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Entrevista Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, explica o que é o NAPI Wood Tech<br />

MERCADO EM<br />

EXPANSÃO<br />

INDÚSTRIA INVESTE EM NOVA SEDE NO<br />

SETOR DE SECAGEM DE MADEIRA E<br />

PLANEJA AUMENTAR A PRODUÇÃO<br />

EXPANDING MARKET<br />

COMPANY INVESTS IN NEW HEADQUARTERS<br />

IN THE WOOD DRYING SECTOR AND PLANS<br />

TO INCREASE PRODUCTION


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SUMÁRIO<br />

INDUSTRIAL<br />

54<br />

2023<br />

36<br />

46<br />

42<br />

MADEIRA<br />

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO<br />

Acimderj 51<br />

Aimex 45<br />

Benecke 07<br />

Bruno 09<br />

Cipem 27<br />

Contraco 35<br />

DRV Ferramentas 13<br />

Dujua 75<br />

Elemaq 69<br />

Engecass 17<br />

Gaidzinski 71<br />

Impacto 21<br />

Mendes Máquinas 02<br />

Mill Indústrias 76<br />

Montana Química 05<br />

MSM Química 19<br />

Nazzareno 23<br />

Neutraliza 67<br />

Pole Cola 33<br />

Rotteng 11<br />

Termolegno 25<br />

Vantec 15<br />

WoodFlow 29<br />

SUMÁRIO<br />

06 Editorial<br />

08 Cartas<br />

10 Bastidores<br />

12 Notas<br />

26 Aplicação<br />

28 Frases<br />

30 Entrevista<br />

36 Principal Investindo para crescer<br />

42 Pesquisa<br />

46 Marcenaria<br />

52 Química na madeira<br />

54 Prêmio REFERÊNCIA<br />

64 Mercado<br />

68 Artigo<br />

72 Agenda<br />

74 Espaço Aberto<br />

04<br />

referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


EDITORIAL<br />

INVESTINDO<br />

PARA CRESCER<br />

NA CAPA<br />

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product<br />

www.referenciaindustrial.com.br<br />

Entrevista Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, explica o que é o NAPI Wood Tech<br />

MERCADO EM<br />

EXPANSÃO<br />

INDÚSTRIA INVESTE EM NOVA SEDE NO<br />

SETOR DE SECAGEM DE MADEIRA E<br />

PLANEJA AUMENTAR A PRODUÇÃO<br />

O<br />

investimento na construção de uma nova sede<br />

da Contraco, empresa catarinense que tem<br />

apresentado ao mercado soluções para secagem<br />

e tratamento de madeira, em Taió (SC),<br />

é o destaque principal desta edição da revista<br />

REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL. As novas instalações<br />

vão possibilitar melhor desempenho das atividades, além<br />

do aumento na produção e mais comodidade aos colaboradores.<br />

A edição traz também uma entrevista com Ramiro<br />

Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, que explica<br />

o que é o NAPI Wood Tech (Novos Arranjos de Pesquisa<br />

e Inovação) e o projeto de tornar o Paraná, em especial<br />

Guarapuava (PR), em um centro para desenvolvimento da<br />

madeira engenheirada. A edição ainda traz a cobertura<br />

completa dos dez premiados na XXI edição do Prêmio<br />

REFERÊNCIA do ano, os esforços do Cipem (Centro das<br />

Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado<br />

de Mato Grosso) para ampliar as exportações de madeira,<br />

a produção de painéis a partir de resíduos moveleiros, além<br />

de notícias e informações sobre o setor. Desejamos a todos<br />

uma ótima leitura!<br />

INVESTING TO GROW<br />

T<br />

he investment in the construction of a new<br />

office and factory spaces by Contraco, a company<br />

from Santa Catarina that has presented<br />

solutions for drying and wood treatment to<br />

the market in Taió (SC), is the main highlight of<br />

this issue of REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAl. The new<br />

facilities will enable better performance of activities, in addition<br />

to increasing production. The issue also features an<br />

interview with Ramiro Wahrhaftig, President of the Araucaria<br />

Foundation, who explains what Napi Wood Tech is and how<br />

the project will turn Paraná, especially Guarapuava (PR),<br />

into a center for the development of engineered wood. The<br />

issue also has complete coverage of the ten winners in the<br />

XXI REFERÊNCIA Award of the year, the efforts of the Center<br />

of Wood Producing and Exporting Industries of the State<br />

of Mato Grosso (Cipem) to expand wood exports, the production<br />

of panels from furniture waste, as well as news and<br />

information about the Sector. Pleasant reading!<br />

06<br />

referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023<br />

A NOVA SEDE DA EMPRESA<br />

CATARINENSE CONTRACO É<br />

O DESTAQUE DESTA EDIÇÃO<br />

EXPEDIENTE<br />

ANO XXV - EDIÇÃO 258 - DEZEMBRO 2023<br />

Ano XXV • Nº258 • Dezembro 2023<br />

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado<br />

fabiomachado@revistareferencia.com.br<br />

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.<br />

bartoski@revistareferencia.com.br<br />

Redação / Writing<br />

Gisele Rossi<br />

jornalismo@revistareferencia.com.br<br />

Depto. de Criação / Graphic Design<br />

Fabiana Tokarski / Supervisão<br />

Crislaine Briatori Ferreira<br />

Sofia Carlesso<br />

criacao@revistareferencia.com.br<br />

Midias Sociais / Social Media<br />

Cainan Lucas<br />

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal - Carlos Felde<br />

comercial@revistareferencia.com.br<br />

fone: +55 (41) 3333-1023<br />

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop<br />

Tradução / Translation - John Wood Moore<br />

Depto. de Assinaturas / Subscription<br />

assinatura@revistareferencia.com.br<br />

0800 600 2038<br />

ASSINATURAS<br />

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e<br />

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos<br />

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao<br />

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor <strong>Industrial</strong> Madeireiro não se responsabiliza por<br />

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de<br />

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco<br />

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-<br />

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,<br />

exceto para fins didáticos.<br />

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and<br />

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,<br />

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based<br />

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,<br />

articles or columns signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The<br />

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of the texts, photographs<br />

and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without<br />

the written authorization of the holders of the authorial rights.


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DE MADEIRA<br />

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DE TÁBUAS<br />

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DOGUEIRA<br />

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BLOCO<br />

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COM SAÍDA<br />

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CAPA DA EDIÇÃO 257 DA<br />

REVISTA REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL, MÊS DE NOVEMBRO DE 2023<br />

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product<br />

www.referenciaindustrial.com.br<br />

Ano XXV • Nº257 • Novembro 2023<br />

Entrevista Secretário do MDIC, Rodrigo Rollemberg, destaca a importância da biomassa na economia<br />

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PODCAST<br />

REFERÊNCIA:<br />

TEMA CARBONO<br />

NEUTRO<br />

Por Eduardo Kirsch<br />

PODCAST REFERÊNCIA<br />

Por Marilene Matos<br />

Parabéns a todos pelo evento de grande<br />

valia. Sr. Gleisson e Valdinei sempre<br />

destacando o CIPEM, levando avante o<br />

setor de base florestal de Mato Grosso ao<br />

Brasil e ao mundo.<br />

Foto: Emanoel Caldeira<br />

Meus Parabéns a todos<br />

envolvidos! Realmente<br />

trata-se de um assunto<br />

muito amplo e tem muito<br />

a somar para o Brasil!<br />

Na foto, Gleisson Tagliari,<br />

do CIPEM.<br />

PODCAST<br />

REFERÊNCIA<br />

Por Nayara Tagliari<br />

Evento sensacional e<br />

muito necessário!<br />

Na foto, Junior Santos,<br />

da INPASA Brasil.<br />

Foto: Emanoel Caldeira<br />

Foto: Emanoel Caldeira<br />

PODCAST REFERÊNCIA<br />

Por Vagner Feitosa<br />

Muito bom! Isso precisa ser mais divulgado,<br />

poucos têm esse entendimento sobre o<br />

carbono neutro.<br />

Na foto, Damaris Padilha.<br />

08<br />

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os<br />

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.<br />

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é<br />

fundamental para a Revista REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL.<br />

referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023<br />

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:<br />

jornalismo@revistareferencia.com.br<br />

CURTA NOSSAS PÁGINAS<br />

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Referência Madeira <strong>Industrial</strong><br />

@referenciamadeira<br />

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BASTIDORES<br />

BASTIDORES<br />

Foto: divulgação<br />

Foto: divulgação<br />

Foto: divulgação<br />

CAPA PARCERIA VISITA<br />

O COMERCIAL DA REVISTA<br />

REFERÊNCIA MADEIRA INDUSTRIAL,<br />

GERSON PENKAL (CENTRO), ESTEVE<br />

EM TAIÓ (SC) VISITANDO A NOVA<br />

SEDE DA EMPRESA CONTRACO, DOS<br />

DIRETORES NATALINO BONIN (À ESQ.)<br />

E EDUARDO BONIN (À DIR).<br />

A JOTA EDITORA FECHOU UMA NOVA<br />

PARCERIA COM A EMPRESA CWB<br />

ENERGIA SOLAR QUE VAI DIVULGAR A<br />

IMPORTÂNCIA DESSA ENERGIA LIMPA<br />

PARA A INDÚSTRIA DA MADEIRA. NA<br />

FOTO O DIRETOR COMERCIAL DA<br />

REVISTA REFERÊNCIA, FÁBIO MACHADO<br />

(CENTRO), COM OS REPRESENTANTES<br />

DA CWB ENERGIA SOLAR, O GERENTE<br />

LEANDRO GONÇALVES (À ESQ.) E O<br />

DIRETOR CARLOS EDUARDO. (À DIR)<br />

RECEBEMOS NA JOTA EDITORA, A<br />

VISITA DO DIRETOR EXECUTIVO DO<br />

CIPEM, VALDINEI BENTO DOS SANTOS<br />

(À ESQ.), QUE FOI RECEBIDO PELO<br />

NOSSO DIRETOR COMERCIAL, FÁBIO<br />

MACHADO. O CIPEM E A REVISTA<br />

REFERÊNCIA SÃO PARCEIROS NA<br />

COMUNICAÇÃO EM DEFESA DO<br />

MANEJO SUSTENTÁVEL EM PROL DA<br />

INDÚSTRIA MADEIREIRA DO MATO<br />

GROSSO E BRASILEIRO.<br />

ALTA<br />

EXPORTAÇÕES DO<br />

PARANÁ<br />

Nos dez primeiros meses<br />

de 2023 as exportações do<br />

Paraná aumentaram 11,3% ,<br />

em comparação ao mesmo<br />

período do ano passado.<br />

De janeiro a outubro desse<br />

ano, o Estado movimentou<br />

US$ 21 bilhões em vendas<br />

para outros países, enquanto<br />

que em 2022 o montante<br />

exportado foi de US$ 18,9<br />

bilhões. Só no último mês de<br />

outubro, as vendas externas<br />

somaram US$ 1,91 bilhão. Os<br />

dados são da Secex (Secretaria<br />

de Comércio Exterior) ligado<br />

ao MDIC (Ministério do<br />

Desenvolvimento, Indústria,<br />

Comércio e Serviços).<br />

BAIXA<br />

NEGATIVA EM SÃO PAULO<br />

O terceiro trimestre do ano<br />

apresentou queda na indústria<br />

do Estado de São Paulo conforme<br />

informações da Fiesp<br />

(Federação das Indústrias<br />

do Estado de São Paulo). Na<br />

comparação com o trimestre<br />

anterior, as horas trabalhadas<br />

na produção retraíram 1,3%,<br />

o NUCI (nível de utilização<br />

da capacidade instalada) caiu<br />

0,5 pontos percentuais e as<br />

vendas reais, -0,1%. Apenas os<br />

salários reais médios cresceram<br />

moderadamente (+0,1%).<br />

Nos dados acumulados em<br />

12 meses, as vendas reais<br />

permaneceram com ritmo de<br />

aceleração da queda, atingindo<br />

-5,3%.<br />

10 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


Agradecemos a todos os nossos<br />

clientes e amigos que estiveram<br />

conosco este ano. Que o ano de<br />

2024 seja ainda mais repleto de<br />

novas conquistas e realizações.<br />

Boas festas!


NOTAS<br />

PRÓXIMA EDIÇÃO DA FIMMA<br />

JÁ TEM DATA MARCADA<br />

Realizadas em conjunto em 2022 e 2023 como estratégia para otimizar o calendário de eventos do setor moveleiro, as<br />

feiras Fimma Brasil e Movelsul Brasil voltarão a ocorrer de modo separado em 2025, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves<br />

(RS). As entidades realizadoras das feiras consideraram critérios como a relevância das feiras no atual cenário do mercado,<br />

demandas do setor e oportunidade de ampliação de ambos os eventos para chegar a esta decisão.<br />

A Fimma Brasil, realizada pela Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul) vai acontecer<br />

de 04 a 07 de agosto de 2025. Para o presidente da Movergs, Euclides Longhi, essa será uma oportunidade de retomar<br />

o crescimento da feira. “A Fimma reúne os principais fornecedores da cadeia moveleira, mas entendemos que é possível<br />

ampliar a presença de expositores de máquinas, matérias-primas, ferramentas, ferragens, tecnologia e diversos outros segmentos<br />

que compõem o setor. Tudo na feira é pensado para oferecer oportunidades de inovação, conhecimento, competitividade,<br />

bons contatos e, claro, ótimos negócios”, ressalta. O espaço Ecossistema de Inovação da Fimma Brasil e a presença<br />

de importadores vindos de países-alvo se mantêm como pilares do evento.<br />

Já a feira Movelsul Brasil, promovida pelo Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves) está<br />

marcada para 17 a 20 de fevereiro de 2025. “A Movelsul é referência na América Latina para lojistas, varejistas e importadores,<br />

especialmente em móveis seriados, estofados e colchões. Queremos oferecer um evento ainda mais completo para a<br />

geração de negócios”, assegura Gisele Dalla Costa, presidente do Sindmóveis. “A feira continuará com projetos consagrados,<br />

como a mostra do Prêmio Salão Design, palestras e rodadas de negócios internacionais”, antecipa Gisele.<br />

Foto: Augusto Tomasi<br />

12 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


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facas e contra facas;<br />

Avanço do rebolo automático (horizontal/<br />

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NOTAS<br />

Foto: divulgação<br />

BRASIL EXPORTA CASAS<br />

O Estado de Santa Catarina deve exportar 1.500 casas pré-fabricadas para a RDC (República Democrática do Congo) nos<br />

próximos anos. A negociação começou em 2022, envolvendo o país e a Cooperativa Amurel, um consórcio composto por<br />

cinco madeireiras localizadas em Jaguaruna (SC) e Tubarão (SC). Inicialmente, está previsto o envio de 50 estruturas, permitindo<br />

eventuais ajustes na construção antes da comercialização das 1.500 casas. “Decidimos enviar essas 50 unidades para<br />

verificar se tudo sairá do papel como planejamos. Se tudo ocorrer conforme esperado, pretendemos concluir a venda das<br />

1.500 estruturas ao longo dos próximos 10 anos”, explicou Alexsandro da Cruz Barbosa, presidente da Cooperativa Amurel<br />

e vice-presidente regional da Fiesc Litoral Sul (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina). Os recursos para a<br />

aquisição das casas serão de um fundo destinado à compra de habitações populares em países com elevados índices de<br />

vulnerabilidade social, conforme estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas).<br />

14 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


NOTAS<br />

PARCERIA<br />

FLORESTAL<br />

Para aumentar a proteção e segurança dos trabalhadores do setor de base florestal, o Cipem (Centro das Indústrias Produtoras<br />

e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso), reforçou a parceria com o Sesi (Serviço Social da Indústria),<br />

para garantir a efetividade do projeto Base Segura, iniciado em maio deste ano e que atendeu 139 empresas associadas aos<br />

oito sindicatos que integram o Cipem. O projeto Base Segura com duração de um ano, abrange atendimentos, assessorias,<br />

consultorias, palestras, treinamentos e avaliação de riscos nas indústrias de base florestal de Mato Grosso. Em reunião, o<br />

presidente do Cipem, Ednei Blasius, explicou, que, consciente das potenciais notificações no setor e com o objetivo de minimizar<br />

futuros impactos nas empresas da base florestal, o Cipem buscou apoio junto à Fiemt (Federação das Indústrias do<br />

Estado de Mato Grosso). “Essa colaboração resultou no desenvolvimento do projeto: Base Segura; um trabalho importante<br />

que visa apoiar nessa primeira fase, 205 indústrias do setor em vários aspectos, incluindo a qualificação da mão de obra e a<br />

adequação das instalações e máquinas para cumprir as regulamentações, como a NR 12, que trata da proteção coletiva dos<br />

colaboradores em relação ao maquinário”, pontuou Ednei.<br />

A carga horária do projeto Base Segura prevê 374h (horas) de atendimento aos empresários e trabalhadores das indústrias<br />

de base florestal. Desde o início foram realizadas 48h de consultoria técnica, 18h de palestras, 32h de treinamentos e<br />

154h para apreciação de riscos. São contempladas orientações com foco em 8 NRs (Normas Regulamentadoras), tais como<br />

gerenciamento de riscos ocupacionais e prevenção em SST (NR 1), comissão interna de prevenção de acidentes (NR 5),<br />

equipamento de proteção individual (NR 6), programa de controle médico de saúde ocupacional (NR 7), edificações (NR 12),<br />

condições de trabalho e conforto nos locais de trabalho (NR 24) e sinalização de segurança (NR 26).<br />

Foto: divulgação<br />

16 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


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NOTAS<br />

CAPITAL DO MÓVEL BRASILEIRO<br />

Após tramitar no Congresso Nacional, a cidade de Arapongas (PR), se tornou a Capital Moveleira Nacional. O título foi<br />

concedido pelo governo federal com a publicação da Lei 14.728/2023, resultado de projeto de lei. O polo moveleiro de Arapongas<br />

começou a se estruturar na década de 1970, quando o norte do Paraná deixou de ser o maior produtor de café do<br />

Brasil. Em julho de 1975 a região foi atingida pela geada negra, que queimou praticamente todos os pés de café, mudando<br />

o cenário socioeconômico do Paraná.<br />

Hoje, com 119 mil habitantes, Arapongas tem na indústria de móveis sua principal força econômica. De acordo com o<br />

Sima (Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas), o polo engloba 42 municípios da região e representa 10% de toda<br />

a produção nacional de móveis. No total, são 1.009 empresas na região, sendo que só Arapongas abriga 37%, totalizando<br />

376 plantas industriais. Toda a cadeia emprega 19,5 mil pessoas nos 42 municípios, sendo 64,6% dessas vagas somente em<br />

Arapongas, totalizando 12,6 mil postos de trabalho no município.<br />

Segundo o presidente do Sima, José Lopes Aquino, o polo moveleiro de Arapongas representa 12% do volume total exportado<br />

pelo Brasil. O destino varia de 40 a 60 países, dependendo do momento do ano. “Nossa produção vai para países<br />

da América Latina, EUA (Estados Unidos da América), Europa, Ásia, Oriente Médio, além da África. E com esse título teremos<br />

mais credibilidade e visibilidade para buscarmos novos clientes no exterior”, avalia.<br />

Foto: divulgação<br />

Foto: Roque de Sá/Agência Senado<br />

18 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


CUPIM SUBTERRÂNEO<br />

NORMA ASTM D:3345-74 (1999)<br />

AVALIAÇÃO 10<br />

CIPERTRIN MD foi aplicado em painéis compensados pelo processo de adição à cola e tratamento superficial, posteriormente<br />

estes painéis foram submetidos ao ataque de CUPINS SUBTERRÂNEOS conforme NORMA ASTM D:3345-74 (1999)<br />

(Stabd Test Method for Laboratory Evoluation of Wood and Other Cellulosic Materials for Resistence to Termites), obtendo<br />

resultados de avaliação 10, onde demonstra total eficiência contra o ataque dos CUPINS SUBTERRÂNEOS, atendendo<br />

assim, a Norma de Preservação de Madeira ABNT 16143 (Sistema de Categoria de Uso).<br />

• Líder no tratamento inseticida de painéis de<br />

madeira, (compensados, MDF, HDF, OSB, e outros)<br />

por adição à cola e tratamento superficial;<br />

• Indicadores: EC 257-842-9 /<br />

CAS 52315-07-08 / EPA 70506-10;<br />

• Compatível com resinas de última geração;<br />

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base d’água, não contendo Hidrocarbonetos<br />

aromáticos;<br />

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NOTAS<br />

INDÚSTRIA PEDE URGÊNCIA<br />

NO PROGRAMA DE RENOVAÇÃO DE PARQUE FABRIL<br />

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) e 26 federações estaduais de indústria afirmam, em carta aberta, que é urgente<br />

que o governo implemente o programa prometido (de depreciação imediata), para evitar riscos maiores em relação à<br />

dinâmica do investimento produtivo e ao crescimento econômico. No documento, os industriais lembram que o Programa<br />

de Depreciação Imediata, em um valor que seria entre R$ 3 bilhões e R$ 15 bilhões, foi anunciado em dois momentos pelo<br />

governo: em 25 de maio deste ano, em evento no Palácio do Planalto, e em 24 de julho. A promessa é de que sairia do papel<br />

até dezembro. “Reconhecemos os esforços já empreendidos pelo governo federal, mas reforçamos a importância da renovação<br />

do parque industrial, que contribuirá para o avanço do desenvolvimento tecnológico e proporcionará um ambiente<br />

mais propício para o crescimento sustentável. Os investimentos convertidos hoje serão a base do nível de competitividade e<br />

produtividade que poderemos alcançar no futuro”, afirmam a CNI e as federações de indústria no documento.<br />

A depreciação imediata vai incentivar a ampliação e a renovação da indústria brasileira ao permitir que o valor usado na<br />

compra de equipamentos e máquinas e em edificações seja deduzido do lucro real da empresa de forma mais rápida. Com<br />

a medida, a base de cálculo do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)<br />

será menor no ano em que o investimento for feito.<br />

Foto: divulgação<br />

20 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


Linha de empacotamento<br />

de madeiras<br />

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de Madeiras Impacto é um equipamento<br />

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do fardo de madeira do desgradeamento<br />

até o seu enfardamento para transporte.<br />

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NOTAS<br />

Foto: divulgação<br />

PESQUISA APONTA INDÚSTRIA CONFIANTE<br />

O ICEI (Índice de Confiança do Empresário <strong>Industrial</strong>) - Resultados Setoriais de novembro de 2023 mostra que 21 de 29<br />

setores da indústria estão confiantes e oito setores registram falta de confiança. A pesquisa da CNI (Confederação Nacional<br />

da Indústria) ouviu 1.985 empresas, sendo 814 de pequeno porte, 710 de médio porte e 461 de grande porte, em novembro<br />

deste ano.<br />

Os setores mais confiantes são: farmoquímicos e farmacêuticos, manutenção e reparação, veículos automotores e extração<br />

de minerais não-metálicos. Dos oito setores sem confiança, os que mais se destacam são: couros e artefatos de couro,<br />

produtos minerais não-metálicos, equipamentos de informática e produtos de borracha.<br />

O ICEI Setorial mostra que, na passagem de outubro para novembro, seis setores da indústria fizeram a transição de um<br />

estado de falta de confiança para uma expectativa positiva: serviços especializados para a construção, metalurgia, produtos<br />

de metal, calçados e suas partes, celulose e papel e obras de infraestrutura.<br />

A exceção da região sul, empresários industriais de todas as demais regiões estão confiantes. Em novembro, a confiança<br />

da indústria avançou nas regiões sudeste (+0,8 ponto) e centro-oeste (+0,7 ponto) e recuou nas demais regiões, sendo o recuo<br />

mais pronunciado na região nordeste (-1,6 ponto) e mais brando nas regiões norte (-0,6 ponto) e sul (-0,5 ponto). Mesmo<br />

com recuos e avanços, o cenário segue o mesmo há seis meses: a exceção da região sul, empresários industriais de todas as<br />

demais regiões estão confiantes.<br />

22 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


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NOTAS<br />

ABAF INICIA<br />

A COMPENSAÇÃO DO CARBONO<br />

A ABAF (Associação Baiana das Empresas de Base Florestal) iniciou a compensação do carbono da feira<br />

Constru Nordeste 2023, realizada em setembro no Centro de Convenções de Salvador (BA) com o apoio da<br />

Fieb (Federação das Indústrias da Bahia), do Sinduscon/BA (Sindicato da Indústria da Construção do Estado<br />

da Bahia) e do Sebrae. Além do apoio ao evento, de levar informações sobre o setor da madeira na Bahia,<br />

a ABAF também intermediou a participação de empresa que utiliza madeira na construção civil (TimBau Estruturas)<br />

e está fazendo a compensação ambiental do evento.<br />

A compensação ambiental se dá por meio do cálculo de carbono emitido pelo evento e do plantio<br />

de mudas nativas para sequestrar a quantidade correspondente dessas emissões. “Esta é uma estratégia<br />

poderosa para preservar o meio ambiente e combater as mudanças climáticas. Ao adotar essa abordagem,<br />

empresas, governos e indivíduos demonstram um compromisso real com a sustentabilidade, contribuindo<br />

para a construção de um futuro mais equilibrado e saudável”, informa Mariana Lisbôa, presidente da ABAF.<br />

A primeira parte dessa compensação aconteceu com o plantio simbólico das 500 mudas (entre arbóreas,<br />

frutíferas e melíferas) doadas para a Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Santo<br />

Amaro (BA). As demais 1.163 mudas indicadas pelo relatório do cálculo de carbono, deverão ser plantadas<br />

em Salvador.<br />

Fotos: ABAF<br />

24 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


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APLICAÇÃO<br />

ANUÁRIO BRASIL MÓVEIS 2023<br />

TRAZ NÚMEROS DO SETOR<br />

Foto: divulgação ABIMÓVEL<br />

A Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias<br />

do Mobiliário) divulgou a VII edição do: Relatório<br />

Setorial da Indústria de Móveis no Brasil – Anuário<br />

Brasil Móveis 2023. O documento agrega indicadores<br />

e informações mercadológicas e econômicas que colaboram<br />

para a projeção da capacidade, do desenvolvimento<br />

e do posicionamento da indústria brasileira<br />

de móveis.<br />

Desenvolvido pelo IEMI e apoio da ApexBrasil<br />

(Agência Brasileira de Promoção de Exportações e<br />

Investimentos), por meio do Projeto Setorial Brazilian<br />

Furniture, o anuário acompanha a trajetória e contextualiza<br />

a performance da indústria de móveis tanto no<br />

contexto geral do país, como também em nove Estados<br />

e 17 polos moveleiros de destaque em diferentes<br />

regiões do Brasil, além de apresentar um panorama<br />

mundial, com atenção a grandes mercados como a<br />

UE (União Europeia), os EUA (Estados Unidos da América)<br />

e a China.<br />

CONFIRA<br />

OS NÚMEROS<br />

O setor mostrou um aumento de unidades produtoras de móveis<br />

e colchões, crescendo 1,8% de 2018 a 2022, e alcançando 19.317 empresas<br />

ao final do ano passado. O número revela uma variação positiva<br />

de 7,6% na passagem de 2021 para 2022.<br />

Já a produção total da indústria moveleira, registrou queda de<br />

9,2% em 2022 comparada a 2021, totalizando 402,6 milhões de peças.<br />

O declínio é mais acentuado no segmento de móveis, com retração<br />

de 8,8%, enquanto a produção de colchões aumentou 6,4% no mesmo<br />

período. O valor total da produção sofreu uma queda de 3,6%<br />

em 2022 em relação ao ano anterior, embora tenha apresentado um<br />

crescimento acumulado de 14,7% nos últimos cinco anos. Os investimentos<br />

no setor totalizaram cerca de R$ 1,2 bilhão, acompanhando o<br />

declínio no faturamento, e diminuindo 6,8% em comparação a 2021.<br />

As exportações de móveis prontos e colchões (excluindo-se partes<br />

e componentes) somaram aproximadamente US$ 830,7 milhões<br />

em 2022, representando uma queda de 11,4% em relação a 2021. As<br />

importações, contudo, também diminuíram, caindo 26,9% e somando<br />

cerca de US$ 190 milhões, mantendo uma Balança Comercial positiva<br />

no setor.<br />

Foto: divulgação<br />

26 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


EVENTO MUNDIAL NA CHINA<br />

SETOR FLORESTAL DE MT REPRESENTA O BRASIL<br />

O Brasil foi um dos 37 países com produção florestal que participaram do<br />

Fórum Global sobre Madeira Legal e Sustentável (GLSTF), em Macau, na China. Na<br />

edição de 2023, o potencial florestal brasileiro foi demonstrado por uma<br />

delegação de dez empresários mato-grossenses, associados ao Centro das<br />

Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso<br />

(Cipem). O evento, realizado no Centro Internacional de Convenções Galaxy, em<br />

Macau, nos dias 21 e 22 de novembro, reuniu no país asiático 700 empresários<br />

durante os dois dias do Fórum.<br />

Cadeia de custódia, rastreabilidade e planos de manejo florestal nortearam a<br />

apresentação do Cipem no Fórum. Na ocasião, destaquei para os compradores<br />

internacionais que, ao adquirirem um produto florestal de Mato Grosso, têm a<br />

garantia de procedência e de estarem contribuindo com as metas de<br />

sustentabilidade de seu país, com a regulação climática e a neutralização de<br />

carbono. Também acrescentei que Mato Grosso tem potencial para expandir a<br />

área total de manejo florestal dos atuais 4.7 milhões de hectares para 6 milhões<br />

(ha).<br />

Participar do GLSTF foi uma oportunidade de divulgar internacionalmente o<br />

potencial da indústria florestal mato-grossense e brasileira. O setor florestal<br />

mantém produção ecologicamente correta, sustentável e renovável, extraindo a<br />

matéria-prima de planos de manejos florestais sustentáveis, sistema que envolve<br />

rigoroso controle da colheita, permitindo que as florestas continuem<br />

conservadas, o que veio ao encontro dos objetivos do GLSTF de promover a gestão<br />

das florestas naturais, criar redes de abastecimento de produtos de madeira legal<br />

e sustentável e, dessa forma, contribuir para a sustentabilidade, desenvolvimento<br />

e mitigação das alterações climáticas.<br />

Ednei Blasius é presidente do Centro das Indústrias Produtoras e<br />

Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem)<br />

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(65) 3644-3666<br />

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FRASES<br />

“O SETOR ESTÁ VIVENDO UM MOMENTO PROMISSOR E DE MUITAS<br />

OPORTUNIDADES COM OS SISTEMAS CONSTRUTIVOS QUE TEM A<br />

MADEIRA COMO PRINCIPAL MATÉRIA-PRIMA. FOI PUBLICADA PELA ABNT,<br />

A NORMA DO LIGHT WOOD FRAME, UM PROCESSO CONSTRUTIVO QUE<br />

ATENDE OS PRINCÍPIOS DO ESG, BASEADOS NOS ASPECTOS AMBIENTAIS,<br />

SOCIAIS E DE GOVERNANÇA. ESTE SISTEMA COMBINA EFICIÊNCIA<br />

CONSTRUTIVA, VERSATILIDADE, SUSTENTABILIDADE E BENEFÍCIOS<br />

ENERGÉTICOS, ASPECTOS CADA VEZ MAIS VALORIZADOS NA INDÚSTRIA<br />

DA CONSTRUÇÃO”<br />

JULIANO VIEIRA DE ARAUJO, PRESIDENTE DA ABIMCI,<br />

DURANTE O SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DE SILVICULTURA<br />

“VIRANDO<br />

ESSA PÁGINA<br />

DA REFORMA<br />

TRIBUTÁRIA,<br />

ESTÁ NA HORA<br />

DE FALARMOS<br />

DA REFORMA<br />

ORÇAMENTÁRIA,<br />

OU SEJA, DE UMA<br />

NOVA ORDEM PARA O<br />

ORÇAMENTO BRASILEIRO”<br />

“O ESTÍMULO AO EMPREENDEDORISMO É A PAUTA<br />

MAIS IMPORTANTE DO PAÍS. SE AVANÇAR, O BRASIL<br />

VAI TER MAIS EMPREGO, DISTRIBUIR MAIS RENDA E<br />

VAI CONSEGUIR CAMINHAR MELHOR”<br />

GERALDO ALCKMIN, MINISTRO DO DESENVOLVIMENTO,<br />

INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS, DURANTE II PLENÁRIA<br />

DO FPMPE (FÓRUM PERMANENTE DAS MICROEMPRESAS E<br />

EMPRESAS DE PEQUENO PORTE)<br />

SIMONE TEBET,<br />

MINISTRA DO<br />

PLANEJAMENTO<br />

E ORÇAMENTO,<br />

DURANTE<br />

SEMINÁRIO<br />

ORÇAMENTO POR<br />

DESEMPENHO<br />

2.0 – AGENDA DE<br />

MODERNIZAÇÃO<br />

ORÇAMENTÁRIA<br />

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil<br />

“AO LONGO DE TODO O ANO,<br />

A MAIOR PARTE DOS SETORES<br />

VEM MOSTRANDO CONFIANÇA,<br />

MAS ELA VEM OSCILANDO, SEM<br />

SE CONSOLIDAR EM UM PATAMAR<br />

MAIS ELEVADO”<br />

MARCELO AZEVEDO, GERENTE<br />

DE ANÁLISE ECONÔMICA DA CNI<br />

(CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA<br />

INDÚSTRIA) AO COMENTAR ÍNDICE<br />

DE CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS<br />

INDUSTRIAIS<br />

28 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


ENTREVISTA<br />

MADEIRA<br />

ENGENHEIRADA<br />

Foto: Fundação Araucária<br />

ENGINEERED<br />

WOOD<br />

INTERVIEW<br />

E<br />

x-secretário de Educação (1995-1998) e de Ciência, Tecnologia e Ensino<br />

Superior (1999-2002) no Estado do Paraná , Ramiro Wahrhaftig<br />

tem vasta experiência na área de tecnologia e inovação. Foi um dos<br />

fundadores da FA (Fundação Araucária) de Apoio ao Desenvolvimento<br />

Científico e Tecnológico do Estado do Paraná no ano de 2000 e<br />

desde 2019 está na presidência da instituição que tem o objetivo de buscar o<br />

desenvolvimento social, econômico e ambiental por meio de investimentos em<br />

ciência, tecnologia e inovação. Visando promover o desenvolvimento com base<br />

tecnológica, a instituição tem organizado o NAPI (Novos Arranjos de Pesquisa e<br />

Inovação) em várias áreas de conhecimento. Neste ano de 2023 teve início a articulação<br />

para a criação do NAPI Wood Tech, para desenvolver o setor da madeira<br />

engenheirada. Em entrevista exclusiva para a Revista REFERÊNCIA MADEIRA IN-<br />

DUSTRIAL, o presidente da FA explicou como funcionam os NAPIs e como está<br />

sendo o processo de criação deste arranjo voltado para o setor da madeira.<br />

F<br />

ormer State of Paraná Secretary of Education (1995-1998) and Science,<br />

Technology, and Higher Education (1999-2002), Ramiro Wahrhaftig has extensive<br />

experience in technology and innovation. He was one of the founders<br />

of the Araucária Foundation (FA) to Support State of Paraná Scientific<br />

and Technological Development in 2000. Since 2019, he has been the<br />

President of the Foundation, which aims to seek social, economic, and environmental<br />

development through investments in science, technology, and innovation. Aimed at<br />

promoting technology-based development, the institution has organized New Arrangements<br />

for Research and Innovation (Napi) in several areas. In 2023, the Napi Wood<br />

Tech was created to develop the Engineered Wood Sector. In an exclusive interview<br />

for REFERÊNCIA Madeira <strong>Industrial</strong>, the FA President explained how Napi works and<br />

what the process was for creating this Arrangement aimed at the Forest-product Sector.<br />

RAMIRO WAHRHAFTIG<br />

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ENGENHARIA CIVIL PELA UFPR<br />

(UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ); MESTRADO EM PLANEJAMENTO<br />

ESTRATÉGICO PELA UFRJ (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO);<br />

DOUTORADO EM TECNOLOGIA E INOVAÇÃO PELA UTC (UNIVERSIDADE<br />

DE TECNOLOGIA DE COMPIÈGNE – FRANÇA)<br />

CARGO: PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA DE APOIO AO<br />

DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO DO ESTADO DO<br />

PARANÁ<br />

PROFESSIONAL EDUCATION: XCIVIL ENGINEERING, FEDERAL UNIVERSITY OF PARANÁ (UFPR) AND<br />

MBA OHIO UNIVERSITY/GETÚLIO VARGAS FOUNDATION (FGV)<br />

FUNCTION: XPRESIDENT OF THE STATE OF PARANÁ FEDERATION OF INDUSTRIES (FIEP) FOR 2023-<br />

2027<br />

30 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


COMO INICIOU SUA TRAJETÓRIA NA ÁREA<br />

DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO?<br />

Desde o início dos anos de 1980 trabalhei com<br />

pesquisa na academia. Era professor de pesquisa na<br />

PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná)<br />

nos anos 1990 e por isso o Jaime Lerner, ex-governador<br />

do Paraná, me convidou para secretário de educação<br />

e depois de ciência e tecnologia. Nos últimos<br />

anos estive na Itaipu Binacional no cargo de Diretor<br />

Superintendente do Parque Tecnológico de Itaipu<br />

(2017-2018). Minha trajetória nos últimos 40 anos foi<br />

voltada para academia, tecnologia e inovação.<br />

O QUE SÃO OS NAPIS ?<br />

NAPI são Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação.<br />

É um conceito que começamos a desenvolver<br />

no Paraná há 10 anos, desde 2013. Conhecia bem<br />

o sistema de tecnologia do Estado e percebia que<br />

nossas instituições estavam se qualificando muito,<br />

principalmente nossas universidades. Hoje, no Brasil,<br />

quem desenvolve ciência e tecnologia, em geral são<br />

as universidades públicas porque custa muito se desenvolver,<br />

fazer pesquisa. Precisa manter professores<br />

em tempo integral, precisa dar condições para que<br />

eles façam pesquisa, etc. As universidade públicas, as<br />

instituições de ciência e tecnologia tinham se qualificado<br />

até 2013, e hoje muito mais. Quando deixei a<br />

Secretaria de Ciência e Tecnologia no final de 2002,<br />

tínhamos 5 mil doutores no Paraná, hoje já temos 21<br />

mil. Quadruplicamos o quadro de doutores em 20<br />

anos. Na realidade foi essa constatação que me despertou,<br />

porque temos pessoas capacitadas em quaisquer<br />

áreas do conhecimento e podendo ter grupos<br />

de pesquisa trabalhando com padrão internacional.<br />

A questão era como mobilizar horizontalmente e não<br />

criar novas estruturas, novos institutos verticais. Então<br />

surgiu a ideia de criar esses arranjos de pesquisa. São<br />

arranjos horizontais que são multi-institucionais e com<br />

multi-pesquisadores. Temos alguns novos arranjos<br />

que têm quase 300 doutores no Estado.<br />

WHAT LED TO YOUR CAREER IN THE TECH-<br />

NOLOGY AND INNOVATION AREA?<br />

Since the early 1980s, I worked in research in<br />

academia. I was a professor at the Pontifical Catholic<br />

University of Paraná (PUC-PR) in the 1990s, and that’s<br />

why Jaime Lerner, former Governor of Paraná, invited<br />

me to be Secretary of Education and then Science<br />

and Technology. In recent years, I have worked at<br />

Itaipu Binacional in the position of Superintendent<br />

Director of the Itaipu Technology Park (2017-2018).<br />

My trajectory in the last 40 years has been focused on<br />

academia, technology, and innovation.<br />

WHAT ARE THE NAPIS?<br />

Napi - New Arrangements for Research and Innovation<br />

- is a concept that we started to develop in<br />

Paraná ten years ago, in 2013. I was well acquainted<br />

with the State’s technology system and realized that<br />

our institutions, especially our universities, were becoming<br />

very qualified. Today, in Brazil, those who develop<br />

science and technology, in general, are public<br />

universities because it costs a lot to develop and carry<br />

out research. You need to keep full-time professors,<br />

and you need to provide conditions for them to do<br />

research, etc. Only public universities and science<br />

and technology institutions developed qualified staff<br />

up to 2013, and today, even more so. When I left the<br />

Department of Science and Technology at the end of<br />

2002, we had 5 thousand Ph.D.’s in Paraná. Today, we<br />

have 21 thousand. We have quadrupled the number<br />

of Ph.D.’s in 20 years. In fact, it was this realization that<br />

awakened me because we have people trained in<br />

any area of knowledge and can have research groups<br />

working with international standards. The question<br />

was how to mobilize horizontally and not create new<br />

structures or new vertical institutes. So, we came up<br />

with the idea of creating these research arrangements.<br />

They are horizontal arrangements that are<br />

multi-institutional and multi-research. We have some<br />

NA PRÁTICA, COMO FUNCIONAM OS NAPIS?<br />

São pessoas que compõem o novo arranjo de<br />

pesquisa e inovação de diversas instituições. Tem os<br />

laboratórios, estrutura de pessoas que são dispostas<br />

para o NAPI. Já estamos com 63 NAPIs e 37 deles<br />

fizeram apresentação na II Semana Geral dos Novos<br />

Arranjos de Pesquisa e Inovação, que aconteceu na<br />

UEL (Universidade Estadual de Londrina) mês passado.<br />

Eles apresentaram seus estágios de evolução<br />

e assim os NAPIs podem fazer arranjos entre eles<br />

para o desenvolvimento de pesquisa integrada e<br />

multidisciplinar. O NAPI é um projeto do Paraná, uma<br />

iniciativa paranaense. Só nós temos a proposta de<br />

novos arranjos. O nome surgiu de nossas cabeças.<br />

Desenvolvemos uma plataforma, a I-Araucária e assim<br />

O NAPI WOOD TECH JÁ ESTÁ<br />

FORMATADO, ENVOLVE<br />

VÁRIAS INSTITUIÇÕES DO SETOR<br />

PRIVADO, PÚBLICO, COMO<br />

UNIVERSIDADES, SINDICATOS DE<br />

EMPRESAS LIGADAS À MADEIRA,<br />

ENVOLVE UMA SÉRIE DE ENTES DA<br />

CHAMADA TRÍPLICE HÉLICE<br />

DEZEMBRO 2023 31


ENTREVISTA<br />

temos condições de saber quem são e onde estão os<br />

doutores e fazer esses novos arranjos.<br />

E SOBRE O SURGIMENTO DO NAPI WOOD<br />

TECH?<br />

A base do Paraná é a bioeconomia, seja o agronegócio<br />

como um todo ou a agroindústria, mas também<br />

a madeira teve uma importância muito grande<br />

no desenvolvimento econômico do Estado. E agora,<br />

essa questão da madeira engenheirada, que é uma<br />

nova tecnologia da madeira que é muito mais resistente,<br />

com menos possibilidades de incêndio, uma<br />

tecnologia que começou a ser desenvolvida nesse século,<br />

são camadas de madeiras cruzadas, laminadas<br />

e também tem as coladas. Essas tecnologias começaram<br />

a ser desenvolvidas em função também das mudanças<br />

climáticas. E existe um movimento no Paraná,<br />

que a FIEP (Federação das Indústrias do Estado do<br />

Paraná) também está envolvida, inclusive já promoveu<br />

duas viagens com empresários para conhecerem<br />

alguns países que desenvolveram essa tecnologia<br />

nos últimos anos, como a Suécia, a Áustria e estivemos<br />

no Canadá, em Québec. Levamos um grupo de<br />

empresários, pesquisadores, institutos de tecnologia<br />

em uma ação da chamada tríplice hélice que envolve<br />

governo, academia e empresariado.<br />

QUAL O OBJETIVO DO PROGRAMA?<br />

O objetivo é criar riqueza a partir da madeira engenheirada.<br />

A pesquisa é um meio para criação de<br />

riqueza, criação de emprego e renda de alto valor<br />

agregado. É isso que queremos: emprego e renda de<br />

alto valor agregado com madeira engenheirada. O<br />

Paraná realmente pode ser um grande hub brasileiro<br />

da madeira engenheirada. É isso que estamos querendo<br />

fazer.<br />

ONDE VAI SER A SEDE E CENTRO DE ESTU-<br />

DOS?<br />

A cidade de Guarapuava é o centro do Estado e é<br />

a região onde temos muitas indústrias de madeira, de<br />

diferentes níveis. São mais de 152 empresas ligadas<br />

à madeira na região. Temos a universidade, programas<br />

de pós-graduação de stricto sensu de alto nível,<br />

temos a Unicentro - universidade pública do Paraná<br />

instalada na região central do Estado -, um curso de<br />

doutorado em Irati, cidade próxima de Guarapuava,<br />

temos também o Cilla Tech Park, que é uma iniciativa<br />

de parque tecnológico e é nosso parceiro também.<br />

Tem todo um arranjo que está sendo montado para<br />

tornar Guarapuava no grande hub nacional de madeira<br />

engenheirada.<br />

COMO VAI FUNCIONAR O NAPI WOOD<br />

TECH?<br />

É uma iniciativa do Paraná, tendo o governo do<br />

new arrangements that have almost 300 Ph.D.’s in the<br />

State.<br />

CAN YOU TELL US MORE ABOUT THE EMER-<br />

GENCE OF NAPI WOOD TECH?<br />

The development basis of Paraná is the bio-economy,<br />

whether agribusiness as a whole or agri-industry.<br />

Wood also plays a vital role in the economic<br />

development of the State. And now, this issue of<br />

engineered wood, which is a new wood technology<br />

that is much more resistant, with fewer possibilities of<br />

fire, a technology that began to be developed in this<br />

century, are layers of cross wood, veneers, and glued.<br />

These technologies started to be developed as a result<br />

of climate change. There is a movement in Paraná<br />

in which the Federation of Industries of the State of<br />

Paraná (Fiep) is also involved and has already promoted<br />

two trips with business groups to get to know<br />

some countries that have developed this technology<br />

in recent years, such as Sweden and Austria. Also, we<br />

were in Canada, in Québec. We took groups of entrepreneurs,<br />

scientists, and personnel from technology<br />

institutes in an action of the so-called triple helix that<br />

involves government, academia, and the business<br />

community.<br />

WHAT IS THE GOAL OF THE PROGRAM?<br />

The goal is to create wealth from engineered<br />

wood. Research is a means for wealth creation, job<br />

creation, and high value-added income. That is what<br />

we want: high-value-added employment and income<br />

with engineered wood. The State of Paraná really<br />

could become the Brazilian hub for engineered wood.<br />

That is what we are trying to do.<br />

WHERE WILL THE HEADQUARTERS AND<br />

STUDY CENTER BE LOCATED?<br />

Guarapuava is in the Center of the State and<br />

the region where many forest-product companies at<br />

different levels are located. There are more than 152<br />

companies linked to forest products in the area. We<br />

have the university, high-level stricto sensu graduate<br />

programs, we have Unicentro - a public university in<br />

Paraná located in the Central Region of the State, a<br />

doctoral course in Irati, near Guarapuava, and we also<br />

have the Cilla Tech Park, which is a technology park<br />

initiative and is also our partner. A whole arrangement<br />

is being set up to make Guarapuava the national hub<br />

for engineered wood.<br />

HOW WILL THE NAPI WOOD TECH WORK?<br />

It is an initiative of the State of Paraná, with the<br />

State Government as the principal organizer and Fiep<br />

as a significant partner. The investment is expected to<br />

be R$ 6.8 million over three years. Once the Arrangement<br />

is finalized, the resources begin to be invested.<br />

32 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


Há 20 anos no mercado e experiência em diversos segmentos,<br />

a Polecola está presente em 4 países atuando em soluções com<br />

matéria-prima de qualidade.<br />

LOGÍSTICA E EFICÁCIA<br />

Temos frota própria certificada<br />

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contínua do Sistema da Gestão<br />

da Qualidade.<br />

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Especialistas preparados para<br />

avaliar e corrigir o que for<br />

necessário para melhorar<br />

a sua linha de produção.<br />

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Unidade 02: Campo Largo (PR)


ENTREVISTA<br />

Estado como um grande mobilizador e a FIEP como<br />

uma grande parceira. Tem uma previsão de investimento<br />

de R$ 6,8 milhões no prazo de 3 anos. Finalizando<br />

o arranjo, os recursos começam a ser investidos.<br />

Mesmo sendo no Paraná esperamos que esses<br />

arranjos não tenham fronteiras. Inclusive, no futuro,<br />

devemos contar com a participação de empresas e<br />

pesquisadores de outros Estados também.<br />

JÁ HOUVE O LANÇAMENTO OFICIAL DA INI-<br />

CIATIVA?<br />

Ainda não houve o lançamento oficial. Está em<br />

processo de criação. Tem um rito processual. Estivemos<br />

no Canadá em maio, quando as coisas começaram<br />

acontecer para formação desse novo arranjo. Em<br />

seis meses adiantamos bastante, porque é uma prioridade<br />

para todo mundo. O NAPI já está formatado,<br />

envolve várias instituições do setor privado, público,<br />

como universidades, sindicatos de empresas ligadas<br />

a madeira, envolve uma série de entes da chamada<br />

tríplice hélice. Envolve o governo do Estado, Secretaria<br />

de Ciência e Ensino Superior, Secretaria de Indústria<br />

e Comércio, a FIEP tem uma iniciativa importante<br />

nisso, são todas parceiras do NAPI da madeira engenheirada<br />

que está sendo criado em Guarapuava e<br />

está sendo articulado pelo Paulo Alvim, ex-ministro<br />

de Ciência e Tecnologia (2022), que veio ao Paraná.<br />

Ele está em Guarapuava e está articulando o NAPI<br />

Wood Tech.<br />

HÁ PREVISÃO DE PARCERIAS COM INSTITUI-<br />

ÇÕES INTERNACIONAIS?<br />

Teremos parcerias internacionais. Já temos firmada<br />

parceria com Québec, no Canadá. Estou indo<br />

pra Alemanha em fevereiro de 2024 para firmar nova<br />

parceira na região de Baden-Vurtemberga, e também<br />

vamos ter com a França, com a região de Bordeaux.<br />

São regiões que têm pesquisas na área de madeira<br />

engenheirada. Vamos ter muitas parcerias internacionais<br />

para quem sabe se tornar um hub global da<br />

madeira engenheirada.<br />

Even though it is based in Paraná, we hope these<br />

arrangements will have no borders, including the<br />

participation of companies and scientists from other<br />

states in the future.<br />

HAS THE INITIATIVE BEEN OFFICIALLY LAUN-<br />

CHED?<br />

There hasn’t been an official launch yet. It is in the<br />

process of being created. It has a procedural thing.<br />

We were in Canada in May when things started to happen<br />

to form this new arrangement. In six months, we<br />

have advanced a lot because it is a priority for everyone.<br />

The Napi is already formatted, and it involves several<br />

institutions from the Private and Public Sectors,<br />

such as universities and business unions linked to<br />

wood. It consists of a series of entities of the so-called<br />

triple helix. It involves the State Government, the<br />

Secretariat of Science and Higher Education, and the<br />

Secretariat of Industry and Commerce. Also, Fiep has<br />

a vital role in this. They are all partners of the Napi of<br />

Engineered Wood that is being created in Guarapuava<br />

and is being coordinated by Paulo Alvim, former<br />

Minister of Science and Technology (2022), who came<br />

to Paraná. He is in Guarapuava and is implementing<br />

the Napi Wood Tech.<br />

ARE THERE PLANS FOR PARTNERSHIPS WITH<br />

INTERNATIONAL INSTITUTIONS?<br />

We will have international partnerships. We have<br />

already signed a partnership with Québec, Canada. I<br />

am going to Germany in February 2024 to sign a new<br />

partnership in the Baden-Württemberg region, and<br />

we’re also going to France in the Bordeaux region.<br />

These are regions that have research in the area of<br />

engineered wood. We are going to have many international<br />

partnerships to perhaps become a global<br />

hub for engineered wood.<br />

EXISTE UM MOVIMENTO NO PARANÁ, QUE A FIEP<br />

TAMBÉM ESTÁ ENVOLVIDA E JÁ PROMOVEU<br />

VIAGENS COM EMPRESÁRIOS PARA CONHECEREM PAÍSES QUE<br />

DESENVOLVERAM ESSA TECNOLOGIA NOS ÚLTIMOS ANOS,<br />

COMO SUÉCIA, ÁUSTRIA E CANADÁ<br />

34 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


SECADOR DE MADEIRA<br />

FORNOS E ESTUFAS INDUSTRIAIS<br />

ESTUFA DE TRATAMENTO PARA MADEIRA<br />

VENTILAÇÃO E EXAUSTÃO<br />

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PRINCIPAL<br />

36 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


INVESTINDO<br />

PARA CRESCER<br />

EMPRESA DO SETOR DE<br />

SECADORES DE MADEIRA<br />

INAUGURA NOVA SEDE E<br />

PLANEJA EXPANSÃO DE<br />

MERCADO E DE PRODUÇÃO<br />

INVESTING<br />

TO GROW<br />

A COMPANY IN THE WOOD DRYER SEGMENT<br />

INAUGURATES NEW HEAD OFFICES AND FACTORY<br />

AND PLANS MARKET AND PRODUCTION EXPANSION<br />

Fotos: Emanoel Caldeira<br />

DEZEMBRO 2023 37


PRINCIPAL<br />

C<br />

om 37 anos de atividade e consolidada no mercado<br />

de secagem de madeiras, a Contraco está<br />

de casa nova. A empresa catarinense sediada<br />

em Taió (SC), inaugura em 9 de dezembro a sua<br />

nova planta fabril. Localizada na rua Zacarias<br />

Zanghelini, 93, a nova sede tem uma área de 15.000 m 2<br />

(metros quadrados), entre pátio de manobra, área fabril e<br />

administrativa, tudo em um terreno de mais de 121.500m 2 .<br />

Toda linha de produção está sendo transferida para o<br />

novo endereço. Além da fabricação de secadores de madeira,<br />

de fornos e estufas industriais, ventiladores e sistemas<br />

de exaustão, as novas instalações abrirão espaço para o<br />

desenvolvimento de novos projetos.<br />

“Estamos saindo de 1.700 m² de área total, localizada na<br />

região central da cidade, em que havia grande dificuldade<br />

na logística para carga, descarga e a produção em si. Os<br />

principais benefícios com a mudança são no sentido de<br />

melhorar a logística interna e proporcionar conforto para<br />

os colaboradores”, explica Natalino Bonin, fundador e<br />

diretor da Contraco. “No primeiro momento devemos ter<br />

um incremento de 25% na nossa produção considerando<br />

somente a melhor logística e espaço de trabalho. Quanto<br />

a capacidade teremos a possibilidade de dobrar nossa<br />

produção”, projeta.<br />

Outro benefício é que o novo endereço está fora da área<br />

de inundações, que são recorrentes na cidade e já atingiram<br />

a Contraco inúmeras vezes, provocando prejuízos e parada<br />

de produção.<br />

Em dezembro de 2023 a empresa, que atende o Brasil<br />

e países do Mercosul, estará operando 100% no novo endereço,<br />

que teve investimento de cifra vultuosa de recursos<br />

próprios.<br />

W<br />

ith 37 years of activity and consolidation<br />

in the wood drying market, Contraco<br />

has a new home. The Santa Catarina<br />

company, headquartered in Taió (SC),<br />

inaugurates its new manufacturing plant<br />

on December 9. Located at Rua Zacarias Zanghelini, 93,<br />

the new space has 15 thousand m² of production area,<br />

adding to the area already built for manufacturing, and<br />

has administration office space and handling yard within<br />

an area of more than 121 thousand m².<br />

The entire production line is being moved to the new<br />

address. In addition to the manufacture of wood dryers,<br />

industrial kilns and ovens, fans, and exhaust systems, the<br />

new facilities will make room for the development of new<br />

projects.<br />

“We are leaving an area of 17 hundred m², located in<br />

the central region of the City, where there was great difficulty<br />

in logistics for loading, unloading, and production itself.<br />

The main benefits of the change are to improve internal<br />

logistics and provide comfort for employees,” explains<br />

Natalino Bonin, Founder and Director of Contraco. “At<br />

first, we should have a 25% increase in our production,<br />

considering only better logistics and workspace. In terms<br />

of capacity, we will have the possibility of doubling our<br />

production,” he says.<br />

Another benefit is that the new is outside the flood<br />

area, which is recurrent in the City and has already hit<br />

É UMA ALEGRIA<br />

PODER PARTILHAR E<br />

COMPARTILHAR ESTA NOVA<br />

SEDE ONDE VAMOS ESTAR<br />

ATENDENDO COM MAIS<br />

QUALIDADE E ATENÇÃO<br />

NATALINO BONIN, FUNDADOR E<br />

DIRETOR DA CONTRACO<br />

38 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


EVOLUÇÃO EM EQUIPAMENTOS<br />

Desde a fundação em 1986, quando iniciou fazendo<br />

consertos de tratores e colheitadeiras, a empresa se transformou,<br />

passando da reparação de equipamentos, para uma<br />

fábrica de ventilação e aquecimento, até chegar aos fornos<br />

e estufas que são o carro-chefe da Contraco, atendendo<br />

o mercado da madeira e outros ramos industriais. “Hoje<br />

estamos focados nos secadores de madeira, aquecimento<br />

industrial e na ventilação. Com base nos anos de experiência<br />

prevemos um futuro ainda melhor para a Contraco. Investimos<br />

nos profissionais, com um corpo técnico diversificado e<br />

qualificado, que é o principal recurso da empresa. Além de<br />

ter uma parceria muito próxima com a UFSC (Universidade<br />

Federal de Santa Catarina), onde buscamos tecnologia de<br />

ponta para o aperfeiçoamento de nossos produtos, garantindo<br />

produtos de qualidade, a satisfação dos clientes e<br />

também do nosso público interno”, afirma Natalino.<br />

A Contraco é referência nacional no segmento de fornos<br />

e estufas industriais. Destacam-se a tradicional linha de<br />

Estufas para Secagem de Madeira, com modelos padronizados,<br />

assim como a linha de Fornos e Estufas Industriais,<br />

desenvolvidos sob medida, pelo corpo técnico, conforme<br />

a necessidade de cada cliente.<br />

O secador de madeira sem a utilização de caldeira é uma<br />

exclusividade da Contraco. Esse equipamento, concebido<br />

e patenteado pela empresa, teve início em 2008 e hoje é<br />

reconhecido no mercado. “No começo, havia ceticismo<br />

em relação à eficácia do secador sem a necessidade de<br />

caldeira. Contudo, tornou-se uma vantagem da Contraco,<br />

Contraco numerous times, leading to losses and production<br />

stoppage.<br />

By December 2023, the Company, which serves Brazil<br />

and Mercosur countries, will be operating at 100% at the<br />

new address, which had an estimated investment of more<br />

than R$ 5 million.<br />

EVOLUTION IN EQUIPMENT<br />

Since its foundation in 1986, when it started repairing<br />

tractors and harvesters, the Company has been transformed,<br />

going from repairing equipment to ventilation and<br />

heating manufacturing, producing furnaces and kilns that<br />

are Contraco’s flagships, serving the forest-product market<br />

and other industrial segments. “Today, we are focused on<br />

wood dryers and industrial heating and ventilation. Based<br />

on years of experience, we envision an even brighter future<br />

for Contraco. We invest in our workforce with a diversified<br />

and qualified technical staff, which is the Company’s main<br />

resource. In addition to having a very close partnership with<br />

the Federal University of Santa Catarina (Ufsc), where we<br />

seek state-of-the-art technology for the improvement of<br />

our products, ensuring quality and customer and internal<br />

public satisfaction,” says Bonin.<br />

Contraco is a national reference in the industrial oven<br />

and kiln segment. Highlights include the traditional line of<br />

Wood Drying kilns, with standardized models, as well as the<br />

line of industrial ovens and kilns, custom-developed by the<br />

technical staff, according to the needs of each customer.<br />

The wood dryer without the use of a boiler is exclusive to<br />

DEZEMBRO 2023 39


PRINCIPAL<br />

resultando em menor consumo de energia para nossos<br />

clientes. Por exemplo, se um cliente possui seis estufas,<br />

e cada uma está conectada a um alimentador, caso um<br />

desses alimentadores apresente algum problema, apenas<br />

um secador será afetado. Se estivessem todos conectados<br />

a uma caldeira e ela falhasse, todas as estufas seriam interrompidas”,<br />

explica Natalino.<br />

CLIENTES SATISFEITOS<br />

O responsável pela unidade da empresa Brasil South<br />

Lumber, em São Francisco de Paula (RS), Roberto Pacheco<br />

Neves, cliente da Contraco, garante que os equipamentos<br />

representam melhor rentabilidade. “Temos melhor secagem,<br />

onde a qualidade da madeira atinge alto padrão, com<br />

melhor rentabilidade no mercado”, afirma Roberto. “Produzimos<br />

uma média de 2 mil m 3 (metros cúbicos) secos por<br />

mês, essa quantidade representa uma rentabilidade muito<br />

boa de madeiras secas, dentro do prazo estabelecido de<br />

horas e sem ressecagem da madeira. Em termos de biomassa<br />

tivemos também um alto índice de rentabilidade na<br />

secagem após o uso dos secadores da Contraco”, destaca<br />

Roberto. Ele ainda ressalta os benefícios com a automação<br />

dos equipamentos. “Em termos de automação os painéis<br />

da Contraco nos trouxeram muita segurança, e informações<br />

corretas. Com a automação direta conseguimos monitorar<br />

todas as estufas, tendo todo controle e funções determinadas<br />

na tela do computador”, enaltece o empresário.<br />

Contraco. This equipment, designed and patented by the<br />

Company, began being manufactured in 2008 and is now<br />

well-recognized in the market. “In the beginning, there was<br />

skepticism about the effectiveness of the dryer without the<br />

need for a boiler. However, it has become Contraco’s competitive<br />

advantage, resulting in lower energy consumption<br />

for our customers. For example, if a customer has six kilns,<br />

and each one is connected to a feeder, and if one of those<br />

feeders has a problem, only one dryer will be affected. If<br />

they were all connected to a boiler and it failed, all the kilns<br />

would be interrupted,” Bonin explains.<br />

SATISFIED CUSTOMERS<br />

Roberto Pacheco Neves, a Contraco customer who is<br />

responsible for the Brasil South Lumber unit in São Francisco<br />

de Paula (RS), ensures that the equipment represents<br />

a more profitable yield. “We have better drying, where the<br />

quality of the wood reaches a high standard, with better<br />

profitability in the market,” says Neves. “We produce an<br />

average of two thousand m3 dry per month. This amount<br />

represents a very good yield of dry wood within the established<br />

period of hours and without drying out the wood.<br />

In terms of biomass, we had an improved yield in drying<br />

after the use of Contraco’s dryers,” says Neves. He also<br />

highlights the benefits of equipment automation. ‘“In terms<br />

of automation, Contraco’s control automation panels have<br />

given us a lot of security and correct information. With<br />

direct automation, we can monitor all the kilns, having all<br />

the control and functions determined on the computer<br />

screen,” praises the businessman.<br />

The owner of Rauber & Cesa, Didier Cesa, who works<br />

with pine timber harvesting, drying, and processing, says<br />

he is delighted. “The Contraco (wood dryer) is a piece of<br />

equipment that has provided me an excellent cost-benefit;<br />

it has low material consumption, low energy consumption,<br />

and superior efficiency. The hot air heat exchange system<br />

provides a particularity that adds value. It is a different<br />

and very efficient system. It provides linear, homogeneous<br />

drying on any wood, leading to more quality to the pro-<br />

COM EQUIPAMENTOS DA<br />

CONTRACO TEMOS<br />

MELHOR SECAGEM, ONDE A<br />

QUALIDADE DA MADEIRA ATINGE<br />

ALTO PADRÃO, COM MELHOR<br />

RENTABILIDADE NO MERCADO<br />

ROBERTO PACHECO NEVES, RESPONSÁVEL<br />

PELA UNIDADE DA EMPRESA BRASIL SOUTH<br />

LUMBER, EM SÃO FRANCISCO DE PAULA (RS)<br />

40 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


OS SECADORES DE<br />

MADEIRA DA CONTRACO<br />

ME TROUXERAM UM CUSTO<br />

BENEFÍCIO MUITO BOM, TEM<br />

CONSUMO BAIXO DE MATERIAL,<br />

CONSUMO BAIXO DE ENERGIA E<br />

EFICIÊNCIA MUITO BOA<br />

DIDIER CESA, PROPRIETÁRIO DA<br />

EMPRESA RAUBER & CESA<br />

O proprietário da empresa Rauber & Cesa, Didier Cesa,<br />

que atua com pinus na extração, corte, secagem e beneficiamento<br />

de madeira, se diz plenamente satisfeito. “A<br />

Contraco (secador de madeira) é um equipamento que me<br />

trouxe um custo benefício muito bom, tem consumo baixo<br />

de material, consumo baixo de energia e eficiência muito<br />

boa. O sistema de troca de calor de ar quente, traz uma<br />

particularidade que agrega valor. É um sistema diferente<br />

e muito eficiente. Faz uma secagem linear, homogênea<br />

em qualquer madeira, trazendo bastante qualidade para o<br />

produto”, afirma Didier Cesa. “Possuímos equipamentos da<br />

Contraco há 4 anos. Atualmente estamos com cinco câmeras<br />

de secagem, cada uma carrega número de madeira conforme<br />

o tamanho dela, de 35 m³ a 50 m³ e o nosso processo<br />

leva em média de 72h a 80h (horas) de secagem, o que dá<br />

400 m³ mensal cada estufa”, calcula Didier.<br />

O pós-atendimento também é um diferencial para os<br />

clientes. “A equipe técnica da Contraco, desde o primeiro<br />

equipamento, até o mais recente entregue em outubro de<br />

2023, esteve com um atendimento muito próximo. Nunca<br />

ficamos sem resposta”, elogia Didier Cesa.<br />

Quando o assunto é pós-venda, a opinião também é<br />

compartilhada pela Brasil Spouth Lumber. “A equipe da<br />

Contraco é parceira e participa do processo desde a montagem.<br />

Sempre está presente quando precisamos”, destaca<br />

Roberto Pacheco Neves.<br />

NOVA SEDE<br />

Com a nova sede da empresa a “expectativa é aumentar<br />

a produção, garantir ainda maior qualidade dos nossos<br />

produtos por ter condições de armazenar melhor e melhorar<br />

o carregamento”, almeja o diretor da Contraco. “Nesses 37<br />

anos trabalhamos em um espaço físico que já não estava<br />

mais atendendo nossa necessidade. Agora teremos uma<br />

sede nova e a qualidade do espaço físico também vai<br />

melhorar, tudo isso pensando no aumento da produção<br />

da Contraco, na ampliação do mercado e no conforto para<br />

os nossos colaboradores. Estamos aptos a atender outros<br />

mercados. É uma alegria poder partilhar e compartilhar esta<br />

nova sede onde vamos estar atendendo com mais qualidade<br />

e atenção”, orgulha-se Natalino Bonin.<br />

duct,” says Cesa. “We have owned Contraco equipment<br />

for four years. We currently have five drying chambers,<br />

each one carries out different amounts of wood according<br />

to its size, from 35 m³ to 50 m³ and our process takes an<br />

average of 72 to 80 hours of drying, which leads to 400 m³<br />

per month for each kiln,” calculates Cesa.<br />

The after-sales service is also a differentiator for customers.<br />

“‘Contraco’s technical team, from the first piece<br />

of equipment to the most recent one delivered in October<br />

2023, was very close to the customer. We never go<br />

unanswered,” says Cesa.<br />

Brasil South Lumber also shares this opinion when it<br />

comes to after-sales service. “The Contraco team is a partner<br />

and participates in the process starting at assembly. It<br />

is always present when we need it,” says Neves.<br />

NEW OFFICE AND FACTORY SPACE<br />

With the Company’s new office and factory space, “the<br />

expectation is to increase production, ensure an even<br />

higher quality of our products with better storage and<br />

improved handling,” says the Contraco Director. “In these<br />

37 years, we have worked in a physical space that was no<br />

longer meeting our needs. The quality of the new office<br />

and factory space will also improve our thinking about the<br />

increase in Contraco’s production, the expansion of the<br />

market, and the comfort of our employees. We are able to<br />

serve other markets. It is a joy to be able to talk about this<br />

new head office and factory space where we will be serving<br />

with more quality and attention.” says Bonin proudly.<br />

DEZEMBRO 2023 41


PESQUISA<br />

PAINÉIS DE FIBRA A PARTIR DOS<br />

RESÍDUOS<br />

MOVELEIROS<br />

42 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


Foto: divulgação<br />

ESTUDO REALIZADO NO CEARÁ PELA EMBRAPA<br />

AGROINDÚSTRIA TROPICAL APONTA VIABILIDADE<br />

PARA PRODUÇÃO DE COPRODUTO<br />

O<br />

uso de coprodutos na agroindústria<br />

promove a sustentabilidade das cadeias<br />

produtivas e a preservação de recursos<br />

provenientes da biodiversidade. A Embrapa<br />

Agroindústria Tropical desenvolveu a<br />

tecnologia para a produção de painéis aglomerados a<br />

partir dos materiais sobressalentes do beneficiamento<br />

da madeira na indústria moveleira cearense. Na publicação:<br />

Painéis aglomerados produzidos a partir de espécies<br />

florestais cultivadas no município de Acaraú (CE); os<br />

pesquisadores da unidade demonstram a aplicabilidade<br />

desse coproduto, além de identificar quais espécies<br />

florestais nativas apresentam as melhores características<br />

para a cadeia produtiva.<br />

Com o avanço dos plantios florestais, o aumento de<br />

resíduos originários de podas, desramas, desbastes e<br />

do processamento da madeira são consequências. No<br />

entanto, gera-se uma biomassa rica de frações lignocelulósicas<br />

que, transformadas na indústria, podem servir<br />

de matéria-prima para a movelaria.<br />

Com essa possibilidade, a Embrapa Agroindústria<br />

Tropical realizou experimentos para sinalizar as características<br />

químicas desses materiais, principalmente das<br />

frações lignocelulósicas, que indicam a possibilidade de<br />

desenvolver rotas tecnológicas para agregação de valor<br />

desses resíduos devido ao elevado teor de lignina. O estudo<br />

desenvolveu painéis de fibra a partir desse residual,<br />

sendo o produto final semelhante ao MDF utilizado<br />

em larga escala pela indústria moveleira.<br />

PRODUÇÃO DE PAINÉIS<br />

Os painéis foram produzidos a partir de galhos de<br />

árvores com 11 anos de idade cultivados na área expe-<br />

rimental da Embrapa em Acaraú, no Ceará. As amostras<br />

de galhos foram trituradas e moídas. Logo após, foram<br />

secas em estufa de ar circulante a 105ºC (graus Celsius)<br />

por 18h (horas).<br />

Painéis de 110 mm x 110 mm x 5 mm (milímetros)<br />

produzidos com as amostras foram cortados para formação<br />

dos corpos de prova utilizados nos ensaios clínicos.<br />

A formulação dos painéis foi de 26g (gramas) de fibras<br />

de madeira, 30g de resina (Redemite), 6g de água, 6g<br />

de farinha de trigo e 1g de sulfato de amônia (conforme<br />

indicação do fabricante da resina). A mistura foi pré-<br />

-prensada em molde fechado à temperatura ambiente.<br />

O colchão de fibras formado foi em seguida prensado<br />

em prensa aquecida a 180°C. Após a prensagem<br />

a quente, as placas foram resfriadas sob compressão<br />

durante 18h, sendo então armazenadas a 25°C e 50%<br />

de umidade por 48h; após esse período, os corpos de<br />

prova foram cortados em serra de disco. Após a fabricação<br />

dos painéis, analisou-se a flexão, a determinação<br />

da densidade, o inchamento e a absorção de umidade<br />

pelas placas.<br />

Como resultado, a pesquisa aferiu que o aproveitamento<br />

dos coprodutos da produção de madeira por reflorestamento<br />

no Estado do Ceará ou em outras regiões<br />

com condições análogas é tecnicamente viável e deve<br />

ser avaliado do ponto de vista ambiental e econômico.<br />

Quanto à qualidade do material, as fibras obtidas de<br />

galhos das espécies nativas e exóticas e de clones de<br />

híbridos de eucaliptos selecionados no projeto apresentam-se<br />

como matéria-prima viável para a produção de<br />

painéis.<br />

Com ajustes na densidade, as propriedades mecânicas<br />

dos painéis podem ser melhoradas. O tratamento<br />

DEZEMBRO 2023 43


PESQUISA<br />

Foto: Diva Correia<br />

dispensado às fibras no processamento industrial (explosão<br />

a vapor e refino) e a mistura de espécies madeireiras,<br />

entre outras melhorias de processo, poderiam<br />

ser adotados para melhorar o desempenho técnico e<br />

econômico dos painéis produzidos.<br />

ESPÉCIES CULTIVADAS<br />

Em 2010, as primeiras pesquisas voltadas para o<br />

setor buscaram selecionar espécies arbóreas para a<br />

indústria do polo moveleiro de Marco (CE), com foco<br />

em viabilizar soluções para aumentar a produtividade e<br />

disponibilizar mais informações técnicas acerca de qualidade<br />

de madeira para a região.<br />

Com isso, o projeto analisou o desempenho de 39<br />

espécies arbóreas, 29 nativas e 10 exóticas, não tradicionalmente<br />

utilizadas no setor moveleiro, e seis clones de<br />

híbridos de eucalipto. Após 11 anos de cultivo, as espécies<br />

nativas de Pau-d’arco-roxo (Handroanthus impetiginosus),<br />

Jatobá (Hymenaea courbaril) e Angico (Colubrina<br />

glandulosa), as espécies exóticas de Acácia-australiana<br />

(Acacia mangium) e Chichá (Sterculia foetida) e os clones<br />

de híbridos de eucaliptos VE38, VE41 e GG680 se destacaram<br />

pelo crescimento e desenvolvimento, sugerindo<br />

boa adaptabilidade à região. Também foram realizadas<br />

análises de qualidade, experimentos para estabelecer<br />

parâmetros de cultivo e testes de novos materiais genéticos.<br />

COMO RESULTADO, A<br />

PESQUISA AFERIU<br />

QUE O APROVEITAMENTO DOS<br />

COPRODUTOS DA PRODUÇÃO<br />

DE MADEIRA POR<br />

REFLORESTAMENTO NO<br />

ESTADO DO CEARÁ OU EM<br />

OUTRAS REGIÕES COM<br />

CONDIÇÕES ANÁLOGAS É<br />

TECNICAMENTE VIÁVEL E<br />

DEVE SER AVALIADO DO<br />

PONTO DE VISTA AMBIENTAL<br />

E ECONÔMICO<br />

44 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


MARCENARIA<br />

46 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


ESPESSURAS DO<br />

MDF<br />

MERCADO DISPONIBILIZA DIFERENTES PADRÕES DE ESPESSURA DE<br />

MDF. CONHEÇA QUAIS SÃO AS MEDIDAS MAIS COMUNS<br />

Fotos: divulgação


MARCENARIA<br />

Arealização de um projeto de marcenaria<br />

com painéis de MDF (Medium<br />

Density Fiberboard) requer<br />

atenção aos detalhes na hora da<br />

escolha do material. O MDF pode<br />

ser encontrado com cores, espessuras, tamanho<br />

e acabamentos diferentes que vão fazer a diferença<br />

para o projeto.<br />

Feito com fibras de madeira (geralmente<br />

pinus e eucalipto), resina sintética, aditivos e um<br />

processo de aglutinação, o MDF é um produto<br />

com superfície homogênea que possibilita a<br />

criação de vários móveis e revestimentos. A<br />

escolha da espessura certa do painel de MDF<br />

para o uso a que se destina é um ponto importante<br />

no projeto de marcenaria.<br />

A ESCOLHA DA<br />

ESPESSURA CERTA<br />

DO PAINEL DE MDF PARA O<br />

USO A QUE SE DESTINA É UM<br />

PONTO IMPORTANTE NO<br />

PROJETO DE MARCENARIA<br />

Foto: Pleusa via Flickr<br />

48 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


O mercado disponibiliza várias espessuras,<br />

mas quatro medidas padrão são mais comuns<br />

para MDF. A espessura da placa utilizada na<br />

prateleira, não necessariamente será a mesma<br />

da que vai na estrutura externa. A depender<br />

da espessura, o MDF poderá ser utilizado para<br />

fundo de móveis, estrutura de caixaria, tamponamento<br />

de móveis, prateleiras e até para produção<br />

de guarda-roupas e closets.<br />

ESPESSURAS INDICADAS<br />

As espessuras mais comuns são: 6 mm (milímetros)<br />

ideal para fundos de móveis, partes de<br />

baixo das gavetas e também para adequar a espessura<br />

de outras placas de MDF; a medida de<br />

15 mm (milímetros) de espessura normalmente<br />

é utilizada nas laterais dos móveis e na estrutura<br />

DEZEMBRO 2023 49


MARCENARIA<br />

de caixaria de modo geral; a de 18 mm é comumente<br />

utilizada para tamponamento de móveis<br />

e em prateleiras; e a de 25 mm geralmente<br />

é utilizada para produzir closets, prateleiras,<br />

guarda-roupas e também tamponamento de<br />

móveis.<br />

Conhecer a espessura do painel de MDF e o<br />

destino que se pretende dar é importante para<br />

evitar gastos desnecessários e também para<br />

produzir móveis assertivos e com a aparência<br />

agradável. A utilização do MDF com espessura<br />

correta vai contribuir para melhor desempenho<br />

do móvel ou revestimento. O uso adequado<br />

para cada finalidade influencia diretamente na<br />

durabilidade e na funcionalidade a que o móvel<br />

será submetido.<br />

VANTAGENS DO MDF<br />

Muito comum para projetos de mobiliário, o<br />

MDF alia ainda outras vantagens: é ecologicamente<br />

correto, não sofre com calor ou umidade,<br />

é fácil de limpar além de ter o preço mais acessível<br />

em comparação com a madeira maciça.<br />

CONHECER A<br />

ESPESSURA DO<br />

PAINEL DE MDF E O DESTINO<br />

QUE SE PRETENDE DAR É<br />

IMPORTANTE PARA EVITAR<br />

GASTOS DESNECESSÁRIOS E<br />

TAMBÉM PARA PRODUZIR<br />

MÓVEIS ASSERTIVOS E COM A<br />

APARÊNCIA AGRADÁVEL<br />

50 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


POR UM CONSUMO<br />

CONSCIENTE E RESPONSÁVEL.<br />

Contatos (21) 2768-7918 ou contato@acimderj.org.br<br />

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Confira nas mídias sociais @acimderj<br />

Acesse o site acimderj.org.br


QUÍMICA NA MADEIRA<br />

O CRESCIMENTO DO<br />

SETOR DE TRATAMENTO<br />

DE MADEIRAS NO BRASIL<br />

E OS DESAFIOS PARA O<br />

FUTURO<br />

Fotos: divulgação<br />

52 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


O<br />

mercado de tratamento de madeiras<br />

no Brasil tem vivenciado um crescimento<br />

notável nos últimos anos. Este<br />

setor fornece madeiras tratadas para<br />

uma ampla gama de segmentos, incluindo<br />

rural, ferroviário, elétrico e construção civil.<br />

Hoje, estima-se que o volume de madeira tratada<br />

fornecido no Brasil esteja na faixa de 3,5 a 4 milhões<br />

de m 3 (metros cúbicos) ao ano. No entanto, o verdadeiro<br />

catalisador desse crescimento tem sido a normatização<br />

que direcionou a atividade de tratamento<br />

de madeiras no país.<br />

A normatização desempenhou um papel crucial,<br />

oferecendo diretrizes claras sobre o uso da madeira<br />

em diversas categorias de aplicação. Isso trouxe<br />

maior segurança para os consumidores, fornecendo<br />

informações sobre como e quando utilizar a madeira.<br />

Além disso, essa regulamentação proporcionou<br />

maior confiabilidade para a atividade no Brasil,<br />

abrindo novos mercados e impactando positivamente<br />

o setor de tratamento de madeiras.<br />

O setor enfrenta rotineiramente novos desafios<br />

para manter seu crescimento contínuo. Os consumidores<br />

estão se tornando cada vez mais exigentes,<br />

buscando produtos de alta qualidade, desempenho<br />

e sustentabilidade, ao mesmo tempo que respeitam<br />

aspectos éticos e legais em sua produção. Portanto,<br />

é fundamental que o setor acompanhe essas<br />

tendências de mercado, adaptando-se às novas demandas<br />

e mudanças de comportamento.<br />

Para enfrentar esses desafios, o setor precisa se<br />

tornar mais coeso, organizado e com uma visão de<br />

futuro para a atividade de tratamento de madeiras<br />

no Brasil e no mundo. Isso permitirá explorar as<br />

oportunidades que estão surgindo, incluindo o crescente<br />

interesse em construções inteligentes, como<br />

MLC, GLULAM, wood frame, entre outros. Essas<br />

novas tendências exigem uma preparação mais rigorosa<br />

de toda a cadeia de produção de madeiras<br />

tratadas.<br />

Uma das formas de contribuir para a preparação<br />

do setor em relação às novas demandas e comportamentos<br />

é promover um espírito associativo mais<br />

forte entre as usinas e as empresas. As associações<br />

desempenham um papel fundamental na organização,<br />

no desenvolvimento, na promoção de melhorias<br />

e na capacitação do setor. No contexto do tratamento<br />

de madeiras, a ABPM (Associação Brasileira<br />

de Preservadores de Madeiras) se destaca como<br />

uma das principais associações de classe no Brasil.<br />

A ABPM tem desempenhado um papel consistente<br />

na normatização do setor, oferecendo diretrizes<br />

que beneficiam toda a cadeia de produção.<br />

Além disso, a associação desenvolveu o inovador<br />

HOJE, ESTIMA-SE QUE O<br />

VOLUME DE MADEIRA<br />

TRATADA FORNECIDO NO BRASIL<br />

ESTEJA NA FAIXA DE 3,5 A 4<br />

MILHÕES DE M 3 AO ANO<br />

programa de auto-regulamentação para as usinas,<br />

conhecido como Qualitrat.<br />

Essa ferramenta desempenha um papel fundamental<br />

na promoção da confiabilidade na relação<br />

entre a indústria e o consumidor. O programa Qualitrat<br />

contribui para a produção de produtos que<br />

atendem aos requisitos de legalidade e qualidade,<br />

atendendo às expectativas crescentes dos consumidores.<br />

Em resumo, o setor de tratamento de madeiras<br />

no Brasil está experimentando um crescimento<br />

notável, impulsionado pela normatização e pela<br />

crescente demanda por produtos de alta qualidade<br />

e sustentáveis. Porém, para manter essa trajetória<br />

de crescimento, é essencial que ele se prepare para<br />

enfrentar os desafios do futuro, como as novas tendências<br />

na construção civil.<br />

SILVIO LIMA<br />

ESPECIALISTA EM TRATAMENTO DE<br />

MADEIRA E GERENTE DA UNIDADE<br />

INDUSTRIAL DA MONTANA QUÍMICA<br />

DEZEMBRO 2023 53


PRÊMIO REFERÊNCIA<br />

A GRANDE FESTA DO SETOR DE BASE MADEIREIRO FLORESTAL<br />

CELEBROU EMPRESAS, PESSOAS E APRESENTOU O NOVO<br />

PRODUTO DA REVISTA REFERÊNCIA PARA O ANO DE 2024<br />

Fotos: Emanuel Caldeira<br />

54 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


vigésima primeira edição do Prêmio RE-<br />

AFERÊNCIA contemplou, mais uma vez,<br />

as dez empresas que se destacaram no<br />

segmento de base madeireiro florestal.<br />

O evento realizado no Restaurante<br />

Porta Romana é organizado pela JOTA<br />

Editora, responsável pela publicação das revistas: RE-<br />

FERÊNCIA FLORESTAL, REFERÊNCIA INDUSTRIAL,<br />

REFERÊNCIA CELULOSE&PAPEL, REFERÊNCIA PRO-<br />

DUTOS DE MADEIRA E REFERÊNCIA BIOMAIS. A<br />

premiação é uma das grandes tradições do segmento<br />

e tem atraído cada vez mais interesse do público em<br />

relação às empresas vencedoras.<br />

A seleção dos vencedores é feita de forma muito<br />

criteriosa, que tem os mais altos padrões de avaliação,<br />

desde o recebimento das indicações recebidas através<br />

de leitores, clientes, parceiros e passando pela análise<br />

interna dos membros da organização. O objetivo<br />

do prêmio é valorizar quem melhor trabalhou para o<br />

fortalecimento e crescimento da indústria de base madeireiro<br />

florestal em 2023. O Prêmio REFERÊNCIA é<br />

um reconhecimento dado para a empresa, associação<br />

ou personalidade, que através de seu trabalho, fortaleceu<br />

durante todo o ano um dos mais representativos<br />

e crescentes setores da economia nacional. A edição<br />

2023 da premiação contou com o apoio da ABIMCI<br />

(Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada<br />

Mecanicamente) e os patrocínios de: ACIMDERJ<br />

(Associação do Comércio e Indústria de Madeiras e<br />

ESSE É NOSSO<br />

OBJETIVO: HONRAR<br />

QUEM FEZ O SETOR FLORESTAL<br />

MELHOR, CUJO<br />

DESENVOLVIMENTO SE TORNOU<br />

O FOCO DO NOSSO TRABALHO<br />

HÁ MAIS DE DUAS DÉCADAS.<br />

FOI UMA FESTA ESPECIAL EM<br />

QUE PUDEMOS REVER AMIGOS,<br />

FORTALECER PARCERIAS E<br />

CELEBRAR A INDÚSTRIA DE BASE<br />

FLORESTAL MADEIREIRA<br />

FÁBIO MACHADO, DIRETOR<br />

COMERCIAL DA JOTA EDITORA<br />

Derivados do Estado do Rio de Janeiro), AIMEX (Associação<br />

das Indústrias Exportadoras de Madeira do<br />

Estado do Pará), CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras<br />

e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato<br />

Grosso), DRV Ferramentas, EFFISA, Formóbile, Himev,<br />

Montana Química, MSM Química e Vale do Tibagi.<br />

Fábio Machado, diretor comercial da JOTA Editora,<br />

celebrou a edição do prêmio e a valorização que<br />

cada uma das empresas expressou durante a premiação.<br />

“Esse é nosso objetivo: honrar quem fez o setor<br />

florestal melhor, cujo desenvolvimento se tornou o<br />

foco do nosso trabalho há mais de duas décadas. Foi<br />

uma festa especial em que pudemos rever amigos,<br />

fortalecer parcerias e celebrar a indústria de base florestal<br />

madeireira”, valorizou Fábio.<br />

DEZEMBRO 2023 55


PRÊMIO REFERÊNCIA<br />

PODCAST REFERÊNCIA<br />

A abertura do evento marcou o lançamento do<br />

mais novo produto da REFERÊNCIA para o seu público:<br />

o Podcast REFERÊNCIA. A partir de 2024, além<br />

das cinco publicações escritas, dos vídeos, eventos e<br />

das mídias sociais, quem acompanha a REFERÊNCIA<br />

terá uma nova experiência perceptiva. O podcast<br />

contará com uma série de convidados, que com suas<br />

experiências e conhecimento, elucidarão uma série de<br />

temas e claro, contarão suas histórias de vida e carreira.<br />

O podcast estará disponível em vídeo no youtube<br />

e também em plataformas de áudio, como spotify e<br />

outros.<br />

No episódio especial de lançamento, o tema<br />

foi carbono neutro e os convidados foram: Damaris<br />

Padilha, doutora em engenharia florestal, na área de<br />

planejamento ambiental e sistemas de informações<br />

geográfica, além de sócia fundadora da Neutraliza,<br />

uma startup catarinense que desenvolve soluções de<br />

neutralização de carbono para empresas; Gleisson<br />

Tagliari, vice-presidente do CIPEM (Centro das Indústrias<br />

Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado<br />

de Mato Grosso) e que trabalha com manejo florestal<br />

sustentável há 30 anos; e Junior Santos, gerente comercial<br />

de biomassas da INPASA Brasil, empresa que<br />

lidera a produção de etanol de milho na América Latina<br />

e conta com unidades no Brasil e no Paraguai.<br />

Damaris Padilha explicou que mais do que nunca é<br />

necessário entender e quantificar as emissões de cada<br />

empresa ou nação para poder, assim, direcionar o que<br />

será feito para gerar as compensações. “Precisamos<br />

entender quais os setores emitem carbono para atingirmos<br />

metas, não apenas de neutralização, mas buscar<br />

também a redução nas emissões simultaneamente,<br />

otimizando as metas que temos”, firmou Damaris. A<br />

especialista destacou a importância do Projeto de Lei<br />

412/2021, que estrutura e regulamenta o mercado de<br />

carbono nacional. “É importante entender que essa lei<br />

trará uma série de benefícios e guiará o caminho para<br />

a estruturação do mercado de créditos de carbono,<br />

que caso entre em vigor em 2024 levará ainda mais<br />

3 anos para que entre em funcionamento”, explicou<br />

Damaris<br />

Gleisson Tagliari foi bastante enfático ao valorizar<br />

as ações de manejo sustentável para o mercado<br />

de carbono e a redução das emissões. “O manejo<br />

mantém a floresta em pé, garantindo uma retirada de<br />

carbono contínua e por meio da retirada das árvores<br />

já adultas, estimulamos o crescimento das menores,<br />

acelerando, ainda mais, a retirada de carbono da at-<br />

56 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


mosfera”, apontou Gleisson. O vice-presidente do CI-<br />

PEM destacou a parceria da entidade com o governo<br />

estadual e como as ações das mais de 400 empresas<br />

que estão sob o guarda-chuva do CIPEM têm contribuído<br />

para a aceleração da neutralização do carbono<br />

no Mato Grosso. “A meta do Brasil é a diminuição de<br />

50% das emissões até 2050. Esse plano é ambicioso<br />

e o Brasil pretende alcançar essa meta até 2035. O<br />

CIPEM é reconhecido pelos órgãos institucionais nacionais<br />

e internacionais para alcançar esses objetivos,<br />

além de se destacar como um dos principais parceiros<br />

do poder público para que possamos chegar lá”,<br />

complementou Gleisson.<br />

Junior Santos valorizou a importância das energias<br />

renováveis na diminuição na emissão de carbono e<br />

como o trabalho realizado pela INPASA traz benefícios<br />

econômicos, sociais e ambientais. “A INPASA tem um<br />

compromisso com a redução do carbono emitido e<br />

temos tomado ações através dessa nossa missão de<br />

trabalhar por um futuro melhor, com muito desenvolvimento,<br />

não apenas para a empresa, mas para a<br />

comunidade ao redor”, apontou Junior. O gerente<br />

comercial comentou que a INPASA tem utilizado uma<br />

grande variação de resíduos de industriais vegetais<br />

para alimentar sua produção, fortalecendo, assim, o<br />

viés ecológico da empresa. “Resíduos de serragem,<br />

de materiais madeireiros e até mesmo sementes de<br />

açaí, que vêm do Pará, tem se tornado energia em<br />

nossas caldeiras e fonte de renda para quem fornece<br />

esses materiais”, contemplou Junior.<br />

CONHEÇA OS VENCEDORES<br />

SINCOL S/A<br />

No ano em que completa 80 anos, a Sincol foi agraciada<br />

com o Prêmio REFERÊNCIA. A empresa cresceu<br />

juntamente com a cidade de Caçador (SC). É hoje uma<br />

das principais fabricantes de portas do país e continua o<br />

excelente trabalho iniciado pelos avós dos atuais gestores,<br />

como valorizou Márcia Cristina Balvedi, diretora comercial<br />

da Sincol. “Estamos na terceira geração da família<br />

à frente da empresa, honrando o legado iniciado há oito<br />

décadas e fechamos o ano com chave de ouro com essa<br />

homenagem da Revista REFERÊNCIA”, valorizou Márcia.<br />

Paulo Pupo entregando o Prêmio REFERÊNCIA a<br />

Márcia Balvedi, da Sincol<br />

DEZEMBRO 2023 57


PRÊMIO REFERÊNCIA<br />

ST MADEIRAS LTDA<br />

O manejo florestal é mais que um trabalho para a ST<br />

Madeiras, é uma verdadeira missão. Moacir Willinghöfer,<br />

diretor da empresa, engrandeceu o trabalho dos colaboradores,<br />

parceiros e de todos os demais, que contribuíram<br />

na caminhada da empresa. “Sou assinante da Revista<br />

REFERÊNCIA há mais de 20 anos. Sempre sonhei em<br />

ganhar esse prêmio e hoje chegou a minha vez de estar<br />

aqui. Por isso agradeço muito a Revista REFERÊNCIA pela<br />

oportunidade, à minha esposa que é meu porto seguro,<br />

ao CIPEM pelo trabalho que faz no Estado e ao nosso<br />

sindicato, que nos ajuda na caminhada do manejo”, celebrou<br />

Moacir.<br />

Gleisson Omar Tagliari entregando o Prêmio REFERÊNCIA a<br />

Moacir Luís Willinghöfer, da ST Madeiras<br />

UNIVERSIDADE DO PAPEL<br />

Transformar papel em arte é a missão de Enrique<br />

Rodriguez, idealizador e fundador da Universidade do Papel.<br />

O chileno, que mora há 25 anos no Brasil, é formado<br />

em arquitetura e desenho industrial. Desde 2015, realiza<br />

o trabalho de formar artistas, gerando renda e criando<br />

oportunidades de desenvolvimento aos participantes. “O<br />

papel é minha matéria-prima e através da Universidade<br />

do Papel pude conhecer mais dos processos das indústrias<br />

de celulose e entender tudo que envolve o que faço.<br />

Acredito que a transpiração supera a inspiração e que o<br />

bom trabalho que temos feito foi o que nos trouxe ao lugar<br />

que chegamos”, enalteceu Enrique.<br />

Valéria Brizola entregando o Prêmio REFERÊNCIA a<br />

Enrique Rodriguez, da Universidade do Papel<br />

MADEIRAS VENTURI LTDA<br />

Qualidade de produtos, responsabilidade ambiental e<br />

a valorização dos clientes são os motores, que impulsionam<br />

o trabalho da Venturi. A empresa catarinense se destaca<br />

no fornecimento de madeira serrada do mais alto padrão<br />

e fez fortes investimentos em logística, para garantir<br />

o melhor atendimento em cada venda, como destacou<br />

Mario Sergio Lima, diretor da MSM Química, fornecedor<br />

que representou a Venturi no evento. “Corroboro com<br />

tudo, que foi dito sobre a Venturi por nosso apresentador<br />

no discurso de apresentação da empresa. A Venturi é excelente<br />

no que faz e tem ótimo relacionamento com seus<br />

clientes e fornecedores, que é meu caso, um dos segredos<br />

do sucesso nesses 70 anos que a empresa está ativa”,<br />

exaltou Mario Sergio.<br />

André da Costa Franco, da Aimex, entregando o Prêmio REFERÊNCIA a<br />

Mario Sergio da MSM Química, representando a Madeiras Venturi<br />

58 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


MADEIRAS ZORTEA<br />

São quase 30 anos manejando, processando e comercializando<br />

madeira de árvores nativas para o Brasil e para<br />

o mundo. O trabalho iniciado por Marino Zortea foi muito<br />

valorizado pelo sucessor Cleber Fábio Zortea, sócio da<br />

Madeiras Zortea. “Aqui hoje falo em nome da Madeiras<br />

Zortea e, principalmente, em nome do meu pai, que é o<br />

idealizador de tudo isso. Agradeço aos nossos colaboradores,<br />

parceiros e clientes, que ajudaram a construir essa<br />

história”, discursou Cleber, em tom de gratidão, enaltecendo<br />

a bonita caminhada de superação e de sucesso da<br />

empresa.<br />

Valdinei Bento dos Santos entregando o Prêmio REFERÊNCIA a<br />

Cleber Fábio Zortea e Vanessa Rodrigues Zortea, da Madeiras Zortea<br />

CENIBRA – CELULOSE NIPO-BRASILEIRA<br />

A Cenibra completou meio século de história com<br />

investimentos em tecnologia e programas sociais de alto<br />

impacto na sociedade. E por representar tão bem o segmento<br />

de papel e celulose foi uma das vencedoras do<br />

Prêmio REFERÊNCIA 2023. O gerente de colheita florestal<br />

da Cenibra, Renato Coura, agradeceu a premiação. “Este<br />

prêmio nos motiva ainda mais a seguir em frente, cada<br />

vez mais pensando na sustentabilidade da empresa e no<br />

bem do planeta. Gratidão aos organizadores do Prêmio e<br />

parabenizo os demais agraciados”, disse Renato Coura.<br />

Lais Malinovski Janacievicz entregando o Prêmio REFERÊNCIA<br />

a Renato Coura, da Cenibra<br />

DALLEGRAVE FLORESTAL<br />

A Dallegrave Florestal completou 100 anos em 2023<br />

com uma história importante de fortalecimento e desenvolvimento<br />

da silvicultura no Paraná, em especial na cidade<br />

de Irati (PR), onde está localizada. O diretor, Marcos<br />

Dallegrave Góes, destacou que o DNA da preservação<br />

faz parte da empresa. “Nossa empresa, iniciada pelo meu<br />

bisavó, fez a trajetória desde a exploração das florestas<br />

nativas para o ciclo hoje de florestas renováveis. Somos<br />

a prova viva de que há possibilidade de trabalhar com<br />

preservação e parte econômica”, salientou Marcos Dallegrave<br />

Góes.<br />

Pedro Bartoski Jr entregando o Prêmio REFERÊNCIA a Marcos Dallegrave<br />

Góes e Bruno Samensari Dallegrave Góes, da Dallegrave Florestal<br />

DEZEMBRO 2023 59


PRÊMIO REFERÊNCIA<br />

BIOMASSA GIACOMELLI & FILHOS<br />

Atuando desde 2021, a Biomassa Giacomelli & Filhos<br />

teve reconhecido seu trabalho que impulsiona o setor de<br />

energias renováveis do Mato Grosso através da produção<br />

de biomassa de mata nativa. O diretor Weslley Giacomelli<br />

destacou a trajetória iniciada por seu pai em 1983, em<br />

Vera (MT). “A partir das demandas das empresas de etanol<br />

nós desenvolvemos a biomassa de supressão. Hoje<br />

geramos vapor, energia, renda e emprego usando o resíduo<br />

que antes a gente queimava e gerava gás carbônico<br />

no ambiente. A sustentabilidade desse negócio é muito<br />

importante”, discursou Weslley Giacomelli.<br />

Diego Vieira entregando o Prêmio REFERÊNCIA a Weslley<br />

Giacomelli e Andiara Giacomelli, da Biomassa Giacomelli & Filhos<br />

NEREU RODRIGUES<br />

Com 20 anos de história e planejando conquistar mais<br />

espaço no mercado de biomassa, a Nereu Rodrigues recebeu<br />

o prêmio pelo investimento na segunda planta de<br />

pellets inaugurada recentemente. O diretor geral, Sérgio<br />

Roni Rodrigues, destacou o crescimento da empresa. “A<br />

Nereu Rodrigues começou em Correia Pinto (SC), com<br />

40 empregados e agora estamos com 250 colaboradores<br />

diretos. Recentemente, inauguramos a segunda planta de<br />

pellet que usa todo resíduo da indústria de compensados<br />

na produção de biomassa. Gratidão à Revista REFERÊN-<br />

CIA pela indicação”, agradeceu Sérgio Rodrigues.<br />

Gerson Penkal entregando o Prêmio REFERÊNCIA a Sérgio Roni<br />

Rodrigues, da NEREU Rodrigues<br />

RIACHO FLORESTAL<br />

Fundada na década de 1960, a Riacho Florestal construiu<br />

forte reputação com atuação no corte, transporte,<br />

e preparação do solo, além disso, se destaca, também,<br />

na venda de pellets e biomassa, no interior de São Paulo.<br />

Pelos investimentos feitos em maquinários e na sua equipe,<br />

a empresa foi uma das vencedoras. O diretor Tiago<br />

Francisco Giorgetti Costa, enalteceu o caráter familiar<br />

da empresa. “Tenho grande satisfação em representar a<br />

terceira geração da família, uma característica do mercado<br />

florestal onde famílias se empenham para realizar um<br />

trabalho profissional, respeitoso e de confiança. À Revista<br />

REFERÊNCIA nosso respeito e agradecimento”, destacou<br />

Tiago.<br />

Rosilda Ribeiro entregando o Prêmio REFERÊNCIA a Tiago Francisco<br />

Giorgetti Costa e Joaquim Sidnei Giorgetti Costa, da Riacho Florestal<br />

60 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


CLICK PRÊMIO REFERÊNCIA 2023<br />

Pedro Bartoski Jr., da JOTA Editora<br />

e Carla Bartoski<br />

Fábio Machado, da JOTA Editora,<br />

Francisleine Machado e Fernanda Machado<br />

Felipe Antoniolli da Sindusmad, Valdinei Bento<br />

dos Santos e Felliphe Marinho, do Cipem<br />

Marcelo Santana<br />

Crislaine Briatori, da JOTA Editora<br />

Moacir Luís Willinghöfer e Neusa Biazussi<br />

Willinghöfer, da ST Madeiras<br />

Renan César Terras Rodrigues e Sérgio Roni<br />

Rodrigues, da NEREU Rodrigues<br />

Valéria Brizola, da ForMóbile, e Luís Carlos<br />

Mario Sergio, da MSM Química<br />

Vagner Vinci, da Effisa<br />

Júnior Santos, da INPASA<br />

Silvia Luiza Nunes Tagliari e Gleisson Omar<br />

Tagliari, do Cipem<br />

Renato Coura, da Cenibra<br />

Denilson Gonçalves Padilha e<br />

Damaris Padilha<br />

Tiago Francisco Giorgetti Costa e Joaquim<br />

Sidnei Giorgetti Costa, da Riacho Florestal<br />

DEZEMBRO 2023 61


PRÊMIO REFERÊNCIA<br />

Fabiana Tokarski, da JOTA Editora<br />

Carla Bartoski e Camile Bartoski<br />

Carlos Felde e Gerson Penkal, da JOTA Editora<br />

Rodrigo Vandressen e Daniel Cyrillo,<br />

da Tecmater<br />

Cleber Fábio Zortea e Vanessa Rodrigues<br />

Zortea, da Madeiras Zortea<br />

Enrique Rodriguez, da Universidade<br />

do Papel<br />

Dozelí Salton Cunha e Luiz Paulo da Cunha,<br />

da Andritz<br />

Márcia Balvedi, da Sincol,<br />

e Marcos Eduardo Balvedi<br />

Walter Souza, da Oregon Tools<br />

Andiara Giacomelli e Wesley Giacomelli, da<br />

Biomassa Giacomelli & Filhos<br />

Fábio Meyer, da Fabio Meyer Consults<br />

Catherine Hernandorena<br />

Anderson Oliveira e Perla Oliveira Lesleane Rezende Valdinei e Vilma do Rocio Colaço, do Cipem<br />

62 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


Dario Machado<br />

Bruno Samensari Dallegrave Góes e Marcos<br />

Dallegrave Góes, da Dallegrave Florestal<br />

Zainara Eliane Pereira e Luís Henrique,<br />

da Rotary - Ax<br />

Diego Vieira e Liliane Cordeiro, da DRV<br />

Valdemar Vieira e Rodrigo Fernando Lopes<br />

Ezidio Felipe e Gilberto de Souza, da<br />

Felipe Diesel<br />

Lais Malinovski Janacievicz e Daiana Mendes,<br />

da Vale do Tibagi<br />

Selma Jacinto, convidada da Himev<br />

Paulo Pupo, da Abimci<br />

Joel Rosa e Wesley Baticini, da Gell<br />

Sabrina Koeche e André da Costa Franco,<br />

da Aimex<br />

Rosilda Ribeiro e Márcio Molleta, da Himev<br />

Renata Strapasson e Hiran Gallo<br />

Cainan Araújo, da JOTA Editora<br />

Crislaine Briatori e Vinicius Santos, da<br />

JOTA Editora<br />

DEZEMBRO 2023 63


MERCADO<br />

MATO GROSSO PLANEJA AMPLIAR AS<br />

EXPORTAÇÕES<br />

DE MADEIRA<br />

64 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


CHINA E ÍNDIA SÃO<br />

OS PRINCIPAIS PAÍSES<br />

CONSUMIDORES DE<br />

PRODUTOS MADEIREIROS<br />

DO ESTADO<br />

Fotos: divulgação<br />

Avenda de madeira do Estado do<br />

Mato Grosso para outros países<br />

já movimentou US$ 70,9 milhões<br />

neste ano. Comparado com os<br />

demais Estados exportadores<br />

brasileiros, Mato Grosso ocupa o 4º lugar no<br />

ranking nacional, ao embarcar 68.677 toneladas<br />

do produto florestal para o exterior, de janeiro<br />

a setembro de 2023. No contexto global,<br />

China e Índia se destacam como importantes<br />

consumidores de produtos madeireiros, extraídos<br />

de áreas com projeto de manejo florestal<br />

sustentável. Neste ano, até setembro, a Índia<br />

adquiriu 38.101 toneladas de madeira de Mato<br />

Grosso pelo montante de US$ 20,5 milhões e<br />

a China importou 8.964 toneladas do produto<br />

ao valor total de US$ 6,8 milhões, conforme<br />

estatísticas do sistema Agrostat do Mapa (Ministério<br />

da Agricultura e Pecuária).<br />

Neste mesmo intervalo, o Brasil direcionou<br />

6 milhões de toneladas de madeira para o<br />

exterior e que resultaram em US$ 3 bilhões faturados.<br />

À frente de Mato Grosso, os maiores<br />

saldos de exportação de produtos florestais<br />

em 2023 são atribuídos a Santa Catarina (US$<br />

1 bilhão), Rio Grande do Sul (R$ 436,7 milhões)<br />

e Pará (US$ 177,1 milhões), incluindo madeira<br />

nativa e de florestas plantadas no Brasil.<br />

Outro dado importante apontado pelo<br />

presidente do Cipem (Centro das Indústrias<br />

Produtoras e Exportadoras de Madeira de<br />

Mato Grosso), Ednei Blasius é sobre o volume<br />

DEZEMBRO 2023 65


MERCADO<br />

de exportação para a Índia ser basicamente<br />

de madeira de reflorestamento, da espécie<br />

Teca. “Precisamos inserir nesse volume madeiras<br />

nativas, de origem de manejo florestal<br />

sustentável”, defendeu Blasius.<br />

MERCADO GLOBAL<br />

Com foco no fomento e ampliação de negócios,<br />

empresários do setor de base florestal<br />

de Mato Grosso participaram, em novembro,<br />

do Fórum Global da Madeira, em Macau, na<br />

China. Antes de embarcar, Blasius se reuniu<br />

com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento,<br />

Indústria, Comércio e Serviços), quando<br />

destacou o processo de produção sustentável<br />

de madeira rastreada por meio do manejo<br />

florestal. Apresentou um catálogo de treze<br />

indústrias mato-grossenses aptas à exportação<br />

de produtos florestais, adequadas às normas e<br />

legislações e com potencial de atender a demanda<br />

consumidora da China.<br />

O presidente do Cipem ainda se reuniu<br />

com a ministra e conselheira Econômica e<br />

Comercial da Embaixada da China no Brasil,<br />

Shao Yingjun, para apresentar e debater<br />

propostas de parceria visando a promoção<br />

comercial da madeira mato-grossense. E<br />

também participou de reunião com o diretor<br />

da Divisão Comercial da Índia, Suraj Jadhav,<br />

quando falou sobre o potencial produtivo de<br />

madeira e tratou das condições para inserção<br />

dos produtos florestais de Mato Grosso naquele<br />

país.<br />

MISSÃO COMERCIAL<br />

Novas missões de negócios dos empresários<br />

de base florestal estão programadas<br />

para ocorrer em 2024 com destino à China e<br />

à Índia. “Faz parte do planejamento estratégico<br />

do Cipem aumentar as exportações de<br />

madeira para estes dois países asiáticos, uma<br />

vez que Mato Grosso tem variedade, qualida-<br />

66 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


de, volume e boa procedência de produtos<br />

florestais para suprir a demanda consumidora<br />

internacional”, destaca Blasius. “A China está<br />

muito interessada em nossos produtos e irá<br />

nos ajudar a organizar uma nova missão no<br />

ano que vem”, conclui.<br />

No próximo ano, empresários do setor<br />

de base florestal de Mato Grosso também<br />

participam de feira de negócios em Nantes,<br />

na França, além da 10ª edição da ForMóbile<br />

(Feira Internacional da Indústria de Móveis e<br />

Madeira), de 2 a 5 de julho, em São Paulo.<br />

Quase metade do total de municípios de<br />

Mato Grosso possuem indústrias do setor de<br />

base florestal. Ao todo, são 66 cidades ou<br />

46,8% dos 141 municípios mato-grossenses<br />

com empresas do ramo, destacando-se a produção<br />

de tora, especialmente nos municípios<br />

de Colniza e Aripuanã, que lideram com participação<br />

de 0,6% e 18%, respectivamente, na<br />

produção estadual, segundo dados do IBGE<br />

(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).<br />

FAZ PARTE DO<br />

PLANEJAMENTO<br />

ESTRATÉGICO DO CIPEM AUMENTAR<br />

AS EXPORTAÇÕES DE MADEIRA PARA<br />

ESTES DOIS PAÍSES ASIÁTICOS<br />

(CHINA E ÍNDIA), UMA VEZ QUE<br />

MATO GROSSO TEM VARIEDADE,<br />

QUALIDADE, VOLUME E BOA<br />

PROCEDÊNCIA DE PRODUTOS<br />

FLORESTAIS PARA SUPRIR A<br />

DEMANDA CONSUMIDORA<br />

INTERNACIONAL<br />

EDNEI BLASIUS, PRESIDENTE DO CIPEM<br />

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DEZEMBRO 2023 67


ARTIGO<br />

ANÁLISE DE BARRAS DE AÇO<br />

ANCORADAS NA<br />

MADEIRA UTILIZANDO<br />

ADESIVOS ESTRUTURAIS<br />

Fotos: divulgação<br />

68 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


JÚLIO CÉSAR PIGOZZO<br />

UEM (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ)<br />

FELIPE NASCIMENTO ARROYO<br />

UFSCAR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS)<br />

FRANCISCO ANTONIO ROCCO LAHR<br />

USP (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)<br />

ANDRÉ LUÍS CHRISTOFORO<br />

UFSCAR (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS)<br />

D<br />

RESUMO<br />

evido ao preconceito, a madeira passa de<br />

um material de excelente aplicabilidade<br />

estrutural para um material considerado<br />

vilão. Entretanto, com a utilização de madeiras<br />

de reflorestamento, a madeira vem<br />

quebrando esse paradigma e apresenta-se como um<br />

excelente material estrutural. Nas ligações estruturais<br />

desse tipo de estrutura, as barras de aço coladas têm<br />

sido amplamente utilizadas. A avaliação da resistência de<br />

ancoragem das barras de aço coladas depende do tipo<br />

de adesivo, da rugosidade da barra de aço, da superfície<br />

de aderência na região de ancoragem e da umidade da<br />

madeira, entre outros fatores que podem ser definidos e<br />

controlados no projeto. Neste trabalho, apresentam-se<br />

aspectos de projeto, técnica de aplicação, comportamento<br />

mecânico das barras de aço - diâmetros de 6,3 mm, 8<br />

mm, 10 mm e 12,5 mm (milímetros) -, sem galvanização,<br />

coladas com adesivos epóxi e poliuretano em peças de<br />

madeira (Pinus oocarpa e Eucaliptus Corymbia citriodora),<br />

e as formas de ruptura quando solicitadas a esforços<br />

axiais (tração e compressão) em corpos de prova, além de<br />

abordar as técnicas de colagem e o controle de qualidade.<br />

Apresentam-se, ainda, influências das propriedades<br />

mecânicas da madeira e das principais variáveis significativas<br />

na resistência de ancoragem das barras de aço. É<br />

RETROFITTING, AUTOMAÇÃO<br />

&<br />

DESENVOLVIMENTO DE<br />

SOLUÇÕES<br />

Eixos porta ferramentas;<br />

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fabricação completa<br />

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<br />

DEZEMBRO 2023 69


ARTIGO<br />

possível concluir que o adesivo epóxi foi a melhor opção<br />

para ser utilizada nesse tipo de aplicação.<br />

MATERIAIS E MÉTODOS<br />

Os materiais e as técnicas descritos a seguir foram<br />

apresentados por Pigozzo (2004), que desenvolveu vários<br />

experimentos para conhecer o comportamento das ancoragens<br />

das barras de aço coladas. Os resultados obtidos<br />

foram de madeiras nacionais e adesivos comerciais.<br />

MATERIAIS UTILIZADOS<br />

Para este estudo, foram utilizados seis corpos de prova<br />

da madeira Pinus oocarpa por ensaio realizado, com<br />

densidade aparente de 450-550 kg/m³, além da madeira<br />

Eucaliptus Corymbia citriodora, com densidade aparente<br />

de 950-1.100 kg/m³ e mesma seção e comprimento da<br />

anterior. As barras de aço utilizadas foram do tipo CA-50,<br />

sem galvanização, com diâmetros nominais de 6,3 mm,<br />

8,0 mm, 10,0 mm e 12,5 mm, recebendo tratamento de<br />

limpeza superficial, aplicando-se escova de aço rotativa<br />

na extremidade que ficaria em contato com a resina até<br />

atingir a cor branca. As barras foram ancoradas em três<br />

angulações diferentes: 0º, 45º e 90º (graus). O tratamento<br />

superficial do aço passou a ter aspecto decisivamente importante<br />

no projeto, em que foi sugerida a utilização de<br />

parafusos ou barras galvanizadas (Johansson, 1995). Em<br />

seguida, foi aplicado thinner (de uso geral para limpeza)<br />

como solvente, para retirar os resíduos oleosos. Quatro<br />

adesivos diferentes foram escolhidos para análise, sendo<br />

três epóxi bicomponentes e um poliuretano bicomponente.<br />

O adesivo poliuretano bicomponente à base de óleo<br />

de mamona foi desenvolvida pelo Instituto de Química de<br />

São Carlos, da USP, composto do pré-polímero A249 e do<br />

poliol 25015C.<br />

DEVIDO AO PRECONCEITO,<br />

A MADEIRA PASSA DE<br />

UM MATERIAL DE EXCELENTE<br />

APLICABILIDADE ESTRUTURAL PARA<br />

UM MATERIAL CONSIDERADO VILÃO.<br />

ENTRETANTO, COM A UTILIZAÇÃO<br />

DE MADEIRAS DE REFLORESTAMENTO,<br />

A MADEIRA VEM QUEBRANDO<br />

ESSE PARADIGMA E APRESENTA-SE<br />

COMO UM EXCELENTE MATERIAL<br />

ESTRUTURAL<br />

TÉCNICA DE APLICAÇÃO<br />

O uso dessas conexões de forma econômica e segura<br />

depende do conhecimento em profundidade de todos os<br />

parâmetros que influenciam no comportamento de ancoragem<br />

e das muitas diferentes situações de trabalho da<br />

conexão (Serrano, 2014; Aicher; Gustafsson; Wolf, 1999).<br />

CONCLUSÕES<br />

Os resultados obtidos da presente pesquisa possibilitam<br />

concluir que:<br />

• Maiores valores de umidade causaram corrosão na<br />

superfície do aço (aço sem galvanização), diminuindo,<br />

assim, a resistência de ancoragem. Entretanto, os adesivos<br />

epóxi não apresentaram problemas envolvendo a<br />

umidade até 22%, ocorrendo perda apenas na adesão<br />

mecânica;<br />

• Ambos os adesivos (epóxi e poliuretano) apresentaram<br />

consistência vítrea após o endurecimento;<br />

• O adesivo poliuretano de óleo de mamona rapidamente<br />

passou da forma líquida para a viscosa, tornando<br />

mais difícil a aplicação. Dessa forma, o volume da mistura<br />

para aplicação deve ser menor, para evitar o desperdício<br />

de material. Os adesivos epóxi não tiveram esse problema,<br />

durando até 30 min para endurecer (cura inicial do<br />

adesivo), contra 10 min do adesivo poliuretano. Apenas o<br />

adesivo epóxi Sikadur-32 demandou 10 min de aplicação<br />

até a cura inicial;<br />

• O adesivo poliuretano apresentou grande expansão<br />

devido à incorporação de bolhas de CO 2<br />

(gás carbônico),<br />

diminuindo a resistência ao cisalhamento; e) as rupturas<br />

com o adesivo de poliuretano foram instantâneas (ruptura<br />

frágil). As rupturas dos adesivos ocorreram predominantemente<br />

por perda de adesão da ancoragem, iniciando-se<br />

70 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


com a perda de adesão química e, posteriormente, mecânica;<br />

• Os adesivos epóxi líquidos precisaram de reposição<br />

após a aplicação, visto que parte do material penetrou na<br />

madeira;<br />

• Seis formas de ruptura foram observadas: ruptura<br />

da adesão na face do aço e arrancamento de pedaços<br />

de madeira da extremidade externa do furo; ruptura por<br />

cisalhamento da madeira na parede do furo; ruptura da<br />

adesão na madeira; ruptura mista de adesão na madeira<br />

e no aço; ruptura da adesão no aço; e ruptura por cisalhamento<br />

da resina;<br />

• Em três casos analisados (0º, 45º e 90º), o comportamento<br />

das ancoragens foi o mesmo: com o aumento da<br />

carga, a resistência de ancoragem atingiu o valor máximo,<br />

com posterior diminuição com a retirada dela;<br />

• Variações de temperatura (-20ºC a 70ºC – graus<br />

Celsius) afetaram a resistência de ancoragem: 15% para<br />

adesivo epóxi e 40% para adesivo poliuretano;<br />

• Variações no diâmetro das barras não trouxeram alterações<br />

significativas nos resultados analisados;<br />

• Os adesivos epóxi foram claramente os mais indicados<br />

para reforços ou colagens de barras de aço em<br />

madeira.<br />

Essa é uma versão<br />

parcial desse<br />

conteúdo, acesse<br />

o texto completo<br />

pelo QRcode:<br />

DEZEMBRO 2023 71


AGENDA<br />

AGENDA<br />

2024<br />

MAIO 2024<br />

28 A 30<br />

JULHO 2024<br />

2 A 5<br />

AGOSTO 2024<br />

6 A 9<br />

CARREFOUR INTERNATIONAL DU<br />

BOIS<br />

LOCAL: NANTES (FRANÇA)<br />

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.<br />

TIMBERSHOW.COM/<br />

FORMÓBILE<br />

LOCAL: SÃO PAULO EXPO<br />

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.<br />

FORMOBILE.COM.BR/PT/HOME.<br />

HTML<br />

IWF ATLANTA (INTERNATIONAL<br />

WOODWORKING FAIR)<br />

LOCAL: ATLANTA (EUA)<br />

INFORMAÇÕES: HTTPS://WWW.<br />

IWFATLANTA.COM/THE-SHOW/<br />

ABOUT/<br />

FIMMA + MADERALIA<br />

14 A 17 DE MAIO<br />

LOCAL: VALÊNCIA (ESPANHA)<br />

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FIMMA-MADERALIA.<br />

FERIAVALENCIA.COM/LA-<br />

FERIA/<br />

A FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA,<br />

MATERIAIS E COMPONENTES PARA MÓVEIS,<br />

CARPINTARIA E PROJETOS DE CONSTRUÇÃO<br />

É BIENAL E TERÁ SUA XL EDIÇÃO REALIZADA<br />

EM MAIO DE 2024. A FEIRA TRADICIONAL DE<br />

VALÊNCIA REÚNE AS PRINCIPAIS EMPRESAS<br />

DO SETOR MADEIRA DE DIFERENTES PAÍSES<br />

ATRAINDO PROFISSIONAIS DE INSTALAÇÃO,<br />

INDÚSTRIA MOVELEIRA, CARPINTEIROS,<br />

DECORADORES, ARQUITETOS, ENTRE OUTROS. NA ÚLTIMA EDIÇÃO, REALIZADA EM 2022, FORAM QUATRO PAVILHÕES DE<br />

EXPOSIÇÃO E A EXPECTATIVA É AUMENTAR PARA SEIS PAVILHÕES NA EDIÇÃO DE 2024.<br />

Imagem: reprodução<br />

72 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023


A REVISTA<br />

Deseja a todos um Feliz Natal<br />

e um próspero Ano Novo!<br />

referenciamadeira.com.br


ESPAÇO ABERTO<br />

SEGURANÇA DO TRABALHO:<br />

COMO A ANÁLISE DE RISCOS PODE REDUZIR O CENÁRIO ALARMANTE DO BRASIL?<br />

Aexplosão de uma caldeira metalúrgica<br />

em uma empresa localizada em Cabreúva<br />

(SP), deixou cinco pessoas mortas e trinta<br />

feridas, além de um prédio destruído.<br />

Considerando o cenário preocupante de<br />

acidentes e perdas de vidas, a segurança do trabalho<br />

no Brasil é uma questão de extrema urgência.<br />

Neste contexto, soluções são apontadas para que<br />

episódio como esse sejam evitados, e, vidas, preservadas.<br />

Dessa forma, empresas podem recorrer a: Gestão<br />

de Riscos de Segurança do Trabalho; ou ao GRO (Gerenciamento<br />

de Riscos Ocupacionais). Esta ferramenta<br />

tem se mostrado fundamental na hora de dar respaldo<br />

a integridade física dos colaboradores, além de garantir<br />

a saúde mental, bem como, a sustentabilidade e a<br />

produtividade das empresas.<br />

Em 1970, antes da criação das normas regulamentadoras,<br />

o Brasil era campeão em acidentes de trabalho.<br />

Atualmente, o país ocupa o 4º lugar no ranking<br />

mundial. Isso porque, as medidas preventivas adotadas<br />

ao longo dos anos foram cruciais para diminuir o<br />

número de acidentes nestes ambientes. No entanto,<br />

mesmo com os avanços, ainda há muito a ser feito.<br />

De acordo com o Observatório de Segurança e<br />

Saúde no Trabalho, realizado entre 2012 e 2020, houve<br />

mais de 5 milhões de acidentes no ambiente de trabalho<br />

notificados no país. Isso reflete que o Brasil enfrenta<br />

um cenário alarmante no quesito. Ainda conforme<br />

o mesmo levantamento, em 2020, foram registrados<br />

446.881 acidentes de trabalho notificados e 1.866<br />

pessoas perderam a vida durante o exercício da função.<br />

No ano seguinte, o número de notificações dos<br />

acidentes subiu 37%, alcançando 612.920. Já no ano<br />

passado, foram 2.538 mortes, registrando um aumento<br />

de 36%.<br />

Além dos custos humanos e sociais, os acidentes<br />

de trabalho geraram impactos significativos aos cofres<br />

públicos. Em 2022, foram concedidos mais de 148 mil<br />

benefícios a vítimas de acidente e 6,5 mil aposentadorias<br />

por invalidez. Além disso, os acidentes tratados no<br />

sistema de saúde público totalizaram 392 mil notificações<br />

e os custos associados a esses benefícios foram<br />

de cerca de R$17,7 bilhões.<br />

Analisando estes números, é fácil concluir que o cenário<br />

exige ações proativas na promoção de ambientes<br />

laborais mais seguros. A GRO trata de um conjunto de<br />

POR<br />

PAULO MUSA<br />

CONSULTOR MASTER EM<br />

SEGURANÇA EMPRESARIAL<br />

E RESIDENCIAL DA ICTS<br />

SECURITY, EMPRESA DE<br />

ORIGEM ISRAELENSE, QUE<br />

ATUA COM CONSULTORIA<br />

E GERENCIAMENTO DE<br />

OPERAÇÕES EM SEGURANÇA<br />

medidas e procedimentos técnicos e administrativos<br />

que visam prevenir, reduzir e controlar os riscos presentes<br />

nos ambientes laborais. O objetivo dessa iniciativa<br />

é manter uma instalação operando dentro de padrões<br />

de segurança considerados toleráveis ao longo do<br />

tempo nas empresas.<br />

Essa abordagem tem sido amplamente utilizada<br />

em alguns países, estes considerados os mais seguros<br />

do mundo, como Islândia, Dinamarca, Irlanda, entre<br />

outros. Os quais tiveram resultados positivos, tanto<br />

para a proteção dos trabalhadores, quanto para a preservação<br />

dos ativos e do patrimônio das empresas. A<br />

incorporação das práticas dessa gestão é uma forma<br />

eficaz de prevenir e reduzir acidentes, beneficiando o<br />

colaborador, as empresas e a produtividade do país.<br />

Entre os padrões fundamentais no conjunto de<br />

medidas, está a análise de riscos. A ação consiste na<br />

identificação sistemática dos perigos existentes no<br />

ambiente laboral, bem como, na avaliação das consequências<br />

potenciais desses riscos. Dessa forma, é possível<br />

estabelecer medidas preventivas e corretivas para<br />

mitigar os perigos identificados.<br />

A segurança do trabalho no Brasil é uma questão<br />

que exige atenção e ação imediata. A GRO aliada à<br />

análise de riscos e de processos nestes espaços é uma<br />

estratégia essencial para promover ambientes laborais<br />

mais seguros e saudáveis. Tanto a adoção de práticas<br />

preventivas, quanto o uso adequado de EPI (Equipamentos<br />

de Proteção Individual), são medidas fundamentais<br />

para reduzir acidentes e preservar a saúde e<br />

o bem-estar dos colaboradores. Cabe às empresas,<br />

governo e profissionais da área de segurança garantir<br />

o cumprimento das NRs (normas regulamentadoras)<br />

e promover a conscientização sobre a importância da<br />

prevenção.<br />

Foto: divulgação<br />

74 referenciaindustrial.com.br DEZEMBRO 2023

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