Historiar 2024 ed. julho, agosto e setembro
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Edição
jul | ago | set
Fortalecendo a
arte narrativa
no Brasil
Andrea Souza fala
sobre o Prêmio Baobá
Valdir Cimino
e
6 depoimentos
de integrantes
da Viva premiados
Editorial
Editorial
Caro Leitor,
Por Valdir Cimino
Espero que este editorial o encontre com muita
saúde e bem-estar. Começo expressando
minha gratidão aos nossos coordenadores de
praças onde a Viva atua, bem como a dedicada
equipe da sede em São Paulo, que acolhe
com enorme carinho todas as nossas iniciativas.
É com grande prazer que apresentamos, nesta
edição do HISTORIAR, a vida vibrante de nossos
contadores de histórias, além de todos aqueles
que, de alguma forma, são tocados pelos resultados
transformadores da Viva e Deixe Viver.
Esta edição de 43 páginas está repleta de valores
inquebrantáveis que promovem saúde,
bem-estar e qualidade de vida.
Nossa matéria de capa destaca a arte da narrativa
e a criação do Prêmio Baobá. A idealizadora
deste prêmio, Andrea Souza, compartilha
todos os detalhes, e também ouviremos de voluntários
da Viva, assim como eu, que já foram
agraciados com essa honra.
Oferecemos um relato detalhado do que aconteceu
em cada praça, onde multidões foram
atraídas para nossos eventos culturais que promovem
literatura, brincadeira, imaginação e
criação. As Domingueiras, tanto online quanto
presenciais, têm sido uma forma extraordinária
de divulgar a Viva e Deixe Viver a diversos públicos,
proporcionando à sociedade uma compreensão
maior da poderosa arte de contar histórias.
No projeto Sacola Literária, vivenciamos momentos
brilhantes com os autores, contadores
e sonhadores que anseiam por um planeta
mais humanizado. A Programação Viva ON,
com suas três salas digitais, oferece verdadeiros
encontros entre veteranos e voluntários em formação,
todos descobrindo a força e a integração
da Viva Brasil. Também realizamos edições
especiais ao longo do caminho.
Além disso, tivemos a honra de contar com nosso
padrinho, Pedro Bandeira. Ele generosamente
produziu vídeos com dicas valiosas para
que os pais incentivem seus filhos a se afastarem
das telas e explorem o mundo mágico da literatura,
com recomendações de seus clássicos
best-sellers.
A "Foto da História," uma parceria com a rede
de voluntários da OSC Atados, reuniu fotógrafos
em diversas praças para registrar nossos voluntários
em ação no Dia da Fotografia — vale a
pena conferir essas belas imagens. Amalia Rocha,
outra querida colaboradora, é a âncora de
diversos programas A Descoberta do Brincar e
contar Histórias Terapêuticas, que vão ao ar na
Soul TV, pelo canal Viva e Eduque, onde entrevista
profissionais de saúde e educação.
Estivemos presentes na Bienal, onde lancei
mais uma edição do jogo "Eu Conto" pela Matrix
Editora. No evento Portas Abertas do IPq, mostramos
os resultados do nosso trabalho para estudantes
e para a sociedade. A Feira Sabor Nacional,
em todas as suas edições, nos convida a
encantar crianças e suas famílias.
Realizamos muitas formaturas, impactando inúmeras
crianças em escolas públicas. E, ao falar
em educação, os resultados obtidos em Holambra,
onde atuamos em escolas públicas, confirmam
nosso compromisso com a prevenção de
saúde através da educação.
Estamos tecendo laços de afeto, conectando
pessoas e universidades com práticas extensionistas
e histórias que transformam.
Agradeço profundamente e desejo
uma excelente leitura!
Colaboradores
Quem faz o
Historiar
Diretoria
Editorial
Jornalista responsável
Lucia Faria
MT 16.218
Design e diagramação
Sabrina Bonadio
Representantes
da rede viva Brasil
Edição e revisão de texto
Raquel Budow
Coordenação
Isabela Gimenez
Renata Vieira - Assistência
Colaboradores
Brasília - DF
Leda Dal Magro
Porto Alegre - RS
Idione Rosa
Rio de Janeiro - RJ
Regina Porto
Valdir Cimino
Fundador
Luciana Bernardo
Diretora Executiva
Recife - PE
Ana Inês
Salvador - BA
Claudia Guimarães
São Paulo - SP
Apoiadores
Campinas - SP
Holambra - SP
Flávia Moraes
Litoral Norte - SP
Vioeta Dib Cimino
Marília - SP
Carol Beduschi
Região Metropolitana
da Baixada Santista - SP
Alexandre Camilo
Conteúdo
08
20
Viva Brasil
São Paulo
32
34
38
Litoral Norte
Holambra
Entrevista
48
Brasília
10
52
Porto Alegre
O QUE A GENTE FAZ A
GENTE CONTA:
Relatos de voluntários
78
56
64
Recife
Rio de janeiro
70
78
Salvador
O que a gente faz
a gente conta
38
79
79
Eu Conhceço você
VIVA Brasil
VIVA Brasil
Domingueiras
Sempre com um tema especial
para tornar suas manhãs muito
gostosas!
Online
No dia 28 de julho de 2024, às 10 horas, o encontro destacou o
tema “A força da amizade”, em celebração ao Dia do Amigo.
Já no mês de agosto, dia 25, no mesmo horário, a Domingueira de
Histórias abordou “A história que não pode faltar”.
No dia 22 de setembro, o tema escolhido foi “Flores, cores e amores”,
em celebração ao início da Primavera.
Os eventos foram transmitidos
pelo Canal 897 da Viva Eduque
na Soul TV e no YouTube da Viva e
no aplicativo Viva Eduque, disponível
para Android e iOS, sempre a
partir das 10 horas.
Elas são uma tradição na Viva e Deixe Viver.
As Domingueiras de Histórias sempre trazem um tema
especial para seus espectadores.
Acompanhe a
programação e assista:
CLIQUE AQUI
PARA ASSISTIR
Sua manhã vai ficar
deliciosa!
10 11
VIVA Brasil
VIVA Brasil
Entrevistas:
A descoberta do Brincar e
Contar Histórias Terapêuticas
Quinzenalmente a Viva e
Deixe Viver transmite as
entrevistas realizadas durante o
XVII Workshop “A descoberta
do brincar e contar histórias
terapêuticas”, pelo seu canal do
YouTube, a partir das 19 horas.
A jornalista Amália Rocha conversa
com os convidados de forma
descontraída para abordar
assuntos sérios e importantes.
No dia 17 de julho de 2024, às 19
horas, a entrevista foi com Sueli
Passerini. Psicopedagoga e autora
de “O fio de Ariadne - um
caminho para a narração de
histórias”, ela falou sobre a jornada
terapêutica do brincar e contar
histórias na educação e saúde.
A segunda entrevista, que foi ao
ar em 31 de julho deste ano com
a educadora e psicóloga Nathercia
Lacerda, explorou a aborda-
gem educacional e a influência
da educação na formação pessoal
e social.
Em agosto, dia 14, a convidada
foi a psicóloga e pedagoga Maria
Célia Malta Campos. Para
o tema “Integrando cultura e
saúde - estratégias inovadoras
na educação”, ela trouxe obras
importantes das quais é coautora,
como “Atuação psicopedagógica
institucional”, “Oficinas de
jogos e a construção do conhecimento”
e “Jogos na psicologia e
na educação”.
Depois foi a vez de Vitor Pordeus,
ator, médico e autor de
“Restoring the Art of Healing
in a Scientific Age”, dar a sua
contribuição para o canal de entrevistas,
no dia 28 de agosto de
2024. Ele abordou as narrativas
que curam e seu papel na promoção
da saúde mental.
Os entrevistados do mês de setembro
deste ano foram Evelyn
Kuczynski e Lucila Novaes.
No dia 11, a pediatra e psiquiatra
Evelyn, especialista em infância
e adolescência e que atua como
médica assistente nos Departamentos
de Pediatria e Psiquiatria
do Hospital das Clínicas
(FMUSP), falou sobre brincadeiras
e contos de fadas como ferramentas
terapêuticas.
Duas semanas depois, dia 25 de
setembro, Lucila explanou o
tema “Cultivando a criatividade
e a resiliência através do brincar”.
Ela utilizou toda a sua experiência
como cantora com 4 CDs
solo, finalista do Prêmio Visa
2002, maestrina e educadora
musical, para bater um papo
com a entrevistadora muito
rico e interessante.
Amália Rocha bate-papo com os palestrantes do XVII Workshop “A descoberta
do brincar e cantar histórias terapêuticas” e de uma forma bem
descontraída traz informações importantes para os espectadores.
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VIVA Brasil
VIVA Brasil
Sacola Literária
Programação On
Programação On
No dia 18 de julho de 2024, o
Viva On Especial foi transmitido
ao vivo, com a presença
do escritor Pedro Bandeira. O
evento, que começou às 19 horas
no canal do YouTube, ofereceu
uma noite enriquecedora com
contação de histórias e discussões
literárias. Foi uma experiência
e tanto para os participantes.
mais recente edição do curso
A Sacola Literária contou com
a participação de 138 pessoas.
A iniciativa traz um aprofundamento
sobre a literatura de grandes
autores brasileiros.
As cinco aulas virtuais aconteceram
todas às segundas-feiras
do mês de setembro de 2024.
Todos os alunos do curso receberam
certificação.
Destaques da Programação:
Curso online aprofunda conhecimentos
sobre a literatura brasileira.
• Palestra Magna: A Arte de Cantar e Contar Histórias,
com Bia Bedran.
Módulos Temáticos com especialistas:
• Daniela Fossaluza: A Musicalidade na Arte de Contar
Histórias.
• Andrea Kluge: Cantar histórias, Contar histórias, Ler
e Cantar.
• Claudia Oliveira: Sarambeque – Histórias EnCantadas.
• Silvio Carvalho: Leituras e travessias pelas memórias
afetivas e musicais.
No dia 15 de agosto deste ano,
o Viva On foi dedicado ao tema
“Aniversário da Viva”, celebrando
momentos significativos
na trajetória da associação.
Houve a participação da Maria
de Castro, Patrícia Raymundo
e Valdir Cimino.
Praticamente um mês depois,
no dia 19 de setembro, o Viva
On teve o tema “Leitura que
conecta: como os livros fortalecem
laços familiares e regulam
emoções”.
Foi um encontro maravilhoso,
com a participação de Laís
Follador, mãe, servidora pública,
educadora parental e
emocional, especialista em
neurociências, educação e desenvolvimento
infantil.
Ao final do curso, todos os participantes receberam
certificação.
O Viva On é mais uma iniciativa
da associação que oferece conteúdo
e aprendizado de altíssima
qualidade.
14 15
VIVA Brasil
VIVA Brasil
Pedro Bandeira
Entre os dias 2 e 28 de julho, o
“Viva nas Férias” trouxe uma série de eventos
com o escritor e poeta Pedro Bandeira.
Todas as terças e quintas foram oferecidas dicas para crianças, pais e
responsáveis, enquanto aos sábados e domingos, Bandeira apresentou
suas recomendações de leitura para todas as idades. As atividades
foram transmitidas nas redes sociais @vivavdv e @eupedrobandeira e
encantaram o público participante.
O escritor e poeta Pedro Bandeira deu dicas e sugestões de leitura para todos os públicos.
16 17
VIVA Brasil
VIVA Brasil
A Foto da História
No dia 19 de agosto de 2024, fotógrafos de
diversas partes do Brasil registraram a
alegria das crianças e de voluntários contadores
de história da Viva e Deixe Viver em hospitais
e escolas de São Paulo (capital e na cidade
de Holambra, além da Baixada Santista), Rio
de Janeiro, Recife, Salvador, Brasília e Porto
Alegre. Esse “fotografaço” foi realizado em 11
hospitais e três escolas públicas e capturou
momentos mágicos, lindos e emocionantes e
eternizou a ação dos voluntários.
vivavdv SEGUIR
Loren ipsum loren iypsumn #vivaE #aFotodaHistoria
A foto da História Viva e Deixe Viver
#atados
Foi uma ideia sensacional, realizada pela Associação Viva e Deixe Viver,
rede Atados e Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos
no Estado de São Paulo (Arfoc-SP).
Registro de momentos inesquecíveis
da ação dos voluntários da
Viva em hospitais e escolas.
18 19
São Paulo
DOMINGUEIRA
PQ. TRIANON
Nos dias 21 de julho, 18 de
agosto e 15 de setembro de
2024, ou seja, sempre no terceiro
domingo de cada mês, o Parque
Trianon foi palco das Domingueiras
de Histórias da Viva e
Deixe Viver.
Os três encontros de contações
de histórias abertas ao público
começaram por volta das 10 horas
e reuniram um grande número
de interessados em desfrutar
boas narrativas trazidas e
interpretadas pelos contadores.
Esses eventos foram tão marcantes
por ressaltarem a alegria,
envolvimento e participação do
público. Em média, 40 pessoas
prestigiaram cada contação
mensal.
A contação de histórias no Parque
Trianon é um convite que aproxima as
narrativas à natureza.
21
São Paulo
São Paulo
FORMATURA E
ANIVERSÁRIO
Ajudando uma causa e valorizando
a ação do voluntariado.
MCDIA FELIZ
No dia 17 de agosto de 2024, a
Viva e Deixe Viver comemorou
em grande estilo a formatura
dos novos voluntários e também
seus 27 anos de existência.
O evento, realizado na Escola de
Enfermagem da Universidade
de São Paulo (USP), contou com
a presença de amigos e apoiadores,
para celebrar as conquistas
da associação.
Essa nova turma reuniu 49
formandos e o público foi estimado
em aproximadamente
oitenta pessoas.
Viva completa 27 anos e recebe
novos voluntários.
No dia 24 de agosto de 2024,
contadores de histórias da
Viva e Deixe Viver participaram
do McDia Feliz, na loja do McDonald’s
da Praça Panamericana,
em São Paulo.
Os voluntários representaram
o Hospital de Câncer Infantil
Graacc (Grupo de Apoio ao
Adolescente e Criança com
Câncer) e levaram mensagens
de alegria e esperança ao público,
enquanto divulgavam o
projeto da associação.
A ação foi um sucesso, engajou a
comunidade e promoveu a causa
do voluntariado.
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São Paulo
São Paulo
FESTIVAL DE
NATAÇÃO
NOVA PARCERIA
Histórias e piscina: uma combinação flutuante e divertida.
Pelo terceiro ano consecutivo,
contadores de histórias da
Viva participaram do Festival de
Natação da Ecofit, unidade Cerro
Corá, na Capital, no dia 31 de
agosto de 2024.
Por intermédio das histórias encantadoras,
os pequenos alunos
interagiram e se divertiram, antes
de entrarem na piscina para
mostrar todo o aprendizado das
aulas para os pais e familiares.
A Viva teve o seu trabalho divulgado
de uma maneira bem
divertida o que, com certeza, vai
atrair novos voluntários.
Representante da
Viva no Instituto
Jô Clemente.
Histórias e piscina: uma combinação
flutuante e divertida.
dia 4 de setembro de 2024
O vai ficar marcado na história
da Viva: é que a associação fechou
uma parceria com o Instituto
Jô Clemente para contemplar
ações de contação de histórias.
Os voluntários, devidamente capacitados,
passaram a frequentar
a instituição diariamente. Crianças
e adolescentes das mais variadas
idades começaram a se
beneficiar com a magia que as
histórias proporcionam
Tanto os livros selecionados
como o jogo interativo Eu Conto
estão conquistando a todos e
construindo um capítulo a mais
na trajetória do instituto e da
Viva.
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São Paulo
São Paulo
BIENAL DO LIVRO
Você sabia que a Associação
Viva e Deixe Viver esteve
presente na 27ª Bienal Internacional
do Livro de São Paulo?
O fundador da Viva, Valdir
Cimino, ocupou o estande da
Editora Matrix para autografar
o jogo Eu Conto e também
falar dessa brincadeira
tão divertida e acessível.
Evento apresenta palestras, informações e
histórias.
O jogo Eu Conto facilita o processo
de montar e contar uma
narrativa para qualquer pessoa
que queira experimentar ou se
divertir criando histórias às vezes
bem reais e outras cheias de fantasia
e criatividade.
IPQ PORTAS
ABERTAS
No dia 6 de setembro de 2024,
a Viva participou do IPq Portas
Abertas, que, como o próprio
nome do evento revela, aconteceu
no Instituto de Psiquiatria,
do Departamento de Psiquiatria,
da Faculdade de Medicina
da Universidade de São Paulo.
Durante o evento foram desenvolvidas
várias palestras e atividades
gratuitas, apresentadas
por especialistas e profissionais
do instituto, além da contação de
histórias com Valdir Cimino, fundador
da Viva.
Registro de Valdir
Cimino e o Jogo
Eu Conto no estande
da Editora
Matrix: todos
podem contar
histórias.
26 27
São Paulo
São Paulo
Viva na Estação Tatuapé da CPTM: As histórias
cabem em todos os lugares
HISTÓRIAS AO VIVO
No dia 6 de setembro de 2024,
a estação Tatuapé da CPTM
ficou um pouco diferente. Os voluntários
da Viva aproveitaram o
Dia Mundial da Alfabetização
para contar histórias para quem
estava passando.
A iniciativa chamou bastante
atenção e muitas pessoas ficaram
felizes ao ouvir boas histórias em
um local que não estavam acostumadas.
Algumas até deixaram
a pressa um pouco de lado para
acompanhar os voluntários e se
desligar do dia a dia corrido para
adentrar ao mundo de fantasias e
aventuras.
Viva presente em
uma feira top
na Cinemateca
Brasileira.
Comidas e histórias deliciosas.
Que combinação, hein? Uma
experiência imperdível em todos os
sentidos!
SABOR
NACIONAL
A Viva marcou presença na Feira
Sabor Nacional, nos dias 14 e 15 de
setembro de 2024, com a contação
de histórias que encantou crianças
e adultos que foram à Cinemateca
Brasileira.
Na programação ainda houve vários
shows de música ao vivo e oficinas
interativas.
Quem levou doações de um quilo
de alimento não perecível pagou
meia entrada.
28 29
São Paulo
São Paulo
MOMENTO
CONGRESSO
“DE OLHO NOS
OLHINHOS”
No dia 19 de setembro de 2024, a diretora executiva Luciana Bernardo participou do 11º Congresso
Todos Juntos Contra o Câncer em São Paulo.
O encontro é considerado um dos maiores eventos sobre oncologia e saúde em todo o Brasil.
No dia 21 de setembro de
2024, os voluntários da Viva
participaram da ação “De olho
nos olhinhos” do Graacc (Grupo
de Apoio ao Adolescente e
Criança com Câncer), em São
Paulo, com contação de histórias
para as crianças.
A campanha, idealizada por Daiana
Garbin e Tiago Leifert, visa
conscientizar sobre o retinoblastoma,
câncer ocular em crianças.
A iniciativa foi extremamente importante
para conhecimento da
doença e a Viva sentiu-se honrada
em fazer parte dela.
Contadores de histórias da Viva interagindo e jogando
o Eu Conto! com o público do evento.
Luciana, como representante
da Viva, pôde se reunir com os
principais líderes do segmento.
MULTIPLICAÇÃO E
LIDERANÇA
Em 27 de setembro de 2024,
foram abertas as inscrições
para o curso de capacitação em
Liderança e Multiplicação da
Rede Viva.
Conscientização sobre o câncer ocular
em crianças no Graacc.
Evento reuniu principais líderes
para falar sobre oncologia e saúde.
A iniciativa, gratuita e online, busca
a formação de líderes que atuarão
como multiplicadores, ou
seja, orientam voluntários na atuação
hospitalar e representam a
Associação Viva e Deixe Viver
em novas regiões pelo Brasil.
30 31
Litoral norte
AS HISTÓRIAS
CHEGARAM
Litoral Norteagora também tem Domingueira de História! Que le-
a Domingueira de Histórias que chegou
É para ficar!
No dia 29 de setembro deste ano, às 10 horas,
já havia muitas famílias e amigos reunidos na
rua Doutor Esteves da Silva, 468, para participar
de uma manhã de histórias e diversão.
O evento contou com a convidada especial
Claudia Oliveira e voluntárias da Viva.
A programação da cidade conta agora com a
Domingueira de Histórias.
32 33
Holambra
ENCONTROS
REGULARES
De julho a setembro de 2024,
a Viva Holambra realizou
encontros constantes com turmas
de escolas locais, promovendo
momentos de tranquilidade,
atenção e participação ativa das
crianças durante as sessões de
contação de histórias.
As instituições visitadas foram
Escola Municipal Rural Abelhinha,
E.M. Maria Therezinha
M. Kors, Creche Escola Irmã
Annette, Profa. Maira José M.
Van Ham e Novo Florescer.
Cada organização recebeu a visita,
pelo menos uma vez por mês.
Em cada encontro, as crianças
mergulharam no universo das
histórias e criaram um ambiente
acolhedor e bastante educativo.
A contação de histórias fez um rodízio entre
cinco instituições da cidade.
34 35
Anuncio
Entrevista
Fortalecendo a
arte narrativa
no Brasil
arte precisa ser valorizada.
Esta frase tantas
A
vezes falada e repetida foi o
ponto de partida de Andrea
Sousa, contadora de histórias,
escritora e presidente
da Academia Brasileira de
Contadores de Histórias
para idealizar o Prêmio
Baobá. “Pensei em uma homenagem
que distinguisse
o contador de histórias que,
com sua atuação, fortalece
a arte narrativa no Brasil”,
afirma. E emenda: “A arte de
contar histórias é a primeira
expressão artística da humanidade
e a mais humanizadora
das artes. Evocamos
sentidos, promovemos bem-
-estar, inspiramos cura!”
Raquel Budow
Da redação do Historiar
Boa leitura!
A ideia nasceu com força e
ganhou o nome da emblemática
árvore africana que
pode viver milênios. “O baobá
pela sua longevidade
significa veio e escoadouro
da ancestralidade. Em torno
de seu tronco de grandes dimensões
e sob sua sombra
protetora, a árvore acolhe
comunidades em convivências
criativas de oralidades.
Suas raízes recolhem e preservam
água que em tempos
de seca abastece regiões.
Por toda essa referência
de acolhimento, oralidade
e partilha chamar o prêmio
de baobá reveste-se de pertinência”,
esclarece ela, que
também é relatora do texto
da lei que criou a Semana
Municipal dos Contadores
de Histórias na cidade de
São Paulo e é professora de
pós-graduação de A Arte de
Contar Histórias.
Entrevista
O prêmio e a sua abrangência
foram, no decorrer dos anos,
se ampliando e conquistando
maior repercussão. O Prêmio
Baobá é considerado
o Oscar dos Contadores de
Histórias do Brasil. “Após a
primeira edição, o prêmio
cercou-se de referências positivas
por valorizar os ‘línguas
encantadas’ e promover
reconhecimento à arte
lítero-narrativa, e apoios institucionais,
cotas de patrocínio,
adesão de editoras foram
e são agregadas a cada
edição.”
Andrea conta que até a quinta
edição da premiação, as
homenagens ocorreram na
cidade de São Paulo: Biblioteca
Mário de Andrade, Teatro
da Universidade Ítalo-
-Brasileira, Centro Cultural
Santo Amaro e Museu da
Língua Portuguesa. A partir
da sexta edição, o Baobá
passou a ser organizado em
regiões do Brasil que tenha
influência e/ou referência de
destaque com as oralidades
e literaturas. “A sexta edição
aconteceu na cidade de Goiás,
terra de Cora Coralina e
Leodegária de Jesus. A sétima
foi em Fortaleza, terra
de José de Alencar, Raquel
de Queiroz e Gustavo Barroso.
A oitava edição deu-
-se em Ouro Preto, terra de
Tomaz Antônio Gonzaga e
que carrega forte referência
de histórias e artes”, destaca.
Na cidade mineira, a premiação
foi no Teatro da Ópera,
o mais antigo das Américas,
que data do século 17.
Idealizadora do Baobá e premiados
da Viva falam sobre a homenagem e
a importância da mediação de leitura
38
39
Entrevista
Entrevista
Rede Brasil de Contadores
de Histórias, Encontrão do
Espírito Santo, Movimento
de Contadores de Histórias
da Amazônia e Rede Contah
de Belém do Pará. Cada
uma dessas instituições sugere
um homenageado. Paralelamente,
cinco premiados
são indicados pelo(s) patrocinador(es)
e cinco, pela idealizadora
Andrea Sousa.
Em função do impacto positivo
que o prêmio alcançou,
a partir da quarta edição, começaram
a ser agraciadas
também instituições públicas
e privadas e escritores e
editoras que, com sua contribuição,
enriquecem o reper-
Como funciona a premiação:
tório de contadores e abrem
o mercado de trabalho.
que é o mais marcante são indicados por
O nas realizações do Baobá?
movimentos de
Para a idealizadora, é um contadores de his-
conjunto que soma a alegria tórias que atuam
do encontro, potência dos networks,
festival de sotaques, contros, formações
com ações de en-
rodas de histórias, clima de e fóruns, como a
Premiados
comunhão e ares de celebração
com o fortalecimento do leira de Contado-
Academia Brasi-
Viva
ofício de contar, ampliação res de Histórias,
do mercado para o contador, Academia Uberlandense
de Con-
Andrea considera o tra-
interesse despertado pelas
várias mídias pela arte lítero- tadores e Brincantes,
balho desenvolvido pela
-narrativa e o êxito do evento.
Academia
Viva e Deixe Viver como
“Claro que ainda nos falta o Sergipana de Contadores
uma expressão de amor ao
reconhecimento do ofício de
de Histó-
próximo inspirada na leve-
contar, a valorização do contador,
rias, Associação
za do contar e na beleza do
mais iniciativas de for-
dos Amigos das
brincar para um público tão
mação de contadores, editais Histórias de Brasília,
especialmente carente que
e fomentos específicos para
Associação
é o hospitalizado. “A Viva é
contadores de histórias. Mas Artística e Cultural
instrumento de alívio, cura,
vamos chegar lá!”
Mãos que Tecem
esperança. Os integrantes
Histórias, Grupo
da associação têm a exata
No Prêmio Baobá, em cada Gwaya de Contadores
consciência do que é huma-
O Historiar conversou com integrantes da associação que
edição, são concedidos e distribuídos
de Histórias
nização. Todos têm o mérito já tiveram seu voluntariado reconhecido pela premiação em
vinte troféus. Dez da Universidade
e estão na trajetória para o uma de suas edições.
Federal de Goiás,
Prêmio Baobá.”
40 41
Entrevista
Entrevista
Valdir Cimino
Fundador da Viva e Deixe Viver
“Como fundador da Viva e
Deixe Viver, sempre acreditei
no poder transformador
da palavra e no impacto que
um contador de histórias
pode ter na vida das crianças
hospitalizadas, suas famílias
e os profissionais de
saúde que as rodeiam.
O papel do contador de histórias
como veículo de comunicação
não só transforma as
vidas dos ouvintes, mas também
a própria vida do contador,
quando ele se dedica
com consciência à literatura,
mantendo um compromisso
com a instituição e os diversos
públicos impactados.
A constância é fundamental:
é por meio da frequência que
criamos espaço para que a
literatura e o ato de brincar
Regina Lúcia dos Anjos Porto
Representante da Viva no Rio de Janeiro
promovam mais qualidade
de vida e bem-estar.
Receber um prêmio tão tradicional
e importante me levou
a uma grande reflexão:
cada hora dedicada à leitura
é uma vitória para todos,
inclusive para os autores
brasileiros. Lemos mais de 11
mil livros por ano e os indicadores
mostram que estamos
no caminho certo, comprovando
que uma boa narrativa
pode reduzir os níveis
de cortisol.
As organizações não governamentais
têm papel crucial
no incentivo à leitura, principalmente,
na mediação de
histórias. A melhor história é
aquela que se aprende enquanto
é contada.”
faço parte de um grupo denominado
- Os Veinhos Narradores
(Francisco Gregório,
José Matos e Eu). Nosso
livro lançado em 2022 ganhou
o selo de Hors Concours
concedido pela Cátedra
Unesco da Pontifícia
Universidade Católica do
RJ. Também criei o grupo
Reler e Partilhar - sobre os
escritores Bartolomeu Campos
de Queirós e Francisco
Gregório. Ocupo a cadeira
21 na Academia Brasileira
de Contadores de Histórias,
anteriormente ocupada pelo
escritor Francisco Gregório
Filho.
O livro, a leitura e a literatura
no País precisam ser olhados
com mais seriedade, com
políticas públicas ampliadas
Carlos Sereno
Voluntário Viva
"Estou há 24 anos na Viva.
Trabalhei em vários hospitais,
como no Samaritano,
Hospital São Caetano, Pro-
-Matre em São Bernardo, e,
mais tarde, em Santo André,
minha cidade, no Hospital
Municipal e no Mário Covas.
Fiquei contando histórias
direto de 2000 até 2013.
Depois ajudei na sede, mas
continuo sendo voluntário
da Viva e atuo pelo Instituto
Helena Florisbal.
Foi uma surpresa receber
o Prêmio Baobá. Estava
no centro cultural de Santo
Amaro e fui informado pela
Andrea Sousa que teria que
estar lá à noite, porque seria
um dos premiados. Levei um
susto; não estava esperando
isso. Fiquei muito feliz!
dentro dos conteúdos programáticos
de todas as esferas
da educação.
A sociedade civil organizada
precisa apoiar fortemente a
educação, desde programas
de formação das mulheres
que serão as futuras mães. Os
jovens só se envolverão com
os livros e a leitura se forem
incentivados desde bebês.”
tar o que lesse. A partir daí,
ela vai poder ler o mundo
através dos livros. Os livros
têm tudo e agora estão nos
meios de comunicação de
tudo quanto é jeito.
Desde que a criança aprende
a ler, uma das formas de
fazer com que ela se apaixone
por literatura, por leitura
é a mediação de leitura,
que feita de forma adequada
vai fazer com que aquele
que esteja sendo beneficiado
veja o quanto é rica a leitura.
As pessoas podem ser levadas
a se apaixonar pela leitura,
pelos contextos, pelo
conteúdo, pelas histórias.
Depende de quem as está
encaminhando nesse universo
da leitura e da literatura.
“Há 19 anos, represento a Prêmio Baobá e também a
O ensino formal tem que ser
Associação Viva e Deixe Viver
no Estado do Rio de Janeiro.
Trabalhei com o Valdir
Cimino na Rede Globo.
Quando me aposentei trouxe
o projeto para Rio.
certeza de estar realizando
com dedicação e muito estudo
um trabalho de qualidade
dentro da área de literatura
e da arte de narrar/
contar histórias.
acessível para todos. Não só
um bom ensino para aqueles
que são privilegiados,
que têm meios para pagar
por isso. Precisa ser aberto
e de qualidade para que
Tem muita coisa para se fazer
e podemos fazer aquilo
que estiver ao nosso alcance,
dentro do nosso tempo,
da nossa disponibilidade.
a pessoa minimamente Podemos colaborar muito
Foi uma alegria receber o Sou bordadeira e escritora e
aprendesse a ler, interpre- com as pessoas.”
42 43
Entrevista
Entrevista
Gil e Lemisa
Voluntários Viva
(Gilberto Alves Barbosa e Leila Miguez Salgado foram
agraciados pela premiação e optaram por responder em
dupla. Gil é voluntário da Viva desde o ano de 2019, mas
vem atuando desde 2016 quando a Lemisa fez o curso e
passou a atuar na contação de histórias nos hospitais públicos
aqui do Distrito Federal.)
“A atuação na Viva e Deixe
Viver representou um ‘divisor
de águas’ na trajetória da
contação de histórias. Contar
histórias no ambiente hospitalar
tem sido mais rico e gratificante
do que um desafio.
A cada atuação, um aprendizado
novo e novos olhares
sobre as histórias.
A indicação para o Prêmio
Baobá, pela Associação
Amigos das Histórias local,
por intermédio de seus diretores
William Reis e Maristela
Papa, já é um reconhecimento
pela atuação há mais
de vinte anos na produção e
divulgação da literatura infantil
e juvenil do Distrito Federal
e cidades do entorno,
por intermédio da contação
de histórias bem como pela
formação e capacitação de
profissionais da educação
que atuam no setor. Foi um
reconhecimento
também
ímpar, com uma troca de
experiências intensa e rica.
Também foi muito gratificante
encontrar outros voluntários
da Viva recebendo
a referida premiação, o que
também demonstra a força
da contação de histórias no
ambiente hospitalar.
O país passa por momentos
difíceis na economia e política,
afetando diretamente
o setor educacional e de
entretenimento. Isto levou a
uma queda substancial na
produção literária. Faz-se necessário
ampliar ações governamentais
voltadas especificamente
para o setor.
Tudo, em nosso entendimento,
tem início em nossos lares,
com os pais realizando
leituras e deixando livros à
disposição das crianças. Enquanto
pais também precisamos
desligar um pouco da
tecnologia e abrirmos livros e
revistas que possam motivar
nossas crianças a buscarem
o entretenimento que precisam.
realizar mais festivais de leitura,
feiras culturais, tudo isto
com amplo apoio e divulgação
dos meios de comunicação.
A produção literária
também precisa ter preços
mais acessíveis.
As instituições similares à
Viva podem ampliar sua
Alexandre Camilo
Representante da Viva no Baixada Santista
“Receber o Baobá foi uma
grande honra porque, não
é pelo lado do envaidecer
nem pelo ego; é um reconhecimento
pelo trabalho.
É um prêmio onde a gente
tem pessoas como o próprio
Valdir Cimino, Regina Machado,
Gislayne Avelar Matos,
entre outros, que também
foram reconhecidos e
estar junto a essas pessoas
que a gente admira, aprendeu
com elas, é algo fantástico.
Acredito que é um prêmio
necessário para um país
como o nosso que tem um
déficit enorme de incentivo
à leitura e que precisa cada
vez mais valorizar a escrita, a
contação de histórias, a narrativa.
área de atuação, não apenas
restrita aos hospitais,
mas também atuando nas
creches, asilos para idosos
e realizando apresentações
em praças públicas e shoppings.
No caso específico
da Viva, temos que ampliar a
atuação do projeto Viva Eduque,
de modo que ele passe
a ser sistemática e continuadamente
realizado.”
rizando o livro, a literatura, a
gente viveria num outro cenário.
O Brasil ainda está muito distante
de outros países desenvolvidos
no quesito incentivo
à leitura. Mas sou otimista e
sei que se a gente continuar
este trabalho de sensibilizar,
principalmente agora com
a inteligência artificial, onde
mais do que nunca para conversar
com a máquina tem
que saber escrever, perguntar,
precisa de vocabulário e
isso vem e se enriquece através
de quem lê.
A possibilidade de cada vez
mais manusear o livro e demonstrar
a magia que acontece
quando a gente se permite
viajar literalmente com
o livro na mão é algo que
com certeza dá frutos.
pela nossa atuação mediada
Estou na Viva desde 2019 e
pelos recursos tecnológicos
sou orgulhoso de representar
a Viva na Baixada Santis-
da atualidade, onde temos o
“Canal Brinqueação”, com
ta. O trabalho da associação
mais de 420 vídeos de histórias
publicadas no YouTube,
Na Viva e Deixe Viver o que
é singular nesse cenário de
incentivo à leitura no nosso
na Facebook e Instagram. Em nível macro, nossas instituições
de ensino precisam
a gente faz conta.”
país que carece muito ainda.
Imagino que se a gente tivesse
mais entidades e mais
A convivência com contadores
de outras unidades federativas
foi um momento
Continua >>
pessoas dentro de casa valo-
44 45
Entrevista
Entrevista
Maria Do Carmo de Moraes
(Carminha)
“Atuo na Viva há cinco meses.
Havia tentado antes e
estava sem tempo, persisti e
aqui estou levando a palavra
de encanto, esperança e respeito
aos nossos ancestrais. É
um trabalho transformador
e gratificante. Às vezes difícil,
mas vale muito fazê-lo!
Receber o Prêmio Baobá em
2024 foi gratificante e incentivador.
Ser reconhecida é ter
certeza de estar no caminho
certo e continuar a jornada
com mais atitude e coragem;
não estamos sós.
O incentivo à leitura ainda
deixa muito a desejar, embora
já tenhamos avançado
muito, com bons livros nas escolas
e bibliotecas. Ainda carecemos
de bons mediadores
e de preços mais acessíveis
para contemplarmos mais
crianças e adultos.
Ainda temos que vencer o
obstáculo da tela, que bombardeia
crianças, jovens e
adultos com leituras de conteúdos
simplórios, muitas vezes
ofensivos e racistas, tornando
esses leitores viciados,
dependentes e sem condições
de julgamento, aprendizado
digno e de ter uma postura
crítica. Temos de tirá-los
do foco do ter para a possibilidade
do ser!
Se a família é leitora, os filhos
terão grandes chances
de também ser. Se na escola,
ambiente de trabalho, encontros
sociais, as pessoas
comentam sobre literatura,
artes em geral, tradição oral,
valorização da nossa ancestralidade,
discriminação, etc.,
formaremos cidadãos críticos,
conscientes, criativos e
empáticos.”
Leda Dal Magro de Meneses
Representante da Viva em Brasília
“Estou na Viva e Deixe Viver
há 16 anos, desde 2008,
onde tive a oportunidade de
me tornar uma contadora
de histórias. Existem muitos
projetos de incentivo à leitura
e literatura no Brasil, tanto
no âmbito municipal, estadual
até federal. Claro que
a demanda é enorme. Precisamos
de mais incentivos
governamentais e institucionais.
O incentivo à leitura começa
em casa, desde a tenra infância,
mas aí deparamos com
o poder econômico; muitos
jovens só têm acesso à literatura
nas escolas, livro custa
caro para o poder aquisitivo
da maioria da população.
Precisamos de políticas públicas
que incentivem o uso
das bibliotecas públicas e escolares,
precisamos de mais
propaganda e campanhas
de incentivo à leitura, precisamos
de maior divulgação
do nosso trabalho como con-
tadores de histórias e mediadores
de leitura.
Premiações como o Baobá
(recebi em 2019, na terceira
edição) fazem a diferença,
dão um incentivo enorme,
trazem uma alegria de vermos
nosso trabalho reconhecido.
O prêmio Baobá me
trouxe a certeza de que estou
no caminho certo, que faço
um bom trabalho. Este reconhecimento
me fez buscar
melhorar cada vez mais.
Tenho um agradecimento especial
à Andrea Sousa, mentora
e produtora do prêmio,
à Maristela Papa e William
Reis, dirigentes da Associação
Amigos das Histórias
que promovem capacitações
e pós-graduação em A Arte
de Contar Histórias e a Viva
e Deixe Viver, na figura de
Valdir Cimino, por me oferecer
a oportunidade de ser
contadora de histórias.”
46 47
Brasília
Pontapé inicial da nova parceria
da contação de histórias na Creche
Pequeno Príncipe.
PEQUENO PRÍNCIPE
No dia 19 de agosto de
2024, Leila Salgado, Leda
Dal e Gilberto Alves contaram
histórias na Creche Pequeno
Príncipe, na Ceilândia.
Foi o início do trabalho de
contrapartida da Lei Rouanet
e da parceria com o Instituto
Mãos Solidárias.
Tudo foi registrado pelo fotógrafo
Ton Molina.
Aproximadamente 160 crianças,
16 monitores e oito colaboradores
da equipe de coordenação
foram impactados
nessa primeira ação.
49
Brasília
Brasília
ria Marquis Baptista. Ela fez
o juramento e o discurso e entregou
os certificados e lembrancinhas
para os formandos
- Beto Ramazzina, Corina Castro
e Silva Braga de Oliveira,
Claudete Ruas, Thayse Cavicchioli
Cazetta, Márcia Rodrigues
de Assis e Melina Mafra
Toledo.
O cerimonial contou com a
participação de dois convidados
especiais: William Reis e
Maristela Papa, dirigentes da
Associação Amigos das Histórias.
Eles presentearam os formandos
e o público presente
com músicas e dinâmicas bem
animadas.
Ainda houve contação de histórias,
cantigas, recebimento
do jaleco, e ciranda de roda. O
bufê, então, foi farto e saboroso.
Os voluntários Leda Dal Magro
de Meneses, Leila Miguez Salgado,
Gilberto Alves Barbosa,
Marlúcia dos Santos, Maria do
Socorro Maia da Silva, Florismar
Lina Gasparotto, Kiúsa de Maria
Botão Ribeiro, Nelcy Gomes,
Maria Marquis Baptista, Ana
Clara Barrero, Andrea Kluge,
Maria da Penha Reis, Claudia
Nascimento, Anaires Santos e
Katia da Consolação receberam
os novos voluntários, muito
felizes com o crescimento
da turma.
As fotos foram feitas por
Claudio Reis.
HORA DA
FORMATURA
E tem mais: também no dia 14 de setembro, a Viva Brasília
completou 17 anos de existência e atuação.
Momentos de pura alegria e
orgulho! No dia 14 de setembro
deste ano foi realizada
a formatura das turmas de
2023 e 2024 do curso de formação
de voluntários da Viva e
Deixe Viver. A cerimônia aconteceu
no auditório do Hospital
Materno Infantil de Brasília
(HMIB), a partir das 14h30.
Novos voluntários chegam para reforçar time da Viva Brasília
e recebem certificados e jalecos.
A madrinha da turma foi Ma-
50 51
Porto Alegre
BOA SORTE
Turma pronta para colocar
os aprendizados em prática.
No dia 27 de julho de 2024, o
Salão de Atos da Faculdade
Estácio foi palco do Encontro Julino,
evento repleto de histórias e um
café pra lá de especial.
Neste ano, 11 contadores chegaram
à reta final cheios de expectativas
e prontos para colocar em prá-
tica os aprendizados adquiridos ao
longo de sua jornada.
O encontro não apenas proporcionou
um espaço para a troca de experiências,
mas também fortaleceu
os laços entre os formandos, criando
memórias que certamente os
acompanharão em suas trajetórias.
53
Porto Alegre
VISITA
HISTÓRICA
Não conseguiu se inscrever no
Curso Sacola Literária edição 2024?
Não se preocupe!
Santa Casa proporcionou aos
A voluntários uma visita histórica
no dia 23 de setembro de 2024. A
historiadora Vera Barroso acompanhou
o grupo e contou um pouco
da trajetória e das ações dos voluntários
na instituição.
Foi um passeio singelo e emocionante
tanto para quem faz a contação
como para quem ouve as realizações
da Viva.
MÃOS À OBRA
Ficando por dentro da
história da Santa Casa e da
trajetória da Viva e Deixe
Viver.
Em setembro, mais especificamente
no dia 28, foi organizado
o último encontro dos novos voluntários
antes do início das vivências. A
iniciativa foi bastante emocionante.
Os ativistas estão prontos e preparados
para o começo de uma jornada
que todos esperam ser produtiva e
muito feliz.
A importância de novos contadores
de histórias para a Viva Porto Alegre
vai além da simples narração;
eles reforçam a equipe, trazem frescor
e inovação e são capazes de se
conectar com diferentes públicos.
INSCREVA-SE
e aproveite
todo o conteúdo
Curso online com certificado
Hora de levar o poder das narrativas para as
instituições e participar da missão da Viva.
54 55
Recife
Voluntários participaram de três semanas
visitando as instituições parceiras.
VIVÊNCIA
HOSPITALAR
Foram três semanas de vivência
e ambientação hospitalar:
de 1º a 19 de julho
deste ano, 17 participantes
do curso A arte de contar histórias
e do brincar na saúde,
turma 2024, receberam muita
informação, compartilharam
conhecimentos e experimentaram
o ofício de contador ou
contadora de histórias.
As visitas contemplaram
AACD, IMIP, GAC, HUOC, Hospital
Maria Lucinda e Hospital
Pediátrico Helena Moura, instituições
parceiras Viva no Recife.
A coordenação e os participantes
aproveitaram ainda para
agradecer à equipe veterana,
sobretudo as cabeças de chave,
pela acolhida carinhosa e momentos
especiais proporcionados.
57
Recife
Recife
PAPO
SÉRIO
Viva e Deixe Viver apoiou
A a ação de conscientização,
promovida pelo Serviço Social do
Hospital Imip para celebrar os
34 anos do Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA), Lei nº
8.069, de 13 de julho de 1990.
De forma lúdica e com contação
de histórias, cantorias e distribuição
de cartilhas educativas, os
participantes visitaram, com os
profissionais da saúde da instituição,
os setores de hemodiálise e
oncologia pediátrica.
O encerramento aconteceu na
brinquedoteca.
CERTIFICADO
À VISTA
Formatura da turma de 2024.
Ação de conscientização sobre
os 34 anos do ECA.
No dia 20 de julho de 2024,
das 9h às 12h, o auditório
do Compaz Escritor Ariano Suassuna
recebeu a cerimônia de
formatura dos novos voluntários
do curso “A Arte de Contar Histórias
e do Brincar na Saúde”.
Os 17 formandos se juntam à
equipe de 50 voluntários veteranos
que atuam em instituições
como AACD, GAC-
-PE, Hospital Infantil Maria
Lucinda, HUOC, Helena Moura
e IMIP. A cerimônia teve uma
programação cultural variada.
tão e Ana Maria Castelo Branco
narraram histórias encantadoras.
Valdir Cimino, fundador da Viva,
e Madalena Soares, oradora da
turma, trouxeram mensagens
inspiradoras. O juramento, conduzido
por Carla Siqueira, simbolizou
o compromisso dos novos
voluntários. A Superintendente
do Compaz, Ana Campelo, também
foi homenageada.
Ana Inês Pina, coordenadora da
Viva no Recife, foi a mestre de
cerimônia. Thiago Violiin emocionou
com sua música, enquanto
Nina Nascimento, Eliane An-
58 59
Recife
Recife
UM TOQUE DE AMOR
“LENDO DE
CARREIRINHA”
Na sua 13ª edição, a Ação do
Coração chegou aos parceiros
da Viva e Deixe Viver Recife.
O primeiro contemplado foi o
Hospital Maria Lucinda, que, na
manhã de 2 de agosto de 2024,
impactou os profissionais da saúde,
pacientes e acompanhantes,
com gestos amorosos de doação
de coração para coração.
No dia 1º de agosto de 2024,
a voluntária Tatiane Feitosa
encantou os alunos destaques da
Etapa Regional no evento “Recife
Lendo de Carreirinha”. Ela apresentou
a contação da história “O
Bicho Folharal”, de Luís da Câmara
Cascudo.
A iniciativa reuniu um público
de 60 pessoas no auditório da
Arena de Pernambuco, em São
Lourenço da Mata para celebrar a
literatura e a educação.
Tatiane Feitosa trouxe a história “O Bicho Folharal”
para os alunos da Etapa Regional.
Com o tema: O coração em paz,
ao som da música “Bate coração”,
na voz de Elba Ramalho, foram
abordados assuntos como os cuidados
com a saúde integral.
As voluntárias da Viva, contadoras
de histórias e as vinculadas ao
Sahima (Sociedade dos Amigos
do Hospital Maria Lucinda) confeccionaram,
com muito esmero
e carinho, mais de duzentos corações,
que foram amorosamente
entregues durante a ação.
As voluntárias compartilharam
que seus corações estavam transbordando
de alegria e cheios de
motivação para impactar mais
pessoas no próximo ano.
Já no dia 3 de agosto de 2024,
as voluntárias e contadoras de
histórias promoveram a Ação do
Coração no Hospital Pediátrico
Helena Moura. Os profissionais
da administração e da saúde,
pacientes e acompanhantes ficaram
extremamente sensibilizados
com o tema escolhido.
“Coração em paz” abordou, mais
uma vez, os cuidados necessários
com a saúde integral.
Elas também reforçaram que o
amor é capaz de transformar vidas.
Por isso, confeccionaram
145 corações, embaladas pela
música “Carinhoso”.
Corações confeccionados pelos voluntários
ocuparam as instalações dos hospitais
Maria Lucinda e Hospital Pediátrico
Helena Moura.
60 61
Recife
Contar histórias
TRANSFORMA
DESTINOS
Para a Rede D’Or, a contação de histórias não é apenas
lúdica, ela traz resultados cientificamente comprovados:
• Diminui o estresse de crianças e adolescentes internados na UTI;
• Aumenta a empatia por elevar os níveis de ocitocina - hormônio
conhecido por promover sentimentos de amor, união social e
bem-estar;
Mais de 150 crianças foram
atendidas no auditório da
instituição.
• Nossos colaboradores percebem a relevância dessas ações e
estão entre os 575 voluntários da Viva e Deixe Viver em diversas
regiões do país.
HISTÓRIAS E
LENDAS
Mergulhe a fundo nessa narrativa, lendo
sobre esses resultados na matéria
completa sobre o estudo do IDOR através
do QR Code ao lado ou no botão abaixo.
No dia 28 de agosto de 2024,
a Viva Recife celebrou o Dia
Nacional do Voluntariado, em
parceria com o Movimento Pró-
-Criança, OAF e Em Cena Arte e
Cidadania, no Festival Folclore
em Movimento.
Foram atendidas mais de 150
crianças no auditório da institui-
ção, com contação de histórias e
danças sobre lendas do folclore
brasileiro, além de apresentações
teatrais e brincadeiras tradicionais.
ESTUDO IDOR
62 63
Rio de Janeiro
ENREDAR AFETOS
nome já diz tudo: Enredar Afetos.
E, na edição de 13 de julho
O
de 2024, no Espaço Encontrando sua
Casa Interna, em Copacabana, o
que mais se sentia na atmosfera do
local foi a amorosidade.
A afetividade é a tônica do encontro.
Os voluntários da Viva participaram
de um evento com a escritora Andréa
Taubman, que contribuiu em
muito para esse clima.
CASA
INTERNA
Também em julho, cinco dias
depois, a Casa Interna novamente
recebeu um grupo de voluntários
da Viva para nova edição
do Enredar Afetos.
No dia 18 de julho de 2024, o encontro
foi com a escritora Sílvia
Castro.
Voluntários reunidos durante
o Enredar Afetos.
65
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
PREMIAÇÃO À VISTA
No dia 27 de julho de 2024, a coordenadora
da Viva no Rio de Janeiro, Regina
Porto, foi agraciada com o Prêmio Baobá,
na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais
(confira o depoimento de Regina Porto na
entrevista do Historiar deste mês).
Regina Porto no Prêmio Baobá.
AGOSTO
AFETUOSO
VISITA À FACHA
iniciativa foi operacionalizar um
A termo de parceria. Assim, no dia
22 de agosto de 2024, o fundador da
Viva, Valdir Cimino, e a coordenadora
da Viva no Rio de Janeiro, Regina
Porto, fizeram uma visita à Universidade
Hélio Alonso (Facha), em Botafogo.
Já na primeira edição de agosto
deste ano do Enredar Afetos,
no dia 15, foi a professora, declamadora
e especialista em Fernando
Pessoa, Tania Pessanha
que reuniu os voluntários para
um momento único na Casa Interna.
Grupo reunido
na Casa Interna.
Mais uma parceria firmada pela
Viva e Deixe Viver: trabalho reconhecido
e sempre crescente.
66 67
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
RODA DE CONVERSA
LYGIA BOJUNGA
local foi muito bem escolhido.
Na Biblioteca Parque
O
Estadual, no centro do Rio, foi
realizada, no dia 30 de agosto de
2024, uma roda de conversa sobre
a arte de contar histórias.
Regina Porto coordenou o evento
promovido pelo Núcleo de Envelhecimento
Humano, projeto
de extensão da Universidade Estadual
do Rio de Janeiro (UERJ).
No encontro dos voluntários da
Viva para mais uma sessão do
Enredar Afetos, a escritora Ninfa
Parreiras apresentou a obra da escritora
Lygia Bojunga.
O encontro no Espaço Casa Interna
aconteceu no dia 14 de setembro de
2024.
A Biblioteca Parque Estadual recebe
evento sobre a arte de contar histórias.
Ninfa Parreiras aborda publicações e
obras de importante escritora.
HORA DO BALANÇO
CONVERSA VIVA
Reunião ressalta a importância de fazer, mas também a
necessidade de avaliar e seguir em frente.
Enredar Afetos do dia 24 de
O agosto de 2024 fechou o
mês com um encontro dos supervisores
da Viva, que atuam nos
13 hospitais parceiros do Rio de
Janeiro.
Além da representante Regina
Porto, o fundador da Viva Valdir
Cimino prestigiou a realização e
contribuiu com informações enriquecedoras.
Como uma boa conversa é imprescindível
em uma caminhada
exitosa e participativa, não
é mesmo?
Por isso no dia 19 de setembro
de 2024 foi realizado um encontro
dos novos voluntários da Viva
com a representante Regina
Porto.
A iniciativa, é claro, agradou muito
a todos.
Recebendo os novos
voluntários da Viva.
68 69
Salvador
PROGRAMAÇÃO
RICA
No mês de setembro tivemos a participação
no Viva On da Lais Follador. A
Viva Salvador participou do lançamento
de seu livro "A estrela que queria brilhar
em outro lugar", no dia 13 de julho.
71
Salvador
Salvador
TROCANDO
EXPERIÊNCIAS
UMA LINDA
CERIMÔNIA
Universidade Católica do
A Salvador, mais uma vez,
abriu suas portas para receber a
Viva. No dia 3 de agosto de 2024,
o professor e fisioterapeuta Jorge
Beck realizou uma palestra dinâmica
e participativa.
Ele contou como conheceu a
Viva, traçando em detalhes toda
sua trajetória na cidade na própria
linha do tempo.
Durante o intervalo, houve a entrega
dos jalecos com os crachás
aos voluntários.
Depois foi a hora de brincar com
o jogo Eu Conto. As cartas foram
utilizadas para representar cada
formando falando sobre seus
sentimentos e opiniões sobre o
curso de formação. Todos ficaram
bastante emocionados com a exposição.
Ainda deu tempo de os participantes
criarem as suas histórias
com as cartas e apresentá-las à
plateia especial do dia.
O Jogo Eu Conto foi utilizado
para que os novos
voluntários falassem do
curso de formação e de
suas emoções.
Uma formatura que vai ficar na memória:
programação com muitas atividades e com
presenças marcantes.
RITMO DE FESTA
Registro da apresentação
da Viva durante a Festa da
Santa Dulce dos Pobres.
Viva esteve muito bem representada
na Festa da Santa
A
Dulce dos Pobres - Osid (Obras
Sociais Irmã Dulce).
As voluntárias formaram dois
grupos e contaram histórias nos
dias 9 e 11 de agosto de 2024,
no período da tarde. Na primeira
data, Cláudia Guimarães, Raidalva
dos Santos e Mirian Sales
trouxeram as narrativas e, no se-
gundo dia, Dulcineia Carvalho
(voluntária da Osid), Ana Cristina
Coelho e Maria Áurea Ribeiro
contaram e mediaram as
histórias.
O público presente ficou encantado
com as apresentações e o
trabalho da associação.
cerimônia de formatura de
A 2024 aconteceu no dia do
aniversário da Viva. No dia 17 de
agosto deste ano, os mais de trinta
formandos foram recebidos no
auditório do HGE, que estava lindo.
A antessala foi decorada com
o tema Divertidamente 2, onde
as emoções ocuparam o papel de
destaque.
O hino do contador de histórias,
de autoria de Loide Bonina, foi
entoado pelos participantes. Todas
as instituições hospitalares
estavam representadas e os ca-
beças de chave abrilhantaram o
evento ainda. Também prestigiaram
a celebração os representantes
do Ministério da Saúde
e da Secretaria de Saúde local,
além dos familiares de pacientes.
A escritora Lucianna Ávila apresentou
seu conto autoral “O voo
da Xica”, com textos, poemas e
uma linda trilha sonora musical
composta por Marcos Bezerra.
Os padrinhos Viviane Conceição
e Jorge Beck tomaram a palavra,
seguidos pela oradora da turma
Cláudia Santana e a juramentista
Marjorie Alcântara.
Um jogral com as novas voluntárias
Rosana Oliveira, Cléa Jeanne,
Luziana Ferreira e Raidalva
dos Santos encerrou a cerimônia.
A Viva Salvador agradece, mais
uma vez, a participação de todos
para realizar um evento memorável.
72 73
Salvador
Salvador
UM ABRAÇAÇO
convite do professor Jorge
A Beck, Loide Bonina e Edvaldo
Alcântara apresentaram, no
dia 22 de agosto, a Associação
Viva e Deixe Viver para os alunos
de Fisioterapia da Universidade
Católica de Salvador.
Tudo aconteceu no evento Abraçaço,
que reuniu um público estimado
em mais de 120 pessoas.
Evento aconteceu no campus da Universidade
Católica de Salvador.
UMA EXPERIÊNCIA
FELIZ
Renda de Big Mac revertida
Sábado, 24 de agosto, foi a
data marcada para o Mc Dia
Feliz nas capitais do Brasil inteiro.
Em Salvador, a ação teve a finalidade
de arrecadar fundos para o
Hospital Martagão Gesteira.
Para ajudar na renda arrecadada
com a venda do Big Mac, a Viva se
juntou a várias equipes. No caso,
cuidou da contação de histórias
em algumas lanchonetes espalhadas
pela cidade.
No bairro da Graça, a cabeça de
chave do Hospital Martagão
Gesteira, Lilian Barbuda, e as
voluntárias Ana Vitória (Hospital
Martagão Gesteira) e Ana
Cristina Coelho Ramos (Hospital
São Rafael), puderam compartilhar
muitas histórias e fantasias
durante as duas horas
que ficaram participando da
campanha.
Sobre a realização, o trio respondeu
em uníssono: que experiência
maravilhosa!
Duas turmas num mesmo dia.
Foi assim a Oficina de sons
de 31 de agosto. Em dois horários
diferentes, os interessados puderam
participar de uma experiência
criativa e divertida.
O primeiro grupo, com 13 pessoas,
vivenciou o ritmo, o com-
Vivenciando ritmos, compassos, músicas
e histórias.
OFICINA
DE SONS
passo, as músicas, as histórias.
A segunda turma reuniu 19 participantes,
que descobriram
instrumentos, as possibilidades
da escuta de sons e de objetos
reciclados.
Tudo junto e misturado, porque
essas atividades se revezaram nas
duas oficinas.
O resultado disso foi uma realização
que estimulou muito os
participantes e que todos entenderam
a importância da música
para facilitar e beneficiar a vida
diária de cada um.
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Salvador
Salvador
ENTRANDO EM
AÇÃO
O AMOR
COMO TEMA
Os novos voluntários já estão trabalhando e a
diretora Dolores Fernandez, da Maternidade, ressaltou
a importância da parceria no Iperba.
Para alinhar o novo cronograma
para a inclusão dos novos
voluntários, os representantes da
Viva Bahia fizeram uma série de
reuniões virtuais com as unidades
hospitalares atendidas pela
associação, seus respectivos voluntários
atuantes e os cabeças
de chave.
As conversas abordaram, além da
inclusão dos novos, a abertura de
mais dias da semana com a devida
autorização dos hospitais, a
formação de duplas e trios, visitas
às unidades e também a inserção
do Instituto de Perinatologia da
Bahia (Iperba) como novo parceiro.
Sem dúvida, um período muito
produtivo e mais agitado começou
em setembro de 2024 na Viva
Bahia. Parabéns a todos!
E falando do Iperba, a Viva foi
convidada, por Dolores Fernandez,
diretora da Maternidade, a
participar da Sessão Especial de
Celebração ao 15º aniversário do
Banco de Leite Humano, na Assembleia
Legislativa, realizada no
dia 6 de setembro de 2024.
A Viva está presente às quartas-
-feiras com as voluntárias Eleciene
Araújo e Juliana França.
Durante o evento, a diretora Dolores
expressou a todos a sua
alegria em ter a contação de histórias
fazendo parte da humanização
na unidade hospitalar.
Dia 24 de setembro de 2024,
a representante Cláudia Guimarães
participou como palestrante
em resposta ao convite
da Oncoclínicas.
Intercâmbio de histórias, experiências e
interações.
Ela organizou uma roda de conversa
com o amor como tema para pacientes
em tratamento de câncer, que contou
com 20 participantes.
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O QUE A GENTE FAZ A
GENTE CONTA:
Relatos de voluntários
São Paulo
Hospital Samaritano
Ana Karina Pires de Biasi
“
Recebemos a visita dos contadores de histórias da Associação Viva e Deixe Viver. Foi um momento
mágico! Eu não via minha filha sorrir desde a quarta-feira e nesse dia ela sorriu e se distraiu com os
voluntários. Foi usado o jogo EU CONTO e nós participamos da história com muito envolvimento.
Ela é uma criança tímida e mesmo assim deu boas gargalhadas com o enredo da história.
O momento da contação de história trouxe leveza e alegria para a internação da minha filha. Após
a saída dos voluntários do quarto, ficamos conversando sobre aquele momento tão especial e
quando o pai dele foi visitá-la à noite, ela pode reviver o momento da história contando para o pai
como tinha sido aquele momento. Eu digo que os contadores saem do quarto, mas permanecem
lá, pois a alegria da história não vai embora com a saída dos voluntários.
Essa experiência com a minha filha foi o que me motivou a ser voluntária contadora de histórias.
Comecei a seguir a Associação Viva e Deixe Viver no Instagram esperando ansiosamente pela
abertura das inscrições do curso de voluntariado.
A presença da Associação Viva e Deixe Viver faz com que a criança seja vista como criança. Quando
estou atuando, as crianças participam das histórias, relatam um pouco da sua realidade, dão risada,
esquecem do ambiente hospitalar, voltam a ser crianças e isso para mim é importantíssimo.
“
Bahia
Hospital Geral Roberto Santos
Zilma Rocha
“
Fui chegando e a mãe da Alessandra, de 3 anos, foi logo falando: “ela adora histórias”. No leito,
muito quieta, com restrições de fala e movimento, ao desenrolar da história da Joaninha Preguiçosa,
começou a interagir, com lindos sorrisos. Momento inesquecível!
“
São Paulo - Interior
Hospital das Clínicas - Campinas - SP
Maira Shiki
“
Emoções com a menina autista
Uma menina estava na UTI com uma carinha brava e desconfiada, parecia não querer ouvir histórias.
Mas acabou aceitando e depois pediu para continuar contando outros livros.
“
Hoje um menino falou: "Eu te conheço". "Ah, você conhece a roupa" eu respondi. Mas ele disse: "você contou a
história do Pocotó". E foi mesmo!!!! A gente fica feliz de ter deixado uma boa impressão para as crianças, mas ao
mesmo tempo fica triste por ficarem muito tempo no hospital. Mas, ele ficou bem contente com outras histórias.
Rio de Janeiro
Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras (Laranjeiras, RJ)
Janice Moura Corrêa Netto Guerrero
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VENHA SER VOLUNTÁRIO
E CONTAR HISTÓRIAS QUE TRANSFORMAM
Descubra como levar
esperança por meio
da leitura para crianças
hospitalizadas:
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A Arte de Contar Histórias
e do Brincar no Âmbito da Saúde
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05/12/24 a 07/03/2025
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