Revista Analytica Ed. 131
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Na FLUXANA®, atendemos principalmente usuários de fluorescência de raios X (XRF). Essa<br />
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de raios X<br />
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na indústria dos<br />
componentes de garantia inorgânicos de qualidade, de assim uma como substância em regulatória.<br />
instituições ou produto. e órgãos Ela é que amplamente fiscalizam utilizada a conformidade na indústria<br />
de garantia de qualidade, assim como em regulatória. instituições e órgãos que fiscalizam a conformidade<br />
regulatória.<br />
Oferecemos uma ampla gama de equipamentos de de preparação de de amostras, incluindo<br />
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EDITORIAL<br />
<strong>Revista</strong><br />
Ano 22 - <strong>Ed</strong>ição <strong>131</strong> - Julho 2024<br />
Caros leitores,<br />
É com grande satisfação que chegamos à edição número <strong>131</strong> da nossa revista, um<br />
marco que simboliza não apenas a nossa trajetória contínua, mas também avanços<br />
significativos ao longo do primeiro semestre deste ano.<br />
Nos últimos meses, a <strong>Analytica</strong> dedicou-se incansavelmente a trazer a vocês as últimas<br />
tendências e inovações na área industrial. Desde artigos técnicos detalhados até<br />
entrevistas exclusivas, nossa missão foi e continua sendo fornecer conteúdo relevante<br />
e inspirador para profissionais que buscam excelência em suas práticas e descobertas.<br />
Celebramos não apenas os progressos alcançados, mas também as histórias de<br />
superação e os feitos extraordinários de nossos colaboradores e parceiros ao redor<br />
do mundo. Cada artigo, cada estudo compartilhado em nossas páginas reflete o<br />
compromisso coletivo com a inovação, precisão e impacto positivo na sociedade.<br />
E para esta edição, trouxemos assuntos relevantes como: controle de qualidade<br />
físico-químico na indústria, gerenciamento e gestão da qualidade, fenol e o meio<br />
ambiente e muito mais!<br />
À medida que nos dirigimos ao segundo semestre deste ano, renovamos nosso<br />
compromisso com vocês, nossos estimados leitores. Estamos determinados a elevar<br />
ainda mais o padrão de excelência da <strong>Analytica</strong>, explorando novas fronteiras do<br />
conhecimento científico e promovendo um diálogo contínuo sobre os desafios e<br />
oportunidades que moldam nosso setor.<br />
Agradecemos a todos os nossos leitores, colaboradores e anunciantes por fazerem<br />
parte desta jornada inspiradora. Seu apoio contínuo é o combustível que impulsiona<br />
a <strong>Analytica</strong> a alcançar novos patamares de sucesso.<br />
Juntos, vamos continuar a moldar o futuro da indústria e da inovação. Estamos<br />
empolgados com o que está por vir e ansiosos para compartilhar mais descobertas<br />
inovadoras com vocês.<br />
Com gratidão e entusiasmo renovado,<br />
Luciene Almeida<br />
<strong>Ed</strong>itora Chefe<br />
Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:<br />
FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS | MEIO AMBIENTE | BIOTECNOLOGIA | LIFE SCIENCE<br />
Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da <strong>Ed</strong>itora.<br />
Para novidades na área de instrumentação analítica, controle<br />
de qualidade e pesquisa, acessem nossas redes sociais:<br />
/<strong>Revista</strong><strong>Analytica</strong><br />
/revista-analytica<br />
/revistaanalytica<br />
EXPEDIENTE<br />
Realização: Futurlab<br />
<strong>Ed</strong>itora Responsável: Luciene Almeida | redacao@futurlab.com.br<br />
Para assinaturas / renovação: Daniela Faria | 11 98357-9843 | assinatura@futurlab.com.br<br />
Coordenação de Arte: FC DESIGN - contato@fcdesign.com.br<br />
Impressão: Gráfica Hawaii | Periodicidade: Bimestral
<strong>Revista</strong><br />
Ano 22 - <strong>Ed</strong>ição <strong>131</strong> - Julho 2024<br />
ÍNDICE<br />
01 <strong>Ed</strong>itorial<br />
05 Agenda<br />
ARTIGO 1 08<br />
Ingrid Ferreira Costa<br />
06<br />
Publique na <strong>Analytica</strong><br />
CONTROLE DE QUALIDADE FÍSICO-QUÍMICO<br />
ARTIGO 2 14<br />
Mariane Carolina Proner, Camila M. M. Ferro<br />
GERENCIAMENTO E GESTÃO DA QUALIDADE<br />
NAS INDÚSTRIAS<br />
ARTIGO 3 18<br />
Henrique Alves Moreira, Letícia Ayumi Murakami Koide, Letícia Gabriela Machado Pinto,<br />
Daniela Santos Silva, Veronica Cristina Pêgo Fiebig Aguiar<br />
REMOÇÃO DO FÁRMACO PARACETAMOL DA ÁGUA<br />
POR MEIO DA ADSORÇÃO FEITA PELO BAGAÇO DA<br />
CANA DE AÇÚCAR<br />
32<br />
Espectrometria de Massas<br />
2<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
Química no Meio Ambiente 36<br />
40<br />
Em Foco
<strong>Revista</strong><br />
Ano 22 - <strong>Ed</strong>ição <strong>131</strong> - Julho 2024<br />
ÍNDICE REMISSIVO DE ANUNCIANTES<br />
ordem alfabética<br />
Anunciante pág. Anunciante pág.<br />
ALFA 03<br />
KASVI 39<br />
BCQ<br />
CRAL<br />
4ª CAPA<br />
07/ 3ªCAPA<br />
NOVA ANALITICA<br />
41/ 2ª CAPA<br />
GREINER 13<br />
VEOLIA 43<br />
Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:<br />
FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS | MEIO AMBIANTE | LIFE SCIENCE<br />
Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da <strong>Ed</strong>itora.<br />
4<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
Conselho <strong>Ed</strong>itorial<br />
Carla Utecher, Pesquisadora Científica e chefe da seção de controle Microbiológico do serviço de controle de Qualidade do I.Butantan - Chefia Gonçalvez Mothé, Prof ª Titular da Escola de Química da Escola de<br />
Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Elisabeth de Oliveira, Profª. Titular IQ-USP - Fernando Mauro Lanças, Profª. Titular da Universidade de São Paulo e Fundador do Grupo de Cromatografia (CROMA)<br />
do Instituto de Química de São Carlos - Helena Godoy, FEA / Unicamp - Marcos E berlin, Profª de Química da Unicamp, Vice-Presidente das Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas e Sociedade Internacional<br />
de Especteometria de Massas - Margarete Okazaki, Pesquisadora Cientifica do Centro de Ciências e Qualidade de Alimentos do Ital - Margareth Marques, U.S Pharmacopeia - Maria Aparecida Carvalho de<br />
Medeiros, Profª. Depto. de Saneamento Ambiental-CESET/UNICAMP - Maria Tavares, Profª do Instituto de Química da Universidade de São Paulo - Shirley Abrantes Pesquisadora titular em Saúde Pública do INCQS<br />
da Fundação Oswaldo Cruz - Ubaldinho Dantas, Diretor Presidente de OSCIP Biotema, Ciência e Tecnologia, e Secretário Executivo da Associação Brasileira de Agribusiness.<br />
Colaboraram nesta <strong>Ed</strong>ição:<br />
Maria Mayara Saraiva de Sousa, Maurício Ferreira da Rosa, Junior Romeo Deoti, Daniele Fernanda de Oliveira Rocha, Rogerio Aparecido Machado, Ingrid Ferreira Costa.
agenda<br />
I CONGRESSO BRASILEIRO DE BIOTECNOLOGIA INDUSTRIAL<br />
DATA: 25 A 28 DE AGOSTO DE 2024<br />
Local: Costão do Santinho, Florianópolis-SC<br />
Informações: https://cobbind.com.br/cobbind2024<br />
EXPO & CONGRESSO BRASILEIRO DE MINERAÇÃO (EXPOSIBRAM)<br />
DATA: 09 A 12 DE SETEMBRO DE 2024<br />
Local: Expominas, Belo Horizonte – MG<br />
Informações: https://exposibram2024.ibram.org.br/<br />
21º ENCONTRO NACIONAL DE QUÍMICA ANALÍTICA (ENQA) E<br />
9º CONGRESSO IBERO AMERICANO DE QUÍMICA ANALÍTICA (CIAQA)<br />
DATA: 15 A 18 DE SETEMBRO DE 2024<br />
Local: Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, Belém - PA<br />
Informações: www.enqa2024.com.br/<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
5
<strong>Revista</strong><br />
Ano 22 - <strong>Ed</strong>ição <strong>131</strong> - Julho 2024<br />
PUBLIQUE NA ANALYTICA<br />
Normas de publicação<br />
A <strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong>, em busca de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas<br />
para publicação de artigos aos autores interessados.<br />
Bimestralmente, a <strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> publica<br />
editoriais, artigos originais, revisões, casos<br />
educacionais, resumos de teses etc. Os editores<br />
levarão em consideração para publicação toda<br />
e qualquer contribuição que possua correlação<br />
com as análises industriais, instrumentação e o<br />
controle de qualidade.<br />
Os manuscritos deverão ser escritos em<br />
português (ortografia oficial), com Abstract<br />
detalhado em inglês. O Resumo e o<br />
Abstract deverão conter as palavras-chave<br />
e keywords, respectivamente.<br />
Todas as fotos, ilustrações, gráficos, desenhos<br />
e fórmulas que comporem o artigo, devem ser<br />
enviados separadamente, em alta resolução<br />
e com os devidos créditos, para uma perfeita<br />
reprodução. Todas deverão estar devidamente<br />
identificadas e com a indicação no texto de<br />
onde deverão ser colocadas.<br />
Os trabalhos deverão ser enviados por e-mail,<br />
ordenados em título, nome e sobrenomes<br />
completos dos autores e nome da instituição<br />
onde o estudo foi realizado. Além disso, o<br />
nome do autor correspondente, com endereço<br />
completo, telefone e e-mail. Seguidos por<br />
Resumo, Palavras-chave, Abstract, Keywords,<br />
Introdução, Materiais e Métodos, Parte<br />
Experimental, Resultados, Discussão, Conclusão,<br />
Agradecimentos e Referências bibliográficas.<br />
As referências deverão constar no texto de<br />
acordo com as normas ABNT.<br />
Evite utilizar abstracts como referências.<br />
Referências de contribuições ainda não<br />
publicadas deverão ser mencionadas como<br />
"no prelo" ou "in press".<br />
Todas as contribuições serão revisadas e<br />
analisadas pelo comitê editorial. Os autores<br />
deverão informar todo e qualquer conflito<br />
de interesse existente, em particular aqueles<br />
de natureza financeira relativo a companhias<br />
interessadas ou envolvidas em produtos ou<br />
processos que estejam relacionados com a<br />
contribuição e o manuscrito apresentado.<br />
Após a aprovação do artigo, os autores<br />
deverão preencher e assinar o termo de<br />
compromisso enviado pela redação, atestando<br />
a originalidade do artigo, bem como a<br />
participação de todos os envolvidos.<br />
Observação: É importante frisar que a <strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> não informa a previsão sobre quando o artigo será publicado. Isso se deve ao fato<br />
que, tendo em vista a revista também possuir um perfil comercial – além do técnico cientifico -, a decisão sobre a publicação dos artigos pesa<br />
nesse sentido. Além disso, por questões estratégicas, a revista é bimestral, o que incorre a possibilidade de menos artigos serem publicados –<br />
levando em conta uma média de três artigos por edição. Por esse motivo, não exigimos artigos inéditos – dando a liberdade para os autores<br />
disponibilizarem seu material em outras publicações.<br />
6<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
ENVIE SEU TRABALHO<br />
Luciene Almeida – Redação<br />
redacao@futurlab.com.br<br />
CASO PRECISE DE INFORMAÇÕES ADICIONAIS, ENVIE UM E-MAIL PARA A REDAÇÃO.
Artigo 1<br />
CONTROLE DE QUALIDADE FÍSICO-QUÍMICO<br />
Garantir a qualidade físico-químico é necessário desde a manipulação à entrega do produto<br />
final. Mas como são feitos os testes físico-químicos e qual sua importância? Saiba neste artigo!<br />
Autora: Ingrid Ferreira Costa<br />
Em primeiro lugar, o Controle<br />
de Qualidade Físico-<br />
-Químico é um setor da<br />
área industrial que visa<br />
analisar a qualidade dos<br />
produtos produzidos. Ou<br />
seja, a manipulação de<br />
produtos, feita em diversas<br />
indústrias, ocorre num<br />
conjunto de processos<br />
realizados sob condições<br />
produtivo, que juntas<br />
Qual é a importância des-<br />
específicas. Sendo assim,<br />
formam o controle de<br />
sa validação nas principais<br />
o laboratório deve asse-<br />
qualidade físico-quími-<br />
indústrias do mundo?<br />
gurar que a manipulação<br />
co. E portanto, a garan-<br />
tenha sido realizada da<br />
tia de qualidade deve<br />
Prosseguindo com a lei-<br />
forma adequada.<br />
existir da manipulação<br />
tura, você vai entender!<br />
até a entrega do produ-<br />
Por isso, os cientistas<br />
to final.<br />
Controle de Qualidade<br />
aplicam uma série de<br />
Físico-Químico<br />
8<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
técnicas de laboratório<br />
em todo o processo<br />
Mas como são realizados<br />
os testes físico-químicos?<br />
O que significa o controle
de qualidade físico-quí-<br />
erros durante o processo<br />
mico no laboratório?<br />
produtivo. Sendo assim, o<br />
controle ocorre através de:<br />
“A validação é a palavra-chave<br />
para ganhar a<br />
— Intervenções;<br />
confiabilidade do órgão<br />
regulatório.”<br />
— Monitoramento da<br />
cipal ferramenta para<br />
produção;<br />
garantir a confiabilidade<br />
O controle de qualidade<br />
do processo e de seus<br />
físico-químico se trata de<br />
— Avaliação das maté-<br />
componentes chave.<br />
uma área voltada para<br />
rias-primas, embalagens,<br />
a análise dos produtos<br />
rótulos, bulas, produtos<br />
Para comprovar os resulta-<br />
fabricados. Ele tem o<br />
intermediários e finais.<br />
dos dos testes físico-quími-<br />
papel de garantir que<br />
cos, é necessário realizar a<br />
essa fabricação ocorra<br />
Qual é a importância do<br />
validação e comprovar por<br />
conforme métodos e<br />
laboratório de controle<br />
meio de documentações,<br />
especificações<br />
padroni-<br />
de qualidade físico-quí-<br />
porque são esses registros<br />
zadas e registradas por<br />
mico?<br />
que identificam a seguran-<br />
órgãos reguladores.<br />
ça dos métodos aplicados<br />
O laboratório de con-<br />
pela sua indústria. Em con-<br />
Por isso, tem dois objetivos<br />
trole de qualidade físi-<br />
trapartida, caso não tenha<br />
totalmente<br />
relacionados:<br />
co-químico tem o papel<br />
a validação, a sensibilidade<br />
manter a confiabilidade<br />
de validar os processos<br />
das técnicas de laboratório<br />
do produto em relação ao<br />
público e evitar ou reduzir<br />
produtivos. Dessa forma,<br />
a validação é a prin-<br />
podem auxiliar apontando<br />
onde estão os erros.<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
9
Artigo 1<br />
Sendo assim, surgem os<br />
Procedimentos Operacionais<br />
Padrão, ou POPs,<br />
que são documentos de<br />
uso interno. Em suma,<br />
eles são utilizados para<br />
a validação de todos os<br />
processos, então, permite<br />
que os validados<br />
possam ser reproduzidos<br />
com segurança por<br />
todos os colaboradores.<br />
Através dos Procedimentos<br />
Operacionais Padrão<br />
(POPs), você tem uma forte<br />
arma para proporcionar<br />
a garantia de qualidade.<br />
laboratório deve apresentar<br />
uma constituição de<br />
elementos que afirmem<br />
a sua confiabilidade. Em<br />
síntese, eles são:<br />
— Equipamentos, que<br />
devem estar qualificados<br />
e calibrados;<br />
— Solventes, reagentes e<br />
padrões adequados para<br />
os testes físico-químicos;<br />
— Equipe qualificada e treinada<br />
para todas as etapas<br />
do controle de qualidade;<br />
testes sejam realizados<br />
conforme as legislações.<br />
Com essa constituição,<br />
a área de controle da<br />
qualidade apresenta<br />
autonomia para as suas<br />
principais atribuições.<br />
Quais são as principais<br />
atribuições do Controle<br />
de Qualidade nas<br />
indústrias?<br />
— Realizar as análises no<br />
laboratório, seguindo o<br />
compêndio da área de<br />
indústria ou metodologia<br />
analítica validada;<br />
Controle de qualidade<br />
físico-químico: quais<br />
são as suas principais<br />
— Equipamentos de<br />
Proteção Individual e de<br />
Proteção Coletiva;<br />
— Avaliar e testar as<br />
características físico-químicas<br />
do produto;<br />
atribuições?<br />
— Metodologia analítica,<br />
— Controlar a qualida-<br />
10<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
A princípio, para assumir<br />
as suas atribuições, o<br />
que deve ser oficial ou<br />
validada, de forma que os<br />
de por todo o processo<br />
produtivo;
— Realizar inspeções na<br />
controle seja validado!<br />
fabricação de amostragens,<br />
seguindo os proce-<br />
Técnicas de laboratório:<br />
dimentos padrões;<br />
quais são os principais<br />
ensaios realizados nas<br />
— Registrar e documentar<br />
todos os testes, processos<br />
e métodos;<br />
etapas do controle de<br />
qualidade?<br />
Para que o laboratório<br />
Peso médio<br />
Na determinação de<br />
peso médio, é verificado<br />
— Investigar todas as<br />
reclamações registradas<br />
pelos consumidores;<br />
cumpra com o seu objetivo<br />
nas etapas do controle<br />
de qualidade, ele precisa<br />
empregar técnicas ana-<br />
se as unidades presentes<br />
num lote apresentam<br />
peso uniforme.<br />
— Monitorar todas as<br />
matérias-primas, embalagens<br />
e produtos finais;<br />
— Aprovar (ou reprovar)<br />
o produto já pronto para<br />
a comercialização.<br />
Todas as atribuições executadas<br />
devem ser registradas<br />
e documentadas<br />
para que o processo de<br />
líticas sensíveis, exatas<br />
e precisas. Sendo assim,<br />
é mais garantido que irá<br />
gerar resultados confiáveis<br />
mais rapidamente.<br />
Os ensaios a seguir podem<br />
ser aplicados nas principais<br />
indústrias, como a indústria<br />
farmacêutica, indústria<br />
cosmética e indústria<br />
de alimentos. Veja agora<br />
quais são eles!<br />
Identificação e quantificação<br />
do princípio ativo<br />
As análises realizadas para<br />
identificação e quantificação<br />
do princípio ativo são<br />
os ensaios mais comum<br />
das indústrias farmacêutica<br />
e cosmética, isto<br />
porque, é necessário qualificar<br />
e quantificar aquela<br />
espécie química antes de<br />
inserir na formulação.<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
11
Artigo 1<br />
Doseamento do princípio<br />
ativo<br />
Também comum na indústria<br />
farmacêutica, o ensaio<br />
de doseamento verifica a<br />
quantidade do princípio<br />
ativo para saber se está<br />
dentro do aceitável.<br />
Pureza<br />
Os ensaios de pureza<br />
existem para determinar<br />
as impurezas orgânicas<br />
e inorgânicas presentes<br />
nas amostras.<br />
Outros ensaios comuns<br />
no controle de qualidade<br />
A seguir, confira a lista<br />
dos ensaios físico-químicos<br />
mais comuns no<br />
laboratório de controle<br />
de qualidade:<br />
— Físicos – por exemplo:<br />
densidade, flamabilidade,<br />
teor de carga e umidade,<br />
absorção de água,<br />
impacto, tração, flexão,<br />
rasgamento, compressão<br />
e dureza;<br />
— Químicos – por exemplo:<br />
determinação de pH,<br />
determinação de volume,<br />
análise de aspecto,<br />
espectroscopias, cromatografia<br />
líquida, cromatografia<br />
gasosa, etc.<br />
Conclusão<br />
Em conclusão, nas<br />
indústrias químicas, alimentícias,<br />
cosméticas e<br />
farmacêuticas realizam-<br />
-se ensaios físico-químicos<br />
para assegurar a<br />
qualidade dos produtos.<br />
Com o propósito<br />
de evitar erros e gerar<br />
confiança comercial,<br />
tanto para o produto<br />
final quanto do produto<br />
do processo industrial.<br />
Dessa forma, ao ser<br />
parte do laboratório<br />
presente no controle de<br />
qualidade, com as suas<br />
técnicas de laboratório,<br />
você garante qualidade<br />
a uma parte da indústria.<br />
Por isso, consequentemente,<br />
você diminui a<br />
insatisfação dos consumidores<br />
em geral.<br />
12<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
Ingrid Ferreira Costa<br />
Founder & CEO da Biochemie. Bacharel em Química. Bacharel em Química com Atribuições Tecnológicas. Mestrado em Ciências Farmacêuticas. Especialista<br />
em Growth Hacking. MBA em Marketing Estratégico Digital. Auditora Interna na ABNT ISO/IEC 17025:2017. Auditora Externa na ABNT ISO/IEC 17025:2017.<br />
Auditora Interna na ABNT ISO/IEC ISO 9001:2015. Auditora Líder na ABNT ISO/IEC 17025:2017, ABNT ISO/IEC 15189:2015 e ABNT ISO/IEC 17043:2011. Se você<br />
tiver interesse em cursos, treinamentos in company ou dúvidas sobre esse tema, entre em contato pelo e-mail: contato@biochemie.com.br.
Artigo 2<br />
GERENCIAMENTO E GESTÃO<br />
DA QUALIDADE NAS INDÚSTRIAS<br />
Autoras: Mariane Carolina Proner<br />
Doutora em Engenharia de Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina.<br />
Atualmente é especialista em produtos da Neoprospecta.<br />
Camila M. M. Ferro<br />
Doutora em Engenharia de Alimentos e especialista em vigilância sanitária.<br />
Atualmente é conteudista da Neoprospecta<br />
Gerenciar e avaliar os<br />
dados gerados diariamente<br />
no processo industrial é<br />
Quando falamos de<br />
dados nos referimos a<br />
resultados de análises<br />
acompanhar e gerenciar<br />
diariamente os resultados<br />
obtidos. Esses resultados<br />
essencial para melhorar<br />
físico-químicas,<br />
micro-<br />
vão garantir o padrão de<br />
a eficiência do processo.<br />
biológicas e análises<br />
qualidade exigido pela<br />
Todo processo produtivo,<br />
internas para validação<br />
norma técnica.<br />
seja da área de alimentos,<br />
de processos ou de<br />
fármaco, cosmético, quí-<br />
produtos. De todo e<br />
Diante do volume de<br />
mico, entre outros, gera<br />
qualquer resultado que<br />
dados que são gerados e<br />
diariamente uma infinida-<br />
precise ser monitorado<br />
da necessidade de inter-<br />
de de dados.<br />
na cadeia de produção.<br />
pretar esses resultados<br />
de forma prática e rápi-<br />
QUAIS DADOS PRECI-<br />
Por exemplo, uma empre-<br />
da, o uso de softwares de<br />
SAM SER GERENCIADOS<br />
sa que possui certifica-<br />
gestão é uma ferramenta<br />
14<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
INDUSTRIALMENTE?<br />
ção ISO 9001, necessita<br />
tecnológica eficaz.
Listamos a seguir cinco<br />
produção.<br />
Incluindo<br />
ciamento de dados<br />
bons motivos para você<br />
também o processamen-<br />
possibilita<br />
identificar<br />
utilizar softwares de<br />
gestão para o gerencia-<br />
to e a distribuição de<br />
produtos e ingredientes<br />
em tempo hábil a contaminação<br />
e rapidamente<br />
mento de dados. E assim,<br />
alimentícios, químicos e<br />
implementar<br />
medidas<br />
garantir uma maior<br />
farmacológicos.<br />
de controle.<br />
padronização do processo,<br />
bem como a qualidade<br />
do produto final.<br />
Em casos de riscos microbiológicos,<br />
por exemplo,<br />
a rastreabilidade possibi-<br />
2. OTIMIZAÇÃO DE<br />
TEMPO<br />
Industrialmente, empre-<br />
GERENCIAMENTO<br />
E<br />
lita identificar os pontos<br />
sas de diferentes seg-<br />
GESTÃO DA QUALIDA-<br />
DE: SOFTWARES SÃO<br />
O CAMINHO PARA TER<br />
SUCESSO NA OPERAÇÃO<br />
críticos de contaminação<br />
dos micro-organismos e<br />
detectar a causa raiz do<br />
problema.<br />
mentos utilizam planilhas,<br />
como as de Excel,<br />
para tabular os dados<br />
coletados diariamente.<br />
1. RASTREABILIDADE DO<br />
PROBLEMA<br />
A rastreabilidade envolve<br />
documentar e vincular<br />
toda a cadeia de<br />
A partir da rastreabilidade,<br />
uma quantidade<br />
considerável de resultados<br />
são gerados. O uso<br />
de softwares de geren-<br />
Se pararmos para pensar,<br />
uma empresa de médio<br />
porte que tem diferentes<br />
produtos e linhas de<br />
produção pode gerar<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
15
Artigo 2<br />
mais de mil dados por<br />
dia. Demandando assim,<br />
um tempo considerável<br />
riam demorar meses<br />
para serem detectadas.<br />
permitem que as empresas<br />
tenham uma visão<br />
estratégica do processo.<br />
para tratar e avaliar se o<br />
3. VISÃO ESTRATÉGICA<br />
Identificando<br />
assim,<br />
processo está atenden-<br />
Dados<br />
devidamente<br />
possíveis pontos críticos<br />
do às normas técnicas<br />
de qualidade a que a<br />
empresa segue.<br />
O gerenciamento dos<br />
organizados e apresentados<br />
na forma de gráficos,<br />
por exemplo, possibilitam<br />
uma melhor<br />
visualização de possíveis<br />
antes mesmo que os problemas<br />
ocorram.<br />
A visão do processo<br />
produtivo como um<br />
resultados a partir de<br />
problemas.<br />
Uma vez<br />
todo, permite identificar<br />
softwares<br />
possibili-<br />
que, diferentes proble-<br />
em qual etapa realizar<br />
ta otimizar o tempo<br />
mas podem ocorrer em<br />
modificações de melho-<br />
de interpretação dos<br />
cada etapa da cadeia de<br />
ria. Além de auxiliar na<br />
dados. Assim, os resul-<br />
suprimentos.<br />
tomada de decisões, bem<br />
tados podem ser acom-<br />
como na otimização dos<br />
panhados de forma<br />
De forma preventiva,<br />
processos produtivos.<br />
simultânea e contínua,<br />
os resultados gráficos<br />
identificando não con-<br />
obtidos em softwares de<br />
4. REDUÇÃO DE CUSTOS<br />
16<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
formidades que pode-<br />
gerenciamento de dados<br />
A rápida e eficaz inter-
pretação dos resultados<br />
gerados no processo produtivo<br />
estão diretamente<br />
evitando erros que custam<br />
caro futuramente.<br />
A indústria que usa softwares<br />
de gerenciamento<br />
de dados tem conhe-<br />
relacionadas à minimiza-<br />
5. AUMENTO DA PRODU-<br />
cimento<br />
estratégico.<br />
ção dos índices de erro.<br />
O uso de um sanitizante<br />
inadequado para a limpeza<br />
das linhas, é um<br />
erro que pode ocasionar<br />
graves problemas. Como<br />
por exemplo, a presença<br />
dessa substância química<br />
no produto final. Se<br />
os resultados obtidos na<br />
validação do processo<br />
de limpeza forem rapi-<br />
TIVIDADE<br />
Diante de todos os benefícios<br />
citados anteriormente,<br />
fechamos este artigo<br />
com um dos principais<br />
objetivos das indústrias:<br />
aumentar a produtividade.<br />
E para aumentar a produtividade<br />
sem perder<br />
a qualidade, o uso de<br />
gerenciamento de dados<br />
permite que o controle de<br />
Os resultados tratados,<br />
facilitam o processo<br />
de tomada de decisão.<br />
Além de melhorar a qualidade<br />
e a confiabilidade<br />
dos dados, minimizando<br />
riscos que podem causar<br />
prejuízos financeiros<br />
à empresa.<br />
Essas empresas detêm<br />
maior controle do processo<br />
e conseguem ala-<br />
damente<br />
analisados,<br />
qualidade realize as análi-<br />
vancar suas vendas sem<br />
o problema pode ser<br />
ses e simultaneamente já<br />
perder a qualidade do<br />
percebido previamente,<br />
interprete esses resultados.<br />
produto final.<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
17
Artigo 3<br />
REMOÇÃO DO FÁRMACO PARACETAMOL<br />
DA ÁGUA POR MEIO DA ADSORÇÃO FEITA<br />
PELO BAGAÇO DA CANA DE AÇÚCAR<br />
Autores:<br />
Henrique Alves Moreira<br />
Letícia Ayumi Murakami Koide<br />
Letícia Gabriela Machado Pinto<br />
Daniela Santos Silva<br />
Veronica Cristina Pêgo Fiebig Aguiar<br />
Colégio Técnico “Antônio Teixeira Fernandes” – Colégio Univap<br />
Resumo<br />
O artigo tem como objetivo<br />
evidenciar a possibilidade<br />
da reutilização do<br />
bagaço de cana-de-açúcar,<br />
empregando-o no<br />
procedimento da adsorção<br />
para a remoção do<br />
fármaco<br />
paracetamol<br />
das águas, previamen-<br />
18<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
te contaminadas por<br />
este medicamento. O<br />
reaproveitamento desse<br />
biossorvente possui<br />
extenso interesse pela<br />
grande quantidade gerada<br />
a cada ano, chegando<br />
a milhões de toneladas,<br />
principalmente por<br />
possuírem grandes áreas<br />
superficiais e poros<br />
volumosos. Além disso,<br />
o acetaminofeno, comumente<br />
conhecido como<br />
paracetamol, classifica-<br />
-se como um analgésico<br />
e antitérmico, portanto,<br />
por conta da defasagem<br />
do sistema de fiscalização<br />
brasileiro, boa parte<br />
de sua obtenção é concebida<br />
sem receituário<br />
médico, consequentemente<br />
fazendo que seu<br />
consumo seja excessivo.<br />
Dessa forma, revela-se<br />
alterações químicas<br />
presentes no ambiente<br />
aquático causadas pelo<br />
manuseio inadequado<br />
do fármaco, podendo<br />
futuramente, ocasionar<br />
efeitos malefícios à saú-
de humana e ao meio<br />
Abstract<br />
changes present in the<br />
ambiente. Utilizando-se<br />
The article aims to highli-<br />
aquatic environment cau-<br />
como base a experi-<br />
ght the possibility of reu-<br />
sed by inappropriate use<br />
mentação realizada pela<br />
Universidade Tecnológica<br />
Federal do Paraná,<br />
foi possível comprovar<br />
e indicar como adsorver<br />
esse medicamento<br />
da água pelo resíduo<br />
da cana-de-açúcar. Por<br />
seguinte, faz-se presente<br />
neste artigo, a partir<br />
da revisão literária, uma<br />
realização da experimentação<br />
prática, por<br />
conta principalmente<br />
da carência de artigos,<br />
os quais não possuem<br />
enfoque específico do<br />
assunto abordado. Ademais,<br />
avalia-se também<br />
o conhecimento popular<br />
acerca do tema.<br />
sing sugarcane bagasse,<br />
using it in the adsorption<br />
procedure to remove<br />
the drug paracetamol<br />
from water, previously<br />
contaminated by this<br />
medicine. The reuse of<br />
this biosorbent is of great<br />
interest due to the large<br />
quantity generated each<br />
year, reaching millions<br />
of tons, mainly because<br />
they have large surface<br />
areas and voluminous<br />
pores. Furthermore, acetaminophen,<br />
commonly<br />
known as paracetamol,<br />
is classified as an analgesic<br />
and antipyretic,<br />
therefore, due to the lag<br />
in the Brazilian inspection<br />
system, much of its<br />
of the drug are evident,<br />
and may in the future,<br />
cause harmful effects to<br />
human health and the<br />
environment. Using the<br />
experiment carried out by<br />
the Universidade Federal<br />
Tecnológica do Paraná as<br />
a basis, it was possible to<br />
prove and indicate how<br />
to adsorb this medicine<br />
from water using sugar<br />
cane residue. Therefore,<br />
this article presents, based<br />
on the literary review, a<br />
realization of a practical<br />
experimentation, mainly<br />
due to the lack of articles,<br />
which do not have a specific<br />
focus on the subject<br />
covered. Moreover, popular<br />
knowledge on the<br />
obtaining is done without<br />
topic is also assessed.<br />
Palavras-chave: Adsor-<br />
medical<br />
prescriptions,<br />
ção. Paracetamol. Baga-<br />
consequently making its<br />
Keywords:<br />
Adsorption.<br />
ço de cana-de-açúcar.<br />
Fármaco.<br />
consumption excessive.<br />
In this way, chemical<br />
Paracetamol. Sugarcane<br />
bagasse. Drugs.<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
19
Artigo 3<br />
20<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
Introdução<br />
Os princípios ativos, também<br />
conhecidos como<br />
fármacos, são constituídos<br />
por compostos orgânicos<br />
e inorgânicos os<br />
quais agem como base<br />
para a composição de<br />
medicamentos, sendo<br />
os responsáveis pelos<br />
efeitos farmacêuticos<br />
(BRASIL. Ministério da<br />
Saúde). Os medicamentos<br />
podem ser administrados<br />
via oral, injetável,<br />
retal, sublingual, dentre<br />
outros métodos; ao fazer<br />
uso de tal substância, ele<br />
é absorvido e metabolizado<br />
pelo organismo,<br />
em seguida, após atingir<br />
o efeito farmacológico<br />
desejado, o excesso é<br />
excretado via excreção<br />
renal ou biliar (GOLAN,<br />
2014).<br />
Na hodiernidade, tornou-<br />
-se uma preocupação<br />
global a presença de<br />
princípios ativos em redes<br />
fluviais devido aos seus<br />
efeitos ecotoxicológicos à<br />
saúde humana e ao meio<br />
ambiente. O percurso dos<br />
resíduos farmacêuticos até<br />
a área afetada pode ser<br />
classificado como difuso<br />
e/ou pontual. As rotas<br />
classificadas como difusas<br />
envolvem ações presentes<br />
no cotidiano vigente, tais<br />
como: o descarte inadequado<br />
de remédios não<br />
utilizados ou vencidos,<br />
descarte clandestino de<br />
efluentes domésticos e<br />
vazamentos em dutos<br />
residuais. As rotas classificadas<br />
como pontuais são<br />
de difícil reparação por se<br />
tratar de trajetos de cunho<br />
industrial, os quais envolvem<br />
a emissão de lixos<br />
domésticos e o descarte<br />
inadequado de resíduos<br />
industriais (BISOGNIN,<br />
CARISSIMI, WOLFF, 2018).<br />
Visando as consequências<br />
da contaminação<br />
fluvial pelo descarte<br />
incorreto de fármacos,<br />
este estudo avaliou a<br />
eficiência da remoção<br />
do fármaco paracetamol<br />
de redes hídricas por<br />
meio da adsorção feita<br />
pelo bagaço de cana-<br />
-de-açúcar através de<br />
uma revisão bibliográfica,<br />
pesquisas sobre<br />
conhecimento popular e<br />
experimentação prática.<br />
O paracetamol, chamado<br />
formalmente de acetaminofeno,<br />
é um analgésico<br />
utilizado para tratamento<br />
de dores leves, vendido<br />
sem prescrição médica e<br />
é um dos mais encontrados<br />
em redes hídricas no<br />
Brasil (HARO, 2017).<br />
Por meio da comparação<br />
dos resultados obtidos<br />
com a prática realizada<br />
com os de outros autores<br />
e avaliando o resultado<br />
da pesquisa sobre o<br />
conhecimento popular<br />
acerca do tema, o estudo<br />
pretende demonstrar a<br />
alternativa de remoção<br />
do fármaco a partir da<br />
reutilização do bagaço da<br />
cana-de-açúcar, além de<br />
analisar a compreensão<br />
popular sobre o tema.
Materiais e Métodos<br />
O presente artigo científico<br />
foi realizado por<br />
meio da consulta de<br />
artigos acadêmicos, os<br />
quais os temas abordados<br />
na pesquisa foram:<br />
fármacos (em específico<br />
o paracetamol); as rotas<br />
percorridas no descarte<br />
de fármacos; os malefícios<br />
para o meio ambiente<br />
gerados com o descarte<br />
incorreto; adsorção;<br />
capacidade adsortiva<br />
do bagaço de cana-de-<br />
-açúcar; e, a eficiência do<br />
processo de adsorção na<br />
remoção de fármacos.<br />
Ademais, para a busca de<br />
artigos e fontes acadêmicas<br />
foi recorrido as plataformas:<br />
Google Acadêmico,<br />
Scielo, Repositórios<br />
Institucionais, como da<br />
Universidade Tecnológica<br />
Federal do Paraná (RIUT),<br />
Universidade Federal de<br />
Santa Catarina, Universidade<br />
Estadual Paulista,<br />
Universidade Federal de<br />
Minas Gerais e o website<br />
composto pelas teses da<br />
USP (Universidade de<br />
São Paulo). As palavras-<br />
-chaves aplicadas para<br />
a obtenção dos resultados<br />
foram: “Fármacos”,<br />
“Remoção de fármacos<br />
por adsorção”; “Adsorção”,<br />
“Adsorção bagaço de<br />
cana”, “Adsorção paracetamol<br />
bagaço de cana de<br />
açúcar”. De modo geral,<br />
os resultados das pesquisas<br />
fornecem artigos<br />
com apenas um, no máximo<br />
dois, dos elementos<br />
requeridos nas palavras-<br />
-chaves constituintes por<br />
mais de um termo, e em<br />
sua minoria, houve resultados<br />
com uma proposta<br />
que abrange todos os<br />
tópicos utilizados.<br />
Pesquisa de opinião<br />
pública<br />
Em adição, utilizou-se<br />
da plataforma Google<br />
Forms para pesquisa, o<br />
qual conforme descrito<br />
pela Resolução 510/2016<br />
prevendo que pesquisa<br />
de opinião pública com<br />
participantes não identificados<br />
não necessitam<br />
de apreciação ética pelo<br />
CEP (Comitê de Ética<br />
em Pesquisa), composto<br />
pelas seguintes perguntas<br />
anônimas e objetivas:<br />
“Você tem conhecimento<br />
dos impactos<br />
ambientais da exposição<br />
dos fármacos ao meio<br />
ambiente?”, “Qual das<br />
opções a seguir você<br />
tem consciência de que<br />
o descarte incorreto de<br />
fármacos afeta negativamente?”,<br />
“Você conhece<br />
métodos de reutilização<br />
do bagaço de cana-de-<br />
-açúcar?”, “Você conhece<br />
os diferentes processos<br />
de limpeza da água?”, “Se<br />
sim, quais você possui o<br />
conhecimento?”, “Você<br />
sabe a diferença entre<br />
os processos de adsorção<br />
e absorção?”, com<br />
o objetivo de analisar<br />
a compreensão sobre<br />
o tema abordado pela<br />
população.<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
21
Artigo 3<br />
Preparo do Bagaço de<br />
colocado no liquidifica-<br />
Preparou-se a solução<br />
cana-de-açúcar<br />
dor para efetuar a tritura-<br />
com uma unidade do<br />
Para a realização da parte<br />
ção. Em seguida, o adsor-<br />
comprimido do Para-<br />
prática foi utilizado as<br />
vente foi peneirado, a fim<br />
cetamol (750 mg) dis-<br />
operações unitárias de<br />
de diminuir e padronizar<br />
solvido em 1L de água<br />
secagem e trituração,<br />
a granulometria, assim<br />
destilada. Com o pro-<br />
para garantir a maior taxa<br />
fomentando a superfície<br />
pósito de propiciar a<br />
de pureza e maior índice<br />
de contato.<br />
dissolução, foi aplicado<br />
da superfície de contato.<br />
a maceração com a ação<br />
Preparação e análise da<br />
do almofariz e pistilo.<br />
A princípio, faz-se neces-<br />
presença do fármaco na<br />
sário higienizar o bios-<br />
solução<br />
A seguir, foi disposto 20<br />
sorvente, nesta prática<br />
Com o fito de aferir a<br />
mL da solução contami-<br />
o bagaço foi lavado com<br />
presença do paraceta-<br />
nada e adicionado uma<br />
água torneiral, poste-<br />
mol na solução aquosa<br />
gota do cloreto férrico,<br />
riormente, foi posto em<br />
faz-se presente a Colori-<br />
o qual realizará papel de<br />
uma superfície higie-<br />
metria, técnica analítica<br />
indicador e, caso haja a<br />
nizada e coberto com<br />
com o cloreto férrico<br />
existência do fármaco, irá<br />
um pano fino para ser<br />
como indicador.<br />
manifestar a coloração<br />
levado ao sol para efetu-<br />
azul-violácea.<br />
ar a secagem natural. O<br />
A Colorimetria é efeti-<br />
bagaço permaneceu em<br />
vada pela averiguação<br />
O paracetamol em sua<br />
condições<br />
atmosféricas<br />
da modificação da cor<br />
fórmula estrutural apre-<br />
no período de 24 horas,<br />
da matéria, sendo capaz<br />
senta as funções orgâ-<br />
tendo como média de<br />
de observar a olho nu<br />
nicas: amida e fenol. O<br />
temperaturas 30°C.<br />
ou com o auxílio de<br />
último, ao reagir com o<br />
equipamentos<br />
como<br />
indicador, cloreto férrico<br />
Após estar seco, o bagaço<br />
espectrofotômetros ou<br />
(FeCl3),ocorre a formação<br />
22<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
foi cortado manualmente<br />
em pequenos pedaços e<br />
leitores de microplaca<br />
(SANTANA, 2019).<br />
de compostos coloridos,<br />
o qual varia com o tipo
de solvente (PAZINATO,<br />
2 vezes, todas com<br />
2012). Destarte, foi adotado<br />
essa substância para a<br />
análise do sistema.<br />
quantidades diferentes,<br />
necessitou-se da bureta,<br />
béquer e suporte uni-<br />
É necessário que o processo<br />
da análise seja concedido<br />
com uma solução<br />
sem o paracetamol, antes<br />
do tratamento e após<br />
o procedimento para a<br />
remoção, com o intento<br />
de averiguar a efetividade<br />
do biossorvente para<br />
o objetivo proposto.<br />
versal. Na primeira realização,<br />
na bureta, foram<br />
dispostas três camadas<br />
dos materiais: 50 g de<br />
cascalho, 50g de areia e<br />
10g de bagaço de cana-<br />
-de-açúcar triturado e<br />
na segunda vez: 20g de<br />
cascalho, 20g de areia e<br />
2g de bagaço de cana-<br />
Imagem 1: Filtro 1, presença de 50<br />
g de cascalho, 50g de areia e 10g de<br />
bagaço de cana-de-açúcar triturado.<br />
Fonte: os autores, 2023.<br />
-de-açúcar.<br />
Remoção do Paracetamol<br />
da água<br />
Foi aplicado areia e cascalho<br />
em conjunto ao<br />
bagaço de cana-de-açúcar<br />
para a simulação do<br />
processo efetuado na<br />
ETE, o qual é constituído<br />
com a criação de camadas<br />
as quais empenham<br />
a função de filtrar.<br />
Outrossim, foi feita uma<br />
solução de 1L contendo<br />
água mineral e o fármaco<br />
paracetamol, de<br />
concentração 750 mg/L,<br />
no primeiro sistema<br />
foram filtradas 250 mL,<br />
no segundo sistema 100<br />
mL, e no terceiro 100 mL.<br />
Imagem 2: Filtro 2, 20g de cascalho,<br />
20g de areia e 2g de bagaço de cana-<br />
-de-açúcar.<br />
Fonte: os autores, 2023.<br />
comparou-se a solução<br />
Em relação a esse método,<br />
foram realizadas<br />
Ao final, ao utilizar o<br />
indicador Cloreto Férrico<br />
pura, com as soluções<br />
previamente filtradas.<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
23
Artigo 3<br />
24<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
Discussão e Resultados<br />
Os fármacos, também<br />
conhecidos como princípios<br />
ativos, são formados<br />
por compostos orgânicos<br />
e inorgânicos que agem<br />
como base para a composição<br />
do medicamento,<br />
sendo os responsáveis<br />
pelos efeitos farmacêuticos<br />
(BRASIL. Ministério da<br />
Saúde). Ao fazer uso, ele é<br />
absorvido e metabolizado<br />
pelo organismo, em seguida,<br />
após atingir o efeito<br />
farmacológico desejado,<br />
o excesso é excretado via<br />
excreção renal ou biliar<br />
(GOLAN et al., 2014). Ao ser<br />
eliminado, o princípio ativo<br />
pode alcançar diversas<br />
rotas para a contaminação<br />
do meio ambiente, essas<br />
rotas podem ser classificadas<br />
de duas maneiras:<br />
difusas ou pontuais. As<br />
rotas classificadas como<br />
difusas envolvem ações<br />
presentes no cotidiano<br />
hodierno, como o descarte<br />
inadequado de remédios<br />
não utilizados ou vencidos,<br />
descarte clandestino<br />
de efluentes domésticos<br />
e vazamentos em dutos<br />
residuais. Já as rotas classificadas<br />
como pontuais são<br />
de difícil reparação por se<br />
tratar de trajetos de cunho<br />
industrial, os quais envolvem<br />
a emissão de lixos<br />
domésticos, hospitalares<br />
e industriais, e descarte<br />
inadequado de resíduos<br />
industriais (BISOGNIN,<br />
CARISSIMI e WOLFF et<br />
al.,2018).<br />
Efeitos ecotoxicológicos<br />
e implicações para a<br />
saúde humana<br />
Os efeitos estabelecidos<br />
pelo princípio ativo são<br />
para atingir órgãos ou rotas<br />
metabólicas específicas do<br />
organismo humano e animal,<br />
por isso, os efeitos dos<br />
medicamentos não são<br />
completamente conhecidos<br />
quando se trata de<br />
exposição ambiental. Atualmente,<br />
existem métodos<br />
e estudos para identificar<br />
a toxicidade dos resíduos<br />
farmacêuticos em áreas<br />
ambientais, entretanto<br />
a avaliação dos efeitos<br />
ecotoxicológicos não são<br />
de fácil reconhecimento<br />
a longo prazo, devido ao<br />
custo elevado desses testes,<br />
o que leva a limitação<br />
desses conhecimentos<br />
apenas a toxicidade aguda.<br />
Os efeitos conhecidos<br />
da contaminação a curto<br />
prazo envolvem mutações<br />
nas características físicas<br />
dos animais, mudanças<br />
endócrinas drásticas,<br />
o desenvolvimento de<br />
resistência bacteriana,<br />
alteração no cloroplasto<br />
de vegetais e até mesmo<br />
a morte de organismos<br />
(BISOGNIN, CARISSIMI e<br />
WOLFF et al.,2018).<br />
Em relação à exposição<br />
crônica aos residuais farmacêuticos,<br />
mesmo com<br />
baixo conhecimento de<br />
suas consequências, existem<br />
estudos que permitem<br />
concluir alguns dos<br />
efeitos causados na fauna<br />
aquática. Segundo estudos<br />
de Pascoe et al. (2003),<br />
a exposição a longo prazo
do cnidário Hydra vulgaris<br />
ao anti-inflamatório ibuprofeno<br />
foi capaz de causar<br />
a diminuição de presas<br />
ingeridas e, por consequência,<br />
causar a queda<br />
populacional da espécie.<br />
Avaliando os resultados<br />
da pesquisa feita através<br />
do Google Forms, pode-se<br />
notar que mais da metade<br />
dos indivíduos que participaram<br />
da pesquisa afirmam<br />
conhecer diferentes<br />
métodos de tratamento<br />
de água, entretanto, as<br />
respostas apontam que<br />
o modelo de tratamento<br />
mais conhecido pelos<br />
participantes são as ETEs.<br />
Sendo assim, evidencia-se<br />
a falta de conhecimento<br />
acerca dos diversos modelos<br />
existentes, os quais já<br />
possuem estudos a respeito<br />
da eficácia, rendimento<br />
e consequências ambientais.<br />
O gráfico 1 demonstra<br />
a divisão do discernimento<br />
entre as variadas metodologias<br />
para a purificação<br />
da água.<br />
Gráfico 1 – Distribuição (%) do conhecimento de diferentes métodos de tratamento<br />
de água.<br />
Fonte: os autores, 2023.<br />
Um dos motivos pela falta<br />
de conhecimento é a<br />
complexidade dos trabalhos<br />
sobre processos não<br />
convencionais de tratamento<br />
d’água, pois não<br />
existe a preocupação de<br />
propagar a informação<br />
para a comunidade sem<br />
formação da área. Por<br />
exemplo, a compreensão<br />
sobre as ETEs se limita a<br />
existência do procedimento,<br />
porém as etapas<br />
são de baixa familiaridade<br />
entre a população, o<br />
que se torna preocupante,<br />
visto que a falta de<br />
conhecimento acarreta<br />
o descarte incorreto de<br />
medicações, cosméticos<br />
vencidos, entre outros<br />
produtos. E, como supracitado,<br />
o descarte feito<br />
de forma incorreta pode<br />
gerar graves consequências<br />
ao meio ambiente.<br />
Adsorção<br />
Avaliando os principais<br />
métodos de purificação<br />
da água verificou-se a<br />
grande importância e<br />
popularidade da aplicação<br />
da adsorção, devido<br />
a grande gama de artigos<br />
referentes a remoção de<br />
contaminantes do meio<br />
aquático pela utilização<br />
desse processo.<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
25
Artigo 3<br />
O método consiste no<br />
25% de hemicelulose e<br />
No filtro 1 contendo: 50<br />
contato entre um sólido<br />
lignina, portanto a carac-<br />
g de cascalho, 50g de<br />
e um fluido, originan-<br />
terística adsortiva deste<br />
areia e 10g de bagaço de<br />
do uma transferência<br />
se demonstra nas gran-<br />
cana-de-açúcar triturado,<br />
26<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
de massa da fase fluida<br />
para a superfície do<br />
sólido. Duas fases são<br />
visadas, entre as quais os<br />
materiais se distribuem,<br />
havendo uma tendência<br />
de acumulação de uma<br />
substância sobre a superfície<br />
da outra (FOUST et<br />
al, 1982).<br />
A escolha do bagaço de<br />
cana-de-açúcar como<br />
material adsorvente,<br />
deve-se principalmente<br />
pela sua grandiosa produção<br />
no solo brasileiro,<br />
logo o reaproveitamento<br />
desse resíduo constitui-<br />
-se de grande interesse,<br />
principalmente pelo<br />
baixo custo, sustentabilidade<br />
e eficiência.<br />
Esse material apresenta<br />
uma composição de cerca<br />
de 50% de celulose,<br />
des áreas superficiais e<br />
nos poros volumosos<br />
(SILVA et al., 2017).<br />
Resultado da Prática<br />
A prática do trabalho<br />
consistiu em avaliar<br />
a eficiência de remoção<br />
de fármacos por<br />
adsorção do bagaço de<br />
cana-de-açúcar. Após a<br />
passagem da solução de<br />
paracetamol 750mg/L<br />
por cada filtro criado,<br />
obtiveram-se os seguintes<br />
resultados: o filtro<br />
com bagaço triturado<br />
apresentou mais eficiência<br />
em relação a retirada<br />
do fármaco comparado<br />
ao filtro com bagaço<br />
não triturado. Para<br />
identificação utilizou-se<br />
o cloreto férrico a fim<br />
de aferir a remoção do<br />
paracetamol.<br />
obtiveram-se as seguintes<br />
amostras.<br />
Logo, pingou-se uma<br />
gota de Cloreto Férrico,<br />
pois, o mesmo, serve<br />
como um indicador para<br />
a presença ou não do<br />
paracetamol.<br />
No filtro 2 contendo: 20 g<br />
de cascalho, 20g de areia<br />
e 2g de bagaço de cana-<br />
-de-açúcar, obtiveram-se<br />
as seguintes amostras.<br />
Ademais, pingou-se uma<br />
gota de Cloreto Férrico,<br />
pois, o mesmo, serve<br />
como um indicador para<br />
a presença ou não do<br />
paracetamol.<br />
Após os resultados obtidos,<br />
é notória a maior<br />
eficácia do filtro feito<br />
a partir de bagaço de
cana-de-açúcar<br />
triturado<br />
em relação ao filtro<br />
feito com bagaço não<br />
triturado, visto que sua<br />
coloração se aproxima<br />
mais com a coloração da<br />
água torneiral do que a<br />
solução de paracetamol<br />
750mg/L. Isso se deve<br />
à maior superfície de<br />
Imagem 3: Becker 1: solução de paracetamol 750mg/L após passagem no filtro 1.<br />
Becker 2: solução de paracetamol 750mg/L. Becker 3: água torneiral.<br />
Fonte: os autores.<br />
contato do adsorvente<br />
triturado (PIMENTEL et<br />
al., 2022). Porém o Cloreto<br />
Férrico ao reagir<br />
com o paracetamol, não<br />
apresentou a coloração<br />
desejada (azul-violácea),<br />
os fatores que podem ter<br />
influenciado no mesmo,<br />
podem ser: a concentra-<br />
Imagem 4: Becker 1: solução de paracetamol 750mg/L após passagem no filtro 1<br />
mais cloreto férrico. Becker 2: solução de paracetamol 750mg/L mais cloreto férrico.<br />
Becker 3: água torneiral mais cloreto férrico.<br />
Fonte: os autores.<br />
ção elevada das soluções<br />
contendo paracetamol e<br />
a de cloreto férrico. Entretanto,<br />
vale ressaltar que,<br />
mesmo após a filtragem,<br />
ainda havia resquícios de<br />
paracetamol; evidenciando<br />
que seria necessário<br />
que a solução passasse<br />
por mais filtragens.<br />
Imagem 5: Becker 1: solução de paracetamol 750mg/L. Becker 2: solução de paracetamol<br />
750mg/L após passagem no filtro.<br />
Fonte: os autores.<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
27
Artigo 3<br />
Resultados obtidos da<br />
bibliográfica<br />
Pensando na prática da<br />
adsorção do fármaco,<br />
os resultados apontam<br />
que o bagaço da cana-<br />
-de-açúcar carbonizado<br />
se mostrou mais eficaz<br />
que o bagaço in natura,<br />
isso se deve ao aumento<br />
Imagem 6: Becker 1: solução de paracetamol 750mg/L mais cloreto férrico. Becker 2:<br />
solução de paracetamol 750mg/L após passagem no filtro mais cloreto férrico.<br />
Fonte: os autores.<br />
da superfície de contato<br />
gerado pela carbonização<br />
do material. O procedimento<br />
feito contou<br />
com a caracterização<br />
dos adsorventes e a carbonização<br />
do bagaço<br />
de cana-de-açúcar para<br />
28<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
a formação do carvão<br />
ativado, consequentemente<br />
melhorando a<br />
eficácia do processo. Os<br />
adsorventes passaram<br />
por um pré-tratamento<br />
antes do procedimento,<br />
o qual baseava-se em<br />
serem moídos e peneirados<br />
para aumentar a<br />
superfície de contato<br />
(SILVA, 2017).<br />
Analisando os fatores<br />
que podem ter influen-<br />
Gráfico 2: Relação de capacidade máxima adsorvida (mg.g-1) com o pH<br />
Fonte: Silva (2017)<br />
-se que o valor do pH<br />
elevado pode diminuir<br />
a eficácia da remoção<br />
devido ao equilíbrio<br />
químico adsorvente em<br />
estudo,<br />
influenciando<br />
assim em suas interações<br />
eletrostáticas<br />
ciado o resultado, notou-<br />
(PEDRO-<br />
SO; ARAÚJO, 2016).<br />
Entretanto, o bagaço de<br />
cana-de-açúcar quando<br />
comparado ao carvão<br />
ativado,<br />
demonstrou<br />
um resultado inferior e<br />
menor superfície de contato,<br />
onde em ph 3,5, o<br />
CAN possui capacidade<br />
adsortiva de aproximadamente<br />
75 mg.g-1,<br />
porém a capacidade do<br />
BCC superou os 50 mg.g-<br />
1, como demonstrado no<br />
gráfico 2.
Contudo, ao obter o resultado<br />
do estudo realizado<br />
por Ribeiro (2011), pode-<br />
-se verificar a melhor<br />
eficiência do bagaço<br />
de cana-de-açúcar em<br />
comparação ao efeito do<br />
carvão ativado, quando<br />
colocado em uma torre<br />
de filtragem, como evidenciado<br />
no gráfico 3.<br />
Ademais, a prática do<br />
tratamento de água<br />
contaminada pelo acetaminofeno<br />
utilizando o<br />
bagaço da cana de açúcar<br />
ainda é um assunto<br />
pouco explorado entre os<br />
artigos acadêmicos. Além<br />
da pouca gama de resultados,<br />
em sua maioria,<br />
há a presença excessiva<br />
de artigos utilizando o<br />
carvão ativado como o<br />
adsorvente, logo, torna-<br />
-se árduo encontrar teses<br />
nas quais o bagaço de<br />
cana-de-açúcar desempenha<br />
esse mesmo papel,<br />
e ainda por cima com esta<br />
função diretamente ligada<br />
a fármacos específicos<br />
como o paracetamol.<br />
Gráfico 3: Porcentagem da adsorção do Paracetamol.<br />
Fonte: Ribeiro (2011)<br />
Conclusão<br />
Conclui-se que, o conhecimento<br />
popular acerca do<br />
tema se torna quase nulo,<br />
do mesmo modo que,<br />
muito se compõe apenas<br />
ao saber da existência<br />
do método de limpeza<br />
meios, desde o descarte<br />
inadequado dos medicamentos,<br />
até a excreção do<br />
mesmo pelo organismo,<br />
por conseguinte, ainda<br />
não há evidências discrepantes<br />
que nos alertem<br />
sobre os possíveis efeitos<br />
das impurezas das águas, toxicológicos, porém,<br />
evidenciando a incompreensão<br />
caso não seja dada a<br />
dos processos devida importância a<br />
existentes na purificação. esse tópico, malefícios<br />
a longo prazo surgirão,<br />
Ademais, a contaminação<br />
dos fármacos no ambiente<br />
se dá por diversos<br />
afetando tanto a fauna<br />
aquática como a sociedade<br />
humana.<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
29
Artigo 3<br />
Dessa forma, verifica-se<br />
que o método da adsorção<br />
é uma possível solução,<br />
sendo ela realizada por<br />
diferentes materiais. Esse<br />
processo tem sua efetividade<br />
comprovada, porém<br />
os produtos utilizados,<br />
muitos deles são de origem<br />
mineral, portanto a<br />
alternativa do bagaço de<br />
cana-de-açúcar, se dispôs<br />
de grande interesse, em<br />
especial pela sua abundância<br />
e suas características<br />
as quais auxiliam no<br />
processo adsortivo.<br />
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Além disso, foi possível a<br />
comprovação da utilização<br />
do resíduo da cana-de-<br />
-açúcar como uma opção<br />
a outros materiais, pois os<br />
resultados obtidos a partir<br />
da revisão bibliográfica<br />
e do procedimento feito<br />
pelos autores apresentou-<br />
-se resultados eficientes.<br />
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<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
31
Espectrometria de Massas<br />
DATA DEPENDENT ANALYSIS:<br />
UM EXEMPLO EM TOXICOLOGIA FORENSE<br />
32<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
A análise de drogas de<br />
abuso em amostras toxicológicas<br />
é desafiadora:<br />
são analitos de ampla<br />
variedade estrutural com<br />
diferentes classes e propriedades<br />
físico-químicas.<br />
A inclusão de novas<br />
drogas a serem monitoradas<br />
é constante e ainda<br />
podem existir diversas<br />
possibilidades de metabólitos.<br />
Neste contexto,<br />
muitos analitos de interesse<br />
não tem estrutura<br />
conhecida. Como realizar<br />
uma análise quali e quantitativa<br />
que, em uma<br />
única corrida, forneça<br />
informações sobre analitos<br />
procurados e aqueles<br />
que não estão no radar?<br />
Nesta edição veremos<br />
como a análise untargeted,<br />
especificamente<br />
DDA, é fundamental para<br />
triagem e quantificação<br />
em toxicologia forense.<br />
Palavras-chave: Orbitrap,<br />
toxicologia, drogas<br />
de abuso, MS databases,<br />
identificação estrutural,<br />
DDA, data dependent<br />
analysis, dopping.<br />
Nas duas edições anteriores<br />
vimos a análise<br />
quantitativa a partir de<br />
precursores ou padrões<br />
de fragmentação específicos.<br />
Esta abordagem é<br />
conhecida como análise<br />
targeted, ou seja, tem<br />
alvos conhecidos e específicos<br />
entre os componentes<br />
de uma mistura.<br />
Por exemplo, os métodos<br />
tSIM (do inglês, targeted<br />
single ion monitoring) e<br />
tMS2. Este experimento<br />
parte de uma lista de<br />
precursores-alvo, que são<br />
selecionados e fragmentados<br />
para quantificação<br />
e confirmação de identidade.<br />
Mas como fazer<br />
quando a estrutura do<br />
analito não é conhecida?<br />
As análises untargeted<br />
são o contraponto a esta<br />
abordagem, pois não é<br />
necessário definir um<br />
precursor ou padrão de<br />
fragmentação para realizar<br />
a obtenção de dados.<br />
Nesta edição veremos<br />
um exemplo de metodologia<br />
desenvolvida com o<br />
Thermo Scientific Orbitrap<br />
Exploris TM 120 para triagem<br />
e quantificação de<br />
drogas em urina.1<br />
Análises toxicológicas são<br />
desafiadoras por diversos<br />
motivos. A complexidade<br />
da matriz biológica traz<br />
diversos interferentes que<br />
podem suprimir a detecção<br />
dos analitos de interesse,<br />
que geralmente estão em<br />
quantidade muito pequena.<br />
Com a alta demanda<br />
nos laboratórios, é desejável<br />
utilizar preparos de<br />
amostra com mínima intervenção<br />
e metodologias<br />
instrumentais robustas e<br />
rápidas. Além disso, há<br />
uma busca por métodos<br />
multi-analitos, que permitem<br />
a varredura de centenas<br />
de compostos em uma<br />
única análise. Fica claro que<br />
este é um desafio e tanto,<br />
fazendo da HPLC-MS uma<br />
metodologia padrão ouro<br />
neste nesta área.<br />
Como analisar um painel<br />
de drogas e metabólitos<br />
com essa imensa diversidade<br />
estrutural? A análise
Espectrometria de Massas<br />
targeted detecta apenas<br />
compostos conhecidos e<br />
listados já na aquisição de<br />
dados, sendo impossível<br />
cobrir a diversidade estrutural<br />
da toxicologia. Do outro<br />
lado, a análise untargeted<br />
não tem alvos específicos,<br />
mas dá um panorama geral<br />
dos compostos presentes<br />
na amostra. Uma abordagem<br />
bastante utilizada é a<br />
DDA (análise dependente<br />
de dados, do inglês, data<br />
dependent analysis). Como<br />
o nome já diz, em DDA<br />
o dado adquirido no MS<br />
(full scan) é a base para a<br />
seleção de precursores a<br />
serem analisados em MS 2 .<br />
Veja a comparação entre<br />
experimentos targeted e<br />
untargeted na figura 1.<br />
Figura 1. Esquema de comparação entre experimentos targeted e untargeted.<br />
Parâmetro Critérios de seleção para MS 2<br />
MIPS (do inglês,<br />
monoisotopic<br />
precursor<br />
selection)<br />
Intensidade<br />
Através da determinação do padrão isotópico.<br />
Possibilita a seleção do isótopo mais intenso para<br />
fragmentação, excluindo os outros.<br />
Intensidade mínima para seleção.<br />
Exclusão dinâmica Propriedades para exclusão de precursores para MS 2 :<br />
Listas de inclusão<br />
tempo após aquisição, erro de massa e estados de<br />
carga.<br />
Para compostos conhecido, análise targeted realizada<br />
paralelamente com untargeted. Pode ser pela m/z do<br />
precursor, perdas específicas, razão isotópica e outros<br />
parâmetros<br />
Embora os instrumentos<br />
atuais sejam rápidos e<br />
sensíveis, é importante<br />
priorizar a aquisição de<br />
MS2 em compostos realmente<br />
relevantes para a<br />
análise: se o analisador<br />
está “ocupado”, compostos<br />
importantes podem<br />
não ser detectados. Por<br />
isso são aplicados filtros<br />
para esta seleção (Figura<br />
2). A abundância é o cri-<br />
Listas de exclusão<br />
Apex detection<br />
Exclui interferentes.<br />
Tabela 1. Filtros aplicados em DDA e suas funções.<br />
tério mais comum, priorizando<br />
compostos com<br />
intensidade mais alta. Mas<br />
utilizar apenas este filtro<br />
pode gerar fragmentação<br />
repetida ou de precursores<br />
indesejados. Por<br />
exemplo, se o experimento<br />
ocorre em 10 scans,<br />
Aguarda o scan de intensidade mais alta para que o<br />
MS 2 seja mais representativo.<br />
entre eles pode haver MS2<br />
de interferentes da matriz<br />
ou isótopos do mesmo<br />
precursor, com grande<br />
perda de sensibilidade. A<br />
Tabela 1 comenta alguns<br />
filtros adicionais que<br />
aumentam a seletividade<br />
e sensibilidade de DDA.<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
33
Espectrometria de Massas<br />
Além dos filtros, é possível<br />
variar a energia de colisão<br />
aplicada com recurso stepped<br />
collision energy, que<br />
aplica diferentes energias<br />
para um mesmo precursor<br />
(Figura 3). Também é possível<br />
mudar a polaridade<br />
nas listas de inclusão. Esta<br />
versatilidade é fundamental<br />
na toxicologia, onde<br />
centenas de compostos<br />
com diferentes propriedades<br />
físico-químicas são<br />
detectados em uma mesma<br />
corrida cromatográfica.<br />
Figura 2. Tela do editor de métodos do Thermo Fisher Scientific Orbitrap ExplorisTM. O experimento full<br />
scan é seguido de diversos filtros para seleção de 1) ddMS2 e 2) lista de inclusão. É possível determinar o<br />
tempo que o instrumento dedica a cada evento através do número de scans em cada ramificação do<br />
método (Fonte: software Thermo Fisher Scientific Method <strong>Ed</strong>itor).<br />
34<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
Um exemplo desta versatilidade<br />
foi obtido com<br />
a análise de mais de cem<br />
compostos de diferentes<br />
classes em matriz urina<br />
com 15 minutos de corrida.<br />
O preparo de amostra<br />
foi apenas a diluição 20<br />
vezes em água com concentração<br />
final entre 0,1 e<br />
1ng.mL -1 (Figura 4).<br />
Como podemos interpretar<br />
os dados adquiridos? Para<br />
compostos conhecidos,<br />
esta nota técnica1 utilizou<br />
o software TraceFinder TM<br />
para organizar os dados<br />
de maneira automática. A<br />
figura 5 mostra o resulta-<br />
Figura 3. Stepped collision energy: aplicação de diferentes energias de colisão (Fonte: tela do software<br />
Thermo Fisher Scientific Method <strong>Ed</strong>itor).<br />
do de quantificação para<br />
morfina considerando os<br />
seguintes parâmetros:<br />
• Massa exata do precursor:<br />
erro 5000 au.<br />
• Tempo de retenção:<br />
janela de 30s.<br />
• Padrão isotópico: <<br />
10ppm erro, 70%.<br />
• Íon fragmento: presença<br />
de 2 fragmentos; erro<br />
<br />
5000au.<br />
• Biblioteca espectral<br />
mzVault TM : >70%
Além de um método<br />
robusto e sensível para<br />
compostos conhecidos, a<br />
análise untargeted armazena<br />
informações para<br />
análises retrospectivas. Por<br />
exemplo, para confirmar a<br />
presença de uma droga ou<br />
metabólito recém-descobertos<br />
é necessário apenas<br />
reprocessar os dados já<br />
adquiridos. Ainda sobre<br />
compostos desconhecidos,<br />
duas outras vantagens: 1) a<br />
biblioteca espectral pode<br />
ser atualizada conforme<br />
novos espectros forem<br />
atribuídos e 2) o processamento<br />
do dado em softwares<br />
específicos, como<br />
o Compound Discoverer TM ,<br />
permite a detecção e quantificação<br />
de compostos de<br />
interesse que não constam<br />
na biblioteca espectral.<br />
Gostou de saber um<br />
pouco mais sobre análise<br />
untargeted? Me procure<br />
no LinkedIn comentando<br />
quais temas gostaria de<br />
ver na próxima edição!<br />
Figura 4. Cromatograma de íons extraídos de cem drogas analisados em urina.1<br />
Figura 5. Análise de dados para morfina. Parte superior: resultado por amostra. Parte inferior:<br />
parâmetros de identificação (tempo de retenção, correspondência de isótopo, íons fragmentos e<br />
correspondência da biblioteca).<br />
Daniele Fernanda de Oliveira Rocha<br />
Bacharela em Química Tecnológica pela PUC-Campinas (2005), Mestra (2008) e Doutora (2013) em Química Orgânica, e pós-doutorado em Espectrometria<br />
de Massas (2018) pela Unicamp. Pós-doutorado em proteômica pelo The Scripps Research Institute - La Jolla, California (2016). Atualmente é Química de<br />
Aplicação Sênior na Nova Analítica (revendedor autorizado Thermo Scientific) e Coordenadora da Especialização em Análise Instrumental da PUC-Campinas.
Química no Meio Ambiente<br />
FENOL<br />
Na Química Orgânica<br />
existe uma função química<br />
chama, AROMÁTI-<br />
CO, o nome provém do<br />
odor forte, percebido a<br />
distância até por quem<br />
tem pouca sensibilidade<br />
olfativa.<br />
Qual o intuito de citar<br />
este tipo de substância?<br />
Simples, o BENZENO<br />
que dá origem a todos<br />
os aromáticos (inclusiva<br />
o FENOL) é uma<br />
que possuem estudos<br />
ligados direto aos seres<br />
humanos e é com certeza<br />
cancerígena.<br />
Alguém se atreveu a<br />
ministrar benzeno para<br />
uma pessoa?<br />
Não, os fumantes o fizeram<br />
gratuitamente, apenas<br />
inalando a fumaça<br />
do cigarro que elimina<br />
benzeno quando da<br />
queima do tabaco.<br />
lhei num Polo Petroquímico<br />
por quase uma década<br />
com a matéria prima<br />
benzeno, e lembro-me<br />
perfeitamente do cuidado<br />
que tínhamos com<br />
esta matéria prima e seus<br />
derivados, no tocante a<br />
não contaminar nossos<br />
efluentes líquidos, pois a<br />
CETESB era extremamente<br />
rigorosa e conforme a<br />
legislação, cobrava que<br />
ficássemos dentro dos<br />
limites para emissão destas<br />
substancias aromáti-<br />
das únicas substâncias<br />
Particularmente,<br />
traba-<br />
cas em nossos efluentes.<br />
36<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024
Uma dessas substancias<br />
controladas ferrenhamente<br />
era o FENOL, o<br />
mesmo que se passa na<br />
face das pessoas para<br />
um possível até, “rejuvenescimento”.<br />
O FENOL na água leva a<br />
mortandade quase imediata<br />
de peixes e contaminação<br />
da flora, a qual<br />
precisa ser incinerada<br />
em fornos adequados e<br />
autorizados, pois a emanação<br />
de seus gases de<br />
queima podem ser tóxicos<br />
no ar.<br />
O meio ambiente, de<br />
forma figurada, clama<br />
para que não derramem<br />
FENOL em suas águas,<br />
e no caso estamos livremente<br />
vendendo FENOL<br />
na internet e passando<br />
nos rosto das pessoas.<br />
FENOL é um produto<br />
perigoso, está na sua<br />
definição química,<br />
lamentavelmente, vimos<br />
um rapaz vir a obtido<br />
quase imediato quando<br />
o FENOL teve contato<br />
imediato, também, com<br />
seu sangue, as imagens,<br />
infelizmente mostram<br />
isto, ou sugerem isto.<br />
Como um químico que<br />
trabalha na área de Química<br />
e Saúde Pública a<br />
mais quarenta anos, só<br />
de escutar que alguém<br />
se expos a uma substancia<br />
aromática, me deixa,<br />
com o perdão da expressão,<br />
“com os nervos a<br />
flor da pele”.<br />
A substância FENOL, não<br />
pode ser considerada
Química no Meio Ambiente<br />
apena como vilã, pois<br />
entra na fabricação de<br />
alguns produtos muito<br />
importantes à vida humana<br />
contemporânea.<br />
Bom exemplo é o material<br />
polimérico chamado<br />
baquelite, chamada genericamente<br />
de fórmica,<br />
lembrando, Fórmica é um<br />
nome de produto.<br />
Este material é excelente,<br />
e já foi e é muito utilizado<br />
em cozinhas e banheiros<br />
com função de revestimento<br />
de móveis.<br />
O intuito deste texto é<br />
alertar, principalmente<br />
aos leigos de química,<br />
que SEMPRE, devem obter<br />
informações sobre as substancias<br />
a serem utilizadas.<br />
Seja para trabalhar em processos<br />
os quais vão gerar,<br />
como exemplo aromáticos<br />
como o FENOL e poluir<br />
drasticamente o meio<br />
ambiente, ou pior, submeter<br />
sua saúde gratuitamente<br />
a uma substancia que o<br />
meio ambiente já havia<br />
nos avisado que é MUITO<br />
PERIGOSA, para qualquer<br />
forma de vida.<br />
Rogerio Aparecido Machado<br />
Bacharel em Química com atribuições tecnológicas - (1987), latu sensu em Qualidade na área de Engenharia (1991), mestrado em<br />
Saneamento Ambiental pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1999) e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São<br />
Paulo (2003). Atualmente é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Faculdade São Bernardo do Campo além de Químico<br />
Responsável do Instituto Presbiteriano Mackenzie.<br />
38<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024
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Em Foco<br />
DESCUBRA A VERSATILIDADE DA FLUORESCÊNCIA<br />
DE RAIO-X COM A NOVA ANALÍTICA E FLUXANA!<br />
Representante da Fluxana no Brasil, a Nova Analítica oferece soluções completas para preparo de amostras para<br />
análise por XRF. Com mais de 20 anos de experiência, a Fluxana é uma referência mundial em soluções de aplicação<br />
para XRF. Este método é amplamente aplicado em toda a indústria de garantia de qualidade, bem como em<br />
instituições e autoridades que monitoram a conformidade regulatória.<br />
A linha Vitriox da Fluxana conta com máquinas de fusão de última geração, disponíveis em modelos a gás e elétricos.<br />
Além das máquinas de fusão, a Fluxana também fornece soluções para análise de líquidos, processos de<br />
prensagem e uma extensa variedade de reagentes e materiais de referência.<br />
Elevando a Análise Elementar:<br />
Tecnologias de Fluorescência de<br />
Raio-X da Fluxana<br />
A técnica de fluorescência de raio-x<br />
é amplamente utilizada na determinação<br />
elementar. Além de ser capaz<br />
de detectar e quantificar as concentrações<br />
químicas dos elementos presentes<br />
na amostra analisada, ainda<br />
pode fornecer a informação sobre<br />
a localização superficial de onde o<br />
Thermo Scientific Orbitrap Exploris<br />
BioPharma Platform<br />
preparo de 2 a 6 pérolas simultaneamente<br />
e pode ainda, fundir amostras<br />
para posterior solubilização e uso<br />
elemento emissor se encontra na<br />
para ICP e outras técnicas espectro-<br />
amostra. Essa técnica pode ser uti-<br />
analíticas. Já a VITRIOX® ELECTRIC é<br />
lizada nas mais diversas aplicações,<br />
uma máquina de fusão totalmente<br />
40<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
estudos na área ambiental, química,<br />
de geociências até o controle de<br />
qualidade na indústria cimentícia,<br />
petroquímica, farmacêuticas, de<br />
polímeros entre muitas outras.<br />
Há mais de 20 no mercado, a Fluxana<br />
traz uma linha completa de soluções<br />
para o preparo de amostras para<br />
análise por XRF.<br />
A linha Vitriox traz máquinas de<br />
fusão, tanto com aquecimento a gás<br />
quanto elétrico, para a produção de<br />
pérolas de raio-x. A VITRIOX® GAS<br />
permite fusão em até 1450oC para o<br />
automática com operação frio a frio<br />
Confidently characterize<br />
without compromise<br />
para 1, 2, 4 ou 6 amostras (1 amostra<br />
por vez). O modelo VITRIOX® ELEC-<br />
TRIC 4+ permite com • Peptide 4, 8, 12 Mapping ou 16<br />
• Intact Protein Analysis<br />
amostras (4 amostras<br />
• Aggregate<br />
por vez).<br />
analysis<br />
• Charge Variant Analysis<br />
• Glycan Analysis<br />
Além das soluções<br />
• RNA<br />
para<br />
and<br />
o<br />
Oligonucleotide<br />
processo<br />
de fusão, a • Fluxana Gene Therapy fornece Analysis<br />
Analysis<br />
• Host Cell Protein Analysis<br />
também soluções para análise de<br />
• Multi-Attribute Method<br />
líquidos, para processos • Antibody de prensa Drug Conjugate Analysis<br />
e toda uma gama de reagentes e<br />
Tire suas dúvidas conosco<br />
materiais de referência para fluorescência<br />
de raio-x.<br />
Telefone (11)<br />
E-mail analitica@novanalitica.com.br<br />
For more information visit: www.thermofisher.com/MAM<br />
2162-8080<br />
Saiba mais em<br />
www.analiticaweb.com.br
FLU<br />
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de Aplicação<br />
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XRF FLUXANA®<br />
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de Aplicação de Aplicação LIFE<br />
XRF FLUXANA®<br />
LIFE<br />
XRF FLUXANA®<br />
Na FLUXANA®, atendemos principalmente usuários de fluorescência de raios X (XRF). Essa<br />
técnica<br />
Na FLUXANA®,<br />
espectroscópica<br />
atendemos<br />
é empregada<br />
principalmente<br />
para análise<br />
usuários<br />
elementar,<br />
de fluorescência<br />
possibilitando<br />
de raios X<br />
a identificação<br />
(XRF). Essa<br />
dos<br />
componentes Na técnica FLUXANA®, espectroscópica inorgânicos atendemos é empregada uma principalmente substância para análise ou usuários produto. elementar, de Ela fluorescência possibilitando é amplamente de a raios utilizada identificação X (XRF). na indústria dos Essa<br />
técnica de componentes garantia espectroscópica de inorgânicos qualidade, é de empregada assim uma como substância para em instituições análise ou produto. elementar, e Ela órgãos é amplamente possibilitando que fiscalizam utilizada a identificação a conformidade<br />
na indústria dos<br />
componentes de garantia inorgânicos de qualidade, de assim uma como substância em regulatória.<br />
instituições ou produto. e órgãos Ela é que amplamente fiscalizam utilizada a conformidade na indústria<br />
de garantia de qualidade, assim como em regulatória. instituições e órgãos que fiscalizam a conformidade<br />
regulatória.<br />
Oferecemos uma ampla gama de equipamentos de de preparação de de amostras, incluindo<br />
equipamentos de de fusão, moinhos e prensas. Além disso, fornecemos todos todos os tipos tipos de de acessórios,<br />
como como<br />
Oferecemos copos, filmes, uma ampla produtos gama químicos de equipamentos e amostras de de preparação calibração para para de<br />
os<br />
amostras, usuários usuários de<br />
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XRF. de XRF.<br />
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Em Foco<br />
VOCÊ CONHECE A YMC?<br />
A Nova Analítica é representante<br />
exclusiva para instituições públicas<br />
da YMC!<br />
A YMC que é uma empresa japonesa<br />
voltada à produção de soluções<br />
no segmento de cromatografia<br />
líquida desde a escala analítica até<br />
preparativa.<br />
A série de maior destaque é a YMC-<br />
-Triart que conta com partículas<br />
Thermo Scientific Orbitrap Exploris<br />
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esféricas de sílica híbrida de última<br />
geração, sintetizadas por meio de<br />
uma tecnologia de microrreatores<br />
exclusiva YMC e desenvolvidas<br />
para atender à demanda por fases<br />
cromatográficas que unam alta<br />
eficiência e excelente resistência<br />
química, térmica e mecânica.<br />
Outras linhas de produtos que<br />
podem ser destacadas são as colunas<br />
YMC-Pack Pro, a linha premium<br />
de colunas de HPLC com partículas<br />
esféricas de sílica inorgânica, e a<br />
Confidently characterize<br />
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Conheça as vantagens das colunas<br />
YMC:<br />
• Peptide Mapping<br />
• Compatibilidade • com Intact sistemas Protein de Analysis<br />
• Aggregate analysis<br />
alta sensibilidade • Charge como LC-MS Variant e Analysis<br />
• Glycan Analysis<br />
LC-CAD<br />
• RNA and Oligonucleotide Analysis<br />
• Disponibilidade • de Gene fases Therapy estacionárias<br />
em 5, 3 e sub-2 • Multi-Attribute µm Method<br />
Analysis<br />
• Host Cell Protein Analysis<br />
• Antibody Drug Conjugate Analysis<br />
• Disponibilidade de medidas especiais<br />
como colunas curtas de UHPLC<br />
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(20 ou 30 mm)<br />
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42<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
YMC Chiral ART, a linha de fases<br />
estacionárias quirais.<br />
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Em Foco<br />
ENTENDENDO O IMPACTO DA QUALIDADE DA<br />
ÁGUA EM SUAS TÉCNICAS ANALÍTICAS<br />
A água é um elemento fundamental<br />
em muitos processos industriais e<br />
aplicações analíticas. Sua qualidade<br />
pode ter um impacto significativo<br />
nos resultados de análises químicas,<br />
físicas e biológicas. Portanto,<br />
é essencial compreender como a<br />
pureza e as características da água<br />
podem afetar a confiabilidade e a<br />
precisão de suas técnicas analíticas.<br />
Neste artigo, exploraremos os desafios<br />
relacionados à qualidade da água<br />
e as melhores práticas para garantir a<br />
integridade de seus dados analíticos.<br />
Abordaremos tópicos como:<br />
44<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
- Parâmetros-chave da qualidade da<br />
água e seus efeitos em análises<br />
- Técnicas de purificação de água<br />
para aplicações analíticas<br />
- Validação de métodos analíticos e<br />
controle de qualidade<br />
- Melhoria contínua de seus processos<br />
analíticos<br />
Ao final, você terá uma compreensão<br />
sólida sobre como gerenciar a<br />
qualidade da água em suas operações<br />
e otimizar a confiabilidade de<br />
seus resultados.<br />
Impacto da Qualidade da Água<br />
em Análises Químicas<br />
A água é um solvente universal e,<br />
portanto, está presente em grande<br />
parte dos procedimentos analíticos.<br />
Desde a preparação de amostras<br />
até a limpeza de equipamentos, a<br />
qualidade da água é crucial para a<br />
integridade dos resultados.<br />
Contaminantes presentes na água,<br />
como íons, metais pesados, compostos<br />
orgânicos, microrganismos,<br />
etc., podem interferir diretamente<br />
nos métodos de análise. Isso pode<br />
levar a resultados imprecisos, falsos<br />
positivos ou negativos, e até mesmo<br />
danos a instrumentos analíticos.<br />
Alguns exemplos de como a<br />
qualidade da água pode afetar<br />
análises químicas:<br />
• Presença de íons inorgânicos (cálcio,<br />
magnésio, cloretos, etc.) pode causar<br />
interferências em técnicas como<br />
espectroscopia de absorção atômica,<br />
cromatografia iônica e titulações.<br />
• Compostos orgânicos dissolvidos<br />
podem afetar a linha de base e a<br />
detecção em análises por cromatografia<br />
líquida de alta eficiência<br />
(HPLC) e espectrometria de massas.<br />
• Microrganismos podem contaminar<br />
amostras e degradar analitos em análises<br />
microbiológicas e bioquímicas.<br />
• Metais pesados podem catalisar<br />
reações de oxidação e degradação<br />
de amostras.<br />
Para minimizar esses efeitos, é<br />
essencial utilizar água com grau de<br />
pureza adequado para cada aplicação<br />
analítica. Isso pode envolver<br />
o uso de técnicas de purificação,<br />
como destilação, deionização,<br />
osmose reversa e ultrafiltração.<br />
Importância da Água Ultrapura<br />
em Análises Químicas<br />
Em muitas aplicações analíticas, a<br />
água ultrapura (também conhecida<br />
como água grau reagente ou água<br />
tipo I) é essencial para garantir a<br />
confiabilidade dos resultados. Essa<br />
água apresenta baixos níveis de<br />
contaminantes iônicos, orgânicos<br />
e particulados, atendendo a rigorosos<br />
padrões de pureza.<br />
O uso de água ultrapura é fundamental<br />
em diversas áreas, como:<br />
• Preparação de amostras e soluções-padrão<br />
• Limpeza de vidrarias e equipamentos<br />
• Solvente em técnicas cromatográficas<br />
(HPLC, GC, etc.)<br />
• Diluição de amostras e reagentes<br />
• Análises de traços e ultratraços<br />
• Pesquisas biomédicas e farmacêuticas<br />
• Desenvolvimento de novos métodos<br />
analíticos<br />
Ao utilizar água ultrapura, você<br />
garante a eliminação de interferên-
Em Foco<br />
cias e a minimização de erros sistemáticos<br />
em suas análises. Isso resulta<br />
em dados mais confiáveis, reprodutíveis<br />
e com melhor exatidão.<br />
Para obter água ultrapura com as<br />
características desejadas, é necessário<br />
um sistema de purificação robusto<br />
e bem projetado. Isso envolve uma<br />
combinação de tecnologias, como<br />
osmose reversa, deionização, ultrafiltração<br />
e fotoxidação UV. É importante<br />
também implementar um programa<br />
de monitoramento e manutenção<br />
regular do sistema de purificação.<br />
Validação de Métodos Analíticos<br />
e Controle de Qualidade<br />
A validação de métodos analíticos<br />
é um processo fundamental<br />
para garantir a confiabilidade dos<br />
resultados. Nesse processo, são avaliados<br />
diversos parâmetros, como<br />
seletividade, linearidade, precisão,<br />
exatidão, limite de detecção, limite<br />
de quantificação, entre outros.<br />
A qualidade da água utilizada em<br />
todas as etapas da validação é crucial<br />
para a obtenção de resultados válidos<br />
e reprodutíveis. Eventuais contaminações<br />
ou variações na pureza da água<br />
podem comprometer a validação<br />
do método e, consequentemente, a<br />
confiança nos dados gerados.<br />
Além da validação inicial, é essencial<br />
implementar um programa de<br />
controle de qualidade contínuo.<br />
Isso inclui:<br />
• Monitoramento regular da qualidade<br />
da água utilizada<br />
• Realização de brancos e amostras<br />
de controle<br />
• Participação em programas de<br />
proficiência<br />
• Manutenção preventiva de equipamentos<br />
• Treinamento adequado da equipe<br />
Dessa forma, você garante que possíveis<br />
desvios na qualidade da água<br />
sejam rapidamente identificados e<br />
solucionados, preservando a integridade<br />
de seus resultados analíticos<br />
ao longo do tempo.<br />
Melhoria Contínua de Processos<br />
Analíticos<br />
A melhoria contínua de seus processos<br />
analíticos é fundamental<br />
para garantir a confiabilidade e a<br />
eficiência de suas operações. Isso<br />
envolve a constante avaliação e<br />
otimização de todos os aspectos<br />
relacionados à qualidade da água,<br />
desde o sistema de purificação até<br />
os procedimentos operacionais.<br />
Algumas estratégias importantes<br />
para a melhoria contínua incluem:<br />
1. Monitoramento e controle da<br />
qualidade da água:<br />
• Implementação de um programa<br />
de monitoramento regular dos<br />
parâmetros críticos da água<br />
• Estabelecimento de limites de especificação<br />
e planos de ação para desvios<br />
• Adoção de técnicas avançadas de<br />
análise de água, como cromatografia<br />
iônica e carbono orgânico total<br />
2. Otimização do sistema de purificação<br />
de água:<br />
• Avaliação periódica da eficiência<br />
do sistema e da necessidade de<br />
manutenção ou atualização<br />
• Implementação de melhorias tecnológicas,<br />
como a adoção de novos<br />
dispositivos de filtração.<br />
• Ajuste dos parâmetros operacionais<br />
para maximizar a qualidade da<br />
água produzida<br />
3. Revisão e atualização de procedimentos<br />
analíticos:<br />
• Avaliação constante da adequação<br />
dos métodos em relação aos requisitos<br />
analíticos<br />
• Incorporação de novas tecnologias<br />
e melhores práticas<br />
• Realização de estudos comparativos<br />
para identificar oportunidades<br />
de melhoria<br />
4. Capacitação e conscientização<br />
da equipe:<br />
• Treinamento contínuo sobre a<br />
importância da qualidade da água<br />
• Envolvimento da equipe na identificação<br />
e resolução de problemas<br />
• Promoção de uma cultura de<br />
melhoria contínua e responsabilidade<br />
compartilhada<br />
Ao adotar uma abordagem sistemática<br />
de melhoria contínua, você<br />
estará bem posicionado para enfrentar<br />
os desafios futuros e garantir a<br />
excelência de suas análises químicas.<br />
Conclusão<br />
A qualidade da água desempenha<br />
um papel crucial no desempenho e<br />
na confiabilidade de suas técnicas<br />
analíticas. Compreender os impactos<br />
potenciais e implementar as<br />
melhores práticas de gestão da água<br />
é essencial para obter resultados<br />
precisos, reprodutíveis e confiáveis.<br />
Desde a seleção do sistema de<br />
purificação adequado até a validação<br />
de métodos e o controle de<br />
qualidade contínuo, cada etapa do<br />
processo analítico deve considerar<br />
a importância da água. Somente<br />
assim você poderá garantir a integridade<br />
de seus dados e tomar<br />
decisões informadas com base em<br />
informações confiáveis.<br />
Ao investir no gerenciamento eficaz<br />
da qualidade da água, sua organização<br />
estará bem posicionada<br />
para atender aos mais altos padrões<br />
analíticos, impulsionar a inovação e<br />
garantir o sucesso de seus projetos.<br />
Para mais informações, contate<br />
nossos especialistas:<br />
marketingbr@veolia.com<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
45
Em Foco<br />
CREATINA: BENEFÍCIOS, MECANISMOS E<br />
APLICAÇÕES CLÍNICAS<br />
A creatina é um composto natural<br />
sintetizado pelo corpo humano,<br />
principalmente no fígado, pâncreas<br />
e rins, a partir dos aminoácidos glicina,<br />
arginina e metionina. Cerca de<br />
95% da creatina no corpo é armazenada<br />
nos músculos esqueléticos,<br />
onde desempenha um papel crucial<br />
na produção de energia durante<br />
exercícios de alta intensidade.<br />
46<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Analytica</strong> | Julho 2024<br />
A creatina (C4H9N3O2) é um composto<br />
nitrogenado que participa<br />
diretamente no ciclo da fosfocreatina,<br />
essencial para a regeneração<br />
de ATP, a principal fonte de energia<br />
celular. Na dieta, as principais fontes<br />
de creatina são carnes e peixes, com<br />
destaque para a carne vermelha e<br />
peixes como salmão e atum.<br />
A suplementação de creatina é<br />
conhecida por aumentar a força<br />
muscular e promover a hipertrofia,<br />
sendo eficaz em atividades que<br />
requerem explosões rápidas de<br />
energia, como sprints e levantamento<br />
de peso. Além disso, o suplemento<br />
pode acelerar a recuperação<br />
pós-treino, reduzindo danos musculares<br />
e inflamação.<br />
Os mecanismos de ação da creatina<br />
incluem o aumento das reservas<br />
de fosfocreatina nos músculos, o<br />
que resulta em maior capacidade<br />
de sustentar esforços intensos, e<br />
a hidratação celular, que cria um<br />
ambiente favorável para a síntese<br />
proteica e crescimento muscular. Ela<br />
também pode aumentar a ativação<br />
de células satélite, essenciais para a<br />
regeneração e hipertrofia muscular.<br />
O sistema de "lançadeira" de fosfocreatina<br />
transfere energia no<br />
músculo esquelético, permitindo a<br />
regeneração rápida de ATP a partir<br />
de ADP, essencial para a contração<br />
muscular eficiente e sustentada.<br />
A creatina comercial é frequentemente<br />
produzida sinteticamente<br />
em laboratórios para garantir pureza<br />
e consistência. Os padrões de<br />
qualidade incluem verificações de<br />
contaminantes, com pureza acima<br />
de 80% conforme ANVISA.<br />
Aplicações clínicas da creatina<br />
incluem potenciais benefícios em<br />
doenças neurodegenerativas, saúde<br />
óssea e síndromes metabólicas.<br />
Estudos sugerem que a creatina<br />
pode melhorar a função muscular<br />
em pacientes com Parkinson e ELA,<br />
aumentar a massa muscular e força<br />
em idosos, e melhorar a sensibilidade<br />
à insulina em diabéticos tipo 2.<br />
A creatina é considerada segura<br />
para uso a longo prazo em doses<br />
recomendadas. A dosagem típica<br />
envolve uma fase de carregamento<br />
seguida por uma fase de manutenção,<br />
ou suplementação contínua de<br />
3-5 gramas por dia.<br />
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Eficiência (HPLC), essenciais para<br />
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