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RHnews • novembro 2006 • Revista da Associação ... - ABRH-RJ

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de 2006, a DRT/RJ realizou a chamada “fiscalização indireta”. A delegacia escolhia determinada atividade econômica e convocava as empresas para assistirem a uma palestra, com a participação do Serviço Nacional de Aprendizagem correspondente. Na ocasião, diversas dúvidas foram esclarecidas. “No primeiro semestre deste ano, por semana, 60 estabelecimentos foram convocados, isso sem contar o trabalho semelhante que foi feito nas Subdelegacias”, diz Aragão. Durante os encontros, foi esclarecido aos empresários que a questão da aprendizagem não deve ser vista como um problema e uma obrigação legal. “Trata-se de uma oportunidade única para formar trabalhadores.”, afirma Aragão. Segundo levantamento feito pela DRT/RJ, se todas as empresas do Estado do Rio de Janeiro cumprissem a Lei a estimativa é de que 60.000 aprendizes seriam contratados. “Hoje, acreditamos em um número em torno de 20.000. Só em 2006, até setembro, 2.731 jovens foram contratados sob ação fiscal (empresas que foram chamadas na delegacia e comprovaram a contratação).”, explica Aragão. Apesar do papel de fiscalização da DRT/RJ, Aragão ressalta que a multa não é interessante para a empresa, nem para o Ministério do Trabalho, nem para a sociedade. “O que nos interessa é regularizar as situações para ter mais jovens aptos. O objetivo é inserir e qualificar os aprendizes, além de conscientizar a empresa da importância das ações de responsabilidade social”, finaliza. A atuação do SENAI/RJ O SENAI/RJ (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio de Janeiro) é uma das entidades qualificadas para a formação dos jovens aprendizes. Em um primeiro momento, é ao SENAI que as indústrias devem recorrer para contratar os jovens aprendizes que, necessariamente, participam dos cursos de aprendizagem. Aos aprendizes são oferecidos 55 cursos com variadas abordagens, nas 26 escolas em todo Estado. Luciano Bogada 0 RHnews novembro 2006 capa Material didático entregue as instituições selecionadas pelo Projeto Aprendiz Legal. O material vem dentro de uma caixa de ferramentas, numa alusão ao mercado de trabalho De janeiro até setembro de 2006, 8.314 jovens foram matriculados nos cursos de aprendizagem do SENAI/RJ. Neste mesmo período, em 2005, foram matriculados 10.800 jovens. Segundo a entidade, o número está menor porque vários alunos concluíram o curso no primeiro semestre e o SENAI está aguardado a indicação de jovens pelas empresas para reposição das cotas , em cumprimento da Lei. Hoje, as organizações têm duas possibilidades. Algumas optam por selecionar e encaminhar o jovem aprendiz diretamente para participar dos cursos de aprendizagem. Outras utilizam os jovens já selecionados pela entidade. Em alguns casos, o SENAI faz até o processo seletivo em local solicitado pela empresa. No caso das empresas não encontrarem nos cursos oferecidos pelo SENAI um compatível a seu interesse, a entidade está aberta a analisar propostas e criar novos cursos, desde que não sejam tão técnicos, a ponto de atender uma necessidade muito específica. O objetivo do Senai é ministrar cursos para atender qualquer empresa do mercado e formar alunos com uma capacitação abrangente. Práticas no mercado Alexandre Vieira Outra atividade dos jovens no Instituto Caminhos para a Vida Segundo Wanderley Antunes Bezerra, coordenador de Responsabilidade Social da Universidade Petrobras, desde agosto de 2006, a companhia está em total conformidade com a Lei 10.097, cumprindo a cota máxima. São 2.555 jovens em todo o Brasil, sendo 1.100 só no Estado do Rio de Janeiro, com contratos assinados. “No nosso caso, como as pessoas só ingressam na companhia via concurso público, não poderemos contratar esses jovens depois. Os nossos fornecedores, entretanto, têm demonstrado total interesse em contratar um aprendiz da Petrobras. Com isso, a qualificação acaba retornando para nós de forma indireta”, explica Bezerra.

O programa de aprendizagem da Petrobras é dividido em três etapas. A etapa de desenvolvimento de competências gerais é voltada para a ressocialização, recuperação de auto-estima, ensinamentos sobre meio-ambiente e segurança no trabalho. Quem ministra são organizações sociais contratadas pela companhia. “É nessa etapa que eles têm o primeiro contato com o mundo do trabalho”, ressalta Bezerra. A segunda etapa, chamada de competência técnica, são os cursos de aprendizagem do SENAI e a última é a vivência profissional, que ocorre dentro da companhia. A avaliação deste programa é feita com o público interno. Para cada dez jovens, existe um orientador Petrobras que acompanha o aprendiz durante toda a experiência. Com um porte bem menor que o da Petrobras, a Concessionária da Ponte Rio Niterói S/A vem desenvolvendo um ótimo trabalho. A coordenadora de Projetos Sociais da Empresa, Sônia Cristina Peçanha Couto, conta que “desde o início do projeto, além de visar ao cumprimento da Lei, fizemos uma ligação com as nossas ações de responsabilidade social.” A empresa já tem, desde 2001, um Instituto que oferece cursos (informática, digitação, telemarketing, entre outros) para atender à comunidade. Após concluírem o curso, os jovens que demonstrarem interesse, de acordo com as vagas disponíveis, são selecionados para fazer os cursos no SENAI e, posteriormente, atuam como aprendizes na Ponte”, explica. Um diferencial da companhia é uma conquista junto ao SENAI. “Estamos finalizando um projeto de criação de um curso adaptado às necessidades da Ponte, focado no atendimento ao cliente. Esse curso virou um novo produto do SENAI, ficando aberto a outras empresas”, esclarece Couto. Novidade na área capa Em 18 de agosto, foi lançado o programa de formação profissional Aprendiz Legal, uma parceria entre Petrobras, TV Globo, Fundação Abrinq, Instituto Ethos, Grupo de Institutos e Fundações (GIFE) e Fundação Roberto Marinho. O programa vai capacitar e oferecer material didático (acessível também a jovens cegos e surdos) para 100 instituições. Presentes em todo o Brasil, estas instituições vão trabalhar em parceria com as empresas interessadas. O objetivo é qualificar e preparar os jovens para os desafios encontrados no cotidiano das empresas e garantir a própria empregabilidade. Entre os temas abordados estão: identidades; juventudes; trabalho; ética; profissionalização; protagonismo juvenil e projeto de vida. Ângela Cruz, da Fundação Roberto Marinho, ressalta a importância da rede de aprendizagem que está sendo criada. Um ambiente virtual foi concebido pelo programa para ser uma ferramenta de monitoramento, mediação pedagógica e comunicação de todos os envolvidos. “Os participantes vão formar uma rede de aprendizagem na qual trocarão informações e experiências. Dúvidas serão tiradas pela equipe central da Fundação Roberto Marinho”, explica. Serviço Benefícios não faltam para empresas que cumprem a lei com responsabilidade social. Tire suas dúvidas no Plantão Trabalhista da DRT/RJ, na Avenida Presidente Antônio Carlos, 251, térreo, centro do Rio de Janeiro. Os telefones da delegacia são: (21) 2220-4169 ou 2220- 9173 – ramal 237. RHnews novembro 2006

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