RBS Magazine Ed 59
• Enchentes e alagamentos impactando a segurança de sistemas fotovoltaicos em casas e empreendimentos • Energia renovável é alternativa para crise climática, afirmam especialistas em seminário do setor energético • Região Centro-Oeste é responsável sozinha por 4,7GW de potência instalada em geração distribuída • Enersim apresenta soluções para democratizar o acesso à energia solar • Produção de etanol em MT aumenta 3.700% em sete anos • 25º Fórum GD região Nordeste reunirá especialistas em geração distribuída com fontes renováveis em Pernambuco
• Enchentes e alagamentos impactando a segurança de sistemas fotovoltaicos em casas e empreendimentos • Energia renovável é alternativa para crise climática, afirmam especialistas em seminário do setor energético • Região Centro-Oeste é responsável sozinha por 4,7GW de potência instalada em geração distribuída • Enersim apresenta soluções para democratizar o acesso à energia solar • Produção de etanol em MT aumenta 3.700% em sete anos • 25º Fórum GD região Nordeste reunirá especialistas em geração distribuída com fontes renováveis em Pernambuco
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Vol. 07 - Nº 59 - MAI/JUN 2024
www.revistabrasilsolar.com
Região Centro-Oeste é responsável
sozinha por 4,7GW de potência
instalada em geração distribuída
24°FórumGD
Anos
CUIABÁ - MT - BRASIL
26 E 27
JUNHO
2024
MATO GROSSO
ACESSE NOSSO
SITE
ISSN 2526-7167
índice
Editorial
Olá, Amigos
Em nossa edição número 59 da RBS Magazine temos que comentar as
condições críticas do estado do Rio Grande do Sul após as enchentes de maio.
Estado que é o 3º que mais investe em energia solar fotovoltaica no modelo
GD no Brasil, mas que sofreu um duro golpe com as inundações que assolaram
as cidades e que não terá a situação normalizada tão cedo.
Por mais que pareça uma situação longe do nosso setor, temos que lembrar
que a utilização de fontes renováveis de energia é capaz de colaborar na
redução das mudanças climáticas, já que não emite gases do efeito estufa e
poluentes durante a geração de energia. Mesmo assim, os impactos que nós
seres humano já causamos em seu planeta tem agravado as catástrofes climáticas
e urge que nossa matriz renovável continue expandindo e que os processos
sejam cada vez mais eficientes.
Até o fechamento deste editorial, nosso país alcança 43,2 GWp de potência
solar fotovoltaica instalada, sendo 29,3 GW no modelo GD e 13,9 GW como
GC. Focando nossas análises na GD, até maio, houve um acréscimo de 3 GW de
energia solar e 290 mil novas instalações neste ano de 2024. A região Centro-
-Oeste, que recebe o Fórum GD neste mês, é responsável por 4,7 GW de toda
a GD solar e, em 2024, já é responsável por 22% de toda a potência instalada.
Na Entrevista do Editor desta edição, tive o prazer de conversar com o Advogado
Adão Henrique, onde ele apresenta insight e tendências do que há por
vir com as mudanças tributárias e como nós, empresas do setor solar, devemos
estar atentos as novas regras. Temos também a entrevista com o Ricardo
Parolin, representante da Hypontech, onde mostra a caminhada da empresa e
as tecnologias a serem disponibilizadas ao mercado brasileiro.
Ainda nesta edição, temos uma análise do setor de etanol que tem crescido
de forma fantástica nos últimos anos. Além disso, o anúncio da fábrica de
inversores da Livoltek que chega a Manaus com investimento de mais de R$ 70
milhões, mostra a força do Brasil para captar mais empresas do setor para se
instalar em nosso território.
Além disso, temos temas que somarão ao leitor na parte técnica do setor
de energia, como estruturas voltadas para usinas em morros, atualização nas
proteções solares, gestão de energia e outras soluções inovadoras para os
leitores.
Aproveite a nossa 59ª edição da RBS Magazine e sempre conte conosco
para este desafiador mercado que é o mercado de energia!
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Boa leitura e até mais!
Cassol – Editor RBS Magazine
Enchentes e alagamentos impactando a
segurança de sistemas fotovoltaicos em casas e
empreendimentos
Energia renovável é alternativa para crise climática,
afirmam especialistas em seminário do setor
energético
Região Centro-Oeste é responsável sozinha por
4,7GW de potência instalada em geração distribuída
Enersim apresenta soluções para democratizar o
acesso à energia solar
Produção de etanol em MT aumenta 3.700% em
sete anos
25º Fórum GD região Nordeste reunirá especialistas
em geração distribuída com fontes renováveis em
Pernambuco
Expediente
Curitiba - PR – Brasil
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EDIÇÃO
FRG Mídia Brasil Ltda.
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DIREÇÃO COMERCIAL
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e Klidma Bastos
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- Núcleo de Estudo em Energia Alternativa /
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DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA
Empresas do setor de energia solar
fotovoltaica, geração distribuída e energias
renováveis, sustentabilidade, câmaras
e federações de comércio e indústria,
universidades, assinantes, centros de
pesquisas, além de ser distribuído em grande
quantidade nas principais feiras e eventos do
setor de energia solar, energias renováveis,
construção sustentável e meio ambiente.
TIRAGEM: 5.000 exemplares
VERSÕES: Impressa / eletrônica
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RBS Magazine 3
Artigo do Editor
Enchentes e Alagamentos Impactando a
Segurança de Sistemas Fotovoltaicos
em Casas e Empreendimentos
Por: Tiago Cassol Severo, Professor da Universidade de Caxias
do Sul e Diretor Executivo da CGP Engenharia & Consultoria
RESUMO
O impacto das transformações climáticas são cada vez mais visíveis em nosso planeta, onde chuvas intensas, enchentes e deslizamentos
são mais comuns em noticiários e faz com que áreas, principalmente com pouco planejamento urbano, sejam severamente afetadas.
Uma enchente da proporção ocorrida no Rio Grande do Sul, em maio deste ano, trouxe um alerta ao setor de energia solar onde se observou
a necessidade da maior divulgação de informações sobre o manuseio de sistemas fotovoltaicos que foram submersos pelo grande
volume de água. Tais sistemas fotovoltaicos podem resultar em perigos ainda maiores durante salvamentos nestas áreas alagadas ou em
religamentos de sistemas não revisados por técnicos experientes e protegidos.
CONTEXTUALIZANDO A SITUA-
ÇÃO
Os desastres ambientais têm se
tornado cada vez mais comuns no
Mundo, onde alagamentos, enchentes
e deslizamentos somados a tantas
outras catástrofes oriundas da
Natureza ou da intervenção humana,
faz com que a sociedade se una, seja
para ações emergenciais de resgate,
seja para a reconstrução de cidades
ou, ainda, para prevenir ou mitigar as
próximas situações que possam comprometer
a vida.
Tal situação é observada em desastres
brasileiros nos últimos anos,
como o ocorrido em Santa Catarina,
no ano de 2008, onde as enchentes
no Vale do Itajaí atingiram mais de
1,5 milhão de pessoas e deixaram
135 mortos Outra situação ocorreu
na Região Serrana do Rio de Janeiro,
em 2011, onde as enchentes e deslizamentos
deixaram 916 mortos,
assim como em Petrópolis e em Pernambuco,
ambas em 2022 deixaram
centenas de mortos pelos deslizamentos
ocorridos.
Neste maio de 2024, foi a vez do
Rio Grande do Sul passar por uma das
situações mais desesperadoras dos
seus mais de 200 anos de história.
Até a submissão desse artigo, as chuvas
no Rio Grande do Sul já tinham
causado 136 mortes, mas ainda com
141 desaparecidos. Foram 444 municípios
afetados, dos 497 ao total, pelas
chuvas, alagamentos e enchentes
o que resultou em 71.398 pessoas
em abrigos e 333.928 pessoas desalojados.
Esse é mais um fato que reforça
os diversos alertas publicados por
pesquisadores e entidades de estudos
climáticos, em diferentes situações
ou momentos, que a proporção
desse tipo catástrofe deve ser atribuída
a uma ação provocada pela interferência
do ser humano no planeta.
Assim, o investimento em tecnologias
limpas e eficientes em qualquer
elo da cadeia produtiva da sociedade
se faz urgente para dimerizar tais situações
a ponto que não se tornem
irreversíveis.
Os esforços para o maior uso de
sistemas fotovoltaicos para a geração
de energia elétrica é uma iniciativa
positiva nesse cenário pouco animador.
Como é sabido, a energia solar
tem a geração de energia elétrica de
forma limpa e sem emissão de gases
ao meio ambiente, com alta durabilidade
e rápida ampliação. Características
estas animadoras para tentar
reverter este cenário climático que o
mundo tem caminhado.
Entretanto, o setor de energia solar
e a sociedade precisa se preparar
para situações como as que ocorreram
no Rio Grande do Sul, o que não
era visível ou dada maior atenção nas
outras situações catastróficas apresentadas
nesse artigo. Analisando
a Figura 01 (a) é possível ver o total
alagamento de uma cidade do interior
gaúcho, onde centenas de casas
e estabelecimentos tiveram a água
chegando e, muitas vezes até passando,
seus telhados. Partindo para
a Figura 1(b) é dado um foco a uma
posição da imagem onde mostra um
empreendimento quase totalmente
submerso que este possui um sistema
fotovoltaico de, pelo menos, uns
60 kWp, deixando a exatidão de lado.
O número crescente de sistemas
solares em geração distribuída, hoje
superior a 29 GW, espalhados em todas
as cidades do Brasil faz um alerta
à necessidade de maior informação
de como manusear os equipamentos
fotovoltaicos em situações extremas
para que os usuários, socorristas e as
empresas integradoras não tenham
4
RBS Magazine
Artigo do Editor
(a)
Figura 01 (a): imagem de uma cidade do RS afetada pela enchente, e
(b) imagem em foco de um sistema fotovoltaico.
suas vidas em mais uma situação de
comprometimento.
Usando o exemplo da mesma Figura
01, mesmo desconectado à rede
elétrica devido ao sistema anti-ilhamento
do inversor, este sistema solar
tem o lado CC em situação crítica e se
ocorrerem falhas no isolamento ou
possíveis rompimentos dos cabos solares
podem gerar descargas elétricas
altas devido a conexão das strings.
Curtos-circuitos e falhas no sistema
solar irão comprometer a segurança
e a funcionalidade dos equipamentos
e pode comprometer a segurança do
usuário.
Diversas entidades e empresas
do setor liberaram notas e vídeos
explicativos ou desenvolvem ações
para reduzir o perigo e exposição
a descargas elétricas no resgate de
pessoas próximas a sistemas solares
ou como operar quando for retornar
as casas e empresas após a água alcançar
um nível mais baixo.
O Programa RS Solar, que conta
com diversos profissionais, entidades
e associações do setor, montou um
Grupo de Trabalho de Reconstrução
onde foram analisados os impactos
das enchentes em empresas do setor
solar e um ofício foi escrito sobre os
procedimentos e condução segura
para os sistemas fotovoltaicos afetados
após as enchentes no Rio Grande
do Sul. Este ofício explicou os procedimentos
que devem ser seguidos
por usuários, socorristas e empresas
do setor imediatamente após uma
enchente para tentar minimizar os
perigos no manuseio, incluindo práticas
seguras de inspeção, dos sistemas
fotovoltaicos.
(b)
Esse ofício pode ser encontrado
no Instagram do Programa RS SOLAR
e foi amplamente divulgado nas mídias
durante o ocorrido. Além disso,
as atividades do GT Reconstrução
continuam em desenvolvimento para
o apoio das empresas que tiveram os
negócios afetados e na participação
de eventos que levaram a situação
ocorrida para outros estados também
darem a devida atenção.
Uma outra ação que tem sido
trabalhada no Rio Grande do Sul é
o Ilumina RS, onde empresas se uniram
para amparar de forma efetiva
as pessoas que tiveram seus sistemas
de energia solar afetadas pelas
enchentes. O projeto Ilumina RS foi
criado com o propósito de acender
a luz do Rio Grande do Sul através
da energia solar. Então, tanto as
pessoas ou as empresas de energia
solar que tiveram seus clientes com
seus sistemas fotovoltaicos afetados
podem se cadastrar no site,
que está na referência deste artigo,
e ter a análise e restauração dos
equipamentos solares para voltar a
gerar sua energia.
Essas ações, como muitas outras
trabalhadas durante esse período,
foram e estão sendo positivas para
colaborar no restabelecimento de
sistemas solares e colaborar no reestabelecimento
do Rio Grande do Sul.
Mesmo assim, ainda são necessárias
ações de capacitação voltadas a usuários
e socorristas para que haja melhor
preparo em enchentes futuras e
que o sistema solar instalado não seja
mais um item de perigo em uma situação
de verdadeira catástrofe com a
enchente ocorrida no Rio Grande do
Sul.
CONCLUSÕES
Este artigo teve como objetivo
reforçar o alerta para todo o setor
de energia solar. Tendo em vista
que o número de sistemas solares
irá felizmente continuar a crescer,
mas as mudanças climáticas irão infelizmente
também aumentar as
chances de ocorrer outras enchentes
e alagamentos, há a necessidade
urgente de maior cuidado nessas
situações extremas, mediante a informação
e capacitação de usuários,
socorristas e empresas do setor de
energia solar.
Ações de diversas entidades já
mostram um caminho para aumentar
o conhecimento nessa situação
extrema, mas ainda há necessidade
de uma união maior de todo o setor
para que a energia solar seja sempre
vista como uma solução e não como
um problema para quem deseja investir
em uma fonte renovável e segura.
REFERÊNCIA
Dados do Setor de Geração
Distribuída, disponível
em:https://app.powerbi.com/
view?r=eyJrIjoiY2VmMmUwN-
2QtYWFiOS00ZDE3LWI3NDMt-
ZDk0NGI4MGU2NTkxIiwidCI6I-
jQwZDZmOWI4LWVjYTctNDZh-
Mi05MmQ0LWVhNGU5YzAxNzBlM-
SIsImMiOjR9 – visitado no dia 27 de
maio de 2024.
Desastres ambientais: tragédia no
Sul já é a 2ª maior dos últimos 10
anos no país. Jornal Correio Braziliense
https://www.correiobraziliense.
com.br/brasil/2024/05/6855292-tra-
gedia-no-sul-ja-e-a-2-maior-
-dos-ultimos-10-anos-no-
-pais.html – visitado no dia 28
de maio de 2024.
Para acesso ao ofício do Programa
RS SOLAR – https://www.instagram.
com/programa.rs.solar/ - visitado em
09 de junho de 2024.
Projeto Ilumina RS - https://iluminariograndedosul.com.br/
- visitado em
10 de junho de 2024.
RBS Magazine 5
SINDENERGIA
Energia renovável é alternativa para
crise climática, afirmam especialistas
em Seminário do setor Energético
O principal tópico abordado no Seminário de Energia de Mato Grosso foi a necessidade
de migração das energias não renováveis para fontes alternativas mais limpas.
Especialistas e autoridades se
reuniram em Cuiabá para abordar
temas relacionados a energias
renováveis, crise climática
e a transição energética que impactam
Mato Grosso e o restante do
mundo. As palestras ocorreram nos
dias 21 e 22 de maio, no XII Seminário
de Energia. O evento foi realizado
pelo Sindenergia-MT com o apoio
da Federação das Indústrias de Mato
Grosso (Fiemt) e patrocinadores.
Umas das
alternativas para
o desenvolvimento
sustentável, segundo
especialistas, seria
a expansão das
energias renováveis,
que são mais limpas
e impactam menos o
meio ambiente
A transição energética é assunto
em pauta principalmente por conta
do aquecimento global e consequente
aumento das tragédias climáticas
que tem ocorrido mais frequentemente
em diversos lugares do mundo,
a exemplo do Rio Grande do Sul.
O desequilíbrio ambiental do
planeta vem ocorrendo devido ao
aumento de gases do efeito estufa,
principalmente ao longo do século
XX, que foi agravado e ganhou maior
evidência nos últimos 20 anos. Especialistas
e governantes tentam reverter
a situação e promovem encontros
para debater o tema em diversos lugares
do mundo.
Umas das alternativas para o desenvolvimento
sustentável, segundo
especialistas, seria a expansão das
energias renováveis, que são mais
limpas e impactam menos o meio
ambiente.
Por este motivo, o principal tópico
abordado no Seminário de Energia
de Mato Grosso foi a necessidade
de migração das energias não renováveis
para fontes alternativas mais
limpas, em especial a energia solar,
que hoje em Mato Grosso já possui
10% de participação de mercado, segundo
o Sindenergia-MT.
Mato Grosso é um estado promissor
na geração de energia renovável
e a expectativa é que aumente
a sua produção ainda mais nos próximos
anos.
O presidente do Sindenergia-
-MT, Tiago Vianna, explica que, “quase
90% da nossa fonte de energia é
limpa, mas a dificuldade é fazer essa
energia chegar na ponta, nos lugares
mais distantes do estado. A gente
consome em torno de 11 TWh ao
ano e produz em torno de 20 TWh,
do qual o excedente é exportado. A
maior parte disso daí vem ainda de
fontes hídricas”, disse.
Segurança Energética e Tarifas
do Setor
Também esteve presente no
evento o secretário-chefe da Casa Civil
do governo de Mato Grosso, Fábio
Garcia, que ressaltou que a indústria
brasileira de energia precisa ser mais
competitiva, para que o consumidor
final não seja tão prejudicado ao pagar
por diversas taxas na conta de luz.
Garcia explica o que poderia ser feito
para aumentar essa competitividade.
“O Brasil ainda é um país em
desenvolvimento e precisa se industrializar
muito para que possa
gerar emprego de qualidade para
as pessoas. Dois pilares são fundamentais
para sustentar esse desenvolvimento:
o primeiro é segurança
energética, o segundo é
modicidade tarifária. Ou seja, precisamos
de preço competitivo de energia”,
afirma.
Fábio Garcia citou também que
existem alguns pontos que precisam
ser revistos no modelo do setor elétrico
brasileiro, já que, de acordo
com ele, toda vez que um subsídio é
dado a uma fonte de energia, alguém
paga essa conta.
6
RBS Magazine
“Hoje, todos os subsídios estão
concentrados na conta de luz, na nossa
tarifa de energia elétrica. Quase
metade dela é imposto federal, estadual
e encargos do setor elétrico.
Portanto, a gente precisa rever ao
dar um subsídio ao setor de energia,
quem vai pagar por isso. Atualmente,
os consumidores estão pagando pelo
sistema e isso precisa ser revisto”,
conclui Fábio Garcia.
O ex-ministro da agricultura,
Blairo Maggi falou sobre o avanço da
energia solar e explicou que, “se todo
mundo produzir a sua própria energia
e quiser transitar pelas redes da concessionária
sem pagar nada, como
é que isso vai funcionar no futuro?
O sistema quebra. Então, o governo
deu um incentivo inicial, começou a
crescer bastante esse negócio, agora
ele [governo] deve retirar o incentivo
nos próximos anos para que o processo
ande normalmente e que não
prejudique o restante da sociedade”,
explicou.
O estado de Mato Grosso tem
crescido bastante na procura por
energia solar e serviços de assinatura
residencial e industrial. Maggi explicou
que a vantagem do sistema fotovoltaico
é que, “a sociedade e o mundo
acharam um jeito barato de fazer
energia. Agora, a transmissão dela é
um negócio mais complicado que vai
depender de como cada um vai pagar
um pouco por isso”, conclui.
Entraves na Expansão das Energias
Renováveis
Atualmente, um dos maiores entraves
é na distribuição das energias
renováveis, devido à dimensão territorial
do país e
critérios técnicos
do setor.
O Brasil é
rico em recursos
naturais, o
que o torna promissor
na geração
de energias
renováveis
(hidrelétrica,
eólica, solar,
entre outras). O
maior desafio é
conciliar todas
as atividades necessárias (geração,
transmissão e distribuição) para que
chegue nas casas, indústrias, comércios
e zona rural.
O país possui hoje uma matriz
com cerca de 78% de energia renovável,
segundo dados da Balanço
Energético Nacional (BEN), um número
superior à média mundial, que
se aproxima de 29%, conforme dados
da Agência Internacional de Energia
(IEA).
É também, o segundo maior produtor
de etanol do mundo que é um
combustível considerado limpo. O
país está investindo em créditos de
carbono e fontes de energias alternativas,
como a solar e a eólica, que
correspondem a 16,8% e 44,53%,
respectivamente, fazendo com que o
Brasil seja o 6º maior produtor mundial
de ambas, conforme dados da
Global Wind Energy Council.
Pacto da ONU
No Seminário de Energia a CEO
da Dona Lamparina, Silla Motta, apresentou
o Pacto Global da ONU e as
oportunidades na
Amazônia Legal.
Ela explicou
como é o processo
de adesão e quais
são os protocolos
que precisam ser
cumpridos para
poder aderir ao
Pacto da ONU.
“Para aderir, é
preciso preencher
um formulário,
enviar uma carta e submeter à aprovação
da ONU. Depois da aprovação,
é necessário pagar uma anuidade e
também fazer um relatório comprovando
todas as suas iniciativas em
prol da agenda 20/30 [desenvolvimento
sustentável]”, explicou.
A Amazônia Legal foi constituída
pelo governo brasileiro na década
de 1950 com objetivo de integrar a
região da bacia amazônica e prover
incentivos fiscais e políticas públicas
na região. É um recorte geográfico
de grande importância ambiental e
política. Possui aproximadamente 5
milhões de quilômetros quadrados e
corresponde a 59% do território brasileiro.
Engloba nove estados, incluindo
Mato Grosso.
Silla Motta discorreu sobre o potencial
e os desafios dessa região tão
importante para a sustentabilidade
do país.
“A Amazônia Legal possui um
grande potencial para a geração de
energia fotovoltaica, integrando sistemas
de armazenamento com o
apoio de baterias. No entanto, existe
uma complexidade logística da
região e limitações para a obtenção
de licenças ambientais e isso dificulta
o planejamento das ações do setor.
A energia fotovoltaica é a mais adequada
na Amazônia Legal, comparando
com a geração hidrelétrica e
eólica que são mais complexas para
viabilizar”, disse Motta.
O XII Seminário de Energia de
Mato Grosso contou com diversos
especialistas em Cuiabá e foi realizado
pelo Sindenergia-MT entre 21 e
22 de maio, com o apoio da Fiemt e
patrocinadores.
RBS Magazine 7
CALENDÁRIO DE
EVENTOS
2024
07/08
AGO
25˚FÓRUM GD NORDESTE
RECIFE - PE
24 A 26
SET
2º FÓRUM DE EFICIÊNCIA
ENERGÉTICA
CURITIBA - PR
11/12
SET
26˚FÓRUM GD NORTE
MANAUS - AM
02/03
OUT
2˚FÓRUM DE GERAÇÃO
CENTRALIZADA DE ENERGIA
SÃO PAULO - SP
11/12
SET
2º FÓRUM AMAZÔNIA
SUSTENTAVEL
MANAUS - AM
30/31
OUT
9˚ CBGD/EXPOGD
BELO HORIZONTE - MG
19/20
SET
7˚ SOLAR EXPERIENCE
VITÓRIA - ES
30/31
OUT
6º ENERGY STORAGE BRASIL
BELO HORIZONTE - MG
24 A 26
SET
7º SMART ENERGY
CURITIBA - PR
30/31
OUT
5º FÓRUM DE MOBILIDADE
URBANA E VEÍCULOS ELÉTRICOS
BELO HORIZONTE - MG
24 A 26
SET
2º FÓRUM DE MERCADO
LIVRE DE ENERGIA
CURITIBA - PR
21/22
NOV
4˚FÓRUM HIDROGÊNIO
SALVADOR - BA
8
RBS Magazine
AGRIVOLTAICOS
CULTIVANDO ENERGIA
ATÉ 75% MENOS PROBABILIDADE DE FRATURA
RBS Magazine 9
DESENVOLVIMENTO
Região Centro-Oeste é
responsável sozinha por
4,7GW de potência instalada
em geração distribuída
Energia gerada a partir do próprio consumidor já atinge mais de 370 mil unidades
consumidoras e será debatida em fórum especializado este mês
A
geração distribuída de energia
elétrica tem mostrado
um crescimento notável na
região Centro-Oeste do Brasil.
Segundo dados recentes da Agência
Nacional de Energia Elétrica (ANE-
EL), a região já conta com 4,7GW de
potência instalada em geração distribuída,
atendendo mais de 370 mil
unidades consumidoras nos estados
de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Goiás e Distrito Federal.
O Mato Grosso, por sua vez, se
destaca como líder regional com
1,8GW de potência instalada, seguido
pelo Mato Grosso do Sul com
1,6GW e Goiás com 1,3GW. O Distrito
Federal, embora menor, contribui
com 413kW. Esse avanço demonstra
a importância estratégica da geração
distribuída para a segurança
e eficiência do sistema energético
nacional.
Geração distribuída e a fonte solar
Com o potencial brasileiro expressivo,
a geração distribuída, que
inicialmente visava atender ao consumo
próprio dos chamados pro-
-consumidores, agora desempenha
um papel crucial como geradora de
energia para todo o sistema.
Ao incorporar
tecnologias como baterias
para armazenamento,
ela ainda garante uma oferta
imediata de energia conforme
as necessidades do sistema,
aumentando assim a segurança
e a resiliência, especialmente
durante interrupções no fornecimento
de hidrelétricas.
A fonte solar, no entanto, é
atualmente a principal impulsionadora
da GD no Brasil. O país se tornou
uma potência global em energia
fotovoltaica, posicionando-se como
o 6º maior mercado mundial e o 4º
que mais adicionou capacidade instalada
em 2023, segundo a Aneel.
Sobre o Fórum GD Centro-Oeste
Todos esses avanços e desafios
da geração distribuída no país, por
sua vez, serão debatidos em um fórum
especializado este mês.
Chamado de Fórum GD Centro-Oeste,
o evento, que está em
sua 24ª edição, será realizado em
Cuiabá, no Centro Político Administrativo,
nos dias 26 e 27 de junho
de 2024. Além disso, reunirá toda a
cadeia produtiva do setor na região
centro-oeste em busca de soluções e
10
RBS Magazine
aprimoramentos. Ele é organizado pelo
Grupo FRG Mídias & Eventos e apoiado
pelo SINDENERGIA MT.
Tiago Fraga, CEO do Grupo FRG Mídias
& Eventos, pontua que o evento
trará um grande networking para quem
já está no setor, bem como deve atender
médios e grandes consumidores de
energia, abordando novas tecnologias.
CUIABÁ - MT
GOIANIA - GO
“O Fórum GD vai trazer as últimas
inovações, as últimas tendências e oportunidades
de negócios que estão disponíveis
no setor. Vamos falar de projetos
0 grid, vamos falar de sistemas isolados,
armazenamento de energia. Vamos falar
muito sobre o armazenamento de
energia dentro das oportunidades de
geração distribuída e o mercado livre de
energia” ressalta Fraga.
“O evento vai atender as expectativas
de médios e grandes consumidores
de energia e também aquele tradicional
networking para quem já está no setor
que vai lutar de frente aí com os maiores
players, principais especialistas do
setor de geração distribuída com fontes
renováveis” explica ele.
Já entre os patrocinadores que viabilizam
o evento, por outro lado, estão
empresas líderes no setor, onde todos
os participantes poderão ter contato.
CAMPO GRANDE - MS
Na categoria Diamante: >Diamante:
PHB, Edeltec, Enersim, Hypontech;
Master: Embrastec, Inoxpar, WEG,
ODEX, Studio Solar; Ouro: Trael, NTC
Somar, Ae Solar, Fotus, Hopewind, Soollar,
Ourolux; Esmeralda: Trina Solar;
Platina: Sofar; Prata: WebConecte;
Bronze: CGP;
Fraga reforça ainda o compromisso
e o pioneiro do Grupo FRG para com os
eventos renováveis do Brasil e da América
Latina.
BRASÍLIA - DF
“Lembrando sempre que todos os
eventos do Grupo FRG tem o compromisso
de neutralizar as emissões. Então
é mais uma etapa que o Grupo FRG vem
cumprindo. Mais uma vez com pioneirismo
e deixando seu legado para que
quem tem interesse neste setor, possa
sempre encontrar no Grupo FRG aquilo
que procura” finaliza ele.
RBS Magazine 11
Entrevista do Editor
Na edição número 59 da RBS Magazine, Cassol entrevista o
advogado empresarial e palestrante Adão Henrique Ribeiro
de Souza, sócio no escritório Bulhões Santos Sociedade de
Advogados, onde atua de forma consultiva e contenciosa em
matéria tributária e empresarial. O advogado Adão Henrique
também é cofundador da Menza Escola de Negócios, que é
focada nos estudos sobre a Reforma Tributária e consultoria
para preparação ao novo cenário tributário brasileiro.
Em nossa entrevista, temas sobre o impacto da Reforma
Tributária nos preços, nos serviços e nas empresas do setor
foram abordadas de uma forma clara e didática. Além
disso, como a eminente alteração legislativa podem gerar
oportunidades perante os tributos como ICMS, PIS, COFINS
e possíveis compensações e ressarcimentos. Além da Lei
Complementar 160/2017 que ainda é possível tirar algum
proveito em prol da empresa do setor solar.
Então, segue nosso bate-papo sobre Reforma Tributária, pauta
esta que vai ganhando cada vez mais importância para todas
as empresas brasileiras.
CASSOL - Adão, primeiro gostaria
de dizer que é um prazer ter você
na Entrevista do Editor da RBS Magazine
dessa edição. Nos conhecemos
e convivemos, principalmente,
nos eventos como Solar Experience
e Fórum GD e suas palestras são
sempre excepcionais. Então, vamos
começar sobre quais são os seus
sentimentos e suas expectativas
sobre a Reforma Tributária proposta
pelo atual Governo Federal?
ADÃO HENRIQUE - Cassol,
ntes de tudo agradeço o convite
para estar contigo nessa conversa,
é um momento especial e torço
para que aqueles que tenham a
oportunidade de nos acompanhar
consigam tirar um pouco do nosso
bate papo para ajudar na sua atividade
ou também para seu conhecimento
sobre a tributação brasileira.
Já em relação a sua pergunta,
minha expectativa profissional é
que o empresário, seja lá qual for
o seu setor, precisará muito ter seu
advogado e seu contador próximo
de si, a Reforma está alterando
consideravelmente a tributação do
consumo e ainda terá um processo
de transição longo, pois serão
8 anos do início da cobrança dos
novos impostos até a sua efetiva
implementação e extinção dos
antigos. Sendo assim, como será
um processo pagando os impostos
antigos e os novos, com a devida
proporção é claro, será complexo
a sua operação e todos precisarão
estar atentos a cada detalhe para
a efetivação da implementação.
Ainda, ouso falar que quem não
começar a se preparar já para as
alterações, buscando previsões,
preparação de sistema e contabilidade,
pode acabar se prejudicando
durante o processo de transição
e acabar com autuações/multas
desnecessárias. Também sempre
termos em mente que nunca foi
falado em redução dos impostos
no Brasil, pelo contrário, toda a
discussão do último ano em relação
a aprovação da reforma foi no
sentido de manter arrecadação da
união, estados e municípios, o que
sempre se buscou com a reforma
é a simplificação do sistema com
a redução dos custos operacionais
da tributação. A simplificação do
sistema de cobrança, suposta redução
de tributos, fará com que fique
mais fácil pagar impostos. Diante
disso, o meu maior sentimento é o
de proatividade para pôr em prática
a transição, pois eu sempre
tento chamar a atenção para todos
no sentido de que, seja a reforma
boa ou ruim, ela já aconteceu, o
Congresso Nacional já a aprovou
em Dezembro/2023 a Emenda que
alterou nosso sistema tributário na
Constituição, inclusive agora em
Abril/2024 já apresentou o Projeto
de Lei nº 68/2024, que é o projeto
da lei geral do IVA, ou seja, teremos
com lidar com ela de qualquer forma,
precisamos estar atentos para
nos adaptar e em sua implementação
não ficarmos para trás.
CASSOL - Sabemos que a parte
tributária na área de geração
de energia é um mistério para a
maioria dos empresários do setor,
em especial para os integradores
solares. Tem alguma novidade ou
algum ponto de atenção mais específico
e relacionada a geração de
energia elétrica, em especial para o
mercado de geração distribuída? A
Reforma Tributária afetará a carga
tributária das empresas do setor de
energia elétrica?
Olha, especificamente ao setor
Cassol, eu tenho uma notícia triste,
na Emenda Constitucional nº
132/2023, que aprovou a Reforma,
o setor da geração distribuída foi
excluído do rol de beneficiários de
regimes específicos de tributação,
ou seja, o setor estará sujeito a tributação
comum dos novos impos-
12
RBS Magazine
tos. Nos primeiros projetos e textos,
o setor poderia vir a usufruir
de regimes com alíquotas específicas,
até mesmo bases de cálculo diferenciadas,
mas infelizmente acabou
por sair desse rol. Hoje, tanto
no texto da EC nº 132/2023, como
no Projeto Lei 68/2024, não há
qualquer especificação ao setor da
energia elétrica, e o que isso quer
dizer? Que não haverá qualquer alteração
na tributação para a continuidade
da operação, mas que os
benefícios atuais podem vir a serem
perdidos pois, até o momento,
ainda não há de nossos legisladores
qualquer discussão específica
ao setor. Alerta para nós cobrarmos
dos nossos legisladores iniciarem
essa discussão já no momento da
apresentação dos projetos iniciais
nesse ano de 2024, pois deixarmos
para o futuro somente, ou seja,
adaptar a legislação já aprovada lá
na frente, pode ser que no Brasil a
legislação não acompanhe a atualização
que o setor precisa para o
crescimento.
Eu sempre dou destaque nas minhas
palestras, um alerta aos prestadores
de serviços, pois eles são
os que eu acredito que mais serão
prejudicados com a Reforma Tributária.
Por que isso vai acontecer?
A reforma está implementando o
CBS (federal) e o IBS (estadual e
municipal) como impostos que serão
aplicados a todos os setores e
operações, sem diferenciação de
serviço, produto etc., ou seja, todos
os contribuintes terão a mesma
carga tributária.
Com a apresentação do Projeto
68/2024, também ocorreu uma
apresentação da estimativa da alíquota
do IVA brasileiro, que provavelmente
será de 17,7% do IBS
e 8,8% do CBS, ou seja, o IVA total
será de 26,5% como estimativa.
Cassol, hoje um prestador de serviço
tem uma carga tributária de
13% a 18% mais ou menos, dependendo
de faturamento, setor, benefícios
etc. Com a reforma, essa
carga irá subir para 26,5%, pois
agora não haverá mais qualquer
diferenciação para os prestadores
de serviço, visto que todos os
contribuintes estarão sujeitos a
esta carga.
Eu sempre dou
destaque nas minhas
palestras, um alerta
aos prestadores
de serviços, pois
eles são os que eu
acredito que mais
serão prejudicados
com a Reforma
Tributária...
Ou seja, principalmente para os
prestadores de serviço, ficará mais
caro. Aqui Cassol, lembro a todos
que a Reforma Tributária que tanto
está sendo debatido no último ano,
é sobre a tributação do consumo,
o que eu quero dizer? Que as alterações
são somente sobre o PIS,
COFINS, ICMS, ISS e IPI, ou seja,
ainda serão mantidos o imposto de
renda, contribuição social sobre o
lucro líquido, INSS, contribuições
de terceiros.
CASSOL - Adão, poderia ser bem
específico sobre as mudanças na
tributação de bens e serviços que
são voltadas a energia elétrica
previstas na Reforma Tributária e
nos projetos da sua regulamentação?
Haverá alguma diferenciação
na tributação para a geração de
eletricidade de usinas solares em
geração distribuída e em geração
centralizada?
Então, Cassol, assim como comentei
a pouco, infelizmente os setores
de geração de energia não terão
tributação específica, acabou caindo
no que chamamos de “vala comum”,
fazendo com que não tenha
uma tributação ou regime direcionado
especificamente ao setor.
Mas o que eu preciso destacar e
todos temos que estar atento, pois
será de extrema relevância, é que
a Reforma Tributária está alterando
PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI, para
Entrevista do Editor
que seja implementado o CBS, IBS
e IS.
Dito isso, os benefícios de ICMS, PIS
e COFINS existentes hoje deixarão
de existir, salvo apresentação de
lei específica sobre o tema, o que
o Projeto de Lei 68/2024 feito em
Abril/2024 já não trouxe. Digo isso
pois hoje existem benefícios de
isenção do ICMS, trazido pelo Convênio
16/2015, que os estados podem
conceder sobre a energia elétrica
fornecida pela distribuidora
à unidade consumidora, na quantidade
correspondente à soma da
energia elétrica injetada na rede
de distribuição pela mesma unidade
consumidora com os créditos de
energia ativa originados na própria
unidade consumidora.
Eu digo isso Cassol pois entre os de
2029 a 2032 haverá uma regressão
na incidência do ICMS, imposto
que será extinto, com um aumento
progressivo na mesma proporção
da incidência do IBS, novo imposto.
Ou seja, o benefício será reduzido
juntamente com a redução da incidência
do antigo imposto.
Claro que a Reforma Tributária tem
em mente que esse processo de
transição fará com que sejam reduzidos
os benefícios, por isso criou
um fundo específico para aqueles
que serão atingidos por redução
dos benefícios, fazendo com que o
contribuinte atingido acesse créditos
de IBS para o fim de ver seus
benefícios mantidos. Mas temos
que pensar no futuro, como ficarão
esses benefícios após a completa
implementação dos novos impostos?
Temos que brigar com os legisladores,
no judiciário, com todas
as nossas forças, para que ocorra a
manutenção deles e consequentemente
o crescimento do setor.
Hoje Cassol, não há uma especificidade
para o setor na tributação,
mas sim uma aplicação comum da
tributação do consumo que, como
comentei, tem como projeção uma
alíquota de 26,5%. Mas ainda foi
apresentado somente o primeiro
projeto, temos uma longa caminhada
de discussão e projetos para
acompanharmos e, atrás de nossos
representantes, brigar pela coloca-
RBS Magazine 13
Entrevista do Editor
ção de benefícios nas leis a serem
aprovadas.
Vejo que essa
alteração trará
olhares para
capital estrangeiro
e tecnologia
estrangeira ao Brasil,
pois até os dias
de hoje o grande
problema para esses
olhares é o nosso
sistema tributário...
CASSOL - O Brasil tem investido
cada vez mais em geração de energia
renovável e sempre se destacou
nesse quesito em relação ao resto
do mundo. Assim, de que maneira
a Reforma Tributária pode influenciar
nos investimentos em infraestrutura
e projetos de energia renovável
em nosso país?
Então Cassol, confesso que eu
tenho um sentimento, um pensamento
na realidade, muito otimista
em relação ao setor quando
falamos de investimento. Eu digo
isso porque a Reforma Tributária
está trazendo para o Brasil a simplificação
do sistema tributário,
que é a utilização do IVA (Imposto
sobre o Valor Agregado), sistema
esse que já é usado e consolidado
a muitos anos nos países desenvolvidos.
Apesar de no Brasil não ser
tão simples como nesses países,
pois aqui será o IVA Dual, pois o
CBS vai substituir o PIS e a COFINS,
e o IBS vai substituir o ICMS e o ISS,
ou seja, dois IVA’s, ainda assim serão
menos impostos e uma teórica
simplificação.
Vejo que essa alteração trará olhares
para capital estrangeiro e tecnologia
estrangeira ao Brasil, pois
até os dias de hoje o grande problema
para esses olhares é o nosso
sistema tributário, que, quando
começamos a estudar, uma das
primeiras coisas que ouvimos é a
seguinte frase: “no Brasil nós vivemos
no manicômio tributário”. E
nem precisa ser da área para já ter
ouvido essa expressão.
Mas quando colocamos para o
mundo que estamos buscando a
simplificação do nosso sistema
tributário, a facilitação do contribuinte
para o recolhimento dos
tributos, a redução do assustador
“custo Brasil”, mostramos que estamos
nos adequando a facilitação
de obtenção de capital e tecnologia
estrangeira, fazendo com que haja
fomento e desenvolvimento do setor
da energia renovável no país.
CASSOL - Adão, para finalizar nossa
excelente conversa e já agradecendo
a sua disponibilidade, o que
você tem a dizer para as empresas
do setor de energia solar sobre a
Reforma Tributária proposta. Ela
pretende simplificar ou complicar
nosso processo fiscal para as empresas
do ramo? Ela irá ajudar ou
colocar mais uma pedra em nosso
sapato?
Mais uma vez obrigado pelo convite
Cassol, espero que essa nossa
conversa consiga enriquecer um
pouco a todos que estão acompanhando
e que traga um pouco mais
de preocupação boa para o setor,
para que acompanhem todas as alterações
e que estejam preparados
para quando iniciar o processo de
transição e seja efetivamente implementado
a nova tributação.
Assim como eu sempre comento
nas palestras e comentei a pouco,
quando o assunto é Reforma Tributária,
nós nunca estamos falando
na redução e impostos, mas sim
na redução do “Custo Brasil”, com
a simplificação do sistema tributário
brasileiro. Ou seja, o fato que a
Reforma Tributária nos traz é a simplificação
do processo fiscal, pois
ela fará com que deixe de existir o
PIS, COFINS, ICMS e ISS, para existir
somente o CBS e o IBS. Aqui faço
uma menção também ao IPI, que a
partir da Reforma será IS (Imposto
Seletivo). Com isso, podemos ver
uma redução de 5 impostos para 3.
Mas apesar de na quantidade de
impostos ser pouca alteração, a
grande promessa, e o projeto de lei
geral trazido em Abril/2024 trouxe
essa ideia, é que com a simplicidade,
unificação de sistema de
obrigação acessória, facilitação na
declaração e recolhimento de impostos,
faça com que as empresas
reduzam os custos necessários
para a sua obrigação tributária ser
realizada, portanto, a redução de
custos que a Reforma Tributária
promete é indireta, pois o imposto
não mudará, mas os custos necessários
ao seu pagamento, irão
reduzir.
Diante disso, o que eu consigo ver
é que a Reforma tem como ideia
ajudar os contribuintes dentro de
suas operações, com redução de
autuações bobas por descumprimento
de obrigações acessórias,
ou por uma declaração faltante
de algum tributo. Claro, essa
ideia somente irá se efetivar se
estivermos nos preparando para
isso, para sabermos qual será o
impacto tanto na operação da tributação
quanto no recolhimento
em si, o efeito caixa de fato, e,
para isso, precisamos nos preparar
desde já.
É claro também que, como eu disse,
o setor da energia está ficando
de fora dos projetos iniciais, mas
nós sabemos que a energia renovável,
geração distribuída, é o futuro
da energia, então benefícios irão
surgir, mas somente com a cobrança
dos legisladores e o acompanhamento
de perto do setor para que
os projetos a serem apresentados
acompanhem à vontade para o
melhor do setor.
Então Cassol, o que eu posso disser,
para finalizar, é que temos que
nos preparar desde ontem para o
que a Reforma vai trazer e, desde
já, temos que cobrar os legisladores
para que o setor não fique de
fora da regulamentação e, consequentemente,
seja prejudicado
por um aumento desnivelado dos
impostos por falta de benefícios.
14
RBS Magazine
RBS Magazine 15
GD
Enersim apresenta
soluções para
democratizar o
acesso à energia solar
Desde 2018 atuando em Mato Grosso, a Enersim - gestora de energias
renováveis surgiu para democratizar o acesso à energia solar, a afirmação é
do diretor do Grupo Oeste Solar Energia, Tiago Vianna
O
Grupo Oeste Solar, destaca-
-se nas áreas de operação,
desenvolvimento de projetos,
EPC (Contratos de Engenharia,
Suprimento e Construção)
e marketplace de energia.
Por meio do marketplace, a empresa
conecta geradores de energia
solar, hidrelétrica e biomassa aos
consumidores, gerenciando todo o
ciclo de vida dos projetos solares,
desde a concepção até a operação e
manutenção dos ativos, além da gestão
dos créditos de energia gerados.
“Antigamente quem poderia gerar
sua própria energia eram apenas
os grandes players do mercado,
porque esses geradores são caros. O
que a Enersim faz é uma engenharia
financeira, onde as pessoas de baixo
consumo consigam gerar energia
própria de maneira coletiva”.
"Com o avanço da tecnologia e a
redução dos custos, a energia solar se
tornará cada vez mais acessível para
a população," afirmou. "Isso contribuirá
para a diversificação da matriz
energética brasileira e para a redução
das emissões de gases do efeito
estufa."
Sobre o Grupo Oeste Solar
O Grupo Oeste Solar é um grupo
empresarial brasileiro que atua
no mercado de energia solar desde
2018. O grupo oferece soluções completas
para projetos solares, desde a
concepção até a operação e manutenção
dos ativos.
A Enersim é uma empresa do
Grupo Oeste Solar que oferece soluções
financeiras para projetos solares
e torna possível que pessoas de baixo
consumo gerem energia própria de
maneira coletiva, por meio de uma
engenharia financeira inovadora.
A Enersim faz gestão de mais de
10 mil unidades consumidoras/clientes
recebendo energia em sua base,
sendo 92% pessoas físicas.
Tiago Vianna - diretor do Grupo Oeste Solar Energia
16
RBS Magazine
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Residencial: O PowerNano, solução
"tudo em um" com microinversor,
hub inteligente e bateria AC, oferece
flexibilidade e alta performance
para telhados e varandas. Compatível
com módulos de alta potência e com
recursos de segurança avançados,
garante energia limpa e confiável.
Comercial e Industrial: A SOFAR
oferece inversores trifásicos de alta
potência, como o modelo SG350K-
-HV, que maximiza a geração de
energia em grandes instalações. Sua
eficiência de 99% e robustez garantem
produtividade e economia.
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de 350 kW para energia solar em
larga escala, é ideal para usinas fotovoltaicas.
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garantem o máximo retorno do investimento.
Compromisso com o futuro:
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em pesquisa e desenvolvimento, buscando
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futuro mais sustentável. A empresa
está comprometida em fornecer produtos
de alta qualidade e contribuir
para a construção de um mundo mais
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Presença global e compromisso
local:
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principais players do mercado local.
A empresa oferece suporte técnico e
comercial dedicado, garantindo soluções
personalizadas para as necessidades
dos clientes brasileiros.
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quem busca soluções solares confiáveis,
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portfólio abrangente e compromisso
com o futuro, a empresa está pronta
para impulsionar a transição para um
mundo com energia limpa.
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18
RBS Magazine
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RBS Magazine 19
Entrevista
Entrevista exclusiva
com Ricardo Parolin,
representante da
Hypontech, no Brasil
"A Hypontech enxerga um futuro onde a energia renovável se torna
a principal fonte de energia globalmente, impulsionada por avanços
tecnológicos e crescente conscientização ambiental"
Líder em inovação técnica, a Hypontech é especializada em inversores fotovoltaicos distribuídos e soluções
inteligentes de gerenciamento de energia, assim como uma das patrocinadoras do Fórum GD Centro-Oeste 2024.
RBS Magazine - Como a Hypontech
iniciou sua jornada no mercado de
inversores fotovoltaicos de strings e
armazenamento?
RICARDO PAROLIN - A Hypontech
iniciou sua jornada no mercado
de inversores fotovoltaicos (PV) de
strings e armazenamento aproveitando
a vasta experiência e expertise de
seus fundadores no setor de energia
renovável desde 2009. Com a visão de
revolucionar as soluções energéticas,
a empresa focou no desenvolvimento
de inversores de alta qualidade,
eficientes e confiáveis que pudessem
atender à crescente demanda de clientes
residenciais e comerciais. Através
de contínua pesquisa e inovação, a
Hypontech rapidamente se estabeleceu
como um player chave no mercado,
oferecendo produtos de ponta que
se integram perfeitamente com os sistemas
de energia modernos.
RBS Magazine - Quais são as principais
soluções de gestão inteligente de
energia, oferecidas pela Hypontech?
A Hypontech oferece uma gama de
soluções de gestão inteligente de energia,
projetadas para otimizar o uso de
energia, aumentar a eficiência e reduzir
custos. Estas incluem:
• Microinversores - o HMS 1.6-2K,
que é inteligente, pequeno, com plug-
-and-play, facilitando a energia limpa
para proprietários de residências
e empresas comerciais e industriais
(C&I). Com eficiência de 4MPPTs de
até 99,9% e baixa tensão de início de
16V, traduz-se em uma maior eficiência
geral na geração de eletricidade
para o sistema PV.
• Solução de Armazenamento de
Energia - para armazenar o excesso
de energia solar e utilizá-la durante
períodos de alta demanda ou em apagões,
a Hypontech oferece soluções
de armazenamento de energia de alta
e baixa tensão para residências e pequenas
empresas, ajudando os usuários
a economizar na conta de eletricidade.
• Solução Comercial de Proteção
contra Fluxo Reverso - os inversores
da Hypontech, como o HPT 75K,
são equipados com CT e medidores
de eletricidade. Quando a corrente é
detectada, o HiManager envia instruções
de ajuste de potência ao inversor,
ajustando sincronicamente a saída
para corresponder à carga. A solução
evita o fluxo reverso de energia para
a rede durante períodos de baixa demanda,
otimizando a utilização de
energia e proporcionando economias
substanciais.
20
RBS Magazine
RBS Magazine 21
Entrevista
RBS Magazine - Como a Hypontech vê
o futuro da energia renovável e quais
são suas estratégias para se manter na
vanguarda do mercado?
• A Hypontech enxerga um futuro
onde a energia renovável se torna a
principal fonte de energia globalmente,
impulsionada por avanços
tecnológicos e crescente conscientização
ambiental. Para se manter na
vanguarda do mercado, a Hypontech
emprega várias estratégias:
• Inovação: Investimento contínuo
em pesquisa e desenvolvimento
para criar tecnologias de ponta que
atendam às necessidades emergentes
do mercado.
• Sustentabilidade: Compromisso
com práticas sustentáveis ao longo
do ciclo de vida do produto, desde a
fabricação até a reciclagem.
• Parcerias: Colaboração com
principais stakeholders no setor de
energia renovável para aprimorar a
oferta de produtos e expandir o alcance
do mercado.
• Abordagem Centrada no Cliente:
Foco em entender e atender às
necessidades únicas dos clientes
para fornecer soluções energéticas
personalizadas que entreguem o
máximo valor. Além disso, a Hypontech
implementou um layout de localização,
estabelecendo escritórios
e equipes de suporte no Brasil.
RBS Magazine - Quais são os próximos
desenvolvimentos e inovações
que a Hypontech planeja lançar no
mercado?
Em breve lançaremos o HPS Pro
3-6k Inversor Monofásico On-Grid.
Projetado para atender às necessidades
em evolução dos consumidores
de energia modernos, este inversor
de ponta está repleto de recursos
avançados que garantem desempenho
máximo, confiabilidade e conveniência
para o usuário. Seja você um
proprietário de residência buscando
maximizar seu investimento solar ou
uma empresa visando reduzir custos
de energia, o HPS Pro 3-6k é a solução
perfeita.
Características e Benefícios Principais:
• Eficiência de Pico de 98,1%
• Sobrecarga DC Máxima de 50%
• Baixa Tensão de Inicialização:
40V
• Gestão Avançada de Energia
• Monitoramento 24 Horas
• Interrupção de Circuito de Falha
de Arco (AFCI)
RBS Magazine - Na visão da Hypontech,
qual é a importância do Fórum
GD Centro-Oeste para a cadeia produtiva
do setor no Brasil?
A Hypontech considera o Fórum
SEDE
GD Centro-Oeste de grande importância
para a cadeia produtiva do
setor de energia renovável no Brasil.
Este fórum serve como uma plataforma
crucial para os stakeholders
da indústria compartilharem conhecimentos,
discutirem desafios e
explorarem oportunidades de crescimento.
Ele facilita a colaboração
e o networking entre fabricantes,
fornecedores, formuladores de políticas
e usuários finais, o que é essencial
para impulsionar a inovação
e aumentar a eficiência geral da cadeia
produtiva. A Hypontech vê sua
participação no fórum como uma
oportunidade para contribuir com o
desenvolvimento do setor, apresentar
suas soluções e alinhar-se com as últimas
tendências e regulamentações
no Brasil.
FÁBRICA
22
RBS Magazine
A melhor distribuidora para
todos os tipos de projetos
Fale conosco e comprove!
RBS Magazine 23
TECNOLOGIA
Hopewind anuncia sua nomeação
para o Smarter E AWARD 2024
A Hopewind, fornecedora líder mundial de soluções de energia renovável, anuncia
que foi oficialmente nomeada para o Smarter E AWARD 2024 com o seu inovador
Inversor String de 385kw, com capacidade Grid Forming, como o único
fabricante chinês de inversores entre os finalistas.
O
Smarter E AWARD é um
prêmio da indústria que
reconhece e homenageia
conceitos e tecnologias inovadoras
nos domínios da energia e da
mobilidade. O prêmio é concedido a
empresas que contribuam significativamente
para o avanço de um fornecimento
de energia renovável 24
horas por dia, 7 dias por semana.
Dedicado ao setor solar, o Prêmio
fotovoltaico é atribuído apenas ao
produto mais avançado e revolucionário
do ano. Os maiores fabricantes
de inversores do mundo orgulham-se
de serem nomeados e ganharem este
prêmio de renome mundial, que demonstra
que a empresa conta com
capacidades de inovação, tecnologia
de ponta, time técnico qualificado,
reforçando a sua posição de liderança
na indústria.
O gráfico seguinte apresenta os
finalistas e vencedores do prêmio fotovoltaico
relativo aos fabricantes
de inversores nos últimos 8 anos.
Este ano, a Hopewind está
classificada como o único fabricante
chinês de inversores string
entre os finalistas do Prêmio fotovoltaico,
o que prova novamente
sua forte capacidade inovadora e
alta competitividade no mercado global
de tecnologia de inversores.
"Estamos muito honrados por
sermos nomeados para o Smarter E
AWARD 2024. Ser finalista do Prêmio
Photovolatics indica que a Hopewind
é agora amplamente reconhecida
como pioneira da inovação técnica de
inversores em todo o mundo", disse
Sara Wang, vice-presidente da Hopewind.
"Como o primeiro fabricante
de inversores do mundo a obter o
certificado DNV de Grid Forming, a
Hopewind leva essa tecnologia a conversores
de energia eólica, inversores
fotovoltaicos, PCS de armazenamento
de energia, fontes de alimentação
de produção de hidrogênio, SVG e outros
produtos, construindo uma ecologia
de Smart Grid com tecnologia
de Grid Forming", acrescentou.
Dr. Radovan Kopecek, co-fundador
e diretor do Centro Internacional
de Pesquisa em Energia Solar
Konstanz (ISC) parabenizou a Hopewind:
"Expressamos nossos sinceros
parabéns à Hopewind, membro
Consultivo do ISC, pela nomeação
ao Smarter E Award 2024. Excelente
desempenho e alta qualidade são a
chave para o sucesso da Hopewind.
Estamos ansiosos por unir forças com
a Hopewind na sua aplicação de tecnologia
de Grid Forming em Smart
Hopewind – FINALISTA 2024 – O SMARTER E AWARD
Grid e acelerar a chegada da era TW
na Europa".
Sobre A Hopewind
A Hopewind foi fundada em 2007
e listada na Bolsa de Valores de Xangai
em 2017. A empresa é especializada
no projeto e produção de soluções
renováveis e elétricas, incluindo
conversores de energia eólica, inversores
fotovoltaicos, Bess, SVG e drives
industriais.
Como marca líder em soluções
abrangentes de energia renovável,
a Hopewind participou no projeto
de investigação científica Wingrid,
apoiado pelo Horizonte 2020 da UE,
através do laboratório holandês DNV.
Em 2023, o conversor de energia eólica
da Hopewind recebeu o primeiro
certificado de Grid Forming do mundo
emitido pela DNV.
E desde fevereiro de 2024, o inversor
string de 385 kw da empresa
é reconhecido mundialmente como
o inversor string mais potente do
mercado. Com um histórico notável,
a empresa vendeu mais de 150 GW
de produtos de energia renovável em
todo o mundo.
Saiba mais sobre Hopewind:
https://pt.hopewind.com/
24
RBS Magazine
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RBS Magazine 25
EMBRASTEC
Desenvolvimento de DPS
para os Sistemas Fotovoltaicos
A proteção contra surtos é fundamental para a viabilidade econômica da
geração solar fotovoltaica, permitindo que os SFV operem com eficiência,
imunes às perturbações que eles devem encontrar ao longo da sua vida útil
Os Dispositivos de Proteção contra
Surtos (DPS) protegem as
instalações elétricas de energia
e sinal contra os surtos de tensão
e corrente, provocados pelas descargas
atmosféricas ou a comutação de
circuitos elétricos.
Independentemente das características
da instalação que ele deve proteger,
um DPS atua reduzindo bruscamente
a sua impedância interna, para que a
corrente de surto seja desviada da instalação
protegida, retornando ao seu estado
inicial ao final desse processo.
Embora todos os DPS atuem da forma
anteriormente apresentada, aqueles
destinados a proteção do lado de corrente
contínua de um SFV, basicamente in-
Imagem 2. Laboratório de Alta Tensão da Embrastec.
versores, módulos e diodos de By-Pass,
necessitam de características especiais,
devido à sua elevada exposição aos surtos
e a necessidade dele ao final da sua
vida útil interromper as correntes contínua
originadas pelas módulos fotovoltaicos.
Para enfrentar o desafio de fornecer
DPS CC para SFV, a Embrastec utiliza
todos os seus recursos, como mais de
trinta de anos de experiência, corpo técnico
altamente qualificado e laboratório
próprio de alta tensão. Graças a isso ela
pode oferecer DPS específicos para proteger
cada componente de um SFV, sejam
nas linhas de energia, CA ou CC, sejam
nas diferentes linhas de sinal.
Imagem 1. DPS Solar Embrastec
26
RBS Magazine
RBS Magazine 27
Eventos do Grupo FRG
SOLAR EXPERIENCE - MARINGÁ
www.solarexperience.eco.br/site/maringa/
22 o FÓRUM GD SUDESTE
www.forumgdsudeste.com.br/site/
28
RBS Magazine
23 o FÓRUM GD SUL
www.forumgdsul.com.br/site/
RBS Magazine 29
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
Produção de etanol em MT
aumenta 3.700% em sete anos
Bioind MT destaca a relevância do etanol para a transição energética,
mencionando seu uso em diversas áreas, como na aviação através
do SAF (combustível sustentável de aviação)
O
diretor-executivo das Indústrias
de Bioenergia de
Mato Grosso (Bioind MT),
Giuseppe Lobo, traçou um
panorama promissor para a indústria
do etanol no Mato Grosso, que
recentemente conquistou a vice-liderança
nacional na produção do biocombustível
na safra 2022/2023.
Lobo destacou o salto significativo
do estado, que em 2017 produzia
apenas 150 milhões de litros
de etanol por ano, e agora, na safra
2023/2024, alcançou a marca de 5,72
bilhões de litros. Esse crescimento
meteórico, de mais de 3.700% em
apenas sete anos, se deve principalmente
à introdução do milho como
matéria-prima.
O milho, cultura com grande
oferta no Mato Grosso, impulsionou
a produção e possibilitou uma expectativa
de crescimento de 10% para a
próxima safra, com a estimativa de
produção de 6,3 bilhões de litros.
30
RBS Magazine
Apesar do cenário positivo, o diretor-executivo
da Bioind ressalta os
desafios que o setor enfrenta, como
a questão logística e a tributária. O
estado, com sua grande extensão
territorial e população relativamente
pequena em cerca de 3,5 milhões de
habitantes, tem um consumo interno
de etanol reduzido, o que exige a exportação
da maior parte da produção
para outros estados. Essa logística
complexa aumenta consideravelmente
os custos, diminuindo a competitividade
do etanol mato-grossense
em relação a outros estados.
“Nós estamos a mais de 1000 km
dos nossos principais mercados. Então
essa é uma dificuldade que a gente
tem e o custo logístico é muito caro,
tirando consideravelmente a competitividade
do etanol aqui de Mato
Grosso. A gente tem aí dois estados
vizinhos, Goiás e Mato Grosso do Sul,
com uma política muito agressiva de
incentivo à produção de etanol e com
condições logísticas melhores. Temos
conversado com o Governo do Estado
para gente dar uma política de incentivo
à industrialização de etanol para
melhorar a nossa competitividade”.
O diretor da Bioind também
abordou a crescente importância do
milho na produção de etanol no estado.
Com o aumento da demanda pelo
biocombustível, a estimativa é que a
indústria processe cada vez mais milho,
impulsionando ainda
mais a economia local.
“Esse milho produzido
era praticamente
todo exportado in natura,
então com a introdução
do etanol de
milho, hoje a gente já
processa mais de 10 milhões
de toneladas de
milho, dos 45 milhões
que são produzidos em
Mato Grosso. A tendên-
cia é que com a expansão da indústria
do etanol a gente processe
cada vez mais”.
Lobo destaca ainda a relevância
do etanol para a transição energética,
mencionando seu uso em diversas
áreas, como na aviação através
do SAF (combustível sustentável de
aviação).
“A gente tem também uma perspectiva
de estabilidade na mistura
que traz segurança jurídica e garantia
de que a gente não vai ter sobressaltos
do ponto de vista regulatório.
O etanol tem sido utilizado de várias
formas. São iniciativas que contribuem
para essa transição energética
que a gente vem tocando aqui no
Brasil”.
Giuseppe Lobo - Diretor-executivo das
Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso
(Bioind MT)
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RBS Magazine 31
NTC SOMAR
Implantação de usinas
fotovoltaicas em morros
- É possível?
A Ecosmart é uma linha inovadora de estruturas fotovoltaicas projetada
especificamente para esse tipo de terreno íngremes.
CCompreendendo a necessidade
urgente de soluções que
manobrem esses desafios
técnicos enfrentados na instalação
de usinas solares em terrenos
acidentados, a NTC Somar, uma das
líderes em soluções estruturais para
instalação de painéis, anuncia o lançamento
da Ecosmart.
Surgindo como um avanço significativo
na capacidade de implementar
usinas solares em áreas com topografias
desafiadoras, essa solução
minimiza a necessidade de terraplanagem,
simplifica as ações de drenagem
no solo e maximiza a eficiência
da instalação.
Ao adaptar-se às irregularidades
naturais do terreno, a Ecosmart
oferece uma alternativa técnica e
econômica para projetos nessas áreas,
destacando-se como uma opção
promissora para desenvolvedores de
projetos solares.
"A Ecosmart é uma resposta direta
aos desafios enfrentados pelos desenvolvedores
de projetos solares ao
lidar com terrenos acidentados", afirma
Paulo Gomes, Diretor de Engenharia
da NTC Somar. "Ao reconhecer
as limitações das soluções convencionais,
desenvolvemos uma linha de estruturas
que se adapta totalmente às
irregularidades naturais do terreno,
minimizando a necessidade de terraplanagem
e maximizando a eficiência
da instalação."
A Ecosmart oferece
uma série de benefícios:
Adaptação ao Terreno:
As estruturas da linha
Ecosmart foram desenvolvidas
para seguir as irregularidades
naturais do
terreno, oferecendo uma
solução padrão que pode
lidar com inclinações longitudinais
de até 10% (6º),
garantindo uma instalação
segura e estável em terrenos
acidentados.
Economia: Ao minimizar a necessidade
de terraplanagem, a Ecosmart
reduz significativamente as despesas
na obra, tornando-a uma escolha
econômica para projetos em terrenos
desafiadores.
Ecologia: Além de reduzir os
custos, a Ecosmart facilita a obtenção
de licenças ambientais, uma
vez que diminui a necessidade de
cortes e aterros nos projetos, minimizando
o impacto ambiental
associado.
Figura 1 - Obra em São José dos Campos em andamento,
com estruturas ECOSMART.
"A topografia do terreno não
deve mais ser uma barreira para a
implementação de usinas solares",
acrescenta Felipe Santiago, Engenheiro
de Campo. "Com a Ecosmart,
estamos capacitando os desenvolvedores
a aproveitar ao máximo os
terrenos disponíveis, independentemente
de sua inclinação ou irregularidade,
enquanto mitigamos os custos
e os impactos ambientais."
Com a Ecosmart, a NTC Somar
está redefinindo os padrões da indústria,
oferecendo uma solução técnica
e econômica para maximizar o potencial
de energia solar em qualquer
topografia.
Sobre a NTC Somar:
Indústria líder no desenvolvimento
e fabricação de estruturas
fotovoltaicas, comprometida em fornecer
soluções inovadoras e sustentáveis
para a indústria de energia solar.
Com uma equipe de especialistas
experientes e um foco contínuo em
pesquisa e desenvolvimento, a NTC
Somar está na vanguarda da transformação
do setor de energia solar.
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RBS Magazine 33
INVESTIMENTO
Livoltek anuncia primeira fábrica
de inversores de energia solar
do Brasil com investimento de
R$ 70 milhões em Manaus
Até o fim do ano, empresa também inicia fabricação de baterias de lítio e
carregadores elétricos no Polo Industrial de Manaus. Com esse movimento,
a empresa espera chegar ao TOP 10 das maiores marcas do
mercado fotovoltaico brasileiro até o final de 2025.
A
Livoltek, empresa do Hexing
Group, anuncia a inauguração
da primeira fábrica de
inversores de energia solar
da América Latina na Zona Franca
de Manaus (ZFM). O investimento
é da ordem de R$ 70 milhões, com
previsão de geração de mais de 600
empregos. O evento para celebrar o
início das operações em solo amazonense
está marcado para o dia 24 de
julho e contará com a presença de
autoridades, associações do setor,
integradores, imprensa e influenciadores
do mercado fotovoltaico.
Com o início da produção programado
para o segundo semestre
de 2024, a Livoltek torna-se a maior
e única fabricante de inversores fotovoltaicos
na América Latina. O investimento
na Zona Franca de Manaus
também contempla outra iniciativa
ousada do grupo empresarial: o início
da fabricação de baterias de lítio
e carregadores de veículos elétricos,
cuja produção deve ser iniciada já no
final de 2024.
A princípio, serão importados
apenas as carrocerias e os chips –
que não são fabricados no Brasil – e
alguns outros componentes eletrônicos,
mas as PCBs (do inglês Printed
Circuit Board ou Placa de Circuito Impresso)
serão produzidas no Brasil.
Além de abastecer o mercado local
brasileiro, a estratégia da Livoltek é
atender os países vizinhos como Argentina,
Colômbia, Paraguai e Peru e,
no futuro, avaliar a exportação para
a Europa.
Gigante do setor de energia solar,
a multinacional também é referência
na produção de inversores on-grid,
off-grid e híbridos, com comunicação
IoT e plataformas em nuvem para
monitoramento remoto. Com sede
na China, a empresa possui fábricas
na Indonésia e na África, além de
contar com operações na Europa.
Pioneirismo na fabricação nacional
e aposta no livre mercado
Em Manaus, a nova fábrica ocupará
18 mil m², criando 600 empregos
diretos e mais de 2 mil indiretos,
contribuindo para a expansão do segmento
fotovoltaico nacional e latino-
-americano. Na capital do Amazonas,
a empresa iniciará suas atividades
com a produção de inversores string
e híbridos. A expectativa é oferecer
inversores fabricados no Brasil ao
mesmo custo dos importados à medida
em que as etapas produtivas forem
sendo nacionalizadas.
De acordo com Rui Cheng, CEO
do Grupo Hexing Brasil, Holding fundada
em 1992 que detém as marcas
Livoltek e Eletra Energy, maior fabricante
brasileira de medidores eletrônicos,
a missão da empresa é ajudar
os clientes a desenvolverem seus
negócios para ampliarem suas oportunidades
e serem os melhores do
mercado. Para ajudar os clientes da
América Latina a transformarem essa
visão em realidade, a construção da
primeira fábrica da região, no Brasil,
será fundamental.
Já o chairman do Hexing Group,
Liangzhang Zhou, afirmou que a nova
fábrica de inversores demonstra um
compromisso de longo prazo da empresa
no fomento a industrialização
do país, fortalecendo a posição qualificada
do Brasil no mercado global.
Em relação à geração de empregos
no país, Zhou afirma que o Grupo
Hexing já conta com muitos trabalhadores
qualificados na Eletra, em Eusébio,
região metropolitana de Fortaleza
e que alguns desses profissionais
estão sendo promovidos para atuar
em Manaus como supervisores para
coordenar e treinar equipes locais. “A
região já tem uma longa história de
empresas eletrônicas, então há uma
boa quantidade de mão de obra qualificada.
Na Eletra temos poucos executivos
e engenheiros chineses. Mais
de 96% de todos os funcionários são
34
RBS Magazine
“Acreditamos firmemente no “livre mercado” e não esperamos
depender de incentivos governamentais para sermos competitivos”
brasileiros, e acreditamos que esse é
um dos principais ingredientes para o
nosso sucesso”, finaliza o Chairman.
A empresa explica ainda que
conta apenas com os incentivos da
Superintendência da Zona Franca
de Manaus (Suframa) que todas as
empresas estabelecidas em Manaus
têm, sem tratamento especial. “Acreditamos
firmemente no “livre mercado”
e não esperamos depender de
incentivos governamentais para sermos
competitivos”, afirma o executivo.
Investimentos do Grupo Hexing
no Brasil
Os investimentos do Grupo Hexing
no Brasil começaram há pouco
mais de 10 anos com a Eletra Energy.
A empresa, que atua com a fabricação
de medidores de energia elétrica
e medidores de água, além da automação
de rede elétrica, começou
com menos de 5% de participação
no mercado de medidores em 2010
e hoje detém aproximadamente 70%
de share.
“Buscaremos resultados semelhantes
com a Livoltek, sempre respeitando
a nossa cultura organizacional,
que é vista como diferencial
por nossos colaboradores e clientes”,
garante Mr. Cheng.
Desde 2011, a empresa já aportou
mais de R$200 milhões em investimentos
no Brasil, contando as
futuras instalações da Livoltek e as
fábricas da Eletra Energy em Itaitinga,
na região metropolitana de Fortaleza,
que contribuem com a economia
local com mais de 1400 colaboradores,
entre contratações diretas e terceirizados.
Considerando a mudança de tecnologia
no mercado de medição e a
capacidade técnica e de produção da
Eletra, é esperado um crescimento
de 93% no faturamento ao longo dos
próximos 5 anos, o que resultará na
criação de 300 novos postos de trabalho.
O Grupo Hexing possui escritórios
no Peru, Holanda, África do Sul,
Bangladesh, Argentina, Hong Kong,
Indonésia, Nigéria e Senegal. Além
de fábricas na China, Indonésia, Tunísia,
Paquistão, Quênia, África do Sul e
Brasil, e é um dos principais fornecedores
de produtos e sistemas de medição
inteligentes do mundo.
Eletra Energy, reputação consolidada,
tecnologia de ponta e liderança
no mercado brasileiro
A Eletra Energy surgiu de uma
Joint Venture formada por uma empresa
cearense e o Grupo Hexing, de
origem chinesa. Em março de 2013,
a Eletra foi adquirida em sua totalidade
pelo Grupo Hexing, que possui
mais de 30 anos de experiência no
desenvolvimento e fabricação de
medidores inteligentes para redes
smart grid e que figura entre uma
das líderes mundiais em medição
de energia.
Com vendas que superam 4,5
milhões de medidores por ano, além
das soluções AMI e Smart Grid, as
operações da Eletra Energy contam
com fabricação, vendas, suporte e escritórios
administrativos para apoiar
as necessidades dos clientes em todo
o mundo.
Sobre a Livoltek
A Livoltek Power está comprometida
em fornecer energia solar
de alta qualidade para seus clientes
globais, cobrindo usos residenciais,
comerciais, industriais, agrícolas e
concessionárias de energia e saneamento.
O portfólio da empresa abrange
inversores fotovoltaicos on-grid, off-grid
e híbridos, com comunicação
IoT e plataformas em nuvem para
monitoramento remoto. A missão
da empresa é ser a primeira escolha
de soluções de armazenamento de
energia para clientes de energia solar
em todo o mundo.
Seus produtos utilizam componentes
de alta qualidade, com 80%
deles provenientes de fornecedores
internacionais conhecidos da Alemanha,
Japão e Estados Unidos, entre
outros.
RBS Magazine 35
INTEGRAÇÃO
25 º Fórum GD região Nordeste
reunirá especialistas em geração distribuída
com fontes renováveis em Pernambuco
Evento que acontecerá na capital do estado, acontecerá entre
os dias 07 e 08 de agosto e terá mais de 10 painéis
O
estado nordestino de
Pernambuco será palco
da 25ª edição do Fórum
Regional de Geração
Distribuída com Fontes Renováveis
na região nordeste no segundo
semestre de 2024. Intitulado
como Fórum GD Nordeste, o
evento ocorrerá nos dias 07 e 08
de agosto, no Centro de Eventos
Recife, na capital do Estado.
Caracterizado como um evento
consagrado que reúne provedores
de soluções, EPCs, integradores,
distribuidores, fabricantes,
profissionais e acadêmicos que atuam
direta ou indiretamente na geração
distribuída oriunda de fontes renováveis
de energia, o Fórum GD é organizado
pelo Grupo FRG Mídias & Eventos
todos os anos e visa em 2024 proporcionar
uma oportunidade única para
debater as tendências e rumos do setor
que está em constante crescimento
no Brasil.
“O Fórum GD Região Nordeste
pela primeira vez chega a cidade de Recife,
aonde nós inclusive realizamos em
2019 o maior evento de geração distribuída
do país. Nós estamos voltando
agora com as possibilidades de trazer
novos investimentos, de colocar o estado
e a região do Nordeste como protagonista”
destaca Tiago Fraga, CEO do
Grupo FRG Mídias & Eventos.
Rudinei Miranda, presidente da
Associação Nacional das Entidades Representativas
de Energias Renováveis,
uma das apoiadoras do evento, pontua
que o Fórum GD tem grande importância
para fomentar negócios e conhecimentos
na região Nordeste.
“Ter grandes eventos destes dentro
do Nordeste e aqui essencialmente
no estado de Pernambuco, no qual eu
estou presidente da associação pernambucana
e agora assumi também a
posição de presidente da nacional, nos
deixa muito satisfeitos em saber que é
um evento sério, um evento com respaldo,
com qualidade, um evento focado
em agregar valor. Então isso dá
muita tranquilidade inclusive de a gente
estar apoiando diretamente o evento”
pontua Miranda.
A GD no Nordeste
Segundo dados da Agência Nacional
de Energia Elétrica (ANEEL), o
país já gera impressionantes 29GW de
potência instalada em Geração Distribuída.
Destes, a região do Nordeste é
responsável sozinha por 5,88 GW, demonstrando
o potencial e a relevância
da região nesse cenário.
Dentre os 9 estados nordestinos, a
Bahia desponta como líder no segmento,
com uma produção de 1,29 GW. Em
seguida, temos o Ceará e Pernambuco,
com respectivamente, 955,413 kW e
876,811 kW de potência instalada.
Recife, a capital que sediará o
evento, está fortemente inserida nesse
panorama, contando atualmente com
quase 8 mil unidades consumidoras
em geração distribuída, destacando-se
como um polo significativo de
desenvolvimento e aplicação da
tecnologia na região.
Para Fraga, o evento trará
não apenas debates de alto nível
sobre o setor, mas também
a participação de renomados
especialistas do Brasil e do exterior,
que compartilharão seus
conhecimentos e experiências,
enriquecendo ainda mais a experiência
dos participantes.
Como será o evento
O Fórum acontecerá em dois
dias intensos de painéis e palestras.
Ao todo são esperados mais de 10 painéis,
todos com mais de três ou quatro
palestras cada, proporcionando uma
imersão importante aos assuntos em
alta sobre a GD na região nordeste do
país.
Na ocasião, também serão debatidos
temas relevantes sobre o mercado
livre de energia, assim como novas
oportunidades de negócios, capacitação
de profissionais e a legislação brasileira
para esse tipo de produção de
energia.
“Traremos os principais players
a nível global que estarão compartilhando
seu conhecimento, palestrando
sobre diversos temas como situação
jurídica, fluxo reverso, oportunidades
de financiamento, novas tecnologias
em módulos e inversores, conectores”
explica Fraga.
“Falaremos sobre as usinas de pequeno
e médio porte, mercado livre.
Então a gente tem a convicção e a certeza
de que esse evento, esse fórum GD
Nordeste inclusive vai ser o maior de
todos já realizados pelo Grupo FRG e a
gente espera em torno aí de 1500 a 2
mil pessoas por dia” complementa ele.
36
RBS Magazine
RBS Magazine 37
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DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA COM
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FÓRUM REGIONAL DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA COM FONTES RENOVÁVEIS
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RBS Magazine 39
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