Jornal Didático - Edição 46
Jornal do Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana - SINPES
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Novembro de 2019
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2009 - Participação nos resultados do Dom Bosco vai a referendo
No final de 2008 as Faculdades Dom Bosco apresentaram ao
Sinpes uma proposta de participação dos professores nos resultados.
Em janeiro de 2009, o Sindicato reuniu-se com a direção
da instituição, oportunidade em que foi decidida a realização de
uma assembleia para apreciação da proposta por parte dos professores.
Entretanto, a instituição tomou a iniciativa de implantar provisoriamente
a medida a partir daquele ano letivo. O Sinpes
anunciava dificuldades para a realização da assembleia. O Sindicato,esclarecia
que só podia assinar o acordo com a instituição
após a aprovação da proposta pelo conjunto dos professores em
sua instância maior de deliberação.
2012 - DOM BOSCO REDUZ REMUNERAÇÃO DE PROFESSORA
Professora do Curso de Fisioterapia do Dom Bosco contratada
em 2002 encaminhou ao Sinpes documentação comprobatória
de uma série de reduções salariais nominais por ela sofridas a
partir de março de 2012 nas rubricas “hora-atividade” (que deixaram
de ser pagas em face das áreas de estágio), e “repouso
semanal remunerado” nas horas de orientação de monografia
(assistente de monografia).
Seus superiores hierárquicos imediatos mostraram-se receptivos
em relação à correção dos equívocos, mas até o fechamento
daquela edição do Jornal Didata os valores pagos a menor ainda
não tinham sido ressarcidos.
O Sinpes investigava se a redução salarial noticiada constitui
fato isolado ou dizia respeito à coletividade dos professores do
Dom Bosco, estudando a possibilidade de ajuizar ação pleiteando
a restituição dos valores como substituto processual.
2017- Clima conturbado afeta Dom Bosco Marumbi
No ano letivo de 2016, os professores da Unidade Marumbi das
Faculdades Dom Bosco passaram grandes constrangimentos
provocados pelo diretor José Antonio Pinto Capito.
Compromissos assumidos por coordenadores a respeito da distribuição
de aulas e de pagamentos pelos trabalhos de educação
à distância foram desconsiderados por esse gestor, que segundo
informações recebidas dos professores adotava postura truculenta
em relação a seus subordinados. A responsabilidade por
algumas reclamações de alunos na ouvidoria da instituição foi
simplesmente “repassada” para professores que não tinham
competência para a solução dos problemas.
Na avaliação do Sinpes, o afastamento de Capito das funções de
direção neste ano letivo de 2017 não parecia ter sido consequência
do conturbado clima organizacional por ele provocado,
já que boa parte daqueles em relação aos quais o diretor nutria
permanente animosidade foram impiedosamente demitidos ao
final de 2016 pela nova direção, concluindo-se assim verdadeiro
desmantelamento da instituição de ensino.
O OUTRO LADO: Em atenção ao pedido de esclarecimentos enviado
pelo Didata em 17/04/17, as Faculdades Dom Bosco informaram
que o professor José Capito exerceu a direção da Faculdade
Dom Bosco até o final do ano letivo de 2016. Nesse período, o
professor Capito focou sua gestão no preparo da faculdade para
o seu credenciamento institucional como Centro Universitário,
o que lhe permitiria ter mais qualidade e um crescimento mais
rápido.
Algumas situações teriam sido revistas por ele para atender às
exigências do Ministério da Educação, especialmente quanto ao
regime de trabalho e à titulação acadêmica dos docentes. Desde
janeiro de 2017 a direção foi assumida pela professora Claudia
Regina de Brito, que, segundo o Dom Bosco vinha fazendo um
trabalho igualmente primoroso em todos os sentidos, incluindo a
busca pelo aprimoramento dos canais de comunicação da direção
com a comunidade acadêmica interna - professores, alunos
e colaboradores administrativos - e externa.
2018 - Dom Bosco demite professora vítima de assédio moral
de aluna
Uma lamentável ocorrência culminou, no ano de 2018, com demissão
de professora no Dom Bosco. Em 9 de junho de 2017 a
docente participou de uma banca de TCC do curso de Direito
que reprovou uma aluna por unanimidade – decisão mantida
pelo colegiado. Inconformada com o resultado, a aluna passou a
desferir ataques à professora culpando-a pela reprovação.
Além de comentários desairosos feitos perante a comunidade
acadêmica, a aluna reprovada postou um vídeo numa rede social
expondo a imagem da professora de forma deselegante, a qual
solicitou providências. Somente após o acirramento dos ânimos
e a reação de alunos em defesa da professora é que a instituição
instaurou uma sindicância. Advogada e pesquisadora, a professora
acreditava ter sido escolhida como "bode expiatório" por
ser a única mulher a integrar a banca, pois segundo ela, a aluna
apresentava um histórico de comportamento hostil a mulheres.
Em 30 de novembro de 2017 a professora foi demitida pela instituição
de ensino durante a aplicação de uma prova. Foi impedida
de corrigir as provas às quais a instituição atribuiu nota
10 generalizada, o que bem evidenciava o total descompromisso
para com a excelência do ensino por parte da instituição de ensino
superior. Ela também teve cancelada sua participação em
uma pré banca na última hora.
"Foi a maior humilhação da minha vida", relatou a professora
em depoimento ao Didata. Sentindo-se agredida e ameaçada, a
doecente revelou qu estava magoada com a Faculdade Dom Bosco
que nada fez para defendê-la, limitando-se a abafar o caso e
desligá-la do quadro docente.
2021- Sinpes repudia volta às aulas presenciais no UniDomBosco
Durante a pandemia de Covid-19 o Sinpes veio a público repudiar
a decisão do Centro Universitário UniDomBosco por re-