de interagir bidireccionalmente com<br />
funções no veículo (leitura e escrita)<br />
e o condutor. Só este modelo permite<br />
uma concorrência e inovação eficazes<br />
nos serviços digitais em torno do automóvel.<br />
l<br />
DIREITO À REPARAÇÃO POSTO EM CAUSA<br />
A reparação de veículos é um serviço essencial<br />
que inclui o fabrico de equipamento oficinal,<br />
peças de substituição, redes de distribuição e<br />
oficinas de serviço e reparação. Em todo o mundo,<br />
este setor é responsável por manter mais de mil<br />
milhões de veículos na estrada em condições de<br />
segurança. As oficinas de reparação automóvel<br />
independentes garantem que os automobilistas<br />
de to<strong>das</strong> as comunidades, incluindo as mais<br />
pequenas e remotas, têm acesso razoável e<br />
atempado a serviços essenciais para os veículos.<br />
Em todo o mundo, os consumidores estão a<br />
enfrentar uma ameaça significativa ao seu<br />
direito de reparar os seus veículos na oficina de<br />
reparação automóvel da sua escolha. Os veículos<br />
são cada vez mais parecidos com os telemóveis,<br />
ligados sem fios a todo o momento. Estes veículos<br />
conectados recolhem milhares de dados sobre o<br />
estado dos sistemas dos veículos. Os fabricantes<br />
de automóveis transmitem depois esses dados<br />
para si próprios, via telemática, impedindo o<br />
acesso a esses dados pelas oficinas de reparação<br />
independentes.<br />
Sem acesso a estes dados, existem riscos significativos<br />
para o mercado de pós-venda automóvel,<br />
nomeadamente:<br />
- As oficinas de reparação automóvel independentes<br />
não podem efetuar a manutenção de um<br />
veículo e torna-se mais difícil garantir que os<br />
veículos estão a funcionar da forma mais eficiente<br />
e segura possível;<br />
- Os consumidores perderão o direito de reparar o<br />
seu veículo na oficina de reparação automóvel da<br />
sua escolha, e prevê-se que o problema continue<br />
a agravar-se;<br />
- Redução da concorrência na prestação de<br />
serviços e reparação de veículos, com o risco<br />
de encerramento de oficinas, comprometendo<br />
centenas de milhares de postos de trabalho<br />
e limitando o acesso dos consumidores a um<br />
mercado de reparação a preços acessíveis; e<br />
- Os governos poderão não atingir os seus objetivos<br />
de adoção de veículos elétricos porque não<br />
haverá suficientes opções de serviço e reparação<br />
para esses veículos.<br />
Para que o mercado de pós-venda automóvel<br />
seja verdadeiramente aberto, justo e competitivo,<br />
os consumidores devem ser protegidos por<br />
legislação que reflita a nova realidade dos<br />
veículos. Como tal, a legislação relativa ao<br />
direito de reparação é fundamental para alcançar<br />
uma concorrência leal e aberta e a escolha do<br />
consumidor no sector dos serviços e da reparação<br />
de veículos. A prática de introduzir códigos<br />
voluntários ou memorandos de entendimento<br />
não é viável nem exequível. Estes acordos entre<br />
os fabricantes de automóveis e o sector <strong>das</strong><br />
reparações independentes fracassaram e as<br />
investigações revelam que o fracasso se deve ao<br />
significativo desequilíbrio de poder político e de<br />
mercado entre as partes; perceção de interesse<br />
próprio dos fabricantes no controlo da reparação<br />
dos veículos; e à inexistência de mecanismos<br />
de aplicação para processar judicialmente as<br />
infrações a estes acordos.<br />
Os interesses comerciais em jogo e os lucros que<br />
os fabricantes de veículos obtêm com estes métodos<br />
resultaram numa consciencialização mundial<br />
de que os acordos voluntários não funcionam e<br />
que é necessária a intervenção formal <strong>das</strong> entidades<br />
governamentais por meio de legislação. Esta<br />
intervenção formal deve incluir um requisito obrigatório<br />
de partilha de informações sobre serviços,<br />
reparações e ferramentas de diagnóstico, bem<br />
como software de reparação. A não disponibilização<br />
de informações, ferramentas e software de<br />
serviço e reparação automóvel resulta na falta de<br />
concorrência, aumentando o preço da reparação<br />
e do serviço automóvel para os consumidores e<br />
ameaça pôr em causa a sustentabilidade do canal<br />
de reparação independente. Muitos argumentam<br />
que a falta de acesso a serviços de reparação<br />
automóvel seguros, protegidos e a preços<br />
competitivos resulta numa segurança rodoviária<br />
deficiente e em resultados mais elevados em<br />
termos de emissões.<br />
A POLÍTICA DE CONCORRÊNCIA DA UE PRECISA DE assegURAR<br />
QUE OS MERCADOS SE MANTENHAM SUFICIENTEMENTE COMPETITIVOS<br />
para DAR aos CONSUMIDORES O PODER DE ESCOLHA<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 29
NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE ‐SE DE A A Z<br />
Empresas<br />
INVESTE NO MERCADO ESPANHOL<br />
VENEPORTE | Na sequência do sucesso que a consulta por matrícula do<br />
catálogo online alcançou no mercado português e francês, a Veneporte acaba<br />
de disponibilizar esta ferramenta ao mercado espanhol, um país com forte<br />
crescimento da atividade comercial da empresa. Posteriormente, seguir-se-á a<br />
Alemanha, um mercado de importância estratégica. A consulta por matrícula é<br />
uma <strong>das</strong> funcionalidades do catálogo online da Veneporte que se tem vindo a<br />
tornar cada vez mais útil e valorizada pelos seus utilizadores, esta ferramenta<br />
permite identificar corretamente quais os componentes do sistema de escape<br />
num determinado veículo, de forma fácil, rápida e assertiva. Após introduzir<br />
a matrícula do automóvel em questão, o catálogo online disponibiliza toda a<br />
informação técnica dos diversos componentes, assim como, a sua imagem a<br />
360º, outra funcionalidade inovadora da plataforma.<br />
JLM LUBRIFICANTS<br />
TEM NOVA MARKETING MANAGER<br />
INTERNACIONAL<br />
A<br />
JLM<br />
Lubricants, marca holandesa de lubrificantes e aditivos que entrou recentemente<br />
nos mercados português e espanhol, contratou Patrícia Silva como Marketing<br />
Manager Internacional. Com uma experiência significativa adquirida ao trabalhar<br />
com outras marcas líderes no setor, Patrícia Silva junta-se assim a uma experiente<br />
equipa de profissionais de marketing e ven<strong>das</strong>. Comentando sobre a contratação, Gilbert<br />
Groot, fundador e CEO da JLM, disse: “À medida que desenvolvemos a nossa marca e<br />
expandimos para novos países, a necessidade de um profissional de marketing tornou-se<br />
ainda mais premente. A Patrícia tem uma missão que é simultaneamente ousada e emocionante,<br />
que é coordenar o nosso programa global de atividades e gerir a forma como a<br />
nossa marca comunica e se apresenta aos nossos diferentes públicos. Produzimos conteúdos<br />
diariamente, em diferentes canais, e queremos fazê-lo de forma profissional, mantendo<br />
a autenticidade e a credibilidade que nos caracterizam. Por isso, é com grande prazer<br />
que digo que encontrámos uma verdadeira profissional, com genuíno entusiasmo pela<br />
nossa marca e uma visão que reflete a minha e a do resto da equipa JLM2.”<br />
MARCA PRESENÇA NA AUTOTECH FUTURE<br />
STC | A STC, marca referência da BBB Industries, marcou presença na feira<br />
Autotech Future, organizada pela empresa Bárdi Auto nos dias 5 e 6 maio, em<br />
Budapeste (Hungria). É a quarta vez que a marca BBB, STC, é apresentada neste<br />
evento que tem vindo a tornar-se numa referência para a Europa Central. Os<br />
muitos visitantes que passaram pelo stand da STC sentiram-se agradavelmente<br />
surpreendidos pelo grande número de famílias de produtos na sua oferta. A<br />
marca STC oferece mais de 30.000 referências. Nos últimos dois anos, o catálogo<br />
STC cresceu exponencialmente, tornando-se<br />
a mais extensa do mercado na sua categoria. Algumas <strong>das</strong> novas famílias<br />
apresenta<strong>das</strong> foram: suspensão a ar, juntas homocinéticas, bombas de água<br />
adicionais, bombas hidráulicas, válvulas borboleta, molas pneumáticas, e<br />
cremalheiras de direção.<br />
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REVISÃO DE PEÇAS<br />
ELETRÓNICAS<br />
PREÇO ACESSÍVEL E SUSTENTÁVEL<br />
30 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />
WWW.RACTRONICOS.PT
ADERE À PLATAFORMA COMBUSTÍVEIS<br />
BAIXO CARBONO<br />
CEPRAS | O CEPRA tornou-se o mais recente membro da Plataforma Combustíveis Baixo<br />
Carbono - PCBC, cujo objetivo é o de contribuir para a neutralidade de emissões de carbono<br />
até 2050, baseada numa transição para combustíveis de baixo teor de carbono. Esta adesão,<br />
enquadra-se na intervenção do CEPRA junto do Setor e justifica-se por considerarmos esta<br />
via como uma solução racional/pragmática para atingir os objetivos ambientais definidos<br />
pela União Europeia, sem colocar em causa a evolução expectável ao nível da mobilidade. De<br />
referir que os membros da Plataforma, defendem uma abordagem tecnologicamente neutra<br />
da mobilidade, não questionam a importância da eletrificação do parque automóvel, para<br />
que em 2050 o parque automóvel seja composto por transportes que utilizem combustíveis<br />
climaticamente neutros, assim como uma eletricidade 100% renovável.<br />
EM EXPANSÃO ATÉ 2026<br />
EUROMASTER | A Euromaster, prevê atingir 100 centros de manutenção e contar com cerca de 600<br />
profissionais até 2026 em Portugal, no âmbito da sua estratégia de expansão. Com este plano de negócios,<br />
o principal objetivo da Euromaster é oferecer um serviço completo de manutenção e assistência que<br />
atinja 75% da população. O objetivo da Euromaster é chegar aos territórios onde ainda não está presente.<br />
De todos os distritos de Portugal, há cinco nos quais a marca ainda não está presente, e há ainda dez capitais<br />
de distrito sem qualquer oficina da rede. Para além disso, há uma aposta fundamental nos grandes<br />
centros urbanos, onde se concentra a maior percentagem do PIB português e onde vive quase metade da<br />
população. Todo este esforço de expansão em Portugal decorre em paralelo com o desenvolvimento da<br />
rede em Espanha, pelo que o objetivo da Euromaster é atingir 600 oficinas até 2026 no mercado ibérico.<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 31
NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
ATEC E VALVOLINE<br />
JUNTAS PELO SETOR AUTOMÓVEL<br />
A<br />
ATEC<br />
e a Valvoline assinaram um protocolo de colaboração com o objetivo de<br />
potenciar a formação e a qualificação dos profissionais de mecatrónica automóvel,<br />
incrementar a empregabilidade e valorizar o setor. A assinatura deste protocolo<br />
é um exemplo de como a colaboração entre uma entidade especializada com know-how<br />
técnico em formação, a ATEC, e uma empresa de referência no setor automóvel, a Valvoline,<br />
pode servir um objetivo comum – reforçar a qualificação e aumentar a atratividade<br />
<strong>das</strong> saí<strong>das</strong> profissionais liga<strong>das</strong> ao setor automóvel. O acordo envolve a realização de<br />
workshops práticos e a disponibilização de materiais técnicos por parte da Valvoline aos<br />
formandos de mecatrónica automóvel da ATEC. Inclui, também, programas de apoio a<br />
formandos que se encontrem deslocados para frequência de formação, apoio à participação<br />
em competições técnicas da área automóvel e atribuição de prémios de mérito aos<br />
alunos que se destaquem durante o seu percurso formativo.<br />
NOMEADA EMPRESA<br />
DAS MAIS RESPONSÁVEIS DO MUNDO<br />
CLARIOS | A fabricante de baterias Clarios foi nomeada uma <strong>das</strong> empresas<br />
mais responsáveis do mundo pela Ethisphere, EUA, uma <strong>das</strong> líderes mundiais<br />
na definição e desenvolvimento de padrões de ética nos negócios. O prémio<br />
World’s Most Ethical Companies 2023 homenageia empresas com programas<br />
excecionais e um forte compromisso em promover a integridade nos negócios por<br />
meio <strong>das</strong> melhores práticas em ética, conformidade e governança empresarial.<br />
A Clarios, fabricante <strong>das</strong> baterias VARTA, desenvolve soluções de carregamento<br />
de última geração que, em primeiro lugar, permitem tecnologias de economia<br />
de combustível e também desempenham um papel importante na expansão da<br />
eletromobilidade. O compromisso ético é apenas uma <strong>das</strong> muitas iniciativas de<br />
sustentabilidade da empresa.<br />
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32 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
NORAUTO METE CLIENTES A “MEXER”<br />
Foi no passado dia 29 de abril que se realizou o “Pedala com a Norauto”, um passeio em duas<br />
ro<strong>das</strong>, que promoveu a mobilidade urbana e sustentável, organizado pela Norauto e com<br />
partida da loja Soluções Urbanas, em Alvalade. A organização deste evento surgiu com o<br />
propósito de promover a mobilidade urbana e sustentável, um compromisso que a Norauto<br />
tem vindo a assumir ao longo dos últimos anos e que se define como uma <strong>das</strong> prioridades para<br />
o presente e futuro da marca. O passeio aberto ao público (mediante inscrição) e totalmente<br />
gratuito, contou com mais de 30 participantes, dos 6 aos 86 anos, que tiveram a oportunidade<br />
de interagir com o Embaixador da Mobilidade Norauto, o Chef Chakall, e com o CEO da Norauto,<br />
Jose Luis Barbajosa, que também fizeram parte do grupo que pedalou pela cidade.<br />
CONTA COM APOIOS INTERNACIONAIS<br />
GLOBAL MOBILITY CALL | Quase 130 parceiros em diferentes categorias unem-se<br />
a esta segunda edição do Global Mobility Call, que se celebrará de 12 a 14 de setembro na<br />
IFEMA MADRID. A Global Mobility Call congregará na sua segunda edição um sólido apoio de<br />
parceiros institucionais, empresariais e multissectoriais, tanto espanhóis como internacionais,<br />
que contribuem para impulsionar este evento como a principal plataforma para o desenvolvimento<br />
da mobilidade sustentável desde a liderança dos seus distintos setores. Entre os<br />
confirmados destacam-se instituições e entidades públicas, grandes corporações e empresas,<br />
meia centena de associações setoriais espanholas, europeias e latino americanas, além de mais<br />
de 50 media parceiros que fortalecem a comunicação internacional do evento. Encabeçam a<br />
lista de parceiros do evento, que se celebrará de 12 a 14 de setembro de 2023 no Recinto Ferial<br />
IFEMA MADRID, o Ministério de Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana (MITMA), como<br />
patrocinador da Global Mobility Call, assim como a Comunidad de Madrid e o Ayuntamiento de<br />
Madrid, que colaboram com a organização.<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 33
NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
APRESENTA NOVA MIRKA DEOS 343CV<br />
CARSISTEMA | A Carsistema apresentou a nova Mirka DEOS 343CV, a<br />
lixadeira mais compacta da gama de lixadeiras orbitais elétricas Mirka DEOS. Foi<br />
concebida para trabalhos em locais de difícil acesso ou para efetuar trabalhos<br />
de detalhe. O tamanho compacto, o peso leve e a ergonomia otimizada da<br />
ferramenta conferem-lhe uma elevada manobrabilidade e ajudam a obter<br />
um desempenho de lixagem confortável, preciso e eficiente, proporcionando<br />
uma lixagem limpa e sem pó quando combinada com um sistema de extração<br />
de pó Mirka. Esta pequena e leve lixadeira está equipada com um motor sem<br />
escovas e é facilmente controlada através de uma patilha. Existem dois modos de<br />
funcionamento, bem como um interruptor de ligar/desligar separado para um<br />
manuseamento fácil e seguro, e ainda uma fácil regulação de velocidade. A Mirka<br />
DEOS possui um sensor de vibração integrado e tecnologia Bluetooth de baixa<br />
energia. O sensor de vibração permite monitorizar os níveis de vibração através da<br />
aplicação myMirka.<br />
COLAD LANÇA DUAS NOVAS<br />
MÁSCARAS PARA PINTAR<br />
A<br />
Colad atualizou a sua gama de proteção individual com duas novas máscaras para<br />
pintar. As novas máscaras para pintar descartáveis protegem contra vapores e<br />
partículas prejudiciais de acordo com as classificações dos filtros: FFA1P3 R D e<br />
FFA2P3 R D. As máscaras para pintar Colad oferecem a máxima proteção contra os perigos<br />
associados à inalação de isocianato, tintas ou vapores orgânicos. Também protege o<br />
utilizador de partículas de poeiras. Com os filtros A1P3 ou A2P3 integrados, as máscaras<br />
podem ser utiliza<strong>das</strong> durante até 40 horas de trabalho. As máscaras distinguem-se pela<br />
sua leveza, flexíveis e compactas para garantir um ajuste perfeito à volta do nariz e da<br />
boca. As alças ajustáveis facilitam o ajuste da máscara exatamente ao tamanho da sua<br />
cabeça para um maior conforto. O design compacto que oferece um amplo campo visual<br />
e é fabricada em termoplástico hipoalergénico.<br />
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UMA REFERÊNCIA IBÉRICA<br />
NA DISTRIBUIÇÃO<br />
DE PNEUS<br />
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DO MERCADO<br />
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34 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />
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ALD AUTOMOTIVE<br />
CONCLUI AQUISIÇÃO<br />
DA LEASEPLAN<br />
A<br />
ALD Automotive concluiu com sucesso a aquisição de 100% da LeasePlan, uma<br />
<strong>das</strong> principais empresas de gestão de frotas e mobilidade do mundo, de um consórcio<br />
liderado pela TDR Capital. Esta importante aquisição representa uma mudança<br />
radical no mercado, posicionando o grupo combinado como líder global em mobilidade<br />
sustentável, com uma frota total de 3,3 milhões de veículos geridos em todo o mundo. Ao<br />
unir forças, a ALD Automotive e a LeasePlan irão liderar o caminho para as zero emissões<br />
líqui<strong>das</strong> e continuar a moldar a transformação digital da indústria. A entidade combinada<br />
beneficiará da dimensão e <strong>das</strong> capacidades complementares para reforçar a sua competitividade<br />
e assegurar um crescimento contínuo. Para liderar o desenvolvimento estratégico<br />
em Portugal, Tim Albertsen, Chief Executive Officer da ALD Automotive | LeasePlan, nomeou<br />
António Oliveira Martins, Diretor Geral da LeasePlan em Portugal, para continuar<br />
a liderar o negócio em Portugal como Country Managing Director.<br />
APRESENTA CÉLULAS<br />
ESPACIAIS DE ÍON-LÍTIO<br />
GS YUASA | A GS Yuasa, vai apresentar na feira europeia EES (Electrical<br />
Energy Storage) em Munique, as células espaciais de íon-lítio e ainda a sua ampla<br />
gama de soluções de energia, no Hall C3, stand 350, de 14 a 16 de junho. Neste<br />
evento internacional, a empresa de baterias japonesa exibirá as suas raras células<br />
espaciais de íons de lítio, usa<strong>das</strong> para alimentar mais de 200 satélites, incluindo a<br />
Estação Espacial Internacional. A GS Yuasa tem mais de 4 milhões de watts-hora<br />
em órbita, mais do que todos os outros fabricantes juntos. As suas baterias<br />
também fornecem armazenamento confiável de energia em inúmeras operações<br />
extremas, como o submarino Shinkai e a aeronave Boeing 787 Dreamliner. Além<br />
dessas células excecionais, a GS Yuasa também exibirá as suas baterias de íons<br />
de lítio e chumbo-ácido regula<strong>das</strong> por válvula (VRLA) para uma ampla gama de<br />
aplicações industriais, como sistemas de armazenamento de energia móveis e<br />
estacionários, fontes de alimentação ininterruptas, energia renovável armazenameno<br />
e tração.<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 35
entrevista<br />
MIREIA GONZALES, DIRETORA DE MARKETING WOLF LUBRICANTS<br />
AS NOSSAS FERRAMENTAS<br />
OTIMIZAM A EFICIÊNCIA<br />
DA OFICINA!<br />
COM MAIS DE 300 PRODUTOS DISPONÍVEIS PARA CARROS, AUTOCARROS, CAMIÕES E MOTOS, A WOLF<br />
LUBRICANTS CONTINUA A APOSTAR EM PRODUTOS INOVADORES, EFICIENTES E CADA VEZ MAIS AMIGOS DO<br />
AMBIENTE. EM PORTUGAL SÃO REPRESENTADOS PELA NEWONEDRIVE E GOZAM DE UMA SÓLIDA PRESENÇA<br />
NO MERCADO. O JO ENTREVISTOU A DIRETORA DE MARKETING DA EMPRESA, MIREIA GONZALES, QUE NOS<br />
DEU CONTA DAS NOVIDADES E PRINCIPAIS DESAFIOS QUE A WOLF LUBRICANTS ENFRENTA NA ATUALIDADE<br />
Fundada em 1955, a Wolf Oil Corporation é<br />
uma empresa belga responsável pela produção<br />
da marca Wolf Lubricants. Está ativa em<br />
mais de 120 países no mundo e produz anualmente<br />
mais de 150 milhões de litros de produtos de<br />
lubrificação e tecnologias de aditivos inovadores<br />
para a última geração de motores, oferecendo os<br />
mais elevados níveis de eficiência e desempenho,<br />
com produtos que definem novos padrões de fiabilidade<br />
e proteção.<br />
Mireia Gonzales, diretora de marketing da Wolf<br />
Lubricants explicou-nos que parte do segredo para<br />
o sucesso está no facto de darem “prioridade ao<br />
desenvolvimento da nossa equipa de talentos, reunindo<br />
uma mistura diversificada de especialistas<br />
em pesquisa e desenvolvimento, cadeia de abastecimento,<br />
ven<strong>das</strong> e marketing, que trabalham em<br />
colaboração para responder às necessidades específicas<br />
dos nossos clientes”. Sedeada na Bélgica, é<br />
lá que a empresa tem to<strong>das</strong> as suas fábricas, o que<br />
“permite manter um nível consistentemente elevado<br />
de qualidade”, expandindo para diferentes mercados<br />
com alguns armazéns locais na Europa, para<br />
manter em simultâneo uma estrutura central sólida.<br />
Para muito em breve, anuncia a responsável,<br />
está a abertura de um novo armazém na Bélgica,<br />
que “aumentará a rapidez e a eficiência <strong>das</strong> nossas<br />
operações”.<br />
Gama a crescer<br />
A Wolf Lubricants define-se como uma marca<br />
“com visão de futuro” e está atenta às necessidades<br />
do mercado, alargando continuamente o portefólio<br />
de produtos disponíveis. Desde logo, o controlo de<br />
qualidade durante a fase de produção é rigoroso,<br />
com três verificações ao longo do processo: “uma<br />
verificação inicial quando as matérias-primas chegam<br />
à nossa empresa, uma verificação secundária<br />
após a conclusão do processo de mistura e uma verificação<br />
final antes do enchimento dos produtos<br />
acabados. Assim garantimos que os nossos clientes<br />
recebem apenas produtos da mais alta qualidade”,<br />
afirma a diretora de marketing. Com mais de<br />
300 produtos disponíveis para carros, autocarros,<br />
camiões e motos, a empresa está declaradamente<br />
“orgulhosa do extenso portefólio que abrange todos<br />
os setores da indústria automotiva, colocando<br />
ênfase na manutenção dos mais altos padrões de<br />
qualidade, um compromisso demonstrado pela<br />
impressionante conquista de mais de 250 aprovações<br />
OEM para os nossos produtos”, destaca.<br />
RECENTEMENTE, A WOLF LUBRICANTS FOI RECONHECIDA<br />
COMO «TOP DATA PROVIDER» PELA TECALLIANCE, PELA<br />
EXCELENTE QUALIDADE DE DADOS INSERIDOS NO CATÁLOGO<br />
TECDOC, SENDO O PRIMEIRO E ÚNICO FABRICANTE DE LUBRIFICANTES<br />
NESTE CATÁLOGO A CONSEGUIR ESTE TÍTULO<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 37
MIREIA GONZALES<br />
A WOLF OIL CORPORATION É UMA EMPRESA BELGA RESPONSÁVEL<br />
PELA PRODUÇÃO DA MARCA WOLF LUBRICANTS. ESTÁ atiVA EM MAIS<br />
DE 120 PAÍSES NO MUNDO E PRODUZ ANUALMENTE MAIS DE 150 MILHÕES<br />
DE LITROS DE PRODUTOS DE LUBRIFICAÇÃO E tecNOLOGIAS DE ADITIVOS<br />
Entre as diferentes linhas de produtos<br />
disponíveis, houve recentes<br />
adições apresenta<strong>das</strong> na última Automechanika,<br />
entre as quais Mireia<br />
Gonzales sublinha a OFFICIALTE-<br />
CH, “uma gama abrangente de óleos<br />
totalmente sintéticos meticulosamente<br />
projetados para responder às<br />
mais recentes especificações estabeleci<strong>das</strong><br />
pelos principais fabricantes,<br />
com um ótimo desempenho e compatibilidade<br />
com as mais avança<strong>das</strong><br />
tecnologias”. A Wolf Lubricants lançou<br />
também uma gama para veículos<br />
elétricos, a ELECTRUM, que deverá<br />
estar disponível em breve, assim<br />
como uma linha dedicada à competição<br />
e uma gama para veículos híbridos.<br />
Sobre esta última, composta por<br />
45 produtos, a diretora de marketing<br />
esclarece que está concebida para<br />
abranger 100% dos modelos híbridos,<br />
primando pela “compatibilidade<br />
com componentes elétricos, a<br />
economia de combustível avançada,<br />
a redução <strong>das</strong> emissões de CO2, proteção<br />
de pré-ignição a baixa velocidade,<br />
proteção do sistema híbrido e<br />
atende a vários requisitos de veículos<br />
híbridos OEM”. Quanto à linha para<br />
competição, a Racing Line, trata-se<br />
de produtos que personalizam “a<br />
máxima performance” e cuja tecnologia<br />
será, depois, transferida da<br />
pista para a estrada. Já nos aditivos<br />
contam com produtos de tratamento<br />
Diesel, tratamento de gasolina, produtos<br />
para limpar filtros de partículas<br />
Diesel, para evitar fugas de óleo,<br />
bem como para limpeza ou para selar<br />
radiadores, entre outros.<br />
No caminho da<br />
sustentabilidade<br />
A Wolf assume um “forte compromisso”<br />
em minimizar o seu impacto<br />
ambiental. Tem vindo a desenvolver<br />
produtos adaptados para motores<br />
modernos, com foco na sustentabilidade,<br />
como os já referidos lubrificantes<br />
para veículos híbridos e ainda<br />
uma ampla gama de produtos de baixa<br />
viscosidade que “reduzem as emissões<br />
de CO2 e melhoram a eficiência<br />
de combustível”, aponta Mireia Gonzales,<br />
que refere “o ECOTECH 0W-8<br />
GLV-1, como prova concreta da nossa<br />
dedicação a esta causa”.<br />
Outro passo significativo é a parceria<br />
com a Four Motors, a principal equipa<br />
alemã de competição especializada<br />
em mobilidade sustentável, que<br />
tem como objetivo reduzir a pegada<br />
de carbono do mundo <strong>das</strong> corri<strong>das</strong>.<br />
Neste ponto, a diretora de marketing<br />
explica que a Wolf Lubricants lhes<br />
fornece “óleo base hidroprocessado<br />
da Tecoil, que eles usam para fabricar<br />
óleos de alto desempenho adequados<br />
aos seus motores e transmissões”,<br />
sendo testados nos seus «Bioconcept-Cars»<br />
durante a Nürburgring Endurance<br />
Series.<br />
A mais recente novidade – relativamente<br />
à qual a responsável não esconde<br />
o orgulho – é a Bag in Box, uma<br />
opção de embalagem de lubrificantes<br />
mais amiga do ambiente. Esta alternativa<br />
“reflete o nosso compromisso<br />
com a sustentabilidade e a redução do<br />
nosso impacto ambiental” e permite<br />
reduzir o desperdício em 90%, por<br />
comparação com os recipientes convencionais<br />
de 20 litros, além de utilizar<br />
menos 80% de plástico. Trata-se<br />
de um “invólucro de cartão robusto e<br />
impermeável, com um revestimento<br />
interior em plástico totalmente reciclável”.<br />
Mireia Gonzales explica que<br />
“na Wolf, reconhecemos que a sustentabilidade<br />
nunca deve ser feita à<br />
custa da praticidade, e é por isso que<br />
cada Bag in Box tem pegas embuti<strong>das</strong><br />
e uma torneira para dispensar<br />
o lubrificante de forma rápida, sem<br />
derramar e sem deixar entrar o ar, o<br />
ideal para as oficinas. Esta inovação<br />
na embalagem é mais um sinal de que<br />
a Wolf procura soluções engenhosas<br />
e sustentáveis na indústria de lubrificantes,<br />
continuando a liderar o setor”.<br />
Vantagens para as oficinas<br />
A diretora de marketing salienta<br />
também a “eficiência, funcionalidade<br />
e valor que as nossas ferramentas<br />
de oficina proporcionam”. Exemplo<br />
disso, refere, é a Wolf Oil Cabin, “que<br />
oferece armazenamento eficiente em<br />
termos de espaço para até 10 gamas<br />
de lubrificantes, cobrindo 95% da<br />
frota de veículos. Não só tem uma<br />
aparência profissional, como também<br />
ajuda a evitar o desperdício na<br />
oficina, garantindo que a quantidade<br />
certa de óleo é usada para cada veículo.<br />
Por outro lado, a nossa Base de<br />
Gotejamento Wolf é uma excelente<br />
ferramenta para manusear bidões<br />
de lubrificantes, com capacidade de<br />
205 litros. As suas bombas manuais<br />
trazem aos proprietários <strong>das</strong> oficinas<br />
conveniência e praticidade, tonando-<br />
-se uma peça valiosa”.<br />
38 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
Recentemente, a Wolf Lubricants foi<br />
reconhecida como «Top Data Provider»<br />
pela TecAlliance, pela excelente<br />
qualidade de dados inseridos no<br />
catálogo TecDoc. Sendo o primeiro<br />
e único fabricante de lubrificantes<br />
neste catálogo a conseguir este título,<br />
tal distinção é, para Mireia Gonzales,<br />
“motivo de orgulho” e significa<br />
que a Wolf “fornece dados da mais<br />
alta qualidade num dos principais<br />
catálogos de aftermarket do mundo.<br />
Dados precisos, completos e transparentes<br />
são cruciais na nossa indústria<br />
para permitir que os nossos clientes<br />
escolham os lubrificantes mais adequados.<br />
É nisso que temos investido<br />
fortemente na Wolf e estamos felizes<br />
pelo reconhecimento da qualidade<br />
dos nossos dados”, afirma.<br />
A marca é ainda a principal patrocinadora<br />
do Campeonato do Mundo<br />
de Ralis da FIA (WRC), numa parceria<br />
que já vai no quinto ano. Segundo<br />
a diretora de marketing, “baseia-se<br />
no esforço contínuo da marca para<br />
uma engenharia excecional e precisa<br />
em tudo o que fazemos. Não há<br />
nenhuma competição no desporto<br />
motorizado que iguale a diversidade,<br />
o espetáculo e a pura emoção do<br />
Campeonato do Mundo de Ralis da<br />
FIA, demonstrando paixão pelo desporto<br />
motorizado e a inovação tecnológica.<br />
Estamos muito felizes com<br />
o desenrolar da nossa colaboração”,<br />
declara. Esta é uma parceria que traz<br />
uma ampla visibilidade à marca, que<br />
também é Parceira Técnica Oficial<br />
do Campeonato do Mundo de Ralis<br />
Júnior da FIA: “Este emocionante<br />
evento global fornece uma plataforma<br />
para jovens pilotos e jovens mecânicos<br />
e atua como um trampolim<br />
para o desporto. Encaixa-se perfeitamente<br />
nos valores da Wolf – ser<br />
progressivo e desempenhar um papel<br />
vital na formação dos mecânicos<br />
e jovens pilotos. É a grande plataforma<br />
para desenvolver os lubrificantes<br />
do futuro”, considera.<br />
O negócio dos lubrificantes<br />
Com o preço <strong>das</strong> matérias primas e<br />
dos transportes a disparar nos últimos<br />
meses, quisemos saber qual o<br />
impacto destas variações no negócio<br />
da marca. A diretora de marketing<br />
explica que tal como “muitas outras<br />
indústrias, enfrentámos desafios significativos<br />
durante este período. No<br />
entanto, estamos bem preparados<br />
com a nossa equipa de especialistas,<br />
que monitorou diligentemente as<br />
tendências do mercado e orientou<br />
as equipas no sentido de implementar<br />
os cuidados necessários para ultrapassar<br />
estes tempos desafiadores<br />
com a menor disrupção possível.<br />
Como resultado, garantimos de forma<br />
bem-sucedida a continuidade<br />
dos negócios e mantivemos uma cadeia<br />
de abastecimento confiável para<br />
nossos clientes, mitigando o impacto<br />
deste período difícil”.<br />
Na sua opinião, o futuro do comércio<br />
de lubrificantes trará um aumento da<br />
concorrência, “particularmente com<br />
a consolidação em curso do mercado.<br />
Haverá mudanças nas regulamentações,<br />
que moldam a nossa indústria,<br />
devido às iniciativas governamentais<br />
para promover produtos sustentáveis<br />
e ecológicos”. Por outro lado, “os<br />
avanços tecnológicos são também um<br />
motor importante, permitindo-nos<br />
explorar novas possibilidades e melhorar<br />
a eficiência”, havendo ainda a<br />
considerar a mudança de comportamentos<br />
por parte dos consumidores,<br />
“que têm cada vez mais consciência<br />
ambiental. Esta alteração de mentalidades<br />
pode levar a uma procura<br />
de produtos mais sustentáveis e até<br />
mesmo ter impacto nos padrões de<br />
transporte e mobilidade”. Sobre as expetativas<br />
para 2023, tanto em termos<br />
de ven<strong>das</strong> como de novos projetos,<br />
Mireia afirma que “à medida que continuamos<br />
o nosso caminho de crescimento<br />
ambicioso, estamos inabaláveis<br />
na nossa dedicação em promover<br />
relações fortes com os nossos atuais<br />
parceiros. A par deste compromisso,<br />
mantemos um forte foco no desenvolvimento<br />
consistente e na introdução<br />
bem-sucedida de produtos inovadores<br />
no mercado”, remata. l<br />
A WOLF LUBRICANTS DEFINE-SE COMO<br />
UMA MARCA “COM VISÃO DE FUTURO”<br />
E ESTÁ atenta ÀS NECESSIDADES DO MERCADO,<br />
alargandO CONTINUAMENTE O PORTEFÓLIO<br />
DE PRODUTOS DISPONÍVEIS<br />
CRESCER JUNTOS<br />
EM PORTUGAL<br />
No mercado nacional desde 2010, a Wolf<br />
Lubricants conta com apenas um distribuidor<br />
oficial, a Newonedrive (AS Parts,<br />
Civiparts e Onedrive), cujo desempenho<br />
Mireia Gonzales qualifica como “excecional,<br />
caraterizado por grandes realizações<br />
e uma forte abordagem colaborativa”.<br />
Nesta relação entre a Wolf e o grupo<br />
Newonedrive, a empresa dá “máxima<br />
importância à procura de parceiros e não<br />
apenas de clientes. Focamo-nos meticulosamente<br />
em crescer juntos”. A diretora de<br />
marketing considera que “embora a nossa<br />
marca goze de uma presença respeitável e<br />
de uma sólida quota de mercado, é crucial<br />
que continuemos a lutar por melhorias no<br />
futuro”. A seu ver, a parceria em curso com<br />
a WRC tem-se revelado “imensamente<br />
benéfica ao longo dos últimos quatro anos<br />
para aumentar a notoriedade da marca<br />
Wolf no mercado português”.<br />
No que ao acompanhamento <strong>das</strong> oficinas<br />
diz respeito, a responsável nota a disponibilização<br />
da ferramenta de recomendação<br />
de produtos, que indica quais os lubrificantes<br />
mais adequados para cada veículo<br />
“num piscar de olhos”, facilitando muito<br />
a sua operação diária. Além disso, são<br />
organiza<strong>das</strong> para as oficinas, em conjunto<br />
com os distribuidores, formações técnicas,<br />
sendo também envia<strong>das</strong> newsletters informativas<br />
de forma regular para reforçar<br />
a ligação e o conhecimento da marca.<br />
Durante o mês de maio, a Wolf Lubricants<br />
participou nas semanas de eventos<br />
(Parts Fest) para clientes promovi<strong>das</strong> pela<br />
Newonedrive e Mireia Gonzales está certa<br />
de que “a nossa extensa gama de produtos<br />
garante que as oficinas nunca perdem<br />
uma oportunidade de venda. Além disso,<br />
as nossas ferramentas otimizam a eficiência<br />
da oficina”. Como objetivos, a marca<br />
pretende expandir continuamente a quota<br />
de mercado dos distribuidores, tanto a<br />
nível de retalho como de oficinas.<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 39
NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE ‐SE DE A A Z<br />
Empresas<br />
CONTISERVICE<br />
REALIZA NOVAS<br />
FORMAÇÕES DE VE<br />
Atenta às tendências e novidades do setor e às necessidades<br />
dos agentes, a Training Academy da rede<br />
Contiservice concluiu, no primeiro trimestre de<br />
2023, duas sessões de formação – Matosinhos e Palmela<br />
– orienta<strong>das</strong> para a Manutenção Avançada de Veículos<br />
Elétricos e Híbridos. De realçar que atualmente a rede<br />
conta com mais de uma dezena de agentes certificada na<br />
manutenção de veículos elétricos. Esta ação de formação<br />
teve como objetivo dotar os formandos de ferramentas e<br />
competências que permitam a identificação dos diferentes<br />
tipos de máquinas presentes neste tipo de veículos, conhecimento<br />
dos principais sistemas de comando e controlo,<br />
identificação dos sistemas de travagem e transmissão e<br />
diagnóstico de avarias em contexto real. Em termos de conteúdos<br />
programáticos foram aborda<strong>das</strong> as características<br />
<strong>das</strong> máquinas elétricas de corrente alternada, operações de<br />
manutenção e reparação em máquinas elétricas, climatização,<br />
sistemas de travagem e gestão e controlo dos veículos.<br />
PUB<br />
40 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
LECIONA FORMAÇÃO<br />
DE LUBRIFICANTES AUTOMÓVEL<br />
FIRST STOP | A First Stop, organizou uma formação sobre lubrificantes automóveis<br />
nos dias 26 e 27 de abril em Lisboa e Matosinhos, respetivamente, nas instalações da GALP.<br />
A formação contou com a presença de cerca de 40 parceiros da rede First Stop e teve como<br />
objetivo fornecer conhecimentos detalhados sobre a vasta variedade de lubrificantes existentes<br />
no mercado. Esta formação proporcionou uma oportunidade valiosa para os parceiros da rede<br />
aprimorarem as suas competências e conhecimentos técnicos, fortalecendo ainda mais a sua capacidade<br />
de fornecer serviços de qualidade superior aos seus clientes. “Estamos muito satisfeitos<br />
com o sucesso desta formação e o grande interesse demonstrado pelos nossos parceiros da rede<br />
First Stop”, afirmou Mário Mendes, responsável pela rede First Stop em Portugal. “Acreditamos<br />
que a formação trará um valor significativo para a atividade da empresa e irá ajudar a melhorar<br />
ainda mais os serviços First Stop aos nossos clientes”, acrescentou.<br />
APOIA ESCOLA DE TRIATLO DE VENDA DO PINHEIRO<br />
BILSTEIN GROUP | No âmbito da estratégia de responsabilidade social, o bilstein group decidiu<br />
este ano, pela primeira vez, apoiar o projeto da Escola de Triatlo do Clube Desportivo da Venda do Pinheiro,<br />
pela sua proximidade física às suas instalações, mas também pelo facto deste projeto assentar no pilar<br />
de promoção de vida ativa e do desporto. Por este motivo, no passado dia 6 de maio foi organizado um<br />
pequeno evento de celebração desta parceria onde Joaquim Candeias, Managing Director do bilstein<br />
group, Ricardo Candeias Divisional Director – Sales & Marketing, Filipa Pereira, Marketing Coordinator<br />
e Joana Gonçalves, Communication Assistant, receberam nas instalações do bilstein group dirigentes e<br />
atletas do Clube Desportivo da Venda do Pinheiro. Neste pequeno evento, o bilstein group apresentou<br />
alguns detalhes sobre a sua história bem como informações sobre a sua atividade nacional e internacional,<br />
terminando com uma apresentação sobre alguns dos projetos mais proeminentes no âmbito da<br />
responsabilidade social.<br />
5ª OFICINA FRANQUIADA MIDAS CHEGA À MAIA<br />
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MIDAS | Seguindo a sua aposta na expansão de rede e posicionamento de proximidade, a MIDAS<br />
celebrou o contrato de assinatura da sua 5.ª oficina franquiada, para a Maia – Guardeiras. O passado<br />
dia 6 de abril de 2023 tornou-se um novo marco na estratégia de expansão da Mi<strong>das</strong>, com a assinatura<br />
do quinto contrato de franquia da marca, para a cidade da Maia. O momento contou com a presença<br />
de Ricardo Simões, COO da Mi<strong>das</strong> Portugal, e de Luís Magalhães e Tanilla Gonçalves, Sócios-gerentes<br />
da Mancha Binária, parceiro que irá assumir a gestão da nova Mi<strong>das</strong> Maia – Guardeiras. De acordo com<br />
a estratégia da marca, a oficina está prevista numa zona de forte movimento automóvel, em frente<br />
ao Shopping Miramaia e próxima do aeroporto Francisco Sá Carneiro. Os parceiros estão alinhados no<br />
empenho e entusiasmo com que abraçam este desafio e a abertura da nova Mi<strong>das</strong> Maia - Guardeiras<br />
está prevista para o mês de julho..<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 41
NOTÍCIAS<br />
EMPRESAS<br />
MANN-FILTER<br />
CONQUISTA STATUS “GOLD”<br />
PELA TECALLIANCE<br />
A<br />
MANN-FILTER<br />
recebeu o novo status “Gold” por manter os mais altos padrões<br />
de qualidade nos dados fornecidos. O TecDoc é um serviço fornecido pela TecAlliance,<br />
uma iniciativa global que há mais de 25 anos estabelece padrões de<br />
dados no mercado automotivo internacional de reposição e o maior catálogo de peças de<br />
reposição do mundo no mercado automotivo de reposição. “Estamos muito orgulhosos<br />
de que a MANN-FILTER tenha recebido este prémio”, referiu Frank Friedmann, Diretor<br />
de Produtos IAM para a Europa da MANN+HUMMEL. “Dados de alta qualidade são<br />
uma componente extremamente importante para o nosso foco 100% no cliente. Ajudamos<br />
os nossos clientes fornecendo informações de alta qualidade sobre os nossos filtros,<br />
como dimensões, imagens, caraterísticas do produto, referências cruza<strong>das</strong> e links para os<br />
respetivos veículos. Isso permite que as oficinas e os retalhistas encontrem rapidamente<br />
o filtro exato de que precisam para a sua aplicação específica no TecDoc, entre mais de<br />
6.800 filtros MANN-FILTER. São estes tipos de prémios que dão sentido ao nosso lema<br />
“MANN-FILTER – Perfect Parts Perfect Service“”, acrescentou Friedmann.<br />
TEM NOVO AREA SALES MANAGER<br />
GS YUASA BATTERY IBERIA | A GS Yuasa Battery Iberia continua<br />
focada no mercado português, onde pretende continuar a crescer, para esse<br />
efeito, contratou Cristiano Fumega como Area Sales Manager. Com esta aposta, o<br />
objetivo do Grupo, é manter o apoio aos parceiros atuais e manter a proximidade<br />
e suporte para o desenvolvimento <strong>das</strong> marcas do Grupo Gs Yuasa, rumo à<br />
consolidação do crescimento e posição de mercado. “O mercado Português está<br />
em constante evolução e é muito dinâmico, havendo uma maior procura pela<br />
rentabilidade e foco em marcas de alta qualidade, existem muitas oportunidades<br />
e só as poderemos alcançar com uma equipa de topo, capaz e eficiente, e por<br />
isso a aposta no Cristiano Fumega, que é um profissional de excelência com<br />
conhecimento do mercado Português”, revela o Grupo GS Yuasa. Cristiano Fumega<br />
irá, junto com os parceiros de negócios, implementar o Programa Kyoto, dedicado<br />
a oficinas independentes.<br />
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TITANIUM.<br />
A EXPERIÊNCIA DA FIAMM<br />
AO SERVIÇO DO SEU AUTOMÓVEL.<br />
A FIAMM é a escolha de qualidade para o equipamento original<br />
dos fabricantes de automóveis mais importantes do mundo:<br />
a partir dessa experiência nasce um produto 100% italiano,<br />
que garante a máxima fiabilidade, mesmo no mercado de<br />
Aftermarket. As baterias da linha TITANIUM garantem alta potência<br />
para as necessidades de energia dos carros mais modernos, não<br />
precisam de manutenção e permitem uma fácil verificação do<br />
nível de carga graças ao sistema Check Control (Olho Mágico).<br />
www.polibaterias.com<br />
geral@polibaterias.com<br />
42 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />
www.fiamm.com
FOCO NA SUSTENTABILIDADE<br />
REMATEC | A Rematec Amsterdam, a principal feira de remanufatura do mundo, regressa em junho<br />
após uma ausência de quatro anos, com destaque para a eletrificação, as plataformas de mobilidade<br />
partilhada, a conectividade, a condução autónoma e com a sustentabilidade na vanguarda de todos os<br />
debates e ações. De 27 a 29 de Junho, especialistas e profissionais da remanufactura reunir-se-ão no RAI<br />
de Amesterdão para discutir as tendências futuras de uma indústria que é mais relevante do que nunca.<br />
Graças a fatores como a atenção generalizada à sustentabilidade em todos os sectores, a promoção da economia<br />
circular e o consumo responsável, juntamente com o aumento dos preços <strong>das</strong> matérias-primas e as<br />
tensões na cadeia de abastecimento, a indústria de remanufactura tornou-se mais relevante do que nunca.<br />
A Rematec deste ano centrar-se-á em três temas principais: as oportunidades de negócio ofereci<strong>das</strong> pelos<br />
automóveis elétricos, o refabrico de baterias e o fabrico sustentável.<br />
REALIZA-SE DE 23 A 26 DE ABRIL 2025<br />
SALÃO MOTORTEC | A Motortec realizar-se-á em 2025, entre 23 e 26 de Abril. Na<br />
apresentação do evento, David Moneo, diretor da Ifema Motor & Mobility, salientou que o<br />
salão trabalha em diferentes formatos para que todos os subsectores do aftermarket se sintam<br />
confortáveis. Com espaços dinâmicos e experimentais, com uma aposta na formação, palestras,<br />
etc.. Durante a apresentação, Moneo explicou que a decisão de realizar a Motortec em 2025<br />
surge após um inquérito aos expositores, no qual três em cada quatro preferiam regressar aos<br />
anos ímpares, fundamentalmente para não coincidir com a Automechanika Frankfurt. David<br />
Moneo recordou os bons números alcançados na última edição da Motortec Madrid, realizada<br />
em Abril de 2022, que confirmou o salão como o maior evento comercial do setor do pós-venda<br />
automóvel no sul da Europa. A organização pretende que esta seja “a melhor Motortec de<br />
sempre”: uma edição que prometem ser mais flexível, para que todos os que queiram estar<br />
presentes possam encontrar uma forma de o fazer.<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 43
empresa<br />
PRIMOPEÇAS<br />
UM PROJETO<br />
SÓLIDO<br />
NO MERCADO HÁ MAIS DE VINTE ANOS, A PRIMOPEÇAS É UMA<br />
EMPRESA DE BRAGA EM CRESCIMENTO CONTÍNUO, RECENTEMENTE<br />
INTEGRADA NO GRUPO ESPANHOL ASER. OS RESPONSÁVEIS<br />
ESTIVERAM À CONVERSA COM O JO E GARANTIRAM QUE ESTÃO<br />
CONFIANTES NO FUTURO, OFERECENDO CADA VEZ MAIS CONDIÇÕES<br />
PARA FIDELIZAR AS OFICINAS AOS SEUS SERVIÇOS<br />
A<br />
empresa nasceu em setembro de 2000, pelas<br />
mãos dos primos Ramiro Antunes e<br />
Agostinho Soares, que emprestaram à<br />
empresa o nome da relação familiar que os une.<br />
Arrancaram o negócio numa loja com 100 m2<br />
de área, a dois quilómetros da localização atual,<br />
com apenas dois funcionários e desde 2020 que<br />
se encontram numa casa nova, em Amares (Braga),<br />
com 1.500 m2 de armazém, além da zona de<br />
balcão e escritórios, tendo já 40 funcionários. Aos<br />
primos juntou-se Pedro Soares, filho de Agostinho,<br />
com formação em comunicação e gestão de empresas<br />
e é com os três que nos sentamos à mesa para<br />
conhecer o ADN da Primopeças, um distribuidor<br />
de componentes para veículos ligeiros. A sede da<br />
empresa é em Amares, mas a área de influência<br />
é um pouco por todo o Minho, desde Braga, Vila<br />
Verde, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Melgaço<br />
ou Monção.<br />
Rede ASERAUTO fORTALEce oficinas<br />
É pela mais recente novidade, a integração na<br />
rede de lojas parceiras do grupo espanhol ASER,<br />
há cerca de um ano, que começamos a conversa<br />
com os responsáveis. Este passo, explicam, deuse<br />
por vários motivos, não só pela necessidade de<br />
procurar “a maior rentabilidade possível”, como<br />
seria óbvio, mas também porque ali encontraram<br />
“uma filosofia idêntica à nossa, com parceiros com<br />
negócios muito semelhantes ao nosso, o que permite<br />
a partilha de experiências e oportunidades”, num<br />
verdadeiro espírito de entreajuda, pelo que “fazer<br />
parte da ASER tem sido uma mais valia muito<br />
grande para nós”, consideram. Entre as vantagens,<br />
A PRIMOPEÇAS CONTA COM 40 COLABORADORES,<br />
DIVIDIDOS EM VÁRIOS DEPARTAMENTOS,<br />
QUE EM CONJUNTO TRABALHAM PARA GARANTIR<br />
UM SERVIÇO DE EXCELÊNCIA AOS CLIENTES<br />
44 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
PRIMOPEÇAS<br />
A PRIMOPEÇas TEM HABITUADO OS CLIENTES A UM ELEVADO NÍVEL<br />
DE SERVIÇO E A ENTRADA NA aser VEM CONSOLIDAR AINDA MAIS<br />
A SUA PROPOSTA DE Valor acresceNTADO<br />
destacam as campanhas que vão realizando<br />
para dinamizar as ven<strong>das</strong>,<br />
que “são sempre um complemento<br />
para as oficinas. Ainda no passado<br />
sorteámos uma máquina para recarregar<br />
ar condicionado”, revelam.<br />
Com a integração no grupo ASER,<br />
a Primopeças passou a poder disponibilizar<br />
às oficinas suas clientes<br />
a possibilidade de integrarem o<br />
conceito oficinal aserAuto. “É um<br />
conceito oficinal importante, se for<br />
importante para a oficina. Se a oficina<br />
vir mais valias no tipo de serviços<br />
que encontra numa rede, nós temos<br />
a rede aserAuto disponível e entendemos<br />
que concede um conjunto de<br />
apoios e serviços que serão sempre<br />
úteis no desenvolvimento do seu<br />
negócio”, esclarecem, salientando<br />
que “a oficina já não é só um espaço<br />
onde se reparam carros, mais do que<br />
isso é um negócio!”. Na opinião dos<br />
administradores da Primopeças, “os<br />
mecânicos que têm essa consciência,<br />
conseguem desenvolver melhor a sua<br />
marca. A tendência é que a reparação<br />
de um carro seja cada vez mais diferente<br />
do que era tradicionalmente e<br />
todo o apoio técnico que possa existir,<br />
será sempre muito útil para que<br />
quem quiser estar neste mercado,<br />
possa conseguir acompanhar a evolução<br />
dos veículos”.<br />
A rede conta já com cerca de 30 oficinas,<br />
<strong>das</strong> quais duas angaria<strong>das</strong> pela<br />
Primopeças. Pretende-se que seja<br />
um projeto estratégico e seletivo, não<br />
baseado na quantidade, mas sim na<br />
qualidade: “Um erro que não queremos<br />
cometer é impingir o que quer<br />
que seja à oficina. Tem que ser algo<br />
que a oficina veja como uma mais<br />
valia para sua organização. Esse é o<br />
ponto de partida essencial para nós.<br />
Demos a conhecer o projeto aserAuto<br />
e nos clientes onde fizemos<br />
isso houve um «match»”, congratulam-se.<br />
Está para breve a próxima<br />
convenção anual do grupo ASER e a<br />
Primopeças participará pela segunda<br />
vez. Expectantes, Ramiro, Agostinho<br />
e Pedro salientam a importância destes<br />
encontros para “fortalecer os laços<br />
com os sócios, num espírito mais<br />
descontraído, onde também haverá<br />
tempo para confraternizar”. Durante<br />
o dia o foco está no trabalho e nos<br />
objetivos do grupo, “onde manifestamos<br />
as nossas preocupações e procuramos<br />
melhorar o que houver para<br />
ser melhorado, mas é também uma<br />
oportunidade de conhecer os parceiros,<br />
os responsáveis <strong>das</strong> marcas,<br />
que muitas vezes não conhecemos”,<br />
rematam.<br />
Portefólio sempre a crescer<br />
A mudança para as atuais instalações,<br />
em 2020, veio dar novo fôlego<br />
à empresa no que toca à organização<br />
interna. Se antes faltava espaço para<br />
PRIMOPEÇas<br />
Gerentes<br />
Ramiro Antunes e Agostinho Soares<br />
Morada<br />
Rua do Parque Industrial Monte de<br />
Raba<strong>das</strong>, nº 207<br />
4720-608 Amares<br />
Telefone<br />
253 995 280<br />
Email<br />
geral@primopecas.pt<br />
Site<br />
www.primopecas.pt<br />
que todos os trabalhadores pudessem<br />
estar em departamentos diferenciados,<br />
hoje é possível separar as várias<br />
áreas e conseguir melhores resultados.<br />
No call center, trabalham agora<br />
sete pessoas, três estão no balcão,<br />
duas nos serviços administrativos,<br />
oito nos escritórios, três nas compras,<br />
havendo ainda cinco funcionários na<br />
equipa comercial e cerca de dez na<br />
distribuição. “A limitação de espaço<br />
condicionava-nos, e há sempre coisas<br />
a melhorar, mas aqui conseguimos<br />
organizar-nos melhor e ter melhor<br />
serviço”, afirmam os responsáveis. A<br />
Primopeças dispõe de um portefólio<br />
alargado, trabalhando com diferentes<br />
marcas para poder fornecer várias<br />
gamas e linhas de produtos. Contam<br />
também, claro, com os produtos da<br />
marca própria ASER que, não sendo<br />
uma gama vasta, “tem os consumíveis<br />
do dia a dia: lâmpa<strong>das</strong>, escovas limpa<br />
vidros, lubrificantes anticongelantes,<br />
motores de arranque e alternadores,<br />
tudo sem prescindir da qualidade.<br />
Não prescindimos de uma certa qualidade,<br />
porque o objetivo não é ter<br />
apenas preço e abdicar da qualidade,<br />
ninguém tem interesse nisso”. Sobre a<br />
integração de novas marcas no porte-<br />
46 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
MUITAS DAS VENDAS, PARA OS CLIENTES DA ZONA DE AMARES,<br />
SÃO AINDA FEITAS ao BalcÃO, SENDO QUE A MAIORIA DAS ENCOMENDAS<br />
É REALIZADA PELAS OFICINAS, VIA TELEFONE OU WHATSAPP<br />
firmar que é algo que estão sempre a<br />
fazer, para complementar o negócio, o<br />
mais possível. A nível de ferramentas<br />
e equipamentos também já vão tendo<br />
alguma oferta, sempre de acordo com<br />
a procura que vão sentido no mercado.<br />
Neste momento a Primopeças<br />
conta apenas com a loja de Amares,<br />
contudo, Ramiro Antunes, Agostinho<br />
e Pedro Soares não escondem o desejo<br />
de abrir mais um espaço no futuro.<br />
Negócio em desenvolvimento<br />
O problema da falta de recursos humanos<br />
especializados é transversal<br />
ao setor do aftermarket e na Primopeças<br />
também se sente a dificuldade<br />
em contratar pessoal formado, pelo<br />
que a empresa tem optado por dar<br />
formação e integrar posteriormente<br />
os colaboradores. Nesta fase, estão a<br />
tentar colmatar algumas lacunas no<br />
balcão e no call center. Muitas <strong>das</strong><br />
ven<strong>das</strong>, para os clientes da zona de<br />
Amares, são ainda feitas ao balcão,<br />
sendo que a maioria <strong>das</strong> encomen<strong>das</strong><br />
é realizada pelas oficinas, via telefone<br />
ou WhatsApp, com entregas através<br />
de uma transportadora e de viaturas<br />
próprias. Para as encomen<strong>das</strong> efetua<strong>das</strong><br />
na zona, as entregas são “conforme<br />
o cliente vai pedindo, enquanto<br />
que para os clientes mais distantes<br />
temos algumas rotas mais ou menos<br />
defini<strong>das</strong>, com uma entrega de<br />
manhã e outra de tarde”. Graças ao<br />
apoio do grupo ASER, a nova plataforma<br />
B2B da Primopeças está perto<br />
de ser uma realidade. “Contávamos<br />
tê-la este ano, mas não vai dar. Esta<br />
partilha de conhecimentos e da plataforma<br />
que vai suportar a webshop<br />
B2B é outra <strong>das</strong> vantagens. Vamos<br />
avançar, apenas ainda não o fizemos<br />
por falta de disponibilidade, porque<br />
é um processo extremamente trabalhoso<br />
e complexo”, notam, estando<br />
certos de que “a plataforma irá trazer<br />
seguramente muitas vantagens para<br />
a empresa”, que recebe centenas de<br />
pedidos por semana.<br />
Cenário mais risonho<br />
Abordamos os temas da atualidade<br />
e chegamos ao impacto da inflação<br />
na operação da empresa. Ramiro,<br />
Agostinho e Pedro afirmam que sentiram<br />
“em 2022, na generalidade<br />
<strong>das</strong> marcas, uma revisão <strong>das</strong> tabelas<br />
muito frequente” e, como tal, não lhes<br />
restou outra alternativa senão “fazer<br />
refletir esses aumentos no nosso preçário”.<br />
No caso dos lubrificantes, por<br />
exemplo, “onde havia uma oscilação<br />
tremenda, tentámos fazer encomen<strong>das</strong><br />
de stocks maiores, para garantir<br />
uma estabilidade de preço mais<br />
alargada”. Ainda sentem falhas na<br />
entrega de peças por parte de alguns<br />
fabricantes e a solução, na opinião<br />
dos nossos entrevistados, para poder<br />
dar resposta às necessidades do mercado,<br />
passa por ter linhas de produto<br />
de várias marcas. Para já, os veículos<br />
elétricos não se apresentam como um<br />
desafio para a empresa bracarense.<br />
São poucas as peças de que dispõem<br />
para estes modelos, muito por falta<br />
da procura por parte dos clientes.<br />
Se entrada destes veículos em força<br />
no parque automóvel nacional terá<br />
relevo na atividade da Primopeças,<br />
ainda não sabem, mas garantem estar<br />
atentos à evolução do mercado. Afastada<br />
que está a pandemia, é tempo<br />
de voltar às formações presenciais na<br />
Primopeças. A empresa dispõe de um<br />
espaço para tal e já voltou a receber<br />
estes eventos, com vários outros programados<br />
para os próximos meses. As<br />
formações são feitas em conjunto com<br />
as marcas, mas a ideia passa, sobretudo,<br />
por conseguir executar “um plano<br />
com o apoio de alguma entidade, para<br />
haver formações técnicas certifica<strong>das</strong><br />
específicas não em marcas, mas em<br />
alguma área da reparação”.<br />
“Acreditamos no projeto<br />
que temos criado”<br />
O primeiro trimestre de 2023 arrancou<br />
de forma positiva, com crescimento<br />
em relação ao ano passado, o<br />
que faz adivinhar que este será “um<br />
ano positivo”. Os responsáveis da<br />
Primopeças declaram-se absolutamente<br />
“confiantes quanto ao futuro,<br />
porque acreditamos no projeto que<br />
temos criado. A evolução que temos<br />
conseguido, faz-nos crer que temos<br />
tomado as melhores decisões e que<br />
estamos no caminho certo”. Desde a<br />
criação da empresa, que a missão é<br />
“criar as condições ideais para fidelizar<br />
as oficinas aos nossos serviços,<br />
tendo uma grande capacidade de<br />
resposta na entrega”. Para isso, defendem<br />
que “é preciso ter uma logística<br />
bem organizada, bem articulada<br />
e ter disponibilidade forte de stock<br />
dentro de portas”, para que o resultado,<br />
a fidelização dos clientes, seja<br />
uma consequência natural do trabalho<br />
desenvolvido. l<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 47
48 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
empresa<br />
AUTO ACESSÓRIOS DAS PALMEIRAS COMEMORA 50 ANOS<br />
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É A EXPERIÊNCIA<br />
NO ANO DE CELEBRAÇÃO DO 50º ANIVERSÁRIO, A AAP - AUTO ACESSÓRIOS DAS PALMEIRAS INAUGURA<br />
NOVAS INSTALAÇÕES E FORTALECE A SUA POSIÇÃO NA ZONA DO BARREIRO, ONDE MANTÉM UMA CLIENTELA<br />
FIEL E REGULAR, QUE APRECIA A RAPIDEZ DA ENTREGA E A OFERTA DIVERSIFICADA DE PRODUTO. VÍTOR<br />
PIRES, FUNDADOR, SENTE-SE SATISFEITO E REALIZADO COM O DESEMPENHO DA SUA EMPRESA AO LONGO<br />
DESTAS CINCO DÉCADAS DE ATIVIDADE<br />
Vítor Pires começou a trabalhar com dezassete<br />
anos numa casa de peças no Barreiro<br />
“Era estafeta e ia buscar material a Lisboa,<br />
duas e três vezes por dia. Entretanto fiz a tropa e<br />
quando saí estabeleci-me por minha conta. Não tinha<br />
dinheiro, nem conta no banco, mas tive a ajuda<br />
dos meus pais que pediram um empréstimo no<br />
valor de 20 contos ao Totta & Açores. Fiquei com<br />
um encargo de 680 escudos / mês, que felizmente<br />
consegui pagar no prazo estabelecido.”<br />
Apesar da inexperiência, Vítor Pires contou desde<br />
o início com a ajuda de muitos fornecedores que<br />
lhe deram crédito e um plafond generoso, possibilitando<br />
um arranque de atividade com alguma estabilidade.<br />
“Em todos os projetos, o início é o mais<br />
difícil, por diversos motivos, no entanto, com o<br />
passar do tempo, e cada vez mais habituado à nova<br />
condição de empresário, consegui materializar o<br />
trabalho e dessa forma consolidar, passo a passo,<br />
a posição da empresa no mercado. Como to<strong>das</strong> as<br />
empresas, há altos e baixos, contudo quando olho<br />
para trás tenho a perfeita noção que foi um percurso<br />
marcado por uma forte estabilidade. Temos<br />
os momentos baixos que qualquer empresa tem no<br />
seu dia a dia, situações normais de quem tem um<br />
volume de negócios e clientes considerável e que<br />
deseja servir o melhor possível. Os momentos altos<br />
são todos os desenvolvimentos que a AAP tem<br />
conseguido, entre os quais destaco o crescimento<br />
constante da empresa”, afirma.<br />
Prioridade AO serviço de entregAS<br />
Vítor Pires faz um balanço muito positivo do percurso<br />
da AAP e celebra a efeméride com a inauguração<br />
de novas instalações, no parque empresarial da<br />
Quimiparque, no Barreiro. “As antigas instalações<br />
já não tinham condições para desenvolver mais o<br />
negócio. Agora temos uma área de 800 m2, espaço<br />
suficiente para stock e melhores condições de trabalho<br />
para toda a equipa”, refere Vítor Pires. São 50<br />
anos no mercado, com competência, competitividade<br />
e capacidade de crescimento. “Hoje somos uma<br />
empresa dinâmica, cada vez mais perto <strong>das</strong> oficinas.<br />
Procuramos estar sempre atualizados e atualizar os<br />
nossos colaboradores e clientes, dotando-os de ferramentas<br />
práticas que os ajudem a realizar as tarefas<br />
da melhor maneira. Desde formações a ações técnicas<br />
e até a disponibilização de outras informações,<br />
procuramos sempre criar, promover e fortalecer as<br />
nossas relações comerciais”, assegura. De forma a<br />
abranger uma vasta gama de produtos e marcas, a<br />
AAP está associada a grandes grupos (AD, AS Parts<br />
e Atlantic Parts), que lhe garantem uma oferta completa<br />
e diversificada de peças e equipamentos. Sócio<br />
fundador da Atlantic Parts, Vítor Pires reconhece a<br />
importância dos grupos de retalho e as vantagens<br />
que trazem ao negócio.<br />
Atualmente a dimensão do mercado exige mais<br />
conhecimentos, mais ferramentas e mais soluções.<br />
Existem mais fontes de informação para fazer face<br />
às tecnologias e evoluções que o setor tem promovido.<br />
Para Vítor Pires “Anteriormente o mercado<br />
não era tão vasto, a tecnologia não era tão evoluída<br />
e apesar da falta de informação e formação<br />
existia o conhecimento e experiências necessárias<br />
para responder às exigências dos clientes. Hoje as<br />
relações com os clientes são mais impessoais e a<br />
concorrência é implacável, o que nos obriga a estar<br />
mais atentos e flexíveis”.<br />
A AAP ACOMPANHA O LANÇAMENTO DE NOVOS PRODUTOS E COM ISSO<br />
PRETENDE TER UMA MAIOR SELEÇÃO DE MARCAS E GAMAS, PARA<br />
APRESENTAR AOS SEUS CLIENTES A MELHOR SOLUÇÃO<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 49
AUTO ACESSÓRIOS<br />
DAS PALMEIRA<br />
DESDE SEMPRE QUE A AAP DÁ GRANDE IMPORTÂNCIA<br />
ao SERVIÇO DE ENTREGAS, TENDO 3 viatURAS SEMPRE EM FUNÇÕES.<br />
ESSE SERVIÇO, ALÉM DE CÓMODO E vaNTAJOSO PARA OS CLIENTES,<br />
CRIA UMA RELAÇÃO DE CONFIANÇA<br />
Relativamente ao perfil dos clientes<br />
“As oficinas fazem o grande volume<br />
do nosso negócio. Desde sempre pretendemos<br />
responder às necessidades<br />
dos nossos clientes de forma rápida e<br />
eficiente. A importância que o veículo<br />
automóvel ganhou no quotidiano<br />
<strong>das</strong> pessoas obriga a que a aposta nas<br />
entregas seja forte. Desde sempre<br />
atribuímos grande importância ao<br />
serviço de entregas, temos 3 viaturas<br />
sempre em funções. Esse serviço,<br />
além de cómodo e vantajoso para os<br />
nossos clientes, cria uma relação de<br />
confiança pois nunca descuramos a<br />
qualidade do material. É importante<br />
referir que o nosso balcão tem vindo<br />
a crescer, reflexo da aproximação<br />
mais intensa que temos vindo a fazer<br />
nos últimos anos com o público em<br />
geral, através <strong>das</strong> novas tecnologias,<br />
e é também o reconhecimento do<br />
nosso trabalho e da nossa posição no<br />
mercado”, sublinha Vítor Pires.<br />
Novas instalações<br />
incrementam negócio<br />
Relativamente ao stock de peças,<br />
este responsável refere que “Não temos<br />
necessidade de ter um grande<br />
stock, pois temos quatro entregas<br />
diárias dos nossos principais fornecedores,<br />
que nos garantem uma resposta<br />
muita rápida aos pedidos dos<br />
clientes.” Inserida numa zona onde a<br />
concorrência é cada vez maior, a AAP<br />
distingue-se pela rapidez de resposta<br />
aos pedidos dos clientes “Temos a<br />
preocupação de estar muito próximo<br />
dos clientes e responder prontamente<br />
aos seus pedidos. Possuímos três<br />
AUTO ACESSÓRIOS<br />
Das Palmeiras<br />
Gerente<br />
Vítor Pires<br />
Morada<br />
Rua 44, Parque Empresarial da<br />
Quimiparque)<br />
2830-571 Barreiro<br />
Telefone<br />
210 138 938<br />
Email<br />
geralaapalmeiras@gmail.com<br />
Site<br />
www.aapalmeiras.pt<br />
carrinhas que fazem cinco ou seis entregas<br />
por dia, conforme os pedidos<br />
dos clientes”, sublinha Vítor Pires.<br />
Em relação às marcas que comercializa,<br />
são maioritariamente premium<br />
e as encomen<strong>das</strong> são feitas por telefone<br />
“Na nossa zona, as oficinas<br />
estão habitua<strong>das</strong> a pedir a peça por<br />
telefone ou levantam diretamente<br />
no balcão. O nosso foco é servi-las<br />
da melhor maneira e com o melhor<br />
preço possível”, acrescenta.<br />
Relativamente ao futuro do negócio,<br />
Vítor Pires está confiante e otimista.<br />
Tem dois filhos a trabalhar na empresa<br />
e vê assim assegurada a continuidade<br />
do projeto iniciado em 1 de<br />
junho de 1973, faz agora cinquenta<br />
anos. “Todos os anos mantemos as<br />
mesmas expetativas: manter a posição<br />
que a nossa empresa tem no<br />
mercado, preservar os clientes e criar<br />
melhores condições para os mesmos.<br />
Com as novas instalações e uma<br />
equipa motivada, o objetivo é crescer<br />
e continuar a ser a escolha preferida<br />
dos nossos clientes”, conclui Vítor<br />
Pires.. l<br />
50 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
MAIS DE 50 ANOS DE EXPERIÊNCIA EM<br />
EQUIPAMENTO ORIGINAL<br />
Distribuído por<br />
info@japopecas.pt I www.japopecas.pt
NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO<br />
Produto<br />
A<br />
SKF apresenta uma nova gama de pastilhas<br />
de travão em cerâmica que reduzem a produção<br />
de pó, oferecem uma excelente durabilidade<br />
e reduzem o ruído. Após mais de cem anos<br />
de experiência como líder em rolamentos no mercado<br />
pós-venda automóvel e como complemento<br />
aos conhecidos kits de ro<strong>das</strong> com discos de travão<br />
incorporados, a SKF apresenta uma nova gama de<br />
pastilhas de travão, em conformidade com a norma<br />
europeia ECR90. As novas pastilhas de travão<br />
são especialmente concebi<strong>das</strong> para to<strong>das</strong> as condições<br />
de estrada. Em comparação com as pastilhas<br />
padrão do mercado, as pastilhas de travão da SKF<br />
apresentam melhorias significativas em termos dos<br />
materiais utilizados. Os seus compostos cerâmicos<br />
SKF APRESENTA PASTILHAS TRAVÃO EM CERÂMICA<br />
SEGURANÇA ADICIONAL!<br />
garantem uma baixa emissão de resíduos, uma excelente<br />
durabilidade e uma emissão de ruído minimizada.<br />
Esta redução de ruído foi comprovada em<br />
testes com produtos de outras marcas segundo o<br />
procedimento SAE J2521. Em todos os resultados<br />
dos testes, as pastilhas da SKF tiveram um desempenho<br />
superior ao dos seus concorrentes. Este novo<br />
sistema integrado aumenta a segurança e o conforto<br />
dos condutores e passageiros através de novas funções.<br />
O indicador elétrico de desgaste avisa o condutor<br />
quando as pastilhas de travão estão prestes a<br />
ficar gastas. Além disso, as pastilhas de travão SKF<br />
têm um tratamento abrasivo que garante um melhor<br />
desempenho e uma travagem mais rápida.O<br />
revestimento da superfície melhora o acoplamento<br />
entre as pastilhas e os discos de travão assim que são<br />
colocados em serviço, dando ao condutor o controlo<br />
total do veículo e reduzindo a distância de travagem<br />
até 20%, proporcionando assim uma segurança<br />
adicional. Para facilitar o processo de instalação,<br />
os kits de pastilhas de travão SKF incorporam todos<br />
os componentes necessários na caixa, incluindo<br />
indicadores elétricos de desgaste, parafusos e<br />
pinças de travão que cumprem as especificações<br />
do equipamento original. Os novos kits de acessórios<br />
substituem os antigos, permitindo assim uma<br />
redução do ruído durante a utilização. Todos estes<br />
componentes permitem uma instalação perfeita e<br />
uma substituição fácil, evitando assim contratempos<br />
inesperados.<br />
52 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
PRIMEIRO CARREGADOR<br />
CC2 BY KRAUTLI E CTEK CHEGA A LISBOA<br />
Krautli | A Krautli Portugal aderiu à transição para os veículos elétricos (VE) e híbridos<br />
plug-in e alargou a sua parceria com a CTEK para a comercialização do carregador de veículos<br />
elétricos CHARGESTORM CONNECTED 2 (CC2) de última geração. Com a entrada no mercado<br />
português, a Krautli e a CTEK instalaram o primeiro carregador CC2 no concessionário Ferrari em<br />
Lisboa. “Esta importante adição permite aos nossos clientes satisfazer a crescente quantidade de<br />
VEs no mercado e aprender sobre novas soluções de carregamento de veículos elétricos”, referiu a<br />
Krautli Portugal. O CHARGESTORM CONNECTED 2 é um carregador avançado para veículos elétricos<br />
da CTEK, fácil de utilizar, com uma gama de funções e características de segurança incorpora<strong>das</strong>.<br />
Foi concebido para ser utilizado com veículos elétricos e híbridos plug-in. O carregador tem um<br />
poderoso controlador de carga CCU e é capaz de suportar tanto toma<strong>das</strong> tipo 2 como cabos de<br />
carregamento EV tipo 2.<br />
SIMULADOR 3D<br />
KROFTOOLS<br />
WHEREVER WE GO, WE GO TOGETHER<br />
WWW.KROFTOOLS.COM<br />
A FERRAMENTA QUE PRECISAVA PARA<br />
PROJETAR O ESPAÇO DA SUA OFICINA!<br />
VOLTA A INVESTIR NA GAMA PARA BICICLETAS<br />
liqui moly | A LIQUI MOLY continua a desenvolver a gama para bicicletas, com dois novos<br />
produtos mesmo a tempo da época alta. Enquanto um limpa e protege, o outro acrescenta<br />
partículas de cerâmica à proteção da corrente. O novo produto Bike Detailer, da LIQUI MOLY,<br />
foi desenvolvido para o cuidado rápido e fácil da pintura da bicicleta sem necessidade de polir.<br />
Elimina a sujidade leve, como pó e manchas de água e acrescenta um brilho intenso e radiante da<br />
pintura, sem esforço ou necessidade de aplicar um segundo produto. A utilização do Bike Detailer<br />
sela a pintura durante semanas e garante ainda um extraordinário efeito hidrófugo. Os resultados<br />
de longo prazo garantem ainda uma proteção extra contra os fenómenos meteorológicos mais<br />
agressivos. O aroma frutado do produto dá o toque final na limpeza da bicicleta. A aplicação do<br />
produto é muito simples. Depois de agitar basta pulverizar de forma homogénea sobre a pintura e<br />
secar com um pano de microfibras, disponível também na LIQUI MOLY.<br />
Fique a conhecer melhor o nosso simulador 3D no nosso site!<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 53<br />
KROFTOOLS
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Notícias<br />
Produto<br />
Em colaboração com:<br />
Unindo o ecossistema<br />
de mobilidade sustentável.<br />
portugal@ifema.es<br />
OSRAM NIGHT BREAKER LED<br />
APROVADA EM PORTUGAL<br />
osram | A OSRAM lançou a sua família de lâmpa<strong>das</strong> OSRAM NIGHT BREAKER LED em<br />
toda a Europa. A aprovação nacional para a H7-LED, a H4-LED e a W5W-LED é agora também<br />
válida noutros países europeus, como em Portugal. Isto torna a OSRAM NIGHT BREAKER LED a<br />
primeira lâmpada LED de substituição aprovada na Europa e em Portugal. Enquanto os faróis<br />
LED são agora standard em muitos carros, os faróis de halogéneo carecem frequentemente de<br />
brilho. Com a família OSRAM NIGHT BREAKER LED, que consiste na H7 LED, H4 LED e W5W LED,<br />
a OSRAM oferece lâmpa<strong>das</strong> LED de substituição para colocar nos faróis de halogéneo. Estas<br />
lâmpa<strong>das</strong> LED duram mais tempo e produzem uma luz mais atrativa do que as basea<strong>das</strong> na<br />
tecnologia de halogéneo.<br />
12-14<br />
Set 2023<br />
Recinto Ferial<br />
ifema.es<br />
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MOBIL SUPER 3000 FORMULA P 0W-20<br />
ALIADO DOS MOTORES STELLANTIS/PSA<br />
mobil | A Mobil apresenta o novo Mobil Super 3000 Formula P 0W-20, um novo óleo de<br />
motor totalmente sintético que possui a aprovação PSA B71 2010 e ACEA C5. Trata-se de um<br />
óleo de nova geração e de alta proteção, com baixo teor de cinzas e baixa viscosidade, formulado<br />
para as necessidades específicas dos veículos híbridos, diesel e a gasolina mais recentes<br />
da Stellantis/PSA, nomeadamente Peugeot, Citroen, DS e Opel. O Mobil Super 3000 Formula<br />
P 0W-20 é especialmente formulado para os motores PSA DV5R e EB2DT com as tecnologias<br />
BlueHDi e PureTech. O Mobil Super 3000 Formula P 0W-20 foi projetado para ajudar os motores<br />
modernos a gasolina, diesel e híbridos a operar de acordo com as metas de economia de<br />
combustível e redução de emissões; assim como proteger os sistemas de pós-tratamento de<br />
emissões a manter eficácia de longa duração e preservar a longa vida útil do motor graças à<br />
rápida ignição e proteção eficaz dos motores equipados com tecnologia stop-start, mesmo a<br />
baixas temperaturas.<br />
54 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
O BRAÇO DIREITO DAS OFICINAS<br />
mewa | As oficinas de automóveis com clientes empresariais estão sujeitas<br />
a especial pressão no seu trabalho diário. O sistema de panos de limpeza da<br />
Mewa pode facilitar o dia-a-dia e, ao mesmo tempo, melhorar o equilíbrio<br />
ambiental. O último carro da frota ainda não voltou da pintura, uma embraiagem<br />
continua em falta e, ainda por cima, duas <strong>das</strong> plataformas elevatórias<br />
acabam por avariar. As oficinas que trabalham principalmente para clientes<br />
empresariais rapidamente ficam sob pressão. Por isso, é tranquilizador ter<br />
uma área a funcionar bem de forma constante. Nas empresas que trabalham<br />
com a Mewa, panos de limpeza frescos da melhor qualidade estão sempre<br />
à mão. Os panos altamente absorventes são fáceis de manusear e removem<br />
rápida e rigorosamente lubrificantes, óleos, massas e tintas de ferramentas,<br />
componentes e máquinas. A Mewa assume toda a logística dos panos. Para a<br />
oficina cliente isto significa que fazem parte do passado as preocupações com<br />
soluções de limpeza e as respetivas questões de segurança operacional, bem<br />
como os requisitos legais ambientais associados.<br />
FILTER+PRO BY BOSCH<br />
O MELHOR AMIGO<br />
CONTRA AS ALERGIAS<br />
Após exaustivos testes de qualidade do ar, o órgão de certificação independente OFI<br />
CERT, com sede em Viena, Áustria, confirmou oficialmente a qualidade<br />
do FILTER+pro, a nova geração de filtros de habitáculo da Bosch.<br />
O modificado FILTER+pro da Bosch substituirá, ao longo do ano, o já comprovado FIL-<br />
TER+. O FILTER+pro é uma melhoria em relação ao seu antecessor. Não lida apenas com<br />
alérgenos, pólen, partículas finas, gases nocivos e bactérias, mas também combate vírus<br />
e mofo. No FILTER+pro, várias cama<strong>das</strong> de filtro funcionam em conjunto para garantir<br />
a melhor qualidade possível do ar do habitáculo. Uma camada antimicrobiana funciona<br />
eficientemente contra vírus, bactérias e pólen e inibe o crescimento de fungos, bactérias e<br />
pólen. Uma camada de carbono neutraliza gases nocivos e odores desagradáveis, enquanto<br />
uma camada de microfibra ultrafina filtra mais de 98% de to<strong>das</strong> as partículas com mais de<br />
2.5 microns. Desta forma, os filtros de habitáculo contribuem também para a segurança<br />
rodoviária.<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 55
empresa<br />
AUTO PEÇAS.PT CELEBRA 25º ANIVERSÁRIO<br />
AS EXPETATIVAS<br />
PARA O FUTURO SÃO<br />
MUITO POSITIVAS<br />
AUTO PEÇAS.PT CELEBROU NO PASSADO DIA 20 DE MAIO,<br />
O 25º ANIVERSÁRIO, JUNTO DE CLIENTES, FORNECEDORES,<br />
COLABORADORES E AMIGOS. A OCASIÃO FOI APROVEITADA PARA<br />
APRESENTAR A REDE DE OFICINAS MOOVING E AS PRIMEIRAS OFICINAS<br />
ADERENTES A ESTE NOVO CONCEITO OFICINAL. PARA JORGE MARTINS,<br />
GERENTE, “AS EXPETATIVAS PARA O FUTURO SÃO MUITO POSITIVAS”<br />
Ne celebração dos 25 anos, a Auto Peças.pt<br />
apresenta-se como um distribuidor de vanguarda,<br />
inovador e com uma imagem diferenciadora.<br />
Um percurso que se tem destacado<br />
pelo profissionalismo, dedicação e flexibilidade de<br />
um negócio potenciado de pessoas para pessoas,<br />
onde claramente o know-how de Jorge Martins<br />
marca pontos. A história da empresa é marcada<br />
por alguns momentos altos. Em 2007 mudou de<br />
instalações, tendo iniciado a exportação para África<br />
e diversos países da União Europeia. Em 2010<br />
foi eleita “TOP Associate to AD Portugal”, uma<br />
distinção atribuída pelo volume de ven<strong>das</strong> e elevados<br />
padrões de negócio da AD e em 2017 integra<br />
o grupo TRUSTAUTO, sendo um dos membros<br />
fundadores. Com este passo, a estratégia passa por<br />
dinamizar o canal oficinal “Queremos estar mais<br />
próximos dos nossos clientes (oficinas), com opções<br />
competitivas e diferenciadoras, oferecendo<br />
meios efetivamente úteis à reparação, enquadrados<br />
num conceito de grupo forte e consistente<br />
no seu conceito. Por essa razão associamo-nos à<br />
TRUSTAUTO, que trouxe mais valias para o nosso<br />
negócio”, diz Jorge Martins.<br />
A integração no grupo TRUSTAUTO trouxe vários<br />
benefícios para a empresa de Jorge Martins, nomeadamente<br />
no aumento da margem, pois beneficia<br />
<strong>das</strong> vantagens que um grupo de retalho tem na<br />
aquisição de peças, na diversificação do portfólio<br />
de produtos com marcas premium e na oferta de<br />
mais valor aos seus clientes oficina. Atualmente, o<br />
Grupo TRUSTAUTO dispõe de 40 pontos de venda,<br />
mais de 200 profissionais, 4 armazéns centrais<br />
com mais de 6.000 m2, 150 mecânicos com for-<br />
A INTEGRAÇÃO NO GRUPO TRUSTAUTO TROUXE<br />
VÁRIOS BENEFÍCIOS PARA A AUTO PEÇAS.PT,<br />
NOMEADAMENTE NO AUMENTO DA MARGEM,<br />
NA DIVERSIFICAÇÃO DO PORTFÓLIO DE<br />
PRODUTOS COM MARCAS PREMIUM E NA OFERTA<br />
DE MAIS VALOR AOS SEUS CLIENTES OFICINA<br />
56 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 57
AUTO PEÇAS.PT<br />
A auto PEÇAS.PT APRESENTA-SE COMO UM DISTRIBUIDOR DE Vanguarda,<br />
INOVADOR E COM UMA IMAGEM DIFERENCIADORA. UM PERCURSO QUE SE<br />
TEM DESTACADO PELO PROFISSIONALISMO, DEDICAÇão E FLEXIBILIDADE<br />
DE UM NEGÓCIO POTENCIADO DE PESSOAS PARA PESSOAS<br />
mação TRUST e uma faturação de<br />
30 milhões de euros.<br />
Stock e entregas rápi<strong>das</strong><br />
são fundamentais<br />
A Auto Peças.pt tem sempre disponível<br />
um stock alargado de peças que,<br />
juntamente com uma logística de<br />
entregas rápi<strong>das</strong>, permite dar uma<br />
resposta imediata a todos os pedidos<br />
dos clientes. “Hoje é fundamental<br />
ter stock e fazer entregas rápi<strong>das</strong>.<br />
Dispomos de carrinhas próprias e<br />
motos que garantem quatro entregas<br />
de manhã e outras quatro à tarde. O<br />
cliente praticamente recebe material<br />
de meia em meia hora. Estamos a falar<br />
de uma zona que abrange Aveiro,<br />
Águeda, Oliveira do bairro e mais<br />
recentemente Mira e Cantanhede”,<br />
sublinha Jorge Martins. Apesar do<br />
alargamento da zona abrangida pelas<br />
entregas, este responsável não<br />
equaciona a abertura de outras lojas<br />
pois considera que o futuro da logística<br />
passa por dispor de um grande<br />
armazém e a partir daí distribuir<br />
para todo o país.<br />
Com a perspetiva de garantir os alicerces<br />
necessários aos desafios que<br />
o mercado apresenta no presente e<br />
trará no futuro, a Auto Peças.pt tem<br />
reforçado o portfólio de marcas, a<br />
nível de peças e equipamentos. Para<br />
além <strong>das</strong> marcas premium, dispõe<br />
da marca própria TRUST, que tem<br />
a chancela dos fabricantes nos seus<br />
produtos. “No caso <strong>das</strong> baterias, vem<br />
indicado na própria embalagem a<br />
origem Exide, o que confirma tratar-<br />
-se de uma bateria com qualidade. A<br />
gama de produtos com a marca própria<br />
TRUST não para de crescer e a<br />
sua aceitação tem superado as nossas<br />
expetativas.”, refere Jorge Martins. A<br />
Auto Peças.pt também comercializa<br />
equipamentos, com destaque para<br />
as marcas de diagnóstico Hella Gutmann,<br />
Autel e Texa. Os pneus também<br />
fazem parte do portfólio e através<br />
da webshop o cliente tem acesso<br />
AUTO PEÇAS.PT<br />
Gerente<br />
Jorge Martins<br />
Morada<br />
Zona Industrial da Mota, Rua 6, Lote<br />
9-9ª<br />
3830-527 Gafanha da Encarnação<br />
Telefone<br />
234 397 700<br />
Email<br />
geral@autopecas.pt<br />
Site<br />
www.autopecas.pt<br />
a uma rede de distribuição de pneus<br />
que lhe garante entrega imediata.<br />
Plataforma iTrustVision<br />
alavanca negócio<br />
A plataforma B2B tem evoluído bastante<br />
e atualmente a maior parte<br />
dos clientes faz as suas encomen<strong>das</strong><br />
através da plataforma iTrustVision,<br />
que também permite acesso a informação<br />
técnica, consulta de stock e<br />
de tarifas, acesso às plataformas de<br />
dados e ao catálogo on-line. O call<br />
center, um dos pilares da Auto Peças.<br />
pt, tem sete pessoas a tempo inteiro<br />
no atendimento aos clientes “Recebemos<br />
centenas de pedidos por dia<br />
e to<strong>das</strong> as encomen<strong>das</strong> são processa<strong>das</strong><br />
na hora. No terreno temos três<br />
comerciais que visitam regularmente<br />
as oficinas para lhes darem todo o<br />
apoio que precisam, quer a nível de<br />
produto, quer de gestão e marketing”,<br />
refere Jorge Martins.<br />
As ações de formação são realiza<strong>das</strong><br />
pelo Eng. José Peniche, da TRUS-<br />
TAUTO, e cumprem um plano anual.<br />
A última foi de certificação de ar condicionado<br />
e teve a participação de<br />
várias dezenas de profissionais. “Os<br />
mecânicos já perceberam que nos<br />
dias de hoje, sem conhecimentos não<br />
conseguem evoluir. O conhecimento<br />
é fundamental e a sua vinda às formações<br />
não é uma perda de tempo,<br />
mas sim um ganho de experiências e<br />
informações úteis para o seu trabalho<br />
diário”, assegura Jorge Martins.<br />
Na festa de comemoração do 25º aniversário,<br />
foi apresentada a nova rede<br />
de oficina Mooving, da TRUSTAU-<br />
TO. Para o desenvolvimento desta<br />
rede, com a pasta da condução e interação<br />
<strong>das</strong> várias entidades que estão<br />
a trabalhar no projeto, está José<br />
Peniche, um profissional com grande<br />
experiência nas áreas da formação<br />
e coordenação de equipas. Sobre a<br />
rede Mooving, Jorge Martins afirma<br />
tratar-se de um “projeto importante,<br />
não só para fidelizar clientes, mas<br />
também para os podermos apoiar na<br />
sua atividade. É fundamental as oficinas<br />
estarem liga<strong>das</strong> a alguém que lhes<br />
dê as ferramentas que precisam para<br />
terem sucesso, desde o conhecimento<br />
técnico, formações, gestão e novas<br />
tecnologias, que estão cada vez mais<br />
desenvolvi<strong>das</strong> no setor automóvel.”<br />
O evento contou ainda com uma formação<br />
da Autel para os responsáveis<br />
de oficinas e a presença de diversos<br />
fabricantes, designadamente a Motul,<br />
Schaeffler, Hella Gutmann, SKF,<br />
bilstein group e TRW. Para este ano,<br />
as expetativas são eleva<strong>das</strong>, Jorge<br />
Martins pretende superar os 4,2 milhões<br />
de euros de faturação, e apresentar<br />
novas soluções na área da distribuição.<br />
l<br />
58 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
CHEGOU<br />
O SIMPLEX DA OFICINA<br />
O 360º SCAN É UM PROGRAMA INOVADOR DESENVOLVIDO PELA IMPOESTE,<br />
PARA QUE A SUA OFICINA ALCANCE A MÁXIMA PRODUTIVIDADE E RENTABILIDADE!<br />
GESTÃO<br />
OFICINAL<br />
INTEGRADA<br />
FACILIDADE DE IMPLEMENTAÇÃO<br />
REDUÇÃO DE DESPERDÍCIOS<br />
OPTIMIZAÇÃO DE STOCKS<br />
REDUÇÃO DE CUSTOS<br />
AUMENTO DA PRODUTIVIDADE<br />
AUMENTO DE RENTABILIDADE
Entrevista<br />
ARMANDO MUSQUEIRA<br />
ADMINISTRADOR DA QUIMIRÉGUA<br />
TEMOS A EQUIPA<br />
MOTIVADA E ESTAMOS<br />
PRONTOS PARA MAIS<br />
QUARENTA ANOS<br />
INSTITUIÇÃO DE REFERÊNCIA DENTRO DA REPINTURA AUTOMÓVEL, A QUIMIRÉGUA<br />
CONTINUA A SER, AOS 40 ANOS, UMA EMPRESA RESPEITADA NO MERCADO, COM<br />
UMA EQUIPA DE TRINTA E UM COLABORADORES E UMA GAMA BASTANTE ABRANGENTE<br />
E DIVERSIFICADA. FOMOS FALAR COM ARMANDO MUSQUEIRA PARA PERCEBER COMO<br />
FORAM ESTAS QUATRO DÉCADAS DE ATIVIDADE E A ESTRATÉGIA PARA O FUTURO
ARMANDO<br />
MUSQUEIRA<br />
A QUIMIRÉGUA OFERECE PLANOS DE FORNECIMENTO QUE SE FUNDAMENTAM<br />
NA QUESTÃO DA RENTABILIDADE DOS SEUS PRÓPRIOS CLIENTES,<br />
PROCURANDO ASSIM AUMENTAR A EFICIÊNCIA <strong>das</strong> OFICINAS<br />
Celebrou 40 anos, no final de<br />
2022, e é, na atualidade, uma<br />
<strong>das</strong> mais respeita<strong>das</strong> empresas<br />
da repintura automóvel em Portugal.<br />
“Apesar de ter uma atuação mais regional”,<br />
como diz o fundador Armando<br />
Musqueira, a Quimirégua passou<br />
por diversas fases, sempre com particular<br />
atenção à qualidade dos produtos.<br />
Inserida no Grupo Quimidouro, a<br />
empresa mantém um portefólio muito<br />
reputado, com marcas premium e<br />
soluções com preços muito competitivos,<br />
de forma a conseguir uma transversalidade<br />
no mercado que chega<br />
para todos os segmentos e carteiras.<br />
Tem a sede em Custóias, com lojas na<br />
Régua e Bragança.<br />
Quatro déca<strong>das</strong> de atividade<br />
Armando Musqueira conhece como<br />
ninguém a história da Quimirégua<br />
e recorda-a sem hesitar, com as datas<br />
na ponta da língua: “Começámos<br />
com produtos químicos, estávamos<br />
em 1982. Estivemos dois anos a vender<br />
este tipo de produtos, mas ao<br />
mesmo tempo vendíamos acessórios<br />
para restaurantes, como papel, guardanapos,<br />
tínhamos uns doseadores<br />
de papel que davam para o automóvel<br />
(oficinas) e também para os restaurantes”,<br />
refere. “A ideia era criar<br />
clientes de oficina e foi o que fomos<br />
fazendo. Em 1984 começa a alocar<br />
recursos para a repintura automóvel<br />
e assina um acordo com a Valentine,<br />
marca líder na repintura automóvel<br />
com uma fatia de mercado de cerca<br />
de 40%, e que foi fundamental na<br />
expansão da Quimidouro. Foi adquirida<br />
pela Spies Hecker em 1989<br />
e, a partir daí, começámos a trabalhar<br />
com eles e temos mantido uma<br />
estreita ligação até aos dias de hoje.<br />
Fomos crescendo e colocando comerciais<br />
na rua e como a área era curta,<br />
deixou de ser só Régua, Vila Real,<br />
Chaves e arredores e passou também<br />
para Bragança, em 1995, onde abrimos<br />
uma delegação e contratámos<br />
mais colaboradores”, explica o nosso<br />
interlocutor.<br />
Porto na mira<br />
Desde logo, a ideia de ir para o Porto<br />
não saía da mente do responsável<br />
máximo da Quimirégua, na época<br />
Quimidouro. “A Spies Hecker não<br />
nos deixava entrar no Porto. Estavam<br />
cá eles e já tinham acordos com<br />
várias empresas e clientes. Entretanto<br />
acabamos por comprar uma<br />
empresa que se chamava Arnaldo &<br />
Carvalho para ficarmos inseridos no<br />
grande Porto, onde é tudo mais fácil,<br />
porque há mais pessoas, mais movimento<br />
e mais negócio”, explicou-nos.<br />
Desde 2004, já com as instalações<br />
no grande Porto, até agora, a empresa<br />
tem crescido de forma gradual.<br />
Mantém 700 clientes ativos, mas já<br />
conta com 31 colaboradores, e nunca<br />
QUIMIRÉGUA<br />
Administradores<br />
Armando Musqueira<br />
e José Manuel Magalhães<br />
Morada<br />
Rua Teixeira Lopes, 460,<br />
4460 – 833 Custóias MTS<br />
Telefone<br />
229 619 470<br />
Email<br />
quimiregua@mail.telepac.pt<br />
Site<br />
www.quimidouro.pt<br />
perdeu o foco ligado à área <strong>das</strong> oficinas<br />
e à pequena indústria, ainda que<br />
o negócio maioritário continue a ser<br />
a reparação automóvel.<br />
Recentemente, a empresa mudou a<br />
imagem “com um «refresh»”, e está a<br />
construir mais um piso para aumentar<br />
o espaço de armazenagem em<br />
1.000m2 e para ter um showroom<br />
para mostrar todos os produtos e<br />
equipamentos que comercializa. Será<br />
também construído um centro de<br />
formação, estando já a empresa “em<br />
condições de fornecer tudo a uma<br />
oficina de colisão. Desde as ferramentas,<br />
às tintas, todos os consumíveis,<br />
cabines de pintura, temos tudo<br />
no setor, conseguimos montar uma<br />
oficina completa. Vendemos os equipamentos<br />
e depois damos formação<br />
às oficinas, dentro <strong>das</strong> próprias oficinas.<br />
Atualmente é tudo importante,<br />
desde o preço à disponibilidade<br />
de produtos, mas a formação é um<br />
pilar base. Sem ela, o negócio nunca<br />
vai funcionar”, entende Armando<br />
Musqueira, que nos vai adiantando<br />
que os clientes estão satisfeitos com<br />
os resultados: “Temos algumas empresas<br />
de referência a trabalhar connosco<br />
e controlamos o rácio de mão<br />
62 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
de obra aplicada de cada oficina.<br />
Garantimos que no final de cada mês<br />
o custo <strong>das</strong> operações é o que está<br />
previsto e os clientes ficam satisfeitos”.<br />
A oficina é controlada através de<br />
um sistema informático, “a entrada e<br />
a saída <strong>das</strong> mercadorias e o rácio de<br />
aplicação vs obra aplicada”, um trabalho<br />
que é feito apenas nos clientes<br />
de referência e nas empresas que se<br />
justifiquem.<br />
Para além da preocupação com os rácios,<br />
há a preocupação com o consumo<br />
energético, algo que conseguem<br />
controlar, diz, pois “há produtos que<br />
não precisam de calor para serem<br />
trabalhados, por exemplo, e acabam<br />
por ser muito eficazes e as oficinas<br />
estão a aderir, porque o resultado é<br />
melhor, visto que o cliente poupa em<br />
tempo”.<br />
Equipa a crescer<br />
A equipa é composta por quatro assistentes<br />
técnicos, três técnicos para<br />
afinação de cor e oito comerciais distribuídos<br />
pelas três delegações. Neste<br />
momento estão em fase de recrutamento<br />
de mais técnicos, “porque não<br />
temos tempo. Controlamos o Porto,<br />
Vila Real e Bragança, depois temos<br />
parte de Braga e parte de Viseu, por<br />
isso precisamos de mais colaboradores”<br />
garante. “Trabalhamos com a<br />
Spies Hecker, 3M, In<strong>das</strong>a, Norton,<br />
Anest Iwata, Sata, Bossauto e Rupes.<br />
São as nossas principais marcas, com<br />
quem temos acordos e to<strong>das</strong> elas dão<br />
apoio quando precisamos”, diz, contando<br />
que tanto utilizam o centro de<br />
formação próprio, como dão formação<br />
nas oficinas, ainda que prefira<br />
sempre dar formação nas oficinas, “é<br />
mais prático, melhor e é onde estamos<br />
em contacto com a realidade. E<br />
os patrões gostam mais”, conclui.<br />
Comunicar com os clientes<br />
Para além do portal na internet,<br />
onde o cliente pode gerir as suas notas<br />
de encomenda, Armando assume<br />
que não há grande ligação ao mundo<br />
virtual: “Não temos redes sociais. É<br />
o comercial que visita semanalmente<br />
cada cliente e explica tudo o que<br />
acontece”. Na sua opinião, uma <strong>das</strong><br />
maiores dificuldades da atualidade,<br />
“é o fenómeno da tinta base convencional<br />
que está a dar cabo do mercado.<br />
É um problema que temos que<br />
resolver. Falo da tinta sem ser à base<br />
de água que ainda pode ser vendida.<br />
A tendência está a crescer. Nós estamos<br />
autorizados a vender este produto<br />
apenas para a indústria e temos<br />
tido dificuldade em forçar a venda de<br />
tinta à base de água a alguns clientes.<br />
Qualquer empresa pode comprar<br />
estes produtos e dizer que os utiliza<br />
na indústria, mas depois canaliza-os<br />
para pintar o automóvel”, aponta,<br />
visivelmente descontente. A seu ver,<br />
esta é uma situação que deveria “ser<br />
controlado por uma fiscalização, mas<br />
ninguém está interessado, ninguém<br />
quer saber. Não há meios para fiscalizar,<br />
ainda assim acredito que as<br />
coisas podem evoluir”, lamenta.<br />
O dilema da falta<br />
de mão de obra<br />
Numa análise ao mercado da repintura<br />
automóvel, Armando Musqueira<br />
alerta para o maior dilema que<br />
aflige o setor: a falta de mão de obra<br />
qualificada. “Na parte da mecânica e<br />
tecnologias há muita gente para trabalhar,<br />
mas na parte da chapa e pintura<br />
há muita dificuldade em encontrar<br />
pessoal. Os nossos clientes estão<br />
com essa dificuldade”. O administrador<br />
da Quimirégua considera que a<br />
solução pode passar pelos centros de<br />
formação, “mas o CEPRA não consegue<br />
ter formandos suficientes na<br />
área da pintura automóvel, e quando<br />
aparecem, é apenas uma turma<br />
por ano. A profissão, nestes tempos<br />
modernos, até é limpa, a verdade é<br />
essa, mas há o estigma de que é suja.<br />
É preciso desmistificar essa ideia e<br />
mostrar que é uma profissão bem<br />
paga. As oficinas nossas clientes estão<br />
to<strong>das</strong> bem equipa<strong>das</strong>, o pessoal<br />
é que não existe. A falta de recursos<br />
humanos aqui é gritante, somos uma<br />
espécie de patinho feio da oficina<br />
automóvel”, diz. Em contrapartida,<br />
em relação ao negócio, depois de ter<br />
faturado 4,8 milhões de euros em<br />
2022, o responsável está muito otimista<br />
para este ano, esperando “vender<br />
mais do que no ano passado” e<br />
chegar aos 5 M€. l<br />
SPIES HECKER<br />
parcEIRO DESDE<br />
A PRIMEIRA HORA!<br />
Sobre aquele que é o grande parceiro da<br />
Quimirégua, Armando Musqueira lembra que,<br />
“na altura, em 1982, a opção pela Spies Hecker<br />
foi natural. Era a melhor marca que existia no<br />
mercado e ainda hoje continua a ser. Tem os<br />
melhores agentes a nível nacional e eles são os<br />
nossos melhores parceiros. A relação com eles foi<br />
sempre muito boa. São gamas que se encontram<br />
no topo da evolução. Ainda recentemente<br />
apresentaram a nova máquina de mistura<br />
Axalta Irus Mix, totalmente automática, que<br />
vem revolucionar toda a parte da mão de obra.<br />
A rapidez com que faz a cor é impressionante<br />
e, entretanto, o pintor poderá fazer outros<br />
trabalhos enquanto a tinta e a cor são cria<strong>das</strong>.<br />
Vamos colocá-la no mercado em breve, mas para<br />
clientes de grande dimensão, que tenham 14<br />
ou 15 pintores, pois só assim se torna rentável”,<br />
alerta. Em conjunto com os produtos da Spies<br />
Hecker, mas também com outras marcas, a<br />
Quimirégua tem sabido crescer, tanto em ven<strong>das</strong>,<br />
como em faturação. Os números desceram com a<br />
pandemia, em 2021, mas agora as cifras já estão<br />
recupera<strong>das</strong> e em franca evolução.<br />
A QUIMIREGUA É UMA EMPRESA MADURA, ESTÁVEL E RESPEITADA NO SEIO<br />
DO MERCADO DA REPINTURA auTOMÓVEL E ESSE NÍVEL DE MATURIDADE<br />
DEVE-SE MUITO AOS VALORES QUE SÃO COLOCADOS EM PRÁTICA<br />
DIARIAMENTE<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 63
empresa<br />
V CONGRESSO CGA<br />
A TODO O GÁS!<br />
LISBOA FOI A CIDADE ESCOLHIDA PARA O V CONGRESSO DA REDE DE OFICINAS CGA QUE<br />
SE REALIZOU NOS DIAS 5 E 6 DE MAIO. FORAM DOIS DIAS QUE CONTARAM COM A PRESENÇA DE MAIS<br />
DE 900 PROFISSIONAIS, INCLUINDO REPRESENTANTES DAS OFICINAS PORTUGUESAS E ESPANHOLAS<br />
DAS REDES CGA CAR SERVICE E MULTIOFICINA SERVICE<br />
O<br />
Congresso decorreu no auditório principal<br />
do Centro de Congressos de Lisboa e foi<br />
moderado por Rocío Martínez, conhecida<br />
apresentadora da Antena 3, de Espanha. O evento<br />
foi aberto por Alejandro Vicario, diretor geral<br />
da CGA, que deu as boas-vin<strong>das</strong> aos participantes:<br />
oficinas, parceiros e a equipa da sede da CGA,<br />
bem como os fornecedores do grupo e os meios de<br />
comunicação do setor. Começou por lembrar que<br />
este 5º Congresso “sendo bienal, representa dez<br />
anos do lançamento da rede CGA e uma grande<br />
experiência de saber estar com os nossos parceiros,<br />
fabricantes e oficinas. Estamos muito orgulhosos<br />
de ter a rede de oficinas com mais qualidade da península<br />
ibérica, incluindo as ilhas Baleares, Açores<br />
e Madeira”.<br />
Foco na formação e sustentabilidade<br />
Solange Ochoa, diretora da rede CGA, passou em<br />
revista as principais ações realiza<strong>das</strong> durante 2022<br />
e os objetivos e projetos para este ano, especialmente<br />
nas áreas <strong>das</strong> novas tecnologias, formação<br />
e marketing. Relativamente à formação, Solange<br />
Ochoa anunciou mudanças no formato <strong>das</strong> ações,<br />
que passarão a ser ministra<strong>das</strong> apenas com ferramentas<br />
digitais, acabando assim os manuais<br />
em papel. Os mecânicos poderão aceder a cursos<br />
na plataforma web e consultar vídeos de tutoriais<br />
técnicos, com muita informação sobre montagem<br />
de componentes e diagnósticos de avarias. “Desenvolvemos<br />
cursos mais acessíveis e a participação<br />
dos profissionais tem aumentado, mas queremos<br />
alcançar um maior número de oficinas, para que<br />
possam usufruir to<strong>das</strong> as vantagens da nossa formação”,<br />
explica da diretora rede.<br />
Sobre a presença da rede em Portugal, esta responsável<br />
refere que “este ano é um ano-chave para o<br />
nosso crescimento em Portugal, graças à recente<br />
entrada de novas oficinas através dos nossos parceiros<br />
Auto Delta, Alecarpeças, Fimag, RedeInnov,<br />
MCoutinho e Davasa. Para tal contamos com o<br />
apoio de Bianca Cotegype, responsável pelo desenvolvimento<br />
da rede CGA em Portugal. O principal<br />
objetivo para este ano é o desenvolvimento<br />
completo da rede de oficinas em Portugal, não só<br />
em termos de número de oficinas, mas também<br />
em termos de melhoria da qualidade do programa<br />
que temos para as oficinas portuguesas, procurando<br />
os melhores parceiros para acrescentar valor<br />
ao nosso conceito.” No final da sua apresentação<br />
Solange Ochoa divulgou o novo projeto de mobilidade,<br />
com o qual a CGA oferece às oficinas um<br />
programa chave-na-mão de aconselhamento, distribuição<br />
e instalação de pontos de carregamento<br />
de veículos elétricos, bem como a possibilidade de<br />
instalar painéis solares nas oficinas para melhorar<br />
a eficiência e poupar custos energéticos.<br />
Segurança rodoviária<br />
define ações de marketing<br />
Eva Laguna, Diretora de Marketing da CGA, resumiu<br />
os principais marcos de marketing do grupo<br />
e da rede em 2022, em que o grupo continuou a<br />
sua aposta no patrocínio desportivo, destacando<br />
em particular a corrida “Ponle Freno”, patrocinada<br />
pela CGA nos últimos cinco anos. “Com a Ponle<br />
Freno, andamos de mãos da<strong>das</strong> com o principal<br />
grupo de comunicação em Espanha e apoiamos a<br />
segurança rodoviária. Graças a esta corrida, angariámos<br />
mais de 2 milhões de euros para as vítimas<br />
de acidentes rodoviários e suas famílias. Isto deixa-nos<br />
realmente orgulhosos e dá sentido ao nosso<br />
patrocínio”, afirmou Eva Laguna. Para este ano,<br />
apresentou a Campanha de Verão, que consiste na<br />
oferta de toalhas de praia aos seus clientes. O resto<br />
<strong>das</strong> jorna<strong>das</strong> foram dedica<strong>das</strong> a conhecer a evolução<br />
do mercado do aftermarket em Espanha e<br />
Portugal, as principais preocupações <strong>das</strong> oficinas e<br />
as grandes novidades recentemente incorpora<strong>das</strong>.<br />
Para isso, contaram com a presença de personalidades<br />
de destaque do setor, como Nuria Álvarez,<br />
responsável de relações institucionais e comunicação<br />
do CETRAA; Fernando López, gerente<br />
nacional do GIPA; Gabriel Higuera, responsável<br />
de compras e operações da MAFLOW, e Álvaro<br />
Muñoz, responsável de equipamentos de oficinas<br />
e serviços técnicos da HELLA, entre outros. Por<br />
outro lado, e como reforço da mensagem sobre a<br />
importância do sentimento de identidade de grupo,<br />
o Congresso encerrou com a intervenção de um<br />
convidado muito especial: Paulo Futre . Durante<br />
cerca de uma hora o conhecido jogador recordou<br />
vários episódios da sua vida profissional, mas também<br />
particular, tendo revelado que antes de ser<br />
jogador de futebol trabalhou durante cerca de dois<br />
anos, como bate chapas, numa oficina automóvel<br />
no Montijo, a sua terra natal. l<br />
64 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
A OPERAR EM PORTUGAL DESDE 2019, A REDE DE OFICINAS<br />
CGA CAR SERVICE JÁ CONTA COM CERCA DE 90 OFICINAS QUE OSTENTAM<br />
EM PORTUGAL A IMAGEM DO GRUPO
A ALEXD’AUTO CARATERIZA-SE PELO CUIDADO NA IMAGEM E LIMPEZA<br />
DAS INSTALAÇÕES, RIGOR NO TRABALHO EXECUTADO<br />
E QUALIDADE DE SERVIÇO. OUTRO DOS PILARES DA CASA<br />
É A TRANSPARÊNCIA COM CLIENTES E FORNECEDORES
Oficina<br />
do Mês<br />
auto services<br />
A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TotalEnergies<br />
ALEXD’AUTO<br />
QUALIDADE E RIGOR<br />
A ALEXD’AUTO É UMA OFICINA LOCALIZADA EM VILA VERDE, BRAGA. FOI FUNDADA POR ALEXANDRE<br />
DÓRIA, E CARATERIZA-SE PELO CUIDADO NA IMAGEM E LIMPEZA DAS INSTALAÇÕES, RIGOR NO TRABALHO<br />
EXECUTADO E QUALIDADE DE SERVIÇO. O JORNAL DAS OFICINAS FOI ATÉ AO NORTE DO PAÍS PERCEBER<br />
O QUE MOVE ESTE EMPRESÁRIO A FAZER A DIFERENÇA NO MUNDO DA MECÂNICA<br />
Foi nas instalações inaugura<strong>das</strong> há um ano<br />
que Alexandre Dória e a esposa, Cristiana<br />
Barros, nos receberam para contar um pouco<br />
da história da Alexd’Auto, fundada em 2015. Hoje<br />
a oficina assume-se como um espaço multimarca<br />
diferenciado em Vila Verde, Braga, que prima pela<br />
organização, qualidade e exigência nos serviços<br />
efetuados. Filho de proprietário de uma oficina,<br />
Alexandre Dória cedo se interessou pelos serviços<br />
de reparação e manutenção, tendo começado<br />
a trabalhar com o pai aos 14 anos. Fez um curso<br />
profissional de mecânica, com equivalência ao 12.º<br />
ano, que terminou em 2007, e colaborou na oficina<br />
do pai durante cinco anos, até 2012, altura em que<br />
este faleceu. Os passos seguintes foram a evolução<br />
natural de uma carreira em crescendo: “O meu irmão<br />
também é mecânico e ficou à frente da oficina.<br />
Já eu quis sair debaixo da asa da família, para evoluir<br />
um bocadinho. Fui para uma oficina em Barcelos,<br />
que tinha aberto recentemente, e estive lá<br />
dois anos. Depois havia aqui uma oficina especialista<br />
em BMW e Mini, onde estive um ano e meio,<br />
até abrir por minha conta, em 2015”, relembra. Ali,<br />
começou “do zero, praticamente sem instalações,<br />
sem grandes condições e até a condição financeira<br />
não era a melhor”, mas a visão de negócio foi sempre<br />
a mesma, baseada no perfecionismo e no rigor.<br />
“Tratar o carro como se fosse nosso”<br />
Alexandre confessa que não sonha ter uma oficina<br />
maior do que a sua capacidade de resposta,<br />
mas crescer já era um desejo antigo. Antes de a<br />
pandemia chegar para se lhe atravessar nos planos,<br />
ambicionava sair para um espaço novo, que<br />
“coincidisse com o serviço que prestamos”, o que<br />
foi adiado até 2022. O crescimento, ponderado<br />
e perspetivado, não poderia, para o responsável,<br />
ser de “uma dimensão que saísse fora do controlo,<br />
para não deixar fugir o controlo de qualidade. Não<br />
conseguiria ter uma oficina com dez elevadores, ou<br />
dez funcionários”, garante, esclarecendo que agora<br />
pode receber os clientes de forma mais agradável,<br />
num espaço que veio facilitar toda a logística en-<br />
volvente, com parque, escritório e receção.<br />
Tem consigo dois funcionários, um dos quais há<br />
cinco anos, e conta com o apoio da esposa, Cristiana<br />
Barros, que trabalha na receção e faz os serviços<br />
administrativos. No que diz respeito ao equipamento,<br />
Alexandre Dória destaca os três elevadores,<br />
as máquinas de diagnóstico e a máquina de<br />
carregamento de ar condicionado de que dispõe,<br />
e explica que tenta sempre ter as ferramentas adequa<strong>das</strong><br />
para facilitar cada serviço. O empresário<br />
foca a importância dos detalhes na realização de<br />
cada trabalho, “Eu sou bastante exigente, além da<br />
organização, com a prestação do serviço de apertos,<br />
por exemplo, dá-nos outra segurança”, afirma.<br />
A abordagem centra-se, essencialmente, na qualidade,<br />
em vez da quantidade, pelo que Alexandre<br />
prefere “perder mais um pouco de tempo nos carros”,<br />
para poder fazer, mais do que as reparações,<br />
serviços de manutenção preventiva, “sem ser a<br />
despachar”. Realizam-se na Alexd’Auto todo o tipo<br />
de serviços de mecânica, desde a mais simples revisão,<br />
à reparação de motores. Só a parte elétrica,<br />
no que toca a reparações de alternadores ou motores<br />
de arranque, é feita fora da oficina, com um<br />
eletricista parceiro. Todos os trabalhos são feitos<br />
ALEXD’AUTO<br />
Gerentes<br />
Alexandre Dória e Cristiana Barros<br />
Morada<br />
Av. da Igreja, Pavilhão B 4730-247<br />
Braga, Vila Verde<br />
Telemóvel<br />
912 491 279<br />
Facebook<br />
Alexd’Auto<br />
mediante marcação prévia, o que foi “um bocado<br />
difícil de implementar, neste meio”, mas que lhe<br />
permite uma maior organização interna.<br />
Relação de transparência<br />
Outro dos pilares da casa é a transparência com<br />
clientes e fornecedores. Cristiana Barros está responsável<br />
por manter as redes sociais atualiza<strong>das</strong>,<br />
com publicação de posts sobre os serviços efetuados,<br />
vídeos e outras informações sobre a oficina.<br />
Não se trata de um espaço para divulgar campanhas,<br />
mas sim para partilhar “o serviço que prestamos<br />
e a forma como trabalhamos. Ainda esta<br />
semana publiquei sobre a sustentabilidade, o que<br />
para nós é muito importante. Fazemos a reciclagem<br />
dos materiais, usamos capas de tecido, laváveis<br />
e reutilizáveis e isto são pequenos pormenores que<br />
fazem a diferença não só a nível de custos, como ao<br />
nível do impacto ambiental”. Este trabalho de promoção<br />
dá frutos e não faltam clientes que aparecem<br />
“por aquilo que viram nas redes sociais, para ver se<br />
coincide com a realidade. E isso é algo de que fazemos<br />
muita questão: que o que publicamos seja<br />
real”, enfatiza Cristiana. As fotos e vídeos servem<br />
para “acompanhar a reparação”, diz-nos Alexandre.<br />
No fundo, a seu ver, retratar as operações de reparação<br />
e manutenção não é uma perda de tempo, mas<br />
sim uma forma de fazer o registo e manter o cliente<br />
atualizado por WhatsApp. Uma <strong>das</strong> mais recentes<br />
novidades é a aplicação que será disponibilizada<br />
aos clientes e que lhes dará toda a informação sobre<br />
o ponto de situação da reparação, com envio de<br />
mensagens e vídeos sobre as operações que realiza<br />
nas suas viaturas. Deste modo, Alexandre pretende<br />
transmitir mais transparência e credibilidade no<br />
trabalho que executa. O principal fornecedor de peças<br />
é a Primopeças, com quem Alexandre mantém<br />
um relacionamento profissional e de amizade, “um<br />
parceiro impecável, em quem confio a 100%, com<br />
o qual estamos a crescer juntos”. Este trimestre foi<br />
melhor do que o igual período de 2022 e “perspetiva-se<br />
que seja um bom ano para a empresa”, conclui<br />
Alexandre Dória. l<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 67
Produto<br />
NOTÍCIAS<br />
REALIZAM FORMAÇÃO<br />
Mondego PeÇAS e NRF | Nos dias 2, 3 e 4 de abril, a Mondegopeças, em<br />
parceria com a NRF, organizou uma formação, focada na componente técnica, para<br />
todos os seus clientes. Estas formações tiveram lugar em Leiria, Coimbra e Aveiro Ao<br />
longo dos três dias, a Mondegopeças e a NRF, focaram-se na componente técnica,<br />
com o objetivo, de transmitir informações acerca de todos os constituintes do circuito,<br />
problemas frequentes e cuidados a ter na sua intervenção. “A formação foi um<br />
verdadeiro sucesso à luz dos clientes que estavam muito satisfeitos pedindo outras<br />
formações com estas”, revelou a organização. Após as formações, houve lugar para<br />
um jantar convívio entre colaboradores da Mondegopeças, da NRF e clientes.<br />
HELP FLASH<br />
MANDA PARA A ‘REFORMA’<br />
TRIÂNGULO DE SINALIZAÇÃO<br />
Desde julho de 2021, que, em Espanha, os triângulos podem legalmente ser substituídos<br />
pelo dispositivo Help Flash. Este mesmo dispositivo de sinalização e<br />
segurança, quando dotado de geolocalização, será obrigatório partir de 1 de<br />
janeiro de 2026, quando os triângulos deixarem de ser utilizados ao abrigo da regulamentação<br />
espanhola. Foi Pere Navarro, Diretor-geral de Trânsito de Espanha, que<br />
confirmou que a DGT está a estudar como poderá, legalmente, acabar com a obrigatoriedade<br />
da utilização do triângulo de sinalização em autoestra<strong>das</strong> e vias rápi<strong>das</strong><br />
espanholas. Pere Navarro relembrou ainda que, no Reino Unido e no Luxemburgo, já<br />
eliminaram esta medida porque nestas vias há muitos veículos e a circulação é bastante<br />
mais rápida. Aliás, o Reino Unido eliminou este dispositivo exatamente devido ao<br />
risco acrescido de os condutores serem atropelados quando abandonam o veículo para<br />
colocar o triângulo.<br />
CONTINUAM<br />
A PREMIAR CLIENTES<br />
Nexus AUTO e Profissional Plus | A Nexus<br />
Auto e a Profissional Plus premeiam os seus clientes com<br />
um sorteio mensal, o “PROFESSIONAL PLUS”. Em abril, Hélio<br />
Amaral, residente em Vialonga foi o feliz contemplado do<br />
sorteio mensal PROFISSIONAL PLUS. Cliente fiel da NF AUTO<br />
LDA, membro da rede oficinal PROFISSIONAL PLUS, Hélio<br />
Amaral ao realizar a intervenção da sua viatura, na sua<br />
oficina de confiança, ficou habilitado a ganhar uma trotinete<br />
elétrica Xiaomi, acabando por ser o premiado. Para ficar habilitado<br />
a ganhar fantásticos prémios, todos os interessados,<br />
devem apenas dirigir-se à oficina PROFISSIONAL PLUS e ao<br />
realizarem uma reparação na sua viatura, ficam automaticamente<br />
inscritos.<br />
LANÇA KIT JUNTAS TAMPA DISTRIBUIÇÃO<br />
Corteco | A Corteco apresenta o novo Kit de juntas da tampa de distribuição<br />
para os motores EB0/EB2. Esta solução de reparação inovadora é a primeira no<br />
mercado. A equipa da Corteco desenvolveu um kit de juntas necessário para a substituição<br />
da correia da distribuição que contém to<strong>das</strong> as juntas necessárias para uma<br />
troca rápida e eficiente. O novo kit de juntas 49115983 é indicado para os motores<br />
EB0 e EB2 que estão montados nos automóveis Citroën C3 e C4, DS, Opel Corsa,<br />
Peugeot 208 e 2008, e Toyota Aygo. O Grupo PSA recomenda verificar a correia da<br />
distribuição a cada inspeção e trocá-la após 80.000 km. Não trocar as juntas que<br />
compõem este kit pode levar a uma entrada de partículas, o que pode danificar<br />
a própria correia e em contacto com o óleo pode afetar ou até mesmo bloquear o<br />
filtro de óleo.<br />
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68 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
MEDIDOR DE ESPESSURA DE CAMADA<br />
Car Repair System | A Car Repair System apresenta o seu novo Medidor<br />
de Espessura de Camada portátil. Este medidor a bateria está equipado com um ecrã<br />
a cores de alta definição, que pode medir de forma rápida, precisa e não destrutiva<br />
a espessura de revestimento não magnético em substratos metálicos magnéticos<br />
Ao mesmo tempo, esta ferramenta da Car Repair System, pode identificar<br />
automaticamente substratos de metal magnético e de metal não magnético,<br />
sendo amplamente utilizado na indústria automóvel. Como atributos, de referir:<br />
Funcionamento por menus e ecrã HD a cores; Três modos de calibração: básica,<br />
offset, calibração de zero; Unidade métrica/imperial e função de armazenamento;<br />
Rotação do ecrã, proteção de carga, ecrãs multi-interface, seleção da luminosidade<br />
do ecrã; e Desligar automático.<br />
TRABALHA COM OS OLHOS POSTOS NO FUTURO<br />
Olipes | O envelhecimento do parque de automóveis, a intrusão no setor dos lubrificantes, o alarmante aumento<br />
<strong>das</strong> ven<strong>das</strong> de produtos de marca branca com níveis de qualidade muito abaixo do indicado na sua etiquetagem no<br />
canal de pós-venda, o elevado custo <strong>das</strong> matérias-primas, a contínua evolução <strong>das</strong> formulações (que exige fortes<br />
investimentos em I+D+i por parte dos fabricantes), a perda generalizada do poder de compra por parte da sociedade,<br />
as alterações no modelo de mobilidade da geração Z ou a eletrificação do parque automobilístico sem um roteiro<br />
claro e realista na Europa são alguns dos grandes desafios e oportunidades atualmente apresentados pelo mercado<br />
de lubrificantes para automobilismo para a Olipes. Este cenário leva a uma redução <strong>das</strong> margens comerciais em todo<br />
o canal de distribuição. Para fazer face a esta situação, a força da Olipes está na capacidade do seu Departamento de<br />
Investigação e Desenvolvimento (I+D+i), que desenvolve produtos que se adiantam em relação ao seu tempo – em<br />
alguns casos, anos, inclusive.<br />
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VAMOS ATÉ SI.<br />
Fazemos entregas em todo o país.<br />
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tel.: 210 430 900<br />
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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 69<br />
Qta. do Lavi, Limites da Abrunheira, S. Pedro de Penaferrim<br />
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Notícias<br />
Produto<br />
MOSTRAM SUBSTITUIÇÃO SENSOR DE NOX<br />
PARTS Specialists | Neste mais recente vídeo da oficina, os Parts Specialists da Diesel<br />
Technic têm que lidar com uma falha no sistema de escape. Kevin e Lars não apenas cuidam da<br />
substituição do sensor de NOx com defeito, mas também dão dicas úteis sobre como evitar falhas<br />
na vida quotidiana da oficina e explicam a função do sensor. Começa-se pela inspeção principal,<br />
que inclui o teste de emissões de escape, que é devido no veículo dos Parts Specialists. Durante<br />
os testes de emissões, os valores são determinados a partir da unidade de controle por meio de<br />
um testador conectado. Quando a luz de controle de emissões do veículo pisca, os profissionais da<br />
oficina fazem um diagnóstico, que mostra o erro “sensor de óxido de nitrogênio”. Segundo Lars,<br />
isso indica que a comunicação não está bem e que o sensor de NOx está afetado. Todos os produtos<br />
podem ser encontrados no Partner Portal da Diesel Technic: partnerportal.dieseltechnic.com<br />
APRESENTA EMBALAGENS ECOLÓGICAS<br />
Petronas | A PETRONAS Lubricants International (PLI) anunciou o lançamento do PETRONAS<br />
Syntium Bag In Box (BIB), uma embalagem inteligente e ecológica certificada com a UN Mark,<br />
cumprindo to<strong>das</strong> as regulamentações de transporte para o acondicionamento e envio de mercadorias<br />
perigosas – uma certificação pouco comum na indústria de lubrificantes. A PETRONAS reavaliou<br />
cada parte da vida útil da embalagem do produto, desde a criação até ao fim de vida, para criar<br />
esta alternativa sustentável que está agora disponível nos vários mercados europeus. O fabrico do<br />
PETRONAS Syntium BIB envolve menos emissões de carbono, menos desperdício e materiais reciclados,<br />
reduzindo até 92% dos plásticos e utilizando até 85% menos materiais em comparação com as<br />
garrafas plásticas tradicionais. A nova embalagem sustentável é composta por dois componentes que<br />
se complementam: uma caixa exterior de cartão e uma bolsa interior de plástico mole formulada para<br />
produtos de viscose, que permitem que o produto e a embalagem trabalhem juntos de forma segura<br />
e harmoniosa.<br />
APOSTA EM NOVA LINHA DE TUBOS PARA TURBO<br />
NRF | A NRF acaba de lançar uma ampla linha de tubos para turbo. Devido à procura do mercado e às<br />
suas ambições para o futuro, a NRF decidiu adicionar este grupo de produtos ao seu portfólio. Dependendo<br />
do layout e do número do veículo, a localização dos tubos do turbo pode variar. Pelo menos quatro tubos são<br />
usados no sistema de arrefecimento do ar de sobrealimentação: dois no lado do intercooler, um no lado do<br />
turbocompressor e um no lado do coletor de admissão. A instalação de tubos de ramificação é feita com braçadeiras.<br />
A gama de tubos de turbo é composta por 282 referências para automóveis de passageiros e veículos<br />
comerciais ligeiros. Toda esta gama é Easy Fit, pelo que a embalagem inclui as braçadeiras adequa<strong>das</strong>. Esta é<br />
uma grande vantagem para a oficina, pois garante uma instalação rápida e fácil dos tubos. Todos os tubos de<br />
turbo NRF são testados.<br />
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70 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />
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LANÇA DISPENSADORES<br />
PARA TAMPAS E COPOS<br />
ZAPHIRO | Os dispensadores de copos e tampas SPS, da Zaphiro, permitem<br />
poupar tempo à oficina e aumentar a produtividade, mantendo os copos e as<br />
tampas SPS organizados e à mão durante o processo de retoque do veículo. Os<br />
novos dispensadores de copos e tampas SPS da ZAPHIRO são uma opção altamente<br />
recomendada para as oficinas que pretendem manter a ordem nas suas<br />
instalações e ter estes produtos sempre disponíveis e à mão, reduzindo os tempos<br />
de trabalho através da organização dos materiais de pintura. Além disso, a<br />
utilização de plástico foi minimizada ao máximo e a estrutura principal é feita<br />
de cartão rígido, resistente e reciclável, promovendo a utilização de produtos<br />
sustentáveis na oficina. Os novos dispensadores de copos e tampas descartáveis<br />
da SPS ZAPHIRO podem tornar-se um elemento básico da oficina, uma vez que<br />
melhoram a organização destes produtos e facilitam a sua utilização, uma vez<br />
que estão sempre à mão e arrumados.<br />
INDASA ABRASIVES<br />
APOIA CARAMULO EXPERIENCE<br />
CENTER<br />
A<br />
INDASA Abrasives é o mais recente Parceiro Fundador do Caramulo Experience<br />
Center, o novo espaço museológico criado pelo Museu do Caramulo dedicado à<br />
paixão motorizada. Situado na Vila do Caramulo, num antigo edifício industrial<br />
construído no início dos anos 70, o Caramulo Experience Center alberga nos seus mais de<br />
2.400m2 uma oficina de restauro e manutenção de automóveis clássicos, as reservas da<br />
coleção do Museu do Caramulo, uma área de exposições, um centro de documentação e<br />
uma loja de produtos para clássicos, entre outros. A associação da INDASA Abrasives, que<br />
conta com mais de 40 anos de know-how no fabrico de todo o tipo de abrasivos, ao novo<br />
espaço de referência do núcleo museológico do Caramulo, será potenciada pela sua gama<br />
de produtos e soluções Autogloss, aplicáveis no restauro de motos e automóveis clássicos,<br />
uma <strong>das</strong> atividades principais do Caramulo Experience Center.<br />
AUMENTA CATÁLOGO DE TUBOS E APOIOS DE MOTOR<br />
Metalcaucho | O catálogo de tubos e apoios de motor da Metalcaucho não para de crescer. É o terceiro<br />
lançamento do ano com 222 novos produtos, 5 dos quais exclusivos. Este lançamento de Maio apresenta 222 novos<br />
produtos, incluindo duas famílias com um grande aumento no número de referências. 74 tubos e cotovelos, com<br />
aplicações para turbo, radiador e refrigeração; e 54 apoios de motor, um dos produtos estrela da marca, que já ultrapassa<br />
as 1.900 referências em stock. Para além destas duas famílias de produtos, neste terceiro lançamento do ano, os<br />
clientes da marca poderão ainda encontrar novas fechaduras de portas e bagageiras, termóstatos, terminais de tirantes<br />
e rótulas de suspensão. Como fator diferenciador, a Metalcaucho está constantemente a aumentar as referências do<br />
seu catálogo.<br />
rodape_Nelson_Tripa.pdf 3 17/05/2023 12:30<br />
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DIAGNÓSTICO<br />
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Rua Fernando Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras | Telf.: +351 261 335 050 - E-mail: geral@nelsontripa.pt | GPS - N39.094609 - W009.251526 | www.nelsontripa.pt
Repintura<br />
AXALTA IRUS MIX<br />
TOtaLMENTE<br />
autOMÁTICA<br />
A AXALTA LANÇOU A AXALTA IRUS MIX, A MÁQUINA DE MISTURA MAIS RÁPIDA, TOTALMENTE AUTOMÁTICA<br />
E COMPLETAMENTE MÃOS-LIVRES PARA A INDÚSTRIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL. COM BASE NOS TESTES<br />
E ENSAIOS CALCULA-SE QUE AS OFICINAS POUPAM MAIS DE 60% EM TEMPO DE TRABALHO COM A AXALTA IRUS<br />
MIX EM COMPARAÇÃO COM A MISTURA MANUAL E MANUTENÇÃO<br />
72 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
A AXALTA IRUS MIX É UMA MÁQUINA MUITO<br />
INOVADORA E AVANÇADA, MAS FÁCIL DE USAR.<br />
NA VERDADE, UM DOS BENEFÍCIOS DA AXALTA<br />
IRUS MIX É QUE NÃO TEM DE SER OPERADA<br />
POR UM PINTOR QUALIFICADO<br />
A<br />
Axalta Irus Mix é um verdadeiro salto em frente<br />
na tecnologia de repintura. É uma máquina<br />
de mistura totalmente automática, completamente<br />
mãos-livres e a mais rápida do mundo para a<br />
indústria de repintura automóvel. A Axalta Irus Mix<br />
proporciona cores e trabalhos muito precisos e funciona<br />
com a embalagem inovadora da Axalta maximizando<br />
a rentabilidade e minimizando o impacto no<br />
ambiente contribuindo para os clientes de repintura<br />
atingirem ou excederem os principais objetivos empresariais.<br />
Existem muitas versões <strong>das</strong> máquinas semiautomáticas,<br />
mas a Axalta Irus Mix é a mais rápida<br />
no mercado, entre 15% e 100% do que qualquer outra.<br />
Graças à utilização <strong>das</strong> garrafas Axalta, fabrica<strong>das</strong> a<br />
partir de 50% de plástico reciclado, não é necessário<br />
reencher ou decantar produto noutras garrafas. Além<br />
disso, as garrafas têm tampas doseadoras precisas que<br />
proporcionam cores exatas sem desperdícios. De referir<br />
que Axalta Irus Mix pode ser integrada facilmente<br />
no processo de gestão de cores digital completo baseado<br />
na Web, denominado Axalta Irus, que inclui os<br />
espectrofotómetros e a busca de cores baseada na Web<br />
da Axalta.<br />
Novo sistema de garrafas<br />
A Axalta Irus Mix foi concebida para funcionar com<br />
o sistema de garrafas comprovado da Axalta. As garrafas<br />
inovadoras são fabrica<strong>das</strong> a partir de 50% de<br />
plástico reciclado e permitem que cada gota do produto<br />
seja utilizada, poupando produto e evitando<br />
desperdícios. As garrafas estão disponíveis em quatro<br />
tamanhos diferentes que correspondem na perfeição<br />
à popularidade dos corantes, por exemplo, os corantes<br />
de pouca utilização estão disponíveis em garrafas<br />
mais pequenas. Para as oficinas, isto significa menos<br />
dinheiro investido no stock. A incrível precisão <strong>das</strong><br />
tampas doseadoras nas garrafas permite volumes de<br />
dosagens muito baixos. Isto significa menos tinta e<br />
menos desperdício. Por último, a Axalta Irus Mix garante<br />
uma sala de mistura limpa, libertando os pintores<br />
da tarefa de limpeza mundana e frequentemente<br />
indesejada.<br />
Fácil de usar<br />
A Axalta Irus Mix é uma máquina muito inovadora<br />
e avançada, mas fácil de usar. Na verdade, um dos<br />
benefícios da Axalta Irus Mix é que não tem de ser<br />
operada por um pintor qualificado. Um pintor menos<br />
qualificado pode operá-la facilmente, uma vez que é<br />
fácil e simples de usar. O processo completo, digital<br />
e integral baseado na Web, Axalta Irus, é na verdade<br />
uma abordagem de três passos muito fáceis para o utilizador:<br />
ler, encontrar e misturar. Depois de digitalizar<br />
a cor e encontrar a correspondência perfeita (os primeiros<br />
dois passos), os utilizadores da máquina, que<br />
não precisam de ser técnicos altamente qualificados,<br />
iniciam simplesmente o processo de mistura a partir<br />
dos seus computadores pessoais e colocam o copo de<br />
mistura na Axalta Irus Mix. A fórmula de mistura sai<br />
do sistema de busca de cores para o software da Axalta<br />
Irus Mix e, com um simples toque num botão, a Axalta<br />
Irus Mix faz o resto. Quando concluído, o copo de<br />
mistura é removido, pronto para ser fixado na pistola<br />
de pulverização. Durante to<strong>das</strong> as fases de testes e<br />
ensaios, foi comprovada que a dosagem era sempre<br />
100% precisa. A dosagem controlada por computador<br />
é precisa para que seja possível garantir às oficinas cores<br />
reproduzíveis que podem ser dosea<strong>das</strong> em pequenas<br />
quantidades. l<br />
OS PILARES<br />
DO DESENVOLVIMENTO<br />
A Axalta Irus Mix é o resultado da inovação da Axalta para responder<br />
às necessidades dos clientes de trabalhar de forma mais<br />
eficiente, rentável e sustentável. Existem quatro pilares principais<br />
nos quais a Axalta Irus Mix se baseia:<br />
Vantagens em termos de tempo<br />
A Axalta Irus Mix, com a sua tecnologia patenteada, é a máquina<br />
de mistura mais rápida e totalmente automática disponível no<br />
mercado. Com base nos ensaios da Axalta, os clientes de repintura<br />
podem poupar mais de 60% em tempo de trabalho com a<br />
Axalta Irus Mix em comparação com a mistura manual.<br />
Otimização do trabalho<br />
A Axalta Irus Mix é uma máquina muito fácil de usar e não<br />
necessita de ser operada por um técnico qualificado. O processo<br />
permite aos pintores realizarem outros trabalhos enquanto o<br />
corante está a ser misturado.<br />
Benefícios de consumo<br />
A Axalta Irus Mix foi concebida para funcionar com o sistema de<br />
garrafas comprovado da Axalta, pelo que não é necessário reencher<br />
ou decantar o produto em garrafas especiais. Além disso, as<br />
garrafas têm tampas doseadoras precisas que proporcionam uma<br />
cor exata sem desperdícios.<br />
Consciência ambiental<br />
O sistema de garrafas da Axalta é fabricado com 50% de plástico<br />
reciclado, realçando assim o compromisso com a sustentabilidade<br />
da empresa. As qualidades <strong>das</strong> suas bases bicamada<br />
premium, Spies Hecker Permahyd Hi-TEC, Cromax Pro e Standox<br />
Standoblue, estão disponíveis nestas garrafas exclusivamente<br />
com a Axalta Irus Mix.<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 73
Técnica<br />
&Serviço
Colaboração CESVIMAP<br />
www.cesvimap.com<br />
REPARAR EM VEZ DE SUBSTITUIR<br />
MENOS RESÍDUOS<br />
NA REPARAÇÃO<br />
A REGRA DOS TRÊS R PARA A SUSTENTABILIDADE<br />
AMBIENTAL, PARA ALÉM DE REUTILIZAR E RECICLAR,<br />
PASSA POR REDUZIR. A REParação DE PEçaS<br />
(EM VEZ DA SUBSTITUIÇÃO DESTAS) É UMA DAS<br />
PRINCIPAIS MEDIDAS PREVENTIVAS QUANTO<br />
À PRODUÇÃO DE RESÍDUOS DAS OFICINAS DE<br />
VEÍCULOS<br />
A<br />
sustentabilidade passa por<br />
reduzir ao mínimo os efeitos<br />
negativos da produção e gestão<br />
de resíduos. Passa também por<br />
seguir os princípios da economia<br />
circular, o que implica fazer uma utilização<br />
eficiente dos recursos. Para<br />
isso, baseamo-nos no princípio da<br />
hierarquia de resíduos. A prioridade<br />
estabelecida por esta norma é a de<br />
se tomarem as medi<strong>das</strong> necessárias<br />
para reduzir a produção dos mesmos<br />
e reutilizar os que se puder, por oposição<br />
a outras ações possíveis, como<br />
a reciclagem, a valorização ou a eliminação<br />
de resíduos. Reduzir a produção<br />
de resíduos e reutilizá-los são<br />
ações que estão a caminho do valor<br />
mágico: atingir, em 2030, uma redução<br />
de 15% no peso em relação aos<br />
resíduos produzidos em 2010. Crescer<br />
economicamente não significa<br />
necessariamente aumentar os resíduos<br />
enviados para o ambiente, com<br />
o consequente impacto que isso terá.<br />
Resíduos gerados<br />
no mercado pós-venda<br />
A venda e reparação de veículos está<br />
a evoluir e existe uma menor produção<br />
de resíduos resultantes desta<br />
atividade. Esta redução de resíduos,<br />
contudo, deve-se em grande medida<br />
à menor atividade <strong>das</strong> oficinas de reparação<br />
e não à aplicação de medi<strong>das</strong><br />
preventivas... A maior parte da<br />
quantidade de resíduos produzidos<br />
nas oficinas de reparação de carroçarias<br />
e pintura resulta da substituição<br />
de peças exteriores. Portas, capots,<br />
para-choques ou faróis e luzes são<br />
exemplos <strong>das</strong> que sofrem danos com<br />
maior frequência. Para substituir estas<br />
peças, estima-se que são produzidos<br />
em média 2,2 kg de resíduos<br />
metálicos e 1,3 kg de resíduos plás-<br />
CRESCER ECONOMICAMENTE NÃO SIGNIFICA<br />
NECESSARIAMENTE AUMENTAR OS RESÍDUOS<br />
ENVIADOS PARA O AMBIENTE, COM O<br />
CONSEQUENTE IMPACTO QUE ISSO TERÁ<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 75
TÉCNICA<br />
&SERVIÇO<br />
A SUSTENTABILIDADE Passa POR SEGUIR OS PRINCÍPIOS<br />
da ECONOMIA CIRCULAR, O QUE IMPLICA FAZER UMA<br />
UTILIZAÇÃO EFICIENTE DOS RECURSOS<br />
ticos por cada veículo que entra nas<br />
oficinas de chapa e pintura. Por isto,<br />
a reparação de peças danifica<strong>das</strong> em<br />
vez da sua substituição parece ser<br />
uma <strong>das</strong> melhores medi<strong>das</strong> para evitar<br />
não só reciclar as mesmas, mas<br />
também o gasto energético e em materiais<br />
do respetivo fabrico.<br />
Vejamos um exemplo: apenas com<br />
a reparação de uma em cada cinco<br />
peças de chapa que são atualmente<br />
substituí<strong>das</strong> em Espanha ao longo<br />
de um ano, pouparíamos aproximadamente<br />
1.700 tonela<strong>das</strong> de resíduos<br />
metálicos. Representam o peso em<br />
aço que seria necessário para fabricar<br />
3.900 carroçarias de veículos. Se<br />
utilizarmos peças de plástico como<br />
exemplo, a redução seria de 1.000<br />
tonela<strong>das</strong> deste tipo de resíduo. Este<br />
é o peso equivalente a cobrir mais de<br />
52 campos de futebol com relva artificial.<br />
Mas para atingir estes objetivos,<br />
analisemos cuidadosamente que<br />
fatores técnicos e económicos condicionam<br />
a opção de reparar uma peça<br />
em vez de a substituir.<br />
A reparação deve restituir totalmente<br />
a funcionalidade original da peça.<br />
Isto não significa apenas restaurar<br />
a sua forma ou aparência original.<br />
A sua usabilidade também deve ser<br />
assegurada. Também há que ter em<br />
conta que a maioria dos componentes<br />
do veículo foram concebidos para<br />
reagir de uma determinada forma<br />
em caso de acidente. Por outro lado,<br />
a reparação deve ser economicamente<br />
mais interessante do que a<br />
substituição. A soma dos custos de<br />
tempo dos técnicos, da energia e dos<br />
produtos e consumíveis (os recursos<br />
utilizados para a atividade) deve ser<br />
inferior ao que custaria trocar a peça.<br />
Melhores técnicas<br />
Técnicas de reparação especializa<strong>das</strong>,<br />
a formação adequada dos profissionais<br />
e um melhor nível de equipamento<br />
aumentarão a capacidade<br />
de reparar danos mais graves. Assim<br />
serão superados os limites mencionados,<br />
com eficácia e eficiência. Tomemos,<br />
como exemplo, as técnicas<br />
de reparação por tração de danos<br />
em chapa. Atualmente, o mercado<br />
disponibiliza uma grande diversidade<br />
de ferramentas e equipamento<br />
semiautomático para corrigir danos<br />
em zonas com difícil configuração.<br />
Desvantagem? O tempo, que aumenta,<br />
e os materiais de pintura necessários<br />
para obter um bom acabamento<br />
após a aplicação desta técnica.<br />
No entanto, isto é compensado pela<br />
diminuição do tempo necessário na<br />
desmontagem e montagem de acessórios.<br />
Se o conceito de reparabilidade<br />
já for considerado na fase de<br />
conceção do veículo, haverá melhores<br />
condições para reduzir posteriormente<br />
os resíduos produzidos no<br />
mercado pós-venda. Neste sentido, a<br />
configuração da peça e, especialmente,<br />
o tipo de material ou a liga utilizada<br />
para o seu fabrico, podem facilitar<br />
a sua reparação. Quando falamos<br />
dos plásticos autorreparáveis, temos<br />
um exemplo claro de materiais capazes<br />
de manter as suas propriedades<br />
com mecanismos que lhes permitem<br />
autorreparar-se, desde que se trate<br />
de pequenas fissuras ou de desgaste<br />
pela utilização. Ou, simplesmente,<br />
de reduzir o tempo de reparação.<br />
Outro exemplo: se o fabricante disponibiliza<br />
uma vista explodida mais<br />
ampla da peça de substituição nos<br />
componentes do veículo, é possível<br />
reduzir os resíduos produzidos. A<br />
razão para tal é que facilita a substituição<br />
de peças mais pequenas ou a<br />
substituição apenas dos elementos<br />
que não possam ser reparados. Mantêm-se<br />
aqueles que não são afetados<br />
e os que são reparáveis. É este o caso<br />
dos faróis. Algumas marcas de veículos<br />
já fornecem uma vista explodida<br />
completa, que inclui os componentes<br />
eletrónicos, evitando assim a necessidade<br />
de substituir todo o conjunto em<br />
caso de quebra de um componente.<br />
Programas de prevenção<br />
Em suma, aplicando as melhores técnicas<br />
disponíveis, teremos ao dispor<br />
um serviço de pós-venda mais limpo<br />
e mais respeitador do ambiente.<br />
Mas, para reduzir de forma significativa<br />
a produção de resíduos são<br />
necessárias medi<strong>das</strong> adicionais que<br />
ajudem todos os agentes envolvidos.<br />
As autoridades competentes terão<br />
de dispor de programas de prevenção<br />
com medi<strong>das</strong> como o incentivo à<br />
conceção de produtos reparáveis ou<br />
sistemas que promovam as atividades<br />
de reparação. l<br />
76 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
produto<br />
MOTUL LANÇA NGEN HYBRID<br />
AVANÇO TECNOLÓGICO<br />
A NOVA GAMA DE LUBRIFICANTES MOTUL NGEN HYBRID É UM AVANÇO<br />
TECNOLÓGICO PARA OS NOVOS MOTORES DE VEÍCULOS HÍBRIDOS<br />
E HÍBRIDOS PLUG-IN, E FORAM PROJETADOS PARA MELHORAR<br />
O DESEMPENHO, PROPORCIONAR MAIOR DURABILIDADE DO<br />
LUBRIFICANTE, REDUZIR O CONSUMO E MELHORAR A RESPOSTA EM<br />
CONDIÇÕES DE FRIO E COM START-STOP<br />
Com o lançamento da nova gama NGEN Hybrid, a Motul reafirma o seu<br />
compromisso com a sustentabilidade, já que os produtos desta gama são<br />
fabricados com uma base orgânica composta por 25% de componentes<br />
renováveis. Nesse sentido, o nome da nova gama vem do conceito Next<br />
Generation (próxima geração), já que a NGEN Hybrid foi desenvolvida<br />
com o objetivo de atender às necessidades de uma nova geração de veículos e condutores<br />
mais sustentáveis e responsáveis com o meio ambiente, mas oferecendo o<br />
mesmo nível de exigência.<br />
A formulação dos novos óleos de cárter, que tem como antecedente a gama Motul<br />
Hybrid, permite reduzir significativamente o impacto ambiental. A formulação orgânica<br />
oferece várias melhorias, como maior poder de limpeza, maior durabilidade<br />
do lubrificante, melhor resposta em condições de frio e especialmente em modo<br />
“start-stop”, bem como minimização do consumo de lubrificante e emissão de gases<br />
poluentes.<br />
A Motul revolucionou o setor de veículos híbridos desenvolvendo a primeira gama de<br />
produtos que oferecia uma solução completa para esse tipo de carros. Agora, a empresa<br />
apostou novamente neste campo, criando uma nova e melhorada versão desta<br />
gama. Com este lançamento, a empresa oferece um maior desempenho aos veículos<br />
através de diferentes óleos. Além disso, a Motul incorporou melhorias nas embalagens<br />
dos produtos da gama NGEN Hybrid, a marca especializada em lubrificantes,<br />
embalou os produtos de toda a gama em latas de plástico forma<strong>das</strong> por 50% de plástico<br />
reciclado, que são totalmente recicláveis. Por isso, a NGEN Hybrid é apresentada<br />
ao mercado como um óleo sustentável com o qual não só melhoraremos o motor dos<br />
veículos, mas também reduziremos a nossa pegada ambiental”. l<br />
www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 77
Gestão<br />
ORÇAMENTO NA OFICINA<br />
CONTROLO DE CUSTOS<br />
COM O AUMENTO DOS PREÇOS DAS PEÇAS SOBRESSALENTES E O AUMENTO DAS EXIGÊNCIAS<br />
DOS CLIENTES, FORNECER UM ORÇAMENTO PRECISO E MANTER OS CUSTOS SOB CONTROLO ESTÁ<br />
A TORNAR-SE CADA VEZ MAIS IMPORTANTE<br />
Graças a toda a informação e detalhes<br />
no orçamento, é possível<br />
assegurar que o cliente é informado<br />
de tudo o que precisa de saber. A<br />
satisfação será, portanto, ainda maior<br />
porque aos seus olhos não haverá zonas<br />
cinzentas. A Infopro Digital Automotive<br />
enumera os seis dados mais<br />
importante a incluir na preparação de<br />
um orçamento para os seus clientes<br />
A data de criação<br />
e expiração do orçamento<br />
Para o cliente, e também para si próprio,<br />
a data de criação é útil porque<br />
facilita a organização do seu trabalho.<br />
Igualmente importante é a data de expiração,<br />
que serve como garantia. O<br />
preço <strong>das</strong> peças sobressalentes pode<br />
mudar muito rapidamente, pelo que<br />
é melhor fornecer uma estimativa realista<br />
que reflita a situação do mercado.<br />
Uma descrição clara<br />
<strong>das</strong> operações a realizar<br />
A fim de chegar a uma estimativa precisa,<br />
é necessário ter um documento<br />
que explique claramente as operações<br />
que farão parte do trabalho. Desta forma,<br />
o cliente (sozinho ou com a sua<br />
ajuda) pode compreender rapidamente<br />
o que será feito ao seu veículo.<br />
Tempo de mão-de-obra<br />
Recomenda-se a utilização de tempos<br />
originais do fabricante para assegurar<br />
a legitimidade e exatidão dos dados.<br />
Embora obrigue necessariamente ao<br />
cumprimento de prazos, quando estes<br />
dados estão presentes servem como<br />
um ponto de referência importante<br />
porque não podem ser questionados.<br />
Comunicar isto com precisão também<br />
permite ao cliente fazer projeções e<br />
assim ter uma ordem de grandeza do<br />
tempo gasto no seu veículo.<br />
Os custos de mão-de-obra<br />
Para fornecer um documento claro<br />
e preciso, é importante indicar as diferentes<br />
tarifas de trabalho para cada<br />
operação. Isto também indicará ao<br />
cliente o grau de complexidade da operação.<br />
Na sua proposta de orçamento,<br />
ao apresentar os custos de mão-de-<br />
-obra, não hesite em apresentá-los em<br />
forma de grelha para decompor visualmente<br />
as diferentes taxas necessárias<br />
para o trabalho. Isto ajudará a tornar<br />
o documento final mais claro.<br />
Preços: simples e totais<br />
Para facilitar a leitura e a compreen-<br />
são da estimativa, é essencial indicar<br />
os preços repartidos por linha (operação,<br />
peça, etc.). Esta repartição<br />
mostra em números o impacto do<br />
tempo e dos custos de mão-de-obra.<br />
O preço global, escusado será dizer,<br />
serve como ponto de referência no<br />
documento e dá ao cliente a informação<br />
final de que necessita.<br />
Especificar referêrncias<br />
<strong>das</strong> peças utiliza<strong>das</strong><br />
Sempre que possível, tente incluir referências<br />
para as peças sobressalentes<br />
utiliza<strong>das</strong>: isto aumentará a confiança<br />
do seu cliente de que terá toda a<br />
informação de que necessita em caso<br />
de verificações e pesquisas. Se preferir<br />
não incluir a referência de peça,<br />
pode ser suficiente indicar a marca e o<br />
nome da peça sobressalente. l<br />
78 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com
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