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Um-Plano-Irreversivel-Maria-Isabel-Mello

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Escolho a próxima revista, e penso em soltá-la no instante em que vejo que seu foco

central se baseia em livros e filmes. Mas, por ironia do destino, uma resenha positiva de um

filme de hóquei dos anos 2000 estampa a primeira página que abro, logo ao lado de uma de um

dos meus filmes favoritos.

“Como perder um homem em 10 dias, a maior comédia romântica de todos os tempos,

exibida pela primeira vez em 2003.”

Um filme que trata sobre uma jornalista que por conta de uma matéria, arma um plano

para infernizar a vida de um publicitário mulherengo e faz de tudo para perdê-lo em dez dias,

apenas para escrever para a revista em que trabalha e dar dicas sobre o que não fazer em um

relacionamento.

É genial. Simplesmente perfeito.

Fitando o texto sobre o filme, franzo a testa ao sentir minha cabeça girar, várias ideias

sendo criadas, tecidas umas nas outras como uma teia de aranha, de pouco em pouco.

E quando penso que a linha que meus pensamentos estão tomando é simplesmente

ridícula, o universo me manda um sinal contrário. Ouço o som da porta principal da república se

abrir atrás de mim e me viro, movendo os olhos até a figura alta e com os cabelos castanhos

escuros suados que passa por ela, voltando da sua corrida matinal.

Asher Hartford faz uma careta assim que percebe ter a minha atenção.

— Sei que sou bonito, ruiva, mas não precisa ficar me encarando assim — diz ele, com

toda a arrogância e prepotência existente no mundo.

E então, como em um estalar de dedos, minha próxima coluna ganha um tema.

— Isso é... — Os olhos de Samantha se movem de um lado para o outro enquanto ela lê o

que escrevi nos papéis em suas mãos, horas mais tarde. — Incrível!

Uma onda de alívio me invade por inteira, e só então solto o ar que nem percebi que

estava segurando.

— 15 motivos para não namorar com um jogador universitário? — de pé, parada do

outro lado da mesa de reunião, minha chefe lê o tema em voz alta, abrindo um sorriso de orelha a

orelha ao me encarar. — Simplesmente perfeito!

Sinto como se tivesse tomado uma poção da felicidade ao olhar para Ava, sentada ao meu

lado, e perceber que não, isso não é um sonho. É real. Pela primeira vez depois de sete tentativas,

não estou ouvindo Samantha fazer caretas e me olhar desapontada.

A editora-chefe dá meia-volta na mesa, parando ao meu lado. Me levanto quando ela

estende a pequena pilha de papel na minha direção, pegando-a logo em seguida.

— Pode começar a trabalhar na coluna após completar a vivência — diz.

— Ah, pode deixar! Com certeza eu... — Franzo o cenho. — Espera aí... vivência?

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