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edição de 10 de março de 2025

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propmark.com.br ANO 60 - Nº 3.032 - 10 de março de 2025 R$ 20,00

Lideranças femininas do mercado

mostram confiança e resiliência

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o propmark selecionou 14 executivas que se destacam no mercado de

comunicação para falar sobre suas trajetórias e desafios na carreira. Além de contar suas histórias, elas avaliam os motivos que levam a publicidade

a ter poucas lideranças femininas, embora as mulheres sejam a maioria no quadro dos colaboradores das agências. Em seus relatos, as profissionais

afirmam ser necessário que as empresas façam mudanças efetivas para ter líderes mais diversos, como realizar mais programas de mentoria. Elas apontam

também que o apoio de colegas homens conscientes sobre a importância da diversidade e inclusão é fundamental para o setor avançar. pág. 20

Fotos: Divulgação

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editorial

Armando Ferrentini

Mulheres na liderança

Muito se fala sobre a representatividade feminina no mercado de trabalho. Como

não poderia ser diferente, no mês do Dia Internacional da Mulher, celebrado em

8 de março, o assunto volta à tona com mais força na publicidade.

Para homenagear a data, o propmark traz nesta edição o Especial Lideranças Femininas,

com o perfil de 14 mulheres que se destacam no mercado de comunicação e são

líderes em suas áreas de atuação.

Um dos maiores questionamentos é que, no caso das agências brasileiras, apesar de já

representarem a maioria no quadro de colaboradores, com 57% de mulheres, apenas

24% delas ocupam a posição de CEOs, enquanto homens dominam o cargo, sendo 76%.

Os dados são do último censo feito pelo Observatório de Diversidade na Propaganda.

Embora muito já tenha se discutido sobre a importância de se ter um ambiente mais

diverso e inclusivo na propaganda, é sempre bom lembrar que para se ter eficácia na

transmissão das mensagens publicitárias a uma população tão diversificada como a

brasileira, as lideranças nas agências também devem ser diversificadas.

Selecionadas pela redação do jornal, as executivas ouvidas pela reportagem falam

sobre a trajetória nas suas carreiras e o que fizeram para chegar a cargos de liderança

em um mercado tão desafiador como a da comunicação.

O propmark também teve o cuidado de destacar mulheres diversas em cargos de

liderança, apesar de ter encontrado poucas delas. Um reflexo do próprio mercado. A

lista traz duas negras e uma indígena entre as homenageadas.

São elas: Samantha Almeida (diretora de marketing da TV Globo), Luana Ozemela

(CSO e VP de impacto e sustentabilidade do iFood) e Michele Gonzaga (head de

marketing, projetos e eventos do Terra).

Muitas das 14 entrevistadas chamam a atenção para o fato de que, enquanto a equi-

dade não for uma prioridade estratégica e as empresas não adotarem mudanças efetivas,

o segmento continuará com poucas mulheres em cargos de liderança.

As executivas também relatam que, muitas vezes, as mulheres não se sentem seguras

em ocupar cargos C-levels, mas que os líderes homens raramente se mostram inseguros.

Ou seja, é necessário ter mais confiança, sendo que a mentoria é apontada como

uma das estratégias mais bem-sucedidas para auxiliar as profissionais nessa trajetória.

“Dificilmente vemos homens promovidos que acham – ou pelo menos mostram – que

não estão preparados. Eles se mostram seguros. Mulheres precisam disso também”,

declarou Gabriela Borges, presidente da Publicis Brasil.

O apoio de colegas conscientes sobre a importância de se ter rum ambiente diverso e

inclusivo nas agências, veículos de comunicação e marcas também é visto como fundamental

para esse avanço.

“Quando os homens se tornam aliados conscientes, o impacto vai além da equidade

de gênero – fortalece a cultura organizacional e acelera a transformação para um

ambiente verdadeiramente inclusivo e diverso”, pontuou Ana Luiza Santos, colíder da

MullenLowe.

SXSW

A 39ª edição do South by Southwest, que ocorre entre os dias 7 e 15 de março, em Austin,

terá a cobertura in loco do propmark, com o patrocínio exclusivo da Hands Ag. O maior

festival de inovação global é um dos eventos mais aguardados do ano pelo mercado

e contará com agenda brasileira de destaque. Além de um compilado das tendências

e conteúdo apresentados no SXSW na próxima versão impressa, o jornal também traz

ampla cobertura no propmark.com.br e redes sociais.

Frase: “Quando você discute com um imbecil, quem é o imbecil?”

(sabedoria popular).

as Mais lidas da semana no propmark.com.br

Em relatório com resultados preliminares de 2024, o grupo WPP teve uma

pequena queda na receita e no lucro. Os números destacam que esse lucro

caiu £ 43 milhões, passando de £ 1,75 bi em 2023 para £ 1,707 bi em 2024.

WPP registra ligeira queda

na receita e no lucro em 2024

See It Be It tem três

brasileiras na lista de 2025

O Cannes Lions anunciou o grupo de participantes do programa de

talentos See It Be It de 2025. A lista traz três brasileiras: Érika Moreira,

(W+K Amsterdam), Giulia Ferrarezi (David Madri) e Karen Lopes (DM9).

Grupo Campari escolhe

DPZ como agência

O Grupo Campari escolheu a DPZ como sua nova parceira estratégica de

comunicação no Brasil. A agência passará a atuar com um escopo integrado

– que inclui mídia, criação, conteúdo e performance – para as marcas Aperol,

SKY, Campari e Sagatiba.

Ações das marcas adotaram diferentes tons, mas houve uma percepção

de crescimento em campanhas que alertavam contra golpes e falavam

sobre assédio.

Quais foram as apostas das

marcas para as ações de Carnaval

Microsoft anuncia

o fim do Skype

Depois de mais de 20 anos, o Skype deixará de existir. O anúncio da Microsoft

foi feito nas suas redes sociais. O fim das atividades acontecerá no dia 5 de

maio deste ano.

jornal propmark - 10 de março de 2025 3

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Mulheres lutam por

diversidade e maior

equidade de gênero

índice

Em homenagem ao

Dia Internacional das

Mulheres, o propmark

ouviu profissionais que se

destacam em um mercado

desafiador. Samantha

Almeida, da Globo, é uma

das entrevistadas.

20

Fotos: Divulgação

propmark

propmark.com.br

Jor na lis ta res pon sá vel

Ar man do Fer ren ti ni

Editora-chefe: Kelly Dores

Editores: Janaina Langsdorff e

Paulo Macedo

Editor de fotografia: Alê

Oliveira

Editor-assistente: Vinícius

Novaes

Repórteres: Adrieny Magalhães,

Bruna Nunes e Vitor Kadooka

Revisor: José Carlos Boanerges

Diagramador Sênior: Lucas

Boccatto

Diretor-presidente

Armando Ferrentini

Diretor-executivo

Tiago Ferrentini

Nescau estimula prática esportiva

para desviar foco dos videogames

A diretora de marketing Tatiany Ernesto trouxe o

influencer e apresentador Fred Bruno para o time, que

já conta com Flavia Saraiva, para ser uma das atrações

da Liga da marca, que muda seu posicionamento para

‘Energia que dá jogo’ após 49 anos. pág. 38

Mídia OOH promove debate para

obter insights sobre seu futuro

A Central de Outdoor confirmou a presença de Hugo

Rodrigues, chairman do McCann World Group no

Brasil, como um dos palestrantes da 34ª Convenção

Nacional, que ocorre de 19 a 21 de março de 2025, no

Rio de Janeiro. pág. 45

Departamento comercial

Gerentes de contas:

Luciano Marcondes

luciano@propmark.com.br

tel. (11) 2065 0738

Mel Floriano

mel@propmark.com.br

tel. (11) 2065 0748

Monserrat Miró

monserrat@propmark.com.br

tel. (11) 2065 0744

Assinaturas

www.propmark.com.br/signup

assinaturas@propmark.com.br

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Redação

Rua François Coty, 228

01524-030 - São Paulo – SP

tel. (11) 2065 0772 / 0766

redacao@propmark.com.br

As ma té rias as si na das não re pre sen tam

ne ces sa ria men te a opi nião des te jor nal,

po den do até mes mo ser con trá rias a ela.

Editorial..............................................................................3

Conexões............................................................................6

Curtas..................................................................................8

Entrevista...........................................................................10

Quem Fez............................................................................12

Mercado..............................................................................14

Especial Lideranças Femininas.........................................20

Agências.............................................................................37

Marcas................................................................................38

Memória.............................................................................42

Inspiração...........................................................................44

Out of Home.......................................................................45

Opinião...............................................................................46

Click do Alê.........................................................................47

ESG no MKT.........................................................................48

Supercenas.........................................................................49

Última Página.....................................................................50

MChecon desenvolve Casa Brasil para COP30 em Belém

A empresa de design cenográfico MChecon está à frente do projeto para o receptivo do

Ministério do Turismo para a COP30, de 10 a 21 de novembro em Belém (PA). A expectativa é

que 40 mil pessoas passem pelo espaço de 7 mil metros quadrados. pág. 15

4 10 de março de 2025 - jornal propmark

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Brasil

É mais que

uma bandeira.

É a nossa

realidade.

The Disruption® Company

83% da nossa liderança executiva

é composta por mulheres.

66% ocupam cargos de liderança.

Ao todo, elas representam 56%

da nossa equipe.

Da contratação ao topo,

incentivamos e valorizamos

o equilíbrio e o talento feminino

todos os dias. Porque na

Lew’Lara\TBWA acreditamos

que, ao criar condições

para todos, transformamos

Aqui estão alguns dos muitos talentos femininos

que fazem a Lew’Lara\TBWA acontecer.

a realidade e o futuro.

Lew’Lara\TBWA

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conexões

última hora

LinkedIn

Post: Gal Barradas: “Minha geração

foi muito impactada”

Puro empoderamento feminino!

Parabéns, Gal Barradas. Muito

sucesso para você!!

Andrea Tornovsky

ESTRUTURA

A Jotacom, agência de publicidade full service da FSB Holding, anuncia nova composição

estratégica em sua liderança para sustentar seu crescimento acelerado e potencializar a

excelência em suas entregas. Com um crescimento superior a 50% nos últimos dois anos,

a agência reforça seu time executivo com novas posições, com o objetivo de impulsionar a

inovação e a eficiência operacional. Jaderson de Alencar assume o cargo de co-CEO, ao lado

de Jurgis Figueiredo; Ausra Sliesoraitis assume como VP de Mídia;Thiago Sheer, como VP de

planejamento e operações; e Luiz Barrella, como VP de criação Publicitária, ao lado de Fábio

Melo, como VP de criação corporativa. Todos os executivos já atuavam na Jotacom e estão na

foto acima.

DIGITAL

A OMZ passa a atender o Mycon, fintech especializada em consórcios. O objetivo é

reposicionar a marca e reforçar awareness no mercado de consórcios digitais.

EVENTO

O Web Summit do Rio, agendado para ser realizado de 27 a 30 de abril, tem os seguintes

nomes confirmados: Justina Nixon-Saintil, da IBM; Márcio Aguiar, da Nvidia; Gabriela

Comazzetto, do TikTok; Glauber Mota, do Revolut; e Juliana Rios, da Latam.

Ficou muito boa! Eu acho uma

das maiores profissionais do mercado

publicitário. Sei que não estou sozinho.

Fernando Camargo

Post: Jotacom tem nova estrutura

de liderança

Timaço! Ansiosa para o que vamos

construir!

Ana Julia Resende

Duailibi Essencial

dorinho

Instagram

Post: Beats se junta à Azul em ação

para o Carnaval

Que incrível! Amei dar essa olhadinha

nos bastidores dessa campanha!

Clara Freitas

Ela e incrível e focada em tudo o que faz.

Marina Bispo

“Não existe maneira certa de fazer uma coisa errada”

(Kenneth Blanchard).

LIDERANÇAS

A Philips Walita tem novos executivos para sua área de marketing na América Latina: Thais

Nascimento assume como diretora para a regional e Túlio Maia como gerente, ambos na foto

acima. ‘’O desafio de liderar o marketing na América Latina é entender as particularidades

de cada mercado e traduzi-las em estratégias eficazes. Nosso objetivo é consolidar a marca

como referência em inovação e qualidade, sempre colocando o consumidor no centro das

nossas decisões”, afirma Thais.

ELAS/DELAS

O ‘SEO por Elas 2025: Impulsionando e promovendo mulheres no marketing digital’

chega à sua terceira edição nesta terça-feira (11) com oito horas de conteúdo online.

Organização da agência de SEO Hedgehog Digital.

6 10 de março de 2025 - jornal propmark

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+

MILHÕES

DE PESSOAS

80ALCANÇADAS

Alcance Site

CNN Brasil

Globo News

35.000.000

834.000

Alcance Redes Sociais

CNN Brasil

Globo News

61.600.000

23.782.000

Alcance Youtube

CNN Brasil

Globo News

19.316.000

Não possui

Alcance Pay TV

CNN Brasil

Globo News

10.939.000

15.864.000

Alcance Samsung TV Plus

CNN Brasil

Globo News

6.850.000

Não possui

Alcance Banda Ku

CNN Brasil

Globo News

10.000.000

Não possui

Alcance LG Channels

CNN Brasil

Globo News

3.000.000

Não possui

Alcance Prime Video

CNN Brasil

Globo News

146.000

Não possui

CNN Brasil - Maior canal de notícias

Total 1 146.841.000 Total - deduplicado 2 81.958.497

Globo News

Total 1 40.480.000 Total - deduplicado 2 33.193.600

Redes sociais: Facebook, Instagram, X, Tiktok, LinkedIn (ComScore; Meta for Business; Tiktok for Business) | média mensal out a dez/24. Site: Similarweb/ComScore | média

mensal out a dez/24. Youtube: Youtube Studio | média mensal out a dez/24. Pay TV: Kantar/projeção nacional | média mensal out a dez/24. Amazon Prime Video: Prime

Video Slate | Média mensal de outubro a dez/24. Samsung TV Plus: Dados Samsung (Cascada) | média mensal out a dez/24. LG Channels: dados de jan/25 com fator de

projeção potencial de 2,7 pessoas por domicílio. Banda K.U. - IPESPE - Pesquisa Quantitativa - Amostra Brasil: 1.000 entrevistas (18+) - Campo: 9/jan a 3 fev/25 - Assistiu

CNN Brasil nos últimos 30 dias via Banda Ku.

1 Valor em números absolutos com sobreposição

2 Total deduplicado em números absolutos, retirando sobreposição (Random Duplication | Sainsbury)

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CANAL DE NOTÍCIAS

DO PAÍS

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curtas

Divulgação

3º Summit latam da dentsu creative

debate criatividade e proposta de valor

A Dentsu Creative reuniu, em São Paulo, líderes da América Latina para acelerar o crescimento

da empresa na região - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México - para a 3ª edição do Summit

Latam. Foi uma reflexão sobre criatividade e proposta de valor da rede como motores que

transformam e impactam negócios e a sociedade. O encontro foi pautado por temas como a

integração da inteligência artificial para potencializar a criatividade humana e as estratégias

que impulsionam desafios em novas oportunidades. A iniciativa reforça o One Dentsu, modelo

de gestão que integra os times globais da rede e contribui para o crescimento sustentável e

a construção de parcerias estratégicas centradas nas necessidades dos clientes e em entregas

culturalmente relevantes, de acordo com comunicado do grupo. “Estamos comprometidos a

liderar o cenário criativo na AL de forma cada vez mais eficiente, com os times integrados e

trabalhando de forma colaborativa. Foram três dias intensos de trocas e aprendizados que

elevarão nossa proposta de soluções e certamente certificarão nosso grupo como o melhor

parceiro de negócios para as marcas”, comenta Philippe Seignol, CEO da Dentsu Creative Latam.

cp+b AMPLIA PRESENÇA NA CONTA DA 99

Divulgação

Design Bridge cria nova marca para Lubrax

Divulgação

Ariane Kopke, Carolina Ferraz (99), Andre Kassu (CP+B), Mariana Beer (99) e Vinicius Reis (CP+B)

A CP+B, parte do grupo Stagwell e liderada pelos sócios Vinicius B. Reis (CEO), André Kassu e

Marcos Medeiros (ambos CCOs da agência), foi escolhida para conduzir toda a estratégia de

marketing da 99Pay, plataforma financeira da companhia. Com essa nova conquista, a agência

reforça seu papel no crescimento e na expansão da companhia. “Embora o aplicativo ofereça

serviços distintos, eles se complementam, e entendemos que a unificação da agência para ambas

as frentes nos dará uma visão ainda mais estratégica para alcançar nosso público. A CP+B

construiu uma parceria sólida com os nossos times de mobilidade na 99, e estamos muito

felizes em fortalecer essa integração”, comenta Marina Beer, diretora de marketing da 99Pay.

Vanessa Gordilho é vice-presidente de negócios e marketing da Vibra: “Mercado está mudando”

A Lubrax acaba de ganhar uma nova marca que, segundo comunicado da empresa, mostra

que está mais conectada com inovação e tecnologia, de olho no futuro do segmento de

lubrificantes. A novidade anunciada pela Vibra representa mais do que uma mudança visual: os

tradicionais verde e amarelo estão mantidos como base da paleta de cores para manter o link

com a marca atual, mas o logotipo ganha nova tipografia e mais contraste com tons que remetem

a performance e modernidade. O rebranding é assinado pela consultoria Design Bridge and

Partners, do WPP. “O mercado está mudando, a categoria está mudando e identificamos uma

oportunidade de aumentar o valor da marca”, explica a VP de marketing Vanessa Gordilho.

Clio elege africa creative no music awards Douglas Silveira é promovido na gut Natura tem novo head de marketing

Divulgação

Divulgação

Divulgação

‘Meu karma’, da rapper paulista Jovem MK: Grand Clio Music

A Africa Creative acabou de ser consagrada Agência do Ano

pelo Clio Music Awards, uma das principais premiações globais

que reconhecem a excelência criativa na interseção entre

música e publicidade. O curta-metragem ‘Meu karma’, da

rapper paulista Jovem MK, havia sido premiado com Ouro em

janeiro e foi elevado ao Grand Clio Music, a premiação máxima

do festival. “Essa conquista reafirma a força da música e do

entretenimento como pilares da indústria criativa. Na Africa

Creative, acreditamos no poder dessas conexões para contar

histórias autênticas e impactantes, aproximando marcas

da cultura e da população de forma relevante, interativa e

inovadora”, afirma Juliana Leite, VP de projetos especiais e

conteúdo criativo da Africa Creative.

O novo chief media officer com a CEO da GUT, Valeria Barone

A GUT São Paulo anuncia promoção na liderança da agência.

Douglas Silveira, que respondia como co-head of media &

effectiveness desde 2022, foi promovido a chief media officer.

O movimento reforça a evolução da GUT e seu compromisso

em aliar criatividade e resultados. Douglas, que está na agência

há seis anos, seguirá ampliando a visão estratégica sobre

os investimentos de mídia e effectiveness, garantindo que as

marcas naveguem com inteligência no cenário atual — onde a

fragmentação dos formatos e da atenção exigem abordagens

integradas, eficazes e inovadoras. “Seguimos com a ambição

de consolidar a GUT como referência em compra de mídia

mercado nacional, mostrando que os melhores resultados se

conquistam ao aliar criatividade e mídia”, assegura Silveira.

Marketing e comunicação no escopo de Gabriel Fernandes

Gabriel Fernandes é o novo diretor de marca e comunicação

Integrada da Natura. O executivo chega à empresa para fortalecer

a marca Avon na América Latina e, também, para liderar

o processo de comunicação integrada da Natura na região. A

Avon é uma empresa icônica, que tem uma visão inovadora e

está em uma sólida jornada de modernização. Minha missão

é contribuir para que a marca se fortaleça ainda mais na

América Latina. Além disso, tenho o desafio de integrar cada

vez mais as diversas frentes de comunicação e marketing

existentes na Natura e na Avon de maneira criativa e eficiente”,

diz o executivo. A Avon vendeu 20 milhões de unidades de

maquiagem para mais de 9 milhões de brasileiros em 2024,

segundo dados da Kantar.

8 10 de março de 2025 - jornal propmark

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entrevista

Guilherme Arruda

CMO da GM América do Sul

‘GM está na vanguarda da

mobilidade sustentável’

Alê Oliveira

A Chevrolet celebra seu centenário no Brasil com foco nos próximos 100 anos. Guilherme

Arruda, CMO da GM América do Sul, afirma que a marca está investindo em inovação e

infraestrutura que facilite a transição para uma mobilidade sustentável, sem abrir mão

da confiança, qualidade e inovação que sempre definiram a marca. “A Chevrolet tem um

legado de tradição e confiança, e, com esse histórico, nossa visão está focada em construir

um futuro ainda mais conectado, sustentável e digital, com tecnologias inovadoras que

vão transformar a experiência dos nossos consumidores nos próximos 100 anos”. Na

entrevista a seguir, o executivo falou ainda sobre as ações comemorativas, os planos para

o futuro e o papel da inteligência artificial no processo criativo. “Inteligência artificial tem

sido uma grande aliada para melhorar a eficiência e personalizar a experiência do cliente.

No entanto, a criatividade continua sendo a essência que nos permite criar histórias

emocionantes e nos conectarmos genuinamente com os consumidores.”

10 10 de março de 2025 - jornal propmark

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“A GM tem planos de lançar dez novos

modelos eletrificados nos próximos anos”

Alê Oliveira

Cem anos da GM no Brasil, e agora?

Chegar aos 100 anos é um marco de grande importância para a GM, refletindo nossa

forte conexão com o Brasil e nosso compromisso com a inovação. A Chevrolet tem um

legado de tradição e confiança e, com esse histórico, nossa visão está focada em construir

um futuro ainda mais conectado, sustentável e digital, com tecnologias inovadoras

que vão transformar a experiência dos nossos consumidores nos próximos cem anos.

Quais as principais ações na celebração do centenário no Brasil?

A celebração do nosso centenário começou com um evento marcante, reunindo

clientes, concessionários, parceiros, colaboradores, jornalistas e autoridades. No dia

26 de janeiro, lançamos uma campanha cinematográfica que, por meio de uma narrativa

emocionante da atriz Fernanda Torres, revisita momentos icônicos da nossa

trajetória no Brasil. Com um filme produzido pela Vetor Zero/Lobo e criado pela WMc-

Cann, a campanha também está disponível em plataformas de streaming e TV aberta,

ampliando seu alcance. Além disso, a ação inclui uma estratégia robusta de DOOH

(digital out of home), oferecendo uma experiência imersiva que conecta o passado,

o presente e o futuro. A Chevrolet também patrocina a edição 25 do ‘BBB’, alcançando

uma ampla audiência e reforçando nossa presença nas conversas culturais do Brasil.

Com o lançamento de novos veículos, incluindo modelos com diferentes tecnologias,

reafirmamos nosso compromisso com a inovação, além das edições comemorativas

de 100 anos para os nossos modelos S10, Onix e Tracker, celebrando nossa história e

visão para o futuro.

Quais foram as campanhas mais marcantes na história da GM no

Brasil?

A GM tem uma longa trajetória de campanhas que marcam a história publicitária do

Brasil. No entanto, a campanha atual é especialmente significativa. Celebrar os 100

anos da Chevrolet no Brasil com uma das maiores campanhas da nossa história representa

um momento único, refletindo nosso legado e nosso compromisso com o futuro,

algo que poucas empresas alcançam ao longo de sua jornada. Afinal, apenas 0,1% das

empresas chegam a completar 100 anos, e nós estamos entre essas raras exceções,

com um orgulho imenso de continuar crescendo e inovando a cada década.

Qual a percepção do consumidor brasileiro em relação à marca?

A Chevrolet é uma marca profundamente enraizada na vida dos brasileiros. Nossa confiança,

qualidade e presença constante nas escolhas dos consumidores fazem parte

da história de muitas famílias, sempre alinhando tradição e inovação para oferecer

carros que atendam às necessidades e aos sonhos dos nossos clientes. Além de termos

altos índices de confiança, também cultivamos uma forte conexão emocional com os

brasileiros. Somos uma marca com uma proximidade única, com a maior capilaridade

de rede no país, com 600 concessionárias espalhadas por todo o Brasil, garantindo que

nossa presença esteja sempre ao alcance de todos.

Como o consumidor brasileiro compra carro, ele ainda é patrimonialista?

Apesar das mudanças no mercado, o carro continua sendo um bem de grande valor

emocional para os brasileiros. Observamos um aumento no interesse por modelos

que atendem a diferentes estilos de vida, com destaque para os SUVs, que combinam

aspectos funcionais, como segurança e espaço, com elementos emocionais

de status e conquista.

A campanha ‘#99eContando’ tem como objetivo celebrar o passado

de confiança entre a marca e o consumidor. E para o futuro,

como a GM está se preparando para enfrentar as mudanças com a

chegada dos carros elétricos?

A GM está na vanguarda da transformação para uma mobilidade sustentável, com planos

de lançar dez novos modelos eletrificados nos próximos anos. Estamos investindo

em inovação e em uma infraestrutura que facilite essa transição, sem abrir mão da

confiança, qualidade e inovação que sempre definiram a Chevrolet.

Com tantos canais de comunicação à disposição no mercado, qual

plataforma de mídia a marca prioriza no diálogo com o consumidor?

Comunicamo-nos com os consumidores através de múltiplos canais, adaptando-nos

às preferências de cada um. A inteligência artificial é um aliado essencial para personalizar

as experiências. A nossa plataforma EVA (Electronic Virtual Assistant), por

exemplo, usa IA generativa para fornecer um atendimento mais dinâmico, principalmente

à medida que a eletrificação se consolida no Brasil, facilitando o acesso às

informações e criando uma jornada personalizada para os clientes. A priorização de

canais é feita constantemente por meio de uma cultura sólida de teste e aprendizado,

permitindo-nos entender quais canais mais se adequam ao perfil de cada um dos nossos

modelos e quais entregam a melhor performance para a marca e para o negócio.

Não existe certo ou errado nesse processo. O que buscamos é mapear os interesses

do consumidor, identificar tendências culturais, avaliar a eficiência de cada meio e

medir a eficácia em resultados de vendas.

Quais os desafios de comunicação da GM para manter e ampliar sua

fatia de mercado com tantas marcas chegando do mundo inteiro?

A concorrência é um fator que nos motiva a inovar e aprimorar constantemente nossa

proposta de valor. Exemplos da história, como a rivalidade entre Ayrton Senna e Alain

Prost, nos mostram como uma competição saudável eleva os padrões e nos impulsiona

a alcançar a excelência. A GM se organiza para enfrentar esses desafios com inovação

contínua, qualidade superior e um compromisso com a sustentabilidade e a experiência

do consumidor. Para a comunicação, isso se reflete em um conhecimento profundo

do consumidor, o que nos permite desenvolver uma estratégia criativa que gere diferenciação

para a marca e relevância para as pessoas, garantindo que nossa mensagem

sempre esteja alinhada com as suas necessidades e expectativas.

A chegada da IA revolucionou o processo de criação. Como a GM

está se adaptando a esse novo cenário? A criatividade ainda é essencial

para construir uma conexão com o consumidor?

A inteligência artificial tem sido uma grande aliada para melhorar a eficiência e personalizar

a experiência do cliente. No entanto, a criatividade continua sendo a essência

que nos permite criar histórias emocionantes e conectar-se genuinamente com os consumidores.

A IA aprimora nossos processos, mas é a criatividade que dá vida à nossa

marca e cria vínculos duradouros. O processo criativo pode e deve ser potencializado

pela IA. Desde a geração de insights em tempo real para construir os creative briefs,

passando por ferramentas de pré-teste, até a mensuração de resultados para avaliar a

eficiência criativa, a IA se torna uma aliada fundamental para maximizar o impacto das

nossas campanhas e aprimorar a experiência do consumidor.

O cenário político do país, como a polarização, influencia na estratégia

de comunicação da marca?

Na GM, acreditamos que a comunicação deve ser orientada por valores que transcendem

divisões políticas, como confiança, inovação e proximidade. Em tempos de

polarização, nossa estratégia busca fortalecer o diálogo com os brasileiros, sempre

focando em aspectos que nos unem, como a paixão por inovação e o desejo de um

futuro mais sustentável e conectado. Trabalhamos para criar mensagens que celebrem

nosso legado e, ao mesmo tempo, inspirem esperança no futuro, de forma inclusiva

que ressoe com todas as pessoas, independentemente das diferenças. Nossa

missão é contribuir para a construção de um ambiente mais positivo e colaborativo

por meio de nossa comunicação.

Quais agências atendem a marca no Brasil hoje?

A Chevrolet é atendida pela WMcCann, nossa parceira de longa data para comunicação

360°. Também contamos com o suporte da Dentsu, que agora cuida tanto da mídia com

os concessionários quanto dos seminovos, e com a Kyraly para o e-commerce de peças,

garantindo que nossa mensagem chegue com precisão aos nossos consumidores por

diferentes formas e plataformas. A agência de CRM é a pmWeb, e a agência responsável

pelos sites e plataformas digitais é a MRM. Dessa forma, mantemos uma rede de parceiros

estratégicos que nos permitem entregar uma comunicação eficiente e alinhada

com as necessidades de nossos clientes.

“A IA aprimora nossos processos, mas é a criatividade

que dá vida à nossa marca e cria vínculos duradouros”

jornal propmark - 10 de março de 2025 11

1011PM1003.indd 11 06/03/25 20:47


quem fez

Paulo Macedo

paulo@propmark.com.br

Repense

Panasonic

Fotos Divulgação

Título: ‘Encontro mágico’

Diretora de criação: Aline Leucz

Head de criação: Adriano Passos

Redatoras: Aline Leucz e Ana Sousa

Diretores de arte: Adriano Passos, Danilo Gonçalves e Guilherme Andersen

Produtora: Malabar Filmes

Som: Blend Audio

Aprovação: Caio Marques, Gabriela Prudêncio, Dayane Cristina Júlio

e Bruno Faria

Em formato de talk show, anunciante reuniu as embaixadoras Mariana

Ximenes, Rebeca Andrade e Luiza Fiorese para compartilhar suas

visões sobre sustentabilidade, as iniciativas do PGI e as inovações

tecnológicas ecoeficientes da marca. A ideia é mostrar como as escolhas

de consumo e ações podem impactar o planeta positivamente.

TECH AND SOUL

C6

Título: ‘Filtros da vida’

Diretores de criação: Angelica Pernau e Lusa Silvestre

Diretores de arte: Ricardo Marques, Sibely Pillon, Leonardo

Neiva e Eric Reines

Produtora: Arapiraca

Aprovação: Alexandra Pain, Rodrigo Teixeira, Carin Chamas,

Ione Aguiar, Hugo Oliveira, João Gil e Isabela Stela Hasbani

As peças destacam as 13 cores do cartão C6 Carbon, associando

cada uma a um momento, como um mergulho na piscina ou um

passeio de balão. A campanha está sendo veiculada em mídia digital,

OOH e TV em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e

Salvador. A parte sonora do projeto teve produção da Blood Audio.

W3HAUS

Luzia App

Título: ‘Luzia, a IA que resolve qualquer parada’

Diretor-executivo de criação e conteúdo: Marcelo Rosa

Diretores de arte: Bruno Athayde e Elaine de Souza Maia

Redatores: Lucas Vilaça e Viviane De Gois Ferreira

Planejamento: Eduardo Barreto

Produtora: NoCandy

Manipulador: Clayton Bonardi

Ação, além do Brasil, conta com conteúdos planejados para a Colômbia,

Argentina e México por meio de influenciadores nos quatro

países. Com foco na volta às aulas, a série de filmes mostra a

personagem ajudando adolescentes em situações do cotidiano,

como enfrentar o nervosismo em apresentações, estudar para

provas desafiadoras.

12 10 de março de 2025 - jornal propmark

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TakeOff_anuncio_propmark_06_03.pdf 1 06/03/2025 18:38

C

M

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CY

CMY

K

O TakeOff aquece as turbinas,

diretamente de Austin!

De 9 a 11 de março, às 9h, abrindo a programação

da SP House, vamos receber os CMOs de grandes

marcas e trocar insights durante o festival.

EMOTION

DRIVEN

HANDS.AG

13PM1003.indd 2 06/03/25 21:03


mercado

SXSW 2025 confirma Michelle Obama e

SP House terá arte urbana de AFolego

Ex-primeira dama dos Estados Unidos falará ao lado do irmão Craig

Robinson no dia 13 de março; SP House abre as portas no dia 8

Fotos: Divulgação

Fachada da SP House pintada pela artista urbana Carolina de Luiz Folego Silva

Michelle Obama e Craig Robinson: dividir experiências é proposta central do SXSW

C

O

painel de Michelle Obama, ex-primeira

dama dos Estados Unidos, e

seu irmão Craig Robinson, promete

ser um dos mais disputados da 39ª edição

do South by Southwest (SXSW), festival

de inovação realizado em Austin, no

Texas (EUA), entre os dias 7 e 15 de março

de 2025. Robinson é diretor-executivo da

National Association of Basketball Coaches

(NABC) e apresentador do podcast

‘Higher ground: Ways to win’.

Marcada para o dia 13, a conferência

deve exaltar a paixão de Michelle por histórias

capazes de inspirar pessoas. O seu livro

de memórias, ‘Becoming’, permaneceu

por mais de 130 semanas na lista de bestsellers

do New York Times, e ‘American

factory’, primeiro filme produzido por Michelle

em parceria com a Higher Ground,

empresa de mídia do ex-presidente norte-

-americano Barack Obama, foi eleito o Melhor

Documentário pela Academy Award

em 2020. No mesmo ano, ‘The Michelle

Obama podcast’ ganhou destaque como o

programa mais original do Spotify.

Já com a Fundação Obama, ela fundou

o programa Girls Opportunity Alliance

(GOA), que apoia o desenvolvimento de

adolescentes Rodapé.pdf globalmente. 1 21/02/2025 Michelle 12:27 ainda

é cofundadora e parceira estratégica da

PLEZi Nutrition. Ela ajuda a transformar

a empresa de alimentos em um vetor de

saúde das próximas gerações.

“A crença de Michelle de que podemos

enriquecer uns aos outros compartilhando

histórias é o centro das experiências

do SXSW”, comenta em nota Hugh

Forrest, presidente e diretor de programação

do evento.

A casa é sua

A SP House, espaço para debates e

shows montado em Austin pela segunda

vez consecutiva sob a batuta do Governo

do Estado de São Paulo, acolhe a delegação

brasileira, vitrine para o fomento de

novos negócios.

A casa recebe, por exemplo, o projeto

‘Favela Velley by Gerando Falcões’, idealizado

pela ONG Gerando Falcões, que enaltece

o protagonismo das periferias na inovação

social. A arte urbana também está presente

na fachada do espaço, assinada por Carolina

de Luiz Folego Silva, conhecida como

AFolego. Em 2024, o local foi pintado pelo

muralista Eduardo Kobra. Inaugurada em 8

de março, Dia Internacional da Mulher, a SP

House convida para uma reflexão sobre a

Michelle destaca o

poder de histórias

capazes de

inspirar pessoas

feminilidade por meio da obra de Carolina,

natural de Mauá, São Paulo.

“O grafite, além de ser uma forma de

expressão potente, nos permite refletir sobre

temas contemporâneos”, confere Marilia

Marton, secretária da Cultura, Economia

e Indústria Criativas do Estado de São

Paulo. Para a artista, o desafio foi permitir

aos visitantes “um vislumbre do que é São

Paulo e toda sua diversidade”. A expectativa

é ultrapassar os dez mil visitantes de 52

países, volume registrado no ano passado.

TakeOff

Eduardo Picarelli (Heineken); Camila

Ribeiro (TIM); Sérgio Valente (JBS); Rodrigo

Montesano (Itaú); Tannia Fukuda (Seara);

Ana Laura Sivieri (Braskem); Thalita Martorelli

(Cielo); Florence Scappini (OLX); Ana

Gabriela Lopes (iFood); Isadora Baily (Tag

Heuer) e Guilherme Figueiredo (Betano)

dividirão as suas percepções sobre o SXSW

no TakeOff, idealizado pela Hands Ag, patrocinadora

exclusiva da cobertura do

propmark no evento.

Em seu segundo ano consecutivo,

a iniciativa elencará dez diretrizes de

marketing anunciadas com evento no Teatro

B32, em São Paulo, no dia 27 de março.

M

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PATROCÍNIO EXCLUSIVO:

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CMY

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14 10 de março de 2025 - jornal propmark

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mercado

Casa Brasil Belém na COP30 tem design

cenográfico desenvolvido pela MChecon

Posicionada como a casa da transição energética, com embarcação

movida a hidrogênio, espaço planeja receber 40 mil pessoas

Fotos: Divulgação

Com sete mil metros quadrados de área construída, espaço quer fomentar discussão...

... sobre a importância da Amazônia no ecossistema global e sua preservação

Paulo Macedo

Com uma área de cinco mil metros quadrados e

uma plataforma flutuante de dois mil metros quadrados,

num total de sete mil metros quadrados, a

Casa Brasil, que está sendo edificada na cidade de Belém

para ser uma das atrações da 30ª Conferência das

Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a COP30,

agendada para acontecer de 10 a 21 de novembro deste

ano na capital paraense, promete ser atração à parte.

A ideia é mostrar para os visitantes do espaço a

expertise brasileira com cultura, meio ambiente, economia

e tecnologia. “Uma das experiências mais aguardadas

será a Imersão Ribeirinha”, nas palavras de Marcelo

Checon, CEO da MChecon, responsável pelo desing

e execução do projeto. A embarcação terá 70 metros

de cumprimento e será movida a hidrogênio. A bordo,

personalidades e autoridades vão visitar comunidades

residentes às margens dos rios de Belém. Segundo

Checon, a proposta é “promover conexão direta com o

ecossistema brasileiro”. Na COP29, realizada em Baku, no

Azerbaijão, a MChecon assinou o estande do Ministério

do Turismo do Brasil.

Checon fala da inspiração. “Saímos das Olimpíadas

com projeto vitorioso em todos os sentidos. E, mudando

totalmente de tema, falávamos de esporte e agora de

sustentabilidade. Esse é o futuro do mundo. Primeiro foi

a Casa Brasil em Paris e agora a Casa Brasil em Belém, na

COP30. Para esse novo projeto proprietário, o espaço foi

concebido em três grandes locais, sendo cada um deles

cenografados dentro de geodésicas. A proposta da estrutura

esférica é que elas representem as iniciativas da

COP30 que visam a proteger o planeta do aquecimento

global e em específico para essa edição, trazer os holofotes

para a maior floresta do mundo – considerada por

muitos como o pulmão do planeta. Os espaços possuem

“Vamos representar,

através da cenografia,

os objetivos da COP30”

O executivo Marcelo Checon é CEO da MChecon

como objetivo apresentar a floresta amazônica, bem

como informações relevantes, dados, estatísticas, além

de evidenciar a fauna, flora, população indígena e ribeirinha

com suas respectivas culturas emblemáticas.”

No briefing apresentado pelo Ministério do Turismo,

as prioridades foram sustentabilidade e a região amazônica.

“Vamos representar, através da cenografia, os objetivos

da COP30, evidenciando e trazendo protagonismo

para a floresta, além de neutralizar todas as emissões

que a Casa Brasil vai impactar”, detalha Checon.

“Projetamos uma casa que traduz o Brasil, nosso país

de dimensões continentais, em algo palpável e passível

de ser explorado. A Casa Brasil 2025 vai apresentar a

nossa cultura através de ambientes imersivos, evidenciando

as ações brasileiras contra a mudança climática

de maneira clara e objetiva, além de construir laços estratégicos

e importantes com a sociedade civil, iniciativa

privada internacional e autoridades políticas globais

que passarem por lá”, afirma Checon, lembrando que a

MChecon, além da Casa Brasil, já realizou projetos para

as marcas Colgate, Kohler, Itaú e Piracanjuba.

Mesmo na era digital, a cenografia continua sendo

o valor agregado mais importante do live marketing. A

Casa Brasil Belém planeja receber 40 mil pessoas durante

a COP30.

“A cenografia é capaz de representar fisicamente

toda concepção de uma estratégia de comunicação, de

forma que consiga abraçar o público e fazê-lo vivenciar

experiências claras e diretas através da interlocução

deles com o espaço representado cenograficamente.

No caso da COP30, o projeto é claramente uma tradução

dos objetivos da iniciativa do evento, sem perder de

vista o protagonista, que é a floresta amazônica e seu

ecossistema vivo e fundamental para a sobrevivência do

planeta. Conteúdo de tecnologia e cenografia real serão

nossos diferenciais”, afirma.

jornal propmark - 10 de março de 2025 15

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mercado

Maioria dos brasileiros aprova collabs

de marketing, aponta Orbit Data Science

66% dos consumidores aceitam as parcerias; ampliação de público e

inserção em outras jornadas de consumo são os principais objetivos

Fotos: Divulgação

Parceria entre a Carmed e a Fini garantiu prêmio no Marketing Best de 2023

A linha de maquiagens Bruna Tavares e a Sanrio apostam na nostalgia

Vitor Kadooka

As colaborações entre marcas

vêm se consolidando como uma

das estratégias mais eficazes

e presentes no mercado publicitário.

Embora existam há décadas – desde

parcerias como a grife Schiaparelli com

Salvador Dalí, em 1937, até colaborações

tecnológicas como a da Microsoft com

a Intel –, o conceito se fortaleceu nos

últimos anos, impulsionado pelo engajamento

digital e pelo comportamento

de consumo atrelado aos destaques

das redes sociais.

No universo da publicidade, as collabs

se manifestam principalmente por

meio de joy ventures e co-brandings,

criando sinergias entre marcas que

podem resultar em novos produtos ou

ações promocionais. Um exemplo recente

de sucesso foi a parceria entre

Carmed e Fini, que rendeu um alto volume

de conversas nas redes e foi premiada

no Marketing Best, premiação

organizada pelo propmark.

Karla Marques Felmanas, vice-

-presidente do Grupo Cimed, explicou à

reportagem, na época do lançamento,

quais eram os objetivos por trás dessa

parceria: “A Fini já é muito forte no canal

das grandes redes, que é DrogaRaia,

Drogaria São Paulo, e outras que estavam

com interesse de entrar no mercado

das farmácias pequenas de bairro.

Por isso, nos procuraram perguntando

Victor Azevedo, do Ibemec-RJ: “As culturas empresariais precisam estar alinhadas”

se não estávamos interessados em começar

a distribuir os produtos deles”,

afirma Karla.

No ano passado, a Cimed manteve

sua estratégia agressiva de colaborações

e se destacou com a parceria com

a Bauducco, criando um protetor labial

com sabor de Chocottone. Pode parecer

inusitado, mas 66% dos consumidores

afirmam aprovar os resultados de uma

collab, segundo pesquisa da Orbit Data

Science.

O sucesso dessas parcerias não se

25% dos

consumidores são

motivados pela

nostalgia

limita apenas às vendas. Mas também

abre portas para a criação de novos

públicos, que surgem a partir da fusão

das marcas envolvidas. “As marcas são

seres vivos sem vida. Elas carregam

uma cultura e, quando duas se juntam,

formam uma nova identidade. O público

percebe essa fusão e, muitas vezes,

se torna parte dessa nova comunidade”,

explica Victor Azevedo, coordenador do

curso de publicidade e propaganda do

Ibmec-RJ.

Essas novas comunidades dependem

também de fatores que impactam

seus sentimentos para gerar conversão:

25% dos consumidores são motivados

pela nostalgia, segundo a pesquisa.

Quem percebeu essa tendência de consumo

foi a empreendedora com a marca

que leva seu nome, Bruna Tavares,

em parceria com a Sanrio, dona da Hello

Kitty, uma marca fortemente associada

à infância de muitos consumidores da

geração millennial.

“A Carmed, por exemplo, era um produto

técnico, de nicho. Quando começa

a colaborar com marcas como a Bauducco,

desperta associações com o Natal,

que podem gerar nostalgia. Assim, a

collab transforma a percepção do público

sobre o produto”, comenta Azevedo.

A pesquisa também revela que o

setor de skincare e maquiagem lidera

o volume de collabs, com 63% do share

de conversas; seguido por alimentação,

com 28,3%; enquanto vestuário e utili-

16 10 de março de 2025 - jornal propmark

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dades contam com 7,3% e 1,5%, respectivamente.

Um exemplo dessa tendência

foi a parceria entre Mari Maria e Burger

King, que uniu os dois segmentos dominantes

e gerou grande repercussão,

sendo a mais lembrada pelos respondentes

da pesquisa.

O CMO da Zamp, máster franqueada

do Burger King no Brasil, Igor Puga, comentou

acerca dos objetivos de conectar

as duas marcas com os segmentos

mais atuantes nesse quesito: “O Burger

King busca estar sempre próximo do

que é relevante para os consumidores.

A collab com a Mari Maria MakeUp

conecta o desejo e o engajamento da

comunidade de beleza com inovações

do BK como pistache. Muito além de

experimentação, queremos aumentar

o acesso das pessoas ao universo das

duas marcas”.

“As collabs são uma estratégia poderosa

para ampliar o público de uma

marca”, afirma Azevedo. “Para a Fini, por

exemplo, a parceria com a Carmed foi

vantajosa porque expandiu a presença

da marca para outro momento de consumo.

Bala Fini vende muito no cinema,

panetone da Bauducco vende muito no

fim do ano. Ao combinar esses públicos,

você cria novas oportunidades de venda”,

explica ele.

Outra colaboração que exemplifica

essa lógica é a da Colorama com o

longa de animação da Pixar, ‘Divertida

Mente 2’. O lançamento da linha de esmaltes

inspirada nos personagens do

filme trouxe um apelo tanto para fãs

de beleza quanto para o público infantil,

ampliando o alcance da marca para

diferentes segmentos.

E as collabs vieram para ficar? Para

Azevedo, não há sinais de saturação

nesse modelo de parceria. “O que vemos

hoje é uma geração que normalizou

esse tipo de troca. Antes, as marcas

competiam entre si sem interagir. Hoje,

com a internet, vemos diálogos inusitados

do Itaú e Santander no Twitter (X),

ou Netflix e Max. O mesmo cascateou

Cimed tem alto volume de novas collabs com outras marcas

“As collabs são

uma estratégia

poderosa para

ampliar o público

de uma marca”

Fotos: Divulgação

Knorr usa o nome Chilli Beans para criar molho de pimenta

para as marcas, que entenderam que

unir públicos pode ser benéfico.”

Exemplos desse fenômeno vão além

do universo da moda e beleza, chegando

até a indústrias mais tradicionais.

Um caso emblemático foi a colaboração

entre Chilli Beans e Knorr, que apostaram

em um conceito que une não somente

seus públicos, como o conceito

dos nomes das marcas. A parceria gerou

uma linha de molhos de pimentas

jalapeño, vermelha e malagueta, associando

a marca de armações de óculos

Chilli Beans ao universo gastronômico

da Knorr.

Nem toda parceria é um sucesso garantido.

“As culturas empresariais precisam

estar alinhadas. Se a collab gera

um público novo que não entende a

essência e a comunicação da marca original,

isso pode se tornar um problema”,

alerta Azevedo.

Além disso, a dependência excessiva

de colaborações pode enfraquecer a

identidade da marca. “O milkshake do

Bob’s, por exemplo, não pode depender

do Ovomaltine para se sustentar. Quando

a parceria é de curto prazo e com

exclusividade, cria um senso de urgência

que impulsiona as vendas, mas não

pode se tornar a base do negócio.”

Em paralelo, como ponto a se considerar,

34% das conversas apontam que

parte do público se sente excluída dessas

estratégias, seja pela falta de representatividade

ou pela indisponibilidade

dos produtos em todas as regiões.

Azevedo complementa: “Quando

uma marca reconhece que um grande

público tem interesse na parceria e o

produto aos poucos sedimenta no mercado,

é importante determinar um prazo

de validade na disponibilidade, pois a

novidade perde força. O objetivo é manter

uma cadeia de conversas acerca do

assunto para alimentar o hype”.

A frustração também se dá pelo sabor

desaprovado, mais de 17% apontaram

o desinteresse motivado por esse

ponto, como ocorreu com a collab entre

Coca-Cola e Oreo, cujo sabor do biscoito

dividiu opiniões, mas que, ainda assim,

gerou grande impacto pela parceria

inusitada.

Com a evolução do mercado e o comportamento

dos consumidores cada vez

mais voltado para experiências interativas,

as collabs seguem como uma estratégia

valiosa para as marcas. O desafio,

no entanto, é equilibrar inovação e coerência

entre objetivos para garantir que

essas parcerias sejam bem recebidas e

garantam uma base de novos consumidores

que entendam a marca.

Colorama buscou expandir seu público em parceria com o filme ‘Divertida Mente 2’ Oreo e Coca-Cola deram origem a uma das collabs mais inusitadas de 2024

jornal propmark - 10 de março de 2025 17

1617PM1003.indd 17 06/03/25 20:01


mercado

‘Queremos otimizar a compra de mídia’

Jamie Barnard, CEO da Compliant,

acredita que a transformação

da publicidade programática

passa pela garantia de dados de

qualidade e segmentação eficaz.

A Compliant se apresenta ao

mercado com o objetivo de

resolver a falta de métricas que

assegurem a eficiência das

campanhas digitais, evitando

gastos com publicidade ineficaz.

Com presença internacional e

uma parceria estratégica no Brasil

com a GDB, a empresa oferece aos

anunciantes uma solução que foca

em mídia qualificada, segurança e

performance, ajudando a otimizar

investimentos e a entregar

resultados reais e mensuráveis.

Jamie Barnard, CEO da Compliant, busca revolucionar a publicidade programática

Divulgação

Adrieny Magalhães

SEGURANÇA

O marketing digital tem sido marcado

por inúmeros avanços tecnológicos

e, ao mesmo tempo, por desafios que se

relacionam com a privacidade do usuário

e a conformidade dos dados. Pensando

neste cenário, a Compliant (liderada

por Jamie Barnard, Elliot Bell e Magid

Souhami) se mostra para o mercado

como uma solução que promete transformar

a publicidade programática, padrões

de segurança, visibilidade e performance

das campanhas publicitárias.

A empresa surgiu para resolver uma

antiga lacuna do mercado: a falta de

métricas que garantem a qualidade

dos dados e da segmentação utilizadas

em campanhas digitais. Em muitas

maneiras, criamos soluções para os

maiores problemas da indústria. Não

queremos pagar por publicidade que

ninguém vê, não é?

dados

A proposta da Compliant é fornecer

um sinal de mídia que ajuda os anunciantes

a comprarem impressões de publishers

com melhores padrões de dados.

A lógica é simples: campanhas publicitárias

veiculadas em ambientes com

dados mais qualificados entregam melhores

resultados. “Melhores dados vão

impulsionar melhor a segmentação. E

melhor segmentação significa que suas

campanhas terão melhor desempenho.

A Compliant também colabora com importantes

players do mercado de fornecimento

de mídia, como DSPs e agências

globais. Essa presença no mercado

internacional se alinha agora ao cenário

brasileiro com a parceria estratégica

com a GDB.

PARCERIA COM GDB

A colaboração com a GDB tem o

objetivo de potencializar a entrega de

sinais de integridade de dados às campanhas

no Brasil. A sinergia entre as

duas empresas se dá pela visão compartilhada

sobre segurança de mídia e

compliance. Estamos apenas adicionando

algo ao que eles já fazem bem para

dar a eles uma vantagem competitiva.

O que estaríamos dizendo através da

“Métricas de

vaidade não

garantem

qualidade”

GDB é: quando você compra mídia, compre

aqui. Coloque seu gasto de mídia

em publishers de melhor qualidade que

entregarão retorno.

resultados consistentes

Um ponto central da proposta da

Compliant é mudar o foco das marcas

de métricas de vaidade, como taxas

de cliques e custo por aquisição,

para resultados de qualidade real.

Por anos, tivemos uma obsessão com

métricas de vaidade. Isso não garante

qualidade, apenas resultados

ilusórios. A nova abordagem visa a

entregar campanhas mais assertivas,

com menos fraude e tráfego inválido.

Com a Lei Geral de Proteção de Dados

(LGPD) em vigor no Brasil, a Compliant

destaca a importância de permitir

que anunciantes definam métricas de

conformidade de forma prática, monitorando

o impacto das campanhas

em visibilidade, segurança da marca e

performance geral. Nosso trabalho faz

isso. A pontuação faz isso por você. Tudo

o que você precisa fazer é decidir onde

quer estar.

FUTURO

A nossa chegada ao Brasil, em parceria

com a GDB, tem como objetivo elevar

os padrões do mercado de publicidade

programática, garantindo que marcas

invistam seu orçamento em inventário

qualificado e seguro. A expectativa é

que a nossa solução conquiste agências

e anunciantes que buscam não apenas

eficiência, mas também responsabilidade

e transparência em suas campanhas.

Queremos criar sinais que tornem a

compra de mídia mais impactante e

eficaz, sem que o comprador de mídia

precise dominar todos os aspectos de

privacidade e conformidade. Estamos

aqui para isso.

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lideranças femininas

Profissionais alertam que a equidade

de gênero deve ser uma luta de todos

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de

março, o propmark ouviu 14 lideranças femininas que se destacam por

seu trabalho em um mercado tão desafiador, principalmente para elas

Pexels

As entrevistadas afirmam que, se as empresas não adotarem mudanças efetivas, o número de mulheres em cargos de liderança no mercado continuará estagnado

Bruna Nunes

O

último censo realizado pelo Observatório

de Diversidade na Propaganda

revelou que nas agências

brasileiras, de 257 funcionários, em média,

57% são mulheres. O chocante nesse

dado é que, apesar de serem maioria

nesses espaços, apenas 24% ocupam a

posição de CEOs, enquanto homens dominam

o cargo, sendo 76%. É no mínimo

curioso pensar nessa realidade, afinal,

já que não é por falta de profissionais

mulheres, o que precisamos para vermos

mais líderes no mercado?

Em mais uma edição do especial de lideranças

femininas, em homenagem ao

Dia Internacional da Mulher, comemorado

em 8 de março, o propmark destacou

14 executivas do mercado.

Os nomes, selecionados pela redação,

são: Samantha Almeida (diretora

de marketing da TV Globo), Paula Morales

(diretora do núcleo de integração

de marca e conteúdo da Record), Luana

Ozemela (CSO e VP de impacto e sustentabilidade

do iFood), Michele Gonzaga

(head de marketing, projetos e eventos

do Terra), Gabriela Borges (presidente

da Publicis), Sandra Martinelli (CEO da

ABA), Maria Pirajá (VP de negócios e

novos negócios da Lew,Lara), Veronica

Gordilho (co-COO da Africa), Carol Escorel

(COO da WMcCann), Ana Luiza Santos

(colider da agência MullenLowe), Carol

Boccia (CEO da BETC Havas), Carolina

Silva (diretora-geral de estratégia da

David), Camila Costa (CEO da ID/TBWA)

e Camila Massari (EVP de atendimento

e negócios da AlmapBBDO).

As profissionais destacaram quais desafios

e estratégias foram cruciais para

que se consolidassem nessas cadeiras.

Mas, essas vozes vão além e fazem um

alerta: enquanto a equidade não for uma

luta de todos e as empresas não adotarem

mudanças efetivas, não veremos

mais mulheres em cargos de liderança.

Como explica Sandra Martinelli, CEO da

Associação Brasileira de Anunciantes:

(ABA), não basta ser uma empresa diversa

e contratar mais mulheres sem mudar

as regras do jogo. “A diversidade precisa

vir junto da equidade e da inclusão.”

Em muitos dos relatos, as executivas

chamam a atenção para o fato de que

mulheres muitas vezes não se sentem

seguras de ocupar esses lugares, mas

que líderes homens raramente se mostram

inseguros, como exemplifica Ga-

briela Borges. A presidente da Publicis

conta que aconselha seu time a não ter

medo de mostrar potencial. “O que digo

é: vai para cima. Dificilmente vemos homens

promovidos que acham – ou pelo

menos mostram – não estar preparados.

Eles se mostram seguros. Mulheres precisam

disso também”. Ana Luiza aponta

que é importante que esses colegas

sejam aliados, pois quando se juntam

a essa luta, o impacto realmente acontece

na cultura corporativa. “Quando os

homens se tornam aliados conscientes,

o impacto vai além da equidade de gênero

– fortalece a cultura organizacional

e acelera a transformação para um ambiente

verdadeiramente inclusivo e diverso”,

declara a colíder da MullenLowe.

Confira, a seguir, a trajetória e o pensamento

das homenageadas.

20 10 de março de 2025 - jornal propmark

20PM1003.indd 20 07/03/25 11:23


lideranças femininas

Ana Luiza quer ser referência para

as próximas gerações de publicitárias

Ao coliderar a agência MullenLowe,

a executiva tenta promover um

ambiente que guie e acolha as

mulheres e considera as lideranças

femininas essenciais para as

profissionais mais jovens

Divulgação

Ana Luiza conta que foi uma criança

curiosa, fascinada por entender

como as coisas funcionavam

por dentro, por isso, chegou a fazer

um curso técnico em eletrônica, mas

quando percebeu que sua curiosidade

ia além dos circuitos elétricos decidiu

fazer um teste vocacional que a levou a

cursar comunicação social.

Já no primeiro ano da faculdade,

conseguiu um estágio na área de

marketing do Sesc-SP. Em seguida, entrou

para a área de planejamento na Calia

Assumpção. Para ela, esse trabalho foi

uma grande escola. Sua trajetória incluiu

passagens pelo planejamento da Fischer

América, Lew’Lara e uma experiência ao

lado de Rita Almeida em sua consultoria

de marca. Na Talent, trabalhou sob a liderança

de Júlio Ribeiro e depois foi para

a Leo Burnett Tailor Made, onde, como

diretora de estratégia, trabalhou com

estruturas regionais e globais

Atualmente, colidera a agência MullenLowe

com o parceiro estratégico Havt.

“Com o convite da MullenLowe, assumi

a vaga de head de planejamento e conexões,

unindo estratégia com dados,

analytics, pesquisa de mídia e mídia.

Hoje, estou coliderando a agência com

o parceiro estratégico, Havt, e muito feliz

em ter um time incrível, talentoso, que é

sempre incansável em fazer comunicação

com propósito que impacte a cultura”,

detalha.

Ao longo de sua carreira percebeu a

importância de ocupar espaços, mesmo

aqueles que, à primeira vista, parecem

pequenos ou inacessíveis, mas relata

que já hesitou em aceitar oportunidades

por achar que ainda não estava pronta,

enquanto via outros, geralmente homens,

assumindo esses desafios com

confiança. Para ela, foi fundamental ter

o incentivo de líderes que cruzaram o

seu caminho.

“Muitas vezes, hesitei em aceitar oportunidades

porque não me achava boa o

suficiente, ou pronta o suficiente. E na sequência

via pessoas que não tinham um

filtro tão crítico como o meu assumindo,

acertando, errando mas na direção clara

de ocupar. E, em grande parte desses casos,

foram homens que colocaram toda

a sua confiança na mesa”, conta ela, que

agradece aos colegas que lhe deram

apoio e cita que o autoconhecimento

pode ser uma moeda poderosa das mulheres

na jornada corporativa.

Embora nos últimos anos tenha havido

avanços, a executiva vê a questão

como estrutural. “Nos últimos anos, houve

um real movimento por promover e

contratar mais mulheres a cargos de

gestão no mercado em geral, mas a distância

ainda é gigante”. Para ela, “as mulheres

que chegam a cargos de liderança

precisam facilitar o caminho para a próxima

geração, seja por meio de mentorias,

contratações ou simplesmente servindo

como exemplo”.

A profissional acredita que a falta

de representatividade feminina na liderança

impacta diretamente as mulheres

mais jovens, que muitas vezes não

encontram referências onde possam se

espelhar. “Um cargo de liderança pode

ser muito solitário quando se olha ao redor,

e ninguém se parece com você. E a

falta de mulheres na liderança traz uma

consequência perversa para as mulheres

jovens: a ausência de modelos femininos

onde se espelham”, explica.

Mulher, mãe e profissional, Ana quer

contribuir para um mercado mais acolhedor.

“Busco criar um ambiente de

segurança emocional com as mulheres

grávidas do time, garantindo que elas terão

acolhimento na gestação e principalmente

na volta, seja com uma reentrada

mais lenta ao ritmo de trabalho. Reforçando

que, estamos aqui para recebê-las,

Ana Luiza: “Um cargo de liderança pode ser muito solitário quando se olha ao redor”

“Já hesitei

em aceitar

oportunidades

porque não me

achava boa o

suficiente”

que o trabalho delas é importante, mas

que serão apoiadas no ajuste da rotina”,

detalha. Seu objetivo é contribuir para

um ambiente corporativo mais justo e,

acima de tudo, facilitar o caminho para

as próximas gerações de mulheres. Para

seu crescimento, ela considera essencial:

“Ocupar os espaços e fazer deles uma

grande ‘limonada’; aprender a falar com

a boca o que eu quero, o que não quero:

sem melindres, sem meias-palavras;

acreditar que o trabalho, com consistência

e paixão, sempre vence. Espero

contribuir no meu universo. Facilitar a

jornada feminina para que a minha filha

não precise se esforçar em dobro para

chegar na metade do mérito de qualquer

homem”.

“Percebi muito cedo que as mulheres

que lideravam eram muito competentes

e, em inúmeras vezes, mais comprometidas

e talentosas do que seus pares

homens. Ainda que ache injusto, errado,

equivocado, essa é a realidade que se

impõe”, comenta.

“Cada espaço que consegui ocupar,

fui transformando em uma oportunidade

de troca, aprendizagem, enriquecimento

do meu repertório de estratégia,

de formas divergentes de pensar, com

ferramentas e metodologias e, o mais

importante, repertório de gente. Porque

no final das contas, seja para entender

um comportamento de compra, a dinâmica

de determinado cliente ou para

influenciar o clima com o time, é sobre

encarar a jornada com leveza e aprendizado”,

aconselha ela. BN

jornal propmark - 10 de março de 2025 21

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lideranças femininas

Carol Boccia baseia seu trabalho

em visão estratégica e colaborativa

A copresidente da

BETC Havas quer

consolidar a agência

como uma das mais

criativas do país.

Para isso, a executiva

acredita que seja

essencial trabalhar

em equipe e ter

autoconfiança

Carol Boccia: “A presença feminina na liderança trouxe diversidade de pensamento”

“Não aceite menos

do que você merece”

mininas não só impulsionam inovação, mas também

obtêm melhores resultados de negócio”, explica ela.

Como líder, Carol acredita que o trabalho em equipe

resulta em um ambiente inovador. “Minha liderança

se baseia em visão estratégica, colaboração e

adaptação ao mercado. Acredito no poder do trabalho

em equipe e na construção de um ambiente de confiança

e inovação. Resiliência e inteligência emocio-

Divulgação

Formada pela ESPM, com especialização em liderança

criativa pela Berlin School of Creative

Leadership e pela Hyper Island, Carol Boccia tem

quase 30 anos de experiência em publicidade, atuando

na gestão de contas e no desenvolvimento de

negócios.

Em sua jornada, passou 13 anos na Africa Creative e

10 anos na AlmapBBDO, além de ter trabalhado na Leo

Burnett e na Carillo Pastore, liderando projetos para

marcas como Brahma, Budweiser, BRF, Heinz, 99, Antarctica,

Boticário, J&J e Philips, entre outras.

Atualmente, Carol é copresidente da BETC Havas e

destaca que encara o desafio de consolidá-la como

uma das agências mais criativas do país. “Acredito

que grandes ideias são os principais agentes de transformação

para marcas e negócios.”

Apesar de a publicidade ainda ser um setor desafiador

para profissionais mulheres, a executiva considera

que a autoconfiança é essencial para uma líder.

“Autoconfiança, resiliência e consistência foram fundamentais

na minha trajetória. A publicidade ainda

é um setor desafiador para mulheres, mas assumir

o protagonismo e buscar um desenvolvimento contínuo

fazem toda a diferença. Criar redes de apoio e

defender nossas ideias com firmeza é essencial”, diz

ela, que aconselha suas colegas: “Não aceite menos

do que você merece”.

A executiva ressalta que, em seu trabalho, busca

garantir que a cultura da empresa seja inclusiva.

“Apoio iniciativas de equidade de gênero, incentivo

debates sobre diversidade e priorizo a contratação de

talentos diversos. A diversidade deve ser uma prática

constante, pois impacta diretamente a criatividade e

a inovação dos projetos”, destaca.

“As empresas precisam ir além do discurso e adotar

ações concretas, como equidade salarial, programas

de mentoria e processos seletivos mais inclusivos.

Criar um ambiente seguro e acolhedor, onde as mulheres

tenham oportunidades reais de crescimento, é

fundamental. Empresas que promovem lideranças fenal

foram essenciais para superar desafios, sempre

mantendo o foco nos resultados”, afirma.

CRIATIVIDADE

Para ela, a digitalização trouxe ótimos pontos

para o setor, como dinamismo e conexão, mas que é

um desafio equilibrar as inovações com a criatividade

dos profissionais. “A publicidade passou por

uma grande transformação com a digitalização, tornando

a conexão entre marcas e consumidores mais

dinâmica e autêntica. A presença feminina na liderança

trouxe diversidade de pensamento e inovação,

fatores essenciais para acompanhar essas mudanças”,

avalia.

A executiva cita que saber como integrar a inteligência

artificial será essencial para o futuro do mercado. “O grande

desafio é equilibrar tecnologia e criatividade, garantindo

relevância em um mercado em constante evolução. A

inteligência artificial já impacta o setor, permitindo personalização,

eficiência e análise de dados em tempo real.”

Saber integrar IA e criatividade será fundamental para o

futuro da publicidade. As maiores oportunidades estão na

construção de marcas com propósito e na entrega de experiências

mais relevantes para o público”, finaliza. BN

22 10 de março de 2025 - jornal propmark

22PM1003.indd 22 06/03/25 19:13


lideranças femininas

Carol Escorel afirma que aprendeu a se

posicionar e confiar em sua capacidade

COO da WMcCann destaca a

importância da liderança feminina

para a evolução do setor de

publicidade. Ela disse que

nunca pediu permissão para

ocupar espaços

Divulgação

Atual COO da WMcCann, Carol Escorel

tem passagens por agências

como W/Brasil, F/Nazca Saatchi

& Saatchi, JWT, Dentsu e Talent Marcel

(Grupo Publicis), e atendeu uma lista

de anunciantes, como Ambev, Claro, Ipiranga,

Samsung, Banco Safra e Subway.

Além do currículo, a profissional já conquistou

um Leão de Bronze em Print

no Cannes Lions 2019 com o projeto

‘Women in technology’ para a Samsung

e atuou como representante da Abap

no Conselho de Ética do Conar (Conselho

Nacional de Autorregulamentação

Publicitária) no biênio 2020/2022. Ela

já foi jurada em premiações como Echo

Latam e esteve presente cinco vezes no

Cannes Lions. Agora em 2025, a COO busca

concluir sua pós-graduação em direitos

humanos, responsabilidade social e cidadania

global pela PUC-RS.

“Ao longo da minha trajetória, aprendi

que ocupar espaços de liderança exige,

antes de tudo, confiar na própria voz.

Muitas vezes, nós, mulheres, fomos ensinadas

a buscar validação antes de tomar

decisões, mas a verdade é que liderança

exige segurança e clareza. Se queremos

ser ouvidas, precisamos acreditar no que

temos a dizer”, comenta.

Para conseguir dar conta de tudo, a

executiva conta que foi preciso abrir mão

da perfeição. Como líder, ela afirma que

foi fundamental entender e aprender a

delegar ‘sem culpa’. “A pressão para dar

conta de tudo pode ser sufocante, mas

o verdadeiro desafio está em entender

o que é prioridade em cada momento

e aprender a delegar sem culpa. Assim

como o crescimento profissional, o equilíbrio

é uma construção contínua – e

aceitar isso nos permite avançar com

mais leveza”, explica.

Na WMcCann, 65% das lideranças são

femininas e a agência tem uma mulher

como CEO, Renata Bokel. Carol considera

isso crucial. “Temos a chance de criar um

verdadeiro motor de transformação para

impulsionar causas relevantes, ampliar

a inclusão e criar narrativas mais autênticas.

A liderança feminina pode ser um

grande diferencial nesse processo, trazendo

novas formas de pensar, trabalhar

e impactar a sociedade”, diz.

Mas, afinal, o que é essencial para

vermos mais mulheres nessas cadeiras e

por que algumas empresas ainda encaram

como desafio? Do ponto de vista da

COO, a quantidade de demandas pessoais

– e estruturais – que a maioria das mulheres

carrega se junta à falta de oportunidades

como uma das barreiras para

vermos essas lideranças. “Os maiores

desafios ainda estão na quebra de barreiras

estruturais. Apesar dos avanços,

mulheres ainda enfrentam mais dificuldades

para chegar ao topo, seja por falta

de oportunidades ou pela dificuldade de

conciliar as múltiplas demandas da vida

pessoal e profissional”, reflete.

Além disso, Carol destaca que nunca

pediu permissão para ocupar espaços

e precisou confiar em sua capacidade

para lidar com o mercado. “Muitas vezes,

mulheres sentem que precisam estar

100% preparadas antes de aceitar um

novo desafio, enquanto homens simplesmente

vão e fazem. Aprendi a confiar

na minha capacidade e a me posicionar,

mesmo quando era a única mulher

na sala” afirma.

A líder reforça que diversidade e inclusão

devem ser mais do que discursos

e “faz questão de garantir que talentos

diversos tenham espaço em projetos

estratégicos e as decisões sejam tomadas

com múltiplas perspectivas”, diz. Ela

acredita que a presença feminina na liderança

fortalece a inovação no setor e impulsiona

um ambiente mais colaborativo

e conectado com as demandas do público.

Também estímulo conversas abertas

Carol Escorel: “Nós, mulheres, fomos ensinadas a buscar validação”

“Se queremos

ser ouvidas,

precisamos

acreditar no que

temos a dizer”

sobre viés inconsciente e desafios que

podem impedir o avanço de certos perfis

na liderança. Além disso, apoio iniciativas

internas de mentoria e desenvolvimento,

porque sei que muitas vezes o maior desafio

não é a falta de talento, mas a falta

de acesso às oportunidades certas. Meu

compromisso é garantir que inclusão não

seja apenas um tema de pauta, mas uma

mudança real na forma como trabalhamos

e tomamos decisões”, finaliza.

Por fim, a COO da WMcCann considera

que a publicidade evoluiu muito nos

últimos anos, e avalia que se antes era

uma indústria focada apenas em grandes

campanhas e discursos unilaterais,

“hoje vivemos um cenário onde a conexão

genuína com o público, a personalização

e a responsabilidade social são

fundamentais. A tecnologia transformou

a forma como contamos histórias,

e o mercado exige agilidade, criatividade

e uma visão muito mais estratégica

dos negócios”. Ela completa afirmando

que a liderança feminina tem um papel

fundamental nessa mudança.

“O caminho até a liderança nem

sempre é linear, e os desafios fazem

parte da jornada. O erro ensina, fortalece

e impulsiona. E talvez o mais importante

de tudo: quando alcançamos

esses espaços, temos o dever de olhar

para trás e abrir caminhos para outras

mulheres. Criar um ambiente onde possamos

crescer juntas não é apenas um

ato de sororidade, mas uma forma de

transformar o mercado e deixar um legado

real”, conclui Carol. BN

jornal propmark - 10 de março de 2025 23

23PM1003.indd 23 06/03/25 19:10


lideranças femininas

Gabriela Borges avalia que proatividade

e resiliência são essenciais na carreira

Em fevereiro deste ano, Gabriela

Borges assumiu o posto de

presidente da Publicis Brasil. A

executiva está desde 2011 na

agência, que, atualmente, tem um

time majoritariamente feminino

Divulgação

Graduada em marketing pela Universidade

Anhembi Morumbi, foi

na época dos estágios que Gabriela

Borges se apaixonou pelo mundo das

agências de publicidade, mais especificamente

na Zero 11. Como estagiária,

foi para área de atendimento, e como

no fim de seu contrato não tinha vaga

de efetivação, os donos da empresa

decidiram puxá-la para um cargo de

assistente. De lá, surgiu uma vaga em

tráfego e, assim, iniciou-se sua carreira

profissional.

Para Gabriela, essa passagem foi essencial

para sua formação, pois conseguiu

obter muita experiência. “Eu acho

que passar pelo tráfego de uma agência

foi uma parte determinante da minha

carreira. Você vive em todas as áreas,

tem de aprender sobre a produção, sobre

a criação, sobre o planejamento, enfim,

sobre tudo”, recorda.

Já inserida no mercado de trabalho, e

com bagagem no setor de atendimento,

a executiva foi chamada para trabalhar

na Publicis Brasil.

Com essa movimentação, iniciou sua

trajetória com a agência na qual é presidente

desde fevereiro deste ano. “Eu

estava com 30 anos e pensei ‘ou eu faço

essa virada agora ou não faço mais’. E

foi assim que aceitei o desafio, sempre

à frente da área de negócios, que é a minha

paixão. E aí, agora estou aqui, onde

estou”, relata.

Publicis brasil

Só na Publicis Brasil, a executiva

passou por cargos que vão de diretora

de atendimento à presidência. Em seu

ponto de vista, toda sua trajetória dentro

da mesma companhia foi essencial

para que ela se formasse a líder que é.

“Acho que ter vivido todas essas cadeiras

antes de chegar à presidência foi muito

importante na minha carreira também. O

fato de eu ter ficado por muitos anos em

todos os lugares que eu passei, fizeram

com que eu crescesse no momento certo

e não queimando etapas”, conta.

Ao se imaginar nesse cargo anos

atrás, ela brinca: “quando eu assumi a

vice-presidência da Publicis, eu sempre

falava ‘gente, se eu tivesse tido essa cadeira

há cinco anos ou há dois anos, eu

não estaria aqui mais’”. Ainda sobre sua

trajetória, a profissional avalia que proatividade

e resiliência foram características

essenciais para sua evolução.

Como líder, a executiva conta que

gosta de relembrar suas funções anteriores

e considera essencial lembrar seu

time de que ela ‘já passou por isso’. “Eu

me vejo muito todos os dias na agência

em conversa com os times. Eu falo

‘já fui essa pessoa e sei como é’, então

tento ajudar orientando”, explica ela, que

completa sua reflexão: “passar por todas

essas cadeiras e ter vivido toda essa jornada

me faz ser mais empática, mais madura.

Porque de alguma forma, comparativamente,

tem coisas que eu vejo na

minha evolução e sei que aquela pessoa

também vai evoluir na sua trajetória”.

Em sua visão, apesar de muitas coisas

terem mudado, ainda há muitas mudanças

a fazer. Mãe, Gabriela conta que

após sua gravidez começou a refletir

muito sobre como o mercado lida com

as mulheres e suas demandas. “Quando

eu engravidei, comecei a viver questões

que eu falava ‘caramba! E não é que isso

existe mesmo?’ Os ambientes precisam

de fato refletir que as mulheres têm,

sim, coisas que são diferentes. Então, se

eu tenho uma grávida no meu time, por

exemplo, preciso ter um cuidado extra

com ela”, reflete.

Além disso, como presidente, avalia

que as lideranças das agências precisam

refletir sobre suas políticas. “Como é que

a gente trabalha essa cadeia? E como é

Gabi Borges: “Não adianta ter uma corrente de mulher e não ter homem que apoie”

“Se você não

tem liderança

feminina,

mulheres não

se enxergam”

que a gente faz com que as mulheres

se identifiquem com outras mulheres?

E com que os homens respeitem essas

mulheres? Porque não adianta a gente

ter uma corrente de mulher e não ter

uma corrente de homem que apoie isso”,

questiona.

Ainda sobre o trabalho em conjunto,

a líder aconselha seus colegas de posição:

“O que para você precisa para criar

ambientes seguros? Você precisa olhar

para essas questões. E você precisa promover

liderança feminina. Se você não

tem liderança feminina, mulheres não se

enxergam”.

Hoje, a agência presidida por Gabriela

(ao lado de sua xará, a CEO Gabriela Onofre)

tem um time majoritariamente feminino.

Apesar de não ser necessariamente

proposital, a executiva acredita que as

lideranças femininas da empresa têm,

sim, um papel importante nesse reflexo,

até mesmo para empoderar suas colegas.

“A coisa que eu mais avaliei é que

muitas vezes a mulher ‘se acua’ naturalmente.

E o que eu digo é, vai para cima.

Dificilmente vemos homens promovidos

que acham – ou pelo menos mostram –

que não estão preparados. Eles se mostram

seguros. Mulheres precisam disso

também”, comenta.

Para finalizar, Gabriela Borges deixa

um conselho para as profissionais mulheres,

especialmente as que são minoria

– no quesito volume – nas equipes.

“Acho que quando você é mulher, você

acaba pegando posições que não devem

ser necessariamente suas. É quem organiza

os ‘invites’ das reuniões, organiza

presentes, entre outras coisas. Esse lugar

não é seu, você e seus colegas homens

são pares, todo mundo tem o mesmo papel.

Essa é uma virada de chave.” BN

24 10 de março de 2025 - jornal propmark

24PM1003.indd 24 06/03/25 19:09


Márcio, esse anúncio não é da 11:21, é meu pra você.

Obrigado por tudo, amigo.

Gustavo Bastos

25PM1003.indd 2 06/03/25 17:48


lideranças femininas

Luana Ozemela defende que liderança

se constrói com propósito e equidade

Ativista desde jovem, a CSO e VP

de impacto e sustentabilidade do

iFood busca abrir portas para outras

pessoas por meio do seu trabalho,

que é pautado, principalmente, por

ser uma liderança feminina - e negra

Divulgação

O

trabalho de Luana Ozemela em

busca da equidade social e econômica

começou muito antes de

ter um cargo de liderança. Vinda de uma

família humilde do Rio Grande do Sul,

desde cedo acredita que a educação, a

luta por igualdade e justiça social são

ferramentas e deveres contínuos, ensinamentos

esses transmitidos por seus

pais, ativistas do movimento negro.

Ainda jovem, participou de diversas

iniciativas estudantis, mas uma experiência

em particular marcou sua jornada,

mais especificamente um artigo em um

jornal que argumentava contra as cotas

raciais com uma linguagem ‘técnica e

econômica’, como ela recorda. Ali, Luana

percebeu que se especializar seria essencial

para seu crescimento.

“Foi quando percebi que, para defender

nossas causas com efetividade, eu

precisava dominar essa mesma linguagem

do capital e utilizar suas ferramentas

a nosso favor. Esse momento foi um

ponto de virada na minha vida. Decidi

estudar economia e entrei na Universidade

Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)”,

diz ela, que relembra: “a partir daí, minha

atuação profissional tem sido pautada

pela busca por impacto real, ampliando

não apenas o acesso à renda, mas também

ao patrimônio, como um caminho

essencial para reduzir as desigualdades

estruturais”.

Hoje, a profissional é CSO e VP de impacto

e sustentabilidade do iFood. “Um

conselho importante que dou a outras

mulheres que aspiram a posições de liderança

é que a autoconfiança é essencial,

mas precisa vir acompanhada de uma

constante busca por capacitação. Nunca

parei de estudar, de buscar entender mais

sobre os sistemas que impactam a nossa

sociedade e de aprimorar as minhas habilidades,

tanto técnicas quanto interpessoais”,

comenta em tom de conselho.

representatividade

Se as lideranças femininas já enfrentam

uma série de barreiras no

mercado, lideranças negras enfrentam

ainda mais. “Para mulheres negras, a

ausência de representação em cargos

de poder muitas vezes cria a sensação

de que esses espaços não nos pertencem.

No entanto, quando vemos mulheres

negras em posições de liderança,

conseguimos não apenas quebrar esse

estigma, mas também inspirar outras

mulheres a acreditarem no seu potencial”,

reflete a executiva, que explica:

“a liderança feminina negra traz consigo

um conjunto único de vivências e

perspectivas que são essenciais para a

inovação e a diversidade de pensamento.

É importante lembrar que a inclusão

de mulheres negras não é uma ação

filantrópica, mas sim uma estratégia

de negócios inteligente. O que está em

jogo aqui é o fortalecimento de organizações

e sociedades mais justas, que

refletem de forma mais fiel a diversidade

da população que atende”.

A vice-presidente acredita que seus

aprendizados estão ligados à sua resiliência

e clareza de propósito, que isso foi

essencial para consolidar sua posição de

liderança. “A estratégia mais importante

foi entender o poder de transformar

meus desafios em oportunidades de

crescimento. Sempre busquei estar preparada

para os momentos difíceis, seja

com conhecimento técnico ou emocional.

Além disso, a construção de redes de

apoio foi essencial para o meu sucesso.

Por mais que a liderança muitas vezes

seja vista como uma jornada solitária,

para mim, sempre foi um processo coletivo”,

aponta.

Para a profissional, seu trabalho não

é apenas sobre crescer individualmente,

mas sobre abrir portas para outras

pessoas. “Sempre fui movida pela ideia

Luana: “A liderança feminina negra traz consigo um conjunto único de vivências”’

“A inclusão de

mulheres negras

não é uma ação

filantrópica”

de que liderança não é só sobre subir na

carreira, mas sobre criar um caminho

para outras pessoas. Para outras mulheres,

especialmente mulheres negras,

recomendo que sempre se vejam como

líderes, mesmo que o mundo à sua

volta não as trate como tal. Busquem

apoio, construam redes de colaboração

e, mais importante, lembrem-se que

seu lugar no topo não é um privilégio, é

um direito”, diz.

Mas, afinal, como as empresas podem

(e devem) fazer para promover a

ascensão de mais mulheres em cargos

de liderança? Do ponto de vista da CSO

e VP de impacto e sustentabilidade do

iFood, as companhias “precisam adotar

uma postura proativa, começando por

garantir que a diversidade seja incorporada

em todos os níveis organizacionais,

desde as contratações até os programas

de liderança”.

Além disso, a executiva destaca que

a flexibilidade e o acolhimento são fundamentais

para impulsionar a presença

feminina. “No meu cargo de chief sustainability

officer, sempre defendi que

as práticas de inclusão não devem ser

apenas reativas ou simbólicas, mas que

devem ser transformadas em estratégias

estruturadas. Isso significa criar

políticas que incentivem a promoção de

mulheres a cargos de liderança, garantir

que elas tenham acesso a oportunidades

de desenvolvimento e fornecer espaços

de apoio como mentorias e programas

de liderança feminina” exemplifica. BN

26 10 de março de 2025 - jornal propmark

26PM1003.indd 26 06/03/25 19:08


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lideranças femininas

Maria Pirajá apoia cultura que incentive

e dê condições à ascensão das mulheres

Há mais de 15 anos em agências,

a VP de negócios e novos negócios

da Lew’Lara\TBWA acredita em um

futuro de lideranças femininas e

considera a diversidade como um

pré-requisito para estar no mercado

Divulgação

Carioca, Maria Pirajá iniciou sua

formação em turismo e hotelaria,

mas migrou para comunicação social

na PUC-Rio. Sua curiosidade a levou

para o Reino Unido, onde morou aos 20

anos. Ao conquistar uma dupla titulação

na Escócia e enfrentar o desafio

de se reinventar para morar em outro

país, descobriu sua verdadeira paixão:

a publicidade.

“Foi uma experiência que me ensinou

muito sobre resiliência, adaptação

e a importância de se reinventar. Talvez

por isso, alguns anos depois, já um pouco

mais madura, decidi mergulhar na

publicidade”, reflete.

Mas, seu início oficial no mercado

publicitário foi na Ogilvy Rio, como estagiária.

Lá, com 24 anos, percebeu o

potencial da criatividade para conectar

marcas e pessoas. Movida pela vontade

de alcançar novos voos, mudou-se para

São Paulo, onde consolidou sua carreira.

Hoje, Maria é vice-presidente de negócios

e novos negócios da Lew’Lara\

TBWA e afirma que a posição a ensinou

que ser excelente tecnicamente não

basta para assumir uma posição de

liderança. “Acredito que a publicidade

vai muito além de campanhas bem-feitas

– é sobre estratégia, criatividade e,

acima de tudo, sobre construir marcas

fortes e relevantes na vida das pessoas.

É preciso se posicionar. Ter clareza

sobre o que a gente quer comunicar

e fazer isso com assertividade. Fazer

valer a nossa voz é uma habilidade

tão estratégica quanto qualquer competência

técnica”, explica a líder, que

defende que mulheres não devem

esperar reconhecimento, mas sim

reivindicá-lo, além de cultivar um estilo

de liderança autêntico, sem se moldar

a padrões masculinos.

“Durante muito tempo, eu tinha na

cabeça os modelos de liderança que

Maria Pirajá: “Não se trata apenas de ‘incluir mais mulheres’, mas de criar as condições”

“Fazer valer

a nossa voz é

uma habilidade

estratégica”

vido muito rápido, de forma barulhenta

e muitas vezes binária. Mas a inclusão

e a diversidade não se constroem assim”,

sinaliza.

A executiva afirma que tenta sempre

apoiar múltiplas trajetórias e se mostrar

disponível para ouvir e abrir espaço para

que diferentes vozes sejam escutadas. E

de acordo com ela, faz isso, pois “um ambiente

verdadeiramente diverso não é

só aquele que contrata pessoas diferentes,

mas aquele que permite que essas

eram baseados em um perfil masculino

de tomada de decisão e gestão. Mas

há outras formas de liderar, e elas são

tão eficazes e potentes quanto. Seja

qual for o seu estilo, cultive-o e fortaleça-o.

Liderança não é sobre ser dura

ou inflexível, é sobre ser quem você é

para então poder construir e inspirar o

todo”, comenta a VP.

A executiva destaca que as empresas

precisam criar ambientes que sustentem

a ascensão feminina, e isso significa

ir além da contratação de mulheres

para cargos de liderança, porque a diversidade

não pode ser apenas um número,

mas uma transformação real da cultura

corporativa do lugar.

“Precisamos de uma cultura que incentive

diferentes estilos de liderança

e não veja a diversidade apenas como

um número a ser preenchido. Isso significa

criar modelos que não limitem

a liderança a um único perfil. Perfis

diversos se mesclam e constroem um

ambiente mais rico de perspectivas,

que não são contrapostas, mas complementares.

Isso sim é disrupção. Não se

trata apenas de ‘incluir mais mulheres’,

mas de criar as condições e transformar

a forma como o poder e a tomada

de decisão acontecem dentro das empresas”,

reforça.

Com o seu trabalho, Maria busca

abrir espaço para outras mulheres e

promover um ambiente mais inclusivo,

que valorize diferentes trajetórias. Seu

foco está em construir relações de longo

prazo, manter-se curiosa e adaptar-

-se às transformações do mercado.

Para ela, a publicidade do futuro será

liderada por quem souber equilibrar

criatividade, inovação e pluralidade

de pensamento, e as mulheres têm um

papel fundamental nesse processo.

“Hoje, vivemos um tempo de discursos

polarizados, onde tudo tem de ser resoldiferenças

sejam valorizadas e aproveitadas

de forma estratégica”.

Visão de futuro

Somando mais de 15 anos de trabalho

em agências criativas, Maria considera

que a adaptabilidade foi um fator

essencial para que se consolidasse,

afinal, estamos falando de um mercado

que muda o tempo todo – principalmente

no ‘tempo do digital’.

“Estar aberta a aprender, a questionar

e a reinventar é o que ajuda a

manter uma liderança mais relevante

ou no mínimo interessante. Empresas

que promovem diversidade constroem

culturas fortes e entregam resultados

ainda mais sólidos”, diz.

Com sua experiência, ela salienta que

estar alinhada aos discursos atuais deixou

de ser um diferencial. Além da diversidade,

isso inclui modelos de gestão colaborativos

e visão estratégica ampliada. “Não são

mais diferenciais, mas pré-requisitos para

quem quer sentar à mesa”, afirma. BN

28 10 de março de 2025 - jornal propmark

28PM1003.indd 28 06/03/25 19:07


lideranças femininas

Indígena, Michele Gonzaga busca

promover a diversidade em projetos

Indígena, a head de marketing,

projetos e eventos do Terra

lidera iniciativas comerciais que,

além de enaltecerem as marcas,

dão voz para comunidades e

minorias em prol da inclusão

Divulgação

Michele Gonzaga constrói sua carreira

e busca trabalhar com um

olhar atento para a diversidade.

Ela estudou em escola pública até conquistar

uma bolsa de estudos para ingressar

na Universidade Presbiteriana

Mackenzie e cursar comércio exterior.

Como mulher, a executiva já representa

muita coisa com sua posição de liderança,

mas, como mulher indígena, amplia

ainda mais a força da representatividade

no mercado.

Seu início profissional foi na área financeira

do Banco Itaú, seguido da General

Motors. Ao passar pelo iG, iniciou sua

transição para o setor de mídia, atuando

em planejamento financeiro e dados,

mas foi no UOL onde deu os primeiros

passos na venda de publicidade digital,

após um período no back office, migrando

para a área comercial.

A partir daí, passou por empresas

como HotWords, Editora Três, Webedia e

Outbrain e, durante a pandemia, ingressou

no universo dos e-Sports como head

da agência que iniciou a operação do Facebook

Gaming no Brasil. Depois de uma

passagem pelo Kwai, chegou ao Terra,

onde hoje ocupa a nomeação de head de

marketing, projetos e eventos.

Com sua posição, Michele busca promover

mudanças significativas e construir

meios para amplificar vozes. Para

ela, sua origem incentiva, sim, muitas de

suas ideias. “O nosso ‘background’ sempre

influencia, direta ou indiretamente, o

nosso julgamento e decisões. O meu lugar

de mulher, indígena e de origem humilde,

sempre me colocou numa posição

mais empática com questões sociais, de

raça e gênero e isso se refletiu na minha

decisão de vir para o Terra, por exemplo”,

conta a executiva.

No Terra, ela lidera iniciativas dedicadas

a causas como a comunidade LGBT+

com o projeto ‘Terra do Orgulho’, pautas

ambientais e indígenas com o ’Cop 30/Vozes

Amazônicas’ e o protagonismo feminino

em ações como ‘Tempo de Mulher’

e ‘Body’. “Na posição de head de projetos,

tenho o privilégio de poder colaborar com

o meu time diverso no desenvolvimento

de projetos comerciais que vão além de

dar voz às marcas, mas que dão voz à comunidade”,

comenta a profissional.

Para a líder, é prioridade ter pessoas

diversas nas contratações, e não apenas

por uma questão moral. “Acredito genuinamente

que a diversidade promove um

ambiente mais saudável, criativo, produtivo

e seguro. Equidade salarial é uma

regra não aberta a exceções”, explica ela,

que ainda destaca que “todas as estratégias

de inclusão devem começar pela

alta liderança e devem ser incorporadas

à cultura da empresa até o ponto em que

seja natural e orgânico para todos os níveis

hierárquicos”, declara.

A head completa que, paralelo a isso,

o RH (Recursos Humanos) também deve

desenvolver programas que considerem

todos os desafios das profissionais mulheres,

não apenas em sua jornada na

empresa, mas, também, viabilizar benefícios

que proporcionem maior qualidade

de vida pessoal.

“Sabemos que os desafios delas não

se limitam ao ambiente de trabalho. Uma

empresa que se posiciona a favor da diversidade,

de grupos minoritários, que

dá voz a quem constantemente é calado,

entre outras coisas, me fez querer estar

aqui [no Terra]”, explica.

Desafios

Ser uma mulher indígena em um

mercado já é desafiador, e para Michele

conquistar um posto de liderança exigiu

uma carga extra de dedicação. “Oportunidades

surgem, mas você precisa estar

preparada para aproveitá-las e isso passa

por diversos âmbitos. A sorte funciona

Michele: “Sabemos que os desafios delas não se limitam ao ambiente de trabalho”

“As estratégias

de inclusão

devem começar

pela alta

liderança”

melhor para pessoas que estão em condições

de privilégio, o que significa que

ser mulher, especialmente uma mulher

indígena, te exige uma carga extra de

conhecimento, esforço, preparo e dedicação

para que você seja notada e considerada.

Não se permitir ser subestimada

e procurar lideranças inspiradoras são

fundamentais nessa jornada de desenvolvimento”,

reflete ela.

Para suas semelhantes, um conselho:

“Estar preparada para as oportunidades

sempre foi fundamental! Desenvolver

a capacidade de antecipar problemas e

trazer soluções de forma proativa levando

em consideração todos os lados da

equação me pautou em muitas decisões

que tomei”.

“Comunicação clara, ponderada e

sincera, assumindo riscos e responsabilidades,

sempre guiou meus relacionamentos

profissionais e isso me ajudou

a construir relações de confiança, fosse

com clientes, pares, líderes ou liderados”,

finaliza Michele.

BN

jornal propmark - 10 de março de 2025 29

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lideranças femininas

Paula Morales enxerga o trabalho como

sua maior forma de reconhecimento

Formada em jornalismo, a diretora

do núcleo de integração de marcas

está há 15 anos no Grupo Record,

e acredita que a passagem por

diversos cargos foi essencial para

a construção de sua liderança

Divulgação

Com mais de 23 anos de carreira

no jornalismo e na comunicação,

Paula Morales passou por veículos

como Jovem Pan e TV Globo antes de

consolidar sua história no Grupo Record.

Formada em jornalismo pelo Mackenzie

e com um MBA em liderança, inovação

e gestão 4.0 pela PUC-RS, ela está há 15

anos na emissora, e desses, sete são no

setor comercial, onde hoje atua como

diretora do núcleo de integração de

marcas e conteúdo do time comercial.

Apesar de parecer uma aventura, a

executiva viu nessa transição uma oportunidade

de unir seu conhecimento em

conteúdo com estratégias de negócios,

o que ela considera uma combinação

perfeita. “Ter conhecimento de conteúdo

e estar em uma área que planeja,

vende e executa projetos para clientes

foi uma combinação perfeita. O grande

aprendizado que trago desse processo é

a importância de incluir marcas de forma

orgânica, sem comprometer o editorial”,

revela Paula.

Liderança

“Quando comecei a minha trajetória

profissional, eu não tinha todas as

respostas, mas sabia que deveria estar

aberta a aprender. Em cada erro, eu buscava

entender o que poderia ser feito de

diferente e, no final, isso se refletia na

minha capacidade de tomar decisões

mais acertadas”, diz Paula, que vê sua

posição de liderança como fruto de um

conjunto de acontecimentos, que envolvem

os acertos e erros de seu crescimento

profissional.

“No meu caso, a ascensão foi consequência

de resultados positivos, de

reconhecimento e de um processo que

incluiu acertos, mas também erros que

se transformaram em aprendizado. É

importante não pular etapas”, aponta a

profissional, que em sua liderança busca

identificar o que a impulsiona e o que

precisa ser deixado para trás. Ela também

considera essencial reconhecer o

trabalho em conjunto com seus colegas,

tanto do seu time, quanto os que passaram

ao longo de sua trajetória. “Ao longo

dessa jornada, tive ao meu lado profissionais

incríveis, que me ajudaram, confiaram

e acreditaram no meu trabalho.

E sigo cercada por pessoas que fazem o

mesmo. Para mim, liderança se constrói

com vivências. Preciso admirar e ser

admirada, me inspirar em pessoas e ser

inspiração para outras”, explica.

A diretora busca um ambiente de

trabalho sólido e acredita que isso se

faz com competência e oportunidades

igualitárias. Ela destaca que o reconhecimento

profissional deve ser pautado no

mérito, independentemente de gênero.

“As empresas precisam enxergar as

mulheres pelo que entregam, pelo que

constroem e pelo que evoluem, não

apenas pelo fato de serem mulheres”,

diz ela, que aproveita para reforçar que,

no seu ponto de vista, a diversidade real

vai muito além de números e está na capacidade

de valorizar diferentes perfis e

trajetórias.

“A verdadeira inclusão é dar espaço

para quem quer aprender, crescer e

contribuir, independentemente de gênero,

raça ou qualquer outro rótulo. Assim

como os homens, as mulheres têm

particularidades. Com essa visão, essas

empresas estarão mais alinhadas com

um mercado diverso, inovador e conectado

às demandas da sociedade atual”,

destaca ela.

Paula ainda declara que não se posiciona

em busca de visibilidade: “Sempre

busco me posicionar com autenticidade,

alinhada ao que acredito. Não adotar

posturas apenas para ganhar visibilidade,

pois entendo que meu trabalho é

minha maior forma de reconhecimento”.

Paula Morales: “Preciso admirar e ser admirada, me inspirar em pessoas e ser inspiração”

“Para mim,

liderança se

constrói com

vivências”

RECORD

Estar em um lugar há tanto tempo

também impulsiona diversos aprendizados.

Seu percurso de longa data na emissora

permitiu que Paula transitasse entre

diferentes cargos, o que ampliou sua

visão sobre o setor e fortaleceu sua forma

de liderar. Para ela, cada experiência

foi essencial para construir a profissional

que é hoje. “Além de nunca querer parar

de aprender, sempre busquei entender

as diversas áreas com as quais me rela-

cionei – e ainda me relaciono – dentro

da empresa, trabalhando em conjunto

para encontrar soluções sem prejudicar

ninguém. É essencial jogar junto com o

time e lembrar que as pessoas não são

robôs. Elas precisam de você para aprender,

mas também têm muito a ensinar”,

reflete Paula.

Só na Record, passou por cargos

como: diretora-executiva no Portal R7,

chefe de reportagem de entretenimento,

diretora de produtos e serviços digitais,

além de passar pela gerência de operações

e assessoria de operações digitais.

Sobre o futuro, a profissional fala que

não pretende se acomodar e ainda almeja

que todos ao seu redor tenham êxito.

“Esses 15 anos e meio na Record abriram

portas para que eu chegasse até aqui e

para que grandes entregas acontecessem.

Mas espero não parar. Quero continuar

abrindo portas, janelas, mentes…

por aqui e, mais do que isso, quero que

todos ao meu redor alcancem o sucesso

que merecem”, finaliza. BN

30 10 de março de 2025 - jornal propmark

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lideranças femininas

Para Sandra Martinelli, a equidade

de gênero é um compromisso de todos

Apaixonada por marketing, a CEO

da ABA, que completa 41 anos de

carreira em abril, acredita que

homens em posição de liderança

devem ser aliados e promover

a ascensão feminina nas empresas

Divulgação

Mineira de Poços de Caldas, Sandra

Martinelli se graduou em comunicação

social com habilitação

em relações públicas, pós-graduou-

-se em propaganda e marketing pela

ESPM e possui um MBA pela Dom Cabral.

Em abril deste ano, Sandra completa 41

anos de carreira, com passagens por

grandes agências e empresas do país.

Começou sua jornada como trainee na

fábrica da Dow Chemical, no Guarujá, e,

com uma carreira sólida, ocupou cargos

de liderança como diretora de atendimento

na Ogilvy, diretora de marketing

no Unibanco, head de marketing integrado

no Santander e diretora de estratégias

de ativação na Grey.

Há uma década, está à frente da ABA

(Associação Brasileira de Anunciantes)

como CEO, além de integrar o Comitê Executivo

da WFA (World Federation of Advertisers).

Somando à suas experiências em

diferentes cargos, a executiva coleciona

mais de 200 prêmios, entre eles o Hall of

Fame de Marketing, o Marketing Citizen,

o prêmio de Dirigente do Ano pelo Fórum

de Marketing Empresarial Lide e o Top

100 Gestores, do grupo Amigos do Mercado.

Pela ABA, conquistou quatro WFA

President’s Awards.

“Sou apaixonada por marketing e por

tudo o que ele pode fazer pelas marcas e

pela sociedade. Desde que iniciei na ABA,

em 2014, fiz do propósito da entidade o

meu propósito, acreditando que o marketing

pode transformar não somente

os negócios, mas a sociedade. E estou

falando de uma transformação positiva,

de influenciar pautas importantes, causas

urgentes, como ambientais, sociais,

de diversidade e inclusão”, declara a CEO.

No entanto, mesmo com sua paixão,

a profissional enfatiza a importância do

planejamento de carreira. “Sem planejamento,

estratégia e proatividade, é

difícil fazer acontecer. Numa posição de

Sandra Martinelli lidera a ‘Confraria das Mulheres Dirigentes de Entidades’ na ABA

“As empresas

precisam

promover

a ascensão

feminina”

parem cargos de lideranças. A equidade

de gênero não pode ser um problema

das mulheres, mas um compromisso de

todos. E se a empresa tem uma cultura

de DE&I verdadeira, homens em posições

de liderança se tornarão aliados ativos

dessa transformação”, conclui.

A CEO conta que a ABA vem realizando

uma série de iniciativas em prol da

evolução do mercado de anunciantes, da

publicidade brasileira e dos profissionais

de marketing. Para a líder, “faz parte dessa

evolução abrir caminhos para a diver-

liderança, gerenciamos pessoas, precisamos

engajar e impulsionar nossos times,

e, para isso, precisamos ser líderes que

inspiram a ação e geram resultados. Isso

sempre foi muito claro para mim e acredito

que foi um impulsionador da minha

carreira”, aponta.

Para ela, essa dedicação e preparo

são essenciais, principalmente em um

mercado que desafia mulheres diariamente.

“Infelizmente, nós mulheres já

chegamos no mercado de trabalho sob

julgamentos, olhares duvidosos e expectativas

desiguais. E nada melhor do que

mostrar competência pelos resultados”.

Além disso, reforça a necessidade de

ocupar espaços e abrir caminhos para

outras mulheres. “O conselho mais importante

de todos é nunca aceitar que

nos digam onde é o nosso lugar. Ocupem

espaços, reivindiquem suas vozes e, acima

de tudo, criem caminhos para outras

mulheres caminharem ao seu lado”, ressalta

Sandra.

A executiva alerta que “as empresas

precisam ter a responsabilidade de promover

a ascensão feminina como forma

de corrigir décadas de subestimação e

desigualdade”. Para reduzir esses abismos,

“boas soluções são investir em

programas estruturados de mentoria

e capacitação de lideranças femininas

que garantam oportunidades reais e

iguais de crescimento”, diz ela, que

destaca a importância da equidade de

gêneros, e aponta que esse é um compromisso

de todos, e não uma luta só das

mulheres – incluindo homens em posição

de liderança.

“O recado é bem simples e claro, não

basta ser uma empresa diversa e contratar

mais mulheres se não mudar as

regras do jogo. A diversidade precisa vir

junto da equidade e da inclusão”, pontua.

“Se a empresa agir assim, haverá mais

chances de as mulheres crescerem e ocusidade

ser uma cultura das empresas e

refletida em suas campanhas”.

“Justamente por ainda termos um

caminho desafiador, precisamos nos

apoiar, criar redes de fortalecimento e

abrir portas umas para as outras. Precisamos

estar onde as decisões são tomadas,

ocupar os espaços com voz e autoridade”,

diz Sandra. E foi pensando nesse

fortalecimento que, no fim de 2023, a

executiva liderou uma iniciativa pioneira

da ABA, a criação da ‘Confraria das Mulheres

Dirigentes de Entidades’, um grupo

informal que reúne lideranças femininas

de associações, sindicatos e entidades

de classe brasileiras.

“Em meus 40 anos de carreira, é nítido

que tivemos mudanças e avanços.

Se eu quisesse reunir 20 CEOs de entidades

de classe há 10 anos não seria possível.

Sempre acreditei que o sucesso de

uma mulher não deve ser uma exceção,

mas um passo a mais para que todas

possamos estar onde quisermos estar”,

finaliza a CEO da ABA. BN

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lideranças femininas

Veronica Gordilho fomenta um ambiente

de trabalho estratégico e acolhedor

Co-COO da Africa Creative aponta

que, na agência, 70% dos cargos

de liderança são ocupados por

mulheres e isso torna o local mais

receptivo para ela e suas colegas,

inspirando outras profissionais

Divulgação

Veronica Gordilho, influenciada

pela mãe, uma bailarina profissional,

mudou-se para Nova York

aos 16 anos, para estudar no School of

American Ballet, até que um acidente

no punho interrompeu sua trajetória

na dança e a fez mudar de percurso.

De volta ao Brasil, se formou em administração

e entrou para o mercado de

trabalho em São Paulo, como vendedora

de loja. Já na publicidade, seu primeiro

trabalho foi como estagiária na agência

Lew’Lara\TBWA, onde descobriu sua afinidade

com o atendimento ao cliente, e

desenvolveu suas habilidades no setor.

Hoje, a executiva ocupa o cargo de

co-COO na Africa Creative. Entre as estratégias

que considera essenciais para a

consolidação de sua posição, ela aponta

a construção de relacionamentos sólidos,

a busca por aprendizado contínuo

e a disciplina como os seus principais

motivadores.

“Manter o foco nos objetivos, sem

perder a flexibilidade para lidar com desafios,

foi essencial para minha evolução

profissional. A curiosidade em fazer o

novo também me impulsionou a buscar

soluções inovadoras e a enxergar oportunidades

onde outros viam obstáculos”,

analisa. Estar aberta a feedbacks

e se adaptar às mudanças do mercado

também foram fatores essenciais para

Veronica, que foi crescendo e assumindo

posições de maior responsabilidade

ao longo de sua carreira, como diretora,

vice-presidente e agora co-COO.

Para a líder, a presença feminina em

cadeiras desse tipo é vital para a inovação

e o sucesso das empresas, pois acredita

que isso agrega com diversidade

de pensamento e abordagem. “Diversos

estudos indicam que organizações com

maior diversidade de gênero tendem a

ter rendimentos superiores à média do

setor. Além disso, a representatividade

Veronica Gordilho: “Como líder, incentivo a formação de equipes multifacetadas”

“Não existe uma

fórmula única

para o sucesso”

inspira outras mulheres a perseguirem

seus objetivos, criando um ciclo positivo

de empoderamento e transformação no

ambiente corporativo”, explica.

Como mulher e mãe, a executiva valoriza

e incentiva um ambiente de trabalho

que acolha de maneira sensível as particularidades

das funcionárias. Apesar de

reconhecer que essa missão vem com desafios.

“Isso significa reconhecer talentos

com base no mérito e na liderança, mas

também estar atento a possíveis barreiras

estruturais que ainda possam impedir

o atingimento da equidade. Quando há

um ambiente que desafia, desenvolve e

valoriza profissionais de maneira justa, a

diversidade acontece de forma natural e

sustentável. Essa tem sido a minha visão

e norte de trabalho”, aponta.

“Como líder, incentivo a formação de

equipes multifacetadas, pois acredito

que diferentes perspectivas não só enriquecem

nosso trabalho, mas também

impulsionam a criatividade e a inovação.

Como mulher, que exerce a maternidade,

concilia desafios, posso testemunhar que

o meu ambiente de trabalho tem sido

acolhedor das minhas sensibilidades e

peculiaridades. Somos um time que lida

com as questões desde a perspectiva da

alteridade. É isso que nos faz melhores”,

compartilha.

Para que aconteça essa ascensão de

mulheres em cargos de liderança, Veronica

acredita que as empresas devem

garantir um ambiente de igualdade real,

oferecendo oportunidades de crescimento

com base no mérito. Na Africa Creative,

a executiva destaca que 70% dos

cargos de liderança acima de diretores

são ocupados por mulheres e ressalta

a importância disso. “Essa postura não

é uma concessão, mas sim uma atitude

que agrega valor e beneficia as próprias

empresas, diversificando pontos de vista,

perspectivas e inputs. Temos um compromisso

com a equidade que permanecerá

no tempo”, afirma.

APRENDIZADOS

Ao ser questionada sobre quais foram

os principais aprendizados que moldaram

sua jornada e considera ótimos

conselhos para outras mulheres que

querem ocupar esses espaços, ela declara:

“para outras mulheres, aconselho

a buscarem ambientes que promovam o

crescimento e a se cercarem de pessoas

que as apoiem, quase como uma família

profissional. Não existe uma fórmula

única para o sucesso, mas estar em um

lugar que estimule seu desenvolvimento

e cercada de pessoas que te puxem,

é essencial. Acredito que tenho a habilidade

de me comunicar de modo direto

e busco sempre exercer uma liderança

generosa, as minhas equipes de trabalho

são unidas e tenho feito amigas e

amigos no mercado. Isso me orgulha

profundamente. Trabalho feliz e inspirada”,

finaliza ela.

BN

32 10 de março de 2025 - jornal propmark

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lideranças femininas

Camila Costa adverte que mulheres

não devem lutar sozinhas por espaço

Há 20 anos no mercado profissional,

a CEO lidera a agência iD\TBWA

desde 2014. Ela considera a inclusão

seu maior objetivo, além de

contribuir para o desenvolvimento

dos colaboradores do seu time

Divulgação

Camila Costa: “Se não encontrar referências femininas ao seu redor, vá atrás”

“Dizer ‘não’ para

os outros, muitas

vezes, significa

dizer ‘sim’ para

você”

res. “A publicidade passou por uma transformação

sem precedentes na última

década, impulsionada pela digitalização,

dados e novas dinâmicas de consumo.

Saímos de um modelo baseado na interrupção

para um de conexão e relevância,

onde marcas precisam agregar valor real

à vida das pessoas. E isso exige uma liderança

cada vez mais estratégica, multidisciplinar

e inovadora”, aponta.

“Dentro desse contexto, o papel da

liderança feminina se torna ainda mais

essencial. As mulheres trazem uma visão

Há dez anos CEO da iD\TBWA, Camila

Costa é formada em publicidade

pela Faap, tem MBA na FIA

e está no processo para finalizar um

pós-MBA de formação para conselheiras

na Saint Paul. Ela também foi uma

das primeiras brasileiras a passar pela

Singularity University.

Sua carreira profissional começou

em Salvador, onde Camila descobriu que

sua paixão é a publicidade e o universo

das agências. De volta a São Paulo em

2004, ajudou na expansão de um grupo

do Nordeste para o mercado da cidade.

Ela relembra que já em 2006, antes mesmo

da era de redes sociais que vivemos

atualmente, na época do Orkut, percebeu

que o universo do digital era um marco

de transformação, e, por isso, buscou se

especializar no assunto.

Em 2014, recebeu o convite para ser

CEO da iD\TBWA, que está à frente até

hoje, trabalhando com marcas como

Allianz, Audi, Banco BV, Claro, CPFL, Philips

e muitas outras “que tenho enorme

carinho e gratidão pelas oportunidades

que me proporcionam em seguir aprendendo,

lançando projetos e plataformas

de marca relevantes e, assim, evoluindo

na minha carreira”.

“Tenho consciência do meu papel,

da minha responsabilidade e também

da minha oportunidade de contribuir

na transformação – não só dentro da

iD\, mas também em todo o ecossistema

e nas diversas conexões que complementam

o nosso negócio: clientes,

veículos, parceiros e, também, no meio

acadêmico, inspirando novos profissionais”,

reflete ela.

A CEO conta que na iD\TBWA mais de

45% da diretoria é feminina e pretendem

fazer com que esse número avance ainda

mais. “Esse é um compromisso de toda a

liderança e de muita ação prática do nosso

time de RH, que não só cuida de diversidade

e inclusão desde o recrutamento,

mas que vem estabelecendo políticas e

processos que fortalecem um ambiente

inclusivo, além de realizar treinamentos

para os gestores com intuito de amarrar

todas as pontas necessárias e, assim,

multiplicar o impacto”, diz.

Para Camila, o futuro da publicidade

será guiado por lideranças inovadoras,

autênticas, criativas, éticas e com ações

realmente efetivas, e as mulheres têm

um papel protagonista nessa mudança.

Entre os aprendizados que moldaram

sua trajetória, Camila destaca a importância

de buscar referências femininas,

aprender a se posicionar e entender que

não é necessário dar conta de tudo ao

mesmo tempo. Para ela, equilíbrio e saúde

mental são essenciais, e saber dizer

‘não’ faz parte do processo de crescimento

profissional.

“Ao longo de mais de 20 anos de carreira,

acumulei muitos aprendizados – e

sigo aprendendo todos os dias. Afinal,

cada troca, conversa e desafio nos ensina

algo novo e nos dá a chance de evoluir”,

conta a profissional, que aconselha suas

colegas a buscarem por referências femininas

para se inspirarem.

“Se não encontrar referências femininas

ao seu redor, vá atrás! Busque

mentoras, participe de grupos e peça

conversas recorrentes. Ter mulheres inspiradoras

por perto expande horizontes e

acelera o crescimento. Aprenda a se posicionar.

Dizer ‘não’ para os outros, muitas

vezes, significa dizer ‘sim’ para você. Você

não precisa dar conta de tudo ao mesmo

tempo. Equilíbrio e saúde mental não são

luxo, são essenciais. E lembre-se: pausar

também é uma estratégia”, declara.

A executiva ressalta o dado divulgado

pelo Observatório da Diversidade na

Propaganda em parceria com a Gestão

Kairós em 2023. A pesquisa mostra que

só 15% dos CEOs em agências são mulheintegradora,

uma inteligência emocional

mais ampla e um olhar atento para

diversidade e propósito – elementos fundamentais

para construir marcas fortes e

negócios sustentáveis”, explica.

Enquanto CEO, Camila Costa destaca

que seu maior objetivo é fomentar

uma cultura inclusiva e garantir que os

valores e iniciativas da empresa contribuam

para o desenvolvimento profissional

de seus colaboradores. “Tento

me colocar disponível ao máximo para

ouvir, trocar e suportar a quem precisa

ou quem traz uma problemática ou

iniciativa em torno de diversidade e

inclusão, que podem somar o que já

praticamos”, exemplifica.

Ela convida as empresas a se conscientizarem:

“Se uma mulher precisa lutar

sozinha para ser ouvida em reuniões

ou conquistar espaço, a empresa já está

falhando. Líderes precisam garantir que

as mulheres tenham voz ativa e espaço

para crescer sem barreiras invisíveis”, finaliza

a executiva.

BN

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lideranças femininas

Camilla Massari observa que mentorias

ajudam no desenvolvimento de mulheres

EVP de negócios e atendimento da

AlmapBBDO é líder do comitê de

diversidade & inclusão da agência

e alerta que a pauta ultrapassa

o universo corporativo, pois está

enraizada socialmente

Divulgação

Há mais de 16 anos na AlmapBBDO,

onde hoje é EVP de atendimento

e negócios, Camilla Massari tem

passagens por grandes agências no

Brasil e no exterior. Morou em Roma

por dois anos e também nos Estados

Unidos, onde passou pela Leo Burnett

de Chicago. A profissional também trabalhou

por dois anos na consultoria de

branding Cor Inovação.

“Escolhi atuar em publicidade porque

sempre acreditei que esse universo

reflete muito quem somos, como pensamos

e nos comportamos. A publicidade é,

talvez, a área que mais espelha o mundo

em que vivemos”, reflete.

Ao longo de sua carreira, Camilla

conseguiu perceber que, assim como a

estratégia de negócios, a confiança é

essencial para crescer no mercado publicitário,

principalmente quando se é

mulher. “Precisamos confiar na própria

voz, buscar nossos espaços e lutar por reconhecimento.

Sabemos que o caminho

para as mulheres ainda é menos óbvio,

mas estar em ambientes que valorizam

nosso trabalho faz toda a diferença. Se

não houver espaço para evolução, é preciso

considerar mudanças”, diz.

“Crescer exige planejamento e confiança.

Sei que ocupar posições de liderança

e se fazer ouvir são desafios, mas

são passos fundamentais para a evolução

profissional”, reforça.

Para a executiva, um dos pontos fundamentais

para que mulheres se desenvolvam

no mercado, é o fortalecimento

de programas de mentoria. “Um dos investimentos

mais importantes é no fortalecimento

de programas de mentoria.

Essa é uma ferramenta poderosa para

o desenvolvimento de mulheres e sua

ascensão a cargos de liderança”, explica.

Ela também estende a necessidade de

mentoria aos homens, pois acredita que

os colegas são essenciais na construção

de mudanças. “Além de conectar talentos

femininos a líderes experientes, as

empresas deveriam ampliar esses programas

para incluir mentores homens,

especialmente em cargos de liderança.

Quando os homens se tornam aliados

conscientes, o impacto vai além da

equidade de gênero, fortalece a cultura

organizacional e acelera a transformação

para um ambiente verdadeiramente

inclusivo e diverso”, declara.

Camilla ressalta que o tema de inclusão

é algo que ela busca desenvolver

constantemente. A executiva é líder do

Comitê de Diversidade & Inclusão da AlmapBBDO

e destaca a criação do grupo

de equidade de gênero dentro da agência.

“Procuro dar espaço e visibilidade

para que as pessoas do meu time possam

se posicionar, tomar decisões e se

destacar. Liderei a criação do Comitê de

Diversidade & Inclusão da AlmapBBDO,

lançado em 2018, que tem desempenhado

um papel fundamental na promoção

da diversidade cultural e inclusão de

forma autêntica e impactante”, comenta.

“Tenho muito orgulho da criação do

grupo de equidade de gênero dentro da

agência, por meio do qual estabelecemos

iniciativas importantes, como o ElevaElas,

um programa de mentoria feito

por mulheres e para mulheres. O projeto

conecta jovens profissionais a executivas

da agência para desenvolver habilidades

essenciais para o crescimento na carreira.

O programa já teve duas edições e

envolveu 240 mulheres. Como resultado,

desde 2021, a presença feminina em cargos

de liderança na AlmapBBDO cresceu

de 43% para 57%”, detalha.

Para trabalhar sua posição de liderança,

ela procura investir tempo em sua

relação com diversas áreas da empresa.

“Acredito que uma das minhas fortalezas

é gostar e acreditar na construção de

relações e fazer as conexões certas. O

Camilla Massari: “Tenho muito orgulho da criação do grupo de equidade de gênero”

“Quando os

homens se

tornam aliados

conscientes, o

impacto vai além”

atendimento exige uma relação próxima

e estratégica não apenas com clientes

e parceiros, mas também com todas as

áreas da agência. Investir tempo nessas

relações, entender as pessoas e criar conexões

produtivas é fundamental.”

No ano passado, Camilla realizou um

curso de formação para conselheiros na

Board Academy, e considera importante

investir nos estudos para entender as

mudanças do setor. “Ampliou minha visão

sobre governança corporativa e liderança

de times. Da mesma forma, minha

experiência na Babson College, pela Omnicom

University, reforçou a importância

da construção de relações humanas para

o sucesso dos negócios’, conta.

O FUTURO

Assim como grande parte do mercado,

a líder vê o avanço da tecnologia

como um dos grandes desafios para a

publicidade, especialmente com o crescimento

da inteligência artificial e do uso

de dados. Para ela, a questão central é

integrar essas ferramentas sem perder

a essência humana da comunicação.

“O maior dilema será integrar a tecnologia

de forma estratégica, ética e humana”,

analisa.

Ela também destaca que além das

empresas, as demandas por diversidade

são necessidades sociais. “A equidade de

gênero ainda é uma pauta recente no

mercado brasileiro. Mesmo com avanços,

os desafios vão além do mundo corporativo

e estão profundamente enraizados

na cultura da sociedade”, finaliza. BN

34 10 de março de 2025 - jornal propmark

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lideranças femininas

Samantha Almeida quer conectar

diferentes perspectivas em seu trabalho

Diretora de marketing da TV

Globo, a profissional foi citada no

MIPAD como uma das cem vozes

afrodescendentes mais notáveis

e, por meio de seu trabalho, busca

gerar impacto real no mercado

Globo/ João Cotta

Diretora de marketing da Globo,

Samantha Almeida conta que sua

formação é fruto de um misto de

todas as experiências acadêmicas e

profissionais. Formada pela Faculdade

Santa Marcelina em Fashion Design, Samantha

tem MBA em Negócios do Varejo,

pela FIA. Antes de chegar à Globo, ela

passou pela Avon, Ogilvy e Twitter, além

de outras empresas.

“Sempre busquei fazer parte de projetos

transformadores. Acredito que o

impacto real está em comunicar de maneira

simples, eficaz e autêntica, e minha

trajetória é reflexo dessa busca constante

por novos desafios e pela transformação

social por meio da comunicação”,

afirma.

Mulher, negra e periférica, a profissional

afirma que é motivada por projetos

que visam o impacto real e acredita que

a combinação de resiliência, visão estratégica

e a busca constante por dados

para tomar decisões foram essenciais

para que ela consolidasse sua posição de

liderança. “Tomar decisões rápidas, mas

sempre com uma visão clara do panorama

geral, é essencial. Além disso, acredito

que a paciência para implementar mudanças

de médio e longo prazo, sem se

deixar desmotivar pelos desafios imediatos,

é uma parte importante do processo.

Também sou motivada por projetos que

têm impacto real – isso me dá energia

para continuar buscando resultados, seja

quando o mercado avança, ou quando é

necessário dar um passo atrás e repensar

a estratégia”, avalia.

Samantha Almeida: “Sempre busquei fazer parte de projetos transformadores”

“Eu acredito

que a inovação

nasce do poder

das perspectivas

diversas”

sas. No meu trabalho, busco garantir

que nossas estratégias e conteúdos

não apenas acompanhem, mas também

provoquem as mudanças do mercado.

A ideia é criar um ambiente onde todos

se sintam motivados a contribuir com

suas ideias, independentemente de sua

origem ou identidade. Ao abraçar uma

diversidade genuína, conseguimos não

apenas criar soluções mais criativas, mas

também impactar o mercado de maneira

Representatividade

Em 2020, Samantha entrou para a lista

MIPAD – 100 Most Influential People of

African Descent under40 (cem pessoas

mais influentes com descendência africana

com menos de 40 anos), nomeação

que ela enxerga como um “um reconhecimento

da importância de valorizar as

diversas experiências, que geram soluções

mais criativas e impactantes, não

só para os negócios, mas para toda a

sociedade”.

“Estar na lista MIPAD é uma honra,

claro, mas o que mais me orgulha é saber

que essa nomeação representa algo

maior – um reflexo de um momento de

mudança no mercado global. Ela me

inspira a continuar em busca de novos

desafios, mas também serve como uma

inspiração para outros profissionais que

acreditam no seu potencial e em suas

capacidades. A liderança não se resume

a cargos ou status. Trata-se de conectar

diferentes perspectivas para gerar inovação

e transformação. E isso é o que essa

nomeação simboliza para mim”, explica.

A diretora de marketing alerta que

as empresas “precisam ser mais intencionais

ao criar caminhos para as mulheres

chegarem à liderança”, incluindo

a revisão dos processos internos de recrutamento

e avaliação de desempenho,

a garantia que todos tenham acesso a

oportunidades de crescimento e oferecer

programas de desenvolvimento de

liderança que ajudem as mulheres. “E,

claro, precisamos reconhecer os méritos

das lideranças femininas de maneira clara

e honesta. Estudo após estudo, a evidência

mostra que empresas com uma

liderança mais feminina têm melhores

resultados financeiros e equipes mais

engajadas. Isso não é apenas uma questão

de justiça, mas de inteligência estratégica

para o sucesso dos negócios”,

acrescenta.

Como líder, Samantha preza por um

ambiente diverso, para que, além de

garantir um ambiente onde pessoas

diferentes se sintam confiantes e motivadas,

seu trabalho provoque mudanças

no mercado. “Eu acredito que a inovação

nasce do poder das perspectivas diverprofunda,

respondendo às demandas de

um público cada vez mais diverso e exigente”,

declara.

Sobre os aprendizados ao longo de

sua jornada, a profissional destaca: “A

maior lição que aprendi foi como lidar

com os erros de forma rápida e sem pesar.

O caminho nunca é linear, e aprendi

a ser flexível, a me adaptar à mudança

e a não ter medo de dar um passo atrás

para seguir em frente”, além de aconselhar

outras mulheres a contarem com

sua intuição e se recomporem sempre

que preciso.

“Para as mulheres que estão buscando

chegar ao topo, meu conselho é

confiar na intuição, abraçar os desafios

e se reinventar sempre que necessário.

O feedback é um superpoder, e a curiosidade

é o combustível. Além disso, não subestimem

o poder de uma rede de apoio

sólida; ninguém chega longe sozinha. O

sucesso é um trabalho em equipe, e as

pessoas certas ao lado podem fazer toda

a diferença”, finaliza. BN

jornal propmark - 10 de março de 2025 35

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lideranças femininas

Adaptabilidade foi essencial para

consolidar a liderança de Carolina Silva

Desde 2016 na David, atualmente

a executiva é diretora-geral de

estratégia. Segundo ela, os seis

escritórios da agência contam

com mais da metade de mulheres

nas cadeiras de liderança

Divulgação

Vinda do interior do estado de

São Paulo, a publicitária Carolina

Silva se formou na ESPM (Escola

Superior de Propaganda e Marketing)

e começou sua carreira estagiando no

setor de marketing da Editora Abril,

onde ficou por três anos. Logo depois,

migrou para a área de planejamento,

trabalhando em agências como Grey e

Wieden+Kennedy, e com anunciantes

de peso como P&G, Coca-Cola e Mondelez.

Desde 2016 na David, passou pelos

cargos de gerente de planejamento,

diretora de planejamento estratégico

e atualmente é diretora-geral de estratégia.

“Sempre gostei do trabalho em

agência pelo dinamismo do dia a dia, a

chance de aprender sempre sobre negócios

diferentes e, claro, estar cercada

de um grupo de pessoas que valoriza

e eleva a criatividade todos os dias. E

a área de estratégia consegue ser essa

ponte entre o negócio das marcas, o

conhecimento dos consumidores e o

trabalho criativo”, detalha.

A profissional avalia que a publicidade

mudou muito nos últimos anos

e, hoje, “as marcas precisam ser mais

autênticas e culturalmente relevantes,

pois não basta apenas vender, é preciso

fazer parte da conversa e impactar

a vida das pessoas de verdade”. A presença

feminina é um braço importante

para que essa transformação aconteça,

pois diferentes ideias e experiências,

deixam a indústria mais criativa e relevante.

“A diversidade traz novas perspectivas,

novas formas de pensar e de liderar,

ajudando a criar um ambiente mais

inclusivo, inovador e criativo. Ainda há

desafios, como garantir igualdade de

oportunidades e continuar quebrando

barreiras, mas também vejo um grande

caminho pela frente”, opina.

No ponto de vista da diretora de

estratégia, para que isso ocorra, é importante

que as empresas entendam

que a inclusão não é somente uma

demanda social, como também do

mercado – incluindo contratações da

base aos cargos mais altos. De acordo

com a executiva, atualmente, mais da

metade dos líderes nos seis escritórios

da David são mulheres. “Ter um plano

estruturado para contratações, desenvolvimento

e crescimento dessas

profissionais faz toda a diferença. Essa

mudança só acontece quando há um

compromisso real com a diversidade,

desde a base até os cargos mais altos”,

aponta Carolina.

“Na David, sempre buscamos criar

um ambiente onde as pessoas se sintam

valorizadas e reconhecidas pelo

seu talento e contribuição. E, quanto

mais diverso o time, mais forte o trabalho

fica. Na área de estratégia o mais

importante para garantir a inclusão –

além de contratações e treinamentos

intencionais para impulsionar talentos

– é proporcionar um espaço para que

todas as opiniões e pontos de vista

possam ser ouvidos. Manter escuta ativa

é essencial para continuar evoluindo,

com a equipe e com o trabalho da

agência”, explica.

LIDERANÇA

Carolina conta que busca construir

pontes com seu time: “Ao longo da

minha trajetória, aprendi que colaboração

e adaptabilidade são essenciais

em qualquer posição. Para a área de

estratégia, principalmente, é preciso

sim ter convicção em suas opiniões

– mas sem construir as pontes necessárias

para torná-las realidade é muito

difícil fazer um trabalho relevante”.

“O ambiente de trabalho é feito de

pessoas, especialmente no nosso caso.

Carolina Silva: “Não basta apenas vender, é preciso fazer parte da conversa”

“Manter a escuta

ativa é essencial

para continuar

evoluindo com

a equipe”

Estar cercada de profissionais que te

inspiram e desafiam é fundamental,

mesmo para quem já está em posição

de liderança. Para mim, a liderança é

algo que se constrói não só com o cargo,

mas todos os dias. Faço o meu melhor

para ouvir o time e poder orientar

e tomar decisões rápidas e assertivas

que ajudem no desenvolvimento das

pessoas e no desempenho da agência

como um todo. Aprendo todos os dias

que as decisões não ficam mais fáceis,

mas o que deve guiá-las sempre é o

respeito – pelo trabalho e pelas pessoas”,

continua.

Além disso, a profissional acredita

que estar cercada de outras profissionais

é essencial para consolidar cargos

de lideranças femininas. “Tive a sorte

de ter o exemplo de muitas líderes fortes,

inteligentes e claras ao longo da

minha carreira que, até hoje, me ajudam

a construir a líder que quero ser”,

finaliza a diretora-geral de estratégia

da David.

BN

36 10 de março de 2025 - jornal propmark

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agências

R/GA deixa portfólio do IPG e volta a

ter atuação independente após 23 anos

Marca terá fundo de

inovação de US$ 50

mi e conselho para

apoiar modelo de IA

A

agência de inovação criativa R/GA anunciou na

semana passada seu retorno à independência

como uma empresa de capital fechado após 23

anos como parte do holding IPG, negociada recentemente

para o Omnicom, por meio de parceria entre

a empresa de private equity Truelink Capital. Robin

Forbes, CEO da rede R/GA, cuja operação brasileira é

comandada pelo executivo Marcio Oliveira, e a CCO Tiffany

Rolfe fazem parte dos líderes globais que estão

investindo na empresa como parte do acordo. O próximo

capítulo da agência, esclarece comunicado da empresa

criada por Bob Greenberg, será impulsionado por

um fundo de inovação de US$ 50 milhões, que vai subsidiar

o investimento em novos talentos, ferramentas

emergentes e plataformas.

Adicionalmente, a R/GA estabeleceu um conselho

consultivo estratégico composto por executivos seniores

de marketing e tecnologia para apoiar oportunidades

de transformação de clientes em IA em múltiplos

setores.

“Este anúncio também contrasta com a tendência de

consolidação no mercado de agências. A maioria delas

terá dificuldade para se adaptar a esta nova era, especialmente

operando dentro de estruturas complexas e

modelos de negócios ultrapassados”, afirma Forbes, que

prossegue: “Nunca houve um momento melhor, e não há

empresa mais preparada do que a R/GA para implementar

um novo modelo neste novo ambiente”.

“O discurso dominante da indústria sobre IA tem focado

principalmente em ganhos de eficiência na abordagem

tradicional de marketing, o que é apenas parte da

equação. Estamos explorando o potencial criativo para

ajudar as marcas a se diferenciarem e superarem as

crescentes expectativas dos clientes por meio de novos

tipos de experiências inteligentes que antes não eram

possíveis. Para nós, é uma oportunidade de acelerar nosso

trabalho criativo de classe mundial através da tecnologia

e do design”, esclarece a criativa Tiffany Rolfe.

Esta venda marca outro marco na conhecida história

de reinvenção da R/GA, segundo o comunicado, que faz

a seguinte colocação: “Ao longo de seus 48 anos, a empresa

tem evoluído seu modelo de negócios junto com

as maiores mudanças tecnológicas, anteriormente sob o

comando do fundador Bob Greenberg, e agora mais uma

vez ao entrar em uma nova era”.

“Vemos o crescimento das experiências habilitadas

por IA desempenhando um papel cada vez mais importante

na geração de valor nos serviços de marketing”,

disse Luke Myers, cofundador e sócio-gerente da

Truelink Capital.

Robin Forbes, CEO global da R/GA, com a CCO da rede Tiffany Rolfe, que planeja atrair talentos e investir mais em IA

Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária – CONAR

CNPJ Nº 43.759.851/0001-25

Edital de Convocação – Assembleia Geral Digital

25/03/2025

Em complemento ao edital de convocação para Assembleia Geral Ordinária anteriormente

publicado, ficam convocados os Associados do CONAR – Conselho Nacional de

Autorregulamentação Publicitária, com direito a voto, a se reunirem em Assembleia Geral

Extraordinária, serão estas realizadas no dia 25 de março de 2025, em sala de reunião virtual

com endereço abaixo divulgado, constando também no site www.conar.org.br, na forma prevista

no artigo 25 dos Estatutos Sociais, às 14:00 horas em primeira convocação ou às 14:30 horas

em segunda convocação, para apreciar o relatório e julgar as contas do Conselho Superior,

relativos aos exercícios social e financeiro encerrados em 31 de dezembro de 2024, bem como

deliberar sobre as seguintes propostas de alteração do Estatuto Social:

Propõe-se a atualização de dispositivos relacionados à governança interna, com a inclusão de um

Conselho de Conteúdo como órgão estatutário, além da regulamentação da realização de reuniões

e assembleias on-line e do processo de proposição e deliberação de alterações estatutárias. As

mudanças envolvem ajustes nos artigos 9, 21, 23, 32 e 33, bem como a criação de um novo capítulo

X-A e artigos 33-A, 33-B e 33-C que definem a finalidade, composição e as atribuições do Conselho

de Conteúdo.

Notas:

1) Ficam os associados com direito a voto convocados para participação e votação, mediante a

atuação remota, por meio da ferramenta Zoom:

Para mais informações basta acessar o link:

https://us02web.zoom.us/meeting/register/XAvzpdI0Shmlv-_wjjGBUw

2) O associado poderá participar da assembleia mediante inscrição com até 30 minutos de

antecedência no link disponibilizado no site www.conar.org.br .

São Paulo, 6 de março de 2025.

Sergio Pompilio

Presidente

Divulgação

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marcas

Nescau reformula posicionamento

e passa a usar ‘Energia que dá jogo’

Após 49 anos, marca centenária da Nestlé quer trazer lado lúdico

dos esportes para distanciar crianças das telas de videogames

Fotos: Divulgação

Fred Bruno é anunciado pela Nestlé como novo integrante do time de embaixadores do achocolatado Nescau; ele participa da 3ª etapa da liga da marca em Manaus

Paulo Macedo

A

partir do dia 15 de março, a marca Nescau, criada

no Brasil em 1932 fruto da junção de parte da

Nestlé com o cacau, insumo básico para a produção

do achocolatado, muda seu posicionamento mercadológico

histórico usado há 49 anos. Sai ‘Energia que

dá gosto’ e entra ‘Energia que dá jogo’.

A mudança é estratégica, nas palavras da executiva

Tatiany Ernesto, diretora de marketing da divisão de bebidas

da Nestlé no mercado brasileiro, que inclui Nescau

e Nesquik, além de Nescauzinho, Starbucks e Nescafé.

Sua equipe de 13 profissionais está atenta ao masterbrand

de Nescau para guiar a alteração conceitual cujos

códigos visuais são todos desenvolvidos no Brasil, diferente

das demais que usam os ‘guides’ orientados pela

matriz na Suíça.

‘Energia que dá jogo’ faz a proposta de distanciar um

pouco as crianças das telas de videogames, hábito caudatário

da era digital, mas que as distancia dos esportes

lúdicos e das brincadeiras da fase infantil. Tatiany ressalta

que Nescau ultrapassa o modelo de contribuir apenas

com a saborização do leite na nutrição dos baixinhos.

“Para nutrir, as mães recorrem ao sabor. E isso faz

parte do hábito nutricional das crianças. Em outros países

não é comum o uso do leite na alimentação matinal,

mas o Brasil cultiva o seu uso. Agora, propomos o

direcionamento dessa energia para os esportes, ressalta

“Queremos mostrar

que o esporte ensina a

criança a ser criança”

Executiva Tatiany Ernesto lidera o marketing de Nescau

Tatiany, lembrando que a Liga Esportiva Nescau terá 10

etapas em 2025. As duas primeiras foram em Fortaleza e

Maceió. Nesta semana, quando será acionado o posicionamento

‘Energia que dá jogo’, a etapa será em Manaus,

com a presença do influencer e apresentador do ‘Globo

Esporte’, Fred Bruno, recém-contratado pela Nestlé.

Uma pesquisa recente consolidada para Nescau,

constata que 56% das crianças não praticam esportes.

A proibição do uso de telefones celulares nas escolas é

aliada da marca no projeto de estimular o equilíbrio entre

a prática de jogos eletrônicos e físicos.

“Queremos mostrar que o esporte ensina a criança a

ser criança. Não é sobre o esporte de performance, mas

como fomentar modalidades de base como futebol, vôlei,

corridas, futebol etc.”, esclarece Tatiany, que divide

em três segmentos os esportes que sugere na liga proprietária

de Nescau.

A Doadora abrange natação, atletismo, ginástica e

judô que, na expressão de Tatiany, “ajudam no equilíbrio,

sobrevivência e disciplina; a Coletiva, o basquete, vôlei e

futebol; e Cultura Jovem, com skate, surf, break e peteca.

“Criança que vai pra rua se socializa. Esporte é disciplina.

É muito bom ouvir das mães que seus filhos gostaram

de praticar esportes. Essa é a ideia da liga: brincar

com esporte desconstrói o sedentarismo. Há adultização

das crianças de forma precoce. Ser levada para vida

adulta tem hora. Criança precisa desenvolver habilidade

cognitiva e socialização”, finaliza Tatiany.

38 10 de março de 2025 - jornal propmark

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marcas

Banco do Brasil aguarda propostas para

live marketing com verba de R$ 1,9 bi

Comissão de licitação

do banco recebe as

agências no dia 21

deste mês em Brasília

Divulgação

Paulo Macedo

De acordo com o edital de licitação publicado no

Diário Oficial da União na primeira semana de

janeiro deste ano, o Banco do Brasil prepara

a consolidação da maior concorrência para contratação

de agências de live marketing já realizada

no país. O valor total para um período de 60 meses

de compromisso das quatro fornecedoras será de

R$ 1,9 bilhão.

O prazo para a entrega das propostas é o próximo

dia 21 de março na sede do BB em Brasília e endereçada

à comissão de licitação que vai cumprir as etapas que

incluem a certificação das credenciais (documentos fiscais),

proposta criativa e preço. A segunda seção pública

será entre abril e maio, sem data definida. O BB promete

anunciar o resultado da disputa no mês de junho.

São dois lotes em disputa: o primeiro com orçamento

total de R$ 1,33 bi, que envolve as disciplinas de publicidade,

divulgação, publicações, promoção de eventos,

patrocínios e ações de endomarketing. O segundo, com

verba de R$ 670 milhões, exige das agências vencedoras

a entrega de premiações, incentivo e mobilização. O

edital, porém, deixa claro que o BB pode ou não usar a

totalidade do orçamento, mas que também pode fazer

acréscimo de 25% do valor atualizado do contrato.

O BB pede que as licitantes apresentem uma proposta

de plano de marketing promocional com o seguinte

C

conteúdo: desenvolvimento de ação de marketing promocional/live

marketing, baseada no conteúdo des-

M

te briefing e apresentar o desenvolvimento do plano Y

promocional, com clareza na descrição do raciocínio CM e

estratégia, da solução e da forma de implementação;

MY

calendário de ações para o ano de 2025; considerar os

CY

principais ativos do BB, tendo como referência o ano de

CMY

2024, como o Circuito de Vôlei de Praia, Circuito de Surf,

K

as ações de Cultura, programação dos Centros Culturais

Banco do Brasil, shows e festivais, como turnê de Caetano

e Bethânia, Gilberto Gil, Turnê Áurea com Alok, Festival

João Rock, Afropunk; e eventos de tecnologia como Web-

Summit e Rio Innovation.

As agências vencedoras também terão de apresentar

modelo para monitoramento e medição de resultados

das ações da campanha, com sugestão de indicadores

de performance (KPIs), e apresentar proposta minuciosa,

contendo tabela de previsão de custos detalhada, observando

as orientações do item 5.6 do edital, cronograma

de ações, além da previsão de realização de ações

burocráticas para a execução da campanha (viabilização

legal da ação).

O Banco do Brasil, Anuncio com GrandesNomes criação Preto da Terruá, 14,5x16.pdf ganhou 1 31/07/2024 dois prêmios 21:25:23 na competição de live marketing Ampro Awards 2024

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inconvencional

conteúdo de marca

Iniciativa homenageia primeira mulher a presidir uma agência no Brasil e oferece dados estratégicos para marcas que buscam comunicação genuína sobre diversidade

Inconvencional lança centro de

inteligência sobre o público feminino

Hub lançado no Dia das Mulheres utiliza social listening e metodologia

própria para identificar desafios reais enfrentados por mulheres

O

mercado publicitário tem sido constantemente

desafiado a desenvolver

campanhas mais inclusivas e

alinhadas às discussões sociais contemporâneas.

A necessidade de um olhar

mais atento às pautas de diversidade e

representatividade tem levado marcas e

agências a buscarem soluções estratégicas

que realmente impactem o público.

Pensando nisso, neste Dia das Mulheres,

a Inconvencional lança o Hub.Inc

Hilda, um centro de inteligência criado

com o objetivo de mapear e interpretar

as principais conversas sobre a vida das

mulheres na sociedade atual, fornecendo

material para campanhas mais autênticas

e eficazes.

A iniciativa homenageia Hilda Schutzer,

uma das grandes pioneiras da publicidade

brasileira e a primeira mulher a

presidir uma agência no país. Seu legado

abriu portas para a participação feminina

em um setor historicamente dominado

por homens. Com essa inspiração, o

Hub.Inc Hilda se propõe utilizar diversas

metodologias próprias para identificar

padrões, tendências e tensões sociais,

traduzindo esse conhecimento em insights

estratégicos para marcas que desejam

estabelecer uma comunicação mais

genuína com o público feminino.

INTELIGÊNCIA DE DADOS

Um dos pilares centrais do Hub.Inc Hilda

é o cruzamento de diversas ferramentas e

metodologias para compreender, de forma

mais aprofundada, a realidade das mulheres

e os desafios que elas enfrentam no

dia a dia. Entre suas principais ferramentas

está a Mandala das Dores, um sistema de

social listening que analisou mais de 400

mil menções sobre dificuldades enfrentadas

pelas mulheres brasileiras.

O levantamento revelou um dado

alarmante: foram encontrados 45.059.700

caracteres de conteúdos expressando

preconceito e violência simbólica contra

mulheres. Para dimensionar esse impacto,

se essas palavras fossem dispostas lado a

lado, cobririam 189,25 km – distância equivalente

entre São Paulo e Ribeirão Preto.

Além do monitoramento de menções

e discursos e de ser constantemente

atualizado, o Hub.Inc Hilda se estrutura

em uma série de iniciativas complementares.

Entre elas, destaca-se a Vitrine Inc,

um acervo de campanhas publicitárias

dos últimos 10 anos que abordam temas

como empoderamento feminino, assédio

e violência de gênero. O projeto também

conta com o Inc Pulse, um mapeamento

de dados e fatos sobre mulheres na sociedade,

nas agências de publicidade e

nas campanhas publicitárias.

O Hub.Inc Hilda ainda conta com outras

iniciativas, como o Calendário Feminista,

com compilado de datas importantes

relacionadas à luta pelos direitos das

mulheres; o Mapeamento de Influenciadoras

brasileiras e suas ativações com as

marcas, materiais de apoio como reports

sobre a temática, entre outras.

Ao reunir e analisar esses dados, o Hub.

Inc Hilda busca fornecer um panorama

realista e embasado sobre as diversas camadas

da vivência feminina na sociedade.

“Ao analisarmos as tensões enfrentadas

pelas mulheres, percebemos que muitas

discussões ainda são limitadas a determinados

recortes sociais. O empoderamento,

por exemplo, nem sempre chega de forma

igual para todas, especialmente para

aquelas em situação de vulnerabilidade.

Nossa intenção com essa plataforma é trazer

um olhar mais amplo e inclusivo sobre

a diversidade de experiências femininas”,

afirma a Inconvencional.

INSIGHTS

Mesmo com avanços na luta por

igualdade, as mulheres ainda enfrentam

barreiras invisíveis que impactam suas

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inconvencional

conteúdo de marca

Divulgação

Divulgação

“Acreditamos

que atitudes

convencionais

geram resultados

convencionais”

Pamela Kirsner e Daniel Dante são os fundadores da Inconvencional

vidas e oportunidades. A partir das análises

do Hub.Inc Hilda, foram identificadas

algumas das principais tensões que limitam

a plena equidade de gênero.

Uma delas é a invisibilidade das mulheres

acima de 50 anos. Se na juventude

elas são vistas como inexperientes, com

a maturidade passam a ser consideradas

ultrapassadas. A publicidade, a moda e

o mercado de trabalho frequentemente

as ignoram, como se fossem irrelevantes

para tendências e consumo.

Outra tensão observada pelo Hub.

Inc Hilda é que o discurso do empoderamento

feminino nem sempre alcança

todas as mulheres. Muitas das pautas

amplamente debatidas – como igualdade

salarial e liderança – refletem a

realidade de mulheres da classe média

e alta, enquanto aquelas em situação de

vulnerabilidade enfrentam desafios mais

básicos, como segurança contra feminicídio

e acesso à higiene menstrual.

A carga mental dentro de casa também

segue sendo um obstáculo para a

equidade. Mesmo conquistando espaço

no mercado de trabalho, as mulheres

continuam sendo as únicas a lembrar

de organizar a rotina familiar, comprar

presentes ou marcar consultas médicas,

acumulando uma sobrecarga invisível

que raramente recai sobre os homens.

Além disso, ser mulher ainda vem

com um custo extra. Desde o skinca-

re até as roupas de trabalho, atender

aos padrões de beleza exige um investimento

maior de tempo e dinheiro

do que o necessário para os homens,

tornando-se uma espécie de “taxa invisível”

da feminilidade.

Por fim, a tão incentivada independência

financeira feminina muitas vezes

ignora desigualdades estruturais. O empreendedorismo,

por exemplo, é apontado

como caminho para a autonomia, mas

as mulheres ainda enfrentam dificuldades

no acesso a crédito, investimentos e

educação financeira, tornando essa independência

mais difícil do que parece.

“Essas tensões refletem desafios

reais enfrentados pelas mulheres, mas

também abrem espaço para que as marcas

assumam um papel ativo na transformação

social, fortalecendo sua conexão

com o público feminino e impulsionando

mudanças concretas rumo à equidade

de gênero”, afirma Pamela Kirsner, co-

-fundadora da Inconvencional.

INCONVENCIONAL

A Inconvencional nasce com o propósito

de transformar projetos em

soluções que rompem com os padrões

convencionais. Seu modelo de trabalho

une a análise de dados e conhecimento

cultural para ajudar marcas, agências e

criadores de conteúdo a criarem narrativas

autênticas.

Além do HUB.Inc, a Inconvencional

oferece outros três serviços estratégicos:

PopPulse – pesquisa de campo

que escuta e traduz a voz dos brasileiros;

LabZ – um laboratório criativo e

estratégico focado nas gerações Alpha,

Beta e Z; Inc. – uma consultoria que

impulsiona o inconvencional dentro de

cada projeto.

“Acreditamos que atitudes convencionais

geram resultados convencionais.

Por isso, nossos produtos e serviços

são plug and play, permitindo que

nos conectemos a diferentes modelos

de negócios para revelar o inconvencional

em cada iniciativa.”

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memória

Márcio Ehrlich deixa legado no setor

O profissional multidisciplinar faleceu no dia 24 de fevereiro, aos 74

anos; era editor da Janela Publicitária e coordenador do Colunistas

Alê Oliveira

Márcio Ehrlich faleceu no último dia 24 de fevereiro,

aos 74 anos, vítima de choque séptico e falência

múltipla dos órgãos. Ele deixa a mulher, Renata

Suter, os filhos Lena e Leo, e o neto Guto. Ehrlich era um

profissional multidisciplinar, atuava como jornalista, ator,

pianista, diagramador, cartunista, relações públicas e

músico, além de ser formado pela UFRJ como médico psiquiatra.

Foi colaborador ativo da Editora Referência, onde

dirigiu a sucursal do propmark no Rio de Janeiro, nos anos

1980 e início dos anos 1990, até se dedicar definitivamente

à Janela Publicitária. Na Editora Referência, comandou o

Prêmio Colunistas no Rio e depois se tornou coordenador

nacional da competição criada por Armando Ferrentini, publisher

do propmark , em 1967, com Jomar Pereira da Silva.

Ativo na cobertura do negócio da propaganda desde

1977 com a sua coluna Janela Publicitária, Ehrlich também

era sócio-presidente da empresa de marketing promocional

Dinâmica, e foi executivo de grandes agências. Como

ator, atuou em diversas produções da TV Globo, e da extinta

TV Manchete, como a novela ‘Pantanal’. Armando Ferrentini,

amigo e parceiro profissional durante décadas, declarou:

‘Em nome do Prêmio Colunistas e como presidente da

Editora Referência, e da Abracomp, entidade que agrega

os jornalistas que cobrem esse importante setor da economia

brasileira, lamento o falecimento do nosso querido

Márcio Ehrlich, um dos mais completos jornalistas cobrindo

o mercado da comunicação publicitária do Brasil. Em nome

da Abracomp, envio pêsames a sua família, lamentando o

ocorrido e reconhecendo nele, como sempre o fizemos em

vida, a sua importância para o desenvolvimento do próprio

setor do importante mercado publicitário do nosso pais.

Márcio fará muita falta a todos nós’.

Confira a seguir fotos históricas da trajetória do profissional

no mercado, em uma homenagem do jornal.

Márcio Ehrlich imprimia seu espírito leve e alegre nas apresentações do Prêmio Colunistas

Festa do Colunistas em 1986, com a equipe da

Contemporânea no palco, tendo Mauro Matos à frente

Fotos: Alê Oliveira/Arquivo pessoal

Márcio Ehrlich com a sua mulher Renata Suter, a filha

Lana e o neto Guto

Com a filha Lena e Xuxa Meneghel no Prêmio Colunistas Rio de 1988

Fez parte da delegação do propmark no Cannes Lions de 1996. Na foto: Marcello

Queiroz, Adonis Alonso, Tiago Ferrentini, Armando Ferrentini, Neuza Silveira, Jorge,

Manoel Dorneles, Márcio Ehrlich, Oncinhas, Fábio Lima, Ana Paula Jung e Paulo Sérgio

42 10 de março de 2025 - jornal propmark

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Alê Oliveira/Arquivo pessoal

Márcio Ehrlich com Tiago e Armando Ferrentini

Márcio Ehrlich no Colunistas Promoção Rio 94/95

Programa ‘Propaganda & Mercado’, na TV Bandeirantes

Rio, em 1980

Com os jurados do Prêmio Colunistas

Na inauguração da sede do Clube de Criação do Rio

(CCRJ), em 1979

Interpretando Dr. Costa, na série ‘Detetives do prédio azul’

Com Marcelo Gorodicht, em ação de marketing do

Flamengo

Com Nizan Guanaes, no Cannes Lions de 1998

Apresentando ao lado de Roberta Foster o Colunistas

Rio de 1998

Júri do Colunistas São Paulo 2013, na sede da Editora Referência

Entrevistando Washington Olivetto, no programa ‘Propaganda & Mercado’, em 1981

Atuando na série ‘O bebê’, do Canal Brasil

Em cena da novela ‘Jóia rara’, da TV Globo

Ao lado de Armando Ferrentini, publisher do propmark:

amizade e parceria de décadas

jornal propmark - 10 de março de 2025 43

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inspiração

O skate que me faz voar

Fotos: Arquivo Pessoal

“Quando subi no skate pela primeira vez, lembro da sensação de deslizar

pelo chão. Era como se as limitações desaparecessem, e estivesse voando”

Felipe Nunes

Especial para o propmark

Se alguém me dissesse que eu seria um skatista profissional viajando pelo mundo,

levando mensagens de superação e inspiração, talvez eu não acreditasse. Mas a vida

tem uma forma única de nos desafiar, e foi no desafio mais difícil que encontrei meu

propósito. Minha história começa em Curitiba, Paraná, onde cresci em uma família humilde.

Minha infância foi como a de muitos meninos brasileiros: cheia de sonhos e energia.

Mas tudo mudou aos seis anos, quando sofri um acidente que transformaria minha vida

para sempre. Enquanto brincava com amigos, me descuidei e acabei caindo nos trilhos de

um trem em movimento. O impacto foi brutal, e perdi ambas as pernas.

A dor física foi grande, mas a dor emocional foi maior ainda. Eu era apenas uma criança

tentando entender por que aquilo havia acontecido comigo. Os primeiros anos foram difíceis.

Enfrentei preconceitos, limitações e, por vezes, perdi a esperança. Mas, com o apoio da

minha família e a força que encontrei dentro de mim, comecei a enxergar a vida de uma

forma diferente.

Aos 13 anos, descobri o skate. Para muitos, parecia impossível um garoto sem pernas

andar de skate, mas para mim era uma oportunidade de liberdade. Minha inspiração veio de

dentro: o desejo de mostrar ao mundo – e a mim mesmo – que nada poderia me impedir. O

skate foi meu escape, minha terapia e rapidamente se tornou minha paixão.

Quando subi no skate pela primeira vez, lembro da sensação de deslizar pelo chão. Era como

se todas as limitações desaparecessem, e eu estivesse voando. Com muito treino e perseverança,

comecei a desenvolver a minha técnica. Usando as mãos para impulsionar o skate, criei

um estilo único que me permitiu realizar manobras que poucos acreditavam ser possíveis.

Competir foi o próximo passo natural. A cada campeonato, a cada apresentação, eu provava

que o skate era para todos. A visibilidade cresceu, e com ela vieram oportunidades

incríveis. Conheci ídolos, fiz amigos e conquistei reconhecimento no mundo do skate.

O que me move não é apenas a paixão pelo skate, mas a vontade de inspirar outras pessoas.

A vida pode nos colocar diante de desafios inimagináveis, mas acredito que todos têm

uma força interior capaz de superar qualquer obstáculo. Para mim, o skate não é apenas

um esporte; é uma forma de conectar pessoas, transmitir mensagens e mostrar que não

existem limites para quem acredita em si mesmo.

Também encontro motivação na minha família e nos jovens que me veem como exemplo.

Recebo mensagens de pessoas do mundo inteiro que se inspiram na minha trajetória, e

isso me dá forças para continuar. Quero ser uma luz na vida de quem enfrenta dificuldades.

Hoje, aos 25 anos, olho para trás e vejo o quanto cresci. O menino que perdeu as pernas

encontrou no skate um novo motivo para viver, sonhar e lutar. Transformei a dor em combustível

para conquistar tudo o que parecia impossível.

Minha mensagem é simples: nunca deixe que alguém diga o que você pode ou não pode

fazer. Seja no skate, na vida ou em qualquer sonho, acredite na sua capacidade de transformar

adversidades em conquistas. O trem que mudou minha vida não tirou minha vontade

de seguir em frente. Pelo contrário, ele me deu um motivo para mostrar ao mundo que o

impossível é apenas uma questão de perspectiva. Se você tiver a chance, suba em um skate.

Pode ser que você descubra muito mais do que apenas um esporte – talvez você encontre

um novo jeito de viver.

Felipe Nunes é skatista

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Out of Home

A MÍDIA QUE MAIS CRESCE NO BRASIL

Central de Outdoor realiza convenção

nacional com debates e insights

Instituição confirma a presença de nomes como Hugo Rodrigues,

André Scaciotta e o especialista internacional Tom Goddard

Paulo Macedo

Ainda sem o consolidado de 2024,

o Cenp Meios mostrou que de

janeiro a setembro o meio OOH

(out of home) movimentou R$ 2,068

bilhões com 11,6% do share do bolo publicitário

brasileiro, que contabilizou

R$ 17,8 bi de investimento em compra

de mídia no país no ano passado pelos

anunciantes.

A expectiva do trade, porém, é que o

volume do faturamento bruto ultrapasse

os R$ 3 bi e um crescimento superior

a 40% em relação ao exercício de 2023.

O vigor do canal, que introduziu tecnologia

com a era digital, como dados

e geolocalização, é uma das premissas

da Central de Outdoor, que programa a

sua 34ª convenção para os dias 19, 20 e

21 de março, no Rio de Janeiro. O tema

central será ‘Conectando-se com o futuro

da mídia OOH’.

“A convenção percorre diversas regiões

do país com o objetivo de fomentar

e mostrar como a mídia OOH pode ser

cada vez mais relevante e adaptável

às necessidades do mercado local. Estamos

ansiosos para reunir todos em

um evento que, com certeza, marcará o

ano de 2025”, esclarece o executivo Halisson

Pontarolla, presidente da Central

de Outdoor.

A agenda inclui a presença de palestrantes

como Tom Goddar, presidente

da WOO (World Out of Home Organization),

presente em mais de 40 países,

e reconhecido internacionalmente

como referência na indústria da mídia

OOH. Ele vai mostrar como o OOH pode

se adaptar às mudanças urbanas e estabelecer

conexões por meio do tema

‘Ecos urbanos: OOH nas jornadas das

cidades’.

Outro nome é o de André Scaciotta,

diretor de marketing e mídia do Banco

Itaú, que vai explorar a pauta ‘A mídia

Hugo Rodrigues é nome confirmado pela Central de Outdoor na sua convenção

mudou – Impactos do OOH no branding

e na performance da marca’. Já Rodrigo

Cassino, CEO da Bizsys, discorrerá sobre

o tema ‘Estabelecendo tendências no

OOH’.

Também marcam presença no evento

Sérgio Rizo, CEO da RS Projetos, que

vai falar sobre autorregulamentação

no mercado OOH. E o jornalista Karan

Novas, sócio da Tulom, que vai conduzir

a palestra ‘Criatividade premiada no

Divulgação

“OOH se

consolidou

como o terceiro

maior meio em

investimentos”

OOH: tendências e aprendizados’.

Pelas entidades, estarão presentes

Fátima Rendeiro (Grupo de Mídia RJ),

Bruno Pinaud (Clube de Criação/RJ) e

Thomaz Naves (ABMN). Hugo Rodrigues,

chairman do McCann Word Group, terá a

missão de expor o valor do OOH.

“Segundo fonte da Exame, o setor

de OOH movimentou cerca de R$ 3 bilhões

em 2024, um aumento de 40,7%

no share de investimento entre as

marcas. Se isso for confirmado, evidencia

a crescente importância do meio.

Eu sempre gosto de pesquisar várias

fontes para o mesmo tema, e numa

matéria do propmark, saiu que OOH

impacta aproximadamente 89% da

população brasileira. Eu fiquei surpreso

com esse tamanho, mas são fontes

respeitadas, temos de estudar a fundo,

porque, de alguma forma, o OOH se

consolidou como o terceiro maior meio

em investimentos publicitários, atrás

apenas da TV aberta e da internet”, detalha

Rodrigues.

A 34ª Covenção da Central de Outdoor

terá como patrocinadores master as

empresas The Led e AdsmovilOOH, além

da 4yousee, Bebot, Inviron, Sigpel e WDC

Networks. Nas palavras de Fabi Soriano,

diretora-executiva da instituição, o

evento é essencial para a construção

de valor da mídia OOH e o desenvolvimento

do mercado brasileiro.

“Mais do que um evento, esta é uma

plataforma de conhecimento e networking

que possibilita a atualização

sobre as principais tendências da mídia

OOH. É uma oportunidade única para

que profissionais e empresas compartilhem

experiências, debatam desafios

e explorem novas possibilidades. A

programação deste ano traz conteúdos

que vão desde inovação tecnológica

até regulamentação e sustentabilidade,

garantindo insights valiosos para o

setor”, ela destaca.

PATROCÍNIO

jornal propmark - 10 de março de 2025 45

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opinião

Divulgação

Do passado ao presente

Por Julio Bastos

A

nostalgia está em alta no marketing global. Recentemente,

a Nestlé trouxe de volta o icônico

Chocolate Surpresa, sucesso dos anos 1980 e

1990. Atendendo aos inúmeros pedidos de consumidores

nas redes sociais, a marca não apenas relançou

o produto, mas também adaptou a experiência para

os tempos modernos.

As barras voltaram com figuras em alto-relevo de animais

da fauna brasileira, enquanto os colecionáveis, que

antes vinham em papel, agora são digitais e podem ser

resgatados online. A decisão da Nestlé ilustra bem como

a combinação de nostalgia e inovação tem se tornado

uma estratégia poderosa e bastante recorrente no ramo

publicitário.

Mas o que está por trás desse apelo à nostalgia? Essa

alternativa pelo resgate não é aleatória. A tentativa pela

retomada de emoções e elementos positivos e prazerosos

do passado se manifesta na recuperação de memórias

afetivas ligadas a situações ou objetos específicos.

Quem nunca se viu puxando na memória alguma boa

lembrança ao ouvir uma música que gostava na adolescência

ou degustando uma comida prazerosa que remete

aos velhos tempos?

Quando evocam memórias positivas, marcas conseguem

estabelecer uma relação mais próxima e duradoura

com seu público. Além disso, em um mundo repleto de

incertezas e problemáticas, a nostalgia oferece uma sensação

importantíssima de conforto e familiaridade. Além

disso, campanhas nostálgicas fortalecem a lealdade do

consumidor, criando um senso de pertencimento à marca.

Contudo, o resgate do passado não pode ser feito de

forma desatenta. Hoje, esse movimento é fortemente

acompanhado do uso inteligente de elementos mais

modernos e inovadores da tecnologia.

Até porque, se pararmos para pensar, ela protagoniza

um papel fundamental na formação das tendências

atuais, especialmente quando falamos sobre o

fenômeno da nostalgia. A retomada dos anos 1990 e

2000, por exemplo, está muito ligada a como a própria

tecnologia influencia a maneira como consumimos e

revivemos essas décadas.

Redes sociais como Instagram e TikTok, por exemplo,

possuem em seus mecanismos formas de potencializar

a viralização de conteúdos nostálgicos. O algoritmo

dessas plataformas favorece o ressurgimento

de materiais populares do passado, criando um ciclo

de tendências que conecta diferentes gerações. Outro

aspecto fundamental é a digitalização de conteúdos.

Plataformas de streaming como Spotify, YouTube e Netflix

eliminam as barreiras temporais, permitindo que

jovens explorem e conheçam conteúdos dos anos 1990

e 2000 com extrema facilidade.

Como resultado, as marcas também acompanham

essa alternativa de representação do novo de forma

modernizada, a fim de fisgar o público através da saudade.

E exemplos nesse sentido não faltam. Podemos

citar o PlayStation Classic, que oferece jogos antigos

dos videogames da Sony para a versão atual de consoles.

A Nokia também bebeu dessa fonte ao trazer, há

alguns anos, de volta o famoso modelo 3310, porém,

obviamente, com características modernizadas (como

câmera e conectividade 4G). Ou ainda a Levi’s e Adidas

lançando sneakers e roupas inspiradas nos anos 1990,

usando materiais mais modernos ou tecnologias de

conforto, porém mantendo o visual vintage.

Essa atuação nostálgica das marcas vai além da mera

recuperação de produtos queridinhos do público. Até

mesmo campanhas inteiras podem ser recicladas. Isso

porque, quando adaptadas para a realidade atual, têm

um grande impacto no awareness de marca e sensação

de pertencimento. Recentemente, a Volkswagen utilizou

inteligência artificial para recriar a cantora Elis Regina

em um comercial que simulou um reencontro emocionante

com sua filha, Maria Rita. Além de homenagear

um ícone da música brasileira, a campanha ganhou prêmios

e consolidou a marca como inovadora e conectada

às emoções do público.

Em um mercado onde a concorrência é cada vez mais

acirrada, a nostalgia se torna um recurso valioso – desde

que utilizada de forma criativa e autêntica. Mais do que

olhar para o passado, trata-se de relembrá-lo, e, de alguma

forma, revivê-lo, criando um diálogo entre diferentes

épocas. O resultado é uma combinação que fortalece a

relação emocional entre consumidores e marcas. Assim,

o velho e o novo se encontram para contar histórias que

conectam e inspiram de tempos em tempos.

Julio Bastos

é CCO do Mission Brasil

julio.bastos@missionbrasil.com.br

“Spotify, YouTube e

Netflix eliminam as

barreiras temporais,

permitindo que

jovens conheçam

conteúdos dos

anos 1990 e 2000”

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click do alê

Alê Oliveira

aleoliveira@propmark.com.br

Rodrigo Falcão lança ‘Pizza & Espumante’

Rodrigo Falcão, diretor de operações da VML Nova York, apresenta o livro ‘Pizza &

Espumante’, fruto da colaboração de mais de 90 especialistas de diversas áreas,

como comunicação, transformação digital, gestão de projetos e publicidade.

Publicada pela Editora Labrador, a obra explora desafios e soluções, mostrando

como a gestão de projetos impulsiona a criatividade, conecta equipes, otimiza

produções e revoluciona operações. Repleta de insights sobre modelos ágeis e

inteligência emocional, a obra reúne, de forma abrangente, as contribuições de

mais de 90 especialistas de diversas áreas, organizadas ao longo de quatro anos.

Entre os profissionais estão figuras renomadas como Jon Kern, Agile Consultant

The Adaptavist - coautor do Manifesto Ágil; Filipe Bartholomeu, CEO da AlmapBB-

DO; David Lubars, ex-CCO da BBDO Worldwide e chairman BBDO North America;

Jaqueline Travaglin, COO da VML Brasil; Luciana Haguiara, founder & CCO Nation;

Abel Reis, co-founder da Logun Ventures e da Dolores Soluções; e Ricardo Figueira,

founder partner/CCO at Figtree & Coentre; entre outros. Para o autor, o título faz

referência a uma máxima do universo dos projetos: frequentemente, a pizza

é compartilhada durante a pausa para comer e, no final de um projeto bem-

-sucedido, a celebração é com espumante. “Organização não se resume apenas à

execução de resultados; é também sobre criar ambientes mais felizes e produtivos.

O turnover, o excesso de trabalho e a falta de processos estruturados podem

ser mitigados por uma boa gestão de projetos. O verdadeiro objetivo é encontrar

equilíbrio entre produtividade, resolução e bem-estar”, afirma Rodrigo Falcão. O

autor recebeu amigos, familiares e profissionais do mercado para uma tarde de

autógrafos, no último dia 15 de fevereiro, na Livraria da Vila, em São Paulo.

Fotos: Divulgação

O autor Rodrigo Falcão, diretor de operações da VML Nova York

Rodrigo Falcão e Abel Reis

Ricardo Figueira e Rodrigo Falcão

Rodrigo Falcão, Vanessa Mendes e Jaqueline Travaglin

Bira Miranda, Aline Padovani e Rafael Puls

Lançamento aconteceu na Livraria da Vila, em SP

‘Pizza & Espumante’ contou com a

participação de mais de 90 especialistas

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esg no mkt

Alê Oliveira

Que tal ser um

catalisador?

“Como sabemos, 2030 é o ano limite estabelecido

no Pacto Global, parte do Acordo de Paris”

Alexis Thuller Pagliarini

Nas minhas reflexões sobre propósito de vida, eu

sempre me vejo como um alguém disposto a

contribuir, orientar, estimular.

Achei o nome perfeito para essas habilidades: catalisador.

Catalisar significa estimular, incentivar, acelerar. E

isso é tudo o que tenho procurado fazer, seja no lado

pessoal como profissional. Se eu acredito em algo e me

aprofundo no tema, procuro atuar também como um

agente difusor de conhecimento e transformação, catalisando

o processo. Por isso, estou muito feliz em ter sido

aceito na comunidade internacional Catalyst 2030.

A Catalyst 2030 existe para estimular iniciativas em

torno dos ODS da ONU, os 17 objetivos de desenvolvimento

sustentável.

Como sabemos, 2030 é o ano limite estabelecido no

Pacto Global, parte do Acordo de Paris, assinado por 195

países, para provocar mudanças cruciais e uma vida melhor

para todos.

E a Catalyst 2030 é um movimento catalisador desse

processo, reunindo aproximadamente 10 mil membros

individuais e organizações, presentes em 146 países. O

processo de adesão não é simples.

É preciso comprovar atividade coerente com os princípios

da organização, além de se comprometer com uma

participação ativa nos seus projetos. Daí minha satisfação

em ser aceito neste importante grupo internacional.

Mas a atuação como catalisador começou bem antes

dessa adesão.

O simples fato de assinar esta coluna não deixa de

ser uma atitude catalisadora, já que os textos publicados

aqui são sempre estimuladores de uma atitude transformadora,

respeitosa aos princípios de sustentabilidade

socioambiental e de governança ética.

A participação ativa em eventos também provoca

esse efeito catalisador. No mês de fevereiro, tive a oportunidade

de participar de dois eventos relevantes, ambos

focados em Sustentabilidade, Acessibilidade e ESG.

O primeiro foi a participação do painel Sustentabilidade

e Acessibilidade, na 20ª edição do ESFE (Encontro

do Setor de Feiras e Exposições); e o segundo foi o

ABEMD Talks, sob título ESG e Acessibilidade, promovido

pela Associação de Marketing de Dados.

Ambos os eventos mobilizaram um público bastante

interessado, mas também repercutiram em redes sociais,

ampliando o espectro de atingimento, catalisando

conhecimento e atitude. No ano passado, foram perto de

20 eventos, entre palestras e painéis.

É assim que podemos atuar como catalisadores. Tenho

a convicção de que o compartilhamento de conhecimento

e o estímulo à ação são atitudes nobres que

podem melhorar o seu setor de atuação e a sociedade,

como um todo.

Na minha trajetória de catalisador, tive chance de

atuar também em associações e instituições representativas

de setores da economia.

Fui VP e, depois, presidente-executivo da AMPRO;

presidente da MPI Brazil; diretor-executivo da Fenapro;

e diretor da AMCHAM, entre outras funções. Participo do

board da UNESCO SOST Transcriativa e agora sou também

um membro da Catalyst 2030.

Estas instituições são excelentes meios catalisadores.

Por um período da minha vida profissional, fui também

professor, em paralelo a outra atividade profissional,

na ESPM Rio e também nos cursos de MBA da FGV

Management.

Atualmente, coordeno workshops e cursos relacionados

a ESG e marketing consciente. Não quero ser mal

interpretado por usar este nobre espaço para enaltecer

minhas atividades.

Peço apenas licença para manifestar meu contentamento

pela abertura de mais um canal de atuação,

desta vez explicitamente focado na atividade de catalisador,

por meio da Catalyst 2030. Faço isso pensando

também em provocar sua decisão de atuar como um

catalisador no mercado.

Vamos catalisar as melhores práticas! Catalisar o respeito

socioambiental! Enaltecer a ética e a transparência!

Catalisar o ativismo criativo, o criativismo.

Alexis Thuller Pagliarini

é sócio-fundador da ESG4

alexis@criativista.com.br

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supercenas

Paulo Macedo

paulo@propmark.com.br

Divulgação

Presidente do júri da competição Creative Commerce do Cannes Lions 2025, Gabriel Schmitt, global CCO da rede Grey, visitou a unidade brasileira e clientes como a P&G

estratégia

Presidente do júri da competição Creative Commerce

na edição de 2025 do Cannes Lions Festival Internacional

de Criatividade, Gabriel Schmitt esteve de

passagem pelo Brasil para dar um look na operação

brasileira da Grey, aqui comandada por Manir Fadel,

que ocupa a posição de global chief creative officer

da rede da holding inglesa WPP desde março de 2023.

Sua ideia básica é reforçar o conceito ‘Famously &

effective’, que norteia a marca que atende globalmente

clientes como Procter & Gamble, The Coca-Cola Com-

pany, Haleon, Volvo, LG Electronics, Red Bull e Sky Bet.

O conceito-base do pensamento criativo de Schmitt é

bem conhecido: “Para mim não existem ideias malucas.

Existem apenas ideias ‘na estratégia’ e ‘fora da

estratégia’”. O profissional chegou aos Estados Unidos

em 2012 e construiu uma polida carreira como ECD da

FCB. Tem a sua assinatura, claro com os demais integrantes

da sua equipe, a campanha ‘Whooper detour’,

para o Burger King, que ganhou três GPs em Cannes,

incluindo o de Titanium. Em 2023, assegurou o Grand

Prix de Entertainment for Sport em Cannes com o case

‘Dreamcaster’, para Michelob Ultra. Com 20 Leões de

Ouro, 20 de Prata e 18 de Bronze, Schmitt visitou os

clientes da agência no Brasil. Recentemente ele concedeu

a seguinte declaração à Campaign: “Quero ver

a conexão entre o propósito da marca e a estratégia.

Caso contrário, pode parecer legal, mas pode estar

fora da estratégia, o que, para mim, mata qualquer

boa ideia. Sou um grande defensor do propósito da

marca, não do propósito em si”.

Vivian Amorim e sua filha Malu são as atrações da campanha ‘Quem faz aprende para a vida’ para a marca Kumon

CONEXÃO

A rede Kumon está com a campanha ‘Quem faz aprende para a vida’, criada pela agência MD | Make a Difference,

para a temporada de 2025. A ideia é conectar mães millennials e filhos da era alpha. Os dez episódios são protagonizados

pela influenciadora e ex-aluna do Kumon, Vivian Amorim, ao lado de sua filha Malu. “Para os pais millennials,

que integram tecnologia ao cotidiano sem perder o lado humano, o Kumon se posiciona como um aliado

essencial na educação dos filhos”, afirma Rafael Melandi, diretor criativo e sócio da MD.

Alice Pataxó, com membros da Suba, falou da COP30

ENCONTRO

Uma das cem mulheres mais influentes do mundo em

2022 pela BBC, Alice Pataxó esteve em São Paulo em

visita à Suba, que representa como influencer. Comunicadora

e ativista indígena, ela explicou como será

sua participação na COP30 em novembro, em Belém.

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última página

Alê Oliveira

IA. Na prática é isso aí!

Flavio Waiteman

Semana de SXSW, vamos falar sobre inovação na

prática. Aqui vai minha contribuição.

Primeiro: nem sempre a inovação está em startups.

Inovar pode ser um novo olhar em processos já consagrados.

Exemplo: inovar em foguetes não é criar um outro

meio para ir ao espaço, mas descobrir como dar ré neles.

Segundo: startups precisam escalar. É obvio, mas

precisa ser diferente. Fazer em pequena escala pode

ser algo grande.

Terceiro: a palavra disruptivo deriva do francês “distuptif”;

derivado do verbo “disrumpere, que significa romper

e despedaçar. Essa coisa de destruir para construir

algo monetizável tecnologicamente sobre os escombros

“do que está ai” é uma sombra que traceja uma semana

como essa a partir de Austin e demonstra o mundo que

construimos com o MAGA (Meta, Apple, Google, Amazon).

E por falar em IA decidi contar um pouco como é uma

parte da cozinha da T&S. Na Tech&Soul iniciamos uma experiência

prática com IA em outubro de 2022 na criação.

Em parceria com a Rain, IA de Domenico Massareto, criamos

uma experiência social sobre a adoção da inteligência

artificial na criação.

Minha curiosidade era entender como os criativos se

sentiriam emocionalmente em duplar com uma IA. Dariam

crédito ao parceiro? Aceitaria suas ideias? Trabalhariam

sobre um insight dado por uma IA?

O método que decidi era cientificamente repleto de

buracos, mas interessante. Uma mesma equipe de cinco

criativos se depara com um pedido de campanha e tem

uma semana para desenvolver caminhos criativos.

Após o review de ideias, separei os três melhores. Na

sequência, “duplando” com a Rain, precisavam apresentar

opções em uma semana. Fizemos a reunião em dois

dias. Escolhi três caminhos dessa leva e apresentei as

seis ideias em ordem alternada para os clientes, que não

sabiam do experimento e escolheram duas. Uma delas

desenvolvida sem IA e outra feita com a colaboração da

mesma. Cliente satisfeito. Filmei todo o processo, apresentação

etc. Muita coisa interessante aconteceu. Mas

ficou uma lição muito simples. Velocidade. A IA faz a coisa

acelerar rapidamente.

Se criar é abrir mão de cem caminhos para investir em

um apenas, a IA acelera muito o processo de eliminação. E

coloca alguns caminhos inusitados em sua frente.

Alguns aspectos interessantes:

1º) Havia uma reatividade notória sobre a “participação”

de quem não era do time. Seria assim com qualquer

membro novo da equipe. Fosse humano ou sintético;

2º) As ideias em qualidade se equivaliam, mesmo

porque a colaboração dos criativos humanos era final e o

filtro que estava no fim do processo;

3º) A grande diferença, o tempo de brainstorming foi

muito mais curto com IA;

Depois dessa introdução, outras IA vieram como ferramentas

valiosas. Muito mais no processo produtivo e de

entrega da agência.

Sempre dividi o processo criativo em verdade, insight,

ideias, critério, leiautes e apresentação. Tudo deve

ser perfeito.

Hoje usamos IA além da concepção da ideia e estudos

de insight e estratégia. Na produção é uma grande

ajuda. De maneira muito assertiva e intensa produzimos

imagens de apresentação, KVs de campanha, filmes protótipos

em movimento, Story board animado, imagens de

anúncios e motion próximos a material finalizado. Já fizemos

varias vezes a produção e veiculação final. E fazemos

isso com gente experiente fazendo os pedidos às IA.

Vamos lá. Levando em consideração que a Tech&Soul

ocupa a 26ª posição no ranking de agências do CENP e,

em seus sete anos, sempre cresceu, podemos afirmar: em

2025 a criação possui 1/4 a menos de pessoas na criação e

produção do que em 2022. O trabalho continua intenso. A

criação é humana, com IA acrescentando velocidade;

o perfil do profissional de criação/produção naturalmente

mudou. É bem mais sênior do que em 2022. A IA é bem

melhor manipulada por pessoas experientes e talentosas,

ou então jovens extremamente talentosos e curiosos. Isso

devido também à amplitude de vocabulário e à capacidade

técnica para poder pedir à máquina que se esforce mais

e ofereça melhores resultados. Um diretor de arte com conhecimento

de história da arte e cinema pode pedir estilos

históricos, autores consagrados ou mesmo imagens com

lentes e câmeras especificas. Saber pedir é ouro.

O tempo de criação/produção/leiaute e apresentação

reduziu drasticamente. Posso afirmar que o que antes

levava quatro semanas, em alto nível, hoje representa

apenas três. Proporcionalmente é isso.

Rain, Miid Journey, Run away e mais algumas IAs que

entram e saem do cardápio todo mês têm feito diferença

no nosso negócio. Espero que esteja fazendo diferença no

seu também para aprimorar os processos, acelerar a eficiência

e ainda ganhar tempo de gente talentosa e bem

remunerada.

Na prática, é isso aí!

Flavio Waiteman

é sócio e CCO da Tech&Soul

flavio.waiteman@techandsoul.com.br

“Rain, Miid Journey,

Run away e mais

algumas IAs que

entram e saem do

cardápio todo mês

têm feito diferença

no nosso negócio”

50 10 de março de 2025 - jornal propmark

50PM1003.indd 50 06/03/25 20:59


Caras sempre foi uma

referência. Agora,

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impressão pra quem anuncia e pra quem lê.

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Walter Salles e protagonizado por

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Melhor Filme Internacional e une o

Brasil ao conquistar feito inédito

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SABRINA BRILHAM NO CARNAVAL

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IZA E ADRIANA LIMA NA SEMANA DE MODA DE MILÃO

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POR DIZER QUE QUERIA SER ATRIZ”

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O discurso

de ódio contra

mulheres não

caberia nesta

edição.

Esta edição de 10/03/2025 do propmark

teve 67.429 caracteres dedicado

às mulheres. Em um ano, monitoramos

discursos de ódio e misoginia e registramos

45.059.700

caracteres.

Seriam necessárias 668 edições deste jornal

para reescrever, com justiça e respeito,

o mesmo volume de palavras usadas

para diminuir, silenciar e oprimir

mulheres no Brasil.

inconvencional.com.br // contato@inconvencional.com.br

Dados coletados viasocial listening no período entre janeiro/2024 e fevereiro/2025. O volume total de menções coletadas foi de 450.597 e a análise amostral possui nível de confiança de 92%. Para a coleta de dados, utilizamos as queries ("mulher" OR "mulheres"

OR "feminina" OR "feministas" OR "garota" OR "menina" OR "mãe" OR "namorada" OR "esposa" OR "filha") AND ("não deveria" OR "não pode" OR "tem que" OR "deveria estar" OR "tem obrigação" OR "não é lugar" OR "não sabe" OR "burra" OR "inferior" OR

"incapaz" OR "exagerada" OR "feminazi" OR "histérica" OR "sensível demais" OR "manter-se no seu lugar" OR "frágil" OR "submissa" OR "lugar de mulher" OR "mulher de verdade" OR "se dar ao respeito" OR "merece" OR "bem feito" OR "vítima" OR "não entende"

OR "está louca" OR "mimimi" OR "só reclama" OR "feminismo exagerado" OR "precisa de um homem" OR "falta de homem" OR "esquerdista" OR "vai lavar louça”), buscando menções nas redes sociais, fóruns, notícias, opinões, blogs e aplicativos de mensagens.

52PM1003.indd 2 07/03/25 11:54

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