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Empresas do Vale_117_Abril_Maio

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nº <strong>117</strong>- <strong>Abril</strong>/ <strong>Maio</strong>- 2024 - ano 21<br />

www.empresas<strong>do</strong>vale.com.br<br />

facebook.com/empresas.<strong>do</strong>vale<br />

&<br />

21<br />

<br />

A HISTÓRICA<br />

DIAMANTINA- MG


02


Í<br />

ndice<br />

Outras matérias:<br />

Encontro de Negócios de<br />

Taubaté- pág 36<br />

Plenária CIESP Taubaté - pág 37<br />

04<br />

Diamantina - MG<br />

28<br />

Jaboticatubas - MG<br />

II Fórum de<br />

Hotelaria e 25<br />

Turismo<br />

Expediente<br />

Diretor responsável:<br />

José Carlos Reis de Souza<br />

Departamento Jurídico:<br />

Dr. Luis Antonio Ravani<br />

Jornalista Responsável:<br />

Camões Filho - MTB 18411<br />

Editoração:<br />

Letícia Casoni Peres<br />

Diretora de Fotografia:<br />

Lourdes A. Antunes de Oliveira<br />

Jornalista :<br />

Simone Galib (colabola<strong>do</strong>ra)<br />

Tiragem: 5.000 exemplares<br />

Distribuição gratuita e dirigida<br />

Publicação Bimestral<br />

Contato<br />

Revista <strong>Empresas</strong> <strong>do</strong> <strong>Vale</strong><br />

CNPJ: 12.530.626/0001-99<br />

Rua <strong>do</strong> Correa, 255<br />

Bairro: Jardim Santa Cruz<br />

Cep: 12080-290<br />

Taubaté -SP<br />

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e-mail: tvempresas<strong>do</strong>vale@gmail.com<br />

Dpto. Comercial<br />

(12) 99787-6329<br />

Editorial<br />

José Carlos Reis de Souza<br />

Diretor Responsável<br />

Caro leitor!<br />

Viajar e conhecer novos lugares<br />

são o sonho de muitas pessoas, e<br />

nossa missão é mostrar destinos<br />

turísticos, fauna, flora, gastronomia<br />

e a cultura local de cada cidade.<br />

Nesta edição indicamos Diamantina<br />

e Jaboticatubas, cidades de Minas<br />

Gerais com muitas opções, como:<br />

o Parque Nacional da Serra <strong>do</strong> Cipó,<br />

trilhas, cachoeiras, igrejas e centros<br />

históricos que preservam suas<br />

construções de arquiteturas <strong>do</strong>s<br />

séculos XVIII e XIX.<br />

Parceria:<br />

Apoio:<br />

As fotos de divulgação foram cedidas pelas<br />

empresas e/ou pessoas mencionadas nos textos.<br />

Não é permitida a reprodução sem autorização<br />

expressa <strong>do</strong>s autores, por escrito. Os textos,<br />

informações e anúncios publicitários são de inteira<br />

e exclusiva responsabilidade <strong>do</strong>s autores e empresas<br />

anunciantes.<br />

03


Vista aérea de Diamantina - MG.<br />

DIAMANTINA - MG<br />

Por: José Carlos Reis de Souza<br />

Vamos falar um pouco sobre a cidade de Diamantina-MG, que teve sua formação com<br />

a descoberta e exploração <strong>do</strong> ouro em Minas Gerais, no século XVI e foi o maior centro de<br />

extração de diamantes <strong>do</strong> mun<strong>do</strong> no século XVIII. Os primeiros povoa<strong>do</strong>res a se fixarem<br />

na região foram os bandeirantes. No início, era conheci<strong>do</strong> como Arraial <strong>do</strong> Tijuco. O<br />

fracasso inicial ameaçava o desenvolvimento <strong>do</strong> comércio, quan<strong>do</strong> os diamantes foram<br />

descobertos, em 1720, por Bernar<strong>do</strong> da Fonseca Lobo e fizeram convergir, para as áreas<br />

<strong>do</strong> Tijuco, a ambição <strong>do</strong>s habitantes das terras vizinhas, transforman<strong>do</strong> o arraial em<br />

lugar de esplen<strong>do</strong>r e grande luxo. Em 1831, tornou-se vila Diamantina e, em 1938, cidade.<br />

O nome faz referência às pedras preciosas encontradas em abundância. Diamantina<br />

preserva no Centro Histórico a história e a arquitetura <strong>do</strong> perío<strong>do</strong> de exploração de<br />

diamantes na região, como os casarões coloniais <strong>do</strong> Brasil Império, igrejas e ladeiras,<br />

cartões postais da cidade, um lega<strong>do</strong> colonial ao ar livre. No conjunto arquitetônico, a<br />

cidade conta com monumentos significativos para a história da arte e da arquitetura<br />

no Brasil <strong>do</strong>s séculos XVIII, XIX e XX. Os restaurantes servem comidas regionais e, nas<br />

lojinhas, você encontra artesanatos e lembrancinhas. O Centro Histórico foi reconheci<strong>do</strong><br />

pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1999. Confira em seguida os<br />

melhores lugares a serem visita<strong>do</strong>s.<br />

04


ANTIGA CASA DA INTENDÊNCIA<br />

Antiga Casa da Intendência.<br />

Construída entre 1733 e 1735 pela Coroa portuguesa, como sede da “Intendência” para abrigar a administração<br />

das jazidas como sede da Intendência <strong>do</strong>s Diamantes. Na segunda metade <strong>do</strong> século XIX serviu como sede da<br />

Escola Normal. A edificação possui escadaria de pedra no acesso principal, cobertura de quatro águas, dez janelas<br />

no andar superior e nove no térreo. Na parte interna <strong>do</strong> salão <strong>do</strong> pavimento superior, o forro em gamela chama<br />

a atenção. Nas demais dependências, os forros mais antigos são em saia-e-camisa (Tipo de forro de madeira em<br />

que as tábuas se encaixam e formam reentrâncias e saliências). A tábua reentrante é chamada de saia e a saliente,<br />

de camisa. Também chama<strong>do</strong> de saia-e-blusa.<br />

Endereço: Praça Conselheiro Mata, 11<br />

Aberto: segunda a sexta-feira das 08:00 às 17:00 hs.<br />

Museu - Antiga Estação Ferroviária.<br />

ANTIGA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE DIAMANTINA<br />

A Estação Ferroviária de Diamantina, inaugurada em 1913, pela então Estrada de Ferro Vitória a Minas, que ligava<br />

Diamantina a Corinto, a Curvelo, a Belo Horizonte. Mais tarde, o ramal foi vendi<strong>do</strong> à União em 1899 e incorpora<strong>do</strong> à<br />

Estrada de Ferro Central <strong>do</strong> Brasil. A estação foi fechada na primeira metade <strong>do</strong>s anos de 1970, quan<strong>do</strong> teve os trens de<br />

passageiros desativa<strong>do</strong>s. Os trilhos <strong>do</strong> ramal foram retira<strong>do</strong>s um tempo depois. Curioso é que a RFFSA somente tenha<br />

declara<strong>do</strong> o ramal erradica<strong>do</strong> em 1994, pois, na prática, já não existia há muitos anos.<br />

Endereço: Largo Dom João.<br />

Para mais informações, ligue: (38) 3531-9176 / (38) 3531-9532


INSTITUTO CASA DA GLÓRIA<br />

É muito importante para quem vai à<br />

Diamantina-MG e tem a oportunidade de<br />

conhecer o Instituto Casa da Glória, <strong>do</strong>is casarões<br />

arquitetônicos coloniais, construí<strong>do</strong>s entre 1775 e<br />

1800, por Manuel Viana, esposo de Josefa Maria<br />

da Glória, daí o nome “Casa da Glória”. Um <strong>do</strong>s<br />

maiores símbolos da cidade.<br />

A construção colonial é composta por <strong>do</strong>is casarões<br />

interliga<strong>do</strong>s por um belo passadiço de madeira. O<br />

primeiro prédio foi construí<strong>do</strong> no século XVIII e era de<br />

propriedade de Josefa Maria da Glória, quem deu nome<br />

à edificação. Mais tarde, a casa passou às mãos das Irmãs<br />

de São Vicente de Paulo e começou a funcionar como<br />

educandário. O casarão vizinho, construí<strong>do</strong> no século<br />

XIX e onde funcionava uma casa de jogos, também foi<br />

adquiri<strong>do</strong> pela irmandade e transforma<strong>do</strong> em orfanato<br />

e Educandário Feminino em 1867. De posse <strong>do</strong>s <strong>do</strong>is<br />

prédios, as religiosas mandaram construir o passadiço<br />

que interliga os <strong>do</strong>is casarões. Em 1969, alemães<br />

compraram a casa e fundaram o Instituto Eschwege. Em<br />

1979, o Ministério da Educação e Cultura incorporou a<br />

casa à UFMG. Em 2001, a UFMG transformou o Centro<br />

de Geologia Eschwege em Instituto Casa da Glória, com<br />

o intuito de ampliar a sua área de atuação da Geologia<br />

para cartografia e turismo. Os <strong>do</strong>is prédios, restaura<strong>do</strong>s e<br />

abertos à visitação, abrigam o Instituto de Geociências da<br />

UFMG. No local, estão em exposição objetos de época,<br />

mobiliários e obras de arte sacra, além de peças ligadas<br />

ao estu<strong>do</strong> da geociência. Aproveite para circular entre<br />

os cômo<strong>do</strong>s e, claro, atravessar o histórico passadiço de<br />

madeira por dentro.<br />

Endereço: Rua da Glória, 297/298 - Contato: (38) 3531-<br />

1394<br />

Para mais informações, ligue: (38) 3531-9532<br />

Aberto: de segunda a sexta-feira, das 08:00h às 18:00h<br />

Corre<strong>do</strong>r <strong>do</strong> Instituto Casa da Glória.<br />

Fogão da época que fica exposto no pátio.<br />

O passadiço to<strong>do</strong> em madeira, com janelinhas.<br />

Sala com peças.<br />

06<br />

Um belo oratório.<br />

Uma das salas com exposição de instrumentos de cartografia e<br />

objetos antigos utiliza<strong>do</strong>s no estu<strong>do</strong> da geologia.


BIBLIOTECA ANTÔNIO TORRES - CASA DO MUXARABI<br />

Fachada superior da Biblioteca Antônio Torres - Casa Muxarabi.<br />

Vista interna da Biblioteca Antônio Torres - Casa Muxarabi.<br />

O sobra<strong>do</strong> é remanescente e presumivelmente data<strong>do</strong> da segunda metade <strong>do</strong> século XVII, perío<strong>do</strong> colonial<br />

mineiro. Localiza<strong>do</strong> no Centro Histórico de Adamantina-MG, a Casa Muxarabi, como é conhecida, é marcada por<br />

três blocos distintos, defini<strong>do</strong>s pela diferença de níveis das ruas da frente e de trás. A estrutura é de pau-a-pique,<br />

e a fachada principal apresenta três sacadas em madeira torneada, sen<strong>do</strong> a da esquerda correspondente ao<br />

muxarabi. Hoje, é parcialmente substituída por alvenaria de tijolos, beirais arremata<strong>do</strong>s em cachorros e cimalha<br />

e vãos de madeira com vergas alteadas. Sob as sacadas, encontram-se no primeiro pavimento três portas com<br />

vedação <strong>do</strong> tipo calha inteiramente, os pisos são em tabua<strong>do</strong> largo e os forros simples, com exceção da sala<br />

principal, cujo forro constitui um exemplar <strong>do</strong> tipo gamela. O sobra<strong>do</strong> foi adquiri<strong>do</strong> e restaura<strong>do</strong> pelo IPHAN na<br />

década de 1950, passan<strong>do</strong> a abrigar o escritório regional <strong>do</strong> órgão, como também a “Biblioteca Antônio Torres”. O<br />

local reúne um relevante acervo de livros, jornais e <strong>do</strong>cumentos sobre a história da cidade, sen<strong>do</strong> um importante<br />

espaço de difusão da história e da cultura local. <strong>Vale</strong> a pena conhecer o local.<br />

Endereço: Rua da Quitanda, 48 / Adamantina-MG.<br />

Aberto: de segunda a sexta-feira, das 08:00h às 12:00h e 14:00h às 17:00h<br />

TEATRO SANTA IZABEL<br />

O imóvel no coração de Diamantina é um marco na história local.<br />

No início <strong>do</strong> século XIX, o antigo quartel, no Largo <strong>do</strong> Rosário, foi<br />

adquiri<strong>do</strong> pelo Hospital de Caridade, hoje Santa Casa de Caridade de<br />

Diamantina, para ser transforma<strong>do</strong> em casa de espetáculo e angariar<br />

recursos para o tratamento de pacientes pobres.<br />

O Teatro Santa Izabel foi inaugura<strong>do</strong> em 04/07/1838, dia em que<br />

se comemora a santa padroeira <strong>do</strong> hospital. O local foi palco de<br />

grandes espetáculos, festas de casamentos, bailes, saraus e as folias<br />

de momo. A partir de 1907, o teatro passou a ser também cinema.<br />

Porém, com a crise econômica <strong>do</strong> início <strong>do</strong> século XX, o teatro foi<br />

fecha<strong>do</strong>, em 1912 o prédio foi demoli<strong>do</strong>. Em seu lugar, foi construída<br />

a Cadeia Pública de Diamantina, que funcionou até a década de 1980,<br />

quan<strong>do</strong> foi desativada. Desde então, o imóvel ficou aban<strong>do</strong>na<strong>do</strong><br />

e foi se deterioran<strong>do</strong> com a ação <strong>do</strong> tempo. Em 2007, o “Programa<br />

Monumenta” começou os trabalhos de requalificação da Cadeia Velha.<br />

A fachada arquitetônica foi mantida, um auditório com 128 lugares,<br />

com poltronas estofadas e numeradas, com assento rebatível, braços<br />

em madeira maciça, incluin<strong>do</strong> área para porta<strong>do</strong>res de necessidades<br />

especiais, ar condiciona<strong>do</strong>, sofistica<strong>do</strong> sistema de sonorização e<br />

vídeo. Ao fun<strong>do</strong> <strong>do</strong> palco estão os camarins com instalação sanitária e<br />

bancada para maquiagem. O prédio possui ainda área administrativa,<br />

Teatro Santa Izabel.<br />

com <strong>do</strong>is guichês de bilheterias e espaço para reuniões, banheiros<br />

para o público com as adaptações necessárias aos porta<strong>do</strong>res de necessidades especiais, foyer, sala multiúso e<br />

área externa para eventos. Hoje, a comunidade de Diamantina possui um espaço moderno para a apresentação<br />

de peças teatrais ou exibição de filmes. O prédio foi tomba<strong>do</strong> pelo Instituto <strong>do</strong> Patrimônio Histórico e Artístico<br />

Nacional (IPHAN).<br />

Endereço: Praça Dom Joaquim, 166 / Telefone: 3531-7180.


Fachada <strong>do</strong> Museu <strong>do</strong> Diamante.<br />

Liteira, meio de transporte, coberta e fechada, sustentada por duas<br />

varas.<br />

MUSEU DO DIAMANTE<br />

O Museu <strong>do</strong> Diamante foi cria<strong>do</strong> em 12 de abril de 1954, por meio da Lei nº 2.200<br />

<strong>do</strong> Presidente Getúlio Vargas, que se baseou em projeto <strong>do</strong> então Deputa<strong>do</strong> Juscelino<br />

Kubitschek de Oliveira. Hoje o Museu <strong>do</strong> Diamante é administra<strong>do</strong> pelo Instituto<br />

Brasileiro de Museus (IBRAM).<br />

Um casarão <strong>do</strong> século XVIII (1749), que serviu de moradia <strong>do</strong> padre José de Oliveira e Silva Rolim, um<br />

<strong>do</strong>s três padres inconfidentes que, depois <strong>do</strong> exílio em Portugal, regressou ao Brasil, chegan<strong>do</strong> ao Arraial<br />

<strong>do</strong> Tijuco em 1805. Na época da inconfidência, a casa foi confiscada <strong>do</strong> Padre Rolim pela Fazenda Real e<br />

leiloada, pertencen<strong>do</strong> à particular até 1945, quan<strong>do</strong> foi adquirida pelo Esta<strong>do</strong> para ser transformada no<br />

“Museu <strong>do</strong> Diamante”. Inaugura<strong>do</strong> na década de 1950, o local reúne um vasto acervo de numismática,<br />

mineralogia, além de instrumentos utiliza<strong>do</strong>s no processo de mineração de ouro, diamante e objetos <strong>do</strong>s<br />

séculos XVII a XIX, como gemas, oratórios, recibos, armas, louças, fotografias, obras de arte e mobiliários. O<br />

museu ainda tem um acervo de arte barroca, com obras de igrejas e particulares. Essa visitação ao museu<br />

é imperdível.<br />

Endereço: Rua Direita, 14 / Diamantina / Contato: (38) 3531-1382<br />

Aberto: de terça a sába<strong>do</strong>, das 10:00h às 17:00h / <strong>do</strong>mingo e feria<strong>do</strong>s, das 09:00h às 13:00h / Para mais<br />

informações, ligue: (38) 3531-9532.<br />

Acervo de gemas.<br />

Sala com imagens sacras.<br />

08


Visão <strong>do</strong> fun<strong>do</strong> <strong>do</strong> Merca<strong>do</strong> Velho, pavimentada em pedra.<br />

Merca<strong>do</strong> Velho e o comércio aos sába<strong>do</strong>s.<br />

MERCADO VELHO - CENTRO CULTURAL DAVID RIBEIRO<br />

Um programa imperdível em Diamantina é visitar o Merca<strong>do</strong> Municipal, mais conheci<strong>do</strong><br />

como Merca<strong>do</strong> Velho. Ele se destaca pela bela arquitetura de arcadas em madeira. Era um<br />

rancho de tropeiros ou intendência destina<strong>do</strong> a descarregar e comercializar merca<strong>do</strong>rias<br />

vindas de toda a região. Nos finais de semana (sexta-feira e sába<strong>do</strong>), os principais<br />

produtores da agricultura familiar, quitandeiros e artesãos se reúnem para vender suas<br />

iguarias regionais.<br />

Na atual Praça Barão de Guaicuí, o tenente Joaquim Cassimiro Lages construiu, em 1835, um rancho destina<strong>do</strong><br />

ao comércio de tropeiros, denomina<strong>do</strong> “Merca<strong>do</strong> <strong>do</strong>s Tropeiros”. Em 1889, neste mesmo local, foi construí<strong>do</strong><br />

o Merca<strong>do</strong> Municipal, local de encontro <strong>do</strong>s comerciantes das várias cidades <strong>do</strong> <strong>Vale</strong> <strong>do</strong> Jequitinhonha. As<br />

merca<strong>do</strong>rias chegavam a Diamantina, conduzidas pelas tropas que cortavam o sertão mineiro, e retornavam<br />

com bens manufatura<strong>do</strong>s para as populações rurais. Hoje, o Merca<strong>do</strong> Velho é o “Centro Cultural David Ribeiro”,<br />

e um <strong>do</strong>s lugares mais visita<strong>do</strong>s da cidade. Recebe to<strong>do</strong>s os sába<strong>do</strong>s pela manhã a feira da cidade, onde são<br />

comercializadas comidas tradicionais, peças em tapeçaria, artesanatos e outros produtos típicos da região.<br />

À noite, o espaço é dedica<strong>do</strong> à venda de pratos e bebidas típicos da culinária <strong>do</strong> <strong>Vale</strong> <strong>do</strong> Jequitinhonha e à<br />

apresentação de música ao vivo.<br />

Endereço: Praça Barão <strong>do</strong> Guaicuí, 170 - Centro - Diamantina.<br />

Contato: (38) 3531-9548 / (38) 3531-9532.<br />

Aberto: aos sába<strong>do</strong>s, das 08:00h às 18:00h<br />

E-mail: turismo.sectur@gmail.com / site: www.diamantina.mg.gov.br<br />

Merca<strong>do</strong> Velho (atual Centro Cultural).<br />

Comércio aos sába<strong>do</strong>s, no pátio <strong>do</strong> Merca<strong>do</strong> Velho.


Peças utilizadas pelos tropeiros.<br />

MEMORIAL DO TROPEIRO E FERREIRO<br />

Quan<strong>do</strong> estiver visitan<strong>do</strong> Diamantina, cidade rica em história e cultura, não deixe<br />

de conhecer o “Memorial <strong>do</strong> Tropeiro e Ferreiro”, um espaço que vai transportá-lo para<br />

os tempos áureos da exploração de diamantes e o intenso comércio que movimentava<br />

a região.<br />

O memorial foi inaugura<strong>do</strong> em 2022 e oferece uma experiência única, onde você pode mergulhar na<br />

fascinante história <strong>do</strong>s tropeiros e ferreiros que moldaram a identidade de Diamantina. Durante a visita, é<br />

possível aprender sobre as técnicas de forjamento de ferraduras, observar demonstrações ao vivo e até<br />

mesmo participar de workshops práticos. Essas atividades proporcionam uma conexão direta com o trabalho<br />

<strong>do</strong>s ferreiros e possibilitam uma compreensão mais profunda da importância dessas habilidades na época.<br />

Além das exposições permanentes, o museu promove atividades interativas, palestras e oficinas, permitin<strong>do</strong><br />

que as pessoas mergulhem mais nesse universo fascinante. O museu também disponibiliza guias experientes,<br />

prontos para compartilhar curiosidades e histórias sobre o tropeirismo e a ferraria em Diamantina.<br />

Praça <strong>do</strong> Merca<strong>do</strong> Municipal de Diamantina, aonde os tropeiros<br />

chegavam com suas merca<strong>do</strong>rias (acervo histórico e fotográfico, Zé da<br />

Sé).<br />

Museu Memorial <strong>do</strong> Tropeiro e Ferreiro.<br />

10


Chica da Silva (escrava-rainha).<br />

CASA DE CHICA DA SILVA<br />

A casa foi pertencente à Francisca da Silva de Oliveira, mais conhecida por Chica da<br />

Silva, uma escrava negra alforriada, que viveu no Arraial <strong>do</strong> Tijuco (atual Diamantina)<br />

durante a segunda metade <strong>do</strong> século XVIII. Manteve durante mais de quinze anos (entre<br />

1755 e 1770) uma união consensual estável com o rico contrata<strong>do</strong>r <strong>do</strong>s diamantes, João<br />

Fernandes de Oliveira, ten<strong>do</strong> com ele treze filhos. O fato de uma escrava alforriada ter<br />

atingi<strong>do</strong> posição de destaque na sociedade durante o apogeu da exploração de diamantes<br />

deu origem a diversos mitos.<br />

O bonito solário foi residência da escrava-rainha Chica da Silva entre os anos de 1763 e 1771. Ela conquistou<br />

sua alforria ao se relacionar com um <strong>do</strong>s homens mais ricos <strong>do</strong> Brasil, João Fernandes de Oliveira. Eles assumiram<br />

uma relação pública, mas nunca se casaram oficialmente. A casa possui cômo<strong>do</strong>s amplos, jardim, belas sacadas<br />

em madeira, paredes internas de pau a pique e piso em largos tabla<strong>do</strong>s de madeira. Uma das particularidades da<br />

edificação é a capela anexa, construída em homenagem à Santa Quitéria, da qual hoje resta apenas o portal. Em<br />

seu interior, o visitante pode apreciar a coleção de quadros que retratam a rainha negra e, móveis da época. <strong>Vale</strong><br />

a pena conhecer. Atualmente, o solário é sede <strong>do</strong> Instituto <strong>do</strong> Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).<br />

Endereço: Praça Lobo Mesquita, 266 / Contato: (38) 3531-2491.<br />

Jardim da casa.<br />

Parte superior da antiga Casa de Chica da<br />

Silva.<br />

Visão externa <strong>do</strong> solário de Chica da Silva.


Casa de Juscelino Kubitschek.<br />

MUSEU CASA DE JUSCELINO KUBITSCHEK<br />

O museu “Casa de Juscelino Kubitschek” é um antigo casarão muito preserva<strong>do</strong>,<br />

na ladeira da Igreja São Francisco de Assis, onde ele morou com a mãe, Júlia<br />

Kubitschek, e com a irmã Naná, desde os três anos, após a morte <strong>do</strong> pai. Viviam<br />

de maneira modesta, já que a mãe era professora primária e não tinham muitas<br />

posses. Mesmo assim, JK estu<strong>do</strong>u, formou-se em Medicina e foi prefeito de Belo<br />

Horizonte, governa<strong>do</strong>r de Minas Gerais e presidente <strong>do</strong> Brasil.<br />

A edificação com traços típicos colonial em pau a pique, <strong>do</strong> século XVIII, foi a residência onde o expresidente<br />

Juscelino Kubitschek viveu durante a infância e a<strong>do</strong>lescia em Diamantina-MG. Hoje abriga um<br />

pequeno museu. Os cômo<strong>do</strong>s da residência abrigam biblioteca, objetos pessoais, violões usa<strong>do</strong>s pelos<br />

políticos para participar das serestas, fotos, recortes de jornal, o quarto onde o ex-presidente <strong>do</strong>rmia na<br />

a<strong>do</strong>lescência e a réplica <strong>do</strong> último consultório onde atendeu como médico. É interessante visitar o espaço<br />

e conhecer um pouco da história.<br />

Endereço: R. São Francisco, 241 / Contato: (38) 3531-3607<br />

Aberto: terça a sába<strong>do</strong> 08:00h às 17:00h / <strong>do</strong>mingos e feria<strong>do</strong>s, das 08:00h às 13:00h.<br />

Para mais informações, ligue: (38) 3531-9532<br />

12


Cozinha com fogão a lenha.<br />

Cômo<strong>do</strong> com guarda-roupa e quadros.<br />

Cômo<strong>do</strong> com recortes de jornais<br />

Entrada <strong>do</strong> Museu Casa Juscelino Kubitschek.<br />

Quarto <strong>do</strong> presidente Juscelino Kubitschek.<br />

Réplica <strong>do</strong> consultório.


Antiga sala de julgamento <strong>do</strong> Fórum Velho.<br />

Visão <strong>do</strong> Fórum Velho à noite.<br />

FÓRUM VELHO<br />

Construí<strong>do</strong> em mea<strong>do</strong>s da primeira metade <strong>do</strong> século XVIII, pouco se sabe sobre sua<br />

história e <strong>do</strong>s primeiros mora<strong>do</strong>res desse prédio, que certamente pertenciam às classes<br />

mais abastadas da época.<br />

Esse casarão é uma das mais importantes edificações <strong>do</strong> perío<strong>do</strong> colonial, <strong>do</strong> antigo arraial <strong>do</strong> Tijuco.<br />

Presumivelmente construída para ser utilizada como residência particular, pertencia em princípios <strong>do</strong> século<br />

XIX a Vicente Ferreira Frós, personalidade atuante na política local da época. Posteriormente, o casarão passou<br />

a ser propriedade <strong>do</strong> coronel Duarte Henrique da Fonseca e, em 1837, foi transferi<strong>do</strong> em escritura para o<br />

tenente Antônio Modesto de Almeida. Em mea<strong>do</strong>s <strong>do</strong> século XIX, abrigava a Câmara Municipal. Nessa época,<br />

as dependências inferiores estavam alugadas, mas seriam ocupadas pelo Fórum, sedian<strong>do</strong> ao mesmo tempo,<br />

nos porões <strong>do</strong> casarão, a cadeia pública local.<br />

Endereço: Rua São Francisco de Assis, s/n.º - Diamantina (MG)<br />

Contato: (38) 3531-2600<br />

Fórum velho.<br />

14


A cidade de Diamantina-MG é rica em Igrejas espalhadas por to<strong>do</strong>s os cantos,<br />

e cada uma delas tem a sua própria história. Embora, sem a presença da figura<br />

famosa de Aleijadinho nessa época, que constitui um capítulo a parte na história<br />

diamantinense, com obras e acervos <strong>do</strong> mais alto quilate, para apresentar a<br />

grandeza <strong>do</strong>s cristalinos tempos <strong>do</strong>s diamantes. Vamos mostrar as principais<br />

delas.<br />

CAPELA NOSSA<br />

SENHORA DA LUZ<br />

A Igreja de Nossa Senhora<br />

da Luz foi construída por<br />

iniciativa da portuguesa<br />

Teresa de Jesus Perpétua Corte<br />

Real, em cumprimento de<br />

uma promessa feita por ter<br />

se salva<strong>do</strong> <strong>do</strong> terremoto de<br />

Lisboa, em 1755.<br />

Sua construção iniciou-se no final<br />

<strong>do</strong> século XVIII e foi possivelmente<br />

concluída em 1819. Após cinco anos,<br />

a dama portuguesa Maria Teresa,<br />

que edificou a capela, fez a <strong>do</strong>ação<br />

definitiva, anexou um recolhimento<br />

e um educandário para meninas<br />

órfãs. Dona Teresa de Jesus Perpétua<br />

faleceu no dia 15/07/1826, e seu<br />

corpo foi sepulta<strong>do</strong> na entrada da<br />

capela, sob o coro. Após a sua<br />

morte, a capela continuou sen<strong>do</strong><br />

utilizada esporadicamente e passou<br />

por inúmeras reformas, uma delas<br />

ocorreu em 1868, iniciada pelo Padre<br />

Bartolomeu Francisco Xavier Sípolis,<br />

sen<strong>do</strong> frequentemente interrompida,<br />

sen<strong>do</strong> reinaugurada em 20/05/1900.<br />

Até então, a capela não possuía a torre<br />

central, mas apenas um óculo, situa<strong>do</strong><br />

abaixo da cimalha, ocupan<strong>do</strong> o espaço<br />

da atual janela central. No início <strong>do</strong><br />

século XX foi construída a torre central.<br />

Com isso, começou a urbanização <strong>do</strong><br />

“Largo da Luz”. Nos anos seguintes,<br />

ocorreram as construções no entorno<br />

da capela.<br />

Capela Nossa Senhora da Luz.


Igreja Nossa Senhora <strong>do</strong> Amparo.<br />

IGREJA NOSSA SENHORA DO AMPARO<br />

O turista ou visitante, quan<strong>do</strong> chega ao Centro Histórico de Diamantina, se depara<br />

entre as ruas estreitas e a pequena igreja de Nossa Senhora <strong>do</strong> Amparo, em tons de<br />

azul e branco, com torre central, coroada por telhadinho de quatro águas arremata<strong>do</strong><br />

por graciosa grimpa, com um galo pousa<strong>do</strong><br />

sobre a esfera armilar e fachada decorada<br />

com peças de madeira.<br />

Construída na segunda metade <strong>do</strong> século XVIII, pela<br />

Irmandade <strong>do</strong>s Par<strong>do</strong>s <strong>do</strong> Arraial <strong>do</strong> Tijuco, apresenta<br />

uma arquitetura que contemporiza as outras igrejas<br />

da cidade de Diamantina: altares trabalha<strong>do</strong>s em<br />

estilo barroco-rococó, púlpito em forma de cálice e<br />

imagens <strong>do</strong> século XVIII. Os trabalhos de acabamento<br />

e ornamentação são atribuí<strong>do</strong>s ao pintor e irmão da<br />

ordem Silvestre de Almeida Lopes, tais como pintura,<br />

<strong>do</strong>uramento da Capela e pintura <strong>do</strong>s <strong>do</strong>is altares <strong>do</strong><br />

arco-cruzeiro. Ao longo <strong>do</strong> século XIX passou por<br />

várias reformas, como a demolição da primitiva torre<br />

em 1813, por ser de pedra, causou danos à estrutura da<br />

edificação, sen<strong>do</strong> reconstruí<strong>do</strong>s cinco anos depois. Um<br />

<strong>do</strong>s pontos turísticos que deve ser visita<strong>do</strong>.<br />

Endereço: Rua <strong>do</strong> Amparo, s/n.º<br />

Aberto: de terça a sába<strong>do</strong>, das 08:00h às 11:00h /<br />

<strong>do</strong>mingos alterna<strong>do</strong>s, das 09:00h às 13:00h. Para mais<br />

informações, ligue para (38) 3531-9532.<br />

16<br />

Igreja Nossa Senhora <strong>do</strong> Amparo.


Nave e Coro.<br />

Retábulo <strong>do</strong> altar-mor da Igreja de Nossa Senhora das Mercês.<br />

IGREJA NOSSA SENHORA DAS MERCÊS<br />

A Irmandade de Nossa Senhora das Mercês foi criada em 1772, originada de uma cisão da Irmandade Nossa<br />

Senhora <strong>do</strong> Rosário <strong>do</strong>s Pretos, da qual se desligaram os irmãos mulatos, com a resolução de constituírem nova<br />

irmandade.<br />

A Igreja Nossa Senhora das Mercês, construída em fins <strong>do</strong> século XVIII, apresenta características diversificadas<br />

na nave e capela-mor, em função de ter si<strong>do</strong> reformada na terceira década <strong>do</strong> século XIX. Na fachada principal está<br />

uma torre única, em telha<strong>do</strong> de quatro águas, em posição central. No interior, na capela-mor, com seu retábulo<br />

de colunas retas pintadas em marmoriza<strong>do</strong>s e coroamento composto, volutas laterais, vasos e medalhão central<br />

emoldura<strong>do</strong> por rocalhas e guirlanda de flores, representan<strong>do</strong> Nossa Senhora das Mercês cercada de querubins,<br />

interceden<strong>do</strong> pelos cativos ajoelha<strong>do</strong>s a seus pés. Na parte inferior, notam-se os ornatos de pintura <strong>do</strong>urada e<br />

incisões gravadas a feição de ouroversaria, contorna<strong>do</strong>s por sombras escuras que, à distância, dão a impressão<br />

de tratar-se de relevos típicos da escola de pintura religiosa da região.<br />

Endereço: Rua das Mercês s/n.º<br />

Para mais informações, ligue: (38) 3531-9532<br />

Igreja Nossa Senhora das Mercês.


IGREJA DE SÃO FRANCISCO<br />

DE ASSIS<br />

Localizada no Centro Histórico da cidade de<br />

Diamantina, a Igreja de São Francisco de Assis data o<br />

início da construção no ano de 1766, sen<strong>do</strong> as obras<br />

consideradas como acabadas no final de 1830. Sua<br />

edificação é barroca com elementos decorativos em<br />

rococó, sen<strong>do</strong> um <strong>do</strong>s marcos da arquitetura mineira da<br />

época. Sua fachada toma to<strong>do</strong> o adro eleva<strong>do</strong> e a cimalha<br />

divide o corpo inferior <strong>do</strong> superior, como o triângulo<br />

frontão na parte central e a torre única <strong>do</strong> la<strong>do</strong> esquer<strong>do</strong>.<br />

O telha<strong>do</strong> tem forma piramidal, recoberto com telhas. Na<br />

parte interna, o grande destaque é o retábulo-mor, o arcocruzeiro<br />

em sua tarja e no púlpito. Suas colunas têm fuste<br />

reto, com caneluras e na parte superior, por toda a capela,<br />

prolonga-se a cornija. O Teto da capela-mor, o presbitério<br />

e a belíssima pintura com moldura rococó destacam-se<br />

na sacristia São Francisco de Assis e o Cristo Crucifica<strong>do</strong>,<br />

têm pinturas <strong>do</strong> guarda-mor José soares de Araújo.<br />

Graças à riqueza de Chica da Silva (escreva-rainha), ela<br />

foi sepultada na tumba 16 da própria igreja, cujo túmulo<br />

você pode visitar. A igreja foi tombada pelo Instituto <strong>do</strong><br />

Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no ano<br />

de 1949.<br />

Endereço: Rua São Francisco, s/nº / Centro - Diamantina-<br />

MG / Contato: (38) 3531-1188.<br />

Igreja de São Francisco de Assis – Diamantina-MG.<br />

Nave e Coro.<br />

18<br />

Retábulo lateral direito.<br />

Retábulo <strong>do</strong> altar-mor.


Igreja de São Francisco de Assis.


Basílica Sagra<strong>do</strong> Coração de Jesus.<br />

BASÍLICA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS<br />

O projeto de construção da Basílica <strong>do</strong> Sagra<strong>do</strong> Coração de Jesus segue o estilo neogótico e foi elabora<strong>do</strong><br />

pelo Padre Júlio Clévelin, que já havia projeta<strong>do</strong> a igreja Nossa Senhora Mãe <strong>do</strong>s Homens, em janeiro de 1884,<br />

no Caraça-MG.<br />

A Basílica começou a ser construída devi<strong>do</strong> à devoção de Dom João Antônio <strong>do</strong>s Santos. Durante a cerimônia<br />

da pedra fundamental, Dom João fez um apelo à comunidade de fiéis para que <strong>do</strong>arem uma das mil pedras<br />

necessárias para a construção. Em março de 1884 foi iniciada a construção com pedras de cantaria à vista,<br />

existente na região. Seus traços arquitetônicos seguem a linha das estruturas da segunda metade <strong>do</strong> século XIX,<br />

em estilo neogótico. Possui torres em agulha, janelas de rosácea rendilhada no frontispício. Em 1920, a igreja foi<br />

elevada à categoria basílica.<br />

Endereço: Praça Sagra<strong>do</strong> Coração Jesus, 11 / Contato: (38) 3531-2455 / (38) 3531-9532<br />

Aberto: de segunda a sába<strong>do</strong>, das 07:00h às 20:00h / <strong>do</strong>mingo, das 09:00h às 20:00h<br />

20<br />

Interior da Basílica Sagra<strong>do</strong> Coração de Jesus.


Catedral de Santo Antônio de Diamantina.<br />

Visão noturna da Catedral, parte <strong>do</strong>s fun<strong>do</strong>s.<br />

CATEDRAL DE SANTO ANTÔNIO DE DIAMANTINA CAPELA-MOR<br />

Construída no século XVIII, a atual Catedral de Santo Antônio substitui a antiga igreja Matriz de Santo<br />

Antônio, <strong>do</strong> perío<strong>do</strong> colonial. Sua construção data de 1933, concluída em mea<strong>do</strong>s de 1940. Da antiga igreja<br />

conservaram-se <strong>do</strong>is retábulos em talha barroca, localiza<strong>do</strong>s no arco-cruzeiro da catedral, e algumas peças<br />

avulsas. O frontispício segue o modelo litorâneo brasileiro, divide-se em três seções, no qual há duas torres<br />

laterais e a portada principal ao centro. Possui planta quadrada e cobertura em cúpula de alvenaria. A Catedral<br />

possui um pequeno adro com escadaria, sua planta é retangular, dividida em duas naves laterais, sobrepostas<br />

por tribunas e separadas da nave principal por arcadas, transepto e capela-mor de planta semicircular. O interior<br />

da Catedral mostra vários elementos ornamentais que buscam imitar, em cimento e areia, as igrejas coloniais.<br />

O forro da nave possui o formato de gamela com painéis de moldura simples. Retábulo remanescente da<br />

antiga Matriz de Santo Antônio, <strong>do</strong> perío<strong>do</strong> colonial. Talhas em colunas salomônicas e arquivoltas, concêntricas,<br />

pertencentes à primeira fase <strong>do</strong> barroco mineiro.<br />

Endereço: Praça Santo Antônio, s/n.º - Centro Histórico de Diamantina (MG)<br />

Contato: (38)3531-1580 / (38) 3531-9532<br />

Aberto: segunda a <strong>do</strong>mingo, das 08:00h às 18:00h<br />

Capela-mor.<br />

Detalhe <strong>do</strong> Retábulo Lateral – Evangelho.


Igreja Nossa Senhora <strong>do</strong> Carmo.<br />

Teto da Igreja Nossa Senhora <strong>do</strong> Carmo.<br />

IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO<br />

Construída no perío<strong>do</strong> de 1760 a 1765, a Igreja Nossa Senhora <strong>do</strong> Carmo é um marco na<br />

imagem urbana <strong>do</strong> Centro Histórico de Diamantina-MG. Sua arquitetura é no estilo barroca,<br />

e possui um <strong>do</strong>s mais belos tetos de pintura em perspectiva em Minas Gerais, de autoria<br />

<strong>do</strong> guarda-mor José Soares de Araújo, português natural da cidade Braga. Sua edificação<br />

foi financiada pelo contrata<strong>do</strong>r, prior da irmandade, João Fernandes de Oliveira, um <strong>do</strong>s<br />

homens mais ricos de Diamantina-MG. E, que alimenta lendas locais ligadas à figura de<br />

Chica da Silva, a escrava-rainha, amante de João Fernandes de Oliveira.<br />

O interior da igreja é um <strong>do</strong>s mais significativos exemplares de decoração mineira da segunda metade <strong>do</strong> século<br />

XVIII. Possui duas sacristias, um consistório e um pequeno jardim lateral com o cemitério. Seus forros são pinta<strong>do</strong>s<br />

em perspectiva ilusionista de nível inigualável, completan<strong>do</strong> a magnífica decoração interna <strong>do</strong> templo, acentuan<strong>do</strong><br />

o <strong>do</strong>uramento <strong>do</strong>s retábulos e das imagens confeccionada por José Soares de Araújo, português natural da cidade<br />

de Braga, gênio compara<strong>do</strong> ao Mestre Ataíde. Devi<strong>do</strong> à abundância de detalhes, a obra ganha características da<br />

ourivesaria, reforçada pela pre<strong>do</strong>minância da tonalidade cinza com realces de ouro por toda a composição. A<br />

pintura central da capela-mor contém a representação figurativa da Virgem entregan<strong>do</strong> escapulários a São Simão<br />

Stock. A visão central da nave narra o episódio <strong>do</strong> arrebatamento e subida ao céu <strong>do</strong> profeta Elias num carro de<br />

fogo, no momento em que deixa cair o manto a Eliseu, segun<strong>do</strong> a iconografia carmelita. Outro detalhe é o órgão<br />

trabalha<strong>do</strong> em ouro, de acabamento e ornamentação, onde já tocou José Américo Lobo de Mesquita, um <strong>do</strong>s<br />

maiores músicos e compositores <strong>do</strong> século XVIII sacros setecentistas da América Latina, contrata<strong>do</strong> para prestar<br />

serviços de organista.<br />

Endereço: Rua <strong>do</strong> Carmo, 150 – Diamantina-MG<br />

Aberto: quinta, sexta e sába<strong>do</strong>, das 09:00h às 12:00h e das 13:00h às 17:00h<br />

22<br />

Retábulo Lateral Esquer<strong>do</strong>.<br />

Pintura <strong>do</strong> Forro da Nave.


Retábulo <strong>do</strong> altar-mor.


Dirceu Piero, Elenice Zaparoli, Fernan<strong>do</strong> Garita, Guto Issa, Alessandra Luglio, Carlos Bernar<strong>do</strong>, Paulo Kenzo e Bruno Omori<br />

II FÓRUM DE HOTELARIA<br />

E TURISMO DURANTE A<br />

Feira Arnold Sports Festival South America<br />

Aconteceu no dia 05/04/2024, nas dependências da Expo Center Norte,<br />

o “II Fórum de Hotelaria e Turismo” organiza<strong>do</strong> pelo IDT-CEMA, durante<br />

a realização da “Feira Arnold Sports Festival South America” cria<strong>do</strong> pelo<br />

Arnold Schwarzenegger e geri<strong>do</strong> no Brasil pela empresária Ana Paula<br />

Leal Graziano, funda<strong>do</strong>ra e CEO da Savaget Promoções e Eventos, e sua<br />

gerente Bianca Brizzi. O Fórum teve o apoio institucional das entidades<br />

ABIME, ABRAJET-SP, ASEMESP, FHORESP e SPCVB e o patrocínio da BETSUL.<br />

24


BRUNO OMORI<br />

Presidente <strong>do</strong> IDT-CEMA<br />

Durante abertura <strong>do</strong> painel, Bruno Omori abor<strong>do</strong>u<br />

os números <strong>do</strong> turismo mundial com mais de USD 8<br />

trilhões de movimentação internamente nos países e<br />

com exportações mundiais superiores à USD 1,5 trilhões,<br />

no Brasil com fluxo de 60 milhões de turistas internos e 6<br />

milhões externo, com potencial de triplicar a demanda<br />

nos próximos anos, especialmente se integra<strong>do</strong>s com<br />

o esporte, bem-estar e com o advento da lei aprovada<br />

e sancionada de apostas esportivas e jogos online que<br />

já em 2025 faturará R$ 100 bilhões, e com a eminente<br />

aprovação no sena<strong>do</strong> da lei de cassinos integra<strong>do</strong>s<br />

resorts, cassinos turísticos e bingos, já aprovada na<br />

câmara <strong>do</strong>s deputa<strong>do</strong>s, que injetará USD 70 bilhões de<br />

investimentos na macroeconomia <strong>do</strong> Brasil.<br />

GUTO ISSA<br />

Prefeito de São Roque<br />

(SP) e presidente da Região<br />

Metropolitana de Sorocaba (SP)<br />

Apresentou cases de sucesso da cidade com aumento<br />

de mais de 200% de arrecadação com a entrada de<br />

investimentos liga<strong>do</strong>s a turismo, cultura e investimentos,<br />

citan<strong>do</strong> o aeroporto, outlet, novos hotéis/resorts,<br />

parques temáticos, integra<strong>do</strong>s a tradicional rota de vinho.<br />

Afirmou que a estância turística será potencializada<br />

merca<strong>do</strong>logicamente com a chegada <strong>do</strong>s jogos online e<br />

presenciais com parcerias estratégicas com investi<strong>do</strong>res<br />

nacionais e internacionais.<br />

CARLOS ROBERTO BERNARDO<br />

Diretor de Operações na<br />

ACCOR, da rede hoteleira<br />

Com mais de 5000 hotéis no mun<strong>do</strong> e no Brasil é a<br />

líder <strong>do</strong> merca<strong>do</strong> com mais de 340 hotéis em operação,<br />

apresentou cases de sucesso de hotéis no nosso país e no<br />

mun<strong>do</strong>, conecta<strong>do</strong>s ao esporte e bem-estar, destacan<strong>do</strong><br />

resorts com campos de golfe, quadras de tênis e futebol,<br />

assim como hotéis corporativos com academias e SPA,<br />

assim como patrocínios ao Paris Saint German ou a própria<br />

Olimpíada deste ano, destacou o campeonato de futebol<br />

com colabora<strong>do</strong>res de toda America <strong>do</strong> Sul integran<strong>do</strong><br />

ao esporte, à integração social, a oportunidade com os<br />

jogos e a importância <strong>do</strong> associativismo.


DIRCEU PIERO<br />

Diretor e funda<strong>do</strong>r <strong>do</strong><br />

Recanto da Paz Hotel Atibaia<br />

Apresentou o case <strong>do</strong> hotel butique, com SPA,<br />

academia e mais de 200.000 m² de área sen<strong>do</strong> mais<br />

de 60% de mata atlântica preservada integran<strong>do</strong> o<br />

bem-estar e o meio ambiente para trazer experiências<br />

diferenciadas para os hóspedes e os participantes de<br />

eventos corporativos e sociais com alta gastronomia,<br />

e a primeira mão informou <strong>do</strong> projeto de expansão<br />

com a construção de Resort integra<strong>do</strong> à natureza com<br />

investimentos superiores a R$ 150 milhões.<br />

PAULO KENZO UEMURA<br />

Sócio-gerente no Magic City<br />

e Diretor na Associação de<br />

Parques e Atrações <strong>do</strong> Brasil<br />

(ADIBRA)<br />

Apresentou o case de sucesso <strong>do</strong> seu parque aquático<br />

com eventos esportivos de corrida, Moutain bike, shows<br />

e SPA, com o projeto de expansão para 500 Uhs no<br />

hotel. Depois trouxe cases mundiais de parques com<br />

experiências diferenciadas integran<strong>do</strong> o lazer e esporte<br />

no Japão, México, Alemanha e Suíça.<br />

ALESSANDRA LUGLIO<br />

Diretora da Luglio Nutrição<br />

Trouxe uma visão de geração de experiências<br />

diferenciadas na hotelaria com a imersão ao bem-estar<br />

com dinâmicas integradas de meditação, nutrição,<br />

alongamentos, integra<strong>do</strong>s a atividades sensoriais desde<br />

sala de convenções, SPAS, ambientes de piscina e ao ar<br />

livre com cases desde o interior ao litoral no Brasil e no<br />

Mun<strong>do</strong>.<br />

26


FERNANDO GARITA<br />

CEO da BETSUL - Funda<strong>do</strong>r da<br />

GCS Gaming Consulting<br />

O mun<strong>do</strong> <strong>do</strong>s jogos, cassinos e entretenimento foram<br />

as temáticas <strong>do</strong> executivo Fernan<strong>do</strong> Garita, com mais de 20<br />

anos de experiência na indústria de jogos na América e na<br />

Ásia, iniciou a sua apresentação da BETSUL como case <strong>do</strong><br />

sucesso <strong>do</strong> merca<strong>do</strong> de apostas esportivas e atualmente<br />

com jogos de entretenimento online especialmente após<br />

aprovada e sancionada a lei no Brasil. Apontou cases<br />

como Las Vegas, Macau, <strong>do</strong> Caribe e da America <strong>do</strong> Sul de<br />

entretenimento, geração de experiências para o turista de<br />

lazer e negócios, e informou que durante a feira EXPOTEL<br />

em parceria com o IDT-CEMA estará lançan<strong>do</strong> o projeto<br />

BETSUL TURISMO, crian<strong>do</strong> oportunidades de geração de<br />

novos pontos de vendas para hotéis, parques temáticos,<br />

restaurantes e to<strong>do</strong> merca<strong>do</strong> turístico brasileiro, além de<br />

trazer atividades de diversão e novas experiências para<br />

os turistas.<br />

ELENICE ZAPAROLI<br />

Diretora de eventos <strong>do</strong> SPCVB<br />

Trouxe a visão <strong>do</strong>s destinos turísticos e a importância<br />

de eventos esportivos integra<strong>do</strong>s à estrutura de hotéis,<br />

centros de convenções, gastronomia e lazer como<br />

grande diferencial para atração e fechamento de grandes<br />

feiras e eventos, destacou a força <strong>do</strong> Convention & Visitors<br />

Bureau na promoção e atração de novos eventos.<br />

Ao final <strong>do</strong> painel, to<strong>do</strong>s os participantes, expressaram a captação de novos conhecimentos e o benchmarking<br />

com os cases e expertises apresenta<strong>do</strong>s, e iniciaram de imediato o networking com os congressistas no Lounge VIP<br />

da Feira Arnold South America que recebeu mais de 90 mil visitantes nos 3 dias de feira.<br />

Bruno Omori, media<strong>do</strong>r <strong>do</strong> painel.<br />

Painelistas e as Lideranças entre os Congressistas.


JABOTICATUBAS -<br />

MINAS GERAIS<br />

Por: José Carlos Reis de Souza<br />

Jaboticatubas é um município localiza<strong>do</strong> no Esta<strong>do</strong> de Minas Gerais, na<br />

região metropolitana de Belo Horizonte, inseri<strong>do</strong> na Serra <strong>do</strong> Espinhaço. A<br />

cidade teve origem nas sesmarias. No século XVIII, Félix da Costa, Ermitão da<br />

Caridade, iniciou as obras de construção <strong>do</strong> mosteiro de Macaúbas e na busca<br />

ansiosa de recursos, deparou com terras de aparência fértil e agradável “na<br />

barra <strong>do</strong> Jaboticatubas, rio das Velhas abaixo”. Surgiu-lhe a ideia de conseguir<br />

posse daquela região, a qual seria colonizada para o sustento das recolhidas.<br />

Assim, de 1716 a 1750, as glebas foram sen<strong>do</strong> adquiridas mediante Cartas de<br />

Sesmarias e incorporadas ao Mosteiro, que conseguiu a posse legalizada da<br />

região em 1791, pela Rainha D. Maria, de Portugal. Para dar continuidade às<br />

obras e manter as recolhidas, o Mosteiro negociou partes das terras, surgin<strong>do</strong>,<br />

então, as primeiras fazendas de ga<strong>do</strong>.<br />

Sua estrutura urbana é a de uma cidade mineira,<br />

com diversas belezas naturais, culinária típica,<br />

igrejas centenárias, comunidades tradicionais<br />

quilombolas, festejos folclóricos, religiosidade,<br />

cachoeiras, fazendas, monumentos históricos e uma<br />

população acolhe<strong>do</strong>ra e hospitaleira. O município<br />

atrai turistas de diversos locais <strong>do</strong> Brasil, em busca<br />

de tranquilidade e contato com a natureza. Conserva<br />

um belíssimo patrimônio histórico muito bem<br />

marca<strong>do</strong> pela Fazenda <strong>do</strong> Cipó velho, <strong>do</strong>na de<br />

assombrosas senzalas e a imponente Igreja Matriz<br />

de Nossa Senhora da Conceição, ambas datadas em<br />

mea<strong>do</strong>s <strong>do</strong> século XVIII. Um <strong>do</strong>s principais atrativos<br />

da região é o Parque Nacional da Serra <strong>do</strong> Cipó, que<br />

oferece inúmeras trilhas, cachoeiras e mirantes para<br />

os visitantes e turistas explorarem. A cidade oferece<br />

opções gastronômicas deliciosas, com destaque<br />

para os pratos típicos da culinária mineira. <strong>Vale</strong> a<br />

pena experimentar delícias como o famoso pão de<br />

queijo, o feijão-tropeiro, o tutu de feijão, o frango<br />

com quiabo e o tradicional <strong>do</strong>ce de leite. Além<br />

disso, o município conta com diversos restaurantes<br />

e bares que oferecem diversas opções de pratos<br />

à base de carne, queijo e ingredientes locais. Para<br />

os amantes <strong>do</strong> turismo rural, Jaboticatubas possui<br />

várias fazendas e sítios onde é possível conhecer<br />

as tradições mineiras e participar de atividades<br />

como a ordenha de vacas, passeios a cavalo e<br />

degustações de queijos e <strong>do</strong>ces caseiros. Portanto,<br />

Jaboticatubas é um município que oferece aos<br />

turistas uma combinação perfeita de natureza<br />

exuberante, pontos turísticos fascinantes e delícias<br />

gastronômicas típicas de Minas Gerais.<br />

28


Vista da cidade de Jaboticatubas (MG).


Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - Jaboticatubas.<br />

IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO<br />

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é uma bela construção que marca a história e a cultura da região.<br />

Com sua arquitetura imponente e detalhes decorativos, a igreja se destaca como um importante ponto de referência<br />

para os mora<strong>do</strong>res e visitantes da cidade. Além <strong>do</strong> seu valor religioso, a igreja também é um atrativo turístico, receben<strong>do</strong><br />

frequentemente a visita de pessoas interessadas em apreciar suas belezas e aprender mais sobre sua história. Com sua<br />

posição central na praça da cidade. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição se destaca como um símbolo da<br />

fé e tradição para a comunidade local.<br />

Endereço: Rua Major Campos, 154 - Centro - Jaboticatubas (MG)<br />

Contato: (31) 98683-2446.<br />

Igreja Nossa Senhora <strong>do</strong> Rosário - Jaboticatubas (MG).<br />

IGREJA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO<br />

A capela de Nossa Senhora <strong>do</strong> Rosário, construída na primeira metade <strong>do</strong> século XVIII, por volta de 1880, pelo padre<br />

Messias Marques Afonso, em terreno <strong>do</strong>a<strong>do</strong> pelo coronel Francisco Alves <strong>do</strong>s Santos. Apresenta planta irregular em<br />

estrutura monolítica com alvenaria de tijolos e acabamento em reboco e pintura látex. Possui porta central de abrir em<br />

duas folhas de madeira almofadadas e vergas em forma de canga de boi. As torres possuem janelas com verga em arco<br />

plano onde se encontram os sinos. Na empena vê-se um óculo arre<strong>do</strong>nda<strong>do</strong> em madeira. O altar é to<strong>do</strong> trabalha<strong>do</strong><br />

com recortes e possui estilo barroco. A igreja de Nossa Senhora <strong>do</strong> Rosário possui um acervo com imagens de São José<br />

de botas e <strong>do</strong> Menino Jesus em madeira.<br />

Endereço: Praça Cel. Francisco Alves, s/n.º - Centro / Jaboticatubas (MG)<br />

30


Casa grande, senzala, capela e uma residência anexa.<br />

Fazenda Cipó Velho.<br />

FAZENDA CIPÓ VELHO<br />

O Parque Nacional Serra <strong>do</strong> Cipó possui uma infinidade de belezas naturais, e entre as<br />

maravilhas está a Fazenda Cipó Velho, com mais de 270 anos, sen<strong>do</strong> a primeira fazenda da<br />

região, adquirida <strong>do</strong>s indígenas no século XVIII.<br />

Possui um conjunto arquitetônico de estilo colonial, construí<strong>do</strong> por casa grande, senzala, capela e uma residência<br />

anexa, todas térreas, técnicas construtivas, o a<strong>do</strong>be caia<strong>do</strong> nas paredes externas e pau-a-pique nas internas,<br />

desenvolvidas em embasamento de pedra e estrutura autônoma de madeira. Extensa varanda, com forro em<br />

esteira de palha e bambu, delimitada por guarda-corpo de madeira, separa a sede de um pátio central. A cobertura<br />

é de telhas cerâmicas curvas, com várias águas, beiral de caibro corri<strong>do</strong> e cumeeira paralela, tanto na sede quanto<br />

na senzala e na edificação próxima a esta. To<strong>do</strong>s os vãos são em madeira, sen<strong>do</strong> na sede janelas em folha de abrir<br />

com guilhotina externa de vedação em vidro, na senzala janelas de pequena dimensão com folhas de abrir e nas<br />

janelas da edificação anexa, folhas de abrir e venezianas fixas externamente. As portas das três edificações são em<br />

sua maioria em madeira, com folha de abrir, com almofadas ou não, e em alguns casos com bandeira fixa em vidro.<br />

Todas as esquadrias têm vergas retas. Inserida na construção da sede, encontra-se capela de uso familiar, acessada<br />

por uma porta de madeira almofadada e verga <strong>do</strong> tipo “canga de boi” e janela, no la<strong>do</strong> direito, que se abre para<br />

o interior da residência. De pequena dimensão, constitui-se praticamente de um retábulo em madeira talhada e<br />

policromada, posiciona<strong>do</strong> em sua parede de fun<strong>do</strong>. Preenchen<strong>do</strong>-a completamente, é constituída por nicho central,<br />

com frontão em arco pleno, decora<strong>do</strong> com frisos e <strong>do</strong>is painéis nas laterais, com peanhas decoradas, arremata<strong>do</strong>s<br />

por cimalha, ten<strong>do</strong> como cores pre<strong>do</strong>minantes o azul e o <strong>do</strong>ura<strong>do</strong> no fun<strong>do</strong>, branco. A pintura apresenta, ainda,<br />

motivos florais. A capela possui forro em tábuas de madeira pintada e assolho em tábua corrida. Atualmente, no<br />

lugar da senzala, encontramos um museu com acervo de livros, fotos, <strong>do</strong>cumentos, utensílios <strong>do</strong>mésticos e objetos<br />

<strong>do</strong>a<strong>do</strong>s pela comunidade. A Fazenda Cipó Velho está localizada no limite entre Jaboticatubas-MG e Serra <strong>do</strong> Cipó,<br />

a 35 km de Jaboticatubas.<br />

A visitação é guiada, onde é apresenta<strong>do</strong> o museu (antiga senzala), a capela e a sede da fazenda.<br />

Altar-mor da capela - Fazenda Cipó Velho<br />

Museu com diversas peças e <strong>do</strong>cumentos - Fazenda Cipó Velho.


Cachoeira da Farofa.<br />

CACHOEIRA DA FAROFA<br />

Localizada no Parque Nacional <strong>do</strong> Cipó, a Cachoeira da Farofa, um <strong>do</strong>s redutos da Serra, é um verdadeiro paraíso<br />

natural, onde se encontram vegetação, flora, animais e aves. O local é um <strong>do</strong>s atrativos mais procura<strong>do</strong>s pelos<br />

turistas e visitantes. Possui uma sucessão de quedas d’águas com 07 cachoeiras, até atingir um poço em meio a<br />

um paredão de rochas quartzítica, cerca<strong>do</strong> de gramíneas e orquídeas que decoram a paisagem local. A cachoeira<br />

da Farofa oferece um refúgio perfeito para quem busca relaxamento e contato com a natureza. Também é um<br />

ótimo local para atividades ao ar livre, como trilhas, banhos refrescantes e até mesmo um piquenique em família.<br />

Se você está em busca de um lugar para renovar as energias e se conectar com a natureza, a Cachoeira da Farofa,<br />

em Jaboticatubas-MG, certamente é uma excelente opção a se considerar. Aproveite para desfrutar de momentos<br />

de paz e contemplação em meio a esse cenário deslumbrante.<br />

CACHOEIRA DO TOMÉ<br />

Cachoeira <strong>do</strong> Tomé (Serra <strong>do</strong> Cipó).<br />

A Cachoeira <strong>do</strong> Tomé é um verdadeiro paraíso<br />

natural, com águas cristalinas e cercadas pela<br />

vegetação exuberante da Serra <strong>do</strong> Cipó. É um<br />

destino ideal para quem busca relaxar e curtir<br />

a natureza. É um local perfeito para banhos<br />

refrescantes, fazer trilhas ecológicas. O cenário<br />

tranquilo e a atmosfera acolhe<strong>do</strong>ra tornam o local<br />

ainda mais especial e merece ser contempla<strong>do</strong> por<br />

to<strong>do</strong>s os visitantes e turistas.<br />

CACHOEIRA DO SOL<br />

A Cachoeira <strong>do</strong> Sol está localizada no município<br />

de Jaboticatubas, a 65 km de Belo Horizonte. O<br />

local é propício para tomar banho nas águas rasas<br />

e tirar fotos na cascata emoldurada por formações<br />

rochosas e possui uma vegetação preservada.<br />

Considerada uma das mais bonitas de Minas Gerais,<br />

é um <strong>do</strong>s destinos que precisam estar na sua<br />

programação.<br />

32<br />

Cachoeira <strong>do</strong> Sol.


CACHOEIRA DO BENÉ<br />

Localizada no Parque Nacional da Serra <strong>do</strong> Cipó,<br />

a Cachoeira <strong>do</strong> Bené está distante 16 km <strong>do</strong> centro<br />

de Jaboticatubas. O local oferece muitos atrativos<br />

como escalada, canoagem, cultura, gastronomia<br />

entre outros. Para acesso à cachoeira é mediante<br />

pagamento, e conta com estacionamento,<br />

banheiros e um bar.<br />

Cachoeira <strong>do</strong> Bené.<br />

Cânion das Banderinhas.<br />

CÂNION DAS BANDEIRINHAS<br />

O Cânion das Bandeirinhas, localiza<strong>do</strong> na Serra <strong>do</strong> Cipó, possui 6 km de extensão e diversas cachoeiras, sen<strong>do</strong><br />

a mais famosa a Cachoeira <strong>do</strong> Cânion, com 30 metros de altura e forma uma piscina natural para banho. O local é<br />

muito procura<strong>do</strong> por turistas que buscam contato com a natureza. A trilha <strong>do</strong> Cânion das Bandeirinhas tem 12 km<br />

de extensão e leva cerca de seis horas para ser percorrida. O caminho é bem sinaliza<strong>do</strong> e passa por vários pontos<br />

de interesse, como Mirante <strong>do</strong> Bem e o Córrego das Pedras.


GASTRONOMIA<br />

O prato típico mineiro é o “Feijão Tropeiro” que surgiu a partir <strong>do</strong> século XVII, devi<strong>do</strong> à necessidade de uma<br />

alimentação rápida e prática para os tropeiros da época. Pois suas viagens eram longas e cansativas. O prato<br />

tem influência das culinárias portuguesa, africana e indígena. É composto por feijão, carne seca, carne de porco,<br />

farinha e verduras (couve). Porém, o prato mais famoso de Jaboticatubas é a galinhada, um prato feito com arroz,<br />

frango e pequi, um fruto da região. Além da canjiquinha e <strong>do</strong> tutu de feijão.<br />

Canjiquinha mineira.<br />

Feijão Tropeiro mineiro.<br />

Galinhada mineira.<br />

Serra <strong>do</strong> Cipó.<br />

SERRA DO CIPÓ<br />

A Serra <strong>do</strong> Cipó é um paraíso para os amantes da natureza, com inúmeras cachoeiras deslumbrantes. Cada<br />

uma tem sua beleza única, desde quedas d’águas imponentes até piscinas naturais convidativas. Para chegar<br />

às cachoeiras, existem trilhas de diversos níveis de dificuldade. Algumas são curtas e fáceis, enquanto outras<br />

exigem mais esforço físico. Mas todas valem a pena pelo visual deslumbrante que oferecem.<br />

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Serra <strong>do</strong> Espinhaço - MG.<br />

SERRA DO ESPINHAÇO<br />

A Serra <strong>do</strong> Espinhaço é uma cadeia montanhosa localizada na região central <strong>do</strong><br />

Esta<strong>do</strong> de Minas Gerais, Brasil. Considerada uma das mais antigas formações rochosas<br />

<strong>do</strong> continente sul-americano, a Serra <strong>do</strong> Espinhaço é marcada por montanhas de<br />

altitudes elevadas, picos, vales profun<strong>do</strong>s, cânions, rios e cachoeiras.<br />

Possui uma abundância de nascentes de rios importantes para a região, como o rio Doce. O principal<br />

destaque <strong>do</strong> santuário é o seu manguezal, que abriga uma grande variedade de espécies de aves, peixes,<br />

répteis e crustáceos. O local possui trilhas ecológicas, treking, escaladas, canyoning e ciclismo, que permitem<br />

aos visitantes explorar a beleza natural da região. Além da sua importância ecológica, a Serra <strong>do</strong> Espinhaço<br />

possui também um relevante valor histórico e cultural. Ela foi palco de diversas atividades econômicas ao<br />

longo <strong>do</strong>s séculos, como a mineração de ouro e diamantes, que impulsionaram o desenvolvimento de várias<br />

cidades ao re<strong>do</strong>r da região. O santuário também possui uma estrutura para receber turistas, com áreas para<br />

acampamentos, pousadas e restaurantes que oferecem alimentos produzi<strong>do</strong>s de forma sustentável. A Serra<br />

<strong>do</strong> Espinhaço é um patrimônio histórico, cultural e ecológico brasileiro que proporciona aos visitantes uma<br />

experiência enriquece<strong>do</strong>ra em contato com a natureza e merece ser conheci<strong>do</strong> e preserva<strong>do</strong>.


<strong>Empresas</strong> promoven<strong>do</strong> negócios com as empresas lideres.<br />

ENCONTRO DE NEGÓCIOS<br />

EM TAUBATÉ<br />

Por: José Carlos Reis de Souza<br />

No dia 26/03/24 aconteceu nas dependências <strong>do</strong> HITT (Hub de Inovação Tecnológica de Taubaté) o<br />

Encontro de Negócios <strong>do</strong> CIESP Taubaté, que reuniu cerca de 42 empresas para promover negócios com as<br />

sete empresas lideres: Alstom Brasil Energia e Transporte Ltda.; Amsted-Maxion Fundição e Equipamentos<br />

Ferroviários S/A., Autometal <strong>do</strong> Brasil Ltda., Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos S/A., Pan-<br />

Metal Indústria metalúrgica Ltda., Vibracoustic South América Ltda., e Tremembé Indústria Química.<br />

36<br />

<strong>Empresas</strong> promoven<strong>do</strong> negócios com as empresas lideres.


PLENÁRIA - CIESP TAUBATÉ<br />

No dia 21/03/2024, foi realizada a plenária <strong>do</strong> CIESP Taubaté, nas dependências <strong>do</strong> HITT (Hub de Inovação<br />

Tecnológica de Taubaté). O evento foi aberto por José Santos de Araújo (1º Vice Diretor <strong>do</strong> CIESP - Taubaté). Em<br />

seguida, tiveram as palavras: Altair Emboava (HITT - Hub de Inovação Tecnológica de Taubaté), Ana Paula (SESI -<br />

Taubaté), Giovani Grazioli (Gippo), Sabrina Macha<strong>do</strong> Serapião (SENAI - Taubaté). Fechan<strong>do</strong> o evento com o palestrante<br />

da noite, Antonio Carlos Messora, apresentan<strong>do</strong> a pauta “Merca<strong>do</strong> Livre de Energia”. Após o encerramento ocorreu<br />

um coquetel a to<strong>do</strong>s os presentes.<br />

Altair Emboava (HITT - Hub de Inovação<br />

Tecnológica de Taubaté).<br />

Ana Paula (SESI - Taubaté).<br />

Antonio Carlos Messora - Palestra sobre<br />

Merca<strong>do</strong> Livre de Energia.<br />

Claudio Martins de Oliveira, José Carlos<br />

Monteiro e Altair Emboava.<br />

Clovis Pinto (Coordena<strong>do</strong>r regional <strong>do</strong> CIESP<br />

Taubaté e cerimonialista).<br />

Giovani Grazioli - Gippo.<br />

José Santos de Araújo (1º Vice- Diretor <strong>do</strong><br />

CIESP - Taubaté).<br />

Mesa representativa - Altair Emboava,<br />

Claudio Martins de Oliveira, José Santos<br />

de Araújo, José Carlos Monteiro e Antonio<br />

Carlos Queri<strong>do</strong> Messora.<br />

Sabrina Macha<strong>do</strong> Serapião (SENAI -<br />

Taubaté).<br />

Público presente.


Taubaté Shopping<br />

Contato: (12) 3629-2466<br />

Taubaté - Independência<br />

Contato: (12) 3681-3090<br />

Via Garden Shopping<br />

Contato: (12) 3681-3765<br />

38<br />

Mauá Plaza Shopping<br />

Contato: (11) 4546-4484<br />

Suzano<br />

Contato: (11) 4748-5468<br />

Mogi Shopping<br />

Contato: (11) 4796-1986


CENTRAL ANALÍTICA - TAUBATÉ<br />

Rua Dr. Urbano Figueira, 100<br />

Centro<br />

UNIDADE - TAUBATÉ<br />

Av. Independência, 650<br />

Independência<br />

UNIDADE - CAÇAPAVA<br />

Av. Coronel Manoel Inocêncio, 577<br />

Centro<br />

UNIDADE- GUARATINGUETÁ<br />

R: Visconde de Guaratinguetá, 227<br />

Centro<br />

UNIDADE BURITI SHOPPING<br />

Av. Juscelino Kubitschek de<br />

Oliveira, 351 - Centro<br />

UNIDADE- CAMPOS DO JORDÃO<br />

Av. Dr Januário Miraglia, 1536<br />

Salas 4 e 5 -Vila Abernésia<br />

(Centro Comercial AMC)<br />

UNIDADE - SÃO PAULO<br />

Rua Santo Alexandre, 236<br />

Vila Guilhermina<br />

UNIDADE VILA MARIA<br />

Av. Morvan Dias Figueire<strong>do</strong>,<br />

3177, Vila Maria (Galeria Carrefour)<br />

UNIDADE ARICANDUVA<br />

Av. Rio das Pedras, 555<br />

Aricanduva (Galeria Carrefour)<br />

UNIDADE - JACAREÍ<br />

Rua João Américo da Silva, 325<br />

Centro<br />

UNIDADE JACAREÍ SHOPPING<br />

Rua Olímpio Catão 500 - Luc 36<br />

UNIDADE - PINDAMINHANGABA<br />

Rua Dr. Frederico Macha<strong>do</strong>, 109-<br />

Centro<br />

UNIDADE SHOPPING PÁTIO PINDA<br />

R: Alcides Ramos Nogueira, 650 -<br />

Loja 63 Mombaça<br />

UNIDADE - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS<br />

CDA - Centro de Diagnóstico<br />

Andrade<br />

Av. Dep. Benedito Matarazzo, 5701<br />

Parque Residencial Aquarius<br />

(Galeria Carrefour)<br />

UNIDADE JARDIM ESPLANADA<br />

Av. São João, 1644<br />

Jardim Esplanada<br />

UNIDADE SHOPPING ORIENTE<br />

Rua An<strong>do</strong>rra, 500<br />

Loja 110 e 112<br />

Jardim Paraíso<br />

UNIDADE - CARAGUATATUBA<br />

Av. Anchieta, 196<br />

Centro (salas: 12, 13 e 14) Centro<br />

UNIDADE SERRAMAR SHOPPING<br />

Av. José Herculano, 1086<br />

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