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Florestal_263Web

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ENTREVISTA<br />

Novo chefe-geral da Embrapa Florestas apresenta sua visão sobre a empresa e futuro<br />

PRONTA PARA O COMBATE<br />

NOVAS TECNOLOGIAS E PROXIMIDADE COM<br />

CLIENTE PROMOVEM MAIOR PROTEÇÃO<br />

FLORESTAL CONTRA INCÊNDIOS<br />

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SUMÁRIO<br />

JUNHO 2024<br />

50<br />

PREPARAR,<br />

APONTAR,<br />

FUTURO<br />

12 Editorial<br />

14 Cartas<br />

16 Bastidores<br />

18 Notas<br />

34 Coluna CIPEM<br />

36 Frases<br />

38 Entrevista<br />

48 Coluna<br />

50 Principal<br />

56 Planejamento<br />

62 Legislação<br />

66 Compostagem<br />

70 Artigo<br />

74 Mercado<br />

78 Celebração<br />

82 Pesquisa<br />

86 Agenda<br />

88 Espaço Aberto<br />

10 www.referenciaflorestal.com.br<br />

66<br />

70<br />

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO<br />

25 Agroceres<br />

15 BKT<br />

13 Bruno<br />

23 Carrocerias Bachiega<br />

79 D’Antonio Equipamentos<br />

47 Denis Cimaf<br />

02 Dinagro<br />

45 DRV Ferramentas<br />

39 Engeforest<br />

92 Envimat<br />

21 Envimat/CBI<br />

69 Envimat/Compostagem<br />

11 Envu<br />

49 Equilíbrio <strong>Florestal</strong><br />

59 Feldermann<br />

81 Felipe Diesel<br />

27 Fex<br />

08 Hennings<br />

04 Himev<br />

77 J de Souza<br />

31 Lion Equipamentos<br />

73 Mill Indústrias<br />

83 NN Pandini<br />

61 Planflora<br />

89 Prêmio REFERÊNCIA<br />

75 Remsoft<br />

06 Rocha Facas<br />

85 Rodotrem<br />

17 Rotary-Ax<br />

33 Rotor Equipamentos<br />

41 Sergomel<br />

90 Sparta Brasil<br />

19 Syngenta<br />

65 Tabaco Máquinas<br />

29 Tecmater<br />

43 Unibrás<br />

35 Vantec<br />

37 WDS Pneumática


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Juntos,<br />

construímos um legado.<br />

Agora,<br />

vamos construir o futuro.<br />

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de saúde ambiental, que detém um sólido portfólio de produtos comprovados e<br />

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futuro.<br />

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EDITORIAL<br />

Missão de uma vida<br />

Trabalhar pelo setor de base florestal nacional é o combustível da Revista<br />

REFERÊNCIA. O trabalho de fortalecimento do segmento é o que nutre e<br />

motiva a todos que se dedicam ao veículo de comunicação nesses 25 anos<br />

de história. É uma missão árdua, que exige escolhas difíceis, mas muito<br />

gratificante. Ao perceber como era o setor no início de nossa atividade,<br />

saber onde estamos e onde podemos chegar em conjunto, nos dá o ânimo<br />

necessário para continuar nessa caminhada. A todos os nossos leitores<br />

deixamos uma mensagem: não vamos parar de lutar por cada representante<br />

do setor e pela valorização da atividade que realizamos. Nessa edição, o<br />

Leitor irá conhecer a Equilíbrio <strong>Florestal</strong> e suas soluções para proteção de<br />

florestas, os planos do segmento florestal no Espírito Santo, uma mudança<br />

de lei que poderá diminuir o volume de invasões de terra, as primeiras<br />

avaliações sobre a mudança da silvicultura para atividade não poluente e<br />

uma entrevista exclusiva com Marcelo Francia Arco-Verde, novo chefe-geral<br />

da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Florestas, que<br />

relata seus 30 anos dentro da entidade e as principais frentes de trabalho<br />

da empresa. Excelente leitura!<br />

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2<br />

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1<br />

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Na capa dessa edição a Equilíbrio<br />

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A Revista da Indústria <strong>Florestal</strong> / The Magazine for the Forest Product<br />

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Ano XXVI • Nº263 • Junho 2024<br />

ENTREVISTA<br />

Novo chefe-geral da Embrapa Florestas apresenta sua visão sobre a empresa e futuro<br />

PRONTA PARA O COMBATE<br />

NOVAS TECNOLOGIAS E PROXIMIDADE COM<br />

CLIENTE PROMOVEM MAIOR PROTEÇÃO<br />

FLORESTAL CONTRA INCÊNDIOS<br />

READY FOR COMBAT<br />

NEW TECHNOLOGIES AND CUSTOMER<br />

PROXIMITY IMPROVE FOREST<br />

FIRE PROTECTION<br />

MISSION OF A LIFETIME<br />

Working for the Brazilian Forestry Sector is what drives REFERÊNCIA.<br />

Working to strengthen the Sector is what nourishes and motivates all those<br />

who have dedicated themselves to this communication tool in its 25-year<br />

history. It is an arduous mission that requires difficult choices, but it is very<br />

rewarding. Seeing what the Sector was like at the beginning of our activity,<br />

knowing where we are and where we can go together, gives us the encouragement<br />

we need to continue on this journey. To all our readers, we leave<br />

a message: we will not stop fighting for every representative of the Sector<br />

and for the recognition of the work we do. In this issue, readers will learn<br />

about Equilíbrio <strong>Florestal</strong> and its solutions for the protection of forests, the<br />

plans for the Forestry Sector in the State of Espírito Santo, a change in the<br />

law that could reduce the volume of land invasions, the first assessments of<br />

the transformation of forestry into a non-polluting activity, and an exclusive<br />

interview with Marcelo Francia Arco-Verde, the new head of the Brazilian<br />

Agricultural Research Corporation (Embrapa) Florestas, who talks about his<br />

30 years in the organization and the main fronts of the Company’s work.<br />

Pleasant reading!<br />

Entrevista com<br />

Marcelo Francia<br />

Arco-Verde, novo<br />

chefe-geral da<br />

Embrapa<br />

Plano de fomento da silvicultura<br />

no Estado do Espírito Santo<br />

3<br />

EXPEDIENTE<br />

ANO XXVI - EDIÇÃO 263 - JUNHO 2024<br />

Diretor Comercial / Commercial Director<br />

Fábio Alexandre Machado<br />

fabiomachado@revistareferencia.com.br<br />

Diretor Executivo / Executive Director<br />

Pedro Bartoski Jr<br />

bartoski@revistareferencia.com.br<br />

Redação / Writing<br />

Vinicius Santos<br />

jornalismo@revistareferencia.com.br<br />

Colunista<br />

Cipem<br />

Gabriel Dalla Costa Berger<br />

Depto. de Criação / Graphic Design<br />

Fabiana Tokarski - Supervisão<br />

Julia Harumi<br />

criacao@revistareferencia.com.br<br />

Tradução / Translation<br />

John Wood Moore<br />

Depto. Comercial / Sales Departament<br />

Gerson Penkal<br />

comercial@revistareferencia.com.br<br />

fone: +55 (41) 3333-1023<br />

Depto. de Assinaturas / Subscription<br />

Jhonathan Santana<br />

assinatura@revistareferencia.com.br<br />

0800 600 2038<br />

ASSINATURAS<br />

0800 600 2038<br />

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GARANTIDA GARANTEED<br />

Veículo filiado a:<br />

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,<br />

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,<br />

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,<br />

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente<br />

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor<br />

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em<br />

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais<br />

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,<br />

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos<br />

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são<br />

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos<br />

direitos autorais, exceto para fins didáticos.<br />

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication<br />

directed at the producers and consumers of the good and services of the<br />

lumberz industry, research institutions, university students, governmental<br />

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked<br />

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself<br />

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns<br />

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,<br />

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage<br />

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual<br />

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited<br />

without the written authorization of the holders of the authorial rights.<br />

12 www.referenciaflorestal.com.br


CARTAS<br />

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<br />

Capa da Edição 262 da<br />

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,<br />

mês de maio de 2024<br />

<br />

A Revista da Indústria <strong>Florestal</strong> / The Magazine for the Forest Product<br />

www.referenciaflorestal.com.br<br />

Ano XXVI • Nº262 • Maio 2024<br />

ENTREVISTA Renato Moreira: presidente da ACEF, comenta sobre a carreira e o mercado da engenharia<br />

SEGURANÇA NA ESTRADA<br />

FUEIROS E CATRACAS PNEUMÁTICAS<br />

PROTEGEM CARGA E MOTORISTA NO<br />

TRANSPORTE FLORESTAL<br />

SAFETY ON THE ROAD<br />

BUNKS, STANCHIONS, AND PNEUMATIC<br />

RATCHETS PROTECT THE LOAD AND<br />

DRIVER IN FOREST TRANSPORT<br />

PRINCIPAL<br />

Por Mauricio Azevedo, São Paulo (SP)<br />

Para quem está no campo é de suma importância a segurança. Isso é melhor<br />

para todos, para quem produz, para quem transporta e para<br />

quem recebe a carga.<br />

ENTREVISTA<br />

Foto: divulgação<br />

Por Fernanda Couto, Contagem (MG)<br />

Como é bom poder ler as histórias e visões de mercado de quem tem<br />

tanta experiência. É realmente gratificante conhecer histórias assim.<br />

GENÉTICA<br />

Por Carlos Rodrigues Sodré, Campinas (SP)<br />

Muito importante esse conteúdo e abordagem sobre o tema. Através desse<br />

conhecimento que podemos ver a continuidade e crescimento do setor.<br />

Foto: divulgacão<br />

ACOMPANHE AS PUBLICAÇÕES DA REVISTA TAMBÉM EM NOSSAS REDES SOCIAIS<br />

CURTA NOSSAS PÁGINAS<br />

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14 www.referenciaflorestal.com.br<br />

Revista Referência <strong>Florestal</strong><br />

@referenciaflorestal<br />

@revistareferencia9702<br />

E-mails, críticas e sugestões podem ser<br />

enviados também para redação<br />

jornalismo@revistareferencia.com.br<br />

Mande sua opinião sobre a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL<br />

ou a respeito de reportagem produzida pelo veículo.


BASTIDORES<br />

Revista<br />

Foto: REFERÊNCIA<br />

Foto: REFERÊNCIA<br />

VISITA<br />

O nosso comercial, Gerson Penkal,<br />

esteve em Piracicaba (SP), visitando a<br />

empresa Equilíbrio <strong>Florestal</strong>, capa dessa<br />

edição, do diretor Alberto Laranjeiro.<br />

PARCERIA<br />

Em visita ao Estado de São Paulo, o diretor<br />

comercial da Revista, Fábio Machado, esteve na<br />

cidade de Rio Claro para conversar com Augusto<br />

Tarozzo, gerente comercial e marketing da Atta-<br />

Kill e com Patrícia Braga, assistente de marketing,<br />

parceiros da Revista REFERÊNCIA FLORESTAL.<br />

INDÚSTRIA FORTE<br />

ALTA<br />

Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria),<br />

mostrou que o índice de evolução da produção,<br />

que costuma refletir queda no quarto mês do<br />

ano, atingiu 51,2 pontos em abril, permanecendo<br />

acima da linha divisória de 50 pontos pelo segundo<br />

mês consecutivo. Valores acima de 50 indicam<br />

aumento na produção frente ao mês anterior.<br />

Valores abaixo de 50 pontos indicam queda da produção<br />

frente ao mês anterior. O cenário atípico é<br />

resultado do crescimento do índice de evolução da<br />

produção das grandes empresas, que ficou em 53,5<br />

pontos, e da estabilidade do indicador das médias,<br />

com 50,1 pontos. Por outro lado, o índice para as<br />

pequenas empresas mostrou queda na produção,<br />

ao ficar em 47,6 pontos.<br />

JUNHO 2024<br />

RISCO DE ACABAR<br />

Estudo da USP (Universidade de São Paulo) revelou que<br />

82% das espécies de árvores que ocorrem apenas na<br />

Mata Atlântica correm risco de extinção. “O quadro<br />

geral é muito preocupante”, alerta Renato Lima, professor<br />

da USP que liderou o estudo. Para o pesquisador,<br />

a maioria das espécies de árvores da Mata Atlântica<br />

foi classificada em alguma das categorias de ameaça<br />

da IUCN (União Internacional de Conservação da<br />

Natureza, em inglês). Isso era esperado, pois a Mata<br />

Atlântica perdeu a maioria das suas florestas e, com<br />

elas, as suas árvores. “Mesmo assim, ficamos assustados<br />

quando vimos que 82% das mais de 2 mil espécies<br />

exclusivas desse hotspot global de biodiversidade<br />

estão ameaçadas”, completa Renato.<br />

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Uma obra de arte<br />

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quanto a espada<br />

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NOTAS<br />

Podcast REFERÊNCIA<br />

O Podcast REFERÊNCIA, o novo programa tem como objetivo apresentar as pessoas que fazem o setor de base florestal. O<br />

objetivo do programa é conversar com empresários, diretores, gestores e líderes de suas empresas, apresentando as histórias<br />

que formaram e trouxeram cada uma dessas pessoas ao segmento e como suas carreiras se desenvolveram.<br />

Neste mês foi gravado o episódio com o Fábio Brun, que é diretor executivo da RMS na América do Sul e presidente da<br />

APRE (Associação Paranaense de Empresas de Base <strong>Florestal</strong>). O curitibano de 53 anos pôde compartilhar sua trajetória no<br />

meio empresarial, os motivos que o fizeram cursar Engenharia <strong>Florestal</strong> na UFPR (Universidade Federal do Paraná) e apresentar<br />

suas visões e planos à frente da associação que fomenta e defende a atividade florestal no Paraná.<br />

Fábio relatou que seu interesse na<br />

engenharia florestal nasceu de uma<br />

atividade realizada ainda na infância,<br />

que o aproximou da natureza e plantou<br />

a sementinha que gerou a inspiração<br />

para a sua carreira. “Fui escoteiro,<br />

pude ter um contato com floresta<br />

ainda muito novo e isso sempre ficou<br />

marcado para mim. Quando fui buscar<br />

as opções de faculdade tinha que ser<br />

algo relacionado ao que já gostava e<br />

quando conheci a engenharia florestal,<br />

não pensei duas vezes”, relatou<br />

Fábio.<br />

Em relação a mercado, Fábio traz<br />

uma visão positiva em relação ao<br />

crescimento do uso da madeira e seus<br />

derivados em áreas onde outras matérias-primas<br />

foram predominantes por<br />

um longo período. “Temos verificado<br />

um grande crescimento no uso de<br />

papel em relação ao plástico, como no<br />

caso dos copos descartáveis que geram<br />

toneladas de detritos anualmente<br />

e agora podem ser ecologicamente<br />

corretos, além das possibilidades que<br />

a construção com madeira vai abrir<br />

para o mercado em que atuamos”,<br />

apontou Fábio.<br />

Os episódios do Podcast<br />

REFERÊNCIA estão disponíveis no<br />

nosso canal do youtube, que você<br />

pode acessar através do QR Code:<br />

Fotos: REFERÊNCIA<br />

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NOTAS<br />

Investimento definido<br />

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança<br />

Climática) anunciaram no Dia Internacional da Biodiversidade, o resultado do edital Restaura Amazônia, que selecionou<br />

as três entidades que vão atuar com o BNDES na gestão dos projetos de reconstrução da floresta. O edital faz parte<br />

da iniciativa Arco da Restauração, que constrói frentes de restauração em grandes áreas desmatadas e degradadas, com<br />

recursos de R$ 450 milhões do Fundo Amazônia.<br />

O anúncio do resultado do edital ocorreu no auditório do MMA, com presença da ministra Marina Silva, do ministro<br />

Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, e de representantes do<br />

MMA, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), ICMBio (Instituto Chico Mendes de<br />

Conservação Biodiversidade), SFB (Serviço <strong>Florestal</strong> Brasileiro) e Jardim Botânico, do Rio de Janeiro (RJ).<br />

Nas três microrregiões, o Arco da Restauração vai apoiar prioritariamente projetos de restauração ecológica e produtiva<br />

dirigidos a unidades de conservação, terras indígenas e territórios de povos e comunidades tradicionais, APPs (Áreas<br />

de Preservação Permanente) e de RL (Reserva Legal) de assentamentos ou pequenas propriedades (até 4 módulos fiscais),<br />

além de corredores ecológicos, bacias hidrográficas e de áreas públicas não destinadas.<br />

O objetivo é restaurar 24 milhões de ha (hectares) na Amazônia até 2050. A primeira fase, com o edital Restaura<br />

Amazônia, prevê a restauração de 6 milhões de ha considerados prioritários até 2030, com a captura de 1,65 bilhão de<br />

toneladas de carbono da atmosfera.<br />

20 www.referenciaflorestal.com.br<br />

Foto: divulgação


NOTAS<br />

Mercado aberto<br />

Um novo desenvolvimento econômico para garantir uma posição internacional de relevância das cadeias produtivas das<br />

fibras naturais foi discutido no Encontro Mundial de Fibras Naturais, realizado recentemente, na sede da FIEB (Federação das<br />

Indústrias do Estado da Bahia), em Salvador (BA). O evento é organizado pelo SINDIFIBRAS (Sindicato das Indústrias de Fibras<br />

Vegetais no Estado da Bahia) e pelas demais entidades privadas ligadas ao setor que cuidam da cadeia de fibras naturais do<br />

Brasil (sisal, juta, malva, coco, piaçava, bambu, seda e cânhamo).<br />

Em depoimento enviado aos participantes, o diretor-geral da ONU-FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação<br />

e a Agricultura), Qu Dongyu, ressaltou que as fibras naturais como juta, abacá, coco, kenaf e sisal – conhecidas como<br />

jacks, movimentam uma economia estimada em U$ 60 milhões por ano, contribuindo para a geração e renda e a segurança<br />

alimentar, além do empoderamento de mulheres rurais, amplamente envolvidas com a produção em todo o mundo. “As<br />

fibras ainda são eco amistosas e têm sido utilizadas de formas inovadoras. Precisamos ampliar esta escala. A tecnologia e a<br />

inovação devem estar no centro das soluções para superar os desafios dessas cadeias”, pontuou Qu.<br />

Eleito presidente do Grupo Intergovernamental de Fibras Naturais da FAO, Wilson Andrade fica no cargo por 2 anos. Também<br />

presidente da Organização Internacional de Fibras Naturais (International Natural Fibers Organization), da CSFN/MAPA<br />

(Câmara Setorial de Fibras Naturais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil) e do SINDIFIBRAS, Wilson<br />

afirmou que o setor está recuperando parte do mercado perdido para a indústria das fibras sintéticas. “Estamos buscando<br />

novas oportunidades para nossas fibras naturais e as notícias são positivas. Pela primeira vez, depois de muito tempo, temos<br />

expectativa de crescermos ao menos 1,2% ao ano, nos próximos anos”, anunciou Wilson.<br />

Foto: divulgação<br />

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NOTAS<br />

Eucalipto que dá mel<br />

Foto: divulgação<br />

As abelhas são os insetos que polinizam mais de 80% das plantas cultivadas no mundo, sendo imprescindíveis na<br />

produção de alimentos e na manutenção da biodiversidade. Por este papel e por gerar uma variedade de produtos, a<br />

apicultura ou meliponicultora tem sido difundida cada vez mais.<br />

O cultivo de abelhas é uma importante fonte de renda para produtores familiares, que comercializam produtos<br />

como mel, própolis e geleia real. O mel é rico em nutrientes como vitaminas, sais minerais e proteínas que auxiliam<br />

na prevenção de doenças respiratórias, no cansaço e insônia. Suas propriedades benéficas à saúde e ampla utilização<br />

na culinária em pratos doces e salgados garantem que o mel esteja sempre presente em nossas vidas.<br />

A fim de unir o respeito ao meio ambiente e à biodiversidade e produzir renda alternativa para as comunidades<br />

das regiões em que está inserida, a associada Eucatex, desde 2004, possui o Programa de Apicultura, em que<br />

permite aos apicultores parceiros a exploração da florada de eucalipto, contribuindo para o uso múltiplo das florestas<br />

plantadas. Assim, os apicultores cadastrados no programa recebem treinamentos anuais que abordam o manejo<br />

das abelhas africanizadas e as atualizações dos procedimentos de segurança, para que as atividades realizadas não<br />

causem qualquer dano ao meio ambiente, como incêndios, ou às pessoas, tanto os colaboradores operacionais ou os<br />

próprios apicultores.<br />

As caixas de abelhas são instaladas em mais de 7 mil ha (hectares) de pasto apícola, nos carreadores dos talhões<br />

próximos à vegetação nativa. Nos últimos 10 anos, foram produzidas mais de 290 toneladas de mel nas áreas de<br />

arrendamento apícola da Eucatex.<br />

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Qualidade<br />

Sistema de Gestão de Qualidade<br />

certificado pela ISO 9001: 2015,<br />

em desenvolvimento, produção,<br />

comercialização e serviços pós-venda.<br />

Eficiência<br />

Resultados de controle comprovado em<br />

campo e por ensaios técnicos de universidades.<br />

Precisão


NOTAS<br />

Equipamento ideal<br />

Atualmente, os sistemas agroflorestais<br />

estão se tornando cada vez mais comuns,<br />

contribuindo para reduzir a vulnerabilidade<br />

das terras agrícolas e florestais às alterações<br />

climáticas. Ao mesmo tempo, permitem<br />

que as explorações agrícolas aumentem<br />

a sua resiliência e colham os benefícios<br />

e oportunidades daí resultantes. Com o<br />

objetivo de ajudar as empresas agrícolas a<br />

tirar o máximo partido da agrofloresta, a<br />

BKT - como fabricante líder de pneus Off-Highway<br />

- criou dois pneus especificamente<br />

concebidos para satisfazer as necessidades<br />

de utilização mista, em que é vital combinar<br />

a eficiência operacional em terrenos<br />

agrícolas com um excelente desempenho<br />

em áreas florestais.<br />

Os dois pneus FORESTMAX (construção<br />

radial) e FORESTLAND (construção de<br />

lonas cruzadas) respondem exatamente às<br />

necessidades típicas das zonas rurais que<br />

se caracterizam por um elevado grau de<br />

diversidade de terrenos, como é o caso da<br />

agrofloresta - portanto, exigentes do ponto<br />

de vista operacional e altamente desafiantes<br />

para a maquinaria. Estes dois produtos<br />

BKT, lançados há alguns meses, são uma<br />

solução viável e altamente segura, cuja<br />

força reside na sua versatilidade. Segundo<br />

Denis Piccolo, Diretor de Produto de Pneus<br />

Agrícolas, BKT Europe, a empresa procurava<br />

uma solução que respondesse às exigências<br />

das empresas agrícolas que alternam entre<br />

aplicações no campo e atividades mais<br />

exigentes, como as operações em zonas de<br />

bosque e floresta. “Estes dois novos pneus<br />

destacam-se pela sua adaptabilidade à<br />

utilização em terrenos variáveis e acidentados, com muitos ramos, restos de madeira, raízes, pedras e detritos que podem danificar<br />

acessórios inadequados. Não é o caso do FORESTMAX e do FORESTLAND, que são, de facto, duas soluções perfeitas para fazer face às<br />

diferentes necessidades operacionais destes dois ambientes”, salientou Denis.<br />

A robustez e a extraordinária resistência aos cortes e às aparas, mesmo nas condições de utilização mais difíceis, são de facto as<br />

principais características destes dois pneus. O FORESTMAX possui um composto de piso especialmente desenvolvido e uma estrutura<br />

com cintas de aço que reduzem significativamente o risco de furos na floresta; enquanto que em terrenos acidentados e irregulares, o<br />

pneu assegura uma excelente tração e estabilidade graças ao seu forte ombro aberto. O FORESTLAND, por outro lado, é um pneu particularmente<br />

forte e resistente, capaz de enfrentar também as condições mais difíceis, graças a uma carcaça especial de poliéster e à<br />

sua forte parede lateral, garantindo uma longa vida útil do produto. A combinação da resistência do piso e do desenho dos ombros faz<br />

do FORESTMAX um pneu com excelentes propriedades de auto-limpeza, que também pode ser utilizado para algumas operações agrícolas<br />

com tratores, como a lavoura do solo e a trituração de pedras. Em contrapartida, o design de ombros abertos do FORESTLAND<br />

proporciona uma excelente tração em solos macios, enquanto as saliências rígidas e reforçadas do piso garantem uma boa aderência<br />

em qualquer terreno, juntamente com elevadas propriedades de auto-limpeza.<br />

Fotos: divulgação<br />

26 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS<br />

Facilitando o trabalho<br />

Foto: Tarcisio Schnaider / Shutterstock.com<br />

Viabilizar o manejo florestal sustentável na Amazônia e aumentar o rendimento da indústria de base florestal da<br />

região com a ajuda da tecnologia são os objetivos de um projeto do INCT (Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia<br />

de Madeiras da Amazônia), apoiado pela Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas).<br />

O projeto do INCT Madeiras da Amazônia é coordenado pelo pesquisador do INPA (Instituto Nacional de Pesquisa<br />

da Amazônia), Niro Higuchi, doutor em engenharia florestal. Além de ser amparado pela Chamada INCT, o projeto é<br />

fruto da parceria entre o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), por intermédio do CNPQ (Conselho Nacional<br />

de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), em colaboração com o Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento<br />

de Pessoal de Nível Superior) e Fapeam.<br />

Segundo o pesquisador, há um baixo rendimento da indústria madeireira na Amazônia, com cerca de 70% de uma<br />

tora de árvore sendo desperdiçada. Isso afeta diretamente na consolidação do manejo florestal sustentável na região,<br />

surgindo a necessidade de uma série de iniciativas para mudar esse cenário, incluindo o uso da tecnologia.<br />

Ele acrescenta ainda que a idade média das árvores da Amazônia é de 490 anos. A mais antiga possui 1.400 anos e<br />

o atual modelo de exploração florestal tem retirado em torno de 20 m3 (metros cúbicos) de madeira em tora por hectare,<br />

dos quais menos de 30% são transformados em produtos.<br />

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NOTAS<br />

Da sala ao campo<br />

Mês passado, a Reflore/MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas)<br />

promoveu mais uma edição da Jornada <strong>Florestal</strong> Reflore, evento que propiciou a acadêmicos da FMS (Universidade Federal<br />

de Mato Grosso do Sul) e da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) a conhecer de perto o trabalho de algumas<br />

das associadas e ter uma visão interna sobre o funcionamento e as oportunidades do setor florestal.<br />

A iniciativa, que abrangeu visitas a várias empresas associadas, teve como meta principal estreitar laços entre a comunidade<br />

acadêmica e o mercado de trabalho, dinâmico e receptivo a novos talentos. O evento teve início no auditório da<br />

Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande (MS), com o lançamento da XII<br />

Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios. Logo em seguida, os estudantes seguiram para Ribas do Rio Pardo (MS),<br />

onde visitaram o Projeto Cerrado da Suzano. Neste local, tiveram a oportunidade de conhecer estruturas importantes<br />

como a Torre de Controle e a Colheita <strong>Florestal</strong>.<br />

No decorrer da jornada, os participantes foram até a MS <strong>Florestal</strong>,<br />

também situada em Água Clara (MS). Nesta fase, o grupo<br />

pôde explorar o viveiro de mudas, iniciando pela casa de vegetação<br />

com as matrizes utilizadas para a produção de novas mudas<br />

até a expedição para o plantio. O penúltimo dia foi marcado pela<br />

visita ao Grupo Mutum, onde foi apresentado o Projeto Rural<br />

Sustentável Cerrado com uma manhã de campo, com palestra<br />

técnicas voltadas aos temas de Silvipastoril e Carne Carbono Neutro.<br />

Para encerrar a série de atividades, no dia 19, os acadêmicos<br />

conheceram as instalações do centro de treinamento e da fábrica<br />

de celulose da Eldorado, em Três Lagoas (MS), compreendendo<br />

mais sobre os processos industriais do setor.<br />

Vanessa Santana, coordenadora do GT (grupo de trabalho)<br />

Fitossanidade e da Jornada, avaliou o evento como um sucesso.<br />

“Realizamos essa jornada com o intuito de mostrar como o setor<br />

florestal pode ser interessante para novos talentos. Conhecer na<br />

prática é muito valioso para os estudantes, que saem das salas<br />

de aula e conseguem enxergar como esse mercado é próspero e<br />

repleto de oportunidades”, festejou Vanessa.<br />

Fotos: divulgação<br />

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NOTAS<br />

Presença ilustre<br />

Foto: divulgação<br />

Comitiva empresarial mato-grossense que representa 523 indústrias associadas ao CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras<br />

e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso) divulga produtos madeireiros de 46 espécies arbóreas nativas durante a Feira Carrefour<br />

International du Bois. A edição de 2024 foi realizada no Exponantes Park, em Nantes, na França. Na abertura do evento<br />

estiveram presentes o presidente do CIPEM, Ednei Blasius, o presidente do FNBF (Fórum Nacional das Atividades de Base <strong>Florestal</strong>),<br />

Frank Rogieri, o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o secretário estadual de desenvolvimento econômico,<br />

César Miranda, a secretária estadual de meio ambiente, Mauren Lazzaretti, o presidente do FIEMT (Sistema Federação das<br />

Indústrias no Estado de Mato Grosso), Sílvio Rangel e a deputada estadual Janaína Riva, do MDB.<br />

Aproximadamente 670 expositores de diferentes países apresentam produtos e soluções para os setores da construção,<br />

moveleiro e stakeholders. A feira bienal atrai profissionais de diversos segmentos relacionados à madeira, incluindo indústrias<br />

de processamento de madeira, fabricantes de máquinas e ferramentas, design de interiores, decoração, móveis e iluminação. O<br />

evento é uma plataforma essencial para descobrir inovações, estabelecer parcerias comerciais e acompanhar as tendências do<br />

mercado.<br />

Ednei Blasius destaca os diferenciais dos produtos florestais de Mato Grosso que estão sendo demonstrados na Feira<br />

Carrefour International du Bois, em um espaço exclusivo e totalmente estruturado em madeira nativa, reservado para o CIPEM.<br />

“Nossos produtos atendem a rigorosos critérios de rastreabilidade, qualidade e diversidade de espécies, com volume de<br />

produção suficiente para suprir a demanda de consumidores nacionais e internacionais”, destacou Ednei. O presidente afirmou<br />

também que Mato Grosso tem 5,025 milhões de ha (hectares) de florestas manejadas e conservadas e produz 7 milhões de<br />

m3 (metros cúbicos) de madeira a partir de Planos de Manejo <strong>Florestal</strong> Sustentável, que geraram R$ 66 milhões em impostos<br />

arrecadados em 2022. “É um setor importante para a economia estadual, sendo o principal gerador de receita em vários municípios,<br />

além de ter um sistema de rastreamento da produção florestal que é o mais eficiente do mundo, garantindo a procedência<br />

e legalidade dos produtos mato-grossenses”, enalteceu Ednei.<br />

32 www.referenciaflorestal.com.br


COLUNA<br />

Valorização<br />

do trabalho<br />

Por Ednei Blasius, presidente do CIPEM<br />

(Centro das Indústrias Produtoras e<br />

Exportadoras de Madeira do Estado de<br />

Mato Grosso)<br />

É necessário<br />

entender que a<br />

árvore quando<br />

adquire o seu ponto<br />

de equilíbrio, seu<br />

estágio clímax,<br />

quando já não<br />

cresce mais,<br />

passou a fase de<br />

fotossíntese e libera<br />

pouco oxigênio<br />

https://cipem.org.br<br />

34 www.referenciaflorestal.com.br<br />

História da sustentabilidade no setor de<br />

base florestal completa 20 anos<br />

O<br />

CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado<br />

de Mato Grosso) foi fundado em 2 de julho de 2004 com o propósito de apoiar<br />

empresários interessados em adotar práticas sustentáveis na produção. Seu<br />

objetivo é agregar empresas comprometidas com o desenvolvimento socioeconômico<br />

e com a preservação do meio ambiente, promovendo a conscientização<br />

sobre o manejo dos recursos naturais e a divulgação transparente das boas práticas de<br />

produção.<br />

Em 2024, o CIPEM comemora 20 anos de existência, representando hoje 523 indústrias de<br />

base florestal e reunindo oito sindicatos empresariais, SINDUSMAD (Sindicato das Indústrias<br />

Madeireiras do Norte do Mato Grosso), SIMNO (Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras<br />

do Noroeste do Mato Grosso), SINDIFLORA (Sindicato Intermunicipal das Indústrias de<br />

Base <strong>Florestal</strong> do Mato Grosso), SINDINORTE (Sindicato das Indústrias Madeireiras do Médio<br />

Norte do Mato Grosso), SIMAS (Sindicato dos Madeireiros de Sorriso), SIMAVA (Sindicato<br />

Intermunicipal das Industrias Madeireiras do Vale do Arinos), SINDILAM (Sindicato das Indústrias<br />

de Laminados e Compensados do Estado do Mato Grosso) e SIMENORTE (Sindicato dos<br />

Madeireiros do Extremo Norte do Mato Grosso), abrangendo 100% dos municípios produtores<br />

de madeira nativa no Estado. Ao longo dessas duas décadas, as diversas gestões à frente do<br />

CIPEM conquistaram importantes vitórias, garantindo a presença do produto florestal mato-<br />

-grossense no mercado global. Cada presidente do CIPEM dedicou-se a incentivar a produtividade<br />

e o consumo consciente da madeira e seus subprodutos, com a missão de agregar cada<br />

vez mais empresas comprometidas com a sustentabilidade ambiental e social.<br />

Para compreender a relevância do setor de base florestal, é crucial conhecer a atividade<br />

econômica do Manejo <strong>Florestal</strong> Sustentável. Poucas pessoas sabem o que representa o manejo<br />

para a proteção do planeta e perenidade da biodiversidade.<br />

O Manejo <strong>Florestal</strong> Sustentável representa também uma solução importante para o produtor<br />

rural, que precisa preservar 80% de sua área de produção como reserva legal no bioma<br />

amazônico. Manter essa área protegida de incêndios ou desmatamento requer um investimento<br />

alto. Em Mato Grosso, o manejo florestal é realizado em propriedades particulares de<br />

reserva legal, dando condições do produtor rural obter retorno financeiro para cuidar da área,<br />

além de gerar emprego e renda para a comunidade local. Esta alternativa traz o benefício adicional<br />

de contribuir para o equilíbrio do regime de chuvas e resguardar os recursos hídricos.<br />

O ciclo do manejo ocorre a cada 25 a 30 anos, sendo colhidas apenas as árvores maduras<br />

previamente selecionadas, em conformidade com as leis ambientais. Em média, de quatro a<br />

seis árvores são retiradas por hectare. Além disso, o manejo florestal contribui para a mitigação<br />

das mudanças climáticas. A árvore, durante seu processo de fotossíntese, captura carbono.<br />

Após convertida em produto florestal acabado, como móveis, deck, forro, lambril, entre<br />

outros, estoca o carbono retirado da atmosfera. Essa é uma das grandes contribuições do<br />

setor florestal em prol da mitigação do aquecimento global e das mudanças climáticas. Durante<br />

o manejo florestal, é estimulado o metabolismo da floresta, permitindo o crescimento das<br />

espécies arbóreas remanescentes, quando se inicia o novo processo de captura de CO2 para<br />

que essas pequenas plantas se tornem árvores. É necessário entender que a árvore quando<br />

adquire o seu ponto de equilíbrio, seu estágio clímax, quando já não cresce mais, passou a<br />

fase de fotossíntese e libera pouco oxigênio. Com a colheita da madeira e o crescimento de<br />

novas árvores, a captura de CO2 e liberação de oxigênio são estimuladas.<br />

Outro aspecto importante do manejo florestal é a conservação da biodiversidade. Explorando<br />

a reserva legal de forma sustentável, é possível manter um ambiente favorável para a<br />

biodiversidade, assegurando que ela permaneça intacta. A proteção do habitat é essencial<br />

para que espécies da flora e fauna continuem se desenvolvendo.<br />

O CIPEM destaca a importância de implementar cada vez mais a prática do manejo florestal<br />

sustentável, com o devido monitoramento e promover o uso da madeira nativa pela sociedade,<br />

seja na construção civil, nas indústrias de móveis, entre outros setores, para garantir sua<br />

relevante contribuição para as agendas climáticas.


FRASES<br />

Foto: divulgação<br />

A silvicultura surge não só como<br />

atividade econômica importante,<br />

mas também como recuperadora<br />

de solo. Portanto, ela é um<br />

ativo nas questões ambientais,<br />

e, naturalmente, ela cumpre o<br />

papel de ocupar espaços em um<br />

território que estaria abandonado,<br />

isolado por outras atividades<br />

Deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), durante<br />

a discussão sobre o projeto de lei que retiraria a<br />

necessidade de licença para plantio de eucalipto<br />

“No sistema ILPF (integração<br />

lavoura, pecuária e floresta) o<br />

produtor só tem ganho, porque<br />

primeiro, ele aumenta sua<br />

produtividade com a lavoura,<br />

melhora a qualidade do solo e,<br />

além disso, tem a renda extra da<br />

floresta, em que ele pode vender<br />

essa madeira, além de melhorar<br />

a ambiência para o gado. É um<br />

sistema de produção que tem<br />

funcionado muito bem no norte e<br />

noroeste do Paraná”<br />

“A vespa-da-madeira<br />

representa uma ameaça<br />

significativa para as<br />

plantações de pinus em<br />

Santa Catarina. Estamos<br />

empenhados em fornecer<br />

todo o suporte necessário<br />

aos produtores para mitigar<br />

os danos causados por<br />

essa praga e garantir a<br />

sustentabilidade da atividade<br />

madeireira em nosso Estado”<br />

Jucival Pereira de Sá, diretor da SEM (Sociedade<br />

Rural de Maringá) durante seminário na Expoingá<br />

2024<br />

Paulo de Borba, engenheiro-agrônomo da Cidasc,<br />

sobre o Programa Estadual de Monitoramento da<br />

Vespa-da-Madeira<br />

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ENTREVISTA<br />

Foto: divulgação<br />

Devolvendo para a<br />

SOCIEDADE<br />

Giving back to society<br />

ENTREVISTA<br />

A<br />

Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)<br />

é um dos maiores símbolos de sucesso<br />

do Brasil. A empresa fundada há 50 anos dedica-<br />

-se unicamente a pesquisar, planejar e atender<br />

demandas que a população pode ter dentro de<br />

sua atuação. A entidade governamental é a unidade da empresa<br />

que conversa diretamente com tudo que envolve a produção<br />

florestal e suas aplicações. Marcelo Francia Arco-Verde,<br />

novo chefe-geral da unidade, compartilha sua história e as<br />

principais ações da empresa para o Brasil.<br />

T<br />

he Brazilian Agricultural Research Corporation<br />

(Embrapa), a government agency, is one of Brazil’s<br />

greatest symbols of success. Founded 50 years<br />

ago, Embrapa is dedicated exclusively to research,<br />

planning, and meeting the needs of the population in its area<br />

of activity. Embrapa Florestas is the unit of the Company that<br />

deals directly with everything related to forest production and<br />

its applications. Marcelo Francia Arco-Verde, the new General<br />

Manager of the unit, shares his story and the Company’s main<br />

actions for Brazil.<br />

Marcelo Francia<br />

Arco-Verde<br />

ATIVIDADE/ ACTIVITY:<br />

Graduado em Engenharia <strong>Florestal</strong> pela UFPR (Universidade Federal<br />

do Paraná); Tem especialização em Sistemas Agroflorestais no<br />

CATIE (Centro Agronómico de Investigación y Ensenanza da Costa<br />

Rica) e Doutorado em Sistemas Agroflorestais pela UFPR; Pesquisador<br />

da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)<br />

desde 1994 e atualmente é Chefe Geral da EMBRAPA Florestas –<br />

Centro Nacional de Florestas.<br />

Graduated in Forestry Engineering from UFPR (Federal University<br />

of Paraná); He has a specialization in Agroforestry Systems at<br />

CATIE (Centro Agronómico de Investigación y Ensenanza da Costa<br />

Rica) and a PhD in Agroforestry Systems from UFPR; Researcher at<br />

EMBRAPA (Brazilian Agricultural Research Corporation) since 1994<br />

and is currently Chief Executive of EMBRAPA Florestas – National<br />

Forests Center.<br />

38 www.referenciaflorestal.com.br


ENTREVISTA<br />

>> Como nasceu seu interesse pela engenharia florestal?<br />

Preciso voltar aos meus 8 anos de idade, quando fui escoteiro,<br />

desde lobinho e quando cheguei aos 17 anos, queria uma profissão<br />

que me mantivesse próximo da natureza. Vi algumas opções<br />

como agronomia, veterinária e engenharia florestal, que foi<br />

a que me chamou mais atenção. Quando entrei imaginava que<br />

iria trabalhar no meio do mato, mas dentro do curso descobri as<br />

outras áreas e vertentes, que me abriram a mente ainda mais.<br />

Me formei em 1989 e antes da Embrapa lecionei na Universidade<br />

Técnica de Delbene, na Amazônia boliviana, onde ministrei<br />

as disciplinas de silvimetria e fotogrametria durante um ano. Em<br />

1990 voltei, coloquei meu currículo debaixo do braço e consegui<br />

trabalhar no município de Presidente Figueiredo, em Roraima<br />

(RR).<br />

>> Como foi essa experiência antes da Embrapa?<br />

Em Roraima tive meu primeiro contato com agricultores familiares<br />

e fui muito impactado. O que até hoje vemos e que na época<br />

era muito mais intenso é a visão de que a floresta é um problema<br />

e atrapalha a produção. E mudar uma cultura tão enraizada<br />

é muto difícil. Mas aceitei a missão e há mais de 30 anos trabalhei<br />

com a implantação dos primeiros sistemas agroflorestais<br />

no Brasil, que eram uma novidade por aqui. Foi a partir desses<br />

projetos que tive meus primeiros trabalhos com a Embrapa,<br />

ainda do lado da iniciativa privada, mas em 1994, passei em<br />

um concurso e no finalzinho do ano, entrei como pesquisador e<br />

aqui estou até hoje.<br />

>> Pode resumir seus 30 anos dentro da Embrapa?<br />

Em entrei na Embrapa em Roraima, iniciando trabalhos com silvicultura<br />

de nativas, mas também conhecendo e fazendo testes<br />

em eucaliptos e pinus. Como já tinha me encantado com a ideia<br />

da produção agroflorestal, passei boa parte dos meus primeiros<br />

anos fomentando e ajudando a implantar esses sistemas. O agricultor<br />

está acostumado com culturas de médio e curto prazo,<br />

que geram frutos três ou quatro vezes ao ano, e a floresta não<br />

é assim. Essa situação nos levou a entender como produtos não<br />

madeireiros poderiam entrar na conta, como poderiam fazer<br />

parte da produção daquelas propriedades, com a produção de<br />

frutos, cascas, óleos essenciais e tantos outros. Essa percepção<br />

me fez olhar também para o foco econômico que a produção<br />

deve ter e por estar em uma empresa, vi o quanto isso poderia<br />

ajudar, o quanto a floresta pode ser um componente de melhoria<br />

para a produção e gerar resultados melhores para as famílias.<br />

Dessa linha de pensamento partiram minhas especializações<br />

acadêmicas que me levaram a chefiar a pesquisa da Embrapa<br />

Roraima por 4 anos. No total foram 18 anos em Roraima e desde<br />

2012 estou na Embrapa Florestas.<br />

>> Como avalia a questão da preservação ambiental e conservação<br />

em relação ao trabalho no norte e no sul do país?<br />

É importante destacar que quando falamos de preservação e<br />

de conservação, que só se produz em ambiente conservado<br />

e equilibrado, ninguém consegue plantar nada esperando ter<br />

resultados em um ambiente com solo sem nutrientes, com falta<br />

ou sobra de umidade, essa conservação é chave para as culturas<br />

How did you become interested in forestry?<br />

I have to go back to when I was 8 years old when I was a<br />

Boy Scout, and when I turned 17, I wanted a career that<br />

would keep me close to nature. I saw a few options like<br />

agronomy, veterinary science, and forestry, and it was the<br />

latter that caught my eye. When I enrolled, I imagined<br />

working in the middle of the forest, but during the course,<br />

I discovered other areas and fields that opened my mind<br />

even more. I graduated in 1989, and before working at<br />

Embrapa, I taught forestry and photogrammetry at the<br />

Technical University of Delbene in the Bolivian Amazon for<br />

a year. In 1990, I returned with my resume under my arm<br />

and managed to work in the municipality of Presidente<br />

Figueiredo in Roraima (RR).<br />

What was your experience before Embrapa?<br />

In the State of Roraima, I had my first contact with family<br />

farmers, and I was very impressed. What we still see today,<br />

and what was much more intense at the time, is the view<br />

that the forest is a problem and hinders production. And<br />

it is very difficult to change such an ingrained culture.<br />

But I accepted the mission, and more than 30 years ago,<br />

I worked on the implementation of the first agroforestry<br />

systems, which were a novelty in Brazil at the time. From<br />

these projects, I first worked with Embrapa, still on the<br />

private side, but in 1994, I passed a competitive entrance<br />

exam. At the end of the year, I joined as a research engineer,<br />

and I am still here today.<br />

Can you summarize your 30 years with Embrapa?<br />

I joined Embrapa in Roraima, where I started working with<br />

native forests, but I also got to know and test eucalyptus<br />

and pine. Since I had already fallen in love with the idea<br />

of agroforestry production, I spent much of my early years<br />

promoting and helping to implement these systems. Farmers<br />

are used to medium- and short-term crops that bear<br />

fruit three or four times a year, and the forest is not like<br />

that. This situation led us to understand how non-timber<br />

products could be taken into account and how they could<br />

be part of the production of these properties, with the<br />

production of fruits, bark, essential oils, and many others.<br />

From this line of thinking came my academic specializations,<br />

which led me to direct research at Embrapa Roraima<br />

for four years. In total, I have spent 18 years in Roraima,<br />

and since 2012, I have been at Embrapa Florestas.<br />

How do you assess the issue of environmental protection<br />

and conservation in relation to your work in the North<br />

and South of the Country?<br />

It is important to emphasize that when we talk about<br />

preservation and conservation, you can only produce in a<br />

preserved and balanced environment. No one can plant<br />

anything and expect to get results in an environment<br />

with soil without nutrients and a lack or excess of moisture.<br />

That is why we talk a lot here about the intensity of<br />

production. This intensity is what dictates the pace of the<br />

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ENTREVISTA<br />

florestais. Por isso, falamos muito aqui de intensidade de produção.<br />

Essa intensidade é o que dita o ritmo de toda a cadeia<br />

produtiva e garante resultados. Isso se aplica quando pensamos<br />

em números de área produtiva de uma região do país e outra.<br />

No norte os produtores podem utilizar 20% das áreas de sua<br />

propriedade, mas são propriedades de milhares de hectares,<br />

enquanto no sul pode ser utilizado até 80% da área, mas são<br />

espaços de, quando muito, 300 ha (hectares). Avaliar essas realidades<br />

e entender como cada situação se adequa melhor é uma<br />

das nossas principais frentes de trabalho, pois entregamos, ou<br />

tentamos entregar, respostas que atendam a sociedade dentro<br />

de suas particularidades.<br />

>> Quais as principais frentes de pesquisa da Embrapa Florestas?<br />

Colocaria seis frentes como as principais da nossa unidade:<br />

Recursos naturais e mudanças do uso do solo; Bioeconomia;<br />

Mudanças climáticas; Sistemas produtivos; Ecologia e Fitossanidade.<br />

Agora dentro de cada uma delas temos uma grande<br />

multiplicação de ideias e subdivisões. Em recursos naturais por<br />

exemplo no monitoramento ambiental, diversidade, fauna e<br />

tantos outros. Na bioeconomia, biorrefinaria, de produtos madeireiros<br />

e não madeireiros, zoneamento agrícola e bioinsumos.<br />

Em sistemas produtivos temos integração lavoura pecuária floresta,<br />

toda parte da economia silvicultural. É importante ressaltar<br />

que cada uma delas se conversam e se ajudam a desenvolver<br />

continuamente. É uma prática que não é apenas vertical, mas<br />

que abrange vários campos simultaneamente. Temos a parte de<br />

bioinseticidas, que estão dentro da fitossanidade. Enfim, em resumo<br />

são essas seis, mas temos pesquisadores indo para vários<br />

campos diferentes e deixamos as portas da Embrapa Florestas<br />

abertas para quem quiser nos conhecer.<br />

>> Além do cargo na Embrapa, ocupa a presidência da Sociedade<br />

Brasileira de Sistemas Agroflorestais. Como esse tipo de<br />

cultura pode contribuir para o desenvolvimento da base florestal<br />

nacional?<br />

É uma área bastante grande e promissora. A nossa sociedade de<br />

sistemas florestais foi criada em 2001 e a partir de então o que<br />

definimos para estar sob esse guarda-chuva é ter a presença<br />

florestal em suas culturas. Quando são produtos agrícolas, como<br />

milho, trigo, mandioca e afins o termo correto é consórcio, e<br />

para ser sistema agroflorestal, precisa de árvore. Trabalhamos<br />

apresentando e desenvolvendo para os lavoreiros e pecuaristas<br />

e normalmente vemos uma resistência maior por parte dos<br />

lavoreiros, pois esses estão acostumados a três ciclos anuais de<br />

plantio enquanto os pecuários tem uma paciência e entendem<br />

um pouco melhor a demanda de tempo que a floresta exige.<br />

Esse ano teremos o nosso congresso, que acontece a cada 2<br />

anos e será totalmente online e irá fomentar ainda mais essa<br />

atividade.<br />

>> Qual a importância das parcerias com a iniciativa privada<br />

para a Embrapa Florestas?<br />

Nosso objetivo com essas parcerias é atender primeiramente a<br />

sociedade. Nós, como Empresa pública, temos como principal<br />

entire production chain and guarantees results. This is<br />

true when we think about production area figures for one<br />

region of the Country and another. In the North, producers<br />

can use 20% of the land on their property, but these are<br />

properties of thousands of hectares, while in the South,<br />

they can use up to 80% of the land, but these are spaces of<br />

at most 300 hectares. Assessing these realities and understanding<br />

how best to adapt to each situation is one of our<br />

main fronts of work because we provide, or try to provide,<br />

answers that serve society in its particularities.<br />

What are the main research fronts of Embrapa Florestas?<br />

I would identify six fronts as the main ones in our unit: Natural<br />

resources and land use change; bioeconomy; climate<br />

change; production systems; ecology; and plant health.<br />

Now, within each of these, we have a great multiplication<br />

of ideas and subdivisions. Natural resources, for example,<br />

include environmental monitoring, biodiversity, and many<br />

others. Bioeconomy includes biorefineries, wood and nonwood<br />

products, agricultural zoning, and bioinputs. In production<br />

systems, we have crop-livestock-forest integration<br />

and the whole forest economy. It is important to emphasize<br />

that all of these areas talk to each other and help each<br />

other evolve. It is not just a vertical practice but one that<br />

covers several areas at the same time. We have bioinsecticides,<br />

which are part of plant health. In short, there<br />

are these six, but we carry out research in many different<br />

areas, and we leave the doors of Embrapa Florestas open<br />

to anyone who wants to get to know us.<br />

In addition to your position at Embrapa, you are also<br />

president of the Brazilian Society of Agroforestry Systems.<br />

How can this type of culture contribute to the development<br />

of the national forest base?<br />

This is a very large and promising area. Our Society of<br />

Forestry Systems was created in 2001, and since then,<br />

what we have defined under this umbrella is having a<br />

forest presence in your crops. When it comes to agricultural<br />

products like corn, wheat, cassava, and the like, the<br />

correct term is a consortium, and to be an agroforestry<br />

system, you need a tree. We are working to present and<br />

develop agroforestry for farmers and ranchers. We usually<br />

see more resistance from farmers because they are used<br />

to three annual planting cycles, while ranchers are more<br />

patient and understand the time demands of forestry a<br />

little better. This year, we will have our biennial congress,<br />

which will be completely online and will further promote<br />

this activity.<br />

How important is the integration of Embrapa Florestas’<br />

research with the Company’s other units?<br />

The researchers of Embrapa Florestas in the northern units,<br />

Embrapa Grains and Embrapa Livestock, act as a source of<br />

information for these other units. Each region has specific<br />

needs, and that is why we have these professionals in the<br />

field in other units. One of the realities we used to have<br />

42 www.referenciaflorestal.com.br


A SOLUÇÃO EFICAZ<br />

E SUSTENTÁVEL NO MANEJO<br />

DAS FORMIGAS CORTADEIRAS<br />

0800 180 3000<br />

R. URUGUAI, 2100<br />

PQ. IND. CEL QUITO JUNQUEIRA<br />

RIBEIRÃO PRETO - SP<br />

ATTAMEX


ENTREVISTA<br />

serviço informações, protocolos, tecnologias e afins. Nosso intuito<br />

é atender as demandas da sociedade e essas informações<br />

produzidas dentro das mais de 40 unidades da Embrapa são<br />

para gerar resultados para toda a sociedade. O que entendemos<br />

nessas parcerias é que uma demanda trazida por um empresário,<br />

como uma praga, pode se alastrar por toda uma zona produtiva<br />

ou mesmo para todo o setor florestal. Enfatizo que ajudamos<br />

o empresário, pois é ele que está na linha de frente de<br />

muitas atividades e percebe de maneira mais rápida o que está<br />

acontecendo, mas nosso foco não é prestar serviços para uma<br />

empresa e sim, a partir de uma demanda, entregar um resultado<br />

grande para toda a sociedade. A solução que um empresário<br />

nos apresenta pode ser solução para empresas de vários lugares<br />

e regiões diferentes.<br />

>> Qual a importância da integração de pesquisa da Embrapa<br />

Florestas com as outras unidades da empresa?<br />

Temos sete unidades da região norte, na Amazônia, e no centro<br />

nacional de florestas conseguimos sempre trabalhar em conjunto<br />

nesse sistema. Inclusive temos pesquisadores da Embrapa<br />

Florestas nas unidades do norte, nas Embrapa grãos, na Embrapa<br />

pecuária, e eles atuam como uma fonte de informações<br />

para essas outras unidades. Cada região apresenta demandas<br />

específicas e por isso temos esses profissionais no campo em<br />

outras unidades. Uma realidade que tínhamos antes era uma<br />

verdadeira competição entre unidades, com uma visão não integrada<br />

das atividades, mas graças a um grande esforço de todos,<br />

isso mudou e hoje atuamos como uma grande empresa em âmbito<br />

nacional e aproveitando que cada pesquisador apresenta<br />

em todas as unidades, em divisões ou competições. Além disso,<br />

temos na tecnologia uma parceira muito grande para diminuir<br />

as distâncias, pois podemos com uma videochamada sanar<br />

demandas do outro lado do país e ajudar no desenvolvimento<br />

de estudos que podem mudar realidades locais. Recentemente,<br />

unimos a Embrapa Florestas com a Embrapa do Maranhão e<br />

mais algumas unidades para tentar levar soluções de produção<br />

agrícola para uma comunidade indígena do Maranhão com mais<br />

de 15 pessoas que sofrem com a fome. Essa união das unidades<br />

pode e vai fazer cada vez mais diferença para o Brasil.<br />

>> Como as pesquisas da entidade podem contribuir em ações<br />

de recuperação e regeneração florestal?<br />

A legislação obriga agricultores que estão acima de quatro módulos<br />

fiscais a restaurarem suas áreas. Essas áreas normalmente<br />

são APPs (Áreas de Preservação Permanente) e áreas de reserva<br />

legal que estão dentro das propriedades rurais. Por muito tempo<br />

realizar essa preservação gerava apenas custo para o agricultor<br />

e esse custo ficava apenas com o agricultor. Isso mudou há<br />

aproximadamente 15 anos, pois a legislação evoluiu e abriu a<br />

possibilidade para que o agricultor pudesse produzir lá dentro,<br />

o que muda a realidade dos fatos. Antes o agricultor virava as<br />

costas para essas áreas e agora ele as vê com bons olhos. Reforço<br />

que a intensidade da produção é uma chave para o sucesso,<br />

mas gerar renda dessas áreas é uma evolução para o produtor.<br />

No final disso o produtor tem uma área protegida, sem prejuízos<br />

e, na verdade, gerando recursos para ele.<br />

was a real competition between the units, with a non-integrated<br />

view of the activities, but thanks to a great effort on<br />

everyone’s part, this has changed. Today, we act as one big<br />

company at the national level, taking advantage of the fact<br />

that each researcher is present in all the units, in divisions<br />

or struggles. What is more, we have a great partner in<br />

technology to bridge the gap, as we can use a video call<br />

to meet demands on the other side of the Country and<br />

help develop studies that can change local realities. We<br />

recently united Embrapa Florestas together with Embrapa<br />

Maranhão and some other units to try to bring agricultural<br />

production solutions to an indigenous community in Maranhão<br />

with more than 15 people suffering from hunger. This<br />

union of units can and will increasingly make a difference<br />

in Brazil.<br />

How can the organization’s research contribute to the<br />

recovery and regeneration of forests?<br />

The legislation obliges farmers with more than four tax<br />

modules to restore their areas. These areas are usually<br />

Permanent Preservation Areas (APP) and Legal (LR) located<br />

within rural properties. For a long time, carrying out these<br />

conservation measures was only a cost for the farmer,<br />

which he had to bear. This changed about 15 years ago<br />

when legislation evolved and opened the possibility for<br />

farmers to produce inside the areas, which changed the<br />

reality of the facts. Before, the farmer turned his back on<br />

these areas, and now he sees them in a positive light. I<br />

emphasize that the intensity of production is the key to<br />

success, but generating income from these areas is an evolution<br />

for the producer. At the end of the day, the producer<br />

has a protected area without losses, and he is generating<br />

resources for himself.<br />

How can the organization’s research contribute to the<br />

recovery and regeneration of forests?<br />

The legislation obliges farmers with more than four tax<br />

modules to restore their areas. These areas are usually<br />

APPs (Permanent Preservation Areas) and legal reserves<br />

located within rural properties. For a long time, carrying<br />

out these conservation measures was only a cost for<br />

the farmer, and the farmer had to bear the cost. This<br />

changed about 15 years ago, when legislation evolved<br />

and opened the possibility for farmers to produce inside,<br />

which changed the reality of the facts. Before, the farmer<br />

turned his back on these areas, and now he sees them in a<br />

positive light. I emphasize that the intensity of production<br />

is a key to success, but generating income from these areas<br />

is an evolution for the producer. At the end of the day, the<br />

producer has a protected area without losses, and he is<br />

generating resources for himself.<br />

The Company is constantly studying forest pests. What<br />

are the main ones, and how has EMBRAPA helped control<br />

them?<br />

The main pests affect pine, eucalyptus, and yerba mate.<br />

44 www.referenciaflorestal.com.br


DENTE PARA FELLER<br />

O presente mais<br />

precioso para os homens<br />

da COLHEITA FLORESTAL<br />

SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS


ENTREVISTA<br />

>> As pragas florestais são objeto de estudo contínuo da empresa.<br />

Quais as principais e como a Embrapa tem contribuído<br />

no combate delas?<br />

As principais pragas atingem pinus, eucalipto e erva-mate. No<br />

pinus temos a vespa da madeira e o pulgão gigante do pinus.<br />

Nosso laboratório está desenvolvendo um bioinseticida natural<br />

com até 70% de resultados contra a vespa da madeira. Para o<br />

pulgão há também o uso de inseticidas orgânicos, que apresentam<br />

números próximos a 60% da presença do pulgão nas<br />

florestas. Para erva-mate a broca da erva-mate é o principal problema,<br />

também foi criado um bioinseticida focado no combate<br />

a essa broca. Para o eucalipto há um percevejo que é controlado<br />

com vespas, pois é um outro inseto, que é inofensivo para a<br />

erva-mate, mas tem como inimigo natural o pulgão, então a produção<br />

em grande escala dessa vespa auxilia no combate as pragas.<br />

Além disso, temos um sistema muito efetivo para facilitar a<br />

vida do produtor na hora de decidir quanto de iscas formicidas<br />

devem ser usada no plantio de acordo com cada momento do<br />

ciclo florestal, o que gera economia e amplia resultados.<br />

>> A Embrapa é um grande sucesso em relação a investimento<br />

feito e os resultados apresentados. Qual a chave desse sucesso?<br />

Nossa chave é estar atento ao que a sociedade precisa. Atualmente<br />

para cada R$ 1 investido na Embrapa, o retorno está,<br />

segundo dados mais recentes, na casa dos R$ 22. Claro, isso não<br />

vem em dinheiro diretamente, mas pode gerar diminuição de<br />

custos, prevenir gastos e assim o balanço social da Embrapa é<br />

altamente positivo. Muitas vezes a sociedade nem imagina as<br />

demandas que pode ter daqui 10 anos ou 15 anos, mas nós, no<br />

campo de pesquisa, precisamos estar atentos para o que pode<br />

vir a acontecer e no caso da floresta, é ainda mais difícil, pois os<br />

ciclos das plantas são muito maiores.<br />

>> Qual seu principal objetivo à frente da entidade?<br />

Aproveito essa última pergunta para destacar que o meu objetivo<br />

com a equipe é ter um equilíbrio nas áreas. Sempre há<br />

um campo mais favorecido que outro, sempre existe uma área<br />

mais forte que a outra, mas existe a possibilidade de fortalecer<br />

algumas áreas de quem está mais fraco e incluir outras novas.<br />

Por exemplo, me baseando nos seis eixos que apresentei lá no<br />

começo, tenho que avaliar e escolher como posso valorizar cada<br />

um deles. Temos aqui uma gestão onde estamos fortalecendo<br />

a participação de todos os empregados, focados na sociocracia,<br />

então decisões importantes são divididas, preciso confiar<br />

nos meus cargos comissionados e delegar ações para que eles<br />

ganhem empoderamento e tenham confiança nas ações deles.<br />

Não é o fato de estar aqui como chefe geral que necessariamente<br />

preciso saber de tudo e preciso tomar todas as decisões, cada<br />

empregado no nosso centro tem a mesma responsabilidade<br />

que eu, a diferença é que tenho uma responsabilidade ainda<br />

maior nessas decisões. Tenho falado muito e batido na tecla<br />

da proatividade, e acredito que essa seja a chave do que quero<br />

fazer em minha gestão, valorizar a equipe e elevar ainda mais os<br />

resultados.<br />

In pine, we have the wood wasp and the giant pine aphid.<br />

Our lab is developing a natural bioinsecticide that is up to<br />

70% effective against the wood wasp. For aphids, we also<br />

use organic insecticides that have reduced the presence<br />

of aphids in the forest by about 60%. For yerba mate, the<br />

yerba mate borer is the main problem. A bioinsecticide has<br />

also been developed to control this borer. For eucalyptus,<br />

there is a bug that is controlled with wasps as it is an insect<br />

that is harmless to yerba mate, but its natural enemy is the<br />

aphid, so the large-scale production of this wasp helps to<br />

control pests. In addition, we have a very effective system<br />

that makes life easier for the producer when it comes to<br />

deciding how much formicide to use in the plantation,<br />

according to each moment of the forest cycle, which generates<br />

savings and increases results.<br />

Embrapa is a great success in terms of investment and<br />

results. What is the key to this success?<br />

Our key is to pay attention to what society needs. Now,<br />

for every R$ 1 invested in Embrapa, the return, according<br />

to the latest data, is about R$ 22. Of course, this does not<br />

come directly in the form of money, but it can reduce costs,<br />

preventing expenses. Therefore, the social balance of Embrapa<br />

is very positive. Often, society cannot even imagine<br />

the demands it might have in 10 or 15 years, but we in the<br />

research field must be aware of what might happen. And<br />

in the case of forestry, it is even more difficult because the<br />

plant cycles are much longer.<br />

What is your main objective as head of the organization?<br />

I would like to use this last question to say that my goal<br />

with the team is to have a balance in the areas. There is<br />

always one area that is more favored than another, and<br />

there is always one area that is stronger than another, but<br />

there is the possibility of strengthening some of the weaker<br />

areas and adding new ones. For example, based on the six<br />

axes that I mentioned above, I have to evaluate and choose<br />

how to strengthen each of them. We have a management<br />

team here where we are strengthening the participation<br />

of all employees, focusing on sociocracy so that important<br />

decisions are shared. I must trust my delegated positions<br />

and delegate actions to the professionals so that they gain<br />

empowerment and confidence in their actions. It is not<br />

because I am here as General Manager that I necessarily<br />

have to know everything and make all the decisions. Every<br />

employee in our center has the same responsibility as I do.<br />

The difference is that I have an even greater responsibility<br />

for those decisions. I have talked a lot about proactivity,<br />

and I think that is the key to what I want to do in my<br />

management: to value the team and to achieve even more<br />

productive results.<br />

46 www.referenciaflorestal.com.br


COLUNA<br />

Roupa anticorte no<br />

manejo de árvores:<br />

quando usar<br />

Gabriel Dalla Costa Berger<br />

Engenheiro <strong>Florestal</strong> e Segurança do Trabalho<br />

Mestre em Manejo <strong>Florestal</strong><br />

gabrielberger.com.br<br />

gabriel@gabrielberger.com.br<br />

Foto: divulgação<br />

Uma das formas mais eficazes de proteger os trabalhadores contra lesões é o uso de roupa anticorte,<br />

visto que existem diversos tipos, cada uma destinada a proteger diferentes partes do corpo<br />

O<br />

manejo de árvores é uma atividade que requer atenção<br />

e cuidados especiais devido aos riscos envolvidos,<br />

especialmente quando se utiliza motosserras e outras<br />

ferramentas de corte. Uma das formas mais eficazes<br />

de proteger os trabalhadores contra lesões é o uso de<br />

roupa anticorte.<br />

IMPORTÂNCIA DA ROUPA ANTICORTE<br />

A roupa anticorte é um EPI essencial e obrigatório para os trabalhadores<br />

que operam motosserras. Ela é projetada para minimizar<br />

o risco de lesões graves em caso de contato acidental com a lâmina<br />

da motosserra. Essa proteção é crucial para garantir a segurança dos<br />

operadores, prevenindo acidentes que podem resultar em cortes<br />

profundos, amputações e até fatalidades.<br />

COMO FUNCIONA A ROUPA ANTICORTE<br />

A roupa anticorte é confeccionada com materiais especialmente<br />

desenvolvidos para resistir à introdução da lâmina da motosserra.<br />

Entre os materiais mais comuns estão as fibras de poliéster de<br />

alta tenacidade com proteção interna de oito camadas. Quando o<br />

conjunto de corte da motosserra entra em contato com a roupa, as<br />

fibras são desfiadas e se enredam na corrente, travando o pinhão e<br />

impedindo a continuidade do movimento da corrente da motosserra.<br />

TIPOS DE ROUPA ANTICORTE<br />

Existem diversos tipos de roupas anticorte, cada uma destinada a<br />

proteger diferentes partes do corpo:<br />

• Calças anticorte: são talvez o tipo mais comum de roupa anticorte.<br />

Projetadas para proteger as pernas, uma das áreas mais vulneráveis<br />

durante o uso de motosserras, elas podem ser do tipo calça<br />

completa ou perneiras, que são presas por cima das calças normais.<br />

• Camisa ou jaquetas anticorte: protegem o tronco e os braços.<br />

São importantes especialmente em situações onde há a possibilidade<br />

de contato da motosserra com a parte superior do corpo, em caso<br />

de rebote, por exemplo.<br />

• Luvas anticorte: protegem as mãos, que estão em contato direto<br />

com a motosserra. Elas combinam materiais resistentes ao corte<br />

com design ergonômico para manter a destreza do operador.<br />

• Botas anticorte: possuem biqueiras de aço e composite e são<br />

reforçadas com materiais resistentes ao corte como poliéster de alta<br />

tenacidade na língua, protegendo os pés e tornozelos.<br />

de aprovação - CA é emitido pelo MTP (Ministério do Trabalho e Previdência),<br />

a pedido do fabricante ou importador.<br />

MELHORES PRÁTICAS PARA USO<br />

Para garantir a máxima proteção, é crucial seguir algumas melhores<br />

práticas ao utilizar roupa anticorte:<br />

Treinamento adequado: operadores de motosserra devem receber<br />

treinamento sobre o uso correto dos EPIs, incluindo como vestir<br />

e ajustar corretamente a roupa anticorte, bem como operar a motosserra<br />

com segurança.<br />

• Inspeção regular: a roupa anticorte deve ser inspecionada regularmente<br />

para identificar danos ou desgaste. Qualquer peça danificada<br />

deve ser substituída imediatamente.<br />

• Uso completo dos EPIs: além da roupa anticorte, é essencial o<br />

uso de outros EPIs, como capacete, protetor facial, óculos de segurança<br />

e protetor auricular, por exemplo.<br />

• Manutenção adequada: seguir as instruções do fabricante para<br />

a manutenção e limpeza das roupas anticorte, garantindo que as fibras<br />

mantenham sua integridade e eficácia.<br />

BENEFÍCIOS DO USO DE ROUPA ANTICORTE<br />

Os benefícios do uso de roupa anticorte vão além da proteção<br />

física. Eles incluem:<br />

• Conformidade com normas: usar EPIs adequados é uma exigência<br />

de normativas de segurança e saúde no trabalho, como a<br />

NR-6 no Brasil.<br />

• Tranquilidade para os trabalhadores: saber que estão protegidos<br />

permite que os operadores trabalhem com mais confiança e<br />

eficiência.<br />

• Redução de custos: a prevenção de acidentes reduz custos<br />

médicos e de afastamentos, além de minimizar interrupções na produtividade.<br />

A roupa anticorte é uma parte fundamental do conjunto de EPIs<br />

para operadores de motosserra no manejo de árvores. Sua utilização<br />

correta pode prevenir acidentes graves, protegendo a saúde e a segurança<br />

dos trabalhadores. Investir em roupas de qualidade e garantir<br />

o treinamento adequado dos operadores são medidas essenciais<br />

para a criação de um ambiente de trabalho seguro e eficiente.<br />

NORMAS E CERTIFICAÇÕES<br />

A eficácia da roupa anticorte é regulada por normas e certificações<br />

que garantem que os produtos estejam em conformidade com<br />

a NR 06 e atendam os padrões de segurança. No Brasil o certificado<br />

48 www.referenciaflorestal.com.br<br />

Foto: divulgação


PRINCIPAL<br />

Preparar, apontar,<br />

FUTURO<br />

Experiência de mercado, novas<br />

tecnologias e proximidade com<br />

clientes dão o norte de nova fase<br />

de empresa de equipamentos para<br />

combate a incêndios florestais<br />

Fotos: divulgação<br />

50 www.referenciaflorestal.com.br


Preparing for the Future<br />

Market experience, new technologies, and customer<br />

proximity guide the new phase of the forest firefighting<br />

equipment company<br />

Junho 2024<br />

51


PRINCIPAL<br />

N<br />

a Equilíbrio Equipamentos desenvolver equipamentos<br />

e tecnologias para o combate a incêndios florestais é<br />

mais que um negócio, é uma missão. A empresa do<br />

interior paulista é uma das líderes no segmento e para<br />

continuar nessa toada não para de investir em equipamentos,<br />

tecnologias e principalmente na valorização e proximidade<br />

com seus clientes. Isso é fruto da união de todos os colaboradores<br />

da empresa em um único objetivo: gerar mais segurança e eficiência<br />

nas operações que a Equilíbrio está presente.<br />

Aberto Jorge Laranjeiro, diretor da Equilíbrio Equipamentos,<br />

avalia o momento da empresa como uma fase de renovação, com<br />

uma política comercial de maior aproximação dos seus clientes, com<br />

a ampliação das opções de configurações dos seus equipamentos<br />

de combate a incêndios, visando atender de modo mais adequado<br />

a necessidade de cada cliente. Por isso, já pensando em futuro, as<br />

perspectivas são de uma continuidade do trabalho e de melhorias<br />

constantes nas frentes de trabalho da empresa. “Nosso objetivo<br />

é a consolidação como referência em equipamentos portáteis de<br />

combate a incêndios e aumentar o poder de combate ao fogo dos<br />

equipamentos de maior porte, dando mais autonomia e melhorando<br />

o custo-benefício destes equipamentos, elevando o conceito de<br />

multifuncionalidades que tanto prezamos”, vislumbra Alberto.<br />

Para José Guilherme, sócio e gerente operacional da Equilíbrio<br />

Equipamentos, um dos fatores preponderantes para esse momento<br />

da empresa é a experiência adquirida em 3 décadas dentro do setor<br />

de base florestal e quase 20 anos trabalhando diretamente com<br />

combate a incêndios. “A nossa experiência em diferentes ambientes<br />

e situações nos capacita para oferecer as melhores soluções em<br />

proteção florestal, assim, levamos aos nossos clientes a segurança<br />

e a confiança necessárias para garantirmos os melhores resultados”,<br />

destaca José.<br />

Nelson Sanches Bezerra Junior, sócio-diretor da Equilíbrio<br />

Equipamentos, compartilha da mesma visão de seus pares, principalmente<br />

quando se trata da parte de equipamentos, tendo como<br />

principal estratégia o uso racional do principal insumo para combate<br />

aos incêndios: a água. “Para tanto, oferecemos equipamentos com<br />

tecnologia de aplicação que proporcionem mobilidade, economia<br />

de água, somados a produtos supressantes/retardantes de chama”,<br />

expõe Nelson.<br />

F<br />

or Equilíbrio Equipamentos, developing equipment<br />

and technologies for fighting forest fires is<br />

more than a business; it is a mission. Located in<br />

the interior of the State of São Paulo, the Company<br />

is one of the leaders in its field. To continue in this<br />

direction, it never stops investing in equipment, technology,<br />

and, above all, in valuing and being close to its customers. This<br />

is the result of the union of all the Company’s employees with<br />

a single objective: to generate more safety and efficiency in<br />

the operations where Equilíbrio is present.<br />

Alberto Jorge Laranjeiro, Director of Equilíbrio Equipamentos,<br />

sees the current phase of the Company as one of renewal,<br />

with a commercial policy of getting closer to its customers, expanding<br />

the configuration options of its firefighting equipment,<br />

with the aim of better meeting the needs of each customer.<br />

Looking to the future, the outlook is one of continuous work<br />

and constant improvement on the Company’s working fronts.<br />

“Our goal is to consolidate our position as a benchmark in the<br />

field of portable firefighting equipment and to increase the<br />

extinguishing power of our larger units, giving them more autonomy<br />

and improving their cost-effectiveness, thus enhancing<br />

the concept of multifunctionality that we value so highly,” says<br />

Director Laranjeiro.<br />

For José Guilherme, Partner and Director of Operations of<br />

Equilíbrio Equipamentos, one of the main factors behind the<br />

Company’s momentum is the experience acquired over three<br />

decades in the Forestry Sector and almost 20 years working<br />

directly with firefighting. “Our experience in different environments<br />

and situations enables us to offer the best solutions<br />

in forest protection, so we can provide our customers with<br />

the security and confidence they need to guarantee the best<br />

results,” says Guilherme.<br />

Nelson Sanches Bezerra Junior, Managing Partner of<br />

Equilíbrio Equipamentos, shares the same vision as his peers,<br />

especially when it comes to equipment. The main strategy<br />

is the rational use of the main input for fighting fires: water.<br />

“To this end, we offer equipment with application technology<br />

that provides mobility and saves water, together with flame<br />

suppressant/retardant products,” says Bezerra Junior.<br />

52 www.referenciaflorestal.com.br


PRONTOS PARA LUTA<br />

O sucesso da Equilíbrio só é possível pelo grande trabalho de<br />

pesquisa e testes realizados pela empresa. Bruno Passos Laranjeiro,<br />

gerente de projetos da empresa, explica que todos os investimentos<br />

em equipamentos e tecnologias da Equilíbrio tem trazido resultados<br />

cada vez mais expressivos no campo. “O foco em melhor uso da<br />

água nos proporciona, além da economia, mais autonomia, uso de<br />

mangueiras mais leves e longas, que possibilitam também a utilização<br />

de sistemas automáticos de aplicação de supressores de chamas”,<br />

relata Bruno.<br />

Segundo o gerente de projetos um dos destaques da Equilíbrio<br />

é o sistema de geração de espuma, que é um grande auxiliar na<br />

operação. Esse sistema possibilita gerar, com apenas 1litro de água,<br />

até 3 litros de espuma, sendo que a espuma é mais eficiente do que<br />

a água para o combate a incêndios. “É importante apontar que essas<br />

tecnologias podem se somar, utilizá-las em conjunto pode ampliar<br />

exponencialmente os resultados, por exemplo, otimização de água e<br />

uso de supressante, aumentando a autonomia e o poder de combate<br />

aos incêndios, respectivamente”, aponta Bruno.<br />

Para Thiago Godinho dos Santos, gerente operacional da Equilíbrio<br />

Equipamentos, a empresa oferece 80 opções de equipamentos<br />

portáteis, que são adequáveis a vários modelos de picapes. “Para<br />

os modelos médios temos um tanque especial, com ou sem caixas<br />

superiores para acondicionar equipamentos e materiais diversos,<br />

sem perder a força na operação”, destaca Thiago. Esses detalhes<br />

e adequações fazem da Equilíbrio Equipamentos um sinônimo de<br />

versatilidade e efetividade para seus clientes.<br />

MERCADO E PROXIMIDADE COM O CLIENTE<br />

Alberto Laranjeiro avalia que o mercado florestal de combate a<br />

incêndios no Brasil vive um momento de expansão, principalmente<br />

pelo profissionalismo, preocupação com sustentabilidade, com o<br />

meio ambiente e uma cultura já estabelecida de prevenção e combate<br />

a incêndios. “Em outros poucos setores observamos a mesma<br />

atitude. Inclusive nas instituições públicas observa-se o crescente<br />

investimento em estrutura e pessoal para o combate a incêndios”,<br />

destaca Alberto. Por outro lado, o diretor afirma que se considerarmos<br />

a probabilidade de ocorrência e o potencial de danos existentes,<br />

READY FOR THE FIGHT<br />

Equilíbrio’s success is only possible because of the extensive<br />

research and testing that the company has carried out.<br />

Bruno Passos Laranjeiro, Project Manager, explains that all<br />

of Equilíbrio’s investments in equipment and technology have<br />

produced increasingly significant results in the field. “The<br />

focus on better use of water, in addition to savings, gives us<br />

more autonomy, the use of lighter and longer hoses, which<br />

also makes it possible to use automatic flame suppressant<br />

application systems,” he says.<br />

According to the Project Manager, one of the highlights<br />

of Equilíbrio is the foam generation system, which is a great<br />

help in operations. This system allows up to 3 liters of foam<br />

to be generated with only 1 liter of water, and foam is more<br />

efficient than water for firefighting. “It is important to point<br />

out that these technologies can add up. Using them together<br />

can increase the results exponentially, for example, optimizing<br />

the use of water and suppressants, increasing autonomy and<br />

firefighting power, respectively,” Project Manager Laranjeiro<br />

points out.<br />

For Thiago Godinho dos Santos, Manager of Operations at<br />

Equilíbrio Equipamentos, the Company offers 80 options of portable<br />

equipment suitable for different pickup truck models. “For<br />

medium-size models, we have a special tank, with or without<br />

top boxes, to store equipment and various materials without<br />

losing power in operation,” says dos Santos. These details<br />

and adaptations make Equilíbrio Equipamentos a synonym of<br />

versatility and effectiveness for its customers.<br />

MARKET AND CUSTOMER PROXIMITY<br />

Director Laranjeiro believes that the Brazilian forest firefighting<br />

market is booming, mainly due to professionalism,<br />

concern for sustainability and the environment, and an established<br />

culture of fire prevention and control. “We see the same<br />

attitude in other sectors. Even public institutions are increasingly<br />

investing in firefighting structures and personnel,” he says.<br />

On the other hand, the Director highlights that if we consider<br />

the probability of occurrence and the potential for damage<br />

Junho 2024<br />

53


PRINCIPAL<br />

em inúmeras condições dentro do Brasil, somados ao conceito de<br />

que é muito melhor investir na prevenção e combate aos incêndios,<br />

do que arriscar: “O mercado potencial ainda é muito maior que o<br />

mercado real”, complementa Alberto.<br />

Pensando nisso, a Equilíbrio Equipamentos tem sido uma das<br />

chaves para o crescimento de outro braço da empresa, a Equilíbrio<br />

<strong>Florestal</strong>. A união dos sistemas de combate a incêndios e a expertise<br />

nos serviços florestais ampliou significativamente a operação da<br />

Equilíbrio <strong>Florestal</strong>. Segundo o diretor, a Equilíbrio <strong>Florestal</strong> é um<br />

laboratório de testes de tudo que a Equilíbrio Equipamentos leva<br />

para seus clientes. “A partir de 2024, a expectativa é que toda essa<br />

experiência, toda essa tecnologia e um reposicionamento comercial,<br />

coloque também a Equilíbrio Equipamentos um novo ritmo de<br />

expansão dos seus negócios”, projeta Alberto.<br />

Por isso, estar perto dos clientes, presente no campo, ouvindo,<br />

entendendo as demandas e atendendo de maneira personalizada<br />

é tão importante para a Equilíbrio. “Apenas no campo podemos<br />

levantar a necessidade dos clientes e apresentar opções, discutindo<br />

o conceito que existe por trás de cada equipamento e capacitá-los a<br />

tirarem o melhor proveito disso”, observa Alberto. O diretor relata<br />

que essa proximidade melhora o atendimento e fortalece as relações<br />

comerciais da empresa, pois leva o aspecto técnico para onde o<br />

trabalho realmente acontece. Alberto relata que já teve a oportunidade<br />

de receber um material onde o cliente elogiava muito um<br />

equipamento de outro fornecedor, por suas valências de poder do<br />

esguicho de água e de longo alcance da água, mas com o olhar mais<br />

apurado, pude perceber que aquele equipamento não era o ideal<br />

para aquela operação. “O equipamento então elogiado utilizava uma<br />

bomba de alta vazão, com baixa pressão com uma mangueira muito<br />

grossa e curta, o que comprometia a autonomia do equipamento<br />

para o combate ao fogo de maneira eficiente, pois demanda alto<br />

volume de água em pouco tempo, comprometendo os resultados.<br />

Ter o olhar do especialista técnico por perto permite esse tipo de<br />

constatação, sobre o que realmente trará segurança e desempenho<br />

durante a operação”, exemplifica o diretor sobre a importância de<br />

estar próximo de seus clientes no cotidiano.<br />

Apenas no campo podemos<br />

levantar a necessidade dos<br />

clientes e apresentar opções,<br />

discutindo o conceito que<br />

existe por trás de cada<br />

equipamento e capacitá-los a<br />

tirarem o melhor proveito disso<br />

Alberto Laranjeiro, diretor<br />

da Equilíbrio Equipamentos<br />

that exists in countless conditions in Brazil, coupled with the<br />

concept that it is much better to invest in fire prevention and<br />

firefighting than to risk it. “The potential market is still much<br />

larger than the actual market,” adds the Director.<br />

In this sense, Equilíbrio Equipamentos has been one of<br />

the keys to the growth of another division of the Company,<br />

Equilíbrio <strong>Florestal</strong>. The combination of firefighting systems<br />

and expertise in forestry services has significantly expanded<br />

Equilíbrio <strong>Florestal</strong>’s operations. According to the Director, Equilíbrio<br />

<strong>Florestal</strong> is a test laboratory for everything that Equilíbrio<br />

Equipamentos offers its customers. “From 2024, it is expected<br />

that all this experience, all this technology, and a commercial<br />

repositioning will also lead Equilíbrio Equipamentos to a new<br />

pace of business expansion,” he predicts.<br />

That is why it is so important for Equilíbrio to be close to its<br />

customers, to be present in the field, to listen, to understand<br />

their needs, and to provide a personalized service. “Only in the<br />

field can we find out what our customers need and present<br />

them with options, discussing the concept behind each piece of<br />

equipment, enabling them to get the best out of it,” he says. The<br />

Director goes on to say that this proximity improves the service<br />

and strengthens the Company’s commercial relationships by<br />

bringing the technical aspect to where the work is actually<br />

done. He says he has had the opportunity to receive a piece of<br />

material from another supplier, for which the customer praised<br />

a piece of equipment for its water spraying power and long<br />

reach. On closer inspection, he could see that the equipment<br />

was not ideal for the job. “The equipment that was praised at<br />

the time used a high-flow, low-pressure pump with a very thick<br />

and short hose, which compromised the equipment’s autonomy<br />

to fight the fire efficiently because it required a large volume<br />

of water in a short time, compromising the results. Having the<br />

eyes of a technical specialist close at hand allows us to see<br />

what really brings safety and performance to the operation,”<br />

says the Director about the importance of being close to his<br />

customers daily.<br />

54 www.referenciaflorestal.com.br


Quem usa os equipamentos da Equilíbrio pode comprovar tudo<br />

que os representantes da empresa dizem, como Edno Henrique Martins,<br />

representante comercial da Euroforte. Edno conhece a Equilíbrio<br />

há pouco mais de um ano, mas desde o início se surpreendeu com<br />

a atenção e cuidado que a empresa tem em seu atendimento. “São<br />

equipamentos muito versáteis, atendem a vários clientes e comigo<br />

sempre foram ótimos, muito prestativos e prontos para atender”,<br />

relatou Edno.<br />

Uma experiência bastante relevante sobre a Equilíbrio foi com o<br />

Segundo Tenente da Reserva dos Bombeiros de Botucatu (SP), Claudenir<br />

Celestino de Jesus. Ele lembra que conheceu os equipamentos<br />

da Equilíbrio em 2018, durante combate a um incêndio no interior<br />

do Estado. Eram mais de 300 ha (hectares) de área incendiada e<br />

mesmo com o empenho de várias equipes, uso de tratores, caminhões<br />

e brigadistas, a necessidade de equipamentos estratégicos<br />

era necessária para o combate efetivo ao fogo. Na ocasião havia<br />

uma caminhonete que continha em sua caçamba um equipamento<br />

portátil, que era bem ágil e eficiente, pois fazia combates rápidos<br />

utilizando pouca água, entrava em alguns locais que o caminhão<br />

não conseguia e ainda, tinha uma mangueira leve e resistente com<br />

um esguicho muito prático. “Conversando com as equipes que trabalhavam<br />

no dia e presenciaram a atuação daquele equipamento,<br />

todos se interessaram em conhecer mais sobre aquele sistema.<br />

Através de uma foto do adesivo da empresa Equilíbrio <strong>Florestal</strong>, que<br />

estava na bomba do equipamento, foi possível fazer contato com<br />

o fabricante e posteriormente conhecer a fábrica pessoalmente”,<br />

ressaltou Claudenir.<br />

Baseado nas dificuldades que encontrava no combate aos incêndios<br />

florestais nas imediações de Botucatu, uma região serrana e de<br />

difícil acesso para veículos e equipamentos convencionais, surgiu a<br />

ideia de instalar um sistema semelhante ao que foi visto naquele<br />

dia em um dos caminhões. “Alberto Laranjeiro foi várias vezes até o<br />

Quartel de Bombeiros de Botucatu para estudar a possibilidade de<br />

desenvolver e instalar o equipamento conforme necessitávamos,<br />

sendo assim, o caminhão que recebeu esta nova tecnologia passou<br />

a ser muito útil nos combates de incêndios em vegetação mais complexos”,<br />

enalteceu o oficial Claudenir.<br />

Anyone who uses Equilíbrio equipment can attest to everything<br />

the Company’s representatives say, like Edno Henrique<br />

Martins, a Sales Representative for Euroforte. Martins has<br />

known Equilíbrio for just over a year, but from the start, he<br />

was surprised by the attention and care the Company takes<br />

in its service. “The equipment is very versatile, they cater to<br />

different customers, and they have always been great with<br />

me. They are very helpful and willing to help,” says Martins.<br />

Claudenir Celestino de Jesus is a second lieutenant in the<br />

Botucatu (SP) Fire Department Reserve. He has had a very<br />

relevant experience with Equilíbrio. He recalls that he got<br />

to know Equilíbrio’s equipment in 2018 while fighting a fire<br />

in the interior of the State. More than 300 hectares were<br />

burned, and even with the commitment of several teams, the<br />

use of tractors, trucks, and firefighters, strategic equipment<br />

was needed to fight the fire effectively. At the time, there<br />

was a pickup truck with portable equipment in the back that<br />

was very maneuverable and efficient, as it could fight the fire<br />

quickly with very little water, could get into some places that<br />

the truck could not, and had a light, sturdy hose with a very<br />

convenient nozzle. “Talking to the teams that worked that day<br />

and saw the equipment in action, they were all interested in<br />

learning more about the system. With a photo of the Equilíbrio<br />

<strong>Florestal</strong> sticker on the pump of the equipment, it was possible<br />

to contact the manufacturer and later visit the factory in<br />

person,” said de Jesus.<br />

Based on the difficulties he encountered fighting forest<br />

fires near Botucatu, a mountainous region with difficult access<br />

for conventional vehicles and equipment, he came up with the<br />

idea of installing a system similar to the one seen that day on<br />

one of the trucks. “Alberto Laranjeiro went to the Botucatu Fire<br />

Station several times to study the possibility of developing and<br />

installing the equipment we needed, so the truck that received<br />

this new technology has become very useful in fighting more<br />

complex vegetation fires,” said Officer de Jesus.<br />

Junho 2024<br />

55


PLANEJAMENTO<br />

Madeira<br />

CAPIXABA<br />

Novo plano de fomento da silvicultura<br />

no Estado do Espírito Santo é lançado<br />

Fotos: divulgação<br />

56 www.referenciaflorestal.com.br


Junho 2024 57


PLANEJAMENTO<br />

O<br />

CEDAGRO-ES (Centro de Desenvolvimento<br />

do Agronegócio do Espírito Santo) lançou<br />

durante o “V Congresso Brasileiro de Eucalipto”,<br />

realizado em Vitória (ES), o MADEIRA<br />

(ES) - Plano de Desenvolvimento <strong>Florestal</strong><br />

Capixaba -, elaborado em parceria com a SEAG (Secretaria de<br />

Agricultura do Espírito Santo). Gilmar Dadalto, presidente do<br />

CEDAGRO (ES), explica que a partir de um diagnóstico minucioso<br />

do setor de base florestal (2021/2022) foi elaborado o<br />

MADEIRA (ES) com o objetivo de desenvolver as ações necessárias<br />

e estratégias para superação dos desafios. “Delinear as<br />

atribuições das diferentes instituições e empresas do setor<br />

que compõe a cadeia produtiva florestal madeireira de forma<br />

dialogada e pactuada”, informou Gilmar.<br />

Segundo Pedro Galvêas, pesquisador da Embrapa/Incaper<br />

(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária/ Instituto<br />

Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural)<br />

o Espírito Santo é particularmente favorecido para o desenvolvimento<br />

da atividade florestal econômica. “Em função da<br />

localização geográfica estratégica, infraestrutura e condições<br />

agroclimáticas, junto ao desenvolvimento tecnológico, o estado<br />

apresenta vantagens competitivas importantes para o<br />

desenvolvimento de atividades de base florestal”, completou<br />

Pedro.<br />

O setor de base florestal capixaba contempla atividades<br />

desde a produção até o consumo de madeira por segmentos<br />

como a indústria de celulose, de painéis reconstituídos, moveleira,<br />

as unidades de desdobro para a produção de madeira<br />

serrada, a siderurgia, a agropecuária, a acomodação e arrumação<br />

de cargas, a construção civil, as residências e comércios,<br />

entre outros.<br />

O presidente da CENAGRO destaca que para compreender<br />

a grandiosidade e pujança socioeconômica e ambiental, é<br />

preciso conhecer os números desse setor: geram mais de 66<br />

mil postos de trabalho, resultando em uma renda superior a<br />

R$ 1 bilhão anuais. O PIB (Produto Interno Bruno) do setor<br />

florestal corresponde a 7,89% do total do Espírito Santo e cerca<br />

de 26% do agronegócio capixaba. “Além disso, esse setor<br />

representa aproximadamente 50% de toda a exportação de<br />

produtos do agro capixaba e os tributos gerados anualmente<br />

correspondem a aproximadamente 7% do total arrecadado<br />

pelo Espírito Santo”, informa Gilmar.<br />

Esse setor representa<br />

aproximadamente 50%<br />

de toda a exportação de<br />

produtos do agro capixaba<br />

e os tributos gerados<br />

anualmente correspondem a<br />

aproximadamente 7% do total<br />

arrecadado pelo Espírito Santo<br />

Gilmar Dadalto, presidente<br />

da CENAGRO (ES)<br />

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PLANEJAMENTO<br />

De acordo com as informações levantadas pela instituição<br />

em 2021/2022, o setor florestal promove grande preservação<br />

ambiental. A cada 100 ha (hectares) de área com eucalipto,<br />

outros 5 ha são preservados. De modo geral, 34% da área<br />

total das empresas de base florestal são ocupadas por florestas<br />

naturais preservadas. Ao considerar apenas os últimos 10<br />

anos, somam 15.850 ha as iniciativas de restauração florestal<br />

concretas.<br />

Com tudo diagnosticado, o CEDAGRO (ES) elaborou em<br />

2023/2024 o MADEIRA (ES) que contém os desafios, as propostas<br />

de soluções e a governança do plano. Os principais desafios<br />

referem-se a falta de matéria prima florestal para atender<br />

aos diferentes segmentos, em quantidade e qualidade;<br />

necessidade de adequação da legislação florestal; restrição<br />

na logística de transporte, especialmente na região serrana;<br />

elevados custos de operações florestais nas áreas declivosas;<br />

baixa disponibilidade de mudas com qualidade genética entre<br />

outros.<br />

Um dos principais gargalos identificados é que a área estadual<br />

ocupada por eucalipto (264.298,73 ha) e pinus (1.823,40<br />

ha) é insuficiente para suprir a demanda dos diferentes segmentos<br />

consumidores, dimensionada em 13.363.906,41 m³<br />

(metros cúbicos) de madeira por ano, pois seriam necessários<br />

425.602 ha de plantios (417.675 ha de eucalipto e 7.927 ha de<br />

pinus). Assim, o déficit total de madeira, considerando oferta<br />

e demanda no Espírito Santo, é de 159.481 ha. Também existe<br />

escassez de área plantada de madeira nativa, principalmente<br />

para atender aos segmentos moveleiro e construção civil.<br />

Convém ressaltar que o Estado possui cerca de 367 mil ha de<br />

áreas degradadas, especialmente em pasto.<br />

Com a implantação do MADEIRA (ES) pretende-se garantir<br />

o suprimento de madeira em quantidade e qualidade aos<br />

diversos segmentos consumidores, melhorar o clima de negócios<br />

visando ampliação dos empreendimentos florestais já<br />

existentes e atrair novos negócios e investidores para o setor.<br />

Além disso, busca-se estimular a produção rural, industrial e<br />

comercial e ampliar a renda e empregos nos diferentes elos<br />

da corrente produtiva florestal, o que consequentemente<br />

aumentaria a arrecadação estadual e ampliaria o número de<br />

pessoas beneficiadas nos programas sociais das empresas de<br />

base florestal. “Atingindo todas as metas vamos também conseguir<br />

reduzir os níveis de pobreza, recuperar o solo agrícola<br />

degradado, especialmente ocupado com pastagem e, ampliar<br />

a cobertura florestal natural”, complementou Dadalto.<br />

Em função da localização<br />

geográfica estratégica,<br />

infraestrutura e condições<br />

agroclimáticas, junto ao<br />

desenvolvimento tecnológico,<br />

o Estado apresenta vantagens<br />

competitivas importantes<br />

para o desenvolvimento de<br />

atividades de base florestal<br />

Pedro Galvêas, pesquisador<br />

da Embrapa/Incaper<br />

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Fotos: divulgação<br />

Projeto de lei aprovado na câmara determina<br />

punições a membros do MST (Movimento dos<br />

Trabalhadores Sem Terra)<br />

62 www.referenciaflorestal.com.br


Foto: Cacio Murilo/ shutterstock.com<br />

Acâmara dos deputados aprovou o texto base<br />

da proposta que estabelece restrições e<br />

impedimentos para invasores e ocupantes<br />

ilegais de propriedades rurais e prédios públicos.<br />

O texto aprovado é um substitutivo do<br />

deputado Pedro Lupion (PP-PR) ao Projeto de Lei 709/23,<br />

do deputado Marcos Pollon (PL-MS). Ele aproveitou o conteúdo<br />

de outras propostas que tramitavam em conjunto<br />

com a original e incluiu as restrições na lei que regulamenta<br />

a reforma agrária (Lei 8.629/93).<br />

Pela proposta, quem praticar o crime de invasão de<br />

domicílio ou de esbulho possessório, fica proibido de:<br />

Participar do programa nacional de reforma agrária ou permanecer<br />

nele, se já estiver cadastrado, perdendo lote que<br />

ocupar; Contratar com o poder público em todos os âmbitos<br />

federativos; Receber benefícios ou incentivos fiscais,<br />

como créditos rurais; Ser beneficiário de qualquer forma<br />

de regularização fundiária ou programa de assistência social,<br />

como Minha Casa Minha Vida; Inscrever-se em concursos<br />

públicos ou processos seletivos para a nomeação<br />

em cargos, empregos ou funções públicos; Ser nomeado<br />

em cargos públicos comissionados; E receber auxílios, benefícios<br />

e demais programas do governo federal. A proibição,<br />

nos casos mencionados, é por oito anos, contados do<br />

trânsito em julgado da condenação.<br />

OPOSIÇÃO AO PROJETO<br />

O texto foi duramente criticado por deputados da base<br />

do governo. Segundo a deputada Jandira Feghali (PCdoB-<br />

-RJ), o projeto é inconstitucional, estimula a violência, estimula<br />

a violação de direitos e benefícios e o sequestro de<br />

benefícios. “Esse projeto busca criminalizar um movimento<br />

social absolutamente legítimo, que representa trabalhadores<br />

que querem produzir, que querem trabalhar”, afirmou<br />

Jandira.<br />

O deputado Tadeu Veneri (PT-PR) questionou se o projeto<br />

valeria também para grileiros que entraram em terras<br />

públicas, em reservas indígenas e hoje se dizem fazendei-<br />

Junho 2024<br />

63


LEGISLAÇÃO<br />

ros. “É muito bonito fazer um discurso contra o MST, como<br />

se o MST fosse um monstro. Na verdade, vocês têm medo<br />

do MST, vocês têm medo da justiça social, vocês têm medo<br />

de perder aquilo que conseguiram muitas vezes de forma<br />

absolutamente questionável”, afirmou Tadeu.<br />

Para o deputado Patrus Ananias (PT-MG), a proposta<br />

fere princípios constitucionais, como da individualização<br />

da pena e que a pena não pode ir além do condenado,<br />

porque atinge a família. “Ao retirar benefícios como o Bolsa<br />

Família e o BPC, ele está penalizando toda a família —<br />

as crianças, os jovens, os filhos, os dependentes”, relatou<br />

Patrus. Deputados da base do governo afirmaram que o<br />

projeto vai acabar judicializado por ser inconstitucional.<br />

DEFESA DA NOVA LEI<br />

Do outro lado, o autor da proposta, deputado Marcos<br />

Pollon (PL-MS), afirmou que o projeto traz algo que é óbvio:<br />

criminoso ser tratado como criminoso. “O tecido social<br />

demanda o cumprimento das obrigações mínimas, e não<br />

há nada mais básico do que o cumprimento do ordenamento<br />

penal brasileiro”, ressaltou Marcos.<br />

Para a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), já é hora<br />

de a câmara dar uma resposta às invasões de terra. “Imagine<br />

alguém que tem uma propriedade ter sua terra invadida.<br />

E o tratamento leniente que é dado ao invasor de terra<br />

é uma coisa absurda”, vociferou Adriana.<br />

Segundo o relator, deputado Pedro Lupion, o objetivo<br />

é apenas garantir que quem invade seja punido, não podendo<br />

ter benefícios do Estado. “O que motiva a invasão<br />

de propriedade neste país é a certeza da impunidade, que<br />

a legislação é falha e nada vai acontecer”, afirmou Lupion.<br />

O deputado Zucco (PL-RS) disse que a proposta acabará<br />

com o MST. “Disseram que a CPI não teria resultado.<br />

Pois bem, todos os invasores não terão direito a programas<br />

sociais. Atenção militantes do MST comecem a evacuar<br />

esse movimento”, complementou Zucco, que presidiu a<br />

CPI do MST em 2023, encerrada sem votar o relatório final.<br />

O que motiva a invasão de<br />

propriedade neste país é a<br />

certeza da impunidade, que a<br />

legislação é falha e nada vai<br />

acontecer<br />

Pedro Lupion (PP-PR),<br />

relator do projeto<br />

Foto: Joa Souza/ shutterstock.com<br />

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As definições da silvicultura e as<br />

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H<br />

á diversas definições da silvicultura segundo<br />

Gonçalves, T.S.; 2011, dentre elas: É a<br />

ciência dedicada ao estudo dos métodos<br />

naturais e artificiais de regenerar e melhorar<br />

os povoamentos florestais com vistas<br />

a satisfazer as necessidades do mercado e, ao mesmo<br />

tempo, é aplicação desse estudo para a manutenção, o<br />

aproveitamento e o uso racional das florestas. Silvicultura<br />

também está relacionada a cultura madeireira. E o manejo<br />

de uma área de silvicultura exige a participação de técnicos<br />

de várias áreas. (Louman et al.,2001); É a arte ou a ciência<br />

de manipular um sistema dominado por árvores e seus<br />

produtos, com base no conhecimento das características<br />

ecológicas do sítio, com vista a alcançar o estado desejado,<br />

e de forma economicamente rentável (Louman et al.,2001);<br />

Segundo a Amis (Associação Mineira de Silvicultura), trata-se<br />

de uma ciência dedicada ao estudo de métodos de<br />

implantação, manutenção e uso racional dos povoamentos<br />

florestais com vistas a atender às demandas do mercado.<br />

De maneira bem prática, a silvicultura pode ser entendida<br />

como o cultivo de árvores para os mais diversos fins. Ainda<br />

segundo a Amis, plantações florestais trazem benefícios<br />

ambientais, econômicos e sociais. Plantar flores constitui<br />

uma maneira eficiente de proteger as matas nativas.<br />

A silvicultura brasileira traz grandes avanços científicos<br />

e tecnológicos, com crescentes níveis de produtividade,<br />

aumento de áreas de preservação permanente, práticas de<br />

métodos de colheita florestal menos impactantes ao meio<br />

ambiente. Um exemplo é a prática de cultivo mínimo.<br />

Na silvicultura são considerados resíduos florestais<br />

todos os materiais orgânicos que sobram na floresta após<br />

a colheita. Alguns destes resíduos são, resíduos lenhosos –<br />

sobras de madeira, com ou sem casca, os galhos grossos e<br />

finos, as folhas, os tocos, as raízes, a serrapilheira e a casca.<br />

A geração de energia de biomassa vegetal a partir da silvicultura<br />

aparentemente, é uma energia barata renovável,<br />

mas pode custar caro ao meio ambiente.<br />

Em geral o solo das regiões tropical e subtropical apresenta<br />

considerável desgaste com baixo teores de macro e<br />

micronutrientes, considerados baixos ou muito baixos, com<br />

implicações na qualidade e potencial produtivo. Com isso, o<br />

Essas alternativas<br />

e desenvolvimentos<br />

tecnológicos melhoram<br />

a produção florestal<br />

sustentável, ajuda no<br />

desenvolvimento tecnológico<br />

do setor e possibilita a<br />

economia circular do<br />

segmento<br />

Junho 2024<br />

67


COMPOSTAGEM<br />

cultivo contínuo de espécies florestais com grande capacidade<br />

de extração de nutrientes tem gerado grande impacto<br />

sobre as reservas nutricionais dos solos gerando quedas na<br />

qualidade florestal.<br />

Para melhorar, possibilitar ou agilizar o preparo de solo<br />

e outras atividades silviculturais, é necessário o manejo<br />

dos montes de galhos, ponteiros e cascas deixadas sobre o<br />

solo. Para melhorar as condições deste manejo, triturar e<br />

transformar estes resíduos e transformando em compostos<br />

orgânicos pode ser o início de uma nova convivência com<br />

os resíduos de forma a propor economia nas operações,<br />

minimizar danos e impactos ao solo, potencializando a disponibilidade<br />

de minerais e corretivos de solos, bem como<br />

gerar fontes biológicas benéficas ao processo produtivo.<br />

Algumas novas técnicas de utilização dos resíduos vêm<br />

chamando a atenção do mercado. A partir da trituração<br />

o resíduo trouxe vários ganhos como subprodutos, como<br />

por exemplo o Biochar, produto transformado a partir da<br />

carbonização dos resíduos triturados, gerando uma nova<br />

fonte de renda de uma prática muito comum em países<br />

do hemisfério norte para fins agrícola e paisagístico, entre<br />

outros. Essas alternativas e desenvolvimentos tecnológicos<br />

melhoram a produção florestal sustentável, ajuda no desenvolvimento<br />

tecnológico do setor e possibilita a economia<br />

circular do segmento.<br />

Alguns formatos dos resíduos gerados na silvicultura,<br />

como galhos e troncos, dependendo da parte vegetal não<br />

gera interesse comercial e passa a ser um problema no setor<br />

produtivo. Em geral os resíduos são destinados ao setor<br />

de energia. Mas em outros tempos estes mesmos resíduos<br />

eram descartados em forma de lixo. Nas áreas urbanas a<br />

supressão de árvores também é descartada inadequadamente<br />

em forma de lixo. Apesar da técnica de produção<br />

de carvão vegetal ainda ser rejeitada devido ao processo<br />

de carbonização consistir na simples queima das árvores,<br />

atualmente existem equipamentos adequados para essa<br />

operação de queima com equipamentos com altas temperaturas<br />

e geração de um produto de alto valor agregado no<br />

produto final.<br />

O produto da carbonização destes resíduos vegetais<br />

precisa de algumas condições para obter um produto de<br />

qualidade. É necessário 50,5% de carbono, 6,2% de hidrogênio;<br />

42,2% de oxigênio e 0,4% de cinzas e para se obter<br />

um ótimo carvão precisa ter a temperatura correta e as<br />

condições adequadas. Esse carvão obtido neste processo é<br />

um excelente material para formação de um bom substrato<br />

com enriquecimento biológico, é um potencializador de<br />

compostos orgânicos, é um material filtrante para tratamento<br />

de água e esgoto, é um ativador e corretor de solos<br />

degradados, entre outros usos.<br />

Pergunte ao Tomita<br />

Tem alguma dúvida sobre<br />

compostagem?<br />

Então envie sua pergunta para<br />

jornalismo@revistareferencia.com.br<br />

que o nosso especialista fará questão<br />

de te responder.<br />

Fontes:<br />

https://florestal.revistaopinioes.com.br/pt-br/revista/detalhes/4-manejo-de-residuos-florestais/#:~:text=S%C3%A3o%20considerados%20res%C3%AD<br />

duos%20florestais%20todos,a%20serapilheira%20e%20a%20casca.<br />

https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/tematicas/agroenergia/florestal/lenha/residuos<br />

68 www.referenciaflorestal.com.br


ARTIGO<br />

Plantio de eucalipto com 10 meses de idade em solo arenoso de<br />

baixa fertilidade no Norte de Minas Gerais com correção do solo<br />

e manejo nutricional completo. Foto: Francio Soluções Florestais<br />

Manejo nutricional<br />

DE FLORESTAS<br />

Por<br />

Pedro Henrique Lopes Santana - Consultor <strong>Florestal</strong>, Engenheiro <strong>Florestal</strong>, Mestre em Solos e Nutrição <strong>Florestal</strong><br />

Pedro Francio Filho - Consultor <strong>Florestal</strong> - Diretor Francio Soluções Florestais<br />

E-mail: contato@franciosf.com.br<br />

O<br />

eucalipto, por apresentar rápido crescimento<br />

indiferentemente das condições edafoclimáticas,<br />

vem sendo amplamente plantado no Brasil para<br />

diversas finalidades. Os principais fatores responsáveis<br />

pela produção de madeira são: água,<br />

luz e nutrientes. Para luz, não temos no Brasil, de modo geral,<br />

limitações. Já para água, os regimes pluviométricos, tanto em volume<br />

quanto em período de distribuição, definem regiões muito<br />

ou pouco produtivas. O manejo nutricional tem como objetivo<br />

suprir a demanda de todos os nutrientes que são exportados<br />

do sistema, permitindo, desta forma, o desenvolvimento pleno<br />

das florestas para que os solos dos cultivos não sejam exauridos,<br />

mantendo a aptidão agrícola e tornando a silvicultura sustentável.<br />

A necessidade de correção dos solos e manejo nutricional<br />

para os sistemas florestais ocorre pelo fato dos solos nem sempre<br />

fornecerem todos os macros e micronutrientes para o desenvolvimento<br />

adequado e obtenção de produtividades máximas em<br />

cada sítio. Buscamos através da correção de solos com calcário<br />

e gesso, elevar os índices de cálcio, magnésio e também neutralizar<br />

o alumínio tóxico, com uma metodologia de equilíbrio de<br />

cargas com foco em altas produtividades. Por ser um tema muito<br />

abrangente, nesse artigo iremos focar resumidamente no manejo<br />

de fertilização do sistema de produção florestal.<br />

As recomendações para silvicultura são realizadas utilizando-se<br />

o CUB (coeficiente de utilização biológica) dos diferentes<br />

materiais genéticos. Neste sistema, leva-se em consideração o<br />

70 www.referenciaflorestal.com.br


período de condução do talhão, análise de solo e potencial produtivo,<br />

com base em condições de solo, precipitação e altitude.<br />

A partir destes fatores, obtém-se a demanda nutricional (kg/<br />

ha) necessária de cada nutriente para posterior recomendação<br />

durante o ciclo (onde, como e quando aplicar).<br />

A grande vantagem desta metodologia de recomendação é<br />

a personalização da demanda nutricional a ser fornecida para a<br />

produtividade máxima do cultivo nos diferentes solos e regiões.<br />

Sabe-se que, em uma mesma região, solos férteis possuem demandas<br />

de adubação menores que solos pobres, justificado pela<br />

limitação de resposta em produtividade. No Brasil, os teores de<br />

nutrientes que mais variam nos solos são: nitrogênio, oriundo<br />

da matéria orgânica, potássio, cálcio e magnésio, com altos ou<br />

baixos níveis, na mesma região.<br />

Diversos estudos comprovam que o fósforo é o principal elemento<br />

limitante do crescimento no início dos plantios florestais<br />

em grande parte do Brasil, principalmente por erros ocorridos<br />

durante as operações de preparo de solo. Portanto, além das<br />

recomendações corretas (que refletem em menor custo/m³ para<br />

o sucesso na nutrição florestal) é necessário certificar se a dose<br />

recomendada está sendo efetivamente aplicada em campo e<br />

se o fertilizante está presente em todas as linhas de plantio na<br />

profundidade correta (entre 25-35 mm), seja por sistemas de<br />

precisão integrados ao maquinário ou avaliações em campo, em<br />

tempo real, que permitam correções pontuais de fertilização para<br />

plantios mais uniformes e produtivos.<br />

Ganhos consideráveis podem ser obtidos pelo fornecimento<br />

da demanda de outros elementos, como: nitrogênio, potássio,<br />

cálcio e boro. Destacando-se este último (boro), por apresentar<br />

diversas funções como: formação da parede celular, divisão<br />

Soma de IMA<br />

40<br />

35<br />

30<br />

25<br />

20<br />

15<br />

10<br />

5<br />

0<br />

B<br />

0<br />

Curva de adubação (%)<br />

A<br />

IMA 6 anos<br />

A<br />

50 75 100 125<br />

Efeito de diferentes níveis de adubação (N-P-K + micros) em solo fértil<br />

para alto fuste aos 6 anos de idade na região Norte de Minas Gerais<br />

celular (desenvolvimento de gemas apicais, axilares e radiculares),<br />

síntese de lignina e celulose, balanço hormonal e absorção<br />

radicular (Pollard et al., 1977; Malavolta et al., 1997), além da<br />

relação com o acúmulo de açúcares solúveis nas folhas.<br />

Árvores com menores conteúdos foliares de B, seja por<br />

deficiência ou “fome temporária”, tendem a acumular açúcares<br />

no tecido foliar, e essas quantidades elevadas de açúcares nas<br />

folhas são atrativas ao ataque de pragas, como, por exemplo,<br />

o psilídeo de concha (Glycaspis brimblecombei). A combinação<br />

desses diversos fatores faz com que as plantas se tornem mais<br />

A<br />

A<br />

Limitação do crescimento do eucalipto onde não houve<br />

cobertura de fertilizante em parte da linha de plantio.<br />

Foto: Francio Soluções Florestais<br />

Junho 2024<br />

71


ARTIGO<br />

susceptíveis ao ataque de pragas, o que deixa claro a importância<br />

da adubação com macro e micronutrientes em florestas.<br />

Nas regiões com períodos de déficit hídrico, é recomendado<br />

o fornecimento de micronutrientes via solo nas formulações NPK,<br />

mas também via foliar, principalmente Boro, Cobre e Zinco. A<br />

adubação foliar em florestas tem cunho complementar, sendo<br />

preventivo ou curativo de sintomas prejudiciais ao eucalipto<br />

nos períodos secos, como desfolhas ou seca de ponteiro. Esse<br />

posicionamento ocorre, pois, os micronutrientes são pouco<br />

móveis na planta, e com a redução da umidade do solo, sua<br />

absorção é comprometida, causando sintomas de deficiência nas<br />

folhas novas, prejudicando a performance. Após aplicações de<br />

micronutrientes via foliar, ocorre a manutenção e/ou retomada<br />

do metabolismo, fazendo com que a floresta se desenvolva<br />

durante esse período.<br />

Atualmente há uma pressão por redução de mão de obra<br />

e operações sem perda de performance produtiva da floresta.<br />

Nesse contexto, as aplicações de fertilizantes com tecnologias<br />

embarcadas, cada vez mais se tornam realidade frente às aplicações<br />

convencionais. As reduções nos fatores de perdas dos nutrientes,<br />

com liberação gradual dos nutrientes, além de permitir<br />

a aplicação durante todo o ano, acarretam redução no número<br />

de fertilizações de cobertura, tornando os sistemas mais viáveis.<br />

Foto de floresta em região de déficit hídrico em período<br />

seco antes e após 30 dias da aplicação foliar com Boro,<br />

Cobre, Zinco. Foto: Pedro Lopes<br />

O manejo da adubação em cultivos florestais depende de<br />

vários fatores citados neste artigo, como a espécie ou clone,<br />

bioma, histórico de cultivo da área, topografia, pluviosidade,<br />

idade do plantio dentre outros fatores. Portanto um diagnóstico<br />

adequado das limitações atuais do sistema de produção é determinante<br />

para auxiliar na escolha das estratégias de adubação<br />

em cada propriedade, visando máxima produtividade florestal<br />

com menor custo.<br />

Aplicação foliar de Boro, Cobre e Zinco em floresta de<br />

eucalipto que já apresentava sintomas de déficit hídrico.<br />

Foto: Francio Soluções Florestais<br />

Referências bibliográficas:<br />

Pollard, A.S., Parr, A.J.; Loughman, B.C. Boron in relation to membrane function in higher plants. Journal of Experimental Botany, v.28, n.105, p.831-41,1977.<br />

Malavolta, E.; Vitti, G.C.; Oliveira, S.A. Funções. In: Malavolta, E.; Vitti, G.C.; Oliveira, S.A. (Eds.). Avaliação do estado nutricional das plantas: princípios e<br />

aplicações. 2.ed. Piracicaba, 1997. 319p.<br />

72 www.referenciaflorestal.com.br


MERCADO<br />

Floresta<br />

VALORIZADA<br />

74 www.referenciaflorestal.com.br


Retirada da<br />

silvicultura das<br />

atividades poluentes<br />

movimenta o<br />

mercado e amplia<br />

potencial da atividade<br />

Fotos: divulgação<br />

E<br />

m meados de maio, a câmara dos deputados<br />

aprovou o Projeto de Lei 1366 que retira a<br />

silvicultura da lista de atividades potencialmente<br />

poluidoras e consumidoras de recursos<br />

naturais. Agora, o PL segue para sanção do<br />

Presidente da República. Com a atual classificação, estipulada<br />

na lei número 6.938, do ano de 1981, a atividade de<br />

plantar e manejar economicamente florestas é considerada<br />

de médio potencial poluidor. Desta forma, os processos<br />

de licenciamento e autorizações ambientais seguem ritos<br />

incompatíveis com a realidade da atividade praticada hoje<br />

no Brasil.<br />

Ao promover a necessária atualização da classificação<br />

normativa, o manejo de árvores passa a ser considerado<br />

uma atividade que não apresenta potencial significativo de<br />

impacto e degradação ambiental. O PL 1366 é de autoria<br />

do Senador Álvaro Dias e, desde 2014, tramita no congresso<br />

brasileiro. O relator do projeto na câmara, deputado federal<br />

Covatti Filho, defende que o PL corrige um equívoco<br />

histórico de manter a atividade da silvicultura no rol de potenciais<br />

poluidores. “A silvicultura é uma atividade agrícola<br />

sustentável e contribui para a proteção da biodiversidade,<br />

a conservação do solo e das nascentes de rios, a recuperação<br />

de áreas degradadas e a redução das emissões de GEE<br />

(gases de efeito estufa)”, afirmou Álvaro.<br />

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Junho 2024<br />

75


MERCADO<br />

Só é contra este PL quem ainda<br />

está ancorado no passado,<br />

é alimentado por falsas<br />

informações e narrativas que<br />

não são comprovadas pela<br />

ciência, ou que ainda tem como<br />

exemplo práticas não indicadas<br />

da atividade florestal que<br />

degradam o ambiente, assim<br />

como qualquer atividade quando<br />

não é conduzida corretamente<br />

Adriana Maugeri,<br />

presidente da AMIF<br />

Após a sanção presidencial e publicação do PL, o Brasil<br />

crescerá em competitividade justa com as melhores e<br />

modernas normas com os principais países produtores de<br />

madeira de reflorestamento, que baseados em evidências<br />

científicas já promovem, há tempo, a silvicultura como<br />

uma atividade que impulsiona benefícios ambientais e sociais<br />

nas regiões onde é cultivada. Minas Gerais é o Estado<br />

que possui a maior floresta plantada do Brasil. No total,<br />

abriga mais de 2,3 milhões de ha (hectares) de produção<br />

em consórcio com mais 1,3 milhão de ha de matas nativas,<br />

áreas conservadas e cuidadas pela agroindústria mineira.<br />

Os 3,6 milhões de ha de árvores estão em mais de 803<br />

municípios mineiros. Em cerca de 55% dos casos os cultivos<br />

estão sob responsabilidade de pequenos e médios produtores<br />

rurais, que exercem a vocação e aquecem a economia<br />

local, com geração de renda, trabalho e dignidade.<br />

Para a presidente da AMIF (Associação Mineira da<br />

Indústria <strong>Florestal</strong>), Adriana Maugeri, a aprovação do PL<br />

1366 é um passo sólido para a retomada dos plantios de<br />

florestas em Minas Gerais. A presidente destaca que a<br />

silvicultura é uma atividade nobre que possui ampla capacidade<br />

de ser monitorada pelo Estado. Também, enfatiza<br />

que eventuais impactos ambientais são mapeados e conhecidos<br />

pela ciência, atestados pela qualidade ambiental<br />

e pelos serviços de recuperação e promoção de áreas de<br />

baixa produtividade exercidos pelo setor há mais de 60<br />

anos.<br />

Adriana Maugeri vai além e explicita que, quando<br />

a atividade florestal é realizada conforme as melhores<br />

práticas de manejo, são nítidos os múltiplos benefícios<br />

proporcionados em escala, tais como: conservação e regeneração<br />

de solo, conexão de áreas para fluxo da biodiversidade,<br />

conservação e recuperação de cursos de água,<br />

por exemplo. “Com a simplificação da importante etapa do<br />

licenciamento, certamente o setor vai voltar a crescer e,<br />

de fato e em singular volume, atuar frontalmente contra o<br />

desmatamento ilegal e em prol da remoção de carbono e<br />

sua fixação no solo, mitigando os indesejados efeitos que<br />

já vivenciamos das alterações climáticas”, Adriana.<br />

Segundo o presidente do conselho deliberativo da<br />

AMIF, Edimar Cardoso, o setor florestal trabalha para<br />

recuperar áreas de baixa produtividade no Brasil há várias<br />

décadas. Com sua capacidade de produzir, plantar e<br />

conservar sempre em grandes escalas, a agroindústria florestal<br />

é o motor da economia verde de Minas Gerais e do<br />

Brasil. Para ele, a atualização normativa faz justiça e abre<br />

caminhos para o cumprimento de importantes metas de<br />

descarbonização da economia assumidas pelos governos<br />

76 www.referenciaflorestal.com.br


estaduais e federal. “O setor atualmente conserva quase<br />

sete milhões de hectares de mata nativa e produz mais de<br />

nove milhões de hectares de floresta plantada, tudo isso<br />

para prover toda madeira legal que precisamos”, enfatiza<br />

Edimar.<br />

Ainda de acordo com Adriana Maugeri, que também<br />

é presidente da Câmara Técnica de Florestas Plantadas do<br />

Ministério da Agricultura, sem a aprovação do PL o setor<br />

florestal brasileiro não conseguiria expandir a produção de<br />

forma a atender a meta do governo federal de mais 4 milhões<br />

de ha de florestas cultivadas em todos país até 2030,<br />

conforme anunciou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro,<br />

no lançamento do PNFP (Plano Nacional de Florestas Plantadas),<br />

realizado em março deste ano. A aprovação do PL tem<br />

sido pauta prioritária da atuação da AMIF, das associações<br />

estaduais, da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), de federações<br />

do agro e da indústria de todo o país para a viabilização<br />

do pleito. “Só é contra este PL quem ainda está ancorado no<br />

passado, é alimentado por falsas informações e narrativas<br />

que não são comprovadas pela ciência, ou que ainda têm<br />

como exemplo práticas não indicadas da atividade florestal<br />

que degradam o ambiente, assim como qualquer atividade<br />

quando não é conduzida corretamente”, complementa<br />

Adriana.<br />

EM NÍVEL NACIONAL<br />

De acordo com dados do mais recente relatório publicado<br />

pela IBÁ, o setor de florestas plantadas no Brasil não<br />

para de crescer. No total, o setor cultiva uma área de 9,94<br />

milhões de ha espalhados pelo território nacional. Além das<br />

áreas produtivas, o setor conserva, simultaneamente, outros<br />

6,7 milhões de ha de mata nativa, o que equivale ao território<br />

do Estado do Rio de Janeiro.<br />

Em 2022, a agroindústria florestal brasileira gerou 2,6<br />

milhões de empregos diretos e indiretos, alcançou uma receita<br />

bruta de R$ 260 bilhões e bateu recorde de produção<br />

ao atingir 25 milhões de toneladas de celulose, 11 milhões<br />

de toneladas de papel e 8,5 milhões de m³ (metros cúbicos)<br />

de painéis de madeira. Além disso, conta com uma carteira<br />

de investimentos de quase R$ 62 bilhões, abrindo uma nova<br />

fábrica a cada ano e meio, em média. “É um setor que está<br />

do lado certo da equação climática e motivo de orgulho para<br />

os brasileiros e brasileiras”, afirma o presidente executivo da<br />

IBÁ, Paulo Hartung.<br />

Assim como ocorre na agricultura de alto desempenho<br />

tecnológico, na última década observa-se o desenvolvimento<br />

da silvicultura de precisão. A agroindústria florestal brasileira<br />

está pronta para entregar um futuro mais sustentável e<br />

saudável com seus mais de cinco mil bioprodutos.<br />

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Junho 2024<br />

77


CELEBRAÇÃO<br />

Festejar o hoje, planejar<br />

O AMANHÃ<br />

Evento celebra 20 anos de atuação e apresenta planos<br />

para o futuro da atividade de base florestal na Bahia<br />

Fotos: Mário Marques<br />

78 www.referenciaflorestal.com.br


AABAF (Associação Baiana das Empresas de<br />

Base <strong>Florestal</strong>) completou, em março de 2024,<br />

20 anos de atuação e, para celebrar as realizações<br />

em prol do setor florestal, reuniu parceiros<br />

dos setores público e privado, em Salvador<br />

(BA). Participaram da solenidade o presidente da Câmara<br />

dos Deputados, Arthur Lira; os deputados Elmar Nascimento<br />

e Antônio Brito; o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior;<br />

os secretários estaduais do Meio Ambiente, Eduardo Sodré;<br />

do Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida; e da Agricultura,<br />

Tum; o prefeito de Salvador, Bruno Reis; além do<br />

chefe de Gabinete do Governador do Estado, Adolpho Loyola;<br />

entre outras representações do poder público, do setor<br />

produtivo, das empresas associadas ABAF e da sociedade.<br />

O vice-governador da Bahia destacou a importância do<br />

setor para a economia baiana e assumiu o compromisso<br />

de elaborar, em parceria com a instituição, o Plano Bahia<br />

<strong>Florestal</strong> 2033, que tem como objetivo assegurar o desenvolvimento<br />

sustentável do setor no Estado nos próximos 10<br />

anos. “O desenvolvimento econômico tem que estar associado<br />

à sustentabilidade e à justiça social. É possível garantir<br />

a expansão dessa atividade econômica na Bahia, atraindo<br />

novas oportunidades de negócio que vão gerar divisas para<br />

o Estado e emprego para os baianos e baianas. Para tanto, é<br />

imprescindível que esse crescimento seja acompanhado de<br />

contrapartidas ambientais e sociais”, destacou Geraldo.<br />

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado,<br />

Angelo Almeida, apontou que trabalha articulando com<br />

representações setoriais e demais secretarias para avançar<br />

na elaboração de um diagnóstico e planejamento do setor<br />

florestal baiano na próxima década e para que seja possível<br />

uma preparação para receber os investimentos que virão.<br />

“Neste sentido é sempre bom ampliarmos os laços com a<br />

ABAF para o fortalecimento e desenvolvimento sustentável<br />

do setor florestal no estado”, afirmou Angelo.<br />

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Junho 2024<br />

79


CELEBRAÇÃO<br />

Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente, comentou<br />

que esse é um presente para que, dentro da secretaria do<br />

meio ambiente, da secretaria de desenvolvimento econômico,<br />

da secretaria de agricultura e planejamento possa ser<br />

construído com várias mãos esse plano, para que ao final<br />

desenvolvimento e preservação ambiental sejam alcançados.<br />

O secretário afirma que a atuação junta à ABAF tem<br />

uma grande expectativa de manter com esse plano a prioridade<br />

da utilização de áreas degradadas para os plantios;<br />

e prosseguir com a ideia de ‘um pra um’, que consiste na<br />

preservação de um hectare de floresta para cada hectare<br />

plantado, o que é perfeitamente factível, visto as áreas já<br />

presentes no Estado da Bahia. “Pela possibilidade de crescimento<br />

do setor não apenas do extremo sul, mas trazendo<br />

para o nosso litoral, para as regiões do baixo sul, do litoral<br />

sul, regiões que têm um enorme potencial de desenvolvimento<br />

da atividade”, completou Eduardo.<br />

Mariana Lisbôa, presidente da ABAF, comentou que a<br />

presença dessas autoridades demonstra a importância do<br />

setor florestal não só para a Bahia, mas para o Brasil e para<br />

o mundo. “Agora, com o Plano Bahia <strong>Florestal</strong> 2033, vamos<br />

fazer um diagnóstico para poder entender onde, como e<br />

quando podemos intensificar nossa atuação e contribuir<br />

com a economia do Estado. Vamos colocar em prática tudo<br />

que é possível. A Bahia tem recursos e oportunidades que<br />

precisamos utilizar”, ressaltou Mariana.<br />

Sobre a associação que preside, Mariana afirmou que<br />

é essencial para o setor florestal baiano, pois representa as<br />

empresas e fornecedores do Estado em questões de interesse<br />

nacional. A responsabilidade crucial de preservar o maior<br />

ativo ambiental – florestas plantadas e preservadas – e<br />

liderar o manejo sustentável desses recursos. “É uma grande<br />

honra para mim ocupar a posição de presidente, sendo<br />

a primeira mulher a fazê-lo. Liderar uma associação tão<br />

respeitada no setor florestal é um privilégio. Neste marco<br />

importante, reafirmamos nosso compromisso com a preservação<br />

ambiental e o desenvolvimento sustentável do setor<br />

florestal na Bahia”, complementou Mariana.<br />

O evento terá sua compensação ambiental realizada<br />

pela ABAF que vem se tornando referência nesse assunto. A<br />

compensação ambiental se dá por meio do cálculo de carbono<br />

emitido pelo evento e do plantio de mudas nativas para<br />

sequestrar a quantidade correspondente dessas emissões.<br />

“Esta é uma estratégia poderosa para preservar o meio ambiente<br />

e combater as mudanças climáticas. Ao adotar essa<br />

abordagem, empresas, governos e indivíduos demonstram<br />

um compromisso real com a sustentabilidade, contribuindo<br />

para a construção de um futuro mais equilibrado e saudável”,<br />

destacou Mariana.<br />

80 www.referenciaflorestal.com.br<br />

PLANO PARA A BAHIA CRESCER<br />

Na ocasião, a ABAF celebrou a construção do Plano<br />

Bahia <strong>Florestal</strong> 2033, com o Governo do Estado, que visa<br />

ampliar a área plantada de florestas para fins industriais e,<br />

com isso, também estimular os investimentos atuais e atrair<br />

novas oportunidades para aumentar o volume de madeira<br />

processada como um todo. Isso significa, ainda, incrementar<br />

as áreas de preservação e outras contribuições ambientais,<br />

sociais e econômicas, principalmente no interior, contribuindo<br />

com a maior descentralização da economia na Bahia.


De acordo com o diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade,<br />

o objetivo do plano é ampliar e fortalecer a cadeia<br />

produtiva de florestas plantadas para que a Bahia atenda<br />

plenamente a demanda de madeira dos mais importantes<br />

segmentos da economia (mineração, papel e celulose, construção<br />

civil, projetos de energia, processamento de grãos<br />

e fibras etc.). “Vamos também intensificar o que já temos<br />

feito para o uso múltiplo da madeira e estimular ainda mais<br />

a ILPF (Integração Lavoura, Pecuária e Floresta), a diversificação<br />

e a sustentabilidade das atividades rurais com a inclusão<br />

dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira”,<br />

valorizou Wilson.<br />

A presidente da ABAF concluiu que essa discussão é<br />

oportuna quando cresce a demanda por madeira no Brasil e<br />

no mundo. A IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) contabiliza<br />

investimentos de R$ 60 bilhões no setor, nos próximos 3<br />

anos. Mariana continuou dizendo que é preciso que a Bahia<br />

esteja preparada para atrair parte desses novos investimentos,<br />

seja em ampliações ou novas indústrias. “O desenvolvimento<br />

de um plano pode ajudar a tirar travas, incentivar<br />

o crescimento econômico, atender a crescente demanda<br />

por produtos de madeira, gerando ainda, principalmente no<br />

interior, mais empregos qualificados, capacitações, tecnologia,<br />

renda, impostos e contribuições ambientais de elevada<br />

significância. E, com tudo isso, fazer da Bahia mais uma vez<br />

exemplo para todo o país”, complementou Mariana.<br />

Ao adotar essa abordagem,<br />

empresas, governos e<br />

indivíduos demonstram um<br />

compromisso real com a<br />

sustentabilidade, contribuindo<br />

para a construção de um futuro<br />

mais equilibrado e saudável<br />

Mariana Lisbôa, presidente<br />

da ABAF


PESQUISA<br />

Parâmetros genéticos de<br />

resistência ao cancro em<br />

EUCALYPTUS GRANDIS<br />

Fotos: divulgação<br />

RENAN FURQUIM DA SILVA<br />

UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA)<br />

82 www.referenciaflorestal.com.br


O<br />

RESUMO<br />

eucalipto vem em um crescente avanço no<br />

Brasil, tanto em área quanto em produtividade,<br />

resultado de pesquisas em todas as áreas<br />

relacionadas a silvicultura como melhoramento<br />

genético, solos e nutrição, fitopatologia entre<br />

outros aumentando a relevância da cultura sócio e economicamente.<br />

E as associações entre áreas pesquisadas é fundamental<br />

para continuidade deste avanço sendo a fitopatologia com melhoramento<br />

genético fundamental para possuir florestas cada<br />

vez mais produtivas e saudáveis. Sendo assim, este trabalho<br />

objetivou estimar parâmetros genéticos de resistência ao cancro<br />

causado pelo fungo Chrysoporthe cubensis em Eucalyptus<br />

Grandis. O experimento foi realizado no município de Selvíria<br />

(MS), com 147 progênies e três clones comerciais. O delineamento<br />

usado foi bloco casualizados, com 26 repetições e uma<br />

planta por parcela. Foram usados dois métodos de fenotipagem<br />

visual onde foi dado notas de zero a três para as árvores, onde<br />

zero uma árvore saudável e três uma altamente atacada pelo<br />

cancro, e o segundo método foi de imagem digital que foi processada<br />

no aplicativo Assess 2.0. Posteriormente procedeu-se a<br />

análise de deviance e estimou-se os componentes de variância<br />

e parâmetros genéticos por meio de análises individuais no<br />

software Selegen pela metodologia Reml/Blup. Existe variabilidade<br />

genética entre as progênies de Eucalyptus grandis para<br />

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PESQUISA<br />

Chrysoporthe cubensis, possibilitando ganho com a seleção.<br />

Existem correlações fortes entre análise visual e por imagem,<br />

porém a forma de imagem apresenta-se mais confiável que a<br />

visual. Na classificação tivemos um destaque para as famílias<br />

20, 42, 139, 43, 122, 144, 35, 40 e 105 sendo elas selecionadas<br />

por ambos os métodos.<br />

INTRODUÇÃO<br />

O Eucalyptus é um gênero de plantas que pertence à família<br />

botânica Myrtaceae, tendo, a maioria de suas espécies, origem<br />

na Austrália. Espécies importantes ocorrem naturalmente<br />

fora da Austrália como o Eucalyptus urophylla e Eucalyptos deglupta.<br />

No Brasil, o eucalipto foi introduzido no século 19 com<br />

o aumento do uso dos trens no transporte. Assim, com a necessidade<br />

da expansão das ferrovias, as espécies de Eucalyptus<br />

ganharam destaque, já que elas apresentaram boa adaptação<br />

ao clima, rápido crescimento, versatilidade de uso e facilidade<br />

de manejo. Atualmente, as maiores regiões produtoras no Brasil<br />

são Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo, segundo<br />

levantamento feito pela IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores)<br />

2023.<br />

No Brasil, o eucalipto, com suas várias espécies cultivadas,<br />

tem muitas finalidades, como a produção de celulose, móveis,<br />

carvão, óleos entre muitos outros (Queiroz et al., 2012). Com a<br />

expansão e a necessidade de aumento de produção, é preciso<br />

aumentar a área plantada. Com isso, novas áreas de plantio<br />

estão sendo utilizadas com a expansão das fronteiras florestais.<br />

Neste sentido, a busca por cultivares que estejam adaptadas<br />

ao clima e doenças de novas regiões demanda a realização de<br />

pesquisas e estudos na área de melhoramento genético do eucalipto,<br />

a fim de conseguir cultivares resistentes.<br />

No Brasil, desde a década de 1970, os programas de melhoramento<br />

genético de eucalipto utilizaram metodologias de hibridação<br />

e de clonagem como principais ferramentas para a obtenção<br />

de ganhos genéticos, fundamentados na expressiva divergência<br />

genética entre e dentro de espécies e procedências,<br />

associada à expressiva manifestação heterótica dos híbridos<br />

(Resende; Higa, 1990). Geralmente, observa-se superioridade<br />

dos híbridos interespecíficos de Eucalyptus spp., principalmente<br />

em relação às progênies parentais, quanto ao crescimento, à<br />

adaptação e à tolerância a doenças (Rochaet al., 2007).<br />

O Eucalyptus grandis é a espécie mais plantada no Brasil<br />

devido a fatores como rápido crescimento, características silviculturais<br />

e as propriedades da sua madeira, além da variabilidade<br />

genética (Miranda, 2012), com o amplo uso na produção de<br />

celulose e papel. O Eucalyptus grandis pode ser cruzado com<br />

outras espécies gerando híbridos, tendo uma boa capacidade<br />

de combinação com o Eucalyptus urophylla (Rezende; Resende,<br />

2000). Assim, a espécie é muito utilizada pelas empresas florestais<br />

por apresentar grande produtividade e menor suscetibilidade<br />

à doenças.<br />

O cancro do eucalipto é uma doença que ocorre em todas<br />

as regiões tropicais e subtropicais do mundo e chegou a afetar<br />

gravemente a produção de eucalipto no Brasil na década de 70.<br />

Quando as árvores são afetadas pela doença, passam a apresentar<br />

injúrias ou lesões nos troncos, formando um tecido caloso<br />

em torno delas. Com isso, nas plantas afetadas, observa-se<br />

Desta forma, a seleção de<br />

progênies resistentes ou<br />

tolerantes ao cancro pode<br />

aumentar a possibilidade de<br />

seleção e clones híbridos ainda<br />

mais resistentes, resultando em<br />

indivíduos altamente resistentes,<br />

com um conjunto gênico que<br />

possibilite manutenção da<br />

resistência por longos períodos<br />

84 www.referenciaflorestal.com.br


maior facilidade de tombamento pela ação do vento ou ainda<br />

morte por estrangulamento do colo. Essas injúrias prejudicam<br />

o rendimento em celulose, volumétrico e depreciam o uso da<br />

madeira para serraria, podendo também prejudicar a segunda<br />

rotação da cultura. Desta forma, a seleção de progênies resistentes<br />

ou tolerantes ao cancro pode aumentar a possibilidade<br />

de seleção e clones híbridos ainda mais resistentes, resultando<br />

em indivíduos altamente resistentes, com um conjunto gênico<br />

que possibilite manutenção da resistência por longos períodos.<br />

No entanto, as metodologias empregadas para avaliação<br />

de doenças em campo são baseadas na análise visual por meio<br />

de escala de notas subjetivas, o que pode levar a seleção de<br />

matrizes não resistentes. Alternativamente, pode-se utilizar a<br />

metodologia usada para a avaliação do ataque da doença via<br />

análise de imagem (Sadras; Rebetzke; Edmeade, 2013). Tal metodologia<br />

permite uma avaliação mais acurada da quantidade<br />

de lenho atacada, resultando em seleções mais precisas. Com<br />

aumento dos estudos, é possível desenvolver uma nova escala<br />

de avaliação.<br />

Esta é uma versão parcial deste<br />

artigo, o material completo pode ser<br />

acessado através do QR Code: https://<br />

repositorio.unesp.br/items/f2040913-<br />

cca8-4336-a2e2-f8e489e84ff9/full


AGENDA<br />

AGENDA 2024<br />

JUNHO<br />

2024<br />

Imagem: reprodução<br />

Wood Forest Expert<br />

Data: 24 a 28<br />

Local: online<br />

Informações<br />

https://www.woodforestexperts.com.br/<br />

JULHO<br />

2024<br />

SET<br />

2024<br />

LIGNUM<br />

A Lignum Latin America é uma feira focada na<br />

transformação, beneficiamento, preservação, energia,<br />

biomassa, uso da madeira e manejo florestal. A cada<br />

edição apresenta soluções, lançamentos e tendências<br />

para o setor industrial madeireiro e florestal de forma<br />

estática e dinâmica. Na quarta edição, realizada em<br />

2022, a Lignum Latin America reuniu 120 expositores e<br />

8.298 visitantes altamente qualificados, gerando vendas<br />

e prospecções.<br />

Demo Forest<br />

Data: 30 e 31<br />

Local: Bertrix (Bélgica)<br />

Informações:<br />

https://www.demoforest.be/en/<br />

Imagem: reprodução<br />

Florestas 360°<br />

Data: 20 e 21<br />

Local: Campo Grande (MS)<br />

Informações:<br />

https://www.florestas360.com.br/<br />

AGOSTO<br />

2024<br />

SET<br />

2024<br />

FOREST RISE<br />

O termo Forestrise foi definido como nome do evento<br />

pela combinação das palavras Forest (floresta, em<br />

inglês) e Rise (levantar ou ascender, em inglês). A<br />

primeira representa o negócio florestal e a segunda<br />

referencia uma ideia de ascensão e desenvolvimento,<br />

representando o renascimento e revitalização da<br />

indústria florestal do Japão. Essa feira será uma grande<br />

oportunidade de fortalecimento comercial, aprendizado<br />

para estudantes e crescimento do mercado oriental de<br />

tecnologia dedicada a indústria de base florestal.<br />

86 www.referenciaflorestal.com.br


AGENDA 2024<br />

AGOSTO<br />

2024<br />

Internationale Holzmesse<br />

Data: 28 a 31<br />

Local: Klagenfurt (Austria)<br />

Informações: https://www.<br />

kaerntnermessen.at/veranstaltungen/<br />

international-wood-fair/?lang=en<br />

SETEMBRO<br />

2024<br />

ASSINE AS PRINCIPAIS<br />

REVISTAS DO SETOR<br />

E FIQUE POR DENTRO<br />

DAS NOVIDADES!<br />

Lignum<br />

Data: 17 a 19<br />

Local: Curitiba (PR)<br />

Informações:<br />

https://lignumlatinamerica.com/<br />

INFORMAÇÃO<br />

A ALMA DO NEGÓCIO!<br />

FLORESTAL<br />

INDUSTRIAL<br />

PRODUTOS<br />

BIOMAIS<br />

SETEMBRO<br />

2024<br />

CELULOSE<br />

Forest Rise<br />

Data: 18 a 20<br />

Local: Tokyo (Japão)<br />

Infromações: https://www.forestrise.<br />

jp/2024/index_e.html<br />

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87


ESPAÇO ABERTO<br />

Foto: divulgação<br />

Gestão de<br />

CRISE<br />

Por Dieter Borgert, formado em<br />

engenharia de produção pela Unibahia<br />

(Unidade Baiana de Ensino), pósgraduado<br />

pela fundação Dom Cabral.<br />

É fundador e CEO da SmartQI e vicepresidente<br />

da ACIJ (Associação<br />

empresarial de Joinville)<br />

Estar preparado para crise<br />

é chave para proteger sua<br />

empresa em momentos<br />

difíceis<br />

88 www.referenciaflorestal.com.br<br />

A<br />

gestão de crise é um conjunto de ações que visa minimizar<br />

os impactos negativos de uma situação inesperada na empresa,<br />

seus colaboradores, clientes e na sociedade em geral.<br />

O objetivo principal é manter a reputação da empresa e<br />

evitar possíveis prejuízos financeiros. Mas como fazer uma<br />

gestão de crise eficiente? O que faz um gestor de crises? E quais são as<br />

etapas essenciais para o gerenciamento de crises?<br />

A gestão de crise deve ser iniciada o mais rápido possível após a<br />

identificação do problema. O primeiro passo é formar uma equipe responsável<br />

pela gestão de crise, composta por pessoas com habilidades diferentes,<br />

como comunicação, finanças, recursos humanos, jurídico, entre<br />

outras. Uma das primeiras ações a serem tomadas é avaliar a situação e<br />

identificar as possíveis consequências. É fundamental criar um plano de<br />

ação detalhado, definindo objetivos, estratégias, ações e metas para lidar<br />

com o momento. Um ponto chave é a comunicação, tanto interna quanto<br />

externa. A empresa deve estar preparada para informar seus colaboradores<br />

e clientes sobre a situação, apresentando um posicionamento transparente<br />

e coerente.<br />

O gestor de crises é o responsável por liderar a equipe e tomar decisões<br />

importantes para minimizar os impactos da crise. Ele deve ser uma<br />

pessoa experiente, capaz de lidar com pressão e tomar decisões rápidas e<br />

eficientes. Entre as principais funções de um gestor de crises estão: Identificar<br />

os riscos e as oportunidades; Desenvolver estratégias para minimizar<br />

os impactos da crise; Gerenciar a equipe de gestão de crise; Tomar<br />

decisões importantes em tempo hábil e monitorar o progresso das ações.<br />

Existem diversas etapas que são fundamentais para o gerenciamento<br />

de crises. Aqui estão algumas das principais:<br />

• Preparação: Antes mesmo de uma crise acontecer, a empresa deve<br />

estar preparada. Isso envolve a criação de um plano de gestão, treinamento<br />

da equipe, avaliação de riscos, entre outras ações.<br />

• Identificação da crise: É fundamental identificar a situação o mais<br />

rápido possível, para poder agir de forma eficiente.<br />

• Análise da crise: Depois de identificar a crise, é preciso avaliar a sua<br />

gravidade e as possíveis consequências.<br />

• Plano de ação: Com base na análise da crise, é preciso criar um<br />

plano de ação detalhado, definindo objetivos, estratégias, ações e metas<br />

para lidar com o momento.<br />

• Comunicação: A comunicação é um ponto chave na gestão de crise.<br />

É importante informar os colaboradores e clientes sobre a situação, apresentando<br />

um posicionamento transparente e coerente.<br />

• Execução do plano: Depois de definir o plano de ação, é hora de<br />

colocá-lo em prática.<br />

• Avaliação: Depois de executar o plano de ação, é importante avaliar<br />

os resultados e verificar se as ações tomadas foram eficazes. É fundamental<br />

identificar pontos de melhoria para aprimorar a gestão de crise em<br />

situações futuras.<br />

A gestão de crise empresarial é fundamental para garantir a sobrevivência<br />

da empresa em situações de crise. É importante destacar que toda<br />

empresa está sujeita a enfrentar situações difíceis em algum momento,<br />

seja por motivos internos ou externos. Por isso, é fundamental estar preparado<br />

para lidar com essas situações e minimizar os impactos negativos.<br />

Uma gestão de crise eficiente pode ser a diferença entre a sobrevivência<br />

e o fracasso da empresa.


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