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Jornal das Oficinas 209

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jornal<strong>das</strong>oficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira<br />

<strong>209</strong><br />

C<br />

junho 2023 Y<br />

PERIODICIDADE | MENSAL<br />

ANO XVIII | 3 EUROS<br />

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IBERIZAÇÃO DO AFTERMARKET<br />

O QUE ESTÁ EM JOGO?Pág. 06<br />

C<br />

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CM<br />

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Auto Peças.pt celebra<br />

25 anos<br />

Pág. 56 \\ Auto Peças.pt celebrou<br />

o 25º Aniversário, junto de clientes, fornecedores,<br />

colaboradores e amigos. A ocasião foi aproveitada<br />

para apresentar a rede de oficinas Mooving<br />

e as primeiras oficinas aderentes<br />

MVBER prorrogado 5 anos<br />

Pág. 26 \\ Foi anunciado o prolongamento<br />

do Regulamento de Isenção por Categoria para<br />

Veículos Motorizados e Diretrizes Suplementares<br />

– MVBER, por 5 anos e a atualização <strong>das</strong> suas<br />

Orientações Suplementares<br />

_Capa_selo_inf_esq_JO.pdf 1 23/05/2023 18:06<br />

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do <strong>Jornal</strong> <strong>das</strong> <strong>Oficinas</strong><br />

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CAIXAS DE VELOCIDADES TURBOS<br />

Armando Musqueira<br />

Pag. 60 \\ Instituição de referência dentro da<br />

repintura automóvel, a Quimirégua continua a ser,<br />

aos 40 anos, uma empresa respeitada no mercado.<br />

Fomos falar com Armando Musqueira, gerente,<br />

para perceber como foram estas quatro déca<strong>das</strong><br />

Reparar vs substituir<br />

Pág. 74 \\ A regra dos três R para<br />

a sustentabilidade ambiental, para além<br />

de reutilizar e reciclar, passa por reduzir.<br />

A reparação de peças (em vez da substituição<br />

destas) é uma <strong>das</strong> principais medi<strong>das</strong><br />

preventivas<br />

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Editorial<br />

<strong>209</strong><br />

Junho 2023<br />

Folha de serviço .............................................................................. 04<br />

DESTAQUE<br />

Iberização do aftermarket ................................................. 06<br />

COMPETIÇÃO<br />

Challenge <strong>Oficinas</strong> ........................................................................ 18<br />

CAMPANHA<br />

E-Mobility ................................................................................................ 20<br />

ATUalidadE<br />

MVBER ....................................................................................................... 26<br />

NOTÍCIAS<br />

Empresas ................................................................................................ 30<br />

Produto ...................................................................................................... 52<br />

ENTREVISTAS<br />

Mireia Gonzales ............................................................................... 36<br />

Armando Musqueira .................................................................. 60<br />

EMPRESAS<br />

Primopeças ........................................................................................... 44<br />

Auto Acessórios <strong>das</strong> Palmeiras .................................. 48<br />

Auto Peças.pt .................................................................................... 56<br />

Congresso CGA ............................................................................... 64<br />

OFICINA DO MÊS<br />

Alexd’Auto............................................................................66<br />

REPINTURA<br />

Axalta Irus Mix ................................................................................... 72<br />

TÉCNICA & SERVIÇO<br />

Reduzir os resíduos na oficina ...................................... 74<br />

GESTÃO<br />

Controlo de custos ...................................................................... 78<br />

DIREITO À<br />

REPARAÇÃO<br />

Diversas associações liga<strong>das</strong> ao setor automóvel juntaram-se para apoiar um movimento<br />

global do direito à reparação, assinando uma declaração que enumera as crenças fundamentais<br />

do movimento e os objetivos e resultados pretendidos pela legislação que entrará<br />

em vigor com o novo MVBER, a 31 de maio de 2028. Mais importante ainda, o documento<br />

estabelece dez princípios para o desenvolvimento de um quadro para a legislação<br />

do direito à reparação adequada à digitalização do mercado pós-venda automóvel.<br />

A nível mundial, o mercado pós-venda automóvel mantém 1,5 mil milhões de veículos na estrada e<br />

contribui com 1,6 biliões de euros para a economia. Depois de os veículos saírem do período de garantia,<br />

as oficinas de reparação independentes efetuam 70% <strong>das</strong> reparações. Só na União Europeia, o mercado<br />

independente e multimarcas de pós-venda automóvel reúne mais de 500.000 empresas (muitas<br />

<strong>das</strong> quais PME) e 4,3 milhões de pessoas, que oferecem serviços e soluções inovadores e competitivos<br />

para a segurança, o desempenho ambiental e a qualidade geral <strong>das</strong> estra<strong>das</strong> de mais de 320 milhões de<br />

veículos utilizados por particulares, empresas e autoridades públicas. Esta indústria dinâmica e a escolha<br />

do consumidor que ela cria estão a ser ameaça<strong>das</strong> pelos fabricantes de automóveis que bloqueiam<br />

o acesso a dados de reparação e manutenção de veículos transmitidos via telemática.<br />

Sem a conveniência e a escolha de peças e reparações independentes, especialmente nas comunidades<br />

suburbanas e rurais, os consumidores terão um acesso limitado a serviços e reparações de veículos a<br />

preços acessíveis. Estas restrições podem ter efeitos catastróficos nas economias locais e no bem-estar<br />

e segurança de milhões de pessoas que dependem diariamente do transporte automóvel. O setor<br />

pós-venda independente, através <strong>das</strong> suas associações, apela às autoridades públicas para que adotem<br />

legislação que promova a igualdade de condições, permita a escolha dos consumidores e garanta<br />

a acessibilidade dos preços. Essa legislação deve, nomeadamente, garantir um acesso equitativo, em<br />

tempo real e seguro aos dados dos veículos. Os fabricantes de veículos têm esse acesso, mas as oficinas<br />

independentes não. Esta situação impede os prestadores de serviços independentes de desenvolverem<br />

e oferecerem serviços atraentes e acessíveis aos utilizadores finais em condições de igualdade com os<br />

fabricantes.<br />

A política de concorrência da UE precisa de assegurar que os mercados se mantenham suficientemente<br />

competitivos para dar aos consumidores o poder de escolha. Só nestas condições os preços serão<br />

competitivos e os investimentos na inovação continuarão a ser economicamente viáveis no mercado<br />

pós-venda, em benefício e bem-estar dos consumidores. Numa perspetiva de 5-10 anos, haverá ainda<br />

um parque de veículos antigos com a necessidade de manutenção, reparação e peças sobressalentes e<br />

um mercado verticalmente estruturado que requer regras para assegurar a concorrência em benefício<br />

dos consumidores. Ao mesmo tempo, é necessário reconhecer que o veículo automóvel está a tornar-se<br />

cada vez mais computorizado e complexo, e isto traz capacidades mais avança<strong>das</strong> tecnicamente para<br />

prevenir, restringir e distorcer a concorrência que deve ser considerado no futuro MVBER, de forma a<br />

manter um mercado competitivo de serviços pós-venda e de mobilidade.<br />

JOÃO VIEIRA | Diretor<br />

DIRETOR JOÃO VIEIRA joao.vieira@apcomunicacao.com // DIRETOR COMERCIAL MÁRIO CARMO mario.carmo@apcomunicacao.com // GESTOR DE CLIENTES PAULO FRANCO paulo.franco@apcomunicacao.com<br />

// JORNALISTA JOANA MENDES joana.mendes@apcomunicacao.com // WEBMASTER ANTÓNIO VALENTE // ARTE HÉLIO FALCÃO // SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com //<br />

PERIODICIDADE Mensal // ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com // SEDE DA REDAÇÃO E EDITOR: Bela Vista Office Estrada de Paço de Arcos, 66 2735 - 336 Cacém // TEL. +351 219 288 052 // GPS 38º45’51.12”N<br />

- 9º18’22.61”W // © Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS<br />

// IMPRESSÃO LISGRÁFICA - IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, S.A. Estrada Consiglieri Pedroso, 90 2730 - 053 Barcarena Tel. 214 345 400 // N.º DE REGISTO NA ERC 124.782 // DEPÓSITO LEGAL n.º: 201.608/03<br />

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PROPRIEDADE JOÃO VIEIRA // EMAIL GERAL@APCOMUNICACAO.COM<br />

CONSULTE O ESTATUTO EDITORIAL NO SITE WWW.JORNALDASOFICINAS.COM<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 3


FOLHA<br />

DE SERVIÇO<br />

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AGOSTINHO SOARES<br />

SÓCIO GERENTE DA PRIMOPEÇAS<br />

A TENDÊNCIA É QUE A REPARAÇÃO<br />

DE UM CARRO SEJA CADA VEZ<br />

MAIS DIFERENTE DO QUE ERA<br />

TRADICIONALMENTE E TODO<br />

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EXISTIR, SERÁ SEMPRE MUITO<br />

ÚTIL PARA QUE QUEM QUISER<br />

ESTAR NESTE MERCADO, POSSA<br />

CONSEGUIR ACOMPANHAR<br />

A EVOLUÇÃO DOS VEÍCULOS<br />

ARMANDO MUSQUEIRA,<br />

ADMINISTRADOR DA QUIMIRÉGUA<br />

TOP 100 DISTRIBUIDORES<br />

+ TOP 100 OFICINAS<br />

As Revistas TOP 100 Distribuidores e TOP<br />

100 <strong>Oficinas</strong> 2023 já estão a ser prepara<strong>das</strong> e<br />

como habitualmente vão divulgar o ranking<br />

dos maiores e melhores distribuidores e oficinas nacionais.<br />

Os dados apresentados vão corresponder<br />

aos publicados na informação IES relativa ao exercício<br />

fiscal de 2022 que as empresas entregaram na<br />

AT – Autoridade Tributária. Como novidade, este<br />

ano a Revista TOP 100 <strong>Oficinas</strong> incluirá os rankings<br />

<strong>das</strong> oficinas pertencentes aos grupos de retalho automóvel,<br />

oficinas em rede com atividade comercial e<br />

ainda as oficinas multimarca também com atividade<br />

comercial. É a primeira vez que se publica no nosso<br />

país este tipo de informação, que permitirá conhecer<br />

melhor a globalidade <strong>das</strong> empresas que se dedicam<br />

à reparação automóvel. Consideramos que a publicação<br />

da listagem com os dados financeiros <strong>das</strong> empresas,<br />

torna as revistas TOP 100 Distribuidores e<br />

TOP 100 <strong>Oficinas</strong>, guias de mercado essenciais, para<br />

todos os profissionais do aftermarket.<br />

UMA DAS MAIORES DIFICULDADES<br />

DA ATUALIDADE, É O FENÓMENO<br />

DA TINTA BASE CONVENCIONAL<br />

QUE ESTÁ A DAR CABO DO<br />

MERCADO. É UM PROBLEMA QUE<br />

TEMOS QUE RESOLVER. FALO DA<br />

TINTA SEM SER À BASE DE ÁGUA<br />

QUE AINDA PODE SER VENDIDA.<br />

A TENDÊNCIA ESTÁ A CRESCER.<br />

QUALQUER EMPRESA PODE<br />

COMPRAR ESTES PRODUTOS<br />

E DIZER QUE OS UTILIZA<br />

NA INDÚSTRIA, MAS DEPOIS<br />

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JORGE MARTINS<br />

GERENTE DA AUTO PEÇAS.PT<br />

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À TARDE. O CLIENTE<br />

PRATICAMENTE RECEBE<br />

MATERIAL DE MEIA EM MEIA HORA<br />

SEMÁFORO<br />

Falta de recursos humanos<br />

A falta de mão de obra tem sido apontada<br />

pelos empresários como uma <strong>das</strong> principais<br />

dificuldades ao bom desenvolvimento da<br />

atividade empresarial. É um problema<br />

grave com que as empresas se debatem<br />

diariamente e que necessita de soluções<br />

urgentes. A questão da falta de pessoal<br />

especializado agrava ainda mais a situação,<br />

a elevada carga fiscal sobre o emprego é<br />

outro dos óbices maiores, mas o mercado<br />

de trabalho debate-se com outras<br />

dificuldades, como o envelhecimento da<br />

população ou a dificuldade em reter os<br />

jovens, muitos deles qualificados. Por cada<br />

100 pessoas que saem do mercado de<br />

trabalho apenas ingressam 76.<br />

Prazos pagamento estabilizam<br />

De acordo com o Estudo de Gestão<br />

do Risco de Crédito em Portugal, da<br />

Iberinform, em 2023, os prazos de<br />

pagamento estabilizaram em valores<br />

muito semelhantes aos de 2022, quando<br />

registaram uma contração significativa.<br />

Segundo o estudo, no qual participaram<br />

mais de 300 diretores de empresas de<br />

to<strong>das</strong> as dimensões e sectores, 13%<br />

do tecido produtivo nacional, trabalha<br />

com prazos de pagamento superiores<br />

a 90 dias. Apenas 53% <strong>das</strong> empresas<br />

inquiri<strong>das</strong> opera com prazos inferiores<br />

aos 60 dias previstos no Decreto-Lei n.º<br />

62/2013 de transposição da diretiva<br />

europeia de medi<strong>das</strong> de luta contra os<br />

atrasos de pagamento nas transações<br />

comerciais.<br />

Exportações continuam a subir<br />

As exportações de componentes<br />

automóveis aumentaram 35,8% em<br />

março face ao mês homólogo, atingindo<br />

1.107 milhões de euros, anunciou a AFIA -<br />

Associação de Fabricantes para a Indústria<br />

Automóvel, realçando o facto de se registar<br />

uma subida pelo 11.º mês consecutivo e<br />

sublinhando que o crescimento do setor é<br />

superior ao da restante indústria nacional.<br />

Quanto ao acumulado de janeiro a março,<br />

a associação refere que as exportações<br />

de componentes automóveis alcançaram<br />

os 3.053 milhões de euros, um acréscimo<br />

de 22,2% comparado com o primeiro<br />

trimestre de 2022.<br />

4 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


EM BUSCA DO CONTROLE<br />

Todos os anos, passamos mais de 38.000 horas fazendo testes em estrada de<br />

formulações de fricção para freios. Expondo nossos produtos a pressão extrema<br />

sob as condições mais severas e em todos os ambientes de direção. Puramente em<br />

busca de um desempenho garantido. É isso que os especialistas em fricção fazem.<br />

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DESTAQUE<br />

IBERIZAÇÃO DO AFTERMARKET<br />

O QUE ESTÁ<br />

EM JOGO?<br />

NUM MUNDO CADA VEZ MAIS GLOBALIZADO, AS FRONTEIRAS<br />

JÁ NÃO SÃO UM IMPEDIMENTO. ISTO SIGNIFICA QUE<br />

OS DISTRIBUIDORES DE PEÇAS ESPANHÓIS POSSAM ENTRAR<br />

NO MERCADO PORTUGUÊS, SE BEM QUE TAMBÉM EXISTE<br />

O CONTRÁRIO EM MENOS QUANTIDADE. NESTE EDIÇÃO VAMOS<br />

ANALISAR, COM A AJUDA DE DIVERSOS OPERADORES, O QUE<br />

ESTÁ EM JOGO COM A IBERIZAÇÃO DO AFTERMARKET


IBERIZAÇÃO<br />

DO AFTERMARKET<br />

FRUTO DE ESTRUTURAS ALTAMENTE PROFISSIONAIS E COM<br />

EQUIPAS FORTÍSSIMAS DO PONTO DE VISTA TÉCNICO E NEGOCIAL,<br />

OS DISTRIBUIDORES NACIONAIS TÊM SIDO CAPAZES DE ENFRENTAR<br />

OS MAIS DIVERSOS EMBATES E VENCÊ-LOS DE FORMA CLARA<br />

iberização do aftermarket é um<br />

exemplo de como a globalização<br />

pode afetar as economias regionais e<br />

as empresas locais. Tal como a consolidação,<br />

a iberização resulta principalmente<br />

da necessidade de criar volumes<br />

que permitam obter melhores<br />

condições (preços) dos fabricantes.<br />

Este processo de abertura do mercado<br />

pode trazer benefícios para os<br />

consumidores, como maior concorrência,<br />

preços mais baixos e maior<br />

variedade de produtos disponíveis.<br />

No entanto, pode ser desafiador para<br />

os distribuidores nacionais que antes<br />

tinham menos concorrência e agora<br />

precisam competir com empresas<br />

espanholas. A abertura do mercado<br />

para empresas espanholas pode aumentar<br />

a competição e pressionar<br />

as empresas nacionais a melhorar os<br />

seus produtos e serviços, além de oferecer<br />

preços mais competitivos para<br />

os consumidores. Isso pode levar a<br />

um aumento na eficiência e produtividade<br />

dos distribuidores locais,<br />

melhorando sua capacidade de competir.<br />

Por outro lado, a entrada de<br />

distribuidores espanhóis pode criar<br />

desafios para as empresas nacionais<br />

que antes tinham um mercado relativamente<br />

protegido. As empresas<br />

nacionais podem enfrentar dificuldades<br />

em competir com as empresas<br />

espanholas em termos de preços,<br />

qualidade ou escala de produção.<br />

Isso pode levar a uma perda de participação<br />

de mercado e a uma possível<br />

redução nos lucros e empregos.<br />

Em geral, a iberização do aftermarket<br />

pode ser vista como uma<br />

oportunidade para as empresas nacionais<br />

se reinventarem e se adaptarem<br />

às novas condições do mercado,<br />

procurando a inovação e a<br />

diferenciação para competir com as<br />

empresas espanholas. Para isso, é<br />

importante que as empresas nacionais<br />

invistam em tecnologia, capacitação<br />

e desenvolvimento de novos<br />

produtos e serviços. O impacto da<br />

iberização nos distribuidores nacionais<br />

dependerá de diversos fatores,<br />

como o nível de concorrência, o grau<br />

de diferenciação dos seus produtos e<br />

serviços, a sua capacidade de adaptação<br />

e inovação, e a efetividade de<br />

suas estratégias de negócio.<br />

Para Flávio Menino, diretor de<br />

Marketing e Comunicação da AD “O<br />

mercado português e espanhol é visto<br />

cada vez mais como um mercado<br />

único. A procura de escala, a proximidade<br />

geográfica e a capacidade logística,<br />

com a facilidade e velocidade<br />

de entregas entre ambos os países,<br />

são fatores que propiciam esta tendência.<br />

A cada vez maior iberização<br />

do mercado aftermarket é geral no<br />

nosso setor, contudo, os motivos podem<br />

ser diferentes de empresa para<br />

empresa, de acordo com os seus objetivos<br />

e as suas necessidades atuais<br />

e futuras de negócio. Todavia, consideramos<br />

que as principais razões a<br />

nível geral poderão ser, sobretudo, a<br />

procura de consolidaç≠ão de negócio<br />

com melhores condições comerciais<br />

e de prestação de serviços para os<br />

seus clientes, assim como o aumento<br />

de potencial de mercado. A globalização<br />

e essencialmente a proximidade<br />

dos dois mercados é cada vez<br />

maior, e estas tendências promovem<br />

esta iberização na procura de escala,<br />

sinergias e melhores práticas de mercado<br />

como uma forma de ampliar o<br />

negócio”.<br />

José Luís Bravo, diretor geral da<br />

ASER, afirma que “O facto dos principais<br />

fabricantes de peças operarem<br />

nos dois países é uma situação normal.<br />

O que acontece é que os fabricantes<br />

tendem a otimizar as estruturas e,<br />

devido à dimensão dos países e à sua<br />

localização geográfica, encaram-nos<br />

como uma região. Do ponto de vista<br />

da distribuição, se um distribuidor espanhol<br />

ou português estiver à procura<br />

de crescimento, a proximidade é a expansão<br />

mais lógica. Para além disso, a<br />

globalização e a consolidação são hoje<br />

uma realidade, pelo que se procuram<br />

sinergias entre países para reforçar as<br />

diferentes posições.”<br />

Para Joaquim Candeias, diretor geral<br />

do bilstein group “O que está a<br />

acontecer é o crescimento de players,<br />

tanto nacionais como espanhóis. A<br />

principal razão passa pela procura<br />

de um negócio mais alargado, sendo<br />

uma situação perfeitamente normal<br />

para algumas empresas. O mercado<br />

nacional oferece a estes players um<br />

mercado diferenciado e onde existe<br />

margem para o alargamento do negócio.<br />

Estamos numa fase onde observamos<br />

movimentos muito dinâmicos<br />

neste setor e onde verificamos<br />

que estão a configurar-se diferentes<br />

tendências, umas vão manter-se e<br />

intensificar-se, outras nem por isso.”<br />

8 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Pedro Proença, diretor de marketing<br />

da Create, considera que “As marcas<br />

sempre olharam para o nosso mercado<br />

em função do interesse específico<br />

que têm. Uma vez que a maior<br />

parte da direção <strong>das</strong> mesmas está em<br />

Espanha, sempre quiseram ver os<br />

mercados como iguais. A verdade é<br />

que rapidamente se apercebem que,<br />

apesar de serem países vizinhos e<br />

culturalmente próximos, têm formas<br />

de trabalhar bastante diferentes. Diria<br />

que mais do que uma iberização<br />

o que estamos a assistir é uma “espanholização”<br />

do mercado português,<br />

ou seja, os grupos espanhóis a<br />

tentarem entrar em Portugal e a cativar<br />

retalhistas que, normalmente,<br />

estão a trabalhar com distribuidores<br />

no nosso mercado. O que esses grupos<br />

pretendem é dizer que têm uma<br />

presença ibérica. Vamos ver se ficam<br />

apenas pela presença ou se também<br />

vão ter postura ibérica.”<br />

Para Dário Afonso, diretor geral da<br />

Autocoach Management “A situação<br />

que o aftermarket está a viver em Portugal<br />

é normal e esperada faz alguns<br />

anos, se tivermos em conta o que tem<br />

vindo a acontecer nas últimas duas<br />

déca<strong>das</strong> no resto da europa. Sendo<br />

Espanha um mercado substancialmente<br />

maior que o português, é normal<br />

que existam empresas ou grupos<br />

de empresas, que queiram fazer a sua<br />

expansão para o mercado vizinho.”<br />

Ricardo Cal<strong>das</strong>, Diretor de ven<strong>das</strong><br />

da Dayco, considera este fenómeno<br />

perfeitamente normal “Recordo que<br />

há mais de vinte anos, o aftermarket<br />

de pesados foi confrontado com esta<br />

realidade da internacionalização <strong>das</strong><br />

empresas estrangeiras em Portugal e<br />

<strong>das</strong> portuguesas em Espanha, de maneira<br />

que este fenómeno mais recente<br />

no aftermarket de ligeiros acaba<br />

por ser algo perfeitamente normal,<br />

dada a nossa proximidade geográfica<br />

com Espanha e a tendência natural<br />

de internacionalização <strong>das</strong> empresas<br />

a partir do momento que atingem<br />

uma determinada dimensão.”<br />

Para Luís Ribeiro, diretor de ven<strong>das</strong><br />

da Diesel Technic “Trata-se de uma<br />

evolução normal e espectável, num<br />

processo de ganho de dimensão. Os<br />

distribuidores espanhóis que têm<br />

uma dimensão média superior aos<br />

distribuidores portugueses, olham<br />

para Portugal como um mercado<br />

próximo, fácil de entrar e sem grandes<br />

riscos, em muitos casos inclusive<br />

a logística pode ser feita toda a partir<br />

de Espanha.”<br />

Manuel Félix, diretor geral da Euromais<br />

diz que “Na realidade, se<br />

olharmos para a geografia dos dois<br />

países, Portugal é do tamanho de algumas<br />

regiões de Espanha. Por isso,<br />

não surpreende que a iberização esteja<br />

a acontecer. A razão principal é<br />

sempre o volume e o argumento da<br />

cobertura geográfica.”<br />

Nuno Garoupa, diretor da GiPA Portugal<br />

refere que “O mercado espanhol<br />

pela sua dimensão e grande concorrência,<br />

está a levar os grandes operadores<br />

espanhóis para Portugal. A<br />

Iberização do aftermarket é um processo<br />

natural, pois as grandes empresas<br />

espanholas têm que estar também<br />

em Portugal para dominarem toda a<br />

região, para ganhar ainda mais peso<br />

e volume o que ajuda nas negociações<br />

de condições comerciais, Portugal<br />

tem quase a mesma dimensão que<br />

toda a Andaluzia, no entanto a forma<br />

como estão presentes em Portugal<br />

não é exatamente igual entre elas.”<br />

Luís Almeida, diretor geral da Japopeças,<br />

encara como razão fundamental<br />

que “As empresas procurem<br />

beneficiar de economias de escala<br />

cuja sua expressão se torna maior<br />

se encararem o mercado como ibérico<br />

ao invés de repartido. A abertura<br />

de instalações próprias em território<br />

português parece indicar que, apesar<br />

da evidente proximidade geográfica,<br />

é necessário estar fisicamente presente<br />

para poder ter expressão no<br />

mercado nacional, seja com presença<br />

própria seja por parcerias estabeleci<strong>das</strong><br />

com players locais.”<br />

José Pires, diretor geral da Krautli<br />

Portugal considera que a iberização<br />

“Começou a ocorrer há dez anos, não<br />

só com a consolidação de operadores<br />

A COOPERAÇÃO ENTRE DISTRIBUIDORES, A COLABORAÇÃO<br />

NO DESENVOLVIMENTO DE NOVAS SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS E A PARTILHA<br />

DE CONHECIMENTO PODEM SER ALGUMAS DAS FORMAS DE APROVEITAR<br />

AS SINERGIAS DE CADA MERCADO PARA BENEFÍCIO MÚTUO<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 9


IBERIZAÇÃO<br />

DO AFTERMARKET<br />

AS PRINCIPAIS VANTAGENS DESTA IBERIZAÇÃO DO AFTERMARKET<br />

PRENDEM-SE COM UMA OFERTA E UMA DISPONIBILIDADE MAIORES,<br />

TRAZENDO INÚMEROS BENEFÍCIOS PARA AS OFICINAS E PARA QUEM<br />

ATUA NESTE SETOR<br />

nestes países, mais recentemente,<br />

mas principalmente com a entrada<br />

de grupos espanhóis de retalhistas em<br />

Portugal, através da inclusão de operadores<br />

portugueses (tanto grossistas<br />

como retalhistas) como sócios ou associados.<br />

Além dos objetivos de crescimento<br />

<strong>das</strong> empresas, ter volume é<br />

um fator crítico. As condições comerciais<br />

dos fabricantes não são obviamente<br />

as mesmas para quem compra<br />

100 mil euros, 1 milhão ou 10 milhões<br />

– há uma diferença significativa e os<br />

benefícios do volume são evidentes,<br />

especialmente quando as estruturas<br />

estão bem implementa<strong>das</strong> localmente.<br />

O sucesso é tanto maior quanto<br />

mais se controlar o mercado, atuando<br />

em toda a cadeia de distribuição, e ligando<br />

o fabricante à oficina.”<br />

Beatrice Motycka, diretora de exportação<br />

da NER-TOR, afirma que<br />

“Portugal, sendo um país mais pequeno<br />

do que Espanha, sempre foi<br />

muito forte no setor automóvel, com<br />

importantes intervenientes, dotados<br />

de infra-estruturas muito desenvolvi<strong>das</strong>.<br />

As empresas espanholas souberam<br />

reconhecer as grandes oportunidades<br />

que o mercado português<br />

oferece. Para além disso, contam<br />

com o apoio logístico de empresas de<br />

transporte que conseguem cumprir<br />

as suas entregas em prazos muito<br />

curtos e com a predisposição de profissionais<br />

portugueses que falam a<br />

nossa língua com muita facilidade.<br />

Muitos dos nossos grupos estão a<br />

expandir-se, incorporando cada vez<br />

mais novos parceiros portugueses<br />

ou abrindo aí os seus próprios armazéns,<br />

enquanto, por outro lado, as<br />

empresas portuguesas de uma certa<br />

dimensão também procuram parceiros<br />

no nosso país. É certo que os dois<br />

países estão a aproximar-se e que estamos<br />

a assistir a uma crescente iberização<br />

do aftermarket.”<br />

Nuno Reis, administrador da RedeInnov,<br />

refere que “Há muitos anos<br />

que as principais marcas têm Portugal<br />

englobado na região ibérica <strong>das</strong><br />

suas organizações. O que as distingue<br />

fundamentalmente é o nível de<br />

autonomia e a diferenciação com que<br />

abordam o mercado português, com<br />

evidentes benefícios para aquelas<br />

que melhor o fazem. É natural que,<br />

pela proximidade geográfica e cultural,<br />

haja apetência para que distribuidores<br />

espanhóis trabalhem no<br />

mercado português e que se assista<br />

também ao inverso.”<br />

Paulo Torres, diretor geral da Vieira<br />

& Freitas, diz que “O aftermarket tem<br />

evoluído em função da capacidade logística.<br />

A península ibérica é composta<br />

por diversas regiões politicamente<br />

e culturalmente diferentes, contudo<br />

muito próximas. Toda a europa comunitária<br />

é um único mercado, e a<br />

evolução de transações comerciais entre<br />

as diversas regiões está cada vez<br />

mais facilitada. Obviamente que pela<br />

proximidade, o mercado ibérico é<br />

quase um só, a facilidade e rapidez de<br />

transportes é que define a evolução de<br />

transações entre regiões, não só ibéricas,<br />

mas em toda a Europa.”<br />

Tiago Domingos, Diretor de marketing<br />

da Auto Delta, considera “O<br />

cenário de uma iberização do aftermarket<br />

tem sido de facto algo previsto<br />

já há alguns anos mas cuja efetividade<br />

se colocava repetidamente em<br />

causa. Na verdade, a abertura de instalações<br />

de distribuidores espanhóis<br />

em Portugal mas também a entrada<br />

de alguns players portugueses no<br />

mercado espanhol veio dar um novo<br />

élan a todo este tema. A integração<br />

na União Europeia e a liberdade de<br />

circulação de pessoas, mercadorias e<br />

capitais no seu seio era algo que pressupunha<br />

já há muitos anos a entrada<br />

em força de players externos mas as<br />

especificidades do nosso mercado<br />

fizeram com que esse fenómeno não<br />

tenha sido tão linear. Hoje em dia<br />

temos um mercado forte, recheado<br />

de empresas com uma excelente capacidade<br />

de resiliência (ou não teriam<br />

eles ultrapassado com sucesso<br />

uma crise económica e a pandemia)<br />

e ágeis o suficiente para que não tenhamos<br />

apenas de recear uma entrada<br />

em força de players espanhóis no<br />

mercado nacional, mas sim perspetivar<br />

também o seu contrário.”<br />

Pedro Díaz, Country Manager da ZF<br />

Aftermarket conclui que “Na generalidade<br />

do aftermarket de peças automóveis<br />

existe uma clara tendência<br />

de procura de novos mercados como<br />

forma de expandir negócio e aproveitamento<br />

de sinergias. A península<br />

ibérica não é exceção e nos últimos<br />

anos temos assistido à entrada de várias<br />

empresas provenientes de outros<br />

países. Dada a proximidade geográfica,<br />

às similaridades culturais, à partilha<br />

de equipas e de plataformas logísticas,<br />

esta iberização ainda é mais<br />

notória.” l<br />

10 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


DIFERENÇAS ESTRUTURAIS<br />

E CULTURAIS<br />

Existem algumas diferenças estruturais e culturais<br />

significativas entre a distribuição de peças<br />

aftermarket em Portugal e em Espanha. Algumas delas<br />

incluem o tamanho do mercado; a rede de distribuição<br />

de peças aftermarket; a cultura empresarial e os níveis<br />

de preços. Em resumo, ao identificar e aproveitar as<br />

sinergias de cada mercado, as empresas que operam no<br />

setor do aftermarket podem beneficiar de uma maior<br />

eficiência, competitividade e alcance geográfico<br />

Sobre as diferenças estruturais e culturais<br />

entre a distribuição de peças<br />

aftermarket em Portugal e em Espanha,<br />

Flávio Menino refere “ Enquanto que em<br />

Espanha o negócio e a distribuição estão muito<br />

assentes nos retalhistas que vendem diretamente<br />

à oficina, com prevalência nos grupos de<br />

compras de retalhistas, em Portugal estão mais<br />

concentrados nos importadores que não vendem<br />

diretamente à oficina. Ambos os modelos<br />

têm vantagens e desvantagens, sendo que o<br />

ideal será seguir as melhores práticas de ambos,<br />

criando sinergias e mais valias para todos os<br />

intervenientes do negócio, para que possamos<br />

continuar a desenvolver o nosso setor.”<br />

José Luís Bravo diz “Entre os dois países há<br />

muitas coisas em comum, mas também diferenças<br />

estruturais e culturais que nos tornam diferentes.<br />

Por esta razão, os projetos comuns entre<br />

países devem sempre deixar espaço para acomodar<br />

essas diferenças que nos tornam únicos.<br />

Não se trata de cortar e colar, mas de adaptar e<br />

tornar cada mercado mais flexível. Nas diferenças<br />

podemos também gerar oportunidades e<br />

criar sinergias comuns em termos de compras,<br />

ven<strong>das</strong>, gestão, formação e digitalização.”<br />

Joaquim Candeias, ressalva que “Apesar da<br />

proximidade geográfica, Portugal e Espanha<br />

são mercados extremamente diferentes e onde<br />

se observam algumas disparidades. No caso<br />

nacional, a cadeia de distribuição encontra-se<br />

organizada em 4 níveis: fabricante - importador/grossista<br />

– retalhista - reparador. De forma<br />

distinta, em Espanha observam-se 3 níveis:<br />

fabricante - retalhista - reparador. Cada um<br />

destes mercados apresenta disparidades e são<br />

as suas características particulares que os fazem<br />

diferenciar-se, existindo naturalmente pontos e<br />

políticas comuns. Estas singularidades obrigam<br />

a ajustes e adaptações dos players, o que ainda<br />

evidencia mais estas diferenças e onde se notam<br />

atuações distintas no seio do negócio. Contudo,<br />

não consigo vislumbrar vantagens mútuas naquilo<br />

que respeita às idiossincrasias de cada um<br />

deles.”<br />

Pedro Proença refere “Estruturalmente o<br />

mercado português sempre foi um mercado de<br />

Distribuidores, o mercado espanhol um mercado<br />

de Grupos. Nos últimos anos essa diferença<br />

tem-se vindo a esbater com mais grupos em<br />

Portugal e também mais distribuidores em Espanha,<br />

portanto estruturalmente os mercados<br />

aproximam-se. Culturalmente é que nos parece<br />

existir uma clivagem muito grande, fruto da forma<br />

de fazer negócio, condicionada por fatores<br />

históricos, pela nossa capacidade de inovação<br />

e utilização <strong>das</strong> tecnologias e pela tradição de<br />

“importação” pela competitividade, imensidão<br />

e variabilidade do próprio mercado espanhol. As<br />

sinergias só podem ser aproveita<strong>das</strong> se houver<br />

capacidade.”<br />

Dário Afonso afirma “A grande diferença é<br />

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IBERIZAÇÃO<br />

DO AFTERMARKET<br />

logo a sua dimensão. O nosso Aftermarket ronda<br />

os 2MM€ e o do país vizinho ronda os 14MM€.<br />

Em termos de estrutura, os grupos de compras<br />

são muito poderosos, sendo o Grupo AD o mais<br />

pojante. Culturalmente existe uma enorme diferença<br />

entre os dois países que se chama associativismo.<br />

No país vizinho, reconhece-se que todos<br />

ganham com o associativismo e este é na maioria<br />

dos casos respeitado. Temos de reconhecer que<br />

historicamente, não é o nosso forte. Pode ser<br />

que esta cultura de associativismo vinda do país<br />

vizinho, seja compreendida e aceite pelos empresários<br />

portugueses. Muitas vezes se pensa neste<br />

associativismo apenas numa lógica de “grupo<br />

de compras” que vai negociar mais uns pontos<br />

percentuais de desconto junto do fornecedor. Esquecemo-nos<br />

muitas vezes que os programas de<br />

apoio à modernização do sector que em outros<br />

países movimentam largos milhões de euros, não<br />

são sequer considerados no nosso país.”<br />

Luis Ribeiro, diz “Estruturalmente não vejo que<br />

existam grandes diferenças entre os dois mercados.<br />

Nos últimos anos, quer de um lado, quer do<br />

outro da fronteira, as empresas têm-se modernizado<br />

e estão hoje em dia em todos os aspetos<br />

muito melhor prepara<strong>das</strong> do que estavam. Já<br />

culturalmente, apesar de to<strong>das</strong> as semelhanças,<br />

algumas apenas aparentes, portugueses e espanhóis<br />

têm as suas diferenças e formas de trabalhar<br />

e ver as coisas distintas. Donde vejo que podem<br />

existir mais sinergias é ao nível da logística através<br />

da optimização de todos os processos de transporte<br />

e armazenagem.”<br />

Manuel Félix, afirma “Normalmente, o problema,<br />

está no facto de, em Espanha, os distribuidores<br />

espanhóis adaptarem-se às realidades <strong>das</strong><br />

diferentes regiões espanholas e, quando chegam<br />

a Portugal, não têm essa noção, de que têm que se<br />

adaptar à realidade do país. Existe um problema,<br />

relacionado com a logística, que ainda é um entrave<br />

forte à presença de mais empresas. Os operadores<br />

logísticos, ao cruzarem a fronteira, apesar<br />

de algumas vezes a distância percorrida ser menor<br />

do que para outras regiões de Espanha, cobram<br />

um custo logístico que, de alguma forma, limita o<br />

crescimento dessas empresas em Portugal. Se formos<br />

realistas, um grande distribuidor com 6 ou 7<br />

armazéns na Península ibérica, consegue ter uma<br />

excelente cobertura do mercado.”<br />

Para Nuno Garoupa “As grandes diferenças<br />

começam na estratégia, pois em Espanha estas<br />

empresas vendem a todos e até online, enquanto<br />

que em Portugal se um distribuidor de peças<br />

vende peças às lojas de peças, a maior parte <strong>das</strong><br />

vezes, não vende nas oficinas ou a cliente final,<br />

pois quem vende a todos “sem respeitar” os seus<br />

clientes não é muito bem visto no mercado Português.<br />

Devido à nossa tradição/cultura os clientes<br />

gostam de ser respeitados e se assim não for,<br />

preferem comprar a outro distribuidor mesmo que<br />

seja mais caro.”<br />

Luís Almeida, não tendo um conhecimento profundo<br />

do mercado espanhol, limita-se a “Constatar<br />

que a dimensão do mercado espanhol é maior<br />

geograficamente e em volume, contando com<br />

players, grupos e redes de maior dimensão e com<br />

movimentos de concentração de mercado com<br />

maior antiguidade que os verificados no mercado<br />

português. Será justo considerar o mercado português<br />

mais conservador na abordagem da cadeia<br />

de valor, contudo, também existem fenómenos<br />

regionais em Espanha à semelhança do acontece<br />

em Portugal que introduzem dificuldades a empresas<br />

portuguesas que investem em Espanha<br />

e vice-versa. A criação de sinergias entre ambas<br />

poderá ajudar a superar as dificuldades que cada<br />

mercado apresenta.”<br />

Para José Pires “Os modelos de distribuição no<br />

pós-venda independente são diferentes nos dois<br />

países. Em Portugal segue-se, em geral, a estrutura<br />

clássica “importador – retalhista – oficina”.<br />

Diferentemente, os principais fabricantes para<br />

primeiro equipamento estabeleceram-se em Espanha<br />

ao longo de muitos anos, abastecendo as<br />

OEM locais e, naturalmente, também o pós-venda,<br />

através de retalhistas. O fabricante assume em<br />

Espanha a função de armazenista/distribuidor nacional.<br />

As duas funções – armazenista e retalhista<br />

– são essenciais. É preciso ter o produto disponível<br />

para fornecimento rápido em qualquer ponto do<br />

país, e é necessária proximidade para entrega<br />

rápida às oficinas: duas estruturas diferentes com<br />

serviços distintos, mesmo que ambas pertençam<br />

ao mesmo operador, como sucede com vários casos<br />

em Portugal. Isto vai ser sempre necessário! A<br />

diferença em Espanha é que os fabricantes estão<br />

frequentemente presentes e por isso a figura do<br />

importador/armazenista é residual, sendo apenas<br />

útil para os fabricantes que não estão diretamente<br />

no mercado espanhol. Por uma questão de custos<br />

de operação e considerando a dimensão do mercado,<br />

os fabricantes preferem por norma fornecer<br />

em Portugal apenas o primeiro nível da distribuição<br />

(os importadores/distribuidores); ter uma<br />

“meia dúzia” de endereços de destino e não 100<br />

ou 200 retalhistas (há em Portugal quase 1.000,<br />

demasiados, como são demasiados os operadores<br />

em todos os níveis da distribuição). Por essa razão,<br />

com frequência não se verificam, para os retalhistas<br />

portugueses membros de grupos espanhóis,<br />

as vantagens comerciais muitas vezes espera<strong>das</strong>.<br />

Culturalmente como povo, e contrariamente à<br />

ideia geral internacional, os portugueses estão<br />

distantes dos espanhóis (estamos muito mais<br />

perto dos italianos). Um exemplo simples da diferença<br />

cultural relativa ao que agora nos interessa,<br />

a manutenção automóvel, e referente à manutenção<br />

preditiva: Espanha é proporcionalmente o segundo<br />

maior mercado mundial de produtos de car<br />

care, a seguir aos EUA. Em Portugal, este negócio<br />

não é comparável; a preocupação dos consumidores<br />

é essencialmente que o seu carro funcione, se<br />

possível cumprindo o plano de manutenção definido<br />

pelo construtor.”<br />

Miguel Ruiz realça “A cooperação entre distribuidores,<br />

a colaboração no desenvolvimento de<br />

novas soluções tecnológicas e a partilha de conhecimento<br />

podem ser algumas <strong>das</strong> formas de aproveitar<br />

as sinergias de cada mercado para benefício<br />

mútuo na distribuição de peças de aftermarket<br />

automóvel entre Portugal e Espanha.”<br />

Na opinião de Beatrice Motycka “Apesar de<br />

serem países vizinhos com culturas que podem<br />

parecer a priori “semelhantes”, encontramos um<br />

mercado português muito “marquista”, onde predominam<br />

fortemente as grandes marcas.”<br />

Para Nuno Reis “Basicamente, é a cadeia de valor<br />

que é tradicional e maioritariamente diferente<br />

entre Portugal e Espanha. Enquanto em Espanha<br />

grande parte <strong>das</strong> marcas atua como grossista, em<br />

Portugal essa função tem sido assumida pelas<br />

empresas de distribuição. Daqui também decorrem<br />

enormes diferenças em termos de estrutura<br />

de condições comerciais de um lado e outro da<br />

fronteira.”<br />

Paulo Torres, considera “A grande diferença é<br />

mesmo cultural. Espanha tem 17 regiões autónomas<br />

com geografia e cultura diversas, somando a<br />

estas as regiões portuguesas estamos a falar de<br />

uma grande diversidade de culturas, há rivalidades<br />

bairristas, e mesmo entre regiões espanholas<br />

por vezes as relações são complica<strong>das</strong>. Embora<br />

muito próximas, por vezes, estão mais dispostos<br />

a comprar mais longe do que ao vizinho do lado.<br />

Por isso, aproveitar sinergias para o mercado Português<br />

é mais fácil, gostamos de aprender.”<br />

Tiago Domingos, afirma “Tal como quando comparamos<br />

quaisquer outros dois mercados, existem<br />

diferenças assinaláveis entre o aftermarket nacional<br />

e o espanhol. Ainda assim, acreditamos que essas<br />

diferenças, como seja o próprio posicionamento de<br />

cada player e a sua relação entre os elos da cadeia,<br />

se irão paulatinamente esbater para que haja vantagens<br />

para as empresas de cada país. A verdade<br />

é que uma entidade “forasteira” terá sempre de se<br />

adaptar a uma realidade existente no local onde se<br />

implantar e, sabendo todos como as mudanças não<br />

se efetivam de um momento para o outro, terá de<br />

se ir adaptando a essa mutação e procurando responder<br />

ao que é exigível no mercado. Acreditamos<br />

claramente que não será pela imposição de regras<br />

que o mercado se adaptará.”<br />

Pedro Díaz, acrescenta “Portugal sempre foi um<br />

mercado menos dado ao associativismo, mas tem<br />

vindo a aprender a aproveitar as várias sinergias<br />

de trabalhar em grupo e de uma forma mais organizada.<br />

Espanha por sua vez é um mercado<br />

mais atomizado, mas que também se tem vindo a<br />

consolidar em estruturas de maior dimensão. Em<br />

ambos casos estas alterações têm originado uma<br />

maior profissionalização do mercado independente<br />

ibérico.”<br />

A NÍVEL DE DISTRIBUIÇÃO, OS DOIS MERCADOS PODERÃO<br />

APROXIMAR-SE SIGNIFICATIVAMENTE, CONTUDO, NAS RESTANTES<br />

CARACTERÍSTICAS E PARTICULARIDADES, CONTINUAM A EXISTIR<br />

DIFERENÇAS MUITO SIGNIFICATIVAS<br />

12 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


VANTAGENS E BENEFÍCIOS<br />

A iberização do aftermarket traz várias vantagens para o mercado e para as oficinas, incluindo um aumento da<br />

concorrência, que pode resultar em preços mais competitivos e mais opções de escolha para os clientes; Maior<br />

disponibilidade de produtos; Melhoria da qualidade dos produtos; Maior acesso a tecnologia; Aumento <strong>das</strong> sinergias<br />

entre empresas; e Acesso a um mercado maior, o que pode trazer oportunidades de crescimento<br />

Relativamente às vantagens que a iberização<br />

traz para o aftermarket português,<br />

Flávio Menino, diz que “Poderão ser<br />

diferentes consoante as estratégias e objetivos de<br />

cada empresa. Contudo, de uma forma geral, consideramos<br />

que as principais vantagens poderão<br />

ser a implementação de melhores práticas de cada<br />

mercado, a melhoria <strong>das</strong> condições comerciais e<br />

a extensão dos serviços proporcionados os seus<br />

clientes, através <strong>das</strong> sinergias possíveis entre parceiros<br />

ibéricos. As oficinas poderão ser as maiores<br />

beneficia<strong>das</strong> com esta iberização do negócio pós-<br />

-venda, pois com o aumento da competitividade<br />

nos players a montante, poderão usufruir de mais<br />

e melhores condições comerciais e serviços por<br />

parte dos seus fornecedores. Poderão obter melhores<br />

condições comerciais, mas a grande vantagem<br />

para as oficinas será sobretudo conseguirem<br />

melhores serviços essenciais para o seu sucesso a<br />

vários níveis, como informação técnica, apoio técnico,<br />

formação, entre outros.”<br />

José Luís Bravo, defende que “O mercado, tornar-se-á<br />

um mercado cada vez maior e com maior<br />

peso nas estruturas europeias. Para as oficinas,<br />

haverá cada vez mais investimento na formação,<br />

no acesso à informação, na digitalização e na profissionalização.”<br />

Joaquim Candeias, refere “As principais vantagens<br />

desta iberização do aftermarket prendem-se<br />

com uma oferta e uma disponibilidade maiores,<br />

trazendo inúmeros benefícios para as oficinas, mas<br />

de um modo geral, para quem atua neste setor. A<br />

concorrência é outro dos aspetos profundamente<br />

implicado neste fenómeno e que obriga os players<br />

a uma evolução muito mais rápida, precipitando,<br />

certamente, o abandono da zona de conforto.”<br />

Pedro Proença, assegura que “As vantagens são<br />

sempre dependentes da adaptação e resposta dos<br />

modelos de negócios aos mercados. Se isto acontecer<br />

as oficinas serão beneficia<strong>das</strong> pela maior<br />

variedade de escolha e de soluções.”<br />

Para Dário Afonso “A grande vantagem da iberização<br />

é a transferência de boas práticas de um<br />

mercado para o outro e o aumento da dimensão<br />

de alguns players. A iberização deveria ser considerada<br />

para ambos os lados, já que temos empresas<br />

portuguesas que têm massa crítica para<br />

adicionar valor ao negócio do aftermarket em<br />

Espanha. Ambos os mercados são historicamente<br />

muito fracionados e, por isso, faz sentido que<br />

a consolidação se faça num contexto ibérico. As<br />

oficinas poderão beneficiar de mais e melhores<br />

conceitos oficinais. As opções de escolha serão<br />

maiores e a quantidade de oferta, levará invariavelmente<br />

à necessidade de aumentar a qualidade<br />

dos serviços prestados como formação, suporte<br />

técnico, ferramentas digitais, …”<br />

Ricardo Cal<strong>das</strong>, considera que “As oficinas beneficiam<br />

de mais concorrência e isso é muito positivo<br />

para elas e consequentemente para o cliente final,<br />

valorizando cada vez mais o aftermarket.”<br />

Luís Ribeiro, diz “Com a chegada de novos<br />

players espanhóis ao mercado português chegarão<br />

certamente também novas soluções, que em<br />

última análise irão trazer benefícios às oficinas.”<br />

Manuel Félix, pensa que “As oficinas terão mais<br />

opções de escolha. Mas apenas para aquelas que<br />

sejam organiza<strong>das</strong>. Com o modelo de funcionamento<br />

que temos atualmente as oficinas vão<br />

sempre preferir o distribuidor local pelo elevado<br />

nível de serviço que dá. Se fossem organiza<strong>das</strong><br />

pedissem o material com tempo, para as viaturas<br />

que já têm marca<strong>das</strong> para efetuar o serviço, retirariam<br />

ainda mais vantagens.”<br />

Nuno Garoupa, refere “Quando temos grandes<br />

mudanças, existem também grandes oportunidades,<br />

logo depende do ponto de vista do empresário,<br />

pois para uns é uma grande ameaça e para<br />

outros uma grande oportunidade. As oficinas vão<br />

ter acesso a marcas que antigamente não tinham<br />

acesso, mais variedade de produtos e preços mais<br />

competitivos.”<br />

Para Luís Almeida, “Todo o aumento de competitividade<br />

- seja pelo aumento do número de players,<br />

seja pelo aumento em escala dos existentes ou<br />

sinergias/parcerias cria<strong>das</strong> - reverte num benefício<br />

final para a oficina seja pela qualidade do serviço e<br />

soluções ofereci<strong>das</strong> ao mercado seja pela perspetiva<br />

comercial ao nível de preço. De igual forma, os bons<br />

exemplos de práticas e soluções que se diferenciem<br />

no mercado impõe uma evolução em todos os demais<br />

sob pena de não acompanharem o mercado.<br />

Isto traduz-se num aumento da qualidade e serviço<br />

prestado pela generalidade <strong>das</strong> empresas.”<br />

Na opinião de Miguel Ruiz, “A iberização do mercado<br />

de pós-venda automóvel pode ter efeitos<br />

positivos em termos de aumento da concorrência<br />

e da oferta de produtos, bem como de redução dos<br />

custos para os consumidores. No entanto, também<br />

é importante ter em conta os desafios que pode<br />

colocar, como a necessidade de adaptação às diferenças<br />

culturais e linguísticas entre os dois países.<br />

Em todo o caso, é uma tendência que parece estar<br />

em curso e que pode ter implicações importantes<br />

para o sector automóvel em Espanha e Portugal.”<br />

Beatrice Motycka, afirma “À medida que o<br />

mercado se liberaliza, os grandes grupos e plataformas<br />

de distribuição vão moldando progressivamente<br />

o mercado à sua maneira, selecionando<br />

os seus parceiros e definindo os seus modelos de<br />

trabalho. A maior parte deles está a criar as suas<br />

próprias redes de oficinas. Deve dizer-se que a<br />

pertença a estas “redes/grupos” lhes permite<br />

beneficiar de condições em termos de gama, produtos,<br />

preços, formação, ferramentas informáticas<br />

e disponibilidade, que de outra forma não seriam<br />

tão abrangentes e competitivas.”<br />

Nuno Reis, assegura “Não creio que estejamos a<br />

assistir ainda a uma iberização do mercado. Vemos<br />

a montante dos distribuidores que essa iberização<br />

se está a dar muito lentamente, e os reflexos a<br />

jusante ainda são muito ténues. A exceção é precisamente<br />

em relação às oficinas, em que é visível<br />

o benefício <strong>das</strong> redes de oficinas ibéricas, que pela<br />

sua dimensão, têm uma capacidade muito mais<br />

forte de desenvolver as suas redes, dada a dimensão<br />

que atingem agregando ambos os mercados<br />

numa rede única.”<br />

Para Paulo Torres, “A grande vantagem é o aumento<br />

da oferta, contudo, o risco de descida de<br />

margens e as consequências de que isso venha<br />

a provocar maiores dificuldades financeiras nos<br />

players, pode acontecer.”<br />

Tiago Domingos diz “As oficinas são sempre as<br />

grandes beneficia<strong>das</strong>, assim o queiram, da esmagadora<br />

maioria de movimentações globais de<br />

mercado e, quando falamos na potencial entrada<br />

de mais players com diferentes abordagens de negócio,<br />

estas só têm a ganhar. Seja através da entrada<br />

de novas marcas ou pelo maior desenvolvimento<br />

de algumas já existentes, a maior e melhor<br />

capacidade de disponibilidade e entrega e ainda,<br />

não menos importante, o fator preço que acaba<br />

por influenciar bastante a decisão de compra.”<br />

Pedro Díaz, é da opinião “Quanto mais profissionalização<br />

existir, mais valor acrescentado será<br />

criado, melhores conceitos serão desenvolvidos,<br />

melhor apoio técnico será disponibilizado, mais e<br />

maiores estruturas de armazém irão aumentar o<br />

nível de serviço e disponibilidade <strong>das</strong> peças. Resumindo,<br />

maiores serão os benefícios para as oficinas<br />

e consequentemente para o consumidor final.”<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 13


IBERIZAÇÃO<br />

DO AFTERMARKET<br />

QUAL O MODELO VENCEDOR?<br />

Com a tendência de iberização, é possível que ocorra uma convergência entre o modelo português e o modelo espanhol,<br />

mas é difícil prever qual modelo irá prevalecer no futuro. Por um lado, o modelo do importador/grossista que vende<br />

para lojas em Portugal pode continuar a ser importante porque muitas oficinas em Portugal preferem comprar peças<br />

e acessórios de lojas especializa<strong>das</strong> e não diretamente de distribuidores. Por outro lado, o modelo do distribuidor<br />

com ven<strong>das</strong> diretas à oficina em Espanha pode-se tornar mais relevante em Portugal com a entrada de novas empresas<br />

estrangeiras que adotam esse modelo de negócio<br />

Na opinião de Joaquim Candeias “Não<br />

irá prevalecer nem um nem outro modelo,<br />

até porque cada país tem as suas<br />

regras e a sua conduta própria no que toca ao<br />

negócio. Tudo isto é desenvolvido tendo em conta<br />

os muitos anos de evolução e de atividade e nada<br />

muda de um momento para o outro. Os mercados<br />

são diferentes e são regulados, tal e qual como<br />

estão. O facto de players espanhóis terem preferência<br />

no mercado português não significa que tenham<br />

a intenção de quererem impor o seu modelo<br />

ou modificar o modelo atual.<br />

Para Pedro Proença “Prevalecerá o modelo<br />

que for mais eficiente e que seja capaz de dar às<br />

oficinas o que elas necessitam, sendo que as necessidades<br />

futuras serão bastante diferentes <strong>das</strong><br />

atuais.”<br />

Dário Afonso assegura que “No futuro teremos um<br />

modelo híbrido, como aliás existe na europa central.<br />

Ou seja, nas zonas/ regiões onde o negócio é mais<br />

importante e dinâmico, os players estarão presentes<br />

diretamente junto da oficina. Em zonas/ regiões<br />

menos interessantes ou do ponto de vista logístico<br />

mais complexas, terão parceiros retalhistas. O foco<br />

será em servir a oficina bem do ponto de vista logístico<br />

(proximidade e disponibilidade) e, conseguir<br />

implementar conceitos oficinais que garantam a<br />

fidelização da oficina junto do distribuidor.”<br />

Para Ricardo Cal<strong>das</strong> “Seria um excelente exercício<br />

no nosso mercado, percebermos exatamente<br />

do volume importado de peças, quanto é vendido<br />

diretamente às oficinas pelos importadores,<br />

quanto é vendido dos importadores aos retalhistas<br />

e quanto é vendido dos retalhistas às oficinas.<br />

O futuro encarregar-se-á de nos dizer qual o modelo<br />

mais relevante.”<br />

Manuel Félix é também da opinião que “O modelo<br />

de futuro será híbrido. Existiram sempre importadores<br />

/ grossistas e existiram distribuidores<br />

com venda direta a oficina. E existiram importadores<br />

/ grossistas que também vendem às oficinas.<br />

Os que fazem venda direta nunca conseguem ter<br />

tudo o que necessitam, por isso, os importadores /<br />

grossistas terão sempre o seu espaço pela disponibilidade<br />

de produto.”<br />

Nuno Garoupa, acredita que “Pela lei do maior volume<br />

de negócio irá prevalecer o modelo espanhol,<br />

mas deverá demorar mais tempo do que certamente<br />

estamos a pensar, pois o Português é muito<br />

tradicional e gosta de levar o seu tempo para fazer<br />

alterações. O empresário Português não gosta que<br />

se venda a tudo e a todos os produtos que tem em<br />

casa. Pois em alguns casos vende-se a profissionais<br />

e ao mesmo tempo online ao cliente final.”<br />

Luís Almeida, afirma “A cadeia logística fabricante-grossista-retalho-oficina<br />

existe fisicamente<br />

tanto em Espanha como em Portugal. O fabricante<br />

que produz, o Grossista que armazena grandes<br />

quantidades e distribui localmente e o retalho<br />

que garante a resposta local, imediata e próxima<br />

do cliente. Na prática a diferença real tem que ver<br />

com o facto de a propriedade <strong>das</strong> empresas em<br />

Espanha ser mais concentrada que em Portugal<br />

que ainda tem uma grande preponderância de<br />

empresas de cariz familiar, contudo, esse caminho<br />

cá já está a ser trilhado fruto de aquisições/fusões<br />

de grupos, entre outros formatos. Fisicamente os<br />

diferentes elos continuarão a existir, mas a propriedade<br />

tem tendência a ser mais concentrada e<br />

cremos que isso irá prevalecer no futuro.”<br />

Miguel Ruiz diz “Com a tendência para a iberização<br />

do mercado, é possível que se verifique uma<br />

convergência e adaptação de ambos os modelos,<br />

com a presença de importadores/grossistas que<br />

trabalham de forma mais próxima e colaborativa<br />

com as oficinas, e a presença de distribuidores<br />

que alargam a sua oferta e presença no mercado<br />

ibérico. Em qualquer caso, a chave do sucesso<br />

neste mercado será a capacidade de adaptação e<br />

colaboração entre os diferentes atores, bem como<br />

a capacidade de oferecer produtos e serviços de<br />

qualidade a preços competitivos.<br />

Beatrice Motycka, pensa que “O modelo espanhol<br />

acabará por ganhar terreno em Portugal,<br />

simplesmente por causa do preço, da mesma<br />

forma que o comércio eletrónico e o B2C estão a<br />

crescer.”<br />

Tiago Domingos afirma “É muito difícil analisar<br />

agora o que se irá passar a médio prazo. Se<br />

há característica que as diferentes empresas<br />

presentes no aftermarket têm é a sua capacidade<br />

de adaptação. Fruto de estruturas altamente<br />

profissionais e com equipas fortíssimas do ponto<br />

de vista técnico e negocial, os distribuidores<br />

nacionais têm sido capazes de enfrentar os mais<br />

diversos embates e vencê-los de forma clara.<br />

Voltamos a frisar que não acreditamos em revoluções<br />

mas sim em evoluções: onde to<strong>das</strong> as mudanças<br />

e adaptações vão sendo paulatinamente<br />

feitas e permitirão decerto um aftermarket mais<br />

forte.”<br />

Pedro Díaz, afirma “Com a crescente consolidação<br />

a todos os níveis, com a entrada de novos<br />

players globais, e com a evolução constante da<br />

logística de mercadorias, achamos que ambos os<br />

modelos se vão fundir e que irão prevalecer as<br />

melhores empresas com maior capacidade de serviço<br />

e disponibilidade de stock. Tendencialmente<br />

algumas destas empresas irão incorporar dentro<br />

do seu próprio negócio grandes estruturas de<br />

armazéns, bem como lojas de proximidade com<br />

venda à oficina.”<br />

A ABERTURA DE INSTALAÇÕES PRÓPRIAS DE DISTRIBUIDORES ESPANHÓIS<br />

NO NOSSO PAÍS, MOSTRA QUE APESAR DA PROXIMIDADE GEOGRÁFICA, É<br />

NECESSÁRIO ESTAR FISICAMENTE PRESENTE PARA PODER TER EXPRESSÃO<br />

NO MERCADO NACIONAL<br />

14 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


DIFERENCIAÇÃO DE TARIFAS<br />

FAZ SENTIDO?<br />

Num mercado globalizado, as tarifas e os preços<br />

dos produtos podem ter um impacto significativo na<br />

competitividade e na rentabilidade <strong>das</strong> empresas, bem<br />

como nos consumidores finais. A diferenciação de<br />

preços praticada por alguns fabricantes pode ser uma<br />

estratégia válida para se adaptarem às condições do<br />

mercado, mas pode gerar controvérsia e dificuldades em<br />

alguns casos.<br />

Por um lado, a diferenciação de preços pode permitir<br />

às empresas adaptarem-se às diferentes condições<br />

económicas e concorrenciais de cada mercado,<br />

o que pode resultar numa maior eficiência e competitividade<br />

globais. Além disso, a diferenciação de<br />

preços pode também permitir que os consumidores<br />

tenham acesso a produtos que, de outra forma,<br />

poderiam ser inacessíveis devido a fatores como o<br />

poder de compra e a procura local. Em resumo, num<br />

mercado globalizado, a diferenciação de preços<br />

pode ser uma estratégia válida para se adaptar às<br />

condições do mercado, mas é importante que seja<br />

aplicada de forma justa e transparente. Em alguns<br />

casos, as tarifas podem ser um instrumento útil<br />

para proteger as empresas locais e promover a<br />

concorrência leal, mas a sua utilização deve ser cuidadosamente<br />

avaliada para evitar efeitos negativos<br />

para os consumidores finais. O importante é respeitar<br />

a cadeia de distribuição, sabendo que os preços<br />

oferecidos aos operadores mais importantes dos<br />

dois mercados acabarão por ser semelhantes. A diferenciação<br />

que nalguns casos subsiste, mas que vai<br />

diminuindo em número de fabricantes que a pratica,<br />

causa perturbações no mercado e gera algumas<br />

desconfianças que são desnecessárias. No futuro, é<br />

de prever que esta diferenciação irá ser abandonada<br />

por grande parte dos fabricantes pois, numa era em<br />

que poucos segredos são impossíveis de manter, o<br />

verdadeiro segredo do sucesso está na capacidade<br />

de trabalho e no desenvolvimento interno de portefólios<br />

capazes de responder ao mercado.<br />

A DIFERENCIAÇÃO DE TARIFAS DE PREÇO É ALGO QUE SERÁ O PRÓPRIO<br />

MERCADO A DEFINIR COM O TEMPO. NO ENTANTO, AS TARIFAS DE PORTUGAL<br />

E ESPANHA SÃO COMPLETAMENTE DIFERENTES E A FORMA COMO SÃO<br />

FEITOS OS ESTUDOS DE MERCADO (PREÇOS) NÃO É IGUAL NOS DOIS PAÍSES<br />

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IBERIZAÇÃO<br />

DO AFTERMARKET<br />

REDES OFICINAIS<br />

DE ÂMBITO IBÉRICO<br />

Os conceitos de redes de oficinas desenvolvidos<br />

em Espanha podem ser<br />

aplicáveis em Portugal, embora seja<br />

importante ter em conta as particularidades e<br />

diferenças entre os dois mercados. As redes de<br />

oficinas têm como objetivo melhorar a eficiência<br />

e a competitividade <strong>das</strong> oficinas, otimizando a<br />

gestão dos recursos e melhorando a qualidade<br />

e a rapidez dos serviços. Estes conceitos podem<br />

ser benéficos tanto para as oficinas como para<br />

os clientes, uma vez que permitem uma melhor<br />

coordenação e colaboração entre os diferentes<br />

atores do mercado. No caso específico de Portugal,<br />

é importante ter em conta as particularidades<br />

do mercado, como a dimensão e a estrutura<br />

da indústria automóvel, a distribuição geográfica<br />

<strong>das</strong> oficinas e os hábitos e preferências dos<br />

consumidores. Estas particularidades podem<br />

exigir ajustamentos e adaptações na implementação<br />

de redes de oficinas. No entanto, muitas<br />

<strong>das</strong> ferramentas e práticas utiliza<strong>das</strong> nas redes<br />

de oficinas desenvolvi<strong>das</strong> em Espanha, como a<br />

formação e certificação de técnicos, a gestão da<br />

qualidade e a gestão da relação com o cliente,<br />

podem ser aplicáveis em Portugal e contribuir<br />

para melhorar a competitividade e a qualidade<br />

dos serviços prestados pelas oficinas. Existem<br />

em Espanha conceitos oficinais bem estruturados,<br />

com excelentes ferramentas informáticas,<br />

de marketing, de aquisição de novos clientes, de<br />

formação e de apoio técnico, para referir algumas.<br />

Estes conceitos podem (e devem) ser usados<br />

pelos retalhistas com os seus clientes para<br />

aprimorar a qualidade <strong>das</strong> oficinas, melhorando<br />

significativamente a experiência do utilizador.<br />

As redes podem ter o mesmo nome e os mesmos<br />

valores e eventualmente os mesmos tipos<br />

de serviços, pois as necessidades <strong>das</strong> oficinas<br />

de Portugal e Espanha são muito semelhantes.<br />

O que acontece é que em cada país tem de ser<br />

adaptado de forma diferente. Em Espanha não<br />

existe o mesmo padrão contabilístico que em<br />

Portugal e muitos dos serviços têm de ser locais<br />

para cada país. A língua, a cultura é muito<br />

diferente, por isso é bom pertencer a uma rede<br />

global mas adaptada a cada país. Além disso,<br />

vale a pena referir que a tecnologia está cada<br />

vez mais presente nos novos veículos e as oficinas<br />

vão necessitar de formação e recursos que<br />

as redes podem fornecer mais facilmente e de<br />

forma atualizada. Para uma esmagadora maioria<br />

de oficinas de reparação que são PME’s, com<br />

uma menor capacidade de investimento mas<br />

que consideram essencial acompanhar de perto<br />

as evoluções do parque automóvel, a adesão a<br />

redes oficinais é essencial.<br />

MERCADO ÚNICO IBÉRICO<br />

SERÁ O FUTURO?<br />

É<br />

possível que, no futuro, possamos estar na<br />

presença de um único mercado ibérico de<br />

aftermarket, mas isso dependerá de vários<br />

fatores, incluindo a evolução da economia, a harmonização<br />

legislativa e a cultura empresarial. Será<br />

um mercado cada vez mais ibérico do ponto de<br />

vista da gestão, mas em que haverá diferenças culturais<br />

e estruturais que terão de ser considera<strong>das</strong><br />

nas estratégias <strong>das</strong> empresas para terem sucesso<br />

nos dois mercados. A história mostra-nos que sempre<br />

que se consideram os dois mercados como um<br />

único, algo corre mal. Somos um mercado pequeno<br />

é certo, mas também sabemos que as preferências<br />

e os fatores de decisão de escolha de um fornecedor<br />

mudam do Porto para Braga, como mudam de<br />

Lisboa para o Algarve e assim sucessivamente. Da<br />

mesma forma que em Espanha, a forma de pensar<br />

de um madrileno não é a mesma de um catalão ou<br />

de um basco ou de um andaluz. O mercado ibérico<br />

ganha, se todos os intervenientes respeitarem as<br />

ideias do vizinho, sem sobranceria e sem ideias<br />

preconcebi<strong>das</strong>. As diferenças regionais irão perdurar<br />

no tempo o que não invalida que se concretize<br />

cada vez mais a ideia de um único mercado ibérico.<br />

Dependerá da capacidade <strong>das</strong> empresas se adaptarem<br />

às assimetrias regionais e encontrarem acolhimento<br />

junto destas por força da qualidade do seu<br />

produto e serviço numa linguagem comum que<br />

seja compreendida e aceite ao nível comercial. O<br />

papel dos retalhistas no nosso mercado, mais ágeis<br />

e melhor localizados geograficamente que qualquer<br />

distribuidor de âmbito nacional, ainda é muito<br />

importante. Em todo o caso, é importante que<br />

os intervenientes no mercado estejam preparados<br />

para se adaptarem às mudanças e oportunidades<br />

que forem surgindo, mantendo sempre o foco na<br />

satisfação do cliente e na melhoria contínua dos<br />

processos e serviços.<br />

O FUTURO DAS OFICINAS TERÁ DE PASSAR PELOS CONCEITOS OFICINAIS,<br />

NACIONAIS OU ESPANHÓIS. ESTE É UM PASSO NECESSÁRIO PARA QUE O<br />

SEU DESENVOLVIMENTO E PERMANÊNCIA NO MERCADO SE TORNEM CADA<br />

VEZ MAIS EVIDENTES<br />

16 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


BENEFÍCIOS<br />

DA<br />

IBERIZAÇÃO<br />

A<br />

iberização do aftermarket pode trazer<br />

várias vantagens e benefícios tanto para<br />

os consumidores como para as oficinas e<br />

empresas do sector. Alguns dos principais benefícios<br />

são:<br />

- Preços mais competitivos: O aumento da concorrência<br />

no mercado pode resultar em preços mais<br />

competitivos para as peças do mercado pós-venda,<br />

o que pode resultar em poupanças de custos<br />

para as oficinas.<br />

- Maior variedade de peças e componentes: Com a<br />

entrada de novas marcas e empresas no mercado,<br />

as oficinas podem ter acesso a uma maior variedade<br />

de peças e componentes para as suas reparações,<br />

o que pode facilitar o trabalho e melhorar a<br />

qualidade <strong>das</strong> reparações.<br />

- Desenvolvimento de novas soluções e tecnologias:<br />

A entrada de novas empresas e marcas no<br />

mercado pode incentivar o desenvolvimento de<br />

novas soluções e tecnologias no setor, o que pode<br />

resultar numa maior inovação e numa melhor<br />

qualidade dos serviços e produtos.<br />

- Maior profissionalização do setor: A concorrência<br />

no mercado pode motivar as empresas a melhorar<br />

o seu nível de serviço e qualidade para se manterem<br />

competitivas, o que pode resultar numa<br />

maior profissionalização do setor em geral.<br />

APROVEITAR AS SINERGIAS<br />

Para aproveitar as sinergias de cada<br />

mercado com vantagens mútuas, as<br />

empresas que operam no setor de<br />

aftermarket podem adotar algumas estratégias,<br />

tais como:<br />

• Estabelecer pARCERIAS<br />

Empresas de Portugal e Espanha podem<br />

estabelecer parcerias para trocar conhecimentos<br />

e recursos, além de colaborar<br />

em projetos conjuntos. Por exemplo, distribuidores<br />

portugueses podem se associar<br />

a distribuidores espanhóis para criar<br />

uma rede de distribuição mais eficiente.<br />

• Aproveitar economias<br />

de escala<br />

As empresas nacionais podem se beneficiar<br />

de economias de escala ao operar<br />

em conjunto em ambos os mercados. Ao<br />

combinar sua experiência e recursos, as<br />

empresas podem obter vantagens competitivas<br />

em relação a seus concorrentes.<br />

• Adaptar-se às DIFERENÇAS<br />

culturais<br />

As empresas que operam em Portugal e Espanha<br />

podem adaptar suas estratégias de negócio<br />

para atender às diferenças culturais e estruturais<br />

de cada mercado. Por exemplo, uma<br />

empresa que opera em Portugal pode ajustar<br />

sua cultura empresarial para se adaptar a uma<br />

cultura mais formal e hierárquica em Espanha.<br />

• Cooperação entre<br />

distribuidores<br />

Os distribuidores de peças para o mercado<br />

pós-venda de ambos os países podem colaborar<br />

na aquisição e distribuição de peças, o que<br />

poderá conduzir a poupanças de custos e de<br />

prazos de entrega.<br />

• Desenvolvimento de novAS<br />

soluções tecnológicas<br />

As empresas podem colaborar no desenvolvimento<br />

de soluções tecnológicas para a gestão<br />

de stocks e a logística, o que poderá melhorar<br />

a eficiência da cadeia de abastecimento.<br />

• Intercâmbio de<br />

conhecimentos<br />

As empresas podem trocar conhecimentos<br />

sobre as melhores práticas na distribuição de<br />

peças do mercado pós-venda, o que pode melhorar<br />

a profissionalização e a sofisticação dos<br />

distribuidores em ambos os países.<br />

TENDÊNCIA<br />

E FATORES<br />

A<br />

crescente iberização do mercado pós-<br />

-venda automóvel é o resultado de várias<br />

tendências e fatores que têm estado em<br />

jogo nos últimos anos. Algumas <strong>das</strong> razões que<br />

conduziram a esta situação são:<br />

• Maior integração económica<br />

Espanha e Portugal são dois países que tiveram uma<br />

maior integração económica nas últimas déca<strong>das</strong>, o<br />

que facilitou o comércio e o investimento entre eles.<br />

A proximidade geográfica e cultural dos dois países<br />

também contribuiu para esta integração.<br />

• Mercado em crescimento<br />

O mercado de pós-venda automóvel em Espanha<br />

e Portugal tem vindo a crescer nos últimos anos,<br />

o que o torna atrativo para as marcas e distribuidores<br />

de peças.<br />

• Aumento da concorrência<br />

O mercado é muito competitivo, o que levou algumas<br />

empresas a procurar novas oportunidades em<br />

mercados próximos.<br />

• Acesso a novos clientes<br />

Algumas marcas e distribuidores de peças procuram<br />

expandir-se para novos mercados e alcançar<br />

novos clientes, o que levou a um aumento do investimento<br />

em Espanha e Portugal.<br />

A IBERIZAÇÃO DO AFTERMARKET É UM PROCESSO NATURAL,<br />

POIS AS GRANDES EMPRESAS ESPANHOLAS TÊM QUE ESTAR TAMBÉM<br />

EM PORTUGAL PARA GANHAREM AINDA MAIS PESO E VOLUME O QUE<br />

AJUDA NAS NEGOCIAÇÕES DE CONDIÇÕES COMERCIAIS<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 17


PATROCINADORES 2023<br />

www.challengeoficinas.pt<br />

COMPETIÇÃO CHALLENGE OFICINAS 2023<br />

TUDO PREPARADO<br />

PARA A GRANDE FINAL<br />

É JÁ NO DIA 17 DESTE MÊS DE JUNHO QUE AS DEZ MELHORES OFICINAS DE REDE VÃO DISPUTAR,<br />

NAS INSTALAÇÕES DA PRO4MATIC CAR SERVICE, EM MONTEMOR-O-VELHO, A 6ª EDIÇÃO DA COMPETIÇÃO<br />

CHALLENGE OFICINAS<br />

Este ano a Competição é dedicada em exclusivo<br />

às <strong>Oficinas</strong> de Rede e conta como habitualmente<br />

com a parceria da T Academy e<br />

apoio da Pro4Matic e TIPS4Y. Voltamos assim a<br />

desafiar as melhores oficinas de Portugal a participarem<br />

numa competição, cujo objetivo, para<br />

além de vencerem, é também poderem partilhar<br />

conhecimentos e experiências com outras oficinas,<br />

ganharem novas competências e uma visão estratégica<br />

diferente sobre os modelos de gestão oficinal<br />

que atualmente existem no mercado.<br />

Para participarem na grande Final, as oficinas tiveram<br />

de responder a um inquérito de avaliação e a um<br />

desafio de gestão online. As dez melhores foram seleciona<strong>das</strong><br />

pelo seu desempenho nesta primeira etapa<br />

da Competição. O foco agora está concentrado no dia<br />

da Final, onde to<strong>das</strong> as equipas vão dar o seu melhor.<br />

PATROCINADORES<br />

APOIAM COMPETIÇÃO<br />

A realização da Competição Challenge <strong>Oficinas</strong><br />

pelo sexto ano, e a evolução que a iniciativa tem<br />

tido ao longo dos anos, só tem sido possível graças<br />

ao apoio dos patrocinadores e parceiros, que<br />

têm reconhecido a importância deste evento, que<br />

já é uma tradição no calendário dos acontecimentos<br />

ligados ao aftermarket nacional. Como tal<br />

queremos agradecer todo o apoio e empenho dos<br />

patrocinadores que mais uma vez contribuíram<br />

para o sucesso da Competição, designadamente<br />

a Valvoline, Yuasa Battery, Tirso Pneus, Bahco,<br />

Dayco e SKF.<br />

ESTE ANO, A COMPETIÇÃO CHALLENGE OFICINAS, ORGANIZADA<br />

PELO JORNAL DAS OFICINAS EM PARCERIA COM A T ACADEMY,<br />

É DEDICADA ÀS OFICINAS DE REDE, UM CONCEITO EM FRANCO<br />

CRESCIMENTO E CUJA TENDÊNCIA É CONTINUAR<br />

18 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


PATROCINADORES ><br />

E-MOBILITY<br />

TRANSIÇÃO É UMA<br />

NECESSIDADE!


MAIS DO QUE UMA OPORTUNIDADE, A TRANSIÇÃO PARA A E-MOBILITY É UMA NECESSIDADE<br />

E UM COMPROMISSO NÃO COMO EMPRESAS, MAS COMO PESSOAS. DEVEMOS DEIXAR<br />

AOS NOSSOS FILHOS E ÀS NOVAS GERAÇÕES UMA INDÚSTRIA SUSTENTÁVEL E LIMPA<br />

COM UMA PEGADA DE CARBONO ZERO<br />

A<br />

transição, embora englobe grandes<br />

números, consiste em fazer coisas pequenas<br />

todos os dias, cada uma à sua<br />

escala. A grande transformação envolve<br />

a assunção por to<strong>das</strong> as empresas<br />

de que estamos todos imersos nela, cada um na<br />

sua própria área. Os pequenos passos que cada um<br />

de nós dá na sua própria área é o que conduzirá à<br />

mudança. Todos ao seu próprio nível devem tomar<br />

medi<strong>das</strong> para que a sociedade avance no sentido da<br />

neutralidade, embora os governos também devam<br />

proporcionar facilidades. As instituições têm um<br />

papel fundamental a desempenhar na transição<br />

e o que esperamos delas é agilidade, que a ajuda<br />

pública chegue às empresas o mais rapidamente<br />

possível para que possam começar a capitalizar o<br />

dinheiro e iniciar os projetos, porque o sector privado<br />

não pode transformar o país por si só.<br />

Mercado de VE cresce no primeiro<br />

quadrimestre 2023<br />

No mês de Abril de 2023 foram matriculados em<br />

Portugal 6.495 veículos elétricos de passageiros,<br />

ou seja, mais 57,1 por cento que no mesmo mês do<br />

ano anterior. De Janeiro a Abril de 2023 as matrículas<br />

de veículos ligeiros de passageiros deste tipo<br />

totalizaram 29.061 unidades, o que se traduziu<br />

numa variação positiva de 64,0 por cento relativamente<br />

a período homólogo de 2022. Nos quatro<br />

meses de 2023 verificou-se um aumento de 118,6<br />

por cento nas matrículas de BEV, em comparação<br />

com o mesmo período do ano anterior, tendo sido<br />

matriculados 10.405 unidades.<br />

Ainda há muito por fazer<br />

Apesar <strong>das</strong> matrículas evidenciarem um crescimento<br />

do segmento de veículos elétricos, ainda<br />

existem algumas barreiras que impedem a sua<br />

plena implementação no mercado. Hoje em dia<br />

existe uma série de barreiras que dificultam o<br />

estabelecimento do mercado da mobilidade elétrica<br />

e impedem os clientes de perceberem os<br />

veículos elétricos como uma opção viável e economicamente<br />

interessante para eles. Uma delas<br />

é o preço, porque embora sejam mais baratos do<br />

que antes e as marcas tentam aproximar os preços<br />

dos consumidores, poucas pessoas estão dispostas<br />

a pagar quarenta ou cinquenta mil euros por<br />

este tipo de veículo; a autonomia, embora tenha<br />

melhorado consideravelmente e pareça agora ser<br />

mais psicológica do que real, mas ainda existe;<br />

e a falta de infraestruturas de carregamento, especificamente<br />

o carregamento ultra-rápido para<br />

viagens longas.<br />

De facto, a instalação de pontos de carregamento<br />

para veículos elétricos ainda é limitada. É<br />

importante perceber como é que esta rede está<br />

distribuída por todo o país. Os centros urbanos<br />

acabam por ter uma infraestrutura de carregamento<br />

mais presente, mas, para o veículo elétrico se tornar<br />

numa opção viável para todos, tem de se olhar mais<br />

longe. O mais importante para o condutor é ter um<br />

ponto de carregamento ‘onde’ e ‘quando’ precisa.<br />

Outra dificuldade ao desenvolvimento da rede<br />

são os entraves burocráticos à implementação dos<br />

carregadores, nomeadamente no que diz respeito<br />

a licenciamentos municipais, ligações elétricas ao<br />

operador de rede, inspeções, etc..<br />

Lacuna de talentos trava evolução<br />

A dificuldade que as empresas têm em recrutar<br />

perfis qualificados está a tornar-se uma <strong>das</strong> maiores<br />

preocupações atuais <strong>das</strong> oficinas auto. O principal<br />

obstáculo para encontrar recursos humanos<br />

qualificados é a falta de profissionais com as competências<br />

certas, seguido da falta de profissionais<br />

com as qualificações certas. As empresas do setor<br />

automóvel estão a notar uma falta de talento, tanto<br />

em termos de competências como de qualificações.<br />

A solução é estabelecer planos internos de carreira<br />

e de formação e, por outro lado, promover a colaboração<br />

público-privada em termos de planos de<br />

formação dupla.<br />

O futuro da mobilidade é precisamente o que mais<br />

preocupa as empresas do setor automóvel e, por<br />

esta razão, as organizações acreditam que os departamentos<br />

com mais oportunidades de emprego<br />

no sector serão: as áreas da digitalização, tecnológica<br />

I&D e a área logística. Estas dificuldades em<br />

encontrar profissionais qualificados e em reter o<br />

talento na mão-de-obra são agrava<strong>das</strong> pelo contexto<br />

global resultante da pandemia e da invasão<br />

russa da Ucrânia. l<br />

NUMA ERA EM QUE A MOBILIDADE SUSTENTÁVEL ESTÁ CADA VEZ<br />

MAIS NAS AGENDAS DOS GOVERNOS, DAS EMPRESAS E DA SOCIEDADE,<br />

A OPÇÃO POR UM VEÍCULO ELÉTRICO É CADA VEZ MAIS CLARA<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 21


APLICAÇÕES DA IA NA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL<br />

As aplicações de inteligência artificial (IA) estão a tornar-se mais frequentemente integra<strong>das</strong> em veículos: a<br />

condução autónoma é o exemplo mais conhecido, mas uma vasta gama de outras aplicações também estão<br />

a ser utiliza<strong>das</strong>, tais como muitas funções de segurança de veículos, de conforto, sistemas avançados de<br />

assistência ao condutor, sistemas de conetividade e infoentretenimento, entre outros. Há muitas maneiras em<br />

que a IA já está a ser utilizada no setor automóvel para fabricar veículos mais seguro e mais confortáveis. A IA<br />

também pode ser utilizada para tomar decisões ou dar sugestões. A seguir indicamos apenas alguns exemplos<br />

de implementações práticas, a maioria <strong>das</strong> quais já estão implanta<strong>das</strong> em alguns veículos e já demonstraram a<br />

sua segurança:<br />

Sistemas AVANÇADOS de TRAVAgem de emergência:<br />

reconhecimento de obstáculos (peões, ciclistas, outros veículos...) e exercendo pressão sobre os travões a fim<br />

de evitar uma colisão.<br />

Cruise control adaptativo:<br />

detetar o veículo à frente na estrada e ajustar a velocidade do veículo para manter uma distância segura<br />

do mesmo.<br />

Sistemas de manutenção de faixas:<br />

deteção de marcações de faixa e quando o veículo está a sair da sua faixa involuntária, para reajustar automaticamente<br />

a posição do veículo.<br />

Adaptação inteligente da VELOCIDADE<br />

- deteção e identificação de limites de velocidade a partir de sinais de trânsito e exibindo-as no painel de instrumentos,<br />

ou mesmo ajustando automaticamente a velocidade do veículo.<br />

Monitorização da sonolência<br />

- detetar se o condutor está a adormecer (p. ex., pálpebras inclina<strong>das</strong>,) ou distraído (p. ex., rosto virado para<br />

um passageiro ou telefone), utilizando câmaras e sensores interiores, a fim de emitir um aviso e aplicar uma<br />

intervenção apropriada.<br />

Viseira solar<br />

- deteção da posição dos olhos dos condutores para uma viseira solar adaptável para lançar sombra apenas<br />

sobre os olhos, minimizando ao mesmo tempo a obstrução visual.<br />

Reconhecimento fACIAL<br />

- detetar e reconhecer o rosto do condutor para o identificar e desbloquear o veículo, semelhante a alguns dispositivos<br />

de telefone inteligente.<br />

Controlo climático<br />

- reconhecer as preferências dos passageiros e adaptar automaticamente a temperatura interior do veículo.<br />

InfOENTRETENIMENTO<br />

- identificar as preferências musicais do condutor e determinar a Playlist ideal, sugerir filmes ou programas<br />

em que os passageiros possam estar interessados, baseados em faixas de música ou vídeos previamente tocados.<br />

22 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


PATROCINADORES ><br />

MEYLE – SPONSOR CAMPANHA E-MOBILITY<br />

VASTO PORTFÓLIO DE PRODUTOS PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS<br />

Domínio da mobilidade elétrica<br />

A MEYLE patrocina a Campanha E-Mobility porque considera importante<br />

que o IAM e especialmente as oficinas adquiram cada<br />

vez mais conhecimentos neste domínio. As oficinas e os seus colaboradores<br />

têm de ser preparados para trabalhar com veículos<br />

elétricos, de modo a estarem preparados, equipados e formados<br />

para a crescente procura de soluções de reparação e poderem beneficiar<br />

já da transição da mobilidade<br />

A mobilidade elétrica é parte integrante da transformação da<br />

mobilidade, tornando-a amiga do clima e sustentável. Por um<br />

lado, existe uma procura crescente por parte dos clientes de soluções<br />

de mobilidade amigas do ambiente e do clima. Por outro<br />

lado, a transição da mobilidade está também a ser impulsionada<br />

pelos mais recentes objetivos e requisitos da UE. O resultado final<br />

é que, a partir de 2035, só poderão ser vendidos veículos que não<br />

provoquem emissões de carbono. “Desempenhar o nosso papel<br />

neste domínio é uma questão que nos é muito cara. Esta é apenas<br />

uma <strong>das</strong> razões pelas quais a MEYLE está sistematicamente a acelerar<br />

a transição da mobilidade no IAM como um desenvolvedor,<br />

fabricante e fornecedor de soluções holísticas”, refere a MEYLE.<br />

<strong>Oficinas</strong> mais competitivas<br />

Tendo em conta a evolução atual, a MEYLE considera que em<br />

2035 30% dos veículos serão veículos elétricos. O parque automóvel<br />

sofrerá alterações significativas e a mudança de mobilidade<br />

terá um forte impacto em toda a cadeia de abastecimento.<br />

Os mecânicos vão ter de saber trabalhar com motores elétricos<br />

e equipamentos de alta tensão. Mas, em particular para as pequenas<br />

e médias oficinas de reparação automóvel, não é muito<br />

fácil criar novas estratégias inovadoras e abrangentes para além<br />

da sua atividade diária.<br />

A fim de acompanhar a procura crescente de veículos eletrificados,<br />

a expansão da especialização no manuseamento seguro<br />

de veículos de alta tensão tornará as oficinas automóveis mais<br />

competitivas. Estas precisam de adaptar os seus equipamentos e<br />

ferramentas e conhecer os fornecedores certos de peças sobresselentes<br />

de alta qualidade para veículos elétricos.<br />

Graças à sua experiência no desenvolvimento e fabrico de peças<br />

sobresselentes e na formação do pessoal <strong>das</strong> oficinas, a MEYLE<br />

está bem posicionada para responder às novas exigências. “O<br />

nosso objetivo é impulsionar a transição para a mobilidade elétrica.<br />

É por isso que estamos a acompanhar de perto a evolução<br />

do mercado. Queremos contribuir ativamente para a eletrificação<br />

e ajudar as oficinas a prepararem-se para a transição que se aproxima”,<br />

afirma Stefan Bachmann, Diretor Dep. Direção e Suspensão<br />

da MEYLE.<br />

O aumento dos veículos elétricos significa que alguns serviços<br />

serão descontinuados e as oficinas terão de estar prepara<strong>das</strong><br />

para isso. Poderão tornar-se especialistas em veículos elétricos<br />

com boas competências técnicas. A reparação de muitas marcas<br />

poderá ser efetuada com um elevado nível de especialização. As<br />

oficinas têm de adquirir competências básicas na manutenção e<br />

assistência a veículos elétricos, mas, ao mesmo tempo, construir<br />

uma forte rede de parceiros que possam apoiar nas reparações<br />

mais profun<strong>das</strong>, por exemplo, na reparação de baterias.<br />

Os distribuidores de peças devem estar atentos às tendências e<br />

devem estar preparados para as necessidades futuras do mercado.<br />

A MEYLE trabalha em estreita colaboração com os seus<br />

clientes e apoia-os com informações detalha<strong>das</strong> sobre os seus<br />

desenvolvimentos no domínio da E-MOBILITY, para que, no futuro,<br />

também tenham sucesso no mercado.<br />

Portfólio alargado PARA VE<br />

Os engenheiros e equipas de desenvolvimento da MEYLE estão a<br />

alargar sistematicamente o portfólio de produtos para veículos<br />

híbridos e elétricos. E estão a fazê-lo com sucesso, pois a MEYLE<br />

tem atualmente mais de 4.000 produtos para veículos elétricos e<br />

híbridos no seu portfólio, mais de 1.400 dos quais para BEVs (Battery<br />

Electric Vehicles) e, portanto, puramente elétricos. Mas com<br />

a MEYLE eSolutions, não só oferece aos seus clientes peças sobresselentes<br />

melhores e mais sustentáveis para veículos elétricos,<br />

como também os ajuda a preparar as suas oficinas e funcionários<br />

para trabalharem com veículos elétricos.<br />

Com produtos como o braço de suspensão MEYLE HD para os<br />

Tesla Model 3 e Model Y, mais leve, mais estável e especialmente<br />

concebida para lidar com as eleva<strong>das</strong> pressões dos potentes e<br />

pesados veículos tesla, a MEYLE sublinha a sua experiência no<br />

domínio da mobilidade elétrica. Para além deste novo braço de<br />

suspensão, a MEYLE também oferece aos seus clientes concessionários<br />

e oficinas um vasto portfólio de produtos para veículos<br />

elétricos de diferentes fabricantes, que está em rápida expansão.<br />

A equipa de produtos “Direção e Suspensão”, por exemplo, já<br />

identificou o potencial de otimização para veículos com acionamentos<br />

elétricos, explica Stefan Bachmann: “Em geral, estamos<br />

atualmente a ver mais problemas iniciais com peças OE para<br />

veículos elétricos. Isto, naturalmente, motiva imenso os nossos<br />

engenheiros a desenvolverem a sua própria solução para esses<br />

casos e a serem os primeiros a chegar ao mercado. O objetivo é<br />

impulsionar a transformação da mobilidade elétrica, razão pela<br />

qual acompanhamos de perto a evolução da E-MOBILITY”.<br />

O desafio para as oficinas será repensar e adaptar os seus processos<br />

de trabalho e continuar a formar o seu pessoal para lidar com<br />

veículos elétricos. A MEYLE eSolutions é o parceiro competente<br />

para ajudar as oficinas a tirar todo o potencial da reparação e<br />

manutenção de automóveis elétricos para a estrada. “Desenvolvemos<br />

novas peças sobresselentes, soluções de reparação sofistica<strong>das</strong><br />

e oferecemos formação técnica. Com tudo isto, ajudamos as<br />

oficinas e o seu pessoal a prepararem-se para a crescente procura<br />

de soluções de reparação de veículos elétricos”, conclui Stefan<br />

Bachmann.<br />

A PROCURA DE VEÍCULOS ELÉTRICOS E DE SERVIÇOS E SOLUÇÕES DE REPARAÇÃO<br />

RELACIONADOS, IRÁ AUMENTAR SIGNIFICATIVAMENTE NOS PRÓXIMOS ANOS. É POR<br />

ISSO QUE A MEYLE ESTÁ CONTINUAMENTE A EXPANDIR A SUA GAMA DE PEÇAS PARA VE<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 23


PATROCINADORES ><br />

PATROCINADORES ><br />

A E-MOBILITY É IMPORTANTE<br />

PARA A SUSTENTABILIDADE<br />

POR VÁRIAS RAZÕES:<br />

Reduz as emissões de gases com efeito de estufa: O transporte é um importante<br />

1 contribuinte para as emissões de gases com efeito de estufa, que são uma <strong>das</strong><br />

principais causas <strong>das</strong> alterações climáticas. A e-mobilidade pode ajudar a reduzir estas<br />

emissões, fornecendo uma alternativa mais limpa aos veículos movidos a combustível.<br />

Os veículos elétricos não emitem dióxido de carbono (CO2) durante o funcionamento,<br />

e mesmo tendo em conta as emissões da produção de eletricidade, continuam<br />

a produzir significativamente menos emissões do que os veículos a gasolina.<br />

Reduz a poluição atmosférica: Para além dos gases com efeito de estufa, o<br />

2 transporte é também um importante contribuinte para a poluição atmosférica,<br />

o que tem impactos nocivos na saúde pública. Os veículos eléctricos produzem zero<br />

emissões de tubos de escape, o que pode ajudar a reduzir a poluição atmosférica nas<br />

áreas urbanas.<br />

Utiliza fontes de energia renováveis: À medida que o mundo transita para fontes<br />

de eletricidade mais limpas, tais como a energia eólica e solar, os veículos<br />

3<br />

elétricos podem utilizar esta eletricidade limpa para alimentar as suas baterias. Isto<br />

significa que a e-mobilidade pode desempenhar um papel fundamental na transição<br />

para um sistema energético mais sustentável.<br />

Aumenta a eficiência energética: Os veículos elétricos são muito mais eficientes<br />

4 do ponto de vista energético do que os veículos a gasolina. Isto significa que<br />

podem viajar mais longe com a mesma quantidade de energia, reduzindo a quantidade<br />

de energia necessária para alimentar o transporte.<br />

TENDÊNCIAS ATUAIS DA E-MOBILITY<br />

Aumento <strong>das</strong> ven<strong>das</strong> dos VE - A aquisição de VE por particulares e empresas tem vindo a aumentar nos<br />

1 últimos anos. Governos de todo o mundo estão a oferecer incentivos e subsídios para encorajar a compra<br />

de VE, e os principais fabricantes de automóveis estão a investir fortemente no desenvolvimento de carros<br />

elétricos.<br />

Avanços tecnológicos - Os avanços na tecnologia <strong>das</strong> baterias estão a tornar os VE mais acessíveis, com<br />

2 gamas mais longas e tempos de carregamento mais rápidos. Os fabricantes de automóveis estão também<br />

a investir em tecnologia de condução autónoma, o que poderá levar a uma utilização mais eficiente dos<br />

VE.<br />

Expansão da infraestrutura de carregamento - O crescimento da E-Mobility está fortemente dependente<br />

da expansão da infraestrutura de recarga. Governos e empresas priva<strong>das</strong> estão a investir na constru-<br />

3<br />

ção de estações de carregamento para satisfazer a procura crescente de carregamento de VE.<br />

Integração com fontes de energia renováveis - A utilização de VE está frequentemente associada à utilização<br />

de fontes de energia renováveis, tais como a energia solar e eólica. A integração de VE com<br />

4<br />

fontes de energia renováveis pode conduzir a um sector de transporte mais sustentável e neutro em termos<br />

de carbono.<br />

Emergência de novos modelos de negócio - O crescimento da e-mobilidade está a levar ao surgimento<br />

5 de novos modelos de negócio, tais como a partilha de automóveis e os serviços de transporte de passageiros.<br />

Estes modelos podem levar à redução<br />

CONSOLIDAÇÃO DO MERCADO VE DEVE-SE<br />

A UM CONJUNTO DE DIFERENTES FATORES<br />

• Mudança de mentalidades;<br />

• Teletrabalho (menos uso do carro);<br />

• Mais eventos e divulgação do setor;<br />

• Maior consciência coletiva ambiental;<br />

• Elevado preço dos combustíveis fósseis;<br />

• EMEL grátis em qualquer parte da cidade de<br />

Lisboa; – Mais marcas e novos modelos de<br />

viaturas no mercado;<br />

• Baterias com mais autonomia (já há com<br />

autonomia até quase 1000 km);<br />

• Manutenção mecânica: menos e mais<br />

económica do que a <strong>das</strong> viaturas tradicionais;<br />

• Condução mais silenciosa (diminui poluição<br />

auditiva) e mais confortável e prazerosa;<br />

• Preços de viaturas novas cada vez mais<br />

competitivos, nomeadamente a 20 mil euros,<br />

sendo que até então eram sempre superiores<br />

a cerca de 40 mil euros (democratização do<br />

carro elétrico);<br />

• Mais e melhor rede de carregamento:<br />

tecnologia mais inovadora (mais potente) reduz<br />

tempo de carregamento e Portugal possui a 4.ª<br />

melhor rede da Europa (era uma <strong>das</strong> piores, mas<br />

em 2 anos, durante a pandemia, tudo mudou).<br />

24 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Consistência na precisão da cor<br />

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constantemente a chegar ao mercado. Como investimos continuamente na Base Bicamada<br />

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26 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Atualidade<br />

MVBER PRORROGADO POR MAIS 5 ANOS<br />

UM PASSO NA<br />

direçÃO CERTA<br />

FOI ANUNCIADO O PROLONGAMENTO DO REGULAMENTO DE ISENÇÃO<br />

POR CATEGORIA PARA VEÍCULOS MOTORIZADOS E DIRETRIZES<br />

SUPLEMENTARES – MVBER, POR 5 ANOS E A ATUALIZAÇÃO<br />

DAS SUAS ORIENTAÇÕES SUPLEMENTARES<br />

A<br />

Comissão adotou um período de prorrogação de<br />

cinco anos para o MVBER, o que significa que<br />

este será aplicável até 31 de Maio de 2028. Durante<br />

este período, a Comissão avaliará mais de perto<br />

a evolução do mercado e poderão ser necessárias alterações<br />

legislativas fundamentais após este período. As<br />

Associações do Aftermarket concordam com a prorrogação<br />

deste regulamento sectorial específico e irão<br />

analisá-lo em profundidade assim que todos os documentos<br />

estiverem disponíveis. As alterações centram-se<br />

na questão dos dados nos veículos e, à primeira vista,<br />

parece promissor. O prolongamento do Regulamento<br />

de Isenção por Categoria de Veículos Automóveis e <strong>das</strong><br />

Diretrizes Suplementares, que irão moldar a concorrência<br />

no mercado de pós-venda automóvel até 2028,<br />

é um passo na direção certa, mesmo que o Relatório de<br />

Avaliação da Comissão Europeia publicado em 2021 tivesse<br />

aberto as portas a uma revisão mais abrangente e<br />

ambiciosa.<br />

Orientações Suplementares atualiza<strong>das</strong><br />

Os dados gerados pelos sensores dos veículos podem<br />

constituir um elemento essencial para a prestação de<br />

serviços de reparação e manutenção. Por conseguinte,<br />

para dar cumprimento ao Artigo 101.º do Tratado sobre<br />

o Funcionamento da União Europeia (TFUE), as<br />

oficinas de reparação autoriza<strong>das</strong> e independentes devem<br />

ter acesso a esses dados em pé de igualdade. Os<br />

princípios existentes para a prestação de informações<br />

técnicas, ferramentas e formação necessárias para os<br />

serviços de reparação e manutenção foram alargados<br />

para abranger explicitamente os dados gerados pelos<br />

veículos. No entanto, alguns aspetos requerem esclarecimentos<br />

adicionais.<br />

As associações congratulam-se com a atualização de<br />

algumas <strong>das</strong> disposições relativas às informações técnicas,<br />

a fim de ter em conta o progresso técnico, nomeadamente<br />

a inclusão dos sistemas avançados de<br />

assistência ao condutor e dos sistemas de gestão de baterias.<br />

Dado que a mobilidade elétrica e conectada está<br />

a tornar-se cada vez mais importante, esta referência<br />

ajudará o mercado independente de pós-venda a prestar<br />

assistência aos modelos de veículos mais recentes.<br />

Os códigos de ativação, que são cada vez mais necessários<br />

para a instalação de peças de substituição, foram<br />

também incluídos no âmbito <strong>das</strong> informações técnicas.<br />

As associações congratulam-se igualmente com o reconhecimento<br />

de que os dados gerados pelos veículos são<br />

um “contributo essencial” para a prestação de serviços<br />

digitais competitivos. A nova orientação, segundo a<br />

qual um fabricante que retenha dados gerados por veículos<br />

a operadores independentes “pode constituir um<br />

abuso nos termos do artigo 102 do Tratado”, é um sinal<br />

importante dado pela Comissão Europeia. No entanto,<br />

continuam a ser necessários requisitos técnicos complementares<br />

no âmbito da homologação de veículos que<br />

esclareçam as especificações para esses dados, sob a forma<br />

de legislação sectorial específica sobre o acesso aos<br />

dados, funções e recursos do veículo.<br />

Sylvia Gotzen, Diretora-Geral da FIGIEFA, sublinhou<br />

que: “O MVBER é e continua a ser uma peça essencial<br />

no quadro legislativo da concorrência no mercado<br />

de pós-venda automóvel. As alterações introduzi<strong>das</strong><br />

proporcionam aos operadores independentes novos<br />

meios para resolverem os obstáculos ao acesso a fatores<br />

de produção, como os dados gerados pelos veículos,<br />

as informações técnicas, as ferramentas e a formação,<br />

que são necessários para realizar tarefas de reparação<br />

e manutenção e continuar a desenvolver serviços inovadores.<br />

Lamentavelmente, nem to<strong>das</strong> as preocupações<br />

expressas pela FIGIEFA durante a fase de consulta foram<br />

ouvi<strong>das</strong>. No entanto, continuamos confiantes de<br />

que os dados recolhidos nos últimos anos servirão para<br />

mostrar à Comissão Europeia, nos próximos 2-3 anos,<br />

quando se iniciarem as discussões sobre a próxima revisão<br />

do MVBER, a necessidade de efetuar adaptações<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 27


MVBER<br />

OS REPARADORES INDEPENDENTES DEPENDEM DE UMA CADEIA DE<br />

forneCIMENTO MULTIMARCas COMPETITIVA E INDEPENDENTE, QUE POR<br />

sua VEZ DEPENDE DE INPUTS DOS FABRICANTES DE VEÍCULOS<br />

mais abrangentes à luz dos desenvolvimentos<br />

tecnológicos e do mercado.”<br />

Distribuidores de peças<br />

Através de uma densa rede de mais<br />

de 30.000 empresas, a maioria <strong>das</strong><br />

quais PME, e 350.000 empregados,<br />

os distribuidores independentes<br />

europeus de peças aftermarket<br />

para automóveis fornecem soluções<br />

inovadoras e competitivas para uma<br />

mobilidade rodoviária segura, inteligente,<br />

sustentável e acessível em toda<br />

a Europa. São uma componente fundamental<br />

do ecossistema mais vasto<br />

do mercado europeu de pós-venda<br />

automóvel, composto por 500.000<br />

empresas e 4,3 milhões de trabalhadores<br />

que mantêm em perfeitas<br />

condições os 320 milhões de veículos<br />

que circulam nas estra<strong>das</strong> europeias.<br />

A FIGIEFA sugere fortemente que<br />

se preste especial atenção à situação<br />

específica <strong>das</strong> PME, que são a espinha<br />

dorsal do mercado pós-venda<br />

automóvel e da economia europeia<br />

em geral, muitas vezes com recursos<br />

financeiros e jurídicos muito limitados<br />

para se defenderem contra<br />

os grandes players do mercado. O<br />

espírito empresarial genuíno e independente<br />

<strong>das</strong> PME é uma característica<br />

especial. As micro, pequenas<br />

e médias empresas fornecem 67%<br />

dos postos de trabalho e criam quase<br />

60% do valor acrescentado na EU da<br />

estrutura económica da Europa e é<br />

um garante da inovação, da concorrência<br />

e do bem-estar dos consumidores.<br />

Isto deve ser considerado de<br />

forma crítica ao avaliar o MVBER.<br />

Competitividade <strong>das</strong> oficinas<br />

A competitividade <strong>das</strong> oficinas depende<br />

em grande medida da sua<br />

capacidade de obter peças sobressalentes<br />

e dados. Os reparadores<br />

independentes dependem de uma<br />

cadeia de fornecimento multimarcas<br />

competitiva e independente, que<br />

por sua vez depende de inputs dos<br />

fabricantes de veículos. A política<br />

de concorrência da UE precisa de<br />

assegurar que os mercados se mantenham<br />

suficientemente competitivos<br />

para dar aos consumidores o poder<br />

de escolha. Só nestas condições os<br />

preços serão competitivos e os investimentos<br />

na inovação continuarão<br />

a ser economicamente viáveis<br />

no mercado pós-venda, em benefício<br />

e bem-estar dos consumidores. Os<br />

consumidores europeus precisam de<br />

um acordo justo quando se trata de<br />

mobilidade acessível. A manutenção,<br />

reparação e peças sobressalentes são<br />

um fator de custo significativo para<br />

a mobilidade individual, bem como<br />

no transporte comercial, ou seja, no<br />

comércio transfronteiriço de mercadorias.<br />

Especialmente nas regiões<br />

rurais onde, dentro da UE, quase<br />

não existem redes de reparação oficiais<br />

da marca, os consumidores e as<br />

empresas devem ter acesso a preços<br />

acessíveis à assistência, reparação e<br />

peças sobressalentes.<br />

Preservar<br />

e modernizar o MVBER<br />

Numa perspetiva de 5-10 anos, haverá<br />

ainda um parque de veículos antigos<br />

com a necessidade de manutenção,<br />

reparação e peças sobressalentes<br />

e um mercado verticalmente estruturado<br />

que requer regras para assegurar<br />

a concorrência em benefício dos<br />

consumidores. Ao mesmo tempo, é<br />

necessário reconhecer que o veículo<br />

automóvel está a tornar-se cada vez<br />

mais computorizado e complexo, e<br />

isto traz capacidades mais avança<strong>das</strong><br />

tecnicamente para prevenir, restringir<br />

e distorcer a concorrência que<br />

deve considerado no futuro MVBER.<br />

As ineficiências resultam do facto<br />

de os distribuidores independentes<br />

de peças sobressalentes não estarem<br />

a ser capazes de se abastecerem de<br />

peças dos fabricantes de veículos,<br />

embora não exista alternativa para<br />

muitas destas peças (“peças cativas<br />

do equipamento original”). Na prática,<br />

verificou-se que não é praticável,<br />

nem economicamente viável que as<br />

oficinas de reparação independentes<br />

possam abastecer-se junto de<br />

oficinas de reparação autoriza<strong>das</strong>.<br />

Como os consumidores automobilistas<br />

esperam uma reparação rápida<br />

28 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


para que voltem a ter mobilidade, as<br />

oficinas de reparação independentes<br />

necessitam de uma fonte eficaz de<br />

entrega de peças “one-stop-shop”.<br />

Novas tendências<br />

do mercado e digitalização<br />

O sector automóvel é um dos primeiros<br />

a ser significativamente afetado<br />

pelas novas tendências emergentes<br />

que afetam todos os intervenientes<br />

no mercado. Estas incluem, por<br />

exemplo, “mobilidade como serviço”,<br />

“economia partilhada” e “digitalização”.<br />

É necessário considerar a<br />

atualização do MVBER para manter<br />

um mercado competitivo de serviços<br />

pós-venda e de mobilidade.<br />

A FIGIEFA está preocupada que o<br />

desequilíbrio já existente entre os<br />

OEM e os intervenientes no mercado<br />

pós-venda independente aumente,<br />

devido a uma integração vertical<br />

dos fabricantes de veículos em toda<br />

a cadeia de abastecimento. Os fabricantes<br />

de veículos evoluíram desde<br />

2010, entrando como concorrentes<br />

diretos nas áreas tradicionais independentes<br />

do mercado pós-venda.<br />

Por exemplo, tradicionalmente a<br />

concorrência no mercado pós-venda<br />

de reparação e manutenção automóvel<br />

era entre as oficinas independentes<br />

e os concessionários <strong>das</strong> marcas,<br />

mas hoje em dia os fabricantes de<br />

veículos já não estão apenas ativos<br />

no mercado primário. Tornaram-se<br />

também os próprios reparadores, devido<br />

ao facto de hoje em dia também<br />

se fazerem mais reparações remotamente<br />

(por exemplo, redefinição<br />

de códigos de falha, reprogramação,<br />

atualizações de software).<br />

Digitalização<br />

e partilha de dados<br />

Os dados são cada vez mais relevantes<br />

para a concorrência no mercado<br />

de pós-venda automóvel. A Comissão<br />

reconheceu com razão que os fabricantes<br />

de veículos são a única fonte de<br />

certos dados essenciais para a concorrência<br />

no mercado de pós-venda. Este<br />

é um problema adicional ao problema<br />

anterior existente de os operadores<br />

independentes não obterem acesso<br />

equivalente às informações técnicas<br />

de reparação em comparação com os<br />

reparadores autorizados, o que resultou,<br />

em 2010, na criação do MVBER.<br />

A comparação tradicional entre a<br />

posição do concessionário/reparador<br />

autorizado e o operador independente<br />

(o “princípio da não discriminação<br />

vertical”) já não é válida, porque devido<br />

à conceção dos sistemas telemáticos<br />

de bordo, os dados gerados pelo<br />

veículo vão hoje direta e exclusivamente<br />

para o próprio fabricante do<br />

veículo, que decide então, à sua discrição,<br />

com quem partilha ou não os<br />

dados. Esta conceção fechada e exclusiva<br />

dos seus sistemas telemáticos de<br />

bordo e o acesso único ao veículo, aos<br />

seus dados e funções, permite aos fabricantes<br />

integrar verticalmente serviços<br />

adicionais, como por exemplo,<br />

oferecer serviços telemáticos agrupados<br />

ao longo da vida útil do veículo,<br />

e mesmo “gratuitos” (por exemplo,<br />

diagnóstico remoto, programação<br />

remota, gestão de serviços, seguros).<br />

Isto tem de facto um ‘efeito de knock-out<br />

competitivo’ sobre todos os outros<br />

prestadores de serviços em torno<br />

do carro.<br />

Atualmente, o acesso ao mercado<br />

pós-venda e a relação com o cliente<br />

dependerá do acesso direto a uma<br />

plataforma normalizada e interoperável<br />

dentro do veículo, ou seja, os<br />

mesmos princípios de acesso através<br />

da porta de diagnóstico a bordo<br />

(OBD) existente, mas incorporada<br />

no veículo para comunicação e acesso<br />

remoto sem fios ao veículo e aos<br />

seus dados. O acesso a esta plataforma<br />

no veículo permite todos os tipos<br />

de serviços remotos (inovadores) em<br />

tempo real, incluindo serviços de<br />

diagnóstico e processos de reparação<br />

remota. A plataforma a bordo consiste,<br />

portanto, no acesso direto ao veículo<br />

e aos seus dados essenciais gerados<br />

pela máquina em tempo real,<br />

mas também na capacidade essencial<br />

de interagir bidireccionalmente com<br />

funções no veículo (leitura e escrita)<br />

e o condutor. Só este modelo permite<br />

uma concorrência e inovação eficazes<br />

nos serviços digitais em torno do automóvel.<br />

l<br />

DIREITO À REPARAÇÃO POSTO EM CAUSA<br />

A reparação de veículos é um serviço essencial<br />

que inclui o fabrico de equipamento oficinal,<br />

peças de substituição, redes de distribuição e<br />

oficinas de serviço e reparação. Em todo o mundo,<br />

este setor é responsável por manter mais de mil<br />

milhões de veículos na estrada em condições de<br />

segurança. As oficinas de reparação automóvel<br />

independentes garantem que os automobilistas<br />

de to<strong>das</strong> as comunidades, incluindo as mais<br />

pequenas e remotas, têm acesso razoável e<br />

atempado a serviços essenciais para os veículos.<br />

Em todo o mundo, os consumidores estão a<br />

enfrentar uma ameaça significativa ao seu<br />

direito de reparar os seus veículos na oficina de<br />

reparação automóvel da sua escolha. Os veículos<br />

são cada vez mais parecidos com os telemóveis,<br />

ligados sem fios a todo o momento. Estes veículos<br />

conectados recolhem milhares de dados sobre o<br />

estado dos sistemas dos veículos. Os fabricantes<br />

de automóveis transmitem depois esses dados<br />

para si próprios, via telemática, impedindo o<br />

acesso a esses dados pelas oficinas de reparação<br />

independentes.<br />

Sem acesso a estes dados, existem riscos significativos<br />

para o mercado de pós-venda automóvel,<br />

nomeadamente:<br />

- As oficinas de reparação automóvel independentes<br />

não podem efetuar a manutenção de um<br />

veículo e torna-se mais difícil garantir que os<br />

veículos estão a funcionar da forma mais eficiente<br />

e segura possível;<br />

- Os consumidores perderão o direito de reparar o<br />

seu veículo na oficina de reparação automóvel da<br />

sua escolha, e prevê-se que o problema continue<br />

a agravar-se;<br />

- Redução da concorrência na prestação de<br />

serviços e reparação de veículos, com o risco<br />

de encerramento de oficinas, comprometendo<br />

centenas de milhares de postos de trabalho<br />

e limitando o acesso dos consumidores a um<br />

mercado de reparação a preços acessíveis; e<br />

- Os governos poderão não atingir os seus objetivos<br />

de adoção de veículos elétricos porque não<br />

haverá suficientes opções de serviço e reparação<br />

para esses veículos.<br />

Para que o mercado de pós-venda automóvel<br />

seja verdadeiramente aberto, justo e competitivo,<br />

os consumidores devem ser protegidos por<br />

legislação que reflita a nova realidade dos<br />

veículos. Como tal, a legislação relativa ao<br />

direito de reparação é fundamental para alcançar<br />

uma concorrência leal e aberta e a escolha do<br />

consumidor no sector dos serviços e da reparação<br />

de veículos. A prática de introduzir códigos<br />

voluntários ou memorandos de entendimento<br />

não é viável nem exequível. Estes acordos entre<br />

os fabricantes de automóveis e o sector <strong>das</strong><br />

reparações independentes fracassaram e as<br />

investigações revelam que o fracasso se deve ao<br />

significativo desequilíbrio de poder político e de<br />

mercado entre as partes; perceção de interesse<br />

próprio dos fabricantes no controlo da reparação<br />

dos veículos; e à inexistência de mecanismos<br />

de aplicação para processar judicialmente as<br />

infrações a estes acordos.<br />

Os interesses comerciais em jogo e os lucros que<br />

os fabricantes de veículos obtêm com estes métodos<br />

resultaram numa consciencialização mundial<br />

de que os acordos voluntários não funcionam e<br />

que é necessária a intervenção formal <strong>das</strong> entidades<br />

governamentais por meio de legislação. Esta<br />

intervenção formal deve incluir um requisito obrigatório<br />

de partilha de informações sobre serviços,<br />

reparações e ferramentas de diagnóstico, bem<br />

como software de reparação. A não disponibilização<br />

de informações, ferramentas e software de<br />

serviço e reparação automóvel resulta na falta de<br />

concorrência, aumentando o preço da reparação<br />

e do serviço automóvel para os consumidores e<br />

ameaça pôr em causa a sustentabilidade do canal<br />

de reparação independente. Muitos argumentam<br />

que a falta de acesso a serviços de reparação<br />

automóvel seguros, protegidos e a preços<br />

competitivos resulta numa segurança rodoviária<br />

deficiente e em resultados mais elevados em<br />

termos de emissões.<br />

A POLÍTICA DE CONCORRÊNCIA DA UE PRECISA DE assegURAR<br />

QUE OS MERCADOS SE MANTENHAM SUFICIENTEMENTE COMPETITIVOS<br />

para DAR aos CONSUMIDORES O PODER DE ESCOLHA<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 29


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE ‐SE DE A A Z<br />

Empresas<br />

INVESTE NO MERCADO ESPANHOL<br />

VENEPORTE | Na sequência do sucesso que a consulta por matrícula do<br />

catálogo online alcançou no mercado português e francês, a Veneporte acaba<br />

de disponibilizar esta ferramenta ao mercado espanhol, um país com forte<br />

crescimento da atividade comercial da empresa. Posteriormente, seguir-se-á a<br />

Alemanha, um mercado de importância estratégica. A consulta por matrícula é<br />

uma <strong>das</strong> funcionalidades do catálogo online da Veneporte que se tem vindo a<br />

tornar cada vez mais útil e valorizada pelos seus utilizadores, esta ferramenta<br />

permite identificar corretamente quais os componentes do sistema de escape<br />

num determinado veículo, de forma fácil, rápida e assertiva. Após introduzir<br />

a matrícula do automóvel em questão, o catálogo online disponibiliza toda a<br />

informação técnica dos diversos componentes, assim como, a sua imagem a<br />

360º, outra funcionalidade inovadora da plataforma.<br />

JLM LUBRIFICANTS<br />

TEM NOVA MARKETING MANAGER<br />

INTERNACIONAL<br />

A<br />

JLM<br />

Lubricants, marca holandesa de lubrificantes e aditivos que entrou recentemente<br />

nos mercados português e espanhol, contratou Patrícia Silva como Marketing<br />

Manager Internacional. Com uma experiência significativa adquirida ao trabalhar<br />

com outras marcas líderes no setor, Patrícia Silva junta-se assim a uma experiente<br />

equipa de profissionais de marketing e ven<strong>das</strong>. Comentando sobre a contratação, Gilbert<br />

Groot, fundador e CEO da JLM, disse: “À medida que desenvolvemos a nossa marca e<br />

expandimos para novos países, a necessidade de um profissional de marketing tornou-se<br />

ainda mais premente. A Patrícia tem uma missão que é simultaneamente ousada e emocionante,<br />

que é coordenar o nosso programa global de atividades e gerir a forma como a<br />

nossa marca comunica e se apresenta aos nossos diferentes públicos. Produzimos conteúdos<br />

diariamente, em diferentes canais, e queremos fazê-lo de forma profissional, mantendo<br />

a autenticidade e a credibilidade que nos caracterizam. Por isso, é com grande prazer<br />

que digo que encontrámos uma verdadeira profissional, com genuíno entusiasmo pela<br />

nossa marca e uma visão que reflete a minha e a do resto da equipa JLM2.”<br />

MARCA PRESENÇA NA AUTOTECH FUTURE<br />

STC | A STC, marca referência da BBB Industries, marcou presença na feira<br />

Autotech Future, organizada pela empresa Bárdi Auto nos dias 5 e 6 maio, em<br />

Budapeste (Hungria). É a quarta vez que a marca BBB, STC, é apresentada neste<br />

evento que tem vindo a tornar-se numa referência para a Europa Central. Os<br />

muitos visitantes que passaram pelo stand da STC sentiram-se agradavelmente<br />

surpreendidos pelo grande número de famílias de produtos na sua oferta. A<br />

marca STC oferece mais de 30.000 referências. Nos últimos dois anos, o catálogo<br />

STC cresceu exponencialmente, tornando-se<br />

a mais extensa do mercado na sua categoria. Algumas <strong>das</strong> novas famílias<br />

apresenta<strong>das</strong> foram: suspensão a ar, juntas homocinéticas, bombas de água<br />

adicionais, bombas hidráulicas, válvulas borboleta, molas pneumáticas, e<br />

cremalheiras de direção.<br />

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REVISÃO DE PEÇAS<br />

ELETRÓNICAS<br />

PREÇO ACESSÍVEL E SUSTENTÁVEL<br />

30 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />

WWW.RACTRONICOS.PT


ADERE À PLATAFORMA COMBUSTÍVEIS<br />

BAIXO CARBONO<br />

CEPRAS | O CEPRA tornou-se o mais recente membro da Plataforma Combustíveis Baixo<br />

Carbono - PCBC, cujo objetivo é o de contribuir para a neutralidade de emissões de carbono<br />

até 2050, baseada numa transição para combustíveis de baixo teor de carbono. Esta adesão,<br />

enquadra-se na intervenção do CEPRA junto do Setor e justifica-se por considerarmos esta<br />

via como uma solução racional/pragmática para atingir os objetivos ambientais definidos<br />

pela União Europeia, sem colocar em causa a evolução expectável ao nível da mobilidade. De<br />

referir que os membros da Plataforma, defendem uma abordagem tecnologicamente neutra<br />

da mobilidade, não questionam a importância da eletrificação do parque automóvel, para<br />

que em 2050 o parque automóvel seja composto por transportes que utilizem combustíveis<br />

climaticamente neutros, assim como uma eletricidade 100% renovável.<br />

EM EXPANSÃO ATÉ 2026<br />

EUROMASTER | A Euromaster, prevê atingir 100 centros de manutenção e contar com cerca de 600<br />

profissionais até 2026 em Portugal, no âmbito da sua estratégia de expansão. Com este plano de negócios,<br />

o principal objetivo da Euromaster é oferecer um serviço completo de manutenção e assistência que<br />

atinja 75% da população. O objetivo da Euromaster é chegar aos territórios onde ainda não está presente.<br />

De todos os distritos de Portugal, há cinco nos quais a marca ainda não está presente, e há ainda dez capitais<br />

de distrito sem qualquer oficina da rede. Para além disso, há uma aposta fundamental nos grandes<br />

centros urbanos, onde se concentra a maior percentagem do PIB português e onde vive quase metade da<br />

população. Todo este esforço de expansão em Portugal decorre em paralelo com o desenvolvimento da<br />

rede em Espanha, pelo que o objetivo da Euromaster é atingir 600 oficinas até 2026 no mercado ibérico.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 31


NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

ATEC E VALVOLINE<br />

JUNTAS PELO SETOR AUTOMÓVEL<br />

A<br />

ATEC<br />

e a Valvoline assinaram um protocolo de colaboração com o objetivo de<br />

potenciar a formação e a qualificação dos profissionais de mecatrónica automóvel,<br />

incrementar a empregabilidade e valorizar o setor. A assinatura deste protocolo<br />

é um exemplo de como a colaboração entre uma entidade especializada com know-how<br />

técnico em formação, a ATEC, e uma empresa de referência no setor automóvel, a Valvoline,<br />

pode servir um objetivo comum – reforçar a qualificação e aumentar a atratividade<br />

<strong>das</strong> saí<strong>das</strong> profissionais liga<strong>das</strong> ao setor automóvel. O acordo envolve a realização de<br />

workshops práticos e a disponibilização de materiais técnicos por parte da Valvoline aos<br />

formandos de mecatrónica automóvel da ATEC. Inclui, também, programas de apoio a<br />

formandos que se encontrem deslocados para frequência de formação, apoio à participação<br />

em competições técnicas da área automóvel e atribuição de prémios de mérito aos<br />

alunos que se destaquem durante o seu percurso formativo.<br />

NOMEADA EMPRESA<br />

DAS MAIS RESPONSÁVEIS DO MUNDO<br />

CLARIOS | A fabricante de baterias Clarios foi nomeada uma <strong>das</strong> empresas<br />

mais responsáveis do mundo pela Ethisphere, EUA, uma <strong>das</strong> líderes mundiais<br />

na definição e desenvolvimento de padrões de ética nos negócios. O prémio<br />

World’s Most Ethical Companies 2023 homenageia empresas com programas<br />

excecionais e um forte compromisso em promover a integridade nos negócios por<br />

meio <strong>das</strong> melhores práticas em ética, conformidade e governança empresarial.<br />

A Clarios, fabricante <strong>das</strong> baterias VARTA, desenvolve soluções de carregamento<br />

de última geração que, em primeiro lugar, permitem tecnologias de economia<br />

de combustível e também desempenham um papel importante na expansão da<br />

eletromobilidade. O compromisso ético é apenas uma <strong>das</strong> muitas iniciativas de<br />

sustentabilidade da empresa.<br />

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32 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


NORAUTO METE CLIENTES A “MEXER”<br />

Foi no passado dia 29 de abril que se realizou o “Pedala com a Norauto”, um passeio em duas<br />

ro<strong>das</strong>, que promoveu a mobilidade urbana e sustentável, organizado pela Norauto e com<br />

partida da loja Soluções Urbanas, em Alvalade. A organização deste evento surgiu com o<br />

propósito de promover a mobilidade urbana e sustentável, um compromisso que a Norauto<br />

tem vindo a assumir ao longo dos últimos anos e que se define como uma <strong>das</strong> prioridades para<br />

o presente e futuro da marca. O passeio aberto ao público (mediante inscrição) e totalmente<br />

gratuito, contou com mais de 30 participantes, dos 6 aos 86 anos, que tiveram a oportunidade<br />

de interagir com o Embaixador da Mobilidade Norauto, o Chef Chakall, e com o CEO da Norauto,<br />

Jose Luis Barbajosa, que também fizeram parte do grupo que pedalou pela cidade.<br />

CONTA COM APOIOS INTERNACIONAIS<br />

GLOBAL MOBILITY CALL | Quase 130 parceiros em diferentes categorias unem-se<br />

a esta segunda edição do Global Mobility Call, que se celebrará de 12 a 14 de setembro na<br />

IFEMA MADRID. A Global Mobility Call congregará na sua segunda edição um sólido apoio de<br />

parceiros institucionais, empresariais e multissectoriais, tanto espanhóis como internacionais,<br />

que contribuem para impulsionar este evento como a principal plataforma para o desenvolvimento<br />

da mobilidade sustentável desde a liderança dos seus distintos setores. Entre os<br />

confirmados destacam-se instituições e entidades públicas, grandes corporações e empresas,<br />

meia centena de associações setoriais espanholas, europeias e latino americanas, além de mais<br />

de 50 media parceiros que fortalecem a comunicação internacional do evento. Encabeçam a<br />

lista de parceiros do evento, que se celebrará de 12 a 14 de setembro de 2023 no Recinto Ferial<br />

IFEMA MADRID, o Ministério de Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana (MITMA), como<br />

patrocinador da Global Mobility Call, assim como a Comunidad de Madrid e o Ayuntamiento de<br />

Madrid, que colaboram com a organização.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 33


NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

APRESENTA NOVA MIRKA DEOS 343CV<br />

CARSISTEMA | A Carsistema apresentou a nova Mirka DEOS 343CV, a<br />

lixadeira mais compacta da gama de lixadeiras orbitais elétricas Mirka DEOS. Foi<br />

concebida para trabalhos em locais de difícil acesso ou para efetuar trabalhos<br />

de detalhe. O tamanho compacto, o peso leve e a ergonomia otimizada da<br />

ferramenta conferem-lhe uma elevada manobrabilidade e ajudam a obter<br />

um desempenho de lixagem confortável, preciso e eficiente, proporcionando<br />

uma lixagem limpa e sem pó quando combinada com um sistema de extração<br />

de pó Mirka. Esta pequena e leve lixadeira está equipada com um motor sem<br />

escovas e é facilmente controlada através de uma patilha. Existem dois modos de<br />

funcionamento, bem como um interruptor de ligar/desligar separado para um<br />

manuseamento fácil e seguro, e ainda uma fácil regulação de velocidade. A Mirka<br />

DEOS possui um sensor de vibração integrado e tecnologia Bluetooth de baixa<br />

energia. O sensor de vibração permite monitorizar os níveis de vibração através da<br />

aplicação myMirka.<br />

COLAD LANÇA DUAS NOVAS<br />

MÁSCARAS PARA PINTAR<br />

A<br />

Colad atualizou a sua gama de proteção individual com duas novas máscaras para<br />

pintar. As novas máscaras para pintar descartáveis protegem contra vapores e<br />

partículas prejudiciais de acordo com as classificações dos filtros: FFA1P3 R D e<br />

FFA2P3 R D. As máscaras para pintar Colad oferecem a máxima proteção contra os perigos<br />

associados à inalação de isocianato, tintas ou vapores orgânicos. Também protege o<br />

utilizador de partículas de poeiras. Com os filtros A1P3 ou A2P3 integrados, as máscaras<br />

podem ser utiliza<strong>das</strong> durante até 40 horas de trabalho. As máscaras distinguem-se pela<br />

sua leveza, flexíveis e compactas para garantir um ajuste perfeito à volta do nariz e da<br />

boca. As alças ajustáveis facilitam o ajuste da máscara exatamente ao tamanho da sua<br />

cabeça para um maior conforto. O design compacto que oferece um amplo campo visual<br />

e é fabricada em termoplástico hipoalergénico.<br />

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UMA REFERÊNCIA IBÉRICA<br />

NA DISTRIBUIÇÃO<br />

DE PNEUS<br />

750.000<br />

PNEUS VENDIDOS<br />

250.000<br />

PNEUS EM STOCK<br />

32.000m 2<br />

ARMAZÉM<br />

A GAMA MAIS<br />

DIVERSIFICADA<br />

DO MERCADO<br />

25<br />

CAIS<br />

+70<br />

COLABORADORES<br />

34 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />

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ALD AUTOMOTIVE<br />

CONCLUI AQUISIÇÃO<br />

DA LEASEPLAN<br />

A<br />

ALD Automotive concluiu com sucesso a aquisição de 100% da LeasePlan, uma<br />

<strong>das</strong> principais empresas de gestão de frotas e mobilidade do mundo, de um consórcio<br />

liderado pela TDR Capital. Esta importante aquisição representa uma mudança<br />

radical no mercado, posicionando o grupo combinado como líder global em mobilidade<br />

sustentável, com uma frota total de 3,3 milhões de veículos geridos em todo o mundo. Ao<br />

unir forças, a ALD Automotive e a LeasePlan irão liderar o caminho para as zero emissões<br />

líqui<strong>das</strong> e continuar a moldar a transformação digital da indústria. A entidade combinada<br />

beneficiará da dimensão e <strong>das</strong> capacidades complementares para reforçar a sua competitividade<br />

e assegurar um crescimento contínuo. Para liderar o desenvolvimento estratégico<br />

em Portugal, Tim Albertsen, Chief Executive Officer da ALD Automotive | LeasePlan, nomeou<br />

António Oliveira Martins, Diretor Geral da LeasePlan em Portugal, para continuar<br />

a liderar o negócio em Portugal como Country Managing Director.<br />

APRESENTA CÉLULAS<br />

ESPACIAIS DE ÍON-LÍTIO<br />

GS YUASA | A GS Yuasa, vai apresentar na feira europeia EES (Electrical<br />

Energy Storage) em Munique, as células espaciais de íon-lítio e ainda a sua ampla<br />

gama de soluções de energia, no Hall C3, stand 350, de 14 a 16 de junho. Neste<br />

evento internacional, a empresa de baterias japonesa exibirá as suas raras células<br />

espaciais de íons de lítio, usa<strong>das</strong> para alimentar mais de 200 satélites, incluindo a<br />

Estação Espacial Internacional. A GS Yuasa tem mais de 4 milhões de watts-hora<br />

em órbita, mais do que todos os outros fabricantes juntos. As suas baterias<br />

também fornecem armazenamento confiável de energia em inúmeras operações<br />

extremas, como o submarino Shinkai e a aeronave Boeing 787 Dreamliner. Além<br />

dessas células excecionais, a GS Yuasa também exibirá as suas baterias de íons<br />

de lítio e chumbo-ácido regula<strong>das</strong> por válvula (VRLA) para uma ampla gama de<br />

aplicações industriais, como sistemas de armazenamento de energia móveis e<br />

estacionários, fontes de alimentação ininterruptas, energia renovável armazenameno<br />

e tração.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 35


entrevista<br />

MIREIA GONZALES, DIRETORA DE MARKETING WOLF LUBRICANTS<br />

AS NOSSAS FERRAMENTAS<br />

OTIMIZAM A EFICIÊNCIA<br />

DA OFICINA!<br />

COM MAIS DE 300 PRODUTOS DISPONÍVEIS PARA CARROS, AUTOCARROS, CAMIÕES E MOTOS, A WOLF<br />

LUBRICANTS CONTINUA A APOSTAR EM PRODUTOS INOVADORES, EFICIENTES E CADA VEZ MAIS AMIGOS DO<br />

AMBIENTE. EM PORTUGAL SÃO REPRESENTADOS PELA NEWONEDRIVE E GOZAM DE UMA SÓLIDA PRESENÇA<br />

NO MERCADO. O JO ENTREVISTOU A DIRETORA DE MARKETING DA EMPRESA, MIREIA GONZALES, QUE NOS<br />

DEU CONTA DAS NOVIDADES E PRINCIPAIS DESAFIOS QUE A WOLF LUBRICANTS ENFRENTA NA ATUALIDADE<br />

Fundada em 1955, a Wolf Oil Corporation é<br />

uma empresa belga responsável pela produção<br />

da marca Wolf Lubricants. Está ativa em<br />

mais de 120 países no mundo e produz anualmente<br />

mais de 150 milhões de litros de produtos de<br />

lubrificação e tecnologias de aditivos inovadores<br />

para a última geração de motores, oferecendo os<br />

mais elevados níveis de eficiência e desempenho,<br />

com produtos que definem novos padrões de fiabilidade<br />

e proteção.<br />

Mireia Gonzales, diretora de marketing da Wolf<br />

Lubricants explicou-nos que parte do segredo para<br />

o sucesso está no facto de darem “prioridade ao<br />

desenvolvimento da nossa equipa de talentos, reunindo<br />

uma mistura diversificada de especialistas<br />

em pesquisa e desenvolvimento, cadeia de abastecimento,<br />

ven<strong>das</strong> e marketing, que trabalham em<br />

colaboração para responder às necessidades específicas<br />

dos nossos clientes”. Sedeada na Bélgica, é<br />

lá que a empresa tem to<strong>das</strong> as suas fábricas, o que<br />

“permite manter um nível consistentemente elevado<br />

de qualidade”, expandindo para diferentes mercados<br />

com alguns armazéns locais na Europa, para<br />

manter em simultâneo uma estrutura central sólida.<br />

Para muito em breve, anuncia a responsável,<br />

está a abertura de um novo armazém na Bélgica,<br />

que “aumentará a rapidez e a eficiência <strong>das</strong> nossas<br />

operações”.<br />

Gama a crescer<br />

A Wolf Lubricants define-se como uma marca<br />

“com visão de futuro” e está atenta às necessidades<br />

do mercado, alargando continuamente o portefólio<br />

de produtos disponíveis. Desde logo, o controlo de<br />

qualidade durante a fase de produção é rigoroso,<br />

com três verificações ao longo do processo: “uma<br />

verificação inicial quando as matérias-primas chegam<br />

à nossa empresa, uma verificação secundária<br />

após a conclusão do processo de mistura e uma verificação<br />

final antes do enchimento dos produtos<br />

acabados. Assim garantimos que os nossos clientes<br />

recebem apenas produtos da mais alta qualidade”,<br />

afirma a diretora de marketing. Com mais de<br />

300 produtos disponíveis para carros, autocarros,<br />

camiões e motos, a empresa está declaradamente<br />

“orgulhosa do extenso portefólio que abrange todos<br />

os setores da indústria automotiva, colocando<br />

ênfase na manutenção dos mais altos padrões de<br />

qualidade, um compromisso demonstrado pela<br />

impressionante conquista de mais de 250 aprovações<br />

OEM para os nossos produtos”, destaca.<br />

RECENTEMENTE, A WOLF LUBRICANTS FOI RECONHECIDA<br />

COMO «TOP DATA PROVIDER» PELA TECALLIANCE, PELA<br />

EXCELENTE QUALIDADE DE DADOS INSERIDOS NO CATÁLOGO<br />

TECDOC, SENDO O PRIMEIRO E ÚNICO FABRICANTE DE LUBRIFICANTES<br />

NESTE CATÁLOGO A CONSEGUIR ESTE TÍTULO<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 37


MIREIA GONZALES<br />

A WOLF OIL CORPORATION É UMA EMPRESA BELGA RESPONSÁVEL<br />

PELA PRODUÇÃO DA MARCA WOLF LUBRICANTS. ESTÁ atiVA EM MAIS<br />

DE 120 PAÍSES NO MUNDO E PRODUZ ANUALMENTE MAIS DE 150 MILHÕES<br />

DE LITROS DE PRODUTOS DE LUBRIFICAÇÃO E tecNOLOGIAS DE ADITIVOS<br />

Entre as diferentes linhas de produtos<br />

disponíveis, houve recentes<br />

adições apresenta<strong>das</strong> na última Automechanika,<br />

entre as quais Mireia<br />

Gonzales sublinha a OFFICIALTE-<br />

CH, “uma gama abrangente de óleos<br />

totalmente sintéticos meticulosamente<br />

projetados para responder às<br />

mais recentes especificações estabeleci<strong>das</strong><br />

pelos principais fabricantes,<br />

com um ótimo desempenho e compatibilidade<br />

com as mais avança<strong>das</strong><br />

tecnologias”. A Wolf Lubricants lançou<br />

também uma gama para veículos<br />

elétricos, a ELECTRUM, que deverá<br />

estar disponível em breve, assim<br />

como uma linha dedicada à competição<br />

e uma gama para veículos híbridos.<br />

Sobre esta última, composta por<br />

45 produtos, a diretora de marketing<br />

esclarece que está concebida para<br />

abranger 100% dos modelos híbridos,<br />

primando pela “compatibilidade<br />

com componentes elétricos, a<br />

economia de combustível avançada,<br />

a redução <strong>das</strong> emissões de CO2, proteção<br />

de pré-ignição a baixa velocidade,<br />

proteção do sistema híbrido e<br />

atende a vários requisitos de veículos<br />

híbridos OEM”. Quanto à linha para<br />

competição, a Racing Line, trata-se<br />

de produtos que personalizam “a<br />

máxima performance” e cuja tecnologia<br />

será, depois, transferida da<br />

pista para a estrada. Já nos aditivos<br />

contam com produtos de tratamento<br />

Diesel, tratamento de gasolina, produtos<br />

para limpar filtros de partículas<br />

Diesel, para evitar fugas de óleo,<br />

bem como para limpeza ou para selar<br />

radiadores, entre outros.<br />

No caminho da<br />

sustentabilidade<br />

A Wolf assume um “forte compromisso”<br />

em minimizar o seu impacto<br />

ambiental. Tem vindo a desenvolver<br />

produtos adaptados para motores<br />

modernos, com foco na sustentabilidade,<br />

como os já referidos lubrificantes<br />

para veículos híbridos e ainda<br />

uma ampla gama de produtos de baixa<br />

viscosidade que “reduzem as emissões<br />

de CO2 e melhoram a eficiência<br />

de combustível”, aponta Mireia Gonzales,<br />

que refere “o ECOTECH 0W-8<br />

GLV-1, como prova concreta da nossa<br />

dedicação a esta causa”.<br />

Outro passo significativo é a parceria<br />

com a Four Motors, a principal equipa<br />

alemã de competição especializada<br />

em mobilidade sustentável, que<br />

tem como objetivo reduzir a pegada<br />

de carbono do mundo <strong>das</strong> corri<strong>das</strong>.<br />

Neste ponto, a diretora de marketing<br />

explica que a Wolf Lubricants lhes<br />

fornece “óleo base hidroprocessado<br />

da Tecoil, que eles usam para fabricar<br />

óleos de alto desempenho adequados<br />

aos seus motores e transmissões”,<br />

sendo testados nos seus «Bioconcept-Cars»<br />

durante a Nürburgring Endurance<br />

Series.<br />

A mais recente novidade – relativamente<br />

à qual a responsável não esconde<br />

o orgulho – é a Bag in Box, uma<br />

opção de embalagem de lubrificantes<br />

mais amiga do ambiente. Esta alternativa<br />

“reflete o nosso compromisso<br />

com a sustentabilidade e a redução do<br />

nosso impacto ambiental” e permite<br />

reduzir o desperdício em 90%, por<br />

comparação com os recipientes convencionais<br />

de 20 litros, além de utilizar<br />

menos 80% de plástico. Trata-se<br />

de um “invólucro de cartão robusto e<br />

impermeável, com um revestimento<br />

interior em plástico totalmente reciclável”.<br />

Mireia Gonzales explica que<br />

“na Wolf, reconhecemos que a sustentabilidade<br />

nunca deve ser feita à<br />

custa da praticidade, e é por isso que<br />

cada Bag in Box tem pegas embuti<strong>das</strong><br />

e uma torneira para dispensar<br />

o lubrificante de forma rápida, sem<br />

derramar e sem deixar entrar o ar, o<br />

ideal para as oficinas. Esta inovação<br />

na embalagem é mais um sinal de que<br />

a Wolf procura soluções engenhosas<br />

e sustentáveis na indústria de lubrificantes,<br />

continuando a liderar o setor”.<br />

Vantagens para as oficinas<br />

A diretora de marketing salienta<br />

também a “eficiência, funcionalidade<br />

e valor que as nossas ferramentas<br />

de oficina proporcionam”. Exemplo<br />

disso, refere, é a Wolf Oil Cabin, “que<br />

oferece armazenamento eficiente em<br />

termos de espaço para até 10 gamas<br />

de lubrificantes, cobrindo 95% da<br />

frota de veículos. Não só tem uma<br />

aparência profissional, como também<br />

ajuda a evitar o desperdício na<br />

oficina, garantindo que a quantidade<br />

certa de óleo é usada para cada veículo.<br />

Por outro lado, a nossa Base de<br />

Gotejamento Wolf é uma excelente<br />

ferramenta para manusear bidões<br />

de lubrificantes, com capacidade de<br />

205 litros. As suas bombas manuais<br />

trazem aos proprietários <strong>das</strong> oficinas<br />

conveniência e praticidade, tonando-<br />

-se uma peça valiosa”.<br />

38 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


Recentemente, a Wolf Lubricants foi<br />

reconhecida como «Top Data Provider»<br />

pela TecAlliance, pela excelente<br />

qualidade de dados inseridos no<br />

catálogo TecDoc. Sendo o primeiro<br />

e único fabricante de lubrificantes<br />

neste catálogo a conseguir este título,<br />

tal distinção é, para Mireia Gonzales,<br />

“motivo de orgulho” e significa<br />

que a Wolf “fornece dados da mais<br />

alta qualidade num dos principais<br />

catálogos de aftermarket do mundo.<br />

Dados precisos, completos e transparentes<br />

são cruciais na nossa indústria<br />

para permitir que os nossos clientes<br />

escolham os lubrificantes mais adequados.<br />

É nisso que temos investido<br />

fortemente na Wolf e estamos felizes<br />

pelo reconhecimento da qualidade<br />

dos nossos dados”, afirma.<br />

A marca é ainda a principal patrocinadora<br />

do Campeonato do Mundo<br />

de Ralis da FIA (WRC), numa parceria<br />

que já vai no quinto ano. Segundo<br />

a diretora de marketing, “baseia-se<br />

no esforço contínuo da marca para<br />

uma engenharia excecional e precisa<br />

em tudo o que fazemos. Não há<br />

nenhuma competição no desporto<br />

motorizado que iguale a diversidade,<br />

o espetáculo e a pura emoção do<br />

Campeonato do Mundo de Ralis da<br />

FIA, demonstrando paixão pelo desporto<br />

motorizado e a inovação tecnológica.<br />

Estamos muito felizes com<br />

o desenrolar da nossa colaboração”,<br />

declara. Esta é uma parceria que traz<br />

uma ampla visibilidade à marca, que<br />

também é Parceira Técnica Oficial<br />

do Campeonato do Mundo de Ralis<br />

Júnior da FIA: “Este emocionante<br />

evento global fornece uma plataforma<br />

para jovens pilotos e jovens mecânicos<br />

e atua como um trampolim<br />

para o desporto. Encaixa-se perfeitamente<br />

nos valores da Wolf – ser<br />

progressivo e desempenhar um papel<br />

vital na formação dos mecânicos<br />

e jovens pilotos. É a grande plataforma<br />

para desenvolver os lubrificantes<br />

do futuro”, considera.<br />

O negócio dos lubrificantes<br />

Com o preço <strong>das</strong> matérias primas e<br />

dos transportes a disparar nos últimos<br />

meses, quisemos saber qual o<br />

impacto destas variações no negócio<br />

da marca. A diretora de marketing<br />

explica que tal como “muitas outras<br />

indústrias, enfrentámos desafios significativos<br />

durante este período. No<br />

entanto, estamos bem preparados<br />

com a nossa equipa de especialistas,<br />

que monitorou diligentemente as<br />

tendências do mercado e orientou<br />

as equipas no sentido de implementar<br />

os cuidados necessários para ultrapassar<br />

estes tempos desafiadores<br />

com a menor disrupção possível.<br />

Como resultado, garantimos de forma<br />

bem-sucedida a continuidade<br />

dos negócios e mantivemos uma cadeia<br />

de abastecimento confiável para<br />

nossos clientes, mitigando o impacto<br />

deste período difícil”.<br />

Na sua opinião, o futuro do comércio<br />

de lubrificantes trará um aumento da<br />

concorrência, “particularmente com<br />

a consolidação em curso do mercado.<br />

Haverá mudanças nas regulamentações,<br />

que moldam a nossa indústria,<br />

devido às iniciativas governamentais<br />

para promover produtos sustentáveis<br />

e ecológicos”. Por outro lado, “os<br />

avanços tecnológicos são também um<br />

motor importante, permitindo-nos<br />

explorar novas possibilidades e melhorar<br />

a eficiência”, havendo ainda a<br />

considerar a mudança de comportamentos<br />

por parte dos consumidores,<br />

“que têm cada vez mais consciência<br />

ambiental. Esta alteração de mentalidades<br />

pode levar a uma procura<br />

de produtos mais sustentáveis e até<br />

mesmo ter impacto nos padrões de<br />

transporte e mobilidade”. Sobre as expetativas<br />

para 2023, tanto em termos<br />

de ven<strong>das</strong> como de novos projetos,<br />

Mireia afirma que “à medida que continuamos<br />

o nosso caminho de crescimento<br />

ambicioso, estamos inabaláveis<br />

na nossa dedicação em promover<br />

relações fortes com os nossos atuais<br />

parceiros. A par deste compromisso,<br />

mantemos um forte foco no desenvolvimento<br />

consistente e na introdução<br />

bem-sucedida de produtos inovadores<br />

no mercado”, remata. l<br />

A WOLF LUBRICANTS DEFINE-SE COMO<br />

UMA MARCA “COM VISÃO DE FUTURO”<br />

E ESTÁ atenta ÀS NECESSIDADES DO MERCADO,<br />

alargandO CONTINUAMENTE O PORTEFÓLIO<br />

DE PRODUTOS DISPONÍVEIS<br />

CRESCER JUNTOS<br />

EM PORTUGAL<br />

No mercado nacional desde 2010, a Wolf<br />

Lubricants conta com apenas um distribuidor<br />

oficial, a Newonedrive (AS Parts,<br />

Civiparts e Onedrive), cujo desempenho<br />

Mireia Gonzales qualifica como “excecional,<br />

caraterizado por grandes realizações<br />

e uma forte abordagem colaborativa”.<br />

Nesta relação entre a Wolf e o grupo<br />

Newonedrive, a empresa dá “máxima<br />

importância à procura de parceiros e não<br />

apenas de clientes. Focamo-nos meticulosamente<br />

em crescer juntos”. A diretora de<br />

marketing considera que “embora a nossa<br />

marca goze de uma presença respeitável e<br />

de uma sólida quota de mercado, é crucial<br />

que continuemos a lutar por melhorias no<br />

futuro”. A seu ver, a parceria em curso com<br />

a WRC tem-se revelado “imensamente<br />

benéfica ao longo dos últimos quatro anos<br />

para aumentar a notoriedade da marca<br />

Wolf no mercado português”.<br />

No que ao acompanhamento <strong>das</strong> oficinas<br />

diz respeito, a responsável nota a disponibilização<br />

da ferramenta de recomendação<br />

de produtos, que indica quais os lubrificantes<br />

mais adequados para cada veículo<br />

“num piscar de olhos”, facilitando muito<br />

a sua operação diária. Além disso, são<br />

organiza<strong>das</strong> para as oficinas, em conjunto<br />

com os distribuidores, formações técnicas,<br />

sendo também envia<strong>das</strong> newsletters informativas<br />

de forma regular para reforçar<br />

a ligação e o conhecimento da marca.<br />

Durante o mês de maio, a Wolf Lubricants<br />

participou nas semanas de eventos<br />

(Parts Fest) para clientes promovi<strong>das</strong> pela<br />

Newonedrive e Mireia Gonzales está certa<br />

de que “a nossa extensa gama de produtos<br />

garante que as oficinas nunca perdem<br />

uma oportunidade de venda. Além disso,<br />

as nossas ferramentas otimizam a eficiência<br />

da oficina”. Como objetivos, a marca<br />

pretende expandir continuamente a quota<br />

de mercado dos distribuidores, tanto a<br />

nível de retalho como de oficinas.<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 39


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE ‐SE DE A A Z<br />

Empresas<br />

CONTISERVICE<br />

REALIZA NOVAS<br />

FORMAÇÕES DE VE<br />

Atenta às tendências e novidades do setor e às necessidades<br />

dos agentes, a Training Academy da rede<br />

Contiservice concluiu, no primeiro trimestre de<br />

2023, duas sessões de formação – Matosinhos e Palmela<br />

– orienta<strong>das</strong> para a Manutenção Avançada de Veículos<br />

Elétricos e Híbridos. De realçar que atualmente a rede<br />

conta com mais de uma dezena de agentes certificada na<br />

manutenção de veículos elétricos. Esta ação de formação<br />

teve como objetivo dotar os formandos de ferramentas e<br />

competências que permitam a identificação dos diferentes<br />

tipos de máquinas presentes neste tipo de veículos, conhecimento<br />

dos principais sistemas de comando e controlo,<br />

identificação dos sistemas de travagem e transmissão e<br />

diagnóstico de avarias em contexto real. Em termos de conteúdos<br />

programáticos foram aborda<strong>das</strong> as características<br />

<strong>das</strong> máquinas elétricas de corrente alternada, operações de<br />

manutenção e reparação em máquinas elétricas, climatização,<br />

sistemas de travagem e gestão e controlo dos veículos.<br />

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40 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


LECIONA FORMAÇÃO<br />

DE LUBRIFICANTES AUTOMÓVEL<br />

FIRST STOP | A First Stop, organizou uma formação sobre lubrificantes automóveis<br />

nos dias 26 e 27 de abril em Lisboa e Matosinhos, respetivamente, nas instalações da GALP.<br />

A formação contou com a presença de cerca de 40 parceiros da rede First Stop e teve como<br />

objetivo fornecer conhecimentos detalhados sobre a vasta variedade de lubrificantes existentes<br />

no mercado. Esta formação proporcionou uma oportunidade valiosa para os parceiros da rede<br />

aprimorarem as suas competências e conhecimentos técnicos, fortalecendo ainda mais a sua capacidade<br />

de fornecer serviços de qualidade superior aos seus clientes. “Estamos muito satisfeitos<br />

com o sucesso desta formação e o grande interesse demonstrado pelos nossos parceiros da rede<br />

First Stop”, afirmou Mário Mendes, responsável pela rede First Stop em Portugal. “Acreditamos<br />

que a formação trará um valor significativo para a atividade da empresa e irá ajudar a melhorar<br />

ainda mais os serviços First Stop aos nossos clientes”, acrescentou.<br />

APOIA ESCOLA DE TRIATLO DE VENDA DO PINHEIRO<br />

BILSTEIN GROUP | No âmbito da estratégia de responsabilidade social, o bilstein group decidiu<br />

este ano, pela primeira vez, apoiar o projeto da Escola de Triatlo do Clube Desportivo da Venda do Pinheiro,<br />

pela sua proximidade física às suas instalações, mas também pelo facto deste projeto assentar no pilar<br />

de promoção de vida ativa e do desporto. Por este motivo, no passado dia 6 de maio foi organizado um<br />

pequeno evento de celebração desta parceria onde Joaquim Candeias, Managing Director do bilstein<br />

group, Ricardo Candeias Divisional Director – Sales & Marketing, Filipa Pereira, Marketing Coordinator<br />

e Joana Gonçalves, Communication Assistant, receberam nas instalações do bilstein group dirigentes e<br />

atletas do Clube Desportivo da Venda do Pinheiro. Neste pequeno evento, o bilstein group apresentou<br />

alguns detalhes sobre a sua história bem como informações sobre a sua atividade nacional e internacional,<br />

terminando com uma apresentação sobre alguns dos projetos mais proeminentes no âmbito da<br />

responsabilidade social.<br />

5ª OFICINA FRANQUIADA MIDAS CHEGA À MAIA<br />

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MIDAS | Seguindo a sua aposta na expansão de rede e posicionamento de proximidade, a MIDAS<br />

celebrou o contrato de assinatura da sua 5.ª oficina franquiada, para a Maia – Guardeiras. O passado<br />

dia 6 de abril de 2023 tornou-se um novo marco na estratégia de expansão da Mi<strong>das</strong>, com a assinatura<br />

do quinto contrato de franquia da marca, para a cidade da Maia. O momento contou com a presença<br />

de Ricardo Simões, COO da Mi<strong>das</strong> Portugal, e de Luís Magalhães e Tanilla Gonçalves, Sócios-gerentes<br />

da Mancha Binária, parceiro que irá assumir a gestão da nova Mi<strong>das</strong> Maia – Guardeiras. De acordo com<br />

a estratégia da marca, a oficina está prevista numa zona de forte movimento automóvel, em frente<br />

ao Shopping Miramaia e próxima do aeroporto Francisco Sá Carneiro. Os parceiros estão alinhados no<br />

empenho e entusiasmo com que abraçam este desafio e a abertura da nova Mi<strong>das</strong> Maia - Guardeiras<br />

está prevista para o mês de julho..<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 41


NOTÍCIAS<br />

EMPRESAS<br />

MANN-FILTER<br />

CONQUISTA STATUS “GOLD”<br />

PELA TECALLIANCE<br />

A<br />

MANN-FILTER<br />

recebeu o novo status “Gold” por manter os mais altos padrões<br />

de qualidade nos dados fornecidos. O TecDoc é um serviço fornecido pela TecAlliance,<br />

uma iniciativa global que há mais de 25 anos estabelece padrões de<br />

dados no mercado automotivo internacional de reposição e o maior catálogo de peças de<br />

reposição do mundo no mercado automotivo de reposição. “Estamos muito orgulhosos<br />

de que a MANN-FILTER tenha recebido este prémio”, referiu Frank Friedmann, Diretor<br />

de Produtos IAM para a Europa da MANN+HUMMEL. “Dados de alta qualidade são<br />

uma componente extremamente importante para o nosso foco 100% no cliente. Ajudamos<br />

os nossos clientes fornecendo informações de alta qualidade sobre os nossos filtros,<br />

como dimensões, imagens, caraterísticas do produto, referências cruza<strong>das</strong> e links para os<br />

respetivos veículos. Isso permite que as oficinas e os retalhistas encontrem rapidamente<br />

o filtro exato de que precisam para a sua aplicação específica no TecDoc, entre mais de<br />

6.800 filtros MANN-FILTER. São estes tipos de prémios que dão sentido ao nosso lema<br />

“MANN-FILTER – Perfect Parts Perfect Service“”, acrescentou Friedmann.<br />

TEM NOVO AREA SALES MANAGER<br />

GS YUASA BATTERY IBERIA | A GS Yuasa Battery Iberia continua<br />

focada no mercado português, onde pretende continuar a crescer, para esse<br />

efeito, contratou Cristiano Fumega como Area Sales Manager. Com esta aposta, o<br />

objetivo do Grupo, é manter o apoio aos parceiros atuais e manter a proximidade<br />

e suporte para o desenvolvimento <strong>das</strong> marcas do Grupo Gs Yuasa, rumo à<br />

consolidação do crescimento e posição de mercado. “O mercado Português está<br />

em constante evolução e é muito dinâmico, havendo uma maior procura pela<br />

rentabilidade e foco em marcas de alta qualidade, existem muitas oportunidades<br />

e só as poderemos alcançar com uma equipa de topo, capaz e eficiente, e por<br />

isso a aposta no Cristiano Fumega, que é um profissional de excelência com<br />

conhecimento do mercado Português”, revela o Grupo GS Yuasa. Cristiano Fumega<br />

irá, junto com os parceiros de negócios, implementar o Programa Kyoto, dedicado<br />

a oficinas independentes.<br />

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TITANIUM.<br />

A EXPERIÊNCIA DA FIAMM<br />

AO SERVIÇO DO SEU AUTOMÓVEL.<br />

A FIAMM é a escolha de qualidade para o equipamento original<br />

dos fabricantes de automóveis mais importantes do mundo:<br />

a partir dessa experiência nasce um produto 100% italiano,<br />

que garante a máxima fiabilidade, mesmo no mercado de<br />

Aftermarket. As baterias da linha TITANIUM garantem alta potência<br />

para as necessidades de energia dos carros mais modernos, não<br />

precisam de manutenção e permitem uma fácil verificação do<br />

nível de carga graças ao sistema Check Control (Olho Mágico).<br />

www.polibaterias.com<br />

geral@polibaterias.com<br />

42 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />

www.fiamm.com


FOCO NA SUSTENTABILIDADE<br />

REMATEC | A Rematec Amsterdam, a principal feira de remanufatura do mundo, regressa em junho<br />

após uma ausência de quatro anos, com destaque para a eletrificação, as plataformas de mobilidade<br />

partilhada, a conectividade, a condução autónoma e com a sustentabilidade na vanguarda de todos os<br />

debates e ações. De 27 a 29 de Junho, especialistas e profissionais da remanufactura reunir-se-ão no RAI<br />

de Amesterdão para discutir as tendências futuras de uma indústria que é mais relevante do que nunca.<br />

Graças a fatores como a atenção generalizada à sustentabilidade em todos os sectores, a promoção da economia<br />

circular e o consumo responsável, juntamente com o aumento dos preços <strong>das</strong> matérias-primas e as<br />

tensões na cadeia de abastecimento, a indústria de remanufactura tornou-se mais relevante do que nunca.<br />

A Rematec deste ano centrar-se-á em três temas principais: as oportunidades de negócio ofereci<strong>das</strong> pelos<br />

automóveis elétricos, o refabrico de baterias e o fabrico sustentável.<br />

REALIZA-SE DE 23 A 26 DE ABRIL 2025<br />

SALÃO MOTORTEC | A Motortec realizar-se-á em 2025, entre 23 e 26 de Abril. Na<br />

apresentação do evento, David Moneo, diretor da Ifema Motor & Mobility, salientou que o<br />

salão trabalha em diferentes formatos para que todos os subsectores do aftermarket se sintam<br />

confortáveis. Com espaços dinâmicos e experimentais, com uma aposta na formação, palestras,<br />

etc.. Durante a apresentação, Moneo explicou que a decisão de realizar a Motortec em 2025<br />

surge após um inquérito aos expositores, no qual três em cada quatro preferiam regressar aos<br />

anos ímpares, fundamentalmente para não coincidir com a Automechanika Frankfurt. David<br />

Moneo recordou os bons números alcançados na última edição da Motortec Madrid, realizada<br />

em Abril de 2022, que confirmou o salão como o maior evento comercial do setor do pós-venda<br />

automóvel no sul da Europa. A organização pretende que esta seja “a melhor Motortec de<br />

sempre”: uma edição que prometem ser mais flexível, para que todos os que queiram estar<br />

presentes possam encontrar uma forma de o fazer.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 43


empresa<br />

PRIMOPEÇAS<br />

UM PROJETO<br />

SÓLIDO<br />

NO MERCADO HÁ MAIS DE VINTE ANOS, A PRIMOPEÇAS É UMA<br />

EMPRESA DE BRAGA EM CRESCIMENTO CONTÍNUO, RECENTEMENTE<br />

INTEGRADA NO GRUPO ESPANHOL ASER. OS RESPONSÁVEIS<br />

ESTIVERAM À CONVERSA COM O JO E GARANTIRAM QUE ESTÃO<br />

CONFIANTES NO FUTURO, OFERECENDO CADA VEZ MAIS CONDIÇÕES<br />

PARA FIDELIZAR AS OFICINAS AOS SEUS SERVIÇOS<br />

A<br />

empresa nasceu em setembro de 2000, pelas<br />

mãos dos primos Ramiro Antunes e<br />

Agostinho Soares, que emprestaram à<br />

empresa o nome da relação familiar que os une.<br />

Arrancaram o negócio numa loja com 100 m2<br />

de área, a dois quilómetros da localização atual,<br />

com apenas dois funcionários e desde 2020 que<br />

se encontram numa casa nova, em Amares (Braga),<br />

com 1.500 m2 de armazém, além da zona de<br />

balcão e escritórios, tendo já 40 funcionários. Aos<br />

primos juntou-se Pedro Soares, filho de Agostinho,<br />

com formação em comunicação e gestão de empresas<br />

e é com os três que nos sentamos à mesa para<br />

conhecer o ADN da Primopeças, um distribuidor<br />

de componentes para veículos ligeiros. A sede da<br />

empresa é em Amares, mas a área de influência<br />

é um pouco por todo o Minho, desde Braga, Vila<br />

Verde, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Melgaço<br />

ou Monção.<br />

Rede ASERAUTO fORTALEce oficinas<br />

É pela mais recente novidade, a integração na<br />

rede de lojas parceiras do grupo espanhol ASER,<br />

há cerca de um ano, que começamos a conversa<br />

com os responsáveis. Este passo, explicam, deuse<br />

por vários motivos, não só pela necessidade de<br />

procurar “a maior rentabilidade possível”, como<br />

seria óbvio, mas também porque ali encontraram<br />

“uma filosofia idêntica à nossa, com parceiros com<br />

negócios muito semelhantes ao nosso, o que permite<br />

a partilha de experiências e oportunidades”, num<br />

verdadeiro espírito de entreajuda, pelo que “fazer<br />

parte da ASER tem sido uma mais valia muito<br />

grande para nós”, consideram. Entre as vantagens,<br />

A PRIMOPEÇAS CONTA COM 40 COLABORADORES,<br />

DIVIDIDOS EM VÁRIOS DEPARTAMENTOS,<br />

QUE EM CONJUNTO TRABALHAM PARA GARANTIR<br />

UM SERVIÇO DE EXCELÊNCIA AOS CLIENTES<br />

44 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


PRIMOPEÇAS<br />

A PRIMOPEÇas TEM HABITUADO OS CLIENTES A UM ELEVADO NÍVEL<br />

DE SERVIÇO E A ENTRADA NA aser VEM CONSOLIDAR AINDA MAIS<br />

A SUA PROPOSTA DE Valor acresceNTADO<br />

destacam as campanhas que vão realizando<br />

para dinamizar as ven<strong>das</strong>,<br />

que “são sempre um complemento<br />

para as oficinas. Ainda no passado<br />

sorteámos uma máquina para recarregar<br />

ar condicionado”, revelam.<br />

Com a integração no grupo ASER,<br />

a Primopeças passou a poder disponibilizar<br />

às oficinas suas clientes<br />

a possibilidade de integrarem o<br />

conceito oficinal aserAuto. “É um<br />

conceito oficinal importante, se for<br />

importante para a oficina. Se a oficina<br />

vir mais valias no tipo de serviços<br />

que encontra numa rede, nós temos<br />

a rede aserAuto disponível e entendemos<br />

que concede um conjunto de<br />

apoios e serviços que serão sempre<br />

úteis no desenvolvimento do seu<br />

negócio”, esclarecem, salientando<br />

que “a oficina já não é só um espaço<br />

onde se reparam carros, mais do que<br />

isso é um negócio!”. Na opinião dos<br />

administradores da Primopeças, “os<br />

mecânicos que têm essa consciência,<br />

conseguem desenvolver melhor a sua<br />

marca. A tendência é que a reparação<br />

de um carro seja cada vez mais diferente<br />

do que era tradicionalmente e<br />

todo o apoio técnico que possa existir,<br />

será sempre muito útil para que<br />

quem quiser estar neste mercado,<br />

possa conseguir acompanhar a evolução<br />

dos veículos”.<br />

A rede conta já com cerca de 30 oficinas,<br />

<strong>das</strong> quais duas angaria<strong>das</strong> pela<br />

Primopeças. Pretende-se que seja<br />

um projeto estratégico e seletivo, não<br />

baseado na quantidade, mas sim na<br />

qualidade: “Um erro que não queremos<br />

cometer é impingir o que quer<br />

que seja à oficina. Tem que ser algo<br />

que a oficina veja como uma mais<br />

valia para sua organização. Esse é o<br />

ponto de partida essencial para nós.<br />

Demos a conhecer o projeto aserAuto<br />

e nos clientes onde fizemos<br />

isso houve um «match»”, congratulam-se.<br />

Está para breve a próxima<br />

convenção anual do grupo ASER e a<br />

Primopeças participará pela segunda<br />

vez. Expectantes, Ramiro, Agostinho<br />

e Pedro salientam a importância destes<br />

encontros para “fortalecer os laços<br />

com os sócios, num espírito mais<br />

descontraído, onde também haverá<br />

tempo para confraternizar”. Durante<br />

o dia o foco está no trabalho e nos<br />

objetivos do grupo, “onde manifestamos<br />

as nossas preocupações e procuramos<br />

melhorar o que houver para<br />

ser melhorado, mas é também uma<br />

oportunidade de conhecer os parceiros,<br />

os responsáveis <strong>das</strong> marcas,<br />

que muitas vezes não conhecemos”,<br />

rematam.<br />

Portefólio sempre a crescer<br />

A mudança para as atuais instalações,<br />

em 2020, veio dar novo fôlego<br />

à empresa no que toca à organização<br />

interna. Se antes faltava espaço para<br />

PRIMOPEÇas<br />

Gerentes<br />

Ramiro Antunes e Agostinho Soares<br />

Morada<br />

Rua do Parque Industrial Monte de<br />

Raba<strong>das</strong>, nº 207<br />

4720-608 Amares<br />

Telefone<br />

253 995 280<br />

Email<br />

geral@primopecas.pt<br />

Site<br />

www.primopecas.pt<br />

que todos os trabalhadores pudessem<br />

estar em departamentos diferenciados,<br />

hoje é possível separar as várias<br />

áreas e conseguir melhores resultados.<br />

No call center, trabalham agora<br />

sete pessoas, três estão no balcão,<br />

duas nos serviços administrativos,<br />

oito nos escritórios, três nas compras,<br />

havendo ainda cinco funcionários na<br />

equipa comercial e cerca de dez na<br />

distribuição. “A limitação de espaço<br />

condicionava-nos, e há sempre coisas<br />

a melhorar, mas aqui conseguimos<br />

organizar-nos melhor e ter melhor<br />

serviço”, afirmam os responsáveis. A<br />

Primopeças dispõe de um portefólio<br />

alargado, trabalhando com diferentes<br />

marcas para poder fornecer várias<br />

gamas e linhas de produtos. Contam<br />

também, claro, com os produtos da<br />

marca própria ASER que, não sendo<br />

uma gama vasta, “tem os consumíveis<br />

do dia a dia: lâmpa<strong>das</strong>, escovas limpa<br />

vidros, lubrificantes anticongelantes,<br />

motores de arranque e alternadores,<br />

tudo sem prescindir da qualidade.<br />

Não prescindimos de uma certa qualidade,<br />

porque o objetivo não é ter<br />

apenas preço e abdicar da qualidade,<br />

ninguém tem interesse nisso”. Sobre a<br />

integração de novas marcas no porte-<br />

46 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


MUITAS DAS VENDAS, PARA OS CLIENTES DA ZONA DE AMARES,<br />

SÃO AINDA FEITAS ao BalcÃO, SENDO QUE A MAIORIA DAS ENCOMENDAS<br />

É REALIZADA PELAS OFICINAS, VIA TELEFONE OU WHATSAPP<br />

firmar que é algo que estão sempre a<br />

fazer, para complementar o negócio, o<br />

mais possível. A nível de ferramentas<br />

e equipamentos também já vão tendo<br />

alguma oferta, sempre de acordo com<br />

a procura que vão sentido no mercado.<br />

Neste momento a Primopeças<br />

conta apenas com a loja de Amares,<br />

contudo, Ramiro Antunes, Agostinho<br />

e Pedro Soares não escondem o desejo<br />

de abrir mais um espaço no futuro.<br />

Negócio em desenvolvimento<br />

O problema da falta de recursos humanos<br />

especializados é transversal<br />

ao setor do aftermarket e na Primopeças<br />

também se sente a dificuldade<br />

em contratar pessoal formado, pelo<br />

que a empresa tem optado por dar<br />

formação e integrar posteriormente<br />

os colaboradores. Nesta fase, estão a<br />

tentar colmatar algumas lacunas no<br />

balcão e no call center. Muitas <strong>das</strong><br />

ven<strong>das</strong>, para os clientes da zona de<br />

Amares, são ainda feitas ao balcão,<br />

sendo que a maioria <strong>das</strong> encomen<strong>das</strong><br />

é realizada pelas oficinas, via telefone<br />

ou WhatsApp, com entregas através<br />

de uma transportadora e de viaturas<br />

próprias. Para as encomen<strong>das</strong> efetua<strong>das</strong><br />

na zona, as entregas são “conforme<br />

o cliente vai pedindo, enquanto<br />

que para os clientes mais distantes<br />

temos algumas rotas mais ou menos<br />

defini<strong>das</strong>, com uma entrega de<br />

manhã e outra de tarde”. Graças ao<br />

apoio do grupo ASER, a nova plataforma<br />

B2B da Primopeças está perto<br />

de ser uma realidade. “Contávamos<br />

tê-la este ano, mas não vai dar. Esta<br />

partilha de conhecimentos e da plataforma<br />

que vai suportar a webshop<br />

B2B é outra <strong>das</strong> vantagens. Vamos<br />

avançar, apenas ainda não o fizemos<br />

por falta de disponibilidade, porque<br />

é um processo extremamente trabalhoso<br />

e complexo”, notam, estando<br />

certos de que “a plataforma irá trazer<br />

seguramente muitas vantagens para<br />

a empresa”, que recebe centenas de<br />

pedidos por semana.<br />

Cenário mais risonho<br />

Abordamos os temas da atualidade<br />

e chegamos ao impacto da inflação<br />

na operação da empresa. Ramiro,<br />

Agostinho e Pedro afirmam que sentiram<br />

“em 2022, na generalidade<br />

<strong>das</strong> marcas, uma revisão <strong>das</strong> tabelas<br />

muito frequente” e, como tal, não lhes<br />

restou outra alternativa senão “fazer<br />

refletir esses aumentos no nosso preçário”.<br />

No caso dos lubrificantes, por<br />

exemplo, “onde havia uma oscilação<br />

tremenda, tentámos fazer encomen<strong>das</strong><br />

de stocks maiores, para garantir<br />

uma estabilidade de preço mais<br />

alargada”. Ainda sentem falhas na<br />

entrega de peças por parte de alguns<br />

fabricantes e a solução, na opinião<br />

dos nossos entrevistados, para poder<br />

dar resposta às necessidades do mercado,<br />

passa por ter linhas de produto<br />

de várias marcas. Para já, os veículos<br />

elétricos não se apresentam como um<br />

desafio para a empresa bracarense.<br />

São poucas as peças de que dispõem<br />

para estes modelos, muito por falta<br />

da procura por parte dos clientes.<br />

Se entrada destes veículos em força<br />

no parque automóvel nacional terá<br />

relevo na atividade da Primopeças,<br />

ainda não sabem, mas garantem estar<br />

atentos à evolução do mercado. Afastada<br />

que está a pandemia, é tempo<br />

de voltar às formações presenciais na<br />

Primopeças. A empresa dispõe de um<br />

espaço para tal e já voltou a receber<br />

estes eventos, com vários outros programados<br />

para os próximos meses. As<br />

formações são feitas em conjunto com<br />

as marcas, mas a ideia passa, sobretudo,<br />

por conseguir executar “um plano<br />

com o apoio de alguma entidade, para<br />

haver formações técnicas certifica<strong>das</strong><br />

específicas não em marcas, mas em<br />

alguma área da reparação”.<br />

“Acreditamos no projeto<br />

que temos criado”<br />

O primeiro trimestre de 2023 arrancou<br />

de forma positiva, com crescimento<br />

em relação ao ano passado, o<br />

que faz adivinhar que este será “um<br />

ano positivo”. Os responsáveis da<br />

Primopeças declaram-se absolutamente<br />

“confiantes quanto ao futuro,<br />

porque acreditamos no projeto que<br />

temos criado. A evolução que temos<br />

conseguido, faz-nos crer que temos<br />

tomado as melhores decisões e que<br />

estamos no caminho certo”. Desde a<br />

criação da empresa, que a missão é<br />

“criar as condições ideais para fidelizar<br />

as oficinas aos nossos serviços,<br />

tendo uma grande capacidade de<br />

resposta na entrega”. Para isso, defendem<br />

que “é preciso ter uma logística<br />

bem organizada, bem articulada<br />

e ter disponibilidade forte de stock<br />

dentro de portas”, para que o resultado,<br />

a fidelização dos clientes, seja<br />

uma consequência natural do trabalho<br />

desenvolvido. l<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 47


48 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


empresa<br />

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A NOSSA MAIS VALIA<br />

É A EXPERIÊNCIA<br />

NO ANO DE CELEBRAÇÃO DO 50º ANIVERSÁRIO, A AAP - AUTO ACESSÓRIOS DAS PALMEIRAS INAUGURA<br />

NOVAS INSTALAÇÕES E FORTALECE A SUA POSIÇÃO NA ZONA DO BARREIRO, ONDE MANTÉM UMA CLIENTELA<br />

FIEL E REGULAR, QUE APRECIA A RAPIDEZ DA ENTREGA E A OFERTA DIVERSIFICADA DE PRODUTO. VÍTOR<br />

PIRES, FUNDADOR, SENTE-SE SATISFEITO E REALIZADO COM O DESEMPENHO DA SUA EMPRESA AO LONGO<br />

DESTAS CINCO DÉCADAS DE ATIVIDADE<br />

Vítor Pires começou a trabalhar com dezassete<br />

anos numa casa de peças no Barreiro<br />

“Era estafeta e ia buscar material a Lisboa,<br />

duas e três vezes por dia. Entretanto fiz a tropa e<br />

quando saí estabeleci-me por minha conta. Não tinha<br />

dinheiro, nem conta no banco, mas tive a ajuda<br />

dos meus pais que pediram um empréstimo no<br />

valor de 20 contos ao Totta & Açores. Fiquei com<br />

um encargo de 680 escudos / mês, que felizmente<br />

consegui pagar no prazo estabelecido.”<br />

Apesar da inexperiência, Vítor Pires contou desde<br />

o início com a ajuda de muitos fornecedores que<br />

lhe deram crédito e um plafond generoso, possibilitando<br />

um arranque de atividade com alguma estabilidade.<br />

“Em todos os projetos, o início é o mais<br />

difícil, por diversos motivos, no entanto, com o<br />

passar do tempo, e cada vez mais habituado à nova<br />

condição de empresário, consegui materializar o<br />

trabalho e dessa forma consolidar, passo a passo,<br />

a posição da empresa no mercado. Como to<strong>das</strong> as<br />

empresas, há altos e baixos, contudo quando olho<br />

para trás tenho a perfeita noção que foi um percurso<br />

marcado por uma forte estabilidade. Temos<br />

os momentos baixos que qualquer empresa tem no<br />

seu dia a dia, situações normais de quem tem um<br />

volume de negócios e clientes considerável e que<br />

deseja servir o melhor possível. Os momentos altos<br />

são todos os desenvolvimentos que a AAP tem<br />

conseguido, entre os quais destaco o crescimento<br />

constante da empresa”, afirma.<br />

Prioridade AO serviço de entregAS<br />

Vítor Pires faz um balanço muito positivo do percurso<br />

da AAP e celebra a efeméride com a inauguração<br />

de novas instalações, no parque empresarial da<br />

Quimiparque, no Barreiro. “As antigas instalações<br />

já não tinham condições para desenvolver mais o<br />

negócio. Agora temos uma área de 800 m2, espaço<br />

suficiente para stock e melhores condições de trabalho<br />

para toda a equipa”, refere Vítor Pires. São 50<br />

anos no mercado, com competência, competitividade<br />

e capacidade de crescimento. “Hoje somos uma<br />

empresa dinâmica, cada vez mais perto <strong>das</strong> oficinas.<br />

Procuramos estar sempre atualizados e atualizar os<br />

nossos colaboradores e clientes, dotando-os de ferramentas<br />

práticas que os ajudem a realizar as tarefas<br />

da melhor maneira. Desde formações a ações técnicas<br />

e até a disponibilização de outras informações,<br />

procuramos sempre criar, promover e fortalecer as<br />

nossas relações comerciais”, assegura. De forma a<br />

abranger uma vasta gama de produtos e marcas, a<br />

AAP está associada a grandes grupos (AD, AS Parts<br />

e Atlantic Parts), que lhe garantem uma oferta completa<br />

e diversificada de peças e equipamentos. Sócio<br />

fundador da Atlantic Parts, Vítor Pires reconhece a<br />

importância dos grupos de retalho e as vantagens<br />

que trazem ao negócio.<br />

Atualmente a dimensão do mercado exige mais<br />

conhecimentos, mais ferramentas e mais soluções.<br />

Existem mais fontes de informação para fazer face<br />

às tecnologias e evoluções que o setor tem promovido.<br />

Para Vítor Pires “Anteriormente o mercado<br />

não era tão vasto, a tecnologia não era tão evoluída<br />

e apesar da falta de informação e formação<br />

existia o conhecimento e experiências necessárias<br />

para responder às exigências dos clientes. Hoje as<br />

relações com os clientes são mais impessoais e a<br />

concorrência é implacável, o que nos obriga a estar<br />

mais atentos e flexíveis”.<br />

A AAP ACOMPANHA O LANÇAMENTO DE NOVOS PRODUTOS E COM ISSO<br />

PRETENDE TER UMA MAIOR SELEÇÃO DE MARCAS E GAMAS, PARA<br />

APRESENTAR AOS SEUS CLIENTES A MELHOR SOLUÇÃO<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 49


AUTO ACESSÓRIOS<br />

DAS PALMEIRA<br />

DESDE SEMPRE QUE A AAP DÁ GRANDE IMPORTÂNCIA<br />

ao SERVIÇO DE ENTREGAS, TENDO 3 viatURAS SEMPRE EM FUNÇÕES.<br />

ESSE SERVIÇO, ALÉM DE CÓMODO E vaNTAJOSO PARA OS CLIENTES,<br />

CRIA UMA RELAÇÃO DE CONFIANÇA<br />

Relativamente ao perfil dos clientes<br />

“As oficinas fazem o grande volume<br />

do nosso negócio. Desde sempre pretendemos<br />

responder às necessidades<br />

dos nossos clientes de forma rápida e<br />

eficiente. A importância que o veículo<br />

automóvel ganhou no quotidiano<br />

<strong>das</strong> pessoas obriga a que a aposta nas<br />

entregas seja forte. Desde sempre<br />

atribuímos grande importância ao<br />

serviço de entregas, temos 3 viaturas<br />

sempre em funções. Esse serviço,<br />

além de cómodo e vantajoso para os<br />

nossos clientes, cria uma relação de<br />

confiança pois nunca descuramos a<br />

qualidade do material. É importante<br />

referir que o nosso balcão tem vindo<br />

a crescer, reflexo da aproximação<br />

mais intensa que temos vindo a fazer<br />

nos últimos anos com o público em<br />

geral, através <strong>das</strong> novas tecnologias,<br />

e é também o reconhecimento do<br />

nosso trabalho e da nossa posição no<br />

mercado”, sublinha Vítor Pires.<br />

Novas instalações<br />

incrementam negócio<br />

Relativamente ao stock de peças,<br />

este responsável refere que “Não temos<br />

necessidade de ter um grande<br />

stock, pois temos quatro entregas<br />

diárias dos nossos principais fornecedores,<br />

que nos garantem uma resposta<br />

muita rápida aos pedidos dos<br />

clientes.” Inserida numa zona onde a<br />

concorrência é cada vez maior, a AAP<br />

distingue-se pela rapidez de resposta<br />

aos pedidos dos clientes “Temos a<br />

preocupação de estar muito próximo<br />

dos clientes e responder prontamente<br />

aos seus pedidos. Possuímos três<br />

AUTO ACESSÓRIOS<br />

Das Palmeiras<br />

Gerente<br />

Vítor Pires<br />

Morada<br />

Rua 44, Parque Empresarial da<br />

Quimiparque)<br />

2830-571 Barreiro<br />

Telefone<br />

210 138 938<br />

Email<br />

geralaapalmeiras@gmail.com<br />

Site<br />

www.aapalmeiras.pt<br />

carrinhas que fazem cinco ou seis entregas<br />

por dia, conforme os pedidos<br />

dos clientes”, sublinha Vítor Pires.<br />

Em relação às marcas que comercializa,<br />

são maioritariamente premium<br />

e as encomen<strong>das</strong> são feitas por telefone<br />

“Na nossa zona, as oficinas<br />

estão habitua<strong>das</strong> a pedir a peça por<br />

telefone ou levantam diretamente<br />

no balcão. O nosso foco é servi-las<br />

da melhor maneira e com o melhor<br />

preço possível”, acrescenta.<br />

Relativamente ao futuro do negócio,<br />

Vítor Pires está confiante e otimista.<br />

Tem dois filhos a trabalhar na empresa<br />

e vê assim assegurada a continuidade<br />

do projeto iniciado em 1 de<br />

junho de 1973, faz agora cinquenta<br />

anos. “Todos os anos mantemos as<br />

mesmas expetativas: manter a posição<br />

que a nossa empresa tem no<br />

mercado, preservar os clientes e criar<br />

melhores condições para os mesmos.<br />

Com as novas instalações e uma<br />

equipa motivada, o objetivo é crescer<br />

e continuar a ser a escolha preferida<br />

dos nossos clientes”, conclui Vítor<br />

Pires.. l<br />

50 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


MAIS DE 50 ANOS DE EXPERIÊNCIA EM<br />

EQUIPAMENTO ORIGINAL<br />

Distribuído por<br />

info@japopecas.pt I www.japopecas.pt


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO<br />

Produto<br />

A<br />

SKF apresenta uma nova gama de pastilhas<br />

de travão em cerâmica que reduzem a produção<br />

de pó, oferecem uma excelente durabilidade<br />

e reduzem o ruído. Após mais de cem anos<br />

de experiência como líder em rolamentos no mercado<br />

pós-venda automóvel e como complemento<br />

aos conhecidos kits de ro<strong>das</strong> com discos de travão<br />

incorporados, a SKF apresenta uma nova gama de<br />

pastilhas de travão, em conformidade com a norma<br />

europeia ECR90. As novas pastilhas de travão<br />

são especialmente concebi<strong>das</strong> para to<strong>das</strong> as condições<br />

de estrada. Em comparação com as pastilhas<br />

padrão do mercado, as pastilhas de travão da SKF<br />

apresentam melhorias significativas em termos dos<br />

materiais utilizados. Os seus compostos cerâmicos<br />

SKF APRESENTA PASTILHAS TRAVÃO EM CERÂMICA<br />

SEGURANÇA ADICIONAL!<br />

garantem uma baixa emissão de resíduos, uma excelente<br />

durabilidade e uma emissão de ruído minimizada.<br />

Esta redução de ruído foi comprovada em<br />

testes com produtos de outras marcas segundo o<br />

procedimento SAE J2521. Em todos os resultados<br />

dos testes, as pastilhas da SKF tiveram um desempenho<br />

superior ao dos seus concorrentes. Este novo<br />

sistema integrado aumenta a segurança e o conforto<br />

dos condutores e passageiros através de novas funções.<br />

O indicador elétrico de desgaste avisa o condutor<br />

quando as pastilhas de travão estão prestes a<br />

ficar gastas. Além disso, as pastilhas de travão SKF<br />

têm um tratamento abrasivo que garante um melhor<br />

desempenho e uma travagem mais rápida.O<br />

revestimento da superfície melhora o acoplamento<br />

entre as pastilhas e os discos de travão assim que são<br />

colocados em serviço, dando ao condutor o controlo<br />

total do veículo e reduzindo a distância de travagem<br />

até 20%, proporcionando assim uma segurança<br />

adicional. Para facilitar o processo de instalação,<br />

os kits de pastilhas de travão SKF incorporam todos<br />

os componentes necessários na caixa, incluindo<br />

indicadores elétricos de desgaste, parafusos e<br />

pinças de travão que cumprem as especificações<br />

do equipamento original. Os novos kits de acessórios<br />

substituem os antigos, permitindo assim uma<br />

redução do ruído durante a utilização. Todos estes<br />

componentes permitem uma instalação perfeita e<br />

uma substituição fácil, evitando assim contratempos<br />

inesperados.<br />

52 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


PRIMEIRO CARREGADOR<br />

CC2 BY KRAUTLI E CTEK CHEGA A LISBOA<br />

Krautli | A Krautli Portugal aderiu à transição para os veículos elétricos (VE) e híbridos<br />

plug-in e alargou a sua parceria com a CTEK para a comercialização do carregador de veículos<br />

elétricos CHARGESTORM CONNECTED 2 (CC2) de última geração. Com a entrada no mercado<br />

português, a Krautli e a CTEK instalaram o primeiro carregador CC2 no concessionário Ferrari em<br />

Lisboa. “Esta importante adição permite aos nossos clientes satisfazer a crescente quantidade de<br />

VEs no mercado e aprender sobre novas soluções de carregamento de veículos elétricos”, referiu a<br />

Krautli Portugal. O CHARGESTORM CONNECTED 2 é um carregador avançado para veículos elétricos<br />

da CTEK, fácil de utilizar, com uma gama de funções e características de segurança incorpora<strong>das</strong>.<br />

Foi concebido para ser utilizado com veículos elétricos e híbridos plug-in. O carregador tem um<br />

poderoso controlador de carga CCU e é capaz de suportar tanto toma<strong>das</strong> tipo 2 como cabos de<br />

carregamento EV tipo 2.<br />

SIMULADOR 3D<br />

KROFTOOLS<br />

WHEREVER WE GO, WE GO TOGETHER<br />

WWW.KROFTOOLS.COM<br />

A FERRAMENTA QUE PRECISAVA PARA<br />

PROJETAR O ESPAÇO DA SUA OFICINA!<br />

VOLTA A INVESTIR NA GAMA PARA BICICLETAS<br />

liqui moly | A LIQUI MOLY continua a desenvolver a gama para bicicletas, com dois novos<br />

produtos mesmo a tempo da época alta. Enquanto um limpa e protege, o outro acrescenta<br />

partículas de cerâmica à proteção da corrente. O novo produto Bike Detailer, da LIQUI MOLY,<br />

foi desenvolvido para o cuidado rápido e fácil da pintura da bicicleta sem necessidade de polir.<br />

Elimina a sujidade leve, como pó e manchas de água e acrescenta um brilho intenso e radiante da<br />

pintura, sem esforço ou necessidade de aplicar um segundo produto. A utilização do Bike Detailer<br />

sela a pintura durante semanas e garante ainda um extraordinário efeito hidrófugo. Os resultados<br />

de longo prazo garantem ainda uma proteção extra contra os fenómenos meteorológicos mais<br />

agressivos. O aroma frutado do produto dá o toque final na limpeza da bicicleta. A aplicação do<br />

produto é muito simples. Depois de agitar basta pulverizar de forma homogénea sobre a pintura e<br />

secar com um pano de microfibras, disponível também na LIQUI MOLY.<br />

Fique a conhecer melhor o nosso simulador 3D no nosso site!<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 53<br />

KROFTOOLS


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Notícias<br />

Produto<br />

Em colaboração com:<br />

Unindo o ecossistema<br />

de mobilidade sustentável.<br />

portugal@ifema.es<br />

OSRAM NIGHT BREAKER LED<br />

APROVADA EM PORTUGAL<br />

osram | A OSRAM lançou a sua família de lâmpa<strong>das</strong> OSRAM NIGHT BREAKER LED em<br />

toda a Europa. A aprovação nacional para a H7-LED, a H4-LED e a W5W-LED é agora também<br />

válida noutros países europeus, como em Portugal. Isto torna a OSRAM NIGHT BREAKER LED a<br />

primeira lâmpada LED de substituição aprovada na Europa e em Portugal. Enquanto os faróis<br />

LED são agora standard em muitos carros, os faróis de halogéneo carecem frequentemente de<br />

brilho. Com a família OSRAM NIGHT BREAKER LED, que consiste na H7 LED, H4 LED e W5W LED,<br />

a OSRAM oferece lâmpa<strong>das</strong> LED de substituição para colocar nos faróis de halogéneo. Estas<br />

lâmpa<strong>das</strong> LED duram mais tempo e produzem uma luz mais atrativa do que as basea<strong>das</strong> na<br />

tecnologia de halogéneo.<br />

12-14<br />

Set 2023<br />

Recinto Ferial<br />

ifema.es<br />

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MOBIL SUPER 3000 FORMULA P 0W-20<br />

ALIADO DOS MOTORES STELLANTIS/PSA<br />

mobil | A Mobil apresenta o novo Mobil Super 3000 Formula P 0W-20, um novo óleo de<br />

motor totalmente sintético que possui a aprovação PSA B71 2010 e ACEA C5. Trata-se de um<br />

óleo de nova geração e de alta proteção, com baixo teor de cinzas e baixa viscosidade, formulado<br />

para as necessidades específicas dos veículos híbridos, diesel e a gasolina mais recentes<br />

da Stellantis/PSA, nomeadamente Peugeot, Citroen, DS e Opel. O Mobil Super 3000 Formula<br />

P 0W-20 é especialmente formulado para os motores PSA DV5R e EB2DT com as tecnologias<br />

BlueHDi e PureTech. O Mobil Super 3000 Formula P 0W-20 foi projetado para ajudar os motores<br />

modernos a gasolina, diesel e híbridos a operar de acordo com as metas de economia de<br />

combustível e redução de emissões; assim como proteger os sistemas de pós-tratamento de<br />

emissões a manter eficácia de longa duração e preservar a longa vida útil do motor graças à<br />

rápida ignição e proteção eficaz dos motores equipados com tecnologia stop-start, mesmo a<br />

baixas temperaturas.<br />

54 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


O BRAÇO DIREITO DAS OFICINAS<br />

mewa | As oficinas de automóveis com clientes empresariais estão sujeitas<br />

a especial pressão no seu trabalho diário. O sistema de panos de limpeza da<br />

Mewa pode facilitar o dia-a-dia e, ao mesmo tempo, melhorar o equilíbrio<br />

ambiental. O último carro da frota ainda não voltou da pintura, uma embraiagem<br />

continua em falta e, ainda por cima, duas <strong>das</strong> plataformas elevatórias<br />

acabam por avariar. As oficinas que trabalham principalmente para clientes<br />

empresariais rapidamente ficam sob pressão. Por isso, é tranquilizador ter<br />

uma área a funcionar bem de forma constante. Nas empresas que trabalham<br />

com a Mewa, panos de limpeza frescos da melhor qualidade estão sempre<br />

à mão. Os panos altamente absorventes são fáceis de manusear e removem<br />

rápida e rigorosamente lubrificantes, óleos, massas e tintas de ferramentas,<br />

componentes e máquinas. A Mewa assume toda a logística dos panos. Para a<br />

oficina cliente isto significa que fazem parte do passado as preocupações com<br />

soluções de limpeza e as respetivas questões de segurança operacional, bem<br />

como os requisitos legais ambientais associados.<br />

FILTER+PRO BY BOSCH<br />

O MELHOR AMIGO<br />

CONTRA AS ALERGIAS<br />

Após exaustivos testes de qualidade do ar, o órgão de certificação independente OFI<br />

CERT, com sede em Viena, Áustria, confirmou oficialmente a qualidade<br />

do FILTER+pro, a nova geração de filtros de habitáculo da Bosch.<br />

O modificado FILTER+pro da Bosch substituirá, ao longo do ano, o já comprovado FIL-<br />

TER+. O FILTER+pro é uma melhoria em relação ao seu antecessor. Não lida apenas com<br />

alérgenos, pólen, partículas finas, gases nocivos e bactérias, mas também combate vírus<br />

e mofo. No FILTER+pro, várias cama<strong>das</strong> de filtro funcionam em conjunto para garantir<br />

a melhor qualidade possível do ar do habitáculo. Uma camada antimicrobiana funciona<br />

eficientemente contra vírus, bactérias e pólen e inibe o crescimento de fungos, bactérias e<br />

pólen. Uma camada de carbono neutraliza gases nocivos e odores desagradáveis, enquanto<br />

uma camada de microfibra ultrafina filtra mais de 98% de to<strong>das</strong> as partículas com mais de<br />

2.5 microns. Desta forma, os filtros de habitáculo contribuem também para a segurança<br />

rodoviária.<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 55


empresa<br />

AUTO PEÇAS.PT CELEBRA 25º ANIVERSÁRIO<br />

AS EXPETATIVAS<br />

PARA O FUTURO SÃO<br />

MUITO POSITIVAS<br />

AUTO PEÇAS.PT CELEBROU NO PASSADO DIA 20 DE MAIO,<br />

O 25º ANIVERSÁRIO, JUNTO DE CLIENTES, FORNECEDORES,<br />

COLABORADORES E AMIGOS. A OCASIÃO FOI APROVEITADA PARA<br />

APRESENTAR A REDE DE OFICINAS MOOVING E AS PRIMEIRAS OFICINAS<br />

ADERENTES A ESTE NOVO CONCEITO OFICINAL. PARA JORGE MARTINS,<br />

GERENTE, “AS EXPETATIVAS PARA O FUTURO SÃO MUITO POSITIVAS”<br />

Ne celebração dos 25 anos, a Auto Peças.pt<br />

apresenta-se como um distribuidor de vanguarda,<br />

inovador e com uma imagem diferenciadora.<br />

Um percurso que se tem destacado<br />

pelo profissionalismo, dedicação e flexibilidade de<br />

um negócio potenciado de pessoas para pessoas,<br />

onde claramente o know-how de Jorge Martins<br />

marca pontos. A história da empresa é marcada<br />

por alguns momentos altos. Em 2007 mudou de<br />

instalações, tendo iniciado a exportação para África<br />

e diversos países da União Europeia. Em 2010<br />

foi eleita “TOP Associate to AD Portugal”, uma<br />

distinção atribuída pelo volume de ven<strong>das</strong> e elevados<br />

padrões de negócio da AD e em 2017 integra<br />

o grupo TRUSTAUTO, sendo um dos membros<br />

fundadores. Com este passo, a estratégia passa por<br />

dinamizar o canal oficinal “Queremos estar mais<br />

próximos dos nossos clientes (oficinas), com opções<br />

competitivas e diferenciadoras, oferecendo<br />

meios efetivamente úteis à reparação, enquadrados<br />

num conceito de grupo forte e consistente<br />

no seu conceito. Por essa razão associamo-nos à<br />

TRUSTAUTO, que trouxe mais valias para o nosso<br />

negócio”, diz Jorge Martins.<br />

A integração no grupo TRUSTAUTO trouxe vários<br />

benefícios para a empresa de Jorge Martins, nomeadamente<br />

no aumento da margem, pois beneficia<br />

<strong>das</strong> vantagens que um grupo de retalho tem na<br />

aquisição de peças, na diversificação do portfólio<br />

de produtos com marcas premium e na oferta de<br />

mais valor aos seus clientes oficina. Atualmente, o<br />

Grupo TRUSTAUTO dispõe de 40 pontos de venda,<br />

mais de 200 profissionais, 4 armazéns centrais<br />

com mais de 6.000 m2, 150 mecânicos com for-<br />

A INTEGRAÇÃO NO GRUPO TRUSTAUTO TROUXE<br />

VÁRIOS BENEFÍCIOS PARA A AUTO PEÇAS.PT,<br />

NOMEADAMENTE NO AUMENTO DA MARGEM,<br />

NA DIVERSIFICAÇÃO DO PORTFÓLIO DE<br />

PRODUTOS COM MARCAS PREMIUM E NA OFERTA<br />

DE MAIS VALOR AOS SEUS CLIENTES OFICINA<br />

56 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 57


AUTO PEÇAS.PT<br />

A auto PEÇAS.PT APRESENTA-SE COMO UM DISTRIBUIDOR DE Vanguarda,<br />

INOVADOR E COM UMA IMAGEM DIFERENCIADORA. UM PERCURSO QUE SE<br />

TEM DESTACADO PELO PROFISSIONALISMO, DEDICAÇão E FLEXIBILIDADE<br />

DE UM NEGÓCIO POTENCIADO DE PESSOAS PARA PESSOAS<br />

mação TRUST e uma faturação de<br />

30 milhões de euros.<br />

Stock e entregas rápi<strong>das</strong><br />

são fundamentais<br />

A Auto Peças.pt tem sempre disponível<br />

um stock alargado de peças que,<br />

juntamente com uma logística de<br />

entregas rápi<strong>das</strong>, permite dar uma<br />

resposta imediata a todos os pedidos<br />

dos clientes. “Hoje é fundamental<br />

ter stock e fazer entregas rápi<strong>das</strong>.<br />

Dispomos de carrinhas próprias e<br />

motos que garantem quatro entregas<br />

de manhã e outras quatro à tarde. O<br />

cliente praticamente recebe material<br />

de meia em meia hora. Estamos a falar<br />

de uma zona que abrange Aveiro,<br />

Águeda, Oliveira do bairro e mais<br />

recentemente Mira e Cantanhede”,<br />

sublinha Jorge Martins. Apesar do<br />

alargamento da zona abrangida pelas<br />

entregas, este responsável não<br />

equaciona a abertura de outras lojas<br />

pois considera que o futuro da logística<br />

passa por dispor de um grande<br />

armazém e a partir daí distribuir<br />

para todo o país.<br />

Com a perspetiva de garantir os alicerces<br />

necessários aos desafios que<br />

o mercado apresenta no presente e<br />

trará no futuro, a Auto Peças.pt tem<br />

reforçado o portfólio de marcas, a<br />

nível de peças e equipamentos. Para<br />

além <strong>das</strong> marcas premium, dispõe<br />

da marca própria TRUST, que tem<br />

a chancela dos fabricantes nos seus<br />

produtos. “No caso <strong>das</strong> baterias, vem<br />

indicado na própria embalagem a<br />

origem Exide, o que confirma tratar-<br />

-se de uma bateria com qualidade. A<br />

gama de produtos com a marca própria<br />

TRUST não para de crescer e a<br />

sua aceitação tem superado as nossas<br />

expetativas.”, refere Jorge Martins. A<br />

Auto Peças.pt também comercializa<br />

equipamentos, com destaque para<br />

as marcas de diagnóstico Hella Gutmann,<br />

Autel e Texa. Os pneus também<br />

fazem parte do portfólio e através<br />

da webshop o cliente tem acesso<br />

AUTO PEÇAS.PT<br />

Gerente<br />

Jorge Martins<br />

Morada<br />

Zona Industrial da Mota, Rua 6, Lote<br />

9-9ª<br />

3830-527 Gafanha da Encarnação<br />

Telefone<br />

234 397 700<br />

Email<br />

geral@autopecas.pt<br />

Site<br />

www.autopecas.pt<br />

a uma rede de distribuição de pneus<br />

que lhe garante entrega imediata.<br />

Plataforma iTrustVision<br />

alavanca negócio<br />

A plataforma B2B tem evoluído bastante<br />

e atualmente a maior parte<br />

dos clientes faz as suas encomen<strong>das</strong><br />

através da plataforma iTrustVision,<br />

que também permite acesso a informação<br />

técnica, consulta de stock e<br />

de tarifas, acesso às plataformas de<br />

dados e ao catálogo on-line. O call<br />

center, um dos pilares da Auto Peças.<br />

pt, tem sete pessoas a tempo inteiro<br />

no atendimento aos clientes “Recebemos<br />

centenas de pedidos por dia<br />

e to<strong>das</strong> as encomen<strong>das</strong> são processa<strong>das</strong><br />

na hora. No terreno temos três<br />

comerciais que visitam regularmente<br />

as oficinas para lhes darem todo o<br />

apoio que precisam, quer a nível de<br />

produto, quer de gestão e marketing”,<br />

refere Jorge Martins.<br />

As ações de formação são realiza<strong>das</strong><br />

pelo Eng. José Peniche, da TRUS-<br />

TAUTO, e cumprem um plano anual.<br />

A última foi de certificação de ar condicionado<br />

e teve a participação de<br />

várias dezenas de profissionais. “Os<br />

mecânicos já perceberam que nos<br />

dias de hoje, sem conhecimentos não<br />

conseguem evoluir. O conhecimento<br />

é fundamental e a sua vinda às formações<br />

não é uma perda de tempo,<br />

mas sim um ganho de experiências e<br />

informações úteis para o seu trabalho<br />

diário”, assegura Jorge Martins.<br />

Na festa de comemoração do 25º aniversário,<br />

foi apresentada a nova rede<br />

de oficina Mooving, da TRUSTAU-<br />

TO. Para o desenvolvimento desta<br />

rede, com a pasta da condução e interação<br />

<strong>das</strong> várias entidades que estão<br />

a trabalhar no projeto, está José<br />

Peniche, um profissional com grande<br />

experiência nas áreas da formação<br />

e coordenação de equipas. Sobre a<br />

rede Mooving, Jorge Martins afirma<br />

tratar-se de um “projeto importante,<br />

não só para fidelizar clientes, mas<br />

também para os podermos apoiar na<br />

sua atividade. É fundamental as oficinas<br />

estarem liga<strong>das</strong> a alguém que lhes<br />

dê as ferramentas que precisam para<br />

terem sucesso, desde o conhecimento<br />

técnico, formações, gestão e novas<br />

tecnologias, que estão cada vez mais<br />

desenvolvi<strong>das</strong> no setor automóvel.”<br />

O evento contou ainda com uma formação<br />

da Autel para os responsáveis<br />

de oficinas e a presença de diversos<br />

fabricantes, designadamente a Motul,<br />

Schaeffler, Hella Gutmann, SKF,<br />

bilstein group e TRW. Para este ano,<br />

as expetativas são eleva<strong>das</strong>, Jorge<br />

Martins pretende superar os 4,2 milhões<br />

de euros de faturação, e apresentar<br />

novas soluções na área da distribuição.<br />

l<br />

58 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


CHEGOU<br />

O SIMPLEX DA OFICINA<br />

O 360º SCAN É UM PROGRAMA INOVADOR DESENVOLVIDO PELA IMPOESTE,<br />

PARA QUE A SUA OFICINA ALCANCE A MÁXIMA PRODUTIVIDADE E RENTABILIDADE!<br />

GESTÃO<br />

OFICINAL<br />

INTEGRADA<br />

FACILIDADE DE IMPLEMENTAÇÃO<br />

REDUÇÃO DE DESPERDÍCIOS<br />

OPTIMIZAÇÃO DE STOCKS<br />

REDUÇÃO DE CUSTOS<br />

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE<br />

AUMENTO DE RENTABILIDADE


Entrevista<br />

ARMANDO MUSQUEIRA<br />

ADMINISTRADOR DA QUIMIRÉGUA<br />

TEMOS A EQUIPA<br />

MOTIVADA E ESTAMOS<br />

PRONTOS PARA MAIS<br />

QUARENTA ANOS<br />

INSTITUIÇÃO DE REFERÊNCIA DENTRO DA REPINTURA AUTOMÓVEL, A QUIMIRÉGUA<br />

CONTINUA A SER, AOS 40 ANOS, UMA EMPRESA RESPEITADA NO MERCADO, COM<br />

UMA EQUIPA DE TRINTA E UM COLABORADORES E UMA GAMA BASTANTE ABRANGENTE<br />

E DIVERSIFICADA. FOMOS FALAR COM ARMANDO MUSQUEIRA PARA PERCEBER COMO<br />

FORAM ESTAS QUATRO DÉCADAS DE ATIVIDADE E A ESTRATÉGIA PARA O FUTURO


ARMANDO<br />

MUSQUEIRA<br />

A QUIMIRÉGUA OFERECE PLANOS DE FORNECIMENTO QUE SE FUNDAMENTAM<br />

NA QUESTÃO DA RENTABILIDADE DOS SEUS PRÓPRIOS CLIENTES,<br />

PROCURANDO ASSIM AUMENTAR A EFICIÊNCIA <strong>das</strong> OFICINAS<br />

Celebrou 40 anos, no final de<br />

2022, e é, na atualidade, uma<br />

<strong>das</strong> mais respeita<strong>das</strong> empresas<br />

da repintura automóvel em Portugal.<br />

“Apesar de ter uma atuação mais regional”,<br />

como diz o fundador Armando<br />

Musqueira, a Quimirégua passou<br />

por diversas fases, sempre com particular<br />

atenção à qualidade dos produtos.<br />

Inserida no Grupo Quimidouro, a<br />

empresa mantém um portefólio muito<br />

reputado, com marcas premium e<br />

soluções com preços muito competitivos,<br />

de forma a conseguir uma transversalidade<br />

no mercado que chega<br />

para todos os segmentos e carteiras.<br />

Tem a sede em Custóias, com lojas na<br />

Régua e Bragança.<br />

Quatro déca<strong>das</strong> de atividade<br />

Armando Musqueira conhece como<br />

ninguém a história da Quimirégua<br />

e recorda-a sem hesitar, com as datas<br />

na ponta da língua: “Começámos<br />

com produtos químicos, estávamos<br />

em 1982. Estivemos dois anos a vender<br />

este tipo de produtos, mas ao<br />

mesmo tempo vendíamos acessórios<br />

para restaurantes, como papel, guardanapos,<br />

tínhamos uns doseadores<br />

de papel que davam para o automóvel<br />

(oficinas) e também para os restaurantes”,<br />

refere. “A ideia era criar<br />

clientes de oficina e foi o que fomos<br />

fazendo. Em 1984 começa a alocar<br />

recursos para a repintura automóvel<br />

e assina um acordo com a Valentine,<br />

marca líder na repintura automóvel<br />

com uma fatia de mercado de cerca<br />

de 40%, e que foi fundamental na<br />

expansão da Quimidouro. Foi adquirida<br />

pela Spies Hecker em 1989<br />

e, a partir daí, começámos a trabalhar<br />

com eles e temos mantido uma<br />

estreita ligação até aos dias de hoje.<br />

Fomos crescendo e colocando comerciais<br />

na rua e como a área era curta,<br />

deixou de ser só Régua, Vila Real,<br />

Chaves e arredores e passou também<br />

para Bragança, em 1995, onde abrimos<br />

uma delegação e contratámos<br />

mais colaboradores”, explica o nosso<br />

interlocutor.<br />

Porto na mira<br />

Desde logo, a ideia de ir para o Porto<br />

não saía da mente do responsável<br />

máximo da Quimirégua, na época<br />

Quimidouro. “A Spies Hecker não<br />

nos deixava entrar no Porto. Estavam<br />

cá eles e já tinham acordos com<br />

várias empresas e clientes. Entretanto<br />

acabamos por comprar uma<br />

empresa que se chamava Arnaldo &<br />

Carvalho para ficarmos inseridos no<br />

grande Porto, onde é tudo mais fácil,<br />

porque há mais pessoas, mais movimento<br />

e mais negócio”, explicou-nos.<br />

Desde 2004, já com as instalações<br />

no grande Porto, até agora, a empresa<br />

tem crescido de forma gradual.<br />

Mantém 700 clientes ativos, mas já<br />

conta com 31 colaboradores, e nunca<br />

QUIMIRÉGUA<br />

Administradores<br />

Armando Musqueira<br />

e José Manuel Magalhães<br />

Morada<br />

Rua Teixeira Lopes, 460,<br />

4460 – 833 Custóias MTS<br />

Telefone<br />

229 619 470<br />

Email<br />

quimiregua@mail.telepac.pt<br />

Site<br />

www.quimidouro.pt<br />

perdeu o foco ligado à área <strong>das</strong> oficinas<br />

e à pequena indústria, ainda que<br />

o negócio maioritário continue a ser<br />

a reparação automóvel.<br />

Recentemente, a empresa mudou a<br />

imagem “com um «refresh»”, e está a<br />

construir mais um piso para aumentar<br />

o espaço de armazenagem em<br />

1.000m2 e para ter um showroom<br />

para mostrar todos os produtos e<br />

equipamentos que comercializa. Será<br />

também construído um centro de<br />

formação, estando já a empresa “em<br />

condições de fornecer tudo a uma<br />

oficina de colisão. Desde as ferramentas,<br />

às tintas, todos os consumíveis,<br />

cabines de pintura, temos tudo<br />

no setor, conseguimos montar uma<br />

oficina completa. Vendemos os equipamentos<br />

e depois damos formação<br />

às oficinas, dentro <strong>das</strong> próprias oficinas.<br />

Atualmente é tudo importante,<br />

desde o preço à disponibilidade<br />

de produtos, mas a formação é um<br />

pilar base. Sem ela, o negócio nunca<br />

vai funcionar”, entende Armando<br />

Musqueira, que nos vai adiantando<br />

que os clientes estão satisfeitos com<br />

os resultados: “Temos algumas empresas<br />

de referência a trabalhar connosco<br />

e controlamos o rácio de mão<br />

62 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


de obra aplicada de cada oficina.<br />

Garantimos que no final de cada mês<br />

o custo <strong>das</strong> operações é o que está<br />

previsto e os clientes ficam satisfeitos”.<br />

A oficina é controlada através de<br />

um sistema informático, “a entrada e<br />

a saída <strong>das</strong> mercadorias e o rácio de<br />

aplicação vs obra aplicada”, um trabalho<br />

que é feito apenas nos clientes<br />

de referência e nas empresas que se<br />

justifiquem.<br />

Para além da preocupação com os rácios,<br />

há a preocupação com o consumo<br />

energético, algo que conseguem<br />

controlar, diz, pois “há produtos que<br />

não precisam de calor para serem<br />

trabalhados, por exemplo, e acabam<br />

por ser muito eficazes e as oficinas<br />

estão a aderir, porque o resultado é<br />

melhor, visto que o cliente poupa em<br />

tempo”.<br />

Equipa a crescer<br />

A equipa é composta por quatro assistentes<br />

técnicos, três técnicos para<br />

afinação de cor e oito comerciais distribuídos<br />

pelas três delegações. Neste<br />

momento estão em fase de recrutamento<br />

de mais técnicos, “porque não<br />

temos tempo. Controlamos o Porto,<br />

Vila Real e Bragança, depois temos<br />

parte de Braga e parte de Viseu, por<br />

isso precisamos de mais colaboradores”<br />

garante. “Trabalhamos com a<br />

Spies Hecker, 3M, In<strong>das</strong>a, Norton,<br />

Anest Iwata, Sata, Bossauto e Rupes.<br />

São as nossas principais marcas, com<br />

quem temos acordos e to<strong>das</strong> elas dão<br />

apoio quando precisamos”, diz, contando<br />

que tanto utilizam o centro de<br />

formação próprio, como dão formação<br />

nas oficinas, ainda que prefira<br />

sempre dar formação nas oficinas, “é<br />

mais prático, melhor e é onde estamos<br />

em contacto com a realidade. E<br />

os patrões gostam mais”, conclui.<br />

Comunicar com os clientes<br />

Para além do portal na internet,<br />

onde o cliente pode gerir as suas notas<br />

de encomenda, Armando assume<br />

que não há grande ligação ao mundo<br />

virtual: “Não temos redes sociais. É<br />

o comercial que visita semanalmente<br />

cada cliente e explica tudo o que<br />

acontece”. Na sua opinião, uma <strong>das</strong><br />

maiores dificuldades da atualidade,<br />

“é o fenómeno da tinta base convencional<br />

que está a dar cabo do mercado.<br />

É um problema que temos que<br />

resolver. Falo da tinta sem ser à base<br />

de água que ainda pode ser vendida.<br />

A tendência está a crescer. Nós estamos<br />

autorizados a vender este produto<br />

apenas para a indústria e temos<br />

tido dificuldade em forçar a venda de<br />

tinta à base de água a alguns clientes.<br />

Qualquer empresa pode comprar<br />

estes produtos e dizer que os utiliza<br />

na indústria, mas depois canaliza-os<br />

para pintar o automóvel”, aponta,<br />

visivelmente descontente. A seu ver,<br />

esta é uma situação que deveria “ser<br />

controlado por uma fiscalização, mas<br />

ninguém está interessado, ninguém<br />

quer saber. Não há meios para fiscalizar,<br />

ainda assim acredito que as<br />

coisas podem evoluir”, lamenta.<br />

O dilema da falta<br />

de mão de obra<br />

Numa análise ao mercado da repintura<br />

automóvel, Armando Musqueira<br />

alerta para o maior dilema que<br />

aflige o setor: a falta de mão de obra<br />

qualificada. “Na parte da mecânica e<br />

tecnologias há muita gente para trabalhar,<br />

mas na parte da chapa e pintura<br />

há muita dificuldade em encontrar<br />

pessoal. Os nossos clientes estão<br />

com essa dificuldade”. O administrador<br />

da Quimirégua considera que a<br />

solução pode passar pelos centros de<br />

formação, “mas o CEPRA não consegue<br />

ter formandos suficientes na<br />

área da pintura automóvel, e quando<br />

aparecem, é apenas uma turma<br />

por ano. A profissão, nestes tempos<br />

modernos, até é limpa, a verdade é<br />

essa, mas há o estigma de que é suja.<br />

É preciso desmistificar essa ideia e<br />

mostrar que é uma profissão bem<br />

paga. As oficinas nossas clientes estão<br />

to<strong>das</strong> bem equipa<strong>das</strong>, o pessoal<br />

é que não existe. A falta de recursos<br />

humanos aqui é gritante, somos uma<br />

espécie de patinho feio da oficina<br />

automóvel”, diz. Em contrapartida,<br />

em relação ao negócio, depois de ter<br />

faturado 4,8 milhões de euros em<br />

2022, o responsável está muito otimista<br />

para este ano, esperando “vender<br />

mais do que no ano passado” e<br />

chegar aos 5 M€. l<br />

SPIES HECKER<br />

parcEIRO DESDE<br />

A PRIMEIRA HORA!<br />

Sobre aquele que é o grande parceiro da<br />

Quimirégua, Armando Musqueira lembra que,<br />

“na altura, em 1982, a opção pela Spies Hecker<br />

foi natural. Era a melhor marca que existia no<br />

mercado e ainda hoje continua a ser. Tem os<br />

melhores agentes a nível nacional e eles são os<br />

nossos melhores parceiros. A relação com eles foi<br />

sempre muito boa. São gamas que se encontram<br />

no topo da evolução. Ainda recentemente<br />

apresentaram a nova máquina de mistura<br />

Axalta Irus Mix, totalmente automática, que<br />

vem revolucionar toda a parte da mão de obra.<br />

A rapidez com que faz a cor é impressionante<br />

e, entretanto, o pintor poderá fazer outros<br />

trabalhos enquanto a tinta e a cor são cria<strong>das</strong>.<br />

Vamos colocá-la no mercado em breve, mas para<br />

clientes de grande dimensão, que tenham 14<br />

ou 15 pintores, pois só assim se torna rentável”,<br />

alerta. Em conjunto com os produtos da Spies<br />

Hecker, mas também com outras marcas, a<br />

Quimirégua tem sabido crescer, tanto em ven<strong>das</strong>,<br />

como em faturação. Os números desceram com a<br />

pandemia, em 2021, mas agora as cifras já estão<br />

recupera<strong>das</strong> e em franca evolução.<br />

A QUIMIREGUA É UMA EMPRESA MADURA, ESTÁVEL E RESPEITADA NO SEIO<br />

DO MERCADO DA REPINTURA auTOMÓVEL E ESSE NÍVEL DE MATURIDADE<br />

DEVE-SE MUITO AOS VALORES QUE SÃO COLOCADOS EM PRÁTICA<br />

DIARIAMENTE<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 63


empresa<br />

V CONGRESSO CGA<br />

A TODO O GÁS!<br />

LISBOA FOI A CIDADE ESCOLHIDA PARA O V CONGRESSO DA REDE DE OFICINAS CGA QUE<br />

SE REALIZOU NOS DIAS 5 E 6 DE MAIO. FORAM DOIS DIAS QUE CONTARAM COM A PRESENÇA DE MAIS<br />

DE 900 PROFISSIONAIS, INCLUINDO REPRESENTANTES DAS OFICINAS PORTUGUESAS E ESPANHOLAS<br />

DAS REDES CGA CAR SERVICE E MULTIOFICINA SERVICE<br />

O<br />

Congresso decorreu no auditório principal<br />

do Centro de Congressos de Lisboa e foi<br />

moderado por Rocío Martínez, conhecida<br />

apresentadora da Antena 3, de Espanha. O evento<br />

foi aberto por Alejandro Vicario, diretor geral<br />

da CGA, que deu as boas-vin<strong>das</strong> aos participantes:<br />

oficinas, parceiros e a equipa da sede da CGA,<br />

bem como os fornecedores do grupo e os meios de<br />

comunicação do setor. Começou por lembrar que<br />

este 5º Congresso “sendo bienal, representa dez<br />

anos do lançamento da rede CGA e uma grande<br />

experiência de saber estar com os nossos parceiros,<br />

fabricantes e oficinas. Estamos muito orgulhosos<br />

de ter a rede de oficinas com mais qualidade da península<br />

ibérica, incluindo as ilhas Baleares, Açores<br />

e Madeira”.<br />

Foco na formação e sustentabilidade<br />

Solange Ochoa, diretora da rede CGA, passou em<br />

revista as principais ações realiza<strong>das</strong> durante 2022<br />

e os objetivos e projetos para este ano, especialmente<br />

nas áreas <strong>das</strong> novas tecnologias, formação<br />

e marketing. Relativamente à formação, Solange<br />

Ochoa anunciou mudanças no formato <strong>das</strong> ações,<br />

que passarão a ser ministra<strong>das</strong> apenas com ferramentas<br />

digitais, acabando assim os manuais<br />

em papel. Os mecânicos poderão aceder a cursos<br />

na plataforma web e consultar vídeos de tutoriais<br />

técnicos, com muita informação sobre montagem<br />

de componentes e diagnósticos de avarias. “Desenvolvemos<br />

cursos mais acessíveis e a participação<br />

dos profissionais tem aumentado, mas queremos<br />

alcançar um maior número de oficinas, para que<br />

possam usufruir to<strong>das</strong> as vantagens da nossa formação”,<br />

explica da diretora rede.<br />

Sobre a presença da rede em Portugal, esta responsável<br />

refere que “este ano é um ano-chave para o<br />

nosso crescimento em Portugal, graças à recente<br />

entrada de novas oficinas através dos nossos parceiros<br />

Auto Delta, Alecarpeças, Fimag, RedeInnov,<br />

MCoutinho e Davasa. Para tal contamos com o<br />

apoio de Bianca Cotegype, responsável pelo desenvolvimento<br />

da rede CGA em Portugal. O principal<br />

objetivo para este ano é o desenvolvimento<br />

completo da rede de oficinas em Portugal, não só<br />

em termos de número de oficinas, mas também<br />

em termos de melhoria da qualidade do programa<br />

que temos para as oficinas portuguesas, procurando<br />

os melhores parceiros para acrescentar valor<br />

ao nosso conceito.” No final da sua apresentação<br />

Solange Ochoa divulgou o novo projeto de mobilidade,<br />

com o qual a CGA oferece às oficinas um<br />

programa chave-na-mão de aconselhamento, distribuição<br />

e instalação de pontos de carregamento<br />

de veículos elétricos, bem como a possibilidade de<br />

instalar painéis solares nas oficinas para melhorar<br />

a eficiência e poupar custos energéticos.<br />

Segurança rodoviária<br />

define ações de marketing<br />

Eva Laguna, Diretora de Marketing da CGA, resumiu<br />

os principais marcos de marketing do grupo<br />

e da rede em 2022, em que o grupo continuou a<br />

sua aposta no patrocínio desportivo, destacando<br />

em particular a corrida “Ponle Freno”, patrocinada<br />

pela CGA nos últimos cinco anos. “Com a Ponle<br />

Freno, andamos de mãos da<strong>das</strong> com o principal<br />

grupo de comunicação em Espanha e apoiamos a<br />

segurança rodoviária. Graças a esta corrida, angariámos<br />

mais de 2 milhões de euros para as vítimas<br />

de acidentes rodoviários e suas famílias. Isto deixa-nos<br />

realmente orgulhosos e dá sentido ao nosso<br />

patrocínio”, afirmou Eva Laguna. Para este ano,<br />

apresentou a Campanha de Verão, que consiste na<br />

oferta de toalhas de praia aos seus clientes. O resto<br />

<strong>das</strong> jorna<strong>das</strong> foram dedica<strong>das</strong> a conhecer a evolução<br />

do mercado do aftermarket em Espanha e<br />

Portugal, as principais preocupações <strong>das</strong> oficinas e<br />

as grandes novidades recentemente incorpora<strong>das</strong>.<br />

Para isso, contaram com a presença de personalidades<br />

de destaque do setor, como Nuria Álvarez,<br />

responsável de relações institucionais e comunicação<br />

do CETRAA; Fernando López, gerente<br />

nacional do GIPA; Gabriel Higuera, responsável<br />

de compras e operações da MAFLOW, e Álvaro<br />

Muñoz, responsável de equipamentos de oficinas<br />

e serviços técnicos da HELLA, entre outros. Por<br />

outro lado, e como reforço da mensagem sobre a<br />

importância do sentimento de identidade de grupo,<br />

o Congresso encerrou com a intervenção de um<br />

convidado muito especial: Paulo Futre . Durante<br />

cerca de uma hora o conhecido jogador recordou<br />

vários episódios da sua vida profissional, mas também<br />

particular, tendo revelado que antes de ser<br />

jogador de futebol trabalhou durante cerca de dois<br />

anos, como bate chapas, numa oficina automóvel<br />

no Montijo, a sua terra natal. l<br />

64 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


A OPERAR EM PORTUGAL DESDE 2019, A REDE DE OFICINAS<br />

CGA CAR SERVICE JÁ CONTA COM CERCA DE 90 OFICINAS QUE OSTENTAM<br />

EM PORTUGAL A IMAGEM DO GRUPO


A ALEXD’AUTO CARATERIZA-SE PELO CUIDADO NA IMAGEM E LIMPEZA<br />

DAS INSTALAÇÕES, RIGOR NO TRABALHO EXECUTADO<br />

E QUALIDADE DE SERVIÇO. OUTRO DOS PILARES DA CASA<br />

É A TRANSPARÊNCIA COM CLIENTES E FORNECEDORES


Oficina<br />

do Mês<br />

auto services<br />

A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TotalEnergies<br />

ALEXD’AUTO<br />

QUALIDADE E RIGOR<br />

A ALEXD’AUTO É UMA OFICINA LOCALIZADA EM VILA VERDE, BRAGA. FOI FUNDADA POR ALEXANDRE<br />

DÓRIA, E CARATERIZA-SE PELO CUIDADO NA IMAGEM E LIMPEZA DAS INSTALAÇÕES, RIGOR NO TRABALHO<br />

EXECUTADO E QUALIDADE DE SERVIÇO. O JORNAL DAS OFICINAS FOI ATÉ AO NORTE DO PAÍS PERCEBER<br />

O QUE MOVE ESTE EMPRESÁRIO A FAZER A DIFERENÇA NO MUNDO DA MECÂNICA<br />

Foi nas instalações inaugura<strong>das</strong> há um ano<br />

que Alexandre Dória e a esposa, Cristiana<br />

Barros, nos receberam para contar um pouco<br />

da história da Alexd’Auto, fundada em 2015. Hoje<br />

a oficina assume-se como um espaço multimarca<br />

diferenciado em Vila Verde, Braga, que prima pela<br />

organização, qualidade e exigência nos serviços<br />

efetuados. Filho de proprietário de uma oficina,<br />

Alexandre Dória cedo se interessou pelos serviços<br />

de reparação e manutenção, tendo começado<br />

a trabalhar com o pai aos 14 anos. Fez um curso<br />

profissional de mecânica, com equivalência ao 12.º<br />

ano, que terminou em 2007, e colaborou na oficina<br />

do pai durante cinco anos, até 2012, altura em que<br />

este faleceu. Os passos seguintes foram a evolução<br />

natural de uma carreira em crescendo: “O meu irmão<br />

também é mecânico e ficou à frente da oficina.<br />

Já eu quis sair debaixo da asa da família, para evoluir<br />

um bocadinho. Fui para uma oficina em Barcelos,<br />

que tinha aberto recentemente, e estive lá<br />

dois anos. Depois havia aqui uma oficina especialista<br />

em BMW e Mini, onde estive um ano e meio,<br />

até abrir por minha conta, em 2015”, relembra. Ali,<br />

começou “do zero, praticamente sem instalações,<br />

sem grandes condições e até a condição financeira<br />

não era a melhor”, mas a visão de negócio foi sempre<br />

a mesma, baseada no perfecionismo e no rigor.<br />

“Tratar o carro como se fosse nosso”<br />

Alexandre confessa que não sonha ter uma oficina<br />

maior do que a sua capacidade de resposta,<br />

mas crescer já era um desejo antigo. Antes de a<br />

pandemia chegar para se lhe atravessar nos planos,<br />

ambicionava sair para um espaço novo, que<br />

“coincidisse com o serviço que prestamos”, o que<br />

foi adiado até 2022. O crescimento, ponderado<br />

e perspetivado, não poderia, para o responsável,<br />

ser de “uma dimensão que saísse fora do controlo,<br />

para não deixar fugir o controlo de qualidade. Não<br />

conseguiria ter uma oficina com dez elevadores, ou<br />

dez funcionários”, garante, esclarecendo que agora<br />

pode receber os clientes de forma mais agradável,<br />

num espaço que veio facilitar toda a logística en-<br />

volvente, com parque, escritório e receção.<br />

Tem consigo dois funcionários, um dos quais há<br />

cinco anos, e conta com o apoio da esposa, Cristiana<br />

Barros, que trabalha na receção e faz os serviços<br />

administrativos. No que diz respeito ao equipamento,<br />

Alexandre Dória destaca os três elevadores,<br />

as máquinas de diagnóstico e a máquina de<br />

carregamento de ar condicionado de que dispõe,<br />

e explica que tenta sempre ter as ferramentas adequa<strong>das</strong><br />

para facilitar cada serviço. O empresário<br />

foca a importância dos detalhes na realização de<br />

cada trabalho, “Eu sou bastante exigente, além da<br />

organização, com a prestação do serviço de apertos,<br />

por exemplo, dá-nos outra segurança”, afirma.<br />

A abordagem centra-se, essencialmente, na qualidade,<br />

em vez da quantidade, pelo que Alexandre<br />

prefere “perder mais um pouco de tempo nos carros”,<br />

para poder fazer, mais do que as reparações,<br />

serviços de manutenção preventiva, “sem ser a<br />

despachar”. Realizam-se na Alexd’Auto todo o tipo<br />

de serviços de mecânica, desde a mais simples revisão,<br />

à reparação de motores. Só a parte elétrica,<br />

no que toca a reparações de alternadores ou motores<br />

de arranque, é feita fora da oficina, com um<br />

eletricista parceiro. Todos os trabalhos são feitos<br />

ALEXD’AUTO<br />

Gerentes<br />

Alexandre Dória e Cristiana Barros<br />

Morada<br />

Av. da Igreja, Pavilhão B 4730-247<br />

Braga, Vila Verde<br />

Telemóvel<br />

912 491 279<br />

Facebook<br />

Alexd’Auto<br />

mediante marcação prévia, o que foi “um bocado<br />

difícil de implementar, neste meio”, mas que lhe<br />

permite uma maior organização interna.<br />

Relação de transparência<br />

Outro dos pilares da casa é a transparência com<br />

clientes e fornecedores. Cristiana Barros está responsável<br />

por manter as redes sociais atualiza<strong>das</strong>,<br />

com publicação de posts sobre os serviços efetuados,<br />

vídeos e outras informações sobre a oficina.<br />

Não se trata de um espaço para divulgar campanhas,<br />

mas sim para partilhar “o serviço que prestamos<br />

e a forma como trabalhamos. Ainda esta<br />

semana publiquei sobre a sustentabilidade, o que<br />

para nós é muito importante. Fazemos a reciclagem<br />

dos materiais, usamos capas de tecido, laváveis<br />

e reutilizáveis e isto são pequenos pormenores que<br />

fazem a diferença não só a nível de custos, como ao<br />

nível do impacto ambiental”. Este trabalho de promoção<br />

dá frutos e não faltam clientes que aparecem<br />

“por aquilo que viram nas redes sociais, para ver se<br />

coincide com a realidade. E isso é algo de que fazemos<br />

muita questão: que o que publicamos seja<br />

real”, enfatiza Cristiana. As fotos e vídeos servem<br />

para “acompanhar a reparação”, diz-nos Alexandre.<br />

No fundo, a seu ver, retratar as operações de reparação<br />

e manutenção não é uma perda de tempo, mas<br />

sim uma forma de fazer o registo e manter o cliente<br />

atualizado por WhatsApp. Uma <strong>das</strong> mais recentes<br />

novidades é a aplicação que será disponibilizada<br />

aos clientes e que lhes dará toda a informação sobre<br />

o ponto de situação da reparação, com envio de<br />

mensagens e vídeos sobre as operações que realiza<br />

nas suas viaturas. Deste modo, Alexandre pretende<br />

transmitir mais transparência e credibilidade no<br />

trabalho que executa. O principal fornecedor de peças<br />

é a Primopeças, com quem Alexandre mantém<br />

um relacionamento profissional e de amizade, “um<br />

parceiro impecável, em quem confio a 100%, com<br />

o qual estamos a crescer juntos”. Este trimestre foi<br />

melhor do que o igual período de 2022 e “perspetiva-se<br />

que seja um bom ano para a empresa”, conclui<br />

Alexandre Dória. l<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 67


Produto<br />

NOTÍCIAS<br />

REALIZAM FORMAÇÃO<br />

Mondego PeÇAS e NRF | Nos dias 2, 3 e 4 de abril, a Mondegopeças, em<br />

parceria com a NRF, organizou uma formação, focada na componente técnica, para<br />

todos os seus clientes. Estas formações tiveram lugar em Leiria, Coimbra e Aveiro Ao<br />

longo dos três dias, a Mondegopeças e a NRF, focaram-se na componente técnica,<br />

com o objetivo, de transmitir informações acerca de todos os constituintes do circuito,<br />

problemas frequentes e cuidados a ter na sua intervenção. “A formação foi um<br />

verdadeiro sucesso à luz dos clientes que estavam muito satisfeitos pedindo outras<br />

formações com estas”, revelou a organização. Após as formações, houve lugar para<br />

um jantar convívio entre colaboradores da Mondegopeças, da NRF e clientes.<br />

HELP FLASH<br />

MANDA PARA A ‘REFORMA’<br />

TRIÂNGULO DE SINALIZAÇÃO<br />

Desde julho de 2021, que, em Espanha, os triângulos podem legalmente ser substituídos<br />

pelo dispositivo Help Flash. Este mesmo dispositivo de sinalização e<br />

segurança, quando dotado de geolocalização, será obrigatório partir de 1 de<br />

janeiro de 2026, quando os triângulos deixarem de ser utilizados ao abrigo da regulamentação<br />

espanhola. Foi Pere Navarro, Diretor-geral de Trânsito de Espanha, que<br />

confirmou que a DGT está a estudar como poderá, legalmente, acabar com a obrigatoriedade<br />

da utilização do triângulo de sinalização em autoestra<strong>das</strong> e vias rápi<strong>das</strong><br />

espanholas. Pere Navarro relembrou ainda que, no Reino Unido e no Luxemburgo, já<br />

eliminaram esta medida porque nestas vias há muitos veículos e a circulação é bastante<br />

mais rápida. Aliás, o Reino Unido eliminou este dispositivo exatamente devido ao<br />

risco acrescido de os condutores serem atropelados quando abandonam o veículo para<br />

colocar o triângulo.<br />

CONTINUAM<br />

A PREMIAR CLIENTES<br />

Nexus AUTO e Profissional Plus | A Nexus<br />

Auto e a Profissional Plus premeiam os seus clientes com<br />

um sorteio mensal, o “PROFESSIONAL PLUS”. Em abril, Hélio<br />

Amaral, residente em Vialonga foi o feliz contemplado do<br />

sorteio mensal PROFISSIONAL PLUS. Cliente fiel da NF AUTO<br />

LDA, membro da rede oficinal PROFISSIONAL PLUS, Hélio<br />

Amaral ao realizar a intervenção da sua viatura, na sua<br />

oficina de confiança, ficou habilitado a ganhar uma trotinete<br />

elétrica Xiaomi, acabando por ser o premiado. Para ficar habilitado<br />

a ganhar fantásticos prémios, todos os interessados,<br />

devem apenas dirigir-se à oficina PROFISSIONAL PLUS e ao<br />

realizarem uma reparação na sua viatura, ficam automaticamente<br />

inscritos.<br />

LANÇA KIT JUNTAS TAMPA DISTRIBUIÇÃO<br />

Corteco | A Corteco apresenta o novo Kit de juntas da tampa de distribuição<br />

para os motores EB0/EB2. Esta solução de reparação inovadora é a primeira no<br />

mercado. A equipa da Corteco desenvolveu um kit de juntas necessário para a substituição<br />

da correia da distribuição que contém to<strong>das</strong> as juntas necessárias para uma<br />

troca rápida e eficiente. O novo kit de juntas 49115983 é indicado para os motores<br />

EB0 e EB2 que estão montados nos automóveis Citroën C3 e C4, DS, Opel Corsa,<br />

Peugeot 208 e 2008, e Toyota Aygo. O Grupo PSA recomenda verificar a correia da<br />

distribuição a cada inspeção e trocá-la após 80.000 km. Não trocar as juntas que<br />

compõem este kit pode levar a uma entrada de partículas, o que pode danificar<br />

a própria correia e em contacto com o óleo pode afetar ou até mesmo bloquear o<br />

filtro de óleo.<br />

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68 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


MEDIDOR DE ESPESSURA DE CAMADA<br />

Car Repair System | A Car Repair System apresenta o seu novo Medidor<br />

de Espessura de Camada portátil. Este medidor a bateria está equipado com um ecrã<br />

a cores de alta definição, que pode medir de forma rápida, precisa e não destrutiva<br />

a espessura de revestimento não magnético em substratos metálicos magnéticos<br />

Ao mesmo tempo, esta ferramenta da Car Repair System, pode identificar<br />

automaticamente substratos de metal magnético e de metal não magnético,<br />

sendo amplamente utilizado na indústria automóvel. Como atributos, de referir:<br />

Funcionamento por menus e ecrã HD a cores; Três modos de calibração: básica,<br />

offset, calibração de zero; Unidade métrica/imperial e função de armazenamento;<br />

Rotação do ecrã, proteção de carga, ecrãs multi-interface, seleção da luminosidade<br />

do ecrã; e Desligar automático.<br />

TRABALHA COM OS OLHOS POSTOS NO FUTURO<br />

Olipes | O envelhecimento do parque de automóveis, a intrusão no setor dos lubrificantes, o alarmante aumento<br />

<strong>das</strong> ven<strong>das</strong> de produtos de marca branca com níveis de qualidade muito abaixo do indicado na sua etiquetagem no<br />

canal de pós-venda, o elevado custo <strong>das</strong> matérias-primas, a contínua evolução <strong>das</strong> formulações (que exige fortes<br />

investimentos em I+D+i por parte dos fabricantes), a perda generalizada do poder de compra por parte da sociedade,<br />

as alterações no modelo de mobilidade da geração Z ou a eletrificação do parque automobilístico sem um roteiro<br />

claro e realista na Europa são alguns dos grandes desafios e oportunidades atualmente apresentados pelo mercado<br />

de lubrificantes para automobilismo para a Olipes. Este cenário leva a uma redução <strong>das</strong> margens comerciais em todo<br />

o canal de distribuição. Para fazer face a esta situação, a força da Olipes está na capacidade do seu Departamento de<br />

Investigação e Desenvolvimento (I+D+i), que desenvolve produtos que se adiantam em relação ao seu tempo – em<br />

alguns casos, anos, inclusive.<br />

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VAMOS ATÉ SI.<br />

Fazemos entregas em todo o país.<br />

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tel.: 210 430 900<br />

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www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 69<br />

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Notícias<br />

Produto<br />

MOSTRAM SUBSTITUIÇÃO SENSOR DE NOX<br />

PARTS Specialists | Neste mais recente vídeo da oficina, os Parts Specialists da Diesel<br />

Technic têm que lidar com uma falha no sistema de escape. Kevin e Lars não apenas cuidam da<br />

substituição do sensor de NOx com defeito, mas também dão dicas úteis sobre como evitar falhas<br />

na vida quotidiana da oficina e explicam a função do sensor. Começa-se pela inspeção principal,<br />

que inclui o teste de emissões de escape, que é devido no veículo dos Parts Specialists. Durante<br />

os testes de emissões, os valores são determinados a partir da unidade de controle por meio de<br />

um testador conectado. Quando a luz de controle de emissões do veículo pisca, os profissionais da<br />

oficina fazem um diagnóstico, que mostra o erro “sensor de óxido de nitrogênio”. Segundo Lars,<br />

isso indica que a comunicação não está bem e que o sensor de NOx está afetado. Todos os produtos<br />

podem ser encontrados no Partner Portal da Diesel Technic: partnerportal.dieseltechnic.com<br />

APRESENTA EMBALAGENS ECOLÓGICAS<br />

Petronas | A PETRONAS Lubricants International (PLI) anunciou o lançamento do PETRONAS<br />

Syntium Bag In Box (BIB), uma embalagem inteligente e ecológica certificada com a UN Mark,<br />

cumprindo to<strong>das</strong> as regulamentações de transporte para o acondicionamento e envio de mercadorias<br />

perigosas – uma certificação pouco comum na indústria de lubrificantes. A PETRONAS reavaliou<br />

cada parte da vida útil da embalagem do produto, desde a criação até ao fim de vida, para criar<br />

esta alternativa sustentável que está agora disponível nos vários mercados europeus. O fabrico do<br />

PETRONAS Syntium BIB envolve menos emissões de carbono, menos desperdício e materiais reciclados,<br />

reduzindo até 92% dos plásticos e utilizando até 85% menos materiais em comparação com as<br />

garrafas plásticas tradicionais. A nova embalagem sustentável é composta por dois componentes que<br />

se complementam: uma caixa exterior de cartão e uma bolsa interior de plástico mole formulada para<br />

produtos de viscose, que permitem que o produto e a embalagem trabalhem juntos de forma segura<br />

e harmoniosa.<br />

APOSTA EM NOVA LINHA DE TUBOS PARA TURBO<br />

NRF | A NRF acaba de lançar uma ampla linha de tubos para turbo. Devido à procura do mercado e às<br />

suas ambições para o futuro, a NRF decidiu adicionar este grupo de produtos ao seu portfólio. Dependendo<br />

do layout e do número do veículo, a localização dos tubos do turbo pode variar. Pelo menos quatro tubos são<br />

usados no sistema de arrefecimento do ar de sobrealimentação: dois no lado do intercooler, um no lado do<br />

turbocompressor e um no lado do coletor de admissão. A instalação de tubos de ramificação é feita com braçadeiras.<br />

A gama de tubos de turbo é composta por 282 referências para automóveis de passageiros e veículos<br />

comerciais ligeiros. Toda esta gama é Easy Fit, pelo que a embalagem inclui as braçadeiras adequa<strong>das</strong>. Esta é<br />

uma grande vantagem para a oficina, pois garante uma instalação rápida e fácil dos tubos. Todos os tubos de<br />

turbo NRF são testados.<br />

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70 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com<br />

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LANÇA DISPENSADORES<br />

PARA TAMPAS E COPOS<br />

ZAPHIRO | Os dispensadores de copos e tampas SPS, da Zaphiro, permitem<br />

poupar tempo à oficina e aumentar a produtividade, mantendo os copos e as<br />

tampas SPS organizados e à mão durante o processo de retoque do veículo. Os<br />

novos dispensadores de copos e tampas SPS da ZAPHIRO são uma opção altamente<br />

recomendada para as oficinas que pretendem manter a ordem nas suas<br />

instalações e ter estes produtos sempre disponíveis e à mão, reduzindo os tempos<br />

de trabalho através da organização dos materiais de pintura. Além disso, a<br />

utilização de plástico foi minimizada ao máximo e a estrutura principal é feita<br />

de cartão rígido, resistente e reciclável, promovendo a utilização de produtos<br />

sustentáveis na oficina. Os novos dispensadores de copos e tampas descartáveis<br />

da SPS ZAPHIRO podem tornar-se um elemento básico da oficina, uma vez que<br />

melhoram a organização destes produtos e facilitam a sua utilização, uma vez<br />

que estão sempre à mão e arrumados.<br />

INDASA ABRASIVES<br />

APOIA CARAMULO EXPERIENCE<br />

CENTER<br />

A<br />

INDASA Abrasives é o mais recente Parceiro Fundador do Caramulo Experience<br />

Center, o novo espaço museológico criado pelo Museu do Caramulo dedicado à<br />

paixão motorizada. Situado na Vila do Caramulo, num antigo edifício industrial<br />

construído no início dos anos 70, o Caramulo Experience Center alberga nos seus mais de<br />

2.400m2 uma oficina de restauro e manutenção de automóveis clássicos, as reservas da<br />

coleção do Museu do Caramulo, uma área de exposições, um centro de documentação e<br />

uma loja de produtos para clássicos, entre outros. A associação da INDASA Abrasives, que<br />

conta com mais de 40 anos de know-how no fabrico de todo o tipo de abrasivos, ao novo<br />

espaço de referência do núcleo museológico do Caramulo, será potenciada pela sua gama<br />

de produtos e soluções Autogloss, aplicáveis no restauro de motos e automóveis clássicos,<br />

uma <strong>das</strong> atividades principais do Caramulo Experience Center.<br />

AUMENTA CATÁLOGO DE TUBOS E APOIOS DE MOTOR<br />

Metalcaucho | O catálogo de tubos e apoios de motor da Metalcaucho não para de crescer. É o terceiro<br />

lançamento do ano com 222 novos produtos, 5 dos quais exclusivos. Este lançamento de Maio apresenta 222 novos<br />

produtos, incluindo duas famílias com um grande aumento no número de referências. 74 tubos e cotovelos, com<br />

aplicações para turbo, radiador e refrigeração; e 54 apoios de motor, um dos produtos estrela da marca, que já ultrapassa<br />

as 1.900 referências em stock. Para além destas duas famílias de produtos, neste terceiro lançamento do ano, os<br />

clientes da marca poderão ainda encontrar novas fechaduras de portas e bagageiras, termóstatos, terminais de tirantes<br />

e rótulas de suspensão. Como fator diferenciador, a Metalcaucho está constantemente a aumentar as referências do<br />

seu catálogo.<br />

rodape_Nelson_Tripa.pdf 3 17/05/2023 12:30<br />

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KIT<br />

DIAGNÓSTICO<br />

FILTRAGEM<br />

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E REFRIGERAÇÃO DE TRANSPORTE<br />

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Rua Fernando Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras | Telf.: +351 261 335 050 - E-mail: geral@nelsontripa.pt | GPS - N39.094609 - W009.251526 | www.nelsontripa.pt


Repintura<br />

AXALTA IRUS MIX<br />

TOtaLMENTE<br />

autOMÁTICA<br />

A AXALTA LANÇOU A AXALTA IRUS MIX, A MÁQUINA DE MISTURA MAIS RÁPIDA, TOTALMENTE AUTOMÁTICA<br />

E COMPLETAMENTE MÃOS-LIVRES PARA A INDÚSTRIA DE REPINTURA AUTOMÓVEL. COM BASE NOS TESTES<br />

E ENSAIOS CALCULA-SE QUE AS OFICINAS POUPAM MAIS DE 60% EM TEMPO DE TRABALHO COM A AXALTA IRUS<br />

MIX EM COMPARAÇÃO COM A MISTURA MANUAL E MANUTENÇÃO<br />

72 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


A AXALTA IRUS MIX É UMA MÁQUINA MUITO<br />

INOVADORA E AVANÇADA, MAS FÁCIL DE USAR.<br />

NA VERDADE, UM DOS BENEFÍCIOS DA AXALTA<br />

IRUS MIX É QUE NÃO TEM DE SER OPERADA<br />

POR UM PINTOR QUALIFICADO<br />

A<br />

Axalta Irus Mix é um verdadeiro salto em frente<br />

na tecnologia de repintura. É uma máquina<br />

de mistura totalmente automática, completamente<br />

mãos-livres e a mais rápida do mundo para a<br />

indústria de repintura automóvel. A Axalta Irus Mix<br />

proporciona cores e trabalhos muito precisos e funciona<br />

com a embalagem inovadora da Axalta maximizando<br />

a rentabilidade e minimizando o impacto no<br />

ambiente contribuindo para os clientes de repintura<br />

atingirem ou excederem os principais objetivos empresariais.<br />

Existem muitas versões <strong>das</strong> máquinas semiautomáticas,<br />

mas a Axalta Irus Mix é a mais rápida<br />

no mercado, entre 15% e 100% do que qualquer outra.<br />

Graças à utilização <strong>das</strong> garrafas Axalta, fabrica<strong>das</strong> a<br />

partir de 50% de plástico reciclado, não é necessário<br />

reencher ou decantar produto noutras garrafas. Além<br />

disso, as garrafas têm tampas doseadoras precisas que<br />

proporcionam cores exatas sem desperdícios. De referir<br />

que Axalta Irus Mix pode ser integrada facilmente<br />

no processo de gestão de cores digital completo baseado<br />

na Web, denominado Axalta Irus, que inclui os<br />

espectrofotómetros e a busca de cores baseada na Web<br />

da Axalta.<br />

Novo sistema de garrafas<br />

A Axalta Irus Mix foi concebida para funcionar com<br />

o sistema de garrafas comprovado da Axalta. As garrafas<br />

inovadoras são fabrica<strong>das</strong> a partir de 50% de<br />

plástico reciclado e permitem que cada gota do produto<br />

seja utilizada, poupando produto e evitando<br />

desperdícios. As garrafas estão disponíveis em quatro<br />

tamanhos diferentes que correspondem na perfeição<br />

à popularidade dos corantes, por exemplo, os corantes<br />

de pouca utilização estão disponíveis em garrafas<br />

mais pequenas. Para as oficinas, isto significa menos<br />

dinheiro investido no stock. A incrível precisão <strong>das</strong><br />

tampas doseadoras nas garrafas permite volumes de<br />

dosagens muito baixos. Isto significa menos tinta e<br />

menos desperdício. Por último, a Axalta Irus Mix garante<br />

uma sala de mistura limpa, libertando os pintores<br />

da tarefa de limpeza mundana e frequentemente<br />

indesejada.<br />

Fácil de usar<br />

A Axalta Irus Mix é uma máquina muito inovadora<br />

e avançada, mas fácil de usar. Na verdade, um dos<br />

benefícios da Axalta Irus Mix é que não tem de ser<br />

operada por um pintor qualificado. Um pintor menos<br />

qualificado pode operá-la facilmente, uma vez que é<br />

fácil e simples de usar. O processo completo, digital<br />

e integral baseado na Web, Axalta Irus, é na verdade<br />

uma abordagem de três passos muito fáceis para o utilizador:<br />

ler, encontrar e misturar. Depois de digitalizar<br />

a cor e encontrar a correspondência perfeita (os primeiros<br />

dois passos), os utilizadores da máquina, que<br />

não precisam de ser técnicos altamente qualificados,<br />

iniciam simplesmente o processo de mistura a partir<br />

dos seus computadores pessoais e colocam o copo de<br />

mistura na Axalta Irus Mix. A fórmula de mistura sai<br />

do sistema de busca de cores para o software da Axalta<br />

Irus Mix e, com um simples toque num botão, a Axalta<br />

Irus Mix faz o resto. Quando concluído, o copo de<br />

mistura é removido, pronto para ser fixado na pistola<br />

de pulverização. Durante to<strong>das</strong> as fases de testes e<br />

ensaios, foi comprovada que a dosagem era sempre<br />

100% precisa. A dosagem controlada por computador<br />

é precisa para que seja possível garantir às oficinas cores<br />

reproduzíveis que podem ser dosea<strong>das</strong> em pequenas<br />

quantidades. l<br />

OS PILARES<br />

DO DESENVOLVIMENTO<br />

A Axalta Irus Mix é o resultado da inovação da Axalta para responder<br />

às necessidades dos clientes de trabalhar de forma mais<br />

eficiente, rentável e sustentável. Existem quatro pilares principais<br />

nos quais a Axalta Irus Mix se baseia:<br />

Vantagens em termos de tempo<br />

A Axalta Irus Mix, com a sua tecnologia patenteada, é a máquina<br />

de mistura mais rápida e totalmente automática disponível no<br />

mercado. Com base nos ensaios da Axalta, os clientes de repintura<br />

podem poupar mais de 60% em tempo de trabalho com a<br />

Axalta Irus Mix em comparação com a mistura manual.<br />

Otimização do trabalho<br />

A Axalta Irus Mix é uma máquina muito fácil de usar e não<br />

necessita de ser operada por um técnico qualificado. O processo<br />

permite aos pintores realizarem outros trabalhos enquanto o<br />

corante está a ser misturado.<br />

Benefícios de consumo<br />

A Axalta Irus Mix foi concebida para funcionar com o sistema de<br />

garrafas comprovado da Axalta, pelo que não é necessário reencher<br />

ou decantar o produto em garrafas especiais. Além disso, as<br />

garrafas têm tampas doseadoras precisas que proporcionam uma<br />

cor exata sem desperdícios.<br />

Consciência ambiental<br />

O sistema de garrafas da Axalta é fabricado com 50% de plástico<br />

reciclado, realçando assim o compromisso com a sustentabilidade<br />

da empresa. As qualidades <strong>das</strong> suas bases bicamada<br />

premium, Spies Hecker Permahyd Hi-TEC, Cromax Pro e Standox<br />

Standoblue, estão disponíveis nestas garrafas exclusivamente<br />

com a Axalta Irus Mix.<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 73


Técnica<br />

&Serviço


Colaboração CESVIMAP<br />

www.cesvimap.com<br />

REPARAR EM VEZ DE SUBSTITUIR<br />

MENOS RESÍDUOS<br />

NA REPARAÇÃO<br />

A REGRA DOS TRÊS R PARA A SUSTENTABILIDADE<br />

AMBIENTAL, PARA ALÉM DE REUTILIZAR E RECICLAR,<br />

PASSA POR REDUZIR. A REParação DE PEçaS<br />

(EM VEZ DA SUBSTITUIÇÃO DESTAS) É UMA DAS<br />

PRINCIPAIS MEDIDAS PREVENTIVAS QUANTO<br />

À PRODUÇÃO DE RESÍDUOS DAS OFICINAS DE<br />

VEÍCULOS<br />

A<br />

sustentabilidade passa por<br />

reduzir ao mínimo os efeitos<br />

negativos da produção e gestão<br />

de resíduos. Passa também por<br />

seguir os princípios da economia<br />

circular, o que implica fazer uma utilização<br />

eficiente dos recursos. Para<br />

isso, baseamo-nos no princípio da<br />

hierarquia de resíduos. A prioridade<br />

estabelecida por esta norma é a de<br />

se tomarem as medi<strong>das</strong> necessárias<br />

para reduzir a produção dos mesmos<br />

e reutilizar os que se puder, por oposição<br />

a outras ações possíveis, como<br />

a reciclagem, a valorização ou a eliminação<br />

de resíduos. Reduzir a produção<br />

de resíduos e reutilizá-los são<br />

ações que estão a caminho do valor<br />

mágico: atingir, em 2030, uma redução<br />

de 15% no peso em relação aos<br />

resíduos produzidos em 2010. Crescer<br />

economicamente não significa<br />

necessariamente aumentar os resíduos<br />

enviados para o ambiente, com<br />

o consequente impacto que isso terá.<br />

Resíduos gerados<br />

no mercado pós-venda<br />

A venda e reparação de veículos está<br />

a evoluir e existe uma menor produção<br />

de resíduos resultantes desta<br />

atividade. Esta redução de resíduos,<br />

contudo, deve-se em grande medida<br />

à menor atividade <strong>das</strong> oficinas de reparação<br />

e não à aplicação de medi<strong>das</strong><br />

preventivas... A maior parte da<br />

quantidade de resíduos produzidos<br />

nas oficinas de reparação de carroçarias<br />

e pintura resulta da substituição<br />

de peças exteriores. Portas, capots,<br />

para-choques ou faróis e luzes são<br />

exemplos <strong>das</strong> que sofrem danos com<br />

maior frequência. Para substituir estas<br />

peças, estima-se que são produzidos<br />

em média 2,2 kg de resíduos<br />

metálicos e 1,3 kg de resíduos plás-<br />

CRESCER ECONOMICAMENTE NÃO SIGNIFICA<br />

NECESSARIAMENTE AUMENTAR OS RESÍDUOS<br />

ENVIADOS PARA O AMBIENTE, COM O<br />

CONSEQUENTE IMPACTO QUE ISSO TERÁ<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 75


TÉCNICA<br />

&SERVIÇO<br />

A SUSTENTABILIDADE Passa POR SEGUIR OS PRINCÍPIOS<br />

da ECONOMIA CIRCULAR, O QUE IMPLICA FAZER UMA<br />

UTILIZAÇÃO EFICIENTE DOS RECURSOS<br />

ticos por cada veículo que entra nas<br />

oficinas de chapa e pintura. Por isto,<br />

a reparação de peças danifica<strong>das</strong> em<br />

vez da sua substituição parece ser<br />

uma <strong>das</strong> melhores medi<strong>das</strong> para evitar<br />

não só reciclar as mesmas, mas<br />

também o gasto energético e em materiais<br />

do respetivo fabrico.<br />

Vejamos um exemplo: apenas com<br />

a reparação de uma em cada cinco<br />

peças de chapa que são atualmente<br />

substituí<strong>das</strong> em Espanha ao longo<br />

de um ano, pouparíamos aproximadamente<br />

1.700 tonela<strong>das</strong> de resíduos<br />

metálicos. Representam o peso em<br />

aço que seria necessário para fabricar<br />

3.900 carroçarias de veículos. Se<br />

utilizarmos peças de plástico como<br />

exemplo, a redução seria de 1.000<br />

tonela<strong>das</strong> deste tipo de resíduo. Este<br />

é o peso equivalente a cobrir mais de<br />

52 campos de futebol com relva artificial.<br />

Mas para atingir estes objetivos,<br />

analisemos cuidadosamente que<br />

fatores técnicos e económicos condicionam<br />

a opção de reparar uma peça<br />

em vez de a substituir.<br />

A reparação deve restituir totalmente<br />

a funcionalidade original da peça.<br />

Isto não significa apenas restaurar<br />

a sua forma ou aparência original.<br />

A sua usabilidade também deve ser<br />

assegurada. Também há que ter em<br />

conta que a maioria dos componentes<br />

do veículo foram concebidos para<br />

reagir de uma determinada forma<br />

em caso de acidente. Por outro lado,<br />

a reparação deve ser economicamente<br />

mais interessante do que a<br />

substituição. A soma dos custos de<br />

tempo dos técnicos, da energia e dos<br />

produtos e consumíveis (os recursos<br />

utilizados para a atividade) deve ser<br />

inferior ao que custaria trocar a peça.<br />

Melhores técnicas<br />

Técnicas de reparação especializa<strong>das</strong>,<br />

a formação adequada dos profissionais<br />

e um melhor nível de equipamento<br />

aumentarão a capacidade<br />

de reparar danos mais graves. Assim<br />

serão superados os limites mencionados,<br />

com eficácia e eficiência. Tomemos,<br />

como exemplo, as técnicas<br />

de reparação por tração de danos<br />

em chapa. Atualmente, o mercado<br />

disponibiliza uma grande diversidade<br />

de ferramentas e equipamento<br />

semiautomático para corrigir danos<br />

em zonas com difícil configuração.<br />

Desvantagem? O tempo, que aumenta,<br />

e os materiais de pintura necessários<br />

para obter um bom acabamento<br />

após a aplicação desta técnica.<br />

No entanto, isto é compensado pela<br />

diminuição do tempo necessário na<br />

desmontagem e montagem de acessórios.<br />

Se o conceito de reparabilidade<br />

já for considerado na fase de<br />

conceção do veículo, haverá melhores<br />

condições para reduzir posteriormente<br />

os resíduos produzidos no<br />

mercado pós-venda. Neste sentido, a<br />

configuração da peça e, especialmente,<br />

o tipo de material ou a liga utilizada<br />

para o seu fabrico, podem facilitar<br />

a sua reparação. Quando falamos<br />

dos plásticos autorreparáveis, temos<br />

um exemplo claro de materiais capazes<br />

de manter as suas propriedades<br />

com mecanismos que lhes permitem<br />

autorreparar-se, desde que se trate<br />

de pequenas fissuras ou de desgaste<br />

pela utilização. Ou, simplesmente,<br />

de reduzir o tempo de reparação.<br />

Outro exemplo: se o fabricante disponibiliza<br />

uma vista explodida mais<br />

ampla da peça de substituição nos<br />

componentes do veículo, é possível<br />

reduzir os resíduos produzidos. A<br />

razão para tal é que facilita a substituição<br />

de peças mais pequenas ou a<br />

substituição apenas dos elementos<br />

que não possam ser reparados. Mantêm-se<br />

aqueles que não são afetados<br />

e os que são reparáveis. É este o caso<br />

dos faróis. Algumas marcas de veículos<br />

já fornecem uma vista explodida<br />

completa, que inclui os componentes<br />

eletrónicos, evitando assim a necessidade<br />

de substituir todo o conjunto em<br />

caso de quebra de um componente.<br />

Programas de prevenção<br />

Em suma, aplicando as melhores técnicas<br />

disponíveis, teremos ao dispor<br />

um serviço de pós-venda mais limpo<br />

e mais respeitador do ambiente.<br />

Mas, para reduzir de forma significativa<br />

a produção de resíduos são<br />

necessárias medi<strong>das</strong> adicionais que<br />

ajudem todos os agentes envolvidos.<br />

As autoridades competentes terão<br />

de dispor de programas de prevenção<br />

com medi<strong>das</strong> como o incentivo à<br />

conceção de produtos reparáveis ou<br />

sistemas que promovam as atividades<br />

de reparação. l<br />

76 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


produto<br />

MOTUL LANÇA NGEN HYBRID<br />

AVANÇO TECNOLÓGICO<br />

A NOVA GAMA DE LUBRIFICANTES MOTUL NGEN HYBRID É UM AVANÇO<br />

TECNOLÓGICO PARA OS NOVOS MOTORES DE VEÍCULOS HÍBRIDOS<br />

E HÍBRIDOS PLUG-IN, E FORAM PROJETADOS PARA MELHORAR<br />

O DESEMPENHO, PROPORCIONAR MAIOR DURABILIDADE DO<br />

LUBRIFICANTE, REDUZIR O CONSUMO E MELHORAR A RESPOSTA EM<br />

CONDIÇÕES DE FRIO E COM START-STOP<br />

Com o lançamento da nova gama NGEN Hybrid, a Motul reafirma o seu<br />

compromisso com a sustentabilidade, já que os produtos desta gama são<br />

fabricados com uma base orgânica composta por 25% de componentes<br />

renováveis. Nesse sentido, o nome da nova gama vem do conceito Next<br />

Generation (próxima geração), já que a NGEN Hybrid foi desenvolvida<br />

com o objetivo de atender às necessidades de uma nova geração de veículos e condutores<br />

mais sustentáveis e responsáveis com o meio ambiente, mas oferecendo o<br />

mesmo nível de exigência.<br />

A formulação dos novos óleos de cárter, que tem como antecedente a gama Motul<br />

Hybrid, permite reduzir significativamente o impacto ambiental. A formulação orgânica<br />

oferece várias melhorias, como maior poder de limpeza, maior durabilidade<br />

do lubrificante, melhor resposta em condições de frio e especialmente em modo<br />

“start-stop”, bem como minimização do consumo de lubrificante e emissão de gases<br />

poluentes.<br />

A Motul revolucionou o setor de veículos híbridos desenvolvendo a primeira gama de<br />

produtos que oferecia uma solução completa para esse tipo de carros. Agora, a empresa<br />

apostou novamente neste campo, criando uma nova e melhorada versão desta<br />

gama. Com este lançamento, a empresa oferece um maior desempenho aos veículos<br />

através de diferentes óleos. Além disso, a Motul incorporou melhorias nas embalagens<br />

dos produtos da gama NGEN Hybrid, a marca especializada em lubrificantes,<br />

embalou os produtos de toda a gama em latas de plástico forma<strong>das</strong> por 50% de plástico<br />

reciclado, que são totalmente recicláveis. Por isso, a NGEN Hybrid é apresentada<br />

ao mercado como um óleo sustentável com o qual não só melhoraremos o motor dos<br />

veículos, mas também reduziremos a nossa pegada ambiental”. l<br />

www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com Junho I 2023 77


Gestão<br />

ORÇAMENTO NA OFICINA<br />

CONTROLO DE CUSTOS<br />

COM O AUMENTO DOS PREÇOS DAS PEÇAS SOBRESSALENTES E O AUMENTO DAS EXIGÊNCIAS<br />

DOS CLIENTES, FORNECER UM ORÇAMENTO PRECISO E MANTER OS CUSTOS SOB CONTROLO ESTÁ<br />

A TORNAR-SE CADA VEZ MAIS IMPORTANTE<br />

Graças a toda a informação e detalhes<br />

no orçamento, é possível<br />

assegurar que o cliente é informado<br />

de tudo o que precisa de saber. A<br />

satisfação será, portanto, ainda maior<br />

porque aos seus olhos não haverá zonas<br />

cinzentas. A Infopro Digital Automotive<br />

enumera os seis dados mais<br />

importante a incluir na preparação de<br />

um orçamento para os seus clientes<br />

A data de criação<br />

e expiração do orçamento<br />

Para o cliente, e também para si próprio,<br />

a data de criação é útil porque<br />

facilita a organização do seu trabalho.<br />

Igualmente importante é a data de expiração,<br />

que serve como garantia. O<br />

preço <strong>das</strong> peças sobressalentes pode<br />

mudar muito rapidamente, pelo que<br />

é melhor fornecer uma estimativa realista<br />

que reflita a situação do mercado.<br />

Uma descrição clara<br />

<strong>das</strong> operações a realizar<br />

A fim de chegar a uma estimativa precisa,<br />

é necessário ter um documento<br />

que explique claramente as operações<br />

que farão parte do trabalho. Desta forma,<br />

o cliente (sozinho ou com a sua<br />

ajuda) pode compreender rapidamente<br />

o que será feito ao seu veículo.<br />

Tempo de mão-de-obra<br />

Recomenda-se a utilização de tempos<br />

originais do fabricante para assegurar<br />

a legitimidade e exatidão dos dados.<br />

Embora obrigue necessariamente ao<br />

cumprimento de prazos, quando estes<br />

dados estão presentes servem como<br />

um ponto de referência importante<br />

porque não podem ser questionados.<br />

Comunicar isto com precisão também<br />

permite ao cliente fazer projeções e<br />

assim ter uma ordem de grandeza do<br />

tempo gasto no seu veículo.<br />

Os custos de mão-de-obra<br />

Para fornecer um documento claro<br />

e preciso, é importante indicar as diferentes<br />

tarifas de trabalho para cada<br />

operação. Isto também indicará ao<br />

cliente o grau de complexidade da operação.<br />

Na sua proposta de orçamento,<br />

ao apresentar os custos de mão-de-<br />

-obra, não hesite em apresentá-los em<br />

forma de grelha para decompor visualmente<br />

as diferentes taxas necessárias<br />

para o trabalho. Isto ajudará a tornar<br />

o documento final mais claro.<br />

Preços: simples e totais<br />

Para facilitar a leitura e a compreen-<br />

são da estimativa, é essencial indicar<br />

os preços repartidos por linha (operação,<br />

peça, etc.). Esta repartição<br />

mostra em números o impacto do<br />

tempo e dos custos de mão-de-obra.<br />

O preço global, escusado será dizer,<br />

serve como ponto de referência no<br />

documento e dá ao cliente a informação<br />

final de que necessita.<br />

Especificar referêrncias<br />

<strong>das</strong> peças utiliza<strong>das</strong><br />

Sempre que possível, tente incluir referências<br />

para as peças sobressalentes<br />

utiliza<strong>das</strong>: isto aumentará a confiança<br />

do seu cliente de que terá toda a<br />

informação de que necessita em caso<br />

de verificações e pesquisas. Se preferir<br />

não incluir a referência de peça,<br />

pode ser suficiente indicar a marca e o<br />

nome da peça sobressalente. l<br />

78 Junho I 2023 www.jornal<strong>das</strong>oficinas.com


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