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REVISTA COAMO_MARÇO

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revista coamo Safra em movimento ano 51 edição 555 março/2025

revista

www.coamo.com.br

Credicoamo

Cooperativa tem ativo

total administrado

de R$ 5 bilhões no

exercício 2024

Meio ambiente

Coamo promove ação

para recuperação

e preservação de

nascentes

João Adilson Portugal,

Pitanga (PR)

março/2025

ano 51 edição 555

Safra em movimento

Entre sol, chuva e desafios no campo, cooperados superam

adversidades e mostram como tecnologia e planejamento

fazem a diferença na busca por alta produtividade



expediente

área de ação

mapa da Coamo nos

Estados do PR, SC e MS

76 municípios

em três estados

unidades de

121 recebimento de grãos

Órgão de divulgação da Coamo

ano 51 | edição 555 | março 2025

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Contato: comunicacao@coamo.com.br (44) 3599-8129 WhatsApp (44) 9 9957-5951

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens: Ana Paula Bento Pelissari Smith, Antonio Marcio dos Santos, Guilherme Augusto Boller,

Ilivaldo Duarte de Campos, Ruthielle Borsuk da Silva Granado e Wilson Bibiano Lima

Designer gráfico: Aline Aristides Bazan, Marcos Gabriel Batista dos Santos e Raquel Sumie Eishima

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Coamo Agroindustrial Cooperativa

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte.

Os artigos assinados ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 - Caixa Postal, 460 - www.coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engenheiro Agrônomo, José Aroldo Gallassini. MEMBROS VOGAIS: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Jonathan Henrique Welz Negri,

Joaquim Peres Montans, Ricardo Accioly Calderari, Emilio Magne Guerreiro Junior, Wilson Pereira de Godoy, João Marco Nicaretta e Igor Eduardo de Mello Schreiner.

CONSELHO FISCAL: Alessandro Gaspar Colombo, Pedro Augusto Brunetta Borgo e Wagner Quiuli Diniz (Membros Efetivos); Luiz Anselmo Janguas, Carlos Eduardo Esteves Ferreira

e Marcia Regina Ferri (Membros Suplentes).

DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente Executivo: Airton Galinari. Diretor Administrativo e Financeiro: Antonio Sérgio Gabriel. Diretor Comercial: Rogério Trannin de Mello.

Diretor Industrial: Divaldo Corrêa. Diretor de Logística e Operações: Edenilson Carlos de Oliveira. Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica: Aquiles de Oliveira Dias.



índice

Entrevista

10

Fábio Bigolin, presidente da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – Acaert, é

o entrevistado do mês. Ele diz que a comunicação tem o poder de transformar a vida das pessoas

Tour da Safra

14

Acompanhe reportagens sobre o cenário agrícola da safra de verão no Paraná, Santa Catarina e

Mato Grosso do Sul. Veja também como está o desenvolvimento do milho segunda safra

30

Credicoamo

Cooperativa realizou no dia 11 de março, sua 35ª Assembleia

Geral Ordinária (AGO) em Campo Mourão (PR), onde os

associados aprovaram a Prestação de Contas do exercício 2024

Meio ambiente

39

Coamo lidera ação de recuperação de nascentes e envolve cooperados, estudantes e voluntários

no cuidado com a água. Ações iniciaram em propriedades rurais de Coronel Domingos Soares (PR)

março/2025 revista

5


NUTRIÇÃO ESSENCIAL PARA A

PROTEÇÃO DE SUA LAVOURA


governança

Problemas climáticos reduzem produtividades na safra de verão

Estamos finalizando a colheita

da safra 2024/2025.

Devido a problemas climáticos

haverá redução nas produtividades

de soja na área de ação

da Coamo e situações diferentes,

pois temos regiões onde as chuvas

foram regulares e a produção

será normal, e também outras

que sofreram muito com a escassez

hídrica. A diferença é grande

de uma região para outra, há cooperado

que colheu desde 40, 50

sacas por alqueire até 150, 200

sacas ou mais, conforme acompanhamos

nas reportagens nesta

Revista Coamo e nos programas

de rádio Informativo Coamo.

Convivemos nos últimos

anos com períodos de estiagem

afetando fortemente o desenvolvimento

das lavouras, que sentiram

muito os efeitos do clima.

Houve muitas previsões de chuva,

que infelizmente não vieram,

e este cenário prejudica neste

momento o desenvolvimento do

milho segunda safra. Desta forma,

a quebra na produção aliada

a redução nos preços impacta

diretamente na rentabilidade do

produtor, que pode ter dificuldades

econômicas.

A Ocepar e a OCB estão

reivindicando ao Governo

Federal recursos com juros subsidiados

para prorrogação das

dívidas dos produtores em caso

de necessidade. Com esta medida

o produtor poderá superar

esta crise que vem desde a safra

2023/2024, quando das perdas

nas lavouras de soja, trigo e milho

segunda safra.

A comercialização de

soja e milho na safra de verão

está sendo prejudicado pelo excesso

dos volumes na produção

mundial e a redução de compra

por parte da China. Outro fator

tem sido a política americana de

proteção aos produtos americanos,

com a taxação de 25% nos

impostos para produtos importados

pelos Estados Unidos. Tudo

isso tumultua o mercado e impacta

diretamente na formação

de preços das commodities. O

cenário apresenta instabilidade

com tendência de preços que

não devem ser de alta.

Diante desta realidade,

os produtores não têm o que fazer,

mas cada um deve conhecer

a sua situação e comercializar

conforme as suas necessidades,

sendo determinante que façam

o seu custo de produção e façam

suas fixações de produtos

em diversas vezes, de forma escalonada.

O papel da cooperativa

é mantê-los informados sobre a

situação global, mas é difícil fazer

previsões sobre o mercado

futuro, que pode mudar a qualquer

momento e ser influenciado

por vários fatores no mercado

externo.

Nesta edição também

destacamos os bons resultados

do exercício de 2024 da Credicoamo

que registrou um ativo

total de R$ 5 bilhões, uma receita

global de R$ 588,46 milhões

e sobras líquidas de R$ 118,11

milhões, que foram comemorados

pelos cooperados dia 11 de

março em assembleia geral. Praticamos

um cooperativismo de

resultados e com transparência,

pois o nosso modelo de negócio

é focado nos associados e assim,

olhamos para suas necessidades

e buscamos atendê-las com soluções

financeiras sustentáveis.

ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo

março/2025 revista

7



gestão

Fornecimento de insumos com segurança e condições favoráveis

Como sempre diz o nosso presidente do Conselho

de Administração, Dr. Aroldo Gallassini,

“Safra se faz na safra” e para cumprir a sua

missão, a Coamo faz o melhor para os cooperados

com uma excelente estrutura, profissionais capacitados

e grande esforço para que eles possam cuidar

do solo, da produção sustentável e obter rentabilidade

no seu negócio. A Coamo está ao lado do

cooperados, desde antes mesmo do plantio até a

colheita e a entrega da produção em armazéns da

cooperativa bem localizados para facilitar a vida dos

mais de 32 mil produtores associados. Além de sempre

implantar novas safras com tecnologias modernas

para produzir com origem, qualidade e sustentabilidade,

e obter o coroamento de todo um ciclo.

Na Coamo, os cooperados estão seguros

e tranquilos, e participam ativamente da força do

nosso cooperativismo. Estamos cada vez mais perto

deles no desenvolvimento das suas atividades em

nossa área de ação no Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul.

Pensando nesta força produtiva e contando

com a solidez e segurança da Coamo, os cooperados

estão participando do plano de fornecimentos

de insumos para o trigo safra 2025 e de sementes

de soja para safra 2025/2026. Ambos com condições

especiais em um momento certo para o planejamento

das suas lavouras.

A Coamo está atenta às necessidades dos

cooperados e com o respaldo e credibilidade de

mais de 54 anos vai ao mercado e adquire insumos

junto aos fornecedores e parceiros em prol de mais

de 32 mil cooperados. Eles dificilmente conseguiriam

de maneira individual ter acesso aos mercados

e a este importante benefício que é o fornecimento

de sementes, fertilizantes, defensivos, corretivos e

outros, com as melhores condições possíveis e boa

relação de troca.

Desta maneira, os cooperados fazem a sua

parte para planejar bem, plantar com tecnologias e

colher boas produtividades. Do outro lado, a Coamo

é a casa deles, e com um trabalho estruturado,

com unidades modernas, logística eficiente e profissionais

dedicados, é a sua melhor opção de desenvolvimento

gerando renda com desenvolvimento

sustentável. Com uma assistência completa, investimentos

e crédito, este é um grande trabalho que a

Coamo faz a cada safra.

Esperamos sempre por bons resultados e

grandes volumes na próxima safra de verão, respaldados

na confiança e participação efetiva dos cooperados,

um dos fortes motivos da existência da Coamo.

AIRTON GALINARI

Presidente Executivo da Coamo

março/2025 revista

9


entrevista

FÁBIO BIGOLIN

Presidente da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – Acaert

“A relação do cooperativismo e do agro com a sociedade, por meio

principalmente do rádio, é um dos grandes cases de comunicação no Brasil.”

A

comunicação tem o poder

de transformar a vida das

pessoas. O campo não é

mais sinônimo de atraso, pois na

maioria das propriedades a internet

é uma realidade, passando a

ser uma ferramenta de capacitação,

negócios e social. E o rádio

continua fazendo seu papel de integração

e informação, pois mantém

o homem e a mulher do campo

sempre informados e identifica

oportunidades de crescimento do

negócio agrícola.” A constatação é

do agricultor, cooperado da Coamo

em São Domingos (SC), e empresário

da rádio difusão, Fábio

Bigolin, atual presidente da Associação

Catarinense de Emissoras

de Rádio e Televisão – Acaert, que

reúne um total de 260 emissoras

de rádio e 24 emissoras de televisão

associadas, congregando

100% das emissoras comerciais e

educativas. Segundo Bigolin, “O

formato digital é uma realidade,

mas entendo que ele veio para

ser uma ferramenta que interage

com os meios de comunicação

ditos tradicionais.”

Revista Coamo: Como se deu a

sua paixão e o início pela comunicação?

Fábio Bigolin: A nossa família

tem emissora de rádio em São

Domingos, aqui em Santa Catarina,

e desde muito cedo passei

a conviver com as rotinas

da emissora. O rádio entrou na

minha vida para ficar. Temos negócios

em outras áreas, mas o

segmento da radiodifusão é o

que me desperta grande paixão

por vários motivos. Um deles é a

convicção que a emissora faz um

trabalho social importante para o

município e região. É a ferramenta

de convívio diário que leva a

informação, companhia, lazer e

o serviço de utilidade pública.

Tudo isso é a essência pura do

rádio criando uma forte conexão

com o ouvinte.

RC: O que é comunicação na sua

vida? Qual é o estágio atual da

comunicação em Santa Catarina?

Bigolin: A comunicação tem o

poder de transformar a vida das

pessoas. Baseado nessa premissa,

a atuação das emissoras de

rádio e televisão no estado é

marcada pela responsabilidade.

O nosso compromisso é com a

verdade, a informação de qualidade.

Isso porque conhecemos

profundamente a realidade local

e regional. Desta forma, estabelecemos

um compromisso com o

cidadão. De liderar suas demandas

e prestar serviços relevantes.

E como presidente da Associação

Catarinense de Emissoras de

Rádio e Televisão – Acaert, tenho

a consciência desse papel em

prol dos catarinenses. Hoje, a entidade

conta com 261 emissoras

de rádio e 21 emissoras de TV associadas.

Uma grande rede que

chega a todos os cantos de Santa

Catarina.

RC: A evolução na comunicação

ganhou novo formato com o digital.

Como tem acompanhado

esse processo e quais os cuidados

que os cidadãos devem ter?

Bigolin: O digital é uma realidade,

mas entendo que ele veio

para ser uma ferramenta que in-

10 revista

março/2025


terage com os meios de comunicação

ditos tradicionais. Não há

uma troca de uma pela outra e,

sim, uma convergência entre as

plataformas. E o rádio e a tv já

entenderam que o digital é uma

grande oportunidade para ampliar

sua cobertura de atuação,

conquistando novos mercados.

Ainda mais quando o rádio e

a tv são consumidos em multiplataformas

e multitelas. Nós,

da Acaert, também trilhamos

esse mesmo caminho, acompanhando

de perto as evoluções

tecnológicas. Aliás, temos uma

área específica para auxiliar as

emissoras neste assunto. Um dos

problemas do digital é a falta de

curadoria para a veiculação de

fake news. É aí que as pessoas

devem tomar o cuidado em checar

as informações disponíveis

no digital, que é quase uma terra

de ninguém.

Fábio Bigolin tem 45 anos e é catarinense de São Domingos. Começou a trajetória na rádio Clube,

emissora da família, aos seis anos de idade, como operador de áudio. É formado e pós-graduado

em Direito na Unoesc, de Chapecó. Tem especialização em Gestão de Estratégias de Negócios. Faz

parte do quadro diretivo da emissora desde 1997. Já foi presidente do Rotary de São Domingos,

presidente da Associação Filantrópica Passos Fortes e presidente da Comissão de Constituição e

Legislação do Grande Oriente de Santa Catarina. Bigolin atuou como vice-presidente Regional Oeste

da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – Acaert e desde 2023, é presidente

desta entidade. São 260 emissoras de rádio e 24 emissoras de televisão associadas, congregando

100% das emissoras comerciais e educativas de Santa Catarina. Seu mandato à frente da Acaert

encerra em dezembro deste ano.

RC: Então, como se adaptar à

transformação digital e às novas

demandas de comunicação?

Bigolin: É perfeitamente possível

se adaptar às transformações

digitais e devemos fazer isso buscando

a qualidade de vida das

pessoas. Utilizar os avanços tecnológicos

para garantir o acesso

universal da informação com

credibilidade, o que o rádio e a

televisão já fazem. Não há motivos

para temer o futuro. Nada vai

substituir o talento e o que fazemos

hoje, que é a curadoria da

informação. Para isso, entendo

que é preciso investir na capacitação

dos nossos profissionais

março/2025 revista 11


entrevista

"A COMUNICAÇÃO FOI CATALISADORA DO EMPREENDEDORISMO NO PAÍS,

PORQUE SEMPRE TEVE PROPÓSITO. ESSA É A DIFERENÇA DAS PLATAFORMAS."

para que estejam preparados

para os desafios. Devemos ter

como mantra a frase ‘a comunicação

a serviço da humanidade’.

RC: Qual é o papel da comunicação

no cooperativismo e agro?

Na sua opinião, o setor se comunica

bem?

Bigolin: Fundamental. O rádio,

por exemplo, sempre foi um elo

que liga o cooperativismo e o

agro com a sociedade, principalmente

em Santa Catarina. Por

muito tempo o rádio foi a única

comunicação da indústria e da

cooperativa com o seu cooperado,

o que acabou contribuindo

para o desenvolvimento de dezenas

de municípios que vivem

dos dois setores. Notícias do

campo sempre deram grandes

audiências, porque existe um

público que incorporou no seu

cotidiano o hábito de ouvir o rádio

todos os dias e em todas as

horas. A relação do cooperativismo

e agro com a sociedade, por

meio principalmente do rádio,

talvez seja um dos grandes cases

de comunicação do Brasil.

RC: Como observa o trabalho da

Coamo para manter os cooperados

informados com suas diversas

mídias para o cooperativismo

e o agronegócio?

Bigolin: É um trabalho muito

Fábio Bigolin, agricultor, cooperado da Coamo em São Domingos (SC), empresário da rádio

difusão e atual presidente da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão

(Acaert), que reúne um total de 260 emissoras de rádio de Santa Catarina

relevante e vital para manter a

família do agricultor no campo,

principalmente os jovens. E a

Coamo oferece um importante

programa voltado à juventude.

Felizmente, podemos dizer

que hoje o campo não é mais

sinônimo de atraso. Na maioria

das propriedades a internet é

uma realidade, passando a ser

uma ferramenta de capacitação,

negócios e social. O rádio

continua fazendo seu papel de

integração e informação. Man-

"Um dos problemas

do digital é a falta

de curadoria para

a veiculação de

fake news. É aí que

as pessoas devem

tomar o cuidado em

checar as informações

disponíveis no digital,

que é quase uma terra

de ninguém."

12 revista

março/2025


ter o homem do campo sempre

informado torna possível identificar

oportunidades de crescimento

do negócio agrícola.

Destaque para os informativos

diários produzidos pela cooperativa.

Portanto, a informação é

tão importante quanto o preço

final dos produtos dentro da cadeia

produtiva.

RC: De que forma as ações com

ferramentas de comunicação podem

contribuir para a melhoria

do bem comum nas comunidades?

Bigolin: A essência da comunicação

deve contribuir para

melhorar a vida das pessoas.

Simples assim. Ou seja, não podemos

compactuar a comunicação

como forma de disseminação

de ódio entre as pessoas,

por meio da desinformação. Cito

novamente o caso da relação do

cooperativismo e do agro com

a comunidade. Tudo o que foi

construído durante décadas tem

como base a boa informação. O

propósito de ajudar o outro. A

comunicação foi catalisadora do

empreendedorismo no país, porque

sempre teve propósito. Essa

é a diferença das plataformas.

RC: Quais inovações ou tendências

irão moldar o futuro da comunicação?

Bigolin: A Inteligência Artificial

também é realidade. Com certeza

sua utilização já está moldando

o presente. O que dirá o

futuro! De novo. A Inteligência

Artificial deve ser uma grande

aliada na comunicação dos seres

humanos. A humanidade

deve perseguir o avanço dos

serviços voltados à qualidade

de vida e bem-estar das pessoas.

É claro que estamos diante

de um grande dilema existencial:

o que queremos com a

IA. Espero que seja voltada para

o bem da sustentabilidade do

planeta.

RC: Como o cooperativismo contribui

para o desenvolvimento

econômico e social das comunidades?

Bigolin: Santa Catarina é um estado

referência em cooperativismo,

um modelo que impulsiona

o desenvolvimento econômico,

gera empregos e fortalece comunidades.

Do campo à cidade,

as cooperativas garantem crescimento

sustentável, inovação e

qualidade de vida para milhares

de catarinenses. Ser cooperado

faz parte do DNA do catarinense.

Está em sua essência empreendedora.

Sobre a Coamo,

é notável seu compromisso com

a cidadania cooperativa. Destacando

que a maioria dos cooperados

é formada por pequenos

produtores que recebem todo

tipo de assistência sobre as boas

práticas no campo. É uma atuação

inestimável para a família no

campo, garantindo a geração

de riqueza e tornando o agro

um segmento fundamental para

o desenvolvimento do Brasil. E

eu, como cooperado da Coamo,

sou testemunha de sua relevância

para o país.

“Nada vai substituir

o talento e o que

fazemos hoje, que

é a curadoria da

informação. Para isso,

entendo que é preciso

investir na capacitação

dos nossos

profissionais para que

estejam preparados

para os desafios.

Devemos ter como

mantra a frase ‘ a

comunicação a serviço

da humanidade’."

março/2025 revista 13


CARLOS STRALIOTTO

Sidrolândia (MS)

CELSO VILLANI

Maracaju (MS)

DIEGO SCHIMMEL

São Pedro do Iguaçu (PR)

CELSO PÖRSCH

Toledo (PR)

JOÃO PORTUGAL

Pitanga (PR)

ILSEU MAZZUTTI

Marilândia do Sul (PR)

RAULINO BUSS

Cândido de Abreu (PR)

FAMÍLIA MANOSSO

Mangueirinha (PR)

ADENIR PANHO

Palmas (PR)

DANYEL BALDISSERA

Xanxerê (SC)

14 revista

março/2025


NO RASTRO

DA COLHEITA

Com máquinas em operação e caminhões

carregados, a colheita da safra de verão é

finalizada nas propriedades dos cooperados

da Coamo. Mesmo com desafios climáticos,

produtores colhem bons resultados e já

direcionam esforços para a segunda safra e

os cultivos de inverno

Tour da Safra é um projeto

da assessoria de Comunicação

da Coamo e tem

como objetivo mostrar o

cenário agrícola da safra

de verão no Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do

Sul. Foi possível acompanhar

colheitas, plantio e o

desenvolvimento do milho

segunda safra.

A

colheita da soja avança para a reta final na área de

atuação da Coamo, revelando um cenário de desafios

e expectativas para os cooperados. Apesar de variações

regionais, a produtividade segue dentro das projeções,

mostrando a importância do manejo eficiente e das estratégias

adotadas nesta safra. Assim como a colheita da soja, as

lavouras de milho segunda safra seguem em pleno desenvolvimento.

A reportagem da Revista Coamo visitou propriedades

no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, onde

acompanhou de perto o trabalho no campo.

Em Marilândia do Sul (Centro-Norte do Paraná), as

produtividades estão dentro do esperado. Ilseu Mazzutti avalia

os resultados de forma positiva. “Tivemos um período de

veranico durante o ciclo da cultura, mas isso não afetou a produtividade.

Este ano, os números estão acima do ano passado

e dentro da média esperada”, afirma.

A área com soja soma aproximadamente 550 alquei-

março/2025 revista 15


tour da safra

Engenheiro agrônomo,

Eduardo Rodrigo Gibbert,

e o cooperado, Ilseu

Mazzutti, em Marilândia

do Sul (PR)

Ilseu Mazzutti obteve produtividade média de 170 a 180 sacas por alqueire

res. O plantio foi realizado entre o início de outubro

e 15 de novembro. “As variedades mais precoces

sentiram um pouco mais, mas as de ciclo normal

estão apresentando produtividades muito boas”, comenta

o cooperado.

Além das condições climáticas, o controle

de pragas e doenças exigiu atenção. “O acompanhamento

técnico foi essencial para conduzir a lavoura

da melhor forma possível. Doenças e percevejos

exigiram monitoramento constante, mas o manejo

correto garantiu bons resultados”, explica Mazzutti.

A produtividade média variou entre 170 e 180 sacas

por alqueire. “Estamos atingindo um patamar muito

satisfatório”, avalia.

Sobre os aprendizados deste ciclo, Mazzutti

reforça a importância da persistência e do manejo

adequado. “Diante das adversidades climáticas, o

produtor precisa continuar conduzindo a lavoura da

melhor maneira possível. Seguir com as operações

necessárias é essencial para garantir bons resultados”,

destaca.

O acompanhamento técnico da Coamo é

um fator decisivo para manter a produtividade em

alta. “Para alcançar bons resultados, é fundamental

contar com o suporte da cooperativa. A presença do

agrônomo na propriedade e o apoio técnico fazem

toda a diferença no momento de definir os melhores

manejos”, afirma.

De acordo com o engenheiro agrônomo,

Eduardo Rodrigo Gibbert, da Coamo em Marilândia

do Sul, o ciclo apresentou desafios climáticos, mas

16 revista

março/2025


Cooperado João Adilson

Portugal, em Pitanga (PR)

os resultados gerais são positivos. “Tivemos algumas

estiagens pontuais, que afetaram determinadas

áreas, mas, no geral, a produtividade tem se mantido

satisfatória”, explica Gibbert.

Segundo ele, o manejo de pragas e doenças

não foi um problema expressivo nesta safra. “Com

o suporte técnico, os produtores monitoraram as lavouras

e realizaram o controle preventivo. Isso garantiu

que as perdas fossem minimizadas”, afirma.

Com a colheita finalizada, os cooperados se

voltam para o próximo ciclo. “Há uma grande adesão

ao milho segunda safra. O preço tem colaborado

e incentivado os produtores a investirem mais

nessa cultura e algumas áreas serão destinadas ao

trigo e à aveia”, explica Gibbert.

Para Gibbert, a safra reforçou a importância

do investimento contínuo na lavoura. “Cada

vez mais, vemos veranicos longos, de 25 a 30 dias.

Quem investe em correção de solo e manejo nutricional

tem colhido melhores resultados e minimizado

os impactos climáticos”, conclui.

João Portugal com o engenheiro agrônomo, Marcelo Santana

em pitanga (centro do paraná), a colheita da safra

de verão mostra resultados que, apesar dos desafios

climáticos, se mantêm dentro das expectativas.

O cooperado João Adilson Portugal cultiva soja

em aproximadamente 114 alqueires e avalia a safra

como positiva, mesmo com pequenas variações na

produtividade em relação ao ano anterior. "Respeitamos

o período ideal de plantio, como sempre fa-

março/2025 revista 17


tour da safra

zemos. Tivemos alguns dias de sol intenso, mas isso

não interferiu diretamente na produção. A média

está dentro do esperado, chegando a 180 sacas por

alqueire", afirma Portugal.

O investimento em manejo e tecnologia tem

sido fundamental para garantir bons resultados. "O

clima sempre exige adaptação. Seguimos o calendário

adequado e realizamos agricultura de precisão.

Esse cuidado tem feito a diferença na produtividade",

explica.

A assistência técnica da Coamo também

contribui para a estabilidade da produção. "Contamos

com o suporte da cooperativa na correção do

solo e no fornecimento de insumos. Essa parceria

tem funcionado bem e traz segurança para as decisões

no campo", destaca Portugal.

Finalizando mais um ciclo, Portugal avalia o

sentimento de concluir a safra. "Quando o caminhão

sai carregado, temos a certeza de que o esforço

valeu a pena", afirma e revela que a atenção já se

volta para a próxima safra. "No inverno, focamos na

pecuária. Meus filhos trabalham com gado leiteiro

e utilizamos parte da área para a produção de alimentação

animal. Também fazemos a cobertura do

solo com aveia e azevém, preparando a terra para a

próxima safra", explica Portugal.

De acordo com o engenheiro agrônomo,

Marcelo Santana, da Coamo em Pitanga, o desempenho

das lavouras variou conforme as condições

climáticas enfrentadas ao longo do ciclo. “O município

tem realidades distintas. Algumas áreas tiveram

chuvas irregulares em dezembro, enquanto outras

se desenvolveram com mais estabilidade. Isso impactou

diretamente os resultados”, afirma Santana.

Entre os desafios, ele cita as oscilações do

clima e problemas pontuais com escorrimento superficial

e estande de plantas. “Tivemos desde excesso

de chuva em algumas regiões até períodos de

veranico que reduziram o potencial produtivo em

outras”, explica.

Em relação a pragas e doenças, houve registros

de mofo-branco em algumas áreas, especialmente

devido às chuvas na fase de floração da soja.

“É um problema recorrente em alguns anos e que

trouxe perdas significativas em certas lavouras”, avalia

Santana.

Raulino Buss,

cooperado em

Cândido de Abreu (PR)

18 revista

março/2025


Raulino Buss com o engenheiro agrônomo José Luiz Berger Camargo Júnior

A produtividade média também variou conforme

a época de plantio. “As primeiras áreas colhidas

ficaram entre 120 e 140 sacas por alqueire,

um pouco abaixo do esperado. Já as lavouras da segunda

janela estão apresentando médias melhores,

entre 180 e 200 sacas, com alguns casos superando

esse patamar”, informa.

em cândido de abreu (centro-norte do paraná),

o cooperado, Raulino Buss, destaca que as produtividades

foram dentro do esperado e refletem os

investimentos em solo e manejo realizados ao longo

dos anos. “Estamos conseguindo atingir nossa

meta, com produtividade em torno de 170 sacas por

alqueire. Em algumas áreas, onde aplicamos agricultura

de precisão, o rendimento chega a 80 sacas,

mesmo diante dos desafios com o clima”, afirma.

Segundo ele, o desempenho é fruto de um

trabalho contínuo. “Faz dez anos que investimos em

correção de solo, palhada, adubação e agricultura

de precisão. Sem isso, não chegaríamos a esses números”,

explica.

O plantio da soja foi realizado entre 03 de

outubro e 03 de novembro, dentro da janela considerada

ideal para a região. “Essa é a melhor época

para nós, e respeitar esse período faz toda a diferença

nos resultados”, afirma o cooperado.

O ciclo da safra apresentou variações no clima,

alternando períodos de chuva intensa com dias

seguidos de sol e calor. “Foi um ano atípico. No desenvolvimento

da lavoura, enfrentamos momentos

de excesso de chuva e depois estiagens com altas

temperaturas. Na colheita, as condições foram favoráveis,

sem perdas por excesso de umidade”, comenta

Buss.

Para ele, o principal aprendizado desta safra

foi a importância do manejo correto. “O produtor

precisa fazer a sua parte com aplicação de fungicidas,

inseticidas e correção de solo. Com isso, mesmo

diante de adversidades climáticas, conseguimos

manter bons níveis de produtividade”, ressalta.

Finalizada a colheita, o foco passa a ser a safra

de inverno. “Agora, faremos correções em algumas

áreas e entraremos com o plantio do trigo. Na

nossa região, devido à altitude e ao frio antecipado,

o milho safrinha não se adapta bem”, explica Buss.

A parceria com a Coamo tem sido fundamental

para os bons resultados. “Sem a Coamo,

nada disso teria acontecido. Desde a correção de

solo até o crédito e a assistência técnica, tudo passa

pela cooperativa. Eu sozinho não conseguiria esses

resultados”, destaca.

De acordo com José Luiz Berger Camargo

Júnior, engenheiro agrônomo da Coamo em Cândido

de Abreu, a produtividade média na região

oscilou entre 120 e 145 sacas por alqueire. “Temos

produtores que colhem acima dessa média e outros

abaixo, mas, no geral, esses são os números que estamos

observando”, explica.

A safra foi marcada por desafios climáticos.

“Tivemos chuvas isoladas, com algumas regiões enfrentando

15 a 20 dias de estiagem, o que reduziu

o potencial produtivo. Outras áreas tiveram chuvas

mais regulares, o que permitiu melhores produtividades”,

detalha Camargo Junior.

Nos últimos anos, a região de Cândido de

Abreu tem apresentado um crescimento na área

agrícola, impulsionado pelo acesso à tecnologia e

insumos. “Com a presença da Coamo na região, os

produtores têm investido mais em solo, maquinário

e manejo. Isso tem refletido no aumento da produtividade

e na expansão da área cultivada”, conclui o

agrônomo.

março/2025 revista 19


tour da safra

Engenheiro agrônomo,

Giovani Sérgio Romani,

com o casal Diego e

Franciele Schimmel

em são pedro do iguaçu (oeste do paraná), a

safra de soja apresentou bons resultados para os

cooperados da Coamo. Diego Colman Schimmel

destaca que este ciclo registrou a melhor produtividade

já alcançada em sua propriedade. Ele plantou

um total de 230 alqueires de soja. “Na média geral,

este ano se consolida como o melhor da nossa propriedade”,

frisa.

Ele atribui o resultado ao manejo adotado,

com investimentos em nutrição do solo e insumos

de qualidade. “Utilizamos cama de aviário na fertilização,

aproveitando a produção de frango da propriedade.

Além disso, as chuvas ocorreram nos momentos

decisivos para o desenvolvimento da soja”,

explica. A média de produtividade ficou em 170 sacas

por alqueire.

As condições climáticas foram determinantes

para os resultados. Segundo Schimmel, o período

até o Natal foi favorável, mas janeiro apresentou

desafios. “Tivemos uma estiagem de mais de 20

dias e temperaturas elevadas. Isso impactou a cultura,

especialmente pela escaldadura nas plantas.

Diego Colman Schimmel, cooperado em São Pedro do Iguaçu (PR)

No entanto, a chuva retornou e favoreceu o enchimento

dos grãos”, comenta.

O apoio técnico da Coamo também foi

um fator importante. “Sou cooperado há 25 anos

e essa troca de conhecimento sempre fez diferença.

Trabalhamos com a assistência técnica

para definir variedades e estratégias de manejo.

Esse acompanhamento contínuo nos ajuda a al-

20 revista

março/2025


Celso Pörsch, de Toledo (PR), com o engenheiro agrônomo, Cleberson Kochemborger

cançar melhores produtividades”, destaca.

O engenheiro agrônomo, Giovani Sérgio

Romani, da Coamo em São Pedro do Iguaçu, reforça

que a safra foi positiva, apesar dos desafios

climáticos. “O plantio ocorreu de forma antecipada

devido às boas chuvas em setembro. Até o final

de dezembro, as condições foram favoráveis, mas

janeiro trouxe um período de veranico. Ainda assim,

os resultados gerais são superiores aos do ano

passado. A produtividade média variou entre 140 e

190 sacas por alqueire, dependendo da época de

plantio”, explica.

Romani destaca ainda que o manejo de

pragas e doenças foi bem conduzido. “A incidência

de plantas daninhas foi baixa, e os produtores

realizaram os tratos culturais corretamente. O

Celso Pörsch,

de Toledo (PR)

março/2025 revista 21


tour da safra

Celso Villani com o engenheiro

agrônomo, João Pedro de

Oliveira Massaro

controle antecipado e o monitoramento constante

foram decisivos para as boas produtividades”,

afirma.

em toledo (oeste do paraná), o cooperado Celso

Miguel Pörsch, com 52 anos de experiência no cultivo

de soja, compartilha os resultados de uma safra histórica,

com média de 182 sacas por alqueire, um recorde

pessoal. Ele cultivou um total de 105 alqueires com

a cultura. "O clima foi muito generoso com a gente e,

consequentemente, conseguimos uma safra histórica",

destaca Pörsch, que atribui o sucesso ao trabalho

contínuo na correção e fertilização do solo. "Quando

as chuvas acontecem no momento certo, o sucesso

com certeza vem", completa. Para ele, o acompanhamento

técnico da Coamo tem sido fundamental, pois

oferece a assistência necessária no manejo de pragas

e doenças, além de orientações detalhadas sobre o

desenvolvimento da lavoura.

Com a soja já colhida, a atenção agora se

volta para a segunda safra de milho. Pörsch ocupou

100% da sua área de plantio na cultura e finalizou o

plantio no início de fevereiro, aproveitando a janela

de plantio favorável. "O milho tem tudo para nos

proporcionar uma grande safra, só dependemos do

clima", afirma Pörsch.

O engenheiro agrônomo, Cleberson Kochemborger,

da Coamo em Toledo, reforça o panorama

favorável na região. "As médias de produtividade

da soja foram boas em Toledo, embora algumas

regiões tenham enfrentado estresses hídricos. No

entanto, o clima favoreceu as lavouras em grande

parte da região", afirma Kochemborger. Ele explica

que a safra de soja foi plantada dentro de uma janela

ideal, mas que, em algumas áreas, o crescimento

da soja foi prejudicado pela falta de chuva.

Ainda segundo o agrônomo, as lavouras de

milho segunda safra tem mostrado um bom desenvolvimento.

"O plantio foi realizado em uma janela

muito boa, e os produtores estão conseguindo realizar

os manejos necessários, como a adubação de

cobertura, controle de plantas daninhas e de pragas",

relata Kochemborger.

em maracaju (mato grosso do sul), o ciclo

2024/2025 trouxe desafios, mas também boas pers-

22 revista

março/2025


Cooperado, Celso Luiz Villani, de Maracaju (MS)

pectivas para os produtores. O cooperado Celso

Luiz Villani destaca o desempenho da soja em sua

propriedade, que soma mais de dois mil alqueires.

"Foi um resultado muito bom, surpreendente, até

pelo ano desafiador que tivemos", afirma Villani. Segundo

ele, apesar das chuvas escassas no início do

ciclo, o clima se comportou de forma favorável nos

momentos decisivos para a cultura. A safra foi considerada

"bem regular" e está entre as melhores dos

últimos 50 anos.

Com a colheita da soja concluída, a atenção

se volta para a segunda safra. "O milho está se desenvolvendo

bem, e esperamos mais chuvas, o que

será crucial para garantir uma boa produtividade",

comenta o cooperado. Ele reforça a importância da

fé no campo, especialmente diante das incertezas

climáticas. "Eu sempre digo que o agricultor precisa

ter muita fé em Deus. Quem não tem fé não pode

ser agricultor", destaca.

Cada safra traz aprendizados e para Villani, a

gestão financeira e a comercialização são tão importantes

quanto a produção. "Tem anos bons e anos

difíceis. Nos anos bons, é preciso se capitalizar, pagar

as contas e evitar passos arriscados", afirma.

Ele destaca ainda o papel da Coamo na segurança

do produtor. "Temos uma grande cooperativa,

que dá suporte e segurança para nós. Isso é

fundamental. Não adianta plantar, colher e depois

ter prejuízo na comercialização. Precisamos de estabilidade

para cumprir nossos compromissos",

conclui.

O engenheiro agrônomo, João Pedro de

Oliveira Massaro, da Coamo em Maracaju, diz que

2024 apresentou desafios climáticos, mas também

boas perspectivas para a região. "A chuva foi um

fator positivo em comparação com outras áreas do

Mato Grosso do Sul, e os resultados têm sido satisfatórios",

relata.

No entanto, o ano quente e com pouca chuva

gerou estresse térmico, impactando o desenvolvimento

de algumas lavouras. "O estresse térmico

foi um dos principais desafios. A chuva não foi suficiente

para o pleno desenvolvimento das plantas, o

que resultou em algumas perdas", explica Massaro.

Além disso, as pragas também afetaram a produtividade.

"A pressão das pragas aumentou com o clima

quente e chuvoso, levando a infestações de percevejos

e lagartas", acrescenta e ainda reforça que a

Coamo tem acompanhado de perto as lavouras, oferecendo

suporte técnico e soluções para otimizar a

produção", afirma Massaro.

em sidrolândia (mato grosso do sul), os cooperados

da Coamo estão acompanhando de perto

os resultados da safra de verão. Carlos Valmir Straliotto

revela que o plantio ocorreu dentro do esperado,

mas as condições climáticas impactaram a

produtividade. "O calor excessivo, combinado com

chuvas irregulares e altas temperaturas, provocou

Carlos Valmir Straliotto, cooperado em Sidrolândia (MS)

março/2025 revista 23


tour da safra

Carlos Straliotto com

Elton Franco Ventura,

engenheiro agrônomo

um alto índice de abortamento das plantas, comprometendo

a produtividade em algumas áreas",

explica Straliotto.

As chuvas influenciaram de maneira desigual

as lavouras, gerando variações significativas

nos rendimentos. "Em alguns talhões, colhemos 72

sacas por alqueire, enquanto em outros a produção

chegou a 145 sacas. A variação foi grande devido às

diferenças na distribuição das chuvas", relata.

Cada ciclo traz desafios, e Straliotto avalia

que este ano foi marcado pela irregularidade das

chuvas e pelas temperaturas elevadas. "Foi uma safra

totalmente atípica, mas seguimos investindo e

buscando sempre as melhores lavouras", afirma.

Além de afetar a produtividade, as chuvas

também dificultaram o andamento da colheita. "Entre

uma chuva e outra, as máquinas entravam no

campo para retirar a produção. A colheita não atrasou,

mas foi constantemente interrompida", explica.

O suporte técnico e a comercialização por

meio da cooperativa garantiram segurança ao processo.

"A assistência técnica esteve sempre presente,

e a comercialização feita com a Coamo traz segurança

para nós, produtores. Estamos satisfeitos com

o apoio e as orientações que recebemos ao longo

da safra", conclui o cooperado.

Elton Franco Ventura, engenheiro agrônomo

da Coamo em Sidrolândia, revela que um

veranico de 25 a 32 dias comprometeu a produtividade

da soja, com algumas áreas registrando

uma queda significativa. "A produtividade ficou

bem abaixo do esperado principalmente devido

à seca prolongada que afetou as lavouras", afirma

Ventura. Ele complementa que, apesar do clima

desafiador, os produtores têm investido em boas

práticas agrícolas, como o preparo adequado do

solo, uso de insumos de qualidade e manejo de

pragas, o que tem garantido bons resultados nas

áreas que não foram severamente impactadas pelas

condições climáticas.

em mangueirinha (sudoeste do paraná), a famí-

24 revista

março/2025


Família Manosso, de

Mangueirinha (PR): Matheus,

Camila, Cristiane e Paulo

Família Manosso com Rafael Alfredo Heberle, engenheiro agrônomo

lia Manosso acompanhou de perto cada detalhe da

safra. Paulo, ao lado da esposa Cristiane e dos filhos

Matheus e Camila, celebra os bons resultados do ciclo

produtivo. "Na época do plantio, as chuvas vieram

no momento certo, e na colheita, o tempo também

colaborou. Tivemos bom fechamento de safra",

afirma Paulo Manosso, que cultivou 186 alqueires de

soja e milho.

Segundo o cooperado, apesar da boa produtividade,

a comercialização preocupa. "Nossa

maior questão agora é garantir bons preços. O mercado

não está tão animador, e precisamos planejar

bem nossa estratégia", destaca.

A família Manosso também trabalha com a

multiplicação de sementes em parceria com a Coamo.

"Temos uma área privilegiada em termos de

altitude e clima, o que favorece a produção de sementes.

A assistência técnica da Coamo é essencial

nesse processo, sempre trazendo inovação e suporte",

explica Paulo.

A gestão da propriedade é um trabalho familiar.

Camila, recém-formada em agronomia, já integra

a equipe, enquanto Matheus se dedica à pecuária.

"Dividimos as tarefas e trabalhamos juntos",

reforça o cooperado.

Para ele, cada safra é um aprendizado. "Sempre

há desafios, mas o segredo é inovar, buscar conhecimento

e firmar boas parcerias. A Coamo nos

março/2025 revista 25


tour da safra

oferece suporte técnico e oportunidades de crescimento,

e isso faz toda a diferença", conclui.

Rafael Alfredo Heberle, engenheiro agrônomo

da Coamo em Mangueirinha, recorda que o ciclo

produtivo teve um bom começo, mas enfrentou obstáculos

climáticos. "A safra começou com um plantio

na época ideal, com boas precipitações. No entanto,

um veranico de mais de 20 dias, na virada do ano,

impactou algumas lavouras", explica. Apesar disso, a

produtividade se manteve satisfatória, variando entre

170 e 215 sacas por alqueire, com casos pontuais

chegando a 242 sacas.

O manejo de pragas e doenças também

exigiu atenção dos produtores. "A ferrugem asiática

teve menor incidência do que no ano anterior, mas

a presença de percevejos foi mais intensa devido às

temperaturas elevadas", detalha Heberle.

Outro fator determinante para o bom desempenho

da safra foi o suporte da Coamo na

logística e no fornecimento de insumos. "Os cooperados

da unidade de Mangueirinha buscam alto

nível tecnológico e manejo estruturado. Mesmo

diante das adversidades climáticas, é possível alcançar

bons resultados quando há um trabalho estruturado",

finaliza Heberle.

no oeste de santa catarina, Danyel André Pasqualotto

Baldissera, cooperado em Xanxerê e com

propriedade em Chapecó, conta que enfrentou um

dos ciclos mais desafiadores dos últimos anos. "No

início, tivemos excesso de chuvas e, agora, estamos

lidando com a falta de precipitações. Algumas áreas

ainda apresentam soja verde, enquanto outras já estão

sendo colhidas", relata.

Além do clima instável, os custos de produção

também impactaram o planejamento. "Os preços

dos insumos e das máquinas subiram bastante,

tornando o planejamento ainda mais essencial", comenta

Baldissera, que cultiva 145 alqueires de soja

e milho.

Com 15 anos de experiência no cultivo de

grãos, ele destaca que esta foi a safra mais desafiadora

até o momento. "Nossa fazenda está na terceira

geração e, entre todos esses anos, este foi o

Danyel Baldissera com

o gerente da Coamo,

Leonardo Pereira, e o

engenheiro agrônomo

Diego Boiani

26 revista

março/2025


Danyel André Pasqualotto Baldissera, cooperado em Xanxerê (SC)

mais difícil. Em áreas irrigadas, conseguimos bons

resultados, mas nas que não possuem irrigação, a

produção ficou em torno de 145 sacas por alqueire.

Atualmente, cerca de 83 alqueires da propriedade

contam com irrigação", explica.

Apesar das dificuldades climáticas, a pressão

de pragas e doenças foi menor neste ciclo. "Foi

um ano tranquilo nesse aspecto, o que ajudou no

desenvolvimento da cultura", pontua.

Para Baldissera, cada safra é um aprendizado.

"A gente se fortalece e aprende com cada ciclo

para projetar os próximos anos. Nosso objetivo é

sempre melhorar a produção, investindo em máquinas

de última geração e buscando aumentar a produtividade.

Como também somos produtores de

sementes, trabalhamos para entregar sempre o melhor,

tanto para a cooperativa quanto para a fazenda,

pensando no futuro", destaca.

Segundo ele, a parceria com a Coamo tem

sido um diferencial. "Desde que a cooperativa se

instalou em Xanxerê, temos contado com um suporte

essencial, tanto na assistência técnica quanto

na comercialização. Tudo o que produzimos na

propriedade vai para a Coamo, e tudo o que precisamos,

adquirimos na cooperativa. A Coamo fortaleceu

muito o cooperativismo na região e agregou

valor para todos", afirma.

Diego Mário Boiani, engenheiro agrônomo da

Coamo, explica que o excesso de chuva no início do

ciclo impactou a germinação e que, na reta final, a estiagem

comprometeu o enchimento dos grãos. Ainda

assim, a produtividade tem se mostrado positiva.

"O milho teve um desempenho superior

nesta safra, com ótimos resultados tanto para silagem

quanto para o mercado", observa Boiani. Na

soja, houve oscilações na produtividade, mas o monitoramento

constante e o manejo adequado ajudaram

a minimizar perdas.

O engenheiro agrônomo reforça a importância

de se adaptar às condições climáticas e manter

um planejamento eficiente. "Cada safra tem suas

particularidades, e a chave para o sucesso está no

ajuste das estratégias para garantir a melhor rentabilidade",

conclui.

Produção de sementes: um trabalho

de precisão e alta performance

Enquanto a colheita da soja avança em diversas

regiões, os campos destinados à produção de

sementes exigem uma atenção ainda mais rigorosa.

Para os cooperados que se dedicam a essa atividade,

como Adenir Carlos Panho, de Palmas, no Sudoeste

do Paraná, o trabalho vai muito além do cultivo convencional.

Produzir sementes é um desafio que demanda

planejamento, conhecimento técnico e um

olhar apurado para cada detalhe do processo.

"Para fazer semente, tem que ter muito cuidado.

Acima de tudo, tem que ser profissional",

enfatiza Panho, que há oito anos se dedica à multiplicação

de sementes. Segundo ele, há uma diferença

fundamental entre a produção de soja para

consumo e para sementes. "O controle precisa ser

rigoroso desde o plantio, passando pelo manejo e

chegando à colheita. Cada etapa influencia na qualidade

final do produto".

A qualidade da semente começa no campo.

O manejo das áreas destinadas à produção de sementes

é feito com técnicas específicas para preservar

a pureza genética e garantir um padrão elevado.

"A escolha da área, a análise de solo e a definição

do melhor posicionamento das cultivares são funda-

março/2025 revista 27


tour da safra

Adenir Carlos Panho com o

engenheiro agrônomo, Jean

Cleber Morando

mentais. Um erro no início pode comprometer todo

o processo", explica Panho.

A regulagem da colhedora é um dos aspectos

críticos. "Não basta ser operador de máquina, tem

que entender o equipamento, saber regulá-lo e evitar

perdas", detalha. Outro cuidado essencial é com o

transporte das sementes. "O atrito pode comprometer

a qualidade, e a semente precisa chegar intacta

para a próxima fase", acrescenta o cooperado.

A tecnologia tem sido uma grande aliada

nesse processo. Panho destaca que o trabalho no

perfil do solo, a adubação equilibrada e o uso de

técnicas como a agricultura de precisão fazem toda

a diferença nos resultados. "A produtividade não depende

apenas do clima. O que realmente impulsiona

a produção é o manejo adequado e a aplicação

correta das tecnologias disponíveis", afirma.

A dedicação ao trabalho já rendeu frutos.

Panho participa do concurso de produção de sementes

promovido pela Coamo e já conquistou o

primeiro lugar em três edições. Agora, busca sua

quarta vitória. "Estamos concorrendo novamente.

Se Deus nos abençoar, vamos alcançar mais essa

conquista", diz, confiante nos resultados de seu

trabalho.

A produção de sementes exige um acompanhamento

minucioso, e a assistência técnica tem

papel fundamental nesse processo. Jean Cleber

Morando, engenheiro agrônomo da Coamo em Palmas,

destaca que os bons resultados na produção

de sementes são construídos ao longo dos anos,

com planejamento e manejo adequado.

"Esse desempenho vem desde a escolha

do talhão e da preparação do solo. Aqui, 100% das

áreas destinadas à produção de sementes utilizam a

agricultura de precisão, garantindo uma fertilidade

equilibrada e um melhor posicionamento das cultivares",

explica Morando.

Além do solo bem estruturado, o uso de

insumos de qualidade é um fator determinante. "O

produtor precisa estar atento a cada detalhe, desde

a escolha da cultivar até o momento certo da des-

28 revista

março/2025


secação e colheita. Uma semente de qualidade é a

matéria-prima da próxima safra, então, garantir esse

padrão significa um começo produtivo para o próximo

ciclo", ressalta.

Na região de Palmas, a produção de sementes

tem se mostrado cada vez mais relevante.

Os números da safra reforçam a satisfação dos produtores,

com médias entre 200 e 210 sacas por alqueire,

chegando a 230 sacas em algumas áreas.

"Temos um cenário muito positivo. Mesmo com

uma leve redução no rendimento de cultivares mais

tardias devido à estiagem no final de fevereiro e início

de março, os resultados gerais são excelentes",

afirma Morando.

A integração entre produtores e assistência

técnica tem sido essencial para esse desempenho.

"A Coamo tem um compromisso com a qualidade

das sementes, pois são elas que garantirão

uma boa produtividade na próxima safra. Por isso,

o manejo é rigoroso em todas as etapas, garantindo

que os cooperados entreguem um produto de

excelência", destaca.

Adenir Carlos Panho, cooperado em Palmas (PR)

Assista as reportagens em vídeo

no canal da Coamo no YouTube.

Aponte o leitor de QR Code na

imagem abaixo para acessar.

março/2025 revista 29


desempenho

Credicoamo tem ativo total

administrado de R$ 5 bilhões

Assembleia realizada em Campo Mourão (PR) contou com a participação de centenas de cooperados que aprovaram balanço do exercício de 2024

A

Credicoamo Crédito Rural Cooperativa realizou

no dia 11 de março, sua 35ª Assembleia

Geral Ordinária (AGO) em Campo Mourão

(PR), onde os associados aprovaram a Prestação de

Contas do exercício 2024. A cooperativa apresentou

crescimento em diversos indicadores, com ativo total

administrado de R$ 5,003 bilhões, receita global de R$

588,465 milhões e sobras líquidas de R$ 183,110 milhões.

A movimentação financeira em aplicações pelos

associados atingiu R$ 8,877 bilhões, e o patrimônio líquido

encerrou o exercício em R$ 1,530 bilhão.

José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho

de Administração da Credicoamo, destaca

os desafios e conquistas do ano. "Os impactos na

produtividade e nos preços das commodities refletiram

na movimentação financeira, mas a participação

ativa dos associados e estratégias bem planejadas

garantiram excelentes resultados", afirma. Segundo

ele, a credibilidade da cooperativa e a confiança dos

associados foram fundamentais para superar os desafios

econômicos do período.

A cooperativa também registrou um crescimento

de 7,82% no quadro social, com a admissão

de 2.654 novos associados, totalizando 28.766

associados, sendo 69% homens e 31% mulheres.

Além disso, o Programa Futuro Coop, voltado para

filhos e netos de associados entre 10 e 17 anos,

ultrapassou 500 participantes, promovendo educação

financeira e os preparando para a sucessão

familiar no agronegócio.

30 revista

março/2025


Assembleia reforça transparência da cooperativa

Alcir Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo

Com mais de 500 associados presentes, a

assembleia reafirmou a transparência da cooperativa.

"Nosso modelo de negócio é focado no associado.

Olhamos para suas necessidades e buscamos

atendê-las com soluções financeiras sustentáveis",

afirma Alcir José Goldoni, presidente Executivo da

Credicoamo. Ele reforçou que a participação ativa

dos associados é essencial para a evolução da Credicoamo.

Airton Galinari, presidente Executivo da

Coamo, aponta que a Credicoamo oferece diversos

benefícios aos associados, e entrega bons resultados

na assembleia. “Devemos destacar o trabalho

feito na busca de oportunidades, e esses resultados

não seriam alcançados sem o empenho da equipe

para levar o melhor serviço e vantagens para o quadro

social.”

março/2025 revista 31


desempenho

O presidente da Unimed Campo Mourão,

Antônio Carlos Cardoso, esteve presente na Assembleia

e elogiou a segurança que a Credicoamo

proporciona aos associados. De acordo com ele, a

cooperativa de crédito cuida da saúde financeira e

segurança patrimonial dos associados. “Agradecemos

a Credicoamo por financiar 50% da obra do

hospital regional da Unimed em Campo Mourão,

com conclusão prevista para dezembro de 2025.

Estamos indo muito bem, graças à parceria com a

Coamo e Credicoamo, e assim vamos continuar.”

Francisco Viúdes, presidente da Acicam (Associação

Comercial e Industrial de Campo Mourão)

parabenizou o trabalho que a Credicoamo realizou e

apresentou na assembleia. “Nós vemos aqui a dedicação

dessa cooperativa com sentimento de dever cumprido

e pela transparência. Há um comprometimento

da diretoria e dos associados que prezam para que as

coisas aconteçam de maneira satisfatória. Tudo que

começa certo, termina certo”, comenta o dirigente.

O superintendente da Ocepar, Nelson Costa,

também fez parte da assembleia. Ele frisa a transparência

que a Credicoamo oferece. “A cooperativa

apresenta ao quadro social tudo que foi realizado e

o que está sendo planejado, mostrando a ele que a

cooperativa é o melhor caminho para atender suas

demandas. No fim, a cooperativa retorna as sobras,

que é uma verdadeira vantagem, um ganho para o

associado”, pondera.

Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo

Antônio Carlos Cardoso, presidente da Unimed Campo Mourão

Nelson Costa, superintendente da Ocepar

Francisco Viúdes, presidente da Acicam

32 revista

março/2025


Benefícios aos associados

A cooperativa proporcionou uma redução

de custos financeiros aos associados

de R$ 414,884 milhões em operações de crédito,

com base nas taxas médias do mercado.

Além disso, a geração de valor totalizou

R$ 234,390 milhões, e representa a riqueza

gerada para pagamento de juros nas

aplicações dos associados, juros dos financiamentos

bancários, remuneração paga aos

funcionários e tributos e encargos sociais recolhidos

ao governo.

Foram recolhidos R$ 82,620 milhões

em tributos, e a cooperativa direcionou em

incentivos fiscais para os Fundos dos Direitos

da Criança e do Adolescente e Fundo do Idoso,

dentro dos parâmetros legais, reafirmando

o compromisso da Credicoamo com o desenvolvimento

das comunidades onde atua.

março/2025 revista 33


desempenho

Associados com a diretoria

da Credicoamo no

pagamento das sobras

Sobras à disposição do associado

Com um resultado expressivo de R$ 231,674 milhões em sobras

antes do valor da remuneração ao capital social na ordem de R$

48,564 milhões, a Credicoamo mostrou resiliência em um ano de desafios.

Esse valor faz parte dos resultados do exercício de 2024 da cooperativa

e foram aprovados pelo quadro social na assembleia geral.

No dia 12 de março, os associados celebraram a distribuição de

R$ 50,450 milhões, após dedução estatutária, proporcional à participação

de cada um. "Mesmo diante de frustrações em três ou quatro safras,

os associados confiaram na cooperativa, movimentando seus recursos

aqui e garantindo um desempenho positivo”, explica Alcir José Goldoni,

presidente Executivo da Credicoamo.

As sobras são pagas a cada associado conforme a sua movimentação

e participação junto à cooperativa, sendo um importante

benefício que só o cooperativismo de crédito praticado pela Credicoamo

é capaz de proporcionar. É uma forma de garantir que o crescimento

seja sustentável e beneficie a todos.

"Diferente dos bancos, aqui o dinheiro retorna para nós.

A cada ano, percebo como a Credicoamo impacta diretamente na

sustentabilidade da minha produção e na economia local", diz Jovelino

Moreira, associado em Campo Mourão.

As sobras foram distribuídas para:

1 – conta de depósito à vista;

2 – aplicações financeiras: poupança, RDC,

Credicap / Crediflex e LCA;

3 – operações de crédito (empréstimos e financiamentos)

com recursos da própria cooperativa;

4 – operações de crédito com taxas controladas

do crédito rural (custeio agrícola e pecuário e

investimentos), inclusive operações com recursos

dos programas do BNDES.

Somadas as sobras distribuídas (R$

50,450 milhões) à remuneração do capital

social (R$ 48,564 milhões), atingiu o

montante de R$ 99,014 milhões e representa

mais de 50% do ato cooperativo.

34 revista

março/2025


Evolução e perspectivas

José Aroldo Gallassini,

Alcir Goldoni e Airton Galinari

Fundada em 1989 por 29 agricultores, a

Credicoamo segue evoluindo e ampliando soluções

financeiras. "Apesar das dificuldades econômicas de

2024, tivemos um excelente desempenho e seguimos

focados no crescimento", destaca José Aroldo

Gallassini, presidente do Conselho de Administração

da Credicoamo.

A expectativa para os próximos anos é fortalecer

ainda mais o portfólio de produtos e serviços

oferecidos aos associados, garantindo inovação e

sustentabilidade no setor agrícola. “Nosso modelo

de negócio é olhar para o associado, entender suas

necessidades e surpreendê-lo com soluções. Nosso

objetivo é garantir segurança financeira e crescimento

sustentável. A Credicoamo continua sendo o

domicílio financeiro ideal", conclui Alcir José Goldoni,

presidente Executivo da Credicoamo.

Goldoni, ressaltou os investimentos em desenvolvimento

profissional e inovação. "Foram promovidos

treinamentos e eventos em parceria com a

Coamo, além de 241 ações de aprendizagem com

2.911 participações, qualificando nossos funcionários

e melhorando processos da cooperativa", destaca. A

capacitação contínua visa garantir que os associados

tenham acesso a um atendimento cada vez mais qualificado,

com soluções financeiras eficientes.

A COOPERATIVA EM

MOVIMENTO, O FUTURO EM

EVOLUÇÃO

RELATÓRIO DE GESTÃO

2024

A versão completa das demonstrações financeiras da

Credicoamo no exercício de 2024 está disponível no site da

cooperativa. Acesse o QR Code ao lado e confira os vídeos do

relatório da gestão e do balanço financeiro da Credicoamo.

Relatório da Gestão

Balanço financeiro

março/2025 revista 35


desempenho

Expansão dos seguros

Para ampliar a proteção patrimonial e familiar dos associados,

a Credicoamo adquiriu da Coamo a Via Sollus Corretora de Seguros,

que passou a se chamar Credicoamo Corretora de Seguros. "O seguro

tornou-se um produto financeiro essencial para atender às necessidades

dos associados, fortalecendo nossa presença no mercado de seguros",

explica Goldoni. Segundo ele, a iniciativa reforça o compromisso da cooperativa

em oferecer segurança e tranquilidade para os associados.

Panorama de 2024

Realização da 34ª Assembleia Geral Ordinária e a 13ª Assembleia Geral Extraordinária em 07/03/2024, com

expressivo número de associados presentes, que aprovaram por unanimidade o balanço do exercício de 2023,

com sobra antes da remuneração ao capital social superior a R$ 248 milhões, bem como a reforma estatutária.

Reestruturação organizacional (agências e administração central) que impulsiona o crescimento dos negócios

da cooperativa junto aos associados.

Capitalização contínua da Credicoamo possibilitou a criação de linhas de crédito estruturadas de longo prazo,

para adequar a capacidade de pagamento dos associados, em decorrência dos impactos na geração de suas receitas.

Aquisição da Via Sollus Corretora de Seguros, junto à Coamo, foi um novo marco na gestão da Credicoamo,

pois fortalece sua presença no mercado de seguros com identidade própria nas agências.

Contínua negociação com as seguradoras para aprimorar, cada vez mais, o seguro agrícola com base na

evolução da assistência técnica disseminada pela Coamo e no histórico de atuação do associado.

Evoluções e melhorias no sistema de segurança cibernética para as transações digitais e presenciais, que

resulta na prevenção de fraudes e prejuízos aos associados.

Conclusão das indenizações do Seguro Agrícola e do Proagro, propiciou ao associado a percepção de que se

faz necessário mitigar o risco da sua atividade e que o Seguro Agrícola e o Proagro trazem estabilidade financeira

e sua continuidade.

Investimentos constantes nos sistemas de informatização da Credicoamo, com o que há de mais moderno

para evitar as fraudes e golpes cibernéticos, têm propiciado aos associados um ambiente seguro para utilização

do canal digital.

2ª edição do Aniversário Automotivo, nos meses de novembro e dezembro, atingiu plenamente o seu objetivo

e marcou seu diferencial em relação ao mercado.

Programa Futuro Coop para admissão de filhos e netos de associados, com idade de 10 a 17 anos, com o

objetivo da educação e inclusão financeira é destaque perante o quadro social.

36 revista

março/2025


ASSOCIADOS

"O atendimento é fantástico e a transparência é um diferencial. Sei

exatamente como minha movimentação financeira está sendo gerida,

e isso me dá confiança para continuar investindo e expandindo minha

propriedade."

Vera e Francisco Loregian, de Coronel Vivida (PR).

"A Credicoamo tem papel essencial na sucessão familiar. Isso garante que

o conhecimento sobre cooperativismo passe de geração em geração.

Faço parte da segunda geração de produtores e estou passando esse

legado para minha filha Luiza”, afirmou. Para a jovem, que participou pela

primeira vez da Assembleia, o evento foi enriquecedor: “Os resultados

desse ano foram muito positivos e, por todo histórico, tenho certeza de

que 2025 será ainda melhor.”

Luiza e Télcio Granemann Fritz, de Cantagalo (PR).

"Confiar é essencial, e a Credicoamo nos traz segurança. Sempre tive

receio de aplicar meus recursos, mas na cooperativa me sinto protegida

e sei que estou fazendo a melhor escolha para minha família."

Zenilda Nantes Coelho, de Sidrolândia (MS).

"A cooperativa é sólida e confiável. Vejo o crescimento ano após ano

e isso me dá tranquilidade para seguir investindo e expandindo meus

negócios rurais."

Agostinho Fornari Meotti, de São Domingos (SC).

março/2025 revista 37


38 revista

março/2025


meio ambiente

O futuro começa na nascente

Coamo lidera ação de recuperação de nascentes e envolve

cooperados, funcionários e estudantes no cuidado com a água

No meio da mata em Coronel Domingos

Soares (Sudoeste do Paraná), um grupo de

crianças, agricultores e voluntários se reuniu

em torno de algo essencial: a água. Com sapatos

sujos de terra e olhos atentos, os alunos do 5º ano

da Escola Municipal Professora Aurora Fabrício das

Neves Tortelli acompanharam de perto uma ação

que, além de preservar o meio ambiente, deixa uma

mensagem importante para o futuro: cuidar das nascentes

é garantir vida para todos.

A iniciativa faz parte do projeto de recuperação

de nascentes da Coamo, que, em celebração

ao Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de

março, iniciou um trabalho que visa restaurar 24 nascentes

em diferentes áreas de atuação da cooperativa.

O pontapé inicial foi dado em Coronel Domingos

Soares, com a recuperação de quatro nascentes

em propriedades de cooperados. Para transformar a

ação em uma verdadeira aula a céu aberto, 35 alunos

e cinco professores foram convidados a participar

da atividade.

Foi um dia em que o aprendizado saiu das

salas de aula e ganhou o campo. Entre um trabalho

com explicações sobre o ciclo da água, as crianças

descobriram na prática como nasce um rio e, mais

do que isso, como garantir que continue correndo

por gerações.

A água que irriga as lavouras, mata a sede

dos animais e chega às torneiras das pessoas tem

um ponto de partida: as nascentes. Pequenas e dis-

Nascente preservada e pronta para o consumo da água

Preparação e conscientização dos alunos sobre a importância da preservação

março/2025 revista 39


meio ambiente

Estudantes, voluntários, cooperado e funcionários da Coamo após a recuperação e preservação de mais uma nascente em Coronel Domingos Soares (PR)

cretas, elas são o início de tudo. Mas, sem cuidado,

podem desaparecer. É nisso que acredita Edson

Kemes, voluntário e um dos responsáveis pelo projeto

Proteja a Nascente, que há mais de dez anos

atua na recuperação de fontes naturais de água. O

grupo já recuperou mais de 170 nascentes em toda

a região Sudoeste do Paraná. Para ele, cada ação é

um passo fundamental na preservação desse recurso.

“Todo rio começa com uma pequena nascente”,

afirma Kemes. “Se a gente não proteger agora, o

que será do futuro?”

O projeto, que já atendeu municípios como

Palmas, Mangueirinha e Pato Branco, no Paraná, e

até mesmo regiões do Rio Grande do Sul, chegou

a Coronel Domingos Soares com o suporte da Coamo,

fortalecendo a iniciativa. “Esse apoio era um sonho

antigo. A Coamo sempre teve um olhar voltado

para a sustentabilidade e, agora, essa parceria nos

ajuda a ampliar o trabalho e levar mais conscientização”,

conta Kemes.

Além das técnicas de recuperação da nascente,

as crianças receberam orientações sobre hábitos

diários para a preservação da água. “Falamos

sobre o tempo no banho, sobre não jogar óleo na

pia e da importância de não desperdiçar água”, explica

e acrescenta que o trabalho de educação ambiental

não se limita à nascente. “Ele precisa ser levado

para o dia a dia”, frisa.

Para Kemes, cada nascente recuperada é um

sinal de esperança. “Estamos plantando um futuro

melhor. Se cada um fizer a sua parte, teremos água

para muitas gerações”, afirma.

A presença da Coamo no projeto potencializa

a recuperação das nascentes e envolve mais

pessoas no processo. “Nosso objetivo é que os

cooperados e funcionários se tornem agentes da

preservação, entendendo que a água é um recurso

vital para a agricultura e para toda a sociedade”,

afirma Emmily Caroline da Silva Klein, analista ambiental

da Coamo.

40 revista

março/2025


Cooperado Marcelo Caesar cedeu sua propriedade para a ação

Arthur Alves, 10 anos, diz que participar da atividade foi uma descoberta

Ele ressalta que mais do que uma ação ambiental,

o projeto tem um impacto educativo. “Levar

os alunos para o campo foi uma forma de mostrar,

de maneira prática, como funciona uma nascente e

o que pode ser feito para protegê-la. Nosso intuito

é ensinar desde cedo a importância da água e como

pequenos cuidados podem fazer a diferença”, explica

Emmily. “A consciência que formamos agora será

levada para dentro de casa, para os amigos e para o

futuro”, acrescenta.

Para Arthur Gabriel Socoloski Alves, de 10

anos, participar da atividade foi uma descoberta.

“Aprendi que tem que limpar primeiro e depois isolar

a nascente, e que é muito importante cuidar da

água”, conta o estudante. “Eu tomo uns dois litros e

meio por dia, então sei que ela é muito importante

para todo mundo.”

Se para as crianças a ação foi uma aula diferente,

para os agricultores a recuperação das nascentes

é uma questão de sobrevivência. No campo,

a água é um dos bens mais preciosos, e cuidar dela

significa assegurar a produtividade das lavouras e o

sustento das famílias. O cooperado Marcelo Ribas

Caesar, que cedeu sua propriedade para a ação,

sabe bem disso. “Aqui temos bastante nascente, e

isso é um privilégio. Mas só temos por que cuidamos

do meio ambiente”, destaca.

Ele reforça que o agricultor já desempenha

um papel fundamental na preservação. “Na verda-

de, o produtor rural é um dos que mais protegem a

água, porque sabe o quanto ela é essencial”, afirma.

Além da proteção das nascentes, a recuperação

contribui para a conservação do solo e a melhoria

da qualidade da água, fatores que impactam

diretamente na produção agrícola.

O FUTURO DO PROJETO

A ação em Coronel Domingos Soares

foi apenas o começo. A Coamo já tem um

planejamento para recuperar outras 21 nascentes

em diferentes regiões. “Nossa próxima

etapa será o mapeamento das demais áreas e

a realização das próximas atividades, que devem

acontecer na Semana do Meio Ambiente,

tanto aqui quanto em Campo Mourão”,

explica Emmily Klein.

Mais do que uma iniciativa pontual,

o projeto busca sensibilizar toda a comunidade.

“A conscientização é o maior resultado

que podemos alcançar”, destaca Emmily.

“Quando as pessoas entendem a importância

da preservação, passam a agir de forma diferente

– e isso gera um impacto duradouro.”

março/2025 revista 41


Vista do moinho de trigo no Parque Industrial da Coamo em Campo Mourão (PR)

Novo moinho de trigo

completa dez anos

O

sonho da industrialização na Coamo está

completando 50 anos em 2025. Iniciou em

1975, cinco anos após a fundação da cooperativa,

com o primeiro moinho de trigo. Impulsionada

pela demanda, a industrialização da Coamo

cresceu e resultou na construção de um novo e moderno

moinho de trigo há dez anos no próprio parque

industrial da cooperativa em Campo Mourão.

“Tínhamos a ideia de produzir trigo. Na

sequência, arrendamos um moinho em Mamborê,

que também foi um avanço para aumentar a quantidade

e qualidade da farinha. Depois do trigo,

veio o avanço na verticalização com o processamento

e industrialização da soja e outras fábricas.

E há 10 anos voltando às nossas raízes, inauguramos

um grande e moderno moinho em nosso parque

industrial. Então, somos um grande produtor

de farinha e vendemos para todos os Estados do

nosso país”, conta José Aroldo Gallassini, idealizador

e presidente do Conselho de Administração

da Coamo.

Para o presidente Executivo da Coamo, Air-

42 revista

março/2025


indústria

ton Galinari, a celebração dos

50 anos do início do primeiro

moinho de trigo está relacionada

à visão e ao investimento da

cooperativa em tecnologia para

agregar valor à produção dos

cooperados. “Tudo o que a Coamo

faz, faz bem-feito. Temos a

tecnologia em todos os lugares.

O investimento da cooperativa

é com o esmero, que realmente

merece o trato do dinheiro do

cooperado. Estamos investindo

para dar o melhor retorno para o

quadro social, para criar oportunidades

para a comunidade, empregos

e em uma coisa que seja

duradoura e tem que ser bem-

-feita. A Coamo tem isso desde a

fundação, de sempre fazer o certo

e com qualidade”, explica.

Galinari lembra que o

jeito de ser da Coamo é notável.

“Quando ninguém imaginava o

que seria do primeiro moinho

de trigo, quando nem produto

direito se tinha, a Coamo já pensava

na frente, no futuro. A modernidade

e a inovação vieram

junto com a industrialização. O

que temos hoje, com o moinho, a

indústria de rações e o etanol de

milho que está vindo é uma comprovação

de que todas as nossas

indústrias têm modernidade e

tecnologias, e assim vamos com

origem, transformando os campos

das nossas regiões e os colocando

nas mesas das famílias

brasileiras e de vários países, e

em vários continentes no mercado

externo”, finaliza.

Assista o vídeo no Momento

Coamo com o diretor Industrial,

Divaldo Corrêa, sobre os 50 anos

de agroindustrialização

Primeiro Moinho de Trigo da Coamo, em 1975

março/2025 revista 43


pecuária

Otimização e diversificação garantem

mais eficiência na pecuária integrada

Cooperado de Itaporã (MS) implementa sistema de pastejo rotacionado

e fertirrigação com dejetos da suinocultura para intensificar produção

Cooperado, Henrique Godoy Bigatão, de Itaporã (MS), adotou um modelo que combina suinocultura e pecuária, aproveitando os dejetos da criação de suínos para

fertirrigação do pasto. Projeto foi desenvolvido com suporte técnico da Coamo. O médico veterinário, Adriano Fernandes Raposo, acompanhou o processo desde o início

44 revista

março/2025


A

busca por mais eficiência produtiva e otimização

do uso da terra tem levado produtores

rurais a investirem em sistemas integrados.

Em Itaporã (Mato Grosso do Sul), o cooperado da

Coamo, Henrique Godoy Bigatão, adotou um modelo

que combina suinocultura e pecuária, aproveitando

os dejetos da criação de suínos para fertirrigação

do pasto. Com isso, conseguiu intensificar a engorda

de novilhas em uma área limitada, garantindo

mais produtividade e diversificação da propriedade.

Bigatão trabalha com suinocultura desde

2001 e iniciou a atividade pecuária alguns anos depois,

em outra granja mais antiga. Em 2022, com a implementação

de uma nova unidade de suinocultura,

surgiu a necessidade de melhor aproveitamento do

espaço restante da propriedade. O cooperado então

procurou assistência técnica para desenvolver um sistema

de pastejo rotacionado, associado à utilização

dos dejetos da suinocultura como fertilizante natural.

O projeto foi planejado com a divisão da

área em piquetes, definição da capacidade de suporte

e escolha da forrageira mais adequada, que são

irrigadas com aspersores fixos. A área de pastagem

conta com pouco mais de quatro alqueires e abriga

atualmente mais de 70 novilhas para engorda. Os animais

recebem suplementação proteica e energética

adquirida na Coamo, conforme recomendação feita

durante o acompanhamento técnico.

Segundo o cooperado, a integração entre

as atividades tem se mostrado uma estratégia eficiente,

permitindo melhor aproveitamento da propriedade.

“A suinocultura gera os dejetos, que são

um excelente adubo. Esse material é utilizado na fertirrigação

do pasto, o que melhora a qualidade da

forrageira e permite uma maior lotação de animais.

Em um espaço reduzido, conseguimos engordar um

número significativo de novilhas devido à qualidade

do pasto proporcionada pela adubação e irrigação”,

explica Bigatão.

Apesar de ainda não haver dados exatos sobre

o ganho médio diário dos animais, pois estavam

sem balança na propriedade, a experiência em outra

granja do produtor já aponta para bons resultados.

Em uma área menor, de apenas 1,6 alqueires,

um sistema semelhante permitiu a engorda de 35

a 40 cabeças por ano. Diante disso, a expectativa

para a nova área, planejada de forma mais moderna

e estruturada, é alcançar um desempenho ainda

superior. “O projeto está no início, mas já tivemos

100 animais aqui até outubro do ano passado. Vendemos

30 e, atualmente, estamos com 73. Nossa

expectativa é que esse número aumente conforme

formos ajustando o manejo”, comenta Bigatão.

Os animais são adquiridos com idade entre

12 e 15 meses e permanecem na propriedade por,

no máximo, um ano. Segundo o cooperado, a meta

é vendê-los com cerca de 14 arrobas, sendo que,

em média, o processo de engorda leva dez meses.

março/2025 revista 45


Henrique Godoy Bigatão,

cooperado da Coamo em

Itaporã (MS)

Além da questão produtiva, Bigatão destaca

que a diversificação da propriedade traz uma segurança

financeira adicional. “Os dejetos precisam ter

um destino adequado. Em outra granja nossa, utilizamos

esse material na lavoura, mas percebemos

que diversificar é essencial. Em anos em que a lavoura

enfrenta dificuldades, como aconteceu recentemente,

a pecuária nos ajuda a manter uma estabilidade

na renda”, afirma.

Além da implementação de novas práticas,

a propriedade de Bigatão também passa por um

processo de sucessão familiar. Desde 2016, ele

e a irmã assumiram a gestão ao lado do pai, trazendo

novas ideias e investindo em inovação para

garantir a continuidade do negócio. “A sucessão é

um processo desafiador. Meu pai está nos passando

a administração aos poucos, e nós, como nova

geração, tentamos trazer inovações. Muitas vezes

enfrentamos resistência a mudanças, mas estamos

conseguindo implementar nossas ideias com sucesso”,

afirma Bigatão.

O projeto de pastejo rotacionado foi desenvolvido

com suporte técnico da Coamo. O médico

veterinário, Adriano Fernandes Raposo, acompanhou

o processo desde o início e explica que o diferencial

está na estratégia adotada para maximizar o uso da

área disponível. “Foi feita uma divisão inicial em oito

piquetes, que posteriormente foi ampliada. No início,

a área era de quatro alqueires, mas já foi expandida

para cinco alqueires. O pastejo rotacionado permite

um manejo mais adequado, garantindo que não passe

do ponto e perca qualidade. Também acompanhamos

a altura de saída do pasto para evitar impactos

negativos na fotossíntese e na recuperação da forrageira”,

detalha Raposo.

A fertirrigação com dejetos da suinocultura

é um dos fatores que contribuem para o sucesso

do projeto. “Esse processo potencializa a produtividade

da pastagem, o que possibilita uma taxa

de lotação bem acima da média nacional. Atualmente,

a propriedade de Bigatão trabalha com

uma média de 4,6 unidades animais por hectare.

Para efeito de comparação, a média brasileira gira

em torno de 0,9 a 1 unidade animal por hectare”,

pondera Raposo.

A pecuária na propriedade de Bigatão se

baseia no pasto e no uso de suplemento mineral,

mantendo uma boa taxa de lotação e desfrute com

a utilização de pouca suplementação. “O modelo

adotado aqui permite uma lotação alta mesmo sem

suplementação adicional com ração, como se dá

no semiconfinamento ou no TIP (Terminação Intensiva

a Pasto). Isso reduz custos e mantém a eficiência

produtiva”, explica o veterinário.

46 revista

março/2025


esporte & lazer

Copa Copa começa

no dia 26 de abril

Evento terá o tradicional futebol suíço

masculino e a participação das mulheres

na categoria vôlei de areia

A

Copa Coamo de Cooperados 2025 inicia no

dia 26 de abril com a Regional Vale do Ivaí.

A final será 26 de julho, em Campo Mourão.

O diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da

Coamo, Aquiles Dias, destaca a expectativa positiva

para esta edição, especialmente após a introdução

do vôlei de areia feminino na edição passada. "A

adesão foi muito boa e, agora, temos uma expectativa

alta para a realização da 17ª edição. Estamos com

uma novidade no futebol suíço, que é a possibilidade

da participação dos filhos dos cooperados, que

tenham entre 16 e 17 anos de idade."

O presidente Executivo da Coamo, Airton

Galinari, observa a importância da Copa Coamo

como um evento de integração para as famílias dos

cooperados. "É o maior evento de congraçamento

dos cooperados. Todos os eventos da cooperativa

são para a família do cooperado, e este realmente se

abre muito para a comunidade", afirma Galinari.

Segundo Galinari, há um compromisso da

Coamo com a inovação contínua na organização do

evento. Ele convida os cooperados a participarem.

"As inscrições estão abertas. Monte seu time, monte

sua torcida. Venha participar do futebol suíço e do

vôlei de areia feminino. A Copa Coamo de Cooperados

2025 promete ser um marco na promoção do

esporte e da integração entre os cooperados e suas

famílias, reforçando os laços comunitários e celebrando

o espírito cooperativista.”

CALENDÁRIO 2025

REGIONAL VALE DO IVAÍ

26 de abril

Data de inscrição: até 08 de abril

Data do Congresso Técnico: 14, 15 e 16 de abril

Engenheiro Beltrão/Quinta do Sol; Fênix/Barbosa Ferraz/Corumbataí do

Sul; São João do Ivaí; Ivaiporã e Faxinal/Marilândia do Sul/Cruzmaltina.

REGIONAL SUL/CENTRO-SUL

10 de maio

Data de inscrição: até 15 de abril

Data do Congresso Técnico: 23, 24 e 25 de abril

Mangueirinha/Palmas; Coronel Vivida/Honório Serpa/Vista Alegre;

Abelardo Luz/Ouro Verde/Xanxerê; São Domingos/Ipuaçu;

Candói/Pinhão/Guarapuava e Cantagalo/Goioxim.

REGIONAL OESTE

24 de maio

Data de inscrição: até 06 de maio

Data do Congresso Técnico: 13, 14 e 15 de maio

Toledo/Dez de Maio/Dois Irmãos; São Pedro do Iguaçu/Ouro Verde do

Oeste; Tupãssi/Bragantina/Brasilândia do Sul/Paulistânia; Nova Santa

Rosa/Vila Nova; Goioerê/Rancho Alegre do Oeste/Moreira Sales/Mariluz/

Quarto Centenário e Juranda/Altamira do Paraná/Campina da Lagoa.

REGIONAL MS

07 de junho

Data da Inscrição: até 20 de maio

Data do Congresso Técnico: 27 e 28 de maio

Dourados/Amambai/Aral Moreira/Caarapó/Itaporã/Laguna Carapã;

Maracaju/Ponta Porã/Sidrolândia/Bandeirantes/Rio Brilhante/São Gabriel

do Oeste/Sonora.

REGIONAL CENTRO-OESTE

14 de junho

Data de inscrição: até 27 de maio

Data do Congresso Técnico: 02 e 03 de junho

Mamborê; Boa Esperança/Janiópolis/Farol; Roncador e Iretama.

REGIONAL CENTRO

28 de junho

Data de inscrição: até 10 de junho

Data do Congresso Técnico: 16, 17 e 18 de junho

Pitanga; Manoel Ribas; Cândido de Abreu/Reserva; Boa Ventura

de São Roque e Palmital/Santa Maria do Oeste.

REGIONAL SEDE

Data da inscrição: até 24 de junho

Data do Congresso Técnico: 01 e 02 de julho

Campo Mourão/Luiziana; Peabiru e Araruna.

FASE FINAL - CAMPO MOURÃO

Data do Congresso Técnico: 15 de julho

12 de julho

26 de julho

março/2025 revista 47


diversificação

Da fruta ao grão

Diversificação de atividades

é estratégia para fortalecer

a renda no campo

Cooperado Ronner Rodrigues

com o pai Osvaldo, a filha

Vitória e a esposa Marjory

A

diversificação produtiva é uma alternativa

adotada por produtores rurais que buscam

mais estabilidade econômica e segurança

diante das variações do mercado e do clima. O

cooperado da Coamo, Ronner Rodrigues, de Cruzmaltina

(Centro-Norte do Paraná), é um exemplo

dessa estratégia. Depois de trabalhar com a pecuária

e investir na produção de abacate, ele deu

um novo passo em sua propriedade: o cultivo de

grãos. Em 2024, iniciou o plantio de trigo e soja,

ampliando as possibilidades de renda e aproveitando

o suporte técnico da cooperativa.

A história da família de Ronner sempre esteve

ligada à atividade agropecuária. "Desde que

nasci, sempre estive envolvido no campo. Antes,

trabalhávamos com pecuária leiteira e um pouco

de gado de corte", relembra o produtor. Até 2016,

a propriedade era voltada exclusivamente para a

criação de animais, mas, diante dos desafios da atividade

e da busca por mais rentabilidade, a família

decidiu investir em uma nova cultura.

Foi assim que, em 2019, os primeiros pés de

abacate foram plantados. Hoje, são três alqueires dedicados

à fruticultura, com cinco variedades: quintal,

margarida, geada, fortuna e avocado. A comercialização

da produção é feita por meio de uma distribuidora

de Francisco Beltrão (Sudoeste do Paraná), que

48 revista

março/2025


encaminha os frutos para mercados da região. "Ainda

estamos no início, mas a lavoura mais velha já tem seis

anos e a expectativa é boa", explica Roner.

A decisão de apostar no abacate foi motivada

pela necessidade de aumentar a rentabilidade da

pequena propriedade. "A pecuária estava muito difícil

para um pequeno produtor. A fruticultura foi uma

alternativa para buscar um retorno financeiro melhor,

mas é um ramo cheio de desafios", comenta. O ciclo

da cultura exige paciência, pois o retorno sobre o investimento

leva alguns anos. Ainda assim, a expectativa

para a safra atual é positiva: "Acredito que este

ano vamos passar das três mil caixas de 20 quilos".

O abacate trouxe estabilidade, mas Ronner

sempre teve um sonho: trabalhar com grãos. "Sempre

gostei dessa área, mas nunca tive oportunidade

no momento certo", conta. A chance veio recentemente,

com a retomada de uma área que antes era

arrendada. Assim, em 2024, a propriedade passou

a contar com 7,5 alqueires destinados ao cultivo de

soja no verão e trigo no inverno.

O começo, no entanto, não foi simples. A

terra, que antes era usada para pastagem, precisava

ser corrigida. "Tivemos que fazer uma dessecação

severa, pois estava cheia de capim-pé-de-galinha.

Foi um grande desafio, mas conseguimos fazer um

bom manejo", relata o cooperado.

A primeira safra de trigo trouxe aprendizado

e reforçou a importância da assistência técnica. "Se

não fosse a parceria com a Coamo, teria sido mais

difícil. Eu não entendia nada de grãos, mas os profissionais

da cooperativa estão sempre presentes para

nos orientar", destaca. Os desafios com fatores climáticos

impactaram a produtividade. "Tivemos uma

seca de 26 dias, o que prejudicou bastante a lavoura.

O investimento foi feito para uma produção de

200 sacas, mas agora a expectativa é algo em torno

de 100 sacas", explica Ronner. Contudo, ele se mantém

otimista e já planeja os próximos passos: após

a colheita, pretende investir em plantas de cobertura,

como o milheto, antes da próxima safra de trigo.

"Agora a ideia é melhorar ainda mais o manejo e ir

ajustando a produtividade. Aos poucos, vamos aprimorando

o trabalho", afirma o cooperado.

A decisão de diversificar os cultivos não

significa apenas ampliar as fontes de renda, mas

também enfrentar novos desafios técnicos e operacionais.

Para produtores que estão iniciando na agricultura,

o suporte técnico faz a diferença. A engenheira

agrônoma Roberta de Paula Saturnino Costa,

da Coamo em Cruzmaltina, acompanha a trajetória

de Ronner e destaca a importância da diversificação.

"Não sabemos como o clima vai se comportar ou se

novos desafios podem surgir, então ter diferentes

atividades na propriedade ajuda a distribuir os riscos

e manter a renda estável", explica.

Ela também enfatiza o papel da assistência

técnica. "A Coamo tem um trabalho forte de suporte

ao cooperado. Além disso, a Fazenda Experimental

testa diversas tecnologias para que possamos

indicar as melhores soluções aos produtores",

comenta.

No caso de Ronner, conforme Roberta, a

dedicação ao aprendizado tem sido um diferencial.

"Ele é extremamente minucioso, quer entender cada

detalhe da produção, do manejo de pragas ao momento

certo para adubação. E isso faz toda a diferença."

Ainda segundo ela, a transição para os grãos foi

realizada da maneira correta: "Ele começou com a

análise de solo, fez as correções necessárias e seguiu

todas as recomendações técnicas. Isso é essencial

para garantir bons resultados a longo prazo".

Engenheira agrônoma, Roberta de Paula Saturnino Costa, da Coamo em Cruzmaltina,

acompanha a trajetória de Ronner e destaca a importância da diversificação

março/2025 revista 49


tecnologia

Tecnologia e inovação marcam os

Dias de Campo das unidades

Com o objetivo de levar

inovação e conhecimento ao

produtor rural, os eventos

proporcionam atualização e

troca de experiências entre

cooperados

Os tradicionais Dias de Campo realizados nas

unidades da Coamo em toda a área de atuação

promovem difusão e adoção de novas

tecnologias, e são uma grande oportunidade para o

quadro social conhecer métodos agrícolas para aumentar

a sustentabilidade e rentabilidade no campo.

Com o objetivo de levar inovação e conhecimento ao

produtor rural, os eventos proporcionam atualização

e troca de experiências entre cooperados.

O engenheiro agrônomo, Elias Roveda, da

Coamo em Juranda, destaca a importância de atender

às demandas dos cooperados. "Nossa preocupação

e criatividade estão voltadas para levar tecnologia

e inovações, novas ferramentas e materiais

aos cooperados. Estamos sempre em busca de novidades

sustentáveis para as propriedades rurais",

afirma. Segundo ele, os dias de campo auxiliam

na tomada de decisão dos produtores, permitindo

que escolham as melhores variedades e tecnologias

para obter mais rentabilidade.

A participação ativa dos cooperados reforça a

relevância desses encontros. "Hoje, estamos aqui com

mais de 120 produtores, que questionam, interagem

e demonstram interesse em aprender. Isso gera bons

resultados", acrescenta Roveda. No último evento, foram

apresentados novos materiais de soja adaptados

à região, tecnologias de mix de cobertura, manejo de

braquiária no sistema de produção e inovações em

máquinas agrícolas. O dia finalizou com uma palestra

técnica sobre física do solo, conduzida pelo pesquisador

Henrique Debiase, da Embrapa Soja.

O gerente da unidade de Juranda, Sérgio

Bertola, reforça o compromisso da cooperativa com

o desenvolvimento dos cooperados. "Nosso objetivo

é trazer novas tecnologias que possam ser implementadas

na lavoura para gerar mais renda e

sustentabilidade no agronegócio. O produtor que

participa desses eventos sai com informações valiosas

para aplicar no dia a dia", destaca.

O cooperado Anderson Shiratsu, de Juran-

50 revista

março/2025


A cada edição, os Dias

de Campo da Coamo

reafirmam o papel

fundamental na difusão

de conhecimentos e na

promoção de boas práticas

agrícolas, auxiliando os

cooperados na busca

por produtividade e

sustentabilidade

da, enfatiza a importância do conhecimento adquirido

nos Dias de Campo. "A agricultura está cada vez

mais tecnológica, e precisamos estar sempre atualizados.

Informação é essencial para tomar uma decisão

correta", afirma. Ele também elogia a iniciativa

da Coamo em proporcionar esses eventos e destaca

a interação entre os produtores. "Não é só a parte

técnica, mas também a troca de experiências entre

os cooperados que faz a diferença."

Em Brasilândia do Sul, o gerente Anselmo

Gonçalves de Almeida reforça o peso que o evento

tem para os cooperados. "Cada região tem uma particularidade,

e aqui conseguimos trazer variedades

adaptadas à realidade do nosso solo. O trabalho de

planejamento começa meses antes do evento, desde

a escolha da área até a seleção das tecnologias

que serão apresentadas", explica.

Com mais de 200 participantes, o evento

trouxe 24 novas cultivares de soja adaptadas para a

macrorregião. Para o supervisor técnico da Coamo

em Brasilândia do Sul, levar essas novidades e disseminar

informações é o papel do corpo técnico da

cooperativa. "O solo aqui varia muito, e esses eventos

ajudam os produtores a entenderem quais variedades

se adaptam melhor. Estamos muito satisfeitos

com o retorno positivo dos cooperados", conta o

supervisor.

A cada edição, os Dias de Campo da Coamo

reafirmam o papel fundamental na difusão de

conhecimentos e na promoção de boas práticas

agrícolas, auxiliando os cooperados na busca por

produtividade e sustentabilidade. A cooperada Aline

Simokomaki Tadiotto, de Brasilândia do Sul, avalia

o dia de Campo positivamente. “Têm variedades

novas que estão vindo no mercado e é sempre bom

para a gente saber e programar a próxima safra. Só

tenho a agradecer pela oportunidade de estar sempre

aprendendo e inovando com o que é mostrado

nesses encontros”.

José Aparecido Mandotti também é cooperado

em Brasilândia do Sul, e procura comparecer

em todos os eventos técnicos, para receber cada vez

mais conhecimento regionalizado. “Os dias de campo

tem uma importância muito grande porque podemos

ver a tecnologia no nosso local de trabalho,

em uma propriedade com a mesma altitude, mesmo

tipo de solo e sempre com tecnologias novas. Temos

a oportunidade de observar de perto aquelas

que se sobressaem nessa condição e é um aprendizado

sempre”, atesta o cooperado.

março/2025 revista 51


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52 revista

março/2025

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mídia

Coamo Alimentos ganha novo site

O

novo site da área alimentícia

da Coamo está

de cara nova. Integrado

ao portal institucional da cooperativa,

a nova página busca aprimorar

a experiência do usuário,

facilitando a navegação de clientes,

consumidores e funcionários.

“A unificação das plataformas foi

pensada para simplificar a usabilidade,

tornando o acesso mais

ágil e intuitivo”, explica o gerente

Comercial de Alimentos da Coamo,

Wagner Schneider.

O gerente revela que as

mudanças não foram apenas estruturais,

já que o design do site

também ficou mais moderno e

visualmente atrativo. “Cada detalhe

foi pensado para criar uma

navegação que seja tão agradável

quanto eficiente, tornando o

site um lugar onde os consumidores

podem encontrar tudo o

que precisam de maneira rápida

e sem complicação.”

Entre as diversas funcionalidades

que o novo site oferece,

algumas se destacam por sua

utilidade e praticidade. Agora,

os consumidores têm acesso a

informações completas sobre

os produtos Coamo, com descrições

detalhadas, aplicações, dados

nutricionais e especificações

técnicas. Essa riqueza de conteúdo

não apenas ajuda a esclarecer

dúvidas, mas também proporciona

uma compreensão mais profunda

dos produtos, permitindo

escolhas mais assertivas e conscientes.

Outro ponto que merece

destaque são as novas receitas,

elaboradas e acompanhadas de

vídeos tutoriais. São sugestões

de pratos para o dia a dia ou ocasiões

especiais, com orientações

contendo o passo a passo que

tornam o preparo mais simples e

prazeroso.

Uma das grandes inovações

do site é a ferramenta "Onde

Encontrar". Com ela, os clientes

podem facilmente localizar os

produtos Coamo mais próximos,

facilitando a compra e a experiência

de quem deseja adquirir produtos

de maneira rápida e sem

esforço. O site se torna, assim, um

facilitador tanto para quem busca

qualidade quanto para quem valoriza

a conveniência.

Além disso, o novo site

oferece uma série de dicas úteis

para o dia a dia, com novidades

sobre os produtos e conteúdo

que tornam a visita uma verdadeira

experiência gastronômica.

E para os vendedores e representantes

da Coamo, o site se transforma

em uma poderosa ferramenta

de apoio, pois conta com

uma área exclusiva que permite

o download de materiais de vendas,

que auxiliam na promoção

dos produtos e na oferta de um

atendimento ainda mais completo

e personalizado aos clientes.

Confira essas novidades. Acesse

www.coamoalimentos.com.br

e explore as novas funcionalidades.

março/2025 revista 53


INGREDIENTES

3 xícaras (chá) de Farinha de Trigo Coamo Super Premium

2 xícaras (chá) de açúcar

3/4 de xícara (chá) de Margarina Coamo Premium

1 xícara (chá) de leite

4 ovos

1 colher (sopa) de fermento químico

MARGARINA PREMIUM

MODO DE PREPARO

Bata as claras em neve e reserve.

Bata as gemas, o açúcar e a margarina até obter uma creme fofo.

Junte o trigo e o fermento e misture até incorporar.

Acrescente as claras, em duas etapas, mexendo delicadamente.

Disponha em uma forma quadrada, untada e enfarinhada.

Leve ao forno preaquecido em 180º C.

Asse em 180º C por 40 minutos – ou até que um palito espetado

na massa saia limpo.

NHA

M

FARINHA PREMIUM

Confira

o vídeo

da receita

coamoalimentos.com.br

CoamoAlimentos



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