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Jornal Didático - Edição 46

Jornal do Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana - SINPES

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22

Novembro de 2019

2015/2016 – Salários atrasados

Nos anos de 2015 e 2016, novamente o sindicato denunciava

que os professores da Camões estavam com seus salários

atrasados. Boa parte deles ainda não tinha recebido

as férias de janeiro e o 13º salário do ano anterior. Os salários

de julho daquele ano tinham vindo parcelados e em

atraso. Todos estavam sem receber os salários de agosto e

setembro. Além disso o FGTS também não estava sendo

recolhido.

Na época, o Sinpes denunciava que há mais de um mês o

advogado do Camões ficou de passar o misterioso número

de um processo em que os professores poderiam habilitar

seus créditos sem qualquer providência concreta nesse

sentido.

2016- Camões responde na Justiça do Trabalho por atraso no

pagamento de salários e verbas rescisórias

Professores do Instituto de Ensino Superior Camões viviam

então dias sombrios. Na virada do ano letivo de 2015,

a instituição demitiu sem negociação coletiva 24 professores

– mais da metade do corpo docente - deixando de

pagar as verbas rescisórias. Além disso, vinha atrasando o

pagamento dos salários desde setembro de 2015, incluindo

o 13º, férias e terço constitucional.

O Sinpes fez manifestações na porta da instituição e convocou

mesa redonda na Superintendência Regional do Trabalho

e Emprego para discutir o descumprimento das obrigações

trabalhistas. A reunião foi realizada em 15 de fevereiro

de 2016, mas a instituição não regularizou a situação.

Em março daquele ano, o Sinpes ajuizou reclamatória trabalhista

contra o Camões com pleito de tutela antecipada

para que o pagamento das verbas salariais fosse regularizado

nos termos da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria

em benefício tanto dos professores demitidos quanto

daqueles que permaneciam lecionando na instituição.

Também foram reclamadas a regularização dos depósitos

do FGTS (irregulares desde 2008) e indenização por danos

morais. "A reclamada vem há muitos anos ludibriando

seus professores", afirmava a petição, observando que

o descumprimento sistemático das normas legais impunha

profundo desconforto moral e emocional aos trabalhadores,

atingidos em sua dignidade.

Parte das verbas rescisórias devidas e dos salários atrasados

chegaram a

ser recebidos mediante penhora no rosto dos autos de valores

auferidos pelo sistema do FIES.

2016 - Professores do Camões Votam Indicativo de Greve

Os professores do Instituto de Ensino Superior Camões

reunidos em assembleia histórica em que compareceram

cerca de 50% do corpo docente, votaram indicativo de

greve em assembleia realizada no dia 05 de novembro de

2016, às 11h00min, no Hotel Roochele, na Rua Tibagi 307,

no Centro de Curitiba.

Em respeito aos alunos, os docentes continuariam precariamente

desempenhando as suas atividades na semana

compreendida entre 07 e 12 de novembro, atentos ao de

Charge sobre a situação dos

professores da Camões - 2015

Didata 2015

senrolar das negociações para a quitação dos salários pendentes.

Os docentes só não decretaram a deflagração de greve geral

por tempo indeterminado porque resolveram dar um último

voto de confiança para

o proprietário das Faculdades Camões, que em reunião

com os profes

sores realizada no mês de outubro, comprometeu-se a colocar

em dia os salários até o dia 07.11.2016.

Os professores da Camões aceitaram estudar a viabilidade

de aceitar parte dos pagamentos atrasados ser efetivado

pela via de habilitação em valor que estaria bloqueado

perante a 5ª. Vara Cível de Maringá e lamentaram que somente

na 6ª Feira o advogado da Camões tenha encaminhado

a identificação dos autos, inviabilizando assim que

a proposta fosse examinada antes da realização da assembleia.

Exigiam, entretanto, que a maior parte dos salários fosse

depositada em suas contas imediatamente visto que as despesas

ordinárias de aluguel, supermercado e combustível,

dentre outras, não podem esperar a morosidade da Justiça

nem a boa vontade do patrão.

Os professores reunidos em assembleia concederam um

prazo para que as Faculdades Camões encaminhassem ao

sindicato planilha dos salários que reconhecem como devidos,

a fim de que as partes pudessem negociar a forma do

pagamento. A conduta a ser adotada pelos docentes seria

decidida em assembleia designada para o dia 12.11.2016 às

11 horas no Hotel Roochelle na Rua Tibagi 307, Centro de

Curitiba.

2016/2017 – SOLUÇÕES CRIATIVAS PARA CONTORNAR OS CONSTAN-

TES ATRASOS SALARIAIS

Como se não bastasse a precarização do trabalho docente

e os constantes atrasos salariais, a Camões continuava a

agrupar alunos de cursos e disciplinas diferentes em uma

mesma sala de aula, o que atentava contra a excelência do

ensino e afastava o corpo discente.

O polo passivo, integrado por diversos membros da família

Michelotto (a quem pertence a propriedade de fato da

Camões), conta hoje com 18 pessoas físicas e jurídicas incluídas.

O Incidente de Desconsideração da Pessoa Jurídi

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