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RHnews • novembro 2006 • Revista da Associação ... - ABRH-RJ

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RHnews novembro 2006 “O Aprendiz ”: o processo utilizado é correto? Em 26 de setembro, o gaúcho formado em direito Anselmo Martini ouviu de Roberto Justus, CEO do Grupo NEWCOMM, presidente da Y&R e apresentador, a frase: Anselmo, você está contratado! Tratava-se da final de “O Aprendiz 3”, reality show da TV Record baseado na produção americana idealizada por Donald Trump, que obteve média de 16 pontos de audiência (cada ponto equivale a cerca de 54,4 mil domicílios na Grande SP). Na terceira edição, o site de “O Aprendiz” registrou 24 mil inscritos, sendo apenas 16 selecionados a participar. O que estava em jogo era uma vaga para trabalhar na Wunderman, agência de marketing direto sediada em Nova York, com salário anual de R$ 500 mil. Durante os meses de agosto e setembro, os participantes de “O Aprendiz 3” cumpriram tarefas para testar a agilidade, criatividade, capacidade de estratégia e planejamento. Segundo a produção do programa o objetivo é submeter os candidatos a testes, levando em consideração a liderança, a organização e o tempo destinado a obter o resultado de forma mais produtiva, para que se descubra quem está mais capacitado para ser contratado. Telespectadora do programa e estudante do sexto período do curso de Administração debate da UniverCidade, Rosângela Mantuano encaminhou à RHnews a questão: O processo de seleção mostrado no programa “O Aprendiz” é correto? Myrna Silveira Brandão, diretora cultural da ABRH-RJ, começa ressaltando a diferença do processo usado no programa de um processo normal de seleção. Para a executiva, “as tarefas de ‘O Aprendiz’ até envolvem estratégia, poder de negociação, raciocínio, dinamismo e iniciativa, mas o enfoque é diferente, pois se trata de uma prova essencialmente de competição”. Prova disso é que nos testes finais do programa, houve ajuda dos participantes eliminados e até opinião dos dois finalistas sobre as escolhas que fizeram no último teste. Por tratar-se de um reality show, muito mais do que critérios de um processo de seleção, prevalecem fatores como marketing e preocupação com o ibope. Myrna lembra que “a produção de ‘O Aprendiz’ ressalta os bastidores do programa, como os quartos dos finalistas na suíte presidencial do Hilton; durante a final, Roberto Justus pede ajuda da platéia para aumentar a audiência e bater a Globo; e própria música tema: For the Love of Money, que apresenta o bordão money, money, money... money.” “As tarefas de ‘O Aprendiz’ envolvem estratégia, poder de negociação, raciocínio, dinamismo e iniciativa, mas o enfoque é diferente.Trata-se de uma prova essencialmente de competição” Não há como negar que o “O Aprendiz” segue a linha de algumas organizações que aplicam dinâmicas de grupos, já que os jogos também se constituem num instrumento para conhecer melhor os candidatos e suas potencialidades. “Mas, nas empresas, esses instrumentos são utilizados com métodos nos quais os candidatos são avaliados pelas suas atitudes como profissionais e competências técnicas, sem emissão de juízo de valor. Tais conceitos em ‘O Aprendiz’ se confundem e geram opções pela escolha de candidatos com os quais se estabeleceu empatia ou eliminação devido a sentimentos de desagrado expostos pelo apresentador Roberto Justus”, esclarece Myrna. Outro ponto a considerar é a exposição dos candidatos. Da mesma forma que eles podem receber propostas de trabalho e realizar contatos com empresas, correm o risco de ter a imagem seriamente comprometida por algo que fuja ao seu controle. Inclusive porque o estilo autoritário do apresentador pode conduzir a isso. A executiva finaliza afirmando que “por todos esses motivos, fica difícil considerar a competição que acontece no programa como um processo de seleção adequado, pelo menos na forma como nós, profissionais de recursos humanos, o entendemos”. A consultora desta reportagem participa do Grupo GP da ABRH- RJ. As respostas mencionadas tiveram a colaboração de Leyla Nascimento, presidente da entidade. Esta página foi criada pela ABRH-RJ para que temas polêmicos e/ou tendências em Gestão de Pessoas sejam discutidos por profissionais da área. As opiniões aqui expressas não representam a postura da entidade. Mande sua sugestão de tema para rhnews@lead.com.br e participe!

entrevista Luciano Pacheco Como aumentar a FIB (Felicidade Interna Bruta)... Por Patrícia Melo Luciano Pacheco tem se dedicado à realização de palestras motivacionais com embasamento teórico de gestão de pessoas, planejamento estratégico, marketing de serviços, retenção de clientes, ética e responsabilidade social. Há cerca de vinte anos, vem contribuindo para o aprimoramento do modelo de gestão de empresas nacionais e internacionais, ora como executivo, ora como consultor. Nas páginas amarelas dessa edição, Luciano mostra questões-chave para a obtenção de sucesso, as vantagens de uma vida equilibrada e como buscar a felicidade plena, tudo isso de um modo simples, sem segredos e em tom de otimismo. Aproveite! RHnews - Quais são as questõeschave para se obter sucesso na vida pessoal e profissional? Luciano Pacheco - Primeiro, precisamos definir o que é sucesso para cada um de nós. Para a grande maioria das pessoas (resultado de pesquisa realizada em cinco anos proferindo palestras) sucesso é uma questão de atitude. Para outras, mais de 20 mil, sucesso é atingir metas claras e desafiadoras. Bom, se sucesso é isso, nós estaremos sempre em busca dele. E quando alcançarmos, lá estaremos, de novo, definindo novas metas. Sucesso para mim é aumentar o FIB e não o PIB a cada novo dia. Para quem nunca ouviu antes esta expressão, FIB é a Felicidade Interna Bruta. Sucesso é fazer o que você gosta, com prazer e ainda ganhar dinheiro com isto. Sucesso é a jornada diária com saúde, sem abrir mão de valores éticos. Sucesso é fazer a diferença para alguém. Sucesso é se sentir feliz na maioria do seu dia. Então, não existe sucesso pessoal e profissional. Existe uma pessoa, sem dicotomias, que constrói uma história, uma trajetória, uma jornada de sucesso. Sucesso não é chegar lá. Sucesso é viver. RHnews - Que benefícios podemos ter ao adotar uma postura equilibrada na qual: planejamento e ação; razão e intuição; impetuosidade e medo atuam balanceados no dia-a-dia das pessoas e das organizações? LP - O benefício da sinergia. Os extre- “Sucesso é fazer o que você gosta, com prazer e ainda ganhar dinheiro com isto. Sucesso é a jornada diária com saúde, sem abrir mão de valores éticos”. mos do comportamento estão na maioria de nós, mas precisamos dosá-los, todos eles têm seu lado positivo. O medo, por exemplo. Sem ele morreríamos ainda crianças, e sem a impetuosidade nos faltaria a coragem. Primeiro vem o medo para que a coragem possa existir. Aprendi ao longo de mais de 20 anos de consultoria, que “Nada é tudo sozinho!” Este é o título de um capítulo do meu livro “Nem 8 Nem 80”. Existem pessoas que planejam demais e não agem. As pessoas procrastinam demais, deixam para amanhã o que podem fazer hoje, e outras não planejam nada. Estamos num novo milênio e as pessoas ainda desprezam suas intuições ou acham que somente com elas chegarão a algum lugar. O sucesso duradouro se sustenta em uma pessoa de bem com ela mesma, com sua família e amigos e com seu trabalho. Este é o tripé do mundo atual. RHnews - O senhor presta serviços de coaching para executivos. Qual a importância dessa ferramenta nos dias atuais? Quais os principais benefícios trazidos aos executivos que têm um coach? LP - Sim. Todos nós precisamos de um coach, de um técnico amigo, aquele que paramos tudo para ouvir. Que esteja fora do furacão e tenha serenidade e experiência pessoal e profissional para nos dar dicas, orientações e, por vezes, nos dar duro. Ou simplesmente para nos lembrar que sem disciplina e determinação ficaremos pelo caminho, ou até mesmo para alertarnos sobre como estamos como líderes. A grande maioria das empresas brasileiras é de origem familiar e, em muitas, a família está à frente do processo decisório. Estes RHnews novembro 2006

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