Revista-do-CSPMG2025
Nesta edição, convidamos você a embarcar em uma leitura que reflete as transformações do mercado segurador, as conquistas do setor e as perspectivas que moldarão o futuro. Entre os destaques, apresentamos uma entrevista exclusiva com o presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, que compartilha sua visão sobre os desafios enfrentados pelo setor, as oportunidades que despontam no horizonte e as estratégias que têm impulsionado o fortalecimento do mercado de Seguros de Pessoas em Minas Gerais e no Brasil. Cada página desta edição foi pensada para informar, inspirar e engajar você, leitor, que é parte fundamental do desenvolvimento do mercado. Ao longo das próximas páginas, você também encontrará os principais destaques das ações do CSP-MG em 2024, reafirmando nosso compromisso com um mercado mais ético, inovador e inclusivo. Boa leitura!
Nesta edição, convidamos você a embarcar em uma leitura que reflete as transformações do mercado segurador, as conquistas do setor e as perspectivas que moldarão o futuro. Entre os destaques, apresentamos uma entrevista exclusiva com o presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, que compartilha sua visão sobre os desafios enfrentados pelo setor, as oportunidades que despontam no horizonte e as estratégias que têm impulsionado o fortalecimento do mercado de Seguros de Pessoas em Minas Gerais e no Brasil.
Cada página desta edição foi pensada para informar, inspirar e engajar você, leitor, que é parte fundamental do desenvolvimento do mercado. Ao longo das próximas páginas, você também encontrará os principais destaques das ações do CSP-MG em 2024, reafirmando nosso compromisso com um mercado mais ético, inovador e inclusivo.
Boa leitura!
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CAPA 2
Carpe Diem
Aproveita o dia
Valorize a beleza das coisas simples,
se pode fazer poesia bela, sobre as pequenas coisas.
Não traia tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação,
mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida em um inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda adiante.
Procures vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro,
e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprendes com quem pode ensinar-te
as experiências daqueles que nos precederam.
Não permitas que a vida se passe sem teres vivido...
Aproveita o dia!
Walt Whitman
End: Av. Afonso Pena, 726, Sl. 703
Centro - Belo Horizonte/MG - 30130-902
Tel: (31) 3023-1055
E-mail: secretaria@cspmg.com.br
DIRETORIA EXECUTIVA
(Gestão 2024/2026)
Presidente:
João Paulo Moreira de Mello
Vice-Presidente:
Betânia Alessandra Fonseca
Diretor Tesoureiro:
Maurício Tadeu Barros Morais
Diretor de Seguros:
Rogério Abreu de Araújo
Diretor Social:
Diego Bifoni
Secretária Geral:
Elenice Ribeiro Souto
COMISSÃO FISCAL
Antônio Geraldo de Matos
Carlos Eduardo Brum
Daniel de Assis Rezende
Gilberto Cordeiro da Silveira
Reginaldo Morais de Souza
CONSELHO CONSULTIVO
Presidente:
José Osvaldo de Miranda
Vice-Presidente:
Edson Ferreira Iria
Secretário:
Hélio Marcelino Loreno
Membros:
Andreia dos Reis Padovani
André Augusto Barbosa Araújo
Augusto Frederico Costa Rosa Matos
Edilon Mesquita
Fernanda Machado de Carvalho Silva
José Horta Bregunci
Landulfo de Oliveira Ferreira Júnior
Maria do Carmo Ferreira Ribeiro Costa
Roberto Silva Barbosa
Rogério Pole Gebin
Sérgio Canesso Viegas
REVISTA DO CSP-MG
Jornalista responsável: Déborah Gurgel (Reg. Prof. MG 05360 JP)
Produção, redação e edição: Déborah Gurgel
Revisão: Déborah Gurgel
Projeto gráfico, arte e diagramação: Rita Márcia Costa
Fotos: Arnaldo Athayde, Déborah Gurgel e arquivo
cspmg.com.br
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CSPMG
CSP-MG
cspmg
É com grande satisfação que apresentamos a
edição especial da Revista Anual do CSP-MG. Este
ano, mais do que nunca, temos motivos para
celebrar: além de registrar o notável crescimento do
setor de Seguros de Pessoas, 2025 marca os 15 anos
do CSP-MG. Essa trajetória nos enche de orgulho e
reflete nossa missão de ser referência no mercado,
promovendo conhecimento, inovação e excelência.
Nesta edição, convidamos você a embarcar em uma
leitura que reflete as transformações do mercado
segurador, as conquistas do setor e as perspectivas
que moldarão o futuro. Entre os destaques, apresentamos
uma entrevista exclusiva com o presidente
do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, que
compartilha sua visão sobre os desafios enfrentados
pelo setor, as oportunidades que despontam no
horizonte e as estratégias que têm impulsionado o
fortalecimento do mercado de Seguros de Pessoas
em Minas Gerais e no Brasil.
ações para combater essas práticas. Outros artigos
exploram a evolução dos corretores de seguros
diante das mudanças tecnológicas e regulamentares,
além de reflexões sobre a revolução na distribuição
de seguros e como as insurtechs estão transformando
o setor.
Cada página desta edição foi pensada para informar,
inspirar e engajar você, leitor, que é parte
fundamental do desenvolvimento do mercado. Ao
longo das próximas páginas, você também encontrará
os principais destaques das ações do CSP-MG
em 2024, reafirmando nosso compromisso com um
mercado mais ético, inovador e inclusivo.
Convidamos os leitores a mergulharem em cada
artigo, refletir sobre os temas abordados e se
inspirar com as histórias e insights apresentados.
Boa leitura e um excelente 2025!
Trazemos também artigos assinados por renomadas
autoridades, como Dyogo Oliveira, presidente
da CNseg, e Edson Franco, presidente da FenaPrevi,
que oferecem análises valiosas sobre o cenário
atual e o que esperar nos próximos anos.
Além disso, contamos com um time de especialistas
que aborda temas de grande relevância, como as
fraudes na saúde suplementar, seus impactos e as
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É com grande satisfação que apresentamos a edição
especial da Revista Anual do CSP-MG 2025. Este ano,
mais do que nunca, temos motivos para celebrar:
além de registrar o notável crescimento do setor de
Seguros de Pessoas, 2025 marca os 15 anos do CSP-
MG. Essa trajetória nos enche de orgulho e reflete
nossa missão de ser referência no mercado, promovendo
A conhecimento, contínua qualificação inovação e excelência. dos corretores
de seguros e demais agentes do setor
Nesta edição, convidamos você a embarcar em uma
é apontada como um dos principais
leitura que reflete as transformações do mercado
segurador, fatores que as conquistas garantem do a setor manutenção e as perspectivas do
que protagonismo moldarão o futuro. desses Entre profissionais.
os destaques, apresentamos
uma entrevista exclusiva com o presidente do
CSP-MG,
Com
João
um
Paulo
mercado
Moreira de Mello,
em constante
que compartilha
sua visão sobre os desafios enfrentados pelo
evolução, é necessário que os corretores
setor, as oportunidades que despontam no horizonte
e invistam as estratégias em capacitação que têm impulsionado para acompanhar
as do mercado inovações de Seguros e as novas de Pessoas demandas
Minas
o fortalecimento
Gerais e no Brasil.
do setor. Esse sempre foi um dos pilares
do CSP-MG, desde sua fundação, e até
hoje norteiam as ações da entidade.
Na entrevista a seguir, o presidente
do Clube, João Paulo Moreira de Mello,
fala dos principais projetos e atividades
da instituição que contribuem para o
avanço do mercado no Estado e no País.
Confira:
Foi um ano de grandes realizações para o
CSP-MG, consolidando sua atuação local e nacional
no mercado de seguros. Ao longo do ano, o Clube
promoveu 15 eventos marcantes, incluindo nove
edições da série de Workshops "Conhecer para
Proteger", que envolveram 30 beneméritas e
mobilizaram cerca de 500 pessoas presencialmente
e outras 2.000 que acompanharam remotamente.
Esses workshops reforçaram o compromisso com a
capacitação e inovação no setor, fortalecendo o
ecossistema do mercado de seguros.
Além disso, o CSP-MG realizou três cursos de
capacitação voltados para corretores e outros agentes
do mercado, abordando temas fundamentais
como a comercialização de seguros de vida, seguros
e planos de saúde e previdência privada, com a
participação de aproximadamente 250 pessoas.
Essas iniciativas foram cruciais para elevar o nível de
qualificação e preparação dos profissionais do setor.
O 11º Encontro com a FenaPrevi foi outro
destaque, consolidando-se como espaço estratégico
para debates de alto nível sobre tendências e
desafios do mercado de Seguros de Vida e Previdência
Privada. A forte presença do CSP-MG em
eventos nacionais como o 23º Congresso Nacional
dos Corretores de Seguros, o CQCS Insurtech &
Inovação e o XI Fórum de Seguro de Vida e Previdência
Privada reafirma seu papel como protagonista,
promovendo conexões valiosas e representando
Minas Gerais em todo o País.
Essas ações não apenas consolidaram a relevância
do CSP-MG no mercado mineiro, mas
também ampliaram sua influência nacional, reafirmando
o Clube como uma entidade comprometida
com a disseminação da cultura do seguro, a capacitação
de profissionais e o fortalecimento de parcerias
estratégicas. Evidentemente, as beneméritas
do CSP-MG são destacadas em cada uma dessas
ações como empresas comprometidas com o
desenvolvimento do mercado.
Entre as iniciativas de maior impacto, destaco
o 11º Encontro com a FenaPrevi, que é um momento
de balanço do setor e análise de tendências em
seguros de Vida e Previdência Privada.
Destaco também o projeto "Conexões Estratégicas",
lançado como um espaço inovador para
que nossas beneméritas apresentem suas soluções
e fortaleçam parcerias no setor, num evento
exclusivo.
Outro ponto alto foi o Seminário Saúde
Suplementar, que abordou temas cruciais como
legislação e sustentabilidade do setor e contou com
a participação de especialistas de renome da CNseg,
FenaSaúde e da Agência Nacional de Saúde Suplementar,
a ANS.
Além disso, apoiamos importantes iniciativas
do mercado como o Movimento Minha Vida
Protegida, voltado para destacar a importância do
seguro de vida como elemento essencial no planejamento
financeiro e familiar.
Participamos também de campanhas como o
Natal Solidário e a entrega de cestas básicas a
entidades de assistência a famílias em situação de
vulnerabilidade social. São ações que reforçam
nosso compromisso em aliar crescimento do
mercado a impacto social positivo.
07
Acreditamos que engajamento é resultado de
relevância e entrega de valor. Por isso, criamos
iniciativas que atendem às necessidades práticas
dos profissionais. Os workshops e cursos, por
exemplo, oferecem conhecimento aplicável e
atualizado, enquanto eventos como o Encontro com
a FenaPrevi conectam nossos associados às principais
lideranças do mercado.
Vale ressaltar que o engajamento dos
corretores e parceiros foi exemplar em 2024.
Contamos com uma adesão expressiva às capacitações
e eventos, o que demonstra a relevância do
Clube como um polo de conexão e aprendizado.
Nossas iniciativas, como os workshops
‘Conhecer para Proteger' e os cursos on-line sobre
seguros de vida, previdência e saúde suplementar,
foram muito bem recebidas, fortalecendo o
envolvimento de todos os agentes do setor.
A participação ativa de executivos das beneméritas
em eventos e em visitas à nossa sede foi um
grande diferencial neste ano.
Também mantivemos um diálogo constante
com as beneméritas, destacando suas iniciativas em
nossa comunicação e criando oportunidades para
que elas mostrem sua expertise. Essa troca constante
tem gerado uma relação de confiança e pertencimento
entre o CSP-MG, seus associados e parceiros.
fazer de 2025 um ano ainda mais transformador
para o mercado de seguros.
Seguiremos comprometidos em promover a
inovação e o fortalecimento do setor. Como disse,
estamos planejando novas edições de projetos
bem-sucedidos como 'Conexões Estratégicas' e
'Conhecer para Proteger', além de expandir nossas
frentes de capacitação com cursos e seminários que
acompanhem as tendências do mercado.
Nosso foco será intensificar parcerias estratégicas,
promover ações voltadas para a responsabilidade
social e lançar iniciativas que ampliem ainda
mais a cultura do seguro. Estamos determinados a
fazer de 2025 um ano ainda mais transformador.
Temos ainda um grande objetivo para 2025
que é a realização de ao menos 2 eventos significativos
no Interior de Minas. Já alcançamos este público
de corretores, securitários e demais agentes que
atuam no Interior através dos cursos on-line e da
transmissão de 100% dos eventos ao vivo, mas
queremos em 2025 estar presencialmente com este
público. Evidentemente contaremos com o apoio
das nossas parceiras, como as beneméritas, das
entidades de classe como Sincor-MG e SindSeg
MG/GO/MT/DF além da ENS e das associações
locais de corretores, que terão protagonismo neste
projeto.
Este será um ano de consolidação e expansão.
Planejamos fortalecer projetos de sucesso.
Também queremos ampliar nosso alcance com
novos formatos de capacitação, como cursos
híbridos e webinars temáticos.
Outro foco será intensificar nossas ações de
impacto social, promovendo campanhas que
integrem crescimento do mercado e responsabilidade
com a comunidade. Nosso compromisso é
Minha mensagem é de gratidão e otimismo.
Agradeço a cada um dos corretores, profissionais,
parceiros e beneméritas que contribuíram para o
sucesso de 2024. Nosso mercado é feito por pessoas
que acreditam no potencial do seguro como
ferramenta de proteção e transformação social.
Vamos juntos construir um futuro ainda mais
próspero e inclusivo em 2025!
08
A contínua qualificação dos corretores de
seguros e demais agentes do setor é apontada como
um dos principais fatores que garantem a
manutenção do protagonismo desses profissionais.
Com um mercado em constante evolução, é
necessário que os corretores invistam em
capacitação para acompanhar as inovações e as
novas demandas do setor.
Esse é um dos pilares do CSP-MG, desde sua
fundação, e até hoje norteia as ações da entidade.
Ao longo de 2024, a entidade ampliou as frentes de
capacitação. Realizou nove encontros da série de
workshops “Conhecer para Proteger”, reunindo 30
beneméritas.
A iniciativa visou promover a capacitação e o
networking do setor, além de estimular a conexão
entre as beneméritas do Clube e os corretores de
seguros, visando à geração de novos negócios.
João Paulo Moreira de Mello, presidente do
CSP-MG, ressaltou a importância dos encontros. “O
Clube busca o desenvolvimento do mercado e para
que isso ocorra é fundamental a capacitação dos
agentes que atuam no setor sejam eles corretores
de seguros, funcionários de corretoras, de
assessorias e securitários de forma geral. Só vamos
conseguir aumentar a proteção da sociedade a partir
do momento em que tivermos pessoas qualificadas
para atender a população que precisa do seguro”.
Além dos workshops, o CSP-MG realizou
cursos on-line de capacitação voltados aos
corretores e outros agentes do mercado, abordando
temas fundamentais como a comercialização na
prática de seguros de vida, seguros e planos de
saúde e previdência privada, com uma participação
de aproximadamente 250 pessoas. Essas iniciativas
foram cruciais para elevar o nível de qualificação e
preparação dos profissionais do setor.
Para ministrar os treinamentos, o Clube
convidou instrutores de comprovada experiência no
mercado. Rogério Araújo que é corretor de seguros,
CEO da TGL Consultoria Financeira e membro da
MDRT (Mesa Redonda de Milhões de Dólares),
associação global e independente que reúne os
principais profissionais de seguros de vida e serviços
financeiros do mundo. Maurício Tadeu Barros
Morais é professor, consultor, CEO da Ways Gestão
Empresarial, especialista em planejamento estratégico,
palestrante e mentor de empreendedores.
Charles Lopes, que é corretor de seguros e CEO da B2
Saúde.
17
O CSP-MG deu início ao inovador programa
“Conexões Estratégicas” com grande êxito em 2024.
A estreia, realizada em 3 de outubro no Cine
Theatro Brasil, no centro de Belo Horizonte, contou
com o patrocínio da benemérita MAPFRE e reuniu
cerca de 120 profissionais, incluindo corretores,
consultores e representantes de assessorias.
O evento teve como objetivo apresentar as
novidades da MAPFRE e abrir um espaço para o
diálogo sobre o futuro do mercado. O diretor
regional MG/RJ/CO, Diego Bifoni, destacou: “É com
muita satisfação que inauguramos esse novo
programa do CSP-MG. A MAPFRE tem investido para
consolidar sua posição como uma seguradora
voltada à proteção de Pessoas, reforçando sua
vocação de mais de nove décadas.”
A diretora Comercial de Vida da MAPFRE,
Carolina de Molla Lorenzatto, apresentou o inovador
seguro de Doenças Graves da companhia, detalhando
seus diferenciais e vantagens. A especialista
de Vida e Previdência, Claudia Suarez, moderou um
Maurício Tadeu Morais (diretor do CSP-MG), Carolina de Molla Lorenzatto
(diretora Comercial de Vida da MAPFRE), João Paulo Moreira de Mello
(presidente do CSP-MG), Claudia Suarez (especialista de Vida e Previdência
da companhia) e Diego Bifoni (diretor Regional MG/RJ/CO)
talk show com a participação de Carolina Lorenzatto,
do presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira
de Mello, e do diretor Maurício Tadeu Barros Morais.
Maurício Morais enfatizou a importância de os
corretores expandirem sua visão estratégica no ramo
de Pessoas, que atualmente responde por 58,3% do
total de prêmios arrecadados pelo setor, incluindo o
VGBL. “As perspectivas são as melhores possíveis.
Para desenvolver uma carteira de benefícios, o
corretor precisa segmentar a oferta. É fundamental
conhecer a fundo as dores e as necessidades do
cliente”, frisou.
João Paulo Mello ressaltou o papel transformador
desses profissionais: “Cerca de 85% dos
brasileiros não têm seguro de vida. Cabe a nós,
corretores, mudar essa realidade”.
O programa “Conexões Estratégicas” consolidou-se
como uma plataforma para o fortalecimento
de laços e a geração de oportunidades, reafirmando
o compromisso do CSP-MG em promover a excelência
e a relevância social do Seguro de Pessoas.
18
João Paulo Moreira de Mello,
presidente do CSP-MG
Sobre o Conexões – Trata-se ainda de uma
oportunidade de estreitar laços, de inspirar e ser
inspirado, de construir juntos os caminhos que
levarão o Seguro de Pessoas a novos patamares de
excelência e relevância social.
O CSP-MG reafirma sua posição como
referência em conhecimento e
qualificação no mercado segurador
com dois eventos que marcaram
2024: o 11º Encontro com a
FenaPrevi e o Seminário sobre Saúde
Suplementar.
Essas iniciativas consolidaram a
entidade como um polo de discussões
estratégicas para o setor, reunindo
especialistas, lideranças e
profissionais em momentos de
intensa troca de conhecimentos e
perspectivas.
19
Edson Franco, presidente da FenaPrevi, proferiu
palestra magna no 11º Encontro
Realizado no dia 31 de outubro, em Belo
Horizonte, o evento reuniu lideranças de peso, como
o presidente da FenaPrevi e CEO da Zurich, Edson
Franco. Durante sua apresentação, Franco trouxe
uma análise detalhada do mercado de Seguros de
Pessoas, destacando um paradoxo intrigante: o
Brasil, apesar de ser a 9ª maior economia global,
ocupa apenas a 41ª posição em volume de prêmios
sobre o PIB entre os países membros da
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE).
Franco apresentou dados que ilustram o
enorme potencial de crescimento do setor, como o
déficit de capital segurado no Brasil, estimado em
R$ 552 bilhões, que poderia gerar um acréscimo de
R$ 79 bilhões em prêmios. No entanto, ele também
destacou os desafios, como o envelhecimento
populacional, a falta de educação financeira e a
necessidade de melhorar a comunicação e
distribuição de produtos.
O debate, moderado pelo diretor do CSP-MG,
Maurício Tadeu Barros Morais, contou com a
participação de lideranças do setor. João Paulo
Moreira de Mello, presidente do CSP-MG, enfatizou
a importância da educação financeira para o
planejamento futuro.
Questionado pela presidente do SindSeg
MG/GO/MT/DF, Andreia Padovani, sobre como
atrair os jovens para os produtos de Previdência e
Vida, Franco destacou a necessidade de o setor
adaptar-se aos hábitos de consumo atuais e
diversificar as faixas etárias entre seus
colaboradores. Já Gustavo Bentes, presidente do
Sincor-MG, ressaltou a necessidade de aprimorar a
comunicação do setor com o público.
“Esses eventos reafirmam o papel do mercado de
Seguros de Pessoas como um motor para o
crescimento econômico e a proteção social no
Brasil. Discutir esses temas é essencial para
construirmos um setor mais inclusivo e inovador”,
concluiu Mello.
20
Em 18 de setembro, o CSP-MG promoveu um
seminário dedicado ao setor de saúde suplementar,
no auditório do SindSeg MG/GO/MT/DF, também
em Belo Horizonte. A iniciativa reuniu especialistas
como Marcus Braz, diretor-adjunto de Fiscalização
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e
Kátia O’Donnell, representando a CNseg e a
FenaSaúde.
As palestras trouxeram insights sobre os
desafios enfrentados pelo setor, incluindo o impacto
do envelhecimento populacional, custos crescentes,
judicialização e fraudes. Marcus Braz destacou que,
embora o setor tenha registrado um lucro líquido de
R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2024, os
desafios estruturais ainda exigem atenção e
inovação.
Kátia O’Donnell, por sua vez, abordou os
impactos das fraudes no sistema, que consumiram
quase R$ 34 bilhões em 2022. Ela ressaltou a
importância de campanhas educativas e ações
coordenadas para combater o problema.
O debate final reforçou a necessidade de
conscientização sobre o uso responsável dos
produtos de saúde suplementar e a capacitação dos
intermediários. João Paulo Moreira de Mello
reiterou o compromisso do CSP-MG com a
qualificação e o combate às fraudes. “Estamos
sempre prontos para colaborar com campanhas
educativas e promover capacitação técnica que
fortaleça o setor”, afirmou.
Os eventos destacaram o papel do CSP-MG como um
agente transformador no mercado segurador. Ao reunir
líderes e especialistas, a entidade proporcionou um
espaço de diálogo essencial para enfrentar desafios e
explorar novas oportunidades.
“Nosso objetivo é construir pontes entre
conhecimento e prática, promovendo o
desenvolvimento do setor de Seguros de Pessoas de
forma inclusiva e sustentável”, concluiu Mello.
Essas ações reforçam o compromisso do CSP-MG
com a disseminação da cultura do seguro e o
fortalecimento do mercado em Minas Gerais e no Brasil.
21
Reconhecido por sua atuação
pioneira na disseminação da
cultura do seguro e na capacitação
de profissionais, o CSP-MG
reafirmou em 2024 seu compromisso
com o desenvolvimento do
setor, participando ativamente
dos mais importantes eventos,
congressos e fóruns do mercado
de seguros em todo o Brasil. Ao
mar-car presença em ocasiões
estratégicas, a entidade consolidou
seu papel como referência na
promoção de inovação, qualificação
e integração no segmento,
fortalecendo a representatividade
em eventos regionais e
nacionais.
Entre os destaques do ano,
a diretoria do CSP-MG participou
do 3º Congrecor, realizado em
Bra-sília, onde lideranças debateram
o papel do corretor de seguros
no contexto operacional, tático
e estratégico. O evento reuniu
mais de 1,3 mil participantes,
proporcionando um ambiente de
networking e troca de ideias.
Segundo o presidente do CSP-
MG, João Paulo Moreira de Mello,
o encontro possibilitou diálogos
estratégicos com autoridades do
setor, reforçando a missão da
entidade de impulsionar a capacitação
contínua e a inovação no
mercado.
Já no 23º Congresso Nacional
dos Corretores de Seguros,
promovido pela Fenacor no Rio
de Janeiro, a participação do CSP-
MG evidenciou sua dedicação em
alinhar-se às tendências e transformações
que moldam o futuro
do setor. Durante o evento, o
diretor Maurício Tadeu Barros
Morais destacou a importância de
manter os corretores conectados
com novas práticas e inovações,
reiterando o papel do Clube como
uma ponte entre conhecimento e
prática.
27
O CSP-MG também esteve
presente no XI Fórum Nacional de
Seguro de Vida e Previdência Privada,
promovido pela FenaPrevi,
em novembro, ocasião em que
foram discutidos temas como longevidade,
demografia e educação
securitária. Para João Paulo Mello,
o evento reforçou a relevância dos
seguros de vida e previdência
como instrumentos essenciais
para a sociedade e a economia.
Ele destacou ainda sua ligação
especial com o fórum, do qual
participou desde a criação, em
2002, como membro da Comissão
de Previdência Privada e Vida da
Fenaseg.
Outro marco foi a participação
no CQCS Insurtech &
Inovação, o maior evento de
inovação em seguros da América
Latina. Durante o encontro, o
presidente do CSP-MG acompanhou
discussões sobre inteligência
artificial, transformação
digital e outros avanços tecnológicos
que estão remodelando o
setor.
"Esses fóruns são essenciais
para mantermos a conexão entre
inovação e prática, garantindo
que os profissionais do mercado
estejam preparados para os
desafios e oportunidades do
futuro", afirmou Mello.
Ao longo de 2024, o CSP-
MG consolidou-se como uma entidade
de impacto significativo no
mercado de seguros, promovendo
a integração entre profissionais,
seguradoras e entidades representativas.
Sua participação em
eventos estratégicos reforça o
papel da entidade como catalisadora
de mudanças positivas no
setor, alinhando capacitação,
inovação e relevância social.
Essa trajetória, marcada
por uma visão estratégica e um
compromisso inabalável com o
desenvolvimento do mercado de
seguros, reafirma a posição do
CSP-MG como uma referência
indispensável para o avanço do
segmento de Pessoas no Brasil.
28
O CSP-MG celebrou nos últimos meses
adesão de importantes empresas ao
seu quadro de beneméritas,
consolidando sua relevância no
desenvolvimento do mercado de
seguros de pessoas. Essas parcerias
possibilitam à entidade ampliar seus
projetos, abrir novas frentes de
trabalho e fortalecer o compromisso
com a disseminação da cultura do
seguro e o desenvolvimento do setor.
Entre as novas empresas
mantenedoras, destacam-se a Porto,
BP Seguradora, Allianz Seguros,
Insurance Market, C6 Seg, Solidus
Administradora e Previscore Brasil.
Cada uma delas trouxe uma
contribuição significativa para o
CSP-MG e reafirmou o propósito de
impulsionar o mercado de seguros.
29
A Allianz Seguros recebeu a placa de adesão
ao CSP-MG no dia 17 de outubro, durante o VII
Workshop Conhecer para Proteger, em Belo Horizonte.
Representada por Saulo Gabriel, superintendente
de Produtos de Vida, e Maria Emilia Fonseca
Soares, gerente de Desenvolvimento Comercial, a
empresa expressou entusiasmo pela parceria.
“Temos muito orgulho de fazer parte do CSP-MG e
poder contribuir com esse projeto maravilhoso.
Ficamos honrados com a oportunidade e convidamos
todos os corretores a prestigiarem as ações do
Clube”, declarou Gabriel.
O presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira
de Mello, comemorou: “É um momento muito
importante para nossa instituição receber essa
gigante mundial dos seguros. Seja muito bemvinda!”.
No dia 3 de setembro, durante o VI Workshop
Conhecer para Proteger, a BP Seguradora foi formalmente
integrada ao CSP-MG como benemérita.
Matheus de Freitas Assunção, então diretor Técnico
da seguradora, destacou: “o reconhecimento como
benemérita reforça nossa relevância e contribuição
para o crescimento do mercado mineiro”.
Mello reforçou a importância da adesão: “A
chegada da BP Seguradora fortalece o trabalho do
Clube de disseminar a cultura do seguro e fomentar
o desenvolvimento do mercado no Estado e no País”.
A Porto oficializou sua parceria com o CSP-
MG, compondo o quadro de mantenedoras da
entidade. Segundo Wesley Andrade, diretor
Comercial da Porto para Minas Gerais e Centro-
Oeste, a união reflete o compromisso da empresa
com o desenvolvimento do setor e a promoção de
práticas inovadoras. “Estamos extremamente
honrados em patrocinar o CSP-MG. Essa parceria
chancela nosso compromisso com o setor e reforça
nossa missão de fomentar a educação e a inovação
no setor de seguros”, afirmou.
30
No evento de confraternização de fim de ano
do CSP-MG, realizado em 5 de dezembro, Augusto
Matos, CEO da Insurance Market, e Leonardo
Fernandes, diretor Comercial da C6 Seg, receberam
suas respectivas placas de adesão.
A Insurance Market é reconhecida por
oferecer serviços personalizados e de alta qualidade,
com foco em atender seguradoras, corretores e
segurados. Liderada por Augusto Matos, profissional
com mais de 35 anos de experiência no setor, a
empresa reafirma seu compromisso com soluções
inovadoras e eficientes.
A C6 Seg, por sua vez, atua como assessoria e
consultoria em seguros, oferecendo um portfólio
amplo que inclui auto, residencial, empresarial, vida,
saúde, RCs, transporte, entre outros. Com mais de 5
mil corretores parceiros, a empresa reforça a
importância de iniciativas colaborativas para o
crescimento do setor.
Também no evento de dezembro, Andreia
Xavier Cardoso, gerente comercial de Minas Gerais
da Solidus Administradora, recebeu a placa de boasvindas
ao CSP-MG. Mário Mendonça, diretor
Comercial da Solidus, enfatizou o alinhamento de
valores entre a empresa e o Clube. “A parceria com o
CSP-MG representa uma oportunidade única de
fortalecer nossa presença no mercado e contribuir
com o desenvolvimento do setor de seguros no
Estado. A Solidus vive um momento especial de
expansão, iniciado com o começo da operação em
Minas Gerais em setembro deste ano”.
Fundada em 2019, a Solidus rapidamente se
destacou na gestão de planos de saúde e benefícios,
atuando em diversos estados do Nordeste e agora
em Minas Gerais, reafirmando seu compromisso de
consolidação nacional.
A Previscore Brasil, assessoria com atuação
diversificada, recebeu sua placa em 4 de julho,
durante o II Workshop Conhecer para Proteger. Com
soluções inovadoras em benefícios e diversas frentes
de negócios, a empresa já colhe bons frutos da
parceria com o CSP-MG. “Queremos estar juntos
nesse momento trazendo grandes oportunidades
para todos os corretores ligados à instituição”,
afirmou Rildo Sousa, diretor Comercial.
Para Mello, “é uma satisfação ter uma empresa
com um portfólio tão diversificado como a
Previscore no quadro de beneméritas do CSP-MG.
Estamos certos de que essa parceria trará excelentes
resultados”. 31
O presidente do CSP-MG,
João Paulo Moreira de Mello, agradeceu
às novas beneméritas pelo apoio:
“É uma grande satisfação contar com
empresas tão relevantes e
comprometidas como nossas parceiras.
As adesões demonstram a
credibilidade do Clube e o impacto
positivo de nossas ações no mercado.
Continuamos abertos a novas adesões
e parcerias que contribuam para o
desenvolvimento do setor de seguros
de pessoas em Minas Gerais e no
Brasil”.
As novas adesões reforçam a missão do CSP-MG de ampliar projetos,
fomentar a educação no setor e promover o fortalecimento do
mercado, reafirmando o papel da entidade como protagonista no
segmento de seguros de pessoas.
O CSP-MG reafirmou seu compromisso com o
fortalecimento do mercado de seguros, participando
ativamente de eventos e iniciativas promovidos pelas
suas beneméritas mantenedoras.
Essas ações são parte de uma estratégia para
estreitar laços, fomentar novas oportunidades de
negócios e reconhecer as contribuições das empresas
para o setor.
Ao longo de 2024, o CSP-MG marcou presença
em diversos eventos organizados por suas parceiras,
como forma de apoiar suas iniciativas e fortalecer os
laços institucionais. Entre os destaques estão:
32
Participação no “Conecta 2024” da
MetLife, que trouxe temas como
inteligência artificial e tendências
geopolíticas.
Circuito das Estações, patrocinado
pela Tokio Marine, onde o Clube
prestigiou iniciativas voltadas à saúde
e bem-estar.
Roadshows da SulAmérica, que
apresentou inovações em produtos
de vida e previdência, e o da
MAPFRE, realizado no Instituto
Inhotim, promovendo discussões
sobre estratégias futuras e novos
produtos.
Lançamento do Seguro Educacional
da MAG Seguros, em parceria com o
PEPER, um produto que reflete a
inovação e a inclusão no
planejamento financeiro das famílias
brasileiras.
Apresentação das estratégias da
Seguros Unimed, em evento
exclusivo, ocasião em que a
companhia detalhou suas iniciativas
em Ramos Elementares e Pessoas,
além de oportunidades para seus
parceiros em Minas Gerais.
Visita às novas instalações da Simetria
Brasil, o maior complexo empresarial
privado de Minas Gerais, um espaço de
13 mil metros quadrados projetado
para integrar negócios, inovação e
cultura.
Inauguração da nova filial da
SulAmérica em Belo Horizonte, um
marco que simboliza o compromisso da
companhia com atendimento próximo
e personalizado aos clientes mineiros.
Inauguração da nova unidade da
benemérita MAG Seguros, em Belo
Horizonte, ambiente disruptivo e
espaçoso que reflete o compromisso
da empresa com modernidade e
inovação.
Evento da Sabemi Seguradora, com a
apresentação da nova equipe
comercial e as funcionalidades
inovadoras da sua plataforma de
contratação para corretores.
Confraternizações de fim de ano, como
as realizadas pela Asseg Assessoria de
Seguros e pela BP Seguradora no
evento intitulado Paraíso BP, que
reuniu 2.000 participantes no maior
parque aquático de Minas Gerais.
33
34
Além de prestigiar eventos externos, o
CSP-MG também recebeu executivos das
beneméritas em sua sede. Essas reuniões
possibilitaram discussões sobre novos projetos e
estratégias conjuntas, consolidando o Clube
como um hub de inovação e educação no setor.
Momentos como esses são essenciais para
reforçar o alinhamento de objetivos e fortalecer
os laços com as empresas mantenedoras.
A entidade esteve com executivos de
beneméritas como a Sabemi, MBM e Bradesco
Seguros em sua sede para reuniões estratégicas.
Essas visitas reforçaram o alinhamento de
objetivos entre o Clube e suas parceiras. Durante
o encontro com a Bradesco Seguros, foi
apresentada a plataforma Universeg, uma
ferramenta que amplia as possibilidades de
capacitação dos corretores.
Outro marco foi a presença do CSP-MG em
eventos de lançamento de produtos e expansão
de beneméritas como a Solidus Administradora,
que ingressou recentemente no Clube.
“Participar ativamente dos eventos das
nossas beneméritas e recebê-las em nossa sede
são formas de demonstrar nossa gratidão e de
estreitar parcerias estratégicas. Essas interações
não apenas consolidam nossa missão de
disseminar a cultura do seguro, mas também nos
permitem fomentar novos projetos que
beneficiem o mercado como um todo. Estamos
honrados em trabalhar ao lado de empresas tão
relevantes e comprometidas”, afirmou João
Paulo Moreira de Mello, presidente do CSP-MG.
O ano de 2024 foi marcado por significativas homenagens realizadas pelo CSP-MG
às suas beneméritas mantenedoras. Reconhecendo marcos históricos de fundação
de empresas que desempenham um papel crucial no desenvolvimento do mercado
segurador, o Clube reafirmou seu compromisso de fortalecer laços e celebrar as
trajetórias de impacto dessas instituições.
Essas celebrações reafirmam o papel
do CSP-MG como uma entidade
comprometida em valorizar as contribuições
de suas beneméritas. “Cada uma dessas
empresas representa um capítulo essencial
na história do mercado de seguros.
Reconhecer suas trajetórias é, ao mesmo
tempo, uma celebração do passado e um
estímulo para o futuro. Nossa gratidão a
essas grandes parceiras que nos ajudam a
promover a cultura do seguro e o
desenvolvimento do setor”, concluiu o
presidente do Clube.
A confraternização de fim de ano do
CSP-MG, realizada no dia 5 de dezembro, no
Automóvel Clube de Minas Gerais, foi palco
de homenagens ao Seguro PASI, que
celebrou 35 anos de fundação, e à TGL
Consultoria, com 20 anos de atuação. As
placas comemorativas foram entregues pelos
representantes do Clube às lideranças dessas
empresas, simbolizando o reconhecimento
pelo impacto social e pela inovação que
marcaram suas histórias.
“O PASI e a TGL são exemplos de como
o seguro pode ser um instrumento
transformador, promovendo inclusão e
oferecendo soluções de valor para o
mercado”, destacou João Paulo Moreira de
Mello, presidente do CSP-MG.
41
No dia 10 de dezembro, o CSP-
MG prestou homenagem à Tokio
Marine Seguradora durante o almoço
de confraternização da companhia, em
Belo Horizonte. João Paulo e o diretor
Maurício Tadeu Barros Morais
entregaram a placa à diretora Regional,
Andreia Padovani, em reconhecimento
à trajetória de 65 anos da seguradora.
“É uma grande satisfação
celebrar esta parceria de longa data
com a Tokio Marine, uma companhia
que desempenha um papel estratégico
no setor e que sempre esteve ao lado
do CSP-MG em nossas iniciativas”,
afirmou Mello. Andreia retribuiu a
homenagem destacando a
contribuição do Clube para o
fortalecimento do mercado mineiro e
nacional.
O CSP-MG encerrou o ano com
homenagens às seguradoras Allianz
Seguros e Seguros Sura, celebrando
seus 120 e 80 anos de existência,
respectivamente. As entregas das
placas ocorreram em momentos
distintos: no dia 16 de dezembro para
a Allianz e no dia 19 para a Sura.
Na ocasião, Alexandro Barbosa,
da Allianz, afirmou: “seguimos firmes
na missão de proteger o futuro da
sociedade. Essa homenagem reforça a
parceria com o CSP-MG e nosso
compromisso com o mercado”. Já
Roberta Prata, da Sura, agradeceu a
honraria: “essa homenagem nos
motiva a continuar inovando e
crescendo. É uma honra receber esse
reconhecimento do CSP-MG”.
42
Em 2024, CSP-MG reafirmou seu compromisso
com a disseminação da cultura do seguro
de vida ao se aliar ao Movimento Minha Vida
Protegida, uma iniciativa que destaca a importância
desse produto como pilar do planejamento
financeiro e da proteção familiar.
No dia 11 de novembro, o presidente do
CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, participou
de um encontro do Movimento, realizado
na sede da Bradesco Vida e Previdência, em
Barueri/SP. O evento reuniu cerca de 150
participantes, entre corretores, assessorias e
executivos do setor, para debater o papel
transformador do seguro de vida.
“O CSP-MG é um apoiador ativo dessa
iniciativa, reafirmando nosso compromisso com
a promoção da cultura do seguro em Minas
Gerais e no Brasil”, destacou João Paulo Mello,
que também atua como embaixador do
movimento.
O encontro contou com palestras e debates
liderados por especialistas do mercado.
Destaque para Jorge Nasser, então presidente
da Bradesco Vida e Previdência, que ressaltou o
caráter indispensável do seguro de vida na
construção de segurança e planejamento
financeiro. Além disso, o corretor Rogério
Araújo, fundador do movimento, apresentou
insights sobre como os profissionais podem se
tornar agentes de transformação, adaptando-se
às diferentes necessidades das famílias
brasileiras.
O apoio ao Movimento Minha Vida
Protegida foi um dos marcos das ações do Clube
em 2024. Para o dirigente do CSP-MG, a
parceria com o Movimento reflete a missão do
CSP-MG de ampliar a conscientização sobre a
importância do seguro de vida. “É essencial que
o mercado invista em estratégias para levar essa
mensagem a mais brasileiros. Estamos diante de
um cenário de grandes oportunidades e desafios,
e a educação financeira é uma ferramenta
poderosa para transformar essa realidade”.
Em 2025, o CSP-MG planeja intensificar
ações em apoio ao Movimento Minha Vida
Protegida e outras iniciativas que promovam a
inclusão securitária. “Nosso foco será continuar
trabalhando em parcerias estratégicas, oferecendo
capacitação e disseminando a cultura do
seguro de vida como uma solução indispensável
para proteger famílias e criar um futuro mais
seguro para todos”, concluiu Mello.
Com iniciativas como o Movimento
Minha Vida Protegida, o CSP-MG demonstra sua
liderança no setor, inspirando corretores e
agentes do mercado a se unirem em prol de um
objetivo comum: proteger vidas e construir um
mercado de seguros mais robusto e acessível.
PRINT DE PARTE DA PÁGINA INICIAL DO SITE minhavidaprotegida.com.br
43
Em 2024, o CSP-MG consolidou
seu compromisso com a
responsabilidade social por meio
de diversas ações que beneficiaram
famílias em situação de
vulnerabilidade. Essas iniciativas
reforçam a atuação do setor de
seguros como um agente de transformação,
promovendo solidariedade
e esperança.
Pelo quarto ano consecutivo,
o CSP-MG participou ativamente
da Campanha Natal Solidário,
uma ação conjunta com entidades
do mercado segurador,
como Aconseg-MG, Clubcor-MG,
Clube da Bolinha de Minas Gerais,
ENS, Sosai, Sincor-MG e SindSeg
MG/GO/MT/DF.
A campanha arrecadou
doações para a compra de cestas
básicas e proteínas, que foram
destinadas a famílias atendidas
pela Associação Movimento da
Periferia Criativa. Em um evento
emocionante, realizado em 19 de
dezembro, foram entregues 102
cestas básicas e cerca de 300 kg
de frango.
O presidente do CSP-MG,
João Paulo Moreira de Mello,
declarou: “a solidariedade é um
dos pilares que fortalecem a
atuação do mercado de seguros.
Agradecemos a todos que contribuíram,
mostrando que juntos
podemos fazer a diferença na
construção de uma sociedade
mais justa e acolhedora”.
Em setembro, o CSP-MG
realizou outra ação solidária
significativa, doando 50 cestas
básicas e 150 kg de proteína para
a CUFA Barreiro, organização que
presta assistência a famílias em
vulnerabilidade social em Belo
Horizonte.
O diretor Social do CSP-MG,
Diego Bifoni, destacou: “é com
muita alegria que realizamos mais
uma ação em benefício da CUFA
Barreiro. Nosso agradecimento a
todos que se juntaram a nós nesta
corrente de solidariedade”. As
doações foram possíveis graças a
recursos oriundos de inscrições
feitas em cursos de capacitação
promovidos pelo Clube.
O sucesso dessas ações só
foi possível graças à mobilização
de associados, beneméritas e profissionais
do setor de seguros, que
demonstraram compromisso com
causas sociais. As iniciativas do
CSP-MG refletem o potencial do
mercado de seguros de ir além da
proteção financeira, atuando
como catalisador de mudanças
sociais.
O CSP-MG mantém a responsabilidade
social como um de
seus pilares. Segundo João Paulo
Moreira de Mello, “essas ações
reforçam a missão do Clube de
promover impacto positivo, não
apenas no mercado, mas também
na vida de quem mais precisa”.
Com base nas conquistas
de 2024, o CSP-MG projeta a
ampliação de suas ações solidárias
em 2025. O Clube continuará
a integrar recursos oriundos
de eventos e parcerias em
iniciativas que promovam transformação
social, reforçando o
compromisso com uma atuação
solidária e inclusiva.
44
No dia 5 de dezembro, o CSP-MG
promoveu sua tradicional
confraternização de fim de ano no
icônico Automóvel Clube de Minas
Gerais, em Belo Horizonte.
Com o tema inspirador “Carpe Diem”,
o evento reuniu lideranças, corretores e
parceiros do mercado de seguros, celebrando
as conquistas coletivas e reforçando o espírito
de união que move o setor.
51
A abertura foi conduzida pelo presidente do
CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, que
emocionou os presentes com uma reflexão sobre
gratidão e a importância de aproveitar cada
momento. “Carpe Diem não é apenas um tema,
mas um convite para vivermos intensamente,
valorizando nossas conquistas e aprendizados,”
destacou Mello. O diretor Maurício Tadeu Barros
Morais complementou relembrando os marcos de
2024, reafirmando o compromisso da entidade
com a capacitação e o fortalecimento do setor.
A cerimônia incluiu homenagens a beneméritas e
profissionais que se destacaram ao longo do ano.
Novas mantenedoras como Insurance Market,
C6 Seg, Solidus Administradora e Porto receberam
placas comemorativas, celebrando sua adesão ao
CSP-MG. Entre as homenagens às parceiras
consolidadas, o destaque foi para a TGL, que
completou 20 anos, e para o Seguro PASI, que
celebrou 35 anos de história.
O Clube também homenageou a ISB Brasil,
entidade coirmã, pelos seus 40 anos de
contribuições transformadoras ao setor, além do
corretor Jessé Oliveira, reconhecido pela dedicação
à capacitação e pelo compromisso profissional.
O ponto alto da solenidade foi a entrega do Troféu
Mérito Profissional ao veterano Adelson Almeida
Cunha, que há mais de 40 anos dedica sua carreira
ao mercado de seguros. Visivelmente emocionado,
Adelson agradeceu: “Este reconhecimento, vindo
de colegas e amigos, é um dos momentos mais
especiais da minha trajetória. Gratidão a todos que
me acompanharam nesta jornada.” Sua família e
amigos estiveram presentes, tornando a
homenagem ainda mais significativa.
O evento culminou em um almoço festivo,
promovendo momentos de descontração e
celebração entre os convidados. Para o CSP-MG, a
confraternização simboliza mais do que um
encerramento de ciclo – é a reafirmação de um
compromisso contínuo com o desenvolvimento do
mercado de seguros.
“O CSP-MG encerra 2024 com um sentimento de
gratidão e a certeza de que estamos prontos para
novos desafios. Que 2025 seja um ano de ainda
mais realizações e parcerias sólidas,” finalizou João
Paulo Moreira de Mello.
52
O mercado de seguros é pulsante, e o CSP-MG segue
como protagonista e parceiro em diversas ações que
fortalecem o setor e inspiram sua evolução.
Nesta seção, você confere um panorama das atividades, eventos e
iniciativas que marcaram o último ano. São histórias de celebrações,
networking, homenagens e debates sobre inovações e tendências que
destacam a força do nosso mercado e a relevância do CSP-MG como
articulador estratégico.
No Dia Internacional da
Mulher, o CSP-MG lançou uma
campanha especial para homenagear
e valorizar as mulheres no
mercado de seguros. Durante o
mês, diversas ações foram realizadas
nas redes sociais do Clube.
Mulheres do mercado foram convidadas
a gravar mensagens que
foram divulgadas nos canais
digitais da instituição.
O CSP-MG foi apresentado
pelo CVG-RJ com exemplares do
livro “Histórias, estórias e textos”,
de Lúcio Antônio Marques, ícone
do mercado segurador, falecido
em 2023.
Mineiro de Belo Horizonte,
Lúcio Marques iniciou sua carreira
no setor aos 13 anos e acumulou
mais de 60 anos de contribuições
ao mercado de seguros. Ocupou
cargos de liderança em empresas
e entidades como Banerj Seguros,
Fenaseg e ANSP, além de se dedicar
à literatura, com livros de
poesias e narrativas. O CSP-MG
expressa orgulho em celebrar sua
memória e legado.
O CSP-MG participou da 6ª
Jornada Capixaba do Seguro de
Vida, evento consagrado no calendário
do mercado de seguros capixaba,
promovido pelo Sindicato dos
Corretores de Seguros do Espírito
Santo (Sincor-ES) em parceria com
o Clube de Vida em Grupo do
Espírito Santo (CVG-ES). O evento
aconteceu no dia 9 de maio, no Hotel
Senac Ilha do Boi, em Vitória/ES.
Sob o tema “Marketing Digital
na Venda de Seguro de Vida”, a
jornada abordou oportunidades e
estratégias emergentes, o avanço
das ferramentas digitais, insights de
vendas e outros temas de relevância
e tendências de mercado.
59
O CSP-MG prestigiou a 1ª
Confraternização do Mercado de
Seguros Mineiro, em celebração ao
Dia Continental do Seguro. O
evento aconteceu no Espaço Meet
Porcão, em Belo Horizonte, na
noite do dia 14 de maio.
Inspirado nos tradicionais
bailes de máscaras venezianos, o
evento foi organizado pelo SindSeg
MG/GO/MT/DF e Sincor-MG, com
apoio do CSP-MG e outras entidades
do mercado.
Já na manhã do dia 14, o
presidente João Paulo Moreira de
Mello e o diretor Maurício Tadeu
Barros Morais participaram do
evento “Corretor em Ação – edição
2024”, promovido pelo Sincor-MG.
O presidente da CSP-MG,
João Paulo Moreira de Mello,
ressaltou a importância da data,
criada em 1948, para destacar o
papel essencial da segurança na
proteção de vidas, patrimônios e
negócios.
A diretoria do CSP-MG participou,
no dia 17 de maio, da
cerimônia de apresentação da
sede do SindSeg MG/GO/MT/DF,
após as obras de revitalização do
imóvel.
“Cada detalhe foi pensado com
muito cuidado para que a nossa
sede possa atender às necessidades
dos profissionais do setor
de seguros. Afinal, nossa ‘casa’
conta com uma excelente infraestrutura
para promover encontros,
reuniões, workshops e palestras”,
disse Andreia Padovani, presidente
do Sindicato.
Por iniciativa do Sincor-MG,
foi promovida, no dia 25 de julho, a
Quermesse do Seguro, um arraial
julino com comidas e bebidas
típicas, doces, quadrilha, concurso
de traje caipira, entre outras
atividades.
O evento teve o apoio do
CSP-MG, SindSeg MG/GO/MT/DF,
Escola de Negócios e Seguros (ENS)
e Clubcor-MG.
“Essa é mais uma iniciativa
realizada em conjunto pelas entidades
do mercado de seguros do
Estado, o que reforça a união das
instituições em prol do objetivo
comum de promover o relacionamento,
o networking e o desenvolvimento
do setor. A confraternização
de todos os agentes,
corretores, seguradoras, assessorias,
operadoras, só fortalece a
atuação desses profissionais”, enfatizou
o presidente do CSP-MG, João
Paulo Moreira de Mello.
60
O CSP-MG marcou presença
na 48ª edição do Oscar do Seguro,
no dia 26 de setembro, na capital
fluminense. Considerada a mais
tradicional premiação do seguro no
País, a cerimônia desta vez aconteceu
no Hotel Copacabana Palace
com plateia lotada que prestigiou
os homenageados da noite.
Anfitrião da solenidade, o
presidente do CVG-RJ, Edson
Calheiros, ressaltou que todos que
ali estavam cumprindo sua missão
junto ao seguro têm a obrigação de
levar para toda a família brasileira a
importância da proteção securitária.
Após o discurso de Calheiros,
foram entregues os troféus a diversas
personalidades do mercado.
O presidente do CSP-MG,
João Paulo Moreira de Mello, que
prestigiou o evento, exaltou o
trabalho realizado pelo CVG-RJ. “É
uma entidade pioneira na disseminação
da cultura do Seguro de
Pessoas no Brasil. Há 48 anos promovendo
esse congraçamento, que
é o Oscar do Seguro, uma oportunidade
e um reconhecimento à
dedicação de tantas pessoas que
atuam nesse setor, que é fundamental
para o País e para a proteção
da sociedade”, concluiu Mello.
No dia 27 de novembro,
São Paulo/SP foi palco do XI
Fórum Nacional de Seguro de Vida
e Previdência Privada, promovido
pela FenaPrevi. O evento, reconhecido
como um dos mais relevantes
do setor, reuniu mais de
400 participantes, incluindo líderes
das maiores seguradoras do
País, corretores, resseguradores e
representantes do setor público,
para discutir temas cruciais à sociedade
brasileira e ao mercado
de seguros.
Representando o CSP-MG,
o presidente João Paulo Moreira
de Mello participou ativamente
do encontro e destacou a importância
do fórum: “trata-se de um
dos principais eventos do mercado,
onde se discute com especialistas
brasileiros e internacionais
assuntos ligados a seguros de vida
e previdência privada. Temas
como longevidade, previdência
social, demografia e educação securitária
dominaram os debates,
evidenciando a relevância desses
instrumentos tanto para a sociedade
quanto para a economia”.
A programação do evento
foi marcada por palestras e painéis
enriquecedores. Um dos destaques
foi a palestra de Andrew
Scott, renomado autor de “The
100-Year Life” e especialista em
estudos sobre longevidade, que
abordou os desafios e oportunidades
gerados por uma população
cada vez mais longeva.
Para Mello, o evento também
tem um valor especial por
razões pessoais e profissionais:
“tenho um carinho especial por
este fórum, pois participei, em
2002, como membro da Comissão
de Previdência Privada e Vida da
Fenaseg, da sua criação e da organização
da primeira edição. É inspirador
ver como ele evoluiu ao
longo dos anos, consolidando-se
como um espaço de diálogo e
inovação para o mercado”.
61
e da união entre as lideranças para
fortalecer o setor. “Participar deste
momento com a CNseg reforça
nosso compromisso com a inovação
e a expansão do mercado de
seguros. As projeções para 2025
são animadoras e refletem o trabalho
conjunto de todas as instituições
do setor. Seguimos firmes na
missão de disseminar a cultura do
seguro e ampliar o acesso da sociedade
aos diversos produtos e serviços
que oferecemos”, afirmou.
No dia 28 de novembro, o
CSP-MG, representado pelo presidente
João Paulo Moreira de Mello,
participou da tradicional confraternização
anual promovida pelo
SindSeg MG/GO/MT/DF, realizada
em Belo Horizonte. O evento reuniu
profissionais do setor de seguros,
amigos e familiares para uma
celebração marcada por momentos
de confraternização e homenagens.
A noite foi especialmente
significativa com a entrega da
Medalha do Mérito Segurador, uma
das maiores honrarias do mercado,
destinada a reconhecer profissionais
que se destacaram em 2024
por sua dedicação, inovação e
contribuição ao setor segurador.
A presidente do SindSeg
MG/GO/MT/DF, Andreia Padovani,
destacou a relevância da celebração
e dos homenageados: “esta
noite é uma celebração da força,
resiliência e inovação do mercado
segurador. Cada homenageado
aqui representa o espírito de superação
que move o setor e nos
desafia a ir além”.
O presidente do CSP-MG,
João Paulo Moreira de Mello, também
celebrou a oportunidade de
participar do evento, reafirmando a
importância da união e do reconhecimento
no setor.
O CSP-MG marcou presença
no Coquetel de Confraternização
das Lideranças do Mercado Segurador,
promovido pela Confederação
Nacional das Seguradoras (CNseg)
no dia 12 de dezembro, em São
Paulo. Representado pelo presidente
João Paulo Moreira de Mello, o
CSP-MG celebrou, junto às principais
lideranças do setor, as conquistas
do mercado e as projeções otimistas
para os próximos anos.
O presidente do Conselho
Diretor da CNseg, Roberto Santos,
destacou os avanços do setor em
termos de regulamentação, com a
aprovação do Marco Legal do Mercado
de Seguros, e os primeiros
resultados do Plano de Desenvolvimento
do Mercado de Seguros
(PDMS). Entre os pilares do PDMS,
Santos frisou o impacto positivo da
comunicação mais acessível e de
projetos inovadores, como a atuação
de influenciadores no mercado.
Dyogo Oliveira, presidente
da CNseg, Armando Vergílio, presidente
da Fenacor, e Alessandro
Octaviani, superintendente da
Susep, também falaram sobre os
avanços do setor e principais perspectivas
para o próximo ano.
João Paulo Moreira de Mello
ressaltou a importância do evento
No dia 19 de dezembro, a
diretoria do CSP-MG realizou um
encontro especial para encerrar o
ano. O almoço reuniu o presidente
João Paulo Moreira de Mello, os
diretores Maurício Tadeu Barros
Morais e Diego Bifoni, além da
secretária-executiva Elenice Souto.
O evento foi marcado por
reflexões sobre os avanços de 2024
e discussões estratégicas para o
próximo ano.
Na ocasião, os dirigentes
fizeram um balanço das atividades
realizadas em 2024, destacando as
conquistas e os desafios enfrentados
pela entidade. Além disso, foi
debatido alguns pontos do planejamento
para 2025, com foco em
novas ações e iniciativas que visam
ampliar ainda mais a presença do
CSP-MG no mercado de seguros
62
Dyogo Oliveira, presidente da CNseg
(Confederação das Seguradoras)
Próximo de completar seu segundo ano de
lançamento, em março de 2025, o Plano de
Desenvolvimento do Mercado Segurador (PDMS)
começa a construir as primeiras pontes para elevar a
participação do mercado de seguros na economia
brasileira.
Avaliando-se o estágio de execução das
dezenas de propostas listadas no PDMS, constata-se
um resultado bastante significativo a cada atualização
anual. De um universo de 65 iniciativas, sete
foram entregues em 2023 (11%) e outras 39 se
encontravam em andamento (60%). Em 2024,
acompanhamos 27 iniciativas que esperamos ver
implementadas e outras seis de duração perene
durante a vigência do PDMS.
Tomando como base o ano de 2023, obtivemos
importantes vitórias na marcha para ampliar a
incursão dos produtos de seguros. Conseguimos
aprovar a expansão da telessaúde; adotamos uma
grande mobilização de prevenção e combate à
fraude, incluindo campanhas de conscientização
dos segurados e denúncias à Justiça contra os que
teimam em cometer delitos contra o mercado.
Ainda emplacamos a proposta de o seguro se
tornar um instrumento mitigador de riscos de
crédito das instituições financeiras; asseguramos a
inclusão da capitalização, via a modalidade
Instrumento de Garantia, entre os produtos
válidos nas licitações públicas; um projeto de lei
encaminhado via Iniciativa de Mercado de
Seguros (IMS).
Modelos mais modernos de desacumulação
nos planos de previdência, com o incentivo
à conversão de renda passaram a ser permitidos;
e escolha a partir do primeiro resgate quanto ao
regime de tributação (progressivo ou regressivo)
ainda nos planos de previdência.
Não podemos esquecer diversas iniciativas
na área de comunicação, como a parceria
com influencers digitais na busca por uma
linguagem mais próxima aos diversos públicos
que compõem a sociedade brasileira, além do
apoio a três atletas olímpicos, que aproximou o
setor daqueles que têm no esporte uma grande
paixão.
O PDMS é um plano de metas e de
mudanças para o desenvolvimento sustentável
do mercado segurador. Há o consenso no setor
de que a atividade tem um mercado potencial a
conquistar em todos os ramos e modalidades de
seguros, para estar na mesma proporção da
economia brasileira.
69
Há quatro eixos temáticos e objetivos estratégicos
perseguidos: Imagem do Seguro, Canais de
Distribuição, Produtos, e Eficiência Regulatória.
Todos esses eixos temáticos conversam com um
ponto em comum: a percepção do consumidor. O
consumo per capita de seguros é baixo no país,
porque o consumidor não reconhece a importância
do seguro nem tem informações adequadas sobre
as coberturas e serviços oferecidos.
Também a conjuntura econômica é outro
ponto central para a marcha de expansão do
seguro. PIB em alta, taxa de desemprego reduzida e
expansão da renda são contribuições relevantes
para o mercado segurador continuar a baixar o
gargalo de proteção das pessoas, dos negócios e da
sociedade.
O Brasil é a oitava maior economia do
planeta, com um PIB de US$ 2,33 trilhões, mas o
seguro ocupa uma posição modesta - representa
6,2% do PIB e, criadas as condições favoráveis
prescritas no PDMS, pode alcançar a taxa de 10,1%
em 2030.
Há o consenso no setor de que a
atividade tem um mercado
potencial a conquistar em todos os
ramos e modalidades de seguros,
para estar na mesma proporção da
economia brasileira.
A meta de atingir 10,1% do PIB de arrecadação
em 2030 equivaleria a atingir uma receita de
pouco mais de R$ 1,1 trilhão em números atuais.
Elevar as indenizações para 6,5% do PIB, conforme
consta do PDMS, corresponderia a pagar aos
segurados R$ 731,5 bilhões. Caso as ações e
iniciativas apresentadas no PDMS sejam executadas,
a expectativa é ampliar em 20% a parcela da
população atendida pelo setor de seguros.
Nesse sentido, o PDMS não é apenas documento,
é um objetivo comum de todo o mercado
brasileiro de seguros. O Plano nos impõe um dever
de casa robusto no que tange ao sucesso das
iniciativas propostas. O engajamento de todos será
determinante, a partir de agora, para o crescimento
que queremos ver acontecer.
De antemão, sabemos que novas oportunidades
e novos desafios se aproximam do
mercado segurador. Nesse admirável mundo novo,
repleto de incertezas – riscos de novas pandemias,
crimes cibernéticos, mudanças climáticas etc. – um
maior protagonismo do mercado segurador no
campo da proteção é esperado nas próximas
décadas. Cabe ao mercado estruturar-se para
atender riscos emergentes e potencialmente
gravosos. Nada, aliás, que fuja do roteiro de um
setor com enorme domínio em gerenciamento de
riscos. Estamos prontos para crescer e para
corresponder às expectativas.
70
Edson Luis Franco,
presidente da FenaPrevi
Analisar o passado recente e antever os
desafios para o futuro de um ano que já se faz
presente requerem um exercício intelectual que
pode ser realizado através de diferentes prismas.
Aqui, nosso foco é o consumidor, tendo como norte
a necessidade de implantação de iniciativas que
reduzam o gap de proteção securitária (seguros de
pessoas) e previdenciária de nossa população.
Nessa ótica, há de se reconhecer que o ano
de 2024 será lembrado pela realização de feitos há
muito esperados pelo mercado segurador,
concretizados graças à atuação de vários entes,
privados e públicos: as sociedades seguradoras, os
corretores, as respectivas entidades de representação
e sindicatos, o Conselho Nacional de Seguros
Privados - CNSP, a Superintendência de Seguros
Privados - Susep, e os três poderes da Nação:
Executivo, Legislativo e Judiciário.
Também não se pode deixar de reconhecer
que as vitórias alcançadas em 2024 são fruto de um
extenso trabalho realizado nos anos anteriores, por
várias pessoas, e que cada passo percorrido no
passado foi fundamental para ter sido alcançada a
linha de chegada.
Já no início de 2024, muitas das inovações
requeridas pelo mercado, tendo como norte a
ampliação da proteção da população brasileira,
foram contempladas, através da publicação das
normas do CNSP e da Susep que atualizaram as
regras aplicáveis aos planos de previdência complementar
aberta e aos seguros de pessoas, com
cobertura por sobrevivência (Resoluções CNSP
nºs 463 e 464 e Circulares Susep nºs 698 e 699).
Novas estruturas e tipos de rendas foram
adicionados às existentes, como a possibilidade
de contratação de renda diferida; de ser estabelecido
como parâmetro para cálculo das rendas a
estrutura a termo de taxa de juros; bem como o
valor da renda ser baseado em quantidade de
cotas do FIE onde são aplicados os recursos da
provisão.
Merece destaque, também, a previsão nas
normas da inovação proposta pelo mercado,
referente ao modelo de “ciclos de rendas”, muito
mais aderente à dinâmica demográfica e às
alterações comportamentais e do mercado de
trabalho. Para cada ciclo, cujo prazo é determinado
pelo participante, lhe é dada a opção de
escolher o tipo de renda que mais se adeque ao
seu momento de vida. Essa flexibilidade permite
melhor atendê-lo durante toda a fase de percepção
do benefício.
Em aderência às conclusões dos estudos
da economia comportamental, as novas normas
71
também viabilizaram um pleito antigo do mercado,
o de facultar aos empregadores estabelecer nos
planos previdenciários contratados em benefício de
seus colaboradores a cláusula de adesão automática,
ajudando, desse modo, a superar dois grandes
desafios: a falta de conscientização das pessoas em
relação à necessidade de se planejar financeiramente
para o futuro, principalmente para a aposentadoria,
bem como a incipiente renda disponível de
um contingente significativo da população.
Desafios esses que não devem ser subestimados,
principalmente quando analisados à luz do
processo de envelhecimento da população
brasileira.
Os resultados do Censo de 2022, divulgados
pelo IBGE em 2024, revelaram que o processo de
envelhecimento está mais acelerado do que o
previsto, resultado da redução da taxa de natalidade
(6,3 filhos por mulher em 1960 para 1,55) e
aumento da expectativa de vida ao nascer (52,3
anos em 1960 para 76,6). A população acima de 60
anos cresceu de 5% do total (1960) para 16,1%, e as
projeções apontam que em 2036 a quantidade de
pessoas acima de 64 anos deverá superar as com
menos de 15 anos.
É inquestionável que viver mais é uma ótima
notícia, que deve ser celebrada. Mas requer, também,
um esforço pessoal de planejamento financeiro,
para que essa dádiva seja acompanhada pela
qualidade de vida que todos almejam. Essa responsabilidade
não pode ser transferida ao Estado!
A previdência pública também é impactada
pelo envelhecimento da população, no alicerce que
a sustenta: o pacto intergeracional, no qual os
jovens pagam pelo benefício social dos idosos. De
acordo com estudo do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), em 2022 o país contava
com menos de 2 contribuintes para cada beneficiário
da previdência social. A partir de 2051, as
projeções indicam que a tendência é termos mais
assistidos do que pessoas contribuindo para a
previdência pública.
Com base nesse cenário, é inquestionável a
insustentabilidade do atual modelo da previdência
pública. Portanto, as soluções para evitar um grave
problema social no futuro, abrangem, necessariamente,
a proteção à aposentadoria provida pelo
setor privado.
Assim sendo, as iniciativas que aumentem a
conscientização das pessoas e estimulem a
formação de reservas previdenciárias e securitárias
de longo prazo estão em perfeita consonância com
as necessidades do país.
A partir desse entendimento, além das
normas publicadas pelo CNSP e pela Susep, tivemos
a importante participação do Poder Legislativo,
através da aprovação das Leis nºs 14.652 e 14.803.
A primeira, de agosto de 2023, foi regulamentada
em 2024, através de ato conjunto do
Conselho Monetário Nacional e do CNSP (Resolução
conjunta nº 12), permitindo a concessão, como
garantia de operações de crédito, do direito de
resgate assegurado aos titulares de planos de
caráter previdenciário e de títulos de capitalização.
Esse arcabouço normativo tem em seu âmago o
reconhecimento da importância da formação e
preservação de provisões de longo prazo, criando
uma alternativa ao resgate.
Tendo essa mesma visão como norte, foi
aprovada, em janeiro de 2024, a Lei nº 14.803,
alterando a de nº 11.053/2004, para permitir a
participantes e assistidos de planos de caráter
72
previdenciário optarem pelo regime de tributação
por ocasião da obtenção do benefício ou do
primeiro resgate. A flexibilidade permitida pela lei
tem o condão de auxiliar no assessoramento dos
interessados na contratação dos planos, facilitando
o processo decisório, ao retirar quesito de tamanha
relevância - tributação -, em momento impossível
de se prever as circunstâncias futuras que ensejarão
a necessidade de resgate (o triste momento de
nossa história, da pandemia da Covid, é uma
importante ilustração). A superação do desafio
relacionado à escolha do regime tributário no momento
da contratação permitirá aos participantes
realizarem a opção mais adequada, melhorando a
experiência do cliente, e a percepção da sociedade
em relação à facilidade de acesso à proteção
inerente a esses planos.
O Poder Judiciário também desempenhou
relevante papel em 2024, garantindo o ambiente de
segurança jurídica e de previsibilidade, essenciais
para o desenvolvimento de planos de longo prazo.
O Superior Tribunal Federal, em decisão unânime
dos ministros, pacificou o entendimento da não
incidência de ITCMD nos planos PGBL e VGBL,
fixando a tese, constante do Acórdão datado de
16.12.2024, através da qual: “É inconstitucional a
incidência do imposto sobre transmissão causa
mortis e doação (ITCMD) sobre o repasse aos
beneficiários de valores e direitos relativos ao plano
vida gerador de benefício livre (VGBL) ou ao plano
gerador de benefício livre (PGBL) na hipótese de
morte do titular do plano”.
O segmento de seguro de pessoas também
obteve importante avanço em 2024, fruto de um
extenso trabalho do mercado segurador, que
resultou na publicação da Consulta Pública da Susep
nº 12, através da qual é submetida à apreciação da
sociedade a minuta de Resolução CNSP dispondo
sobre as regras e os critérios para estruturação,
comercialização e operacionalização do Seguro de
Vida Universal.
Viabilizar a comercialização do Seguro de
Vida Universal faz parte do rol de iniciativas do
mercado segurador para reduzir o gap de proteção
securitária da população brasileira, pois não se
pode perder de vista o fato de que, não obstante a
relevância dos seguros de pessoas, ainda é muito
incipiente sua participação no PIB. O Brasil é a 9ª
economia no mundo de acordo com o Banco
Mundial, porém está na 41ª posição no ordenamento
da OCDE de prêmios sobre o PIB, que
conta com 52 países. A pesquisa Fenaprevi/
DataFolha de 2024, por sua vez, aponta que 82%
dos brasileiros acima de 18 anos não possuem
seguro de vida. São dados que não podem ser
ignorados!
De acordo com o estudo encomendado pela
Fenaprevi à EY, em 2023, considerando a renda
média do brasileiro e o potencial de consumo de
seguros de vida por classe social, o Seguro de Vida
Universal pode movimentar, em 5 anos, aproximadamente
R$ 16 bilhões, e beneficiar cerca de 24
milhões de pessoas.
Cientes, no entanto, que esse potencial
somente será alcançado em um ambiente regulatório
que possibilite a estruturação do Seguro de
Vida Universal com a flexibilidade permitida em
outros países, com a indispensável segurança
jurídica e com o tratamento tributário adequado, o
mercado segurador continuará trabalhando ao
longo de 2025, para assegurar as condições
necessárias para o atingimento do êxito observado
em outras nações, sendo mais uma opção de
proteção securitária para nossa população.
As propostas concretizadas em 2024 nas
esferas do Executivo e do Legislativo fizeram parte
das iniciativas incluídas pela Fenaprevi no Plano
Nacional de Desenvolvimento do Mercado de
Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e
Capitalização (PDMS), lançado em 2023 pela CNseg.
Resultaram da avaliação estratégica da Diretoria
Estatutária da Federação, apoiada pelos trabalhos
de suas Comissões Técnicas, nos estudos e
pesquisas contratados, bem como nas palestras e
debates ocorridos em seus eventos.
Em 2024 a Fenaprevi realizou o XI Fórum
Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada,
com a presença de vários especialistas, debatendo
temas essenciais para desenvolvimento do mercado
securitário e previdenciário. Dentre os painelistas
e debatedores, o evento contou com a
73
participação de Andrew Scott, diretor de Economia
no Ellison Institute of Technology e professor de
Economia na London Business School, também
autor do best-seller "The 100-Year Life: Living and
Working in an Age of Longevity ".
O evento também marcou o início da divulgação
da pesquisa encomendada em 2024 pela
Fenaprevi ao Instituto DataFolha. Dentre os vários
resultados que merecem análise aprofundada,
destacamos o que identifica os principais medos
dos brasileiros, pois, para grande parte deles, o
mercado segurador e previdenciário já provê coberturas
com a adequada proteção financeira. Essa
constatação é confirmada pelo fato de que, após
explicadas as coberturas de cada um dos produtos,
todas despertaram interesse dos entrevistados.
Esses resultados apontam para um dos desafios
que devem continuar sendo perseguidos ao
longo de 2025. Isolando da análise a questão
relacionada à renda disponível da população – sem,
com isso, pretender minimizar sua importância –,
resta clara a necessidade de persistir com as
iniciativas voltadas à conscientização da população
sobre a importância do planejamento financeiro,
em seu sentido mais amplo. Um exemplo desse
desafio é a contradição entre a declaração das
pessoas de falta de renda disponível para a contratação
de seguros de proteção à renda enquanto,
segundo a consultoria PwC, a estimativa para 2024
de movimentação em sites de apostas eletrônicas é
de R$ 130 bilhões, mais que 1% do PIB.
Concomitantemente, em 2025 é necessário
avançar nas iniciativas destinadas a aprimorar o
sistema de distribuição, com uma visão voltada a
fornecer um adequado assessoramento, baseado
na análise de risco, que abranja todas as situações
familiares e considere a jornada completa da vida.
Somente desse modo poderá ser oferecida a gama
de soluções necessária para, em sinergia, prover a
adequada proteção financeira familiar (inviável em
um modelo de vendas segmentado). Não é demasiado
repetir que não existe proteção patrimonial
sem proteção à renda.
O grande desafio para 2025, no entanto, é
evitar que ocorram retrocessos.
Será fundamental que a regulamentação da
Lei de Seguros (Lei nº 15.040), aprovada pelo Congresso
Nacional em 2024, proteja a flexibilidade e
incentive a estruturação de novos produtos, modernização
em processos operacionais e de distribuição.
A flexibilidade é o ingrediente fundamental
para permitir a inovação e, assim, promover os
avanços necessários para melhor atender os clientes
e reduzir o gap de proteção securitária do nosso país.
Será importante também seguir atuando
para proteger, modernizar e assegurar segurança
jurídica e previsibilidade quanto ao tratamento
tributário aplicável aos produtos comercializados
pelas sociedades seguradoras, especialmente os
voltados à proteção financeira que hoje atingem
todas as camadas sociais.
A pesquisa Fenaprevi/DataFolha de 2024
mostra que metade dos titulares de planos de
caráter previdenciário são das classes C, D e E.
Nosso papel é de propor e criar um ambiente
favorável onde prosperem todas as iniciativas que
buscam ampliar a proteção da população brasileira
e a formação de poupança de longo prazo, em um
contexto em que a dinâmica demográfica já impõe
soluções que tornam imprescindível os planos de
caráter previdenciário e os seguros de pessoas.
Nossos produtos, de Proteção à Renda, fazem
a diferença na vida das famílias, tanto para assegurar
uma aposentadoria que permita um envelhecimento
digno, como para oferecer amparo financeiro
em uma situação de doença, invalidez ou
morte prematura. Nesse contexto, continuaremos
diligentes no aperfeiçoamento contínuo do portfólio
de produtos e serviços e do arcabouço regulatório,
promovendo um esforço permanente de
conscientização, com o objetivo de alcançar a meta
de ampliar a população protegida do nosso país.
Essa é nossa missão e nossa razão de existir!
74
Kátia O'Donnell, advogada e
especialista da área Jurídica da Cnseg
(Confederação das Seguradoras) 1
A saúde suplementar no Brasil tem sido
vítima das mais variadas fraudes. Os números são
alarmantes, de acordo com recente estudo do IESS.
Em 2022, estimam-se perdas e prejuízos reais para
o setor estimados entre R$ 30 bilhões e R$ 34
bilhões de reais.
Práticas fraudulentas como o “reembolso
sem desembolso”, cobranças excessivas, superfaturamento
de serviços e prescrições médicas
inadequadas comprometem tanto a sustentabilidade
financeira das operadoras quanto a
qualidade dos serviços prestados aos beneficiários.
Para enfrentar esses desafios, é imprescindível
atualizar a legislação, tipificando condutas
que prejudiquem a saúde suplementar e seus
usuários; utilizar-se de controles mais rigorosos; e
criar campanhas de conscientização que são
necessárias para educar os beneficiários sobre a
ilegalidade dessas práticas, incentivando-os a
também agir como agentes de prevenção.
O uso de tecnologias avançadas, como
ferramentas de monitoramento e inteligência
artificial, é também essencial para identificar
padrões suspeitos e prevenir fraudes de forma
proativa. Fortalecer as estruturas internas das
operadoras, com investimentos em capacitação e
auditoria, é igualmente crucial para assegurar a
conformidade das operações e corrigir desvios.
Com efeito, uma abordagem integrada, que
combine medidas legislativas, regulatórias, educativas
e tecnológicas, é vital para proteger o
sistema de saúde suplementar, promovendo um
ambiente mais seguro e transparente para
consumidores e operadoras.
As fraudes na saúde suplementar representam
um dos principais desafios para a sustentabilidade
e a integridade desse setor no Brasil. Esse
tipo de prática prejudica não apenas as operadoras
e seus beneficiários, mas também o mercado como
um todo, gerando aumentos nos custos dos planos
de saúde e comprometendo a qualidade dos
serviços.
Entre as fraudes mais comuns estão o reembolso
sem desembolso, cobranças indevidas,
superfaturamento de procedimentos e a prescrição
inadequada de tratamentos. Essas práticas ilícitas
acarretam graves impactos financeiros, forçando o
repasse de custos para os usuários, e minam a
confiança dos consumidores no sistema de saúde
privada.
1 Advogada. Especialista Jurídico na Cnseg – Confederação Nacional das Seguradoras. Mediadora Extrajudicial capacitada pelo Mediação Brasil. Associada do Mediare e
membro efetivo do Setor Saúde. Mestranda em Sistemas de Resolução de Conflitos pela UNLZ de Buenos Aires. Pós-graduada em Direito Civil e Processual Civil pela UGF.
75
As consequências desse cenário vão além do
impacto financeiro; elas afetam diretamente a
acessibilidade e a qualidade do atendimento, gerando
um efeito dominó que prejudica a imagem das
operadoras e a segurança dos beneficiários. Para
combater essas práticas e assegurar um ambiente
mais transparente e seguro, as operadoras, em conjunto
com o órgão regulador, têm investido em uma
série de iniciativas.
Entre as ações de combate, destacam-se o
aprimoramento de mecanismos de fiscalização, o
uso de tecnologias avançadas, como inteligência artificial,
para monitoramento e detecção de padrões
suspeitos, além da educação e conscientização dos
usuários para que se tornem agentes de prevenção
contra fraudes.
Este artigo explora as diversas dimensões das
fraudes na saúde suplementar, analisa seus impactos
no mercado e apresenta algumas medidas de
combate adotadas por operadoras e reguladores,
visando fortalecer a segurança e a sustentabilidade
desse setor fundamental para a saúde no Brasil.
A fraude na saúde suplementar pode ser
entendida como ações intencionais que violam
normas estabelecidas, cometidas por beneficiários,
contribuintes ou prestadores de serviços, com o
objetivo de obter, para si ou para terceiros, vantagens
indevidas. Esse tipo de fraude abrange
declarações falsas cuja intencionalidade pode ser
comprovada.
Em Saúde, as principais fraudes surgem através
dos Beneficiários, Prestadores de Serviços
(clínicas médicas, dentistas, laboratórios de exames
e de radiologia) e demais agentes (estipulantes,
2
funcionários das operadoras e advogados).
Detalhando mais um pouco o instituto da
fraude, torna-se essencial a separação entre os
agentes, tanto para organizar os tipos de fraude
quanto para direcionar esforços em soluções
específicas de cada etapa do processo em que a
3
fraude poderá ocorrer.
Beneficiários: são as fraudes cometidas pelos
usuários dos planos de saúde e odontológico. Elas
podem ocorrer no momento da contratação ou na
utilização do plano e envolvem geralmente falsificação
de documentos e uso indevido do plano por
terceiros. Algumas dessas fraudes são feitas em
conluio com prestadores, por exemplo, reembolso
sem desembolso e fracionamento de recibos.
Prestadores: são as fraudes cometidas por
qualquer um dos prestadores que fazem parte da
rede. Os principais prestadores são hospitais ou
clínicas, médicos ou dentistas, laboratórios de exames
e radiologia. Geralmente as fraudes envolvem
falsificação de documentos, notas fiscais, adulteração
de procedimentos, entre outros.
Outros agentes: são as fraudes cometidas por
terceiros não necessariamente envolvidos diretamente.
Podem ser corretores, estipulantes, funcionários
internos das operadoras, advogados, entre
outros. Essas fraudes geralmente envolvem criação
de empresas falsas, funcionários fantasmas,
adulteração do tipo de plano contratado, falsos
profissionais, boletos falsos, entre outros.
Devido à importância do tema, não há como
se furtar em não descrever os principais tipos de
fraudes que ocorrem no âmbito da saúde suplementar
para servir de alerta não apenas aos partici-
4
pantes do setor como à população em geral.
Ocultação de condição preexistente: o segurado
faz declarações inexatas ou omite circunstâncias
que possam influir na aceitação da proposta
ou na taxa do prêmio com informações inverídicas
na DPS (Declaração Pessoal de Saúde), omitindo
intencionalmente doenças presentes ou falseando
características
Falsificação de informações/documentos: o
beneficiário apresenta documentações e informações
falsificadas para ter elegibilidade na contratação
do plano, como por exemplo documentos falsos
de vínculo empregatício, societário ou parental,
adulteração de idade, entre outros.
Reembolso duplicado: o beneficiário solicita
reembolso pelo mesmo serviço no mesmo plano ou
em planos diferentes (tanto no plano próprio como
no plano em que consta como dependente, ou no
76
2 Ibidem
3 IESS - Instituto de Estudos da Saúde Suplementar em parceira com EY – Ernest Young- Fraudes e Desperdícios na Saúde Suplementar – 2023.
4 Ibidem
caso de filho que consta como dependente nos
planos de ambos os parentes). Prática comumente
associada ao Fracionamento de Recibo.
Empréstimo da carteirinha para não beneficiário:
apesar de a carteirinha do plano ser pessoal
e intransferível, o beneficiário realiza o empréstimo,
até mesmo com empréstimo de documento de
identificação, para que terceiros utilizem serviços
pelo plano de saúde em seu nome. Com o surgimento
da carteirinha digital, este tipo de fraude vem
diminuindo, entretanto ainda é uma fraude comum.
Fornecimento de dados de acesso para
terceiros: o beneficiário fornece os dados de login e
senha aos prestadores fora da rede credenciada,
geralmente com a prática de “Reembolso sem
Desembolso”, no qual o prestador promete facilitar
a gestão e processo de pedido de reembolso. Pode
ser a porta de entrada para outras fraudes. Além
disso, existem outras implicações, como a exposição
de dados e informações sensíveis de beneficiários,
familiares e empregadores (nos casos de planos
corporativos).
Reembolso sem desembolso: também
conhecido como “Reembolso Assistido”. Esse tipo
de fraude ocorre quando o prestador fora da rede
credenciada, em posse de dados de login e senha
dos beneficiários, promete realizar procedimentos
sem que haja qualquer pagamento. Nessa situação,
o beneficiário, por muitas vezes, não percebe as
fraudes que podem derivar desse tipo de procedimento.
O prestador pode realizar a criação de
procedimentos não realizados pelo profissional para
recebimento de valores indevidos, alterar dados
bancários para reembolso, entre outros.
Percebe-se, portanto, que a atuação dos diferentes
participantes na saúde suplementar – beneficiários,
prestadores de serviços e outros agentes –
exige uma análise cuidadosa para identificar e
classificar os tipos de fraudes que podem surgir em
cada etapa do processo. A fraude pode assumir
diversas formas, desde declarações falsas e uso
indevido de benefícios até práticas irregulares na
prestação de serviços.
A compreensão dessas dinâmicas é fundamental
para estruturar políticas de prevenção e
controle mais eficazes, garantindo a integridade do
sistema e o uso adequado dos recursos destinados à
saúde suplementar.
Assim como as fraudes, os desperdícios na
saúde causam um impacto significativo no setor,
podendo gerar prejuízos nas despesas assistenciais
e afetar a saúde e o bem-estar dos beneficiários e
suas famílias.
O Desperdício na Saúde Suplementar consiste
na utilização de recursos de forma inadequada ou
excessiva, por ineficiências ou falhas nos processos,
podendo estar relacionado à governança ou ao
5
aspecto operacional.
Desperdícios relacionados à governança:
referem-se ao uso de recursos que não contribuem
diretamente para o cuidado do paciente, seja porque
se destinam a apoiar a administração e gestão
do sistema de saúde e seus vários componentes ou
porque são desviados de sua finalidade pretendida
por meio de fraude, violação e corrupção, podendo
citar como exemplos, as despesas administrativas
ineficazes e os cuidados clínicos desperdiçados.
Desperdícios operacional: ocorrem quando o
atendimento poderia ser oferecido usando menos
recursos dentro do sistema, mantendo-se os benefícios.
Os exemplos incluem situações em que
preços mais baixos podem ser obtidos para os insumos
adquiridos ou onde insumos caros são usados
em vez de outros mais baratos e sem benefício para
o paciente.
5 IESS - Instituto de Estudos da Saúde Suplementar em parceira com EY – Ernest Young- Fraudes e Desperdícios na Saúde Suplementar – 2023.
77
Outros exemplos de desperdícios: (i) postergar
a alta do paciente para aumentar a permanência
hospitalar e garantir a ocupação do leito; (ii) indicar
tratamentos mais caros quando outros mais baratos
entregam o mesmo resultado assistencial; (iii) solicitar
exames desnecessários, como os de tomografia
e ressonância magnética, em que o Brasil aparece
nas estatísticas como um dos que mais utilizam
no mundo (na saúde suplementar); (iv) solicitar
mais códigos de procedimentos que o necessário
para realização de uma cirurgia; (v) utilizar mais
materiais e OPME que o necessário no atendimento
ou ato cirúrgico; (vi) dentre outros.
Dessa forma, nota-se que os desperdícios na
saúde suplementar representam um desafio significativo
para a sustentabilidade do setor, impactando
diretamente os custos e a qualidade dos serviços
oferecidos.
A redução desses desperdícios requer um
enfoque estratégico voltado para a otimização dos
recursos, a padronização de processos e o incentivo
a práticas preventivas e de uso consciente dos
serviços.
Com ações coordenadas e a colaboração de
todos os agentes envolvidos, é possível reduzir desperdícios
e fortalecer a eficiência e a eficácia da
saúde suplementar, beneficiando tanto os usuários
quanto o sistema como um todo.
A fraude no mercado de saúde suplementar
gera impactos profundos e complexos que afetam
todos os níveis do setor, comprometendo desde a
sustentabilidade financeira das operadoras até a
qualidade dos serviços oferecidos aos beneficiários.
Práticas fraudulentas, como cobranças indevidas,
falsificação de reembolsos, procedimentos
médicos desnecessários e superfaturamento de
serviços, impõem um aumento significativo nos
custos operacionais das empresas de saúde suplementar.
Esse aumento, por sua vez, é muitas vezes
repassado para os beneficiários na forma de
reajustes nas mensalidades, tornando o acesso aos
planos de saúde cada vez mais oneroso para a
população.
Além do impacto financeiro, a fraude abala a
credibilidade do sistema de saúde suplementar,
gerando desconfiança entre os beneficiários e as
operadoras. A percepção de que fraudes são
recorrentes pode comprometer a relação de
confiança essencial para o bom funcionamento do
setor, dificultando a cooperação entre as partes e
minando a transparência necessária para uma
prestação de serviços eficaz.
Outro efeito negativo da fraude é a pressão
sobre o sistema regulatório e sobre as operadoras
para estabelecer controles internos mais rígidos e
mecanismos de monitoramento mais sofisticados.
Esse processo, embora necessário, gera custos
adicionais e exige investimentos em tecnologias de
prevenção e em equipes de auditoria e compliance.
A necessidade de fiscalização mais intensa também
demanda recursos significativos das agências
reguladoras, que poderiam estar voltados para
outras melhorias no sistema.
Diante desses desafios, torna-se essencial
implementar uma combinação de medidas preventivas,
que incluem o fortalecimento das estruturas
internas das operadoras, o uso de tecnologia
avançada para identificar padrões suspeitos e a
colaboração entre operadoras, beneficiários e
órgão regulador.
Apenas com uma abordagem integrada e
rigorosa será possível reduzir os impactos negativos
das fraudes, promovendo um mercado de saúde
suplementar mais sustentável, acessível e seguro
para todos.
A título de exemplo, em 2017, segundo
6
estudo do IESS , quase R$ 28 BILHÕES dos gastos
das operadoras médico-hospitalares foram
consumidos indevidamente por fraudes e
desperdícios com procedimentos desnecessários. A
atualização das estimativas mostra que entre 12% e
18% das contas hospitalares apresentam itens
indevidos e 25% a 40% dos exames laboratoriais
não são necessários.
Portanto, houve um gasto na saúde de aproximadamente
R$ 15 bilhões com fraudes em contas
hospitalares e R$ 12 bilhões em pedidos de exames
6 https://iess.org.br/publicacao/blog/r-28-bilhoes-em-fraudes-e-desperdicios Acessado em 07/11/2024
78
laboratoriais não necessários, equivalentes a 19,1%
do total de despesas assistenciais do período.
Já em 2022, também de acordo com o próprio
IESS a estimativa de impacto de fraudes e
desperdícios no setor em 2022 pode representar
entre R$ 30 BILHÕES e R$ 34 BILHÕES, representando
cerca de 12,7% das receitas do mesmo ano.
Em suma, entre 2017 e 2022 houve um
aumento de 20% nas fraudes e nos desperdícios.
Outro dado importante é que, atualmente, o
setor de saúde suplementar conta com participação
de 26% da população brasileira, chegando a mais de
50 milhões de beneficiários na rede, tendo
apresentado uma sinistralidade de 89% na média
em 2022. 7
O setor odontológico conta com 16% de
participação, com 30 milhões de beneficiários na
rede, tendo apresentado uma sinistralidade de 42%
8
na média no mesmo ano.
Por fim, cabe o alerta de que os impactos da
fraude na saúde suplementar vão além do aspecto
financeiro e da reputação. A qualidade do atendimento
e a eficiência dos serviços podem ser prejudicadas
à medida que as operadoras se veem obrigadas
a redirecionar recursos para cobrir as perdas
associadas a fraudes. Esse redirecionamento reduz
os investimentos em inovação e aperfeiçoamento
dos serviços oferecidos aos beneficiários, resultando
em uma menor qualidade do atendimento.
Há cerca de dois anos, os planos de saúde
iniciaram um movimento para intensificar a fiscalização
para prevenir, coibir e combater as fraudes
no setor. O marco desse movimento se deu em
outubro de 2022, quando a Federação Nacional de
Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade representativa
das principais operadoras de planos de
saúde do país, ingressou com uma notícia-crime
para investigar empresas de fachada que cometeram
fraudes de R$51 milhões.
Desde que se identificou o aumento das
fraudes contra planos de saúde, as empresas afiliadas
à FenaSaúde intensificaram as medidas para
combater ações que prejudicam tanto os beneficiários
quanto o sistema de saúde como um todo.
As operadoras de saúde contam com áreas
especializadas e utilizam mecanismos como tokens
e biometria facial para tentar conter as ações
fraudulentas. Além disso, investem em tecnologias,
incluindo sistemas de prevenção e inteligência
artificial, para identificar casos suspeitos. As evidências
de possíveis crimes são coletadas e encaminhadas
às autoridades competentes para que as medidas
apropriadas sejam tomadas.
Para enfrentar a fraude, a FenaSaúde também
colabora diretamente com o Ministério
Público, a Polícia e outras autoridades, realizando
ações específicas para identificar e combater
fraudes, além de investir em campanhas de conscientização
e educação para orientar o uso adequado
dos recursos do setor, fortalecendo a confiança
entre operadoras e clientes. 9
Diante de tantas ações relacionadas à fraude,
a FenaSaúde ainda vem atuando fortemente no
combate e na prevenção da mesma, tendo
desenvolvido ações como (i) a Campanha SAÚDE
SEM FRAUDE; (ii) análises de denúncias com
atuação conjunta das operadoras associadas; (iii)
apresentação de 03 notícias-crime ao MP/SP
(desdobradas em 10 inquéritos); (iv) investimento
em tecnologia para detectar comportamentos
suspeitos no uso do plano de saúde; (v) parcerias
institucionais com a Coaf, Conselho de Controle de
Atividades Financeiras, por exemplo; e (vi) atuação
junto à Agência Nacional da Saúde Suplementar
(ANS), com apresentação de propostas de
melhorias da NIP (Notificação de Intermediação
Preliminar).
Dentre as iniciativas do setor de saúde,
destacam-se as notícias-crime e as ações cíveis em
7 IESS - Instituto de Estudos da Saúde Suplementar em parceira com EY – Ernest Young- Fraudes e Desperdícios na Saúde Suplementar – 2023.
8 Ibidem
9 FenaSaúde intensifica combate à fraude em planos de saúde com campanhas ações em parceria com autoridades — Universo do Seguro Acessado em 13/11/2024
79
face dos autores das fraudes. Para se ter uma ideia,
de 2018 a 2023, as associadas à FenaSaúde
registraram 4.579 notícias-crime e ações cíveis
relacionadas a fraudes, tendo sido constatado um
aumento de 160% entre 2021 e 2023. Já as
despesas com reembolsos chegaram ao patamar de
R$ 11,9 bilhões de reais, praticamente o dobro do
valor de 2019.
Além disso, as práticas anticorrupção no
setor da saúde são direcionadas de forma específica
para cada ator envolvido, segundo estudos internacionais
divulgados pelo IESS. As estratégias
devem focar na criação de leis contra a corrupção,
maior transparência das informações e novos
modelos de pagamento, baseados em previsões. 10
Torna-se de suma importância, ainda, a
divulgação do trabalho da FenaSaúde ao criar um
site direcionado à prevenção e ao combate às
fraudes, podendo ser acessado por meio do
endereço https://saudesemfraude.com.br/, que
visa informar e orientar a sociedade sobre o bom
uso do plano de saúde e a importância do
engajamento na prevenção e combate às fraudes.
Uma outra linha de combate se refere ao fato
de que o Poder Legislativo precisa fortalecer o arcabouço
legal e regulatório, especialmente em temas
como proteção da identidade do denunciante e
estímulos à realização de denúncias, além da
tipificação do crime de corrupção privada e suborno,
entre outros assuntos importantes para o
combate às fraudes no setor. Ademais, é essencial
intensificar os recursos destinados à investigação
criminal na saúde suplementar.
Por fim, constata-se que a ANS deve aprimorar
normas e regulamentos voltados ao combate à
fraude, assim como liderar uma iniciativa para a
criação de uma base única de registro de fraudadores
no setor.
É evidente que fraudes e desperdícios
representam sérios desafios para a saúde suplementar
no Brasil, com impactos profundos na
sustentabilidade financeira e na qualidade dos
serviços oferecidos.
As fraudes, que vão desde reembolsos fraudulentos
e cobranças indevidas até prescrições e
procedimentos desnecessários, corroem os recursos
das operadoras, elevando os custos e comprometendo
a confiança no setor. De maneira
semelhante, os desperdícios resultantes da má
gestão, do uso inadequado de procedimentos e de
processos administrativos ineficazes aumentam as
despesas assistenciais, onerando tanto as operadoras
quanto os beneficiários.
Para mitigar esses problemas, uma abordagem
multifacetada é indispensável. Medidas legislativas
mais rigorosas, incluindo penas mais severas
e regulamentações que promovam a transparência,
são essenciais para coibir práticas ilícitas. O fortalecimento
das estruturas internas das operadoras,
com áreas específicas e equipes capacitadas para
monitorar e detectar irregularidades, também é
fundamental. Além disso, o uso de tecnologias
avançadas, como sistemas de monitoramento e
inteligência artificial, permite a identificação
precoce de padrões suspeitos e a prevenção de
fraudes de maneira proativa.
Por fim, campanhas de conscientização são
vitais para educar os beneficiários sobre os impactos
negativos dessas práticas e incentivá-los a atuar
como agentes de prevenção.
Somente com a cooperação entre operadoras,
beneficiários e órgão regulador será possível
criar uma cultura de integridade e ética no setor,
garantindo que a saúde suplementar seja sustentável,
justa e eficiente para todos os envolvidos.
10 Cartilha do IESS/Juris Health: Fraudes na Saúde Suplementar.
80
Marcus Braz, diretor-adjunto de Fiscalização
da Agência Nacional de Seguros (ANS)
O mercado da Saúde Suplementar ocupa
espaço de extrema relevância no Brasil e a cada dia
tem conquistado mais espaço. Em um país de
proporções continentais e com o Sistema Único de
Saúde (SUS) sobrecarregado, o sistema de saúde
suplementar representa um desafogo para a saúde
pública e uma via para que a população tenha
acesso a serviços médicos de qualidade, de forma
célere. Atualmente temos mais de 50 milhões de
brasileiros beneficiários de planos médicohospitalares,
e mais de 30 milhões de beneficiários
de planos exclusivamente odontológicos nas 909
operadoras de planos de saúde existentes no Brasil
em novembro de 2024. De forma a demonstrar o
gigantismo desse setor, trata-se de um segmento
que no ano de 2023 realizou 1.932.872.195
procedimentos por todo o País, que movimentou no
primeiro semestre de 2024 cerca de 170 bilhões de
receita bruta.
Não restam dúvidas de que esse setor da
economia, com números tão grandiosos e repleto
de complexidades, tem sua dimensão amplificada
por conta da matéria que é seu objeto (saúde e,
consequentemente, vida), necessitando, assim, de
um olhar especial do Estado para fiscalizar e
disciplinar a prestação de serviços, garantindo assim
não só a manutenção do setor, mas também seu
desenvolvimento.
Há mais de 20 anos cabe à Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) regular esse mercado
extremamente relevante. No desempenho dessa
função, cabe à Agência tomar medidas e editar
normativos que criem uma atmosfera propícia para
o desenvolvimento e manutenção de um mercado
equilibrado, saudável. A missão é termos um
mercado em que o beneficiário do plano de saúde
tenha acesso, de forma tempestiva, a um serviço de
boa qualidade, mediante a paga de valor justo; em
que as operadoras recebam valores adequados para
não apenas manterem seus serviços, mas também
para expandir, melhorar o produto entregue ao
beneficiário e, evidentemente, auferir lucro; em
que os prestadores sejam adequadamente e
tempestivamente remunerados pelos seus serviços
ao mesmo tempo que entregam um atendimento
de alto nível para os beneficiários.
Na busca da realização dessa missão, a ANS
tem, dentro dos limites estabelecidos pela Lei nº
9.656/98, disciplinado diversos temas envolvendo a
saúde suplementar, sempre buscando alcançar o
equilíbrio do mercado regulado.
Dentro da estrutura da Agência, há cinco
diretorias, cada qual com sua competência: 1)
Diretoria de Desenvolvimento Setorial (DIDES); 2)
Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras
(DIOPE); 3) Diretoria de Normas e Habilitação dos
81
Produtos (DIPRO); 4) Diretoria de Fiscalização
(DIFIS); e 5) Diretoria de Gestão (DIGES).
Enquanto as demais Diretorias da ANS têm o
papel de estudar e normatizar os assuntos de sua
competência, cabe à Diretoria de Fiscalização, como
principal função, ser o garantidor de que as regras
criadas pela ANS estão sendo seguidas de forma
correta e diligente pelos entes regulados, através
dos seus instrumentos fiscalizatórios e, quando
confirmada a infração após exercício do contraditório
e ampla defesa, promover a aplicação de
sanções administrativas.
De forma genérica, podemos dizer que a
fiscalização realizada pelas Agências Reguladoras é
fundamental pois, ao assegurar o respeito às
normas reguladoras, viabiliza o desenvolvimento do
setor regulado. Isso se deve ao fato de que as
Agências, na sua missão institucional, devem buscar
equilibrar os interesses do mercado regulado com
os interesses dos consumidores, a favor da
realização do interesse público. Não é diferente o
que acontece com a ANS, conforme disposto no
art.3º da Lei nº 9.656/1998 e o art. 4º da Lei nº
13.848/2019 denominada como Lei Geral das
Agências. A própria lei da Liberdade Econômica (Lei
nº 13.874/2022), que tem como norte o ambiente
favorável à realização de negócios no Brasil, prevê
em seu art. 4º, inciso II, zelo adicional em relação a
lavraturas de auto de infração ou aplicação de
sanções com base em critérios subjetivos ou abstratos,
sendo necessária a prévia regulamentação por
meio de critérios claro, objetivos e previsíveis.
Atualmente, no desempenho da missão de
regular o mercado, a ANS pratica um modelo de
fiscalização repressiva (também chamado de
comando e controle) com alguns instrumentos de
fiscalização indutora. A fiscalização repressiva na
administração pública é o exercício do poder de
polícia para apurar infrações à legislação vigente,
trata-se de uma forma mais passiva de fiscalização,
em que a Administração atua sobre as infrações
após sua ocorrência, aplicando às devidas sanções
aos infratores. Ou seja, esse modelo de fiscalização
não atua diretamente na causa do problema verificado
nem confere oportunidade ao ente regulado
em resolver o problema junto ao beneficiário,
apenas sanciona o problema em si e parte do princípio
de que a sanção aplicada conseguirá promover
sua função preventiva, isto é, que a sanção irá
desestimular a reincidência da prática infrativa.
No modelo adotado pela ANS, as reclamações
encaminhadas pelos beneficiários são objeto
de mediação entre esses e suas operadoras através
do instrumento da Notificação de Intermediação
Preliminar – NIP. Através da NIP, é dado
conhecimento do problema do beneficiário à
operadora e conferido tempo para que esta tente
resolver a questão. Ressalta-se que esse mecanismo
de solução de conflitos tem se mostrado
extremamente eficaz nos seus mais de dez anos de
utilização, sendo que 90% das reclamações
recebidas pela ANS são resolvidas dentro da NIP,
isto é, de cada dez reclamações recebidas pela ANS
apenas uma é encaminhada para se tornar um
potencial processo sancionador.
As demandas que não são resolvidas no
âmbito da NIP e que viram processo sancionador
são tratadas dentro do modelo de fiscalização
repressiva no caso a caso, isto é, a ANS hoje
instaura um processo sancionador para cada um
desses casos não resolvidos e ao final, verificada a
ocorrência de infração, aplica-se uma das sanções
previstas pelo artigo 25 da Lei nº 9.656/98,
dispositivo regulamentado pela Resolução
Normativa nº 489/22.
Além disso, a DIFIS possui à sua disposição
uma série de ferramentas que se enquadram como
instrumentos da fiscalização planejada. Como bem
difundido na doutrina, a fiscalização proativa é tipo
de fiscalização que resulta de um planejamento ou
rotina de fiscalização, ou seja, é uma fiscalização
ativa, decorrente de insumos extraídos da inteligência,
da análise regulatória, pelo qual são
identificados fatores que estão reiteradamente
causando problemas no mercado regulado. Sua
atuação sob esse viés recai principalmente na
busca pela identificação e solução das causas
desses problemas verificados, não sobre a infração
já praticada.
82
Dentro desse leque de instrumentos de
fiscalização planejada da ANS, destacam-se as
Ações Planejadas de Fiscalização – APF. Trata-se de
uma ação fiscalizatória de natureza orientativa, não
sancionatória e célere, cuja finalidade é fazer com
que o próprio agente de mercado, com base na
autorregulação, proceda à reavaliação dos processos
operacionais que tenham sido alvo de reclamações
recorrentes dos beneficiários, com vistas à
identificação das suas causas e à adoção de medidas
de adequação ou aprimoramento, para
posterior acompanhamento.
Também é utilizada a Ação Planejada Preventiva
de Fiscalização - APP, que consiste numa ação
fiscalizatória simplificada de monitoramento, que
visa a identificar agentes de mercado classificados
em posições não tão gravosas dos rankings de
índices da ANS, sobre os quais tenha sido verificado
um perfil anormal e relevante na entrada de
demandas de consumidor. Aqui também é buscada
a autorregulação da operadora, fomentando que o
ente regulado tome ações que permitam seu
reajuste rumo à adequação regulatória.
Por fim, é preciso destacar o Termo de Compromisso
de Ajuste de Conduta – TCAC e o Termo de
Compromisso – TC, instrumentos previstos no
artigo 29 e 29-A da Lei nº 9.656/98.
O TCAC é um instrumento regulatório com
natureza contratual com rito disciplinado pela RN nº
372/2015 e tem por objeto processos sancionadores.
Através do TCAC, a ANS busca-se atingir um
interesse público maior, deixando de cobrar o valor
da multa decorrente de processo sancionador na
sua integralidade, mediante a realização pelo ente
regulado de uma séria de obrigações pactuadas.
O escopo do instrumento é a alteração das
práticas regulatórias pelos entes regulados, com a
tomada de medidas mais amplas que corrijam a
causa de origem da atividade irregular, levando a
sua cessação, a correção das irregularidades de
forma a diminuí-las consideravelmente ou até
mesmo erradicá-las.
Já o TC é um instrumento regulatório pelo
qual a ANS celebra acordo com os entes regulados
com a intenção de delimitar obrigações que
resultarão em benefício direto ou indireto para
consumidores. Aqui cumpre esclarecer que, ao
contrário do TCAC, o TC pode ser celebrado por
quaisquer das Diretorias da Agência.
Ao longo da existência da ANS, os instrumentos
supracitados, em conjunto com outros
programas descontinuados, desempenharam a
missão de fomentar a busca nos entes regulados de
uma postura regulatória harmônica com as regras
estabelecidas pela Agência. É evidente que um
quantitativo baixo de infrações é um poderoso
indicativo de que a operadora tem uma boa postura
regulatória, de que esta tem ampla adesão e prática
das disposições estabelecidas pela ANS. E uma vez
que o trabalho da Agência é atingir o interesse
público, é ter um mercado regulado saudável,
quanto maior a adesão das operadoras às regras
estabelecidas, maior será a possibilidade de se ter
um mercado equilibrado, em que cada uma das
partes envolvidas está recebendo o que almeja.
Assim, a função primordial da fiscalização
regulatória é zelar pela aderência dos entes
regulados às disposições regulatórias. Ao combater
os erros, ao fomentar a correção destes, a fiscalização
ajuda a preservar e melhorar o mercado
regulado.
Ocorre que, com o passar dos anos, o mercado
de saúde suplementar tem se desenvolvido
constantemente e se deparado com novas e intrigantes
questões decorrentes de fatores como a
evolução da medicina (mudanças tecnológicas -
incorporação de terapias avançadas de alto custo),
transformações nas estruturas de morbimortalidade
(surgimento de novas doenças, retorno de
doenças antigas) o envelhecimento da estrutura
etária da população brasileira, dentre outros
assuntos. Como dito anteriormente, trata-se de
mercado que trabalha com matéria extremamente
complexa que ganha enorme dimensão por lidar
diretamente com a questão da saúde, da vida das
pessoas. E essa questão possivelmente tem
83
refletido, junto com outros fatores, no aumento do
número de reclamações encaminhadas pelos
beneficiários à ANS.
Até o ano de 2018 a ANS tinha uma média
histórica de 100 mil reclamações por ano. A partir
do ano de 2019 esse número passou a subir, sendo
que no ano de 2024 a Agência recebeu 352.633
demandas de reclamação. Não existem estudos que
permitam apontar com total segurança as razões
desse fato, mas alguns fatores devem ter colaborado
para isso, como o aumento do número de beneficiários;
o maior empoderamento dos beneficiários
sobre seus direitos; e o maior conhecimento pela
população brasileira da ANS e, especialmente, do
instrumento da NIP.
Importante ressaltar que, ao longo desses
últimos anos, a fiscalização da ANS buscou manterse
diligente e dar tratamento a todas as situações
que se apresentaram, mesmo tendo um número de
fiscais aquém do que seria necessário, mesmo não
tendo disponível tecnologia de informática de
ponta para utilizar nos seus processos de trabalho.
A afirmação supracitada é corroborada
pelos valores aplicados e arrecadados de multa só
no ano de 2023. Durante tal período, a ANS
aplicou R$580.435.272,00 de multa e arrecadou
R$228.487.104,00. Mesmo com esses números, a
quantidade de reclamações continua aumentando
paulatinamente, trazendo a reflexão que a aplicação
da sanção em si não está conseguindo impor
seu caráter punitivo/pedagógico.
Pelos números apresentados, resta evidenciado
que o atual modelo de fiscalização da ANS
deve ser objeto de reformulação. Se no passado o
modelo de comando e controle era suficiente para
garantir a adesão dos entes regulados aos normativos
da Agência, agora tal sistema tem se demonstrado
não mais tão eficiente.
Por essa razão, a Diretoria de Fiscalização
iniciou no ano de 2022 um processo de ampla
revisão de seu arcabouço normativo (Resoluções
Normativas nº 395/2016, 483/2022 e 489/2022)
com o intuito de rever seus processos de trabalho e
estabelecer uma nova forma de atuação mais
moderna e eficiente.
Para tanto, a Diretoria de Fiscalização, ao
longo dos últimos dois anos, estudou e discutiu as
formas de fiscalização de outras Agências Reguladoras
e de modelos que são adotados pela
Administração Pública no Brasil, coletando, inclusive
experiência internacional, como preconizado
para instrumentos de Análise de Impacto Regulatório
- AIR. Também foram realizadas audiências e
consultas públicas com toda a sociedade para
construção desse novo arcabouço normativo, com
previsão de nova participação social em breve para
mais uma parte deste projeto amplo que vem
sendo desenhado.
Assim, após todos os esforços envidados,
chegou-se à conclusão de que esse modelo passivo,
reativo, repressivo, que não tem por escopo o
conserto direto dos problemas verificados que
causam a prática da infração, está se esgotando,
sem prejuízo da sua manutenção nem que seja de
forma parcial.
Ocorre que o uso exclusivo do modelo de
fiscalização, calcado predominantemente no
comando e controle, tem o condão de acarretar
diversos problemas, como normativos demasiadamente
prescritivos, alto volume de processos
sancionadores e, consequentemente, de custos
administrativos, além da pouca liberdade do
regulador frente à variedade de comportamentos
dos regulados e baixa efetividade verificada nas
sanções hoje aplicadas na mudança da postura
regulatória.
Um novo modelo de fiscalização passou a ser
visto como uma possível solução dos problemas
enfrentados. Trata-se do modelo com viés de
fiscalização responsiva em que se admite endereçar
esforços para entes regulados que realmente estão
apresentando problemas recorrentes e com foco no
resultado, consistindo em uma técnica regulatória
moderna, fundamentada nas melhores práticas
regulatórias divulgadas pela Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
84
Propõe-se uma maior inteligência regulatória, estabelecendo
uma sinergia entre a punição e o convencimento,
eis que se baseia na ideia de que o
regulador deve em boa parte trabalhar em conjunto
com o regulado, ao invés de simplesmente impor
regulamentos.
O foco inicial do modelo responsivo é a
prevenção e indução. Com base em análise, em
inteligência regulatória, busca-se a orientação das
empresas reguladas para que passem a prestar
adequadamente o serviço para o qual foram
contratadas, para que atuem dentro das balizas
determinadas pela Agência.
No contexto de Regulação Responsiva, as
ações de fiscalização são planejadas conforme a
resposta dos agentes aos comandos regulatórios. A
punição é a última ratio, só é aplicada quando as
correções necessárias não são realizadas, quando o
regulado não cumpriu voluntariamente os requisitos
postos pelo regulador. Nesse caso, as eventuais
sanções serão mais pesadas.
A fiscalização responsiva é um modelo ativo,
que busca solucionar a raiz dos problemas regulatórios
verificados; que propõe inicialmente a autorregulação
do agente regulado e a sanção como
última instância.
Encontra-se em confecção proposta de mudança
do atual modelo de fiscalização da ANS. A
audiência pública sobre o tema foi realizada na data
de 28 de junho de 2024, sendo colhidos elementos
para prosseguimento do AIR e proposta normativa
que o sucede.
Não bastasse a mudança do modelo
regulatório em si, a Diretoria de Fiscalização
também entendeu ser necessária a mudança das
regras que devem ser observadas pelas Operadoras
de Planos Privados de Assistência à Saúde em suas
centrais de atendimento.
Assim, durante os primeiros meses de 2024 a
RN nº 395/2016 teve sua proposta de alteração
submetida à Consulta Pública nº 121/2023. O
objetivo da Agência nesse caso é fomentar a maior
resolutividade nas solicitações dos beneficiários no
âmbito das centrais de atendimento, sem perder
de vista o canal de Ouvidoria das operadoras.
Com esse intuito, nessa seara, dentre as
inúmeras sugestões de alteração normativa
destacam-se: incorporação pelo normativo das
demandas não assistenciais; obrigatoriedade de
disponibilização do acesso ao andamento da
solicitação do beneficiário por meio virtual;
acréscimo da obrigatoriedade de divulgação clara e
ostensiva de todos os canais de atendimento no
site da operadora, inclusive da Ouvidoria; apresentação
de resposta efetiva, em linguagem clara e
adequada, ao beneficiário nos prazos previstos
pela Agência; obrigatoriedade de redução a termo
da negativa, independentemente de solicitação.
Outra parte relevante da proposta é dar maior
divulgação no site da ANS para as operadoras que
atingirem Meta Trimestral de Excelência no IGR -
Índice Geral de Reclamações Trimestral e Meta de
Redução do IGR trimestral, estimulando a
concorrência no setor. Essas metas passarão a ser
85
consideradas pela atividade fiscalizatória em outras
frentes, como, por exemplo, a possibilidade ou não
de se obter descontos em valores de multas.
Através da mudança do normativo em fase
adiantada no processo deliberativo, se pretende
ajustar a anteriormente mencionada curva de
crescimento do registro de reclamações no âmbito
da NIP, garantindo um melhor funcionamento do
setor regulado.
Os estudos realizados indicam que o aprimoramento
do desempenho do atendimento das
demandas dos beneficiários pelas operadoras tende
a trazer o efeito de diminuição do número de
demandas NIP. Nessa linha, pode trazer também
diminuição de custos regulatórios e judiciais evitáveis,
que diminuem a governança da regulação de
uso e pressiona os preços do setor regulado.
Finalmente, também está em construção
proposta de alteração do código de infrações da
ANS, a RN nº 489/2022. O objetivo aqui é a
atualização desse normativo em relação aos tipos e
sanções, de forma harmônica e complementar às
demais mudanças normativas que estão sendo
propostas.
Não fugindo do escopo da proposta de sanção
como última ratio, quando aplicada deve ser capaz
de não apenas cumprir sua função repressiva de
punir a infratora pelo problema causado, mas
também impor seu caráter preventivo, de criar a
consciência na operadora infratora de que esta deve
tomar as medidas necessárias para não reincidir. E
isso só é possível mediante o estabelecimento de
sanções mais rígidas do que as atualmente dispostas.
Por todo o exposto, podemos resumir as
razões pelas quais as ações da fiscalização são
primordiais para a sustentabilidade do mercado de
saúde suplementar por diversos motivos.
Ÿ
Ÿ
Ÿ
Ÿ
Porque garantem que o beneficiário usufrua do
serviço por ele contratado, devendo ser esclarecido
que isso é possível dentro da fase de
mediação da NIP em que a operadora pode
voluntariamente solucionar o conflito junto ao
beneficiário de plano de saúde. Uma vez não
solucionada a questão, cabe a ANS instaurar o
processo sancionador e aplicar a sanção, mas
dentre as penalidades previstas por lei o trabalho
a ser perquirido é de subsunção do fato aos tipos
infrativos existentes, e não a determinação para
que se realize o procedimento solicitado pelo seu
beneficiário ou que pague o reembolso solicitado.
É importante esse alinhamento de expectativas
quanto ao destino de uma demanda que
segue o fluxo após a NIP;
Porque permite a indução de melhoria das práticas
dos agentes regulados, sua adesão à boa
postura regulatória, seja mediante a indução da
autorregulação (que pode ser estimulada pelos
instrumentos da fiscalização planejada ou então
pela fiscalização responsiva indutora), seja pela
imposição do efeito repressivo advindo da aplicação
da sanção, que faz com que a operadora
mude seu atuar para evitar a reincidência;
Porque os índices da fiscalização permitem ao
consumidor verificar quais operadoras estão mais
ou menos alinhadas com a regulação e fiscalização,
viabilizando uma escolha mais consciente
sobre que operadora contratar, representando
termômetro sobre comportamento de quem está
no mercado. É dedução lógica que uma operadora
com baixo número de reclamações provavelmente
está entregando um bom serviço. Em
tempo, o IGR tem em sua fórmula critério
metodológico que equipara a performance das
operadoras, independentemente da quantidade
de beneficiários;
Porque ao conseguir estimular a aderência das
operadoras ao cumprimento dos normativos
regulatórios: à educação e orientação dos agentes
do setor, à prevenção de condutas violadoras
da lei, dos normativos, a fiscalização propicia a
manutenção de um mercado mais competitivo e
justo, além de garantir também um padrão
mínimo de qualidade do produto ou serviço
entregue ao consumidor.
Dessa forma, pelos motivos expostos, defende-se
que a fiscalização não deva ser vista como um
simples instrumento sancionatório entre regulados,
mas sim como uma oportunidade que permite às
operadoras poderem se ajustar, melhorar seus
serviços e se manter saudável sob os prismas
regulatório e econômico no mercado.
86
Maurício Tadeu Barros Morais, consultor,
professor e CEO da Ways Gestão Empresarial
Evolução e Atualização do Sistema Legal
O marco regulatório do setor de seguros no
Brasil passou por várias transformações, sendo o
Decreto-Lei 73/66 um dos pilares históricos. Esse
decreto estabeleceu o Sistema Nacional de Seguros
Privados, que regulamentou as operações de
seguros, resseguros, a atuação das seguradoras e
dos corretores. Recentemente, o governo propôs
mudanças significativas para modernizar este
arcabouço legal, visando adequar a regulamentação
às novas realidades do mercado e às inovações
tecnológicas.
Mudanças no Decreto-Lei 73/66
A modernização do Decreto-Lei 73/66 busca
aumentar a flexibilidade regulatória, favorecer a
inovação e garantir uma melhor proteção ao
consumidor. Essas mudanças incluem a introdução
de novas diretrizes para a atuação das seguradoras
e a facilitação de entrada para novas insurtechs. O
Sistema Nacional de Seguros Privados está sendo
atualizado para fomentar uma maior concorrência e
promover práticas mais transparentes e eficientes
no gerenciamento de riscos.
87
IMAGEM GERADA POR IA
Impactos nos Seguros de Pessoas
As alterações no marco legal trazem impactos
diretos na modalidade de seguros de pessoas, como
seguro de vida e saúde. Espera-se uma maior personalização
dos produtos, adequando as coberturas
às necessidades específicas dos clientes. As seguradoras
precisarão adaptar suas ofertas para acompanhar
as novas exigências regulatórias, garantindo
mais transparência e flexibilidade nas apólices. Isso
também implicará em um maior uso de tecnologia
para precificação e gestão de riscos, possibilitando
um atendimento mais ágil e eficiente.
Aprovação de Novos Projetos de Lei
A recente aprovação de projetos de lei que
regulamentam modelos cooperativistas de seguros
e mútuas patrimoniais representa uma inovação
significativa no setor. Esses modelos promovem
uma abordagem mais colaborativa e compartilhada
na gestão de riscos, oferecendo uma alternativa aos
modelos tradicionais.
Um exemplo é a criação de cooperativas de
seguros que permitem às comunidades dividirem
riscos e recursos, resultando em produtos mais
acessíveis. As mútuas patrimoniais, por sua vez,
oferecem uma estrutura onde os próprios segurados
são os donos, o que pode reduzir custos e
alinhar melhor os interesses entre seguradores e
segurados em determinados mercados-alvo.
Impacto da Inteligência Artificial
A inteligência artificial está transformando
profundamente o setor de seguros. Nos seguros de
pessoas, ela permite a análise preditiva para gestão
de riscos e personalização de apólices. Com a IA,
processos como análise de sinistros e subscrição
são automatizados, trazendo maior eficiência e
redução de custos.
Insurtechs como Inovadoras do Mercado
As insurtechs introduzem soluções disruptivas,
desafiando os modelos tradicionais de
negócio. Com a capacidade de oferecer produtos
inovadores e serviços superiores ao consumidor
moderno, essas startups estão redefinindo o que
significa ser competitivo no setor de seguros. Elas
utilizam tecnologias emergentes para simplificar
processos, melhorar a experiência do cliente e
oferecer novos tipos de cobertura.
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Sandbox Regulatório
O conceito de sandbox regulatório permite que
empresas testem novos produtos e serviços em um
ambiente controlado. Isso favorece a inovação, permitindo
que novas ideias sejam experimentadas sem
os riscos associados a uma implementação completa.
Essa abordagem tem sido vital para o desenvolvimento
de soluções que podem revolucionar o mercado
de seguros, abrindo caminho para processos
mais eficientes e produtos mais relevantes. Para os
seguros de pessoas, isso significa a possibilidade de
desenvolver produtos inovadores com coberturas
mais abrangentes, que podem ser ajustadas dinamicamente
às necessidades do segurado.
Adaptação às Novas Realidades
O setor de seguros está em um ponto de
inflexão, onde a inovação e a adaptabilidade são
mais críticas do que nunca. Os corretores de seguros
precisam estar preparados para enfrentar um
cenário de mudanças rápidas. Isso inclui adaptar-se
a novas regulamentações, integrar tecnologias
emergentes e processos inovadores em suas
operações diárias, e desenvolver habilidades que
lhes permitam oferecer aconselhamento mais
estratégico será fundamental para o sucesso futuro.
Open Insurance
O Open Insurance representa uma revolução
na forma como dados são geridos e utilizados pelas
empresas de seguros. Através da interoperabilidade
e abertura de dados, ele permite que novos serviços
sejam criados, fomentando uma competição saudável
e incentivando a inovação. Esse movimento está
alinhado com tendências globais de open banking,
oferecendo aos consumidores mais controle sobre
seus dados e opções mais diversificadas de produtos
e serviços.
Open Health
Refere-se ao movimento e prática de tornar
dados e pesquisas relacionadas à saúde mais
acessíveis e transparentes. O objetivo é melhorar a
assistência médica, permitir inovações e fomentar
colaborações entre diversas partes interessadas,
como pesquisadores, profissionais de saúde, pacientes
e desenvolvedores. No Brasil, o movimento está
ganhando força, impulsionado pela crescente digitalização
dos serviços de saúde e pela necessidade de
melhorar a tomada de decisões e a gestão de
recursos.
Seguros Personalizados - Utilização de
dados para criar apólices sob medida. Com o
uso aprimorado de dados, as seguradoras
estão cada vez mais aptas a oferecer coberturas
sob medida para as necessidades individuais
dos clientes. Essa personalização é
uma tendência que continuará a crescer,
oferecendo mais valor e relevância para os
consumidores
Blockchain - Melhoria na segurança e
transparência das transações. A tecnologia
blockchain promete aumentar a transparência
e a segurança das operações de seguros,
facilitando processos como a gestão de
apólices, sinistros e autenticidade dos dados.
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Integração Digital - Processos 100% digitais
que elevam a experiência do cliente. A
digitalização dos processos de seguros, desde
a compra até a gestão de apólices, está
criando um mercado mais acessível e eficiente.
A tendência é ver uma integração ainda
maior de plataformas digitais para melhorar a
experiência do cliente.
Foco em Sustentabilidade - Produtos que
incentivam práticas sustentáveis. As empresas
estão cada vez mais buscando integrar
práticas sustentáveis em suas operações, e o
setor de seguros não é exceção. Produtos que
promovam práticas ecológicas e incentivem
comportamentos sustentáveis estão se tornando
mais comuns.
Educação e Capacitação Contínuas
Para os corretores de seguros, a educação
contínua será um componente essencial para se
manterem competitivos. Investir em formação e
atualização sobre as novas tecnologias e práticas do
setor permitirá que esses profissionais ofereçam
um serviço mais informado e eficaz para seus
clientes.
Adaptação Estratégica e Tecnológica
A incorporação de novas tecnologias não é
apenas desejável, mas necessária. Os corretores
devem explorar plataformas digitais que possam
automatizar tarefas rotineiras, permitindo que eles
se concentrem em áreas que agreguem mais valor,
como consultoria personalizada e construção de
relacionamentos.
O Papel Vital do Corretor de Seguros
Os corretores continuam sendo essenciais na
interface entre inovação e o cliente, garantindo que
as novas soluções ofereçam real valor. São fundamentais
para a adaptação do setor às novas
realidades. Sua capacidade de oferecer consultoria
especializada continuará a ser valorizada à medida
que o mercado evolui.
Uma Visão Positiva de Futuro
Os desafios são significativos, mas as oportunidades
são ainda maiores. Os corretores que
abraçarem a mudança, investirem em aprendizado
contínuo e adotarem inovações tecnológicas
estarão posicionados não apenas para sobreviver,
mas para prosperar em um setor em transformação,
garantindo a proteção econômica e social que
os consumidores esperam. A chave será manter o
foco no cliente, oferecendo soluções que realmente
atendam às suas necessidades e expectativas em
um mundo cada vez mais dinâmico.
Podemos apoiar essa transformação
das empresas e dos profissionais
que as compõem. Vamos juntos!
IMAGEM GERADA POR IA
Ricardo Campos, superintendente Sênior
de Negócios da Bradesco Vida e Previdência
Sem sombra de dúvidas, as transformações
tecnológicas reformularam a forma como nos
relacionamos, compramos e comunicamos. A inteligência
artificial (IA) e as inúmeras possibilidades
de automação a partir dela impactam diversos
aspectos do mercado, principalmente de setores
baseados em relacionamento, como é o caso do
mercado de seguros. Uma mudança profunda de
mindset do corretor urge para gerar oportunidades
de negócios.
Contudo, é preciso entender que nem a
tecnologia e todo o avanço da IA substituem o importantíssimo
papel do corretor; ela apenas potencializa
seu trabalho. Empatia, conexão emocional,
pensamento crítico e adaptabilidade são características
fundamentais em uma relação comercial.
Um trunfo!
Por outro lado, as ferramentas tecnológicas
permitem que este profissional vá além de meras
transações para se tornar um parceiro indispensável
na jornada do cliente. Elas otimizam o tempo de
tarefas mais automáticas e burocráticas, permitindo
uma maior dedicação para construção de confiança
e compreensão de seus clientes.
De modo geral, clientes não buscam apenas
eficiência, eles anseiam por atendimento individualizado,
principalmente quando falamos de uma
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profissão responsável por direcionar as melhores
escolhas para seu futuro. Por tanto, a tecnologia
deve ser vista como um canal para fortalecer este
relacionamento e não como uma possibilidade de
substituição.
A transformação digital está impulsionando o
mercado de seguros para além dos canais tradicionais.
Gigantes do e-commerce e do delivery, por
exemplo, estão explorando novas frentes de negócios
ao oferecer seguros e crédito, personalizados
com base no comportamento de compra e informações
cadastrais de seus usuários. Os corretores de
seguros, por sua vez, detêm um ativo estratégico: os
dados dos seus clientes. Ao analisar essas informações,
podem oferecer soluções sob medida,
aprimorando a sua experiência e fortalecendo o
vínculo com a seguradora.
Diante deste cenário, mais do que nunca, o
segurado exige que o corretor vá além do papel tradicional.
Não se trata apenas de oferecer proteção
contra imprevistos, mas de se tornar um aliado que
fará a diferença em sua vida e na de suas famílias.
No caso do seguro de vida, temos o desafio de
entrelaçar o racional e o emocional, pois produtos
feitos para pessoas (e não coisas) não se resignam a
preço, mas sim ao valor embutido em suas
coberturas.
Por esta razão, se torna tão indispensável que
passemos a pensar para além das proteções de
bens materiais e tenhamos um olhar mais atento
àquelas oportunidades que irão facilitar o planejamento
familiar dos brasileiros. O corretor deixa de
ser especialista em seguros para ser especialista em
pessoas e há um oceano azul a ser explorado. Em
termos de seguro de vida, considerando as apólices
coletivas, apenas 17% da população brasileira
possui o produto, segundo pesquisa da Federação
Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi).
Mais do que vender, o corretor precisa
entender os ciclos de vida, os momentos decisivos e
os anseios de cada pessoa. Ao compreendermos
essa missão e ampliarmos nossa visão, passamos a
construir legados ao lado de nossa base de clientes,
o que, a meu ver, é um retorno ainda mais significativo
para alguém que escolheu dedicar a vida a
ajudar outras pessoas.
Charles Lopes, corretor e
CEO da B2Saúde e Bem-Estar
As mudanças mais significativas vieram com
as Leis 9.656/98, a Lei dos Planos de Saúde, e 9.961
de 2000, que criou a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS). Atualmente, os reguladores são
separados: os seguros são administrados pela Susep
(Superintendência de Seguros Privados) e a saúde é
fiscalizada e controlada pela ANS. Nesse contexto, o
papel do corretor de saúde foi redefinido. A lei
menciona o papel do corretor de saúde apenas em
2009, com a criação das administradoras de
benefícios, que além de corretores, passaram a ter
registro na ANS e a obrigação de constituir reservas
técnicas. Isso separou as funções das administradoras
e dos corretores de saúde, permitindo que
eles continuassem o seu papel do passado:
aconselhar indivíduos e empresas sobre o melhor
plano de saúde.
O mundo evoluiu e os corretores de saúde
tiveram que evoluir numa nova forma de aconselhamento
personalizado, criando soluções sob
medida para as necessidades específicas de seus
clientes. Eles utilizam suas habilidades técnicas para
analisar e comparar planos de diferentes perspectivas,
oferecendo informações valiosas.
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Soluções Diversificadas: Enquanto um agente pode
oferecer um único produto como representante de
uma operadora de saúde, um corretor pode
oferecer múltiplas soluções de diversas operadoras,
ampliando o leque de opções para os clientes
encontrarem o plano mais adequado.
Assistência Contínua: Após a assinatura do contrato,
o corretor continua a prestar assistência,
ajudando os clientes a resolverem reclamações,
respondendo a perguntas e revisando o contrato
quando necessário.
Com a evolução da tecnologia e do mercado
de saúde, a carreira do corretor de planos de saúde
mudou significativamente. Hoje, muitos profissionais
utilizam ferramentas online para cotar, revisar
informações e até mesmo assinar contratos eletronicamente,
aumentando a eficiência operacional
e a acessibilidade dos serviços.
Educação Continuada: Devido à complexidade e às
constantes mudanças na legislação e nos produtos
de saúde, os corretores precisam de educação
continuada. Cursos de atualização, certificações e
treinamentos garantem que eles possam oferecer
as melhores soluções aos seus clientes.
Consulta Abrangente: Os corretores de seguros de
saúde modernos têm uma abordagem mais
consultiva. Em vez de apenas vender planos, eles
atuam como consultores de benefícios, ajudando as
empresas a implementarem programas corporativos
de bem-estar e ensinando os funcionários a
utilizarem os benefícios.
Diante de tantas novas características e vantagens,
é preciso admitir que o ramo da corretagem
de saúde enfrenta grandes desafios. Os produtos de
saúde estão cada vez mais complexos, as regulamentações
estão em constante mudança e a
concorrência das plataformas de comparação
online são apenas alguns dos obstáculos que esses
profissionais precisam superar.
No entanto, à medida que o serviço personalizado
e o aconselhamento especializado continuam
a ser valorizados, parece que o melhor ainda
está por vir. Há uma grande preocupação com a especialização
e novas propostas surgirão em breve.
Concluo que os serviços dos corretores estão
em constante transformação, indicando uma nova
dinâmica para o setor e uma crescente necessidade
de serviços personalizados e aconselhamento
profissional. À medida que esse mercado continua a
evoluir, precisaremos cada vez mais de profissionais
preocupados com as relações e com a importância
social deste produto, que é um dos maiores desejos
dos brasileiros: a saúde.
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Rogério Araújo,
corretor de seguros e
CEO da TGL Consultoria
Anderson Ojope,
fundador da Educa Seguros
O Movimento Minha Vida Protegida nasceu
de um incômodo. Há anos ouvindo que "o mercado
precisa contar para a sociedade os benefícios do
Seguro de Vida, que o mercado precisa se comunicar
melhor, que o mercado precisa apresentar
melhores soluções". Contudo, a verdade é que não
existe um mercado abstrato e distante do qual
podemos cobrar mudanças.
O mercado somos todos nós. Se queremos
superar os desafios, atender às nossas necessidades
e anseios, há apenas uma solução, agir e executar.
Assim, em 2023, surgiu o Minha Vida
Protegida, idealizado pelo corretor de seguros
Rogério Araújo, da TGL Consultoria.
Desde o início, o movimento contou com a
parceria de Anderson Ojope, da Educa Seguros, uma
empresa que carrega no DNA a educação, como o
próprio nome sugere.
A Educa Seguros abraçou a missão de colocar
as ideias em prática e, com o apoio das maiores
seguradoras do país, transformamos esse sonho em
realidade.
No segundo ano de sua existência, o Minha
Vida Protegida se consolidou como o maior movimento
de seguros de vida do Brasil.
Em 2024, atingimos números extraordinários,
mais de 18 seguradoras e empresas do setor nos
apoiaram como patrocinadoras, além disso, diversas
entidades do mercado ecoaram nossa mensagem
e missão.
O movimento reuniu mais de 89 embaixadores,
profissionais comprometidos, que doaram
tempo, conhecimento e experiência em uma demonstração
de generosidade inédita no mercado
segurador.
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Um dos momentos mais marcantes deste ano
foi a participação no CQCS Insurtech & Innovation, o
maior e melhor evento de inovação em seguros da
América Latina.
Com um estande memorável e a presença de
dezenas de Embaixadores, tivemos a oportunidade
de levar a mensagem do Minha Vida Protegida ainda
mais longe.
Agradecemos especialmente aos amigos
Gustavo Doria e Pedro London pelo evento grandioso,
que ficará para sempre em nossa memória e em
nossos corações.
Olhando para o futuro, o Minha Vida Protegida
já planeja passos ainda maiores.
Em breve, o movimento se tornará uma entidade
oficial, com ações e atividades contínuas em
prol do mercado, dos profissionais e, principalmente,
da conscientização sobre o Seguro de Vida.
Em 2025, realizaremos o nosso primeiro grande
evento presencial, com muitas novidades e oportunidades
para fortalecer ainda mais essa causa.
Aproveitamos para expressar nossa gratidão
ao CSP-MG, toda a diretoria, equipe, pelo apoio
fundamental ao nosso movimento.
Acreditamos que, juntos, corretores de
seguros, profissionais do mercado financeiro,
seguradoras e entidades, podemos transformar o
mercado de seguros de vida, mostrando que
proteger vidas vai muito além de números e
contratos, é um ato de cuidado, planejamento,
amor ao próximo e inteligência financeira.
Que 2025 seja um ano de Paz, Saúde e, é
claro, Vida e Previdência para todos!
Minha Vida Protegida,
uma causa de todos nós!
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2025 já se apresenta como um ano singular
para o mercado de seguros e, em especial, para o
segmento de Seguros de Pessoas, área em que o
CSP-MG concentra sua atuação. Com um
crescimento expressivo de 10,1%, segundo
projeções da CNseg, o setor reforça sua relevância
na economia brasileira, com previsão de
representar 6,4% do PIB nacional. Esse avanço é
fruto de esforços conjuntos em inovação,
diversificação de produtos e, acima de tudo, de
uma maior conscientização da sociedade sobre a
importância da proteção financeira.
No universo de Seguros de Pessoas, o
cenário é também animador, com previsão de
crescimento de 9,5% em 2025. Em 2024, o
segmento teve um avanço estimado de 15,6%,
consolidando-se como o maior destaque na alta da
arrecadação. A Saúde Suplementar também é um
dos pilares desse crescimento, com estimativas de
expansão de 10,9% tanto em 2024 quanto em
2025. A capitalização alcança crescimento de 6,6%
em 2024 e 5,5% no ano seguinte, enquanto a
Previdência Aberta terá um aumento estimado de
9,6% em 2025.
Esses indicadores reforçam o impacto
estratégico do setor no desenvolvimento
socioeconômico do país e criam um ambiente
propício para a inovação e a diversificação.
Para o CSP-MG, 2025 também tem um
significado especial. Comemoramos 15 anos de
história e dedicação ao fortalecimento do mercado
de Seguros de Pessoas em Minas Gerais e no País.
Ao longo desse período, nos consolidamos como
um ponto de convergência para profissionais e
empresas, promovendo iniciativas que valorizam a
capacitação, o networking e a inovação.
Haverá uma programação especial para
celebrar essa data tão significativa. Além de
eventos comemorativos, teremos ações voltadas
para a disseminação de conhecimento e boas
práticas no mercado. Entre os destaques, estão
palestras e debates sobre tendências do setor.
Nossos desafios não são poucos. Precisamos
continuar a construir pontes entre a inovação
tecnológica e a humanização dos seguros. É
fundamental que as empresas estejam atentas às
necessidades reais das pessoas, criando produtos
acessíveis e relevantes. O CSP-MG se compromete
a liderar essas discussões, sempre com foco na
ética e no compromisso com o mercado e a
sociedade.
Encerramos 2024 com a certeza de que
temos motivos de sobra para acreditar em um
futuro promissor. Convido cada um de vocês a
refletir sobre o impacto do nosso trabalho e a
renovar o compromisso com a excelência em 2025.
Que possamos juntos celebrar nossos 15 anos com
a convicção de que estamos contribuindo para um
mercado mais justo, moderno e inclusivo.
Vamos trabalhar forte para termos um ano
de grandes realizações, com prosperidade e
buscando sempre aumentar a proteção securitária
da sociedade.
Vamos juntos transformar desafios em
oportunidades e fazer de 2025 um marco na
história do CSP-MG e do setor de Seguros de
Pessoas no Brasil.
Carpe Diem!
João Paulo Moreira de Mello
102
ASSEG
Assessoria de seguros
BRASIL
SEGUROS
CELEBRAMOS
CONQUISTAS,
CONEXÕES
E O VALOR DE
CADA MOMENTO.