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103 | DIGITAL UNION - CABOS SUBMARINOS E AS OPORTUNIDADES PARA PORTUGAL: REGULAÇÃO E ESTRATÉGIA

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Webinar

Cabos Submarinos

e as Oportunidades

para Portugal:

Regulação e

Estratégia

#103

Fev.

2025


12ª Sessão | Digital Union | Cabos Submarinos e as Oportunidades para Portugal: Regulação e Estratégia

LIGAR O MUNDO:

NÃO HÁ TEMPO A

PERDER

Os dados são o motor da economia digital e há que tirar partido

deles para criar valor e ganhar competitividade. O processo de

ajustamento será tudo menos fácil, mas as empresas já se estão a

preparar. Será que a Europa conseguirá fazer a diferença numa área

com um potencial inimaginável?

Sem uma aposta estratégica na colaboração,

no trabalho em ecossistema e na criação de

parcerias público-privadas é que a Europa e

o nosso país vão conseguir ter uma palavra

a dizer na indústria dos cabos submarinos.

Mas há mais: terá que se saber endereçar o

problema da fragmentação das regras na

UE27, assim como reforçar a governance,

definir guidelines e standards e adotar

regras e um quadro regulatório que garanta

maior rapidez, simplicidade e eficácia.

Numa altura em que esta indústria assume

a maior importância nas comunicações

digitais mundiais, não há tempo a perder. A

mensagem ficou clara nesta nova edição do

Digital Union, uma parceria entre a APDC e

a VdA para analisar as políticas e a regulação

na Europa e em Portugal.

O relatório da CE sobre o Estado da Década

Digital em 2023 mostra que cerca de

99% das comunicações digitais mundiais

transitam através da rede global de cabos e

cerca de 10 biliões de dólares em transações

financeiras são enviados diariamente

através deles. Factos que comprovam que

os cabos submarinos constituem a espinha

dorsal da internet mundial, pois permitem

a transferência de dados a alta velocidade

entre países e continentes. São eles que

suportam a infraestrutura necessária

para os serviços cloud, a IoT, a IA e outras

tecnologias emergentes, tendo por isso um

impacto direto no crescimento económico,

na melhoria da conetividade digital e na

troca de informações.

Esta relevância dos cabos submarinos foi

destacada por Rui Almeida, Associado da

Área de Comunicações, Proteção de Dados

& Tecnologia da VdA, no arranque desta

sessão. Onde o orador fez um ponto de

situação sobre o que está a acontecer na

UE27 e em Portugal, traçando perspetivas

sobre as oportunidades da indústria dos

cabos submarinos.

Tendo em conta a atual cobertura em fibra,

da rede de satélites e o desenvolvimento

do 5G, a Europa enfrenta ainda vários

desafios em termos de infraestruturas

de conetividade. De tal forma que, se não

forem tomadas medidas rapidamente, os

objetivos definidos para a Década Digital

para 2030 serão difíceis, senão impossíveis,

de alcançar. Há que colmatar o fosso entre

a procura de conetividade e as atuais

infraestruturas, seja através de novas redes,

seja de uma atualização significativa das que

já existem, num caminho que terá de passar,

obrigatoriamente, pelos cabos submarinos.

Bruxelas, segundo o orador, tem consciência

dessa necessidade, já que tem apostado,

através do CEF Digital, no investimento

nesta área. Nomeadamente com o Digital

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Work Programme, que na primeira edição,

entre 2021 e 2023, financiou em 285 milhões

de euros 20 projetos de cabos submarinos.

Já na segunda edição do programa, entre

2024 e 2027, foram até agora apoiados mais

seis projetos.

Portugal tem na indústria de cabos

submarinos oportunidades e vantagens

estratégicas: seja da sua proximidade à

América do Norte, Brasil e África, seja com

a sua extensão marítima, de cerca de 4,1

milhões de km2. Atualmente, entre 15% a

20% de todos os cabos submarinos já passam

pelo país, e o potencial de aumento do PIB,

pelas contas da Copenhagen Economics, é

de 500 milhões de euros por ano.

Mas o grande desafio está em conseguir

equilibrar inovação com regulação em

termos de políticas europeias, já que a

situação atual não é, de longe, a mais

adequada para promover o investimento,

não só em cabos submarinos, mas nas

infraestruturas digitais em geral. Citando

o relatório Draghi sobre a competitividade

europeia, Rui Almeida refere que “a regulação

é vista por mais de 60% das empresas da UE

como um obstáculo ao investimento. Sendo

que 55% das PME assinalam os obstáculos

regulamentares e a carga administrativa

como o seu maior desafio”.

GOVERNAÇÃO E REGULAÇÃO: MUDAR É

PRECISO

Perante esta constatação, impõe-se uma

revisão da governação da UE, reforçandose

a coordenação entre os estadosmembros

e reduzindo-se a pesada carga

regulamentar, no sentido de ser “mais

eficiente e eficaz”. O próprio BEREC já

admitiu que a implantação de sistemas de

cabos submarinos depende atualmente do

“cumprimento de um número significativo

de procedimentos administrativos de

autorização nacionais, incluindo a proteção

do ambiente e do património cultural,

o planeamento e a gestão dos recursos

marítimos e o planeamento e a gestão

urbana e territorial e gestão do território”,

concluindo que só as licenças e autorizações

facilmente ultrapassam um ano de duração.

Isto para não falar do cumprimento de todo

um quadro regulatório para a instalação

das infraestruturas físicas, que envolve um

conjunto de regras que, também elas, são

desincentivadoras dos investimentos.

Tiago Bessa

Sandra Fazenda

Almeida

Diretora Executiva

da APDC

Rui Gordete

Almeida

Daí que, como explica o responsável da

VdA, o Gigabit Infrastructure Act, que será

aplicável na sua totalidade a partir de 12 de

novembro de 2025, tenha como objetivo

simplificar e acelerar a implantação de

redes de comunicações eletrónicas de

alta velocidade, fixas ou móveis, de forma

a cumprir os objetivos da Década Digital

da UE em termos de infraestruturas de

muito alta capacidade até 2030. E sendo

as novas regras diretamente aplicáveis

aos estados-membros, sem necessidade

Sócio da Área de

Comunicações,

Proteção

de Dados &

Tecnologia e

da Área de PI

Transacional, VdA

Associado da Área

de Comunicações,

Proteção

de Dados &

Tecnologia, VdA


12ª Sessão | Digital Union | Cabos Submarinos e as Oportunidades para Portugal: Regulação e Estratégia

de transposição, são esperadas grandes

novidades em termos de investimentos em

cabos submarinos.

Já ao nível nacional, Rui Almeida destaca

ao despacho do Governo nº 11808, de 2023,

que vem estabelecer um conjunto de

ações destinadas a simplificar o processo

de instalação de cabos submarinos e de

infraestruturas associadas. A meta foi garantir

a melhoria da conetividade internacional do

país, sendo que a proximidade dos centros

de dados permitirá melhorar a qualidade

das redes de muito alta capacidade para

os cidadãos e as empresas acederem à

internet e aos serviços. Assim como apoiar o

desenvolvimento de indústrias tecnológicas

e da localização de empresas de base

tecnológica.

O despacho assenta em três pilares de ação:

energia, fazendo do país uma referência

mundial no domínio da economia digital,

assente na utilização de energia vinda

de fontes renováveis; comunicações e

conetividade, reforçando o desenvolvimento

e apoio de iniciativas que melhorem o

posicionamento estratégico nacional na

conetividade internacional; e ao nível da

informação e dos dados, para garantir a

Portugal uma posição de destaque na

localização de centros de armazenamento e

de processamento de dados.

Segundo o orador, o país quer tirar partido

da sua localização estratégica na Europa,

com coordenação institucional entre todas

as entidades envolvidas. O reforço das

infraestruturas e regulação é outra meta,

criando-se zonas específicas para cabos

submarinos e a simplificação dos processos

de licenciamento, através de um portal

específico para investidores. Promover

a integração das energias renováveis no

ecossistema digital, para atrair investidores

globais, e estimular o desenvolvimento

de rotas alternativas, para aumentar a

conetividade e a segurança são outros

objetivos.

COLABORAR EM ECOSSISTEMA PARA

ACELERAR

Mas, quando a gigante Meta acaba

de anunciar o seu investimento mais

ambicioso nos cabos submarinos - o

projeto Waterworth, que vai ligar os EUA,

Índia, África do Sul, Brasil e outras regiões

Ana Carla Sousa

Wholesale

Director, MEO

Augusto

Fragoso

Diretor-Geral

de Informação

e Inovação,

ANACOM

do globo - como olham os operadores

para a concorrência das big tech? E como

se posicionam? Quais os entraves que

identificam, assim como as oportunidades?

Estes foram temas abordados no debate que

se seguiu, onde os oradores defenderam que

a colaboração e o trabalho em ecossistema,

assim como a criação de verdadeiras

parcerias público-privadas, são o caminho

para que a Europa - e Portugal - possa

ter um papel preponderante em termos

mundiais nos cabos submarinos. Para isso,

há que endereçar o problema da enorme

fragmentação das regras na UE27, assim

como reforçar a governance, ter guidelines

e standards europeus, adotar regras

mais rápidas e simplificada e aprender

efetivamente uns com os outros.

Ana Carla Sousa, Wholesale Director da

MEO, não tem dúvidas de que os países

mais conectados são os que são mais

desenvolvidos, produtivos e democráticos,

assumindo um papel importante no

desenvolvimento e crescimento global. E,

quando se enfrenta um enorme processo de

transformação digital, os cabos submarinos

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assumem um papel fundamental, já que

a produção de dados está a disparar e é

preciso aceder a eles de forma mais rápida

e confiável.

A necessidade de banda larga internacional,

entre 2019 e 2023, multiplicou-se por três,

num “espantoso crescimento que vai

continuar” e que é central neste processo

de transformação. Para a oradora, há uma

forte procura de largura de banda e para

aceder aos dados de forma segura e fiável,

os datacenters são essenciais.

Há outra a mudança visível: se há 10 anos,

os players chave no negócio dos cabos

submarinos eram os operadores de

comunicações, hoje os gigantes de internet

já detêm mais de 75% do investimento

nesta indústria. E embora os operadores

continuem a ter um papel importante, mas

não estão já a investir da forma tradicional,

de partilhar capacidade em consórcio,

mas sim em parceria com as tecnológicas.

“Precisamos de investir e se estar presentes

neste negócio, assim como fornecer serviços

ao mercado. Podemos ser parceiros e ser

também service providers. É o que estamos

a fazer”, diz.

“Cerca de 99% das comunicações

digitais mundiais transitam

através da rede global de cabos

e cerca de 10 biliões de dólares

em transações financeiras são

enviados diariamente através

deles. Dados que comprovam

que os cabos submarinos

constituem a espinha dorsal da

internet mundial”

Robert Marshall, Security Policy Advisor

do grupo Vodafone, acrescenta que

reguladores e governos reconhecem que

este é o momento de tirar partido das

oportunidades dos cabos submarinos,

incluindo em Portugal, que poderá ter a

vantagem de ser dos primeiros da Europa

a avançar. Mas ainda tem de se definir qual

a melhor estratégia para endereçar esta

oportunidade.

O primeiro passo terá se ser uma alteração

de fundo no quadro regulatório europeu,

“para que todos os intervenientes do

mercado tenham o mesmo enquadramento

e standards, o que trará mais consistência e

segurança”. Atualmente, considera que a

regulação está demasiado fragmentada,

existindo grandes disparidades entre os

vários estados-membros. Acresce o tempo

das licenças e autorizações, em média de

até 14 meses, o que acaba por prejudicar

os operadores face às tecnológicas, que

têm capacidades quase ilimitadas de

investimento.

Olhando para a Europa e para Portugal, o

gestor diz que as possíveis soluções passam

pelo reforço da colaboração, juntando

todas as partes: setor privado, governos

e reguladores. “Todos temos de ser parte

do debate e dos planos de futuro, fazendo

parte das soluções”, salientando que esta é

a oportunidade de endereçar o problema.

“Não podemos estar isolados. Todos temos

os mesmos problemas. As redes têm de

acontecer mais depressa todos temos de

olhar, juntos, para uma nova legislação mais

adequada”, alerta.

“A Europa precisa de reforçar a governance.

Precisamos de ter guidelines europeias,

para uma aproximação mais eficiente entre

todos os países. Porque todos queremos o

mesmo, um processo consistente e eficaz,

com standards harmonizados aplicáveis

a todos. Estamos a falar de uma maior

simplificação ao nível europeu. Esta é uma

oportunidade real”, remata.

Robert Marshall

Security

Policy Advisor,

Vodafone Group


12ª Sessão | Digital Union | Cabos Submarinos e as Oportunidades para Portugal: Regulação e Estratégia

NOVA APROXIMAÇÃO ESTRATÉGICA

E qual o papel da ANACOM nos planos

nacionais para as infraestruturas digitais

e para a atração de investimento,

posicionando Portugal como um hub nos

cabos submarinos? Para Augusto Fragoso,

diretor-geral de Informação e Inovação

do regulador, este assume um papel vital

numa área que tem uma enorme relevância

geoestratégica. Trata-se de infraestruturas

vitais e críticas, pelo que se “impõe uma

nova aproximação estratégica a estas redes”.

Neste âmbito, defende que “a colaboração

é a resposta”, pelo que o regulador tem

trabalhado muito de perto com o governo,

organismos europeus e com a UE, no

sentido de ter uma melhor ideia do que

serão as necessidades do futuro em termos

de conetividade e uma nova estratégia de

abordagem das redes.

“Em termos de conectividade internacional,

quando falamos de cabos, há vários fatores

que observamos. O primeiro é ‘seguir o

dinheiro’ e aqui vemos que os investimentos

vêm das relações entre a UE e os EUA. A

capacidade instalada também tem de

mudar rapidamente, porque muita dela

ainda funciona da forma tradicional. Temos

também de pensar que quando os dados

chegam às nossas costas, temos de ter

caminhos estratégicos na Europa. Temos

de pensar na conetividade, tanto no mar

como em terra”, considera o responsável do

regulador.

Já na cobertura nacional, diz que a

questão é saber “para que queremos a

conetividade. Tem de ser construída para

desenvolver os vários mercados e setores.

Se não garantirmos no país investimentos

na indústria dos dados, então estamos a

construir autoestradas onde não podemos

ter nem a ‘barraca das bifanas’. Há que pensar

em áreas como o desenvolvimento da IA. Mas

estaremos a pensar estrategicamente no

país e na Europa? Falei com vários analistas e

as oportunidades que vêm no investimento

em IA na Europa são as mesmas que nos

EUA ou noutras geografias. Com a diferença

que estes não querem investir na Europa,

porque a regulação da IA está a assustá-los”.

Há assim de saber “encontrar formas de

garantir que os investimentos cheguem

à Europa. Uma das tendências dos

hyperscalares é que começam a mover

os projetos para locais com energia mais

barata e sustentável. Portanto, é tempo

de vermos uma maior ligação entre a

capacidade da energia verde e a construção

de infraestruturas de datacenters. Será

Portugal o local certo para instalar este

tipo de infraestruturas? Diria que estamos

muito bem colocados e temos um papel

importante a desempenhar. E a atual

situação geopolítica poderá levar a novas

decisões em termos de infraestruturas

globais, com vantagem para o país”.

Para suportar esta visão, destaca que a

ANACOM está a apostar na simplificação

regulatória, com diferentes ferramentas,

obrigações na segurança e no acesso e

harmonização com as regras europeias.

Além de apoiar as iniciativas que estão

a ser desenvolvidas, nomeadamente

tentando juntar todos os protagonistas.

Um dos exemplos são os contactos com os

promotores de novos projetos que ligam

a Europa a outros continentes, “porque

acreditamos que o novo backbone entre o

hemisfério Norte e o Sul, os Açores e Madeira

terão um papel essencial”.

Ana Sousa destaca o custo dos projetos

e a importância da previsibilidade.

“Trabalhamos arduamente todos os dias

para atrair investimentos para Portugal.

Não só nos cabos, mas também no reforço

do ecossistema, porque precisamos de

ter as redes interconectadas no país,

para desenvolver o ecossistema inteiro,

criando um verdadeiro hub português”.

Nesse processo, o grupo vê que “o que os

investidores querem é previsibilidade. O

“Portugal tem na indústria de

cabos submarinos oportunidades

e vantagens estratégicas: seja da

sua proximidade às Américas e

África, seja com a sua extensão

marítima. Entre 15% a 20% de

todos os cabos submarinos já

passam pelo país, e o potencial

de aumento do PIB é de 500

milhões de euros por ano”

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tempo é dinheiro e na indústria dos cabos

tempo significa muito dinheiro”.

Assim, defende que têm de se endereçar

os obstáculos que afastam os investidores,

até porque o novo framework europeu tem

medidas muito boas. E destaca um ‘game

changer’: a criação de corredores, uma

medida muito positiva. Mas será necessário

ir mais além, se o objetivo for ganhar

competitividade face a outros mercados e

países que também estão a atrair este tipo

de investimentos. Dar previsibilidade aos

investidores é fundamental, porque estes

não querem ter custos extra”. Infraestruturas

como os datacenterts e as carrier houses são

essenciais e também aqui os processos terão

de ser acelerados. Assim como as medidas

de segurança, que têm de ser acauteladas,

“colaborando mais em todas as áreas. E isto

que pode fazer a diferença quando estamos

a concorrer por estes investimentos”.

O responsável da Vodafone concorda que

o estabelecimento de corredores é uma

grande mais-valia, em termos de assegurar

a segurança das infraestruturas submarinas.

Assim como com a necessidade de uma

abordagem europeia harmonizada, com

partilha de informação para garantir a

resiliência e a redundância das redes.

Respondendo à questão dos participantes

sobre se a simplificação regulatória será o

caminho para promover o investimento em

cabos submarinos em Portugal, Augusto

Fragoso diz que acredita que desempenhará

um papel importante. Mas não é o aspeto

principal para que Portugal possa ser

considerado um player importante. A

localização, a certeza e aspetos como a

atratividade regulatória são considerados

mais relevantes. Diz que o despacho

governamental de 2023 estabelece a relação

entre várias dimensões que precisavam de

ser percebidas e interligadas, em termos de

atratividade: energia, dados e conetividade.

Destaca ainda a criação do portal único para

os investidores, que se assume como um

one stop shop que irá simplificar o processo.

Garantirá apenas um único local com toda a

informação para todos os diferentes players

envolvidos no processo e uma visão clara

do que será necessário fazer no processo.

E trará todo o conhecimento específico

“A UE enfrenta vários desafios

nas infraestruturas de

conetividade. De tal forma que,

se não forem tomadas medidas

rapidamente, os objetivos

definidos pela Década Digital

para 2030 serão difíceis, senão

impossíveis, de alcançar. Há que

saber como colmatar o fosso

entre a procura de conetividade

e as atuais redes”

concentrado numa única plataforma, com

um único ponto de contacto.

Já em termos de investidores, considera

importante mostrar a capacidade do país em

termos de infraestruturas de comunicações.

“O que a Anacom está a fazer é promover e

suportar a cobertura em termos de redes

de comunicações no país, nomeadamente

em termos de fibra ótica. Mostrando aos

investidores a forma como o se está a

trabalhar profundamente a conectividade

nacional”, explica.

A grande quantidade de projetos de cabos

submarinos liderados por big techs colocará

riscos, na atual situação geopolítica? O

que poderão os governos, reguladores e

operadores europeus fazer? Robert Marshall

refere que esta não é uma questão fácil de

responder, mas há que reconhecer o poder

das tecnológicas nesta área. Pelo que o

tema regulatório terá de ser endereçado,

assegurando-se que todos os players têm

o mesmo quadro de regras a cumprir,

sem divergências, o que trará um nível de

consistência grande para suportar os níveis

de investimento.

Depois, acredita que a Europa terá de apostar

cada vez mais em parcerias público-privadas,

para construir projetos consistentes. Com

a obrigatória criação de mecanismos mais

consistentes de financiamento ao nível

comunitário, para o desenvolvimento de

projetos mais estratégicos. É que esta é a

oportunidade de endereçar estes temas,

porque a Europa tem um papel nesta área.

E não se pode perder tempo…


12ª Sessão | Digital Union | Cabos Submarinos e as Oportunidades para Portugal: Regulação e Estratégia

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Pretemde-se facilitar, a todos os interessados, um arquivo com os conteúdos mais relevantes de cada evento, que poderá ser

consultado em www.apdc.pt

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