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relatório de gestão - Secil

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2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

2


ÍNDICE<br />

5 ÓRGÃOS SOCIAIS<br />

7 MENSAGEM DO PRESIDENTE<br />

2010<br />

9 RELATÓRIO DE GESTÃO<br />

10 1. SÍNTESE<br />

16 2. PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS DO ANO<br />

17 3. PORTUGAL<br />

23 4. TUNÍSIA<br />

25 5. LÍBANO<br />

26 6. ANGOLA<br />

27 7. CABO VERDE<br />

28 8. ORGANIZAÇÃO CORPORATIVA<br />

30 9. ÁREA FINANCEIRA<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

32 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS<br />

33 1. BALANÇO CONSOLIDADO<br />

34 2. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS<br />

36 3. DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS<br />

CONSOLIDADOS<br />

40 4. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS<br />

42 5. ÍNDICE DAS NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS<br />

44 6. NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS<br />

151 ANEXOS<br />

153 1. RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO<br />

154 2. CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS CONSOLIDADAS<br />

157 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE<br />

159 ESTE RELATÓRIO<br />

159 1. A SECIL<br />

165 2. A SUSTENTABILIDADE NO GRUPO SECIL<br />

165 3. AS NOSSAS PESSOAS<br />

167 4. A COMUNIDADE<br />

169 5. O NOSSO MUNDO<br />

175 RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL<br />

177 1. O GRUPO SECIL E OS SEUS COLABORADORES<br />

181 2. O GRUPO SECIL E A COMUNIDADE EXTERIOR<br />

3


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

4<br />

DA ESQUERDA PARA A DIREITA: PEDRO QUEIROZ PEREIRA, FRANCISCO NOBRE GUEDES, CARLOS ABREU, SÉRGIO ALVES MARTINS, GONÇALO<br />

SALAZAR LEITE, JOÃO VENDEIRINHO ALMEIDA, ANTHONY CREEDON, JOAQUIM DIAS CARDOSO, MÁRIO VALADAS, JOSÉ HONÓRIO,<br />

ANTHONY O´LOGHLEN, SEBASTIÁN ALEGRE ROSSELLO, JIM MINTERN, JAMES HENRY MORRIS E FRIEDRICH FRANK HEISTERKAMP.


ÓRGÃOS<br />

SOCIAIS CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO<br />

PRESIDENTE<br />

PEDRO MENDONÇA DE QUEIROZ PEREIRA<br />

VOGAIS<br />

FRANCISCO JOSÉ DE MELO E CASTRO GUEDES<br />

CARLOS ALBERTO MEDEIROS ABREU<br />

SÉRGIO ANTÓNIO ALVES MARTINS<br />

GONÇALO DE CASTRO SALAZAR LEITE<br />

JOÃO CARLOS VENDEIRINHO ALMEIDA<br />

ANTHONY CREEDON<br />

JOAQUIM DIAS CARDOSO<br />

MÁRIO JOSÉ DE MATOS VALADAS<br />

JOSÉ ALFREDO DE ALMEIDA HONÓRIO<br />

ANTHONY O’LOGHLEN<br />

SEBASTIÁN ALEGRE ROSSELLO<br />

JIM MINTERN<br />

JAMES HENRY MORRIS<br />

FRIEDRICH FRANK HEISTERKAMP<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

5


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

6


UMA MUDANÇA ESPERADA<br />

MENSAGEM<br />

DO PRESIDENTE<br />

PEDRO QUEIROZ PEREIRA<br />

PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO<br />

Em 2010 celebrámos o 80º aniversário da <strong>Secil</strong>, empresa<br />

ancorada na fabricação e comercialização <strong>de</strong> cimento,<br />

produto <strong>de</strong> base essencial na economia e para a segurança<br />

e conforto dos cidadãos.<br />

Ao longo dos últimos exercícios temos assinalado as profundas<br />

mudanças que se <strong>de</strong>tectam na economia nacional<br />

e internacional.<br />

Constrangimentos <strong>de</strong> natureza estrutural na economia<br />

portuguesa, mercado ainda primordial da <strong>Secil</strong>, e <strong>de</strong> natureza<br />

conjuntural nos principais mercados externos, bem<br />

como o impacto da crise financeira do custo da energia<br />

e das condicionantes regulatórias não po<strong>de</strong>riam <strong>de</strong>ixar<br />

<strong>de</strong> condicionar o <strong>de</strong>sempenho da <strong>Secil</strong>. O exercício <strong>de</strong><br />

2010 evi<strong>de</strong>nciou assim uma redução global da activida<strong>de</strong><br />

e dos resultados.<br />

Esperávamos que o <strong>de</strong>sempenho da <strong>Secil</strong> viesse a ser<br />

afectado e gerimos os nossos recursos <strong>de</strong> forma a levar a<br />

nossa Empresa a ultrapassar da melhor forma o contexto<br />

<strong>de</strong>sfavorável. E tal como nos exercícios anteriores, apesar<br />

do enquadramento negativo, a <strong>Secil</strong> soube alcançar resultados<br />

apreciáveis.<br />

O esforço <strong>de</strong> evolução em curso produziu já em 2010<br />

resultados notáveis, mas a magnitu<strong>de</strong> das mudanças<br />

verificadas no contexto competitivo da <strong>Secil</strong> obriga a<br />

uma autêntica mudança <strong>de</strong> paradigma. Inicia-se um<br />

novo ciclo, num cenário <strong>de</strong> gran<strong>de</strong> escassez <strong>de</strong> recursos<br />

financeiros e energéticos, o que obriga a uma acrescida<br />

necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> repensar e optimizar as operações<br />

e a afectar <strong>de</strong> forma fundamentada os recursos dispo-<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

níveis. Este novo paradigma obrigará a novas formas <strong>de</strong><br />

trabalhar e a repensar conceitos e práticas, bem como<br />

a duplicar os esforços <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento do negócio e<br />

<strong>de</strong> inovação.<br />

Uma vez que vínhamos antecipando estas mudanças, a<br />

<strong>Secil</strong> tem já em curso uma série <strong>de</strong> iniciativas que visam<br />

controlar os custos operacionais, reduzir os custos energéticos,<br />

aumentar a utilização <strong>de</strong> matérias-primas secundárias,<br />

promover a inovação, reforçar a integração da<br />

<strong>gestão</strong> das nossas unida<strong>de</strong>s e diversificar o portefólio <strong>de</strong><br />

negócios.<br />

Foi assim possível obter ainda um bom resultado económico-financeiro,<br />

sem comprometer os nossos múltiplos<br />

compromissos com a socieda<strong>de</strong>.<br />

Neste <strong>relatório</strong>, damos conta do <strong>de</strong>sempenho económico-financeiro<br />

consolidado do universo das empresas<br />

<strong>Secil</strong>, mas reportamos também sobre a sustentabilida<strong>de</strong><br />

da nossa actuação através <strong>de</strong> um <strong>relatório</strong> intercalar <strong>de</strong><br />

sustentabilida<strong>de</strong> ambiental e <strong>de</strong> um outro <strong>de</strong> responsabilida<strong>de</strong><br />

social.<br />

A nossa principal preocupação tem <strong>de</strong> passar a ser não<br />

o presente mas o futuro da <strong>Secil</strong>. Temos a firme certeza<br />

que a <strong>Secil</strong> encontrará o melhor caminho <strong>de</strong> mudança<br />

para se adaptar às novas exigências <strong>de</strong>ste novo mundo,<br />

mantendo o lugar <strong>de</strong> referência na indústria portuguesa<br />

que logrou ocupar ao longo das oito décadas da sua<br />

existência.<br />

Pedro Queiroz Pereira<br />

Presi<strong>de</strong>nte do Conselho <strong>de</strong> Administração<br />

7


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

8


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

ESTÁDIO<br />

MUNICIPAL RELATÓRIO<br />

DE BRAGA<br />

DE GESTÃO<br />

9


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

10<br />

RELATÓRIO<br />

DE GESTÃO<br />

1. Síntese


1. SÍNTESE<br />

Em 2010 a economia mundial cresceu razoavelmente, na<br />

or<strong>de</strong>m dos 5%. Esse crescimento foi basicamente assegurado<br />

pelas economias emergentes, nomeadamente a<br />

China, a Índia e o Brasil, e pelos países mais <strong>de</strong>senvolvidos,<br />

<strong>de</strong>signadamente os Estados Unidos da América, o Japão<br />

e a Alemanha que registaram crescimentos económicos<br />

bastante aceitáveis, na or<strong>de</strong>m dos 3% a 4%, embora<br />

abaixo dos países emergentes mais dinâmicos (World<br />

Economic Outlook Update, FMI - Janeiro 2011).<br />

Por seu lado, a União Europeia atingiu globalmente um<br />

crescimento positivo - na or<strong>de</strong>m dos 2% - embora abaixo<br />

do nível atingido pelas restantes economias mais <strong>de</strong>senvolvidas.<br />

A activida<strong>de</strong> da construção e a procura <strong>de</strong> cimento<br />

continuaram a cair nos países <strong>de</strong>senvolvidos, nomeadamente<br />

nos países europeus e também em Portugal que é<br />

um mercado <strong>de</strong> referência para o Grupo <strong>Secil</strong>. Estima-se<br />

que a procura <strong>de</strong> cimento terá diminuído cerca <strong>de</strong> 11%<br />

na União Europeia.<br />

A <strong>Secil</strong> conseguiu atingir um volume anual <strong>de</strong> negócios<br />

<strong>de</strong> Euros 536 milhões, 6% abaixo <strong>de</strong> 2009, apesar do contexto<br />

extremamente competitivo em que actua. O EBI-<br />

TDA – resultados antes <strong>de</strong> amortizações, custo líquido do<br />

financiamento e impostos – atingiu Euros 128 milhões tendo<br />

diminuído 16% face a 2009.<br />

O EBIT – resultados antes do custo líquido do financiamento<br />

e impostos – atingiu Euros 79 milhões e caiu 22%.<br />

Consi<strong>de</strong>rando o contexto insistentemente difícil em que<br />

a <strong>Secil</strong> <strong>de</strong>senvolveu as suas activida<strong>de</strong>s, o <strong>de</strong>sempenho<br />

global consi<strong>de</strong>ra-se aceitável embora inferior ao conseguido<br />

no ano anterior.<br />

A menor performance conseguida em 2010 <strong>de</strong>ve-se, essencialmente,<br />

às unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> negócio situadas em Portugal<br />

e em Angola. Salientam-se positivamente os bons<br />

<strong>de</strong>sempenhos das unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> negócio localizadas na<br />

Tunísia e no Líbano que permitiram minimizar os impactos<br />

negativos atrás referidos. Os resultados líquidos atribuíveis<br />

aos accionistas atingiram Euros 47 milhões tendo diminuído<br />

33% face a 2009.<br />

O investimento global ascen<strong>de</strong>u a Euros 44,3 milhões, correspon<strong>de</strong>ndo<br />

44,2 milhões a investimentos operacionais e<br />

Euros 160 000 ao reforço da participação numa empresa<br />

subsidiária. A dívida líquida ascen<strong>de</strong>u a Euros 78 milhões<br />

no final do ano tendo diminuído 18% face ao valor <strong>de</strong><br />

2009.<br />

PORTUGAL<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

11<br />

A economia portuguesa teve uma evolução positiva e<br />

ligeiramente acima das expectativas iniciais, na or<strong>de</strong>m<br />

<strong>de</strong> 1,3%, embora com <strong>de</strong>saceleração pronunciada na<br />

parte final do ano.<br />

A activida<strong>de</strong> da construção continua em queda <strong>de</strong>vido<br />

à crise acentuada em que permanece o sector da<br />

construção, em particular o segmento da construção<br />

resi<strong>de</strong>ncial.<br />

Estima-se que o consumo <strong>de</strong> cimento tenha atingido 5,8<br />

milhões <strong>de</strong> toneladas, o que representa uma diminuição<br />

<strong>de</strong> 6% e a manutenção da tendência <strong>de</strong> queda severa<br />

iniciada em 2002. Neste enquadramento claramente negativo,<br />

a unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócio Portugal-Cimento conseguiu<br />

atingir uma performance razoável embora abaixo<br />

<strong>de</strong> 2009.<br />

O volume <strong>de</strong> negócios atingiu Euros 264 milhões tendo diminuído<br />

3% face ao ano anterior. O EBITDA atingiu 78 milhões<br />

e caiu 11% <strong>de</strong>vido, basicamente, à diminuição das<br />

vendas no mercado interno e do aumento expressivo dos<br />

custos com as energias térmica e eléctrica.<br />

Com efeito, conseguiu-se minimizar o impacto negativo<br />

da diminuição das vendas no mercado interno com o<br />

incremento expressivo das exportações num ano em que<br />

os preços médios tiveram uma variação muito ligeira. Ao<br />

nível dos custos, salientam-se os aumentos expressivos<br />

dos preços da energia e a prevalência <strong>de</strong> um controlo<br />

muito apertado dos custos <strong>de</strong> produção, <strong>de</strong> distribuição<br />

e <strong>de</strong> estrutura. O Conselho <strong>de</strong> Administração alerta, mais<br />

uma vez, o Governo Português para a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

prosseguir uma política no sector da energia eléctrica<br />

que permita a redução dos enviesamentos competitivos<br />

a que a indústria portuguesa, e particularmente a indústria<br />

cimenteira, está sujeita. Merece especial referência<br />

o facto <strong>de</strong> as emissões <strong>de</strong> CO 2 das três fábricas da <strong>Secil</strong><br />

não terem ultrapassado o volume anual <strong>de</strong> licenças<br />

atribuído pelo Governo Português no âmbito do PNALE<br />

II – Plano Nacional <strong>de</strong> Atribuição <strong>de</strong> Licenças <strong>de</strong> Emissão<br />

<strong>de</strong> CO 2 , o que já havia ocorrido em 2009.<br />

A insistência verificada no sentido da introdução na<br />

União Europeia <strong>de</strong> taxas penalizadoras para as indústrias<br />

que tenham consumos energéticos significativos, sem que<br />

taxas equivalentes penalizem os fabricantes dos mesmos<br />

produtos situados fora da União, continua a preocupar o<br />

Conselho <strong>de</strong> Administração. Se não vier a existir um mecanismo<br />

equilibrador, como sejam taxas compensatórias incidindo<br />

sobre conteúdos energéticos <strong>de</strong> produtos vindos<br />

<strong>de</strong> terceiros países, criam-se condições para a <strong>de</strong>slocalização<br />

da produção para fora da União Europeia, com<br />

consequências sociais significativas pela via da redução<br />

do volume <strong>de</strong> emprego e custos ambientais agravados<br />

com a poluição a nível mundial.<br />

As unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> negócio que operam nas áreas do<br />

betão-pronto, inertes e argamassas tiveram, no seu conjunto,<br />

um <strong>de</strong>sempenho bastante inferior ao conseguido<br />

em 2009, em linha com o verificado no cimento, quer no<br />

Continente quer na Região Autónoma da Ma<strong>de</strong>ira, dado<br />

<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>rem, quase exclusivamente, do mercado interno.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

TUNÍSIA<br />

12<br />

A crise económica mundial e a subida dos preços dos<br />

combustíveis e das principais matérias-primas afectaram<br />

fortemente a economia tunisina em 2010. O crescimento<br />

do Produto Interno Bruto <strong>de</strong>verá situar-se em 3,8%, acima<br />

dos 3% verificados em 2009.<br />

No quadro das medidas anti-crise o Governo incentivou<br />

o investimento no sector da construção e obras públicas,<br />

o que terá sido um dos principais motores do crescimento<br />

económico verificado. Neste contexto, o consumo <strong>de</strong><br />

cimento e cal artificial atingiu 7,2 milhões <strong>de</strong> toneladas,<br />

tendo aumentado 9,7% face a 2009.<br />

O <strong>de</strong>sempenho da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócio Tunísia-Cimento<br />

melhorou sensivelmente face ao ano anterior. O volume<br />

<strong>de</strong> negócios cresceu 3% e o EBITDA atingiu Euros 13,7 milhões<br />

tendo aumentado 14%.<br />

Refere-se, mais uma vez, o facto <strong>de</strong> o mercado não ter<br />

sido liberalizado, ao contrário do compromisso assumido<br />

pelo Governo e consagrado em todos os ca<strong>de</strong>rnos <strong>de</strong><br />

encargos das privatizações das cimenteiras tunisinas. Essa<br />

liberalização <strong>de</strong>veria ter ocorrido em 2002, tendo o Governo<br />

imposto administrativamente um novo reajuste nos<br />

preços em 2010.<br />

A unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócio Tunísia-Betão e Prefabricados<br />

teve uma performance positiva, embora ligeiramente<br />

abaixo <strong>de</strong> 2009. O ano <strong>de</strong> 2011 apresenta-se imprevisível<br />

dada a presente situação do país em termos políticos e<br />

sociais . Durante o mês <strong>de</strong> Janeiro, uma revolta popular sem<br />

prece<strong>de</strong>ntes levou o general Ben Ali – Presi<strong>de</strong>nte durante<br />

23 anos – a abandonar o país <strong>de</strong>ixando-o mergulhado<br />

numa crise política <strong>de</strong> solução previsivelmente difícil e<br />

<strong>de</strong>morada com possíveis repercussões sobre a activida<strong>de</strong><br />

económica em geral e, também, sobre as nossas<br />

operações.<br />

LÍBANO<br />

A economia libanesa terá crescido 8% em 2010, ligeiramente<br />

abaixo dos 9% registados em 2009, mas mantendo um<br />

ritmo <strong>de</strong> crescimento bastante interessante para o qual<br />

muito contribuiu a manutenção <strong>de</strong> uma situação política<br />

estável.<br />

O sector da construção continuou a crescer <strong>de</strong> forma<br />

bastante sensível, estimando-se ter havido um aumento<br />

SOCIÉTÉ DES CIMENTS<br />

DE GABÈS,<br />

TUNÍSIA<br />

do consumo interno <strong>de</strong> cimento na or<strong>de</strong>m dos 7%.<br />

O <strong>de</strong>sempenho operacional da unida<strong>de</strong> Líbano-Cimento<br />

foi bastante positivo e acima do ano anterior. O volume<br />

<strong>de</strong> negócios cresceu 8% e o EBITDA atingiu Euros 29,7<br />

milhões, tendo aumentado 6% face a 2009.<br />

Esta melhoria foi possibilitada pelo aumento das vendas<br />

e dos preços, e pela melhoria da performance fabril que<br />

permitiu minimizar o efeito negativo do aumento dos preços<br />

dos combustíveis térmicos.<br />

A unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócio Líbano-Betão teve uma performance<br />

positiva embora muito inferior à verificada em 2009.


ANGOLA<br />

Ao longo do ano a economia angolana manteve uma<br />

trajectória <strong>de</strong> retoma do crescimento prevendo-se um<br />

aumento do produto na or<strong>de</strong>m dos 5,9%.<br />

Apesar dos sinais <strong>de</strong> recuperação económica, quer ao<br />

nível do sector petrolífero quer ao nível do sector não-<br />

-petrolífero, o Governo impôs uma política <strong>de</strong> gran<strong>de</strong><br />

contenção das <strong>de</strong>spesas públicas <strong>de</strong>stinada a liquidar<br />

os compromissos não cumpridos nos anos <strong>de</strong> 2008 e 2009<br />

e a recompor as reservas cambiais.<br />

O investimento público foi praticamente nulo, não se tendo<br />

iniciado qualquer obra nova <strong>de</strong> vulto. Neste contexto,<br />

estima-se ter havido uma redução no consumo <strong>de</strong> cimento<br />

na or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> 20% que, aliada à forte importação<br />

<strong>de</strong> cimento chinês a muito baixo preço, afectou claramente<br />

a produção nacional <strong>de</strong> cimento.<br />

A unida<strong>de</strong> negócio Angola-Cimento teve um <strong>de</strong>sempenho<br />

muito abaixo do obtido no ano anterior. O volume <strong>de</strong><br />

negócios caiu cerca <strong>de</strong> 43% e o EBITDA atingiu Euros 1,2<br />

milhões tendo diminuído muito sensivelmente - cerca <strong>de</strong><br />

87% - face a 2009, ano em que se obteve um <strong>de</strong>sempenho<br />

excepcionalmente bom.<br />

CABO VERDE<br />

As operações da <strong>Secil</strong> em Cabo Ver<strong>de</strong> tiveram um ligeiro<br />

crescimento na área do cimento e uma diminuição na<br />

área dos inertes e prefabricados. Globalmente, o volume<br />

<strong>de</strong> negócios situou-se ao nível <strong>de</strong> 2009 ascen<strong>de</strong>ndo<br />

a Euros 5,4 milhões, o EBITDA atingiu Euros 256 000 tendo<br />

diminuído 26%.<br />

Como aspecto fundamental das práticas relacionadas<br />

com a Sustentabilida<strong>de</strong>, privilegiam-se os conceitos <strong>de</strong><br />

racionalização e respeito pelas expectativas das diferentes<br />

partes interessadas, nomeadamente a exploração<br />

racional dos recursos naturais utilizados (substituindo matérias-primas<br />

naturais e combustíveis fósseis por materiais<br />

alternativos), a eficiência energética e o apoio e participação<br />

das entida<strong>de</strong>s locais nas activida<strong>de</strong>s, através <strong>de</strong><br />

uma política <strong>de</strong> acção social junto dos colaboradores,<br />

suas famílias e comunida<strong>de</strong>s envolventes.<br />

As acções <strong>de</strong>senvolvidas neste âmbito foram particularmente<br />

significativas ao nível da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócio<br />

Portugal-Cimento merecendo <strong>de</strong>staque as seguintes:<br />

Aumento da utilização <strong>de</strong> combustíveis alternativos <strong>de</strong><br />

24%, em 2009, para 32%, em 2010, o que permitiu incrementar<br />

a substituição <strong>de</strong> combustíveis fósseis.<br />

A taxa <strong>de</strong> incorporação <strong>de</strong> clínquer no cimento aumentou<br />

muito ligeiramente mantendo-se na or<strong>de</strong>m dos<br />

73%.<br />

Apesar do ligeiro aumento da taxa <strong>de</strong> incorporação<br />

<strong>de</strong> clínquer no cimento, e <strong>de</strong>vido ao aumento significativo<br />

da taxa <strong>de</strong> substituição <strong>de</strong> combustíveis alternativos<br />

conseguiu-se uma redução do valor das emissões específicas<br />

<strong>de</strong> CO 2 <strong>de</strong> 660 para 647 kg <strong>de</strong> CO 2 por tonelada<br />

<strong>de</strong> produtos cimentícios.<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

As emissões <strong>de</strong> CO 2 do conjunto das 3 fábricas portuguesas<br />

foram inferiores ao valor <strong>de</strong> licenças atribuídas.<br />

13<br />

A Saú<strong>de</strong> e a Segurança no Trabalho têm merecido uma<br />

atenção muito especial por parte do Conselho <strong>de</strong> Administração.<br />

Em 2010, a evolução dos indicadores <strong>de</strong> sinistralida<strong>de</strong><br />

foi positiva e no sentido pretendido, isto é, redução<br />

da frequência e da gravida<strong>de</strong> dos aci<strong>de</strong>ntes. Sublinha-se<br />

o facto <strong>de</strong> não ter ocorrido qualquer aci<strong>de</strong>nte mortal, o<br />

que acontece pelo segundo ano consecutivo.<br />

O Conselho <strong>de</strong> Administração manifesta o seu reconhecimento<br />

aos clientes e aos trabalhadores; ao Fiscal Único;<br />

às instituições financeiras que apoiaram o Grupo; aos fornecedores,<br />

às comunida<strong>de</strong>s locais on<strong>de</strong> os nossos centros<br />

operacionais se inserem e, em geral, aos parceiros<br />

que se associaram à <strong>Secil</strong> em iniciativas empresariais.<br />

O Conselho <strong>de</strong> Administração expressa o seu agra<strong>de</strong>cimento<br />

aos accionistas pela confiança que lhe conce<strong>de</strong>ram,<br />

indispensável que foi para o exercício eficaz da<br />

sua activida<strong>de</strong> com o objectivo essencial <strong>de</strong> maximizar<br />

o valor da <strong>Secil</strong>.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

14<br />

RELATÓRIO<br />

DE GESTÃO<br />

INSTALAÇÕES DA<br />

CIMENTOS MADEIRA<br />

FUNCHAL


PRINCIPAIS DADOS FÍSICOS GLOBAIS<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

Capacida<strong>de</strong> Produtiva <strong>de</strong> Cimento<br />

Vendas<br />

1000t 6 850 6 850 6 850 0%<br />

Cimento cinzento 1000 t 5 801 5 325 5 243 -2%<br />

Cimento branco 1000 t 100 98 101 +3%<br />

Cal artificial 1000 t 61 60 55 -8%<br />

Clínquer 1000 t 586 859 887 +3%<br />

Betão-pronto 1000 m3 2 350 2 034 1 740 -14%<br />

Inertes 1000 t 3 578 4 121 4 475 +9%<br />

Prefabricação em betão 1000 t 145 161 143 -11%<br />

Argamassas 1000 t 436 350 298 -15%<br />

Cal hidráulica 1000 t 32 21 18 -15%<br />

Cimento-cola 1000 t 6 6 8 +31%<br />

Pessoal<br />

Número <strong>de</strong> colaboradores 2 674 2 676 2 630 -2%<br />

Índice <strong>de</strong> frequência <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>ntes (1) (2) 1,95 2,30 1,98 -14%<br />

Índice <strong>de</strong> gravida<strong>de</strong> <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>ntes (1) (2) 59,92 48,35 40,36 -17%<br />

PRINCIPAIS DADOS ECONÓMICO-<br />

-FINANCEIROS CONSOLIDADOS (3)<br />

2008<br />

2008<br />

2009<br />

2009<br />

2010<br />

2010<br />

Volume <strong>de</strong> Negócios Mw 599 572 536 -6%<br />

EBITDA Mw 157 153 128 -16%<br />

EBIT Mw 99 101 79 -22%<br />

Custo Líquido <strong>de</strong> Financiamento Mw - 8 - 6 -5 +15%<br />

Resultados antes <strong>de</strong> Impostos Mw 91 96 73 -24%<br />

Resultados Líquidos Mw 63 70 47 -33%<br />

Activos Totais Mw 860 811 827 +2%<br />

Capitais Próprios Mw 393 399 416 +4%<br />

Dívida Líquida Mw 124 95 78 -18%<br />

Margem EBITDA 26% 27% 24%<br />

Margem EBIT 17% 18% 15%<br />

Dívida Líquida / EBITDA 0,8 0,6 0,6 -2%<br />

Capex Mw 42 31 44 +43%<br />

15<br />

VARIAÇÃO<br />

VARIAÇÃO<br />

(1) Incluem pessoal próprio e pessoal das empresas prestadoras <strong>de</strong> serviços.<br />

(2) Os índices <strong>de</strong> 2009 foram corrigidos face aos apresentados anteriormente com a inclusão da subsidiária Soime.<br />

(3) Os dados <strong>de</strong> 2009 e 2010 resultam das Demonstrações Financeiras expressas em conformida<strong>de</strong> com as NCRF – Normas Contabilísticas<br />

e <strong>de</strong> Relato Financeiro adoptadas em 2010 e aplicadas retrospectivamente para 2009. Os dados <strong>de</strong> 2008 correspon<strong>de</strong>m aos apresentados<br />

no Relatório <strong>de</strong> 2008 <strong>de</strong> acordo com o anterior referencial contabilístico em vigor em Portugal (“POC”). O impacto da transição dos<br />

referenciais contabilísticos foi imaterial no Grupo.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

16<br />

2. PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS DO ANO<br />

FEVEREIRO<br />

A <strong>Secil</strong> participa no Fórum Empresas, realizado no Instituto<br />

Superior Técnico, em Lisboa, no âmbito <strong>de</strong> um programa<br />

<strong>de</strong> divulgação junto das Universida<strong>de</strong>s portuguesas do<br />

Programa Trainees <strong>Secil</strong> 2010.<br />

A <strong>Secil</strong> comemora 10 anos <strong>de</strong> presença na Tunísia, com a<br />

realização <strong>de</strong> um evento em Gabès que contou com a<br />

presença do Sr. Secretário <strong>de</strong> Estado Adjunto do Ministro<br />

da Indústria e da Tecnologia. Na mesma ocasião a SCG<br />

assinou com a PFEIFFER o contrato relativo ao fornecimento<br />

<strong>de</strong> um novo moinho <strong>de</strong> cimento.<br />

MARÇO<br />

A <strong>Secil</strong> participa no 2º encontro África Cement Tra<strong>de</strong>, em<br />

Dakar, no qual foram abordados diversos temas visando<br />

o futuro da indústria cimenteira em África.<br />

A <strong>Secil</strong> lança no mercado um novo tipo <strong>de</strong> cimento mais<br />

eco-eficiente, o CEM II/B-L 42,5R.<br />

ABRIL<br />

A <strong>Secil</strong> cria um novo Plano <strong>de</strong> Pensões mais mo<strong>de</strong>rno e<br />

flexível que fará parte integrante dos novos Acordos <strong>de</strong><br />

Empresa.<br />

A <strong>Secil</strong> a<strong>de</strong>re à associação portuguesa Grace - Grupo<br />

<strong>de</strong> Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial que tem<br />

por objectivo a promoção do conceito <strong>de</strong> cidadania<br />

empresarial e <strong>de</strong> responsabilida<strong>de</strong> social das organizações.<br />

MAIO<br />

Atribuição do Prémio <strong>Secil</strong> <strong>de</strong> Engenharia Civil 2009 ao<br />

Engenheiro Fernando Silveira Ramos pelo projecto do<br />

Molhe Norte da Barra do Douro.<br />

A <strong>Secil</strong> participa na Tektónica 2010 – Feira Internacional<br />

<strong>de</strong> Construção Civil e Obras Públicas, realizada em Lisboa.<br />

Realização da “Semana <strong>de</strong> Portas Abertas” na Fábrica<br />

Maceira-Liz no âmbito da valorização da biodiversida<strong>de</strong>.<br />

JUNHO<br />

A <strong>Secil</strong> realiza um Seminário no Centro <strong>de</strong> Formação da<br />

fábrica Maceira-Liz, subordinado ao tema Processo e<br />

Qualida<strong>de</strong>, que contou com a presença <strong>de</strong> 64 quadros<br />

do Grupo.<br />

JULHO<br />

A <strong>Secil</strong> proporciona aos filhos dos colaboradores a participação<br />

em activida<strong>de</strong>s pedagógicas e visitas às fábricas <strong>de</strong><br />

cimento, organizadas pelo Centro Técnico <strong>de</strong> Biodiversida<strong>de</strong>,<br />

tendo como principal objectivo dar a conhecer<br />

a riqueza paisagística local relacionada com o processo<br />

<strong>de</strong> exploração e recuperação das pedreiras.<br />

Realização da “Semana <strong>de</strong> Portas Abertas” na Fábrica<br />

<strong>Secil</strong>-Outão com a finalida<strong>de</strong> <strong>de</strong> dar a conhecer o trabalho<br />

<strong>de</strong>senvolvido ao longo dos seus 80 anos <strong>de</strong> existência.<br />

OUTUBRO<br />

Comemoração dos 80 anos da <strong>Secil</strong> que <strong>de</strong>correu no<br />

antigo hangar <strong>de</strong> carvão da Fábrica <strong>Secil</strong>-Outão e contou<br />

com a participação <strong>de</strong> mais <strong>de</strong> 1000 trabalhadores<br />

<strong>de</strong> todo o Grupo.<br />

A <strong>Secil</strong> é distinguida com o estatuto <strong>de</strong> membro honorário<br />

da Or<strong>de</strong>m dos Arquitectos em cerimónia que <strong>de</strong>correu<br />

na Se<strong>de</strong> Nacional da Or<strong>de</strong>m.<br />

A <strong>Secil</strong> patrocina a exposição trienal <strong>de</strong> arquitectura<br />

realizada em Lisboa.<br />

NOVEMBRO<br />

Lançamento da 1ª pedra <strong>de</strong> uma nova Fábrica da <strong>Secil</strong><br />

Martingança, no Montijo, <strong>de</strong>stinada à produção <strong>de</strong> argamassas<br />

industriais.<br />

Reunião <strong>de</strong> quadros das empresas do Grupo, em Torres<br />

Vedras, <strong>de</strong>stinada a preparar o Orçamento 2011 e o Plano<br />

<strong>de</strong> médio prazo.<br />

DEZEMBRO<br />

A <strong>Secil</strong> celebra um contrato com vista à aquisição da totalida<strong>de</strong><br />

do capital da socieda<strong>de</strong> Lafarge Betões, S.A. que<br />

opera no mercado dos betões e dos inertes em Portugal.


3.PORTUGAL<br />

3.1. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO<br />

Em 2010 a economia portuguesa teve uma evolução<br />

positiva e ligeiramente acima das expectativas iniciais.<br />

Segundo dados publicados pelo Banco <strong>de</strong> Portugal (Boletim<br />

Económico – Janeiro 2011) o Produto Interno Bruto<br />

cresceu 1,3%, embora tenha <strong>de</strong>sacelerado pronunciadamente<br />

na parte final do ano. Essa evolução reflecte, essencialmente,<br />

o crescimento das exportações e do consumo<br />

privado. De acordo com a mesma fonte, prevê-se<br />

um <strong>de</strong>créscimo <strong>de</strong> 0,8% em 2011, resultante das medidas<br />

<strong>de</strong> contenção orçamental previstas no Orçamento <strong>de</strong><br />

Estado e, em geral, das medidas <strong>de</strong> combate ao problema<br />

do excesso <strong>de</strong> dívida.<br />

O investimento, medido pela formação bruta do capital<br />

fixo, terá diminuído cerca <strong>de</strong> 5% tendo-se agravado a<br />

tendência <strong>de</strong> queda verificada nos anos anteriores.<br />

A activida<strong>de</strong> da construção continua em <strong>de</strong>créscimo<br />

<strong>de</strong>vido à crise acentuada em que permanece o sector<br />

da construção, em particular o segmento da construção<br />

resi<strong>de</strong>ncial. De acordo com o INE, a activida<strong>de</strong> da construção<br />

e obras públicas terá caído cerca <strong>de</strong> 8,5% em termos<br />

anuais (Índice da produção na construção e obras<br />

públicas INE – Fevereiro 2011).<br />

Segundo a Euroconstruct - principal re<strong>de</strong> europeia <strong>de</strong><br />

análise da construção - o produto da construção em<br />

Portugal terá tido um <strong>de</strong>créscimo na or<strong>de</strong>m dos 7,5% (Relatório<br />

<strong>de</strong> Dezembro 2010).<br />

A inflação, medida pelo índice harmonizado <strong>de</strong> preços<br />

no consumidor, cresceu 1,4% tendo-se invertido a situação<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>flação verificada em 2009.<br />

As taxas <strong>de</strong> juro mantiveram-se num nível bastante baixo<br />

durante o primeiro semestre do ano tendo subido ligeiramente<br />

no 2º semestre; com efeito a taxa Euribor (3 meses)<br />

passou <strong>de</strong> 0,70% em Dezembro <strong>de</strong> 2009 para 1,01%<br />

em Dezembro <strong>de</strong> 2010.<br />

3.2. CIMENTO<br />

3.2.1. ACTIVIDADE<br />

O consumo <strong>de</strong> cimento na União Europeia terá diminuído<br />

cerca <strong>de</strong> 11%, mantendo-se a tendência <strong>de</strong> <strong>de</strong>créscimo<br />

acentuado verificado nos anos anteriores.<br />

Estima-se que o consumo nacional <strong>de</strong> cimento tenha<br />

atingido 5,8 milhões <strong>de</strong> toneladas o que representa uma<br />

diminuição sensível, <strong>de</strong> cerca <strong>de</strong> 6%, face ao ano anterior<br />

e a manutenção da tendência <strong>de</strong> queda severa iniciada<br />

em 2002. Em 2010 o consumo <strong>de</strong> cimento representou<br />

meta<strong>de</strong> do volume atingido no ano 2001.<br />

O cimento comercializado no País, com base em importações<br />

<strong>de</strong> cimento e clínquer, terá atingido cerca <strong>de</strong><br />

415 000 toneladas, ligeiramente acima do verificado no<br />

ano anterior.<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

17<br />

MERCADO DE<br />

CIMENTO (1) 2008 2009 2010<br />

Portugal Mt 7,3 6,2 5,8<br />

Portugal % -7,8 -15,3 -5,8<br />

União Europeia 27 % -7,6 -23,7 -10,9<br />

(1) Estimativas.<br />

O ano foi marcado por um ambiente competitivo forte,<br />

fruto da actuação dos operadores nacionais e das importações<br />

provenientes do mercado espanhol que se<br />

encontra em contracção e, ainda, pelo excesso <strong>de</strong> capacida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> produção instalada no território nacional,<br />

face ao actual nível da procura. Foi nesse contexto que<br />

se prosseguiu uma actuação marcada pelo dinamismo<br />

comercial e pela atitu<strong>de</strong> <strong>de</strong> proximida<strong>de</strong> ao cliente.<br />

No mercado interno manteve-se a presença nos segmentos<br />

mais importantes, nomeadamente no betão-<br />

-pronto, na prefabricação em betões e nas argamassas,<br />

e fortaleceu-se o fornecimento às ca<strong>de</strong>ias <strong>de</strong> retalho especializado.<br />

As vendas <strong>de</strong> cimento e clínquer atingiram Euros 237 milhões,<br />

correspon<strong>de</strong>ndo a 3,6 milhões <strong>de</strong> toneladas, tendo<br />

diminuído 2%, em valor e 1% em quantida<strong>de</strong>.<br />

VENDAS DE CIMENTO<br />

E CLÍNQUER 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Mercado Interno Mt 196 183 -7%<br />

Mercado Externo Mt 47 54 +15%<br />

Total Mt 243 237 -2%<br />

Mercado Interno 1000t 2 423 2 252 -7%<br />

Mercado Externo 1000t 1 218 1 349 +11%<br />

Total 1000t 3 641 3 601 -1%<br />

Dado o contexto <strong>de</strong> contracção do sector da construção,<br />

as vendas <strong>de</strong> cimento no mercado interno diminuíram<br />

7% num ano em que não houve alteração dos preços<br />

<strong>de</strong> venda.<br />

Ao nível do cimento cinzento, reforçou-se a posição <strong>de</strong><br />

li<strong>de</strong>rança nas vendas do cimento CEM II/A-L 42,5R e lançou-se<br />

no mercado um novo tipo <strong>de</strong> cimento a granel,<br />

o CEM II/B-L 42,5R, o que traduz a vonta<strong>de</strong> <strong>de</strong> privilegiar<br />

produtos mais eco-eficientes e melhorar a sustentabilida<strong>de</strong><br />

dos produtos comercializados.<br />

As vendas <strong>de</strong> cimento branco caíram cerca <strong>de</strong> 6% <strong>de</strong>vido,<br />

também, à diminuição do consumo.<br />

As vendas para o mercado externo cresceram 11% e<br />

atingiram 1,35 milhões <strong>de</strong> toneladas o que representou<br />

um novo máximo histórico num ano em que o preço médio<br />

aumentou cerca <strong>de</strong> 4%. Salienta-se, neste âmbito, a<br />

exportação <strong>de</strong> 41 000 toneladas <strong>de</strong> cimento branco.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

18<br />

Assinala-se a incorporação <strong>de</strong> cimento <strong>Secil</strong> em várias<br />

obras relevantes e <strong>de</strong> prestígio, já concluídas ou em curso<br />

<strong>de</strong> realização, <strong>de</strong>signadamente o Palácio da Justiça <strong>de</strong><br />

Gouveia, o Museu dos Coches (cimento branco), a reabilitação<br />

do edifício do Banco <strong>de</strong> Portugal em Lisboa e<br />

várias barragens nomeadamente, Alqueva, Picote, Bemposta<br />

e Venda Nova.<br />

O sistema <strong>de</strong> distribuição respon<strong>de</strong>u cabalmente às solicitações<br />

do mercado. Num ano em que se verificaram<br />

aumentos significativos nos preços dos combustíveis e<br />

dos fretes marítimos, a <strong>gestão</strong> dos custos <strong>de</strong> transporte foi<br />

gerida com sucesso; com efeito, verificou-se um aumento<br />

<strong>de</strong> apenas 2,3% no custo médio <strong>de</strong> transporte para a<br />

re<strong>de</strong> <strong>de</strong> entrepostos <strong>de</strong> distribuição.<br />

Salienta-se a extensão da Certificação Ambiental (ISO<br />

14001:2004) e <strong>de</strong> Segurança (OHSAS 18001:2007 / NP<br />

4397:2008) a toda a área comercial.<br />

A produção <strong>de</strong> cimento atingiu 2,7 milhões <strong>de</strong> toneladas,<br />

tendo <strong>de</strong>crescido 2% <strong>de</strong>vido à diminuição da procura.<br />

PRODUÇÃO<br />

DE CIMENTO 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Cimento Cinzento 1000t 2 679 2 609 -3%<br />

Cimento Branco 1000t 100 103 +3%<br />

Total 1000t 2 779 2 712 -2%<br />

O cimento produzido nas três fábricas continua a apresentar<br />

características finais bastante homogéneas e elevados<br />

padrões <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong>, aspecto que se consi<strong>de</strong>ra<br />

essencial para garantir um reconhecimento geral no<br />

mercado sobre o alto nível <strong>de</strong> exigência por que se pauta<br />

a <strong>Secil</strong>. Os preços <strong>de</strong> aquisição do coque <strong>de</strong> petróleo<br />

tiveram um aumento muito sensível, na or<strong>de</strong>m dos 80%<br />

em termos médios.<br />

De registar o esforço empreendido pelas fábricas na<br />

redução dos custos <strong>de</strong> produção. As acções <strong>de</strong> racionalização<br />

foram fundamentais para atenuar os efeitos<br />

negativos da baixa utilização da capacida<strong>de</strong> produtiva<br />

merecendo especial <strong>de</strong>staque o incremento do uso <strong>de</strong><br />

resíduos como energia e como matéria-prima, a redução<br />

da percentagem média <strong>de</strong> clínquer incorporado nos cimentos<br />

e o controlo apertado dos custos <strong>de</strong> produção e<br />

<strong>de</strong> manutenção.<br />

Prosseguiu-se e incrementou-se a utilização <strong>de</strong> resíduos<br />

industriais como combustível térmico. Globalmente aumentou-se<br />

a taxa <strong>de</strong> utilização <strong>de</strong> combustíveis térmicos<br />

alternativos <strong>de</strong> 24%, em 2009, para 32%, em 2010.<br />

Merece especial referência o facto <strong>de</strong> as emissões <strong>de</strong><br />

CO 2 das três fábricas da <strong>Secil</strong> não terem ultrapassado o<br />

volume anual <strong>de</strong> licenças atribuído no âmbito do PNALE II.<br />

Prosseguiram as acções visando aumentar a motivação e<br />

eficácia dos recursos humanos, bem como melhorar a i<strong>de</strong>ntificação<br />

do pessoal com a cultura e os objectivos do Grupo.<br />

Em simultâneo com a política <strong>de</strong> racionalização dos<br />

recursos humanos prosseguiu-se o processo <strong>de</strong> recrutamento<br />

<strong>de</strong> pessoas qualificadas no âmbito do qual foram<br />

admitidos vinte e três colaboradores efectivos. Em Dezembro,<br />

o número <strong>de</strong> colaboradores ao serviço ascendia<br />

a 684 pessoas (625 efectivos e 59 eventuais).<br />

Lançaram-se e realizaram-se investimentos visando a<br />

melhoria do <strong>de</strong>sempenho fabril, o equipamento das fábricas<br />

para a valorização energética dos vários tipos <strong>de</strong><br />

resíduos e a melhoria da qualida<strong>de</strong> dos produtos fornecidos,<br />

das condições ambientais e do serviço prestado aos<br />

clientes. Os investimentos ascen<strong>de</strong>ram globalmente a<br />

Euros 13,4 milhões, sendo <strong>de</strong> <strong>de</strong>stacar a preparação das<br />

três fábricas para aumentar a utilização <strong>de</strong> CDRs - combustíveis<br />

<strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> resíduos - e o prosseguimento, na<br />

Fábrica Cibra-Pataias, <strong>de</strong> um projecto <strong>de</strong> investigação<br />

e <strong>de</strong>senvolvimento tendo em vista a utilização <strong>de</strong> CO 2<br />

para criação <strong>de</strong> micro-algas.<br />

3.2.2. RESULTADOS<br />

O volume <strong>de</strong> negócios atingiu Euros 264 milhões tendo<br />

diminuído 3% face ao ano anterior. O EBITDA atingiu Euros<br />

78 milhões e caiu 11% <strong>de</strong>vido, basicamente, à diminuição<br />

das vendas no mercado interno e ao aumento expressivo<br />

dos custos com a energia térmica e eléctrica.<br />

INDICADORES<br />

FINANCEIROS 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Fábricas<br />

Volume<br />

3 3 0%<br />

<strong>de</strong> Negócios Mg 271 264 -3%<br />

EBITDA Mg 88 78 -11%<br />

Capex Mg 15 13 -13%<br />

Pessoal 688 684 -1%<br />

Em termos <strong>de</strong> performance conseguiu-se minimizar o<br />

efeito negativo da diminuição das vendas no mercado<br />

interno com o incremento expressivo das exportações<br />

num ano em que os preços não se alteraram no mercado<br />

interno e subiram muito ligeiramente no mercado<br />

externo. Ao nível dos custos, salientam-se negativamente<br />

os aumentos expressivos dos preços da energia e positivamente<br />

a prevalência <strong>de</strong> um controlo muito apertado<br />

dos custos <strong>de</strong> produção, <strong>de</strong> distribuição e <strong>de</strong> estrutura,<br />

assim como a intensificação da utilização <strong>de</strong> combustíveis<br />

alternativos.<br />

3.2.3. PERSPECTIVAS PARA 2011<br />

Em virtu<strong>de</strong> <strong>de</strong> se manter um clima <strong>de</strong> incerteza e volatilida<strong>de</strong><br />

no que respeita à evolução da economia mundial<br />

e da indústria da construção em Portugal, as perspectivas<br />

para 2011 mantêm-se difíceis.<br />

3.3. BETÃO-PRONTO E INERTES<br />

Estima-se que o mercado <strong>de</strong> betão-pronto tenha atingido<br />

7 milhões <strong>de</strong> metros cúbicos tendo caído cerca <strong>de</strong> 18%<br />

<strong>de</strong>vido à contracção do sector da construção resi<strong>de</strong>ncial.


Neste contexto negativo, as vendas <strong>de</strong>cresceram 18%,<br />

em quantida<strong>de</strong>, e 16%, em valor. Tal como no sector do<br />

cimento, as vendas caíram acentuadamente o que teve<br />

consequências negativas no nível <strong>de</strong> <strong>de</strong>sempenho alcançado.<br />

Com efeito, o EBITDA atingiu Euros 2,9 milhões,<br />

tendo diminuído sensivelmente, na or<strong>de</strong>m dos 57%.<br />

BETÃO-PRONTO 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Centrais<br />

<strong>de</strong> Betão 48 46 -4%<br />

Vendas 1000 m3 Volume<br />

1 659 1 365 -18%<br />

<strong>de</strong> Negócios 1000g 99 398 83 211 -16%<br />

EBITDA 1000g 6 785 2 933 -57%<br />

Capex 1000g 1 163 790 -32%<br />

Pessoal 282 266 -6%<br />

Dado o <strong>de</strong>créscimo da activida<strong>de</strong> prosseguiu-se o esforço<br />

<strong>de</strong> reestruturação tendo em vista a adaptação da<br />

capacida<strong>de</strong> produtiva e dos meios humanos a níveis <strong>de</strong><br />

produção mais baixos. Ao longo do ano acentuou-se<br />

sensivelmente o risco <strong>de</strong> crédito. Verificou-se uma geral<br />

<strong>de</strong>gradação da situação financeira <strong>de</strong> muitos clientes<br />

tendo ocorrido numerosas falências <strong>de</strong> empresas, nomeadamente<br />

algumas <strong>de</strong> dimensão razoável. Em 2011, prevê-se<br />

uma evolução do mercado <strong>de</strong> betão-pronto em linha<br />

com os outros sectores <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes da construção.<br />

As vendas <strong>de</strong> inertes registaram um aumento <strong>de</strong> 2%, em<br />

valor, e <strong>de</strong> 9%, em quantida<strong>de</strong>, fundamentalmente <strong>de</strong>vido<br />

ao aumento da capacida<strong>de</strong> obtida com a aquisição<br />

da Quimipedra em 2009.<br />

Apesar do aumento das vendas, o EBITDA atingiu apenas<br />

Euros 2,8 milhões tendo diminuído 25% face ao ano<br />

anterior. O menor <strong>de</strong>sempenho <strong>de</strong>ve-se, essencialmente,<br />

à diminuição do preço médio em cerca <strong>de</strong> 10%, sendo<br />

que parte <strong>de</strong>ssa variação <strong>de</strong>corre do mix <strong>de</strong> produtos<br />

vendidos.<br />

INERTES 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Centrais <strong>de</strong><br />

Britagem 8 8 0%<br />

Vendas 1000t 3 957 4 316 +9%<br />

Volume <strong>de</strong><br />

Negócios 1000g 21 744 22 094 +2%<br />

EBITDA 1000g 3 683 2 760 -25%<br />

Capex 1000g 2 010 7 052 +251%<br />

Pessoal 153 155 +1%<br />

Também neste sector se verificou um forte aumento do<br />

risco <strong>de</strong> crédito <strong>de</strong>vido à <strong>de</strong>gradação da situação financeira<br />

<strong>de</strong> uma gran<strong>de</strong> parte dos clientes.<br />

Em termos <strong>de</strong> investimento refere-se a aquisição <strong>de</strong> reservas<br />

<strong>de</strong> pedra e outros activos localizados em terrenos<br />

contíguos às pedreiras da <strong>Secil</strong> Britas, em Penafiel.<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

19<br />

Em finais <strong>de</strong> Dezembro a <strong>Secil</strong> celebrou um contrato com<br />

vista à aquisição da totalida<strong>de</strong> do capital da socieda<strong>de</strong> Lafarge<br />

Betões, S.A. que opera no mercado dos betões e dos<br />

inertes em Portugal. O negócio aguarda aprovação por parte<br />

da Autorida<strong>de</strong> da Concorrência para se concretizar.<br />

Em 2011, espera-se uma evolução globalmente semelhante<br />

ao betão-pronto, sendo que a concretização do<br />

negócio acima potenciará o aumento do volume <strong>de</strong><br />

vendas e dos resultados operacionais da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócio<br />

Portugal Betão Pronto-Inertes.<br />

3.4. PREFABRICAÇÃO EM BETÃO<br />

A activida<strong>de</strong> das empresas do Grupo continuou severamente<br />

afectada pela situação <strong>de</strong> recessão em que o<br />

sector permanece, estimando-se que a procura <strong>de</strong> prefabricados<br />

em betão tenha continuado em queda.<br />

A oferta continua largamente exce<strong>de</strong>ntária, o que tem<br />

gerado uma situação <strong>de</strong> concorrência muito agressiva,<br />

num cenário <strong>de</strong> preços em queda nos últimos oito anos,<br />

com a consequente falência <strong>de</strong> muitas empresas.<br />

Neste enquadramento, as vendas diminuíram 8%, em volume,<br />

e 5%, em valor. Este <strong>de</strong>créscimo está ligeiramente<br />

majorado pelo facto <strong>de</strong> as contas da <strong>Secil</strong> Prebetão <strong>de</strong><br />

2009 incluirem o mês <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2008.<br />

PREFABRICADOS<br />

EM BETÃO 2009 (1) 2010 VARIAÇÃO<br />

Fábricas 8 7 -13%<br />

Vendas 1000t 141 130 -8%<br />

Volume <strong>de</strong><br />

Negócios 1000g 9 335 8 860 -5%<br />

EBITDA 1000g 31 -215 -794%<br />

Capex 1000g 359 167 -53%<br />

Pessoal 122 110 -10%<br />

(1) As contas da <strong>Secil</strong> Prebetão <strong>de</strong> 2009 incluídas nas contas consolidadas<br />

da <strong>Secil</strong> incluem o mês <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2008.<br />

Globalmente, o <strong>de</strong>sempenho <strong>de</strong>sta unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócio<br />

foi sensivelmente inferior ao do ano anterior. Com efeito, o<br />

EBITDA foi negativo em Euros 215 000 quando em 2009 se<br />

tinha obtido um registo positivo <strong>de</strong> cerca <strong>de</strong> Euros 31 000.<br />

O EBITDA espelha, essencialmente, a performance negativa<br />

da <strong>Secil</strong> Prebetão, já que a Argibetão melhorou francamente<br />

os seus resultados atingindo um EBITDA positivo<br />

<strong>de</strong> Euros 209 000.<br />

Apesar <strong>de</strong> não ser expectável uma melhoria da procura<br />

<strong>de</strong> produtos prefabricados, perspectiva-se um ano <strong>de</strong><br />

2011 difícil neste segmento. As unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> negócio <strong>Secil</strong><br />

Prebetão e Argibetão estimam obter um <strong>de</strong>sempenho<br />

operacional superior ao atingido em 2010.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

20<br />

3.5. ARGAMASSAS E AGLOMERANTES<br />

Dada a crise do sector da construção, em particular do<br />

segmento da construção resi<strong>de</strong>ncial, o mercado das argamassas<br />

diminuiu pelo segundo ano consecutivo, <strong>de</strong>crescendo<br />

cerca <strong>de</strong> 15%. O mercado da cal hidráulica,<br />

por seu lado, registou nova contracção prosseguindo a<br />

tendência <strong>de</strong>crescente verificada nos últimos doze anos.<br />

Neste contexto, o volume <strong>de</strong> negócios diminuiu 11%. O<br />

EBITDA atingiu Euros 1,7 milhões e <strong>de</strong>cresceu 31% <strong>de</strong>vido,<br />

essencialmente, à diminuição das quantida<strong>de</strong>s vendidas.<br />

Como factos relevantes salientam-se o lançamento da<br />

nova gama <strong>de</strong> cimentos cola “Adhere” e dos pavimentos<br />

<strong>de</strong>corativos “Scala” e a reorganização <strong>de</strong>partamental<br />

da empresa.<br />

Ao nível dos investimentos <strong>de</strong>staca-se o início da construção<br />

da nova fábrica <strong>de</strong> argamassas localizada no<br />

Montijo.<br />

ARGAMASSAS E<br />

AGLOMERANTES 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Fábricas<br />

Vendas <strong>de</strong><br />

5 5 0%<br />

Argamassas<br />

Vendas <strong>de</strong><br />

1000t 350 298 -15%<br />

Cimento-Cola<br />

Vendas <strong>de</strong><br />

1000t 6 8 +33%<br />

Cal Hidráulica<br />

Volume <strong>de</strong><br />

1000t 21 18 -14%<br />

Negócios 1000t 17 540 15 537 -11%<br />

EBITDA 1000t 2 510 1 728 -31%<br />

Capex 1000t 1 388 2 226 +60%<br />

Pessoal 89 82 -8%<br />

Para 2011 perspectiva-se nova contracção do mercado<br />

das argamassas consi<strong>de</strong>rando as perspectivas <strong>de</strong> evolução<br />

negativa do mercado da construção resi<strong>de</strong>ncial.<br />

O mercado interno da cal hidráulica <strong>de</strong>verá continuar a<br />

caír mantendo a tendência verificada nos últimos anos<br />

esperando-se, contudo, um crescimento na área da exportação.<br />

3.6. REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA<br />

O consumo regional <strong>de</strong> cimento registou uma diminuição<br />

<strong>de</strong> 15%, em linha com a tendência <strong>de</strong> queda iniciada<br />

em 2004 e apenas brevemente interrompida em 2008,<br />

ano em que houve um ligeiro crescimento.<br />

A redução drástica da construção é fruto dos efeitos da<br />

crise internacional que afectam a Região Autónoma da<br />

Ma<strong>de</strong>ira, por via da diminuição da activida<strong>de</strong> turística e,<br />

também, da diminuição dos investimentos públicos. A redução<br />

dos investimentos públicos foi parcialmente amenizada<br />

com a <strong>de</strong>nominada Lei <strong>de</strong> Meios que disponibiliza<br />

meios financeiros à recuperação das infra-estruturas <strong>de</strong>struídas<br />

pela intempérie <strong>de</strong> 20 <strong>de</strong> Fevereiro <strong>de</strong> 2010.<br />

A referida intempérie teve um impacto muito negativo<br />

na Região Autónoma <strong>de</strong>vido à <strong>de</strong>struição <strong>de</strong> muitas<br />

infra-estruturas públicas e privadas. A Cimentos Ma<strong>de</strong>ira<br />

foi também directamente afectada pela <strong>de</strong>struição dos<br />

acessos à central <strong>de</strong> betão e à pedreira da Fundoa e<br />

pela danificação <strong>de</strong> vários equipamentos importantes.<br />

Neste contexto difícil, a Cimentos Ma<strong>de</strong>ira conseguiu obter<br />

um ligeiro aumento do volume <strong>de</strong> negócios, na or<strong>de</strong>m<br />

dos 2%. O <strong>de</strong>sempenho foi, contudo bastante inferior a<br />

2009. O EBITDA quedou-se em Euros 409 000, cerca <strong>de</strong> um<br />

quarto do obtido no ano anterior.<br />

Na área da qualida<strong>de</strong> salienta-se a manutenção da certificação<br />

da qualida<strong>de</strong> da Cimentos Ma<strong>de</strong>ira segundo<br />

a NP EN ISO 9001 e da marcação CE dos agregados da<br />

Brima<strong>de</strong> e da Pedra Regional.<br />

CIMENTOS<br />

MADEIRA 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Entrepostos<br />

<strong>de</strong> Cimento<br />

Centrais<br />

3 3 0%<br />

<strong>de</strong> Betão<br />

Centrais<br />

4 4 0%<br />

<strong>de</strong> Britagem<br />

Vendas <strong>de</strong><br />

2 2 0%<br />

Cimento<br />

Vendas <strong>de</strong><br />

1000t 151 142 -6%<br />

Betão-pronto 1000m3 Vendas<br />

49 55 +12%<br />

<strong>de</strong> Inertes<br />

Volume<br />

1000t 93 102 +10%<br />

<strong>de</strong> Negócios 1000h 19 641 19 994 +2%<br />

EBITDA 1000h 1 667 409 -76%<br />

Capex 1000h 207 1 322 +539%<br />

Pessoal 68 66 -3%


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

FÁBRICA SECIL-OUTÃO<br />

SETÚBAL<br />

21


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

22<br />

No âmbito do <strong>de</strong>senvolvimento do produto concluiu-se,<br />

junto <strong>de</strong> um produtor <strong>de</strong> misturas betuminosas na Região<br />

Autónoma da Ma<strong>de</strong>ira, um projecto conducente à incorporação<br />

<strong>de</strong> filler Cimentos Ma<strong>de</strong>ira nas misturas betuminosas,<br />

que culminou com a concessão da primeira<br />

certificação em Portugal <strong>de</strong> misturas betuminosas com<br />

incorporação <strong>de</strong> cimento.<br />

Com o enquadramento geral da activida<strong>de</strong> acima <strong>de</strong>scrito<br />

e após a redução significativa dos consumos <strong>de</strong><br />

cimento verificada nos últimos anos, perspectiva-se uma<br />

melhoria em 2011 condicionada ao ritmo da execução<br />

do processo <strong>de</strong> reconstrução que, porém, está fortemente<br />

<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte da efectiva disponibilida<strong>de</strong> dos meios<br />

financeiros para a executar.<br />

3.7. VALORIZAÇÃO ENERGÉTICA DE RESÍDUOS<br />

A <strong>Secil</strong> participa em vários projectos empresariais cujo<br />

objectivo é apoiar a valorização <strong>de</strong> resíduos como combustíveis<br />

e como matérias-primas.<br />

3.7.1. RESÍDUOS BANAIS<br />

A AVE – Gestão Ambiental e Valorização Energética prosseguiu<br />

a estratégia <strong>de</strong> valorização <strong>de</strong> resíduos industriais<br />

como matérias-primas secundárias e como combustíveis<br />

alternativos utilizando as melhores práticas ambientais.<br />

Em 2010 diversificou-se a activida<strong>de</strong> com a <strong>gestão</strong> <strong>de</strong><br />

novas fileiras <strong>de</strong> resíduos por forma a dotar as fábricas<br />

<strong>de</strong> cimento <strong>de</strong> uma maior quantida<strong>de</strong> e diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

combustíveis alternativos.<br />

As vendas em quantida<strong>de</strong> aumentaram 42% enquanto o<br />

volume <strong>de</strong> negócios cresceu 23%. O EBITDA atingiu Euros<br />

895 000, tendo aumentado 33% <strong>de</strong>vido ao efeito quantida<strong>de</strong><br />

e à melhoria das margens obtidas.<br />

RESÍDUOS BANAIS 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Vendas 1000t 130 184 +42%<br />

Volume <strong>de</strong> Negócios 1000g 4 999 6 133 +23%<br />

EBITDA 1000g 675 895 +33%<br />

Capex 1000g 17 4 -77%<br />

Pessoal 4 4 0%<br />

Apesar do contexto negativo prevê-se um crescimento<br />

da activida<strong>de</strong> em 2011 e a obtenção <strong>de</strong> um bom nível<br />

<strong>de</strong> rentabilida<strong>de</strong> nesta unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócio.<br />

3.7.2. ESCÓRIAS<br />

A activida<strong>de</strong> prosseguiu com a oportunida<strong>de</strong> <strong>de</strong> intervenção<br />

sobre outros resíduos sólidos com proprieda<strong>de</strong>s<br />

pozolânicas e reactivida<strong>de</strong> que, com moagem a<strong>de</strong>quada,<br />

constituam produtos cimentícios.<br />

ESCÓRIAS 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Fábricas 1 1 0%<br />

Vendas 1000t 47 28 -40%<br />

Volume <strong>de</strong> Negócios 1000g 1 178 1 118 -5%<br />

EBITDA 1000g 156 137 -12%<br />

Capex 1000g 0 156 -<br />

Pessoal 5 5 0%<br />

Em 2010 a activida<strong>de</strong> foi limitada pela abundância <strong>de</strong><br />

resíduos para utilização como material cimentício sem<br />

necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> tratamento intermédio. Neste contexto,<br />

a Prescor obteve um volume <strong>de</strong> negócios <strong>de</strong> Euros 1,1<br />

milhões, 5% abaixo <strong>de</strong> 2009, e um EBITDA <strong>de</strong> Euros 137 000,<br />

também abaixo <strong>de</strong> 2009 em cerca <strong>de</strong> 12%.


4. TUNÍSIA<br />

4.1. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO<br />

A crise económica mundial e a subida dos preços dos<br />

combustíveis e das principais matérias-primas afectaram<br />

fortemente a economia tunisina. Em 2010 o produto interno<br />

bruto terá crescido 3,8%, acima <strong>de</strong> 2009, mas francamente<br />

abaixo da previsão governamental <strong>de</strong> 6,1%<br />

(World Economic Outlook, FMI - Outubro 2010).<br />

Num contexto económico particularmente difícil e no<br />

quadro das medidas anti-crise o Governo incentivou o<br />

investimento no sector da construção e obras públicas,<br />

que terá sido um dos principais motores do crescimento.<br />

A taxa <strong>de</strong> inflação situou-se em 4,5%, acima dos 3,4% verificados<br />

em 2009. A taxa <strong>de</strong> juro <strong>de</strong> referência do Banco<br />

Central subiu ligeiramente <strong>de</strong> 4,18% em Dezembro <strong>de</strong><br />

2009 para 4,87% em Dezembro <strong>de</strong> 2010.<br />

O dinar tunisino manteve a tendência <strong>de</strong> <strong>de</strong>svalorização<br />

face ao euro, embora tenha <strong>de</strong>svalorizado apenas 1,1%,<br />

em termos médios.<br />

4.2. CIMENTO<br />

4.2.1. ACTIVIDADE<br />

O consumo <strong>de</strong> cimento e cal artificial atingiu cerca <strong>de</strong><br />

7,2 milhões <strong>de</strong> toneladas o que representa um crescimento<br />

significativo <strong>de</strong> 9,7% relativamente ao ano anterior.<br />

Na Região Sul esse crescimento foi inferior, na or<strong>de</strong>m<br />

dos 5,7%.<br />

MERCADO 2008 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Cimento 1000t 5 912 6 248 6 896 +10%<br />

Cal Artificial 1000t 358 347 338 -3%<br />

Total 1000t 6 270 6 595 7 234 +10%<br />

Em valor, as vendas da SCG - Société <strong>de</strong>s Ciments <strong>de</strong> Gabès<br />

ascen<strong>de</strong>ram a Euros 60,6 milhões tendo crescido 3%<br />

face ao ano anterior.<br />

Em volume, as vendas mantiveram-se ao nível <strong>de</strong> 2009 o<br />

que correspon<strong>de</strong> ao efeito balanceado do aumento <strong>de</strong><br />

3% no mercado interno com a contracção das exportações<br />

em 32%. Com efeito, o Governo Tunisino continua a<br />

impor fortes restrições às exportações <strong>de</strong> cimento.<br />

VENDAS DE CIMENTO<br />

E CLÍNQUER 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Mercado Interno 1000g 51 949 56 143 +8%<br />

Mercado Externo 1000g 6 933 4 494 -35%<br />

Total 1000g 58 882 60 637 +3%<br />

Mercado Interno 1000t 1 228 1 269 +3%<br />

Mercado Externo 1000t 124 85 -32%<br />

Total 1000t 1 351 1 353 0%<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

Em Maio, ao abrigo do sistema <strong>de</strong> homologação <strong>de</strong> preços<br />

que permanece em vigor, o Governo estabeleceu os<br />

novos preços para o cimento que correspon<strong>de</strong>ram a um<br />

aumento médio na or<strong>de</strong>m dos 6%.<br />

23<br />

Mais uma vez, e contrariamente às expectativas e aos<br />

compromissos solenemente assumidos pelo Governo<br />

Tunisino, os preços do cimento não foram liberalizados.<br />

Relembra-se que no processo <strong>de</strong> privatização da indústria<br />

cimenteira, a liberalização <strong>de</strong> preços constava do<br />

respectivo ca<strong>de</strong>rno <strong>de</strong> encargos.<br />

A produção <strong>de</strong> cimento e cal artificial atingiu 1,4 milhões<br />

<strong>de</strong> toneladas e cresceu 2% face ao ano anterior.<br />

PRODUÇÕES 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Cimento 1000t 1 279 1 305 +2%<br />

Cal Artificial 1000t 56 57 +2%<br />

Total 1000t 1335 1362 +2%<br />

O custo dos combustíveis subiu ligeiramente face a 2009,<br />

apesar do forte aumento <strong>de</strong> preços do gás, do petcoke<br />

e do carvão verificado no último trimestre. Neste domínio<br />

a SCG foi especialmente afectada pela medida unilateral<br />

do Ministério do Ambiente em não permitir o uso do<br />

carvão enquanto combustível térmico.<br />

No final do ano, o número <strong>de</strong> trabalhadores ascendia<br />

a 317 pessoas, menos 15 que em 2009, prosseguindo-se<br />

assim uma política <strong>de</strong> racionalização dos recursos humanos,<br />

em simultâneo com o processo <strong>de</strong> recrutamento<br />

<strong>de</strong> jovens técnicos qualificados em áreas fundamentais<br />

para a mo<strong>de</strong>rnização da empresa.<br />

Conforme programado, <strong>de</strong>corre o investimento <strong>de</strong> expansão<br />

da capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> moagem através da instalação<br />

<strong>de</strong> um terceiro moinho <strong>de</strong> cimento cujo contrato <strong>de</strong><br />

fornecimento foi assinado em Fevereiro. Este investimento<br />

permitirá atingir uma produção na or<strong>de</strong>m dos 2 milhões<br />

<strong>de</strong> toneladas <strong>de</strong> cimento estando o arranque em produção<br />

previsto para Novembro <strong>de</strong> 2011.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

4.2.2. RESULTADOS<br />

24<br />

A SCG teve um bom <strong>de</strong>sempenho em 2010 melhorando<br />

claramente face ao ano anterior. O volume <strong>de</strong> negócios<br />

aumentou 3% e o EBITDA cresceu em 14% ascen<strong>de</strong>ndo<br />

a Euros 13,7 milhões. A melhoria da performance <strong>de</strong>ve-se<br />

basicamente ao aumento das vendas e dos preços, ao<br />

incremento da produção <strong>de</strong> clínquer e, ainda, à capacida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> manter os custos <strong>de</strong> produção ao nível unitário<br />

conseguido no ano anterior.<br />

De salientar, também as fortes restrições impostas pelo<br />

Governo às exportações on<strong>de</strong> recorrentemente se obtém<br />

uma margem superior à do mercado interno.<br />

INDICADORES<br />

FINANCEIROS 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Fábricas 1 1 0%<br />

Volume <strong>de</strong><br />

Negócios 1000g 62 250 64 389 +3%<br />

EBITDA 1000g 11 960 13 660 +14%<br />

Capex 1000g 2 601 8 313 +220%<br />

Pessoal 332 317 -5%<br />

4.2.3. PERSPECTIVAS PARA 2011<br />

O ano <strong>de</strong> 2011 apresenta-se imprevisível dada a presente<br />

situação do país em termos políticos e sociais. Durante<br />

o mês <strong>de</strong> Janeiro, uma revolta popular sem prece<strong>de</strong>ntes<br />

levou o general Ben Ali – Presi<strong>de</strong>nte durante 23 anos – a<br />

abandonar o país <strong>de</strong>ixando-o mergulhado numa crise<br />

política <strong>de</strong> solução previsivelmente difícil e <strong>de</strong>morada<br />

com possíveis repercussões sobre a activida<strong>de</strong> económica<br />

em geral e, também, sobre as nossas operações.<br />

Caso a situação política estabilize, como se <strong>de</strong>seja, a<br />

SCG po<strong>de</strong>rá manter uma performance ao nível da registada<br />

em 2010.<br />

A evolução das receitas continua condicionada pela atitu<strong>de</strong><br />

do Governo Tunisino no respeitante à liberalização<br />

dos preços <strong>de</strong> cimento: ou proce<strong>de</strong> a essa liberalização,<br />

adiada <strong>de</strong>s<strong>de</strong> há anos, ou mantém o regime <strong>de</strong> homologação<br />

dos preços, <strong>de</strong>finindo administrativamente o seu<br />

aumento. Se for este o caso, espera-se que venha pelo<br />

menos compensar a evolução negativa registada nos<br />

principais custos ao longo do último ano.<br />

4.3. BETÃO-PRONTO E PREFABRICAÇÃO EM BETÃO<br />

O mercado do betão-pronto teve um crescimento razoável<br />

nas regiões on<strong>de</strong> operam a Sud Béton e a Zarzis Béton<br />

(Sfax, Gabès e Zarzis). Já o mercado da prefabricação<br />

em betão registou, <strong>de</strong> novo, uma diminuição razoável.<br />

Neste contexto, as vendas <strong>de</strong> betão-pronto em quantida<strong>de</strong><br />

cresceram apenas mo<strong>de</strong>radamente, na or<strong>de</strong>m<br />

dos 5%, basicamente <strong>de</strong>vido à expansão obtida com<br />

a conquista <strong>de</strong> mercados através <strong>de</strong> centrais <strong>de</strong> betão<br />

móveis, nomeadamente na ilha <strong>de</strong> Djerba. Na área da<br />

prefabricação registou-se uma diminuição <strong>de</strong> 25%.<br />

2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Centrais <strong>de</strong><br />

Betão 4 6 +50%<br />

Vendas 1000m 3 175 183 +5%<br />

Linhas <strong>de</strong><br />

Prefabricação 1 1 0%<br />

Vendas<br />

Volume <strong>de</strong><br />

1000t 16 12 -25%<br />

Negócios 1000g 7 947 8 192 +3%<br />

EBITDA 1000g 1 468 1 200 -18%<br />

Capex 1000g 611 1 375 +125%<br />

Pessoal 93 98 +5%<br />

Globalmente, o volume <strong>de</strong> negócios ascen<strong>de</strong>u a Euros<br />

8,2 milhões, tendo aumentado 3% face ao ano anterior.<br />

O EBITDA atingiu Euros 1,2 milhões tendo diminuído 18%.<br />

Esta diminuição <strong>de</strong>ve-se, fundamentalmente, ao facto<br />

<strong>de</strong> 2009 ter sido um ano excelente em que se realizaram<br />

e concluíram várias obras importantes com elevada margem.<br />

Em matéria <strong>de</strong> investimento refere-se a montagem <strong>de</strong><br />

duas centrais móveis para fornecimento <strong>de</strong> betão-pronto,<br />

uma em Djerba e outra na auto-estrada Sfax-Gabès.<br />

Dados os recentes acontecimentos ocorridos no país é<br />

difícil prever o futuro. Caso a situação política venha a<br />

estabilizar, como se <strong>de</strong>seja, espera-se que a unida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

negócio Tunísia-Betão e Prefabricados possa manter o ritmo<br />

<strong>de</strong> melhoria registado nos últimos anos.


5. LÍBANO<br />

5.1. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO<br />

A economia libanesa terá conseguido continuar a crescer<br />

a um ritmo elevado, na or<strong>de</strong>m dos 8%, embora abaixo<br />

dos 9% registados em 2009 (World Economic Outlook,<br />

FMI - Outubro 2010).<br />

Em 2010 a economia libanesa manteve um ritmo <strong>de</strong> crescimento<br />

bastante dinâmico para o qual contribuiu, indubitavelmente,<br />

a manutenção <strong>de</strong> uma situação política<br />

estável.<br />

O sector da construção teve um crescimento bastante<br />

apreciável em resultado do dinamismo do sector imobiliário<br />

e da abundância <strong>de</strong> projectos <strong>de</strong> obras públicas.<br />

A taxa média da inflação terá atingido 5%, acima <strong>de</strong><br />

2009 (1,2%). A taxa <strong>de</strong> juro dos empréstimos situou-se em<br />

7,91%, um pouco abaixo do ano anterior (9,04%).<br />

5.2. CIMENTO<br />

5.2.1. ACTIVIDADE<br />

A procura <strong>de</strong> cimento atingiu 4,5 milhões <strong>de</strong> toneladas e<br />

cresceu cerca <strong>de</strong> 16% face a 2009. Conforme referido nos<br />

<strong>relatório</strong>s anteriores, parte <strong>de</strong>ssa procura foi <strong>de</strong>stinada ao<br />

mercado paralelo que tem a Síria como <strong>de</strong>stino principal.<br />

Se consi<strong>de</strong>rarmos apenas a procura dirigida ao mercado<br />

nacional o crescimento situou-se em cerca <strong>de</strong> 7%.<br />

MERCADO 2008 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Cimento 1000t 4 300 4 500 5 200 +16%<br />

Neste contexto, a Sibline aumentou 3% as vendas em<br />

volume. Enquanto as vendas para o mercado interno<br />

cresceram 7%, as exportações regrediram sensivelmente,<br />

na or<strong>de</strong>m dos 95%, <strong>de</strong>vido à forte procura interna que<br />

absorveu praticamente toda a produção.<br />

VENDAS DE<br />

CIMENTO E CLÍNQUER<br />

2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Mercado Interno 1000g 65 070 72 411 +11%<br />

Mercado Externo 1000g 1 886 78 -96%<br />

Total 1000g 66 956 72 489 +8%<br />

Mercado Interno 1000t 1 048 1 116 +7%<br />

Mercado Externo 1000t 40 2 -95%<br />

Total 1000t 1 088 1 117 +3%<br />

A produção <strong>de</strong> cimento atingiu mais <strong>de</strong> 1,1 milhões <strong>de</strong><br />

toneladas tendo alcançado o maior volume <strong>de</strong> sempre<br />

e registado um crescimento <strong>de</strong> 2% face a 2009.<br />

PRODUÇÕES 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Cimento 1000t 1 086 1 112 +2%<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

25<br />

Em termos <strong>de</strong> investimento, merece referência a<br />

aquisição <strong>de</strong> terrenos que permitiram aumentar as reservas<br />

<strong>de</strong> pedra para produção <strong>de</strong> cimento.<br />

5.2.2. RESULTADOS<br />

O volume <strong>de</strong> negócios atingiu Euros 73 milhões e au- aumentou<br />

8% <strong>de</strong>vido, fundamentalmente, ao aumento das<br />

quantida<strong>de</strong>s vendidas e dos preços. O <strong>de</strong>sempenho foi<br />

muito positivo e melhor do que o verificado no ano anterior.<br />

O EBITDA atingiu Euros 29,7 milhões e cresceu 6%.<br />

Esta melhoria foi <strong>de</strong>vida ao aumento do volume <strong>de</strong><br />

negócios e à boa performance fabril que permitiu minimizar<br />

o efeito negativo do aumento dos preços dos combustíveis<br />

térmicos.<br />

INDICADORES<br />

FINANCEIROS 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Fábricas 1 1 0%<br />

Volume <strong>de</strong><br />

Negócios 1000g 67 038 72 588 +8%<br />

EBITDA 1000g 28 127 29 694 +6%<br />

Capex 1000g 2 581 5 349 +107%<br />

Pessoal 431 439 +2%<br />

5.2.3. PERSPECTIVAS PARA 2011<br />

Com uma situação política estável espera-se que a activida<strong>de</strong><br />

da construção se mantenha, ao nível <strong>de</strong> 2010.<br />

Neste contexto a Sibline <strong>de</strong>verá manter a boa performance<br />

<strong>de</strong> 2010.<br />

5.3. BETÃO-PRONTO<br />

A activida<strong>de</strong> da Soime foi inferior à do ano anterior, tendo<br />

registado vendas <strong>de</strong> 137 000 m 3 <strong>de</strong> betão-pronto o<br />

que representa uma diminuição <strong>de</strong> 9%.<br />

O volume <strong>de</strong> negócios atingiu Euros 7,6 milhões tendo-se<br />

mantido ao nível do ano anterior.<br />

BETÃO-PRONTO 2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Centrais <strong>de</strong><br />

Betão 1 1 0%<br />

Vendas 1000m3 Volume <strong>de</strong><br />

151 137 -9%<br />

Negócios 1000g 7 671 7 649 -0%<br />

EBITDA 1000g 650 197 -70%<br />

Capex 1000g 1 066 1 481 +39%<br />

Pessoal 64 77 +20%


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

26<br />

O <strong>de</strong>sempenho da Soime piorou sensivelmente. Com<br />

efeito o EBITDA atingiu Euros 197 000 tendo diminuído cerca<br />

<strong>de</strong> 70% face a 2009.<br />

A menor performance foi <strong>de</strong>vida, essencialmente, ao<br />

gran<strong>de</strong> atraso do início da exploração da nova central<br />

<strong>de</strong> betão localizada em Dora (Norte <strong>de</strong> Beirute).<br />

Ao nível dos investimentos <strong>de</strong>staca-se a construção da<br />

nova central <strong>de</strong> betão em Beirute e a substituição <strong>de</strong><br />

parte <strong>de</strong> autobetoneiras que se encontram bastante envelhecidas.<br />

Em 2011 espera-se que a Soime possa expandir as suas<br />

vendas com o contributo da nova central e melhorar a<br />

performance.<br />

6. ANGOLA<br />

6.1. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO<br />

Ao longo do ano a economia angolana teve uma trajectória<br />

<strong>de</strong> retoma do crescimento. Segundo informação<br />

divulgada pelo FMI, o produto interno bruto <strong>de</strong>verá ter<br />

crescido 5,9%, acima do aumento ligeiro <strong>de</strong> 0,7% ocorrido<br />

em 2009 (World Economic Outlook, FMI - Outubro 2010).<br />

Apesar dos sinais <strong>de</strong> recuperação económica, quer ao<br />

nível do sector petrolífero quer ao nível do sector não-<br />

-petrolífero, o Governo impôs uma política <strong>de</strong> gran<strong>de</strong><br />

contenção das <strong>de</strong>spesas públicas <strong>de</strong>stinada a liquidar<br />

os compromissos não cumpridos nos anos <strong>de</strong> 2008 e 2009<br />

e a recompor as reservas cambiais.<br />

O investimento público em obras públicas foi praticamente<br />

nulo. A paralisação das obras públicas afectou<br />

claramente a procura <strong>de</strong> cimento. Se na capital do país<br />

ainda existiu algum investimento privado, nas províncias<br />

este investimento foi quase inexistente com excepção da<br />

construção da pequena habitação.<br />

A taxa <strong>de</strong> inflação situou-se em 13,3%, ligeiramente abaixo<br />

<strong>de</strong> 2009 (13,7%). Em termos anuais, verificou-se uma<br />

<strong>de</strong>svalorização do kwanza face ao dólar americano <strong>de</strong><br />

cerca <strong>de</strong> 4% muito menos acentuada do que no ano anterior<br />

(18%).<br />

6.2. CIMENTO<br />

O consumo anual <strong>de</strong> cimento terá atingido 2,8 milhões<br />

<strong>de</strong> toneladas o que representa uma redução significativa<br />

<strong>de</strong> 20% o que, aliado à forte importação <strong>de</strong> cimento<br />

chinês a muito baixo preço, afectou claramente a produção<br />

nacional <strong>de</strong> cimento.<br />

Neste contexto, a <strong>Secil</strong> Lobito atingiu vendas <strong>de</strong> 196 000<br />

toneladas que correspon<strong>de</strong>m a Euros 27,8 milhões, em<br />

valor, e representam <strong>de</strong>créscimos <strong>de</strong> 36% e 43%, respectivamente.<br />

2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Fábricas 1 1 0%<br />

Vendas 1000t 307 196 -36%<br />

Volume <strong>de</strong><br />

Negócios 1000g 48 504 27 763 -43%<br />

EBITDA 1000g 8 915 1 166 -87%<br />

Capex 1000g 2 321 2 083 -10%<br />

Pessoal 302 286 -5%<br />

Para fazer face à concorrência chinesa, colocou-se no<br />

mercado um cimento tipo II/BL, a um preço competitivo,<br />

que permitiu alguma recuperação das vendas na segunda<br />

meta<strong>de</strong> do ano.<br />

A performance da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócio Angola-Cimento<br />

diminuiu sensivelmente. Com efeito, o EBITDA situou-se em<br />

Euros 1,2 milhões baixando 87% face a 2009. Essa queda<br />

<strong>de</strong>ve-se, essencialmente, à diminuição dos volumes vendidos<br />

e dos preços.<br />

Na área do pessoal salienta-se a redução <strong>de</strong> 16 pessoas.<br />

Contrariamente ao que se estimava no Relatório do exercício<br />

anterior, não foi possivel à <strong>Secil</strong> Lobito dar início durante<br />

o exercício <strong>de</strong> 2010 à construção da nova fábrica.<br />

O prosseguimento <strong>de</strong>ste projecto está <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte do<br />

suporte dos accionistas da <strong>Secil</strong> Lobito e da renegociação<br />

dos contratos relativos ao financiamento e ao contrato<br />

<strong>de</strong> fornecimento e montagem da fábrica.<br />

Para 2011 prevê-se uma aceleração da economia e a<br />

retoma dos investimentos públicos na área da reconstrução<br />

nacional que terá como reflexo um aumento da<br />

procura do cimento.<br />

Caso se concretizem as previsões acima indicadas perspectiva-se<br />

um ligeiro crescimento das vendas e melhoria<br />

da performance.


7. CABO VERDE<br />

7.1. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO<br />

A economia cabo-verdiana terá crescido 4,1%, ligeiramente<br />

acima do crescimento <strong>de</strong> 3% verificado em 2009<br />

(World Economic Outlook, FMI - Outubro 2010).<br />

A activida<strong>de</strong> da construção tem sido basicamente suportada<br />

pelos investimentos públicos em infra-estruturas<br />

dado que os investimentos e projectos privados, sobretudo<br />

na área do turismo, pararam ou foram adiados.<br />

A taxa <strong>de</strong> inflação situou-se em 2,1%, ligeiramente acima<br />

do ano anterior (1%). Em Dezembro <strong>de</strong> 2010 a taxa <strong>de</strong><br />

juro <strong>de</strong> referência situava-se em 7,5% tendo-se mantido<br />

nesse nível durante todo o ano.<br />

7.2. CIMENTO<br />

De acordo com o enquadramento acima referido, o<br />

consumo <strong>de</strong> cimento terá atingido 300 000 toneladas o<br />

que representa um crescimento <strong>de</strong> 5% e o inverter da<br />

tendência <strong>de</strong> queda verificada em 2009.<br />

2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Vendas 1000t 48 52 +8%<br />

Volume <strong>de</strong><br />

Negócios 1000g 4 497 4 772 +6%<br />

EBITDA 1000g 68 78 +15%<br />

Capex 1000g 12 2 0 -100%<br />

Pessoal 13 13 0%<br />

A <strong>Secil</strong> Cabo Ver<strong>de</strong> atingiu vendas <strong>de</strong> 52 000 toneladas<br />

o que representa um crescimento <strong>de</strong> 8%. O volume <strong>de</strong><br />

negócios cifrou-se em Euros 4,8 milhões e também cresceu,<br />

na or<strong>de</strong>m dos 6%. Este aumento foi possível <strong>de</strong>vido<br />

à fi<strong>de</strong>lização <strong>de</strong> clientes reven<strong>de</strong>dores nas várias ilhas do<br />

arquipélago.<br />

O <strong>de</strong>sempenho da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócio manteve uma<br />

dinâmica <strong>de</strong> melhoria com o EBITDA a ascen<strong>de</strong>r a Euros<br />

78 000 o que representa um aumento <strong>de</strong> 15% face a 2009.<br />

Estima-se que o sector da construção e o consumo <strong>de</strong><br />

cimento possam melhorar em 2011. No entanto, tal como<br />

em anos anteriores, o agravamento dos fretes marítimos<br />

<strong>de</strong>corrente do provável aumento do preço do petróleo<br />

po<strong>de</strong>rá limitar a activida<strong>de</strong> nalgumas ilhas.<br />

7.3. INERTES E PREFABRICAÇÃO EM BETÃO<br />

Estima-se que o mercado global <strong>de</strong> inertes na ilha <strong>de</strong><br />

Santiago tenha atingido 475 000 toneladas tendo aumentado<br />

ligeiramente, após o abrandamento verificado<br />

em 2009 <strong>de</strong>vido à redução do dinamismo da construção<br />

privada. A importação <strong>de</strong> areia natural da costa oci<strong>de</strong>ntal<br />

africana continuou a realizar-se em quantida<strong>de</strong>s<br />

significativas e o aparecimento <strong>de</strong> mais um operador na<br />

cida<strong>de</strong> da Praia condicionou a activida<strong>de</strong> da ICV - Inertes<br />

<strong>de</strong> Cabo Ver<strong>de</strong> que registou um nível <strong>de</strong> activida<strong>de</strong><br />

menor. Neste contexto, as vendas atingiram 56 499 tone-<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

27<br />

ladas <strong>de</strong> agregados e 1 029 toneladas <strong>de</strong> produtos prefabricados<br />

em betão. O volume <strong>de</strong> negócios atingiu Euros<br />

680 000 o que representa uma queda <strong>de</strong> 33%.<br />

2009 2010 VARIAÇÃO<br />

Centrais <strong>de</strong><br />

Britagem 1 1 0%<br />

Vendas Inertes 1000t 71 56 -21%<br />

Linhas <strong>de</strong><br />

Prefabricação<br />

Vendas <strong>de</strong><br />

1 1 0%<br />

Prefabricados<br />

Volume <strong>de</strong><br />

1000g 4 1 0%<br />

Negócios 1000g 1 007 680 -33%<br />

EBITDA 1000g 281 178 -37%<br />

Capex 1000g 94 0 -100<br />

Pessoal 23 23 0%<br />

O EBITDA cifrou-se em Euros 178 000 e caiu 37%, invertendo-se<br />

a tendência <strong>de</strong> melhoria revelada nos últimos<br />

anos. Essa diminuição <strong>de</strong>ve-se, essencialmente, à redução<br />

das quantida<strong>de</strong>s vendidas.<br />

Em 2011, o sector da construção da ilha <strong>de</strong> Santiago <strong>de</strong>verá<br />

estabilizar, perspectivando-se que as nossas operações<br />

tenham um comportamento semelhante ao conseguido<br />

em 2010.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

28<br />

8. ORGANIZAÇÃO CORPORATIVA<br />

Tendo em vista o <strong>de</strong>senvolvimento sustentado da <strong>Secil</strong> foram<br />

criados Departamentos <strong>de</strong> âmbito Corporativo que,<br />

em conjunto com os outros já existentes, visam apoiar a<br />

expansão dos negócios, promover o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong><br />

novos produtos e preparar a organização e os colaboradores<br />

para se integrarem a<strong>de</strong>quadamente na estratégia<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong>finida.<br />

8.1. DEVL – DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS<br />

Destina-se essencialmente a i<strong>de</strong>ntificar e concretizar<br />

oportunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> negócio nos diferentes países para<br />

on<strong>de</strong> a <strong>Secil</strong> preten<strong>de</strong> expandir a sua activida<strong>de</strong>.<br />

8.2. CDAC – CENTRO DE DESENVOLVIMENTO E APLI-<br />

CAÇÕES DE CIMENTO<br />

Tem por objectivo incentivar a activida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Investigação<br />

e Desenvolvimento na área dos produtos cimentícios.<br />

Coor<strong>de</strong>na as activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong><br />

produto, é responsável pela avaliação da performance<br />

e qualida<strong>de</strong> do cimento e colabora no apoio técnico<br />

a clientes.<br />

Em 2010 <strong>de</strong>staca-se o apoio ao <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> novos<br />

produtos da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócio Portugal-Cimento (Cimento<br />

Cem II B-L 42,5), da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> negócios Portugal-<br />

Argamassas (pavimento Scala e nova gama <strong>de</strong> cimentos<br />

cola) e da Viroc (Viroc acústico e Viroc resistente ao fogo)<br />

e o apoio técnico ao projecto e construção <strong>de</strong> várias obras<br />

relevantes, nomeadamente a Fundação Champalimaud,<br />

o Palácio da Justiça <strong>de</strong> Gouveia, o Museu dos Coches e a<br />

reabilitação do edifício do Banco <strong>de</strong> Portugal.<br />

8.3. DORG - DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL<br />

Dando continuida<strong>de</strong> à aplicação das melhores práticas<br />

<strong>de</strong> <strong>gestão</strong> e <strong>de</strong>senvolvimento das pessoas, foram prosseguidas<br />

várias iniciativas, das quais se <strong>de</strong>stacam:<br />

Início do Programa <strong>de</strong> Desenvolvimento <strong>de</strong> Lí<strong>de</strong>res e<br />

Gestores do Grupo <strong>Secil</strong>, com a colaboração da Universida<strong>de</strong><br />

Católica Portuguesa, da Universida<strong>de</strong> Nova <strong>de</strong><br />

Lisboa e do Instituto Superior <strong>de</strong> Ciências do Trabalho e<br />

da Empresa. No programa <strong>de</strong> 2010 participaram cerca<br />

<strong>de</strong> 30 pessoas.<br />

O “Programa Trainees <strong>Secil</strong>” <strong>de</strong>stinado a formar jovens recém-licenciados,<br />

<strong>de</strong> elevado potencial, com formação<br />

académica em áreas fundamentais para o <strong>de</strong>senvolvimento<br />

dos vários negócios, através <strong>de</strong> um programa intensivo e<br />

transversal com o objectivo <strong>de</strong> virem a integrar o Grupo.<br />

Salienta-se a conclusão do “Programa Trainees 2009/2010”<br />

sendo que os jovens quadros foram já integrados nas diferentes<br />

áreas operacionais. Em Novembro iniciou-se o<br />

“Programa Trainees 2010/2011”.<br />

Início do levantamento e revisão da estrutura organizacional<br />

da Área Cimento e da revisão dos “Descritivos <strong>de</strong><br />

Funções dos Quadros” tendo por objectivo sistematizar e<br />

actualizar as responsabilida<strong>de</strong>s das diferentes unida<strong>de</strong>s<br />

da organização. Na sequência <strong>de</strong>ste trabalho iniciou-se<br />

o <strong>de</strong>senho <strong>de</strong> um plano <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> <strong>de</strong> carreiras.<br />

8.4. CTEC – CENTRO TÉCNICO CORPORATIVO<br />

Tem por objectivo a coor<strong>de</strong>nação dos investimentos, o<br />

apoio técnico, a formação profissional e a promoção e<br />

<strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> benchmarketing entre fábricas com<br />

vista à generalização das boas práticas. São <strong>de</strong> realçar<br />

as seguintes acções:<br />

Na área dos investimentos, o início do projecto <strong>de</strong> valorização<br />

das cinzas das centrais <strong>de</strong> biomassa e das cinzas<br />

<strong>de</strong> cinzeiros nas fábricas Maceira-Liz e <strong>Secil</strong>-Outão, a melhoria<br />

dos sistemas <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> da expedição <strong>de</strong> produto<br />

nas fábricas Maceira-Liz e Cibra-Pataias e o arranque do<br />

projecto do sequestro do CO 2 (micro-algas) na fábrica<br />

Cibra-Pataias.<br />

Na área da formação técnica, a realização do seminário<br />

<strong>de</strong> Processo e Qualida<strong>de</strong> no Centro <strong>de</strong> Formação da<br />

Maceira-Liz e o início do curso <strong>de</strong> formação nível II <strong>de</strong>stinado<br />

aos quadros.<br />

Na área do Desenvolvimento Industrial, o apoio às fábrica<br />

do Lobito e da Sibline, a conclusão do diagnóstico<br />

da biodiversida<strong>de</strong> nas fábricas Maceira-Liz (fauna) e<br />

Cibra-Pataias (fauna e flora) e a conclusão da 2ª fase do<br />

Plano <strong>de</strong> Acção <strong>de</strong>stinado à implantação <strong>de</strong> mo<strong>de</strong>los<br />

<strong>de</strong> <strong>gestão</strong> e monitorização da biodiversida<strong>de</strong> na fábrica<br />

<strong>Secil</strong>-Outão e o início dos projectos para utilização <strong>de</strong><br />

combustíveis <strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> resíduos sólidos urbanos e <strong>de</strong><br />

lamas da ETAR como combustíveis alternativos.<br />

8.5. CTRI – CONTROLO INTERNO<br />

Salienta-se a realização <strong>de</strong> auditorias internas às unida<strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong> negócio Angola-Cimento e Portugal Betões<br />

e Inertes e <strong>de</strong> auditorias <strong>de</strong> seguimento às unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />

negócio Portugal-Cimento e Tunísia-Cimento.<br />

Foram elaborados os novos manuais <strong>de</strong> controlo interno<br />

para os processos <strong>de</strong> tesouraria e risco financeiro da unida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> negócio Portugal-Cimento.<br />

8.6. SSTR – SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO<br />

Tem por objectivo <strong>de</strong>finir e propor as estratégias e políticas<br />

nas áreas da saú<strong>de</strong> e da segurança no trabalho.<br />

Para esse fim está implantado um sistema <strong>de</strong> reporting,<br />

avaliação e seguimento dos aci<strong>de</strong>ntes que envolve as<br />

unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> negócio e os empreiteiros que regularmente<br />

prestam serviços.<br />

Em 2010, a evolução dos indicadores <strong>de</strong> sinistralida<strong>de</strong> foi<br />

positiva e no sentido pretendido. Sublinha-se, em particular,<br />

o facto <strong>de</strong> não ter ocorrido qualquer aci<strong>de</strong>nte mortal<br />

o que acontece pelo segundo ano consecutivo.<br />

Prosseguiu-se a implantação das “Recomendações <strong>de</strong><br />

Boas Práticas <strong>de</strong> Segurança do Grupo <strong>Secil</strong>” <strong>de</strong>stinadas<br />

à prevenção <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>ntes fatais sendo que o nível <strong>de</strong><br />

implantação atingido no final do ano era <strong>de</strong> 71%.<br />

Foram também executadas acções para solucionar as<br />

não conformida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>tectadas na aplicação da “Directiva<br />

<strong>de</strong> Equipamentos”.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

PORMENOR<br />

DO HOSPITAL<br />

DE BRAGA<br />

29


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

30<br />

8.7. COMP – DIRECÇÃO DE COMPRAS<br />

Tem por objectivo garantir a harmonização e consolidação<br />

dos processos <strong>de</strong> compra <strong>de</strong> materiais, bens e serviços,<br />

assegurando a criação <strong>de</strong> valor através da redução<br />

dos custos operacionais, da negociação <strong>de</strong> melhores<br />

condições comerciais com os fornecedores e da optimização<br />

dos processos <strong>de</strong> aprovisionamento.<br />

Proce<strong>de</strong>u-se à introdução e aprovação <strong>de</strong> novos fornecedores<br />

com os quais se estabeleceram relações <strong>de</strong><br />

parceria. A preparação <strong>de</strong> concursos para celebração<br />

<strong>de</strong> acordos <strong>de</strong> fornecimento <strong>de</strong> materiais a diferentes<br />

unida<strong>de</strong>s do Grupo obrigou à revisão, proposta <strong>de</strong> uniformização<br />

e aprovação <strong>de</strong> algumas especificações<br />

técnicas.<br />

Em termos organizacionais, proce<strong>de</strong>u-se à reestruturação<br />

das áreas <strong>de</strong> aprovisionamentos das fábricas <strong>de</strong><br />

cimento portuguesas, através da criação <strong>de</strong> duas estruturas<br />

– compras e aprovisionamentos – com responsabilida<strong>de</strong>s<br />

unificadas <strong>de</strong> <strong>gestão</strong>.<br />

9. ÁREA FINANCEIRA<br />

9.1. GESTÃO DE RECURSOS FINANCEIROS<br />

Manteve-se a disponibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> várias linhas <strong>de</strong> crédito,<br />

<strong>de</strong> curto e longo prazo, <strong>de</strong>stinadas a assegurar o financiamento<br />

da activida<strong>de</strong> normal bem como potenciais<br />

investimentos. Em Dezembro, o total <strong>de</strong> linhas <strong>de</strong> financiamento<br />

contratadas ascendia a cerca <strong>de</strong> Euros 514<br />

milhões.<br />

9.2. GESTÃO DE RISCOS<br />

O ano ficou marcado pela dificulda<strong>de</strong> <strong>de</strong> financiamento<br />

da economia nacional junto do exterior. Para além da subida<br />

das taxas <strong>de</strong> juro da dívida pública, o sistema bancário<br />

revelou fortes restrições na concessão <strong>de</strong> crédito e<br />

um profundo agravamento dos “spreads”. Em termos <strong>de</strong><br />

taxas <strong>de</strong> referência, o Banco Central Europeu manteve<br />

a taxa <strong>de</strong> cedência <strong>de</strong> liqui<strong>de</strong>z aos bancos no mínimo<br />

histórico <strong>de</strong> 1,00%.<br />

A taxa Euribor a 3 meses, in<strong>de</strong>xante mais relevante para a<br />

dívida do Grupo, passou <strong>de</strong> 0,701% no início do ano para<br />

1,06% no final.<br />

No mercado cambial, as cotações mais relevantes para<br />

a <strong>Secil</strong> continuaram a revelar uma elevada volatilida<strong>de</strong><br />

ao longo do ano, em particular a taxa Eur/Usd e, em menor<br />

grau, a taxa Eur/Tnd.<br />

O mercado <strong>de</strong> licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> CO 2 ficou marcado<br />

por uma relativa estabilida<strong>de</strong>, com os preços das<br />

licenças <strong>de</strong> emissão na União Europeia - EUAs - a oscilarem<br />

entre Euros 12,5 e 16,5, cotando-se a cerca <strong>de</strong> Euros<br />

13,75 por tonelada no final do ano.<br />

Risco cambial<br />

Prosseguiu-se a política <strong>de</strong> maximização do potencial <strong>de</strong><br />

cobertura natural da exposição cambial, via compensação<br />

dos fluxos cambiais intra-Grupo. Relativamente ao<br />

Usd, principal divisa <strong>de</strong> exposição, o hedging natural ultrapassou<br />

os 90%.<br />

Risco <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro<br />

Em 2009 foi contratada pela SBI uma cobertura <strong>de</strong> risco<br />

<strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro relativa a um Empréstimo Obrigacionista<br />

<strong>de</strong> Euros 40 milhões com vencimento em 2017. A referida<br />

cobertura teve início em Outubro <strong>de</strong> 2010 e permite<br />

eliminar a incerteza relativamente ao custo do referido<br />

financiamento. O valor <strong>de</strong> mercado <strong>de</strong>sta operação, a<br />

31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010, era negativo em cerca <strong>de</strong> Euros<br />

2,6 milhões.<br />

A exposição do Grupo <strong>Secil</strong> ao risco <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro no<br />

final do ano <strong>de</strong> 2010 era reduzida, sendo que a dívida<br />

em Euros a taxa variável (não coberta) representava, no<br />

período, cerca <strong>de</strong> 20% do total.<br />

Risco das licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> carbono<br />

Na sequência da alocação dos direitos <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong><br />

CO 2 para a 2ª fase do EU-ETS, que vigora entre 2008 e<br />

2012, efectuaram-se operações <strong>de</strong> cobertura do respectivo<br />

risco <strong>de</strong> preço.<br />

9.3. FUNDOS DE PENSÕES<br />

Em Setembro, o Instituto <strong>de</strong> Seguros <strong>de</strong> Portugal aprovou<br />

um conjunto <strong>de</strong> alterações aos Fundos <strong>de</strong> Pensões do<br />

Grupo <strong>Secil</strong>, que se traduziram na fusão por incorporação<br />

dos três Fundos <strong>de</strong> Pensões (<strong>Secil</strong>, CMP e Unibetão)<br />

no novo Fundo <strong>de</strong> Pensões e na implementação <strong>de</strong> um<br />

Plano <strong>de</strong> Contribuição Definida, em paralelo com o anterior<br />

Plano <strong>de</strong> Benefício Definido.<br />

O Fundo <strong>de</strong> Pensões do Grupo <strong>Secil</strong> manteve a adopção<br />

<strong>de</strong> uma política <strong>de</strong> investimento conservadora. A repartição<br />

dos activos do Fundo <strong>de</strong> Pensões no final do ano era<br />

a seguinte: 30% em obrigações do tesouro, 53% em outras<br />

obrigações, 9% em acções e 8% em liqui<strong>de</strong>z.<br />

A rentabilida<strong>de</strong> do Fundo <strong>de</strong> Pensões <strong>de</strong>s<strong>de</strong> a sua<br />

criação em Setembro <strong>de</strong> 2010 foi a seguinte: Plano Benefício<br />

Definido (-3,7%), Plano Contribuição Definida<br />

Ultra-Conservador (-0,0%), Plano Contribuição Definida<br />

Conservador (-1,1%) e Plano Contribuição Definida Dinâmico<br />

(+3,2%). Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 os Fundos<br />

<strong>de</strong> Pensões apresentavam, no conjunto, uma situação<br />

financeira <strong>de</strong>ficitária <strong>de</strong> Euros 0,8 milhões relativamente<br />

às responsabilida<strong>de</strong>s actuariais calculadas por entida<strong>de</strong>s<br />

in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes e reportadas à mesma data.


9.4. DESENVOLVIMENTOS RECENTES<br />

Em finais <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 a <strong>Secil</strong> celebrou um contrato<br />

com vista à aquisição da totalida<strong>de</strong> do capital da<br />

socieda<strong>de</strong> Lafarge Betões, S.A. que opera no mercado<br />

dos betões e dos inertes em Portugal. O negócio aguarda<br />

aprovação por parte da Autorida<strong>de</strong> da Concorrência<br />

para se concretizar.<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

Proposta <strong>de</strong> aplicação <strong>de</strong> resultados<br />

31<br />

Os resultados líquidos do período da <strong>Secil</strong> – Companhia<br />

Geral <strong>de</strong> Cal e Cimento, S.A. são <strong>de</strong> Euros 47 343 517, estando<br />

disponíveis para aplicação divi<strong>de</strong>ndos no valor <strong>de</strong><br />

Euros 28 753 968,60.<br />

O Conselho <strong>de</strong> Administração propõe a seguinte aplicação<br />

<strong>de</strong> resultados:<br />

RESERVA LEGAL EUROS 2.367.175,85<br />

Divi<strong>de</strong>ndo <strong>de</strong> Euros 0,59 por acção às 48 735 540 acções em circulação num total <strong>de</strong><br />

(excluem-se as 2 896 560 acções <strong>de</strong>tidas pela própria <strong>Secil</strong> – Companhia Geral <strong>de</strong> Cal e<br />

Cimento, S.A. e as 1 287 900 acções <strong>de</strong>tidas pelas subsidiárias CMP – Cimentos Maceira e<br />

Pataias, S.A. e Hewbol, SGPS, Lda.)<br />

RESERVAS LIVRES<br />

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO<br />

OUTÃO 31 DE MAIO DE 2011<br />

Presi<strong>de</strong>nte<br />

Pedro Mendonça <strong>de</strong> Queiroz Pereira<br />

Vogais<br />

Francisco José Melo e Castro Gue<strong>de</strong>s<br />

Carlos Alberto Me<strong>de</strong>iros <strong>de</strong> Abreu<br />

Sérgio António Alves Martins<br />

Gonçalo <strong>de</strong> Castro Salazar Leite<br />

João Carlos Ven<strong>de</strong>irinho Almeida<br />

Anthony Creedon<br />

Joaquim Dias Cardoso<br />

José Alfredo <strong>de</strong> Almeida Honório<br />

Mário José <strong>de</strong> Matos Valadas<br />

Anthony O’Loghlen<br />

Henry Morris<br />

Sebastián Alegre Rossello<br />

Jim Mintern<br />

Friedrich Frank Heisterkamp<br />

Euros 28 753 968,60<br />

Euros 16 222 372,55


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

32<br />

DEMONSTRAÇÕES<br />

FINANCEIRAS CONSOLIDADAS


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

1. BALANÇO CONSOLIDADO<br />

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 (VALORES EM EUROS) NOTA 31/12/2010 31/12/2009<br />

ACTIVO<br />

Activo não corrente<br />

Activos fixos tangíveis 11 411.388.680 414.632.289<br />

Proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento 13 1.345.533 1.364.887<br />

Goodwill 10 122.439.292 123.013.958<br />

Activos intangíveis 14 5.844.955 1.985.119<br />

Participações financeiras - método da equivalência patrimonial 15 2.986.942 3.383.059<br />

Outras contas a receber 19 2.072.155 2.173.251<br />

Activos por impostos diferidos 16 14.261.094 12.938.727<br />

Outros activos financeiros 17 2.338.533 3.470.480<br />

Activo corrente<br />

562.677.184 562.961.770<br />

Inventários 18 100.387.874 80.427.248<br />

Clientes 19 75.880.269 82.035.770<br />

Adiantamentos a fornecedores 25 1.879.552 1.518.550<br />

Estado e outros entes públicos 26 7.189.161 7.392.839<br />

Outras contas a receber 19 6.467.303 8.690.723<br />

Diferimentos 20 1.503.108 1.348.145<br />

Caixa e <strong>de</strong>pósitos bancários 19 70.543.290 66.265.538<br />

263.850.557 247.678.813<br />

Total do activo 826.527.741 810.640.583<br />

CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO<br />

Capital próprio<br />

Capital realizado 21 264.600.000 264.600.000<br />

Acções próprias 21 (22.609.745) (22.609.745)<br />

Reservas legais 21 37.166.813 33.659.135<br />

Outras reservas 21 113.146.571 83.518.028<br />

Resultados transitados 29.881.671 28.757.391<br />

Exce<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong> revalorização 21 14.936.045 15.143.735<br />

Outras variações no capital próprio 21 (68.851.124) (73.908.060)<br />

368.270.231 329.160.484<br />

Resultado consolidado líquido do período 47.343.517 70.113.795<br />

415.613.748 399.274.279<br />

Interesses minoritários 6 67.489.518 62.129.585<br />

Total do capital próprio 483.103.266 461.403.864<br />

PASSIVO<br />

Passivo não corrente<br />

Provisões 22 16.295.071 15.581.532<br />

Accionistas/sócios 37 997.202 2.668.926<br />

Financiamentos obtidos 24 121.442.304 53.898.833<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por benefícios pós-emprego 23 23.581.415 22.091.845<br />

Passivos por impostos diferidos 16 41.462.753 42.239.469<br />

Outras contas a pagar 24 1.813.050 373.833<br />

Outros passivos financeiros 39 2.448.814 658.402<br />

208.040.609 137.512.840<br />

Passivo corrente<br />

Fornecedores 24 38.874.693 37.540.063<br />

Adiantamentos <strong>de</strong> clientes 25 1.765.061 1.099.429<br />

Estado e outros entes públicos 26 32.713.085 33.410.028<br />

Accionistas/sócios 37 1.372.100 1.360.737<br />

Financiamentos obtidos 24 24.831.649 107.174.713<br />

Outras contas a pagar 24 35.706.893 31.084.040<br />

Diferimentos 27 120.385 54.869<br />

135.383.866 211.723.879<br />

Total do Passivo 343.424.475 349.236.719<br />

Total do capital próprio e do passivo 826.527.741 810.640.583<br />

33


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

34<br />

2. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS<br />

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 (VALORES EM EUROS) NOTA 31/12/2010 31/12/2009<br />

Vendas e serviços prestados<br />

Ganhos e (perdas) imputados <strong>de</strong> associadas e empreendimen-<br />

28 535.818.904 572.231.001<br />

tos conjuntos 29 (631.041) 24.309<br />

Variação nos inventários da produção 226.823 (5.882.545)<br />

Trabalhos para a própria entida<strong>de</strong> 124.678 686.802<br />

Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas (142.181.274) (149.150.242)<br />

Fornecimentos e serviços externos 30 (182.786.829) (185.433.684)<br />

Gastos com o pessoal 31 (82.599.838) (80.762.711)<br />

Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> inventários ((perdas)/reversões) 18 (774.189) 323.764<br />

Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> dívidas a receber ((perdas)/reversões)<br />

Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> investimentos não <strong>de</strong>preciáveis/amortizáveis<br />

19 (2.834.092) (1.390.437)<br />

((perdas)/reversões) - 445.668<br />

Provisões ((aumentos)/reduções) 22 (141.473) 771.089<br />

Outros rendimentos e ganhos 32 45.216.054 37.251.188<br />

Outros gastos e perdas<br />

Resultado antes <strong>de</strong> <strong>de</strong>preciações, gastos <strong>de</strong><br />

33 (9.563.231) (9.801.110)<br />

financiamento e impostos 159.874.492 179.313.092<br />

(Gastos)/reversões <strong>de</strong> <strong>de</strong>preciação e <strong>de</strong> amortização<br />

Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> activos <strong>de</strong>preciáveis/amortizáveis<br />

34 (81.929.916) (77.921.399)<br />

((perdas)/reversões)<br />

Resultado operacional (antes <strong>de</strong> gastos<br />

- -<br />

<strong>de</strong> financiamento e impostos) 77.944.576 101.391.693<br />

Juros e rendimentos similares obtidos 35 2.740.126 2.896.095<br />

Juros e gastos similares suportados 35 (7.637.845) (8.663.194)<br />

Resultado antes <strong>de</strong> impostos 73.046.857 95.624.594<br />

Imposto sobre o rendimento 16 (16.553.189) (12.892.420)<br />

Resultado consolidado líquido do período 56.493.668 82.732.174<br />

Resultado consolidado líquido do período atribuível a:<br />

Detentores do capital da empresa-mãe 36 47.343.517 70.113.795<br />

Interesses minoritários 6 9.150.151 12.618.379<br />

56.493.668 82.732.174<br />

Resultado básico por acção 0,97 1,44


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

ESCOLA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE<br />

UNIVERSIDADE DO MINHO<br />

BRAGA<br />

35


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

36<br />

3. DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS CONSOLIDADOS<br />

DE 1 DE JANEIRO DE 2010 A 31 DE DEZEMBRO DE 2010<br />

VALORES EM EUROS<br />

NOTAS<br />

CAPITAL<br />

REALIZADO<br />

(NOTA 21.1)<br />

ACÇÕES<br />

PRÓPRIAS<br />

(NOTA 21.1)<br />

RESERVAS<br />

LEGAIS<br />

(NOTA 21.2)<br />

Posição no início do período 2010 264.600.000 (22.609.745) 33.659.135<br />

Alterações no período:<br />

Exce<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> revalorização <strong>de</strong> activos fixos tangíveis<br />

Realização do exce<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> revalorização 21.4 - - -<br />

Imposto diferido 21.4 - - -<br />

Diferenças <strong>de</strong> conversão <strong>de</strong> <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

Reserva <strong>de</strong> justo valor <strong>de</strong> <strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> cobertura<br />

Movimento nas reservas <strong>de</strong> justo valor <strong>de</strong> <strong>de</strong>rivados<br />

21.5.1 - - -<br />

<strong>de</strong> cobertura no período 39 - - -<br />

Imposto diferido<br />

Desvios e alterações <strong>de</strong> pressupostos em estudos<br />

actuariais<br />

Movimento nos <strong>de</strong>svios e pressupostos actuariais no<br />

- - -<br />

período 21.5.2 - - -<br />

Imposto diferido<br />

Subsídios do Governo<br />

- - -<br />

Subsídios ao investimento 21.5.3 - - -<br />

Subsídios por licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com efeitos <strong>de</strong> estufa 21.5.3 - - -<br />

Imposto diferido - - -<br />

Efeito <strong>de</strong> aquisição / alienação <strong>de</strong> participadas<br />

Outras alterações reconhecidas no capital próprio:<br />

Transferência do resultado líquido do período <strong>de</strong> 2009<br />

- - -<br />

para reservas 21.6 - - 3.507.678<br />

Resultado líquido do período<br />

Resultado integral<br />

Operações com <strong>de</strong>tentores <strong>de</strong> capital no período<br />

- - 3.507.678<br />

Distribuição do resultado do período <strong>de</strong> 2009 21.6 - - -<br />

- - -<br />

Posição no fim do período 2010 264.600.000 (22.609.745) 37.166.813


OUTRAS<br />

RESERVAS<br />

(NOTA 21.3)<br />

CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍDO AOS DETENTORES DO CAPITAL DA EMPRESA-MÃE<br />

RESULTADOS<br />

TRANSITADOS<br />

EXCEDENTES DE<br />

REVALORIZAÇÃO<br />

(NOTA 21.4)<br />

OUTRAS<br />

VARIAÇÕES<br />

NO CAPITAL<br />

PRÓPRIO<br />

(NOTA 21.5)<br />

RESULTADO<br />

LÍQUIDO DO<br />

PERÍODO<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

INTERESSES<br />

MINORITÁRIOS<br />

(NOTA 6.2)<br />

83.518.028 28.757.391 15.143.735 (73.908.060) 70.113.795 399.274.279 62.129.585 461.403.864<br />

- 243.094 (243.094) - - - - -<br />

- (32.088) 35.404 - - 3.316 2.488 5.804<br />

- - - 4.805.152 - 4.805.152 3.768.480 8.573.632<br />

- - - (466.093) - (466.093) - (466.093)<br />

- - - 76.122 - 76.122 - 76.122<br />

- - - (1.654.106) - (1.654.106) 76.674 (1.577.432)<br />

- - - 485.794 - 485.794 (14.816) 470.978<br />

- - - (1.147.918) - (1.147.918) (65.551) (1.213.469)<br />

- - - 3.856.125 - 3.856.125 3.709 3.859.834<br />

- - - (898.140) - (898.140) 12.711 (885.429)<br />

- - - - - - (125.146) (125.146)<br />

29.628.543 (39.772) - - (33.096.449) - - -<br />

29.628.543 171.234 (207.690) 5.056.936 (33.096.449) 5.060.252 3.658.549 8.718.801<br />

47.343.517 47.343.517 9.150.151 56.493.668<br />

52.403.769 12.808.700 65.212.469<br />

- 953.046 - - (37.017.346) (36.064.300) (7.448.767) (43.513.067)<br />

- 953.046 - - (37.017.346) (36.064.300) (7.448.767) (43.513.067)<br />

113.146.571 29.881.671 14.936.045 (68.851.124) 47.343.517 415.613.748 67.489.518 483.103.266<br />

TOTAL<br />

37<br />

TOTAL DO<br />

CAPITAL<br />

PRÓPRIO


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

38<br />

DE 1 DE JANEIRO DE 2009 A 31 DE DEZEMBRO DE 2009<br />

VALORES EM EUROS<br />

NOTAS<br />

CAPITAL<br />

REALIZADO<br />

(NOTA 21.1)<br />

ACÇÕES<br />

PRÓPRIAS<br />

(NOTA 21.1)<br />

RESERVAS<br />

LEGAIS<br />

(NOTA 21.2)<br />

Posição no início do período 2009<br />

Alterações no período:<br />

Primeira adopção <strong>de</strong> novo referencial contabilístico:<br />

264.600.000 (22.609.745) 30.520.295<br />

Alterações efectuadas a 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2009<br />

Ajustamentos por impostos diferidos efectuados<br />

2 - - -<br />

a 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2009 2 - - -<br />

Alterações efectuadas no período 2 - - -<br />

Ajustamentos por impostos diferidos no período<br />

Exce<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> revalorização <strong>de</strong> activos fixos tangíveis<br />

2 - - -<br />

Realização do exce<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> revalorização 21.4 - - -<br />

Imposto diferido 21.4 - - -<br />

Diferenças <strong>de</strong> conversão <strong>de</strong> <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

Reserva <strong>de</strong> justo valor <strong>de</strong> <strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> cobertura<br />

Transf. das reservas justo valor <strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> cobertura<br />

21.5.1 - - -<br />

para outras variações capital próprio<br />

Movimento nas reservas <strong>de</strong> justo valor <strong>de</strong> <strong>de</strong>rivados<br />

- - -<br />

<strong>de</strong> cobertura no período 39 - - -<br />

Imposto diferido<br />

Desvios e alterações <strong>de</strong> pressupostos em estudos actuariais<br />

Movimento nos <strong>de</strong>svios e pressupostos actuariais<br />

- - -<br />

no período 21.5.2 - - -<br />

Imposto diferido - - -<br />

Efeito <strong>de</strong> aquisição / alienação <strong>de</strong> participadas<br />

Outras alterações reconhecidas no capital próprio:<br />

Transferência do resultado líquido do período<br />

- - -<br />

<strong>de</strong> 2008 para reservas 21.6 - - 3.138.840<br />

Resultado líquido do período<br />

Resultado integral<br />

Operações com <strong>de</strong>tentores <strong>de</strong> capital no período<br />

- - 3.138.840<br />

Distribuição do resultado do período <strong>de</strong> 2008 21.6 - - -<br />

Distribuição <strong>de</strong> reservas 21.6 - - -<br />

- - -<br />

Posição no fim do período 2009 264.600.000 (22.609.745) 33.659.135


OUTRAS<br />

RESERVAS<br />

(NOTA 21.3)<br />

CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍDO AOS DETENTORES DO CAPITAL DA EMPRESA-MÃE<br />

RESULTADOS<br />

TRANSITADOS<br />

EXCEDENTES DE<br />

REVALORIZAÇÃO<br />

(NOTA 21.4)<br />

OUTRAS<br />

VARIAÇÕES<br />

NO CAPITAL<br />

PRÓPRIO<br />

(NOTA 21.5)<br />

RESULTADO<br />

LÍQUIDO DO<br />

PERÍODO<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

INTERESSES<br />

MINORITÁRIOS<br />

(NOTA 6.2)<br />

86.409.378 29.449.278 15.355.280 (73.303.782) 62.776.790 393.197.494 57.429.062 450.626.556<br />

- (831.439) - 6.332.830 - 5.501.391 203.632 5.705.023<br />

- 262.451 - (1.738.671) - (1.476.220) (37.421) (1.513.641)<br />

- - - 82.018 - 82.018 (18.415) 63.603<br />

- - - (6.295) - (6.295) 4.210 (2.085)<br />

- 243.716 (243.716) - - - - -<br />

- (32.171) 32.171 - - - - -<br />

- - - (7.468.487) - (7.468.487) (2.187.844) (9.656.331)<br />

- (2.616.781) - 2.616.781 - - - -<br />

- - - 352.900 - 352.900 - 352.900<br />

- 693.446 - (786.965) - (93.519) - (93.519)<br />

- (28.550) - 8.768 - (19.782) 45.698 25.916<br />

- 7.566 - 2.843 - 10.409 (8.456) 1.953<br />

- - - - - - (216.822) (216.822)<br />

17.618.260 - - - (20.757.100) - - -<br />

17.618.260 (2.301.762) (211.545) (604.278) (20.757.100) (3.117.585) (2.215.418) (5.333.003)<br />

70.113.795 70.113.795 12.618.379 82.732.174<br />

66.996.210 10.402.961 77.399.171<br />

- 1.081.836 - - (42.019.690) (40.937.854) (5.702.438) (46.640.292)<br />

(20.509.610) 528.039 - - - (19.981.571) - (19.981.571)<br />

(20.509.610) 1.609.875 - - (42.019.690) (60.919.425) (5.702.438) (66.621.863)<br />

83.518.028 28.757.391 15.143.735 (73.908.060) 70.113.795 399.274.279 62.129.585 461.403.864<br />

TOTAL<br />

39<br />

TOTAL DO<br />

CAPITAL<br />

PRÓPRIO


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

40<br />

4. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS<br />

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009<br />

VALORES EM EUROS NOTAS 31/12/2010 31/12/2009<br />

FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES OPERACIONAIS<br />

Recebimentos <strong>de</strong> clientes 613.036.856 643.006.649<br />

Pagamentos a fornecedores (393.809.824) (382.624.929)<br />

Pagamentos ao pessoal (54.575.222) (53.857.581)<br />

Caixa gerada pelas operações 164.651.810 206.524.139<br />

(Pagamentos)/recebimentos do imposto sobre o rendimento (14.012.013) (16.195.469)<br />

Outros (pagamentos)/recebimentos (51.867.171) (57.998.585)<br />

Fluxos <strong>de</strong> caixa das activida<strong>de</strong>s operacionais (1) 98.772.626 132.330.085<br />

FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO<br />

Pagamentos respeitantes a:<br />

Activos fixos tangíveis (39.988.165) (27.057.227)<br />

Investimentos financeiros (1.245.706) (9.334.813)<br />

Saldos <strong>de</strong> caixa e equivalentes por variação <strong>de</strong> perímetro - 41.562<br />

(41.233.871) (36.350.478)<br />

Recebimentos provenientes <strong>de</strong>:<br />

Activos fixos tangíveis 3.269.834 171.055<br />

Subsídios <strong>de</strong> investimento 97.479 357.482<br />

Juros e ganhos similares 2.646.145 1.792.022<br />

Obrigações do tesouro - 4.417.992<br />

Divi<strong>de</strong>ndos 1.153.770 540<br />

7.167.228 6.739.091<br />

Fluxos <strong>de</strong> caixa das activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento (2) (34.066.643) (29.611.387)<br />

FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO<br />

Recebimentos provenientes <strong>de</strong>:<br />

Financiamentos obtidos 997.497.955 782.181.569<br />

997.497.955 782.181.569<br />

Pagamentos respeitantes a:<br />

Financiamentos obtidos (1.013.199.418) (786.795.049)<br />

Amortização <strong>de</strong> contratos <strong>de</strong> locação financeira (334.345) (145.592)<br />

Juros e gastos similares (4.824.117) (7.269.567)<br />

Divi<strong>de</strong>ndos (42.803.666) (66.886.080)<br />

(1.061.161.546) (861.096.288)<br />

Fluxos <strong>de</strong> caixa das activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> financiamento (3) (63.663.591) (78.914.719)<br />

VARIAÇÃO DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES (1)+(2)+(3) 1.042.392 23.803.979<br />

EFEITO DAS DIFERENÇAS DE CÂMBIO 3.421.092 (338.559)<br />

CAIXA E SEUS EQUIVALENTES NO INÍCIO DO PERÍODO 57.627.230 34.161.810<br />

CAIXA E SEUS EQUIVALENTES NO FIM DO PERÍODO 4 62.090.714 57.627.230


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

PORMENOR FABRIL,<br />

FÁBRICA CIBRA-PATAIAS,<br />

ALCOBAÇA<br />

41


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

44 1. Nota introdutória<br />

42<br />

5. ÍNDICE DAS NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS<br />

44 2. Referencial contabilístico <strong>de</strong> preparação<br />

das <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

48 3. Resumo das principais políticas<br />

contabilísticas<br />

48 3.1. Bases <strong>de</strong> apresentação<br />

49 3.2. Concentração <strong>de</strong> activida<strong>de</strong>s empresariais e<br />

princípios <strong>de</strong> consolidação<br />

49 3.2.1. Princípios <strong>de</strong> consolidação<br />

49 3.2.2.Investimentos financeiros em empresas<br />

controladas conjuntamente<br />

49 3.2.3. Investimentos financeiros em empresas<br />

associadas<br />

50 3.2.4. Concentração <strong>de</strong> activida<strong>de</strong>s empresariais<br />

50 3.2.5. Goodwill<br />

50 3.2.6. Conversão <strong>de</strong> <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

<strong>de</strong> entida<strong>de</strong>s estrangeiras<br />

51 3.3. Relato por segmentos<br />

51 3.4. Activos fixos tangíveis<br />

52 3.5. Locações<br />

52 3.6. Proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento<br />

52 3.7. Activos intangíveis - Direitos <strong>de</strong> emissão<br />

<strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa<br />

52 3.8. Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> activos fixos tangíveis<br />

e intangíveis excluindo Goodwill<br />

53 3.9. Imposto sobre o rendimento<br />

53 3.10. Inventários<br />

53 3.11. Activos e passivos financeiros<br />

54 3.11.1. Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> activos financeiros<br />

55 3.11.2. Desreconhecimento <strong>de</strong> activos<br />

e passivos financeiros<br />

55 3.12. Subsídios do Governo<br />

55 3.13. Saldos e transacções em moedas<br />

estrangeira<br />

55 3.14. Provisões<br />

56 3.15. Benefícios pós-emprego<br />

56 3.15.1. Planos <strong>de</strong> contribuição <strong>de</strong>finida<br />

56 3.15.2. Planos <strong>de</strong> benefício <strong>de</strong>finido<br />

56 3.16. Outros benefícios a longo prazo<br />

dos empregados<br />

56 3.17. Benefícios a curto prazo <strong>de</strong> em pregados<br />

56 3.18. Rédito<br />

57 3.19. Encargos financeiros com empréstimos obtidos<br />

57 3.20. Instrumentos financeiros <strong>de</strong>rivados<br />

e contabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cobertura<br />

58 3.21. Gestão <strong>de</strong> risco<br />

58 3.21.1. Factores <strong>de</strong> risco financeiro<br />

58 3.21.2. Factores <strong>de</strong> risco operacional<br />

60 3.22. Capital Social e acções próprias<br />

60 3.23. Distribuição <strong>de</strong> divi<strong>de</strong>ndos<br />

60 3.24. Juízos <strong>de</strong> valor críticos e principais fontes<br />

<strong>de</strong> incerteza associadas a estimativas<br />

61 3.25. Acontecimentos após a data do balanço<br />

61 4. Fluxos <strong>de</strong> caixa<br />

62 5. Relato por segmentos e réditos e serviços<br />

prestados por área geográfica <strong>de</strong> <strong>de</strong>stino<br />

62 5.1. Relato por segmentos<br />

66 5.2. Vendas e s erviços p restados p or s egmentos<br />

68 6. Investimentos em subsidiárias<br />

68 6.1. Subsidiárias<br />

71 6.2. Interesses minoritários<br />

72 7. Interesses em empreendimentos conjuntos<br />

72 8. Investimentos em associadas<br />

74 9. Alterações no perímetro <strong>de</strong> consolidação<br />

75 10. Goodwill<br />

76 11. Activos fixos tangíveis<br />

78 12. Locações<br />

78 12.1. Locações financeiras<br />

81 12.2. Locações operacionais<br />

82 13. Proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento<br />

83 14. Activos intangíveis<br />

84 15. Participações financeiras<br />

85 16. Imposto sobre o rendimento<br />

85 16.1. Imposto corrente<br />

88 16.2. Imposto diferido


92 17. Outros activos financeiros<br />

94 18. Inventários<br />

94 19. Activos financeiros<br />

94 19.1. Categorias <strong>de</strong> activos financeiros<br />

96 19.2. Activos financeiros - clientes<br />

96 19.3. Activos financeiros - outras contas a receber<br />

98 19.4. Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> dívidas a receber<br />

100 20. Diferimentos activos<br />

100 21. Capital próprio<br />

100 21.1. Capital realizado e acções próprias<br />

101 21.2. Reservas legais<br />

101 21.3. Outras reservas<br />

101 21.4. Exce<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> revalorização<br />

102 21.5. Outras variações no capital próprio<br />

102 21.5.1. Diferenças <strong>de</strong> conversão<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

102 21.5.2. Desvios e alterações <strong>de</strong> pressupostos<br />

actuariais<br />

104 21.5.3. Subsídios do Governo<br />

104 21.6. Aplicação do r esultado do p eríodo an terior<br />

105 22. Provisões<br />

105 23. Benefícios a empregados<br />

108 23.1. Benefícios pós-emprego<br />

Planos <strong>de</strong> contribuição <strong>de</strong>finida<br />

110 23.2. Benefícios pós-emprego<br />

- Planos <strong>de</strong> benefício <strong>de</strong>finido<br />

112 23.2.1. Caracterização dos planos <strong>de</strong><br />

benefícios <strong>de</strong>finidos<br />

113 23.2.2. Responsabilida<strong>de</strong>s e movimentos<br />

ocorridos no período comparativamente<br />

com o período anterior<br />

118 23.3. Benefícios <strong>de</strong> longo prazo<br />

120 24. Passivos financeiros<br />

120 24.1. Categorias <strong>de</strong> passivos financeiros<br />

120 24.2. Passivos financeiros - fornecedores<br />

120 24.3. P assivos fin anceiros – fin anciamentos ob tidos<br />

122 24.4. P assivos fin anceiros – ou tras c ontas a p agar<br />

123 25. Adiantamentos <strong>de</strong> clientes e a fornecedores<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

123 26. Estado e outros entes públicos<br />

124 27. Diferimentos passivos<br />

124 28. Vendas e serviços prestados<br />

124 29. Resultado apropriado <strong>de</strong> empresas<br />

associadas<br />

125 30. Fornecimentos e serviços externos<br />

125 31. Gastos com o pessoal<br />

126 32. Outros rendimentos e ganhos<br />

126 33. Outros gastos e perdas<br />

127 34. Gastos/reversões <strong>de</strong> <strong>de</strong>preciações<br />

e <strong>de</strong> amortizações<br />

127 35. Resultados financeiros líquidos<br />

127 36. Resultado por acção<br />

128 37. Partes relacionadas<br />

132 38. Riscos financeiros<br />

132 38.1. Risco cambial<br />

134 38.2. Risco <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro<br />

140 38.3. Risco <strong>de</strong> crédito<br />

141 38.4. Risco <strong>de</strong> liqui<strong>de</strong>z<br />

143 39. Justo valor dos instrumentos<br />

financeiros <strong>de</strong>rivados<br />

146 40. Dispêndios em matérias ambientais<br />

147 41. Custos com auditoria e revisão<br />

legal <strong>de</strong> contas<br />

148 42. Compromissos assumidos pelo Grupo<br />

148 42.1. Gar antias e ou tros c ompromissos fin anceiros<br />

148 42.2. Outros compromissos assumidos<br />

149 43. Activos contingentes<br />

149 44. Acontecimentos após a data do balanço<br />

43


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

44<br />

6. NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS<br />

DO PERÍODO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010<br />

(Nas presentes notas, todos os montantes são apresentados em Euros, salvo se indicado o contrário.)<br />

1. NOTA INTRODUTÓRIA<br />

O Grupo SECIL (Grupo) é constituído pela <strong>Secil</strong> – Companhia<br />

Geral <strong>de</strong> Cal e Cimento, S.A. (<strong>Secil</strong>) e Subsidiárias. A<br />

<strong>Secil</strong> foi constituída em 27 <strong>de</strong> Junho <strong>de</strong> 1918 e tem como<br />

activida<strong>de</strong> principal a fabricação e comercialização <strong>de</strong><br />

cimento, produzido na sua fábrica do Outão, Setúbal, e<br />

distribuído pelos diversos entrepostos comerciais presentes<br />

por todo o País.<br />

Se<strong>de</strong> Social<br />

Outão, Setúbal<br />

Capital Social<br />

Euros 264.600.000<br />

N.I.P.C.<br />

500 243 590<br />

A <strong>Secil</strong> li<strong>de</strong>ra um Grupo Empresarial com activida<strong>de</strong>s operacionais<br />

em Portugal, Tunísia, Espanha, Angola, França,<br />

Líbano e Cabo Ver<strong>de</strong>, <strong>de</strong>stacando-se: (i) a produção<br />

<strong>de</strong> cimento, através das suas subsidiárias, nas fábricas <strong>de</strong><br />

Maceira, Pataias, Gabès (Tunísia), Lobito (Angola) e Beirute<br />

(Líbano), (ii) a produção e comercialização <strong>de</strong> betão<br />

em Portugal, Tunísia e Líbano e (iii) a produção <strong>de</strong> inertes<br />

e exploração <strong>de</strong> pedreiras em Portugal e Cabo Ver<strong>de</strong>.<br />

Estas <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas foram<br />

aprovadas pelo Conselho <strong>de</strong> Administração na reunião<br />

<strong>de</strong> 31 <strong>de</strong> Maio <strong>de</strong> 2011.<br />

Contudo, as mesmas estão ainda sujeitas a aprovação<br />

pela Assembleia Geral <strong>de</strong> Accionistas, nos termos da<br />

legislação comercial em vigor em Portugal. O Conselho<br />

<strong>de</strong> Administração enten<strong>de</strong> que estas <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

consolidadas reflectem <strong>de</strong> forma verda<strong>de</strong>ira e<br />

apropriada as operações da Socieda<strong>de</strong> e das suas subsidiárias,<br />

bem como a sua posição consolidada, <strong>de</strong>sempenho<br />

financeiro e fluxos <strong>de</strong> caixa consolidados.<br />

2. REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARA-<br />

ÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS<br />

As <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas anexas foram<br />

preparadas no quadro das disposições em vigor em<br />

Portugal, vertidos no Decreto-Lei nº 158/2009, <strong>de</strong> 13 <strong>de</strong><br />

Julho, e <strong>de</strong> acordo com a estrutura conceptual, normas<br />

contabilísticas e <strong>de</strong> relato financeiro e normas interpretativas<br />

aplicáveis ao período findo em 31 <strong>de</strong> Dezembro<br />

<strong>de</strong> 2010.<br />

ADOPÇÃO PELA PRIMEIRA VEZ DAS NORMAS<br />

CONTABILÍSTICAS E DE RELATO FINANCEI-<br />

RO (“NCRF”)<br />

O Grupo adoptou as Normas Contabilísticas e <strong>de</strong> Relato<br />

Financeiro (“NCRF”) pela primeira vez em 2010, aplicando,<br />

para o efeito, a NCRF 3 – Adopção pela Primeira<br />

Vez das Normas Contabilísticas e <strong>de</strong> Relato Financeiro<br />

(NCRF). As NCRF foram aplicadas retrospectivamente<br />

para todos os períodos apresentados.<br />

A data <strong>de</strong> transição é 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2009, e o Grupo<br />

preparou o seu balanço <strong>de</strong> abertura a essa data, consi<strong>de</strong>rando<br />

as isenções e exclusões a outras normas existentes,<br />

permitidas pela NCRF 3.<br />

O Grupo alterou as <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas<br />

<strong>de</strong> 2009, preparadas e aprovadas <strong>de</strong> acordo com<br />

anterior referencial contabilístico em vigor em Portugal<br />

(Plano Oficial <strong>de</strong> Contabilida<strong>de</strong> – “POC”), <strong>de</strong> modo a<br />

que estas sejam comparáveis com as referentes a 2010.<br />

Paralelamente e <strong>de</strong> modo supletivo, o Grupo adoptou ainda<br />

a seguinte Norma Internacional <strong>de</strong> Relato Financeiro<br />

(IFRS – International Financial Reporting Standards) emitida<br />

pelo International Accounting Standard Board (IASB)<br />

e aprovada (“endorsed”) pela União Europeia:<br />

IFRS 8 – Segmentos Operacionais, emitida em Novembro<br />

<strong>de</strong> 2006 em substituição da IAS 14, para aplicação aos<br />

exercícios que se iniciem em ou após 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong><br />

2009. A sua adopção pela União Europeia ocorreu em 3<br />

<strong>de</strong> Novembro <strong>de</strong> 2008, ficando estabelecida a sua aplicação<br />

obrigatória para períodos iniciados em ou após 1<br />

<strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2009.


Os ajustamentos <strong>de</strong> transição para as NCRF com impacto<br />

no capital próprio do Grupo em 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2009<br />

e posteriormente em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009, e com<br />

impacto no resultado líquido do Grupo no período findo<br />

em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009 são, como se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

a) Subsídios do Governo não reembolsáveis – <strong>de</strong> acordo<br />

com a NCRF 22, os subsídios recebidos do Governo não<br />

reembolsáveis <strong>de</strong>verão ser registados directamente no<br />

capital próprio, continuando a ser reconhecidos numa<br />

base sistemática na <strong>de</strong>monstração dos resultados na<br />

mesma cadência em que são amortizados os activos<br />

subsidiados. O impacto <strong>de</strong>sta reclassificação ascen<strong>de</strong>u<br />

a Euros 4.595.715.<br />

b) Licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> CO 2 – na sequência da adopção<br />

do apêndice à NCRF 26, o Grupo passou a reconhecer<br />

os direitos <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com efeitos <strong>de</strong><br />

estufa, atribuídos gratuitamente, directamente no capital<br />

próprio como um subsídio. O reconhecimento do mesmo<br />

na <strong>de</strong>monstração <strong>de</strong> resultados continua a ocorrer<br />

aquando da emissão dos gases com efeito <strong>de</strong> estufa e<br />

<strong>de</strong> acordo com a respectiva amortização do activo intangível.<br />

A adopção <strong>de</strong>ste apêndice teve um impacto<br />

acumulado <strong>de</strong> Euros 1.985.121.<br />

c) Na data <strong>de</strong> transição para as NCRF, o Grupo passou<br />

a consi<strong>de</strong>rar pela primeira vez como componente dos<br />

activos fixos tangíveis a componente do custo do activo<br />

relativa à recuperação paisagística e ambiental a incorrer<br />

na recuperação das pedreiras, tal como previsto na<br />

NCRF 7 e na NCRF 26. Nesse sentido, o Grupo proce<strong>de</strong>u à<br />

reavaliação da sua responsabilida<strong>de</strong> total no <strong>de</strong>curso <strong>de</strong><br />

2009 com base nos últimos planos <strong>de</strong> lavra <strong>de</strong> pedreira<br />

EM 1/1/2009<br />

(DATA DA<br />

TRANSIÇÃO)<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

CAPITAL PRÓPRIO<br />

EM 31/12/2009<br />

(DATA DO ÚLTIMO<br />

RELATO EM POC)<br />

Referencial contabilístico - POC 450.626.556 457.191.831 82.773.041<br />

(a) Reclassificação <strong>de</strong> subsídios não reembolsáveis 5.919.590 4.595.715 -<br />

(b) Reclassificação das licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> CO , 2<br />

atribuídas a titulo gratuito<br />

(c) Reconhecimento do activo fixo tangível -<br />

597.645 1.985.121 -<br />

recuperação paisagística 3.723.827 3.585.245 (138.582)<br />

(c) Reconhecimento da provisão para recuperação paisagística (4.098.043) (4.035.435) 62.608<br />

(d) Desreconhecimento <strong>de</strong> activos fixos tangíveis (437.996) (406.669) 31.327<br />

5.705.023 5.723.977 (44.647)<br />

Efeito fiscal associado aos ajustamentos (1.513.641) (1.511.944) 3.780<br />

Total dos ajustamentos 4.191.382 4.212.033 (40.867)<br />

Referencial contabilístico - NCRF 454.817.938 461.403.864 82.732.174<br />

45<br />

RESULTADO DO<br />

PERÍODO 2009<br />

(DATA DO ÚLTIMO<br />

RELATO EM POC)<br />

aprovados pelas entida<strong>de</strong>s competentes e proce<strong>de</strong>u ao<br />

<strong>de</strong>sconto daquela responsabilida<strong>de</strong> para o momento<br />

inicial <strong>de</strong> arranque da exploração preconizado em cada<br />

estudo, recalculando as respectivas amortizações acumuladas<br />

e respectivo valor líquido contabilístico na data <strong>de</strong><br />

transição.<br />

Paralelamente, o Grupo proce<strong>de</strong>u também ao reconhecimento<br />

do passivo <strong>de</strong> carácter ambiental a incorrer nas<br />

várias fases <strong>de</strong> exploração das pedreiras tendo para o<br />

efeito <strong>de</strong>scontado aquela responsabilida<strong>de</strong> total apurada<br />

para a data da transição.<br />

A responsabilida<strong>de</strong> total acima referida foi <strong>de</strong>scontada<br />

com base numa taxa <strong>de</strong> 7,4%.<br />

Esta alteração <strong>de</strong> política teve um impacto <strong>de</strong> Euros<br />

3.585.245 no reconhecimento dos activos fixos tangíveis e <strong>de</strong><br />

Euros 4.035.435 no reconhecimento do passivo <strong>de</strong> carácter<br />

ambiental.<br />

d) Este ajustamento refere-se ao <strong>de</strong>sreconhecimento <strong>de</strong><br />

dispêndios efectuados com a recuperação ambiental e<br />

paisagística mas in<strong>de</strong>vidamente capitalizados <strong>de</strong> acordo<br />

com a NCRF 7 e NCRF 26.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

46<br />

Os efeitos, no balanço consolidado em 31 <strong>de</strong> Dezembro<br />

<strong>de</strong> 2009, <strong>de</strong>rivados da conversão das <strong>de</strong>monstrações<br />

financeiras preparadas <strong>de</strong> acordo com o POC para as<br />

VALORES EM EUROS<br />

POC<br />

<strong>de</strong>monstrações financeiras reexpressas em conformida<strong>de</strong><br />

com as NCRF, <strong>de</strong>talham-se como segue:<br />

AJUSTAMENTOS<br />

DE CONVERSÃO<br />

PARA NCRF<br />

RECLASSI-<br />

FICAÇÕES NCRF<br />

ACTIVO<br />

Activo não corrente<br />

Activos fixos tangíveis 412.293.193 3.388.065 (1.048.969) 414.632.289<br />

Proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento 315.918 - 1.048.969 1.364.887<br />

Goodwill 125.241.708 - (2.227.750) 123.013.958<br />

Activos intangíveis<br />

Participações financeiras - método<br />

31.535.654 (29.550.535) - 1.985.119<br />

da equivalência patrimonial 1.155.309 - 2.227.750 3.383.059<br />

Outras contas a receber 2.674.050 - (500.799) 2.173.251<br />

Activos por impostos diferidos 12.669.838 268.889 - 12.938.727<br />

Outros activos financeiros 2.969.681 - 500.799 3.470.480<br />

Activo corrente<br />

588.855.351 (25.893.581) - 562.961.770<br />

Inventários 80.427.248 - - 80.427.248<br />

Clientes 82.035.770 - - 82.035.770<br />

Adiantamentos a fornecedores 1.368.624 - 149.926 1.518.550<br />

Estado e outros entes públicos 7.392.839 - - 7.392.839<br />

Accionistas/sócios - - - -<br />

Outras contas a receber 8.840.649 - (149.926) 8.690.723<br />

Diferimentos 1.567.109 (218.964) - 1.348.145<br />

Caixa e <strong>de</strong>pósitos bancários 57.627.230 - 8.638.308 66.265.538<br />

239.259.469 (218.964) 8.638.308 247.678.813<br />

Total do activo<br />

CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO<br />

Capital próprio<br />

828.114.820 (26.112.545) 8.638.308 810.640.583<br />

Capital realizado 264.600.000 - - 264.600.000<br />

Acções próprias (22.609.745) - - (22.609.745)<br />

Reservas legais 33.659.135 - - 33.659.135<br />

Outras reservas 83.518.028 - - 83.518.028<br />

Resultados transitados 28.447.855 (568.988) 878.524 28.757.391<br />

Exce<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong> revalorização 15.143.735 - - 15.143.735<br />

Outras variações no capital próprio (77.699.418) 4.669.882 (878.524) (73.908.060)<br />

325.059.590 4.100.894 - 329.160.484<br />

Resultado consolidado líquido do período 70.153.567 (39.772) - 70.113.795<br />

395.213.157 4.061.122 - 399.274.279<br />

Interesses minoritários 61.978.674 150.911 - 62.129.585<br />

Total do capital próprio 457.191.831 4.212.033 - 461.403.864<br />

PASSIVO<br />

Passivo não corrente<br />

Provisões 11.503.876 4.077.656 - 15.581.532<br />

Accionistas/sócios 2.668.926 - - 2.668.926<br />

Financiamentos obtidos 53.898.833 - - 53.898.833<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por benefícios pós-emprego 22.091.845 - - 22.091.845<br />

Passivos por impostos diferidos 40.458.636 1.780.833 - 42.239.469<br />

Outros contas a pagar 373.833 - - 373.833<br />

Outros passivos financeiros - - 658.402 658.402<br />

Passivo corrente<br />

130.995.949 5.858.489 658.402 137.512.840<br />

Fornecedores 37.553.874 - (13.811) 37.540.063<br />

Adiantamentos <strong>de</strong> clientes 1.075.576 - 23.853 1.099.429<br />

Estado e outros entes públicos 33.410.028 - - 33.410.028<br />

Accionistas/sócios 1.360.737 - - 1.360.737<br />

Financiamentos obtidos 98.536.405 - 8.638.308 107.174.713<br />

Outras contas a pagar 60.575.218 (28.822.734) (668.444) 31.084.040<br />

Diferimentos 7.415.202 (7.360.333) - 54.869<br />

239.927.040 (36.183.067) 7.979.906 211.723.879<br />

Total do passivo 370.922.989 (30.324.578) 8.638.308 349.236.719<br />

Total do capital próprio e do passivo 828.114.820 (26.112.545) 8.638.308 810.640.583


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

JARDIM JURÁSSICO,<br />

FÁBRICA MACEIRA-LIZ,<br />

LEIRIA<br />

47


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

48<br />

O efeito, na <strong>de</strong>monstração consolidada dos resultados do<br />

período findo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009, é <strong>de</strong>talhado<br />

como segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Vendas e serviços prestados<br />

Ganhos e (perdas) imputados <strong>de</strong> associadas<br />

572.231.001 - 572.231.001<br />

e empreendimentos conjuntos 24.309 - 24.309<br />

Variação nos inventários da produção (5.882.545) - (5.882.545)<br />

Trabalhos para a própria entida<strong>de</strong> 686.802 - 686.802<br />

Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas (149.150.242) - (149.150.242)<br />

Fornecimentos e serviços externos (185.433.684) - (185.433.684)<br />

Gastos com o pessoal (80.762.711) - (80.762.711)<br />

Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> inventários ((perdas)/reversões) 323.764 - 323.764<br />

Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> divídas a receber ((perdas)/reversões)<br />

Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> investimentos não <strong>de</strong>preciáveis/amortizáveis<br />

(1.390.437) - (1.390.437)<br />

((perdas)/reversões) 445.668 - 445.668<br />

Provisões ((aumentos)/reduções) 415.806 355.283 771.089<br />

Outros rendimentos e ganhos 37.251.188 - 37.251.188<br />

Outros gastos e perdas<br />

Resultado antes <strong>de</strong> <strong>de</strong>preciações, gastos<br />

(33.631.415) 23.830.305 (9.801.110)<br />

<strong>de</strong> financiamento e impostos 155.127.504 24.185.588 179.313.092<br />

(Gastos)/reversões <strong>de</strong> <strong>de</strong>preciação e <strong>de</strong> amortização<br />

Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> activos <strong>de</strong>preciáveis/amortizáveis<br />

(54.094.684) (23.826.715) (77.921.399)<br />

((perdas)/reversões)<br />

Resultado operacional (antes <strong>de</strong> gastos<br />

- - -<br />

<strong>de</strong> financiamento e impostos) 101.032.820 358.873 101.391.693<br />

Juros e rendimentos similares obtidos 2.896.095 - 2.896.095<br />

Juros e gastos similares suportados (8.259.674) (403.520) (8.663.194)<br />

Resultado antes <strong>de</strong> impostos 95.669.241 (44.647) 95.624.594<br />

Imposto sobre o rendimento (12.896.200) 3.780 (12.892.420)<br />

Resultado consolidado líquido do período 82.773.041 (40.867) 82.732.174<br />

Resultado consolidado líquido do período atribuível a:<br />

Detentores do capital da empresa-mãe 70.153.567 (39.772) 70.113.795<br />

Interessses minoritários 12.619.474 (1.095) 12.618.379<br />

82.773.041 (40.867) 82.732.174<br />

3. RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS<br />

CONTABILÍSTICAS<br />

As principais políticas contabilísticas aplicadas na elaboração<br />

<strong>de</strong>stas <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas<br />

estão <strong>de</strong>scritas <strong>de</strong> seguida.<br />

POC<br />

3.1. BASES DE APRESENTAÇÃO<br />

AJUSTAMENTOS<br />

DE CONVERSÃO<br />

PARA NCRF NCRF<br />

As <strong>de</strong>monstrações financeiras anexas foram preparadas<br />

no pressuposto da continuida<strong>de</strong> das operações, a partir<br />

dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas<br />

na consolidação (Notas 6 e 7), mantidos <strong>de</strong> acordo com<br />

os princípios <strong>de</strong> contabilida<strong>de</strong> geralmente aceites nos<br />

países <strong>de</strong> cada subsidiária, ajustados no processo <strong>de</strong><br />

consolidação, <strong>de</strong> modo a que as <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

consolidadas estejam <strong>de</strong> acordo com as Normas<br />

Contabilísticas e <strong>de</strong> Relato Financeiro (NCRF).


3.2. CONCENTRAÇÃO DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS<br />

E PRINCÍPIOS DE CONSOLIDAÇÃO<br />

3.2.1. PRINCÍPIOS DE CONSOLIDAÇÃO<br />

As <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas incorporam<br />

as <strong>de</strong>monstrações financeiras da Socieda<strong>de</strong> e das entida<strong>de</strong>s<br />

por si controladas - as suas subsidiárias. Enten<strong>de</strong>-<br />

-se existir controlo quando a Socieda<strong>de</strong> tem o po<strong>de</strong>r <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>finir as políticas financeiras e operacionais <strong>de</strong> uma entida<strong>de</strong>,<br />

<strong>de</strong> forma a obter benefícios <strong>de</strong>rivados das suas<br />

activida<strong>de</strong>s, normalmente associado ao controlo, directo<br />

ou indirecto, <strong>de</strong> mais <strong>de</strong> meta<strong>de</strong> dos direitos <strong>de</strong> voto.<br />

A existência e o efeito <strong>de</strong> direitos <strong>de</strong> voto potenciais que<br />

sejam correntemente exercíveis ou convertíveis são consi<strong>de</strong>rados<br />

na avaliação do controlo que a Socieda<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>tém sobre uma entida<strong>de</strong>.<br />

As subsidiárias são incluídas nas <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

consolidadas através do método <strong>de</strong> consolidação integral,<br />

<strong>de</strong>s<strong>de</strong> a data em que a Socieda<strong>de</strong> assume o controlo<br />

sobre as suas activida<strong>de</strong>s financeiras e operacionais<br />

e até ao momento em que esse controlo cessa. As políticas<br />

contabilísticas das subsidiárias foram alteradas, sempre<br />

que necessário, <strong>de</strong> forma a garantir consistência com<br />

as políticas adoptadas pelo Grupo.<br />

As transacções internas, saldos, ganhos não realizados<br />

em transacções e divi<strong>de</strong>ndos distribuídos entre empresas<br />

do grupo são eliminados. As perdas não realizadas são<br />

também eliminadas, excepto se a transacção revelar<br />

evidência <strong>de</strong> imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um activo transferido.<br />

O capital próprio e o resultado líquido <strong>de</strong>stas empresas<br />

correspon<strong>de</strong>ntes à participação <strong>de</strong> terceiros nas mesmas<br />

são apresentados nas rubricas <strong>de</strong> interesses minoritários,<br />

respectivamente, no balanço consolidado <strong>de</strong><br />

forma autónoma no capital próprio e na <strong>de</strong>monstração<br />

<strong>de</strong> resultados consolidada. As empresas incluídas nas<br />

<strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas encontram-se<br />

<strong>de</strong>talhadas nas Notas 6 e 7.<br />

Os interesses minoritários são inicialmente mensurados<br />

pela correspon<strong>de</strong>nte quota-parte no justo valor dos activos<br />

líquidos adquiridos. Subsequentemente, são ajustados<br />

pela correspon<strong>de</strong>nte quota-parte nas variações posteriores<br />

no capital próprio das subsidiárias.<br />

Quando os prejuízos aplicáveis aos interesses minoritários<br />

exce<strong>de</strong>m os correspon<strong>de</strong>ntes interesses no capital<br />

próprio da subsidiária, o Grupo absorve esse excesso e<br />

quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os minoritários<br />

tenham a obrigação e sejam capazes <strong>de</strong> cobrir<br />

esses prejuízos. Se a subsidiária subsequentemente<br />

relatar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que<br />

a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo<br />

tenha sido recuperada.<br />

Na redução dos interesses do Grupo em subsidiárias,<br />

qualquer diferença entre o justo valor da contraprestação<br />

recebida ou a receber e a quota-parte correspon<strong>de</strong>nte<br />

na quantia escriturada dos activos líquidos da subsidiária<br />

é registada em resultados do período.<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

3.2.2. INVESTIMENTOS FINANCEIROS EM EMPRESAS<br />

CONTROLADAS CONJUNTAMENTE<br />

49<br />

Uma entida<strong>de</strong> conjuntamente controlada é um empreendimento<br />

conjunto que envolve o estabelecimento<br />

<strong>de</strong> uma socieda<strong>de</strong>, <strong>de</strong> uma parceria ou <strong>de</strong> outra entida<strong>de</strong><br />

que, por via contratual, é conjuntamente controlada<br />

pelos vários empreen<strong>de</strong>dores.<br />

As entida<strong>de</strong>s conjuntamente controladas são incluídas<br />

nas <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas pelo método<br />

<strong>de</strong> consolidação proporcional, sendo os activos,<br />

passivos, rendimentos e gastos das entida<strong>de</strong>s conjuntamente<br />

controladas reconhecidos rubrica a rubrica nas<br />

<strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas, na proporção<br />

do controlo atribuível ao Grupo.<br />

As transacções, os saldos e os divi<strong>de</strong>ndos distribuídos<br />

entre empresas conjuntamente controladas e outras<br />

empresas do Grupo são eliminados no processo <strong>de</strong> consolidação,<br />

na proporção do controlo atribuível ao Grupo.<br />

3.2.3. INVESTIMENTOS FINANCEIROS EM EMPRESAS<br />

ASSOCIADAS<br />

Associadas são todas as entida<strong>de</strong>s sobre as quais o<br />

grupo exerce influência significativa mas não possui controlo,<br />

geralmente com investimentos representando entre<br />

20% a 50% dos direitos <strong>de</strong> voto. Por influência significativa<br />

enten<strong>de</strong>-se o po<strong>de</strong>r <strong>de</strong> participar nas <strong>de</strong>cisões relativas<br />

às políticas financeiras e operacionais da associada, sem<br />

que tal resulte em controlo ou controlo conjunto por parte<br />

do Grupo.<br />

Os investimentos em associadas são contabilizados pelo<br />

método <strong>de</strong> equivalência patrimonial. De acordo com o<br />

método <strong>de</strong> equivalência patrimonial, as participações<br />

financeiras são registadas pelo seu custo <strong>de</strong> aquisição,<br />

ajustado pelo valor correspon<strong>de</strong>nte à participação do<br />

Grupo nas variações dos capitais próprios (incluindo o<br />

resultado líquido) das associadas, por contrapartida <strong>de</strong><br />

rendimentos ou gastos do período, e pelos divi<strong>de</strong>ndos<br />

recebidos.<br />

O excesso do custo <strong>de</strong> aquisição face ao justo valor <strong>de</strong> activos<br />

e passivos i<strong>de</strong>ntificáveis <strong>de</strong> cada associada na data<br />

<strong>de</strong> aquisição é reconhecido como goodwill (Nota 3.2.5) e<br />

é mantido no valor <strong>de</strong> investimento financeiro. Caso o diferencial<br />

entre o custo <strong>de</strong> aquisição e o justo valor dos activos<br />

e passivos líquidos adquiridos seja negativo, o mesmo é<br />

reconhecido como um rendimento do período.<br />

É feita uma avaliação dos investimentos em associadas<br />

quando existem indícios <strong>de</strong> que o activo possa estar em<br />

imparida<strong>de</strong>. sendo registadas como gastos na <strong>de</strong>monstração<br />

<strong>de</strong> resultados as perdas por imparida<strong>de</strong> que se<br />

<strong>de</strong>monstrem existir. Quando as perdas por imparida<strong>de</strong> reconhecidas<br />

em períodos anteriores <strong>de</strong>ixam <strong>de</strong> existir são<br />

objecto <strong>de</strong> reversão, à excepção do goodwill.<br />

Quando a proporção do Grupo nas perdas da associada<br />

iguala ou ultrapassa o seu investimento na associada, o<br />

investimento é relatado por valor nulo, excepto se tiver incorrido<br />

em responsabilida<strong>de</strong>s ou efectuado pagamentos<br />

em nome da associada. Se, posteriormente, a associada


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

50<br />

relatar lucros, a Socieda<strong>de</strong> retoma o reconhecimento da<br />

sua quota-parte nesses lucros somente após a sua parte<br />

nos lucros igualar a parte das perdas não reconhecidas.<br />

Os ganhos não realizados em transacções com as associadas<br />

são eliminados na extensão da participação<br />

do Grupo nas associadas. As perdas não realizadas são<br />

também eliminadas, excepto se a transacção revelar<br />

evidência <strong>de</strong> imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um bem transferido.<br />

As políticas contabilísticas <strong>de</strong> associadas são alteradas,<br />

sempre que necessário, <strong>de</strong> forma a garantir consistência<br />

com as políticas adoptadas pelo Grupo.<br />

Os investimentos em associadas encontram-se <strong>de</strong>talhados<br />

na Nota 8.<br />

3.2.4. CONCENTRAÇÃO DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS<br />

As aquisições <strong>de</strong> subsidiárias e <strong>de</strong> negócios são registadas<br />

utilizando o método da compra. O correspon<strong>de</strong>nte<br />

custo é <strong>de</strong>terminado como o agregado, na data da<br />

aquisição, <strong>de</strong>: (a) justo valor dos activos entregues ou a<br />

entregar; (b) justo valor <strong>de</strong> responsabilida<strong>de</strong>s incorridas<br />

ou assumidas; (c) justo valor <strong>de</strong> instrumentos <strong>de</strong> capital<br />

próprio emitidos pelo Grupo em troca da obtenção<br />

<strong>de</strong> controlo sobre a subsidiária; (d) custos directamente<br />

atribuíveis à aquisição. Quando aplicável, o custo da<br />

concentração ou aquisição inclui o efeito <strong>de</strong> pagamentos<br />

contingentes acordados no âmbito da transacção.<br />

As alterações subsequentes em tais pagamentos são registadas<br />

por contrapartida do correspon<strong>de</strong>nte goodwill.<br />

Os activos, passivos e responsabilida<strong>de</strong>s contingentes<br />

da subsidiária ou negócio adquirido que satisfazem as<br />

condições <strong>de</strong> reconhecimento <strong>de</strong>finidas na NCRF 14 são<br />

reconhecidos ao seu justo valor na data da aquisição.<br />

O excesso do custo da concentração relativamente ao<br />

justo valor da participação da Socieda<strong>de</strong> nos activos<br />

i<strong>de</strong>ntificáveis adquiridos é registado como goodwill. Se o<br />

custo <strong>de</strong> aquisição for inferior ao justo valor dos activos<br />

líquidos da subsidiária adquirida, a diferença é reconhecida<br />

directamente na <strong>de</strong>monstração dos resultados<br />

consolidados.<br />

Sempre que <strong>de</strong> um reforço <strong>de</strong> posição no capital social <strong>de</strong><br />

uma empresa associada resulte a aquisição <strong>de</strong> controlo,<br />

passando esta a integrar as <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

consolidadas pelo método integral, a quota parte dos<br />

justos valores atribuídos aos activos e passivos, correspon<strong>de</strong>nte<br />

às percentagens anteriormente <strong>de</strong>tidas, é registada<br />

na rubrica “ Outras variações no capital próprio”.<br />

Se o custo <strong>de</strong> aquisição for inferior ao justo valor dos<br />

activos líquidos da subsidiária adquirida (goodwill<br />

negativo), a diferença é reconhecida directamente na<br />

<strong>de</strong>monstração <strong>de</strong> resultados na rubrica “Outros rendimentos<br />

e ganhos”.<br />

Na eventualida<strong>de</strong> da contabilização inicial <strong>de</strong> uma<br />

aquisição não estar concluída no final do período <strong>de</strong><br />

relato em que a mesma ocorreu, o Grupo relata montantes<br />

provisórios para os itens cuja contabilização não está<br />

concluída. Tais montantes provisórios são passíveis <strong>de</strong><br />

ajustamento durante um prazo <strong>de</strong> 12 meses a contar da<br />

data da aquisição.<br />

3.2.5. GOODWILL<br />

O goodwill representa o excesso do custo da concentração<br />

<strong>de</strong> activida<strong>de</strong>s empresariais face ao interesse<br />

adquirido no justo valor líquido dos activos, passivos e<br />

passivos contingentes i<strong>de</strong>ntificáveis reconhecidos na<br />

sequência da concentração.<br />

O goodwill é reconhecido como um activo na data em<br />

que é adquirido o controlo. Subsequentemente, o goodwill<br />

não é amortizado e encontra-se sujeito a testes por<br />

imparida<strong>de</strong>, numa base mínima anual.<br />

Para efeitos <strong>de</strong> testes <strong>de</strong> imparida<strong>de</strong>, o goodwill é imputado<br />

às unida<strong>de</strong>s geradoras <strong>de</strong> caixa do grupo que<br />

beneficiam das sinergias resultantes da consolidação.<br />

As unida<strong>de</strong>s geradoras <strong>de</strong> caixa às quais foi imputado<br />

o goodwill são sujeitas a testes <strong>de</strong> imparida<strong>de</strong> anuais ou<br />

mais frequentes (na eventualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> existir alguma indicação<br />

<strong>de</strong> que a unida<strong>de</strong> possa estar em imparida<strong>de</strong>).<br />

Se a quantia recuperável da unida<strong>de</strong> geradora <strong>de</strong> caixa<br />

for inferior à correspon<strong>de</strong>nte quantia escriturada, a perda<br />

por imparida<strong>de</strong> daí resultante é inicialmente imputada<br />

à quantia escriturada do goodwill, sendo a parte remanescente<br />

imputada aos restantes activos da unida<strong>de</strong><br />

geradora <strong>de</strong> caixa proporcionalmente às quantias escrituradas<br />

<strong>de</strong>stes. Perdas por imparida<strong>de</strong> imputadas ao<br />

goodwill não po<strong>de</strong>m ser revertidas subsequentemente.<br />

Ganhos ou perdas <strong>de</strong>correntes da venda <strong>de</strong> uma entida<strong>de</strong><br />

incluem o valor do goodwill que lhe correspon<strong>de</strong>.<br />

3.2.6. CONVERSÃO DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS<br />

DE ENTIDADES ESTRANGEIRAS<br />

São tratadas como entida<strong>de</strong>s estrangeiras as que operando<br />

no estrangeiro, têm autonomia organizacional, económica<br />

e financeira e que elaborem as suas <strong>de</strong>monstrações<br />

financeiras utilizando para o efeito uma moeda distinta<br />

do Euro.<br />

Os elementos incluídos nas <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

<strong>de</strong> cada uma das entida<strong>de</strong>s estrangeiras do Grupo são<br />

mensurados utilizando a moeda do ambiente económico<br />

em que a entida<strong>de</strong> opera (moeda funcional). As<br />

<strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas são apresentadas<br />

em Euros, sendo esta a moeda funcional e <strong>de</strong> relato<br />

do Grupo.<br />

Os activos e passivos das <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

<strong>de</strong> entida<strong>de</strong>s estrangeiras são convertidos para Euros<br />

utilizando as taxas <strong>de</strong> câmbio existentes à data do balanço.<br />

Os rendimentos, gastos e fluxos <strong>de</strong> caixa <strong>de</strong>ssas<br />

<strong>de</strong>monstrações financeiras são convertidos para Euros<br />

utilizando a taxa <strong>de</strong> câmbio média verificada no período.<br />

A diferença cambial resultante da conversão é registada<br />

no capital próprio na rubrica “Outras variações no<br />

capital próprio – diferenças <strong>de</strong> conversão <strong>de</strong> <strong>de</strong>monstrações<br />

financeiras”.


O goodwill e os ajustamentos <strong>de</strong> justo valor resultantes da<br />

aquisição <strong>de</strong> entida<strong>de</strong>s estrangeiras são tratados como activos<br />

e passivos <strong>de</strong>ssa entida<strong>de</strong> adquirida e transpostos para<br />

Euros <strong>de</strong> acordo com a taxa <strong>de</strong> câmbio à data do balanço.<br />

Sempre que uma entida<strong>de</strong> estrangeira é alienada, a diferença<br />

cambial acumulada é reconhecida na <strong>de</strong>monstração<br />

<strong>de</strong> resultados como um ganho ou perda da alienação.<br />

As cotações utilizadas para conversão para Euros das<br />

<strong>de</strong>monstrações financeiras das empresas estrangeiras do<br />

Grupo são as seguintes:<br />

3.3. RELATO POR SEGMENTOS<br />

Segmento <strong>de</strong> negócio é um grupo <strong>de</strong> activos e operações<br />

do Grupo que estão sujeitos a riscos e retornos diferentes<br />

dos <strong>de</strong> outros segmentos <strong>de</strong> negócio.<br />

Foram i<strong>de</strong>ntificados três segmentos <strong>de</strong> negócio: Cimento,<br />

Betões e Agregados.<br />

Segmento geográfico é uma área individualizada comprometida<br />

em fornecer produtos ou serviços num ambiente<br />

económico particular e que está sujeito a riscos<br />

e benefícios diferentes daqueles dos segmentos que<br />

operam em outros ambientes económicos. O segmento<br />

geográfico é <strong>de</strong>finido com base no país <strong>de</strong> <strong>de</strong>stino dos<br />

bens e serviços vendidos pelo Grupo.<br />

As políticas contabilísticas do relato por segmentos são<br />

as utilizadas consistentemente no Grupo. Todas as vendas<br />

e prestações <strong>de</strong> serviços intersegmentais são a preços<br />

<strong>de</strong> mercado e todas as vendas e prestações <strong>de</strong> serviços<br />

intersegmentais são eliminadas na consolidação.<br />

A informação relativa aos segmentos i<strong>de</strong>ntificados encontra-se<br />

apresentada na Nota 5.<br />

3.4. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS<br />

Os activos fixos tangíveis encontram-se registados ao<br />

custo <strong>de</strong> aquisição, o qual inclui o custo <strong>de</strong> compra,<br />

quaisquer custos directamente atribuíveis às activida<strong>de</strong>s<br />

necessárias para colocar os activos na localização e<br />

condição necessárias para operarem da forma pretendi-<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

2010 RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

2010 RELATÓRIO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

VALORIZAÇÃO/<br />

(DESVALORIZAÇÃO)<br />

TND (dinar tunisino)<br />

Câmbio médio do período 1,8950 1,8728 (1,19%)<br />

Câmbio <strong>de</strong> fim do período<br />

LBP (libra libanesa)<br />

1,9237 1,8841 (2,10%)<br />

Câmbio médio do período 1.998,50 2.102,60 4,95%<br />

Câmbio <strong>de</strong> fim do período<br />

USD (dólar americano)<br />

2.014,30 2.171,70 7,25%<br />

Câmbio médio do período 1,3257 1,3948 4,95%<br />

Câmbio <strong>de</strong> fim do período<br />

CVE (escudo cabo-verdiano)<br />

1,3362 1,4406 7,25%<br />

Câmbio médio do período 110,265 110,265 0,00%<br />

Câmbio <strong>de</strong> fim do período 110,265 110,265 0,00%<br />

da e, quando aplicável, a estimativa inicial dos custos <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>smantelamento e remoção dos activos e <strong>de</strong> restauração<br />

dos respectivos locais que o Grupo espera incorrer,<br />

<strong>de</strong>duzido das amortizações e das perdas por imparida<strong>de</strong><br />

acumuladas.<br />

Na data <strong>de</strong> transição para as NCRF, o Grupo passou a<br />

consi<strong>de</strong>rar pela primeira vez como componente dos activos<br />

fixos tangíveis a componente do custo do activo relativa<br />

a custos <strong>de</strong> recuperação paisagística e ambiental a<br />

incorrer na recuperação das pedreiras, tal como previsto<br />

na NCRF 7. Os custos capitalizados são sujeitos à amortização<br />

anual <strong>de</strong> acordo com a vida útil estimada das<br />

respectivas pedreiras.<br />

Os activos fixos tangíveis adquiridos até 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong><br />

2010 (data <strong>de</strong> transição para as NCRF), encontram-se registados<br />

ao abrigo da opção prevista na NCRF 3 – Adopção<br />

pela primeira vez das Normas Contabilísticas e <strong>de</strong><br />

Relato Financeiro, pelo seu valor consi<strong>de</strong>rado (“<strong>de</strong>emed<br />

cost”), o qual correspon<strong>de</strong> ao custo <strong>de</strong> aquisição ou custo<br />

<strong>de</strong> aquisição reavaliado ao abrigo <strong>de</strong> diplomas legais<br />

(<strong>de</strong>terminados activos fixos tangíveis adquiridos até<br />

31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 1992 e 1996, foram reavaliados, em<br />

1993 e 1998, respectivamente, <strong>de</strong> acordo com a legislação<br />

aplicável através da utilização <strong>de</strong> coeficientes <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>svalorização monetária).<br />

No que respeita às subsidiárias do Grupo: CMP, Société <strong>de</strong>s<br />

Ciments <strong>de</strong> Gabès (SCG), Cimentos Costa Ver<strong>de</strong>, Sicobetão,<br />

Colegra e Quimipedra o custo dos activos fixos tangíveis na<br />

data <strong>de</strong> aquisição das mesmas foi <strong>de</strong>terminado com base<br />

em avaliações efectuadas por entida<strong>de</strong>s in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes.<br />

35<br />

51


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

52<br />

Os custos subsequentes são incluídos no custo <strong>de</strong> aquisição<br />

do activo fixo ou reconhecidos como activos separados,<br />

conforme apropriado, somente quando é provável<br />

que benefícios económicos futuros fluirão para a<br />

empresa e o respectivo custo possa ser mensurado com<br />

fiabilida<strong>de</strong>. Os <strong>de</strong>mais dispêndios com reparações e manutenção<br />

são reconhecidos como um gasto no período<br />

em que são incorridos.<br />

As amortizações são calculadas, após os bens se encontrarem<br />

disponíveis para uso, pelo método da linha recta,<br />

em conformida<strong>de</strong> com o período <strong>de</strong> vida útil estimado<br />

para cada grupo <strong>de</strong> bens. Para algumas classes <strong>de</strong> activos<br />

fixos tangíveis adquiridos pelo Grupo é utilizado o<br />

método do saldo <strong>de</strong>crescente.<br />

As vidas úteis e método <strong>de</strong> amortização dos vários bens<br />

são revistos anualmente. O efeito <strong>de</strong> alguma alteração<br />

a estas estimativas é reconhecido na <strong>de</strong>monstração dos<br />

resultados prospectivamente. As <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> manutenção<br />

e reparação (dispêndios subsequentes) que não são<br />

susceptíveis <strong>de</strong> gerar benefícios económicos futuros são<br />

registadas como gastos no período em que são incorridas.<br />

Os valores residuais dos activos e as respectivas vidas úteis<br />

são revistos e ajustados, se necessário, na data do balanço.<br />

Se a quantia escriturada é superior ao valor recuperável<br />

do activo, proce<strong>de</strong>-se ao seu reajustamento para o<br />

valor recuperável estimado mediante o registo <strong>de</strong> perdas<br />

por imparida<strong>de</strong> (Nota 3.8).<br />

Os ganhos ou perdas provenientes do abate ou alienação<br />

são <strong>de</strong>terminados pela diferença entre o montante recebido<br />

na transacção e a quantia escriturada do activo, e são<br />

reconhecidos na <strong>de</strong>monstração dos resultados, nas rubricas<br />

”Outros rendimentos e ganhos” e “Outros gastos e perdas”.<br />

3.5. LOCAÇÕES<br />

As locações são classificadas como financeiras sempre<br />

que os seus termos transferem substancialmente todos os<br />

riscos e recompensas associados à proprieda<strong>de</strong> do bem<br />

para o locatário. As restantes locações são classificadas<br />

como operacionais. A classificação das locações é feita<br />

em função da substância e não da forma do contrato.<br />

Os activos adquiridos mediante contratos <strong>de</strong> locação<br />

financeira, bem como as correspon<strong>de</strong>ntes responsabilida<strong>de</strong>s,<br />

são registados no início da locação pelo menor<br />

<strong>de</strong> entre o justo valor dos activos e o valor presente dos<br />

pagamentos mínimos da locação.<br />

Os pagamentos <strong>de</strong> locações financeiras são repartidos<br />

entre encargos financeiros e redução da responsabilida<strong>de</strong>,<br />

por forma a ser obtida uma taxa <strong>de</strong> juro constante<br />

sobre o saldo pen<strong>de</strong>nte da responsabilida<strong>de</strong>.<br />

Os pagamentos <strong>de</strong> locações operacionais são reconhecidos<br />

como gasto numa base linear durante o período da<br />

locação. Os incentivos recebidos são registados como<br />

uma responsabilida<strong>de</strong>, sendo o montante agregado dos<br />

mesmos reconhecido como uma redução ao gasto com<br />

a locação, igualmente numa base linear.<br />

As rendas contingentes são reconhecidas como gastos<br />

do período em que são incorridas.<br />

3.6. PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO<br />

As proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento compreen<strong>de</strong>m, essencialmente,<br />

imóveis <strong>de</strong>tidos para obter rendas ou valorizações<br />

do capital (ou ambos), não se <strong>de</strong>stinando ao uso na<br />

produção ou fornecimento <strong>de</strong> bens ou serviços ou para<br />

fins administrativos ou para venda no curso ordinário dos<br />

negócios.<br />

As proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento são inicialmente mensuradas<br />

ao custo (que inclui custos <strong>de</strong> transacção). Subsequentemente,<br />

as proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento são<br />

mensuradas <strong>de</strong> acordo com o mo<strong>de</strong>lo do custo.<br />

Os custos incorridos relacionados com proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />

investimento em utilização, nomeadamente, manutenções,<br />

reparações, seguros e impostos sobre proprieda<strong>de</strong>s<br />

são reconhecidos como um gasto no período a que se<br />

referem. As beneficiações relativamente às quais existem<br />

expectativas <strong>de</strong> que irão gerar benefícios económicos<br />

futuros adicionais são capitalizadas na rubrica <strong>de</strong> “Proprieda<strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong> investimento”.<br />

3.7. ACTIVOS INTANGÍVEIS - DIREITOS DE EMISSÃO<br />

DE GASES COM EFEITO DE ESTUFA<br />

As Licenças <strong>de</strong> Emissão <strong>de</strong> CO 2 atribuídas ao Grupo, no<br />

âmbito do PNALE II - Plano Nacional <strong>de</strong> Atribuição <strong>de</strong> Licenças<br />

<strong>de</strong> Emissão <strong>de</strong> CO2, a título gratuito são registadas,<br />

aquando do seu reconhecimento inicial, pelo justo valor<br />

na rubrica “Activos intangíveis” por contrapartida do reconhecimento<br />

<strong>de</strong> um subsídio directamente em capitais<br />

próprios na rubrica “Outras variações <strong>de</strong> capital próprio”.<br />

Pelas emissões <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa efectuadas<br />

pelo Grupo é reconhecido um gasto com a respectiva<br />

amortização do activo intangível e um rendimento em<br />

resultado do reconhecimento da quota-parte <strong>de</strong> subsídio<br />

correspon<strong>de</strong>nte.<br />

A emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa é mensurada<br />

ao custo das licenças <strong>de</strong>tidas, segundo a fórmula <strong>de</strong> custeio<br />

FIFO.<br />

Na alienação <strong>de</strong> direitos <strong>de</strong> emissão é apurado o ganho<br />

ou a perda entre o valor <strong>de</strong> realização e o respectivo<br />

custo <strong>de</strong> aquisição, <strong>de</strong>duzido do correspon<strong>de</strong>nte subsídio<br />

do Estado, o qual é registado em “Outros rendimentos<br />

e ganhos” ou “Outros gastos e perdas”, respectivamente,<br />

no período em que ocorre a alienação.<br />

Sempre que as emissões <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa<br />

exce<strong>de</strong>m a quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> licenças <strong>de</strong>tidas são reconhecidas<br />

as respectivas responsabilida<strong>de</strong>s nos termos da NCRF<br />

21 - Provisões, Passivos Contingentes e Activos Contingentes.<br />

3.8. IMPARIDADE DE ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS E IN-<br />

TANGÍVEIS EXCLUINDO GOODWILL<br />

Em cada data <strong>de</strong> relato é efectuada uma revisão das<br />

quantias escrituradas dos activos fixos tangíveis e intangíveis<br />

do Grupo com vista a <strong>de</strong>terminar se existe algum indicador<br />

<strong>de</strong> que possam estar em imparida<strong>de</strong>. Se existir algum<br />

indicador, é estimada a quantia recuperável dos respectivos<br />

activos a fim <strong>de</strong> <strong>de</strong>terminar a extensão da perda


por imparida<strong>de</strong> (se for o caso). Quando não é possível<br />

<strong>de</strong>terminar a quantia recuperável <strong>de</strong> um activo individual,<br />

é estimada a quantia recuperável da unida<strong>de</strong> geradora<br />

<strong>de</strong> caixa a que esse activo pertence.<br />

A quantia recuperável do activo ou da unida<strong>de</strong> geradora<br />

<strong>de</strong> caixa consiste no maior <strong>de</strong> entre (i) o justo valor<br />

<strong>de</strong>duzido <strong>de</strong> custos para ven<strong>de</strong>r e (ii) o valor <strong>de</strong> uso. Na<br />

<strong>de</strong>terminação do valor <strong>de</strong> uso, os fluxos <strong>de</strong> caixa futuros<br />

estimados são <strong>de</strong>scontados usando uma taxa <strong>de</strong> <strong>de</strong>sconto<br />

antes <strong>de</strong> impostos que reflicta as expectativas do<br />

mercado quanto ao valor temporal do dinheiro e quanto<br />

aos riscos específicos do activo ou da unida<strong>de</strong> geradora<br />

<strong>de</strong> caixa relativamente aos quais as estimativas <strong>de</strong><br />

fluxos <strong>de</strong> caixa futuros não tenham sido ajustadas.<br />

Sempre que a quantia escriturada do activo ou da unida<strong>de</strong><br />

geradora <strong>de</strong> caixa for superior à sua quantia recuperável,<br />

é reconhecida uma perda por imparida<strong>de</strong>.<br />

A perda por imparida<strong>de</strong> é registada <strong>de</strong> imediato na <strong>de</strong>monstração<br />

dos resultados nas rubricas “Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

activos não <strong>de</strong>preciáveis/amortizáveis ((perdas)/reversões)”<br />

ou “Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> activos <strong>de</strong>preciáveis/amortizáveis<br />

((perdas)/reversões)” salvo se tal perda compensar<br />

um exce<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> revalorização registado no capital<br />

próprio. Neste último caso, tal perda será tratada como<br />

um <strong>de</strong>créscimo <strong>de</strong> revalorização.<br />

A reversão <strong>de</strong> perdas por imparida<strong>de</strong> reconhecidas em<br />

períodos anteriores é registada quando há evidências<br />

<strong>de</strong> que as perdas por imparida<strong>de</strong> reconhecidas já não<br />

existem ou diminuíram. A reversão das perdas por imparida<strong>de</strong><br />

é reconhecida na <strong>de</strong>monstração dos resultados<br />

nessas mesmas rubricas e é efectuada até ao limite da<br />

quantia que estaria reconhecida (líquida <strong>de</strong> amortizações)<br />

caso a perda não tivesse sido registada.<br />

3.9. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO<br />

O imposto sobre o rendimento correspon<strong>de</strong> à soma dos<br />

impostos correntes com os impostos diferidos. Os impostos<br />

correntes e os impostos diferidos são registados em<br />

resultados, salvo quando se relacionam com itens registados<br />

directamente no capital próprio. Nestes casos os<br />

impostos correntes e os impostos diferidos são igualmente<br />

registados no capital próprio.<br />

Imposto corrente: o imposto corrente a pagar é baseado<br />

no lucro tributável do período das várias entida<strong>de</strong>s incluídas<br />

no perímetro <strong>de</strong> consolidação. O lucro tributável<br />

difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos<br />

gastos e rendimentos que apenas serão <strong>de</strong>dutíveis<br />

ou tributáveis noutros períodos. O lucro tributável exclui<br />

ainda gastos e rendimentos que nunca serão <strong>de</strong>dutíveis<br />

ou tributáveis.<br />

Imposto diferido: os impostos diferidos referem-se às diferenças<br />

temporárias entre os montantes dos activos e passivos<br />

para efeitos <strong>de</strong> relato contabilístico e os respectivos<br />

montantes para efeitos <strong>de</strong> tributação.<br />

São geralmente reconhecidos passivos por impostos diferidos<br />

para todas as diferenças temporárias tributáveis.<br />

São reconhecidos activos por impostos diferidos para as<br />

diferenças temporárias <strong>de</strong>dutíveis, porém tal reconheci-<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

53<br />

mento unicamente se verifica quando existem expectativas<br />

razoáveis <strong>de</strong> lucros fiscais futuros suficientes para<br />

utilizar esses activos por impostos diferidos. Em cada data<br />

<strong>de</strong> relato é efectuada uma revisão <strong>de</strong>sses activos por impostos<br />

diferidos, sendo os mesmos ajustados em função<br />

das expectativas quanto à sua utilização futura.<br />

Os activos e os passivos por impostos diferidos são mensurados<br />

utilizando as taxas <strong>de</strong> tributação que se espera estarem<br />

em vigor à data da reversão das correspon<strong>de</strong>ntes<br />

diferenças temporárias, com base nas taxas <strong>de</strong> tributação<br />

(e legislação fiscal) que esteja formal ou substancialmente<br />

emitida na data <strong>de</strong> relato.<br />

A compensação entre activos e passivos por impostos<br />

diferidos apenas é permitida quando: (i) a empresa tem<br />

um direito legal <strong>de</strong> proce<strong>de</strong>r à compensação entre tais<br />

activos e passivos para efeitos <strong>de</strong> liquidação; (ii) tais activos<br />

e passivos relacionam-se com impostos sobre o rendimento<br />

lançados pela mesma autorida<strong>de</strong> fiscal e (iii) a<br />

empresa tem a intenção <strong>de</strong> proce<strong>de</strong>r à compensação<br />

para efeitos <strong>de</strong> liquidação.<br />

3.10. INVENTÁRIOS<br />

Os inventários encontram-se valorizados <strong>de</strong> acordo com<br />

os seguintes critérios:<br />

i) Mercadorias e matérias-primas<br />

As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e <strong>de</strong><br />

consumo, encontram-se valorizadas ao mais baixo entre<br />

o custo <strong>de</strong> aquisição e o valor realizável líquido. O custo<br />

<strong>de</strong> aquisição inclui as <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> compra acessórias,<br />

utilizando-se o custo médio pon<strong>de</strong>rado como método<br />

<strong>de</strong> custeio.<br />

ii) Produtos acabados e produtos e trabalhos em curso<br />

Os produtos acabados e intermédios e os produtos e trabalhos<br />

em curso encontram-se valorizados ao mais baixo<br />

<strong>de</strong> entre o custo <strong>de</strong> produção (que inclui o custo das<br />

matérias-primas incorporadas, mão-<strong>de</strong>-obra e gastos gerais<br />

<strong>de</strong> fabrico, tomando por base o nível normal <strong>de</strong> produção)<br />

e o valor realizável líquido, excluindo quaisquer<br />

custos <strong>de</strong> armazenamento, logística e <strong>de</strong> venda.<br />

O valor realizável líquido correspon<strong>de</strong> ao preço <strong>de</strong> venda<br />

estimado <strong>de</strong>duzido dos custos estimados <strong>de</strong> acabamento<br />

e <strong>de</strong> comercialização. As diferenças entre o custo<br />

e o valor realizável líquido, se inferior, são registadas em<br />

Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong> inventários.<br />

3.11. ACTIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS<br />

Os activos e os passivos financeiros são reconhecidos no<br />

balanço quando as empresas do Grupo se tornam parte<br />

das correspon<strong>de</strong>ntes disposições contratuais, sendo utilizado<br />

para o efeito o previsto na NCRF 27 – Instrumentos<br />

financeiros. Os activos e os passivos financeiros são classificados<br />

nas seguintes categorias: (i) ao custo ou custo<br />

amortizado e (ii) ao justo valor com as alterações reconhecidas<br />

na <strong>de</strong>monstração dos resultados.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

54<br />

i) Ao custo ou custo amortizado<br />

São classificados na categoria “ao custo ou custo amortizado”<br />

os activos e os passivos financeiros que apresentem<br />

as seguintes características:<br />

Sejam à vista ou tenham uma maturida<strong>de</strong> <strong>de</strong>finida;<br />

Tenham associado um retorno fixo ou <strong>de</strong>terminável;<br />

Não sejam um instrumento financeiro <strong>de</strong>rivado, ou n ão<br />

incorporem um instrumento financeiro <strong>de</strong>rivado.<br />

O custo amortizado é <strong>de</strong>terminado através do método<br />

do juro efectivo. A taxa <strong>de</strong> juro efectiva é a taxa que <strong>de</strong>sconta<br />

exactamente os pagamentos ou recebimentos<br />

futuros estimados durante a vida esperada do instrumento<br />

financeiro na quantia líquida escriturada do activo ou<br />

passivo financeiro. Nesta categoria incluem-se, consequentemente,<br />

os seguintes activos e passivos financeiros:<br />

a) Clientes e outras dívidas <strong>de</strong> terceiros<br />

Os saldos <strong>de</strong> clientes e <strong>de</strong> outras dívidas <strong>de</strong> terceiros são<br />

registados ao custo amortizado <strong>de</strong>duzido <strong>de</strong> eventuais<br />

perdas por imparida<strong>de</strong>. Usualmente, o custo amortizado<br />

<strong>de</strong>stes activos financeiros não difere do seu valor nominal.<br />

b) Caixa e <strong>de</strong>pósitos bancários<br />

Os montantes incluídos na rubrica <strong>de</strong> “Caixa e <strong>de</strong>pósitos<br />

bancários” correspon<strong>de</strong>m aos valores <strong>de</strong> caixa, <strong>de</strong>pósitos<br />

bancários e <strong>de</strong>pósitos a prazo e outras aplicações<br />

<strong>de</strong> tesouraria vencíveis a menos <strong>de</strong> três meses e para os<br />

quais o risco <strong>de</strong> alteração <strong>de</strong> valor é insignificante.<br />

Estes activos são mensurados ao custo amortizado. Usualmente,<br />

o custo amortizado <strong>de</strong>stes activos financeiros não<br />

difere do seu valor nominal.<br />

c) Outros activos financeiros<br />

Os outros activos financeiros, que incluem os empréstimos<br />

concedidos, são registados ao custo amortizado <strong>de</strong>duzido<br />

<strong>de</strong> eventuais perdas por imparida<strong>de</strong>.<br />

d) Fornecedores e outras dívidas a terceiros<br />

Os saldos <strong>de</strong> fornecedores e <strong>de</strong> outras dívidas a terceiros<br />

são registados ao custo amortizado. Usualmente, o custo<br />

amortizado <strong>de</strong>stes passivos financeiros não difere do seu<br />

valor nominal.<br />

e) Financiamentos obtidos<br />

Os financiamentos obtidos são registados no passivo ao<br />

custo amortizado.<br />

Eventuais <strong>de</strong>spesas incorridas com a obtenção <strong>de</strong>sses<br />

financiamentos, <strong>de</strong>signadamente comissões bancárias<br />

ou imposto do selo, assim como os encargos com juros<br />

e <strong>de</strong>spesas similares, são reconhecidas pelo método do<br />

juro efectivo em resultados do período ao longo do período<br />

<strong>de</strong> vida <strong>de</strong>sses financiamentos. As referidas <strong>de</strong>spesas<br />

incorridas são apresentadas a <strong>de</strong>duzir à rubrica <strong>de</strong> ”Financiamentos<br />

obtidos”.<br />

f) Outros passivos financeiros<br />

Os outros passivos financeiros são geralmente registados<br />

ao custo amortizado.<br />

g) Contratos para conce<strong>de</strong>r ou contrair empréstimos<br />

Os contratos para conce<strong>de</strong>r ou contrair empréstimos<br />

que não possam ser liquidados numa base líquida e que,<br />

quando executados, reúnam as condições atrás <strong>de</strong>scritas<br />

para serem classificados na categoria “Ao custo ou<br />

custo amortizado”, são registados ao custo <strong>de</strong>duzido <strong>de</strong><br />

eventuais perdas por imparida<strong>de</strong>.<br />

Estes montantes são registados, consoante a sua natureza,<br />

na rubrica “Outros activos financeiros” ou na rubrica<br />

“Outros passivos financeiros”.<br />

O custo amortizado é <strong>de</strong>terminado através do método<br />

do juro efectivo. A taxa <strong>de</strong> juro efectiva é a taxa que <strong>de</strong>sconta<br />

exactamente os pagamentos ou recebimentos<br />

futuros estimados durante a vida esperada do instrumento<br />

financeiro na quantia líquida escriturada do activo ou<br />

passivo financeiro.<br />

ii) Ao justo valor com as alterações reconhecidas<br />

na <strong>de</strong>monstração dos resultados<br />

Todos os activos e passivos financeiros não classificados<br />

na categoria “ao custo ou custo amortizado” são classificados<br />

na categoria “ao justo valor com as alterações<br />

reconhecidas na <strong>de</strong>monstração dos resultados”.<br />

Tais activos e passivos financeiros são mensurados ao justo<br />

valor, sendo as variações no mesmo registadas em<br />

resultados nas rubricas “Perdas por reduções <strong>de</strong> justo valor”<br />

e “Ganhos por aumentos <strong>de</strong> justo valor”.<br />

3.11.1 IMPARIDADE DE ACTIVOS FINANCEIROS<br />

Os activos financeiros classificados na categoria “ao custo<br />

ou custo amortizado” são sujeitos a testes <strong>de</strong> imparida<strong>de</strong><br />

em cada data <strong>de</strong> relato. Tais activos financeiros<br />

encontram-se em imparida<strong>de</strong> quando existe uma evidência<br />

objectiva <strong>de</strong> que, em resultado <strong>de</strong> um ou mais<br />

acontecimentos ocorridos após o seu reconhecimento<br />

inicial, os seus fluxos <strong>de</strong> caixa futuros estimados são afectados.<br />

Para os activos financeiros mensurados ao custo amortizado,<br />

a perda por imparida<strong>de</strong> a reconhecer correspon<strong>de</strong><br />

à diferença entre a quantia escriturada do activo e o<br />

valor presente dos novos fluxos <strong>de</strong> caixa futuros estimados<br />

<strong>de</strong>scontados à respectiva taxa <strong>de</strong> juro efectiva original.<br />

Para os activos financeiros mensurados ao custo, a perda<br />

por imparida<strong>de</strong> a reconhecer correspon<strong>de</strong> à diferença<br />

entre a quantia escriturada do activo e a melhor estimativa<br />

do justo valor do activo. As perdas por imparida<strong>de</strong><br />

são registadas em resultados na rubrica “Imparida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

dívidas a receber ((perdas)/reversões)” no período em<br />

que são <strong>de</strong>terminadas.<br />

Subsequentemente, se o montante da perda por imparida<strong>de</strong><br />

diminui e tal diminuição po<strong>de</strong> ser objectivamente<br />

relacionada com um acontecimento que teve lugar


após o reconhecimento da perda, esta <strong>de</strong>ve ser revertida<br />

por resultados. A reversão <strong>de</strong>ve ser efectuada até ao<br />

limite da quantia que estaria reconhecida (custo amortizado)<br />

caso a perda não tivesse sido inicialmente registada.<br />

A reversão <strong>de</strong> perdas por imparida<strong>de</strong> é registada<br />

em resultados nessa mesma rubrica e não é permitida a<br />

reversão <strong>de</strong> perdas por imparida<strong>de</strong> registada em investimentos<br />

em instrumentos <strong>de</strong> capital próprio (mensurado<br />

ao custo).<br />

3.11.2. DESRECONHECIMENTO DE ACTIVOS E PASSI-<br />

VOS FINANCEIROS<br />

O Grupo <strong>de</strong>sreconhece activos financeiros apenas<br />

quando os direitos contratuais aos seus fluxos <strong>de</strong> caixa<br />

expiram, ou quando transfere para outra entida<strong>de</strong> os<br />

activos financeiros e todos os riscos e benefícios significativos<br />

associados à posse dos mesmos. São <strong>de</strong>sreconhecidos<br />

os activos financeiros transferidos relativamente aos quais<br />

o Grupo reteve alguns riscos e benefícios significativos, <strong>de</strong>s<strong>de</strong><br />

que o controlo sobre os mesmos tenha sido cedido.<br />

O Grupo <strong>de</strong>sreconhece passivos financeiros apenas<br />

quando a correspon<strong>de</strong>nte obrigação seja liquidada,<br />

cancelada ou expire.<br />

3.12. SUBSÍDIOS DO GOVERNO<br />

Os subsídios do Governo apenas são reconhecidos quando<br />

há uma certeza razoável <strong>de</strong> que o Grupo irá cumprir<br />

com as condições <strong>de</strong> atribuição dos mesmos e <strong>de</strong> que<br />

os mesmos irão ser recebidos.<br />

Os subsídios do Governo associados à aquisição ou produção<br />

<strong>de</strong> activos não correntes são inicialmente reconhecidos<br />

no capital próprio, na rubrica <strong>de</strong> “Outras variações<br />

no capital próprio”, sendo subsequentemente<br />

imputados numa base sistemática (proporcionalmente<br />

às amortizações dos activos subjacentes) como rendimentos<br />

do período durante as vidas úteis dos activos<br />

com os quais se relacionam. No caso <strong>de</strong> se relacionarem<br />

com activos não <strong>de</strong>preciáveis, são mantidos no capital<br />

próprio, excepto na parte necessária para compensar<br />

eventuais perdas por imparida<strong>de</strong> nos referidos activos.<br />

Outros subsídios do Governo são, <strong>de</strong> uma forma geral,<br />

reconhecidos como rendimentos <strong>de</strong> uma forma sistemática<br />

durante os períodos necessários para os balancear<br />

com os gastos que são supostos compensar. Subsídios do<br />

Governo que têm por finalida<strong>de</strong> compensar perdas já<br />

incorridas ou que não têm custos futuros associados são<br />

reconhecidos como rendimentos do período em que se<br />

tornam recebíveis.<br />

3.13. SALDOS E TRANSACÇÕES EM MOEDA ESTRANGEIRA<br />

As transacções em moeda estrangeira (moeda diferente<br />

da moeda funcional da Empresa) são registadas às taxas<br />

<strong>de</strong> câmbio das datas das transacções. Em cada data<br />

<strong>de</strong> relato, as quantias escrituradas dos itens monetários<br />

<strong>de</strong>nominados em moeda estrangeira são actualizadas<br />

às taxas <strong>de</strong> câmbio <strong>de</strong>ssa data. As quantias escrituradas<br />

dos itens não monetários registados ao justo valor <strong>de</strong>nominados<br />

em moeda estrangeira são actualizadas às<br />

taxas <strong>de</strong> câmbio das datas em que os respectivos justos<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

55<br />

valores foram <strong>de</strong>terminados. As quantias escrituradas dos<br />

itens não monetários registados ao custo histórico <strong>de</strong>nominados<br />

em moeda estrangeira não são actualizadas.<br />

As diferenças <strong>de</strong> câmbio resultantes das actualizações<br />

atrás referidas são registadas em resultados do período<br />

em que são geradas.<br />

3.14. PROVISÕES<br />

São reconhecidas provisões apenas quando o Grupo<br />

tem uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante<br />

<strong>de</strong> um acontecimento passado, é provável que<br />

para a liquidação <strong>de</strong>ssa obrigação ocorra uma saída <strong>de</strong><br />

recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente<br />

estimado.<br />

O montante reconhecido das provisões consiste no valor<br />

presente da melhor estimativa na data <strong>de</strong> relato dos recursos<br />

necessários para liquidar a obrigação. Tal estimativa<br />

é <strong>de</strong>terminada tendo em consi<strong>de</strong>ração os riscos e<br />

incertezas associados à obrigação.<br />

As provisões são revistas na data <strong>de</strong> relato e são ajustadas<br />

<strong>de</strong> modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.<br />

As obrigações presentes que resultam <strong>de</strong> contratos onerosos<br />

são registadas e mensuradas como provisões. Existe um<br />

contrato oneroso quando o Grupo é parte integrante<br />

das disposições <strong>de</strong> um contrato <strong>de</strong> acordo, cujo cumprimento<br />

tem associados custos que não são possíveis evitar<br />

e que exce<strong>de</strong>m os benefícios económicos <strong>de</strong>rivados<br />

do mesmo.<br />

É reconhecida uma provisão para reestruturação<br />

quando o Grupo <strong>de</strong>senvolveu um plano formal <strong>de</strong>talhado<br />

<strong>de</strong> reestruturação e inicia a implementação do<br />

mesmo ou anuncia as suas principais componentes<br />

aos afectados pelo mesmo. Na mensuração da provisão<br />

para reestruturação são apenas consi<strong>de</strong>rados os<br />

dispêndios que resultam directamente da implementação<br />

do correspon<strong>de</strong>nte plano, não estando, consequentemente,<br />

relacionados com as activida<strong>de</strong>s correntes<br />

da Empresa.<br />

Os passivos contingentes não são reconhecidos nas <strong>de</strong>monstrações<br />

financeiras, sendo divulgados sempre que a<br />

possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> existir uma saída <strong>de</strong> recursos englobando<br />

benefícios económicos não seja remota. Os activos<br />

contingentes não são reconhecidos nas <strong>de</strong>monstrações<br />

financeiras, sendo divulgados quando for provável a existência<br />

<strong>de</strong> um influxo económico futuro <strong>de</strong> recursos.<br />

Recuperação ambiental e paisagística<br />

Nos termos da legislação aplicável, algumas das Empresas<br />

do Grupo, têm como responsabilida<strong>de</strong> a recuperação<br />

ambiental e paisagística das pedreiras afectas<br />

à exploração. Os trabalhos <strong>de</strong> reabilitação incluem essencialmente<br />

a limpeza e regularização das áreas <strong>de</strong>stinadas<br />

à recuperação, a mo<strong>de</strong>lação e preparação do<br />

terreno, o transporte e espalhamento <strong>de</strong> materiais rejeitados<br />

para aterro, a fertilização, a execução do plano geral<br />

<strong>de</strong> revestimento com hidrossementeiras e plantações e<br />

a manutenção e conservação das zonas recuperadas<br />

após a implantação.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

56<br />

A extensão dos trabalhos necessários e dos respectivos<br />

custos a incorrer foram <strong>de</strong>terminados com base em estudos<br />

preparados por entida<strong>de</strong>s in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes, sendo<br />

que a responsabilida<strong>de</strong> total foi mensurada pelo valor<br />

esperado dos fluxos <strong>de</strong> caixa futuros, <strong>de</strong>scontados a valor<br />

presente. Foi utilizada uma taxa <strong>de</strong> <strong>de</strong>sconto <strong>de</strong> 7,4%.<br />

Juízos <strong>de</strong> valor e estimativas estão envolvidos na formação<br />

<strong>de</strong> expectativas sobre activida<strong>de</strong>s futuras e no montante<br />

e período <strong>de</strong> tempo dos fluxos <strong>de</strong> caixa associados.<br />

Estas perspectivas são efectuadas com base na envolvente<br />

existente e regulamentação em vigor.<br />

O valor da provisão para recuperação paisagísta é incrementado<br />

na data <strong>de</strong> relato financeiro, em função do<br />

efeito temporal do dinheiro por contrapartida da rubrica<br />

“Juros e gastos similares suportados” e é reduzido pelos dispêndios<br />

efectuados por cada uma das empresas do Grupo<br />

com a recuperação, na data em que estes ocorrem.<br />

3.15. BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO<br />

3.15.1. PLANOS DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA<br />

As contribuições para planos <strong>de</strong> contribuição <strong>de</strong>finida<br />

são reconhecidas como gasto na rubrica <strong>de</strong> “Gastos<br />

com o pessoal” no período a que respeitam (quando os<br />

empregados abrangidos pelo plano prestaram os serviços<br />

que lhes conferem o direito aos benefícios).<br />

3.15.2. PLANOS DE BENEFÍCIO DEFINIDO<br />

No que diz respeito aos planos <strong>de</strong> benefício <strong>de</strong>finido, o<br />

correspon<strong>de</strong>nte custo é também reconhecido na rubrica<br />

<strong>de</strong> “Gastos com o pessoal” e é <strong>de</strong>terminado através<br />

do método da unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> crédito projectada, sendo as<br />

respectivas avaliações actuariais efectuadas em cada<br />

data <strong>de</strong> relato intercalar e anual.<br />

Os <strong>de</strong>svios actuariais, resultantes das diferenças entre<br />

os pressupostos utilizados para efeito <strong>de</strong> apuramento<br />

<strong>de</strong> responsabilida<strong>de</strong>s e o que efectivamente ocorreu<br />

(bem como <strong>de</strong> alterações efectuadas aos mesmos e<br />

do diferencial entre o valor esperado da rentabilida<strong>de</strong><br />

dos activos dos fundos e a rentabilida<strong>de</strong> real) são reconhecidos,<br />

quando incorridos, directamente em capitais<br />

próprios na rubrica “Outras variações no capital<br />

próprio”(Nota 21.5).<br />

O custo dos serviços passados é reconhecido em resultados<br />

numa base <strong>de</strong> linha recta durante o período até<br />

que os correspon<strong>de</strong>ntes benefícios se tornem adquiridos.<br />

São reconhecidos imediatamente na medida em que os<br />

benefícios já tenham sido totalmente adquiridos.<br />

Os ganhos e perdas gerados por um corte ou uma liquidação<br />

<strong>de</strong> um plano <strong>de</strong> pensões <strong>de</strong> benefícios <strong>de</strong>finidos<br />

são reconhecidos em resultados do período quando o<br />

corte ou a liquidação ocorrer.<br />

Um corte ocorre quando se verifica uma redução material<br />

no número <strong>de</strong> empregados ou o plano é alterado<br />

<strong>de</strong> forma a que os benefícios atribuídos sejam reduzidos,<br />

com efeito material.<br />

A responsabilida<strong>de</strong> associada aos benefícios garantidos<br />

reconhecida no balanço representa o valor presente da<br />

correspon<strong>de</strong>nte obrigação, ajustado por ganhos e perdas<br />

actuariais e pelo custo dos serviços passados não reconhecidos<br />

e <strong>de</strong>duzido do justo valor dos activos do plano.<br />

3.16. OUTROS BENEFÍCIOS A LONGO PRAZO DOS EM-<br />

PREGADOS<br />

Relativamente ao reconhecimento e mensuração dos<br />

outros benefícios a longo prazo dos empregados, a NCRF<br />

28 – Benefícios dos empregados - prevê um método simplificado<br />

<strong>de</strong> contabilização dos mesmos, diferindo da<br />

contabilização exigida para os benefícios pós-emprego<br />

no reconhecimento imediato como rendimento ou gasto:<br />

(i) ganhos e perdas actuariais e (ii) todo o custo dos<br />

serviços passados.<br />

Os respectivos custos são registados na rubrica ‘Gastos<br />

com o pessoal” e a responsabilida<strong>de</strong> reconhecida no balanço<br />

correspon<strong>de</strong> ao valor presente da obrigação <strong>de</strong> benefícios<br />

<strong>de</strong>finidos, <strong>de</strong>terminada <strong>de</strong> acordo com as avaliações<br />

actuariais em cada data <strong>de</strong> relato intercalar e anual.<br />

3.17. BENEFÍCIOS A CURTO PRAZO DE EMPREGADOS<br />

Os benefícios <strong>de</strong> curto prazo <strong>de</strong> empregados são registados<br />

como gasto na rubrica “Gastos com o pessoal”<br />

aquando da prestação <strong>de</strong> serviço pelo empregado.<br />

No caso da participação nos lucros e gratificações os<br />

gastos são reconhecidos quando e, só quando: (i) exista<br />

a obrigação legal ou construtiva <strong>de</strong> fazer tais pagamentos,<br />

em consequência <strong>de</strong> acontecimentos passados e (ii)<br />

possa ser feita uma estimativa fiável da obrigação.<br />

Existe uma obrigação presente quando, e só quando, o<br />

Grupo não tem alternativa realista senão a <strong>de</strong> fazer os<br />

pagamentos.<br />

3.18. RÉDITO<br />

O rédito é mensurado pelo justo valor da contraprestação<br />

recebida ou a receber. O rédito a reconhecer é <strong>de</strong>duzido<br />

do montante estimado <strong>de</strong> <strong>de</strong>voluções, <strong>de</strong>scontos<br />

e outros abatimentos. O rédito reconhecido não inclui IVA<br />

e outros impostos liquidados relacionados com a venda.<br />

O rédito proveniente da venda <strong>de</strong> bens é reconhecido<br />

quando todas as seguintes condições são satisfeitas:<br />

Todos os riscos e vantagens da proprieda<strong>de</strong> dos bens<br />

foram transferidos para o comprador;<br />

A Empresa não mantém qualquer controlo sobre os<br />

bens vendidos;<br />

O montante do rédito po<strong>de</strong> ser mensurado com fiabilida<strong>de</strong>;<br />

É provável que benefícios económicos futuros associados<br />

à transacção fluam para a Empresa;<br />

Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção<br />

po<strong>de</strong>m ser mensurados com fiabilida<strong>de</strong>.<br />

O rédito proveniente da prestação <strong>de</strong> serviços é reconhecido<br />

com referência à fase <strong>de</strong> acabamento da transacção<br />

à data <strong>de</strong> relato, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> que todas as seguintes<br />

condições sejam satisfeitas:


O montante do rédito po<strong>de</strong> ser mensurado com fiabilida<strong>de</strong>;<br />

É provável que benefícios económicos futuros associados<br />

à transacção fluam para a Empresa;<br />

Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção<br />

po<strong>de</strong>m ser mensurados com fiabilida<strong>de</strong>;<br />

A fase <strong>de</strong> acabamento da transacção à data <strong>de</strong> relato<br />

po<strong>de</strong> ser mensurada com fiabilida<strong>de</strong>.<br />

O rédito <strong>de</strong> juros é reconhecido utilizando o método do<br />

juro efectivo, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> que seja provável que benefícios<br />

económicos fluam para o Grupo e o seu montante possa<br />

ser mensurado com fiabilida<strong>de</strong>.<br />

O rédito proveniente <strong>de</strong> divi<strong>de</strong>ndos <strong>de</strong>ve ser reconhecido<br />

quando for estabelecido o direito do Grupo receber<br />

o correspon<strong>de</strong>nte montante.<br />

3.19. ENCARGOS FINANCEIROS COM EMPRÉSTIMOS<br />

OBTIDOS<br />

Os encargos financeiros relacionados com empréstimos<br />

são geralmente reconhecidos como gastos à medida<br />

que são incorridos.<br />

Os encargos financeiros <strong>de</strong> empréstimos directamente<br />

relacionados com a aquisição, construção ou produção<br />

<strong>de</strong> activos fixos são capitalizados quando o seu período<br />

<strong>de</strong> construção é superior a um ano, fazendo parte integrante<br />

do custo do activo.<br />

A capitalização <strong>de</strong>stes encargos começa após o início da<br />

preparação das activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> construção ou <strong>de</strong>senvolvimento<br />

do activo e é interrompida após o início <strong>de</strong> utilização<br />

ou quando o projecto em causa se encontre suspenso.<br />

Quaisquer proveitos financeiros gerados por empréstimos,<br />

directamente relacionados com um investimento específico,<br />

são <strong>de</strong>duzidos aos encargos financeiros elegíveis<br />

para capitalização.<br />

3.20. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS E CON-<br />

TABILIDADE DE COBERTURA<br />

O Grupo utiliza <strong>de</strong>rivados com o objectivo <strong>de</strong> gerir os riscos<br />

financeiros a que se encontra sujeito.<br />

Sempre que as expectativas <strong>de</strong> evolução <strong>de</strong> taxas <strong>de</strong><br />

juro e <strong>de</strong> câmbio o justifiquem, o Grupo procura contratar<br />

operações <strong>de</strong> protecção contra movimentos adversos,<br />

através <strong>de</strong> instrumentos <strong>de</strong>rivados, tais como interest rate<br />

swaps (IRS), caps e floors, forwards, etc.<br />

Adicionalmente o Grupo contratou instrumentos financeiros<br />

<strong>de</strong>rivados relativos à carteira <strong>de</strong>tida <strong>de</strong> licenças<br />

<strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com efeitos <strong>de</strong> estufa.<br />

Os instrumentos financeiros <strong>de</strong>rivados são registados<br />

inicialmente pelo seu justo valor na data em que são<br />

contratados. Em cada data <strong>de</strong> relato são remensurados<br />

ao justo valor, sendo o correspon<strong>de</strong>nte ganho ou perda<br />

<strong>de</strong> remensuração registado <strong>de</strong> imediato em resultados,<br />

salvo se tais instrumentos forem <strong>de</strong>signados como instrumento<br />

<strong>de</strong> cobertura. Quando forem <strong>de</strong>signados como<br />

instrumento <strong>de</strong> cobertura, o correspon<strong>de</strong>nte ganho ou<br />

perda <strong>de</strong> remensuração <strong>de</strong>ve ser registado em resultados<br />

quando a posição coberta afectar resultados.<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

57<br />

Um instrumento financeiro <strong>de</strong>rivado com um justo valor<br />

positivo é reconhecido como um activo financeiro nas<br />

rubricas “Outros activos não correntes” ou “Outros activos<br />

correntes”. Um instrumento financeiro <strong>de</strong>rivado com um<br />

justo valor negativo é reconhecido como um passivo financeiro<br />

nas rubricas “Outras contas a pagar não<br />

correntes” ou “Outras contas a pagar correntes”.<br />

Um instrumento financeiro <strong>de</strong>rivado é apresentado como<br />

não corrente se a sua maturida<strong>de</strong> remanescente for superior<br />

a 12 meses e não for expectável a sua realização ou<br />

liquidação no prazo <strong>de</strong> 12 meses.<br />

Contabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cobertura<br />

O Grupo <strong>de</strong>signa como instrumento <strong>de</strong> cobertura <strong>de</strong>terminados<br />

instrumentos financeiros <strong>de</strong>rivados, no âmbito<br />

<strong>de</strong> operações <strong>de</strong> cobertura do risco <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro e<br />

do risco <strong>de</strong> preço <strong>de</strong> licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com<br />

efeitos <strong>de</strong> estufa.<br />

Os critérios para a aplicação das regras <strong>de</strong> contabilida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> cobertura são os seguintes:<br />

A<strong>de</strong>quada documentação da operação <strong>de</strong> cobertura;<br />

O risco a cobrir é um dos riscos <strong>de</strong>scritos na NCRF 27 –<br />

Instrumentos financeiros;<br />

É esperado que as alterações no justo valor ou fluxos <strong>de</strong><br />

caixa do item coberto, atribuíveis ao risco a cobrir, sejam<br />

praticamente compensadas pelas alterações no justo<br />

valor do instrumento <strong>de</strong> cobertura.<br />

No início da operação da cobertura, o Grupo documenta<br />

a relação entre o instrumento <strong>de</strong> cobertura e o item<br />

coberto, os seus objectivos e estratégia <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> do risco,<br />

e a sua avaliação da eficácia do instrumento <strong>de</strong> cobertura<br />

a compensar variações nos justos valores e fluxos<br />

<strong>de</strong> caixa do item coberto.<br />

As variações no justo valor dos instrumentos financeiros<br />

<strong>de</strong>rivados, <strong>de</strong>signados como instrumento <strong>de</strong> cobertura<br />

no âmbito <strong>de</strong> cobertura do risco <strong>de</strong> preço <strong>de</strong> licenças<br />

<strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa, no âmbito <strong>de</strong><br />

um compromisso ou <strong>de</strong> uma transacção futura <strong>de</strong> elevada<br />

probabilida<strong>de</strong> são registadas no capital próprio na<br />

rubrica “Outras variações <strong>de</strong> capital próprio – reserva <strong>de</strong><br />

cobertura”. Tais ganhos ou perdas registados no capital<br />

próprio, são reclassificados para resultados nos períodos<br />

em que o item coberto afectar resultados, sendo apresentados<br />

na linha afectada pelo item coberto.<br />

A contabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cobertura é <strong>de</strong>scontinuada quando<br />

o Grupo revoga a relação <strong>de</strong> cobertura, quando o instrumento<br />

<strong>de</strong> cobertura expira, é vendido, ou é exercido, ou<br />

quando o instrumento <strong>de</strong> cobertura <strong>de</strong>ixa <strong>de</strong> se qualificar<br />

para a contabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cobertura. Qualquer montante<br />

registado em “Outras variações no capital próprio”<br />

apenas é reclassificado para resultados quando a posição<br />

coberta afectar estes últimos.<br />

Quando a posição coberta consistir numa transacção<br />

futura e não for expectável que a mesma ocorra, qualquer<br />

montante registado em “Outras variações no capital<br />

próprio” é <strong>de</strong> imediato reclassificado para resultados.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

58<br />

3.21. GESTÃO DE RISCO<br />

3.21.1. FACTORES DE RISCO FINANCEIRO<br />

O Grupo <strong>Secil</strong> tem um programa <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> do risco que<br />

foca a sua análise nos mercados financeiros com vista a<br />

minimizar os potenciais efeitos adversos na performance<br />

financeira do Grupo <strong>Secil</strong>.<br />

A <strong>gestão</strong> <strong>de</strong>ste risco é conduzida pelo Departamento<br />

Financeiro da <strong>Secil</strong> <strong>de</strong> acordo com políticas aprovadas<br />

pela Administração.<br />

a) Risco cambial<br />

A variação da taxa <strong>de</strong> câmbio do Euro face a outras moedas<br />

po<strong>de</strong> afectar as receitas do Grupo <strong>de</strong> diversas formas.<br />

O risco cambial resulta sobretudo das compras <strong>de</strong> combustíveis<br />

e fretes <strong>de</strong> navios, ambos pagos em USD.<br />

O Grupo <strong>Secil</strong> prosseguiu a sua política <strong>de</strong> maximização<br />

do potencial <strong>de</strong> cobertura natural da sua exposição<br />

cambial, via compensação dos fluxos cambiais intra-Grupo.<br />

Para os fluxos não compensados naturalmente, o risco<br />

tem vindo a ser analisado e coberto através da contratação<br />

<strong>de</strong> estruturas <strong>de</strong> opções cambiais que estabelecem<br />

o contra-valor máximo a pagar e permitem beneficiar<br />

parcialmente <strong>de</strong> evoluções favoráveis na taxa <strong>de</strong> câmbio.<br />

O Grupo <strong>Secil</strong> <strong>de</strong>tém activos localizados na Tunísia, Angola<br />

e Líbano, pelo que a variação das moedas dos referidos<br />

países po<strong>de</strong>rá ter impacto no balanço da <strong>Secil</strong>.<br />

b) Risco <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro<br />

O Grupo <strong>Secil</strong>, em finais <strong>de</strong> 2005, optou por contratar uma<br />

cobertura parcial do risco da taxa <strong>de</strong> juro através <strong>de</strong><br />

uma estrutura <strong>de</strong> <strong>de</strong>rivados que lhe fixa um valor máximo<br />

para os encargos financeiros relativos à dívida <strong>de</strong> longo<br />

prazo com reembolso escalonados. A restante dívida foi<br />

mantida num regime <strong>de</strong> taxa variável.<br />

c) Risco <strong>de</strong> licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> efeitos <strong>de</strong> estufa<br />

O Grupo <strong>Secil</strong> promove uma <strong>gestão</strong> activa da sua carteira<br />

<strong>de</strong> licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> carbono que lhe foram atribuídas<br />

no âmbito da fase 2 do EU-ETS. Fruto da crescente<br />

utilização <strong>de</strong> combustíveis alternativos, o Grupo <strong>Secil</strong> tem<br />

registado (e prevê manter) alguns excessos <strong>de</strong> licenças <strong>de</strong><br />

emissão, tendo estas licenças vindo a ser transaccionadas<br />

no mercado, eliminando o risco <strong>de</strong> preço.<br />

d) Risco <strong>de</strong> crédito<br />

O agravamento das condições económicas globais ou<br />

adversida<strong>de</strong>s que afectem apenas as economias a uma<br />

escala local po<strong>de</strong> originar a incapacida<strong>de</strong> dos clientes<br />

em saldar as obrigações <strong>de</strong>correntes das vendas <strong>de</strong> produtos.<br />

O seguro <strong>de</strong> crédito tem sido um dos instrumentos<br />

adoptados pelo Grupo <strong>Secil</strong> para minorar os impactos<br />

negativos <strong>de</strong>ste tipo <strong>de</strong> risco.<br />

e) Risco <strong>de</strong> liqui<strong>de</strong>z<br />

O Grupo gere o risco <strong>de</strong> liqui<strong>de</strong>z por duas vias: garantindo<br />

que a sua dívida financeira tem uma componente <strong>de</strong><br />

médio e longo prazo com maturida<strong>de</strong>s a<strong>de</strong>quadas aos<br />

activos financiados, e dispondo <strong>de</strong> facilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> crédito<br />

<strong>de</strong> apoio à tesouraria em montantes suficientes e disponíveis<br />

a todo o momento.<br />

3.21.2. FACTORES DE RISCO OPERACIONAL<br />

a) Sector da Construção<br />

O volume <strong>de</strong> negócios da <strong>Secil</strong> <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> do nível <strong>de</strong><br />

activida<strong>de</strong> no sector da construção em cada um dos<br />

mercados geográficos em que opera. O sector da construção<br />

ten<strong>de</strong> a ser cíclico, especialmente em economias<br />

maduras, e <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> do nível <strong>de</strong> construção resi<strong>de</strong>ncial<br />

e comercial, bem como do nível <strong>de</strong> investimentos em<br />

infra-estruturas.<br />

O sector da construção é sensível a factores como as<br />

taxas <strong>de</strong> juro, e uma quebra da activida<strong>de</strong> económica<br />

numa dada economia po<strong>de</strong> conduzir a uma recessão<br />

no sector da construção.<br />

Apesar da empresa consi<strong>de</strong>rar que a sua diversificação<br />

geográfica é a melhor forma <strong>de</strong> conseguir a estabilização<br />

dos seus resultados, a sua activida<strong>de</strong>, situação financeira<br />

e resultados operacionais po<strong>de</strong>m ser negativamente<br />

afectados por uma quebra do sector da construção<br />

em qualquer mercado significativo em que opere.<br />

b) Procura <strong>de</strong> produtos - <strong>Secil</strong><br />

Nos mercados maduros a procura <strong>de</strong> cimento e outros<br />

materiais <strong>de</strong> construção ten<strong>de</strong> a ser bastante regular ao<br />

longo do ano. Apenas se nota uma redução da procura<br />

durante o mês <strong>de</strong> Janeiro e Dezembro. A procura dos<br />

produtos da <strong>Secil</strong> está, em geral, alinhada com esse padrão<br />

<strong>de</strong> comportamento.<br />

c) Legislação ambiental<br />

Nos últimos anos, a legislação comunitária e nacional<br />

tem vindo a tornar-se mais limitativa no que respeita ao<br />

controlo dos efluentes.<br />

O Grupo <strong>Secil</strong> respeita a legislação actualmente em<br />

vigor, tendo para isso realizado investimentos muito significativos<br />

nos últimos anos. Embora não se preveja, num<br />

futuro próximo, alterações significativas à actual legislação,<br />

existe a possibilida<strong>de</strong> da <strong>Secil</strong> necessitar <strong>de</strong> realizar<br />

investimentos adicionais nesta área, <strong>de</strong> modo a cumprir<br />

eventuais novos limites que venham a ser aprovados.<br />

d) Custos energéticos<br />

Uma parte significativa dos custos do Grupo está <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte<br />

dos custos energéticos. A energia é um factor <strong>de</strong><br />

custo com peso significativo na activida<strong>de</strong> da <strong>Secil</strong> e nas<br />

suas participadas.<br />

O Grupo protege-se, em certa medida, contra o risco<br />

da subida do preço da energia através da possibilida-


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

NAVIO DA SECIL<br />

ROAZ<br />

59


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

60<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong> algumas das suas fábricas utilizarem combustíveis<br />

alternativos e <strong>de</strong> contratos <strong>de</strong> fornecimento <strong>de</strong> energia<br />

eléctrica <strong>de</strong> longo prazo para algumas das necessida<strong>de</strong>s<br />

energéticas. Apesar <strong>de</strong>stas medidas, flutuações significativas<br />

nos custos da electricida<strong>de</strong> e dos combustíveis po<strong>de</strong>m<br />

afectar negativamente a sua activida<strong>de</strong>, situação<br />

financeira e resultados operacionais do Grupo.<br />

e) Necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> investimentos significativos em novas<br />

aquisições no futuro<br />

O Grupo <strong>Secil</strong> tem interesses em sectores on<strong>de</strong> se tem<br />

vindo a assistir a processos <strong>de</strong> consolidação e on<strong>de</strong> po<strong>de</strong>m<br />

surgir oportunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> crescimento quer orgânico<br />

quer pela via <strong>de</strong> aquisições.<br />

3.22. CAPITAL SOCIAL E ACÇÕES PRÓPRIAS<br />

As acções ordinárias são classificadas no capital próprio<br />

(Nota 21). Os custos directamente atribuíveis à emissão<br />

<strong>de</strong> novas acções ou outros instrumentos <strong>de</strong> capital próprio<br />

são apresentados como uma <strong>de</strong>dução, líquida <strong>de</strong><br />

impostos, ao valor recebido resultante da emissão.<br />

Os custos directamente imputáveis à emissão <strong>de</strong> novas acções<br />

ou opções, para a aquisição <strong>de</strong> um negócio são incluídos<br />

no custo <strong>de</strong> aquisição, como parte do valor da compra.<br />

As acções próprias são contabilizadas pelo seu valor <strong>de</strong><br />

aquisição, como uma redução do capital próprio, na rubrica<br />

“Acções próprias”, sendo os ganhos ou perdas inerentes<br />

à sua alienação registados em “Outras reservas”. Em<br />

conformida<strong>de</strong> com a legislação comercial aplicável,<br />

enquanto as acções próprias se mantiverem na posse da<br />

socieda<strong>de</strong>, é tornada indisponível uma reserva <strong>de</strong> montante<br />

igual ao seu custo <strong>de</strong> aquisição.<br />

Quando alguma empresa do Grupo adquire acções da<br />

empresa-mãe (acções próprias) o pagamento, que inclui<br />

os custos incrementais directamente atribuíveis (líquidos<br />

<strong>de</strong> impostos), é <strong>de</strong>duzido ao capital próprio atribuível aos<br />

<strong>de</strong>tentores do capital da empresa-mãe até que as acções<br />

sejam canceladas, reemitidas ou alienadas.<br />

Quando tais acções são subsequentemente vendidas<br />

ou reemitidas, qualquer recebimento, líquido <strong>de</strong> custos<br />

<strong>de</strong> transacção directamente atribuíveis e <strong>de</strong> impostos, é<br />

reflectido no capital próprio dos <strong>de</strong>tentores do capital<br />

da empresa, em outras reservas.<br />

3.23. DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS<br />

A distribuição <strong>de</strong> divi<strong>de</strong>ndos aos <strong>de</strong>tentores do capital é reconhecida<br />

como um passivo nas <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

do Grupo no período em que os divi<strong>de</strong>ndos são aprovados<br />

pelos accionistas e até ao momento da sua liquidação.<br />

3.24. JUÍZOS DE VALOR CRÍTICOS E PRINCIPAIS FON-<br />

TES DE INCERTEZA ASSOCIADAS A ESTIMATIVAS<br />

Na preparação das <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas<br />

anexas foram efectuados juízos <strong>de</strong> valor e estimativas,<br />

e utilizados diversos pressupostos que afectam as<br />

quantias relatadas <strong>de</strong> activos e passivos, assim como as<br />

quantias relatadas <strong>de</strong> rendimentos e gastos do período.<br />

As estimativas e os pressupostos subjacentes foram <strong>de</strong>terminados<br />

com base no melhor conhecimento existente<br />

à data <strong>de</strong> aprovação das <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

consolidadas dos eventos e transacções em curso, assim<br />

como na experiência <strong>de</strong> eventos passados e/ou correntes.<br />

Contudo, po<strong>de</strong>rão ocorrer situações em períodos subsequentes<br />

que, não sendo previsíveis à data <strong>de</strong> aprovação<br />

das <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas, não foram<br />

consi<strong>de</strong>radas nessas estimativas. As alterações às estimativas<br />

que ocorram posteriormente à data das <strong>de</strong>monstrações<br />

financeiras serão corrigidas <strong>de</strong> forma prospectiva.<br />

Por este motivo e dado o grau <strong>de</strong> incerteza associado,<br />

os resultados reais das transacções em questão po<strong>de</strong>rão<br />

diferir das correspon<strong>de</strong>ntes estimativas.<br />

Os principais juízos <strong>de</strong> valor e estimativas efectuadas na<br />

preparação das <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas<br />

anexas foram os seguintes:<br />

a) Imparida<strong>de</strong> do Goodwill<br />

O goodwill é sujeito a teste <strong>de</strong> imparida<strong>de</strong> anualmente<br />

ou sempre que existem indícios <strong>de</strong> uma eventual perda<br />

<strong>de</strong> valor, <strong>de</strong> acordo com a política indicada na Nota 3.2.5.<br />

Os valores recuperáveis das unida<strong>de</strong>s geradoras <strong>de</strong> fluxos<br />

<strong>de</strong> caixa às quais o goodwill é afecto são <strong>de</strong>terminados<br />

com base no valor <strong>de</strong> uso, apurado <strong>de</strong> acordo com<br />

os fluxos <strong>de</strong> caixa esperados. Na <strong>de</strong>terminação do valor<br />

<strong>de</strong> uso são utilizadas estimativas por parte da <strong>gestão</strong> relativamente<br />

à evolução futura da activida<strong>de</strong> e às taxas<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>sconto consi<strong>de</strong>radas.<br />

b) Imposto sobre o Rendimento<br />

O Grupo reconhece passivos para liquidações adicionais<br />

<strong>de</strong> impostos que possam resultar <strong>de</strong> revisões pelas autorida<strong>de</strong>s<br />

fiscais. Quando o resultado final <strong>de</strong>stas situações<br />

é diferente dos valores inicialmente registados, as diferenças<br />

terão impacto no imposto sobre o rendimento e nos<br />

impostos diferidos, no período em que tais diferenças são<br />

i<strong>de</strong>ntificadas.<br />

c) Reconhecimento <strong>de</strong> activos por impostos diferidos<br />

São reconhecidos activos por impostos diferidos apenas<br />

quando existe forte segurança <strong>de</strong> que existirão lucros<br />

tributáveis futuros disponíveis para a utilização das diferenças<br />

temporárias, ou quando existam passivos por impostos<br />

diferidos cuja reversão seja expectável no mesmo<br />

período em que os activos por impostos diferidos sejam<br />

revertidos. A avaliação dos activos por impostos diferidos<br />

é efectuada pela <strong>gestão</strong> no final <strong>de</strong> cada exercício, tendo<br />

em atenção a expectativa <strong>de</strong> <strong>de</strong>sempenho no futuro.<br />

d) Pressupostos actuariais<br />

A avaliação das responsabilida<strong>de</strong>s com benefícios <strong>de</strong>finidos<br />

é efectuada anualmente com o recurso a estudos actuariais<br />

elaborados por peritos in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes, baseados em<br />

pressupostos actuariais associados a indicadores económicos<br />

e <strong>de</strong>mográficos. Alterações nestes pressupostos po<strong>de</strong>m<br />

ter um impacto relevante naquelas responsabilida<strong>de</strong>s.


e) Provisões<br />

O grupo analisa <strong>de</strong> forma periódica eventuais obrigações<br />

que ressaltem <strong>de</strong> eventos passados e que <strong>de</strong>vam<br />

ser objecto <strong>de</strong> reconhecimento ou divulgação. A subjectivida<strong>de</strong><br />

inerente à <strong>de</strong>terminação da probabilida<strong>de</strong> e<br />

montante <strong>de</strong> recursos internos necessários para liquidação<br />

das obrigações po<strong>de</strong>rá conduzir a ajustamentos significativos,<br />

quer por variação dos pressupostos utilizados,<br />

quer pelo futuro reconhecimento <strong>de</strong> provisões anteriormente<br />

divulgadas como passivos contingentes.<br />

f) Imparida<strong>de</strong> das contas a receber<br />

O Grupo gere os riscos <strong>de</strong> crédito na carteira <strong>de</strong> saldos a<br />

receber através <strong>de</strong> análises <strong>de</strong> risco criteriosas aquando<br />

da abertura <strong>de</strong> crédito para novos clientes e da sua revisão<br />

regular (Nota 19.4).<br />

Pela natureza intrínseca dos seus clientes, não se encontram<br />

disponíveis <strong>de</strong> forma generalizada ratings <strong>de</strong> crédito<br />

para a carteira que permitam a sua categorização e<br />

análise enquanto população homogénea. Desta forma,<br />

são recolhidos elementos do comportamento financeiro<br />

dos clientes através <strong>de</strong> contactos regulares, bem como<br />

através <strong>de</strong> contactos com outras entida<strong>de</strong>s envolvidas<br />

na relação comercial (por exemplo, agentes <strong>de</strong> vendas).<br />

Paralelamente, a <strong>Secil</strong> e as suas subsidiárias contratualizaram<br />

com diversas companhias <strong>de</strong> seguro <strong>de</strong> crédito<br />

a inclusão da generalida<strong>de</strong> dos saldos das referidas<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

61<br />

carteiras em apólices <strong>de</strong> seguros que reduzem a sua exposição,<br />

nesses saldos, à franquia a liquidar em caso <strong>de</strong><br />

sinistro, que varia em função da origem geográfica dos<br />

clientes.<br />

3.25. ACONTECIMENTOS APÓS A DATA DO BALANÇO<br />

Os acontecimentos após a data do balanço que proporcionem<br />

informação adicional sobre condições que<br />

existiam à data do balanço (“adjusting events” ou acontecimentos<br />

após a data do balanço que dão origem a<br />

ajustamentos) são reflectidos nas <strong>de</strong>monstrações financeiras.<br />

Os eventos após a data do balanço que proporcionem<br />

informação sobre condições que ocorram após<br />

a data do balanço (“non adjusting events” ou acontecimentos<br />

após a data do balanço que não dão origem a<br />

ajustamentos) são divulgados nas <strong>de</strong>monstrações financeiras,<br />

se forem consi<strong>de</strong>rados materiais.<br />

4. FLUXOS DE CAIXA<br />

Para efeitos da <strong>de</strong>monstração dos fluxos <strong>de</strong> caixa, a caixa<br />

e seus equivalentes inclui numerário, <strong>de</strong>pósitos bancários<br />

imediatamente mobilizáveis (<strong>de</strong> prazo inferior ou igual a três<br />

meses) e aplicações <strong>de</strong> tesouraria no mercado monetário, líquidos<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>scobertos bancários e <strong>de</strong> outros financiamentos<br />

<strong>de</strong> curto prazo equivalentes. Caixa e seus equivalentes em<br />

31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 <strong>de</strong>talha-se conforme segue:<br />

VALORES EM EUROS 31/12/2010 31/12/2009<br />

Numerário 237.246 293.574<br />

Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 13.898.991 24.812.545<br />

Aplicações <strong>de</strong> tesouraria 56.407.053 41.159.419<br />

(Nota 19) 70.543,290 66.265,538<br />

Descobertos bancários (Nota 24.3) (8.452.576) (8.638.308)<br />

62.090.714 57.627.230


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

62<br />

5. RELATO POR SEGMENTOS E RÉDITOS E<br />

SERVIÇOS PRESTADOS POR ÁREA GEO-<br />

GRÁFICA DE DESTINO<br />

5.1. RELATO POR SEGMENTOS<br />

A informação por segmentos é apresentada em relação<br />

aos segmentos <strong>de</strong> negócio i<strong>de</strong>ntificados nomeadamente<br />

Cimento, Betões e Agregados.<br />

VALORES EM EUROS<br />

Os resultados, activos e passivos <strong>de</strong> cada segmento correspon<strong>de</strong>m<br />

àqueles que lhe são directamente atribuíveis,<br />

assim como os que numa base razoável lhes po<strong>de</strong>m ser<br />

atribuídos.<br />

A informação financeira por segmentos <strong>de</strong> negócio, dos<br />

períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, analisa-se<br />

como segue:<br />

PORTUGAL LÍBANO TUNÍSIA ANGOLA<br />

CIMENTO<br />

CABO<br />

VERDE<br />

Vendas e serviços prestados<br />

Vendas e serviços prestados externos 223.303.919 69.538.465 61.119.174 27.762.595 4.692.994<br />

Vendas e serviços prestados inter-segmentais 56.250.125 3.049.607 3.269.975 - 78.585<br />

Vendas e serviços prestados totais 279.554.044 72.588.072 64.389.149 27.762.595 4.771.579<br />

EBITDA<br />

(Gastos)/reversões <strong>de</strong> <strong>de</strong>preciação e <strong>de</strong><br />

79.005.805 29.693.808 13.660.237 1.166.121 78.188<br />

amortização (54.768.157) (5.918.879) (8.333.221) (3.318.860) (21.047)<br />

Subsídios ao investimento<br />

Ganhos/(perdas) na alienção <strong>de</strong> activos<br />

30.282.494 - 406.629 - -<br />

não correntes 28.573 (780) 9.936 14.709 -<br />

EBIT<br />

Ganhos e (perdas) em empresas associa<br />

54.548.715 23.774.149 5.743.581 (2.138.030) 57.141<br />

das e empreendimentos conjuntos<br />

Resultado operacional (antes <strong>de</strong> gastos<br />

- - - - -<br />

<strong>de</strong> financiamento e impostos) 54.548.715 23.774.149 5.743.581 (2.138.030) 57.141<br />

Resultados financeiros líquidos externos (11.258.796) (665.742) (449.774) (153.755) 2.039<br />

Resultados financeiros líquidos inter-segmentais (9.606.305) - 1.173 - -<br />

Resultados financeiros totais (20.865.101) (665.742) (448.601) (153.755) 2.039<br />

Resultado antes <strong>de</strong> impostos 33.683.614 23.108.407 5.294.980 (2.291.785) 59.180<br />

Imposto sobre o rendimento (8.730.683) (3.456.066) (556.138) - (15.440)<br />

Resultado consolidado líquido do período 24.952.931 19.652.341 4.738.842 (2.291.785) 43.740<br />

Resultado consolidado líquido do periodo<br />

atribuível a:<br />

Detentores do capital da empresa-mãe 24.672.088 10.032.520 4.678.119 (1.168.810) 43.740<br />

Interesses minoritários<br />

OUTRAS INFORMAÇÕES<br />

280.843 9.619.821 60.723 (1.122.975) -<br />

Goodwill<br />

Participações financeiras -<br />

84.571.001 - 1.909.466 - -<br />

método da equivalência patrimonial (189.796) - 2.599 - -<br />

Outros activos do segmento 187.044.763 126.685.476 143.262.242 26.382.444 1.328.210<br />

Activos totais consolidados 271.425.968 126.685.476 145.174.307 26.382.444 1.328.210<br />

Passivos do segmento 152.321.926 29.047.483 53.720.276 6.357.151 70.912<br />

Dispêndios <strong>de</strong> capital fixo 13.958.192 5.348.554 8.312.877 2.083.269 233


PORTUGAL<br />

BETÕES<br />

LÍBANO TUNÍSIA PORTUGAL<br />

AGREGADOS<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

63<br />

31/12/2010<br />

CABO OUTROS NÃO<br />

VERDE ALOCADOS ELIMINAÇÕES CONSOLIDADO<br />

88.675.141 7.648.974 8.192.026 16.110.343 680.326 28.094.947 - 535.818.904<br />

433.477 - - 8.335.184 - 5.103.855 (76.520.808) -<br />

89.108.618 7.648.974 8.192.026 24.445.527 680.326 33.198.802 (76.520.808) 535.818.904<br />

2.566.063 197.233 1.200.277 2.774.678 171.458 (2.275.775) (14.246) 128.223.847<br />

(1.871.530) (348.757) (411.062) (3.594.785) (102.109) (3.241.509) - (81.929.916)<br />

450 - 88.920 5.423 - 155.328 - 30.939.244<br />

(368.427) (2.207) 20.666 178.517 - 1.461.455 - 1.342.442<br />

326.556 (153.731) 898.801 (636.167) 69.349 (3.900.501) (14.246) 78.575.617<br />

- - - (12.131) - (618.910) - (631.041)<br />

326.556 (153.731) 898.801 (648.298) 69.349 (4.519.411) (14.246) 77.944.576<br />

(552.863) (8.278) (32.877) (667.714) 21.760 8.868.281 - (4.897.719)<br />

(436.093) - (1.173) (458.385) - 10.501.862 (1.079) -<br />

(988.956) (8.278) (34.050) (1.126.099) 21.760 19.370.143 (1.079) (4.897.719)<br />

(662.400) (162.009) 864.751 (1.774.397) 91.109 14.850.732 (15.325) 73.046.857<br />

(31.927) - (126.126) 306.401 (34.034) (3.909.176) - (16.553.189)<br />

(694.327) (162.009) 738.625 (1.467.996) 57.075 10.941.556 (15.325) 56.493.668<br />

(597.544) (82.706) 728.679 (1.275.286) 35.672 10.292.370 (15.325) 47.343.517<br />

(96.783) (79.303) 9.946 (192.710) 21.403 649.186 - 9.150.151<br />

7.409.634 - - 600.811 - 27.948.380 - 122.439.292<br />

766.022 - - 383.171 - 2.024.946 - 2.986.942<br />

54.053.988 7.192.120 6.647.268 48.688.543 1.240.853 98.575.600 - 701.101.507<br />

62.229.644 7.192.120 6.647.268 49.672.525 1.240.853 128.548.926 - 826.527.741<br />

11.407.369 2.705.809 2.548.563 13.763.133 56.402 71.425.451 - 343.424.475<br />

1.481.394 1.481.088 1.374.870 7.149.084 - 2.975.635 - 44.165.196


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

VALORES EM EUROS<br />

64<br />

PORTUGAL LÍBANO<br />

TUNÍSIA ANGOLA<br />

CIMENTO<br />

CABO<br />

VERDE<br />

Vendas e serviços prestados<br />

Vendas e serviços prestados externos 231.308.981 63.919.668 59.358.410 48.504.314 4.350.628<br />

Vendas e serviços prestados inter-segmentais 59.046.980 3.117.900 2.891.341 - 146.653<br />

Vendas e serviços prestados totais 290.355.961 67.037.568 62.249.751 48.504.314 4.497.281<br />

EBITDA<br />

(Gastos)/reversões <strong>de</strong> <strong>de</strong>preciação e <strong>de</strong><br />

90.881.996 28.127.006 11.960.381 8.915.489 67.606<br />

amortização (51.212.811) (5.415.430) (8.230.141) (2.401.980) (18.238)<br />

Subsídios ao investimento<br />

Ganhos/(perdas) na alienção <strong>de</strong> activos<br />

25.254.695 - 411.449 - -<br />

não correntes 103.365 5.827 29.126 - -<br />

EBIT<br />

Ganhos e (perdas) em empresas associa-<br />

65.027.245 22.717.403 4.170.815 6.513.509 49.368<br />

das e empreendimentos conjuntos<br />

Resultado operacional (antes <strong>de</strong> gastos<br />

- - - - -<br />

<strong>de</strong> financiamento e impostos) 65.027.245 22.717.403 4.170.815 6.513.509 49.368<br />

Resultados financeiros líquidos externos (18.278.046) (901.018) (572.779) (348.641) 2.494<br />

Resultados financeiros líquidos inter-segmentais (15.389.988) - 3.275 - -<br />

Resultados financeiros totais (33.668.034) (901.018) (569.504) (348.641) 2.494<br />

Resultado antes <strong>de</strong> impostos 31.359.211 21.816.385 3.601.311 6.164.868 51.862<br />

Imposto sobre o rendimento (3.781.982) (3.529.828) (182.166) - 4.917<br />

Resultado consolidado líquido do período 27.577.229 18.286.557 3.419.145 6.164.868 56.779<br />

Resultado consolidado líquido do periodo<br />

atribuível a:<br />

Detentores do capital da empresa-mãe 27.227.222 9.271.336 3.375.362 3.144.083 56.779<br />

Interesses minoritários<br />

OUTRAS INFORMAÇÕES<br />

350.007 9.015.221 43.783 3.020.785 -<br />

Goodwill<br />

Participações financeiras -<br />

85.117.184 - 1.949.599 - -<br />

método da equivalência patrimonial (189.796) - 2.654 - -<br />

Outros activos do segmento 186.551.126 113.022.482 144.053.507 26.396.792 945.634<br />

Activos totais consolidados 271.478.514 113.022.482 146.005.760 26.396.792 945.634<br />

Passivos do segmento 162.098.724 26.432.710 52.758.284 5.814.327 42.768<br />

Dispêndios <strong>de</strong> capital fixo 15.166.556 2.581.125 2.600.914 2.320.875 12.321


PORTUGAL<br />

BETÕES<br />

LÍBANO TUNÍSIA PORTUGAL<br />

AGREGADOS<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

102.989.899 7.670.905 7.946.551 13.932.289 1.006.839 31.242.517 - 572.231.001<br />

223.963 - - 9.166.043 - 4.272.860 (78.865.740) -<br />

103.213.862 7.670.905 7.946.551 23.098.332 1.006.839 35.515.377 (78.865.740) 572.231.001<br />

7.060.424 649.650 1.467.620 4.146.156 280.661 (304.480) (13.869) 153.238.640<br />

(3.337.749) (281.462) (369.322) (2.996.959) (140.183) (3.517.124) - (77.921.399)<br />

10.893 - 2.111 2.712 - 77.613 - 25.759.473<br />

24.376 (5.085) - 100.261 - 32.800 - 290.670<br />

3.757.944 363.103 1.100.409 1.252.170 140.478 (3.711.191) (13.869) 101.367.384<br />

1 - - 7.658 - 16.650 - 24.309<br />

3.757.945 363.103 1.100.409 1.259.828 140.478 (3.694.541) (13.869) 101.391.693<br />

(689.463) (3.859) (41.368) (533.063) 9.968 15.588.676 - (5.767.099)<br />

(630.811) - (3.275) (368.521) - 16.402.210 (12.890) -<br />

(1.320.274) (3.859) (44.643) (901.584) 9.968 31.990.886 (12.890) (5.767.099)<br />

2.437.671 359.244 1.055.766 358.244 150.446 28.296.345 (26.759) 95.624.594<br />

(896.631) (63.468) (186.490) (275.041) (24.010) (3.957.721) - (12.892.420)<br />

1.541.040 295.776 869.276 83.203 126.436 24.338.624 (26.759) 82.732.174<br />

1.437.097 150.994 858.027 235.655 79.023 24.304.976 (26.759) 70.113.795<br />

103.943 144.782 11.249 (152.452) 47.413 33.648 - 12.618.379<br />

7.374.969 - - 1.448.149 - 27.124.057 - 123.013.958<br />

766.021 - - 395.302 - 2.408.878 - 3.383.059<br />

64.740.278 6.155.369 5.691.458 41.765.644 1.237.575 93.683.701 - 684.243.566<br />

72.881.268 6.155.369 5.691.458 43.609.095 1.237.575 123.216.636 - 810.640.583<br />

14.389.620 2.069.659 1.963.146 12.675.001 100.389 70.892.091 - 349.236.719<br />

1.337.171 1.065.553 611.481 1.997.831 93.644 3.159.342 - 30.946.813<br />

65<br />

31/12/2010<br />

CABO OUTROS NÃO<br />

VERDE ALOCADOS ELIMINAÇÕES CONSOLIDADO


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

66<br />

5.2. VENDAS E SERVIÇOS PRESTADOS POR SEGMENTOS<br />

As vendas e serviços prestados (líquidos <strong>de</strong> <strong>de</strong>scontos<br />

concedidos) por área geográfica <strong>de</strong> <strong>de</strong>stino, dos<br />

períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009,<br />

analisam-se como segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

CIMENTO<br />

Portugal 174.539.854 88.675.141 16.110.343 25.583.641 304.908.979<br />

Líbano 69.460.448 7.648.974 - - 77.109.422<br />

Tunísia 56.625.649 8.192.026 - - 64.817.675<br />

Angola 27.777.037 - - - 27.777.037<br />

Cabo Ver<strong>de</strong> 5.395.931 - 680.326 2.903 6.079.160<br />

Espanha 525.780 - - 1.208.263 1.734.043<br />

Irlanda 703.631 - - - 703.631<br />

Outros 51.388.817 - - 1.300.140 52.688.957<br />

386.417.147 104.516.141 16.790.669 28.094.947 535.818.904<br />

VALORES EM EUROS<br />

CIMENTO<br />

BETÕES<br />

BETÕES<br />

AGREGADOS<br />

AGREGADOS<br />

OUTROS NÃO<br />

ALOCADOS<br />

OUTROS NÃO<br />

ALOCADOS<br />

31/12/2010<br />

CONSOLIDADO<br />

31/12/2009<br />

CONSOLIDADO<br />

Portugal 190.879.678 102.989.899 13.932.289 27.737.801 335.539.667<br />

Líbano 62.033.608 7.670.905 - - 69.704.513<br />

Tunísia 52.425.887 7.946.551 - - 60.372.438<br />

Angola 48.571.957 - - - 48.571.957<br />

Cabo Ver<strong>de</strong> 5.393.788 - 1.006.839 3.417 6.404.044<br />

Espanha - - - 1.351.410 1.351.410<br />

Irlanda - - - 1.402 1.402<br />

Outros 48.137.083 - - 2.148.487 50.285.570<br />

407.442.001 118.607.355 14.939.128 31.242.517 572.231.001


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

PORMENOR FABRIL<br />

FÁBRICA SECIL-OUTÃO<br />

SETÚBAL<br />

67


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

68<br />

6. INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS<br />

6.1. SUBSIDIÁRIAS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 o Grupo apresenta as seguintes subsidiárias:<br />

DENOMINAÇÃO SOCIAL<br />

SEDE DIRECTA<br />

Parcim Investments, B.V. Amesterdão 100,00<br />

<strong>Secil</strong>par, SL. Madrid -<br />

Somera Trading Inc. Panamá -<br />

Hewbol, S.G.P. S., Lda. Funchal -<br />

<strong>Secil</strong> Cabo Ver<strong>de</strong> Comércio e Serviços, Lda. Praia -<br />

ICV - Inertes <strong>de</strong> Cabo Ver<strong>de</strong>, Lda. Praia 37,50<br />

Florimar-Gestão e Participações, S.G.P .S, Lda. Funchal 100,00<br />

Seciment Investments, B.V.<br />

Serife - Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Estudos e Realizações Industriais<br />

Amesterdão 100,00<br />

e <strong>de</strong> Fornecimento <strong>de</strong> Equipamento, Lda. Lisboa 100,00<br />

Silonor, S.A. Dunkerque 100,00<br />

Société <strong>de</strong>s Ciments <strong>de</strong> Gabès e subsidiárias Tunis 98,72<br />

Sud-Béton - Société <strong>de</strong> Fabrication <strong>de</strong> Béton du Sud Tunis -<br />

Zarzis Béton Tunis -<br />

<strong>Secil</strong> Angola, SARL e subsidiária Luanda 100,00<br />

<strong>Secil</strong> - Companhia <strong>de</strong> Cimento do Lobito, S.A. Lobito -<br />

<strong>Secil</strong>, Betões e Inertes, S.G.P .S., S.A. e subsidiárias Setúbal 91,85<br />

Britobetão - Central <strong>de</strong> Betão, Lda. Évora -<br />

Unibetão - Indústrias <strong>de</strong> Betão Preparado, S.A. Lisboa -<br />

Minerbetão - Fabricação <strong>de</strong> Betão Pronto, S.A. Lisboa -<br />

Sicobetão - Fabricação <strong>de</strong> Betão, S.A. Lisboa -<br />

<strong>Secil</strong> Britas, S.A. Lisboa -<br />

Quimipedra - <strong>Secil</strong> Britas, Calcários e Derivados, Lda. Lisboa -<br />

Colegra - Exploração <strong>de</strong> Pedreiras, S.A. Lisboa -<br />

<strong>Secil</strong> Martingança - Aglomerantes e Novos Materiais para a Construção, S.A. Leiria 51,19<br />

IRP - Industria <strong>de</strong> Rebocos <strong>de</strong> Portugal, S.A. Santarém -<br />

Condind - Conservação e Desenvolvimento Industrial, Lda. Setúbal 50,00<br />

Ciminpart - Investimentos e Participações, S.G.P. S., S.A. e subsidiárias Lisboa -<br />

Argibetão - Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Novos Produtos <strong>de</strong> Argila e Betão, S.A. Lisboa -<br />

Ave-Gestão Ambiental e Valorização Energética, S.A. Lisboa -<br />

Cimentos Costa Ver<strong>de</strong> - Comércio <strong>de</strong> Cimentos, Lda. Lisboa -<br />

Valcem - Produtos Cimentícios, Lda. Setúbal 50,00<br />

Prescor Produção <strong>de</strong> Escórias Moídas, Lda. Lisboa -<br />

CMP - Cimentos Maceira e Pataias, S.A. Leiria 100,00<br />

Ciments <strong>de</strong> Sibline, S.A.L. e subsidiárias Beirute 28,64<br />

Soime, S.A.L. Beirute -<br />

Premix Liban, S.A.L. Beirute -<br />

Cimentos Ma<strong>de</strong>ira, Lda. e subsidiárias Funchal 57,14<br />

Beto Ma<strong>de</strong>ira - Betões e Britas da Ma<strong>de</strong>ira, S.A. Funchal -<br />

Proma<strong>de</strong>ira - Socieda<strong>de</strong> Técnica <strong>de</strong> Construção da Ilha da Ma<strong>de</strong>ira, Lda. Funchal -<br />

Sanimar Ma<strong>de</strong>ira, Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Materiais <strong>de</strong> Construção, Lda. Funchal -<br />

Brima<strong>de</strong> - Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Britas da Ma<strong>de</strong>ira, S.A. Funchal -<br />

Ma<strong>de</strong>britas - Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Britas da Ma<strong>de</strong>ira, Lda. (a)<br />

Pedra Regional - Transformação e Comercialização<br />

Funchal -<br />

<strong>de</strong> Rochas Ornamentais, Lda. (a) Funchal -<br />

(a) Socieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong>tidas em 51% pela Ma<strong>de</strong>britas, Lda., e portanto controladas pelo Grupo.


% DO CAPITAL DETIDO PELA SECIL<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

INDIRECTA TOTAL DIRECTA<br />

INDIRECTA<br />

TOTAL<br />

-<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

25,00 62,50 37,50 25,00 62,50<br />

- 100,00 100,00 - 100,00<br />

-<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00<br />

-<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00<br />

-<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00<br />

-<br />

98,72 98,72 -<br />

98,72<br />

98,72 98,72 -<br />

98,72 98,72<br />

98,52 98,52 -<br />

98,47 98,47<br />

-<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00<br />

51,00 51,00 -<br />

51,00 51,00<br />

8,15 100,00 91,85 8,15 100,00<br />

82,00 82,00 -<br />

73,00 73,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

-<br />

-<br />

-<br />

100,00 100,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

45,81 97,00 51,19 45,81 97,00<br />

97,00 97,00 -<br />

97,00 97,00<br />

50,00 100,00 50,00 50,00 100,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

90,87 90,87 -<br />

90,87 90,87<br />

70,00 70,00 -<br />

70,00 70,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

50,00 100,00 50,00 50,00 100,00<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00 100,00<br />

-<br />

100,00 100,00 -<br />

100,00<br />

22,41 51,05 28,64 22,41 51,05<br />

51,05 51,05 -<br />

51,05 51,05<br />

51,05 51,05 -<br />

51,05 51,05<br />

-<br />

57,14 57,14 -<br />

57,14<br />

57,14 57,14 -<br />

57,14 57,14<br />

57,14 57,14 -<br />

57,14 57,14<br />

-<br />

-<br />

-<br />

57,14 57,14<br />

57,14 57,14 -<br />

57,14 57,14<br />

29,14 29,14 -<br />

29,14 29,14<br />

29,14 29,14 -<br />

29,14 29,14<br />

69<br />

% DO CAPITAL DETIDO PELA SECIL


2010 RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

70<br />

COMPLEXO DESPORTIVO<br />

“RIBERA SERRALLO”<br />

CONELLÁ DE LLOBREGAT<br />

BARCELONA


6.2. INTERESSES MINORITÁRIOS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o <strong>de</strong>talhe dos interesses<br />

minoritários incluídos no capital próprio é conforme<br />

segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o <strong>de</strong>talhe dos interesses<br />

minoritários evi<strong>de</strong>nciados na <strong>de</strong>monstração dos<br />

resultados é conforme segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Os movimentos ocorridos nos períodos findos em 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 apresentam-se conforme segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

Britobetão - Central <strong>de</strong> Betão, Lda. 259.267 376.479<br />

Société <strong>de</strong>s Ciments <strong>de</strong> Gabès e subsidiárias 1.219.409 1.226.757<br />

<strong>Secil</strong> Martingança, S.A. e subsidiária 311.562 306.656<br />

<strong>Secil</strong> - Companhia <strong>de</strong> Cimento do Lobito, S.A. 8.563.940 8.974.245<br />

Ciments <strong>de</strong> Sibline, S.A.L e subsidiárias 49.963.741 44.346.295<br />

Cimentos Ma<strong>de</strong>ira, Lda. e subsidiárias 6.124.356 5.724.845<br />

Outros 1.047.243 1.174.308<br />

67.489.518 62.129.585<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

Britobetão - Central <strong>de</strong> Betão, Lda. 31.712 36.958<br />

Société <strong>de</strong>s Ciments <strong>de</strong> Gabès e subsidiárias 70.670 54.964<br />

<strong>Secil</strong> Martingança, S.A. e subsidiária 2.096 19.991<br />

<strong>Secil</strong> - Companhia <strong>de</strong> Cimento do Lobito, S.A. (1.122.975) 3.020.785<br />

Ciments <strong>de</strong> Sibline, S.A.L. e subsidiárias 9.540.518 9.160.003<br />

Cimentos Ma<strong>de</strong>ira, Lda. e subsidiárias 609.205 249.276<br />

Outros 18.925 76.402<br />

9.150.151 12.618.379<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

Saldo inicial 62.129.585 57.595.273<br />

Variação <strong>de</strong> perímetro (Nota 9)<br />

Transposição das <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

(125.146) (216.822)<br />

<strong>de</strong> subsidiárias estrangeiras 3.768.480 (2.188.350)<br />

Divi<strong>de</strong>ndos (7.448.767) (5.702.438)<br />

Desvios e alterações <strong>de</strong> pressupostos nos estudos actuariais 61.858 37.242<br />

Actualização do imposto diferido <strong>de</strong> terrenos não <strong>de</strong>preciáveis 2.488 -<br />

Licenças emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa 2.726 1.790<br />

Subsídios ao investimento (51.857) (15.489)<br />

Resultado líquido do período 9.150.151 12.618.379<br />

Saldo final 67.489.518 62.129.585<br />

71


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

72<br />

7. INTERESSES EM EMPREENDIMENTOS<br />

CONJUNTOS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o Grupo apresenta<br />

os seguintes interesses em empreendimentos conjuntos:<br />

DENOMINAÇÃO SOCIAL<br />

<strong>Secil</strong> Unicon - S.G.P.S., Lda. Lisboa 50,00<br />

<strong>Secil</strong> Prébetão, S.A. Montijo -<br />

Teporset - Terminal Portuário <strong>de</strong> Setúbal, S.A. Lisboa -<br />

8. INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o Grupo tem os<br />

seguintes investimentos em associadas:<br />

DENOMINAÇÃO SOCIAL<br />

Participações financeiras - método da equivalência patrimonial:<br />

Viroc Portugal - Indústrias <strong>de</strong> Ma<strong>de</strong>ira e Cimento, S.A. Setúbal<br />

Chryso Portugal, S.A. Lisboa<br />

Setefrete, S.G.P.S., S.A. Setúbal<br />

MC - Matériaux <strong>de</strong> Construction Gabès<br />

J.M. Henriques, Lda. Câmara <strong>de</strong> Lobos<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, as associadas apresentam<br />

nas suas <strong>de</strong>monstrações financeiras os valores<br />

seguintes:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Chryso - Aditivos <strong>de</strong> Portugal, S.A. b) 2.174.190<br />

MC- Materiaux <strong>de</strong> Construction c) 639.143<br />

Inertogran<strong>de</strong> Central <strong>de</strong> Betão, Lda. c) 1.929.182<br />

Viroc Portugal - Indústrias <strong>de</strong> Ma<strong>de</strong>ira e Cimento, S.A. b) 10.648.896<br />

J.M.J. - Henriques, Lda. c) 1.070.916<br />

Setefrete, S.G.P.S., S.A. d) 5.470.524<br />

a) Inclui resultado líquido afecto aos accionistas da <strong>Secil</strong><br />

b) Valores referentes a 30.11.2010 (últimas contas disponíveis)<br />

c) Valores referentes a 31.12.2010<br />

d) Valores referentes a 31.12.2009 (últimas contas disponíveis), <strong>de</strong>duzidos dos divi<strong>de</strong>ndos distribuídos no período <strong>de</strong> 2010<br />

SEDE<br />

DIRECTA<br />

SEDE<br />

ACTIVOS<br />

TOTAIS


INDIRECTA<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

-<br />

50,00 50,00 -<br />

50,00<br />

39,80 39,80 -<br />

39,80 39,80<br />

50,00 50,00 -<br />

50,00 50,00<br />

PASSIVOS<br />

TOTAIS<br />

31/12/2010<br />

% DO CAPITAL DETIDO PELA SECIL<br />

TOTAL DIRECTA<br />

INDIRECTA<br />

TOTAL<br />

31/12/2010<br />

% INDIRECTA DO CAPITAL DETIDO<br />

CAPITAL<br />

PRÓPRIO a)<br />

32,83 32,83<br />

40,00 40,00<br />

25,00 25,00<br />

49,36 49,36<br />

28,57 28,57<br />

VENDAS E SERVIÇOS<br />

PRESTADOS<br />

2.094.487 79.703 3.586.242 13.383<br />

617.609 21.534 8.218.106 10.473<br />

2.009.403 (80.221) - (8.414)<br />

22.333.064 (13.747.554) 5.720.605 (2.368.688)<br />

304.574 766.342 - (24.266)<br />

4.021.121 1.366.596 97.868 2.316.857<br />

73<br />

31/12/2009<br />

% DO CAPITAL DETIDO PELA SECIL<br />

31/12/2009<br />

% INDIRECTA DO CAPITAL DETIDO<br />

31/12/2010<br />

RESULTADO<br />

LÍQUIDO


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

VALORES EM EUROS<br />

74<br />

Chryso - Aditivos <strong>de</strong> Portugal, S.A. b) 1.694.413<br />

MC- Materiaux <strong>de</strong> Construction c) 543.212<br />

Inertogran<strong>de</strong> Central <strong>de</strong> Betão, Lda. d) 1.956.395<br />

Viroc Portugal - Indústrias <strong>de</strong> Ma<strong>de</strong>ira e Cimento, S.A. b) 7.835.766<br />

J.M.J. - Henriques, Lda. d) 1.070.554<br />

Setefrete, S.G.P.S., S.A. e) 2.939.089<br />

a) Inclui resultado líquido afecto aos accionistas da <strong>Secil</strong><br />

b) Valores referentes a 30.11.2009 (últimas contas disponíveis)<br />

c) Valores referentes a 31.12.2009<br />

d) Valores referentes a 31.08.2009 (últimas contas disponíveis)<br />

e) Valores referentes a 31.12.2008 (últimas contas disponíveis), <strong>de</strong>duzidos dos divi<strong>de</strong>ndos distribuídos no período 2009<br />

9. ALTERAÇÕES NO PERÍMETRO DE CONSO-<br />

LIDAÇÃO<br />

No <strong>de</strong>curso do período findo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010, o impacto nas <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas<br />

por via <strong>de</strong> alterações no perímetro <strong>de</strong> consolidação,<br />

respeita a aquisições <strong>de</strong> subsidiárias e são como se<br />

segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Activos não correntes<br />

Activos fixos tangíveis (Nota 11) 1.152.842<br />

Interesses minoritários (Nota 6)<br />

Passivos não correntes<br />

125.146<br />

Passivos por impostos diferidos (Nota 16) (305.503)<br />

Activos e passivos i<strong>de</strong>ntificáveis à data da aquisição 972.485<br />

Diferença <strong>de</strong> aquisição positiva (812.674)<br />

Custo reconhecido no resultado líquido do Grupo (13)<br />

Custos da concentração 159.798<br />

Caixa e equivalentes <strong>de</strong> caixa 61.062<br />

Património líquido adquirido / integrado 220.860<br />

A diferença <strong>de</strong> aquisição positiva inclui o montante negativo<br />

<strong>de</strong> Euros 847.339 (Nota 10) relativo ao apuramento<br />

final do justo valor líquido dos activos, passivos e passivos<br />

contingentes i<strong>de</strong>ntificáveis reconhecidos no âmbito da<br />

aquisição da subsidiária Quimipedra – <strong>Secil</strong> Britas, Calcários<br />

e Derivados, Lda. em 23 <strong>de</strong> Abril <strong>de</strong> 2009 e o montante<br />

positivo <strong>de</strong> Euros 34.665 (Nota 10) referente ao reforço<br />

<strong>de</strong> participação do Grupo na subsidiária Britobetão –<br />

Central <strong>de</strong> Betão, Lda.<br />

Entradas no perímetro<br />

ACTIVOS<br />

TOTAIS<br />

Britobetão – Central <strong>de</strong> Betão, Lda., com se<strong>de</strong> em Évora,<br />

reforço da participação, com a aquisição <strong>de</strong> 9% do<br />

seu capital em 11 <strong>de</strong> Fevereiro <strong>de</strong> 2010.<br />

Saídas do perímetro<br />

Minerbetão – Fabricação <strong>de</strong> Betão Pronto, S.A., liquidada<br />

em 29 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010.


PASSIVOS<br />

TOTAIS<br />

CAPITAL<br />

PRÓPRIO a)<br />

VENDAS E SERVIÇOS<br />

PRESTADOS<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

1.628.091 66.322 3.477.815 (10.965)<br />

542.960 252 5.418.846 13.790<br />

2.005.891 (49.496) - (13.197)<br />

19.214.632 (11.378.866) 5.635.402 (2.286.395)<br />

279.950 790.604 - 15.316<br />

15.350 2.923.739 95.202 3.086.368<br />

10. GOODWILL<br />

No <strong>de</strong>curso dos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009, os movimentos ocorridos na rubrica Goodwill,<br />

são conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

31/12/2010<br />

75<br />

31/12/2009<br />

RESULTADO<br />

LÍQUIDO<br />

31/12/2009<br />

Valor bruto no início do período 203.681.433 203.646.894<br />

Perdas <strong>de</strong> imparida<strong>de</strong> acumuladas (80.667.475) (81.722.288)<br />

Valor líquido no início do período 123.013.958 121.924.606<br />

Variação <strong>de</strong> justo valor:<br />

Quimipedra, Lda. (Nota 9)<br />

Aquisições:<br />

(847.339) -<br />

Britobetão, Lda. (Nota 9) 34.665 -<br />

Quimipedra, Lda. - 1.362.451<br />

Ave, S.A. - 1.308.977<br />

Ciments <strong>de</strong> Sibline, S.A.L. - 34.478<br />

Colegra, S.A.<br />

Variação cambial:<br />

- 85.698<br />

Société <strong>de</strong>s Ciments <strong>de</strong> Gabès (675.153) (1.305.032)<br />

Sud-Béton-Société <strong>de</strong> Fabrication <strong>de</strong> Béton du Sud (40.133) (66.892)<br />

Ciments <strong>de</strong> Sibline, S.A.L. 843.342 (376.906)<br />

<strong>Secil</strong> Angola, SARL 128.970 (58.000)<br />

Outros (19.018) 104.578<br />

Saldo final 122.439.292 123.013.958


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

76<br />

O Goodwill é atribuído às unida<strong>de</strong>s geradoras <strong>de</strong> fluxos<br />

<strong>de</strong> caixa (CGU’s) do Grupo, i<strong>de</strong>ntificadas <strong>de</strong> acordo<br />

com o país da operação e o segmento <strong>de</strong> negócio, conforme<br />

se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Cimento 50.647.610 1.779.642<br />

Betões 15.732.847 -<br />

Agregados 600.810 -<br />

Outros 7.731.238 -<br />

74.712.505 1.779.642<br />

Para efeitos <strong>de</strong> testes <strong>de</strong> imparida<strong>de</strong>, o valor recuperável<br />

das CGU’s é <strong>de</strong>terminado com base no valor em uso, <strong>de</strong><br />

acordo com o método dos fluxos <strong>de</strong> caixa <strong>de</strong>scontados.<br />

Os cálculos baseiam-se no <strong>de</strong>sempenho histórico e nas<br />

expectativas <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento do negócio com a actual<br />

estrutura produtiva, sendo utilizado o plano estimado<br />

<strong>de</strong> médio prazo a 5 anos do Grupo. Em resultado dos<br />

cálculos até ao momento efectuados, não foram i<strong>de</strong>ntificadas<br />

no período findo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010,<br />

quaisquer perdas por imparida<strong>de</strong> do Goodwill.<br />

11. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS<br />

Nos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e<br />

2009, os movimentos ocorridos na rubrica “Activos fixos<br />

tangíveis”, bem como nas respectivas amortizações, são<br />

conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

PORTUGAL ANGOLA<br />

TERRENOS<br />

E RECURSOS<br />

NATURAIS<br />

RECUPERAÇÃO<br />

PAISAGÍSTICA<br />

Activos<br />

Saldo em 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2009 145.983.239 5.051.721<br />

Variação <strong>de</strong> perímetro 5.913.988 42.220<br />

Aquisições 481.888 -<br />

Alienações (19.698) -<br />

Regularizações, transferências e abates 2.000.639 -<br />

Ajustamento cambial (2.570.654) -<br />

Saldo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009 151.789.402 5.093.941<br />

Variação <strong>de</strong> perímetro (Nota 9) 1.152.842 -<br />

Aquisições 3.963.918 -<br />

Alienações (1.576.513) -<br />

Regularizações, transferências e abates 4.421.567 -<br />

Ajustamento cambial (87.701) -<br />

Saldo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 159.663.515 5.093.941


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

LÍBANO TUNÍSIA OUTROS TOTAL<br />

11.794.594 32.122.659 - 96.344.505<br />

- 1.909.466 - 17.642.313<br />

- - - 600.810<br />

- - 120.426 7.851.664<br />

11.794.594 34.032.125 120.426 122.439.292<br />

EDIFÍCIOS<br />

E OUTRAS<br />

EQUIPAMENTOS<br />

ACTIVOS<br />

FIXOS<br />

TANGÍVEIS<br />

EM CURSO<br />

TOTAL<br />

CONSTRUÇÕES ADIANTAMENTOS<br />

356.799.227 1.179.715.595 29.072.760 4.386.246 1.721.008.788<br />

125.940 3.624.312 - - 9.706.460<br />

556.432 7.052.055 22.556.860 299.578 30.946.813<br />

(47.500) (2.784.885) - - (2.852.083)<br />

3.845.123 24.550.924 (29.813.386) (845.308) (262.008)<br />

(2.275.909) (8.403.122) (338.689) (98.059) (13.686.433)<br />

359.003.313 1.203.754.879 21.477.545 3.742.457 1.744.861.537<br />

- - - - 1.152.842<br />

644.532 8.966.503 27.375.801 3.214.442 44.165.196<br />

(198.618) (4.020.302) - - (5.795.433)<br />

312.831 12.534.129 (22.836.147) (3.743.001) (9.310.621)<br />

2.429.684 6.135.057 442.961 219.322 9.139.323<br />

362.191.742 1.227.370.266 26.460.160 3.433.220 1.784.212.844<br />

77


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

VALORES EM EUROS<br />

78<br />

Amort. acumuladas e perdas por imparida<strong>de</strong><br />

Saldo em 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2009 (27.416.978) (1.097.951)<br />

Variação <strong>de</strong> perímetro (218.205) -<br />

Amortizações (Nota 34) (2.227.281) (149.560)<br />

Alienações 6.696 -<br />

Regularizações, transferências e abates - -<br />

Ajustamento cambial 426.521 -<br />

Saldo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009 (29.429.247) (1.247.511)<br />

Amortizações (Nota 34) (2.569.751) (149.561)<br />

Alienações 2.657 -<br />

Regularizações, transferências e abates -<br />

Ajustamento cambial 142.268 -<br />

Saldo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 (31.854.073) (1.397.072)<br />

Valor líquido em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009 122.360.155 3.846.430<br />

Valor líquido em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 127.809.442 3.696.869<br />

As empresas do Grupo, se<strong>de</strong>adas em Portugal, proce<strong>de</strong>ram<br />

em anos anteriores à reavaliação dos seus activos<br />

fixos tangíveis ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente<br />

Portaria nº 258 <strong>de</strong> 28 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 1963,<br />

Decretos-Lei nº 126/77, nº 430/78, nº 219/82, nº 319-G/84, nº<br />

118-B/86, nº 111/88, nº 49/91, nº 264/92, nº 22/92 e nº 31/98.<br />

O <strong>de</strong>talhe dos custos históricos <strong>de</strong> aquisição <strong>de</strong> activos<br />

fixos tangíveis e correspon<strong>de</strong>nte reavaliação, líquidos <strong>de</strong><br />

amortizações acumuladas, em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010<br />

e 2009 é o seguinte:<br />

VALORES EM EUROS<br />

RUBRICAS<br />

Terrenos e recursos naturais 117.137.376 10.672.066<br />

Edifícios e outras construções 73.130.041 10.842.631<br />

Equipamentos 165.787.162 229.155<br />

356.054.579 21.743.852<br />

12. LOCAÇÕES<br />

12.1. LOCAÇÕES FINANCEIRAS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 o Grupo utiliza os<br />

seguintes bens adquiridos em Locação financeira:<br />

VALORES EM EUROS<br />

TERRENOS<br />

E RECURSOS<br />

NATURAIS<br />

CUSTO<br />

HISTÓRICO<br />

VALOR<br />

AQUISIÇÃO<br />

RECUPERAÇÃO<br />

PAISAGÍSTICA<br />

EXCEDENTE DE<br />

REVALORIZAÇÃO<br />

AMORTIZAÇÃO<br />

ACUMULADA<br />

Equipamento básico 923.438 (347.959)<br />

Equipamento <strong>de</strong> transporte 241.640 (158.050)<br />

Equipamento administrativo 186.805 (183.530)<br />

1.351.883 (689.539)


EDIFÍCIOS<br />

E OUTRAS<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

(259.446.624) (994.299.894) - - (1.282.261.447)<br />

(80.071) (2.776.971) - - (3.075.247)<br />

(9.999.207) (41.023.665) - - (53.399.713)<br />

- 2.728.966 - - 2.735.662<br />

23.386 (124.485) - - (101.099)<br />

1.031.169 4.414.906 - - 5.872.596<br />

(268.471.347) (1.031.081.143) - - (1.330.229.248)<br />

(10.151.228) (39.394.976) - - (52.265.516)<br />

27.026 4.008.432 - - 4.038.115<br />

1.394.622 7.482.512 - - 8.877.134<br />

(1.018.143) (2.368.774) - - (3.244.649)<br />

(278.219.070) (1.061.353.949) - - (1.372.824.164)<br />

90.531.966 172.673.736 21.477.545 3.742.457 414.632.289<br />

83.972.672 166.016.317 26.460.160 3.433.220 411.388.680<br />

31/12/2010<br />

VALOR<br />

REVALORIZADO<br />

CUSTO<br />

HISTÓRICO<br />

EXCEDENTE DE<br />

REVALORIZAÇÃO<br />

127.809.442 111.305.804 11.054.351 122.360.155<br />

83.972.672 76.755.246 13.776.720 90.531.966<br />

166.016.317 172.399.674 274.062 172.673.736<br />

377.798.431 360.460.724 25.105.133 385.565.857<br />

31/12/2010<br />

VALOR LÍQUIDO<br />

CONTABILISTICO<br />

EQUIPAMENTOS<br />

ACTIVOS<br />

FIXOS<br />

TANGÍVEIS<br />

EM CURSO<br />

TOTAL<br />

CONSTRUÇÕES ADIANTAMENTOS<br />

VALOR<br />

AQUISIÇÃO<br />

AMORTIZAÇÃO<br />

ACUMULADA<br />

79<br />

31/12/2009<br />

VALOR<br />

REVALORIZADO<br />

31/12/2009<br />

VALOR LÍQUIDO<br />

CONTABILISTICO<br />

575.479 326.999 (131.037) 195.962<br />

83.590 558.079 (187.346) 370.733<br />

3.275 186.805 (124.590) 62.215<br />

662.344 1.071.883 (442.973) 628.910


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

80<br />

HABITAÇÃO UNIFAMILIAR,<br />

BETÃO BRANCO<br />

ARQUITECTÓNICO


Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a dívida do Grupo<br />

referente a locações financeiras bem como o seu plano<br />

<strong>de</strong> reembolso, <strong>de</strong>talha-se como segue:<br />

Locação financeira - rendas a pagar<br />

VALORES EM EUROS<br />

Locação financeira - plano <strong>de</strong> reembolso<br />

No <strong>de</strong>curso dos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009 foram reconhecidos nas rubricas “(Gastos)/<br />

reversões <strong>de</strong> <strong>de</strong>preciação e amortização” e “Juros e gastos<br />

similares suportados” os seguintes montantes:<br />

12.2. LOCAÇÕES OPERACIONAIS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o Grupo é locatário<br />

em contratos <strong>de</strong> locação operacional relacionados com<br />

o aluguer <strong>de</strong> viaturas, os quais se encontram <strong>de</strong>nominados<br />

em Euros.<br />

O gasto relacionado com locações operacionais reconhecido<br />

nos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e<br />

2009 ascen<strong>de</strong>u a Euros 538.686 e 502.345, respectivamente.<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

Não correntes (Nota 24.4) 1.807.320 373.833<br />

Correntes (Nota 24.4) 196.331 161.125<br />

2.003.651 534.958<br />

VALORES EM EUROS<br />

A menos <strong>de</strong> 1 ano 204.948 171.604<br />

1 a 2 anos 100.890 121.253<br />

2 a 3 anos 41.125 104.741<br />

3 a 4 anos 122.010 41.812<br />

4 a 5 anos - 121.201<br />

Mais <strong>de</strong> 5 anos 1.550.240 -<br />

2.019.213 560.611<br />

Juros futuros - a <strong>de</strong>duzir (15.562) (25.653)<br />

Valor actual das responsabilida<strong>de</strong>s por locação financeira 2.003.651 534.958<br />

VALORES EM EUROS<br />

Amortizações no período 246.566 43.598<br />

Gasto financeiro 12.190 21.612<br />

258.756 65.210<br />

VALORES EM EUROS<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

Os pagamentos mínimos das locações operacionais são<br />

<strong>de</strong>talhados conforme se segue:<br />

31/12/2010<br />

A menos <strong>de</strong> 1 ano 495.003 426.408<br />

1 a 5 anos 580.030 551.238<br />

Mais <strong>de</strong> 5 anos - -<br />

1.075.033 977.646<br />

81<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

82<br />

13. PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO<br />

Os movimentos ocorridos nos períodos findos em 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, na rubrica “Proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />

investimento”, são conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Saldo inicial - quantia bruta 957.222 1.103.319<br />

Adições - -<br />

Transferências - -<br />

Saldo final - quantia bruta 957.222 1.103.319<br />

Saldo inicial - amortizações e perdas por imparida<strong>de</strong>s 641.310 54.344<br />

Adições - -<br />

Transferências - -<br />

Amortizações e perdas por imparida<strong>de</strong> (Nota 34) 15.997 3.357<br />

Saldo final - amortizações e perdas por imparida<strong>de</strong> 657.307 57.701<br />

Valor líquido 299.915 1.045.618<br />

As proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento são amortizadas <strong>de</strong> acordo<br />

com o método da linha recta, em conformida<strong>de</strong> com<br />

o período <strong>de</strong> vida útil estimado para cada grupo <strong>de</strong> bens.<br />

No <strong>de</strong>curso dos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009 foram reconhecidos em resultados os seguintes<br />

rendimentos e gastos relacionados com proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />

investimento:<br />

VALORES EM EUROS<br />

ARRENDADAS PARA VENDA<br />

ARRENDADAS PARA VENDA<br />

Rendimentos <strong>de</strong> rendas 25.331 -<br />

Gastos directos (2.123) -<br />

Amortizações e perdas por imparida<strong>de</strong> (Nota 34) (15.997) (3.357)<br />

7.211 (3.357)


31/12/2010<br />

14. ACTIVOS INTANGÍVEIS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 os montantes <strong>de</strong> Euros<br />

5.844.955 e Euros 1.985.119 registados nesta rubrica<br />

referem-se ao valor das licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases<br />

com efeitos <strong>de</strong> estufa atribuídas a título gratuito e <strong>de</strong>positadas<br />

a favor das empresas do Grupo no Registo Português<br />

<strong>de</strong> Licenças <strong>de</strong> Emissão relativos ao ano <strong>de</strong> 2010 e<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2009<br />

TOTAL ARRENDADAS PARA VENDA<br />

TOTAL<br />

2.060.541 957.222 1.103.319 2.060.541<br />

- - - -<br />

- - - -<br />

2.060.541 957.222 1.103.319 2.060.541<br />

695.654 625.313 52.319 677.632<br />

- - - -<br />

- - - -<br />

19.354 15.997 2.025 18.022<br />

715.008 641.310 54.344 695.654<br />

1.345.533 315.912 1.048.975 1.364.887<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

TOTAL ARRENDADAS PARA VENDA<br />

TOTAL<br />

25.331 25.331 - 25.331<br />

(2.123) (2.317) - (2.317)<br />

(19.354) (15.997) (2.025) (18.022)<br />

3.854 7.017 (2.025) 4.992<br />

83<br />

2009, respectivamente, <strong>de</strong>duzido das licenças entregues,<br />

pelas emissões realizadas, à Entida<strong>de</strong> Coor<strong>de</strong>nadora do<br />

Licenciamento.<br />

Os movimentos ocorridos nos períodos findos em 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, nas licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong><br />

gases com efeito <strong>de</strong> estufa, são conforme se segue:


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

84<br />

TONELADAS<br />

Activos<br />

Saldo inicial 2.590.081<br />

Licenças atribuídas (Nota 21.5) 2.689.994<br />

Licenças alienadas (Nota 21.5) (80.000)<br />

Licenças <strong>de</strong>volvidas à Entida<strong>de</strong> Coor<strong>de</strong>nadora do Licenciamento (2.400.249)<br />

Saldo final 2.799.826<br />

Amortizações acumuladas e perdas por imparida<strong>de</strong><br />

Saldo inicial<br />

Amortizações do período relativas a:<br />

(2.389.968)<br />

Emissões <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa no período (Nota 34)<br />

Ajustamento às emissões <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa do<br />

(2.309.856)<br />

período anterior (Nota 34) (10.281)<br />

Licenças <strong>de</strong>volvidas à Entida<strong>de</strong> Coor<strong>de</strong>nadora do Licenciamento 2.400.249<br />

Saldo final (2.309.856)<br />

Valor líquido 489.970<br />

15. PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica “Participações<br />

financeiras” , incluindo o Goodwill, apresenta a seguinte composição:<br />

PARTICIPADAS/ASSOCIADAS<br />

Chryso - Aditivos <strong>de</strong> Portugal, S.A. 40,00% 31.881 26.529<br />

Setefrete, S.G.P.S., S.A. 25,00% 2.569.389 2.958.675<br />

MC - Materiaux <strong>de</strong> Construction 49,36% 2.603 2.654<br />

J.M.J. - Henriques, Lda. 28,57% 383.069 395.201<br />

2.986.942 3.383.059<br />

O total das participações financeiras inclui um montante<br />

<strong>de</strong> Euros 2.227.750 correspon<strong>de</strong>nte ao Goodwill apurado<br />

em 2003 na aquisição da participação na Setefrete,<br />

S.G.P. S., S.A.<br />

% DETIDA 31/12/2010 31/12/2009<br />

Os movimentos ocorridos nesta rubrica, nos períodos findos<br />

em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, são como se<br />

segue:<br />

VALORES EM EUROS 31/12/2010 31/12/2009<br />

Saldo inicial 3.383.059 3.329.898<br />

Resultado líquido apropriado (Nota 29) 572.434 774.864<br />

Divi<strong>de</strong>ndos atribuídos pela Setefrete, S.G.P.S., S.A. (968.500) (666.250)<br />

Ajustamento cambial (51) (88)<br />

Outros movimentos - (55.365)<br />

Saldo final 2.986.942 3.383.059


31/12/2010<br />

EUROS<br />

TONELADAS<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

25.803.677 2.606.194 62.235.912<br />

34.405.024 2.689.994 26.684.740<br />

(900.142) (80.000) (793.600)<br />

(23.920.545) (2.626.107) (62.323.375)<br />

35.388.014 2.590.081 25.803.677<br />

(23.818.558) (2.581.167) (61.638.269)<br />

(29.543.058) (2.389.968) (23.818.557)<br />

(101.988) (44.940) (685.107)<br />

23.920.545 2.626.107 62.323.375<br />

(29.543.059) (2.389.968) (23.818.558)<br />

5.844.955 200.113 1.985.119<br />

16. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO<br />

16.1. IMPOSTO CORRENTE<br />

O Grupo <strong>Secil</strong> encontra-se sujeito ao regime especial <strong>de</strong><br />

tributação <strong>de</strong> grupos <strong>de</strong> socieda<strong>de</strong>s, constituído pelas<br />

empresas com uma participação igual ou superior a 90%<br />

e que cumprem as condições previstas no Artigo 69º e<br />

seguintes do Código do IRC.<br />

As empresas que se englobam no perímetro do grupo<br />

<strong>de</strong> socieda<strong>de</strong>s sujeitas a este regime apuram e registam o<br />

imposto sobre o rendimento tal como se fossem tributadas<br />

numa óptica individual. Caso sejam apurados ganhos na<br />

aplicação <strong>de</strong>ste regime, estes são registados por <strong>de</strong>dução<br />

ao imposto sobre o rendimento da empresa-mãe. De<br />

85<br />

31/12/2009<br />

EUROS<br />

acordo com a legislação em vigor, os ganhos e perdas<br />

em subsidiárias e associadas, resultantes da aplicação<br />

do método da equivalência patrimonial, são <strong>de</strong>duzidos<br />

ou acrescidas, respectivamente, ao resultado do período,<br />

para apuramento da matéria colectável.<br />

Os divi<strong>de</strong>ndos são consi<strong>de</strong>rados no apuramento da matéria<br />

colectável do ano em que são recebidos, se as<br />

participações forem <strong>de</strong>tidas por um período inferior a um<br />

ano ou representem uma percentagem inferior a 10% do<br />

capital social da participada.<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica “Imposto<br />

sobre o rendimento” apresenta o seguinte <strong>de</strong>talhe:<br />

VALORES EM EUROS 31/12/2010 31/12/2009<br />

Imposto corrente 18.054.730 20.159.644<br />

Liquidações adicionais <strong>de</strong> IRC 1.096.232 (157.326)<br />

Imposto diferido (2.597.773) (7.109.898)<br />

16.553.189 12.892.420


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

86<br />

O montante <strong>de</strong> Euros 18.054.730 registado em imposto<br />

corrente inclui o montante <strong>de</strong> Euros 5.071.540 referente<br />

a excesso <strong>de</strong> estimativa para impostos do período<br />

anterior, o montante <strong>de</strong> Euros 379.373 relativo a gastos<br />

com imposto sobre o rendimento <strong>de</strong> períodos anteriores<br />

e o montante <strong>de</strong> Euros 22.746.897 (Nota 26)<br />

referente a estimativa para imposto do rendimento do<br />

período.<br />

As <strong>de</strong>clarações anuais <strong>de</strong> rendimentos estão sujeitas, em<br />

Portugal, a revisão e eventual ajustamento por parte das<br />

autorida<strong>de</strong>s fiscais durante um período <strong>de</strong> 4 anos. Contudo,<br />

no caso <strong>de</strong> serem apresentados prejuízos fiscais estes<br />

po<strong>de</strong>m ser sujeitos a revisão e liquidação pelas autorida<strong>de</strong>s<br />

fiscais por um período superior.<br />

VALORES EM EUROS<br />

a) Este valor respeita essencialmente a:<br />

Noutros países em que o Grupo <strong>de</strong>senvolve a sua activida<strong>de</strong><br />

os prazos são diferentes, em regra superiores.<br />

O Conselho <strong>de</strong> Administração enten<strong>de</strong> que eventuais<br />

correcções àquelas <strong>de</strong>clarações em resultado <strong>de</strong> revisões/inspecções<br />

por parte das autorida<strong>de</strong>s fiscais não<br />

terão efeitos materiais nas <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

consolidadas em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010.<br />

A reconciliação da taxa efectiva <strong>de</strong> imposto nos períodos<br />

findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, é evi<strong>de</strong>nciada<br />

como segue:<br />

Resultado antes <strong>de</strong> impostos 73.046.857 95.624.594<br />

Imposto esperado 21.183.589 25.340.517<br />

Diferenças permanentes (a) 1.149.835 (9.082.809)<br />

Prejuízos fiscais recuperáveis <strong>de</strong> períodos anteriores (213.805) (1.472.103)<br />

Prejuízos fiscais não recuperáveis 803.358 664.170<br />

Alteração taxa imposto (b) (2.845.626) (1.501.122)<br />

Provisão para imposto corrente 1.096.232 (157.326)<br />

Imposto relativo a períodos anteriores (4.692.167) (1.487.519)<br />

Ajustamentos à colecta (c) 71.773 588.612<br />

16.553.189 12.892.420<br />

Taxa efectiva <strong>de</strong> imposto 22,7% 13,5%<br />

VALORES EM EUROS<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

Efeito da aplicação do método da Equivalência<br />

Patrimonial (Nota 29) 631.041 (24.309)<br />

Mais / (Menos) valias fiscais 83.864 148.337<br />

(Mais) / Menos valias contabilísticas (1.573.903) (290.670)<br />

Benefícios fiscais (*) (4.678.847) (10.384.154)<br />

Divi<strong>de</strong>ndos <strong>de</strong> empresas sediadas fora da U.E. 8.303.532 4.976.249<br />

Aumento / (Redução) <strong>de</strong> provisões tributadas (528.027) (114.984)<br />

Resultados intragrupo sujeitos a tributação - (26.120.042)<br />

Outros 1.727.289 (2.465.177)<br />

3.964.949 (34.274.750)<br />

Impacto fiscal (29,00%) 1.149.835 (9.082.809)<br />

(*) O montante mostrado na rubrica “Benefícios fiscais” refere-se, essencialmente, a benefícios fiscais à exportação e<br />

investimento concedidos na Tunísia.<br />

b) A redução <strong>de</strong> imposto verificada no período na rubrica “Alteração <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> imposto” inclui o efeito líquido <strong>de</strong> diferentes<br />

taxas <strong>de</strong> imposto, nomeadamente o incremento da taxa em Portugal <strong>de</strong> 26.5% para 29% e o Líbano com uma<br />

taxa <strong>de</strong> imposto <strong>de</strong> 15%.<br />

c) O montante mostrado na rubrica “Ajustamentos à colecta” respeita essencialmente à tributação autónoma (Euros<br />

746.262) líquida da eliminação do efeito da dupla tributação internacional (Euros 564.848).


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

PAREDE EM BETÃO<br />

ARQUITECTÓNICO BRANCO<br />

PORTO<br />

87


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

16.2. IMPOSTO DIFERIDO<br />

88<br />

No <strong>de</strong>curso dos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009, os movimentos ocorridos nos activos e passivos<br />

por impostos diferidos, são os seguintes:<br />

VALORES EM EUROS<br />

SALDO INICIAL<br />

AJUSTAMENTO<br />

CAMBIAL<br />

Diferenças temporárias que originam activos por impostos diferidos<br />

Provisões e imparida<strong>de</strong>s tributadas 15.233.955 (78.214)<br />

Provisões para recuperação ambiental e paisagística 1.326.683 -<br />

Prejuízos fiscais reportáveis 273.306 -<br />

Responsabilida<strong>de</strong> por subsídio <strong>de</strong> reforma (Nota 23) 1.191.159 10.737<br />

Responsabilida<strong>de</strong> por prémio <strong>de</strong> antiguida<strong>de</strong> (Nota 23) 1.374.845 -<br />

Insuficiência do fundo <strong>de</strong> pensões (Nota 23) 462.898 (3.339)<br />

Benefícios <strong>de</strong> reforma sem fundo autónomo (Nota 23) 10.458.323 -<br />

Responsabilida<strong>de</strong> por assistência na doença (Nota 23) 12.065.668 -<br />

Mais-valias diferidas contabilísticamente, originadas<br />

em transacções intra-grupo<br />

1.532.275 -<br />

Justo valor apurado em combinações empresariais 3.059.237 237.920<br />

Outras diferenças temporárias 3.224.615 -<br />

50.202.964 167.104<br />

Diferenças temporárias que originam passivos por impostos diferidos<br />

Reavaliação <strong>de</strong> activos fixos tangíveis (9.406.433) -<br />

Justo valor apurado em combinações empresariais (117.107.684) 527.933<br />

Menos-valias diferidas contabilísticamente, originadas<br />

em transacções intra-grupo<br />

(9.525.897) (744.278)<br />

Diferimento da tributação <strong>de</strong> mais-valias (1.179.908) -<br />

Acréscimos <strong>de</strong> amortizações (3.347.099) 73.539<br />

Instrumentos financeiros (Nota 39) (2.969.681) -<br />

Excesso do fundo <strong>de</strong> pensões (Nota 23) (3.461.048) -<br />

Subsídios ao investimento (Nota 21.5) (4.652.159) -<br />

Licenças emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa (Nota 21.5) (1.985.119) -<br />

Outras diferenças temporárias (27.893) -<br />

(153.662.921) (142.806)<br />

Valores reflectidos no balanço<br />

Activos por impostos diferidos 12.938.727 10.519<br />

Passivos por impostos diferidos (42.239.469) 128.819


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

VARIAÇÃO DE<br />

RESULTADOS DO<br />

PERÍMETRO<br />

PERÍODO CAPITAL PRÓPRIO<br />

(NOTA 9)<br />

SALDO FINAL<br />

1.682.985 - - 16.838.726<br />

359.445 - - 1.686.128<br />

(219.975) - - 53.331<br />

34.529 (61.093) - 1.175.332<br />

(9.601) - - 1.365.244<br />

(520.077) 1.052.126 - 991.608<br />

(684.448) (259.546) - 9.514.329<br />

145.397 167.644 - 12.378.709<br />

(189.182) - - 1.343.093<br />

144.469 - - 3.441.626<br />

686.314 (582.150) - 3.328.779<br />

1.429.856 316.981 - 52.116.905<br />

2.580.904 3.293 - (6.822.236)<br />

476.936 - (1.152.842) (117.255.657)<br />

- - - (10.270.175)<br />

118.828 - - (1.061.080)<br />

(310.894) - - (3.584.454)<br />

- 1.073.975 - (1.895.706)<br />

1.790.380 678.301 - (992.367)<br />

- 1.213.469 - (3.438.690)<br />

- (3.859.836) - (5.844.955)<br />

(862.333) - - (890.226)<br />

3.793.821 (890.798) (1.152.842) (152.055.546)<br />

1.196.479 115.369 - 14.261.094<br />

1.401.294 (447.894) (305.503) (41.462.753)<br />

89<br />

31/12/2010


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

VALORES EM EUROS<br />

90<br />

SALDO INICIAL<br />

AJUSTAMENTO<br />

CAMBIAL<br />

Diferenças temporárias que originam activos por impostos diferidos<br />

Provisões e imparida<strong>de</strong>s tributadas 16.916.543 (110.719)<br />

Provisões para recuperação ambiental e paisagística 890.556 -<br />

Prejuízos fiscais reportáveis 804.228 -<br />

Responsabilida<strong>de</strong> por subsídio <strong>de</strong> reforma (Nota 23) 1.160.037 (10.213)<br />

Responsabilida<strong>de</strong> por prémio <strong>de</strong> antiguida<strong>de</strong> (Nota 23) 1.321.765 -<br />

Insuficiência do fundo <strong>de</strong> pensões (Nota 23) 181.333 (5.716)<br />

Benefícios <strong>de</strong> reforma sem fundo autónomo (Nota 23) 11.175.106 -<br />

Responsabilida<strong>de</strong> por assistência na doença (Nota 23) 11.944.994 -<br />

Mais-valias diferidas contabilísticamente, originadas<br />

em transacções intra-grupo<br />

3.806.202 -<br />

Justo valor apurado em combinações empresariais 5.480.961 (112.545)<br />

Outras diferenças temporárias 3.060.473 -<br />

56.742.198 (239.193)<br />

Diferenças temporárias que originam passivos por impostos diferidos<br />

Reavaliação <strong>de</strong> activos fixos tangíveis (10.633.545) -<br />

Justo valor apurado em combinações empresariais (115.869.307) 3.469.854<br />

Menos-valias diferidas contabilísticamente, originadas<br />

em transacções intra-grupo<br />

(40.761.506) -<br />

Diferimento da tributação <strong>de</strong> mais-valias (1.324.190) -<br />

Acréscimos <strong>de</strong> amortizações (3.138.520) 106.000<br />

Instrumentos financeiros (Nota 39) (2.486.023) -<br />

Excesso do fundo <strong>de</strong> pensões (Nota 23) (2.625.670) -<br />

Subsídios ao investimento (Nota 21.5) (5.919.593) -<br />

Licenças emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa (Nota 21.5) (597.645) -<br />

Outras diferenças temporárias (57.912) -<br />

(183.413.911) 3.575.854<br />

Valores reflectidos no balanço<br />

Activos por impostos diferidos 14.558.232 (53.083)<br />

Passivos por impostos diferidos (50.527.694) 1.113.684


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

RESULTADOS DO<br />

VARIAÇÃO DE<br />

PERÍMETRO<br />

PERÍODO CAPITAL PRÓPRIO<br />

(NOTA 9)<br />

SALDO FINAL<br />

(1.995.680) - 423.811 15.233.955<br />

436.127 - - 1.326.683<br />

(554.909) - 23.987 273.306<br />

38.566 2.769 - 1.191.159<br />

24.530 28.550 - 1.374.845<br />

(703.643) 990.924 - 462.898<br />

(708.300) (8.483) - 10.458.323<br />

153.808 (33.134) - 12.065.668<br />

(2.273.927) - - 1.532.275<br />

(2.309.179) - - 3.059.237<br />

164.142 - - 3.224.615<br />

(7.728.465) 980.626 447.798 50.202.964<br />

1.227.577 - (465) (9.406.433)<br />

987.553 - (5.695.784) (117.107.684)<br />

31.235.609 - - (9.525.897)<br />

144.282 - - (1.179.908)<br />

(314.579) - - (3.347.099)<br />

(130.759) (352.899) - (2.969.681)<br />

171.165 (1.006.543) - (3.461.048)<br />

- 1.267.434 - (4.652.159)<br />

- (1.387.474) - (1.985.119)<br />

30.019 - - (27.893)<br />

33.350.867 (1.479.482) (5.696.249) (153.662.921)<br />

(1.950.754) 266.025 118.307 12.938.727<br />

9.060.652 (376.605) (1.509.506) (42.239.469)<br />

91<br />

31/12/2009


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

92<br />

Prejuízos fiscais reportáveis com imposto diferido activo<br />

São reconhecidos impostos diferidos activos sobre prejuízos<br />

fiscais na medida em que seja provável a realização do<br />

respectivo benefício fiscal, através da existência <strong>de</strong> lucros<br />

tributáveis futuros. Os impostos diferidos activos reconhecidos<br />

pelo Grupo referem-se a prejuízos fiscais que po<strong>de</strong>m<br />

ser <strong>de</strong>duzidos aos lucros tributáveis futuros, conforme segue<br />

no quadro abaixo:<br />

VALORES EM EUROS 31/12/2010 31/12/2009 DATA LIMITE<br />

Minerbetão, S.A.<br />

Teporset - Terminal Portuário <strong>de</strong><br />

- 227.555 -<br />

Setúbal, S.A. 53.331 45.751 2015<br />

53.331 273.306<br />

Prejuízos fiscais reportáveis sem imposto diferido activo<br />

Os prejuízos fiscais sobre os quais o Grupo consi<strong>de</strong>ra, nesta<br />

data, não existir a capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>de</strong>dução a lucros<br />

tributáveis futuros e, como tal, sem imposto diferido activo,<br />

<strong>de</strong>talham-se por ano <strong>de</strong> prescrição conforme segue:<br />

EMPRESA TOTAL 2011 2012<br />

Betoma<strong>de</strong>ira, S.A. 1.280.176 - -<br />

Cimentos Costa Ver<strong>de</strong>, S.A. 358.278 32.722 157.369<br />

Valcem, Lda. 545.987 52.459 493.528<br />

Florimar - S.G.P.S., Lda. 84.605 11.559 18.429<br />

Ma<strong>de</strong>britas, Lda. 108.057 8.595 56.193<br />

Parcim, B.V. 88.286 - -<br />

Pedra Regional. S.A. 596.245 - -<br />

<strong>Secil</strong> Prébetão, S.A. 3.547.297 34.203 945.026<br />

<strong>Secil</strong> Unicon - S.G.P.S., Lda. 21.616 - -<br />

Serife, Lda. 266.633 - -<br />

Silonor, S.A. 8.691.260 - -<br />

Zarzis Béton 47.009 - -<br />

Total 15.635.449 139.538 1.670.545<br />

17. OUTROS ACTIVOS FINANCEIROS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica “Outros<br />

activos financeiros”, líquida <strong>de</strong> perdas acumuladas por<br />

imparida<strong>de</strong>, <strong>de</strong>compõe-se conforme segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

QUANTIA<br />

BRUTA<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

31/12/2010<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA<br />

QUANTIA<br />

BRUTA<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

31/12/2009<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA<br />

Instrumentos financeiros<br />

<strong>de</strong>rivados (Nota 39) 1.895.706 - 1.895.706 2.969.681 - 2.969.681<br />

Outros 548.456 (105.629) 442.827 607.411 (106.612) 500.799<br />

2.444.162 (105.629) 2.338.533 3.577.092 (106.612) 3.470.480


2013 2014 2015<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

794.021 486.155 - -<br />

86.890 81.297 - -<br />

- - - -<br />

17.532 24.965 12.120 -<br />

35.182 5.960 2.127 -<br />

- - - 88.286<br />

- 167.802 428.443 -<br />

767.742 1.463.181 337.145 -<br />

- 20.388 1.228 -<br />

- 117.701 148.932 -<br />

- - - 8.691.260<br />

- - - 47.009<br />

1.701.367 2.367.449 929.995 8.826.555<br />

Os movimentos ocorridos nos períodos findos em 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 nas perdas acumuladas por<br />

imparida<strong>de</strong> são conforme segue no quadro abaixo:<br />

93<br />

2016 E<br />

POSTERIORES<br />

VALORES EM EUROS 31/12/2010 31/12/2009<br />

Saldo inicial 106.612 554.912<br />

Reposições - (445.668)<br />

Ajustamento cambial (983) (2.632)<br />

Saldo final 105.629 106.612


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

18. INVENTÁRIOS<br />

94<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, os inventários, líquidos<br />

<strong>de</strong> perdas acumuladas por imparida<strong>de</strong> apresentam<br />

a seguinte composição:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Matérias-Primas, subsidiárias e <strong>de</strong> consumo 73.812.148 (5.055.263)<br />

Produtos e trabalhos em curso 540.485 -<br />

Produtos acabados e intermédios 19.805.731 (349.576)<br />

Mercadorias 11.704.968 (77.650)<br />

Adiantamento por conta <strong>de</strong> compras 7.031 -<br />

105.870.363 (5.482.489)<br />

Os movimentos ocorridos, nos períodos findos em 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, nas perdas acumuladas por<br />

imparida<strong>de</strong>s em inventários são conforme segue:<br />

19. ACTIVOS FINANCEIROS<br />

19.1. CATEGORIAS DE ACTIVOS FINANCEIROS<br />

As categorias <strong>de</strong> activos financeiros, líquidas <strong>de</strong> perdas<br />

acumuladas por imparida<strong>de</strong>, em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009 são <strong>de</strong>talhadas conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

QUANTIA BRUTA<br />

QUANTIA BRUTA<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

VALORES EM EUROS 31/12/2010 31/12/2009<br />

Saldo inicial 4.636.759 5.102.181<br />

Aumentos 834.659 490.059<br />

Reposições (60.470) (813.823)<br />

Utilizações (12.777) -<br />

Ajustamento cambial 84.318 (141.658)<br />

Saldo final 5.482.489 4.636.759<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

Disponibilida<strong>de</strong>s (Nota 4):<br />

Numerário 237.246 -<br />

Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 13.898.991 -<br />

Outras aplicações <strong>de</strong> tesouraria 56.407.053 -<br />

70.543.290 -<br />

Activos financeiros ao custo:<br />

Clientes (Nota 19.2) 97.963.261 (22.082.992)<br />

Outras contas a receber - corrente (Nota 19.3) 17.309.036 (10.841.733)<br />

Outras contas a receber - não corrente (Nota 19.3) 3.928.130 (1.855.975)<br />

119.200.427 (34.780.700)<br />

189.743.717 (34.780.700)


31/12/2010<br />

QUANTIA LÍQUIDA<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

68.756.885 59.100.911 (4.239.415) 54.861.496<br />

540.485 665.919 - 665.919<br />

19.456.155 19.161.406 (322.888) 18.838.518<br />

11.627.318 6.126.053 (74.456) 6.051.597<br />

7.031 9.718 - 9.718<br />

100.387.874 85.064.007 (4.636.759) 80.427.248<br />

31/12/2010<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA<br />

QUANTIA BRUTA<br />

QUANTIA BRUTA<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

237.246 293.574 - 293.574<br />

13.898.991 24.812.545 - 24.812.545<br />

56.407.053 41.159.419 - 41.159.419<br />

70.543.290 66.265.538 - 66.265.538<br />

75.880.269 102.912.618 (20.876.848) 82.035.770<br />

6.467.303 18.458.159 (9.767.436) 8.690.723<br />

2.072.155 4.029.226 (1.855.975) 2.173.251<br />

84.419.727 125.400.003 (32.500.259) 92.899.744<br />

154.963.017 191.665.541 (32.500.259) 159.165.282<br />

95<br />

31/12/2009<br />

QUANTIA LÍQUIDA<br />

31/12/2009<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

96<br />

19.2. ACTIVOS FINANCEIROS - CLIENTES<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica “Clientes”,<br />

líquida <strong>de</strong> perdas acumuladas por imparida<strong>de</strong>, apresenta<br />

a seguinte composição:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Clientes 97.083.668 (21.231.805)<br />

Clientes - Partes relacionadas (Nota 37) 879.593 (851.187)<br />

97.963.261 (22.082.992)<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a antiguida<strong>de</strong> do<br />

saldo da rubrica “Clientes”, líquida <strong>de</strong> perdas acumuladas<br />

por imparida<strong>de</strong>, é <strong>de</strong>talhada conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Não vencido<br />

Vencido:<br />

47.562.366 (215.540)<br />

0-90 dias 23.280.854 (382.181)<br />

90-180 dias 4.453.314 (597.759)<br />

180-360 dias 1.793.700 (600.119)<br />

> 360 dias 20.873.027 (20.287.393)<br />

97.963.261 (22.082.992)<br />

19.3. ACTIVOS FINANCEIROS – OUTRAS CONTAS A<br />

RECEBER<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica “Outras<br />

contas a receber não corrente”, líquida <strong>de</strong> perdas acumuladas<br />

por imparida<strong>de</strong> apresenta a seguinte composição:<br />

VALORES EM EUROS<br />

QUANTIA BRUTA<br />

QUANTIA BRUTA<br />

QUANTIA BRUTA<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

(NOTA 19)<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

(NOTA 19)<br />

Outros <strong>de</strong>vedores<br />

Cauções prestadas a favor <strong>de</strong> terceiros 1.366.341 -<br />

Outros 2.561.789 (1.855.975)<br />

3.928.130 (1.855.975)


31/12/2010<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

75.851.863 102.366.996 (20.350.989) 82.016.007<br />

28.406 545.622 (525.859) 19.763<br />

75.880.269 102.912.618 (20.876.848) 82.035.770<br />

31/12/2010<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA<br />

47.346.826 47.494.994 (217.755) 47.277.239<br />

22.898.673 29.188.752 (117.665) 29.071.087<br />

3.855.555 3.696.573 (166.375) 3.530.198<br />

1.193.581 3.123.018 (1.518.344) 1.604.674<br />

585.634 19.409.281 (18.856.709) 552.572<br />

75.880.269 102.912.618 (20.876.848) 82.035.770<br />

31/12/2010<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA<br />

QUANTIA BRUTA<br />

QUANTIA BRUTA<br />

QUANTIA BRUTA<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

(NOTA 19)<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

(NOTA 19)<br />

1.366.341 1.384.951 - 1.384.951<br />

705.814 2.644.275 (1.855.975) 788.300<br />

2.072.155 4.029.226 (1.855.975) 2.173.251<br />

97<br />

31/12/2009<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA<br />

31/12/2009<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA<br />

31/12/2009<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

98<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica “Outras<br />

contas a receber corrente”, líquida <strong>de</strong> perdas acumuladas<br />

por imparida<strong>de</strong> apresenta a seguinte composição:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Outros <strong>de</strong>vedores<br />

Partes relacionadas (Nota 37):<br />

Empréstimos concedidos 3.793.846 (3.613.171)<br />

Divi<strong>de</strong>ndos atribuídos 481.000 -<br />

Outras operações 703.315 (240.838)<br />

Outros 11.086.403 (6.987.724)<br />

16.064.564 (10.841.733)<br />

Devedores por acréscimos <strong>de</strong> rendimentos<br />

Juros a receber 655.056 -<br />

Outros 589.416 -<br />

1.244.472 -<br />

17.309.036 (10.841.733)<br />

19.4. IMPARIDADE DE DÍVIDAS A RECEBER<br />

Os movimentos ocorridos nas perdas acumuladas por imparida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> dívidas a receber, nos períodos findos em<br />

31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, são conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

OUTROS<br />

DEVEDORES<br />

NÃO CORRENTES<br />

(NOTA 19.3)<br />

CLIENTES<br />

(NOTA 19.2)<br />

QUANTIA BRUTA<br />

PARTES<br />

RELACIONADAS<br />

(NOTA 19.3)<br />

OUTROS<br />

DEVEDORES<br />

CORRENTES<br />

(NOTA 19.3)<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

(NOTA 19)<br />

31/12/2010<br />

TOTAL<br />

Saldo inicial 1.855.975 20.876.848 2.604.300 7.163.136 32.500.259<br />

Variação <strong>de</strong> perímetro - - - - -<br />

Aumentos - 2.433.972 1.312.319 356.638 4.102.929<br />

Reposições - (715.748) (62.610) (490.479) (1.268.837)<br />

Utilizações - (584.226) - (101.735) (685.961)<br />

Ajustamento cambial - 74.070 - 58.240 132.310<br />

Transferências - (1.924) - 1.924 -<br />

Saldo final 1.855.975 22.082.992 3.854.009 6.987.724 34.780.700


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA<br />

180.675 5.110.413 (2.592.401) 2.518.012<br />

481.000 666.250 - 666.250<br />

462.477 819.455 (11.899) 807.556<br />

4.098.679 11.072.404 (7.163.136) 3.909.268<br />

5.222.831 17.668.522 (9.767.436) 7.901.086<br />

655.056 332.249 - 332.249<br />

589.416 457.388 - 457.388<br />

1.244.472 789.637 - 789.637<br />

6.467.303 18.458.159 (9.767.436) 8.690.723<br />

OUTROS<br />

DEVEDORES<br />

NÃO CORRENTES<br />

(NOTA 19.3)<br />

QUANTIA BRUTA<br />

CLIENTES<br />

(NOTA 19.2)<br />

PARTES<br />

RELACIONADAS<br />

(NOTA 19.3)<br />

IMPARIDADE<br />

ACUMULADA<br />

(NOTA 19)<br />

OUTROS<br />

DEVEDORES<br />

CORRENTES<br />

(NOTA 19.3)<br />

1.855.975 19.576.550 2.534.938 6.196.706 30.164.169<br />

- 11.913 - - 11.913<br />

- 2.197.576 69.362 337.032 2.603.970<br />

- (434.553) - (778.980) (1.213.533)<br />

- (381.435) - - (381.435)<br />

- (93.203) - (25.561) (118.764)<br />

- - - 1.433.939 1.433.939<br />

1.855.975 20.876.848 2.604.300 7.163.136 32.500.259<br />

99<br />

QUANTIA<br />

ESCRITURADA<br />

LÍQUIDA<br />

31/12/2009<br />

TOTAL


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

100<br />

20. DIFERIMENTOS ACTIVOS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica do activo<br />

corrente “Diferimentos” apresenta a seguinte composição:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Seguros 235.345 332.931<br />

Rendas e alugueres 387.183 533.703<br />

Comissões <strong>de</strong> empréstimos bancários 463.122 -<br />

Outros 417.458 481.511<br />

1.503.108 1.348.145<br />

21. CAPITAL PRÓPRIO<br />

21.1. CAPITAL REALIZADO E ACÇÕES PRÓPRIAS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o capital social da<br />

<strong>Secil</strong>, encontra-se totalmente subscrito e realizado, sendo<br />

representado por 52.920.000 acções com o valor nominal<br />

<strong>de</strong> Euros 5.<br />

As pessoas colectivas que <strong>de</strong>têm posições relevantes<br />

no capital da socieda<strong>de</strong> em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e<br />

2009 <strong>de</strong>talham-se conforme segue:<br />

NOME<br />

Beton Catalan, SL 23.880.414 45,13% 45,13%<br />

Cimentospar - Participações Sociais S.G.P.S., LDA.<br />

Semapa - Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Investimento e Gestão,<br />

21.728.520 41,06% 41,06%<br />

S.G.P. S ., S.A. 3.126.606 5,91% 5,91%<br />

Acções próprias 4.184.460 7,91% 7,91%<br />

52.920.000 100,00% 100,00%<br />

As acções próprias evi<strong>de</strong>nciadas nas <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

consolidadas do Grupo em 31 <strong>de</strong> Dezembro<br />

<strong>de</strong> 2010 e 2009 são <strong>de</strong>tidas pelas seguintes socieda<strong>de</strong>s:<br />

ACÇÕES PRÓPRIAS<br />

<strong>Secil</strong>, S.A. 2.896.560 2.896.560<br />

CMP – Cimentos Maceira e Pataias, S.A. 922.800 922.800<br />

Hewbol, S.G.P. S ., S.A. 365.100 365.100<br />

4.184.460 4.184.460<br />

As socieda<strong>de</strong>s CMP – Cimentos Maceira e Pataias, S.A.<br />

e a Hewbol, S.G.P. S., Lda. são empresas subsidiárias do<br />

Grupo <strong>Secil</strong> pelo que as 922.800 e 365.100 acções por<br />

si <strong>de</strong>tidas, respectivamente, encontram-se evi<strong>de</strong>nciadas<br />

como acções próprias nas <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

consolidadas do Grupo.<br />

Nº DE ACÇÕES<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

% DO CAPITAL DETIDA<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009


21.2. RESERVAS LEGAIS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica “Reservas<br />

legais” <strong>de</strong>compõe-se como segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5%<br />

do resultado líquido anual tem <strong>de</strong> ser <strong>de</strong>stinado ao reforço<br />

da reserva legal até que esta represente pelo menos<br />

20% do capital.<br />

21.3. OUTRAS RESERVAS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica “Outras<br />

reservas” <strong>de</strong>compõe-se como segue:<br />

Esta rubrica correspon<strong>de</strong> a reservas livres para distribuição<br />

aos accionistas, constituídas através da transferência<br />

<strong>de</strong> resultados <strong>de</strong> períodos anteriores.<br />

21.4. EXCEDENTE DE REVALORIZAÇÃO<br />

O movimento do exce<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> revalorização nos períodos<br />

findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 foi conforme<br />

se segue:<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

Saldo inicial 33.659.135 30.520.295<br />

Aplicação do resultado do período anterior 3.507.678 3.138.840<br />

Saldo final 37.166.813 33.659.135<br />

VALORES EM EUROS<br />

Esta reserva não é distribuível a não ser em caso <strong>de</strong> liquidação<br />

da socieda<strong>de</strong>. Po<strong>de</strong>rá, contudo, ser utilizada<br />

para absorver prejuízos, <strong>de</strong>pois <strong>de</strong> esgotadas as outras<br />

reservas, ou incorporada no capital.<br />

Saldo inicial 83.518.028 86.409.378<br />

Distribuição <strong>de</strong> reservas - (20.509.610)<br />

Aplicação do resultado do período anterior 29.628.543 17.618.260<br />

Saldo final 113.146.571 83.518.028<br />

VALORES EM EUROS<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

Saldo inicial 15.143.735 15.355.280<br />

Exce<strong>de</strong>nte realizado no período (243.094) (243.716)<br />

Imposto diferido no período 35.404 32.171<br />

Saldo final 14.936.045 15.143.735<br />

O montante <strong>de</strong> Euros 14.936.045 não se encontra disponível<br />

para distribuir aos accionistas do Grupo.<br />

101


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

102<br />

21.5. OUTRAS VARIAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica “Outras variações<br />

no capital próprio” tinha a seguinte composição:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Diferenças <strong>de</strong> conversão <strong>de</strong> <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

Reserva <strong>de</strong> justo valor <strong>de</strong> <strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> cobertura (Nota 39)<br />

Impostos diferidos - reserva <strong>de</strong> justo valor <strong>de</strong> <strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> cobertura<br />

Desvios e alterações <strong>de</strong> pressupostos em estudos actuariais<br />

Impostos diferidos - <strong>de</strong>svios e alterações <strong>de</strong> pressupostos em estudos actuariais<br />

Subsídios ao investimento<br />

Impostos diferidos - subsídios ao investimento<br />

Subsídios por licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa<br />

Impostos diferidos - subsídios por licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa<br />

21.5.1. DIFERENÇAS DE CONVERSÃO DE DEMONS-<br />

TRAÇÕES FINANCEIRAS<br />

O montante <strong>de</strong> Euros 75.106.613, respeita ao valor apropriado<br />

pelos <strong>de</strong>tentores do capital da empresa-mãe<br />

das diferenças cambiais resultantes da conversão das<br />

21.5.2. DESVIOS E ALTERAÇÕES DE PRESSUPOSTOS<br />

ACTUARIAIS<br />

O movimento dos <strong>de</strong>svios e alterações <strong>de</strong> pressupostos<br />

actuariais nos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>monstrações financeiras das socieda<strong>de</strong>s, Goodwill e<br />

empréstimos que qualificam como extensões do investimento<br />

líquido, essencialmente na Tunísia, Líbano e Angola,<br />

sendo o movimento nos períodos findos em 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 <strong>de</strong>talhado como segue:<br />

VALORES EM EUROS SALDO INICIAL<br />

Société <strong>de</strong>s Ciments <strong>de</strong> Gabès:<br />

Conversão das <strong>de</strong>monstrações financeiras (44.732.851)<br />

Conversão das diferenças <strong>de</strong> consolidação positivas<br />

<strong>Secil</strong> Angola, S.A.R.L.:<br />

(21.102.225)<br />

Conversão das <strong>de</strong>monstrações financeiras 2.153.731<br />

Extensão do investimento líquido (2.958.023)<br />

Conversão das diferenças <strong>de</strong> consolidação positivas<br />

<strong>Secil</strong> - Companhia <strong>de</strong> Cimentos do Lobito, S.A.:<br />

(95.130)<br />

Conversão das <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

Ciment <strong>de</strong> Sibline, SAL:<br />

(690.751)<br />

Conversão das <strong>de</strong>monstrações financeiras (11.253.403)<br />

Conversão das diferenças <strong>de</strong> consolidação positivas (1.233.112)<br />

(79.911.764)<br />

VALORES EM EUROS<br />

2010 e 2009, repartido entre Grupo e minoritários, <strong>de</strong>compõe-se<br />

como segue:<br />

DETENTORES DO CAPITAL<br />

DA EMPRESA-MÃE MINORITÁRIOS<br />

31/12/2010<br />

TOTAL<br />

Saldo inicial (1.228.589) 142.596 (1.085.993)<br />

Movimento no período (Nota 23.2) (1.654.106) 76.674 (1.577.432)<br />

Saldo final (2.882.695) 219.270 (2.663.425)


AUMENTOS DIMINUIÇÕES<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

(75.106.613) (79.911.764)<br />

2.503.588 2.969.681<br />

(710.843) (786.965)<br />

(2.882.695) (1.228.589)<br />

826.486 340.692<br />

3.339.964 4.487.882<br />

(971.534) (1.236.270)<br />

5.838.810 1.982.685<br />

(1.688.287) (525.412)<br />

(68.851.124) (73.908.060)<br />

31/12/2010<br />

SALDO FINAL<br />

- (1.921.428) (46.654.279)<br />

- (715.286) (21.817.511)<br />

- (235.563) 1.918.168<br />

2.559.573 - (398.450)<br />

128.970 - 33.840<br />

150.506 - (540.245)<br />

3.995.037 - (7.258.366)<br />

- 843.342 (389.770)<br />

6.834.086 (2.028.935) (75.106.613)<br />

DETENTORES DO CAPITAL<br />

DA EMPRESA-MÃE MINORITÁRIOS<br />

31/12/2009<br />

TOTAL<br />

(1.237.357) 96.898 (1.140.459)<br />

8.768 45.698 54.466<br />

(1.228.589) 142.596 (1.085.993)<br />

103


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

104<br />

21.5.3. SUBSÍDIOS DO GOVERNO<br />

Subsídios ao investimento<br />

Os movimentos ocorridos nos subsídios ao investimento nos<br />

períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 são<br />

conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Saldo inicial 4.652.159 5.919.590<br />

Ajustamento cambial (16.749) (11.622)<br />

Subsídios recebidos no período 97.478 -<br />

Subsídios reconhecidos nos resultados (Nota 32) (1.294.198) (1.255.809)<br />

Saldo final 3.438.690 4.652.159<br />

Subsídios ao investimento repartidos em:<br />

Detentores do capital da empresa-mãe 3.339.964 4.487.882<br />

Interesses minoritários 98.726 164.277<br />

3.438.690 4.652.159<br />

Subsídios por licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com efeitos<br />

<strong>de</strong> estufa<br />

Os movimentos dos subsídios relativos a licenças <strong>de</strong><br />

emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa nos períodos findos<br />

em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 são conforme<br />

se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Saldo inicial 1.985.119 597.643<br />

Licenças atribuídas no período (Nota 14)<br />

Subsídio reconhecido nos resultados do período<br />

34.405.024 26.684.740<br />

(Nota 32) (29.645.046) (24.503.664)<br />

Licenças alienadas no período (Nota 14) (900.142) (793.600)<br />

Saldo final 5.844.955 1.985.119<br />

Subsídios por licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases<br />

com efeito <strong>de</strong> estufa repartidos em:<br />

Detentores do capital da empresa-mãe 5.838.810 1.982.685<br />

Interesses minoritários 6.145 2.434<br />

5.844.955 1.985.119<br />

21.6. APLICAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO AN-<br />

TERIOR<br />

Por <strong>de</strong>liberação da Assembleia Geral da <strong>Secil</strong>, realizada<br />

em 14 <strong>de</strong> Maio <strong>de</strong> 2010, a aplicação do resultado líquido<br />

do período <strong>de</strong> 2009 foi como segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

Distribuição <strong>de</strong> divi<strong>de</strong>ndos 37.017.346<br />

Reservas legais 3.507.678<br />

Outras reservas 29.628.543<br />

Resultados transitados (39.772)<br />

Resultado líquido do período anterior 70.113.795


Os montantes <strong>de</strong> divi<strong>de</strong>ndos distribuídos a socieda<strong>de</strong>s do<br />

Grupo <strong>de</strong>tentoras <strong>de</strong> acções da <strong>Secil</strong>, Euros 682.132 à CMP-<br />

Cimentos Maceira e Pataias, S.A. e Euros 270.914 distribuidos<br />

à Hewbol, S.G.P.S., Lda. encontram-se registados na<br />

<strong>de</strong>monstração <strong>de</strong> alterações nos capitais próprios consolidados.<br />

22. PROVISÕES<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

No <strong>de</strong>curso dos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009, realizaram-se os seguintes movimentos nas<br />

rubricas <strong>de</strong> provisões:<br />

VALORES EM EUROS<br />

CAPITAIS PRÓPRIOS<br />

NEGATIVOS<br />

(NOTA 8)<br />

RECUPERAÇÃO<br />

AMBIENTAL<br />

OUTRAS<br />

TOTAL<br />

Saldo em 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2009 2.984.786 5.410.751 10.435.716 18.831.253<br />

Variação <strong>de</strong> perímetro (Nota 9) - 45.238 292.000 337.238<br />

Aumentos 750.555 403.520 548.043 1.702.118<br />

Utilizações - (157.650) (3.733.457) (3.891.107)<br />

Reposições - (3.018) (1.316.114) (1.319.132)<br />

Ajustamento cambial - - (78.838) (78.838)<br />

Saldo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009 3.735.341 5.698.841 6.147.350 15.581.532<br />

Aumentos 1.203.475 396.406 983.643 2.583.524<br />

Utilizações (425.907) (34.156) (663.944) (1.124.007)<br />

Reposições - (152.365) (689.805) (842.170)<br />

Ajustamento cambial - - 96.192 96.192<br />

Saldo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 4.512.909 5.908.726 5.873.436 16.295.071<br />

Os aumentos registados nas rubricas “Capitais próprios negativos” e “Recuperação paisagística” foram reconhecidos<br />

na <strong>de</strong>monstração <strong>de</strong> resultados na rubrica “Ganhos e perdas imputados <strong>de</strong> associadas e empreendimentos conjuntos”<br />

(Nota 29) e “Juros e gastos similares suportados” (Nota 35), respectivamente.<br />

Tem vindo a ser constituída uma provisão para fazer face a capitais próprios negativos <strong>de</strong> empresas associadas por se<br />

consi<strong>de</strong>rar que existem responsabilida<strong>de</strong>s assumidas nessas socieda<strong>de</strong>s que justificam o reconhecimento <strong>de</strong>stas perdas.<br />

O aumento <strong>de</strong> Euros 141.473 (e a redução <strong>de</strong> Euros 771.089 em 2009) registado na <strong>de</strong>monstração dos resultados na rubrica<br />

“Provisões” inclui:<br />

(i) o aumento <strong>de</strong> Euros 983.643 (Euros 548.043 em 2009) registado na rubrica <strong>de</strong> “Outras”;<br />

(ii) o total das reposições <strong>de</strong> Euros 842.170 (Euros 1.319.132 em 2009).<br />

23. BENEFÍCIOS A EMPREGADOS<br />

Conforme referido nas Notas 3.15 e 3.16, o Grupo atribui<br />

aos seus trabalhadores e seus familiares diversos benefícios<br />

pós-emprego e outros benefícios a longo prazo.<br />

A evolução das responsabilida<strong>de</strong>s assumidas, reflectidas<br />

no balanço consolidado em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e<br />

2009, são conforme segue na página seguinte:<br />

105


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

VALORES EM EUROS<br />

106<br />

Benefícios pós-emprego -<br />

- contribuição <strong>de</strong>finida<br />

Contribuições efectuadas - 675.742 - -<br />

Conta "Reserva" - - 10.523 -<br />

- 675.742 10.523 -<br />

Benefícios pós-emprego -<br />

- benefícios <strong>de</strong>finidos<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por pensões<br />

a cargo do Grupo 10.458.323 520.548 - (259.544)<br />

Insuficiência/(excesso) dos fundos<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por morte e<br />

(2.998.150) 804.434 - 1.730.425<br />

subsídios <strong>de</strong> reforma<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por as sistência<br />

1.191.159 138.310 - (61.093)<br />

na doença 12.065.668 953.894 - 167.644<br />

20.717.000 2.417.186 - 1.577.432<br />

Benefícios <strong>de</strong> longo prazo<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por prémios<br />

<strong>de</strong> antiguida<strong>de</strong> 1.374.845 173.135 - -<br />

22.091.845 3.266.063 10.523 1.577.432<br />

VALORES EM EUROS<br />

SALDO INICIAL<br />

SALDO INICIAL<br />

ACRÉSCIMO/(REDUÇÃO) DE RESPONSABILIDADES<br />

GASTOS COM<br />

O PESSOAL<br />

(NOTA 31)<br />

RESULTADOS DO PERÍODO<br />

ACRÉSCIMO/(REDUÇÃO) DE RESPONSABILIDADES<br />

GASTOS COM<br />

O PESSOAL<br />

(NOTA 31)<br />

(RENDIMENTOS)/<br />

GASTOS<br />

FINANCEIROS<br />

RESULTADOS DO PERÍODO<br />

(RENDIMENTOS)/<br />

GASTOS<br />

FINANCEIROS<br />

OUTRAS VARIAÇÕES<br />

NO CAPITAL<br />

PRÓPRIO<br />

OUTRAS VARIAÇÕES<br />

NO CAPITAL<br />

PRÓPRIO<br />

Benefícios pós-emprego -<br />

- benefícios <strong>de</strong>finidos<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por pensões<br />

a cargo do Grupo 11.175.105 573.907 - (8.483)<br />

Insuficiência/(excesso) dos fundos<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por morte<br />

(2.444.336) 423.843 - (15.619)<br />

e subsídios <strong>de</strong> reforma<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s p or as sistência<br />

1.160.036 113.684 - 2.770<br />

na doença 11.944.994 818.011 - (33.134)<br />

21.835.799 1.929.445 - (54.466)<br />

Benefícios <strong>de</strong> longo prazo<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por prémios<br />

<strong>de</strong> antiguida<strong>de</strong> 1.291.028 130.951 28.550<br />

23.126.827 2.060.396 - (25.916)


VARIAÇÃO<br />

CAMBIAL<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

- (675.742) - - - -<br />

- 598.604 (1.460.567) - - (851.440)<br />

- (77.138) (1.460.567) - - (851.440)<br />

- (1.204.998) - - - 9.514.329<br />

(3.335) - 1.460.567 (44.700) (950.000) (759)<br />

10.737 (103.781) - - - 1.175.332<br />

- (808.497) - - - 12.378.709<br />

7.402 (2.117.276) 1.460.567 (44.700) (950.000) 23.067.611<br />

- (182.736) - - - 1.365.244<br />

7.402 (2.377.150) - (44.700) (950.000) 23.581.415<br />

VARIAÇÃO<br />

CAMBIAL<br />

PAGAMENTOS<br />

EFECTUADOS<br />

PAGAMENTOS<br />

EFECTUADOS<br />

CORTES/<br />

LIQUIDAÇÕES<br />

DO PLANO<br />

CORTES/<br />

LIQUIDAÇÕES<br />

DO PLANO<br />

PRÉMIOS PAGOS/<br />

RESGATES<br />

PRÉMIOS PAGOS/<br />

RESGATES<br />

DOTAÇÕES PARA<br />

OS FUNDOS<br />

DOTAÇÕES PARA<br />

OS FUNDOS<br />

31/12/2010<br />

SALDO FINAL<br />

31/12/2009<br />

SALDO FINAL<br />

- (1.282.206) - - - 10.458.323<br />

(5.716) - - (51.320) (905.002) (2.998.150)<br />

(10.214) (75.117) - - - 1.191.159<br />

- (664.203) - - - 12.065.668<br />

(15.930) (2.021.526) - (51.320) (905.002) 20.717.000<br />

- (75.684) - - 1.374.845<br />

(15.930) (2.097.210) - (51.320) (905.002) 22.091.845<br />

107


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

108<br />

Em Setembro <strong>de</strong> 2010, foi alterado o contrato constitutivo<br />

do Fundo <strong>de</strong> Pensões <strong>Secil</strong>, que passou a <strong>de</strong>signar-se por<br />

Fundo <strong>de</strong> Pensões do Grupo <strong>Secil</strong>, substituindo integralmente<br />

o anterior contrato e produzindo efeitos a 1 <strong>de</strong><br />

Janeiro <strong>de</strong> 2010.<br />

São associadas do Fundo, a <strong>Secil</strong> e as suas subsidiárias:<br />

(i) CMP – Cimentos Maceira e Pataias, S.A. e Unibetão<br />

– Industrias <strong>de</strong> Betão Preparado, S.A., que integraram (e<br />

extinguiram simultaneamente) os seus Fundos <strong>de</strong> Pensões<br />

no Fundo <strong>de</strong> pensões da <strong>Secil</strong>;<br />

(ii) Minerbetão – Fabricação <strong>de</strong> Betão Pronto, Lda. (liquidada<br />

em 29 <strong>de</strong> Outubro <strong>de</strong> 2010), Britobetão – Central <strong>de</strong><br />

Betão, Lda., <strong>Secil</strong> Britas, S.A. e Quimipedra – <strong>Secil</strong> Britas,<br />

Calcários e Derivados, Lda..<br />

O Fundo <strong>de</strong> Pensões do Grupo <strong>Secil</strong> é o suporte financeiro<br />

para o pagamento dos benefícios previstos nos Planos<br />

<strong>de</strong> Pensões <strong>de</strong> cada associada (agora geridos conjuntamente)<br />

que se encontram <strong>de</strong>scritos nas Notas 23.1 e 23.2.<br />

23.1. BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO – PLANOS DE CON-<br />

TRIBUIÇÃO DEFINIDA<br />

Os Planos <strong>de</strong> Pensões <strong>de</strong> Contribuição Definida, geridos<br />

pelo Fundo <strong>de</strong> Pensões do Grupo <strong>Secil</strong> e financiados pelas<br />

associadas e pelos participantes contribuintes, foram<br />

implementados com efeitos a 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2010 e são<br />

os seguintes:<br />

(i) Planos <strong>Secil</strong> e CMP incluem todos os trabalhadores<br />

que à data <strong>de</strong> 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009 tinham um contrato<br />

<strong>de</strong> trabalho sem termo (e que se encontravam abrangidos<br />

pelo plano <strong>de</strong> benefícios <strong>de</strong>finidos em vigor nas<br />

empresas) e que tenham optado pela transição para estes<br />

Planos e todos os trabalhadores admitidos ao abrigo<br />

<strong>de</strong> um contrato sem termo, a partir <strong>de</strong> 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong><br />

2010, sendo também aplicável aos membros dos órgãos<br />

<strong>de</strong> administração;<br />

(ii) Planos Unibetão, Britobetão e Minerbetão, incluem todos<br />

os trabalhadores que à data <strong>de</strong> 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2009 tinham um contrato <strong>de</strong> trabalho sem termo, celebrado<br />

ao abrigo do CCT entre a APEB e a FETESE, e todos os<br />

trabalhadores admitidos ao abrigo <strong>de</strong> um contrato sem<br />

termo, a partir <strong>de</strong> 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2010, com excepção<br />

dos trabalhadores da Unibetão que estejam abrangidos<br />

pelo CCT celebrado entre a APEB e a FEVICCOM, os<br />

quais continuam a beneficiar do Plano <strong>de</strong> benefício <strong>de</strong>finido,<br />

sendo também aplicável aos membros dos órgãos<br />

<strong>de</strong> administração;<br />

(iii) Planos <strong>Secil</strong> Britas e Quimipedra, incluem todos os<br />

trabalhadores que à data <strong>de</strong> 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009<br />

tinham um contrato <strong>de</strong> trabalho sem termo e a todos os<br />

trabalhadores admitidos ao abrigo <strong>de</strong> um contrato sem<br />

termo, a partir <strong>de</strong> 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2010, sendo também<br />

aplicável aos membros dos órgãos <strong>de</strong> administração;<br />

Relativamente aos trabalhadores que tinham, à data <strong>de</strong><br />

31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009, contrato <strong>de</strong> trabalho sem termo<br />

e que se encontravam abrangidos pelos Planos <strong>de</strong><br />

benefícios <strong>de</strong>finidos em vigor nas empresas, quando transitaram<br />

para os Planos <strong>de</strong> Pensões <strong>de</strong> Contribuição Definida,<br />

o valor da contribuição inicial, foi apurado com base<br />

na avaliação das responsabilida<strong>de</strong>s com serviços passados<br />

com referência a 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009. Para as<br />

entida<strong>de</strong>s que tinham Fundos constituídos (<strong>Secil</strong>, CMP e<br />

Unibetão) foi efectuada a alocação do património do<br />

respectivo Fundo na quota-parte afecta ao plano <strong>de</strong><br />

contribuição <strong>de</strong>finida, cujo montante ascen<strong>de</strong>u a Euros<br />

7.730.119.<br />

Adicionalmente, os excessos dos fundos apurados em<br />

14 <strong>de</strong> Setembro <strong>de</strong> 2010, no montante total <strong>de</strong> Euros<br />

1.460.567, após a alocação aos valores das responsabilida<strong>de</strong>s<br />

com serviços passados, calculadas com referência<br />

a 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009, incluídos nos planos<br />

<strong>de</strong> benefícios <strong>de</strong>finidos (Euros 32.078.171) e dos valores<br />

incluídos nos planos <strong>de</strong> contribuição <strong>de</strong>finida (Euros<br />

7.730.119), foi também transferido para uma Conta Reserva<br />

da respectiva associada no Fundo <strong>de</strong> Pensões. Esta<br />

conta po<strong>de</strong>rá ser utilizada para financiar contribuições,<br />

fazer face a encargos <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> previstos no plano <strong>de</strong><br />

pensões ou para melhorar benefícios.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

CENTRO DE CONGRESSOS<br />

DO ARADE, LAGOA<br />

109


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

110<br />

23.2. BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO – PLANOS DE BENE-<br />

FÍCIO DEFINIDO<br />

Os gastos suportados com os planos <strong>de</strong> benefício <strong>de</strong>finido,<br />

nos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e<br />

2009, são os seguintes:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por pensões a cargo do Grupo (10.653) 536.397<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por pensões com fundo autónomo 255.032 1.740.815<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por morte e subsídios <strong>de</strong> reforma 52.885 85.425<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por assistência na doença 240.045 633.853<br />

537.309 2.996.490<br />

VALORES EM EUROS<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por pensões a cargo do Grupo 49.093 524.814<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por pensões com fundo autónomo 502.300 2.017.190<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por morte e subsídios <strong>de</strong> reforma 47.035 66.649<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por assistência na doença 205.206 612.805<br />

803.634 3.221.458<br />

Os ganhos e perdas reconhecidos directamente nos capitais<br />

próprios nos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009, são como segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por pensões a cargo do Grupo 259.544 -<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por pensões com fundo autónomo 432.528 (2.162.953)<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por morte e subsídios <strong>de</strong> reforma 61.093 -<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por assistência na doença (167.644) -<br />

585.521 (2.162.953)<br />

VALORES EM EUROS<br />

SERVIÇOS<br />

CORRENTES<br />

SERVIÇOS<br />

CORRENTES<br />

OUTROS<br />

DESVIOS<br />

OUTROS<br />

DESVIOS<br />

CUSTO<br />

DOS JUROS<br />

CUSTO<br />

DOS JUROS<br />

ACTIVOS PLANO<br />

EST. VS REAL<br />

ACTIVOS PLANO<br />

EST. VS REAL<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por pensões a cargo do Grupo 8.483 -<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por pensões com fundo autónomo (417.026) 432.645<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por morte e subsídios <strong>de</strong> reforma (2.770) -<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por assistência na doença 33.134 -<br />

(378.179) 432.645


RETORNO<br />

ESPERADO DOS<br />

ACTIVOS DO PLANO<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

- (5.196) - - 520.548<br />

(2.301.372) - 1.109.959 - 804.434<br />

- - - - 138.310<br />

- - - 79.996 953.894<br />

(2.301.372) (5.196) 1.109.959 79.996 2.417.186<br />

RETORNO<br />

ESPERADO DOS<br />

ACTIVOS DO PLANO<br />

- - - - 573.907<br />

(2.095.647) - - - 423.843<br />

- - - - 113.684<br />

- - - - 818.011<br />

(2.095.647) - - - 1.929.445<br />

GANHOS E PERDAS ACTUARIAIS<br />

TOTAL<br />

(NOTA 21.5)<br />

GANHOS E PERDAS ACTUARIAIS<br />

CUSTOS COM<br />

SERVIÇOS<br />

PASSADOS<br />

CUSTOS COM<br />

SERVIÇOS<br />

PASSADOS<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

31/12/2010<br />

VALOR<br />

LÍQUIDO<br />

259.544 (66.826) 192.718<br />

(1.730.425) 504.928 (1.225.497)<br />

61.093 (16.385) 44.708<br />

(167.644) 49.261 (118.383)<br />

(1.577.432) 470.978 (1.106.454)<br />

TOTAL<br />

(NOTA 21.5)<br />

GANHOS<br />

POR CORTES<br />

NOS PLANOS<br />

GANHOS<br />

POR CORTES<br />

NOS PLANOS<br />

IMPOSTO<br />

DIFERIDO<br />

(NOTA 16)<br />

IMPOSTO<br />

DIFERIDO<br />

(NOTA 16)<br />

OUTROS<br />

OUTROS<br />

TOTAL<br />

TOTAL<br />

31/12/2009<br />

VALOR<br />

LÍQUIDO<br />

8.483 1.855 10.338<br />

15.619 (432) 15.187<br />

(2.770) 1.690 (1.080)<br />

33.134 (8.727) 24.407<br />

54.466 (5.614) 48.852<br />

111


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

112<br />

Os gastos apresentados correspon<strong>de</strong>m aos planos <strong>de</strong><br />

benefícios <strong>de</strong>finidos existentes no universo <strong>de</strong> empresas<br />

que constituem o Grupo, os quais seguidamente se<br />

<strong>de</strong>screvem.<br />

23.2.1. CARACTERIZAÇÃO DOS PLANOS DE BENEFÍ-<br />

CIOS DEFINIDOS<br />

PLANOS DE BENEFÍCIOS DEFINIDOS COM FUNDOS GERI-<br />

DOS POR TERCEIRAS ENTIDADES.<br />

RESPONSABILIDADES POR COMPLEMENTOS DE PENSÕES<br />

DE REFORMA E SOBREVIVÊNCIA E SUBSÍDIO DE REFORMA<br />

A <strong>Secil</strong> e as suas subsidiárias* assumiram o compromisso<br />

<strong>de</strong> pagar aos seus empregados prestações pecuniárias<br />

a título <strong>de</strong> complementos <strong>de</strong> reforma por velhice, invali<strong>de</strong>z,<br />

reforma antecipada e pensões <strong>de</strong> sobrevivência e<br />

subsídio <strong>de</strong> reforma.<br />

As responsabilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>rivadas <strong>de</strong>stes planos são asseguradas<br />

por fundos autónomos, administrados por terceiros,<br />

ou cobertas por apólices <strong>de</strong> seguro.<br />

Estes planos são avaliados semestralmente, às datas dos<br />

fechos intercalar e anuais das <strong>de</strong>monstrações financeiras,<br />

por entida<strong>de</strong>s especializadas e in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes, utilizando<br />

o método <strong>de</strong> crédito da unida<strong>de</strong> projectada.<br />

* (i) CMP - Cimentos Maceira e Pataias, S.A.;<br />

(ii) Unibetão - Indústrias <strong>de</strong> Betão Preparado, S.A.;<br />

(iii) Cimentos Ma<strong>de</strong>ira, Lda.;<br />

(iv) Societé <strong>de</strong>s Ciments <strong>de</strong> Gabès;<br />

VALORES EM EUROS<br />

Planos <strong>de</strong> benefícios <strong>de</strong>finidos a cargo do Grupo -<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por complementos <strong>de</strong> pensões <strong>de</strong><br />

reforma e sobrevivência<br />

As responsabilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>correntes dos reformados da <strong>Secil</strong>,<br />

à data <strong>de</strong> constituição do Fundo <strong>de</strong> Pensões, 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 1987, são asseguradas directamente pela<br />

<strong>Secil</strong>. De igual forma, as responsabilida<strong>de</strong>s assumidas<br />

pela sua subsidiária <strong>Secil</strong> Martingança, são asseguradas<br />

directamente pela Empresa.<br />

Estes planos são igualmente avaliados semestralmente,<br />

por entida<strong>de</strong>s in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes, utilizando o método <strong>de</strong><br />

cálculo dos capitais <strong>de</strong> cobertura correspon<strong>de</strong>ntes aos<br />

prémios únicos das rendas vitalícias imediatas, na avaliação<br />

das responsabilida<strong>de</strong>s com actuais pensionistas e<br />

o método <strong>de</strong> crédito da unida<strong>de</strong> projectada, na avaliação<br />

das responsabilida<strong>de</strong>s com activos.<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por assistência na doença<br />

A <strong>Secil</strong> e a suas subsidiárias CMP - Cimentos Maceira e Pataias,<br />

S.A., Cimentos Ma<strong>de</strong>ira, Lda. e Brima<strong>de</strong> - Socieda<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> Britas da Ma<strong>de</strong>ira, S.A., mantêm com os seus empregados<br />

regimes <strong>de</strong> assistência na doença, <strong>de</strong> natureza supletiva<br />

relativamente aos serviços oficiais <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, extensivo<br />

a familiares, pré-reformados e reformados e viúvas.<br />

Sob este regime, vêm sendo comparticipados custos <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>terminados cuidados <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>:<br />

(i) na <strong>Secil</strong> através do seguro <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, contratado pela<br />

empresa;<br />

(ii) na CMP, até ao final do primeiro semestre do período<br />

<strong>de</strong> 2010, através da “Cimentos - Fe<strong>de</strong>ração das Caixas<br />

<strong>de</strong> Previdência”, para os trabalhadores nela incluídos,<br />

bem como, mediante aprovação prévia dos serviços<br />

médicos da Empresa, para os restantes trabalhadores e,<br />

a partir <strong>de</strong> 1 <strong>de</strong> Julho, através <strong>de</strong> um seguro <strong>de</strong> saú<strong>de</strong><br />

contratado pela Empresa;<br />

FUNDO<br />

AUTÓNOMO<br />

APÓLICE<br />

DE SEGURO<br />

ASSUMIDO<br />

PELO GRUPO<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por serviços passados<br />

Activos 4.624.113 1.315.576 460.929<br />

Aposentados 26.464.725 - 9.053.400<br />

Valor <strong>de</strong> mercado dos fundos (30.258.774) (2.146.399) -<br />

Insuficiência / (excesso) 830.064 (830.823) 9.514.329


31/12/2010<br />

(iii) na Cimentos Ma<strong>de</strong>ira e na Brima<strong>de</strong>, mediante aprovação<br />

dos documentos <strong>de</strong> <strong>de</strong>spesas com serviços médicos<br />

e medicamentos.<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por benefícios <strong>de</strong> reforma e morte<br />

A <strong>Secil</strong> e as suas subsidiárias a seguir i<strong>de</strong>ntificadas assumiram<br />

com os seus trabalhadores a responsabilida<strong>de</strong> pelo<br />

pagamento <strong>de</strong> subsídio <strong>de</strong> reforma por velhice e por invali<strong>de</strong>z<br />

e subsídio por morte, com os seguintes critérios <strong>de</strong><br />

atribuição:<br />

(i) na <strong>Secil</strong>, um subsídio por morte do trabalhador activo,<br />

<strong>de</strong> igual valor a 1 mês do último salário auferido;<br />

(ii) na CMP - Cimentos Maceira e Pataias, S.A., um subsídio<br />

<strong>de</strong> reforma por velhice e por invali<strong>de</strong>z, que representa<br />

3 meses do último salário auferido e um subsídio por morte<br />

do trabalhador activo, <strong>de</strong> igual valor a 1 mês do último<br />

salário auferido;<br />

(iii) na <strong>Secil</strong> Angola, S.A.R.L. e <strong>Secil</strong> Lobito, S.A. (Angola),<br />

na data da reforma, <strong>de</strong> acordo com a Lei Geral do Trabalho<br />

Nº 2/2000, um subsídio <strong>de</strong> reforma que representa<br />

um quarto do último salário multiplicado pelo nº <strong>de</strong> anos<br />

ao serviço na Empresa;<br />

BENEFÍCIOS AOS EMPREGADOS - PRESSUPOSTOS DOS<br />

ESTUDOS ACTUARIAIS<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

113<br />

(iv) na Societé <strong>de</strong>s Ciments <strong>de</strong> Gabès (Tunísia), na data<br />

da reforma, com base no Acordo Colectivo <strong>de</strong> Trabalho,<br />

Artigo 52, um subsídio <strong>de</strong> reforma, que representa: (i) 2<br />

meses do último salário, se o trabalhador tem menos <strong>de</strong><br />

30 anos ao serviço da empresa e (ii) 3 meses do último<br />

salário, se o trabalhador tem 30 anos ou mais ao serviço<br />

da Empresa.<br />

23.2.2. RESPONSABILIDADES E MOVIMENTOS OCOR-<br />

RIDOS NO PERÍODO COMPARATIVAMENTE COM O<br />

PERÍODO ANTERIOR<br />

Pressupostos utilizados na avaliação das responsabilida<strong>de</strong>s<br />

Os estudos actuariais efectuados por entida<strong>de</strong>s in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes,<br />

com referência a 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009,<br />

para efeitos <strong>de</strong> apuramento nessas datas das responsabilida<strong>de</strong>s<br />

por serviços passados, tiveram por base os seguintes<br />

pressupostos:<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

Decreto-Lei nº 187/2007<br />

Decreto-Lei nº 187/2007<br />

Fórmula <strong>de</strong> Benefícios da Segurança Social<br />

<strong>de</strong> 10 <strong>de</strong> Maio<br />

<strong>de</strong> 10 <strong>de</strong> Maio<br />

Tabelas <strong>de</strong> invali<strong>de</strong>z EKV 80 EKV 80<br />

Tabelas <strong>de</strong> mortalida<strong>de</strong> TV 88/90 TV 88/90<br />

Taxa <strong>de</strong> crescimento salarial 3,30% 3,30%<br />

Taxa <strong>de</strong> juro técnica 5,25% 5,25%<br />

Taxa <strong>de</strong> crescimento das pensões 2,25% 2,25%<br />

Taxa <strong>de</strong> crescimento das <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> 4,60% 4,65%<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por serviços passados com planos<br />

<strong>de</strong> benefícios <strong>de</strong> reforma e sobrevivência<br />

De acordo com os estudos actuarias reportados a 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o valor presente da obrigação<br />

correspon<strong>de</strong>nte a planos <strong>de</strong> reforma, bem como os valores<br />

<strong>de</strong> mercado dos fundos/apólices <strong>de</strong> seguro a eles<br />

afectos são como segue, no quadro anexo:<br />

31/12/2009<br />

FUNDO<br />

APÓLICE<br />

ASSUMIDO<br />

TOTAL AUTÓNOMO<br />

DE SEGURO<br />

PELO GRUPO<br />

TOTAL<br />

6.400.618 11.889.400 1.204.542 624.904 13.718.846<br />

35.518.125 27.129.071 82.984 9.833.419 37.045.474<br />

(32.405.173) (41.289.763) (2.014.384) - (43.304.147)<br />

9.513.570 (2.271.292) (726.858) 10.458.323 7.460.173


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

114<br />

No <strong>de</strong>curso dos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009, a evolução das responsabilida<strong>de</strong>s do Grupo<br />

apresenta a seguinte evolução:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s no início do período 39.018.471 1.287.526 10.458.323<br />

Variação cambial<br />

Valores registados nos resultados do período:<br />

- (6.608) -<br />

Serviços correntes 167.527 87.505 (10.653)<br />

Custos com serviços passados 1.109.959 - -<br />

Custo dos juros 1.619.326 121.489 536.397<br />

Retorno esperado dos activos do plano (2.094.140) (207.232) -<br />

Perdas / (Ganhos) por cortes nos planos<br />

Valores registados nos capitais próprios:<br />

- - (5.196)<br />

Ganhos e perdas actuariais (284.782) (147.746) (259.544)<br />

Retorno estimado dos fundos <strong>de</strong> pensões 2.094.140 207.232 -<br />

Reformas processadas - (26.590) -<br />

Cortes do plano (7.730.119) - -<br />

Pensões pagas no período (2.811.544) - (1.204.998)<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s no fim do período 31.088.838 1.315.576 9.514.329<br />

No <strong>de</strong>curso dos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009, a evolução do património dos fundos/<br />

/apólices <strong>de</strong> seguro é conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a composição dos<br />

fundos é conforme se segue:<br />

FUNDO<br />

AUTÓNOMO<br />

APÓLICE<br />

DE SEGURO<br />

ASSUMIDO<br />

PELO GRUPO<br />

Saldo inicial 41.289.763<br />

Variação cambial -<br />

Dotação efectuada no período/Prémio seguro pago 950.000<br />

Rendimento dos fundos no período 21.241<br />

Pensões pagas (2.811.544)<br />

Reformas processadas -<br />

Liquidações do plano (9.190.686)<br />

Saldo final 30.258.774<br />

VALORES EM EUROS<br />

FUNDO<br />

AUTÓNOMO<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

Acções 3.663.662 3.584.160<br />

Obrigações - taxa fixa 11.085.039 14.294.116<br />

Obrigações - taxa variável 1.285.076 14.645.825<br />

Dívida Pública 13.089.171 1.905.937<br />

Imobiliário 146.564 144.437<br />

Liqui<strong>de</strong>z 989.262 6.715.288<br />

30.258.774 41.289.763


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

FUNDO<br />

APÓLICE<br />

ASSUMIDO<br />

TOTAL AUTÓNOMO<br />

DE SEGURO<br />

PELO GRUPO<br />

TOTAL<br />

50.764.320 38.950.764 1.254.809 11.175.105 51.380.678<br />

(6.608) - (9.373) - (9.373)<br />

244.379 495.429 6.871 49.093 551.393<br />

1.109.959 - - - -<br />

2.277.212 1.998.415 18.775 524.814 2.542.004<br />

(2.301.372) (2.090.917) (4.730) - (2.095.647)<br />

(5.196) - - - -<br />

(692.072) 389.845 27.181 (8.483) 408.543<br />

2.301.372 2.090.917 4.730 - 2.095.647<br />

(26.590) - (10.737) - (10.737)<br />

(7.730.119) - - - -<br />

(4.016.542) (2.815.982) - (1.282.206) (4.098.188)<br />

41.918.743 39.018.471 1.287.526 10.458.323 50.764.320<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

CAPITAL<br />

SEGURO<br />

FUNDO<br />

AUTÓNOMO<br />

2.014.384 40.712.717 1.937.192<br />

(3.273) - (3.657)<br />

44.700 905.002 51.320<br />

117.178 2.488.026 40.266<br />

- (2.815.982) -<br />

(26.590) - (10.737)<br />

- - -<br />

2.146.399 41.289.763 2.014.384<br />

115<br />

CAPITAL<br />

SEGURO


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

116<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por serviços passados com outros<br />

benefícios pós-emprego<br />

De acordo com os estudos actuariais efectuados por entida<strong>de</strong>s<br />

in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes, com referência a 31 <strong>de</strong> Dezembro<br />

<strong>de</strong> 2010 e 2009, o valor actual das responsabilida<strong>de</strong>s<br />

com outros benefícios <strong>de</strong> reforma é o seguinte:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s por serviços passados<br />

Activos 5.252.274 1.175.332<br />

Aposentados 7.126.435 -<br />

12.378.709 1.175.332<br />

No <strong>de</strong>curso dos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009, a evolução das responsabilida<strong>de</strong>s do Grupo<br />

com outros benefícios <strong>de</strong> reforma apresenta a seguinte<br />

evolução:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s no início do período 12.065.668 1.191.159<br />

Variação cambial<br />

Valores registados nos resultados do período:<br />

- 10.737<br />

Serviços correntes 240.045 52.885<br />

Custo dos juros 633.853 85.425<br />

Outros 79.996 -<br />

Valores registados nos capitais próprios 167.644 (61.093)<br />

Benefícios pagos no período (808.497) (103.781)<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s no fim do período 12.378.709 1.175.332<br />

No período findo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010, os impactos<br />

<strong>de</strong>correntes da variação <strong>de</strong> 1% na taxa <strong>de</strong> crescimento<br />

das <strong>de</strong>spesas com assistência na saú<strong>de</strong> é conforme<br />

segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

ASSISTÊNCIA<br />

NA DOENÇA<br />

ASSISTÊNCIA<br />

NA DOENÇA<br />

REFORMA<br />

E MORTE<br />

REFORMA<br />

E MORTE<br />

REDUÇÃO DE 1% AUMENTO DE 1%<br />

Efeito nas responsabilida<strong>de</strong>s por serviços passados:<br />

Activos (1.001.726) 1.330.611<br />

Aposentados (608.801) 722.315<br />

(1.610.527) 2.052.926<br />

Efeito no custo dos juros e serviços correntes (144.561) 193.276


31/12/2010<br />

TOTAL<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

6.427.606 5.079.204 1.191.159 6.270.363<br />

7.126.435 6.986.464 - 6.986.464<br />

13.554.041 12.065.668 1.191.159 13.256.827<br />

31/12/2010<br />

TOTAL<br />

ASSISTÊNCIA<br />

NA DOENÇA<br />

ASSISTÊNCIA<br />

NA DOENÇA<br />

REFORMA<br />

E MORTE<br />

REFORMA<br />

E MORTE<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

13.256.827 11.944.994 1.160.036 13.105.030<br />

10.737 - (10.214) (10.214)<br />

292.930 205.206 47.035 252.241<br />

719.278 612.805 66.649 679.454<br />

79.996 - - -<br />

106.551 (33.134) 2.770 (30.364)<br />

(912.278) (664.203) (75.117) (739.320)<br />

13.554.041 12.065.668 1.191.159 13.256.827<br />

TOTAL<br />

TOTAL<br />

117


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

118<br />

23.3. BENEFÍCIOS DE LONGO PRAZO<br />

A <strong>Secil</strong> e a subsidiária CMP – Cimentos Maceira e Pataias,<br />

S.A., assumiram com os seus trabalhadores a responsabilida<strong>de</strong><br />

pelo pagamento <strong>de</strong> prémios àqueles que atingem<br />

20, 35 e 40 anos <strong>de</strong> antiguida<strong>de</strong> nas referidas empresas,<br />

os quais são pagos no ano em que o trabalhador perfaz<br />

aquele número <strong>de</strong> anos ao serviço da Empresa.<br />

VALORES EM EUROS<br />

De acordo com os estudos actuariais efectuados por entida<strong>de</strong>s<br />

in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes, com referência a 31 <strong>de</strong> Dezembro<br />

<strong>de</strong> 2010 e 2009, o valor das responsabilida<strong>de</strong>s com<br />

serviços passados ascen<strong>de</strong>, respectivamente a Euros<br />

1.365.244 e Euros 1.374.845.<br />

No <strong>de</strong>curso dos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009, a evolução das responsabilida<strong>de</strong>s do Grupo<br />

com benefícios <strong>de</strong> longo prazo apresenta a seguinte<br />

evolução:<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s no início do período 1.374.845 1.291.028<br />

Serviços correntes 65.343 60.021<br />

Custo dos juros 75.611 70.930<br />

Ganhos e perdas actuariais 32.181 -<br />

Valores registados nos capitais próprios - 28.550<br />

Benefícios pagos no período (182.736) (75.684)<br />

Responsabilida<strong>de</strong>s no fim do período 1.365.244 1.374.845


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

PONTE<br />

DE VILA POUCA<br />

DE AGUIAR<br />

119


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

120<br />

24. PASSIVOS FINANCEIROS<br />

24.1. CATEGORIAS DE PASSIVOS FINANCEIROS<br />

As categorias <strong>de</strong> passivos financeiros em 31 <strong>de</strong> Dezembro<br />

<strong>de</strong> 2010 e 2009 são <strong>de</strong>talhadas conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Passivos financeiros ao custo:<br />

Fornecedores 38.874.693 -<br />

Financiamentos obtidos 24.831.649 121.442.304<br />

Outras contas a pagar 35.706.893 1.813.050<br />

99.413.235 123.255.354<br />

24.2. PASSIVOS FINANCEIROS - FORNECEDORES<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 a rubrica <strong>de</strong> fornecedores<br />

apresenta a seguinte composição:<br />

VALORES EM EUROS<br />

24.3. PASSIVOS FINANCEIROS – FINANCIAMENTOS<br />

OBTIDOS<br />

Os financiamentos obtidos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010<br />

e 2009 são <strong>de</strong>talhados conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Empréstimo obrigacionista:<br />

SBI 2007 - 40.000.000<br />

Empréstimos bancários 16.322.859 76.107.253<br />

Descobertos bancários<br />

Outros empréstimos:<br />

8.452.576 -<br />

Obtidos no âmbito do POE 56.214 56.214<br />

Obtidos no âmbito do QREN - 5.278.837<br />

24.831.649 121.442.304<br />

A subsidiária <strong>Secil</strong> Betões e Inertes, S.A., contraiu no dia<br />

22 <strong>de</strong> Outubro <strong>de</strong> 2007, um empréstimo obrigacionista<br />

pelo montante global <strong>de</strong> Euros 40.000.000. Estas obrigações<br />

foram totalmente subscritas e realizadas no acto<br />

da subscrição e encontram-se representadas por valores<br />

mobiliários escriturais. As obrigações foram emitidas por<br />

oferta particular e directa. Os juros dos cupões são pagos<br />

CORRENTE<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

CORRENTE<br />

NÃO CORRENTE<br />

Fornecedores c/c 31.379.571 31.406.359<br />

Fornecedores c/c - partes relacionadas (Nota 37) 876.256 389.763<br />

Facturas em recepção e conferência 6.618.866 5.743.941<br />

38.874.693 37.540.063<br />

NÃO CORRENTE<br />

semestral e postecipadamente em 22 <strong>de</strong> Outubro e 22<br />

<strong>de</strong> Abril <strong>de</strong> cada ano. O reembolso das obrigações far-<br />

-se-á na data <strong>de</strong> pagamento do 20º cupão, ou seja 22<br />

<strong>de</strong> Outubro <strong>de</strong> 2017. Po<strong>de</strong>rá ser solicitado o reembolso<br />

antecipado (Call Option), total ou parcial, nas 10ª, 12ª,<br />

14ª, 16ª e 18ª datas <strong>de</strong> pagamento <strong>de</strong> juros.


31/12/2010<br />

TOTAL<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

38.874.693 37.540.063 - 37.540.063<br />

146.273.953 107.174.713 53.898.833 161.073.546<br />

37.519.943 31.084.040 373.833 31.457.873<br />

222.668.589 175.798.816 54.272.666 230.071.482<br />

31/12/2010<br />

TOTAL<br />

CORRENTE<br />

CORRENTE<br />

NÃO CORRENTE<br />

NÃO CORRENTE<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

40.000.000 - 40.000.000 40.000.000<br />

92.430.112 98.480.191 12.400.405 110.880.596<br />

8.452.576 8.638.308 - 8.638.308<br />

112.428 56.214 112.428 168.642<br />

5.278.837 - 1.386.000 1.386.000<br />

146.273.953 107.174.713 53.898.833 161.073.546<br />

TOTAL<br />

TOTAL<br />

121


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

122<br />

A parcela classificada como não corrente em 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 2010 e em 2009 tem o seguinte plano <strong>de</strong><br />

reembolso <strong>de</strong>finido:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Créditos concedidos e não sacados<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, os créditos bancários<br />

concedidos e não sacados ascendiam a Euros 243.622.073<br />

e Euros 477.459.762 respectivamente.<br />

Financial Covenants<br />

Para <strong>de</strong>terminado tipo <strong>de</strong> operações <strong>de</strong> financiamento,<br />

existem compromissos <strong>de</strong> manutenção <strong>de</strong> certos rácios<br />

financeiros cujos limites se encontram previamente negociados.<br />

A entida<strong>de</strong> conjuntamente controlada <strong>Secil</strong> Prebetão<br />

celebrou um contrato <strong>de</strong> financiamento sob a forma<br />

<strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> papel comercial no montante máximo<br />

A rubrica “Credores por acréscimos <strong>de</strong> gastos” em 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 <strong>de</strong>talha-se conforme segue:<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

1 a 2 anos 62.727.890 4.538.493<br />

2 a 3 anos 3.524.368 4.036.564<br />

3 a 4 anos 7.849.754 2.864.562<br />

4 a 5 anos 3.090.336 1.816.038<br />

Mais <strong>de</strong> 5 anos 44.249.956 40.643.176<br />

121.442.304 53.898.833<br />

VALORES EM EUROS<br />

<strong>de</strong> Euros 5.000.000 com uma instituição bancária cujo<br />

vencimento terá lugar a 9 <strong>de</strong> Abril <strong>de</strong> 2015. O referido<br />

contrato prevê o cumprimento <strong>de</strong> um rácio financeiro<br />

relativo ao Rácio <strong>de</strong> Dívida Liquida/EBITDA, cujo valor <strong>de</strong>verá<br />

ser inferior a 25 (vinte e cinco) vezes. À data <strong>de</strong> 31<br />

<strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010, a empresa não cumpre o referido<br />

rácio financeiro, tendo solicitado à instituição financeira<br />

a concessão <strong>de</strong> um ‘waiver’.<br />

24.4. PASSIVOS FINANCEIROS – OUTRAS CONTAS A<br />

PAGAR<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, as outras contas a<br />

pagar não correntes e correntes <strong>de</strong>talham-se como<br />

segue:<br />

Fornecedores <strong>de</strong> Imobilizado c/c<br />

Fornecedores <strong>de</strong> Imobilizado c/c<br />

7.437.005 - 4.288.892 -<br />

partes relacionadas (Nota 37) 24.980 - 13.811 -<br />

Outros credores<br />

Locação financeira - rendas a pagar<br />

5.462.756 5.730 4.530.750 -<br />

(Nota 12) 196.331 1.807.320 161.125 373.833<br />

Credores por acréscimos <strong>de</strong> gastos 22.585.821 - 22.089.462 -<br />

35.706.893 1.813.050 31.084.040 373.833<br />

VALORES EM EUROS<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

CORRENTE NÃO CORRENTE CORRENTE NÃO CORRENTE<br />

31/12/2009<br />

Seguros 68.875 58.466<br />

Custos com o pessoal 11.348.172 11.924.526<br />

Juros a pagar 595.315 505.436<br />

Periodificação <strong>de</strong> gastos com energia 4.647.765 4.216.025<br />

Serviços <strong>de</strong> transporte 1.156.349 1.030.191<br />

Accionistas (Nota 37) 2.078.217 16.650<br />

Concessão do terminal dos Socorridos - 780.651<br />

Outros 2.691.128 3.557.517<br />

22.585.821 22.089.462


25. ADIANTAMENTOS DE CLIENTES E A<br />

FORNECEDORES<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 as rubricas “Adiantamentos<br />

<strong>de</strong> clientes” e “Adiantamentos a fornecedores“<br />

apresentam a seguinte composição:<br />

VALORES EM EUROS<br />

26. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 a rubrica “Estado e<br />

outros entes públicos” <strong>de</strong>talha-se conforme segue:<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 a rubrica “Imposto<br />

sobre o rendimento” tem a seguinte <strong>de</strong>composição:<br />

A rubrica <strong>de</strong> IRC <strong>de</strong> períodos anteriores inclui o montante<br />

<strong>de</strong> Euros 1.968.087 relativo ao Incentivo fiscal à internacionalização<br />

previsto no Decreto-Lei 401/99 <strong>de</strong> 14 <strong>de</strong><br />

Outubro, no âmbito da aquisição da Societé <strong>de</strong>s Ciments<br />

<strong>de</strong> Gabès. O incentivo consiste numa <strong>de</strong>dução à colecta<br />

<strong>de</strong> 10% do investimento efectuado, no valor máximo<br />

<strong>de</strong> Euros 5.985.575.<br />

A referida candidatura, embora com parecer favorável<br />

do ICEP, foi recusada pela Administração Fiscal, tendo a<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

Adiantamentos a fornecedores 1.879.552 1.518.550<br />

Adiantamentos <strong>de</strong> clientes (1.765.061) (1.099.429)<br />

Valor líquido 114.491 419.121<br />

VALORES EM EUROS<br />

Imposto sobre o rendimento<br />

Retenções <strong>de</strong> imposto sobre<br />

4.013.247 4.964.298 24.678.054 21.769.410<br />

o rendimento 68.523 84 2.476.593 3.200.447<br />

Imposto sobre o Valor Acrescentado 2.611.353 2.119.316 3.492.848 6.424.606<br />

Contribuição para a Segurança Social - - 1.549.104 1.519.394<br />

Restantes Impostos 496.038 309.141 516.486 496.171<br />

7.189.161 7.392.839 32.713.085 33.410.028<br />

VALORES EM EUROS<br />

31/12/2010<br />

SALDO<br />

DEVEDOR<br />

ACTIVO PASSIVO<br />

31/12/2009<br />

SALDO<br />

CREDOR<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

LÍQUIDO<br />

31/12/2009<br />

SALDO<br />

LÍQUIDO<br />

Imposto sobre o rendimento<br />

do período (Nota 16) (3.284.834) 19.462.063 22.746.897 21.487.709<br />

Ajustamento cambial - (51.011) (51.011) (87.357)<br />

Pagamentos por conta 1.760.025 (13.569.177) (15.329.202) (16.257.338)<br />

Retenções na fonte a recuperar 3.372.167 (812.741) (4.184.908) (4.768.870)<br />

IRC <strong>de</strong> períodos anteriores 2.165.889 (117.752) (2.283.641) (1.822.344)<br />

Liquidações adicionais - 19.766.672 19.766.672 18.253.312<br />

4.013.247 24.678.054 20.664.807 16.805.112<br />

123<br />

empresa recorrido judicialmente da <strong>de</strong>cisão. A acção<br />

judicial teve início, em 2004, no Tribunal Administrativo e<br />

Fiscal <strong>de</strong> Almada, o qual, em 18 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2008, veio<br />

a <strong>de</strong>cidir favoravelmente à <strong>Secil</strong>, tendo sido registado<br />

no exercício <strong>de</strong> 2007 o montante <strong>de</strong> Euros 5.985.575. No<br />

período findo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2009, a Administração<br />

Fiscal proce<strong>de</strong>u ao pagamento do benefício e<br />

ao processamento <strong>de</strong> juros compensatórios e <strong>de</strong> mora.<br />

O Crédito Fiscal à Internacionalização a receber registou<br />

os seguintes movimentos:


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

VALORES EM EUROS<br />

124<br />

Saldo inicial 1.968.087 4.032.593<br />

Benefícios compensados - (1.136.570)<br />

Benefícios recebidos - (914.981)<br />

Juros processados - 613.540<br />

Juros recebidos - (626.495)<br />

Saldo final 1.968.087 1.968.087<br />

O montante a receber <strong>de</strong> Euros 1.968.087 correspon<strong>de</strong>:<br />

(i) ao crédito <strong>de</strong> Euros 1.759.819, referente ao período<br />

<strong>de</strong> 2002 e (ii) respectivos juros compensatórios <strong>de</strong> Euros<br />

208.268, que foi compensado com a liquidação adicional<br />

<strong>de</strong> IRC <strong>de</strong> 2002, a qual se encontra garantida e impugnada<br />

judicialmente.<br />

VALORES EM EUROS<br />

Vendas 502.718.023 538.641.180<br />

Serviços prestados 34.502.924 34.946.605<br />

Descontos <strong>de</strong> pronto pagamento concedidos (1.402.043) (1.356.784)<br />

535.818.904 572.231.001<br />

29. RESULTADO APROPRIADO DE EMPRE-<br />

SAS ASSOCIADAS<br />

Nos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o<br />

Grupo apropriou-se <strong>de</strong> resultados em empresas associadas<br />

conforme segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

31/12/2010<br />

27. DIFERIMENTOS PASSIVOS<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

O saldo da rubrica <strong>de</strong> “Diferimentos”, em 31 <strong>de</strong> Dezembro<br />

<strong>de</strong> 2010 e 2009, ascen<strong>de</strong>u a Euros 120.385 e Euros 54.869<br />

respectivamente.<br />

28. VENDAS E SERVIÇOS PRESTADOS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 a rubrica “Vendas<br />

e serviços prestados” apresenta a seguinte composição:<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

Resultados apropriados em associadas<br />

Chryso - Aditivos <strong>de</strong> Portugal, S.A. 5.353 (4.386)<br />

Setefrete, S.G.P.S., S.A. 579.214 771.592<br />

J.M. Henriques, Lda. (12.133) 7.658<br />

(Nota 15) 572.434 774.864<br />

Outros ganhos/(perdas) em participações financeiras<br />

Viroc Portugal - Ind. Ma<strong>de</strong>iras e Cimento, S.A. (Nota 22) (1.203.475) (750.555)<br />

(631.041) 24.309


30. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS<br />

A rubrica “Fornecimentos e serviços externos” nos períodos<br />

findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 é <strong>de</strong>talhada<br />

conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

Subcontratos 25.646.688 26.977.834<br />

Serviços especializados 12.869.178 15.096.828<br />

Materiais 748.647 735.540<br />

Energia e fluidos 38.933.013 35.312.751<br />

Deslocações, estadas e transportes 48.642.424 49.290.876<br />

Serviços diversos 55.946.879 58.019.855<br />

182.786.829 185.433.684<br />

31. GASTOS COM O PESSOAL<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica <strong>de</strong> gastos<br />

com o pessoal <strong>de</strong>compõe-se como segue:<br />

Remunerações dos Órgãos Sociais 5.365.329 6.051.185<br />

Remunerações do pessoal<br />

Benefícios pós-emprego:<br />

53.830.987 53.108.697<br />

Contribuição <strong>de</strong>finida (Nota 23) 675.742 -<br />

Benefícios <strong>de</strong>finidos (Nota 23) 2.417.186 1.929.445<br />

Outros benefícios a longo prazo (Nota 23) 173.135 130.951<br />

In<strong>de</strong>mnizações 1.459.268 1.243.205<br />

Outros gastos com pessoal 18.678.191 18.299.228<br />

82.599.838 80.762.711<br />

A rubrica <strong>de</strong> remunerações dos membros dos órgãos<br />

sociais, incluindo prémios <strong>de</strong> <strong>de</strong>sempenho, nos períodos<br />

findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 compõe-se<br />

como segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

Conselho <strong>de</strong> Administração da <strong>Secil</strong> 4.055.234 4.609.914<br />

Outros membros <strong>de</strong> órgãos sociais <strong>de</strong> subsidiárias 1.310.095 1.441.271<br />

5.365.329 6.051.185<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o número <strong>de</strong> colaboradores<br />

ao serviço das diversas empresas do Grupo,<br />

repartidos por segmento <strong>de</strong> negócio, <strong>de</strong>talha-se conforme<br />

segue:<br />

31/12/2010<br />

PAÍS/SEGMENTO CIMENTO BETÕES AGREGADOS OUTROS TOTAL<br />

Portugal 705 284 182 201 1.372<br />

Angola 289 - - - 289<br />

Líbano 439 77 - - 516<br />

Tunísia 317 98 - - 415<br />

Outros 13 - 23 2 38<br />

Total 1.763 459 205 203 2.630<br />

125


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

126<br />

31/12/2009<br />

PAÍS/SEGMENTO CIMENTO BETÕES AGREGADOS OUTROS TOTAL<br />

Portugal 708 302 181 221 1.412<br />

Angola 306 - - - 306<br />

Líbano 431 64 - - 495<br />

Tunísia 332 93 - - 425<br />

Outros 13 - 23 2 38<br />

Total 1.790 459 204 223 2.676<br />

32. OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica “Outros rendimentos<br />

e ganhos” <strong>de</strong>compõe-se como segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com efeitos <strong>de</strong> estufa<br />

atribuídas a título gratuito (Nota 21) 29.645.046 24.503.664<br />

Subsídios ao investimento (Nota 21) 1.294.198 1.255.809<br />

Rendimentos e ganhos em investimentos não financeiros 1.792.447 343.786<br />

Proveitos suplementares 1.099.913 838.828<br />

Alienação <strong>de</strong> licenças <strong>de</strong> emissão (Nota 39) 1.996.000 1.928.000<br />

"Swap" <strong>de</strong> licenças <strong>de</strong> emissão (Nota 39) 1.694.672 1.694.672<br />

Diferenças <strong>de</strong> câmbio favoráveis 3.743.685 3.289.250<br />

Proveitos com tratamento <strong>de</strong> resíduos 1.394.923 937.832<br />

Outros 2.555.170 2.459.347<br />

45.216.054 37.251.188<br />

As diferenças <strong>de</strong> câmbio favoráveis registadas no período findo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 referem-se essencialmente<br />

às variações entre o câmbio da data da compra <strong>de</strong> bens e serviços e a data da respectiva liquidação financeira do<br />

passivo relacionado, assim como à actualização cambial <strong>de</strong> activos e passivos intra-grupo em moeda estrangeira, sendo<br />

o seu montante justificado em gran<strong>de</strong> parte pela variação ocorrida na cotação do dólar americano durante o período<br />

em análise.<br />

33. OUTROS GASTOS E PERDAS<br />

A <strong>de</strong>composição da rubrica “Outros gastos e perdas”<br />

nos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 é<br />

conforme se segue:<br />

VALORES EM EUROS<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

Gastos e perdas em activos não financeiros 450.005 53.116<br />

Donativos 1.122.008 1.144.211<br />

Impostos indirectos 2.091.891 2.264.590<br />

Diferenças cambiais <strong>de</strong>sfavoráveis 3.514.171 3.851.390<br />

Despesas bancárias 846.942 875.187<br />

Outros gastos operacionais 1.538.214 1.612.616<br />

9.563.231 9.801.110


34. GASTOS/REVERSÕES DE DEPRECIA-<br />

ÇÕES E DE AMORTIZAÇÕES<br />

A <strong>de</strong>composição da rubrica “Gastos/reversões <strong>de</strong> <strong>de</strong>-<br />

VALORES EM EUROS<br />

35. RESULTADOS FINANCEIROS LÍQUIDOS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, os resultados financeiros<br />

líquidos <strong>de</strong>compõem-se como segue:<br />

36. RESULTADO POR ACÇÃO<br />

O resultado por acção dos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro<br />

<strong>de</strong> 2010 e 2009 é <strong>de</strong>terminado conforme se segue:<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

preciações e <strong>de</strong> amortizações” nos períodos findos em 31<br />

<strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 é conforme se segue:<br />

Activos fixos tangíveis (Nota 11) 52.265.516 53.399.713<br />

Proprieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> investimento (Nota 13) 19.354 18.022<br />

Activos intangíveis (Nota 14) 29.645.046 24.503.664<br />

VALORES EM EUROS<br />

81.929.916 77.921.399<br />

Juros e rendimentos similares obtidos:<br />

Outros juros obtidos 2.696.049 2.815.017<br />

Outros proveitos e ganhos financeiros 44.077 81.078<br />

2.740.126 2.896.095<br />

Juros e gastos similares suportados:<br />

Juros suportados com outros empréstimos obtidos<br />

Diferenças <strong>de</strong> cambio favoráveis/ (<strong>de</strong>sfavoráveis)<br />

(4.530.553) (7.212.020)<br />

em financiamentos obtidos 184.591 168.088<br />

Ganhos/(perdas) com instrumentos financeiros (2.555.256) (840.911)<br />

Actualização da provisão para recuperação paisagística (Nota 22) (396.406) (403.520)<br />

Outros custos e gastos financeiros (340.221) (374.831)<br />

(7.637.845) (8.663.194)<br />

As perdas com instrumentos financeiros, no montante <strong>de</strong> Euros 2.555.256 (Euros 840.911 em 2009), respeitam a perdas com<br />

swaps <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro. Este montante inclui Euros 2.433.633 (Euros 527.643 em 2009) (Nota 39) referentes à variação <strong>de</strong><br />

justo valor dos respectivos instrumentos financeiros.<br />

VALORES EM EUROS<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

31/12/2009<br />

Resultado atribuível aos <strong>de</strong>tentores <strong>de</strong> capital<br />

da empresa-mãe 47.343.517 70.113.795<br />

Número médio pon<strong>de</strong>rado <strong>de</strong> acções 48.735.540 48.735.540<br />

Resultado básico por acção 0,971 1,439<br />

Resultado diluído por acção 0,971 1,439<br />

Não existem instrumentos financeiros convertíveis sobre as acções da <strong>Secil</strong>, pelo que não existe diluição dos resultados.<br />

O número médio pon<strong>de</strong>rado <strong>de</strong> acções encontra-se <strong>de</strong>duzido do número <strong>de</strong> acções próprias <strong>de</strong> 4.184.460 <strong>de</strong>tidas pela<br />

<strong>Secil</strong> e pelas suas subsidiárias CMP, S.A. e pela Hewbol S.G.P.S., Lda.<br />

Conforme proposta <strong>de</strong> aplicação dos resultados elaborada pelo Conselho <strong>de</strong> Administração, o divi<strong>de</strong>ndo proposto correspon<strong>de</strong><br />

a Euros 0,59 por acção, num montante total <strong>de</strong> Euros 28.753.968,60, os quais não se encontram reconhecidos<br />

como passivos financeiros nas presentes <strong>de</strong>monstrações financeiras.<br />

127


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

128<br />

37. PARTES RELACIONADAS<br />

No <strong>de</strong>curso dos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong><br />

2010 e 2009 foram efectuadas as seguintes transacções<br />

com partes relacionadas:<br />

VALORES EM EUROS<br />

Accionistas<br />

Semapa, S.G.P. S ., S.A. 11.310<br />

Cimentospar, Lda.<br />

Outras partes relacionadas<br />

223.747<br />

CRH-Group Services Limited 2.060.000<br />

Irish Cement, Ltd.<br />

Empresas Associadas e empreendimentos conjuntos<br />

-<br />

J.M. Henriques, Lda. -<br />

Viroc Portugal - Indústria <strong>de</strong> Ma<strong>de</strong>ira e Cimento, S.A. 108<br />

Chryso Portugal, S.A. 1.097.269<br />

Inertogran<strong>de</strong> -<br />

<strong>Secil</strong> Unicon - S.G.P. S . , Lda. -<br />

<strong>Secil</strong> Prebetão - Pré-Fabricados <strong>de</strong> Betão, S.A. 54.761<br />

Setefrete - Soc. Tráfego Cargas, S.A. 3.730.595<br />

Teporset, S.A. -<br />

7.177.790<br />

VALORES EM EUROS<br />

AQUISIÇÃO DE BENS E SERVIÇOS<br />

AQUISIÇÃO DE BENS E SERVIÇOS JUROS E GASTOS SIMILARES<br />

Accionistas<br />

Semapa, S.G.P. S ., S.A. 18.036 29<br />

Cimentospar, Lda.<br />

Outras partes relacionadas<br />

272.745 -<br />

CRH-Group Services Limited<br />

Empresas Associadas e empreendimentos conjuntos<br />

2.060.000 -<br />

Viroc Portugal - Industria <strong>de</strong> Ma<strong>de</strong>ira e Cimento, S.A. - -<br />

Chryso Portugal, S.A. 1.138.308 -<br />

<strong>Secil</strong> Unicon - S.G.P. S ., Lda. - 5.122<br />

<strong>Secil</strong> Prebetão - Pré-Fabricados <strong>de</strong> Betão, S.A. - 7.685<br />

Setefrete - Soc. Tráfego Cargas, S.A. 3.975.395 -<br />

Teporset, S.A. - -<br />

7.464.484 12.836


VENDAS E SERVIÇOS PRESTADOS<br />

VENDAS E SERVIÇOS PRESTADOS<br />

OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

- - -<br />

- - -<br />

- 13.404 -<br />

703.631 3.142 -<br />

- 3.616 -<br />

829.403 133.465 109.317<br />

- 57.764 -<br />

- 3.616 -<br />

- 1.500 5.245<br />

643.409 52.328 -<br />

- 26.553 -<br />

- - 29.723<br />

2.176.443 295.388 144.285<br />

OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS<br />

31/12/2010<br />

JUROS E RENDIMENTOS SIMILARES<br />

31/12/2009<br />

JUROS E RENDIMENTOS SIMILARES<br />

- 101.352 -<br />

- - -<br />

- - -<br />

1.010.645 7.118 15.229<br />

- 71.409 -<br />

- 1.900 5.122<br />

731.490 113.585 -<br />

- - -<br />

- - 55.230<br />

1.742.135 295.364 75.581<br />

129


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

130<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009 as empresas do Grupo apresentavam os seguintes saldos com partes relacionadas:<br />

VALORES EM EUROS<br />

CLIENTES<br />

(NOTA 19.2)<br />

EMPRÉSTIMOS<br />

CONCEDIDOS<br />

(NOTA 19.3)<br />

DIVIDENDOS<br />

ATRIBUÍDOS<br />

(NOTA 19.3)<br />

ACTIVO<br />

OUTRAS<br />

OPERAÇÕES<br />

(NOTA 19.3)<br />

Accionistas<br />

Beton Catalan, SL - - - 2.270<br />

Cimentospar, S.G.P.S., Lda.<br />

Outras partes relacionadas<br />

- - - -<br />

Cotif Sicar - - - -<br />

Pedro Soveral - - - -<br />

Ricardo Soveral - - - -<br />

Seribo, S.A. - - - -<br />

Eng.Silva Dias - - - -<br />

CRH, plc - - - 12.709<br />

Irish Cement, Ltd.<br />

Outros accionistas <strong>de</strong> subsidiárias<br />

- - - 3.142<br />

e outras partes relacionadas - - - -<br />

Empresas Associadas e<br />

empreendimentos conjuntos<br />

J.M. Henriques, Lda.<br />

Viroc Portugal - Indústria <strong>de</strong><br />

- - - 106.253<br />

Ma<strong>de</strong>ira e Cimento, S.A. 851.187 3.613.171 - 281.055<br />

Chryso Portugal, S.A. - - - 69.895<br />

Inertogran<strong>de</strong> - - - 204.198<br />

<strong>Secil</strong> Unicon - S.G.P.S., Lda.<br />

<strong>Secil</strong> Prebetão - Pré-Fabricados<br />

- 180.675 - 20.903<br />

<strong>de</strong> Betão, S.A. 28.406 - - 2.890<br />

Setefrete - Soc. Tráfego Cargas, S.A. - - 481.000 -<br />

879.593 3.793.846 481.000 703.315


ACCIONISTAS/<br />

SÓCIOS NÃO<br />

CORRENTES<br />

ACCIONISTAS/<br />

SÓCIOS<br />

CORRENTES<br />

FORNECEDORES<br />

(NOTA 24.2)<br />

2010<br />

FORNECEDORES<br />

IMOBILIZADO<br />

(NOTA 24.4)<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2010<br />

PASSIVO<br />

ACRÉSCIMOS<br />

DE GASTOS<br />

(NOTA 24.4)<br />

- - - - -<br />

- - 22.037 - 18.213<br />

- 22.812 - - -<br />

- 62.864 - - -<br />

- 62.864 - - -<br />

- 185.759 - - -<br />

- 12.893 - - -<br />

- - - - 2.060.004<br />

- - - - -<br />

997.202 1.024.908 - - -<br />

- - - - -<br />

- - 131 - -<br />

- - 287.452 - -<br />

- - - - -<br />

- - - - -<br />

- - 10.605 24.980 -<br />

- - 556.031 - -<br />

997.202 1.372.100 876.256 24.980 2.078.217<br />

131


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

VALORES EM EUROS<br />

132<br />

CLIENTES<br />

(NOTA 19.2)<br />

EMPRÉSTIMOS<br />

CONCEDIDOS<br />

(NOTA 19.3)<br />

ACTIVO<br />

DIVIDENDOS<br />

ATRIBUÍDOS<br />

(NOTA 19.3)<br />

Accionistas<br />

Beton Catalan, SL - - -<br />

Cimentospar, S.G.P. S ., Lda.<br />

Outras partes relacionadas<br />

- - -<br />

Cotif Sicar - - -<br />

Seribo, S.A.<br />

Outros accionistas <strong>de</strong> subsidiárias<br />

- - -<br />

e outras partes relacionadas - - -<br />

Empresas Associadas e<br />

empreendimentos conjuntos<br />

J.M. Henriques, Lda.<br />

Viroc Portugal - Indústria <strong>de</strong><br />

- - -<br />

Ma<strong>de</strong>ira e Cimento, S.A. 528.364 3.456.176 -<br />

Chryso Portugal, S.A. - - -<br />

Inertogran<strong>de</strong> - - -<br />

<strong>Secil</strong> Unicon - S.G.P. S ., Lda. - 179.237 -<br />

Teporset, S.A.<br />

<strong>Secil</strong> Prebetão - Pré-Fabricados<br />

- 1.475.000 -<br />

<strong>de</strong> Betão, S.A. 17.258 - -<br />

Setefrete - Soc. Tráfego Cargas, S.A. - - 666.250<br />

545.622 5.110.413 666.250<br />

38. RISCOS FINANCEIROS<br />

O Grupo <strong>Secil</strong> tem um programa <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> do risco que<br />

foca a sua análise nos mercados financeiros com vista a<br />

minimizar os potenciais efeitos adversos na performance<br />

financeira do Grupo.<br />

A <strong>gestão</strong> <strong>de</strong>ste risco é conduzida pelo Departamento Financeiro<br />

do Grupo <strong>de</strong> acordo com políticas aprovadas<br />

pela Administração.<br />

38.1. RISCO CAMBIAL<br />

A variação da taxa <strong>de</strong> câmbio do Euro face a outras<br />

moedas po<strong>de</strong> afectar significativamente as receitas do<br />

Grupo <strong>de</strong> diversas formas.<br />

O risco cambial resulta sobretudo das compras <strong>de</strong> combustíveis<br />

e fretes <strong>de</strong> navios, ambos pagos em USD.<br />

O Grupo prosseguiu a sua política <strong>de</strong> maximização do<br />

potencial <strong>de</strong> cobertura natural da sua exposição cambial,<br />

via compensação dos fluxos cambiais intra-grupo.<br />

Para os fluxos não compensados naturalmente, o risco<br />

tem vindo a ser analisado e coberto através da contratação<br />

<strong>de</strong> estruturas <strong>de</strong> opções cambiais, que estabelecem<br />

o contra-valor máximo a pagar e permitem beneficiar<br />

parcialmente <strong>de</strong> evoluções favoráveis na taxa <strong>de</strong> câmbio.<br />

O Grupo <strong>de</strong>tém activos significativos localizados na Tunísia,<br />

Angola e Líbano, pelo que a variação das moedas dos<br />

referidos países po<strong>de</strong>rá ter impacto no balanço do Grupo.


OUTRAS<br />

OPERAÇÕES<br />

(NOTA 19.3)<br />

ACCIONISTAS/<br />

SÓCIOS NÃO<br />

CORRENTES<br />

ACCIONISTAS/<br />

SÓCIOS<br />

CORRENTES<br />

FORNECEDORES<br />

(NOTA 24.2)<br />

2010<br />

FORNECEDORES<br />

IMOBILIZADO<br />

(NOTA 24.4)<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2009<br />

PASSIVO<br />

ACRÉSCIMOS<br />

DE GASTOS<br />

(NOTA 24.4)<br />

2.270 - - - - -<br />

- - - 39.961 - 16.650<br />

- - 23.291 - - -<br />

- - 185.759 - - -<br />

(1.289) 2.668.926 1.151.687 - - -<br />

102.113 - - - - -<br />

271.995 - - - - -<br />

- - - 234.883 - -<br />

200.059 - - 11.067 13.811 -<br />

24.105 - - - - -<br />

66.927 - - - - -<br />

153.275 - - - - -<br />

- - - 103.852 - -<br />

819.455 2.668.926 1.360.737 389.763 13.811 16.650<br />

133


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

134<br />

A exposição do Grupo ao risco <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> câmbio a 31<br />

<strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, com base nos valores <strong>de</strong><br />

balanço dos activos e passivos financeiros, convertidos<br />

para Euros tendo por base as taxas <strong>de</strong> câmbio a essa<br />

data, apresenta-se como segue:<br />

VALORES EM EUROS DÓLAR<br />

Activos<br />

Outras contas a receber - não correntes e correntes 828.601 791.398 2.231.981<br />

Clientes 1.748.686 7.870.040 8.430.792<br />

Caixa e <strong>de</strong>pósitos bancários 39.421.981 3.638.060 770.321<br />

Total <strong>de</strong> activos financeiros 41.999.267 12.299.498 11.433.094<br />

Passivos<br />

Accionistas/sócios - não correntes e correntes - (1.024.578) (22.812)<br />

Financiamentos obtidos - não correntes e correntes (14.179.403) - (13.923.560)<br />

Outras contas a pagar - não correntes e correntes (856.579) (7.792.774) (4.575.468)<br />

Fornecedores (86.768) (2.801.283) (7.147.996)<br />

Total <strong>de</strong> passivos financeiros (15.122.750) (11.618.635) (25.669.835)<br />

Posição financeira líquida <strong>de</strong> balanço 26.876.517 680.863 (14.236.741)<br />

Nos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009,<br />

os impactos <strong>de</strong>correntes da variação positiva e negativa<br />

<strong>de</strong> 5% <strong>de</strong> todas as taxas <strong>de</strong> câmbio spot com referência<br />

ao Euro, é conforme segue:<br />

38.2. RISCO DE TAXA DE JURO<br />

Sempre que as expectativas <strong>de</strong> evolução <strong>de</strong> taxas <strong>de</strong><br />

juro o justifiquem, o Grupo procura contratar operações<br />

<strong>de</strong> protecção contra movimentos adversos, através <strong>de</strong><br />

instrumentos financeiros <strong>de</strong>rivados. Na selecção <strong>de</strong><br />

instrumentos são essencialmente valorizados os aspectos<br />

económicos dos mesmos. São igualmente tidas em conta<br />

as implicações da inclusão <strong>de</strong> cada instrumento adicional<br />

na carteira <strong>de</strong> <strong>de</strong>rivados existentes, nomeadamente<br />

os efeitos em termos <strong>de</strong> volatilida<strong>de</strong> nos resultados.<br />

O Grupo, na sua <strong>gestão</strong> da exposição às taxas <strong>de</strong> juro,<br />

apenas realiza cobertura <strong>de</strong> fluxos <strong>de</strong> caixa. Estas opera-<br />

LIBRA<br />

LIBANESA DINAR TUNISINO<br />

VALORES EM EUROS AUMENTO 5%<br />

Capitais próprios (921.889)<br />

Resultado do período 287.573<br />

(634.316)<br />

ções são registadas no balanço pelo seu justo valor e, na<br />

medida em que sejam consi<strong>de</strong>radas coberturas eficazes,<br />

as variações no justo valor são inicialmente registadas<br />

por contrapartida <strong>de</strong> capitais próprios e posteriormente<br />

reclassificadas para resultados financeiros para a rubrica<br />

<strong>de</strong> “Ganhos/perdas com instrumentos financeiros” (Nota<br />

35) na data da sua liquidação.<br />

Se as operações <strong>de</strong> cobertura apresentarem ineficácia,<br />

esta é registada directamente em resultados. Desta forma<br />

e em termos líquidos, os custos associados aos financiamentos<br />

cobertos são periodificados à taxa inerente à<br />

operação <strong>de</strong> cobertura contratada.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

TOTAL<br />

DÓLAR<br />

LIBRA<br />

LIBANESA DINAR TUNISINO TOTAL<br />

3.851.979 643.924 1.324.522 2.182.929 4.151.375<br />

18.049.518 3.107.870 5.125.361 7.074.953 15.308.183<br />

43.830.362 33.969.899 3.285.411 10.898.206 48.153.516<br />

65.731.860 37.721.693 9.735.294 20.156.087 67.613.074<br />

(1.047.390) - (319.409) (23.291) (342.700)<br />

(28.102.963) (22.571.982) - (14.680.752) (37.252.734)<br />

(13.224.821) (802.353) (4.238.000) (4.993.863) (10.034.215)<br />

(10.036.046) (62.230) (1.850.104) (5.703.931) (7.616.265)<br />

(52.411.221) (23.436.564) (6.407.513) (25.401.837) (55.245.914)<br />

13.320.639 14.285.128 3.327.781 (5.245.750) 12.367.159<br />

31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

REDUÇÃO 5% AUMENTO 5%<br />

REDUÇÃO 5%<br />

1.018.930 (1.358.621) 1.501.634<br />

(317.844) 769.709 (850.731)<br />

701.086 (588.912) 650.903<br />

135


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

136<br />

Quando um instrumento <strong>de</strong> cobertura expira ou é vendido,<br />

ou quando a cobertura <strong>de</strong>ixa <strong>de</strong> cumprir os critérios<br />

exigidos para a contabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> cobertura, as variações<br />

<strong>de</strong> justo valor do <strong>de</strong>rivado acumuladas em reservas são<br />

reconhecidas em resultados quando a operação coberta<br />

também afectar resultados.<br />

O Grupo contratou durante o período <strong>de</strong> 2009, uma cobertura<br />

do risco <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro, através <strong>de</strong> um interest<br />

rate swap (IRS) com valor nocional <strong>de</strong> Euros 40M. A restante<br />

dívida foi mantida num regime <strong>de</strong> taxa variável.<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o <strong>de</strong>senvolvimento<br />

dos activos e passivos financeiros com exposição a risco<br />

<strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro em função da data <strong>de</strong> refixação e da<br />

tipologia <strong>de</strong> taxa é apresentado como se segue:<br />

VALORES EM EUROS NOTA ATÉ 1 MÊS<br />

Activos<br />

Correntes<br />

Caixa e <strong>de</strong>pósitos bancários<br />

Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 4 13.898.991<br />

Aplicações <strong>de</strong> tesouraria 4 31.394.661<br />

Total <strong>de</strong> activos financeiros 45.293.652<br />

Passivos<br />

Não correntes<br />

Financiamentos obtidos<br />

Empréstimo obrigacionista 24.3 -<br />

Empréstimos bancários<br />

Outras contas a pagar<br />

24.3 73.176.300<br />

Locações financeiras<br />

Correntes<br />

Financiamentos obtidos<br />

12 1.807.320<br />

Empréstimos bancários 24.3 2.831.679<br />

Descobertos bancários<br />

Outras contas a pagar<br />

24.3 6.011.063<br />

Locações financeiras 12 196.331<br />

Total <strong>de</strong> passivos financeiros 84.022.693<br />

Exposição líquida ao risco taxa <strong>de</strong> juro (38.729.041)


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2010<br />

1-3 MESES 3-12 MESES<br />

1-5 ANOS<br />

MAIS DE 5 ANOS TOTAL<br />

- - - - 13.898.991<br />

3.713.110 21.299.282 - - 56.407.053<br />

3.713.110 21.299.282 - - 70.306.044<br />

- - - 40.000.000 40.000.000<br />

2.653.764 277.189 - - 76.107.253<br />

- - - - 1.807.320<br />

12.331.615 1.159.565 - - 16.322.859<br />

2.441.513 - - - 8.452.576<br />

- - - - 196.331<br />

17.426.892 1.436.754 - 40.000.000 142.886.339<br />

(13.713.782) 19.862.528 - (40.000.000) (72.580.295)<br />

137


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

138<br />

VALORES EM EUROS NOTA ATÉ 1 MÊS<br />

Activos<br />

Correntes<br />

Caixa e <strong>de</strong>pósitos bancários<br />

Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 4 24.812.545<br />

Aplicações <strong>de</strong> tesouraria 4 21.917.430<br />

Total <strong>de</strong> activos financeiros 46.729.975<br />

Passivos<br />

Não correntes<br />

Financiamentos obtidos<br />

Empréstimo obrigacionista 24.3 -<br />

Empréstimos bancários<br />

Outras contas a pagar<br />

24.3 10.882.094<br />

Locações financeiras<br />

Correntes<br />

Financiamentos obtidos<br />

12 373.833<br />

Empréstimos bancários 24.3 23.665.042<br />

Descobertos bancários<br />

Outras contas a pagar<br />

24.3 -<br />

Locações financeiras 12 161.125<br />

Total <strong>de</strong> passivos financeiros 35.082.094<br />

Exposição líquida ao risco taxa <strong>de</strong> juro 11.647.881


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2009<br />

1-3 MESES 3-12 MESES<br />

1-5 ANOS<br />

MAIS DE 5 ANOS TOTAL<br />

- - - - 24.812.545<br />

19.042.236 199.753 - - 41.159.419<br />

19.042.236 199.753 - - 65.971.964<br />

- - - 40.000.000 40.000.000<br />

- 831.551 686.760 - 12.400.405<br />

- - - - 373.833<br />

70.332.756 4.482.393 - - 98.480.191<br />

5.669.330 2.968.978 - - 8.638.308<br />

- - - - 161.125<br />

76.002.086 8.282.922 686.760 40.000.000 160.053.862<br />

(56.959.850) (8.083.169) (686.760) (40.000.000) (94.081.898)<br />

O Grupo utiliza a técnica da análise <strong>de</strong> sensibilida<strong>de</strong> que<br />

me<strong>de</strong> as alterações estimadas nos resultados e capitais<br />

<strong>de</strong> um aumento ou diminuição imediata das taxas <strong>de</strong><br />

juros <strong>de</strong> mercado, com todas as outras variáveis constantes.<br />

Esta análise é apenas para fins ilustrativos, já que na<br />

prática as taxas <strong>de</strong> mercado raramente se alteram isoladamente.<br />

A análise <strong>de</strong> sensibilida<strong>de</strong> é baseada nos seguintes pressupostos:<br />

1. Alterações nas taxas <strong>de</strong> juro do mercado afectam<br />

rendimentos ou <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> juros <strong>de</strong> instrumentos financeiros<br />

variáveis;<br />

2. Alterações nas taxas <strong>de</strong> juro <strong>de</strong> mercado apenas<br />

afectam os rendimentos ou <strong>de</strong>spesas <strong>de</strong> juros em relação<br />

a instrumentos financeiros com taxas <strong>de</strong> juro fixas se<br />

estes estiverem reconhecidos a justo valor;<br />

VALORES EM EUROS<br />

3. Alterações nas taxas <strong>de</strong> juro <strong>de</strong> mercado afectam o<br />

justo valor <strong>de</strong> instrumentos financeiros <strong>de</strong>rivados e outros<br />

activos e passivos financeiros;<br />

4. Alterações no justo valor <strong>de</strong> instrumentos financeiros<br />

<strong>de</strong>rivados e outros activos e passivos financeiros são estimados<br />

<strong>de</strong>scontando os fluxos <strong>de</strong> caixa futuros <strong>de</strong> valores<br />

actuais líquidos, utilizando taxas <strong>de</strong> mercado do final do<br />

ano.<br />

Sob estes pressupostos, um aumento ou uma diminuição<br />

<strong>de</strong> 0,50% nas taxas <strong>de</strong> juro <strong>de</strong> mercado para todas as<br />

moedas às quais o Grupo tem empréstimos ou instrumentos<br />

financeiros <strong>de</strong>rivados a 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e<br />

2009 resultaria conforme segue:<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

AUMENTO 5% REDUÇÃO 5% AUMENTO 5% REDUÇÃO 5%<br />

Capitais próprios 1.167.193 (1.212.602) - -<br />

Resultado do período (162.901) 162.901 945.381 (999.743)<br />

1.004.292 (1.049.701) 945.381 (999.743)<br />

A menor exposição em resultados do período e a maior exposição em capitais próprios, face ao período anterior, <strong>de</strong>corre<br />

essencialmente da consi<strong>de</strong>ração, no período, <strong>de</strong> um instrumento <strong>de</strong>rivado contratado em 2009 como sendo <strong>de</strong> cobertura<br />

eficaz.<br />

139


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

38.3. RISCO DE CRÉDITO<br />

140<br />

O agravamento das condições económicas globais ou<br />

adversida<strong>de</strong>s que afectem as economias locais, po<strong>de</strong><br />

resultar na incapacida<strong>de</strong> dos clientes em saldar os seus<br />

compromissos <strong>de</strong>correntes da venda <strong>de</strong> produtos.<br />

O seguro <strong>de</strong> crédito tem sido um dos instrumentos adoptados<br />

pelo Grupo para minorar os impactos negativos<br />

<strong>de</strong>ste tipo <strong>de</strong> risco.<br />

As vendas que não estão abrangidas por um seguro <strong>de</strong><br />

crédito estão sujeitas a regras que asseguram que estas<br />

são efectuadas a clientes com um histórico <strong>de</strong> crédito<br />

apropriado e que se encontram <strong>de</strong>ntro dos limites da exposição<br />

dos saldos máximos pré-<strong>de</strong>finidos e aprovados<br />

para cada cliente.<br />

O Grupo realiza, no âmbito da sua activida<strong>de</strong>, renegociações<br />

periódicas <strong>de</strong> saldos a receber <strong>de</strong> acordo com<br />

a sua política <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> <strong>de</strong> risco.<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, os saldos a receber<br />

<strong>de</strong> clientes apresentam a seguinte estrutura <strong>de</strong> antiguida<strong>de</strong>,<br />

consi<strong>de</strong>rando como referência a data <strong>de</strong> vencimento<br />

dos valores em aberto:<br />

Os valores apresentados correspon<strong>de</strong>m aos valores em<br />

aberto, face aos prazos <strong>de</strong> vencimento contratados.<br />

Apesar <strong>de</strong> existirem atrasos na liquidação <strong>de</strong> alguns valores<br />

face a esses prazos, tal não resulta na i<strong>de</strong>ntificação<br />

<strong>de</strong> situações <strong>de</strong> imparida<strong>de</strong> para além das consi<strong>de</strong>radas<br />

através das correspon<strong>de</strong>ntes perdas.<br />

Estas são apuradas aten<strong>de</strong>ndo à informação regularmente<br />

reunida sobre o comportamento financeiro dos<br />

clientes do grupo, que permite, em conjugação com a<br />

experiência reunida na análise da carteira e em conjugação<br />

com os sinistros <strong>de</strong> crédito que se verifiquem, na<br />

parte não atribuível à seguradora, <strong>de</strong>finir o valor das perdas<br />

a reconhecer no período. O facto <strong>de</strong> existirem garantias<br />

para uma parte significativa dos saldos em aberto e<br />

com antiguida<strong>de</strong> justifica o facto <strong>de</strong> não se ter registado<br />

qualquer perda por imparida<strong>de</strong> nesses saldos.<br />

A qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> risco <strong>de</strong> crédito do Grupo, em 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, face a activos financeiros<br />

(<strong>de</strong>pósitos bancários e Instrumentos financeiros <strong>de</strong>rivados<br />

com justo valor positivo) cujas contrapartes sejam<br />

instituições financeiras, <strong>de</strong>talha-se como segue:<br />

VALORES EM EUROS 31/12/2010 31/12/2009<br />

Rating:<br />

AA 1.804.152 6.512.683<br />

AA- 6.797.930 7.577.236<br />

A+ - 1.174.365<br />

A 9.133.810 2.029.201<br />

A- 13.678.061 1.841.855<br />

BBB+ 2.211.868 -<br />

B 3.497.015 3.157.476<br />

Outros 35.078.914 46.648.829<br />

72.201.750 68.941.645<br />

VALORES EM EUROS 31/12/2010 31/12/2009<br />

Valores não vencidos<br />

Valores vencidos:<br />

47.562.366 47.494.994<br />

De 1 a 90 dias 23.333.208 29.188.155<br />

De 91 a 180 dias 4.400.963 3.696.573<br />

De 181a 360 dias 1.790.285 3.123.018<br />

De 361a 540 dias 1.211.349 3.800.749<br />

De 541 a 720 dias 1.527.300 1.216.475<br />

A mais <strong>de</strong> 721 dias 11.584.796 7.788.304<br />

Em contencioso <strong>de</strong> cobrança 6.552.996 6.604.350<br />

50.400.897 55.417.624<br />

Total <strong>de</strong> saldos <strong>de</strong> clientes 97.963.263 102.912.618<br />

Imparida<strong>de</strong>s (22.082.993) (20.876.848)<br />

Saldo líquido <strong>de</strong> clientes 75.880.270 82.035.770<br />

Limite <strong>de</strong> seguro <strong>de</strong> crédito contratado 22.712.101 25.401.696


A rubrica “Outros” diz, essencialmente, respeito a aplicações<br />

<strong>de</strong> tesouraria e <strong>de</strong>pósitos bancários em instituições<br />

financeiras em Angola e Tunísia, respectivamente, relativamente<br />

às quais não foi possível obter a notação <strong>de</strong><br />

rating com referência às datas apresentadas.<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a análise <strong>de</strong> antiguida<strong>de</strong><br />

dos saldos <strong>de</strong>vedores que já se encontram vencidos, e<br />

respectivas perdas acumuladas por imparida<strong>de</strong>, é a seguinte:<br />

De referir, conforme <strong>de</strong>scrito anteriormente que o Grupo<br />

adoptou uma política <strong>de</strong> seguro <strong>de</strong> crédito para a generalida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> saldos a receber <strong>de</strong> clientes e tem como<br />

prática a selecção <strong>de</strong> entida<strong>de</strong>s financeiras, para contrapartes<br />

nas suas transacções, que apresentem ratings<br />

financeiros bastante sólidos. Desta forma é convicção do<br />

Grupo que a exposição efectiva ao risco <strong>de</strong> crédito se<br />

encontra mitigada a níveis aceitáveis.<br />

A exposição máxima ao risco <strong>de</strong> crédito no balanço em<br />

31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, <strong>de</strong>talha-se como segue:<br />

38.4. RISCO DE LIQUIDEZ<br />

O Grupo gere o risco <strong>de</strong> liqui<strong>de</strong>z por duas vias: (i) garantindo<br />

que a sua dívida financeira tem uma componente<br />

elevada <strong>de</strong> médio e longo prazo com maturida<strong>de</strong>s a<strong>de</strong>quadas<br />

às características das indústrias on<strong>de</strong> exerce a<br />

sua activida<strong>de</strong>; (ii) através da contratação com instituições<br />

financeiras <strong>de</strong> facilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> crédito disponíveis a<br />

todo o momento, por um montante que garanta uma<br />

liqui<strong>de</strong>z a<strong>de</strong>quada.<br />

A previsão dos fluxos <strong>de</strong> caixa é realizada pelas entida<strong>de</strong>s<br />

31/12/2010<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2009<br />

VALORES EM EUROS VALOR BRUTO JV GARANTIAS VALOR BRUTO JV GARANTIAS<br />

Saldos <strong>de</strong>vedores vencidos não<br />

consi<strong>de</strong>rados em imparida<strong>de</strong>:<br />

Vencidos há menos <strong>de</strong> 3 meses 22.951.027 9.916.569 29.070.490 9.203.546<br />

Vencidos há mais <strong>de</strong> 3 meses 5.582.417 1.016.561 5.688.042 65.939<br />

Saldos <strong>de</strong>vedores vencidos<br />

consi<strong>de</strong>rados em imparida<strong>de</strong>:<br />

28.533.444 10.933.130 34.758.532 9.269.485<br />

Vencidos há menos <strong>de</strong> 3 meses 382.181 - 117.665 -<br />

Vencidos há mais <strong>de</strong> 3 meses 21.485.272 - 20.541.427 -<br />

21.867.453 - 20.659.092 -<br />

50.400.897 10.933.130 55.417.624 9.269.485<br />

VALORES EM EUROS NOTA 31/12/2010<br />

31/12/2009<br />

Activos não correntes<br />

Outras contas a receber 19 2.072.155 2.173.251<br />

Outros activos financeiros<br />

Activos correntes<br />

17 e 39 2.338.533 3.470.480<br />

Clientes 19 75.880.269 82.035.770<br />

Outras contas a receber 19 6.518.983 8.639.043<br />

Caixa e <strong>de</strong>pósitos bancários<br />

Exposição ao risco <strong>de</strong> crédito fora <strong>de</strong> balanço<br />

4 70.543.290 66.265.538<br />

Garantias e compromissos 42 316.947.150 171.898.479<br />

operacionais do Grupo e agregada anualmente pelo <strong>de</strong>partamento<br />

<strong>de</strong> tesouraria central na preparação do orçamento<br />

anual. É da responsabilida<strong>de</strong> do <strong>de</strong>partamento <strong>de</strong> tesouraria<br />

central do Grupo a monitorização das previsões <strong>de</strong> necessida<strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong> liqui<strong>de</strong>z do Grupo <strong>de</strong> forma a garantir a manutenção<br />

<strong>de</strong> um nível a<strong>de</strong>quado <strong>de</strong> disponibilida<strong>de</strong>s para respon<strong>de</strong>r<br />

às necessida<strong>de</strong>s operacionais. Estas previsões têm em<br />

consi<strong>de</strong>ração os planos <strong>de</strong> financiamento <strong>de</strong> dívida do Grupo,<br />

o cumprimento <strong>de</strong> objectivos internos ao nível dos rácios<br />

<strong>de</strong> balanço e caso seja aplicável o cumprimento <strong>de</strong> requisitos<br />

externos, relacionados com as activida<strong>de</strong>s operacionais<br />

e com as obrigações legais, fiscais e operacionais do Grupo.<br />

141


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

142<br />

A liqui<strong>de</strong>z dos passivos financeiros contratados originará<br />

os seguintes fluxos monetários não <strong>de</strong>scontados, incluindo<br />

juros, tendo por base o período remanescente até à<br />

maturida<strong>de</strong> contratual à data do balanço:<br />

VALORES EM EUROS NOTA ATÉ 1 ANO 1-5 ANOS MAIS DE 5 ANOS<br />

Accionistas/sócios<br />

Financiamentos obtidos<br />

37 1.372.100 997.202 -<br />

Empréstimo obrigacionista<br />

Capital 24.3 - - 40.000.000<br />

Juros<br />

Empréstimos bancários<br />

784.573 5.160.962 3.622.343<br />

Capital 24.3 16.322.859 72.641.296 3.465.957<br />

Juros<br />

Outros Empréstimos<br />

2.550.631 2.422.503 405.116<br />

Capital<br />

Descobertos bancários<br />

24.3 56.214 4.551.051 784.000<br />

Capital 24.3 8.452.576 - -<br />

Juros<br />

Outras contas a pagar<br />

Locações financeiras<br />

122.227 - -<br />

Capital 12 196.331 257.080 1.550.240<br />

Juros 12 8.617 - 6.945<br />

Instrumentos financeiros <strong>de</strong>rivados (*) 968.871 1.810.602 (125.796)<br />

Fornecedores <strong>de</strong> imobilizado c/c 24.4 7.461.985 - -<br />

Outros credores 24.4 5.462.756 5.730 -<br />

Credores por acréscimos <strong>de</strong> gastos 24.4 22.585.821 - -<br />

Fornecedores 24.2 38.874.693 - -<br />

105.220.254 87.846.426 49.708.805


31/12/2010<br />

39. JUSTO VALOR DOS INSTRUMENTOS<br />

FINANCEIROS DERIVADOS<br />

Com o objectivo <strong>de</strong> minimizar os riscos <strong>de</strong> exposição a<br />

variações <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> câmbio, <strong>de</strong> taxas <strong>de</strong> juro dos empréstimos<br />

e cobrir o risco <strong>de</strong> preço associado a transacções<br />

futuras altamente prováveis <strong>de</strong> licenças <strong>de</strong><br />

emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa, o Grupo contra-<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2009<br />

TOTAL ATÉ 1 ANO 1-5 ANOS MAIS DE 5 ANOS<br />

TOTAL<br />

2.369.302 1.360.737 2.668.926 - 4.029.663<br />

40.000.000 - - 40.000.000 40.000.000<br />

9.567.878 - 5.717.683 5.905.399 11.623.082<br />

92.430.112 98.480.191 11.757.228 643.177 110.880.596<br />

5.378.250 2.706.347 4.922.195 - 7.628.542<br />

5.391.265 56.214 1.498.428 - 1.554.642<br />

8.452.576 8.638.308 - - 8.638.308<br />

122.227 58.991 - - 58.991<br />

2.003.651 161.125 373.833 - 534.958<br />

15.562 10.479 15.174 - 25.653<br />

2.653.677 630.094 135.577 (310.205) 455.466<br />

7.461.985 4.302.703 - - 4.302.703<br />

5.468.486 4.530.750 - - 4.530.750<br />

22.585.821 22.089.462 - - 22.089.462<br />

38.874.693 37.540.063 - - 37.540.063<br />

242.775.485 180.565.464 27.089.044 46.238.371 253.892.879<br />

VALORES EM EUROS<br />

OUTROS<br />

ACTIVOS<br />

FINANCEIROS<br />

tou um conjunto <strong>de</strong> instrumentos financeiros <strong>de</strong>rivados.<br />

O justo valor dos instrumentos financeiros <strong>de</strong>rivados é<br />

registado: (i) quando positivo, no activo na rubrica “Outros<br />

activos financeiros” (Nota 17) e (ii) quando negativo,<br />

no passivo, na rubrica “Outros passivos financeiros”. Em 31<br />

<strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o justo valor dos instrumentos<br />

<strong>de</strong>rivados resumem-se conforme segue:<br />

31/12/2010<br />

OUTROS<br />

PASSIVOS<br />

FINANCEIROS<br />

OUTROS<br />

ACTIVOS<br />

FINANCEIROS<br />

31/12/2009<br />

OUTROS<br />

PASSIVOS<br />

FINANCEIROS<br />

Instrumentos financeiros <strong>de</strong>rivados:<br />

De negociação - 37.794 - 658.402<br />

De cobertura 1.895.706 2.411.020 2.969.681 -<br />

1.895.706 2.448.814 2.969.681 658.402<br />

143


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

144<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, o justo valor dos<br />

Instrumentos financeiros <strong>de</strong>rivados, <strong>de</strong>compõe-se como<br />

segue:<br />

VALORES EM EUROS MOEDA<br />

Negociação<br />

Interest Rate Swap<br />

Opções sobre taxa <strong>de</strong> juro EUR 13.299.277 2010 -<br />

Swaps <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro EUR 13.299.277 2010 -<br />

Swaps <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro<br />

Forward<br />

EUR 40.000.000 2017 -<br />

Cambial EUR 1.200.000 2011 -<br />

Cobertura <strong>de</strong> fluxos <strong>de</strong> caixa<br />

67.798.554 -<br />

"EU emmission allowances" (Nota 32) EUR 1.996.000 2010 -<br />

"EU emmission allowances" EUR 2.076.000 2011 917.022<br />

"EU emmission allowances" EUR 2.176.000 2012 978.684<br />

Swaps <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro EUR 40.000.000 2017 -<br />

46.248.000 1.895.706<br />

114.046.554 1.895.706<br />

Os movimentos ocorridos no justo valor dos instrumentos<br />

financeiros <strong>de</strong>rivados, nos períodos findos em 31 <strong>de</strong><br />

Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, apresenta-se conforme segue:<br />

(a) - Derivado consi<strong>de</strong>rado como <strong>de</strong> cobertura <strong>de</strong> fluxos <strong>de</strong> caixa com referência a 01-07-2010<br />

Nos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e<br />

2009, o Grupo registou:<br />

(i) Perdas por variações <strong>de</strong> justo valor <strong>de</strong> instrumentos financeiros<br />

<strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> negociação, relativos a swaps <strong>de</strong><br />

taxa <strong>de</strong> juro, no montante <strong>de</strong> Euros 2.433.633 (Euros 527.643<br />

em 2009) (Nota 35) na rubrica <strong>de</strong> resultados financeiros;<br />

(ii) Perdas por variações <strong>de</strong> justo valor <strong>de</strong> instrumentos<br />

financeiros <strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> negociação, referentes a for-<br />

NOTIONAL<br />

MONTANTE MATURIDADE POSITIVOS<br />

VALORES EM EUROS NEGOCIAÇÃO COBERTURA<br />

Saldo inicial (658.402) 2.969.681<br />

Novos contratos (37.794) -<br />

Maturida<strong>de</strong> 88.461 (984.077)<br />

Aumentos <strong>de</strong> justo valor - 607.882<br />

Diminuições <strong>de</strong> justo valor (2.522.094) (89.898)<br />

Justo valor - Ineficácia instrumento financeiro - 73.133<br />

Reclassificação (a) 3.092.035 (3.092.035)<br />

Saldo final (37.794) (515.314)<br />

wards cambiais, no montante <strong>de</strong> Euros 37.794 na rubrica<br />

<strong>de</strong> outros gastos e perdas;<br />

(iii) Ganhos por variações <strong>de</strong> justo valor <strong>de</strong> instrumentos<br />

financeiros <strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> cobertura relacionados com<br />

swaps <strong>de</strong> taxa <strong>de</strong> juro no montante <strong>de</strong> Euros 607.882 e<br />

perdas por variação <strong>de</strong> justo valor nos <strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> licenças<br />

<strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa no<br />

montante <strong>de</strong> Euros 1.073.975 (ganhos <strong>de</strong> Euros 352.899<br />

em 2009) na rubrica <strong>de</strong> reservas <strong>de</strong> cobertura, <strong>de</strong>duzidos


31/12/2010<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2009<br />

NEGATIVOS LÍQUIDO POSITIVOS NEGATIVOS<br />

LÍQUIDO<br />

- - - (49.304) (49.304)<br />

- - - (39.157) (39.157)<br />

- - - (569.941) (569.941)<br />

(37.794) (37.794) - - -<br />

(37.794) (37.794) - (658.402) (658.402)<br />

- - 984.077 - 984.077<br />

- 917.022 997.055 - 997.055<br />

- 978.684 988.549 - 988.549<br />

(2.411.020) (2.411.020) - - -<br />

(2.411.020) (515.314) 2.969.681 - 2.969.681<br />

(2.448.814) (553.108) 2.969.681 (658.402) 2.311.279<br />

31/12/2010<br />

VARIAÇÃO DE JUSTO VALOR<br />

31/12/2009<br />

VARIAÇÃO DE JUSTO VALOR<br />

TOTAL NEGOCIAÇÃO<br />

COBERTURA<br />

TOTAL<br />

2.311.279 (130.759) 2.616.782 2.486.023<br />

(37.794) (569.941) - (569.941)<br />

(895.616) - (641.955) (641.955)<br />

607.882 42.298 994.854 1.037.152<br />

(2.611.992) - - -<br />

73.133 - - -<br />

- - - -<br />

(553.108) (658.402) 2.969.681 2.311.279<br />

dos respectivos impostos diferidos <strong>de</strong> Euros 161.089 e Euros<br />

237.211 (Euros 93.518 em 2009).<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, a rubrica “Reserva<br />

<strong>de</strong> cobertura” regista as variações <strong>de</strong> justo valor <strong>de</strong> instrumentos<br />

financeiros <strong>de</strong>rivados <strong>de</strong> cobertura, no montante<br />

<strong>de</strong> Euros 1.792.745 (Euros 2.182.716 em 2009), líquidos<br />

do respectivo imposto diferido <strong>de</strong> Euros 710.843 (Euros<br />

786.965 em 2009) (Nota 21.5).<br />

145<br />

Adicionalmente, em 5 <strong>de</strong> Setembro <strong>de</strong> 2008 e 19 <strong>de</strong><br />

Novembro <strong>de</strong> 2008, o Grupo celebrou com uma instituição<br />

financeira contratos <strong>de</strong> troca <strong>de</strong> “EU Emmission Allowances”<br />

(EUA) por “Certified Emmission Reductions”<br />

(CER), implicando o recebimento futuro do montante total<br />

<strong>de</strong> Euros 3.389.344, o qual <strong>de</strong>compõem-se conforme<br />

segue na página seguinte:


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

146<br />

MATURIDADE VALOR UNITÁRIO<br />

2 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 5,04<br />

3 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 3,20<br />

2 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2011 5,04<br />

5 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2011 3,20<br />

3 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2012 5,04<br />

4 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2012 3,20<br />

Nos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009<br />

foi reconhecido na rubrica “Outros rendimentos e ganhos”<br />

o montante <strong>de</strong> Euros 1.694.672 (Nota 32) relativo ao<br />

reconhecimento do rédito dos contratos com maturida<strong>de</strong><br />

nos respectivos períodos.<br />

O Grupo irá utilizar as “licenças CER” a receber para<br />

entregar à entida<strong>de</strong> coor<strong>de</strong>nadora do licenciamento<br />

como pagamento das suas responsabilida<strong>de</strong>s pelas<br />

emissões <strong>de</strong> gases com efeitos <strong>de</strong> estufa a efectuar nos<br />

períodos futuros respectivos. Assim, o Grupo enten<strong>de</strong> que<br />

a transacção a realizar constitui uma promessa <strong>de</strong> troca<br />

<strong>de</strong> activos similares com idêntica utilida<strong>de</strong> e valor económico<br />

<strong>de</strong> uso para a <strong>Secil</strong>, e que não sujeita o Grupo<br />

a riscos <strong>de</strong> volatilida<strong>de</strong> futura dos preços <strong>de</strong> mercado<br />

<strong>de</strong>stas licenças, pelo que o rédito correspon<strong>de</strong>nte será<br />

reconhecido nos resultados do período na data em que<br />

ocorra o seu recebimento e o respectivo usufruto económico<br />

relativo às respectivas transacções a realizar.<br />

40. DISPÊNDIOS EM MATÉRIAS AMBIENTAIS<br />

O Grupo no âmbito do <strong>de</strong>senvolvimento da sua activida<strong>de</strong><br />

incorre em diversos encargos <strong>de</strong> carácter ambiental,<br />

os quais, <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ndo das suas características, estão<br />

a ser capitalizados ou reconhecidos como um gasto nos<br />

resultados operacionais do período.<br />

Os dispêndios <strong>de</strong> carácter ambiental incorridos para preservar<br />

recursos ou para evitar ou reduzir danos futuros, e que<br />

se consi<strong>de</strong>ra que permitem prolongar a vida ou aumentar<br />

a capacida<strong>de</strong> ou melhorar a segurança ou eficiência <strong>de</strong><br />

outros activos <strong>de</strong>tidos pelo Grupo, são capitalizados.<br />

Os dispêndios capitalizados e reconhecidos em gastos<br />

nos períodos findos em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009,<br />

têm a seguinte discriminação:<br />

VALORES EM EUROS<br />

DOMÍNIOS IMPUTADOS A GASTOS CAPITALIZADOS<br />

Emissões para a atmosfera 1.356.828 1.650.705<br />

Gestão das águas residuais 18.758 48.569<br />

Gestão dos resíduos 2.144.167 2.334.882<br />

Protecção dos solos e das águas subterrâneas 2.010 324.244<br />

Protecção da natureza 536.951 8.081<br />

Outras activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> protecção do ambiente 399.732 140.923<br />

4.458.446 4.507.404


31/12/2010<br />

TONELADAS<br />

Licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa<br />

No âmbito do Protocolo <strong>de</strong> Quioto, a União Europeia<br />

comprometeu-se a reduzir a emissão <strong>de</strong> gases com efeito<br />

<strong>de</strong> estufa. Neste contexto, foi emitida uma Directiva<br />

Comunitária que prevê a comercialização das chamadas<br />

Licenças <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> gases com efeito <strong>de</strong> estufa,<br />

entretanto transposta para a legislação portuguesa e<br />

que é aplicável, a partir <strong>de</strong> 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2005, entre<br />

outras, à indústria <strong>de</strong> cimento (Nota 14).<br />

41. CUSTOS COM AUDITORIA E REVISÃO<br />

LEGAL DE CONTAS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, os dispêndios com<br />

auditoria e com serviços <strong>de</strong> revisão legal <strong>de</strong> contas, <strong>de</strong>compõem-se<br />

como segue:<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

31/12/2010 31/12/2009<br />

335.000 - 1.688.400<br />

1.960 - 6.272<br />

335.000 1.688.400 1.688.400<br />

1.960 6.272 6.272<br />

335.000 1.688.400 1.688.400<br />

1.960 6.272 6.272<br />

3.389.344 5.084.016<br />

VALORES EM EUROS 31/12/2010 31/12/2009<br />

Serviços <strong>de</strong> Revisão Legal <strong>de</strong> Contas 207.574 338.622<br />

Outros serviços <strong>de</strong> garantia <strong>de</strong> fiabilida<strong>de</strong> 76.120 32.140<br />

Serviços <strong>de</strong> assessoria fiscal<br />

Outros serviços que não <strong>de</strong> Revisão<br />

95.720 31.348<br />

Legal <strong>de</strong> Contas 16.177 18.125<br />

395.591 420.235<br />

31/12/2009<br />

TOTAL IMPUTADOS A GASTOS<br />

CAPITALIZADOS<br />

TOTAL<br />

3.007.533 2.399.390 1.365.104 3.764.494<br />

67.327 8.644 28.642 37.286<br />

4.479.049 1.158.751 3.642.500 4.801.251<br />

326.254 88.358 23.509 111.867<br />

545.032 857.138 390.282 1.247.420<br />

540.655 441.631 33.941 475.572<br />

8.965.850 4.953.912 5.483.978 10.437.890<br />

147


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

148<br />

42. COMPROMISSOS ASSUMIDOS PELO GRUPO<br />

42.1. GARANTIAS E OUTROS COMPROMISSOS FINANCEIROS<br />

Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010 e 2009, as garantias prestadas<br />

pelo Grupo e outros compromissos financeiros <strong>de</strong>compõem-se<br />

como segue:<br />

VALORES EM EUROS 31/12/2010 31/12/2009<br />

Garantias prestadas<br />

2ª Repartição dos Serviços <strong>de</strong> Finanças <strong>de</strong> Setúbal 18.005.944 12.746.558<br />

AKA (Líbano) - 7.265.173<br />

BankMed for SOIME (Líbano) 2.028.161 1.881.165<br />

IAPMEI (âmbito do POE) 29.529 999.729<br />

IAPMEI (âmbito do QREN) 3.772.192 -<br />

Câmara Municipal <strong>de</strong> Setúbal 964.904 956.275<br />

APSS - Administração dos Portos <strong>de</strong> Setúbal e Sesimbra 2.443.834 2.443.834<br />

APDL - Administração do Porto <strong>de</strong> Leixões 632.363 632.363<br />

Direcção Geral <strong>de</strong> Alfân<strong>de</strong>gas 854.414 854.414<br />

Comissão <strong>de</strong> Coor<strong>de</strong>nação e Desenv. Regional Centro 827.173 823.473<br />

Instituto <strong>de</strong> Conservação da Natureza - Arrábida 996.447 944.649<br />

IAPMEI (âmbito do PEDIP) 99.760 99.760<br />

BNA (Tunísia) - 238.841<br />

Comissão <strong>de</strong> Coor<strong>de</strong>nação e Desenv. Regional LVT 876.372 718.478<br />

Lafarge (Nota 42.2) 10.000.000 -<br />

Outras 1.250.485 1.211.971<br />

42.781.578 31.816.683<br />

Cartas <strong>de</strong> crédito 9.069.080 208.824<br />

Compromissos <strong>de</strong> compra com fornecedores 38.603.072 33.614.868<br />

Livranças para garantia <strong>de</strong> empréstimos obtidos 226.093.420 106.258.104<br />

42.2. OUTROS COMPROMISSOS ASSUMIDOS<br />

Promessas <strong>de</strong> Penhor e Hipotecas<br />

A subsidiária <strong>Secil</strong> Martingança, S.A., em Abril <strong>de</strong> 2005,<br />

contraiu junto <strong>de</strong> uma instituição bancária um financiamento,<br />

com maturida<strong>de</strong> em 2012, para aquisição da subsidiária<br />

IRP – Industrias <strong>de</strong> Rebocos <strong>de</strong> Portugal, S.A.. No<br />

âmbito <strong>de</strong>sse financiamento a <strong>Secil</strong> Martingança entregou<br />

uma procuração irrevogável à instituição financeira,<br />

permitindo-lhe constituir, em caso <strong>de</strong> incumprimento das<br />

suas obrigações, penhor sobre as acções da referida socieda<strong>de</strong>.<br />

A subsidiária Ciments <strong>de</strong> Sibline, S.A.L., renegociou em<br />

Dezembro <strong>de</strong> 2008, junto <strong>de</strong> uma instituição bancária libanesa,<br />

um financiamento <strong>de</strong> médio longo prazo e um<br />

<strong>de</strong>scoberto bancário no montante <strong>de</strong> USD 15.000.000<br />

(Euros 11.225.864) e USD 10.000.000 (Euros 7.483.910), respectivamente.<br />

No âmbito <strong>de</strong>sses financiamentos a subsidiária<br />

Ciments <strong>de</strong> Sibline, S.A.L, constituiu duas hipotecas sobre<br />

terrenos, edifícios e equipamento básico dos quais é pro-<br />

prietária a favor da instituição bancária nos montantes<br />

<strong>de</strong> USD 57.500.000 (Euros 43.032.480) e USD 12.270.000 (Euros<br />

9.182.757). Em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010, o montante<br />

reconhecido em balanço relativamente ao financiamento<br />

<strong>de</strong> médio longo prazo ascendia a USD 11.050.714<br />

(Euros 8.270.254) e o <strong>de</strong>scoberto bancário encontrava-se<br />

por utilizar.<br />

Cartas Conforto<br />

A <strong>Secil</strong> emitiu a favor <strong>de</strong> duas instituições financeiras Cartas<br />

Conforto como garantia <strong>de</strong> cumprimento da obrigação<br />

com os financiamentos contraídos pela associada<br />

Viroc Portugal, S.A., no montante <strong>de</strong> Euros 2.574.082.<br />

Investimento numa nova fábrica em Angola<br />

Nos termos do Memorando <strong>de</strong> Entendimento celebrado<br />

entre o Governo <strong>de</strong> Angola e a subsidiária <strong>Secil</strong>, em<br />

Abril <strong>de</strong> 2004, foi constituída em 29 <strong>de</strong> Novembro <strong>de</strong> 2005<br />

a <strong>Secil</strong> - Companhia <strong>de</strong> Cimento do Lobito, S.A. <strong>de</strong>tida<br />

em, aproximadamente, 51% pelo Grupo <strong>Secil</strong> e, indirecta-


mente, em 49% pelo Estado angolano, a qual começou a<br />

operar a partir <strong>de</strong> 1 <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2006, cessando assim o<br />

contrato <strong>de</strong> cessão <strong>de</strong> exploração da unida<strong>de</strong> fabril Encime<br />

do Lobito, celebrado entre o Estado Angolano e a<br />

Tecnosecil (actualmente <strong>de</strong>nominada <strong>Secil</strong> Angola) em<br />

vigor <strong>de</strong>s<strong>de</strong> Setembro <strong>de</strong> 2000.<br />

O capital social da <strong>Secil</strong> Lobito no montante <strong>de</strong> USD<br />

21.274.285 foi realizado através da transferência dos activos<br />

tangíveis e intangíveis da <strong>Secil</strong> Angola e da Encime<br />

U.E.E. respectivamente pelo Grupo <strong>Secil</strong> e Estado Angolano,<br />

através da Encime U.E.E., pelo valor resultante da avaliação<br />

efectuada em Outubro <strong>de</strong> 2003 por uma empresa<br />

<strong>de</strong> auditoria internacional in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte.<br />

Nesse Memorando <strong>de</strong> Entendimento, estimou-se que,<br />

num horizonte <strong>de</strong> 36 meses contados <strong>de</strong>s<strong>de</strong> a data <strong>de</strong><br />

realização do respectivo capital social, a <strong>Secil</strong> Lobito iria<br />

instalar uma fábrica <strong>de</strong> cimento e clinquer no Lobito.<br />

Em 26 <strong>de</strong> Outubro <strong>de</strong> 2007, o Conselho Ministros <strong>de</strong> Angola<br />

aprovou o Projecto <strong>de</strong> Investimento Privado <strong>de</strong>nominado<br />

“Nova Fábrica <strong>de</strong> Cimento do Lobito”, no montante<br />

<strong>de</strong> USD 91.539.000, contratualizado em 14 <strong>de</strong> Dezembro<br />

<strong>de</strong> 2007, pela <strong>Secil</strong> Lobito e pela ANIP - Agência Nacional<br />

para o Investimento Privado, esta em representação do<br />

Estado Angolano.<br />

Adicionalmente, no exercício <strong>de</strong> 2008, foi adicionado ao<br />

investimento uma central <strong>de</strong> produção <strong>de</strong> energia eléctrica<br />

no valor <strong>de</strong> USD 18.000.000.<br />

No entanto, não foi possivel ainda à subsidiária <strong>Secil</strong> Lobito<br />

dar início à construção da nova fábrica.<br />

Aquisição da socieda<strong>de</strong> Lafarge Betões, S.A.<br />

Em 24 Dezembro <strong>de</strong> 2010, o grupo celebrou um contrato<br />

com vista à aquisição da totalida<strong>de</strong> do capital da socieda<strong>de</strong><br />

Lafarge Betões, S.A., socieda<strong>de</strong> que opera no<br />

mercado <strong>de</strong> betões e agregados, <strong>de</strong>tendo trinta centrais<br />

<strong>de</strong> betão e quatro explorações <strong>de</strong> agregados. O enterprise<br />

value da Lafarge Betões, S.A. que vai servir <strong>de</strong> base<br />

à transacção é <strong>de</strong> Euros 65 milhões e a concretização do<br />

negócio encontra-se ainda <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte da aprovação<br />

por parte da Autorida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Concorrência.<br />

43. ACTIVOS CONTINGENTES<br />

Plano <strong>de</strong> Pensões CMP<br />

O Grupo registou nas suas <strong>de</strong>monstrações financeiras, no<br />

período findo em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 1995, o montante<br />

<strong>de</strong> Euros 5.598.358 (o qual se encontra em imparida<strong>de</strong>), a<br />

receber do Estado Português, em resultado <strong>de</strong> um estudo<br />

actuarial das responsabilida<strong>de</strong>s com reformas, reportadas<br />

à data <strong>de</strong> 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 1993, avaliadas por<br />

uma entida<strong>de</strong> especializada e in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte, no seguimento<br />

do processo <strong>de</strong> reprivatização da subsidiária CMP.<br />

Em resultado da referida avaliação, foram <strong>de</strong>tectados<br />

erros, tendo sido solicitada ao Estado Português, em 1996,<br />

a regularização do montante acima referido.<br />

A <strong>Secil</strong> interpôs um processo judicial contra o Estado Português,<br />

reclamando o pagamento daquele montante e<br />

respectivos juros, tendo o Supremo Tribunal Administrativo<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

julgado a acção improce<strong>de</strong>nte, absolvendo o Estado do<br />

pedido. A <strong>Secil</strong> está a estudar o recurso a meios alternativos<br />

ao seu dispor, <strong>de</strong>signadamente através do Fundo<br />

<strong>de</strong> Regularização da Dívida Pública, com vista a obter a<br />

regularização do montante em questão.<br />

44. ACONTECIMENTOS APÓS A DATA DO<br />

BALANÇO<br />

Após a data <strong>de</strong> 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010, não ocorreram<br />

eventos subsequentes que proporcionem informação<br />

adicional sobre condições que existiam à data do balanço<br />

ou proporcionem informação sobre condições que tenham<br />

ocorrido após a data do balanço.<br />

MEMBROS DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

Presi<strong>de</strong>nte<br />

Pedro Mendonça <strong>de</strong> Queiroz Pereira<br />

Vogais<br />

Francisco José <strong>de</strong> Melo e Castro Gue<strong>de</strong>s<br />

Carlos Alberto Me<strong>de</strong>iros Abreu<br />

Sérgio António Alves Martins<br />

Gonçalo <strong>de</strong> Castro Salazar Leite<br />

João Carlos Ven<strong>de</strong>irinho Almeida<br />

Anthony Creedon<br />

Joaquim Dias Cardoso<br />

Mário José <strong>de</strong> Matos Valadas<br />

José Alfredo <strong>de</strong> Almeida Honório<br />

Anthony O’Loghlen<br />

Sebastian Alegre Rossello<br />

Jim Mintern<br />

James Henry Morris<br />

Friedrich Frank Heisterkamp<br />

149


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

150


MOLHE NORTE<br />

DA FOZ DO DOURO,<br />

PORTO<br />

2010<br />

ANEXOS<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

151


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

152<br />

ANEXOS RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO<br />

CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS CONSOLIDADAS


RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO<br />

SENHORES ACCIONISTAS<br />

1. Nos termos da lei e do mandato que nos conferiram,<br />

apresentamos o <strong>relatório</strong> sobre a activida<strong>de</strong> fiscalizadora<br />

<strong>de</strong>senvolvida e damos parecer sobre o Relatório <strong>de</strong> Gestão<br />

e as Demonstrações Financeiras apresentados pelo<br />

Conselho da Administração <strong>de</strong> <strong>Secil</strong> – Companhia Geral<br />

<strong>de</strong> Cal e Cimento, S.A. relativamente ao exercício findo<br />

em 31 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010.<br />

2. No <strong>de</strong>curso do exercício acompanhámos, com a periodicida<strong>de</strong><br />

e a extensão que consi<strong>de</strong>rámos a<strong>de</strong>quada,<br />

a activida<strong>de</strong> da empresa. Verificámos a regularida<strong>de</strong> da<br />

escrituração contabilística e da respectiva documentação<br />

bem como a eficácia do sistema <strong>de</strong> controlo interno,<br />

apenas na medida em que os controlos sejam relevantes<br />

para o controlo da activida<strong>de</strong> da empresa e apresentação<br />

das <strong>de</strong>monstrações financeiras e vigiámos também<br />

pela observância da lei e dos estatutos.<br />

3. Como consequência do trabalho <strong>de</strong> revisão legal efectuado,<br />

emitimos a respectiva Certificação Legal das Contas,<br />

em anexo.<br />

4. No âmbito das nossas funções verificámos que:<br />

I) o Balanço, a Demonstração dos Resultados, a Demonstração<br />

das alterações nos capitais próprios, a Demonstração<br />

dos Fluxos <strong>de</strong> Caixa e os correspon<strong>de</strong>ntes Anexos,<br />

permitem uma a<strong>de</strong>quada compreensão da situação financeira<br />

da empresa, dos seus resultados e dos fluxos <strong>de</strong><br />

caixa;<br />

II) as políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos<br />

adoptados são a<strong>de</strong>quados;<br />

III) o Relatório <strong>de</strong> Gestão é suficientemente esclarecedor<br />

da evolução dos negócios e da situação da socieda<strong>de</strong><br />

evi<strong>de</strong>nciando os aspectos mais significativos;<br />

IV) a proposta <strong>de</strong> aplicação <strong>de</strong> resultados não contraria<br />

as disposições legais e estatutárias aplicáveis.<br />

5. Nestes termos, tendo em consi<strong>de</strong>ração as informações<br />

recebidas do Conselho <strong>de</strong> Administração e Serviços e as<br />

conclusões constantes da Certificação Legal das Contas,<br />

somos do parecer que:<br />

I) seja aprovado o Relatório <strong>de</strong> Gestão;<br />

II) sejam aprovadas as Demonstrações Financeiras;<br />

III) seja aprovada a proposta <strong>de</strong> aplicação <strong>de</strong> resultados.<br />

6. Finalmente, <strong>de</strong>sejamos expressar o nosso agra<strong>de</strong>cimento<br />

ao Conselho <strong>de</strong> Administração e a todos os colaboradores<br />

da Socieda<strong>de</strong> com quem contactámos, pela valiosa<br />

colaboração recebida.<br />

Lisboa, 31 <strong>de</strong> Maio <strong>de</strong> 2011<br />

2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

PRICEWATERHOUSECOOPERS & ASSOCIADOS<br />

- Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Revisores Oficiais <strong>de</strong> Contas, Lda.<br />

representada por:<br />

ANTÓNIO ALBERTO HENRIQUES ASSIS, R.O.C.<br />

153


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

154<br />

CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS<br />

CONSOLIDADAS<br />

INTRODUÇÃO<br />

1. Examinámos as <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas<br />

da <strong>Secil</strong> – Companhia Geral <strong>de</strong> Cal e Cimento, S.A., as quais<br />

compreen<strong>de</strong>m o Balanço consolidado em 31 <strong>de</strong> Dezembro<br />

<strong>de</strong> 2010 (que evi<strong>de</strong>ncia um total <strong>de</strong> Euros 826.527.741<br />

e um total <strong>de</strong> capital próprio <strong>de</strong> Euros 483.103.266, o qual<br />

inclui interesses minoritários <strong>de</strong> Euros 67.489.518 e um resultado<br />

líquido <strong>de</strong> Euros 47.343.517), a Demonstração dos resultados<br />

consolidados, a Demonstração das alterações nos<br />

capitais próprios consolidados, a Demonstração dos fluxos<br />

<strong>de</strong> caixa consolidados do período findo naquela data, e o<br />

correspon<strong>de</strong>nte Anexo.<br />

RESPONSABILIDADES<br />

2. É da responsabilida<strong>de</strong> do Conselho <strong>de</strong> Administração<br />

a preparação <strong>de</strong> <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas<br />

que apresentem <strong>de</strong> forma verda<strong>de</strong>ira e apropriada<br />

a posição financeira do conjunto das empresas incluídas<br />

na consolidação, o resultado consolidado das suas operações,<br />

as alterações no seu capital próprio consolidado,<br />

e os fluxos <strong>de</strong> caixa consolidados, bem como a adopção<br />

<strong>de</strong> políticas e critérios contabilísticos a<strong>de</strong>quados e a manutenção<br />

<strong>de</strong> sistemas <strong>de</strong> controlo interno apropriados.<br />

3. A nossa responsabilida<strong>de</strong> consiste em expressar uma<br />

opinião profissional e in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte, baseada no nosso<br />

exame daquelas <strong>de</strong>monstrações financeiras.<br />

ÂMBITO<br />

4. O exame a que proce<strong>de</strong>mos foi efectuado <strong>de</strong> acordo<br />

com as Normas Técnicas e as Directrizes <strong>de</strong> Revisão/Auditoria<br />

da Or<strong>de</strong>m dos Revisores Oficiais <strong>de</strong> Contas, as quais<br />

exigem que o mesmo seja planeado e executado com<br />

o objectivo <strong>de</strong> obter um grau <strong>de</strong> segurança aceitável<br />

sobre se as <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas não<br />

contêm distorções materialmente relevantes. Para tanto o<br />

referido exame incluiu: (i) a verificação <strong>de</strong> as <strong>de</strong>monstrações<br />

financeiras das empresas incluídas na consolidação<br />

terem sido apropriadamente examinadas e, para os casos<br />

significativos em que o não tenham sido, a verificação,<br />

numa base <strong>de</strong> amostragem, do suporte das quantias e divulgações<br />

nelas constantes e a avaliação das estimativas,<br />

baseadas em juízos e critérios <strong>de</strong>finidos pelo Conselho <strong>de</strong><br />

Administração, utilizadas na sua preparação; (ii) a verificação<br />

das operações <strong>de</strong> consolidação e (quando for o<br />

caso) da aplicação do método da equivalência patrimonial;<br />

(iii) a apreciação sobre se são a<strong>de</strong>quadas as políticas<br />

contabilísticas adoptadas, a sua aplicação uniforme e a<br />

sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias; (iv) a<br />

verificação da aplicabilida<strong>de</strong> do princípio da continuida<strong>de</strong>;<br />

e (v) a apreciação sobre se é a<strong>de</strong>quada, em termos<br />

globais, a apresentação das <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

consolidadas.<br />

5. O nosso exame abrangeu também a verificação da<br />

concordância da informação financeira consolidada<br />

constante do Relatório consolidado <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> com as<br />

<strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas.<br />

6. Enten<strong>de</strong>mos que o exame efectuado proporciona uma<br />

base aceitável para a expressão da nossa opinião.<br />

OPINIÃO<br />

7. Em nossa opinião, as referidas <strong>de</strong>monstrações financeiras<br />

consolidadas apresentam <strong>de</strong> forma verda<strong>de</strong>ira e<br />

apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes,<br />

a posição financeira consolidada da <strong>Secil</strong> – Companhia<br />

Geral <strong>de</strong> Cal e Cimento, S.A. em 31 <strong>de</strong> Dezembro<br />

<strong>de</strong> 2010, o resultado consolidado das suas operações, as<br />

alterações no seu capital próprio consolidado e os fluxos<br />

consolidados <strong>de</strong> caixa no período findo naquela data, em<br />

conformida<strong>de</strong> com os princípios contabilísticos geralmente<br />

aceites em Portugal.<br />

RELATO SOBRE OUTROS REQUISITOS LEGAIS<br />

8. É também nossa opinião que a informação financeira<br />

constante do Relatório <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> consolidado é concordante<br />

com as <strong>de</strong>monstrações financeiras consolidadas<br />

do período.<br />

Lisboa, 31 <strong>de</strong> Maio <strong>de</strong> 2011<br />

PRICEWATERHOUSECOOPERS & ASSOCIADOS<br />

Socieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Revisores Oficiais <strong>de</strong> Contas, Lda.<br />

representada por:<br />

ANTÓNIO ALBERTO HENRIQUES ASSIS, R.O.C.


2010<br />

RELATÓRIO DO CONSELHO<br />

DE ADMINISTRAÇÃO<br />

MOLHE NORTE<br />

DA FOZ DO DOURO,<br />

PORTO<br />

155


2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

156


ARRÁBIDA<br />

FÁBRICA SECIL-OUTÃO<br />

SETÚBAL<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

157


2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

158<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE


ESTE RELATÓRIO<br />

Este <strong>relatório</strong> constitui a segunda edição do Relatório <strong>de</strong><br />

Sustentabilida<strong>de</strong> Intercalar, e foca os principais factos e<br />

resultados <strong>de</strong> 2010 <strong>de</strong>correntes da vivência da sustentabilida<strong>de</strong><br />

nas unida<strong>de</strong>s fabris do Grupo <strong>Secil</strong> Cimentos.<br />

Como empresa com presença internacional que somos,<br />

enfrentamos actualmente vários <strong>de</strong>safios globais. Este<br />

<strong>relatório</strong> terá principal enfoque nas questões que consi<strong>de</strong>ramos<br />

prioritárias para a garantia da Sustentabilida<strong>de</strong><br />

do nosso negócio e para o bem-estar dos nossos<br />

stakehol<strong>de</strong>rs.<br />

Consi<strong>de</strong>ramos que a melhor forma <strong>de</strong> <strong>de</strong>monstrar a nossa<br />

vivência da Sustentabilida<strong>de</strong> é através <strong>de</strong> exemplos<br />

da nossa actuação, pelo que este <strong>relatório</strong>, mais do que<br />

a <strong>de</strong>monstração <strong>de</strong> progresso nos domínios económico,<br />

social e ambiental, será ilustrado por vários casos <strong>de</strong> estudo.<br />

Este <strong>relatório</strong> é publicado em conjunto com o Relatório<br />

e Contas e o Relatório <strong>de</strong> Responsabilida<strong>de</strong> Social. Deste<br />

modo, o nosso <strong>de</strong>sempenho económico e as activida<strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong>senvolvidas com os nossos colaboradores e comunida<strong>de</strong><br />

estarão relatados <strong>de</strong> forma mais <strong>de</strong>talhada nos<br />

dois <strong>relatório</strong>s referidos.<br />

Caso queiram aprofundar algum aspecto em particular<br />

acerca da nossa activida<strong>de</strong>, po<strong>de</strong>rão consultar o nosso<br />

website www.secil.pt.<br />

Agra<strong>de</strong>cemos e encorajamos o vosso feedback. Reconhecemos<br />

que é através do diálogo e da troca <strong>de</strong> i<strong>de</strong>ias<br />

que po<strong>de</strong>mos alcançar maiores níveis <strong>de</strong> excelência,<br />

tanto ao nível do negócio como na <strong>de</strong>fesa dos interesses<br />

dos nossos stakehol<strong>de</strong>rs.<br />

Informações adicionais, comentários ou sugestões po<strong>de</strong>m<br />

ser obtidas junto <strong>de</strong>:<br />

SECIL | COMPANHIA GERAL DE CAL E CIMENTO, S.A.<br />

Eng. José Bravo Ferreira - Director do Departamento <strong>de</strong><br />

Sustentabilida<strong>de</strong>, Programas e Iniciativas Externas<br />

Fábrica da <strong>Secil</strong> | Outão<br />

Apartado 71| 2901-864 Setúbal<br />

E-mail. outao@secil.pt e/ou bravo.ferreira@secil.pt<br />

T. +351 212 198 230<br />

17%<br />

15%<br />

VOLUME DE<br />

NEGÓCIOS<br />

6%<br />

62%<br />

VENDAS DE<br />

CLÍNQUER E CIMENTO<br />

18%<br />

22%<br />

3%<br />

2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

1. A SECIL<br />

1.1 QUEM SOMOS E ONDE ESTAMOS<br />

159<br />

A <strong>Secil</strong> é um Grupo empresarial com activida<strong>de</strong> em vários<br />

países, <strong>de</strong>stacando-se a produção <strong>de</strong> cimento no Outão,<br />

Maceira e Pataias (Portugal), assim como em Sibline (Líbano),<br />

Gabès (Tunísia) e Lobito (Angola), bem como a produção<br />

e comercialização <strong>de</strong> betão, inertes e a exploração<br />

<strong>de</strong> pedreiras, através <strong>de</strong> empresas subsidiárias.<br />

A <strong>Secil</strong> integra ainda cerca <strong>de</strong> 30 empresas que operam<br />

em áreas complementares, como a comercialização <strong>de</strong><br />

materiais <strong>de</strong> construção, concepção e implantação <strong>de</strong><br />

projectos industriais, <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> soluções no domínio<br />

da preservação do ambiente e da utilização <strong>de</strong> resíduos<br />

como fonte <strong>de</strong> energia.<br />

Actualmente o Grupo <strong>Secil</strong> conta com 2 630 colaboradores<br />

no conjunto <strong>de</strong> todas as áreas <strong>de</strong> activida<strong>de</strong>. A comercialização<br />

e distribuição dos produtos <strong>Secil</strong> são realizadas<br />

pelos <strong>de</strong>partamentos comerciais respectivos, um pouco<br />

por todo o mundo.<br />

Portugal<br />

3 unida<strong>de</strong>s fabris<br />

Maceira, Pataias e Outão<br />

57%<br />

Angola<br />

1 unida<strong>de</strong> fabril<br />

Lobito<br />

PORTUGAL TUNÍSIA<br />

Tunísia<br />

1 unida<strong>de</strong> fabril<br />

Gabès<br />

NÚMERO DE<br />

COLABORADORES<br />

25%<br />

17%<br />

Líbano<br />

1 unida<strong>de</strong> fabril<br />

Sibíne<br />

18%<br />

40%<br />

LÍBANO ANGOLA


2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

160<br />

1.2. ONDE QUEREMOS CHEGAR<br />

A <strong>Secil</strong> sabe que preten<strong>de</strong> ser no futuro uma indústria com elevada rentabilida<strong>de</strong>, com um ambiente <strong>de</strong> trabalho seguro<br />

e apreciado por todos os colaboradores e com o menor impacte possível no ambiente.<br />

OBJECTIVO<br />

ÍNDICES DE SINISTRALIDADE:<br />

Reduzir o índice <strong>de</strong> frequência para 1,5.<br />

Reduzir o índice <strong>de</strong> gravida<strong>de</strong> para 30.<br />

Dar formação em Higiene e Segurança<br />

no Trabalho aos nossos colaboradores.<br />

AUSCULTAÇÃO DE STAKEHOLDERS:<br />

• Recolha <strong>de</strong> feedback através da aplicação<br />

<strong>de</strong> questionários a 100% dos stakehol<strong>de</strong>rs em Portugal.<br />

• Recolha <strong>de</strong> feedback através <strong>de</strong> entrevistas presenciais<br />

a 100% dos stakehol<strong>de</strong>rs em Portugal e 60% dos<br />

stakehol<strong>de</strong>rs nas operações internacionais.<br />

Implementação <strong>de</strong> um sistema <strong>de</strong> <strong>gestão</strong><br />

<strong>de</strong> Segurança e Saú<strong>de</strong> no Trabalho <strong>de</strong><br />

acordo com as OHSAS 18001.<br />

Implementação <strong>de</strong> um sistema <strong>de</strong> <strong>gestão</strong><br />

ambiental <strong>de</strong> acordo com a ISO 14001:2004.<br />

Reduzir em 15% as emissões específicas <strong>de</strong> CO2<br />

por tonelada <strong>de</strong> produto cimentício, relativamente<br />

ao ano <strong>de</strong> 1990.<br />

Redução das emissões <strong>de</strong> CO2 totais em 7,5% face às<br />

alocações atribuídas para o período 2008-2012.<br />

Atingir uma taxa <strong>de</strong> substituição <strong>de</strong> combustíveis<br />

alternativos <strong>de</strong>:<br />

• 40% em 2010, nas Fábricas em Portugal.<br />

• 15% em 2011, e 30% em 2013, na Fábrica <strong>de</strong> Gabès.<br />

• 5% em 2012, e 15% em 2014, na Fábrica <strong>de</strong> Sibline.<br />

Reduzir a taxa <strong>de</strong> incorporação <strong>de</strong> clínquer para:<br />

• 73% no cimento cinzento, em 2010, nas operações em Portugal.<br />

• 77% no cimento branco, em 2010, na Fábrica <strong>de</strong> Pataias.<br />

• 75% no cimento cinzento, em 2013, nas operações internacionais.<br />

ONDE?<br />

Global<br />

Global<br />

Global<br />

Gabès<br />

Sibline<br />

Global<br />

Cimentos Portugal<br />

Global<br />

Global<br />

QUANDO?<br />

2010<br />

2010<br />

2009<br />

2013<br />

2011<br />

2012<br />

2015<br />

2010<br />

2014<br />

2013<br />

RESULTADOS<br />

2010<br />

IF = 1,9<br />

IG = 47,5<br />

6,9h/trabalhador<br />

100%<br />

Em curso<br />

Em curso<br />

Em curso<br />

Redução <strong>de</strong> 7,7%<br />

Redução <strong>de</strong> 13%<br />

32%<br />

0%<br />

0%<br />

72,8%<br />

78,3%<br />

79,9%


COMO VAMOS ALCANÇAR? QUAIS OS PASSOS SEGUINTES?<br />

2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

Continuando o trabalho <strong>de</strong> auscultação e formação dos colaboradores e monitorizando mensalmente os indicadores,<br />

permitindo a introdução <strong>de</strong> medidas correctivas se a tendência <strong>de</strong> melhoria não for a <strong>de</strong>sejada.<br />

Vão ser <strong>de</strong>senvolvidos esforços <strong>de</strong> forma a aumentar a formação nesta temática.<br />

A aplicação dos questionários aos stakehol<strong>de</strong>rs em Portugal, em 2009, permitiu à <strong>Secil</strong> uma melhor compreensão das suas<br />

principais preocupações relativamente à sua activida<strong>de</strong>. Tal levantamento permitiu melhorar a informação prestada no<br />

âmbito do Relatório <strong>de</strong> Sustentabilida<strong>de</strong>.<br />

Em 2011, a <strong>Secil</strong> irá iniciar a preparação do processo <strong>de</strong> auscultação dos stakehol<strong>de</strong>rs das operações internacionais.<br />

Com recurso a consultores especializados.<br />

Com recurso a consultores especializados.<br />

A SECIL preten<strong>de</strong> atingir este objectivo através <strong>de</strong>:<br />

• Utilização <strong>de</strong> matérias-primas secundárias, <strong>de</strong> preferência já <strong>de</strong>scarbonatadas, para o fabrico do clínquer.<br />

• Utilização <strong>de</strong> combustíveis alternativos, preferencialmente com teores <strong>de</strong> biomassa mais elevados.<br />

• Fabrico <strong>de</strong> cimentos compostos, com introdução <strong>de</strong> matérias-primas secundárias durante a moagem e consequente redução<br />

da taxa <strong>de</strong> incorporação <strong>de</strong> clínquer.<br />

Utilização <strong>de</strong> matérias-primas secundárias, <strong>de</strong> preferência já <strong>de</strong>scarbonatadas, para o fabrico do clínquer.<br />

Utilização <strong>de</strong> combustíveis alternativos, preferencialmente com teores <strong>de</strong> biomassa mais elevados.<br />

Nas fábricas em Portugal, a <strong>Secil</strong> não conseguiu atingir o objectivo <strong>de</strong> 40%, <strong>de</strong>vido a questões que se pren<strong>de</strong>m com o mix <strong>de</strong> combustíveis<br />

alternativos disponível no mercado e à adaptação do processo a esta nova realida<strong>de</strong>.<br />

Continuação da montagem <strong>de</strong> sistemas <strong>de</strong> alimentação <strong>de</strong> combustíveis alternativos <strong>de</strong> dimensão a<strong>de</strong>quada e estabelecimento<br />

<strong>de</strong> contratos <strong>de</strong> fornecimento sustentável <strong>de</strong>stes combustíveis.<br />

Maximização do fabrico <strong>de</strong> cimentos compostos, recorrendo à utilização <strong>de</strong> componentes minoritários previstos na NP EN 197-1.<br />

161


2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

162<br />

1.3. O DESEMPENHO DA SECIL EM NÚMEROS<br />

Nas tabelas seguintes encontram-se os resultados dos principais indicadores <strong>de</strong> <strong>de</strong>sempenho, <strong>de</strong> forma a evi<strong>de</strong>nciar<br />

o progresso dos últimos cinco anos, nas três áreas da sustentabilida<strong>de</strong>.<br />

O NEGÓCIO SECIL<br />

Activo Líquido Mg - 634 653 618 567<br />

Capitais próprios Mg - 305 339 339 328<br />

EBITDA Mg - 128 138 139 124<br />

Capex Mg - 34 33 23 30<br />

Passivo financeiro Mg - 103 72 43 32<br />

Rentabilida<strong>de</strong> do Activo % - 6,2 8,8 11,7 8,3<br />

Rentabilida<strong>de</strong> dos Capitais Próprios % - 13,0 16,9 21,4 14,3<br />

Resultados líquidos Mg - 39 57 72 47<br />

Capacida<strong>de</strong> produtiva <strong>de</strong> cimento 103t - 6 850 6 850 6 850 6 850<br />

Vendas <strong>de</strong> Cimento e Clínquer 103t - 6 311 6 548 6 342 6 231<br />

Volume <strong>de</strong> negócios (1) Mg - 564 599 572 536<br />

AS PESSOAS SECIL<br />

Número <strong>de</strong> Colaboradores<br />

(efectivos e contratados)<br />

Contrato permanente<br />

Tipo <strong>de</strong> contrato Contrato a termo<br />

Cedência temporária<br />

Masculino<br />

Sexo<br />

Feminino<br />

Média etária<br />

Taxa <strong>de</strong> rotativida<strong>de</strong>*<br />

Taxa <strong>de</strong> absentismo<br />

Saú<strong>de</strong> e<br />

Segurança<br />

(2) (3)<br />

Índice <strong>de</strong> gravida<strong>de</strong> (Ig)<br />

Índice <strong>de</strong> frequência (If)<br />

Índice <strong>de</strong> duração ou<br />

avaliação da gravida<strong>de</strong> (id)<br />

UN<br />

UN<br />

2006<br />

2006<br />

2007<br />

2007<br />

2008<br />

2008<br />

2009<br />

2009<br />

2010<br />

2010<br />

n.º 1 719 1 771 1 731 1 750 1 714<br />

% 91,5 86,0 87,4 88,8 89,3<br />

% 7,8 13,7 12,3 10,9 10,3<br />

% 0,8 0,3 0,3 0,3 0,4<br />

% 91,3 91,2 90,6 89,6 90,1<br />

% 8,7 8,8 9,4 10,4 9,9<br />

Anos 43,8 44,1 44,3 44,5 44,4<br />

% 4,4 3,3 4,4 7,0 4,5<br />

% 3,5 3,7 3,7 3,7 3,8<br />

% nd 62,5 65,3 43,3 47,5<br />

% nd 2,8 1,9 1,7 1,9<br />

% nd 22,3 35,1 25,7 24,4


Consumo<br />

<strong>de</strong> materiais<br />

2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

O MUNDO SECIL UN 2006 2007 2008 2009 2010<br />

Consumo<br />

<strong>de</strong> energia<br />

Matérias-primas naturais<br />

Matérias-primas secundárias<br />

kt 7 753 9 643 9 952 9 212 8 645<br />

(MPS) kt 323 291 317 300 421<br />

Taxa <strong>de</strong> utilização <strong>de</strong> MPS % 4,0 2,9 3,1 3,2 4,6<br />

Energia térmica (fornos) (4) TJ 17 126 18 079 18 385 17 685 17 933<br />

Energia eléctrica (5) GWh 658 666 676 632 637<br />

Combustíveis fósseis kt 478 557 534 485 487<br />

Combustíveis alternativos kt 75 84 93 125 175<br />

Taxa <strong>de</strong> substituição térmica % 8,1 9,1 10,5 14,0 19,0<br />

Partículas kt 0,3 0,4 0,4 0,6 0,6<br />

NOx kt 6,3 6,0 6,2 6,2 5,7<br />

SOx kt 0,9 1,0 0,7 0,8 0,6<br />

(4) CO2 kt 4,0 4,2 4,3 4,0 4,0<br />

Consumo <strong>de</strong> água 103 m3 Consumo <strong>de</strong><br />

combustíveis<br />

Emissões<br />

atmosféricas<br />

1 645 1 349 1 385 1 447 1 442<br />

(1) Correspon<strong>de</strong> ao volume <strong>de</strong> negócios do Grupo <strong>Secil</strong> e não apenas ao Grupo <strong>Secil</strong> Cimentos.<br />

(2) O Departamento SSRT apenas foi constituído em 2008, sendo que a consolidação dos dados <strong>de</strong> segurança e saú<strong>de</strong><br />

no trabalho começou com os dados <strong>de</strong> 2007.<br />

(3) Os índices <strong>de</strong> sinistralida<strong>de</strong> incluem os colaboradores <strong>Secil</strong> e os prestadores <strong>de</strong> serviços.<br />

(4) Não inclui a fábrica do Lobito, visto tratar-se <strong>de</strong> uma moagem <strong>de</strong> cimento.<br />

(5) No ano <strong>de</strong> 2005 não foi possível integrar a fábrica do Lobito.<br />

* valores corrigidos<br />

nd – não disponível<br />

1.4. OS NOSSOS STAKEHOLDERS<br />

Os stakehol<strong>de</strong>rs são todos os indivíduos e grupos que influenciam<br />

ou que são afectados pela activida<strong>de</strong> da <strong>Secil</strong>.<br />

São, <strong>de</strong>sta forma, o elemento fundamental no alcance do<br />

objectivo primordial da estratégia <strong>de</strong> sustentabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

“garantir que o conjunto das activida<strong>de</strong>s da <strong>Secil</strong> se <strong>de</strong>senvolve<br />

<strong>de</strong> forma sustentável, com a<strong>de</strong>quada rentabilida<strong>de</strong><br />

dos capitais investidos, salvaguardando o meio envolvente<br />

e cumprimento das nossas obrigações sociais, assegurando<br />

a manutenção da activida<strong>de</strong> da <strong>Secil</strong> para o futuro”.<br />

Os principais impactos da activida<strong>de</strong> da <strong>Secil</strong> são os seguintes:<br />

ECONÓMICOS<br />

• Criação <strong>de</strong> valor na ca<strong>de</strong>ia<br />

<strong>de</strong> distribuição (através das<br />

vendas <strong>de</strong> clínquer e cimento);<br />

• Salários e benefícios pagos<br />

aos colaboradores;<br />

• Doações à comunida<strong>de</strong>;<br />

• Aquisição <strong>de</strong> bens e serviços;<br />

• Lucros aos accionistas;<br />

• Impostos;<br />

• Valor gerado na economia<br />

local e nacional (indirecto).<br />

SOCIAIS<br />

• Apoio ao <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong><br />

projectos sociais na comunida<strong>de</strong>;<br />

• Oportunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> emprego;<br />

• Desenvolvimento profissional<br />

e pessoal dos colaboradores;<br />

• Saú<strong>de</strong> e Segurança no Trabalho;<br />

• Benefícios sociais.<br />

163<br />

Ao longo dos anos têm-se vindo a <strong>de</strong>senvolver vários canais<br />

<strong>de</strong> comunicação com os diversos grupos <strong>de</strong> stakehol<strong>de</strong>rs,<br />

<strong>de</strong> forma a perceber quais as suas expectativas e receios<br />

e, para que, em conjunto, seja possível atingir os objectivos<br />

traçados. Exemplos <strong>de</strong>sses canais <strong>de</strong> comunicação são as<br />

Comissões <strong>de</strong> Acompanhamento Ambiental, o Centro <strong>de</strong><br />

Apoio ao Cliente e os Grupos <strong>de</strong> Acompanhamento dos<br />

Sistemas <strong>de</strong> Gestão <strong>de</strong> Segurança e Saú<strong>de</strong> no Trabalho.<br />

AMBIENTAIS<br />

• Alterações climáticas;<br />

• Biodiversida<strong>de</strong>;<br />

• Consumo <strong>de</strong> recursos naturais;<br />

• Emissões atmosféricas;<br />

• Consumo <strong>de</strong> água;<br />

• Consumo <strong>de</strong> resíduos e subprodutos<br />

<strong>de</strong> outras activida<strong>de</strong>s.


2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

164<br />

FLUXOS FINANCEIROS COM OS STAKEHOLDERS<br />

OUTROS<br />

RECEBIMENTOS<br />

DE EXPLORAÇÃO<br />

3 690 672 I<br />

COLABORADORES<br />

ASSOCIAÇÕES<br />

ESTADO E<br />

AUTARQUIAS<br />

TOTAL DE RECEBIMENTOS<br />

465 347 394 I<br />

469 038 066 I 41 295 518 I 23 756 291 I<br />

TOTAL DE PAGAMENTO<br />

3 690 672 I<br />

CLIENTES<br />

VENDAS<br />

SALÁRIOS<br />

35 261 509 I<br />

MECENATO<br />

1 122 008 I<br />

13 642 662 I<br />

SALDO PARA<br />

A EMPRESA<br />

IMPOSTOS PAGAMENTOS<br />

44 559 628 I - I<br />

ACCIONISTAS<br />

3 271 120 I<br />

INSTITUIÇÕES<br />

BANCÁRIAS<br />

17 539 227 I<br />

329 885 621 I<br />

INVESTIMENTOS<br />

FINANCEIROS<br />

TOTAL DISPONÍVEL PARA<br />

INVESTIMENTO<br />

DIVIDENDOS PRÉMIOS DE EMISSÃO<br />

JUROS<br />

FORNECEDORES<br />

REFINANCIAMENTO<br />

LÍQUIDO<br />

INVESTIMENTOS<br />

INDUSTRIAIS<br />

6 634 921 I 26 130 851 I


2. A SUSTENTABILIDADE NO GRUPO SECIL<br />

2.1. ESTRATÉGIA DE SUSTENTABILIDADE<br />

O <strong>de</strong>safio permanente da <strong>Secil</strong> é garantir que o conjunto das<br />

suas activida<strong>de</strong>s se <strong>de</strong>senvolve <strong>de</strong> forma sustentável, com<br />

a<strong>de</strong>quada rentabilida<strong>de</strong> dos capitais investidos, salvaguardando<br />

o meio envolvente e cumprindo as obrigações sociais,<br />

assegurando a manutenção da activida<strong>de</strong> para o futuro.<br />

A estratégia <strong>de</strong> sustentabilida<strong>de</strong> está alinhada com os<br />

valores <strong>de</strong> Excelência, Responsabilida<strong>de</strong>, Qualida<strong>de</strong>, Inovação<br />

e Transparência, que há muito caracterizam a empresa,<br />

e está assente em 3 pilares:<br />

Competitivida<strong>de</strong><br />

Desenvolvimento da capacida<strong>de</strong> tecnológica, visando<br />

a optimização dos processos produtivos e respectivos<br />

sistemas <strong>de</strong> suporte, incorporando a melhor tecnologia<br />

disponível. Inovação na qualida<strong>de</strong> dos produtos, serviços<br />

e soluções <strong>Secil</strong> disponibilizados aos Clientes, superando<br />

expectativas quanto ao valor acrescentado que lhes é<br />

fornecido, <strong>de</strong> forma a tornarmo-nos o seu parceiro preferencial.<br />

Posicionamento num mundo globalizado, aproveitando<br />

oportunida<strong>de</strong>s internacionais <strong>de</strong> negócio.<br />

Minimização <strong>de</strong> Impactes<br />

Potenciar a eco-eficiência dos nossos processos, mitigando<br />

os impactes causados no meio envolvente e orientando<br />

a actuação para a promoção da biodiversida<strong>de</strong>.<br />

Envolvimento com os Stakehol<strong>de</strong>rs<br />

Fomentar um ambiente <strong>de</strong> trabalho valorizado pelos<br />

Colaboradores e consolidar um posicionamento ético e<br />

cívico reconhecido pelos stakehol<strong>de</strong>rs.<br />

2.2. GESTÃO DA SUSTENTABILIDADE<br />

A <strong>Secil</strong> procura aplicar consistentemente as melhores<br />

práticas <strong>de</strong> governação, com o objectivo <strong>de</strong> assegurar<br />

os a<strong>de</strong>quados mecanismos <strong>de</strong> controlo <strong>de</strong> riscos associados<br />

ao estatuto <strong>de</strong> empresa, com importantes responsabilida<strong>de</strong>s<br />

assumidas perante todos os seus stakehol<strong>de</strong>rs,<br />

na socieda<strong>de</strong> on<strong>de</strong> está implantada.<br />

A actual estrutura organizacional é assim uma peça fundamental<br />

para a concretização dos objectivos <strong>de</strong>finidos,<br />

na <strong>gestão</strong> dos aspectos ambientais, sociais e económicos.<br />

Dada a complexida<strong>de</strong>, transversalida<strong>de</strong> e multidisciplinarida<strong>de</strong><br />

da sustentabilida<strong>de</strong>, a estrutura organizacional é<br />

composta por diferentes <strong>de</strong>partamentos que complementarmente<br />

garantem a sustentabilida<strong>de</strong> da organização.<br />

Esta estrutura preocupa-se em obter um balanço entre os<br />

objectivos económicos e sociais, por um lado, e entre os objectivos<br />

da empresa e da socieda<strong>de</strong> em que está inserida,<br />

por outro, tendo em consi<strong>de</strong>ração, nos seus processos <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>cisão, as expectativas do diferentes stakehol<strong>de</strong>rs.<br />

De forma a assegurar o contínuo compromisso do Conselho<br />

<strong>de</strong> Administração com o <strong>de</strong>senvolvimento sustentável<br />

e a adopção <strong>de</strong> uma sólida política <strong>de</strong> ambiente e<br />

segurança, encontra-se atribuída ao Eng. Carlos Alberto<br />

Me<strong>de</strong>iros <strong>de</strong> Abreu, membro do Conselho <strong>de</strong> Administração,<br />

a responsabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> assegurar a dinamização <strong>de</strong><br />

todas as acções da empresa com estes objectivos.<br />

A administração segue atentamente o <strong>de</strong>sempenho da<br />

2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

empresa nas várias vertentes da sustentabilida<strong>de</strong> através<br />

<strong>de</strong> indicadores e reuniões.<br />

2.3. QUESTÕES PUBLICAMENTE ASSUMIDAS NO<br />

DOMÍNIO DA SUSTENTABILIDADE<br />

Enquanto membro da Associação Técnica da Indústria<br />

do Cimento (ATIC), a <strong>Secil</strong> colaborou na elaboração <strong>de</strong><br />

pareceres e na promoção <strong>de</strong> posições do sector junto<br />

<strong>de</strong> entida<strong>de</strong>s terceiras - administrações nacional e europeia,<br />

instituições europeias, organismos nacionais, europeus<br />

(nomeadamente na CEMBUREAU) e internacionais<br />

- nos domínios das Alterações Climáticas (revisão da Directiva<br />

EU-ETS), do Ambiente (Biodiversida<strong>de</strong> e revisão da<br />

Directiva PCIP), da Saú<strong>de</strong> e Segurança (REACH/CLP) e<br />

da Competitivida<strong>de</strong> (Construção Sustentável).<br />

Na qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> membro do Conselho Estratégico para<br />

o Ambiente e Energia (CEPAE), órgão da Associação Industrial<br />

Portuguesa (AIP), para além <strong>de</strong> colaborar na elaboração<br />

<strong>de</strong> diversos pareceres sobre temas solicitados<br />

directamente por entida<strong>de</strong>s governamentais e outras, a<br />

<strong>Secil</strong> apoiou directamente a promoção <strong>de</strong> uma sessão<br />

pública sobre o “Regime <strong>de</strong> Responsabilida<strong>de</strong> Ambiental”<br />

com a colaboração da APETRO, Vieira <strong>de</strong> Almeida<br />

& Associados e Aon Portugal - Corretores <strong>de</strong> Seguros, SA.<br />

Destacou-se ainda a assinatura do protocolo AIP/APA<br />

para a Harmonização Relatórios Ambientais, ponto <strong>de</strong><br />

partida para a implementação do Relatório Único, iniciativa<br />

crucial e que se encontra em pleno <strong>de</strong>senvolvimento,<br />

com aplicação prática prevista já para 2011.<br />

Ao nível da Cement Sustainable Initiative (CSI) a <strong>Secil</strong><br />

manteve uma colaboração activa ao nível das Task Forces<br />

da Saú<strong>de</strong> e Segurança, Biodiversida<strong>de</strong> e Protecção<br />

Climática, bem como na estrutura dos Liaison Delegates<br />

que prepararam o documento “The CSI’s Future” com a<br />

re<strong>de</strong>finição da política da CSI para a próxima década,<br />

o qual veio a ser aprovada na reunião <strong>de</strong> CEO’s em Novembro,<br />

em que participou um Administrador da <strong>Secil</strong>.<br />

3. AS NOSSAS PESSOAS<br />

Do nível <strong>de</strong> actuação dos Colaboradores <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> a obtenção<br />

<strong>de</strong> uma posição competitiva no mercado, pelo que<br />

a <strong>Secil</strong> <strong>de</strong>senvolveu esforços para assegurar que o seu trabalho<br />

é efectuado nas melhores condições <strong>de</strong> higiene e segurança,<br />

assim como valoriza constantemente o seu esforço e<br />

<strong>de</strong>dicação, através do reconhecimento do seu <strong>de</strong>sempenho<br />

e <strong>de</strong> oportunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento no Grupo.<br />

O envolvimento <strong>de</strong> todos eles na prossecução dos objectivos<br />

estratégicos da empresa é, assim, essencial para o <strong>de</strong>senvolvimento<br />

<strong>de</strong> um negócio cada vez mais sustentável.<br />

No Relatório <strong>de</strong> Responsabilida<strong>de</strong> Social é possível encontrar<br />

mais <strong>de</strong>talhados todos os benefícios disponibilizados pela<br />

empresa e acções <strong>de</strong>senvolvidas com os colaboradores.<br />

3.1. SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO<br />

A Saú<strong>de</strong> e Segurança no Trabalho é uma das questões<br />

prioritárias para a <strong>Secil</strong>. A estratégia nesta temática tem por<br />

base ter ZERO FATALIDADES, reduzir os índices <strong>de</strong> sinistralida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> ano para ano, fomentar uma elevada e cada vez maior<br />

consciência sobre os riscos ocupacionais, proporcionando<br />

formação aos colaboradores e prestadores <strong>de</strong> serviços.<br />

165


2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

166<br />

Para tal, a <strong>Secil</strong> está a implementar sistemas <strong>de</strong> <strong>gestão</strong><br />

da segurança e saú<strong>de</strong> no trabalho para assegurar que<br />

todas as operações sejam <strong>de</strong>senvolvidas <strong>de</strong> forma eficiente<br />

e em condições seguras. Actualmente, 50% das unida<strong>de</strong>s<br />

operacionais da <strong>Secil</strong> já se encontram certificadas<br />

por este normativo (OHSAS 18001), sendo que 50% <strong>de</strong>las<br />

já têm implementado um sistema <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> integrado<br />

certificado. Estes sistemas implicam responsabilida<strong>de</strong>s da<br />

<strong>gestão</strong> <strong>de</strong> topo da organização, auditorias e inspecções,<br />

formação, avaliação <strong>de</strong> riscos, investigação <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>ntes,<br />

<strong>gestão</strong> dos prestadores <strong>de</strong> serviços, entre outros.<br />

No ano 2009 foram i<strong>de</strong>ntificadas as principais causas dos<br />

aci<strong>de</strong>ntes graves e mortais ocorridos nas instalações do<br />

Grupo parceiro CRH, tendo sido i<strong>de</strong>ntificadas 16 áreas<br />

críticas <strong>de</strong> actuação, para as quais foi <strong>de</strong>senvolvido um<br />

conjunto <strong>de</strong> procedimentos (Recomendações <strong>de</strong> Boas<br />

Práticas <strong>de</strong> Segurança) a fim <strong>de</strong> reduzir a probabilida<strong>de</strong><br />

da sua ocorrência.<br />

Nas unida<strong>de</strong>s operacionais em Portugal, continua-se a<br />

auscultar os colaboradores através <strong>de</strong> grupos <strong>de</strong> trabalho<br />

específicos. Estes grupos são um meio eficaz <strong>de</strong> consulta<br />

aos trabalhadores, dado que alguns dos colaboradores<br />

presentes nas reuniões são membros das Comissões <strong>de</strong><br />

Trabalhadores existentes em cada unida<strong>de</strong> fabril, tendo,<br />

portanto, conhecimento das maiores preocupações dos<br />

trabalhadores em geral. Nestas reuniões, entre os diversos<br />

assuntos discutidos, é sempre realizada uma análise dos<br />

aci<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong> trabalho, quer ocorridos com colaboradores<br />

<strong>Secil</strong> (os índices <strong>de</strong> sinistralida<strong>de</strong> estão in<strong>de</strong>xados à<br />

avaliação <strong>de</strong> <strong>de</strong>sempenho), quer os ocorridos com prestadores<br />

<strong>de</strong> serviço (neste caso in<strong>de</strong>xado à respectiva<br />

avaliação <strong>de</strong> prestador <strong>de</strong> serviço).<br />

Em 2010, a <strong>Secil</strong> prosseguiu também com a implementação<br />

do Regulamento do álcool que, estando já concluído<br />

e a aplicação informática para <strong>gestão</strong> do mesmo<br />

preparada, aguarda apenas a autorização da Comissão<br />

Nacional <strong>de</strong> Protecção <strong>de</strong> Dados para entrar um funcionamento.<br />

3.1.1. O DESEMPENHO DA SECIL<br />

Representa o número <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>ntes que resultaram em<br />

baixa (N), por cem mil horas <strong>de</strong> trabalho por homem (h.H).<br />

Índice <strong>de</strong> frequência<br />

2007<br />

2008<br />

2009<br />

2010<br />

0,00<br />

1,5<br />

1,00 2,00 3,00 4,00<br />

Global Objectivo<br />

Representa o número <strong>de</strong> dias úteis perdidos (U) por cada<br />

cem mil horas <strong>de</strong> trabalho por homem (h.H).<br />

Índice <strong>de</strong> gravida<strong>de</strong><br />

2007<br />

2008<br />

2009<br />

2010<br />

0,00<br />

30<br />

10,00 20,00 30,00 40,00<br />

50,00<br />

Global Objectivo<br />

60,00<br />

70,00<br />

Representa o número <strong>de</strong> dias úteis perdidos em média,<br />

por aci<strong>de</strong>nte.<br />

Índice <strong>de</strong> avaliação da gravida<strong>de</strong><br />

2007<br />

2008<br />

2009<br />

2010<br />

0,00<br />

20<br />

10,00 20,00 30,00 40,00<br />

Global Objectivo<br />

50,00<br />

NOTA: Consi<strong>de</strong>ram-se para efeitos <strong>de</strong>ste <strong>relatório</strong> apenas os aci<strong>de</strong>ntes<br />

que resultaram em baixa, em número <strong>de</strong> dias superior a 1.<br />

Em 2010, não ocorreu nenhum aci<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> trabalho<br />

mortal (colaboradores internos e prestadores <strong>de</strong> serviços),<br />

nem foi <strong>de</strong>clarada nenhuma doença profissional. Relativamente<br />

aos índices <strong>de</strong> sinistralida<strong>de</strong>, em 2010, registaram-se<br />

96 aci<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong> trabalho e 2 345 dias <strong>de</strong> trabalho perdidos,<br />

no conjunto dos colaboradores <strong>Secil</strong> e prestadores <strong>de</strong><br />

serviços. Estes resultados foram superiores aos verificados<br />

em 2009, razão pela qual os índices <strong>de</strong> frequência e o índice<br />

<strong>de</strong> gravida<strong>de</strong> apresentaram valores superiores. Contudo,<br />

o valor do índice <strong>de</strong> avaliação da gravida<strong>de</strong> diminuiu,<br />

significando que apesar <strong>de</strong> terem ocorrido mais aci<strong>de</strong>ntes,<br />

estes foram <strong>de</strong> uma menor gravida<strong>de</strong>.<br />

Em 2010 a <strong>Secil</strong> continuou a apostar na formação <strong>de</strong> segurança<br />

dos seus colaboradores e prestadores <strong>de</strong> serviços<br />

e a mover esforços para alcançar o objectivo <strong>de</strong> 12<br />

horas/trabalhador por ano. Contudo, o valor alcançado<br />

foi <strong>de</strong> apenas 6,90 horas/trabalhador. Além da formação<br />

que a <strong>Secil</strong> presta aos colaboradores, são ainda distribu-


ídas diversas publicações com o intuito <strong>de</strong> sensibilizá-los<br />

para comportamentos seguros. Destaca-se a Colecção<br />

SABER SEGURO, que já conta com 22 exemplares publicados,<br />

cujo objectivo é alertar e sensibilizar para situações<br />

<strong>de</strong> risco específicos.<br />

Cement Sustainability Initiative<br />

A <strong>Secil</strong> colabora activamente na Task Force da Saú<strong>de</strong> e<br />

Segurança da CSI. Esta Task Force tem como lema - “Aiming<br />

for Zero”, isto é, alcançar o objectivo <strong>de</strong> zero mortes<br />

nas operações dos membros CSI. Embora seja um <strong>de</strong>safio<br />

<strong>de</strong> segurança ambicioso para o sector do cimento, o seu<br />

sucesso é imperativo. A segurança na condução e a segurança<br />

dos prestadores <strong>de</strong> serviço foram i<strong>de</strong>ntificadas<br />

como áreas <strong>de</strong> risco mais elevado, pelo que os membros<br />

CSI <strong>de</strong>cidiram lançar numa nova iniciativa focada nestes<br />

aspectos com o objectivo <strong>de</strong> reduzir drasticamente as fatalida<strong>de</strong>s<br />

nessas áreas. Como membros participantes da<br />

CSI, assumimos o compromisso <strong>de</strong> reportar anualmente os<br />

seguintes indicadores:<br />

2008 2009 2010<br />

Nº fatalida<strong>de</strong>s (trabalhadores <strong>Secil</strong>)<br />

0 0 0<br />

Nº fatalida<strong>de</strong>s por 10 000 trabalhadores 0 0 0<br />

Nº fatalida<strong>de</strong>s (prestadores <strong>de</strong> serviços) 4 0 0<br />

Nº fatalida<strong>de</strong>s (terceira parte)<br />

0 0 0<br />

Nº aci<strong>de</strong>ntes (trabalhadores <strong>Secil</strong>)<br />

73 58 67<br />

Total <strong>de</strong> nº aci<strong>de</strong>ntes<br />

83 80 96<br />

Índice <strong>de</strong> frequência 20,1 16,9 19,7<br />

(*) (trabalhadores <strong>Secil</strong>)<br />

*nº <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>ntes com dias perdidos por 1 milhão horas/homem<br />

Segurança na Condução e dos Prestadores <strong>de</strong> Serviços<br />

Em 2009, a CSI lançou uma iniciativa centralizada na Segurança<br />

na Condução <strong>de</strong> Veículos e na Segurança dos<br />

Prestadores <strong>de</strong> Serviços. Neste contexto, a CSI elaborou,<br />

através do seu Grupo Trabalho <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> e Segurança,<br />

um guia <strong>de</strong> Recomendações <strong>de</strong> Boas Práticas na Condução<br />

e um outro com Recomendações <strong>de</strong> Boas Práticas<br />

para os Prestadores <strong>de</strong> Serviços. Estas Recomendações<br />

<strong>de</strong> Boas Práticas foram já divulgadas em 100%<br />

das nossas unida<strong>de</strong>s operacionais. O levantamento das<br />

situações não conformes encontra-se em curso, estando<br />

já terminado nas unida<strong>de</strong>s operacionais em Portugal. Durante<br />

o ano <strong>de</strong> 2011, irá ser dada continuida<strong>de</strong> à implementação<br />

<strong>de</strong>stas boas práticas, através da <strong>de</strong>finição e<br />

implementação <strong>de</strong> Planos <strong>de</strong> Acção.<br />

3.2. DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS<br />

A <strong>Secil</strong>, como grupo internacional que é, está focada no<br />

alinhamento da sua estratégia <strong>de</strong> negócio e activida<strong>de</strong><br />

com o <strong>de</strong>senvolvimento sustentável. A <strong>Secil</strong> acredita<br />

que o seu sucesso está directamente relacionado com<br />

a qualida<strong>de</strong> e níveis <strong>de</strong> excelência <strong>de</strong> <strong>de</strong>sempenho dos<br />

seus Colaboradores.<br />

Neste contexto, é fundamental garantir e investir na criação<br />

<strong>de</strong> novas competências (formação comportamental)<br />

e no <strong>de</strong>senvolvimento das competências técnicas<br />

(formação técnica) dos colaboradores.<br />

Com este objectivo a <strong>Secil</strong> dispõe <strong>de</strong> dois <strong>de</strong>partamentos<br />

(Centro Técnico Corporativo e Desenvolvimento Organizacional)<br />

que <strong>de</strong>senvolvem acções <strong>de</strong>senhadas e orientadas<br />

para a sua realida<strong>de</strong> específica.<br />

2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

Das acções promovidas em 2010, <strong>de</strong>stacam-se as seguintes:<br />

167<br />

Adultos e Jovens recebem diplomas<br />

Em 2010 <strong>de</strong>correu a sessão <strong>de</strong> entrega <strong>de</strong> diplomas <strong>de</strong><br />

RVCC aos adultos que concluíram o 9º e o 12º ano e aos<br />

formandos do curso <strong>de</strong> Manutenção Industrial (Mecatrónica)<br />

no Sistema Aprendizagem. A sessão <strong>de</strong>correu<br />

no Centro Técnico Corporativo, na Fábrica <strong>Secil</strong> - Outão<br />

(Portugal), on<strong>de</strong> estiveram presentes o Eng.º Carlos<br />

Abreu, Administrador da <strong>Secil</strong>, o Dr. Carlos Costa, Director<br />

do Centro <strong>de</strong> Formação <strong>de</strong> Setúbal e o Eng.º Pedro Rodrigues,<br />

Director <strong>de</strong> Produção da Fábrica <strong>Secil</strong> - Outão,<br />

para congratular os diplomados.<br />

RVCC<br />

Através dos protocolos estabelecidos com os Centros <strong>de</strong> Novas<br />

Oportunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Setúbal e Leiria, (CNO), a Empresa incentivou<br />

a participação dos seus colaboradores nas acções <strong>de</strong><br />

Reconhecimento, Validação e Certificação <strong>de</strong> Competências<br />

(RVCC), facilitando a presença dos Colaboradores inscritos e<br />

disponibilizando espaços <strong>de</strong> formação e material pedagógico.<br />

Participaram neste Programa cerca <strong>de</strong> 113 Pessoas, entre Colaboradores<br />

internos e Colaboradores externos <strong>de</strong> empreiteiros.<br />

Disseminar o conhecimento técnico<br />

Processo e Qualida<strong>de</strong> foram os temas <strong>de</strong>batidos no 5º<br />

seminário realizado pela <strong>Secil</strong>, no Centro <strong>de</strong> Formação<br />

da Maceira (Portugal), a 16 e 17 <strong>de</strong> Junho <strong>de</strong> 2010. O<br />

principal objectivo <strong>de</strong>sta acção foi disseminar o conhecimento<br />

técnico específico, através da apresentação e do<br />

<strong>de</strong>bate entre técnicos <strong>de</strong> várias áreas <strong>de</strong> especialida<strong>de</strong>.<br />

O 5º seminário temático, <strong>de</strong>stinado a Quadros do Grupo<br />

<strong>Secil</strong>, dirigentes e áreas em questão <strong>de</strong>correu, pela primeira<br />

vez, no “renovado” Centro <strong>de</strong> Formação da Maceira tendo<br />

contado com 19 apresentações subordinadas ao tema.<br />

Neste seminário estiveram presentes 64 participantes<br />

(48 internos e 16 externos). O número elevado <strong>de</strong> participantes<br />

levou a que o seminário <strong>de</strong>corresse, simultaneamente,<br />

em cinco salas (uma sala em cada fábrica).<br />

Para tal, recorreu-se à utilização da Webex, uma ferramenta<br />

que transmite imagem e som em tempo real, o<br />

que permitiu a interactivida<strong>de</strong> entre os cinco espaços.<br />

Para saber mais <strong>de</strong>talhes sobre as acções <strong>de</strong>senvolvidas<br />

no âmbito do <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> competências dos<br />

nossos Colaboradores, po<strong>de</strong>rá consultar o Relatório <strong>de</strong><br />

Responsabilida<strong>de</strong> Social.<br />

4. A COMUNIDADE<br />

Na sequência da a<strong>de</strong>são à iniciativa CSI – Cement Sustainability<br />

Initiative do WBCSD (World Business Council for<br />

Sustainable Development) em 2002, a <strong>Secil</strong> empreen<strong>de</strong>u<br />

um conjunto <strong>de</strong> mudanças na sua actuação, no sentido<br />

<strong>de</strong> integrar a sustentabilida<strong>de</strong> na <strong>gestão</strong> quotidiana do<br />

seu negócio, sendo um dos vectores principais para o<br />

conseguir, a promoção <strong>de</strong> uma maior proximida<strong>de</strong> entre<br />

a empresa e as comunida<strong>de</strong>s envolventes às suas unida<strong>de</strong>s<br />

fabris.<br />

Desta forma, foi <strong>de</strong>cidido constituir, voluntariamente,<br />

Comissões <strong>de</strong> Acompanhamento Ambiental (CAA) nas<br />

unida<strong>de</strong>s operacionais em Portugal, com o objectivo <strong>de</strong><br />

criar um fórum <strong>de</strong> análise e discussão da activida<strong>de</strong> nas


2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

168<br />

múltiplas interacções com o meio ambiente, saú<strong>de</strong> pública<br />

e percepção <strong>de</strong> risco. O trabalho é assim realizado<br />

em conjunto com a comunida<strong>de</strong> no esclarecimento das<br />

suas preocupações, através da <strong>de</strong>monstração <strong>de</strong> todas<br />

as medidas tomadas para a minimização dos impactos<br />

das instalações fabris e pedreiras.<br />

Além do trabalho <strong>de</strong>senvolvido nas CAA, a <strong>Secil</strong> contribui<br />

activamente para a educação, cultura, <strong>de</strong>sportos<br />

e <strong>de</strong>senvolvimento dos locais on<strong>de</strong> opera. As doações<br />

não são consi<strong>de</strong>radas mero mecenato. Existem critérios<br />

e são exigidos resultados da aplicação dos montantes<br />

doados. A <strong>Secil</strong> acredita que <strong>de</strong>sta forma há uma actuação<br />

efectiva em termos sociais e que a população retira<br />

daí um maior benefício. Exemplos <strong>de</strong>stas práticas po<strong>de</strong>m<br />

ser encontrados no Relatório <strong>de</strong> Responsabilida<strong>de</strong> Social.<br />

O negócio em si, também tem um benefício directo nas<br />

comunida<strong>de</strong>s locais, através da criação <strong>de</strong> empregos<br />

directos e indirectos (prestadores <strong>de</strong> serviços e fornecedores)<br />

ou através dos pagamentos <strong>de</strong> impostos.<br />

A <strong>Secil</strong> acredita que a manutenção do seu sucesso empresarial<br />

permitirá, entre outros, os seguintes benefícios<br />

para a socieda<strong>de</strong>:<br />

A garantia <strong>de</strong> disponibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> um material<br />

<strong>de</strong> construção sustentável e imprescindível para<br />

o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> infra-estruturas sociais,<br />

comerciais, industriais e <strong>de</strong> serviços, contribuindo<br />

para o consequente nível <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida<br />

do País;<br />

A oportunida<strong>de</strong> <strong>de</strong> usufruir <strong>de</strong> uma solução mais<br />

económica e ambientalmente correcta para<br />

a valorização <strong>de</strong> materiais residuais <strong>de</strong> outras<br />

activida<strong>de</strong>s, seja como combustíveis alternativos,<br />

seja como matérias-primas secundárias;<br />

A redução da <strong>de</strong>pendência externa e a factura<br />

energética do País, através da substituição dos<br />

combustíveis fósseis convencionais, totalmente<br />

importados, por combustíveis alternativos, na<br />

sua maioria resíduos ou sub-produtos <strong>de</strong> outras<br />

activida<strong>de</strong>s.<br />

EXCERTOS DO SECIL INFORMAÇÃO<br />

Assinatura <strong>de</strong> protocolos com colectivida<strong>de</strong>s – <strong>Secil</strong><br />

apoia comunida<strong>de</strong> setubalense<br />

A <strong>Secil</strong> celebrou, pelo oitavo ano consecutivo, protocolos<br />

com diversas associações da região <strong>de</strong> Setúbal que<br />

actuam nas áreas do <strong>de</strong>sporto, cultura e inclusão social.<br />

Assim, mais <strong>de</strong> 80 colectivida<strong>de</strong>s do distrito recebem fundos<br />

para concretizar os seus projectos.<br />

Preten<strong>de</strong>mos, <strong>de</strong>sta forma, contribuir para o <strong>de</strong>senvolvimento<br />

da região on<strong>de</strong> estamos inseridos, alimentando<br />

a esperança <strong>de</strong> muitas pessoas em ver os seus projectos<br />

sociais concretizados, ajudar os mais carenciados e «ser<br />

um braço forte no apoio aos setubalenses, ajudando-os<br />

a ultrapassar as provações que a nossa economia tem<br />

motivado».<br />

Com a assinatura <strong>de</strong>ste protocolo, <strong>de</strong>monstramos que,<br />

além <strong>de</strong> sermos uma das empresas da região que mais<br />

emprego cria e mais riqueza gera, apostamos, igualmente,<br />

na requalificação ambiental. «Somos uma empresa<br />

consciente, responsável, activa, mo<strong>de</strong>rna e empreen<strong>de</strong>dora»,<br />

afirmou Pedro Queiroz Pereira antes <strong>de</strong> dizer à comunida<strong>de</strong><br />

que «po<strong>de</strong> confiar na nossa capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

actuação, para produzir um bem essencial ao conforto e<br />

segurança da população, tal como é o cimento, com respeito<br />

pelo ambiente e com forte responsabilida<strong>de</strong> social».<br />

Protocolos esten<strong>de</strong>m-se a mais associações<br />

Este ano, seis novas associações assinaram protocolos<br />

com a <strong>Secil</strong>. Entre elas o projecto S.O.S. Bebé, instituição<br />

que visa apoiar famílias que estão a passar pelas mais diversas<br />

dificulda<strong>de</strong>s. Actualmente, a S.O.S. Bebé, fundada<br />

em Novembro <strong>de</strong> 2009, apoia com alimentos, brinquedos,<br />

fraldas e produtos <strong>de</strong> higiene mais <strong>de</strong> 100 famílias setubalenses,<br />

e conta com um volume superior a 600 inscrições.<br />

<strong>Secil</strong> ajuda Associação Alzheimer Portugal<br />

Pelo segundo ano consecutivo, e porque as boas práticas<br />

<strong>de</strong>vem ser continuadas, atribuímos gran<strong>de</strong> parte do<br />

valor gasto em presentes <strong>de</strong> Natal a uma Instituição <strong>de</strong><br />

solidarieda<strong>de</strong> Social, <strong>de</strong>sta vez à Associação Alzheimer<br />

Portugal. Esta ajuda vai melhorar o dia-a-dia <strong>de</strong> mais <strong>de</strong><br />

250 famílias com doentes <strong>de</strong> Alzheimer ao seu cuidado,<br />

que vão receber equipamentos técnicos indispensáveis<br />

ao bem-estar <strong>de</strong>stes doentes.<br />

A gran<strong>de</strong> maioria das pessoas afectadas por esta doença<br />

tem fracos recursos económicos, o que não lhes permite<br />

adquirir estes equipamentos. Além disso as pessoas que<br />

cuidam <strong>de</strong>stes doentes são normalmente pessoas com<br />

mais ida<strong>de</strong>, existindo cada vez mais pessoas <strong>de</strong> 60 anos a<br />

cuidar dos seus familiares <strong>de</strong> 80 anos, o que po<strong>de</strong> implicar<br />

lesões aos próprios.<br />

I Circuito Ambiental Pe<strong>de</strong>stre na Fábrica Cibra-Pataias<br />

Integrado nas comemorações do Dia Internacional da<br />

Biodiversida<strong>de</strong>, realizou-se o I Circuito Ambiental Pe<strong>de</strong>stre<br />

na Fábrica Cibra-Pataias subordinado ao tema: Biodiversida<strong>de</strong>,<br />

Recuperação Paisagística <strong>de</strong> Pedreiras e Geodiversida<strong>de</strong><br />

da Fábrica Cibra-Pataias.<br />

Nesta acção participaram cerca <strong>de</strong> 60 pessoas que tiveram<br />

oportunida<strong>de</strong> <strong>de</strong> conhecer as pedreiras da Fábrica<br />

e áreas envolventes, interagindo com a paisagem, flora,<br />

fauna e geologia locais, com o apoio dos guias presentes.


5. O NOSSO MUNDO<br />

5.1. RESPONSABILIDADE CLIMÁTICA<br />

Em resposta ao <strong>de</strong>safio das alterações climáticas, a <strong>Secil</strong> tem<br />

vindo a <strong>de</strong>senvolver um conjunto <strong>de</strong> medidas no sentido <strong>de</strong><br />

reduzir as emissões específicas <strong>de</strong> CO2. Estas medidas passam<br />

pela redução da taxa <strong>de</strong> incorporação <strong>de</strong> clínquer necessária<br />

ao fabrico <strong>de</strong> cimento, pelo aumento do consumo <strong>de</strong><br />

combustíveis alternativos e <strong>de</strong> matérias-primas <strong>de</strong>scarbonatadas,<br />

e pela diminuição do consumo térmico específico.<br />

5.1.1. TAXA DE INCORPORAÇÃO DE CLÍNQUER<br />

A <strong>Secil</strong> tem vindo a promover a utilização <strong>de</strong> cimentos compostos<br />

(cimentos do tipo II), em substituição dos cimentos<br />

<strong>de</strong> tipo I, salvaguardando algumas situações excepcionais<br />

em que se torna necessário assegurar a compatibilida<strong>de</strong><br />

com a aplicação específica.<br />

Desta forma, reduz-se a incorporação <strong>de</strong> clínquer no cimento,<br />

resultando daí uma menor intensida<strong>de</strong> <strong>de</strong> carbono e um menor<br />

consumo <strong>de</strong> energia eléctrica na operação <strong>de</strong> moagem.<br />

Conforme se po<strong>de</strong> verificar (Fig.1), existe uma forte correlação<br />

entre as emissões específicas <strong>de</strong> CO2 por tonelada<br />

<strong>de</strong> produto cimentício e a taxa <strong>de</strong> incorporação <strong>de</strong><br />

clínquer. O objectivo é, pois, maximizar a produção <strong>de</strong><br />

cimentos compostos.<br />

Continuamos a trabalhar no sentido <strong>de</strong> alcançar, em<br />

2015, o objectivo <strong>de</strong> redução <strong>de</strong> 15% das emissões específicas<br />

<strong>de</strong> CO2 por produto cimentício, face aos valores<br />

<strong>de</strong> 1990. Em 2010, a redução foi <strong>de</strong> 7%.<br />

5.1.2. VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS COMO<br />

COMBUSTÍVEIS ALTERNATIVOS<br />

A evolução do consumo <strong>de</strong> combustíveis alternativos (Fig. 2)<br />

tem permitido a diminuição do factor específico <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong><br />

CO2 (Fig. 3), por t onelada <strong>de</strong> clínquer produzido. Tal <strong>de</strong>ve-se ao<br />

facto <strong>de</strong>stes combustíveis terem factores <strong>de</strong> emissão inferiores<br />

aos dos combustíveis fósseis, assim como pelo facto <strong>de</strong> alguns<br />

<strong>de</strong>stes combustíveis terem fracções <strong>de</strong> biomassa significativa.<br />

As nossas unida<strong>de</strong>s operacionais estão em diferentes fases<br />

no que se refere ao consumo <strong>de</strong> combustíveis alternativos,<br />

sendo que, apenas as unida<strong>de</strong>s operacionais em Portugal<br />

o fazem actualmente. O consumo <strong>de</strong>stes combustíveis nas<br />

restantes unida<strong>de</strong>s operacionais estava previsto para 2010,<br />

contudo, não foi possível dado que ainda não foram conseguidas<br />

todas as condições necessárias.<br />

5.1.3. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA<br />

Na óptica do <strong>de</strong>senvolvimento sustentável, a redução do<br />

consumo <strong>de</strong> energia passa, cada vez mais, pela promoção<br />

<strong>de</strong> medidas que permitam atingir a eficiência energética e<br />

pela aposta em energias renováveis ou alternativas.<br />

A evolução negativa na energia térmica (Fig. 3), até 2009, <strong>de</strong>vese<br />

ao aumento do consumo <strong>de</strong> combustíveis alternativos (com<br />

menor po<strong>de</strong>r calorífico e maior quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> ar na respectiva<br />

alimentação aos fornos, logo, menor rendimento energético).<br />

Contudo, em 2010, verificou-se uma estabilização do consumo<br />

térmico específico, apesar do aumento do consumo <strong>de</strong> combustíveis<br />

alternativos, resultado do processo <strong>de</strong> aprendizagem da utilização<br />

dos mesmos ao nível do controlo do processo <strong>de</strong> fabrico.<br />

2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

Fig. 1 Evolução das emissões específica <strong>de</strong> CO2/t produto cimentício<br />

com a taxa <strong>de</strong> incorporação <strong>de</strong> clínquer<br />

2006<br />

2007<br />

2008<br />

2009<br />

2010<br />

600<br />

707<br />

686<br />

680<br />

685<br />

679<br />

2015 621<br />

620<br />

65% 67% 69%<br />

640<br />

KgCO2/t prod cimentício<br />

71%<br />

KgCO2/t<br />

prod cimentício<br />

660<br />

73%<br />

680<br />

75%<br />

% clk/cim<br />

700<br />

77%<br />

79%<br />

720<br />

77,1%<br />

77,0%<br />

76,3%<br />

79,6%<br />

740 760<br />

81,1%<br />

81% 83% 85%<br />

% clk/cim Objectivo<br />

Fig. 2 Evolução da taxa <strong>de</strong> substituição <strong>de</strong> combustíveis fósseis por<br />

combustíveis alternativos<br />

2006<br />

2007<br />

2008<br />

2009<br />

2010<br />

8,1%<br />

9,1%<br />

10,5%<br />

14,0%<br />

0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0%<br />

Global Alternativos<br />

biomassa<br />

Tx substituição<br />

19,0%<br />

Alternativos<br />

fósseis<br />

Fig. 3 Evolução das emissões específica <strong>de</strong> CO2/t clínquer com o consumo<br />

térmico específico<br />

KgCO2/t clk<br />

2006<br />

2007<br />

2008<br />

2009<br />

2010<br />

740 760 780 800 820 840 860 880<br />

861 3 696<br />

846<br />

855<br />

864<br />

856<br />

3200 3300 3400 3500 3600 3700 3800 3900<br />

MJ/t clk<br />

KgCO2/t clínquer MJ/t clínquer<br />

3 652<br />

3 683<br />

3 780<br />

3 800<br />

169


2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

170<br />

Fig. 4 Evolução das emissões específica <strong>de</strong> CO2/t clínquer<br />

nas fábricas em Portugal<br />

2006<br />

2007<br />

2008<br />

2009<br />

2010<br />

819<br />

740 760 780 800 820 840 860 880<br />

KgCO2/t clk<br />

Cement Sustainable Initiative<br />

A redução das emissões <strong>de</strong> CO2 é uma questão-chave<br />

no trabalho da Cement Sustainability Initiative (CSI). A CSI<br />

possui ferramentas que asseguram que as emissões dos<br />

seus membros sejam medidas e monitorizadas por meios<br />

fiáveis e comunicadas <strong>de</strong> forma transparente.<br />

Para alcançar este fim, a CSI dispõe <strong>de</strong> dois grupos <strong>de</strong><br />

trabalho que actuam ao nível da Protecção do Clima e<br />

do Uso Responsável <strong>de</strong> Combustíveis e Matérias-primas.<br />

Anualmente, os membros CSI assumem o compromisso <strong>de</strong><br />

reportar os indicadores relacionados com esta temática.<br />

Total emissões <strong>de</strong> CO 2 (Mt) - gross (1)<br />

Total emissões <strong>de</strong> CO 2 (Mt) - net (2)<br />

Emissões específicas <strong>de</strong> CO 2<br />

(kg/t produto cimentício (3) ) - gross (1)<br />

Emissões específicas <strong>de</strong> CO 2<br />

(kg/t produto cimentício (3) ) - net (1)<br />

Consumo térmico específico da produção<br />

<strong>de</strong> clínquer (MJ/t clínquer) (4)<br />

% substituição <strong>de</strong> combustíveis alternativos<br />

% substituição <strong>de</strong> biomassa<br />

% incorporação <strong>de</strong> matérias-primas secundárias<br />

% incorporação <strong>de</strong> clínquer<br />

837<br />

2008 2009 2010<br />

4,27<br />

4,27<br />

675<br />

5.1.4. RISCOS E OPORTUNIDADES DECORRENTES<br />

DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS<br />

Durante o ano <strong>de</strong> 2010 <strong>de</strong>correram as acções conducentes<br />

à regulamentação do Comércio Europeu <strong>de</strong> Licenças<br />

<strong>de</strong> Emissão para o período <strong>de</strong> 2013 a 2020.<br />

A <strong>Secil</strong> participou, com muita preocupação e empenho,<br />

em todas as discussões <strong>de</strong> or<strong>de</strong>m técnica, <strong>de</strong>senvolvidas<br />

essencialmente no âmbito da associação europeia da<br />

indústria cimenteira (CEMBUREAU), no sentido <strong>de</strong> tentar<br />

assegurar que as disposições regulamentares não <strong>de</strong>svirtuassem<br />

o objectivo <strong>de</strong>ste mecanismo <strong>de</strong> mercado que<br />

visa “obter o nível <strong>de</strong> emissões estabelecido como tecto,<br />

do modo mais custo-eficaz”.<br />

675<br />

3 778<br />

10,5<br />

5,3<br />

2,9<br />

76,5<br />

841<br />

840<br />

849<br />

NOTA: Todos os valores <strong>de</strong> emissões <strong>de</strong> CO2 apresentados nos gráficos<br />

anteriores estão calculados <strong>de</strong> acordo com a metodologia da EU-ETS<br />

(unida<strong>de</strong>s operacionais em Portugal).<br />

4,06<br />

4,06<br />

686<br />

686<br />

3 907<br />

14,0<br />

4,1<br />

3,0<br />

76,3<br />

4,10<br />

4,10<br />

679<br />

679<br />

3896<br />

19,0<br />

3,8<br />

4,3<br />

75,6<br />

(1) Emissões <strong>de</strong> CO2 totais<br />

(2) Emissões <strong>de</strong> CO2 totais - aquisições <strong>de</strong> direitos <strong>de</strong> emissão<br />

(3) Clínquer produzido + aditivos consumidos na moagem <strong>de</strong> cimento<br />

(4) Inclui consumo técnico dos fornos e outros equipamentos (cal<strong>de</strong>iras, paletizadoras,<br />

geradores <strong>de</strong> emergência, etc.).<br />

Nota: Valores calculados com base na metodologia da CSI<br />

Na realida<strong>de</strong>, as interpretações avançadas pela DG CLI-<br />

MA frequentemente iam para além do objectivo acima<br />

mencionado, tendo obrigado a uma intervenção, não só<br />

técnica, como política, dos diversos Estados Membros, no<br />

sentido <strong>de</strong> tentar garantir que a <strong>de</strong>finição dos benchmarks<br />

e <strong>de</strong>mais condicionantes da atribuição gratuita <strong>de</strong> licenças<br />

<strong>de</strong> emissão, não viesse a pôr em causa a garantia<br />

<strong>de</strong> obtenção <strong>de</strong> um nível mínimo <strong>de</strong> competitivida<strong>de</strong> aos<br />

sectores consi<strong>de</strong>rados em risco <strong>de</strong> “carbon leakage”.<br />

De salientar todo o apoio que as autorida<strong>de</strong>s nacionais<br />

(quer do domínio ambiental, - Agência Portuguesa do<br />

Ambiente (APA), quer do domínio económico - Direcção<br />

Geral das Activida<strong>de</strong>s Económicas (DGAE)) <strong>de</strong>ram às posições<br />

reconhecidamente justas, assumidas pela indústria<br />

cimenteira nacional, nomeadamente a Técnica da Agência<br />

Portuguesa do Ambiente que representou os interesses<br />

<strong>de</strong> Portugal em sucessivas reuniões com a DG CLIMA,<br />

em condições <strong>de</strong> negociação muito duras.<br />

Finalmente, em meados <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2010, foi aprovado<br />

pela Comissão Europeia um documento que regulamenta<br />

as condições <strong>de</strong> atribuição das licenças <strong>de</strong><br />

emissão gratuitas para o período 2013-2020, bem como<br />

todas as disposições relativas à recolha <strong>de</strong> informação<br />

e monitorização das mesmas. Os níveis <strong>de</strong> benchmark<br />

estabelecidos, ainda que muito exigentes, são aceitáveis<br />

face à redução <strong>de</strong> emissões <strong>de</strong> CO2 pretendida. No entanto,<br />

no que diz respeito às normas estabelecidas para<br />

o acesso à reserva <strong>de</strong> licenças <strong>de</strong> emissão para “novos<br />

entrantes” estas merecem muitas reservas, dado que não<br />

contemplam a racionalização através da transferência<br />

<strong>de</strong> licenças na passagem <strong>de</strong> capacida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> produção<br />

<strong>de</strong> instalações menos eficientes, para novas unida<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />

elevada performance, para além <strong>de</strong> ser impossível conhecer<br />

o volume <strong>de</strong> licenças <strong>de</strong> emissão gratuitas na fase <strong>de</strong> projecto.<br />

Tais disposições vão condicionar, muito fortemente,<br />

investimentos em instalações menos emissoras.<br />

5.2. REQUALIFICAÇÃO AMBIENTAL E BIODIVERSIDADE<br />

A <strong>Secil</strong> tem vindo a acompanhar o progresso nos vários<br />

domínios, aceitando gran<strong>de</strong>s <strong>de</strong>safios, não apenas relacionados<br />

com as novas técnicas e tecnologias, mas também<br />

com novas formas <strong>de</strong> pensar e <strong>de</strong> agir. Consciente<br />

da sua responsabilida<strong>de</strong>, a <strong>Secil</strong> acredita que po<strong>de</strong> contribuir<br />

para diminuir o impacte na biodiversida<strong>de</strong> resultante<br />

das suas activida<strong>de</strong>s.<br />

Neste sentido, tem-se vindo a <strong>de</strong>senvolver uma obra integrada<br />

<strong>de</strong> recuperação paisagística das áreas já exploradas.<br />

A <strong>Secil</strong> está certa <strong>de</strong> que o sucesso da recuperação<br />

<strong>de</strong> um ecossistema <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> fortemente <strong>de</strong> uma diversida<strong>de</strong><br />

e estrutura semelhantes à envolvente, assim como<br />

da presença <strong>de</strong> grupos funcionais necessários à estabilida<strong>de</strong><br />

a longo-prazo.<br />

A presença <strong>de</strong> espécies autóctones é também um factor<br />

fulcral para o sucesso da recuperação paisagística, dado<br />

que estas contribuem significativamente para o aumento<br />

da funcionalida<strong>de</strong> e sustentabilida<strong>de</strong> do ecossistema<br />

recuperado, por estarem melhor adaptadas às condições<br />

locais. Para melhor <strong>de</strong>senvolver este trabalho, a <strong>Secil</strong><br />

estabeleceu protocolos com várias entida<strong>de</strong>s públicas e<br />

privadas da especialida<strong>de</strong>.


PARCERIAS<br />

Gestão Ecológica <strong>de</strong> Áreas Revegetadas em Pedreiras Calcárias<br />

Faculda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Ciências da Universida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Lisboa (<strong>de</strong>s<strong>de</strong> 1997)<br />

Estudo e Valorização da Biodiversida<strong>de</strong> - componente fauna<br />

Universida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Évora (<strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2007)<br />

Caracterização da flora, vegetação e habitats<br />

Instituto Superior <strong>de</strong> Agronomia (<strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2008)<br />

FLORA<br />

Em 2010, foi dada continuida<strong>de</strong> aos estudos <strong>de</strong> valorização<br />

da flora nas Fábricas Maceira-Liz e <strong>Secil</strong>-Outão, nomeadamente,<br />

o Estudo <strong>de</strong> “Caracterização da flora, vegetação<br />

e habitats” e o da “Gestão Ecológica <strong>de</strong> Áreas<br />

Revegetadas em Pedreiras Calcárias”, aguardando-se os<br />

últimos resultados no <strong>de</strong>correr do ano <strong>de</strong> 2011.<br />

Foi ainda estabelecido um protocolo com a Associação<br />

dos Produtores Florestais dos Concelhos <strong>de</strong> Alcobaça e<br />

Nazaré (APFCAN) para a elaboração <strong>de</strong> um Plano <strong>de</strong><br />

Gestão Florestal (PGF) para a Fábrica Cibra-Pataias. No<br />

âmbito da compensação dos impactes ambientais associados<br />

à exploração <strong>de</strong> pedreiras, a <strong>Secil</strong> preten<strong>de</strong> gerir<br />

a área florestal <strong>de</strong> Pataias <strong>de</strong> forma sustentável, promovendo<br />

a conservação da biodiversida<strong>de</strong>.<br />

FAUNA<br />

A primeira fase do “Estudo e Valorização da Biodiversida<strong>de</strong><br />

- componente fauna”, que <strong>de</strong>correu entre 2007 e 2009,<br />

consistiu na elaboração <strong>de</strong> um diagnóstico das comunida<strong>de</strong>s<br />

faunísticas nas proprieda<strong>de</strong>s das unida<strong>de</strong>s operacionais<br />

<strong>de</strong> Portugal, com o objectivo <strong>de</strong> caracterizar e<br />

avaliar o nível <strong>de</strong> ocupação das comunida<strong>de</strong>s associadas<br />

aos diferentes habitats.<br />

Deste levantamento resultou um Plano <strong>de</strong> Acção – Implementação<br />

<strong>de</strong> Medidas <strong>de</strong> Gestão e Monitorização” para<br />

a recuperação/valorização da fauna nas áreas em questão,<br />

em articulação com o Planos Ambientais <strong>de</strong> Recuperação<br />

Paisagística.<br />

Na Fábrica <strong>Secil</strong>-Outão, encontra-se finalizada a segunda<br />

fase do estudo, que consistiu na implementação <strong>de</strong> um<br />

conjunto <strong>de</strong> acções para aumentar a capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> suporte<br />

da proprieda<strong>de</strong> em número <strong>de</strong> indivíduos e <strong>de</strong> espécies<br />

faunísticas, valorizando-a em termos <strong>de</strong> biodiversida<strong>de</strong>.<br />

De modo a dar continuida<strong>de</strong> aos trabalhos celebrou-se<br />

um novo protocolo com a Universida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Évora para<br />

a continuação da terceira fase do Plano <strong>de</strong> Acção, na<br />

Fábrica <strong>Secil</strong>-Outão, e o início da primeira fase da implementação<br />

<strong>de</strong> medidas <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> e monitorização, nas<br />

Fábricas Maceira-Liz e Cibra-Pataias. Este Protocolo contempla,<br />

ainda, a realização <strong>de</strong> duas extensões ao projecto<br />

na Fábrica <strong>Secil</strong>-Outão, e a elaboração <strong>de</strong> Casos <strong>de</strong><br />

Estudo nas Fábricas Maceira-Liz e Cibra-Pataias.<br />

Fábrica <strong>Secil</strong>-Outão, Extensões:<br />

Extensão I Enquadramento da Biodiversida<strong>de</strong> da <strong>Secil</strong>-<br />

-Outão na sua envolvente;<br />

Extensão II Conectivida<strong>de</strong> – Movimentos do Ratinho-do-<br />

-campo (Apo<strong>de</strong>mus sylvaticus) numa área <strong>de</strong> elevada<br />

fragmentação.<br />

2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

Fábricas Maceira-Liz e Cibra-Pataias: Casos <strong>de</strong> Estudo:<br />

Estudos direccionados a espécies ou grupos <strong>de</strong> espécies<br />

com funções ecológicas semelhantes que po<strong>de</strong>m funcionar<br />

como indicadoras do estado <strong>de</strong> um ecossistema.<br />

De seguida po<strong>de</strong>m encontrar-se dois estudos que se vão<br />

<strong>de</strong>senvolver.<br />

MONITORIZAÇÃO DAS POPULAÇÕES DE SA-<br />

CRITES (SCALLOPHORITES) CYCLOPS DU-<br />

RANTE A EXLORAÇÃO DA PEDREIRA DE PATAIAS<br />

Objectivo<br />

Restauração dos solos e re-colonização.<br />

Fundamento<br />

Espécie <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> solos arenosos;<br />

Os indivíduos da espécie vivem mais <strong>de</strong> um ano e são<br />

<strong>de</strong> tamanho gran<strong>de</strong>, por isso vulneráveis à perturbação<br />

antropogénica.<br />

Contribuição<br />

Desenvolver acções <strong>de</strong> mitigação para a manutenção<br />

da espécie. Efectivar a acção <strong>de</strong> reposição e restauração<br />

dos solos locais como acção efectiva para a colonização<br />

das áreas recuperadas;<br />

171<br />

Projecto inovador - relaciona o comportamento <strong>de</strong> uma<br />

espécie <strong>de</strong> carabí<strong>de</strong>o com a exploração <strong>de</strong> uma pedreira.<br />

EFEITO DO AUMENTO DE DISPONIBILIDADE DE<br />

HABITAT NA OCORRÊNCIA DE RABIRRUIVO-<br />

-PRETO (PHOENICURUS OCHRUROS) NAS<br />

PEDREIRAS DE MACEIRA E PATAIAS<br />

Objectivo<br />

Verificar o aumento da abundância com a crescente<br />

disponibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> habitat <strong>de</strong>corrente da exploração da<br />

pedreira.<br />

Fundamento<br />

Espécie tipicamente rupícola - nidifica em escarpas ou<br />

em arribas;<br />

A existência <strong>de</strong> uma pedreira po<strong>de</strong>rá ter fomentado<br />

um habitat que não ocorria naturalmente na área;<br />

A pedreira constitui um novo habitat, contribuindo para<br />

a ocorrência <strong>de</strong> espécies rupícolas.<br />

Contribuição<br />

Validar as áreas <strong>de</strong> exploração <strong>de</strong> inertes como promotoras<br />

<strong>de</strong> habitats para espécies rupícolas;<br />

Contribuir para a i<strong>de</strong>ntificação e protecção <strong>de</strong> abrigos<br />

em escarpas, salvaguardando locais <strong>de</strong> nidificação activos.<br />

Cement Sustainability Initiative<br />

Na categoria “local impacts on land and communities”,<br />

a Cement Sustainability Initiative (CSI) <strong>de</strong>senvolveu um<br />

conjunto <strong>de</strong> indicadores (KPI´s) para medir o progresso<br />

da biodiversida<strong>de</strong> e da restauração dos ecossistemas na<br />

indústria cimenteira.


2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

% pedreiras com planos <strong>de</strong> recuperação<br />

% pedreiras com planos <strong>de</strong> envolvimento<br />

com a comunicação**<br />

Nº <strong>de</strong> pedreiras activas que contêm, ou<br />

nas áreas adjacentes, elevado valor <strong>de</strong><br />

biodiversida<strong>de</strong> (GRI EN11)*<br />

% <strong>de</strong> pedreiras com elevado valor <strong>de</strong><br />

biodiversida<strong>de</strong> que têm planos <strong>de</strong> <strong>gestão</strong><br />

da biodiversida<strong>de</strong> implementados (<strong>de</strong><br />

acordo com o anterior)<br />

172<br />

2008 2009 2010<br />

67% 80% 80%<br />

53% 40% 40%<br />

13% 13% 13%<br />

100% 100% 100%<br />

*Consi<strong>de</strong>rando que apenas a fábrica <strong>Secil</strong>-Outão tem elevado valor <strong>de</strong><br />

biodiversida<strong>de</strong>, por se encontrar <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong> um Parque Natural.<br />

** A Fábrica Cibra-Pataias apesar <strong>de</strong> ter Comissão <strong>de</strong> Acompanhamento<br />

Ambiental, não tem activida<strong>de</strong> <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2009. Estão a ser <strong>de</strong>senvolvidos<br />

esforços no sentido <strong>de</strong> a reactivar.<br />

LANÇAMENTO DO LIVRO<br />

“PEGADA ECOLÓGICA”<br />

Integrado nas comemorações do 87º Aniversário da Fábrica<br />

Maceira-Liz e nas comemorações do Ano Internacional<br />

da Biodiversida<strong>de</strong>, foi publicado o livro infantil A<br />

pegada ecológica da autora Ana Cristina Luz, colaboradora<br />

da <strong>Secil</strong>. Este livro preten<strong>de</strong> ser uma ferramenta <strong>de</strong><br />

educação e divulgação ambiental, dando a conhecer<br />

algumas espécies da fauna e flora da região da Maceira<br />

ao público mais jovem.<br />

CRIANÇAS REALIZAM ACTIVIDADES<br />

NAS FÁBRICAS DA SECIL PORTUGAL<br />

Durante o mês <strong>de</strong> Julho cerca <strong>de</strong> 70 crianças, filhos <strong>de</strong><br />

colaboradores da <strong>Secil</strong>, participaram em activida<strong>de</strong>s pedagógicas<br />

e visitas <strong>de</strong>senvolvidas nas nossas fábricas.<br />

Esta iniciativa, que se realizou com a colaboração da Universida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> Évora, do Museu Maceira-Liz, da Faculda<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> Ciências da Universida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Lisboa e da REMLI (nosso<br />

prestador <strong>de</strong> serviços) teve como principal objectivo dar<br />

a conhecer a riqueza florística e faunística local e a sua<br />

relação com o processo <strong>de</strong> exploração e recuperação<br />

<strong>de</strong> pedreiras.<br />

Das diversas activida<strong>de</strong>s que tiveram oportunida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

executar, os jovens <strong>de</strong>stacaram as que mais gostaram<br />

como a construção <strong>de</strong> caixas-ninho para aves, circuito<br />

ambiental pe<strong>de</strong>stre, construção <strong>de</strong> armadilhas para insectos<br />

e estações <strong>de</strong> cheiro, moldagem <strong>de</strong> fósseis, entre<br />

muitas outras.<br />

5.3. IMPACTES LOCAIS<br />

5.3.1. RACIONALIZAÇÃO DO CONSUMO DE<br />

MATÉRIAS-PRIMAS NATURAIS<br />

A redução do consumo <strong>de</strong> matérias-primas naturais<br />

passa, cada vez mais, pela utilização <strong>de</strong> matérias-primas<br />

secundárias. Na sequência do compromisso assumido na<br />

Política Ambiental <strong>de</strong> – “colaborar com as autorida<strong>de</strong>s e<br />

as outras indústrias no sentido da redução e valorização<br />

<strong>de</strong> materiais residuais, incorporando-os no seu fabrico,<br />

sempre que assim se possa assegurar um tratamento ambiental<br />

mais favorável e compatível com a qualida<strong>de</strong> dos<br />

seus processos e produtos” – a <strong>Secil</strong> tem recebido diversos<br />

resíduos provenientes <strong>de</strong> outras indústrias, valorizando-os<br />

no processo como matérias-primas secundárias.<br />

Contudo, as taxas <strong>de</strong> utilização <strong>de</strong> matérias-primas<br />

secundárias não têm sido muito elevadas, pois <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>m<br />

da disponibilida<strong>de</strong> das mesmas no mercado. Em<br />

2010, a taxa <strong>de</strong> utilização foi 4,6%.<br />

Além <strong>de</strong> incorporar matérias-primas secundárias no<br />

processo <strong>de</strong> fabrico, uma outra forma <strong>de</strong> racionalizar o<br />

consumo <strong>de</strong> matérias-primas naturais é aumentar a produção<br />

<strong>de</strong> cimentos compostos, que por incorporarem<br />

uma menor quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> clínquer, são utilizadas menos<br />

matérias-primas naturais.<br />

5.3.2. EMISSÕES ATMOSFÉRICAS<br />

As principais emissões atmosféricas são os óxidos <strong>de</strong><br />

enxofre (SOx), os óxidos <strong>de</strong> azoto (NOx) e as partículas.<br />

Na maioria das instalações da <strong>Secil</strong>, estes poluentes<br />

estão perfeitamente legislados e com valores limite <strong>de</strong><br />

emissão associados.<br />

Parte das instalações da <strong>Secil</strong> dispõem <strong>de</strong> diversos meios<br />

<strong>de</strong> controlo <strong>de</strong>stas emissões, <strong>de</strong>signadamente filtros <strong>de</strong><br />

mangas, queimadores <strong>de</strong> baixa emissão e sistemas SNCR<br />

(Selective non catalytic reduction), para controlar as<br />

emissões <strong>de</strong> NOx. Para além <strong>de</strong>stes equipamentos, existem<br />

também electrofiltros, instalados em dois fornos.<br />

Cement Sustainable Initiative<br />

Como membro participante da CSI, a <strong>Secil</strong> compromete-se<br />

e aplica as melhores práticas na medição, monitorização<br />

e comunicação das emissões <strong>de</strong> NOx, SOx e partículas aos<br />

<strong>de</strong>mais stakehol<strong>de</strong>rs.<br />

Partículas, t/ano<br />

Partículas, g/t clínquer<br />

NOx, t/ano<br />

NOx, g/t clínquer<br />

SOx, t/ano<br />

SOx, g/t clínquer<br />

% clínquer produzido com monitorização<br />

das emissões maiores* e menores<br />

% clínquer produzido com monitorização<br />

contínua das emissões maiores<br />

*Partículas, NOx e SOx<br />

2008 2009 2010<br />

427 598 583<br />

85 128 123<br />

6 156 6 160 6 693<br />

1 233 1 317 1 206<br />

685 751 620<br />

137 161 131<br />

63% 61% 61%<br />

100%<br />

100%<br />

100%


2010<br />

RELATÓRIO<br />

DE SUSTENTABILIDADE<br />

BARRAGEM DO CABRIL<br />

RIO ZÊZERE<br />

173


2010 RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL<br />

174


CASA DAS HISTÓRIAS | PAULA REGO<br />

CASCAIS<br />

2010 RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL<br />

RELATÓRIO<br />

DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL<br />

175


2010 RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL<br />

176<br />

RELATÓRIO<br />

DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL


1. O GRUPO SECIL E OS SEUS COLABORADORES<br />

1.1 PORTUGAL<br />

a) Ambiente <strong>de</strong> trabalho<br />

Saú<strong>de</strong>, Higiene e Segurança no Trabalho<br />

A <strong>Secil</strong> promove activamente uma política <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, higiene<br />

e segurança no trabalho, garantindo que todas as<br />

suas instalações são locais seguros para todas as pessoas<br />

internas ou externas à Empresa e perseguindo o objectivo<br />

<strong>de</strong> “Zero Fatalida<strong>de</strong>s”.<br />

Para tal são <strong>de</strong>senvolvidas ao longo do ano várias medidas<br />

<strong>de</strong> carácter continuado, como sejam auditorias,<br />

inspecções, simulacros, monitorizações várias e outras,<br />

complementadas em 2010, <strong>de</strong> on<strong>de</strong> se <strong>de</strong>staca:<br />

Implementação e actualização mensal <strong>de</strong> um “Registo<br />

<strong>de</strong> Aci<strong>de</strong>ntes com Dias Perdidos” englobando toda a sinistralida<strong>de</strong><br />

do Grupo <strong>Secil</strong>;<br />

Comunicação a todas as Empresas do Grupo <strong>Secil</strong> dos<br />

“Regulamentos da CSI (Cement Sustainability Initiative)<br />

respeitantes à Gestão <strong>de</strong> Prestadores <strong>de</strong> Serviços e Gestão<br />

da Condução nos Transportes Internos e Externos”;<br />

Promoção da implementação <strong>de</strong> medidas <strong>de</strong> autoprotecção<br />

contra incêndios em edifícios e elaboração <strong>de</strong><br />

“Planos <strong>de</strong> Emergência Internos” nas Empresas <strong>de</strong>dicadas<br />

às activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> produção <strong>de</strong> betão pronto agregados<br />

e pré-fabricados <strong>de</strong> betão;<br />

Monitorização da Sílica Respirável nas principais unida<strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong> produção localizadas em Portugal, entrepostos<br />

comerciais <strong>de</strong> cimento, localizados no arquipélago da<br />

Ma<strong>de</strong>ira, e implementação <strong>de</strong> medidas minimizadoras<br />

nas fábricas <strong>de</strong> cimento e entrepostos <strong>de</strong> distribuição <strong>de</strong><br />

cimento no Continente;<br />

Implementação em todas as Empresas do Grupo <strong>Secil</strong><br />

das verificações estipuladas na Directiva Equipamentos<br />

<strong>de</strong> Trabalho (Decreto-Lei Nº 50/2005) e na resolução das<br />

não-conformida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>tectadas;<br />

Registo e notificação das substâncias químicas no âmbito<br />

do sistema REACH (Registo, Avaliação, Autorização<br />

e Restrição <strong>de</strong> Substâncias Químicas). No respeitante<br />

à Classificação, Rotulagem e Embalagem (CLP) também<br />

foram cumpridas as regras <strong>de</strong> acordo com a legislação<br />

em vigor;<br />

Certificação Energética em seis Edifícios da <strong>Secil</strong> e CMP:<br />

este projecto consiste na certificação energética e qualida<strong>de</strong><br />

do ar interior para os edifícios abrangidos pela<br />

legislação em vigor.<br />

De um modo geral, <strong>de</strong> 2009 para 2010, constatou-se uma<br />

melhoria geral dos índices <strong>de</strong> sinistralida<strong>de</strong> em todo o<br />

Grupo <strong>Secil</strong>, nomeadamente no índice <strong>de</strong> gravida<strong>de</strong> e,<br />

como facto <strong>de</strong> maior <strong>de</strong>staque a não-ocorrência <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>nte<br />

com vítimas mortais em 2010 e pelo segundo ano<br />

consecutivo (para mais <strong>de</strong>talhes consultar Relatório <strong>de</strong><br />

Sustentabilida<strong>de</strong>).<br />

2010 RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL<br />

177<br />

Conforto<br />

Para além <strong>de</strong> um ambiente seguro, a <strong>Secil</strong> procura garantir<br />

a todos os seus colaboradores um acesso facilitado<br />

aos serviços mais úteis, sobretudo nas unida<strong>de</strong>s fabris<br />

mais afastadas das povoações vizinhas, com <strong>de</strong>staque<br />

para: serviço <strong>de</strong> refeitório na fábrica da <strong>Secil</strong>-Outão,<br />

salas <strong>de</strong> refeições e equipamentos para conservação<br />

e aquecimento <strong>de</strong> alimentos, máquina <strong>de</strong> ATM e alojamentos<br />

no perímetro das fábricas.<br />

As Casas <strong>de</strong> Pessoal da <strong>Secil</strong>-Outão, Maceira-Liz e Cibra-<br />

-Pataias dispõem <strong>de</strong> equipamentos para os seus beneficiários,<br />

nomeadamente, pavilhão gimno<strong>de</strong>sportivo,<br />

áreas <strong>de</strong> convívio, salas <strong>de</strong> jogos <strong>de</strong> salão, salões <strong>de</strong> festas,<br />

bibliotecas e piscinas.<br />

Comunicação interna<br />

A Comunicação interna é fundamental para aproximar<br />

todos os colaboradores do Grupo qualquer que seja a<br />

empresa ou a geografia on<strong>de</strong> prestem serviço. Os principais<br />

veículos <strong>de</strong> comunicação interna que a <strong>Secil</strong> utiliza são:<br />

<strong>Secil</strong> Informação - newsletter mensal, distribuída juntamente<br />

com o recibo <strong>de</strong> vencimento;<br />

Cimentar - newsletter distribuída no grupo Cimentos<br />

Ma<strong>de</strong>ira, com periodicida<strong>de</strong> trimestral;<br />

Site na intranet, on<strong>de</strong> os temas são <strong>de</strong>senvolvidos com<br />

mais <strong>de</strong>talhe.<br />

Acolhimento a novos colaboradores<br />

A <strong>Secil</strong> organiza um Programa <strong>de</strong> Acolhimento para todos os<br />

colaboradores recém-admitidos. Este programa é composto<br />

por módulos generalistas e módulos <strong>de</strong>senhados<br />

<strong>de</strong> acordo com as funções a <strong>de</strong>sempenhar por cada<br />

Quadro. Deste programa <strong>de</strong> acolhimento faz igualmente<br />

parte a apresentação interna do colaborador.<br />

Retenção <strong>de</strong> colaboradores e absentismo<br />

A <strong>Secil</strong> tem <strong>de</strong>senvolvido políticas que promovem a retenção<br />

<strong>de</strong> trabalhadores e o baixo absentismo, através da<br />

formação, do recrutamento interno e da atribuição <strong>de</strong><br />

prémios <strong>de</strong> incentivo à assiduida<strong>de</strong>.<br />

O mérito e o resultado <strong>de</strong>stas políticas po<strong>de</strong>m ser comprovados<br />

através dos indicadores (<strong>Secil</strong>+CMP) <strong>de</strong> ida<strong>de</strong><br />

média dos colaboradores (47 anos) e da antiguida<strong>de</strong><br />

média na Empresa (23 anos). As taxas <strong>de</strong> absentismo,<br />

excluindo as doenças prolongadas, foram em 2010 <strong>de</strong><br />

2,84% para a <strong>Secil</strong> e 1,89% para a CMP.<br />

De realçar que a activida<strong>de</strong> Cimento (<strong>Secil</strong> e CMP) apresenta<br />

uma relação entre o salário mínimo praticado por estas<br />

duas empresas e o salário mínimo a nível nacional <strong>de</strong> 1,9.<br />

Eventos organizados pela Empresa<br />

A <strong>Secil</strong>, directamente ou através das Casas <strong>de</strong> Pessoal<br />

que apoia e financia, promove regularmente a organização<br />

<strong>de</strong> vários eventos <strong>de</strong> carácter social, cultural ou<br />

<strong>de</strong>sportivo, com o objectivo último <strong>de</strong> unir os seus colaboradores,<br />

proporcionar-lhes momentos agradáveis e fomentar<br />

a cultura <strong>de</strong> Grupo.<br />

Vários foram os eventos organizados ao longo do ano <strong>de</strong><br />

2010, alguns dos quais com carácter mais regular, outros ini-


2010 RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL<br />

178<br />

ciados pela primeira vez. Destacamos aqui alguns <strong>de</strong>sses<br />

principais eventos promovidos directamente pela <strong>Secil</strong>:<br />

Comemoração dos aniversários das fábricas Maceira-<br />

Liz e Cibra-Pataias que juntou trabalhadores, reformados<br />

e convidados.<br />

Comemoração do 80º aniversário da <strong>Secil</strong>, no dia 16 <strong>de</strong> Outubro<br />

no Hangar <strong>de</strong> Carvão da Fábrica <strong>Secil</strong>-Outão que juntou<br />

cerca <strong>de</strong> 1000 colaboradores, <strong>de</strong> todas as empresas do Grupo<br />

<strong>Secil</strong>. No âmbito <strong>de</strong>sta comemoração, a <strong>Secil</strong> lançou um livro<br />

inspirado em oito décadas <strong>de</strong> história. <strong>Secil</strong> 80 anos – O Princípio<br />

do Futuro que reúne uma compilação <strong>de</strong> algumas obras<br />

realizadas com produtos que resultam da activida<strong>de</strong> da <strong>Secil</strong>.<br />

Comemorações <strong>de</strong> Natal através <strong>de</strong> várias iniciativas,<br />

nomeadamente almoços/jantares convívio para os colaboradores<br />

e reformados, lanches com distribuição <strong>de</strong><br />

prendas para os filhos dos colaboradores que contam<br />

com uma animação teatral ou circense.<br />

Várias celebrações na Ma<strong>de</strong>ira: celebração do Dia <strong>de</strong><br />

Reis, almoço <strong>de</strong> S. Martinho, colaboração na Missa do<br />

Parto e inauguração da nova máquina <strong>de</strong> ensacar no<br />

terminal dos Socorridos.<br />

As Casas <strong>de</strong> Pessoal da <strong>Secil</strong> e CMP <strong>de</strong>sempenham um<br />

papel muito importante na organização e promoção <strong>de</strong><br />

activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>sportivas e culturais para os seus colaboradores.<br />

Este ano, mereceu especial <strong>de</strong>staque a organização<br />

da Festa <strong>de</strong> Natal efectuada em conjunto, pelas Casas do<br />

Pessoal da <strong>Secil</strong> e da CMP que <strong>de</strong>correu no Coliseu dos Recreios<br />

em Lisboa com a realização <strong>de</strong> um espectáculo <strong>de</strong><br />

Circo, extensivo a todas as empresas do Grupo <strong>Secil</strong>.<br />

b) Formação<br />

A <strong>Secil</strong> aposta na formação dos seus colaboradores, pois<br />

acredita que esta é fundamental tanto para a Empresa<br />

– permitindo-lhe criar as competências internas necessárias<br />

ao bom <strong>de</strong>sempenho e a flexibilida<strong>de</strong> requerida<br />

para respon<strong>de</strong>r às diferentes solicitações – como para os<br />

próprios colaboradores que se vão actualizando constantemente,<br />

aumentando o seu nível <strong>de</strong> conhecimentos<br />

e reforçando o seu valor para a Empresa e para o mercado<br />

empregador em geral.<br />

Com este objectivo, a <strong>Secil</strong> dispõe <strong>de</strong> Centros <strong>de</strong> Formação<br />

integrados no Centro Técnico Corporativo, on<strong>de</strong> se<br />

<strong>de</strong>senvolvem acções <strong>de</strong> formação <strong>de</strong>senhadas e orientadas<br />

para a realida<strong>de</strong> específica da <strong>Secil</strong>, <strong>de</strong>stacando-<br />

-se o programa <strong>de</strong> formação continuada.<br />

Programas <strong>de</strong> Formação Continuada<br />

Por Programas <strong>de</strong> Formação Continuada enten<strong>de</strong>-se<br />

uma formação do tipo multidisciplinar que se <strong>de</strong>stina a<br />

transmitir aos Colaboradores conhecimentos interdisciplinares<br />

sobre várias áreas da Empresa, com o objectivo <strong>de</strong><br />

melhorar o <strong>de</strong>sempenho, polivalência e flexibilida<strong>de</strong> das<br />

equipas, a segurança e a produtivida<strong>de</strong>.<br />

No Grupo <strong>Secil</strong> existem, presentemente, três programas a<br />

<strong>de</strong>correr, um por cada Grupo Profissional – Quadros, Chefias<br />

e Oficiais <strong>de</strong> Processo. Até 2010, realizaram-se 4 acções<br />

do nível Iniciado que envolveram cerca <strong>de</strong> 655 formandos<br />

e 1 acção do nível Intermédio com 94 formandos.<br />

PROGRAMA TRAINEES<br />

O Programa Trainees representa a <strong>de</strong>terminação da<br />

Empresa numa política <strong>de</strong> renovação <strong>de</strong> competências.<br />

Com este programa a Empresa assume também<br />

o compromisso <strong>de</strong> proporcionar uma formação<br />

<strong>de</strong> excelência dos seus futuros colaboradores.<br />

O Programa consiste num período <strong>de</strong> formação<br />

teórica seguido <strong>de</strong> um período <strong>de</strong> teórico-prática,<br />

com passagem pelas várias áreas <strong>de</strong> activida<strong>de</strong><br />

da Empresa. Este programa tem duração <strong>de</strong> 1 ano.<br />

Em 2010, foram integrados na <strong>Secil</strong> os 10 jovens que<br />

iniciaram o Programa <strong>de</strong> formação <strong>de</strong> Trainees em<br />

2009, e foram recrutados 6 novos Trainees para<br />

iniciarem o Programa esse ano.<br />

O programa Trainees 2010 conta com o apoio<br />

do Instituto <strong>de</strong> Emprego e Formação Profissional,<br />

através do programa <strong>de</strong> estágios profissionais.<br />

Relativamente às Chefias Intermédias e Oficiais <strong>de</strong> Processo,<br />

o programa tem como objectivo transmitir aos<br />

colaboradores conhecimentos interdisciplinares referentes<br />

a vários sectores das fábricas, com vista a um melhor<br />

<strong>de</strong>sempenho, flexibilida<strong>de</strong>, segurança e produtivida<strong>de</strong>.<br />

Até 2010, participaram no conjunto dos 2 Programas 4005<br />

formandos.<br />

Programas <strong>de</strong> Formação Específicos<br />

Para além dos programas <strong>de</strong> formação continuada, a <strong>Secil</strong><br />

tem vindo a fomentar a formação através <strong>de</strong> protocolos<br />

estabelecidos com entida<strong>de</strong>s externas, <strong>de</strong> formações <strong>de</strong>senhadas<br />

à medida, e ainda <strong>de</strong> formações “caso a caso”.<br />

A <strong>Secil</strong>, através do protocolo estabelecido com o Instituto<br />

<strong>de</strong> Emprego e Formação Profissional com o objectivo <strong>de</strong><br />

aumentar o nível <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong> dos seus colaboradores,<br />

incentiva a participação dos seus trabalhadores nas<br />

acções <strong>de</strong> Reconhecimento, Validação e Certificação<br />

<strong>de</strong> Competências (RVCC). Participaram neste Programa<br />

cerca <strong>de</strong> 113 pessoas, entre colaboradores internos e colaboradores<br />

externos.<br />

No plano das formações à medida, é <strong>de</strong> realçar a participação<br />

<strong>de</strong> 30 colaboradores do Grupo <strong>Secil</strong>, no Programa<br />

<strong>de</strong> Desenvolvimento <strong>de</strong> Lí<strong>de</strong>res/Gestores. Este programa<br />

teve como objectivo dotar os participantes <strong>de</strong> competências<br />

nas áreas <strong>de</strong> li<strong>de</strong>rança e <strong>gestão</strong> <strong>de</strong> pessoas.


No âmbito do plano <strong>de</strong> Formação <strong>de</strong>senvolvido pelos<br />

Centros <strong>de</strong> Formação foram organizados, em 2010, cursos<br />

nas áreas (i) Técnicas, (ii) Ambiente & Biodiversida<strong>de</strong>, (iii)<br />

Segurança, (iv) Gestão e (v) Línguas:<br />

(i) Química do Cimento, Combustíveis Alternativos, Mineralogia,<br />

Difracção, Eficiência Energética, Seminários <strong>de</strong><br />

Manutenção, Monitorização do Consumo <strong>de</strong> Energia,<br />

Energy from Biomass and Waste.<br />

(ii) Acústica Ambiental, Gestão Ambiental - Compromissos<br />

Legais, Energy from Biomass and Waste, 12º Encontro<br />

Nacional <strong>de</strong> Ecologia, Direito e Legislação <strong>de</strong> Ambiente.<br />

(iii) IV Encontro Ibérico - Locais <strong>de</strong> Trabalho Seguros, Estudos<br />

<strong>de</strong> Dispersão Análise & Riscos <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong>, Congresso<br />

Saú<strong>de</strong> e Segurança no Trabalho, Acolhimento Segurança<br />

Entida<strong>de</strong>s Externas, etc.<br />

(iv) Frau<strong>de</strong> e Auditoria Interna, Check list anti-frau<strong>de</strong>, Bussiness<br />

Process Managemet, Gestão <strong>de</strong> Projectos, Gestão<br />

Administrativa <strong>de</strong> RH, Young Managers Team, Advanced<br />

Company Valuation & financial mo<strong>de</strong>lling, Obrigações<br />

Fiscais Anuais.<br />

(v) Inglês, Francês e Árabe.<br />

Dados sobre Formação (2010)<br />

Em 2010 os Centros <strong>de</strong> Formação do Grupo <strong>Secil</strong> organizaram<br />

206 cursos, 611 acções <strong>de</strong> formação que abrangeram<br />

4.934 formandos, o que representou um volume<br />

<strong>de</strong> formação na or<strong>de</strong>m das 53 305 horas <strong>de</strong> formação.<br />

Evolução do Volume <strong>de</strong> Formação<br />

2008<br />

2009<br />

2010<br />

c) Carreira e mobilida<strong>de</strong><br />

37.592<br />

53.305<br />

63.173<br />

0 10.00 20.00 30.00 40.00 50.00 60.00 70.00<br />

Volume <strong>de</strong> Formação (h)<br />

A <strong>Secil</strong> <strong>de</strong>senvolve a sua activida<strong>de</strong> em diferentes pontos<br />

geográficos, quer no plano nacional, quer no plano internacional.<br />

Este facto contribui para um maior número <strong>de</strong><br />

oportunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> carreira e para<br />

uma maior mobilida<strong>de</strong> efectiva dos seus colaboradores.<br />

Em 2010 foram recrutados 16 quadros (10 <strong>de</strong>les Trainees da<br />

edição 2009-2010) e 13 não-quadros, para a <strong>Secil</strong> e CMP,<br />

e efectuadas 32 promoções/progressões nas mesmas empresas,<br />

4 das quais se referem a mudanças <strong>de</strong> <strong>de</strong>partamento<br />

e 2 expatriações. Ainda este ano a <strong>Secil</strong> integrou<br />

dois colaboradores na área <strong>de</strong> negócios das Argamassas.<br />

Os dois processos <strong>de</strong> expatriação iniciados em 2010 juntaram-se<br />

aos restantes doze já iniciados em anos anteriores.<br />

Os 14 expatriados da <strong>Secil</strong> estão a prestar serviço nas seguintes<br />

regiões on<strong>de</strong> o Grupo tem presença: 5 em Angola,<br />

2010 RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL<br />

4 na Tunísia, 3 no Líbano, 1 em Cabo Ver<strong>de</strong> e 1 em França.<br />

d) Gestão <strong>de</strong> Desempenho e Incentivos<br />

179<br />

Todas as áreas <strong>de</strong> negócio da <strong>Secil</strong> a nível nacional têm<br />

implementado um Sistema <strong>de</strong> Avaliação <strong>de</strong> Desempenho.<br />

Preten<strong>de</strong>-se assim, reconhecer, premiar e distinguir os<br />

<strong>de</strong>sempenhos <strong>de</strong> alta performance em domínios Económico/Financeiros,<br />

Operacionais, Qualida<strong>de</strong>/Segurança/<br />

/Ambiente, entre outros. Adicionalmente, este sistema<br />

preten<strong>de</strong> também i<strong>de</strong>ntificar necessida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> formação<br />

e potenciais promoções/progressões dos colaboradores.<br />

Devido às especificida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> cada um dos negócios da<br />

<strong>Secil</strong>, estes sistemas <strong>de</strong> avaliação integram metodologias<br />

próprias adaptadas a cada situação específica, com<br />

diferentes estádios <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento, e que po<strong>de</strong>m<br />

abranger uma parte ou a totalida<strong>de</strong> dos colaboradores,<br />

como é o caso da <strong>Secil</strong> e CMP.<br />

Em função dos resultados obtidos pela Empresa/Grupo e<br />

do resultado da Avaliação <strong>de</strong> Desempenho <strong>de</strong> cada colaborador<br />

são atribuídos prémios individuais <strong>de</strong> <strong>de</strong>sempenho.<br />

e) Benefícios Sociais<br />

A <strong>Secil</strong> acredita que a satisfação dos seus colaboradores<br />

contribui em gran<strong>de</strong> parte para o sucesso da sua activida<strong>de</strong>.<br />

Assim, atribui aos seus colaboradores e familiares<br />

um conjunto <strong>de</strong> benefícios sociais que se centram no<br />

Plano <strong>de</strong> Pensões, Saú<strong>de</strong>, Subsídios / Prémios e Seguros.<br />

Pensões<br />

No sector do Cimento (<strong>Secil</strong>, CMP e Cimentos Ma<strong>de</strong>ira)<br />

os colaboradores beneficiam <strong>de</strong> complementos <strong>de</strong><br />

pensões <strong>de</strong> reforma por velhice e invali<strong>de</strong>z, tal como os<br />

respectivos cônjuges, <strong>de</strong>scen<strong>de</strong>ntes, <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes e<br />

equiparados beneficiam <strong>de</strong> complementos <strong>de</strong> pensões<br />

<strong>de</strong> sobrevivência. Em 2010, a <strong>Secil</strong> e CMP alteraram o seu<br />

Plano <strong>de</strong> Pensões <strong>de</strong> Benefício Definido para um Plano <strong>de</strong><br />

Pensões <strong>de</strong> Contribuição Definida, para os colaboradores<br />

admitidos a partir <strong>de</strong> Janeiro <strong>de</strong> 2010, dando opção <strong>de</strong><br />

transição para o novo Plano aos actuais colaboradores.<br />

A Cimentos Ma<strong>de</strong>ira atribui um Plano <strong>de</strong> Pensões <strong>de</strong> Benefício<br />

Definido a todos os colaboradores com contratos<br />

<strong>de</strong> trabalho sem termo.<br />

No sector do Betão (Unibetão, Minerbetão, Britobetão e<br />

BetoMa<strong>de</strong>ira) os colaboradores beneficiam <strong>de</strong> complementos<br />

<strong>de</strong> pensões <strong>de</strong> reforma por velhice e invali<strong>de</strong>z.<br />

Também nestes casos o Plano <strong>de</strong> Pensões <strong>de</strong> Benefício<br />

Definido foi alterado para Plano <strong>de</strong> Pensões <strong>de</strong> Contribuição<br />

Definida. Neste contexto, e seguindo o princípio<br />

da harmonização, a <strong>Secil</strong> Britas ofereceu aos seus colaboradores,<br />

pela primeira vez em 2010, este mesmo Plano<br />

<strong>de</strong> Pensões <strong>de</strong> Contribuição Definida.<br />

Os Planos <strong>de</strong> Pensões da <strong>Secil</strong>, CMP e Unibetão eram<br />

financiados através <strong>de</strong> 3 Fundos <strong>de</strong> Pensões distintos,<br />

geridos por entida<strong>de</strong>s especializadas, situação que se<br />

alterou em 2010, com a criação <strong>de</strong> um único Fundo <strong>de</strong><br />

Pensões do Grupo <strong>Secil</strong>.<br />

As Empresas têm a responsabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> (i) efectuar contribuições<br />

mensais para os sub-fundos (Dinâmico, Conservador<br />

e Ultra-conservador) que financiam os Planos <strong>de</strong>


2010 RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL<br />

180<br />

Pensões <strong>de</strong> Contribuição Definida e (ii) manter suficientemente<br />

financiadas as responsabilida<strong>de</strong>s assumidas com<br />

os Planos <strong>de</strong> Pensões <strong>de</strong> Benefício Definido. Em 2010, o<br />

nível <strong>de</strong> financiamento dos Planos <strong>de</strong> Pensões <strong>de</strong> Benefício<br />

Definido da <strong>Secil</strong> situava-se em 100%, o da CMP em<br />

97% e o da Unibetão em 101%.<br />

A Cimentos Ma<strong>de</strong>ira, financia as responsabilida<strong>de</strong>s assumidas<br />

com o seu plano <strong>de</strong> pensões através <strong>de</strong> um seguro<br />

associado a um Fundo <strong>de</strong> capital que, no final <strong>de</strong> 2010,<br />

apresentava uma taxa <strong>de</strong> financiamento <strong>de</strong> 199%.<br />

Saú<strong>de</strong><br />

A <strong>Secil</strong> e a CMP atribuem aos seus colaboradores e reformados<br />

um plano <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> extensível aos seus respectivos<br />

agregados familiares.<br />

A Cimentos Ma<strong>de</strong>ira possui um plano <strong>de</strong> assistência na<br />

doença para os seus colaboradores no activo e na reforma.<br />

Este plano não abrange o agregado familiar, com<br />

excepção, em caso <strong>de</strong> morte do trabalhador, do cônjuge<br />

sobrevivo, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> que existam filhos menores <strong>de</strong> ida<strong>de</strong>.<br />

As empresas <strong>de</strong> Betão, a <strong>Secil</strong> Britas, a Argibetão, a <strong>Secil</strong><br />

Martingança e a IRP atribuem um plano <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> idêntico<br />

ao da <strong>Secil</strong> aos seus colaboradores. No caso das empresas<br />

<strong>de</strong> Betão, <strong>Secil</strong> Britas e Argibetão, o plano <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> abrange<br />

o agregado familiar com uma pequena comparticipação<br />

por parte do colaborador. Na <strong>Secil</strong> Martingança, o<br />

plano <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> po<strong>de</strong> ser extensível ao agregado familiar,<br />

sendo o custo adicional suportado pelo colaborador.<br />

O benefício <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> para todas as empresas acima<br />

mencionadas, com excepção da Cimentos Ma<strong>de</strong>ira, é<br />

financiado por um seguro <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> em sistema <strong>de</strong> re<strong>de</strong><br />

convencionada e reembolso. Na Cimentos Ma<strong>de</strong>ira, o<br />

plano <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> é financiado em regime <strong>de</strong> auto-seguro,<br />

isto é, suportado directamente pela Empresa sem recurso<br />

a seguradora. Em 2010, a CMP alterou a sua forma <strong>de</strong> financiamento<br />

do plano <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, passando <strong>de</strong> um auto-<br />

-seguro para um seguro <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>.<br />

De forma a ajustar o plano <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> às necessida<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />

cada pessoa, a <strong>Secil</strong> negociou UpGra<strong>de</strong>s ao seguro <strong>de</strong><br />

saú<strong>de</strong>, o que na prática permite que, mediante um custo<br />

adicional a suportar pelo colaborador ou reformado, estes<br />

tenham a possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> aumentar as coberturas anuais<br />

do seu plano <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> e/ou do seu agregado familiar.<br />

Outros benefícios sociais<br />

Para além dos mencionados, várias empresas do Grupo<br />

atribuem outros benefícios sociais, nomeadamente: (i)<br />

subsídios <strong>de</strong> reforma e morte, aquando da saída do colaborador<br />

por reforma ou em caso <strong>de</strong> morte no activo; (ii)<br />

seguro <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>ntes pessoais e/ou vida, protegendo os<br />

colaboradores em caso <strong>de</strong> morte e/ou invali<strong>de</strong>z permanente;<br />

(iii) seguros <strong>de</strong> viagem, cobrindo todo o mundo,<br />

para protecção dos colaboradores que se <strong>de</strong>slocam ao<br />

serviço das empresas; e (iv) prémios <strong>de</strong> antiguida<strong>de</strong>, que<br />

premeiam o tempo <strong>de</strong> serviço dos colaboradores.<br />

Os benefícios sociais actualmente oferecidos pela <strong>Secil</strong><br />

aos seus colaboradores representam um passivo consolidado<br />

<strong>de</strong> 57 milhões <strong>de</strong> Euros e correspon<strong>de</strong>m a um custo<br />

anual <strong>de</strong> 3 milhões <strong>de</strong> Euros (valores <strong>de</strong> 2010), ou seja, 4%<br />

dos custos com pessoal.<br />

1.2 OPERAÇÕES INTERNACIONAIS<br />

a) Ambiente <strong>de</strong> trabalho<br />

No sentido do melhoramento contínuo das condições <strong>de</strong><br />

Saú<strong>de</strong>, Higiene e Segurança no Trabalho, as empresas tunisinas<br />

<strong>de</strong>senvolveram uma série <strong>de</strong> acções importantes no<br />

<strong>de</strong>correr do ano 2010, <strong>de</strong> on<strong>de</strong> <strong>de</strong>stacamos o início das acções<br />

com vista à obtenção da certificação OSHAS 18001.<br />

Em Cabo Ver<strong>de</strong>, <strong>de</strong>staque para a particular atenção<br />

dada à Higiene e Segurança no Trabalho, dispondo os<br />

colaboradores <strong>de</strong> equipamento <strong>de</strong> protecção individual<br />

e inspecções médicas periódicas.<br />

No Líbano, os procedimentos e políticas <strong>de</strong> segurança seguem<br />

as normas do Grupo. No âmbito do programa <strong>de</strong><br />

acolhimento <strong>de</strong> novos colaboradores é feita uma sensibilização<br />

relativa à segurança.<br />

De uma maneira geral as várias unida<strong>de</strong>s do Grupo procuram<br />

disponibilizar um ambiente confortável <strong>de</strong> trabalho<br />

aos seus colaboradores. A Société <strong>de</strong>s Ciments <strong>de</strong><br />

Gabès (SCG) dispõe <strong>de</strong> serviço <strong>de</strong> refeitório, <strong>de</strong> biblioteca<br />

e <strong>de</strong> três complexos habitacionais que disponibiliza<br />

em condições favoráveis aos trabalhadores para habitação.<br />

A Ciment <strong>de</strong> Sibline assegura transporte da empresa<br />

a todos os colaboradores.<br />

Através <strong>de</strong> vários meios <strong>de</strong> comunicação interna, as empresas<br />

estrangeiras procuram manter os colaboradores<br />

atentos aos assuntos locais e ligados ao Grupo <strong>Secil</strong>. Na<br />

Tunísia, <strong>de</strong>staca-se o acesso à Internet por parte dos quadros<br />

técnicos e a divulgação da newsletter mensal do<br />

Grupo (<strong>Secil</strong> Informação).<br />

Por outro lado, as visitas às fábricas da <strong>Secil</strong> Portugal são<br />

uma prática corrente, adoptada essencialmente para os<br />

responsáveis <strong>de</strong> área, <strong>de</strong> forma a permitir a difusão da<br />

cultura do Grupo e a troca <strong>de</strong> conhecimentos. No Líbano,<br />

a comunicação é assegurada essencialmente através<br />

<strong>de</strong> painéis e do envio <strong>de</strong> emails aos colaboradores.<br />

Na Tunísia existem políticas <strong>de</strong> combate ao absentismo,<br />

tanto pela via da formação dos colaboradores, como<br />

através <strong>de</strong> penalizações ao nível da avaliação, com impacto<br />

nos prémios <strong>de</strong> rendimento e produtivida<strong>de</strong>.<br />

Dada a existência <strong>de</strong> condições <strong>de</strong> atribuição <strong>de</strong> subsídios<br />

sociais, que contrariam as medidas mencionadas,<br />

levaram a um ligeiro acréscimo na taxa <strong>de</strong> absentismo<br />

<strong>de</strong> 2,56 %, em 2009, para 3,29 % em 2010.<br />

De entre as medidas <strong>de</strong> carácter social promovidas pela<br />

Empresa no sentido <strong>de</strong> fomentar um bom ambiente <strong>de</strong><br />

trabalho, <strong>de</strong>staca-se o almoço organizado pela Empresa<br />

no final do ano e o transporte <strong>de</strong> todos os colaboradores<br />

que é assegurado pela mesma.<br />

b) Formação<br />

O principal objectivo que a SCG preten<strong>de</strong> alcançar com<br />

os Programas <strong>de</strong> Formação é a maior valorização e polivalência<br />

dos seus colaboradores. Assim, em 2010, foram<br />

realizadas 11.727 horas <strong>de</strong> formação, correspon<strong>de</strong>ntes a<br />

37 horas/trabalhador.


A Ciment <strong>de</strong> Sibline oferece formação aos seus colaboradores<br />

em áreas técnicas, <strong>de</strong> <strong>gestão</strong> e administrativas, IT<br />

e línguas. Em 2010 participaram em acções <strong>de</strong> formação<br />

178 colaboradores, num total <strong>de</strong> 7.112 horas.<br />

c) Carreira e mobilida<strong>de</strong><br />

A SCG procura promover, sempre que possível, o recrutamento<br />

interno com programas <strong>de</strong> formação complementar.<br />

O <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> competências e a mobilida<strong>de</strong><br />

são incentivados pelo sistema <strong>de</strong> avaliação <strong>de</strong> rendimento<br />

e produtivida<strong>de</strong>. Em 2010, a SCG contratou 8 quadros<br />

que estão a realizar formação e adaptação ao ambiente<br />

<strong>de</strong> trabalho para eventual integração na Empresa.<br />

A relação entre o salário mais baixo e o salário mínimo local<br />

correspon<strong>de</strong> a 2,9, o que <strong>de</strong>monstra a preocupação<br />

da Empresa em pagar aos seus colaboradores valores<br />

acima do mercado.<br />

d) Benefícios Sociais<br />

Os Benefícios Sociais atribuídos pela SCG aos seus colaboradores<br />

incluem subsídios (religiosos e <strong>de</strong> reforma), um<br />

plano <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, seguros <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>ntes pessoais em viagem,<br />

facilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> crédito e outros. Ainda relativamente<br />

aos filhos dos colaboradores, em cada ano escolar são<br />

seleccionados os melhores alunos e é dada uma contribuição<br />

na forma <strong>de</strong> material escolar. A SCG proporciona<br />

ao primeiro filho e até aos 14 anos a possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> frequentar<br />

uma colónia <strong>de</strong> férias.<br />

Também a Sud-Béton oferece aos seus colaboradores<br />

vários Benefícios Sociais: subsídios religiosos (Aid Kébir e<br />

Aid Sghir), subsídios <strong>de</strong> reforma, plano <strong>de</strong> saú<strong>de</strong> (seguro<br />

<strong>de</strong> grupo que cobre toda a população, médico <strong>de</strong><br />

trabalho e enfermaria), <strong>de</strong>sconto <strong>de</strong> 20% na compra <strong>de</strong><br />

betão e apoio escolar.<br />

A Ciment <strong>de</strong> Sibline atribui aos seus colaboradores benefícios<br />

no plano da saú<strong>de</strong>, educação e outros. Todos os colaboradores<br />

e seus familiares beneficiam <strong>de</strong> seguro <strong>de</strong> saú<strong>de</strong><br />

que cobre a totalida<strong>de</strong> das <strong>de</strong>spesas médicas: em 2010<br />

estavam cobertas 1.522 pessoas. Para além disso, po<strong>de</strong>m<br />

contar com a assistência médica prestada por 2 médicos e<br />

uma enfermeira, nas instalações da própria Empresa.<br />

Ao nível da educação, são atribuídas anualmente bolsas<br />

<strong>de</strong> estudo aos filhos dos colaboradores da Ciment <strong>de</strong><br />

Sibline. O valor do benefício é estipulado em função do<br />

nível <strong>de</strong> ensino, conforme o quadro seguinte:<br />

Evolução do volume <strong>de</strong> formação<br />

Sector Nível nº valor<br />

Universitário 44 81.063,250<br />

Sector Privado Elementar 169 151.362,500<br />

Técnico 26 16.120,000<br />

Outros níveis 220 216.571,875<br />

Universitário 45 23.033,000<br />

Sector Público Elementar 27 9.251,250<br />

Técnico 25 8.960,000<br />

Outros níveis 53 19.088,750<br />

Total 609 525.450,625<br />

2010 RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL<br />

A Empresa dispõe <strong>de</strong> uma Cooperativa sem fins lucrativos<br />

que é gerida pelos próprios trabalhadores e comercializa<br />

bens alimentares. Os colaboradores têm acesso<br />

à cooperativa e recebem uma contribuição anual <strong>de</strong><br />

700.000 libras libanesas para <strong>de</strong>spesas.<br />

Os colaboradores no Líbano beneficiam ainda <strong>de</strong> facilida<strong>de</strong>s<br />

financeiras, quer na aquisição <strong>de</strong> cimento, quer<br />

na obtenção <strong>de</strong> financiamentos:<br />

Aquisição <strong>de</strong> cimento, até 40t/ano com <strong>de</strong>sconto <strong>de</strong> 3$<br />

sobre o preço <strong>de</strong> venda.<br />

Financiamento até 3.000.000 libras libanesas, sem juros e<br />

reembolsável a 12 meses.<br />

Na Ciments <strong>de</strong> Sibline a relação entre o salário mínimo<br />

praticado pela Empresa e o salário mínimo local representa<br />

um rácio <strong>de</strong> 1,04.<br />

2. O GRUPO SECIL E A COMUNIDADE EXTERIOR<br />

2.1 PORTUGAL<br />

a) Educação, Ciência e Tecnologia<br />

Prémios <strong>Secil</strong> <strong>de</strong> Arquitectura e <strong>de</strong> Engenharia Civil<br />

e Prémio <strong>Secil</strong> Universida<strong>de</strong>s<br />

O Prémio <strong>Secil</strong> visa promover e incentivar os autores <strong>de</strong><br />

obras que incorporam o produto que resulta da activida<strong>de</strong><br />

da <strong>Secil</strong>.<br />

Em 2010 foi atribuído o Prémio <strong>Secil</strong> Engenharia Civil ao<br />

projecto do Molhe Norte da Barra do Douro, da autoria<br />

do Engenheiro Fernando Silveira Ramos. Pela primeira vez<br />

o Prémio <strong>Secil</strong> distinguiu uma obra <strong>de</strong> engenharia marítima,<br />

que envolveu na sua construção mais <strong>de</strong> 65 000 m³<br />

<strong>de</strong> betão e 2 500 toneladas <strong>de</strong> aço.<br />

O Prémio <strong>Secil</strong> Universida<strong>de</strong>s é atribuído no âmbito do<br />

“Concurso Arquitectura e Engenharia Civil” e tem como<br />

objectivo incentivar a qualida<strong>de</strong> do trabalho académico<br />

e o reconhecimento público <strong>de</strong> jovens oriundos das<br />

Escolas <strong>de</strong> Arquitectura e Engenharia Civil Portuguesas.<br />

A <strong>Secil</strong> e a comunida<strong>de</strong> científica<br />

A <strong>Secil</strong> procura <strong>de</strong> uma forma activa apoiar a comunida<strong>de</strong><br />

científica através da promoção <strong>de</strong> eventos e patrocínios<br />

<strong>de</strong> iniciativas que contribuam para a difusão do<br />

conhecimento e inovação.<br />

Em 2010 foram apoiadas várias iniciativas, nomeadamente,<br />

o 1º Congresso Internacional <strong>de</strong> Estruturas e Arquitectura<br />

que <strong>de</strong>correu na Universida<strong>de</strong> do Minho; a Trienal<br />

<strong>de</strong> Arquitectura Lisboa 2010; o ciclo <strong>de</strong> sessões sobre<br />

Arquitectura e Teatro organizado pelo Teatro Nacional<br />

D. Maria II; e a participação no Congresso <strong>de</strong> Inovação<br />

na Construção Sustentável (CINCOS'10), organizado pela<br />

Plataforma para a Construção Sustentável, reconhecida<br />

pelo QREN como entida<strong>de</strong> gestora do cluster Habitat<br />

Sustentável em Portugal.<br />

181<br />

Protocolos com Instituições <strong>de</strong> Ensino<br />

Para apoiar as activida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> recrutamento e <strong>de</strong> Investigação<br />

e Desenvolvimento do Grupo, a <strong>Secil</strong> está a estreitar<br />

o seu relacionamento com instituições <strong>de</strong> Ensino<br />

Superior especializadas nas áreas <strong>de</strong> Engenharia Civil,


2010 RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL<br />

182<br />

Química e dos Materiais, estabelecendo bases <strong>de</strong> colaboração<br />

académica, científica e tecnológica. Com <strong>de</strong>staque<br />

para o protocolo <strong>de</strong> colaboração com a FCT-UNL<br />

– Faculda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Ciências e Tecnologia da Universida<strong>de</strong><br />

Nova <strong>de</strong> Lisboa.<br />

No âmbito da colaboração entre a <strong>Secil</strong> e o IEFP - Instituto<br />

<strong>de</strong> Emprego e Formação Profissional foi <strong>de</strong>senvolvido<br />

um sistema <strong>de</strong> aprendizagem que consiste numa alternativa<br />

<strong>de</strong> formação profissional inicial, dirigido a jovens<br />

que tenham ultrapassado a ida<strong>de</strong> limite <strong>de</strong> escolarida<strong>de</strong><br />

obrigatória e que tenham, preferencialmente, o limite<br />

etário dos 25 anos. Como resultado <strong>de</strong>sta colaboração,<br />

formaram-se 130 jovens em cursos <strong>de</strong> aprendizagem dos<br />

níveis II e III em várias áreas das quais se <strong>de</strong>stacam: Instrumentação<br />

(Nível III), Técnicos <strong>de</strong> Laboratório (Nível III),<br />

Electromecânica e Manutenção Industrial – Mecatrónica<br />

(Nível III). Das 4 turmas existentes em 2010, uma terminou<br />

o curso e, os seus 15 formandos obtiveram acesso a Estágios<br />

Profissionais, na Fábrica <strong>Secil</strong>-Outão. Foram também<br />

celebrados, ao abrigo dos estágios profissionais do IEFP,<br />

dois estágios profissionais com licenciados.<br />

COMEMORAÇÃO DOS 80 ANOS DA<br />

SECIL, HANGAR DE CARVÃO DA ANTIGA<br />

VIA HÚMIDA, FÁBRICA SECIL-OUTÃO<br />

No ano <strong>de</strong> 2010, o Laboratório Cimentos Ma<strong>de</strong>ira (LCM)<br />

apoiou uma tese <strong>de</strong> mestrado em Engenharia Civil, na<br />

Universida<strong>de</strong> da Ma<strong>de</strong>ira, <strong>de</strong>signada por Patologias na<br />

Formulação <strong>de</strong> um Betão na Ilha da Ma<strong>de</strong>ira. Este trabalho,<br />

inserido no campo dos materiais <strong>de</strong> construção,<br />

nomeadamente o betão, teve por objectivo aprofundar<br />

a compreensão dos materiais constituintes e suas proprieda<strong>de</strong>s<br />

físicas, com principal incidência nos processos<br />

<strong>de</strong> formulação da composição. Para esta tese, o LCM ce<strong>de</strong>u<br />

instalações e equipamentos à Universida<strong>de</strong> e orientou<br />

o projecto em <strong>de</strong>terminadas fases críticas do estudo.<br />

Também em 2010 foi iniciado o processo <strong>de</strong> candidatura a<br />

uma bolsa <strong>de</strong> Doutoramento Empresarial, através da Fundação<br />

para a Ciência e Tecnologia, para o <strong>de</strong>senvolvimento<br />

<strong>de</strong> um projecto <strong>de</strong> investigação em que participaram, para<br />

além da <strong>Secil</strong>, o Instituto Superior Técnico <strong>de</strong> Lisboa e a Faculda<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> Engenharia da Universida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Coimbra.<br />

Ainda neste âmbito, foram <strong>de</strong>senvolvidos dois projectos <strong>de</strong><br />

Mestrado na área <strong>de</strong> Investigação e Desenvolvimento <strong>de</strong> Novos<br />

Produtos, em colaboração com a Universida<strong>de</strong> do Minho e<br />

a Faculda<strong>de</strong> <strong>de</strong> Ciências e Tecnologia da Universida<strong>de</strong> Nova.


) Cultura e Desporto<br />

A <strong>Secil</strong> assumiu o compromisso do <strong>de</strong>senvolvimento sustentável<br />

das activida<strong>de</strong>s culturais, <strong>de</strong>sportivas e <strong>de</strong> inclusão<br />

social das localida<strong>de</strong>s on<strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolve a sua activida<strong>de</strong>,<br />

no seguimento da política <strong>de</strong> responsabilida<strong>de</strong><br />

social do Grupo. Mais <strong>de</strong> 80 colectivida<strong>de</strong>s do distrito <strong>de</strong><br />

Setúbal recebem fundos para apoiar as suas activida<strong>de</strong>s.<br />

No plano da Cultura, o Núcleo <strong>de</strong> Poesia <strong>de</strong> Setúbal<br />

juntou-se, pela primeira vez, às colectivida<strong>de</strong>s que vêm<br />

sendo apoiadas em anos anteriores.<br />

A <strong>Secil</strong> realizou, em 2010, mais uma edição da Semana <strong>de</strong><br />

Portas Abertas, recebendo cerca <strong>de</strong> 400 pessoas que quiseram<br />

visitar a Fábrica <strong>Secil</strong>-Outão, entre 3 e 11 <strong>de</strong> Julho.<br />

No Concurso <strong>de</strong> Postais <strong>de</strong> Natal, este ano organizado<br />

com o Agrupamento <strong>de</strong> Escolas do 1º Ciclo <strong>de</strong> Pataias,<br />

participaram cerca <strong>de</strong> 360 crianças, sendo que um dos<br />

9 <strong>de</strong>senhos vencedores serviu <strong>de</strong> ilustração ao Postal <strong>de</strong><br />

Natal da <strong>Secil</strong> 2010.<br />

A <strong>Secil</strong> possui um Museu nas instalações da Fábrica Maceira-Liz,<br />

criado em 22 <strong>de</strong> Abril <strong>de</strong> 1991. O Museu encontra-se<br />

aberto ao público com visitas guiadas rea-lizadas<br />

por trabalhadores no activo e trabalhadores reformados.<br />

Em 2010 o Museu recebeu cerca <strong>de</strong> 1900 visitantes.<br />

O Grupo Cimentos Ma<strong>de</strong>ira apoia as activida<strong>de</strong>s culturais<br />

da região, através da manutenção do estatuto <strong>de</strong><br />

sócio da Orquestra Clássica da Ma<strong>de</strong>ira, da contribuição<br />

para a publicação do livro 50 anos do Jardim Botânico e<br />

do patrocínio efectuado à Feira do Pão.<br />

No plano do Desporto, a <strong>Secil</strong> apoiou pela primeira vez,<br />

em 2010, a Associação Desportiva e Cultural “Os Africanos”.<br />

Esta colectivida<strong>de</strong> veio juntar-se a tantas outras<br />

a quem a <strong>Secil</strong> manteve o apoio.<br />

c) Solidarieda<strong>de</strong> Social<br />

A <strong>Secil</strong>, através da sua influência nas zonas on<strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolve<br />

as suas operações, contribui <strong>de</strong> forma significativa<br />

no apoio a entida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Inclusão Social.<br />

Em 2010 a <strong>Secil</strong> contribuiu com donativos para várias instituições,<br />

das quais <strong>de</strong>stacamos o Projecto S.O.S. Bebé<br />

e a Associação <strong>de</strong> Angolanos e Amigos <strong>de</strong> Angola "4As".<br />

A Cimentos Ma<strong>de</strong>ira apoiou os Bombeiros Voluntários do<br />

Porto Santo e a Liga Portuguesa Contra o Cancro.<br />

Pelo segundo ano consecutivo, a <strong>Secil</strong> reduziu consi<strong>de</strong>ravelmente<br />

as ofertas <strong>de</strong> Natal, tendo utilizado os fundos<br />

normalmente <strong>de</strong>stinados à sua aquisição, para apoiar<br />

uma entida<strong>de</strong> <strong>de</strong> solidarieda<strong>de</strong> social. Em 2010, o contributo<br />

da <strong>Secil</strong> foi para a Associação Alzheimer Portugal.<br />

Também foram <strong>de</strong>senvolvidas várias outras iniciativas <strong>de</strong><br />

apoio social à comunida<strong>de</strong> local, <strong>de</strong>stacando-se:<br />

a associação Grace – Grupo <strong>de</strong> Reflexão e Apoio à Cidadania<br />

Empresarial, procurando a colaboração com as<br />

comunida<strong>de</strong>s locais e organizações <strong>de</strong> solidarieda<strong>de</strong> social;<br />

a participação em acções <strong>de</strong> voluntariado, no âmbito<br />

do “Cimentar”: colaboraram (i) na reabilitação do Serviço<br />

<strong>de</strong> Neurologia do Hospital D. Estefânia e (ii) no melho-<br />

2010 RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE<br />

SOCIAL<br />

183<br />

ramento <strong>de</strong> um espaço interior e exterior pertencente<br />

à Associação Uma Porta Amiga, em Tavira, que acolhe<br />

crianças e jovens em risco. Esta última acção <strong>de</strong> voluntariado<br />

empresarial realizou-se através do projecto G.I.R.O.<br />

– Grace, Intervir, Recuperar e Organizar.<br />

O Grupo Cimentos Ma<strong>de</strong>ira apoiou a reconstrução <strong>de</strong><br />

diversas habitações afectadas pela intempérie do dia 20<br />

<strong>de</strong> Fevereiro, doando cimento ensacado a 145 famílias<br />

dos 5 concelhos mais atingidos.<br />

2.2 OPERAÇÕES INTERNACIONAIS<br />

a) Educação, Ciência e Tecnologia<br />

A Société <strong>de</strong>s Ciments <strong>de</strong> Gabès <strong>de</strong>senvolve algumas<br />

iniciativas em estreita colaboração com escolas e universida<strong>de</strong>s.<br />

A Ciment <strong>de</strong> Sibline aceita pedidos <strong>de</strong> visita<br />

por parte <strong>de</strong> estabelecimentos <strong>de</strong> ensino e promove cursos<br />

<strong>de</strong> formação, com períodos máximos <strong>de</strong> 3 meses. Em<br />

2010, frequentaram este curso 10 pessoas que vieram das<br />

seguintes Universida<strong>de</strong>s: Beirut Arab University (5), Saint<br />

Joseph University (1), University Institution for Technology<br />

(3) e Lebanese University – Science College (1).<br />

b) Cultura e Desporto<br />

A nível da Cultura e Desporto, a SCG patrocina várias<br />

associações <strong>de</strong>sportivas e culturais locais, quer directamente,<br />

quer indirectamente através do fundo colocado<br />

à disposição do Governador <strong>de</strong> Gabès. Também no Líbano<br />

recebem patrocínio várias associações <strong>de</strong>sportivas.<br />

c) Solidarieda<strong>de</strong> Social<br />

As empresas tunisinas do Grupo contribuem para o Fundo<br />

<strong>de</strong> Solidarieda<strong>de</strong> Nacional 26-26, através do Governador<br />

<strong>de</strong> Gabès. A Ciment <strong>de</strong> Sibline apoia a comunida<strong>de</strong><br />

local, através <strong>de</strong> várias iniciativas, com principal<br />

<strong>de</strong>staque para:<br />

doação <strong>de</strong> cimento à unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Engenharia nº 5 do<br />

Exército Português, que integra a UNIFIL, força <strong>de</strong> paz da<br />

ONU no Líbano;<br />

apoio social e doação aos municípios;<br />

patrocínio a instituições religiosas.


EDIÇÃO<br />

SECIL - COMPANHIA GERAL<br />

DE CAL E CIMENTO, S.A.<br />

Fábrica <strong>Secil</strong> - Outão<br />

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CONCEPÇÃO GRÁFICA<br />

Santa Fé Associates<br />

IMPRESSÃO<br />

CPP, Consultores <strong>de</strong> Produção Gráfica<br />

TIRAGEM<br />

300 exemplares


ORGANIGRAMA<br />

2010 ORGANIGRAMA<br />

190


ACCIONISTAS<br />

CIMENTOS<br />

BETÕES E INERTES<br />

ARGAMASSAS<br />

E MATERIAIS<br />

PRÉ-FABRICADOS<br />

AMBIENTE<br />

E ENERGIA<br />

TRANSPORTES<br />

E SERVIÇOS<br />

SOCIEDADES<br />

FINANCEIRAS<br />

E OUTRAS<br />

PORTUGAL<br />

CONTINENTE MADEIRA<br />

SECIL (100%)<br />

CMP (100%)<br />

SECIL Betões e Inertes (100%)<br />

Unibetão (100%)<br />

Britobetão (82%)<br />

Sicobetão (100%)<br />

Minerbetão (100%)<br />

SECIL Britas (100%)<br />

Colegra (100%)<br />

Quimipedra(100%)<br />

SECIL Martingança (97%)<br />

IRP (97%)<br />

VIROC (32,83%)<br />

Chryso (40%)<br />

SECIL Unicon (50%)<br />

<strong>Secil</strong> Prebetão (39,80%)<br />

Argibetão (90,87%)<br />

Ecoresíduos (100%)<br />

Prescor (100%)<br />

AVE (70%)<br />

Setefrete (25%)<br />

CCV (100%)<br />

Ciminpart<br />

Condind<br />

Florimar<br />

Serife<br />

Teporset<br />

GRUPO SEMAPA (46,97%)<br />

Cimentos Ma<strong>de</strong>ira (57,14%)<br />

Betoma<strong>de</strong>ira (57,14%)<br />

Brima<strong>de</strong> (57,14%)<br />

Pedra Regional (29,14%)<br />

Ma<strong>de</strong>britas (29,14%)<br />

Inertogran<strong>de</strong> (19,04%)<br />

JMHenriques (28,57%)<br />

Proma<strong>de</strong>ira (57,14%)<br />

Hewbol


ACÇÕES PRÓPRIAS (7,9%)<br />

SECIL<br />

INTERNACIONAL<br />

GRUPO CRH (45,13%)<br />

TUNÍSIA LÍBANO ANGOLA CABO VERDE OUTROS<br />

Société Ciments<br />

<strong>de</strong> Gabès (98,72%)<br />

Sudbéton (98,72%)<br />

Zarzis Béton (98,47%)<br />

Ciments<br />

<strong>de</strong> Sibline<br />

(51,05%)<br />

SOIME (51,05%)<br />

SECIL Lobito<br />

(51%)<br />

SECIL Angola<br />

SECIL Cabo<br />

Ver<strong>de</strong> (100%)<br />

Inertes <strong>de</strong> Cabo<br />

Ver<strong>de</strong> (62,50%)<br />

SECIL Algérie<br />

(Argélia)<br />

(100%)<br />

Silonor SA<br />

(França) (100%)<br />

Somera (100%)<br />

<strong>Secil</strong>par (100%)<br />

Parcim<br />

Seciment

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