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Jornal Didático - Edição 46

Jornal do Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana - SINPES

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28

Novembro de 2019

Evangélica

2007 - Evangélica atrasa pagamento de salários

A Edição 17 do Didata denunciava que a Faculdade Evangélica

do Paraná – Fepar tinha atrasado de 10 a 12 dias o pagamento

dos salários dos professores no segundo semestre de 2006.

Em mesa-redonda ocorrida na Delegacia Regional do Trabalho,

representantes da instituição reconheceram o problema, creditando-o

ao fluxo de caixa. Como afirmaram que a situação já estava

regularizada, o Sinpes solicitou as cópias dos comprovantes

de depósitos bancários dos últimos seis meses. Os documentos

foram encaminhados pela instituição ao Sinpes e pareciam demonstrar

que a situação já se encontrava sob controle.

2012 - Sinpes denuncia Evangélica por irregularidades

Em agosto de 2012, o Sinpes enviou ofício à SRTE – Superintendência

Regional do Trabalho e emprego, órgão sucessor da

Delegacia Regional do Trabalho – encaminhando denúncias de

constantes irregularidades ocorridas na Faculdade Evangélica

do Paraná.

A correspondência solicitava que o órgão procedesse a urgente

fiscalização a fim de checar a veracidade das denúncias de violação

aos direitos trabalhistas que chegaram ao conhecimento do

Sindicato, entre as quais os reiterados atrasos no pagamento de

salários e a falta de recolhimento do FGTS.

Além disso, o Sinpes também recebeu denúncias de que o banco

Santander – por meio do qual eram pagos os salários dos professores

– estaria criando obstáculos à criação de contas salários,

um direito do trabalhador previsto em lei.

2013- Ações judiciais cobram direitos trabalhistas da Evangélica

e da Facel

Em novembro de 2012 o Sinpes ajuizou ação trabalhista contra

a Sociedade Evangélica Beneficente Curitiba, na condição de

substituto processual, para reivindicar direitos dos professores

que vinham sendo reiteradamente desrespeitados, notadamente

no que tange ao atraso no pagamento dos salários.

Os atrasos ocorriam desde 2007. Entre as reivindicações estava

o pagamento das multas devidas por atrasos superiores a 15 dias.

Na oportunidade o Sinpes pleiteava que a instituição de ensino

fosse condenada a pagar os salários vincendos regularmente até

o quinto dia útil do mês subsequente ao mês trabalhado, na forma

prevista na legislação trabalhista (artigo 459 da CLT). Além

disso postulava-se a a regularização dos depósitos do FGTS.

A medida judicial foi adotada após diversas tentativas infrutíferas

de regularizar a situação por meio de mesas-redondas na

Delegacia Regional do Trabalho.

Informações prestadas por professores da Faculdade Evangélica

davam conta de que depois que esta instituição de ensino superior

foi informada oficialmente da existência da ação pela Justiça

do Trabalho, os costumeiros atrasos salariais tornaram-se

bem menos significativos.

Os salários do mês de agosto - que deveriam ter sido pagos até

o quinto dia útil de setembro conforme determinava a lei - somente

foram pagos no final daquele mês. A fim de reverter esse

quadro, o Sinpes agendou mesa redonda na Delegacia Regional

do Trabalho para 1º de outubro. Os professores e alunos também

foram convocados para uma reunião de mobilização em 27

de setembro para discutir medidas para pôr fim aos constantes

atrasos no pagamento dos salários e preservar a qualidade do

ensino. Para tanto, o Sinpes utilizou-se de anúncios radiofônicos,

distribuição de panfletos e a permanência de um caminhão

na frente das sedes dessa instituição de ensino superior.

Da reunião convocada pelo Sinpes participaram as principais

lideranças docentes, representantes do Centro Acadêmico de

Medicina e do Sindicato dos Médicos - todos interessados em

pôr fim ao problema. Os presentes defenderam o retorno da professora

Érica Pauls para a direção geral da instituição de ensino,

que sempre tratou os problemas econômicos crônicos da instituição

com transparência, lealdade e objetividade. Ponderaram

também que alunos e professores não podiam ser responsabilizados

pelos históricos desmandos administrativos que se repetiam

no âmbito do Hospital Evangélico, posição adotada desde

há muito pelo Sinpes que sempre atribuiu o crônico problema

do atraso no pagamento dos salários à má gestão e ao desvio de

recursos educacionais para finalidades estranhas à qualidade de

ensino.

Na época o Sinpes recorreu contra decisão de Turma do Tribunal

Regional do Trabalho da 9ª Região que mandou arquivar um

processo do Sinpes cobrando multas pelo pagamento atrasado

dos salários e FGTS não recolhido porque entendeu que não era

cabível nessas questões a substituição processual dos professores

por sua entidade sindical. No entender do sindicato, a decisão

contrariava a jurisprudência predominante sobre o assunto

e contribuiu para agravar o problema dos atrasos nos pagamentos

de salários.

Alguns anos depois o Tribunal Superior do Trabalho reformou a

decisão, reconhecendo a legitimidade do Sinpes e determinando

o prosseguimento do feito.

2014- Em crise, Evangélica atrasa pagamento de salários

Em meados de setembro de 2014 professores da Faculdade

Evangélica do Paraná (Fepar) denunciaram que estavam sem

receber o pagamento referente ao mês de agosto. De acordo com

O Sinpes queria impedir a segmentação das intervenções que vinha

A Passeata dos Excluídos e o Fechamento do Hospital e da Faculdade Evangélica foram destaques do

Didata no ano de 2015

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