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Quem é Quem na Sustentabilidade 2024

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QUEM É QUEM NA<br />

SUSTENTABILIDADE<br />

<strong>2024</strong>


QUEM É QUEM NA<br />

SUSTENTABILIDADE<br />

<strong>2024</strong>


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A REVISTA QUE<br />

DÁ VOZ A TODOS<br />

OS QUE LUTAM POR<br />

UM MUNDO MAIS<br />

SUSTENTÁVEL


\\ EDITORIAL \\<br />

5<br />

VERDE<br />

a cor que ajuda o planeta<br />

e a subir o salário<br />

O<br />

crescente compromisso das empresas com a sustentabilidade criou uma elevada procura de profissio<strong>na</strong>is<br />

especializados nesta temática, os chamados “green jobs” ou traduzindo à letra, os empregos<br />

verdes — atividades que de algum modo protegem o ambiente ou promovem o desenvolvimento<br />

humano de forma sustentável. O recente relatório “Bridging the Great Green Divide” lançado pela Organização<br />

para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) informa que os salários nesta área são 20%<br />

acima da m<strong>é</strong>dia de outros setores. Parece que o ditado “verde <strong>é</strong> esperança” assenta que nem uma luva no que<br />

respeita ao futuro do trabalho.<br />

Um fenómeno que tamb<strong>é</strong>m passa por Portugal. O Manpower Global Insignts Green Jobs Report de 2023,<br />

aponta que 65% dos empregadores do nosso país já estão envolvidos neste tipo de processo de seleção. Setores<br />

como a construção, produção de energia e automóvel, estão a impulsio<strong>na</strong>r a procura destes profissio<strong>na</strong>is, mas<br />

mais de 90% enfrentam desafios para os encontrar.<br />

As funções procuradas passam por Diretor de ESG, Gerente de <strong>Sustentabilidade</strong>, Gerente de Gover<strong>na</strong>nça,<br />

Especialista de Investigação Ambiental, Coorde<strong>na</strong>dor de Projetos de Impacto Socioambiental, Advogado<br />

Ambiental, Especialista em Responsabilidade Social Corporativa, entre outros, assim como as green skills<br />

são tamb<strong>é</strong>m fortes candidatas a melhorar o currículo de quem as tem e um isco para os recrutadores. O<br />

relatório Future of Jobs, do Fórum Económico Mundial, aponta ainda que o especialista em ESG <strong>é</strong> a segunda<br />

profissão <strong>na</strong> lista das carreiras do futuro, com a previsão do aparecimento de um milhão de novas vagas<br />

nesta área at<strong>é</strong> 2027. Ora aqui está uma oportunidade para quem quer mudar de carreira, ou para quem está<br />

a iniciar uma. Todas as mudanças trazem desafios e oportunidades. A nível da sustentabilidade esta <strong>é</strong> uma<br />

delas. Aproveite!<br />

Teresa Cotrim, jor<strong>na</strong>lista<br />

// FICHA TÉCNICA<br />

DIRETOR GERAL Rog<strong>é</strong>rio Junior • DIRETOR EDITORIAL A<strong>na</strong> Filipa Rego • COLABORADORES E REDAÇÃO Filipe Rações, Teresa Cotrim • DIREÇÃO DE COMUNICAÇÃO<br />

Marisa Silvestre • DIREÇÃO DE ARTE Sofia Marques • IMAGENS Getty Images • PUBLICIDADE Mário Serra (mario.serra@greensavers.pt) • PERIODICIDADE Anual<br />

• TIRAGEM MÉDIA 15.000 exemplares • PROPRIEDADE | SEDE | EDITOR Green News Editora, LDA, Rua Cidade de Rabat, 41B, 1500-159 Lisboa, NIPC: 516292412,<br />

geral@greensavers.pt • IMPRESSÃO E ACABAMENTO Louresgráfica - Sociedade de Artes Gráficas, Lda • Revista distribuída gratuitamente com a Green Savers nº 15


6<br />

\\ ÍNDICE \\<br />

08<br />

ESG<br />

ESTARÁ PORTUGAL<br />

A FICAR PARA TRÁS?<br />

“Não deixar ningu<strong>é</strong>m para trás” foi o<br />

mote para os 17 Objetivos de Desenvolvimento<br />

Sustentável das Nações Unidas,<br />

mas o nosso país ainda só atingiu três<br />

22<br />

ESG<br />

AS TRÊS LETRAS QUE<br />

MAIS TINTA FAZEM CORRER<br />

Os temas de ESG são uma esp<strong>é</strong>cie de<br />

labirinto para as empresas, mas <strong>é</strong> bom<br />

que estas sigam já a trilha, sob pe<strong>na</strong><br />

de não encontrarem a saída. A tempo.<br />

30<br />

SUSTENTABILIDADE<br />

CONSUMIDORES<br />

COM A FACA E O QUEIJO NA MÃO<br />

A forma como cada um de nós gasta o<br />

seu dinheiro pode mudar o mundo.<br />

Por isso, <strong>na</strong> hora de comprar veja se o<br />

que está a adquirir <strong>é</strong> sustentável<br />

14<br />

ENTREVISTA<br />

“A sustentabilidade está a gerar<br />

novas oportunidades de negócio”<br />

Já não há volta a dar, as empresas<br />

para serem competitivas têm de<br />

incorporar a sustentabilidade no<br />

seu modelo de negócio. As PME<br />

exportadoras têm agora a oportunidade<br />

de agarrar os clientes europeus<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ ÍNDICE \\<br />

7<br />

38<br />

FÓRUM DE LÍDERES<br />

1<br />

Qual a importância da <strong>Sustentabilidade</strong><br />

2<br />

para a sua área/setor?<br />

O que a sua empresa está a fazer para tor<strong>na</strong>r<br />

Portugal um país mais sustentável?<br />

54<br />

DIRETÓRIO<br />

Compromisso com<br />

a sustentabilidade<br />

Em tempos de instabilidade e incerteza quanto ao<br />

futuro da economia, as empresas enfrentarão desafios<br />

inesperados.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


8 \\ ABC DO ESG \\<br />

ESTARÁ PORTUGAL<br />

A FICAR PARA TRÁS?<br />

“NÃO DEIXAR NINGUÉM PARA TRÁS” FOI O MOTE PARA OS 17<br />

OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DAS NAÇÕES<br />

UNIDAS, MAS O NOSSO PAÍS AINDA SÓ ATINGIU TRÊS<br />

\\ Por Teresa Cotrim<br />

São 17 os objetivos aprovados por u<strong>na</strong>nimidade por 193<br />

Estados- membros da Organização das Nações Unidas<br />

(ONU), que representam um apelo urgente à ação de<br />

todos os países — desenvolvidos e em desenvolvimento,<br />

para uma parceria global, em que se pretende resolver<br />

as necessidades das pessoas, sem deixar ningu<strong>é</strong>m para trás. Os 17<br />

ODS são desdobrados em 169 metas, para que se satisfaçam as necessidades<br />

das gerações atuais, sem comprometer as necessidades<br />

das futuras. Utilizaram uma linguagem comum para todos os stakeholders<br />

e fixaram metas de sustentabilidade, com áreas críticas para<br />

a humanidade. Al<strong>é</strong>m disso, estruturaram-se em torno de cinco áreas<br />

principais: planeta, pessoas, prosperidade, paz e parcerias.<br />

Estes são uma oportunidade única para implementar um crescimento<br />

sustentável, regenerativo e inclusivo, sem o qual será impossível<br />

combater a emergência climática, a perda galopante de<br />

biodiversidade e as desigualdades sociais. Esta <strong>é</strong> tamb<strong>é</strong>m uma oportunidade<br />

para apostar <strong>na</strong> inovação. A ONU monitoriza o progresso<br />

dos países ao nível dos ODS atrav<strong>é</strong>s do SDG Index & Monitoring.<br />

Portugal classificou-se <strong>na</strong> 18º posição, entre os 193 países que aderiram<br />

aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),<br />

segundo o Sustai<strong>na</strong>ble Development Report de 2023. Os ODS<br />

que acenderam luz vermelha ao nosso país foram erradicar a fome<br />

(ODS2), alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover<br />

a agricultura sustentável, garantir padrões de consumo e de<br />

produção sustentáveis (ODS12), conservar e usar de forma sustentável<br />

os oceanos, mares e recursos marinhos (ODS14) e reforçar<br />

os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o<br />

desenvolvimento sustentável (ODS17).<br />

COMO SE CLASSIFICA PORTUGAL NA EUROPA?<br />

Na Agenda 2030, Portugal definiu seis objetivos como prioritários:<br />

Educação de Qualidade (ODS4), Igualdade de g<strong>é</strong>nero (ODS5),<br />

Indústria, Inovação e Infraestruturas (ODS9), Redução das desigualdades<br />

(ODS10), Ação Climática (ODS13) ou Proteger a Vida<br />

Marinha (ODS14). Será que cumpriu?<br />

Na 5.ª edição do Relatório de Desenvolvimento Sustentável da<br />

Europa (2023/<strong>2024</strong>), um ranking europeu que avalia a qualidade<br />

de execução da Agenda 2030 das Nações Unidas, Portugal surge<br />

<strong>na</strong> 20.ª posição “com um índice de 70 pontos em 100 possíveis <strong>na</strong><br />

execução dos 17 ODS, em 2023”, entre 34 <strong>na</strong>ções, sendo que a m<strong>é</strong>dia<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ ABC DO ESG \\<br />

9<br />

dos países a<strong>na</strong>lisados <strong>é</strong> de 72 pontos, lê-se no<br />

documento.<br />

As primeiras seis posições são ocupadas<br />

pela Finlândia, Su<strong>é</strong>cia, Di<strong>na</strong>marca, Áustria,<br />

Noruega e Alemanha. No fi<strong>na</strong>l da tabela estão<br />

a S<strong>é</strong>rvia (30.º lugar), Macedónia do Norte<br />

(31.º), Chipre (32.º), Bulgária (33.º) e a Turquia,<br />

em último.<br />

Se a<strong>na</strong>lisar a foto ao lado, verifica-se que<br />

ape<strong>na</strong>s três dos objetivos para o desenvolvimento<br />

sustentável estão a caminhar <strong>na</strong> direção<br />

certa, em Portugal, ou seja, os (ODS 1, 6 e<br />

10). As setas vermelhas indicam que dois estão<br />

a piorar (ODS 2 e 15), as setas cor de laranja<br />

mostram que quatro estão a estag<strong>na</strong>r (ODS<br />

12,13,14 e 16) e, por fim, as amarelas vatici<strong>na</strong>m<br />

que os restantes oito ODS estão a evoluir<br />

“lentamente”, mas no bom sentido.<br />

Ao a<strong>na</strong>lisar mais a fundo, o relatório informa<br />

ainda que no combate à pobreza (ODS1),<br />

acesso a água potável (ODS6) e redução de<br />

desigualdades (ODS10) estão em crescimento,<br />

mas apresentam dificuldades. Passando ao<br />

tema do bem-estar e saúde (ODS 3), educação<br />

de qualidade (ODS 4), igualdade de g<strong>é</strong>nero<br />

(ODS 5), acesso a fontes de energia limpas<br />

para todos (ODS 7), qualidade de emprego e<br />

trabalho digno para todos (ODS 8), inovação<br />

das infraestruturas e indústria (ODS 9), cidades<br />

e comunidades sustentáveis (ODS 11) e<br />

fortes parcerias para o desenvolvimento sustentável<br />

(ODS 17), o relatório informa que<br />

os progressos são “moderados” e que <strong>na</strong> maioria<br />

deles as dificuldades “persistem”.<br />

Completamente estag<strong>na</strong>dos encontram-se os<br />

objetivos ligados ao consumo e produção responsável<br />

(ODS 12), vida marítima (ODS 14)<br />

— que enfrenta “grandes desafios” — e paz, justiça<br />

e instituições eficazes (ODS 16). A recuar<br />

PORTUGAL<br />

PERFORMANCE GERAL<br />

Ranking 20 / 34<br />

TENDÊNCIAS DOS ODS<br />

01<br />

ERRADICAR A<br />

POBREZA<br />

07<br />

ENERGIAS RENOVÁVEIS<br />

E ACESSÍVEIS<br />

13<br />

AÇÃO CLIMÁTICA<br />

MUITO DESAFIANTE<br />

DECRESCER<br />

02<br />

ERRADICAR A<br />

FOME<br />

08<br />

TRABALHO DIGNO<br />

E CRESCIMENTO<br />

ECONÓMICO<br />

14<br />

PROTEGER A<br />

VIDA MARINHA<br />

DESAFIOS SIGNIFICATIVOS<br />

Pontuação<br />

ESTAGNAR MELHORIAS MODERADAS EM LINHA COM O ESPERADO<br />

destacam-se os objetivos de combate à fome<br />

(ODS 2) e a vida <strong>na</strong> terra (ODS 15).<br />

CADA PAÍS SUA VELOCIDADE<br />

“Os 17 ODS são a nossa visão comum para a<br />

Humanidade e um contrato social entre os líderes<br />

mundiais e os povos. São uma lista das<br />

coisas a fazer em nome dos povos e do planeta<br />

e um plano para o sucesso”, afirmou Ban Ki-<br />

-moon, antigo Secretário-Geral das Nações<br />

Unidas (ONU). Já António Guterres, atual<br />

Secretário-Geral da ONU, considera que a<br />

Agenda 2030 aponta o caminho a seguir e diz<br />

03<br />

SAÚDE DE QUALIDADE<br />

09<br />

INDÚSTRIA, INOVAÇÃO<br />

E INFRAESTRUTURAS<br />

15<br />

PROTEGER A<br />

VIDA TERRESTRE<br />

ALGUNS DESAFIOS<br />

70.0<br />

04<br />

EDUCAÇÃO<br />

DE QUALIDADE<br />

10<br />

REDUZIR AS<br />

DESIGUALDADES<br />

16<br />

PAZ, JUSTIÇA E<br />

INSTITUIÇÕES EFICAZES<br />

ATINGIDO<br />

05<br />

IGUALDADE<br />

DE GÉNERO<br />

11<br />

100<br />

90<br />

80<br />

70<br />

60<br />

50<br />

40<br />

30<br />

20<br />

10<br />

CIDADES E COMUNIDADES<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

17<br />

PARCERIAS PARA<br />

IMPLEMENTAÇÃO<br />

DOS OBJETIVOS<br />

0<br />

ESTADO DOS<br />

ODS (%)<br />

Em dificuldade<br />

Progresso limitado<br />

Atingidos ou em linha<br />

“que deve ser dada vida a este plano como um<br />

elemento definidor do nosso tempo e uma<br />

plataforma integrada para responder às necessidades<br />

das pessoas e dos governos”, lê-se no<br />

Guia Sobre o Desenvolvimento Sustentável.<br />

O Relatório de Desenvolvimento Sustentável<br />

da Europa mostra ainda que, ao ritmo a que se<br />

avança, um terço das ODS não será alcançada<br />

pela União Europeia at<strong>é</strong> 2030. Pelo que alerta<br />

que <strong>é</strong> necessário tomar “medidas decisivas” que<br />

“evitem perigosos pontos de rutura ambientais<br />

e sociais” e, ao mesmo tempo, ajudem a manter<br />

o compromisso de atingir os ODS.<br />

06<br />

ÁGUA POTÁVEL<br />

E SANEAMENTO<br />

12<br />

PRODUÇÃO E CONSUMO<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


10<br />

\\ ABC DO ESG \\<br />

PORTUGAL VISTO À LUPA PELO INE<br />

O Instituto Nacio<strong>na</strong>l de Estatística (INE) publicou recentemente os indicadores<br />

de Portugal para a Agenda 2030. Os resultados são os seguintes:<br />

ODS1- ERRADICAR A POBREZA<br />

• Redução da população em risco de pobreza desde 2015: de 19,0% para<br />

16,4% em 2021, incluindo crianças e idosos<br />

• Aumento da proporção total das despesas públicas em educação, saúde<br />

e proteção social entre 2015 e 2021: de 61,6% para 63,9%<br />

• Aumento da Ajuda Pública ao Desenvolvimento desti<strong>na</strong>da à pobreza<br />

em percentagem do Rendimento Nacio<strong>na</strong>l Bruto (RNB) desde 2015: de<br />

0,0046% para 0,0052%, em 2020<br />

ODS 2- ERRADICAR A FOME<br />

• Menor insegurança alimentar: de 4,7% em 2019 para 4,1% em 2022<br />

• Maior obesidade: 16,9% da população residente com mais de 18 anos<br />

em 2019 (face a 16,4% em 2014)<br />

• Índice de anomalia nos preços da alimentação excecio<strong>na</strong>lmente alto em<br />

2020 (0,382 em 2015 e 1,342 em 2020)<br />

ODS 3 – SAÚDE DE QUALIDADE<br />

• Redução da Taxa de mortalidade mater<strong>na</strong> por 100 mil <strong>na</strong>dos-vivos:<br />

20,1 em 2021 (meta de menos de 70 mortes por 100 mil <strong>na</strong>dos-vivos at<strong>é</strong><br />

2030)<br />

• Taxas de mortalidade infantil (0-4 anos) e neo<strong>na</strong>tal em 2021: 3,1‰<br />

(meta de pelo menos 25‰ at<strong>é</strong> 2030) e 1,7‰ (meta de pelo menos 12‰<br />

at<strong>é</strong> 2030)<br />

• Menor taxa de mortalidade por suicídio, por 100 mil habitantes: 10,9<br />

em 2015 para 9,1 em 2020<br />

• Menor taxa de mortalidade por acidentes rodoviários por 100 mil habitantes:<br />

6,9 em 2015 para 5,7 em 2020<br />

• Menor taxa de fecundidade <strong>na</strong> adolescência: de 8,4‰ em 2015 para<br />

5,8‰ em 2021<br />

• Maior cobertura vaci<strong>na</strong>l: difteria, t<strong>é</strong>tano e tosse convulsa e Streptococcus<br />

pneumoniae acima dos 98% em 2021; sarampo próximo dos 95% em<br />

2021 e vírus do Papiloma humano acima dos 75% <strong>na</strong>s mulheres e dos 50%<br />

nos homens, em 2021<br />

• Mais pessoal m<strong>é</strong>dico por 1000 habitantes (entre 2015 e 2021): m<strong>é</strong>dicos<br />

de 4,7‰ para 5,7‰;<br />

• Aumento da taxa de mortalidade atribuída a fontes de água inseguras,<br />

condições de saneamento inseguras e falta de higiene, por 100 mil habitantes:<br />

de 2,2 em 2015 para 4,0 em 2020<br />

ODS 4- EDUCAÇÃO DE QUALIDADE<br />

• Aumento das taxas de conclusão do ensino básico e secundário: 96,9%<br />

em 2021 no ensino básico e de 83,4% para 91,7% no ensino secundário<br />

• Taxa de escolarização próxima da meta de 100%: 99,2% no ano letivo<br />

2020/2021<br />

• Progresso favorável e paridade de g<strong>é</strong>nero <strong>na</strong>s competências digitais nos<br />

adultos: em 2021; índice de paridade de g<strong>é</strong>nero de 0,93 em 2015 e de 1,10<br />

em 2021<br />

• Retrocesso <strong>na</strong>s competências em leitura: proficiência em leitura de<br />

82,8% em 2015 e de 79,8% em 2018<br />

ODS 5- IGUALDADE DE GÉNERO<br />

• Proporção de mulheres dirigentes <strong>na</strong> administração pública superior<br />

a 50%<br />

• Existência de quadros legais que promovem, fazem cumprir e monitorizam<br />

a igualdade de g<strong>é</strong>nero<br />

• Disparidades <strong>na</strong> participação cívica e política: redução de deputadas <strong>na</strong><br />

legislatura parlamentar (2022-2025): de 89 mulheres em 230 deputados<br />

(2019-2022), para 85 mulheres<br />

• Menos mulheres <strong>na</strong>s eleições autárquicas em 2021: de 32 em 2017 para<br />

29 em 2021<br />

• Disparidades <strong>na</strong> propriedade de terra agrícola: 13,1% de mulheres face<br />

a 28,0% de homens em 2019<br />

• Proporção residual de mulheres em cargos de chefia: 3,1% em 2022<br />

(com evolução favorável face a 2015)<br />

ODS 6- ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO<br />

• Água segura alcançada: nível de excelência da qualidade da água para<br />

consumo humano. A meta de 2030, de 99%, foi atingida em 2021<br />

• Melhoria das condições de saneamento, mesmo <strong>na</strong> população em risco<br />

de pobreza<br />

• Percentagem (estimada) de alojamentos cobertos por serviços de dre<strong>na</strong>gem<br />

de águas residuais próxima da meta <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l e com evolução favorável:<br />

85% em 2020<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ ABC DO ESG \\<br />

11<br />

17<br />

01<br />

15<br />

Proteger<br />

a vida<br />

terrestre<br />

16<br />

Paz, justiça<br />

e instituições<br />

eficazes<br />

Parcerias<br />

para a<br />

implementação<br />

dos objectivos<br />

Erradicar<br />

a pobreza<br />

Erradicar<br />

a fome<br />

02<br />

Saúde e<br />

qualidade<br />

03<br />

14<br />

13<br />

Proteger<br />

a vida<br />

marinha<br />

Ação<br />

climática<br />

objetivos<br />

DE ESCOLHA<br />

SUSTENTÁVEL<br />

Educação<br />

de qualidade<br />

Igualdade<br />

de g<strong>é</strong>nero<br />

04<br />

05<br />

12<br />

Produção<br />

e consumo<br />

sustentável<br />

11<br />

Cidades e<br />

comunidades<br />

sustentáveis<br />

Reduzir as<br />

desigualdades<br />

10<br />

Industria,<br />

Inovação e<br />

Infraestrutura<br />

09<br />

Crescimento<br />

económico<br />

08<br />

Energias<br />

renováveis e<br />

acessíveis<br />

Água<br />

potável<br />

e saneamento<br />

07<br />

06<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


12<br />

\\ ABC DO ESG \\<br />

ODS 7 – ENERGIAS RENOVÁVEIS E ACESSÍVEIS<br />

• Energia proveniente de fontes renováveis no consumo fi<strong>na</strong>l bruto de<br />

energia com a maior proporção de sempre em 2021 (34%). A meta de<br />

31% em 2020 foi ultrapassada<br />

• Maior eficiência energ<strong>é</strong>tica em 2021<br />

• Cooperação inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l: redução de fluxos fi<strong>na</strong>nceiros para países<br />

em desenvolvimento desti<strong>na</strong>dos à pesquisa e desenvolvimento de energias<br />

limpas e à produção de energia renovável: de 2,93 milhões € em<br />

2015 para zero em 2021<br />

ODS 8 TRABALHO DIGNO E CRESCIMENTO ECONÓMICO<br />

• Aumento do PIB per capita em 2022 para 20,8 mil € per capita, a preços<br />

correntes, em 2021; crescimento acima da m<strong>é</strong>dia UE<br />

• Menos desemprego: taxa de desemprego de 12,9% em 2015, registou 6,0%<br />

em 2022<br />

• Menor i<strong>na</strong>tividade nos jovens (15-24): taxa de jovens não empregados/integrados<br />

em educação ou formação: 9,4% em 2022, valor mínimo desde 2015<br />

• Progresso favorável <strong>na</strong> incidência de acidentes de trabalho não fatais, por<br />

100 mil empregados, entre 2015 e 2020.<br />

• Decr<strong>é</strong>scimo <strong>na</strong> Ajuda Pública ao Desenvolvimento desti<strong>na</strong>da ao apoio<br />

ao com<strong>é</strong>rcio: (valor máximo em 2020, de 33,61 milhões €)<br />

ODS 9 – INDÚSTRIA, INOVAÇÃO E INFRAESTRUTURAS<br />

• Aumento do peso das indústrias de alta e m<strong>é</strong>dia tecnologia no valor<br />

acrescentado bruto (VAB) da indústria transformadora: 23,7% em 2021<br />

• Maior proporção de despesa em investigação e desenvolvimento (I&D)<br />

no PIB: (ainda longe da meta de 3% at<strong>é</strong> 2030)<br />

• Menor intensidade das emissões atmosf<strong>é</strong>ricas da economia (diminuição<br />

de emissões de CO2 por unidade de VAB): 0,269 kg CO2/€ em 2021<br />

• Indústria transformadora: desempenho desfavorável <strong>na</strong>s dimensões de<br />

emprego (17,7% da população empregada <strong>na</strong> indústria transformadora<br />

em 2015 vs. 16,8% em 2022) e peso das microempresas no valor acrescentado<br />

desta indústria (7,3% em 2021).<br />

OD10 – REDUZIR AS DESIGUALDADES<br />

• Aumento do rendimento m<strong>é</strong>dio: 6 851 € em 2021<br />

• Progresso favorável do peso do trabalho no PIB desde 2015: 51,6% em<br />

2020<br />

• Diminuição da percentagem de pessoas a viverem em agregados familiares<br />

com rendimento inferior a 50% do rendimento mediano: 10,0%<br />

em 2021<br />

• Avaliação inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l indica melhoria em políticas de migração que<br />

facilitam a migração e a mobilidade (orde<strong>na</strong>da, segura, regular e responsável),<br />

atingindo a classificação máxima em 5 domínios<br />

• Tendência desfavorável no impacto redistributivo da política fiscal:<br />

coeficiente de Gini do Rendimento monetário líquido por Adulto Equivalente:<br />

32,0% em 2021<br />

ODS 11 – CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS<br />

• Menos população em condições de habitabilidade desfavoráveis: decr<strong>é</strong>scimo<br />

da proporção da população residente em alojamentos não clássicos:<br />

3,9% em 2020<br />

• 100% das cidades portuguesas com participação direta da sociedade<br />

civil no planeamento e gestão urba<strong>na</strong><br />

• Aumento da despesa pública e privada em serviços culturais<br />

• Mais resíduos urbanos <strong>na</strong>s cidades e per capita: 513 kg per capita em<br />

2020<br />

ODS 12 – PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEIS<br />

• Redução <strong>na</strong> percentagem de resíduos perigosos gerados: 9,2% em 2021<br />

• Progresso favorável <strong>na</strong>s taxas de reciclagem: 36,1% em 2015 para 38,0%<br />

em 2020 (contudo, ainda aqu<strong>é</strong>m da meta <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l para 2020 [50%] e<br />

longe da meta para 2030 [55%]) • Uso mais eficiente dos materiais desde<br />

2015: redução da pegada material por unidade de PIB, de 0,91 kg/€ em<br />

2015 para 0,79 kg/€ em 2020 e diminuição do consumo interno de materiais<br />

por unidade de PIB, de 0,89 kg/€ em 2015 para 0,83 kg/€ em 2021<br />

• Ferramentas disponíveis para monitorizar aspetos económicos e ambientais<br />

da sustentabilidade: Conta Sat<strong>é</strong>lite do Turismo, Conta das<br />

Emissões Atmosf<strong>é</strong>ricas e Conta de Fluxos Físicos de Energia<br />

ODS 13- AÇÃO CLIMÁTICA<br />

• Redução no total de emissões de gases com efeito de estufa (GEE): a<br />

meta <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l de 2020 foi ultrapassada (-18% a -23%), mas ainda está<br />

longe da meta de -45% a -55% at<strong>é</strong> 2030<br />

• Redução no nível de emissões de GEE per capita: 5,6 t CO2 eq per<br />

capita em 2020<br />

• Progresso favorável <strong>na</strong> implementação da Estrat<strong>é</strong>gia Nacio<strong>na</strong>l de Redução<br />

de Risco de Catástrofes<br />

ODS 14- PROTEGER A VIDA MARINHA<br />

• Classificação inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l máxima no grau de implementação de instrumentos<br />

inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is desti<strong>na</strong>dos ao combate da pesca ilegal, não declarada<br />

e não regulamentada<br />

• Melhoria <strong>na</strong> avaliação inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l do grau de aplicação de enquadra-<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ ABC DO ESG \\<br />

13<br />

mentos relativos ao direito de acesso da peque<strong>na</strong> pesca<br />

• Redução do peso do investimento em I&D em tecnologia marinha:<br />

1,9% em 2021<br />

• Proporção de áreas marinhas protegidas: 7% (meta: 10% at<strong>é</strong> 2030)<br />

ODS 15 – PROTEGER A VIDA TERRESTRE<br />

• Avaliação inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l considera que Portugal adotou legislação<br />

<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l relevante e afetou recursos adequados para a prevenção<br />

ou o controle de esp<strong>é</strong>cies exóticas invasoras<br />

• Portugal <strong>é</strong> Parte contratante no Tratado Inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l sobre os<br />

Recursos Fitogen<strong>é</strong>ticos para a Alimentação e a Agricultura e possui<br />

ferramentas ou medidas legislativas, administrativas e políticas<br />

reportadas à Câmara de Compensação de acesso e partilha dos benefícios<br />

• Progresso favorável <strong>na</strong> Ajuda Pública ao Desenvolvimento desti<strong>na</strong>da<br />

à biodiversidade: 1,19 milhões € em 2021<br />

• Proporção de superfície das áreas classificadas manteve-se i<strong>na</strong>lterada<br />

entre 2015 e 2021: 22,6%<br />

Os Objetivos de Desenvolvimento<br />

Sustentável (ODS) são as 17 metas<br />

globais da ONU para erradicar a<br />

pobreza, proteger o planeta e garantir<br />

paz e prosperidade at<strong>é</strong> 2030. Incluem<br />

erradicação da pobreza, fome zero,<br />

saúde e bem-estar, educação de<br />

qualidade, igualdade de g<strong>é</strong>nero, água<br />

limpa e saneamento, energia acessível<br />

e limpa, entre outros.<br />

ODS 16 – PAZ, JUSTIÇA E INSTITUIÇÕES EFICAZES<br />

• Descida no número de crimes de homicídio desde 2015: de 100<br />

para 82 em 2021<br />

• 100% de crianças portuguesas com registo de <strong>na</strong>scimento<br />

• Mais mulheres dirigentes <strong>na</strong> Administração Pública: de 5 576 em<br />

2015 para 7 668 em 2021<br />

• Aumento do número de armas de fogo apreendidas, entregues/<br />

recuperadas pela polícia: 30 728 em 2021<br />

• Aumento da proporção de reclusos preventivos <strong>na</strong> população prisio<strong>na</strong>l:<br />

18,5% em 2021<br />

• Subida no número de crimes de tráfico de pessoas registados pelas<br />

autoridades policiais: 80 em 2021<br />

• Menor proporção de pessoas que se sentem seguras quando passeiam<br />

sozinhas depois de escurecer: 82,8% em 2020<br />

ODS17 – PARCERIAS PARA IMPLEMENTAÇÃO DOS OBJETIVOS<br />

• Portugal tendencialmente “infoincluído”: aumento dos acessos à<br />

Internet (41,6% em 2021) e da percentagem de adultos que usam a<br />

Internet ( 84,5% em 2022)<br />

• Aumento da Ajuda Pública ao Desenvolvimento e do seu peso no<br />

Rendimento Nacio<strong>na</strong>l Bruto (RNB): 0,18% em 2021<br />

• Decr<strong>é</strong>scimo do peso das remessas dos emigrantes e imigrantes no<br />

PIB:1,50% em 2021.


14<br />

\\ ENTREVISTA \\<br />

“A SUSTENTABILIDADE ESTÁ<br />

A GERAR NOVAS OPORTUNIDADES<br />

DE NEGÓCIO”<br />

JÁ NÃO HÁ VOLTA A DAR, AS EMPRESAS PARA SEREM COMPETITIVAS TÊM DE INCORPORAR A<br />

SUSTENTABILIDADE NO SEU MODELO DE NEGÓCIO. AS PME EXPORTADORAS TÊM AGORA A OPOR-<br />

TUNIDADE DE AGARRAR OS CLIENTES EUROPEUS<br />

\\ Por Teresa Cotrim<br />

Filipa Pantaleão <strong>é</strong> mãe de duas filhas e cofundadora da<br />

iniciativa Woman in ESG Portugal. Foi nestas três siglas<br />

que encontrou o seu propósito, desejando contribuir<br />

para a construção de um futuro melhor. Licenciada em<br />

Engenharia do Ambiente <strong>na</strong> Faculdade de Ciências e<br />

Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, possui ainda um MBA<br />

pela Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade<br />

Católica Portuguesa. Tem um percurso profissio<strong>na</strong>l recheado,<br />

tendo dedicado a sua carreira, <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l e inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l, aos setores<br />

da água, logística, energia e resíduos. Atualmente <strong>é</strong> Secretária-geral<br />

do BCSD Portugal, Conselho Empresarial para o Desenvolvimento<br />

Sustentável e garante que pretende honrar a missão, que tem mais de<br />

20 anos, em apoiar os membros do BCSD rumo à sustentabilidade.<br />

É engenheira do Ambiente. Algu<strong>é</strong>m a inspirou a enveredar por<br />

esta área?<br />

O meu pai, que tamb<strong>é</strong>m <strong>é</strong> engenheiro despertou-me para cursos<br />

do “futuro”, nos quais o mais apelativo foi Engenharia do Ambiente.<br />

Durante o curso deparei-me com pessoas, assuntos e causas que<br />

me marcaram, como os resíduos e a sua problemática e tamb<strong>é</strong>m as<br />

alterações climáticas, pela dimensão global, numa altura em que o<br />

Protocolo de Quioto era um grande marco.<br />

Por falar em resíduos... a sua carreira começou nesse setor. O<br />

Early Warning Report divulgado pela Comissão Europeia, que<br />

a<strong>na</strong>lisa o progresso dos Estados-Membros no cumprimento das<br />

metas de reciclagem de resíduos para 2025, revela desafios e incumprimentos.<br />

De modo geral, segundo a avaliação realizada pela<br />

Agência Europeia do Ambiente, a maioria dos Estados-Membros<br />

está em risco de não atingir as metas de reciclagem de resíduos<br />

urbanos (55%) e de resíduos de embalagens (65%)”. Os países que<br />

vão chumbar em ambas as metas são a Bulgária, Gr<strong>é</strong>cia, Croácia,<br />

Chipre, Lituânia, Hungria, Malta, Polónia, Rom<strong>é</strong>nia e Eslováquia.<br />

Depois, oito estão no caminho certo para cumprir o objetivo<br />

total das embalagens, mas falharão <strong>na</strong> reciclagem dos resíduos<br />

urbanos. É o caso da Estónia, Irlanda, Espanha, França, Letónia,<br />

Portugal, Finlândia e Su<strong>é</strong>cia. Na sua opinião porque isto acontece<br />

e o que tem ainda Portugal de fazer?<br />

Podem ser várias as razões apontadas pelos principais Stakeholders.<br />

As mais comuns são falta de investimento e de educação, contudo,<br />

não são únicas e provavelmente nem serão as mais importantes. A<br />

minha opinião baseia-se em anos intensivos de investimento entre<br />

2018 e 2022, nos quais foram melhorados significativamente os indicadores<br />

de acessibilidade aos contentores de recicláveis (conforme<br />

publica a entidade reguladora do setor — ERSAR) e continuamente<br />

ao longo de mais de 20 anos se promoveu a educação ambiental, a vários<br />

níveis, desde no plano curricular do Minist<strong>é</strong>rio de Educação, fomentada<br />

pelos Municípios e pelas Entidades Gestoras responsáveis<br />

pelo Tratamento dos Resíduos Urbanos, pelas Entidades gestoras de<br />

fluxos específicos, entre muitas outras entidades que injustamente<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ ENTREVISTA \\<br />

15<br />

não refiro. Os resultados têm melhorado, mas<br />

de forma pouco expressiva. Assim, o que falta<br />

<strong>é</strong> uma ple<strong>na</strong> responsabilização por todos os<br />

stakeholders da sua quota-parte no cumprimento<br />

das metas, que começa, acima de tudo,<br />

pela meta da redução e do desperdício alimentar<br />

que só podem estar <strong>na</strong> alçada do País.<br />

Tamb<strong>é</strong>m trabalhou <strong>na</strong> Mota-Engil. Na sua<br />

opinião, está o setor da construção a virar-<br />

-se para a sustentabilidade? Ou seja, estará<br />

a emergir um novo modelo de construção<br />

em que são considerados os impactes ambientais<br />

relacio<strong>na</strong>dos com todo o processo<br />

de construção dos edifícios — que engloba<br />

desde a fase do projeto, at<strong>é</strong> à fase de construção,<br />

utilização e at<strong>é</strong> posterior demolição<br />

e gestão de resíduos? Há já em Portugal bons<br />

exemplos nesta mat<strong>é</strong>ria? Isto porque a construção<br />

sustentável implica uma mudança de<br />

mentalidade no setor...<br />

Trabalhei <strong>na</strong> sub-holding dedicada ao ambiente<br />

e serviços e concordo que a construção<br />

sustentável implica uma mudança de mentalidade<br />

<strong>na</strong> sociedade e não só no setor, porque só<br />

quando a economia circular for a única economia<br />

possível <strong>é</strong> que todos os setores económicos<br />

serão “mais” sustentáveis.<br />

E no caso da construção?<br />

Sempre que possível e salvaguardando questões<br />

de segurança, todo o ecossistema da construção<br />

tem de trabalhar de forma diferente, começando<br />

pelos promotores e donos de obra, que têm<br />

de considerar a circularidade do seu projeto,<br />

desde a conceção at<strong>é</strong> ao seu desmantelamento,<br />

incluindo a vertente dos custos; passando<br />

tamb<strong>é</strong>m pelos arquitetos e projetistas que <strong>na</strong><br />

fase de projeto têm de priorizar materiais que<br />

maximizem a utilização de mat<strong>é</strong>rias recicladas<br />

ou de base renovável (caso da madeira); at<strong>é</strong> aos<br />

fi<strong>na</strong>nciadores que têm de beneficiar no spread<br />

projetos com maior circularidade e menor impacto<br />

em detrimento do build as usual.<br />

Outro dos seus desafios profissio<strong>na</strong>is foi trabalhar<br />

no setor energ<strong>é</strong>tico no peru. Este <strong>é</strong> um<br />

dos setores mais poluidores ou mesmo o mais<br />

poluidor...<br />

O setor energ<strong>é</strong>tico tem maior peso <strong>na</strong>s emissões<br />

de gases com efeitos de estufa, se a fonte<br />

for combustível fóssil, <strong>na</strong> realidade trabalhava<br />

<strong>na</strong> área das renováveis, nomeadamente projetos<br />

hídricos.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


16<br />

\\ ENTREVISTA \\<br />

e <strong>na</strong> indústria transformadora. Este <strong>é</strong> um si<strong>na</strong>l<br />

positivo para todos, reforçando a ideia que<br />

temos passado sempre: que o desempenho de<br />

sustentabilidade pode impulsio<strong>na</strong>r o fi<strong>na</strong>nceiro,<br />

e que os dois não são inimigos.<br />

Sobre outras formas de energia, a transição dos<br />

combustíveis fósseis, a nível mundial ditará<br />

tamb<strong>é</strong>m a transição de Portugal.<br />

E para a transição energ<strong>é</strong>tica?<br />

Na transição energ<strong>é</strong>tica, devíamo-nos focar<br />

primeiro <strong>na</strong> indústria, encontrando formas<br />

de poder apoiar a Inovação e Desenvolvimento<br />

(I&D) quando não haja alter<strong>na</strong>tivas, por<br />

exemplo, para altas temperaturas e para novos<br />

investimentos ape<strong>na</strong>s com crit<strong>é</strong>rio de menor<br />

emissão. A seguir, diria que nos devemos focar<br />

no armaze<strong>na</strong>mento e <strong>na</strong> produção descentralizada,<br />

com menor impacto ambiental.<br />

Acredita que Portugal ainda poderá ser “alimentado”<br />

ape<strong>na</strong>s a energias verdes?<br />

Sem dúvida, somos, aliás um excelente exemplo<br />

mundial de produção de energia el<strong>é</strong>trica<br />

com base renovável. Em 2023, a produção<br />

renovável de eletricidade bateu um recorde e<br />

abasteceu 61% do consumo. Ainda temos espaço<br />

para aumentar esta produção.<br />

Segundo a Eurostat, Portugal está no grupo<br />

de países da União Europeia que está a conseguir<br />

reduzir a emissão de gases com efeito de<br />

estufa em impacto negativo no Produto Interno<br />

Bruto (PIB). Isto foi conseguido principalmente<br />

atrav<strong>é</strong>s dos setores de eletricidade e gás<br />

Como diretora-geral do BCSD, quais os seus<br />

planos?<br />

Honrar a missão, que tem mais de 20 anos, que<br />

passa por incentivar e apoiar os nossos membros<br />

<strong>na</strong> sua jor<strong>na</strong>da rumo à sustentabilidade,<br />

inspirando-os e ajudando-os a construir organizações<br />

e modelos de negócio que sejam<br />

competitivos, inovadores e sustentáveis a nível<br />

Ambiental e, mais recentemente, introduzindo<br />

a componente Social e de Gover<strong>na</strong>nce/<br />

Económico. Esta <strong>é</strong> uma missão que implementamos<br />

atrav<strong>é</strong>s da produção e dissemi<strong>na</strong>ção rápida<br />

de conhecimento, de forma colaborativa<br />

entre variados stakeholders e com inovação.<br />

Mas destacam algumas áreas?<br />

Trabalhamos cinco áreas com as empresas:<br />

biodiversidade, economia circular e cadeia de<br />

valor, clima e energia, reporte e fi<strong>na</strong>nças sustentáveis<br />

e diversidade, equidade e inclusão<br />

(DEI). Com o desenvolvimento do enquadramento<br />

regulamentar definido pela europa,<br />

evoluímos do pilar ambiental para abarcar<br />

tamb<strong>é</strong>m os outros dois pilares, social e gover<strong>na</strong>nça,<br />

de forma muito cirúrgica e com impacto,<br />

para podermos dar mais valor aos nossos<br />

associados.<br />

Quanto aos objetivos?<br />

Em termos de objetivos, destaco três: a consolidação<br />

da posição da academia BCSD Portugal<br />

como instituição certificada e de referência<br />

para as empresas poderem formar os seus co-<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ ENTREVISTA \\<br />

17<br />

As empresas com classificações ESG elevadas<br />

são geralmente vistas como menos arriscadas<br />

e mais preparadas para o futuro<br />

laboradores. A criação de uma iniciativa dedicada<br />

a DEI e outra dedicada a gover<strong>na</strong>nce,<br />

que vão gerar impacto <strong>na</strong> sociedade, atrav<strong>é</strong>s<br />

de compromissos e ações das empresas, com<br />

partilha e networking de pares e vamos fazê-las<br />

com parcerias importantes. E por fim,<br />

com foco <strong>na</strong> emergência climática, ter maior<br />

impacto <strong>na</strong> redução de emissões de gases com<br />

efeito de estufa, atrav<strong>é</strong>s não só da sua quantificação,<br />

mas com iniciativas que permitem<br />

maiores reduções <strong>na</strong>s empresas de forma mais<br />

rápida.<br />

As empresas portuguesas estão a seguir a<br />

rota da sustentabilidade? O BCSD lançou<br />

uma ferramenta para fazer um diagnóstico<br />

ao nível da sustentabilidade – como estão as<br />

empresas portuguesas? Já há números? Se<br />

sim, quais?<br />

De modo geral, as empresas portuguesas têm<br />

feito esforços crescentes para seguir a rota da<br />

sustentabilidade. No entanto, existe uma grande<br />

dispersão de maturidade sobre sustentabilidade<br />

como mostra o retrato agregado relativo<br />

a 2023.<br />

Este retrato está associado à nossa ferramenta<br />

da Jor<strong>na</strong>da 2030, cujo questionário<br />

contou com a participação de 80 entidades<br />

relativamente à sua performance ESG tendo<br />

em conta as cinco etapas e vinte indicadores<br />

que correspondem à base da Jor<strong>na</strong>da 2030 do<br />

BCSD Portugal. Este ano, foi ainda possível recolher<br />

informação complementar, tanto sobre<br />

temas mais estrat<strong>é</strong>gicos como específicos do<br />

espetro ESG (ambiente, social e gover<strong>na</strong>nça).<br />

Estas informações reportadas pelas empresas<br />

são a<strong>na</strong>lisadas segundo o posicio<strong>na</strong>mento <strong>na</strong>s<br />

etapas de maturidade da jor<strong>na</strong>da de sustentabilidade,<br />

as práticas de gestão da sustentabilidade<br />

e os temas ESG trabalhados.<br />

Como se posicio<strong>na</strong>ram as empresas <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is?<br />

A maioria das empresas a<strong>na</strong>lisadas (74%) encontra-se<br />

<strong>na</strong>s etapas iniciais da jor<strong>na</strong>da de sustentabilidade<br />

(Conhecer e Construir), associadas<br />

à definição das prioridades estrat<strong>é</strong>gicas de<br />

sustentabilidade e respetivos planos de ação.<br />

Al<strong>é</strong>m disso, um número relevante de empresas<br />

(12%) encontra-se num estágio pr<strong>é</strong>vio à jor<strong>na</strong>da<br />

da sustentabilidade, a Despertar para a<br />

necessidade e as oportunidades da sustentabilidade<br />

como estrat<strong>é</strong>gia corporativa.<br />

Que empresas estão <strong>na</strong>s etapas iniciais?<br />

Nas etapas iniciais da jor<strong>na</strong>da se encontram<br />

principalmente microempresas e PMEs, as<br />

empresas <strong>na</strong>s etapas de maior maturidade são,<br />

maioritariamente, de grande dimensão. Este<br />

padrão manteve-se em relação ao ano passado.<br />

Relativamente aos temas que as empresas trabalham,<br />

observa-se que <strong>na</strong>s etapas de menor<br />

maturidade, existe uma maior proporção de<br />

temas sociais a serem trabalhados, seguidos<br />

dos temas ambientais. Já os temas de gover<strong>na</strong>nça<br />

são endereçados em menor proporção<br />

no início da jor<strong>na</strong>da de sustentabilidade, à semelhança<br />

de 2022.<br />

Que dados destacaria?<br />

Neste estudo foi ainda possível recolher informação<br />

relativa a diversos temas ambientais,<br />

sociais e de gover<strong>na</strong>nça específicos, destacando-se<br />

os seguintes:<br />

1. A grande maioria das empresas (69%) monitoriza<br />

emissões de gases com efeito de estufa<br />

(GEE) e 40% fá-lo para emissões de âmbito 1,2<br />

e 3.<br />

2. Uma grande quantidade de empresas (73%)<br />

realiza inqu<strong>é</strong>rito de satisfação aos seus colaboradores,<br />

sendo que, em m<strong>é</strong>dia, a taxa de satisfação<br />

dos colaboradores das empresas <strong>é</strong> de<br />

76%.<br />

3. Apesar de mais de metade das empresas<br />

(63%) apresentar uma estrat<strong>é</strong>gia para a promoção<br />

da igualdade de g<strong>é</strong>nero, há promoção<br />

praticamente 3 pessoas do g<strong>é</strong>nero masculino<br />

por cada pessoa do g<strong>é</strong>nero feminino <strong>na</strong> gestão<br />

de topo das empresas.<br />

4. A maioria das empresas (64%) considera a<br />

sustentabilidade <strong>na</strong> seleção dos seus fornecedores<br />

e/ou <strong>na</strong> contratação de serviços e quase<br />

metade (49%) monitoriza, audita e avalia o desempenho<br />

dos seus fornecedores.<br />

5. Ape<strong>na</strong>s cerca de um terço das empresas<br />

(34%) disponibiliza informação socioambiental<br />

nos seus produtos/serviços.<br />

6. A grande maioria das empresas (85%) continua<br />

a optar por ter um responsável, equipa<br />

ou departamento dedicado à sustentabilidade.<br />

7. Mais de metade das empresas (59%) desenvolve<br />

projetos de investigação e inovação em<br />

sustentabilidade. No entanto, esta inovação <strong>é</strong><br />

essencialmente incremental e não disruptiva.<br />

8. Mais de metade das empresas (60%) capacita<br />

os colaboradores da sua equipa de sustentabilidade.<br />

9. Cerca de metade das empresas (54%) já faz<br />

o reporte de sustentabilidade.<br />

Há ainda um caminho a fazer...<br />

Ainda há muitas empresas em Portugal que<br />

precisam de melhorar a sua abordagem relativamente<br />

à sustentabilidade, nomeadamente<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


18<br />

\\ ENTREVISTA \\<br />

Na transição energ<strong>é</strong>tica devíamo-nos focar<br />

primeiro <strong>na</strong> indústria, encontrando formas de<br />

apoiar I&D quando não haja alter<strong>na</strong>tivas. Depois,<br />

no armaze<strong>na</strong>mento e <strong>na</strong> produção descentralizada,<br />

com menor impacto ambiental<br />

que reconheçam a sua importância estrat<strong>é</strong>gica<br />

para o negócio. É uma variável que já não pode<br />

ser descurada, como fator competitivo a longo<br />

prazo.r progressos neste domínio da sustentabilidade.<br />

Estão as empresas mais peque<strong>na</strong>s preparadas<br />

para o fazer? Ou sentem algum tipo de ameaça<br />

à sua sobrevivência?<br />

Possivelmente, o sentido de ameaça sobre o seu<br />

negócio faz com que fiquem mais compelidas à<br />

ação. Penso que as PME, neste momento, fruto<br />

da necessidade que têm de conseguir conhecimento<br />

prático sobre o tema da sustentabilidade,<br />

encontram no BCSD Portugal um aliado de<br />

valor para o conseguir. Esperamos que as PME<br />

usem a vantagem de terem maior flexibilidade e<br />

capacidade de adaptação para serem mais ágeis<br />

<strong>na</strong> adoção das mudanças sustentáveis que necessitamos.<br />

Se o fizerem, as PME exportadoras<br />

têm agora uma oportunidade de reavivar o negócio<br />

para os clientes europeus, em detrimento de<br />

outras geografias cuja produção tem foco ape<strong>na</strong>s<br />

no custo, sem considerar as exter<strong>na</strong>lidades negativas<br />

para o ambiente e pessoas.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ ENTREVISTA \\<br />

19<br />

As PME estão preparadas para tantas exigências<br />

ao nível do report?<br />

De forma transversal, diria que no ponto do reporting<br />

nenhuma está preparada para esta avalanche,<br />

nem as grandes que tamb<strong>é</strong>m têm mais<br />

obrigações, nem as PME. Claro que por estarem<br />

<strong>na</strong> cadeia de valor das grandes, as PME tamb<strong>é</strong>m<br />

já estão a receber pedidos de informação, sobre a<br />

qual não têm dados como, por exemplo, cálculo<br />

da pegada de carbono ou m<strong>é</strong>tricas relacio<strong>na</strong>das<br />

com a biodiversidade.<br />

O que sabemos <strong>é</strong> que o exercício de hamonizar<br />

e promover a apresentação de informação<br />

fiável e comparável por parte da União Europeia<br />

foi notável. Promover uma cultura de responsabilização,<br />

garantindo que os stakeholders têm informação<br />

para avaliarem o impacto das empresas<br />

no ambiente e <strong>na</strong>s pessoas <strong>é</strong> fundamental. Al<strong>é</strong>m<br />

disso, apesar de sabermos que o percurso será<br />

desafiante para algumas empresas, esta Diretiva<br />

fez-se acompanhar de linhas de orientação pelo<br />

European Fi<strong>na</strong>ncial Reporting Advisory Group<br />

(EFRAG), como as PME não cotadas, que terão<br />

acesso a um conjunto de normas mais simples (e<br />

voluntárias) que as ajudarão a responder aos pedidos<br />

em conformidade.<br />

Olhando para os vossos associados e pegando<br />

<strong>na</strong>s siglas ESG, qual a letra que mais falta trabalhar?<br />

Como referido, as empresas encontram-se em diferentes<br />

estágios de maturidade. Mesmo dentro<br />

dos indicadores ESG, por exemplo, dentro do E<br />

podem estar a trabalhar um tema há mais anos,<br />

como a pegada carbónica, mas estarem a dar os<br />

primeiros passos em outros temas ambientais,<br />

como as m<strong>é</strong>tricas de biodiversidade.<br />

O gover<strong>na</strong>nce <strong>é</strong> uma área que queremos<br />

começar a desenvolver mais com os nossos associados,<br />

precisamente porque entendemos que genericamente<br />

<strong>é</strong> o tema que mais mudanças estruturais<br />

pode trazer. A sustentabilidade tem de ser<br />

vista tamb<strong>é</strong>m como uma forma de administrar<br />

bem as nossas empresas. Em Portugal ainda não<br />

há muito a cultura de CSOs, Chief Sustai<strong>na</strong>bility<br />

Officers, isto <strong>é</strong>, uma pessoa que tenha temática<br />

da sustentabilidade com assento no Conselho de<br />

Administração. Ainda que exista CEOs que trazem<br />

essa motivação para o Board, o alinhamento<br />

das práticas e da estrutura de gover<strong>na</strong>nce <strong>é</strong> crítico.<br />

Pegando ainda <strong>na</strong>s letras, qual a que traz mais<br />

rentabilidade ao negócio?<br />

Todas. Ainda que possa parecer um desafio demasiado<br />

grande para a capacidade real das empresas,<br />

estas devem considerar desenvolver esforços<br />

positivos <strong>na</strong>s três dimensões. No que toca aos<br />

ratings ESG, por exemplo, apesar de existirem vários,<br />

terem metodologias de avaliação diferentes e<br />

alguns serem especializados com foco num tema<br />

ou num setor, em termos gerais todos avaliam os<br />

indicadores reportados pelas empresas sobre o<br />

seu desempenho ambiental (E), desempenho social<br />

(S) e <strong>na</strong> gover<strong>na</strong>nça do negócio (G).<br />

Estes ratings têm sido utilizados pelos investidos<br />

que utilizam estas pontuações para identificar<br />

empresas que são lucrativas, mas tamb<strong>é</strong>m<br />

responsáveis com o ambiente, cuidadosas com<br />

as comunidades e bem gover<strong>na</strong>das. As empresas<br />

com classificações ESG elevadas são geralmente<br />

vistas como menos arriscadas e mais preparadas<br />

para o futuro.<br />

Ainda no tema do ESG <strong>é</strong> uma das fundadoras<br />

do movimento Women In ESG Portugal.<br />

O que a levou a entrar neste projeto? Qual <strong>é</strong><br />

o balanço?<br />

A ideia da Alice Khouri de dar luz às mulheres<br />

que trabalham em sustentabilidade ou em setores<br />

relacio<strong>na</strong>dos fascinou-me de imediato. Provavelmente<br />

porque ao longo do meu percurso<br />

profissio<strong>na</strong>l tenha encontrado muitas mulheres a<br />

trabalhar para a sustentabilidade, de muitas formas<br />

e com diferentes alcances. O balanço foi logo<br />

muito positivo e avassalador, não só pela quantidade<br />

de mulheres que se inscreveu <strong>na</strong> lista, mas<br />

tamb<strong>é</strong>m pela di<strong>na</strong>mização a que se propuseram<br />

por acreditar <strong>na</strong> causa. Contámos com a sua<br />

ajuda no evento de lançamento que contou com<br />

mais de 100 pessoas para ouvir o Nuno Markl<br />

falar sobre desigualdade de g<strong>é</strong>nero, a Professora<br />

Hele<strong>na</strong> Freitas para nos falar do g<strong>é</strong>nero <strong>na</strong> biodiversidade,<br />

entre outros.<br />

Neste momento, contamos com uma comunidade<br />

de mais de 550 mulheres inscritas <strong>na</strong><br />

lista e mais de 50 embaixadores. Em termos de<br />

ação, promovemos a colaboração intergeracio<strong>na</strong>l<br />

e intersectorial, com vista à partilha de conhecimento<br />

e experiências, atrav<strong>é</strong>s, por exemplo, da<br />

iniciativa “Mix and Match”, que junta mulheres<br />

da lista, com menos e com mais de dez anos de<br />

experiência, para escreverem sobre temas sustentáveis.<br />

A sustentabilidade abre novas oportunidades<br />

de negócio. Se sim, quais?<br />

Sim. A sustentabilidade <strong>é</strong> um fator de competitividade<br />

empresarial. As empresas só conseguirão,<br />

a longo-prazo, atingir os seus objetivos económicos<br />

se atingirem os seus objetivos de sustentabilidade.<br />

A sustentabilidade já está a gerar novas oportunidades<br />

de negócio, como <strong>é</strong> o caso de modelos<br />

de negócio que integram a economia circular ou<br />

modelos “everything as a service”, e ainda gerará<br />

mais, por exemplo: ao nível dos riscos climáticos<br />

físicos, temos a implementação de práticas agrícolas<br />

regenerativas, melhorias nos sistemas de<br />

rega e de disponibilidade de água nos terrenos,<br />

aplicação de sensores de humidade e outros IoT<br />

(Internet of Things). Nos riscos de transição, nos<br />

político-regulatórios temos aumento da produção<br />

biológica, da produção regenerativa, e inovação<br />

ao nível de soluções de eficiência energ<strong>é</strong>tica e<br />

hídrica. Já nos riscos de mercado, destacamos a<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


20<br />

\\ ENTREVISTA \\<br />

As empresas portuguesas têm<br />

feito esforços crescentes para<br />

seguir a rota da sustentabilidade<br />

venda de cr<strong>é</strong>ditos de carbono e o desenvolvimento<br />

de novos produtos que vão<br />

de encontro às necessidades dos consumidores.<br />

Ainda nos riscos de transição<br />

tecnológicos, vemos aparecimento de<br />

produtos baixos em carbono ou de produtos<br />

que apoiem o sequestro de carbono.<br />

Com a alteração do Governo perspetiva<br />

algumas mudanças <strong>na</strong> área da sustentabilidade?<br />

Diria que <strong>na</strong>s metas ambientas que<br />

abarcam os principais temas, como<br />

emissões, ar, água, resíduos, entre outros,<br />

não haverá mudança porque são objetivos<br />

europeus e a expetativa <strong>é</strong> que estes se<br />

concretizem.<br />

Gostava que fossem criadas condições<br />

para que o tema de gover<strong>na</strong>nce, a transparência,<br />

fosse mais aprofundado, tanto<br />

do lado público como privado, de modo<br />

que seja o pilar que garante a prossecução<br />

dos pilares E e S.<br />

Tem uma carreira inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l. Qual<br />

a sua sensibilidade relativamente ao<br />

que se faz lá fora. Portugal fica muito<br />

atrás, ou está no bom caminho...<br />

A geografia dá-nos uma vantagem por<br />

sermos um país europeu desenvolvido.<br />

Somos em vários fóruns referidos como<br />

um exemplo a seguir, como <strong>é</strong> o caso da<br />

implementação das renováveis.<br />

Acho que o caminho difere de temática<br />

para temática. Temos um bom exemplo<br />

a seguir <strong>na</strong> circularidade nos países<br />

baixos em 2022 foi de 28%. Claro que<br />

têm de aumentar ainda muito esta percentagem,<br />

mas já mostra que os nossos<br />

2,6% são manifestamente pouco, aliás<br />

somos o quarto pior país da Europa. No<br />

social, destacaria, em portugal, a equidade<br />

que consiste em reconhecer e trabalhar<br />

pontos de partida desfavoráveis<br />

das pessoas. O WBCSD entende a desigualdade<br />

como a distribuição desigual<br />

de rendimento, riqueza, oportunidades,<br />

poder, voz política e bem-estar geral e<br />

tem uma agenda para trabalhar esta temática,<br />

que tamb<strong>é</strong>m tentaremos trazer<br />

para Portugal. Por fim, no Gover<strong>na</strong>nce<br />

diria gerir riscos e destacaria a função<br />

do CSO como líder desta cruzada.<br />

Acredita que a descarbonização será<br />

alcançada <strong>na</strong>s metas propostas? Ou<br />

ainda se vai empurrar com a barriga?<br />

Afi<strong>na</strong>l, este <strong>é</strong> um tema estrat<strong>é</strong>gico<br />

para os países e para as empresas...<br />

A ciência diz-nos que já vai ser difícil<br />

cumprir metas e que esse deverá ser foco<br />

de preocupação porque assim sendo, teremos<br />

dois problemas em cima da mesa,<br />

não só o problema da redução de emissões<br />

como tamb<strong>é</strong>m toda a problemática<br />

da adaptação para podermos manter a<br />

sociedade e o nosso modo de vida o mais<br />

parecido possível ao atual. No entanto,<br />

no que concerne às empresas, principalmente<br />

as grandes, hoje em dia várias<br />

empresas já têm metas para a neutralidade<br />

carbónica e um plano de transição<br />

para lá chegar.<br />

Na sua opinião, quais são os temas<br />

chave a debater para encontrar soluções<br />

<strong>na</strong> área da sustentabilidade?<br />

É difícil escolher temas, porque estamos<br />

a falar de uma panóplia muito diversa<br />

de problemáticas pelo que escolheria<br />

pela urgência: no E — a descarbonização,<br />

no S — a desigualdade e no G — a<br />

prestação de contas (accountability).<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


22<br />

\\ ABC DO ESG \\<br />

AS TRÊS LETRAS<br />

QUE MAIS TINTA FAZEM CORRER<br />

OS TEMAS DE ESG SÃO UMA<br />

ESPÉCIE DE LABIRINTO PARA<br />

AS EMPRESAS, MAS É BOM QUE<br />

ESTAS SIGAM JÁ A TRILHA, SOB<br />

PENA DE NÃO ENCONTRAREM A<br />

SAÍDA A TEMPO.<br />

\\ Por Teresa Cotrim<br />

Asigla ESG que significa práticas ambientais, sociais e de gover<strong>na</strong>nça<br />

surgiu em 2004, para medir o grau de sustentabilidade<br />

de uma empresa, logo o seu cumprimento <strong>é</strong> um passaporte de<br />

credibilidade para investidores, consumidores e sociedade em<br />

geral. No entanto, a sua adoção implica uma mudança profunda<br />

no modelo de negócio das empresas. Amadas por uns, detestadas por outros,<br />

a verdade <strong>é</strong> que estas três letras são vistas como os pilares da sustentabilidade.<br />

Uma pesquisa da consultora Mckinsey, destaca que o ESG impulsio<strong>na</strong> os<br />

resultados das empresas de cinco formas: ajuda a aumentar as receitas, reduz<br />

custos, minimiza intervenções regulatórias e legais, aumenta a produtividade<br />

dos colaboradores e otimiza investimentos e despesas de capital. O mesmo<br />

estudo garante tamb<strong>é</strong>m que as empresas com políticas ESG implementadas<br />

são consideradas mais confiáveis.<br />

Mas ainda há quem coloque reticências ao tema. Nos Estados Unidos, por<br />

exemplo, assiste-se a uma onda anti ESG, que já vem desde 2022. A prestigiada<br />

revista de economia The Economist fez uma capa com o título ESG: três<br />

letras que não vão salvar o planeta. Este movimento não reconhece os fatores<br />

ambientais ou sociais como riscos fi<strong>na</strong>nceiros, defendendo que estes não devem<br />

interferir <strong>na</strong> gestão das empresas. Isto porque, a sua fi<strong>na</strong>lidade está em<br />

obter lucro. Talvez, o que esteja <strong>na</strong> base deste movimento seja o não querer<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ 2023


\\ ABC DO ESG \\<br />

23<br />

<strong>Quem</strong> reporta<br />

primeiro?<br />

Não há outro caminho: ou isto <strong>é</strong> entendido sob<br />

uma perspetiva do tipo all in e não como um<br />

nice to have em que ape<strong>na</strong>s se anda a brincar às<br />

lâmpadas LED, ou então são meros exercícios de<br />

greenwashing,<br />

Nuno Moreira da Cruz, professor e diretor executivo do Centro de Negócios e<br />

Liderança da Universidade Católica de Lisboa<br />

fazer investimentos para operar a transição,<br />

afi<strong>na</strong>l será preciso mudar negócios, em alguns<br />

casos implicará, inclusive mudar estruturas<br />

físicas e muitas das grandes empresas não<br />

têm agilidade para o fazer, al<strong>é</strong>m de precisarem<br />

de avultados investimentos. E claro, o<br />

peso do petróleo, o combustível que move a<br />

economia america<strong>na</strong>.<br />

Nuno Moreira da Cruz, professor e diretor<br />

executivo do Centro de Negócios e Liderança<br />

da Universidade Católica de Lisboa <strong>é</strong><br />

peremtório: “se o ESG significa implementar<br />

sustentabilidade já ningu<strong>é</strong>m duvida que seja<br />

fundamental e está no centro do negócio.<br />

Poucos ainda arriscam “não fazer <strong>na</strong>da”. Se<br />

o ESG estiver relacio<strong>na</strong>do com as m<strong>é</strong>tricas,<br />

reporting e todas as diretivas da União Europeia<br />

tamb<strong>é</strong>m ningu<strong>é</strong>m duvida da importância<br />

que daí resulta para acelerar implementação.<br />

É compliance, logo as empresas têm de as<br />

aplicar, caso não o façam podem perder a licença<br />

para operar. O professor vai ainda mais<br />

longe, afirmando que a sustentabilidade <strong>é</strong> “a”<br />

estrat<strong>é</strong>gia. Não há outro caminho. “Ou isto <strong>é</strong><br />

entendido sob uma perspetiva do tipo all in,<br />

como os ingleses dizem, e não como um nice<br />

to have em que ape<strong>na</strong>s se anda a brincar às<br />

lâmpadas LED, ou então são meros exercícios<br />

de greenwashing”.<br />

Para Filipe Duarte Santos, Professor Catedrático<br />

da Faculdade de Ciências da Universidade<br />

de Lisboa e Presidente do Conselho<br />

Nacio<strong>na</strong>l do Ambiente e do Desenvolvimento<br />

Sustentável, cada um deles só se consegue<br />

atingir, se os outros dois estiverem a caminhar<br />

no mesmo sentido. Sem desenvolvimento<br />

económico, o país não tem capacidade para<br />

conservar o ambiente, combater as alterações<br />

climáticas, nem reduzir as desigualdades<br />

sociais. O investigador a<strong>na</strong>lisa ainda de um<br />

ponto de vista mais macro: “se Portugal não<br />

fizer um esforço para se aproximar mais da<br />

m<strong>é</strong>dia europeia dos indicadores económico-<br />

-sociais, temo que seja mais difícil avançar <strong>na</strong><br />

fileira ambiental. Não podemos descurar as<br />

diversas componentes”.<br />

EUROPA NA DIANTEIRA...<br />

A Comissão Europeia está a impor novas<br />

regras e a legislação que aí vem em termos<br />

de ESG <strong>é</strong> um desafio para as PME, que representam<br />

99% do tecido empresarial <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l.<br />

As empresas não só terão de adotar<br />

as medidas alinhadas com a estrat<strong>é</strong>gia da<br />

União Europeia como de as comunicar, integrando<br />

o relatório de sustentabilidade no<br />

relatório anual de gestão. “Esta informação<br />

será muito importante para que investidores,<br />

A Nova Diretiva Sobre Reporte de <strong>Sustentabilidade</strong><br />

Corporativo (CSRD) <strong>é</strong> clara:<br />

• 1 de janeiro de <strong>2024</strong>: grandes empresas de interesse<br />

público (mais de 500 trabalhadores) já sujeitas<br />

à diretiva de reporte não fi<strong>na</strong>nceiro;<br />

• 1 de janeiro de 2025: grandes empresas ainda não<br />

sujeitas à diretiva de reporte não fi<strong>na</strong>nceiro (mais<br />

de 250 trabalhadores e/ou 40 milhões de euros em<br />

volume de negócios e/ou 20 milhões de euros no<br />

total do ativo);<br />

• 1 de janeiro de 2026: PME cotadas e outras empresas.<br />

Alguns m<strong>é</strong>todos para<br />

medir o impacto do ESG<br />

• Índices de sustentabilidade: Como por exemplo,<br />

o Dow Jones Sustai<strong>na</strong>bility Index (DJSI) e o FTSE-<br />

4Good.<br />

• Relatórios de <strong>Sustentabilidade</strong>: As empresas<br />

podem divulgar relatórios periódicos sobre as suas<br />

atividades e impactes ambientais e sociais seguindo<br />

as diretrizes da Global Reporting Initiiative (GRI)<br />

• Certificações e Normas: ISSO 14001 para gestão<br />

ambiental e a certificação B corp para as empresas<br />

com impacto social positivo.<br />

• Avaliação do ciclo de vida (ACV): Medindo o<br />

impacto de produtos e serviços ao longo do seu<br />

ciclo de vida, desde a extração do recurso at<strong>é</strong> ao<br />

descarte.<br />

• Análise de Risco Sociambiental<br />

• Índices de Desempenho Ambiental: Centram-se<br />

ape<strong>na</strong>s no impacto ambiental de uma dada empresa<br />

ou projeto, medindo emissões de carbono,<br />

consumo de energia e gestão de resíduos.<br />

• Indicadores de Desenvolvimento Sustentável:<br />

São m<strong>é</strong>tricas que monitorizam o progresso de uma<br />

organização ou país relativamente aos Objetivos de<br />

Desenvolvimento Sustentável (ODS).<br />

• M<strong>é</strong>tricas de Diversidade e Inclusão: Avaliam o<br />

compromisso de uma empresa com a promoção da<br />

diversidade e inclusão no seu quadro de funcionários<br />

e cultura organizacio<strong>na</strong>l.<br />

• Análise de indicadores-chave de desempenho<br />

(KPIs) relacio<strong>na</strong>dos ao ESG.


24<br />

\\ ABC DO ESG \\<br />

Os crit<strong>é</strong>rios ESG podem privilegiar as empresas<br />

que já são verdes baixando o custo de capital<br />

para estas e aumentando para as que não o são,<br />

dificultando desta forma a capacidade de captarem<br />

investimento para se tor<strong>na</strong>rem verdes, tendo assim<br />

um efeito contrário<br />

Mira Amaral, consultor de projetos de investimento e desenvolvimento tecnológico e<br />

professor de economia e gestão do Instituto Superior T<strong>é</strong>cnico<br />

fornecedores e clientes tomem decisões com<br />

base em crit<strong>é</strong>rios de sustentabilidade, responsabilidade<br />

social e gover<strong>na</strong>nça”, lê-se no<br />

site do IAPMEI, Instituto de Apoio às Peque<strong>na</strong>s<br />

e M<strong>é</strong>dias Empresas.<br />

A nova diretiva traz tamb<strong>é</strong>m a obrigação<br />

de verificação da informação por terceiros,<br />

evitando assim a prestação de informações<br />

falsas ou de práticas de greenwashing, que<br />

consiste <strong>na</strong> divulgação de informações enganosas<br />

ou exageradas sobre as práticas sustentáveis.<br />

A mesma fonte refere que a nova<br />

Diretiva sobre o Reporte de <strong>Sustentabilidade</strong><br />

Corporativo (CSRD), entra em vigor em<br />

<strong>2024</strong>, sendo aplicada segundo a dimensão<br />

empresa.<br />

OS TSUNAMIS DOS ATIVOS<br />

Segundo a consultora PwC, a expetativa <strong>é</strong> que<br />

entre 2021 e 2026, os fundos de investimentos de<br />

todo o mundo, ligados aos temas ESG, tenham<br />

um crescimento de 12,6%. Segundo as previsões<br />

do Bank of America, mais de 20 triliões de dólares<br />

devem fluir para os fundos ESG <strong>na</strong>s próximas<br />

duas d<strong>é</strong>cadas. “Uma esp<strong>é</strong>cie de tsu<strong>na</strong>mi de<br />

ativos”, refere essa mesma fonte.<br />

Luís Mira Amaral, consultor de projetos de<br />

investimento e desenvolvimento tecnológico e<br />

professor de economia e gestão do Instituto Superior<br />

T<strong>é</strong>cnico, alerta, no entanto, para o facto<br />

de os crit<strong>é</strong>rios ESG poderem privilegiar as empresas<br />

que já são verdes baixando o custo de capital<br />

para estas e aumentando para as que não<br />

o são, dificultando desta forma a capacidade de<br />

captarem investimento para se tor<strong>na</strong>rem verdes.<br />

“Os crit<strong>é</strong>rios ESG podem ter um efeito perverso<br />

neste aspeto. Há uma boa intenção que pode<br />

ter um efeito contrário”. Nuno Moreira da Cruz,<br />

levanta ainda outra questão: a chamada contabilidade<br />

de impacto, perguntando: uma empresa<br />

que polui o ambiente e que pratica desigualdades<br />

sociais, mas tem um lucro de um milhão de euros<br />

pode ser equiparada em termos de responsabilidade<br />

social, a outra que fatura o mesmo montante,<br />

mas tem práticas sustentáveis? De um ponto<br />

de vista fi<strong>na</strong>nceiro ambas têm o mesmo lucro,<br />

mas <strong>é</strong> este equivalente? Ou será que um lucro <strong>é</strong><br />

bom e o outro <strong>é</strong> mau?<br />

Ainda não há esta distinção. Por<strong>é</strong>m, ao avaliar<br />

o impacto contabilístico de cada uma destas<br />

empresas <strong>na</strong> sociedade, decerto que foram distintos.<br />

Este <strong>é</strong> um caminho que as empresas terão<br />

de seguir a longo prazo — ainda não <strong>é</strong> um<br />

tema em cima da mesa, mas “a contabilidade de<br />

impacto <strong>é</strong> um elemento central para um negócio<br />

responsável e no futuro poderá ser uma ferramenta<br />

fundamental para as empresas agirem de<br />

forma mais sustentável e responsável em todas<br />

as vertentes”.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


25<br />

Ambiente<br />

Social<br />

Gover<strong>na</strong>nça<br />

AMBIENTE<br />

Alterações climáticas: aquecimento global e emissões de carbono, Emissões de gases com efeito<br />

de estufa (GEE), Escassez de recursos <strong>na</strong>turais, Resíduos, Poluição do ar e da água, Desflorestação,<br />

Materiais perigosos, Biodiversidade.<br />

SOCIAL<br />

Condições de trabalho, incluindo a escravatura e o trabalho infantil, Direitos dos trabalhadores,<br />

Dados de privacidade, Impacto <strong>na</strong>s comunidades locais, Regiões em crise e conflito, Saúde e segurança,<br />

Relações laborais, Diversidade corporativa, Vendas abusivas, Proteção de dados.<br />

GOVERNANÇA<br />

Remuneração de executivos, Suborno e corrupção, Lobbying político e do<strong>na</strong>tivos, Diversidade e<br />

estrutura do Conselho de Administração, Estrat<strong>é</strong>gia fiscal, Violação de dados, Políticas de <strong>é</strong>tica e<br />

conduta, Linha direta de denúncias, Relacio<strong>na</strong>mento com órgãos públicos.


26<br />

\\ SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL \\<br />

“Planeamos atingir<br />

um total cumulativo<br />

de 600 mil toneladas<br />

de plásticos reciclados<br />

at<strong>é</strong> ao início da<br />

próxima d<strong>é</strong>cada”<br />

COM A INICIATIVA ZERO CARBON 2030, A<br />

EMPRESA PREVÊ A REDUÇÃO DAS EMISSÕES<br />

DE CARBONO NAS UNIDADES GLOBAIS DE<br />

PRODUÇÃO, A UTILIZAÇÃO MASSIVA DE<br />

ENERGIA RENOVÁVEL E AINDA DIMINUIR AS<br />

EMISSÕES DE GASES COM EFEITO DE ESTUFA.<br />

E<br />

m entrevista à Green Savers, Hugo Jorge, Marketing<br />

Director da LG Portugal, fala-nos sobre a importância<br />

que a empresa dá à economia circular e como as<br />

ações que têm desenvolvido impactam o planeta de<br />

forma positiva.<br />

Todos os anos, milhões de eletrodom<strong>é</strong>sticos chegam ao fim da<br />

sua vida útil e são descartados. De que forma <strong>é</strong> que a LG tem<br />

vindo a explorar formas de transformar os eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />

antigos em soluções de lifestyle atualizadas e ambientalmente<br />

conscientes?<br />

Desde o fi<strong>na</strong>l de 2021, a LG tem vindo a implementar programas de<br />

circulação de recursos em 52 países em todo o mundo. Neste sentido,<br />

a LG tem vindo a “desenterrar” novos recursos a partir de eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />

descartados atrav<strong>é</strong>s de urban mining, ou mineração<br />

urba<strong>na</strong>, que passa pela recuperação e triagem de qualquer mat<strong>é</strong>ria-<br />

-prima (incluindo plástico, ferro e metais não ferrosos) que possa<br />

Hugo Jorge, Marketing Director da LG Portugal


\\ SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL \\<br />

27<br />

ser utilizada <strong>na</strong> criação de novos produtos.<br />

Ao contrário da incineração dos equipamentos<br />

em fim de vida, este curso de ação ajuda a<br />

reduzir as emissões de carbono e a prevenir a<br />

poluição ambiental.<br />

É no seu Recycling Center <strong>na</strong> Coreia do Sul<br />

que a LG faz a recolha, desmantelamento, triagem<br />

e processamento e re<strong>na</strong>scimento dos eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />

descartados que, atrav<strong>é</strong>s deste<br />

processo, são transformados em componentes<br />

de eletrodom<strong>é</strong>sticos “frescos” e ecologicamente<br />

responsáveis.<br />

Desta forma, a LG adotou uma abordagem<br />

de Sustai<strong>na</strong>ble Cycle, criando uma consciência<br />

ecológica em todas as fases do ciclo de vida dos<br />

seus produtos, desde a produção e utilização<br />

at<strong>é</strong> à sua reciclagem.<br />

Por exemplo, os plásticos reciclados desempenham<br />

um papel importante ao dar vida aos<br />

cativantes designs dos produtos da LG, como a<br />

s<strong>é</strong>rie de TV LG OLED evo, as soundbars e os<br />

earbuds TONE Free, entre outros.<br />

O que <strong>é</strong> que a empresa já fez para estabelecer<br />

um ecossistema circular?<br />

No âmbito do seu Sustai<strong>na</strong>ble Cycle, a LG recuperou<br />

um total de 472.876 toneladas de lixo<br />

eletrónico de 52 países no ano passado, sendo<br />

que, desde 2006, a empresa recolheu um total<br />

cumulativo de e-waste que chega às 3.992.768<br />

toneladas – cerca de 4 milhões de toneladas.<br />

Em 2022, o número de plásticos reciclados<br />

utilizados nos produtos da empresa atingiu as<br />

32.987 toneladas, 25% a mais do que em 2021.<br />

Al<strong>é</strong>m disso, os locais de negócio sul-coreanos<br />

da empresa receberam recentemente a verificação<br />

Zero Waste to Landfill (ZWTL).<br />

Assim, ao implementar iniciativas como a<br />

recolha adequada de produtos em fim de vida<br />

e a extração de materiais de produtos descartados,<br />

a LG <strong>é</strong> capaz de criar algo novo a partir<br />

de algo antigo, demonstrando como um firme<br />

compromisso com as pessoas e com o planeta<br />

pode ajudar a melhorar a vida de todos.<br />

Quais os objetivos para 2030?<br />

Aumentando ainda mais os seus esforços, a LG<br />

planeia atingir um total cumulativo de 600 mil<br />

toneladas de plásticos reciclados (para a produção<br />

de componentes de eletrodom<strong>é</strong>sticos)<br />

at<strong>é</strong> ao início da próxima d<strong>é</strong>cada. A meta ambiciosa<br />

<strong>é</strong> definida no Better Life Plan 2030 da<br />

empresa e faz igualmente parte da estrat<strong>é</strong>gia<br />

mais ampla da LG para alcançar a neutralidade<br />

carbónica.<br />

Tamb<strong>é</strong>m at<strong>é</strong> 2030, a LG estima ter recuperado<br />

oito milhões de toneladas de eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />

em fim de utilização para extração de materiais<br />

para reciclagem.<br />

De que forma <strong>é</strong> que a LG centra os seus objetivos<br />

<strong>na</strong> economia circular, no compromisso<br />

com uma sociedade mais inclusiva e<br />

diversificada e em metas de sustentabilidade<br />

específicas?<br />

A LG apresentou recentemente o seu plano<br />

ESG, o Better Life for All, que integra projetos<br />

e ações ambientais, sociais e de gover<strong>na</strong>nce<br />

em todas as operações da empresa por todo o<br />

mundo e que vão muito al<strong>é</strong>m de ações de CSR.<br />

A iniciativa Zero Carbon 2030 prevê a redução<br />

das emissões de carbono <strong>na</strong>s unidades<br />

globais de produção de cerca de dois milhões<br />

de toneladas registados em 2017 para 960.000<br />

toneladas at<strong>é</strong> ao fi<strong>na</strong>l de 2030.<br />

Paralelamente, a LG firmou um compromisso<br />

com a transição completa para energia<br />

renovável at<strong>é</strong> 2050, sendo que as instalações<br />

fabris da LG fora da Coreia do Sul deverão<br />

converter 50% das suas necessidades energ<strong>é</strong>ticas<br />

em energia renovável nos próximos quatro<br />

anos.<br />

A redução efetiva das emissões de gases com<br />

efeito de estufa (GEE) <strong>na</strong> fase de utilização da<br />

maior parte dos produtos da LG <strong>é</strong> outro dos<br />

objetivos at<strong>é</strong> 2030, o que faz com que a LG seja<br />

a primeira empresa corea<strong>na</strong> a participar <strong>na</strong><br />

campanha global Business Ambition for 1.5ºC.<br />

Esta estrat<strong>é</strong>gia diversificada inclui a instalação<br />

de eficientes módulos solares, contratos de<br />

compra de energia que permitem às empresas<br />

adquirir eletricidade diretamente aos fornecedores,<br />

utilização do Renewable Energy Credit<br />

e participação no programa Green Premium<br />

<strong>na</strong> Coreia do Sul para comprar energia limpa.<br />

Estas iniciativas têm valido reconhecimento<br />

inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l, sendo que a empresa conquistou<br />

um lugar no Dow Jones Sustai<strong>na</strong>bility<br />

World Index (DJSI World) pelo d<strong>é</strong>cimo primeiro<br />

ano consecutivo.<br />

Neste âmbito, recentemente, a LG lançou<br />

tamb<strong>é</strong>m o LIFE’S GOOD Award, um desafio<br />

de inovação criado pela empresa para promover<br />

a sua visão Life’s Good e capacitar pessoas<br />

inovadoras ansiosas por causar um impacto<br />

positivo <strong>na</strong> vida das pessoas e no planeta.<br />

Paralelamente, a LG tem vindo a empregar<br />

enormes esforços no prolongamento da vida<br />

útil dos seus produtos e um dos grandes exemplos<br />

<strong>é</strong> o lançamento dos eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />

com capacidade de atualização. Esta gama LG<br />

ThinQ TM UP, concebida sob o conceito Evolving<br />

with You, inclui frigoríficos, máqui<strong>na</strong>s de<br />

lavar e secar roupa e máqui<strong>na</strong>s de lavar louça e<br />

utiliza inteligência artificial e sistemas de IoT<br />

para atualizar os software e oferecer recursos e<br />

funções aos utilizadores destes consumidores<br />

com base nos padrões de utilização registados<br />

pela app ThinQ. Assim, <strong>é</strong> possível ir otimizando<br />

os equipamentos à medida das necessidades<br />

em constante mutação tanto dos clientes<br />

como do mundo.<br />

A eficiência energ<strong>é</strong>tica <strong>é</strong> outro dos pilares da<br />

nossa atividade, pois permite que os consumidores<br />

reduzam a sua pegada ambiental, tanto<br />

no consumo de eletricidade como no de água,<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


28<br />

\\ SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL \\<br />

o que <strong>é</strong> especialmente relevante tendo em conta<br />

o atual e desafiante contexto de crise energ<strong>é</strong>tica.<br />

Por essa razão, os nossos equipamentos,<br />

como máqui<strong>na</strong>s de lavar, frigoríficos, bombas<br />

de calor e baterias, são desenvolvidos tendo<br />

sempre a sua eficiência em mente, procurando<br />

incluir processos de funcio<strong>na</strong>mento sustentáveis,<br />

que gerem grandes poupanças energ<strong>é</strong>ticas<br />

e de tempo tamb<strong>é</strong>m.<br />

E em Portugal, o que <strong>é</strong> que tem sido feito?<br />

Segundo o estudo “Hábitos dos Portugueses<br />

em relação ao Lixo Eletrónico”, promovido<br />

pela LG em parceria com a ERP Portugal, quase<br />

60% dos portugueses admite que guarda os<br />

equipamentos que já não usa, mas que ainda<br />

funcio<strong>na</strong>m, porque ainda podem ser úteis mais<br />

tarde. Este espírito <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l do “ainda vai dar<br />

jeito” leva a que a maior parte destes resíduos<br />

acabe por ficar em gavetas e armários, juntamente<br />

com as suas embalagens, e não seja devidamente<br />

encaminhado para locais como os<br />

Depositrões da ERP Portugal ou seja entregue<br />

em lojas e distribuidores de eletrónica de consumo<br />

e eletrodom<strong>é</strong>sticos, que têm a obrigação<br />

de recolher estes resíduos e dar-lhes o devido<br />

encaminhamento.<br />

Neste sentido, a LG tem vindo a desafiar a<br />

sociedade a repensar a sua atitude perante o<br />

lixo eletrónico e as embalagens do mesmo. Para<br />

o efeito, estabeleceu uma parceria já de vários<br />

anos com a ERP Portugal, que se estende a vários<br />

projetos de alerta e educação para a causa, como<br />

a Geração Depositrão, o Reciclar É Um Festival,<br />

o eWaste Open Innovation com start-ups, as<br />

eWaste Talks, o Challenge Recicl’Arte e as campanhas<br />

Reciclar Não Tem Truque e Destralhar.<br />

Foi neste contexto de cooperação que <strong>na</strong>sceu<br />

o e-Waste Summit, o primeiro e único encontro<br />

de análise do panorama português de<br />

gestão dos Resíduos de Equipamentos El<strong>é</strong>tricos<br />

e Eletrónicos que, ao longo de duas edições,<br />

reuniu o governo, as empresas e o setor acad<strong>é</strong>mico<br />

para debater sobre o tema e gerar conclusões<br />

e caminhos a seguir. Este ano, este evento<br />

vai alargar o seu âmbito e focar tamb<strong>é</strong>m<br />

o tema das embalagens, que não raras vezes<br />

ficam esquecidas num armário, juntamente<br />

com os equipamentos em fim de vida.<br />

O que <strong>é</strong> que a LG está a fazer para incluir<br />

as embalagens ecológicas cada vez mais <strong>na</strong><br />

Europa?<br />

Para a LG, a implementação de sistemas de<br />

gestão ambiental ao longo do ciclo de vida dos<br />

produtos, desde o seu desenvolvimento at<strong>é</strong> ao<br />

fim da sua utilização, <strong>é</strong> uma prioridade há mais<br />

de 25 anos. E esta preocupação surge no momento<br />

da produção dos nossos equipamentos<br />

eletrónicos, com uma forte política de eco design<br />

a nível mundial que pressupõe um processo<br />

de montagem que <strong>é</strong> executado de forma a<br />

que o desmantelamento permita a reciclagem<br />

de grande parte dos componentes.<br />

O mesmo acontece com as embalagens, cujo<br />

desenvolvimento <strong>é</strong> avaliado tendo em conta o<br />

cumprimento de 22 pontos-chave, tais como a<br />

redução do volume e peso, a otimização da eficiência<br />

logística e o uso mínimo de substâncias<br />

perigosas de forma a minimizar os seus efeitos<br />

ambientais.<br />

Apresentaram um filme em 2023 onde destacam<br />

a mensagem Life’s Good. Que mensagem<br />

<strong>é</strong> essa?<br />

Life’s Good. Mais do que uma mensagem, <strong>é</strong><br />

uma filosofia e uma forma de estar num mundo<br />

marcado pela incerteza e instabilidade, inspirando<br />

as pessoas a enfrentar os desafios do<br />

presente com uma atitude positiva, confiança e<br />

apoio mútuo. Para tal, a LG baseia-se <strong>na</strong> <strong>na</strong>tureza<br />

duradoura dos seus valores para apelar ao<br />

otimismo corajoso que existe dentro de cada<br />

pessoa, de forma a superar os obstáculos e concretizar<br />

o que parecia impossível.<br />

Assim, à medida que transforma e desenvolve<br />

o seu negócio, a LG está a mudar a forma<br />

como comunica com os consumidores de todo<br />

o mundo atrav<strong>é</strong>s de uma reinvenção da marca,<br />

garantindo que a mensagem Life’s Good <strong>é</strong><br />

entregue em toda a experiência do cliente ao<br />

longo de todo o ciclo de vida dos seus produtos<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL \\<br />

29<br />

Ao implementar iniciativas como<br />

a recolha adequada de produtos<br />

em fim de vida e a extração de<br />

materiais de produtos descartados,<br />

a LG <strong>é</strong> capaz de criar algo novo a<br />

partir de algo antigo<br />

e serviços.<br />

De que forma <strong>é</strong> que a LG está a expandir o<br />

seu engagement digital com clientes jovens e<br />

globais, promovendo a notoriedade da marca<br />

atrav<strong>é</strong>s dos seus ca<strong>na</strong>is oficiais em diversas<br />

redes sociais?<br />

A nova campanha global Life’s Good arrancou<br />

no ano passado, sendo que a empresa desvendou<br />

anúncios digitais out-of-home (OOH)<br />

em alguns dos marcos geográficos mais emblemáticos<br />

do mundo, incluindo localizações no<br />

Dubai, Londres, Nova York, Viet<strong>na</strong>me e Seul.<br />

As vibrantes imagens e vídeos cativantes foram<br />

meticulosamente criados para demonstrar os<br />

temas visuais renovados da LG.<br />

Paralelamente, apresentou o seu novo filme<br />

de 90 segundos centrado num homem adulto<br />

que escolhe o otimismo para a sua vida, permitindo-lhe<br />

superar obstáculos e concretizar<br />

algo que ningu<strong>é</strong>m acreditava possível. No início,<br />

o protagonista parece apreensivo enquanto<br />

luta para andar de longboard numa rua suburba<strong>na</strong>.<br />

Por<strong>é</strong>m, à medida que o filme avança,<br />

o protagonista ganha cada vez mais determi<strong>na</strong>ção<br />

e começa a deslizar graciosamente pelo<br />

alcatrão, com um sorriso feliz e confiante no<br />

rosto.<br />

De forma a criar uma ligação com clientes<br />

jovens, a LG criou recursos exclusivos, incluindo<br />

um filtro exclusivo e um pacote de stickers<br />

adaptados para as principais plataformas de social<br />

media, como o Instagram e o Tik Tok. Estes<br />

elementos criativos, disponíveis gratuitamente<br />

para todos os utilizadores, fazem parte do plano<br />

mais amplo da empresa de promoção da participação<br />

global, ligando os clientes à sua marca<br />

de novas e entusiasmantes formas.<br />

A empresa tamb<strong>é</strong>m tem vindo a lançar conteúdos<br />

de colaboração com vários influenciadores<br />

globais e locais e filmes da marca atrav<strong>é</strong>s<br />

dos ca<strong>na</strong>is de social media globais da LG para<br />

transmitir o significado do Life’s Good e os<br />

principais valores da marca aos clientes de forma<br />

mais autêntica.<br />

Atrav<strong>é</strong>s destas parcerias significativas que<br />

incorporam o espírito dos “otimistas corajosos”,<br />

a LG pretende amplificar a mensagem Life’s<br />

Good, promovendo inspiração e esperança junto<br />

de clientes de todo o mundo.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


30<br />

\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />

CONSUMIDORES<br />

COM A FACA E O QUEIJO NA MÃO<br />

A FORMA COMO CADA UM DE NÓS GASTA O SEU DINHEIRO PODE MUDAR O MUNDO.<br />

POR ISSO, NA HORA DE COMPRAR VEJA SE O QUE ESTÁ A ADQUIRIR É SUSTENTÁVEL<br />

\\ Por Teresa Cotrim<br />

Q<br />

uem decide <strong>na</strong> hora da compra <strong>é</strong> o consumidor, por isso,<br />

tem a faca e o queijo <strong>na</strong>s mãos, como diz o ditado popular.<br />

Um estudo inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l intitulado Ceo Sustai<strong>na</strong>bility<br />

Guide, da consultora Bain & Company afirma<br />

que 64% das pessoas têm uma forte preocupação com<br />

a sustentabilidade pelo que estão dispostos a pagar mais por produtos<br />

e serviços mais sustentáveis. Na linha da frente estão os consumidores<br />

da Índia, Indon<strong>é</strong>sia, Brasil e Chi<strong>na</strong> que revelam não se importar que<br />

o preço suba entre 15% e 20%. Os norte-americanos estão dispostos a<br />

desembolsar mais 11%, enquanto os consumidores italianos, franceses,<br />

alemães e ingleses variam entre os 8% e os 10%.<br />

Por<strong>é</strong>m, estes resultados enfrentam dois problemas. O primeiro <strong>é</strong> que<br />

60% das empresas não estão preparadas para dar esta resposta aos consumidores<br />

e em segundo lugar, outro estudo, o Who cares? Who Does,<br />

da consultora Kantar revela que o preço <strong>é</strong> ainda o maior entrave para<br />

os consumidores optarem por escolhas mais sustentáveis. “Os produtos<br />

comercializados de forma sustentável custam 70% mais do que a m<strong>é</strong>dia<br />

da categoria”, alerta a Kantar, ou seja, muito acima do valor que os consumidores<br />

consideram pagar.<br />

Outro estudo da Oney Bank Portugal confirma que o preço <strong>é</strong> tamb<strong>é</strong>m<br />

o crit<strong>é</strong>rio mais importante para os portugueses. Já a reputação da<br />

marca, o desempenho do produto adquirido e a durabilidade do mesmo<br />

são menos relevantes para os portugueses do que para os franceses<br />

ou espanhóis. De todos os inquiridos, os portugueses são os que mais<br />

peso dão ao crit<strong>é</strong>rio do impacto <strong>na</strong> saúde 65%, e os mais dispostos a<br />

aumentarem o consumo de produtos orgânicos (92%).<br />

A maioria dos consumidores franceses ainda continua a preferir o<br />

desempenho e a durabilidade do produto e para 54% a vida útil dos<br />

mesmos tornou-se um crit<strong>é</strong>rio de escolha, refere o estudo. Do mesmo<br />

modo, a reputação das empresas, <strong>é</strong> o menos relevante para os consumidores<br />

húngaros (29%), mas <strong>é</strong> importante para os franceses e cerca de<br />

43% têm isso em consideração <strong>na</strong> hora de comprar. Na generalidade, o<br />

consumo energ<strong>é</strong>tico <strong>é</strong> um dos crit<strong>é</strong>rios menos valorizados pela maioria<br />

dos consumidores questio<strong>na</strong>dos, com exceção de 57% dos húngaros<br />

para quem este <strong>é</strong> um fator importante para a decisão de compra.<br />

A verdade <strong>é</strong> que este <strong>é</strong> um mercado promissor. O relatório da Kantal<br />

afirma que os consumidores preocupados com a sustentabilidade gastam<br />

anualmente quase 500 mil milhões de dólares (468,7 mil milhões<br />

de euros), sendo que a previsão <strong>é</strong> que este valor suba e atinja o trilião de<br />

dólares em 2027. Os comportamentos sustentáveis estão a afirmar-se<br />

junto dos consumidores. Segundo o mesmo estudo, 74% das pessoas levam<br />

os seus sacos quando vão às compras e quase dois terços utilizam<br />

garrafas reutilizáveis, por exemplo.<br />

Já o relatório da Oney Bank reforça que os consumidores estão preocupados<br />

com a sua pegada ecológica e começam a optar por compras<br />

alter<strong>na</strong>tivas, incluindo produtos em segunda mão. Estes foram já adquiridos,<br />

em m<strong>é</strong>dia, por 80% dos consumidores europeus, concretamente<br />

por 84% dos portugueses, 89% dos espanhóis, 85% dos franceses,<br />

e por 84% dos húngaros. Cerca de 67% dos consumidores portugueses<br />

já comprou carros, motas ou bicicletas usadas. As inovações tecnológicas<br />

não são alheias a estas novas práticas, como se confirma pelo facto<br />

de 58% dos portugueses já ter comprado online e 60% diretamente a<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />

31<br />

outra pessoa. O aluguer <strong>é</strong> tamb<strong>é</strong>m uma prática bastante<br />

usada em Portugal e <strong>na</strong> Hungria, onde 73% e 78% dos<br />

consumidores já o fizeram.<br />

DESPERDÍCIO ALIMENTAR É A GRANDE PREOCUPAÇÃO<br />

MUNDIAL<br />

A grande preocupação para 24% das pessoas a nível<br />

mundial <strong>é</strong> o desperdício alimentar. Dados europeus<br />

advertem que são desperdiçados todos os anos 88 milhões<br />

de alimentos. Em Portugal, estima-se que sejam<br />

descartados 1 milhão e 800 toneladas de alimentos por<br />

ano, o que corresponde a mais de 180 quilos por cada<br />

português. Segundo o estudo elaborado pela Too Good<br />

To Go, uma empresa que combate o desperdício alimentar,<br />

em m<strong>é</strong>dia, cada português perde 28 euros<br />

por mês em desperdício alimentar. Este valor<br />

aumenta para 33 euros no caso dos jovens entre<br />

os 18 e os 33 anos. Mas a Too Good To Go foi mais<br />

longe e calculou quanto <strong>é</strong> que, em m<strong>é</strong>dia, um português<br />

gasta por más práticas de gestão alimentar e a fatura <strong>é</strong><br />

elevada: 336 euros por mês.<br />

Segundo o site da Recicla, o desperdício alimentar,<br />

al<strong>é</strong>m de segundo a Organização das Nações Unidas<br />

para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ser capaz<br />

de alimentar 87 milhões de famílias ape<strong>na</strong>s com um<br />

quarto do que <strong>é</strong> desperdiçado, causa 8% dos gases de<br />

efeito estufa, libertando dióxido de carbono (CO2),<br />

metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), responsáveis<br />

pelo aumento da temperatura da Terra.<br />

Mas as preocupações dos consumidores não ficam<br />

por aqui. O estudo Oney Bank Portugal diz que a obsolescência<br />

programada ocupa o 2.º lugar das preocupações<br />

pan-europeias, com quase 50% dos<br />

entrevistados inquietos com esta estrat<strong>é</strong>gia<br />

dos fabricantes em tor<strong>na</strong>r um produto<br />

obsoleto ou não funcio<strong>na</strong>l, especificamente<br />

para forçar o consumidor a<br />

comprar a nova geração do mesmo. Por<br />

fim, 30% dos europeus importam-se com<br />

os m<strong>é</strong>todos de produção.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


32<br />

\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />

Quanto às práticas sustentáveis que podem<br />

garantir um futuro para as próximas gerações,<br />

os dados revelados pela Escolha do Consumidor,<br />

apontam as seguintes opções: elimi<strong>na</strong>r o<br />

plástico descartável (19%), optar por meios de<br />

transporte mais sustentáveis, como bicicletas,<br />

transportes públicos ou carros el<strong>é</strong>tricos (17%) e<br />

investir em energias renováveis (17%).<br />

O QUE SIGNIFICA SER UM CONSUMIDOR<br />

SUSTENTÁVEL?<br />

Ser um consumidor sustentável significa que<br />

quando vai às compras deve considerar as consequências<br />

ecológicas e sociais <strong>na</strong> tomada de<br />

O QUE LHE VEM À CABEÇA QUANDO PENSA NA<br />

PALAVRA SUSTENTABILIDADE?<br />

Um estudo da Escolha do Consumidor, que<br />

pretende compreender os hábitos de consumo<br />

sustentáveis dos portugueses no âmbito do dia<br />

da Terra, que se comemorou no dia 22 de abril,<br />

revela que quando questio<strong>na</strong>dos sobre qual a<br />

primeira ação que lhes vem à cabeça ao pensarem<br />

em sustentabilidade, os inquiridos responderam<br />

Conservação Ambiental (35%), seguido<br />

das Fontes de Energias Renováveis (30%).<br />

Este estudo diz tamb<strong>é</strong>m que 92% dos compradores<br />

<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is estão dispostos a adquirir<br />

outra marca distinta da que costumam comprar<br />

por razões de sustentabilidade, mas os restantes<br />

8% são fi<strong>é</strong>is à marca. No entanto, 76% garante<br />

que as iniciativas sustentáveis das empresas<br />

podem influenciar a sua lealdade à marca. A<br />

análise revela ainda que quando se fala de embalagens,<br />

46% dos consumidores afirmam que<br />

quando há opções mais sustentáveis disponíveis,<br />

a embalagem <strong>é</strong> um fator decisivo <strong>na</strong> compra,<br />

contra 12%. No momento de compra, 41%<br />

dos consumidores optam por marcas mais sustentáveis,<br />

enquanto 59% escolhem artigos com<br />

que já estão familiarizados<br />

decisão da sua compra. Isto implica optar por<br />

fornecedores e produtos verdes e, claro, reduzir<br />

o consumo. As decisões de compra passam por<br />

se interrogar <strong>na</strong> hora de escolher o produto ou<br />

serviço que vai adquirir, se esse produto optou<br />

por materiais biodegradáveis, reciclados, recicláveis<br />

ou renováveis? Mais... O processo produtivo<br />

consumiu energias limpas, não desperdiçou água<br />

ou recursos <strong>na</strong>turais? Poluiu recursos hídricos ou<br />

o solo? Gerou muitos resíduos? Depois, a<strong>na</strong>lisar<br />

se explorou trabalho infantil ou praticou condições<br />

de trabalho pouco dig<strong>na</strong>s. Trocar produtos<br />

inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is por produção local e optar por<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />

33<br />

Os consumidores preocupados com a sustentabilidade<br />

gastam anualmente quase 500 mil<br />

milhões de dólares. A previsão <strong>é</strong> que este valor<br />

atinja o trilião de dólares em 2027<br />

Associações ou Cooperativas <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is em vez<br />

de multi<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is são outros temas a levar em<br />

consideração <strong>na</strong> hora da compra.<br />

Isto prova que o consumidor <strong>é</strong> o elemento<br />

chave e com o poder máximo <strong>na</strong> transição para<br />

uma economia mais <strong>é</strong>tica. Funcio<strong>na</strong> quase como<br />

um ativista, isto porque no ato de compra tem o<br />

poder de selecio<strong>na</strong>r um produto em detrimento<br />

de outro, ou no limite de boicotar a compra. Já<br />

viu bem o poder que tem em mãos? A esta altura,<br />

questio<strong>na</strong>-se: como poderei ver estas informações<br />

quando vou às compras? Pode começar<br />

por olhar para os rótulos e claro que lhe surgirá<br />

a dúvida em qual ou quais acreditar. Isto porque<br />

a lavagem verde — uso de imagens, textos,<br />

ou mesmo anúncios que indevidamente divulgam<br />

benefícios e práticas ape<strong>na</strong>s para chamar a<br />

atenção quando, <strong>na</strong> verdade aquela marca não<br />

os pratica, acontece e <strong>é</strong> preciso estar atento para<br />

não comprar gato por lebre. Por<strong>é</strong>m, estabelecida<br />

pela ISSO 14020, a rotulagem ambiental<br />

tem como principal objetivo trazer informações<br />

importantes para os consumidores sobre<br />

os produtos que foram fabricados respeitando<br />

as normas ambientais.<br />

Para seguir um caminho de consumidor <strong>é</strong>tico,<br />

a Organização Ethical Consumer oferece<br />

mais de 100 guias de fácil leitura que educam<br />

o consumidor sobre quais os comportamentos<br />

mais indicados. A primeira frase que lerá ao<br />

abrir o site desta entidade <strong>é</strong> :“mude o mundo<br />

com a sua carteira”, ou seja, a forma como gasta<br />

o seu dinheiro pode mudar o mundo. Por exemplo,<br />

ao não comprar produtos que contenham<br />

óleo de palma está a ajudar a salvar os orangotangos<br />

que estão a perder o seu habitat e poder-se-iam<br />

dar milhares de outros exemplos.<br />

Quando o consumidor escolhe comprar de uma<br />

forma <strong>é</strong>tica contribui para a construção de uma<br />

cadeia mais justa e produtiva porque ao valorizar<br />

empresas que adotam práticas <strong>é</strong>ticas está a<br />

incentivar as que ainda não o fazem a mudar<br />

o seu paradigma de negócio. É um empurrão<br />

rumo à sustentabilidade.<br />

O QUE AS MARCAS DEVEM FAZER<br />

Para incentivar o consumo sustentável, 26% dos<br />

portugueses considera que as empresas devem<br />

apresentar novas ofertas e soluções mais amigas<br />

do ambiente, bem como 23% afirma que deverá<br />

passar por preços mais acessíveis. Segundo<br />

o estudo da One Bank Portugal, ainda que os<br />

consumidores sejam proativos diariamente <strong>na</strong><br />

mudança nos seus hábitos de consumo, a maioria<br />

está pessimista quanto à capacidade de as<br />

empresas irem ao encontro das suas expetativas<br />

de desenvolvimento sustentável e de consumo<br />

responsável. Mais de metade dos inquiridos<br />

não acredita <strong>na</strong>s promessas das marcas quanto<br />

à sustentabilidade e são extremamente c<strong>é</strong>ticos<br />

sobre a possibilidade de responder às mudanças<br />

climáticas atrav<strong>é</strong>s de inovações tecnológicas.<br />

Por exemplo, ape<strong>na</strong>s 12% dos franceses e 16%<br />

dos portugueses acreditam que o progresso tecnológico<br />

ajudará a conter o aquecimento global.<br />

Mas, esta questão está <strong>na</strong> base da principal expetativa<br />

dos consumidores europeus inquiridos relativamente<br />

às empresas: 96% dos portugueses,<br />

95% dos húngaros e 92% dos franceses e espanhóis<br />

querem que as empresas se comprometam<br />

e que os ajudem a melhorar, atrav<strong>é</strong>s da disponibilização<br />

de produtos e práticas mais sustentáveis<br />

e responsáveis.<br />

Estas práticas devem ser vistas no contexto<br />

de uma tendência crescente pela racio<strong>na</strong>lização<br />

do consumo (deconsumerism), considerada inevitável<br />

por 78% dos húngaros, 74% dos portugueses,<br />

68% dos franceses e 58% dos espanhóis.<br />

É crucial para as empresas irem ao encontro<br />

das expetativas e aspirações dos consumidores,<br />

dado estes estarem prontos para uma mudança<br />

de hábitos e para avançarem no sentido de um<br />

consumo sustentável. Mais de 80% dos inquiridos<br />

querem consumir mais produtos orgânicos,<br />

limitar o efeito poluente das atividades de lazer<br />

e estão dispostos a pagar mais por um produto se<br />

este tiver uma origem responsável, bem como a<br />

encontrarem modos alter<strong>na</strong>tivos de transporte.<br />

Para Luís Cristino, presidente da assembleia<br />

geral da Academia Têxtil e co-fundador da plataforma<br />

sustentável OMA o trilema “Porfit, Planet<br />

and People” representa uma realidade inegável<br />

nos negócios modernos. “E se <strong>é</strong> óbvio que,<br />

sem profit dificilmente haverá preocupações<br />

com o Planet & People, o que ainda <strong>é</strong> mais óbvio<br />

<strong>é</strong> que sem preocupações com o Planet & People<br />

dificilmente haverá Profit, porque certamente<br />

deixarão de existir clientes”.<br />

O co-fundador da plataforma OMA, reforça<br />

que o sucesso a longo prazo das empresas<br />

depende da harmonização eficaz desses três<br />

elementos. “<strong>Quem</strong> conseguir equilibrar o lucro<br />

com a responsabilidade ambiental e social não<br />

atendendo somente à procura ou “moda” do<br />

mercado e dos seus caprichos de certificação A<br />

ou B, estará mais bem preparado para enfrentar<br />

os desafios futuros”. Porque “ser sustentável<br />

já não <strong>é</strong> uma opção, <strong>é</strong> uma estrat<strong>é</strong>gia”, defende<br />

Nuno Moreira da Cruz, professor e diretor-<br />

-executivo do Centro de Negócios e Liderança<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


34<br />

\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />

O maior aterro sanitário <strong>é</strong> o nosso armário.<br />

Só utilizamos 30% da roupa que temos”,<br />

Luís Cristino, presidente da Assembleia Geral<br />

da Academia do têxtil e co-fundador<br />

da plataforma OMA<br />

64%<br />

DAS PESSOAS TÊM UMA FORTE PREOCUPAÇÃO COM<br />

A SUSTENTABILIDADE PELO QUE ESTÃO DISPOSTOS<br />

A PAGAR MAIS POR PRODUTOS E SERVIÇOS MAIS<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

70%<br />

OS PRODUTOS COMERCIALIZADOS DE FORMA<br />

SUSTENTÁVEL CUSTAM 70% MAIS DO QUE A<br />

MÉDIA DA CATEGORIA<br />

da Universidade Católica de Lisboa. O estudo anual<br />

a 3000 CEOs conduzido pela IBM, concluiu que<br />

a maioria dos CEOs inquiridos em todo o mundo,<br />

reconhece a sustentabilidade como sendo um dos<br />

maiores desafios dos próximos anos e a esmagadora<br />

maioria acredita que os investimentos sustentáveis<br />

de uma empresa produzirão melhores resultados<br />

para o negócio e maior retorno do investimento<br />

(ROI). No entanto, 95% admite estar pelo menos<br />

ainda <strong>na</strong> fase piloto de implementação de uma estrat<strong>é</strong>gia<br />

de sustentabilidade, mas acreditam que este<br />

passo acelerará o crescimento do negócio. Admitem<br />

tamb<strong>é</strong>m estar a sofrer uma enorme pressão do board<br />

(72%), seguido dos investidores (57%), do ecossistema<br />

(49%), dos reguladores (49%) e do governo<br />

(46%). Por<strong>é</strong>m, 60% está otimista que alcançará os<br />

objetivos propostos e ape<strong>na</strong>s 20% considera que as<br />

metas propostas pelo governo para a sua indústria<br />

não são exequíveis.<br />

ALGUNS EXEMPLOS EM PORTUGAL<br />

Já há muitos bons exemplos a ser aplicados no nosso<br />

país. Para começar, Portugal <strong>é</strong> o primeiro país do<br />

mundo com um dia no seu calendário oficial dedicado<br />

à sustentabilidade. Depois, para dar um exemplo:<br />

o Human Neurobehavioral Laboratory em parceria<br />

com a Escola Superior de Biotecnologia, ambos da<br />

Universidade Católica Portuguesa no Porto, e vários<br />

outros parceiros do setor industrial estão a desenvolver<br />

o BE@T, direcio<strong>na</strong>do à indústria têxtil portuguesa<br />

— engloba 54 empresas e um investimento de<br />

138 milhões de euros <strong>na</strong> bioeconomia sustentável e<br />

o BioShoes4ALL, ligado à indústria do calçado português.<br />

Em comum pretendem educar o consumidor<br />

para a sustentabilidade e do seu impacto <strong>na</strong> economia<br />

circular.<br />

Luís Cristino, diz que apesar de muito se debater<br />

o tema da sustentabilidade no caso do setor têxtil<br />

ainda há alguma iliteracia. “Ainda ouvimos marcas e<br />

empresas que se dizem sustentáveis porque vendem<br />

peças de algodão orgânico, ou exibem dispendiosos<br />

selos das diversas certificações, muitas delas com<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />

35<br />

âmbitos similares e at<strong>é</strong> repetidos, mas com siglas<br />

diferentes”. Na sua opinião, a sustentabilidade<br />

vista assim induz em erro e impede a verdadeira<br />

mudança. “Não quer dizer que as certificações<br />

não sejam necessárias e at<strong>é</strong> que não sejam um<br />

bom instrumento. Mas será que as empresas<br />

certificadas as utilizam bem? Ou <strong>é</strong> somente uma<br />

forma de manter as encomendas?”, questio<strong>na</strong>.<br />

O especialista em sustentabilidade vai ainda<br />

mais longe, continuando a interrogar: “será que<br />

as empresas quando pensam em ser sustentáveis<br />

pensam em tor<strong>na</strong>r os seus m<strong>é</strong>todos de produção<br />

mais eficientes, atrav<strong>é</strong>s da adaptação de<br />

todo o ciclo de vida do produto, desde a escolha<br />

das mat<strong>é</strong>rias-primas, do adequado e eficiente<br />

processo de produção at<strong>é</strong> à gestão de resíduos,<br />

passando pela transição energ<strong>é</strong>tica e pela circularidade<br />

<strong>na</strong>s cadeias de abastecimento, para que<br />

a pegada carbónica da empresa seja o menos significativa<br />

possível?” Para Luís Cristino ser sustentável<br />

significa adotar práticas e tomar decisões<br />

que procurem preservar o equilíbrio entre<br />

as necessidades das gerações presentes e futuras,<br />

garantindo a saúde do planeta, dos ecossistemas<br />

e das comunidades huma<strong>na</strong>s. “A sustentabilidade<br />

abrange diversos aspetos, incluindo económicos,<br />

sociais e ambientais, e visa a redução do<br />

impacto negativo das atividades huma<strong>na</strong>s no<br />

meio ambiente”.<br />

O consumidor aqui tamb<strong>é</strong>m tem um papel<br />

ativo, comprando menos roupa. O especialista,<br />

questio<strong>na</strong>: será que o consumidor tem a noção<br />

de que, at<strong>é</strong> chegar ao seu armário, uma peça de<br />

roupa dá a volta ao mundo duas ou três vezes?”<br />

e salienta que o maior aterro <strong>é</strong> o nosso armário.<br />

“Só usamos 30% da roupa que temos”. Por outro<br />

lado, a recolha seletiva de têxteis tem data marcada<br />

para dia 1 de janeiro de 2025, mas Portugal<br />

ainda não tem nenhuma entidade gestora<br />

nomeada nem um modelo definido. “Por<strong>é</strong>m,<br />

devido ao Pacto Ecológico Europeu, as marcas<br />

que disserem que as peças são ecológicas ou sustentáveis<br />

terão de o comprovar”.<br />

Luís Cristino, no entanto, garante que Portugal<br />

está <strong>na</strong> crista da onda em termos tecnológicos<br />

e que as empresas do têxtil têm estado a<br />

fazer um caminho notável. Será que <strong>é</strong> desta que<br />

as etiquetas das peças de roupa terão impressas<br />

informações necessárias para esclarecer o consumidor<br />

do que está a comprar, caso dos componentes<br />

químicos utilizados, a quantidade de<br />

água gasta a produzir aquela peça de roupa, a<br />

origem da mat<strong>é</strong>ria-prima e qual a cadeia de valor.<br />

Só com estas informações claras <strong>é</strong> que o consumidor<br />

poderá escolher em consciência.<br />

AGRICULTURA, A “VILÔ QUE NOS ALIMENTA<br />

Não <strong>é</strong> novidade de que a agricultura e pecuária<br />

são apontados como os vilões da preservação<br />

do meio ambiente, principalmente pelo “consumo”<br />

de água, mas Luís Mira, Secretário Geral<br />

da Confederação dos Agricultores de Portugal<br />

(CAP) desmente, afirmando que a agricultura<br />

<strong>é</strong> a única atividade realmente sustentável. “Afi<strong>na</strong>l,<br />

são as plantas que resgatam o carbono” e<br />

vai mais longe, dizendo que a agricultura não<br />

“consome” água porque a devolve à <strong>na</strong>tureza,<br />

cumprindo o ciclo da água. Segundo a Comissão<br />

Europeia a agricultura não só constituiu o<br />

meio de subsistência dos agricultores e das suas<br />

famílias, como <strong>é</strong> essencial<br />

à sociedade no seu conjunto. Esta contribui<br />

fornecendo alimentos e bens essenciais aos cidadãos<br />

e funcio<strong>na</strong>ndo como a espinha dorsal da<br />

economia das comunidades rurais.<br />

Quanto a Portugal, 81% do território português<br />

<strong>é</strong> composto por zo<strong>na</strong>s rurais. Desta área total,<br />

47% <strong>é</strong> agrícola e 39% <strong>é</strong> florestas. “No entanto,<br />

o nosso país tem uma área agrícola produtiva<br />

inferior à m<strong>é</strong>dia europeia e há muitas zo<strong>na</strong>s em<br />

que a agricultura e a floresta não conseguem<br />

gerar exter<strong>na</strong>lidades positivas”, lê-se no site da<br />

Comissão Europeia. Al<strong>é</strong>m disso, Portugal tem<br />

a população agrícola mais idosa da EU. Depois,<br />

91% das explorações agrícolas <strong>é</strong> composta por<br />

estruturas de peque<strong>na</strong> escala, em contraste com<br />

as explorações de dimensão m<strong>é</strong>dia e grande que<br />

representam ape<strong>na</strong>s 9%, mas constituem 67%<br />

da área agrícola utilizada e 77% do valor total<br />

da produção.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


36<br />

\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />

92%<br />

92% DOS COMPRADORES NACIONAIS ESTÃO<br />

DISPOSTOS A ADQUIRIR OUTRA MARCA DISTINTA<br />

DA QUE COSTUMAM COMPRAR POR RAZÕES DE<br />

SUSTENTABILIDADE,<br />

46%<br />

DOS CONSUMIDORES AFIRMAM QUE QUANDO HÁ<br />

OPÇÕES MAIS SUSTENTÁVEIS DISPONÍVEIS, A<br />

EMBALAGEM É UM FATOR DECISIVO NA COMPRA.<br />

41%<br />

NO MOMENTO DE COMPRA, 41% DOS CONSUMI-<br />

DORES OPTAM POR MARCAS MAIS SUSTENTÁVEIS,<br />

ENQUANTO 59% ESCOLHEM ARTIGOS COM QUE JÁ<br />

ESTÃO FAMILIARIZADOS<br />

16%<br />

É A PERCENTAGEM DE PORTUGUESES QUE ACREDI-<br />

TAM QUE O PROGRESSO TECNOLÓGICO AJUDARÁ A<br />

CONTER O AQUECIMENTO GLOBAL.<br />

Portugal <strong>é</strong> o primeiro<br />

país do mundo com<br />

um dia dedicado à<br />

sustentabilidade no seu<br />

calendário oficial<br />

Mas a verdade <strong>é</strong> que os agricultores portugueses<br />

têm estado a lutar pela sustentabilidade.<br />

Veja-se um bom exemplo, o da Lusomorango,<br />

maior organização portuguesa de produtores<br />

da fileira de frutas e legumes em volume de negócios.<br />

Joel Vasconcelos, diretor desta empresa,<br />

diz que a Lusomorango assumiu, em março de<br />

2023, o compromisso com o INIAV — Instituto<br />

Nacio<strong>na</strong>l de Investigação Agrária e Veterinária,<br />

a Driscoll`s e a Maravilha Farms de criar o<br />

Centro de Investigação para a <strong>Sustentabilidade</strong>,<br />

no Polo da Fataca, em Odemira. O consórcio<br />

firmou um protocolo de cooperação t<strong>é</strong>cnico-<br />

-científico estabelecendo como grande objetivo<br />

investigar e produzir conhecimento sobre práticas<br />

agrícolas sustentáveis e inovadoras. “No centro<br />

decorrem múltiplas linhas de investigação<br />

que se distinguem nos domínios da eficiência<br />

hídrica, utilização circular da água, redução da<br />

utilização de pesticidas, redução do impacto de<br />

uso de plásticos e desenvolvimento de soluções<br />

alter<strong>na</strong>tivas e tamb<strong>é</strong>m <strong>na</strong> produção de energias<br />

por fontes renováveis via sistemas agrivoltaicos”.<br />

Segundo o portal Agriterra, o Centro de Investigação<br />

para a <strong>Sustentabilidade</strong> pretende<br />

a<strong>na</strong>lisar de que forma a planta absorve água e<br />

tamb<strong>é</strong>m os nutrientes para reintroduzir novamente<br />

estes recursos no circuito. A investigação<br />

deste processo decorre da aplicação de<br />

diferentes t<strong>é</strong>cnicas para avaliar qual <strong>é</strong> a mais<br />

segura e quais são os resultados obtidos nos<br />

testes de stress hídrico das plantas e <strong>na</strong> recirculação<br />

e reciclagem da água. Atualmente, segundo<br />

a mesma fonte, vigora ainda outra linha<br />

de investigação que incide no tema da biodiversidade<br />

e no papel determi<strong>na</strong>nte dos insetos<br />

e das plantas no controlo de pragas. O centro<br />

está a investigar aquelas que são as pragas principais<br />

que afetam a produção e que impacto<br />

têm <strong>na</strong>s culturas, procurando definir práticas<br />

sustentáveis - com recurso a mecanismos auxiliares,<br />

como plantas e insetos – como alter<strong>na</strong>tiva<br />

aos agroquímicos para garantir um controlo<br />

efetivo dessas pragas e consequente aumento<br />

da produção e da competitividade agrícola.<br />

ENERGIA, O CALCANHAR DE AQUILES DA<br />

TRANSIÇÃO<br />

Em 2023, Portugal alcançou um marco notável<br />

no caminho para um futuro mais sustentável.<br />

Segundo a Redes Energ<strong>é</strong>ticas Nacio<strong>na</strong>is - REN —<br />

61% do consumo el<strong>é</strong>trico <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l foi abastecido<br />

por energia renovável, colocando-se <strong>na</strong> liderança<br />

europeia em descarbonização. A meta <strong>é</strong> atingir<br />

os 80% at<strong>é</strong> 2030. As principais fontes de energia<br />

renovável em Portugal são a energia eólica, solar e<br />

hídrica. Ao longo dos anos tem sido feito um esforço<br />

para reduzir a dependência de combustíveis<br />

fósseis, desde a elimi<strong>na</strong>ção gradual da produção<br />

de energia a carvão at<strong>é</strong> ao fortalecimento da capacidade<br />

hidroel<strong>é</strong>trica. Mas há desafios, caso da<br />

intermitência das energias renováveis e o problema<br />

do armaze<strong>na</strong>mento.<br />

Segundo o índice de Transição Verde, um estudo<br />

da consultora Oliver Wyman, que classifica o<br />

desempenho ambiental de 29 países europeus em<br />

sete categorias-chave, Portugal classificou-se <strong>na</strong><br />

18.ª posição com uma pontuação de 48 em 100,<br />

destacando-se positivamente <strong>na</strong>s categorias de<br />

Edifícios e Energia, 2.º e 5.º lugar, respetivamente.<br />

Nos edifícios, obteve boa pontuação pela utilização<br />

de energias renováveis para aquecimento dom<strong>é</strong>stico<br />

e pelo consumo de eletricidade per capita.<br />

Segundo a Noctula, consultores em Ambiente,<br />

Portugal contraria a tendência dos restantes países<br />

que apresentam um fraco desempenho <strong>na</strong>s<br />

energias renováveis, dependendo fortemente dos<br />

combustíveis fósseis no aquecimento residencial.<br />

Relativamente à Energia, Portugal ocupa a 2.ª<br />

posição em dimensão de projetos de hidrog<strong>é</strong>nio<br />

verde relativamente ao PIB (cinco vezes a m<strong>é</strong>dia<br />

dos países europeus em 2021), a 5.ª posição em<br />

capacidade dos projetos de armaze<strong>na</strong>mento relacio<strong>na</strong>dos<br />

com baterias e o 10.º lugar no ranking<br />

das energias renováveis e biocombustíveis <strong>na</strong><br />

produção de eletricidade.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />

37<br />

10<br />

rótulos <strong>é</strong>ticos<br />

e sustentáveis<br />

Estes são ape<strong>na</strong>s alguns dos símbolos que<br />

pode encontrar, mas a panóplia <strong>é</strong> muito<br />

grande daí tamb<strong>é</strong>m a dificuldade<br />

1. FSC<br />

Este selo indica que os produtos são “amigos<br />

da floresta”, promovem uma gestão<br />

florestal e ambiental adequada.<br />

2. EU Ecolabel<br />

Este rótulo <strong>é</strong> conhecido em toda a europa<br />

e garante a excelência ambiental desde a<br />

extração das mat<strong>é</strong>rias-primas at<strong>é</strong> ao seu<br />

descarte.<br />

3. USDA Organic Certification<br />

O selo USDA Organic está presente em<br />

produtos alimentares que estão de acordo<br />

com os regulamentos orgânicos do USDA —<br />

Departamento de Agricultura dos Estados<br />

Unidos. Este símbolo encontra-se em produtos<br />

alimentares que contenham de 95%<br />

a 100% de ingredientes orgânicos (excluindo<br />

sal e água, considerados <strong>na</strong>turais).<br />

4. Global Organic Txtile Standard<br />

(GOTS)<br />

Este selo garante que todos os têxteis usados<br />

são orgânicos, mas que tamb<strong>é</strong>m todo<br />

o processo desde a produção at<strong>é</strong> ao ponto<br />

de venda <strong>é</strong> feito com as melhores condições<br />

para o planeta e para os trabalhadores<br />

daquela empresa.<br />

5. Cruelty Free<br />

A etiqueta revela tudo, mas este <strong>é</strong> um certificado<br />

inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l cruelty free e vegan<br />

utilizado em cosm<strong>é</strong>tica, produtos de cuidado<br />

pessoal e de casa.<br />

6. The vegan Society Trademark<br />

O nome indica, mas este rótulo significa<br />

que o produto <strong>é</strong> vegan, isto <strong>é</strong> livre de testes<br />

e ingredientes animais.<br />

7. Fair Trade Certified<br />

FairTrade <strong>é</strong> uma certificação utilizada para<br />

identificar o com<strong>é</strong>rcio justo e sem trabalho<br />

infantil, em produtos provenientes<br />

de produtores em países em desenvolvimento<br />

onde muitas vezes as condições de<br />

trabalho não são as melhores. Fair Trade<br />

Certified tamb<strong>é</strong>m significa que os agricultores<br />

cumprem os padrões ambientais inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is.<br />

Neste momento <strong>é</strong> usado em<br />

produtos agrícolas, como chá, chocolate,<br />

frutas, flores e especiarias.<br />

8. Rainforest Alliance<br />

Visa preservar a biodiversidade e a sustentabilidade.<br />

É muito usado pela indústria do<br />

caf<strong>é</strong>, mas o setor da agricultura, silvicultura<br />

e mesmo do turismo tamb<strong>é</strong>m o aplica.<br />

9. Fair for Life<br />

Esta certificação garante que os direitos<br />

humanos são cumpridos em qualquer fase<br />

da produção, e que os trabalhadores têm<br />

boas e justas condições de trabalho e que<br />

os pequenos agricultores recebem uma<br />

parte justa.<br />

10. Fair Trade Foundation<br />

Aplica-se ape<strong>na</strong>s a produtos agrícolas. As<br />

empresas que optam por seguir as práticas<br />

do com<strong>é</strong>rcio justo são desig<strong>na</strong>das como<br />

membros da Federação do Com<strong>é</strong>rcio Justo.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


38<br />

\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

FÓRUM DE LÍDERES<br />

1 2<br />

Qual a importância da <strong>Sustentabilidade</strong><br />

para a sua área/setor?<br />

O que a sua empresa está a fazer para tor<strong>na</strong>r<br />

Portugal um país mais sustentável?<br />

Adescarbonização <strong>é</strong> uma prioridade europeia e <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l. O Acordo de Paris alcançado em 2015<br />

constitui um importante compromisso nesse sentido e no combate às alterações climáticas.<br />

Surgiram, neste seguimento, uma s<strong>é</strong>rie de pacotes estrat<strong>é</strong>gicos da Comissão Europeia que visam<br />

dar resposta <strong>na</strong>s diferentes áreas a este desafio global, destacando-se o Pacote Energia<br />

Clima 2030.<br />

O Governo português comprometeu-se em 2016 a assegurar a neutralidade das suas emissões at<strong>é</strong> ao fi<strong>na</strong>l<br />

de 2050, traçando uma visão clara relativamente à descarbonização profunda da economia <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l, enquanto<br />

contributo para o acordo de Paris e em consonância com os esforços mais ambiciosos em curso a<br />

nível inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l.<br />

O compromisso de atingir a neutralidade carbónica at<strong>é</strong> 2050 significa alcançar um balanço neutro entre<br />

as emissões de GEE e o sequestro de carbono, pelo que será necessário efetuar reduções substanciais das<br />

emissões e/ou aumentos substanciais dos sumidouros <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is, que deverão materializar-se entre o presente<br />

e 2050.<br />

Para concretizar este desígnio, foi desenvolvido o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 (RNC2050)<br />

que identifica os principais vetores de descarbonização em todos os setores da economia, as opções de<br />

políticas e medidas e a trajetória de redução de emissões para atingir este fim, em diferentes cenários de<br />

desenvolvimento socioeconómico.<br />

Todos os setores deverão contribuir para a redução de emissões, aumentando a eficiência e a inovação,<br />

promovendo melhorias, nomeadamente nos edifícios, <strong>na</strong> agricultura, <strong>na</strong> gestão dos resíduos e <strong>na</strong> indústria,<br />

sendo que caberá ao sistema energ<strong>é</strong>tico o maior contributo, em particular no que respeita à produção de<br />

eletricidade e aos transportes.<br />

Neste Fórum de Líderes, as principais instituições de diversos setores e os respetivos responsáveis pela sustentabilidade<br />

no nosso país explicam a sua visão sobre o futuro: contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento<br />

Sustentável, promover a descarbonização, e fazer parte da solução para atingir a neutralidade<br />

climática são metas claras. Nas várias áreas, os responsáveis não têm dúvidas: um futuro mais sustentável<br />

tem de ser a prioridade.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

39


40<br />

\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

1 2<br />

HÉLDER COUTO<br />

Global Quality & PMO Ma<strong>na</strong>ger,<br />

Voltalia Portugal<br />

JOSÉ MANUEL RIBEIRO<br />

Presidente do Conselho de Administração, LIPOR<br />

1<br />

A sustentabilidade <strong>é</strong> uma componente fundamental para a Voltalia, uma vez que <strong>é</strong> uma empresa<br />

especializada em energias renováveis.<br />

A Voltalia tem como missão melhorar o ambiente global e fomentar o desenvolvimento local.<br />

A sustentabilidade está no cerne das suas operações, dado que a empresa se dedica à<br />

produção de energia el<strong>é</strong>trica, exclusivamente a partir de fontes renováveis como solar, eólica,<br />

hidroel<strong>é</strong>trica e biomassa. A sua visão passa por contribuir para a transição energ<strong>é</strong>tica global,<br />

reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e diminuindo as emissões de gases de efeito<br />

estufa. As atividades da Voltalia visam reduzir a pegada de carbono e promover práticas<br />

ambientais responsáveis.<br />

Ou seja, a sustentabilidade para a Voltalia <strong>é</strong> um pilar estrat<strong>é</strong>gico que permeia todas as suas<br />

atividades, garantindo que a empresa não só contribui positivamente para o meio ambiente<br />

e a sociedade, mas tamb<strong>é</strong>m assegure seu próprio crescimento sustentável e competitivo no<br />

longo prazo.<br />

2<br />

Os principais desafios e oportunidades que a Voltalia pode enfrentar ao nível da sustentabilidade<br />

podem ser a<strong>na</strong>lisados em várias frentes, considerando o contexto atual do mercado de<br />

energias renováveis e as tendências globais.<br />

A diversidade de regulamentações ambientais e energ<strong>é</strong>ticas em diferentes países pode ser<br />

um desafio, exigindo constante adaptação, contudo o aumento da concorrência no setor de<br />

energias renováveis <strong>é</strong> positivo para pressio<strong>na</strong>r a empresa a inovar e manter a competitividade.<br />

Em termos de oportunidades verificamos a crescente procura por energias limpas e a transição<br />

energ<strong>é</strong>tica global oferece amplas oportunidades para a Voltalia expandir as suas operações<br />

em novos mercados. A tendência global de descarbonização e os compromissos de redução<br />

de emissões de carbono impulsio<strong>na</strong>m a necessidade de energias renováveis, beneficiando<br />

empresas como a Voltalia.Investir em novas tecnologias, como armaze<strong>na</strong>mento de energia e<br />

inteligência artificial, pode melhorar a eficiência operacio<strong>na</strong>l e abrir novas oportunidades de<br />

negócios.<br />

1<br />

Desde a pandemia de COVID-19 e a invasão da<br />

Ucrânia pela Rússia, os múltiplos desafios que a<br />

União Europeia enfrenta têm sido frequentemente<br />

descritos como “crises múltiplas” ou “policrises”,<br />

de acordo com a Agência Europeia do Ambiente.<br />

Seja pelo aumento das tensões geopolíticas, o elevado<br />

custo de vida num contexto de inflação e taxas<br />

de juro elevadas, a ocorrência de acontecimentos<br />

climáticos extremos, as manifestações em torno da<br />

importância da adoção de políticas de justiça social<br />

e a ascensão da inteligência artificial, o que <strong>é</strong> um<br />

facto <strong>é</strong> que estes acontecimentos afetam as Pessoas,<br />

as Empresas e demais Organizações, os Governos,<br />

tor<strong>na</strong>ndo a <strong>Sustentabilidade</strong> num tópico central<br />

em todos os setores e lugares no Mundo. Inequivocamente,<br />

o nosso setor dos resíduos não <strong>é</strong> exceção.<br />

Cabe, portanto, ao setor, reconhecer o valor de incorporar<br />

a <strong>Sustentabilidade</strong> e o framework ESG<br />

como um componente central das estrat<strong>é</strong>gias de<br />

negócio, at<strong>é</strong> porque, um importante pilar <strong>na</strong> gestão<br />

dos resíduos <strong>é</strong> tratá-los como um recurso valioso e<br />

uma gestão de recursos para ser eficaz o caminho<br />

terá de o ser pela <strong>Sustentabilidade</strong>.<br />

2<br />

Num enquadramento desfavorável, bem como o<br />

próprio contexto regulatório europeu em mat<strong>é</strong>rias<br />

de gover<strong>na</strong>nça sustentável, não temos dúvidas que<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

41<br />

10<br />

MARIANA PEREIRA DA SILVA<br />

Diretora de <strong>Sustentabilidade</strong> da MC<br />

priorizar a <strong>Sustentabilidade</strong> assume-se como<br />

sendo incontornável.<br />

Um tema que tem ocupado os nosso debates<br />

internos <strong>é</strong> a Gestão do Risco ESG, para que<br />

consigamos pensar, planear, antecipar, avaliar<br />

e priorizar a nossa atuação, tendo em consideração<br />

contextos cada vez mais imprevisíveis, e<br />

adequar o nosso posicio<strong>na</strong>mento, complementando-o<br />

com os necessários planos de resposta<br />

a situações concretas de risco, para tor<strong>na</strong>r o<br />

nosso negócio mais resiliente. Por outro lado, e<br />

não mesno importante, reforçar o nosso Portfólio<br />

de <strong>Sustentabilidade</strong>, para que consigamos<br />

ajustar-nos às exigências que tenderão a tor<strong>na</strong>r-se<br />

mandatórias.<br />

Em <strong>2024</strong> sei-o bem, que a LIPOR tem de manter-se<br />

fiel ao seu Propósito de “todos os dias<br />

contruirmos um mundo Melhor”, para que<br />

diariamente possamos operar de forma sustentável,<br />

ambicio<strong>na</strong>r altos níveis de desempenho<br />

ESG, promover a prosperidade e o bem-estar<br />

da nossa comunidade, estabelecer políticas de<br />

baixo carbono, proteger a biodiversidade, procurar<br />

novas oportunidades, criar dinâmicas de<br />

circularidade, educar e capacitar.<br />

1<br />

A sustentabilidade ocupa um papel de destaque no setor do retalho, uma vez que o<br />

retalho <strong>é</strong> o elo de ligação entre toda a cadeia de valor, desde o produtor ao consumidor.<br />

Apesar do destaque que tem nos dias de hoje, a preocupação com a sustentabilidade<br />

já integra a gestão da MC há vários anos, sendo um valor profundamente enraizado<br />

no ADN da empresa.<br />

Enquanto retalhista líder, presentes em todo o território <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l e com impacto <strong>na</strong><br />

vida das comunidades em que nos inserimos, sabemos que <strong>é</strong> nosso dever encontrar e<br />

implementar medidas que procurem minimizar o impacto da nossa atividade e que<br />

contribuam para o desenvolvimento sustentável de toda a cadeia de valor.<br />

É nossa ambição a democratização do acesso a uma cesta mais saudável e mais sustentável,<br />

sendo a nossa ação impulsio<strong>na</strong>da pela Estrat<strong>é</strong>gia de <strong>Sustentabilidade</strong> da<br />

MC. Esta integra a nossa proposta de valor e assenta em 4 eixos de atuação prioritários:<br />

Ação Climática, Circularidade, Produção Sustentável e Oferta Responsável – e<br />

para os quais estabelecemos objetivos desafiantes e desenvolvemos planos de ação<br />

que sustentam a sua prossecução.<br />

2<br />

São inúmeros os desafios com que nos debatemos este último ano. Desde a implementação<br />

de um quadro regulatório cada vez mais exigente, à exposição a riscos<br />

ambientais, sociais e económicos mais frequentes. Precisamos de ser resilientes e<br />

objetivos para cumprir as metas a que nos comprometemos, desde a descarbonização<br />

das nossas operações at<strong>é</strong> 2040, at<strong>é</strong> assegurar que todas as nossas embalagens são<br />

recicláveis, reutilizáveis ou compostáveis no horizonte temporal mais curto de 2025.<br />

• Com os desafios vêm as oportunidades e, por isso, acreditamos que uma gestão que<br />

integra a sustentabilidade no seu core, mitiga riscos, assegura compliance com o quadro<br />

regulatório, promove a resiliência das operações e cadeia de valor, mas tamb<strong>é</strong>m<br />

explora as oportunidades que a agenda da sustentabilidade traz, nomeadamente de<br />

diferenciação e resposta a um consumidor cada vez mais exigente.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


42 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

3<br />

DANIEL GUIMARÃES<br />

Responsável de Ambiente,<br />

Mercado<strong>na</strong> Portugal<br />

1<br />

A sustentabilidade <strong>é</strong> vital para o setor da distribuição por vários<br />

motivos, principalmente porque <strong>na</strong> sua cadeia de valor este setor<br />

tem impactes ambientais associados, quer sejam diretos da própria<br />

atividade ou indiretos, sendo que estes, apesar de estarem fora das<br />

nossas operações próprias, de logística ou de lojas, concentram-se a<br />

montante e a jusante da nossa atividade e, portanto, temos responsabilidade<br />

<strong>na</strong> mat<strong>é</strong>ria.<br />

Tamb<strong>é</strong>m, no contexto atual, no qual os consumidores estão cada<br />

vez mais conscientes dos impactes ambientais das suas escolhas e<br />

exigem cada vez mais produtos e serviços que respeitem o meio ambiente<br />

e as normas <strong>é</strong>ticas, adotar práticas sustentáveis não <strong>é</strong> ape<strong>na</strong>s<br />

uma obrigação moral, mas tamb<strong>é</strong>m uma necessidade estrat<strong>é</strong>gica.<br />

Portanto, adotar a sustentabilidade como estrat<strong>é</strong>gia de negócio <strong>é</strong> essencial<br />

para:<br />

• Reduzir impactes ambientais atrav<strong>é</strong>s da implementação de práticas<br />

que minimizem a pegada de carbono, a produção de resíduos<br />

e o consumo de recursos <strong>na</strong>turais e protejam a biodiversidade e os<br />

ecossistemas, contribuindo desta forma para a preservação do meio<br />

ambiente;<br />

• Reduzir os custos operacio<strong>na</strong>is atrav<strong>é</strong>s de práticas sustentáveis,<br />

como a eficiência energ<strong>é</strong>tica e a redução de desperdícios, que podem<br />

resultar em poupanças significativas;<br />

• Cumprimento normativo, pois cada vez mais a legislação ambiental<br />

a nível europeu está a tor<strong>na</strong>r-se mais exigente. Evitando sanções<br />

económicas e garantido imunidade jurídica assim como melhoria<br />

reputacio<strong>na</strong>l.<br />

Por último, a sustentabilidade abre portas para a inovação, permitindo<br />

o desenvolvimento de novos produtos e processos que diferenciam<br />

as empresas e o setor.<br />

2<br />

A implementação de tecnologias e processos para reduzir as<br />

emissões e impactes ambientais <strong>na</strong> cadeia de valor e <strong>na</strong>s operações<br />

próprias <strong>é</strong> um desafio contínuo que exige investimentos<br />

significativos.<br />

Tendo em conta que legislação ambiental está em constante<br />

evolução, a adaptação a novas regulamentações <strong>é</strong> um desafio<br />

operacio<strong>na</strong>l e fi<strong>na</strong>nceiro. Ainda mais, quando nos processos legislativos,<br />

muitas vezes, as partes interessadas afetadas não são<br />

consultadas ou tidas em conta pelos reguladores.<br />

Tamb<strong>é</strong>m, garantir que todos os fornecedores adotem práticas<br />

sustentáveis <strong>é</strong> uma tarefa complexa que exige esforços conjuntos,<br />

muita transformação e investimentos avultados.<br />

Por outro lado, para a adoção de novas tecnologias que possam<br />

oferecer ainda mais oportunidades para reduzir emissões, estamos<br />

limitados pela evolução tecnológica, como por exemplo, o<br />

transporte pesado com recurso a hidrog<strong>é</strong>nio.<br />

Por último, e como concluído num estudo de mercado efetuado<br />

pela APED, Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição<br />

e outras entidades, apesar da tendência verificada, 40% dos<br />

inquiridos ainda considera a conveniência mais importante do<br />

que a sustentabilidade. E tamb<strong>é</strong>m, apesar de os consumidores<br />

preferirem idealmente produtos mais sustentáveis, no momento<br />

de efetuar uma escolha <strong>é</strong> o preço que tem mais peso e, por isso,<br />

tentamos colocar à disposição produtos com preços sempre baixos<br />

com a melhor qualidade possível e que ainda assim cumpram<br />

crit<strong>é</strong>rios de sustentabilidade, sendo esta uma oportunidade para<br />

incentivar e educar os consumidores sobre práticas sustentáveis,<br />

fortalecer a nossa reputação e construir uma base de clientes leal<br />

e informada.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

43<br />

4<br />

FILIPA PANTALEÃO<br />

Secretária-Geral, BCSD Portugal<br />

1<br />

A sustentabilidade <strong>é</strong> de extrema importância para o desenvolvimento<br />

económico, social e ambiental (em inglês ESG – Environmental, Social<br />

and Gover<strong>na</strong>nce) de qualquer sociedade. A sustentabilidade, enquanto<br />

pilar estrat<strong>é</strong>gico dos negócios e parte integrante <strong>na</strong> tomada de decisões,<br />

promove a inovação e aumenta a competitividade das empresas, facilita<br />

o aparecimento de novos produtos e serviços que respondem às<br />

necessidades emergentes dos consumidores; ajuda as empresas a tor<strong>na</strong>rem-se<br />

mais resilientes e capazes de gerir riscos, incluindo aqueles<br />

associados às alterações climáticas e escassez de recursos; melhora a<br />

imagem e reputação das empresas e permite fortalecer as relações com<br />

clientes, investidores e outras partes interessadas. A adoção de práticas<br />

sustentáveis promove a utilização mais eficiente dos recursos, resultando<br />

numa redução de custos operacio<strong>na</strong>is – a economia circular,<br />

por exemplo, promove o reaproveitamento de materiais, diminuindo o<br />

desperdício e os custos associados ao descarte e/ou aquisição de novas<br />

mat<strong>é</strong>rias-primas. Na sua forte componente social, a sustentabilidade<br />

move as empresas para a construção de sociedades mais equitativas e<br />

justas, atrav<strong>é</strong>s da adoção de políticas laborais mais diversas, equitativas<br />

e iguais. O BCSD Portugal ajuda as empresas a integrarem a sustentabilidade<br />

<strong>na</strong>s suas estrat<strong>é</strong>gias de negócio e operações, oferecendo<br />

formação, trabalho colaborativo entre empresas, projetos específicos,<br />

networking entre peers e colaboração entre setor publico e privado.<br />

2<br />

A implementação de tecnologias e processos para reduzir as<br />

emisHá muito trabalho para fazer em mat<strong>é</strong>ria de sustentabilidade<br />

e no BCSD Portugal continuaremos empenhados em desenvolver<br />

as soluções para que, com base em conhecimento verificado e <strong>na</strong><br />

sua partilha entre os nossos associados, e não só, a sustentabilidade<br />

passe a ser, cada vez mais, uma realidade integrada <strong>na</strong> realidade, no<br />

negócio e <strong>na</strong> gestão das empresas.<br />

A evolução da regulação a nível global traz desafios acrescidos para<br />

todas as empresas, mas tamb<strong>é</strong>m oportunidades para desenvolver<br />

soluções, estruturais em alguns casos, que permitirão normalizar<br />

a sustentabilidade como parte integrante da atividade empresarial<br />

em toda a sua dimensão.<br />

A necessidade de formação em sustentabilidade <strong>é</strong>, por isso, um<br />

tema de crescente importância razão pela qual, no BCSD Portugal,<br />

vamos apostar cada vez mais <strong>na</strong> Academia BCSD Portugal como<br />

instituição certificada e de referência, aportando valor às empresas<br />

que procuram capacitar os seus colaboradores para a sustentabilidade,<br />

melhorar a gestão de recursos, estar em conformidade com as<br />

normas, reduzindo riscos e aumentando a competitividade.<br />

Os riscos e oportunidades climáticos, em particular a prioridade<br />

para a descarbonização, são tamb<strong>é</strong>m uma prioridade do BCSD<br />

Portugal, com vista a apoiar as empresas no caminho para uma atividade<br />

com um menor impacto ao nível da emissão de GEE. Recentemente<br />

apresentámos o Guia Empresarial de Riscos e Oportunidades<br />

Climáticas que tem como objetivo apoiar as empresas<br />

ainda no início desta jor<strong>na</strong>da, seja <strong>na</strong> identificação dos riscos existentes,<br />

ou <strong>na</strong> determi<strong>na</strong>ção de quais as consequências que podem<br />

gerar, apontando recomendações e dicas práticas para a sua gestão.<br />

Outra das nossas prioridades continuará a ser o pilar Diversidade,<br />

Equidade e Inclusão (DEI), onde continuamos, no seguimento do<br />

estudo que realizámos em 2023, a avaliar o desempenho das empresas<br />

neste segmento e a promover iniciativas que aliam DEI e Gover<strong>na</strong>nce,<br />

promovendo compromissos, ações partilhadas e parcerias<br />

que apoiem o desenvolvimento dos nossos associados.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


44 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

5<br />

PAULO PRAÇA<br />

Presidente da Direção, ESGRA<br />

1<br />

A atividade deste setor <strong>é</strong> um dos pilares da sustentabilidade ambiental, social e económica do País, uma vez<br />

que consiste no desenvolvimento de um conjunto de operações que integram as etapas de recolha, transporte,<br />

triagem, valorização e elimi<strong>na</strong>ção dos resíduos que resultam do consumo de bens e serviços por parte de toda a<br />

população.<br />

A gestão, o tratamento e a preparação de resíduos para reutilização e reciclagem <strong>é</strong> a atividade exercida pelos sistemas<br />

de gestão de resíduos urbanos, fundamental ao bem-estar geral, à saúde pública, às atividades económicas<br />

e à proteção do ambiente, sendo por isso classificada como um serviço público essencial.<br />

A ESGRA – Associação para a Gestão de Resíduos tem como missão a promoção dos interesses dos seus associados<br />

no âmbito da gestão e tratamento de resíduos urbanos de modo a contribuir para o desenvolvimento<br />

sustentável do País numa economia circular, assumindo-se a sustentabilidade como um dos pilares orientadores<br />

da nossa ação, um princípio basilar e inerente à <strong>na</strong>tureza da atividade de gestão de resíduos urbanos.de novos<br />

produtos e processos que diferenciam as empresas e o setor.<br />

2<br />

Grandes desafios: primeiro, mudar a forma como se produz, como se consome e como se trata o que resta após o<br />

consumo com consciência de que a qualidade do dia de amanhã depende de como gerimos o dia de hoje.<br />

Interiorizada a necessidade de responder ao desafio urgente de mudança comportamental de todos os cidadãos<br />

e entidades <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is, em toda a cadeia de valor do consumo, substituindo, sempre que possível, a extração pela<br />

revalorização e o descarte pela reutilização, outro grande desafio <strong>é</strong> o reconhecimento e integração do papel do<br />

setor dos resíduos <strong>na</strong> hierarquia das políticas públicas, de modo a ca<strong>na</strong>lizar os investimentos que são necessários<br />

para novas instalações, para mais recursos humanos, para digitalizar e inovar tecnologicamente o setor.<br />

Estes grandes desafios que o setor da gestão de resíduos urbanos enfrenta, atualmente, afiguram-se de difícil<br />

concretização caso não sejam adotadas as políticas adequadas para os ultrapassar, o que exige, em concreto, a<br />

alocação efetiva e em tempo útil de meios, não só fi<strong>na</strong>nceiros, mas tamb<strong>é</strong>m de recursos mobilizadores para a<br />

mudança do lugar e da importância que o tema dos resíduos ocupa, neste momento, quer ao nível das políticas<br />

públicas quer <strong>na</strong> sociedade em geral.<br />

O maior dos desafios <strong>é</strong> a interiorização de que a sustentabilidade de um setor como o dos resíduos urbanos<br />

impacta no desenvolvimento sustentável do País e <strong>na</strong> sua capacidade de evoluir, ou não, para uma economia<br />

circular, num projeto global de sustentabilidade que não deixe ningu<strong>é</strong>m para trás.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

45<br />

6<br />

ANTÓNIO GONÇALVES PEREIRA<br />

Embaixador do Pacto Climático Europeu<br />

1<br />

Nada há de mais importante do que a sustentabilidade.<br />

Para qualquer sector. Sustentável quer dizer<br />

viver agora de maneira a que as próximas gerações<br />

possam continuar a fazê-lo. Portanto, <strong>é</strong> de uma absoluta<br />

inconsciência, e egoísmo, pensar e agir de forma<br />

a lucrar e ser feliz no curto prazo, sem acautelar<br />

as consequências. Dou comigo muitas vezes a pensar<br />

o que dirá aos seus filhos um empresário como,<br />

por exemplo, os da Alves Ribeiro, prestes a destruir<br />

a Quinta dos Ingleses, em Carcavelos, o último pulmão<br />

verde costeiro da zo<strong>na</strong>, para construir mais um<br />

mar de betão. É certo que os estrondosos lucros imediatos<br />

certamente proporcio<strong>na</strong>rão muito conforto e<br />

luxos a esses filhos. Mas... e quando estes estiverem<br />

a sofrer as consequências ambientais destas acções,<br />

como todos os outros, de que lhe valerá esse dinheiro?<br />

E como lidarão com o facto de saberem que o<br />

egoísmo social dos seus progenitores contribuiu em<br />

muito para esse cataclismo?<br />

Não consigo mesmo imagi<strong>na</strong>r como esses pais conseguem<br />

encarar os seus filhos e justificar as suas acções.<br />

E foi tamb<strong>é</strong>m por isso que decidi abdicar da minha<br />

vida de empresário e dedicar-me profissio<strong>na</strong>lmente<br />

a promover a sustentabilidade ambiental e social,<br />

que uma sem a outra não fazem sentido. A questão<br />

não <strong>é</strong> salvar o planeta, <strong>é</strong> uma tentativa de prolongar<br />

a paciência do planeta para nos manter por cá, com<br />

um mínimo de qualidade de vida. A todos, não somente<br />

aos que puderem pagar para poluir insustentavelmente.<br />

E <strong>é</strong> para isso que tentamos contribuir <strong>na</strong><br />

Ecomood. Todos os dias.<br />

2<br />

Os maiores desafios prendem-se com duas vertentes:<br />

por um lado, a continuação de procedimentos insustentáveis<br />

por parte de muitos empresários. Por outro,<br />

a manutenção de visões a<strong>na</strong>crónicas e economicistas<br />

dos decisores públicos. E a conjugação destes<br />

dois factores <strong>é</strong> um barril de pólvora ambiental e social.<br />

Um excelente exemplo disso <strong>é</strong> a transição energ<strong>é</strong>tica.<br />

Deveríamos estar a mudar de paradigma, não<br />

somente de fontes de energia. A aposta deveria ser<br />

em fontes renováveis, claro, mas em soluções comunitárias,<br />

locais, municipais, regio<strong>na</strong>is, com captação<br />

de menor dimensão, para consumo de proximidade,<br />

e não ‘mega-plantações’ de pain<strong>é</strong>is com um gigantesco<br />

impacto ambiental imediato, para transportar em<br />

altíssima tensão para a outra ponta do país. Estamos<br />

a transportar os maus vícios dos fósseis e da mineração<br />

para as renováveis. O mega-negócio em vez do<br />

racio<strong>na</strong>l e sustentável. Ambiental e socialmente.<br />

Portanto, o desafio <strong>é</strong> como conseguir contribuir para<br />

a mudança deste paradigma, e como fazê-lo em tempo<br />

útil. A maior oportunidade para uma associação<br />

como a Ecomood, <strong>é</strong> que há cada vez mais discursos<br />

neste sentido. O maior desafio <strong>é</strong> como ajudar a tor<strong>na</strong>r<br />

esses belos discursos em medidas, em políticas.<br />

Em mentalidades, comportamentos e soluções sustentáveis.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


46 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

7<br />

CARLOS VIEIRA<br />

Diretor Delegado, Serviços Municipalizados de<br />

Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra)<br />

1<br />

Os setores do abastecimento de água, saneamento e recolha de resíduos são essenciais para a qualidade<br />

de vida das populações e, por essa via, para a sustentabilidade: a capacidade de uso consciente dos recursos<br />

<strong>na</strong>turais sem comprometer o bem-estar das gerações futuras. Os SMAS de Sintra, a maior entidade<br />

municipal <strong>na</strong> área do abastecimento de água, com mais de 196 mil clientes, são o garante de que esse<br />

bem escasso, mas vital para a vida no planeta, chega a casa e com qualidade a cada um dos quase 400 mil<br />

habitantes do concelho de Sintra, sem esquecer os milhares de turistas que visitam o território concelhio.<br />

Tendo consciência da importância de cada metro cúbico de água, os SMAS de Sintra têm desenvolvido<br />

um intenso trabalho de melhoria do sistema de distribuição de água, o que se traduziu <strong>na</strong> redução da água<br />

não faturada, as perdas de água, de quase 31% em 2014 para 17,8% no fi<strong>na</strong>l de 2023. Tamb<strong>é</strong>m <strong>na</strong> área do<br />

saneamento, os SMAS de Sintra estão apostados em incrementar o reaproveitamento da água residual<br />

tratada, utilizando-a em fins em que não <strong>é</strong> necessária água potável, como a limpeza de órgãos das ETAR<br />

e rega de espaços verdes das instalações, limpeza e desobstrução de coletores e lavagem e higienização de<br />

contentores de recolha de resíduos.<br />

2<br />

Al<strong>é</strong>m da redução da água não faturada e do incremento da reutilização da água residual tratada, um dos<br />

principais desafios dos SMAS de Sintra <strong>é</strong> consolidar a adesão ao Sistema de Recolha Seletiva de Biorresíduos<br />

(restos alimentares), cuja separação <strong>na</strong> origem passou a ser obrigatória a partir de janeiro de <strong>2024</strong>. O<br />

sistema já conta, em Sintra, com a mobilização de mais de 60 mil pessoas. Um universo populacio<strong>na</strong>l que<br />

efetua a separação dos resíduos alimentares, desviando-os de aterro e permitindo a sua valorização, atrav<strong>é</strong>s<br />

da produção de composto orgânico para fertilização de solos agrícolas e para a produção de energia.<br />

Ainda <strong>na</strong> área da separação <strong>na</strong> origem de resíduos, o corrente ano está a assistir à expansão a todo o<br />

concelho de Sintra do Projeto de Valorização e Reciclagem de Têxteis, que servirá para avaliar a estrat<strong>é</strong>gia<br />

a adotar a este nível a partir da obrigatoriedade de implementação da recolha seletiva de resíduos<br />

têxteis (janeiro de 2025). Um projeto que envolve os SMAS de Sintra, a Câmara Municipal e a To Be<br />

Green (Universidade do Minho) e constitui uma solução inovadora de Economia Circular para dar uma<br />

nova vida aos têxteis, transformando estes resíduos em recursos, desviando-os do encaminhamento para<br />

aterro e contribuindo para que materiais, aparentemente em fim de vida, possam dar origem a novos<br />

produtos.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

47<br />

1<br />

O consumo de tecnologia tem vindo a aumentar exponencialmente, pelo que <strong>é</strong><br />

imperativo que empresas como a LG, que são entidades com enorme responsabilidade<br />

social e ambiental, pensem seriamente no seu impacto ao longo de todo o<br />

ciclo de vida dos seus produtos.<br />

Desta forma, a empresa lançou recentemente o seu plano ESG, o Better Life for<br />

All, que integra ambições ambientais e sociais em todas as operações da empresa<br />

por todo o mundo. Falamos de ações como: neutralidade carbónica com a iniciativa<br />

Zero Carbon 2030; transição completa para energia renovável at<strong>é</strong> 2050;<br />

redução efetiva das emissões de gases com efeito de estufa; utilização de meio milhão<br />

de toneladas de plástico reciclado at<strong>é</strong> 2030; e compromisso com uma estrat<strong>é</strong>gia<br />

diversificada, incluindo a instalação de eficientes módulos solares, estabelecer<br />

contratos de compra de energia que permitem às empresas adquirir eletricidade<br />

diretamente aos fornecedores, utilizar Renewable Energy Credit e outros.<br />

2<br />

8<br />

HUGO JORGE<br />

Marketing Director, LG Portugal<br />

Sendo que a LG planeia utilizar mais de meio milhão de toneladas de plástico reciclado<br />

at<strong>é</strong> 2030, <strong>2024</strong> e os próximos anos serão focados, sobretudo, em reforçar o<br />

nosso ciclo sustentável de recolha e transformação de eletrodom<strong>é</strong>sticos descartados<br />

em componentes de eletrodom<strong>é</strong>sticos frescos e ecologicamente responsáveis.<br />

Paralelamente, tecnologias como IA e IoT permitem-nos prolongar a vida útil<br />

dos nossos produtos, razão pela qual estamos a apostar nos eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />

com capacidade de atualização com a gama LG ThinQTM UP, que utiliza IA<br />

e sistemas de IoT para atualizar os softwares e oferecer recursos e funções aos<br />

utilizadores.<br />

Tendo em conta o atual e desafiante contexto de crise energ<strong>é</strong>tica, os nossos equipamentos,<br />

como máqui<strong>na</strong>s de lavar, frigoríficos, bombas de calor e baterias, são<br />

desenvolvidos tendo sempre a sua eficiência em mente, procurando incluir processos<br />

de funcio<strong>na</strong>mento sustentáveis, que gerem poupanças grandes poupanças<br />

energ<strong>é</strong>ticas e de tempo tamb<strong>é</strong>m.<br />

1<br />

A <strong>Sustentabilidade</strong> <strong>é</strong> fundamental e deve orientar qualquer estrat<strong>é</strong>gia<br />

empresarial, seguindo os crit<strong>é</strong>rios ESG e em alinhamento<br />

com os ODS das Nações Unidas para fazer face aos desafios<br />

com que nos deparamos, cabendo a cada organização cumprir a<br />

sua responsabilidade. No setor de bebidas refrescantes, no qual o<br />

Super Bock Group atua, isto traduz-se <strong>na</strong> adoção de boas práticas,<br />

nomeadamente no que diz respeito à produção e ao consumo sustentávell,<br />

ajudando a minimizar o impacto ambiental decorrente<br />

da sua atividade, a preservar recursos e a promover a responsabilidade<br />

social. A integração dos crit<strong>é</strong>rios ESG ajuda, seguramente,<br />

as empresas a cumprirem regulamentos, a reduzirem custos<br />

operacio<strong>na</strong>is e a fomentarem a inovação, num contexto colaborativo.<br />

Há uma resposta adequada às necessidades e expectativas,<br />

nomeadamente dos consumidores, mas no fi<strong>na</strong>l o benefício <strong>é</strong> em<br />

prol da qualidade de vida, do bem estar e do desenvolvimento da<br />

sociedade.<br />

2<br />

9<br />

GRAÇA BORGES<br />

Diretora de Comunicação, Relações Institucio<strong>na</strong>is<br />

e <strong>Sustentabilidade</strong>, Super Bock Group<br />

Creio que fui mencio<strong>na</strong>ndo os desafios <strong>na</strong> resposta anterior, pelo<br />

que gostaria de acrescentar o seguinte. O Super Bock Group tem<br />

uma estrat<strong>é</strong>gia muito bem definida, onde a <strong>Sustentabilidade</strong> se<br />

incorpora, e que procuramos levar por diante, fazendo-nos valer<br />

do Talento que temos dentro da organização, mas tamb<strong>é</strong>m ao rodear-nos<br />

dos parceiros e demais entidades que nos possam ajudar<br />

à concretização dos nossos objetivos. É fundamental continuarmos<br />

com o trabalho colaborativo e a manter a nossa capacidade de<br />

investimento em Inovação e em I&D. Só assim vamos conseguir<br />

evoluir e apoiar o desenvolvimento das comunidades onde nos<br />

inserimos, num mundo que <strong>é</strong> cada vez mais volátil e complexo.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


48 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

11<br />

TIAGO MOREIRA DA SILVA<br />

Presidente, AIVE<br />

1<br />

A sustentabilidade <strong>é</strong> uma das nossas maiores preocupações. O<br />

setor da indústria do vidro de embalagem tem como objetivo<br />

atingir a neutralidade carbónica at<strong>é</strong> 2050. Queremos ser uma<br />

voz ativa <strong>na</strong> hora de criar soluções e um agente <strong>na</strong> mudança de<br />

paradigma, para uma sociedade mais sustentável.<br />

Estamos empenhados em reduzir as nossas emissões atrav<strong>é</strong>s<br />

de uma transição energ<strong>é</strong>tica <strong>na</strong>s tecnologias de fusão, com a<br />

substituição de grande parte do gás <strong>na</strong>tural por eletricidade<br />

verde e outros combustíveis não fósseis, como o biometano ou<br />

o hidrog<strong>é</strong>nio; assim como com o aumento da incorporação de<br />

vidro reciclado, em substituição de mat<strong>é</strong>rias-primas origi<strong>na</strong>is.<br />

A indústria do vidro de embalagem já percorreu um longo caminho<br />

no processo de descarbonização, consumindo hoje menos<br />

energia, emitindo menos CO2 e produzindo embalagens<br />

mais leves do que há cinquenta anos, reduzindo tamb<strong>é</strong>m, desta<br />

forma, a pegada do transporte; mas ainda assim queremos<br />

e temos de fazer mais.<br />

2<br />

Mais do que desafios ou oportunidades preferimos abordar a<br />

questão das necessidades deste nosso sector industrial, com<br />

um peso tão importante <strong>na</strong> balança comercial do país, tendo<br />

em conta a sua forte componente exportadora:<br />

• Promoção do investimento <strong>na</strong> rede de proximidade, de recolha<br />

de embalagens de vidro para reciclagem, principalmente<br />

no ca<strong>na</strong>l Horeca com a disponibilização de equipamentos<br />

mais adequados.<br />

• Actualmente a disponibilidade de casco para reciclar, encontra-se<br />

muito aqu<strong>é</strong>m das possibilidades de incorporação do Sector<br />

• Apoio no processo de produção de energia renovável, no<br />

seu armaze<strong>na</strong>mento e distribuição, permitindo uma adaptação<br />

rumo à eletrificação.<br />

• A disponibilidade de energia el<strong>é</strong>trica renovável e o seu<br />

elevado custo, não tor<strong>na</strong>m, actualmente, esta opção viável<br />

para um uso intensivo<br />

• Investimento em zo<strong>na</strong>s cluster para produção e distribuição<br />

de hidrog<strong>é</strong>nio. Numa primeira fase, misturado com Gás<br />

Natural, pois não exige transformação tecnológica significativa<br />

dos fornos.<br />

• Os investimentos <strong>na</strong> produção e distribuição de hidrogênio<br />

têm que ser desenvolvidos e implementados com dimensão,<br />

à escala <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l, e a preços competitivos.<br />

• Promoção da produção e distribuição de biocombustíveis<br />

/ bioresíduos, solução que permitiria a substituição parcial<br />

do Gás Natural, sem grande transformação tecnológica dos<br />

fornos, com redução de CO2.<br />

• A criação de infraestruturas de fornecimento e/ou produção<br />

de biocombustíveis, como por ex. o biometano tem que<br />

ser c<strong>é</strong>lere, sendo necessário apoio aos vários intervenientes<br />

da sua produção e distribuição.<br />

• Apoio em investimentos de modernização, especialmente<br />

os relacio<strong>na</strong>dos com a transformação progressiva das tecnologias<br />

de fusão e a digitalização (fundamental para melhorar<br />

a eficiência industrial).<br />

• O apoio e o fi<strong>na</strong>nciamento do sector público são, por conseguinte,<br />

cruciais para ajudar a indústria a implantar as<br />

tecnologias necessárias para cumprir os objectivos de descarbonização.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


50 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

12<br />

SÉRGIO ROCHA<br />

CEO, Capwatt<br />

1<br />

O setor energ<strong>é</strong>tico desempenha um papel chave <strong>na</strong> transição<br />

para uma economia descarbonizada e sustentável.<br />

A sustentabilidade <strong>é</strong> vetor fundamental <strong>na</strong> estrat<strong>é</strong>gia da<br />

Capwatt, <strong>na</strong> forma como pensamos e desenvolvemos o negócio,<br />

num contexto cada vez mais dinâmico e exigente, do<br />

ponto de vista do governo, social, económico e ambiental.<br />

A procura por alter<strong>na</strong>tivas mais limpas e eficientes leva-<br />

-nos a desenvolver soluções e produtos que não só reduzem<br />

os impactos ambientais <strong>na</strong> sociedade, mas tamb<strong>é</strong>m<br />

melhoram a eficiência operacio<strong>na</strong>l e diminuem custos a<br />

longo prazo, impulsio<strong>na</strong>ndo a transição energ<strong>é</strong>tica e descarbonização<br />

da economia, contribuindo para a sua competitividade.<br />

O nosso compromisso com a sustentabilidade materializa<br />

a nossa resposta à crescente exigência por um gover<strong>na</strong>nce<br />

mais responsável, tendo em atenção a nossa preocupação e<br />

respeito pelo ambiente e com as pessoas.<br />

A sustentabilidade garante a longevidade do nosso negócio.<br />

Ao investir em tecnologias e práticas sustentáveis, estamos<br />

a construir uma base sólida para o futuro. O nosso<br />

compromisso com a sustentabilidade <strong>é</strong> uma missão para<br />

garantir um futuro melhor para as próximas gerações.<br />

Em suma, o nosso modelo de gover<strong>na</strong>nce tem como a sua<br />

base fundamental a sustentabilidade <strong>na</strong>s suas várias vertentes.<br />

É atrav<strong>é</strong>s dela que podemos promover a inovação,<br />

satisfazer as expectativas dos stakeholders, garantir a viabilidade<br />

a longo prazo da nossa empresa e contribuir para<br />

um melhor ambiente para as gerações vindouras.<br />

2<br />

Enfrentamos, de forma permanente, vários desafios e<br />

oportunidades ao nível da sustentabilidade, refletindo<br />

tanto as exigências do mercado como o nosso compromisso<br />

com a inovação e a responsabilidade ambiental, social<br />

e governo.<br />

Entre os vários desafios que enfrentamos, destacam-se,<br />

desde logo, a capacidade de adaptação rápida à atualização<br />

tecnológica e às necessidades e exigências crescentes<br />

em mat<strong>é</strong>ria de sustentabilidade dos nossos stakeholders,<br />

garantindo ao mesmo tempo a constante diferenciação<br />

num mercado cada vez mais competitivo como <strong>é</strong> o da<br />

energia.<br />

A volatilidade de preços e a incerteza regulatória são fatores<br />

que afetam largamente o nosso espectro de atuação<br />

e que nos impulsio<strong>na</strong>m a procurar soluções inteligentes<br />

para os problemas atuais e futuros, com vista ao aumento<br />

da resiliência.<br />

Por outro lado, a crescente procura por soluções de energia<br />

sustentáveis representa uma excelente oportunidade<br />

para potenciar a transição energ<strong>é</strong>tica dos nossos clientes,<br />

à qual estamos a responder colocando à sua disposição<br />

um conjunto de produtos e serviços que permitem descarbonizar,<br />

otimizar a performance operacio<strong>na</strong>l e diminuir<br />

custos.<br />

Assim, a Capwatt tem apostado em focar a sua aposta em<br />

projetos para complementar a produção e o consumo de<br />

energia, nomeadamente <strong>na</strong> produção de combustíveis renováveis<br />

e em serviços e soluções circulares, sustentáveis<br />

e eficientes para as empresas, que aportem, de facto, valor.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

51<br />

1<br />

Os produtos de arrefecimento, aquecimento e refrigeração contribuem<br />

para estilos de vida de maior qualidade e são uma parte essencial da<br />

sociedade atual. No entanto, o consequente aumento do consumo de<br />

eletricidade e das emissões de fluidos refrigerantes causa preocupações<br />

devido ao seu impacto ambiental, como as alterações climáticas. Por isso,<br />

a sustentabilidade <strong>é</strong> um tema transversal à nossa área de negócio e que<br />

está presente desde o momento da conceção, passando pelo fabrico da<br />

nossa gama de soluções de AVAC&R e termi<strong>na</strong>ndo <strong>na</strong> assistência que<br />

<strong>é</strong> prestada ao cliente residencial, comercial ou industrial. Olhando para<br />

dentro, <strong>na</strong> Daikin partilhamos a cultura nipónica de excelência e a visão<br />

a longo prazo de um futuro melhor para todos. Isso faz de nós parceiros<br />

<strong>na</strong> transição verde e aliados no combate às alterações climáticas.<br />

2<br />

13<br />

YVONNE BRIERLEY<br />

Ma<strong>na</strong>ging Director, Daikin Portugal<br />

No espírito do Acordo de Paris sobre o Clima e dos Objetivos de Desenvolvimento<br />

Sustentável das Nações Unidas, o grupo Daikin tem como<br />

objetivo ser neutro em emissões de carbono ao longo de todo o ciclo<br />

de vida (incluindo toda a fase de utilização e fim de vida útil) dos seus<br />

produtos e serviços at<strong>é</strong> 2050. Tomando 2019 como ano de referência, a<br />

Daikin definiu o objetivo de alcançar uma redução mínima de 30% das<br />

emissões de gases com efeito de estufa at<strong>é</strong> 2025 e uma redução de 50%<br />

at<strong>é</strong> 2030. Por outro lado, um dos desafios traçados para este ano em Portugal<br />

foi o de contribuir para o combate à pobreza energ<strong>é</strong>tica. Para tal,<br />

lançámos uma campanha onde alertamos para uma realidade que coloca<br />

Portugal como o quarto país da União Europeia com maior percentagem<br />

– 17,5% de acordo com o Eurostat – de famílias incapazes de manter as<br />

suas casas aquecidas adequadamente. A campanha materializa-se numa<br />

plataforma online onde <strong>é</strong> possível encontrar um conjunto de dicas que<br />

permitem mitigar a pobreza energ<strong>é</strong>tica e promover o bem-estar de todos.<br />

1<br />

Para o Grupo Brisa, a importância da sustentabilidade parte do facto da empresa<br />

desenvolver uma atividade crítica para a economia e para a sociedade, no setor das<br />

infraestruturas rodoviárias e dos serviços de mobilidade. Os nossos desafios cobrem<br />

todos os pilares da sustentabilidade, desde o ambiente, onde a descarbonização e a<br />

transição energ<strong>é</strong>tica são centrais, at<strong>é</strong> à gover<strong>na</strong>nça, com a promoção da paridade de<br />

g<strong>é</strong>nero em cargos de liderança, passando pelo pilar social, onde se podem destacar a<br />

saúde e segurança no trabalho e a segurança rodoviária.<br />

2<br />

14<br />

FRANCO CARUSO<br />

Diretor de <strong>Sustentabilidade</strong> e Comunicação,<br />

Grupo Brisa<br />

Os principais desafios para <strong>2024</strong> organizam-se entre aqueles relacio<strong>na</strong>dos com a<br />

descarbonização e transição energ<strong>é</strong>tica, aqueles focados nos temas sociais e, ainda,<br />

mais especificamente, ao nível da diversidade, igualdade e inclusão.<br />

Relativamente aos primeiros, o maior foco está <strong>na</strong> aceleração para a mobilidade<br />

el<strong>é</strong>trica, onde queremos rapidamente aumentar a percentagem de veículos el<strong>é</strong>tricos<br />

<strong>na</strong> nossa frota, at<strong>é</strong> atingir 100% em 2027, e onde queremos tamb<strong>é</strong>m ser um agente<br />

de transformação do modelo de mobilidade em Portugal, atrav<strong>é</strong>s do crescimento<br />

da rede de postos de carregamento rápidos e ultrarrápidos Via Verde Electric, <strong>na</strong>s<br />

nossas autoestradas. Já estamos a trabalhar <strong>na</strong> adoção de um novo padrão de gestão<br />

da biodiversidade, alinhado com a rec<strong>é</strong>m-adotada Lei do Restauro Ecológico, para<br />

referir ape<strong>na</strong>s mais um dos nossos projetos para <strong>2024</strong>.<br />

No domínio social, fixámo-nos objetivos ambiciosos em mat<strong>é</strong>ria de saúde e segurança<br />

no trabalho, adotando um sistema renovado de procedimentos e tecnologias<br />

focadas <strong>na</strong> melhoria das condições de trabalho das nossas equipas operacio<strong>na</strong>is. E,<br />

al<strong>é</strong>m disto, temos um programa dedicado ao desenvolvimento das nossas equipas e<br />

com uma preocupação <strong>na</strong>s oportunidades e nos regimes de compensação.<br />

Fi<strong>na</strong>lmente, a gestão do Grupo Brisa tamb<strong>é</strong>m fixou um objetivo relevante no plano<br />

da diversidade e, mais concretamente, da paridade de g<strong>é</strong>nero, no sentido de, at<strong>é</strong><br />

2029, conseguir a ple<strong>na</strong> convergência entre a percentagem de mulheres no efetivo<br />

total do Grupo e a percentagem de mulheres em cargos de liderança.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


52 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

15<br />

JOANA PEIXOTO<br />

Diretora de Marketing, Comunicação<br />

e <strong>Sustentabilidade</strong>, Edenred Portugal<br />

1<br />

Como questão estrutural para o futuro da humanidade<br />

e do planeta que <strong>é</strong>, a sustentabilidade deve ser encarada<br />

como um desígnio em todos os setores. Em particular,<br />

a área dos benefícios sociais e extrassalariais pode<br />

desempenhar um papel crucial no caminho para um<br />

futuro mais próspero e responsável.<br />

Ao darem resposta a necessidades essenciais das pessoas,<br />

como a alimentação, o apoio à infância, a educação,<br />

a formação ou a saúde, os benefícios sociais<br />

ajudam a melhorar o poder de compra e a qualidade<br />

de vida dos colaboradores, contribuindo diretamente<br />

para um maior bem-estar, mas tamb<strong>é</strong>m para um desenvolvimento<br />

mais equitativo e duradouro.<br />

Atrav<strong>é</strong>s da elaboração de um plano de benefícios que<br />

contemple a atribuição de vales sociais, as empresas<br />

estão a apoiar diretamente os seus colaboradores em<br />

áreas críticas e assi<strong>na</strong>ladas como prioritárias nos Objetivos<br />

de Desenvolvimento Sustentável das Nações<br />

Unidas. Um contributo que pode ser ainda maior se<br />

as empresas escolherem um fornecedor de benefícios<br />

com soluções mais ecológicas, de que são exemplos os<br />

cartões eletrónicos fabricados em materiais reciclados<br />

ou os vales em formato 100% digital.<br />

Os benefícios sociais são, assim, instrumentos que não<br />

só aumentam a atratividade das empresas, com reflexo<br />

<strong>na</strong> motivação dos colaboradores, mas tamb<strong>é</strong>m ferramentas<br />

para concretizar os valores das empresas e a<br />

sua abordagem à sustentabilidade.<br />

2<br />

A Edenred assumiu, logo <strong>na</strong> sua origem, há mais 50<br />

anos, a missão de tor<strong>na</strong>r o mundo um lugar melhor.<br />

Enquanto líderes globais em benefícios sociais, procuramos<br />

estar sempre <strong>na</strong> linha da frente da inovação, da<br />

qualidade e tamb<strong>é</strong>m da <strong>é</strong>tica empresarial.<br />

Sentimos que temos uma responsabilidade acrescida,<br />

pelo que somos e pela área <strong>na</strong> qual operamos, devendo<br />

ser um exemplo e os impulsio<strong>na</strong>dores da adoção das<br />

melhores práticas. Por isso, há mais de uma d<strong>é</strong>cada<br />

que desenvolvemos uma abordagem muito estruturada<br />

à sustentabilidade, traduzida <strong>na</strong> nossa política<br />

Ideal, com três eixos: Pessoas, Planeta e Progresso.<br />

Definimos objetivos mensuráveis e muito concretos,<br />

com metas a 2022 (que superámos) e a 2030. Produzimos<br />

há muito tempo relatórios não fi<strong>na</strong>nceiros<br />

com indicadores ESG e submetemo-nos a diferentes<br />

ratings.<br />

Com o objetivo de sermos cada vez mais sustentáveis<br />

e de ajudarmos todo o nosso ecossistema a sê-lo tamb<strong>é</strong>m,<br />

trabalhamos continuamente para o desenvolvimento<br />

de soluções digitais ecoeficientes e para a integração<br />

efetiva de práticas mais sustentáveis em toda<br />

a operação.<br />

O maior desafio, mas tamb<strong>é</strong>m a grande oportunidade,<br />

<strong>é</strong> a capacidade de influenciar positivamente o mercado<br />

para que escolha, de facto, estas que são as soluções<br />

mais sustentáveis e que geram maior valor para todo<br />

o ecossistema.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />

53<br />

16<br />

JORGE ALCOBIA<br />

Diretor de <strong>Sustentabilidade</strong>, Santander Portugal<br />

1<br />

A banca sustentável abre um caminho multi-estrat<strong>é</strong>gico e <strong>é</strong> uma<br />

abordagem que já não pode ser ignorada, não só à luz da procura<br />

dos consumidores nesse sentido, mas tamb<strong>é</strong>m tendo em conta a vasta<br />

gama de benefícios que acarreta para os bancos e as instituições<br />

fi<strong>na</strong>nceiras.<br />

• A banca sustentável tem a vocação de apoiar projetos e iniciativas<br />

que estejam alinhados com o nosso modelo de negócio e, al<strong>é</strong>m disso,<br />

que sejam amigos do ambiente e socialmente responsáveis, com um<br />

impacto positivo <strong>na</strong> sociedade e no ambiente.<br />

• Os bancos que adotem práticas sustentáveis são mais apelativos<br />

para os clientes que estão interessados no impacto social e ambiental<br />

das suas decisões fi<strong>na</strong>nceiras.<br />

• Os bancos que são vistos como líderes em práticas bancárias sustentáveis<br />

terão uma melhor reputação e uma imagem de marca<br />

mais forte num mundo inteiro que luta pela sustentabilidade.<br />

Especificamente, as empresas podem ambicio<strong>na</strong>r ter impactos significativos<br />

ao adotar práticas sustentáveis, com destaque para:<br />

1. Crescimento<br />

• Captação de oportunidades de negócio resultantes da agenda da<br />

transição para uma economia baixa em carbono;<br />

• Redução de custos, ao promover a eficiência dos recursos, com a<br />

redução do consumo de energia e água e a otimização do uso de<br />

mat<strong>é</strong>rias-primas.<br />

2. Alinhamento com as expetativas dos stakeholders<br />

• Impacto em vendas decorrentes da preferência que os clientes podem<br />

dar a produtos e serviços sustentáveis<br />

3. Resiliência<br />

• Em geral, as práticas sustentáveis podem ajudar as empresas a<br />

atrair e reter talentos qualificados, especialmente da geração mais<br />

jovem, que procuram trabalhos com um propósito e são atraídos<br />

por empresas que se preocupam com a sustentabilidade.<br />

• Ao incorporar normas relacio<strong>na</strong>das com a gestão ambiental, segurança<br />

dos trabalhadores, direitos humanos e conformidade com<br />

leis e regulamentos, as empresas podem mitigar riscos associados a<br />

multas, ações legais e danos de reputação.<br />

2<br />

A nossa estrat<strong>é</strong>gia de sustentabilidade visa contribuir para o crescimento<br />

do negócio, ao mesmo tempo que satisfaz as expectativas<br />

dos nossos principais stakeholders, tor<strong>na</strong>ndo assim o Santander<br />

mais resiliente atrav<strong>é</strong>s de uma sólida gestão de riscos, proteção de<br />

dados e privacidade, transparência, uma forte cultura inter<strong>na</strong> e um<br />

modelo de governo claro.<br />

Os nossos objetivos de sustentabilidade são coerentes com a abordagem<br />

do Grupo:<br />

1. Ser o parceiro de eleição dos nossos clientes <strong>na</strong> sua transição<br />

para uma economia de baixo carbono e apoiar a sua inclusão fi<strong>na</strong>nceira;<br />

2. Criar valor para os acionistas sem descurar os problemas do planeta;<br />

3. Utilizar a nossa dimensão e a nossa liderança local para resolver<br />

os problemas do planeta nos mercados onde operamos.<br />

A nossa ambição <strong>é</strong> conseguir zero emissões líquidas de carbono em<br />

todo o grupo at<strong>é</strong> 2050, para apoiar os objetivos do Acordo de Paris<br />

sobre as alterações climáticas. Esta ambição <strong>é</strong> tanto para a própria<br />

atividade do Grupo como tamb<strong>é</strong>m para todas as emissões dos<br />

nossos clientes derivadas de qualquer um dos serviços de fi<strong>na</strong>nciamento,<br />

consultoria ou investimento oferecidos pelo Santander.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ DIRETÓRIO \\<br />

DIRETÓRIO<br />

Compromisso com<br />

a sustentabilidade<br />

AAs empresas estão cada vez mais atentas a outros valores que vão al<strong>é</strong>m dos números<br />

fi<strong>na</strong>nceiros, como as receitas e os lucros. Num mundo em constante mudança,<br />

em que os recursos <strong>na</strong>turais estão a tor<strong>na</strong>r-se escassos e em que se começam a<br />

quantificar os impactos negativos das alterações climáticas, empresários e gestores ganham<br />

consciência para o tema da sustentabilidade e da responsabilidade social. As empresas podem<br />

utilizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) enquanto enquadramento global<br />

para moldar, orientar, comunicar e relatar as suas estrat<strong>é</strong>gias, objetivos e atividades, permitindolhes<br />

capitalizar um leque de benefícios tais como: identificar futuras oportunidades de negócio,<br />

em mercados em crescimento e que poderão beneficiar de soluções inovadoras, aumentar o valor<br />

da sustentabilidade corporativa atrav<strong>é</strong>s dos incentivos económicos a uma mais eficiente utilização<br />

de recursos e da inter<strong>na</strong>lização das exter<strong>na</strong>lidades ou fortalecer as relações com os stakeholders<br />

e acompanhar o ritmo do desenvolvimento das políticas públicas, antecipando a gestão de riscos<br />

legais e de reputação.<br />

Em Portugal, muitas empresas já estão a seguir este caminho e, atualmente, algumas já são<br />

reconhecidas inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>lmente. Conheça alguns dos bons exemplos no diretório que lhe<br />

apresentamos de seguida.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ DIRETÓRIO \\<br />

55<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


56<br />

\\ DIRETÓRIO \\<br />

FOCO NA CONSTRUÇÃO<br />

DE UMA ECONOMIA SUSTENTÁVEL<br />

COMISSÃO EXECUTIVA<br />

GRUPO BRISA<br />

Opropósito corporativo do Grupo Brisa <strong>é</strong> “Transformar<br />

a qualidade de vida das comunidades,<br />

ligando as pessoas atrav<strong>é</strong>s de uma mobilidade<br />

simples, segura e sustentável.” A sustentabilidade <strong>é</strong>,<br />

por isso, intrínseca à razão de ser do Grupo Brisa<br />

que, como empresa, tem um longo historial de mais<br />

de 50 anos de inovação e de transformação do negócio<br />

e faz parte integrante da sua estrat<strong>é</strong>gia para<br />

esta d<strong>é</strong>cada.<br />

Desde o início desta d<strong>é</strong>cada, o Grupo Brisa posicio<strong>na</strong>-se<br />

como um operador de infraestruturas e de<br />

mobilidade, com produtos e serviços, sustentáveis<br />

e inovadores, que melhor sirvam as pessoas e renovem<br />

a condição da empresa como um parceiro para<br />

o crescimento e o desenvolvimento das comunidades<br />

que serve, em parceria com os seus diferentes<br />

stakeholders, públicos e privados.<br />

Desde há mais de 20 anos, o nosso desempenho<br />

em sustentabilidade <strong>é</strong> escruti<strong>na</strong>do por terceiros, de<br />

modo sempre positivo e colocando o Grupo Brisa<br />

entre as referências do seu sector. Um importante<br />

benchmark sectorial – o Global Real Estate Sustai<strong>na</strong>bility<br />

Benchmark – qualifica-nos, já há alguns<br />

anos, como o operador de autoestradas mais sustentável<br />

da Europa (somos 5Star Rating, cerca de<br />

5% das empresas deste benchmark), tendo obtido<br />

um score de 97/100 em 2023.<br />

Antes disso, entre 2022 e 2013, enquanto a empresa<br />

esteve cotada em Bolsa, fez sempre parte<br />

dos dois principais índices de sustentabilidade, o<br />

Dow Jones Sustai<strong>na</strong>bility Index – onde foi mesmo<br />

ANTÓNIO PIRES DE LIMA<br />

Presidente<br />

DANIEL AMARAL<br />

Chief Fi<strong>na</strong>ncial Officer<br />

EDUARDO RAMOS<br />

Chief Development Officer<br />

MANUEL MELO RAMOS<br />

Chief Operations Officer<br />

MARTA SOUSA UVA<br />

Chief Technology Officer<br />

a primeira empresa portuguesa a ser admitida – e<br />

o FTSE4Good. O compromisso da empresa com<br />

a sustentabilidade tem, refira-se, sólidas âncoras<br />

<strong>na</strong>s duas últimas d<strong>é</strong>cadas, tendo aderido, em 2007,<br />

ao Global Compact das Nações Unidas (United<br />

Nations Global Compact), e sendo um membro<br />

ativo de importantes organizações, como o BCSD<br />

Portugal (desde 2005), cuja presidência assegura<br />

atualmente, atrav<strong>é</strong>s do seu Presidente da Comissão<br />

Executiva, António Pires de Lima, ou o WBCSD<br />

– World Business Council for Sustai<strong>na</strong>ble Development<br />

(desde 2007).<br />

O Grupo Brisa tem o seu foco <strong>na</strong> construção de<br />

uma economia sustentável, suportada no Plano Estrat<strong>é</strong>gico<br />

Vision 28, adotado no ano passado, e que<br />

leva mais longe a ambição da empresa, inicialmente<br />

definida pela gestão, no plano estrat<strong>é</strong>gico aprovado<br />

pelos acionistas, em 2021.<br />

O Grupo Brisa publicou, em junho de 2023, o<br />

seu Sustai<strong>na</strong>bility-Linked Fi<strong>na</strong>ncing Framework,<br />

no qual estão identificados os três KPIs que melhor<br />

representam os principais aspetos da sustentabilidade<br />

e da sua estrat<strong>é</strong>gia. As metas (SPTs) para cada<br />

um desses KPIs foram validadas por uma Second<br />

Party Opinion, emitida pela S&P Global Ratings,<br />

que confirma o seu alinhamento com os Sustai<strong>na</strong>bility-Linked<br />

Bond Principles e com os Sustai<strong>na</strong>bility-Linked<br />

Loan Principles. Ambos os documentos<br />

estão disponíveis no site do Grupo Brisa.<br />

Os nossos negócios do presente têm de ser sustentáveis,<br />

quer no plano da gestão dos seus impactos<br />

ambientais, e hoje mais do que nunca <strong>na</strong> criação<br />

de valor neste domínio, quer no plano da criação de<br />

valor social para as pessoas, para os nossos clientes<br />

e para as comunidades que servimos.<br />

Para o Grupo Brisa, por exemplo, para haver autoestradas<br />

sustentáveis <strong>é</strong> tão importante atuar <strong>na</strong><br />

resposta aos desafios climáticos, como por exemplo<br />

promovendo a transição para a mobilidade el<strong>é</strong>trica,<br />

com a nossa rede de carregamentos rápidos e<br />

ultrarrápidos Via Verde Electric, instalada desde<br />

2021, como atuar, de modo sistemático, <strong>na</strong> concretização<br />

de um objetivo social de primeira importância,<br />

como a máxima segurança rodoviária possível,<br />

para os nossos clientes e para as nossas equipas,<br />

e dar realidade à aspiração de termos Zero Mortes<br />

<strong>na</strong> Estrada at<strong>é</strong> 2030.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ DIRETÓRIO \\<br />

57<br />

10<br />

objetivos estrat<strong>é</strong>gicos de<br />

sustentabilidade do Grupo Brisa<br />

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são a prioridade da estrat<strong>é</strong>gia de sustentabilidade da empresa, juntamente com a descarbonização.<br />

Com base numa análise e avaliação inter<strong>na</strong>, cruzada com o mapeamento de stakeholders, e a análise de materialidade realizadas em 2021, a empresa<br />

identificou onze ODS que têm uma maior relação com os benefícios, os impactos e as perspetivas do negócio. Face a esta priorização, a empresa compromete-se<br />

a apoiar um crescimento sustentável, regenerativo e inclusivo para fazer face à emergência climática, à perda exponencial de diversidade e<br />

às desigualdades e assimetrias sociais.<br />

Ambiente<br />

• Reduzir em 60% as emissões de carbono<br />

de âmbito 1 e 2 at<strong>é</strong> 2030 (face a<br />

2021) e ser Net Zero at<strong>é</strong> 2040;<br />

• Atingir o nível 3 do Ranking de Ação<br />

para a Biodiversidade em Áreas de Elevado<br />

Valor Natural <strong>na</strong>s margens das autoestradas<br />

at<strong>é</strong> 2028 (Ano-base: 2022);<br />

15% das margens das autoestradas da<br />

rede Brisa Concessão Rodoviária são áreas<br />

de Alto Valor Natural.<br />

Estrat<strong>é</strong>gia Brisa Nature Positive 2030, que<br />

prevê intervenções diretas sobre a flora,<br />

fau<strong>na</strong> e habitats e inclui, entre outras,<br />

medidas para evitar e minimizar riscos,<br />

como a ocorrência de flora invasora e<br />

incêndios florestais, contribuindo para a<br />

regeneração e recuperação efetiva da biodiversidade.<br />

• Atingir o nível 3 do Ranking de Ação<br />

para a Economia Circular at<strong>é</strong> 2028 (face<br />

a 2022).<br />

Social<br />

• Segurança e Saúde no trabalho - LTI-<br />

FR1 < 6,0 at<strong>é</strong> 2030 (Ano-base: 2021);<br />

• Reduzir em 50% o número de mortes<br />

e feridos graves em acidentes rodoviários<br />

at<strong>é</strong> 2030, face a 2019, com vista a atingir o<br />

objetivo de Zero Mortos em 2050;<br />

• Contratar pelo menos dois trabalhadores<br />

com incapacidades, por ano, at<strong>é</strong> 2028;<br />

• Reforçar o compliance com a agenda da<br />

Diversidade, Igualdade e Inclusão por via<br />

da implementação de um Plano de Igualdade<br />

de G<strong>é</strong>nero e da promoção de um ambiente<br />

inclusivo.<br />

Gover<strong>na</strong>nça<br />

• Promover a igualdade de g<strong>é</strong>nero em<br />

cargos de liderança (39% dos cargos de liderança<br />

exercidos por mulheres at<strong>é</strong> 2029),<br />

garantindo a convergência total entre a<br />

percentagem de mulheres <strong>na</strong> força de trabalho<br />

e a percentagem de cargos de liderança<br />

exercidos por mulheres, bem como<br />

promover ple<strong>na</strong>mente a Diversidade, a<br />

Igualdade e a Inclusão;<br />

• Implementar formalmente um modelo<br />

de governo de sustentabilidade;<br />

• Implementar uma política de respeito<br />

pelos direitos humanos e um processo<br />

de diligência devida em mat<strong>é</strong>ria de direitos<br />

humanos e declarar o suporte aos<br />

Princípios Orientadores das Nações Unidas<br />

sobre Negócios e Direitos Humanos.<br />

SAÚDE E<br />

QUALIDADE<br />

IGUALDADE<br />

DE GÉNERO<br />

ENERGIAS<br />

RENOVÁVEIS<br />

E ACESSÍVEIS<br />

TRABALHO DIGNO<br />

E CRESCIMENTO<br />

ECONÓMICO<br />

INDÚSTRIA,<br />

INOVAÇÃO E<br />

INFRAESTRUTURAS<br />

REDUZIR AS<br />

DESIGUALDADES<br />

CIDADES E<br />

COMUNIDADES<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

PRODUÇÃO E<br />

CONSUMO<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

ACÇÃO<br />

CLIMÁTICA<br />

PROTEGER A<br />

VIDA TERRESTRE<br />

PARCERIAS PARA<br />

A IMPLEMENTAÇÃO<br />

DE OBJECTIVOS<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


58 \\ DIRETÓRIO \\<br />

MUSEU DA ÁGUA E RESÍDUOS:<br />

CONHECIMENTO PARA TODA<br />

A FAMÍLIA<br />

No âmbito da Estrat<strong>é</strong>gia Municipal de Educação<br />

e Sensibilização Ambiental de Sintra,<br />

em que a sustentabilidade <strong>é</strong> uma das palavras<br />

de ordem, os Serviços Municipalizados de<br />

Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra)<br />

vão consolidar a sua atuação a este nível com a<br />

criação do Museu da Água e Resíduos (MAR).<br />

Com i<strong>na</strong>uguração agendada para meados de julho,<br />

o MAR vai afirmar-se como um polo de referência<br />

a nível <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l <strong>na</strong> área da sensibilização,<br />

educação ambiental e divulgação científica<br />

e tecnológica do ciclo urbano da água e dos resíduos.<br />

Tendo como missão a sensibilização da<br />

comunidade para os valores da defesa do património<br />

ambiental, este polo museológico assenta<br />

as suas atividades no âmbito dos Objetivos de<br />

Desenvolvimento Sustentável 2030, a agenda<br />

das Nações Unidas para o desenvolvimento social,<br />

económico e ambiental à escala planetária.<br />

Assumindo que educar e consciencializar a<br />

população, desde tenra idade, pode contribuir<br />

para a sustentabilidade dos recursos ambientais,<br />

os SMAS de Sintra desenvolveram, in-house, o<br />

projeto de criação do MAR, que ocupa o espaço<br />

da antiga garagem de carros el<strong>é</strong>tricos, um edifício<br />

datado de 1901, situado <strong>na</strong> Ribeira de Sintra.<br />

Constituindo um espaço singular pela arquitetura<br />

do próprio edifício, o novo museu vai apostar<br />

<strong>na</strong> inovação e tecnologia, em torno das atribuições<br />

dos SMAS de Sintra: abastecimento de<br />

água, dre<strong>na</strong>gem e tratamento de águas residuais<br />

e recolha e transporte de resíduos urbanos.<br />

O visitante irá usufruir de módulos de experiências<br />

relacio<strong>na</strong>das com a água e os resíduos.<br />

Atrav<strong>é</strong>s das experiências associadas aos módulos,<br />

vai adquirir conhecimento por meio de<br />

jogos e brincadeiras envolventes e tácteis. “Será<br />

que conseguimos pescar sem esgotar os recursos<br />

que estão à nossa disposição? Qual a quantidade<br />

de água potável existente no mundo? O que<br />

fazer a uma casca de ba<strong>na</strong><strong>na</strong>? Como seria viver<br />

no fundo do oceano? É possível existirem obras<br />

de arte com lixo apanhado <strong>na</strong>s praias?”, estas e<br />

outras questões serão respondidas no MAR.<br />

Muitas das estruturas origi<strong>na</strong>is do edifício,<br />

estão integradas nos módulos existentes. O tanque<br />

exterior, localizado no piso superior, <strong>é</strong> um<br />

dos elementos marcantes do edifício. Origi<strong>na</strong>lmente<br />

usado para refrigeração dos geradores,<br />

por via de um complexo sistema de tubagens,<br />

atualmente foi reaproveitado para o funcio<strong>na</strong>mento<br />

dos módulos de água. O charco existente<br />

no piso t<strong>é</strong>rreo exterior, criado com pouca intervenção<br />

huma<strong>na</strong>, foi construído no local em<br />

tempos dedicado a uma horta. O charco <strong>é</strong> um<br />

espaço autossustentável, com água proveniente<br />

da mi<strong>na</strong> existente <strong>na</strong>s imediações. A colonização<br />

do charco foi <strong>na</strong>tural, tendo os animais e<br />

plantas aparecido gradualmente. O visitante<br />

encontrará um módulo interativo que lhe explicará<br />

quais as esp<strong>é</strong>cies que pode observar neste<br />

ecossistema. Estamos ainda perante um museu<br />

que apresenta vários espaços verdes, sendo estes<br />

mantidos com a utilização da água da mi<strong>na</strong>.<br />

Estas e outras práticas já integram o ADN<br />

do Museu da Água e Resíduos que, ainda como<br />

Espaço SMAS da Ribeira de Sintra (denomi<strong>na</strong>ção<br />

assumida aquando da assunção da gestão do<br />

espaço por parte dos SMAS de Sintra em fi<strong>na</strong>l<br />

de 2021), foi distinguido com o estatuto de Green<br />

Desti<strong>na</strong>tions, um galardão que reconhece as<br />

boas práticas de sustentabilidade. A distinção<br />

atribuída ao MAR foi decisiva para Sintra integrar<br />

a lista Top 100 Stories que elege os destinos<br />

que promovem a sustentabilidade e o turismo<br />

de qualidade atrav<strong>é</strong>s de diferentes programas.<br />

Este museu <strong>é</strong> acessível a visitantes com mobilidade<br />

reduzida em toda a área expositiva e<br />

todos os módulos apresentam linguagem braile,<br />

e a visita tem a duração de 1h30 a 2h00, à<br />

qual acresce a duração da atividade escolhida.<br />

A existência de uma Oferta Educativa diferenciadora<br />

de outros locais cong<strong>é</strong>neres, tor<strong>na</strong>-o<br />

apelativo enquanto elemento de trabalho para<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ DIRETÓRIO \\<br />

59<br />

BOARD<br />

BASÍLIO HORTA<br />

Presidente do Conselho<br />

de Administração<br />

MARIA PIEDADE MENDES<br />

Vogal do Conselho de Administração<br />

PEDRO VENTURA<br />

Vogal do Conselho de Administração<br />

CARLOS VIEIRA<br />

Diretor delegado<br />

as escolas, sendo um complemento dos conteúdos<br />

curriculares, dos vários níveis de ensino. Esta<br />

Oferta Educativa está dividida por 10 temáticas<br />

e conta com perto de 30 atividades realizadas no<br />

interior do museu, mas paralelamente existem<br />

atividades direcio<strong>na</strong>das para o exterior, que são<br />

levadas aos estabelecimentos de ensino ou a outras<br />

entidades que o solicitem.<br />

Está ainda disponível para itinerância pelas<br />

escolas uma exposição subordi<strong>na</strong>da ao tema da<br />

“Economia Circular” constituída por roll-ups<br />

informativos, que pretende sensibilizar para as<br />

vantagens da Economia Circular, em oposição a<br />

um modelo de economia linear, ensi<strong>na</strong>ndo tamb<strong>é</strong>m<br />

aos alunos o conceito de desenvolvimento<br />

sustentável e capital <strong>na</strong>tural. A Economia Circular<br />

está patente tamb<strong>é</strong>m em várias atividades<br />

promovidas, como o Bookcrossing, uma prática<br />

de partilha de livros que assenta numa plataforma<br />

digital, https://www.bookcrossing.com/, e a<br />

Feira de Trocas.<br />

A pensar <strong>na</strong>s necessidades das famílias são desenvolvidos<br />

vários programas ao longo do ano:<br />

Festas de Aniversário, F<strong>é</strong>rias Ativas e Atividades<br />

de Fim de Sema<strong>na</strong>. O programa F<strong>é</strong>rias Ativas tem<br />

como objetivo o desenvolvimento de atividades<br />

pedagógicas e de âmbito interdiscipli<strong>na</strong>r, promovendo<br />

a educação científica e o pensamento criativo<br />

dos participantes. São abordadas variadas áreas<br />

científicas, de acordo com os temas pr<strong>é</strong>-definidos,<br />

que estimulam o gosto pela aprendizagem e pela<br />

experimentação. Desti<strong>na</strong>-se a crianças entre os 6<br />

e os 12 anos, inclusive. As Atividades de Fim de<br />

Sema<strong>na</strong> pretendem proporcio<strong>na</strong>r às famílias momentos<br />

de partilha e aprendizagem. As Festas de<br />

Aniversário são constituídas pela concretização<br />

de atividades de matriz lúdico-pedagógica previamente<br />

selecio<strong>na</strong>das e por um lanche, num programa<br />

com a duração de duas horas e meia.<br />

Com garantia de “conhecimento para toda a família”,<br />

venha descobrir o novo MAR (Museu da<br />

Água e Resíduos), em Sintra!<br />

CONTACTOS<br />

Av. Movimento das Forças<br />

Armadas, 16 Portela de Sintra<br />

2714-503 Sintra<br />

+351 219 119 000<br />

geral@smas-sintra.pt<br />

www.smas-sintra.pt<br />

ÁGUA POTÁVEL<br />

E SANEAMENTO<br />

CIDADES E<br />

COMUNIDADES<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

ACÇÃO<br />

CLIMÁTICA<br />

PROTEGER A<br />

VIDA TERRESTRE<br />

INDÚSTRIA,<br />

INOVAÇÃO E<br />

INFRAESTRUTURAS<br />

PRODUÇÃO E<br />

CONSUMO<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

PROTEGER A<br />

VIDA MARINHA<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


60<br />

\\ DIRETÓRIO \\<br />

NO CAMINHO DE UMA INDÚSTRIA<br />

CARBONICAMENTE NEUTRA<br />

A<br />

indústria do vidro de embalagem, representada<br />

em Portugal pela AIVE - Associação dos<br />

Industriais de Vidro de Embalagem, tem feito<br />

um enorme investimento nos últimos anos, para<br />

tor<strong>na</strong>r o vidro uma solução de embalagem cada<br />

vez mais sustentável. Este <strong>é</strong> um setor que tem<br />

como objetivo tor<strong>na</strong>r-se carbonicamente neutro<br />

at<strong>é</strong> 2050, pelo que a descarbonização associada à<br />

eficiência energ<strong>é</strong>tica <strong>é</strong> um pilar estrat<strong>é</strong>gico.<br />

Um dos primeiros passos neste caminho <strong>é</strong> a elaboração<br />

do RODIV2050, um Roteiro para a Descarbonização<br />

da Indústria do Vidro. O objetivo <strong>é</strong><br />

promover um conjunto de ações que vão desde a<br />

identificação de áreas de melhoria, de trajetórias<br />

custo-eficazes de redução de emissões e identificação<br />

de soluções tecnológicas de baixo carbono,<br />

bem como a promoção da economia circular,<br />

atrav<strong>é</strong>s da reciclagem, ao reintroduzir casco de<br />

vidro no processo produtivo e a utilização de<br />

biocombustíveis como o Hidrog<strong>é</strong>nio verde ou o<br />

Biometano, promovendo sempre a inovação em<br />

áreas que conduzam esta indústria às metas da<br />

neutralidade carbónica.<br />

Para a promoção da economia circular, com a<br />

reciclagem, a AIVE impulsionou a criação da<br />

Plataforma Vidro+, para aumentar a recolha<br />

das embalagens de vidro usadas e reduzir assim<br />

a utilização de mat<strong>é</strong>rias-primas virgens, com a<br />

incorporação de vidro reciclado <strong>na</strong> produção de<br />

novas embalagens. O ambicioso objetivo traçado,<br />

<strong>é</strong> recolher 90% das embalagens de vidro usadas<br />

em Portugal, at<strong>é</strong> 2030.<br />

Este objectivo só será atingível, com a implementação<br />

de mecanismos de monitorização e acompanhamento<br />

de desempenho e o reforço de uma<br />

abordagem de proximidade, que apoie os utilizadores<br />

dom<strong>é</strong>sticos e os estabelecimentos HORE-<br />

CA no processo da reciclagem.<br />

A TIP FOR NATURE<br />

O projeto A Tip For Nature quer promover<br />

a recolha para reciclagem das embalagens<br />

de vidro usadas do ca<strong>na</strong>l HORE-<br />

CA, onde reside a melhor oportunidade<br />

de alavancar os níveis <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is. Trata-<br />

-se de um projeto piloto desenvolvido<br />

nos The Editory Collection Hotels com<br />

apoio e coorde<strong>na</strong>ção da AIVE, que visa<br />

avaliar o impacto da comunicação digital,<br />

<strong>na</strong> mudança de comportamentos do<br />

staff hoteleiro e por sua vez conseguir<br />

uma melhoria dos níveis de recolha de<br />

embalagens de vidro, <strong>na</strong>s diferentes unidades<br />

do grupo. O projeto foi lançado em<br />

novembro de 2023 e nos primeiros 3 meses<br />

já contribuiu para aumentar em 6%,<br />

a taxa de recolha nesta cadeia hoteleira.<br />

Beatriz Freitas<br />

Secretária Geral<br />

CONTACTOS<br />

Av. Duque de Loul<strong>é</strong> 72, 4º<br />

1050-091 Lisboa<br />

+351 213 549 810<br />

aive@aive.pt<br />

https://aive.pt/<br />

NOVA IMAGEM<br />

Recentemente, a AIVE desenvolveu uma<br />

nova identidade visual, com um logotipo<br />

que respeita a sua tradição, o peso histórico<br />

e económico, mas que, ao mesmo<br />

tempo, reflete o di<strong>na</strong>mismo, a inovação<br />

e a sustentabilidade deste setor industrial.<br />

Foi ainda desenvolvido um novo<br />

site, mais completo e intuitivo e que confere<br />

maior visibilidade a todas as ações<br />

desenvolvidas pela associação.<br />

PRODUÇÃO<br />

E CONSUMO<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

ACÇÃO<br />

CLIMÁTICA<br />

INDÚSTRIA,<br />

INOVAÇÃO E<br />

INFRAESTRUTURA<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ DIRETÓRIO \\<br />

61<br />

BOARD<br />

UMA ENTIDADE DE REFERÊNCIA<br />

NA GESTÃO DA ÁGUA<br />

Tor<strong>na</strong>r o nosso ambiente e a nossa vida melhor<br />

Alberto Carvalho Neto<br />

CEO & Board Member<br />

Frederico Martins Fer<strong>na</strong>ndes<br />

Co-CEO & Board Member<br />

Gertrudes Rodrigues<br />

CFO & Board Member<br />

Unidos pela água, pela inovação e pelo amor<br />

ao nosso planeta, somos mais do que uma<br />

empresa. Somos uma família global, guiada<br />

pela mesma paixão, o mesmo objetivo.<br />

Temos uma extensa experiência <strong>na</strong> gestão do<br />

ciclo urbano da água nos diversos contratos<br />

onde temos vindo a operar.<br />

Atualmente com operação em todo o território<br />

<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l, a Be Water serve mais de 645 mil pessoas,<br />

quer enquanto entidade gestora de concessões<br />

de água e saneamento, quer pela prestação<br />

de serviços de operação e manutenção<br />

de infraestruturas que estão hoje sob a responsabilidade<br />

da empresa e das suas subsidiárias.<br />

Associa a esta gestão de sistemas municipais e<br />

multimunicipais, uma presença igualmente relevante<br />

<strong>na</strong> operação e manutenção de sistemas<br />

industriais.<br />

Queremos ser uma empresa confiável e respeitada<br />

aos olhos dos nossos colaboradores, clientes<br />

e parceiros, mas tamb<strong>é</strong>m da sociedade, e<br />

temos a noção de que ape<strong>na</strong>s o conseguiremos<br />

promovendo as medidas certas todos os dias e<br />

comportando-nos com integridade em tudo o<br />

que fazemos.<br />

PROTEÇÃO DAS ÁGUAS<br />

Na Be Water procuramos atuar sempre de<br />

acordo com princípios de eficiência, de não<br />

poluição, de durabilidade e de circularidade,<br />

procurando influenciar e minimizar a pegada<br />

ecológica pela nossa presença.<br />

PESSOAS E COMUNIDADE<br />

Porque valorizamos muito as comunidades<br />

onde intervimos e atrav<strong>é</strong>s delas as pessoas assumimos<br />

compromissos de retribuição de valor<br />

a estas comunidades, com uma postura responsável<br />

e uma mensagem educacio<strong>na</strong>l focada <strong>na</strong>s<br />

boas-práticas ambientais junto das populações.<br />

SUSTENTABILIDADE CORPORATIVA<br />

Estamos a operar <strong>na</strong> construção de uma mentalidade<br />

de Zero desperdício que passa pela<br />

integração no nosso negócio de conceitos circulares<br />

e de reforço da nossa missão ambiental<br />

enquanto agente protetor da água.<br />

EQUIDADE, INCLUSÃO E BEM-ESTAR<br />

Promover um ambiente que proteja as nossas<br />

pessoas, valorize a diferença em todas as suas<br />

formas e proporcione satisfação global une-nos<br />

a todos <strong>na</strong> Be Water.<br />

O compromisso de fazer negócios de forma<br />

responsável decorre dos nossos valores, reforça<br />

a cultura Be Water, e está no centro da nossa<br />

missão de nos tor<strong>na</strong>rmos uma escolha <strong>na</strong>tural<br />

e segura dentro do setor do ambiente e da água.<br />

Silvia Wang<br />

Deputy COO & Board Member<br />

CONTACTOS<br />

Avenida Conde Valbom, 30 – 3º<br />

1050-068 LISBOA<br />

+351 211 552 700<br />

bewater@bewater.com.pt<br />

www.bewater.com.pt<br />

ÁGUA POTÁVEL<br />

E SANEAMENTO<br />

ACÇÃO<br />

CLIMÁTICA<br />

ENERGIAS<br />

RENOVÁVEIS<br />

E ACESSÍVEIS<br />

PROTEGER A<br />

VIDA MARINHA<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


62 \\ DIRETÓRIO \\<br />

BOARD<br />

BENEFÍCIOS EXTRASSALARIAIS<br />

COMO MOTOR DA SUSTENTABILIDADE<br />

E<br />

specialista em benefícios<br />

sociais e criadora<br />

do vale-refeição em<br />

1962, a Edenred assumiu,<br />

logo <strong>na</strong> sua origem, a missão<br />

de tor<strong>na</strong>r o mundo um<br />

lugar melhor. Desde então,<br />

e consciente do papel crucial<br />

que pode desempenhar<br />

<strong>na</strong> resposta aos desafios da<br />

sociedade, tem vindo a disponibilizar<br />

diferentes soluções<br />

de pagamento com<br />

fim específico, que dão resposta a questões sociais,<br />

económicas e ambientais alavancadas por políticas<br />

públicas.<br />

Hoje a oferta da Edenred centra-se em plataformas<br />

multibenefício, que permitem às empresas<br />

assegurar aos seus colaboradores mais poder<br />

de compra, bem como acesso a um conjunto de<br />

bens e serviços essenciais. Atrav<strong>é</strong>s dos benefícios<br />

sociais, as organizações podem contribuir diretamente<br />

para que os seus colaboradores tenham<br />

uma alimentação nutritiva, desenvolvam competências<br />

atrav<strong>é</strong>s da formação, consigam suportar<br />

despesas relacio<strong>na</strong>das com a infância e educação<br />

dos seus filhos e tenham liquidez para cuidar da<br />

sua saúde, o que se repercute no bem-estar geral<br />

da sociedade.<br />

A ambição da Edenred, expressa no propósito<br />

“Enrich connections. For Good.”, <strong>é</strong> precisamente<br />

acrescentar valor a todo o ecossistema, promovendo<br />

o progresso e um futuro melhor. É com<br />

esse objetivo que trabalha diariamente, ligando<br />

empresas e colaboradores com redes de com<strong>é</strong>rcio<br />

local, num círculo virtuoso com benefícios para<br />

todos. Para concretizar o seu desígnio, aposta <strong>na</strong><br />

inovação como motor e orienta-se por um modelo<br />

de negócio de desenvolvimento sustentável. No<br />

centro, está a sua abordagem Ideal, baseada em<br />

3 pilares: Ideal People (melhorar a qualidade de<br />

vida), Ideal Planet (preservar o ambiente) e Ideal<br />

Progress (criar valor com responsabilidade).<br />

A Edenred estabeleceu metas ambiciosas a 2030,<br />

incluindo a formação para todos os seus colaboradores,<br />

redução e compensação da pegada de<br />

carbono e combate ao desperdício alimentar. Em<br />

2022, deu mais um passo para a sua transição verde,<br />

adotando materiais mais ecológicos <strong>na</strong> produção<br />

dos seus cartões, que podem ainda ser reciclados<br />

atrav<strong>é</strong>s do programa MERECE.<br />

Com o objetivo de ser líder tamb<strong>é</strong>m <strong>na</strong> área da<br />

sustentabilidade e continuar a dar o exemplo, a<br />

Edenred tem solicitado de forma proativa o rating<br />

ESG a diferentes organizações. Al<strong>é</strong>m disso,<br />

integra o FTSE4Good Global Index e o Euronext<br />

CAC 40 ESG Index da Bolsa de Valores de Paris.<br />

Filipa Martins<br />

CEO<br />

Joa<strong>na</strong> Peixoto<br />

Diretora de Marketing,<br />

Comunicação e<br />

<strong>Sustentabilidade</strong><br />

CONTACTOS<br />

Edifício Adamastor, Torre B<br />

Av. D. João II, nº 9-I, Piso 6<br />

1990-077 Lisboa<br />

+351 218 917 700<br />

www.edenred.pt<br />

ERRADICAR<br />

A POBREZA<br />

SAÚDE E<br />

QUALIDADE<br />

IGUALDADE<br />

DE GÉNERO<br />

REDUZIR AS<br />

DESIGUALDADES<br />

PRODUÇÃO<br />

E CONSUMO<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

PAZ, JUSTIÇA E<br />

INSTITUIÇÕES<br />

EFICAZES<br />

ERRADICAR<br />

A FOME<br />

EDUCAÇÃO<br />

DE QUALIDADE<br />

TRABALHO DIGNO<br />

E CRESCIMENTO<br />

ECONÓMICO<br />

CIDADES E<br />

COMUNIDADES<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

ACÇÃO<br />

CLIMÁTICA<br />

PARCERIAS PARA<br />

A IMPLEMENTAÇÃO<br />

DE OBJECTIVOS<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ DIRETÓRIO \\<br />

63<br />

UM FUTURO SUSTENTÁVEL COMEÇA HOJE<br />

AMC <strong>é</strong> uma empresa de retalho e distribuição<br />

fundada em 1985, que pretende desenvolver a<br />

sua atividade respeitando os limites do planeta,<br />

de uma forma justa e segura, uma ambição que está<br />

no centro do nosso propósito.<br />

Para a MC, um futuro sustentável “não começa<br />

amanhã, começa hoje”, at<strong>é</strong> porque, pelo 15º ano, fomos<br />

reconhecidos como “Marca de Confiança Ambiente”<br />

pelo consumidor português, um marco que<br />

reflete o esforço diário das nossas equipas e que está<br />

presente desde o 1º dia: quando abrimos a primeira<br />

loja Continente, há 39 anos, criámos um grupo de<br />

trabalho para endereçar os temas ambientais. Já em<br />

1995 lançámos o programa Horizon para reforçar a<br />

nossa cultura de gestão ambiental no Grupo.<br />

Em 1998, fomos a primeira empresa portuguesa<br />

de retalho e distribuição a apresentar uma Política<br />

Ambiental e, em 1999, lançámos os primeiros programas<br />

de ecoeficiência. De modo a registar, medir e<br />

divulgar a nossa ação no âmbito da sustentabilidade,<br />

publicámos o primeiro relatório de sustentabilidade<br />

no início dos anos 2000. Estes marcos evidenciam a<br />

sustentabilidade como um valor enraizado no ADN<br />

da empresa e integrante da gestão da MC desde o<br />

seu início.<br />

Considerando os desafios que os dias de hoje nos<br />

trazem, acreditamos que o retalho pode ser um catalisador<br />

da mudança que <strong>é</strong> necessária operar no<br />

sistema alimentar, por ter a capacidade de alinhar<br />

a cadeia de abastecimento em torno das dimensões<br />

materiais e das melhores práticas, promover maior<br />

transparência e potenciar comportamentos mais informados<br />

e sustentáveis, junto do consumidor. Nesse<br />

sentido, diariamente, <strong>na</strong> MC tentamos encontrar e<br />

implementar medidas que minimizem o impacto da<br />

nossa atividade e que contribuam para o desenvolvimento<br />

sustentável de toda a cadeia de valor.<br />

Neste contexto, com a ambição de democratizar<br />

progressivamente o acesso a uma cesta mais saudável<br />

e sustentável, a nossa estrat<strong>é</strong>gia de sustentabilidade<br />

assenta em 4 agendas – Ação Climática, Circularidade,<br />

Produção Sustentável e Oferta Responsável<br />

– que <strong>é</strong> complementada pelas nossas estrat<strong>é</strong>gias de<br />

People e Apoio à Comunidade.<br />

No âmbito da agenda da Ação Climática, a MC foi<br />

a primeira empresa retalhista portuguesa a estabelecer<br />

metas de redução de emissões validadas pela<br />

SBTi. Em 2023, reduzimos a pegada de carbono das<br />

nossas operações em 34,7% face a 2018 e estamos<br />

comprometidos em alcançar a sua neutralidade carbónica<br />

at<strong>é</strong> 2040.<br />

No início deste ano, fomos ainda distinguidos pela<br />

liderança no combate às alterações climáticas pelo<br />

CDP (Carbon Disclosure Project), integrando a “A<br />

List”, que reúne as companhias com melhor desempenho<br />

e transparência a nível mundial.<br />

Colocando a lente nos marcos da agenda da Circularidade<br />

do último ano, evitámos 65,7M€ de desperdício<br />

alimentar e assegurámos uma taxa de reciclabilidade<br />

das nossas embalagens de 92%. A este nível a<br />

MC destacou-se como um dos melhores retalhistas<br />

a nível global, no âmbito do The Global Commitment<br />

Report 2023 da Ellen MacArthur Foundation.<br />

Em colaboração com os nossos Produtores, assegurámos<br />

a monitorização de 11 mil hectares no contexto<br />

da agenda da Produção Sustentável e reforçámos o<br />

nosso compromisso enquanto promotores de um consumo<br />

mais responsável atrav<strong>é</strong>s da campanha “Poupe o<br />

Planeta”, que impactou mais de 194 mil portugueses,<br />

em linha com a agenda da Oferta Responsável.<br />

Para o futuro, o objetivo <strong>é</strong> continuar a aproveitar<br />

novas oportunidades para transformar a nossa ambição<br />

em ações concretas e em impacto positivo para<br />

o Planeta, Pessoas e Comunidades.<br />

Maria<strong>na</strong> Pereira da Silva<br />

Diretora de <strong>Sustentabilidade</strong> da MC<br />

CONTACTOS<br />

MCretail, SGPS, S.A.<br />

Rua João Mendonça, nº 529<br />

4464-501 Senhora da Hora,<br />

Matosinhos<br />

+351 229 561 899<br />

rpso<strong>na</strong>emc@mc.pt<br />

ERRADICAR<br />

A FOME<br />

REDUZIR AS<br />

DESIGUALDADES<br />

PROTEGER A<br />

VIDA MARINHA<br />

TRABALHO DIGNO<br />

E CRESCIMENTO<br />

ECONÓMICO<br />

PRODUÇÃO<br />

E CONSUMO<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

PROTEGER<br />

A VIDA<br />

TERRESTRE<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


64<br />

\\ DIRETÓRIO \\<br />

QUEREMOS DEIXAR A NOSSA<br />

MARCA NA SOCIEDADE<br />

Onosso foco <strong>é</strong> apoiar os nossos clientes <strong>na</strong> sua<br />

transição para uma economia sustentável e<br />

reduzir as desigualdades sociais e económicas,<br />

contribuindo para uma sociedade mais justa, inclusiva<br />

e sustentável.<br />

A estrat<strong>é</strong>gia do Santander passa por integrar a sustentabilidade<br />

<strong>na</strong>s operações comerciais e promover<br />

impactos positivos <strong>na</strong>s três áreas do ESG, criando<br />

valor a longo prazo para os stakeholders, promovendo<br />

o desenvolvimento sustentável, a responsabilidade<br />

social e garantindo um modelo de governo<br />

robusto.<br />

E (Ambiente)<br />

Ação Climática: estamos comprometidos em<br />

apoiar a transição para uma economia de baixo carbono.<br />

Isto inclui fi<strong>na</strong>nciar projetos de energia renovável,<br />

reduzir a própria pegada de carbono e estabelecer<br />

metas para alcançar emissões líquidas zero.<br />

Fi<strong>na</strong>nças Sustentáveis: mobilizamos capital para<br />

projetos verdes e sustentáveis, promovendo investimentos<br />

ambientalmente amigáveis e apoiando<br />

clientes <strong>na</strong> transição para uma economia mais verde.<br />

S (Social)<br />

Inclusão Fi<strong>na</strong>nceira: proporcio<strong>na</strong>mos o acesso<br />

a serviços fi<strong>na</strong>nceiros e o apoio a iniciativas de fi<strong>na</strong>nciamento<br />

de coletivos vulneráveis, promovendo<br />

sempre a educação fi<strong>na</strong>nceira para uma melhor tomada<br />

de decisão.<br />

Investimento <strong>na</strong> Comunidade: investimos em<br />

projetos de desenvolvimento comunitário, educação<br />

e programas de empreendedorismo para fomentar<br />

o crescimento económico e o bem-estar social.<br />

A partir da Fundação Santander executamos<br />

os principais apoios às comunidades onde o Banco<br />

está presente.<br />

Diversidade e Inclusão: estamos comprometidos<br />

em criar um ambiente de trabalho inclusivo, promovendo<br />

a diversidade, a equidade e a inclusão<br />

entre os colaboradores e <strong>na</strong>s suas práticas empresariais.<br />

G (Gover<strong>na</strong>nce)<br />

Práticas Éticas: mantemos elevados padrões de<br />

gover<strong>na</strong>nça corporativa, garantindo transparência,<br />

responsabilidade e conduta <strong>é</strong>tica em todas as suas<br />

operações.<br />

Relação com Stakeholders: atendemos às preocupações<br />

dos nossos stakeholders, incluindo clientes,<br />

funcionários, investidores e comunidades, incorporando<br />

os seus feedbacks <strong>na</strong> estrat<strong>é</strong>gia de sustentabilidade.<br />

Gestão de Riscos: temos estruturas robustas de<br />

governo para gerir riscos, incluindo aqueles relacio<strong>na</strong>dos<br />

com os crit<strong>é</strong>rios ESG, garantindo resiliência<br />

e sustentabilidade a longo prazo.<br />

BOARD<br />

Pedro Castro e Almeida<br />

Presidente Executivo<br />

Miguel Belo de Carvalho<br />

Administrador Executivo<br />

pelouro <strong>Sustentabilidade</strong><br />

Jorge Alcobia<br />

Diretor de <strong>Sustentabilidade</strong><br />

Cristi<strong>na</strong> Melo Antunes<br />

Sustai<strong>na</strong>ble Fi<strong>na</strong>nce Corporate<br />

Pedro Duarte<br />

Sustai<strong>na</strong>ble Fi<strong>na</strong>nce Particulares<br />

João Simões<br />

Strategy & Reporting<br />

CONTACTOS<br />

Rua da Mesquita, 6<br />

1070-238 Lisboa<br />

+351 213 804 000<br />

www.santander.pt<br />

TRABALHO DIGNO<br />

E CRESCIMENTO<br />

ECONÓMICO<br />

ACÇÃO<br />

CLIMÁTICA<br />

ERRADICAR<br />

A POBREZA<br />

EDUCAÇÃO<br />

DE QUALIDADE<br />

IGUALDADE<br />

DE GÉNERO<br />

ENERGIAS<br />

RENOVÁVEIS<br />

E ACESSÍVEIS<br />

PAZ, JUSTIÇA E<br />

INSTITUIÇÕES<br />

EFICAZES<br />

REDUZIR AS<br />

DESIGUALDADES<br />

CIDADES E<br />

COMUNIDADES<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

PRODUÇÃO E<br />

CONSUMO<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

PARCERIAS PARA<br />

A IMPLEMENTAÇÃO<br />

DE OBJECTIVOS<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ DIRETÓRIO \\<br />

65<br />

BOARD<br />

UM PLAYER INTERNACIONAL COM O PROPÓSITO<br />

DE “MELHORAR O MEIO AMBIENTE GLOBAL,<br />

PROMOVENDO O DESENVOLVIMENTO LOCAL”<br />

João Amaral<br />

CTO & Country Ma<strong>na</strong>ger<br />

Voltalia Portugal<br />

A<br />

Voltalia <strong>é</strong> um player inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l no setor<br />

das energias renováveis. O grupo produz e<br />

vende eletricidade a partir das suas instalações<br />

eólicas, solares, hídricas, de biomassa e de<br />

armaze<strong>na</strong>mento. Tem, atualmente, 2,9 GW de<br />

capacidade em funcio<strong>na</strong>mento e em construção<br />

e uma carteira de projetos em desenvolvimento<br />

com uma capacidade total de 16,6 GW.<br />

Nestes 18 anos, a Voltalia conta já com um total<br />

de mais de 1.700 colaboradores, estando presente<br />

em mais de 20 países, em 3 continentes, o que<br />

lhe permite uma atuação a nível mundial.<br />

Em Portugal desde 2015, a Voltalia conta com<br />

mais de 350 colaboradores a trabalhar para o<br />

país e para outras geografias onde o Grupo tamb<strong>é</strong>m<br />

opera. Ao longo dos anos, tem construído e<br />

operado uma vasta gama de projetos renováveis,<br />

contribuindo para reduzir as emissões de carbono<br />

e promover a independência energ<strong>é</strong>tica.<br />

Atrav<strong>é</strong>s da sua experiência e compromisso com<br />

a excelência, forne energia sustentável de forma<br />

confiável e rentável, ajudando a impulsio<strong>na</strong>r o<br />

desenvolvimento económico e social das comunidades<br />

onde está presente.<br />

Enquanto empresa com Propósito pretende melhorar<br />

o ambiente mundial atrav<strong>é</strong>s da promoção<br />

do desenvolvimento local. Nesse sentido, tem<br />

vindo a desenvolver, construir e operar centrais<br />

de energias renováveis, para si e para terceiros,<br />

tanto em países mais desenvolvidos como nos<br />

emergentes.<br />

Al<strong>é</strong>m disso, a Voltalia está continuamente a investir<br />

em investigação e desenvolvimento para<br />

impulsio<strong>na</strong>r a inovação no setor energ<strong>é</strong>tico,<br />

procurando constantemente novas formas de<br />

maximizar a eficiência e minimizar o impacto<br />

ambiental das suas operações. É seu objetivo<br />

atuar para a produção de energias renováveis<br />

acessíveis a todos, atrav<strong>é</strong>s da contribuição direta<br />

para o combate às alterações climáticas e de<br />

uma eletricidade verde acessível e de qualidade.<br />

Na Voltalia acredita-se firmemente que o futuro<br />

da energia está <strong>na</strong>s renováveis, e está empenhada<br />

em liderar esse caminho, contribuindo para<br />

um mundo mais limpo e sustentável para as gerações<br />

futuras.<br />

CONTACTOS<br />

Avenida do Marechal Gomes<br />

da Costa, nº 1177<br />

4150-360 Porto<br />

+351 220 191 000<br />

info.voltalia@voltalia.com<br />

ENERGIAS<br />

RENOVÁVEIS<br />

E ACESSÍVEIS<br />

PRODUÇÃO E<br />

CONSUMO<br />

SUSTENTÁVEIS<br />

www.scoring.pt/empresas<br />

PROTEGER<br />

A VIDA<br />

TERRESTRE<br />

TRABALHO DIGNO<br />

E CRESCIMENTO<br />

ECONÓMICO<br />

ACÇÃO<br />

CLIMÁTICA<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


66 \\ DIRETÓRIO \\<br />

powering your business<br />

EFICIÊNCIA E SUSTENTABILIDADE<br />

DE MÃOS DADAS<br />

ACapwatt <strong>é</strong> uma empresa de referência<br />

em soluções energ<strong>é</strong>ticas<br />

inovadoras para clientes industriais<br />

e de serviços, estabelecida<br />

desde 2008, que promove soluções<br />

integradas de energia que maximizam<br />

as sinergias entre a produção de<br />

energia, o fornecimento de serviços e<br />

comercialização, contribuindo desta<br />

forma para o paradigma energ<strong>é</strong>tico<br />

sustentável e a descarbonização da<br />

economia.<br />

Com presença em Portugal, Espanha,<br />

Itália e M<strong>é</strong>xico, somos reconhecidos<br />

como produtores independentes<br />

de energia, assumindo a<br />

promoção dos projetos desde a sua<br />

fase inicial de conceção at<strong>é</strong> à gestão<br />

da sua operação.<br />

Atuamos em diversas áreas: desenvolvimento<br />

de projetos renováveis<br />

de grande escala, combustíveis renováveis<br />

(biometano e metanol) e<br />

soluções de energia descentralizadas,<br />

das quais destacamos a cogeração,<br />

soluções t<strong>é</strong>rmicas renováveis e autoconsumo<br />

fotovoltaico, serviços de eficiência<br />

energ<strong>é</strong>tica e comercialização<br />

de eletricidade e gás <strong>na</strong>tural, tamb<strong>é</strong>m<br />

de origem renovável.<br />

A sustentabilidade está <strong>na</strong> base dos<br />

nossos valores e <strong>na</strong> forma como<br />

pensamos o negócio. Assumimos<br />

o compromisso diário de cuidar do<br />

meio ambiente e contribuir para a<br />

melhoria da comunidade <strong>na</strong> qual<br />

estamos inseridos.<br />

Ajudamos os nossos clientes a melhorar<br />

o seu desempenho e a descarbonizar<br />

a sua atividade. Impulsio<strong>na</strong>mos a<br />

transição energ<strong>é</strong>tica, oferecendo soluções<br />

que têm benefícios como a redução<br />

de custos energ<strong>é</strong>ticos, o aumento<br />

da eficiência energ<strong>é</strong>tica, a capacidade<br />

de produção de energia descentralizada<br />

e a redução da pegada ecológica.<br />

CONTACTOS<br />

Lugar do Espido – Via Norte, Apartado 3053, 4471-907 Maia, Portugal<br />

+351 220 110 055<br />

capwatt@capwatt.com / www.capwatt.com<br />

LISTAGEM<br />

Abreu & Associados<br />

Sociedade de Advogados, SP, RL<br />

Avenida Infante Dom Henrique 26<br />

1149-096 Lisboa<br />

t. 217 231 800<br />

e. geral@abreuadvogados.com<br />

w. www.abreuadvogados.com<br />

Accenture<br />

Av. Eng. Duarte Pacheco<br />

Torre 1-16 piso, 1070-101 Lisboa<br />

t. 213 803 500<br />

e. info@accenture.com<br />

w. www.accenture.com<br />

Ageas Portugal<br />

Companhia de Seguros, S.A<br />

Praça Principe Perfeito, Nº 2<br />

1990-278 Lisboa<br />

t. 217 943 039<br />

e. geral@ageas.pt<br />

w. www.ageas.pt<br />

Agere , Empresa de Águas<br />

Efluentes e Resíduos de Braga E.M<br />

Praça Conde Agrolongo, 115<br />

4700-312 Braga<br />

t. 253 205 000<br />

e. agere@agere.pt<br />

w. agere.pt<br />

Águas de Portugal, EM<br />

Rua Visconde de Seabra, 3<br />

1700-421 Lisboa<br />

t. 212 469 400<br />

e. info@adp.pt<br />

w. www.adp.pt<br />

Águas do Algarve S.A<br />

R. do Repouso, 10 - 8000-302 Faro<br />

t. 289 899 070<br />

e. geral.ada@adp.pt<br />

w. www.aguasdoalgarve.pt<br />

Águas do Porto, EM<br />

Rua Barão de Nova Sintra, 285<br />

4300-367 Porto<br />

t. 220 100 220<br />

e. geral@aguasdoporto.pt<br />

w. www.aguasdoporto.pt<br />

Aldi Portugal<br />

Supermercados, Lda<br />

Rua Ponte dos Cavalos, 155<br />

2870-674 Montijo<br />

t. 800 420 800<br />

e. geral@aldi.pt<br />

w. www.aldi.pt<br />

Algebra Capital, Lda<br />

Av. da Liberdade, 110,<br />

Nº 5.º & 7º floor<br />

1250-146 Lisboa<br />

t. 211 316 224<br />

e. algebra@algebracapital.pt<br />

w. www.algebracapital.pt<br />

Altice Portugal, S.a<br />

Avenida Fontes Pereira de Melo, 40<br />

1050-123 Lisboa<br />

t. 215 002 000<br />

e. sustentabilidade@telecom.pt<br />

w. www.telecom.pt<br />

Ambiosfera Lda<br />

Edifício Sines Tecnopolo<br />

.I.L II Lote 122-A,<br />

7520-309 Sines<br />

t. 215 873 741<br />

e. geral@ambiosfera.com<br />

w. www.ambiosfera.com<br />

AMBIRUMO, Projetos Inovação<br />

e Gestão Ambiental, Lda.<br />

Av. General Norton de Matos,<br />

Nº 63 E<br />

1495-148 Alg<strong>é</strong>s<br />

t. 213 978 255<br />

e. geral@ambirumo.pt<br />

w. www.ambirumo.pt<br />

Amorim Cork Composites, SA<br />

Rua de Meladas, 260<br />

4536-902 Mozelos<br />

t. 227 475 300<br />

e. acc@amorim.com<br />

w. amorimcorkcomposites.com/pt<br />

A<strong>na</strong> - Aeroportos de P<br />

ortugal S.A<br />

Edifício 120,<br />

Rua D - Aeroporto de Lisboa<br />

1700-008 Lisboa<br />

t. 218 413 500<br />

e. contactar@a<strong>na</strong>.pt<br />

w. www.a<strong>na</strong>.pt<br />

Apcer<br />

Associação Portuguesa de<br />

Certificação<br />

Rua António Bessa Leite,<br />

Nº 1430, 1º Esq.<br />

4150-074 PORTO<br />

t. 229 993 600<br />

e. info@apcer.pt<br />

w. www.apcer.pt<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ DIRETÓRIO \\<br />

67<br />

DAIKIN COMBATE<br />

A POBREZA ENERGÉTICA<br />

ADaikin, que este ano completa<br />

20 anos da sua chegada a<br />

Portugal, <strong>é</strong> o único fabricante<br />

envolvido em todas as vertentes<br />

do fabrico, vendas e assistência<br />

de uma vasta gama de soluções de<br />

AVAC&R.<br />

Com um portefólio completo de<br />

produtos e soluções para responder<br />

às necessidades do cliente – residencial,<br />

comercial e industrial –,<br />

sem esquecer o seu compromisso<br />

de desenvolver sistemas de aquecimento<br />

mais eficientes e sustentáveis<br />

com recurso a energias renováveis,<br />

a Daikin <strong>é</strong> parceira tamb<strong>é</strong>m<br />

no combate à pobreza energ<strong>é</strong>tica.<br />

Preocupada com os efeitos que a<br />

pobreza energ<strong>é</strong>tica tem junto das<br />

famílias portuguesas, a Daikin lançou<br />

recentemente uma plataforma<br />

online onde <strong>é</strong> possível encontrar<br />

um conjunto de dicas que permitem,<br />

por exemplo, reduzir a fatura<br />

energ<strong>é</strong>tica ao mesmo tempo que<br />

ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />

mitigam a pobreza energ<strong>é</strong>tica e<br />

promovem o bem-estar.<br />

Consciente de que quantos mais<br />

edifícios forem renovados e equipados<br />

com tecnologias de baixo<br />

carbono, mais depressa se alcança a<br />

meta comum de redução das emissões<br />

de carbono, a Daikin não abre<br />

mão de alcançar uma redução mínima<br />

de 30% das emissões de gases<br />

com efeito de estufa at<strong>é</strong> 2025 e uma<br />

redução de 50% at<strong>é</strong> 2030.<br />

/ Fornecedor de soluções AVAC&R: aquecimento, ventilação, ar condicio<strong>na</strong>do,<br />

refrigeração e sistemas hidrónicos (chillers e ventiloconvectores)<br />

/ Prestador de Serviços: Aluguer de chillers, Sistemas de Gestão e Controlo,<br />

Manutenção & Assistência<br />

CONTACTOS<br />

Sede Lisboa - Morada Edifício D. Maria I,<br />

Piso 0, Ala A/B - Quinta da Fonte<br />

2770-229 Paço de Arcos<br />

T. +351 214 268 700<br />

info@daikin.pt / www.daikin.pt<br />

Presença global 145 países<br />

Em Portugal desde novembro de 2004<br />

Colaboradores 107<br />

BOARD<br />

Yvonne Brierley<br />

Ma<strong>na</strong>ging Director Daikin Portugal<br />

Delegação Norte - Morada Rua B<br />

Z. Industrial da Varziela, Lote 50 e 51<br />

Árvore | 4480-620 Vila do Conde<br />

T. +351 214 268 790<br />

ASCENDI O&M, S.A<br />

Praça Mouzinho de Albuquerque 197<br />

4100-360 Porto<br />

t. 229 767 767<br />

e. info@ascendi.pt<br />

w. www.ascendi.pt<br />

Associação CECOLAB<br />

Collaborative Laboratory Towards<br />

Circular Economy<br />

Rua Nossa Sra. Da Conceição, nº 2<br />

3405-155 Oliveira do Hospital<br />

t. 238 011 400<br />

e. circular@cecolab.pt<br />

w. www.cecolab.pt<br />

AVALER, Associação Entidades de<br />

Valorização Energ<strong>é</strong>tica Resíduos<br />

Sólidos Urbanos<br />

Plataforma Ribeirinha da CP - Estação<br />

de Mercadorias da Bobadela<br />

2696-801 Loures<br />

t. 218 443 849<br />

e. avaler@avaler.pt<br />

w. www.avaler.pt<br />

Avenue Nre Real Estate, S.A<br />

Rua Serpa Pinto, 14A, 3º<br />

1200-445 Lisboa<br />

t. 215 989 523<br />

e. geral@avenue.pt<br />

w. www.avenue.pt<br />

Biorumo, Consultoria em Ambiente<br />

e <strong>Sustentabilidade</strong>, Lda.<br />

Rua do Carvalhido, 155<br />

4250-102 Porto<br />

t. 228 349 580<br />

e. geral@biorumo.com<br />

w. www.biorumo.com<br />

BioSmart, Soluções Ambientais, S.A.<br />

Rua de Tomar, n.º 80<br />

2495-185 Santa Catari<strong>na</strong> da Serra<br />

t. 244 749 100<br />

e. geral@biosmart.pt<br />

w. www.biosmart.pt<br />

Bondalti Chemicals, S.A<br />

Lagoas Park-Edifício 6, 2º B<br />

2740-244 Porto Salvo<br />

t. 210 058 600<br />

e. bondalti@bondalti.com<br />

w. www.bondalti.com<br />

Bondstone Asset Ma<strong>na</strong>gement, Lda<br />

Rua Castilho, Nº 39, 10B<br />

1250-068 Lisboa<br />

t. 211 349 157<br />

e. info@bondstone.com<br />

w. www.bondstone.com<br />

Banco Bpi S.A<br />

Avenida da Boavista,<br />

nº 1117<br />

4100-129 Porto<br />

t. 707 020 500<br />

e. bancobpi@mail.bancobpi.pt<br />

w. www.bancobpi.pt<br />

Brisa Auto-Estradas<br />

de Portugal, S.A<br />

Quinta da Torre da Aguilha<br />

Edifício Brisa<br />

2789-522 São Domingos de Ra<strong>na</strong><br />

t. 210 730 300<br />

e. servico.cliente@brisa.pt<br />

w. www.brisa.pt<br />

Caixa Geral de Depositos<br />

S.A<br />

Avenida João Xxi,<br />

nº 63<br />

1000-300 Lisboa<br />

t. 707 242 424<br />

e. cgd@cgd.pt<br />

w. www.cgd.pt<br />

Casais<br />

Engenharia e Construção,<br />

S.A<br />

R do Anjo 27<br />

4700-565 Mire de Tibães<br />

t. 218 959 014<br />

e. casais@casais.pt<br />

w. www.casais.pt<br />

CELPA<br />

Associação da Indústria<br />

Papeleira<br />

Rua Marquês Sá da Bandeira,<br />

74 - 2.º<br />

1069-076 Lisboa<br />

t. 217 611 510<br />

e. celpa@celpa.pt<br />

w. www.celpa.pt<br />

Cimpor<br />

Indústria de Cimentos S.A<br />

Avª Jos<strong>é</strong> Malhoa,<br />

nº22, Pisos 6 A 11<br />

1099-020 Lisboa<br />

t. 213 118 100<br />

e. geral@cimpor.com<br />

w. www.cimpor.pt<br />

Companhia das Lezirias S.A<br />

Largo 25 de Abril,<br />

nº 17<br />

2135-318 Samora Correia<br />

t. 263 650 600<br />

e. lezirias@cl.pt<br />

w. www.cl.pt<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


68 \\ DIRETÓRIO \\<br />

EFICIÊNCIA NA GESTÃO<br />

DE RESÍDUOS URBANOS<br />

AESGRA – Associação para a Gestão de Resíduos, <strong>é</strong> uma associação privada<br />

sem fins lucrativos, criada em 2009 com a missão de promover o exercício<br />

da atividade de gestão de resíduos urbanos, alinhado com um modelo de<br />

desenvolvimento estrat<strong>é</strong>gico e sustentável, de modo a contribuir para a contínua<br />

melhoria da saúde pública e do ambiente, bem como para a transição para<br />

um modelo de economia circular.<br />

A ESGRA representa atualmente 15 entidades, 14 das quais Sistemas de Gestão<br />

de Resíduos Urbanos (SGRU), no Continente e <strong>na</strong>s Regiões Autónomas<br />

dos Açores e da Madeira – uma área de 41 850 Km2 (45% do Total Nacio<strong>na</strong>l)<br />

e uma população de 4 091 Milhões de habitantes (39%), correspondente a 2<br />

137 694 toneladas de resíduos por ano (40%), produzidos nos Municípios que<br />

constituem a área de intervenção dos seus Associados.<br />

Na União Europeia, a ESGRA integra a Municipal Waste Europe (MWE),<br />

associação europeia sediada em Bruxelas que representa o setor de gestão de<br />

resíduos urbanos de responsabilidade pública e <strong>é</strong> interveniente formal junto das<br />

instituições comunitárias no âmbito dos procedimentos legislativos em mat<strong>é</strong>ria<br />

de resíduos.<br />

ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />

/ Gestão de resíduos urbanos<br />

BOARD<br />

CONTACTOS<br />

Paulo Praça<br />

Presidente da Direção<br />

Cátia Borges<br />

Vice-presidente da Direção<br />

Rua Rodrigues Sampaio, nº 19, 5º A<br />

1150-278 Lisboa<br />

+351 214 240 221<br />

geral@esgra.pt / www.esgra.pt<br />

Carlos de Andrade Botelho<br />

Vice-presidente da Direção<br />

Carla Velez<br />

Secretária Geral<br />

Consulai, Consultoria<br />

Agro-Industrial Lda<br />

Rua Fer<strong>na</strong>ndo Namora,<br />

Nº 28, 1º Esq.<br />

7800-502 Beja<br />

t. 284 098 214<br />

e. mkt_team@consulai.com<br />

w. www.consulai.pt<br />

Cp - Comboios de Portugal, Epe<br />

Calçada do Duque, Nº 14<br />

1249-109 Lisboa<br />

t. 808 109 110<br />

e. cp@cp.pt<br />

w. www.cp.pt<br />

Cr<strong>é</strong>dito Agrícola, SGPS S.A<br />

Rua Castilho,<br />

Nº S 233/233-A<br />

1099-004 Lisboa<br />

t. 213 809 900<br />

e. geral@creditoagricola.pt<br />

w. www.creditoagricola.pt<br />

Ctt - Correios de Portugal S.A<br />

Avenida Dom João II,<br />

Nº 13<br />

1999-001 Lisboa<br />

t. 210 471 616<br />

e. geral@ctt.pt<br />

w. www.ctt.pt<br />

CVR - Centro para a Valorização<br />

de Resíduos<br />

Campus de Azur<strong>é</strong>m da<br />

Univ. do Minho<br />

4800-058 Guimarães<br />

t. 253 510 020<br />

e. geral@cvresiduos.pt<br />

w. www.cvresiduos.pt<br />

Deloitte Technology, S.A<br />

Avenida Engenheiro Duarte Pacheco,<br />

Nº 7<br />

1070-100 Lisboa<br />

t. 210 422 500<br />

e. pt@deloitte.com<br />

w. www2.deloitte.com<br />

Delta Caf<strong>é</strong>s<br />

Avenida Calouste Gulbenkian, 15<br />

7370-025 Campo Maior<br />

t. 218 624 700<br />

e. ambiente@delta-cafes.pt<br />

w. www.grupo<strong>na</strong>beiro.com<br />

DLA Piper ABBC<br />

Largo de São Carlos, nº 3<br />

1200-410 Lisboa<br />

t. 213 583 620<br />

e. dlapiperabbc@dlapiper.com<br />

w. dlapiper.com<br />

ECOGESTUS - Resíduos, Estudos e<br />

Soluções, Lda.<br />

Rua D. Afonso IV, 23<br />

3080-328 Figueira da Foz<br />

t. 233 109 034<br />

e. contacto@ecogestus.com<br />

w. www.ecogestus.com/pt<br />

Ecoib<strong>é</strong>ria - Reciclados Ib<strong>é</strong>ricos, SA<br />

Travessa Sebastião Fer<strong>na</strong>ndes, n.º<br />

60 - Ribeirão<br />

4760-706 Vila Nova Famalicão<br />

t. 252 372 462<br />

e. info@ecoiberia.pt<br />

w. www.ecoiberia.pt/<br />

ECOMETAIS - Sociedade de Tratamento<br />

e Reciclagem, SA<br />

Avenida da Siderurgia Nacio<strong>na</strong>l, 1<br />

Edifício Sn<br />

2840-075 Aldeia de Paio Pires<br />

t. 212 275 500<br />

e. ecometais@ecometais.com<br />

w. www.valorcar.pt<br />

Ecosativa<br />

Consultoria Ambiental, Lda<br />

Urbanização Pinhal do Moinho,<br />

Lote 11 - 1º F<br />

7645-294 Vila Nova de Milfontes<br />

t. 283 959 906<br />

e. info@ecosativa.pt<br />

w. www.ecosativa.pt<br />

E-CYCLE<br />

Associação de Produtores<br />

de EEE<br />

Rua dos Plátanos, 197,<br />

Ed. AIMMAP<br />

4100-414 Porto<br />

t. 934 750 131<br />

e. geral@e-cycle.pt<br />

w. www.e-cycle.pt<br />

Edia - Empresa de<br />

Desenvolvimento e<br />

Infra-Estruturas do Alqueva S.A<br />

Rua Zeca Afonso, Nº 2,<br />

7800-522 Beja<br />

t. 266 569 257<br />

e. edia@edia.pt<br />

w. www.edia.pt<br />

EDP<br />

Gestão da Produção da<br />

Energia, S.A<br />

Av. 24 de Julho, 12<br />

1249-800 Lisboa<br />

t. 210 012 500<br />

e. edpproducao@edp.pt<br />

w. www.edp.com<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ DIRETÓRIO \\<br />

69<br />

VALORIZAR E GERIR RESÍDUOS<br />

NO GRANDE PORTO<br />

ALIPOR - Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos<br />

do Grande Porto – foi fundada em 1982 como Associação de Municípios<br />

e gere, valoriza e trata resíduos urbanos produzidos pelos oito municípios<br />

que a integram: Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim,<br />

Valongo e Vila do Conde. Ao mesmo tempo continuamos a partilhar boas<br />

práticas, complementadas com campanhas de sensibilização junto da população.<br />

Tratamos, todos os anos, cerca de 500 mil toneladas de resíduos urbanos produzidos<br />

por cerca de 1 milhão de habitantes.<br />

Sustentamo-nos nos modernos conceitos de gestão de resíduos, que preconizam<br />

a adoção de sistemas integrados e a minimização da deposição de resíduos<br />

em Aterro. Por isso, desenvolvemos uma estrat<strong>é</strong>gia integrada de gestão baseada<br />

em quatro componentes principais: a Valorização Multimaterial, a Valorização<br />

Orgânica e a Valorização Energ<strong>é</strong>tica, complementadas por um Aterro Sanitário<br />

para receção dos rejeitados dos processos e de resíduos previamente preparados.<br />

E este universo cresceu de forma <strong>na</strong>tural e abraçamos, cada vez mais, novos projetos<br />

e serviços, reforçando assim o nosso caminho estrat<strong>é</strong>gico. Inspiram-nos os<br />

princípios da Economia Circular e, assim, gerimos diariamente os resíduos que<br />

recebemos e agregamos os três pilares do Desenvolvimento Sustentável: ambiental,<br />

económico e social. Ao longo dos últimos anos, o nosso trabalho tem<br />

sido celebrado com diferentes pr<strong>é</strong>mios e reconhecimentos, incentivando-nos a<br />

continuar a trabalhar para um futuro cada vez mais sustentável. Olhar para trás<br />

orgulha-nos, olhar o presente honra-nos, pensar e imagi<strong>na</strong>r o futuro desafia-nos!<br />

ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />

/ Recicláveis / Energia / Nutrimais<br />

BOARD<br />

Dr. Luís Miguel Oliveira Monteiro Canelas – Administrador, Espinho // Dra. A<strong>na</strong><br />

Luísa Gomes – Administradora, Gondomar // Dra. Marta Peneda – Administradora,<br />

Maia // Engª Manuela Álvares - | Administradora, Matosinhos // Engº Filipe<br />

Araújo – Administrador, Porto // Engº Aires Pereira – Administrador, Póvoa de<br />

Varzim // Dr. Jos<strong>é</strong> Manuel Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração,<br />

Valongo // Eng.ª Sara Lobão – Administradora, Vila do Conde // Dr. Fer<strong>na</strong>ndo<br />

Leite – Administrador-Delegado<br />

CONTACTOS<br />

LIPOR - Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos do Grande Porto<br />

Rua da More<strong>na</strong>, 805 , 4435-746 Baguim do Monte<br />

Apartado 1510, 4435-996 Baguim do Monte<br />

+351 229 770 100<br />

info@lipor.pt / www.lipor.pt/pt<br />

Efacec Engenharia<br />

e Sistemas, S.A<br />

Parque Empresarial Arroteia Poente<br />

4466-952 S. Mamede de Infesta<br />

t. 229 562 300<br />

e. sgps@efacec.pt<br />

w. www.efacec.pt<br />

EGF - Empresa Geral<br />

do Fomento, S.A.<br />

Rua Mário Dionísio, nº2<br />

2799-557 Linda-a-Velha<br />

t. 214 158 200<br />

e. egf@egf.pt<br />

w. www.egf.pt<br />

Electrão<br />

Associação de Gestão<br />

de Resíduos<br />

Restelo Business Center,<br />

Bloco 5 - 4A Av. Ilha da Madeira, 35<br />

1400-203 Lisboa<br />

t. 214 169 020<br />

e. geral@electrao.pt<br />

w. www.electrao.pt<br />

Empresa Municipal<br />

de Ambiente<br />

do Porto, E.M., SA<br />

Rua de S. Dinis, 249<br />

4250-434 Porto<br />

t. 228 348 770<br />

e. geral@portoambiente.pt<br />

w. www.portoambiente.pt<br />

Endesa Energia S.A.<br />

Qnt. da Fonte, Ed. D. Manuel I,<br />

Piso 0, Ala B<br />

2770-203 Paço de Arcos<br />

t. 800 10 10 33<br />

e. geral@endesa.pt<br />

w. www.endesa.pt<br />

Enhidrica, Consultores de<br />

ngenharia Ambiental, Lda<br />

Rua Dr. Carlos Pires Felgueiras,<br />

98 - 3º E<br />

4470-157 Maia<br />

t. 229 414 445<br />

e. enhidrica@enhidrica.com<br />

w. www.enhidrica.com<br />

ERP Portugal<br />

Associação Gestora<br />

de Resíduos<br />

Rua D. Dinis Bordalo Pinheiro,<br />

nº 467 B<br />

2645-539 Alcabideche<br />

t. 219 119 630<br />

e. info@erp-portugal.pt<br />

w. www.erp-recycling.pt<br />

Euro Separadora Environment<br />

and Recycling S.A.<br />

Rua das Fontainhas, 48<br />

4730-020 Braga<br />

t. 253 380 020<br />

e. geral@euroseparadora.pt<br />

w. www.euroseparadora.pt<br />

Euronext Lisbon - Sociedade<br />

Gestora De Mercados<br />

Regulamentados, S.A.<br />

Av. da Liberdade,<br />

n.º 196 - 7º<br />

1250-147 Lisboa<br />

t. 210 600 600<br />

e. geral@euronext.pt<br />

w. www.euronext.com<br />

Evertis Ib<strong>é</strong>rica, SA<br />

Quinta S. Vicente EN 246<br />

7300-436 Portalegre<br />

t. 245 339 200<br />

e. evertis@evertis.com<br />

w. www.evertis.com/pt<br />

Fapil - Indústria, SA<br />

R. Alto do Matoutinho, n.º 5<br />

Apartado 8 - 2669-909 Malveira<br />

t. 219 828 008<br />

e. geral@fapil.pt<br />

w. www.fapil.pt<br />

Finerge, S.A<br />

Avenida D. Afonso Henriques,<br />

1345 - 4450-017 Matosinhos<br />

t. 226 080 180<br />

e. info.geral@finerge.pt<br />

w. www.finerge.pt<br />

FLEXDEAL SIMFE S.A<br />

Rua Dr. Francisco<br />

Torres N.78 - 4750-160 Barcelos<br />

t. 707 913 780<br />

e. INFO@FLEXDEAL.PT<br />

w. www.flexdeal.pt<br />

FREETILIZER, Com<strong>é</strong>rcio de Equipamentos<br />

e Serviços Integrados, Lda.<br />

Rua do Rio Novo,<br />

n.º 450<br />

4495-145 Póvoa de Varzim<br />

t. 252 240 490<br />

e. geral@pipemasters.pt<br />

w. www.pipemasters.pt<br />

Fujitsu Technology<br />

Solutions, Lda<br />

Avª. Col<strong>é</strong>gio Militar, Nº 37-F, 3º Piso<br />

1500-564 Lisboa<br />

t. 217 244 444<br />

e. info@fujitsu.com<br />

w. www.fujitsu.com/pt<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


70<br />

\\ DIRETÓRIO \\<br />

A ECODEAL – Gestão Integral de Resíduos<br />

Industriais, SA, fundada em<br />

2005, <strong>é</strong> uma empresa que atua <strong>na</strong> área<br />

do ambiente, desig<strong>na</strong>damente em<br />

gestão de resíduos. Det<strong>é</strong>m a licença de<br />

exploração do centro integrado de recuperação,<br />

valorização e elimi<strong>na</strong>ção de<br />

resíduos perigosos – CIRVER ECODE-<br />

AL, localizado no concelho da Chamusca,<br />

assumindo-se como especialista<br />

em gestão de resíduos perigosos.<br />

Nos termos da legislação relativa à<br />

Prevenção e Controlo Integrados da<br />

Poluição foi concedida à ECODEAL o<br />

TUA 2018.<br />

CONTACTOS<br />

Eco-parque do Relvão, Rua Pinhal do Duque, 2140-671 Carregueira, Chamusca<br />

T. +351 249 749 030<br />

E. geral@ecodeal.pt // W. www.ecodeal.pt<br />

BOARD<br />

Manuel Simões<br />

Diretor Geral<br />

ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />

/ Gestão integrada de<br />

resíduos<br />

/ Descontami<strong>na</strong>ção de solos<br />

/ Serviços t<strong>é</strong>cnicos de<br />

gestão de resíduos<br />

/ Limpezas industriais<br />

/ Recolha e transporte de<br />

resíduos<br />

A REN estabeleceu uma estrat<strong>é</strong>gia<br />

at<strong>é</strong> 2027 alinhada com os 17 objetivos<br />

de desenvolvimento sustentável<br />

das Nações Unidas, num compromisso<br />

com a Transição Energ<strong>é</strong>tica e combate<br />

às Alterações Climáticas. Para<br />

al<strong>é</strong>m da preocupação com a floresta<br />

e aumento da biodiversidade, a REN<br />

não esquece a valorização dos seus<br />

colaboradores. Atrav<strong>é</strong>s de uma gover<strong>na</strong>ção<br />

responsável, a estrat<strong>é</strong>gia visa a<br />

criação de valor para todas as partes<br />

interessadas, sem comprometer a<br />

solidez fi<strong>na</strong>nceira e a excelência operacio<strong>na</strong>l<br />

que caracterizam a empresa.<br />

BOARD<br />

Rodrigo Costa Presidente da Comissão Executiva // João Faria Conceição<br />

Administrador Executivo // Gonçalo Morais Soares Administrador Executivo<br />

CONTACTOS<br />

ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />

/ Transporte de eletricidade em muito<br />

alta tensão e gestão t<strong>é</strong>cnica global do<br />

Sistema El<strong>é</strong>trico Nacio<strong>na</strong>l;<br />

/ Transporte de gás <strong>na</strong>tural em alta<br />

pressão e gestão t<strong>é</strong>cnica global do<br />

Sistema Nacio<strong>na</strong>l de Gás Natural, garantindo<br />

a receção, armaze<strong>na</strong>mento<br />

e regaseificação de GNL, e o armaze<strong>na</strong>mento<br />

subterrâneo de gás <strong>na</strong>tural.<br />

Av. dos Estados Unidos da Am<strong>é</strong>rica, 55 - 1749-061 Lisboa, Portugal<br />

+351 210 013 500<br />

Gintegral - Gestão Ambiental, SA<br />

Rua Avelino Barros, 282<br />

4490-479 Póvoa de Varzim<br />

t. 252 688 444<br />

e. geral.gintegral@gintegral.pt<br />

w. www.gintegral.pt<br />

Greenvolt - Energias Renováveis, S.A<br />

Rua Manuel Pinto de Azevedo,<br />

Nº 818<br />

4100-320 Porto<br />

t. 228 346 502<br />

e. sede@greenvolt.pt<br />

w. www.greenvolt.pt<br />

Hovione Farmaciência S.A<br />

Quinta São Pedro - Sete Casas<br />

2674-506 Loures<br />

t. 219 829 000<br />

e. hello@hovione.com<br />

w. www.hovione.com<br />

Hychem, Química Sustentável, S.A<br />

Rua Engenheiro Cl<strong>é</strong>ment<br />

Dumoulin<br />

2625-106 Póvoa de Santa Iria<br />

t. 219 534 000<br />

e. geral@hychem.com<br />

w. www.hychem.pt<br />

Indaver Portugal, SA<br />

Rua Central Park,<br />

Edifício 2<br />

4º andar C<br />

2795-242 Linda-a-Velha<br />

t. 219 405 039<br />

e. info@indaver.pt<br />

w. www.indaver.pt<br />

Interecycling, Sociedade de<br />

Reciclagem, SA<br />

Zo<strong>na</strong> Industrial do Lajedo,<br />

Apartado 8<br />

3465-157 Santiago de Besteiros<br />

t. 232 857 040<br />

e. info@interecycling.com<br />

w. www.interecycling.com<br />

ISQ<br />

Instituto de Soldadura<br />

e Qualidade<br />

Av. Prof. Cavaco Silva,<br />

33 Taguspark<br />

2740-120 Porto Salvo<br />

t. 214 228 100<br />

e. info@isq.pt<br />

w. www.isq.pt<br />

Jerónimo Martins, SGPS, SA<br />

Rua Actor António Silva, 7<br />

1649-033 Lisboa<br />

t. 217 532 000<br />

e. provedoria@jeronimo-martins.pt<br />

w. www.jeronimomartins.com<br />

Kpmg & Associados - Sociedade<br />

de Revisores Oficiais de Contas S.A<br />

Av. Fontes Pereira de Melo, Nº 41, 15º<br />

1069-006 Lisboa<br />

t. 210 110 000<br />

e. info@home.kpmg<br />

w. home.kpmg<br />

Lactogal - Produtos Alimentares S.A<br />

R. do Campo Alegre,<br />

Nº 830, 4º A 7º<br />

4150-171 Porto<br />

t. 226 070 000<br />

e. geral@lactogal.pt<br />

w. www.lactogal.pt<br />

Lidl & Companhia<br />

Rua P<strong>é</strong> de Mouro, n.º 18 - Linhó<br />

2714-510 Sintra<br />

t. 219 102 254<br />

e. sustentabilidade@lidl.pt<br />

w. www.lidl.pt<br />

LIPOR – Serviço Intermunicipalizado<br />

de Gestão de Resíduos do Grande<br />

Porto<br />

Rua da More<strong>na</strong>,<br />

nº 805<br />

4435-746 Baguim do Monte<br />

t. 229 770 100<br />

e. info@lipor.pt<br />

w. www.lipor.pt<br />

Maiambiente, EM<br />

Rua 5 de Outubro, 359<br />

4475-302 Milheirós<br />

t. 800 202 639<br />

e. geral@maiambiente.pt<br />

w. www.maiambiente.pt<br />

Manpowergroup Portugal<br />

SGPS, S.A<br />

Rua Tomás da Fonseca,<br />

Torre G, Piso 15<br />

1600-209 Lisboa<br />

t. 300 032 623<br />

e. info@manpowergroup.pt<br />

w. www.manpowergroup.pt<br />

Mercado<strong>na</strong><br />

Irmãdo<strong>na</strong> Supermercados, Lda.<br />

Avenida Padre Jorge Duarte, n.º 123<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


\\ DIRETÓRIO \\<br />

71<br />

RUMO A UM FUTURO<br />

SUSTENTÁVEL<br />

O Grupo Veolia ambicio<strong>na</strong> tor<strong>na</strong>r-se<br />

a empresa de referência<br />

da transformação ecológica. Presente<br />

nos cinco continentes com<br />

cerca de 218.000 colaboradores,<br />

a Veolia desenvolve e implementa<br />

localmente soluções para combater<br />

a poluição e a escassez de recursos<br />

essenciais e para descarbonizar<br />

modos de vida e de produção<br />

e adaptá-los às consequências<br />

das alterações climáticas.<br />

BOARD<br />

Jos<strong>é</strong> Melo Bandeira CEO<br />

Sofia Domingos CFO<br />

Teresa Beleza CHRO<br />

António Teixeira Duarte CLCO<br />

Sandra Silva COO Resíduos<br />

Diogo Talone COO Água<br />

Jos<strong>é</strong> Costa Pereira COO Energia<br />

ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />

/ Economia circular, descarbonização, eficiência energ<strong>é</strong>tica, reutilização de<br />

água, gestão global de resíduos, gestão de recursos, água, energia, resíduos<br />

CONTACTOS<br />

Estrada de Paço de Arcos, 42, 2770-129 Paço de Arcos, Portugal<br />

T. +351 214 404 700<br />

E. geral.portugal@veolia.com // W. www.veolia.pt<br />

4430-946 Vila Nova de Gaia<br />

t. 221 201 000<br />

e. sugestoes@mercado<strong>na</strong>.com<br />

w. www.mercado<strong>na</strong>.pt<br />

Millenium BCP<br />

Avenida Jos<strong>é</strong> Malhoa,<br />

nº 27<br />

1070-157 Lisboa<br />

t. 918 272 424<br />

e. info@millenniumbcp.pt<br />

w. www.millenniumbcp.pt<br />

Mota<br />

Engil, Engenharia e Construção S.A<br />

Casa da Calçada/L do Paço 6<br />

4600-032 Amarante<br />

t. 225 190 300<br />

e. geral@mota-engil.pt<br />

w. www.mota-engil.pt<br />

Neutroplast, Indústria<br />

de Embalagens, SA<br />

Z. Industrial, Casal da Espinheira,<br />

Lt. 10<br />

2590-057 Sobral Monte Agraço<br />

t. 261 940 100<br />

e. neutroplast@neutroplast.com<br />

w. www.neutroplast.com<br />

Nhood Portugal<br />

R. Artilharia 1, nº 51, Páteo Bagatela<br />

Ed. 3 - 1250-038 Lisboa<br />

t. 210 537 815<br />

e. news@nhood.pt<br />

w. www.nhood.pt<br />

Nos Comunicações, S.A<br />

Rua Actor António Silva, Nº 9<br />

1600-404, Lisboa<br />

t. 217 824 700<br />

e. geral@nos.pt<br />

w. www.nos.pt<br />

Novo Banco, S.A<br />

Avenida da Liberdade, Nº 195<br />

1250-142 Lisboa<br />

t. 213 501 000<br />

e. info@novobanco.pt<br />

w. www.novobanco.pt<br />

Novo Verde, Sociedade Gestora<br />

de Resíduos de Embalagem, SA<br />

Rua São Sebastião, n.º 16<br />

Cabra Figa, 2635-448 Rio de Mouro<br />

t. 219 119 630<br />

e. info@novoverde.pt<br />

w. www.novoverde.pt<br />

OVO Solutions, Soluções<br />

Ambientais SA<br />

Estrada dos Espanhóis<br />

S/N, CCI 7515, Venda do Alcaide<br />

2955-250 Pinhal Novo<br />

t. 212 328 760<br />

e. geral@ovosolutions.com<br />

w. www.ovosolutions.com<br />

Prio Energy, S.A<br />

Termi<strong>na</strong>l de Gra<strong>na</strong>is Líquidos,<br />

Lote B, Porto de Aveiro<br />

3834-908 Ílhavo<br />

t. 234 393 090<br />

e. info@prioenergy.com<br />

w. www.prioenergy.com<br />

Pwc<br />

Palácio SottoMayor,<br />

R. Sousa Martins, 1-3º,<br />

1069-316 Lisboa<br />

t. 213 599 000<br />

e. www.pwc.pt<br />

w. www.pwc.pt<br />

R3Natura, Lda.<br />

Rua do Monte, Centro de Neg.<br />

de Oleiros,<br />

4730-325 Vila Verde<br />

t. 253 320 110<br />

e. info@r3<strong>na</strong>tura.pt<br />

w. www.r3<strong>na</strong>tura.pt<br />

Rduz - Gestão Global de<br />

Resíduos, S.A<br />

Zo<strong>na</strong> Industrial Argvai<br />

Lotes 4, 5, 6 e 22<br />

4490-232 Póvoa de Varzim<br />

t. 252 622 495<br />

e. geral@rduz.pt<br />

w. www.rduz.pt<br />

Recivalongo - Gestão de<br />

Resíduos, Lda<br />

Vale da Cobra,<br />

S/N Apartado 54<br />

4440-339 Valongo<br />

t. 224 154 663<br />

e. recivalongo@recivalongo.pt<br />

w. www.recivalongo.pt<br />

Recypolym, Lda.<br />

Z.I.M. Adiça,<br />

3460-070 Tondela<br />

t. 232 816 007<br />

e. info@recypolym.com<br />

w. www.recypolym.com<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


72<br />

\\ DIRETÓRIO \\<br />

Residuos do Nordeste, Eim, S.A<br />

Rua Fundação Calouste<br />

Gulbenkian<br />

5370-340 Mirandela<br />

t. 278 201 570<br />

e. geral@residuosdonordeste.pt<br />

w. www.residuosdonordeste.pt<br />

Rovensa, S.A<br />

Alameda dos Oceanos, ,<br />

lote 1.06.1.1 D, 3.º A,<br />

1990-207 Lisboa<br />

t. 213 222 750<br />

e. info@rovensa.com<br />

w. www.rovensa.com<br />

Sacentro - Com<strong>é</strong>rcio de<br />

Têxteis, SA<br />

Estr. Octácio Pato, Nº 177,<br />

Ed. A, Arm. 3,<br />

2785-723 Cascais<br />

t. 210 046 870<br />

e. customercare@sacoor.com<br />

w. www.sacoor.com<br />

Saica Natur Portugal Lda.<br />

Rua da Bracieira, n.º 31<br />

Parque Industrial do Batel<br />

2890-161 Alcochete<br />

t. 212 348 800<br />

e. web.<strong>na</strong>tur@saica.com<br />

w. www.saica.com<br />

Saint - Gobain Portugal, S.A<br />

Rua da Carreira Branca,<br />

Zo<strong>na</strong> Industrial de Taboeira<br />

3800-055 Aveiro<br />

t. 234 101 010<br />

e. info.portugal@saint-gobain.com<br />

w. www.saint-gobain.pt<br />

Sair da Casca<br />

Praça Marquês de Pombal,<br />

nº14<br />

1250-162 Lisboa<br />

t. 213 558 296<br />

e. sdc@sairdacasca.com<br />

w. www.sairdacasca.com<br />

Santander Totta, S.A<br />

Rua Áurea, Nº 88,<br />

1100-063 Lisboa<br />

t. 217 807 364<br />

e. netbancoparticulares@santander.pt<br />

w. www.santander.pt<br />

Savan<strong>na</strong>h<br />

Rua Jos<strong>é</strong> Eigenmann,<br />

90 Nogueira<br />

4715 – 199 Braga<br />

t. 253 614 878<br />

e. joa<strong>na</strong>.prazeres@savan<strong>na</strong>hresources.pt<br />

w. mi<strong>na</strong>dobarroso.com<br />

Savills Portugal<br />

Mediação Imobiliária, Lda<br />

Avenida Miguel Bombarda,<br />

4, 7º Piso<br />

1000-208 Lisboa<br />

t. 213 139 000<br />

e. info@savills.pt<br />

w. www.savills.pt<br />

SAVINOR<br />

Sociedade Avícola do Norte, SA<br />

Rua Cancela Vermelha, 450<br />

4785-011 Trofa<br />

t. 229 865 250<br />

e. avinor.uts@sojadeportugal.pt<br />

w. www.savinoruts.pt<br />

Schneider Electric<br />

Av. do Forte nº 3<br />

Edifício Su<strong>é</strong>cia III Piso 3,<br />

2794-038 Car<strong>na</strong>xide<br />

t. 217 507 300<br />

e. info@se.com<br />

w. www.se.com/pt/pt/<br />

SGS ICS Serviços Inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is de<br />

Certificação, Lda.<br />

Rua Cesi<strong>na</strong> Adães Bermudes,<br />

Lote 11, N.º 1,<br />

1600-604 Lisboa<br />

t. 217 104 200<br />

e. pt.info@sgs.com<br />

w. www.sgs.pt<br />

Siemens S.A<br />

R Irmãos Siemens<br />

Nº 1-1 A Venteira<br />

2720-093 Amadora<br />

t. 214 178 000<br />

e. internetrequest.pt@siemens.com<br />

w. www.siemens.com<br />

Signinum, Gestão de Património<br />

Cultural Lda<br />

R. do Lagar nº32,<br />

4845-024 Rio Caldo<br />

t. 253 944 044<br />

e. signinum@signinum.pt<br />

w. www.signinum.pt<br />

Sirplaste- Sociedade Industrial de<br />

Recuperados<br />

de Plástico, SA<br />

Urb. Industrial da Santeira,<br />

LT 76, n.º 16 - Santeira,<br />

2480-410 Porto de Mós<br />

t. 244 870 073<br />

e. sirplaste@sirplaste.pt<br />

w. www.sirplaste.pt<br />

Sogrape Vinhos, S.A<br />

Rua 5 de Outubro, 4527<br />

4430-809 Avintes<br />

t. 227 850 300<br />

e. sogrape@sogrape.com<br />

w. sogrape.com<br />

Soja de Portugal, SGPS, SA.<br />

EN 109 - Lugar da Pardala<br />

3880-728 São João OVR<br />

t. 256 581 100<br />

e. geral@sojadeportugal.pt<br />

w. www.sojadeportugal.pt<br />

SUMA<br />

Rua Mário Dionísio, 2<br />

2799-557 Linda-a-Velha<br />

t. 217 997 700<br />

e. geral@suma.pt<br />

w. www.suma.pt<br />

Stericycle Portugal Lda.<br />

Rua Fer<strong>na</strong>ndo Pessoa, n.º 8 C<br />

2560-241 Torres Vedras<br />

t. 261 320 300<br />

e. ambimed@ambimed.pt<br />

w. www.stericycleportugal.pt<br />

Super Bock Bebidas, S.A.<br />

Via Norte Leça do Balio, Apat.1044<br />

4465-955 S. Mamede de Infesta<br />

t. 229 052 100<br />

e. apoio.clientes@superbockgroup.com<br />

w. www.superbock.pt<br />

Tabaqueira<br />

Empresa Industrial de Tabacos, S.A<br />

Avª Alfredo da Silva, Nº 35<br />

2639-002 Rio de Mouro<br />

t. 219 157 700<br />

e. tabaqueira@tabaqueira.pt<br />

w. www.tabaqueira.pt<br />

The Navigator Company, S.A<br />

Av. Fontes Pereira de Melo, 27<br />

1050-117 Lisboa<br />

t. 219 017 300<br />

e. info@the<strong>na</strong>vigatorcompany.com<br />

w. www.the<strong>na</strong>vigatorcompany.com<br />

Tratolixo, Tratamento de Resíduos<br />

Sólidos, EIM, SA<br />

Ecoparque da Trajouce,<br />

Estr. 5 de Junho, nº 1<br />

2785-155 S. Domingos de Ra<strong>na</strong><br />

t. 214 459 500<br />

e. residuos@tratolixo.pt<br />

w. www.tratolixo.pt<br />

Trivalor, Sociedade Gestora de<br />

Participações Sociais, S.A.<br />

Av. Infante Santo, 21 A<br />

1350-177 Lisboa<br />

t. 210 420 083<br />

e. trivalor@trivalor.pt<br />

w. www.trivalor.pt<br />

Universidade Católica Portuguesa<br />

Rua Diogo de Botelho, 1327<br />

4169-005 Porto<br />

t. 226 196 200<br />

e. comunicacao@porto.ucp.pt<br />

w. www.porto.ucp.pt<br />

Valorcar, Sociedade de Gestão<br />

de Veículos em Fim de Vida, Lda.<br />

Av. Torre de Bel<strong>é</strong>m, 29<br />

1400-342 Lisboa<br />

t. 213 011 766<br />

e. valorcar@valorcar.pt<br />

w. www.valorcar.pt<br />

Verallia Portugal, S.A.<br />

Rua da Vidreira, 68<br />

3090-641 Figueira da Foz<br />

t. 233 403 100<br />

e. info@verallia.com<br />

w. pt.verallia.com<br />

Vinci Energies Portugal, S.A<br />

Edificio Atlantis, avenida D. João II,<br />

Nº 44 C, 5º Andar, 1990-095 Lisboa<br />

t. 214 258 000<br />

e. geral@vinci-energies.pt<br />

w. www.vinci-energies.pt<br />

Vitrus Ambiente EM SA<br />

Av. Cónego Gaspar Estaço n.º 606<br />

4810-266 Guimarães<br />

t. 253 424 740<br />

e. geral@vitrusambiente.pt<br />

w. www.vitrusambiente.pt<br />

Vodafone Portugal<br />

Comunicações Pessoais S.A<br />

Avenida Dom João II, Nº 36, 8º<br />

1998-017 Lisboa<br />

t. 911 691 300<br />

e. info@vodafone.pt<br />

w. www.vodafone.pt<br />

Waste To Me Lda.<br />

Av. 25 Abril nº 61 C<br />

2840-400 Torre da Marinha<br />

t. 216 065 895<br />

e. geral@wastetome.com<br />

w. www.wastetome.com<br />

Gostava de ver<br />

a sua empresa<br />

aqui listada?<br />

Envie-nos as suas<br />

informações para<br />

geral@greensavers.pt<br />

As informações deste diretório foram recolhidas pela Green Savers em junho de <strong>2024</strong>. Somos alheios a alterações que possam ter ocorrido, ou venham a ocorrer.<br />

A listagem <strong>é</strong> representativa das companhias a operar em Portugal com forte foco <strong>na</strong> sustentabilidade, mas não inclui a totalidade das empresas existentes.<br />

QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>


QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE<br />

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