Quem é Quem na Sustentabilidade 2024
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QUEM É QUEM NA<br />
SUSTENTABILIDADE<br />
<strong>2024</strong>
QUEM É QUEM NA<br />
SUSTENTABILIDADE<br />
<strong>2024</strong>
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A REVISTA QUE<br />
DÁ VOZ A TODOS<br />
OS QUE LUTAM POR<br />
UM MUNDO MAIS<br />
SUSTENTÁVEL
\\ EDITORIAL \\<br />
5<br />
VERDE<br />
a cor que ajuda o planeta<br />
e a subir o salário<br />
O<br />
crescente compromisso das empresas com a sustentabilidade criou uma elevada procura de profissio<strong>na</strong>is<br />
especializados nesta temática, os chamados “green jobs” ou traduzindo à letra, os empregos<br />
verdes — atividades que de algum modo protegem o ambiente ou promovem o desenvolvimento<br />
humano de forma sustentável. O recente relatório “Bridging the Great Green Divide” lançado pela Organização<br />
para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) informa que os salários nesta área são 20%<br />
acima da m<strong>é</strong>dia de outros setores. Parece que o ditado “verde <strong>é</strong> esperança” assenta que nem uma luva no que<br />
respeita ao futuro do trabalho.<br />
Um fenómeno que tamb<strong>é</strong>m passa por Portugal. O Manpower Global Insignts Green Jobs Report de 2023,<br />
aponta que 65% dos empregadores do nosso país já estão envolvidos neste tipo de processo de seleção. Setores<br />
como a construção, produção de energia e automóvel, estão a impulsio<strong>na</strong>r a procura destes profissio<strong>na</strong>is, mas<br />
mais de 90% enfrentam desafios para os encontrar.<br />
As funções procuradas passam por Diretor de ESG, Gerente de <strong>Sustentabilidade</strong>, Gerente de Gover<strong>na</strong>nça,<br />
Especialista de Investigação Ambiental, Coorde<strong>na</strong>dor de Projetos de Impacto Socioambiental, Advogado<br />
Ambiental, Especialista em Responsabilidade Social Corporativa, entre outros, assim como as green skills<br />
são tamb<strong>é</strong>m fortes candidatas a melhorar o currículo de quem as tem e um isco para os recrutadores. O<br />
relatório Future of Jobs, do Fórum Económico Mundial, aponta ainda que o especialista em ESG <strong>é</strong> a segunda<br />
profissão <strong>na</strong> lista das carreiras do futuro, com a previsão do aparecimento de um milhão de novas vagas<br />
nesta área at<strong>é</strong> 2027. Ora aqui está uma oportunidade para quem quer mudar de carreira, ou para quem está<br />
a iniciar uma. Todas as mudanças trazem desafios e oportunidades. A nível da sustentabilidade esta <strong>é</strong> uma<br />
delas. Aproveite!<br />
Teresa Cotrim, jor<strong>na</strong>lista<br />
// FICHA TÉCNICA<br />
DIRETOR GERAL Rog<strong>é</strong>rio Junior • DIRETOR EDITORIAL A<strong>na</strong> Filipa Rego • COLABORADORES E REDAÇÃO Filipe Rações, Teresa Cotrim • DIREÇÃO DE COMUNICAÇÃO<br />
Marisa Silvestre • DIREÇÃO DE ARTE Sofia Marques • IMAGENS Getty Images • PUBLICIDADE Mário Serra (mario.serra@greensavers.pt) • PERIODICIDADE Anual<br />
• TIRAGEM MÉDIA 15.000 exemplares • PROPRIEDADE | SEDE | EDITOR Green News Editora, LDA, Rua Cidade de Rabat, 41B, 1500-159 Lisboa, NIPC: 516292412,<br />
geral@greensavers.pt • IMPRESSÃO E ACABAMENTO Louresgráfica - Sociedade de Artes Gráficas, Lda • Revista distribuída gratuitamente com a Green Savers nº 15
6<br />
\\ ÍNDICE \\<br />
08<br />
ESG<br />
ESTARÁ PORTUGAL<br />
A FICAR PARA TRÁS?<br />
“Não deixar ningu<strong>é</strong>m para trás” foi o<br />
mote para os 17 Objetivos de Desenvolvimento<br />
Sustentável das Nações Unidas,<br />
mas o nosso país ainda só atingiu três<br />
22<br />
ESG<br />
AS TRÊS LETRAS QUE<br />
MAIS TINTA FAZEM CORRER<br />
Os temas de ESG são uma esp<strong>é</strong>cie de<br />
labirinto para as empresas, mas <strong>é</strong> bom<br />
que estas sigam já a trilha, sob pe<strong>na</strong><br />
de não encontrarem a saída. A tempo.<br />
30<br />
SUSTENTABILIDADE<br />
CONSUMIDORES<br />
COM A FACA E O QUEIJO NA MÃO<br />
A forma como cada um de nós gasta o<br />
seu dinheiro pode mudar o mundo.<br />
Por isso, <strong>na</strong> hora de comprar veja se o<br />
que está a adquirir <strong>é</strong> sustentável<br />
14<br />
ENTREVISTA<br />
“A sustentabilidade está a gerar<br />
novas oportunidades de negócio”<br />
Já não há volta a dar, as empresas<br />
para serem competitivas têm de<br />
incorporar a sustentabilidade no<br />
seu modelo de negócio. As PME<br />
exportadoras têm agora a oportunidade<br />
de agarrar os clientes europeus<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ ÍNDICE \\<br />
7<br />
38<br />
FÓRUM DE LÍDERES<br />
1<br />
Qual a importância da <strong>Sustentabilidade</strong><br />
2<br />
para a sua área/setor?<br />
O que a sua empresa está a fazer para tor<strong>na</strong>r<br />
Portugal um país mais sustentável?<br />
54<br />
DIRETÓRIO<br />
Compromisso com<br />
a sustentabilidade<br />
Em tempos de instabilidade e incerteza quanto ao<br />
futuro da economia, as empresas enfrentarão desafios<br />
inesperados.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
8 \\ ABC DO ESG \\<br />
ESTARÁ PORTUGAL<br />
A FICAR PARA TRÁS?<br />
“NÃO DEIXAR NINGUÉM PARA TRÁS” FOI O MOTE PARA OS 17<br />
OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DAS NAÇÕES<br />
UNIDAS, MAS O NOSSO PAÍS AINDA SÓ ATINGIU TRÊS<br />
\\ Por Teresa Cotrim<br />
São 17 os objetivos aprovados por u<strong>na</strong>nimidade por 193<br />
Estados- membros da Organização das Nações Unidas<br />
(ONU), que representam um apelo urgente à ação de<br />
todos os países — desenvolvidos e em desenvolvimento,<br />
para uma parceria global, em que se pretende resolver<br />
as necessidades das pessoas, sem deixar ningu<strong>é</strong>m para trás. Os 17<br />
ODS são desdobrados em 169 metas, para que se satisfaçam as necessidades<br />
das gerações atuais, sem comprometer as necessidades<br />
das futuras. Utilizaram uma linguagem comum para todos os stakeholders<br />
e fixaram metas de sustentabilidade, com áreas críticas para<br />
a humanidade. Al<strong>é</strong>m disso, estruturaram-se em torno de cinco áreas<br />
principais: planeta, pessoas, prosperidade, paz e parcerias.<br />
Estes são uma oportunidade única para implementar um crescimento<br />
sustentável, regenerativo e inclusivo, sem o qual será impossível<br />
combater a emergência climática, a perda galopante de<br />
biodiversidade e as desigualdades sociais. Esta <strong>é</strong> tamb<strong>é</strong>m uma oportunidade<br />
para apostar <strong>na</strong> inovação. A ONU monitoriza o progresso<br />
dos países ao nível dos ODS atrav<strong>é</strong>s do SDG Index & Monitoring.<br />
Portugal classificou-se <strong>na</strong> 18º posição, entre os 193 países que aderiram<br />
aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),<br />
segundo o Sustai<strong>na</strong>ble Development Report de 2023. Os ODS<br />
que acenderam luz vermelha ao nosso país foram erradicar a fome<br />
(ODS2), alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover<br />
a agricultura sustentável, garantir padrões de consumo e de<br />
produção sustentáveis (ODS12), conservar e usar de forma sustentável<br />
os oceanos, mares e recursos marinhos (ODS14) e reforçar<br />
os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o<br />
desenvolvimento sustentável (ODS17).<br />
COMO SE CLASSIFICA PORTUGAL NA EUROPA?<br />
Na Agenda 2030, Portugal definiu seis objetivos como prioritários:<br />
Educação de Qualidade (ODS4), Igualdade de g<strong>é</strong>nero (ODS5),<br />
Indústria, Inovação e Infraestruturas (ODS9), Redução das desigualdades<br />
(ODS10), Ação Climática (ODS13) ou Proteger a Vida<br />
Marinha (ODS14). Será que cumpriu?<br />
Na 5.ª edição do Relatório de Desenvolvimento Sustentável da<br />
Europa (2023/<strong>2024</strong>), um ranking europeu que avalia a qualidade<br />
de execução da Agenda 2030 das Nações Unidas, Portugal surge<br />
<strong>na</strong> 20.ª posição “com um índice de 70 pontos em 100 possíveis <strong>na</strong><br />
execução dos 17 ODS, em 2023”, entre 34 <strong>na</strong>ções, sendo que a m<strong>é</strong>dia<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ ABC DO ESG \\<br />
9<br />
dos países a<strong>na</strong>lisados <strong>é</strong> de 72 pontos, lê-se no<br />
documento.<br />
As primeiras seis posições são ocupadas<br />
pela Finlândia, Su<strong>é</strong>cia, Di<strong>na</strong>marca, Áustria,<br />
Noruega e Alemanha. No fi<strong>na</strong>l da tabela estão<br />
a S<strong>é</strong>rvia (30.º lugar), Macedónia do Norte<br />
(31.º), Chipre (32.º), Bulgária (33.º) e a Turquia,<br />
em último.<br />
Se a<strong>na</strong>lisar a foto ao lado, verifica-se que<br />
ape<strong>na</strong>s três dos objetivos para o desenvolvimento<br />
sustentável estão a caminhar <strong>na</strong> direção<br />
certa, em Portugal, ou seja, os (ODS 1, 6 e<br />
10). As setas vermelhas indicam que dois estão<br />
a piorar (ODS 2 e 15), as setas cor de laranja<br />
mostram que quatro estão a estag<strong>na</strong>r (ODS<br />
12,13,14 e 16) e, por fim, as amarelas vatici<strong>na</strong>m<br />
que os restantes oito ODS estão a evoluir<br />
“lentamente”, mas no bom sentido.<br />
Ao a<strong>na</strong>lisar mais a fundo, o relatório informa<br />
ainda que no combate à pobreza (ODS1),<br />
acesso a água potável (ODS6) e redução de<br />
desigualdades (ODS10) estão em crescimento,<br />
mas apresentam dificuldades. Passando ao<br />
tema do bem-estar e saúde (ODS 3), educação<br />
de qualidade (ODS 4), igualdade de g<strong>é</strong>nero<br />
(ODS 5), acesso a fontes de energia limpas<br />
para todos (ODS 7), qualidade de emprego e<br />
trabalho digno para todos (ODS 8), inovação<br />
das infraestruturas e indústria (ODS 9), cidades<br />
e comunidades sustentáveis (ODS 11) e<br />
fortes parcerias para o desenvolvimento sustentável<br />
(ODS 17), o relatório informa que<br />
os progressos são “moderados” e que <strong>na</strong> maioria<br />
deles as dificuldades “persistem”.<br />
Completamente estag<strong>na</strong>dos encontram-se os<br />
objetivos ligados ao consumo e produção responsável<br />
(ODS 12), vida marítima (ODS 14)<br />
— que enfrenta “grandes desafios” — e paz, justiça<br />
e instituições eficazes (ODS 16). A recuar<br />
PORTUGAL<br />
PERFORMANCE GERAL<br />
Ranking 20 / 34<br />
TENDÊNCIAS DOS ODS<br />
01<br />
ERRADICAR A<br />
POBREZA<br />
07<br />
ENERGIAS RENOVÁVEIS<br />
E ACESSÍVEIS<br />
13<br />
AÇÃO CLIMÁTICA<br />
MUITO DESAFIANTE<br />
DECRESCER<br />
02<br />
ERRADICAR A<br />
FOME<br />
08<br />
TRABALHO DIGNO<br />
E CRESCIMENTO<br />
ECONÓMICO<br />
14<br />
PROTEGER A<br />
VIDA MARINHA<br />
DESAFIOS SIGNIFICATIVOS<br />
Pontuação<br />
ESTAGNAR MELHORIAS MODERADAS EM LINHA COM O ESPERADO<br />
destacam-se os objetivos de combate à fome<br />
(ODS 2) e a vida <strong>na</strong> terra (ODS 15).<br />
CADA PAÍS SUA VELOCIDADE<br />
“Os 17 ODS são a nossa visão comum para a<br />
Humanidade e um contrato social entre os líderes<br />
mundiais e os povos. São uma lista das<br />
coisas a fazer em nome dos povos e do planeta<br />
e um plano para o sucesso”, afirmou Ban Ki-<br />
-moon, antigo Secretário-Geral das Nações<br />
Unidas (ONU). Já António Guterres, atual<br />
Secretário-Geral da ONU, considera que a<br />
Agenda 2030 aponta o caminho a seguir e diz<br />
03<br />
SAÚDE DE QUALIDADE<br />
09<br />
INDÚSTRIA, INOVAÇÃO<br />
E INFRAESTRUTURAS<br />
15<br />
PROTEGER A<br />
VIDA TERRESTRE<br />
ALGUNS DESAFIOS<br />
70.0<br />
04<br />
EDUCAÇÃO<br />
DE QUALIDADE<br />
10<br />
REDUZIR AS<br />
DESIGUALDADES<br />
16<br />
PAZ, JUSTIÇA E<br />
INSTITUIÇÕES EFICAZES<br />
ATINGIDO<br />
05<br />
IGUALDADE<br />
DE GÉNERO<br />
11<br />
100<br />
90<br />
80<br />
70<br />
60<br />
50<br />
40<br />
30<br />
20<br />
10<br />
CIDADES E COMUNIDADES<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
17<br />
PARCERIAS PARA<br />
IMPLEMENTAÇÃO<br />
DOS OBJETIVOS<br />
0<br />
ESTADO DOS<br />
ODS (%)<br />
Em dificuldade<br />
Progresso limitado<br />
Atingidos ou em linha<br />
“que deve ser dada vida a este plano como um<br />
elemento definidor do nosso tempo e uma<br />
plataforma integrada para responder às necessidades<br />
das pessoas e dos governos”, lê-se no<br />
Guia Sobre o Desenvolvimento Sustentável.<br />
O Relatório de Desenvolvimento Sustentável<br />
da Europa mostra ainda que, ao ritmo a que se<br />
avança, um terço das ODS não será alcançada<br />
pela União Europeia at<strong>é</strong> 2030. Pelo que alerta<br />
que <strong>é</strong> necessário tomar “medidas decisivas” que<br />
“evitem perigosos pontos de rutura ambientais<br />
e sociais” e, ao mesmo tempo, ajudem a manter<br />
o compromisso de atingir os ODS.<br />
06<br />
ÁGUA POTÁVEL<br />
E SANEAMENTO<br />
12<br />
PRODUÇÃO E CONSUMO<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
10<br />
\\ ABC DO ESG \\<br />
PORTUGAL VISTO À LUPA PELO INE<br />
O Instituto Nacio<strong>na</strong>l de Estatística (INE) publicou recentemente os indicadores<br />
de Portugal para a Agenda 2030. Os resultados são os seguintes:<br />
ODS1- ERRADICAR A POBREZA<br />
• Redução da população em risco de pobreza desde 2015: de 19,0% para<br />
16,4% em 2021, incluindo crianças e idosos<br />
• Aumento da proporção total das despesas públicas em educação, saúde<br />
e proteção social entre 2015 e 2021: de 61,6% para 63,9%<br />
• Aumento da Ajuda Pública ao Desenvolvimento desti<strong>na</strong>da à pobreza<br />
em percentagem do Rendimento Nacio<strong>na</strong>l Bruto (RNB) desde 2015: de<br />
0,0046% para 0,0052%, em 2020<br />
ODS 2- ERRADICAR A FOME<br />
• Menor insegurança alimentar: de 4,7% em 2019 para 4,1% em 2022<br />
• Maior obesidade: 16,9% da população residente com mais de 18 anos<br />
em 2019 (face a 16,4% em 2014)<br />
• Índice de anomalia nos preços da alimentação excecio<strong>na</strong>lmente alto em<br />
2020 (0,382 em 2015 e 1,342 em 2020)<br />
ODS 3 – SAÚDE DE QUALIDADE<br />
• Redução da Taxa de mortalidade mater<strong>na</strong> por 100 mil <strong>na</strong>dos-vivos:<br />
20,1 em 2021 (meta de menos de 70 mortes por 100 mil <strong>na</strong>dos-vivos at<strong>é</strong><br />
2030)<br />
• Taxas de mortalidade infantil (0-4 anos) e neo<strong>na</strong>tal em 2021: 3,1‰<br />
(meta de pelo menos 25‰ at<strong>é</strong> 2030) e 1,7‰ (meta de pelo menos 12‰<br />
at<strong>é</strong> 2030)<br />
• Menor taxa de mortalidade por suicídio, por 100 mil habitantes: 10,9<br />
em 2015 para 9,1 em 2020<br />
• Menor taxa de mortalidade por acidentes rodoviários por 100 mil habitantes:<br />
6,9 em 2015 para 5,7 em 2020<br />
• Menor taxa de fecundidade <strong>na</strong> adolescência: de 8,4‰ em 2015 para<br />
5,8‰ em 2021<br />
• Maior cobertura vaci<strong>na</strong>l: difteria, t<strong>é</strong>tano e tosse convulsa e Streptococcus<br />
pneumoniae acima dos 98% em 2021; sarampo próximo dos 95% em<br />
2021 e vírus do Papiloma humano acima dos 75% <strong>na</strong>s mulheres e dos 50%<br />
nos homens, em 2021<br />
• Mais pessoal m<strong>é</strong>dico por 1000 habitantes (entre 2015 e 2021): m<strong>é</strong>dicos<br />
de 4,7‰ para 5,7‰;<br />
• Aumento da taxa de mortalidade atribuída a fontes de água inseguras,<br />
condições de saneamento inseguras e falta de higiene, por 100 mil habitantes:<br />
de 2,2 em 2015 para 4,0 em 2020<br />
ODS 4- EDUCAÇÃO DE QUALIDADE<br />
• Aumento das taxas de conclusão do ensino básico e secundário: 96,9%<br />
em 2021 no ensino básico e de 83,4% para 91,7% no ensino secundário<br />
• Taxa de escolarização próxima da meta de 100%: 99,2% no ano letivo<br />
2020/2021<br />
• Progresso favorável e paridade de g<strong>é</strong>nero <strong>na</strong>s competências digitais nos<br />
adultos: em 2021; índice de paridade de g<strong>é</strong>nero de 0,93 em 2015 e de 1,10<br />
em 2021<br />
• Retrocesso <strong>na</strong>s competências em leitura: proficiência em leitura de<br />
82,8% em 2015 e de 79,8% em 2018<br />
ODS 5- IGUALDADE DE GÉNERO<br />
• Proporção de mulheres dirigentes <strong>na</strong> administração pública superior<br />
a 50%<br />
• Existência de quadros legais que promovem, fazem cumprir e monitorizam<br />
a igualdade de g<strong>é</strong>nero<br />
• Disparidades <strong>na</strong> participação cívica e política: redução de deputadas <strong>na</strong><br />
legislatura parlamentar (2022-2025): de 89 mulheres em 230 deputados<br />
(2019-2022), para 85 mulheres<br />
• Menos mulheres <strong>na</strong>s eleições autárquicas em 2021: de 32 em 2017 para<br />
29 em 2021<br />
• Disparidades <strong>na</strong> propriedade de terra agrícola: 13,1% de mulheres face<br />
a 28,0% de homens em 2019<br />
• Proporção residual de mulheres em cargos de chefia: 3,1% em 2022<br />
(com evolução favorável face a 2015)<br />
ODS 6- ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO<br />
• Água segura alcançada: nível de excelência da qualidade da água para<br />
consumo humano. A meta de 2030, de 99%, foi atingida em 2021<br />
• Melhoria das condições de saneamento, mesmo <strong>na</strong> população em risco<br />
de pobreza<br />
• Percentagem (estimada) de alojamentos cobertos por serviços de dre<strong>na</strong>gem<br />
de águas residuais próxima da meta <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l e com evolução favorável:<br />
85% em 2020<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ ABC DO ESG \\<br />
11<br />
17<br />
01<br />
15<br />
Proteger<br />
a vida<br />
terrestre<br />
16<br />
Paz, justiça<br />
e instituições<br />
eficazes<br />
Parcerias<br />
para a<br />
implementação<br />
dos objectivos<br />
Erradicar<br />
a pobreza<br />
Erradicar<br />
a fome<br />
02<br />
Saúde e<br />
qualidade<br />
03<br />
14<br />
13<br />
Proteger<br />
a vida<br />
marinha<br />
Ação<br />
climática<br />
objetivos<br />
DE ESCOLHA<br />
SUSTENTÁVEL<br />
Educação<br />
de qualidade<br />
Igualdade<br />
de g<strong>é</strong>nero<br />
04<br />
05<br />
12<br />
Produção<br />
e consumo<br />
sustentável<br />
11<br />
Cidades e<br />
comunidades<br />
sustentáveis<br />
Reduzir as<br />
desigualdades<br />
10<br />
Industria,<br />
Inovação e<br />
Infraestrutura<br />
09<br />
Crescimento<br />
económico<br />
08<br />
Energias<br />
renováveis e<br />
acessíveis<br />
Água<br />
potável<br />
e saneamento<br />
07<br />
06<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
12<br />
\\ ABC DO ESG \\<br />
ODS 7 – ENERGIAS RENOVÁVEIS E ACESSÍVEIS<br />
• Energia proveniente de fontes renováveis no consumo fi<strong>na</strong>l bruto de<br />
energia com a maior proporção de sempre em 2021 (34%). A meta de<br />
31% em 2020 foi ultrapassada<br />
• Maior eficiência energ<strong>é</strong>tica em 2021<br />
• Cooperação inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l: redução de fluxos fi<strong>na</strong>nceiros para países<br />
em desenvolvimento desti<strong>na</strong>dos à pesquisa e desenvolvimento de energias<br />
limpas e à produção de energia renovável: de 2,93 milhões € em<br />
2015 para zero em 2021<br />
ODS 8 TRABALHO DIGNO E CRESCIMENTO ECONÓMICO<br />
• Aumento do PIB per capita em 2022 para 20,8 mil € per capita, a preços<br />
correntes, em 2021; crescimento acima da m<strong>é</strong>dia UE<br />
• Menos desemprego: taxa de desemprego de 12,9% em 2015, registou 6,0%<br />
em 2022<br />
• Menor i<strong>na</strong>tividade nos jovens (15-24): taxa de jovens não empregados/integrados<br />
em educação ou formação: 9,4% em 2022, valor mínimo desde 2015<br />
• Progresso favorável <strong>na</strong> incidência de acidentes de trabalho não fatais, por<br />
100 mil empregados, entre 2015 e 2020.<br />
• Decr<strong>é</strong>scimo <strong>na</strong> Ajuda Pública ao Desenvolvimento desti<strong>na</strong>da ao apoio<br />
ao com<strong>é</strong>rcio: (valor máximo em 2020, de 33,61 milhões €)<br />
ODS 9 – INDÚSTRIA, INOVAÇÃO E INFRAESTRUTURAS<br />
• Aumento do peso das indústrias de alta e m<strong>é</strong>dia tecnologia no valor<br />
acrescentado bruto (VAB) da indústria transformadora: 23,7% em 2021<br />
• Maior proporção de despesa em investigação e desenvolvimento (I&D)<br />
no PIB: (ainda longe da meta de 3% at<strong>é</strong> 2030)<br />
• Menor intensidade das emissões atmosf<strong>é</strong>ricas da economia (diminuição<br />
de emissões de CO2 por unidade de VAB): 0,269 kg CO2/€ em 2021<br />
• Indústria transformadora: desempenho desfavorável <strong>na</strong>s dimensões de<br />
emprego (17,7% da população empregada <strong>na</strong> indústria transformadora<br />
em 2015 vs. 16,8% em 2022) e peso das microempresas no valor acrescentado<br />
desta indústria (7,3% em 2021).<br />
OD10 – REDUZIR AS DESIGUALDADES<br />
• Aumento do rendimento m<strong>é</strong>dio: 6 851 € em 2021<br />
• Progresso favorável do peso do trabalho no PIB desde 2015: 51,6% em<br />
2020<br />
• Diminuição da percentagem de pessoas a viverem em agregados familiares<br />
com rendimento inferior a 50% do rendimento mediano: 10,0%<br />
em 2021<br />
• Avaliação inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l indica melhoria em políticas de migração que<br />
facilitam a migração e a mobilidade (orde<strong>na</strong>da, segura, regular e responsável),<br />
atingindo a classificação máxima em 5 domínios<br />
• Tendência desfavorável no impacto redistributivo da política fiscal:<br />
coeficiente de Gini do Rendimento monetário líquido por Adulto Equivalente:<br />
32,0% em 2021<br />
ODS 11 – CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS<br />
• Menos população em condições de habitabilidade desfavoráveis: decr<strong>é</strong>scimo<br />
da proporção da população residente em alojamentos não clássicos:<br />
3,9% em 2020<br />
• 100% das cidades portuguesas com participação direta da sociedade<br />
civil no planeamento e gestão urba<strong>na</strong><br />
• Aumento da despesa pública e privada em serviços culturais<br />
• Mais resíduos urbanos <strong>na</strong>s cidades e per capita: 513 kg per capita em<br />
2020<br />
ODS 12 – PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEIS<br />
• Redução <strong>na</strong> percentagem de resíduos perigosos gerados: 9,2% em 2021<br />
• Progresso favorável <strong>na</strong>s taxas de reciclagem: 36,1% em 2015 para 38,0%<br />
em 2020 (contudo, ainda aqu<strong>é</strong>m da meta <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l para 2020 [50%] e<br />
longe da meta para 2030 [55%]) • Uso mais eficiente dos materiais desde<br />
2015: redução da pegada material por unidade de PIB, de 0,91 kg/€ em<br />
2015 para 0,79 kg/€ em 2020 e diminuição do consumo interno de materiais<br />
por unidade de PIB, de 0,89 kg/€ em 2015 para 0,83 kg/€ em 2021<br />
• Ferramentas disponíveis para monitorizar aspetos económicos e ambientais<br />
da sustentabilidade: Conta Sat<strong>é</strong>lite do Turismo, Conta das<br />
Emissões Atmosf<strong>é</strong>ricas e Conta de Fluxos Físicos de Energia<br />
ODS 13- AÇÃO CLIMÁTICA<br />
• Redução no total de emissões de gases com efeito de estufa (GEE): a<br />
meta <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l de 2020 foi ultrapassada (-18% a -23%), mas ainda está<br />
longe da meta de -45% a -55% at<strong>é</strong> 2030<br />
• Redução no nível de emissões de GEE per capita: 5,6 t CO2 eq per<br />
capita em 2020<br />
• Progresso favorável <strong>na</strong> implementação da Estrat<strong>é</strong>gia Nacio<strong>na</strong>l de Redução<br />
de Risco de Catástrofes<br />
ODS 14- PROTEGER A VIDA MARINHA<br />
• Classificação inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l máxima no grau de implementação de instrumentos<br />
inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is desti<strong>na</strong>dos ao combate da pesca ilegal, não declarada<br />
e não regulamentada<br />
• Melhoria <strong>na</strong> avaliação inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l do grau de aplicação de enquadra-<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ ABC DO ESG \\<br />
13<br />
mentos relativos ao direito de acesso da peque<strong>na</strong> pesca<br />
• Redução do peso do investimento em I&D em tecnologia marinha:<br />
1,9% em 2021<br />
• Proporção de áreas marinhas protegidas: 7% (meta: 10% at<strong>é</strong> 2030)<br />
ODS 15 – PROTEGER A VIDA TERRESTRE<br />
• Avaliação inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l considera que Portugal adotou legislação<br />
<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l relevante e afetou recursos adequados para a prevenção<br />
ou o controle de esp<strong>é</strong>cies exóticas invasoras<br />
• Portugal <strong>é</strong> Parte contratante no Tratado Inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l sobre os<br />
Recursos Fitogen<strong>é</strong>ticos para a Alimentação e a Agricultura e possui<br />
ferramentas ou medidas legislativas, administrativas e políticas<br />
reportadas à Câmara de Compensação de acesso e partilha dos benefícios<br />
• Progresso favorável <strong>na</strong> Ajuda Pública ao Desenvolvimento desti<strong>na</strong>da<br />
à biodiversidade: 1,19 milhões € em 2021<br />
• Proporção de superfície das áreas classificadas manteve-se i<strong>na</strong>lterada<br />
entre 2015 e 2021: 22,6%<br />
Os Objetivos de Desenvolvimento<br />
Sustentável (ODS) são as 17 metas<br />
globais da ONU para erradicar a<br />
pobreza, proteger o planeta e garantir<br />
paz e prosperidade at<strong>é</strong> 2030. Incluem<br />
erradicação da pobreza, fome zero,<br />
saúde e bem-estar, educação de<br />
qualidade, igualdade de g<strong>é</strong>nero, água<br />
limpa e saneamento, energia acessível<br />
e limpa, entre outros.<br />
ODS 16 – PAZ, JUSTIÇA E INSTITUIÇÕES EFICAZES<br />
• Descida no número de crimes de homicídio desde 2015: de 100<br />
para 82 em 2021<br />
• 100% de crianças portuguesas com registo de <strong>na</strong>scimento<br />
• Mais mulheres dirigentes <strong>na</strong> Administração Pública: de 5 576 em<br />
2015 para 7 668 em 2021<br />
• Aumento do número de armas de fogo apreendidas, entregues/<br />
recuperadas pela polícia: 30 728 em 2021<br />
• Aumento da proporção de reclusos preventivos <strong>na</strong> população prisio<strong>na</strong>l:<br />
18,5% em 2021<br />
• Subida no número de crimes de tráfico de pessoas registados pelas<br />
autoridades policiais: 80 em 2021<br />
• Menor proporção de pessoas que se sentem seguras quando passeiam<br />
sozinhas depois de escurecer: 82,8% em 2020<br />
ODS17 – PARCERIAS PARA IMPLEMENTAÇÃO DOS OBJETIVOS<br />
• Portugal tendencialmente “infoincluído”: aumento dos acessos à<br />
Internet (41,6% em 2021) e da percentagem de adultos que usam a<br />
Internet ( 84,5% em 2022)<br />
• Aumento da Ajuda Pública ao Desenvolvimento e do seu peso no<br />
Rendimento Nacio<strong>na</strong>l Bruto (RNB): 0,18% em 2021<br />
• Decr<strong>é</strong>scimo do peso das remessas dos emigrantes e imigrantes no<br />
PIB:1,50% em 2021.
14<br />
\\ ENTREVISTA \\<br />
“A SUSTENTABILIDADE ESTÁ<br />
A GERAR NOVAS OPORTUNIDADES<br />
DE NEGÓCIO”<br />
JÁ NÃO HÁ VOLTA A DAR, AS EMPRESAS PARA SEREM COMPETITIVAS TÊM DE INCORPORAR A<br />
SUSTENTABILIDADE NO SEU MODELO DE NEGÓCIO. AS PME EXPORTADORAS TÊM AGORA A OPOR-<br />
TUNIDADE DE AGARRAR OS CLIENTES EUROPEUS<br />
\\ Por Teresa Cotrim<br />
Filipa Pantaleão <strong>é</strong> mãe de duas filhas e cofundadora da<br />
iniciativa Woman in ESG Portugal. Foi nestas três siglas<br />
que encontrou o seu propósito, desejando contribuir<br />
para a construção de um futuro melhor. Licenciada em<br />
Engenharia do Ambiente <strong>na</strong> Faculdade de Ciências e<br />
Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, possui ainda um MBA<br />
pela Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade<br />
Católica Portuguesa. Tem um percurso profissio<strong>na</strong>l recheado,<br />
tendo dedicado a sua carreira, <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l e inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l, aos setores<br />
da água, logística, energia e resíduos. Atualmente <strong>é</strong> Secretária-geral<br />
do BCSD Portugal, Conselho Empresarial para o Desenvolvimento<br />
Sustentável e garante que pretende honrar a missão, que tem mais de<br />
20 anos, em apoiar os membros do BCSD rumo à sustentabilidade.<br />
É engenheira do Ambiente. Algu<strong>é</strong>m a inspirou a enveredar por<br />
esta área?<br />
O meu pai, que tamb<strong>é</strong>m <strong>é</strong> engenheiro despertou-me para cursos<br />
do “futuro”, nos quais o mais apelativo foi Engenharia do Ambiente.<br />
Durante o curso deparei-me com pessoas, assuntos e causas que<br />
me marcaram, como os resíduos e a sua problemática e tamb<strong>é</strong>m as<br />
alterações climáticas, pela dimensão global, numa altura em que o<br />
Protocolo de Quioto era um grande marco.<br />
Por falar em resíduos... a sua carreira começou nesse setor. O<br />
Early Warning Report divulgado pela Comissão Europeia, que<br />
a<strong>na</strong>lisa o progresso dos Estados-Membros no cumprimento das<br />
metas de reciclagem de resíduos para 2025, revela desafios e incumprimentos.<br />
De modo geral, segundo a avaliação realizada pela<br />
Agência Europeia do Ambiente, a maioria dos Estados-Membros<br />
está em risco de não atingir as metas de reciclagem de resíduos<br />
urbanos (55%) e de resíduos de embalagens (65%)”. Os países que<br />
vão chumbar em ambas as metas são a Bulgária, Gr<strong>é</strong>cia, Croácia,<br />
Chipre, Lituânia, Hungria, Malta, Polónia, Rom<strong>é</strong>nia e Eslováquia.<br />
Depois, oito estão no caminho certo para cumprir o objetivo<br />
total das embalagens, mas falharão <strong>na</strong> reciclagem dos resíduos<br />
urbanos. É o caso da Estónia, Irlanda, Espanha, França, Letónia,<br />
Portugal, Finlândia e Su<strong>é</strong>cia. Na sua opinião porque isto acontece<br />
e o que tem ainda Portugal de fazer?<br />
Podem ser várias as razões apontadas pelos principais Stakeholders.<br />
As mais comuns são falta de investimento e de educação, contudo,<br />
não são únicas e provavelmente nem serão as mais importantes. A<br />
minha opinião baseia-se em anos intensivos de investimento entre<br />
2018 e 2022, nos quais foram melhorados significativamente os indicadores<br />
de acessibilidade aos contentores de recicláveis (conforme<br />
publica a entidade reguladora do setor — ERSAR) e continuamente<br />
ao longo de mais de 20 anos se promoveu a educação ambiental, a vários<br />
níveis, desde no plano curricular do Minist<strong>é</strong>rio de Educação, fomentada<br />
pelos Municípios e pelas Entidades Gestoras responsáveis<br />
pelo Tratamento dos Resíduos Urbanos, pelas Entidades gestoras de<br />
fluxos específicos, entre muitas outras entidades que injustamente<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ ENTREVISTA \\<br />
15<br />
não refiro. Os resultados têm melhorado, mas<br />
de forma pouco expressiva. Assim, o que falta<br />
<strong>é</strong> uma ple<strong>na</strong> responsabilização por todos os<br />
stakeholders da sua quota-parte no cumprimento<br />
das metas, que começa, acima de tudo,<br />
pela meta da redução e do desperdício alimentar<br />
que só podem estar <strong>na</strong> alçada do País.<br />
Tamb<strong>é</strong>m trabalhou <strong>na</strong> Mota-Engil. Na sua<br />
opinião, está o setor da construção a virar-<br />
-se para a sustentabilidade? Ou seja, estará<br />
a emergir um novo modelo de construção<br />
em que são considerados os impactes ambientais<br />
relacio<strong>na</strong>dos com todo o processo<br />
de construção dos edifícios — que engloba<br />
desde a fase do projeto, at<strong>é</strong> à fase de construção,<br />
utilização e at<strong>é</strong> posterior demolição<br />
e gestão de resíduos? Há já em Portugal bons<br />
exemplos nesta mat<strong>é</strong>ria? Isto porque a construção<br />
sustentável implica uma mudança de<br />
mentalidade no setor...<br />
Trabalhei <strong>na</strong> sub-holding dedicada ao ambiente<br />
e serviços e concordo que a construção<br />
sustentável implica uma mudança de mentalidade<br />
<strong>na</strong> sociedade e não só no setor, porque só<br />
quando a economia circular for a única economia<br />
possível <strong>é</strong> que todos os setores económicos<br />
serão “mais” sustentáveis.<br />
E no caso da construção?<br />
Sempre que possível e salvaguardando questões<br />
de segurança, todo o ecossistema da construção<br />
tem de trabalhar de forma diferente, começando<br />
pelos promotores e donos de obra, que têm<br />
de considerar a circularidade do seu projeto,<br />
desde a conceção at<strong>é</strong> ao seu desmantelamento,<br />
incluindo a vertente dos custos; passando<br />
tamb<strong>é</strong>m pelos arquitetos e projetistas que <strong>na</strong><br />
fase de projeto têm de priorizar materiais que<br />
maximizem a utilização de mat<strong>é</strong>rias recicladas<br />
ou de base renovável (caso da madeira); at<strong>é</strong> aos<br />
fi<strong>na</strong>nciadores que têm de beneficiar no spread<br />
projetos com maior circularidade e menor impacto<br />
em detrimento do build as usual.<br />
Outro dos seus desafios profissio<strong>na</strong>is foi trabalhar<br />
no setor energ<strong>é</strong>tico no peru. Este <strong>é</strong> um<br />
dos setores mais poluidores ou mesmo o mais<br />
poluidor...<br />
O setor energ<strong>é</strong>tico tem maior peso <strong>na</strong>s emissões<br />
de gases com efeitos de estufa, se a fonte<br />
for combustível fóssil, <strong>na</strong> realidade trabalhava<br />
<strong>na</strong> área das renováveis, nomeadamente projetos<br />
hídricos.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
16<br />
\\ ENTREVISTA \\<br />
e <strong>na</strong> indústria transformadora. Este <strong>é</strong> um si<strong>na</strong>l<br />
positivo para todos, reforçando a ideia que<br />
temos passado sempre: que o desempenho de<br />
sustentabilidade pode impulsio<strong>na</strong>r o fi<strong>na</strong>nceiro,<br />
e que os dois não são inimigos.<br />
Sobre outras formas de energia, a transição dos<br />
combustíveis fósseis, a nível mundial ditará<br />
tamb<strong>é</strong>m a transição de Portugal.<br />
E para a transição energ<strong>é</strong>tica?<br />
Na transição energ<strong>é</strong>tica, devíamo-nos focar<br />
primeiro <strong>na</strong> indústria, encontrando formas<br />
de poder apoiar a Inovação e Desenvolvimento<br />
(I&D) quando não haja alter<strong>na</strong>tivas, por<br />
exemplo, para altas temperaturas e para novos<br />
investimentos ape<strong>na</strong>s com crit<strong>é</strong>rio de menor<br />
emissão. A seguir, diria que nos devemos focar<br />
no armaze<strong>na</strong>mento e <strong>na</strong> produção descentralizada,<br />
com menor impacto ambiental.<br />
Acredita que Portugal ainda poderá ser “alimentado”<br />
ape<strong>na</strong>s a energias verdes?<br />
Sem dúvida, somos, aliás um excelente exemplo<br />
mundial de produção de energia el<strong>é</strong>trica<br />
com base renovável. Em 2023, a produção<br />
renovável de eletricidade bateu um recorde e<br />
abasteceu 61% do consumo. Ainda temos espaço<br />
para aumentar esta produção.<br />
Segundo a Eurostat, Portugal está no grupo<br />
de países da União Europeia que está a conseguir<br />
reduzir a emissão de gases com efeito de<br />
estufa em impacto negativo no Produto Interno<br />
Bruto (PIB). Isto foi conseguido principalmente<br />
atrav<strong>é</strong>s dos setores de eletricidade e gás<br />
Como diretora-geral do BCSD, quais os seus<br />
planos?<br />
Honrar a missão, que tem mais de 20 anos, que<br />
passa por incentivar e apoiar os nossos membros<br />
<strong>na</strong> sua jor<strong>na</strong>da rumo à sustentabilidade,<br />
inspirando-os e ajudando-os a construir organizações<br />
e modelos de negócio que sejam<br />
competitivos, inovadores e sustentáveis a nível<br />
Ambiental e, mais recentemente, introduzindo<br />
a componente Social e de Gover<strong>na</strong>nce/<br />
Económico. Esta <strong>é</strong> uma missão que implementamos<br />
atrav<strong>é</strong>s da produção e dissemi<strong>na</strong>ção rápida<br />
de conhecimento, de forma colaborativa<br />
entre variados stakeholders e com inovação.<br />
Mas destacam algumas áreas?<br />
Trabalhamos cinco áreas com as empresas:<br />
biodiversidade, economia circular e cadeia de<br />
valor, clima e energia, reporte e fi<strong>na</strong>nças sustentáveis<br />
e diversidade, equidade e inclusão<br />
(DEI). Com o desenvolvimento do enquadramento<br />
regulamentar definido pela europa,<br />
evoluímos do pilar ambiental para abarcar<br />
tamb<strong>é</strong>m os outros dois pilares, social e gover<strong>na</strong>nça,<br />
de forma muito cirúrgica e com impacto,<br />
para podermos dar mais valor aos nossos<br />
associados.<br />
Quanto aos objetivos?<br />
Em termos de objetivos, destaco três: a consolidação<br />
da posição da academia BCSD Portugal<br />
como instituição certificada e de referência<br />
para as empresas poderem formar os seus co-<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ ENTREVISTA \\<br />
17<br />
As empresas com classificações ESG elevadas<br />
são geralmente vistas como menos arriscadas<br />
e mais preparadas para o futuro<br />
laboradores. A criação de uma iniciativa dedicada<br />
a DEI e outra dedicada a gover<strong>na</strong>nce,<br />
que vão gerar impacto <strong>na</strong> sociedade, atrav<strong>é</strong>s<br />
de compromissos e ações das empresas, com<br />
partilha e networking de pares e vamos fazê-las<br />
com parcerias importantes. E por fim,<br />
com foco <strong>na</strong> emergência climática, ter maior<br />
impacto <strong>na</strong> redução de emissões de gases com<br />
efeito de estufa, atrav<strong>é</strong>s não só da sua quantificação,<br />
mas com iniciativas que permitem<br />
maiores reduções <strong>na</strong>s empresas de forma mais<br />
rápida.<br />
As empresas portuguesas estão a seguir a<br />
rota da sustentabilidade? O BCSD lançou<br />
uma ferramenta para fazer um diagnóstico<br />
ao nível da sustentabilidade – como estão as<br />
empresas portuguesas? Já há números? Se<br />
sim, quais?<br />
De modo geral, as empresas portuguesas têm<br />
feito esforços crescentes para seguir a rota da<br />
sustentabilidade. No entanto, existe uma grande<br />
dispersão de maturidade sobre sustentabilidade<br />
como mostra o retrato agregado relativo<br />
a 2023.<br />
Este retrato está associado à nossa ferramenta<br />
da Jor<strong>na</strong>da 2030, cujo questionário<br />
contou com a participação de 80 entidades<br />
relativamente à sua performance ESG tendo<br />
em conta as cinco etapas e vinte indicadores<br />
que correspondem à base da Jor<strong>na</strong>da 2030 do<br />
BCSD Portugal. Este ano, foi ainda possível recolher<br />
informação complementar, tanto sobre<br />
temas mais estrat<strong>é</strong>gicos como específicos do<br />
espetro ESG (ambiente, social e gover<strong>na</strong>nça).<br />
Estas informações reportadas pelas empresas<br />
são a<strong>na</strong>lisadas segundo o posicio<strong>na</strong>mento <strong>na</strong>s<br />
etapas de maturidade da jor<strong>na</strong>da de sustentabilidade,<br />
as práticas de gestão da sustentabilidade<br />
e os temas ESG trabalhados.<br />
Como se posicio<strong>na</strong>ram as empresas <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is?<br />
A maioria das empresas a<strong>na</strong>lisadas (74%) encontra-se<br />
<strong>na</strong>s etapas iniciais da jor<strong>na</strong>da de sustentabilidade<br />
(Conhecer e Construir), associadas<br />
à definição das prioridades estrat<strong>é</strong>gicas de<br />
sustentabilidade e respetivos planos de ação.<br />
Al<strong>é</strong>m disso, um número relevante de empresas<br />
(12%) encontra-se num estágio pr<strong>é</strong>vio à jor<strong>na</strong>da<br />
da sustentabilidade, a Despertar para a<br />
necessidade e as oportunidades da sustentabilidade<br />
como estrat<strong>é</strong>gia corporativa.<br />
Que empresas estão <strong>na</strong>s etapas iniciais?<br />
Nas etapas iniciais da jor<strong>na</strong>da se encontram<br />
principalmente microempresas e PMEs, as<br />
empresas <strong>na</strong>s etapas de maior maturidade são,<br />
maioritariamente, de grande dimensão. Este<br />
padrão manteve-se em relação ao ano passado.<br />
Relativamente aos temas que as empresas trabalham,<br />
observa-se que <strong>na</strong>s etapas de menor<br />
maturidade, existe uma maior proporção de<br />
temas sociais a serem trabalhados, seguidos<br />
dos temas ambientais. Já os temas de gover<strong>na</strong>nça<br />
são endereçados em menor proporção<br />
no início da jor<strong>na</strong>da de sustentabilidade, à semelhança<br />
de 2022.<br />
Que dados destacaria?<br />
Neste estudo foi ainda possível recolher informação<br />
relativa a diversos temas ambientais,<br />
sociais e de gover<strong>na</strong>nça específicos, destacando-se<br />
os seguintes:<br />
1. A grande maioria das empresas (69%) monitoriza<br />
emissões de gases com efeito de estufa<br />
(GEE) e 40% fá-lo para emissões de âmbito 1,2<br />
e 3.<br />
2. Uma grande quantidade de empresas (73%)<br />
realiza inqu<strong>é</strong>rito de satisfação aos seus colaboradores,<br />
sendo que, em m<strong>é</strong>dia, a taxa de satisfação<br />
dos colaboradores das empresas <strong>é</strong> de<br />
76%.<br />
3. Apesar de mais de metade das empresas<br />
(63%) apresentar uma estrat<strong>é</strong>gia para a promoção<br />
da igualdade de g<strong>é</strong>nero, há promoção<br />
praticamente 3 pessoas do g<strong>é</strong>nero masculino<br />
por cada pessoa do g<strong>é</strong>nero feminino <strong>na</strong> gestão<br />
de topo das empresas.<br />
4. A maioria das empresas (64%) considera a<br />
sustentabilidade <strong>na</strong> seleção dos seus fornecedores<br />
e/ou <strong>na</strong> contratação de serviços e quase<br />
metade (49%) monitoriza, audita e avalia o desempenho<br />
dos seus fornecedores.<br />
5. Ape<strong>na</strong>s cerca de um terço das empresas<br />
(34%) disponibiliza informação socioambiental<br />
nos seus produtos/serviços.<br />
6. A grande maioria das empresas (85%) continua<br />
a optar por ter um responsável, equipa<br />
ou departamento dedicado à sustentabilidade.<br />
7. Mais de metade das empresas (59%) desenvolve<br />
projetos de investigação e inovação em<br />
sustentabilidade. No entanto, esta inovação <strong>é</strong><br />
essencialmente incremental e não disruptiva.<br />
8. Mais de metade das empresas (60%) capacita<br />
os colaboradores da sua equipa de sustentabilidade.<br />
9. Cerca de metade das empresas (54%) já faz<br />
o reporte de sustentabilidade.<br />
Há ainda um caminho a fazer...<br />
Ainda há muitas empresas em Portugal que<br />
precisam de melhorar a sua abordagem relativamente<br />
à sustentabilidade, nomeadamente<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
18<br />
\\ ENTREVISTA \\<br />
Na transição energ<strong>é</strong>tica devíamo-nos focar<br />
primeiro <strong>na</strong> indústria, encontrando formas de<br />
apoiar I&D quando não haja alter<strong>na</strong>tivas. Depois,<br />
no armaze<strong>na</strong>mento e <strong>na</strong> produção descentralizada,<br />
com menor impacto ambiental<br />
que reconheçam a sua importância estrat<strong>é</strong>gica<br />
para o negócio. É uma variável que já não pode<br />
ser descurada, como fator competitivo a longo<br />
prazo.r progressos neste domínio da sustentabilidade.<br />
Estão as empresas mais peque<strong>na</strong>s preparadas<br />
para o fazer? Ou sentem algum tipo de ameaça<br />
à sua sobrevivência?<br />
Possivelmente, o sentido de ameaça sobre o seu<br />
negócio faz com que fiquem mais compelidas à<br />
ação. Penso que as PME, neste momento, fruto<br />
da necessidade que têm de conseguir conhecimento<br />
prático sobre o tema da sustentabilidade,<br />
encontram no BCSD Portugal um aliado de<br />
valor para o conseguir. Esperamos que as PME<br />
usem a vantagem de terem maior flexibilidade e<br />
capacidade de adaptação para serem mais ágeis<br />
<strong>na</strong> adoção das mudanças sustentáveis que necessitamos.<br />
Se o fizerem, as PME exportadoras<br />
têm agora uma oportunidade de reavivar o negócio<br />
para os clientes europeus, em detrimento de<br />
outras geografias cuja produção tem foco ape<strong>na</strong>s<br />
no custo, sem considerar as exter<strong>na</strong>lidades negativas<br />
para o ambiente e pessoas.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ ENTREVISTA \\<br />
19<br />
As PME estão preparadas para tantas exigências<br />
ao nível do report?<br />
De forma transversal, diria que no ponto do reporting<br />
nenhuma está preparada para esta avalanche,<br />
nem as grandes que tamb<strong>é</strong>m têm mais<br />
obrigações, nem as PME. Claro que por estarem<br />
<strong>na</strong> cadeia de valor das grandes, as PME tamb<strong>é</strong>m<br />
já estão a receber pedidos de informação, sobre a<br />
qual não têm dados como, por exemplo, cálculo<br />
da pegada de carbono ou m<strong>é</strong>tricas relacio<strong>na</strong>das<br />
com a biodiversidade.<br />
O que sabemos <strong>é</strong> que o exercício de hamonizar<br />
e promover a apresentação de informação<br />
fiável e comparável por parte da União Europeia<br />
foi notável. Promover uma cultura de responsabilização,<br />
garantindo que os stakeholders têm informação<br />
para avaliarem o impacto das empresas<br />
no ambiente e <strong>na</strong>s pessoas <strong>é</strong> fundamental. Al<strong>é</strong>m<br />
disso, apesar de sabermos que o percurso será<br />
desafiante para algumas empresas, esta Diretiva<br />
fez-se acompanhar de linhas de orientação pelo<br />
European Fi<strong>na</strong>ncial Reporting Advisory Group<br />
(EFRAG), como as PME não cotadas, que terão<br />
acesso a um conjunto de normas mais simples (e<br />
voluntárias) que as ajudarão a responder aos pedidos<br />
em conformidade.<br />
Olhando para os vossos associados e pegando<br />
<strong>na</strong>s siglas ESG, qual a letra que mais falta trabalhar?<br />
Como referido, as empresas encontram-se em diferentes<br />
estágios de maturidade. Mesmo dentro<br />
dos indicadores ESG, por exemplo, dentro do E<br />
podem estar a trabalhar um tema há mais anos,<br />
como a pegada carbónica, mas estarem a dar os<br />
primeiros passos em outros temas ambientais,<br />
como as m<strong>é</strong>tricas de biodiversidade.<br />
O gover<strong>na</strong>nce <strong>é</strong> uma área que queremos<br />
começar a desenvolver mais com os nossos associados,<br />
precisamente porque entendemos que genericamente<br />
<strong>é</strong> o tema que mais mudanças estruturais<br />
pode trazer. A sustentabilidade tem de ser<br />
vista tamb<strong>é</strong>m como uma forma de administrar<br />
bem as nossas empresas. Em Portugal ainda não<br />
há muito a cultura de CSOs, Chief Sustai<strong>na</strong>bility<br />
Officers, isto <strong>é</strong>, uma pessoa que tenha temática<br />
da sustentabilidade com assento no Conselho de<br />
Administração. Ainda que exista CEOs que trazem<br />
essa motivação para o Board, o alinhamento<br />
das práticas e da estrutura de gover<strong>na</strong>nce <strong>é</strong> crítico.<br />
Pegando ainda <strong>na</strong>s letras, qual a que traz mais<br />
rentabilidade ao negócio?<br />
Todas. Ainda que possa parecer um desafio demasiado<br />
grande para a capacidade real das empresas,<br />
estas devem considerar desenvolver esforços<br />
positivos <strong>na</strong>s três dimensões. No que toca aos<br />
ratings ESG, por exemplo, apesar de existirem vários,<br />
terem metodologias de avaliação diferentes e<br />
alguns serem especializados com foco num tema<br />
ou num setor, em termos gerais todos avaliam os<br />
indicadores reportados pelas empresas sobre o<br />
seu desempenho ambiental (E), desempenho social<br />
(S) e <strong>na</strong> gover<strong>na</strong>nça do negócio (G).<br />
Estes ratings têm sido utilizados pelos investidos<br />
que utilizam estas pontuações para identificar<br />
empresas que são lucrativas, mas tamb<strong>é</strong>m<br />
responsáveis com o ambiente, cuidadosas com<br />
as comunidades e bem gover<strong>na</strong>das. As empresas<br />
com classificações ESG elevadas são geralmente<br />
vistas como menos arriscadas e mais preparadas<br />
para o futuro.<br />
Ainda no tema do ESG <strong>é</strong> uma das fundadoras<br />
do movimento Women In ESG Portugal.<br />
O que a levou a entrar neste projeto? Qual <strong>é</strong><br />
o balanço?<br />
A ideia da Alice Khouri de dar luz às mulheres<br />
que trabalham em sustentabilidade ou em setores<br />
relacio<strong>na</strong>dos fascinou-me de imediato. Provavelmente<br />
porque ao longo do meu percurso<br />
profissio<strong>na</strong>l tenha encontrado muitas mulheres a<br />
trabalhar para a sustentabilidade, de muitas formas<br />
e com diferentes alcances. O balanço foi logo<br />
muito positivo e avassalador, não só pela quantidade<br />
de mulheres que se inscreveu <strong>na</strong> lista, mas<br />
tamb<strong>é</strong>m pela di<strong>na</strong>mização a que se propuseram<br />
por acreditar <strong>na</strong> causa. Contámos com a sua<br />
ajuda no evento de lançamento que contou com<br />
mais de 100 pessoas para ouvir o Nuno Markl<br />
falar sobre desigualdade de g<strong>é</strong>nero, a Professora<br />
Hele<strong>na</strong> Freitas para nos falar do g<strong>é</strong>nero <strong>na</strong> biodiversidade,<br />
entre outros.<br />
Neste momento, contamos com uma comunidade<br />
de mais de 550 mulheres inscritas <strong>na</strong><br />
lista e mais de 50 embaixadores. Em termos de<br />
ação, promovemos a colaboração intergeracio<strong>na</strong>l<br />
e intersectorial, com vista à partilha de conhecimento<br />
e experiências, atrav<strong>é</strong>s, por exemplo, da<br />
iniciativa “Mix and Match”, que junta mulheres<br />
da lista, com menos e com mais de dez anos de<br />
experiência, para escreverem sobre temas sustentáveis.<br />
A sustentabilidade abre novas oportunidades<br />
de negócio. Se sim, quais?<br />
Sim. A sustentabilidade <strong>é</strong> um fator de competitividade<br />
empresarial. As empresas só conseguirão,<br />
a longo-prazo, atingir os seus objetivos económicos<br />
se atingirem os seus objetivos de sustentabilidade.<br />
A sustentabilidade já está a gerar novas oportunidades<br />
de negócio, como <strong>é</strong> o caso de modelos<br />
de negócio que integram a economia circular ou<br />
modelos “everything as a service”, e ainda gerará<br />
mais, por exemplo: ao nível dos riscos climáticos<br />
físicos, temos a implementação de práticas agrícolas<br />
regenerativas, melhorias nos sistemas de<br />
rega e de disponibilidade de água nos terrenos,<br />
aplicação de sensores de humidade e outros IoT<br />
(Internet of Things). Nos riscos de transição, nos<br />
político-regulatórios temos aumento da produção<br />
biológica, da produção regenerativa, e inovação<br />
ao nível de soluções de eficiência energ<strong>é</strong>tica e<br />
hídrica. Já nos riscos de mercado, destacamos a<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
20<br />
\\ ENTREVISTA \\<br />
As empresas portuguesas têm<br />
feito esforços crescentes para<br />
seguir a rota da sustentabilidade<br />
venda de cr<strong>é</strong>ditos de carbono e o desenvolvimento<br />
de novos produtos que vão<br />
de encontro às necessidades dos consumidores.<br />
Ainda nos riscos de transição<br />
tecnológicos, vemos aparecimento de<br />
produtos baixos em carbono ou de produtos<br />
que apoiem o sequestro de carbono.<br />
Com a alteração do Governo perspetiva<br />
algumas mudanças <strong>na</strong> área da sustentabilidade?<br />
Diria que <strong>na</strong>s metas ambientas que<br />
abarcam os principais temas, como<br />
emissões, ar, água, resíduos, entre outros,<br />
não haverá mudança porque são objetivos<br />
europeus e a expetativa <strong>é</strong> que estes se<br />
concretizem.<br />
Gostava que fossem criadas condições<br />
para que o tema de gover<strong>na</strong>nce, a transparência,<br />
fosse mais aprofundado, tanto<br />
do lado público como privado, de modo<br />
que seja o pilar que garante a prossecução<br />
dos pilares E e S.<br />
Tem uma carreira inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l. Qual<br />
a sua sensibilidade relativamente ao<br />
que se faz lá fora. Portugal fica muito<br />
atrás, ou está no bom caminho...<br />
A geografia dá-nos uma vantagem por<br />
sermos um país europeu desenvolvido.<br />
Somos em vários fóruns referidos como<br />
um exemplo a seguir, como <strong>é</strong> o caso da<br />
implementação das renováveis.<br />
Acho que o caminho difere de temática<br />
para temática. Temos um bom exemplo<br />
a seguir <strong>na</strong> circularidade nos países<br />
baixos em 2022 foi de 28%. Claro que<br />
têm de aumentar ainda muito esta percentagem,<br />
mas já mostra que os nossos<br />
2,6% são manifestamente pouco, aliás<br />
somos o quarto pior país da Europa. No<br />
social, destacaria, em portugal, a equidade<br />
que consiste em reconhecer e trabalhar<br />
pontos de partida desfavoráveis<br />
das pessoas. O WBCSD entende a desigualdade<br />
como a distribuição desigual<br />
de rendimento, riqueza, oportunidades,<br />
poder, voz política e bem-estar geral e<br />
tem uma agenda para trabalhar esta temática,<br />
que tamb<strong>é</strong>m tentaremos trazer<br />
para Portugal. Por fim, no Gover<strong>na</strong>nce<br />
diria gerir riscos e destacaria a função<br />
do CSO como líder desta cruzada.<br />
Acredita que a descarbonização será<br />
alcançada <strong>na</strong>s metas propostas? Ou<br />
ainda se vai empurrar com a barriga?<br />
Afi<strong>na</strong>l, este <strong>é</strong> um tema estrat<strong>é</strong>gico<br />
para os países e para as empresas...<br />
A ciência diz-nos que já vai ser difícil<br />
cumprir metas e que esse deverá ser foco<br />
de preocupação porque assim sendo, teremos<br />
dois problemas em cima da mesa,<br />
não só o problema da redução de emissões<br />
como tamb<strong>é</strong>m toda a problemática<br />
da adaptação para podermos manter a<br />
sociedade e o nosso modo de vida o mais<br />
parecido possível ao atual. No entanto,<br />
no que concerne às empresas, principalmente<br />
as grandes, hoje em dia várias<br />
empresas já têm metas para a neutralidade<br />
carbónica e um plano de transição<br />
para lá chegar.<br />
Na sua opinião, quais são os temas<br />
chave a debater para encontrar soluções<br />
<strong>na</strong> área da sustentabilidade?<br />
É difícil escolher temas, porque estamos<br />
a falar de uma panóplia muito diversa<br />
de problemáticas pelo que escolheria<br />
pela urgência: no E — a descarbonização,<br />
no S — a desigualdade e no G — a<br />
prestação de contas (accountability).<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
22<br />
\\ ABC DO ESG \\<br />
AS TRÊS LETRAS<br />
QUE MAIS TINTA FAZEM CORRER<br />
OS TEMAS DE ESG SÃO UMA<br />
ESPÉCIE DE LABIRINTO PARA<br />
AS EMPRESAS, MAS É BOM QUE<br />
ESTAS SIGAM JÁ A TRILHA, SOB<br />
PENA DE NÃO ENCONTRAREM A<br />
SAÍDA A TEMPO.<br />
\\ Por Teresa Cotrim<br />
Asigla ESG que significa práticas ambientais, sociais e de gover<strong>na</strong>nça<br />
surgiu em 2004, para medir o grau de sustentabilidade<br />
de uma empresa, logo o seu cumprimento <strong>é</strong> um passaporte de<br />
credibilidade para investidores, consumidores e sociedade em<br />
geral. No entanto, a sua adoção implica uma mudança profunda<br />
no modelo de negócio das empresas. Amadas por uns, detestadas por outros,<br />
a verdade <strong>é</strong> que estas três letras são vistas como os pilares da sustentabilidade.<br />
Uma pesquisa da consultora Mckinsey, destaca que o ESG impulsio<strong>na</strong> os<br />
resultados das empresas de cinco formas: ajuda a aumentar as receitas, reduz<br />
custos, minimiza intervenções regulatórias e legais, aumenta a produtividade<br />
dos colaboradores e otimiza investimentos e despesas de capital. O mesmo<br />
estudo garante tamb<strong>é</strong>m que as empresas com políticas ESG implementadas<br />
são consideradas mais confiáveis.<br />
Mas ainda há quem coloque reticências ao tema. Nos Estados Unidos, por<br />
exemplo, assiste-se a uma onda anti ESG, que já vem desde 2022. A prestigiada<br />
revista de economia The Economist fez uma capa com o título ESG: três<br />
letras que não vão salvar o planeta. Este movimento não reconhece os fatores<br />
ambientais ou sociais como riscos fi<strong>na</strong>nceiros, defendendo que estes não devem<br />
interferir <strong>na</strong> gestão das empresas. Isto porque, a sua fi<strong>na</strong>lidade está em<br />
obter lucro. Talvez, o que esteja <strong>na</strong> base deste movimento seja o não querer<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ 2023
\\ ABC DO ESG \\<br />
23<br />
<strong>Quem</strong> reporta<br />
primeiro?<br />
Não há outro caminho: ou isto <strong>é</strong> entendido sob<br />
uma perspetiva do tipo all in e não como um<br />
nice to have em que ape<strong>na</strong>s se anda a brincar às<br />
lâmpadas LED, ou então são meros exercícios de<br />
greenwashing,<br />
Nuno Moreira da Cruz, professor e diretor executivo do Centro de Negócios e<br />
Liderança da Universidade Católica de Lisboa<br />
fazer investimentos para operar a transição,<br />
afi<strong>na</strong>l será preciso mudar negócios, em alguns<br />
casos implicará, inclusive mudar estruturas<br />
físicas e muitas das grandes empresas não<br />
têm agilidade para o fazer, al<strong>é</strong>m de precisarem<br />
de avultados investimentos. E claro, o<br />
peso do petróleo, o combustível que move a<br />
economia america<strong>na</strong>.<br />
Nuno Moreira da Cruz, professor e diretor<br />
executivo do Centro de Negócios e Liderança<br />
da Universidade Católica de Lisboa <strong>é</strong><br />
peremtório: “se o ESG significa implementar<br />
sustentabilidade já ningu<strong>é</strong>m duvida que seja<br />
fundamental e está no centro do negócio.<br />
Poucos ainda arriscam “não fazer <strong>na</strong>da”. Se<br />
o ESG estiver relacio<strong>na</strong>do com as m<strong>é</strong>tricas,<br />
reporting e todas as diretivas da União Europeia<br />
tamb<strong>é</strong>m ningu<strong>é</strong>m duvida da importância<br />
que daí resulta para acelerar implementação.<br />
É compliance, logo as empresas têm de as<br />
aplicar, caso não o façam podem perder a licença<br />
para operar. O professor vai ainda mais<br />
longe, afirmando que a sustentabilidade <strong>é</strong> “a”<br />
estrat<strong>é</strong>gia. Não há outro caminho. “Ou isto <strong>é</strong><br />
entendido sob uma perspetiva do tipo all in,<br />
como os ingleses dizem, e não como um nice<br />
to have em que ape<strong>na</strong>s se anda a brincar às<br />
lâmpadas LED, ou então são meros exercícios<br />
de greenwashing”.<br />
Para Filipe Duarte Santos, Professor Catedrático<br />
da Faculdade de Ciências da Universidade<br />
de Lisboa e Presidente do Conselho<br />
Nacio<strong>na</strong>l do Ambiente e do Desenvolvimento<br />
Sustentável, cada um deles só se consegue<br />
atingir, se os outros dois estiverem a caminhar<br />
no mesmo sentido. Sem desenvolvimento<br />
económico, o país não tem capacidade para<br />
conservar o ambiente, combater as alterações<br />
climáticas, nem reduzir as desigualdades<br />
sociais. O investigador a<strong>na</strong>lisa ainda de um<br />
ponto de vista mais macro: “se Portugal não<br />
fizer um esforço para se aproximar mais da<br />
m<strong>é</strong>dia europeia dos indicadores económico-<br />
-sociais, temo que seja mais difícil avançar <strong>na</strong><br />
fileira ambiental. Não podemos descurar as<br />
diversas componentes”.<br />
EUROPA NA DIANTEIRA...<br />
A Comissão Europeia está a impor novas<br />
regras e a legislação que aí vem em termos<br />
de ESG <strong>é</strong> um desafio para as PME, que representam<br />
99% do tecido empresarial <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l.<br />
As empresas não só terão de adotar<br />
as medidas alinhadas com a estrat<strong>é</strong>gia da<br />
União Europeia como de as comunicar, integrando<br />
o relatório de sustentabilidade no<br />
relatório anual de gestão. “Esta informação<br />
será muito importante para que investidores,<br />
A Nova Diretiva Sobre Reporte de <strong>Sustentabilidade</strong><br />
Corporativo (CSRD) <strong>é</strong> clara:<br />
• 1 de janeiro de <strong>2024</strong>: grandes empresas de interesse<br />
público (mais de 500 trabalhadores) já sujeitas<br />
à diretiva de reporte não fi<strong>na</strong>nceiro;<br />
• 1 de janeiro de 2025: grandes empresas ainda não<br />
sujeitas à diretiva de reporte não fi<strong>na</strong>nceiro (mais<br />
de 250 trabalhadores e/ou 40 milhões de euros em<br />
volume de negócios e/ou 20 milhões de euros no<br />
total do ativo);<br />
• 1 de janeiro de 2026: PME cotadas e outras empresas.<br />
Alguns m<strong>é</strong>todos para<br />
medir o impacto do ESG<br />
• Índices de sustentabilidade: Como por exemplo,<br />
o Dow Jones Sustai<strong>na</strong>bility Index (DJSI) e o FTSE-<br />
4Good.<br />
• Relatórios de <strong>Sustentabilidade</strong>: As empresas<br />
podem divulgar relatórios periódicos sobre as suas<br />
atividades e impactes ambientais e sociais seguindo<br />
as diretrizes da Global Reporting Initiiative (GRI)<br />
• Certificações e Normas: ISSO 14001 para gestão<br />
ambiental e a certificação B corp para as empresas<br />
com impacto social positivo.<br />
• Avaliação do ciclo de vida (ACV): Medindo o<br />
impacto de produtos e serviços ao longo do seu<br />
ciclo de vida, desde a extração do recurso at<strong>é</strong> ao<br />
descarte.<br />
• Análise de Risco Sociambiental<br />
• Índices de Desempenho Ambiental: Centram-se<br />
ape<strong>na</strong>s no impacto ambiental de uma dada empresa<br />
ou projeto, medindo emissões de carbono,<br />
consumo de energia e gestão de resíduos.<br />
• Indicadores de Desenvolvimento Sustentável:<br />
São m<strong>é</strong>tricas que monitorizam o progresso de uma<br />
organização ou país relativamente aos Objetivos de<br />
Desenvolvimento Sustentável (ODS).<br />
• M<strong>é</strong>tricas de Diversidade e Inclusão: Avaliam o<br />
compromisso de uma empresa com a promoção da<br />
diversidade e inclusão no seu quadro de funcionários<br />
e cultura organizacio<strong>na</strong>l.<br />
• Análise de indicadores-chave de desempenho<br />
(KPIs) relacio<strong>na</strong>dos ao ESG.
24<br />
\\ ABC DO ESG \\<br />
Os crit<strong>é</strong>rios ESG podem privilegiar as empresas<br />
que já são verdes baixando o custo de capital<br />
para estas e aumentando para as que não o são,<br />
dificultando desta forma a capacidade de captarem<br />
investimento para se tor<strong>na</strong>rem verdes, tendo assim<br />
um efeito contrário<br />
Mira Amaral, consultor de projetos de investimento e desenvolvimento tecnológico e<br />
professor de economia e gestão do Instituto Superior T<strong>é</strong>cnico<br />
fornecedores e clientes tomem decisões com<br />
base em crit<strong>é</strong>rios de sustentabilidade, responsabilidade<br />
social e gover<strong>na</strong>nça”, lê-se no<br />
site do IAPMEI, Instituto de Apoio às Peque<strong>na</strong>s<br />
e M<strong>é</strong>dias Empresas.<br />
A nova diretiva traz tamb<strong>é</strong>m a obrigação<br />
de verificação da informação por terceiros,<br />
evitando assim a prestação de informações<br />
falsas ou de práticas de greenwashing, que<br />
consiste <strong>na</strong> divulgação de informações enganosas<br />
ou exageradas sobre as práticas sustentáveis.<br />
A mesma fonte refere que a nova<br />
Diretiva sobre o Reporte de <strong>Sustentabilidade</strong><br />
Corporativo (CSRD), entra em vigor em<br />
<strong>2024</strong>, sendo aplicada segundo a dimensão<br />
empresa.<br />
OS TSUNAMIS DOS ATIVOS<br />
Segundo a consultora PwC, a expetativa <strong>é</strong> que<br />
entre 2021 e 2026, os fundos de investimentos de<br />
todo o mundo, ligados aos temas ESG, tenham<br />
um crescimento de 12,6%. Segundo as previsões<br />
do Bank of America, mais de 20 triliões de dólares<br />
devem fluir para os fundos ESG <strong>na</strong>s próximas<br />
duas d<strong>é</strong>cadas. “Uma esp<strong>é</strong>cie de tsu<strong>na</strong>mi de<br />
ativos”, refere essa mesma fonte.<br />
Luís Mira Amaral, consultor de projetos de<br />
investimento e desenvolvimento tecnológico e<br />
professor de economia e gestão do Instituto Superior<br />
T<strong>é</strong>cnico, alerta, no entanto, para o facto<br />
de os crit<strong>é</strong>rios ESG poderem privilegiar as empresas<br />
que já são verdes baixando o custo de capital<br />
para estas e aumentando para as que não<br />
o são, dificultando desta forma a capacidade de<br />
captarem investimento para se tor<strong>na</strong>rem verdes.<br />
“Os crit<strong>é</strong>rios ESG podem ter um efeito perverso<br />
neste aspeto. Há uma boa intenção que pode<br />
ter um efeito contrário”. Nuno Moreira da Cruz,<br />
levanta ainda outra questão: a chamada contabilidade<br />
de impacto, perguntando: uma empresa<br />
que polui o ambiente e que pratica desigualdades<br />
sociais, mas tem um lucro de um milhão de euros<br />
pode ser equiparada em termos de responsabilidade<br />
social, a outra que fatura o mesmo montante,<br />
mas tem práticas sustentáveis? De um ponto<br />
de vista fi<strong>na</strong>nceiro ambas têm o mesmo lucro,<br />
mas <strong>é</strong> este equivalente? Ou será que um lucro <strong>é</strong><br />
bom e o outro <strong>é</strong> mau?<br />
Ainda não há esta distinção. Por<strong>é</strong>m, ao avaliar<br />
o impacto contabilístico de cada uma destas<br />
empresas <strong>na</strong> sociedade, decerto que foram distintos.<br />
Este <strong>é</strong> um caminho que as empresas terão<br />
de seguir a longo prazo — ainda não <strong>é</strong> um<br />
tema em cima da mesa, mas “a contabilidade de<br />
impacto <strong>é</strong> um elemento central para um negócio<br />
responsável e no futuro poderá ser uma ferramenta<br />
fundamental para as empresas agirem de<br />
forma mais sustentável e responsável em todas<br />
as vertentes”.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
25<br />
Ambiente<br />
Social<br />
Gover<strong>na</strong>nça<br />
AMBIENTE<br />
Alterações climáticas: aquecimento global e emissões de carbono, Emissões de gases com efeito<br />
de estufa (GEE), Escassez de recursos <strong>na</strong>turais, Resíduos, Poluição do ar e da água, Desflorestação,<br />
Materiais perigosos, Biodiversidade.<br />
SOCIAL<br />
Condições de trabalho, incluindo a escravatura e o trabalho infantil, Direitos dos trabalhadores,<br />
Dados de privacidade, Impacto <strong>na</strong>s comunidades locais, Regiões em crise e conflito, Saúde e segurança,<br />
Relações laborais, Diversidade corporativa, Vendas abusivas, Proteção de dados.<br />
GOVERNANÇA<br />
Remuneração de executivos, Suborno e corrupção, Lobbying político e do<strong>na</strong>tivos, Diversidade e<br />
estrutura do Conselho de Administração, Estrat<strong>é</strong>gia fiscal, Violação de dados, Políticas de <strong>é</strong>tica e<br />
conduta, Linha direta de denúncias, Relacio<strong>na</strong>mento com órgãos públicos.
26<br />
\\ SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL \\<br />
“Planeamos atingir<br />
um total cumulativo<br />
de 600 mil toneladas<br />
de plásticos reciclados<br />
at<strong>é</strong> ao início da<br />
próxima d<strong>é</strong>cada”<br />
COM A INICIATIVA ZERO CARBON 2030, A<br />
EMPRESA PREVÊ A REDUÇÃO DAS EMISSÕES<br />
DE CARBONO NAS UNIDADES GLOBAIS DE<br />
PRODUÇÃO, A UTILIZAÇÃO MASSIVA DE<br />
ENERGIA RENOVÁVEL E AINDA DIMINUIR AS<br />
EMISSÕES DE GASES COM EFEITO DE ESTUFA.<br />
E<br />
m entrevista à Green Savers, Hugo Jorge, Marketing<br />
Director da LG Portugal, fala-nos sobre a importância<br />
que a empresa dá à economia circular e como as<br />
ações que têm desenvolvido impactam o planeta de<br />
forma positiva.<br />
Todos os anos, milhões de eletrodom<strong>é</strong>sticos chegam ao fim da<br />
sua vida útil e são descartados. De que forma <strong>é</strong> que a LG tem<br />
vindo a explorar formas de transformar os eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />
antigos em soluções de lifestyle atualizadas e ambientalmente<br />
conscientes?<br />
Desde o fi<strong>na</strong>l de 2021, a LG tem vindo a implementar programas de<br />
circulação de recursos em 52 países em todo o mundo. Neste sentido,<br />
a LG tem vindo a “desenterrar” novos recursos a partir de eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />
descartados atrav<strong>é</strong>s de urban mining, ou mineração<br />
urba<strong>na</strong>, que passa pela recuperação e triagem de qualquer mat<strong>é</strong>ria-<br />
-prima (incluindo plástico, ferro e metais não ferrosos) que possa<br />
Hugo Jorge, Marketing Director da LG Portugal
\\ SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL \\<br />
27<br />
ser utilizada <strong>na</strong> criação de novos produtos.<br />
Ao contrário da incineração dos equipamentos<br />
em fim de vida, este curso de ação ajuda a<br />
reduzir as emissões de carbono e a prevenir a<br />
poluição ambiental.<br />
É no seu Recycling Center <strong>na</strong> Coreia do Sul<br />
que a LG faz a recolha, desmantelamento, triagem<br />
e processamento e re<strong>na</strong>scimento dos eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />
descartados que, atrav<strong>é</strong>s deste<br />
processo, são transformados em componentes<br />
de eletrodom<strong>é</strong>sticos “frescos” e ecologicamente<br />
responsáveis.<br />
Desta forma, a LG adotou uma abordagem<br />
de Sustai<strong>na</strong>ble Cycle, criando uma consciência<br />
ecológica em todas as fases do ciclo de vida dos<br />
seus produtos, desde a produção e utilização<br />
at<strong>é</strong> à sua reciclagem.<br />
Por exemplo, os plásticos reciclados desempenham<br />
um papel importante ao dar vida aos<br />
cativantes designs dos produtos da LG, como a<br />
s<strong>é</strong>rie de TV LG OLED evo, as soundbars e os<br />
earbuds TONE Free, entre outros.<br />
O que <strong>é</strong> que a empresa já fez para estabelecer<br />
um ecossistema circular?<br />
No âmbito do seu Sustai<strong>na</strong>ble Cycle, a LG recuperou<br />
um total de 472.876 toneladas de lixo<br />
eletrónico de 52 países no ano passado, sendo<br />
que, desde 2006, a empresa recolheu um total<br />
cumulativo de e-waste que chega às 3.992.768<br />
toneladas – cerca de 4 milhões de toneladas.<br />
Em 2022, o número de plásticos reciclados<br />
utilizados nos produtos da empresa atingiu as<br />
32.987 toneladas, 25% a mais do que em 2021.<br />
Al<strong>é</strong>m disso, os locais de negócio sul-coreanos<br />
da empresa receberam recentemente a verificação<br />
Zero Waste to Landfill (ZWTL).<br />
Assim, ao implementar iniciativas como a<br />
recolha adequada de produtos em fim de vida<br />
e a extração de materiais de produtos descartados,<br />
a LG <strong>é</strong> capaz de criar algo novo a partir<br />
de algo antigo, demonstrando como um firme<br />
compromisso com as pessoas e com o planeta<br />
pode ajudar a melhorar a vida de todos.<br />
Quais os objetivos para 2030?<br />
Aumentando ainda mais os seus esforços, a LG<br />
planeia atingir um total cumulativo de 600 mil<br />
toneladas de plásticos reciclados (para a produção<br />
de componentes de eletrodom<strong>é</strong>sticos)<br />
at<strong>é</strong> ao início da próxima d<strong>é</strong>cada. A meta ambiciosa<br />
<strong>é</strong> definida no Better Life Plan 2030 da<br />
empresa e faz igualmente parte da estrat<strong>é</strong>gia<br />
mais ampla da LG para alcançar a neutralidade<br />
carbónica.<br />
Tamb<strong>é</strong>m at<strong>é</strong> 2030, a LG estima ter recuperado<br />
oito milhões de toneladas de eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />
em fim de utilização para extração de materiais<br />
para reciclagem.<br />
De que forma <strong>é</strong> que a LG centra os seus objetivos<br />
<strong>na</strong> economia circular, no compromisso<br />
com uma sociedade mais inclusiva e<br />
diversificada e em metas de sustentabilidade<br />
específicas?<br />
A LG apresentou recentemente o seu plano<br />
ESG, o Better Life for All, que integra projetos<br />
e ações ambientais, sociais e de gover<strong>na</strong>nce<br />
em todas as operações da empresa por todo o<br />
mundo e que vão muito al<strong>é</strong>m de ações de CSR.<br />
A iniciativa Zero Carbon 2030 prevê a redução<br />
das emissões de carbono <strong>na</strong>s unidades<br />
globais de produção de cerca de dois milhões<br />
de toneladas registados em 2017 para 960.000<br />
toneladas at<strong>é</strong> ao fi<strong>na</strong>l de 2030.<br />
Paralelamente, a LG firmou um compromisso<br />
com a transição completa para energia<br />
renovável at<strong>é</strong> 2050, sendo que as instalações<br />
fabris da LG fora da Coreia do Sul deverão<br />
converter 50% das suas necessidades energ<strong>é</strong>ticas<br />
em energia renovável nos próximos quatro<br />
anos.<br />
A redução efetiva das emissões de gases com<br />
efeito de estufa (GEE) <strong>na</strong> fase de utilização da<br />
maior parte dos produtos da LG <strong>é</strong> outro dos<br />
objetivos at<strong>é</strong> 2030, o que faz com que a LG seja<br />
a primeira empresa corea<strong>na</strong> a participar <strong>na</strong><br />
campanha global Business Ambition for 1.5ºC.<br />
Esta estrat<strong>é</strong>gia diversificada inclui a instalação<br />
de eficientes módulos solares, contratos de<br />
compra de energia que permitem às empresas<br />
adquirir eletricidade diretamente aos fornecedores,<br />
utilização do Renewable Energy Credit<br />
e participação no programa Green Premium<br />
<strong>na</strong> Coreia do Sul para comprar energia limpa.<br />
Estas iniciativas têm valido reconhecimento<br />
inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l, sendo que a empresa conquistou<br />
um lugar no Dow Jones Sustai<strong>na</strong>bility<br />
World Index (DJSI World) pelo d<strong>é</strong>cimo primeiro<br />
ano consecutivo.<br />
Neste âmbito, recentemente, a LG lançou<br />
tamb<strong>é</strong>m o LIFE’S GOOD Award, um desafio<br />
de inovação criado pela empresa para promover<br />
a sua visão Life’s Good e capacitar pessoas<br />
inovadoras ansiosas por causar um impacto<br />
positivo <strong>na</strong> vida das pessoas e no planeta.<br />
Paralelamente, a LG tem vindo a empregar<br />
enormes esforços no prolongamento da vida<br />
útil dos seus produtos e um dos grandes exemplos<br />
<strong>é</strong> o lançamento dos eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />
com capacidade de atualização. Esta gama LG<br />
ThinQ TM UP, concebida sob o conceito Evolving<br />
with You, inclui frigoríficos, máqui<strong>na</strong>s de<br />
lavar e secar roupa e máqui<strong>na</strong>s de lavar louça e<br />
utiliza inteligência artificial e sistemas de IoT<br />
para atualizar os software e oferecer recursos e<br />
funções aos utilizadores destes consumidores<br />
com base nos padrões de utilização registados<br />
pela app ThinQ. Assim, <strong>é</strong> possível ir otimizando<br />
os equipamentos à medida das necessidades<br />
em constante mutação tanto dos clientes<br />
como do mundo.<br />
A eficiência energ<strong>é</strong>tica <strong>é</strong> outro dos pilares da<br />
nossa atividade, pois permite que os consumidores<br />
reduzam a sua pegada ambiental, tanto<br />
no consumo de eletricidade como no de água,<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
28<br />
\\ SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL \\<br />
o que <strong>é</strong> especialmente relevante tendo em conta<br />
o atual e desafiante contexto de crise energ<strong>é</strong>tica.<br />
Por essa razão, os nossos equipamentos,<br />
como máqui<strong>na</strong>s de lavar, frigoríficos, bombas<br />
de calor e baterias, são desenvolvidos tendo<br />
sempre a sua eficiência em mente, procurando<br />
incluir processos de funcio<strong>na</strong>mento sustentáveis,<br />
que gerem grandes poupanças energ<strong>é</strong>ticas<br />
e de tempo tamb<strong>é</strong>m.<br />
E em Portugal, o que <strong>é</strong> que tem sido feito?<br />
Segundo o estudo “Hábitos dos Portugueses<br />
em relação ao Lixo Eletrónico”, promovido<br />
pela LG em parceria com a ERP Portugal, quase<br />
60% dos portugueses admite que guarda os<br />
equipamentos que já não usa, mas que ainda<br />
funcio<strong>na</strong>m, porque ainda podem ser úteis mais<br />
tarde. Este espírito <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l do “ainda vai dar<br />
jeito” leva a que a maior parte destes resíduos<br />
acabe por ficar em gavetas e armários, juntamente<br />
com as suas embalagens, e não seja devidamente<br />
encaminhado para locais como os<br />
Depositrões da ERP Portugal ou seja entregue<br />
em lojas e distribuidores de eletrónica de consumo<br />
e eletrodom<strong>é</strong>sticos, que têm a obrigação<br />
de recolher estes resíduos e dar-lhes o devido<br />
encaminhamento.<br />
Neste sentido, a LG tem vindo a desafiar a<br />
sociedade a repensar a sua atitude perante o<br />
lixo eletrónico e as embalagens do mesmo. Para<br />
o efeito, estabeleceu uma parceria já de vários<br />
anos com a ERP Portugal, que se estende a vários<br />
projetos de alerta e educação para a causa, como<br />
a Geração Depositrão, o Reciclar É Um Festival,<br />
o eWaste Open Innovation com start-ups, as<br />
eWaste Talks, o Challenge Recicl’Arte e as campanhas<br />
Reciclar Não Tem Truque e Destralhar.<br />
Foi neste contexto de cooperação que <strong>na</strong>sceu<br />
o e-Waste Summit, o primeiro e único encontro<br />
de análise do panorama português de<br />
gestão dos Resíduos de Equipamentos El<strong>é</strong>tricos<br />
e Eletrónicos que, ao longo de duas edições,<br />
reuniu o governo, as empresas e o setor acad<strong>é</strong>mico<br />
para debater sobre o tema e gerar conclusões<br />
e caminhos a seguir. Este ano, este evento<br />
vai alargar o seu âmbito e focar tamb<strong>é</strong>m<br />
o tema das embalagens, que não raras vezes<br />
ficam esquecidas num armário, juntamente<br />
com os equipamentos em fim de vida.<br />
O que <strong>é</strong> que a LG está a fazer para incluir<br />
as embalagens ecológicas cada vez mais <strong>na</strong><br />
Europa?<br />
Para a LG, a implementação de sistemas de<br />
gestão ambiental ao longo do ciclo de vida dos<br />
produtos, desde o seu desenvolvimento at<strong>é</strong> ao<br />
fim da sua utilização, <strong>é</strong> uma prioridade há mais<br />
de 25 anos. E esta preocupação surge no momento<br />
da produção dos nossos equipamentos<br />
eletrónicos, com uma forte política de eco design<br />
a nível mundial que pressupõe um processo<br />
de montagem que <strong>é</strong> executado de forma a<br />
que o desmantelamento permita a reciclagem<br />
de grande parte dos componentes.<br />
O mesmo acontece com as embalagens, cujo<br />
desenvolvimento <strong>é</strong> avaliado tendo em conta o<br />
cumprimento de 22 pontos-chave, tais como a<br />
redução do volume e peso, a otimização da eficiência<br />
logística e o uso mínimo de substâncias<br />
perigosas de forma a minimizar os seus efeitos<br />
ambientais.<br />
Apresentaram um filme em 2023 onde destacam<br />
a mensagem Life’s Good. Que mensagem<br />
<strong>é</strong> essa?<br />
Life’s Good. Mais do que uma mensagem, <strong>é</strong><br />
uma filosofia e uma forma de estar num mundo<br />
marcado pela incerteza e instabilidade, inspirando<br />
as pessoas a enfrentar os desafios do<br />
presente com uma atitude positiva, confiança e<br />
apoio mútuo. Para tal, a LG baseia-se <strong>na</strong> <strong>na</strong>tureza<br />
duradoura dos seus valores para apelar ao<br />
otimismo corajoso que existe dentro de cada<br />
pessoa, de forma a superar os obstáculos e concretizar<br />
o que parecia impossível.<br />
Assim, à medida que transforma e desenvolve<br />
o seu negócio, a LG está a mudar a forma<br />
como comunica com os consumidores de todo<br />
o mundo atrav<strong>é</strong>s de uma reinvenção da marca,<br />
garantindo que a mensagem Life’s Good <strong>é</strong><br />
entregue em toda a experiência do cliente ao<br />
longo de todo o ciclo de vida dos seus produtos<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL \\<br />
29<br />
Ao implementar iniciativas como<br />
a recolha adequada de produtos<br />
em fim de vida e a extração de<br />
materiais de produtos descartados,<br />
a LG <strong>é</strong> capaz de criar algo novo a<br />
partir de algo antigo<br />
e serviços.<br />
De que forma <strong>é</strong> que a LG está a expandir o<br />
seu engagement digital com clientes jovens e<br />
globais, promovendo a notoriedade da marca<br />
atrav<strong>é</strong>s dos seus ca<strong>na</strong>is oficiais em diversas<br />
redes sociais?<br />
A nova campanha global Life’s Good arrancou<br />
no ano passado, sendo que a empresa desvendou<br />
anúncios digitais out-of-home (OOH)<br />
em alguns dos marcos geográficos mais emblemáticos<br />
do mundo, incluindo localizações no<br />
Dubai, Londres, Nova York, Viet<strong>na</strong>me e Seul.<br />
As vibrantes imagens e vídeos cativantes foram<br />
meticulosamente criados para demonstrar os<br />
temas visuais renovados da LG.<br />
Paralelamente, apresentou o seu novo filme<br />
de 90 segundos centrado num homem adulto<br />
que escolhe o otimismo para a sua vida, permitindo-lhe<br />
superar obstáculos e concretizar<br />
algo que ningu<strong>é</strong>m acreditava possível. No início,<br />
o protagonista parece apreensivo enquanto<br />
luta para andar de longboard numa rua suburba<strong>na</strong>.<br />
Por<strong>é</strong>m, à medida que o filme avança,<br />
o protagonista ganha cada vez mais determi<strong>na</strong>ção<br />
e começa a deslizar graciosamente pelo<br />
alcatrão, com um sorriso feliz e confiante no<br />
rosto.<br />
De forma a criar uma ligação com clientes<br />
jovens, a LG criou recursos exclusivos, incluindo<br />
um filtro exclusivo e um pacote de stickers<br />
adaptados para as principais plataformas de social<br />
media, como o Instagram e o Tik Tok. Estes<br />
elementos criativos, disponíveis gratuitamente<br />
para todos os utilizadores, fazem parte do plano<br />
mais amplo da empresa de promoção da participação<br />
global, ligando os clientes à sua marca<br />
de novas e entusiasmantes formas.<br />
A empresa tamb<strong>é</strong>m tem vindo a lançar conteúdos<br />
de colaboração com vários influenciadores<br />
globais e locais e filmes da marca atrav<strong>é</strong>s<br />
dos ca<strong>na</strong>is de social media globais da LG para<br />
transmitir o significado do Life’s Good e os<br />
principais valores da marca aos clientes de forma<br />
mais autêntica.<br />
Atrav<strong>é</strong>s destas parcerias significativas que<br />
incorporam o espírito dos “otimistas corajosos”,<br />
a LG pretende amplificar a mensagem Life’s<br />
Good, promovendo inspiração e esperança junto<br />
de clientes de todo o mundo.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
30<br />
\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />
CONSUMIDORES<br />
COM A FACA E O QUEIJO NA MÃO<br />
A FORMA COMO CADA UM DE NÓS GASTA O SEU DINHEIRO PODE MUDAR O MUNDO.<br />
POR ISSO, NA HORA DE COMPRAR VEJA SE O QUE ESTÁ A ADQUIRIR É SUSTENTÁVEL<br />
\\ Por Teresa Cotrim<br />
Q<br />
uem decide <strong>na</strong> hora da compra <strong>é</strong> o consumidor, por isso,<br />
tem a faca e o queijo <strong>na</strong>s mãos, como diz o ditado popular.<br />
Um estudo inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l intitulado Ceo Sustai<strong>na</strong>bility<br />
Guide, da consultora Bain & Company afirma<br />
que 64% das pessoas têm uma forte preocupação com<br />
a sustentabilidade pelo que estão dispostos a pagar mais por produtos<br />
e serviços mais sustentáveis. Na linha da frente estão os consumidores<br />
da Índia, Indon<strong>é</strong>sia, Brasil e Chi<strong>na</strong> que revelam não se importar que<br />
o preço suba entre 15% e 20%. Os norte-americanos estão dispostos a<br />
desembolsar mais 11%, enquanto os consumidores italianos, franceses,<br />
alemães e ingleses variam entre os 8% e os 10%.<br />
Por<strong>é</strong>m, estes resultados enfrentam dois problemas. O primeiro <strong>é</strong> que<br />
60% das empresas não estão preparadas para dar esta resposta aos consumidores<br />
e em segundo lugar, outro estudo, o Who cares? Who Does,<br />
da consultora Kantar revela que o preço <strong>é</strong> ainda o maior entrave para<br />
os consumidores optarem por escolhas mais sustentáveis. “Os produtos<br />
comercializados de forma sustentável custam 70% mais do que a m<strong>é</strong>dia<br />
da categoria”, alerta a Kantar, ou seja, muito acima do valor que os consumidores<br />
consideram pagar.<br />
Outro estudo da Oney Bank Portugal confirma que o preço <strong>é</strong> tamb<strong>é</strong>m<br />
o crit<strong>é</strong>rio mais importante para os portugueses. Já a reputação da<br />
marca, o desempenho do produto adquirido e a durabilidade do mesmo<br />
são menos relevantes para os portugueses do que para os franceses<br />
ou espanhóis. De todos os inquiridos, os portugueses são os que mais<br />
peso dão ao crit<strong>é</strong>rio do impacto <strong>na</strong> saúde 65%, e os mais dispostos a<br />
aumentarem o consumo de produtos orgânicos (92%).<br />
A maioria dos consumidores franceses ainda continua a preferir o<br />
desempenho e a durabilidade do produto e para 54% a vida útil dos<br />
mesmos tornou-se um crit<strong>é</strong>rio de escolha, refere o estudo. Do mesmo<br />
modo, a reputação das empresas, <strong>é</strong> o menos relevante para os consumidores<br />
húngaros (29%), mas <strong>é</strong> importante para os franceses e cerca de<br />
43% têm isso em consideração <strong>na</strong> hora de comprar. Na generalidade, o<br />
consumo energ<strong>é</strong>tico <strong>é</strong> um dos crit<strong>é</strong>rios menos valorizados pela maioria<br />
dos consumidores questio<strong>na</strong>dos, com exceção de 57% dos húngaros<br />
para quem este <strong>é</strong> um fator importante para a decisão de compra.<br />
A verdade <strong>é</strong> que este <strong>é</strong> um mercado promissor. O relatório da Kantal<br />
afirma que os consumidores preocupados com a sustentabilidade gastam<br />
anualmente quase 500 mil milhões de dólares (468,7 mil milhões<br />
de euros), sendo que a previsão <strong>é</strong> que este valor suba e atinja o trilião de<br />
dólares em 2027. Os comportamentos sustentáveis estão a afirmar-se<br />
junto dos consumidores. Segundo o mesmo estudo, 74% das pessoas levam<br />
os seus sacos quando vão às compras e quase dois terços utilizam<br />
garrafas reutilizáveis, por exemplo.<br />
Já o relatório da Oney Bank reforça que os consumidores estão preocupados<br />
com a sua pegada ecológica e começam a optar por compras<br />
alter<strong>na</strong>tivas, incluindo produtos em segunda mão. Estes foram já adquiridos,<br />
em m<strong>é</strong>dia, por 80% dos consumidores europeus, concretamente<br />
por 84% dos portugueses, 89% dos espanhóis, 85% dos franceses,<br />
e por 84% dos húngaros. Cerca de 67% dos consumidores portugueses<br />
já comprou carros, motas ou bicicletas usadas. As inovações tecnológicas<br />
não são alheias a estas novas práticas, como se confirma pelo facto<br />
de 58% dos portugueses já ter comprado online e 60% diretamente a<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />
31<br />
outra pessoa. O aluguer <strong>é</strong> tamb<strong>é</strong>m uma prática bastante<br />
usada em Portugal e <strong>na</strong> Hungria, onde 73% e 78% dos<br />
consumidores já o fizeram.<br />
DESPERDÍCIO ALIMENTAR É A GRANDE PREOCUPAÇÃO<br />
MUNDIAL<br />
A grande preocupação para 24% das pessoas a nível<br />
mundial <strong>é</strong> o desperdício alimentar. Dados europeus<br />
advertem que são desperdiçados todos os anos 88 milhões<br />
de alimentos. Em Portugal, estima-se que sejam<br />
descartados 1 milhão e 800 toneladas de alimentos por<br />
ano, o que corresponde a mais de 180 quilos por cada<br />
português. Segundo o estudo elaborado pela Too Good<br />
To Go, uma empresa que combate o desperdício alimentar,<br />
em m<strong>é</strong>dia, cada português perde 28 euros<br />
por mês em desperdício alimentar. Este valor<br />
aumenta para 33 euros no caso dos jovens entre<br />
os 18 e os 33 anos. Mas a Too Good To Go foi mais<br />
longe e calculou quanto <strong>é</strong> que, em m<strong>é</strong>dia, um português<br />
gasta por más práticas de gestão alimentar e a fatura <strong>é</strong><br />
elevada: 336 euros por mês.<br />
Segundo o site da Recicla, o desperdício alimentar,<br />
al<strong>é</strong>m de segundo a Organização das Nações Unidas<br />
para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ser capaz<br />
de alimentar 87 milhões de famílias ape<strong>na</strong>s com um<br />
quarto do que <strong>é</strong> desperdiçado, causa 8% dos gases de<br />
efeito estufa, libertando dióxido de carbono (CO2),<br />
metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), responsáveis<br />
pelo aumento da temperatura da Terra.<br />
Mas as preocupações dos consumidores não ficam<br />
por aqui. O estudo Oney Bank Portugal diz que a obsolescência<br />
programada ocupa o 2.º lugar das preocupações<br />
pan-europeias, com quase 50% dos<br />
entrevistados inquietos com esta estrat<strong>é</strong>gia<br />
dos fabricantes em tor<strong>na</strong>r um produto<br />
obsoleto ou não funcio<strong>na</strong>l, especificamente<br />
para forçar o consumidor a<br />
comprar a nova geração do mesmo. Por<br />
fim, 30% dos europeus importam-se com<br />
os m<strong>é</strong>todos de produção.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
32<br />
\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />
Quanto às práticas sustentáveis que podem<br />
garantir um futuro para as próximas gerações,<br />
os dados revelados pela Escolha do Consumidor,<br />
apontam as seguintes opções: elimi<strong>na</strong>r o<br />
plástico descartável (19%), optar por meios de<br />
transporte mais sustentáveis, como bicicletas,<br />
transportes públicos ou carros el<strong>é</strong>tricos (17%) e<br />
investir em energias renováveis (17%).<br />
O QUE SIGNIFICA SER UM CONSUMIDOR<br />
SUSTENTÁVEL?<br />
Ser um consumidor sustentável significa que<br />
quando vai às compras deve considerar as consequências<br />
ecológicas e sociais <strong>na</strong> tomada de<br />
O QUE LHE VEM À CABEÇA QUANDO PENSA NA<br />
PALAVRA SUSTENTABILIDADE?<br />
Um estudo da Escolha do Consumidor, que<br />
pretende compreender os hábitos de consumo<br />
sustentáveis dos portugueses no âmbito do dia<br />
da Terra, que se comemorou no dia 22 de abril,<br />
revela que quando questio<strong>na</strong>dos sobre qual a<br />
primeira ação que lhes vem à cabeça ao pensarem<br />
em sustentabilidade, os inquiridos responderam<br />
Conservação Ambiental (35%), seguido<br />
das Fontes de Energias Renováveis (30%).<br />
Este estudo diz tamb<strong>é</strong>m que 92% dos compradores<br />
<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is estão dispostos a adquirir<br />
outra marca distinta da que costumam comprar<br />
por razões de sustentabilidade, mas os restantes<br />
8% são fi<strong>é</strong>is à marca. No entanto, 76% garante<br />
que as iniciativas sustentáveis das empresas<br />
podem influenciar a sua lealdade à marca. A<br />
análise revela ainda que quando se fala de embalagens,<br />
46% dos consumidores afirmam que<br />
quando há opções mais sustentáveis disponíveis,<br />
a embalagem <strong>é</strong> um fator decisivo <strong>na</strong> compra,<br />
contra 12%. No momento de compra, 41%<br />
dos consumidores optam por marcas mais sustentáveis,<br />
enquanto 59% escolhem artigos com<br />
que já estão familiarizados<br />
decisão da sua compra. Isto implica optar por<br />
fornecedores e produtos verdes e, claro, reduzir<br />
o consumo. As decisões de compra passam por<br />
se interrogar <strong>na</strong> hora de escolher o produto ou<br />
serviço que vai adquirir, se esse produto optou<br />
por materiais biodegradáveis, reciclados, recicláveis<br />
ou renováveis? Mais... O processo produtivo<br />
consumiu energias limpas, não desperdiçou água<br />
ou recursos <strong>na</strong>turais? Poluiu recursos hídricos ou<br />
o solo? Gerou muitos resíduos? Depois, a<strong>na</strong>lisar<br />
se explorou trabalho infantil ou praticou condições<br />
de trabalho pouco dig<strong>na</strong>s. Trocar produtos<br />
inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is por produção local e optar por<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />
33<br />
Os consumidores preocupados com a sustentabilidade<br />
gastam anualmente quase 500 mil<br />
milhões de dólares. A previsão <strong>é</strong> que este valor<br />
atinja o trilião de dólares em 2027<br />
Associações ou Cooperativas <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is em vez<br />
de multi<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is são outros temas a levar em<br />
consideração <strong>na</strong> hora da compra.<br />
Isto prova que o consumidor <strong>é</strong> o elemento<br />
chave e com o poder máximo <strong>na</strong> transição para<br />
uma economia mais <strong>é</strong>tica. Funcio<strong>na</strong> quase como<br />
um ativista, isto porque no ato de compra tem o<br />
poder de selecio<strong>na</strong>r um produto em detrimento<br />
de outro, ou no limite de boicotar a compra. Já<br />
viu bem o poder que tem em mãos? A esta altura,<br />
questio<strong>na</strong>-se: como poderei ver estas informações<br />
quando vou às compras? Pode começar<br />
por olhar para os rótulos e claro que lhe surgirá<br />
a dúvida em qual ou quais acreditar. Isto porque<br />
a lavagem verde — uso de imagens, textos,<br />
ou mesmo anúncios que indevidamente divulgam<br />
benefícios e práticas ape<strong>na</strong>s para chamar a<br />
atenção quando, <strong>na</strong> verdade aquela marca não<br />
os pratica, acontece e <strong>é</strong> preciso estar atento para<br />
não comprar gato por lebre. Por<strong>é</strong>m, estabelecida<br />
pela ISSO 14020, a rotulagem ambiental<br />
tem como principal objetivo trazer informações<br />
importantes para os consumidores sobre<br />
os produtos que foram fabricados respeitando<br />
as normas ambientais.<br />
Para seguir um caminho de consumidor <strong>é</strong>tico,<br />
a Organização Ethical Consumer oferece<br />
mais de 100 guias de fácil leitura que educam<br />
o consumidor sobre quais os comportamentos<br />
mais indicados. A primeira frase que lerá ao<br />
abrir o site desta entidade <strong>é</strong> :“mude o mundo<br />
com a sua carteira”, ou seja, a forma como gasta<br />
o seu dinheiro pode mudar o mundo. Por exemplo,<br />
ao não comprar produtos que contenham<br />
óleo de palma está a ajudar a salvar os orangotangos<br />
que estão a perder o seu habitat e poder-se-iam<br />
dar milhares de outros exemplos.<br />
Quando o consumidor escolhe comprar de uma<br />
forma <strong>é</strong>tica contribui para a construção de uma<br />
cadeia mais justa e produtiva porque ao valorizar<br />
empresas que adotam práticas <strong>é</strong>ticas está a<br />
incentivar as que ainda não o fazem a mudar<br />
o seu paradigma de negócio. É um empurrão<br />
rumo à sustentabilidade.<br />
O QUE AS MARCAS DEVEM FAZER<br />
Para incentivar o consumo sustentável, 26% dos<br />
portugueses considera que as empresas devem<br />
apresentar novas ofertas e soluções mais amigas<br />
do ambiente, bem como 23% afirma que deverá<br />
passar por preços mais acessíveis. Segundo<br />
o estudo da One Bank Portugal, ainda que os<br />
consumidores sejam proativos diariamente <strong>na</strong><br />
mudança nos seus hábitos de consumo, a maioria<br />
está pessimista quanto à capacidade de as<br />
empresas irem ao encontro das suas expetativas<br />
de desenvolvimento sustentável e de consumo<br />
responsável. Mais de metade dos inquiridos<br />
não acredita <strong>na</strong>s promessas das marcas quanto<br />
à sustentabilidade e são extremamente c<strong>é</strong>ticos<br />
sobre a possibilidade de responder às mudanças<br />
climáticas atrav<strong>é</strong>s de inovações tecnológicas.<br />
Por exemplo, ape<strong>na</strong>s 12% dos franceses e 16%<br />
dos portugueses acreditam que o progresso tecnológico<br />
ajudará a conter o aquecimento global.<br />
Mas, esta questão está <strong>na</strong> base da principal expetativa<br />
dos consumidores europeus inquiridos relativamente<br />
às empresas: 96% dos portugueses,<br />
95% dos húngaros e 92% dos franceses e espanhóis<br />
querem que as empresas se comprometam<br />
e que os ajudem a melhorar, atrav<strong>é</strong>s da disponibilização<br />
de produtos e práticas mais sustentáveis<br />
e responsáveis.<br />
Estas práticas devem ser vistas no contexto<br />
de uma tendência crescente pela racio<strong>na</strong>lização<br />
do consumo (deconsumerism), considerada inevitável<br />
por 78% dos húngaros, 74% dos portugueses,<br />
68% dos franceses e 58% dos espanhóis.<br />
É crucial para as empresas irem ao encontro<br />
das expetativas e aspirações dos consumidores,<br />
dado estes estarem prontos para uma mudança<br />
de hábitos e para avançarem no sentido de um<br />
consumo sustentável. Mais de 80% dos inquiridos<br />
querem consumir mais produtos orgânicos,<br />
limitar o efeito poluente das atividades de lazer<br />
e estão dispostos a pagar mais por um produto se<br />
este tiver uma origem responsável, bem como a<br />
encontrarem modos alter<strong>na</strong>tivos de transporte.<br />
Para Luís Cristino, presidente da assembleia<br />
geral da Academia Têxtil e co-fundador da plataforma<br />
sustentável OMA o trilema “Porfit, Planet<br />
and People” representa uma realidade inegável<br />
nos negócios modernos. “E se <strong>é</strong> óbvio que,<br />
sem profit dificilmente haverá preocupações<br />
com o Planet & People, o que ainda <strong>é</strong> mais óbvio<br />
<strong>é</strong> que sem preocupações com o Planet & People<br />
dificilmente haverá Profit, porque certamente<br />
deixarão de existir clientes”.<br />
O co-fundador da plataforma OMA, reforça<br />
que o sucesso a longo prazo das empresas<br />
depende da harmonização eficaz desses três<br />
elementos. “<strong>Quem</strong> conseguir equilibrar o lucro<br />
com a responsabilidade ambiental e social não<br />
atendendo somente à procura ou “moda” do<br />
mercado e dos seus caprichos de certificação A<br />
ou B, estará mais bem preparado para enfrentar<br />
os desafios futuros”. Porque “ser sustentável<br />
já não <strong>é</strong> uma opção, <strong>é</strong> uma estrat<strong>é</strong>gia”, defende<br />
Nuno Moreira da Cruz, professor e diretor-<br />
-executivo do Centro de Negócios e Liderança<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
34<br />
\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />
O maior aterro sanitário <strong>é</strong> o nosso armário.<br />
Só utilizamos 30% da roupa que temos”,<br />
Luís Cristino, presidente da Assembleia Geral<br />
da Academia do têxtil e co-fundador<br />
da plataforma OMA<br />
64%<br />
DAS PESSOAS TÊM UMA FORTE PREOCUPAÇÃO COM<br />
A SUSTENTABILIDADE PELO QUE ESTÃO DISPOSTOS<br />
A PAGAR MAIS POR PRODUTOS E SERVIÇOS MAIS<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
70%<br />
OS PRODUTOS COMERCIALIZADOS DE FORMA<br />
SUSTENTÁVEL CUSTAM 70% MAIS DO QUE A<br />
MÉDIA DA CATEGORIA<br />
da Universidade Católica de Lisboa. O estudo anual<br />
a 3000 CEOs conduzido pela IBM, concluiu que<br />
a maioria dos CEOs inquiridos em todo o mundo,<br />
reconhece a sustentabilidade como sendo um dos<br />
maiores desafios dos próximos anos e a esmagadora<br />
maioria acredita que os investimentos sustentáveis<br />
de uma empresa produzirão melhores resultados<br />
para o negócio e maior retorno do investimento<br />
(ROI). No entanto, 95% admite estar pelo menos<br />
ainda <strong>na</strong> fase piloto de implementação de uma estrat<strong>é</strong>gia<br />
de sustentabilidade, mas acreditam que este<br />
passo acelerará o crescimento do negócio. Admitem<br />
tamb<strong>é</strong>m estar a sofrer uma enorme pressão do board<br />
(72%), seguido dos investidores (57%), do ecossistema<br />
(49%), dos reguladores (49%) e do governo<br />
(46%). Por<strong>é</strong>m, 60% está otimista que alcançará os<br />
objetivos propostos e ape<strong>na</strong>s 20% considera que as<br />
metas propostas pelo governo para a sua indústria<br />
não são exequíveis.<br />
ALGUNS EXEMPLOS EM PORTUGAL<br />
Já há muitos bons exemplos a ser aplicados no nosso<br />
país. Para começar, Portugal <strong>é</strong> o primeiro país do<br />
mundo com um dia no seu calendário oficial dedicado<br />
à sustentabilidade. Depois, para dar um exemplo:<br />
o Human Neurobehavioral Laboratory em parceria<br />
com a Escola Superior de Biotecnologia, ambos da<br />
Universidade Católica Portuguesa no Porto, e vários<br />
outros parceiros do setor industrial estão a desenvolver<br />
o BE@T, direcio<strong>na</strong>do à indústria têxtil portuguesa<br />
— engloba 54 empresas e um investimento de<br />
138 milhões de euros <strong>na</strong> bioeconomia sustentável e<br />
o BioShoes4ALL, ligado à indústria do calçado português.<br />
Em comum pretendem educar o consumidor<br />
para a sustentabilidade e do seu impacto <strong>na</strong> economia<br />
circular.<br />
Luís Cristino, diz que apesar de muito se debater<br />
o tema da sustentabilidade no caso do setor têxtil<br />
ainda há alguma iliteracia. “Ainda ouvimos marcas e<br />
empresas que se dizem sustentáveis porque vendem<br />
peças de algodão orgânico, ou exibem dispendiosos<br />
selos das diversas certificações, muitas delas com<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />
35<br />
âmbitos similares e at<strong>é</strong> repetidos, mas com siglas<br />
diferentes”. Na sua opinião, a sustentabilidade<br />
vista assim induz em erro e impede a verdadeira<br />
mudança. “Não quer dizer que as certificações<br />
não sejam necessárias e at<strong>é</strong> que não sejam um<br />
bom instrumento. Mas será que as empresas<br />
certificadas as utilizam bem? Ou <strong>é</strong> somente uma<br />
forma de manter as encomendas?”, questio<strong>na</strong>.<br />
O especialista em sustentabilidade vai ainda<br />
mais longe, continuando a interrogar: “será que<br />
as empresas quando pensam em ser sustentáveis<br />
pensam em tor<strong>na</strong>r os seus m<strong>é</strong>todos de produção<br />
mais eficientes, atrav<strong>é</strong>s da adaptação de<br />
todo o ciclo de vida do produto, desde a escolha<br />
das mat<strong>é</strong>rias-primas, do adequado e eficiente<br />
processo de produção at<strong>é</strong> à gestão de resíduos,<br />
passando pela transição energ<strong>é</strong>tica e pela circularidade<br />
<strong>na</strong>s cadeias de abastecimento, para que<br />
a pegada carbónica da empresa seja o menos significativa<br />
possível?” Para Luís Cristino ser sustentável<br />
significa adotar práticas e tomar decisões<br />
que procurem preservar o equilíbrio entre<br />
as necessidades das gerações presentes e futuras,<br />
garantindo a saúde do planeta, dos ecossistemas<br />
e das comunidades huma<strong>na</strong>s. “A sustentabilidade<br />
abrange diversos aspetos, incluindo económicos,<br />
sociais e ambientais, e visa a redução do<br />
impacto negativo das atividades huma<strong>na</strong>s no<br />
meio ambiente”.<br />
O consumidor aqui tamb<strong>é</strong>m tem um papel<br />
ativo, comprando menos roupa. O especialista,<br />
questio<strong>na</strong>: será que o consumidor tem a noção<br />
de que, at<strong>é</strong> chegar ao seu armário, uma peça de<br />
roupa dá a volta ao mundo duas ou três vezes?”<br />
e salienta que o maior aterro <strong>é</strong> o nosso armário.<br />
“Só usamos 30% da roupa que temos”. Por outro<br />
lado, a recolha seletiva de têxteis tem data marcada<br />
para dia 1 de janeiro de 2025, mas Portugal<br />
ainda não tem nenhuma entidade gestora<br />
nomeada nem um modelo definido. “Por<strong>é</strong>m,<br />
devido ao Pacto Ecológico Europeu, as marcas<br />
que disserem que as peças são ecológicas ou sustentáveis<br />
terão de o comprovar”.<br />
Luís Cristino, no entanto, garante que Portugal<br />
está <strong>na</strong> crista da onda em termos tecnológicos<br />
e que as empresas do têxtil têm estado a<br />
fazer um caminho notável. Será que <strong>é</strong> desta que<br />
as etiquetas das peças de roupa terão impressas<br />
informações necessárias para esclarecer o consumidor<br />
do que está a comprar, caso dos componentes<br />
químicos utilizados, a quantidade de<br />
água gasta a produzir aquela peça de roupa, a<br />
origem da mat<strong>é</strong>ria-prima e qual a cadeia de valor.<br />
Só com estas informações claras <strong>é</strong> que o consumidor<br />
poderá escolher em consciência.<br />
AGRICULTURA, A “VILÔ QUE NOS ALIMENTA<br />
Não <strong>é</strong> novidade de que a agricultura e pecuária<br />
são apontados como os vilões da preservação<br />
do meio ambiente, principalmente pelo “consumo”<br />
de água, mas Luís Mira, Secretário Geral<br />
da Confederação dos Agricultores de Portugal<br />
(CAP) desmente, afirmando que a agricultura<br />
<strong>é</strong> a única atividade realmente sustentável. “Afi<strong>na</strong>l,<br />
são as plantas que resgatam o carbono” e<br />
vai mais longe, dizendo que a agricultura não<br />
“consome” água porque a devolve à <strong>na</strong>tureza,<br />
cumprindo o ciclo da água. Segundo a Comissão<br />
Europeia a agricultura não só constituiu o<br />
meio de subsistência dos agricultores e das suas<br />
famílias, como <strong>é</strong> essencial<br />
à sociedade no seu conjunto. Esta contribui<br />
fornecendo alimentos e bens essenciais aos cidadãos<br />
e funcio<strong>na</strong>ndo como a espinha dorsal da<br />
economia das comunidades rurais.<br />
Quanto a Portugal, 81% do território português<br />
<strong>é</strong> composto por zo<strong>na</strong>s rurais. Desta área total,<br />
47% <strong>é</strong> agrícola e 39% <strong>é</strong> florestas. “No entanto,<br />
o nosso país tem uma área agrícola produtiva<br />
inferior à m<strong>é</strong>dia europeia e há muitas zo<strong>na</strong>s em<br />
que a agricultura e a floresta não conseguem<br />
gerar exter<strong>na</strong>lidades positivas”, lê-se no site da<br />
Comissão Europeia. Al<strong>é</strong>m disso, Portugal tem<br />
a população agrícola mais idosa da EU. Depois,<br />
91% das explorações agrícolas <strong>é</strong> composta por<br />
estruturas de peque<strong>na</strong> escala, em contraste com<br />
as explorações de dimensão m<strong>é</strong>dia e grande que<br />
representam ape<strong>na</strong>s 9%, mas constituem 67%<br />
da área agrícola utilizada e 77% do valor total<br />
da produção.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
36<br />
\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />
92%<br />
92% DOS COMPRADORES NACIONAIS ESTÃO<br />
DISPOSTOS A ADQUIRIR OUTRA MARCA DISTINTA<br />
DA QUE COSTUMAM COMPRAR POR RAZÕES DE<br />
SUSTENTABILIDADE,<br />
46%<br />
DOS CONSUMIDORES AFIRMAM QUE QUANDO HÁ<br />
OPÇÕES MAIS SUSTENTÁVEIS DISPONÍVEIS, A<br />
EMBALAGEM É UM FATOR DECISIVO NA COMPRA.<br />
41%<br />
NO MOMENTO DE COMPRA, 41% DOS CONSUMI-<br />
DORES OPTAM POR MARCAS MAIS SUSTENTÁVEIS,<br />
ENQUANTO 59% ESCOLHEM ARTIGOS COM QUE JÁ<br />
ESTÃO FAMILIARIZADOS<br />
16%<br />
É A PERCENTAGEM DE PORTUGUESES QUE ACREDI-<br />
TAM QUE O PROGRESSO TECNOLÓGICO AJUDARÁ A<br />
CONTER O AQUECIMENTO GLOBAL.<br />
Portugal <strong>é</strong> o primeiro<br />
país do mundo com<br />
um dia dedicado à<br />
sustentabilidade no seu<br />
calendário oficial<br />
Mas a verdade <strong>é</strong> que os agricultores portugueses<br />
têm estado a lutar pela sustentabilidade.<br />
Veja-se um bom exemplo, o da Lusomorango,<br />
maior organização portuguesa de produtores<br />
da fileira de frutas e legumes em volume de negócios.<br />
Joel Vasconcelos, diretor desta empresa,<br />
diz que a Lusomorango assumiu, em março de<br />
2023, o compromisso com o INIAV — Instituto<br />
Nacio<strong>na</strong>l de Investigação Agrária e Veterinária,<br />
a Driscoll`s e a Maravilha Farms de criar o<br />
Centro de Investigação para a <strong>Sustentabilidade</strong>,<br />
no Polo da Fataca, em Odemira. O consórcio<br />
firmou um protocolo de cooperação t<strong>é</strong>cnico-<br />
-científico estabelecendo como grande objetivo<br />
investigar e produzir conhecimento sobre práticas<br />
agrícolas sustentáveis e inovadoras. “No centro<br />
decorrem múltiplas linhas de investigação<br />
que se distinguem nos domínios da eficiência<br />
hídrica, utilização circular da água, redução da<br />
utilização de pesticidas, redução do impacto de<br />
uso de plásticos e desenvolvimento de soluções<br />
alter<strong>na</strong>tivas e tamb<strong>é</strong>m <strong>na</strong> produção de energias<br />
por fontes renováveis via sistemas agrivoltaicos”.<br />
Segundo o portal Agriterra, o Centro de Investigação<br />
para a <strong>Sustentabilidade</strong> pretende<br />
a<strong>na</strong>lisar de que forma a planta absorve água e<br />
tamb<strong>é</strong>m os nutrientes para reintroduzir novamente<br />
estes recursos no circuito. A investigação<br />
deste processo decorre da aplicação de<br />
diferentes t<strong>é</strong>cnicas para avaliar qual <strong>é</strong> a mais<br />
segura e quais são os resultados obtidos nos<br />
testes de stress hídrico das plantas e <strong>na</strong> recirculação<br />
e reciclagem da água. Atualmente, segundo<br />
a mesma fonte, vigora ainda outra linha<br />
de investigação que incide no tema da biodiversidade<br />
e no papel determi<strong>na</strong>nte dos insetos<br />
e das plantas no controlo de pragas. O centro<br />
está a investigar aquelas que são as pragas principais<br />
que afetam a produção e que impacto<br />
têm <strong>na</strong>s culturas, procurando definir práticas<br />
sustentáveis - com recurso a mecanismos auxiliares,<br />
como plantas e insetos – como alter<strong>na</strong>tiva<br />
aos agroquímicos para garantir um controlo<br />
efetivo dessas pragas e consequente aumento<br />
da produção e da competitividade agrícola.<br />
ENERGIA, O CALCANHAR DE AQUILES DA<br />
TRANSIÇÃO<br />
Em 2023, Portugal alcançou um marco notável<br />
no caminho para um futuro mais sustentável.<br />
Segundo a Redes Energ<strong>é</strong>ticas Nacio<strong>na</strong>is - REN —<br />
61% do consumo el<strong>é</strong>trico <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l foi abastecido<br />
por energia renovável, colocando-se <strong>na</strong> liderança<br />
europeia em descarbonização. A meta <strong>é</strong> atingir<br />
os 80% at<strong>é</strong> 2030. As principais fontes de energia<br />
renovável em Portugal são a energia eólica, solar e<br />
hídrica. Ao longo dos anos tem sido feito um esforço<br />
para reduzir a dependência de combustíveis<br />
fósseis, desde a elimi<strong>na</strong>ção gradual da produção<br />
de energia a carvão at<strong>é</strong> ao fortalecimento da capacidade<br />
hidroel<strong>é</strong>trica. Mas há desafios, caso da<br />
intermitência das energias renováveis e o problema<br />
do armaze<strong>na</strong>mento.<br />
Segundo o índice de Transição Verde, um estudo<br />
da consultora Oliver Wyman, que classifica o<br />
desempenho ambiental de 29 países europeus em<br />
sete categorias-chave, Portugal classificou-se <strong>na</strong><br />
18.ª posição com uma pontuação de 48 em 100,<br />
destacando-se positivamente <strong>na</strong>s categorias de<br />
Edifícios e Energia, 2.º e 5.º lugar, respetivamente.<br />
Nos edifícios, obteve boa pontuação pela utilização<br />
de energias renováveis para aquecimento dom<strong>é</strong>stico<br />
e pelo consumo de eletricidade per capita.<br />
Segundo a Noctula, consultores em Ambiente,<br />
Portugal contraria a tendência dos restantes países<br />
que apresentam um fraco desempenho <strong>na</strong>s<br />
energias renováveis, dependendo fortemente dos<br />
combustíveis fósseis no aquecimento residencial.<br />
Relativamente à Energia, Portugal ocupa a 2.ª<br />
posição em dimensão de projetos de hidrog<strong>é</strong>nio<br />
verde relativamente ao PIB (cinco vezes a m<strong>é</strong>dia<br />
dos países europeus em 2021), a 5.ª posição em<br />
capacidade dos projetos de armaze<strong>na</strong>mento relacio<strong>na</strong>dos<br />
com baterias e o 10.º lugar no ranking<br />
das energias renováveis e biocombustíveis <strong>na</strong><br />
produção de eletricidade.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ SUSTENTABILIDADE \\<br />
37<br />
10<br />
rótulos <strong>é</strong>ticos<br />
e sustentáveis<br />
Estes são ape<strong>na</strong>s alguns dos símbolos que<br />
pode encontrar, mas a panóplia <strong>é</strong> muito<br />
grande daí tamb<strong>é</strong>m a dificuldade<br />
1. FSC<br />
Este selo indica que os produtos são “amigos<br />
da floresta”, promovem uma gestão<br />
florestal e ambiental adequada.<br />
2. EU Ecolabel<br />
Este rótulo <strong>é</strong> conhecido em toda a europa<br />
e garante a excelência ambiental desde a<br />
extração das mat<strong>é</strong>rias-primas at<strong>é</strong> ao seu<br />
descarte.<br />
3. USDA Organic Certification<br />
O selo USDA Organic está presente em<br />
produtos alimentares que estão de acordo<br />
com os regulamentos orgânicos do USDA —<br />
Departamento de Agricultura dos Estados<br />
Unidos. Este símbolo encontra-se em produtos<br />
alimentares que contenham de 95%<br />
a 100% de ingredientes orgânicos (excluindo<br />
sal e água, considerados <strong>na</strong>turais).<br />
4. Global Organic Txtile Standard<br />
(GOTS)<br />
Este selo garante que todos os têxteis usados<br />
são orgânicos, mas que tamb<strong>é</strong>m todo<br />
o processo desde a produção at<strong>é</strong> ao ponto<br />
de venda <strong>é</strong> feito com as melhores condições<br />
para o planeta e para os trabalhadores<br />
daquela empresa.<br />
5. Cruelty Free<br />
A etiqueta revela tudo, mas este <strong>é</strong> um certificado<br />
inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l cruelty free e vegan<br />
utilizado em cosm<strong>é</strong>tica, produtos de cuidado<br />
pessoal e de casa.<br />
6. The vegan Society Trademark<br />
O nome indica, mas este rótulo significa<br />
que o produto <strong>é</strong> vegan, isto <strong>é</strong> livre de testes<br />
e ingredientes animais.<br />
7. Fair Trade Certified<br />
FairTrade <strong>é</strong> uma certificação utilizada para<br />
identificar o com<strong>é</strong>rcio justo e sem trabalho<br />
infantil, em produtos provenientes<br />
de produtores em países em desenvolvimento<br />
onde muitas vezes as condições de<br />
trabalho não são as melhores. Fair Trade<br />
Certified tamb<strong>é</strong>m significa que os agricultores<br />
cumprem os padrões ambientais inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is.<br />
Neste momento <strong>é</strong> usado em<br />
produtos agrícolas, como chá, chocolate,<br />
frutas, flores e especiarias.<br />
8. Rainforest Alliance<br />
Visa preservar a biodiversidade e a sustentabilidade.<br />
É muito usado pela indústria do<br />
caf<strong>é</strong>, mas o setor da agricultura, silvicultura<br />
e mesmo do turismo tamb<strong>é</strong>m o aplica.<br />
9. Fair for Life<br />
Esta certificação garante que os direitos<br />
humanos são cumpridos em qualquer fase<br />
da produção, e que os trabalhadores têm<br />
boas e justas condições de trabalho e que<br />
os pequenos agricultores recebem uma<br />
parte justa.<br />
10. Fair Trade Foundation<br />
Aplica-se ape<strong>na</strong>s a produtos agrícolas. As<br />
empresas que optam por seguir as práticas<br />
do com<strong>é</strong>rcio justo são desig<strong>na</strong>das como<br />
membros da Federação do Com<strong>é</strong>rcio Justo.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
38<br />
\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
FÓRUM DE LÍDERES<br />
1 2<br />
Qual a importância da <strong>Sustentabilidade</strong><br />
para a sua área/setor?<br />
O que a sua empresa está a fazer para tor<strong>na</strong>r<br />
Portugal um país mais sustentável?<br />
Adescarbonização <strong>é</strong> uma prioridade europeia e <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l. O Acordo de Paris alcançado em 2015<br />
constitui um importante compromisso nesse sentido e no combate às alterações climáticas.<br />
Surgiram, neste seguimento, uma s<strong>é</strong>rie de pacotes estrat<strong>é</strong>gicos da Comissão Europeia que visam<br />
dar resposta <strong>na</strong>s diferentes áreas a este desafio global, destacando-se o Pacote Energia<br />
Clima 2030.<br />
O Governo português comprometeu-se em 2016 a assegurar a neutralidade das suas emissões at<strong>é</strong> ao fi<strong>na</strong>l<br />
de 2050, traçando uma visão clara relativamente à descarbonização profunda da economia <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l, enquanto<br />
contributo para o acordo de Paris e em consonância com os esforços mais ambiciosos em curso a<br />
nível inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l.<br />
O compromisso de atingir a neutralidade carbónica at<strong>é</strong> 2050 significa alcançar um balanço neutro entre<br />
as emissões de GEE e o sequestro de carbono, pelo que será necessário efetuar reduções substanciais das<br />
emissões e/ou aumentos substanciais dos sumidouros <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is, que deverão materializar-se entre o presente<br />
e 2050.<br />
Para concretizar este desígnio, foi desenvolvido o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 (RNC2050)<br />
que identifica os principais vetores de descarbonização em todos os setores da economia, as opções de<br />
políticas e medidas e a trajetória de redução de emissões para atingir este fim, em diferentes cenários de<br />
desenvolvimento socioeconómico.<br />
Todos os setores deverão contribuir para a redução de emissões, aumentando a eficiência e a inovação,<br />
promovendo melhorias, nomeadamente nos edifícios, <strong>na</strong> agricultura, <strong>na</strong> gestão dos resíduos e <strong>na</strong> indústria,<br />
sendo que caberá ao sistema energ<strong>é</strong>tico o maior contributo, em particular no que respeita à produção de<br />
eletricidade e aos transportes.<br />
Neste Fórum de Líderes, as principais instituições de diversos setores e os respetivos responsáveis pela sustentabilidade<br />
no nosso país explicam a sua visão sobre o futuro: contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento<br />
Sustentável, promover a descarbonização, e fazer parte da solução para atingir a neutralidade<br />
climática são metas claras. Nas várias áreas, os responsáveis não têm dúvidas: um futuro mais sustentável<br />
tem de ser a prioridade.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
39
40<br />
\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
1 2<br />
HÉLDER COUTO<br />
Global Quality & PMO Ma<strong>na</strong>ger,<br />
Voltalia Portugal<br />
JOSÉ MANUEL RIBEIRO<br />
Presidente do Conselho de Administração, LIPOR<br />
1<br />
A sustentabilidade <strong>é</strong> uma componente fundamental para a Voltalia, uma vez que <strong>é</strong> uma empresa<br />
especializada em energias renováveis.<br />
A Voltalia tem como missão melhorar o ambiente global e fomentar o desenvolvimento local.<br />
A sustentabilidade está no cerne das suas operações, dado que a empresa se dedica à<br />
produção de energia el<strong>é</strong>trica, exclusivamente a partir de fontes renováveis como solar, eólica,<br />
hidroel<strong>é</strong>trica e biomassa. A sua visão passa por contribuir para a transição energ<strong>é</strong>tica global,<br />
reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e diminuindo as emissões de gases de efeito<br />
estufa. As atividades da Voltalia visam reduzir a pegada de carbono e promover práticas<br />
ambientais responsáveis.<br />
Ou seja, a sustentabilidade para a Voltalia <strong>é</strong> um pilar estrat<strong>é</strong>gico que permeia todas as suas<br />
atividades, garantindo que a empresa não só contribui positivamente para o meio ambiente<br />
e a sociedade, mas tamb<strong>é</strong>m assegure seu próprio crescimento sustentável e competitivo no<br />
longo prazo.<br />
2<br />
Os principais desafios e oportunidades que a Voltalia pode enfrentar ao nível da sustentabilidade<br />
podem ser a<strong>na</strong>lisados em várias frentes, considerando o contexto atual do mercado de<br />
energias renováveis e as tendências globais.<br />
A diversidade de regulamentações ambientais e energ<strong>é</strong>ticas em diferentes países pode ser<br />
um desafio, exigindo constante adaptação, contudo o aumento da concorrência no setor de<br />
energias renováveis <strong>é</strong> positivo para pressio<strong>na</strong>r a empresa a inovar e manter a competitividade.<br />
Em termos de oportunidades verificamos a crescente procura por energias limpas e a transição<br />
energ<strong>é</strong>tica global oferece amplas oportunidades para a Voltalia expandir as suas operações<br />
em novos mercados. A tendência global de descarbonização e os compromissos de redução<br />
de emissões de carbono impulsio<strong>na</strong>m a necessidade de energias renováveis, beneficiando<br />
empresas como a Voltalia.Investir em novas tecnologias, como armaze<strong>na</strong>mento de energia e<br />
inteligência artificial, pode melhorar a eficiência operacio<strong>na</strong>l e abrir novas oportunidades de<br />
negócios.<br />
1<br />
Desde a pandemia de COVID-19 e a invasão da<br />
Ucrânia pela Rússia, os múltiplos desafios que a<br />
União Europeia enfrenta têm sido frequentemente<br />
descritos como “crises múltiplas” ou “policrises”,<br />
de acordo com a Agência Europeia do Ambiente.<br />
Seja pelo aumento das tensões geopolíticas, o elevado<br />
custo de vida num contexto de inflação e taxas<br />
de juro elevadas, a ocorrência de acontecimentos<br />
climáticos extremos, as manifestações em torno da<br />
importância da adoção de políticas de justiça social<br />
e a ascensão da inteligência artificial, o que <strong>é</strong> um<br />
facto <strong>é</strong> que estes acontecimentos afetam as Pessoas,<br />
as Empresas e demais Organizações, os Governos,<br />
tor<strong>na</strong>ndo a <strong>Sustentabilidade</strong> num tópico central<br />
em todos os setores e lugares no Mundo. Inequivocamente,<br />
o nosso setor dos resíduos não <strong>é</strong> exceção.<br />
Cabe, portanto, ao setor, reconhecer o valor de incorporar<br />
a <strong>Sustentabilidade</strong> e o framework ESG<br />
como um componente central das estrat<strong>é</strong>gias de<br />
negócio, at<strong>é</strong> porque, um importante pilar <strong>na</strong> gestão<br />
dos resíduos <strong>é</strong> tratá-los como um recurso valioso e<br />
uma gestão de recursos para ser eficaz o caminho<br />
terá de o ser pela <strong>Sustentabilidade</strong>.<br />
2<br />
Num enquadramento desfavorável, bem como o<br />
próprio contexto regulatório europeu em mat<strong>é</strong>rias<br />
de gover<strong>na</strong>nça sustentável, não temos dúvidas que<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
41<br />
10<br />
MARIANA PEREIRA DA SILVA<br />
Diretora de <strong>Sustentabilidade</strong> da MC<br />
priorizar a <strong>Sustentabilidade</strong> assume-se como<br />
sendo incontornável.<br />
Um tema que tem ocupado os nosso debates<br />
internos <strong>é</strong> a Gestão do Risco ESG, para que<br />
consigamos pensar, planear, antecipar, avaliar<br />
e priorizar a nossa atuação, tendo em consideração<br />
contextos cada vez mais imprevisíveis, e<br />
adequar o nosso posicio<strong>na</strong>mento, complementando-o<br />
com os necessários planos de resposta<br />
a situações concretas de risco, para tor<strong>na</strong>r o<br />
nosso negócio mais resiliente. Por outro lado, e<br />
não mesno importante, reforçar o nosso Portfólio<br />
de <strong>Sustentabilidade</strong>, para que consigamos<br />
ajustar-nos às exigências que tenderão a tor<strong>na</strong>r-se<br />
mandatórias.<br />
Em <strong>2024</strong> sei-o bem, que a LIPOR tem de manter-se<br />
fiel ao seu Propósito de “todos os dias<br />
contruirmos um mundo Melhor”, para que<br />
diariamente possamos operar de forma sustentável,<br />
ambicio<strong>na</strong>r altos níveis de desempenho<br />
ESG, promover a prosperidade e o bem-estar<br />
da nossa comunidade, estabelecer políticas de<br />
baixo carbono, proteger a biodiversidade, procurar<br />
novas oportunidades, criar dinâmicas de<br />
circularidade, educar e capacitar.<br />
1<br />
A sustentabilidade ocupa um papel de destaque no setor do retalho, uma vez que o<br />
retalho <strong>é</strong> o elo de ligação entre toda a cadeia de valor, desde o produtor ao consumidor.<br />
Apesar do destaque que tem nos dias de hoje, a preocupação com a sustentabilidade<br />
já integra a gestão da MC há vários anos, sendo um valor profundamente enraizado<br />
no ADN da empresa.<br />
Enquanto retalhista líder, presentes em todo o território <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l e com impacto <strong>na</strong><br />
vida das comunidades em que nos inserimos, sabemos que <strong>é</strong> nosso dever encontrar e<br />
implementar medidas que procurem minimizar o impacto da nossa atividade e que<br />
contribuam para o desenvolvimento sustentável de toda a cadeia de valor.<br />
É nossa ambição a democratização do acesso a uma cesta mais saudável e mais sustentável,<br />
sendo a nossa ação impulsio<strong>na</strong>da pela Estrat<strong>é</strong>gia de <strong>Sustentabilidade</strong> da<br />
MC. Esta integra a nossa proposta de valor e assenta em 4 eixos de atuação prioritários:<br />
Ação Climática, Circularidade, Produção Sustentável e Oferta Responsável – e<br />
para os quais estabelecemos objetivos desafiantes e desenvolvemos planos de ação<br />
que sustentam a sua prossecução.<br />
2<br />
São inúmeros os desafios com que nos debatemos este último ano. Desde a implementação<br />
de um quadro regulatório cada vez mais exigente, à exposição a riscos<br />
ambientais, sociais e económicos mais frequentes. Precisamos de ser resilientes e<br />
objetivos para cumprir as metas a que nos comprometemos, desde a descarbonização<br />
das nossas operações at<strong>é</strong> 2040, at<strong>é</strong> assegurar que todas as nossas embalagens são<br />
recicláveis, reutilizáveis ou compostáveis no horizonte temporal mais curto de 2025.<br />
• Com os desafios vêm as oportunidades e, por isso, acreditamos que uma gestão que<br />
integra a sustentabilidade no seu core, mitiga riscos, assegura compliance com o quadro<br />
regulatório, promove a resiliência das operações e cadeia de valor, mas tamb<strong>é</strong>m<br />
explora as oportunidades que a agenda da sustentabilidade traz, nomeadamente de<br />
diferenciação e resposta a um consumidor cada vez mais exigente.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
42 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
3<br />
DANIEL GUIMARÃES<br />
Responsável de Ambiente,<br />
Mercado<strong>na</strong> Portugal<br />
1<br />
A sustentabilidade <strong>é</strong> vital para o setor da distribuição por vários<br />
motivos, principalmente porque <strong>na</strong> sua cadeia de valor este setor<br />
tem impactes ambientais associados, quer sejam diretos da própria<br />
atividade ou indiretos, sendo que estes, apesar de estarem fora das<br />
nossas operações próprias, de logística ou de lojas, concentram-se a<br />
montante e a jusante da nossa atividade e, portanto, temos responsabilidade<br />
<strong>na</strong> mat<strong>é</strong>ria.<br />
Tamb<strong>é</strong>m, no contexto atual, no qual os consumidores estão cada<br />
vez mais conscientes dos impactes ambientais das suas escolhas e<br />
exigem cada vez mais produtos e serviços que respeitem o meio ambiente<br />
e as normas <strong>é</strong>ticas, adotar práticas sustentáveis não <strong>é</strong> ape<strong>na</strong>s<br />
uma obrigação moral, mas tamb<strong>é</strong>m uma necessidade estrat<strong>é</strong>gica.<br />
Portanto, adotar a sustentabilidade como estrat<strong>é</strong>gia de negócio <strong>é</strong> essencial<br />
para:<br />
• Reduzir impactes ambientais atrav<strong>é</strong>s da implementação de práticas<br />
que minimizem a pegada de carbono, a produção de resíduos<br />
e o consumo de recursos <strong>na</strong>turais e protejam a biodiversidade e os<br />
ecossistemas, contribuindo desta forma para a preservação do meio<br />
ambiente;<br />
• Reduzir os custos operacio<strong>na</strong>is atrav<strong>é</strong>s de práticas sustentáveis,<br />
como a eficiência energ<strong>é</strong>tica e a redução de desperdícios, que podem<br />
resultar em poupanças significativas;<br />
• Cumprimento normativo, pois cada vez mais a legislação ambiental<br />
a nível europeu está a tor<strong>na</strong>r-se mais exigente. Evitando sanções<br />
económicas e garantido imunidade jurídica assim como melhoria<br />
reputacio<strong>na</strong>l.<br />
Por último, a sustentabilidade abre portas para a inovação, permitindo<br />
o desenvolvimento de novos produtos e processos que diferenciam<br />
as empresas e o setor.<br />
2<br />
A implementação de tecnologias e processos para reduzir as<br />
emissões e impactes ambientais <strong>na</strong> cadeia de valor e <strong>na</strong>s operações<br />
próprias <strong>é</strong> um desafio contínuo que exige investimentos<br />
significativos.<br />
Tendo em conta que legislação ambiental está em constante<br />
evolução, a adaptação a novas regulamentações <strong>é</strong> um desafio<br />
operacio<strong>na</strong>l e fi<strong>na</strong>nceiro. Ainda mais, quando nos processos legislativos,<br />
muitas vezes, as partes interessadas afetadas não são<br />
consultadas ou tidas em conta pelos reguladores.<br />
Tamb<strong>é</strong>m, garantir que todos os fornecedores adotem práticas<br />
sustentáveis <strong>é</strong> uma tarefa complexa que exige esforços conjuntos,<br />
muita transformação e investimentos avultados.<br />
Por outro lado, para a adoção de novas tecnologias que possam<br />
oferecer ainda mais oportunidades para reduzir emissões, estamos<br />
limitados pela evolução tecnológica, como por exemplo, o<br />
transporte pesado com recurso a hidrog<strong>é</strong>nio.<br />
Por último, e como concluído num estudo de mercado efetuado<br />
pela APED, Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição<br />
e outras entidades, apesar da tendência verificada, 40% dos<br />
inquiridos ainda considera a conveniência mais importante do<br />
que a sustentabilidade. E tamb<strong>é</strong>m, apesar de os consumidores<br />
preferirem idealmente produtos mais sustentáveis, no momento<br />
de efetuar uma escolha <strong>é</strong> o preço que tem mais peso e, por isso,<br />
tentamos colocar à disposição produtos com preços sempre baixos<br />
com a melhor qualidade possível e que ainda assim cumpram<br />
crit<strong>é</strong>rios de sustentabilidade, sendo esta uma oportunidade para<br />
incentivar e educar os consumidores sobre práticas sustentáveis,<br />
fortalecer a nossa reputação e construir uma base de clientes leal<br />
e informada.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
43<br />
4<br />
FILIPA PANTALEÃO<br />
Secretária-Geral, BCSD Portugal<br />
1<br />
A sustentabilidade <strong>é</strong> de extrema importância para o desenvolvimento<br />
económico, social e ambiental (em inglês ESG – Environmental, Social<br />
and Gover<strong>na</strong>nce) de qualquer sociedade. A sustentabilidade, enquanto<br />
pilar estrat<strong>é</strong>gico dos negócios e parte integrante <strong>na</strong> tomada de decisões,<br />
promove a inovação e aumenta a competitividade das empresas, facilita<br />
o aparecimento de novos produtos e serviços que respondem às<br />
necessidades emergentes dos consumidores; ajuda as empresas a tor<strong>na</strong>rem-se<br />
mais resilientes e capazes de gerir riscos, incluindo aqueles<br />
associados às alterações climáticas e escassez de recursos; melhora a<br />
imagem e reputação das empresas e permite fortalecer as relações com<br />
clientes, investidores e outras partes interessadas. A adoção de práticas<br />
sustentáveis promove a utilização mais eficiente dos recursos, resultando<br />
numa redução de custos operacio<strong>na</strong>is – a economia circular,<br />
por exemplo, promove o reaproveitamento de materiais, diminuindo o<br />
desperdício e os custos associados ao descarte e/ou aquisição de novas<br />
mat<strong>é</strong>rias-primas. Na sua forte componente social, a sustentabilidade<br />
move as empresas para a construção de sociedades mais equitativas e<br />
justas, atrav<strong>é</strong>s da adoção de políticas laborais mais diversas, equitativas<br />
e iguais. O BCSD Portugal ajuda as empresas a integrarem a sustentabilidade<br />
<strong>na</strong>s suas estrat<strong>é</strong>gias de negócio e operações, oferecendo<br />
formação, trabalho colaborativo entre empresas, projetos específicos,<br />
networking entre peers e colaboração entre setor publico e privado.<br />
2<br />
A implementação de tecnologias e processos para reduzir as<br />
emisHá muito trabalho para fazer em mat<strong>é</strong>ria de sustentabilidade<br />
e no BCSD Portugal continuaremos empenhados em desenvolver<br />
as soluções para que, com base em conhecimento verificado e <strong>na</strong><br />
sua partilha entre os nossos associados, e não só, a sustentabilidade<br />
passe a ser, cada vez mais, uma realidade integrada <strong>na</strong> realidade, no<br />
negócio e <strong>na</strong> gestão das empresas.<br />
A evolução da regulação a nível global traz desafios acrescidos para<br />
todas as empresas, mas tamb<strong>é</strong>m oportunidades para desenvolver<br />
soluções, estruturais em alguns casos, que permitirão normalizar<br />
a sustentabilidade como parte integrante da atividade empresarial<br />
em toda a sua dimensão.<br />
A necessidade de formação em sustentabilidade <strong>é</strong>, por isso, um<br />
tema de crescente importância razão pela qual, no BCSD Portugal,<br />
vamos apostar cada vez mais <strong>na</strong> Academia BCSD Portugal como<br />
instituição certificada e de referência, aportando valor às empresas<br />
que procuram capacitar os seus colaboradores para a sustentabilidade,<br />
melhorar a gestão de recursos, estar em conformidade com as<br />
normas, reduzindo riscos e aumentando a competitividade.<br />
Os riscos e oportunidades climáticos, em particular a prioridade<br />
para a descarbonização, são tamb<strong>é</strong>m uma prioridade do BCSD<br />
Portugal, com vista a apoiar as empresas no caminho para uma atividade<br />
com um menor impacto ao nível da emissão de GEE. Recentemente<br />
apresentámos o Guia Empresarial de Riscos e Oportunidades<br />
Climáticas que tem como objetivo apoiar as empresas<br />
ainda no início desta jor<strong>na</strong>da, seja <strong>na</strong> identificação dos riscos existentes,<br />
ou <strong>na</strong> determi<strong>na</strong>ção de quais as consequências que podem<br />
gerar, apontando recomendações e dicas práticas para a sua gestão.<br />
Outra das nossas prioridades continuará a ser o pilar Diversidade,<br />
Equidade e Inclusão (DEI), onde continuamos, no seguimento do<br />
estudo que realizámos em 2023, a avaliar o desempenho das empresas<br />
neste segmento e a promover iniciativas que aliam DEI e Gover<strong>na</strong>nce,<br />
promovendo compromissos, ações partilhadas e parcerias<br />
que apoiem o desenvolvimento dos nossos associados.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
44 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
5<br />
PAULO PRAÇA<br />
Presidente da Direção, ESGRA<br />
1<br />
A atividade deste setor <strong>é</strong> um dos pilares da sustentabilidade ambiental, social e económica do País, uma vez<br />
que consiste no desenvolvimento de um conjunto de operações que integram as etapas de recolha, transporte,<br />
triagem, valorização e elimi<strong>na</strong>ção dos resíduos que resultam do consumo de bens e serviços por parte de toda a<br />
população.<br />
A gestão, o tratamento e a preparação de resíduos para reutilização e reciclagem <strong>é</strong> a atividade exercida pelos sistemas<br />
de gestão de resíduos urbanos, fundamental ao bem-estar geral, à saúde pública, às atividades económicas<br />
e à proteção do ambiente, sendo por isso classificada como um serviço público essencial.<br />
A ESGRA – Associação para a Gestão de Resíduos tem como missão a promoção dos interesses dos seus associados<br />
no âmbito da gestão e tratamento de resíduos urbanos de modo a contribuir para o desenvolvimento<br />
sustentável do País numa economia circular, assumindo-se a sustentabilidade como um dos pilares orientadores<br />
da nossa ação, um princípio basilar e inerente à <strong>na</strong>tureza da atividade de gestão de resíduos urbanos.de novos<br />
produtos e processos que diferenciam as empresas e o setor.<br />
2<br />
Grandes desafios: primeiro, mudar a forma como se produz, como se consome e como se trata o que resta após o<br />
consumo com consciência de que a qualidade do dia de amanhã depende de como gerimos o dia de hoje.<br />
Interiorizada a necessidade de responder ao desafio urgente de mudança comportamental de todos os cidadãos<br />
e entidades <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is, em toda a cadeia de valor do consumo, substituindo, sempre que possível, a extração pela<br />
revalorização e o descarte pela reutilização, outro grande desafio <strong>é</strong> o reconhecimento e integração do papel do<br />
setor dos resíduos <strong>na</strong> hierarquia das políticas públicas, de modo a ca<strong>na</strong>lizar os investimentos que são necessários<br />
para novas instalações, para mais recursos humanos, para digitalizar e inovar tecnologicamente o setor.<br />
Estes grandes desafios que o setor da gestão de resíduos urbanos enfrenta, atualmente, afiguram-se de difícil<br />
concretização caso não sejam adotadas as políticas adequadas para os ultrapassar, o que exige, em concreto, a<br />
alocação efetiva e em tempo útil de meios, não só fi<strong>na</strong>nceiros, mas tamb<strong>é</strong>m de recursos mobilizadores para a<br />
mudança do lugar e da importância que o tema dos resíduos ocupa, neste momento, quer ao nível das políticas<br />
públicas quer <strong>na</strong> sociedade em geral.<br />
O maior dos desafios <strong>é</strong> a interiorização de que a sustentabilidade de um setor como o dos resíduos urbanos<br />
impacta no desenvolvimento sustentável do País e <strong>na</strong> sua capacidade de evoluir, ou não, para uma economia<br />
circular, num projeto global de sustentabilidade que não deixe ningu<strong>é</strong>m para trás.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
45<br />
6<br />
ANTÓNIO GONÇALVES PEREIRA<br />
Embaixador do Pacto Climático Europeu<br />
1<br />
Nada há de mais importante do que a sustentabilidade.<br />
Para qualquer sector. Sustentável quer dizer<br />
viver agora de maneira a que as próximas gerações<br />
possam continuar a fazê-lo. Portanto, <strong>é</strong> de uma absoluta<br />
inconsciência, e egoísmo, pensar e agir de forma<br />
a lucrar e ser feliz no curto prazo, sem acautelar<br />
as consequências. Dou comigo muitas vezes a pensar<br />
o que dirá aos seus filhos um empresário como,<br />
por exemplo, os da Alves Ribeiro, prestes a destruir<br />
a Quinta dos Ingleses, em Carcavelos, o último pulmão<br />
verde costeiro da zo<strong>na</strong>, para construir mais um<br />
mar de betão. É certo que os estrondosos lucros imediatos<br />
certamente proporcio<strong>na</strong>rão muito conforto e<br />
luxos a esses filhos. Mas... e quando estes estiverem<br />
a sofrer as consequências ambientais destas acções,<br />
como todos os outros, de que lhe valerá esse dinheiro?<br />
E como lidarão com o facto de saberem que o<br />
egoísmo social dos seus progenitores contribuiu em<br />
muito para esse cataclismo?<br />
Não consigo mesmo imagi<strong>na</strong>r como esses pais conseguem<br />
encarar os seus filhos e justificar as suas acções.<br />
E foi tamb<strong>é</strong>m por isso que decidi abdicar da minha<br />
vida de empresário e dedicar-me profissio<strong>na</strong>lmente<br />
a promover a sustentabilidade ambiental e social,<br />
que uma sem a outra não fazem sentido. A questão<br />
não <strong>é</strong> salvar o planeta, <strong>é</strong> uma tentativa de prolongar<br />
a paciência do planeta para nos manter por cá, com<br />
um mínimo de qualidade de vida. A todos, não somente<br />
aos que puderem pagar para poluir insustentavelmente.<br />
E <strong>é</strong> para isso que tentamos contribuir <strong>na</strong><br />
Ecomood. Todos os dias.<br />
2<br />
Os maiores desafios prendem-se com duas vertentes:<br />
por um lado, a continuação de procedimentos insustentáveis<br />
por parte de muitos empresários. Por outro,<br />
a manutenção de visões a<strong>na</strong>crónicas e economicistas<br />
dos decisores públicos. E a conjugação destes<br />
dois factores <strong>é</strong> um barril de pólvora ambiental e social.<br />
Um excelente exemplo disso <strong>é</strong> a transição energ<strong>é</strong>tica.<br />
Deveríamos estar a mudar de paradigma, não<br />
somente de fontes de energia. A aposta deveria ser<br />
em fontes renováveis, claro, mas em soluções comunitárias,<br />
locais, municipais, regio<strong>na</strong>is, com captação<br />
de menor dimensão, para consumo de proximidade,<br />
e não ‘mega-plantações’ de pain<strong>é</strong>is com um gigantesco<br />
impacto ambiental imediato, para transportar em<br />
altíssima tensão para a outra ponta do país. Estamos<br />
a transportar os maus vícios dos fósseis e da mineração<br />
para as renováveis. O mega-negócio em vez do<br />
racio<strong>na</strong>l e sustentável. Ambiental e socialmente.<br />
Portanto, o desafio <strong>é</strong> como conseguir contribuir para<br />
a mudança deste paradigma, e como fazê-lo em tempo<br />
útil. A maior oportunidade para uma associação<br />
como a Ecomood, <strong>é</strong> que há cada vez mais discursos<br />
neste sentido. O maior desafio <strong>é</strong> como ajudar a tor<strong>na</strong>r<br />
esses belos discursos em medidas, em políticas.<br />
Em mentalidades, comportamentos e soluções sustentáveis.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
46 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
7<br />
CARLOS VIEIRA<br />
Diretor Delegado, Serviços Municipalizados de<br />
Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra)<br />
1<br />
Os setores do abastecimento de água, saneamento e recolha de resíduos são essenciais para a qualidade<br />
de vida das populações e, por essa via, para a sustentabilidade: a capacidade de uso consciente dos recursos<br />
<strong>na</strong>turais sem comprometer o bem-estar das gerações futuras. Os SMAS de Sintra, a maior entidade<br />
municipal <strong>na</strong> área do abastecimento de água, com mais de 196 mil clientes, são o garante de que esse<br />
bem escasso, mas vital para a vida no planeta, chega a casa e com qualidade a cada um dos quase 400 mil<br />
habitantes do concelho de Sintra, sem esquecer os milhares de turistas que visitam o território concelhio.<br />
Tendo consciência da importância de cada metro cúbico de água, os SMAS de Sintra têm desenvolvido<br />
um intenso trabalho de melhoria do sistema de distribuição de água, o que se traduziu <strong>na</strong> redução da água<br />
não faturada, as perdas de água, de quase 31% em 2014 para 17,8% no fi<strong>na</strong>l de 2023. Tamb<strong>é</strong>m <strong>na</strong> área do<br />
saneamento, os SMAS de Sintra estão apostados em incrementar o reaproveitamento da água residual<br />
tratada, utilizando-a em fins em que não <strong>é</strong> necessária água potável, como a limpeza de órgãos das ETAR<br />
e rega de espaços verdes das instalações, limpeza e desobstrução de coletores e lavagem e higienização de<br />
contentores de recolha de resíduos.<br />
2<br />
Al<strong>é</strong>m da redução da água não faturada e do incremento da reutilização da água residual tratada, um dos<br />
principais desafios dos SMAS de Sintra <strong>é</strong> consolidar a adesão ao Sistema de Recolha Seletiva de Biorresíduos<br />
(restos alimentares), cuja separação <strong>na</strong> origem passou a ser obrigatória a partir de janeiro de <strong>2024</strong>. O<br />
sistema já conta, em Sintra, com a mobilização de mais de 60 mil pessoas. Um universo populacio<strong>na</strong>l que<br />
efetua a separação dos resíduos alimentares, desviando-os de aterro e permitindo a sua valorização, atrav<strong>é</strong>s<br />
da produção de composto orgânico para fertilização de solos agrícolas e para a produção de energia.<br />
Ainda <strong>na</strong> área da separação <strong>na</strong> origem de resíduos, o corrente ano está a assistir à expansão a todo o<br />
concelho de Sintra do Projeto de Valorização e Reciclagem de Têxteis, que servirá para avaliar a estrat<strong>é</strong>gia<br />
a adotar a este nível a partir da obrigatoriedade de implementação da recolha seletiva de resíduos<br />
têxteis (janeiro de 2025). Um projeto que envolve os SMAS de Sintra, a Câmara Municipal e a To Be<br />
Green (Universidade do Minho) e constitui uma solução inovadora de Economia Circular para dar uma<br />
nova vida aos têxteis, transformando estes resíduos em recursos, desviando-os do encaminhamento para<br />
aterro e contribuindo para que materiais, aparentemente em fim de vida, possam dar origem a novos<br />
produtos.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
47<br />
1<br />
O consumo de tecnologia tem vindo a aumentar exponencialmente, pelo que <strong>é</strong><br />
imperativo que empresas como a LG, que são entidades com enorme responsabilidade<br />
social e ambiental, pensem seriamente no seu impacto ao longo de todo o<br />
ciclo de vida dos seus produtos.<br />
Desta forma, a empresa lançou recentemente o seu plano ESG, o Better Life for<br />
All, que integra ambições ambientais e sociais em todas as operações da empresa<br />
por todo o mundo. Falamos de ações como: neutralidade carbónica com a iniciativa<br />
Zero Carbon 2030; transição completa para energia renovável at<strong>é</strong> 2050;<br />
redução efetiva das emissões de gases com efeito de estufa; utilização de meio milhão<br />
de toneladas de plástico reciclado at<strong>é</strong> 2030; e compromisso com uma estrat<strong>é</strong>gia<br />
diversificada, incluindo a instalação de eficientes módulos solares, estabelecer<br />
contratos de compra de energia que permitem às empresas adquirir eletricidade<br />
diretamente aos fornecedores, utilizar Renewable Energy Credit e outros.<br />
2<br />
8<br />
HUGO JORGE<br />
Marketing Director, LG Portugal<br />
Sendo que a LG planeia utilizar mais de meio milhão de toneladas de plástico reciclado<br />
at<strong>é</strong> 2030, <strong>2024</strong> e os próximos anos serão focados, sobretudo, em reforçar o<br />
nosso ciclo sustentável de recolha e transformação de eletrodom<strong>é</strong>sticos descartados<br />
em componentes de eletrodom<strong>é</strong>sticos frescos e ecologicamente responsáveis.<br />
Paralelamente, tecnologias como IA e IoT permitem-nos prolongar a vida útil<br />
dos nossos produtos, razão pela qual estamos a apostar nos eletrodom<strong>é</strong>sticos<br />
com capacidade de atualização com a gama LG ThinQTM UP, que utiliza IA<br />
e sistemas de IoT para atualizar os softwares e oferecer recursos e funções aos<br />
utilizadores.<br />
Tendo em conta o atual e desafiante contexto de crise energ<strong>é</strong>tica, os nossos equipamentos,<br />
como máqui<strong>na</strong>s de lavar, frigoríficos, bombas de calor e baterias, são<br />
desenvolvidos tendo sempre a sua eficiência em mente, procurando incluir processos<br />
de funcio<strong>na</strong>mento sustentáveis, que gerem poupanças grandes poupanças<br />
energ<strong>é</strong>ticas e de tempo tamb<strong>é</strong>m.<br />
1<br />
A <strong>Sustentabilidade</strong> <strong>é</strong> fundamental e deve orientar qualquer estrat<strong>é</strong>gia<br />
empresarial, seguindo os crit<strong>é</strong>rios ESG e em alinhamento<br />
com os ODS das Nações Unidas para fazer face aos desafios<br />
com que nos deparamos, cabendo a cada organização cumprir a<br />
sua responsabilidade. No setor de bebidas refrescantes, no qual o<br />
Super Bock Group atua, isto traduz-se <strong>na</strong> adoção de boas práticas,<br />
nomeadamente no que diz respeito à produção e ao consumo sustentávell,<br />
ajudando a minimizar o impacto ambiental decorrente<br />
da sua atividade, a preservar recursos e a promover a responsabilidade<br />
social. A integração dos crit<strong>é</strong>rios ESG ajuda, seguramente,<br />
as empresas a cumprirem regulamentos, a reduzirem custos<br />
operacio<strong>na</strong>is e a fomentarem a inovação, num contexto colaborativo.<br />
Há uma resposta adequada às necessidades e expectativas,<br />
nomeadamente dos consumidores, mas no fi<strong>na</strong>l o benefício <strong>é</strong> em<br />
prol da qualidade de vida, do bem estar e do desenvolvimento da<br />
sociedade.<br />
2<br />
9<br />
GRAÇA BORGES<br />
Diretora de Comunicação, Relações Institucio<strong>na</strong>is<br />
e <strong>Sustentabilidade</strong>, Super Bock Group<br />
Creio que fui mencio<strong>na</strong>ndo os desafios <strong>na</strong> resposta anterior, pelo<br />
que gostaria de acrescentar o seguinte. O Super Bock Group tem<br />
uma estrat<strong>é</strong>gia muito bem definida, onde a <strong>Sustentabilidade</strong> se<br />
incorpora, e que procuramos levar por diante, fazendo-nos valer<br />
do Talento que temos dentro da organização, mas tamb<strong>é</strong>m ao rodear-nos<br />
dos parceiros e demais entidades que nos possam ajudar<br />
à concretização dos nossos objetivos. É fundamental continuarmos<br />
com o trabalho colaborativo e a manter a nossa capacidade de<br />
investimento em Inovação e em I&D. Só assim vamos conseguir<br />
evoluir e apoiar o desenvolvimento das comunidades onde nos<br />
inserimos, num mundo que <strong>é</strong> cada vez mais volátil e complexo.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
48 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
11<br />
TIAGO MOREIRA DA SILVA<br />
Presidente, AIVE<br />
1<br />
A sustentabilidade <strong>é</strong> uma das nossas maiores preocupações. O<br />
setor da indústria do vidro de embalagem tem como objetivo<br />
atingir a neutralidade carbónica at<strong>é</strong> 2050. Queremos ser uma<br />
voz ativa <strong>na</strong> hora de criar soluções e um agente <strong>na</strong> mudança de<br />
paradigma, para uma sociedade mais sustentável.<br />
Estamos empenhados em reduzir as nossas emissões atrav<strong>é</strong>s<br />
de uma transição energ<strong>é</strong>tica <strong>na</strong>s tecnologias de fusão, com a<br />
substituição de grande parte do gás <strong>na</strong>tural por eletricidade<br />
verde e outros combustíveis não fósseis, como o biometano ou<br />
o hidrog<strong>é</strong>nio; assim como com o aumento da incorporação de<br />
vidro reciclado, em substituição de mat<strong>é</strong>rias-primas origi<strong>na</strong>is.<br />
A indústria do vidro de embalagem já percorreu um longo caminho<br />
no processo de descarbonização, consumindo hoje menos<br />
energia, emitindo menos CO2 e produzindo embalagens<br />
mais leves do que há cinquenta anos, reduzindo tamb<strong>é</strong>m, desta<br />
forma, a pegada do transporte; mas ainda assim queremos<br />
e temos de fazer mais.<br />
2<br />
Mais do que desafios ou oportunidades preferimos abordar a<br />
questão das necessidades deste nosso sector industrial, com<br />
um peso tão importante <strong>na</strong> balança comercial do país, tendo<br />
em conta a sua forte componente exportadora:<br />
• Promoção do investimento <strong>na</strong> rede de proximidade, de recolha<br />
de embalagens de vidro para reciclagem, principalmente<br />
no ca<strong>na</strong>l Horeca com a disponibilização de equipamentos<br />
mais adequados.<br />
• Actualmente a disponibilidade de casco para reciclar, encontra-se<br />
muito aqu<strong>é</strong>m das possibilidades de incorporação do Sector<br />
• Apoio no processo de produção de energia renovável, no<br />
seu armaze<strong>na</strong>mento e distribuição, permitindo uma adaptação<br />
rumo à eletrificação.<br />
• A disponibilidade de energia el<strong>é</strong>trica renovável e o seu<br />
elevado custo, não tor<strong>na</strong>m, actualmente, esta opção viável<br />
para um uso intensivo<br />
• Investimento em zo<strong>na</strong>s cluster para produção e distribuição<br />
de hidrog<strong>é</strong>nio. Numa primeira fase, misturado com Gás<br />
Natural, pois não exige transformação tecnológica significativa<br />
dos fornos.<br />
• Os investimentos <strong>na</strong> produção e distribuição de hidrogênio<br />
têm que ser desenvolvidos e implementados com dimensão,<br />
à escala <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l, e a preços competitivos.<br />
• Promoção da produção e distribuição de biocombustíveis<br />
/ bioresíduos, solução que permitiria a substituição parcial<br />
do Gás Natural, sem grande transformação tecnológica dos<br />
fornos, com redução de CO2.<br />
• A criação de infraestruturas de fornecimento e/ou produção<br />
de biocombustíveis, como por ex. o biometano tem que<br />
ser c<strong>é</strong>lere, sendo necessário apoio aos vários intervenientes<br />
da sua produção e distribuição.<br />
• Apoio em investimentos de modernização, especialmente<br />
os relacio<strong>na</strong>dos com a transformação progressiva das tecnologias<br />
de fusão e a digitalização (fundamental para melhorar<br />
a eficiência industrial).<br />
• O apoio e o fi<strong>na</strong>nciamento do sector público são, por conseguinte,<br />
cruciais para ajudar a indústria a implantar as<br />
tecnologias necessárias para cumprir os objectivos de descarbonização.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
50 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
12<br />
SÉRGIO ROCHA<br />
CEO, Capwatt<br />
1<br />
O setor energ<strong>é</strong>tico desempenha um papel chave <strong>na</strong> transição<br />
para uma economia descarbonizada e sustentável.<br />
A sustentabilidade <strong>é</strong> vetor fundamental <strong>na</strong> estrat<strong>é</strong>gia da<br />
Capwatt, <strong>na</strong> forma como pensamos e desenvolvemos o negócio,<br />
num contexto cada vez mais dinâmico e exigente, do<br />
ponto de vista do governo, social, económico e ambiental.<br />
A procura por alter<strong>na</strong>tivas mais limpas e eficientes leva-<br />
-nos a desenvolver soluções e produtos que não só reduzem<br />
os impactos ambientais <strong>na</strong> sociedade, mas tamb<strong>é</strong>m<br />
melhoram a eficiência operacio<strong>na</strong>l e diminuem custos a<br />
longo prazo, impulsio<strong>na</strong>ndo a transição energ<strong>é</strong>tica e descarbonização<br />
da economia, contribuindo para a sua competitividade.<br />
O nosso compromisso com a sustentabilidade materializa<br />
a nossa resposta à crescente exigência por um gover<strong>na</strong>nce<br />
mais responsável, tendo em atenção a nossa preocupação e<br />
respeito pelo ambiente e com as pessoas.<br />
A sustentabilidade garante a longevidade do nosso negócio.<br />
Ao investir em tecnologias e práticas sustentáveis, estamos<br />
a construir uma base sólida para o futuro. O nosso<br />
compromisso com a sustentabilidade <strong>é</strong> uma missão para<br />
garantir um futuro melhor para as próximas gerações.<br />
Em suma, o nosso modelo de gover<strong>na</strong>nce tem como a sua<br />
base fundamental a sustentabilidade <strong>na</strong>s suas várias vertentes.<br />
É atrav<strong>é</strong>s dela que podemos promover a inovação,<br />
satisfazer as expectativas dos stakeholders, garantir a viabilidade<br />
a longo prazo da nossa empresa e contribuir para<br />
um melhor ambiente para as gerações vindouras.<br />
2<br />
Enfrentamos, de forma permanente, vários desafios e<br />
oportunidades ao nível da sustentabilidade, refletindo<br />
tanto as exigências do mercado como o nosso compromisso<br />
com a inovação e a responsabilidade ambiental, social<br />
e governo.<br />
Entre os vários desafios que enfrentamos, destacam-se,<br />
desde logo, a capacidade de adaptação rápida à atualização<br />
tecnológica e às necessidades e exigências crescentes<br />
em mat<strong>é</strong>ria de sustentabilidade dos nossos stakeholders,<br />
garantindo ao mesmo tempo a constante diferenciação<br />
num mercado cada vez mais competitivo como <strong>é</strong> o da<br />
energia.<br />
A volatilidade de preços e a incerteza regulatória são fatores<br />
que afetam largamente o nosso espectro de atuação<br />
e que nos impulsio<strong>na</strong>m a procurar soluções inteligentes<br />
para os problemas atuais e futuros, com vista ao aumento<br />
da resiliência.<br />
Por outro lado, a crescente procura por soluções de energia<br />
sustentáveis representa uma excelente oportunidade<br />
para potenciar a transição energ<strong>é</strong>tica dos nossos clientes,<br />
à qual estamos a responder colocando à sua disposição<br />
um conjunto de produtos e serviços que permitem descarbonizar,<br />
otimizar a performance operacio<strong>na</strong>l e diminuir<br />
custos.<br />
Assim, a Capwatt tem apostado em focar a sua aposta em<br />
projetos para complementar a produção e o consumo de<br />
energia, nomeadamente <strong>na</strong> produção de combustíveis renováveis<br />
e em serviços e soluções circulares, sustentáveis<br />
e eficientes para as empresas, que aportem, de facto, valor.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
51<br />
1<br />
Os produtos de arrefecimento, aquecimento e refrigeração contribuem<br />
para estilos de vida de maior qualidade e são uma parte essencial da<br />
sociedade atual. No entanto, o consequente aumento do consumo de<br />
eletricidade e das emissões de fluidos refrigerantes causa preocupações<br />
devido ao seu impacto ambiental, como as alterações climáticas. Por isso,<br />
a sustentabilidade <strong>é</strong> um tema transversal à nossa área de negócio e que<br />
está presente desde o momento da conceção, passando pelo fabrico da<br />
nossa gama de soluções de AVAC&R e termi<strong>na</strong>ndo <strong>na</strong> assistência que<br />
<strong>é</strong> prestada ao cliente residencial, comercial ou industrial. Olhando para<br />
dentro, <strong>na</strong> Daikin partilhamos a cultura nipónica de excelência e a visão<br />
a longo prazo de um futuro melhor para todos. Isso faz de nós parceiros<br />
<strong>na</strong> transição verde e aliados no combate às alterações climáticas.<br />
2<br />
13<br />
YVONNE BRIERLEY<br />
Ma<strong>na</strong>ging Director, Daikin Portugal<br />
No espírito do Acordo de Paris sobre o Clima e dos Objetivos de Desenvolvimento<br />
Sustentável das Nações Unidas, o grupo Daikin tem como<br />
objetivo ser neutro em emissões de carbono ao longo de todo o ciclo<br />
de vida (incluindo toda a fase de utilização e fim de vida útil) dos seus<br />
produtos e serviços at<strong>é</strong> 2050. Tomando 2019 como ano de referência, a<br />
Daikin definiu o objetivo de alcançar uma redução mínima de 30% das<br />
emissões de gases com efeito de estufa at<strong>é</strong> 2025 e uma redução de 50%<br />
at<strong>é</strong> 2030. Por outro lado, um dos desafios traçados para este ano em Portugal<br />
foi o de contribuir para o combate à pobreza energ<strong>é</strong>tica. Para tal,<br />
lançámos uma campanha onde alertamos para uma realidade que coloca<br />
Portugal como o quarto país da União Europeia com maior percentagem<br />
– 17,5% de acordo com o Eurostat – de famílias incapazes de manter as<br />
suas casas aquecidas adequadamente. A campanha materializa-se numa<br />
plataforma online onde <strong>é</strong> possível encontrar um conjunto de dicas que<br />
permitem mitigar a pobreza energ<strong>é</strong>tica e promover o bem-estar de todos.<br />
1<br />
Para o Grupo Brisa, a importância da sustentabilidade parte do facto da empresa<br />
desenvolver uma atividade crítica para a economia e para a sociedade, no setor das<br />
infraestruturas rodoviárias e dos serviços de mobilidade. Os nossos desafios cobrem<br />
todos os pilares da sustentabilidade, desde o ambiente, onde a descarbonização e a<br />
transição energ<strong>é</strong>tica são centrais, at<strong>é</strong> à gover<strong>na</strong>nça, com a promoção da paridade de<br />
g<strong>é</strong>nero em cargos de liderança, passando pelo pilar social, onde se podem destacar a<br />
saúde e segurança no trabalho e a segurança rodoviária.<br />
2<br />
14<br />
FRANCO CARUSO<br />
Diretor de <strong>Sustentabilidade</strong> e Comunicação,<br />
Grupo Brisa<br />
Os principais desafios para <strong>2024</strong> organizam-se entre aqueles relacio<strong>na</strong>dos com a<br />
descarbonização e transição energ<strong>é</strong>tica, aqueles focados nos temas sociais e, ainda,<br />
mais especificamente, ao nível da diversidade, igualdade e inclusão.<br />
Relativamente aos primeiros, o maior foco está <strong>na</strong> aceleração para a mobilidade<br />
el<strong>é</strong>trica, onde queremos rapidamente aumentar a percentagem de veículos el<strong>é</strong>tricos<br />
<strong>na</strong> nossa frota, at<strong>é</strong> atingir 100% em 2027, e onde queremos tamb<strong>é</strong>m ser um agente<br />
de transformação do modelo de mobilidade em Portugal, atrav<strong>é</strong>s do crescimento<br />
da rede de postos de carregamento rápidos e ultrarrápidos Via Verde Electric, <strong>na</strong>s<br />
nossas autoestradas. Já estamos a trabalhar <strong>na</strong> adoção de um novo padrão de gestão<br />
da biodiversidade, alinhado com a rec<strong>é</strong>m-adotada Lei do Restauro Ecológico, para<br />
referir ape<strong>na</strong>s mais um dos nossos projetos para <strong>2024</strong>.<br />
No domínio social, fixámo-nos objetivos ambiciosos em mat<strong>é</strong>ria de saúde e segurança<br />
no trabalho, adotando um sistema renovado de procedimentos e tecnologias<br />
focadas <strong>na</strong> melhoria das condições de trabalho das nossas equipas operacio<strong>na</strong>is. E,<br />
al<strong>é</strong>m disto, temos um programa dedicado ao desenvolvimento das nossas equipas e<br />
com uma preocupação <strong>na</strong>s oportunidades e nos regimes de compensação.<br />
Fi<strong>na</strong>lmente, a gestão do Grupo Brisa tamb<strong>é</strong>m fixou um objetivo relevante no plano<br />
da diversidade e, mais concretamente, da paridade de g<strong>é</strong>nero, no sentido de, at<strong>é</strong><br />
2029, conseguir a ple<strong>na</strong> convergência entre a percentagem de mulheres no efetivo<br />
total do Grupo e a percentagem de mulheres em cargos de liderança.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
52 \\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
15<br />
JOANA PEIXOTO<br />
Diretora de Marketing, Comunicação<br />
e <strong>Sustentabilidade</strong>, Edenred Portugal<br />
1<br />
Como questão estrutural para o futuro da humanidade<br />
e do planeta que <strong>é</strong>, a sustentabilidade deve ser encarada<br />
como um desígnio em todos os setores. Em particular,<br />
a área dos benefícios sociais e extrassalariais pode<br />
desempenhar um papel crucial no caminho para um<br />
futuro mais próspero e responsável.<br />
Ao darem resposta a necessidades essenciais das pessoas,<br />
como a alimentação, o apoio à infância, a educação,<br />
a formação ou a saúde, os benefícios sociais<br />
ajudam a melhorar o poder de compra e a qualidade<br />
de vida dos colaboradores, contribuindo diretamente<br />
para um maior bem-estar, mas tamb<strong>é</strong>m para um desenvolvimento<br />
mais equitativo e duradouro.<br />
Atrav<strong>é</strong>s da elaboração de um plano de benefícios que<br />
contemple a atribuição de vales sociais, as empresas<br />
estão a apoiar diretamente os seus colaboradores em<br />
áreas críticas e assi<strong>na</strong>ladas como prioritárias nos Objetivos<br />
de Desenvolvimento Sustentável das Nações<br />
Unidas. Um contributo que pode ser ainda maior se<br />
as empresas escolherem um fornecedor de benefícios<br />
com soluções mais ecológicas, de que são exemplos os<br />
cartões eletrónicos fabricados em materiais reciclados<br />
ou os vales em formato 100% digital.<br />
Os benefícios sociais são, assim, instrumentos que não<br />
só aumentam a atratividade das empresas, com reflexo<br />
<strong>na</strong> motivação dos colaboradores, mas tamb<strong>é</strong>m ferramentas<br />
para concretizar os valores das empresas e a<br />
sua abordagem à sustentabilidade.<br />
2<br />
A Edenred assumiu, logo <strong>na</strong> sua origem, há mais 50<br />
anos, a missão de tor<strong>na</strong>r o mundo um lugar melhor.<br />
Enquanto líderes globais em benefícios sociais, procuramos<br />
estar sempre <strong>na</strong> linha da frente da inovação, da<br />
qualidade e tamb<strong>é</strong>m da <strong>é</strong>tica empresarial.<br />
Sentimos que temos uma responsabilidade acrescida,<br />
pelo que somos e pela área <strong>na</strong> qual operamos, devendo<br />
ser um exemplo e os impulsio<strong>na</strong>dores da adoção das<br />
melhores práticas. Por isso, há mais de uma d<strong>é</strong>cada<br />
que desenvolvemos uma abordagem muito estruturada<br />
à sustentabilidade, traduzida <strong>na</strong> nossa política<br />
Ideal, com três eixos: Pessoas, Planeta e Progresso.<br />
Definimos objetivos mensuráveis e muito concretos,<br />
com metas a 2022 (que superámos) e a 2030. Produzimos<br />
há muito tempo relatórios não fi<strong>na</strong>nceiros<br />
com indicadores ESG e submetemo-nos a diferentes<br />
ratings.<br />
Com o objetivo de sermos cada vez mais sustentáveis<br />
e de ajudarmos todo o nosso ecossistema a sê-lo tamb<strong>é</strong>m,<br />
trabalhamos continuamente para o desenvolvimento<br />
de soluções digitais ecoeficientes e para a integração<br />
efetiva de práticas mais sustentáveis em toda<br />
a operação.<br />
O maior desafio, mas tamb<strong>é</strong>m a grande oportunidade,<br />
<strong>é</strong> a capacidade de influenciar positivamente o mercado<br />
para que escolha, de facto, estas que são as soluções<br />
mais sustentáveis e que geram maior valor para todo<br />
o ecossistema.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ FÓRUM DE LIDERES \\<br />
53<br />
16<br />
JORGE ALCOBIA<br />
Diretor de <strong>Sustentabilidade</strong>, Santander Portugal<br />
1<br />
A banca sustentável abre um caminho multi-estrat<strong>é</strong>gico e <strong>é</strong> uma<br />
abordagem que já não pode ser ignorada, não só à luz da procura<br />
dos consumidores nesse sentido, mas tamb<strong>é</strong>m tendo em conta a vasta<br />
gama de benefícios que acarreta para os bancos e as instituições<br />
fi<strong>na</strong>nceiras.<br />
• A banca sustentável tem a vocação de apoiar projetos e iniciativas<br />
que estejam alinhados com o nosso modelo de negócio e, al<strong>é</strong>m disso,<br />
que sejam amigos do ambiente e socialmente responsáveis, com um<br />
impacto positivo <strong>na</strong> sociedade e no ambiente.<br />
• Os bancos que adotem práticas sustentáveis são mais apelativos<br />
para os clientes que estão interessados no impacto social e ambiental<br />
das suas decisões fi<strong>na</strong>nceiras.<br />
• Os bancos que são vistos como líderes em práticas bancárias sustentáveis<br />
terão uma melhor reputação e uma imagem de marca<br />
mais forte num mundo inteiro que luta pela sustentabilidade.<br />
Especificamente, as empresas podem ambicio<strong>na</strong>r ter impactos significativos<br />
ao adotar práticas sustentáveis, com destaque para:<br />
1. Crescimento<br />
• Captação de oportunidades de negócio resultantes da agenda da<br />
transição para uma economia baixa em carbono;<br />
• Redução de custos, ao promover a eficiência dos recursos, com a<br />
redução do consumo de energia e água e a otimização do uso de<br />
mat<strong>é</strong>rias-primas.<br />
2. Alinhamento com as expetativas dos stakeholders<br />
• Impacto em vendas decorrentes da preferência que os clientes podem<br />
dar a produtos e serviços sustentáveis<br />
3. Resiliência<br />
• Em geral, as práticas sustentáveis podem ajudar as empresas a<br />
atrair e reter talentos qualificados, especialmente da geração mais<br />
jovem, que procuram trabalhos com um propósito e são atraídos<br />
por empresas que se preocupam com a sustentabilidade.<br />
• Ao incorporar normas relacio<strong>na</strong>das com a gestão ambiental, segurança<br />
dos trabalhadores, direitos humanos e conformidade com<br />
leis e regulamentos, as empresas podem mitigar riscos associados a<br />
multas, ações legais e danos de reputação.<br />
2<br />
A nossa estrat<strong>é</strong>gia de sustentabilidade visa contribuir para o crescimento<br />
do negócio, ao mesmo tempo que satisfaz as expectativas<br />
dos nossos principais stakeholders, tor<strong>na</strong>ndo assim o Santander<br />
mais resiliente atrav<strong>é</strong>s de uma sólida gestão de riscos, proteção de<br />
dados e privacidade, transparência, uma forte cultura inter<strong>na</strong> e um<br />
modelo de governo claro.<br />
Os nossos objetivos de sustentabilidade são coerentes com a abordagem<br />
do Grupo:<br />
1. Ser o parceiro de eleição dos nossos clientes <strong>na</strong> sua transição<br />
para uma economia de baixo carbono e apoiar a sua inclusão fi<strong>na</strong>nceira;<br />
2. Criar valor para os acionistas sem descurar os problemas do planeta;<br />
3. Utilizar a nossa dimensão e a nossa liderança local para resolver<br />
os problemas do planeta nos mercados onde operamos.<br />
A nossa ambição <strong>é</strong> conseguir zero emissões líquidas de carbono em<br />
todo o grupo at<strong>é</strong> 2050, para apoiar os objetivos do Acordo de Paris<br />
sobre as alterações climáticas. Esta ambição <strong>é</strong> tanto para a própria<br />
atividade do Grupo como tamb<strong>é</strong>m para todas as emissões dos<br />
nossos clientes derivadas de qualquer um dos serviços de fi<strong>na</strong>nciamento,<br />
consultoria ou investimento oferecidos pelo Santander.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ DIRETÓRIO \\<br />
DIRETÓRIO<br />
Compromisso com<br />
a sustentabilidade<br />
AAs empresas estão cada vez mais atentas a outros valores que vão al<strong>é</strong>m dos números<br />
fi<strong>na</strong>nceiros, como as receitas e os lucros. Num mundo em constante mudança,<br />
em que os recursos <strong>na</strong>turais estão a tor<strong>na</strong>r-se escassos e em que se começam a<br />
quantificar os impactos negativos das alterações climáticas, empresários e gestores ganham<br />
consciência para o tema da sustentabilidade e da responsabilidade social. As empresas podem<br />
utilizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) enquanto enquadramento global<br />
para moldar, orientar, comunicar e relatar as suas estrat<strong>é</strong>gias, objetivos e atividades, permitindolhes<br />
capitalizar um leque de benefícios tais como: identificar futuras oportunidades de negócio,<br />
em mercados em crescimento e que poderão beneficiar de soluções inovadoras, aumentar o valor<br />
da sustentabilidade corporativa atrav<strong>é</strong>s dos incentivos económicos a uma mais eficiente utilização<br />
de recursos e da inter<strong>na</strong>lização das exter<strong>na</strong>lidades ou fortalecer as relações com os stakeholders<br />
e acompanhar o ritmo do desenvolvimento das políticas públicas, antecipando a gestão de riscos<br />
legais e de reputação.<br />
Em Portugal, muitas empresas já estão a seguir este caminho e, atualmente, algumas já são<br />
reconhecidas inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>lmente. Conheça alguns dos bons exemplos no diretório que lhe<br />
apresentamos de seguida.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ DIRETÓRIO \\<br />
55<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
56<br />
\\ DIRETÓRIO \\<br />
FOCO NA CONSTRUÇÃO<br />
DE UMA ECONOMIA SUSTENTÁVEL<br />
COMISSÃO EXECUTIVA<br />
GRUPO BRISA<br />
Opropósito corporativo do Grupo Brisa <strong>é</strong> “Transformar<br />
a qualidade de vida das comunidades,<br />
ligando as pessoas atrav<strong>é</strong>s de uma mobilidade<br />
simples, segura e sustentável.” A sustentabilidade <strong>é</strong>,<br />
por isso, intrínseca à razão de ser do Grupo Brisa<br />
que, como empresa, tem um longo historial de mais<br />
de 50 anos de inovação e de transformação do negócio<br />
e faz parte integrante da sua estrat<strong>é</strong>gia para<br />
esta d<strong>é</strong>cada.<br />
Desde o início desta d<strong>é</strong>cada, o Grupo Brisa posicio<strong>na</strong>-se<br />
como um operador de infraestruturas e de<br />
mobilidade, com produtos e serviços, sustentáveis<br />
e inovadores, que melhor sirvam as pessoas e renovem<br />
a condição da empresa como um parceiro para<br />
o crescimento e o desenvolvimento das comunidades<br />
que serve, em parceria com os seus diferentes<br />
stakeholders, públicos e privados.<br />
Desde há mais de 20 anos, o nosso desempenho<br />
em sustentabilidade <strong>é</strong> escruti<strong>na</strong>do por terceiros, de<br />
modo sempre positivo e colocando o Grupo Brisa<br />
entre as referências do seu sector. Um importante<br />
benchmark sectorial – o Global Real Estate Sustai<strong>na</strong>bility<br />
Benchmark – qualifica-nos, já há alguns<br />
anos, como o operador de autoestradas mais sustentável<br />
da Europa (somos 5Star Rating, cerca de<br />
5% das empresas deste benchmark), tendo obtido<br />
um score de 97/100 em 2023.<br />
Antes disso, entre 2022 e 2013, enquanto a empresa<br />
esteve cotada em Bolsa, fez sempre parte<br />
dos dois principais índices de sustentabilidade, o<br />
Dow Jones Sustai<strong>na</strong>bility Index – onde foi mesmo<br />
ANTÓNIO PIRES DE LIMA<br />
Presidente<br />
DANIEL AMARAL<br />
Chief Fi<strong>na</strong>ncial Officer<br />
EDUARDO RAMOS<br />
Chief Development Officer<br />
MANUEL MELO RAMOS<br />
Chief Operations Officer<br />
MARTA SOUSA UVA<br />
Chief Technology Officer<br />
a primeira empresa portuguesa a ser admitida – e<br />
o FTSE4Good. O compromisso da empresa com<br />
a sustentabilidade tem, refira-se, sólidas âncoras<br />
<strong>na</strong>s duas últimas d<strong>é</strong>cadas, tendo aderido, em 2007,<br />
ao Global Compact das Nações Unidas (United<br />
Nations Global Compact), e sendo um membro<br />
ativo de importantes organizações, como o BCSD<br />
Portugal (desde 2005), cuja presidência assegura<br />
atualmente, atrav<strong>é</strong>s do seu Presidente da Comissão<br />
Executiva, António Pires de Lima, ou o WBCSD<br />
– World Business Council for Sustai<strong>na</strong>ble Development<br />
(desde 2007).<br />
O Grupo Brisa tem o seu foco <strong>na</strong> construção de<br />
uma economia sustentável, suportada no Plano Estrat<strong>é</strong>gico<br />
Vision 28, adotado no ano passado, e que<br />
leva mais longe a ambição da empresa, inicialmente<br />
definida pela gestão, no plano estrat<strong>é</strong>gico aprovado<br />
pelos acionistas, em 2021.<br />
O Grupo Brisa publicou, em junho de 2023, o<br />
seu Sustai<strong>na</strong>bility-Linked Fi<strong>na</strong>ncing Framework,<br />
no qual estão identificados os três KPIs que melhor<br />
representam os principais aspetos da sustentabilidade<br />
e da sua estrat<strong>é</strong>gia. As metas (SPTs) para cada<br />
um desses KPIs foram validadas por uma Second<br />
Party Opinion, emitida pela S&P Global Ratings,<br />
que confirma o seu alinhamento com os Sustai<strong>na</strong>bility-Linked<br />
Bond Principles e com os Sustai<strong>na</strong>bility-Linked<br />
Loan Principles. Ambos os documentos<br />
estão disponíveis no site do Grupo Brisa.<br />
Os nossos negócios do presente têm de ser sustentáveis,<br />
quer no plano da gestão dos seus impactos<br />
ambientais, e hoje mais do que nunca <strong>na</strong> criação<br />
de valor neste domínio, quer no plano da criação de<br />
valor social para as pessoas, para os nossos clientes<br />
e para as comunidades que servimos.<br />
Para o Grupo Brisa, por exemplo, para haver autoestradas<br />
sustentáveis <strong>é</strong> tão importante atuar <strong>na</strong><br />
resposta aos desafios climáticos, como por exemplo<br />
promovendo a transição para a mobilidade el<strong>é</strong>trica,<br />
com a nossa rede de carregamentos rápidos e<br />
ultrarrápidos Via Verde Electric, instalada desde<br />
2021, como atuar, de modo sistemático, <strong>na</strong> concretização<br />
de um objetivo social de primeira importância,<br />
como a máxima segurança rodoviária possível,<br />
para os nossos clientes e para as nossas equipas,<br />
e dar realidade à aspiração de termos Zero Mortes<br />
<strong>na</strong> Estrada at<strong>é</strong> 2030.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ DIRETÓRIO \\<br />
57<br />
10<br />
objetivos estrat<strong>é</strong>gicos de<br />
sustentabilidade do Grupo Brisa<br />
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são a prioridade da estrat<strong>é</strong>gia de sustentabilidade da empresa, juntamente com a descarbonização.<br />
Com base numa análise e avaliação inter<strong>na</strong>, cruzada com o mapeamento de stakeholders, e a análise de materialidade realizadas em 2021, a empresa<br />
identificou onze ODS que têm uma maior relação com os benefícios, os impactos e as perspetivas do negócio. Face a esta priorização, a empresa compromete-se<br />
a apoiar um crescimento sustentável, regenerativo e inclusivo para fazer face à emergência climática, à perda exponencial de diversidade e<br />
às desigualdades e assimetrias sociais.<br />
Ambiente<br />
• Reduzir em 60% as emissões de carbono<br />
de âmbito 1 e 2 at<strong>é</strong> 2030 (face a<br />
2021) e ser Net Zero at<strong>é</strong> 2040;<br />
• Atingir o nível 3 do Ranking de Ação<br />
para a Biodiversidade em Áreas de Elevado<br />
Valor Natural <strong>na</strong>s margens das autoestradas<br />
at<strong>é</strong> 2028 (Ano-base: 2022);<br />
15% das margens das autoestradas da<br />
rede Brisa Concessão Rodoviária são áreas<br />
de Alto Valor Natural.<br />
Estrat<strong>é</strong>gia Brisa Nature Positive 2030, que<br />
prevê intervenções diretas sobre a flora,<br />
fau<strong>na</strong> e habitats e inclui, entre outras,<br />
medidas para evitar e minimizar riscos,<br />
como a ocorrência de flora invasora e<br />
incêndios florestais, contribuindo para a<br />
regeneração e recuperação efetiva da biodiversidade.<br />
• Atingir o nível 3 do Ranking de Ação<br />
para a Economia Circular at<strong>é</strong> 2028 (face<br />
a 2022).<br />
Social<br />
• Segurança e Saúde no trabalho - LTI-<br />
FR1 < 6,0 at<strong>é</strong> 2030 (Ano-base: 2021);<br />
• Reduzir em 50% o número de mortes<br />
e feridos graves em acidentes rodoviários<br />
at<strong>é</strong> 2030, face a 2019, com vista a atingir o<br />
objetivo de Zero Mortos em 2050;<br />
• Contratar pelo menos dois trabalhadores<br />
com incapacidades, por ano, at<strong>é</strong> 2028;<br />
• Reforçar o compliance com a agenda da<br />
Diversidade, Igualdade e Inclusão por via<br />
da implementação de um Plano de Igualdade<br />
de G<strong>é</strong>nero e da promoção de um ambiente<br />
inclusivo.<br />
Gover<strong>na</strong>nça<br />
• Promover a igualdade de g<strong>é</strong>nero em<br />
cargos de liderança (39% dos cargos de liderança<br />
exercidos por mulheres at<strong>é</strong> 2029),<br />
garantindo a convergência total entre a<br />
percentagem de mulheres <strong>na</strong> força de trabalho<br />
e a percentagem de cargos de liderança<br />
exercidos por mulheres, bem como<br />
promover ple<strong>na</strong>mente a Diversidade, a<br />
Igualdade e a Inclusão;<br />
• Implementar formalmente um modelo<br />
de governo de sustentabilidade;<br />
• Implementar uma política de respeito<br />
pelos direitos humanos e um processo<br />
de diligência devida em mat<strong>é</strong>ria de direitos<br />
humanos e declarar o suporte aos<br />
Princípios Orientadores das Nações Unidas<br />
sobre Negócios e Direitos Humanos.<br />
SAÚDE E<br />
QUALIDADE<br />
IGUALDADE<br />
DE GÉNERO<br />
ENERGIAS<br />
RENOVÁVEIS<br />
E ACESSÍVEIS<br />
TRABALHO DIGNO<br />
E CRESCIMENTO<br />
ECONÓMICO<br />
INDÚSTRIA,<br />
INOVAÇÃO E<br />
INFRAESTRUTURAS<br />
REDUZIR AS<br />
DESIGUALDADES<br />
CIDADES E<br />
COMUNIDADES<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
PRODUÇÃO E<br />
CONSUMO<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
ACÇÃO<br />
CLIMÁTICA<br />
PROTEGER A<br />
VIDA TERRESTRE<br />
PARCERIAS PARA<br />
A IMPLEMENTAÇÃO<br />
DE OBJECTIVOS<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
58 \\ DIRETÓRIO \\<br />
MUSEU DA ÁGUA E RESÍDUOS:<br />
CONHECIMENTO PARA TODA<br />
A FAMÍLIA<br />
No âmbito da Estrat<strong>é</strong>gia Municipal de Educação<br />
e Sensibilização Ambiental de Sintra,<br />
em que a sustentabilidade <strong>é</strong> uma das palavras<br />
de ordem, os Serviços Municipalizados de<br />
Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra)<br />
vão consolidar a sua atuação a este nível com a<br />
criação do Museu da Água e Resíduos (MAR).<br />
Com i<strong>na</strong>uguração agendada para meados de julho,<br />
o MAR vai afirmar-se como um polo de referência<br />
a nível <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l <strong>na</strong> área da sensibilização,<br />
educação ambiental e divulgação científica<br />
e tecnológica do ciclo urbano da água e dos resíduos.<br />
Tendo como missão a sensibilização da<br />
comunidade para os valores da defesa do património<br />
ambiental, este polo museológico assenta<br />
as suas atividades no âmbito dos Objetivos de<br />
Desenvolvimento Sustentável 2030, a agenda<br />
das Nações Unidas para o desenvolvimento social,<br />
económico e ambiental à escala planetária.<br />
Assumindo que educar e consciencializar a<br />
população, desde tenra idade, pode contribuir<br />
para a sustentabilidade dos recursos ambientais,<br />
os SMAS de Sintra desenvolveram, in-house, o<br />
projeto de criação do MAR, que ocupa o espaço<br />
da antiga garagem de carros el<strong>é</strong>tricos, um edifício<br />
datado de 1901, situado <strong>na</strong> Ribeira de Sintra.<br />
Constituindo um espaço singular pela arquitetura<br />
do próprio edifício, o novo museu vai apostar<br />
<strong>na</strong> inovação e tecnologia, em torno das atribuições<br />
dos SMAS de Sintra: abastecimento de<br />
água, dre<strong>na</strong>gem e tratamento de águas residuais<br />
e recolha e transporte de resíduos urbanos.<br />
O visitante irá usufruir de módulos de experiências<br />
relacio<strong>na</strong>das com a água e os resíduos.<br />
Atrav<strong>é</strong>s das experiências associadas aos módulos,<br />
vai adquirir conhecimento por meio de<br />
jogos e brincadeiras envolventes e tácteis. “Será<br />
que conseguimos pescar sem esgotar os recursos<br />
que estão à nossa disposição? Qual a quantidade<br />
de água potável existente no mundo? O que<br />
fazer a uma casca de ba<strong>na</strong><strong>na</strong>? Como seria viver<br />
no fundo do oceano? É possível existirem obras<br />
de arte com lixo apanhado <strong>na</strong>s praias?”, estas e<br />
outras questões serão respondidas no MAR.<br />
Muitas das estruturas origi<strong>na</strong>is do edifício,<br />
estão integradas nos módulos existentes. O tanque<br />
exterior, localizado no piso superior, <strong>é</strong> um<br />
dos elementos marcantes do edifício. Origi<strong>na</strong>lmente<br />
usado para refrigeração dos geradores,<br />
por via de um complexo sistema de tubagens,<br />
atualmente foi reaproveitado para o funcio<strong>na</strong>mento<br />
dos módulos de água. O charco existente<br />
no piso t<strong>é</strong>rreo exterior, criado com pouca intervenção<br />
huma<strong>na</strong>, foi construído no local em<br />
tempos dedicado a uma horta. O charco <strong>é</strong> um<br />
espaço autossustentável, com água proveniente<br />
da mi<strong>na</strong> existente <strong>na</strong>s imediações. A colonização<br />
do charco foi <strong>na</strong>tural, tendo os animais e<br />
plantas aparecido gradualmente. O visitante<br />
encontrará um módulo interativo que lhe explicará<br />
quais as esp<strong>é</strong>cies que pode observar neste<br />
ecossistema. Estamos ainda perante um museu<br />
que apresenta vários espaços verdes, sendo estes<br />
mantidos com a utilização da água da mi<strong>na</strong>.<br />
Estas e outras práticas já integram o ADN<br />
do Museu da Água e Resíduos que, ainda como<br />
Espaço SMAS da Ribeira de Sintra (denomi<strong>na</strong>ção<br />
assumida aquando da assunção da gestão do<br />
espaço por parte dos SMAS de Sintra em fi<strong>na</strong>l<br />
de 2021), foi distinguido com o estatuto de Green<br />
Desti<strong>na</strong>tions, um galardão que reconhece as<br />
boas práticas de sustentabilidade. A distinção<br />
atribuída ao MAR foi decisiva para Sintra integrar<br />
a lista Top 100 Stories que elege os destinos<br />
que promovem a sustentabilidade e o turismo<br />
de qualidade atrav<strong>é</strong>s de diferentes programas.<br />
Este museu <strong>é</strong> acessível a visitantes com mobilidade<br />
reduzida em toda a área expositiva e<br />
todos os módulos apresentam linguagem braile,<br />
e a visita tem a duração de 1h30 a 2h00, à<br />
qual acresce a duração da atividade escolhida.<br />
A existência de uma Oferta Educativa diferenciadora<br />
de outros locais cong<strong>é</strong>neres, tor<strong>na</strong>-o<br />
apelativo enquanto elemento de trabalho para<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ DIRETÓRIO \\<br />
59<br />
BOARD<br />
BASÍLIO HORTA<br />
Presidente do Conselho<br />
de Administração<br />
MARIA PIEDADE MENDES<br />
Vogal do Conselho de Administração<br />
PEDRO VENTURA<br />
Vogal do Conselho de Administração<br />
CARLOS VIEIRA<br />
Diretor delegado<br />
as escolas, sendo um complemento dos conteúdos<br />
curriculares, dos vários níveis de ensino. Esta<br />
Oferta Educativa está dividida por 10 temáticas<br />
e conta com perto de 30 atividades realizadas no<br />
interior do museu, mas paralelamente existem<br />
atividades direcio<strong>na</strong>das para o exterior, que são<br />
levadas aos estabelecimentos de ensino ou a outras<br />
entidades que o solicitem.<br />
Está ainda disponível para itinerância pelas<br />
escolas uma exposição subordi<strong>na</strong>da ao tema da<br />
“Economia Circular” constituída por roll-ups<br />
informativos, que pretende sensibilizar para as<br />
vantagens da Economia Circular, em oposição a<br />
um modelo de economia linear, ensi<strong>na</strong>ndo tamb<strong>é</strong>m<br />
aos alunos o conceito de desenvolvimento<br />
sustentável e capital <strong>na</strong>tural. A Economia Circular<br />
está patente tamb<strong>é</strong>m em várias atividades<br />
promovidas, como o Bookcrossing, uma prática<br />
de partilha de livros que assenta numa plataforma<br />
digital, https://www.bookcrossing.com/, e a<br />
Feira de Trocas.<br />
A pensar <strong>na</strong>s necessidades das famílias são desenvolvidos<br />
vários programas ao longo do ano:<br />
Festas de Aniversário, F<strong>é</strong>rias Ativas e Atividades<br />
de Fim de Sema<strong>na</strong>. O programa F<strong>é</strong>rias Ativas tem<br />
como objetivo o desenvolvimento de atividades<br />
pedagógicas e de âmbito interdiscipli<strong>na</strong>r, promovendo<br />
a educação científica e o pensamento criativo<br />
dos participantes. São abordadas variadas áreas<br />
científicas, de acordo com os temas pr<strong>é</strong>-definidos,<br />
que estimulam o gosto pela aprendizagem e pela<br />
experimentação. Desti<strong>na</strong>-se a crianças entre os 6<br />
e os 12 anos, inclusive. As Atividades de Fim de<br />
Sema<strong>na</strong> pretendem proporcio<strong>na</strong>r às famílias momentos<br />
de partilha e aprendizagem. As Festas de<br />
Aniversário são constituídas pela concretização<br />
de atividades de matriz lúdico-pedagógica previamente<br />
selecio<strong>na</strong>das e por um lanche, num programa<br />
com a duração de duas horas e meia.<br />
Com garantia de “conhecimento para toda a família”,<br />
venha descobrir o novo MAR (Museu da<br />
Água e Resíduos), em Sintra!<br />
CONTACTOS<br />
Av. Movimento das Forças<br />
Armadas, 16 Portela de Sintra<br />
2714-503 Sintra<br />
+351 219 119 000<br />
geral@smas-sintra.pt<br />
www.smas-sintra.pt<br />
ÁGUA POTÁVEL<br />
E SANEAMENTO<br />
CIDADES E<br />
COMUNIDADES<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
ACÇÃO<br />
CLIMÁTICA<br />
PROTEGER A<br />
VIDA TERRESTRE<br />
INDÚSTRIA,<br />
INOVAÇÃO E<br />
INFRAESTRUTURAS<br />
PRODUÇÃO E<br />
CONSUMO<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
PROTEGER A<br />
VIDA MARINHA<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
60<br />
\\ DIRETÓRIO \\<br />
NO CAMINHO DE UMA INDÚSTRIA<br />
CARBONICAMENTE NEUTRA<br />
A<br />
indústria do vidro de embalagem, representada<br />
em Portugal pela AIVE - Associação dos<br />
Industriais de Vidro de Embalagem, tem feito<br />
um enorme investimento nos últimos anos, para<br />
tor<strong>na</strong>r o vidro uma solução de embalagem cada<br />
vez mais sustentável. Este <strong>é</strong> um setor que tem<br />
como objetivo tor<strong>na</strong>r-se carbonicamente neutro<br />
at<strong>é</strong> 2050, pelo que a descarbonização associada à<br />
eficiência energ<strong>é</strong>tica <strong>é</strong> um pilar estrat<strong>é</strong>gico.<br />
Um dos primeiros passos neste caminho <strong>é</strong> a elaboração<br />
do RODIV2050, um Roteiro para a Descarbonização<br />
da Indústria do Vidro. O objetivo <strong>é</strong><br />
promover um conjunto de ações que vão desde a<br />
identificação de áreas de melhoria, de trajetórias<br />
custo-eficazes de redução de emissões e identificação<br />
de soluções tecnológicas de baixo carbono,<br />
bem como a promoção da economia circular,<br />
atrav<strong>é</strong>s da reciclagem, ao reintroduzir casco de<br />
vidro no processo produtivo e a utilização de<br />
biocombustíveis como o Hidrog<strong>é</strong>nio verde ou o<br />
Biometano, promovendo sempre a inovação em<br />
áreas que conduzam esta indústria às metas da<br />
neutralidade carbónica.<br />
Para a promoção da economia circular, com a<br />
reciclagem, a AIVE impulsionou a criação da<br />
Plataforma Vidro+, para aumentar a recolha<br />
das embalagens de vidro usadas e reduzir assim<br />
a utilização de mat<strong>é</strong>rias-primas virgens, com a<br />
incorporação de vidro reciclado <strong>na</strong> produção de<br />
novas embalagens. O ambicioso objetivo traçado,<br />
<strong>é</strong> recolher 90% das embalagens de vidro usadas<br />
em Portugal, at<strong>é</strong> 2030.<br />
Este objectivo só será atingível, com a implementação<br />
de mecanismos de monitorização e acompanhamento<br />
de desempenho e o reforço de uma<br />
abordagem de proximidade, que apoie os utilizadores<br />
dom<strong>é</strong>sticos e os estabelecimentos HORE-<br />
CA no processo da reciclagem.<br />
A TIP FOR NATURE<br />
O projeto A Tip For Nature quer promover<br />
a recolha para reciclagem das embalagens<br />
de vidro usadas do ca<strong>na</strong>l HORE-<br />
CA, onde reside a melhor oportunidade<br />
de alavancar os níveis <strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is. Trata-<br />
-se de um projeto piloto desenvolvido<br />
nos The Editory Collection Hotels com<br />
apoio e coorde<strong>na</strong>ção da AIVE, que visa<br />
avaliar o impacto da comunicação digital,<br />
<strong>na</strong> mudança de comportamentos do<br />
staff hoteleiro e por sua vez conseguir<br />
uma melhoria dos níveis de recolha de<br />
embalagens de vidro, <strong>na</strong>s diferentes unidades<br />
do grupo. O projeto foi lançado em<br />
novembro de 2023 e nos primeiros 3 meses<br />
já contribuiu para aumentar em 6%,<br />
a taxa de recolha nesta cadeia hoteleira.<br />
Beatriz Freitas<br />
Secretária Geral<br />
CONTACTOS<br />
Av. Duque de Loul<strong>é</strong> 72, 4º<br />
1050-091 Lisboa<br />
+351 213 549 810<br />
aive@aive.pt<br />
https://aive.pt/<br />
NOVA IMAGEM<br />
Recentemente, a AIVE desenvolveu uma<br />
nova identidade visual, com um logotipo<br />
que respeita a sua tradição, o peso histórico<br />
e económico, mas que, ao mesmo<br />
tempo, reflete o di<strong>na</strong>mismo, a inovação<br />
e a sustentabilidade deste setor industrial.<br />
Foi ainda desenvolvido um novo<br />
site, mais completo e intuitivo e que confere<br />
maior visibilidade a todas as ações<br />
desenvolvidas pela associação.<br />
PRODUÇÃO<br />
E CONSUMO<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
ACÇÃO<br />
CLIMÁTICA<br />
INDÚSTRIA,<br />
INOVAÇÃO E<br />
INFRAESTRUTURA<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ DIRETÓRIO \\<br />
61<br />
BOARD<br />
UMA ENTIDADE DE REFERÊNCIA<br />
NA GESTÃO DA ÁGUA<br />
Tor<strong>na</strong>r o nosso ambiente e a nossa vida melhor<br />
Alberto Carvalho Neto<br />
CEO & Board Member<br />
Frederico Martins Fer<strong>na</strong>ndes<br />
Co-CEO & Board Member<br />
Gertrudes Rodrigues<br />
CFO & Board Member<br />
Unidos pela água, pela inovação e pelo amor<br />
ao nosso planeta, somos mais do que uma<br />
empresa. Somos uma família global, guiada<br />
pela mesma paixão, o mesmo objetivo.<br />
Temos uma extensa experiência <strong>na</strong> gestão do<br />
ciclo urbano da água nos diversos contratos<br />
onde temos vindo a operar.<br />
Atualmente com operação em todo o território<br />
<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l, a Be Water serve mais de 645 mil pessoas,<br />
quer enquanto entidade gestora de concessões<br />
de água e saneamento, quer pela prestação<br />
de serviços de operação e manutenção<br />
de infraestruturas que estão hoje sob a responsabilidade<br />
da empresa e das suas subsidiárias.<br />
Associa a esta gestão de sistemas municipais e<br />
multimunicipais, uma presença igualmente relevante<br />
<strong>na</strong> operação e manutenção de sistemas<br />
industriais.<br />
Queremos ser uma empresa confiável e respeitada<br />
aos olhos dos nossos colaboradores, clientes<br />
e parceiros, mas tamb<strong>é</strong>m da sociedade, e<br />
temos a noção de que ape<strong>na</strong>s o conseguiremos<br />
promovendo as medidas certas todos os dias e<br />
comportando-nos com integridade em tudo o<br />
que fazemos.<br />
PROTEÇÃO DAS ÁGUAS<br />
Na Be Water procuramos atuar sempre de<br />
acordo com princípios de eficiência, de não<br />
poluição, de durabilidade e de circularidade,<br />
procurando influenciar e minimizar a pegada<br />
ecológica pela nossa presença.<br />
PESSOAS E COMUNIDADE<br />
Porque valorizamos muito as comunidades<br />
onde intervimos e atrav<strong>é</strong>s delas as pessoas assumimos<br />
compromissos de retribuição de valor<br />
a estas comunidades, com uma postura responsável<br />
e uma mensagem educacio<strong>na</strong>l focada <strong>na</strong>s<br />
boas-práticas ambientais junto das populações.<br />
SUSTENTABILIDADE CORPORATIVA<br />
Estamos a operar <strong>na</strong> construção de uma mentalidade<br />
de Zero desperdício que passa pela<br />
integração no nosso negócio de conceitos circulares<br />
e de reforço da nossa missão ambiental<br />
enquanto agente protetor da água.<br />
EQUIDADE, INCLUSÃO E BEM-ESTAR<br />
Promover um ambiente que proteja as nossas<br />
pessoas, valorize a diferença em todas as suas<br />
formas e proporcione satisfação global une-nos<br />
a todos <strong>na</strong> Be Water.<br />
O compromisso de fazer negócios de forma<br />
responsável decorre dos nossos valores, reforça<br />
a cultura Be Water, e está no centro da nossa<br />
missão de nos tor<strong>na</strong>rmos uma escolha <strong>na</strong>tural<br />
e segura dentro do setor do ambiente e da água.<br />
Silvia Wang<br />
Deputy COO & Board Member<br />
CONTACTOS<br />
Avenida Conde Valbom, 30 – 3º<br />
1050-068 LISBOA<br />
+351 211 552 700<br />
bewater@bewater.com.pt<br />
www.bewater.com.pt<br />
ÁGUA POTÁVEL<br />
E SANEAMENTO<br />
ACÇÃO<br />
CLIMÁTICA<br />
ENERGIAS<br />
RENOVÁVEIS<br />
E ACESSÍVEIS<br />
PROTEGER A<br />
VIDA MARINHA<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
62 \\ DIRETÓRIO \\<br />
BOARD<br />
BENEFÍCIOS EXTRASSALARIAIS<br />
COMO MOTOR DA SUSTENTABILIDADE<br />
E<br />
specialista em benefícios<br />
sociais e criadora<br />
do vale-refeição em<br />
1962, a Edenred assumiu,<br />
logo <strong>na</strong> sua origem, a missão<br />
de tor<strong>na</strong>r o mundo um<br />
lugar melhor. Desde então,<br />
e consciente do papel crucial<br />
que pode desempenhar<br />
<strong>na</strong> resposta aos desafios da<br />
sociedade, tem vindo a disponibilizar<br />
diferentes soluções<br />
de pagamento com<br />
fim específico, que dão resposta a questões sociais,<br />
económicas e ambientais alavancadas por políticas<br />
públicas.<br />
Hoje a oferta da Edenred centra-se em plataformas<br />
multibenefício, que permitem às empresas<br />
assegurar aos seus colaboradores mais poder<br />
de compra, bem como acesso a um conjunto de<br />
bens e serviços essenciais. Atrav<strong>é</strong>s dos benefícios<br />
sociais, as organizações podem contribuir diretamente<br />
para que os seus colaboradores tenham<br />
uma alimentação nutritiva, desenvolvam competências<br />
atrav<strong>é</strong>s da formação, consigam suportar<br />
despesas relacio<strong>na</strong>das com a infância e educação<br />
dos seus filhos e tenham liquidez para cuidar da<br />
sua saúde, o que se repercute no bem-estar geral<br />
da sociedade.<br />
A ambição da Edenred, expressa no propósito<br />
“Enrich connections. For Good.”, <strong>é</strong> precisamente<br />
acrescentar valor a todo o ecossistema, promovendo<br />
o progresso e um futuro melhor. É com<br />
esse objetivo que trabalha diariamente, ligando<br />
empresas e colaboradores com redes de com<strong>é</strong>rcio<br />
local, num círculo virtuoso com benefícios para<br />
todos. Para concretizar o seu desígnio, aposta <strong>na</strong><br />
inovação como motor e orienta-se por um modelo<br />
de negócio de desenvolvimento sustentável. No<br />
centro, está a sua abordagem Ideal, baseada em<br />
3 pilares: Ideal People (melhorar a qualidade de<br />
vida), Ideal Planet (preservar o ambiente) e Ideal<br />
Progress (criar valor com responsabilidade).<br />
A Edenred estabeleceu metas ambiciosas a 2030,<br />
incluindo a formação para todos os seus colaboradores,<br />
redução e compensação da pegada de<br />
carbono e combate ao desperdício alimentar. Em<br />
2022, deu mais um passo para a sua transição verde,<br />
adotando materiais mais ecológicos <strong>na</strong> produção<br />
dos seus cartões, que podem ainda ser reciclados<br />
atrav<strong>é</strong>s do programa MERECE.<br />
Com o objetivo de ser líder tamb<strong>é</strong>m <strong>na</strong> área da<br />
sustentabilidade e continuar a dar o exemplo, a<br />
Edenred tem solicitado de forma proativa o rating<br />
ESG a diferentes organizações. Al<strong>é</strong>m disso,<br />
integra o FTSE4Good Global Index e o Euronext<br />
CAC 40 ESG Index da Bolsa de Valores de Paris.<br />
Filipa Martins<br />
CEO<br />
Joa<strong>na</strong> Peixoto<br />
Diretora de Marketing,<br />
Comunicação e<br />
<strong>Sustentabilidade</strong><br />
CONTACTOS<br />
Edifício Adamastor, Torre B<br />
Av. D. João II, nº 9-I, Piso 6<br />
1990-077 Lisboa<br />
+351 218 917 700<br />
www.edenred.pt<br />
ERRADICAR<br />
A POBREZA<br />
SAÚDE E<br />
QUALIDADE<br />
IGUALDADE<br />
DE GÉNERO<br />
REDUZIR AS<br />
DESIGUALDADES<br />
PRODUÇÃO<br />
E CONSUMO<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
PAZ, JUSTIÇA E<br />
INSTITUIÇÕES<br />
EFICAZES<br />
ERRADICAR<br />
A FOME<br />
EDUCAÇÃO<br />
DE QUALIDADE<br />
TRABALHO DIGNO<br />
E CRESCIMENTO<br />
ECONÓMICO<br />
CIDADES E<br />
COMUNIDADES<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
ACÇÃO<br />
CLIMÁTICA<br />
PARCERIAS PARA<br />
A IMPLEMENTAÇÃO<br />
DE OBJECTIVOS<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ DIRETÓRIO \\<br />
63<br />
UM FUTURO SUSTENTÁVEL COMEÇA HOJE<br />
AMC <strong>é</strong> uma empresa de retalho e distribuição<br />
fundada em 1985, que pretende desenvolver a<br />
sua atividade respeitando os limites do planeta,<br />
de uma forma justa e segura, uma ambição que está<br />
no centro do nosso propósito.<br />
Para a MC, um futuro sustentável “não começa<br />
amanhã, começa hoje”, at<strong>é</strong> porque, pelo 15º ano, fomos<br />
reconhecidos como “Marca de Confiança Ambiente”<br />
pelo consumidor português, um marco que<br />
reflete o esforço diário das nossas equipas e que está<br />
presente desde o 1º dia: quando abrimos a primeira<br />
loja Continente, há 39 anos, criámos um grupo de<br />
trabalho para endereçar os temas ambientais. Já em<br />
1995 lançámos o programa Horizon para reforçar a<br />
nossa cultura de gestão ambiental no Grupo.<br />
Em 1998, fomos a primeira empresa portuguesa<br />
de retalho e distribuição a apresentar uma Política<br />
Ambiental e, em 1999, lançámos os primeiros programas<br />
de ecoeficiência. De modo a registar, medir e<br />
divulgar a nossa ação no âmbito da sustentabilidade,<br />
publicámos o primeiro relatório de sustentabilidade<br />
no início dos anos 2000. Estes marcos evidenciam a<br />
sustentabilidade como um valor enraizado no ADN<br />
da empresa e integrante da gestão da MC desde o<br />
seu início.<br />
Considerando os desafios que os dias de hoje nos<br />
trazem, acreditamos que o retalho pode ser um catalisador<br />
da mudança que <strong>é</strong> necessária operar no<br />
sistema alimentar, por ter a capacidade de alinhar<br />
a cadeia de abastecimento em torno das dimensões<br />
materiais e das melhores práticas, promover maior<br />
transparência e potenciar comportamentos mais informados<br />
e sustentáveis, junto do consumidor. Nesse<br />
sentido, diariamente, <strong>na</strong> MC tentamos encontrar e<br />
implementar medidas que minimizem o impacto da<br />
nossa atividade e que contribuam para o desenvolvimento<br />
sustentável de toda a cadeia de valor.<br />
Neste contexto, com a ambição de democratizar<br />
progressivamente o acesso a uma cesta mais saudável<br />
e sustentável, a nossa estrat<strong>é</strong>gia de sustentabilidade<br />
assenta em 4 agendas – Ação Climática, Circularidade,<br />
Produção Sustentável e Oferta Responsável<br />
– que <strong>é</strong> complementada pelas nossas estrat<strong>é</strong>gias de<br />
People e Apoio à Comunidade.<br />
No âmbito da agenda da Ação Climática, a MC foi<br />
a primeira empresa retalhista portuguesa a estabelecer<br />
metas de redução de emissões validadas pela<br />
SBTi. Em 2023, reduzimos a pegada de carbono das<br />
nossas operações em 34,7% face a 2018 e estamos<br />
comprometidos em alcançar a sua neutralidade carbónica<br />
at<strong>é</strong> 2040.<br />
No início deste ano, fomos ainda distinguidos pela<br />
liderança no combate às alterações climáticas pelo<br />
CDP (Carbon Disclosure Project), integrando a “A<br />
List”, que reúne as companhias com melhor desempenho<br />
e transparência a nível mundial.<br />
Colocando a lente nos marcos da agenda da Circularidade<br />
do último ano, evitámos 65,7M€ de desperdício<br />
alimentar e assegurámos uma taxa de reciclabilidade<br />
das nossas embalagens de 92%. A este nível a<br />
MC destacou-se como um dos melhores retalhistas<br />
a nível global, no âmbito do The Global Commitment<br />
Report 2023 da Ellen MacArthur Foundation.<br />
Em colaboração com os nossos Produtores, assegurámos<br />
a monitorização de 11 mil hectares no contexto<br />
da agenda da Produção Sustentável e reforçámos o<br />
nosso compromisso enquanto promotores de um consumo<br />
mais responsável atrav<strong>é</strong>s da campanha “Poupe o<br />
Planeta”, que impactou mais de 194 mil portugueses,<br />
em linha com a agenda da Oferta Responsável.<br />
Para o futuro, o objetivo <strong>é</strong> continuar a aproveitar<br />
novas oportunidades para transformar a nossa ambição<br />
em ações concretas e em impacto positivo para<br />
o Planeta, Pessoas e Comunidades.<br />
Maria<strong>na</strong> Pereira da Silva<br />
Diretora de <strong>Sustentabilidade</strong> da MC<br />
CONTACTOS<br />
MCretail, SGPS, S.A.<br />
Rua João Mendonça, nº 529<br />
4464-501 Senhora da Hora,<br />
Matosinhos<br />
+351 229 561 899<br />
rpso<strong>na</strong>emc@mc.pt<br />
ERRADICAR<br />
A FOME<br />
REDUZIR AS<br />
DESIGUALDADES<br />
PROTEGER A<br />
VIDA MARINHA<br />
TRABALHO DIGNO<br />
E CRESCIMENTO<br />
ECONÓMICO<br />
PRODUÇÃO<br />
E CONSUMO<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
PROTEGER<br />
A VIDA<br />
TERRESTRE<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
64<br />
\\ DIRETÓRIO \\<br />
QUEREMOS DEIXAR A NOSSA<br />
MARCA NA SOCIEDADE<br />
Onosso foco <strong>é</strong> apoiar os nossos clientes <strong>na</strong> sua<br />
transição para uma economia sustentável e<br />
reduzir as desigualdades sociais e económicas,<br />
contribuindo para uma sociedade mais justa, inclusiva<br />
e sustentável.<br />
A estrat<strong>é</strong>gia do Santander passa por integrar a sustentabilidade<br />
<strong>na</strong>s operações comerciais e promover<br />
impactos positivos <strong>na</strong>s três áreas do ESG, criando<br />
valor a longo prazo para os stakeholders, promovendo<br />
o desenvolvimento sustentável, a responsabilidade<br />
social e garantindo um modelo de governo<br />
robusto.<br />
E (Ambiente)<br />
Ação Climática: estamos comprometidos em<br />
apoiar a transição para uma economia de baixo carbono.<br />
Isto inclui fi<strong>na</strong>nciar projetos de energia renovável,<br />
reduzir a própria pegada de carbono e estabelecer<br />
metas para alcançar emissões líquidas zero.<br />
Fi<strong>na</strong>nças Sustentáveis: mobilizamos capital para<br />
projetos verdes e sustentáveis, promovendo investimentos<br />
ambientalmente amigáveis e apoiando<br />
clientes <strong>na</strong> transição para uma economia mais verde.<br />
S (Social)<br />
Inclusão Fi<strong>na</strong>nceira: proporcio<strong>na</strong>mos o acesso<br />
a serviços fi<strong>na</strong>nceiros e o apoio a iniciativas de fi<strong>na</strong>nciamento<br />
de coletivos vulneráveis, promovendo<br />
sempre a educação fi<strong>na</strong>nceira para uma melhor tomada<br />
de decisão.<br />
Investimento <strong>na</strong> Comunidade: investimos em<br />
projetos de desenvolvimento comunitário, educação<br />
e programas de empreendedorismo para fomentar<br />
o crescimento económico e o bem-estar social.<br />
A partir da Fundação Santander executamos<br />
os principais apoios às comunidades onde o Banco<br />
está presente.<br />
Diversidade e Inclusão: estamos comprometidos<br />
em criar um ambiente de trabalho inclusivo, promovendo<br />
a diversidade, a equidade e a inclusão<br />
entre os colaboradores e <strong>na</strong>s suas práticas empresariais.<br />
G (Gover<strong>na</strong>nce)<br />
Práticas Éticas: mantemos elevados padrões de<br />
gover<strong>na</strong>nça corporativa, garantindo transparência,<br />
responsabilidade e conduta <strong>é</strong>tica em todas as suas<br />
operações.<br />
Relação com Stakeholders: atendemos às preocupações<br />
dos nossos stakeholders, incluindo clientes,<br />
funcionários, investidores e comunidades, incorporando<br />
os seus feedbacks <strong>na</strong> estrat<strong>é</strong>gia de sustentabilidade.<br />
Gestão de Riscos: temos estruturas robustas de<br />
governo para gerir riscos, incluindo aqueles relacio<strong>na</strong>dos<br />
com os crit<strong>é</strong>rios ESG, garantindo resiliência<br />
e sustentabilidade a longo prazo.<br />
BOARD<br />
Pedro Castro e Almeida<br />
Presidente Executivo<br />
Miguel Belo de Carvalho<br />
Administrador Executivo<br />
pelouro <strong>Sustentabilidade</strong><br />
Jorge Alcobia<br />
Diretor de <strong>Sustentabilidade</strong><br />
Cristi<strong>na</strong> Melo Antunes<br />
Sustai<strong>na</strong>ble Fi<strong>na</strong>nce Corporate<br />
Pedro Duarte<br />
Sustai<strong>na</strong>ble Fi<strong>na</strong>nce Particulares<br />
João Simões<br />
Strategy & Reporting<br />
CONTACTOS<br />
Rua da Mesquita, 6<br />
1070-238 Lisboa<br />
+351 213 804 000<br />
www.santander.pt<br />
TRABALHO DIGNO<br />
E CRESCIMENTO<br />
ECONÓMICO<br />
ACÇÃO<br />
CLIMÁTICA<br />
ERRADICAR<br />
A POBREZA<br />
EDUCAÇÃO<br />
DE QUALIDADE<br />
IGUALDADE<br />
DE GÉNERO<br />
ENERGIAS<br />
RENOVÁVEIS<br />
E ACESSÍVEIS<br />
PAZ, JUSTIÇA E<br />
INSTITUIÇÕES<br />
EFICAZES<br />
REDUZIR AS<br />
DESIGUALDADES<br />
CIDADES E<br />
COMUNIDADES<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
PRODUÇÃO E<br />
CONSUMO<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
PARCERIAS PARA<br />
A IMPLEMENTAÇÃO<br />
DE OBJECTIVOS<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ DIRETÓRIO \\<br />
65<br />
BOARD<br />
UM PLAYER INTERNACIONAL COM O PROPÓSITO<br />
DE “MELHORAR O MEIO AMBIENTE GLOBAL,<br />
PROMOVENDO O DESENVOLVIMENTO LOCAL”<br />
João Amaral<br />
CTO & Country Ma<strong>na</strong>ger<br />
Voltalia Portugal<br />
A<br />
Voltalia <strong>é</strong> um player inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>l no setor<br />
das energias renováveis. O grupo produz e<br />
vende eletricidade a partir das suas instalações<br />
eólicas, solares, hídricas, de biomassa e de<br />
armaze<strong>na</strong>mento. Tem, atualmente, 2,9 GW de<br />
capacidade em funcio<strong>na</strong>mento e em construção<br />
e uma carteira de projetos em desenvolvimento<br />
com uma capacidade total de 16,6 GW.<br />
Nestes 18 anos, a Voltalia conta já com um total<br />
de mais de 1.700 colaboradores, estando presente<br />
em mais de 20 países, em 3 continentes, o que<br />
lhe permite uma atuação a nível mundial.<br />
Em Portugal desde 2015, a Voltalia conta com<br />
mais de 350 colaboradores a trabalhar para o<br />
país e para outras geografias onde o Grupo tamb<strong>é</strong>m<br />
opera. Ao longo dos anos, tem construído e<br />
operado uma vasta gama de projetos renováveis,<br />
contribuindo para reduzir as emissões de carbono<br />
e promover a independência energ<strong>é</strong>tica.<br />
Atrav<strong>é</strong>s da sua experiência e compromisso com<br />
a excelência, forne energia sustentável de forma<br />
confiável e rentável, ajudando a impulsio<strong>na</strong>r o<br />
desenvolvimento económico e social das comunidades<br />
onde está presente.<br />
Enquanto empresa com Propósito pretende melhorar<br />
o ambiente mundial atrav<strong>é</strong>s da promoção<br />
do desenvolvimento local. Nesse sentido, tem<br />
vindo a desenvolver, construir e operar centrais<br />
de energias renováveis, para si e para terceiros,<br />
tanto em países mais desenvolvidos como nos<br />
emergentes.<br />
Al<strong>é</strong>m disso, a Voltalia está continuamente a investir<br />
em investigação e desenvolvimento para<br />
impulsio<strong>na</strong>r a inovação no setor energ<strong>é</strong>tico,<br />
procurando constantemente novas formas de<br />
maximizar a eficiência e minimizar o impacto<br />
ambiental das suas operações. É seu objetivo<br />
atuar para a produção de energias renováveis<br />
acessíveis a todos, atrav<strong>é</strong>s da contribuição direta<br />
para o combate às alterações climáticas e de<br />
uma eletricidade verde acessível e de qualidade.<br />
Na Voltalia acredita-se firmemente que o futuro<br />
da energia está <strong>na</strong>s renováveis, e está empenhada<br />
em liderar esse caminho, contribuindo para<br />
um mundo mais limpo e sustentável para as gerações<br />
futuras.<br />
CONTACTOS<br />
Avenida do Marechal Gomes<br />
da Costa, nº 1177<br />
4150-360 Porto<br />
+351 220 191 000<br />
info.voltalia@voltalia.com<br />
ENERGIAS<br />
RENOVÁVEIS<br />
E ACESSÍVEIS<br />
PRODUÇÃO E<br />
CONSUMO<br />
SUSTENTÁVEIS<br />
www.scoring.pt/empresas<br />
PROTEGER<br />
A VIDA<br />
TERRESTRE<br />
TRABALHO DIGNO<br />
E CRESCIMENTO<br />
ECONÓMICO<br />
ACÇÃO<br />
CLIMÁTICA<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
66 \\ DIRETÓRIO \\<br />
powering your business<br />
EFICIÊNCIA E SUSTENTABILIDADE<br />
DE MÃOS DADAS<br />
ACapwatt <strong>é</strong> uma empresa de referência<br />
em soluções energ<strong>é</strong>ticas<br />
inovadoras para clientes industriais<br />
e de serviços, estabelecida<br />
desde 2008, que promove soluções<br />
integradas de energia que maximizam<br />
as sinergias entre a produção de<br />
energia, o fornecimento de serviços e<br />
comercialização, contribuindo desta<br />
forma para o paradigma energ<strong>é</strong>tico<br />
sustentável e a descarbonização da<br />
economia.<br />
Com presença em Portugal, Espanha,<br />
Itália e M<strong>é</strong>xico, somos reconhecidos<br />
como produtores independentes<br />
de energia, assumindo a<br />
promoção dos projetos desde a sua<br />
fase inicial de conceção at<strong>é</strong> à gestão<br />
da sua operação.<br />
Atuamos em diversas áreas: desenvolvimento<br />
de projetos renováveis<br />
de grande escala, combustíveis renováveis<br />
(biometano e metanol) e<br />
soluções de energia descentralizadas,<br />
das quais destacamos a cogeração,<br />
soluções t<strong>é</strong>rmicas renováveis e autoconsumo<br />
fotovoltaico, serviços de eficiência<br />
energ<strong>é</strong>tica e comercialização<br />
de eletricidade e gás <strong>na</strong>tural, tamb<strong>é</strong>m<br />
de origem renovável.<br />
A sustentabilidade está <strong>na</strong> base dos<br />
nossos valores e <strong>na</strong> forma como<br />
pensamos o negócio. Assumimos<br />
o compromisso diário de cuidar do<br />
meio ambiente e contribuir para a<br />
melhoria da comunidade <strong>na</strong> qual<br />
estamos inseridos.<br />
Ajudamos os nossos clientes a melhorar<br />
o seu desempenho e a descarbonizar<br />
a sua atividade. Impulsio<strong>na</strong>mos a<br />
transição energ<strong>é</strong>tica, oferecendo soluções<br />
que têm benefícios como a redução<br />
de custos energ<strong>é</strong>ticos, o aumento<br />
da eficiência energ<strong>é</strong>tica, a capacidade<br />
de produção de energia descentralizada<br />
e a redução da pegada ecológica.<br />
CONTACTOS<br />
Lugar do Espido – Via Norte, Apartado 3053, 4471-907 Maia, Portugal<br />
+351 220 110 055<br />
capwatt@capwatt.com / www.capwatt.com<br />
LISTAGEM<br />
Abreu & Associados<br />
Sociedade de Advogados, SP, RL<br />
Avenida Infante Dom Henrique 26<br />
1149-096 Lisboa<br />
t. 217 231 800<br />
e. geral@abreuadvogados.com<br />
w. www.abreuadvogados.com<br />
Accenture<br />
Av. Eng. Duarte Pacheco<br />
Torre 1-16 piso, 1070-101 Lisboa<br />
t. 213 803 500<br />
e. info@accenture.com<br />
w. www.accenture.com<br />
Ageas Portugal<br />
Companhia de Seguros, S.A<br />
Praça Principe Perfeito, Nº 2<br />
1990-278 Lisboa<br />
t. 217 943 039<br />
e. geral@ageas.pt<br />
w. www.ageas.pt<br />
Agere , Empresa de Águas<br />
Efluentes e Resíduos de Braga E.M<br />
Praça Conde Agrolongo, 115<br />
4700-312 Braga<br />
t. 253 205 000<br />
e. agere@agere.pt<br />
w. agere.pt<br />
Águas de Portugal, EM<br />
Rua Visconde de Seabra, 3<br />
1700-421 Lisboa<br />
t. 212 469 400<br />
e. info@adp.pt<br />
w. www.adp.pt<br />
Águas do Algarve S.A<br />
R. do Repouso, 10 - 8000-302 Faro<br />
t. 289 899 070<br />
e. geral.ada@adp.pt<br />
w. www.aguasdoalgarve.pt<br />
Águas do Porto, EM<br />
Rua Barão de Nova Sintra, 285<br />
4300-367 Porto<br />
t. 220 100 220<br />
e. geral@aguasdoporto.pt<br />
w. www.aguasdoporto.pt<br />
Aldi Portugal<br />
Supermercados, Lda<br />
Rua Ponte dos Cavalos, 155<br />
2870-674 Montijo<br />
t. 800 420 800<br />
e. geral@aldi.pt<br />
w. www.aldi.pt<br />
Algebra Capital, Lda<br />
Av. da Liberdade, 110,<br />
Nº 5.º & 7º floor<br />
1250-146 Lisboa<br />
t. 211 316 224<br />
e. algebra@algebracapital.pt<br />
w. www.algebracapital.pt<br />
Altice Portugal, S.a<br />
Avenida Fontes Pereira de Melo, 40<br />
1050-123 Lisboa<br />
t. 215 002 000<br />
e. sustentabilidade@telecom.pt<br />
w. www.telecom.pt<br />
Ambiosfera Lda<br />
Edifício Sines Tecnopolo<br />
.I.L II Lote 122-A,<br />
7520-309 Sines<br />
t. 215 873 741<br />
e. geral@ambiosfera.com<br />
w. www.ambiosfera.com<br />
AMBIRUMO, Projetos Inovação<br />
e Gestão Ambiental, Lda.<br />
Av. General Norton de Matos,<br />
Nº 63 E<br />
1495-148 Alg<strong>é</strong>s<br />
t. 213 978 255<br />
e. geral@ambirumo.pt<br />
w. www.ambirumo.pt<br />
Amorim Cork Composites, SA<br />
Rua de Meladas, 260<br />
4536-902 Mozelos<br />
t. 227 475 300<br />
e. acc@amorim.com<br />
w. amorimcorkcomposites.com/pt<br />
A<strong>na</strong> - Aeroportos de P<br />
ortugal S.A<br />
Edifício 120,<br />
Rua D - Aeroporto de Lisboa<br />
1700-008 Lisboa<br />
t. 218 413 500<br />
e. contactar@a<strong>na</strong>.pt<br />
w. www.a<strong>na</strong>.pt<br />
Apcer<br />
Associação Portuguesa de<br />
Certificação<br />
Rua António Bessa Leite,<br />
Nº 1430, 1º Esq.<br />
4150-074 PORTO<br />
t. 229 993 600<br />
e. info@apcer.pt<br />
w. www.apcer.pt<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ DIRETÓRIO \\<br />
67<br />
DAIKIN COMBATE<br />
A POBREZA ENERGÉTICA<br />
ADaikin, que este ano completa<br />
20 anos da sua chegada a<br />
Portugal, <strong>é</strong> o único fabricante<br />
envolvido em todas as vertentes<br />
do fabrico, vendas e assistência<br />
de uma vasta gama de soluções de<br />
AVAC&R.<br />
Com um portefólio completo de<br />
produtos e soluções para responder<br />
às necessidades do cliente – residencial,<br />
comercial e industrial –,<br />
sem esquecer o seu compromisso<br />
de desenvolver sistemas de aquecimento<br />
mais eficientes e sustentáveis<br />
com recurso a energias renováveis,<br />
a Daikin <strong>é</strong> parceira tamb<strong>é</strong>m<br />
no combate à pobreza energ<strong>é</strong>tica.<br />
Preocupada com os efeitos que a<br />
pobreza energ<strong>é</strong>tica tem junto das<br />
famílias portuguesas, a Daikin lançou<br />
recentemente uma plataforma<br />
online onde <strong>é</strong> possível encontrar<br />
um conjunto de dicas que permitem,<br />
por exemplo, reduzir a fatura<br />
energ<strong>é</strong>tica ao mesmo tempo que<br />
ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />
mitigam a pobreza energ<strong>é</strong>tica e<br />
promovem o bem-estar.<br />
Consciente de que quantos mais<br />
edifícios forem renovados e equipados<br />
com tecnologias de baixo<br />
carbono, mais depressa se alcança a<br />
meta comum de redução das emissões<br />
de carbono, a Daikin não abre<br />
mão de alcançar uma redução mínima<br />
de 30% das emissões de gases<br />
com efeito de estufa at<strong>é</strong> 2025 e uma<br />
redução de 50% at<strong>é</strong> 2030.<br />
/ Fornecedor de soluções AVAC&R: aquecimento, ventilação, ar condicio<strong>na</strong>do,<br />
refrigeração e sistemas hidrónicos (chillers e ventiloconvectores)<br />
/ Prestador de Serviços: Aluguer de chillers, Sistemas de Gestão e Controlo,<br />
Manutenção & Assistência<br />
CONTACTOS<br />
Sede Lisboa - Morada Edifício D. Maria I,<br />
Piso 0, Ala A/B - Quinta da Fonte<br />
2770-229 Paço de Arcos<br />
T. +351 214 268 700<br />
info@daikin.pt / www.daikin.pt<br />
Presença global 145 países<br />
Em Portugal desde novembro de 2004<br />
Colaboradores 107<br />
BOARD<br />
Yvonne Brierley<br />
Ma<strong>na</strong>ging Director Daikin Portugal<br />
Delegação Norte - Morada Rua B<br />
Z. Industrial da Varziela, Lote 50 e 51<br />
Árvore | 4480-620 Vila do Conde<br />
T. +351 214 268 790<br />
ASCENDI O&M, S.A<br />
Praça Mouzinho de Albuquerque 197<br />
4100-360 Porto<br />
t. 229 767 767<br />
e. info@ascendi.pt<br />
w. www.ascendi.pt<br />
Associação CECOLAB<br />
Collaborative Laboratory Towards<br />
Circular Economy<br />
Rua Nossa Sra. Da Conceição, nº 2<br />
3405-155 Oliveira do Hospital<br />
t. 238 011 400<br />
e. circular@cecolab.pt<br />
w. www.cecolab.pt<br />
AVALER, Associação Entidades de<br />
Valorização Energ<strong>é</strong>tica Resíduos<br />
Sólidos Urbanos<br />
Plataforma Ribeirinha da CP - Estação<br />
de Mercadorias da Bobadela<br />
2696-801 Loures<br />
t. 218 443 849<br />
e. avaler@avaler.pt<br />
w. www.avaler.pt<br />
Avenue Nre Real Estate, S.A<br />
Rua Serpa Pinto, 14A, 3º<br />
1200-445 Lisboa<br />
t. 215 989 523<br />
e. geral@avenue.pt<br />
w. www.avenue.pt<br />
Biorumo, Consultoria em Ambiente<br />
e <strong>Sustentabilidade</strong>, Lda.<br />
Rua do Carvalhido, 155<br />
4250-102 Porto<br />
t. 228 349 580<br />
e. geral@biorumo.com<br />
w. www.biorumo.com<br />
BioSmart, Soluções Ambientais, S.A.<br />
Rua de Tomar, n.º 80<br />
2495-185 Santa Catari<strong>na</strong> da Serra<br />
t. 244 749 100<br />
e. geral@biosmart.pt<br />
w. www.biosmart.pt<br />
Bondalti Chemicals, S.A<br />
Lagoas Park-Edifício 6, 2º B<br />
2740-244 Porto Salvo<br />
t. 210 058 600<br />
e. bondalti@bondalti.com<br />
w. www.bondalti.com<br />
Bondstone Asset Ma<strong>na</strong>gement, Lda<br />
Rua Castilho, Nº 39, 10B<br />
1250-068 Lisboa<br />
t. 211 349 157<br />
e. info@bondstone.com<br />
w. www.bondstone.com<br />
Banco Bpi S.A<br />
Avenida da Boavista,<br />
nº 1117<br />
4100-129 Porto<br />
t. 707 020 500<br />
e. bancobpi@mail.bancobpi.pt<br />
w. www.bancobpi.pt<br />
Brisa Auto-Estradas<br />
de Portugal, S.A<br />
Quinta da Torre da Aguilha<br />
Edifício Brisa<br />
2789-522 São Domingos de Ra<strong>na</strong><br />
t. 210 730 300<br />
e. servico.cliente@brisa.pt<br />
w. www.brisa.pt<br />
Caixa Geral de Depositos<br />
S.A<br />
Avenida João Xxi,<br />
nº 63<br />
1000-300 Lisboa<br />
t. 707 242 424<br />
e. cgd@cgd.pt<br />
w. www.cgd.pt<br />
Casais<br />
Engenharia e Construção,<br />
S.A<br />
R do Anjo 27<br />
4700-565 Mire de Tibães<br />
t. 218 959 014<br />
e. casais@casais.pt<br />
w. www.casais.pt<br />
CELPA<br />
Associação da Indústria<br />
Papeleira<br />
Rua Marquês Sá da Bandeira,<br />
74 - 2.º<br />
1069-076 Lisboa<br />
t. 217 611 510<br />
e. celpa@celpa.pt<br />
w. www.celpa.pt<br />
Cimpor<br />
Indústria de Cimentos S.A<br />
Avª Jos<strong>é</strong> Malhoa,<br />
nº22, Pisos 6 A 11<br />
1099-020 Lisboa<br />
t. 213 118 100<br />
e. geral@cimpor.com<br />
w. www.cimpor.pt<br />
Companhia das Lezirias S.A<br />
Largo 25 de Abril,<br />
nº 17<br />
2135-318 Samora Correia<br />
t. 263 650 600<br />
e. lezirias@cl.pt<br />
w. www.cl.pt<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
68 \\ DIRETÓRIO \\<br />
EFICIÊNCIA NA GESTÃO<br />
DE RESÍDUOS URBANOS<br />
AESGRA – Associação para a Gestão de Resíduos, <strong>é</strong> uma associação privada<br />
sem fins lucrativos, criada em 2009 com a missão de promover o exercício<br />
da atividade de gestão de resíduos urbanos, alinhado com um modelo de<br />
desenvolvimento estrat<strong>é</strong>gico e sustentável, de modo a contribuir para a contínua<br />
melhoria da saúde pública e do ambiente, bem como para a transição para<br />
um modelo de economia circular.<br />
A ESGRA representa atualmente 15 entidades, 14 das quais Sistemas de Gestão<br />
de Resíduos Urbanos (SGRU), no Continente e <strong>na</strong>s Regiões Autónomas<br />
dos Açores e da Madeira – uma área de 41 850 Km2 (45% do Total Nacio<strong>na</strong>l)<br />
e uma população de 4 091 Milhões de habitantes (39%), correspondente a 2<br />
137 694 toneladas de resíduos por ano (40%), produzidos nos Municípios que<br />
constituem a área de intervenção dos seus Associados.<br />
Na União Europeia, a ESGRA integra a Municipal Waste Europe (MWE),<br />
associação europeia sediada em Bruxelas que representa o setor de gestão de<br />
resíduos urbanos de responsabilidade pública e <strong>é</strong> interveniente formal junto das<br />
instituições comunitárias no âmbito dos procedimentos legislativos em mat<strong>é</strong>ria<br />
de resíduos.<br />
ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />
/ Gestão de resíduos urbanos<br />
BOARD<br />
CONTACTOS<br />
Paulo Praça<br />
Presidente da Direção<br />
Cátia Borges<br />
Vice-presidente da Direção<br />
Rua Rodrigues Sampaio, nº 19, 5º A<br />
1150-278 Lisboa<br />
+351 214 240 221<br />
geral@esgra.pt / www.esgra.pt<br />
Carlos de Andrade Botelho<br />
Vice-presidente da Direção<br />
Carla Velez<br />
Secretária Geral<br />
Consulai, Consultoria<br />
Agro-Industrial Lda<br />
Rua Fer<strong>na</strong>ndo Namora,<br />
Nº 28, 1º Esq.<br />
7800-502 Beja<br />
t. 284 098 214<br />
e. mkt_team@consulai.com<br />
w. www.consulai.pt<br />
Cp - Comboios de Portugal, Epe<br />
Calçada do Duque, Nº 14<br />
1249-109 Lisboa<br />
t. 808 109 110<br />
e. cp@cp.pt<br />
w. www.cp.pt<br />
Cr<strong>é</strong>dito Agrícola, SGPS S.A<br />
Rua Castilho,<br />
Nº S 233/233-A<br />
1099-004 Lisboa<br />
t. 213 809 900<br />
e. geral@creditoagricola.pt<br />
w. www.creditoagricola.pt<br />
Ctt - Correios de Portugal S.A<br />
Avenida Dom João II,<br />
Nº 13<br />
1999-001 Lisboa<br />
t. 210 471 616<br />
e. geral@ctt.pt<br />
w. www.ctt.pt<br />
CVR - Centro para a Valorização<br />
de Resíduos<br />
Campus de Azur<strong>é</strong>m da<br />
Univ. do Minho<br />
4800-058 Guimarães<br />
t. 253 510 020<br />
e. geral@cvresiduos.pt<br />
w. www.cvresiduos.pt<br />
Deloitte Technology, S.A<br />
Avenida Engenheiro Duarte Pacheco,<br />
Nº 7<br />
1070-100 Lisboa<br />
t. 210 422 500<br />
e. pt@deloitte.com<br />
w. www2.deloitte.com<br />
Delta Caf<strong>é</strong>s<br />
Avenida Calouste Gulbenkian, 15<br />
7370-025 Campo Maior<br />
t. 218 624 700<br />
e. ambiente@delta-cafes.pt<br />
w. www.grupo<strong>na</strong>beiro.com<br />
DLA Piper ABBC<br />
Largo de São Carlos, nº 3<br />
1200-410 Lisboa<br />
t. 213 583 620<br />
e. dlapiperabbc@dlapiper.com<br />
w. dlapiper.com<br />
ECOGESTUS - Resíduos, Estudos e<br />
Soluções, Lda.<br />
Rua D. Afonso IV, 23<br />
3080-328 Figueira da Foz<br />
t. 233 109 034<br />
e. contacto@ecogestus.com<br />
w. www.ecogestus.com/pt<br />
Ecoib<strong>é</strong>ria - Reciclados Ib<strong>é</strong>ricos, SA<br />
Travessa Sebastião Fer<strong>na</strong>ndes, n.º<br />
60 - Ribeirão<br />
4760-706 Vila Nova Famalicão<br />
t. 252 372 462<br />
e. info@ecoiberia.pt<br />
w. www.ecoiberia.pt/<br />
ECOMETAIS - Sociedade de Tratamento<br />
e Reciclagem, SA<br />
Avenida da Siderurgia Nacio<strong>na</strong>l, 1<br />
Edifício Sn<br />
2840-075 Aldeia de Paio Pires<br />
t. 212 275 500<br />
e. ecometais@ecometais.com<br />
w. www.valorcar.pt<br />
Ecosativa<br />
Consultoria Ambiental, Lda<br />
Urbanização Pinhal do Moinho,<br />
Lote 11 - 1º F<br />
7645-294 Vila Nova de Milfontes<br />
t. 283 959 906<br />
e. info@ecosativa.pt<br />
w. www.ecosativa.pt<br />
E-CYCLE<br />
Associação de Produtores<br />
de EEE<br />
Rua dos Plátanos, 197,<br />
Ed. AIMMAP<br />
4100-414 Porto<br />
t. 934 750 131<br />
e. geral@e-cycle.pt<br />
w. www.e-cycle.pt<br />
Edia - Empresa de<br />
Desenvolvimento e<br />
Infra-Estruturas do Alqueva S.A<br />
Rua Zeca Afonso, Nº 2,<br />
7800-522 Beja<br />
t. 266 569 257<br />
e. edia@edia.pt<br />
w. www.edia.pt<br />
EDP<br />
Gestão da Produção da<br />
Energia, S.A<br />
Av. 24 de Julho, 12<br />
1249-800 Lisboa<br />
t. 210 012 500<br />
e. edpproducao@edp.pt<br />
w. www.edp.com<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ DIRETÓRIO \\<br />
69<br />
VALORIZAR E GERIR RESÍDUOS<br />
NO GRANDE PORTO<br />
ALIPOR - Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos<br />
do Grande Porto – foi fundada em 1982 como Associação de Municípios<br />
e gere, valoriza e trata resíduos urbanos produzidos pelos oito municípios<br />
que a integram: Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim,<br />
Valongo e Vila do Conde. Ao mesmo tempo continuamos a partilhar boas<br />
práticas, complementadas com campanhas de sensibilização junto da população.<br />
Tratamos, todos os anos, cerca de 500 mil toneladas de resíduos urbanos produzidos<br />
por cerca de 1 milhão de habitantes.<br />
Sustentamo-nos nos modernos conceitos de gestão de resíduos, que preconizam<br />
a adoção de sistemas integrados e a minimização da deposição de resíduos<br />
em Aterro. Por isso, desenvolvemos uma estrat<strong>é</strong>gia integrada de gestão baseada<br />
em quatro componentes principais: a Valorização Multimaterial, a Valorização<br />
Orgânica e a Valorização Energ<strong>é</strong>tica, complementadas por um Aterro Sanitário<br />
para receção dos rejeitados dos processos e de resíduos previamente preparados.<br />
E este universo cresceu de forma <strong>na</strong>tural e abraçamos, cada vez mais, novos projetos<br />
e serviços, reforçando assim o nosso caminho estrat<strong>é</strong>gico. Inspiram-nos os<br />
princípios da Economia Circular e, assim, gerimos diariamente os resíduos que<br />
recebemos e agregamos os três pilares do Desenvolvimento Sustentável: ambiental,<br />
económico e social. Ao longo dos últimos anos, o nosso trabalho tem<br />
sido celebrado com diferentes pr<strong>é</strong>mios e reconhecimentos, incentivando-nos a<br />
continuar a trabalhar para um futuro cada vez mais sustentável. Olhar para trás<br />
orgulha-nos, olhar o presente honra-nos, pensar e imagi<strong>na</strong>r o futuro desafia-nos!<br />
ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />
/ Recicláveis / Energia / Nutrimais<br />
BOARD<br />
Dr. Luís Miguel Oliveira Monteiro Canelas – Administrador, Espinho // Dra. A<strong>na</strong><br />
Luísa Gomes – Administradora, Gondomar // Dra. Marta Peneda – Administradora,<br />
Maia // Engª Manuela Álvares - | Administradora, Matosinhos // Engº Filipe<br />
Araújo – Administrador, Porto // Engº Aires Pereira – Administrador, Póvoa de<br />
Varzim // Dr. Jos<strong>é</strong> Manuel Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração,<br />
Valongo // Eng.ª Sara Lobão – Administradora, Vila do Conde // Dr. Fer<strong>na</strong>ndo<br />
Leite – Administrador-Delegado<br />
CONTACTOS<br />
LIPOR - Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos do Grande Porto<br />
Rua da More<strong>na</strong>, 805 , 4435-746 Baguim do Monte<br />
Apartado 1510, 4435-996 Baguim do Monte<br />
+351 229 770 100<br />
info@lipor.pt / www.lipor.pt/pt<br />
Efacec Engenharia<br />
e Sistemas, S.A<br />
Parque Empresarial Arroteia Poente<br />
4466-952 S. Mamede de Infesta<br />
t. 229 562 300<br />
e. sgps@efacec.pt<br />
w. www.efacec.pt<br />
EGF - Empresa Geral<br />
do Fomento, S.A.<br />
Rua Mário Dionísio, nº2<br />
2799-557 Linda-a-Velha<br />
t. 214 158 200<br />
e. egf@egf.pt<br />
w. www.egf.pt<br />
Electrão<br />
Associação de Gestão<br />
de Resíduos<br />
Restelo Business Center,<br />
Bloco 5 - 4A Av. Ilha da Madeira, 35<br />
1400-203 Lisboa<br />
t. 214 169 020<br />
e. geral@electrao.pt<br />
w. www.electrao.pt<br />
Empresa Municipal<br />
de Ambiente<br />
do Porto, E.M., SA<br />
Rua de S. Dinis, 249<br />
4250-434 Porto<br />
t. 228 348 770<br />
e. geral@portoambiente.pt<br />
w. www.portoambiente.pt<br />
Endesa Energia S.A.<br />
Qnt. da Fonte, Ed. D. Manuel I,<br />
Piso 0, Ala B<br />
2770-203 Paço de Arcos<br />
t. 800 10 10 33<br />
e. geral@endesa.pt<br />
w. www.endesa.pt<br />
Enhidrica, Consultores de<br />
ngenharia Ambiental, Lda<br />
Rua Dr. Carlos Pires Felgueiras,<br />
98 - 3º E<br />
4470-157 Maia<br />
t. 229 414 445<br />
e. enhidrica@enhidrica.com<br />
w. www.enhidrica.com<br />
ERP Portugal<br />
Associação Gestora<br />
de Resíduos<br />
Rua D. Dinis Bordalo Pinheiro,<br />
nº 467 B<br />
2645-539 Alcabideche<br />
t. 219 119 630<br />
e. info@erp-portugal.pt<br />
w. www.erp-recycling.pt<br />
Euro Separadora Environment<br />
and Recycling S.A.<br />
Rua das Fontainhas, 48<br />
4730-020 Braga<br />
t. 253 380 020<br />
e. geral@euroseparadora.pt<br />
w. www.euroseparadora.pt<br />
Euronext Lisbon - Sociedade<br />
Gestora De Mercados<br />
Regulamentados, S.A.<br />
Av. da Liberdade,<br />
n.º 196 - 7º<br />
1250-147 Lisboa<br />
t. 210 600 600<br />
e. geral@euronext.pt<br />
w. www.euronext.com<br />
Evertis Ib<strong>é</strong>rica, SA<br />
Quinta S. Vicente EN 246<br />
7300-436 Portalegre<br />
t. 245 339 200<br />
e. evertis@evertis.com<br />
w. www.evertis.com/pt<br />
Fapil - Indústria, SA<br />
R. Alto do Matoutinho, n.º 5<br />
Apartado 8 - 2669-909 Malveira<br />
t. 219 828 008<br />
e. geral@fapil.pt<br />
w. www.fapil.pt<br />
Finerge, S.A<br />
Avenida D. Afonso Henriques,<br />
1345 - 4450-017 Matosinhos<br />
t. 226 080 180<br />
e. info.geral@finerge.pt<br />
w. www.finerge.pt<br />
FLEXDEAL SIMFE S.A<br />
Rua Dr. Francisco<br />
Torres N.78 - 4750-160 Barcelos<br />
t. 707 913 780<br />
e. INFO@FLEXDEAL.PT<br />
w. www.flexdeal.pt<br />
FREETILIZER, Com<strong>é</strong>rcio de Equipamentos<br />
e Serviços Integrados, Lda.<br />
Rua do Rio Novo,<br />
n.º 450<br />
4495-145 Póvoa de Varzim<br />
t. 252 240 490<br />
e. geral@pipemasters.pt<br />
w. www.pipemasters.pt<br />
Fujitsu Technology<br />
Solutions, Lda<br />
Avª. Col<strong>é</strong>gio Militar, Nº 37-F, 3º Piso<br />
1500-564 Lisboa<br />
t. 217 244 444<br />
e. info@fujitsu.com<br />
w. www.fujitsu.com/pt<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
70<br />
\\ DIRETÓRIO \\<br />
A ECODEAL – Gestão Integral de Resíduos<br />
Industriais, SA, fundada em<br />
2005, <strong>é</strong> uma empresa que atua <strong>na</strong> área<br />
do ambiente, desig<strong>na</strong>damente em<br />
gestão de resíduos. Det<strong>é</strong>m a licença de<br />
exploração do centro integrado de recuperação,<br />
valorização e elimi<strong>na</strong>ção de<br />
resíduos perigosos – CIRVER ECODE-<br />
AL, localizado no concelho da Chamusca,<br />
assumindo-se como especialista<br />
em gestão de resíduos perigosos.<br />
Nos termos da legislação relativa à<br />
Prevenção e Controlo Integrados da<br />
Poluição foi concedida à ECODEAL o<br />
TUA 2018.<br />
CONTACTOS<br />
Eco-parque do Relvão, Rua Pinhal do Duque, 2140-671 Carregueira, Chamusca<br />
T. +351 249 749 030<br />
E. geral@ecodeal.pt // W. www.ecodeal.pt<br />
BOARD<br />
Manuel Simões<br />
Diretor Geral<br />
ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />
/ Gestão integrada de<br />
resíduos<br />
/ Descontami<strong>na</strong>ção de solos<br />
/ Serviços t<strong>é</strong>cnicos de<br />
gestão de resíduos<br />
/ Limpezas industriais<br />
/ Recolha e transporte de<br />
resíduos<br />
A REN estabeleceu uma estrat<strong>é</strong>gia<br />
at<strong>é</strong> 2027 alinhada com os 17 objetivos<br />
de desenvolvimento sustentável<br />
das Nações Unidas, num compromisso<br />
com a Transição Energ<strong>é</strong>tica e combate<br />
às Alterações Climáticas. Para<br />
al<strong>é</strong>m da preocupação com a floresta<br />
e aumento da biodiversidade, a REN<br />
não esquece a valorização dos seus<br />
colaboradores. Atrav<strong>é</strong>s de uma gover<strong>na</strong>ção<br />
responsável, a estrat<strong>é</strong>gia visa a<br />
criação de valor para todas as partes<br />
interessadas, sem comprometer a<br />
solidez fi<strong>na</strong>nceira e a excelência operacio<strong>na</strong>l<br />
que caracterizam a empresa.<br />
BOARD<br />
Rodrigo Costa Presidente da Comissão Executiva // João Faria Conceição<br />
Administrador Executivo // Gonçalo Morais Soares Administrador Executivo<br />
CONTACTOS<br />
ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />
/ Transporte de eletricidade em muito<br />
alta tensão e gestão t<strong>é</strong>cnica global do<br />
Sistema El<strong>é</strong>trico Nacio<strong>na</strong>l;<br />
/ Transporte de gás <strong>na</strong>tural em alta<br />
pressão e gestão t<strong>é</strong>cnica global do<br />
Sistema Nacio<strong>na</strong>l de Gás Natural, garantindo<br />
a receção, armaze<strong>na</strong>mento<br />
e regaseificação de GNL, e o armaze<strong>na</strong>mento<br />
subterrâneo de gás <strong>na</strong>tural.<br />
Av. dos Estados Unidos da Am<strong>é</strong>rica, 55 - 1749-061 Lisboa, Portugal<br />
+351 210 013 500<br />
Gintegral - Gestão Ambiental, SA<br />
Rua Avelino Barros, 282<br />
4490-479 Póvoa de Varzim<br />
t. 252 688 444<br />
e. geral.gintegral@gintegral.pt<br />
w. www.gintegral.pt<br />
Greenvolt - Energias Renováveis, S.A<br />
Rua Manuel Pinto de Azevedo,<br />
Nº 818<br />
4100-320 Porto<br />
t. 228 346 502<br />
e. sede@greenvolt.pt<br />
w. www.greenvolt.pt<br />
Hovione Farmaciência S.A<br />
Quinta São Pedro - Sete Casas<br />
2674-506 Loures<br />
t. 219 829 000<br />
e. hello@hovione.com<br />
w. www.hovione.com<br />
Hychem, Química Sustentável, S.A<br />
Rua Engenheiro Cl<strong>é</strong>ment<br />
Dumoulin<br />
2625-106 Póvoa de Santa Iria<br />
t. 219 534 000<br />
e. geral@hychem.com<br />
w. www.hychem.pt<br />
Indaver Portugal, SA<br />
Rua Central Park,<br />
Edifício 2<br />
4º andar C<br />
2795-242 Linda-a-Velha<br />
t. 219 405 039<br />
e. info@indaver.pt<br />
w. www.indaver.pt<br />
Interecycling, Sociedade de<br />
Reciclagem, SA<br />
Zo<strong>na</strong> Industrial do Lajedo,<br />
Apartado 8<br />
3465-157 Santiago de Besteiros<br />
t. 232 857 040<br />
e. info@interecycling.com<br />
w. www.interecycling.com<br />
ISQ<br />
Instituto de Soldadura<br />
e Qualidade<br />
Av. Prof. Cavaco Silva,<br />
33 Taguspark<br />
2740-120 Porto Salvo<br />
t. 214 228 100<br />
e. info@isq.pt<br />
w. www.isq.pt<br />
Jerónimo Martins, SGPS, SA<br />
Rua Actor António Silva, 7<br />
1649-033 Lisboa<br />
t. 217 532 000<br />
e. provedoria@jeronimo-martins.pt<br />
w. www.jeronimomartins.com<br />
Kpmg & Associados - Sociedade<br />
de Revisores Oficiais de Contas S.A<br />
Av. Fontes Pereira de Melo, Nº 41, 15º<br />
1069-006 Lisboa<br />
t. 210 110 000<br />
e. info@home.kpmg<br />
w. home.kpmg<br />
Lactogal - Produtos Alimentares S.A<br />
R. do Campo Alegre,<br />
Nº 830, 4º A 7º<br />
4150-171 Porto<br />
t. 226 070 000<br />
e. geral@lactogal.pt<br />
w. www.lactogal.pt<br />
Lidl & Companhia<br />
Rua P<strong>é</strong> de Mouro, n.º 18 - Linhó<br />
2714-510 Sintra<br />
t. 219 102 254<br />
e. sustentabilidade@lidl.pt<br />
w. www.lidl.pt<br />
LIPOR – Serviço Intermunicipalizado<br />
de Gestão de Resíduos do Grande<br />
Porto<br />
Rua da More<strong>na</strong>,<br />
nº 805<br />
4435-746 Baguim do Monte<br />
t. 229 770 100<br />
e. info@lipor.pt<br />
w. www.lipor.pt<br />
Maiambiente, EM<br />
Rua 5 de Outubro, 359<br />
4475-302 Milheirós<br />
t. 800 202 639<br />
e. geral@maiambiente.pt<br />
w. www.maiambiente.pt<br />
Manpowergroup Portugal<br />
SGPS, S.A<br />
Rua Tomás da Fonseca,<br />
Torre G, Piso 15<br />
1600-209 Lisboa<br />
t. 300 032 623<br />
e. info@manpowergroup.pt<br />
w. www.manpowergroup.pt<br />
Mercado<strong>na</strong><br />
Irmãdo<strong>na</strong> Supermercados, Lda.<br />
Avenida Padre Jorge Duarte, n.º 123<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
\\ DIRETÓRIO \\<br />
71<br />
RUMO A UM FUTURO<br />
SUSTENTÁVEL<br />
O Grupo Veolia ambicio<strong>na</strong> tor<strong>na</strong>r-se<br />
a empresa de referência<br />
da transformação ecológica. Presente<br />
nos cinco continentes com<br />
cerca de 218.000 colaboradores,<br />
a Veolia desenvolve e implementa<br />
localmente soluções para combater<br />
a poluição e a escassez de recursos<br />
essenciais e para descarbonizar<br />
modos de vida e de produção<br />
e adaptá-los às consequências<br />
das alterações climáticas.<br />
BOARD<br />
Jos<strong>é</strong> Melo Bandeira CEO<br />
Sofia Domingos CFO<br />
Teresa Beleza CHRO<br />
António Teixeira Duarte CLCO<br />
Sandra Silva COO Resíduos<br />
Diogo Talone COO Água<br />
Jos<strong>é</strong> Costa Pereira COO Energia<br />
ÁREAS DE ATUAÇÃO<br />
/ Economia circular, descarbonização, eficiência energ<strong>é</strong>tica, reutilização de<br />
água, gestão global de resíduos, gestão de recursos, água, energia, resíduos<br />
CONTACTOS<br />
Estrada de Paço de Arcos, 42, 2770-129 Paço de Arcos, Portugal<br />
T. +351 214 404 700<br />
E. geral.portugal@veolia.com // W. www.veolia.pt<br />
4430-946 Vila Nova de Gaia<br />
t. 221 201 000<br />
e. sugestoes@mercado<strong>na</strong>.com<br />
w. www.mercado<strong>na</strong>.pt<br />
Millenium BCP<br />
Avenida Jos<strong>é</strong> Malhoa,<br />
nº 27<br />
1070-157 Lisboa<br />
t. 918 272 424<br />
e. info@millenniumbcp.pt<br />
w. www.millenniumbcp.pt<br />
Mota<br />
Engil, Engenharia e Construção S.A<br />
Casa da Calçada/L do Paço 6<br />
4600-032 Amarante<br />
t. 225 190 300<br />
e. geral@mota-engil.pt<br />
w. www.mota-engil.pt<br />
Neutroplast, Indústria<br />
de Embalagens, SA<br />
Z. Industrial, Casal da Espinheira,<br />
Lt. 10<br />
2590-057 Sobral Monte Agraço<br />
t. 261 940 100<br />
e. neutroplast@neutroplast.com<br />
w. www.neutroplast.com<br />
Nhood Portugal<br />
R. Artilharia 1, nº 51, Páteo Bagatela<br />
Ed. 3 - 1250-038 Lisboa<br />
t. 210 537 815<br />
e. news@nhood.pt<br />
w. www.nhood.pt<br />
Nos Comunicações, S.A<br />
Rua Actor António Silva, Nº 9<br />
1600-404, Lisboa<br />
t. 217 824 700<br />
e. geral@nos.pt<br />
w. www.nos.pt<br />
Novo Banco, S.A<br />
Avenida da Liberdade, Nº 195<br />
1250-142 Lisboa<br />
t. 213 501 000<br />
e. info@novobanco.pt<br />
w. www.novobanco.pt<br />
Novo Verde, Sociedade Gestora<br />
de Resíduos de Embalagem, SA<br />
Rua São Sebastião, n.º 16<br />
Cabra Figa, 2635-448 Rio de Mouro<br />
t. 219 119 630<br />
e. info@novoverde.pt<br />
w. www.novoverde.pt<br />
OVO Solutions, Soluções<br />
Ambientais SA<br />
Estrada dos Espanhóis<br />
S/N, CCI 7515, Venda do Alcaide<br />
2955-250 Pinhal Novo<br />
t. 212 328 760<br />
e. geral@ovosolutions.com<br />
w. www.ovosolutions.com<br />
Prio Energy, S.A<br />
Termi<strong>na</strong>l de Gra<strong>na</strong>is Líquidos,<br />
Lote B, Porto de Aveiro<br />
3834-908 Ílhavo<br />
t. 234 393 090<br />
e. info@prioenergy.com<br />
w. www.prioenergy.com<br />
Pwc<br />
Palácio SottoMayor,<br />
R. Sousa Martins, 1-3º,<br />
1069-316 Lisboa<br />
t. 213 599 000<br />
e. www.pwc.pt<br />
w. www.pwc.pt<br />
R3Natura, Lda.<br />
Rua do Monte, Centro de Neg.<br />
de Oleiros,<br />
4730-325 Vila Verde<br />
t. 253 320 110<br />
e. info@r3<strong>na</strong>tura.pt<br />
w. www.r3<strong>na</strong>tura.pt<br />
Rduz - Gestão Global de<br />
Resíduos, S.A<br />
Zo<strong>na</strong> Industrial Argvai<br />
Lotes 4, 5, 6 e 22<br />
4490-232 Póvoa de Varzim<br />
t. 252 622 495<br />
e. geral@rduz.pt<br />
w. www.rduz.pt<br />
Recivalongo - Gestão de<br />
Resíduos, Lda<br />
Vale da Cobra,<br />
S/N Apartado 54<br />
4440-339 Valongo<br />
t. 224 154 663<br />
e. recivalongo@recivalongo.pt<br />
w. www.recivalongo.pt<br />
Recypolym, Lda.<br />
Z.I.M. Adiça,<br />
3460-070 Tondela<br />
t. 232 816 007<br />
e. info@recypolym.com<br />
w. www.recypolym.com<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
72<br />
\\ DIRETÓRIO \\<br />
Residuos do Nordeste, Eim, S.A<br />
Rua Fundação Calouste<br />
Gulbenkian<br />
5370-340 Mirandela<br />
t. 278 201 570<br />
e. geral@residuosdonordeste.pt<br />
w. www.residuosdonordeste.pt<br />
Rovensa, S.A<br />
Alameda dos Oceanos, ,<br />
lote 1.06.1.1 D, 3.º A,<br />
1990-207 Lisboa<br />
t. 213 222 750<br />
e. info@rovensa.com<br />
w. www.rovensa.com<br />
Sacentro - Com<strong>é</strong>rcio de<br />
Têxteis, SA<br />
Estr. Octácio Pato, Nº 177,<br />
Ed. A, Arm. 3,<br />
2785-723 Cascais<br />
t. 210 046 870<br />
e. customercare@sacoor.com<br />
w. www.sacoor.com<br />
Saica Natur Portugal Lda.<br />
Rua da Bracieira, n.º 31<br />
Parque Industrial do Batel<br />
2890-161 Alcochete<br />
t. 212 348 800<br />
e. web.<strong>na</strong>tur@saica.com<br />
w. www.saica.com<br />
Saint - Gobain Portugal, S.A<br />
Rua da Carreira Branca,<br />
Zo<strong>na</strong> Industrial de Taboeira<br />
3800-055 Aveiro<br />
t. 234 101 010<br />
e. info.portugal@saint-gobain.com<br />
w. www.saint-gobain.pt<br />
Sair da Casca<br />
Praça Marquês de Pombal,<br />
nº14<br />
1250-162 Lisboa<br />
t. 213 558 296<br />
e. sdc@sairdacasca.com<br />
w. www.sairdacasca.com<br />
Santander Totta, S.A<br />
Rua Áurea, Nº 88,<br />
1100-063 Lisboa<br />
t. 217 807 364<br />
e. netbancoparticulares@santander.pt<br />
w. www.santander.pt<br />
Savan<strong>na</strong>h<br />
Rua Jos<strong>é</strong> Eigenmann,<br />
90 Nogueira<br />
4715 – 199 Braga<br />
t. 253 614 878<br />
e. joa<strong>na</strong>.prazeres@savan<strong>na</strong>hresources.pt<br />
w. mi<strong>na</strong>dobarroso.com<br />
Savills Portugal<br />
Mediação Imobiliária, Lda<br />
Avenida Miguel Bombarda,<br />
4, 7º Piso<br />
1000-208 Lisboa<br />
t. 213 139 000<br />
e. info@savills.pt<br />
w. www.savills.pt<br />
SAVINOR<br />
Sociedade Avícola do Norte, SA<br />
Rua Cancela Vermelha, 450<br />
4785-011 Trofa<br />
t. 229 865 250<br />
e. avinor.uts@sojadeportugal.pt<br />
w. www.savinoruts.pt<br />
Schneider Electric<br />
Av. do Forte nº 3<br />
Edifício Su<strong>é</strong>cia III Piso 3,<br />
2794-038 Car<strong>na</strong>xide<br />
t. 217 507 300<br />
e. info@se.com<br />
w. www.se.com/pt/pt/<br />
SGS ICS Serviços Inter<strong>na</strong>cio<strong>na</strong>is de<br />
Certificação, Lda.<br />
Rua Cesi<strong>na</strong> Adães Bermudes,<br />
Lote 11, N.º 1,<br />
1600-604 Lisboa<br />
t. 217 104 200<br />
e. pt.info@sgs.com<br />
w. www.sgs.pt<br />
Siemens S.A<br />
R Irmãos Siemens<br />
Nº 1-1 A Venteira<br />
2720-093 Amadora<br />
t. 214 178 000<br />
e. internetrequest.pt@siemens.com<br />
w. www.siemens.com<br />
Signinum, Gestão de Património<br />
Cultural Lda<br />
R. do Lagar nº32,<br />
4845-024 Rio Caldo<br />
t. 253 944 044<br />
e. signinum@signinum.pt<br />
w. www.signinum.pt<br />
Sirplaste- Sociedade Industrial de<br />
Recuperados<br />
de Plástico, SA<br />
Urb. Industrial da Santeira,<br />
LT 76, n.º 16 - Santeira,<br />
2480-410 Porto de Mós<br />
t. 244 870 073<br />
e. sirplaste@sirplaste.pt<br />
w. www.sirplaste.pt<br />
Sogrape Vinhos, S.A<br />
Rua 5 de Outubro, 4527<br />
4430-809 Avintes<br />
t. 227 850 300<br />
e. sogrape@sogrape.com<br />
w. sogrape.com<br />
Soja de Portugal, SGPS, SA.<br />
EN 109 - Lugar da Pardala<br />
3880-728 São João OVR<br />
t. 256 581 100<br />
e. geral@sojadeportugal.pt<br />
w. www.sojadeportugal.pt<br />
SUMA<br />
Rua Mário Dionísio, 2<br />
2799-557 Linda-a-Velha<br />
t. 217 997 700<br />
e. geral@suma.pt<br />
w. www.suma.pt<br />
Stericycle Portugal Lda.<br />
Rua Fer<strong>na</strong>ndo Pessoa, n.º 8 C<br />
2560-241 Torres Vedras<br />
t. 261 320 300<br />
e. ambimed@ambimed.pt<br />
w. www.stericycleportugal.pt<br />
Super Bock Bebidas, S.A.<br />
Via Norte Leça do Balio, Apat.1044<br />
4465-955 S. Mamede de Infesta<br />
t. 229 052 100<br />
e. apoio.clientes@superbockgroup.com<br />
w. www.superbock.pt<br />
Tabaqueira<br />
Empresa Industrial de Tabacos, S.A<br />
Avª Alfredo da Silva, Nº 35<br />
2639-002 Rio de Mouro<br />
t. 219 157 700<br />
e. tabaqueira@tabaqueira.pt<br />
w. www.tabaqueira.pt<br />
The Navigator Company, S.A<br />
Av. Fontes Pereira de Melo, 27<br />
1050-117 Lisboa<br />
t. 219 017 300<br />
e. info@the<strong>na</strong>vigatorcompany.com<br />
w. www.the<strong>na</strong>vigatorcompany.com<br />
Tratolixo, Tratamento de Resíduos<br />
Sólidos, EIM, SA<br />
Ecoparque da Trajouce,<br />
Estr. 5 de Junho, nº 1<br />
2785-155 S. Domingos de Ra<strong>na</strong><br />
t. 214 459 500<br />
e. residuos@tratolixo.pt<br />
w. www.tratolixo.pt<br />
Trivalor, Sociedade Gestora de<br />
Participações Sociais, S.A.<br />
Av. Infante Santo, 21 A<br />
1350-177 Lisboa<br />
t. 210 420 083<br />
e. trivalor@trivalor.pt<br />
w. www.trivalor.pt<br />
Universidade Católica Portuguesa<br />
Rua Diogo de Botelho, 1327<br />
4169-005 Porto<br />
t. 226 196 200<br />
e. comunicacao@porto.ucp.pt<br />
w. www.porto.ucp.pt<br />
Valorcar, Sociedade de Gestão<br />
de Veículos em Fim de Vida, Lda.<br />
Av. Torre de Bel<strong>é</strong>m, 29<br />
1400-342 Lisboa<br />
t. 213 011 766<br />
e. valorcar@valorcar.pt<br />
w. www.valorcar.pt<br />
Verallia Portugal, S.A.<br />
Rua da Vidreira, 68<br />
3090-641 Figueira da Foz<br />
t. 233 403 100<br />
e. info@verallia.com<br />
w. pt.verallia.com<br />
Vinci Energies Portugal, S.A<br />
Edificio Atlantis, avenida D. João II,<br />
Nº 44 C, 5º Andar, 1990-095 Lisboa<br />
t. 214 258 000<br />
e. geral@vinci-energies.pt<br />
w. www.vinci-energies.pt<br />
Vitrus Ambiente EM SA<br />
Av. Cónego Gaspar Estaço n.º 606<br />
4810-266 Guimarães<br />
t. 253 424 740<br />
e. geral@vitrusambiente.pt<br />
w. www.vitrusambiente.pt<br />
Vodafone Portugal<br />
Comunicações Pessoais S.A<br />
Avenida Dom João II, Nº 36, 8º<br />
1998-017 Lisboa<br />
t. 911 691 300<br />
e. info@vodafone.pt<br />
w. www.vodafone.pt<br />
Waste To Me Lda.<br />
Av. 25 Abril nº 61 C<br />
2840-400 Torre da Marinha<br />
t. 216 065 895<br />
e. geral@wastetome.com<br />
w. www.wastetome.com<br />
Gostava de ver<br />
a sua empresa<br />
aqui listada?<br />
Envie-nos as suas<br />
informações para<br />
geral@greensavers.pt<br />
As informações deste diretório foram recolhidas pela Green Savers em junho de <strong>2024</strong>. Somos alheios a alterações que possam ter ocorrido, ou venham a ocorrer.<br />
A listagem <strong>é</strong> representativa das companhias a operar em Portugal com forte foco <strong>na</strong> sustentabilidade, mas não inclui a totalidade das empresas existentes.<br />
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE \ GREEN SAVERS \ <strong>2024</strong>
QUEM É QUEM NA SUSTENTABILIDADE<br />
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