RBS Magazine Ed 63
• Reforma Tributária no Setor de Energia Solar • Entrevista com Cleverton Luis Paranhos da Rocha, analista de projetos do Sebrae RS • Flutuadores Solares: conheça a tecnologia da Solar Tritec para geração de energia sustentável no Brasil • Entrevista com Thiago Bao Ribeiro, Advogado especialista em energias renováveis e tributarista • Eficiência Energética - Competitividade e sustentabilidade para as empresas e valor agregado para o setor de energia • Soluções de Ancoragens e Fixações • Isenção do ICMS na Energia Solar em Goiás: Um Caminho para Todo o Brasil? • A Energia por Assinatura como Oportunidade de Negócio para as Empresas Integradoras • Entrevista com Daniela Cardeal presidente do Sindienergia-RS
• Reforma Tributária no Setor de Energia Solar
• Entrevista com Cleverton Luis Paranhos da Rocha, analista de projetos do Sebrae RS
• Flutuadores Solares: conheça a tecnologia da Solar Tritec para geração de energia sustentável no Brasil
• Entrevista com Thiago Bao Ribeiro, Advogado especialista em energias renováveis e tributarista
• Eficiência Energética - Competitividade e sustentabilidade para as empresas e valor agregado para o setor de energia
• Soluções de Ancoragens e Fixações
• Isenção do ICMS na Energia Solar em Goiás: Um Caminho para Todo o Brasil?
• A Energia por Assinatura como Oportunidade de Negócio para as Empresas Integradoras
• Entrevista com Daniela Cardeal presidente do Sindienergia-RS
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PCHs E CGHs
Energia solar cresce no RS e já representa 27% da potência instalada, diz SEMA
by
27°FórumGD
FÓRUM REGIONAL DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA COM FONTES RENOVÁVEIS
REGIÃO SUL
REGIÃO SUL
26 A 28
MARÇO
2025
Vol. 08 - Nº 63 - FEV/MAR 2025
www.revistabrasilsolar.com
PORTO ALEGRE - RS - BRASIL
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ISSN 2526-7167
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índice
Editorial
Olá, Amigos
Ano de 2025 e estamos chegando à edição 63 da Revista Brasileira de
Energia Solar - RBS Magazine. Como já estamos sentindo, este ano trará ainda
mais desafios para as empresas de energia solar no Brasil, onde diversos
pontos merecem a atenção de quem trabalha no setor.
Até o fechamento desta edição, nosso país alcançou 55,0 GW de potência
solar fotovoltaica instalada, sendo 37,3 GW no modelo GD e 17,7 GW
como GC, o que representa um forte aumento de 17% desde nossa última
edição em outubro de 2024, onde beirávamos 46,9 GW de sistemas solares
GD e GC em operação.
Isso representa que a energia solar é forte no Brasil e resiste bravamente,
mesmo que o setor tenha passado por situações complexas, e muito
delas antigas, como a falta de regulamentação clara da ANEEL, em especial
para a GD, as reprovas de projetos motivado, principalmente, pelo tema fluxo
reverso que diversas concessionárias relutam em abrir as informações de
forma clara, a atual taxa de juros em 13,25% e com expectativa de aumento
na próxima reunião do COPOM que tem limitado a atratividade dos financiamentos
e, em geral, a própria instabilidade econômica do nosso país que
tem feito as famílias e empresas refletirem sobre investimentos maiores.
Tudo isso nos faz refletir que o setor de energia solar poderia gerar ainda
mais divisas, gerar ainda mais empregos, o que poderia agregar riqueza e
desenvolvimento sustentável em todos o Brasil, se houve uma maior estabilidade
em nosso cenário.
Desta vez, a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, recebe o Fórum
GD Sul e tem mostrado um forte crescimento de unidades consumidoras que
tem aderido à energia solar para combater os altos custos de energia. Atualmente,
Porto Alegre conta com 107 MW de sistemas solares GD operando
e alimentando mais de 15 mil unidades consumidoras. Já o estado do RS, assolado
pelas enchentes do ano anterior, mantém-se firme como o 4º estado
brasileiro que mais investe em energia solar no modelo GD, com 3,3 GW de
potência instalada e 467 mil unidades consumidoras sendo atendidas.
Assim, convido a todos a aproveitar a 63ª Edição da RBS Magazine com
artigos e matérias relacionadas a tributação no setor, usinas de investimento,
novas tecnologias trazidas pelos distribuidores, entrevista com o SEBRAE
RS, eficiência energética e outros assuntos pertinentes aos profissionais do
setor. Leia nossa revista e esteja preparado para o mercado de energia solar.
Boa leitura e até mais!
Cassol – Editor RBS Magazine
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Reforma Tributária no Setor de Energia Solar
Entrevista com Cleverton Luis Paranhos da Rocha,
analista de projetos do Sebrae RS
Flutuadores Solares: conheça a tecnologia da Solar
Tritec para geração de energia sustentável no Brasil
Entrevista com Thiago Bao Ribeiro, Advogado
especialista em energias renováveis e tributarista
Eficiência Energética- Competitividade e
sustentabilidade para as empresas e valor agregado
para o setor de energia
Soluções de Ancoragens e Fixações
Isenção do ICMS na Energia Solar em Goiás: Um
Caminho para Todo o Brasil?
A Energia por Assinatura como Oportunidade de
Negócio para as Empresas Integradoras
Entrevista com Daniela Cardeal presidente do
Sindienergia-RS
Expediente
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EDIÇÃO
FRG Mídia Brasil Ltda.
CHEFE DE EDIÇÃO
Tiago Cassol Severo
JORNALISTA RESPONSÁVEL
Enaira Schoemberger
DIREÇÃO COMERCIAL
Tiago Fraga
COMERCIAL
Claudio Fraga, Luan Ignacio Dias,
Christyan Quadros
COMITÊ EDITORIAL
Colaboradores da edição
DISTRIBUIÇÃO
Carlos Alberto Castilhos
REDES SOCIAIS
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EDIÇÃO DE ARTE
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CAPA
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de Bioenergia Solar / Instituto BESC / CBCN
/ Portal Brasileiro de Energia Solar / NEEAL
- Núcleo de Estudo em Energia Alternativa /
ABEAMA
DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA
Empresas do setor de energia solar
fotovoltaica, geração distribuída e energias
renováveis, sustentabilidade, câmaras
e federações de comércio e indústria,
universidades, assinantes, centros de
pesquisas, além de ser distribuído em grande
quantidade nas principais feiras e eventos do
setor de energia solar, energias renováveis,
construção sustentável e meio ambiente.
TIRAGEM: 5.000 exemplares
VERSÕES: Impressa / eletrônica
PUBLICAÇÃO: Bimestral
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A Revista RBS é uma publicação do
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Os artigos e matérias assinados por colunistas e
ou colaboradores, não correspondem a opinião
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RBS Magazine 3
Reforma Tributária no
Setor de Energia Solar:
o que os empresários precisam saber
A Reforma Tributária foi regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025,
extinguindo PIS, COFINS e IPI, substituídos pela CBS, e ICMS e ISS,
que darão lugar ao IBS. A transição ocorrerá até 2032, período em que
os sistemas antigo e novo coexistirão
Principais Impactos
A tributação na cadeia da energia
solar será de 28,70%, além da
cobrança de IRPJ e CSLL. Os benefícios
fiscais serão extintos até 2032,
incluindo convênios que isentam o
ICMS.
As empresas que comercializam
equipamentos terão aumento
na carga tributária. Contudo, no Lucro
Presumido e Real, poderão usar
o crédito do IBS e CBS na aquisição
de equipamentos para compensar
tributos na venda. No Simples Nacional,
as mudanças serão mínimas.
A LC 214 manteve e ampliou os
incentivos do REIDI, suspendendo
CBS e IBS sobre importações e aquisições
de materiais e equipamentos,
reduzindo custos de implantação de
novos projetos.
As receitas com locação de usinas
sofrerão aumento da carga tributária,
pois a CBS e o IBS incidirão
sobre a locação. No entanto, haverá
redução de 70% nas alíquotas para
locação e arrendamento de bens
imóveis, permitindo estruturar modelos
de negócio mais vantajosos.
Além disso, contratos firmados até
16/01/2025 terão alíquota reduzida
de 3,65% sobre a receita bruta.
Na Energia por Assinatura, consórcios
empresariais foram excluídos
da nova tributação, mas cooperativas
e associações de GD poderão
ser tributadas caso exerçam atividade
econômica habitual.
Conclusão
Usina solar
de 3,5MWp
financiada por
venda de cotas
para investidores.
A Reforma Tributária
não inviabiliza o
setor solar, mas exige
planejamento estratégico.
A reestruturação
de contratos pode otimizar
tributos e preservar
margens. Ignorar
assessoria tributária e
contábil não é uma opção
para manter competitividade
no mercado.
4
RBS Magazine
Entrevista
O Sebrae RS tem desempenhado um
papel extremamente importante ao
oferecer capacitação de gestão e
técnica, mentorias e apoio em ações de
mercado para as pequenas empresas do
setor.
Confira a entrevista com Cleverton
Luis Paranhos da Rocha, analista de
projetos do Sebrae RS, sobre os
desafios e oportunidades do setor e
as pequenas empresas no estado.
O Rio Grande do Sul ocupa a 4ª posição no ranking nacional de geração distribuída, conforme dados da Associação
Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Cleverton Luis Paranhos da Rocha, analista de projetos
do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae RS). Com 14 anos
de experiência em projetos setoriais e focado em energias renováveis, analisa os fatores que impulsionaram o
crescimento do estado, os desafios enfrentados na modernização da infraestrutura e as ações que fortalecem as
pequenas empresas no setor de energia sustentável.
RBS Magazine - Poderíamos
conversar sobre o atual cenário
do Rio Grande do Sul em
relação à geração distribuída,
especialmente em termos de potencial
instalado e número de
conexões?
CLEVERTON LUIS PARANHOS
DA ROCHA - O Rio Grande
do Sul ocupa a4ª posição no
ranking nacional de geração distribuída,
com uma potência instalada
de 3.291 MW. Atualmente,
o estado conta com 337.423
sistemas de geração distribuída
conectados à rede, demonstrando
o crescimento expressivo e
o compromisso do estado com
soluções sustentáveis. Um dado
importante é que todos os 497
municípios gaúchos possuem
pelo menos uma usina instalada,
evidenciando a capilaridade
e o alcance da geração distribuída
em todo o território.
RBS Magazine - O Rio Grande
do Sul tem sido destaque no
Brasil em geração distribuída
"Um dado importante
é que todos os 497
municípios gaúchos
possuem pelo menos
uma usina instalada,
evidenciando a
capilaridade e o alcance
da geração distribuída
em todo o território"
nos últimos anos. Na sua opinião,
quais fatores foram determinantes
para esses resultados
tão expressivos?
Vários fatores foram e são determinantes.
Destaca-se a forte
atuação do setor privado, a
qualidade técnica das empresas
integradoras e instaladoras e a
crescente conscientização dos
consumidores sobre os benefícios
econômicos e ambientais da
geração distribuída. Além disso,
o estado possui uma cultura de
inovação e políticas públicas
que incentivam o desenvolvimento
de energias renováveis.
No entanto, é importante ressaltar
que o Rio Grande do
Sul ainda possui espaço para
acelerar seu crescimento no
setor. A recente catástrofe climática
enfrentada pelo estado
desacelerou parte das atividades,
enquanto questões como a
inversão de fluxo representam
um gargalo significativo para o
avanço da geração distribuída.
Embora o Governo do Estado
tenha adotado políticas públicas
importantes, é necessário ir
além. Exemplos como o de São
Paulo, que saltou da 3ª para a
1ª posição no ranking nacional
em somente um ano, mostram
6
RBS Magazine
Entrevista
"O Sebrae RS tem desempenhado um papel extremamente
importante ao oferecer capacitação de gestão e técnica,
mentorias e apoio em ações de mercado para as
pequenas empresas do setor"
como melhorias na infraestrutura
e estratégias ousadas podem
destravar o setor. Precisamos investir
mais na modernização da
infraestrutura de distribuição e
encontrar soluções efetivas para
a inversão de fluxo, permitindo
que o segmento alcance todo o
seu potencial no Rio Grande do
Sul.
RBS MAGAZINE: Quais são os
principais projetos do Sebrae RS
voltados ao avanço e desenvolvimento
da geração distribuída
de energia no estado?
Em 2025, o Sebrae RS estará à
frente de dois projetos estratégicos
no segmento de energia.
O primeiro pretende "ampliar
o apoio do Sebrae RS ao ecossistema
de energias, impulsionando
a competitividade empresarial
e o desenvolvimento
de um ambiente favorável para
micro e pequenas empresas
(MPEs) do Rio Grande do Sul."
Este projeto terá como público-
-alvo micro e pequenas empresas
dos segmentos de energia
solar e Mercado Livre de Energia,
com apoio direcionado a 10
empresas de cada área. As ações
incluirão estratégias voltadas à
melhoria da competitividade e à
expansão de mercado.
O segundo projeto terá um enfoque
mais abrangente no mercado,
promovendo iniciativas
como visitas a feiras, apoio em
exposições, visitas técnicas, rodadas
de negócios e outras atividades
que conectem as empresas
a novas oportunidades.
Essas ações buscam fortalecer
o ecossistema de geração distribuída
no estado, criando pontes
entre os empresários e o consumidor
final.
RBS MAGAZINE: Como o Sebrae
RS tem apoiado pequenas
empresas no setor de geração
distribuída, auxiliando-as a se
adaptar às novas demandas e
a aproveitar as oportunidades
desse mercado em crescimento?
O Sebrae RS tem desempenhado
um papel extremamente importante
ao oferecer capacitação
de gestão e técnica, mentorias
e apoio em ações de mercado
para as pequenas empresas do
setor. Nosso objetivo é prepará-
-las para enfrentar os desafios
de um mercado dinâmico e em
constante transformação. Oferecemos
também oportunidades
de networking, integração com
outros players do setor e orientação
sobre as novas demandas
regulatórias e tecnológicas. Promovemos
e apoiamos eventos,
tais como feiras, fóruns e seminários,
trazendo assuntos relevantes
e palestrantes de renome
nacional e internacional. Esse
suporte contribui diretamente
para o crescimento sustentável
das empresas e, consequentemente,
do setor como um todo.
RBS MAGAZINE: O setor de
energias renováveis está em
constante transformação. Na
sua opinião, quais são as principais
tendências tecnológicas
que podem impulsionar ainda
mais a geração distribuída no
estado?
Entre as tendências mais promissoras,
destaco o avanço no
armazenamento de energia,
com baterias mais acessíveis e
eficientes, e a digitalização do
setor, que inclui o uso de inteligência
artificial e big data para
otimizar a geração e o consumo.
Além disso, a integração
de sistemas híbridos e off-grid
está se tornando cada vez mais
relevante, oferecendo soluções
personalizadas e resilientes. A
evolução do Mercado Livre de
Energia também abre novas
possibilidades para empresas
e consumidores, consolidando
ainda mais o potencial do setor
no Rio Grande do Sul.
RBS Magazine 7
FLUTUADORES SOLARES:
conheça a tecnologia da Solar
Tritec para geração de energia
sustentável no Brasil
Por: Eolo Benmaman - Gerente Geral - SOLAR TRITEC
Flutuadores solares, também conhecidos
como plataformas solares
flutuantes, são estruturas projetadas
para permitir a instalação de painéis
solares em corpos de água, como lagos,
reservatórios ou represas. Esses
sistemas aproveitam a energia solar
para gerar eletricidade de forma sustentável.
Os flutuadores solares consistem
em painéis solares montados em estruturas
flutuantes, geralmente feitas
de materiais como polietileno de alta
densidade. Eles são projetados para
serem resistentes à água e duráveis o
suficiente para suportar as condições
ambientais adversas.
Esses dispositivos oferecem várias
vantagens. Primeiro, eles ajudam
a conservar espaço valioso em terra,
especialmente em áreas onde a terra
é escassa. Além disso, a evaporação
da água é reduzida, pois os painéis
solares fornecem sombra para a superfície
da água, o que é benéfico em
regiões áridas.
Os flutuadores solares também
podem melhorar a eficiência dos painéis
solares, pois a água ajuda a resfriar
as células fotovoltaicas, evitando
o superaquecimento e aumentando
a produção de energia. Além disso, a
proximidade da água facilita a limpeza
dos painéis, já que muitas vezes a
chuva pode lavá-los naturalmente.
Essa tecnologia está sendo cada
vez mais adotada em diferentes partes
do mundo, especialmente em
países com abundância de recursos
hídricos e alta demanda por energia.
Os flutuadores solares são uma
solução inovadora que combina a
geração de energia renovável com a
utilização inteligente de superfícies
aquáticas disponíveis.
Conheça essa solução
que a Solar Tritec está
lançando aqui no Brasil!
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RBS Magazine
RBS Magazine 9
Entrevista
Investir em energia solar ficará mais
difícil? Especialista alerta para impactos
da reforma tributária na geração
distribuída.
Com o fim dos incentivos fiscais a
partir de 2032, setor de energia
solar enfrenta desafios para manter
competitividade. Thiago Bao Ribeiro
explica como investidores podem se
preparar para o novo cenário.
Advogado especialista em energias renováveis e tributarista, Thiago Bao Ribeiro já ajudou empreendedores
a viabilizarem mais de 1GW em projetos de energia limpa no Brasil. Em entrevista à RBS Magazine, ele
alerta para os principais entraves da geração distribuída no país, como insegurança jurídica, concorrência
desleal e desafios regulatórios. Além disso, destaca o potencial de investimentos no setor e a importância do
armazenamento de energia para o futuro da transição energética.
"O Brasil ainda tem muitas regiões
com grande potencial inexplorado
para geração distribuída. Qualquer
pessoa pode alugar um terreno e
construir uma usina solar..."
RBS Magazine: Quais são os
principais desafios enfrentados
para viabilizar iniciativas de geração
distribuída no Brasil?
THIAGO BAO RIBEIRO - O
principal desafio é a insegurança
jurídica do setor. Temos a Lei
14.300, mas sua aplicação depende
de regulamentação da Aneel,
e desde 2022 as normas emitidas
não favoreceram os investimentos.
Além disso, há uma falta de
transparência por parte das distribuidoras,
dificuldades com
conexão e inversão de fluxo, que
dificultam a viabilidade de novos
projetos.
Outro fator crítico é a concorrência
desleal com empresas de
assinatura de energia das próprias
distribuidoras, que possuem
vantagens que o mercado
não tem. Estamos falando de
investimentos intensivos, que
exigem cerca de R$5 milhões
por MW, e há empreendedores
captando bilhões de reais para
a implantação de usinas. Diante
disso, precisamos de regras mais
claras e previsíveis para garantir
segurança jurídica aos investidores
e viabilizar o crescimento
sustentável do setor.
RBS Magazine: Você destaca que
qualquer pessoa pode se tornar
investidora em uma usina solar.
Como funciona esse processo e
quais são os principais benefícios
para quem deseja investir
no setor?
O Brasil ainda tem muitas regiões
com grande potencial inexplorado
para geração distribuída.
Qualquer pessoa pode alugar
um terreno e construir uma usina
solar, e há diversas empresas
no setor que arrendam essas usinas,
pagando um aluguel recorrente
ao investidor.
Nos últimos dois anos, a queda
no preço dos equipamentos reduziu
o custo de investimento e
ampliou a margem de lucro. Os
principais benefícios para o investidor
são:
Baixo custo de manutenção da
usina;
Aluguel indexado ao reajuste
tarifário do setor elétrico, garantindo
previsibilidade e retorno
financeiro no longo prazo;
Ganho com performance da usina,
pois a receita pode ser atrela-
10
RBS Magazine
da à geração real de energia.
Com o modelo certo e uma estrutura
bem planejada, investir
em geração distribuída pode ser
altamente lucrativo.
RBS Magazine: Com ampla experiência
em fusões e aquisições
no setor de energia, quais fatores
considera essenciais para empresas
e investidores ao estruturarem
novos negócios nessa área?
Os investidores profissionais
consideram fundamental contar
com uma consultoria jurídica
especializada para estruturar os
aspectos tributários, societários
e fundiários do projeto. Um erro
na estruturação pode comprometer
a viabilidade do negócio.
Outro fator essencial é o acompanhamento
regulatório ao longo
de todas as fases do projeto.
Vemos frequentemente falhas na
análise regulatória, que levam,
por exemplo, à reclassificação de
um projeto de GD I para GD II,
inviabilizando sua operação.
Também é importante escolher
corretamente o veículo jurídico
para compartilhamento de
energia. O mercado acreditou no
mito das cooperativas, e agora
muitas empresas estão enfrentando
problemas com associações
irregulares. O TCU já apontou
a fragilidade desses modelos,
e o consórcio tem se mostrado a
estrutura mais segura e eficiente
para compartilhar energia de
forma onerosa.
RBS Magazine: A carga tributária
ainda representa um entrave
para a expansão da geração distribuída
no Brasil. Quais mudanças
regulatórias ou incentivos
poderiam impulsionar o
crescimento do setor?
Se tivéssemos mais incentivos
tributários, a GD poderia se expandir
para todas as regiões do
Brasil, como ocorreu no Sudeste.
Minas Gerais, por exemplo, se
tornou um polo do setor justa-
mente por sua legislação tributária
favorável.
Os benefícios fiscais, como REI-
DI e RET do ICMS, reduzem o
CAPEX em até 15%, dependendo
do estado. Além disso, a isenção
de ICMS para consumidores
na geração compartilhada até
5MW tem sido um fator decisivo
para atrair investidores.
No entanto, a Reforma Tributária
trouxe um cenário desafiador
a partir de 2032, quando todos
os incentivos tributários serão
extintos. A isenção do ICMS
será mantida somente para GD
de autoconsumo local ou remoto
até 1MW, e não haverá mais
benefícios para a venda de kits
solares. Isso afetará diretamente
a competitividade do setor.
A saída será buscar estratégias
criativas e inovadoras para manter
o crescimento da GD diante
desse novo cenário regulatório.
RBS Magazine: O 27º Fórum GD
Sul abordará temas como transição
energética e armazenamento
de energia. Quais são suas expectativas
para o evento e de que
forma ele pode contribuir para o
desenvolvimento do setor elétrico
no Brasil?
Entrevista
Minhas expectativas para o 27º
Fórum GD Sul são extremamente
positivas, especialmente porque
o evento trará discussões estratégicas
sobre armazenamento
de energia, um tema crucial para
o futuro da geração distribuída
no Brasil.
O armazenamento tem o potencial
de revolucionar o setor, resolvendo
desafios como:
Inversão de fluxo, que dificulta a
conexão de novas usinas às redes
das distribuidoras;
Segurança energética, reduzindo
a dependência da rede convencional
e mitigando os impactos
das intermitências das fontes renováveis;
Autonomia para consumidores
e geradores, permitindo que a
energia seja utilizada no momento
mais vantajoso, reduzindo
custos.
Além disso, o evento será uma
excelente oportunidade para
networking e alinhamento estratégico
entre investidores, reguladores
e empreendedores
do setor. A transição energética
exige modelos de negócios
bem estruturados, segurança
jurídica e um ambiente regulatório
estável—e esses temas
precisam ser discutidos aprofundadamente
para garantir o
crescimento sustentável da GD
no Brasil.
"Os investidores profissionais
consideram fundamental contar
com uma consultoria jurídica
especializada para estruturar os
aspectos tributários, societários e
fundiários do projeto..."
RBS Magazine 11
Artigo
Eficiência Energética-
Competitividade e
sustentabilidade para
as empresas e valor
agregado para o setor
de energia
Por: Gerson Ferraz - Diretor Executivo da Jornada da Eficiência, Coordenador do Eficiência Energética Summit 2025
A
eficiência energética
se tornou um diferencial
estratégico para
empresas que desejam
reduzir custos, aumentar
sua competitividade e atender
às exigências de sustentabilidade
na agenda ESG. Em um cenário de
volatilidade tarifária e maior pressão
regulatória, otimizar o uso da
energia não é somente uma questão
ambiental, mas uma necessidade
econômica.
Para consumidores de energia,
como indústrias e comércios
de alto consumo, a eficiência energética
representa redução direta
nos custos operacionais, aumento
da previsibilidade orçamentária e
melhora na performance dos ativos.
Medidas como gestão inteligente
do consumo, modernização
de equipamentos e automação de
processos podem gerar economias
significativas e maior confiabilidade
no fornecimento.
Já para empresas integradoras
de sistemas e comercializadoras
de energia, a eficiência energética
agrega valor ao portfólio de serviços,
criando novas oportunidades
de fidelização e diferenciação no
mercado. Oferecer soluções de
eficiência combinados a gestão
eficiente da demanda, autoprodução
e contratos de energia estruturados
fortalecem a proposta de
valor e ampliam a relação com os
clientes. Além disso, o alinhamento
com diretrizes ESG impulsiona a
imagem institucional, favorecendo
o acesso a incentivos financeiros
e investidores.
Com um mercado cada vez
mais competitivo e regulado, investir
em eficiência energética é
um caminho estratégico para garantir
a sustentabilidade ambiental,
financeira e operacional. Seja
para reduzir custos, mitigar riscos
ou impulsionar a inovação, a gestão
eficiente da energia é um fator
determinante para empresas que
buscam crescimento e perenidade
no setor.
Neste contexto, o Eficiência
Energética Summit 2025 surge
como um espaço essencial
para troca de conhecimento, networking
e acesso às melhores
práticas do setor. O evento reúne
especialistas, grandes consumidores
e empresas do mercado de
energia para discutir tendências,
novas tecnologias e estratégias
para otimizar o consumo energético.
Para quem é consumidor de
energia ou atua no setor, participar
do Summit é uma oportunidade
única de se atualizar, gerar negócios
e impulsionar a eficiência
energética como um diferencial
competitivo.
Saiba mais sobre o evento e
eficiência energética em:
www.
eficienciaenergeticasummit.
com.br
12
RBS Magazine
Soluções de
Ancoragens e
Fixações
"Atualmente,
trabalhamos
com produtos
BIPV (Building
Integrated
Photovoltaics),
que são fachadas
sustentáveis e
ativas, capazes de
gerar energia solar
limpa..."
Atualmente, trabalhamos
com produtos BIPV (Building Integrated
Photovoltaics), que são
fachadas sustentáveis e ativas,
capazes de gerar energia solar
limpa. Esses sistemas variam em
peso, o que determina o tipo de
ancoragem necessário. A interação
entre ancoragem e engenharia
metálica é crucial, especialmente
na instalação de caixilhos
que abrigam a fiação elétrica e
eletrônica das fachadas.
Além disso, estamos inovando
com guarda-corpos ativos,
cujas ancoragens e fixações foram
desenvolvidas para atender
às necessidades específicas de
cada projeto. Embora muitos
fixadores, como chumbadores,
sejam amplamente conhecidos,
cada situação apresenta peculiaridades
que exigem soluções
personalizadas. A Inox-Par se
destaca por oferecer uma vasta
gama de opções de fixações,
sempre pronta para enfrentar
novos desafios, tanto em retrofits
quanto em projetos inovadores
novos.
Oferecemos soluções
completas para ancoragens
e fixações
de fachadas, caixilharia,
energia atendendo
a diversas necessidades
com agilidade, incluindo opções
de pronta entrega. Nossos produtos
abrangem também sistemas
para solos e abrigos para
automóveis (carports). É importante
destacar que, dependendo
da aplicação, os fixadores devem
suportar diferentes exigências
mecânicas, sendo, portanto,
projetados para atender cada
demanda específica.
RBS Magazine 13
Entrevista
Energia solar cresce no RS e já representa
27% da potência instalada, diz SEMA
Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura destaca incentivos
fiscais e potencial para expansão do setor no estado
A energia solar fotovoltaica já representa 27% da potência instalada no Rio Grande do Sul, alcançando 3,3GW,
segundo a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA). Em entrevista à RBS Magazine, a pasta destacou o
crescimento da geração distribuída, impulsionado por incentivos fiscais e políticas de desburocratização. Desde 2012,
o setor movimentou R$ 13 bilhões em investimentos e gerou aproximadamente 108 mil empregos, sendo 98 mil diretos
e 10 mil indiretos, com potencial para atrair novos empreendimentos, especialmente em regiões com menor
desenvolvimento econômico.
RBS Magazine: O Rio Grande
do Sul enfrenta desafios ambientais
graves, como enchentes
e mudanças climáticas. Como a
SEMA enxerga a energia solar
como uma ferramenta para reduzir
esses impactos e fortalecer
a resiliência ambiental?
SEMA - A Secretaria do Meio
Ambiente e Infraestrutura vêm
trabalhando para promover o
desenvolvimento energético sustentável
do Estado, tal que atenda
os diversos seguimentos da
comunidade gaúcha, por ações
que deem suporte aos projetos
de geração e às necessidades do
consumo de energia.
O Rio Grande do Sul possui
grandes potenciais energéticos
das fontes renováveis Eólica, Solar,
Biomassa e Hídrica com seus
respectivos mapeamentos.
No ano de 2018, o governo estadual
gaúcho lançou o Atlas Solar
do Estado buscando identificar
o potencial da energia solar
no RS, atrair empreendimentos
do setor, e promover o conhecimento
inerente ao aproveitamento
desta fonte de energia,
além de gerar uma base de dados
para futuros empreendimentos
no Estado
Os valores de irradiação solar
levantados tornam qualquer região
do território gaúcho viável à
implantação de projetos de aproveitamento
solar. A produtividade
fotovoltaica média no Estado
é 4 kWh/kWp/dia, para módulos
inclinados a 20º para o Norte.
Portanto, não por acaso que, a
partir de 2013, a energia solar fotovoltaica
vem conquistando, em
evolução geométrica, o mercado
gaúcho através da geração distribuída,
e no dia 10 de março de
2025, com 3,3GW, ocupava a segunda
posição na potência instalada
do RS (12,3GW), com 27%,
e a terceira na energia produzida.
Impende assinalar que a Geração
Distribuída tem na Fotovoltaica
o seu protagonista, com 99,4%
da potência instalada, que ainda
tem biomassa com 34 usinas termelétricas
(17,2MW), a Hídrica
com 6 usinas (3,15MW) e a eólica
outras 11 com 372,7kW.
Portanto, a SEMA apóia e vê com
bons olhos o mercado da Geração
Distribuída uma vez que este
segmento é composto predominantemente
por fontes renováveis
as quais produzem energia
limpa com impacto ambiental
infinitamente menor que as fontes
fósseis.
RBS Magazine: Como a Secretaria
avalia o impacto do crescimento
da geração distribuída
de energia solar fotovoltaica na
economia gaúcha, especialmente
na geração de empregos diretos e
na arrecadação pública?
A partir da resolução normativa
nº482 da Agência Nacional
de Energia Elétrica, em abril de
2012, a energia solar fotovoltaica
vem conquistando, em evolução
geométrica, o mercado gaúcho
através da geração distribuída,
e no dia 10 de março de 2025,
com 3,3GW, ocupava a segunda
posição na potência instalada
do RS (12,3GW), com 27%, e
a terceira na energia produzida.
É o quarto estado brasileiro
em potência instalada de energia
solar fotovoltaica, ficando
atrás de Minas Gerais, São Paulo
e Paraná.
Desde o seu início, foram investidos
R$ 13 bilhões no setor demandando
cerca de 98mil empregos
diretos e 10mil indiretos.
Somente em 2024, os 524MW
instalados demandaram 17mil
postos de trabalho e investimentos
de R$ 2 bilhões (0,34% do
PIB).
14
RBS Magazine
Entrevista
"A economia gaúcha, historicamente, tem forte
aptidão para o setor agropecuário, que representa
cerca de 40% do PIB, fruto de fatores históricos
de colonização e naturais que favorecem a
produção de alimentos..."
RBS Magazine: Dados do Atlas
de Energia Solar do Rio Grande
do Sul, publicado pela SEMA em
2018, indicam que somente 2,1%
das áreas aptas não urbanas poderiam
suprir toda a demanda
energética média do estado.
Como a SEMA pretende atrair
investimentos privados para viabilizar
projetos que aproveitem
esse potencial, especialmente em
regiões com menor desenvolvimento
econômico? (Fonte: Atlas
de Energias Renováveis, SEMA,
2023).
O número apresentado foi calculado
para dar uma estimativa
da potencialidade da fonte solar
no Estado. Como resultado, utilizando
apenas 2% da área apta
não urbana do território gaúcho,
é possível instalar 23GWp de
ESF e produzir eletricidade suficiente
para suprir o consumo
anual do RS.
O Rio Grande do Sul tem mostrado,
ao longo dos últimos 11
anos, uma vocação natural para
o desenvolvimento da fonte solar.
Em relação à potência instalada,
a maior participação setorial fica
por conta do segmento residencial
com 50,6%, seguida dos setores
comercial (22,8%), agrícola
(19%) e industrial (6,6%).
A economia gaúcha, historicamente,
tem forte aptidão para o
setor agropecuário, que representa
cerca de 40% do PIB, fruto
de fatores históricos de colonização
e naturais que favorecem a
produção de alimentos. Isto indica
que o perfil econômico gaúcho
não é adequado para grandes
usinas solares uma vez que a
ocupação das áreas necessárias
acaba competindo com a produção
agrícola.
O Atlas Solar do Estado foi uma
iniciativa para mostrar o potencial
da energia solar no RS, em
todas as regiões e municípios, e
atrair investidores para este setor.
Além dele, podemos citar:
Isenção de Licenciamento Ambiental
para Geração Distribuída
de Energia Elétrica, a partir
de fonte solar, com potência instalada
menor ou igual a 5MW,
desde que não exceda ou configure
formas de agrupamentos
que ocupem áreas superiores a
15 ha cujas normas estão estabelecidas
pelas Resoluções do
Conselho Estadual do Meio Ambiente
(CONSEMA 372/2018 e
448/2021);
Benefícios Fiscais para as Produções
de Energia Elétrica
(GD) e de Equipamentos, através
do Decreto RS 52.964/2016
e Convênio CONFAZ 16/2015
- Isenção de ICMS para Geração
de Energia Elétrica na GD até
1MW;
Convênio CONFAZ 101/97 que
trata da isenção do ICMS nas
operações com diversos equipamentos
e componentes para Solar
e Eólica; e
Ambiente para debates sobre as
necessidades do setor, no Subcomitê
de Energia Eólica o qual
é parte integrante do Comitê de
Planejamento Energético do Estado
do Rio Grande do Sul (CO-
PERGS).
RBS Magazine: Como a SEMA
planeja contribuir para a criação
de um ambiente mais favorável
para investidores e pequenos
produtores de energia solar
no estado? Quais vantagens econômicas
e ambientais podem ser
esperadas dessa iniciativa?
Segundo o citado anteriormente,
o RS tem mostrado uma vocação
natural para o desenvolvimento
da fonte solar, atualmente com
3,29GW.
Em relação à potência fotovoltaica
instalada na GD, mais da metade
da participação setorial fica
por conta do segmento residencial,
cujas instalações têm, em
média, 6,3kW, seguida dos setores
comercial (27,6kW), agrícola
(12,6kW) e industrial (45,2kW).
Neste ambiente, existem somente
três usinas com potência de
5MW e outras 71 com potências
na faixa de 1MW a 2,5MW. Os
3,18GW restantes estão distribuídos
em 99,98% das unidades
consumidoras, com potências
instaladas abaixo de 1MW.
Fora da GD, existem 80 usinas
fotovoltaicas que totalizam
37,5MW sendo que somente
oito tem potências na faixa de
1MW a 3,3MW. Portanto, 90%
deste ambiente é constituído por
usinas menores que 1MW.
Estes números mostram que o
Estado não tem perfil para grandes
usinas solares e reforça a tese
de que o perfil econômico gaúcho
não é adequado para empreendimentos
que compitam com
a produção agropecuária.
Portanto, os resultados econômicos
elencados nas respostas anteriores,
desde o início do desenvolvimento
do setor, onde foram
investidos R$ 13 bilhões e demandados
cerca de 108mil empregos,
mostram a importância
da franca expansão da energia
solar fotovoltaica, movimentando
a venda de uma considerável
cadeia de equipamentos e de serviços,
bem como para prestadores
de serviços especializados em
projetos, montagem e manutenção.
RBS Magazine 15
Hypontech melhora a
segurança do sistema de
energia solar: lidando com falhas
de arco usando a tecnologia AFCI
A
energia
solar
surgiu como
uma fonte de
energia limpa,
sustentável e
de rápido crescimento
em
todo o mundo.
À medida que
mais usuários
residenciais e
empresariais
adotam sistemas
de energia
solar para aproveitar a energia
do sol, é crucial abordar possíveis
problemas de segurança associados
a essas instalações. Uma dessas preocupações
é a ocorrência de falhas
de arco em sistemas de energia solar.
Os requisitos de AFCI para sistemas
de energia solar podem variar
dependendo das regulamentações e
padrões regionais. Alguns países ou
jurisdições podem exigir o uso da tecnologia
AFCI em instalações solares
para garantir a segurança e a conformidade
do sistema.
Recentemente, o Instituto Nacional
de Metrologia, Qualidade e
Tecnologia (Inmetro) do Brasil anunciou
a exigência de que os inversores
tenham dispositivos de proteção
contra falha de arco elétrico, a partir
de dezembro de 2024, para evitar incêndios
e aumentar a segurança do
sistema fotovoltaico.
A Hypontech lançou novos inversores,
a série HPS Pro, equipados
com tecnologia AFCI de ponta, para
fornecer um nível avançado de segurança
para sistemas de energia solar.
Essa tecnologia avançada oferece
um nível incomparável de segurança
para sistemas de energia solar, garantindo
detecção eficiente de falhas
e protegendo componentes vitais do
sistema.
Detecção eficiente de falhas: a
tecnologia AFCI na série HPS Pro detecta
com precisão falhas de arco, tomando
medidas imediatas para evitar
incêndios.
Proteção de componentes do
sistema: as falhas de arco podem
causar danos
ao inversor,
aos painéis solares,
à fiação
e aos outros
componentes,
levando à redução
do desempenho
ou
até mesmo à
falha do sistema.
Ao detectar
e resolver
prontamente
falhas de arco,
a tecnologia
AFCI ajuda a
minimizar o
risco de danos
aos componentes, garantindo que o
sistema opere de forma confiável.
Em resumo, a integração da
tecnologia AFCI no sistema de
energia solar, como exemplificado
pelo nosso recém-lançado HPS
Pro, marca um passo significativo
para garantir maior segurança e
confiabilidade.
A Hypontech está comprometida
em desenvolver uma gama mais ampla
de séries de produtos equipados
com a funcionalidade AFCI, a fim de
atender às necessidades exclusivas
de cada cliente. Nosso objetivo é fornecer
soluções residenciais e comerciais
abrangentes que não apenas
aproveitem o poder da energia solar,
mas também priorizem a segurança
dos usuários e a proteção de seus investimentos.
16
RBS Magazine
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RBS Magazine 17
Artigo
Isenção do ICMS na Energia Solar
em Goiás: UM CAMINHO PARA TODO
O BRASIL?
Por: Éverton Sebastiany de Araújo, advogado no setor de energia renovável, pós graduado em direito empresarial e pós graduando em direito tributário,
fundador e Diretor Jurídico da Ergo Energia Inteligente
RESUMO
A tributação da energia solar por meio do ICMS tem sido amplamente debatida no Brasil, especialmente no que diz respeito à sua incidência
sobre a energia compensada no Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE). O Estado de Goiás recentemente concedeu
liminar suspendendo essa cobrança, com base no entendimento de que a energia injetada na rede não se caracteriza como mercadoria
circulante, mas sim como um empréstimo gratuito. Essa decisão reforça o posicionamento jurídico de que a cobrança do ICMS sobre
a energia compensada não tem amparo legal, sendo contrária à Constituição Federal e às normativas vigentes. O artigo analisa essa
questão, abordando a possibilidade de expansão da isenção para outros estados e os impactos dessa mudança no setor de energia solar.
Introdução
A tributação da energia solar
tem sido um tema de grande discussão
no Brasil, especialmente
no que diz respeito à incidência do
ICMS sobre a energia gerada e injetada
na rede no sistema de compensação.
Recentemente, no Estado
de Goiás, uma decisão judicial
concedeu liminar suspendendo a
cobrança desse imposto, argumentando
a inconstitucionalidade da
tributação sobre o crédito de energia.
Isso levanta uma questão importante:
seria possível conseguir
essa isenção em todo o território
nacional?
O Caso de Goiás e a Decisão
Judicial
O Tribunal de Justiça de Goiás
recentemente concedeu uma liminar
suspendendo a cobrança do
ICMS sobre a energia compensada
por consumidores de micro e minigeração
distribuída. O argumento
central da ação é que a energia
injetada na rede não constitui uma
operação de circulação de mercadorias,
mas sim um empréstimo
gratuito, o que afastaria a incidência
do imposto.
A decisão foi baseada na interpretação
de que o fato gerador
do ICMS ocorre apenas quando há
transferência de titularidade sobre
um bem ou serviço, o que não
acontece no caso da compensação
de créditos energéticos. Conforme
destacado no processo (ADI
5049774-14.2025.8.09.0000), a Lei
Estadual nº 11.651/1991 de Goiás
estabelece que o ICMS incide sobre
operações relativas à circulação de
mercadorias (art. 11), e o fornecimento
de energia elétrica é tratado
como tal. Entretanto, a energia
injetada na rede pelo consumidor-
-gerador não pode ser interpretada
como uma operação mercantil,
pois não envolve venda nem troca
de titularidade.
Além disso, o processo cita a
Resolução Normativa ANEEL nº
1.000/2021, no artigo 2º, XLV-A,
define que “Sistema de Compensação
de Energia Elétrica - SCEE:
sistema no qual a energia elétrica
ativa é injetada por unidade consumidora
com microgeração ou minigeração
distribuída na rede da distribuidora
local, cedida a título de
empréstimo gratuito e posteriormente
utilizada para compensar o
consumo de energia elétrica ativa
ou contabilizada como crédito de
energia de unidades consumidoras
participantes do sistema”. Logo, a
cobrança do ICMS sobre essa operação
é inconstitucional, uma vez
que não se enquadra na hipótese
de tributação estabelecida pela
Constituição Federal.
A Constituição do Estado de
Goiás, em seu artigo 104, § 3°, reforça
que nenhum outro imposto
além do ICMS pode incidir sobre a
energia elétrica. Isso demonstra a
necessidade de interpretação conforme
a Constituição para excluir a
cobrança do imposto sobre energia
compensada.
Funcionamento do Sistema de
Compensação – Empréstimo de
Energia
O funcionamento do Sistema
de Compensação de Energia
Elétrica (SCEE) é regulamentado
pela Resolução Normativa nº
18
RBS Magazine
1.000/2021 da ANEEL e pela Lei
nº 14.300/2022. Essas normativas
estabelecem que a energia injetada
na rede por consumidores com
microgeração ou minigeração distribuída
é cedida a título de empréstimo
gratuito e posteriormente
compensada com o consumo.
Como não há circulação de mercadoria
e nem troca onerosa, não há
fato gerador do ICMS.
Diferente de uma transação
comercial tradicional, onde um
bem ou serviço é adquirido e pago,
a energia gerada em sistemas fotovoltaicos
é injetada na rede e posteriormente
utilizada pelo próprio
consumidor. Essa dinâmica é caracterizada
como um empréstimo
gratuito, o que levanta sérias dúvidas
sobre a legalidade da cobrança
do ICMS.
No julgamento da Apelação Cível
no Tribunal de Justiça de Mato
Grosso, foi reconhecida a ilegalidade
da incidência do ICMS sobre
a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição
(TUSD) no contexto da
compensação de energia elétrica,
reforçando o entendimento de
que não há fato gerador tributável
(TJMT, Apelação Cível, Processo
1018481-79.2021.8.11.0000).
O Supremo Tribunal Federal também
se pronunciou sobre o tema
no julgamento do Recurso Extraordinário
com Agravo 1.464.347-
MT, concluindo que a incidência
do ICMS sobre a TUSD nos casos
de micro e minigeração de energia
fotovoltaica não tem fundamento
constitucional.
Essas decisões fortalecem a
tese de que a energia gerada e injetada
na rede para posterior compensação
não pode ser tributada
pelo ICMS, uma vez que se trata
de uma operação de natureza não
mercantil.
Os Benefícios de Uma Isenção
Nacional do ICMS
A atual estrutura tributária do
ICMS pode ser vista tanto como um
entrave quanto como uma oportunidade
para transformar o setor
de energia solar no Brasil. Em um
cenário no qual a tributação sobre
a energia compensada gera insegurança
jurídica e custos adicionais
para consumidores e investidores,
a remoção dessa barreira pode ser
o catalisador de uma nova era de
crescimento sustentável.
A isenção do ICMS em mais
estados criaria um ambiente regulatório
previsível e seguro para investimentos
em geração distribuída,
impulsionando tanto a adoção
de energia solar por consumidores
residenciais quanto o desenvolvimento
de grandes projetos empresariais.
A uniformização dessa isenção
em todo o território nacional
eliminaria disparidades regionais
e permitiria que estados e municípios
aproveitassem plenamente os
benefícios econômicos e ambientais
da energia renovável.
Além disso, essa mudança fortaleceria
a autonomia energética
dos consumidores, permitindo
que um número maior de pessoas
e empresas gerassem sua própria
eletricidade sem penalizações tributárias
indevidas. Esse modelo já
se provou bem-sucedido em outros
países que incentivaram a geração
distribuída ao remover tributações
desnecessárias, ampliando
a competitividade da energia solar
e acelerando a transição para uma
matriz mais limpa e descentralizada.
Se o Brasil deseja liderar a
transição energética na América
Latina, garantir segurança jurídica
e reduzir barreiras fiscais é essencial.
A questão, portanto, não é
apenas sobre arrecadação tributária,
mas sobre qual visão de futuro
queremos adotar: um modelo engessado
por tributos que desincentivam
a inovação ou um ambiente
regulatório moderno que impulsiona
investimentos, gera empregos e
fortalece a sustentabilidade energética
do país.
CONCLUSÕES
A decisão judicial em Goiás
representa um marco importante
na discussão sobre a tributação
da energia solar no Brasil. Ao reconhecer
que a compensação de
créditos energéticos não caracteriza
circulação de mercadoria, o judiciário
abre precedentes para que
essa interpretação seja expandida
para outros estados.
O debate sobre a isenção do
ICMS para a energia gerada e compensada
nos sistemas de micro e
minigeração ainda está em andamento.
No entanto, a tendência é
que mais estados sigam o exemplo
de Goiás, garantindo segurança jurídica
e previsibilidade para quem
investe em energia renovável.
REFERÊNCIA
[1] Constituição do Estado de Goiás,
Art. 104, § 3°, disponível em: https://
legisla.casacivil.go.gov.br/constituicao-estadual
- visitado em 07 de março
de 2025
[2] Lei Estadual nº 11.651/1991 de Goiás,
Art. 11, I, disponível em: https://
leisestaduais.com.br/go/lei-ordinaria-
-n-11651-1991-goias-institui-o-codigo-tributario-do-estado-de-goias
- visitado
em 07 de março de 2025.
[3] Resolução Normativa ANEEL
nº 1.000/2021, disponível em: https://www2.aneel.gov.br/cedoc/
ren20211000.html - visitado em 07 de
março de 2025
[4] Lei nº 14.300/2022, Art. 1º, I e
XIV, disponível em: https://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-
2022/2022/lei/l14300.htm - visitado
em 07 de março de 2025
[5] Tribunal de Justiça de Mato
Grosso, Apelação Cível/Reexame
Necessário, Processo 1018481-
79.2021.8.11.0000, disponível em:
https://www.jusbrasil.com.br/proces-
sos/540717941/processo-n-101XXXX-
-7920218110000-do-tjmt - visitado
em 07 de março de 2025.
[6] Supremo Tribunal Federal, Recurso
Extraordinário com Agravo
1.464.347-MT, disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/stf/2126643404/inteiro-teor-2126643411
- visitado em 07 de
março de 2025.
[7] Processo ADI 5049774-
14.2025.8.09.0000 – Tribunal de Justiça
de Goiás, disponível em: https://
www.rotajuridica.com.br/wp-con-
tent/uploads/2025/01/ACAO-DIRE-
TA-DE-INCONSTITUCIONALIDADE-
-No-5049774-14.2025.8.09.0000.pdf
- visitado em 07 de março de 2025.
RBS Magazine 19
Banco BV fortalece linha de
financiamento solar com opções
variadas de seguro
Líder no financiamento de placas solares, a instituição oferece um portfólio
completo para apoiar o cliente em todas as fases do projeto
Desde que a transição energética
e a geração de energia
verde deixaram de ser
assuntos futuristas, o setor
experimenta um crescimento
expressivo — os investimentos
acumulados em geração de energia
solar própria superaram os R$
167 bilhões no Brasil, atingindo 36 gigawatts
(GW) de potência instalada,
de acordo com pesquisa realizada em
fevereiro pela Associação Brasileira
de Energia Solar Fotovoltaica (ABSO-
LAR).
Essa expansão abre portas para o
desenvolvimento do setor em si, com
melhorias no portfólio de produtos
ofertados a clientes pessoas físicas
e jurídicas. A variedade de linhas de
financiamento solar
disponíveis no
mercado e a inclusão
de serviços extras,
como seguro,
limpeza e manutenção
de placas,
ajudam a entender
a rápida evolução
do segmento e o
perfil do novo consumidor
desse tipo
de serviço.
O banco BV,
uma das maiores
instituições financeiras
do Brasil e
líder no financiamento
de placas
solares, dispõe de
um portfólio completo
com cobertura
para danos físicos, elétricos e
perda de desempenho devido à sujeira
nas placas. O objetivo, salienta
o diretor executivo de Varejo do BV,
Flávio Suchek, é apoiar o cliente em
todas as etapas do projeto e auxiliá-
-lo na preservação das placas.
“Projetos de energia solar costumam
ter uma ótima relação de custo-benefício,
proporcionando uma
economia de até 90% na tarifa de luz.
No entanto, para isso, é necessária
uma série de cuidados. Com os seguros
que oferecemos, participamos
de todo o processo: da concessão de
crédito à manutenção, com o objetivo
central de contribuir para a preservação
e eficiência energética das
placas.”
Como banco relacional, o BV
oferece o que o cliente precisa,
muitas vezes se antecipando às demandas
de mercado. Essa postura
tem ajudado na expansão do banco:
no 4º trimestre de 2024, a originação
em número de contratos registrou
um crescimento expressivo,
de 21,4%.
O Seguro Placa Solar do BV é
destinado a clientes que tenham ou
queiram contratar a linha de financiamento
do banco. Ele pode ser adquirido
no momento da contratação ou
posteriormente, de forma independente.
O banco oferece pagamento
facilitado, com o valor do seguro diluído
no financiamento, e vigência com
opções de 12, 24 ou 36 meses.
20
RBS Magazine
INTEGRAÇÃO DA GERAÇÃO
DE ENERGIA FOTOVOLTAICA
E CONSTRUÇÕES
Por: Ricardo Scarpi - Fatto GS BIPV
A
tecnologia BIPV (Building-
-Integrated Photovoltaics)
integra sistemas de energia
solar diretamente na
estrutura dos edifícios,
substituindo elementos convencionais
por componentes que geram
eletricidade. Diferente dos painéis
solares tradicionais, montados sobre
telhados ou estruturas existentes, o
BIPV faz parte do próprio design arquitetônico
do edifício.
Nos últimos 3 anos, a Garantia
Solar tem se dedicado a promover a
integração de BIPV nas construções
brasileiras. O mercado global de BIPV,
especialmente na Europa e na região
Ásia-Pacífico, está em expansão, com
projeções de crescimento expressivo
entre 2024 e 2028. A América, por
sua vez, deve seguir essa tendência,
após o Departamento de Energia dos
EUA (DOE) criar um fundo de US$ 128
milhões para Pesquisa e Desenvolvimento
em 2023.
Principais características e vantagens
do BIPV:
1. Integração Arquitetônica:
Substitui materiais convencionais
por painéis solares,
mantendo a estética do edifício.
2. Eficiência Energética: Reduz o
consumo de energia externa.
3. Sustentabilidade: Contribui
para a redução da pegada de
carbono e para certificações
ambientais (LEED, BREEAM,
AQUA, etc.).
4. Economia de Espaço: Maximiza
o uso do espaço do edifício.
5. Incentivos Financeiros: Muitos
países oferecem subsídios
e incentivos fiscais para
projetos BIPV.
• Tendencias e Futuro:
• Edifícios Net-Zero: BIPV é
crucial para construções
autossustentáveis em
energia.
• Smart Cities: Integração
com redes inteligentes e
sistemas de gestão energética.
• Normativas: Países como
França e Alemanha já incentivam
BIPV em regulamentos
de construção.
O BIPV é um avanço na convergência
entre energia renovável e arquitetura,
tornando-se essencial e
inevitável nas construções do futuro.
RBS Magazine 21
Evento de geração distribuída
chega ao Rio de Janeiro e firma
compromisso com a energia limpa
28º Fórum Regional de Geração Distribuída (GD) Sudeste, organizado
pelo Grupo FRG, promove debates sobre energia solar na região
Curitiba, 20/02/2025 — No final
de maio, o Rio de Janeiro será palco
do 28º Fórum Regional de Geração
Distribuída (GD) Sudeste, promovido
pelo Grupo FRG Mídias & Eventos.
Considerado o maior evento da América
Latina voltado para a geração
distribuída com fontes renováveis,
o encontro reunirá especialistas, autoridades
e representantes do setor
para discutir o avanço da energia solar
e outras alternativas sustentáveis
na região.
“O Fórum GD Sudeste é um evento
para quem busca entender as dinâmicas
do mercado de energia renovável
na região. Minas Gerais, São
Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro
são protagonistas nesse segmento, e
queremos destacar as oportunidades
e desafios para cada estado”, afirma
Tiago Fraga, CEO do Grupo FRG.
“Além da energia solar, o evento trará
discussões sobre hidrogênio verde,
biomassa, energia offshore e outras
soluções inovadoras para a transição
energética”, complementa.
por políticas de incentivo, redução no
custo dos equipamentos e aumento
da conscientização ambiental.
Nos últimos anos, o Rio de Janeiro
enfrentou ondas de calor extremo,
registrando temperaturas recordes
e impactos severos na qualidade de
vida da população. Em 2024, a capital
do estado atingiu sensação térmica
acima de 60°C, reforçando a urgência
de soluções sustentáveis para mitigar
os efeitos das mudanças climáticas.
A ampliação da energia solar e
outras fontes limpas aparece como
uma das estratégias para reduzir
emissões e adaptar a infraestrutura
energética à nova realidade climática.
Além disso, no estado a adoção
da energia solar tem sido favorecida
pelas altas tarifas de energia elétrica,
o que tem levado consumidores
a buscarem fontes alternativas mais
econômicas.
Evento carbono neutro e compromisso
ambiental
compromisso real com a preservação
ambiental, e a neutralização de carbono
faz parte do nosso plano estratégico
para minimizar os impactos do
evento no meio ambiente”, ressalta
Tiago Fraga, CEO do Grupo FRG.
A programação contará com painéis
especializados, debates estratégicos
e rodadas de negócios, promovendo
a troca de experiências entre
os principais nomes do setor e impulsionando
novos investimentos em
energias renováveis.
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
Potencial da energia solar
O Sudeste do Brasil se destaca no
setor solar devido ao alto índice de
radiação solar, variando entre 4,5 a
6,0 kWh/m²/dia, segundo o levantamento
de 2017 do Atlas Brasileiro de
Energia Solar. O crescimento do setor
na região tem sido impulsionado
Um dos diferenciais do Fórum
GD Sudeste, segundo Tiago Fraga, é
seu forte compromisso com a sustentabilidade.
O evento será carbono
neutro, ou seja, todas as emissões
geradas serão compensadas. “O Fórum
GD Sudeste não se limita somente
à capacitação e à criação de
um ambiente de negócios. Temos um
22
RBS Magazine
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RBS Magazine 23
Anos
Artigo do Editor
A Energia por Assinatura como
Oportunidade de Negócio para as
Empresas Integradoras
AUTOR: Tiago Cassol Severo, Professor da Universidade de Caxias
do Sul e Diretor da CGP Engenharia & Consultoria e da Elegy
Gestão em Energia
RESUMO
O modelo de usina solar por assinatura tem ganhado popularidade no Brasil, após a Lei 14.300/2022, onde ela trouxe mudanças significativas
para o setor de geração distribuída. Entretanto, ainda há dúvidas sobre o que é praticado, principalmente, quando os clientes
recebem empresas prometendo mais do que deviam. Assim, a ideia deste artigo é clarear o tema e tentar motivar os empresários do
setor de energia solar trabalharem de forma comprometida e séria com esta oportunidade junto aos clientes ou evitar que caiam em
armadilhas deste modelo de negócio.
A ENERGIA POR ASSINATURA
COMO OPORTUNIDADE
Primeiro, é importante que as
empresas integradoras que desejam
incluir em seus portfólios a oportunidade
de energia solar por assinatura
se qualifiquem sobre a legislação e a
viabilidade do negócio para que não
entrem em armadilhas que possam
vir a comprometer a empresa. Se a
complexidade jurídica da geração
compartilhada for um impedimento
para o integrador, o mais indicado é
ter parceiros competentes na gestão
de energia e que ofereçam descontos
justos e reais aos clientes e comissões
que viabilizem uma entrada adicional
de recursos para a manutenção da
empresa.
O modelo de energia por assinatura,
fundamentado pela Lei
14.300/2022, é uma oportunidade
de negócio onde os consumidores
podem alugar uma parte de uma usina
solar que está no modo de compartilhamento
e os clientes optam
em não instalar módulos solares em
suas próprias propriedades. Então,
no lugar de investir em equipamentos
de energia solar e na instalação, o
consumidor assina um contrato com
uma empresa gerenciadora de usinas
de energia e recebe descontos mediante
créditos na fatura de energia
mensalmente, proporcional à quantidade
de energia gerada por estas
usinas.
Como não há custos iniciais aos
que querem aderir à energia por
assinatura, as empresas gestoras
incluem os custos de manutenção
da associação, trabalho com as concessionárias,
envio e pagamento de
faturas e os custos de operação e
manutenção das usinas que geram
a energia e os créditos para serem
abatidos do consumo de energia do
cliente, como pode ser observado na
Figura 01. Mesmo com esses custos,
há uma economia real para os consumidores
e pode ser gerada comissões
às empresas que tenham parceiros
consolidados e experientes em geração
compartilhada e no modelo de
negócio.
É importante ressaltar que não
há milagres, descontos mirabolantes
ou retornos de investimento que
saem da curva, mesmo que ainda
sejam muito atrativos. As empresas
que desejam ser investidoras nesse
modelo de negócio devem estar
atentas já que também tem riscos
como qualquer outro existente. Se
qualificar sobre o tema ou ter parceiros
experientes, com lastro e de
confiança é o que trará maior retorno
e tranquilidade aos que querem
se adentrar nesse tema.
Figura 01. Atuações das gestoras de energia no modelo de energia por assinatura.
24
RBS Magazine
Os créditos recebidos pelo consumidor
podem variar mediante a
geração da usina ou até a cota assumida
em contrato junto à empresa
gestora, com durabilidade de vigência
de alguns meses ou até anos. Para
melhor clarificar a operação, a energia
por assinatura tem alguns pontos
em seu funcionamento que merecem
a atenção e que seguem, de forma
objetiva, a seguir.
1. A adesão do cliente consumidor
junto à empresa gestora: este
consumidor assina um contrato ou
plano de adesão à associação gerida
pela empresa, onde ele será cadastrado
também junto à concessionária
de energia local para começar a receber
os créditos acordados das usinas
de energia que fazem parte desta
associação. Os prazos para começar
a receber esses créditos depende da
concessionária e podem levar de 30
a 90 dias.
2. Usinas gerando energia para
associação: usinas de geração de
energia compartilhada, que se adequam
a Lei 14.300/2022, podem gerar
créditos aos consumidores que
forem inclusos em associações, cooperativas
ou consórcios de energia.
Essas usinas para que possam repassar
os créditos, precisam que os
clientes estejam na mesma área de
atuação das concessionárias onde
eles têm suas unidades consumidoras
cadastradas. O repasse de créditos
entre concessionárias não é permitido.
3. Créditos de energia: mensalmente
a gestora da associação faz
o balanço da geração das usinas e
do consumo de energia dos associados
e, assim, repassa o percentual
de desconto na fatura de energia já
incluindo as tarifas necessárias. Normalmente,
as empresas gestoras tem
usinas em quantidade que possam
repassar de 10% a 15% de desconto
aos seus associados. Entretanto,
esses valores podem ser maiores
ou menores dependendo do tipo de
contrato estabelecido previamente
ou da incidência de bandeiras tarifárias
do setor de energia.
4. Sobre os pagamentos: ao
cliente que adere ao modelo de energia
por assinatura e começa a receber
os descontos na fatura de energia,
ainda terá que pagar pela energia
não compensada para a concessionária
e o valor da gestão e manutenção
da associação. Assim, o cliente ainda
poderá receber duas faturas para serem
pagas mensalmente, mas que a
soma de ambas dará um valor menor
a aquele que pagaria se não estivesse
nesse modelo. Algumas gestoras implementam
o modelo de pagamento
único, onde a associação assume a
responsabilidade de pagar a fatura
de energia do cliente frente a concessionária
deixando-o somente a
responsabilidade de pagar a fatura
da gestora com todos os valores inclusos
ou descontados.
Não custa lembrar, que a energia
por assinatura pode ser implementada
tanto no modelo de cooperativa,
consórcio ou associação, onde cada
uma tem particularidades e viabilidades
distintas. Cooperativas são voltadas
às pessoas física, os consórcios às
pessoas jurídicas e a associação tem
maior flexibilidade aceitando tanto
pessoas físicas e jurídicas. Todas precisam
de um ente jurídico implementado,
com normas, leis e prazos específicos
para o funcionamento, mas
totalmente suportado pela ANEEL. É
importante as empresas integradoras
terem isso claro para saber o que
é melhor a oferecer ao cliente.
Um outro ponto de lembrança
para as empresas que desejam ter a
energia por assinatura no portfólio, é
que as vantagens se tornam mais expressivas
e, assim chamativas, quanto
maior for o consumo da unidade
consumidora. Em faturas de energia
muito baixas, o valor de desconto dificilmente
é superior a 25%, mesmo
em bandeiras vermelhas patamar
dois, para que a própria gestora possa
se manter e assumir os compromissos
firmados coma operação e
manutenção das usinas, por exemplo.
Mesmo assim, é importante
ressaltar que a energia por assinatura
tem um número expressivo de
possíveis clientes, onde eles podem
não ter capital naquele momento
ou aqueles que realmente não tem a
disponibilidade de instalar módulos
solares em suas propriedades. Apartamentos,
condomínios, lojas em
Artigo do Editor
centros comerciais, pessoas ou empresas
que alugam propriedades são
alguns exemplos.
Além disso e frente à atual situação
do mercado de energia solar na
geração distribuída, onde diversos
projetos têm sido reprovados pelas
concessionárias com a duvidosa justificativa
do fluxo-reverso, a energia
solar por assinatura também pode
servir a essas empresas darem um
alento aos clientes que não tiveram
seus projetos liberados. A economia
é significativa, pode inclusive fazer
o cliente se capitalizar e se proteger
contra os aumentos da conta de luz,
mesmo sem ter os módulos em seu
telhado.
CONCLUSÕES
Neste artigo foram apresentados
os principais pontos sobre o emergente
modelo de negócio baseado
em usinas solares por assinatura,
onde a inclusão em portfólio pelas
empresas integradoras pode ser uma
opção interessante a ser oferecido a
clientes que não tem capital inicial
para investir em um sistema solar ou
não tem área para a instalação. No
entanto, as empresas que venham
a oferecer esse serviço, devem estar
atentos aos parceiros gestores para
que as condições do contrato sejam
cuidadosamente avaliadas, tanto
sobre as comissões para a empresa
como os descontos para os clientes,
e que levem em consideração as regras
do Marco Legal da Micro e Minigeração
Distribuída e os custos de
operação e manutenção das usinas.
REFERÊNCIA
[1] Lei 14.300 – Marco Legal da
Microgeração e Minigeração Distribuída,
disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_
ato2019-2022/2022/lei/L14300.
htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%20
14.300%2C%20DE%206%20DE%20
JANEIRO%20DE%202022&text=Institui%20o%20marco%20legal%20
da,1996%3B%20e%20d%C3%A1%20
outras%20provid%C3%AAncias – visitado
no dia 13 de março de 2025.
RBS Magazine 25
Armazenamento de energia:
tendência que transforma o mercado
Por: Júlio Bortolini
- Gerente de unidade e de engenharia
Adotar medidas sustentáveis,
seja nos espaços
corporativos, industriais
ou residenciais, faz toda a
diferença para a preservação
do meio ambiente. O olhar atento
à sustentabilidade é uma das principais
demandas do mundo moderno
e exige que pessoas físicas e jurídicas
estejam atentas a esse tópico.
Afinal, seja em casa ou no trabalho,
a utilização de recursos naturais
traz diversos benefícios. Em relação
às empresas, possibilita que elas se
diferenciam positivamente de suas
concorrentes, garantindo o sucesso
de suas operações comerciais, por
exemplo. Nas residências, traz importantes
reduções de custo, algo que
sempre importa quando o assunto é
orçamento familiar.
Em meio às diversas tendências
de mercado que estão ligadas à sustentabilidade,
uma tem se destacado
cada vez mais. Trata-se do armazenamento
de energia, assunto deste
artigo.
Impulsionado pela crescente demanda
por soluções sustentáveis,
bem como a necessidade de otimização
do consumo energético, o armazenamento
de energia visa assegurar
a confiabilidade e a estabilidade no
fornecimento elétrico. Nesse sentido,
fontes renováveis como a eólica e
a solar entram em cena para facilitar,
de muitas formas, o cotidiano de ambientes
domésticos e empresariais.
No entanto, além da busca por
maior eficiência energética, o armazenamento
de energia também está
ligado a fatores econômicos e consumidores.
Os consumidores estão,
a cada dia que passa, mais atentos
às vantagens do armazenamento,
que possui diversos benefícios. Autonomia
em situações de oscilação
na rede, redução de custos e melhor
aproveitamento da energia gerada
são alguns deles.
Cenários como esse fortalecem a
expansão das tecnologias de baterias
e de sistemas inteligentes de energia.
Desse modo, a Soprano segue atenta
ao que é atual, como forma de potencializar
suas criações, atendendo
o mercado com ainda mais assertividade.
O primeiro semestre de 2025
ficará marcado com a ampliação
do portfólio da
marca. Lançamentos
estratégicos,
marcados
por produtos
inovadores, vão
oferecer ainda
mais eficiência,
segurança
e confiabilidade,
garantindo
aos integradores
um conjunto
completo de
soluções para os
seus projetos.
Por meio das
novidades, a Soprano
reafirma
o compromisso de acompanhar as
principais tendências de mercado,
oferecendo inovação e tecnologia
para que os clientes tenham o que
há de melhor em armazenamento de
energia. Somado a isso, a empresa
busca contribuir para um futuro mais
sustentável, sem esquecer, é claro,
de oferecer soluções de qualidade
para que clientes enfrentem situações
nada agradáveis, como quedas
frequentes de energia ou desabastecimento
no fornecimento de luz.
O armazenamento de energia
não é apenas uma tendência momentânea.
Pelo contrário, é uma necessidade
crescente em um mundo
que precisa do empenho de todos
para garantir a preservação dos recursos
naturais e o cuidado com o
ecossistema. Os novos produtos da
Soprano chegam para fortalecer esse
movimento.
26
RBS Magazine
E F I C I Ê N C I A 2 0 2 5
ENERGÉTICA
Summit
F E I R A E C O N G R E S S O
R E S E R V E E S T A D A T A
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Realização
J O R N A D A
D A E F I C I Ê N C I A
RBS Magazine 27
Entrevista
Setor de energias renováveis no RS
mira produção de hidrogênio verde
com energia eólica offshore.
Daniela Cardeal presidente do
Sindienergia-RS apresentará
estudo sobre viabilidade
da energia eólica no mar e
perspectivas para o hidrogênio
verde.
O Sindicato das Indústrias de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS) apresentará, em abril,
durante o evento Wind of Change, os primeiros resultados do Estudo de Favorabilidade para a Instalação de Empreendimentos
de Energia Offshore. O levantamento visa identificar áreas viáveis para a exploração de energia eólica no
mar e avaliar a produção de hidrogênio e amônia verdes no estado. Em entrevista à RBS Magazine, a presidente do
Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, falou sobre os avanços do setor e desafios regulatórios.
RBS Magazine: Quais foram as
principais ações do Sindienergia-
-RS desde sua fundação em 2011
para promover o uso de fontes renováveis
no Rio Grande do Sul?
DANIELA CARDEAL - O Sindienergia-RS
foi fundado em 2011
com foco na representação do setor
de energia eólica. No entanto,
em 2016, uma alteração estatutária
ampliou a atuação da entidade
para abranger empresas de geração,
transmissão, armazenamento
e comercialização de todas as fontes
de energia renovável no estado.
Desde então, trabalhamos para
estruturar a representação da cadeia
produtiva do setor, englobando
não somente indústrias,
mas também empresas geradoras,
transmissoras, fornecedoras de
equipamentos, comercializadoras,
projetistas, consultorias, construtoras
e especialistas em estudos
ambientais, jurídicos e econômicos.
Criamos comitês temáticos
dedicados a Pesquisa, Desenvolvimento
& Inovação (PD&I),
Mercado, Diversidade, Socioambiental,
Jurídico e Técnico, para
formular políticas setoriais que
"Em 2023,
lançamos o
Observatório
de Energias
Renováveis, uma
iniciativa voltada
para monitorar e
divulgar dados do
setor..."
impulsionem o desenvolvimento
do segmento.
Em 2023, lançamos o Observatório
de Energias Renováveis, uma
iniciativa voltada para monitorar
e divulgar dados do setor, além de
reconhecer projetos inovadores.
No âmbito institucional, mantemos
um diálogo constante com o
governo estadual e entidades parceiras,
garantindo que recursos de
fundos setoriais sejam direcionados
a projetos estratégicos para a
competitividade do setor. Um dos
diferenciais do Rio Grande do Sul
é a ampla margem de conexão para
escoamento da produção de energia
renovável, um resultado direto
desse trabalho conjunto.
Além disso, atuamos na capacitação
profissional, em parceria com
secretarias, instituições de ensino e
academias, visando qualificar estudantes
e trabalhadores e fortalecer
toda a cadeia produtiva.
RBS Magazine: Existem desafios
regulatórios ou estruturais que
precisam ser superados para fortalecer
a cadeia produtiva de energias
renováveis no estado? Como
o Sindienergia-RS está atuando
para enfrentá-los?
Sim, há desafios importantes que
precisam ser superados, e o diálogo
entre setor produtivo, governo
e sociedade é essencial para avançarmos
com segurança e inovação.
Após enfrentar seu pior desastre
climático, o Rio Grande do Sul
precisa se reconstruir, mas também
inovar, adotando princípios
28
RBS Magazine
Entrevista
"Um dos desafios atuais é a possível criação de uma unidade de
conservação no Litoral Sul do estado, que pode comprometer cerca
de um terço do potencial de energia eólica offshore..."
de desenvolvimento sustentável e
segurança energética.
Um dos desafios atuais é a possível
criação de uma unidade de conservação
no Litoral Sul do estado,
que pode comprometer cerca de
um terço do potencial de energia
eólica offshore. Ao mesmo tempo,
essa medida pode trazer impactos
positivos para a pesca, o turismo, a
segurança da navegação, o acesso
portuário e a geração de energia
limpa. Tudo dependerá de um diálogo
qualificado e da busca pelo
equilíbrio entre desenvolvimento
econômico e preservação ambiental.
O Sindienergia-RS tem liderado
estudos, seminários e debates
com a sociedade e órgãos reguladores
para contribuir com avaliações
técnicas e embasar decisões
estratégicas.
Além disso, é fundamental que os
decretos e portarias estaduais estejam
alinhados ao novo marco legal
do setor, garantindo segurança
para investimentos e incentivando
uma economia descarbonizada.
Em abril, durante o evento Wind
of Change, apresentaremos os primeiros
resultados do Estudo de
Favorabilidade para a Instalação
de Empreendimentos de Energia
Offshore. Esse levantamento será
um passo essencial para o planejamento
espacial marinho e a identificação
de áreas técnica, ambiental
e economicamente viáveis para a
exploração de recursos energéticos
no mar.
Outro ponto crucial é a produção
de fertilizantes verdes. Atualmente,
o Rio Grande do Sul importa mais
de 90% da amônia que consome,
e com a energia eólica offshore,
será possível produzir hidrogênio
verde e, posteriormente, amônia
verde, tanto para consumo interno
quanto para exportação. Isso reduzirá
a dependência externa do estado
e abrirá novas oportunidades
para a indústria local.
RBS Magazine: Qual a expectativa
do Sindienergia-RS para o impacto
do 27º Fórum GD Sul no estímulo
a novos projetos e parcerias
no setor de energias renováveis?
Esperamos que o 27º Fórum GD
Sul fortaleça ainda mais a cadeia
produtiva do setor, promovendo
parcerias estratégicas e soluções
para desafios regulatórios, técnicos
e de capacitação. O Sindienergia-RS
está comprometido
com a discussão de novos modelos
de composição da matriz
energética renovável, garantindo
que o setor continue crescendo
de forma inovadora, competitiva
e segura.
RBS Magazine 29
João Pessoa recebe o 30º Fórum
GD Nordeste em meio à expansão
da energia solar
Promovido pelo Grupo FRG Mídias & Eventos, o encontro acontece
nos dias 13 e 14 de agosto e reunirá especialistas do setor
O
30º Fórum
GD Nordeste,
organizado
pelo Grupo
FRG Mídias & Eventos,
será realizado em João
Pessoa (PB) nos dias
13 e 14 de agosto. O
evento, considerado
um dos mais importantes
da América Latina
no setor de energia
renovável, reunirá especialistas,
empresários
e representantes
do mercado para debater
desafios e oportunidades
da geração
distribuída com fontes
renováveis. Em paralelo,
também ocorrerá o Fórum de
Mercado Livre de Energia (MLE), voltado
para a negociação direta entre
consumidores e geradores.
"Estamos vivendo um momento
de grandes transformações na geração
distribuída de energia solar no
Brasil. As regras estão mudando, as
tecnologias avançam rapidamente
e as oportunidades nunca foram tão
promissoras", afirma Cláudio Fraga,
coordenador geral do evento. Segundo
ele, o setor passa por uma fase de
mudanças significativas, e o Nordeste
tem um papel fundamental nesse
cenário.
O Nordeste tem se consolidado
como um dos polos de crescimento
da geração distribuída no Brasil. Em
janeiro de 2025, mais de 110 mil novos
consumidores no país passaram
a ser beneficiados por micro e minigeração
distribuída, totalizando 725
MW de potência instalada, segundo
a Agência Nacional
de Energia Elétrica
(ANEEL). Estados
como Pernambuco
e Paraíba lideram
o aumento de unidades
instaladas,
impulsionados pelo
acesso facilitado as
linhas de crédito e
financiamentos, que
reduziram os custos
de implantação.
"O Nordeste é
uma das regiões
com maior potencial
solar do país, e
é essencial que as
empresas e os investidores
estejam
preparados para aproveitar as novas
possibilidades que estão surgindo",
destaca Fraga.
A Paraíba registrou o segundo
maior crescimento no número de
sistemas solares instalados no Nordeste
em 2024, com uma alta de
29,7%, segundo a ANEEL. Somente
entre janeiro e dezembro do ano
passado, o estado contabilizou 8.200
novas unidades de geração distribuída
em residências, comércios e
indústrias.
30
RBS Magazine
RBS Magazine 31
Reforma Tributária no Setor de Energia Solar: o que os empresários precisam saber
LÍDER NO SETOR
ENERGIAS
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RBS Magazine