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RBS Magazine Ed 59

• Enchentes e alagamentos impactando a segurança de sistemas fotovoltaicos em casas e empreendimentos • Energia renovável é alternativa para crise climática, afirmam especialistas em seminário do setor energético • Região Centro-Oeste é responsável sozinha por 4,7GW de potência instalada em geração distribuída • Enersim apresenta soluções para democratizar o acesso à energia solar • Produção de etanol em MT aumenta 3.700% em sete anos • 25º Fórum GD região Nordeste reunirá especialistas em geração distribuída com fontes renováveis em Pernambuco

• Enchentes e alagamentos impactando a segurança de sistemas fotovoltaicos em casas e empreendimentos • Energia renovável é alternativa para crise climática, afirmam especialistas em seminário do setor energético • Região Centro-Oeste é responsável sozinha por 4,7GW de potência instalada em geração distribuída • Enersim apresenta soluções para democratizar o acesso à energia solar • Produção de etanol em MT aumenta 3.700% em sete anos • 25º Fórum GD região Nordeste reunirá especialistas em geração distribuída com fontes renováveis em Pernambuco

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Vol. 07 - Nº 59 - MAI/JUN 2024

www.revistabrasilsolar.com

Região Centro-Oeste é responsável

sozinha por 4,7GW de potência

instalada em geração distribuída

24°FórumGD

Anos

CUIABÁ - MT - BRASIL

26 E 27

JUNHO

2024

MATO GROSSO

ACESSE NOSSO

SITE

ISSN 2526-7167



índice

Editorial

Olá, Amigos

Em nossa edição número 59 da RBS Magazine temos que comentar as

condições críticas do estado do Rio Grande do Sul após as enchentes de maio.

Estado que é o 3º que mais investe em energia solar fotovoltaica no modelo

GD no Brasil, mas que sofreu um duro golpe com as inundações que assolaram

as cidades e que não terá a situação normalizada tão cedo.

Por mais que pareça uma situação longe do nosso setor, temos que lembrar

que a utilização de fontes renováveis de energia é capaz de colaborar na

redução das mudanças climáticas, já que não emite gases do efeito estufa e

poluentes durante a geração de energia. Mesmo assim, os impactos que nós

seres humano já causamos em seu planeta tem agravado as catástrofes climáticas

e urge que nossa matriz renovável continue expandindo e que os processos

sejam cada vez mais eficientes.

Até o fechamento deste editorial, nosso país alcança 43,2 GWp de potência

solar fotovoltaica instalada, sendo 29,3 GW no modelo GD e 13,9 GW como

GC. Focando nossas análises na GD, até maio, houve um acréscimo de 3 GW de

energia solar e 290 mil novas instalações neste ano de 2024. A região Centro-

-Oeste, que recebe o Fórum GD neste mês, é responsável por 4,7 GW de toda

a GD solar e, em 2024, já é responsável por 22% de toda a potência instalada.

Na Entrevista do Editor desta edição, tive o prazer de conversar com o Advogado

Adão Henrique, onde ele apresenta insight e tendências do que há por

vir com as mudanças tributárias e como nós, empresas do setor solar, devemos

estar atentos as novas regras. Temos também a entrevista com o Ricardo

Parolin, representante da Hypontech, onde mostra a caminhada da empresa e

as tecnologias a serem disponibilizadas ao mercado brasileiro.

Ainda nesta edição, temos uma análise do setor de etanol que tem crescido

de forma fantástica nos últimos anos. Além disso, o anúncio da fábrica de

inversores da Livoltek que chega a Manaus com investimento de mais de R$ 70

milhões, mostra a força do Brasil para captar mais empresas do setor para se

instalar em nosso território.

Além disso, temos temas que somarão ao leitor na parte técnica do setor

de energia, como estruturas voltadas para usinas em morros, atualização nas

proteções solares, gestão de energia e outras soluções inovadoras para os

leitores.

Aproveite a nossa 59ª edição da RBS Magazine e sempre conte conosco

para este desafiador mercado que é o mercado de energia!

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Boa leitura e até mais!

Cassol – Editor RBS Magazine

Enchentes e alagamentos impactando a

segurança de sistemas fotovoltaicos em casas e

empreendimentos

Energia renovável é alternativa para crise climática,

afirmam especialistas em seminário do setor

energético

Região Centro-Oeste é responsável sozinha por

4,7GW de potência instalada em geração distribuída

Enersim apresenta soluções para democratizar o

acesso à energia solar

Produção de etanol em MT aumenta 3.700% em

sete anos

25º Fórum GD região Nordeste reunirá especialistas

em geração distribuída com fontes renováveis em

Pernambuco

Expediente

Curitiba - PR – Brasil

www.revistabrasilsolar.com

EDIÇÃO

FRG Mídia Brasil Ltda.

CHEFE DE EDIÇÃO

Tiago Cassol Severo

JORNALISTA RESPONSÁVEL

Stephanie Romero

DIREÇÃO COMERCIAL

Tiago Fraga

COMERCIAL

Claudio Fraga, Luan Ignacio Dias

e Klidma Bastos

COMITÊ EDITORIAL

Colaboradores da edição

DISTRIBUIÇÃO

Carlos Alberto Castilhos

REDES SOCIAIS

Nicole Fraga

EDIÇÃO DE ARTE

Vórus Design e Web

www.vorusdesign.com.br

CAPA

Carolina Corral Blanco

APOIO

ABGD / TECPAR / WBA - Associação Mundial

de Bioenergia Solar / Instituto BESC / CBCN

/ Portal Brasileiro de Energia Solar / NEEAL

- Núcleo de Estudo em Energia Alternativa /

ABEAMA

DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA

Empresas do setor de energia solar

fotovoltaica, geração distribuída e energias

renováveis, sustentabilidade, câmaras

e federações de comércio e indústria,

universidades, assinantes, centros de

pesquisas, além de ser distribuído em grande

quantidade nas principais feiras e eventos do

setor de energia solar, energias renováveis,

construção sustentável e meio ambiente.

TIRAGEM: 5.000 exemplares

VERSÕES: Impressa / eletrônica

PUBLICAÇÃO: Bimestral

CONTATO: +55 (41) 3225.6693 - (41) 3222.6661

E-MAIL: contato@grupofrg.com.br

A Revista RBS é uma publicação do

Para reprodução parcial ou completa das

informações da RBS Magazine - Revista Brasil Solar

é obrigatório a citação da fonte.

Os artigos e matérias assinados por colunistas e

ou colaboradores, não correspondem a opinião

da RBS Magazine - Revista Brasil Solar, sendo

de inteira responsabilidade do autor.

RBS Magazine 3


Artigo do Editor

Enchentes e Alagamentos Impactando a

Segurança de Sistemas Fotovoltaicos

em Casas e Empreendimentos

Por: Tiago Cassol Severo, Professor da Universidade de Caxias

do Sul e Diretor Executivo da CGP Engenharia & Consultoria

RESUMO

O impacto das transformações climáticas são cada vez mais visíveis em nosso planeta, onde chuvas intensas, enchentes e deslizamentos

são mais comuns em noticiários e faz com que áreas, principalmente com pouco planejamento urbano, sejam severamente afetadas.

Uma enchente da proporção ocorrida no Rio Grande do Sul, em maio deste ano, trouxe um alerta ao setor de energia solar onde se observou

a necessidade da maior divulgação de informações sobre o manuseio de sistemas fotovoltaicos que foram submersos pelo grande

volume de água. Tais sistemas fotovoltaicos podem resultar em perigos ainda maiores durante salvamentos nestas áreas alagadas ou em

religamentos de sistemas não revisados por técnicos experientes e protegidos.

CONTEXTUALIZANDO A SITUA-

ÇÃO

Os desastres ambientais têm se

tornado cada vez mais comuns no

Mundo, onde alagamentos, enchentes

e deslizamentos somados a tantas

outras catástrofes oriundas da

Natureza ou da intervenção humana,

faz com que a sociedade se una, seja

para ações emergenciais de resgate,

seja para a reconstrução de cidades

ou, ainda, para prevenir ou mitigar as

próximas situações que possam comprometer

a vida.

Tal situação é observada em desastres

brasileiros nos últimos anos,

como o ocorrido em Santa Catarina,

no ano de 2008, onde as enchentes

no Vale do Itajaí atingiram mais de

1,5 milhão de pessoas e deixaram

135 mortos Outra situação ocorreu

na Região Serrana do Rio de Janeiro,

em 2011, onde as enchentes e deslizamentos

deixaram 916 mortos,

assim como em Petrópolis e em Pernambuco,

ambas em 2022 deixaram

centenas de mortos pelos deslizamentos

ocorridos.

Neste maio de 2024, foi a vez do

Rio Grande do Sul passar por uma das

situações mais desesperadoras dos

seus mais de 200 anos de história.

Até a submissão desse artigo, as chuvas

no Rio Grande do Sul já tinham

causado 136 mortes, mas ainda com

141 desaparecidos. Foram 444 municípios

afetados, dos 497 ao total, pelas

chuvas, alagamentos e enchentes

o que resultou em 71.398 pessoas

em abrigos e 333.928 pessoas desalojados.

Esse é mais um fato que reforça

os diversos alertas publicados por

pesquisadores e entidades de estudos

climáticos, em diferentes situações

ou momentos, que a proporção

desse tipo catástrofe deve ser atribuída

a uma ação provocada pela interferência

do ser humano no planeta.

Assim, o investimento em tecnologias

limpas e eficientes em qualquer

elo da cadeia produtiva da sociedade

se faz urgente para dimerizar tais situações

a ponto que não se tornem

irreversíveis.

Os esforços para o maior uso de

sistemas fotovoltaicos para a geração

de energia elétrica é uma iniciativa

positiva nesse cenário pouco animador.

Como é sabido, a energia solar

tem a geração de energia elétrica de

forma limpa e sem emissão de gases

ao meio ambiente, com alta durabilidade

e rápida ampliação. Características

estas animadoras para tentar

reverter este cenário climático que o

mundo tem caminhado.

Entretanto, o setor de energia solar

e a sociedade precisa se preparar

para situações como as que ocorreram

no Rio Grande do Sul, o que não

era visível ou dada maior atenção nas

outras situações catastróficas apresentadas

nesse artigo. Analisando

a Figura 01 (a) é possível ver o total

alagamento de uma cidade do interior

gaúcho, onde centenas de casas

e estabelecimentos tiveram a água

chegando e, muitas vezes até passando,

seus telhados. Partindo para

a Figura 1(b) é dado um foco a uma

posição da imagem onde mostra um

empreendimento quase totalmente

submerso que este possui um sistema

fotovoltaico de, pelo menos, uns

60 kWp, deixando a exatidão de lado.

O número crescente de sistemas

solares em geração distribuída, hoje

superior a 29 GW, espalhados em todas

as cidades do Brasil faz um alerta

à necessidade de maior informação

de como manusear os equipamentos

fotovoltaicos em situações extremas

para que os usuários, socorristas e as

empresas integradoras não tenham

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RBS Magazine


Artigo do Editor

(a)

Figura 01 (a): imagem de uma cidade do RS afetada pela enchente, e

(b) imagem em foco de um sistema fotovoltaico.

suas vidas em mais uma situação de

comprometimento.

Usando o exemplo da mesma Figura

01, mesmo desconectado à rede

elétrica devido ao sistema anti-ilhamento

do inversor, este sistema solar

tem o lado CC em situação crítica e se

ocorrerem falhas no isolamento ou

possíveis rompimentos dos cabos solares

podem gerar descargas elétricas

altas devido a conexão das strings.

Curtos-circuitos e falhas no sistema

solar irão comprometer a segurança

e a funcionalidade dos equipamentos

e pode comprometer a segurança do

usuário.

Diversas entidades e empresas

do setor liberaram notas e vídeos

explicativos ou desenvolvem ações

para reduzir o perigo e exposição

a descargas elétricas no resgate de

pessoas próximas a sistemas solares

ou como operar quando for retornar

as casas e empresas após a água alcançar

um nível mais baixo.

O Programa RS Solar, que conta

com diversos profissionais, entidades

e associações do setor, montou um

Grupo de Trabalho de Reconstrução

onde foram analisados os impactos

das enchentes em empresas do setor

solar e um ofício foi escrito sobre os

procedimentos e condução segura

para os sistemas fotovoltaicos afetados

após as enchentes no Rio Grande

do Sul. Este ofício explicou os procedimentos

que devem ser seguidos

por usuários, socorristas e empresas

do setor imediatamente após uma

enchente para tentar minimizar os

perigos no manuseio, incluindo práticas

seguras de inspeção, dos sistemas

fotovoltaicos.

(b)

Esse ofício pode ser encontrado

no Instagram do Programa RS SOLAR

e foi amplamente divulgado nas mídias

durante o ocorrido. Além disso,

as atividades do GT Reconstrução

continuam em desenvolvimento para

o apoio das empresas que tiveram os

negócios afetados e na participação

de eventos que levaram a situação

ocorrida para outros estados também

darem a devida atenção.

Uma outra ação que tem sido

trabalhada no Rio Grande do Sul é

o Ilumina RS, onde empresas se uniram

para amparar de forma efetiva

as pessoas que tiveram seus sistemas

de energia solar afetadas pelas

enchentes. O projeto Ilumina RS foi

criado com o propósito de acender

a luz do Rio Grande do Sul através

da energia solar. Então, tanto as

pessoas ou as empresas de energia

solar que tiveram seus clientes com

seus sistemas fotovoltaicos afetados

podem se cadastrar no site,

que está na referência deste artigo,

e ter a análise e restauração dos

equipamentos solares para voltar a

gerar sua energia.

Essas ações, como muitas outras

trabalhadas durante esse período,

foram e estão sendo positivas para

colaborar no restabelecimento de

sistemas solares e colaborar no reestabelecimento

do Rio Grande do Sul.

Mesmo assim, ainda são necessárias

ações de capacitação voltadas a usuários

e socorristas para que haja melhor

preparo em enchentes futuras e

que o sistema solar instalado não seja

mais um item de perigo em uma situação

de verdadeira catástrofe com a

enchente ocorrida no Rio Grande do

Sul.

CONCLUSÕES

Este artigo teve como objetivo

reforçar o alerta para todo o setor

de energia solar. Tendo em vista

que o número de sistemas solares

irá felizmente continuar a crescer,

mas as mudanças climáticas irão infelizmente

também aumentar as

chances de ocorrer outras enchentes

e alagamentos, há a necessidade

urgente de maior cuidado nessas

situações extremas, mediante a informação

e capacitação de usuários,

socorristas e empresas do setor de

energia solar.

Ações de diversas entidades já

mostram um caminho para aumentar

o conhecimento nessa situação

extrema, mas ainda há necessidade

de uma união maior de todo o setor

para que a energia solar seja sempre

vista como uma solução e não como

um problema para quem deseja investir

em uma fonte renovável e segura.

REFERÊNCIA

Dados do Setor de Geração

Distribuída, disponível

em:https://app.powerbi.com/

view?r=eyJrIjoiY2VmMmUwN-

2QtYWFiOS00ZDE3LWI3NDMt-

ZDk0NGI4MGU2NTkxIiwidCI6I-

jQwZDZmOWI4LWVjYTctNDZh-

Mi05MmQ0LWVhNGU5YzAxNzBlM-

SIsImMiOjR9 – visitado no dia 27 de

maio de 2024.

Desastres ambientais: tragédia no

Sul já é a 2ª maior dos últimos 10

anos no país. Jornal Correio Braziliense

https://www.correiobraziliense.

com.br/brasil/2024/05/6855292-tra-

gedia-no-sul-ja-e-a-2-maior-

-dos-ultimos-10-anos-no-

-pais.html – visitado no dia 28

de maio de 2024.

Para acesso ao ofício do Programa

RS SOLAR – https://www.instagram.

com/programa.rs.solar/ - visitado em

09 de junho de 2024.

Projeto Ilumina RS - https://iluminariograndedosul.com.br/

- visitado em

10 de junho de 2024.

RBS Magazine 5


SINDENERGIA

Energia renovável é alternativa para

crise climática, afirmam especialistas

em Seminário do setor Energético

O principal tópico abordado no Seminário de Energia de Mato Grosso foi a necessidade

de migração das energias não renováveis para fontes alternativas mais limpas.

Especialistas e autoridades se

reuniram em Cuiabá para abordar

temas relacionados a energias

renováveis, crise climática

e a transição energética que impactam

Mato Grosso e o restante do

mundo. As palestras ocorreram nos

dias 21 e 22 de maio, no XII Seminário

de Energia. O evento foi realizado

pelo Sindenergia-MT com o apoio

da Federação das Indústrias de Mato

Grosso (Fiemt) e patrocinadores.

Umas das

alternativas para

o desenvolvimento

sustentável, segundo

especialistas, seria

a expansão das

energias renováveis,

que são mais limpas

e impactam menos o

meio ambiente

A transição energética é assunto

em pauta principalmente por conta

do aquecimento global e consequente

aumento das tragédias climáticas

que tem ocorrido mais frequentemente

em diversos lugares do mundo,

a exemplo do Rio Grande do Sul.

O desequilíbrio ambiental do

planeta vem ocorrendo devido ao

aumento de gases do efeito estufa,

principalmente ao longo do século

XX, que foi agravado e ganhou maior

evidência nos últimos 20 anos. Especialistas

e governantes tentam reverter

a situação e promovem encontros

para debater o tema em diversos lugares

do mundo.

Umas das alternativas para o desenvolvimento

sustentável, segundo

especialistas, seria a expansão das

energias renováveis, que são mais

limpas e impactam menos o meio

ambiente.

Por este motivo, o principal tópico

abordado no Seminário de Energia

de Mato Grosso foi a necessidade

de migração das energias não renováveis

para fontes alternativas mais

limpas, em especial a energia solar,

que hoje em Mato Grosso já possui

10% de participação de mercado, segundo

o Sindenergia-MT.

Mato Grosso é um estado promissor

na geração de energia renovável

e a expectativa é que aumente

a sua produção ainda mais nos próximos

anos.

O presidente do Sindenergia-

-MT, Tiago Vianna, explica que, “quase

90% da nossa fonte de energia é

limpa, mas a dificuldade é fazer essa

energia chegar na ponta, nos lugares

mais distantes do estado. A gente

consome em torno de 11 TWh ao

ano e produz em torno de 20 TWh,

do qual o excedente é exportado. A

maior parte disso daí vem ainda de

fontes hídricas”, disse.

Segurança Energética e Tarifas

do Setor

Também esteve presente no

evento o secretário-chefe da Casa Civil

do governo de Mato Grosso, Fábio

Garcia, que ressaltou que a indústria

brasileira de energia precisa ser mais

competitiva, para que o consumidor

final não seja tão prejudicado ao pagar

por diversas taxas na conta de luz.

Garcia explica o que poderia ser feito

para aumentar essa competitividade.

“O Brasil ainda é um país em

desenvolvimento e precisa se industrializar

muito para que possa

gerar emprego de qualidade para

as pessoas. Dois pilares são fundamentais

para sustentar esse desenvolvimento:

o primeiro é segurança

energética, o segundo é

modicidade tarifária. Ou seja, precisamos

de preço competitivo de energia”,

afirma.

Fábio Garcia citou também que

existem alguns pontos que precisam

ser revistos no modelo do setor elétrico

brasileiro, já que, de acordo

com ele, toda vez que um subsídio é

dado a uma fonte de energia, alguém

paga essa conta.

6

RBS Magazine


“Hoje, todos os subsídios estão

concentrados na conta de luz, na nossa

tarifa de energia elétrica. Quase

metade dela é imposto federal, estadual

e encargos do setor elétrico.

Portanto, a gente precisa rever ao

dar um subsídio ao setor de energia,

quem vai pagar por isso. Atualmente,

os consumidores estão pagando pelo

sistema e isso precisa ser revisto”,

conclui Fábio Garcia.

O ex-ministro da agricultura,

Blairo Maggi falou sobre o avanço da

energia solar e explicou que, “se todo

mundo produzir a sua própria energia

e quiser transitar pelas redes da concessionária

sem pagar nada, como

é que isso vai funcionar no futuro?

O sistema quebra. Então, o governo

deu um incentivo inicial, começou a

crescer bastante esse negócio, agora

ele [governo] deve retirar o incentivo

nos próximos anos para que o processo

ande normalmente e que não

prejudique o restante da sociedade”,

explicou.

O estado de Mato Grosso tem

crescido bastante na procura por

energia solar e serviços de assinatura

residencial e industrial. Maggi explicou

que a vantagem do sistema fotovoltaico

é que, “a sociedade e o mundo

acharam um jeito barato de fazer

energia. Agora, a transmissão dela é

um negócio mais complicado que vai

depender de como cada um vai pagar

um pouco por isso”, conclui.

Entraves na Expansão das Energias

Renováveis

Atualmente, um dos maiores entraves

é na distribuição das energias

renováveis, devido à dimensão territorial

do país e

critérios técnicos

do setor.

O Brasil é

rico em recursos

naturais, o

que o torna promissor

na geração

de energias

renováveis

(hidrelétrica,

eólica, solar,

entre outras). O

maior desafio é

conciliar todas

as atividades necessárias (geração,

transmissão e distribuição) para que

chegue nas casas, indústrias, comércios

e zona rural.

O país possui hoje uma matriz

com cerca de 78% de energia renovável,

segundo dados da Balanço

Energético Nacional (BEN), um número

superior à média mundial, que

se aproxima de 29%, conforme dados

da Agência Internacional de Energia

(IEA).

É também, o segundo maior produtor

de etanol do mundo que é um

combustível considerado limpo. O

país está investindo em créditos de

carbono e fontes de energias alternativas,

como a solar e a eólica, que

correspondem a 16,8% e 44,53%,

respectivamente, fazendo com que o

Brasil seja o 6º maior produtor mundial

de ambas, conforme dados da

Global Wind Energy Council.

Pacto da ONU

No Seminário de Energia a CEO

da Dona Lamparina, Silla Motta, apresentou

o Pacto Global da ONU e as

oportunidades na

Amazônia Legal.

Ela explicou

como é o processo

de adesão e quais

são os protocolos

que precisam ser

cumpridos para

poder aderir ao

Pacto da ONU.

“Para aderir, é

preciso preencher

um formulário,

enviar uma carta e submeter à aprovação

da ONU. Depois da aprovação,

é necessário pagar uma anuidade e

também fazer um relatório comprovando

todas as suas iniciativas em

prol da agenda 20/30 [desenvolvimento

sustentável]”, explicou.

A Amazônia Legal foi constituída

pelo governo brasileiro na década

de 1950 com objetivo de integrar a

região da bacia amazônica e prover

incentivos fiscais e políticas públicas

na região. É um recorte geográfico

de grande importância ambiental e

política. Possui aproximadamente 5

milhões de quilômetros quadrados e

corresponde a 59% do território brasileiro.

Engloba nove estados, incluindo

Mato Grosso.

Silla Motta discorreu sobre o potencial

e os desafios dessa região tão

importante para a sustentabilidade

do país.

“A Amazônia Legal possui um

grande potencial para a geração de

energia fotovoltaica, integrando sistemas

de armazenamento com o

apoio de baterias. No entanto, existe

uma complexidade logística da

região e limitações para a obtenção

de licenças ambientais e isso dificulta

o planejamento das ações do setor.

A energia fotovoltaica é a mais adequada

na Amazônia Legal, comparando

com a geração hidrelétrica e

eólica que são mais complexas para

viabilizar”, disse Motta.

O XII Seminário de Energia de

Mato Grosso contou com diversos

especialistas em Cuiabá e foi realizado

pelo Sindenergia-MT entre 21 e

22 de maio, com o apoio da Fiemt e

patrocinadores.

RBS Magazine 7


CALENDÁRIO DE

EVENTOS

2024

07/08

AGO

25˚FÓRUM GD NORDESTE

RECIFE - PE

24 A 26

SET

2º FÓRUM DE EFICIÊNCIA

ENERGÉTICA

CURITIBA - PR

11/12

SET

26˚FÓRUM GD NORTE

MANAUS - AM

02/03

OUT

2˚FÓRUM DE GERAÇÃO

CENTRALIZADA DE ENERGIA

SÃO PAULO - SP

11/12

SET

2º FÓRUM AMAZÔNIA

SUSTENTAVEL

MANAUS - AM

30/31

OUT

9˚ CBGD/EXPOGD

BELO HORIZONTE - MG

19/20

SET

7˚ SOLAR EXPERIENCE

VITÓRIA - ES

30/31

OUT

6º ENERGY STORAGE BRASIL

BELO HORIZONTE - MG

24 A 26

SET

7º SMART ENERGY

CURITIBA - PR

30/31

OUT

5º FÓRUM DE MOBILIDADE

URBANA E VEÍCULOS ELÉTRICOS

BELO HORIZONTE - MG

24 A 26

SET

2º FÓRUM DE MERCADO

LIVRE DE ENERGIA

CURITIBA - PR

21/22

NOV

4˚FÓRUM HIDROGÊNIO

SALVADOR - BA

8

RBS Magazine


AGRIVOLTAICOS

CULTIVANDO ENERGIA

ATÉ 75% MENOS PROBABILIDADE DE FRATURA

RBS Magazine 9


DESENVOLVIMENTO

Região Centro-Oeste é

responsável sozinha por

4,7GW de potência instalada

em geração distribuída

Energia gerada a partir do próprio consumidor já atinge mais de 370 mil unidades

consumidoras e será debatida em fórum especializado este mês

A

geração distribuída de energia

elétrica tem mostrado

um crescimento notável na

região Centro-Oeste do Brasil.

Segundo dados recentes da Agência

Nacional de Energia Elétrica (ANE-

EL), a região já conta com 4,7GW de

potência instalada em geração distribuída,

atendendo mais de 370 mil

unidades consumidoras nos estados

de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,

Goiás e Distrito Federal.

O Mato Grosso, por sua vez, se

destaca como líder regional com

1,8GW de potência instalada, seguido

pelo Mato Grosso do Sul com

1,6GW e Goiás com 1,3GW. O Distrito

Federal, embora menor, contribui

com 413kW. Esse avanço demonstra

a importância estratégica da geração

distribuída para a segurança

e eficiência do sistema energético

nacional.

Geração distribuída e a fonte solar

Com o potencial brasileiro expressivo,

a geração distribuída, que

inicialmente visava atender ao consumo

próprio dos chamados pro-

-consumidores, agora desempenha

um papel crucial como geradora de

energia para todo o sistema.

Ao incorporar

tecnologias como baterias

para armazenamento,

ela ainda garante uma oferta

imediata de energia conforme

as necessidades do sistema,

aumentando assim a segurança

e a resiliência, especialmente

durante interrupções no fornecimento

de hidrelétricas.

A fonte solar, no entanto, é

atualmente a principal impulsionadora

da GD no Brasil. O país se tornou

uma potência global em energia

fotovoltaica, posicionando-se como

o 6º maior mercado mundial e o 4º

que mais adicionou capacidade instalada

em 2023, segundo a Aneel.

Sobre o Fórum GD Centro-Oeste

Todos esses avanços e desafios

da geração distribuída no país, por

sua vez, serão debatidos em um fórum

especializado este mês.

Chamado de Fórum GD Centro-Oeste,

o evento, que está em

sua 24ª edição, será realizado em

Cuiabá, no Centro Político Administrativo,

nos dias 26 e 27 de junho

de 2024. Além disso, reunirá toda a

cadeia produtiva do setor na região

centro-oeste em busca de soluções e

10

RBS Magazine


aprimoramentos. Ele é organizado pelo

Grupo FRG Mídias & Eventos e apoiado

pelo SINDENERGIA MT.

Tiago Fraga, CEO do Grupo FRG Mídias

& Eventos, pontua que o evento

trará um grande networking para quem

já está no setor, bem como deve atender

médios e grandes consumidores de

energia, abordando novas tecnologias.

CUIABÁ - MT

GOIANIA - GO

“O Fórum GD vai trazer as últimas

inovações, as últimas tendências e oportunidades

de negócios que estão disponíveis

no setor. Vamos falar de projetos

0 grid, vamos falar de sistemas isolados,

armazenamento de energia. Vamos falar

muito sobre o armazenamento de

energia dentro das oportunidades de

geração distribuída e o mercado livre de

energia” ressalta Fraga.

“O evento vai atender as expectativas

de médios e grandes consumidores

de energia e também aquele tradicional

networking para quem já está no setor

que vai lutar de frente aí com os maiores

players, principais especialistas do

setor de geração distribuída com fontes

renováveis” explica ele.

Já entre os patrocinadores que viabilizam

o evento, por outro lado, estão

empresas líderes no setor, onde todos

os participantes poderão ter contato.

CAMPO GRANDE - MS

Na categoria Diamante: >Diamante:

PHB, Edeltec, Enersim, Hypontech;

Master: Embrastec, Inoxpar, WEG,

ODEX, Studio Solar; Ouro: Trael, NTC

Somar, Ae Solar, Fotus, Hopewind, Soollar,

Ourolux; Esmeralda: Trina Solar;

Platina: Sofar; Prata: WebConecte;

Bronze: CGP;

Fraga reforça ainda o compromisso

e o pioneiro do Grupo FRG para com os

eventos renováveis do Brasil e da América

Latina.

BRASÍLIA - DF

“Lembrando sempre que todos os

eventos do Grupo FRG tem o compromisso

de neutralizar as emissões. Então

é mais uma etapa que o Grupo FRG vem

cumprindo. Mais uma vez com pioneirismo

e deixando seu legado para que

quem tem interesse neste setor, possa

sempre encontrar no Grupo FRG aquilo

que procura” finaliza ele.

RBS Magazine 11


Entrevista do Editor

Na edição número 59 da RBS Magazine, Cassol entrevista o

advogado empresarial e palestrante Adão Henrique Ribeiro

de Souza, sócio no escritório Bulhões Santos Sociedade de

Advogados, onde atua de forma consultiva e contenciosa em

matéria tributária e empresarial. O advogado Adão Henrique

também é cofundador da Menza Escola de Negócios, que é

focada nos estudos sobre a Reforma Tributária e consultoria

para preparação ao novo cenário tributário brasileiro.

Em nossa entrevista, temas sobre o impacto da Reforma

Tributária nos preços, nos serviços e nas empresas do setor

foram abordadas de uma forma clara e didática. Além

disso, como a eminente alteração legislativa podem gerar

oportunidades perante os tributos como ICMS, PIS, COFINS

e possíveis compensações e ressarcimentos. Além da Lei

Complementar 160/2017 que ainda é possível tirar algum

proveito em prol da empresa do setor solar.

Então, segue nosso bate-papo sobre Reforma Tributária, pauta

esta que vai ganhando cada vez mais importância para todas

as empresas brasileiras.

CASSOL - Adão, primeiro gostaria

de dizer que é um prazer ter você

na Entrevista do Editor da RBS Magazine

dessa edição. Nos conhecemos

e convivemos, principalmente,

nos eventos como Solar Experience

e Fórum GD e suas palestras são

sempre excepcionais. Então, vamos

começar sobre quais são os seus

sentimentos e suas expectativas

sobre a Reforma Tributária proposta

pelo atual Governo Federal?

ADÃO HENRIQUE - Cassol,

ntes de tudo agradeço o convite

para estar contigo nessa conversa,

é um momento especial e torço

para que aqueles que tenham a

oportunidade de nos acompanhar

consigam tirar um pouco do nosso

bate papo para ajudar na sua atividade

ou também para seu conhecimento

sobre a tributação brasileira.

Já em relação a sua pergunta,

minha expectativa profissional é

que o empresário, seja lá qual for

o seu setor, precisará muito ter seu

advogado e seu contador próximo

de si, a Reforma está alterando

consideravelmente a tributação do

consumo e ainda terá um processo

de transição longo, pois serão

8 anos do início da cobrança dos

novos impostos até a sua efetiva

implementação e extinção dos

antigos. Sendo assim, como será

um processo pagando os impostos

antigos e os novos, com a devida

proporção é claro, será complexo

a sua operação e todos precisarão

estar atentos a cada detalhe para

a efetivação da implementação.

Ainda, ouso falar que quem não

começar a se preparar já para as

alterações, buscando previsões,

preparação de sistema e contabilidade,

pode acabar se prejudicando

durante o processo de transição

e acabar com autuações/multas

desnecessárias. Também sempre

termos em mente que nunca foi

falado em redução dos impostos

no Brasil, pelo contrário, toda a

discussão do último ano em relação

a aprovação da reforma foi no

sentido de manter arrecadação da

união, estados e municípios, o que

sempre se buscou com a reforma

é a simplificação do sistema com

a redução dos custos operacionais

da tributação. A simplificação do

sistema de cobrança, suposta redução

de tributos, fará com que fique

mais fácil pagar impostos. Diante

disso, o meu maior sentimento é o

de proatividade para pôr em prática

a transição, pois eu sempre

tento chamar a atenção para todos

no sentido de que, seja a reforma

boa ou ruim, ela já aconteceu, o

Congresso Nacional já a aprovou

em Dezembro/2023 a Emenda que

alterou nosso sistema tributário na

Constituição, inclusive agora em

Abril/2024 já apresentou o Projeto

de Lei nº 68/2024, que é o projeto

da lei geral do IVA, ou seja, teremos

com lidar com ela de qualquer forma,

precisamos estar atentos para

nos adaptar e em sua implementação

não ficarmos para trás.

CASSOL - Sabemos que a parte

tributária na área de geração

de energia é um mistério para a

maioria dos empresários do setor,

em especial para os integradores

solares. Tem alguma novidade ou

algum ponto de atenção mais específico

e relacionada a geração de

energia elétrica, em especial para o

mercado de geração distribuída? A

Reforma Tributária afetará a carga

tributária das empresas do setor de

energia elétrica?

Olha, especificamente ao setor

Cassol, eu tenho uma notícia triste,

na Emenda Constitucional nº

132/2023, que aprovou a Reforma,

o setor da geração distribuída foi

excluído do rol de beneficiários de

regimes específicos de tributação,

ou seja, o setor estará sujeito a tributação

comum dos novos impos-

12

RBS Magazine


tos. Nos primeiros projetos e textos,

o setor poderia vir a usufruir

de regimes com alíquotas específicas,

até mesmo bases de cálculo diferenciadas,

mas infelizmente acabou

por sair desse rol. Hoje, tanto

no texto da EC nº 132/2023, como

no Projeto Lei 68/2024, não há

qualquer especificação ao setor da

energia elétrica, e o que isso quer

dizer? Que não haverá qualquer alteração

na tributação para a continuidade

da operação, mas que os

benefícios atuais podem vir a serem

perdidos pois, até o momento,

ainda não há de nossos legisladores

qualquer discussão específica

ao setor. Alerta para nós cobrarmos

dos nossos legisladores iniciarem

essa discussão já no momento da

apresentação dos projetos iniciais

nesse ano de 2024, pois deixarmos

para o futuro somente, ou seja,

adaptar a legislação já aprovada lá

na frente, pode ser que no Brasil a

legislação não acompanhe a atualização

que o setor precisa para o

crescimento.

Eu sempre dou destaque nas minhas

palestras, um alerta aos prestadores

de serviços, pois eles são

os que eu acredito que mais serão

prejudicados com a Reforma Tributária.

Por que isso vai acontecer?

A reforma está implementando o

CBS (federal) e o IBS (estadual e

municipal) como impostos que serão

aplicados a todos os setores e

operações, sem diferenciação de

serviço, produto etc., ou seja, todos

os contribuintes terão a mesma

carga tributária.

Com a apresentação do Projeto

68/2024, também ocorreu uma

apresentação da estimativa da alíquota

do IVA brasileiro, que provavelmente

será de 17,7% do IBS

e 8,8% do CBS, ou seja, o IVA total

será de 26,5% como estimativa.

Cassol, hoje um prestador de serviço

tem uma carga tributária de

13% a 18% mais ou menos, dependendo

de faturamento, setor, benefícios

etc. Com a reforma, essa

carga irá subir para 26,5%, pois

agora não haverá mais qualquer

diferenciação para os prestadores

de serviço, visto que todos os

contribuintes estarão sujeitos a

esta carga.

Eu sempre dou

destaque nas minhas

palestras, um alerta

aos prestadores

de serviços, pois

eles são os que eu

acredito que mais

serão prejudicados

com a Reforma

Tributária...

Ou seja, principalmente para os

prestadores de serviço, ficará mais

caro. Aqui Cassol, lembro a todos

que a Reforma Tributária que tanto

está sendo debatido no último ano,

é sobre a tributação do consumo,

o que eu quero dizer? Que as alterações

são somente sobre o PIS,

COFINS, ICMS, ISS e IPI, ou seja,

ainda serão mantidos o imposto de

renda, contribuição social sobre o

lucro líquido, INSS, contribuições

de terceiros.

CASSOL - Adão, poderia ser bem

específico sobre as mudanças na

tributação de bens e serviços que

são voltadas a energia elétrica

previstas na Reforma Tributária e

nos projetos da sua regulamentação?

Haverá alguma diferenciação

na tributação para a geração de

eletricidade de usinas solares em

geração distribuída e em geração

centralizada?

Então, Cassol, assim como comentei

a pouco, infelizmente os setores

de geração de energia não terão

tributação específica, acabou caindo

no que chamamos de “vala comum”,

fazendo com que não tenha

uma tributação ou regime direcionado

especificamente ao setor.

Mas o que eu preciso destacar e

todos temos que estar atento, pois

será de extrema relevância, é que

a Reforma Tributária está alterando

PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI, para

Entrevista do Editor

que seja implementado o CBS, IBS

e IS.

Dito isso, os benefícios de ICMS, PIS

e COFINS existentes hoje deixarão

de existir, salvo apresentação de

lei específica sobre o tema, o que

o Projeto de Lei 68/2024 feito em

Abril/2024 já não trouxe. Digo isso

pois hoje existem benefícios de

isenção do ICMS, trazido pelo Convênio

16/2015, que os estados podem

conceder sobre a energia elétrica

fornecida pela distribuidora

à unidade consumidora, na quantidade

correspondente à soma da

energia elétrica injetada na rede

de distribuição pela mesma unidade

consumidora com os créditos de

energia ativa originados na própria

unidade consumidora.

Eu digo isso Cassol pois entre os de

2029 a 2032 haverá uma regressão

na incidência do ICMS, imposto

que será extinto, com um aumento

progressivo na mesma proporção

da incidência do IBS, novo imposto.

Ou seja, o benefício será reduzido

juntamente com a redução da incidência

do antigo imposto.

Claro que a Reforma Tributária tem

em mente que esse processo de

transição fará com que sejam reduzidos

os benefícios, por isso criou

um fundo específico para aqueles

que serão atingidos por redução

dos benefícios, fazendo com que o

contribuinte atingido acesse créditos

de IBS para o fim de ver seus

benefícios mantidos. Mas temos

que pensar no futuro, como ficarão

esses benefícios após a completa

implementação dos novos impostos?

Temos que brigar com os legisladores,

no judiciário, com todas

as nossas forças, para que ocorra a

manutenção deles e consequentemente

o crescimento do setor.

Hoje Cassol, não há uma especificidade

para o setor na tributação,

mas sim uma aplicação comum da

tributação do consumo que, como

comentei, tem como projeção uma

alíquota de 26,5%. Mas ainda foi

apresentado somente o primeiro

projeto, temos uma longa caminhada

de discussão e projetos para

acompanharmos e, atrás de nossos

representantes, brigar pela coloca-

RBS Magazine 13


Entrevista do Editor

ção de benefícios nas leis a serem

aprovadas.

Vejo que essa

alteração trará

olhares para

capital estrangeiro

e tecnologia

estrangeira ao Brasil,

pois até os dias

de hoje o grande

problema para esses

olhares é o nosso

sistema tributário...

CASSOL - O Brasil tem investido

cada vez mais em geração de energia

renovável e sempre se destacou

nesse quesito em relação ao resto

do mundo. Assim, de que maneira

a Reforma Tributária pode influenciar

nos investimentos em infraestrutura

e projetos de energia renovável

em nosso país?

Então Cassol, confesso que eu

tenho um sentimento, um pensamento

na realidade, muito otimista

em relação ao setor quando

falamos de investimento. Eu digo

isso porque a Reforma Tributária

está trazendo para o Brasil a simplificação

do sistema tributário,

que é a utilização do IVA (Imposto

sobre o Valor Agregado), sistema

esse que já é usado e consolidado

a muitos anos nos países desenvolvidos.

Apesar de no Brasil não ser

tão simples como nesses países,

pois aqui será o IVA Dual, pois o

CBS vai substituir o PIS e a COFINS,

e o IBS vai substituir o ICMS e o ISS,

ou seja, dois IVA’s, ainda assim serão

menos impostos e uma teórica

simplificação.

Vejo que essa alteração trará olhares

para capital estrangeiro e tecnologia

estrangeira ao Brasil, pois

até os dias de hoje o grande problema

para esses olhares é o nosso

sistema tributário, que, quando

começamos a estudar, uma das

primeiras coisas que ouvimos é a

seguinte frase: “no Brasil nós vivemos

no manicômio tributário”. E

nem precisa ser da área para já ter

ouvido essa expressão.

Mas quando colocamos para o

mundo que estamos buscando a

simplificação do nosso sistema

tributário, a facilitação do contribuinte

para o recolhimento dos

tributos, a redução do assustador

“custo Brasil”, mostramos que estamos

nos adequando a facilitação

de obtenção de capital e tecnologia

estrangeira, fazendo com que haja

fomento e desenvolvimento do setor

da energia renovável no país.

CASSOL - Adão, para finalizar nossa

excelente conversa e já agradecendo

a sua disponibilidade, o que

você tem a dizer para as empresas

do setor de energia solar sobre a

Reforma Tributária proposta. Ela

pretende simplificar ou complicar

nosso processo fiscal para as empresas

do ramo? Ela irá ajudar ou

colocar mais uma pedra em nosso

sapato?

Mais uma vez obrigado pelo convite

Cassol, espero que essa nossa

conversa consiga enriquecer um

pouco a todos que estão acompanhando

e que traga um pouco mais

de preocupação boa para o setor,

para que acompanhem todas as alterações

e que estejam preparados

para quando iniciar o processo de

transição e seja efetivamente implementado

a nova tributação.

Assim como eu sempre comento

nas palestras e comentei a pouco,

quando o assunto é Reforma Tributária,

nós nunca estamos falando

na redução e impostos, mas sim

na redução do “Custo Brasil”, com

a simplificação do sistema tributário

brasileiro. Ou seja, o fato que a

Reforma Tributária nos traz é a simplificação

do processo fiscal, pois

ela fará com que deixe de existir o

PIS, COFINS, ICMS e ISS, para existir

somente o CBS e o IBS. Aqui faço

uma menção também ao IPI, que a

partir da Reforma será IS (Imposto

Seletivo). Com isso, podemos ver

uma redução de 5 impostos para 3.

Mas apesar de na quantidade de

impostos ser pouca alteração, a

grande promessa, e o projeto de lei

geral trazido em Abril/2024 trouxe

essa ideia, é que com a simplicidade,

unificação de sistema de

obrigação acessória, facilitação na

declaração e recolhimento de impostos,

faça com que as empresas

reduzam os custos necessários

para a sua obrigação tributária ser

realizada, portanto, a redução de

custos que a Reforma Tributária

promete é indireta, pois o imposto

não mudará, mas os custos necessários

ao seu pagamento, irão

reduzir.

Diante disso, o que eu consigo ver

é que a Reforma tem como ideia

ajudar os contribuintes dentro de

suas operações, com redução de

autuações bobas por descumprimento

de obrigações acessórias,

ou por uma declaração faltante

de algum tributo. Claro, essa

ideia somente irá se efetivar se

estivermos nos preparando para

isso, para sabermos qual será o

impacto tanto na operação da tributação

quanto no recolhimento

em si, o efeito caixa de fato, e,

para isso, precisamos nos preparar

desde já.

É claro também que, como eu disse,

o setor da energia está ficando

de fora dos projetos iniciais, mas

nós sabemos que a energia renovável,

geração distribuída, é o futuro

da energia, então benefícios irão

surgir, mas somente com a cobrança

dos legisladores e o acompanhamento

de perto do setor para que

os projetos a serem apresentados

acompanhem à vontade para o

melhor do setor.

Então Cassol, o que eu posso disser,

para finalizar, é que temos que

nos preparar desde ontem para o

que a Reforma vai trazer e, desde

já, temos que cobrar os legisladores

para que o setor não fique de

fora da regulamentação e, consequentemente,

seja prejudicado

por um aumento desnivelado dos

impostos por falta de benefícios.

14

RBS Magazine


RBS Magazine 15


GD

Enersim apresenta

soluções para

democratizar o

acesso à energia solar

Desde 2018 atuando em Mato Grosso, a Enersim - gestora de energias

renováveis surgiu para democratizar o acesso à energia solar, a afirmação é

do diretor do Grupo Oeste Solar Energia, Tiago Vianna

O

Grupo Oeste Solar, destaca-

-se nas áreas de operação,

desenvolvimento de projetos,

EPC (Contratos de Engenharia,

Suprimento e Construção)

e marketplace de energia.

Por meio do marketplace, a empresa

conecta geradores de energia

solar, hidrelétrica e biomassa aos

consumidores, gerenciando todo o

ciclo de vida dos projetos solares,

desde a concepção até a operação e

manutenção dos ativos, além da gestão

dos créditos de energia gerados.

“Antigamente quem poderia gerar

sua própria energia eram apenas

os grandes players do mercado,

porque esses geradores são caros. O

que a Enersim faz é uma engenharia

financeira, onde as pessoas de baixo

consumo consigam gerar energia

própria de maneira coletiva”.

"Com o avanço da tecnologia e a

redução dos custos, a energia solar se

tornará cada vez mais acessível para

a população," afirmou. "Isso contribuirá

para a diversificação da matriz

energética brasileira e para a redução

das emissões de gases do efeito

estufa."

Sobre o Grupo Oeste Solar

O Grupo Oeste Solar é um grupo

empresarial brasileiro que atua

no mercado de energia solar desde

2018. O grupo oferece soluções completas

para projetos solares, desde a

concepção até a operação e manutenção

dos ativos.

A Enersim é uma empresa do

Grupo Oeste Solar que oferece soluções

financeiras para projetos solares

e torna possível que pessoas de baixo

consumo gerem energia própria de

maneira coletiva, por meio de uma

engenharia financeira inovadora.

A Enersim faz gestão de mais de

10 mil unidades consumidoras/clientes

recebendo energia em sua base,

sendo 92% pessoas físicas.

Tiago Vianna - diretor do Grupo Oeste Solar Energia

16

RBS Magazine


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Compromisso com o futuro:

A SOFAR investe continuamente

em pesquisa e desenvolvimento, buscando

soluções inovadoras para um

futuro mais sustentável. A empresa

está comprometida em fornecer produtos

de alta qualidade e contribuir

para a construção de um mundo mais

verde.

Presença global e compromisso

local:

Com forte presença no Brasil, a

SOFAR estabeleceu parcerias com os

principais players do mercado local.

A empresa oferece suporte técnico e

comercial dedicado, garantindo soluções

personalizadas para as necessidades

dos clientes brasileiros.

A SOFAR é a parceira ideal para

quem busca soluções solares confiáveis,

eficientes e inovadoras. Com um

portfólio abrangente e compromisso

com o futuro, a empresa está pronta

para impulsionar a transição para um

mundo com energia limpa.

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18

RBS Magazine


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RBS Magazine 19


Entrevista

Entrevista exclusiva

com Ricardo Parolin,

representante da

Hypontech, no Brasil

"A Hypontech enxerga um futuro onde a energia renovável se torna

a principal fonte de energia globalmente, impulsionada por avanços

tecnológicos e crescente conscientização ambiental"

Líder em inovação técnica, a Hypontech é especializada em inversores fotovoltaicos distribuídos e soluções

inteligentes de gerenciamento de energia, assim como uma das patrocinadoras do Fórum GD Centro-Oeste 2024.

RBS Magazine - Como a Hypontech

iniciou sua jornada no mercado de

inversores fotovoltaicos de strings e

armazenamento?

RICARDO PAROLIN - A Hypontech

iniciou sua jornada no mercado

de inversores fotovoltaicos (PV) de

strings e armazenamento aproveitando

a vasta experiência e expertise de

seus fundadores no setor de energia

renovável desde 2009. Com a visão de

revolucionar as soluções energéticas,

a empresa focou no desenvolvimento

de inversores de alta qualidade,

eficientes e confiáveis que pudessem

atender à crescente demanda de clientes

residenciais e comerciais. Através

de contínua pesquisa e inovação, a

Hypontech rapidamente se estabeleceu

como um player chave no mercado,

oferecendo produtos de ponta que

se integram perfeitamente com os sistemas

de energia modernos.

RBS Magazine - Quais são as principais

soluções de gestão inteligente de

energia, oferecidas pela Hypontech?

A Hypontech oferece uma gama de

soluções de gestão inteligente de energia,

projetadas para otimizar o uso de

energia, aumentar a eficiência e reduzir

custos. Estas incluem:

• Microinversores - o HMS 1.6-2K,

que é inteligente, pequeno, com plug-

-and-play, facilitando a energia limpa

para proprietários de residências

e empresas comerciais e industriais

(C&I). Com eficiência de 4MPPTs de

até 99,9% e baixa tensão de início de

16V, traduz-se em uma maior eficiência

geral na geração de eletricidade

para o sistema PV.

• Solução de Armazenamento de

Energia - para armazenar o excesso

de energia solar e utilizá-la durante

períodos de alta demanda ou em apagões,

a Hypontech oferece soluções

de armazenamento de energia de alta

e baixa tensão para residências e pequenas

empresas, ajudando os usuários

a economizar na conta de eletricidade.

• Solução Comercial de Proteção

contra Fluxo Reverso - os inversores

da Hypontech, como o HPT 75K,

são equipados com CT e medidores

de eletricidade. Quando a corrente é

detectada, o HiManager envia instruções

de ajuste de potência ao inversor,

ajustando sincronicamente a saída

para corresponder à carga. A solução

evita o fluxo reverso de energia para

a rede durante períodos de baixa demanda,

otimizando a utilização de

energia e proporcionando economias

substanciais.

20

RBS Magazine


RBS Magazine 21


Entrevista

RBS Magazine - Como a Hypontech vê

o futuro da energia renovável e quais

são suas estratégias para se manter na

vanguarda do mercado?

• A Hypontech enxerga um futuro

onde a energia renovável se torna a

principal fonte de energia globalmente,

impulsionada por avanços

tecnológicos e crescente conscientização

ambiental. Para se manter na

vanguarda do mercado, a Hypontech

emprega várias estratégias:

• Inovação: Investimento contínuo

em pesquisa e desenvolvimento

para criar tecnologias de ponta que

atendam às necessidades emergentes

do mercado.

• Sustentabilidade: Compromisso

com práticas sustentáveis ao longo

do ciclo de vida do produto, desde a

fabricação até a reciclagem.

• Parcerias: Colaboração com

principais stakeholders no setor de

energia renovável para aprimorar a

oferta de produtos e expandir o alcance

do mercado.

• Abordagem Centrada no Cliente:

Foco em entender e atender às

necessidades únicas dos clientes

para fornecer soluções energéticas

personalizadas que entreguem o

máximo valor. Além disso, a Hypontech

implementou um layout de localização,

estabelecendo escritórios

e equipes de suporte no Brasil.

RBS Magazine - Quais são os próximos

desenvolvimentos e inovações

que a Hypontech planeja lançar no

mercado?

Em breve lançaremos o HPS Pro

3-6k Inversor Monofásico On-Grid.

Projetado para atender às necessidades

em evolução dos consumidores

de energia modernos, este inversor

de ponta está repleto de recursos

avançados que garantem desempenho

máximo, confiabilidade e conveniência

para o usuário. Seja você um

proprietário de residência buscando

maximizar seu investimento solar ou

uma empresa visando reduzir custos

de energia, o HPS Pro 3-6k é a solução

perfeita.

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• Sobrecarga DC Máxima de 50%

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40V

• Gestão Avançada de Energia

• Monitoramento 24 Horas

• Interrupção de Circuito de Falha

de Arco (AFCI)

RBS Magazine - Na visão da Hypontech,

qual é a importância do Fórum

GD Centro-Oeste para a cadeia produtiva

do setor no Brasil?

A Hypontech considera o Fórum

SEDE

GD Centro-Oeste de grande importância

para a cadeia produtiva do

setor de energia renovável no Brasil.

Este fórum serve como uma plataforma

crucial para os stakeholders

da indústria compartilharem conhecimentos,

discutirem desafios e

explorarem oportunidades de crescimento.

Ele facilita a colaboração

e o networking entre fabricantes,

fornecedores, formuladores de políticas

e usuários finais, o que é essencial

para impulsionar a inovação

e aumentar a eficiência geral da cadeia

produtiva. A Hypontech vê sua

participação no fórum como uma

oportunidade para contribuir com o

desenvolvimento do setor, apresentar

suas soluções e alinhar-se com as últimas

tendências e regulamentações

no Brasil.

FÁBRICA

22

RBS Magazine


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RBS Magazine 23


TECNOLOGIA

Hopewind anuncia sua nomeação

para o Smarter E AWARD 2024

A Hopewind, fornecedora líder mundial de soluções de energia renovável, anuncia

que foi oficialmente nomeada para o Smarter E AWARD 2024 com o seu inovador

Inversor String de 385kw, com capacidade Grid Forming, como o único

fabricante chinês de inversores entre os finalistas.

O

Smarter E AWARD é um

prêmio da indústria que

reconhece e homenageia

conceitos e tecnologias inovadoras

nos domínios da energia e da

mobilidade. O prêmio é concedido a

empresas que contribuam significativamente

para o avanço de um fornecimento

de energia renovável 24

horas por dia, 7 dias por semana.

Dedicado ao setor solar, o Prêmio

fotovoltaico é atribuído apenas ao

produto mais avançado e revolucionário

do ano. Os maiores fabricantes

de inversores do mundo orgulham-se

de serem nomeados e ganharem este

prêmio de renome mundial, que demonstra

que a empresa conta com

capacidades de inovação, tecnologia

de ponta, time técnico qualificado,

reforçando a sua posição de liderança

na indústria.

O gráfico seguinte apresenta os

finalistas e vencedores do prêmio fotovoltaico

relativo aos fabricantes

de inversores nos últimos 8 anos.

Este ano, a Hopewind está

classificada como o único fabricante

chinês de inversores string

entre os finalistas do Prêmio fotovoltaico,

o que prova novamente

sua forte capacidade inovadora e

alta competitividade no mercado global

de tecnologia de inversores.

"Estamos muito honrados por

sermos nomeados para o Smarter E

AWARD 2024. Ser finalista do Prêmio

Photovolatics indica que a Hopewind

é agora amplamente reconhecida

como pioneira da inovação técnica de

inversores em todo o mundo", disse

Sara Wang, vice-presidente da Hopewind.

"Como o primeiro fabricante

de inversores do mundo a obter o

certificado DNV de Grid Forming, a

Hopewind leva essa tecnologia a conversores

de energia eólica, inversores

fotovoltaicos, PCS de armazenamento

de energia, fontes de alimentação

de produção de hidrogênio, SVG e outros

produtos, construindo uma ecologia

de Smart Grid com tecnologia

de Grid Forming", acrescentou.

Dr. Radovan Kopecek, co-fundador

e diretor do Centro Internacional

de Pesquisa em Energia Solar

Konstanz (ISC) parabenizou a Hopewind:

"Expressamos nossos sinceros

parabéns à Hopewind, membro

Consultivo do ISC, pela nomeação

ao Smarter E Award 2024. Excelente

desempenho e alta qualidade são a

chave para o sucesso da Hopewind.

Estamos ansiosos por unir forças com

a Hopewind na sua aplicação de tecnologia

de Grid Forming em Smart

Hopewind – FINALISTA 2024 – O SMARTER E AWARD

Grid e acelerar a chegada da era TW

na Europa".

Sobre A Hopewind

A Hopewind foi fundada em 2007

e listada na Bolsa de Valores de Xangai

em 2017. A empresa é especializada

no projeto e produção de soluções

renováveis e elétricas, incluindo

conversores de energia eólica, inversores

fotovoltaicos, Bess, SVG e drives

industriais.

Como marca líder em soluções

abrangentes de energia renovável,

a Hopewind participou no projeto

de investigação científica Wingrid,

apoiado pelo Horizonte 2020 da UE,

através do laboratório holandês DNV.

Em 2023, o conversor de energia eólica

da Hopewind recebeu o primeiro

certificado de Grid Forming do mundo

emitido pela DNV.

E desde fevereiro de 2024, o inversor

string de 385 kw da empresa

é reconhecido mundialmente como

o inversor string mais potente do

mercado. Com um histórico notável,

a empresa vendeu mais de 150 GW

de produtos de energia renovável em

todo o mundo.

Saiba mais sobre Hopewind:

https://pt.hopewind.com/

24

RBS Magazine


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RBS Magazine 25


EMBRASTEC

Desenvolvimento de DPS

para os Sistemas Fotovoltaicos

A proteção contra surtos é fundamental para a viabilidade econômica da

geração solar fotovoltaica, permitindo que os SFV operem com eficiência,

imunes às perturbações que eles devem encontrar ao longo da sua vida útil

Os Dispositivos de Proteção contra

Surtos (DPS) protegem as

instalações elétricas de energia

e sinal contra os surtos de tensão

e corrente, provocados pelas descargas

atmosféricas ou a comutação de

circuitos elétricos.

Independentemente das características

da instalação que ele deve proteger,

um DPS atua reduzindo bruscamente

a sua impedância interna, para que a

corrente de surto seja desviada da instalação

protegida, retornando ao seu estado

inicial ao final desse processo.

Embora todos os DPS atuem da forma

anteriormente apresentada, aqueles

destinados a proteção do lado de corrente

contínua de um SFV, basicamente in-

Imagem 2. Laboratório de Alta Tensão da Embrastec.

versores, módulos e diodos de By-Pass,

necessitam de características especiais,

devido à sua elevada exposição aos surtos

e a necessidade dele ao final da sua

vida útil interromper as correntes contínua

originadas pelas módulos fotovoltaicos.

Para enfrentar o desafio de fornecer

DPS CC para SFV, a Embrastec utiliza

todos os seus recursos, como mais de

trinta de anos de experiência, corpo técnico

altamente qualificado e laboratório

próprio de alta tensão. Graças a isso ela

pode oferecer DPS específicos para proteger

cada componente de um SFV, sejam

nas linhas de energia, CA ou CC, sejam

nas diferentes linhas de sinal.

Imagem 1. DPS Solar Embrastec

26

RBS Magazine


RBS Magazine 27


Eventos do Grupo FRG

SOLAR EXPERIENCE - MARINGÁ

www.solarexperience.eco.br/site/maringa/

22 o FÓRUM GD SUDESTE

www.forumgdsudeste.com.br/site/

28

RBS Magazine


23 o FÓRUM GD SUL

www.forumgdsul.com.br/site/

RBS Magazine 29


TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Produção de etanol em MT

aumenta 3.700% em sete anos

Bioind MT destaca a relevância do etanol para a transição energética,

mencionando seu uso em diversas áreas, como na aviação através

do SAF (combustível sustentável de aviação)

O

diretor-executivo das Indústrias

de Bioenergia de

Mato Grosso (Bioind MT),

Giuseppe Lobo, traçou um

panorama promissor para a indústria

do etanol no Mato Grosso, que

recentemente conquistou a vice-liderança

nacional na produção do biocombustível

na safra 2022/2023.

Lobo destacou o salto significativo

do estado, que em 2017 produzia

apenas 150 milhões de litros

de etanol por ano, e agora, na safra

2023/2024, alcançou a marca de 5,72

bilhões de litros. Esse crescimento

meteórico, de mais de 3.700% em

apenas sete anos, se deve principalmente

à introdução do milho como

matéria-prima.

O milho, cultura com grande

oferta no Mato Grosso, impulsionou

a produção e possibilitou uma expectativa

de crescimento de 10% para a

próxima safra, com a estimativa de

produção de 6,3 bilhões de litros.

30

RBS Magazine

Apesar do cenário positivo, o diretor-executivo

da Bioind ressalta os

desafios que o setor enfrenta, como

a questão logística e a tributária. O

estado, com sua grande extensão

territorial e população relativamente

pequena em cerca de 3,5 milhões de

habitantes, tem um consumo interno

de etanol reduzido, o que exige a exportação

da maior parte da produção

para outros estados. Essa logística

complexa aumenta consideravelmente

os custos, diminuindo a competitividade

do etanol mato-grossense

em relação a outros estados.

“Nós estamos a mais de 1000 km

dos nossos principais mercados. Então

essa é uma dificuldade que a gente

tem e o custo logístico é muito caro,

tirando consideravelmente a competitividade

do etanol aqui de Mato

Grosso. A gente tem aí dois estados

vizinhos, Goiás e Mato Grosso do Sul,

com uma política muito agressiva de

incentivo à produção de etanol e com

condições logísticas melhores. Temos

conversado com o Governo do Estado

para gente dar uma política de incentivo

à industrialização de etanol para

melhorar a nossa competitividade”.

O diretor da Bioind também

abordou a crescente importância do

milho na produção de etanol no estado.

Com o aumento da demanda pelo

biocombustível, a estimativa é que a

indústria processe cada vez mais milho,

impulsionando ainda

mais a economia local.

“Esse milho produzido

era praticamente

todo exportado in natura,

então com a introdução

do etanol de

milho, hoje a gente já

processa mais de 10 milhões

de toneladas de

milho, dos 45 milhões

que são produzidos em

Mato Grosso. A tendên-

cia é que com a expansão da indústria

do etanol a gente processe

cada vez mais”.

Lobo destaca ainda a relevância

do etanol para a transição energética,

mencionando seu uso em diversas

áreas, como na aviação através

do SAF (combustível sustentável de

aviação).

“A gente tem também uma perspectiva

de estabilidade na mistura

que traz segurança jurídica e garantia

de que a gente não vai ter sobressaltos

do ponto de vista regulatório.

O etanol tem sido utilizado de várias

formas. São iniciativas que contribuem

para essa transição energética

que a gente vem tocando aqui no

Brasil”.

Giuseppe Lobo - Diretor-executivo das

Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso

(Bioind MT)


TRANSFORMADORES

PARA APLICAÇÃO

SOLAR

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Trifásico a Seco

Transformadores nas potências de 150kVA a

5.000kVA nas classes de tensão até 36,2kV,

com frequência de 50Hz ou 60Hz;

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RBS Magazine 31


NTC SOMAR

Implantação de usinas

fotovoltaicas em morros

- É possível?

A Ecosmart é uma linha inovadora de estruturas fotovoltaicas projetada

especificamente para esse tipo de terreno íngremes.

CCompreendendo a necessidade

urgente de soluções que

manobrem esses desafios

técnicos enfrentados na instalação

de usinas solares em terrenos

acidentados, a NTC Somar, uma das

líderes em soluções estruturais para

instalação de painéis, anuncia o lançamento

da Ecosmart.

Surgindo como um avanço significativo

na capacidade de implementar

usinas solares em áreas com topografias

desafiadoras, essa solução

minimiza a necessidade de terraplanagem,

simplifica as ações de drenagem

no solo e maximiza a eficiência

da instalação.

Ao adaptar-se às irregularidades

naturais do terreno, a Ecosmart

oferece uma alternativa técnica e

econômica para projetos nessas áreas,

destacando-se como uma opção

promissora para desenvolvedores de

projetos solares.

"A Ecosmart é uma resposta direta

aos desafios enfrentados pelos desenvolvedores

de projetos solares ao

lidar com terrenos acidentados", afirma

Paulo Gomes, Diretor de Engenharia

da NTC Somar. "Ao reconhecer

as limitações das soluções convencionais,

desenvolvemos uma linha de estruturas

que se adapta totalmente às

irregularidades naturais do terreno,

minimizando a necessidade de terraplanagem

e maximizando a eficiência

da instalação."

A Ecosmart oferece

uma série de benefícios:

Adaptação ao Terreno:

As estruturas da linha

Ecosmart foram desenvolvidas

para seguir as irregularidades

naturais do

terreno, oferecendo uma

solução padrão que pode

lidar com inclinações longitudinais

de até 10% (6º),

garantindo uma instalação

segura e estável em terrenos

acidentados.

Economia: Ao minimizar a necessidade

de terraplanagem, a Ecosmart

reduz significativamente as despesas

na obra, tornando-a uma escolha

econômica para projetos em terrenos

desafiadores.

Ecologia: Além de reduzir os

custos, a Ecosmart facilita a obtenção

de licenças ambientais, uma

vez que diminui a necessidade de

cortes e aterros nos projetos, minimizando

o impacto ambiental

associado.

Figura 1 - Obra em São José dos Campos em andamento,

com estruturas ECOSMART.

"A topografia do terreno não

deve mais ser uma barreira para a

implementação de usinas solares",

acrescenta Felipe Santiago, Engenheiro

de Campo. "Com a Ecosmart,

estamos capacitando os desenvolvedores

a aproveitar ao máximo os

terrenos disponíveis, independentemente

de sua inclinação ou irregularidade,

enquanto mitigamos os custos

e os impactos ambientais."

Com a Ecosmart, a NTC Somar

está redefinindo os padrões da indústria,

oferecendo uma solução técnica

e econômica para maximizar o potencial

de energia solar em qualquer

topografia.

Sobre a NTC Somar:

Indústria líder no desenvolvimento

e fabricação de estruturas

fotovoltaicas, comprometida em fornecer

soluções inovadoras e sustentáveis

para a indústria de energia solar.

Com uma equipe de especialistas

experientes e um foco contínuo em

pesquisa e desenvolvimento, a NTC

Somar está na vanguarda da transformação

do setor de energia solar.

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32

RBS Magazine


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RBS Magazine 33


INVESTIMENTO

Livoltek anuncia primeira fábrica

de inversores de energia solar

do Brasil com investimento de

R$ 70 milhões em Manaus

Até o fim do ano, empresa também inicia fabricação de baterias de lítio e

carregadores elétricos no Polo Industrial de Manaus. Com esse movimento,

a empresa espera chegar ao TOP 10 das maiores marcas do

mercado fotovoltaico brasileiro até o final de 2025.

A

Livoltek, empresa do Hexing

Group, anuncia a inauguração

da primeira fábrica de

inversores de energia solar

da América Latina na Zona Franca

de Manaus (ZFM). O investimento

é da ordem de R$ 70 milhões, com

previsão de geração de mais de 600

empregos. O evento para celebrar o

início das operações em solo amazonense

está marcado para o dia 24 de

julho e contará com a presença de

autoridades, associações do setor,

integradores, imprensa e influenciadores

do mercado fotovoltaico.

Com o início da produção programado

para o segundo semestre

de 2024, a Livoltek torna-se a maior

e única fabricante de inversores fotovoltaicos

na América Latina. O investimento

na Zona Franca de Manaus

também contempla outra iniciativa

ousada do grupo empresarial: o início

da fabricação de baterias de lítio

e carregadores de veículos elétricos,

cuja produção deve ser iniciada já no

final de 2024.

A princípio, serão importados

apenas as carrocerias e os chips –

que não são fabricados no Brasil – e

alguns outros componentes eletrônicos,

mas as PCBs (do inglês Printed

Circuit Board ou Placa de Circuito Impresso)

serão produzidas no Brasil.

Além de abastecer o mercado local

brasileiro, a estratégia da Livoltek é

atender os países vizinhos como Argentina,

Colômbia, Paraguai e Peru e,

no futuro, avaliar a exportação para

a Europa.

Gigante do setor de energia solar,

a multinacional também é referência

na produção de inversores on-grid,

off-grid e híbridos, com comunicação

IoT e plataformas em nuvem para

monitoramento remoto. Com sede

na China, a empresa possui fábricas

na Indonésia e na África, além de

contar com operações na Europa.

Pioneirismo na fabricação nacional

e aposta no livre mercado

Em Manaus, a nova fábrica ocupará

18 mil m², criando 600 empregos

diretos e mais de 2 mil indiretos,

contribuindo para a expansão do segmento

fotovoltaico nacional e latino-

-americano. Na capital do Amazonas,

a empresa iniciará suas atividades

com a produção de inversores string

e híbridos. A expectativa é oferecer

inversores fabricados no Brasil ao

mesmo custo dos importados à medida

em que as etapas produtivas forem

sendo nacionalizadas.

De acordo com Rui Cheng, CEO

do Grupo Hexing Brasil, Holding fundada

em 1992 que detém as marcas

Livoltek e Eletra Energy, maior fabricante

brasileira de medidores eletrônicos,

a missão da empresa é ajudar

os clientes a desenvolverem seus

negócios para ampliarem suas oportunidades

e serem os melhores do

mercado. Para ajudar os clientes da

América Latina a transformarem essa

visão em realidade, a construção da

primeira fábrica da região, no Brasil,

será fundamental.

Já o chairman do Hexing Group,

Liangzhang Zhou, afirmou que a nova

fábrica de inversores demonstra um

compromisso de longo prazo da empresa

no fomento a industrialização

do país, fortalecendo a posição qualificada

do Brasil no mercado global.

Em relação à geração de empregos

no país, Zhou afirma que o Grupo

Hexing já conta com muitos trabalhadores

qualificados na Eletra, em Eusébio,

região metropolitana de Fortaleza

e que alguns desses profissionais

estão sendo promovidos para atuar

em Manaus como supervisores para

coordenar e treinar equipes locais. “A

região já tem uma longa história de

empresas eletrônicas, então há uma

boa quantidade de mão de obra qualificada.

Na Eletra temos poucos executivos

e engenheiros chineses. Mais

de 96% de todos os funcionários são

34

RBS Magazine


“Acreditamos firmemente no “livre mercado” e não esperamos

depender de incentivos governamentais para sermos competitivos”

brasileiros, e acreditamos que esse é

um dos principais ingredientes para o

nosso sucesso”, finaliza o Chairman.

A empresa explica ainda que

conta apenas com os incentivos da

Superintendência da Zona Franca

de Manaus (Suframa) que todas as

empresas estabelecidas em Manaus

têm, sem tratamento especial. “Acreditamos

firmemente no “livre mercado”

e não esperamos depender de

incentivos governamentais para sermos

competitivos”, afirma o executivo.

Investimentos do Grupo Hexing

no Brasil

Os investimentos do Grupo Hexing

no Brasil começaram há pouco

mais de 10 anos com a Eletra Energy.

A empresa, que atua com a fabricação

de medidores de energia elétrica

e medidores de água, além da automação

de rede elétrica, começou

com menos de 5% de participação

no mercado de medidores em 2010

e hoje detém aproximadamente 70%

de share.

“Buscaremos resultados semelhantes

com a Livoltek, sempre respeitando

a nossa cultura organizacional,

que é vista como diferencial

por nossos colaboradores e clientes”,

garante Mr. Cheng.

Desde 2011, a empresa já aportou

mais de R$200 milhões em investimentos

no Brasil, contando as

futuras instalações da Livoltek e as

fábricas da Eletra Energy em Itaitinga,

na região metropolitana de Fortaleza,

que contribuem com a economia

local com mais de 1400 colaboradores,

entre contratações diretas e terceirizados.

Considerando a mudança de tecnologia

no mercado de medição e a

capacidade técnica e de produção da

Eletra, é esperado um crescimento

de 93% no faturamento ao longo dos

próximos 5 anos, o que resultará na

criação de 300 novos postos de trabalho.

O Grupo Hexing possui escritórios

no Peru, Holanda, África do Sul,

Bangladesh, Argentina, Hong Kong,

Indonésia, Nigéria e Senegal. Além

de fábricas na China, Indonésia, Tunísia,

Paquistão, Quênia, África do Sul e

Brasil, e é um dos principais fornecedores

de produtos e sistemas de medição

inteligentes do mundo.

Eletra Energy, reputação consolidada,

tecnologia de ponta e liderança

no mercado brasileiro

A Eletra Energy surgiu de uma

Joint Venture formada por uma empresa

cearense e o Grupo Hexing, de

origem chinesa. Em março de 2013,

a Eletra foi adquirida em sua totalidade

pelo Grupo Hexing, que possui

mais de 30 anos de experiência no

desenvolvimento e fabricação de

medidores inteligentes para redes

smart grid e que figura entre uma

das líderes mundiais em medição

de energia.

Com vendas que superam 4,5

milhões de medidores por ano, além

das soluções AMI e Smart Grid, as

operações da Eletra Energy contam

com fabricação, vendas, suporte e escritórios

administrativos para apoiar

as necessidades dos clientes em todo

o mundo.

Sobre a Livoltek

A Livoltek Power está comprometida

em fornecer energia solar

de alta qualidade para seus clientes

globais, cobrindo usos residenciais,

comerciais, industriais, agrícolas e

concessionárias de energia e saneamento.

O portfólio da empresa abrange

inversores fotovoltaicos on-grid, off-grid

e híbridos, com comunicação

IoT e plataformas em nuvem para

monitoramento remoto. A missão

da empresa é ser a primeira escolha

de soluções de armazenamento de

energia para clientes de energia solar

em todo o mundo.

Seus produtos utilizam componentes

de alta qualidade, com 80%

deles provenientes de fornecedores

internacionais conhecidos da Alemanha,

Japão e Estados Unidos, entre

outros.

RBS Magazine 35


INTEGRAÇÃO

25 º Fórum GD região Nordeste

reunirá especialistas em geração distribuída

com fontes renováveis em Pernambuco

Evento que acontecerá na capital do estado, acontecerá entre

os dias 07 e 08 de agosto e terá mais de 10 painéis

O

estado nordestino de

Pernambuco será palco

da 25ª edição do Fórum

Regional de Geração

Distribuída com Fontes Renováveis

na região nordeste no segundo

semestre de 2024. Intitulado

como Fórum GD Nordeste, o

evento ocorrerá nos dias 07 e 08

de agosto, no Centro de Eventos

Recife, na capital do Estado.

Caracterizado como um evento

consagrado que reúne provedores

de soluções, EPCs, integradores,

distribuidores, fabricantes,

profissionais e acadêmicos que atuam

direta ou indiretamente na geração

distribuída oriunda de fontes renováveis

de energia, o Fórum GD é organizado

pelo Grupo FRG Mídias & Eventos

todos os anos e visa em 2024 proporcionar

uma oportunidade única para

debater as tendências e rumos do setor

que está em constante crescimento

no Brasil.

“O Fórum GD Região Nordeste

pela primeira vez chega a cidade de Recife,

aonde nós inclusive realizamos em

2019 o maior evento de geração distribuída

do país. Nós estamos voltando

agora com as possibilidades de trazer

novos investimentos, de colocar o estado

e a região do Nordeste como protagonista”

destaca Tiago Fraga, CEO do

Grupo FRG Mídias & Eventos.

Rudinei Miranda, presidente da

Associação Nacional das Entidades Representativas

de Energias Renováveis,

uma das apoiadoras do evento, pontua

que o Fórum GD tem grande importância

para fomentar negócios e conhecimentos

na região Nordeste.

“Ter grandes eventos destes dentro

do Nordeste e aqui essencialmente

no estado de Pernambuco, no qual eu

estou presidente da associação pernambucana

e agora assumi também a

posição de presidente da nacional, nos

deixa muito satisfeitos em saber que é

um evento sério, um evento com respaldo,

com qualidade, um evento focado

em agregar valor. Então isso dá

muita tranquilidade inclusive de a gente

estar apoiando diretamente o evento”

pontua Miranda.

A GD no Nordeste

Segundo dados da Agência Nacional

de Energia Elétrica (ANEEL), o

país já gera impressionantes 29GW de

potência instalada em Geração Distribuída.

Destes, a região do Nordeste é

responsável sozinha por 5,88 GW, demonstrando

o potencial e a relevância

da região nesse cenário.

Dentre os 9 estados nordestinos, a

Bahia desponta como líder no segmento,

com uma produção de 1,29 GW. Em

seguida, temos o Ceará e Pernambuco,

com respectivamente, 955,413 kW e

876,811 kW de potência instalada.

Recife, a capital que sediará o

evento, está fortemente inserida nesse

panorama, contando atualmente com

quase 8 mil unidades consumidoras

em geração distribuída, destacando-se

como um polo significativo de

desenvolvimento e aplicação da

tecnologia na região.

Para Fraga, o evento trará

não apenas debates de alto nível

sobre o setor, mas também

a participação de renomados

especialistas do Brasil e do exterior,

que compartilharão seus

conhecimentos e experiências,

enriquecendo ainda mais a experiência

dos participantes.

Como será o evento

O Fórum acontecerá em dois

dias intensos de painéis e palestras.

Ao todo são esperados mais de 10 painéis,

todos com mais de três ou quatro

palestras cada, proporcionando uma

imersão importante aos assuntos em

alta sobre a GD na região nordeste do

país.

Na ocasião, também serão debatidos

temas relevantes sobre o mercado

livre de energia, assim como novas

oportunidades de negócios, capacitação

de profissionais e a legislação brasileira

para esse tipo de produção de

energia.

“Traremos os principais players

a nível global que estarão compartilhando

seu conhecimento, palestrando

sobre diversos temas como situação

jurídica, fluxo reverso, oportunidades

de financiamento, novas tecnologias

em módulos e inversores, conectores”

explica Fraga.

“Falaremos sobre as usinas de pequeno

e médio porte, mercado livre.

Então a gente tem a convicção e a certeza

de que esse evento, esse fórum GD

Nordeste inclusive vai ser o maior de

todos já realizados pelo Grupo FRG e a

gente espera em torno aí de 1500 a 2

mil pessoas por dia” complementa ele.

36

RBS Magazine


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