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RHnews • novembro 2006 • Revista da Associação ... - ABRH-RJ

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RHnews novembro 2006 entrevista Luciano Pacheco executivos, por muitas vezes, não tiveram a oportunidade, como eu tive, de atuar junto a empresas de diferentes portes e negócios tão diversificados. Então, a primeira contribuição que tenho dado é a minha experiência profissional diversificada. A segunda está na direção proposta. De que eles sejam mais plenos e pensem mais no longo prazo, afinal de contas estamos vivendo muito mais anos. Chegaremos aos 100 anos fácil, precisamos pensar em como queremos viver todos estes anos. RHnews - Como coach, o senhor deve detectar algumas aflições semelhantes presentes nos executivos hoje em dia. Elas existem? Quais seriam as mais comuns? Como amenizá-las? LP - As mais comuns são a força predatória da concorrência e a pressão por resultados de curto prazo, estas no âmbito corporativo e o antídoto é... Trabalhe a sua marca. Cuide dela com muito carinho, não faça hoje o que poderá manchar sua reputação de amanhã. Já no âmbito pessoal é a falta de tempo. O antídoto para isto está no planejamento. Faça uma lista diária finita de atividades a serem feitas. Completou-a. Vá pra casa. Amanhã será um novo dia e uma lista existirá implacavelmente. Nesta lista não devem conter somente atividades profissionais, mas também atividades físicas (pelo menos uma caminhada de 40 minutos três vezes na semana). “O sucesso duradouro se sustenta em uma pessoa de bem com ela mesma, com sua família e amigos e com seu trabalho. Este é o tripé do mundo atual”. RHnews - Que benefícios os programas de melhoria da qualidade de vida dos colaboradores trazem hoje às organizações? LP - A regra é simples: O valor que os clientes compram está ligado à produtividade dos colaboradores. A produtividade dos colaboradores está ligada à fidelidade. A fidelidade dos colaboradores está ligada a sua satisfação. E a satisfação dos funcionários está ligada à qualidade interna da vida profissional. Resumindo, os programas de melhoria da qualidade de vida dos colaboradores aumentam a percepção de valor dos clientes fiéis, que são os que dão mais lucros às corporações. Simples. Mais lucro com a fidelidade dos clientes. RHnews - Vamos falar do seu livro “Nem 8 Nem 80”. “Nem 8 Nem 80” é uma expressão popular que significa evitar os extremos. Por que as posições extremadas devem ser evitadas? LP - Porque excesso de adrenalina no sangue pode provocar enfarto. Adrenalina é bom em situações controladas. Andar de montanha russa só é bom porque sabemos que o carrinho não vai descarrilar. Precisamos dos extremos como referenciais e para sair da rotina, mas quando enxergamos a vida como uma longa jornada, tiraremos mais proveito dela se nos mantivermos na maior parte do tempo em posições moderadas. Faremos mais amigos e conquistaremos mais resultados duradouros. Em vez de correr 5 km em meia hora, caminhe 7 km em uma hora apreciando o mar. O coração, as articulações e a coluna agradecerão. RHnews - Seu livro incentiva a busca do equilíbrio. Quais são os extremos do comportamento humano na busca do equilíbrio? LP - Paixão e ódio compõem um desses eixos. Já o amor só constrói. Já assisti uma forte paixão se transformar em ódio mortal numa centelha. Já vi medo imobilizar e impetuosidade que fez falir empresa, mas quando combinadas em prudência, disciplina, determinação e garra geram resultados positivos. A intuição pura e a razão fria podem dar lugar ao bom senso com muita inspiração. RHnews - Para finalizar, o senhor pode deixar algumas dicas para os leitores da RHnews sobre qualidade de vida e a busca pela felicidade plena? LP - A FIB é o que realmente interessa e para ela ser alcançada não seja o que os outros esperam de você, mas aquilo que realmente você pretende ser. E depois, comprometa-se com os seus sonhos, pois a vida nunca vai lhe dar aquilo que você nunca sonhou. Posso dar o meu depoimento de vida pessoal. Tudo o que eu recomendo, ou quase tudo, eu pratico. Nada é mais importante para mim do que uma noite de sono bem dormida. Ela representa para mim que tive um dia pleno e de paz interior. Poder deitar a cabeça no travesseiro e dormir o sono dos justos é um privilégio, espero, seja de muitos dos leitores da RHnews.

Na lista do Great Place to Work® Institute Brasil das cem melhores empresas para se trabalhar no País, a carioca Chemtech, empresa especializada em serviços e em soluções de TI para indústrias de processo, alimentos e bebidas, aparece em terceiro lugar. A organização, no mercado há 17 anos, foi fundada por engenheiros químicos formados pelo IME (Instituto Militar de Engenharia) e hoje faz parte do grupo Siemens, inserida na divisão IP (Industrial Plants) do grupo I&S (Industrial Solutions and Services). A sede continua no Rio de Janeiro, mas os escritórios estão espalhados por São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Houston (EUA). Entre os clientes, destacam-se a Petrobras, Ambev, Nestlé, Monsanto, ExxonMobil, Saudi Aramco, Shell e ChevronTexaco. Apesar do médio porte – são 300 colaboradores – a organização investe fortemente nas práticas de gestão de pessoal descentralizadas. Denise Cardoso, gerente de operações da Chemtech, explica que a empresa não possui um departamento de RH que centraliza todas as atividades relacionadas à gestão de pessoas. “Todos os gestores são responsáveis por manter as equipes motivadas, treinadas, por dar feedback, escutar as sugestões e implementá-las. Mensalmente, existe uma reunião de gestores de todos os escritórios na qual estes assuntos são discutidos.”, completa. Hoje, existem na empresa: plano de cargos e salários; pesquisa de mercado para manter os salários acima da média; avaliação de desempenho; curso de integração; aulas de ioga; ginástica laboral; sessões de UCP (Unidade de Correção Postural); intranet colaborativa; além de eventos mensais e Divulgação a gestão de pessoas mudou a minha empresa Investindo nos jovens talentos Denise Cardoso, gerente de operações da Chemtech festas comemorativas. Recentemente, foi criada a Universidade Corporativa Chemtech que possui quatro unidades de conhecimento: gestão, capacitação profissional, extensão e centro de idiomas para o público interno, e uma unidade voltada ao público externo, que oferece cursos para universitários, EAD (Ensino a Distância), bolsas de doutorado, entre outros. O que mais chama atenção na empresa é o perfil jovem dos funcionários. A idade média dos colaboradores da Chemtech é de 30 anos. Entre os processos menos convencionais para contratar o jovem talento está um curso de auto-conhecimento oferecido aos estudantes universitários. Os alunos são selecionados por cartas de recomendação e análise de currículo para participar e, ao final do curso, são escolhidos os que têm o melhor perfil para estagiar na empresa. Em 2006, foram oferecidas doze turmas em nove diferentes universidades. Outro destaque são os desafios técnicos promovidos, nos quais a Chemtech convida universidades para resolverem desafios de engenharia. É oferecido um curso EAD para preparar os universitários e, posteriormente, as escolas escolhem os melhores alunos para serem seus representantes. No último desafio nacional, foram contratados os onze alunos melhores avaliados. Denise é enfática: “Essas e outras ações são feitas porque a Chemtech está disposta a formar novos profissionais. A empresa acredita na missão de ajudar o país a crescer, criar novos postos de trabalho e oferecer um futuro para estas centenas de universitários que se formam no Brasil. Esta receita tem dado muito certo. Trazemos para a empresa o entusiasmo e o comprometimento deste jovens e damos em troca a experiência e conhecimento dos nossos profissionais mais antigos. No final todo mundo sai ganhando”, finaliza. Essas ações também fizeram a Chemtech ser reconhecida, no meio universitário, como uma empresa que investe na formação profissional dos funcionários, que faz parcerias com os professores, que libera os funcionários para fazerem mestrado, doutorado. “Com isso, conseguimos trazer e reter os talentos”, finaliza. “A Chemtech acredita na missão de ajudar o país a crescer, criar novos postos de trabalho e oferecer um futuro para as centenas de universitários que se formam no Brasil”. RHnews novembro 2006

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